Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17440


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Full Text
fNO L>
1 KJ
PARA A CAPITAL E LIGARES O*DE XlO SE PAGA PORTE
Por tce mezes adiantados.............
Por seis ditos idem................. 120000
Por um anno idem............... 230000
Cada numero avulso, do memu dia......... 0100
TEECA-FEIRA 5 Di FBVEREM) DE 1889
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
PY seis mezes adiantados............. 130500
Por nove ditos idem- ..........*'...." 200000
Por um anno idem......'.......... 270000
Cada numero avulso, de das anteriores ......... 0100
DIARIO DE PERNAMBUCO
Trcpriedade de Mancel Svgueirca de diaria # S'iU/cs
I i
TELEGRAMMAS

sesvijc ?m::m so::::,::
RIO DE JANEIRO, 2 de Fevereiro,
s 2 horas c 45 minutos da tarde.
Foi concedido o titulo de conselho ao
Dr. Joaquira Correia de Araajo, lente ca-
thedratico da Fwg|ihdc Jr direito do
Recife.
Foi aposentado o 3." escripturario
da Alfaudega de Pernambuco, Dias Car-
dozo.
Foi exonerado o actual encarregado
da fortaleza de^Itamarac, em Pernam-
buco, e nomeado para substtu-o o ofi-
cial reformado Octaviano Padilha.
A' provincia de Pernambuco foi con-
cedido um crdito de 120:0000000 para
as despezas com immigracao e colonisa"
cao.
Foi reconduzido no cargo de presi-
dente do Tribunal da Relacao da Bahia,
o conselheiro desembargador Joaquim de
Azevedo Monteiro.
Segu o para o norte no 'paquete na-
cional, o conselheiro Samuel Vallace Mac-
Dowel, deputado geral pela provincia do
Para. *
BELM (Para) 2 de Fevereiro, s 3
horas e 55 minutos da tarde.
Foi inaugurada, hoje, com as solemni-
dades do estylo, a 2.a sessao da 26.* le.
gislativa da Assembla Provincial.
Na extensa Falla dirigida essa corpo-
racao pelo presidente da provincia., Dr.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco,
S. Exc. oceupou-se de todas as necessi-
dades de que se resente a provincia e in-
dicou as medidas que mais convt'm adop-
tar para satisfazel-as.
A Falla da presidencia um trabalho
muito importante.
PARAHYBA, 3 de Fevereiro, s 7 ho-
ras da noite.
O presidente da provincia, Dr. Pedro
Francisco Correia d'Ohveira, chegou hoje
pela manh3 villa do Pilar, sendo acom-
panhado desde Timbaba por grande nu-
mero de eavalheiros.
Alli foi S. Exc. recebido pelo vice-pre-
dente Barao de Abiahy, pelas autorida-
des da provincia e por muitos amigos,
sendo explendida a manifestacae feita a
S. Exc.
S. Exc. acaba de chegar capital em
trem -expresso, vindo do Pilar, tendo es-
trondosa recepcao na estacSo central, onde
o esperavam numerosos amigos e grande
massa do povo, que o recebcu entre vivas
manife:-itac5es de alegra, sendo atacados
muitos foguetes.
Em palacio, para onde foi S. Exc, est
preparado sumptuoso banquete, que Jhe
fferecido pelo Bario de Abiahy.
A eidade est Iluminada. O regosijo
geral.
PARAHYBA, 4 de Fevereiro, s 12
horas e 40 minutos da tarde.
Reasaumio hoje a administracao desta
provincia o Exm. Sr. Dr. Pedro Francisco
Correia d'Oliveira.
VIENNA, 2 de Fevereiro.
Acabam de chc^r aqui SS. MM. o Rei
e a Kainha da Blgica atim de assistir s
exequias do Arcluduque Rodolpho.
Agencia HavaH, filial em Pernambuco,
4 de Fevereiro, de 1889.
SES7I5C il mm WLl
PARS, 2 de Fevereiro.
De accordo com o governo a Cmara dos
Deputados repellio a urgencia para a dis-
cuseSo 3o projecto sobre o restab^lecimen
todo escrutinio por circumscripclo, por 359
votos contra 174. > *
Considera-se eminente a modificarlo mi-
nisterial que ser effectuada com o nico
fim de assegurar a homogeneidade do ga-
binete Floquet.
LONDRES, 2 de Fevereiro.
O Archiduque Francisco' sobrinho de
8. M. o Imperador d'Austria-Hungria, tor.
aando-se herdeiro preiuinptivo da cor6a pelo
fallecniento do Archiduque Rodolpho, est
causead tus corte emoli na I taha.
AS GRABES INCOES
ANTIGS MODERNAS
AS
Sciendas. industrias e artes
POR
(ContinuacSo)
IV
O papel
As fibras vegetaes preparados de maneira que
possam receber a escripta tem sido empregadas
desde as epochas mais remotas. Os egypcios
usavam deflas desde lempos immemoriaveis ; fo-
ram elles que transmittiram aos romanos os pro-
cessos praticos que permittiam transformar as
fibras vegetaes em superficies brilhantes, flexi-
xeis, pohdas e susceptiveis de longa duracao.
O papynis urna planta da familia das gram-
neas, que cresce com abundancia as lagoas do
Egypto ; boje pode ver-se nos parques e jardins
pblicos de Pariz. Com os troncos duros e re-
sistentes desta planta, prepararam os egypcios as
primeiras folbas proprias para receber letras ;
estas folbas foram chamadas papyrus, do nome
da planta de que eram extrahidas.
O mais bello papyro chamava-se papyrus hiera-
liras ; os sacerdotes serviam-se d'elle para os
escriptos religiosos : e para obstar a que fosse
empregado em obras profanas, as leis egypcias
prohibiam que fosse vendido a estranhos. Por
sso o papyro foi durante longo tempo proprie-
dade exclusiva dos sacerdotes egypcios.
(Contina)
PARTE 0FF1CIAL
Ministerio do Imperio
Foi agraciado com o titulo de conselho
o ministro do Supremo Tribunal de Justi-
ca Antonio de Souza Mendes. ^^^._
Foram agraciados : com a UrS Cruz
da Imperial Ordtm do Cruzeiro o princi-
pe Balduino, herdeiro do reino da Blgi-
ca, c o principe herdeiro do ducado de Ba-
dn ; com a comraenda da ordem de Chris-
to, o padre Raymundo Amancio de Mi-
randa ; com o officialato da ordem da Ro-
sa, o major Antonio Rodrigues do Con-
t, secretario da cmara municipal de Be-
lm, no Para; e William Sla'ten, gerente
da Whestern Telegraph Company, e com
o habito da mesma ordem Joo Rodrigues
da Cruz.
Ministerio da lastlea
Foram nomeados para servirem como
substitutos dos juizes de direito os anli-
gos juizes municipaes : da comarca de Pi-
racicaba, em S. Paulo, o bacharelJlphael
Marques Coutinho, e da comarca de Al-
cantara, na provincia do MaranhSo, o ba-
charel Arthur Bezerrra de Menezes.
Foi nomeado o bacharel Fraucisco
Goncalves Martin* para o lugar de juiz
mimicipal e de orphos do termo de Sant'
Anna do CamisSo, na Bahia, ficando sem
effeito sua anterior nomeacao para o ter-
mo de Abaet, em Minas Geraes.
Foi reconduzido no lugar de juiz
municipal e de oi-phaos no termo de Gloria
de Goit, em Pernambuco, o bacharel
Jos Cornelio LcitSo Rangel.
Ministerio da Agricultura
Foram expedidos os seguintes avisos^
Ao engenheiro fiscal da ferro-via do Na-
tal Nova Cruz:
Por decreto d< 8 de Janeiro de 1887,
foi declarada caduca a concessXo feita
companhia cesaonaria da estrada do Na-
tal Nova Cruz para construcc3o de um
ramal que se dirigisse ao Cear-Mirim.
Havendo a companhia recorrido daquella
decisSo, foi-lhe negado provimento ao re-
curso pelos fundamentos expostos no se-
guirte aviso, qu'ii a 9 do corrente dirigi o
ministerio da agricultura ao engenheiro
fiscal da sobredita estrada.
Em solucao ac recurso interposto pela
companhia dessa estrada de ferro da de-
cisSo deste ministerio que indeferio o re-
querimento pelo qual a mesma companhia
reclamou contra o decreto n. 9.695 de 8
de Janeiro de 1887, relativo caducidade
da concessSo para estabelecimento do ra-
mal para o (eanl-Mirim, solicitando in-
demnisacao das despezas feitas com os es-
tados para constpic$ao do referido ramal,
communico a Va:, afim de que leve ao
conhecimento da dita companhia, que S.
M. o Imperador, tendo ouvido a scelo dos
negocios do imperio do conselho de estado,
e considerando :
1. Que nenliuin direito pode a recor-
rente invocar a seu favor, viato nSo ter
aceitado a concestlo que lhe fez o gover-
no pelo decreto de 31 de Maio de 1886,
como se conclue do facto de no haver
asaignado o reipectivo contracto, tendo
decorrido maia de um anno depoia da pu-
blkaclo do mesan decreto:
2. Qae, nlo hivendo aido celebrado o
iludido contrasto, deixou de exiitir o
mico acto que dicos entre a recorrente e o governo, pelo
que este nao ficou constituido em nenhu-
ma obrigac&o para com aquella ;
3. Que os estados, de cujas despezas
pretende indemnisar-se a recorrente, foram
por esta esponteneamente realisadas mui-
to antes da concessSo sem autorisacao do
governo nem compromisso deste para com-
putar a importancia dos mesmos cstudos no
capital, cuja gar. : Hn* se dispu-
nha a afiancar. dpP^^P
Decidi, por sua immediata resolucHo
de 29 de Dezembro do anno prximo fin-
do, e conform^ado-se com o parecer da
seccSo dos negocio* do. imperio do conse-
lho de Estado, exarado na consulta de 17
de Novemhro de 1877 ;
Negar provimento ao referido recurso.
Deus guarde' a Vmc.Rodrig da Suva.
Ao engenheiro chele das obras do
prolongamento da estrada de ferro de So-
bral de S" de Janeiro.
Por telegramma de boje informou Vmc.
que, vista do reconheeimento a que pro-
cedeu cm virtude do aviso de 7 de De-
zembro prximo passado com o fim de ve-
rificar a conveniencia de approximar an-
da mais da serra do Ibiapaba o tragado
do prolongamento da estrada de ferro de
Sobral em direccSo a Ip, julga preferi-
vel a construccSo segundo a linha j es-
tudada, porquanto o novo tragado seria 20
kilmetros mais extenso do que o primiti-
vo, que mede 88 kilmetros; teria de
percorrer terrenos pedregosos e em geral
muito accidentados e s poderiater comego
de execugSo depois de decorridos cinco
mezes, ao passo que a ser mantido o esta-
do feito, podero ser encetados no prazo
de um mez os trabalhos- que a populagao
justamente reclama.
Confirmando o meu telegramma desta
data, declaro-lhe que, adoptado pelos fun-
damentos expostos o tragado primitivo,
curapre encetar sem demora os trabalhos
de construccSo, que devero ter impulso
compativel comas circumstancias de modo
que sejam attendidas quanto possivel, as
actuaes necessidades da populagao.
Deus guarde a Vmc.Rodrigo da Sil-
va.
Ministerio de Estrangeiros
Foi removido para o consulado de Bar-
celona o cnsul geral do Brasil na Blgi-
ca, Dr. Jos Saldanha da Gama, e para
este lugar o cnsul geral em Barcelbna,
Dr. Luiz Pires Garca.
Foram promovidos na secretaria de
estrangeiros : a Io official o 2o Luiz Leo-
poldo Eernandes Pinheiro e a 2o o ama-
nuense Francisco Alves Vieira. *
Por decretos de 26 de Janeiro pr-
ximo findo foram promovidos :
A enviado extraordinario e ministro
plenipotenciario nos. Estados-Unidos da
America, o ministro residente na Bolivia,
Jos Gurgel do Amaral Valente; a mi-
nistro residente na Bolivia encarregado
de negocios no Per', Henrique de Bar-
ros Cavalcante de Lacerda, a encarregado
dos negocios no Per', o secretario da le-
gago na Repblica Argentina, Cesar Au-
gusto Vianna de Lima; a secretario da
dita legagao, o addido legagao da Aus-
tria-Hungra, Alberto Fialho.
,---------..--------------
Ministerio da Ciuerra
Foi exonerado a [seu pedido, de lu-
gar de director do arsenal de guerra da
corte o Sr. marecbal de campo Ayres An-
tonio de Moraes Ancora, e nomeado para
substitnil-o o coronel de estado-maior de
artilharia Augusto Fausto de Souza.
Foi exonerado do lugar de sub-dire-
tor do mesmo arsenal o coronel de estado
maior de 1* classe Carlos Jos da Costa
Pimentel, e nomeado para substituil-o 6
major do estado-maior de artilharia Firmo
Pires Ferreira.
Por decreto de 23 de Janeiro prxi-
mo findo foram promovidos:
Corpo de engenheiros.A major o ca-
pitSo Manoel Goncalves Campello Fran-
ga, por mere Arma de artilharia. A tenente-coroneis,
o tenente-coronel graduado Bento Jos
Fernandes Jnior, por antguidade; os
majores Joo Vicente Leite de Castro,
por mericento, de conformidade com o art.
252 do regulamento de 17 de Janeiro de
1874, e Joo Mara dos Anjos Espozel
Jnior, por antguidade.
A tenente-coronel graduado, o major
Francisco Raymundo Ewerton Quadros.
A majores, o major graduado Antonio
Fernandes Barbosa, por antguidade ; oa
capitaes Norberto de Amorim Hezerra, por
merecimento, e Antonio Oiympio da Sil-
veira, por antguidade.
A major graduado, o capitulo Luiz Go-
mes Caldeira de Andrade.
A capitaes, os 1"' tenentes Almachio
Ferrtira Mendes, Ernesto Victorino Je-
laa, Jos da S Earp, de conformidade
com o art. 104 do regulamento de 9o de
Agosto de 1884, Jos Agoatinho Marques
Porto, Nicanor Gsncalvea da Silva Jnior,
Alfredo Joaquim Pouget e Oiympio de
Carvalho Fon seca.
A Io' tenentes os 2* Joe d'Avilla
Franca, Leopoldo Augusto Dnarte Nunes,
Antonio Bapttsta da Costa Jnior, Jos
Camillo Ferreira Rabello Jnior, JoSe
Soarea Neiva de Lima, Jonathas de Mel-
lo Barreto, Iasopoldo Rangel, Francisco
Castilho Jacquea, Jos Mara de Beaue-
paire Pinto Peixoto, Jos Ferreira Mscel
de Miranda, Antonio Gomes Soares, Sa-
turnino Nicolao Cardoao, Erico Augusto
de Oliveira, Osear de OlrVeira Miranda,
Fehsberto Pi de Andrade, Antonio Car-
Br
los Brandao, Vctor Guillobel. Jos Eula-
lio da Suya Oliveira, Coriolauo de Carva-
lho e Silva, Raymundo Frederico Por
Deus, Jos Joaquim do Reg Barres, An-
tonio Adolpho de Alencaatro, Antonio
Eneas de Castro Menezes, Benjamn Li-
berato BarrosoPl^nael Uchoa Rodrigues,
FaboBans \jo2o Luiz Prea de
Castrf, Am \b Martina, Carlos
Porge^C W *ton*Au|
gusto dosk Limlolplio Ali-
pio RodrigSlfc^r^abio Patricio de
Azambuja. ^^
A 2s tenentos, ^ alferes alumnos Eu-
genio Alves de Pro, Anbal de Azambu-
ja Villanova, Manoel Luiz de Mello Nunes,
Lauro Severiaho Muller, Jos Feliciano
Lobo Vianna, Domingos Alves Leite, Ma-
noel Francisco Moreira Sobrinho, Joaquim
Thomaz dos Santos e Silva Filho, Adolpho
Kena Flho, Tristo Alves Barreto Leite,
Jos Calazans e Silva, Alipio Gama,
Francisco Mendes da Silva, Joao Gual-
berto de Mattos, Antonio Jos Vieira Leal,
Luiz Soares dos Santos, Raphael de Me
nezes, Jos Raphael Alves de Azambuja
e Joaquim Dutra da Fonseca.
