Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19009


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Full Text
^SF
AMO LI MIMO JO
PARA A CAPITAL E LIG4RI ^DE MAO ME PACA PORTE
Por tres mezo* adiantados
Por seis ditos idem. .
Por um anao dem. .....
Cada numero avuiao, do mesmo dia.
6OO0
120000
240000
0100
0 U M MRIJO DE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROTEHCIA
Por seis mezes adiantados.
Por nove ditos idem.
Por um auno dem.
Cada numero avnlao, de das aateriores.
130500
200000
270000
0100
DIARIO DE PERNAMBCO
Proprieirai* i>e Manod figacvc& t>e Jkria Mtos

TELEGRAMMAS


>i
mW A.3MIA 2A7AS
(Especial para o Diario)
BERLN, 13 de Marco.
A commiastto co Kcirhsian rejel-
lou o projecio de monopolio da ven-
da de eaplrllo pelo |overno alie-
nio.
*. ti. o papa Leo XIII acaba de
dirigir aoPrlncipe de HUmarck urna
caria concebida em lermo mullo
liftongeiro*.
Agencia Havas, lial
13 de Margo de 1886.
em Pernambuco,
INSTRCCiO POPULAR
economa poltica
(Kxtrahido)
DA BIBLTOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Qontmua(ao)
CAPITULO II
Produrco da riqueza
A trra ou, como vu'garmente se diz a na-
tureza, fornece os materiaes para a riqueza, e a
torca que ajuda transforma cao dos meamos ma-
teriaes. Tudo o que a natureza assim nos forne-
ce denomina-ae agente natural. Entre oa a -entes
naturaes, o mais importante a trra regeta), por
que, quaodo recebe em abundancia a luz, o calor
e a humidade, pode ser cultivada e pode ser culti-
vada :i especie de plantas.
O trabalhoE' evidente, porem, que os agentes
naturaes por si sos, nao produzem a riqueza. Um
bomem morrena de fome no lugar mais frtil da
trra, se de algum modo nao trabalhasse para se
apoderar das coisas que o cercara. O fructo sil-
ve* tre que pende das arvorea tuui que ser colhido
para se converter em riqueza ; a caca tem que ser
perseguida e npanhada, para depois ser cozmhada
e servir de aliai nlii Precisamos de empregar
urna quantidade consideravel de trabalbo para ter-
mos latos, babtanV:3 e abasteciweuto regular de
vivares. Os materiaes necessarios para isso teem
todos que ser guadualmente reunidos, preparados
e manufacturados Per isso a somma de riqueza
3ue um povo pode adquirir depende muito mais
a sua actividade e da sua aptido para o traba-
lbo, do que da abundancia dos materiaes que elle
tem ao seu alcance.
Citaremos um e templo muito frisante. A Amo-
rica do Norte urna regio muito rica, possue tr-
ra vegetal abundante e altamente productiva, ja-
ligos de carvio do pedra, ricas minas matalliferas,
ri je abundantes de peixe, florestas de madeiras
preciosas, n'uina palavra todos ob materiaes que
podem desejar-se. Cemtudo, os indios que habi-
tavam o paiz antes de ser colonieado pelos euro-
peus viveram durante milbares de annos na maior
pobreza em presenca d'aquella enorme abundancia
de materiaes, porque nao tinham nem os conheci-
mentos nem a perseveranea no trabalho, necessa-
rios para a laboraco conveniente d'aquelles agen-
tes naturaes, afim de convertel-os em riqueza. A
colonisaco europea, levando aquelle paiz a sua
sciencia e os seus hbitos de trabalho, creou all
em pouco tempo un dos mais opuieut's estados do
mundo. Este exe-nplo nos mostra que o trabalbo
babtJ, regular e illustrado indispensavel para a
produeijo da riqueza.
(Contina)
MRTE OFFICIAL
Governo Ja
EXPEDIENTE C0 DIA 3
Provincia
DE MARCO DE 1886.
Acto
O presidente da provincia resolve nomear o
bachirel Aquilino Gomes Porto para o cargo de
promo'or publico da cemarca da Escada, ficaudo
exonerado o bacharel Francisco de Oarvalho Gon-
calves da Rich.-i, que actualmente exerce o refe-
rido cargo.
EXPEDIENTE DO DIA 5 DE MARCO DE 1886
Actos :
O preaident! da provincia resolve conceder
ao bacharel Ascenso Mara da Castro Mascarenhas
a exonerac? que pedio do cargo de adjunto dos
promotores da comarca desta capital. Communi-
couseaojuiz de direito.
O presidente da provincia, attendendo ao que
requersu o juiz municipal do termo de Barreiros
bacharel Joaquini Cordeiro Alvimjda Silva, resol -
ve prorogar por 60 dias com o ordenado integral,
a licenca ltimamente concedida ao peticionario
para tratar de sua saude.
O presidente c!a provincia, tendo em vista o
officio do engenheiro chefe da Reparticao das Obras
Publicas, de 2 do corrente, sob n. 40, do qual
consta que na iilumnacao publica da cidade de
Olinda, a cargo da Coropanhia Santa Thereza,
foram encontrados 13 laro pedes apagados e 71 com
lnz amortecida, durante o mez de Fevereiro ulti-
mo, resolve impor dita companhia as multas, de
que trata o art. 17 do contracto de 4 de Julbo de
1870. Remettcu-ee copia Cmara Municipal
de Olinda, Thesouraria Provincial e Reparticao
das Obras Publicas.
Officios :
Ao commandante das armas. Devendo ter
lugar amanbl, a 1 hora da ta de, a abertura da
sessio ordinaria da Assembla Legislativa Pro-
vincial do corrente anno, sirva se V. Exc. de dar
suas ordens para que um bitalhao se ache posta-
do em frente ao paco da mesma Assembla, afim
de lolemnisar acuelle acto, providenciando tam-
ben) para que a fortaleza do Brum d por essa
occasiao a salva do estylo.
Ao mesmo Deferlndo o requerimento do
cabo de esquadrn do 2 bitalhao de mfantana,
Pedro Jos Barbosa, autoriso V. Exc, a vista da
sua informado ti. 116, de hoje dntada, a conce-
der-lbe baixa do servico do esercito mediante sub-
stituto, se este tiver os requisitos exigidos por
le.
Ao Exm. biipo de Olinda. Devendo ter
lunar amanba a abertura da Assembla Legisla
tiva Provincial, rogo a V. Exc. Revuia. se digne
de providenciar para que a missa votiva do Es-
pirito Santo, que precede aquelle acto, seja cele-
brada s 11 horas do dia na igreja matriz do SS.
Sacramento da Boa-Vista.
Ao inspector da Thesouraria da Fazeuda.
Ao soldado reformado do exeroito, Antonio de
Hollanda Vasconcellos, que leve ordem para re-
colher-se ao Asylo de Invslidos da corte, mande
V. 8. pasear gula de soccorrimento, remettendo-a
ao brigadeiro commandante das armas.
Ao mesmo. Commu jico a V. 8. para os fins
convenientes, qae o bacharel Arthar da Silva
Reg, no 1* do corrente mez, assumio o exercicio
do cargo de promotor d comarca de Palmares.
Ao mesmo.Communico a V. S. para os fina
convenientes, que exonerei boje, a pedido, o ba-
charel Ascenso Maria de Castro Mascarenhas do
lugar de adjunte dos promotores da comarca d'esta
capital.
Ao mesmo. Communico a V. S., para os
fins convenientes, que o juiz de direito de orpbos
da comarca d'esta capital bacharel Adelino Anto-
nio de Lana Freir a 4 do mez findo e por motivo
de molestia interrompeu o exercieio de sea cargo,
reassumindo-o no dia 5.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os fins
convenientes, que o juiz municipal do termo de
Ipojuca, bacharel Feliciano do Reg Barros Araujo,
interrompeu por motivo de molestia o exercicio de
seu cargo em 23 de Fevereiro prximo fiado, reas-
sumindo-o no dia 26.
Ao mesmo.Communico a V. 8., para os fias
convenientes, que o bacharel Luiz Jos Pereira
Simoes deixou a 26 de Fevereiro prximo findo o
exercicio do cargo de promotor da comarca ele
Palmares, visto ter sido removido para a de Flores
Ao mesmo.Commuuic j a V. S., para os fins
convenientes, que o juiz municipal do termo ce
Nazaretb. bacharel Mauoel Cabral de Melle, no 1
da do corrente mez, interrompeu o exercicio de
seu cargo, por motivo de molestia.
Ao mesmo.Communico a V. S., para os fin s
convenientes, que o juiz municipal do termo de
Serinhem, bacharel Benjamim Rodrigues de Frei-
tas Caracciolo, no 1 dia do corrente mez interrom-
peu o respectivo exercicio para entrar no goso de 3
mezes de licenca concedida por esta Presidencia a
20 de Fevereiro prximo findo, para tratar de sua
sade.
Ao mesmo. Communico a V. 8., para os fins
convenientes, que em 20 de Fevereiro prximo
findo o promotor da camarca de Timbaba, ba-
charel Pedro da Cuaba Pedrosa, reassumio o exer-
cicio de seu cargo.
Ao mesmo Don provimento ao recurso a
que V. 8. se refere no oficio de 25 de Fevereiro
ultimo, sob n. 118, dispensando a multa de 100J
imposta a Francisco Capitalioo dos Santos, pela
Collectoria Geral do municipio de Caruar, por ha-
ver o recorrente dado a matricula, fora do praso
legal, a ingenua Maria, filba de sua escrava Lu
creca.
Ao inspector do Thesouro Provincial le-
yendo ser de 565J460 a despeza com os jardlns
pblicos no mez de Outubro do anno paseado, o
nao de 40 Ji'OOO segundo expoz o engenheiro che-
fe da Reparticao das Obras Publicas, em officio
de hoje, recoin-'ineudu a Vine, que mande entregar
eo thesoureiro da dita reparticao a de 1054460,
intregante daquella. Communicou-se ao en-
genheiro chefe da Reparticao das Obras Publi-
cas.
Portaras :
A Cmara Municipal do Recite Com nu-
nico Cmara Municipal do Recife que, havendo
numero legal de Deputadoa para a abertura da
Assembla Legislativa Provincial, era lug*r case
acto amanhil a l hora da tarde, e recommendo
mesma .Cmara. expeca as convenientes ordens
afim de cclebrar-se a missa votiva do Espirito
Sent as 11 horas do dia na igreja matriz do SS.
Sacramento da Boa Vista, o qae fiz constar ao
Exm. bispo diocesano.
O 8r. engenheiro chefe do prolongamento
da estrada de ferr j do Recife ao 8. Francisco man-
de dar tranporte de 2a classe por conta da provin-
cia at cidade da Victoria as segniotes pracas
do 2 batalbo de infantaria, que para all desta-
cam : 2o cadete, 2o sargento Crescendo Pereira
Nunes e particular Jos da Costa Donrado, em
carro de 1 classe, e anapecada Joao Jos da Fon-
seca c sua mulner, em carro de 3' classe, provi-
denciando para qae, tambem por conta da provin-
cia, regressem em carro de 1' classe o 2* cadete
2o sargento, Frederico Augusto da Silva Wander-
ley, e sua mulhsr, e em carro de 3* o anspectda
Joaquim Rodrigues da Silva e o soldado Jos
Dias dos Santos.
O Sr. agente da Companhia Brazdeira man-
de dar transporte corto, por conta do Miniet rio
da Marinha, no vapor Para, esperado do norte, ao
grumete imperial da guarnico da corveta Guana-
bara, Feiit Diogo da Costa, qae, tendo baixa da
enfermara de marinha, foi julgado incapaz do
servioo da armada, seguudo declara o inspector do
Arsenal de Marinha em officio n. 116, de hoje da-
tadaCommunteon-se ao inspector do Arsenal de
Martnba.
O Sr. agente da Companhia Brazileira faca
transportar corte, por conta do Ministerio da
Guerra, no vapor Manos, esperado do norte, o
soldado reformado do exercito, Antonio de Hollan-
da Vasconcellos, que foi mandado recolher ae
Asylo de Invlidos, all existente, e bem assim a
sua mulher, Marn Joaqaina da Conceicjl}.Com-
muncou-se ao commandante das armas.
O Sr. gerente aa Companhia Pernambacana
mande dar paseagex, proa, at Mossor, no va-
por que seguir para o norte, a 20 do corrente, a
Josepha Mara da Cooceico e tres filhos menores,
por conta das gratuitas, a que o governo tem di-
reito.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Oficios :
Ao commandante das armas.S. Etc. o Sr.
conselheiro presidente da provincia manda decla-
rar a V. Exc. ter autorisado o Arsenal de Guerra
a fazer o concert da carroca de que trata o seu
officio n. 115, de hoje datado.
Ao mesmo.S. Exc. o Sr. conselheiro presi-
dente da provincia acaba de providenciar de ac-
cordo com o officio de V. Exc. de bontem datado,
sob n. 113.
Ao 1 secretario da Assembla Provincial.
O Exm. Sr. conselheiro presidente da provincia
manda commnnicar a V. 8-, em resposta ao sea
officio de boje datado, qae amanba, a 1 hora da
tarde, comparecer para a abertura da Ia sessao
deesa Assembla, e que providenciou afim de ser
celeb ada a missa votiva do Espirito Santo, as 11
horas do dia, na igr<-ja matriz do Santissimo Sa-
cramento da Boa-Vista.
Ao mesmo.O Exm. 8r. conselheiro presi-
dente da provincia manda aecusar o recebimento
do officio n 5, de boje datado, no qual V. 8.
declara quaes os Srs. deputados a essa Assembla
enjos poderes foram reesnhecidos.
Aos membros da junta mlica Provincial.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro presidente aa
provincia sirvam-se Va. 8s de devolver, com ur-
gencia, Secretaria desta Presidencia o requeri-
mentj do professor Julio Cesar Goncalves Lima,
em que pede licenca para tratar-e'.
Ao engenheiro chefe da Reparticao dae
Obras Publicas.-O Exm. Sr. con?elheiro presi-
dente da provincia ficou inteirado pelo officio de
hontem, sob n. 4, de ter sido recebida definitiva-
mente a obra de repiros da ponte de Ara taca, pas-
sando-se a favor do arrematante certificado de
paganen'o da poreentagem da responsabilidade.
Aolb juiz substituto do Recife.De ordem
de S. Exc. o Sr. c raselhciro presidente da provin-
cia communico a V. 8. que teve o conveniente
destino a certidio de exercicio annexa ao seu offi-
cio do Io do corrente mez.
Ao Dr. promotor publico de Palmares.8.
Exc. o Sr coneelheiro presidente da provincia,
eciente do assumpto do officio de 1 do coi rente
mez, recommenda a V. S. que transmita a certidio
de sea exercicio.
Antonio Paes de S Barreto.Remettido ao Sr.
inspector da Thesouraria de Fazenda para atten-
der ao pedido, nao havendo inconveniente.
Augusto da Silva Ramos. Sim, satisfeitos os
direitos fiscaes.
Carlos Jos Dias da Silva. Prejadicado.
Dina da Silva Coutinbo.Concedo dous mezes.
Bacharel Feliciano do Reg Barros Araujo.
Justifico as faltas. Depois de notado na eeccSo do
archivo da Secretaria do Governo, envi-se eete
requerimento ao Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda, para os fins convenientes.
Isabel Maria Ribeiro Padilha.Sim, gatisfeitos
os direitos fiscaes.
Jos 8. dos Santos Bizerra. Prejudicado.
Jos Theodoro Cordeiro de Barros.-dem.
Joaquim Manoel de Oliveira e Silva. Paese
portara na forma requerida.
Jos Lopes de Farias.Encammhe-se.
Lourcnco Laurentino Cesar de Menezes.Pre-
judicado.
Mesa regedora dajirmandade de Noesa Senhora
da Soledade, do Livramento. Ao Sr. brigadeiro
commandante das armas para attender, nao ha-
vendo inconveniente.
Mara Leopoldina Pedrosa.Estando o numero
completo, nao pode ser attendida.
Maria do Livramento da Silva. Sim, para a
Cadeira mixta de Scrubim.
Manoel T. de Arauje Saldanha. Sim.
Manoel Vicente dos Santos.Ao Sr. Dr. chefe
de polica para informar.
Maria Joaquina Barbosa Magalhes.Prejndi-
cada.
Manoel Gregorio Vieira Lima.dem.
Manoel Crios Vital.dem.
Philomeno Raymundo Nunes de Lima. Indc-
ferido.
Porfiria Jesuina Baptista da Silveira.Nao tem
lugar, at que a Assembla Legislativa Provincial
decida definitivamente, por se referir a autorisa-
ci expressa no art. 5 da le n. 1860, a gratificaco
de mrito e nao a de antiguidade do exercicio.
Sebaetio Ta vares de Oliveira Br ndito Pre-
judicado.
Servilano Correia Maia.dem.
Secretaria da presidencia de Pernambu-
co, em 13 Marco de de 1886.
O porteiro,
J. L. Vegas.
Reparticao da Polica
SeccSo 2. N. 259.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 13 de Marco de 1886.
Dlm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidoa a Casa de
DetencSo os seguintes individuos :
A' minha ordem, Manoel Juvenal Mu-
niz, vindo do termo de Nazareth, onde
fora capturado, como autor da morte do
subdito portuguez Manool Jos da Silva
Regadas, facto que teve lugar em 12 do
mez de dezembro do anno findo.
A' ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, Leodoro Ferreira da
Silva Cosme Damiao dos Santos, Perpe-
tua Gertrudes da ConceicSo e Aleixo, que
diz ser eacravo de Braz de tal, por distur-
bios.
Communicou-me o delegado do ter-
mo de Pao d'Alho, que no dia 25 mez fin-
do o individuo de nome Jos Celestino es-_
tuprou a menor Joaquina Maria Francisca
doj Res, moradora em trras do engenho
Tapacur, na companhia de sua propria
Bal.
O delinquente casado e morador no
engenho Collegio da freguezia da Luz.
Conseguio evadir-se.
A tal respeito abrio-se iaquerito.
Ante hontem, as 4 1[2 horas da tar-
de, ao passar por JaboatSo o trem que
voltava da cidade da Victoria, matou um
cavallo pertencente ao almocreve Caetano da
Silva e produzio neste diversos ferimen-
tos.
O delegado Jaboat&o prendeu em fla-
grante o machinista Fabricio Aroelino Po-
droso, que era quem diriga o trem, sendo
em seguida posto em liberdade nos termos
dos arta. 12 3 e 19 da Reforma Judi-
eiaria, por se verificar serem leves os feri-
raentos que recebera o almocreve.
Deus guarde aV. Exc Illin. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Fernandes da Costa
Pereira Jnior, muito digno presidente da
provincia. O chefe de polica, Antonio
Domingos Pinto.
da a flanea pala que offerece, depois de recoll-
das as apoliees.
- 12 -
Padre JoSo da Costa Nunes.Declare a seceo
do contencioso se j foi prestada a flanea.
anula hoje de obter do co o perdo de um se-
culo crivado de peccados e cheio de npeniteu-
cias.
E' taifa com a viva consoiencia destas verda-
DESPACHOS DA PBESIDENCIA DO DIA 12 DE
HAKCO DE 1886
Antonio de Moraea Campello. Informe o Sr.
inspector do Thesouro Provincial.
Antonio Florentino de Oliveira. Iuferme o Sr.
inspector geral da Instruceio Publica.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 11 DE MARCO
Joao Victor Alves Matheua dt CVolte ao Sr.
Contador.
Francisco Evaristo de Souza. Certifique-se.
Affonso Arthar Soares. Ao 8r. Dr. procurador
fiscal para attender, nao havendo inconveniente.
Prets do corpo de polica. Examne-se.
Manoel Ferreira. Da informac&o da Cmara
Municipal de Olinda nao consta que a casa n. 30
eita em Beberibe de Baixo, confronte estacio do
Porto da Madeira deva imposto algum relativo
taverna que nella existase, e por isso nao ha que
deferir.
Dr. Hermogenes Scrates Tavares de Vascon-
cellos e coronal Manoel do Nascimento Vieira da
Cunha. Deferido, dando-se baixa na firma, visto
ter cessado a responsabilidade.
Pret do corpo de polica.Pague se.
Antonio Milburges Saraiva Galvao e carteiros
do Thesouro. Haja vista o Sr. Dr. procurador
fiscal.
Manoel Francisco Pereita, Jote dos Santos
Aguiar e Antonio Domingos Alves Maia.Infor-
me o Sr. Dr. administrador do Consulado.
Juaquim Jos de Mello Jnior, Joao Rodrigues
Moura, Manoel Clementino Correia de Mello, Jo5o
Francisco dos Santos, Thomaz Antones Guima
res e Jos Augusto Alvares de Carvalho.In-
forme o Sr. contador.
Contas do commandante do corpo de polica.
Approvadas.
Porfiria Jesuina Baptista de Oliveira. -Deferi-
do, fazendo e as competentes notas de accordo
com o clcalo da penso de inactividade procedido
pela contadoria.
Padre Joao da Costa Nunes. Deferido, toman-
dc-se por termo a flanea ofFerecida.
Francisco Evaristo de Souza.Ao Sr. contador
para attender.
Dr. Antonio Carneiro Monteiro c outro. Es-
cripture-io a divida.
Silva Conrado 4 C. -Entregue-se pela porta.
Antonio Joaquim CascSo.Deferido, ficando ir-
rcepoosavel pelo debito anterior arrematacio
que fez da casa n. 89 & ra da Kestauraco por
execuco da fazenda provincial.
Ordem 3* de S. Francisco de Olinda. Ao Sr.
tbesoureiao para os devidos fins.
Francisco Tavares da Silva Cpvalcante. Sa-
tiafaca a exigencia da contadoria.
Francisco Cavalcante de Albuqucique c Jo3
Flix Alves Pimentel.- Deferido, sendo substitui-
o S
Dr. Pedro da Cunha Pedrosa, Flix Ferreira,
officios do Dr. chefe de polica, Adriano da Rocha
Pereia, Maria da ConceicSo Pitanga Santos e
Cimillo Borges da Silveia Tavora. Informe o
Sr. contador.
VValfrid Swesson, Jos Rodrigues do Moura e
Jos bilvino de Albuquerque Maranho.Certifi-
que-se.
Ariutides Honorio Bezerra de Menezes. Pa-
gue-se.
Manoel Fernandes Velloso.Informe o conten-
cioso.
Joaquim Francisco Querido, Manoel do Nasci-
mento, Peregrino Affonso Ferreira e contas do
commtindo do corpo de policaHaja vista o Sr.
Dr. procurador fiscal.
Cosme Baptista Viegas. Junte-se cepia das
informacoes.
Francisco Tavares da Silva Cavalcante. In-
forme o Sr. contador.
Alejandrina Maria de Barros. Haja vidta o Sr.
Dr. procurador fiscal.
Manoel Antonio Camello e Manoel Chrysolito
de Carvalho.=Registrc-se e facam-sn os assenta-
mentos.
13
Tertuliano Pancracio P. V.Informe o Sr. col-
lector de Bom Conselho.
Souza Moatinho & C. e gerente da companhia
Santa Theresa.Certifique-se.
Joaquim Jos de Mello JniorInforme o Sr.
collectnr de Qoyanna.
Joao Aristobolo Ferreira da Silva e Simao
Chrysojtomo de] Souza. Ao Sr. Dr. procurador
fiscal para attender, nao havendo inconveniente.
Joaquim Jos de Oliveira.Pague-sc.
Francisco da Costa Ferraz, Francisco Cordeiro
Falco Brasil, e representante da companhia de
Limoeiro.Informe o Sr. contador.
Jos Elias de Oliveira. Haja vista o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Porfiria Jesuina Baptista da Sil veira Ao Sr.
contador para cumprir o despacho da junta.
Jos Flix Alves Pimentel, coronel Manoel do
Nascimento v"ieira da Cunha, Antoaio Joaquim
Cascao, padre Joo da Costa Nunes, Francisco Ca-
valcante de Albuquerque e Dr Harmogenes S-
crates Tavares de Vasconcellos. Ao contencioso
para cumprir o despacho da junta.
Francisco Tavares da Silva Cavalcante. En-
tregue-se a quantia em deposito.
Alberto da Silva Miranda.Fcam-se as notas
de portara de licenca.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 13 DE HABCO
Baltar Irmaos & C.Em "ista das allegaces
e da intormacao, lavre se termo julgando impro-
cedente a apprenenso.
Manoel Joaquim da Rjcha.Deferido de accor-
do com a informaca).
Narciso Maia & C.Informe a 2* seceo.
Dr. procurador dos feitos, Manoel Francisco Pe-
reira e Victorino Domingues Alves Maia.Infor-
me a Ia seccao.
Jos Soares Lapa.A' 1* seccao para os devi-
dos fins.
Carneiro de Souza & C.A' 1 seccao para pro-
ceder de aecordo com a lei.
Francisco Ferreira Baltar.Dirija-se ao The-
souro Provincial.
Prente Vianna & C.Deferido de aecordo com
a informacao.
DIARIO DE PERNAMBUCO
da Santa S esquecem na Hollanda as temerosas
rivalidades de outr'ora, para se darem amigavel-
menle as mos c caminharem de intimo aecordo
no patrocinio de causa commum.
Tal como se acha constituido, o parlamento hoi-
landez tem por misso reformar o pacto funda-
mental do reino. 0 projecto dessa reforma en-
rerra duas disposigOes pnneipaes: a que se re-
fere a successo do throno e a que relativa ao
direito eleitoraI
Pelo que respeitaao primeiro poni eslabelece
o projecto que, na falla de descendentes, a cora
passar na ordem da primogenitura a princeza
da casa de Orangc que for mais parenta do ulti-
mo re na successo de Guilhenne I. Assim, por
morte da princeza Wilhelinina, ilha do actual
monarcha e da princeza Emniade Waldeck-Pyr-
nioni, e nao deixando llios, a cora dos Pnces
Baixos passar irm de Guilhenne II. casada
com o duque de Saxe Weimar. ou mais vela*
das duas filiias dessa senhora.
Quanto ao direito de eleger, o projecto tornarO
dependente da occupaco de um predio do valor
locativo annual de 30 florins (approximadamente
2.>000 da nossa moeda), no ininuno. O modo
da eleico ser determinado por lei especial. En-
tretanto o projecto consagra a permanencia do
escrutinio por districtos, assim como lixa em
quatro annos o tempo de cada legislatura, dando
onze membros priraeira cmara e quatorze
segunda, a mais do numero que actualmente
conta cada urna.
Ha, porem, no paiz quem deseje maior ampli-
lude do direito devoto e hostilise a"reforma que
o governo prope, por nao ser bastante democr-
tica. Em Sutembro c Outubro deram-se em
Amstcrdam importantes manifestaces em favor
do suflragio universal. Os manifestantes envia-
ram ao ministro do reino e aos presidentes de
ambas as camsras noticias das moedes que foram
votadas no primeiro grande meeting realisado
nesse sentido, por iniciativa de urna associaco
que diriga o movimento. Nem o governo, nem
o parlamento parecem decididos a satisfazer essa
aspiraco do liberalismo adiantado, mas no
Ihes ser fcil mtala com o simples silencio,
com certo pesprezo calculado de que a principio
deram pro vas.
Os representantes de qualquer paiz sao obri-
gados a estudar todos os movimentos da opinio
que nelle se produzem. E' esse o nico meio de
chegarem a cotihccer se tacs agitacoes sao iinra-
mente ficticias, ou se, pelo contrario, teem raizes
^undas no seio da naco. Apparentcnente, a
causa dos demcratas de Amstertram nao parece
ter encontrado at aqu umitas sympathias entre
a pacifica e industriosa populaco dos Paizes
Baixos. Mas desde que essa causa se pleitea e
to ruidosamente, preciso julgal-a em ultima
instancia, aps a conveniente discusso, e nao
banil-a por importuna, sem outra forma de pro-
cesso.
Nao sem apprehensoes -disse a proposito
urna importante folha belgaque do eslrangeiro
se observa urna agitaco que bem pode, de um
momento para o ontro, apresentar fego anti-dy-
nastica. At agora ainda isso nao aconteceu,
mas urgente nao esquecer a relbice do actual
monarcha e a grave questo que se deve seguir
immediatamente sua morte. Seria immensa-
mente.'perigoso perder de vista essa eveutualidade
fatal. Se nesse momento viesse a dar-se um mo-
vimento democrtico serio, quem pode dizer qual
seria o futuro da Hollanda ?
0 projecto de reforma guardou absoluto silen-
cio acerca do art. 191 da Constituico, deixando,
pois, intacto o principio da neutralidade religiosa
do estado em materias de ensino publico prima-
rio. Com effeito. posto que conservador, o Sr.
Heemskerk, presidente do conselho, j urna vez
teve occasiao de dizer que n'um paiz cuja popu-
laco pertence a diversas igrejas. so havia um ge-
nero possivcl de escolas publtcas : as que esti-
vessem abertas para todas as scitas sem distinc-
Cfto alguma.
Mas na Hollanda, como na Blgica, a queto
do ensino domina todas as outras de ordem poli-
tica. Ha 26 annos que nesse paiz se d urna
luta renhida entre os partidarios da escola livre
ou privada e os da escola olicial ou do estado.
Esta ultima profundamente odiada pelos clcri-
caes, quer cathoheos, quer protestantes, e s por
ser laical ou, digamos, indifferente em materia
seligiosa. Mas ha liberaes que tambem a hostt-
lisara, porque desejam que o ensino por conta
dos cofres pblicos desappareca, para dar lugar
ao desenvolvimenlo da instruego privada, para,
por assim dizer, aguilhoar-se a iniciativa parti-
cular por esse lado.
De maneira que, ainda que por motivos divor-
os reaccionarios e certos liberaes achavam-
se de aecordo neste ponto : que o supracitado
artigo da constituico hollandeza devia ser de
toda a necessidade reformado.
Outro assumpto nao menos importante que o
da revisSo constitucional se impunlia aos Esta
dos-Geraes dos Paizes-Baixos na sesso de 1885
al886-odamoditicaco da actual situacao fi-
nanceira dessa nacionalidade. O gabinete em-
pregou todos os meros ao seu alcance para di-
minuir o desequilibrio orcamentario. Beconhe-
ceu, porm, atinal, a necessidade de recorrer a
novos impostos para melhorar as condicoes anor-
maes do thesouro publico. O discurso da corda,
pronunciado em Setembro, na abertura das c-
maras, foi positivo a esse respeito, posto que nao
entrasse em detalhes relativamente s medidas
Retrospeeto poltico do anao
de 188&
BLGICA E HOLLANDA
Cont inuaQ&o)
Os liberaes hollandezes continuam em maioria
na cmara alta. Na dos deputados, porem, de-
pois das ultimas eleices geraes, a ligados or-
tliodoxos protestantes e catholicos ultramontanos
dispoc actualmente de mais dous votos que todas
as fraeces do liberalismo reunidas. Essa mo-
dihcaso parlamentar, posto que insignificante,
deu comtudo forca ao gabinete presidido pelo Sr-
Heemskerk, que, sendo conservador, s com
muito esforco e habihdade conseguio por mais
de um anno governar com duas cmaras na maior
parte compostas de adversarios.
A victoria eleitoral dos conservadores foi, no
emtanto, de certo modo benfica para o partido
contrario, que at cnto se divida em tres gru-
pos reciprocamente intransigentes, a saber: libe-
raes sem outro qualificativo, liberaes progres-
sistas e liberaes radicacs. Este ultimo;grupo
quasi que era exclusivamente representado na
cmara pelo Sr. Van Honten, o amigo e imitador
do depuiado inglez Bradlaugh, a cujo engracado
atheismo deve a Inglaterra o ter incorrido no
maior ridiculo a que podia expor-se a intoleran-
cia protestante dos nossos dias.
Presentemente eslo mais approxiraados entre
si esses diversos elementos do partido liberal da
Hollanda. Comprehenderam afinal os cheles de
taes grupos a enorme inconveniencia pratica de
um schisma que nao lhes consentindo realisar
as aspiraces mais arrojadas, tambem lhes nao
permiltia a satisfaco das mais modestas ; que
os levara ao extremo de aceitarem um ministerio
de opinies oppostas s da maioria parlamentar
que representavam, porque as dissenses inti-
mas os deuaram na (olal impossibilidade de cr-
ganisar outro que fosse a expresso dessa maio-
ria.
A uniao entre os protestantes e catholicos
que se devia considerar ao ultimo ponto cpheme-
ra. Nao tem acontecido assim. Apesar do in-
sondavel abysmo que os separa sob o ponto de
vista religioso, no terreno da poltica vo-se
maniendo n'uma disciplina admiravel.
Sao ha duvida que a existencia contempornea
est, em toda a variedade de scus aspectos, na
mais flagrante contradicco Com as exageraces
do espirito theologico. As necessidades tempo-
raes sobrepujam por toda a parte as sublimida-
des mysticas. A inimensa actividade e agitaeo
dos nossos dias fatal s inclinaces ascticas.
O ruido das fabricas, o silvo das locomotivas, a
vozena democrtica das mas e das assemblas,
nao deuam ouvir a pureza das supplicas com que
almas contemplativas e caridosas se lembram
que o governo teria de propr otease ihiiiIihi
parlamento.
Dizia-se, todava, que seria de novo proposto
o augmento dos direitos de successo em linha
collateral. bem como o do imposto de sello dos
papis pblicos. Em fim, esperava-se ser possi-
velelevar a verba da receita orcamentaria a mais
um milhao ou milho e meio de florins alm do
que representava. Com isso e com a observancia
da mais rigorosa economa melhoram de certa
as circunstancias financeiras da Hollanda. Mas
enganar-se-ia redondamente, diz um hornera
competente em taes materias, quem suppozess
que_do nico emprego dessas medidas resultare
a completa extinego do dficit, terrivel cancro
que vejeta em qnasi todos os orgamentos dos es-
tados contemporneos, e ha doze annos passa-
dos, por urna excepeo feliz, nem ao menos de
nome era conhecida nos Paixes-Baiios.
A essas infelizes condicoes das finangas pu-
blicas hollandezas corresponde sem duvida co-
mo causa, e nao como effeito, o mal-estar eco-
nmico de diversas classes do paiz, mal-estar
evidente mais urna vez as ultimas manifcstagoes
socialistas de Amsterdam, em que a polica teve
de intervir com certa energa para acabar com as
expansoes sediciosas e manler o livre transito
as ras.
O gabinete hollandez foi em Outubro modili-
cado na sua composigo pela sabida do Sr. van
der Does de Willebois, ministro dos estrangei-
ros. Passou a oceupar a pasta deizada pelo Sr.
Willebois, o Sr. van Karnebreck. outr'ora mi-
nistro da Hollanda em Stockholm, e ltimamen-
te commissario do rei na provincia de Zelan-
dia.
O novo ministro de estrangeiros pertence ao
partido liberal, que ha dous annos o apresentou
seu candidato por Haya, candidatura quecora-
tudo nao vingou, urna vez que os eleitores da ci-
dade residencia deram a victoria ao conservador
eom quem o Sr. Willebois pleteou.
(Continua.)
RECIFE, 14 DE MARgO DE 1886
noticias do Morte do Imperio
o paquete americano Finanee, rifado de New-
York, h intern, com escalas pelo Para e Maranho,
tiouxe as seguintiS noticias :
Aaaioaa*
Datas at 25 de Fevereiro :
O Jornal do Amazonas referia o seguinte :
Hontem (24), S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, foi pessoilmente, acompanhado .dos Srs.
Dr. chefe de polica, commandante da guarda po-
licial e um offijial do 3- de artilharia a p, a San-
ta Casa, onde esto alguna soldados feridos, svn-
dicir dos factos graves dados em a noite de 23 .
Consta va ter sido demittido o delegado de po-
lica Carlos Gavnho, que nao comparecer ai re-
ferido conflicto.
Foi nomeado director de seceio da secreta-
ria do governo o archivista Olympio Roleaberg.
Para
Datas at 6 de Marco :
Fallecer o engenheiro Martiuho Dumiense Pin-
to Braga.
O Diario do Grao-Par noticiando esse tres-
passo, escreveu :
Urna grande alma um grande cidadao foi o
Di. Pnto Braga!
Era nesta provincia, onde ha 9 annos resida,
bastante conhecido, e ninguem ha que nao te com-
mova por tao infausto acoatecimento, que deixa
inconsolavel urna familia, que do morto herda o
nome honrado, e a pobreza, nicos legados que os
cidadaos activos em bem servir ao paiz podem
deixar !
< Exerceu nesta e em outras provincias func-
ces publicas diversas e importantes, represen-
tando como deputado provincial a vontade popular
dos eleitores de Santa Catharina.
Aqu tambem, como engenheiro, exerceu no
seu mister importantes cargos, prestando nelles
relevantes servces a Amazonia. Era actualmen-
te engenheiro das obras publicas c official de ga-
binete da presidencia da provincia, de quem mere-
ceu sempre muitos elogios, inspirando ao honra-
do administrador a maior cenfianca.
Foi no tempo da administracSo do Sr. conse-
lhe ro Bandefra de Mello que o Dr. Pinto Braga
principiou a coneorrer para o engrandecimento
desta trra, pondo assim em actividade os seus do-
tes, aptidoes e zelo pelos negocios publfeos em to
boa hora entregues em suas mos por aquelle il-
lustre administrador que o conhecia muito de per-
to e que nao se cancava de encomial-o,
Foi o Dr. Pinto Braga, na administraco do
Sr. conselheiro Bandeira de Mello quem deu cunho
de realldade a colonia Benevides, foi durante a
sua directora que este nucles colonial teve o
maior progreaso, attingiado mesmo a um elevado
grao de prosperidade.
Adversarios mesquinhos fizeram-lhe aecusa-
co38... O tempo veio demonstrar que eram injus-
tas, felizmente, mesmo antes que o p lhe cobrisse
o corpo.
J nao existe to leal amigo, um coraco am-
pio e generoso ; permanecer, porm, sempre em
nossa memoria e na de todos que o conheceram o
seu nome como o symbolo do amor, da virtude-e
do saber despretenciosp e modesto .
L"mos na citada folha de 5 :
DoXing chegaraw ha dias cinco indios Tu-
pinambars.
O tuchua civilisado e chama-se Joaquim
Antonio. Apresentou-se a S. Exc. o Sr. conselhei-
ro presidente da provincia que mandou dar-lhe
ferramentas, roupas, e alguns vveres para distri-
buir no aldeamento.
Nesta capital ficou un que nao conhece a nos-
sa lingua; tem os cabellos compridos ; muito sjm-
pathico e intclligente.
No prximo domiugo vai ser baptisado pelo
Rvd. padre Anzaloni, e chamar-se-ha Jos Gua-
rany
Noticias de Curuca dizem que : *
Eetava em exercicio do cargo de juia munici-
pal o I" supplente, capito Olaudino -Jos Anto-
nio da ConceicSo. ,
No dia 4, entr ju no quarto anno de luta jor-
nalistica o Curufaense, a quem dezejamos muita
prosperidade.
Euzebio Antonio de Souza, dea com urna tran-
ca em seu irmo Flix Antonio de Souza, quebran-
do-lhe a cabeca e fazendo-lhe muitos outroi^ feri-
mentos >.
Rendeu a alfandega em Fevereiro.............
680:3364321.
Haranbao
Datas at 9 de Marco.
Constam as noticias da carta do nosso corres-
pondeute. publicada na rubrica Interior.
Continuava em seasoes preparatorias a as-
sembla provincial, cuja abertura anda nao fdra
possivel.
Referindo-se esse facto, escreveu o Pai* de
3;
Ha um mez que os deputados liberaes, com ex-
cepeo honrosa dos Srs. Manoel Caetano e Alce -
biades, fazem parede. Semelhante procedimento
nao encontra palavras assas severas para es-



