Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19018


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Full Text
4NN0 LU ----- NOilBO (1
PAIIA A CAPITAL E LlAHK8 OXDE NAO SE PAGA PORTE
Por tres mezoB adiantadoE
Por seis ditos idens.....
Por um anno Ideai.....
Uaia numero uvulso, do mesmo ca
12,5000
24,5000
4100
Ptt-HA 25 DE MARQO BE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por Beis mezea adianUdoa.............. ?2
Por nove ditos dem................. 2O0OOU
Por um anuo dem. .............. ]j
Cada nun;rro avulso, de hs anteriora......... tfiv^u
DIARIO DE PERNAMBCO
Propgate te itlanoel Xtguetra Uc Jara & Mt)o$
I



____TELEGRAJHAS_____
mw 2- a:-:^::a satas
(Especial para o Diario)
LONDRES, 23 de Mar5o.
O Boicrnu iln provincia de Buenos-
Ayre esta en nes;ociacoes rom a
casa bancarla de Baring Irmoa no
intuito de conlrabir mu empreati-
nio de 1:933:000 peaoa fortes.
MADRID, 23 de Marco.
O general Lopes mingues, em-
baixador da Hespanba Junto do go-
v-rno francs, profeilndo um dls-
carao em um banquete a que assls-
tlam l* generaea. exprimi ana In-
teira coauanca noa reaultaitoa daa
prxima* eleicfiea na eapanba.
O general Domingues acredita que
o governo lora grande maiorla na
nova Cmara.
LONDRES. 23 de Marso, Urde.
Oer&m bom reaultado aa negocia-
co>* do fowemo da provincia de
Bueniis Ajrt' para o On de contra-
bir um empreatimo.
.% emlaaao deaae empreatimo val
ser felta a achlllnga e ao juro d
.
C0NSTANTIN0PLA, 23 de Mar tarde.
O SullAo consent em nomear o
Principe da Bulgaria governador da
Hornilla Oriental durante 5 annos.
BELGRADO, 23 de Marco.
O gabinete servio pedio denals-
.
VIENNA, 21 de Marco.
O governo blgaro exige que o
Principe Alexandre aeja Horneado
governador da BomllaOriental per-
petuamente.
A aituaco doa Balltans contina a
eatar multo deatendlda.
LONDRES, 24 de Maro.
O Lord Muir de Londren presidi-
r, no dia 30 do crrente, um mee-
tino boatil ao projecto de autonoma
da Irlanda, o qual brevemente de-
ve aer apreaentado aa Cmara* pelo
governo.
Agencia Havas, filial era Pemambuco,
24 de Marco de 18RG.
MRTE 0FFIC1AL
Governo Ja Provincia
DESPACHOS DA PBESIDENCIA DO DIA 23 DE
MAKgo DE 1886
Coama Damiana de Nascimento.Informe o>"r.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Joao Baptista Cabral.Sim.
Jos da Silva.Info'me o Sr. Dr. juiz de d-
reito das eiecucoes crminaea da comarca do lie-
cife.
Joo Marinbo de Souza Leo.Declare o sup-
plicante qaal o motivo que obstou o cumprimento
em tempo do regulamento n. 4835 de 1 de 3e-
sembro d: 1871.
Lourenco Gongalves Aleixo.Concedo 2 mezes
com ordenado.
Simio Francisco Gomes.Informe o Sr. Dr.
juiz de direito das execuges criminaos da comar-
ca do Recife.
Secretaria da presidencia de Pemambu-
co, em 24 Marjo de 188G.
0 orteiro,
J. L. Viegas.
Repartlcao da Polica
Secco2.N. 307.-Secretaria da Po
licia de Pemambuco, 24 de Margo de 1886.
Illm oEitm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos na Casa de
Detencjlo os seguintes individuos:
A' ordem do subdelegado do Recife, Sebastio
Gomes dos Santos, por crime de homicidio.
A' ordem do do 1" districto de S. Jos, Joao de
Souza Pereira e Jos de Lima Gomes dos Santo3,
por disturbios.
O individuo de nome Sebastin Gomes dos
Santos, de que cima trato, foi preso em flagrante
por haver bontem, s 5 horas da tarde, assassi-
nado a Manoel Francisco de Barros.
Contra o mesmo abrise inquerito.
Communicou-me o delegado do termo de
Agua-Preta, que, em data de 20 do corrente, pro-
cedeu a visita da respectiva caieia,na qual foram
encontrados 9 presos, sendo 1 sentenciado, 5 pro-
nunciados e 3 indiciados em diversos dimes.
Hontem, 1 hora da tarde e na fregaezia
da Varzea, na occasio em que o almocreve An-
tonio Soares dos Santos, que se achava em um
rancho, tratava de seguir viagem, aconteceu cahir
um pistola no chao, a qual disparando emprega-
r.un-se os projectis em si mesmo.
O subdelegado tomou conhecimento do occorrido
e msndou conduzir o fe'ido para o hospital Pe-
dro II, afim de ser tratado.
Por se achar pronunciado no art. 123 do Cod.
Crim., foi capturado, em 5 do corrente, no termo
da Ex, o individuo de nome Raymundo Gomes,
conhecido por Catle.
Reassumio hontem o exercicio da delegacia
do termo de Pao d'Alho, o cidado Francisca Vi-
dal Aranha Montenegro.
Deus guarde a V. Eso.H)m. eExm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, inuito digno presidente da
provincia. O chefe de poli'ia, Antonio
Domingos Pinto.
(
ECO.V03IIA POLTICA
(Extrahidt,)
1>A H3L10TUECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Ccnliauafao)
CAPITULO II
Producco da riquesa
Ainda fallaremos de outra consoquencia salutar
da divisao do tr.ibalho a adaptado local. A di-
visao do trabalho produz a adaptnco loca!, per-
mittindo que cada especie de trabalho se execute
no lugar que Ihe mais conveniente. J vimos
atraz que deve execut balho no local en que mais productiva ; mas nao
poderii isso rcalisar se, se nao se puzesse era pra-
tica a divisao do trabalho. em resultado d'ella
que no nosso paiz se produz para exportago vi-
nho, azeite, fructa, gado, cortiga, etc., e que im-
portamos fazendas de seda, de 1:1, de algodo,
obras de ferro, leugas, carvao de pedra, gneros
coloniaea, etc. ; que a Franca produz vinl.o, sedas,
qninqulhariaa ; a Inglaterra o algodo de Man-
chester, o carvo de padra d Newcastle e a cer-
veja de Burton-on Tient. Quaado o commercio
livre c est bem organisad* a dividi do trabalho,
cada paiz, cada districto, cada povoado, aprende
a produzir alguina c mraodidade melhor que os
outros. Assim, no nesso paiz, as obras de ctela
ra se fabricam especialmente em Guimaraes ; os
aitefactos de ouro no Porto e em Lisboa ; os ta-
mancos e chancas cm Panafiel ; a Covilhan urna
cidade particularm nte destinada industria dos
pao nos ; a populacao da ilha da Madeira tem ad-
uirido notavel aptido para o fabrico dos chapeos
!e palha, das obras de verga, dos borJados e das
rendas ; Braga o centro mais productor de cha-
peos de feltro e de la grosseiros.
Nao sempre fcil explicar exactamente a razo
Krque estes artefactos se produzem melhor n'uma
alidade do que n'outra ; mas o facto de obser
vacio cora mu m, e por isso deve deixjr-sd ao povo
inteira librrdade para comprar os objectoa que
mais estimar. As commodidades sao fabricadas
para satisfazerem as necessidades, para produzi
rem utilidado e prazer, e nao para darem trabalho
aos operarios.
0 commcrcio, desde que tem liberdade, d or
rem divisao do trabalho, nao smente entre ci
dade e cidade, entre provincia e provincia, mas
tambem entre as naedes, ainda as mais distantes
urnas das outras. Por tal n.odo se crea o que pode
chamar-se a divirio territorial do trabalho. o
commercio entre os povoc, mo s um dos meios
de augmentar a riqueza de poupar o trabalho, mas
estreita os Ucos intre as nacois e approxiraa o
momento em que todas ellas vlvero em perfeiU
harmona, c.mo se fossem urna so.
(Ccs/rma).
Thesoaro Provincial
DESPACHOS DO DIA 24 DE MABgo
OfEcio do Exm. Sr. presidente de Alagoas, Cy-
priano Torquato daTrindade, Antonio Fernandes
Ramos de Oliveira e Dionisio Pacheco da Silva.
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Padre Manoel Jos de Oliveira Reg.Satisfaga
a exigencia.
Jlo Pinheiro Catle, Dr. Hermogenes Scrates
Tarares de Vasconcellos.^Eusebio da Cunha Bel
trao, Aatonio Gomes de Mattos e Antonio Jos de
Miranda Falco. -Certifique-se.
BarSo de Caiar.Deferido, de accordo com as
informages.
Padre Joaquim Antonio de Siqueira Torres.
Declare o contencioso se j f*>i prestada a fianga.
Con tas do Dr. procurador dos feitos, do coin-
msndo do corpo de polica e do thesoureiro das
Obras Publicas.Approvadas.
Felippe Augusto de Ase vedo.-Informe o Sr.
contador.
Mara da Conceico Fittnga Santos.Deferida,
de accordo com a informago do Sr. contador.
Francisco Antonio de Meira Lima.Ao Sr. Dr.
procurador fiscal para attender, nao havendo in-
conveniente.
Amalia Prudencia Alve3 Lima.VolteaoSr.
cantador para mandar azer as netas da portara
de licenga.
Bernardina Henriques de Oliveira.Ao Consu-
lado para attender.
Jos M. Ccelho da Silva.Informe o ir. con-
ador.
-y^aec
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 23 DE MARCO
Modesto aa Albuquerque Carneiro da Silva.
Informe a 1* secgo.
Jos da Silva Loyo & Filha e Tertuliano 8oares
da Silva.Certifique-se.
Francisco Ferreira Baltar.Informe a 1 sec-
go.
24
Alexandre Jo3 da Silva. A' 1' secglo para
attender.
Pereira Ferreira & CA' 1 secgo para os de-
vdos fins.
Laurentino Antuncs Mendes.Al1 secgo para
attender.
Antonio Francisco das Cruzes, Antonio Fran-
cisco Pereira de Carvalho e Manoel Alves de Car-
valhoInforme a 1 secgo.
Alfredo F.aneo da Suva.-Informe a 2 secgo.
Claudimira Mara da Conceigo.-V 1" secgo
para attender.
Jos Gomes Gneles. Em vista do que expo-i
o Sr. chefe da 1 secgo fica sem effeito o meu
i desoacho de 20 de Dezembro, relativo ao abate
de 30 % requerido por Jcs Gomes Gauches, vis-
to ter posteriormente admittido em seu estabele
cimento um caixeiro estrangeiro.
Manoel Fernandes Velloso --Certifique-se o que
constar.
Joba H. Boxwll.= Vistas as informages o snp-
plicante nao pode ser attendido pjr esta repart-
gao.
I
DIARIO DE_PER5IAfflBUC0
RECIFE, 25 DE MARQO DE 1886
noticias da Europa
O paquete inglez Neva, que passou hontem para
o sul, trouxe datas do velhj continente, alcangado
13 do corrente, ae Lisboa, o que quer dizer dez
dias mais modernos do que as trazidas pelo Brila-
nia.
Alero das de Portugal, constantes da carta do
nosso correspondente de Lisboa, publicada na ru-
brica Exterior, eis as noticias de que foi portador
o aliud.do paquete :
Hespanha
Escreve, i 13, o nosso correspondente do Lisboa
acerca Jo reino visinbo :
Trata-se agora no visnho reino dos preparati-
vos para as prximas sleigoes geraes de deputad >s
e senadores.
Devero effectaarse as dos deputados a 4 de
abril e m dos senadores a 25, afim de reunir-n
o parlamento no da 10 de Maio.
Os respectivos decretos foram publicados na
aaeta de 9 do corrente. A machina eleitoral osla-
se reorganisa ido apezar dos protestos de libcda-
de eleitoral to apregoada pelos orgos sagastnos.
Parece que o r. Mattos J nao est rauito satis-
feito com o presidente do conselho de ministros em
consequeocia das resistencias administrativas que
tem experimentado as candidaturas dos seus ami-
gos polticos.
O Sr. Bryce, sub-secretario dos negocios cs-
r.rangeiros do gabinete nglez, sendo interrogad j
ptlo Sr. Tolimson, deputado por Preston, declarou
na sesso nocturna de 11 dette mez na cmara
dos communs, que o ministro inglez em Madrid,
logo que subi ao poder o actual ministerio, rece-
beu instruecoes recommendando-lhe que azessse as
necessarias diligenciis para remover os obstcu-
los que embaragam o commercio entre a Inglater-
ra e a Hespanba ; uccrescentou, porem que no esta-
do actual da qi'esto nao d esperanga de que elle
possa brevemente coramunicar ao parlamento a
correspondencia trocada sobre tal assumpto.
A rainha regente assignou o decreto que aug-
menta n'um milbo de pesetaa o crdito destinado
a socc rrer os atacados lio cholera, prevndo nova
epidemia neste anuo de 1886.
" Nos primeiros dias de Margo urna furiosa tem-
pestade se manifestouno mar Cantbrico tendo cau-
sado diversos naufragios. Tem havido inuadagoes
em diversos nos do Pennsula. A cheia do Douro
era espantosa.
Sao geraes as innndacoes ; muitos ros sahiram
fora dos seus leitos. O Tejo subi tambem quatro
metres e em Araujuez est inundada urna grande
zona, interceptando as communicaces pelas estra-
das. Os prejuizos sao importantes e o pnico
considoravel. As Baleares tcem sido agitadas
por grande vendaval, achando-se detidos os cor-
reius.
Affirma-se que os carlistas esto divididos
acerca do proceaimento que devem siguir na pr-
xima campanhi elvitcral.
Oa republicanos dos diversos matizes tratam
de fazer umacolligago poltica, mas nao eleitoral :
porem diz-se que o Sr. Gastelar contrario a este
acto.
Em Ceberio, na Biscaya, foram atiradoa dous
cartuchos de dyaamite para dentro da janella
de urna casa particular. A exploeo, porm, mo
fes victimas, causando muitos estragas.
A poca .'.fiirmava ha dias que o sulto de
Marrocos nao quer cedci nem Fraaga, nem
Hespanba nenbum territsro as msrgens do Mu-
laya, eat se recusa a ceder Santa Cruz de Mar
Pequea. Accresccnta a mesma falba que a Al-
lemanha nao d'seja nenhum territorio era Marro-
cos ; entende que a Hespsnha em todo o caso nao
deve desinteressar-se desta questo.
No dia 4 foi assignado no palacio real de Madrid
o contracto ante-nupcial da infanta D. Eulalia
com seu primo o infante D. Antonio de Orleans,
assistindo o presdeute do conseibo de ministros, c
ministro da justiga, como notario e os grandes
digoitaros da cor*.
A infanta leva um dote de 3 milhes de pese-
tas ( 540 contos de res moeda forte) em valores
hespanhes e estrangeiros e o infante 120 milhes
de rendimento. O papa enviou a bengo aos noi
vos.
Por essa occasio o duque Chatres foi agra-
ciado com a Grau-Cru7 de Carlos III.
No dia 6 que se effectuou o casamento da in-
fanta. A galera do palacio real eslava cheia de cu-
riosos. Nao houve incidentes no meio de to
grande multido, se nao o facto de um rapaz que
esta va atrs de todos querer pastar adan te ajpo'i-
gando com urna faca as pessoas que Ihe ficavam
prximas, o que Ihe reodeu ser preso immediata-
mente depoB de concluida a ceremonia.
> Diz-se qoe a Hespanha enviar dous delega-
das ao congresso convocado pelo celebre Pasteur
para as propagar a prophyllaxiada raiva.
< Continua enferma e de cama a regente de
Hespanba.
S. M. nao re-:ebe pessoa alguma. Nos crcu-
los polticos tem causado sensacao nao ter a rainha
perdoado ao reo Bertual que foi fusilado a 5 do
corrente em Carthagena, tendo pedido por elle a
propria viuva e o filho do infeliz general Fajardo.
Foi novamente preso o conhecido industrial
republicano D. Clemente Gutierry, o qual foi ligo
posto em liberdade pelo juiz, assim que soube de
to arbitraria prito.
Est causando escndalo um pleito instaurado
por um commerciante da ra de Carmen, de Ma-
drid, contra o duque de Montpensier, o qual se re
cusa a pagar a exageradisnma importancia d'uraas
rendas de Bruxellas f>. mecidas pelo tal negocian-
te e que o duque Ihe encommendara para ofiere-
cer infanta D. Eul lia.
Foi resolvida, segundo affirma urna folha de
Barcelona, a fuso dos caminhos de ferro dire-
ctos de Madrid a Saragoga e Barcelona, com a
companhia de Tarragona a Barcelona e Franc-a.
Est a partir para Cuba o novo cap(o-gene-
ral daquella colonia, o Sr. Calleja.
Parece que ser indultado o duque de Sev-
lba por occasio do prximo parte da rainha re
gente, commutando-ae-lhe es oito nnnos de pr-
so em desterro.
E' facto consumado a allianca eleitoral catre
os esquerdistas do general Lpez Domnguez e os
conservadores ortbodoxos do Sr. Homero Robledo,
cem graddc alegiia des seus amigos.
Ambas as fraegoes elegeram um comit mixto,
cncarrt-gado de tudo quanto se relacionar om as
eleigoes.
Parece que dentro era pouco se dispersar a
familia real hespanhola, que se havia reunido para
o enlace da infanta D. Eulalia.
O rei D. Francisco, acompanhado dos duques
de Montpensier parte para Sanlucar.
A rainha D. Izabel vai para Munich acom-
panhar sua fi ha a infanta D. Paz.
A infauta D. Izabel sthe em viagem s diver
sas ca pitaes estrangeiras.
Os noivos. depois de regressarem de Aran;uez
vo habitar em Madrid o palacio do duque de
Montpensier, na ra Tueocawal.
Pica pois s no palacio real a rainha regente
com a filhmha.
Diz-s tambem nos circuios autorisados de
Madrid que antes de findar o mez a mil da rainha
regente vira visita 1-a a Madrid.
Falleceu D Manuel Escobar, tir- do Sr. Sa-
gasta, presidente do conselho de miuistros.
Cartas das provincias vascongadas dizem que
os chefes carlistas tcem andado muito activos du-
rante os ltimos dias e trabalham para conquistar
a adbeso de muitos carlistas importantes que se
mostrara pouco dispostos a recorre/ aos meios vio-
lentos.
A commisso administrativa do senado encar-
regou o afamado artista Casado de pintar um qua-
dro que represente o juramento perante as cortes,
reunidas em assembla nacional, da actual rainba
recente.
A Gacela pnblicou ha das um decreto orde-
nando que cntrem no exercito 50,000 homens lti-
mamente sorteados.
O ministro da fazenda, o Sr. Camacho, que
incansavel, trabalha onstantenu nte desde que en-
trou para o governo.
Ha dias teve urna indisposigo que o levou
cama, pa:ece que por exc*sso de npplicago.
Foi prohibida pelo governador civil de Madrid
a annunciada manifestago qne projectavara fazer
no principio deste mez oa operarios de Madrid, ao
grito de feo e trabalho.
Estove mu 11 animado o carnaval em Madrid
na terca-feira gorda. O baile infantil no salo da
opera esteve esplendido. Era numeroso o concur-
so de creangus vestidas com elegancia c cem varia-
dos costumes.
No Prado e Riuletos era grande o numero de
mascaras. As carruagens chegavam at porta
do Sol. Hiuve diversas alluses polticas mu:to
applaudidas pelos ejpjcta lores.
Franca
A cantara doa deputados discutiu a proposta de
expulsao dos principes.
O Sr. de Freyeinet combateu a propjsta por in-
til e inopportuua, declarando que o gjverno, se as
circuinstanciaa o exigirera, sabara tomar as medi-
das necessarias, e sustoniou que a cmara deve
contar cora a vigilancia e energa do governo.
(Aplauso.-).
Pass mio-Se votagio a caraira regeitou pir
355 votos contra 135 a proposta Duah para a ira-
mediata ex ulso doa princip s e por 333 contra
188 a proposta Iiivet pedndo a expulsao faculta
tiva. e finalmente approvou a ordem do dia acceita
pelo ministerio :
A cmara, confiada na enrgica c vigilancia
do governo, e convenc ia de que elle tomar con-
tra os i incipes as medidas que as circumstanc'as
exijara, passa ordem do dia.
Em argida a o uara adiou a continuago das
suas sesao' s para quinta teira.
Em Fraaga a tambera, como na Inglaterra,
manifestagoes dos operarios sem trabalho.
E' re*lm rato o trabalho que Ibes taita, ou trata-
se, em ambos o.-< paizes, de urna eapeculacito poli-
tica do socialismo ?
E' de crer que a crise industrial aftgs c e l as
classes que vivera do lavor quotidiano ; mas eutra
muito as raanifcatacea a influencia poltica dos
homena que diriera boje em toda a parte 03 ope-
rarios no sentid? daa chamadas reivindicagss
sociaes.
No principio de Margj tentou se um mteting na
praca da Repblica, era Pars, e outro na exp la-
nada doa Invalidoa. Mas os meetiitgs nao so rea-
lisaram, ou, pe) in nos, nao tiveram a mnima im-
portancia.
No theatro do Chateau d'Eau que se efTectuou
urna grande reunio para tratar da nscecsidade de
emprehenderem obraa publicaa, afim de se empre
gar nellas os operarios desocenpados.
O ministro do commercio, L c-kroy, havia acei-
tado a presidencia honoraria c o deputado radical
de Pars, o Sr. Delattre, a presidencia efectiva.
Calcula-s sentes, predominando entre ellas o elemento socia-
lista de Bcllevlle.
A assembla principiou por acclamar como pre-
sidente o Sr. Basly, aquelle deputado que na c-
mara glorificara e qualificara de acto ele justiga o
homicidio do engenhere dreotor dis minas em
Deoazeville.
Foram tambem indgitado3 para compor a moza
o ex-coTiraunista Vaillant e Querey relactor do
Cri da Peuple.
O elemento revolucionario empalmas* i. como se
v, a direcgo do meeting.
Os organisadores protestaram debaldc. Os ac-
clamados natallaram-se na mesa.
Os proteatoa de um lado, aa imprecacoea de ou
tro, tornaram logo uo principio tumultuaria a re
unio, quaacibou aos gritos de viva a communa,
e ao canto da Carmagnola e do Qa ira.
O deputado Boycr, que se acbava presente, fez
a segninte declarago, em nome dos operarios.
Oa operarios nao recsrrero furga sj obti-
verem ustiga ; mas ae a burguezia nao tomar em
consideraco as suas revindicagoes, sero impie-
dosos com ella.
O conselho municipal de Pars negou-se a asso
ciar se ccl> brago do centenario de Arago, que
se celebrou a 26 de Fevereiro era Perpign-.n, trra
natal d# illustre sabio, e que devia repetir se do-
mingo em Pari-j.
O almirante Miuchez, director do Observatorio
appellou logo paraos parisienses,pedindo-lhesque
abrissem urna subscripgo para ae erigir urna
estatua ao grande as ronomo, em Pars.
Os merabros avangados do conselho municipal
invocaram contra Arago, o aeguinte : que em 1848
ae oppuzera so estabelecimento daa ofEcinas naci
naes c que fora, apezar de republicano, um d s
assassinos de junho.
No da 5 de margo, ao fechar da Bolsa, um
individuo que estava naa galeras superiores, dis-
parou tiros de revolver sobre o publico, ferindo li-
geramente urna pessoa.
Sendo preso, declarou ser anarchista e querer
castigar os capital i-tas que exploram o povo ; mas,
recusou dizer o seu neme.
Das cinco balas disparadas na Bolsa ; or esse
anarchista, urna bateu no soalbo prximo da cor-
beiere dos correctoras, e duas asertaram uas ;or-
nijas. Oa guardas da Bolsa tiveram muita diffi-
culdade em livrar do furor da multido o crimi-
noso. Este, que homem de 30 annos, tinha naa
algibeiras jornaes -narchiatas. Suppoera-se que
doudo. Ao ser preso deitou fra urna garrafa
cheia de um liqt'ido que ae presume aer explosivo,
e de :larou querer ha muito fazer ir pelos rea a
Bolsa, e para isso eatudava cbimica e fabricava
bombas explosivas : tna?, como estas nao reben-
tassem, decidi ento fsset usj do revolver.
O autor do attentado da Bolsa um breto cha-
mado Fallo, como depois se veio a saber, e ma-
nipulador de chimica. Averiguou se no interroga-
torio que fra j condemnado em 1879, pelo jury
do Sena, por haver fabricado e emittido moeda
falsa.
Corre que a celebre Luiza Michel e outros anar-
chstas preparam um grande comicio popular para
celebraren) o anniversario de 18 de tiargo.
A' 9, um doudo disparou o revolver contra o Sr.
Julio Vernc, que ficou ferido em urna perna.
O doudo sobrinho do celebre escriptor.
O Tribunal de Villefrauche condemnou 4 me-
zes de priso o cabega de motira dos miueiros de
Decazevil.e.
O conselho municipal de Paria votou hoje um
subsidio de 16,000 francos, para soccorrur os mi
nciros de Decazcville.
Houve incendio no bazar que Gca por baixo do
Crdit Lyonnais. As perdas do bazar sao avalla-
das em 5(l,000 francos; mas, o CreVJi Lyonnais
nada toffreu.
Os jornaea parisienses propera urna subscrip-
go publica destnala a crear um instituto Pas-
teur, para o tratamento preventivo da raiva, onde
sejam recc:bdos francezea e eatrangeiroa.
Annuncia um despacho do Saigon, que oa re-
beldea mataram um capito e dez soldados as
proximidades de Touraue, e avangaram at Qui-
nhone ; maa, o governo aida nao recebeu confir-
mneo deata noticia.
Uesmente ae o boato da dem>sso do Sr. Sadi-
Carnot de ministro da fazenda.
A Gaztta de Colonia tem publicado urna l
re de artigos, hostis s pretencoes dos principes
da casa de Orleans ao throno da Franga. Um doa
referidos artigos concluc nos seguintea termos :
Nao devem os principes persuadir se de que
o amor da Allemanba pela manutengo da paz, a
impega de levantar a luva orleaniata, quando ellea
rstiverem cm posigo de Ih'a langar. ^ As proba-
bilidades de paz, entre as duas nagOes visinhaa,
diminuiro muito no momento em que um Oleana
suba ao throuo franeez.
Urna allianga anglo francesa s possivcl
3uando a Franga soja repblica ou imperio, e, ain-
a aasm ser difficil de lealisar-se, porque a In-
;laterra n a Allemanha tm sempro dez rnsoes a
avor da paz, contra urna a favor da guerra. Alm
disto, a Franga real esteve sempre mais perto da
guerra do que da paz, com a Inglaterra
Italia
Principiou no Io de Margo, na Italia, a discus-
ao annunciada sobre o orgamento e medidas fi-
nancoiraii do paii.
Os debates duraram toda a semana. A vota-
go das inogoes nao podera de certo efFectuar-se
antes do da 11.
Corriara boatos insistentes sobre criso ministe-
rial. At j ae espalhavam listas de ministros,
como se o gabinete Dcpretis e=tivease j demit
tid
A pentarcha, unida extrema esquerda, julga
va se j victoriosa Entretanto, diz se que Cai-
roli nao quer presidir a futura atuacao, nem mea-
ran tomar parte nella, mas deixar a Zanardelli a
presidencia do conselho. Um ministerio Z"nar-
delli talvez a nica que poder contar com apoio
da extrema esquerda ; e Cairoli indicara eora
este estadista como chefe da maiora e nico com-
petente para governar. Ora, Zanardelli como
ae sabe, um dos liberaes mais avangados do par-
tido progressista, antigo republicano, e ainda ho-
je, preso pelo cordo umbilical extrema esquer-
da. Cairoli seria elevado presidencia na cma-
ra ; Baccarini tomara o lugai de leader da maio-
ra, e Zanardelli formara nova situagao com Cris-
p, Nicotera, Casaretto, La Cava, Branca, etc.
O projecto de le sobre groves, que o governo
apresentra, foi rejeitado, levando por couseguin-
te o gabinete um chqui nesta questo, embora
nao quizesse tmalo como tal, por nao ter feito
qaestM ministerial da approvaco do projecto.
Apesar de tudo, parece certo que Depretis sa-
hir venced >r d*. batalha.
Mais de urna vez tem acontecido dar-se esta co-
mo perdida, e, no ul'imo momeuto mudar-se a der-
rota em victoria.
Haja vista com a reforma do imposto predial.
Iiabiliaaimos em arraujos, Agoatiubo Deprctia
encontra sempre meio de utilisar as fraquezas hu-
manas, servindo-sa dellas para os interesses pol-
ticos.
Oa jornaea da opposiglo clamara coutra a cor-
rupgo exercda pelo governo noa deputados, maa
o facto que as violagocs, Depretis acha sempre
numero sufficiente para a sustentar.
Porque acontecer agor joutro tanto?
E, em caso de crime, nao veremos o presidente
do conaelho deafazer-ae de alguna dos seus colle-
gas actuaes, eorganisar novo ministerio?
Porque nao, se elle conta com o favor decidido
da coroa?
A cmara dos deputados approvou por 242
votos contra 227 a ordem do dia Mordini, aceita
pelo governo, declarando que a cmara, ouvidas as
declarages do ministerio, pasaa diacusao dos
artigos do orgamento.
Santa S
Por occasio do anniveraario do seu idvento
cadeira pontificia, Leo XIII pronunciou um dis-
curso, cm retposta ao que Ihe fui dirigido pelo sa-
cro collegio.
Depois de deplorar a condgo em que se acha, e
que nao Ihe deixa a liberdade necessaria para
crear institu,-oes dura veis, o soberano pontfice
exprimi se nos seguintes termos:
Devenios neste momento deplorar p^ rante vos
aa graves difficuldades que nos po luz urna til si-
tuagao no exercicio do ministerio apostlico.
Durante : oito annos que acabamos de per-
correr, temos sentido todo o peso deasas difficulda-
des, e cada dia podemos avuliar melhor quanto
urna tal s'tuago indigna do chefe supremo da
igreja e incompativel com a independencia da
Santa S.
Todas as occasides que se deparara a coafir-
mam at evidencia e fastos recentes demonstram
que bastam futeis r retextos e vulgar malevolen-
cia, para que immediata e impunemente a Santa
S se torne o ponto de mira de todas as paixdes e
de todas aa coleras da multido, e pera que o Va-
ticano seja o alvo de projectos violentos e de amea-
gaa feroes.
Submissos inteiramente a tudo quanto a di-
vina providencia quera dispor a respeito da nos-
sa humilde pessoa, nao podemos deixar de recla-
mar pirante o mundo cntholco urna aituago que
proteja a nossa autoridade, e Ihe aaaegure a honra
e a liberdade.
Que DeuB, na sua misericordia, nao demore
um ccontecimento to jubiloso e to desojado
Inglaterra
Publicou-ae cm Londres a informago da com-
misso de inquerito sobre a origem e carcter das
desordens do dia 8 de Fevereiro naquella cidade,
e sobre o procedimento da policia nessa occasio.
O parecer declara quo as medidas adoptadas
pela polic a na praga de Trafalgar foram bein
pouco satisfactorias e muito' defeituoaa a sua con-
cepgo.
O numero de agentes mandados para diversos
pontos era de todo naufficiente, e a8 diapoaigoes
tobadas denotavam urna lev:andado quasi incon-
cebivel.
A mesma informago faz constar que o coronel
Henderaon, chefe da p ,lica, se encontrava na
praga vestida paisana; que vigiava effeetva-
mente das operagoes dos seus agentes; masque
nao tomou directamente o mando delles, e qne,
emquanto duraram aa desordena, nao dera ordena
alguma.
A co-nmiaso faz notar tm termos severos que
houve completo descuido 'm se tomarem as pre-
cauges mais elementares para se collocar a poli-
cia em aituago de dominar a multido, nem mes-
mo depois de serem reconhecidos os elementos pe
ri? .sos de que se compunha o meeting.
O coronel Henderaon, para ae defender, declarou
que nem por um momento lbe occorreu que a po-
pulaga se dirigira da praga de Trafalgar para o
West End.
Suppunha pelo contrario que 08 manifestantes
peosavam cm commetter atlentados contra a ro-
priedade. e que, neste caao, contava que se acbas-
so urna forga censid' ravel de policia em Pall Mal
para fazer frente aoa amotinados; mas que, por
effeito de um erro do individuo encarregado de le-
var as ordena para esac fira, as reservas da policia
de que se trata dirigiram-se (Jara Mal e para a
praga de Buchingham, em vez de tomar posigo
em Pall Mal).
O parecer conclue manifestando a o^ino de
que a administrago e organisago da policia de-
vem ser assumpto de um serio o detido inqueri-
to.
Poi em consequencia deste pirecer da commis-
so que o coronel Henieraou pedio a deaoiaao do
cargo que exei-cia de chefe da policia metropolita-
na de Londres.
Oito individuos aecusados de partcpago noa
motins de Londres, em 8 de Fevereiro, foram con-
demnadoa judicialmente : um a cinco annos de tra-
balhos forcados, trea a dezoto mezea e oa outros
apeaas que variara de doze a trej mezes.
A cama'a dos communs em luglaterra apprc-
vou em segunda loitura, o projecto de lei, que con
cede o direito de suffragio as mnlheres que esti
verem frente de qualquer eat&belecimento ndua -
trial on agrcola.
Ha j muito tempo que os def-raaores des direi-
toa polticos da mulher em Inglaterra emprehen-
deram cata carao nilia, a qjal s foi iniciada Bella-
mente em 1868, quando o celebre Stuart prop:z
na cmara dos communs, que a palavra homens
fosse tubsti uida pela de pessoas em todos os
artigos da le eleitonl.
Eta proposta t reo "lio entilo 73 v 'tos; mas o
impulso estava dado. Muitos peridicos se deca-
raram, jiiquclla poca, e depois disao, partidarios
da nevidade, e organisaram-se numerosos mcetin-
gt em toias as grandes cidades aos quaea nao he-
sitarara de aaeistir militas sonhoraa da ariatoera-
cia ingleza.
Nos fins daquelle anno foi a questo apreseuta-
da 'erante os tribunaes por 5,3*7 mulhcrcs de
Manchesler, reclamando estas a ana inscnpcSo as
listas eleitoraes. O proces-o proseguio no tribunal
de Cammar Plaids em Londres, e deu lugar a de-
bates muito ruidosos e animados. O Sr. Colend-
ge, advogado das pretendentes, levava comsigo
um arsenal de textos para provar que as mulheres
inglesas j tiohara tido os direitos polticos em ou
tro tempo. De nada Ihe servio, porm, a sua dia-
lctica : o alto irionnal rejeitou o pedido das mu-
' Iberos de Manchester.
Eu espero, dizia o presidente, que a nossa
sentenga acabar de urna vez para sempre, com
cetas disparatidas pretenges, que nunca deve-
riam ter-se formulado.
O preaidente do tribunal, expre3aando-se deate
modo, parece que nao formara uina idea exacta do
que era a tenacidade injteza.
Eata c a histeria rpida. Para agora, j alean-
garain o direito eleitaral Ja cmara dos communs,
mulherea que so aeharem frente de qualquer es-
tabclccmcno industrial e agrcola! E' isto con-
siderado, pelo menos, remo primeiro triumpho, e
como tudo est no convcir, mais tardo veremos a
ampliaco desta regru.
Alm das manifestagoes operaras que se rcali-
saram cm Londres c outros pontos da G:-Breta-
nha, facto nue ai-ila hoje est sendo muito com-
mentado pela imprensa britnica, ainda a Irlan-
da urna das grandes *-uegtoes, que prcoecupa o
publico inglez.
Quando o Sr. Gladstone subi ltimamente
ao poder, teve o cuidado de ganhar dous ou tres
mezes antes de apresentar o modo de se resolver
a i spinhoia questo irlsndrza. Esse periodo Ihe
era necessario para identificar com aa suas pro-
priaa ideas os seus c .llegas do gabinete c para fa-
iniliarisar a opinio publica com oa termos da re-
solugo do problema. O pretexto allegado pelo
.Ilustre ministro, f-.i que aquee tempo llie era nc-
cessario pira obi-r raaia ampias informages so-
bre o verdaJeiro estado da Iilanda. Fallou elle
de um grande inquerito a que ia proceder e de-
clarou que receberia com agrado todos os esclare-
cimentos que lhc f sscm commuuicados.
Esse convite tere larga aceitago, e de toda a
parte tem chegado ao governo grande copia de in-
formages e de alvitres. Alm disso, a iraprenss
tem se oceupado bastantemente do assumpto, que
se pode dizer o principal da ordem do dia. Os
resultados dea3e inquerito, aasim feito, bao podem
cousiderar-se satisfactorios. Quanto mais so exa-
minam os effeitos fataes da autonoma reclamada
pelo parti io parnellista, maia temerosas se apre-
sentam as consequencias que pode ter, tanto para
a Inglaterra como para a propria Irlanda. Nao
sera iuquietaco que se considera um paiz pouco
favorecido pela natureza, como urna populago
atrasada e pobre, a bracos cora os encargos que
bao de resultar da sua independencia.
Os grandes propritarios, quando urna voz dei-
xem de ter interesses no paiz, abandonarlo urna
trra que ihes nao hospitaleira, e sero outros
tantos grandes eontribuintes, que ficaro faltando.
Os capitaes fugiro de um emprego que de la-
cros muito duvidoso.o. A oclo, reduzda aos seus
recuraca e ao seu crdito, difficmente oncontrar
quera lhc empreste dinheiro.
E' nessa aituaco to angustiosa e difficil que a
Irlanda ter de fazer face aos encargos de se go-
vernar, de se administrar e de occorrer s suas ne*
cessidadea. Ter que custear aa despezas do go-
verno local, at agora pagas pelo thesouro do rei-
no-unido; ter que sustentar autoridades, tribu-
naes, escolas, policia, etc., e alm disso, que cum-
prir as proraessas do programma parnellista, de
acudir a miseria da populacho.
Easai circumatanciaa complicam gravemente o
problema qun est pesando sj'ore os hombros do
grande eetadista, que pretende coroar a sua longa
cam ira poltica, dando satiafaco s aspiragoes
patriticas do povo irlandez.
O Daily New considera que a poltica irlandc-
za do Sr. Gladstone leva fatalmente prxima
disaolugo do parlamento.
A -amara dos communs rejeitou por 241 votos
contra 229 a mogo que propunha a separago
da igreja e do Estado no principado de Galles.
Ainda a mesma cmara rejeitou por 202 votos
contra 166 urna proposta do Sr. Labonchre, que
tinha por fira tupprimir a hereditaridad: do pa-
rate O Sr. Gladstone tinha declarado previa-
mente que a proposta era inopportuna.
O Time confirma qne o orcamento nglez
apreaentar nota veis re iuccoes no crdito para o
exercito d acampago do Egypto, o qual calca-
lado em 8,000 homens, emquanto que o seu effec-
tive natural de 17,500.
O Daily Neics annuncia que sir H. D. Wolff
propoz fixar-se a frouteira ogypciaca em Wadi-
Halfe, desstindo portante da idea de oceupar
Dongola.
uscitaram-se novas difficuldades entre Muk-
tar-pach e sir H. Trummond Wolff acerca do
exercito egypciaco.
Muktar pacha quer que os officiaes sejam todos
musu'manos.
A guarnico ingleza de Jeme'.hen (Brnavia)
compoata de 80'J homens, ser cercada por 9,000
birmanes.
O general Prendergast foi em seu soccorro, com
una 100 homens ; maa prev-8e que encontrar
urna enrgica reaiatencia tanto na estrada como
em Jemetben. Urna nova columna de tropas deve
ter j partido de Mandalay para soccorrer Jeme-
then.
Oriente
Dizem de Londres ao Journal dea Debal* que
nos crculos diplomticos corra o boato de que o
gabinete Salisbury, pou :o antes da sua queda, se
havia entendido c*m a Porta para a sesso da ilha
de Creta a Inglaterra, mediante a sorama de tres
milhes de libras ; alm disto, o governo inglez
compromettera-se a impedir, mesmo pela forga,
qualquer aggrease da parte da Grecia.
Esta seria a verdadeira explicago da attitude
enrgica da Inglatetra na questo grega; e como
o Sr. Gladstone encontrn no poder este compro-
miaso, cr-se que eon'inuar a mesma poltica, li-
gado, como estava, pelos actos do gabinete an-
terior.
Embora esta noticia exija confirmago, d- Ihe
certa probabilidade, por urna parte, a Turqua
nao fazer grande empeuho em conservar Creta,
que lbe cnsta mais do que produz, e por outra, a
laglaterra des jar ardentemente a acquis'go da
ilha, porque estabalece a mais importante eatago
naval do Mediterrneo no caminho do Eeypto.
Ao mesmo tempo, l se na Corresponde/icia de
Vienna que na Bolsa daquella capital circulava o
boato de que a Turqua tinha recebido da Ingla-
terra um adiantamento de sea milhes esterlmos
com hypotheca na ilha de Creta. E' o dobro da
aorama indicada antea pela ceaso. Tambem isto
ixplicara ainda a preseo que a Inglaterra est
exercendo em Belgrado, para mpor a paz A Ser-
via
De Londres dizem ao Imparcial que lord Iiou3e-
bery, ministro dos estrangeiros, expedir ordena
urgentes aos ministros da Gra Bretanha
cm Buehorest e em Belgr-do, para que apoiassem
ospropoatas feitas pela Turqua para se ,ff.ctuar
a na entre a Servia e a Bulgaria. Lord Kou-
b rv quer que os s.us agentes procedan) com toda
a energa, para qne se evite nova man pe.igosa
do que a anterior.
Foi d.finitvaa ente firmada em Bucharest a pal
entre a Servia e a Bulgaria. Depois de tanto*,
expedientes dilatorios, de tantas denuncias e he-
aitacos, aquclles dous estados e a Turqua acaba-
ram por chegar a perfeito accordo sobre o texto do
artigo nico de um traUd", que pura e aimples-
mente restabe ece as relagoes pacificas ootre os
dous belligerantes.
O delegado ottomano, recusando-sc a aceitar a
propnsta servia, tinha formulado a sua cou'ra-
proposta cm termos que ne fundo se nao afasia-
V8m da redaego do gabinete de Belgrado. Net-
tas condiges, o rei Milano c o Sr. Garacharinse
comprehenderam que nao era opportuno levar
mais longe urna resistencia que se nao poderia
justificar perante a Europa. Somente do trtalo
proposto foram el minadas as palavras relagoes
de amiaade a qne o governo do rei Milauo nao
quii subscrever, prevavelm-nte para evitaro cffei-