As pragas com o curso de artilharia :
2o cadete Joaquim Raphael Pessoa de Mel-
lo, Io cadete Nstor Villar Barreto Cou
tinho, 2o cadete Raphael Clemente Telles
Pires, soldado Manoel Pantoja Rodrigues,
2 cadete Espcridio Rosas, 2o sargento
Jos Leandro Braga Cavalcante, 2J cade-
te Antonio Cato Mazzo, soldados Pedro
Paulo de Castro '"erqueira, Joo Jos de
Lima, Juvenal de Mattos Freir, segundos
cadetes Tobas Becker, Antonio Affonso
de 'arvalho, Gabriel Mamede de Araujo
e Silva e soldado Eugenio de Bittencourt.
Arma de cavallariaA coronel gradua-
do, o tenente-coronel Francisco Xavier de
Godoy: a majores, o major graduado
Jacintho Ferreira da Silva, por antiguida
de, contando essa de 18 de Agosto de
1888 : os capitaes Jos Joaquim de Aguiar
'orreia, por antiguidade, e <'arlos Luiz
de Andrade Neves, por merecimento ; a
major graduado, o capito Benjamn Pe-
reira Monteiro; a capitaes, os tenentes
Joo Manoel Menna Barreto, por antigui-
dade, e Carlos Delfim de Carvalho, por
estados.
A tenentes, os alferes Joo de Souza
Franco, ptjf estados; Francisco Pedro
Vieira, por antigtnUMse; Francisco Caldas
Thompson,''por antiquidade ; Agnello Pin-
to de S Bibas, por estados ; Bonifacio da
Silva Telles, por antiguidade ; Benedicto
Brusque de Oliveira, por antiguidade;
Edmundo Osorio, por estudos ; Aristides
Francisco Garnier, por antguidade ; Feli-
ciano Ramos Nazareth, por antiguidade ;
Gentil Eloy de Figueiredo, por estados ;
Henrique Maria de Oliveira Bezerra, por
antiguidade ; Thomaz Augusto Martins, por
antiguidade ; Joo Carlos Menna Barreto,
por estudos ; Francisca Joaquim Dantas,
por antiguidade ; Tristo Baptista Nobre-
ga, por antiguidade ; Luiz Carlos de Ma-
galhSes Ferreira, por estados ; Argemiro
da Costa Sampaio, por antiguidade ; Can-
dido Jos de Medeiros, por antguidade ;
Antonio Manoel de Aguiar e Silva^ por
estados, Joo Pinheiro de Lemos, por an-
tiguidade; Manoel de Araujo Brito, por
antiguidade; Marcolino Antonio dos San-
tos, por estudos ; Ambrosio Taveira, por
antiguidade; Jos Joaquim Caxias, por
antiguidade; Henrique de Amorim Be-
zerra, por estudos; Antonio Pinto Dias
de Almeida, por antiguidade ; Antonio
Francisco Xavier, por antiguidade; An-
tonio Borges de Athayde Jnior, por cs-
tudos ; Jos Elisiario da Silva Guimaraes,
por antguidade; Joo de Deus Guima-
raes, por antiguidade ; Eugenio Rodrigues
Jardim, por estudos; Fernando de Avila
Ortiz, por antiguidade e Joo Jos de Cas-
tro, por antguidade.
Arma fie infantariaA coronel, os te-
nentes-coroneis Manoel Azevedo do Nas-
cimento, por antiguidade ; Joo Baptista
do Reg Barros Cavalcante de Albuquer-
que, por merecimento; Carlos Frederico
da Rocha, por antiguidade e Tude Soares
Neiva, por meretimento.
A tenentes-coronois, os majores Sebas-
tio Raymundo Ewerton, Joo Pedro Xa-
vier da Cmara, Franklin do Reg Caval-
cante de Albuquerque Barros, Estevo
Jos Ferraz e Manoel Rodrigues Bragan-
ga, por merecimento ; Luiz Antonio Fer-
raz, Francisco Carlos Bueno Deschainps,
Luiz Antonio do Coto e Joaquim Jos
do Pinho, por antiguidade.
A majores, os capitSes Onofre Jos
dos Santos, Joo Domingues Ramos, Jos
Geraldo Gomes, Joo Nunes Sarment,
Jesuino Deocleciano de Souza Bruno, T-
burcio Valeriano da Amida, Jos Joaquim
Alves, Aureliano Augusto de Azevedo Pe-
dra, Joo Severino Maciel da Costa, Ju-
lio Augusto Serra Martins e Manoel Eu
phrasio dos Santos Dias, por antiguidade;
Pedro Nunes Baptista Ferreira Tamarin-
do, Jos Salustiano Fernandes dos Reis,
Joo Barreto Picango da Costa, Zeferino
Joa Teixeira Campoa, Claudio do Ama-
ral Savaget, Joo de Souza Castello,
iscar de Andrade Guimaraes,
Freir de Carvalho, Francisco
de Mello Souaa Menezes e Joa-
ifnandeB de Andrade e Silva, por
merecimento.
Foram na mesma data nomeados al-
fers-lumnos os seguintes alumnos da tar-
1888 da escola militar da efirte:
Joo Baptista Neiva de Figueiredo, An-
tonio Aumto de Moraes, Astuphilo de
Meara, Manoel Xavier de Ohveira, Jos
Mina de Mosquita, Ignacio Teixeira de
Oliveira, Alfredo Ribeiro da Costa, Ans-
tuliano Barreto Lins, Odilio Raclar Ran-
dulpho de Mello, Liberato Borba, Jos
Eduardo de Abranches Moura, Jos Joa-
quim Pereira Lobo, Custodio Gomes de
Senna Braga Jnior e Joaquim Bernar-
dino de Azevedo Vasconcellos.
.Foram tambem nomeados alferes alum-
nos, :
Raymundo Arthur deVaso^ellos, Lfco A ,r^?B1 du *io i-Mistricto, DeUi
V uuw ojiur wiainn, *. m0 da gl(va MaiulnSes. or dislurb
arneiro da r ontoura, Luiz r erreira de ^0 da 2:
Carnei
Mattos, Francisco Ral Estillac Leo, Joo
iplicio Alves de Carvalho e Estanislao
ira Pamplona.
Por decreto da referida data foram
transferidos para o estado-maior "Me arti-
lharia os capitaes Pedro Ivo da Silva Hen-
rquiflj Carlos de Oliveira Soares e Au-
gusto de Menezes de Vasconcellos Druin-
mond. *
Flsi transferido para o corpo de en-
genheiros o capito do estado-maior de
arthlharia Alexandre Augusto Moniz Frei-
r, em vistude da lei n, 3,169 de 14 de
Julho de 1883.
Por decreto da mesma data foi gra-
duado no posto de major de infantaria, o
capita Honorio Horacio de Almeida.
Foram premovidos a alferes de ca-
vallaria : Io cadete Abilio da Silva Perei-
ra, soldado Daniel Accioli de Azevedo e
Silva, 2o cadete Io sargento Carlos Au-
gusto Cogoy, 2o cadete 2o sargento Fre-
derico Augusto de Albuquerque e Mello,
Io cadete Innocencio Velloso Pederneira
Jnior, 2o sargento Abel Nogueira, 2o ca-
dete Joaquim Barbosa I ordeiro de Faria,
2o cadete 2o sargento Acastro Jorge de
Campos, 2a cadete 2o sargento Jorge Ca-
valcante de Albuquerque, 2o cadete Io
sargento Oliverio de Deus Vieira, Io ca-
dete Ayres de Moraes Ancora, Io cadete
Io sargpnto Jos Pinto Peixoto Velho, 2"
sargento Alfredo Fernandes Reis, soldado
Jos Verissimo de Souza, 1" cadete 2o
sargento Antero Agrigio Gualberto de Ma-
tos, Io cadete 2o sargento Joo avaluan-
te de Lacerda Almeida, soldado Paulo
Jos de Oliveira, Io sargento Thom Bar-
bosa Peixoto, particular 1 sargento Julio
Lopes Duro, particular Io sargento Ar-
thur de Oliveira Maciel, 2" cadete Joo
Ludgero dos Santos Aguiar Cony, 2o ca-
dete Joaquim Tenelon Barbosa, 2 sargen-
to Manoel Machado da Silva, Io cadete
Jos Vieira da Silva, 2" cadete 2o sargen-
to Carlos Boptista de Oliveira, 2 cadete
Ignacio Joaquim de amargo, Io sargento
Aristides Arminio de Almeida Reg, Io
cadete 2" sargento Gaspar Adolpho de
Menna Barreto Ferreira e 2" cadete Andr
Len Luiz Affonso de adua Fleury.
Foram reformados por decretos de
26 de Janeiro : o capito aggregado ao
corpo do estado-maior de 21 classe Joo
Pereira dos Santos e o capito aggregado
arma de infantaria Luiz Francisco de
Paula Albuquerque Maranho, por terem
sido julgados incapazes do servicp do exer-
cito, em inspecgSo de saude.
Foi transferido, por decreto da mes-
ma data, para a 2* classe do exercito, o
tenente do 20 batalho de infantaria Th o-
maz Rodrigues da Fonseca.
Por decreto da mesma data foi de-
mtido, a seu pedido, o capello-tenente
do corpo ecclesiastico do exercito padre
Antonio Cyrillo de Oliveira.
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PBESIDEXCIA DO DIA l3 DE
FEVERED10 DE 1889
Abixo assignados, proprietarios, nego-
ciantes e moradores na povoago de Afo-
gados da freguezia do mesmo nome.In-
forme o Sr. engenheiro em chefe do pro-
longamento da estrada de ferro do Recife
ao S. .Francisco e estrada de ferro do Re-
cife a Caruar. ..
Antonio Duarte de Figueiredo.Infor-
me o Sr. inspector da Thesouraria de Fa-
zenda.
Alheiro, Oliveira A '\Encaminhe-se,
devendo ser pago o porte na repartigo
dos correios.
ompanhia Great Wertern of Brasil
Ralway, Limited. Deferido, com omero de
hoje Thesouraria de Fazenda.
Francisca Ludovina Ribeiro Bacellar.
Concedo com metade d> ordenado.
Gerente da Recife Drainage Company
Limited.Requeira ao governo imperial.
Gaspar de Menezes Drummond.Infor-
me o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Irmandade do Santissimo Sacramento
da Matriz de S. Fr. Pedro Gongalves do
Recife.Encaminhe-se, devendo ser pago
o respectivo porte no correio.
Joo Hermenegildo Borges Diniz.In-
forme o Sr. inspector do Thesouro Pro-
vincial. -
Joanna Prxedes de Albuquerque.In-
deferido.
Jos Vctor de Carvalho.Sim.
Lourengo Goncalves Aleixo.Nao tem
tem lugar.
Manoel Joaquim Pereira.Informe o
Sr. fiscal da Companhia Drainage.
Tenente Mariano Jos Pereira da Sil-
va.Requeira Thesouraria de Fazen-
da.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 4 de Fevereiro de 1889.
O porteiro,
F. Chacn.
--------- -------------
Hepartieao da Polica
2.* scelo.N. 121Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, 4 de Fevereiro de
1889. Din, e Ezb. Sr. Participo a
V. Exc. que foram recolhidos Casa
de Detengo os seguintes individuos:
No lia t:
A* ordem do Dr. delegado do 2." districto' da
capital, Jos Ignacio Pereira, preso em flagrante
por crime de furto ; Jos Pereira Ramos, por uso
de armas defeza. i
A'ordem do subdelegado do 1." districto da
freguezia da Boa Vista, Juvencio de Siqueira Li-
ma, por U30 de armas defesa.
Epipha-
ios.
A* ordem do da freguezia do Recife. Metano
Eduardo Muller. Jeronymo Lopesde Souza, Sa-
lustiano Jos de Souza, Joao Fernandes do Nas-
cimento, Jos Flix de Lima e Marcelino Miguel
dos Anjos, como vagabundos.
A' ordem do da freguezia de Santo' Antonio,
Pedro Anselmo de Lima, Jos Candido de Olivei-
ra, por disturbios e Joo Francisco de Lima por
crime ae furto.
A' ordem do do 1.* districto da freguezia de S.
Jos, Inno Severino da Costa, por. embriaguez e
disturbios.
No dia 3:
A' minha ordem, JoSo Leite Correia de Mello,
vindo da Parahyba, como criminoso no termo de
Nazareth, e Josfc Bahia de Mello, vindo de Gara-
nnuns como sentenciado disposicao do Dr. juiz
de direito do 2.' districto criminal.
A' ordem do Dr. delegado do 2." districto da
capital, Leonardo Francisco dos Santos, por dis-
turbios e uso de armas defesa.
A' ordem do subdelegado da freguezia de San-
to Antonio, Jos Garca da Silva, por disburbioe.
A' ordem dojda freguezia de Nossa Senbofa da
Graca, Candido Jos Alves, por disturbios. f
No dia 28 do mez passado, assumio o exercicj
do cargo de subdelegado do l.' districto da fre-
euezia de Nossa Sennora do 0' de Goyanna o al-
feres Manoel Ferreira da Silva.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin-
cia. O chefe de polica interino, Dorio
Cavalcante do Reg Albuquerque.
--------------.*.-------------
Thesouro Provincial
despachos do dia io de fevereiro
de 1889
Luiz Epiphanio Maurica.Pague-se.
Heenrique Florentino da Silva Santiago.
Entregue-sc.
Souza Basto Amorim & C. Indefel
porquanto nao houve despacho destaj
pect )ria para caber, o recurso interjflHo
pelos supplicantes cujo recurso naquelle
caso seria para a presidencia. Sujeta
como est a questo que se trata ao con-
tencioso judicial nada tinha nem tem esta
inspectora, que decidir,' pois o^escouo
contencioso administrativo, s podendo os
supplicantes alli allegar o que ^tiverem a
bem de sua defeza.
DIARIO DE PERNAMBCO
RECIFE, o DE FEVEREIRO DE 1889
O Dr. Manoei Enphraslo Correia
0 dia de hontem foi um tristissimo*anniver-
sario !
0 partido conservador, sentindo avivarem-se-
Ihe no peito fundas saudades e dolorosas recor-
dacOes, relembrou, hontem, o dia luctuoso em
que, rodeado de amigos, lamentado por todos e
por elle amargamente chorado, Manoel Euphra-
sio Correia, na pujanga da vida e no vigor da
idade e do talento, des^pparc-eu quasi que de
repeote dentro os vivos.
Nem era para menos... Manoel Enphrasio era
um ornamento brilhante, urna vigosa esperanca
do partido conservardor.
0 golpe que n'aquelle dia desfecnou a latali-
dade, alm de ter levado a desolagao s affei-
goes de que Manoel Euphrasio era objecto, er-
cueu no meio da arena em que morejam os ope-
rarios do futuro da patria urna cruz funeraria,
diame da qual quedou-se enregelado o braco de
um colaborador corajoso e intelligente. t
Espirito culto, senso pratico admiravel, Manoel
Euphrasio impressionava-se com paixo pelos
grandes problemas que interessam o futuro da
patria e de cuja solugao tanto depende o engran-
decimento della.
A morte nrostrou-o era meio do caminho pre-
cisamente quandoVdiaute dos seus merecimen-
tos se abriam largos horisontes.
Era, agora, quando o imperio acaba de lavar
a nodoa da escravido e de arredar esse entra-
ve do seu caminho, que elle podia ser um au-
xiliar dos memores prestimos diante do proble-
mas da reorgaisaco do trabalho e da immigra-
cao que elle unto estudou e to bem encaa-
nhou em sua provincia natal, e projectava reali-
zar aqui.
Os que o conheceram de porto p odem bem
avaliaragrandesa da perda causada pelo seu
brusco desapparecimento e peio ciaro que este
abri as filoiras dos bons servidores do pait
0 partido conservador desta provincia, espe-
cialmente, tem para com a memoria do illustre
tinado urna grande divida de gratidao.
Pela llianeza de seus modos, pela franquesa
de suas opinies, pelo seu espirito de juanea, e,
principalmente, pela nobre dedicaco ao seu
partido e cora^em firmeza de suas resoluces,
era um hornera proprio para se impor ao res-
piito dos adversarios e ao apreco e enthusias-
mo dos amigos.
E assim acouteceu.
Morto, a improsa liberal, que nunca o utvia
desrespoitado, foi a pnmeira a fazer inteira jus-
tica aos seu merecimento-'; e o partido conser-
vador, que se havia reanimado, enchendo-se de
vida e de esperanca, com a admintstracjSo por
elle feita ate oiitao, debrugou-se em prautos so-
bre o tmulo que o recolheu traduzindo em la-
grimas o seu reconheeimento e saudade
Bem razao tinha o partido conservador d'eata
provincia para essa funda magua, ceno 4 ten
de sobra para a saudade que anda boje o ponge.