M



Diario de PeraambncoDomingo 14 de Mar^o 1886


-o. A pronoer, con
toe um eiereito num<
dedicaco patrioca d
prompto par a crse que a assoberba. Os d. pu
tade liberaes respondona coa a parede. O
pn e'eitoral de ve tomar noto db:o para futura
. Caneados de apoellar debalde para o patrio-
tilmo destes senhores, ia cerno* um appello agora
aos chufado partid,-, s bre oa quaes dever re-
cabir o peso deaU parede
. A obstiuceao alo pode i*r esspregada petas
liberaes, rao arma de oppeeicaojjerque tai cen-
wrada na cansara dosdeputodos peta SY By Bar-
bn, o doutrianrio do partido J n-e a provine
aadalhes mereee repetem ao menas a IIBHI llM
partidaria .
E accrcscentou uo a 4 :
Sobre o appello que heat< m bienios os che-
lea do partido liberal paraevitarem eom seo pre
tigio a continuacio da parede, informam-noaami
gos do Dr. ViBnna Vaz qae 8. Exc. condesas e
reprova o procedimento de seus correl gionarios
oa assembla provincial. Na lucida iotuico dos
deveres impostes aos psitiili s regulares, compre-
hende S. Exc. que a parede meio indecente de
opposicio, que na tribuna corara populum, que
a minora faz valer suas queixa, prefligt o abu-
oa da maioria, e nao fugindo, evitando a discus-
sio
Abrindo com prazer espaco no nosso jornal
a eata reslamsqfio de amigos de S. Exc, devenios
declarar que semprc fizemos-lhcs a devida justica
de acreditar nio ser S. Exc. cuaplice dessa tra-
moia. O depntado que na tribuna da cmara de
fexideu os intrresses de seu partido, que emprc
oiicitou os suffragios de seus correligionarios
declarando suas ideas, nao poda apjirovar este
meio de opposic,io, a que t rrc rrem oa que pru
entrnente eviram adiscoeeao e jamis declsram
v seu modo de pensar sobre es problemas que
aneciara os destinos da patria.
Piautiy
Dt Do cargo de corr.mandante do corpo de Delicia
fot exonerado a ed pedido tenente coronel Ly-
tandro Francisco Nogaeira.
Para o cargo de procurador fiscal interino da
Thesouraia de Fazenda foi orneado o capftao
Fraueisco Aires do Nascimento.
Lemo.5 na Epccha de 20, sob o titulo hmissao
de Apolicet:
Attendendo ao estado de penuria em que se
aeha cofre do Tbesonro Provincial, S. Exc. o >"r.
presidente da provincia por acto de 17 do oorrerite,
autorisou a emisae de 18 coutos 'le re aspo
lices de eenrmida le com a resolucio u. 1031 de
24 de maio de 1882.
A necessidade de realisar a pagamento de ber-
toe debito, cuja satisfacio reputada urgentis-
sima, obrigou S. Exc. a idoptar uma Ul medid*,
visto como outras que teriaan i ffeto mais prorapto
e seriam de certo mais convenientes, dependsm
da assimb a provincial, que s5 lera de reunir-se
em junho.
A nessa provincia atraves actualmente urna
erise commercial e finaneeira das mais assoui-
broBss, pr. ciso, pois, que os Ilustres membros
do eorpo legislativo provincial, compenetrados da
eeeesidade de debellal-a, eappliquem desde logo
aoes udo das medidas tendentes a ese; fim, acu
dindo assim ao appello que lhes faz a provincia
collocada as bordas do abysmo que ameaca tra-
cal-a. ,
Acerca da reuniao da junta apuradera do
3'ditrie* es-revea a Epocha de 27 :
Eeunio se a do 3 districto as dia 20 do eot -
rente mez, presidida pelo jniz de diteito de Ama-
rante, Dr. Jesuino Freitas e composta do rrrsi-
pentes das mesas eleitoraes da* parobias de
Amarante, Regeneraeio, Manga. Jeromenha c
Bom Jess.
Esteve presente o nosso colle^t. Dr. Jayme
Bese que protesten contra a validade das eleicoes
de Panlagua e Crrente e requereu a apuracio
em separado dos votos desees dous collegios.
Foi-loe raeosado isao pela maioria liberal da
junta, a qual, embora de m v< ntade, aceitn o
sen protesto e o enviou esmara dos reputados
appensado copia autbentica da acta.
Durante os trabalhos da apuracio >a-se dando
um conflicto provocado pela p.rcialidade do Sr.
Jetuino Freitas e pela insolencia de seo primo ou
sobrinhe, o celebre CMoaldo Pamphilo que, por
detgraca do Amarante, l se foi refugiar.
O primeiro queria negar a palavra ao nosso
amig Dr. Jayme, aperar de interessado na elei-
eao como candidato, e o segundo julgou c auto
risade a r< presentar o papel de capanga ea
.meacar um nosso cc-religionsrio, que o repollio
enrgicamente.
. A ameaca solemne do Pamphilo e a insisten-
cia parcial do Sr. Jetuino F-etas, A principio em
negar a pslavia so candidato conservador e mais
tarde em nio querer dala na occasiio em que
Ihe foi pedida, sob a allegaco ftil de que o pro-
testo devia ser apresentado depsis de concluida a
leitora de todas as actas, provocarnos, como era
aatural, enrgicas reciamneoes dos conservadores
e do nosso collega Dr. Jayme Rosa.
Os niseo8 amigos nao quizeram felizmente re-
pellir a violencia com a violencia e, prudeneando
quanto Ibes foi possivel. confeguirnm evitar um
conflicto, que j estava imminente.
Terminada a contsgem dos votos, o Sr. Je-
suino Freitas sarcou da nlgiheira a copia de urna
seta que havia febricadt em casa e fel-a trnns-
erever pelo secretario da junta, i:penas com um
additamento relativo ao protesto do nosso col-
Jegs.
Ctlou S. S. as demais reeurrencias que ai-
deram e, ate t ndo i.ffixndo edital com o resulto
do da e'eicao. logo api a apurncao, como a lei
ordena, deelurou entretanto na acta que ehta for-
malid-ide liavia sid-> cumprida.
n P.r taes mc'ivos os presidentes das mesas
sJcitwaei de Amirautc e Regenerricito reci!
snbscrevei a c retiraram-se, e o .Sr. Dr. JesWBO
Freitas, em vez de completar a jnnta com os seus
substitutos legaes. continuou a funcei' nar com a
fraeco restante. Dest'arte a copia da acta r.-
mettida ao Sr. conselheiro Doria nao se pode con-
siderar diploma, po s que a pr'piia a"t<-.as copias
e os officios apsnns esto as?ignad';s pelo juiz de
ito e tre3 mesar ros.
Esta fracco da junta nio tinh.i comptt- l
B<>ra expedil-o e j isso foi decidido na cmara
des dos "depntado?, o anno pr.ssado. na v dos poderes de seos membros, qnnnto foi appro-
i indidaeao do Sr. conselheiro Moreira de
Barres, e reputando diplomaa copia anthentica
da acta da apura?ao assignada pi lo jniz -ie ai-
reito e p:ir quatro mezarios ao me
.. Alm do precedente j firmado na cmara,
!ei eleiforal 6 bem clara c exelue qua'quer duvida
t este respeito.
lamo-nos esquecendo de tocar em um ponto, que
eonvm ser lembrado para mostrar que os nossos
adversarios nao perdem rceasiao de usar da ma
tiha e da fraude cm materia elcitorai.
as dnas piimeira? reun;oes da junta apura-
dora nao apparectu a au hentica de S. Filomena,
Deseonfiaram os nossos amigos que o Sr. r.
Jesuino Freitas a occultan. para obstar qualquer
protesto bascado na maiaria que o candidato con-
servador obtivera no districto exclusive os vito.
d,o falso alistsmento de Parnsgn. O crllegio de
S. Filomena numeroso e podia influir no resul-
tado.
Convencidos disto pediram nm nosso .migo
desta capital pa-a requerer A prrsidencia certidio
d acta.
Tanto bastn para fue ella apparfcissee
rosse exhibida em reunio da jur.t. relo hr. Je-
suino Freitas.
.Apresentando-a, pretendeu justificar se o mee-
mo Dr. dizendo que o c rreio de S. Filomena Ih'a
entogara ao regressar desta capital, nao o tendo
feito quando passou em Amarante, por suppor que
elle morava ( m Theresina.
Frgil desculpa esta, que e servio para
tornar patente a su culpa.
RECIFE, 14 DE MAKgO DE 1S86
O paquete inglez Elle, entrado hnutem da Eu-
ropa, trouxe datas que, le Lifi.a alcanesm 28
de Fevereirj, adiantando cinco dias s trazidas
pelo francez Girnde.
Alem das noticias de Portugal, constantes d .
carta do no^so ci rrosp.ndente de Lisboa, publica-
da na rubrica Exterior, eis as deraaia ;
Hesaaka
Escreve a 28 do Fevereiro o noaeo a'ludido cor-
respondente de Lisboa acc rcn da Hespanba :
O que ha de mais importante a oeligencia e
actividade das fracces republicanas para a sua
rasa o definitiva. Tm trabalhado muiu e conti-
nuara traba!bando para esta principalmente a frac
fio progressista e a federal.
Os manifest snultiplicam-ae; a.s epstolas
repetem se, e a prcp.sito de (pistolas ornuu-ae
notavcl a de Fi y Margal, lid na velada poltica e
artstica de Barcellcna, no tbeatro de Ritras na
a prepa- ei.itiva votou peL n;ei admissio i discussoe, em
iba. Notavcl c s sem rebuco, e porque tou outra, governo a expulsar qual-
icaeoes pelo federa s, que i icipes, que por seu prjcediiueu-
a a collgaco anhelada to llgale contrario s instituicoes se torne mere-
or desn providencia extrema.
por elles.
,t Agora que j se antolha como r alidade a
fiisSo das fraccSes republicanas, bom dar urna
idea do desidertum de cada urna d'ellas :
Ero H-spanha ha tres fraeces do partido re-
publicano.
1 Pcasibiliita, chete Caatollarqaarctn a
lepufclica ailara, e esperam n'a pela avaaacSe.
Transinem com oa governo laonarcKiea e rece-
bem emprgos pblicos.
i 2.* Pro.rret:siitas, chefo Zorrilla, .iniente -
qnerem a republicm unitaria, esperam-n'a pela ro-
v^luoao. Nao transigem osan o governo mosur-
cbicoa, antes po eates tm fi maia peraacai
des.
3." Fedeiaes, ebrfe Pi y Margalqueren *
re|iibiica federal, a autanoraia municipal e a des-
centralisacJo mais am la ; egperain-n'a pela revo-
iu^ao.. Agora mister qrte se saiba que entre
republicanos federaee e republicanes progressistas
quasi j nao ha difriuldades para a fuso, e t
existem entre estes e os possibilistas. Mas os dos
priraeiros tratnm de fazer a fusio abetraiodo des
(.oaaibilistns.
Entretanto o governo, dando ampia liberdaJe
de reuniSo, est solicito no seu posto, para vigiar
pela manutengo da ordem publica. Todava, co-
m;i em Hespanha e medram as revulucoes mili-
tar..-, por maiorque sejaa confisnea na disciplina
actual do exercito, os homens amantes da pa es-
tai'fimoratos vendo ,va-oar e progredir o tra
balhos de organisacio das fraccSes republicanas
em toda a H-spanha por um lado, e por outro os
trabalhos de sapa de carlismo.
.. Foram entregues a Rainha regente pelo mi-
nistro da justica os contractos matrimoniaes en-
tre a infanta D. Eulalia e o infante D. Antonij de
Orleans.
A infanta D. Eulalia est melhor. A cele-
braeao do eeu casamento est definitivamente
marcado para o dia 5 de Ma-fjo.
O Duque de hartres a a Coudessa de Paris
regiessaram B Madrid no dia 26 para assistirem
M easainent > di infanta D. Eulalia.
A Gaceta publicn a convenci entre a Hes-
paaaa c a Blgica paca o reconhecimento do esta-
do in lependentfl do Congo.
O tribunal superior d" gu'rri C nfirmou a
sentvnca que cnuioiuua c c-ronel Duque^de Sevi-
I ha perda do posto e a 8 annos de prisao.
Mo c serbo do ministros que houve ha das
resolveu se, que o decreto dissolvendo as cortes
actuaos se publique no dia 4 de marco, e que no
dia 7 de Abril principien) as eleicoes para as no-
vas, que um tnez depois, isto em 10 de Maio se
abriraj solemnemente.
Parece que os carlistas nao entrar i tas elei-
coes de deputados.
Diz ee que As novas crt9 -th au-esentado
pelo min:stro ia justica, Alonso Martnez, o pro-
jecto acerca do jury.
. Corre que tem havido divergenciis entre o Sr
Martos c o governo por causa da qoesto elei-
toral. .
O Sr. Sagasta esteve na commissai dos arro-
z,-\r^r valencianos pedindo o Sr. Martos sen pre
siiiente, que se conceda ao arroz o inramo que se
fez c-m al farinhas, Uto urna diminuicSo de
cinco por cento quando se irrpertarem na ilha de
Cuba, a'sim como dimiouicao as tarifa dos ca-
iiui.li s da ferro. O Sr. Sagacn respondeu que
pr'cursssem o ministro da faz-'nda, o Sr. Cama
cho, como o fizeram, o qual prometteu estadal
assumpt'i ce m interesse.
Em todos i s circuios liberaos causou grande
alegra a subida ao poder em Portugal do partido
progresista.
O ministro da fazenda pedio aos seus collegas
que rao orgatiinndo e remetiendo os orcamens
das snas respectivas reparticSe, rnas sem aug-
mento de d< speaa.
O conseibo de adminstracao de mariuba re
w Iveu que se eonstruam nos arsenaes de Carraca
e do Ferrlas dous novos cruzadores de terecra
classe confurme os planos da casa Arrustony, mo-
dificados pela junta tecbaica, empregando-se n'fll
les todos os elementos pissveis das industrias
hespanholas.
Foi lancado a agua no Ferrol o cruaador
Isabel II, que prir.cipion a construir-se em 1884.
Segundo arBrma um teiegramrca recente de
Pana o Sr. Rui Zorrilha riisae ao redactor do Mot
dOrdre que inevitavel a proclamaco da rep-
blica cm Hcspanha
O celebre artista Horacio Lenga foi encarre
gado de pnti.r para a galera do miuisterio das
obras pubhe.ns o retrata do ex-ministro Peial j a
para a da deputae-ao o actual presid-'iite, mar
quez oV Sardoal.
. A poca dsee no seu ultimo numero que os
conaervadore tinham feito durante o seu gover-
no : patria, exercito e adminietracJo ; e El Rezu-
men, orgao do general Lpez Domnguez, reepon
de : Sua patria, para Bismarck ; exercito pira
os sapateiros; crdito, aara os inglezes ; e admi-
nistra^ao para os ladroes.
Foi nooieado capital general de Cuba, o que
era de Castell a Vela, o Sr. Callega ; com que
snrpr.h'nd'-setoda agente, que julgava que o
nomeado seria o Sr. Cazol .. Os nevos governos
que se vio crear ua8 Carolinas d-penderio em tu-
doo que respeita ao pesso-l do ministerio da ma-
rinba, e em rodo o que se refere ao commercio do
ministerio io ultrarnnr.
Os gov.madores das Carolinas c Palaos se-
rio tirado* da classe dos capitaes de fragata ou
eapities-tcnent-r ; cada arehipelag ter cincoen
meni de ^usrnu,
Diz M qe ni povoscAo do (Jijona (Ali-
eaate) tem appu-cilo >iiijoe:|uen.. grupo d- lio
mena sublevados ao grito de Viva a repblica.
Terminouj no municipio de Madrid n di?
cusao do orcament I qne parece nivelado canfor
me a i, ralis ninguem acredita em tal lvela
rento,
A delegncao da sacela!' La Previsin en
tregou hont. m a int- ndencia 'lo Pa.,o cem mil du-
ros, pero rearo de vida leito p;r el-rei D. Affni
ei em 1884 para o qual havia subscript > penas
i .l'iantia de 46,830 pestta.
0 governo a prineipio mostruu-se contrario a
qualquer innovacao legislativa a tal respeito, por-
que se jolgava armado pelas leis actuaes com os
ueios uicessarios para reprimir ouaesquer mane
jos de pretenlentes, e para expulsar do territorio
fraacr- qaalqoer do principes que e tornaeso pe-
rigeao ansai institascn. Por fim concordou em
icaiaar as .awvos padVra, erm qrue a eominisaio
prcniaie raunl-> oaatra as tentativas da res-
taanate.aiwnn'liiea.
O o* aiaotur-ae m movimento de desangre-
gafa eiaa. Os ptttiiloa.saasiarahse s opte h aaaltituem,
eiagaaato Mkat datan o ssbhuiiaauo palaa victu-
rin akajfadas iliicaa de 4 de Outubro,
ni ntiveram-se em estreita nni3o na liga conser-
vadora, que inculcavarn ser um:i permanente e
terrive ameaca cantra a repblica. Agora, coma
era de prever, j cada um mostra as suas tendea
cas contrarias de outro.
Einquauto os legitimistas, tanto antigoa cham-
bordistas como orleanita; sustenta odireito di-
vino, iiiunaueiite superior a toda3 as convences,
como a base em que d;vem asseutsr as n titu
coes, os bonapar.'istas por sua parte accentuam _s
sea proramma de appello ao povo e de plebisci-
to, do qual julgain que sahira a restaaraco do
imperio e da dymnastia napoleonca.
No dia 25, na cmara dos deputados, ao abrir
da ses.-o, um espectador da tribuna publica dis
parou para o ur dous tiros di revolv- r com balas,
c arrome. papel para a sala. Sendo logo
pr< s giitou : Escrevi urna carta ao Sr Cle-
m nc. au para a eommuncar ao Sr. Floquet.
Quera aUrahir a attencio do governo p.ira um
processo que revelar novos pormenores sobre a
capitulacio de. Metz, e a presenca de espiocs alle-
maes uo exercito. E' horr.em de 30 e tantos an-
nos a chama-so Piounier. Suppe-se que est
doudo.
Na inesma sessao, o Sr. de Freycnet demons-
:r u que o trat ida do Madagascar o OksUiar pos
sivel, em vista das ciicumstaneias em que toi ce-
lebrado. A diecussio c- ji.ritiii-ii i i '-'7.
Em consequeucia d i vor {o 1 c i Iba rrrin;-
cipa! de Paris, recusaudo ooaoorrer ao battjo do
centenario do celebre astromj Arago, a coiuwiaso
d.sstio do festejo, maa vai abrir nina subgcripco
para se erigir urna estatua a Jacques Arago.
Os op-rarios franeezes dirgiram Inglaterra
urna pr> posta para reunir um eongresao interna-
I em Setembro prximo, afim de emancipar
os trabalhadores de todos os paizes.
BelRirn
Segu-.do dizem de Bruxelas, o eioprcstimo cen
trahid) pelo estado livro do Congo ser emittido
em ttulos de 20 francos, sem v. aciment de juro
e re. mbolsavel dentro de 75 annos.
Se a emissilo tver bom xito, aquello cstadj re-
ceber 30 milhoes le francos; os banqmiioi en
carregados de eraittir o ttulos lucrurao 20 mi-
lhoes. Os restat' a 50 milhoes sao destinados aos
picmios dr. recmbolj .
Cerno se v, este emprestimo tem a uatareza
da lotera.
Naturalmente os 30 milhoes nao ehegarao para
cuotear durante uiuitos annos as despezas do es-
tado do Congo.
Pr< cisa elle de um ore iincnto auuuul de alguns
milhoes para fazer face aos seus encargos milita-
res e administrativo. Podeui desdo j calcular-
Si os seus dispendios auuuaes.
Quanto s receitis, que muito difficl ava-
li 1-as. 0 att. 4o do acto geral da conferencia de
Berln determina que as mercadoras importadas
na baca commercial do ongo sejam iseutas de
diretos de entrada e de transito. Nao se deve,
pois, contar, como receita importante, tenao c. m
os direito* da exp. rt:.cio, foram recentemeute es-
tabelecido8 pelo seguinte modo, para cada 100 ki -
logrammas de poso liquido : de amendom, 1 fr. c
30 cent; de caf 1 fr ; de cmtutccliouc 20 ir; de
gomma c pal 8 ir; de oleo de palma 2 ir. e 50
cent; de marfiji 50 fr; de noz de palma 1 fr. e 20
cent. Todas as outras mercadoras sao hvres de
direitos.
Urna disposicao do regularnenlo que estipula
aquellas taxas determina tainbem que nenhuma
mercadera, seja qual fr a eua natureza e a sua
proveniencia, possa ser exportada para paiz es-
trangeiro sem haver sido declarada e verificida
nos portos de embarque, qne sao : Banana, Porto
da Lenha e Boma.
Italia
O Matia de Paris publiuou um protesto do Sr.
Holguin, ministro plenipotenciario da Coluuioia
em Madrid a Ijondrs, contra o procedim nto da
Italia as suas queotoes coui aiiuella repblica sul-
americann, e contra os jornaes italian >s que acon-
seiiiam o teu governo a oceupar uui porto colom-
ni n < do Pacifico.
\ mesma folha publica tambem un. telegiamma
de Madrid, dizendo que ai declarac-s do Conde
de Robilant oroduzirsm vivissima sensaeao na co-
lonia sul-americana em Hespanha.
O correspeudente diz ter rallado com vario* sul-
amer canos, os quaes se mostrara todos muito des-
gostosos da lnguagem ameajadora do ministro
dos negocios estrangeiros da Italia ; reeea por
isso que seja iropossivel un composico cutre a
Italia e a i olumbia ; accrescenta qne, tendo con-
versado a este respeito eom nm diplomata pmeri-
eaoo, este lhe d-snera que estranhava que o Con-
de de Robilant fallasse na Repblica Aigentiua,
pois nao h*. com ella questao pendent-.
O representante da Italia em Constantiiupla
propoz urna formula tendente a approvar o conve-
nio turco-blgaro, com a reserva de sonceao defi-
nitiva,' Bmeute deporsda reuuio da conferencia
ij3 labaizadores.
S'ippoe-se que it Italia est combinada eom a
Alleinauha sobre este assnmptn.
Inclulerra
Dizea de Lond.es que ao e inicio socialista do
da 21, tarde, em HydePaik, assistram 20,000
pesso s.
Os chefes s cialistas fallaram multidao do ci-
rma d tres w joa, cada v.m dos quaes tmlia ar-
liams, candidato operario socialista por um dos
s de Londres.
Williams um revolucionario completo, revolu
cionario desde a cabeca at aos ps.
Quando1 falla gesticula como um doudo furio-
so.
Foi elle quem, em setembro ultimo, organisou os
meetings naa ras asis populares de Londres.
Preso com outros radi .aes por embaracar o tran-
sito publico, a polica largou-o horas depois, mas
elle con eguio a sua aureola de raartyr das liber-
dades publicas.
Nao to rico como os seus trez outros collegas,
usa fez muito mais barulfao que todos elles.'
Entre a gente do povo eonheciJo pela alcujha
de Bocea de Ac.
Como se v, os cheles ds socialismo emlnglater
rastfo homens de verdadeiro valor, devendo notar
-e 4fl|BBnrgem que OiC Saaaaer consagrou asaaior parte de uou dan suas
faina obras em recatara thinras de Hyadurau.
O Sr. Chambcrlain, presidente do governo local,
receben ltimamente urna deputaco de operarios
que lhe foi pedir que forneca a creaco de um gran
de projecto de emigraeilo.
O ministro respondeu que a emigracao apresen-
ta difficuldades, e que muito melhor trablhar
cada Trm no sen paiz: prometteu facilitar trubalhos
ag colas dos operarios no interior da Inglaterra
e reprovou energicamento os chefes socialistas.
Julga-se provavel um conflicto anglo-cbinec por
causa da Birmania.
Em Smethwick, prximo de Birmingban, decls-
ram se hoje em greve 4,000 operarios em conee-
quencia da redcelo de aafario.
Os grevistas amotinaram-se, qnabraram as vi-
dra^as das fabricas, e marcharan) sobre Birming-
ban, cuja polica foi reforcada para obstar qua'quer
disturbio.
tllemanlia
O rtiebstag allemo dissutia o projecto de lei
que prorsga a lei contra os socialist a.
O debate foi pacifico, e a ausencia do principe
de Bsoaarek trou-ihe uinn g ande parte do i:it'-
resse.
Foi outro minitrr, o Sr. Puttkamer, que defen-
defl projecto, esforcando-se por dem nstrar que
o re:men da excepeo a que os socialistas estilo
sujeitos nao tem por fim a suppressao total do par-
t! i, iiths simplosmente a repressao das tendencias
iucionaras que seobeervam no seu gremio.
Sabii-s que os demcratas socialistas e os libe
raes allemies votariam contra o projecto.
O interesse do debate estava principalmente na
attitude qus assurairam os membros do eentro ul-
tramontan i.
Este nunca sentio muito gosto por isd-fxcep-
^So, de que a sua proprm experiencia lhe tem re-
velado o carcter oppressivo.
Comtudo a apresenUcao de um projecto que re-
voga as dBposicoes essenciaes das leis de maio, e
que poe termo ao conflicto religioso impunha-lhe o
d"vcr de ser benvolo para com a lei contra os so-
cialistas.
O Sr. Wndthorsf, chete daquelle grupo, julgou
O Literal commentando faet i i tarea cha Jvoraio urna uandeira vermelha.
mados as filciras 50,000 recruUs do contingente
hro Ottia diz rV existem em Mrvioa
mihlar 50,0d0 d) sortesmeiito de 1883, inais4'l,(XX)
de 1684 e mais 0,000 de 1885; se forem desti
nados A reserva os 5 ,00 de 18S3 cario 110,000
os quaes com i s 60,906 chamados agora perfazem
o total de 160,000 h mens, entretanto que as cor-
tes t conerderam um credit> para 103,000.
A Hespanha est coivi'.'.ando todo o mundo
pora urna exposc) universal em Madrid para o
anuo de 1883, e isto abreviar taire* a de;isao do
governo allernao, quauto a explcito allemS do
mesmo anno.
No Ath.neu ie MaJri I, um iliujtre iscriptor
hespanhol, o Sr. Pedregal, fez urna conferencia que
teve por thema : A poltica de Felippe TI.
Referiado-se a cau'panha de Portugal pelo
duque de Alba, :!isse o entrente :
A campan ha de Portugal, sob as ordens do
duque de Alba, urna das maiores manchas que
tem o inado de Felippe II. pois, sen razao uem
fundamento a'guui se eommetteram tropelas c
desmandos sera cont pela desenfreada soldades -
c, que, no aaauo de Se ubal, perdeu at a mais
ligeia necuj de disciplina.
E' por isso, accr' acentou o Sr. Pedregal, que
a Hespanha est pagando anda oa deaaeertos de
Felippe II com a aniui aade dos pertuguez.
O notavel discurso do Si. Pedregal, escreve
a ( orrespondencia, foi calor sa e enthusiastiea
uo pplhudda peio Alheii u
V'Ij ser esUbelec;daa as ccmiounicaces pos-
taes de Portugal cum a Hespanha, ao norte do
paiz, as quaes se achavam suspensas em razo
das piovidencias sanitarias.
Nio se reJisou a inaufestacao para que es-
tavam convocados os operarios le Madrid para
clemoiistr..roiii a sua symp&thia hjs operarios de
Londres. Devia ter lugar a 21.
Madrid conser a K tranquilla.
Franca
O prii.cip Napoleao dirigi urna carta s duas
cmaras, na qual declara que a lei de expulso
dos principes uma verdadeira lei de sospeito, e
que dmnis os Napoleoee, soldados da reolncao,
coro os Bourbone, seu iniaiicos; sustento qne
cidado francez; reconhece a Repblica como cen-
sequincia do sufTragio universal; mas entende
que a repui. lica actual urna simples oligarchs,
qne preciso nforaial-a e nio derribal-a, e que
o povo qoe deve e ecer o sea chele.
A questao levantada pela propasto de alguna
deputados intransigentes, para a expulso do
principe peteucentes s familias que tm reina-
do nainelle pas, pareoe terminada, grace A atti-
tode decidida que o xoverno tomou a respeito
dalla.
A maioria da ccmmtsso parlamentar de ini-
01 cradores declararam que o movimento socia
lieta acabar por effusSo de sangue, se o governo
nao refi rmar o estado socjal dos operarica.
Poram approvadas varias mocoes, censurando
todas o governo por nSo haver organisado obras
paia dar oceupico u.s operarios faltos Je Naba-
Iho.
O coinicio durju 1/2 hora. A cavallara da po-
lica carregou a multidSo, c couseguio apoderar-se
dos wagons. A populsoa que escoitava os orado
res, quebrou todas as vdracas de Victoria Street,
e Ficaram feTidos ulguus individes e fizeram se
militas prisoes.
- Eis algumas notas biographicas relativas a
Hyndman, Champii n, Burns e Wlliame, os qna-
tro chefes do movimento socialista que rebentou s
sen. ana passada em Londres.
Hyndman. Foi educado na Universidad-^ de
Cimbdriee e viajon muito. tendo percorrido a In-
dia, a A- ia l'eo V i '. i -.- .jiiasi
todas as u.coe .ui'u^uas.^ Jj.uI_, utteMD
critico de bellas artes, figurou cemo redactor cm
deus jorne.i a liberaee, a Pall Mal Gazzette e a
Newrastte Ckreniole.
Tem des coutos de iis de rtudimeuto e publi-
eou em edieco de luxo um volumoso livro in'itu-
lado : A base histrica do socialismo.
Publicou tamb>-m numerosas brneburas ultra-
ralicaes sobre a coudico das cUsses operaras e
a versio do livro de Cari Marx, 0 capital, to po-
pularisado na Allemanhu.
Champion.Nao tao conbecido como o anterior,
um antigo official de artilbaria, de ideas muito
exaltadas que, impressionado pela espantosa situa-
co em que se aeha o East-Qud de Londres, o re-
medio que nicamente encontrou para esse infor-
tunio foi a revoluco social.
Diapendeu grandes sommas em propagar e men
tir as suas opinies as mswas popnlares, no ver
dadeiro povo, dando lentos e torcas par* ragir,
e hoje figura freDte do populacho que ba poneos
das eaqueou a* principaes ras de Londres.
Burns.E' < ngenbi'iro mechanico, que prospe-
rou extraordinarismente no ejercicio da sua pro-
fissao, conseguinndo faz^r fortuna.
Os pas descuidaran)-se da sua educaco pri-
maria, e embora depois estudasse muito, tem dos
bomens e das cousas certas needes completamente
errnea?.
Dotado de intelligeneia superior e de palavra
fcil, deve aos seu engenboaos paradora e as snas
inflexes de voz grande parte dos seus triumphos
oratorio.
Candidato operario por Nottngbam as snas ul-
timas eleicoes geraes, nao triumphou por causa da
violencia das suas diatrib s.
V/iUiami.Pode diaer se ontro tanto de Wil-
ram o ministerio progressista as pontos das
bayo etas.....oratostas.
A cousa explica se : o Sr. Chagas, como minis-
tro da marinba tivera de soff.er uma novena de
datribes de um dos mais arrojados bersagliari da
opposico, que ento-eram os progressistas, sendo
alvo de epigrammas e at sarcasmos, que doom
mais do qae uma argumentaco apenas rigorosa e
sempre lgica. Sobre tudo, a mascarada dos pre
tos de Monica fizera rr a miuoria a bandetra*
desgregadaa. llm tal canlen-j, que parece lora
corneta, veio ao reino, pelo tempo das testas gran-
diosas com que por toda a parte se estava col -
brando a entrada triuinphal das heroicos explora-
dores Capello e Ivens, e trouxe couuig um preto
quasi de tanga, cjm as suas armas indgenas, co-
cares de plumas de aves africanas, muito vi.itosa
em fim par serera apresentados no paco de Cintra,
sob aquellas aura de orientaco colonial que ento
se aspiraran, quer as aguas mansas do salso
Tejo em recepces fluviaes espectaculoass, quer
mesmo sob na umbrosas e meditabundas alamedas
da encantadora Cintra.
Era em setembro. Desfiada por meadas, no
parlamento, a misso de que os pretmhos viuham
eucarregados, apurou-se que tudo aquillo nao pas
sava de uma grande entrugice em que o Sr. Pi-
nneiro Chigas foi embacado, apezar de toda a su-
perordade do seu incontestavei 'alent, nao pelos
lous ou tres negros, que envergaram a fatiota pri-
mitiva eom qne o tal ex cerneto osmascarou, para
dar mais cor local qualidade que lhes attribuio
de representantes do negregado lgulo Gungu-
oh-ia, successo/de Muzla, se que um dos pre-
tinhos nao era mesmo proprio ungunhina eai
carne e esso, que d3SO que me nao record.
Foi em Setembro e lembra-me de os ter visto
passar de carruagem descoberta pelas ras da
villa em dirceco ao famoso paco onde as pegas
zombet -iras de certo os san la rain do alto dos
apainela^os tectos cin o seu mote secular por bem !
Por bem que o Sr. Chagas apresentou quel-
la troupe ao bondoso soberano ; por bem quo o
dr. Chagas tomou aquelles gatoi preto3 por
opt'mas lebres colouiaes ; mas o caso bem desfia-
diuho deu scena cmica B 0 dr. Chagas estova
fallo, cm i s : costuma diter, e r> ir isso a reeepejk)
feita pelo lustre paMamentar e e^crpt^; mrito
ao iov ministerio, foi aze.la e tomn aquella I s
sao inicial 'n'.eressantissiraa.
,-enti nao ter l Ido; m... estava escrev-ndo
para o Diario de Pernambuco, i isso para mim,
semnre caso de forca raaior, excusado dizel-o.
A' aes;o da cmara dos pares onde os novos
ministros fizeram a sua apr'S'n-aco, assist!, mas
nao colhi dessa ida seno perder tempo porque
ouvi apenas a segunda elic^a), nem augmentada,
nem mais corre :ta das declaiacoes e programina
pilitie.o de 0JB tinham dado eonto as folhas da
noi"e a de vari i ive um Biacarso do
Sr. conde de Valbj, ministerial enrag (gira
que as fdhas progressistas Ih" nio chamara Finas
Puente, nem Monsieur de tal em Paria forma
do nem lhe'fallam ^ie pulgas industriosas -.
e outras c -.usas picarescas e divertidas com que o
poder onciliar o passado com o presente, appro- gr. Marianno de Carmino, actual ministro da fa-
vando o projecto de prorogaco, com mrdificacoes
importantes. \
O projeto foi enviado uma commissao e como
a centro seabor da maioria, que pode dedocar
a sua vontade, o chanrcller len que ceder e acce-
tte as alteracoes que forem propostas.
A commissao da exposicio nacionti de Berlim
para 1888 faz os maiores esforcos para decidir o
governo c os industraes a favor do seu projecto,
enviando circulares a todo* aquellas qne,at o pre-
sente, hesitaram em dr o seu assentimento ouque
se tinham declarado contra, propondolhe este que
sito delicado :
Preters participar a uma exposicao universal
em Pariz 1889, ou a uma exposicao nacional em
Berlim para 1888?.
Assim apresentado este queBto, naturalmente ha
de haver um bom numero de industraes que da-
rio preferencia exposicao alloma, mas hlo de
haver ma.3 que respondan) que nao querem parti-
cipar nem a uma nem a outra exposicao.
Nos centros industriaos ha j pouco enthusias-
ato pelas exposices, pois, ha bastante tempo que
se igutira que a vantagns das exposices nao
eobrem as despezas que fazem para all se figurar.
Segundo annuncia um despacho de lierliui para
o Jornal dos Debates, por ordem do almirante m-
perial, foram definitivamente despedidos todos os
operarios estrangeiros empregados nos estaleiros
martimos do estado. Esta medida considerada
como consequeucia do processo do capito Sa-
raune.
Disettta-se na enmara dos deputados da
Prussie o projecto de le de colonisacio alterna as
provincias crientoes.
O deputafeo polaco Wifrzbiresk considera essa
le como uma exctacio ao odio contra os polacos,
cujafoica vital lhe parece provada pela averso
qua o principe lismark Ibes tem
zenda o apepinava, deseulpem o cali) a todo o
momento haveria oito annos, se tanto, as "olum-
nas do Diario Popular.
No excess) do seu zelo, (>. sao semprc os exces-
sos de zelo que estragara os negocio?, como dizem
os franeezes no seu pr verbio) chegou S. Exc. a
dizST que na questao d^ Braga e Guimaries, insi
gnificantissima e sem a menor importancia, quem
figurava era plebe, genti ordinaria em fim, e eom
isto desmentio mesmo na bohecha c sem a menor
attencio pelos preceitos do Sr. Joio Flix erera,
o ex-presi'.ente lo conselho, Sr. Fontes, que aecu-
sava all mesmo de declarar sob sua palavra de
honrt que a qurda do gabinete regenerador tivera
sinente por cann a pendencia entre Guimaraes
a Braga!
Essa declaracio, de mais amis aflirmsda sob a
palavra hnrala de um chefe de partido, aqui
pard nos, ninguem er nella, mas ha euphemianos
cora que se adooan estas pululas e o Sr. conde de
Valbom nSo estve om meias medidas s pBa ni ;
queijo i|uei;o.
Q'ie vs no hsrisorite ? ptrguntova osuccessor do
hilariante Antonio Marta a que hoj? se chama Ou
pontos nos 11, ao Zf. povinho, reprerentado enns
tantemente com aquella cara de Paschoas que to-
dos lhe conhecem, mas, naste ultimo numero de
quiuto-fera, figurando um astrlogo da idade me-
da, chapeu-bieudo, a semana constellada de sinos
sa'moes. meias-luas c estrellas de todas as gr>n-
dezas e feitio?.
Que v-ee n<> horizonte ?
O teiescopio esta-lhe na altura dos olhos e no
seu nabladolobriga-se uma cabeca do carn-ir ,
radiante no m-'ii da sua aurola planetaria.
Descubro cirneiro cjui batatas, diz o Z,
ministerio novo, eleicei porta e carneiro eom
E' dos livros
O simile d'csta resposto sentenciosa do JohnBuil
O ministro da agricultura aeha que as taes leis j portugus, que k o ZA provinho, podia o Bordad
nio tecm um carcter oppressivo, que sao apenas ; pnheiro fazel-o se desenhasse o conde de que
medidas de precaucio para evitar que se renovem se (rata a ver por um telescopio, e l no hortzirrte
levantan.ento como os
1830 e em 1865.
que se manifestaran em
acmbaixadade Paris.
Pois, se verdade o que se. diz, como so eonto na
O projecto combatido e applaudido ao sabor Gran Duquesa de Girol-otim, o Sr. Mendes Leal,
dos tenienc'as polticas. Cumpre porai archivar; qUe nosso plenipotenciario em Madrid, vai ser
a seguinte declaracio feita pelo Sr. de Schsde-1 pHasad,) disponibilidade ; o 8r. Andrade Orou,
raei-AIst: que eeu en l'aris na mesma cathegoria diploma-
A Allemanha actual, diz elle, est sujeita a tCi)i transferido pata Madrid, e o Sr. conde de
um rgimen mais absoluto do que o da Franca yIbom ir para Paris.
nos tempos de Richrlieu e Masarin. O Sr. visconde Te Moreira de Rey, que andi
Oriente como poltico fra das rbitas partidarias, croo
Tem augmentado as diffiealdades das negocia- tertos cometas errateis de que follam os a.tronom s
voes relativas a piz definitiva entre a Servia e| nio se re'ii a da cabeca o tal dos pontos nos 7./. !)
Bulgaria. Estavam ellas retarda.las pela preten- lovantou aquella frase da g nte ordinaria soita-
sio, formulada pela Servia, de se lhe dar commu- ,ja aem 8Pr p,)r querer pelo veho estadista, e
nicacio escripta do texto das propostas turco bul-
garas.
Consentiram a Turqua e a Bulgaria era anuir
a essa exigencia, corn a coudico de que a Servia
fizesse igual couiaitincacio integral das suas pro-
postas. O gab nete servio, apesar das disposices | ambrado on andrajoso e que a proposito de
^pacificas e conciliadoras de seu representante re j questao d'aquella ordem, rosse um dos seus cori-
cusa se porm a acceeler a urna pret-nsio de nolnfceaa attribair toda a divergencia e dissencf's
da sem ser por
agora O vers !
L^mbrou que os progressitas invocavam o povo
para tudo, uma figura de rhatorica das mais favo-
ritas para os seus oradores joinalistas, sem faze-
re u distncao de povo ordinario, povo eradito, afi-
uma
egit-ima recipr >ei lade.
Foi ta! o i-ffeito proJuzido por este acontec
ment', que em Bucharest, sie das negiciacoes,
receia-se que estejam condemnadas* malogro d:-
finitivo.
Em vista d'essas circumstaucias pu.:o tran-
quilisad .ras, as potencias nao se satisfazem com
e*< rcer pressao stbi'e os delegados dos belligeran
t- s em Bucharest, mas nao usar para com o gabi-
nete servio de uma linguagem enrgica e que nio
dexa duvidas sobre as aus intensos. Parece li
gar-se cum esto resoiuco o faeto de ser inundado
recolber a Vienna o conde Hhevenhueller, que re-
presentava a Austria na Servia e que erapenhor
da benevolencia cora que ella trata va o seu estado
protegido. Aquello diplmala foi substituido pelo
quereprcseiitava a Austria-Hungriano p;acipado
de Montenegro.
E' esse facto indicio de urna mudanca de pol-
tica, Servia e pela attitude d Russia.
Tambem nao est anda rectificada a convenci
tureo-bulgara para resolver a questao da Ro-
melia.
A i orto fes a Russia ama concessio, consistindo
em nio insistir n* manutencio do artigo qae eeti-
pulava que as tropa bulgaro-romelias cooperas -
sem com as turcas na defeza da Turqu, qaaodo
aggredida. D isso nala que siinilhante clausula tiiilri apena por fim ser-
vir de pretexto para um accordo, e dar uma satis-
faci apparente ao amor proprio da Russia. Nio
parece, comtudo, que o governo de S. Petersburgo
engodar com essa amabilidade. Aiiir
entr. as duas cidadei minhotas gente ordinaria:
E por aqui adan*e foi indo le chasco em chasco
a tirar partido de uma expressio caseira, que de
certo o Sr. conde de Valbom. irte parlamentar
experiente, tem sido militas vezes e diplomara
outras trantas, creio eu, nos inats considerados
postos da nossa represeuracio externa, deixou sahir
da bocea para tora com aquolle descuido com que
os grandes actores se pennittem s vezes to habi-
tuados estilo com o publico, a inetter alguma bexi-
ga por sua eonto, como ^e estiveasem conversan lo
n'um caf ou cm convivio patusco de amigos n-
timos.
Excusa dixer-lhes qui o Sr- visconde de Moreira
de Rey po leriam as galeras da cmara chamar a
causa noslra Im'ii. salvo o devido respe.to la-
dainha. Quando S. Exc. com o teu vozerio de
baixo profundo epraeea a fallar, faz-se logo o mais
subitneo silencio. Ninguem quer perder um s<5
incidente Jas suas cavaqneiras parlamentares,
nem um ponto so quer dos seus oaradoxos. E' a
noto cmica. Faz rir, diz coisas cora muito b>m
senso e pode-se dizer que u'aquella casa do parla-
mento. elle actualmente que tem o privilegio de
que, sem riv.a1, g z-ju por saaitoa nnn >8 Sr. Cir-
ios Bento da Silva.
As cortes tem continuado a fanc;ion:ir
O Sr. Jos Dias Ferr.in fillou o falloe
muito ua cmara d< s deputados, em nome semp.e
dos seus amigos, como o Sr. Vaz 1 reto ni Samara
alta, que ouvi discursar na sesslo a que assisti, se
referia tambera ios seus amigos.
Ora a boa verdade manda dizer que, amigo?
sedeixe engodar com essa amaDiiiaaae. arar | peMoaeSi rjeverfo S. Era. ter mmtoa, porqu
ma-se, pelo contrario, que o Sr. Netidof, embaixa- ; g mreee,D pei gL. ,..,,. a.t..r. merecmeutos e mais
dor iusso em t'onatantinopio, recebeu ordera para | teg CQn0 eedz .. ,,,,.,. ,03 ,.,..icg de meTQ^ e
renovar a sua critica a respeito de conveaco, ac-; d,.fp:ic008 mas... amigos polticos ?
centuando ma as suas obeervacoes. Cie0 bem queo Sr js Das quando falla n'el-
propoeto da Servia pedindo o restabeleci- | ]t;g w referfi a0 Sr Vaz pretPj 0 que 0 Sl Vaz
meato do estado existente antes de 14 de Novera
bro produzio em Sophia m impreasio A Bulga-
ria reclama a conclusao da paz. a reiovr.c'o das
relacoes diplomticas, e a desmobilisacio do exer
ciw servi ..
izeui d* ). nli : k. eiij da
postas a rectificar provisoriamente o conveli tur-
co-blgaro.
EXTERIOR
de
Correspondencia do Diario
Pernambuco
PORTUGAL Lisboa, 28 de Fevereiro
de 1886
A declaracoe e programma de governo, que o
novo gabinete apresentou na cmara dos pares
foram idnticas, ipsis verbis, quasi, is que na ves-
pera ficera na cmara dos deputados.
S n'uma cousa hoave differenca. Alli o rege-
neradores, mas representado pelo seu leader, que
parece agora ser o Sr. Pnheiro Chagas, recebe-
Preto quanio os invoca se refere ao Sr. Jos Dias.
Lembra-me semprc uma picoinha feliz de Rey
oo seu Jerme Paturot la recherche d'une
position sooiale.'
Fu Nttra-a nm jornal. Nio me occorrem os
no/nes dos improvisados jornalistat daquella feli-
e8sitna charge, O texto dzia Frdiric. (por
exeiuple; fit un article sur Adolphe (seja Adolph")
et Adolphe fit unarticle sar Frederic.
E Msun estava o primeiro numero cheio e a fo-
\h r sabio para ra cato de assignaate.
Lt stceple chasse aux abonns. O busilis estava
nisso; os assignantes que brilharam afmpre pela
sua ausencia.
Ora, corno sabem o partido coastituine, de que
sio chotes os Srs. Dias Fernandos e Vaz Preto,
gerou e sem esperanzas d.e convalescenca desde
que o Sr. Fontes lhe foi l busesr as duas melho-
res joia do aeu casal, como diese uo parlamento o
mesrao Sr. Dir Ferreira, alludindo sahida dos
Srs. Antonio Augusto de Aguar e Pnheiro Cha-
gas para os c .nselhos da eoia, fazendo parte U
ura rair.i terio presidido entio pelo Sr. Fontes.
Como lhes ia dizendo, e apezar do que se tem
escripto na reporlage de jornses qne devem andar
horisontes
subiram e
bem informados, nio creio quo seja preciso adiar
as cartas.
E' evidente que o ministerio nio polo governar
com ellas pois a maioria -lhe adversa, e correli-
gionarios, nio chega rae a ser trinta agora, pois
que do sete novos ministros, s dons sio oares do.
reino, o Sr. Visconde de S. Jj.uuario e o Sr. Hen-
rique de Macedo.
Mas como tolos estio sequiosos de manifestar
as snas opinides e as snas duvidas e de dirigir
perguntas mais ou menos queima-roupa aos no-
vo ministros, a sessao vai-se prolongando por
Marco afora. Mettem-sc os feriados do Carnaval,
em que todos os pan da patria provincianos cos-
tumam ir comer os filhoze- eom a familia.
Se esta santa vida fr durando at ao fim de
Marco, tendo os ministros o bora senso de nio pro-
vocar uma questao de confianc, no dia 31 expira
0 prazo coustitucioual de esao e encerra-a, na-
turalmente sem carecer do aiiameuto. A habili-
dad"! est em levar a cruz ao Calvario, sem maio-
res attritos, votando-se o orcamentc rectificado, o
que dispensa o expediente anormal da votacio da
1 'i de mojos a furto-lh'o-fato, que o que se cos-
tuma fazer para evitar as dictaduras excusadas.
Depois... depois... a dissolucao, quando o gc-
verm tirar montado sua machina eleitoral,
que S se fosse inepto nio montara visto que est
isso radicado na brandura dos nossos costa-
mes.
J todos on qiasi todo3 os governadores civis
tem pedido as suas exoneracoes e grande parte
dos g-iveroa-lores civis novos estio nomeados.
E tio ligeiros te:n andado nesta faina, alias ca-
ima, que tambem muitis administradores de
conselho se achara substituidos.
Ninguem Ih'o leva a mal porque est as pra-
xes.
Aos telegrammas h irripilautes contra os novos
impostas, tm-se sucedido os do felicitocoes, vi-
vnos, festejos locaee, repiques de sinos e outras
d-m mstracoes de jubilo provinciano.
Pelos modo3 suppoe-se na provincia que os en-
cargos contr.ihidoa por 5 annos de gerencia pr-
diga hio de pagar-so com caretas !
Anda antehontein na cmara um diputada re-
r n nadar ;ierguntava at governo como havia de
matar o dficit !
Bom d> (plante
^Estveram l 5 annos, engrossaram o d>|cf< at
chegar respcitavel obesidade de 10 mil contos, e
ao cano de 5 dias vao perguutar com cara de caso
aos ministros progressistas com que h\o de dar
costa d'aquella hyJra tazendaria que tanto dexa-
ram meJrar e cresier !
O certa 6 qu i os nossos fundos na praca de Lou-
ilr' ""m subido.
A respeito desta alta, que importante, dzia ha
tris dias ura peridico ministerial:
" Os fundos portugueses nao su i rain pela no-
ticia da evaca > dos p-ogres.dstos ao poder, mas
p.dada queda do raniate.io regenerador.
Tem ura certo sabor escolstico esta coactada
c d vontade rir : mas um facto.
La porque as probabilidades da guerra no Ori-
ente diminuem como nos qnerem fazer persuadir
os jornaes regeneradores o que nao .
Ha anda nveos muito negras nos
orientaos, e portauto... o faeto qu::
continan) com tendencias para alta.
Quando cabio o niu'stcrio regenerador estavam
-, l.
Ficaram a hont m a 45 3/4.
Fall-eeu ante-hontein a Sra. D. Lniza Erti-
lia da Silva Gima, filha do marechal de campo
brasileiro. bario de Bag, presidente da provincia
do Par no tempo do imperador Pedro D. I e que
residi longos annos em Lisboa.
A fallecida era casada com o Sr. commendador
Theodoro Jos da S Iva Gama.
Fallecen de um typ'ao, dentro de quatro ou
ca 'O das um dos vultos lois respeitaveis e bem-
qu3tos da praca de Lisboa, Flamiano Jos Lopes
Ferreira dos injos.
Mais de 300 carruagens acompinharam o enter-
ro do abastado capitalista e industrial, que e tan
tas bympathias era merecelor.
A casa Anjos & O, uma das mais antigs fir-
mas comincrea-s da praca de Lisboa.
Fundou-se ha cincoenta annos (em 1836) abran
gendoos lum s de Antonio Lopes dos Anjos e de
seu tio Jos Forrcira dos Anjos, o qua1, com um
pean -no capital inicicu desta forma, ua vida tra-
balhosa do commerciode fazendas de algodo, um
dos repr- sentantes da tira a que de tantos crdi-
tos tem gosado.
Os rraios deste, que tinham vindo conjuctamen-
t-i para Lisboa, deiiaodo todos muito novos a tr-
ra onde nasceraio, junto da Certa, excrceram, com
a coadjuvacio de dous tos, a profissio de caixei-
ros, at qnu em 1839 os dous irmaos Flamiano
Lipes doi Anjos e Polyarpo Lopes d Anjos to-
maran) parte, por eedeujia de seu to Jos Ferrei-
reira dos Anjos, naijociedade que, sob'a firma A,p-
jos & C, fieou composta dos tres irmaos.
Polycarpo Lopes dos Anjos o Bernardo Ljpes
fundaraa mais tarde nova casa no mesmo ramo de
commercio a qual, por fallecimento deste ultimo,
ha mais de vate annos, continuou dehaixo da ex -
elusiva direcelo de Polyearpo com a sua firma in-
dividual -Polycarpo Jos Lip s dos Anjos.
Em 1865, Antonio dos Anjos trespassou a Fla-
miano e seus dous filhos Carlos e Polyearpo a ma
parte na caaa Je Anjos 4 C.
Po'yearpo dos njos desejando retirsr-se, j na-
quelle anno da vid-i commercial, trespassou a sua
casa ao ir.-nio Fiainia .o Jos Anjos e Sobnahos,
que continuaran) a3 tr. nsac(5es sob a firma de
Polycai-po Anjos e Sobrnhos, separadamento da
Je Anjos C.
Deve aecrescenfar-se que o ex-socio da casa
Autonio Anjos, fallecido haver seis ou sete annos
se dedieuva "ambem a agricultura quo desenvol-
vtu em larga escala, passandu justamente por um
dos primeiros lavradores do paiz.
Assim fica narrada suuccintamente, z o Dic-
cionario Portaguez, no artigoAnjos c C. ion-
de extrahi estas notas, i historia commercial da
familia Afijos, queao trabalho aturado e honesto,
deve a merecida fami juj tem populan"sudo o seu
creito commercial.
E contina :
E visto que, as columnas Jest
ha espaco para glorificar o trabalho
mos tambem de citar o papel impo.
Srs. Anjos tecui deseinpenh ido uo movim n'o fa-
bril do asase piiz j ii-
diversas fabricas, j creaeen 11 outra, 1
rain poi ii e i .
Ferreira fe C., (apruerra q e i r. am-
paria de fazendas de algodao ieeeii em
Portugal) a da Compai.iiia do fabrico de Xioiegas, a c Pito & 0., em Alcntara,
etc.
Achaia se de aurfiti os Srs. Barros
Gomes e Maraano de Carvud ministros do es-
trangeiros da faz .'essi-
dade de reformar e r -organisar a a.issa circulaeao
fiJuciaria.
L.
iJiccionario
i i deixare -
que os
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernainbueo
M \RANH AO S. UTJIS, 9 de MarSo de
1886
Depois da miaba sgunda mssiva de 28 do mez
passado, at hoje, tem sido a ordem do da a dcs-
-. fall ncia ua casa Jos Srs. Jos Ferreira
da S.'v i Jnior & C, e a convocacio que fizeram
no da 3 de seus eredores nosta capital, sem que
cora estes chegaasem a trn accordn, porque o Sr,
Conde e Itacolomy, nico socio capitalista qne
representa essa firma, recurso formalmente apresen-
tar a indispensavel oscripturaco, como \n'. cum-
pria, limitan io-se em declarar, em que consista o
seu activo e pissivo!
Em vista de to inesperado, quauto irrega ar
proco lmente, os cred >res resolv rao reumrem-se,
das depois, no ei 3eu aJvogado Dr.
Paula Duarte, onle tamban comparecendo o Sr.
conde, soffreu serios dissabores, vendo assim as
perolas que ornara a sua brilhante cora de conde
exposta a tantas humilhacOes.
Pelos clculos, bem funlados, dos advogados
dos eredores e do fallido, opiniio geral, que sen-
do t-ircada a lrqudacio, o preiuizo nao ser infe-
rior a oitenta por cento. O Sr. conde, desejando
brevemente seguir para Europa, afim de concillar-
se com os principaes eredores de cerca de oitenta
contos, encontrou completa opposico dos qni
aiu tem de 200, e que tasen) questio da respec-
tiva e recusada rianca e a apresentacio da eserip-
turacio, que lhes foi negada as duas reunioes.
E para uotar-se a graado deaconsideracio que
em taes emergencias tem s ffrido o Sr. Crada de
Itacolomy na tern do seu berc> de ouro!
Est hoje a redaccio do l'aiz entregue a dous
mocos estmaveis, os Drs. Viveiro de Castro e Bar-
ros Je Vascouecllos.
I