-.

^


Mario de Pernambuco---Quinta-feira 25 de Marfo 1886
I
I
to des&gradavel que ellas necessariamente tenam
no* espirites que dh Servia mais exaltado M awa-
tram en ardor patritico.
Cre-se (feralmente que os eonselhos e a prestan
da Austria Hungra nao contribuirn pouco para
a concluso final da pas. Affirma se que o gab-
aete d'aquelle imperio, em preaenoa das ameacaa
do pansaiavism na Servia, da viagem significan
va do principe de Montenegro e do manifest do
Srincipe Harageorgeoitch, pretendente ao throno
Servia, vio a nwi liiade taafmm"y"-
cluso das negoaiajre*jl|ra eestarssaa caMstro-
pbe dynastica dsistl l ipwoi D hi se
derivou a forcaslesccs *pl*ticaieerciaa nm
Belgrado, em fatNaTrfajaake Umbeoaas* fin>a at
titude prudeuf isrei MBane, a qusas* perpee
ti va de um pesjge-intsaat* s-recusa, no iltimo
momento perante o perisy danaomplsi)5ea,exte-
riores.
Em ConstentiAnta, ast da convencao turca 'Salgara pana tamn entrado
em bom caminbo.
' sabido que a Porta tinha dado provaa de con-
descendencia para eom a Russia, dando lhe satia-
faco no ponto que se refera 4 cooperaco militar
eventual da Bulgaria e da Romelia, com as tro-
pas turcas.
O gabinete de S. Petersburgo suscitara novas
dimculdades. Primeiro, pedir que a renovaco
dos poderes do principa da Bulgaria, na qualidade
de governador da Romelia Oriental, no nm de um
periodo de 5 annos, nao fosse de pleno direito sem
asaentimento das potencias signatarias do tratado
de Be. m. Sobre este ponto, grecas ao espirito
conciliador que anima o sulto e os bons officios
dos outros gabinetes, pode estabelecer-se um ac-
aordo.
Bastava o ponto que se refere a revisan do es-
tatuto orgnico da Romelia, o qual foi em tempo
redigido por urna commiasio internacional. '
necessario agora que ceja posto em harmona com
a nova ordem de cousas, e a convenci proyecta-
da commettia esse encargo a urna commisso ex-
clusivamente blgara e ottomana. Contri esta
clausula objectava a Russia, invocando as dispo-
sico:a do tratado de Berlim, que tornou o funda-
mento nico da poltica oriental do governo do
ciar. Chegou-se a crer que esta exigencia da re-
visito internacional d > estatuto orgnico prece-
desse a sancco do accordo turco-bulgaro.
Affirma-se agora que a Russia nao insiste as
las exigencias a tal respeito, e que consente cm
assignar o protocoll > que ha de sanccionar, em no-
m da Europa, a soluc,o adoptada pela Turqua e
pela Bulgaria para a qucstio da Romelia.
Como a Turqua retorcera as suas tropas das
fronteiras, a Grecia decidi chamar s fileiras ou-
tras duas classes da reserva do exercito.
Na 8ervia est, inminente urna crise minis-
terial, em consequencia da votaco do senado con-
tra o projecto do governo, relativamente aos di-
ret)s de successao.
MMiH*HMHHiiMliaMM
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambnco
PORTUGAL Lisboa, 13 de Marco
de 1886
Dentro em pouccs dias partir para Pars o Sr.
eonselheiro Antouio de Serpa Pimeutel, enearrega-
o de assignar as escripturas de casamento de S.
A o principe real D Carlos com a princeza Ame-
lia de Orleaii. E' claro que esta misso do Sr.
A. de Serpa nao pode deixar de tcr um carcter
aeramente particular, por se tratar de urna familia
principesca sm, mas nao reinante. O rei de Por-
tugal nao poda ter um representante official junto
d familia Orleans, por raais vivas que fossem as
suas sympathias por essa familia e por mais accen
tuado que fosse o jubilo nacional por um consorcio
to auspicioso, se nao s ib o aspecto poltico, pelo
menos pelas venturas que pxlero derivar-se para
os nubentes da sincera affeico que mutuemente se
consagram.
Parece definitivamente resolvido que o casa
ment de 8. A. o principe real se effectuar em
Lisboa, nos meados de Maio prximo, no templo
de S. Domingos, sumptuosamente ornamentado
para essa solemuidade.
Virio assistir ceremonia e aos grandes feste-
jos, que poi essa occaaio devem ser fritos em
Lisboa, muitos principes eatraogeiros, nao s da
familia Orleans, mas representantes de outrascasas
aparentadas com a familia real portuguesa.
Todos esses hospedes Ilustres serio alojados,
eom as suas comitivas, no paco das Necessidades.
Os serenisairaos coojuges iro residir no paco de
Belm, onde ee eato fazindo obras importantes.
As companhias dos caminhos de frrro tencio-
nam anuunciar, opportunamente, viagens extraor-
dinarias e rpidas de Pars pelas linbas de Ma-
drid e Salamanca em 58 horas. Os precos sero
muito redusidos para essaa viagens, tanto do es-
trangero, como d" todos os pontos do pas.
O corpo diplomtico estrangeiro e varios mem-
broa d corte forara na quinta-feira (11) felicitar
O principe real pelo seu feliz regresso e auspicioso
consorcio.
Parece que alera da reeepcio, banquete e baile,
no pa?o da Ajud, haver por occasiao do consor
ci, fogos de artificio no Tejo, parada, de 10:000
homens, pelo menoa, todos com os novos uniformes,
corridas de cavallos e illumiiiacoes as principaes
pracas da capital.
Os logistas da baixa tratam j de constituirem
eommiasoea de festejos, urna para cada rus, afim
de as adornar e ilumnar com a aumptuosidade
possivcl.
O- c-jrpos da guar icio da capital vio ser refor-
eados por contingentes vindos da provincia.
Fallecen o bario do Resgate, proprietario
agrcola em Matra e cunhado do Sr. eonselheiro
Emysdio Navarro, actual ministro das obras pu
blicas. O seu funeral foi muito concorrido por
pessoas di&tinctas de toda as pa-cialidades poli-
ticas. O bario era dotado de um carcter h neato
e mnito dedicado ao partido progreaaiata.
Na sessao de hontem, na cmara dos dipu-
tados, o Sr. J. Luciano de Castro, presidente do
consclho, apresentou por parte do au collega das
obras publicas, duas propostae, urna relativa cul-
tura de tabaco no Douro, e outra pedindo autoras-
co para sa converterem cm fundos pblicos oa
valores obtidos para o premioSaraiva de Car-
valho, destinado aos alumnos dos institutos indus-
triaes.
Na cmara dos pares continuou o Sr. mar-
quex de Vallada o seu discurso interrumpido pelas
ferias io carnaval.
O entrudo foi muto chuvoso e portanto bem des-
engranado p-.lo que toca ao folguedoa populares
das ras. Urna sociedade de rapazes, parece que
militares, e que se denomina Saltas Club, que
ah" na terca-feira com urna cavalgada muito ap-
paratosa, cheia de allegonas e sarcasmos a diver-
sos peraonagens mais ou menos salientes. Con-
stava de 120 pessoas o cortejo, urnas em carrua
gens vistosas e tiradas por parelhas soberbas ; ou
tras montadas e m cavallos magnficos.
la rompendo o prestito eom sua bandeira um es-
quadrao de saldas, que sao os classicoa cheches de
luneta pombalina e facalhio, todos a cavallo e ri-
camente vestidos. Seguiam novejviatura?, sendofa
ultima a representacio de urna paisagem africana
com dufs figuras parecidas com os exploradores
Capello e Iven.
Tinha no rotulo: o verdadeiros. la a msica
dos pretos de S. Thom, imitando a que figurou na
exposicao de Autuerpia, em outro carro com o ro
tulo : Os nicos explorados. Urna carruagem
levava as celebres Carolinas, que eram amas tan-
tas hespanholas pur sang, de mantilhas brancas
muito salerosa e gentis. As figuras que acom
panhavam esta carruagem eram allusiva por-
fiada eontenda entre allemaes e hespanhoes, dispu-
tando-so a poae d'. quelle arcbypelago, sem faltar
o proprio Blsmarck.
O explorador das novas segundo o letreiro,
era a parodia de um vclho fidalgo muito conhe
cido em Lisboa admirador constante do sexo fra-
Desfazia-e em cumprimento para toda a ja-
nellas e no carro a bem acompanhado de bespa-
nholas .. muito garridas. Segua este carro um
cop fechado e tristonho, guiado por duas velbas.
No esp ildar do coup ia pendurado o legendario
cavaquinho e urna corda... de bicog. Dizia a ta-
boleta explorador das velhas.
O veno impressos que as provecta conduc-
tora d'aquelle coup meiaucholicamente fechado
eapalhavam com pruiuzio, completavam o penia-
mento, posto em evidencia innameas vese no
Antonio Marta e no pontos nos i i pelo
lareaitieo lapis de Bordallo Pinheiro.
Na carruagem mai apparatoaa, verdadeiro c
che de galla, puchado a tres parelhas com seu
mocos Se ettribeira tardado de libr verde, ia
ana figura (Merend representar um marques
uto ooabaeido. Na taboa figurava de trinta-
aario nm cabo de porta-machado.
O letreiro diia: Explorador de .. *
Anda no cartejo figura vam outra carrua gens
con figura caracteriaada por modo que faziam
lembrar o banqueiro muito mais emprehendedor da
nosia praoa, um jornalsta do mai conhecidos e
um mestre de danya eonhecidisaimo nos annae da
galhota.
A maacarada bem vestida e tunosamente posta
em scena pela ras de Lisboa provecava o
applausos da multido, ancioaa aempre por escn-
dalos e todos concordaran] urna que ease pres-
tito piccaresco era na mais nem menos que urna
anecie da Betmta do anuo ambulante, inspirada
taguraawnte pelas cari aturan ssawnea dos Rohu
Eacus de akwnlisar o caso para nao Iha perder
o feitio. Em Madrid que Madrid tambes as,
malcaradas aaty ricas e polticas per corrers a*
roas e o povinko goatou e tppUu isa.
Agoi o que tndo sto, para falle* franoaaaentesl|da n
me faz lembrar urna renovacVo moderna, des nty {
gos e medievaea supplicio da expoicaaVMtblica
no pelonrinhoa. Entretanto, as turbas applau-
dem frenticamente e ninguem estranha que taes
procesaos se empreguem no jornal, no theatro e
as procissoes carnavalescas, ante gostam, e
acham pouco ain la!...
Dtsinere retire sicut vadunt...
Nos theatro e bailes de masearas muita gente,
milita poeira muita folia postica.
as soiries particulares, desde as mais bur-
guesas e modesta dos tere iros andares da Baixa,
at a* ras aristocrticas, muita animaoao e gran-
de coasumo de alegra.. convencional.
Agora, estamos na quadra das penitencias e da
aeriedade. convencional tambera. Apesar d'isoo,
desde de hontem que toda as gaztilhas e pilhe
ras rimadas das folhas peridica da capital, se
referem ao rapto de urna amazona do Colliseo por
um dos palbacos martinettes. Nao urna llague;
um romance e como os protagonistas eram da in-
timidado do publico lisbonense, que os applaudio
todas as noitee, a noticia do desfecho d'aquelle
amores fanambulescos nter essou grandemente o
publico e produzio senaacao.
Por urna declaracj do Sr. ministro da fa-
zenda na cmara popular, consta qne o governo
tenciona mandar estudar o systema propbyllatico
da raiva, do celebre Pasteur, semelhanca do que
teem feito quasi todas as nacoet.
Entre parentheses :
Esquecia-me dizer-lhe.s que na cavalgada a
que me refer iam tambera n um carro varios vul-
tos muito conhecidos com o rotulo de Explorado-
res do microlio.
Vamos adiante.
Um doa sacerdotes mais respMtaveis de Lisboa,
acaba de fallecer de urna congasto. Poi o prior
da ireruezia de Santa Catharina, o Rvd. Pran
cisco Lourenco do > San'os. Tinha 69 annos de
idade.
Era condecorado coai a Torre e Espada e tinha
a medalha da tebre amarella pelos relevantes sej-
vi(os que prestara durante as epidemias de 1856
e 1857.
Foi um dos fundadores do Asylo de Santa Ca-
tharina, de que era presidente a que tantos bene-
ficios tem feito orpbandade.
Oa liosa 13 fundos coutinuam a subir.
A cotacao official hontem na praca de Lisboa
fri de 48,36 para as lnacripcoea de 3 p. c. (con-
solidado interno) e de 48,10 para as externas ; o
que muito animador.
Em Londre foram os nossos fundos, ha tres
das, cotudos a 49-
0 governo demissionario dcixara-o a 44 e
tanto, A imprensa regeneradora estafa-se a pro-
curar na poltica estrangeira razoea especiosas
com que explique esta alta que a afflige, embora
queira aisfarcar o seu despeito.
A impreusa progressista, entretanto, vai tirandc
todo o partido deste movimento ascendente dos
uossos fundos e attribue-o a confianca que inspira
nos mercados internos e externos urna adminiatra-
cao que prom'tto ser menos prodiga do que a sua
antecessora.
S. A. o Sr. i ifante D. Augusto regressou
de Aveiro, onde fra em deseinpenho do seu posto
militar, inspeccionar um regiment de cavallaria
j e depoia de breve demora em Lisboa, parti
para Alcobaca onde se aeha aquartellado outro
regiment da mesma arma.
-8. MM. El-Rei e a Rainha e o Sr. infante
D. Affonso estiveram na seguuda-feira do car-
naval no theatro S. Carlos, oude agsistiram do seu
camarote ao espetaculo.
O Sr. Barros Gomes ministro dos negocios
estrangeiros, tem dedicado toda a sua attenc&o a
importante quecto de limites da Gui, que es-
lava pendente, diplomticamente com a Franca.
Caeta que est quasi resolvida em condiedes
muito ventajosas para Portugal.
Fechou-se j a exposicio dos productos cera
micos da empresa ha pouco fundada por iniciativa
do notavel caricaturista Raphael Bordallo Pi
nheiro as celdas da rainha.
A exposicao, cora) lhes disae, se bem me re-
cord, foi na salas da redaeco do Commencio de
Portugal em Lisboa.
Oa productos expostos eran admiraveis de
desenho, de originaldade e de colorido.
Tud) quanto ae oxpos all foi comprado e por
bom preco, tendo i s empresarios rece odo encom-
mendaa para alguna contos de res.
A familia real toi por duas ou tres vezes visitar
a exposicio. Parece que o Alheen Commercial
do Porto offrreceu tambera a suas salas para na-
quella cidade se fazer urna exposcao de faianeaa
semelhante
Artigos crticos de escriptores muito competen-
tes era aaauraptos da arte, analyaaudo o objeetos
exposto* e aa dffi :uldade de todo o genero que foi
preciso veneer com admiravel tenacidade para
lograr to bom xito esta nava industria pirtu-
gieza, teem apparecido em varioa jornaes de Lis
boa.
As combinacoes chimicis a que se procedeu
para obter duas ou tres cores novas para aquelle
genero de productos nio foram por certo o me-
nores obstculos que oa Sra. 11 iphael Brdalo Pi-
nheiro e seu irmio Feliciano Brdalo Pinheiro e
tiveram de esperar.
O que j alcaucaiam foi um verdadeiro triura
ph) industrial e artstico.
Oa objeetos de phantaaia que tive occasiio de
ver na exposicSe da ra Iven sao um aasom-
brozo realmente o distanciara-se muito dos que
produsia a velharotina dos fabricantes de louja
das calda?, anda assim tio estimada l fra.
I^ye de Arte* e Offlcioa. E' hoje, 4
1 hora da tarde, que, no palacete do Lyeo de Ar-
tes e Officios, tem lugar o acto solemne do lanca-
mento da pedra fundamental do edificio, annexo
ao mesmo Lyco, que a Imperial Sociedade dos
Artista Mechanicos e Liberaes vai constiuir para
inatallaco das officina de que carece o dito Ly-
co.
Como hontem disemos, funeciona na parte reli-
giosa o Rvdm. Sr. vigario geral do bispado, as-
aistindo s ceresaonias o Exm. Sr. eonselheiro pre-
sid nteeda psaWincia e mnitaMOutraa peaaa gra-
das, adrile-oaKidada.
T nri isITIWIii de heara.
ItetriI irniaeiioo Santo. AsxaMitt-
nhoav-AkaeikaWde lale, nome cuir,manra hoje
o ""nllf^T'^tm4>m J"ij>iiim ri|af|>air na
eua set. rujaOuojpnde toava,v4 7 l^horaa
KtVSTA DIARO
lembla Provincial Fuuccionou
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Anto-
nio Francisco Correia de Araujo, tendo compite -
cido 31 Sra. deputados.
Foram lidas e approvadas sem debate as acta
das reunioes de 20 e 22.
Leu se e approvon-se, depois d?. orar o Sr. Jos
Maris, a acta da sessao de 23.
Continuando a discussSo da acta da sessao de
19 ficou de novo adiada pela hora, que foi proro
gadad i por 30 minutos, a requerimento do Sr.
Goncalves Ferreira, tendo orado o Sr. Costa Ri-
beiro, Ferreira Jacobina e Rosa e Silva.
Passou so otdem do da.
O Sr. Ratis e Silva pela ordem pedio que se
noraeaase a commisso de exame de leis nao aanc-
cionadas.
Approvou-se sem debate em 1 discussio o pro-
jecto n. 180 de 1884 (modificaco do art. Io da
lein. 1,195)
Entrando em Ia discussao o projecte n. 2 deste
anno (transferindo da villa de Vertentes para a de
Taquaretinga, a sede do termo e comarca do
mesmo nome), ficcu encerrada, tendo orado os
Srs. Prxedes Pitanga e Joo Alves, mandando
aquelle mesa um requerimento de adiamento
da dsengsao por 24 horas, nao se vetando por
falta de numero.
Adiou-aea discussao o parecer n. 81 de 1883
sobre a extineco da freguezia de Jacarar.
O Sr. presidente nomeou os Srs. Amaral, Ratis
e Silua, Soares de Amorim, Reg Barros e Domin-
gues da Silva para a commisso de exame de leis
nao sanecionada ; e para a que tem de ir au-
tir collocaco da primeira pedra do edificio para
a officina do Lyceu de Artes e Offie.ios aos Srs.
Barros Wanderley, Visconde de Tabatinga e Do
mingues da Silva.
A ordem do dia : continuacao da antecedente
e mai 1* discuasao do projectos ns. 1, 3, 5 e 6
deste anno e 56 e 111 de 885.
a> de atareo.Fazem boje 62 annos qne
foi jurad a Constituieao Politioa do Imperio do
Bru- *
E' dia de grande gala. Estar jcado o pavi-
lhio nacional nos edificio pblicos, que sero
iUuminados noite. A fortaleza do Brum dar as
salvas dos estylos, s 6 horas da manh, e s 7
6 horas da tarde.
Tocario noite, em frente ao palacio da presi-
dencia, as bandas de msica de polica e corpos
de linha.
eje detltUnnHaihora
da Paz de Atogados, celebra-se hoje, com pompa
e magnificencia, a festa da respectiva Padroeira,
constando de missa solemne s 10 hora do da,
com sennao, e Te-Deum s 7 horas da noite, pre-
cedido de predica.
A' tarde haver no largo da matriz diversos
folgares populares, tocando duas bandas de msi-
ca, e estando o ra'smo largo decorado com arcos e
bandeiras.
A' noite hovera grande illuminaco, e depois do
Te Deum fogo de artificio.
Festa de liberdade.Hoje, 10 horas
da manh, no Tb -atro das Variedades, da Fabrica
Nova Hambu.-go, serio entregue* 50 carta de
liberdade outro tantos eacravo r dimidos pela
Commisso Redemptora, grecas generosidade do
Sr. Visconde de Mecejana, que d'est'arte quiz com-
memorar o anniversario da libertario do Cear.
Na mesma occasiao serio entregues diversas
outraa cartas de liberdade agenciadas pela Socie-
dade Ave Libertas.
A festa ser solemne, e para ella esto convi-
dadas as sociedades abolicionistas e todas as pes-
soas que se interessam pela causa emancipa-
dora.
Com as 50 cartas cima mencionadas, j t icp-
dem de 130 as concedidas escravos pelo obulo
do Sr. Visconde de Mecejana, que em repetidas
occasioes tem dado as mais inequvocas provas de
sentimentos altruistas e humanitarios, que lbe fa-
zem muita honra.
ciii a de Koniai Pernambucano.
Na bacia do Capibaribe, frnnteira ao gazometre,
realsa-se hoje, pelas 2 horas da tarde, a 2.a rega-
ta organisada pelo Club de Regatas Pernambu-
cano.
Sao oito os pareos annunciados :
No 1. tomam parte as embarcacoes Relmpago
e Arr.axonas, sendo a distancia 2.000 metros. A
primeira, tendo por aignal brinco e azul claro
dirigida pelo patrio Sr. Fellowa, tendo por tri
pelantes os Srs. S. Jones, D. Dovis, G. Wiodsor e
T. Ove'iog. A segunda, com a fl.umnula'ttul
eacuro dirigida pelo Sr. P. L. Vaugham, tendo
por tripolantes, os Srs. J. D. Needham,R. Thom,
-! Thom e H. Harding.
No 2 tomam parte ib embarcacoes Capibaribe
e'Temerario, sendo a distancia 2.000 metros. A
primeira, b a fliramulaazul claro e branco em
liata, dirigida r-elo Sr. Permann, tendo por
tripolantes os Srs. Marinho de Souza, J. Harding,
H. Foy e Augusto Oveira. A segunda, sob pa-
viihio -braaco e encarnado -, dirigida pelo Sr.
Pillar Filao, tendo por tripolantes os Srs. J. Al-
farra, O. Danyer, G. Muller e L. Amorim.
No'3. t-ni*m parte os escaleres Guanabara, S'.b
pavilhioazul branc:, e Orsario Negro, sob
pavtlbioencarnado. O primeiro dirigido pelo
Sr. Ernesto de Souza Lal, e o segando pelo Sr.
Oliveira Lira aendo cada um dos escalares tri
polado por 4 amaderes. Distancia l .000 metros.
No 4." tomara parte os eocaleres Neptuno, sob
pavhicencarnado e branc i, tripolado por seis
amadores, sob a dtrecco do capitio Pereira, e
Acas", ti polado por 4 amadores, sob a direccio do
Sr. W. Chriatiani. Diatancia 1.000 metro.
No 5." tomam parte as baleeirae Amerioa e Me-
drosa, ambas tripolados por seuB profissionaes,
ditieiado a primeira o Sr. Jos A. Moreira, e <
segunda o Sr. J. H. F. Lima. Diatancia 1.000
metros.
No 6." tomam parte as embarcacoes Relmpago
e Capibaribe, na diatancia de 3.000 metros, sendo
ambas dirigidas c tripuladas como cima, nos l.o
e 2." pareos.
No 7. tomara parte os escaleres Dolores e El-
vira, cida qual tripolado por 12 imperiaes mari-
nheiros, sendo o 1." dirigido pelo Sr. I. tenente
B. de Goveia e o 2.' pelo Sr. 1. tenente B. de Mes-
quita. Distancia 1.000 metros.
No 8.", finalmente, tomam parte as candas de
regata Exceltior e Perylampo, a primeira do Si.
Auguaio Oliveira e a segn ia do Sr. T. Ove-
Releva ponderar que as embarcacoes Relmpa-
go, Amazonas e Capibaribe pertencem ao Club Per-
nambucano de Regatas, e o Temerario ao Club
Inl;erni.cion*l de Regatas, sendo que os dous club3
dupntam o premio do 2." pareo.
As commiasoes Acarara assim compostas :
Distribuico de premios: Oa Exms. Srs. presi-
dente da provincia, inspector do .irsenal de Ma-
rinha e presidente do Club.
Juizes de partida : Os Srs. Olympio F. Loup,
l.8 tenente Jos Pereira Gusmo o major Jos
Franklin d'Alencar Lima.
,/ae de cheqada : Os Sra. W. Hughes, 1. te-
nente L. B. de Gouveia e Dr. Vltredo Lisboa.
Juze de ria : Os directores de regata, Srs.
Ernesto Leal, Jos Guimares e Leopoldino Aran-
tes.
Directjres da archibancada : Oa Srs. Oacar C.
Monteiro, Joaquira Luiz Vieira, Chermon, Silvano
Gnimaries, L. Arantes e Cirne Lima.
Prorifmau ea OllndaHoje, s5 horas
da tarde, ser conduzida da igreja do Carmo para
a cathedral de Olinda, em charola, a imagem do
Senh r Bom Jess dos Pasaos. Amanh, a mesma
imagem ser conduzida em solemne prociasao da
S, para o Carmo, s 5 horas da tarde.
Visita pastoralSabbado, tarde, parti
desta cidade para a da Escada, em visita pastoral,
o Exm. Rvm. Sr. bispo diocesano.
Annunciada a chegada do trem por grande uu-
m ro de girndolas de foguetes e bombas reaes, fo-
ram-no receber kgare da estaco, o Rvm. vigario
o mais seis padres, as autoridades judiciarias e
poli ?iaes, a cmara municipal, sessenta meninas
vestidas de branco com facha e capella, diversas
senhoras e grande numero de cavalheiros, alm de
urna grande masaa de povb que o aguardava, as
circumviznhancas do edificio.
Da estaco seguio S. Exc. a p, precedido desse
grande cortejo e ao som de urna banda marcial,
at casa destinada para S. Exc. paramentar-se.
Durante o trajecto, em alguns pontos, jogaram-se
fljres sobre o gympatco prelado.
A's 6 e meia horas da tarde, com esse cortejo
entio augmentado eonsiderav lmente, fez S. Exc.
a entrada solemne na matriz, debaixo do palio,
acompanhado da irmandade do Santis imo, en-
toando a orchestra oa cnticos do estylo, seguindo-
se logo o Te-Deum.
Do pateo da frira, em seguimento ra da Ma-
triz, havia geral embandeiramento
Acabado o acto, com a paciencia e a docura,
que tanto distingelo o Sr. D. Jos, deu elle a
beijare annel massa immensa queenebiao tem-
plo ; avalibndo por si mesmo, nesaes movimentos
o quanto vale viver o pai espiritual no corceo
dos fiis e ser-Ibes sympatico e cardoso.
S Exc. Rvma. abri o chrisma e pregou.