Manoel Euphrasio tinha tido o condao de er-
guer o espirito do partido, que pareca akat
desanimado taina. Sua franqueza, sua h (^
saa dedJMfilo ao partido e sua ene|
HrwinWs
^
V-
m




Diario de PernambueoTer que lo escapara- ao pB*^P" mm'
'que d'elle se aproximavam, explicavain o facto
Manoel Euphrasio era urna testerauha do maior
falimeoto, da maki,aeeentuada respetabilidad.-,
ene devia um dia informar os que nos juigam Corre o boato de que um soldado do 12. bata-
rivz nnr in n m,P Ihao tentou assassraaroDr. Benegas, governador
ielonge, erradamente, talve por isso, o que
vale aqu o partido conservador e seus genuinos
tepreseritantes
Infelizmente, porm, a morle, encerrando-o
as lgubres cslreMeaAdo Janln,, impee-llie
'silencio eterno! ,
Nem por isscnianenai'8 gratido- na partido;
e, bontem, anrwwBarie.dt> fallecimena do alo-,
grado paranaeaae, elle afeo se descuideu de hon-
Tar-lbe a memtri^mawtondo autTraar sn'eJma
ma igreja nutrir* Boa*scndftmpareceu
grande numero.le amigos, entre
Rxc. senhora, que, em seguida, faram
eoroa no tmulo do tinado.
Mais urna vez confundimos com as nossas as
l^rimas da familia do iUustre morto e da pro-
jiacia.do Paran
toclas do PaciQco. Rio da
Prata e sil do imperio
Pelos paquetes fraocez Niger, americano Finan-
m r e iagtez Togas, recebemos do sul as segumtes
oticias:
Pacifico
Datas at Sil de Janeiro-
Segundo communicaram de Valparaso, o
residente da Bohvia,Dr. Aniceto Arce, naocca-
tto ieausentar-se de Sucre, deuliberdade aos
revolucin arios de Setembro.
A imprensa boliviana incitara ao governo
ara proceder energicasaente na questo
Paraguav, aginada pelo incidente de
iicbeco; ...-----------------:_ tele.
Esnuw fDko de prata e*ir i.geira e ter direitoao9/dos
depr urna lucros
23 de Janeiro.
com o
Puerto
r~Sa "corte foram pubcados os seguintes
gramas:
Volporai*o, 24 Janeiro.
Ghegoa bojea este porto o cruzador Almirant,,
Todos bons. Temporaes no Estreno-
Vatjxiraiw, 23 de Janeiro.
Mrroso
O^vcrn^'inau^urariem' Margo auoiversida
. -de catbolina.
Valparaso, 2o de Janeiro.
K^tSeTuSos do Per ju.gou
. aovamenie objecto de deliberacao (
^A^essao correu tempestuosa, sendo pro
^Srei^ctroacabadedis*
ler ^expirado eprazo legal do mandato dos
*0 miaistrT'do commercio e da agricultura
'^presWoateda Repblica assistir raaugu
ncio da estrada de ferro de Coquimbo.
Moda Prata
Datas de Buenos-Ayres at 22 e Montevideo
. al 23 e teleuraphicas at 9 de Janeiro :
Sarando a revista geral da primea* quinie-
la de Janeiro publicada na Nacin de 16. a situa-
. So poltica da^ Repblica Argentina continua
wn nenbuma modificacao favoravel no sentido
*> restabelecimento das instituices livre. Peb
ntrario. a inlluencia pessoal do presidente *
accenta mais, como prova do escndalo produ-
lido utlimante em Mendoza.
o governador da dita provincia denwroui a
proclamaco do presidente como chete do par-
ido dominante, eisto foi motivo bastante para
3r declarado fra de toda graga.
. Para derrocal-o foi um enviado, um pro-
ceosoTde triste recoriago. Fez-se a revolu-
ak*m tercas nacionaes e o governador deMen-
SSafoi derrocado, e assim licou at agora, apezar
Se ter requerido a inlervengo nacional jara
reDO'to como prescreve a coiistituigao.
. O m ervCTtor nacional limitou-se a assumir o
ando ua provincia, sera se atrever a adoptar
huma outra medida, para nao contrariar o,
* ^fmesmo0 oTltesIrevia dcMeodoza o cita.
fe diario o seu enviado especial ,. ,
..ontinaa anciadade as ~as pohuta.
O flo semlucionerios- desanimara perdeudo a espe
ranea Te que o governo federal apoie, anda que
' STsme^e coni sua indilferenga eabstengao.
" Nao se acredita qae estando(aqu o inter-
nenhuma violeucia: de.

'
i:

x
/Jwaet-Avrv*. f 1 de Janeiro.
O liniaterio do interior substi-
tuto iBterinamet o 6r. de Wilde.
O ministro da la ienda Dr. Pacheco parlio para
Cordova e Mendos i.
de Mendoza.
A exposiclo rural internacional abrir-se-hano
dia 20 de Abril de 1890.
Montevideo, 23 de Janeiro
A cojaoutateroitcarregiida de examinar o pro-
jeelo de le sobre as patentes, propCe emendas ou
ppresscf no texto apresenlado qun niudam o
ppojecto.
O ministerio den dio que o Banco Nacional aug-
mente o seu capit; 1 de 25 milhoes de pesos. O
banco ter onze directores dos quaes o governo
OOinear cinco. O banco poder emittir notas de
qeno valor e lelti ,is bypotbecarias. O governo
touiaia metade das acedes, prohibir a circula-
tentor se pratique neunuuiu ., ,
ram, entretanto, pessoas caractensada da roo
4K*o, e crenga geral, que apenas se ausentar
SSui'o Dr. Derqui, se Benegas fr reintegrado
ro d governador, se prodiir inosomo-
daqui
can?
Ta Stuaco derrocada, na previs de que
MoMontet-a. pede nao smente a reposifiao
aoSotambein a permanencia de forcas nacioneas
** p\Taf de^tiba"
AnrougeT ia impor o^ecurso de inapnlicabihda
de da pena capital no seu Patrocinado
. -K-.-~, .i RnPiww-Avres. communicou, no
2.000 espingardas e algumas
"*.' Sem medidas radicaes, nao se restabelecer
* Atadano da 16, Lpez loriar' ^o" a ^ra-
, onde o receberam mau.de 2.O0 pes^oa^
le do ex-cura Caatr
i impor o/ecurso d
capital no seu pati
*i'ifio^dr!SKS2rt?ei Montevideo...
*\ Vor i do provento do chefe poltico
Cdarzanas eleices donador em Merced*,
jesam-se desavengas no gabinente. .
^Om-nistro Herrera reclama a destituir,, o
i^Taia .le Galarza que levou a sua.audacia
ponto de invocar o nome do presidente
icoublica para forcar o collegio eleitoral a voUr
Stre"a^u^ont-de. 0 ^^rrera^sas.
astado ueste caso por seus collega barcia La
^AsSSue o genera. Tajes, avista das
IVlllTa^rTcrTS!S
da
moes conv
ittio aue .~e ia
Galarza quando, porm. cliegou o iromento dt
asaignar voltou atraz.e disse que nao couvinha
parar e adiar medida tao extrema limiUn-
r-.i., ,,.. venba a esta
que
medida to
d-se a ordenar a Galarza
O citado diario portenho publico tambera o
seguate telegramma expedido igualmente no
* Esteve a ponto de produzir-se um conllicto
confluencia de nao ter querido o general
- Beodoro da Fonseca, sob cajo mando vera as
rorias brasileiras. acatar as disposicoe* saoita-
as : pretendendo que se zesse nnmediata-
Knte a baldeacfto das tropas para os vapores
destinados navegaco do no e que devem con-
.ataaV8 para Matto Grosso.
\ junta de saude oChciou ao governo dando
eont do occorrido. Este ordenou. na previsao
de oualquer avanco dos navios brasileiros, que
se preparassem as canhonheiras nacionaes para
pievenU-os .le que deviam respeitar as autori-
Granas aos bons officios do ministro brasi-
Ire Ponte Ribeiro. sanaram-se as difficuldades
iconselho de ministros.
No dia 4*o correte iucendiou-se eiaAssump
ceodo Paraguaya igreja da EucarnacSo. Tudo
Icou reduzilo a cinzas, mas nao nouve nenhuma
ctima. ,
O overno da repblica Argentina resolveu o
eroblema de Mendoia. annuilaudo todos os actos
anados da revolucao e restabelecendo]aordera
de cousas derrocada pe'0 movimento do da 6.
Odeeretodiz: o vice-presidente da repu-
eir.t em esorcUo do poder executivo resolve
-o interventor nacional, restabeleca no exer-
feo de suas funejes como governador da pro-
Bcia de Mendoza ao *r. Tiburmo Beoesas, de
^araad. teminada cora esse acto o intervencao
icio, geralmente appiaudida, foi to-
auda pelo vice-presidente era exercmio do po-
in aecordo com o mim
E' pessima a colheita tendo-sc perdido grande
parte.
A farinha de trigo vende-se aqui por um peso
e vinte centavos.
A mor parte des moinbos esto parados por
falta de trigo es per mdoque principie a colheita.
demorada por causa das chuvas.
Buenos-Ayres, 2i de Janeiro.
Acaba de concluir se entre o Chile e a Blgica
um tratado de exiridico.
0 Sud-America annuncia que julgam-se comple-
tamente perdidas as colheitas d provincia de
Buenos-Ayres, por causa das ultimas inunda-
res.
Continuamasqueixas contra o mo tratamento
aos immigrantes ebegados ao Rosario.
i, Falleceram repentinamente os Srs. Losson, r#-
dactor da mdon, e tenente Castilbo, explorador
da Patagonia.
Os senadores e- deputados calholinos olTerecera
um banquete ao arcebispo F. Aneiros, nojalao
Club Catliolico. '
_E' muito prova ve 1 que o ministerio seja recom
posto do segrate modo: Wenceslao Pacheco
passard para a pasa do interior, sendo substi-
tuido ua la faseedcL pelo Sr. Rulino Varella.
Montevideo, 24 de Janeiro. *
O coronel Galara-i foi demittido do lugar de
chefe poltico do departamento de Mercedes.
Cessou a parede dos tripulantes das lanchas do
porlo por se Ibes ter augmentado-osasalarios.
Urna nota official annuncia a visita do presi-
dente da Repblica Argentina a esta capital.
Consta que mullos ofciaes iro d'aqui esperar
o general Santos.
Fundou se aqui um novo banco.
Buenos-Agres, 25 de Janeiro.
Diz-se que as negociaces entre a Bolivia e o
Paraguay, nao podendo haver accorio, as dnas
nagoes resolveram recorrer a um arbitro. O arbi-
tro escomido ser o Papa.
O coronel Ortega prepara urna nova revolucao
em Mendoza
Buenos-Ayres, M de Janeiro.
O premio de ouro de 53 1/4 %
E' desesperador o estado de sfele do Dr.
Aguirre, denano da faculdude de medicina
Os Srs. Moutinho e Carvalho j comocaram os
estudos da estrada de ferro de Rioja e esperara
terminal-os no lira do corrente anuo.
O coronel Ortega recoaciliou-se com o Sr. Be-
negaz, governador de Mendoza.
Contina a crise ministerial.
Buenos-Ayres, 27 de Janeiro.
0 Sr. Benegas, governador de Mendoza, dirigi
ao povo urna proclamaco conciliatoria.
27 de Janeiro.
Houve inundacoes em San Juan, destruindo 18
casas ; calculam-se os prejuizos em cerca de um
raillio de pesos.
Buenos-Ayres, 28 de Janeiro.
Inaugurou-se boje a primeira bacia do novo
porto.
Continuam os protestos sobre a prisco llegal
de dous italianos no Rosario. O cnsul italiano
tambera protestou
Foram Horneados ministros da fazenda o Sr.
Rufino Varella e do interior o Sr. Pacheco.
O Sud America annuncia o fallecimento diario
no Rio de Janeiro de cena pessoas victimas da
febre araarella.
A"s 4 horas da tarde teve lugar a inauguraco
do novo porto.
Eotraram nelle grandes navios, ntreos quaes
o Almirante Broum. Paraguay, Orenoque, Caxlon
e Buffon. Presidio a solemidade o Dr. Pelle-
grini, presidente iienno da repblica. O arce-
bispo Aneiros fez a bencao, servindo de padn-
nhos a esposa do Dr. Pellegrini e o Dr. Qoirno
Costa, ministro dos negocios estrangeiros.
Foram prenunciados muitos discursos, notan-
do-se os dos Srs. Dr Pelligrini, Madero, construc-
tor do porto e Dr. Ouirno rosta.
A bordo do Almirante Broten, que estava em-
bandeirado, foi servido um lunch, ao qual assis-
tio grande numero de ofliciacs do exc-rcito e ma-
rinha e diploraatas
Durante a festa, tocou urna banda dejmusica.'e
foram dadas muitas alvas.
Montevideo, 28 de Janeiro.
Chegou o Dr. Caroano, director dos correios
argentinos.
Cahem aqui aliundantes chuvas.
Corre como certo que o Dr. Reus abrir fal-
lencia.
Buenos-Ayres, 29 de Janeiro.
Bateram-se em duellc, a sabr, os jornalistas
Calvi e Magrini, ficando ferido o primeiro.
0 porto de La Plata inaugurar se-ha no dia 9
do mez de Julbo prximo.
O governador^do Chaco pede queTos vapores
brazileiros facam escalas pelo porto Celman.
Montevideo, 29 de Janeiro.
Meluorou um pouco o estado de sado do Dr.
Vidal.
Baixaram as actes do Banco Nacional.
Este estabelecimento pede um emprestirao de
tres milhOes de pesos.
Rio tiran.tr do Sul
Datas at 23 de Janeiro :
O chefe de policii do Rio Grande est provi-
denciando no sentid de se fardarem os empre-
gados da sua Secretaria, conforme determina o
regulara en to.
0 calor em Porto-Alegre tem sido insuppor-
tavel, tndo o thermometro marcado 3S graos.
Por Iniciativa do Dr. Victor de Britto, vai
ser estabelecido na capital um centro clnico
ou posto medico, orgarusado de manrira a favo-
recer as classes pobres, como o que j existi na
Bahia.
Ser constituida urna sociedade, composta de
todos aquelles que precisarera de recursos m-
dicos, m liomem sera familia pagar a men-
saliade de 1500 6 um chefe de familia a de
2*000 a 3*000.
O posto medico ter) dia e noite, um facultati-
vo disposico dos socios, e prestar servieos
gratuitos aos pobres.
Sob a epigraphe Situacao afflictissima temos
Artista do Rio Grande em data de 16 :
O vapor Itumayt, em viagem de Santa Ca-
tharina para Montevideo, em frente nossa barra
esteve prestes a son*rer a sorte do Rio Apa, devido
a um forte temporal que apanhou.
O commandante tinha j feito reunio de
ofciaes no salo de bordo, pois contava perdido
o navio.
Felizmente o golpe de mar calmou hora do
perigo e conseguio-se salvar o navio de urna
graude desgraca.
Diz o Correio Mercantil de Pelotas que a
importante fabrica a vapor de farinhas, eslabe-
lecida alera de Santa Barbara, prximo esta-
co da estrada de f; to, tem feito ltimamente
urna enorme importaco de trigo em grSo das
melhores qualidade? preduzidas no Rio da Prata.
O consumo de farinha tem augmentado de
maneira to avultada, qnea fabrica v-se obn-
gada a trabalhar dia e noite para attender aos
constantes pedidos e satisfazer as exigencias do
consumo.
- A Patria da niesma cidade diz que na!i-
llos, na Serra, data do capitao Francisco
PeUado. ,
Aquelle, que aydafa no campo em compa-
nhia de um lilho de*Pellado, do creoulo Lauro, de
Jofio, sobrinbo ie Barcelios e do portugus An-
tonio Serrador, sabio ao seu encontr com'toda'
a gente, e o prendeu ordera do Sr. Chrislovo
Jos dos Santos, subdelegado da Costa.
A' noite, depols de o terem atado de modo
a nao poder escapar-se, o puzeram sobre um
cavallo e okuaram-lbe que sagaiade para a
Trunte, alimt-de apraaentar-se 'aquella auinn-
dade.
QimpMlhlinin n'" l'raudsno.liarceilos. um
preto.icuioorae na.aabo,o.ins|ctor dequar.
teirae Jldeoiiao t;om* l^rto.
Em camuibo. no.usiodo matto,-proximida-
des da chaara do comtllioiro Maciel; Barcellos
e o preto afTastoram-se e conversaram por algura
tempo, findo o que vieram aobreelk, e o uiocrara
a golpes de faco.
. Meo- pode defender-se-por t*-eahido por
trra e do lugar onde o feriram o arrastaram
para o mallo.