f ILEGIVEI


Diario tte flwtmmlmi*)Itofliiiig* 14 de Mar^o de 1886
3
.
o
Oly i
mas invect
rilo de Penalva.
milis, dedica-w
O Sr. R
dores m oystae I
tar estea
que a opinilo pi
I""'"
Augusto
algu-
:nJo, filbo do a-
Bceute urna respcitavel fa-
^^Hfc chefe .1 conserva
b-*. icii ir >urado does-
.i aea resultado, por
lo bsalta ua preferencia.
K a < Irajahu, situada no alto Mrtac
desta provincia, a mu
luata entr soldados e povo, d onde reaiiliarain
mortes e gravea.
> Bauder i qne aJl ad-
ministrador justieeiro. m em d 'mora o Dr.
Eois TorrfS >,_ c'' >ca interino, pira
abrir rigoroso 111.4 i-rit> sibre os fictos crimino-
sos e punir os
A <*seolha foi tao acertada que a opposieo, em
bora irritada, toarvoo aate pianmliiiiiiilu e da
eonftar ptcBsmente no chote da p dicia interino.
1 local, aln i.i entregue 3Uu.ii.mi li
ra armar ama perao-
fJu'. ;i'a.
Antes que c 10 'ir jabil o P-. '
Tor: 11 ij ir
Fra 1 \ni Costi, chele dj partido con
servaior nqu Madej e oantando e
jaira oandan
I is, 01 > a afCaaneia logo insta 1
o ..eoluoo.nt > d'-s: acto prepotente ti 1- .u-1h
to 1 1 v.-.l r juridic > aif iriion o pacienta a ua
gl 1 Trib.i
habfat-wpns, qu lh f">i eonoed
S ippfo-se (|U" o D-, En as Torreo breva.
r con exa
it re dos crimes d Gr ij .Im.
O l'aiz da 11 lo d 1 or-.
dem ile habeas-c.rpiis q i de te Sr. ui .-
jor '. diz o seguie'
OTribuaal 'o em onf >ren 1 d h >-
je coaoodeu a> major Francisco !e Aranj 1 C sm
o liibeat-corpiu p o
A nnp 1 11 Tribunal urna
le toncan ouvintes qne aguar I
ja u -11 la hora. Disentidos e
juM;' is eJeitoraes, fu agitada a
Qu .- reo, o
Ex Sr. Dr GrOmea da Cistro, deuion-trou eil
atqu-j' 1 iislruosidadejundic 1.
que no Qrajahu se deaomin isa Depois
.uiiiuosam 'ote discutida a questao, foi 1
didw o 1 yna 1 ir iiulli lado do procoaso.
Es! liSo pu-
blica os maior porque cousagrou inda
urna vea uini das 1 18 di lber-
dade e restituio i vi-la publ 1 ilo honra-
do 1 vicia e di prepot u
cia.
O Sr. ui i I C uta foi acompinha '
ana casa o o- anacido aara la asa % s.
o Hontein, s 8 !> ras da noite, em frente ;i rei -
dencia di Exm. Sr. Dr. Ribeiro da Cutiba, onde se
. lo o Exm. Sr. in ijor Araujo Costa,
toe 11 liadas e variadas ban la derou-i-
ca d s educandos artfice, alli man
aquee fin por algaas amigos e correligionarios
polticos do major C
Muitos desatados prov i
amiir a de ambosaquelles icellentisMsaos seol
na jus'a inteneo! oV patete irem n presar de que
se achavMn poasuidos, pela acto dj jostioa feito
pelo Tribunal da Reanlo .iqu II cav.ilheiro, con-
cedeado o habeat-corp i), pond 1-0 as
sim ac1)1 to do mala ir 1 oe.-i-'guifao poltica,
alli se reaairam. n 1 geral e o
Sr. m ij r Aiioj 1 Oaata n;i 1 liab expresscs para
deBsaoattar o saa reeonh^cirnaato a piaaar. A'a
10 h ras d iioite f j SPrvi 1 > uin 1 spl n li I
Por nossa v 7. taoib m 1 t'licitamos.
Era o saaj r J -."o Luz Tavares e cominao iante
iut.-iiiij do 6' btala! 1 -1 i Siao nesta cidade.
Varios rumores comprotnetteram gravemente esae
offieia'.
Nao quero averiguar faetos, nein deaejo repre-
sentar o papel de denunciador.
E' certo, porm, qu lia indisciplina no batalhao,
manifestada irequenteincnte em varioa faetos ha
vendo illimamenle mn inquerito p dicial sobre des-
ordena attribn das cadetes e pracas do referido
batalhao.
O Sr. ministro da guerra reso veu retirar d'aqui
o raajor commandaule d> 5o, sendo esta medida
bem recebida pela opiniao publica.
O major Tavares est movendo cos e trra para
ficar e aasim dtsmoralisar o governo
drigu
Oesejando apro. iquete americano, por-
tador desta, que para ah aegue h je a ta
fajol' he ser maij assiiu
nho sido.
terminar eata soabe le oonvo-
cou urna nova reun" 1 amaaha
em su uic suppoo s-' aerA B"in proveitoal- |
gum, por isso que os credores ae tem pnauneiado
oto antai-io.- do racimo
Sr. Con le.
Ecravos manunailti ilout Eis a de:
pos da pr~vinc .' Pe t'oraii' manumittidos pe o tui
oas seis primeiras quotas distribuidas :