Consta-nos que de corar-se-ha des das, e esco-
lher o local do novo cemiterio, o que ser mais
um titulo para o agradecimento dos escadenses.
Boa transiO paquete Netu levou hontem
para o sul 152 passageiros sendo 5 tomado em
Pernambuco.
Olnbelro 0 mesmo paquete levou para :
Rio de Janeiro 160:000*000
O vapor Jacuhype, que entrou "hoje de sul, trouxe
pora diversos, 7:628*290.
EsmasramentoDeu entrada hontem pela
manh, no Hospital Pedro II, o individuo de nome
Joo Jos de Oliveira, fim de ser tratado de es-
magamento da pern* esquerda com fractura do
tibia, necessitando amputaco que foi praticada
Ello Dr. Malaqiias Goncalves, auxiliado pelos Sra
rs. Fernandes Barros, Pontual, Maduro e Simoes
Barbosa.
Esse individuo, que operario das obras da
corapanbia do Bebenbe no engenho Dous Irmos,
pretendendo subir para um troly em movimento
nos trilhos, cabio e foi apanbado pelas rodas do ve-
hculo, que lbe fiseram o alludido eamagamento.
Paculdade de DlreltoEis o resultado
don actos de hontem :
Direito natural
De olindo Jos Fernandes Cardoso, plenamente.
Manoel Xavier Csrneiro Pessoa, idera.
Mauoel dos Santos Moreira, dem.
Misael de Souza, smplesmente.
Frincisco Torquato Paea Barretto, dem.
Antonio Francolino Alve de Oliveira, dem.
Direitos natural e eecletiattico
Walfrido da Cunha Antones, plenamente.
3 anno
Joaquira liodrigues Seixas, plenamente.
Antonio d a Lelfis e Souza Poute, smplemente.
Antonio Ribeiro de Albuquerque Maranho, idem
Reprovados 2.
5 anno
Jo Al va -o Ferreira Tinoco, plenamente.
Antonio Minervno de Moura Soare, dem.
Joo Bapt.sta de Albusserqno Salle, idem.
Leoaol Jote da Rosa. dem.
JoaAvalcante de ArradatOsaaora, idem.
Josi-.tS Cavalcante de Albsouerqtie, idem.
BMsaVul*imos receooram ogr de bacharel em
BCteatiat jurdicas e sociaes.
na lista hontem psbncaaa.o nomo do alum-
no daiafai ne approvado. Fraaaino Jos Pista e
Fraaia los Pinto, esas saasV
CasMWdaAo boesodopassote Nevm eseeM
hontem da Europa o Sr. Dr. Jos Hygino Duarte
Pereira, digno lente da Faculdade de Direito do
Recife, que fra Hollanda, em commisso do
Instituto A rcheologico e Geographico. colher do-
cumentos referentes historia de Pernambuco no
dominio hollandez no Brasil.
O 8r_ Di*. Jos Hygino, pelas cartas que dirigi
ao Instituto, e pelo que den lume na impreasa
fez all larra mease, e .'raz rico cabedal de docu-
mentos para a patritica instituico.
Seja beu vindo e receba as nosaas saudaces.
AccidenteAnte-hontem, na freguezia da
Varzea, qiiiado al hora da tarde o almocreve
Antonio Sonrea dos Santos, que se achava em um
rancho, tratava de preparar-se para seguir via-
gem, aucce leu que, cahindo urna pistola, dispa-
rasse, emptegando-ae os proiectis sobre o mesmo
almocreve.
A autoridade local tomou conhecimento da oc-
currencia, o raandou o frrido para o hospital Pe-
dro II afim de ser medicado.
Nergipee lajroa* Tivemos hontem fo
Ibas de Sergipe at 18 e de Alagoas at 23 de
corrente.
Em Sergipe continuava funecionando a as-
sembla provincial.
Asfohas de Alagoas nada referen de inte-
resse.
Inupeirao de sande O Sr. Dr. Joa-
quina Joa da Cmara de ver procurar na secre-
taria da presidencia o termo de inspeccio de san-
de que foi suomettido.
Redemptora des captivos e protec-
tora dos Ingenuos A's 6 horas da tarde
de l do corrente reune-se em assembla geral
esta sociedade.
Impreinsa parisienseRecebemos hon-
tem de Pars:
N 111 do Le Bresil, de 5 do corrente, com
este summarro :
Un fait significatifArgollo Ferro. Tele-
grammes. Echos de partout. Notes sur Paria.
Charlea Hainard. L'art en Portugal.Olivei-
ra Lima Poaitivisme et monismo.Osear de
Araujo. L'incident du steamer la France. A. F.
Le Bisil et erreurs de M. Lamas.A. F. La
France et l'emigration. Les victimes borreuax.
J. M. de ?la :edo. Courricr d'Amriqne : Brsil:
Rio de Janeiro, Amazonas, I-ara, Sara-Paulo et
Santa-Cathirina), Chili, Coloinbie, Reoublqtte Ar-
e-'ntine. Varit acientifique.Ladislao Netto.
Revue financiare.J. Gat. Revue commercia'e.
D. Noel. Spectacles et concerta.Cadet-Rous-
sel. Lo cal au Brail et celui de Java. Mouvc-
ment maritirae. Maisons recommandes. Annon-
ces, etc.
N. 8, de Marco corrente, da Revue du Monde
Latn, com este summro :
I-La race francaise en Amrique, par M. N.
Legendre de la Socte Royale du Canad.
II La Sarrazine, nouvelle, par M. Lon V-
del.
III. Etudes sur la Grce Contemporsine, Ca-
podisdstrias, par M. Jules BKncard, professeur
la Facnlti des Lettres, de Marseille.
IV.Na|K>!on I au Brail, d'apra des docu-
menta indita, par M. J. Augusto da Costa, secr-
taire de la Lgation Impriale Washington.
V.Lo Mois, par Tnnculo.
VI.Politique et diplomatie, bulletin mensuel,
par M. le comte de Barral.
VII Livres et revues.
VIH.Le monde financier.
N. 88, de 1 do corrente, da Revue Sud-Ame-
ricaine, com este summario :
Lia grande fte des Latina de 1'Amerique l'oc-
casion de 1'mniveraaire du general Jos de San-
Martin, librateur de la Rpubliqae Argentino, du
Chili et dtr Prou.Le conflict talo colombier.
Los declsrations des miniatres colombiens Lon-
drea et Paria Easai eur la topographie medcale
et etatiatique de Buenos-Ayres, par J. R. Cabral.
Lo territoire contest entre la France et le Brsil.
Vi yage Mapa Macapa en 1883, par H.Coudreau.
Une grande voio fiuviale argentino bolivienne.
L'exploration du Plcomayo.Rapport de M. A.
Theuar.Courrier d' imnque. -Revuo ecouomi-
qne.Revue financiero.Mouvement maritirae.
Annnnees.
Ferro-va do CasangaSolicitam-cos
que publiquemos o seguinta officio dirigido ao Sr,
ongenheiro fiscal da ferro-va do Recife ao Ca
xang :
Palacio da Presidencia de Pernambuco, em
25 de Janeiro de 1886.5 seccV.A esta Presi-
dencia teem sido dirigidas reclamacoes a respeito
da rreguiaridade do trafego na estrada de ferro
de Caxang, especialmente sobre a falta de aaaeo
dos carros e insuficiencia deetes, mxime nos sab-
bados e das feriados, para o numero ordinario de
passageiro.
" Chamando a sua atteuco para este asaumpto,
t .'iitio por muito recommendado quo, por meio de
asaidua iuspecco verifique a procedencia de taes
reclamacoes ; providenciando, nos termos do con-
trato com a empreza acerca das faltas que se di
zem, por maneira que seja elle exactamente cum-
prid" em todas as suas partes.
> Outrosira, devo declarar-lbe que, em virtude
da clausula stima do contrato celebrado 3 de
Outubro de 1883, com referencia ao art. 5o da lei
n. 1,726, do mesmo anno, a meuconada empreza
obrigada a ter estacoes de alvenaria, segundo oe
planos approvados pela Cmara Municipal de ac-
cordo com Vmc, oque nao se refere exclusivamen-
te a novas linbas seno a todas as que ella cus-
tear ; pois que o dito contrato constituio reviso
e innovaco de quanto fra primitivamente pac-
tuado cem a mesma empreza, recebando esta, em
troca das novas obrigacoes que acettou, a amplia-
cao do respectivo privilegio.
Den guarde a Vmc.Jos Fernandes da Cos-
ta Pereira JniorSr. engenheiro fiscal da estrada
de ferro do .ecife ao Cixang. >
Irsnannade das Almas de 8. fos
Communicam-nos :
A mesa regedora da Irmandade das Almas
erecta na rratriz de S. Joa do Recife em conai-
deraco relevantes servicoa prestados a mesma,
rosolveu em sessao de 23 do corrente, conferir ti-
tulo de irmos bemfeitorea aos lenhores :
Monsenhor Dr. D. Manoel da Costa Honorato.
Joaquim Peixeira bastos.
Major Joe Elias de Oliveira.
Coneg) vigario Joo Jos da Costa Ribeiro.
Tenente Antonio Jos de Souza e Silva.
Modesto Ooelho do Reg.
Manoel Venancio Alves da Fonseca.
Antonio da Costa Honorato.
KasaretbNo dia 14 do corrente, o Echo
Dramtico Familiar Nazareno elegeu nova di-
rectora qu<: tem de servir durante o auno de
1886 1887.
O resultado foi o seguinte :
DirectorFrancisco Horoncio.
Vice-direetorJordao Chaves.
1 secretarioVictor Vieira.
2* secreta rio Machado Job.
ThegoureiroAmaro Coutinho.
A posae t3r lugar hoje 2 anniversario da so-
ciedade.
Proclamas de casamento-Na nu-
triz da Boa-Viata no domingo 21 do corrente, fo-
ram (idos os segnintes :
Deodato Jos dos Santos com Alexandrina Ma-
ra da Conceico.
Nicomedei de Carvalho Piuto com Dmpina
Eufrasia doa Santos.
AmuleitosMuitos sao o meios a que tem
recorrido a impostura, afim de tirar proveito da
boa f da humanidade, bascando se sobre grande
ignoranci". que esta tem em materia de medicina,
que para elle um reysterio.
O amuleto, derivado do vocabulo rabe Hama-
letb, que significa pendente, um objecto qual-
quer, que suspenso ao pescoco ou atado a urna
parte do corpo, ee attribue urna virtude sobre-
humana, seja para tornar-se benigna a fortuna,
ou para preaervar-se das influencias das doencas.
O uso dos amuletos to antigo como as su-
persticSes, e o acbamos adoptado pelos hebreos,
persas, antigo grego e romanos, e hoje, com
preferencia, seguido pelos povos menos civilisa-
dos ; uem faltaram homens insignes por seu ta-
lento e doutrin, qne prestassem crdito virtude
dos amuletos,
Extraordinariamente varias, foram a forma
e a figuras dos amuletos, segundo os diversos
povos, conforme hoje se encontrara nos muzeus e
nos gabinetes archeologicos.
Desde o tempoa mais antigoi, houve homens
que combateram esta superstico; os amuletos
foram prohibidos pola igreja,
Apezar da avancida civilieaco, ainda hoje,
est viva eni muita pessoas a confianca no poder
dos amuletos.
E taes sao o tracto do hlppocastano mettdo em
sacco para preservar das hemorrhoidas ; os col-
lares Boyer costra aa coDvulaoea ; o coral branco
fechado n'um saquinbo, que pendurado ao pescoco
do menino favorece e apresaa a sabida do dente
o o yermelho aonlra as perdaa de sangue,
Eis aqui o complexo dos prejuiz a Toueao, que a
educaco devo coa toda a forca combater e ah
contribuir com preferencia o medico, exceptalos
talvez alguna casos particulares, cm que elle se
veja oonstrangido a conceder alguma cousa ao
fraco doente, nao contrariando-lhe por momento a
confianca, afim de melhor poder dirigir o seu es
tndo mftffl, nema f o.caso com posooa nervosa e
bystericas, sobre as quaes tem grande influencia a
imaginario.
Convem, porra, attendendo-se a tridamente ao
verdadeiro significado da palavra amuleto, dis-
tinguir alguas amuleto medicamentoso que nao
convem sejam inteiramente excluidos da medi-
cina curativa. Por exemplo, o trazer em roda do
peacoco, como preservativo da angina, um fio de
l ou de seda, pode exerctr urna influencia van-
tajoaa acbre a electricidade da pelle do pescoco ;
assim tarabem, nao se pode negar a aeco de
amuletos metallicos e de substancias odorferas e
aromticas.
A duquesa de EdimburgoUrna das
ultimas noitea, o duque de Edimburgo foi com sua
ejpoaa ao theatro Victoria, de Londres
N'uma scena da obra que se representava, o gala
pergunta dama porque motivo quer separar-se
de seu marido, e ella respondeu :
Porque russo, um desses russos que na pro-
pria Russia passam por selvageos.
Ao ouvir estas palavras, a duqueza de Edim-
burgo, que, segundo todos sabem. irm do czar,
levaotou-su e abandonou. precipitadamente o ca
marote.
Seu marido acompanhou-a at a porta, apertou-
Ihe a mo e volt iu a oceupar o seu lugar.
O trabuco que reparara no caso, acolheu o
principe com urna estrepitosa salva da applausos.
Im carrasco aristocrticoHa pes
soas que adoptam um ai igular "proceaso para se
divertireacrevem de Londres Independencia
belga Assim, ha alguns das, oceupa as attences
de todos a estrauha diatraeco, a que se offerece
um dos mais conhecidos proprietarca nobres do
Suida Inglaterra: eir Claudio de Cre3pigoy.
Este excellente baronet fez-se ha tempo ajudaute
de carrasco. Correr o boato de que o gpntil-ho-
mem da inelbor nobreza imitara recentemeute,
as suas lgubres funecoea, o executor d'alta jua-
tica. Sir Claudio de Oreapigny acaba de se ex-
hibir exclamando com orgulho : O gentil-bomem
aou eu.
O personagem em queato procura explicar a
sua mana por urna forma lgica.
Todos conhecem a singularidade da leis iogle-
zas, que faz com que nio baja carrasco official e
que a execuco doa condemnuloa morte seja in-
cumbida aoa cuidados do sheriff da localidade onde
foi pronunciada a aentenc i e oude tem de havar o
supplicio. Nunca at hoje appareceu sheriff que
seguase esta lei letra ; estes magiatradoa fazem-
ae regularmente substituir por algum Calorait,
de profiaso. Sir Claudio de Crespigny, partindo
daqui, diz :
Pode-me succede.- albura dia ser nomeado
sheriff do meu condado (o condado d'Eeex), e nao
encoutrar executor de alta juatica para enforcar
um condemnado, vendo-me, portanto, na contin-
gencia de o fazer en mesmo. Logo, creiodar
urna prova de sabia previdencia iniciando a minha
aprendzagem de carrasco.
Tudo isto absolutamente verdico. Sir Clau
dio de Crespigny aeaba de ajudar duas ou tres ve-
zea a passar o u corredio em torno do pescoco de
um assassino.
A evposlcio de 1889 0 plano do mi-
nistro Lockroy para a realiaaco deste certamen
o seguinte :
A exposicio ter lugar no campo de Marte ; a
despeos orc/tda em 43 milhoes ; 16 foroecidos
pelo estado, 8 pela cidade de Paria e 19 por urna
sociedade de garanta, de que o ministro annun-
ciou a fonnacao
Ao mesmo tempo o ministro apresentou a liqui-
daco das contaa da exposicio de 1878, a qual deu
um dficit de cerca de 22 milhoes.
O orcamen'o fra de 35 milhoes, mas o gasto
effectivo elevou-se a mais de 55.
Para a realiaaco da de 1889 levantou-se, po-
'm, as cmaras urna forte oppnsi;o. Grande
parte dos deputados entendem que esta exposico
deveria ser deixada iniciativa particular.
Leudes. Effjctuar-sehio:
Amanha :
Pilo agente Pinto,as 11 horas, no armazem do Sr.
Annos, de latas com manteiga.
Peto agente Gusmo, s 11 horas, na ra de
Vidal de Negreiros n. 2, da armario, gneros etc.,
ah existente.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas,
no armazem do Annes, de gneros de estiva.
Sabbado:
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra do Com-
mercio n. 2, de dividas e movis.
Segunda-feira :
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, no Forte do
Mattos n. V7, da armaco, gneros e um cofre da
taverna ah sita.
Hissas fnebres.Sero celebradas :
Amanh :
A's 8 horas, as matrizea de Santo Antonio do
Recife e de Palmares e na capella do engenho
Gravat, por alma de D. Francisca Xavier Caval-
cante Ferreira; s 8 horas, na matriz da Boa-
Vista, por aira de D. Odorica Argentina dos
Santos ; s 7 horas, na matriz de S. Jos, por alma
de Herculano de Barros e Silva; s 8 horas, na
matriz de Agua Preta, por alma de D. Fran-
cisca Xavier Cavalcante Ferreira.
Sabbado :
A's 8 horas, na ig eja do Rosario, por alma de
Bernardo da Costa Carneiro ; s 8 horas, as ma-
triz '6 de Pao d'Alho e Limoeiro e na capella de
Alagda do Carro por alma de D. Joanna Ismenia
da '. onceico.
PassageirosChegadoa doa portos do sul
no vapor nacional acuhype :
Manoel S de Jess, Luiz Zacaras, Jos D. de
Macedo Costa, Luisa M. de Mello Castro e 1 filbo,
Antonio Francisco, Antonio Gervaiio.
Sahdos para os portos do sul no vapor S.
Francisco :
Arthur B. Dallas, coneg > Jos Mara Rolem-
berg, Dr. Joo Rodrigues de Albuquerque, Joa
R. Padilha, Franciseo de Paula Marinho, Manoel
T. de Lima, Antonio F. Fontes, Theodito A. de
Sonsa Castro, Manoel V. Dantas, Joae P. da Cos-
ta Lima, Pamphilio E. de Souza, Manoel Villas-
Boas P*tury, Sophia Dubeux, Gertrudes L"o.
Casa de HeteneAo Movimento dos pre-
sos no dia 23 de Marco :
Existam presos 283, entraram 3, sahiram 7,
existem 279.
A saber:
Nacionaes 256, mulheres 4, estrangeiros 6, es-
cravos sentenciados e processados 7, ditos de cor
receo 6. Tot.l 279.
Arracoados 260, sendo : bons 246, doentes 14
Total 260.
Movimento da enfermara :
Teve baixa:
Victoriano Chrysostomo de Lima.
Tiveram alta:
Joo Feliciano Martina da Silva.
Tito (liberto).
Operarte elrurgicasForam pratica-
das no hospital Pedro U, no dia 24 do corrente,
as seguintes:
Pelo Dr. Malaquias :
Amputaco da perna pelo methodo circular re-
clamada por eamagamento da mesma.
Extirpaco de kisto da face na regio bocina-
dora.
Pelo Dr. Estevio :
Ablaco pelo thermo cauterio de apitelioma ul-
cerado do grande labio esquerdo.
Lotera da provincia Sabbado 27 de
Marco, se extraliir a lotera n. 45, em bene-
ficio da matriz de Serinhetn.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Cdnceico do Militares, se acharo expostae as
urnas e a espheras arrumadas em ordem numri-
ca, apreciaco do publico.
Lotera da corteA 1 parte da 1961o
teria da corte, cujo premio grande de 100:000#,
ser extrahida brevemente.
Os bilhete acham-se venda na Caca Fe
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambera se acham vendana Casa da Fortuna
ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera do lo A 2* parte da lotera n.
363, do novo plano, do premio de 100:00*0000,
sera extrahida no dia do corrente.
Os bilhetea acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 3b.
Lotera Extraordinaria do Vpl-
raaasjaO 4 e ultimo aorteio das 4 e 5 seres
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extahida a 9 de Abril.
Acham-se expooto a venda o restos des bilhe-
te na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23. ^
botarla de Msele de OOtOOO*000
A 21' parte da 11 lotera, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impreterivelmente no dia 30 da marco s 11 horas
da manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependa ns. 37 e 39.
Lotera do ssaranbo A 1 parte da 1*
lotera deesa provincia,'em beneficio da emancipa-
cao e Santa Cata de Misericordia, cujo maior pre-
mio 50:000*Oi0, ser extrahida amanh 26 de
marco.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
aladonro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabauga 78 rezes para o consu-
mo do dia 22 do corrate mes.
Mercado Municipal de H. Jos.O
movimento deste Mercado no dia 24 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram :
27 bom pesando 3.168 kilos.
1.678 kilos de pcixe a 20 ris 33*560
16 taboleirop a 200 ris 3*200
56 cargas de farinha a 200 ris 11*200
24 ditas de fructae diversas a 300
ris 7*200
15 suinos a 200 ris 3*000
Foram oceupados:
12 columnas a 600 ris 12*000
41 talhos de carne verde a 1*000 44*000
6 ditoa de ditos a 2* 12*000
30 compartimentos de taiinha a 500
ris 15*000
23 compartimentos de comidas a
500 ris 11*500
69 ditos de legumes a 400 ris 27*600
17 compartimentos de suino a 700
ris 11*900
11 ditos de fresaaraa a 600 ris 6*600
190*760
Deve ter sido arrees dada ueste dia a
quantia de
Precos do dia:
Carne verde a 560, 480 e 320 tis o kilo
Suiuos a 603 o 500 rea idem.
Carneiro a 800 e 1*000 ris idem.
Farinha de 320 a 611 ris a cuia
Milho de 240 a 400 ris idem.
Fejo de 640 a 1*280 ris idem.
Foi multado e suspenso por 8 das o talhador
Arconcio Alves de Moraes, por fraude em pesos do
carne.
Cemiterio publicoObituario do dia 28
do corFentr :
Eliaa, Pernambuco, 26 anaoa, soltciro, Graca ;
diarrba.
Antonio Guilherme Pereira, Pernambuco, 51
annoa viuvo, Boa-Viata : bronchite.
Manoel da Silva Nascimento, Pauhy, 51 annoa,
solteiro, Boa-Vata ; tubrculos pulmonares.
Maria Virginia da Conceico, Para, 18 annoa,
solteira, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Delambre Pellegrini, Italia, 40 annos, solteiro.
Boa-Vista; leslo cardiaca.
Adulando, Pornambuco, 38 dias, Boa-Vista ;
gastro enterte.
Celino, Pernambuco, 3 dias, Graca ; espasmo.
Amaro, Pernambuco, 38 dias, Boa-Viata; gas-
tro enterte.
Hortencio, Pernambuco, 17 dias, S. Jos; t-
tano.
CHRONICA JDDICIAR1A
Tribunal da Relaco
SESSAO ORDINARIA EM 23 DE MARCO
DE 1886
PRESIDENCIA DO
ia corpus
EXM. SR. CONSELUEIK
QINTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
As hoi as do costurae, presentes os Sra. desem-
bargado! s em numero legal, foi aberta a seoaio,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
aeguiutea
JULGAMENTOS
Habeaa
Pacientes .
Luiz Joaquim de Freitas.Negou se a soltura,
unnimemente.
Antonio Jos dos Santos.Concedeu-se a sol-
tura contra os votos dos Srs. desera oargadores Pi-
res Goncalves, Monteiro de Andrade, Pires Fer -
reir e Oliveira Maciel.
Flix Gom-s da Silva Calassange.Negou-se a
soltura, unnimemente.
Recurso eleitoral
De ItambRecorrente Francisco de Araujo
Lima, recorrido Antonio Tavares de Paula Mello.
Relator o Sr. eonselheiro FreiUa Heunques
Nao se tomou conhecimento do recurso, unnime-
mente.
Recursos Crimea
Do RecifeRecorrente o juizo, recorrido Jos
Goncalves Lisboa. Relator o Sr. eonselheiro Frei-
tas Henriquea. Adjuntos os Sra. desembargado-
re8 Toacano Barret > e Alves Ribeiro.Negou-se
provi sent, unnimemente.
De GoyannaRecorrente o juiso, recorrido
Eugenio Ferreira de Vello. Relator o ir. des-
embargador Buarque Lima. Adjun'n os Sr.
eonselheiro Queiroz B.tos e desemb :ubr Pi-
res Ferreira. Negou-se provimento, .innime-
mente.
Da EscadaRecorrente o juizo, recorrido Eva'
do Ottony Vieira de Mello. Relator o Sr. des-
embargador Toacano Barrero. Adjuntos os Srs.
desembargadores Pires Goncalves e Alves Ribeiro,
Deu se provimento, unnimemente, para se an-
iquilar todo o prooesso.
De Iguaraas=Recorrente o promotor publico
recorrido Luiz Antonio da Silva. Relator o Sr.
deaembargador Oliveira Maciel. Adjuntos os Srs.
desembargadores Buarque Lima e eonselheiro
Freitas Henriques. -Negou-se provimento ao re-
curso, unnimemente, pela incompetencia do pro-
motor para dar a denuncia, nio havendo sido o
paciente preso em flagrante, nem ser miaeravel o
dono do objecto furtado.
De GojanaaReeorrente o juizo, recorrir'o Jo-
s dos Santos do Nascimento. Relator o Sr. dea-
embargador Oliveira Maciel. Adjuntos os Srs.
desembargadores Pires Ferreira e Monteiro de
Andrade.Negou-se provimento, unnimemente.
Aggravos de peticao
Do Recife Aggravante Laurentino Pires de
Carvalho. aggravado Vicente de Paula Oliveira
Villas-Boas. Relator o Sr. conselheiio Araujo
Jorge. Adjuntos os Srs. eonselheiro Queiroz Bar-
ros e desembargador Alves Ribeiro. Negou-se
provimento ao aggravo, unnimemente.
D juizo da provedoriaAggravantes .>:anoel
Ignacio da Silva Tavares e o cnsul de Portugal,
'ggravado o juizo. Relator o Sr. desembargador
Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs. eonselheiro Frei-
tas Henriques e desembargador Oliveira Maciel.
Deu se provimento, unnimemente, ao aggravo
de Manoel Joaquim da 8i!va Tavares e mandn-
se respon8abil8ar o escrivo do feito, e nao se to-
mou conhecimento do aggravo do cnsul por nao
ser aggravavel o despacbo.
Conflicto de jurisdiccao
Entre os juizes de direito de orphios e o da pro-
vedoria do Recife. Relator o Sr. eonselheiro Quei-
roz Barros. Revisores os Srs. desenbargadores
Buarque Lima e Toscano Barrete. Julgou-se
pela competencia do juiz de orphaos, unnime-
mente.
Appeilacoes crimes
De Pao d'AlhoAppellante o promotor, appel-
lado Lupiciao Francisco Cavalcante. Relator o
Sr. eonselheiro Freitas Henriques.Mandou-se a
novo jury, unnimemente.
De Palmare Appellante o juico, appeado
Sergio de Siqueira Campos. Relator o Sr. des-
embargador Pires Goncalves.Mandou-se a no-
vo jury, unnimemente.
De Alagda do Monteiro Appellante o jniso,
appellado Thomai Beierra da Silva. Relator o