A muilo custo pode chegar at aquella chca-
ra, onde narrou o facto a um preto. Este refe-
rio-o ao capataz, que por sua vez, o referi ao
inspector Ildefonso. j-
Oficiou este ao Sr. Chrislovo Jos ]H San-
tos, subdelegado da Costa, que remetteu o ferido
para a Santa i asa de Misericordia e raandou pro-
ceder a auto oe corpo de delicto, diligencia de
que foram encarregados os Drs. Requio e Ras-
gado.
Os ferimentos sao graves.
Vai abrir-se inquerito a respeito.
Fugio o procurador J\ cmara municipal
de Sant'Anna do LivA/p^ lanoel Cavalheiro
Leito, deixando u
tos contos de reis.
Os negocian
dade vo commis
meida, juiz de di _
Rio de Janeiro cors'Vl
de outras cousas, ordera
vinte e tan-
no
mtp-i rontra a opinio dos oatros 7,ou.se uina reunic afim de tratar-se de fundar
avnistnw e a d Dr.
da
Jurez Celman, presidente
Hd:..
ara
O
ruu.
ac'.i
nr.ia d do. o Dr.
i o cargo de ministro.
;|>a que Marcos Jurez, ir-
nan, foi eleito por unani-
d'aquellaproviucia
- goveraaui
eriodo.
a guerra
Oriental do
quadr
figura vara
^aruc
^o quartel
ca.
alji urna sociedade pie, com os mesmos intuitos
da Gnard/1 Negra, se prope a defender o thro-
no e a garantir o governo., futuro da Princesa
Isabel.
No dia 13 fer recolando Santa.Casa de
Misericordia da mcsina cidade Jjo Silveira Lo-
de 20 anuos, solteiro, carreteiro, uatural
bollaty, < resid ote ua Serra dos Tapes.
O mesmo aoroeeiilava graves ferimentos em
diversas partes do a>r>O,. especialmente na gar-
ganta, e interrogado pelo Sr. Pedro Nunes Bap-
fiiho. delegado do pohcia sobre a origem
. Ha dias tinha ejie ido a S. Lourenco visitar
ama irmo que all reside.
Voregressar, [luisn-pela case,de Francisco
x
aquella ci-
/gbraton d'Al-
/i, para vir ao
.' b"verno geral, alm
para a expedicio de
guias de transito por pate da mesa de rendas
geraes, que esUi inliibie de'fazel-o em yirtude
de deliberacao do coiiim-ndador Castro Silva.
O Cidadao, da mesma cidade, narra o se-
guinte facto contristador.
' 0 individuo de nome Alipio, que sotr-j de
alienaco mental, foi ha dias victima de urna
allucinacao produzida pela presenca de urna
cobra. ...
Na casa de sua residencia c por sua familia
foi vista a cabeca do reptil que se achava occul-
to no interior da parede do edificio.
Aos gritos da familia acudi Alipio, inten-
tando por varios meios fazer sabir o animal do
esconderijo, e nao o consegrando metteu o dedo
noorilicio onde se via a cabeca da cobra.
Incontinenti prorompeu em gritos e sahio
para ra a dizer que o reptil se bavia ntrodu-
zido pelo seu braco.
Preso dessa da. tomn de urna faca e fez
com ella um profundo ferimento no braco, pro-
curando arrancar com os dedos os tendOes que
sem duvida o seu espirito enfermo acredilava
serem a cobra.
Neste estado foi encontrado na ra por dous
soldados de linha que o conduzirara pharma-
cia militar, onde o infeliz recebeu os pnmeiros
soccorros do Dr. Pedro Gouveia e pharmaceu-
tico Alfredo -eal.
. O desdiloso alienado fallecen das depois.
era consequeocia do grave ferimento que se
lisera. ... r-
Era Pelotas, reunio-se a admunstracao do Len:
tro ooperador dos Fabricantes de Calcado e foi
deliberado telegraphar ao Sr. ministro da fazen-
da, protestando contra a tarifa especial, slo como
adhesoaos protestos de sua congenere Liga
Operara, de Porto Alegre.
Na cidade do Rio Grande foram inaugura-
dos os trabamos da linha de bonds suburbanos
da Mangueira e collocaco da pedra faudamen-
tal da estaijo aue deve ser construida prximo
ao Parque Rio Grandense. u r ,.
Era Santa Maria da Boca do Monte falle-
ceu, na idade de 86 annos, o major Joaquim da
Costa ; avio, chefe de respeitavel e numerosa
familia.
Mansa Caiaarlna
Datas at 23 de Janeiro ;
Refere o Trabalho, da Laguna, de 10 :
Em 2 do corrente cahio lerrivcl tufao, acom-
panhado de forte chova de pedras. nos lugares
Guarda, Orleans, Uruseaoga, PWras Grandes,
etc. do municipio doToJJaro -.causando enor-
raissimos prejuizos. ___
uasi todas as casas ficarao cmpletamen(e
destelhadas, nada escapando a sanha da furiosa
tempestade que occasionou a morte de tres
pessoas. ..
A lavoura foi completamente destruida na-
quelles lugares e dizem os antigos moradores
que jamis presenciarao ou tivero noticia de
urna to medonha tempestade.
As pedras mediam o tamanho de pequeas la-
Na cidade do Desterro falleceu o capito
do exercito, Fernando Antonio Carioso.
M. Paulo
Datas at 29 de Janeiro :
L-se no Correio Paulistano :
O calor terrivel que tem feito nos ltimos
dias subi a tal ponto, que em '.ampinas acaba
de se dar um casle morte por nsolacp.
A victima foi Giovaoni de tal, pedreiro, que
ante-hoitem s 4 horas da tarde estando a tra-
balhar em urna obra, na ra de Jos de Alentar,
naquella cidade, exposto aos raios do sol, sen-
tio-sc sbitamente incommodailo, seotou-se e
pouco depois cabio morto.
O Sr. Dr. Costa Aguiar, chamado para pres-
tar soccorros a Giovaoni, j nao pode slvalo.
* O fallecido recebia do governo italiano urna
peqnena penso, talvez por ter 'pertencido l
exercito. .
A polica maudou examinar o cadver, que
foi dado sepultura, a expensas do Sr. Luciano
de Camargo, proprietario das obras em que Gio
vanni trabalhava.
. O tinado deixa viuva e dous hlhos menores,
que residem nesta capital. .
Escreveram ao Jornal do Coinmercio da cor-
te, era date de 26 do corrente, da seceto da com-
misso de engenharia militar encarregada da
onstracno da Imha telegraphica de S. Paulo a
Cuvab : ,.-.. j
" Temos encoatrado gran..e dilculdade na
compra de animaes para conduccao de gneros
para as pragas e montara para officiaes. Us
genero* sao muilo caros e verifica se que nao
chegaa etapa de \i marcada pelo chele da com-
raisso. Calcule como nao augmentarlo as dit-
ficuidades tendorie percorrer cento e tantas le-
goas quasi desertas at chegar foz do Tibagy.
. Dahi temos, cora toda a escassez de recursos
de vencer o Paranapaneraa, um pouco do Paran
e explorar os ros Soinheraa e Humante. Das
trinta e cinco pracas que aqui esto, j a.deec"
ram tres e isto antes de entrar no servico to
Os olliciaes que aqui esto sao o majorjEwer-
ton Quadros, tenente Henrique Bezerra, 2 l-
ente Silva Braga, Vilella Tavares e o capitao
Francisco Flix de Araujo, esto de saude.
Bem aedua e perigoaa a nossa misso, nao
s pela lu'a com os indios, como pela falta de
raantimentos e pelas febres que reinam nessas
Iregies. .
Estamos acampados as immediacoes ua ci
dade de Batucat, e levantaremos acampamento
no dia Io do vindouro. com destino a Santa Cruz
do Rio-Pardo, d'aqui distante 25 leguas.
Na corte foi publicado este telegramma :
S. Piulo 29 de Janeiro^
Na sesso de hoje, o deputado Delphino Cintra
fundamentou um proiecto autorisando o governo
a resgatar a estrada ingleza, entrando em
arcordb com esta, devendo os clculos ser feitos
sobre a renda dos ltimos sete annos. Marca dez
para pagamento de juros e amortizacio do cm-
presmoq de a provincia contrahira. Iusnuou
que a estrada ingleza prestase a entrar em ae-
cordo. Esgotou-se a ordem do dia, passando em
3- discHssao o projecto separando os officios de
esenvues do civel do de tabelies do termo da
capital.
st aqui o Baro de Jaceguav.
liontem, ao passarera pela estaco
nasos immitrrantes hospanhoes aba ni
al dous filhinhos que foram caridosai
colhhios pelo dono do hotel de Londres.
Sio grandes os preparativos aqu ps
cepeo dos caixeiros no dia 1.
Uto dr Janeiro
llatas at 30 de Janeiro-
Por imperial resoluco de 22 de Dezembro
foi indefarido o requ^rimento pelo qual Antonio
Homem de Lourenijo Siqueira e B. Caimary pe-
diram .efl aratia d
par aa tetras hypothecarias do bauca qu
HB"
lo contracto celebrado com a presidencia do
Para, pretendem celebrar na proviacia pelo pla-
no da lei de 24 de Setembro de 1864 e regula-
ineuto do 3 de Junho de 1865.
Fundou-se a imperial resolujo ua falta de
autorisaco legislativa para a concesso reque-
rida.
Lemos no Jornal ilo Commercio de 25 :
U ministro do imperio reuni hontem na se-
cretaria do imperio cerca de trila credores da
tmara municipal da Corto representando a
quuulia de qualroceafe. euutos jiotoe mais ou
llli'llUS.
o passivo da camanaunii^BSTera de..
753:38fol27 e at o ra, da.ouno- 'do 1888 de
quautia superior a 900:0004000.
flwsonselbeiro FerreiraAanna.declarou qpe
o seeetuito, convidando os-.-crcdores da cma-
ra BUiaicipal, era o de concotrer ora u attlori-
lia.le do governo para que se resliibeieea as
linaucas do municipio.*que elle |>ws roailqui-
rir ocreito abalado pelo crescimento do seu
passivo.
Nao pode a cmara pagar pelos seus recur-
sos ordinarios os credores reconhecidos por di-
sidas liquidadas em 1888 seuo por porcenta-
gens annuaes.
Gozando ella pelas leig em vigor de privile-
gios inherentes s sua- funcgOes, nao pode ser
penborada e por isso maior deve ser o seu es-
crpulo em retardar a soluco de suas dividas.
Quer coucorrer para restabelecer o crdito
e a confianna que merece a municipalidade, pa-
gando todos os credores sem distincco com
moeda melhor, do que com porcentagens annuaes
e incertas.
Nao esto presentes todos os credores de
ttulos lquidos para reclamarem seu pagamento,
mas o seu esl'orgo nao perder de eflicacia, por-
quanto os S:s- credores presentes conhecero
os outros e ..naturalmente transintiro o seu
proposito.
A sua proposta nao pode ser de pagamento
real, elTectivo e inteiro, como fra para desejar,
mas se quizerem attendel-o reconhecero que
as circumsiancias actuaes *rocura observar o
que parece mais conforme com a equidade.
A Illm*. cmara municipal solicitou do cor-
po legislativo autorisaco paracontrabirum ein-
prestimo de de 5,000:0000U0 cora o juro de 4
"/ Este pedido, transformado em lei vigente,
depende de autorisaco do governo para sua
execuco ; a lei leve por lira consolidar a divida
fluctuante da cmara, converter era melhores
condices a j consolidada e attender assim ao
servico da conservago do calgameolo e de ou-
tras obras de igual natureza de que tanto carece
o municipio.
E' diflicil a rcalizaco do emprestimo de 4
visla do mo estado linauceiro da munici-
padade. Pode melhorar as condices para o
novo emprestimo assegurando o servico de sua
amortizano e juros pordisposices indefectiveis
no oreaoeuto municipal.
E" facto averiguado que a cmara munici-
pal da Corte nao tem pago pontualmente os ju-
ros era aniortizaco do emprestimo contrabido,
ao que attribue a coiisideravel depreciaco dos
seus ttulos.
Est persuadido que aquelle que nao tem
recursos para solver puntualmente seuscorapro-
missos. deve cuidar antes era eslabelecer o seu
estado financeiro do que tentar mos corapro-
missos.
Este assurapto interessa tanto ao governo,
como chefe supremo da admirastraco munici-
pal, como aos proprios credores. O que deraais
pudessera exigir agora os credores, revertera
depois contra elles mesmos como municines ; o
que recebessem por una algibeira entrega va
pela outra.
Quaes serao os meios praticos para levan-
tar os crditos de um devedor to Ilustre c to
nobre ?
1 Assentar em base solida a pontualidade
de seus compromissos d'aqui por diante,
2o Dar garanta real palpavel e indefectivel
aos compromissos que tomar e restabelecer a
confianca dos credores quaesquer, que sejara
as adrainistrages.
3 Tornar inalienaveis. com deslino certo e
invariavel, sob respousabilidade efTectiva certas
verbas da receita municipal para o servico dos
juros e amortizaco da sua divida passiva con-
solidada.
A elassifleaco como est fcita no projecto
do orcamento das dividas em privilegiados e
chyrographari09. A reparrico das quotas e a
sua proporco demoraram o pagamento de todos,
estabelecem preferencias e nem sempre atten-
dendo just'ca.
Nestes termos nao lhe parece que o sacrifi-
cio dos credores seja como se afigura aos mais
exigentes recebendo, como offereco, titulos de
4 % ao par, autorisados pela lei, em pagamento
darte de qne o Cearamais perseguida vic-
tima.
i Nem julguera que carregamos as cores do
qiKidro, qiuii lo assim nos exprimimos.
Abi est o teslemunho.de pessoas que des-
cera diariamente do serto, alm das cartas que
teem sido d'alli enviadas.
A Ordem da < Jinhoeira Irouxe-nos hoje infor-
maces que lhe proporcionaram pessoas vindaa
des freguezias das Umburanas e Santo Estevao
de Jacuhipe.
E' contristador o estado a queja se aehnm
reduzidos os habitantes d'aquellcs logares e de
outras pai-ageos.
Basia dizer que as Umburanas e Jacuhype
nao chove ha perto de seis mezes, devendo-se
considerar que sao aquelles os centros da lavoura
e criaco de dois municipios.
t Os pastes esto completamente ardidos, e a
falta d'elles e de agua tem raorrido todo o gado.
Os vveres escasseiam. A mandioca, cuja
farinha constitue a base da alimentaco, essa
nao poude vingar devido s mesmas causas.
Agua para beber tambem rara e quasi
qne j se morre sdediz um informante,
accrescentando que mrata gente janda implo-
rando a caridade pelas portas dos mais opulen-
tos habitantes.
... A situanao tal que, segundo consta, as au-
toridades Iocaes d'aquelles termos tratam de di-
rigir representanao ao governo da provincia, no
sentido de seren fornecidos soccorros parte
mais necessitada das iiopulacoes.
Fale ainda mais para pintar com exaclido
o estado do centro flagellado pela secca, o se-
grate trecho de urna carta escripia da villa do
Curraiinho para o collega da Ordem:
Continua a secca com lodos os seus horro
res J rara a fazenda que nao |>erdeu todo
o gado ; alera da falta d'agua, da alta' tempera-
tura, a peste diziina o gado as centenas diaria-
mente. J' enorme o prejuizo. O ar est vicia-
do cora a-flcuide quaniidade de animaes em de-
composico; | esto apparecen.lo alguna casos
graves de febre.
Os gneros alimenticios sobem de prego em
urna pioporgao assusladora; a farinha de man-
dioca est custando 2*30) a quarta (20 litros),
o fejo 4*000, idera, o milho 2*000, idem. Es-
ses gneros nos importa a ferro-via ; a raatta
nada nos manda.
A safra de fumo, pequea, ordinaria, e j
reduzida, nao lem procura.
A agua, essa, est nos custando, a que. vera
de louge, 1*280 a carga; a que se vende aqui
dentro, est quasi extincta e a 80 rs. o barril.
A torrente emigratoria do serto, acossada
pela fome e pela sede, j comega a nos visitar
ex-oficio, perpetrando toda a sorte de attentados
diarios I
A bilonlragem campea impunemente, sem
que as autoridades possam per cobro, caren-
cia de agentes policiaes.
' Se a providencia nao se apiedar jadeos
com grandes chuvas, estaremos irremissivel-
mente perdidos.
.- E' geral o desanimo. >
- Lemos na citada folha de 31:
Escapou de ser fundamente ferida por um
terrivel golpe urna da< mais estimadas e distin-
tas familias desla cidade a familia Victorino
Pereira. .
. Festejava-se hontem o annivcrsano natali-
cio do nosso Ilustrado amigo e collega do Dia-
rio da Baha Sr. Dr. Manopl Victorino Pereira
em sua residencia, ao Largo de Nazareth.