HtvSTA PIARU
4
o
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7
'.'
10
II
12
18
U
lo
L6
17
18
19
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26
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80
81
32
33
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.(7
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Boa-Vista .
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Cabrob.
amara.
res.
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Ei
i''i iras .
sta.
. 1 .
Gtriiihuns .
Gloria de Goit
Goyanna
Ukanito.
(gaaraar
(nguaira
pojoea.
I tamb .
11
L-'op ddiua .
iro
S izaretli
la .
Ouricury
:' .1 11 .1- -
Pao lias .
llho .
'r lili na
Rio Ponnoso.
Serinhaem .
S. Beato
Salgueiro
Tacarat
Paquaretioga
rimbaii .
I'rii.inpho .
v'illa-lella .
2.24'J
%ti'SSlll Priniaic.il .Su 11 .uve
honreio sesso por terem comparec 1 1 apenas 16
Sis. 'I
\reun'iQifoi presidid* pulo Eui. Sr. Dr. Ao-
toni i Praaeise C >rreU d Aranj .
U Sr. lu sacretarii proeadu a leitura d> se-
oaiai *i>e li ial
Uin ofluio ilu ;i\- no, remet
10 ix 1 eugeaheiro ehef
eai das Ooras Punltcas.A' iliatr
Outro d 1 m sino, coninuiii 10 I qn o Exm. Sr.
Ihoiro presi lente do provincia ficou selente
do m 11' |)' q 11 eo istitai 11 a m -1 qu
rigir oa traha>hos doata J Intui-
r 11.
. Outro da mesa eleitoral i 1 paroebia i!e 1
Auna de Leipildin 1. A commsso de Conati-
taieao a p ideras.
(Jan |> ii',-i 1 1 O leatJOD Peroii 1 G.ied Alco-
f.iiil', profesaor eootraotadoda eadeira do seio
masculino do Rio Doce, do Brej > da Madra Deus.
requeren lo saa ioelaso no num.-r > dos professo-
is. A' comtnissSo de mstruc^) pub'.
ca.
Oatra de M-ria Dorneas 1' nh 1, alasa-
111 meatra 1 N irm il o profesa ira interina
da c ideir i de Bengala?, requereulj nomeac&o
efloctiva para qaalqaar oadaisade 1. entras
A' cniimi.aao ie instiuccao publica.
Outra Aff.nso Pedir Borges, es-
erivao d > eiiine, jury | exocaOO s crimiuaei d I
Triumpb re |U t. b lo qa -; ,;h lacre!, la una li
. a r.a .. Miineipil d'ali ;ii- liie nOOO
ananaes, como lo do custas, rev rteudo
'm favjr da nie.-m 1 C m ira t-das as cusas de
proceosis em que ella for eondeondada.A' com-
iniu.-a> de orj o d i municipal.
Km s ruil.i diasolveu se a renoio.
a.oi!'o(t>ria* protiiiclaea Porpti
ria da presad noia da pro.
o iva) do Tnesouro I'ro-
\inei il, f.i eio pediuo, do Cargo d.
1 p-nincial do municipio de
.V'ii. Pr-'t 1. .1 ->' Ep iminoad is ftognno, s n n -a _. '. r==^^~., a. ~~ T. ~
! subitituil o o cidadio Joio deAraujoA;- ''"f^-Nao anda conl.c.da a desi, z .1 .a 1 1 ,, mmiicipi do Bda- Visto pela
. l- ta, e sate a ao da rnumoho^pela b*. Na imp. 1 -tauciado peculio estao c.aiprehindid.s oajuros
C" Por po. tari 1 de 10 do correte e sobre prop*- 5 a"" 1u,: venceram os reoolhides a eataSoej publicas, c de 6 % d a que o foram cm mSo
ta do Thesojr. foi nomeado prmot.r publico d ',!S
da comarca da Besada, bacharel Aquilino Gomes
roer o carg> da ajodante do pro-
elli a .. .1 17
35
33
86
30
5u
4
45
5'J
31
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2:488471 1
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1.H1 24-2451!
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1664700
1:066
3164313
4
4
1:17
2:4434586
lo:
1:38846 6
1:0374286
3:01-
7:7084475
1 2*00
1504000
891
1:16
9582711
12)4000
2:2164088
347
4:1.' -
2:395
4
l.-noioo-
9:6 -
1:5*94321
165 1 11
1:771
245
i 194999
4
TOTAL DE I.NDKSI
r\ 1
247
5494714
o
219
7-194380
1:0004501
8294810
69r 5984868
177:2914423
6:33 I400
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1 1- I
3:9" 4616
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18.1 .
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3 :9
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41:6
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7.4641O0
2:4134041
7:1 I-
2:438471 1
1 1:0
3:0.->-
43:6
15:5104000
1.189:8404883
e coronKU
Silva, Do^iin
Andrade.
rageos por groas-' 1
Caxias n. 95,
matriculad). SJi*
cial do imp liante 1
goi Teizeii
D -forido.
D Oluto, Jardim 4 C, para que se arcbre a
igacio da seu coatrato de soe qaal
bio S90O8 Joaquim Olmto Bastos e Hnrqua Le
1 Jardim, ejn o mes::.
162:9574714 para a continuacao do commerc
faeudas por grosm n Nao tom 1 1 pirte o Sr. ileput ido O luto.
D Manoel Vieira Neves. paa qu: se de biixa
110 registr) da eaixsirOS A
do Domiu::
Fragoso e se registro a que paseara a Silvio
s Silvii-a ,Jntie Pelinto B-zerri Teixein Ca-
ite \ 1 r 1 -o. n
E por .. ii levanta-
da a aessio pelo Exm. commo 1 I, I, 1 ii 1
a 11 h iras.
INDICAQOES UTE1S
la !
Tiiealro Nunio Amonio Na prxima! BlfaeteS v-n.la n.. Caat
quinta-feira, 18 do crrente, ha espectculo neste depcueja na 3 SI
BMatr 1 com o drama Liberaet e conservadores, j MaluIico. Forain -batidas
nicipio da igual aoase ficand-i asaim exonerado o p ca aova de estri di. um litterato. u 1 Matodonro di Cabanga 69 rezes paraoconsu-
bsveba "''"'' Gonyal-. :s a Ro- j O espectculo em beneficio dos artistas Ade- mo d 1 dia 13 d na m
1I11. que o aaerc >- i lia Castro c Affjuso de Oliveira. Morraflo Woitlrlpail do S. sfssaM
Ti ilHinsiilo Jury do Becife- Nao fuu Tbealro Maula Isabel -Tem lugar hoje,'
ci.uiou hontein por na > t rem comparecido jura ; ueste iliatro, o espectculo dado pela Sociedad-
'los em numero I I Nova Thalia, em bcoi-ficio da Real Hospital Por-
Teudj-a-j esgotad.i os 15 diaa da le c 2 de pro- tuguez de Beneficencia,
rogacao, encerr.u se a =essao. Em vez do drama A Prohidade, ser reprosen-
ranile O Sr. B. Boasi, membro de varias | iado o nao menos lindo drama Mestre Jeronymo, e
sociedades da A nviica e di Europa e ex-con3ul con.eiia A Morte do Gallo, recitando mais a
do Equid r n > Uruguay e d, Uruguay ao Chile, setria Rosa Manhonca a poesa Os voluntarios da
acaba de pablic ir 1 ni Genova snb o t^tal. cima morte.
um opsculo, bastante lisongeiro para os brazi- A troca do drama cm nada prejudicou o eup -
leirjs e em qui se oceup 1 espaaiaiateate d.stes '< ctacuta, e d-lhe mais realce a introdcelo no pro-
assumptos : i' giorimluiif e l'anigrazioite. gramola da poesa c tada.
S'.i sia a pri.11-ira e'i! 1 q ello publica 1 O espectculo merece, pjis, o acolhimcnto pu-
cerca do Brazil.
Condecor&rao ealrasisjeiraPor car-
ta regia do 18 do'passado, S. M. o re de Portu^il
agraeiou com a commenda da ordem do Villa Vi*
cosa o nnaao eoesprovrociaao s amigo Ur. Virgilio
de Guamao Coe ho, di^ni secret irio do Tribunal
da Relay .i" d'eaaa prov nasa, por eerviyos relevan-
tes prestados subditos portuguzes. c&o magnficamente mpressa, em excellente pa-
A juatificatva da gn ya uiio p le ser mais boa- j p^ traz bons artigo sobre litteratara e arte8, e
rosa, c do titulo muito merecedor o agraciado, a | d esplenda 11 gravura3.
quem cmprimentair.os. K' urna revista muito apreciavel e que deve me-
Allenado. No da 11 do corrente, ao meio | re,_.er toda acoitaco do nosso publico.
I da, manifeston estar louco o subdito portuguez 1 Cadver.Ao bordo da paquete Elbe ebe-
blioo.
." BlluintracfioRecebemos da Europa oa
ns. 2 e 3 deata revata de Portugal e Brazil, im-
prensa cm Para, e da qual proprietario o Sr.
Mariano Pina, sendo gerente em Portugal e no
Brazil o Sr. David Carazzi.
Como j byeraoa occasiao de dizer, A Illustra-
Ailinna elle que conta valiosos empenboe, aspa-
rando ficar a frente 'do batalhao c ter accesso no
exercito.
E' o conselheiro Junqueira um ministro da guer-
ra, que c abac rs negocios referente* i sua pasta
e tadvez o heroico major nao e i"ontre as facilida-
des que imagina
Sahio na l'acotha urna verrina contra o pre-i-
dente da provincia, a quem o despeitado ofEcial
altribue a remeci. Isto s mostra que nJo pode
ficar a frente do atalbao quem usa do anonymo
para injuriar su legitimo superior.
Foram pronunciados como mandantes do assas-
sinato do infeliz tenentc-coronel Luis Gonsaza de
Souza es reos Eduardo Casabonne e Paulino Brau-
na. Estes dous individuos contam com protectores
de jerarclra elevada e esperam zombar da acyo
da justica.
Cre-se morto, os es serio despr naaciados aa .ustancia
superior ou no jury, se uelle entrarem.
E' cousa rara a punicao do delicto em taes cou-
dieyocs.
EluardoCasab-jne francei de origem, o seu
companheiro de crime brasileiro, porm pessima-
mente reputado.
A respeito da coacluao das obras da nossa Ca-
tbelral, consta do noticiario da CivilisacSo, jornai
eclesistico o seguinte.
Eatao felizm-nte terminadas aa obras da nos-
sa Cathedral, e agora estamos certos que alli cele-
brar- te-ha este anno cemana santa. A concluaao
deatas obras deve cncher de alegra a todos oa
b.ins maranhenses, pois salvou-se da ruina o pr-
meiro templo da nossa prsvucia.
A digna commsso, presidida cm tito boa bora
pe) Rvdm. Arcedago Dr. Manoel Tavares daSil-
v.., preatou diocese relevante aerviyo.
Ua diaa falleeerain na cidade do Alcntara o
Rvdmo. padie Bento Pereirae o Sr. coronel Gas-
ta o Asaenso da Cesta Ferreira, irmSo do Sr. aaa-
s-lleoro presidente da Relayao Jos Assrnsj Costa Ferrira. Os fallecidos eram geralmente alli
estimados e exerceram varios cargos de eleiyao
popular.
O pidre Bento deixou livres oa escravoa que
ponsuia e tambem uin pequeo logado em beneficio
del lea.
0 Paiz da Corte, de i de fevereiro proxiu:o p.is
aado, publicou urna correspondencia denta provin
ci onde, entre entras verdades, vem a do falso
til gramma do Sr. Dr. Manoel Borradiabo d* Cos-
ta Ridngoes. vulgo medico angrador e ex-depu
tado geral.
Eia o trecho:
1 Do 4 districto sao apenas cenhecidas aa voto
yoes do colegio do Itapicur, ende o Dr. Juo
Henrique teve 41 votos e o Dr. Costa Rodrigues
13, a do eollegio Vargem, onde cada candidato te
ve 24 votos.
A -, porm, anteriores habilitara a jui-
gar que o resaltado final aera favorvel ao c
dato e iiisurvailir. normence q-iaudu o fiel da ba-
lanya Barreiruhas, que mais do que neubum ou-
tro leiriti-rio aceei-.a a mxima rio-grandenseo
poder o poder.
Ha das espallnu se pela cidade U' boletim
com telegramma assignado pelo Dr. Costa Roflri-
goes e pasaado da Thereziaa, annunciando que o
p vo invadir o cartorio do escrivfo de orphaos e
delle tirara livroa e pop i.< lo alistamento eleitoral
e titulos de cleitores.
Se esf am 1, que tem visos de canard,
nao for apoerypho, pode-ae por elle juizar a que
grande desespero cheguu a popalacao do logar com
os aei is 'e prepot -neta do jniz de direito, que alm
rae parcial na qualifieayao doa votantes
oceulta o alistamento, publicando um ou ontro ao-
t i lia d lepoia que passou o prasp
dos reeuraoa, como cona.a de pup^is officaes publi-
ca ios pela impreuaa.
O govirno deve voltsr aeus olhos para aquella
arca qi.e t-at, i.a muito tempo, como a de Gra-
jabemeir umsn.ucias bastante anormaes.
Este Sr. Dr. Costa Rodrigues o mesmo qne
vattandu da cmara disolvida procurou convenc r
as s-'us partidarios de ter le t lo urna conferen-
cia c m Sua Mag-stade Scer-a dos negocios poli
ticos da provincia c que este ao despedir se, rea-
pondera descantado: at marco de 1886 nformarei
o uieu acto a sua vont,:
Nao en io que Sua Mxgeatade fosse tao franco e
leviano, porm, admittoqae houves.e equivoco da
parto do 8r. Costa Rodrigues, por iaao que, seme-
Ihante conferencia, segundo no? relaton um seu
compaone-} de despedida ao Paco, teve lugar nos
coneaaies deste cim o Principe de Ubi, amigo e
Antonio Jos Baptista, eatabelecid > em um kios- j p,.u hontem o 1 % laver do commendador Joo Jos
que, no largo do Carm", qne feehando se retirara, j e Amorira.
Foi transportado e depositado na igreja do C->r-
tenlo antes inutilisado algumas girrafas.
O Sr. Borb Coutinho, 1 aupplente em exerci-
cio da subdelegada da freguezia de Santo Anto-
nio, informado do eccorrido, providenciou no sen-
tido de ser reolhdo Casa de Detenylo o infeliz
Autouio Baptista, para ser oportunamente trans-
ferido para o hoapicio da Tamriaeira, e para
acaatelar o que se continha no ref-rido kiosaue,
que 1 ra a qu.mta da 1234580 em 2 bah alm
de diversas pecas de roupa, fez cyn as tormalida
des legaes d'alli retirar, deposiUndo em poder do 1
p> Santo, onde tero lugar, no dia 16 do corrente,
olemnes exequias por alma do Ilustre finado.
BeaulAes ociaea Ha hoje aa seguiu-
tes :
Da Irmandade do Senbor Bom-Jesus dus Af
flict.s, a 10 horas do dia, para eleiyao, no con-
sistorio da igreja de S. Jos de Riba-Mar.
Do Club Iir-p 'ratriz, s 11 horas do dia, na ra
,1a Imp-ratriz n. 42, para eleiyao.
Da Melpomene Olindense, s 10 1(2 horas do
do
Leiltea.Effecuar-se-hao :
Terya-feira :
Pelo agente Gusmdo, s 11 horas, na ra
Imperador n. 16, de predios.
Pe'o agente "Pestaa, s 11 horas, na ra do Vi
gario 11. 12, de fariuha de mandioca avariada.
Quarta-feira :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, i ra do Ba-
negociante Jos Baptista Vieira, iimo do mesmo dq^ era agsembla geral para exame de c ntas,
louco, o que comnunicou ao Dr. ch-fe de polica, (.tc
para oa fina convenientes. Ainaiib ha a seguinte :
Onlenarao Por motivos supervenientes, a j)os alumnos do 5- anno de direito, inscriptos
cernnoniada ordenayao de presbytero, hontem an- pitrH exames, s>ll horas do dia, n'um dos silos
nunciada, ter lugar hoje as 8 horr.s da manh na da faculdade.
capelia do palacio episcopal da So'edade, e nao
na igreja do Seminario de Olinda.
FaIlecimenoVictima de urna leso car-
diaca fallecen ante-hontem na cidade de Jaboatao
para onde havia ido em bu.-ca de inelhoras aos
sens s< ffrimentos o Di. Francisco Ignacio d 1 Sou-
za Gouvea. juis municipal e de orphaos do termo
de Rio F..roioso, nesta prov acia.
0 finado era natural da Parahyba, B pertencia
aa fileras iberses. Era homem intellgente.
Era cavalhero da Ordem da Rosa, coroiiol com
mandante superior da guirda nacional e exercera
em diversas legislaturas o lugar d: deputado pro-
vincial da Parabyba.
Nosso3 p-zames sua familia.
Pasaamenlo-Segundo telegramma parti-
cular de Macei, alli tallecen ante-hontem o Dr.
Eugenio Tell a da Slveira Poutes, ltimamente
nomeado secietario da polica.
O finado era ainda moyo, homem intellgente e
carcter s: rio,
Noasos pezames sua familia
Embarque Para a corte, onde se acba o Io
batslhiode infantarix, cuj) commandolbe foi con-
fiado, embarcou hontem o Sr. coronel Joaquim Ca-
valeant- de Albuquerqne Bello, ex-commandante
d> 14-ba'alho.
S. S. foi acompanhado at o caes do embarque
por grande numero de collegas secs e de outros
amigos, tocando no embarque as bandas de msi-
ca doa Corpus de lnha.
Desejamos lhe feliz viagem.
Depulado geral -Embarcou hontem paru
a corte, no paquete americano Ftnance, o Sr. Dr.
Alfredo Correa de Oliveira, deputado pelo 13
districto dcsta provincia.
Aradeceodo lhe a visita que nos fez., deseja-
mos-lha proap-ra viagem.
Esas Irrnallo0 paquete Elbe evou h.ntem
p,ra o aul 189 passsgeiros, sendo 14 tomados em
Pernambuco,.
Iliiili<-i<-4>-0 paquete BIIk ie\.u ara :
U o,- .)*ero 215:00040)0
O vapor Marinho Vtsconde lavou para :
Macei 30:0004000
OnVna ao pudor No dia 25 do mez
findo, eai tema do eng. nho Tapacur, de Pao
d'Alho, um in lvida 1 re nome Jos Celestino of-
frndu'a menor Joaquina Mara Frau-iscii dos
Rea
O delinquv-nte, que e casado evadise.
A polica abri o inquerts.
rldente Na quinta-feira s 4 1/2 horas
da tarde, ao passar por Jaboatij o trem que vol
tava da Victoria, matou um cavallo do almocreve
Caetano da Silva, recebendo este diverso fenmeo-
tos leves.
O machinista Fabrco Areelin Pedro, que
diriga o trem, foi preso em flagrante delcto, mas
logo depois post> em Hberdade nos termos do ar
tip > 12 3 e 19 la reforma juliciara.
Club Iliterario Bleguea Jaanr
nf renea que devia ter lugar hoje (llj na se
de deste Club, no Iuatituto 19 de Abril, fi ou
adiada por dccieo om acso extraordinaria de 13
do corrente.
Hede-se desculpa aiatj aos Sra. convidados.
lo ni Devem ebegar no dia 16 docorr'nte
dos portas do sul es paquetes nacional Mandos e
inglez Tamar.
Do norte.Tambem deve chegar dos portos
!i, o paquete nac, nal Ceard.
I; r.-ja do tlvi-ameii -.Nesta igreja,
comeyar de amauh, haver serinoes quaresmaes
todas as segundas feiraa, s 7 horas da noite.
Tiiealro da varledadeaHoj neste
theatrn, tem lugar o segundo dos bailes annun
ciados como epilogo do carnaval.
movimentr) deste YT-re.ir! > 11 dli lo i enl -.
foi 0 !
Entra rain :
23 i) an lo 3 IOS
1.523 kilos 3 46')
18 taboletrw a 200 ru 34600
78 cargas da fariaba a i 154600
19 i Ir
ris 55700
90 j 4:o 11
I-'01 -ni oeeapadoa :
21 columnas a 600 iia !256>0
44 talbos d.- carne verde a 100<< 4450*11!
7 ditos de dtoaa 24 ll'KHi
29 compartimentos de taiinba a 500
res 144500
22 couipsrt imcutos de r.i mi Jas a
500 ris 114000
72 ditos do leguraes a 4 16 compartimentos de suino a 7>X)
ris 1142.0
11 ditos de fresear.'-.s a 600 ris 64600
Deve ter ail- arrecaiada neste diaa
quautia de
i'reyos do dia:
Carne verdo a 560, 430 e320 lea o k;
Sainos B 460 e 60') ris id-in.
Caineiro a 800 e 14 ris dem.
Fsariaha de 3.0 a 600 ris a cuiu
Mlbo de 260 a 320 ris dem
Fcijo de 600 a 14280 rea dem.
2025060
CHR0N1CA JDICIARIA
af unta < ommerel al da cidade d
Recife
ACTA DA SESSO DE 11 DE MARCO
DE 1886
PKKSIDEKCia DO ILLM. SR. COmtBHDADOB ANTOMIO
GOMES DB MIRANDA LBAL
Secretario, Dr. Julio Guimar&es
A's 10 horas da manlia declarou-se aberta a
sesaao, estando presentes os 8rs. deputado Olin-
to Baatos. eommeudador Inopes Machado, e Bel-
trio Jnior e o aupplente Hermiuo de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
a fes-se a leitura do seguinte
BXPKDIENTB
Oficioi :
De 27 de Fevereiro da junta commrcial da
Medico
Connlloriii iut5dii"--cJT-isr>i Pedro de lliuliyde Iiiibo Muscosv
risa daCiloria 11. 5i.
O dtntloi d 've- > 1 11.
msaitorto F
de poder c intido e
ninado, sem sr i Lo por outr
Dr. J-.
I .-i -n-.-
1 cates ioit-s posto* podei
<
Dr Miguel. Them'xdo 11 -ustil
torio medioo e resi a ui Nova
n. 7, 1. a i i'r, coas altas das 12
bor is i-i 3 i Uuaifl u r e \m
bualqr.er liora. EJapeoia'aiiaa -parto*, la-
bres, 8ypliilis e molestia-i fio pulu) e co-
ragao.
Dr. Brralo Hampaiu \ Doaultaa di i
a 4 horas da tarde, ra do Bario
VTiotoria a. 45, 2 andar, reai Lencia ra
o Ilia'iu'dn n. 17, tasuto da roa do Pire-.
AlVOlU'.lO
0 bach/irel Benjamn Bandeira, roa da
Imperador n. 73, 1." aD 'ar.
Jote Bernard) Quinao Aleo/orado Ju
nior contina no exeroioo < ua protsso
de aJvogtli, e p le sor p- 1 "ra lo ao es
eriptorio de sen pai, ra 1. de Marco
ti. 4, 1. andar, das 10 horas da manha
s 3 da tard '.
nrifat 'lllet. Ru. o Impera r n.
'ti, 1. andar. Bnf iaga-se de questS.-s
as comarcas pruxi n. h; iinhas frreas.
Dr. Oliveira Etcord, .. promotor pu-
blico, tira seu es-ripturio de advogacia n
na Primeiro de l-u-yu u. .
Jote Bandeira de. Met* idvogado
ru fo n -i7
.. j^.;i-H
<':,,1,,-, fc r*m drqgnsris poi
1 iut.i. ..i-, jtartpiea< da ').... ... i.
Fmric>',c-i Manot' aa I C.
manos dj todas a o 1 Mudados pti.inn.
eeutir-As, tintas, droga, productos chimi
e idicuiuoutos homiBopatieoSi ra do
iuea de Olinda n 23.
aterrariss a Vapor
Herrara a vapor e oficina de carapina
la Francia ) dos Santos Macedo, cata de
Capibari ; 11. 23. N'este grande estbale
cimento, o pri a tira i 1 pro/inoia a'osto ge
aero, compra-se t vendo-ja ma lciras Av
todas as qualidades/ Berra-se raadeiras de
conta all lia, assiin corno se preparam obras
de carapira por machina e por pregos sem
competencia.
rio do Tnumpho n. 11, da armacau e gneros i capital do imperio, aecusando o recebimeuto do
existentes na mesma. I deata junta de 9 de Pevereiro prximo passado.
MiMaaa fonehre. -Sero celebradas : Archive-se.
A manha : De i do corrente da junta coramercal da Por-
A's 8 ho aa. na capelia do Cemiterio de Santo taleza, 1 -i-metiendo a relacau doa commereiantes
Amaro, por alma de D. Josepha Mara de Mello; matriculados durante o anno prximo pasaado.
as 7 1/2 horas, no Livramento, por alma de JoSo j Accuse-ne a recepeo e archive-se.
Baptista Correa ; s 6 horas, era S Francisco, De 6 do corrauUtda junta do correctoras das-
por alia de Jeremas de Andrade Lima. tu praca. enviando o boletim das cotudo;o ufficiaea
Ter{a feira : '; de 1 a 6 do corrente.Paia o archivo.
A's 7 horas, na matria de Santo Antonio, pela Diarios officaes de n. 56 a 58.-Sejain archi-
alma de Augusto Prederico dos Santos Porto ; s 1 vados.
8 horas, no Corpo Santo, por alma de Jos Jov Distribuiram-se rubriiu os livroa seguintes :
de Amorim. j diario e dous copiadores da Pinto Brecheton ot
Quarta-feira : C., diaric do Aievedo 4 C, dito de Bernardino
A's 7 1/2 boras, na matriz da Boa-Vista, por -
alma do bario de Parima.
(ko de lelec*oMovune.nto doa pre-
sos no dia 12 de Marco :
Existiam prsos 31S, entraram 5, sahram 18,
existem 300.
A saber:
Nacionaes 27t, mulherea 3, eotiaugeiros 5, es
cravos sentenciados e proceasados 8, ditos de cor-
reccio 8Total 300.
Arracoados 292, sendo : bons 282, doeutes 10-
Total 292
M vimento Oa enfermara :
Nao houve altcraco.
Operario ctrura;ica Fei praticada no
hospital Pedro II uo dia 13 do con nte, a se-
guinte :
Pelo Dr. Poutual:
Aioputacao do braco direito pelo mtthodo cir-
cular reclamada por esmagamento do ante-braco
-xim arranoamento da mao em moenda oe enge
nho.
l.olerla da.proviorta\ Terca feira 16 de
Marco, ae extraiir loteri n. 42, em bene-
fiei 1 la natril de Cabrob.
ciiusistorio da igreja de Nossa Seuhora da
Conceicio dos Militares, se acharao expojtae as
limos e aa espluTos arrumadas em ordem num-
rica, apreciacio do pnblico.
Lotera do Bio A 4' parte da lotera n.
195, do DOW plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida brevemente.
Oa biihetes acbam-se venda na Casa da For-
tuna ru.i Piiimiro de M ire,>
Tambem acham.-se venda na praca da Inde-
2a ns. 37 e 39.
Lotera Extraordinaria ao 5>i
rania-0 4o e ulimo sorteio das 4se 5 seiies
desla importaute oturia, cuj-: maior premio de
15'>:0tK)*000, ser extahida a 9 de Aon!.
cliain ac exp isto a venda oa restos 1 o biihe-
tes na Cas* da Fortuna ra Primeiro oa Marco
u. 23.
Lotera do Ceara de HOOtOOOtOOO-
A' 7" sene d'esta granie lotera, cujo maior pre-
mio de 250:000*000, se extrahir mpreterivel-
mente no da de marco, as 2 boras da tar
de.
Os biihetes acbam-se venda na Casa da For-
nina, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera de Macelo de 0iOOO*000
A 19' parte da 11 lot iria, cujo premio grande
de 200:000*000, pelo novo plano, aera extra hida
impreterivente no dia 16 da marco a 11 ho ras da
manhi.
Maia t ("., copiador de Paiva Calente 4 C.
OS.-, commendador presidente diu sciencia a
junta e esta ficou inteirada de haver aasignado
no ma 5 do corrente a carta de matricula do Dio-
go Augusto dos li is, aib.io pjrtuguei, de 38
anuos du dade, domiciliado c eatabelecdo acata
praca ra de Marcilio Das n. 42, com sua casa
de commercio e offieina de calcado nacional.
DESPACHOS
Pcticoes:
De Joaquim da Silva Carvalho e Bruuo da Sil-
va Carvalho para que soja archivado o detracto
de sociedade da firma Joaquim da Silva Carvalh
& C, pelo qual fica o ex-socio Bruno de. posse do
activo e do estabelecmeato de chapeos sito
praca da Independencia ns. 36 a 40, e obrigad.)
pelo passivo da extiueta a'riedade. -Archive-so.
De Joaquim Jos da Xonaeca e Jos Vcrisaimo
Marques, para que ao archive o diatrac'o social
da fir va Venssim-) M irqaes & C, fie nido > ex-
tocin Verissiino de posae do activo e do eatabele-
ciraento de inverna raa daSoelal- n. l A.
Basa faculdade de continuar a usar da indicada
firma e obligado pelo paaairo da cx;incta socie
dade. Seja archivado.
De Joaquim Casal e Antonij Jas Carvalho.
para que seja archivado o distracto de sociedade
da firma Cas d & Carvalho, domiciliada cidade
de Macei, Meando o ex bocio Carvalho de' posse
.lo activo c da loja do faaeiiTlas sita :ua Jo
selLeiro Sinimb n. 114 e obrigado pelo passivo
da extincta sociedade.Archive-se ua forma da
iei.
!)< Francisco de S ,!les Albuquerque e D. Ma-
ri Amalia 1. ureiro Farreira p ra que se archive
o distracto de sociedade da firma Albuquerque ,Sc
C, com eatab Iecinv'nto de calendo ra do Li-
vramento ns. 35 u 7 ficauoo o ex-aocio Albuquer-
que de posse do activo e do estabelecimento e
ubrgado pelo passiv da extincta jociedade.Se-
ja archivado.
De Jns Soares Lapa para qu se registro a
avao do seu caiieiro Manoel Francisco de
Vasconcelos, e se d baixa no registro da nomea
cao de sea; ex-caixeiro Aniceto d#s dos untos.
Como requer.
De Felippe Lictaneio Burle, para quo se regis-
tre a sua nomeacao de eaixeiro despachante da
Companhia Pernambucaua de navegaeo costei-
ra por vapores que lhe paseara o respectivo ge
rente. Registre-se depois de satisfeito o pareas*
De Joe Augusto Alvares de Carvalho, subdito
portuguez, de 35 (.unos- d idade, domiciliado e
eatabelecdo nesta praca sob a firma matriculada
Ftrreira Gumaraes A C, com armazem de fsr-
PLBL1C4C0ES i PEDIDO
Corpo tic Polica
O Dr. MatheuB Vaz remettcai-oos as sc-
guiotes Iinhas eo ad-litam -uto aa coimuu-
ni-'ado publicado em nossa Revitta Diaria
de ante-hontcm:
O seu commuaicante, beui iuforiuado
dos faetos que se dera.n durante a sessfio
do conselho de investigacSo, a qua est2o
respondendo diversos officaes do Corpo
de Poli ia. narrou com a mais- escrupulosa
impar ia idade as desagradareis oceurren-
cias provocadas pelo Dr. Materno, com os
seus impertinentes requerimentos, as suc
oessivas decopjSes pido mesmo experimen-
tadas, e e procedimento correcto do conse-
lho ; mas, nada diaendo sobre o que en
relacao a mim informou o conmunicanto
do Jornal do Recife ao qual respondeu,
obriga-iai a additar algunas liabas ao seu
ooniMttPJcado.
O teaente Maci'd de Carvalho, queix-in-
do-ae da ter constipado, foi por raim, aps
inspocc2o ff ita na vespora daquella sessSo,
julgado soffiendo de ligeira bronchite (ie-
fluxo), s:ndo o meu parecer romettido
neste mesmo dia ao Exm. Sr. conselheiro
presidente da provincia.
No dia iiniuediati, examinan o de novo
para satisfazer a exigencia do digno pre
sidente do conselho no sentido d>; le;larar
se a molestia daquelle tenente era tal que
o inhibase de assistir a ioquiricSo das tes-
temunhaa do processo, opinei pelo seu
coraparecimento visto como o mal nSo
se havia aggravado e nem se tinha ma-
nifestado a menor elevaco thormica, o
quo rigorosameato verifiquei com o ther
mometro que niarcou 36,e7, s-udo o
estado geral lisongeiro.
Como acreditar-se pois quo o seu novel
advogado tivesse-lha descoberto febro ar-
dente c necessidad-' de aiip.ro para psr-
correr o espaco de 5 bracas, qu n !o todos
viram-n'o entrar sem arrimo na sala do
consdho, a comparecer aot; li mt na .
sio restabnlecido, demorando-se mais de 6
horas sem precisar de proteecXo maternal
do seu patrono!
S urna mente escaldada pelo pouco ha-
bito da advogacia creara similhantes in-
verdades.
Para cumprir com os deveres de rainh
profiss&o nao me fnltira digaidaie e so-
brancerii, e por considera55o alguma teria
coragem de confessar me publicamente
perjuro, jurando doeaca, com o fez o ad
vogado do tenente Jo6 Paulo, taires'o
autor do communi:ado do Jornal do Reci
fe, para obter cin-.-o dias de dilaca para
si, quando a sua inalterada saude, se impu-
nha aos qu<* o ouviam
E' esta a verdade a que infelizmente
nem todos rendem o devido culto.
Festa de Nossa Senhora da Paz
em Afolados
No dia 16 do corrente, s sete horas da noute.
ser basteada, com todo o esplendor, o estandarte
da excelsa padroeira.
sse acto entrar a novena, sendo a or-
p lo hbil p is Tava-
A :. isa do Illm. Sr. Dr. M inoel de Si-
qnra acorapaiihada a piano pela Exm 1. Sra. Q.
Vugem, senda
cutados por diversas senhoras.
Terminar a feata deite dia com um lindo foga
ilicio.
As bandas de musici do corpo de polica e 2*
ojo execatarao as maia lindas pecas los tfos
repertori >s.
A mes 1 regadora va-t o asseio e es-
plcud.r d> templo, nio tem poupado esfor?os para
que a f-ativid .de do corrente anno aeja futa eom
a mai r jompa poas.vel.
O (ji^iujaia do dia ia feata a,r com anteee-
dencia mnunciado.
Viiuli-iros
Ia KOVEHA
A in di regedora.
2* MTA
A irmandade.
3' DITA
i-asados.
CommissHo
15 .r 1 ue Seriuh~Le.il
Dr. Ao ira la Beltrao.
Justino Pttraira da Mo ^
".aptista Es(
Antonio da Cruz Bibai
4a DITA
O aolteiros.
Comiissao
,nii:ii 1 de Alindo-r'r-.
J):!(|iiuu aiarcoliao Ferreira,
Launndo *en ira da Silva.
ro Birrcto do til B II
Lupicin i 11. Eatevaa
5 DITA
X.-jociao1
Qomm'ssdo
Modesto C. de Alb :querqo Silva.
Augusto de S Montenesro.
'i >aufos Ai .
everino Tavares 'c :
Joaqaim Men lea li-
6" Dir.i
oltciras.
Coat
D. I-iab-jl Rodrigues Bal
I). Mara MaroJina Ferreira.
D. Can lda Cornelia de Magalbies toares.
I) Mara Luiza Villas-Boas.
I). Ameliida Silva MsaV .
"i* DITA
Meninos.
mniss&o
Tenente Miguel Nanee de l'ielt.s.
liilroiii Ignacio de Mello.
Fortunato Jos do Andrade.
Joao Fraujisco K-'gis Lobo
Maj ir Ji a P. Vallo*
8DI1A
Artistas.
Commsso
Fulgencio Jos J. Cavalcante.
Miguel de Arauj i Llnaa.
'laudino de Assis Gar
Tboinaz Fern .11 lea '11 Silva 8 rjnba.
Antonio 01 .mes Machada 'la Bora.
9* DITA OC VE8PEBA
A irmanda e. ,
u> acoiiiictfe?
i.'omo o ladiSo que nos ataca noite,
e!la acoramette nos s o-cultas Os afli-
gidos d'esta doenca t u dores de peito, ds
lados e algum.is vezes, de costas. NI
quorcm fallar, e s nto.n necessidade de dor-
mir. Pereebe-se ni bocea um sabor des-
agr..dtivel principalmente pala manha.. Oa
dentes cobretn-se de urna sepicie de mate-
ria viscosa ; e o appitit; desipparece. O
paciente sent cun) que urn graade pesa>
no estomago, c, s vez^s, urna sensacaa
de vazio no mesmo orao. Na bocea da
estomago ha umita fraqueza; e a nutr-
cao nao produz satisfacao alguma. O*
olhos empaiiam-sc e as mitos e os pj e-
friau, e toriian-s viscos s. Algum tem-
po depois principia urna tosse, -sicca no
comego, e, em seguida com urna expee-
torac3o eaarerdiada. O doente queixa-ta
de um cansado interminavel, e quanda
procura dormir um pou -o, nenhum allivo
sent. Logo depois., o enfermo torna se
bervoso o irrascivel, e o sia espirito ni
n te nio trist.is prosa^ios. Elle sent-s
vertigens urna especie de ton tura na ca-
roca quando so levanta sbitamente. II1
priso de ventre ; a pello torna se secca a
quente alternativamente; o sangue acha-sa
espesso e inerte; a cor do branco dos olhoc .
amarellenta ; e a urina quasi nenhunaa
e muito corada, deixando um deposita a*
vasso. O afligido muitas vezes obrigada)
a vomitar os alimentos que toma, e esta
vmitos d-dxam lhe na bocea un gosta
urnas vezes am irgo c nutras vez 's a do-
eado. Este estado do cousas frequenbs-
mente seguido de palpitacSes do coracao.
Eafraqii'fo a vista do doente, o ella pire-
ce ver nodoaa diaate dos olhos, s.-atiala
ura grande canfafo e debiltdade, Este
symptornas appare-jem cada um por 3ua
vez. Dizam que o 101-90 da nossa pipula-
cao sofifre d'aquella enfermidada sob algu-
na das suas formas. Iudubitavelmente, oa
mdicos sempre se enganaram sobra a na-
tureza da cita la molestia. Alguns trataram-
n'a como affecco do figa lo ; e outros coma
doenca dos rins ; mas nonlium tratamenia
conseguio crala, porque o remedio devia
sersusceptive.1 de obrar harmonisanent: so-
bre cada um d'aquelles org3los, e tambsm
sobre o estomago. Nos casos de Dyspepsia
(sendo este o verdadeiro nome da enfermi-
dade) todos os citados orgSos desordenara
so ao mismo terapo, e precisam de urna
medicina que possa obrar sobre todos elle
8multaujmente. O Xarope Curativo de
Seigel produz u'J effsito mgico em esta
classe de padecimentos dando uai allivio
quasi imiuediato. O Medicamento vndese
por todos os Pharmaceuticos o Boticarioi
do mundo inteiro, e pelos Proprietarios, A.
J. White (Limited), 17, Farringdon R iad,
Londres, E. C, laglaterra.
Depositarios na Provincia do Rio de Ja
neiro : no Rio de Janeiro, Domingues viei-
ra & O., Joao Luiz Alyez. Geo San villa
C, Q Francisco Leandro e Fonseca e A
ves, e em S. Siraao de Mmlmass, Horaia
de Rentus.
Fados e nao palavras
Aos que se desejam tratar sem comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, l.
andar vndese tinturas homeopathcas para ino-
fensiva cura das seguintes mo'.-vi-is : asthraatico,
ainda mesmo bron.-hitieo; eiysipel, cnxaquecas;
mt- initentes (sem o emprego do fatal quinino);
tos e convulsa, falta de meustruacao ; cmaras da
sangue : estericos ou metnte ; dores de dentes oa
nevra'gias, metrorragia; vermfugos, dentiooe
convuloes daa crianc -. 1 11 manip da lo de her-
var do paiz. t ti
Af^im eaaao tral im se encrofnlos-s em quilqaar
grao e gommatosos.
Advogado
oymo Materno Pereira de Car-
valho, tend. di'isaduo cargo de juis aubatituto ios
feitos da faaenda, advoga nesta capital e fora
della e tem seu eseriptorib ra Duque de Caxiaf
n. 55, onde pode ser procurado das 10 horas da
manha As 8 da tarde, e fra aestas em sua resi-
dencia ra de Domingos Theotnnio n. 39, a
qoalquer hora.
-
t