4
\~



Mario de 4^raambacM--^Mfita--feira 25 4e Marfo ie INNi

8c. desembargador Pires Goncalves. -Mandou se
a novo jury, uniiniraemente.
Ai Campia Grande Appellantee Emygto
Alexandre da -,ilva o Geraldo Alvaa da Silva e
outro, appellada a justica. Relator o Sr. desein
bargador Alveu Rihe-u.Mandou se oa reos a
novo jury, nnioinmanate.
PA8SAOEN8
Do Sr. conaalheiro Fuattaa Henriojaos ao fr.
conselheiro Que iros Barros :
Appellaeo crime
Do PombalAppellaute o juize, appellado Jos
Chagas.
O dr. conselbeiro Araujo Jorge coma procura-
dor Ha corda e promotor da justica dea parecer
nos seguintes fisitos :
Appellacao civel
Do ReciteAppellantee Wilaon Sons C, s.p-
pallada a fasen da nacional.
Appellacoes crimcs
Do Faaso-Appellante D. Joaquina do Reg
Lina, appelladc" Jos Leopoldo de Almeida Ueh5a.
De Agoas B;I as Appellante Lourenco P-
nheiro da Costa, appellada a justca.
Da Victoria Appellante o juiso, appellhdo
Lauriano Jos da Silva.
De Bom Jardioi-Appellante o juizo, appelludo
Jos Eleuterio de Sant'Anna.
De Nazaretb- Appellante o juiso, appel.do
Antonio Joaquina de Mendooca.
Do RecifeAppellante o juiso, appellado la-
noel do .iascinieuto.
De Cimbres-Appellante Elias Jos Freir, t.p-
pellada a justica. .....
Do RecifeAppellante Joaquim Ferreira de .-li-
ma, appellada a justica.
Do RecifeAppellante Antonio Jos Barbesa
de Lima, appellada a justica.
De Sr. conselheiro Queirox Barros ao Sr. dtis-
embargador Buarque Lima :
Appellacao crime
De Beierros Appellante o juiso, appelli.do
Laurentino Jos da Silva.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr.
desembargad _>r Pires Ferreira :
Appellacao crime
De Assembla..ppellantes Manoel Francisco
Villa-Nova e entro, appellada a justica.
Appellacao civel
Do RecifeAppe lante Manoel de Amparo Ca-
j, appellado Mansel dos Santos Araujo.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr
desembargador Monteiro de Andr*de :
Appellacao crime
De Alagi. do Monteiro Appellante o juixo,
appellado Joo Antonio do Nasomento.
Appellacao civel
Do Recife Appellantes Carvalho Jnior &
Leite, appellado Antonio cte Sanaa Bras.
Do Sr. desembargador Monteiro de Aadrade ao
Sr. desembargador Pire* Goncalves :
Appellacao crime
De ItabaianuAppellante Jos Beato da Silva
Sanes, appelhda a justica.
Do Sr. desembargador Alves Ribciro ao Sr.
conselheiro Freitas Hcnriques :
Appellacao crime
Da ParahybaAppellante o juizo, appellado
Capitulino Jos Rodrigues dos Santos.
Ao Sr. conselheiro Quairoz Barros :
Appsllaco crime
Do RecifeAppellaute o juizo, appellado Tho-
maz Jos dos liis.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da Co-
ria e promotor da justica :
Appullucoes crimes
Do Recife Appellante Jos Maxmiaao des
Santos, appellada a justica.
De O'ndaAppellante Francisco Nery Perei-
ra, appellada i. justica.
De Tirabab aAppellante o juizo, appellado
Antonio da Cosita Gauelba,
Do BrejoAppellante Jos do Couto da Silva,
appellada a justica.
De Bom ConselhoAppellante o juixo, appella-
do Luiz Xellis Mangabeira.
De Palmare! Appellante o juizo, appellado
Joaquim Mantel de Moura Borba.
De Goyaun. Appellant? o promotor, appella-
da Manoel Joaquim de S int'Anna.
De NasarethAppellante Bernardino de Arro-
da Senna, appellada a Justina.
Com vista s partes :
Appellacoes civeis
De Gar.-.nhunsAppellante Antonio Pereira da
Silva, appellado Antonio Venancio Pereira.
Do Cab App llautc Dr. Jos Flix da Cuuh
Menezos. app.-liaJo Doraingis Cavalcante de Sou-
xa Leo.
DISTRIBCigOES
Recurso crime
Ao Sr. desembargador Monteiro de Aadrade :
Do RecifeRecorrento o juixo, recorrido Ma-
noel Carpinteiro i Souza.
Ag^ravo do instrumento
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Da ParahybaAggravautes Fgueiredo fc Ir-
mo, aggravados a viuva e mi de Aatoaio Oor-
reia da Silva.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Da Parahyba Aggravante Paulino Augusto
Rodrigues Vianna, aggnvdo Claudino do Reg
Barros.
Appellacoes crimes
Ao Sr. desembrgaos Pires Ferreira :
De GoyaunaAppellante Francisco Felii dos
Santos, appellada a justica.
Ao Sr. dessmbargador Monteiro de Vndrsde :
De Pedrss de Fogo Appellante o promotor
publico, appellado Antouio Joaquim de Saot'Anna.
Appellacao civel
Ao Sr. conselheiro Freitas Hcnriques :
Da Escada Appellante a fazenda nacional,
appellado o major Manoel Antonio dos Santos
Das.
Appellacoes eomnerciaes
Ao Sr. conselheiro Araujo Jorge :
Do RecifeAppellante Antonio Pinto Osorio,
appellados Bartholomeu & Saccessores.
Ao Sr. conselheiro Queirox Barros :
Do RecifeAppellantes Ernesto & Leopoldo
appelUdo o curador fiscal da raassa fallida de F-
lix Gomes Coimbra.
Encerrou-se a sessao aa 2 e meia horas da
tarde.
Nao basta, para a intiroac&o, o requer-
ment do procurador da Cmara com o des-
pacho do juiz, neceas* rio que a i a tira a-
cioseja feita cim a copia do auto. C im-
possivel haver quem desconheca a raz&o
desta exigencia. Eis o 4 do meamo art.
45:
i Se a parte infractora comparecer, lke
ser lido o auto; e queseado contestal- o, o
juiz mandar escrever as auas allegac^os,
e juntar os doeumentus que offerecer ; in-
quirir as eatemunhas da acousaco e as
que forera apresentadas pelo reo, at o
numero de tres; e proierir a sua decalo
na mesma audiencia ou quando muito, na
seguinte.
A contestacSo anterior ao depoimento
das testemunhas; os documentos do reo
silo offerecidoB na contestacSo; o reo na
mesma occasiSo deve apresentar as suas
testemunhas. Elle deve preparar com an-
tecedencia a sua contestacao, os sous do-
cumentos, as suas testemunhas ; a accu
eacao, em todas as suas partes, Ihe devo
aer notificada antes da audiencia,
E suppor-se que nada importa fazer a
intimacio por um simpl.s mandado, apre
texto de qu9 o reo, se quizer 1er o auto. .
pode ir ao cartorio! Se no souber onde
o cartorio, indague: se nao souber 1er
nem escrever, leve alguem comsigo 1
A notiticacab do reo para o julgamento
no jury acompanhada da copia do lbello,
da dos documentos e do rol das testemunhas ;
art. 255 do Cod. do Proc. Para que esse
acompanhamento de copias? O reo que
se julga solt e o afranjado podem ir ao
cartorio ; o que estiver preso, pode man-
dar alguem. .
Podamos colher em nossa legislagab pro-
cessual, em suas tres ramiticacSas princi
paes, numerosas disposicoes similhanffl.
PBLICACOES A PEDIDO
Nos crimes, de que trata o art. 12 7
do Cod. do Proc, ou antes, o art. 47 do
Reg. n. 4824 ie 1871, o processo prepa-
ratorio organisado por urna autori iade
visinha ; foi para isse que a lei deu com
petencia a todas as autoridades policiaes,
aos supplentes dos juizes manicipaes, etc.
Ficou subsistindo a exclusao absoluta do
mandado, como se ve do art. 48 do citado
Reg., especialmente do 2. :
f O esurivao ou official de justica per-
mitir ao delinquente a leitura do reque-
rimento ou auto, e mesmo copial-o, quan-
do o queira fazer.
NSo softreria o direito de defesa, se a
citacio fosso feita mediante mandado, sen-
do este acompanhado de urna copia do re-
querimento ou auto; assim como as in-
fraccSes de posturas municipaes a intima-
9I0 feita por despacho no requerimento
do procurador da (Jamara, mas acompa-
nhado de urna copia do auto.
A exlus3o absoluta do mandado urna
eapecialidade ; nao precisamos delta, bsta-
nos a regra geral do Cod. Proc. art. 81.
C queizoso, morador nesta cidade, fez um
requerimento a um juiz desta cidade, para
citagao do querellado, morador nesta cida-
de ; entretanto guardou-se o requerimento
no cartorio e expodio-se um mandado I
Quera foi que revogou o art. 81 do Cod.
do Processo, quanto s citacSas que hou
verein de ser feitas na cidade ou villa,
onde r-sidirem os juizes?
Possemos a um outro ponto.
Diz a sontenya que o rj f j citado por
um mandado, donde consta va o crime, qua
se lhe iraputava, quem se queixava, e
quaes as testemunhas.
Negamos redondamente.
Dizer-se : o queixoso um soldado, nSo
dizer quem o qneixoso,
Dizer se : um soldado de polica, n3o
dizer quem o queixoso.
Assim tambera, em relac&o ao crime,
nao basta o genero ou a especie, preciso
o individuo, isto o facto imputado cora
as suas circumstancias, a imputado com
03 seus fundamentos.
Nao bata dizer a um funecionario pu-
blico : < Fulano deu urna queixa por 1 bu-
so de poder; responda. > Declarase tudo ;
anda melhor, mandase urna copia de
tudo, para o indiciado responder por escrip-
to no espajo de 15 dias.
Entretanto o appellante, que nSo com
mettuu crime nnhum, e que estava con-
tendendo do juizo da provedoria com o
sen concunhado Diogo, e nao com urna
preta analphabeta e ex escrava, foi avisa-
do de que Luiza Maria da ConceicSo dera
contra elle urna queixa pur crime de inju-
rias, sera lhe dizerem ao menos se sa tra-
tava do um processo definitivo ou de um
summario; o que dependa da especie da
injuria, e dagravidade da pena.
de que o proprio juiz nao tem noticia, e
muito menos a parte ooatraria. (1)
Privado de preparar sua defesa, para
entrgala ante* da inquirilo, o reo foi pri-
vado de preparar documentos, para offare
cal-as em tompo competente, e foi privado
de nomear testemunhas.
Aiada que toase admiasivel a juntada de
documentos uo cartorio, depois da termi-
nagao do processo preparatorio, nao po-
damos, terminado o processo no da 10
de Julho, 3 horos da tarde, juntar no
da seguinte certiJSes numerosas e esten-
sas que deviarn ser extraliidns dos autos
da inventario de Manoel de Souza Tava-
res; os quaes estavam com vista ao Dr.
procurdor dos feitos.
Demais e juiz processante nao tem o di-
reito de reduzir os meios de defeza. O
reo nao pode preparar sua contestado?
Faca allegscdes finaea. NSo pode pre-
parar os saus documentos T Faga-o depois
da terminagSo do prooesso preparatorio,
no curto espaco de 24 horas. Nao
pode nomear as teatemunhas que iriam
confirmar a sua contestado? Elle que
obtenha documentos...
Tanto respeito e tanto desrespeito s
formas do processo I O reo diz que me-
dico, advogado ou engenheiro, e pergunta-
se depois se sabe ler e escrever; entretan-
to a le manda citar com o requerimento,
e expede-se um mandado; a lei manda
?ue o official citante lea o requerimento e
acuite a sua leitura, e o juiz diz : a parte,
se quizer, v ao cartorio; a lei manda
que'o juiz receba a defeza (a contestacSo)
antes da inquiricab das testemunhas, e elle
diz : o escrivSo que a receba no cartorio,
depois da termina^So do processo prepara
torio, assim como os documentos !
Vejamos agora o que diz a ssntenea
quanto ao merecimento da queixa :
a Anda que podessem ser consideradas
defeituosas as 2', 4a, e 5' testemunhas,
por serem dependentes do testamenteiro de
Tavares. e que se diz ter interesse nesta
questSo, restam as 1' e 3a contra as quaes
cousa alguma se allegou e cujos depoimen-
tos fazera prova suficiente. >
Escrevemoa a fl. 24 :
1 ... a l1 testemunha da quexosa o
avaliador nomeado pelo testamenteiro para
a avaliacao dos bens inventariados (em
cuja partilha veremos at onde chegam as
snas pretenccVs.
Nada disseraos contra a 1/ testemunha ?
Demais, essa testemunha, em seu de-
poimento a fl. 14, alera de fazez urna de-
claracao bem dsagradavd queixosa (de-
pondo que nao lhe admirou o que della ou-
viu dizer), deu, a nosso requerimento, urna
explicado importante :
... tem per feita lembranca de que o
mesmo reo dissera as duas occasioos ci-
ma referidas que a queixosa havia rouba-
do o dinheiro.
Consta dos autos do inventario que Ta-
vares, proprietario e capitalista, tinha o seu
dinheiro em urna carteira, dentro de um
juarto ; no qual havia um porta que dava
para o interior da easa, e estava fechado
internamente com um ferrolho. Tarabem
consta daquelles autos, qua foi no occasiSo
de encontrar essa portr ab ?rta. que o ap-
pellante exclamou : estamos roubados.
Conforme o depoimento da 1.a testemu-
nha (e tambera o da 5." a fl. 19) attribuiu-
se queixosa a pratica de um certo e de-
terminado roubo e nao a de um furto. Lo-
go nSo houve injuria, e a accSo proposta
incompetente.
A 3.a testemunha nao diz urna palavra
contra o appellante. Declara que em seu
estabeleci ment appareceu a queixosa, e
estando presentes varias pesaoas, tratou se
do desapparecimento do dinheiro, sendo
este facto attribnido mesma queixosa.
Mas a testemunha hfnrraa que o reo nao
estava presente. Nem a menos estava
presente !
Eis abi urna das testemunhas que, se-
gundo a sentenca fazem prova bastante.
De que que faz prova 3 a testemunha?
Temos neceasidade de concluir immedia
tamente. .
noite evaiir-se, lo^raudo assim froatar aa minha
vistas.
O qne fia com o criado Francisco, nao trepida-
ra em fuer ao proprio correspondente, que alias
nao julgo digno de aer comparado ao meu ez-cria-
do, apesar de incorrigivel.
Depois do facto, que acabo le referir e no de-
curso do corrente anno, Francisco tem trabalhado
no engenta teatral da Escada, e ha bem pouco
tempo foi visto publicamente na cidade do Cabo.
Pois bem, creio que o assassinato, que se me at-
tribue, o desse homem, e levam o desbriamento e
a malediceucia ponto de publiear-se pela im-
prensa que eu assassiiiei esse homem o que sbe-
se at o lugar onde foi olle entenado !
Preso muito muito minha reputacao, repito, e por
Uso peco as autoridades pjliciaes do termo de Ipo-
juca que syndiqaem do facto e taca-e a verdade
afim de impedir-se qae o ptrido informante da
Prov ncia contiuue a explorar a calumnia.
Quanto ao calumniador deixo estorlegar-se de
raiya na esterqueira em qne est curtindo as mi-
serias de urna existencia depravada e inopprobriosa
j que nao me dado, porque a cobarda fal-o
fugir, estampar-lhe as faoes o signal da minha
indignacSo.
Cachoeira, 23 de Marco de 1886.
Domingo Cavalcutite de Souza Ledo.
7.a dislriclo
Esperamos, pela auuito que ficou expen-
dido que este Venerando Tribunal d pro-
vi ment appellacao, annullando o proces-
so.
Recite, 27 de Outubro de 1885.
Jos Joaquim de Oliveira Fonceca
Contina a sentensa:
... e se, como tinha direito, quizesse
PrOCeSO POr Crillie de injara lerorequerimentooucopial-o, podiasedi
ngir ao cartorio do esenvao o qual tiuha o
KAzSeS DE APPELLA9O
(Conclusao)
Temos fallado do que havia ao tempo do
Cdigo, vejamos agora o que ha, depois
da reforma de 1871.
Compete aos juizes de paz o julgamen-
to das infractas de posturas raunicip'.es,
ficando sapprimida a competencia para jul-
gar aa infraccSes dos termos de seguranza
e bem viver. Lei n. 2,033 art. 2 1.
0 julgamento datas ultimas infraccSes, e
o dos crimes de qae trata o art. 12 7
do Cod. do Pro.:, co np*te aos juizes de
direito das comarcas especiaes, e aos juizes
municipaes do todos os outros termos (cif~
Lei, art. 4), competindo o processo pre-
paratorio aos ebefes, di legados e suble.le-
gados de polica, aos supplentes dos juizes
municipaes e aos substitutos dos juizes de
direitos das coinnr. as especiaea. R<*g. n.
4,824 de 1871 art 47.
Nos casos da competencia do juiz de paz,
determina o art. 45 do cit. Reg.
1 i. Lavralo o auto da infracc&o com
assignatura de duas testemunhas, ser re-
mettido ao procurador da Cmara Munici-
pal, e este, antes de requerir a execuclb
judicial, dar aviso parte infractora para
pagar a routta, quando a pena fr somen-
te pecunti ra.
2 Na falta de pagamento volunta-
rio da multa, ser apresentado o acto da
infraccSo com requerimento dj procurador
da Cmara Municipal u juiz de paz, que
mandar intimar COM copia do
snesaM anta a parte infractora para
comparecer aa priraeira audiencia, citadas
tambetn as testenaabas que o tiverem aa-
signado. >
gir ao cartorio ao esenvao o qu
dever de atindelo.
Para nlo repetir muito, perguotamos so-
rentequando que o official de justica
tem obrigaclo de facultar a leitura e a
copia do requerimento, e se no cartorio,
que elle satisfez essa obrigaclo.
Foi este o ultimo fundamento :
< Alm disso poda requerer
que
a
marcasse nova audiencia para serem in
quiridas suas testemunhas e anda as al-
legares escripias deduzir aua defesa, e
joutar documentos. >
E' principio elementar que s pode ar
testemunbas quem articulou factos (toma-
mos o verbo em um sentido mas ampio ; o
esaencial nao que h^ja itcns numerados
ou artigos, em sentido restricto). Em urna
accSo ordinaria, se o reo contraria par sim-
ples negago, fiea privado de dar testemu-
nhas.
As testemuahas do reo, nos procesaos
de que nos oceupmos, sao offerecidas na
defesa, sendo ah menciodadas, ou cons
tando de um rol apreaentado na mesma
occasiSo.
O juiz l a peticao de queixa recebe a
defesa, inquire as testemunhas do autor e
do reo, faz a estes as perguntas que Ine
parecerem necesaarias, sendo tudo escripto
nos autos, aos quaes mandar juntar a
expnaicb e d icumentos que a parte, isto
, o reo, efferecer. Terminando o procea8o,
padero as partes, isto o autor e o reo,
examinar os autos no cartorio e offerecer
allegues escripias.
Offerecer no cartorio allega^oes es-
cripias, nao entregar ao escrivSo, in-
dependentemente de despacho, e depois de
encerragado o prooesao, docflientos
7. districto

Domingos Cavallante de ^ouza
i.eo ao ptaMlao
Em urna correspondencia, sob a epigraphe 7.
Districto e estampada na 'Provincia de 21 do car
rente, attribue-se-me o ter eu assxssiuado, em meu
eugenho Cachoeira, a um paire homem '.
J nSo a primeira que o malvolo correspon-
te imputa-me esse assassinato, pois que em o nu-
mero da Provincia de 23 do anuo passado fez-se-
me a imputacao, que agora repete-se.
Entao, um meu amigo, revoltado contra a ca-
lumnia publicada pelo orgao oppossionista, pro-
vocou pela imprensa aa anouymo calumniador, i
3ue fornulasse urna denuncia perante aa autori
ades competentes, afim de aporar-ae a verdade
dooccorrido.
E' esousado dizer qua o infame, que tentou ferir-
me de emboscada, acobardou-se bastaie para
nao denunciar de mira por um facto que s existe
na mente perversa de quem o imaginou !
Hoje, eis que volta Se novo a calumnia repeti-
da com pretenfo paeaar por tacto consumado !
Preso muito minha reputacao, e por isso, julgo
de meu dever nSo consentir que borneas sem con-
sciencia e de quem desapparecet a ultima noco
de dignidade e vergonba, tentem manchal-a !
Bem sei que ser em pura perda de tempo, pro-
vocar ao miseravel correspondente, que venha
sob a respousabilidade de seu nome, firmar a ca-
lumnia que assacou-me.
Ha nomes ulcerados Para elles a Imprensa
como o ar, que faz gangrenas as cbagas Nao es-
pero, pois, que ptrido nome do calumniador ex-
ponba-se publicidade firmando o que contra mim
r ibiscou !
Se venho a imprensa, apenas pelo dever de
explicar-me para com aquelles, que nao me couhe-
cem e podem julgar-me capaz do crime, que se
me attribue, pois, os mus amigos e todos quantos
lilo-me. a honra de cultivar-me as relaces de
amisade, farSo justica aos meus sentimentos, n-
dole e carcter.
Assim explicar-me-hei:
Em fina do auno prximo passado, um criado de
nome Francisco, que eu havia tomado ao meu
servico, t rnaudo-se incorrigivel, e por faltas at
criminosas, teve de ser reprehendido severamente
por mim ; e, porque nessa occasio procurasse fal-
tai-me as respeito e desmoralisar-ine perante a
fabrica da eugenho, fui forjado a repellil-o 4 ta-
bicadas, depois do que mandei detel-o, para no
dia immediato Nval-o presenca da autoridade
do districto. Desae detencao elle conseguio, 4
(1) Haveria cousa raaia repugnante do
que baaear-se urna sentenja condemnato-
em documentos offerecidos no cartorio, de-
pois do emerrameato do processo, vindo o
reo a ter noticia delles depois d" condem-
nado ?
Honorio de Barros Wanderley
ao publico
E' somente em satisfacio ao publico e principal-
mente para aquelles que nao me conhecem, que
venho a imprnsa para, restabelecendo a veidade
dos tactos, contradizer as inverdades insertas na
Provincia de 21 do corrente sob a epigraphe 7/
districto, na parte em que se refere a minha pes:a
e 4 do meu irmao Sergio Wanderley.
Ao envez do meu delactor, qae sob o manto do
anonymo, apanagio da covardia, falsidade e da in-
trigaprocura ferir- me de modo to desusado
em linguagem acrimoniosa emprjatando-mo actos
e sentimentos seus em um estirado artigo de men-
tiras e falsidades, vou sob minha responsabilidade
expor minuciosa e fielmente o occorrido.
Na minha de 1 do corrente, passava em frente a
casa de vivenda do engenho Aratangil, donde aou
rendeiro, o filho do capito Zeferino levando em
sua companhiacomo cargueiroum ex-morador
meu; por nome Joao Fagunds, qae eeea de oito
meses havia-aeduaido e raptado a menor Fraaoiaca,
filha de um meu compadre moradvr deste enge-
nho.
Nolouvavel intuito de protegel-os j4 Iraviafeito
duas tentativas de casal-oa por meios suasorios; e
desejaudo anda urna vez enc>minha! os para este
fim, mandei 4 aeu epcontro um meu aggtegado de
nome Antonio Macei para dizer-lhe que viesse
tallar-me.
Em reaposta ao aeu recade, o referido Joio Fa-
gundeo armado de urna pistola, intimou lhe re-
tirar-se sem demora.
A esta ameaca inslita e feita em altas vozes al-
guna trabalhadores meus, disprtalos raai pela cu-
rioeidada do que pelo desejo de provocar conflicto,
eorreratn ao encontr daquelles.
Recelando eu- que esse ajuntameuto pidesse pro-
vocar luta ou acto manos r fl cticlo dos mesmos, co-
mo se acontecer, apressei mee chegnr at elles,
4 eonfrontar-me com Joao Fagundas, e antes mes-
aio de pedir-lhe a arma defeza, ouvi um tiro, que
a queima roupa este desfechtva no infeliz Ma ci:
eis o tacto tal qual se deu e as circumstaucias que
o acompanharam.
Meu irmo Sergio de Barros Wanderley, muda
testemanha deste lamentavel nconteuineuto, que
s alli comparecer s para acompauhar-me, uao
insultou nem maltratou a p -ssua alguma.
E' f ilso que eu houvesse esbjf-teado Joao Fa-
gundes e menos verdade que elle fosse castigado
a bolos e muito menos s ffrido o castigo do tranco,
genero de prisao de que nao uso, nem mesmo para
escravos.
Do oecorrido dei logo sciencia ao delegado, que
em menos de urna hora entrava cm indagacous e
abri inquerito.
Deixo ao juizo do publico o meu censor que na
ingrata faiua de deprimir e malbaratar a honra
alheia com menospreso da propria, nao se arreceia
de ser desmentido, como foi de urna mancua tSo
ou bal.
Protesto nSo voltar "a imprensa, se por ventura
o anonymo nao ie desmasoarar, referendaudu a
responsabilidade da accusaeao com seu nome.
Engenho Aratangil, 23 de marco de 1886.
Honorio de B. Vtandtrley.
----------TBtatattfo
7.' districto
Manoel Francisco de Sonza ..cao
ao pnbllco
S ao publico devo satisfcelo, e nao ao corres-
pon lente da Provincia, que arrebatado do desejo
de ferir aquelles que lhes sao desafFc-tos, lancou-se
sobre mim, fantasiando factos para o fim de depri-
mir-me.
Provoco ao meu gratuito detractor, para que for-
mule o seu artigo de aecusaco use dos meios le
gae3 contra mim, syndique minuciosamente dos
factos criminosos que me imputa, e conveaca-me
do meu crime, que curvar-tne-hei ante a ligitima
seutenca que a sanec/ao penal commiue. NSo de
cavalheiro dar bote* s oceultas, e fugir ante a
represalia que lhe posaa advir, tal o papel do
anonymo, a que se soccorreu o correspondente da
Provincia.
oui factos criminosos sao articulados pelo refe-
rido correspondente, relativos amortes provocadas
por sevicias e maos tratos no eng -nho Maranho,
o primeiro dos quaes, em tem so j ido e o segundo
em praso nao longo. Dedicado quast exclusiva-
mente aos meus labores agrcolas, sinto er provo-
cado 4 vir a imprensa dar ama satisfaecao ao pu-
blico afim de restabelecer a verdade adulterada,
roubando-me aos meus afazeres, que demandam a
minha constante actividade ; e o faco para que a
mentira repetida nao se transforme em facto real.
O priineire presuorido facto delictuoso encontra o
seu desmentido solemne jo anto de eorpo de delic-
to aa villa de Nossa X nhora d" O1, pro did por
dous facultativos, aos quaes me nao prendem rela-
?oes polticas e particulares, sendo presidido por
uaia autoridade adversaria; o que fcil de verifi
pcar-se, 'ecorrendo so cartorio do escrivao Perfirio,
deste termo.
Quanto ao segundo, declaro qne a preta, a que
alinde o meo cruel denunciante, ha mais de um an-
no que morava no engenho Sopitunga, propriedade
do meu irmo Joo de Sonza Leao, e que por seu
mau estado de aaude 4 ncnbum genero de trabalbo
se p-estava, recebendo o alimento por espirito de
candade.
Que neubum castigo lhe foi imposto poseo justi-
ficar com quantas testemunhas, livres oe suspeico
exigir o meu denunciante e o intimo a promover es
meios regulares de aecusaco conara-aaim, certo de
que saberei fazer valer contra o meu mcsquinh*
e vil mmico o direito que me assiete.
Engenho Maranho, 23 de Marco de 1886.
Manoe! F. de nouza Leo.
----------------^-------------
Seguiodo para o Rio -de Janeiro a 27 de Julho
o proprietario da casa, deraou 'ella o seu amigo
J0S0 Rodriflfues de Figueiredo, e tamben o guar-
da livroa Manoel d'Abreu .Macedo; al deates fi-
caram mais na casa, a preta oozinneira Cosm i Ma-
na da Conceiclo, j velha, de 50 annos mais ou
meaos e que estava livre deade o nono de 1873, e
ta.ubem ficaram os pretos Joao Marques, de 5
anno, e Joao Mendea, de 11 anno, mais ou me-
nos.
QUARTO
Chogando ao Rio de Janeiro, em 2 de Agosto,
teve ciencia de que a barca Corga I, havia eatra-
do no da anterior trazendo excellente viagem ;
havia falta de sal, mas j encontrou vendido o
carregamento que ella conduzia e bem assim o do
gar Corga II, que estava em viagem, por pre-
cos que satisfazi im.. mas podia dar muito mais :
e veudeu-se, sab nlo que o proprietario estava 4
chegar no vapor iuglez, n'aqueile ou no outro dia,
e sem terrm ordem de efFectuar venda ch-gar.
O primeiro cuidado do proprietario, depois de
ter obtido residencia em trra ou domiciliar-se :
foi ir a bordo para o fim de tomar certas providen-
cias concernentes s despesas, visto que as contas
costumavam ser crescidas nos anteriores, e reliar
pelas medidas de sal, porque costumavam a dimi-
nuir as contas de venda, segundo os calculas que
fazia e qu nao lhe deviam falhar.
Tambera pretenda estudar e praticar com o fim
de regularizar bem o passadio da tripolaco, por
ter o maior interesse em que ella ti vase o necea
sario com se estivease em trra, paasando bem ;
bem como os offi.-iaes, mas estes sem luxo nem
grandesa.
Nao agradava ao proprietario do navio esses
inveterados costumes a que os officiaes o queriam
fazer sujeitar, de capito ter raco em dinheiro
superior a cinco marinheiros ou tripulantes acha-
va muito para capito e pouco para cada nm tri-
polaute, e na occasio de fazer o rancho para o
mar, o tal m rinheiro encarregado de o fazer para
a gente de proa, era explorado em trra, com o pe-
queo agrado da casa forneoedora levava para
bordo, nlo t raas vivares, como ncompletes nos
peses e medidas e por precos mais caros.
D'aqoi resu tavam desgostos com a falta ''e bo
lacha, assucar, caf ou agurdente para animar
ess'.'g homens, algunras vezes debaixo de tempo, de
noite e mesmo de dia, quando obriga ios a lutar
com trio para salvar suas vidas, navio e carga ;
faltando-ibes n'essa occasio aquellas bebidas ani-
madoras, alm de j nao terem carne, bacalho,
feijo e outros mistures fortificar o estomago ; a
gente sem duvida perdia a Hcco e nao punha du-
v i da era acbar com os soffrimentos, de.xaodo-se
morrer, perdendo o navio.
O capito e piloto, qunpara si sos tinoam racoes'
em dinheiro quasi tanto como o que se dava para 1
gente, faziam rancho bom, at com a'gnm luxo
desoecessario ; sendo que o capito inla nao gas-
tara todo o que lhe era designado, d'elle'guardava
sobras ou economidava : sendo que o capito e pi-
loto sos na occasio do perigo nao eratn sufficientes
para salvar o navio e a carga.
E quando se visse balda de alimentos a tripola-
co, o menos que podia fazer era obrigar os offi -
ciaes fazer arribada forcada, sob ourro pretexto
diferente; e d'aqui alm das demoras 1a viagem,
o deaeredito para o navio e enormes despczai para
a casa.
Domiciliado em trra s cora a moradia para
estar de noite, para aquelle fim almocava a jauta-
va bord', ora de um ra de outro navio logo que
t ve mais de que um no porto, mas ooncorria com
o necessario, como s'ndo mais um official qu> esti-
vesse, combinando com o capito o que era preciso
vir da praca, fazia a rel.ico ao moco, entr-gava-
lb t o cobre e instrua o para nao ser engaado, e
na. volta coo'eria-lheas compras e os precos: este
proceder n3 agradava nos 'fuces, porm agra-
dava a gente que passava bem, emoora muito dif-
fronte dos triciaes. (Nao se gasta va metade do
dinheiro designado. .)
Os capites empeubavam se com 09 amigoa para
entrar para a casa e 'vijham macios c humildes
como se fossera cordeiros; porm logo que se apa-
nhavam dentro, mudavara, ficavam como javali
dentro da matta, quando atraa de si sent cacad^r.
No dia 3 de Agosto, hora competente, ro o
proprietario da casa para bordo da barca Corga I,
com o fim de se impr na obrigacao do estudo pra-
tico e vellar pe s interesses d futuro, pois urna
licao em cada navio, dentro do porto do Rio di
Janeiro, feita ou dada em boa ordem. lhe ficava
serviudo para as outras veze, com relaco aos ca-
Sites e mais tripolantcs, tempo de d-searga, reu-
1 ment desta por medidas e das d^spezas para
bem justar contas com a casa consignataria.
Chegaram oscaixeiros das casas consignatara e
compradora, subiram e fizeram entrar para bordo
os dous barris de quarto que conduziam no bote de
ganho, e bem assim a medidasiuha de 20 litros que
era aterida, mas a aferico estava encoberta com
o metal que lhe collocaram cm circunferencia, da
grossura de um mllimetro, para a rasoura nao
gastar a madeira.
Continuarei se.. for possivel.
Cadeia da cidade do Recife, 19 de mar-
go de 1886.
Antonio Francisco Corga.
Dr. Hermogenes Scrates Tavare de Vasconcel-
los.
Dr. Hortencio Peregrino da Silva.
Joa Groocalves de Andrade.
Oemes Augusto Oaio de Miranda.
Capito Manoel Jos de Paiva Pinto.
Manoel Bernardo de jlrveira.
Canajo i 'r. Luiz Francisco de Araujo.
Cunego Antonio MauOel da AssumpcSo.
Jos da Silva CJarneiro.
Capito Frederico Coluaibiano da Silva Guima-
res.
Juizas pordevocao
As Esmas. Sras:
Baroneza de Tacaiuna.
Esposa do 8r. Viviano Rodrigues dos Passos.
Espesa do Sr. Joaquim Jos Martina.
Espesa do Sr. Dr. Manoel Maria Tavares da Sirva.
Esposa do .Sr. Rufino Gaio de Miranda.
Esposa do Sr. Leopoldo Marques da AssumpcSo.
Esposa do Sr. Jos Goacalves de Oliveira.
Esposa do Sr. Domingos Torres.
D. Maris Amelia Vianna de Carvalho.
Filha do Sr. capito Joao (oncalves Torre.
Filha do Sr. capito Hemeterio Aureliane Pereira
de Carvalho.
Commisso
Manoel Jos de Castro Villela.
Joo Juvino Palmeira.
Adolpho Alves Ferreira.
Minervino de Miranda Roeha Pitta.
Thesoureiro
Manoel Ferreira da Cruz.
Club Emancipador
De ordem do Sr. Di. presidente deste club, sao
convidados tolos os socios, afim de assistirem a
sesao magna de anniversario. que ter lugar no
dia 27 do corrente, as 6 horas da tarde, na res-
pedtiva sede, em cujo acto sero distribuidas
pela commisso, 29 cartas de liberdades obuda*
pelos socios e mais cavalbeiros.
Recite, 22 de marco de 1886.
O Io secretario,
Joao Cavalcante.
O bacharel Francisco Crrela
Lima *"brinho
partecipa aos Srs. estudantes qne mudon
o curso de Arithmetica, Algebra e Geo-
metra, para ra do Vsconde de Albuquer-
que antiga da Matriz n. 7.
ED1TAES
Secco 1- -N. 1312.Secretaria de P.licia de
Pernambuco 23 de marco de 1886.
De ordem do Illm. Sr. Dr. chefe de polica faco
publico que est depositado nesta repartilo um
chap) para secular, o qual foi achado e ser en-
tregue a quem o reclamar, provando lhe perten-
cer.
O secretario.
i jaquim Francisco de Anuda.
Edital n. 3
Cinco Magas
DE
lie os \osso enhor Vesas
Chriso
(Continuaco dosns. 61, 62, 64,65 e 67) (*)
E definidos deforma a satisfazer a justica de
Vossa Maoestade Imperial Sbnbob.
Foi em Junho de 1882, que a casa de Corga, Fi-
gueiredo & C, deixou de receber ou comprar e
vender mercadorias nesta cidade, e fi:ou estacio-
naria.
E aehando-se em viagem de Maco para o Rio
de Janeiro o lugar Corga III, e tainbem devendo
estar pr iximo 4 chegar ao Rio ae Janeiro a barca
Corga I, procedente da IIha do Sal em Cabo-Ver
, bem assim como mais tarde o lugar Bardo de
Muribeca; em fins de Julho desse anno, o proprie-
tario da casa, entendeu aer de grande interesse ir
Rio de Janeiro p*ra regular s servicos pela
forma adquirida pela pratica.
(*) No artigo publicado no dio 23, alm da pa-
avraqualquer, qua no autogrph> dizia -quaes-
quer; a suppresio de ume arroga urna affr.n-
ta a > Ilustre inspector do Arsenal de Mariuha, e
em virtude disso se reproduz todo o periodo con -
cemente :
No fim desse tempo, as enrgicas providencias
que tomou o dignissimo inspector do Arsenal de
Marinha, para que se nSo se suimettessem a per-
mittir qne os officiaes que pretendiam concluir a
obra trabalhassen, mandava os officiaes do Arse-
nal concluial-a.
A. F. Corga.
Agradecimcnto
A commisso eucarregada dos festejos na noite
jos solteiros, em Afogados, ven protestar aos mo-
gos da banda de msica do Club Commercial Eu-
terpe o seu profundo reconheeimento pela espon-
taneidade com que se apresentaram para abri-
lhantar aquella noite, tocando urna iitavatina lin-
dissima e outros trechos musicaes no-inti rvallo da
novena ara os versos e depois. Aproveita tam-
bem a occasio para felicitar to digaa quo de-
licada e laboriosa pleiade de mojos.
Despedida
Retirando-me hoje com minha senhora no vapor
Con^o. temporariamente, para Europa e nao dis-
pondo de tempo para visitar e despcdir-aos de
todos os meus amigos clientes d'aqui e da cidade
de S Agotinhodo Cabo; peco-Ibes descolpas e
ojficreco os meus diminutos servicos em qualquc r
ponto cm que me ache.
Dr. Silva Ferreira.
Recife, 25-3-1886.
---------* -aigoeaoc*---------~^
Para o i:\iii. Sr. conselheiro
presidente da provincia
A me do infeliz Francisco Goncalves Correia
de Amorim, cabo de polica, vem por raeio da im-
prensa pedi a S. Exe o Sr. conselheiro presi -
dente da provincia, providencias contra os assas-
sinos de seu inditoso filho, que foi brbaramente
assaisinado no Canbotinho.
As autoridades do lugar nao tem dado aa ne -
cessarias providencias,
O aaaassino todos o conhecem ; chama-s Joo
Lourenco,
J que o antor do to horrendo crime campis
impune, por negligencia das autoridades do lu-
gar, imploro de S. Exc. que attenda as lagrimas
de urna pobre me. mandando punir 08 cul-
pados.
Recife, 24 de Marco de 1-76.
Florinda Anselma de Moura.
Providencias!!!
Pede-se a attenca > da polica e do Dr. inspector
geral da Instruccao Publica para o pessimo pro-
cedimento das pessoas da familia que reside na
cana onde funecinna urna escola publica, 4 ra do
Coronel S'iassuna.
A vixMumca indignada.
Ao publico
Francisco Carvalho Marinho Falco, faz pu-
blico que alrerou o seu nome, asaignando-se d'ora
por diaote Francisco Carvalho Falco Brazil.
Recife, 23 de Mar?o de 1886
a
Eleigo
Dos devotos que lee ni de con
correr para a fesia da Glorio
so *. alos, na eapella da Prala
de w. Francisco em Ollnda,
para o anno de I 7
Juiz por eleico
Desembargador Francisco de Assis Oliveira Ma-
ciel. ,
Juiza por eleico
A esposa do Sr. Joo Bento Monteiro da Franca.
Juizes por devoco
Dr. Antonio Francisco Correia de Araujo.
O lllm. Sr. Dr. inspeetor deste fiesouro, em
vista do resultado do trab: c rregada nos termos do art. 6 da lei n. 1860, de
liquidar es dbitos provenientes do imposto de
calamento e passeios desta eidade, manda con-
vidar aos senbores propretarios dos p-edios cons-
tantes da relaco infra para, dentro do prazo de
30 dias, virem a este thesouro rccolher a impor-
tancia d -s passeios que de accordo com o disposto
no art. 4738 da lei n. 751, foram executados pelo
empreiteiro do referido caifamente, sendo que es-
gotado a que ile p azo sero extrahidas as contas
para se effectuar a cobranca judicialmente.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
co, em 24 de Marco de 1886. O secretario,
AffoRso de Albuquerque Mello,
Freguetia do Recife
Thom de Souza (Linjaeta)
N 8. Ordem Terceira de S. Francisco
X. 12. Matheus Gome3 Fernaudes
N. 11. Jos Jorge Pinto
S. 25. Ordem Terceira de S. Francisco
N. 29. Jo Antonio Ferreira
N. 39. Custodio Jos Alves Guimares
M. 41. Antonio Joaquim Lucio da Costa
Bom Jess (Crua)
N. 5 Joo Jos de Amorim
X. 7. Joanna Joaquina Machado Pires
Ferreira
N. 9. Hcrdeiros de Florencio Xavier
Carneiro Monteiro
X. 13. Antonio Carneiro Lisboa
N. 15. Herdeiros de Joaquina Maria
Pereira Vianna
N. 17 Pedro de Alcntara dos Guima-
res Peixoto
N. 19. Jos Joaquim da Cunha
N. 21. Atonio Henriques Rodrigres
N. 23. Joo Rodrigues Lima
X. 25. Valeriano Manso da Costa Res
N. 27. Augusto Caors
N. 31. Rapbael Fernmdes Abrantes
X. 33. Herdeiros de Joaquim Ribeiro
Pontts e outro
N. 35. Herde'ros de Francisco Antonio
Duro
Largo do Corpo-Saato
Igreja
N. 10. Maria Joaquina de Oliveira
Campos
N. 8. Joe Pereira
Raa Mrquez de Olinda
X. 66. Maria Rila da Cruz Xeves,
ort&o
Caes d'Apollo
N. 69. Ferreira Mathens
X. 53. Joaquim Luiz Viaua
X. 9. Cariota Joaquina de Carvalho,
oita
N. 11. Herdeiroe do Visconde de Lou-
es, oito
N. 71. Ferreira Mathens
N- 71. O mesmo, oito
N. 73. Viuva Lasserre, oito
Ra d'Apollo
N. 10. Carlota Joaquina de Carvalho,
oito
N. 12. Herdaros do Visconde de Lou-
res
N. 51. Manoel Joaquim Ramos e Silva
Roa da Restauraco (Guia)
N. 2. Joo Joa Rodrigues Loffier
N. 6. Herdeiros de Joo Antonio da
Silva
N. 64. Manoel Joaquim Ramos e Silva
Becco do Goncalves (oito)
N. 10. Rosa Goncalves de Jess, oito
Caes do Apullo
N. 63. Rosa Goncalves de Jess
X. 65. Manoel Luiz Goncalves
N. 67. O mesmo
Caes do Brura
N.01. Viuva e herdeiros de Joo Fer-
reira Pereira Vianna, oito
Ns. 91 a 95. O mesmo, trente
Madre de Dens
Igrja
N. 5 Dr. Ludgero Goncalves da Silva
N. 35. Francisco Machado Pedrosa
Torres
N. 18. Ordem 3 de S. Francisco (dif-
ferenca)
N. 20. Joaquim Baptista Noguira (dif-
ferenca)
Brum
N. 104. Viuva e herdeiros de Joo
Fi mandes Prente Vianna, oito
Praca doCommercio
N. 2. Pedro Pereira de Araujo Beltro
N. 2. O meamo, fundo e oito
N. 4. Joanna Baptista de Axevedo Ti-
noco, rundo
N. 6. Mara Mquilina de Sampaio,
idem
N. 8. Annunciada Camilla Alves da
Silva, dem
X. 10. A mesma. idem
N. 12. Luiz Puech, idem
N. 14. Eduardo P. Wiiaon Jnior,
dem
N. 16. Manoel e Jos, filhos do Dr.
Abili* Jcs Tavares da Silva, idem
N. 18. Annunciada Camilla Alves da
Silva, idem
N. 20. Luiz Joa da Ctsta Amorim,
idem
N. 22. Francisco Ferreira Baltar, idem
N. 24. Mosteiro de H. Bento, dem
N. 26. O mesmo, idem
N. 28. Eduardo Alexandre Burle, idem
20500
99*360
155*440
137*200
93*120
141*120
2265560
76*800
79600
90*720
69*600
72*000
61*920
87*40
71420
78*240
55*200
170*560 I
iji.m i
75*840 |
52*800
221760
117*120
29*760.
499*200
153*600
123*600
437*380
475*200
182*400
146*840
270*560
427*230
583**
139*440
26*400
24*000
324*000
254*400
177*600
136*960
167*520
557*800
290*160
752*640
30*720
35*280
;i600
9*600
1:455*360
383*040
510*360
63*240
61*440
93*120
81*600
65*280
55*200
55*200
55*200
198*240
22**600
584*(i80
265*9,0
192*000