Servindo-se o jantar, pouco depois da sopa,
eoraecaram as pessoas presentes festa de fa-
milia a sentir um incommodo singular, que de-
nunciou logo a presenga de um envenenamento.
De facto : a owinheira, querendo dar mais
corpo sopa, addicionou ao caldo, suppondo
ser farinha do Reino, urna dose de baryta, ve-
neno destinado exlincgo de ratos.
A alegra de entilo transformou-se em tris-
teza, que pouco depois desappareceu, gragas s
medidas immediatamente tomadas.
Felizmente dentro de pouco tempo estavam
todos livros de perigo, o que alegremente regis-
tramos, dando os parabens estimavel e distin-
cla familia Victorino Pereira
immediato de suas dividas, desde que o servico
do juro > da amortizano lique garantido pelo
modo exposto e ainda sobre a responsabilidade
do thesoureiro da cmara.
Os senhores acceitando estes titulos, concor-
rem para levantaar os .crditos da municipalida-
de, facilitara o emprestimo que por ventura se
tenha de fazer para completar os 5,000:0003000
autorisados em condice^ muito mais favora-
veis. Retardar o pagamento urna angustia
["para a cmara, para o governo e para os pro-
prios credores.
Nao discute a legitimidade das dividas ; o
que quer ;que concorram todos nessa obra pa-
tritica do restabelecimento das finangas mu-
nicipaes.
Nao .ntervem as cousas mumcipaes, res-
peitador da sua autonoma. A responsabilidade
airela da administrago municipal da cmara,
a ella compete classiicar crditos, distribuir
quotas e realizar pagamentos, no que nao deve
intervir.
Apoveita a occasio para declarar que o go-
verno nao approvar emprestimos to onerosos
3ue sejam inaceitaveis e a que possa caber a
enominago turco, prefenndo nesse caso auto-
rizar a cmara como de boa regra finapceira,
a pagar o seu passivo as forgas annuaes dos
saldos verificados.
Convida os Srs. credores all reunidos a
combinar entre si e com os outros que faltaram,
sobre a proposta que acaba de formular se en-
lenderera aceitavel. poderido propr por sua vez
condiges quanlo ao prazo de amortisaco e ou-
tros que Ihe9 parecerem conveniente, sem pre-
juizo das que considera inalteraveis, as do juro
e emiss#J do par.
O que resolverem poderao apresentar-lhe e
depois de estudar os recursos do orcamento mu-
nicipal, promette decidir com a mxima equi-
dade tendo em vista nao s os interesses do mu-
nicipio como os direitoe do credores.
Sobre o assumpio oraram 96 Srs. Rodolpho
Athayde, Dr. Alberto Uargreaves e Paulo Aguiar.
A conferencia comegou ao meio-dia e ter-
rainou s 2 Ii2 horas da tarde. >
liara a re-
Datas ate 3 de Feveriro :
Lemos no Jornal de Noticias de 26 de Janeiro :
Suicidou-se na freguezia da Conceigo do
Aimeida, no da 23 do corrente. o abastado fa
zendeiro daquelle lugar coronel Manoel de Souza
Lima.
O cadver foi encontrado n'uma das cancel-
las do fazenda pendente de urna forca.
o coronel Lima era casado e deixa seis
Hlhos.
Contava 60 annos de edade e gosou sempre
de consideracao e estima.
Ao que diz urna folha de Maragogipe, a per-
da de mais de 40 captivos, livres pela lei 13 de
Maio, ft origem do desespero do coronel, que
de ento em eante comecou a soffrer perturba-
goes raentaes. *
Lemos na mesma folha de 28 :
Em S. Miguel do Anta, no dia 13 do corren-
te, um grupo de cento e tantas pessos dirigiu-se
casa do escrivo de paz Jos Ferreira Lopes e
exigiu-lhe oa tres livros de rejistro de bitos,
casamentes e baptisados. O escrivo recusou
entregal-os, mas o povo arrombou o armario a
golpes de fouce, tirou os livros e foi rasgal-os
no largo. Depois o grupo dirigiu-se Igreja,
de cuja porta arrancou o edital que l affixaram,
prevenindo os cidados de que estava em execu-
jao a lei do registro civil.
Lemos ainda na citada folha :
Nao vae sendo rn istadora do que
oas proviacias do norte a siluago do centro
d'esta provincia, cm consequeepia da esagem
ardente e prolongada que atravessamos.
Todos os dias rhegam-nos de diversos pon-
I tos do .-erto noticias desanimadoras. A lavou-
ra abalada por inua crise geral tende agora a
desapparecer ; a criaco cede aos rigores da
quadra : e, conwfleffeito de tudo isso. comegam
as popurages a experimentar a miseria, a fonje,
e qaaatos males formam o squito dessa calami-
.liotleias do norte do imperio
O paquete nacional Pernambuco, chegado do
norte ante-hontem, trouxe as segumtes noti-
cias :
Amazona
Datas at 22 de Janeiro :
As minas dessa provincia nada referem digno
de nota.
Para
Dalas at 26 de Janeiro :
Tendo apparecido na circulacao algumas no-
tas falsas de 200*, o inspector da Thesouraria
de Fazenda e a polica oceupavam-se com o as-
sumpto, como se v da seguinte local do avio
do ro Para de 26 :
Ante-hontem o Illm. Sr. inspector da The-
sourari de Fazenda, no intrato de bem servir
ao publico especialmente ao commercio convi-
dou aos Srs. Wiegandt e Costa Jnior, para
servirem de peritos no exame das notas falsas
de 200*000.
l exame foi procedido ante-hontem mesmo,
era presenca daquelle zeloso funecionario e mais
membros da junta da Thesouraria de Fazenda.
Do resultado d'elle pretende o Sr. inspector
publical-o com as minuciosidades precisas jpara
acautellar os interesses dos que esto mere.*!
do jogo commercial e transacgOes com dinheiro.
Anpiaudimos o acto do Sr. inspector e hon-
rado Sr. Januario de Moraes.
o Do procedido ante-hontem sobre a nota que
um menino pretenda trocar na Thesouraria, sa-
bemos o seguinte:
. Avelino Chaves, o menino que levara a
referida nota, caixeiro da rasa de SHva Lima
& C, estabelecidos ra de Santo Antonio.
A nota de 200*000 da 4* serie, 5 eslampa
temo n. 89:112.
Os defeitos encontrados sao os segumtes :
A assignatura que de Jos Estanislau da Fonse-
ca Lopes, nao igual ao original existente na
thesouraria : a numeragao mais grosseira c o
papel que de algodo est coberto com urna
carnada de goma-arabica.
E' semeihante s que passaram ao sr. the-
soureiro d'alfandega Jos Costa c por este reco-
lhida thesouraria de fazenda e que foram re-
geitadas pelo sr. thesoureiro da thesouraria, o
honrado sr Rocha.
. 0 caixeiro Avelino Chaves fot ante-nontem
mesmo remettido polica.
O sr. 1 delegado dirigio-se casa commer-
cial Estrella do Norte afim de saber a pro-
cedencia da dita nota, e ahi, soube que elle fra
dada em pagamento de algumas mercadorias
pela meretriz Raquel Doria para cuja residencia
aquella autoridade caininhou incontinente.
Chegados o sr. Io delegado c o escrivo
Braga que o acompanhava casa de Raquel
Doria na ra da Trindade, interrogaram-n'a,
declarando ella ser verdade o ter dado a sedula
em questo em pagamento de mercadorias que
comprara na referida loia Estrella do Norte.
Conlessou mais Raquel Doa que aquella ce-
dula, e bem assim outra de igual valor, foram-
lhe dadas pelo francez George Alexandre Heme-
ry que pernoitou em sua casa na noite antece-
dente e que lhe fra apresenlado por Joao Mar-
gal como moco de bom procedimento. Deciarou
mais Raquel que obtivera aquelle dinheiro de
Heraery dando-lhe de troco 160* 00 que havia
guardado para a compra de um terreno, ficando
ella com 40*000 em paga da visita de Hemery
que, nao obstante a ter recompensado com a
quantia supra citada, deu-lbe ainda mais
200*000.
O delegado empregando todos os esforgos
consegio encontrar Heraery, no dia 23 s 10
horas da noite, fazendo-o apresentar ao dr,
chefe de polica requisitou mandado de priso
preventiva contra Hemery, o qual sendo expe-
dido foi ante-hontem s 2 1|2 horas da tarde
intimado pelo escrivo Braga, o dito Hemery
recolhido cadeia. Submettido a inquiriges
pela autoridade, Heraery preiendeu com sophis-
mas extemporneos confundir Raquel Doria,
negando tela visitado e ter-lho dado as notas
em questo.
A polica procede com a lei.
. Consta que Hemor j que declarara na cadeia
publica ao sr. Io delegado que aquella cdula
pertencia \ quantia de 200*000 res que por
emprestimh obtivera de Joo Margal.
. A' ultiAia. hora dis3eram nos que p sr. !,
detegado fef recolhcr prisao a meretriz Raquel
Doria.
0 individuo Joaquim Monleiro d* ueiroz
com. urna facetada, assassinou o velho Joo
Baptista, sea tio, que residia em Casias.
0. crimiaoso foi recomido cadeiadacapiUl.
Escreveram de Soure Provincia a
dizendo que no dia 11 do corrente cahio all
urna chuvo torrencial, que se suppe ter
estendido a fado o municipio.
A continuarem as chuvas, conforme indicava
o tempo, cessarilo os prejuizos de que estavam'
sendo victimas os fazendeiros, por falta d'agua
para os gados.
Maranno
Datas al 27 de Janeiro :
Sao destituidas de interesse as noticias dessa
provincia.
Piauby
Datas al 13 de Janeiro :
Continuava a secca a flagellar a provincia.
O Telephone de 13 escreve :
Acabam de chegar a esta cidade mais 4 fa-
milias, de Pedro 2o., foragidas pelos rigores da
secca, e muitas outras, nos cousta, ja se en-
caminbam paia c pelo mesmo motivo.
. Reina a- miseria cm todos os pontos da pro-
vincia e em presenca dasinforraanes que temos,
dfficll indicar onde ella se accentua u.ais fa-
talmente.
E' um clamor por toda parte!
Pessoas chegadas recentemente de S. Joo
do l'iauhy nos informam que aquella zona oDere-
ce o mais triste espectculo de de.solanao.
Cear
Datas al 31 de Janeiro :
Nesse dia comegou a ser publicada a Tribuna
do Commercio, de cujo artigo de anresuntago ti-
ramos estes tpicos :
Destinada a advogar por todos os meios le-
gi'imosos direitos e interesses do commercio
que em ultima analyse sao os mesmos da pro-
vincia em peso, nao i anima o mais leve sentimen-
to de hostilidade para cora os poderes pblicos,
sendo muito ao contrario sua misso primordial
auxiliare suggerir alvitres na quadra anormal
que atravessaraos.
Nutrimos a convieco de que a mxima ener-
ga nao iaconipalivefcom a mxima cordura,
e n'ella baseados, espOSnraos attingir os tins a
que nos propomos sem descerraos ao doesto que
se determinar o despeito poltico ou indivi-
dual, cujos echos nunca tero guarida nestas co-
lumnas.
Adhesao systematica ou opposigo tambem
systematica aos actos do governo socousas que
nunca se entendero cora a Tribuna Commercial:
temos f que nunca nos fallecer o auimo para
mantermos intacta esta norma criteriosa que nos
impomos. >
No dia 2i deu o Libertador noticia, nos se
guiutes termos, de urna reunio do commercio
havida na capital : .
Realisousc hontem, como fra annqnciada,
era um dos sale3 do Club Cearense, a reunio d
commercio para tratar de deliberages urgentes
anerna de interesses comraerciaes e geraes.
Presentes comraercianles em numero de 150
approxidamente, foi s 9 1 2 horas da noiie ac-
clamado presidente o Sr. Baro d'Aratanha que,
acceitando o encargo, convidou para secretario o
Sr. Joao Joaquim Simos que igualmente accei-
teu.
Exposto pelo presidente o fim da reuraao, o
Sr. J)o Joaquim Simes pedio a palavra, e, de-
pois de fazer mn histrico das'seccas na provin-
cia e do procedimento dos poderes pblicos-em
relago a essas calamidades, apresentou as se-
guinles proposlas :
que fosse constituido um club denomina-
do- Club Commercial Cearense, pelos negociantes
presentes e pelos que de futuro se Ibes aggre-
gassem : sendo o seu fim advogar por Wdos os
meios legaes os direito3 enteresses do commer-
cio : '.
2- que se nomeasse urna commissao execuu-
va, de quinze negociantes, incumbida de por em
pratica as resoluces do Club : .
3" que se creasse um jornal, sob os auspicios
do Club, para oceupar-se. especialmente do que
possa interessar ao commercio, agricultura.e
industria ; sendo absolutamente isento de cor
poltica ; .*-.,'
4a que o Club iniciasse desde logo os seus
trabalhos com urna representago a S. M. o Im-
perador, em termos convenientes e respeitosos,
assignada por todos os negociantes, pedindo
prbvindencias promptas no sentido de soccorrer,
por meio de trabalhos pblicos cm toda a pro-
vincia, populago victimada pela secca, iriso
em ordem nao s a evitar a emigra#ao, como a
habilitar a mesma provincia a resistir de futuro
a crises idnticas. ,.
5 que se passasse um telegramma, em
nome do Club, a s. M. o Imperador annuncian-
do a representago e dando a summa della e
pedindo promptas providencias no. sentido de
evitarse desde j a emigrago, e outro telegram-
ma. tambera em nome do Clnb, ao Jornal do
Commercio, da corte dando noticia da creagao do
mesmo Club e seus fins, da representanao ao go-
verno, e da fundago do jornal.
Postas em discusso todas essa3 propostase
submettidas votago, foram approvadas, ex-
cepgo do numero de negociantes da commissao
executiva, que ficou elevado a 19, e composta a
mesma dos Srs. Baro de Aralanba, John Mac-
kee, Manoel Theophlo G. de Oliveira, Isaie Bo-
ris, Paulino Barroso, Joo Joaquim Simes, Joa-
quim Manoel Simes, Geminiano Maia, Candido
Gomes do Reg, Manoel Gomes Barbosa, Anto-
nio da Cruz Saldanha, Narciso Cunha. Joaquim
Dias da Rocha, Antonio Portella, Jos Candido
Cavalcante, Henrique Pinto Alves, Joaquim Feli-
cio de 6. Lima, Jos Gomes Barbosa e Jos Bruno
Mencscal.
O Sr. Joaquim Manoel Simes apresentou e
leu a representago, nos termos da 4 proposta,
a ser dirigida a S. M. o Imperador, a qual foi
apoiada e em seguida- assignada por grande u-
mero de commerciantes presentes.
Encerrou-se a sesso s 9 horas da noite.
Em 28 escreveram de Baturit citada fo-
lha. que a 27 cbovera regularmente por all e
mais pela serra, e a 28 choveu alguma cousa
Ecla serra e o co esteve todo dia bastante nu-
lado. "
Accrescentou o correspDndente :
Desde o dia 19 do corrente que-, com as
chuvas, parou quasi completamente a retirada-
de gente da serra, os do serto vo ficando no
Quxad a espera das obras do ayude, cuja .ad-
ministrago est confiada a um homem em quem
os desgragados cearenses, assim como n maioria
dos homens que pensam, tem a mais completa
confianca, nao s como profissional de primeira
ordem, "como homem de opulentos sentimentos
de humanidade. .
Nestes nltimos dias tem-se alargado mais o
alistamento de trabalbadores para 'o prolonga-
ment, mas apezar do augmento de salario para
800 ris, continuando o systema absurdo e at
criminoso de, pela falta de pagamento semanal,
obrigar-se o operario a fornecer-se no armazem
do fornecedor, cujos pregos em vez de serem
feitos pelo comprador e consumidor, sao pelo
engenheiro que garante os pagamentos, porque
desconta, no acto do recebimento, do trabaloa-
dor para entregar ao fdizardo armazenista,
elles (os trabalhadorcs) s se alistam na estrada
quando o desespero da forae a isto os obriga.
Lemos na Constituico de 24 :
Ante-hontem, no termo de Baturit; o cri-
minoso Francisco Torree, pronunciado por cri-
rae de roubo no termo do Acarape, auxiliado por
um companheiro, oppoz tenaz resistencia es-
colta que o fra prender, resultando do con-
flicto, que travou-se, a morte instantnea do sol-
dado Francisco Figueira da Silva e ferimentoa
graves em outro de nome Joo Faustino Dama-
ceno, evadindo se em seguida o referido crimi-
noso e seu companheiro.