I



Diario de Pernambuco---Domingo 14 de Marfo de 1886

O vinho de extra** de Bgado de ba*aihio, de
Cbevrier, composto de til modo que urna coiher
de vinho correaponde ex-.ctamente a uma coiher
de oleo de ligado de bacalho.
a dotes d* vinho nao devem exceder s do
oleo; ellas variavam segundo a idade e a cana ti-
tlelo do individuo, ntre uma (?) e quatro (?) eo-
lherea por dia.
' de grande importancia alo exceder esta do-
se um medicamento nao pteencheu os seus fina lo-
go depoia de ter passado bocea; ebegando no
estomago deve ser digerida para tornar ae til,
ora as doses excessivaa nao se digerem, ellas acar
retam pelo contrario perturbaos gstricas de na-
turea diversa, como o pro essor Devergie tSo util-
mente assignalou.
Eis porque chamamos a ittencao dos doentes so-
bre um ponto muito digno de consideraco.
NSo ha exageraco falsa no rotulo do vinho de
extracto de figado de bacalho, de f.hevrier, nao
pode haver exageracao imprudente na sua admi-
niatraco.
(Revue Medcale.)
*<------------
Collegio de Nossa Se-
nhora da Penha
Este collegio est funccionando ra da Auro-
ra n. 19, 2o e 3o andares.
c,
Usinas de cobre, latSo e bronze e de
m
Golitzer Ufer n. 9. Berlina S. O.
Espcealidade:
Construcfo de machi-
nas e apparelhos
para latineas de assucar, destillaeoes e re-
finacoes com todos os aperf.cvi montos
modernos.
INSTALLAgAO DE:
Engenhos de assucar completos
Estabeleciaurnto filial na Havana sob a
mesma firma de C. Heckniann.
C. e Sao Ignacio n. 17.
tucos represenlanles
Haupt GebruMer
EIO DE JANEIRO
Para informacBea dijijamse ai
Pohlman &C
OCULISTA
r< Brrelo palo, medico 'culis -
ex-chofe do clinica do Dr. de Wecker, di cnsul
tas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Bara
da Victoria n. 45, segundo andar, excepto nos da
mingos e das sanctifcados. Residenciara de
Riachuelo n. 17, canto da roa dos Pires.
de
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao raeio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Medico parte! ro e operador
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59
Io andar
RBSiflenQia ma do Paysiifi n. 15
lDOS por esci
EDITAES
CHAMADOS PORESCRIPTO
1.10
Gonultorio medico-eirurglco
O Dr. Estevo Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta, medico cirurgicas, na roa
do Bom Jess n. 20, Io andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Paras? dcinais consulta e visi
tas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
a. 53, 1 andar.
Ns. telephonicos : do consaltorie 95 e residencia
126.
Especialidades Partos, molestias de crean
chs, d'utero e seus aunexos
Esmolas quaresmaes
Ainda faz se recommendar aos seus ca-
ridosos bemfeitores a septuagenaria do
bc:co do Bernardo n. 51. Soecorram na,
pois, por amor do Todo Poderoso
DI. ~OT~
ni:Hit o
Tem o seu escriptorio a ra do Marques Je
Olinda n. 53 das 12 As 2 horas da tarde, e desta
hora em diante em sua resiJeucia ra da San
ta Cruz n. 10. Especialidades, molestias de se-
oras e (naneas-
Partos, uestias Ae mltees e
i
Dr. Silva Brito, medico dioico do Maranho
tendo praticaJj ltimamente nos principies hos- -
(titees de Paria o de Vienna d'Austris, onde dedi-fme.
.______ i __i_ ___*._ -* j. ____i n
Juizo dos Feitos da Fazenda
Nacional
Escrivao Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos Feitos da
Fazenda Francisco Alves da Silva no dia 19 do
corrente mes de Marco pelas 11 horas da manh
depois da audiencia se vender em praca publica
os bens seguintes : uma casa terrea situada na es-
taco do Caxang n. 3, (freguezia do Brejo), ptr-
tencente a Francisco Goncalves Torres, avsliada
em 2504000, um moinho de moer caf, avahado em
3 000, duas carteiras de amarello, avaliadas por
lOjOOO, quatro Uxas velhas de cobre avaliadas
por 10/00', um dito pequeo avaliado por 2/000,
um torrador de cat, avaliado pe r 14000, um de-
posito de madeira, avaliado por 54000, uma pe
quena armaco de amarello com oito comparti-
mentos, avaliada por 204000, um balcao de pinho
pintado, avahado por 34000, uma pequea carteira
para cima de balcao, avaliada por 1(000, uma
balan? grande coa: bracos e correte de ferro,
avallada por 104000, uma batanea pequea para
balcao, avaliada por 24000, seis pesos de trinta
kilos cada um, um de vinte, um de quinze, dous
de dez, dous de cinco, um de dous, um de um at
ciucoenta grammas, tudo avaliado cm 204000,
nove tabeas de amarello, avaliadas por 184000,
?uarenta e sete quartos de barrica, avallados por
4000, uma escada avahada em 14000, quatoize
macos de papel de embrulho, avaliados por 14400,
tudo pertencente a firma Costa & C, penhorados
para pagamento da Fazenda Nacional e custas.
Recife, 9 de Marco de 1885.
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Montene-
gro, commendador da Imperial Ordem da
Rosa e juiz de direito da vara especial
do commercio, desta cidade do Recife, ca-
pital da provincia de Pernambuco, por
Sua Magestade o Imperador a quem Deui
guarde, etc., etc.
Paco saber aos que o presente edital virem ou
d'elle noticia tiverem que se acha aberta a fallec-
cia da firma Pereira de Siqueira 4 C. pela sen-
tenca do theor reguiote :
Vistos.Em face da declarar o constante da
pstico de folhas duas, declaro aberta a fallencia
da firma Pereira de Siqueira por Jos Pereira de Siqueira Braga, a datar de
11 do corrente mez.
Nomeio catador fiscal o Dr. Ta vares Belfort.
Procedase a arrecadaco da massa e dos livros,
faca-se publica a fallencia por edital e convoque-
se os credores para se reumrem no dia 18 do cor-
rete, na sala das audiencias, afim de nomearem
depositario. Custas p la massa.
Recife, 12 de Marco de 1886.Thomaz Garcez
Paranhos de Montenegro Em virtude desta mi-
nha sentenca cima copiada, o respectivo escrivao
fez passai o presente edital pelo theor do qual
convoco os credores da referida mass i a compare -
cerem no dia 18 do corrente, ao meio dia na sala
das audiencias, afim de elegerem o depositario ef-
fectivo.
E para que chegue ao conhecimento de to-
dos, se p&saou o presente edital que ser publica-
do pela imprensa e affixado no lugar ao costu-
0 Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da imperial Ordem da Rosa, com-
mendador da Ordem Militar de Noaso
Senhor Jesua Chrkto-de Portugal, juiz
de direito, de orphoa e ausentes nesta
cidade do Recife e seu termo capital da
provincia de Pernambuco por Sua Ma-
gestade o imperador, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle tiverem conhecimento que na audiencia de
16 de Marco do corroute anno, na respectiva sala,
ir a pregan para ser arrematada por venda a
quem mais der. serv.'ndo de base o preco da ava-
liacV, e vai 4 praca a requeriraento do inventa-
riantc LourenQO do Espirito Sanio, uma casa ter
rea travesar do Pnnripa sob n. 4, freguezia,
da Boa-Vista, eoin 15 metros n 40 centmetros de
cumprimente, 4 metros o 40 centmetros de largu-
ra, porta c janella na frente, 2 silas e 2 quartos,
cosinba fura, banderas de farro as portas do in-
terior, bastante alta, em bom estad de conserva-
cao, quintal murado, urbrrisado, boa cacimba, ba-
nheiro de pedra e cal, avaliada por 2:5004 a qual
vai a praca a requerimeoto do inventariante para
pagcmenlo de custas do inventario do finado Joo
Cardoso Barrete.
E para constar rnandei i assaro preseote edital
que ser publicado pela imprensa e afiliado no
lugar do costme.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 12
de Marco de 1886.
Eu, Olavo Antonio Ferreira, escrivao, o fiz es-
crever e subscrovo.
Adelino Antonio de Luna Freir.
EdId~D783
(4.* praca)
De ordem do Illin. Si. Dr. inspector se faz pu-
blico, que s 11 horas do dia 17 do cor ente mez'
ser vendida em pr va, no trapiche Conceico,
a mercadora abaixo declarada :
Armasem n. 7
Marea AGJ e contramarca Camosaim, 40 cai-
xas ns. 7,663'7,702. vindas de Bordeaux ao vapor
fra icez Nigcr, entrado em 4 de julho de 1885,
consignadas a F. de Araujo, centendo 20 duzias
de garrafas com vinho medicinal nao classificado
(S. Raphael), pesando liquido legal 130 kilogram-
mas.
3' seecao da Alfandcga de Pernambuco, 13 de
Marco de 1886.
O chefe,
Cicero B.de Mello.
DECLARARES
Club de Regatas Per-
nambucano
Segmda regata
De ordem do Exm. Si. 1).. presidente, convido
as pessoas que quizerem con;orrer regata que
ter lugar a 25 do corrente, a virem se nscrever
na sede des te club at o dia 16, das 7 s 9 horas
da noite.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano
em 6 de Marco de 86.O secretario,
Osear C. Monteiro.
C. D. P.
coa-se especialmente a partos, molestias de mu-
lheras e de enancas, offerece seus servicos ao res-
peitavel publico desta cidade, onle fixou sua resi-
dencia.
Pede ser procurado do meio dia s 3 horas da
tarde no seu consultorio ra larga do Rosario
n. 26, Io andar, e em outra qualqur hora do dia
ou da noite ra da Imperatriz n. 73, sua resi-
dencia.
O hacha re I Francisco Crrela
Lima Nobrlnho
partecipa aos Srs. estudantes que mudou
o curso de Arithmetica, Algebra e Geo-
metra, para ra do Visconde de Albuquer-
que antiga da Matriz n. 7.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, aos 13 das do mez
de Marco de 1886.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
Edital n. 8
COMMERCIO
de Pernam
Bols? commerclal
buco
Secife, 13 de Marco de 18H6
As tres horas da taro>
''otacea oififiac*
Anolces da divida publica, de 6 0/0, valor de
1:000# 1:090JOOO cada uma.
Letras hypothecarias do banco de crdito real do
Pernambuco do valer de 1004 92J0O0
.cada uma.
Algodo da Parahyba 1 serte, 74250 por 15
kilos.
Dito de dito mediano, 5J260 par 15 kilos.
Dito de dito 2= sorte, 54250 por 15 kilos.
Farinha de mandioca de Porto Alegre, 34200 por
sacco, em 10 do correnta.
Dita de dita do Maranho, 34600 o sacco, em Jl
Dita de dita de Porto-Alegre, 34500, r.uj 12.
Ua*sbio sobre Para, 30 A/y. com 5;8 O/0 de des-
cont.
Cambio sobre o Ro de Janeiro, 60 d/v com 1 1/4
O 0 de descont.
-S'a hora da bola*
.Veadeam-se :
15 apoliecs geraes.
68 letras hypothecarias.
P. i. Pinto,
Presidente
v'andido C. O. Alcof->rado,
Secretario.
-HENDIMENTOS PBLICO
De ordem do Illm. Cr. Dr. inspector, faco pu-
blico que no dia 18 do corrente ir praca, pe-
rante a junta da Faxenda Provincial, o forneci-
mento da alimenticio aos presos pobres da casa
de detencao, relativo ao trimestre prximo futuro
de abril junho, servindo de base a diaria de
420 rs.
Secretaria do thesouro provincial de Pernam-
buco, em 13 de Marco de 1886.
Lindolpho Campello.
Club Imperatriz
Convida-se aos senborcs socios para eempart-
cerem domingo 14 de Marco, s 11 beraa do dia,
ra da Imperatriz n. 42, 1' andar, afim de se
proceder a eleeao da directora c Iratar-se de
negocios concerneotes ao mesmo club.
GOiA
Pernambncana de .\a vegaco
Costeara por vapor
Os senhores accionistas sao convidados a se
reunirem na sede da companhia no dia 18 do cor-
rente ao meio lia, afim de lhes ser apresentado o
relatorio e bataneo da companhia do anno prximo
findo, e bem assim elegerem o presidente e secre-
tario da assembla geral, commisjo de exame de
con tas e conselho de direecao.
Recife, 2 de Marco de 86.
Manoel J. de Amorim.
W. W. Robllard.
P. P Saanders Brothers & C.
Arthur B. Dllas.
Companhia de edifica-
gjto
Communica-se aos senhores subscriptores da
companhia de edificacan. que deve ser renlisada
al o da 20 do corrente a priineira entrada de 10
0/0 do valor de suas respectivas accoes, sendo o
oagamento r< alisado no London Bras.lian Bai.k,
limited, em cunprimento do que preecreve o art.
30 da le n. 3150 de 4 de novembro de 1882.
ASSEMBLE'A GERAL
Segunda-feira 15 do correte, llavera ses'so da
assembla geral para prestaco das contas do ul-
timo espectculo.
Rodolpho Penna Forte,
2. Secretario.
IrMaNdaDE
DO
Senhor Bom esus des Af Alctos
creca na Igreja de S. Jos de
Riba mar.
De ordem da mesa regedora, convido a todos os
nosios rumos que estiverem no goso de seus di-
reitos, comparecerem no domingo 14 do corrente,
pelas 10 horas da manha, cm o noaso consistorio,
para reunidos em aaaembla de mesa geral. proce-
der-se a eleico das vagas de diversos funeciona -
ros existentes na actual mesa regedora e outroi
assumptos a bem da nossa irmandade.
Consistorio, 11 de Marco d- 1886.
O escrivao,
M. S. Cesta Jnior.
Estrada de ferro do
Bonito
Sao convidados os senhores accionistas desta
ompreza para urna remito, que ter lugar no dia
18 de corrente, ao meio dia, ra do Bom Jess
n. 19, afim de se deliberar sobre o que dizem es
arta. 3* da le de 4 de Novembro de 1582, a 26 e
27 do rcspectixo reglame. to.
Arsenal de larinlia
De ordem do Exm. Sr. chefe de divisa'*, Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector deste arsenal
e capito do porto deata provincia, faco publico
que cm observancia ao aviso do miuisterio da
marinha de 22 de fevereiro findo, Bob n. 270, re-
cele-te na secretaria deata inspeceo propostas
em cartas feccadaa. at o da 20 do corrente, s
11 horas da maab, para a'venda dus objectes
bellieoa, depositados no Forte d > Buraco, perten-
eentea a eata repartidlo, os quaes acham-se estra-
gados, e constato da relcelo abaixo :
Espoletas metlicas de frieco para artilberia.
Espoletas de percus ao para tubos ue signad.
Espoletas metlicas de percusso para projec-
tis 6 308.
Espoletas de madeira at vinte.
Espoletas de madeira at dez.
Espoletas de medeira communs.
Cartuchos de papel embalados para rtrabinas.
Cartuchos metlicos para rewolver.
Capsulas fulminantes.
Fcguetes de signaes.
Tubos de signaes.
Cunhetes.
Cartuchos de calibre 32 de Io e 2 carga.
Cunbetcs com cartuchos embalados.
Estativas para foguetes.
Apparelhos para acce ider tubos.
Secretaria da Inspeceo do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 12 de Marco de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azewdo.
.ondon and Brasil!an Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, roa dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezeo.
COXIH FOCO
llrilish & Mercantile
CAPITAL
t:000.000 de libras s ter lina
A G E N 'I E S
idomson Howie & C.
ONTM FOGO
The Liverpool & London & (lob
INSURANCE C0MM&,
srs&C.
(OMPANHIA
Imperial
DE
HEIROS CONTRA FOftO
E8T: 1803
Edificios e mercadoriai
Taxa baixas
Promplo pagamento de prejuizos
CAPITAL
R. 16,000:000*000
Agentes
BROVVNS & C.
* N. Ra do Commercio N. 5
Santa Casa da misericordia do
Recife
A Iilnv1 junta administrativa desta santa casi
contrata com quem melho'cs vantageus offerecer,
os fornecimentos dos gneros abaixo declarados,
para o coosumo dos estabelecimentos seguintea,
durante o trimestre de abril junho. do correte
anno :
Hospital Pedro II, dito dos Lizaros, dito da
Santa gueda, Hospicio de Alienados, C-dh dos
Expostoa, Asylo de Meniicidado e Collegiu das
Orphas.
Aletrii kilos
Arroz idem
Agurdente litros
Azeite de Oiiveira idtm
Araruta kilos
Assucar de 1" 2* e 3* sortes e
turbinados kilos
Bacalho idem
Banha de poico idem
Batatas idem
Cha idem
Cat em grao idem
Carne secca idem
Ceblas cento
F.lriuha de mandioca da oro-
viocia litro
Feijo idem
Fumo do Rio idem
Gaz lata
Dito inexploaivel idem
Milho kilos
Mantei^a franceza idem
Potassa idem
Pao e bolacha idem
Dito idem para o collegio das
orpha tm Olioda dem
Iap idem
Sabo das
Sal litros
Tapioca kilos
Tiuciuho idem
Velas de carnauba idem
Ditas steariaas macos
Vinho brauco litros
Dito tinto (Figueia) idea
Dito do Porto idem
Vinagre idem
-postas deven.o se ap reaeatadaa na sala
As pr .
de mal sease-, rm cartas fechada?, di viikmente
teladas, at as 3 horas da tarde do dia 16 do
c rreiite, declarind os proponentea aiijeitavem-se
a urna multa le 6 0/0 aobre o valor total d) for
nec^mento, se m prazo de tres dias nao compare-
cerem na 8"Cieta-ia da mesma santa casa, para
..ii-i ni 05 respectivos centraros.
Secretaria da Santa Casa le Misericordia do
Recife, 10 de Marco de 1886.
O earrvSo.
Pedro lio lriguo3 Uc Souza.
|{UUM nsiiwion\)e 1 12
'>-.a> de 13
38:377*924
1:942,140
39;i"20/064
Has e Marc de 18
1 i 12
&lwax **>Oe
..iDi 1 12
13
326.S874096
20.794j144
347:181*240
48:113043
8:854#19u
iicii-u* 1 12
err de 13
56:967*233
57-727*455
1=576*629
59:304*084
ALTERADO da pauta
Para a semana de 15 20 de Marco de
1886
Nao houve alteraco.
Alfanaega de Pernambuco, 13 de Marco de
1836.
O conterentes,
Manoel A. R. Pnheiro.
A. de A. Marques.
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor inglez Elbe, entrado dos portos da Euro-
Si no da 13 do corrente e consignado a Adamson
owe & C, manifestou I
Agua mineral 9 caixas ordem.
Alpiste 10 saceos a fJuimares Rocha & C.
Amostras 39 volumes diversos.
Carne 2 barra ordem.
Conservas 8 caixas ordem.
Cerveja 8 caixas a T. Jnst-
Cartas para jogar 2 caixas a Prente Vianna
& C.
Calcado 1 volume a M. G. W. Nicolls.
Ferragens 1 caixa a Manoel V. Neves & C.
Envelopes 1 eaixa ordem.
Lona 1 fardo ordem.
Linguas 2 barra ordem.
Mercadorias diversas 1 volume a J. Xavier, 1 a
J. Cavanagfi, 4 ordem, 16 a G. C. Gatis, 1 a
Companhia de Biberibe.
M*nteiga 15 caixas ordem.
Objectos para chapeos de sol 1 caixa a Lete
Bastos & C.
Ditos para escriptorio 1 caixa ao London Bras-
lian Bank, 1 a W W.Ostler.
Perfumaras 1 caixa t Manoel V. Neves & C.
Presuntos 1 caixa ordem.
Oleo de linhaca 5 barris ordem.
Queijoa 8 caixas a Guimaraes Rocha & C, 24 a
J. B. de Carvalbo &. C, 7 a Alheiro Oliveira & C.,
20 a Jos Joaquim Alves Se C, 20 a Rosa & Quci-
roz, 11 a Paiva Valente & C, 10 a Souza Basto
& O, 11 a Fernandes da Costa & C.
Roupa 1 caixa ao Rvdm. Medgley.
Scmentes 1 caixa a Guimaraes & Permam.
Tccidos diversos 193 volumes ordem, 1 a Cra-
iner Frey 4 C, 2 a Manoel V. Neves & C, 1 a D.
P. Wild C, 6 a A. Vieira & C, 10 a Joaquim
Agostinho i C, 2 a Albino Amorim & C, 52 a L.
A.. Siqueira, 3 a Alves de Britto & C, 7 a Loureiro
Maia #. C, 2 a Andrade Maia & C, 119 a Macha-
do ot Pereira, 2 Manoel da Cnnha Lobo, 8 a Agos-
tinho Santos & C., 13 a Goncalves Irmo 4 C.
Tinta 1 caixa a W. W. Ostler.
Secretarla da Prealdeocla de Per-
nsmbiico. 19 de Marco de S
Ia scjcIo.
De ordem do Exm. Sr. coislheiro presidente da
provincia e de conformidade com a communicafo
da secretaria de estado dos negocios da guerra
de 27 de Fevereiro findo, se faz constar ao solda-
do reformado do extncto 21 corpo de voluntarios
da patria, Romualdo Perdra Gomos, que nao
enviada para esta provincia a carta imperial, que
lhe cjnccdeu a peosio de 400 rs. diarios, e cuja
remesas requereu, por estar essa pensio ainda
dependente de approvacJo da assembla geral le-
gisla uva.
O secretario,
Pedro francisco Corrda de Oliveira
Vinho 1 barril a H. Forster S C 3 a Albino N.
Maia, 3 caixas a Albino Jos da Silva, 21 a Au-
gusto F. d'Oliveira & C, 6 a branles t C.
Vapor francs Ville de Bakia, entrado do Ha-
vre e Lisboa no da 13 do corrente, e consignado
a Augusto F. d'Oliveira & C, manitestou:
Carga do Havre
Amostras 14 vtlumes a diversos.
Agua mineral 19 caixas a Rouquayrol Fre-
res.
Armas 1 caixa a Vianna Castro & C.
Accessorios para telephone 4 caixas a A. do C.
Almeida.
Batatas 25 caixas a Jos Joaquim Alves & C.
50 gigas a Paulino d Oliveira Maia.
Calcado 3 caixSes a T. de Carvalho & C., 1 a
R. de Druaina & C, 1 a S. S. da Silva, 2 a Ro-
drigues Lima & C, 2 a Albino Cruz & C, 1 a P
R. da Silva & C, 1 a Cesar Lopes.
Couros 1 caixa a Braga & C, 2 a II Nuescb
& C
Cerveja 10 barricas ordem.
Cartas para jogar 1 caixa ordem, 3 a R. de
Drusiua & C.
Chapeos e flores artificiaes 4 caixas a Augusto
Fernandes & C. e
Drogas 1 volume a Francisco M. da Silva &
C, 1 a Manoel Alves Barbosa Successor, 1 a Bar-
thoiomeu & C., 13 a Rouquayrol Frerea.
Ladrilhos 75 caixas a Machado e Pereira.
Lixa 3 caixas a W Halliday & C.
L'vros 1 caixa a G. Laport i C.
Manteiga 105 barris c 185 meios ditos ordem
40 e 20 a J. Duarte Simdes & C, 20 e 25 a Rosa
& Queiroz, 20 e 28 a Jos do Maeedo, 30 o 30 a
Paiva Valente c U- 25 e 23 a Joio Fernandes &
Almeida, 15 e 50 a F. Rodrigues & C, 25 e 50 a
Fernandes & Irmo, 30 e oO a Soaies do Amaral
limaos, 14 caixas ordem, 11 a Fernandes da
Costa & C, 9 ordem.
Mercadorias diversas 1 volume a Raphael Dias
& C, 14 ordem, 1 a Adolpho & Ferro, 2 a An-
tonio Jos Maia fie Irinlo, 3 a A. D. Carneiro
Vianna, 6 a Otto Bohers Successor, 3 a Oliveira
Basto & C, 1 a Eugenio & Vieira, 1 a Livia
Mancini, 1 a D. A. dos Res, 2 a Braga & C, 1 a
Vianna Castro & C, 1 a Soares d'Amaral Irmos
2 a Beltro & Costa, 2 a A. Silva, 1 a Augusto
Labi e, la i. D. Lima & C, 2 a Emilie Roberto,
4 a Nunes Fonseca & C, 3 a Guimaraes Irmao
& C, 1 a Manoel C, 6 a G. Laporte & C, 2 a
Prente Vianna & C, 1 a J. Bezerra & C. 2 a
Sulzer & Kauffman, 3 a F. Pelrocelli & Irmo, 2
a Feneira & Irmo, 4 a Manoel Joaquim Ribeiro
& C, 2 a Salazar & C.
Ojectos para escriptorio 1 eaixa a G. Laport
s C.
PregM 9 barricas a H. Nueach & C.
Porcelana 1 barrica J. Krause & C.
Perfumaras 3 caixas ordem.
Provises 13 caixas a Carvalho C
Gompaiiliia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelecida ecn ES..
CAPITAL 1,000:0003
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembeo de 4884
Mariliiiios..... 1,1.0:0008000
Terreslres,. 30:000$000
44-Ra do Commercio-
"SEGUROS-
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phcnii Per-
nambucana
lina do Commercio n. 38
THEATR0
DE
VARIEDADES
Na
XOYA-HAMBURGO
x
Papel 2 fardos a Sa'azar & C.
* Queijos 73 caixas orden, 21 'i Ferreira de
Carvalho 4 C, 3 a Nsrcizo M-iia & C, 1 tina s
Jos Joaquim Alves & C, 1 a Paulino de Oliveira
Maia.
Sardinhas 20 caixas ordem, 50 a, Paulino de
Oliveira Maia.
Tintas 11 volumes a Paria Sobriulio & C, 7 a
Manoel A. Barbosa, Sucessor.
Tecidos diversos 2 volumes a L. A. Siqueira, 8
ordem, 1 a E. Soares, 2 a R. de D. usina & C, 1
a Francisco de Azevedo, 2 a Oliveir i Basto & ,
1 a Ferreira 4C..2 D. P. Wild & C, 3 a A. C.
de Vasconcelos, 6 a Machado & Pereira, 1 a F.
G. do Amaral, 2 a H. Burle fe C 1 a Agostinho
Santos & n., 5 a Bernet & C.
Vinho 20 caixas ordem.
Vidros 1 caixa a N. Fernandes & C, 5 a B. D.
Campos i C.
Carga de Lisboa
Azeite 14 barris e 40 caixas a Domingos Cruz
& C, 5 a Joaquim Duarte Simoes & C, 1 a A. J.
A. Monfciro.
Azeitjnas 20 caixas a Gomes Maia Se C.
Hagas 1/2 barrica a V. F. Rodrigues da Silva.
Ci-bolas 20 caixas a J. B. de Carva.ho, 25 a M.
T. da Costa Ribeiro, 50 a Silva Guimaraes tk C.
Cevada 6 barricas ordem.
Centeio 5 saece* a Silva Guimaraes & C.
Carnes e conservas 1 caixa a A. dos Santos Lo-
pes, 1 a A. J. Ferreira Monteiro.
Cal 50 barricas a Guimaraes & Valente.
Erogas 5 velumes a Faria Sobriuho & C.
Tecidos de seda 1 caixa a Amorim Irmos &
C.
Vinho 20 pipas a Souza Basto, Amorim Se C. 6,
50/5 o 50/10 a Paiva Valente & C, 20 e 20/5 a
F. R. Pinto Guimaraes, 3 e 2/10 a Joaquim Fe-
lippe 4 A^uiar.
Vapor americano Ftnance, entrado de New York
e escalas no dia 13 do corrente e consignado a
Henry Forster 4 l., manifestou :
Amostras 9 volumes a diversos.
Banha 80 barris aos consignatarios, 50 a Do-
mingos G'uz & C, 50 a Fraga Rocha & C, 50 a
.l"iiuim Duarte Simoes 4 C., 60 a JoSo F. d'Al-
meida, 50 a Ferreira Rdrigues & C, 25 a Gui-
marSes Roeha A C.
Breu 150'narricas a ordem, 50 a Maia 4 Re-
zende.
Conservas 12 caixas aos consignatarios.
Candieiros 1 caixa ordem.
Cadeiras 2 caixas a H. Stolsembaek 4 C.
Dr< gas 17 volumes ordem.
Farinha de trigo 150 barricas a H. Nusk 4 C,
1 aos consignatarios.
Ferragens 12 volumes ordem, 2 a Cardoso 4
Irmao, 99 a Ferreira Guimaraes 4 C.
Fogos da China 25 volumes a Paiva Valente 4
C 24 a Antonio Jos Soares & C.
'i UljJIUZl
V pedide geral das luz'uiis classes
Com Hirela i
.tcadcu)?CA
(forualisllca
Industrial
trtistica
EPILOGO
DO
Ccmava 188G
Com previa lieer.fa da priineira autoridade po-
licial desta provinci, enjo 'ogul.imcnto ser como
sempre restrictamtnte observad.-, para bia regu-
laridade do ser vico e commodidade de seus fre
quentadore?, que com suhs Exmcs. familias se dig
iiarem abrilhantar os esplendidos
Sbbado 13
E
Domingo 14 de Marco de 188S
Programma
Este estabelecimento sempre prompto acudir a
qualquer pedido justo do respeitavel publico, nao
pode deixar de conceder mais este, que lhe fez
grande numero de cavalheiros de nossa mais dis-
tincta e SELECTA sociedade para solemnisar o
encerramento do carnaval, que este aDno correo
brilhantemente, gracas s sensatas providencias
previamente teinadas pelas autoridades polieiaes.
S ter mgresso no theatro e jardins quem se
apresentar decentemente vestido e munido do res-
pectivo bilhete.
O camarotes e varandas silo destinados s
Exmas. familias, que se dignarem concorrer aos
II IL.E*, cuja boa ordsm e decencia serSo como
fica dito, jigorosamente msntidas.
O estabelecimento estar, como sempre. aberto
bestes dous dias e franco ao publico com suas ga-
leribS de diversos jogos pelos prcos do costume
at a hora, que ao toque da Mnela annuneiar-
se a compra de bilbetes e;n qualquer das duas
portas.
Para cavalheiros e senhoras :
Camarotes superiores
Varandas
Geraes para outros compartimentos do
thc:itro, galeras e jardins
Premios
A's 11 horas da noite de cada um dos bailes,
uma commisso de respeitaveis cavalheiros, far a
entrega de premios as dileelantes, que mais se
distinguirem nos bailes por seus ves'uarios, deco-
ro e fina educacao.
Os premias cstarao exposlos na camarote da
commissiio.
Havendo desaeeordo quauto a> dilectante, que
mais merecer o premio, a sorto decidir quem o
deva receber.
Para manutenco do rgimen do servigo roga-
se aos senhores frequentadores a fineza de dksi-a-
oharem rpidamente os empregado3 do BUFFET,
logo que sejam por estes servidos.
Qualquer recia macilo rasoavel ser devdamen-
le attendida no BUFFET, sempre prvido dos me-
Ibores
Cerveja
Cafe
SorveteN
Luncb
A regencia da orchestra ser ainda confiada ao
hbil profeesor o Sr. Antonio Hartin. que
na entrega dos premios tocar o by.nno da naco-
nalidade que porten 'cr o dilectante premiado.
O estabelecimento estar prepaiado brilhante-
mente, embandeirado, e Iluminado gaz, giorno,
e fogos de bengala.
Pede-se ainda aos numerosos frequentadores
deste estabelecimento e ao publico em geral, que
mantenham toda a ordem e harmona, predicados
inherentes todas as pessoas bem educadus.
Fecha se o presente programma desta festa po-
pular com o grande e salutar principio de
Lberdade e ordem
8*000
13500
11000
rHEATRO
Machinas 1 caixa ordom.
Maizena 125 caixas a H. Nusch & C.
Mercadorias diversas 2 volumes a Augusto Re-
g & C, 4 a R. Drusina 4 C, la V. Xessen, 9
ordem, 4 a J. W. de Medeiros, 1 a Affjnso de
Oliveira 4 C, 1 a Manoel da Cunba Ljbo, 5 aos
consignatarios.
I P egos 10 barricas a A. Silva, 40 a Otto Bohers
Succoasores.
Peixe 2 caixjs ordem.
Relogios 5 volumes oriem.
Tecidos de algodao 5 volumes a Gencalves Ir-
mao A C.
Toucinho 10 barris a Jos Joaquim Alves 4 C,
20 a Ferreira Rodrigues 4 C, 15 aos consignata-
rios. 15 a Rosa 4 Queiroz, 45 a Fraga Rocha
4C.
Vidros 13 caixas ordem.
DESPACHOS mEXPORTACAO
Era 12 de Marco de 1886
i-ara o exterior
No vapor inglez Orator, carregon :
Para Liverpool, A. Labille 100 saccas com
8,682 kilos de algodao.
No vapor inglez Taar, carregou :
Para Lisboa, O. Travasso 4 C. 403 saccas com
28,783 kilos de algodao.
No lugar norueguens Patruos, carregou :
Para o Bltico, Bors elman & C. 25 fardos
com 4,431 kilos de algodao.
No gar noruegueuse Folkefesten, carre-
gou ;
Para o Bltico, Boratelmanu 4 C. 127 tardos
com 25,767 kilos de algodao.
Na barca nacional Nova Sympalhia, carre-
gou :
Para Hamburgo, B. Oliveira & C. 61 couroa
espichados tosa 427 kilos.
Para o Interior
No lugar nacional Zequinha, carregou :
Para o Rio Grande do Sol. J. S. Layo 4 Filho
120 barricas com 12,821 kilos de assucar branco e
43 ditas com 4,623 ditos de dito mascavado.
No patacho nacional Alvaro, carregou :
Para Santa Catharins, Amorim Irmos t C.
12,000Jitrot de s.J.
= No vapor nacional Marinho Visconde, carre-
gou:
Para Pcnedo, L. D. Lemos 8 barricas com 720
kilos de assucar branco
No hiate nacional Aurora 2*. carregou :
Para Mossor, R. Lima 4 C. 300 saceos cem
farinha de mandioca.
Na barcaca Jflor do Norte, carregou :
Para o Natal, Oliveira 4 C. 6 barricas com 350
kilos de assucar branco.
Para Macahyba, Amorim Irmos 4 C. 1,000
saceos com farinha de mandioca.
Na bireaei Jiosaliua, rurxsgoa]
Para .Macahy-j*, J. S. da Coita Moreira 8 har-
rias com 607 I/i kilos de asquear brauco ; M.
Guimaraes 100 saceos com farinha de mandioca.
Na barcaca Flor de ilaria, carregou :
Para M.in-inguape, Maia & Rezende 100 saceos
com farinha do mandioca.
Na barcada Auiusta, carreg >u :
Para :i "i 11 d > Pnaso, J. Guimaraes 10 meios
de sola.
MOVLMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 13
vapor americano
commandante E.
carga varios gneros;
New-York c escalas *> 22 dias,
Finaice, de 1,919 toneladas,
C. Bakes, cquipagem 62,
a Henry Forster 4 C.
Havre e escalas-24 dias, vapor francez Vitte de
Bakia, de 1,008 toneladas, commandante De-
liens, equipagem 37, carga varios gneros ; a
Augusto F. Oliveira 4 L.
Soutbampton e escalas 19 dias, vapor uglea
Elbe, de 1,772 toneladas, comaaudante J. Bran-
der, equipagem 101, carga varios gneros; a
Adamson Howie Se C.
Port Natal (frica) 37 dias, patacho inglez or'
thern Star, de 298 toneladas, capito M. Shewy,
equipagem 8, em lastro ; ordem.
Port Natal (frica)40 das, lugar sueco Robert,
de 311 toneladas, capitn C. Nygren, equipa-
gem 9, em lastro ; a H. Lundgren 4 C.
Navios saludos no mesmo dia
Boenos-Ayres e escalasVapor inglez Elbe, conx
mandante J. Brandcr, carga varios gneros.
Rio de Janeiro e escalas Vapor americano Pi-
onee, commandante E. C. Bakes, carga varios
generod.
Porto Alegre Patacho nacional Padre Cacique,
capito J. D. Gaerreico. carga assucar.
GuamLugar sueco Robert, capito C. Nygren
em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Mandos Jo norte hoje
Britannia da Europa boje
Espirito Santo do sul a 16
Tamar do sul a 16
Hamburg de Hamburgo a 20
Mrquez de Caxias da Babia a 20
Orator de Liverpool a 20
Ville de Pernambuco da Europa a20
Bakia do norte a 24
Neva do sul a 24
Congo do sul a 25
Cear do sul a 26
'
- i