V

*
pl



f


4
Diario de Pcrnambueo(|uiita--feira 25 de Marco de 1"P6




.-
Domingos Jos Martina (Scnzala Velha)
N. 138 Viuva Lasserre, oitio 341*380
D. Mari Cesar (Sensala Nova)
N 2. Santa Croa dos Cauoeircs do Re
cife, oito 77*380
Aifandega
N. 2. Irmandade de Sant'Annu da Ma-
dre de Deus 60*140
N. 4. A mesma 58*560
Forte do Matto
K. 6. Marcellino Jos Goncalvea da
Foute 48*000
N. 8 Luiz Goncalves da gilva 38*; 60
N. 10. Viuva de Manoei Goncilvcs da
Silva 39*600
Commercio (Trapiche)
N. 32. London BrazilinuB ink. fundo 101*680
. 34. Lu Alfredo d-- Moris e ou-
tro, dem 45*120
N. 36. Viuva e herdeiros de Paulo Pe
reir Simoes, dem 62*880
N. 40. Herdeiros do J. Francisco Ma-
mede d'Almeida, dem .>3*740
N. 42. Viacoudc de Loares, idem I 740
N. 44. Gaspar Antonio Vieira Guima-
res, idem 47*040
N. 46. Herdeiros de Antonio Francis-
co Branco, idem 46*080
N. 48. amerito de S e Albuquerqne,
idem 31*200
Travesea de Alvares Cabral
N. 3. Moateiro do S. Beato, fundo 48*320
Madre de Deus
N. 1. Ludgjro Gmcakvs da Silva 82*80.)
N. 28. Galdino dos Santos Mara de
Ohveira 25*440
N. 7. Antonio da Silva Pontea Gu-
marites 22*560
N. 32. Jos des Santos Nunes de Oli
veira 19*680
SOCIEDADE
Mente Pi Bom Sflcctsso
De ordem do Sr. director, fac scientc i todos
os socios, que desta data em diante ficam era vi-
gor os nov>s estatutos.
Secretaria da Sociedade Monte Po Bom Suc-
cesso, em 21 de Marco da 86.
O secretario,
Benigno de Figueiedo.
l
se
DECLARACOES
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS -N. 7
Seguro martimo e tcrresjlresi
Ne-tes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad- s isempeilo de paga-
mento de premio em cada stimo anao, o que
equivale ao descont de cerca de 15 por ce^t > tro
favor dos segurados.
Socisflade Unio Gommercia! Be-
lefice .Ociaos
Como alguns dos (enhorca nsaociados tenbam
feto ao cobrador pedidos, tufreitos exclusivamen-
te compet.ncia da directora, esta leva ao co
nhecimento le todos os senborus sicios, que s
deliberar sobre qualquer pretencSo dos mi amos.
sendo lbe esta feita por mrio de officio ou rtquo-
rimento R:cife, 8 de Marco ne 86
J. M. Palmeira de Freitae,
1* Becrstario.
44 Mauricio ex-escrava da Jos Marques de Amo-
rim.
45 Floriuda ex-escrava de Francisco Cordeiro Ma-
rmbo Falcao.
46 Caetana ex-cscrava de D. Isabel Candida Ta-
varoB da Costa.
47 Cecilia ex cscrava' de JoSo Francisco Coelho
de Moraos.
48 Damasia ex-escrava de Manoei da Costa Lima.'
49 Balbina ex cscrava do Dr. Cosme de S Pe-
reira.
50 Joauna ex cscrava de Joaqniro Vieira de Mello
Pinte.
Rcif', 20 de Marco de 1886.
Dr. Barro Sobrinho,
Vice-secretario.
Club Jurdico Tobas
Barreto
Convida-se os socios deste club i n u irein se
na quinta-feira 25 do corrente, s 10 horr3 dj
manha, na sede do mesmo club, roa do Bom Je-
sus n. 43, 2o andar.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro chefe, faco
publico que, em virtude da ordem do Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia, no dia 27 do
torrente, ao meio dia, recebe-se nesta secretaria
5repostas para a execucao dos reparos da bomba
o Peres, na estrada da Victoria, oreados em
1:537*596.
O orcamento e mais condicoes do contrato se
acham nesta secretaria para sercm examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas de
Pernambuco, 19 de Marco de 1886.*
O oficial secretario,
JoSo Joaquim de Siqueira VarejSo.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que, em virtude da autorisacao do
Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia, re-
cebe-se n'esta Secretaria, no dia 27 do corrento,
ao meio dia, propostas para a exceuco dos re-
paros das pontos do Aterro, da ra Bella c do
Acougue no Rio Formoso, oreados em 2:700*000.
O orcamento e mais cndiccs do contracto
acham se n'esta Secretaria para sercm examina-
dos pelos Srs. pretendentes.
Secretaria da reparticao das Obras Publicas, 17
de Marco de 1886.
O secretario,
JoSo Joaquim de Siqueira VarejSo
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro ch: fe e
director da reparticao das obras publicas, faco
publico que em virtude da autorisacao do Exm.
Sr. conselheiro presidente da provincia, recebe -te
nesta secretaria no dia 27 do corrente, ao meio
dia, propostas para a execucao das reparos da
ponte sobre o rio Carima, em Barreiros, oreados
em 1:300*.
O orcamento e mais condicoes do contrato se
acham nesta secretaria para serem examinados
pelos senhores pretendentes.
Secretaria da Reparticao das Obras Publicas, 16
de Marco de 1886.
O secretario,
JoSo Joaquim de Siqueira VarejSo.
Irmandade do Scnhur Rom J>us
don rao lastrara, erecta iir
igreja do Carino da rldade de
Olinda
De ordem da mesa regedora convido a todos os
membros d'esta irmandade e ao povo devoto d'esta
heroica cidade, a compareceris no dia 25 s 5
horas da tarde n'esta igreja, afim de incorporados
acempanharem a trasladar do Nosso Padroeiro,
para a Cathedral da S desta cidade e no dia 26,
s 4 horas, para a Procisso do mesmo Senh.-r.
Esta corporacao, convicta dos rentimentos reli-
giosos das pessoas a quem se dirigi, espera que
os seos convites tenham a de vida acquiescencia, pelo
que deade ja antecipa seus agradec monto?.
Finalmente, convida a todas as auteridades ci-
vk, militares, eccleiiasticaa e corporales religio-
sas a quem por acaso nao se tivesse dirigido, a se
faserem representar na mesma Procisso.
Consistorio da Irmandade, 23 de Marco de 1886
O secretario,
M. J. de Castro VeUa.
COMMERCIO
Bols- commerclal de Peraam
buco
Xecife, 24 de Marco de 1886
Aa tres horas da tara
CotacSe* offiae
Cambio sobre S. Paulo, 60 d/v. com 1 1/4 0/0 de
descont.
P. J. Pinto,
Presidente
Augusto P. de Lemos,
Pelo secretario.
ENDIMENTOS PUBLICO*
Mes de Marc de 13t
1 23
Pelo presente sae chamados os libertados abaixo
designados para comparecerem s 10 horas da
manha do dia 25 do corrente mea, no 1 /teatro da
Variedades, afim de receberem as suas respecti-
vas cartas de liberdade.
1 Jo.wina ex-escrava de Antonio Jordao da Silva
Florencio.
2 Quitea ex escrava de Jos de Azevedo Maia
e Silva.
3 Luiza ex-escrava de Paulo de Albuquerque
Gama.
4 Felippa ex-escrava de Antonio Manoei do Reg
Barros.
5 Joanna ex-escrava de D. Maria Josephioa Du-
boureq.
6 Maria ex escrava de D. Maria dos Anjos de S
Barreto.
7 Maria ex-escrava de D. Isabel Amelia de
Barros.
8 Francisco ex-escravo de Henriquc Jos Alves
Ferr ira.
9 Joao ex-escravo de D, Eugenia Francisca de
Araujo Pinheiro,
10 Prudencio ex-escravo de Jos Maia de Souza.
11 Seraphim ei escravo de D. Maria Eulalia Ca
valcante Wanderley.
12 E .el vino ex-escravo de Jesuino Alves Fer-
nandes.
13 lira ex-escrava D. Felippa Paulina Caval-
caate.
14 Joanna ex-escrava de D. Candida Cordeiro
MerguIhSo.
15 Thcresa ex escrava de D. Glyceria Francisca
Alves.
16 Benedito ex-escravo de Manoei Alves de
Scnna.
17 Angela ex-escrava de D. Jeronyma Antonia
dos Santos.
18 Joanna ex escrava de barao de Caiar.
19 Jos ex escravo de D. Anua Isabel Carneiro
Lins c Mello.
2 21 Victoriano ex-escravo de D. Rosa de Albu-
querque Paes da Mello Barreto.
22 Luzia ex cscrava de D. Auna Francisca Car-
neiro Ceo.
23 Rufina ex escrava de D. Maria Joaquina de
Iritto Costa.
24 Maria ex escrava de Jos Hilario Paes Bar-
reta.
z Luiza ex escrava de D. Francisca Maria da
Conceicao Reg.
M Maria ex-escrava de Manoei Ferreira do Couto.
27 Aurora ex-escrava de Jorge ((emente Borba
Ca valcante.
28 Mara ex-escrava de SebastiSo Jos Gomes
Penna.
29 Jacyotha ex escrava de Miguel Archanjo Lopos
da Fonseca.
80 tiufina ex-escrava de Miguel Archanjo Lopes
da Fonseca.
31 Feliciana ex-escrava de Miguel Archanjo Lo-
pes da Fonseca.
32 1 luminata ex-escrava de D. Olympii Sancha
das Nevos Gomes.
33 Maria ex-escrava do Frederico Chaves.
34 Merencia ex escrava de Frederico Chaves.
35 Fortunata ex-escrava de Ray mundo da Alen-
car Sampaio.
36 Tberexa ex escrava de Manoei Vicente Ca val-
cante.
37 Justa ex-escrava de D. Antonia de Vascon-
cellos Coelho.
38 Thereza ex-escrava de D. Antonia de Vas-'
concellos Coelhe.
39 Eva ex escrava de Firmino Coelho Pereira.
4') Luiz Temotheo ex-escravo Jos Florencio da
Si Ha.
41 Cecilia ex-escrava de D. Carlota Bemvinda
Loyola e Manoei Juvencio de Loyola.
42 Isabel ex escrava do desembargador Jos Ma-
noei de Freitas.
43 Antonia ex-escrava de Jos Marques de Amo-
rim.
Asscinbla geraO
Sao convidados os senhores associado a com-
parecerem s 12 luras do dia 30 io somata, na
ede (tota aseociayo pira ter lugar a rtunio da
asseiiibla g-ral ordinaria, afim de se proceder a
eleicao da nova direct ria, da cooimisso de exa-
me de contaa e sor lido o rclatorio do nnno findo e
o parecer da commissio de exame de contas, de
conf- rmidade com o art. 2'j dos estatuto'.
Soor-t-.iia da AaeociaeJ" Commercial Agrila
do l'cruambuco, tm 24 de Marfo de 86.
S. du Barros Bsrrcto.
___________ Secretorio. -
Monte de Soccorro de
Pernambuco
O* po8suidorcs das cautellas de penho
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool k London & Glob
INSURRANCE C01HPANY
Saiflers Brothers k G.
w
MARTIMOS
lO,(JG7
10,817
10,833
10,839
10,846
10,865
10,889
10,914
10,939 10,940
10,956 10,962
10,997 11,003
11,017 11,022
11,060 11,061
11,092 11,107
11,128 11,129
11,158 11,164
11,192 11,193
11,210 11,211
VcraoMAD-.i
Mea (i- 21
tobdobiaDa 1 23
dem de 24
551:368 638
17:680. 2>7
569.048895
85836484
2.129/88.'
88:%J366
C-Mn-i."; Bovisciai. -fe 1 23 Hec de 24 99:160/386 4i082498
103-2i3;079
Rucrrs raamzsiiDe 1 23 dem de 24 51:753*152 719 599
rcs dos nmeros abaixo, sao convidados, a
resgat:il-aa at o dia 15 ,1c Abril vindouro.
l0,O7tJ 10,11G 10.11S 10,136 10,137
10,784 10,780 10,807 10,811
10,828 10,828 10,830 10,831
10,834 10,835 10,836 10,837
10,841 10,342 10,843 10,844
10,853 10,854 10,855 10,857
10,867 10,869 10,885 10,887
10,891 10,901 10,905 10,910
10,921 10,922 10,930 10,932
10,842 10,943 10,946
10,970 10,974 10,987
11,006. 11,015 11,016
11,023 11,032 11,044
11,062 11,064 11,068
11,108 11,117 11,118
11,138 11,139 11,146
11,168 11,177 11,187
11,194 11,198 11,209
11,212 11,216 11,226
11,242 11243 11,247 11,250 11256
11,257 11,260 11,261 11,263 11,273
11,275 11,280 11,283 11,294 11,299
11,303 11,309 11,321 11,326 11,327
11,339 11,332 11,334 11,345 11,346
11,352 11,353 11,356 11,372 11,377
11,379 11,380 11,383 11,384 11,386
11,388 11,392 11,401 11,406 11,409
11,412 11,413 11,418 11,419 11,429
11,436 41,437 11,438 11,443 11,450
11,452 11,453 11,454 11,458 11,465
11,451 11,472 11,475 11,485 11,489
11,492 11,497 11,507 11/09 11,511
11,512 11,513 11,521 11,523 11,524
11,534 11,538 11,544 11,548 11,549
11,551 11,552 11,553 11,554 11,555
11,557 11,562 11,563 11,566 11.572
11,573 11,579 11,583 11,587 11,589
11,590 11,593 11,600 11,601
Recife, 23 de Marco do 1886.
O gerente interino,
Felino D. Ferrsira Col'ho.
anta Caaa da] Minericordin do Re-
cite
A III na. junta administrativa deuta santa casa
contrata com quem melhores vantagens offerecer,
o fomecimento de assucar de Ia, 2* e 3' sorte e
turbinado, para os consumos dos eatabclecimentos
se^uintes, durante o trimestre de Abril Junbo
do corrente anno: Hospital Pedro II, dito dos
Lazaros dito de Santa gueda, Hospi..i de
Alienados, Asylo de Mendici .ade, Caaa dos Ex-
postas e Collegio das Orphia em Olinda.
As propostas deverSo ser apresentad.-.s na sala
de suas sesses, cm cartas fechadas, (lev-idamen-
te selladas, at as 3 horas da Urd do dia 30 do
corrente, declarando os proponentes sujeitarem 8d
a urna malta de 5 0/0 sobre o valor total do fome-
cimento, su no prazj de tres dias nao comparece
rem secretan t da mesma santa casa para aaaig-
nan m os respectivos contra*os.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 25 de marco de 86.
O escrivio,
Pedro Rodrigues de Souza.
covrit A FOGO
Norlb Brilish & Mcrcantile
CAPITAL
t'OOO.OOO de libras sterllna
AGENTES
A (JoMPANHIA
Imperial
DE
!Ml'KOM CONTRA I O |.0
E8T 1803
Edificios e mercadorioM
Taxa baira
Promplo pagamento de prejuizo*
CAPITAL
Rs. 16,000:000 000
Agentes
BROWNS&C.
> N. Roa do Commercio N. 5
Companhia Brasilelra de Nave
gseo a Vapor
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Jodio Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 do corrente, e
seguir depois da demora n-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encomroendtis valores
tracta-se na agencia
46Ra do Commercio46
VIAGEM EXTRAORDINARIA
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Qome-y
Esp rado do Ro de Janeiro
em direitura a. este porto at
o dia 26 de Mire e depois
da demora indispensavel re-
greasar tamben*. Coi direim-
r i.
Para carga, passagen?, ncommendas e dinheiro
a fretc, trata-se na agencia
N- 46 RA DO COMMERCIO N. 46
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Eatabelclda em 1 ..
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
% HariDios..... 1,110:0008000
Terrestres,. 316:000^000
44-Ra do Com ni relo -
ttaoia Casa de Misericordia dr
Recife
Na secretaria da Santa Ciisa de Misericordia de
Recife arrendam-se por espaco de um tres an
nos, as casas abaixo declarad .3 :
Ra da Moeda n. 45,
dem -dem n. 49
Ra do Bom Jess n. 13, 1- andar
dem n. 29, luja
dem idem n. 29, 1- andar
Ra dos Burgos n. 27
Ra da Madre de Deus n. 10-A
Caes da Alfaudcca armazem n. 1
Ra do Mrquez de Olinda n. 53, 2
andar
Ra da Guia n. 25
Buceo do Abreu n. 2, loja
Ra do Visconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2* aud-tr, por 1:600000
Ruadas Calcadas n. 32 ^k)(XX)
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O etxrivao,
Pedro hudri. es de So-au
240<00(;
24')i()0t)
a oikk
2164001
2401' m
216*000
180/000
1:6004000
6O7JO0C
20050(10
4Sj000
HoMpllal l'oringues t- Konrflrpnrla
em l'ermmlin
Assrmbli g-1 !
De ordem do Sr. vtM-pitt.edor, convid os
senhores socios i reunirem-se rn assembl* g--
ral na sedo social no domingo "8 d> corrente, a
11 horas da manh, afim oc dar .- cuinprimento
disposifo do Io do art. 17 doa noss^s Batata os
e pro:edcr-so a elei^ilo de algu:is mumbros da
junta administrativa.
Secretaria do Hospital Portugus de 1! neficen-
cia em Pernambuco. 24 de Marc-- '!- >*>.
M-iuoel Martins Hapitii,
2o secretfcrio.
CWt%VHIi: OKH M:**.l.ic-
RIKM MAKITIMMM
LINIIA MENSAL
0 paquete Niger
Commaudantc Raiilc
Espera-se da Eu-
ropa no dia 3 de
Abril, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay -
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte
levhlco
Lembra-se tos senhores passageiros do todas
as clasaes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer fuinpD.
Previne se aos senhorca recebedores de merca-
dorias que s seattender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forein recmhscidas na oeca-
sio da descarga.
Para carga, passagens, cncommendas e dinheirc
a frete: tracta-se com o u- nte
4ugusle Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Inited diales k BrasiTMaiT STO.
0 paquete Finance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 2.) do corrente,
depois da demora necessaria
seguir para
SSarxa&o, sar. timbados, S.
Tbomaz c Xcw'ork
Pan Carga, passagens, < encommendss tracta-
posico
Londres
Pacific Sleara Navigaon
Company
Para facilitar aos
Srs. vi antes que de-
sejaren assistir ex-
colonial de
no corrente
anno, esta agencia fa-
r a redueco seguin-
(e. a principiar do 1.
de Marpo a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe, ida e vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes, 36:15:0 libras
esterlina ,
AGENTES
ffSi SOIS k COWILMM.
14-Rua do Commercio-H
Pal
Seg. c sim falta at o dia 27 do corrente para
porto cima o origue ingles Maid of Glenwern
(de 1> classe) ; para o resto da carga trata-se ;
ra do Mrquez de Olinda n. 6.
Ad
THEATR0
condn and Brasllian Bank
Limited
Ra do Commercn n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
tas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N
Porto, ra dos Ingleses.
52-472*751
DESPACHOS DEIMPORTAgO
Vapor nacional Jacuhype, entrado da Babia e
escalas no da 24 do corrente e consignado a Com-
panhia Pernambucana de Navepacito Costeir.i por
Vapor, manifes'oa :
Algod.1 26 saccas a Pereira Carneiro & C.
Barr* vasios 45 a Pereira da Silva V C.
Couros salgados seceos 1731 u Amorim Irmos
& C.
Fasendas 1 volme a t. Maa ft c.
Pipas vasias 200 ordem.
PeMes 7 atados a J.H. Boxw.,
Alves Matbeus.
Sola 1 atado ordem.
7 a D,miog-,g
DESPACHOS .)! KXFOaTACAO
Era 23 de Marc) de 1886

'ara o exterior
z Orator, earregon :
Para Liverpool, J. H. Bsxwell 134 saceos com
10,050 kilos de asaucar maseavado.
No vapor francs Congo, earregon :
Para Brdeaux, A. Bernet 1 barril com 43 li-
tros de agurdente ; P. Guimares 1 barrica com
72 kilos ae caf ; J. Paerstenberg 12 kilos de
ouro velh).
No navio allemao Thomas, earregon :
Para Huil, C. P. de Lemas 10,030 kil >s de ea-
roeos de algodaa.
Para o Interior
No patacho nacional Alvaro, earregon :
Para o Rio Grande do Sal, J. Moreira dos Sin -
tos 4,0( 0 cocos, frncta.
= No patacho allemao Goedhart, earregon :
Para o Rio Grande do Sul, Baltar I mios & C.
310 barricas com 26,650 kilos de assucar branco ;
F. A. de Azevedo 125 ditas com 11,000 ditos de
dito e 25ditss com 2,500 ditos de dito maseavado.
= No lugar portugus Unido, carrregou :
Para Santos, P. Carneiro Se C. 250 saceos com
15,000 kilos de assucar branco e 250 ditos com
15,000 ditos de dito maseavado.
No vapor francs Ville de Pernambuco, car
regou :
Para Santos, V. da Silveira 20C saceos com
12,000 kilos de assucar branco e 800 ditos com
48,000 ditos de dito maseavado ; S. GuimarSes 4
C. 200 ditos com 12,000 ditos de dito.
Na barca italiana Caterina, earregon :
Para Santos, V. da Silveira 200 saceos com
12,000 kilos de assucar brancj e 800 ditos com
48,000 ditos de dito maseavado
No vapor allemao Hamburgo, carregou :
Para o Rio de Janeiro, A. de Arauj > Santos
1,000 saceos com 75,030 kilos de sement de al-
godo.
= No vapir nacinU Balda, carregou :
Para o Rio de Janeiro, V. da Silveira 200 sac
ees com 12,000 kilos de asaucar branca e 800
ditos c_-m 48,000 ditos de dito maseavado ; F. de
Macedo 600 ditos com 36 000 ditos de dito
Para Macei, J. F. di Silva 3 barricas com 288
kilos de asu:r brauco.
Nj vapor nacional Jajuaribe, carregou :
Para Camossim, P. Alvea & C. 1 barrica com
"0 kilos de assucar bronco.
Para M icio, P. Alves & C. 3 barricas com 312
kilos d as.-ucr branc.
Nj barcaca S. Salvador, carregou :
Para Villa da Piona, Keis & Santos 800 aac-
ces com fdri.nha de mindi ca.
Na bsreaca Lot/uinha, carregou :
Para Mossir,.S. Nogucra & C. 10 taceos con
75 i kil- s de assucar maseavado ; II. C. Guima -
ra-s 30 ditos com 2,250 ditos de dito branco e 10 Niger
barricas com 550 dito* de dtj refinado. Trent
Nj vapor nacional Espirito Santo, carre- Elbe
goj : Advance
Para o Para, H Oli reir 800 meios de sola. Tm Plata
Na barca portugiieza Sixnlio, carregou : Equaleif
Para Ma anhao, 8. Guinv2es & C. 50 barricas Neva
com 5,782 kilos de assucar branco ; L. G. da Sil-
va 4t Pinto 55 ditas com 5,527 ditos de dito.
No hiate nacional S. Lturenco, carregou :
Para Aracaty, P. Alves & C. 6 barricas com
35S kilos de assucar maseavado.
= No vapor nacional S. Francisco, carregou :
Para Baha, W. Son & C. 60 pipas com 23,000
litros de mel.
Pan. Penedo, F. da Costa 4 C. 2 barricas con
120 kilos de assucar branco ; P. Alvea efe C. 9
ditas com 908 ditos de dito maseavado.
Para Villa Nova, A. B. Corris 2 cairas caju-
rubeba.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 25
DE
VARIEDADES
Companhia lyrico-comico-
dramtica
DIRIGIDA PELO ARTISTA
L1ZMILONE
EMPREZA
BOLDRINI E L. MILONE
vanee
Espera-se de New-Port-
N. sra.aU o ,!i.i 1G de Abril,
o qval seguir depois da dc-
v. mora necrssarii para a
ESahla c Itio de fanelro
Pira carga, pascaf-.'ns, enconmendas e dinheiro
a frete, tracta-se coa os
AGENTES
Ilcnry Forsler 4 C.
$. 4. RUADOCOMAir.rtGlO -- M.8
^ / andar
Paci Soau "vigation Company
STRAITS OF MAGULLAN UNE
Paquete Ocopaxi
Espera-se dos portos
n.are-, seguindo pa-
ra a Kurop-i depois da
demora do costume.
\ .
Rojal Mail Sleam Packet
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes espeeiacs sc-
ro emittidos desde 14
de ma iro at o fin de
julho offerecendo fac
Udades aos senhores
viajantes para visitar
a ex|HrSK*ao colonial
em Londres, de 1886.
Ida c volta de Per-
nambuco a Soutliamp-
on, priineira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
LELOF
a.
AMANHA
Sexla-feira, 26 de Harfo
Soutbamptom e escalas14 1/2 dias, vapor in-
gles Neva, de 1774 toneladas, commandante W.
Qillies, equipagem 99, curga varios gneros ;
a Adamsom H. & C.
Babia e escalas7 dias, vapor nacional Jacuhype,
de 382 toneladas, commandante Francisco Al
ves da Costa, equipagem 30, carga varios gene-
ros ; a Comoanhia Pernambucana.
Lobos de Afuerro (no Per) -78 dias, barca in-
glesa Charmxan, de 535 toneladas, capito B.
W. Parson, equipagem 14, carga guano ; or-
dem.
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos-Ayres e escala Vapor ingles Neva,
commandante W. Gillies, carga vanos gneros.
Santa CatbarinaPatacho nacional Alvaro, ca-
pitao Jos Moreira dos Santos, carga varios g-
neros.
Babia e escalaVapor nacional S. Francisco,
commandante Joaquim da Silva Pereira, carga
varios gneros.
Porto AlegiePatacho nacional Cometa, capito
Joe Pires Vieira, carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Ville de Pernambuco da Europa
Cotilo
Espirito Santo
Para
Bahia
Finance
Tagne
Cotopaxi
di sul
do sul
do sul
do norte
dj sul
do sul
do sul
Abril -
da Europa
da Europa
do sul
hoje
hoj:
amanha
am..nha
amanha
a 29
a 29
a 29
a 3
a 10
a 14
i:*riti;%
HA OPERA-COMICA DA PHIMK1KA CANTORA
Marin Andr
Pela prlmcira ves nesta poca su-
bir i scen* a opera cmica em 3 a-tos, msica
do maestro Offembacb:
A BELLi HELENA
Em que a Sra. Mabion desempenhar o impor-
tante papel de PABIDE.
Personasen*
Heb-na, raiiia de Sparta...... Sra. Springer.
Paride, fliho do rei Priamo..... Marin.
Orc3te, fillio do rei Agamenn.. Durand.
Euclide, dama de companhia de
Helena.................... Fioravanzo.
Lena........................ Olympia.
Partenope................... R. Becci.
Agamenn,Bei dos Reis........Sr. Dominici.
Menelo, rei de Sparta....... Milone.
Calcante, grande auguro de Jove Bepossi.
Achules, rei de Tiotida....... Comoletti.
Ajace, Io rei de Salaminc...... Moltcni.
Ajace, 2o rei dos Lorenos..... Frits.
Filomeno, criado d<-Calcante... Tirell.
Euclitide, terreiro............. Micbeluzzi.
Gusrdas, escravos, po"o e pageos.
A acco passa-se em Sparta no Io e 2o actos e
no 3" em Kuplia durante a estaelo dos banhos.
A pe$a est montada e ensaiada a ca
pricho.
O vestuario completamente novo e no
rigor da poca.
N5o se transiera o espocta?ulo ainda que
chova.
Prejos do costume.
as entradas geraes nao do dlrel-
to ao ascalo no tbeairo.
Este paquete e os que dora
en dianle .segura tocaro em
CIyimi, o que facilitar che-
garein os passageiros com mais
brevidade a Londres.
' Havcr tambom abatimento no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons & t.. I.iinli I
N.14 RA DOCOMMEBCIO N. 14
lOVALMAlLSTEAl PACKET
Leilo
De cha verde averiado massas para sopa,
limonada, tnico e soda
Sexta-feira, SO do correute
A's 11 horas
Por inlervenco lo agenle
Alfredo Guimares
NO ARMAZEM DO SR. ANNES CON-
FR&NTE A' ALFANDEGA
0 paquete Tagus
Leilo
Da armacao, gneros e utencilios da ta-
verna sita ru* de Vidal de Negreiros
n. 2.
Sextafeira 26 do corrente
A's 11 horas
O agente GusmSo, autorisado, far leilo da ar-
macao e gneros da taverna cima mencionada,
em um ou mais lotes a vontade dos Srs. compra-
dores, c garante as chaves da casa.
Leiliio
esperado
do sul no dia 29 de
marco, seguin lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com c
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
3Ra do Commercio 3
De 6 caizas com manteiga italian em
meia, 1 e 7 libras, em um ou mais lotes
Sextafeira, 26 do corrente
A's 11 horas
So
Agente Pinto
armazem do Aunen eos frente &
Alfandega
Por conta e risco de quem pertencer
de New-Port-Nsws a 16
da Europa a 34
do sul 25
do sul a 29
A\no Depois do espectculo havcr trem
at Apipucoj, o os bonds das linbas de Fernan-
des Vieira e fogados. Os bonds no largo de pa-
lacio.
O bond de Magdalena s haver quando o es-
pecticulo acabar depois do horario do ultimo que
paseana na Nova, s 11 horas e 42 minutos.
No trem at Apipucos nao ha bilhetes de 2a
classe, e n3o teem valor as series da companhia.
Principiara aa 8 1 horas.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
Navegaeo eostelra por vapor
PORTOS DO SUL
Tamandar e Rio Formoso
0 vapor Giqui
Segu no dia 27 do
corrente, pelas 5 lo-
ras da manha.
Recebo carga at o
dia 26, e passagens at
s 3 horas da tarde da
vespera do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
i da Companhia Per^aaba-
cana n. 1
Leilo
De dividas da massa fallida de Joaquim
Monteiro da Cruz, na importancia de...
78:3800800
O agente Britto a mandado da Exm Sr. Dr.
juiz de direito especial do commercio, na sua pre-
senca e a requenmento do Illm. Sr. Dr. adminis-
trador da mesma massa, levar leilo as referi-
das dividas.
Salado, 27 de Mar^o
A'S 11 HORAS
Ra do Imperador n. 16.
Leilo
Lisboa e Porto
A barca portugusaa Isolinn recebe carga a fro-
ta ; tratase com Silva GuimarSes & C. ra do
Commercio n 5.
Barcaca
Vene-so urna barcaca de carga de 300 saceos J
tratarna ra Dircita n. 82, loja
De mobilias, pianos, comas francezas, guarda-
vestidus, guarda-loccss, aparadores, mesas, quar-
tiaheiras, cabides, diversos movis avulsos, cai-
xas com cognac, ditas com cerveja Tivoly, iitas
com Vermouth, gigas com chanpague, chapeos de
de sol, caixas com charutos, urna bomba grande.
Sahhado, 9 do corrente
s 11 horas
No hotel UNIVERSO ra do Commercia n 2
Aluga-se o referido predio.
Por InferTenco do
Agente Gusmo
xM