Lemos no Libertador de 30:
No lugar Rodeador, termo de Soure, no dia
28 do corrente pelas 9 horas da manh um grupe
de facinoras assaltoa a casa do fazendeiro Pan-
lino Manoel dos Aojos, d'onde roubaram oita
contos de reis era ouro, prata e papel e bem .as-
sim diversas joias e outros objectos de valor.
No assalto as ladr;s feriram gravera
um dos filhos do dono da casi qu tentou op-
por-sc-lhes enrgicamente, em defeza da
priedade de seu pae.
O Sr. Dr. ebefe de polica pfovidcnciou para
captura dos asfaltantes logo que teve conhe-
eitnento do tacto.
Rio Grande do Verte
Datas at 1* de Feveriro :
Constara as noticias da carta do nosso corres-
pondente, pubhcada na rubrica Interior.
Parahyba
Datas at 2 de Feveriro :
Hada referem as folha- que
merega, mengo.
Votlei as da Europa
Congo, que chegou
>uie datas que

^^3?

\
m
H
r
I
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da carta do
ios- -boa. publicada na
Jm|: >>r, cis algums das noticias de que
fci cortador o referido paquete :
Heipanfea
le Janeiro esereveu nos oalludido cor-
res[)oii'.' i e s ij)re este paiz :
Reuoi" -e no dia l do eorrente 0111 Madrid
um >da minoria republicana, que de-
cidi col constituir um partido com cx-
Orusfiod ao qual consideram como in-
. randado situadlo.
iM; gravemente enferma a marqueza de
Pidal, ru ore deputado.
Os commerciantes de vinhos de Reus di-
rigirn) ltimamente urna representacao ao mi-
nistro da fazenda, pedindo lhe que prohiba a
entrada dos.vinhos italianos, que estao causan^
do graves dainos ao commercio bespanhol.
Falltceu em Madrid, aO, de una conges-
to ce ebral, o marechal Quesada, marquez de
Miravalles, e grande de Hespanlia de Ia classe.
Era u:n dos bravos e svmpathicos ornamentos
do exercito hcspanliol. Nascera ern Sentander
ea 1818. Contara 70 anitos de idadt>. O enter o
do marechal Quesada teve numeroso acorapa-
nhamento "s tropas da guarnico prestaram-
Ihe as dividas honras. Encorporaram-se no
prstilo os ministros da guerra e da marinha.
A familia imperial tambera se fez representar
no salimiento do marechal. Distinguira-se elle
na guerra de Marrocos, e commandou Boa cltefe
o exercito liberal contra D. Carlos no derradei-
ro periodo da guerra de 187.3 a 1871. Foi mi-
nistro da guerra no reinado de D Aflonso XII
e, caso rao.eni Hespanha, nunca se pronuncian
rontra um governo !
Segundo dizem os mimsteriacs, nao parece
certo auc o marquoz de Sardoal venha represen-
tar a Hespanha em Lisboa : primeiro, porque o
governo e os borneas mais importanies de todos
os partidos couhecem as qualulades e mritos
do actual representan!* o visinlio reiuo em
Portugal, o Sr. Meudes Vigo, onde eonta nume-
rosos aiaig 18 Murando, porque o inarquez de
Sardoal nao sabir com prazer de Madrid, e. a;n-
da menos aban Untarla o seu lugar du deputado
provincial, em ruja corporaejio tenciona fazer
u ;i ran \ campante administrativa.
Por motivo de una leve doeuga, o inarquez
de Sardoal nao pode assistir sesso ao seuado
e reali-ar a sua interpellaco sobre o caso da de.
putacao provincial. Tambera no dia l nao a
Walisou por causa do funeral do marechal Que-
sada.
Quando se realisar essa interpellaco, respon-
d r ao marquez de Sardoal o presidente do
conselho Antes disso, miinra o conselho de
ministros pura tratar da questo, e tomar conlie-
ciniento Ha uemissao de presidente da deputa
Cao provincial aprsentelo pelo referido mar-
quez. n'in.a carta secca e breve.
O consellio de ministros oceupou-se lti-
mamente do projecto da collocaco de um cabo
teegraphico entre as Canarias e Culi i.
O ministro da Duenda declarou as cmaras
d >; deputadosque se nao oppor a reforma da
!e. lo- alcools : mas que no entanto preciso
i \ catar a le em vigor. Depois, fallando ao
novo orgamento, disse que nao tenciona esta
h lecer novos impostos, porque a situarlo do
f i io o permute.
.Do il j sustentado i; > congresso, acere:
da circular do ministro da uuerra emque prohi-
be aos militares escreverem nos jornaes. resul-
tou coidic cr-se que os generaes Lpez Domin-
eCassolasao mais liberaes e demcratas
me o Sr. Castelar, pois, em quanto este quer
ni! exercito de escravos, olliciaes mudos, e urna
forca militar que nio se env;>lva na poltica,
aqiellcs querem um exercito de cidados, ofli-
i.llustrados, euma forca militar que atien-
da as Aeagnicas da patria ti as nrcessslades do
progiesso. a'lvea naco do absolutismo e da
t\-anua, no diaem que for preciso.
" Xa o necessario que a historia, inestra dos
lempos, esteja de accordo coma opiniao deste- e
em coutradiceao cora a do Sr.Uisi'lar, que ape-
lar de ser prfessor de historia, a desdiz com
dem :.'.ial i I" equencia : qjco digaiu os generaes
Res Espartero e Prim, que em 1820, 1840 e
I8i!v, salvaram a Hespanha, attendendo aos cla-
morrs i!a opiniao, e escutando a voz dos ho-
m-ns que representavam as ideas novas.
A i) deste inez celebrou se mu comicio
a-.arenista em Valencia no qual tomaram parle
2.000 un .testantes. Muitos oradores "p-oferi-
ram violentos discursos rontra a monarchia, n
u I ai Micial e a religio. Um orador pedio a
repartic;":o dos bens de fortuna. Outro aconse
uiou aos opera, ios a saquearem os estabeleci-
mentos comnereiaes e a empregar a dyuaraite.
Em ata dotom deste discurso, o delegado do
invernador vil interveio. dissolvendo a reu-
Os anarchistas protestarara ; .armou-se grande
burulho. ouvindo-se gritos de Viva a anarchia!
morra a burguezia recudi ento a polica
ara despejar a sala. Disparou-se ura tiro de
revolve:- ipn ferio gravemente um dos manifes-
tantes.
Estes organisaram logo nova mamfestao, per-
cornudo ae.dade em atlituile pacilica, or tira,
dingiram-.-e ao governo civil; mas ah, o go-
vrnador mandou dispersar os grupos, e licou
restabelecida a ordem.
Consta que se acha gravemente compro
OKltido um dos individuos indiciados no pro-
i relativj aos atteutados com as bombas ex-
plosivas.
governailor civil de Madrid apprehendeu
u j:i 1 n isito de ttulos falsos de 20 por cento
Interno, cuja importancia raimta a 2.300:000
pesetas. O possuidor foi preso.
Entre Medina del Campo e Catalayd vai-se
eatabelecer um caminho de ferro, que"segundo
se diz sein duvida o mais importante dos que
faltara a construir em Hespnha.
A sua construeco so aguada a approvacao
do governo hespauhol, a quem est submettida.
Ante-hontem ura cartucho de dynamite collo-
cado no deposito d'agua pertcncenle eompa-
niiia dos carros americanos de Belbae explosio
cora pavoroso estrallo, causando grandes destro-
jos, mas felizmente nao ei victimas.
Foram presos uns homens suspeitos de serem
os autores d'este attentado.
Allirma-se que falhoii o emprestimo proyec-
tado pela raunicipalidade de Madrid.
Eui Barcelona foi preso um individuo que se
dispunha a collocar um cariucho de dynamite
porta de urna fabrica.
0 Fgaro desmente a noticia de ter a rainha
regente de Hespanha aceitado o cargo de gran-
mestra da macenaiia hespanbola.
Franr
A cmara dos deputados votou a 21 a nova lei
militar, rejeilando porra as modificagoes que
Ihe li/cera o senado. A direita protestou contra
a nova lei, dizendo que 6 urna aggravac5o de
encaraos para o paiz e urna lei incoherente e de-
clarou que ] lei militar de 1872 era snfflceate e
corresponda s neces.-idades do paiz.
O ministro da guerra respondeu que nao
uia lei de circumstancia. mas sim urna lei de
deleza oacional, e dise que a Franca u".-e obli-
gada a pdr em linha tres milhes de homens
para a sua defesa.
A nova lei foi alinal appiovada na generalidade
por .1*9 rotos contra JB'J, e em seguida levan-
tou se a sesso.
Os pircuhjs parlamealares duvidam que o se-
nado aceite a modificaces introduzidas pela
cmara dos deputados no projeclo de lei militar.
No da 20 na eleico municipal de Nnes
trininphou a lista GUl)"por 2,0X0 voto.- de maio-
ria
Era l'ariz a nraruao eleitoral da avenida Du-
fliic ugar a seenas de violencia entre
b(,iilangisis, que se baten.
ts ficando feridos uns vinte. A des-
ordem ronlinunu 4tpois na ra. Dous indivi-
duo aram Viva Boulange? foram
p-' a antoridad; mandou soital-os
p, rtic
Tem havido varias reuuiGes eieitoraes, urnas
iutangis!a- u nutras aiili-boulan^'istas. A reu-
oiio anii boulaiigista de Nevilly foi invad.da
-. tendo de ir deliberar n'outro
pon"
iluda a lucta travad..
supplernentar de u i
.nz.
lem esfoiv
ensore* da candidatura l'uul.
iie" grupos repuldicaii'
e do, Sr. Jacques, republicano
rai
jiarx* os lados se discute com acrimonia
eaOaoi-fle as renniOea ; cobrem-se
olamacOes eleitoract todos os
i I '
l'ariz : in!
e iuvectiva-se com o naximo aledume.
Por causa d'esta eieicao que devia efTectuar-sfe
a 27 de Janeiro houve j;\ um duello e provocaco
a outro.
O Sf. Rochefort, um dos pardidarios aoerri-
mos do general Bo.ilanger. julgou-so oflendiilo
pelo Sr. Lissagaray n'am artigo publicado por
este no jornal a Bc'aillr. em que era aceusado
de ha ver en 1870 dentado de ir defender a patria
contra a invaso prussiana, deixando se ficar no
uuartel do invern, no Hotel de Ville, em corn-
paabia do general Trachie. Mandou desaliar o
Sr. Lissagaray, e os dous batteram-se ao florete,
licando ambos levemente feridos.
Um jomalista a deputado. do grupo boulan-
iriBta, o Sr. Laur, no jornal Li Presst. aecusou o
Sr. Floquet de gastar dinheiro dos fundos secre-
tos em despezas eleitoraes em favor da candi-
datura Jacques.
O presidente do coi seibo, encerrando-o u*uma
das salas do palacio da cmara dos deputados,
disse-lhe que as suis palavras euvolviam urna
calumnia infame, e que o intimava para repro-
duzcas na tribuna parlamentar.
O Sr. Laur enviou padrinh s ao Sr. Floqet, a
e\igir-lhe una reliaitaco ou una reparaco
por.meio das armas.
O Sr. Floqaet respondeu-Ihe que mantinha for-
malmente as palavras que dirigir ao Sr. Laur,
e que se negava a qualquer reparaeo*, pelo que
nao tinha que nomear padrinhos.
Em conversacao qu? teve cora um um dos re-
dactores do Maiin, o presidente do conselho
disse-lhe que, tendo sido alvo de aecusaces so-
bre factos determinados, tinha o direito de exi-
gir que essas aecusaces, visto partirem de um
deputado. fosseni aposentadas no parlamento
para as deslazer; e qae nao admittir-se que um
chefe do governo responda de outm forma a
provocacOes de todos os gneros, nem que a
presidencia do conselho se converta 11'uma sala
de armas.
A junta conservadora monarchista do Sena n n-
nio-se em assembla gcral para deliberar a res
peilo do procedimento do seu partido na eleico
do dia 27. Resolveu que os monarcliistas devcui
guardar naquella eleicaoa mais rigorosa neu-
traldade.
Apez;ir d'essa declarada abstenco. tem-se
como certb que a maior parte dos realistas, no
seu odio a n'publica, volarao^iogeneral Boulan
ler.jnlgando concorrer assim para o descrdito
e para o enfra'quecimeoto das actuaes instituices
polticas.
i atiitacao era Pariz por causa da prxima ele!-
iario de PeTnambucoTer^a*-feira 5* de Ffevefeiro 188^
cao do Sena contina a crescer prodigiosamente
dia a da.
s reunies eleitoraes principiam a tomar ca-
ractr tumultuoso.
Um e outro grupo jul^a certa a victoria.
Por um lado os conservadores todos, os reac-
cionarios, tdo einlim quanto se agrupa em volta
de Boulanger e que faziin d'este personagerao
joguete das suas ambicOes, julgam certo o seu
Iriumpho. ,
Por outro lado, os republicanos dizem ganha
a victoria pelo seu candidato, nao mostrando
maior enihusiasmo pelo resultado da prxima
eleico.
A' ultima hora corda o boato de que se trium-
lp|ns>( Bsrjlangec, o governo da repblica consi-
deral-o-hia como pretendente, ou pelo menos,
como perigoso para a segaraaca da uaciio, e ex-
palsal-o lna do territorio francez.
I 'a la esta eveiituahdade o raesmo boato diz que
Bouiancir iriaresidir p.ira Hespanha.
Boulanier publicou novo manifest, defeoden-
ilo ama repblica democrtica, que consulte di-
i'-' lamente o paiz ceres, das questes polticas e
sonaes
N'am manifest que a 21 de Janeiro dirigi
aos operarios do Seua o candidato republicano M.
Jacques. aceusado o general Boulanger de lia-
ver Mrne despresado e abandonado, as vota-
pes da cmara, as reformas que :nieressa\ara as
classes trabalbadoras.
A fideraco dos grupos socialistas publicou
i es-c dia um manifest, era que apoia a candi-
datura do general.
O numero de cartazes e pequeos impresaos
anisados em Pariz e nos arredores calculado
em 2 milhes. e e.npregam-sc diariamente no
servir^) de afhxal-os cerca de 700homeus.
Annuncia-se para a vespera da eleico o appa-
recimeuto de consideravel numero de foihetos il-
lustrados com estampas representando a apotheosc
de Boulanger.
<-pejreiros-livres de Pariz decidiram rotar
contra o neaeral Boulanger na eleico do dia 27.
O conselho de ministros, aecedendo a uuu
proa i-ta do Sr. Loc\roy, ministro da iustruego
publica, e depois de ou>ir o parecer do Sr. Go-
blet. ministro dos negocios estrangeiros, decidi
prohibir a representacao no theatro doGymnasio
do drama O uffa-.iai Azul, que poderla despertar
legitima- susceptibilidades iniernacionaes e of-
fender os respeitos devirios a urna potencia ami-
ga pondo em scena a corte da Russia.
Informaces recebidas de Origny atlenuam o
incidente occorrido alli com os grevisas; a fa-
brica Coste foi saqueada, mas nao incendiada :
o que fez crer no incendio foi urna fogueira feila
pelos manifestantes em demonstrac,o de regosijo.
esmente-se tambem o boato de ter sido in
ce lidiada a fabrica de Wiray.
Um redactor do Motn acaba de realisar urna
entrevista com mademoiselle Marie Desraismes,
a orgamsadora do congresso feminino que deve
realisar se este anno era Pariz.
Mademoiselle Desraismes reeebeu nemerosis
simas adheses de diversos paizes europeus,
bem com dos Estados-Unidos, onde a ideia da
emaucipaco da mulher conta, como sabido,
numerosos partidarios. A Italia e Inglaterra oc-
cupam os primeiros lugares entre as naces ad-
herentes.
Segundo a alludida organisacao, o congresso
em materia poltica, so pedir o direito eleitoral
para os coramerciantcs, deixando, para o futuro
a elegibiidade da mulher e a concessio geral de
voto para as eleic6es de deputados municipae*
e outros.
Pelo que toca aos direitos civis defender-se ha
a igualdadc dos dous sexos.
O congresso tambem disentir as questes dos
salarios, da prostituicao e da proteceo inf.in
ca.
Entre as notabilidades que j tero adherido
id';a do congresso figuram : Mr. Chapman, direc-
tor da Westminater Revitic. Mrs. Venturi, conhe-
cido pela sua campanha contra a prostituicao na
Inglaterra, e em Franja Mm. Aflatle de La For-
ge. Vacquerie e outros homen pblicos.