(
;
Domingo, I de Mareo
Honrado com a prewenra do Esc.
Hr. Connellieiro PreMidcnt do Pro-
vincia.
Espectculo em favor do
hdwhi MiaKiiMniih
Representado pelo corpo seenico da sociedade
Xova I li: ii.
Representar-se-ha o drama dos costumes portu-
gnezes
Mcslre Jeronymo
Fazendo o socio benemrito THOMAZ ESPIU-
CA o papel de Memtre Jvronjmo.
Seguir se-ha a poesa dramtica
Os voluntnos da morte
recitada pela actriz ROSA MANHONOA.
Terminar o espectculo com a chistosa come >
dia em 1 acto
MQRTE 00 !
Alm do corpo scenico da Nova Thalia, tcmam
parte grociijssinoiit" os distinetss artistas Lisboa
Bnds para todas as Ulltaf 0 Jre^i pora Apipu-
co3 e Olioda,
_^______A'. 8 1/2 horas.
iaota tasa de Misericordia do
Recife
Na secretar i i d< Santa Cnsa de Misericordia do
Kc-cife arrembm-se por espaco de um tres an-
noa, as casas aSaixo declaradas :
Ru-a daMo.da n. 45, 24O00O
dem 'ti? n. l'J 240/000
Ra do Boii. '"."us i. 13, 1- andar 3I0J000
dem n. 29, ioji 216/000
dem idem n. 29, 1 Stndar 240( 00
Ra dos Burgos n. 27 216/000

"

V




.
I
Diarf dfc PernambacoDomingo 14 de Mar?o de 1886
Ba da Madre de Dos n. 10-A 180*000
Caes da Alfandeca armazem n. 1 1:609f800
Roa do Marques de Olinda n. 53, 2*
andar 507*000
Ba da Guia n. 25 ^i^SSi
Beceo do Abreu n. 2, oja 48J000
Ba do Viaconde de Itaparica n. 24,
pavimento terreo, 1* e 2* andar, por 1:600*000
Ba das Calcadas n. 32 200*000
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recite, 6 de fevereiro de 1886.
O eacrivSo,
Pedro Rodrigues de Souza
THEATRO"
Dakar,
QUINTA FEIRA, 18 DO CORRENTE
BENEFICIO DOS ARTISTA8
Adelina Castro e Affonso d'Oliveira
Extraordinaria uovldade!
A espkndi'la pe<;a nacional, estra dramtica
de um dos mua oonho.cidoa polticos dj Brasil.
Liberaos e conservadores
Prepara-se um granilc festival artstico em des-
pedida d'aqu.lles artistas do sal do Imptrio. Vi-
de programlas.
MRITIIOS
(P'JII l'EHX.tlIRti.Ui
DE
Sarestne.'.o costcir.i por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju* <; Bahia
0 vapor S. Francisco
Espi rado dos partos cima,
voltura para os iiv f mis logo
que tiver d-soarre^ado e re-
' cebido a carga que se ach.
I encajada.
Para o rosto da carga que
lhe falta, encni: mi'iidus. passagens e dinhviro a
frete, trata-se n >
ESCRIPTORIO
fae da Compaahla Peraa
cana n. 12
C OMl* l\HIi: DES M EN* AGE
RIES MARITIMRi
LINHA MENSAL
0 paquete Congo
Commandante Ciron
E' esperado dos portog do
sul at o dir. 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeauz,
tocando em
Lisboa e vlgo
Lembrase aos Srs. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta agen-
cia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 0/o em favor das fa-
milias composta de 4 praso-a so m"nos e que pa-
garem 4 pasoigens inteirag.
Por excepciio os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, goaatn tatnbem dVste abat-
mento.
Os vales postaes s se dio at e dia 23 pagcs
de contado.
Para carga, passagens, encommcndaa e dinheiro
a frote: tracta-se com o ag ule
iugusle Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
LEILOES
Leilo
De um importante predio de dona andares
e sotilo, com grande acororaodacd'es,
bom quintal murado, cacimba e arvore-
dos, tendo no andar terreo duas lojaa grandes accommodacoea, rendendo 360* annuaes.
que sao occupada* por dona ^tMbM.\nS^^^^^^^a.^.,
vacio e ptimo rendinsento chamam a attencio
dos Srs. compradores.
Um sobrado de 1 andar sito ra do Coronel
Suaarana, antiga ra Auga.ta n. 50, rendendo
546*000 annuaes.
Urna casa terraa sita roa do Visconde de
Govanna, antiga ra do Cotovello n. 107, rendendo
300*000 annuaes.
Urna casa terrea sita a mesma roa n. 79, oom
rars-sieMBriKaii
DampschinTahrls-GeselIschal
Vapor Hamburg
mentos, sito rita de Marciiio dias n.
32, antiga ra Direita, e confronte tra-
vesea que vai para o mercado
Terca-feira 16 do corrente
\'s 11 horas
Ne artnazem da ra do Imperador n. 16
O gente GusmSo, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de diteito da provedoria, e a re-
qutrimento do inventariante dos bens de D. Per-
petua Gomes da fcilva e autorisacao de outros
conseuhares, far leilo do impoitante (redio ci-
ma mencionado ; e para mais informacoes o mes
mo agente dar.
Cbiiel An-
da importan-
Espea-so de HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 20 do
corrente, seguindo depois da
di mora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO VIO ARIO N. 3
/ andar
A agencia nao se responsabi-
lis;i por fallas nos voiumes, 24
Das dividas do inventario rl
tonio de Castro Quintaos
cia de 194:900$.
Terca felra. do corrente
A'a 11 htm a
O agente Guama > nutorifad p'.r man iludo do
Exm. Sr. Or. juiz de dimito d>- wpUoa- far leilSo
com assistencia do mesuM juiz, das dividan ai mu
mencionadas, cujo toilao ter iugsr do i m.
da ra do Imperadcr n. 16, i or oeeasiaV rln l.iilo
de um predio ni ra de Maieio Dias n. 32.
Os pretendentes podero examinar o lista s
devedores que se acha em p der i!o mesmo ag mu
Urna casa terrea sita ra de 8. Jos n. 74,
rendendo 420*000 annuaes.
Urna casa terrea sita a ra dos Guararapes
n. 96, rendendo 420*000 annuaes.
Duas casas terreas sita ra do Rosario da
Boa-Vista ns. 37 e 39, rendendo cada urna 240*
annuaes.
Urna casa terrea sita a mesma ra n. 41, onde
existe um acougue, rendendo 360*000 annuaes.
Urna casa terrea sita rui da Nogueira n. 13,
rendendo 360*000 annuaes.
Urna casa terrea sita no Corredor do Bispo n. 18,
rendendo 3004000 annuaes.
Urna casa terrea sita a ra da Palma n. 11, ren-
dendo 364*000 annuaes.
Para qualquer informocao a tratar com o agente
cima, no armazem ra do Vigario Tenorio
n. 12, i n I < (teja fuclin :.
Aproveiteui oo Srs. "mpradores, porque tendo
de te retir** para a Cumpa o proprietario das
ukf antas eNn>, vi'zt'j. si.- altimo leiUs.
^
^UNIA Ality
<4
4VIS0S DIVERSOS
A htU
i^arreiru:.
^"cirl une pi< -:aa de officiaes de
ROYAIMAIL STEAM PACKET horas depois da descarga da raer-
COMPANY
O paquete Tamar
E esperado
do sul no dia 16de
margo, seguin lo
depois d* demora
necessaria pars
S. Vicente. Lisboa. Vigoc Hon
thamplon
Para pasBagens, frelea, etc., tracta-se come
CONSIGNATARIOS
AdamsonlIowie&C.
S-Rua do C oininerci
cadoria.
Agente Pcst^ ta
Leilo
De
453 saceos com farinha ne mandioca,
avariada por agua do mar
Terca-feira, 16 do corrente
As I I horas o ni ponfo
Na agencia rtia do Vigario^ lenorio n. 12
O agen e Pestaa far leilo por conta e risco
de quem oertencer, de 453 saceos com tarinba de
mandioca, avariada por agua do mar.
Alugi-sen* J^qu ru i- i casa pintada
n v m eonunt.-! t ir, tan i'ia pequea, tem
atal, btiiht'ir-, ei'i.> lia e apparelho ; a
rjio :i -.'"i ijja de joiaa.
I'i s HOn -^guados o favor de
virem vtt n andar i iih U.. .M.iquez de Olinda n.
61.j n- |ioei i >i c i) i'i i i a
J_-; Je Ai uju.
Odilou Coeilio d.. S 'v...
Pedro Siqn ir-', d'Alb.n.(<'g'.
Arihur (Jauta*.
\\'z Piirvaiho.
!u:ii.nr>t>'i. mi > ;.-. I. .y.i ij Filho.
Fie.lerico Vier-:.
A:igneto Goncalv.s i Silva.
Mwnuel Antonia C-.i-m-lm da Aiaujo.
ALBEET0 HENSCHEL & G
52-RlA DO BAR40 DA VICT0RIA-52
O bem acreditado estabelecimento photographico allemSo, acabada augmen-
tar as 8uas galeras no gosto das mais sumptuosas casas d'este geneto, como de Pars,
Londres e Berln, onde o respeitavel publico encontrar os mais aperfeigoados trabalbos
dlo systema mais moderno e mais apreciado.
Para dar mais impulso sua casa c assiin melhor satisfacer as mas difficei
exigencias, acaba de contractar o eximio pintor o Sr. Ferdinand Piereck, chegado re-
cientemente da Corte do Imperio, onde adquiri grande norae, alm do bom credit que
j gozou em 1877 quando aqui este ve na mesma casa.
Roga-se s Exmas. familias e mais pessoas o obsequio de honrar com suas
visitas a este grandioso estabelecimento, onde existe urna magnifica exposicSo de suas
prodceles artsticas e onde encontrarlo lhaneza no trato, perfeicSo nos trabalhos e
modicidade nos prejos.
C. Barza,
Geten'.e.
FUNDICAO GERAL
Pacific Steam Navigation
Companj
Para facilitar aos
Srs. vi antes que de-
ejarw assistir ex-
posico colonial de
Londres no corrente
0 vapor Giqui,
Segu no dia 15 do
corrente, pelas 11 ho-
ras da manha.
- Hece be carga at o
dia 14, e passagens at
las 10 horas da manha
ia da sabida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perrambuona
n. 12
i Aiiiga t: a I an lar dn rasa n. 19 ra da
Penha, u 1 Ua de n. IB ni;i Direita, o 1 da
'de ii. ii ': > ; J i de n 35 tra-
' vcpi d S .Inoi^. o 1 d-. c ". 31 ra estreita
do l-bario i ul' ua ilc U. -I i ua do Arago
03 torreo) ns G niH Uuqtn de Cazias, 41
A ru i il i l.ii'i-. I 9 casa i. ''a i ra de Kunee
.MaJiad". ni Kb inlieirn.com b i.s commodos, ea
gneros da bem fregu* tan Urgu sita ra do Barao do Agente Pestaa
Leilo
na ra de
(OiiriMiit
PEB^.tlHKt.'k'.l
DE
f:H\RGEIRS REUNS
Coiupaahia Frnnceza de!Vaega-
^o a Vapor
iLinha quinzenal entre o Havre, Lis-
t>oa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Steaier filie le FhiiiIilco
E' esperado da Europa at
o dia 23 de Marco, se-
guindo depois da inJispen-
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Santo*.
Roga-se aoe Srs. importadores de car^a p 'los '
vapores desta linha,queiran> apresentar dentro de 6 i
dias a contar do da descarga das alvareng >!
quer reclamacao concernente a voiumes, que por j
ventura tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderetn dar a tempo as providencias neces- '
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nSo se
responsabilisa por extravos.
Kccebe carga, encommendas e paasageirc; pars ;
os quaes tem excellentes aecomodacoes.
Angosto F. de Oiivcira & l
ACE!VTB8
42-RA DO OOMMEROIO 48
Pacifi? Sieam toigaion Goiupanj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Britannfa
E' esperado da Euro-
pa ate o dia 14 do cor
rente, e seguir para o
ul depois da demora
lo costume.
Para carga, passagens e encommendas e diuhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
\Yilon BOM dt c .. Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. 14
r a redueco seguin
te. a principiar do 1.
de Marco a 31 de Ju-
lho prximo futuro:
1.a classe. ida e vol-
tapara Inglaterra, bi-
lhetes validos por seis
mezes. 36:15:0 libras
esterlina?.
AGENTES
mi Sois & Coupy Liitefl.
H-Riiii dotonimccio--W
Para Maranho
Sgue brevemente para o porto cima a bar^a
11 rtugueza Miuho ; para o resto da carpa trata
i com os consignatarios Jos da Silva Loyo &
F'lli.i.__________________________^____
Para Hamburgo
Recebe carga a frete a barca
brasilcira Nova Syrr.pathia ; a tra-
tar com Baltar Olivira d'JD.
Lisboa e Porto
A barca portuguesa Isolinn recebe carga a fre-
a ; tratase cm iiva Gtmares & C. ra do
Commcrcio n. 5.
Para o Para
E esperado do sul no,tes diV.s n lugar nacila
Juvenal, e desie j engsja carga para o p rt>
cima, a sabir cmn brevidadi- ; a tratar na ra
do Marques de Olinda n. .
Da armncao e
zada t.'.verna
Triumplio n. 11 T
knomtfa faUa ,1--------------* Precita se de urna cosilieira
Qnarta felra, I 7 do corrente Bario da Victoria R. 39, ioja.
As 11 koraa em ponto Oftrrcce-M ama s.-nh im honesta para reger
O agente Pestaa far leilo por conta e ritco '<' fazer servi^ iuternos em i .11 de hornera sol-
de quera pertencer, da "maco e renerns dn bem teiro, de conducta afiancada ; quem precisar p-
afreguezada taverna se... ."icionsda, i m um ou de dirigir i-sta tyo itrraphia carta fechada eom
mais lotes a vontade dos cobradores. as iniciaes M. J. Al. ~
Le Lio
EM CONTINUAgAO
No hotel Universo, sito ra do Com
mercio n. 2
Ao correr do martello
Constando :
De 1 mobilia de Jacaranda masjico com tampo
de pcJrii, 2 pianos, 2 guardas-roupas, 1 guarda-
louca novo, aparadores, cadeiras avulsas, sofs,
marquesas, secretarias, camas francesas de Jaca-
randa, ditas de amart-llo, marquezoes, espelbos
grandes e pequeos, quaaios, jarros, extractos,
millas para viagem, eoleboes, travesseiros, toa-
Ihas, fronhas, loucas, vid ros, caixas com cognac,
ditas com pimenta, gigas com champagne fiuo,
caixas com frascos de cognac, e multas outras be-
bidas que estarao patentes ao acto do h-ilao.
Quarta-felra. 19 do corrente
A'S 11 HORAS
POR INTERVENGO DO AGENTE
Gusmo
Urna pess.>a habilitada >e offerece para co-
- brancas, dando fiaduf dn en i conducta ; quem
precisar d-iji-se ra da i'ontc-Velba n. 118,
dtixando caita cun as iniciae E. S S.
Vende-se a taverna sita ra de Joo dt
Barros n. 28, por seu dono pi ccisar de tratar de
sua ssde.
C
ALLAN PATEHSON &
N. 44-Su i do Brum--N. 44
JUNTO A E?ri(!A0 DOS BONDS
Tem para vender, por pre mdicos, as segnintes ferragena:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Criva^oes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portas de fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conjertos, eassentaraento de machinismo e ezeciam qualqua-
trabaflio com perfeicSo e presteza
Precisase de dnas anuie, urna para cosinhar
e outra para engommar ; no largo do Corpo Santo
n. 13, 2- andar.
Agente Pestaa
De bons vidros e excellente emprego de
capital
4|iiinta-felra, tS do corrente
A's 11 horas em ponto
No armazem sito ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, competentemente autorisado,
levar a leilo os magnficos predios abaixo de-
clarados, livres e desembarazados de todo e qual-
quer enus, es quaes pelo sen bom estado de conser-
r*S>
as
PASTILHAS
De ANGEL & MENTRUZ
ce
^2
as
tra
fri-
sa
t**a
es
O Rtmtdlo mttt effica e
Seguro que se tem ttescoberto ate
fioje fiera expel ir as Lcn trigas.
ROQIMROL IRERES

es
S
Companhia Brasilcira de \'fe
ssco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante 1- tenente Guherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 do corrente, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, paasagau, encommenduj valores
tracta-se na agencia
PORTOS DO SUL
O vapor Cear
Commandante o 1.* tenente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dus portos do
norte at o dia 14 de irar-
co, e depois da demora in
dispensavel, seguir para
\ os portos rio sul.
Recebe tair.-.t-in carga pa-
ra Santos, Pelota* e Rio Orande d< Sul, frete m-
dico.
Para carga, pasaagent*, ni'mrimetMi;, t Tusare,
trata-se na agencia
N. 46RA DO COMMEltClU N. 46
Ruyal Mail Sleam Packet
Company
Reducgo de passagens
Bilhetes especiacs sc-
rao emittidos desde 14
de marfo at o ti ni de
jullio offereccnd fac
lidades aos senhores
viajantes para visitar
a exposifo colonial
em Londres, de 186.
Ida c volta de Per-
nambuco a Soiitliamp-
on, primeira classe,
com o prazo de 6 me-
zes libras sterlinas 36,
150.
TELEG^AMMA
Uttx&v pk toa tittnm
DA 7.a SERIE DA 1.a LOTERA DO CEARA
EXTRAHIDAEM13 i EMARgO
raEMio
.M MKMO**
38475
32499
18176
250:000$
40:000$
20:000$
i mi-;BOM
PHKMIO*
14919
31705
5:000$
5:000$
384144:
38416-4:
6565
8487
-1:
2.000$
17161
25967
18115-515$
18111-515$
29819
783
5737
6541
7978
0590
20447
21377
31030
31686
33500
35101
26530
Os numeras de 584018S00 excepto o da surte grande, esli
premiados com 1008.
Os nmeros de 32401 a 32500 excepto o premio de 40:000$
estilo premiados com 30$.
Todos os nnmeros que torniinareiu e;n--!i e 9-eslJlo premiados
com 20S0i!.
A lotera seguirte ser aimiiriada a extravio.
Bilhetes veri* :uua, ru Primeira de Marco n. 23, e cazas Jo con-
RODA DA FORTUNA
200:000*000
PRESOS EM PORqO
Dezenas.....
Vigcssimos ....
EM RETALHO
Dczenas.....
Vigsimos ....
CORRE TODAS AS TI.RCAS-FKIKAS
36 RU A t AftS A BO ROSARIO 3.
101000
i^ooo
n^ooo
I4I00
O proprietarioa do rauito
conhecido
estabelecimento denominado
MIJSEU DE JOIAS
9
sito a ra do Cabug n. 4, communicira ao respeitavel PUBLICO que receberam um
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bera relogios do todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber por-
tados os vapores vindos da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGL W0LFP & C.
N. 4RA DO
Compra-se ouro e prata velha.
CABUG----N. 4
6
TINTURARA
SCCESS0R
9 Ra de IMathias de Albuquerque li
(ANTIGA Klt DAS FLORES)
TiDge p limpa com a raaior perfeifSo toda a qualidade de estofo, e fazenda em
peys ou em obras, chapeos de feltro ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo j
trabal1 o reito por meio de machinismo aperfeijoado, at hoje conhecido.
Tintura preta as torcas e spxtas-feiras.
Tinta do cores e lavagera todos os dias.


4
.1

.ii,t-r pe. o 1.00 oad*> cx^raplar, eDoaaertaao em panno, entregue frai
lininnl" lo livro riyelwime wllog de i-orrto. prefiTttulo-se os lia menores le
ume.
Ku iiac-uii'
um appto-jlho ostnplefo dareatos gnOa nm ejemplar do dito manual. Apparellios para Anudoresj
^EnTlanMe Oitmlogo w Portn-raer. a qnem qna o pedir-'
... .H- T- ANTHOmr de toa -apear- de maura< "iiotograptalcar Ei denominaijAes. *"aAos que
i
e eo.r
10.MI
f
k-ocio I


;~


Diario t .Yri.aiui>un>---|)
de
Jlarro d<
de 1886
4lita-se barato
O I." e -2 =aa do Campillo n. 1
Bm Ji-aua n. 47.
i casa terrea u 23 da travesta de 8. Jos.
la da ra ao Viseonde de Q-oyanna n. 79
i easa da Baiza Verde n, IB Capunga
i tratar no Largo do Corpo Santo a. JS, 1* an-
Aluga-se
Orato a caa terrea, caiada e pintada, ra de
S Jor :e u. 48, lom 4 qoartos, 2alaa, sotao, co-
ainha tora, copiar, quintal e cacimba ; a tratar
oom Siqutira i'errai % C, a, na de Amorim nu
en
4ma para cozinhar
Na na do Bem-fica
sitio que fiea em fren-
te da en? rada -os Re-
medios, se precisa de
um- jmlher forra ou
ese a va para a* na de
-enzinha.
Ama de leite
N rui de PaYaand n. 7, tavetna, precita se
de uiua ama de leite con urgencia
TNICO
#

Preciaa-ee de ama ama para eoi-inhar para casa
de pouca familia : na ra da Imperatrii n. 34.
il*r
%
P"ennraQSo de Productos Vegetaes
- ITINyioTAS caspas
e outras Molestias Capillares.
MARTI NS~&~BASTOS
E' pe chincha
Vende-e Ha ileposito de aereo* em pequea
nalia, proprio para priuci iante e bem afrrgue
zado ; a tratar uj uietmo, sito ai largo do Forte
numero 34
Papagaio
= No largo do Corpo Santo n. 19, segundo
andar, se precisa ae urca ama boa cosinhe'ra e
que entenda de tngommado, dnrma em casa e d
fiador de sua conducta.
Ama
Precisa-se de urna am.-i, boa coainbeim,, mas
que durma em casa de inmilia : tractar na ra
Duque de Ci xias n. 39, S. andar.
Ama
Precisase de urna cesinheira para casa de pou-
ca familia ; a t atar na :ua do Mrquez de Olin
da n. 6.
Ama
Precisa-se le urna arr.a para cosinbar e lavar ;
na ra do Bruji n. 0, 5- an m.
Ama
Precisa-se de nma ama para cosinbar e com-
prar, e mus algum servico ; na ra do Hospicio
numero 17.
25
Aluga-se urna casa Urrea travesa do Princi
pe n. 7 ; a tratar ra da Atiraeca n. 12.

I
Leonor Porto
Ra do Imperador n *.
Primeiro andar
Contina a executar os mais difflceis
figurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Kio de Janeiro.
Prima cm perfeicfo de costura, em bre-
vidde, modicidade en precos e fino
gost.
U
I
I
&
H
Pede se o tavor a quein tiver adiado um pep-
galo grande, mniiso, rallador, com um pedaco da
( rente presa no p, de o levar rua Nova n. 51,
:oja, qae ser bem gratificado.
Liquidadlo de chapeos para se-
nhoras
ende-se pelos seeuintesprecos : de 15 a -0
i roa do Crespo u. i7, ttn casa de Mme. Mique-
Ouero tan?
liaras < rnla : compra se .uro,
l>r< cioeas, por maior prec/> qi l ai
.r i, rt.. r\n 1 n*.J..v n '}} > i.ii
jirata e
ladral preciosas, por maior prec" qne em outra
iiix'qner parte : no 1 andar n. 22 A roa larga do
ioeario. mitiga dos (juarteis, das 10 horas s 2 da
arde, dias uteis.
Sitio no Arraial
Aluga-se o sitio mais fresco e bem localizado
do Arraial, com militas arvores de fructo, ptima
baia para pl;intac5i's, tendo a cata boas aecom-
modsjes e eneanamento d'agua ; a tratar na ru*
do Viacande de Albnquerque n. 92.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro que tenha alguma
pratiea e que d conhecimento de sua conducta :
na travesea dos Pires n. 9, padaria (Genquity).
Agua ele Vidago
Em quartos e meias garrafas ; v. ndem Fari
-obrinho & C., k riui do Mrquez de Olinda n.
14, depositarios.
Aos (lenles dos ollio
Aluga-se o sebradinbo do becco do Quiabo
(Afogadoi), com quintal grande e diverses ps de
fructeiras : a tratar nr rua de Marcilio Diae nu-
mero 106.
Compra se e paga-
se mais do que em o
trn qur. Iqner parte bem
e*Mi
de qualquer qualidade.
Na rua Jo Imperador
n. 32, toja de joias.
Julio Fuerslemkrg.
0 restauran! italiano
roa daa Larangelra* numero SO
convida aoa seus fregueses, com > sempre, aos
bons pet seos a gosto e vontade das pessoas que
entendem da arte colinaria, seus temperos de
manteiga e nit de banli.. de .creo.
Precos:
Um janta. com sop::. tres pratos, caf ou cha,
sob e mesa e vinbo ljSO.,0.
Almoco com dous pratos, caf, ch ou leite,
pao, manteiga e vinho 1J00O.
Tendo todas as qoin'as feiras vatap, macar-
rao a italiana e ravioles.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 12 14 annos,
com alguma pratiea de molhados : na rua da Pon-
fe Velha n. 77.__________________
Criados
.No collegio Instituto Acadmico precisa-se de
urna mu'he.' para tomar conti da roupar a < de
dous criados para cvico interno.
Compra-se |
A Hiscoria da Re-
voiucao de 1848, pelo
Dezembargador Fi-
gueira de Mello; no
eserjntorio de^te Dia-
rio, 2 andar predio n.
42 da rua Duque de
Caxias.
s
Cura certa em 48 horas das inflamacSes recen-
tes dos o'hos, pelo eolyri'. preparado por Jos
Pedro Rodrigues da brtra.
Em prega-se tste poderoso colirio sempre com
grandes vantagens, uas seguintes molestias :
Opbtalmias agida, purulentas e ebronicas,
onjimctivites, etc., etc.
Deposito geral na drogara de Paria Sobrinbo
St C, rua dt Mrquez de Oliuoa n. 41. l'ara in-
tormac5e.--, dirigirse livraria Industrial, rua
lo Bario da Victoria n. ou residencia do
tutor, rua da Saudade n. 4.
Pillas purgativas e depurativas
de (ampanha
Estas piluias, cuja preparacSo puramente ve-
getal, tem sido por ma:s d.- 20 annos aproveitadas
com os melhores resultadjs as seguintes moles-
tia* : affeccoes da pelie e do figado, syphilis,
boubes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipc-
las e gonorrhas
MODO DE L'SAL AS
Como purgativas : tome- se de 3 6 por dia,
bebendo-se aps do cada dz>- um pouco d'agua
adobada, cha ou caldo.
Como reguladoras : t ome-se urna pilula ao
jantar.
Estas piluias de luvencao dos pharmaceuticos
Almeida Andrade 4 Filhoa teem o veridictum dos
senbores mdicos prra sna nitlhor garanta, tor
nando-se mais recommendaveis, por serem um se-
guro purgativo e de pouca dieta, pelo que pdem
ser usadas em viagem. Achaai-se a venda na
drogara de Faria Sobrinbo & C, rua de Mrquez
de Olinda n 41.
^osinheiro
Prcciia-ie de um cosinheiro ; na rua da Crui
numero 22.
Portngw.2 e rr*mi
f^sseioiifl- Pir s n. 103.
|^n^
JoMepiiN Marta de Mello
Joi lid- f dso de "M'.'l- A'onso Jorge de Mello
e Joaquim Jorge A: Mello Flbo convidnm oe
seus amigos e paren tes para aisist.rem as missas
que mandam resar segunda-feira 15 do correte,
stimo dia d; f.l'eci nento de sua presadi mai,
Josepha Mara de Melle, na mxtriz da Boa-Vista
e na capilla do it i^a_8_hgras da manhi.
s
~?
rao de Parlma
O Dr. Prxedes Ptr.rga,feJ8 filhoa e sen concu-
n ado Irini Coelbo da Silva, maodam resar mis-
sas na matriz da Boa-Vista, s 7 1/2 horas da
manbS de 17 do andan-e. por alma de seu falle-
eido amigo o Ezm. Sr. Bario de Parima, e para
esse acto convidam aos ;eug amigos e aos do fal-
lecido, para assiatirem. agradecendo desde j esse
aeto de caridade.
tuuusio Frederlee don SanloM
forto
1
Alfre-'o Baptista d- S Eugracia Porto lap
tista lo Pcrt", Jj.n
mi Augusta
Porto, g'i V. Prederico
dos S c amigos
para awistWm as miwa que mandam cel
ma-
u f I
lecimenr.-. n*'" ressam elernainente
gos e ^aieai.b para ut
resnr segunda fere 1
;uvida os ami-
D a uissj que manda
. rente, stimo dia do
faltecimcnto rio seu trui rd" irmSo teremias
de Andrade Lima, as 6 rr>ras d manh, no con
faA Ftajetoeg. __ ^___________________
A BELLZZA STERA da PELLM Mtfi pilo u 4a
PERFUMARIA-ORIZ
(le L. LEGRANOl Fornecedor (te (Me da ftosr.
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aeBejflo !'rv'.mlial>
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Oavtoelloaft.
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pal ?07. ruT Balnt-Honor. Parir.
I
UTluulu-:'..)JC vt1Bi'" ^i'l^'llh? Ma CICiMOS BW
iapliarae a ftimaca qu 1 nervoso,'
aexpectoracaAe fvoiis.i aa (unccOea doa
imaim eaa anaieaa en eaaa n S KuriC, f 19, rua M<-Laaiare. e.ji Par
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Piluias purlflcao o Sangue, corrigen) todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constituepes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua efcacia e incontestavel.
Essas medicinas slo preparadas s6mente no Estabelecimento do Professor Hoi.loway,
'8, NEW OXFORD 8TEEST (aataa 633, Oxford Btreet), LOXPBES,
E vendemse em todas as pharmacias do universo.
Os compradores sao convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caiaa e Pote se ni) teem a
direcsao, 533, Oxford Street, sao falsificaooes.