Diario de PernambucoQuinta-reir 25 de Marco de 1886
x
I-
_-
\
Das dividas hypotheoarias no valor de.. .
4:600)5000, periencontes maesa fal
da de Joaquim Ferroira Campos & C.
Sendo devedor de 1.60 Vulpino Jos de Mel-
lo su* mulher, cojo bem hy.pothecado uina ca-
sa de pedra ecal sita no paveado Barra Ja Jan-
gada, o de 3:000$ Manuel do Nasciment > Cario,
sendo o bens hypotheeados 5 casas de Uipa no
povoado do Catende.
Mabbado *3 do corrate
AS 11 HORAS
No hotel Universo, sito a ra do Coimucr-
cio n. 2
O agente Gusiuao aurorsado por mandado do
Exin. Sr. Dr. juiz de direito do eorainerci-. e coin
assistencia do mesmo e a requermcito do Di', ad-
ministrador fura lilao daa divids cima menco
nadas pertenc-.'ntes massa fallida de Joaquim
Ferreira Campos & C.
= Precisa se de urna perfeita cosiuheira e que
compre : na ra Formosa n. 29.
Francpt, ingle* c hcupanliol
^Licoes c traduccoes por nm jornalista parisin
se, ra Nova n. 21.
= Na rua de Marcilio Dias u. 61, 2 and ir, se
precisa de urna ana para comprar e cosinhar,
para urna familia de (res ppssoas.
- A pessoa que dtsejar comprar um i mobilia
de junco preto com eneosUt do palhioha, a quil
esta nova, dirija-sc ra de Marcilio Dia, sa-
balo n.61, 2 andar, a qualqucr bora do da
qu adiar com quera tratar.
Ao eommereio
Os ab.xo firmado, scientificam ao comuie.-cio,
quc-o Sr Francisco Machado d' Moura deixou de
ser seu empregado, desde o dia 16 d correte;
" u -..g_.iii-:ui,j uu U1C51U
qualquer transaccao feta pelo mesmo com referen- T^CB do8 Arsti(| MM ,_ Ubcm*.
ca a ntssa fuma, d aquella data cm diaute sera je -
nulla.
K x I', 24 Je Marco de 1886.
Viuoa Bar ro & Fiiho.
Manoel Gbnc.il vea Ag.-a. mulher, filhos, cu-
nhada, iobrnhos e manos do fiuaJo Luiz Goncal-
ves Agr, grat>s tolos 03 omigot e parantes
qun 83 di naram assistir ao enterro e stimo lia
do faUecimento do mesmo ; aindamis s corpo-
Mon-
P;o Popular Peruambucam, Cavalleiros da
Ma
L qudam
CALLOS
0 MELHOR E MAIS INFALLIVEL EX-
TRACTOR DOS CALLOS E A
MAYXARDIJA
s
Leil(
>
Da armacao, gneros e nm cofic prova de fogo
de Miener, da taverna sita' no Largo da Assem-
bla ou Forte do Matto n. 17.
O AGEHTTE KIlll'TO
levar leilQ a arinacao e tudo mais da re-
ferida taverna.
Segunda-felra. 3 to correte
As 10 1/2 huas.
LQIDQIJ DE CHAPEO! PARA
AVISOS DIVERSOS
Pede-se aoi abalso aaaigoados o favor de
vircm ou mandar rm do Marques de Olinda u.
51, a ntgocio que nao ignora a
Jos de Aranjo.
Pedro Siqusira, d'Alfandega.
Arthur Danta;.
Luiz Carvalho.
Jos Guimaracc, caixeiro d..- Lijo c Filho.
Frederico Vieir i.
Augusto Goncuvcs da Silva.
Manoel Antonio Carneiro de Aranjo.
Aluga-se na Jaqueira urna cusa pintada de
novo, com comu ;do t pa a familia pequ-na. ten
sota, quintal, banheiro, cacimba, appareibo ; a
tratar na ra do Crespo n. 2. loja de joias.
Vendemse pelos seguinics
prenis de ISftOOO a 20$000, a
na do Crespo n, 17, em casa de
Mim*. MeqiiiliiM.
i Cruz e ConeicaJ. que exponan :ament vieraai
tomar parte em nossa dor, e o Rvm. padre Leo
! nardo Jlo Grego pelo seu desinteresse aos actos
a que se prestou ; nilo podemos deizar du paten-
tear o nosso eterno reconhecimento pelas provas
deamisade e consideradlo que nos dispensaran].
M__B__e__________
Po d'Alho
.. -.
barato do que em casa dos dignos
collegas
a peca
Franco Vieira de Mello agradece a todos os
; seus amigos que so digaaram ucnmpanhar oo res-
I tos mortaes -iesua idolatrada mdi, Joanna Esine-
I na da Coneeicio ; o de ivo os convidara para
Arreada se o aageaho Aojo, na fregaexia da n?.'8*'?, ""'S?8 a.?t'"V>.dia-9"c ,eri u"
Lw, errare de Pao d'Alh ./, ,ntaJo "a vapor, ?1"',i*%!ZC-3 d" d Albo L.moe.ro e na capel -
d,ttilaCod,.cobre,ec,mPri,,rVoeS para safre ^,ViT,a do,Cttrr0> 8 h-ras da manh d9
Morenos o emente, pelo que desde j. se confessa
Engenho
vapor,
safr
jar 9,609 pSeS, inlie as stacoes de Morenos o
Tapera : qoeSB jiretenJer dirijas^ ao mesmo en-
gi'uh), que achara vm quera tratar.
Esguines para camisas e caaaquinhos de senhoras a 4r) c 4(ji00
Sai.-.s bordadas a 3|$, 4 e 5^000 urna !
Caiuis s bordadas pera senhoras a 5(5500 e 3^000 urna I
dem sem paahos, sem collarinhos, para hornera, a 42$ a duza!
Mcias inglezas superiores a 4)5 e 5(5000 a dita !
dem inglezas para s;nhoras 45 e |5000, cruas de 165 por 12)509? ?
Crochets guaroicSo completa por 8)5000 I *
Damascos du&s largaras para colxas a 2)5000 ocovado
Popelines brancas a C,Q0 rs. o covado proprias para noivas.
Miriuoa pretos duas larguras a 1)5, 1^200 o 1)5500 o covado I
Bramantes de linho luperior a 2(5000 o metro!
Lcnces de dito, panno de casal, a 2(5000 ura I
Coberta de ganga cretones, idem 3<5000 urna!
Ceroulas, superiores oorJados a 16(5000 a duzia!
Cortes do meia caseiiiira para caiga a 15400 I
dem de casemiras inglezas a 3|5 e 4000 um I
Cambraias Victorias e transparentes a 3200 e 3)5800 a pega!
Fichs para meoinas a 1)5500 e 2^000um !
Cortinados bordados a 7)5 e 10)5000 o par!
Crinaldas evos para noivas a 10,5 e 15,5000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado !
JRa Duque de Caxias59
' porque os extrao completamente, sera causar a
mimma dor. E' fcil de.spplicar, nao impede de
se andar calcado c tem o sea effeito comprovado
por^atiestados insusp^itos e em .nuajerosas appli-
cacoes que nunca falharam. S verdadeiro o qne
se prepara e vende na Drogara e Imperial Phar-
macia Diniz.
57-Roa do General Ozorie-S7
Deposito em Pernaratuco pharmacia de Hermes
de Souza Pereira & C, Successorea
de OHa 121
e-ernamente grato.
Saudades
Nesta typograpbia s-^ cii quein gneisa compra
08 nmeros do Diarlo de l'trnambuco ue 3 e 4 de
Novembro de 1882, 27 Je F.vereiro. 29 de Xo-
vembro e 19 de Dezembro de 1S33 e 30 de Jauei-
rode 1881.
Aluga-se o 1 andar da casa n. 1!) ra da
Penha, o 1 da de n. 18 ra Dimita, o 1 da
de n. 66 i mes.na ma, o 1 d de n 35 tra-
Para onde ? nao s-i! quera tanto amo. .
De branco
C.
Vlagcis io centro
Di Olinda pirle tol>s os sabbados, !s 4 horas
da tarde, para Itamb por Iguarass c G -yanna,
urna diligencia : passageris a tratar na ra Io Jo
Margo n. 1, no liecife. V'iageus avulsas era qual-
ugar.
ApiaiaiDufflttnrria-
vessa deS. Jos, os terreos de ns. 26 ra Duque ,'?uer dia> Para |alfwr parte a
de Caxias, 41 ra do Iiaugel e a ca n 26
ra de Nunee Machado, ni Es inheiro, cora b>ns
commodos ; a tratar na rua do Hospicio n. 3:.
Umasenhora de idade, de conducta afila u-
cada, sem purentcs. que nao tlvor neius de vida,
3ue quizer fazer compauhia a quatro meninas,
irigindo o serviv > d^s criados, mestrando activi-
dade, zeb e carinho, ter cata, cmmndof, boa
comida, roupa, etc.; a tratar na ma da Roda nu-
mero 5 i
Os que se acham coinprehend dos as classrs
cima, sao convidados para urna reuniao no dia
28 do cadente mez, s 11 horas di mauha, afim
de tratar-se de negocio de ten interesee.
S PASTILHAS De ANGELIM& MENTRUZ
"9**.* Grande J
= idk Ua>-^^WI1 es aHaM 'o
as B9 mwM tSy a S
B 110 ^**WwB5l5e53; es
0 Remedio ma$ effic? 9 eguro que se tem dexoberto ate >oje fiare expe'lir as Lon trigas. (HAYROL FRE m
PROGRAMMA
DA 2.a REGATA
DO
III I! DE
25 de Marco de 1886
I 1 m 1 TI l I 1 I
Em 25 de Mareo de 1886
3B.A.GX.A. DO G-JkZOaMCKTFLO
POILB 2^000
C M 4 EMBARCACKS BIGUAES PATBES BEMADOBES DISTANCIA EN MEKT08 2.00) COB DO VICSTDAKIO DA TRIPOLA^AO KOMI- DASEJIBABCACOES
l> OuUigged racing-gig. dem. Branco e azul clare. Azul escuro. Felli-ws. P.JL. V'augham. (S. Jones. )D. Davis. JG. Windsor. IT. Ovtring. / J. D. Ne. Jl.am. 1 R. Thcm. \J. Thcm. (H. Harding, Branco e azul. Axul escura. Relmpago. (C. Pernambucano) Amazonas. (C. Pernambucano)
% Outrigged raciag-gig. dem. ( Uul claro e branco ( em lista. Branco e encarnado. Perff.au-Pillar Filho. l'Marinh.3 de Souza. J. Hardiog. | H. Foy. 'Augusto Oliveira. J. Alfaira. \ G. Dameyer. 3." 1 ~ = Escalar 4 remos. dem. Azul branco. Encarnado. Ernesto Leal. Oliveira Lima. i amadores. 4 amadores. 1.003 Branco. Branco e encarnado. Guanaba ra. Corsario Negro.
4. Escaler 6 remos Escaler 4 remos. Encarnado e branco. Capitao Pereira. W. Christiani, G amadores. 4 a madores. 1.000 Azul c encarnado. Branco c encarnado. Sptimo. Acaso.
5. Balieira 6 remos. Balieira 6 remos. Branco e encarnado. Jote A. Mor-ira. J. U. F. Lima. 6 profissionaes. 5 proSssionaes. 1.000 Branco e encarnido. America. Medrcsa.
B. Outrigged racing-gig. dem. (Azul c branco em ( em listas. Branco e MSiL 1 ______ ------------1------------------ |--------------------- | Id u ufa 1 o Souz )j. Har.ug. Perm. n. < j, Foy. (Augusto Oliveira. ,8Jo es. ID. Davi* W*W . Escaler 12 remos. Escaler 12 remos. Sculling outrigged Ka eing boat dem. Azul. Encarnado. 1 ten.'B. de Gouva Dito B. de desquita Impcriaes marinheiros Id. in idem. 1.000 1.00 Branco. idem. Dolores. Elvira.
8. Azul e branco cm lista. Azul e brao - Augusto Oiiveira. T. Overiat Ajgusto Oliveirn. T Ofring. 800 Azul e blanco em lista. Azul e branco. Exclsior. Peryl>HBp-i.
Sid estas as eemraissoos que tre'ii de fonecionar no dia da regata :
DistiibuicT-O do premios Os ExoM. Srs. presidente da iro.-incia, insp'ct>r do Arsenal de Alarinba c picntente do Club.
Juiz s de partidaOs Iflau. .-'rs. OhrmpM F. Liiip, 1' teuente Jos.': Pereira Q unto raaj ir J Fraakn de Alencar Lima.
Jaizcs i'c cheg-i.laOjllims. Brs. W. Ho-he_j Io incn: L. I!. Je G__veac D.. Alfredo Liboi.
Jaire d raa Oj direetore de regata. ...__.. i
D rectores de ar.hi-LaucadaOsoa. C. Ment Irn, Jon-plio Laia Vi. ira, Ciierin ni, HilVIllO Ginmarftea, \\ Aran rs e Cirno l.'Jia.
Afim de ni' seren p i turbadas a. c.rridaa cxp.cssamcnte proli bi Ij a qualquer C-ca'er ou cmbarcav'n iovaiiros limites da raa ou
lias suas pencinldadea. D>p Ai de d .a, o signa! de partida cor; pt la qualquer qu- wja o acci ie s.brcvc-
conservar-se __
nha. Ai embarcavo s qu de earrer trili os poi.
. tarde.
O* Sircctorei. lo resnl.iN
6rneto .Leal.
Jc (juitnaraes.
Xeopoldo girantes.
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON a C
N. 44Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E^ TAPAO DOS BONDS
Tem para vender, por prer mdicos, as aegintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacoefc de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varanda8 de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindoo modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadaa de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de con ;ertos, e assentamento de machiismo e execaiam qualqu*
traballio com perfeicao e presteza
Eu abaixo assignado, estabelecido rua do Hos.
picio n. 158, attesto que, soffrendo ha muito tempo
d callos em ambos os ps, o qu me impossibilita'-
va por vezes de cuidar nos m.ua arfazeres com-
merciaes. gracas ao preparado des Srs. DINIZ &
LORENZO propietarios da IMPERIAL PHAR-
MACIA DINIZ, denominadoMAYNARDINA
Cinsegui verme alliviado deste mal que atroz-
mente me incommodava com a applicaco do refe-
rido preparado.
Rio, 7 ci Janeiro de 1885. Thomaz Jo-
s Fernarides de Macedo.
Especialidades!
Tudo so vende pelo nos possivel 11 !
Quem uros vez compn-r saber I
4 LARGO DE S. PiDRO 4
Neste estabelecimento acba-sc sempre ezposto
venda o especial licor de maracuj em ricas gar-
rafnhas proprias para toilet composto de manga
baa e mangas o que ha de melhoi neste genero.
No mesmo estabelecimento acha se sempre nm
grande sortimento de passaros e gaiolas de todos
os fabricantes, at proprias para viagens, por ter
cada urna cinco compartimentos.
Tambem se eneontra diariamente especiaes fru-
ctas maduras como sejam sapotis, sapotas, man-
gabas, mangas e outras fructas, e se recebe qual-
quer encommeuda para embarque.
R. DE DRUSIXi k C.
BHB dO B0M-Ji8D8 H. 18
(ANTIGA DA CRUZ)
Casa de commissocs
Grande e variado sortimento de amos-
ras e catlogos de produeces da Allema-
ha, Franca, Inglatera, Austria, Hespanha,
talia e Estado-Unidos.
N. B.Infrmaseles sobre machnismos
tgricolas, ditas para engenhos centraes-
-ombas, etc. para incendios a outras ma,
-binas e utensilios
O ESPECIFICO D'ASTHMA!
Um facto basta,
P'ra dar a crenca
Ao homem sabio,
Que na sciencia pensa !
* #
A experiencia atiesta, como um verdado incon-
lestada que em Medeciua silo principalmente os
factos on casos de cura, operados por um remedio
que fazetn consideral-o nm especifico para certas
molestias.
E a prova thi ceta ness.'s remedios indgenas
que a sciencia medica aceita depois de contactar
a veracidade dos casos de cura produzidosem al-
gumas molestias e applicadoa por borne..s rsti-
cos.
A. asthma, essa incommoda e terrivel molestia,
nao tinba ate boje encontrado na sciencia medica
um remedio certo inUllivcl ; todos os preparados
conbocidos apenas faziam melhorar ou nenhum ef-
feito produziam nos doeotes.
O Cajrubba veio preencler essa lacnna da
pharmacologia.
Os muitos casos de cura da asthma por esc me-
dicamento collocam-no hoje na dianteira de todos
os remedies conhecidos para as molestias do appa-
relho respi'atorio e especialmente da asthma
Dentre es muitos factos de que temos noticia
fizemos escolha dos casos cejos certificados publi-
camos boje.
Preferimos oe que se realisaram com pessoas
muito conhecidas nesta provincia e no paiz e cujo
carcter garantido pela sua poeifo official e
consideracSo social.
O seu testemnnho nao deve pois ser confundido
com o dos que se prestam a figurar em almanacks
e reclames.
O primeiro certificado firmado pelo Dr. Jos
JuliSo Regueira Pinto de Sonsa, advogado nota-
ve), juiz de direito da comarca de Cimbres em
Pernambuco.
O segundo leva o nome respcitavel do Dr. Gas-
par de Drummond Filho, Ilustre advogado, muito
conhecido no foro da cidade do Recife e deputado
Assembla Legislativa Provincial em diversas
legislaturas.
O terceiro attestado do Dr. Luiz Frederica Co
deceira, empregado superior do Ministerio da
Pasen Ja, e actual nente inspector da Alfandega
da Parabyba.
O 4o, 5 e 6o sao firmados por pessoas docem-
mercio, muito conhecidas e coneeituadas nos la-
gares em que residem.
Convm que fique bem patente que ncsse3 docu-
mentos affirmam se cura* completas e nao sim-
ples melhoras, que sao o que os outros preparados
padem forneeer.
Do estrangeiro tambem j nos viciara noticias
c .reprobatorias de cura d'asthma pelo Cajurubeba.
Em Marselha (Franca) nm medico sabendo da
ffticacii do Cajurubeba pela cura epantosa de
um asthmatico, (eujo* documento j publicamos)
r.xperimentou o na coqueluche, quando todos os ou-
tros medicamentos tinbam falhado, e com a appli-
cacao de 10 colberinbas de cb conseguio curar
urna crianca.
Nio pode esse medico forneeer um attestado
deste tacto por nao ser aiodao Cajurubeba inclui-
do no codiao traocez.
Deste facto deu-nos noticia o nesso agente na-
quella cidade, Mr. Hippolyte Morcan.
Con a publicidado Heeses importantes documen-
tos temos em vista fazer o Cajurubeba conhecido
dos que soffrem de asthma e principalmente des-
pertar a attencilo dos homens da sciemii, dos dis
tinctos clnicos biasileiros c convida!-os so estu-
do e experiencia desse poderoso e nico remedio
na cura de urna molestia tao capiichrs i c reniten-
te como a asthma
Asscguramos com a conviccjlo e autoJade que
nes fornecem a experiencia e os esos je que te-
mos fallado, que o Cajurubeba cura a asthma ;
um verdadeiro especifico c nao ura paliiativo ,
combate e destroc os causas da molestia, actuan-
do vigorosamente sebre o sytema nervosocmas-
sa do sangue.
Resta que os noisos Ilustres mdicos compsde-
cendo se, como dever de sua profissao, dos hor-
riveis si'ffrimcntos dos asthmalicos, estud.m e ex-
perimentem o Cajurubeba com a franqueza e lial-
da-lo que devida ao publico, e estamos certas
de que o Cajurubeba na cura da asthma adquirir
a mcsina fama c popularidade queja tem na cura
dorAeumaiwio. sypltilis, molestias de pelle, leu-
chorreas c em gcral cm tedas as molestias que
(em por causa a impuresa do sangue
Os que poffrom dessas molestias nos sgradece-
r3o pela felicidad: da ioTCBCto desse medicamen
toe aos senil-re mdicos abcujoarilo pela prefe-
rencia que cm sua cliuica derem ao Cajurubebi.
_". C. de Figueiredo.
A. P. da Cunha.
Eis os documentos da cura de asthma :
Illm. Sr. Antonio Pereira da Cunha. Cidade
de Pesqueira, 31 de Janeiro de 1886.Por minha
vez venho dar testemunbo da efficacia do Cajuru-
beba no tractamento da asthma.
Desde crianca fui accommettido dessa enfermi-
dade que por mais de ama ves me ia levando 4
sepultura. Combatendo essa molestia pelos meios
acouselhados pela sciencia apenas consegu nter-
romper por algum espaco de tempo os accessos.
De 1875 a 1883 a molestia tornou-se chronca,
e quotidiana, por-n pouco intensa, de modo que
pnde lograr, por esse tempo, saude relativamente
robusta.
Em Outubro daquelle anno, de volta desta ci-
dade ao Recife, o soffrimento aagmentou, com
tendencias ao estado agudo ; at qne em dezembro
do mesmo anno fui accommettido de um violentis-
simo accesso, ao qual succedeu ser en atacado de
beriberi, seguindo precipitadamente para o sul do
imperio em Janeiro de 1884. Na provincia do
Rio de Janeiro, e na corte onde estive at Junho
os accessos topnaram-se tao frequentes e violen-
tos que me forcaram a regressar a Pernambuco
ainda nao restabelecido da beriberi. Aqai, onde
chegaei em Julho de 1884, apezar ,da diSerenca
de clima, nao obtive melhora alguma : o soffrimen-
to era a'.roz, e embaracava o men restabelecimen-
to da beriberi.
Sem resultado, fiz uso de todos ou quasi todos
os medicamentos aconselhados para a asthma ; e
especialmente dos preparados arsenicr.es c prepa-
rados com iodureto do potasa-.
A conseqiiencia nSo i,e fez esperar : coi Janeiro
de 1885 eu esta va novamente accommettido de be-
riberi com todo o cortejo de symptomas atierra-
dores.
A cnergia da miuha constituido (apparentc-
mente dbil) rae salvou ainda. Melhore da beri-
beri mas os accessos da asthma, quotidianos,
constituan! obstculo insuperavel ao meu com-
pleto restab Jeciment o.
Entao resolvi-me a fazer uso exclusivo do C-ju-
rubeba, abandonando ao mesmo tempo a dieta que
me havia imposto. Comceei esse tratamento em
principio de Maio do anuo paseado: Sem resul-
tado contra a asthma tomei os dous primeiros iras-
cos, mas com aproveitamento para a restauracao
das forjas perdidas. Prosegu : e ao findar o ter-
ceiro frasco a asthma desaparecen completamente.
Tomei 9 fraseos do Cijurubeba. Voltaram-me as
forcas, os incommodos be:ibercos cessaram, c se
nao me julo completamente restabelecido, e ro-
busto como dantes, qne segundo pens, aquelle
que urna vez soffrcu de bcriber, nuaca mais obte-1
r saude perfeita.
Nao tenho soffrdo maii de asthma. Appliquei
a alguna fihinbos meua que soffriam do mesmo
mal; c cora igual aproveitamento. Em nossa ca-
sa, onde quotid>anainente geraiam asthmaticas, ha
mez.s qi'e niose coubece esaa molestia ; apezar
de ser o clima desta cidade p'saimo e muito su-
jditoatodas as molestias d-ia vas respiratorias e
dos bronchios.
Nao me jnlgo curado : mas afiual na idade de
49 annos encon:re um medicamento, com o qual
saberei combat- r a as*', com Cextew de seus I
bon resultados. Pede faser uso que I he convfcr
desta.Sou)de V. 8^ tten amigo < crado.-_o
Julio liegueira /'. (/'' s -2 de direito).
Recife, 20 d? Pee.: -1.Iilm. Sr. An-
tonio Pereira da Cunl: i -: pouco
mais ou raenot, fai urna forte
bronebite asthmatica. Consuitei a varios mdicos
e obse'vei-lhes as puse i :tr-.udo em U30
[dos medcamentjs reeeit ; --.-e3. por.n. pro-
' duziram apenas o eff-it le modificar a iuteasi-
dade do mal. Vendo qne na cvluia o resultado
de curar-me radicabaent .redos de
pharmacia, poij. ha inais de anuo que eu usavaos.
passei a utilisar-me de urna infiuidade de reme-
dios caseiros aconselhaJcs pjr curiosas e curan-
deros, depois recorr h riin
electro-homoe'".liii. i jniosim-
plesmente ligeiras o can com-
pleta. Eu era, enti peridica-
nente de um n: a**, pros-
rava-m3 no 1-ito p t it o mais
Jias Ao conval.:scer-:. e ontiuuavam ainda os
sofifrimtntes e in.l me, uperar aovas
forcas pnra perJol B Erfc
para mim etmpletameute desiuimalor rrastar
urna existenciu lilo mortifi
Lembrei-me, ifiei.1, : ao seu '
6eoa preparado pelo Sr. Firmino Canudo de -i-
gueiredo. Tentei-o como o uitim) < que
a valer-.ne, p o. at a mildauca de ares de
eu havn exp> a>0
ti vera a forca de deb
E trei,
pois, em uso do Cajurubeba apoz um forte ataque,
que accommetteu-me. D'ahi por diante, comecei
a sentir allivio dos meus soffrimentos; meis fra-
cos passaram a tornar-se os ataques e mais de es-
paco a visitarme at que por fira desappareceram
de todo.
Hoje acho-me felizmente restabelecido. Seis
mezes sao decorridos, sem que o mais ligeiro eym-
ptoma da bronchite asthmatica tenha-se-me mani-
festado. Considero-me, pois, curado e devo-o ao
seu famoso Cajarubba, do qnal apenas tomei cin-
co frascos.
Com o desapparecimento de meu teirivel incom-
modo; sinto-me maia animado para vida e satis-
feito por ter conseguido libertarme de urna enfer-
midade, que consuma minha existencia.
Dou-lhe, portante, 08 parabens e felicito ao Sr.
Firmino Candido de Figueredo por ter conseguido
com o sen preparado ebter um mt io prompto de
combater, entre outras enfermidades, a bronchite
asthmatica.De Y. S., attento venerador e obri-
gado.Gaspar de Drummond Filho, (advogado
deputado provincial).
' Attesto que, soffrendo minha filha Alzira, me
or de 4 annos de idade, de accessos asthmaticos
que resistiram a diversos remedios allopatbicos e
homcepathcos, obteve excellente resultado com o
uso do preparado vinoso Cajurubeba do Sr. Fir-
mino Candido de Figueiredo-, porquanto desappa-
receram esses accessos, ha 4 mezes,,o que rre faz
acreditar na sua completa e perfeita cura. Para-
byba do Norte em 31 de Dezembro de 1885. Luiz
Frederico Codeceira. (Bacbarel em direito e ins-
pector da Alfandega da Parabyba).
Illm. Sr. Antonio Pereira da Cunha.Recife, 7
de Dezembro de 1885.Por dever gratidao ve-
nho trazer ao conhecimento de V. S. mais urna
cura effectuada pelo seu preparado Cajurubeba.
Havia 5 annos que soffria horrivelmente de as-
thma, tendo empregado todos os recursos que a
sciencia aconselha para debellar urna tao enfado-
nba molestia. Com 3 frascos do Cajurubeba acho-
me de todo restabelecido e aconselho a quem se
achar em idnticas circumstancias que nao usem
outro medicamento.
Pode V. S. fazer desta o uso que lhe approuver.
De V. S., att. ven. e cr. Antonio Augusto de
Oliveira(Empregado na casa dos Srs. Monhard,
Huber C, desta cidade)
Illm. Sr. Antonio Pereira da Cunha.Recife,
26 de Fevereiro de 1880. -Tem esta por fim com-
municar a V. S. urna cura completa de asthma
pelo uso do Cajurubeba.
Ha cerca de 13 annos que s .liria de asthma com
tosse frequente, falto oe ar, i isomnia e repetidos
ataque, que muito me acabrunhavam.
Fui medicado por diversos mdicos, tomei mui-
tos remedios durante esse tempo e apezar da ri-
g rosa dieta que me era imposta nunca consegu
melhorar.
Ha uns 4 mezes, um amigo, condoido do meu
estado mortificante suggerio-me a idea de usar do
Cnjurubba e j sem esperanca de encontrar alli-
vio aos meus padecimentos comecei a tomar o Ca
jurubiba e nao sentindo melhora com o primeiro
frasco, passei ao segundo e d'ah em diante os
meus iucommcdos foram desapparecendo pouco a
pouco at que iestabe!ec-me completamente.
Hoje respiro francamente, durmo bem, a tosse
desappareccu, emfiui snto-mc bom e agradece
este resultado s e nicamente ao Czjurubba. Son
de V. S., att amigo e criado.Jos Marque Fer-
reira.Negociante, m:raior na Praf. da Inde-
pendencia a. 14.
Illm. Sr. Manoel Pereira da Cunha-Eu abaixo
aasignado declaro a V. S. que cs'ando nm meu fi-
Ib i. de dade de 3 anuos, soffrendo de asthma, e
teudo eu j esgotado todos os remedio^ afim de
ver se o carava, nada consegu.
Consultando, por.n, slgumas pessoas experi-
mentadas sobre algam remedio que podes:e alli-
viar-ihe os soffrimentos, urna d'ellas iudicou me o
Cijurubeba, de lual dei lhe 4 doses apenas (urna
coiher das de cha de cada vez) e tanto bastou
para que a crianca fiuasse perfeitamente curada;
vis o cerno faz mi 3 mezes quo isto acontecen e a
molestia nao voltoii.
Portado, ido Y. S. fazer de,ta minha deciaia-
c2o o uso que lhe onvicr, certo de que ella a
expressao da verdad'.
E por nil) saber ier, aem escrever, ped ao Sr.
Francisco Auto io Ribeir i Vianna que esta por
mim fiante e a inau logo assguasse.Prpiri-
tuba da Iudependencia (Paeahyba do Nrrte), 3 de
Agosto de 1S85 A rogo de Basilio Marrtire
Fraucisc Antonio Hibeiro Pianna.
Todas a3 firmas achim se devidamente reco-
nocidas por tabtllies pblicos.
Deposito g;eralFABBtC AOLLO -Rua do Hospieio n. "9
3PS3aaNrj-,xwxD3XJca brasil,
A'yenda as pharmacias e drogaras do imperio