Acerca do canal do lannm diz o Evnrment
que anda cedo para annunciar a prxima
emisso de 30 milhes de aeges para a nova
sociedade chamada sociedide de acahamento.
Parece que a formaefio de tal sociedade ainda
nao est decidida.
As ultimas noticias do theatro da lucta
eleito-a. nfto robastececi esperanzas na victoria
de algura candidato mas despertam rae
graves acoutecimentos no desfecho dessa lucta.
Pr?vendo esses aconljcimenlo?. o governo or-
denou j que as forga; da guarnico de Pars,
nem como as do termo se conservera em armas
ao da da elecao.
Para o jlia vi eslavam coutraclado.- 2.000 s
pura o fim de affixarem manifestos em Paria e
redores da cidade t
Segundo as ultimas infor races, ascenda
j a :<(),000 o numero le expositores francezes
?tic tomaro parte no certamen internacional em
uris.
nafta
Diz i Tribuna de Roma que o producto das al-
faudegas durante os ltimos seis ne-zes de 1888
foi inferior em 40 milhes de liras ao do periodo
correspondente de 1887
E' grave, seguudo o fltesrao jornal de Roma, o
estado das tlnancas italianas devido ^ despezas
extraordinarias dos iniaisterios da guerra e da
manaba .
r-egundo o alludido jornal, coincide esse aug-
mento de despezas coia a dimiiiuicfio do* cn-
diroenios adiianeiros.
Segundo dizem de Od^ssa, AtchinofT preparou
am tratado secreto entre a Hussia e.o negus para
serem expulsos de Missuah os italianos.
Em aples ultiman ote efTcctuou-se un co-
-tirain inais ife 2.000 operarios e
estadautes. ...
Pronunciaran! se discursas muito apjMaudidos
ido a amisade >ara com a Franja, cuja
ra a queda du liberdade \
radores at'.ogaram a manutenco
ka pai entre a Franca e a Ualia, e ceUsura-am
enrgicamente apoltica bellicosa do Sr. Crisp.
No mez de Fcvereiro deve eflfectuar-
Roma um novo comicio em favor da pal.
formado dos don trinar ios e ti
ricos, eiireaWido pele S r. Bongi
A re>pcito dr>'a- ceumes e da poltica exter-
na da Italia, escreve o Poplo Romano :
ludo est em socegoe ha toda a razio para
istarmos tranquillos ; coratudo, preciso con-
tar com os metiings em favor da paz, que pode-
rto'muito bem acabar por produzr a guerra.
E' evidente que, se a poltica do -r. Crisp tem
r si a grande maioria do parlamento, est Ion-
ge de gosar do assentimento unnime da opi-
niao.
Nao ha por emquanto hostilidade, mas nao
e3t prov.ido que aquella poltica seja a melhor
e que seja isenta de perigos.
At agoia o seu nico efteito verdadeiro e
apreciavel tem sido urna attitude ura pouco al-
tiva perante a Franca.
Ha trinta annos, seria dignidade. Hoje ou-
tra cousa, e admira-me de que o Sr. Crisp, que
tem a alma activa e a intelligencia clara nao o
comprelienda.
Mas o publico comprehende que esla attitude,
pronuncindose mais, poderia acabar por dar
oriuem a uui conflicto, a que o povo italiano
iutei-aniente adverso.
EXTERIOR
de
.le
Correspondencia do Diarlo
Pernambuco
PORTUGALLisboa, 24 de Janeiro
1889
Xa minha de 21, que Ihes enviei pela mala do
Atrato, largamente lhes fallava dos conflictos
que tem havido por causa dos ensaios olliciaes
>ia sidlagem dos tecidos, a que se tem opposto
cora pertinacia o alto coramercio do Porto bem
como os commerciantes de retalho, encabezando
esta questo na das companhias #iicolas, e pro-
curando tambera a opposicao regeneradora, do
grupo serpista, ou serph assoprar a fogueira e
fazer de urnas falhas incendio.
A verdade que Portugal est sendo invadido
pelas manufacturas hespanholas, com gravissi-
mo prejuizo das fabricas portuguezas, escrevia
ha poneos das no Conimbricente o Sr. Joaquim
Martius de Carvaiho, o decano dos jornalistas
portuguezes e cuja imparcialidade autorisada *
stmpre rauito apreciavel.
E prosegua:
Em Hespanha tem-se chegado a falsificar
tecidos similares ao da fabrica de Arrentella,
com a marca desta fabrica.
' Accrece a essa concorrencia fraudulenta s
.nossas industrias, o importante cerceamento aos
rendimentos do estado.
O Sr. ministro de fazenda, para obviara es-
ses e outros inconvenientes, estabeleceu, como
ensaio, a pratica da sellagetn dos tecidos.
Em Lisboa pouca opposicao suscitou esse
expediente : mas o commercio do P rto tem-se
opposto da maneira a mais formal sellagem.
Depois das reunies de muitos negociantes
reunise a associayo commercial, e ah se de-
cidi que os commerciantes feehassem as portas
dos seus estabelecimentos e que fosse urna gran-
de commisso a Lisboa reclamar contra esse ex-
pediente do governo.
tarece que o Sr. ministro da fazenda se nega
a revogar o decreto que estabeleceu a sellagem,
prestado-se, porra, a modifical-o no que elle
tiver de gravoso para o commercio e que se pos-
sa evitar, sem faltar aos fins que tem em vate.
- Pondo de parte essa questo, e admittindo
at, que seja vexitona para o commercio a sel-
lagem; o que se torna .evidente que o estado
de cousas actual nao pode continuar.
E inaudito que se tolere quasi impunemen-
te que as industrias porluguezas estejam a ser
escandalosamente prejudicadas pelas manufactu-
ras hespanholas.
Se nao convm, por vexatoria, a sellagem,
adopte-se outro methodo de (iscalsaco, que se
julgue menos incommodo se o ha ; mas dar lar-
gas ao contrabando, como est havendo, que
por modo nenhum se pode nem deve consentir.
E raito comrnodo e muito agradavel o fal-
lar em liberdade de commercio; mas essa liber-
d de nao pode chegar a tal amplido, que con-
duza plena liberdade de contrabando, eraquan-
lo liou ver direitos protectores.
" Estude-se o assumpto, sem metter nelle a
poltica, e resolva-se o que for mais acertado.
' ontinueraos pois a historia do ponto em que
a deixei.
A commisso do Porto muito numerosa veio
a Lisboa, onde chegou, pelo rpido, a meia noi-
te, havendo partido de la s 4 da tarde.
Xo dia seguintefoi recebida por ej rei antes
das duas horas da tarde estaudo presente i au-
diencia o Sr. Jos Luciano de Castro.
Depois de ouvir as queixas dos representan-
tes do commercio da cidade invicta, respondeu-
Iih-s sua magestade correctamente nesse estylo
anodyno e perfeitamente constitucional d que
nao poda aflastar-se :
Recebo a representacao que a commisso do
Porto me apresentou, e creiam que recommen-
darei ao racu governo que. Tnantendo o principio
de anioridade procure resolver a questo pelo
modo mais conveniente para o paiz e para o the- \
souro. ,
A resposta do soberano textual.
A opposicao procurou ver as palavras que
deixo sublinhadas um vislumbre de p%rciaiidade
a favor do gove no.
Os causdicos progressistas, commentando-as,
entendem que nao ha nessa lacnica resposta do
chefe do Estado, urna virgula de mais nem de
menos.
Abstenho-me de lhes compendiar os funda-
mentos da exagese.
Vamos aos factos que oque raipo ta.
Quando o Sr. Jos Lucan) salda do pat;o con-
ferenciou alguns momentos com a commisso do
Porto.
(i Sr. Jos Luciano entre outras cousas, disse
ao Sr. Carlos Silva, a proposito da questo dos
vinhos :
Que entrassem no caminho da legalidade.
como o t.nhaiu fcito agora na representacao di-
rigida a el-rei; e que elle procurara modificar
o contracto de 5 de Dczembro, de modo a res-
peitar os interesses do commercio do Porto.
Das moditicaes que tencionava fazer nes-
se contracto apenas eram condecidas em parte
apenas aquellas a que a imprensa deu publici-
da.ia.
Promettia consultar previamente algum
meuibro da commisso, e que agora eslava es-
tudando detidamente a proposta que lhe fdra
apresentada pelo S. J H. Andresen.
Como veem as duas questes vo marchando
a par, porque as obstiuaces e attrictos que se
manifestara n'uraa teem a sua origein na outra.
A commisso do Porto, na representacSo que
entregou a el -ici queixa-sc de que o governo per-
tiste em levar ao parlamento o pntiectode appro-
ruitio do denominado contracto de.r, deDeaembro.
A queixa inmudada, porque o governo que
nao pode dcixar de persistir em levar s cortes
esse contracto, porque se obrigou a sso.
i nue os coramerciant's devem pedir e de-
sejar e que as cortes o nao approvem.
O aminlio esse,
Tambem o Sr. Jos Luciano fez ver, sabida
do paco, aos membros da commisso portuense,
que o firme proposito do ffoverno nao admittir
transaeges nem entrar era discusses sobre a
questo da sellagem, emquanto os commercian-
tes se raantivessem na situaco anormal e anti-
constitucional em que se coliocaraoi-
Que o governo ha de defender enrgicamente
o principio de autoridade e a dignidade dos po-
deres.
Emquanto essa questlo sobrelevar a outra, de
uarta mais tem a tratar.
Entrando pouco depois na cmara dos depu
tados, o Sr. Jos Luciano fez declaraces neste
sentido. Nao nao e nao, disse elle, ser a res-
posta do governo a qualquer reclaraaco que
seja apresentada em termos, que envolvam of-
fensa ao decoro dogover.io e ao principio supe-
rior da dignidaue dos poderes pubh
Foi essa, na summula, a respostir que na ses-
so de 21 deu ao Sr. Lopo Vaz (deputado e leader
regenerador) qu; assim que o Sr. Jos Luciano
entroii na sala, usando da palavra se referi ao
estado de desassocego e desordem em qn
achavam os espiritos na cidadi? do Porto acerca
da sellagem, dirigindo ao presidente do conse-
lho este rosario de pergun
Io quaes eram as pcovidencias que tencionava
adoptar para restabelecer o socego alterado no
Porto pelas reclaraaces do commercio :
2o se estava resolvidONa revogar o decreto da
sellagem;
3* Se, nao revpgando esse decreto, tencionava
suspender o regulamento ou modifical-o ; .
4 se as experiencias de sellagem feitas na al-
fandega de Lisboa haviam sido obrigatorias ou
facultativas;
m
se o contracto de 5 de Dezembro, de con-
stituigao da companliia vtnicola do Norte, seria
apreaentado cmara e discutido na actual ses-
so legislativa.
A resposta categrica dada pelo Sr. Jos "Lu-
ciano de Castro, referindo-se a cada urna das
perguntas:
l' qae sabia por telegrammas boje recebidos,
que continuava a haver absoluta tranquillidade
na cidade do Porto, embora as manifestacoes do
commercio hvessem occasionado alguma agita-
gao nos nimos: portento, o governo nao Jrnga-
va necessario adoptar, para manter a >rdem, ou-
tras providencias alm das que as autoridades
locaes teem tomado at aqui.
2o que declarava terminantemente que o go-
verno nao revogaria o decreto de sellagem. E
accrescentava que nao deferira nenhuraa recia-
maguo de classe ou individuo, viesse doBde vies
se, que por raeios^indecorosos pretendesse e\er
cer iniposiges sobre o poder e attentasse contra
a sua dignidade. O governo desejava attender
todos os interesses legtimos, mas repellia enr-
gicamente intiraages e comminaces.
Estas palavras, pronunciadas cora voz enrgi-
ca, foram cobertas por prolongados applausos
da majoria. ,
ae o governo j tinha dito Associaco
Comwrcial de Lisboa que, se ella aceitasse, em
principio, o systema da sellagem, tratara de o
applicar de modo que menos nodesse molestar
es interesses do commercio. Era essa e conti-
nuava a ser a sua intenco.
4o que as ordens dadas pelo Sr. ministro da
fazenda, relativamente s experiencias da sella-
gem, foram .que da alfandega nao sahissem fa-
?endas sem sello ; mas que quando algum com
merciante reclaraasse, fosse elle ouvido para
providenciar. Urna vez que esse caso se deu,
mandou dispensar a sellagem.
5' que o governo apresentaria s cortes o con-
tracto da companhia vincola do Norte, e-era sua
intengo fazel-o dis utir na sesso correte.
Quando o Sr. Jos Luciano de Castro acaboa de
fallar, a.maioria applaudio-o calorosamente.
Tonino, ainda a fallar, insistindo em que S.
Exc. chamara indecorosa a reclamaco do com-
mercio portuense e concluio pediudo que se
abrisse urna inscripeo especial sobre esse inci-
dente.
Essa inscripeo foi logo aberla, pedindo a pa-
lavra as melhores espadas do grupo serpio.
Entretanto, na cmara dospares, o Sr. Hintze
Ribeiro, por parte da opposicao que lomava
contas ao governo, sobre o assumpto.
Respondeu-Ihe o Sr. Mariano de Carvaiho,
ministro da fazenda, dizem as folhas progressis-
tas que triumphantemente, Meando com a palavra
para a sesso de honlein (pois o dia 22 santi-
ficado no patriarchado e por ser dia de S. Vicen-
te nao funccioQou o parlamento) continuando a
demonstrar com as disposices do regulamento
da sellagem, que as penas impostas por elle sao
menores do que as estabelecidas pelo Sr. Hintze
Ribeiro quando foi ministro da fazenda, pois que
at se eliminou a de prisao que aquello ministro
havia imposto.
Na sesso de hontem da cmara dos deputados
encetou os debates o Sr. Franco Castello Branco
sobre os acontecimentos do Porto e questo da
sellagem, muito assomado e iracundo, aecusando
o governo de ter atirado com esta questo para
os campos da poltica.
Ora. o que succedeu foi que quindo a commis-
so. composta de regeneradores, na sua grande
maioria, parti para Lisboa, foi o chefe do par-
tido serpaceo no Porto, o Sr. Dr. Jos M >reira da
Fonseca acompanhai a estaco do caminho de
ferro, em Campanha, fazendo discursos, e dando-
Ihe ura carcter pronunciadamente partidario.
Entrou depois na leitura e analyse do olfcio
dirigido pelos negociantes do Porto ao mioislro
da fazenda. esforgaudo-se por demonstrar que os
adversarios do sello naquella cidade se lhe tinham
dirigido com requintes de cortezia, de sincerida-
de e lealdade, passando, como gato por brazas,
Bofore ii comminago c imposico de ura prazo de
oito das, que alli se fazia a governo para que
revogasse o decreto das sellagens.
A discusso deve continuar hoje, e sabe Deus
quantos das mais ella se prolongar !
Como lhes disse, a discusso do projecto de
resposta ao discurso da cora, eucetada pelo Sr
Julio de Villiena (opposicao) licou interrompida.
Por este methodo, vero que ha de passar o tri-
mestre em doestos e diatribes; com a sesso
acaba a legislatura actual, o governo encerra o
parlamento, obtidaa lude meios, e d'ahi a pou-
c entra-se no periodo eleitoral.
Entre os pares inscriptos para lomar parte no
assumpto eti.o Sr. Barjona de Freitas chefe do
grupo da esquerda dyna>tica. Ha tnuita curio-
sidade em ouvir as declaraces que o illustre ho-
rnera de estado far por essa occasio: mas j se
prev que se pora nesta questo ao lado do go-
verno, isto., do principio de autoridade que foi,
realmente, desacatado por parte dos reclamantes
commerciaes da cidade invicta. Affirma-se at
rae ante-hontem o Sr. Barjona Uvera larga con-
erencia com o presidente do conselho. Tudo
isto faz com que os orgos ministeriaes tenham
dito mais de uina vez que a esquerda que neste
assumpto at agora tem feito caminho direito.
Que a esquerda se prepara para herdar o poder,
quando esla situaco se resolver a largal-o, que
n.i o tera duvidaalgumae tudo parece indicar que
os actuaes depositarios do poder consideram a
esquerda dynastica j como herdeira das pastas.
Entretanto.'em poltica nao se podera fazer vati-
cinios.
No Porto vai apparecer prximamente mais
um jornal esquerdista, a Tribuna, ao que parece.
de grandes dimenses e recursos, pois se cora-
promeite a ter a collaborago litteraria dos S-s.
Theophilo Braga, Ramalho Ortigo, D. Mara
Amalia Vaz de Carvaiho e outros escriptores di
primo cartela, como se diz na Opera-
Creio ter-lhes resumido os factos, abstraiudo
dos episodios, pequeos incidentes etc., etc. A
ssociagao Commercial de Lisboa vai reunir a
sua assembla geral para deliberar sobre o as-
sumpto das sellagens, as ras corre que nao
adliere ao movimento do Porto.