Cuidado com aa Falsificare
7???>Z?
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-i AGUA de MELISS1
dos Carmelita:
BO
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1
ri Unioo Sucoessor dos Carmelita I
PARS, 14, Rua de l'Abbaye, 14, PARS
Contri a Apoplexia, o Oholera, En'o do mar, o Flatos, is C.-licaa, Incll-
I gaatiao, \ Febre amarella, etc. ier CrMPScto no qual vai envolvido cid* vidro.
Dere-se exigir o let:elro bf anco e recto, em lo 'os os vidros,
seja qual Dr o I su a auignataru:
nciiosltos em lo
jGhSJs*>.'**a
aWi TaataMa1a1"^a%s LULAS do D'BLAUD 1
i mprpMntir-t 6 confa, lea dias WetHt:-. f
Moa podim Mprr.it
y 4 :~ :> om ti..; ..t:-os cosi o: i
Bato eujpreradafi r*ro o rcfilhe; xito, ha mal, e <0 annos, psla maior parta Ofie attvUcnc
para m r acera?, Chloroae '/..:: aPI^), e .'acuitar a formac -las ruparigu. r
St ^tf -tB Pnu;ar. n noy cedex /rame* u-.< rsnse de tr ios IHiImwiiiuii .-. km nica eiuoao. > do i" aaotratT, .
< huoc 3> ssbo qne aereo m anecic^toa, cuz ene, raoaaxive aa f*t*n*t*d aWajiiat .
axWatiejis toocatuaiaaaO -v>*re cateo Cat-rocaoaoa, e mm ncattjm cerno r-
o eaaMiBr stariaiaraaiun. q. ooub,k
..VM'dMff tc'dutlt as twlthn tarta.
| SHttnastta-aamMoaao noajao taicja gmaBo sobre cada Pilota coaao k trnreu: |
OURimE DESCCF1PIAR DA 'TurAodcs
IwJltUS, rdi Payanae. t.Pe; aUtbfco: rr.iH- <\ : r-, e ais n aMtaaaS
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SoLugo do Doutor Clin
Lturatdo dt Fculdad* de Medicina da Pars. Premio Uontyon.
A Verdadeira Sohi$ao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-M para curar:
As Afiecges Rhenmatismaes aguda e chronieaa, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira SolucSo CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
13 Umi atplicacio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solacio de CLIN & Cie, de PARS, que se eneontra em
V cata dos Droguistas e Pharmaceuticos. u
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dtariosmftrniiiii.a..FRAN~lll.da SILVA *
a y^nM, perto Nicc (F4i'
tutu-** sn todas as naze.*
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Isohel Loques
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btnieoV riieeraei,concrec.ws rajenlosaia bil. JS
hjpitx. attaeSaM
des d.>
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liiOSloD'CSIE
iOOUSETO 4e FCMO e c QUIk
tHlV r A AHN08 Js L-otu Ex Ito teci clen.r i
u'.'IBcaclaiicur.-
rodoaaaaUmtntoapreeip. ij Petas snas prcprlcdafoA 'onte a firumKtui.
o zoBtraurro tt raaaoa tau,rt &.
o mrJ carari.!' jiat> ^c.iTO oontift aa
Ostm 4a ittomttja aforos* fcum/a
Pt.-O ti* apoetite
fin rmpibrtlnunte ...
irJecp;.' esc^oflf/oaas, eJ.:
IHMU otra! 1 I. m i> -.'MUa-Sniat-OfTaaa, risa i V
aSMamjSrAaW.rRAM'lI.rtaSn.T^ ftt. |:

:
bsaics c n ..; tocer i
icm-se iniramc
-
u iiiflueiicia dos Uyp-ip
CM toru.'o a vlr, os auorea nocturno
sphiloa qit*
Otie. Puri:,
HCHCHIt.r

nasa
OEflOCQU
DEROCQ
DEROCOUE
15, Km de Pnitoo, 15
PAHIS
OL.E3C
FIGDQ uSBACALIA
A'ttturitl
Ferrugisoe Creosotadr
lu friaaaui Piarasrta
'* TOo*s OS USOS 0
Purgante as Familias.
F. o V
L^ mi i^i lt/ m. w
JOSEPH KRAUSE 8: c.
Acaban de au^metilar o sen ja bem conhecido
importante estabelecimento na Io
de niarjo n. 0 rom mais
mu saitio no 1 andar lignosamente pepar-

i
rad^ e prvido de urna nm
ft
iauu xj |iiuuu ye urna r a}m-
04 m 4fpnte i@Porte $ $*tHlfa O
a
dos mais afamados abr'&ite. do
mnndo inteiro.
Convida, pois, as Exmas. familias, sens nume-
rosos amigos efrepezes a.visitaren,
o sen estabelecimento, aflm de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
ilespeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
Cl-SE ABEBTO DAS. i'S 8 DA NOIfE
&
Lquidam o seguale;
Mas barato do que em casa dos diomos
collejas
Esgui5?s para camisas e casnquinhos de senhoras n 4 c 4-5500 a peca
Saias bordadis a 3$, -4 e 55000 urna !
Camisas bordadas pf-ra 'senheras a 5(5500 e 3-5000 urna I
dem sen. panhos, sem collarinhos, para hornero, ;i 425 a duza!
Meias inglezas superiores a 45 c 55000 a dita !
dem inglezas para s nhoras 45 e 65000, cruas do 165 por 12500? *
Crochets guarnieaa completa por 85000 !
Damascos daAS largaras para colxas a 25000 oeovado
Popelines brancas a ^00 rs. o covado proprias para noivas.
Mirsuos pretos duas larguras a 15, 15200 a 15500 o covado 1
Bramantes de linho lnperior a 25000 o metro!
Lences de dito, panno de casal, a 25000 um !
Coberta de ganga cretones, dem 35000 urna !
Ceroulas, superiores ooriados a 16^000 a dnzia!
Cortes de meia case*nira para caiga a 15400 I
dem de casemiras inglezas a3$e 4;000 um !
Cambraias Victorias e transparentes a 35200 e 35800 a pega!
Fichs para me.nnas a 15500 e 2|$000 um !
Cortinados bordados a 75 e 105000 o par !
Crinaldas evos para noivas a IO? e J5.-J000.
Cretones superiores a 320 e 360 rs. o covado !
JRua Duque de Caxias59
FAZEMHS BAR4T4S
Xa bem conhecida loja da roa Primeiro de
Mar? n 20
JUNTO DO LOIVRE
Grande sortimento de madapol3js de
75500 e 85000
AlgodSes brancoB, superiores qualidades,
65500.
45500, 50, 55500, 6*, 65500
de 45, 45500, 50, 55500, 6\JI
a
Saperiore8 cretones de 320 a 500 o covado.
Batistes, lindro padrSes, a 200 e 320 rs. o covado.
Fustoes brancos de novos desenhos a 440 e 500 re. o oovado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 35500.
Ditas de ganga cretone, bonitos padr5es, a 35000.
Lencoes de bramante, do linho de 25 a 45000 a um.
Ditos de algodao de 1,800a 25500.
Toallias felpudas, de tnmanho regular a 55000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 25000 urna.
Lencos de algodao de 1(5800 a 2(5200 a duzia.
Ditos de nlgodao, rom barra, a 25400 ? duzia.
Briu: pardo, dar '. 400 e 700 rs. o covado.
Dito tr.-iac-tdo, Ion metro.
Cortes de vestirlo do cretone de 205 por 80000.
GuardaDnpos de linh > de 35500 a 65 a dasia.
Graode var'cdade de nnquinhas de 25 a 55000.
Meias cruas para liomeiu a 55, 6(5, e 70000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para hornera, do 55 a 100000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 25500 o covado.
AIgodSo trancado de duas larguras a 10300 a vara.
Bramante de algodao, do qn.itro larguras, do 15500, 15800 e 2,1000 avara
Dito do linho idem idem de 25, 20500 30 o 45000 a vara.
Leques- de papel, de lindos desenhos, de 500, 800 o 10000.
Merino preto e azul a 10400 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado
Velbutinas de todas as cores a 15000 o covado.
Mole8quin do cores, bonitos palrS' s, a 600 rs. o covado.
Chales do algodao a 10200, 10400, 10:00 e 2?000.
Guarda p de/-brim de linho" pardo a 40, 55 e 6J000.
Oxford p.ra camisas, lindos padr3es, a 28U 300 e 340 rs, o covado.
Costumts para banhos de mar a 80 e 100000.
Cortinados bordados para cama c j un ellas n 80 1"- 12, 14 e 160000 o par.
Grande sortimento de roupa feita para trai de cmpo.
Encarregamo-nos tambem de mandar fazer qualquer roupa para homo>n e
meninos, para o que temos um hbil offi'-ia' o urogran'i'" t-ortimeuto He pannos, brint,
casemiras, etc.
Quem precisar de algum artigo bom e barato, .dever visitar de preferencia
este antigo e acreditado estabelecimento.
Ra Prfmsiro m Marco 120
\ DATA INCORRETAl
[ UEBfVEL


Mario de PernambncoDomingo 14 de Marco de 1886
os 40001000
BILHETES GARANTIDOS
16-Kua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe
tes gar ntidos da lotera n. 43a em beneficio
da matriz de Cabrob, que se extrahir
na terca-feira 16 do corrente.
Preces
Inte-ro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
Meado qnantidade superior
alo :ooo
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Quarto *785
Joaquim Pire da Silva.
CASAf 1LIZ
Aos4:00000
^ra^a da independen
cia ns. 37e H9
Achara se :\ venda pb feliaet bilhetes
_,.rantidosda 43a, parte da loterin a benefici ;
da matriz (.'o Cabrob,. i"1 "xtrahr
no dia 16 de Marco.
Pre Bilhete inteiro 400
Meio KX)
Qu OOfl
Usa poreo de tojor pasa
Bilhete atrs -'5*500
. rio 157?>'
Ruarlo 587 r-
Xut'Tcir. AuiJUS't !,'' 'it--- Pftu
Costumes de casemira
A 30* e 33*
Xa aova loja da na da Imperatriz n. 32, rece-
beu-se utn grande scrtiinento de finissiroas case-
miras inglezas ce cores claras e escuras, que se
venden or preco muito em conta, assim como das
mesmas se mand.iui fazer costura'< p^r medida,
sendo de paletot tacto a 3 *OK), o de fraque a
3C f.; assim como de superior A-mella inglesa de
cor azu' escura, a 301 e 354, tarab m las mea-
mas f izendas se mauda fazer qualquer peca val-
sa, grande pechincha ; na nova loja de P- reir
da Silva.
Casa de canijo
Aluga-se o sitio n. 'J da estrada do Rosarinbo,
com caa para familia, com bous commodos, eaia-
da e pintada, boa Agua, pasto para vaco, e va-
rias f rucie iras ; c tratar com Prederico Chaves,
no largo de Pedio II, 1 andar n. 75.
A Revolueao
O 48 da roa Duque deCazias, desojando ven-
der muito, resoiveu vender fazendas por meaos
25 / de seu valor.
Ver para acreditar
Setins macios, decores, 1*400, por 800 rie
covado.
Mari posa fin de cor a 240 ris o novado.
Renda aberta da China a 240 ris o covado.
Cretones finos nacionaes a 240 ris o covado.
Setinetas lisas e finas a 400 ris o covado.
Alpacas de cores a 360 ris o covado.
Linhos escossezes proprios para vestidos a 240
ris o covado.
Lcqnes Juannita a 800 ris um.
Lencos brancos finos de 14200 a 24 a duzia.
Camisas de linho muito finas pelo proco dimi-
nuto da 30J a duzia.
Cobertas torradas a 24800 urna.
Colchas brancas e de cores a 14800.
Bramante de tres larguras a 900 ris.
Dito de quatro ditas a 14200.
Toalhas felpudas para rosto a 4*500 a duzia.
Madapolo pello de ovo, finissimo, a 64500 a
peca
Camisas para senhora a 24500 urna.
Lmcos de seda a 600 i is um.
Redes hamburguesas de cores a 104 urna.
Ditas ditas brancas, com varan las, a 154 urna.
Cortes do casemira de cores finos de 44500 a
104000.
Casemira fina de sores, infestada, a 24 o covado.
Flanella americana a 14000 ris o covado.
E mais urna infinidade de i'.rtigos baratissimos
le nao deiiar de comprar que os vir.
Os abaixo assignados, tendo adoptado e regis-
trado a n arca indastrial como do desecho : cima
~e coeformidade com as prescripces das leis em
sigor declaram ao publico e particul-.rmente aos
f-us numerosos fregueses, que d'ora em diante
)dos os productos qre i.hirem de sua botica le-
arao a dita marca como garanta de sua origem
legitima procedencia.
VENDAS

Vende-se a armacao da casa de molhados >'.
Pra$a de Pedro II n. 6 propria para continuar
com o inesmo negocio ou outro qualquer, na fre-
euezia de Santo Antonio ; a tratar na mesma.
Vende se ama V-tru d-~4:8004000, de pe-
soa sssas nobre e distincta, pela quvntia de 6004,
cuja letra est segura e bem documentada ; a
tratar na ra do Mrquez do Herval n. 23, loja.
Tamben) se precisa alugar urna preta que saiba
vender na ra ; a tratar na mesma casa.
WHISKY
ROYAL. BLEND Jiarca 1 iADO
Este rxcellente Whisky Escosse prefenv
40 cognac ou agurdente de canoa, para fortifje-
o corpo.
Vende-se a retalho a n ,,. !be res mazeos
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo n
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BROWNS C, agentes
Boa (HTasiiio
Vende-se urna officina de esleados completos
com urna boa armaco, muito propria para prin
cipiante, sita ra I>ireita n. 28 ; a tratar na
mesma.
Loja das estrellas
Ra Dnqiie d. Caxla n. .
Liquida as seguinles fazendas
Gorgoro de seda de 44000 e 44500, A 14500 e
24000.
Setim preto e de cores de 14200. 145C0 e 24.
Casemi.-as e merinos pretos de 24 e 24500, A
14,14200 e i 44(0.
Bramantes de linho com 10 palmos d> largura,
de 44 24OOO.
Meias inglesas sun costura, para homem, de
64&O0 e 44.
Ditas idem iiem para sendera, de 124000
64000.
Panno preto fino para costumes, de 44000
14600 e 2*.
Aberturas de linho para camisa, de 204000
B4000.
Cortes de cimbris branca ricamente jordad^s,
de 124 4 74.
Toalh;.s felpudas, de 54 44-
Camisas de meia, de 24 14-
Atoalhado cem ricos drsenhos a 14300 o metro.
Fnsto branco a 820 rs. o covado.
Renda da India a 240 re. o cavado.
Pentaalores par seuhora, de 104 84000,
44000 e 64.
Al goda 1 trancado de duas larguras a 800 rs. o
Toilet de alcasse, f.iz. uda muito larga, a 260 rs.
Goardaiiapes para alraoco e jnntas, de 24500 e
44*W0.
Zepher de todas ns cores a 120 e 240 rs.
Um variado sortimento de retalbos de todas as
qualidades, que veademos por preco sem compe-
tencia. Tclephone-210.
Fazendas braucas
SO' AO NUMEiO
AO rna da Imperatrlz = -40
Tajo do* barateiroi
Albeiro >V C, ra da lin|wratriz n. *(, ven-
dem. um bonito s'rtimcnto de todas estas faiendas
abaixo mencionadas, si ni competencia de precios,
A ABER:
Algodo Pe^as de alg.xlanzinho com 20
jardas, pe'os baratos prev'os de 34800,
4J, 44500, 44* 0, 5J, 54500 e 6|500
MadapoloPechas de madapolo cora 24
jardas a 44500, 54. 64 at 124000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc >s e cruas, de 14 at 1480f)
Creguella francesa, fazenda ciuito encor-
pa ia. propria para li'nfoes, toalhas e
c roulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulad da merma, muito b-'in feta?,
a 14200 e 14500
Colletiuhos f'a mesma 800
Bramante francs de algodo, muito en-
cordada, ota 10 palmes de largura,
metr 14280
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 2*801
A toa.lia 1 adamascado para toalhas de
mesa, c in 9 palmos de largura, metro 1JJ800
Cretones c chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptisla. o que ha de mais delicalo no
nercado, rs. 200
1j'as estas fazendas baratiseiaas, na conhecida
luja dos Ferreiros
Algodv enfestado pa-
ra enfoes
A 90o r. e 1SOOO o mol ro
Vende-se ua luja iw barateiros da Boa-Vista
algodo para lencoot d um s panno, com 9 pal-
mos de largura 900 rs., e dit > com 10 palmos a
1J000 o metro, assim coma dito tn.ncado para
toalhas de mesa, com 9 palmos n'e largura a 14200
o metro. Isto na Jeja de Albeiro & C, esquina
du becco dos Ferreiros
MKRINSPBETOS
A 14300, 14400, 14'0, U 800 e1 24 o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, vn-
dem muito bous merinos pretos pelo preco cima
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
00 los Ferreiros.
Espartlllaos
A rJfOXXI
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 54000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc isto na loja da esquina
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZ AS
A 24800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um eleganto sortimento de easemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o~ padrocs mais deli-
cados para coetume, e vi ndem pelo barato preco
de 248OO e 3J o covado ; nssim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot saceo, e 854 de fraque,
grande peeh ncha i na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
poreo de brhu pardo lons, por estar eom princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr.'ou de 32o
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado a lOO m. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
ordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs-, ou em carto eOin 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveiterji a pechincha ; na loia da
esquina do becco dos Frre:rcs.
Fnstes de setioeta a &OO rs o
ovado
Alheiro & C. ra da lmp< ratri ven-
dem um bonito sortimento de fustSes brancos pelo
baratinho pre$o de 400 e 500 rs. o covado, Hssim
setinetas lisas, tendo de todas as cores a 500 rs. o
ovado ; na loja da esquina do becco dos Fer
reros.
Em vista dos grandes propn'saos da idea de que
se gioriam as naces civilisadas, o commcrcio
deve acompanhar esse pro^resso, visto que elle
o mais p'ider< so elemento do engrandecimento das
nacoes : em /ista do que annurjiiam
MART1NS CWPITAO 4 C.
1 Ra estreita do Rosario 1
Orande sortimento de geni-ros alimenticios, es-
colba dos quaee, os annunciantes teem sempre
maior cuidado, para bem servir os ueus numerosos
fregueses. Ijembrainos, pois, o proverbio :
Quem nao experimenta, nosate.
Venhm vir, pois :
Queijos, flamengo e de Minas.
Fiambres ingleses.
Chocolate f.-.ncez Menier.
Dito do Maranho.
Fructos seceos, como :
Passas, ameudoas, figos, etc.
Ditas nacionaes.
Doce de todas as qaalidades.
Boiachinlia inglesa.
Semeates uovas de hortalizas.
Especialidade em
Vinhos finos do Porto, Madeira e Sherjr.
Ditos da Figueira e de pasto.
Cognac de div- rsos autores.
Vinhos tnicos, como :
Absinfho.
Vermouth, etc.
Licores de todas as qualidades.
Champagne.
Uervej 1 de diversas marcas.
Bem as:-!m :
Araruta fina em pacotes.
Cha verde e preto.
Dito perola.
Especialissimo matte do Paran, em p6.
Aind* mfc's :
Ovas de peiie.
Sardinbas de Lisboa em Salmeara.
Vendem Martina Capito & C, roa estreita d<
tt0Mr AOS AGRICULTORES
Forvuicida capanessa (verdadeiro) para extinc-
cao oosapleta da fesaiga saura. Vendem Martins
Capito 4 C, ra estreita do Rosario n. "1
Pinho e riga
Vende-se em casa ae Matneus Austin 6 C,
ra do Commercio n. 18, 1- andar, da roelhor
ualidade e diversas dimeusoas.
Bois de carrosa
VenJe-se dous bois muito bons e gordos ; a
tratar no caus 22 de Novembro n. 77, taverna de
Aievedo Maia.
.-------------------------------------------------------
Sitios 110 Arraial
Vende-se um ptimo sitio no Arraial, muito
perto da estaco da Mangabeira de cima, com
quantidado de arvores de fructo, baixa para plan-
tacSes, e com urna grande easa f'e pedra e cal;
assim como vende-se mais dous com casas de
madeira, em muito bom estado, e o motivo da
venda se dir ao comprador : a tratar na ra do
Visconde de Albaquerque n. 92. ____
Camisas nacionaes
A SOO. SjOOO e 34500
32 = Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas a pjnhos de linho como de algodo, pelos
baratos precos de 24500, 34 e 44, sendo fazenda
muito meihor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por lereta cortada* por
um bom artista, especialni ua c.miseiro, tambem
se manda fazer por encomm?ndas, a v.ntade dos
fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 de Ferreira da Silva.
Ao 32
Nova loja de fazendas
%9 Rna da Imperatriz = M*
DE
FERREIRA DA. SILVA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
eitavel publico um variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para honiens, e tambem se man-
da tazer por encommendas, p r ter um bom raes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
easemiras e brins, etc
3? Hun da Imperairiz- 31
Loja de Pereira da Surja
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai
xo mencionadas, que sao baratissimas.
Palitots pretos de gorgoro diagonaea e
acolchoados, sendo fazendas muito en-
corpadas, e forrados *' 0(i
Ditos de casemira preta, le m muito,
bem fetos e forrados 104(nK.
Ditos de dita, fazenda muii 1 e'lior 1240>.)'>
Ditos de flanella azul, sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados 124000
Caifas de gorgoro preto, tcolchoado,
sendo fazenda muito encornada 54500
Ditos de casemia de cores, sendo maito
bem feitas 64500
Ditas do flanella inglesa verdadeira, e
maito bem feitas 84000
Ditas de brim de Angola, de mnleskim
de brisa pardo a 24, 24500 e SfUMl
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e 14600
Colletnilio de gregil'u muito bem feitos 1400"
As'jim como ojo iom *ortin< ni 1 Je lencos de
linho c de algodo, meias cruas o collarinhes, etc.
Isto na loja da rna da Imperatriz n. 32
Riscados lagos
a *00 ri. o covado
Na loja da roa da Impe'atriz n. 84, vendem se
rcadinho pr-pnos Mis ssaiaas Ja soMsinM e
veatiUe, pelo barato pr> co de 200 rs. o covado.
tendo quasi largura ele ehita francesa, e assim
como chitas brancas iniudiuhas. a 200 rs. o eov>.
do, e ditas escuras a 24 1 rs p-eluncha : ..
loja ao Pereira da Silva
Fastoes, HedaetaN e laxlniaM a SOO
ra. o covado
Na roja da ra da Impeatris n. 32, vende-se
um grande sortimento de fustdca brancos a 500
rs. o covado, lzinhas lavradas de iurta-cores.
& senda bonita para vestidos a 500 rs. o covado,
e setinetas lisas multo largas, tendo de todas as
oorrs, a 500 rs. 1 covado. pechincha : na h>j
do Penaba da Silva.
Mt-iiuH pretos a 1*1
Vende-se merinos pri-t e de 'l'ii;- larguras para
vestidos n roupas pura nteiuios a 14200 e 14601
0 covado, e suoerior setim preto para enfeites a
I45OO, a>sim como chitas pretas, tanto lisas como
de lavoures bran- os, de 240 a 320 rs. ; na nova
1 ja de Pereira Oa Silva a ra da Imreratriz nu
mero 32.
AlKoiluxinlio francs! para lenre
a oo r iSr 1**00
Na loja dama da Implan ir. n. 32, veiule-st
superiores algodozinhos francezea com 8, 9 e 10
p lmos de largura, proprios pan lencoes de um
.i panno pelo barato preco le 9O0 rs c 14000 c
iii.-tr 1, e diu trancado pa a t .albas a 14280, as
sim como superior bramante de quatro larguras
para loncoes, a 14500 o metro, barato ; na loja
do Pereira da Silva.
Roupapara meninos
A 1*. 1*500 e *
Na uova loja da ra da Imperatriz n. 32, se
vende um vanado sortimento de vestuarios pro.
prios para meninos, sendo de palitosinho e calci-
nita corta, fcitos de brim pard,, a 440C0, ditos
de moleequim a 44500 o ditos de gorgoro prato,
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; ns
oja do Pereira di Silva.
Fazendas linas e modas
t A, Hua do CnlinKf B
sf Bastos & c.
(TELEPHONE 359)
Avisam s xmas. familias que receberam ds
Pariz:
Lindsimos cortes para vestidos com tecidos ds
mais ; alpitante novidade como sejam: Etamine
com b. rdado a retroz, seda orua bordada a capri-
cho, Cach mire com enfeites bordados a fil
Moda 1886
Valentionnc en ecorce d'arbre.
Primorosa escolha em vestidos ".om 20 metros ds
l ligeim, tecido anda nio eonliec-ido aqu.
Cores e desenbos novissmas nos seguales fa-
zendas de seda, l e algodo. Etamine, Surah, Se-
tim, Failles, Linn. Toile d'alaace, Cachemires.
Explendido sortimento
Rn :'. s, I uvas, espartilhos, lacos, lavalirec.
meii.f. I lines e muitos outros artigos que se ven-
dem por presos sem competencia.
Expsito Central
Damin Liin.i ,1 (J. iutitulaiain o estabeleci-
mento em liquidav4.o da ra larga ao Rosario n.
38,'por EXPOSigAO CENTRAL para assim se
tornar bem conbecido de todos, pelo que chama a
attenco especial das Eximia, familias Dar os
presos seguintes :
Metros d plics a 400
Bonecas inquebraveis 14500
Metros de arquinhes 120 e 160
Pecas de bordados finos a 300 e 400
Garrafas com agua florida a 700 e 1/000
Frases de oleo oriza por 14000
Kta parfucha, n. 80 34000
Carica is de 20C jardas a 8'
Invisnveis grandes a 320
Ditos menores a 300
Briuquedos para meninos a 200, 300 e 500
Caixiuhas para presente a 24500 e 1 < <
Meioa fio de sedapara senhhora a 14 e l200
L para bordar de 24800 e 34000
Fita fliinro o maco 360
Dito de algododito 240
Massinhos de grampos a 20
Macqe.inh-s acrobat'ccs a 1W)
Botts, tifii?, leques, perfumaras, buugalas te
soarns nutro muitos artigas que s eir.u a vona
na Exi i(o Central no iarga do Rosario o. 38.
Ao commercio
Os abaixo assignados, estabeiecidos em Bebe-
I douro com casa filial eos Quipap, nesta provm-
I cia, declaram pelo presenta, que saldaram todos
os bous dbitos uesta praca at 27 de Fevereiro
do corrente anuo, isto com os devidos descontos a
, que tinham direito ; salvo cinco letras de.....
3174625, que sao devedores Thesouraria de Fa
zonda, provenientes de arrematoslo de dizimos,
ssndo que a 1 vencivel em 30 de junho do cor-
rento aaao ; a 2* em 30 de setembro ; a 3' en 31
; do desembro ; a 4 em 31 da Marco do 87, e a 5"
1 em 30 de junbo do mesmo. A presente daolara-
co serve d preventivo a qualquer duvida que
i por ventura, exponlaneamente, tenha nascido com
rela^ilo ao crdito de nossa firma uommercial.
Joo Uuiherm & Sobrinho.
A "ft/Y* A Precisa-se de urna, para
>iX>iXii>i(*i cisiuhar para urna familia :
a tratar na rna do Mrquez do Herval n. 107.
Ao commercio
Nos abaixo assignaios participamos ao commer-
cio que nesta data distolvemos imigavelmente a
sociedade que tinh imos as casas de eily..dos
ra do Livram> uto ns. 35 a 37 sob a firma com-
mercial de Albuquerque 4t C, retirandose a so-
da D. Maria Amalia de Loureiro Ferreira paga e
s tisfeita <:o seu capital e lucros, ficando o socio
Frenciseo de Salles Albuque-que responsavel polo
activo e passivo. Recite, 13 'ie Mar(o d Francisco de Salles Albuquerque.
Mara Amalia Loureiro Ferreira.
Engommadeira
Precisa s de ama perfeita eugoinmadcira : a
tratar na ma da Saudade u. 16.
Preciea-8e de um portug ez para feitor de
engenho : na rna Duque de Caxias n. 60-A, loja,'
0n Pi ssagem ca Magdalena, primeiro sobrado
nass indo aponte gran le.
Por 151000
Alaga se para morada a loja do sobrado ra ,
de Lmas Valentinas n. 50 ; a tratar na roa Pri-
meiro de Marco n. 7-A, livraria Parisiense
Engenho Recanto
v/ende-so ou arrenda-ae o engenho Recanto,
situado no termo de Serinhem, moeote e corren
te d'agua, com boas trras, ere. ; a tratar com
Manoel Ferreira Bartbolo, a ra do Bom Jess
numero 4.
Bonito caval'o
Vende-se um b.uito caval o castauho, bom an-
dador e muito novo : a tratar na rui do Marques
de Olinda n. 8._____________________________
Vos dentistas
/ende-se um estojo com todas as ferramentas e
accesaorios necessarios arte dentaria ; na ra do
Mrquez de Olinda n. 8.
Aluga-se
a loj do sobrado rna de Hortas n. 140 ; a tra-
tar no largo da Alfandega n. 4.
'%]J$'
Na praca do Conde d'Eu n. 7, 2- andar, preci-
sa-se de nma ama boa cosinheira e de boa con
docta, para casa de pequea familia, paga-se
bem.
Caixeiro
Preciea-se de um cnixeiro com pratica de ta
verna, de 12 a 14 anuos de idade ; na ra das
Trincheiras 11. 23. *
Vende-se
Apolices genes
Duas apolices geraes
do valor de um cantos
de reis cada urna, quem
quizer anniiiicie para
ser procurado.
Cabriole!
Ve .de-so por baratissimo prc< e em muito bom
estado 11 m cabrioltt de dous r~ utos, quatro ro-
das e arrotos para um cav.llo ; a tratar na co-
cheira do Cxnlido, ra da Rida.
i
11 1) liso firmado, mndando sn.-i residencia dcsta
capittl para a do Rio de Jai.eiru, deixa exposta
vi uda sua pharmacia i ra do Rangel 11 48, e
gara o que faculta poderes especiaos ao #r. Jos
aetano Biptista des Santos, estabejecido ra
do Crespo n. 7 (Grullo Vigilante), paia vrndel-a dn
acc./r Jo com o pr t- ndente, e bem assnn receber
dividas que nao foram re.=gataaas. Recife,23 d
fevereiro do 06.
uim E. Cotia.
Jos aloo de Amorim
A vinva, filhos e. grnros do fallecido Jos Joo
de A;nnrun, convdala a todc* os paien!-.- e ami-
gos ceus e do finado, p ira HMtiram ay utcio de
coipo presente, que na mitriz dj Cor|>o Santo, s
8 horas da manh -i 16 do corrente, t m de ser
Sfsada por sua alma, e ualli acompauliar os restos
mortaes ao cemiterio publico..
Pelo compareciinento de todos, o que conside-
rara como urna prova de amizade e religiio, se
confessam desde j muito agradecidos, pe lindo
descnlpa quelles que n 1 receberein convite di-
recto.
Cautela \ perdida
O abaix.. 11 -signado previne Caixa Econmica
e Monte ds Soccorro, que perdeu a cautella n.
12,682, penalcente ao mesmo abaixo assgnado,
pelo que ne-ie & peosoa que a achou a bou lado de
restitu'!, ao mutuario q.ie ficar eternamente
grato. Previne porttnto ao Monte de Soccorro
qne nao entregue os objectos sem as competentes
testtmiinh;!. Ra da Matriz di Boa-Vista n 34.
Protessor Ju'io Soares de Azcvedo.
siuoniR
\os iOOOSOOO
3HHETBu lARAKTTMS
Ra do L'^aro da Victoria a. O
e r-nH-ts do costme
I U abaixo assignado acaba de vender
en 8eua felizes bilhetes quatro quart de'
a. 950 com a surte do 1001000, e di^raos
'premios de 32^000, 16^000 o 80000.
1 meemo abaixo assignado convida o
possuidores virem receber na conformi-
' dale do costume, sem descont algum.
Acham-se venda, os felizes bilhetes
garantidos 'la 8.a parte aab loteras
uj.p.in da matris do Cabo (43*), que se
extra!i;r. ter^a feira, 16 do corrente.
rec.
lteiro -i>OO 1
Meio 2000
Quarto 1*000
Ua poreo de tooooo paro
vi ai a
inteiro 3*500
Meio 1*750
Qu -5875
Joa Joaqun da Costa Leite.
Criada
Precisa-se de urna criada para ^ommar e
mais servidos de casa de ama familia composta d_
duas pesabas ; a tratar na roa Oireita n. 22.
1)001000
4$ 4&vnoos
m Primeiro ne Marjo n. 23
0 abaix' assigna-io tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos u. ll com a sorte de 10015000,
alm de outra sortes de 32*, 16* e 8*, da
lotera (42.*), que se acabou de extrahir.
convida 'suidores a v'rem receber
na conformaade do costume sem descont
a-gura.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 8.a parte das loteras
beneficio da matrizdo Cabo, (43.a), que
se exirahir terca teira, 16 do corrente.
Inteiro 4*000
Meio 2*000
Quarto 1*000
8n qnantidade maior de loo*
intuir 3*500
Meio 1*750
Quarto *875
Manoel MarHn Finia.
fastilhas Vermfugas
DE
As (micas infailiveis o que nao
repugnan, as crianzas, lliegou
nova remessa e vende-se na
caso de
FABIA MINl k C.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e outra *?rnee. Insjlem e taepanbol
i'r, ei.-a-se de urna ama que teja b .<, paga se para meninos ; na roa d.i Imperatriz n. 65, pri- Lieoes e tradnecoes por nm jornalista parisin
bem ; na ra do Baro da Victoria n. 35. meiro andar. se, rna Nova n. 21.
LOT
;
A
DAS

CORRE M DIA 16 DE MARCO
O portador que possuir um vigsimo desta importar
te oteria est habilitado a tirar 10:006$000
Os bilhetes acham-se a venda na Casa Feliz, praca <'
Independencia ns. 37 e 39.
rlnm no dia 16 de Marco de 1886, sem alta.