-j
HEGfVE


6
Diario de Per aa minie---Quinta--feira 5 de Marco de 1886
fttigi-se tinto
O 1* e 2. andar* da btwi lo Campano n. 1
O *jHr** d ru do Bam Jess n. 47.
4 mh de ra (o Viasoude de Qoyanna a. T9.
A ca b. 10 da rntynssj do Oanao .
A m da trarfssfa do palacio do Biapo a. 16.
A tratar no Largo do Corpo Santo a. 19,1* an-
A uga-se
iHh terrea na da Conquista n 9, caiada,e
.-*'- com bons oommodos : a tratar na ra da
tyrii'p 60, o Caminho Novo n, 91, padana.
Aluga-se
coja do tobrado roa de Hortaa n. 140 ; a tra-
ir no largo da Alfandega n. 4._______________
Ama para cozinhar
Na ra do Bem-fica
sitio que ficaem fren-
te da entrada dos Re-
medios, se precisa de
urna mulher forra ou
eacrava para ama de
cozinha.
Ama
Precia-se de ama an para cuidar de urna
vianoa : na raa do Mrquez do Herval n. 28.
NICO
sis
%
Ama
Prsciaa-ae de urna para cosinhar ; ra do Bario
da Victoria n. 9.
Ama
Preoaraco de Productos Vegetas*
extincaoTas caspas
e outras Molestias Caplares.
JvlARTINS & BASTOS
Pernumbuco '
Preciaa-8e de urna ana para coainfaar e lavar ;
aa raa do Broa n. 0, 2- an lar._______'
Vina
Preca-se de urna ama para cuidar de urna
enanca de 10 mezes : na ra da Aurora n. 166.
i ~~
Precisa se de urna ama para o aervico interno
de ama casa de pouca familia : a tratar na ra
Yelha n. 75.
Preciaa-ae de urna ama para cosinhar e com-
prar no mercado ; a ti atar na ra de iiiachuello
/Corredor do Bispo) n. 53
Cosinheira
Precisa-se de urna boa cosinheira e cjue seja
asseiada : a tratar na ra de Payaandu n. 19,
Passagem da Magdalena. .
Agua de Vidago
Em quartos e meias garrafas ; vendem Faria
obrinho & C, ra do Mrquez de 01 inda n.
14, depositarios.
Aos (lenles dos olhos
Cura certa em 48 horas das iuflamacoes recen-
tes dos olhos, pelo colnio preparado por Jos
Pedro Rodrigues da Sirva.
Emprega-se este poderoso coiyrio aempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas,
wnjunctivites, etc., etc.
Deposito gcral na drogara de Faria Sobrinho
S C, ra de Mrquez de Olinda n. 41. Para in-
formacoe-, dirigir-a* a liviana, Industrik), & ra
do Bario da Victoria a.' 7, o 4 residencia do
autor, i ra da Saudade n. 4.
Plalas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilotas, cuja preparacao puramente ve-
getal, tem sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhorrs resultados as seguiutes mcles-
tiae : affeccocs da pelle e do figado, syphilis,
emboes, escrfulas, cbagasiirVteradas, rysipe-
las e gonorrhas
MODO DE U8AL AS
Como purgativas: tome-se de 3 6 por dia,
bebendo-se aps de cada dse um penco d'agua
adocada, cha ou caldo.
Como reguladoras : ome-se urna pirla ao
jantar.
Estas pilulas de inveacao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade & Filhos teem o veridictum dos
senhores mdicos prra Ba meltaor garanta, tor-
nando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo que podem
ser usadas em viagem. Acbanvse venda na
drogara de Paria Sobrinho & C, ra do Marques
de Gcda n 41.
Leonor Porto
Raa do Imperador n AS
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicao de costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fine
gesto.
IOS 4:000000
SILSE1ES SAMIID05
iia Primeiro de Marco n. 23
O abaixo assignado tendo vendido nos
seos afortunado* bilnetea garantidos 4
quartos n. 2501 tx>m a sorte de 4:0005000,
4 quartos n. 1220 com a surte da 1000000,
alm de oatras sortea de 320, 160 e 80, da
lotera (44.a), que se acabou de extrahir,
oonvida aos possuidores a virem recebar
na conformidade do costurae sea descontc
algura.
Acham-se venda oa afortunados bi-
lhetes garantides da 9. parte das loteras
a beneficio da matriz de Serinhaem, (45.a),
que se exirahir sabbado, 27 do corrente.
PRECOS
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Km quantidade malor de loo*
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manod Martin Finta.
UM lili III lili
Aos 4:0008000
BUlllS GASAfnflS
Ba do Baro da Victoria n.iO
c casa do costme
Acham-se venda os felizes bilbetes
garantidos da 9.* parte das loteras
beneficio da matriz de Serinhaem, (44a),
que se extrahir, sabbado, 27 do correnete.
l*reeos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Bal por cao de ioo*ooo para
claia
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Joao Joaquim da Costa Lee.
HiT
i
Mosbacher k C.
New York
nico representan-
te nesta cidade
CHAS. T. LOHSE
Ra do Mrquez
de Olinda n. 32, arma-
zemde
Jos nensto dos Santos & C.
Lm 4:0$0
..oootoeo
BILHETES GABANTIDOS
16-E.ua do Cabug-16
Acbam-se venda os venturosos bilbe-
tes gar; ntidos da lotera n. 45a em beneficia
da matriz de Serinhaem que Se extrahir
no sabbado 27 do corrente.
Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo quantidade superior
a lo o.-ooo
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0785
Joaquim Pira da Silva.
Os abano asaignados, tendo adoptado e reeis-
traao a n.rc indastrial como do desenho tcima
ve cocforndade coro as prescripcoes das leie em
sigor declaraos ao publico e particularmente aos
teas numerosos fregueses, qae d'ora em diante
odoe os productos qae ahirem de eaa botica le-
vario a dita marca como garanta de sna origem
legitima procedencia.
Este i i portante estabeleeimento de relojoaiia,
fundado em 1869, est funecionando agora i. ra
larga do Rosario n. 9.
O sen proprietario, enearregado do regulamen-
to dos r elogies do arsenal de marinba, da eompa
nbia dos tnlhos urbanos do Recife Olinda e Be-
beribe, da do Recife Caxang, da estrada de
ferro de Cama da companbia ferro-carril de
Perrjambuco, da associaco commercial ben ercen-
te e da estrada de trro do Limoeiro, cercado de
inteligentes e habis auxiliares, concerta e fa-
brica qualquer peca para relogios de algibeira,
de parede, de torres de igreja, chroaometros ma-
rtimos (dando a marcha), cairas de msica, ap
parelhos eleetrieoe telejrrapbicos.
O mesmo acaba de receber variado sortimento
de relogios americanos qae vende de 7 a 204
par* parede, mesa e despertadores de nikel.
Contina a exercer a sna profisso com aelo e
interease de qoe sempre den provaa ao respei-
tavel publico e aos seos collegas, e venda forne-
cimento de qualquer qualidade.
Em frente de sen estabeleeimento se acha col
locado um relogio, cajos mostradores tambem po-
derlo ser vistos pelos passageiros da forro-carril,
tendoaempre alIORA MEDIA DESTA CIDADE,
determinada pelas saaa obaervacas astroaomi-
as. Ra larga do Rosario n. 9.
Aatwio da Oatta Arsofo,
oengas nervosas
RADICALMENTE CURADAS COM 0
BRQMURETO LAROZE
XAROPE SED.A.TIVO
de Casen tk Liranjts amargas
com BROMURETO de POTASSIO
APPROVADO PELA JUNTA DK HYG1KNB DO BBAZIL.
O Droaswto 4 Potaasio de
InroBS). como toos os productos
feitos neste estabeleeimento, de
urna pureza absoluta, condico indis-
pensavel para que se obtenla eTei tos
aOaUTesj e aaoyaoa sobre o sys-
tema nervoso.
Dissolvido no Xarope Itsuroae de
Cascas de laranjas amargas, este bro-
muro *o umversalmente empregado
e exclusivamente receitado pelos mais
celebres mdicos de todas as facili-
dades para combater com certeza :
aa atfeccBes nervosas do ooracao,
da vas digestivas e respiratorias,
as nevralgias, a epilepsia, o hyate-
rico, a danca de 8. Guy, a inaomnia
das criancas durante a denticSo, em
urna palavra, todas as alieccOea
nervosas.
No mesmo deposito acha-se venda os seguintes Productos de J.-P. LAROZE :
XAROPE LAROZEi
.SffZZ.TNICO, ANTI-NERVOSO
Conlr at Oaatrltes, Gastralgias, Dyapepaia, Dore e Calmbras de aatomago.
XAROPE DEPURATIVO-^rr^^^lODURETO DE POTASSIO
Costra > Aitoc6ea escrofulosas, cancerosas, Tumores brancos, Aoldex da sangue.
Accidentes syphilltlcoe secundarios e terolario.
XAROPE FERRUGINOSOet^r^r^PROTO-IODURETOd.FERRO
Caaln a Anemia, Chloro-Anamia, CSree paludas, Floree branoas, RachiUamo.
------------------>-<------------------
ip*tits os todos u bou gnguiu i gnsil
Parts, J.-P. LAROZE e O, Phannaoeutlcos,
i, KUC DES UOHS-tAINT-PAUL, Z.
/
Se&do Wbt Detreana d'urn josto deliooao, tan-
baje meo peeonstituwte natural t> *>mplMo.
t o mais p *cioso de todos os ici-cos; sob a sua
-fluencia, desvanecem-sfl os accidentes febHe, renasos
0 appetite,fortalocein-se ot muscuKa "i voltan as Torcas
Kmprag-secoraxito cor. *a in^ppstenda.oB craa-
^**"* rpidos, conv.Jce. cas, moleatias do
SStoinago (Gastralgia. Gastritis e Dyaentoria), e
Mbim*, e -neacla e jonsuarocio.
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem nutro medicamento
PAJilta 9, lio ule mr d Xtossaeaa. V JfAUl
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remedio nfallivel para os males de pernas e do peito tambem pvra
as ferdas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito nao se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Estas medicinas sao preparadas lmente no Estabeleeimento do Profetsor Holloway,
78, SEW OXFORD STEEET (antas 633, Oxford Street), L0HDBES,
E vendemse em todas as phannac s do universo.
tST Os compradores slo convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caiga e Pote, te nio teem a
direcyao, 533. Oxford Street, slo falsificacoes.
jEnferiiiiadr Secretas!
LtNOrlK AGIA8
OONORRHEA8
.FLORES BRANCAS
CORRIMIENTOS
"Tacantes m wntlgos sao curados em I
pon cor das em eoreto, sen rsyl-
sn C4m tisanas, sem cansar ne:n I
SMlsatar as orgauoe digestivos, pe'asj
PZD^'CrSLa^LS
8 injecgSo de
RAYA
DO D0OT0R FOURNIER
P4R11I fefl Paos o* la M- l.r-
SSMsMllSt:
ka aMacaii^av

NA E^POSICAO UNIVERSAL DE 1878
VINH0 de CATILL0N
de OLYCERINA e QUINA
0 mais po-Iernio Iodico recoostituinte proscripto
noscawMl.'DoreBd'estjmago.I.angor, Anemia
Diabotis. ConaumpQfto, f ebres,
Convalescentpa, Rezultados dospr.rtos etc.
O mesmo vinho com fe ro. VlNHO FERhiJGIHOSO 0:
CATHUN regenerador por eicelleucia .lo sangue pobre
e decorado. Este Tioho fai t J.-rar o ferro por todos
~" estoniano e nao oecasi >oa prUo de ventre.
tftuoot
MS, 23, ru SiInt-V-ncent ic-Pt.il. Bn Ptrn
Fraoc^M. da Silva eC'.s os*principas pb
NICO VINO QUINADO QUE OBTEVE ESTA
CONTRAL
Defloxoa, Orlpps, Braoohitaa.
JbrrltaoBsa Jo Prtto, c XAROPE a PAUTA is- ft
|torsl i. HAF i DELANGRENIER slo ds '
Extracto Composto
PABA A CUBA RADICAl DAS
Escrfulas e todas as Molestias
provenientes dellasepara
Dar Vigor ao Corpo
fc Purificar^ Sangue.


Os propretarios do muito conhecido estabeleeimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitarel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que coutinuain a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGL WOLFP & C.
1*. 4 RA DO CABUG----N. 4
Compra-se ouro e prata velha.
^OMPHIA Mi^

i
AlimentacAo racional
das MES, CRIANCAS, AMAS 4 CONVALESCENTES
Por uso da M'HOSPHA TIXA tul eres.
PARIZ, 6, Avenue Victoria. PARIZ.
SlllllUrtlI m Pernambuco FUAN> M. da SILVA a O.
XAROPtdeBUCHU
IdD^ADEL
;;ONTa TODAI Alt

MOLESTIAS i. US URINARIAS
>ai'gciALMirit
Catarro elvonico ta bsztga,
ftrltatfo do canal ta uratra,
Molestias tc orostatc,
incontinencia ta Urina,
Arela na urina, etc.
8WANN, Pharmaceutico-Chimico,
?HW. II, aia cwTiGuirE, tt, PARS
ALBEKTO HEESGHEL & G
32Rt\ DO B.\R\A .V \IT0RIA--52
O bem acreditado estabeleeimento photographico allemao, acaba de augmen-
tar as suas galenas no gosto das mais sumptuosas casa d'este geneio, como de Pars,
Londres e Berlin, onde o respeitavel publico encontrar os mais apcrfeiyoados trabalhot
pelo systuma mais moderno e mais apreciado. -<<
Para dar maia impulso sua casa e assim melhor satisfazer as mas difficei*
exigencias, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re-
centemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande nome, alm do bom crdito que
j gozou em 1877 quando aqui estevo na mesma casa. --gg
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suas
visitas a este grandioso estabeleeimento, onde existe urna magnifica expsito de suas
prodnccSes artsticas e onde encontrarlo Ibaneza no trato, perVicao noa trabalhos e
modicidade nos prejos.
C. Barza,
Geiente.
Grande e bem montada olirina k aifaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabeleeimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, caaemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravataa,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; o para bem
servirem aos seus amigos e freguezes, os propretarios deste grande estabeleeimento
Ojm na direcgo dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espago de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Vi doria h. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)
TINTURARA
OTTO SCH1VEIDER
u
SCCESSOR
25 Ra de Nathias de Albuquerque '.\
(mil.A RU4 DAS FLORES)
Tinge p limpa com a maior perfeicSo toda a qualidade de estofo, e fazenda? em
pegas ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo) a
traball o feito por meio de machinismo aperfeigoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as tergas e sextas-feiras.
Tinta de cores e lavagem todos os dias.
DEROGQUE
OEROCQUE
DEROCOUE
15, Rm de Poitw, 15
PA RIS
OLEO
FIGADO deBACALHAO
Natural
Ferruginosoe Creosotase
(Oatete oarta t nrUeada por Uambra da >Mil'l
.* XUdlalm fnmu.
DE FILLlOU
UrSTAH TAMEA ptn > barba.
S u rio. Mnt prf>*nr;
em ItTigem.
Ot FlLLlOL
SOIaMiridirHl
o.incos
na C4r primitiva
fniU|ertl tu Parla i mVUOX., *?, ra ?t.(bu, FlU
la Psnamt.ttx FRAN K. da SILVA a*.
RODA DA FORTUNA
200:000*000
PREQ0S EM P0ECA0
Dezenas..... I0|000
Vigcssimos .... IH000
EM RETALHO
Dezenas..... IW00
Vigsimos .... 1^100
CORRE TODAS AS TERCAS-FE1RAS
RA LAftfiA DO BOSARIO-3e.
f


Diario de Pernambuco(tuiuta-feira 25 de Mar$o de 1886
> -

Oucid tero?
nr prata : compra-se ouro, prata
podras preciosas, por maior proco que em outra
paiquer parte ; no 1 andar n.22 i ra larga do
mm, antiga do* Quarteis, das 10 horma a 8 da
carde, das uteis.
Cite remedio precioso tem gozado da aceett
ffio publica durante cincoeata tete Minos, com-
ecando-se a saa manufactura e venda em 1897.
Sua popularidade e venda nunca forSo lio exten-
ias como ao presente; e isto, por -si mesmo,
fferece a melhor prova da sua eficacia maravil-
hosa.
Nao hesitamos a dizer que nSo tem deixado
em caso algum de extirpar os vermes, qaer em
creancas quer em adukos, que se acharo aflic-
tos destes mimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attesiacftes de mdicos em favor da sua eflcacia
admiravel. A cansa do suceesso obtido por eate
remedio, tem apparecido varias falsificaces, de
tone que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
yeMftgc flc B. A. FAHWESTflCL
Muito barato
Alaga se o grande rmazem n. 84 roa do
Brum, com fundos at o caes, ja occupado com
negocios de asaucar, perto de urna estadio da
via frrea, por preco maito barato : a tratar na
roa larga do Rosario n. 34.
Aluga-ee o sobradinho da ra do Quiabo (Afo-
gados), com quintal grande e diversos ps de
frueteiras : a tratar na ra de Mareilio Das nu-
mero 106.
Compra-sc e paga-
se mais do qae em oh -
traqua lquer parte bem
como
MOEDAS
de qua lquer qnalidade.
Na ra io Imperador
n. 32, loja dejoias.
LIDlllli 4 Revolacao
Por 20|000
Aluga-se o terceiro andar da casa ra de S.
Jorge (antiga do Pilan n. 72, com bastantes com-
modos ; a tratar na ra de Crespo n. 17, loja.
Tosinheiro
Procita-fe de um eosinheiro ; na ra da Crui
1. umero 22.
\S. lj, 1 J.
D. Odor ira Argentina do* Sanio*
De ordt-m da Sra. Vice presidente, convido ai
sen horas socias, ao corpo drente e alumnas da
Sociedade Propagadora ia Instrucco Publica, na
Boa-Vista, para assistirem as missas, qne no di
26 do corrente, pelas 8 horas da raanh, na
matriz da Boa-Vista, sero celebradas por alma
da sempre temblada tocia e 11 presidente deste
club, D. Odonca Argentina dos Santos.
Secretaria do Club Litterario Pinto Jnior, 20
de Marco de 1886.
Alaria Eulalia Fernandas,
Secretaria.
Attenco
O puro vinbo verde e o sabaroso cha preto pon-
ta brancs, especialidades sem competencia neste
mercado, recebidos pelo ultime vapor, encontra se
venda em casa de Paul Jos Alves & C.
60Rua do Bunio da Victoria-60
Ens
ino
Urna pessoa cicnpeteiitemente habilitada e ten-
do nesta capital a necesaria pratica para o ensi-
no das materias : prime iras lettras (curso comple-
to), portuguez, francez, arithmetica, geometra e
geographia, se (fferece para fazel-o em casas par-
ticulares ou em sua residencia na ra do Viscon-
de de Goyanna n. 119.
Predios
Comp.am-se alguns predios em boas
regule o preco de 2:000* 4 4:000*
ra Imperial n. 297.
ras, que
a tratar na
A Predilecta liquida per "iodo prefo, por
ter de acabar at o fim dente mee, os objectoe dos
seus lindos mostradares. Entre muitos artigos
nao deixa de mencionar os abaixo, que todo rende
Sir quaai nada '
aloes pretos, largos, para vestidos e casaeos,
metro por 300 ris.
Bicos e rendas largos, para ditos, ditos com vi-
drilhos, metros por 14000.
Escovas elctricas para limpar cabeca, de 4/ca-
da urna, por 1500.
Quadros cem aro de nikel para retrato*, um 200
ris.
Maasinhos com 30 rrampos polidos, um 40 ris.
Duzias de lapis de Faber de 1*200, por 700 ris.
Pares d% suspensorios para meninos, um 800 ris.
Superiores escovas para roapa, urna por 1*.
Pentes de marfim para caspa, um 300 ris.
Ditos da Irlanda p ra desembarazar, um 600 ris.
Ditos de tartaruga para coques, um 400 ris.
Botijas com tinta Blue Blackurna 360 ris.
Trancas de palha para chapeos, urna peca com 10
metros por 300 ris.
Caixas imitando tartaruga, urna 830 ris.
Agulhas de osso para chrochet, urna 60 ris.
Ricos espartilhos americanos, um 4*500.
Taboadas de multiplicaco, de cores, da 3#, isto
jogo, por 1*000.
Bolsad, as melhores, de veludo, de 10* cada urna
por 5*01)0.
Collares Royer, contra convulsdes, verdadeiros
anodinos, um por 2*00 '.
Ricos estojos com duas thesouraa finas 2*000.
Pecas de tranca grega, padroes muito modernos,
urna 50 ris.
Pecas de galao branco, urna 80 ris.
Borlas grandes para pos de arroz, urna 200 ris.
Lindos fichs e retroz, um 400 ris.
Voltas de coral fino, com croch de plaqu, urna
por 400 jis.
Pulseiras com tres ordens de coral, urna por 1*.
Urna caixa com superior papel amizade 400 ris.
Baleias para vestioss, polidas e muito fortes, a
duzia por 360 lis.
Grosas de botoes de madreperola fina pnra casa-
eos, urna por 1*500.
Macos de mignardisse para crochet 200 ris.
Carriteis com 200 jardas, linha superior, de qual-
quer numero, um 80 ris.
Meiaa cruas para homens, superiores, urna duzia
por 3*000.
Loques de lindas cores, grandes, um 400 ris.
Ditos chinezes, um por 100 ris.
Frascos com verdadeira agua de colonia 500 ris.
Vasos Se porcelana, cores matisadas, com banha,
por 1*000.
Agua dentrifica do Dr. Pierre, um frasco, pechin-
eha! por 1*000.
Um pacote de pos de arroz verdadeiro 300 ris.
Urna caixa com tres sabonetes por 500 ris.
Urna duzia de sabio Hudson por 600 ris.
14Praga da Independencia16
Signal

O 4 da ra Duque de Caxias est vendendo
fazendas por menos 25 % de seu valor.
Ver para acreditar
Setias macaos de 1*400 por 800 ris o covado.
Merinos pretos de 1*, 1*200, 1*400, 1*600
1*800 e 2* o covado.
Petineta prta a 500 e 600 ris o covado'
Ditas de cores a 400 rs. o covado.
Fustoee areos e de co es a 400 e 500 rs. o
covado.
Sedas de Ultras de cores de 2* por 1* o co-
vado.
Merino de bolinhas a 900 rs o covado.
Mariposas fnas de eores a 240 rs. e covado.
Renda aberts da China a 240 ris o covado.
Linhoe escossezes de todas as cores a 240 ris o
covado.
Chitas finas a 200, 240, 280, 320, 360 e 400
rs. o covado.
Manteletas o> seda de 16* por 7*.
Fichus a 2J, 4* e*>*.
Bramante de tres larguras a 900 ris a vara.
Dito de quatro larguras a 1*200 a vara.
Atoalhado de linho bordado a 2* a vara.
Collarinhos e punhos para senhora, modernos, a
2*000. ^
Brim pardo liso de 300, 400 e 500 rs. o corado.
Toalhas velpudas a 4* e 6f a duzia.
Ditas alcochoadas de 20* por 12* a duzia.
Cobertas forradas a 2*800 urna.
Lencos de bramante 1*800.
Camisas para senhora a 2*50C urna.
Casacos de laia bordados, modernos, 1?*.
Dama co de algodao de cores, largura de quatro
palmos a 500 rs. o covado.
Camisas bordadas e de linho a 30*000 a duzia.
Madapolo casca de ovo e pelle de ovo a 6*500.
Enxevaes para baptisado, novidade, 9 $.
Timoes para menino, bordados, 4*.
Chapeos de sol de seda para senhora, de 16*
por 8*000.
Meias para homem e senhora, de 3*, 4*, 5* e
6*000.
Rede hamburguezas, 105-
Colebas a 1*800, 5*, 6* e 7*.
Verbutinas de todas as cores a 1* o covado.
Cortes de casineta a 1* e lf 800.
Ditos de casemira a 3, 4, 5, 6 e 7*.
Lencos abamhados com barra a 1*200-
Camisas de ineii a 800, 1*, 1*500 e 2*
Casemira de cores de duas larguras a 2*.
Cortes de cacemira para vestido de senhora, de
40* por 20*. baratissimo.
Zafiros lisos a 120 rs. o covado.
Cambraia preta para forroa 1J200 a peca.
ri
Sem competencia em preco; vende-se na ra de
Pedro-Aflonso ns. 5 e 11.
Fazendas brancas
40 -
Ao32
Nova loja de fazendas
St Roa da Imperatrlz = 31
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
.eitavel publico um variado sortimento de hues-
as de todas as qualidades, que se vendem par
preces baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
i tre alfaiate e completo sortimento de pannos finta.
casemiras e brins, etc.
Herrolano de Barros e Silva
Ricardo Jos Gomes da Luz, tendo de mandar
celebrar algumas mis as na matriz ce S. Jos
desta cidade, pelas 7 horas do dia 26, por alma
de seu amigo e compadre, Herculaco de Barros e
Silva, fallecido n) povoado do Canhotinho no dia
25 de Fevereiro, trigsimo dia de sen passamen
to, convida aos seus amigos e parentea do falle-
cido, para assistirem a est- acto de caridade
e religio ; e desde j se confessa summamente
trato.
D. Francisca VailerCavalcanle
Ferreira
O major Pedro Meliano da Silveira Lesea, sua
mulber e filhos, sensivelmente penalisados pelo
infausto passamento da Exma. Sra. D. Francisca
Xavier Cavalcante Fe: reir, mi de seu presado
genio e cimbado, Antheogenes Affonso Ferreira
maiidim resar urna missa na capel!a do engeubo
Gravat, no dia 26 do corrente, p -las 8 horas da
manh, e convidara a todos os seus parentes e
amigos e aos da finada, e sua familia, para assis-
tirem a ella, confessando-se eternamente gratos
aos que se dignarem honrar com suas presencas
esse acto de religiao p caridade.
Elvira Antonia do Reg, Luzia da Costa K( a
o, Raymunda Balbiaa do Reg, Eduarda Elvir
o Reg, Ignacio Cintra do Reg e Zacaras Leite
do Reg agradecem todos os seus amigos que
se dignaram acompauhar os restos mortaes de
sen presado pai, av e prente, Bernardo da Cos-
ta Carreiro e de novo os convidam para assistia
rem as missas de setim > dia, que tero lngar n-
igreja do Rosario, as 8 horas do dia 27 do corren-
te mez.
Toalhas para bapti-
sado
Importantes toalhas de labyrintho, se vende no
largo de Corpo Santo n. 19, 2 andar, de 25*
28*000 ; para ver, manda-se levar dentro da ci-
dade e nos arrabaldes.
Em Santo Antonio
Aluga-se o 2- andar e sotao ra estreita do
Rosario n. 38, por 25*000 ; a tratar em Fra de
Portas, ra do Pilar n. 56, das 4 horas da tarde
em diante. As chaves rsto na loja.
0 restauran! italiano
a ra da* Laramsrelraa numero *
convida aoa seus freguezes, como sempre, aos
bona petiscos a gosto e vontade das pessoas que
entendem da arte colinari, seus temperos de
manteiga e nic de banha de > orco.
Precos:
Um jan tai' com sopa, tres pratos, caf ou cha,
sob-e mesa e vinbo 1*000.
Almoco com dous pratos, caf, cha ou leite,
pi, manteiga e vinbo 1*000.
Tendo todas as quintas-feiras vatap, macar
rio a italiana e ravioles.
Cos nlioir e copeiro
Precisa-se de urna boa cosinheira e de um co
peiro ; na ra da Anroia a. 31.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira e que faga mais
algum servico em casa de pequea familia ; na
rus do Mrquez de Olinda n. 26, loja.
O abaixo firmado, mudando sua residencia desta
capital para a do Rio de Janeiro, deixa exposta
venda sua pharmacia ra do Rangel n. 48, e
para o que faculta poderes especiaes ao "r. Jos
Caetano Baptista dos Santos, estabeleeido ra
do Crespo n. 7 (Gallo Vigilante), para vendel-a de
accordo com o pretendente, e bem assim receber
dividas que nao foram resgataaas. Recife, 23 de
fevereiro de 86.
Joaquim E. Cotia.
D. I'ranrlxra \avier(avalrantr
Ferreira
Os filhos, filhas, genros, n^ras, netos e netas de
D. Francisca Xaxier Tavalcante Ferreira, agra-
decem cordialmente todas as pessoas que con-
correram ao seu enterro, e de n vo as convidam
para assistirem as missas de stimo dia, que man
dam resar no dia 26 do corrente, s 8 horas da
manh, as igrejas matnzes da cidade de Palma-
res, Santo Antonio do Recife e capella do engenho
Gravat ; por cajo caridoso obsequio antecipam
seus agradecimectos.
n. Odorica Argentina do* Sanio*
Philtdelpha Argentina dos Santos e Josu Ma-
terno de Azevcdo Santos, mai e padrasto de Odo-
rica Argentina dos Sa-jtos, agradecem todas as
pessoas que se dignaram acompanhal-a e asaisti -
ram ao seu enterro no cemiterio, e as convidam
para assistirem a missa do oitavo dia que mandam
resar por sua alma no dia 26 do correte, s 8
horas da manh, na greja matriz da Boa-Vista,
anticipando por mais esse caridoso obsequio seus
cordiaes agradecimentoa.
Ilcrnilann de Barro* e Hllva
Aggeu Velloso Freiie, Francisco Cordeiro Lins,
Jos Florentino da Fsnseca Leao e Luiza Barbo-
sa da Silva, padrasto, ruchados e irm de Her-
culano de Barros e Silva, mandam reiar urna
missa s 7 horas da manha do dia 26 do corrente,
na matriz da Escada, trigsimo do sen passamen-
to, e para esse acto de religio e caridade convi-
dam aos seus parentes e amigos, pelo que desde
j se confessam eternamente agradecidos.______
Papagaio
Pede-se o favor a quem tiver achado um papa-
gaio grande, manso, fnllador, com um pedaco da
cerrente presa no p, de o levar ra Nova n. 61,
loja, que ser bem gratificado.
Pnro leite
Ai 6 horas da manha, no largo do Rosario, de-
fronte da igreja.
Priisao Acadmica
Com nm curso de direito natural e ro-
mano
ob a di receto
DO
Ba cha re I Assenso Mas-
carenhas
Mensalidade 60*000
Pagamento adlantado
I Ra da Impeatriz n. 15, segundo andar
{
Cabriole!
Veide-se por baratissimo preco e em muito bom
estado um cabriolet de dous assentos, quatro ro-
das e arreios para um cavallo ; a tratar na co-
che ira do Candido, ra da R ida.
Taverna
Na ra do Mrquez do Herval n. 141 se dir
quem vende urna taverna bem localis&da e bem
afreguezada, propria para um homem solteiro por
conter um bom sotao. O motivo da venda se dir
ao comprador.________________________
Engenho Recanto
Vende-se ou arrenda-se o engenho Recanto,
situado no termo de Serinbem, moente e corren
te d'agna, com boas trras,' ete. ; a tratar com
Manoel Ferreira Bartbolo, ra do Bom Jess
numero 4.
Taverna
Vende-se urna taverna bem afreguezada, n'um
dos melhores pontos desta cidade, o que a torna
muito recommendavel ; a tratar na roa do Amo-
rim n. 66.
Vende se
Em vista dos grandes progressos da idea de que
se gloriam as nacoes civilisadas, o commercio
deve acompanhar esse progresso, visto qne elle
o mais poderoso elemento do engrandecimento das
nacoes ; em nata do que annunciam
MART1NS CAPITAO 4 C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Grande sortimento de gneros alimenticios, es -
colha dos quaes, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os ueus numerosos
freguefes. Lembramos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nao sabe.
Venham ver, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres inglezes.
Chocolate francez Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Passas, amendoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qualidades.
Bolachinba inglesa.
Semeates novas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Shery.
Ditos da Figueira e du pasto.
Cognac de diversos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absintho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Cerveja de diversas marcas.
Bem assim :
Araruta fina em paootes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p6.
Anda maia :
Ovas de peixe.
Sardinhas de Lisboa em Salmoura.
Vendem Martins Capitaj & C, ra estreita do
Rosario n. 1.
AOS AGRICULTORES
For.nieida capanema (verdadeiro) para extinc-
cao cora!eta da formiga saura. Vendem Martins
Capito & O, ra estreita do Rosario n i______
SO' AO NUMESO
ra da Imperatrlz = 4o
Loja do barateirot
Alheiro & C, a roa da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estis fazendas
abaixo mencionadas, sem esmpetencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de algodozinho com 20
jardas, pelos baratos precos de 3*800,
4f, 4*500, 4*900, 5(, 5*500 e 6f500
MadapoloPecas de madapolo eom 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc ib e cruas, de 1* at 1*80q
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e 1*500
Colletiuhos r'a mesma 800
Bramante francez de algodao, muito en-
cornada com 10 palmes de largura,
metro 1*280
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 2*80C
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro fe C, eaquin do becco
dos Ferreiros
Algodao enfestado pa-
rlenles ..-.ocovaao
A o r*. e iSooo o metro Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendem se
Vende-se na loja dos barateiros da i5oa-Vista rscadinhoe preprios para roupas de meninos
algodao para lencoes de um s panno, com 9 pal- j vestidos, pelo barato proco de 200 rs. o covado
mos de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a en do quasi largura de chita franceza, e assii'
lfOOO o metro, assim coma dito trancado para como chitas brancas miudinhas, a 200 rs. osavV
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha : n
loja do Pereira da Silva.
Fuatfie*. wetinea* e lzinlia* a SO'
rs. o covado
Na loja da rea da Imperatriz n. 32, vende-
um grande sortimento de fustes brancos a 60b
rs. o covado, lzinhas lavradas de urta-core
ft>zenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
cores, a 500 rs. i covado. pechincha : na loja
do Pereira da Silva.
Merina* preto* a i S
Vende-ee merinos pret >s de duas larguras para
s c roupas para meninos a 1*200 e 1*66C
'I-Una da Imperairli-
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai-
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgorio diagonaes e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fazenda muito melhor
Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2*, 2*500 e
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
Colletinhon de greguella muito bem feitos
Assim como um bom sortimento de lencos de
linho e de algodao, meias cruas e collarinhos, etc
Isto na loja aa ?ua da Imperatriz n. 32
Riscados largos
7*000
10*000
12*000
12*000
5*500
6*50T
8*0*
3*000
1*600
1*000
toalhas de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
o metro. Isto na leja de Alheiro &, C, esquina
do becco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*209,1*400,1*600, 1*800 e 2* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem muito bons merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co dos Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas veB\ido
de casimiras, brins, etc, isto na loja da esquina 0 covad0) e 8UDerl0r 8et,m preto para enfeites s
! 1*500, aisim como chitas pretas, tanto lisas come
de lavoures brancos, de 240 at 320 rs.; na novs
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um elegante sortimento de casemiras ingle- Algodozinho trances
zas, de duas larguras, com o~ padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 39 o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30', sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
grande pech ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a IOO r*. a pera
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ouemcarto eom 50 pecas, sorti- emitando'casemira, a 6*, sao muito
das, por5J, aproveitem a pechincha ; na loja da' 0:a do perera ,ja Silva,
esquina do becco dos Ferreiros.
Fnstes de setineta a 500 rs o
covado
Alheiro & C. ra da Imperatri ven-
dem um bonito sortimento de fustles brancos pelo Vende-se urna pequea casa arborisada,
baratinho preco de 400 e 500 rs. o covado, assim armacao, utensilios e reato de gneros, na Varxa,
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o ^^ 0 o\ confronte aonde tem de ser a estafio
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer-
Uja de fereira da Silva ra da Imperatriz na-
mero 32.
para lenrei
a 900 ra.. i e iSoo
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-se
superiores algodozinhos francezes com 8, 9 e 1C
palmos de largura, proprios para lencoes de ua
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 c
metro, e dito trancado pa- a toalhas a 1*280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 44. 1&000 e *
Na nova loja da ra da Imperatriz u. 32, st
vende um variado sortimento de vestuarios pro-
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dito
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgoro preto.
baratos ; as
Casa na Varzea
reros.
Camisas nacionaes
da linha frrea, propria para principiante, e o
nistivc da venda se dir ao comprador.
Encananiento
Urna pequea taverna, bem afreguezada e com
pouco capital, propria para principiante, em San-
to-Amaro d Jaboato, ra do Imperador n. 21.
O motivo da venda se dir ao comprador.
Pinho eriga
A SSOO. SAOOOe 3500
32= Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e p.inhos de linho como de algodio, pelos > Leite, com Manoel Jeronymo Vieira.
baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo tazenda
muito melhor do qu" as que veem do estrangeiro e
bem feitas, por serem cortada*
Vende-se quatro vaccas torinxs, manas ; assim
como se aluga ou vende-se a cocheira, contendo
urna baixa de capim : a tratar na ra do Coste
' muito mais bem feitas, por serem cortada* por
I um bom artista, especialmente camiseiro, tambem I
Vende-se em casa ae Matheus Austin & G, se manda fazer por encommendas, a vjntade dos '
ra do Commercio n. 18, 1 andar, da melhor freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n. I
l qualidade e diversa* dimensoea. 3 de Ferreira da Silva.
Apolices
Na ra do Rangel n. 58 se dir quem tem apa-
tices geraes c provinciaes para vender.
A
DAS
VENDAS
Taverna

B. Praaeluea Xavier Cavaleante
Ferreira
Herculano Francelmo Cavalcante de Albuquer-
que, filhos e enteados mand. m resar missas do
stimo dia por alma de D. Francisca Xavier Ca-
valcante Ferreira, na matriz de Agua Preta, sex-
ta-feira 26 do corrente, s 8 hoiaa da manb ;
convidam aos seas amigos e parentes para assii-
tirem a eate acto religioso, pelo qne se confessam
eterna monte pratos.
No largo da Assembla n. 17, vende-se urna
taverna bem afreguezada, Unto para a praca 00-
mo para o mato, e o motive da venda se dir ao
omprador.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Escesse preferivi
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica1
o corpo.
Vende-se a retalho nos t iheres armazens
nolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo nc
me e emblema sao registrados para todo o Braail
__________BBOWN8 Ar, C, agentes__________
E' pechincha
Vende-se um deposito de seceos em pequea
eaealla, proprio para princi Jante e bem airegne-
aado ; a tratar no mesmo, sito ao largo do Forte
numero 34,
CORRE NO DIA 30 DE MARCO
O portador que possuir um vigsimo desta importan-
te oteria est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a' venda na Casa Feliz, praca da
Independencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 3o de Marco de 1886, sem falta.


8
Diario de PcrnanibucoQuinta-feira
Mar#o
LITTERATlii

-~-
OS FILHOS
DO
e^asroxao



POR
s.