8
Diario de PcirnambucoDomingo
14 de Marco de 1886




L1TTERAT11R
OS FILHOS
DO
3B .A. SO?" 0X30(0
POR
AS
s. capssts
3ARTA PAHTS
grutas dKretal
( Continuadlo do n. 5'J )
XXXVII
O MESTKK
Meu pae exclamou Reynold, escu-
te-me e responda-me I
E' s com a minha mZo que devo
ferir dizia sempre o velho. A morte dada
por outro que nao fosse eu, destruira o
encantamento Oh queira Satanaz que
esse alguera viva ainda I
_ E' neceseario partir, repito I volte
razZo; o perigo grande, e, com todos os
diabos deixe essas ridiculas cousas !
Meatre Eudes ouviu d'esta vez, e, en-
direitando-se :
__Louco I pre8ump50so I ignorante dis-
se elle. E' este o resultado da edueajZo
que eu dei a meus filhos ?
Oh! disse Reynold deixpndo encole-! barZo Grandair.
rizarse, o resultado da educajZo que me
deu c saber triumphar dos meus inimigos I
Ainda urna vez, j disse, necessario par-
tir '
Aonde estZo os ginantes que rouba-
ram esta gruta ?
No penhasco.
chegar acompanhado pelos seus bomens.
Tinha havido ama entrevista sobre os pe-
nhaicos entre elle, Van Helmont, La Qui-
che e Herbaut, antes que estes tivessem
deixado o senhor d'Aumont para ir n em
busca de Marcos e Giraud.
Absortos peto terrivel e assustador es-
pectculo da descida de Marcos, os dous
gentis horneas nao tinham ouvido chegar o
preboste e os seus guardas, e o senhor de
Aumont, avanzando at elles para lhe fal-
lar, fcara ierido por um raio vista do
barao suspenso ao de cima do golfo.
Era neste momento que mestro Eudes,
deixando Ricardo prximo dos penhascos,
trepara ao cuino de monto e se certificara
da presenta dos policas do prebostado.
A vista dos cadveres dos giriantes
amontoados fizera lhe acreditar n'um com-
bate perdido para elles, e como sabemos,
apressara-se em ir reunir-se ao velho sar-
gento.
Que fazer para o salvar? exclamou
d'Herbaut arrancando os cobellos em con-
sequen oia do desespero que lhe causava o
seu nenhum poder.
Descer at elle I reapondeu La Qui-
che avanjando.
O menor me vimento dado corda
pode fazel-o cair, exclamou elle.
- Que fazer ? qae fazer ? dizia sempre
d'Herbaut.
Cordas! gritou o senhor d'Aumont
dirigindo-se aos policas.
Estes, sempre caca de bandidos, de
ladroes, de crnosos de todas as qualida-
des estavam constantemente prevenidos
para atar os prisiuneiros que traziam.
Em um volver de olhos trinta ou qua-
renta brajos de corda foram postas aos ps
do senhor d'Aumont.
Atem duas a esta argola, ordenou o
preboste, e que dous homens desjara im-
mediatamente a prestar soccorro ao Sr.
No penhaBco exclamou meatre Eu- j quez e elle
Dous homens de boa vontade I gri
tou o lugar-tenonte da opa curta, o qual
acompanhava o preboste e commandava os
os policas.
Intil I disse La Guiche. Atem as
cerdas, abi 1 bem I Os dous bomens, eil-osl
E com o mesmo gesto designou o mar-
des. Oh I entilo, tens razao, necessario
partir 1 Vem 1 vero!
E o velho quiz agarrar scu filho; mas
este o fez parar.
- Espere I disse. E' preciso qu9
dah e Diana nos acompanhem.
Al-
Tomcm conta exclamou o preboste ;
a morte ser talvez o preco da sua dedica-
cZo.
Ora 1 Marcos salvou-me j a vdal
para a frente, marquez !
Bem eis-nos aqu 1 gritou d'Her-
E Reynold precipitou se no salZo cen-, baut inclinando se sobre o abysmo.
tral. Este salao, lerabrar-se-hZo, estava em MarcoB nao respondeu... o rosto esta-
completa escuridao em consequencia da | va branco, os olhos desmedidamente aber-
quda da lampada partida pelo Reynold. tos. Nao tinha conscincia da situajZo ter-
O joven drigiu-se para o ngulo em que rivel, e suas maos apertavam a cinta ; a
deixra as duas joven antes de ir postar- materia uaicamente obedeca ao instncto
se ao p do torno. As suas mZos estendi- da coneervajZo.
das nao encontraram senZo o espajo. Com tudo os dedos cedam... a mao
Pensando que Aldah e Diana escapavam | esquerda largou a corda... Os assistentes
A sua idade e forjas trahirao a sua ca
ra.jem, meu senhor.
Deixe-me disse o preboste, aln-
joven arriscou a vida para salvar a minha
filaa, devo fazer outro tanto para o salvar.
Deixe descer um polica.
Nao quero eu descer, exclamou o s-
nior d'Aumont repeinado o sou interlocu
to
Depressa depressa I gritou La Gui-
che. A nos 1 sanguo de Deus estamos
tolos tres perdidos!
A nos 1 repetiu d'Herbaut com voz
delirante. Faltirn-nos as forcas!
Eis-me respondeu o preboste ajoe-
lhindo para deixar-se escorregar.
Mas no momeato em que o Sr. d'Au
msnt ia dar tZo assioi tilo grande prova de
coragem, apezar das supplicas do lugar-
tenente da opa curta e de todos os poli-
cas que electrisados pelo exemplo, que-
riam todos mostrar-so dedioados, um ho-
mem arredou a multidZe, agarrou o prebos-
te pelas costas, levantou-o com vielencia e
agarrando a corda, foi em soccorro dos
tres jovens.
Esta acjZo foi cumprida com rapidez
tal que ninguem a isso se oppz. Aquello
que acabava de deixar se escorregar pela
corda chegara a cavallo, avia alguna in-
stantes, sern ter sido visto pelos policial
que estavam oceupados pelo terrivel espec
taculo que os fascina va. Lanjmdo-se pa-
ra a frente, vira tudo, tudo comprehende-
ra de um s olhar, e, oppondo se enrgi-
camente ao acto do preboste, precipitara-
so em socco de La Guiche e d'Herbaut.
Eis-me, senhoresl exclamou elle sus-
pendendo se altura em que estava o ba-
rao.
Depois, subindo e levantndose com
toda a sua forja, collocou se de modo que
todo o peso do corpo de Marcos ficasse s
suas costas.
A sua chegada ao lugar do sinistro, o
soccorro trazido tao felizmente por elle,
tudo fra to rpidamente executado que
ninguem podera ver o rosto do salvador
inesperado.
Finalmente, neste momento de terrivel
crise, nenhum dos assistentes pensava em
preoecupar-se d'um pormenor insignifican-
te. La Guiche e d'Herbaut tiuham visto
passar urna sombra diante delles, sentiram-
se alliviados do peso do corpo que susti-
nham, compreheniiam que ambos elles e
Marcos estavam salvos, era tudo quanto
lhe importava; quanto ao salvador, nZo
sabia id ainda quem era.
- Puf 1 fez La Guiche. J era tempo I
Sustenham no Sempre, disse o des-
conhecido.
a mais
es-
pro'

Marcos
nomias oxpnmiam
preza-
O conde de Bernac 1 repetio
tornando a si do seu desmato.
Sim I eu mesmo disse o joven ele
gante gentil-homem (porque era elle, ou
pelo menos um dos tres irmaos que usavatn
alternadamente este titulo e no me). Sou
eu, meus amigos, que cheguei para lhes
ser agradavel, parece-raj. Ddvo grande
reconheciaiento Providencia por me ter
permittido chegar em* semelhanta oceur-
rencia!
Marcos, La Guiche, d'Herbaut e o Sr.
d'Aumont olharara-se mutuamente sem en-
contrar urna palavra para responder ao
conde.
Peste 1 tem diffi :uldade cu voltar a
ai da coraniojZo que lhes causou o perigo do
barao de Grandair I disse rindo o Sr. de
Bernac.
Perdoe nos, disse Mreos approxi-
mando-se. Mas...
Depressa, senhoros, a nos 1 interrom-
peu um novo posonagem precipittando-se
no centro dos policas e dos gentis-homens.
Aquello que assim chegava era Giraud.
Alcancando o cume dos penhascos debaixo
das ordens de Van Helmont, o qual ficara
com Catharna, corria a buscar reforjo
para secundar o plano do sabio.
Apercebendo o conde de Bernac, a pre-
senja do uual estava longe de esperar, G-
s suas buscas :
__ Vinde, disse elle em voz baixa ; vin-
de depressa! Este horaem que ouvram
fallar o pae de La Chesnaye : gracas ao
meu costume, tomou-mo por seu *
Vem Diana, meu bem amado... nada te
mam
. estao salvas !
Assim fallando, Reynold procura va sem-. escorregar como urna flecha.
pre no meio aas irevas; mas os seus bra
38 s encontravam as paredes da
das trevas
$os so encontravam as paredes da gruta
sem agarrar nenhuma das duas jovens
Finalmente seus dedos impacientes en
contraram as pregas de um dos repostei-
rod.
Reynold arrancou o reposteiro e tudo se
aclarou.
Voltando-se, interrogou o sali central:
estava abpolutemente deserto ; Diana e Al-
dah tinham desapparecido.
XXXVIII
O SEXHOB DE BEBKAC
Sim, responleuo marquez.
deram um grito assustador... O corpo de
Marcos suspenso por urna s mao girava
em cima do abysmo... Um segundo ain-
da e a mZo direita cedera como acabava
da ceder a esquerda.
La Guiche agarrando urna das cordas
com as maos e com os joelhos deixou-se
Na descida
rasgou as vestimentas, feriu as :arnes e
fez lhe espirrar sangue, mas o bravo caval-
leiro, em lugar de um grito de dor, deu
um rugido de alegra.
Acabava de agarrar Marcos na occasiZo
em que este ia a rolar no mar e despeda-
car-se nos rochedos.
D'Herbaut chegava quasi ao mesmo
tempo do outro lado. Com urna das maos
agarrou igualmente o barao. Marcos des-
maira e nao poda prestar ajuda alguma
aos seus salvadores.
A posijZo do marquez e do cavalheiro
era quasi tao crtica como fra a de Mar-
cos. Com ama das mos agarrando a cor
, da, s podiam conservar a sua posifZo pre-
Ao grito dado pelo mesmo sentimento sent, mas a sua situajZ tilo dolorosa e
de espanto do cavalleiro e do marquez, \ perigos nao poda durar por muito tempo.
vendo o perigo que ameajava Marcos, ti- Urna terceira corda! mandou o pre-
nha respondido um outro grito. i boste.
D'Herbaut voltou-se repentinamente : o| A corda foi atada, o preboste agarrou-a
senhor d'Aumont estava de p pelo lado para descer.
detraz d'elle e urna guarda de policas cer- Tome sentido disse o lugar tenente
cava o penhasco. O preboste acabava de da opa curta snspendendo o sen superior
Agora, subamos !
Nao nao se movam I gritou ainda o
personagem chegado tao providencialmente
em ajuda dos dous gentis-homens
Sustonham-se firmes gritou o pre-
boste. Vou mandar puxar as cordas.
Effectivamente, os policas divididos era
tres grupos iguaes agarrou cada um dos
tres era urna das cordas, c, ao mando do
Sr. d'Aumont, prncipiaram a puxar com
regularidad e.
Marcos abri os olhos: seus olhares en-
contraram os do cavalleiro, depois volta-
ram-se para o marquez.
Oh! murmurou elle. Salvaram-me...
estava perdido !
Trinta bracos estendidos agarraram no
mesmo momento os quatro personageos e
os levantaram vigorosamente.
Obrigado, amigos, disse o cavalleiro
sorrindo-se para os policas.
Sem o meu querido preboste, estara-
mos agora despachados nos cachopos !
ajuntou o marquez d'Herbaut.
Nao ainim que devem agradecer,
respondeu o Sr. d'Aumont, e...
O preboste nao acabou.
Marcos acabava de tocar o solo, e o seu
salvador saltou para a trra firme.
O cavalleiro e *o marquez voltaram-se.
Os dous fidalgos ficaram estupefactos.
__O conde de Bernac I exclamou o Sr.
d'Aumont recuando um pssso em frente do
salvador de Marcos.
O conde de Bernac I disseram a urna
voz La Guiche e d'Herbaut, cujas physio-
FOLHETIH
A FILH DO SINEIRO
POR
:. su sois&osst
(Coatinuag'.o do a. 59
Este convite, fornulado com toda a de-
licadeza, equivala a urna ordem, qual
Meriadec nao poda deixar de obedecer sem
dizer palavra. Tinha bascante razao e di-
reito de se admirar do modo de proceder
do juiz ; mas sem ligar interesse por mais
tempo a adivinhacjlo de um enigma, cuja
expUcacao o preoecupava meaos do que a
morte de Sacha, foi para a outra sala, on
de encontrou Daubrac e Rosa Verdireem
conversacSo muito animada, apanhou mes-
mo pela rama no momento em que falla va
Daubrac o fim de urna phrase que se pa-
reca muito com urna ardente deelaracSo.
A hora e o lugar eram mal escollados
para fallar de ameres, mas nZo ha nada que
sustenha um interno quando por acaso tem
seriamente abrazado o corac3j, e aquillo
era hornera para enfrentar com o casamen-
to antes do que renunciar a Rosa.
Por sua parte esta nao pareca animal-o
nesta Haguagem inflammada ; porque fran
zia o sobr'olho, e a sua cara, tao mega de
costume, exprima accentuado descontenta-
mento.
Meriadec tambem n2o estava alegre, nem
tinha razoes para isso ; porque percebia
bem que a moca amara Daubrac e qae lhe
seria preciso renunciar ao amor, em que
sonhava sen lh'o dizer.
Entao ? perguntou lhe Rosa para se
livrar dos transportes do interno. Por que
espera o juiz para proceder, agora qne co
nheje a verdade ?
Nao sei o que lhe hei de responder,
disse Meriadec com embaraco, acabo de
lho contar toda a historia de Sacha & de
sua mai e parece que ainda se nao a .'ha
sufficienteraente esclarecido.
Entao o que quer elle mas ?
Quer nos interrogar a todos tres, um
por um.
- Para ver se nos contradizemos, ex-
clamou o interno. Ora esta 1 Dar-se-ha ca-
so que nos supponha de accordo com Paulo
Constantinowich e sua quadrilha ?
Socega em nome de Deus; nSo fal
les tao alto, que o Sr. de Mlveme pode te
ouvir.
Que importa que me ouea 1 E'
mesmo, e visto que elle mostra tanto inte-
resse em interrogar-me separada, vou j
dizer o que ontendo de cara a cara.
O interno deu um passo para a porta de
communicacao ; mas Meriadec impedio-lhe
o caminho, dizendo :
NZo, tu nZo. Elle quer primern ou-
vir a menina Verdire.
- V para o diabo, nos nZo estamos
aqu s suas ordens, e eu vou...
Faz favor de me deixar passar, ia-
terrompeu a moca, fitando o seu namora-
i.
Pois enJo quer...
Quero obedecer ao chamado de um
magistrado que vai perseguir os assassinos
da crianca que lamentamos. Viemos aqu
para auxilial-o e nZo para embaracar as
suas pesquizas. Est no direito de pro-
ceder como entender. Visto que me man
da chamar, vou immediatamente.
- Tome conta no que lhe vai dizer, ex-
clamou Daubrac ; se a quizer atarantar,
nZo lhe responda.
Rosa j nZo o oava. Abri, entrou e fe-
chou a porta, deixando juntos Meriadec e
Daubrac.
Como deve calcular se, Rosa nZo tinha
tido tempo de mudar de trajo. Mesmo co-
mo ae achava vestida, assim se metteu na
carruagem, afim de ir.casa do capitZo. E,
sahindo da casa de Meriadec para, de ca
minho, ir busoar o interno no Hotel-ieu,
tinha puxado o veo nZo para esconder o
rosto, mas para esconder as lagrimaz.
raud ia cahindo o susteve-se de p por um
milagre. _
Que ha de novo ? perguntou precipi-
tadamente o senhor d'Aumont sem dar at-
tencZo estupefaccZo do ex polica do pre-
bostado de Rouen.
Ha, balbuciou Giraud, cujos olhares
nZo se destacavam da pessoa do conde, o
Sr. Van Helmont est ao p dos panhas-
cos, na encosta, e acaba de descobrir urna
segunda entrada das grutas.
Urna segunda entrada das grutas!
exclamou o prebjste de Pars.
Aonde ? perguntou Maro js. Aonde
est Van Helmont i
L embaixo, disse Giraud. Encon-
trou urna segunda abertura das grutas, re-
pito.
Senhor lugar-tenente, disse o prebos-
te de Pars. Fique com metade dos seus
homens, e a outra metade que nos acom-
panhe.
Para a trente, meus senhores 1 gritou
Marcos precipitando se.
O conde de Bernao seguio o com pressa.
Que pensas d'isto ?
-- Eu I em nada pens, disse o raar-
quer sorrindo-se. Parto, eis tudo I
Igualmente, esta existencia nao
das peiores. Ao menos sente-se a vida,
Esperando sentir a morte.
Ora! depois morre-se urna s vez.
E como esta concluaao philosophica, que
exprima s mil maravilhas o carcter li-
geiro do cavalheiro, La Guiche apressou o
passo para reunirse a Marcos, o qual cor-
ria j no psnhasco.
Em alguns minutos toda a multidZo che-
gou a baixo e c*rcou Van Helmont.
Catharna estava ainda adormecida.
Tenho o segredo disse o sabio com
voz rouca. La Chesnaye, mestre Eudes,
Diana e Aldah estao as grutas !
La Chesnaye l repetio o preboste ;
est as prisSes de Fcamp 1
Ha ama hora que se evadi I procu-
rei-o por toda a parte para lhe trazer a no-
ticia, disse o conde de Bernac avancando.
Van Helmont, que ainda nZo tinha visto
o gentil-homem, fez um movimento pare-
cendo cahr no poco prximo do qual es-
tava.
Acaba de salvar a vida aos tres 1
disse La Guiche designando Marcos,
d'Herbaut e a si proprio.
NZo fallemos mais n'isso! disse o
conde : Voltemos a La Chesnaye, se quiae-
rem. A captura deste ladrZo nteressa-me
tanto como aos senhores.
Voltando-se para Van Helmont, ainda
nZo tirado da sua surpreza, e para o pre-
boste de Pars, o qual pareca abysmado
n'um mundo de hesitac3es novas :
Ole l meus boas amigos, disse elle,
que fazemos aqu, ao p deste buraco ne-
gro ?
Cercamos La Chesnaye
Van Helmont voltando se.
Haremos agrralo deata vez, mi-
nha opiniZo que enforquem bem alto o tal
UdrZo e immediatamente, para que elle
nZo escape disse o conde.
E que se faja com que elle nomeie
os seus cmplices; aecroscentou o sabio
velho.
E' tambem a minha opiniZo disse
o senhor de Bernac sem pestanejar. E'
necessario fazel-o fallar, e, iarei eu pro
prio o officio de carrasco, obrigal o-h:mos
a fallar e a confessar tudo.
Bom !.. disse o sabio desguado o
poco, ali a segunda abertura das gru-
tas I
E' poseivel! disse o senhor de Ber-
nac com surpreza.
Quer ser o primeiro a descer e mar-
char para os bandidos ?
Com mil vontades E' galante, oj
que me propoe, meu digno amigo! o la-
drZo est as grutas ?
Est
Entilo nao ha tempo que perder, por
que fugio ha pouco mais de urna hora !
Decididamente, meu querido preboste, as
sua prisues estao mal fechadas, ou La
Chesnaye possue um condao que o torna
invisivel 1
Depois voltando-se para Vau Helmont:
Disse que era necessario saltar para
dentro ? continuou elle. E' cousa fcil, e
ficarei ufano de prender eu proprio o tal
La Chesnaye, quero ser o primeiro. En-
tZo, acrescentou o conde com voz grave,
senhor d'Aumont est ali o prisioneiro, che-
garei at elle. Guial-os-hei, senhores, eu
conheyo urna parte das grutas ; nZo fui j
prisioneiro ?
Acabando estas palavras, o conde lar-
gou o manto que lhe cobria as costas e
poda embaragar o seu andar, depois sal-
tou.
Esta pequea scena fra desempenhada
com tal hablidade e perfeicZo, que nenhum
dos assistentes achou urna palavra para
dizer.
La Guiche, d'Herbaut e o senhor d'Au-
mont, pensavain que Van Helmont se en-
gaara denunciando o conde como fazeado
parte da quadrilha de La Chesnaye, como
sendo um dos chefos.
O marquez e o cavalheiro interrogavam-
ae com o olhar.
Marcos, sombro, apertava com mZo fe-
bril o punho da sua espada sem ter cen-
sciencia deste movimento. Van Helmont
fez um signal.
Urna vez em presenja do outro, da-
se elle em voz baixa, impedir-se-ha que o
mate ou que o desfigure.
Marcos saltou tambem para dentro do
para
ell.
Quan-io o Sr. de Mlveme a vio, teve
um movimento de sorpreza. Espera va re
ceber urna rapariga vestida de operara e
achava-se em preseoca de urna senhora
cujo trajo lhe despertava no espirito urna
recordacZo vaga. Mas como elle se apre-
sentasse de cara de*coberta, Rosa, quando
o vio, quasi que desmaiou. Cambaleou e
o magistrado teve de a amparar para qne
ella nZo cabisse.
No movimento que fez, Rosa levantou
involuntariamente o veo e foi entZo o *!>'
de Mlveme que recuou de sorpreza. Ha
via tZo pouco tempo que se tinham visto e
em circum8tanca tZo grave que nZo po-
diam deixar de reconhecer se, o se Meria-
dec e Daubrac houvessem assistido a esta
segunda entrevista feriara difficutdade cm
decidir qual dos dous estava mais comino-
vido.
Rosa compreheudia emfim que a mulher
culpada que tinha salvado era a Sra. do
Mlveme, e o desgranado marido adivinha-
va que Rosi e o capitZo haviam mentido,
proclamando urna ligacZo que nZo exista e
que nZo podia existir. Teve, em todo o
caso forja para se canter e interrogar Rosa
para conseguir obrigal a a confessar tudo.
E' a filha do guarda das torres? per-
guntou elle com frieza.
Sim, senhor, balbuciou a moja.
E tambem a amante do Sr. de Saint-
Briac ?
Rosa, paluda, trmula, baixou os olhos
sem responder.
E a senhora mesmo que m'o deca-
rou na casa delle, ainda nZo ba duas ho-
ras. Teria esquecido por acaso esta sce
na?
Rosa fez signal que nZo.
Por minha parte lembro-ine perfeita-
raentc e posso lhe repetir tudo quanto dis-
se e quanto disse esse hornera que foi
meu amigo. Nega agora, que elle foi seu
amante ?
NZo, senhor, nZo o neg, respon
dea a moja, depois de ter hesitado por ins-
tantes.
Muito bem. Logo veremos se tudo
isso verdade. Sabe do que eu aecusava o
Sr. de Saint Briac ?
Comprehendi que o senhor estava il-
ludido por urna denuncia infame. Deve
saber agora quem o mueravel que ca-
pojo.
Ah senhor barao, disse o conde,
por toda a parte lhe cederei o passo, mas
aqui, trata se de tirar a menina Diana das
mZos impuras quo a apertam, tratase de
salvar a filha adoptiva do velho amigo de
meu pai, quero a honra de ser o primei-
ro !... Sangue de Deus por onde ea-
trarZo aas grutas malditas ?
Van Helmont acabava de fallar rpida
mente e baixo a Giraud. Este lanjou-se
para junto dos dous jovens.
Para a frente gritou d'Herbaut pu
lando para adiante.
Giraud a', aixou se, procurou com a mao
um ponto que pareceu ter encontrado, de-
pois levantou-se immediatamente e bateu
com o tacZo da bota no lugar de onde aca-
bava de tirar seus dedos, depois c.npurrou
urna das paredes.
O senhor de Bernac pareca irapassivel.
Marcos olhava-o.
E dizer, pensou elle, quo este ho-
raem acaba de salvar-me a vida !
O senhor d'Aumont estava prompto
para caminhar frente da sua gente.
Giraud conservava sempre a meara a po-
sijZo. Finalmente, urna ligeira bulha se
ouvio, a parede pareceu esmigalhada sob
o peso do corpo do ex-policia do prebosta-
do, e urna abertura sombra se fez no in-
terior do pajo.
Quero ser o primeiro / disse o coude
de Bernac afastando Giraud.
Marcos, La Guiche e d'Herbaut segui-
ram no. Durante este tempo, Van Hel-
lumniou a Sra. de Mlveme, e ter tambem
verificado que ella nZo estava no quarto on-
de, acreditando n'uma carta anonyma, a
julgava encontrar.
__Verifiquei que a senhora l estava e
acreditei as palavras do seu amante e
as suas. Nessa oecasio ignorava quem
a senhora era e admitti que tivesse escon-
dido quando entrei, porque me affirmou ser
casada.
E qae importa que o nZo seja? Ap-
parecnr ao senhor nZo era correr minha
perdijZo ? Se me decid a isso, foi para
nZo deixar dous amigos baterem se em
duello de morte, nicamente por um equi-
voco.
E' um sentimento muito louvavel que
a levou a proceder assim, nZo o davido.
A senhora amante de Saint-Briac j o
nZo duvido, comquanto isso se nZo confor-
me com as informaj5es que o Sr. Meria-
de; me deu ha pouoo sobre a senhora.
Agora urna pergunta, desde quando conhe-
ce Jacques ?
Jacques ? repetio a moja.
NZo comprehendia do quem se tratava.
O juiz tinha-lbe armado esse laco e ella
cabio nelle. O magistrado continuou com
voz penetrante:
_ EntZo nZo sabe que Jacques o no-
me de baptismo do Sr. de Saint-Briac ?
Ha de convr que extraordinario. Os
amantes, pelo menos que eu saiba, nZo
costumam tratar-se pelos appelldos de fa-
milia ; diante de gente v l, mas a sos
uunca se vio. Yolto pergunta que j lhe
fiz : quando vio o Sr. de Saint -Briec pela
iraeira vez ?
Rosa, confundida, baixou os olhos e ca-
lou-se.
NZo responde. Pois muito bom. Vou
lhe dizer o que nZo quer confeaaar. Vio-o
pela primeira vez Ka das, na escada da
torre de que seu pai ora guarda.
Vi-o com effeito nesse dia, mas...
__Quero-lhe poupar urna nova mentira
NZo me diga que era entZo >ua amante
quando o prenderam. Se fosse verdade
teria tomado a sua defeza, declarado o seu
nome e os agentes de polica veriam faoil-
mente qu se eoganavam.
Rosa desatou a chorar.
__Chora, replicou sem piedade o mari-
do. E' duro com effeito, para urna moja
Pr
respondeu | mont apoderara-se da capa que acabava
do largar o conde, e collocando-a entre 03
dedos do Catharna, sobre a qual o senhor
de Bernac nZo lanjara o seu olhar :
Ah disse elle comaccento de trium-
[ho, fallars agora !
Os gentil-homem acabavam de desappa-
recer pela estreita abertura, e o senhor
d'Aumont, ordenando a dez policas que o
seguissem, descaa ao pojo c seguio Gi-
raud, o qual acabava de accender um ar-
chote a fim de esclarecer o caminho.
XXIX
OS TBES A.UKios
Cer tifiando a ausencia das duas jovens
deixadas por elle na gruta central, Rey-
uold dexara escap.ir um grito de colera.
Ouvram, comprehenderam, e ne-
cessario perder ainda ura tempo precioso
convencel-ao de novo, murmurou
Que necessidade teria meu pai de
voltar a estas gratas ?
E entrando com precipitajZo no labora-
torio :
Espere-ras, disse elle dirigindo se a
mestre Eudes; preciso que as encontr!
Reynold tirou a lampada c, levando-a
na mZo, quiz lanjar-se para fora, o velho
rete ve o :
Silencio disse elle. Escuta I
Reynold parou na sua corrida.
Nada oujo 1 balbuciou elle depois de
um momento do silencio.
Ricardo, tornando a si do seu desmaio,
estava ainda estendido. Depois de alguns
instantes voltou-se un pouco sobre o lado
direito, e avanjando a cobeja, escutava.
Nada oujo 1 repetio Reynold.
Escuta dissr ainda o velho appro-
ximando-so do forno.
Mas que tem, meu pai ?
Ouvi estalar a mola !
Impossivel !
Ouui, j te disse 1
Deixaria livre a abertura de commu-
nicajZo com o pojo ds penhasco ?
NZo, fechei-a.
Ah 1 entZo bem.
Comtudo ouvi distinctamente ojogo
da mola, repito.
Quem, entZo, alm de Ricardo, Mer-
curio, Humberto e eu, conhece este segre-
do ?
Ninguem.
__Bem! desses cinco homens, tres estZo
aqui, Mercurio est preso e Humberto
morto !
Escuta ainda.
E ambos inslinaram do novo 03 seu3 ou-
vidos. Repentin mente, Ricardo retirou a
cabeja.
Vem gente, murmurou elle.
Pela galera secreta ? perguntou Rey-
nold-
Sim 1
Que ouves tu ?
PaSSOS.
Muitos?
Sim.
Que vs?
Nada marcham as trevas ; mas
estou certo que grande quantdade de ho-
mens caminba desse lado.
Reynold saltou sobre oforno e passDU a
cabeja pela abertura.
E' verdade I murmurou elle.
P3e a pedra no seu lugar disse
mestre Eudes.
Reynold, sem responder, tirou de ao
p de si o corpo do velho sargento, e pas-
eando os brajos pelo' buraco, puxou a si
a parte que alguns momentos antes tinha
feito subir.
O machinismo que fizera mover este pe-
dajo do penhisco era tZo bem oxecutado,
que Reynold fechou a abertura, sem pare-
cer fazer o menor esforjo.
__ A chapa disse o velho La Ches-
naye.
O joven collocou a chapa de ferro eapa-
rafusou-a.
Ms quem poderia descobrir este se-
gredo? disse elle eoncluindo a sua obra.
Mercurio ou Humberto! murmurou
Ricardo.
Mas Mercurio matou Humberto, o
Mercurio foi preso.
(Contina)
que todos e3timam, confessar que suecu-n-
bio sera resistencia, e sempre ftie digo que
nZo v confessar essa falta ao Sr. d Me-
riadec que a julga inteiramente virtuosa, e
ainda menos a esse u ojo que parece ter
pea senhora sentimento mais temo do que
a amizade. E' verdade que aaabarZo por
saber a verdade mais tarde ou mais cedo e
que agora ella lhes parecera menos amar
ga, mas, em todo o caso, e3sa confissZo
nZo justificara o Sr. de Saint-Briac. Se
elle o seu nico amante, a 3enhora nZo
a nica que el'e tem. A mulher que eu
vi entrar em casa delle nZo era a senhora.
Juro-lhe que ora eu, disse Rosa eom
vivacidade ; porque desta vez julgava nZo
mentir estando quasi certa de ter visto o
Sr. de Mlveme na outra extremidade da
avenida d'Antin, na occasiZo em quo ella
vinha pelo lado do caes.
Pois seja, respondeu o juiz, possi-
vel que me tenha engaado. A mulher
que eu proenrava pouco mais ou menos
da sua altura e quando sabe veate-ae como
a senhora, e verdade que a vi de longe;
porm isso \.ada prova. Teria sem duvida
chegado antes da senhora.
Se outra mulher estivesse em casa
do Sr. de Saint Briac, nZo me teria elle
recebido, balbuciou a moja, resolvida a de-
fender Saint-Briac at ao ultimo extremo.
__ Cortamente que nZo, se fosse seu
amante; mas elle quando muito, apenas
urna pessoa de sua amizade. Veja l, quer
que lhe diga o motivo porque foi casa
delle? Para salvar a aua ver.iadeira aman-
te. A senhora bem sabia que elle a ti-
nha.
__Como que eu o poderia ter sabi-
do ?
Da maneira a mais natural. O Sr.
de Meriadec acaba de me dizer que o Sr.
de Saint Briac foi casa delle ha dous
dias. A senhora estava l e ouvio o Sr.
de Saint-Briac pedir a Meriadec e aos seus
amigos para nZo procederem com excessi-
va energa contra o assasaino da torre ;
porque esse miseravel ameajava denuncial-o
ao marido. NZo lhes teria feito semelhante
confidencia diante da senhora se a senhora
fo3se sua amante.
Rosa nZo era para refutar os argumen-
tos desta terrivel lgica. Nada mais podia
fazer do que curvar a cabeja em silencio.
E o Sr. de Mlveme continuou :
Portento, nao ignorava o perigo que
elle corra, e como a sua situacao nZo po-
dia inspirar lhe senZo sympathia, estava,
bem como aquellcs senhores, disposte in-
teiramente a correr em seu auxilio. Apre-
sentou se a occasiZo. Um acaso qualquer
ter-lhe-ha feito saber qu-s o seu inimigo O
havia denunciado e que boje mesmo elle
ia iufallivelmeate ser sorprehendido pela
morte. Risolveu se a slvalo e correu
para casa delle. A senhora chegou a tem-
po. Essa mulher j l estava ; mas eu nZo
estava anda.
Rosa, confundida por tanta perspicacia,
perda cada vez mais o sanguo fro o como
o Sr. de Mlveme o percebesse perfeita.
mente, apertou-a com mais insistencia.
__A senhora escondeu se quando eu to-
quei a campainha, contiouou elle com frie-
za ; ajudou essa mulher a aaliir pela ja-
nella do pateo e com ella a senhora teria
fgido tambem, 8e nZo me ouviase amea-
jar o Sr. de Saint-Briac. Foi entZo que,
arrastada por generoso sentimento, a se-
nhora me apparaceu. Porm isso nZo bas-
tava. Levou o herosmo a ponto de aecu-
sar a si propria e esse homem aceitn o sa-
crificio. A senhora nZo sabia quem eu
era o nZo poderia prevsr que tZo depressa
se tornara a encontrar em minha presen-
ja ; mas esse homem sabia-o o nZo teve
pundonor para desmentil-a e proclamar a
aua innocencia. Esse hornera um cova"-
de!
A moja estremeceu ; mas nZo teve co-
ragem de protestar contra urna qualifioa-
jZo que nZo podia deixar de considerar
merecida. ,
NZo a censuro, continuou o br. de
Mlveme, desculpo-a at. Dedicar-se pa-
ra salvar culpados aceZo de urna alma ge-
nerosa : mas a dedicajZo tem limites, so-
bretodo quando mal empregada. NZo
prosiga, minha senhora; pare nesse declive
que a arrasta at ao abysmo ; pense na
sua reputajZo; pense nos seus amigos e nZo
se perca tentando defender um homem que
a evidencia esmaga e que nZo escapar ao
castigo.
(Continuar-se-ha.)

i

>.
K -
r
"Typ- do Diario roa Duque de Caxias n.43.


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