PS
san
QUAHTA, PARTE
.1 grutas d'Etretat
( Continuadlo do n. 68
O LABORATORIO D I ASA VERMELHA
Depois, voltando-se para La Chesnaye:
Dize-roe o quo preciso que faga Al
dah, aecresceutou elle, para sahir da sua
prisSo, e o camioho que deve to:nar para
vir ter coaanoseo a esse laboratorio.
LI
A. TOBTL'KA DO OOEPO
Pessoa alguma poder ser julgada ou
conderanada, se nao iusiatir na sua confia
ao por tempo sufficiente depois da sna
tortura dizia .una antiga ordenanza de
Lulz XI, o qual, todo ranaor e ira reco-
nhecera comtudo a intil barbaridado da
tortura, e quera dar ao aecusado o tempo
de desdizer se das contissoes arrancadas
pelas dSres da questdo preparatoria, isto
, da tortura que segua iraraediatamonte i
aecusago e preceda o julgaiuonto.
Depois da condemnago vraha a questdo
preliminar, aquella que tinha por fina o
obter a revellagao dos cumplices do eul
pado.
Era esta que devia soffrer La Ches-
naye, pois o julgaraento quo o tinha pro-
cedentemente condemnado raorte era na-
turalmente sustentado, e nao tinham mais
do que proceder a execugao.
Quaado Humberto, avisado pelo Rey-
nold, se fez prender para que tivesse lu-
gar o livramento do conde de Bernac e
para chamar os giriantes obediencia ao
capito, Humberto evitara a questao pre-
paratoria confessando todos os criraes que
Ihe eram imputados.
Reynold, quando Humberto fra preso,
pensara em perdel-o, utas Mercurio livra,
irapedira-o de seguir nesse intento. Que-
ra perder de urna vez os seu dous r-
mSos e vimos quo elle se perdeu quando
j estava perto de executar o seu plano.
As circumatancias o tinham trado na oc-
oasio em que ele alcangava o seu fim.
Mas se Humberto tinha podido evitar a
questao preparatoria, o prisioneiro actual,
nao podia escapar-so applicago da ques-
tSo preliminar.
Era urna cousa terrivel; empregava-s*
diz urna memoria do seculo desesote, 8gu*i
lenha, ferro o fogo.
c 1 -Se a questdo, fGr feita com agua,
dizia a lei, o condemnado ser despido e
ficar em canias,, ligado polo bracos e
peni as.
2. -Sa ama raulher sor-lhe-ha deixa-
da urna saia e urna camisa, a saia deve
ser ligada aos joelhos.
3. O condemnado ser estendido so-
bre um cavallete, pos e pulsos ligados o
passados as argollas de ierro.
4. Suster-lbe-ho a cabega e deitar-
lhe-ho compassjldamente muitas raeias ca-
adas d'agua na bocea.
5. Um iuiz collocado ao p do tortu-
rador forjara o paciente a dizer a verda-
de e lavrar processo verbal das suas de-
clara g8es.
quatro pranchas de madeira. Estas pran-
cbas serio ornadas de buracos nos quaes
se passaro cordas para apertar as ditas
pranchas. O torturador unir em seguida
a martilladas os cantjs das pranchas, do
modo que comprima o mesmo espodace os
raembros do dito condemnado.
7." Pol. A pol consistir em levan-
tar o condemnado por raeio de urna corda
pausada a urna roldana presa no tecto.
Ser gado assim a urna certa altura o pa
cente, que ter um pe3o de cento o oitun-
ta libras atado ao p dlreito e urna chavo
de ferro entre as costas das mitos, litadas
urna sobre a outra atraz das costas.
8. Na questSo extraordinaria, suspen-
der-seha ao p do condemnado recusau-
do confessar seus crimes um peso de du
| zentas e cincoentas libras, depois levnta-
lo ho de vagar at ao tecto e deixaloho
cahir de repente, a cuja queda se desloe i-
ro os membros. Renovaro tres vezes
este supplicio o do cada vez o convidarlo
a dizer a verdade.
9. O caoallete. O cavallte consistir
fim por o condemnado a cavallo 'urna pe-
ga de raadeira com bicos, e cada um dos
ngulos estar no ar. Suspenderlo pasos
a cada um dos ps, utim de que o corpo
se enterre nos ngulos do mesmo cavallete.
10. As tenazes aquecidas ao togo, os
carvSea ardentes postos sobre as feridas,
doverilo igualmente ser empregados para
arrancar a confisso da verdade ao culpa-
do, et caten a.. .
Eliminaremos o resto, pois estas diseri-
pc<5e8 terriveis repugnara nossa penna.
Luiz XVI, feriJo polo povo, aboli a tor-
tura ; mas no reinado de Hcnrique IV,
cuja memoria venerada, a tortura exis-
tia com todo o seu rigor
Quando o prisioneiro foi coniuzido para
a sala do rez do clio da abbadia, a corte
estava eunida.
O juizes, os prebostes, os lugar-tonentes
criininaes tinham tomado lugar, o o car-
rasco acompanhado do seus ajudantes es
peravam. N'um canto: Marcos, Giraud,
La Guiche e d'Herbaut eram espectado-
res.
No momento em que La Chesnaye en-
interessado em pro v ir o abuso que elle fez
desse extraordinario phenomeno. Agora
que j nao ha duvida, continuara, senho-
res, por Deus Arranquera lho o veu dos
seus crines Que nos diga aonde po Je-
mos ir libertar a menina d'Auraont e a ti-
lha do meu excellente amigo, o Sr. Van
Helmont.
O preboste de Pars abatou um suspiro
e fez um signal ao carrasco, o qual se apo-
derou do eondemnalo.
Marcos olhava La Chesnayo e o conde de
Bernac.
O carras so pegou n'outra cunha, que Helmont, em p no centro do laboratorio
em que
trava por uma porta, outra collocada em
frente ee abri tambera, e o conde de Ber-
nac caminhou para os gentisbomens depois
de ter saudado o preboste de Paris.
Vendo um de seus irraos penetrar na
salla debaixo das vestimeatas do conde, o
paciente deu um rugido surdo, e os seus
olbares fitaramse sobre o tidalgo.
Jeham disse o preboste de Rouen ao
carrasco, prepara o condemnado.
Perdo, senhores, dase o cande de
Bernac avancando; quera padir-lhes um
favor.
Qual, senhor conde ? respondeu o pre-
boste.
O de, para minha propria seguranga
para o uluro, fazer notar a sirailhanga que
alguma m inspirago da natureza estabo-
leceu entre esse patife e a minha pessoa.
Tirem-lhe a barba e o cabello postigo, afira
de que nenhuma duvida haja a esse res-
peito.
Do boa vontade, senhor conde, disse
o preboste de Rouen. Mestre Jeham, ou-
viste ?
O carrasco approximou se de La Ches-
nay e arrancn lhe brutalmente a barba e
a cabelleira.
Um murmurio de profunda admiradlo se
fez oovir.
Ninguera conhecia essa particularizado
da existencia do bandido, a quem a natu-
reza dera a cabeca de um fidalgo; mas
essa similhanga era to perfeita que todos
ficaram estupefactos at mesmo os que
conheciam o segredo.
O conde pareceu completamente satis-
to cora o existo produzido.
Coropreheniera, disse elle, como eate
miseravel corametteu o podia eorameter
debaixo do meu nome uma grande quan-
tidade de ac-gocs criminosas, estou muito
Qual ser o seu fim ? pcrguoUvaellc
com profunda anciedade. Que querero
elles ? que pretenderlo ? Se a tortura fr
applicala, este houiem nao resistir Fal-
lar. dir a verdade, e o outro ?... utu
far ello ? Se este snpplicio urna come-
dia, todos aqui se entendera com elles ?...
Impossivel !. Impossivel !... Mas en-
tao que pensar?... que suppor ?... que
fazer ?... Porque razio Van Helmont,
meu amigo, meu protector, meu pai nao os
t aqu?
Escrivilo, disse speramente (como
ostumam as autoridades superiores quan-
do esto em publico) o largar-tenento crimi-
nal, lea ao condemnado a sentenga do seu
processo.
O escj-ivSo lovantou-3o, saudou, pegou
n'um caderno do papel e leu o julgammto
pelo qual La Chesnaye era condemnado a
ser enforcado e a olfrer questlopreliminar
antes da execugSo do ultimo supplicio, se
elle nilo quizesae noranar 03 seus cumpli-
ces e declarar o que tinha feito das duas
jovens roubadas por elle.
Depois, pegando era um auto junto ao
processo, du conhecimento das pergun-
tas dirigidas n'esse mesmo dia ao condena
nado a quaes oppozera grande silencio
quo nao podia vencer, c que tivera em re-
sultado o ordenar a tortura que lhe ia ser
applicada.
Durante essa cumprida leitura. La Ches-
naye conservou-se impassivel. Quando elle
acabou:
Ouv8te ? diss3 ao condemnado o lo-
gar-tenento criminal.
La Chesnay nao respondeu. Pareca im-
passivel.
Minha filha ? Aonde ost minha fi-
lha exclamou o senhor d'Aumont presa do
grande coramoco.
O condemnado entroabriu os labios cerno
collocou entro a enterrada j e aa pran-
chas, depojs oleveu o malho.
Onde estilo as jovens quo roubasto?
ropetiu o freboste.
La Chesnaye orapallideeeu, mas guardou
silencio.
O preboste fez um signal, a segunda
cunha foi enterrada tambora c o sangue,
brotando. df.s carnea, enannguentou as pran-
chas quoapertavam a perna.
Este hornera dotado de uraa espan
tisa onergii, observou La Guicha.
liah I dis3e o carrasco encolbendo 03
hombros ; 3)tou certo que no lhe abrirei
a bocea se ao quando lho enterrar a quin-
ta cunha, c anda agora I tem a segunda.
G Sr. d'Aumont estava arquejante, Mar-
coa o Giraud, do olhus ixos, dominavam
esta tocante scena.
Por um gesto do preboste de Rouen, o
torturador repetiu a manobra o o supplicio
continuou.
Quatro novas cundas foram enterradas
succeasivamente as carnea e quebraram
o oaao da perna, sera fazer pronunciar uraa
palavja ao paciento.
O escrivSo esperava sempre, o papel
oontinuava a ostar em branco.
O carrasco e os seus ajudantes princi-
piaran! a olhar se com espanto, e os as-
siatente8 estavam entregues a uraa com-
mog^o que no proeuravam dis3umlar.
S o supplciado affeetava tranquillidade
mostrando toda a energa poderosa de aua
alma.
Uraa tranaformagao completa nelle se
operara.
A' raiva succedera uraa expresslo de
orgulho quasi aobre-huraana.
A cibeca direita tanto quanto lhe per-
mittia a posielto do corpo, olhos abrtos,
brilhando com audacioso desafio nos seus
olharos.
Um suor abundante, que lho sabia das
raizes dos cabellos o inu^lava a fronte,
revelara s os terriveis sffrimeatos qu
devia supportar.
A cada nova cunha enterrada, um sus-
piro somelhanto a estertor ao eacapava de
aeu peito, mas era tudo.
G conde de Bernac tinha recuado para
traz do grupo mais avangado dos especta-
dores, porque medida que o supplicio se
prolongava, dir-se-hia que uraa attraccao
invencivel chamara ao redor do instrumen-
so quizesse formular alguns sons, os seus 1 to da tortura todos aquellos quo contera
olhos brilharam.. G conde de Rernac plavam os admiraveis effeit03.
FOLHETIM
ANGELA
POR
Z7;:s 23 mnm
( Conliuuaco do n. 68 )
II
Tendo acabado esta sinatra tarefa, o mi-
eravel examiuou as raSos para ver se es
tavam tintas de sangue, e veo sent r se
perto da porta, pela qual devia sahir quan-
do ebegasae a Pariz.
Arremessada tora do wagSo pelo assas-
bino, a moga tinha dado um grito de ago-
na, e o corpo cahira sobre a via, onle a
espessura das carnadas de nev amontoa
das pela cliasse-neige tinha-lhes amortecido
um pouoo a queda.
Comtudo, havendo batido com a cabega
contra um marco kilomtrico, desmaiou ira-
me Jiataraente, era consequenci^ de tal cho-
que, e a infeliz menina ficou sera; sentidos
em cima da carnada de nev.
Ninguem, no expresso, que s atastava a
toda a forga, e que se achara j a mais
de dous kilmetros do distancia, tinha ou
vido o grito ainistro da victima.
Esso grito, comtudo, nao pasaoa ama
despertaf a utteng3o.
Dous raogoa, dirigindo-so para uraa par
tida de caga, apezar do vento e da nev,
"guiam com diffituldade por uma peque-
a trilha tragada ao longo da via frrea.
Tinham paralo na ojeasiao de pjtsssr o
trern, que eorria orno uma flecha diaote dos
i olhos.
Ambos elles estremecern] sacudid a por
poderosa omogo, ouvindo soar repentina-
mente um clamor de agona.
Estavam nessa occasio a meio caminuo,
entre a estagSo de Saint-Julien du Sault e
a de Ville Neave sur Yoane.
Um e outro devia ter de vnte a vinte e
um annos.
Um d'tlles apertou o brago do compa-
nheiro, perguntando :
Ouviste, Renato ?
Ouvi, meu caro Leao, respondeu o
segundo cagador, com voz que a irapres-
sao fizera trmula. Nunca chegou aos meus
ouvidos um grito mais sinistro.
Nena aos meus, nao te pareceu, como
a mira, que era uma raulher que dava
aquelle grito ?
De onde partira ?
Do expresso, isso incontestavel 1
Pareceu-me, quando o trena passava como
um relmpago, ver abrir-se uma porta e o
corpo voltear no espago.
Tu viste isso ?
Pelo menos creio tl-o visto... Ser
illuso ? Nao sei, mas desconfi que se te-
nha dado algum accidente.
Um accidente ou uoa crime ?
Talvez.
Oade estava o trena quando tu viste
ou julgaste ver sao ?
Mesmo em frente do nos.
Entao, ramos descoberta.
Pois varaos, mas como ? Ha uma cer
ca da espiuhos quo nos impede a p-tssa-
gem.
Entretanto n3o podemos deixar o fe
rido sem socuorro, se alguera cabio no lei-
to da estrada, em risco de fiear esmag do
por outro trem que passo. por fim do
contaa a cerca do espinhos nilo tSo alta
que a nilo possaraos saltar; alm dis*o,
procurando, nataral que achemos um lu-
gar de mais fa< 1 passagera.
Emquanto diziara o que escrevemos, o
mogo tentava caminho por entro a crea.
Giba, podemos passar por aqui, dase
elle ao cabo do alguns instantes ; mas a
minha espingarda que me embaraga.. .
peg- nella, pda cora a tua debaixo da cer
ca o vera ter commigo.
G segundo cagador, aquello que so cha-
mava Leo, seguio rsca as recomraen-
dag3es do corapanheiro e enfiou-se atrs
delle pel estreita abertura praticwda no
meio dos'espinhos o depois descerara jun
tos o talude o acharam-se no lcito da es-
trada.
A aurora, que n2o devia tai-lar muito
que app recesse, em nada araaiaou a tor-
menta.
O vento soprava sempre com o mesmo
furor, e cada vez cahia mais nev.
Eapesaas nuvens de flcos brancos agoi-
tavana a cara dos mogo-, que os nao dei-
xava ver.
empallideceu... mas um nico grito se
escapou da garganta de La Chesnaye, gri-
to qu nada tinha de humano.
G senhor de Bernac tranquillizou-se.
Que quer iato dizer ? murmurou Gi-
raud, o qual, nao menos do que Marcos,
nao perda do vista um nico instante os
dous personagens.
A questdo disse o preboste de Rou-
en, o nico meio que nos resta para fazer
fallar este miseravel, pois que cousa algu-
ma at aqui lhe poude fazer formular uma
palavra.
Porque principiaremos? perguntou o
carrosco.
Pelos borzeguins.
Agarraran o paciente, estenderara n'o so-
bre um cavallete, apertarara-n'o com cor-
roas de couro, e um dos ajudantes do car-
rasco trouxe o instrumento de supplicio,
.0 qual raetteram a perna drreita do pri-
sioneiro.
Feito iato, o torturador pegou n'uma cu-
nha. collocou-a entre as pranchas e levan-
tou o brago armado de una malho.
O preboste de Rouen approximou se : o
escrivilo agarrou a penna e clispoz se a es-
crerer.
Onde estilo as jovens roubadas por
ti ? perguntou o magistrado.
La Chesnaye nao respondeu.
Vamos I disse o preboste.
G malho abaixou-se e a cunha desappa-
receu toda.
Um segundo grito se escapou dos labios
do paciente.
Decorrera j um quarto de hora de-
pois do instante era quo principiara o sup-
plicio, e onze horas e ura quarto davara
no relogio da igreja. A anciedade a mais
terrivel so pintava sobre 03 rostos.
Nao fallar I nao dir nada !.. re-
peta o Sr. d'Aumont que, en: presenga da
mudez obstinada guardada por La Ches-
nayo, via desvanecer se a ultima esporan-
ga que tinha de conhecer o lugar em que
estava detida sua filha.
NSo fallar dizia de seu lado Giraud
com uma anciedade nao menor. Que se
passar entilo ? quo se deve pensar?
Marcos langou em torno de si um olhar
sombro e irresoluto. O barao, tambem
via finalisarcm as suas mais querras es-
perangas.
O resultado negativo do supplicio de La
Chesnaye, era o triumpho do conde de
Bernac, era a ruina de todos os sonboa de
futuro, de alegra e de felicidade do infe-
liz protegido de Van Helmont.
III
A VIDEKTE
Em quanto o paciente, com a fronte pal-
uda pelos terriveis soffimentoa que suppor-
tava, maa que o aeu olhar claro e ameaga-
dor, prefera deixar attribuir o 8cu silencio
sua forga de vontade na imposaibilidade
que estava de a veneer e carra va os la-
bios para impedir que lhe vissera a8 feridas
que lhe ornavara o interior da bocea, Van
Renato dirigia-se para a esquerda, aa- i Viva exclamou elle satiafeito, anda
bndo pelo lado da estagao de Saint Julien talvez poa3araos salval a.
de Sault. Renato tinha se assentado no chao, ao
E' um pouco mais para a direita, dis- p da cerca de espinhos o voltando as cos-
se Leao. tas para o vento-
Os cagadores carregaram para a direita,] Tirou do bolso uraa caixa de phosphoros
inclinando a cabega para o slo e exarai- do cera e procurou accender una.
disse
de mestre EuJob, cora gesto arneagador,
Van H'lraont pareca entregar-so a algu-
ma conjuragilo infernal.
Era no mesrno instaste, no rae3mo mi-
nuto, quo em dous pontos diffarentes ti-
nham lugar duas scenas igualmente to-
cantes.
Van Helmont voltara-se para a porta
que communicava com o vestbulo : estava
assim do uma vez grave e terrivel, e com
olhar so-nbrio o dilatado de que parecia
escaparse ineessautemento terriveis relm-
pago!.
Mestre En les exam:nava-o com atten-
gio pjofunda, o por um momento rasa at-
tcagao ao tranaforraava om auperticiosa ad-
mrago.
O espirito elementar! murmurou elle.
Essa a sua forga Sabe obrigal o a ar-
rastal-o a anas vontade8 I Com a ajuda de
algumas polerosra conjurag3espoder tam
bera dominar os entes invisiveis ?.. Oh I
eu tambera saberei e3s? segredo 1 eu tam-
bem terei ;s rain has ordena o i espiritoa de
segundo grao / Oh a minha obra a mi-
nha obra I... A vida eterna I... Depoia
o impossivel nao excitar I torei tempo para
o saber !
Mestre Eudes elovou os olhoa aobre Van
Helmont. O sabio nilo se tinha mechido.
Ura silencio que couaa alguma perturba-
va reinava 11 laboratorio. Rap-antiaamen-
te ura ligoiro ruido se ouvio da_p>rto de
fora. Dir se-ia ser um p que piaava uma
folha.
Depois a e38e ruido 8uccedcu-se o mais
profundo silencio.
Van Helmont deu U'n pa3S0 para dianta
e pareceu redobrar de energa. O seu olhar
dilatou-so e suas mitos estendidas para
diante retiraram-se para traz cora o gesto
de cbaraaraento.
No mesmo instante, a porta fechada
abri-se vagarosamente e uma mulher ap-
Dareecu no limiar, destacando se na som-
bra do vestbulo.
Esta mulher era Aldad. Conservava-se
direita e firme, parecendo mais esaorregar
sobre o solo do que andar, e dir-ae ia que
todo o seu corpo era movido pelo machi
niamo de uma mola.
A 8ua encantadora figura estava pallida,
as palpebras roxas o os labios descora-
dos. Seus olhos abertos nao tinham olhar
certo. Caminhava vagarosamente, c?ra
andar rotular, um brago cahia ao corapri-
do do corpo, o outro elevava-se e conser-
vando a milo ligeiramente estendida para
diante.
Nao era um ser dotado de vida que aca-
bava de entrar no laboratorio, era um
phantasma saludo recentemente do seu t-
mulo, tanto a forga de vontale parecia ter
abandonado o cerebro. O corpo vinha ali,
maa alma estara longe delle.
Dirigindo-se para Van Helmont, para
seu pai adoptivo de que estara separada
desdo longos mezes, o rosto da oren nao
exprima a menor comraogSo. Dir-se-hia
que ella nao ria o sabio personagera ou
se o via, nilo se recordara da soparagilo
forgada que os tinha tanto tempo privado
um do outro.
Quanto a Van Helmont, a presenga da
sua querida filha pareceu agtal-o violenta-
mente. Quando Aldah surgi no limiar
da porta, elle fez um moviraento como
para se precipitar at ella, mas constran
gendo-se cora visivel esforgo, ficou no raes-
nao lugar.
Dorme, murmurou rastre Eudes cora
uraa admiragXo que nao podia oceultar.
Dorme... ebedeceu '.. fez mover a
mola. .. desceu sem se amparar, vena at
aqui! o espirito elementar que a governa
de um grande poder 1
Van Helmont voltou-se para La Ches-
naye :
Ests promp'o ? perguntou elle.
Sim respondeu o velho.
Quedes conhecer aquelle que parti a
arvore mgica.
Quero !
Eutio, colloca a tua m5o sobre a
desa crianga !
Mestre Eudes obedeceu e approxiraan-
do so da joven, apertou com os seus de-
dos seceos e descarnados a m5o da som-
nmbula.
A este contacto terrivel, Aldah estreme-
ceu todo o corpo, eoffrou ara estreme-
ciraento convulsivo e o raaior eapatto se
pintava as suas faces.
Nao temas nada, minha filha I disse
Van Helmont. Nada tens a teiiner desto
hornera I Estou ao p de ti, protejo-te.
A pbysionomia da joven tinha retomado
a scrcni'lade. |
Vs ? perguntou Van Helmont.
Sim I respondeu Aldah.
Perfeitamente ?
Sira !
- Que experimentas tu?
Uma sonsagao bem singular... es-
tou feliz. vejo-o I
Araas-nae entao ?
De toda a minha alma !
Querida crianga! murmurou Van
Helmont com irteffavel sorriso.
- Oh! das?a somnmbula, tambera vos
rae estiraaes, vejo. leio no vosso pensa-
raento !
Bem disse Van Helmont, se les to
diz-uae
apallide-
nando a nere com a vista.
De repente, Renato dirisou um objecto
escuro, destacando-se vigorosamente sob
um fundo de uuiforme alvura.
Aqui, aqui, exclamou elle cor rendo,
aqui I
LeSo bavia seguido Renato.
Ambos se inclinaram sobre o objecto que
encontraran.
E' uma mulher, disse Leao, tena uma
capa de panno, debruada de pelles. O que
haveraos de fazer?
Piimeiro que tudo, levantar o corpo,
replicou Renato.
Est cora raetade do corpo em cima
dos trilhos.
De rpente, um rumor surdo, acompa-
nhado de um rodar imperceptivel, fez-se
ouvir ao longo.
Uma luz vermelha, parecendo o olho iu-
jectado do um cyelope, appareceu as tre-
vas.
Er o pharol do um trem, que chegava
a toda a veloeidadel
Duzentos metros separavain-o apenas dos
dous nao;os inclinados sobre o corpo inerte
da moga.
Antes que docorresse meio minuto os
tres poderiam ficar teico pedagos.
Com tanta presenga de espirito quanta
agili-ade, Renato e Lsilo agarrarain no
corpo ou cadver, um pelos ps, outro pe-
los hombros e precipitaran so para a mar-
gara do talud''.
Era tempo.
O trem passava com a rapidez do relm-
pago, naquelle nesmo lugar quo elles aca-
bavam de deixar.
L-2o, voltundo-se para o trem, fez un
porta-vo* con as naaos o gritou com toda a
forga estas palavras:
Um accidento I... Parem.... Soc-
corro 1
Mas aquelle appello perdeu se no duplo
ruido da tormenta e dos vagues rodando
cora grande velocidado.
Nao ouviram, murmurou Renato.
Esta desgragada mulher ainda vive-
ra? perguntou Leo, inclinando-se sobre o
corpo
Afastou-lhe a capa, poz lhe a milo sobro
o lado esquerdo do peito c seno bater-lbe
fracamente o coragSo.
Se podesseraos ver-lhe a cara,
elle ao mesmo tempo.
Umaluz azulada brilhou no phosphoro,
ouvio-80 um ligeiro estalinho, mas uma Iu-
fada de vento apagou a chamma nascente.
Por tres vezes o mogo renovou a tanta-
tiva, som obter melhor resultado.
Por fim, gragas a uraa pequea inter-
raittencia do vento, o quarto phosphoro
accendeu-se e, pelo espago de dous segn
do3, uraa chamma vacillnto brilhou por
cima do rosto da moga deamaiada.
Um gemido aurdo desprendeu-se-lhe dos
labios, emquanto que levava a mo testa
cora o gesto de um louco.
Que tens, disso vivamente Renato,
com tanta sorpreza quanto medo. Conhe
ees essa moga ?
So a con!iego balbuciou Leo com a
voz transtornada. Se a conbego Era
aaa-Rasa, discipula do minha tia, a raestra
de Laroche. N5o s a conhego, amo-a !
Ah meu Deus exclamou Renato,
confundido com o que acabava de cuvir.
Emma... querida Emma, disse Leo,
ajuelhando se ao lado do corpo e agarran-
do-lhe uraa das mos. Falla... respnde-
me, supplico-te. Qual I Nora ura movi-
raento ; fica surda minha voz. Esta ira-
mobilidade.. Este silencio. Se os olhos
lhe ficassera para sempre fechados. Se a
bocea nunca mais fallasse... So ella esti-
vesse morta. .
Soeega. E' necessario ter sangue
fri, caro Leo, disse Renato. Do que ser-
ve estar a Prear chimeras? Porque a me-
nina Eiama-Rosa foi victima de um acei-
dente ou de um crime, nem por isso se de-
ve desesperar!... Cora certeza nao est
naorta... Talvez que nem misino era pe-
rigo.. Tratemos de a lerar daqui.
Leral-a... verdade... leval-a, re-
petio Le&o, que apesar da recommendaco
do amigo, estava completamente como um
buco.
Renato proseguio :
__ Estamos eotro Saint Julien du Sault
o Villeneuve. O mais simples ir a Saint
Julien procurar soccorroa casa df meu
pai. Lrval a-heraos para a nossa casa e
sob o cuidado de minha naRi haveraos de
prodigalisar-lhe tudo quanto o sea estado
reclama... Mandase chamar o mlico.
claramente no meu pensaraento,
buaes sao os meus desejos.
Aldah tremeu novaraente e emi
ceu.
Nao rae obriguem a oceupar-me da-
quelle que querem que me oecupe I disse
ella com ar supplicante.
Ashim necessario !
Este homem.. murmurou Aldah,
este hornera un monstro I. .
Nao inporta !. necossario quo
lhe obedegaa I Vai interrogar te, reapon-
ders !
Piedade !.. .
Assim o quero I
E Van Helmont fez um gosto imperati-
vo, a joven curvou a cabega.
Interroga-a I ella to responder !
disse framente o sabio voltando so para
mestre Eude3.
O velho, com a mo que tinha livre,
desabotoou o seu gabao, procurou no fato
e tirou um objecto de cor vermelha que
fez rpidamente passar para os dedos de
Aldah.
Quo isto? perguntou ello.
Aldah ficou iramovel e muda, parecia
ferida pelo raio.
Que isto ? repeli mestre Eudes.
A joven estremeceu.
Responde 1 dis3o Van Helmont.
O coral I murmurou Aldah.
D'onde provena esse fragmento? per-
guntou o relho.
De uma arrore feita da mesma ma-
teria. respondeu a somnmbula com roz
trmula
Aondo est essa arroro ?
Aldah lerou a mo ao seu peito.
Nilo quero dizel-o I murmurou
Nao o direi I
Quo falle I que falle Assim pre-
ciso ebriga-a exclamou mestre Euies.
Essa arrore est perdida ? pergun-
tou Van Helmont.
Est, respondeu Aldah.
Per quera ?
A joren guardou silencio. Mestre Eu-
des deu ura rugido de furor. Van Hel-
mont suspendeu-o cora o gesto e voltando
a Aldah :
Podes, pelo pensaraento, reconstruir
essa arrore de coral tal como ella estava
antes que fosse partida ? perguntou elle.
Posso... se o ordenar!
Ordeno-o I
Ento, eu a vejo !
Onde est ella ?...
Alli em baixo... nos penhascos. ..
as grutas I.. .
Conheces essas grutas ?
. Sim I
(Continua).
ella.
Pois sim, balbuciou Leo* Sim, meu
nico amigo I Faze este sacrificio. Vai
procurar soccorros. Quanto a mira. No a
quero deixar aqui Vai a toda pressa, e
se, devido a ti, a salvarmos, diap3e de rai
nha vida.
Vou j...
Renato deitou a correr na direjgao da
estago de Saint Julien du Sault, distante
cerca de quatro kilmetros.
Nao atravessou a cerca de espinhos, jul
gando muito mais simples seguir pelo leito
da estrada de ferro.
Leo ficou s perto da moga inanimada,
entregando-se sua dr cora verdadeiro
delirio. Cahiara-lhc grossas lagrimas pulas
faces abaixojsem que dsso tivesse conscien-
cia.
Oh!. .. dizia elle, quasi era voz alta.
Aqui est rcalisado, pois, o sonho que eu
tive a noite passada e que tanto espanto me
causou I Aquello sangue vjue me cercava e
do qual eu a via coberta... nao era ura
sonho vulgar. era antes um aviso !.. .
Quo teria acontecido ? que fatadade cau-
sou este accidente, ou que monstro co n-
naetteu semelhante crime ? Se ella naorres-
se, meu Deus, s esse pensaraento me tor
na louco Nao, nao, I 'cus nao querer se-
melhante desgraga! N3o sem motivo que
perraitto que eu me aehasse aqui para a
salvar I Elle nilo deixar quebrar a sua
vida deapedagando tambem a minha I O
fri augraenti, a nove continua a cahir e
comega a cobril a ; se eu, ao raen ",3, tives-
se raeios de a proteger contra a mve...
contra esse fro... Sa podesso ? ola I se
podesse !.. .
Dizen lo o que escrevemos, L-sao lovan-
tou o tronco ''a moga o poz-lho a cabega
em cima dos seu3 joelhos.
O sangue que cscapava do golpe feito
pelo trilho o filtr^va por entra a espessura
dos cabellos, molhou-lhe os dedos.
Ferida exclamou elle com indizivel
terror, ella est ferida soccorro I Meu
Deus 1 Soccorro Soccorro I
iVepeis de ter langado ao espago esto ap
pello desesperado o que nilo podia ser ou-
vido, Leo entregou-se a uraa prostragao
absoluta, con os olhos fixados no coi 00
que ello apenas distingua, porque as la-
grimas e a nev obscureciam lhe a vista.
Renato, poupando o felego, cora es coto-
vellos caachegados ao corpo, contmuava, a
pasao gymnastco, a sua eirreira at a ea-
tagilo, onde ia procurar oa soecorroa to
ardentemente reclamados pelo seu amigo.
Eram seis horas e um quarto, no mo-
mento em que elle chegav a Saint Julien
du Sault.
Esbaforido, offegante, entrou como uma
bomba no escriptorio do cht-fe da estago.
Este acabava de levantar-se e examina-
ra amas contas ; vendo Renato, que elle
conhecia perfeitamente, o vendo a cara
trrnstomada do mogo, lovantou-se admira-
do e inquieto.
O senhor aqui, Sr. Dharville; disse
elle vivamente, o senhor a semelhante ho-
ra 1 Coberto de nev e com as feiges
transtornadas ? O que aconteceu 1
Aconteceu uma desgraga, senhor,
uma grande desgraga.
Uraa desgraga ? repetio o ebefe da esta-
go. e na linha.
Sim, senhor. .
E o que foi ?
__ Uira moga cahio on foi langada do
trem expresso que passava em Larocho
a quatro horas o cincoenta e oito minu-
tos.
O que me est dizondo, Sr. Dhar-
ville ?
A verdade.
E como sabe ?
Vi.. caminhava ao longo da via com
um amigo que cu vira esperar aqui hon-
tera. Iamos apezar do mo tempo, a uma
partida de caga. De reper te, a qnatro
kilmetros, pouco mais ou menos, de Saint
Julien du Sault, na occasio em que pas-
sava o expresso, ouviraoa um grito terri-
vel. Pensando que um aecidente tinha
acontecido, atravessmos a cerca, desce-
raos sobre o leito da via-ferrea e ahi en-
contramos, em cima da nev, o corpo da
uma moga, quo foi reconhecida pelo meu
amigo.
Morta ? perguntou o chefe da esta-
go, espantado.
Nao, senhor, nao est morta... res-
pira ainda, e mesmo apezar da noite escu-
ra, fazemos idea de seu estado real.. .
Corr aqui para o prevenir evir pedir-
lhe soccorro para aquella infeliz menma.
Irntaae-iiaUroente, Sr. Dharville I Vou
dar as competentes ordena. Nao lhe pa-
rece quo seria conveniente a presenga de
um medico ?
_ Com iffeito, mas buscar um medico,
lerar nos-hia mnio tempo, e toda a demo-
ra p ie ser funesta moga ferida. O prin-
cipal, na minha opinio, pl-a o mais bre-
ve possivel ao abrigo da nev e do fro.
^Continuar- te-ha.)
*f
X
I

Trp. do Diari roa Duque de Casias n.t.


Full Text
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