Xo Porto as autoridades administrativas vigiam
pela ordem publica, mas sem ostentaco de ap-
parato. Os logistas fecharam as portas sim, dei-
xando poriii. urna nesgaaberta paraos fregue-
zes irem entrando formiga, e nao perderam o
seu trafico, e assim conciliaram tudo. Um lo-
uista nos Clrigos que nao quiz fechar as portas
passou pelo desgosto de lhe tujarem a frontana
do estabelecimento e mascararem-lhe a parede
com descomposturas, grupos de pasmaceira na
ra, chufas, etc., sendo preciso a intervengan da
polica.
Va empreados dos armazens de Villa Nova de
Gaya foram despedidos temporariamente.
Parte dos operarios foram para as suas trras,
outros admittidos as obras publicas, e alguns
conservam-se tranquillamente era Villa Nova.
D'estes, alguns foram mandados em grupos
estacan das Devezas dar vivas commisso
quando ella parti para Lisboa.
Esquecia-me dizer-lhes que seacbaiu inscriptos
na cmara dos deputados para entrarem no de-
bate das sellagens, por parte da opposigo, os
Srs. Franco Castello Branco (este j falln hon-
tem), Julio de Vilheaa. Manoel d'Assumpco,
Joo Pinto, Serpa Pinto e Arrorim Novaes; e do
lado da maioria, os Srs. Eduardo Jos Coelho,
Guimares Pedrosa e Elvino de Brito.
Consta do resumo geral das obras do porto
de Leixes, executadas no l. semeslra do anno
econmico de 18881889, que a importancia to-
tal, liquida, recebida n'aquelle periodo, pelos
respectivos empreiteiros, sobe a 408.953*268
fortes.
A direcgo da Commisso Central 1 de
Dezembro de ftlO distribuio pelos socios e pela
imprensa a conta eorrente da receta e despeza
do monumento dos Restauradores da Patria, pela
ual se v que a receita importou em 45:430*576
brtes e a despeza em 45:095*746, havendo um
saldo de 334*830.
Informa um jornal de Lisboa, que um dis-
uado sportman e illustre fidalgo vai resuscitar
entre nos a bella e antiga arte de falcoaria. JA
esto encommendados em t'ariz dous falcociros,
para wrem a Portugal adestrar as aves, que
n'outraieras, serviram para um dos passatempos
maia queridos da nobreza
Em ireve pois, diz a folha a que rae redro,
tereraoa na nossa corte otganisadas as cagadas
com o falco.
Na minha ultima devia ter-lhes feito a men-
go necrolgica do !. Visconde de Villa Nova
da Rainha, D. Antonio de Barros Saldanha da
Gamas lilho do 2 Visconde de Santarem, Ilus-
tre sabio portnguez que nobilitou o seu nome
documentos preciosos, do seu grande ta-
relento e erudicSo, conqaistando urna verdadeira
putacao europea. O Visconde de Villa Nova da
minha flnou-se ha poneos dias no hospital de
Hilhafolles (aleados), para onde fdra transfe-

m
ri o i!c urna cisa de saude, logo que os seus pa-
decimentos mentaes se aggravaram.
Era muito conhecido e estimado em Lisboa;
apparentado com antiga nobreza; o fallecido
Visconde nobilito-se tambem pelo seu rnereei-
mento pessoal. e distinctas qualidades.
Morreu no posto de general de brigada refor-
mado, tendo assentedo praca era 16 de Dezem-
bro de 1846. Em Margo de 849 foi promovido
a alferes de cavallaria e sntcessivamente foi se-
gurado os posto, sendo despachado coronel em
29 de Agosto de 1883.
Em 1851, sendo alferes acompanbou como
ajudante de campo seu tto, o marechal Duque de
Saldanha, que lhe coasagrava profunda estima,
prestando eminentes servigos na arriscada em*
preza, que, por mais de urna vez, apresenteva
antes as probabilidades de um desastre, do qne
o xito ac urna victoria. O seu procedimento
militar foi o de um bravo.
Em 1855 foi noraeado addido nossa legaco
em Pariz, onde permaneceu alguns anifos, auxi-
liando seu erudito pal nos diversos trabalhos
scieotilicos que lhe estavam confiados, e que j
ento prendiam a attengo dos homens eminen-
tes da Europa.
Presidio a importantes commisses de servigo
Sublico, como a de reviso de recrutamento do
istricto de Lisboa, cargo que exerceu com umita
distmego durante 27 annos. tendo pedido a
exonerago d'ella, o que muito a custo se lhe
concedeu.
Comegou desde ento a saude a resentir-se-
Ihe, aecusando urna tal ou qual fraqueza intel-
lectual, que s era conhecida no intimo da sua
familia
Em cinco legislaturas consecutivas foi eleito
deputado pelo circulo de Thomar, cuja represen-
tago deseuipennou com graude zelo e honra-
dez, consequente sempre com o partido regene-
rador era que estava filiado e prestando aos seus
eleitores servicos relevantes.
A' industria" e agricultura tambem dispen-
so valiosos auxilios. Diriga como propne-
te, durante 20 annos urna fabrica de papel
denominada Maranaia, e a cultura dos vastos
terrenos adjacentes, que se estendem at ao rio
Xabo, vaJendo lhe varias medalhas e menge3
honrosas, com que em varias exposi<;es foram
distinguidos os productos d'aquele importante
estabelecimento fabril. Era condecorado com a
commenda e habito da Ordem de Aviz e com os
hbitos da Torre e Espada e de Cnristo.
Xo Diario Ilustrado publieou-se ha dias a sua
biographia e retrato. A sua segunda esposa,
a Sra. D. Sophia Valverde, actual Viscondessa
de Villa Nova da Rainha era dotada de raras
virtudes e de urna resignagao anglica, soffrendo
as amarguras intimas d# to dolorosa provaco.
O fallecido Visconde foi um dos rapazes mais
elegantes do seu terapo e brilhava naquella sym-
pathica pleiade de jovens ofriciaes que rodeavam
o legendario marechal Saldanha taes como D.
Rodrigo de Almeida Queiroz etc. etc. etc.
Seria indispensavel ommisso ter paseado em
silencio a perda de um to sympathico carcter
e prestante cidado, o que me succedeu na mi-
nha de 21 or mero lapso.
Por equivoco lhes disse que j tnham chega-
do a Lisboa SS. AA. os duquezes de Braganga.
A verdade que partirara de Villa Manrique
para Sevilha, onde at amanh se demoraro
devendo regressar depois de amanh a Lisboa.
S. A. o S/. infante 4>- Augusto entrou j em
convallescenga.
Fez um completo fiasco a tal rev sta de qne
lhes fallei. e cujo autor, um certo Figueiredo,
vidraceiro, lora lr ao commissario geral de po-
lica, resultando dessa leitura a priso do ho-
rnera, o que'deu rauito que fallar nos jornaes
de Lisboa, sendo aceusado o comimssao de
pretender resuscitar a censura previa.
O autor paroce-llie que fez tantos cortes an-
tes de por em scena, n'ura theatro de Belra.
que em nada se pareca com o original.
,0 publico pateou ou adormeceu. Xas noites
seguintes a receita escasseou a tal ponto, que o
autor, que ao mesmo tempo empresario, perde
e nao pouco, pois tinha feito despezas relativa-
mente avultadas, e como nao pagasse de promp-
to aos cmicos teve elle que se caracterisar re
conde de Burnay e subir ao palco, declamando
o seu papel, mas de nada lhe valeu, porque a
a lalpochada mutilada das illuses insultuosas
que tinha, e anda licou mais sensaborona e so-
porfera.
Este genero das revistas vac em completa de-
cadencia c morrer por si, no que a arte drama-
tica s tem a ganiar ea moralidade publica muito
mais, e os Aristophanes de meia tijeila nao per-
dero de certo, porque, em geral, nada tem a
perder quando se metiera a escrevinhadores de
taes balio.-.'iras injuriosas, degradantes e allusi-
vas s personalidades mais salientes do paiz.
Oxal que o exemplo das tribulages do" vidra-
ceiro de Belm aproveite a esses detractores de
tudo e de todo, a quem para tudo faltar, at fal-
te a pilheria, a grammatica e o senso com-
mum
Grande numero de jornalistas, convidados pe-
los dignos agentes da Boyal Mail Steam Packet
em "Lisboa, os Srs. Knowles 4 Rawes foram a
bordo do Airato que chegou a 21 e sahio noite
para os do Brasil.
Houve launch a bordo, sendo mais de 70 os
convidados.
Entre elles coutavam-se o Sr. Paulo Porto Ale-
gre, cnsul do Brasil, muitos membros da colo-
nia brasileira, alto coramercio, representantes
do Diario de Noticias Commercto do Porto, Cor-
reio da Manha, Commercio ortuguez etc. etc.
O Atrato um navio bem langado, de tres
mastros, encontrando-se a bordo todas as appli-
cages dos ltimos inventos, tendentes a propor-
cionaran a cominodklade dos passageiros.
Mede com prim cuto 410 ps e tem de registe
5,300 toneladas. Pode transportar 650 passagei-
ros, luz elctrica, banhos para todas as classes
etc.
Trocaram-se diversos brindes, sendo o pri-
meiro levantado pelo commandante o Sr. Diken-
son familia real portugueza'; o segundo pelo Sr.
Rawes, agente da companhia, imprensa ao paiz;
o terceiro pelo Sr. Bntto Aranha, agradecendo
o brinde imprensa e a rainha de Inglaterra;
o Sr. Martinho Guimaes empresa e ao Sr. Ra-
wes ; o Sr. Joo Coste ao commandante; o Sr.
Rawes aos brasileiros e ao seu digno represen-
tante Paulo Porto Aleare, este ultimo, aos por-
tugnzes etc. etc.
Regressaram para trra no rebocador Con-
ductor, todos muito panhorados com a amabili-
dade dos agentes e olliciass do navio.
Na igreja do Loreto celebraram-se a 21 exe-
quias pelo eterna descanco do Mrquez de Oldoi-
ni, que foi ministro da Italia em Lisboa e a
cuja perda me refer na minha de 21. Estes of-
ficios foram feitos por iniciativa da junte admi-
nistrativa aquella igreja.
Ofliciou o prior do Loreto acolylado pelo
conego Jos Mara Pinto e padre Jos Rodrigues
Ramalho.
Serviu de mestre de cerimnonias o Revd. pa-
dre Lislace do Carmo.* '
Foi executada a missa e libera mi de Lira no
magnifico or^o que possue aquelle templo, a-
corapanhado de grande numero de vozes.
A igreja esteva ornada com severidade. As-
sistiu na tribnna a Sra. marqueuza viuva e mais
familia do finado.
Era grande a concurrencia de seohoras e ca-
valheiros. Estavam presentes o ministro da Ita-
lia e o seu secretario, o cnsul daquella naco,
pessoal diplomtico, ministro dos negocios es-
toangeiros, quasi toda a colonia italiana, muitos
deputados e bastantes pessoas da nossa primei-
ra sociedade, com quem o illustre marquez es-
tava relacionad, o.
A' mesma hora tinha o Sr. msrquez de Abran-
tes (D. Joo de Lencastre e Tavora) mandado re-
zar urna missa na igreja de Santos-o-Velho, suf-
ragando a alma do distinrto diplmate
O Sr. Visconde de Correia Botelho (Gamillo
Castello Branco, nao se demorou na casa de
saude, de Entre-muros. Foi para o hotel Bor-
ges, donde passou ao hotel Durand, afim de ser
tratado pelo Dr. Souza Martius, que urna das
maiores illustrages medicas deste paiz. O il-
lustre clnico, depois de proceder a um minucio-
so exame sobre o estado geral do incansavel ro-
mancista, disse-lhe que esperava cralo de modo
que, ernaijreve terapo, recupere a vista e possa
entregaj-se de novo aos "seus trabalbos lutera-
nos.
Por um accordo da Reaco, vai prose-
guir o celebre processo instaurado, era tempo, ao
Sr. He'rsent, empreifeiro das obras do porto de
Lisboa e a oufos individuos.
O Secuto e outras folhas continuara a recordar
o que ento disseram contra o actual ministro
das obras publicas, e dous jornaes regenerado-
res annunciaram que, brevemente, a opposicao
tornar a levantar na cmara dos deputados
aquella questo. Km poltica nao costme di-
.. !.'-
zer agua vai! observa ama folha- progressista, e
porissoestranha que esteannuncio se fac/ com
antecedencia' de dias.
Vamos pois presenciar novas erupges de la-
ma. .. Bem baste a que atiaram uns aos outros
a proposito da questo Hersent e dos bons de 2
contos de ris distribuidos para o bom "xito do
negocio quando a questo foi ventilada pritnei-
ramente f i
22 completaram-se dous annos que falle-
ceu o celebre estadista Foates i'ereira de Mello;
como era dia santificado, no dia 23 (hontem1
qne por determinaco da sua familia foi celebra-
da na igreja parocnial das Merces urna missa re-
zada pelo eterno descango do illustre finado.
i ela mesma hora, monsenhor Santos Viegas,
prior da freguezia de Nossa Senhora iros Marty-
res, celebrou urna missa na sua igreja com a,
mesma intengo.
A commisso executiva de congresso agr-
cola j co-ordenou e deu a ultima r dacgo s
propostas dessa assembla .. de triste memo-'
ria dizem alguns jornaes Jalvez cora razan.
Sero apresentadas umTlia destes ao goveroa
e s cmaras. *
Dizem do Norte que as promessas de com-
pras de \inho pela Allemanha, fizeram com qne'
se nao negociasse cora os primeiros comprado-
res que appareceram, e que o vinho agora est
no vasilhame sem ter a quem ser vendido. A
coisa tem chegado a tal extremo que alguns in-
termediarios teem preferido perder os sfgnaes a
realisar as compras.
Ante-hontem foram assignadas as eseripln-
ras de casamento da Sra. D. Leonor Lobo de
Avila, filha dos Srs. conde de Valbom, com o Sr.
D. Diogo Manoel de Xoronha (Atalaya).
AssisUram apenas os prenles mais prximos
das famiiias dos noivos Forara testemunhas 08
Srs. Guilherme Jos Ennes e conde de Maga-
Ihes, tios da noiva.
O casamento realisQU-se hontem ao meio dia
na capella particular do patriarchado sendo Ce-
lebrante sua eminencia o Sr. cardeal patriarcha
e servindo de padrinhos os Srs. D. Sebstio Ma-
noel de Noronha, irmo do noivo, e Antonio de-
Salema, tioda noiva, e madrinhas as Srs. D.
Joanna Orla Ennes e D. Mara do Carmo Loba '
d'Avila da Graga, tas da noiva.
Depois do casamento foi servido um lanche em
casa dos pais da noiva. A's 4 horas partiram
os noivos para Almeirim. para a quinta de San-
ta Martha, propriedade do Sr. Duarte Manoel
i Atalaya).
Os brindes oflerecidos noiva pelas suas ami-
bas e parantes sao descriptos em urna extensa
relago que toma duas columnas dos jornaes de
hontem noite ; alguns sao joias de grande
valor.
Deus os faga felizes !
Tem estado agora no Colyseu urna famili
liliputiana : o chefe chama-se altivamente o
pnneipe Colibr. Estes pequeninos seres, como
diz o cartaz, dancam, cantam, representem, an-
dam de carruagem e fazem outros exercicios-
As damas microscpicas sSo duas. Tem havido
alli enchetes cunha para admirar aquelles pyg-
meus. que tanto nos fazem recordar das famosas
Viagens de Gutlioer, de Swift, que todos nos te-
mos cm criancas.
L.
I
-sr
-
i
INTERIOR
.<:
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO GRANDE DO NORTEnatal, 1
de Fevereiro de 1889.
Sentimos ter de comegar a presente,
dando noticia do triste flagello da secca*
que se annuncia com todo o seu cortejo
de horrores, mas, taes saoas noticias que
recebemos, que n2o podemos oceultar as
nossas apprehensSes a semelhante respeito.
De todos os pontos do sertao, sao pea-
simas as noticias que nos chegam, e de
alguns lugares sabemos que tem emigrado
grande parte da populagao, procurando re-
fugio nos pontos do agreste.
Embora ainda possamos appellai*}* para '
que o invern se manifest mais tarde,
comtudo forga confessar, que ha' grande
desanimo, e que os indicios sao todos, de ?
que vamos atravessar urna quadra difficii
e presenciar as mesmas seenas de horro= -
res dos annos de 77 a 79.
Dado mesmo o caso favoravel, de que o
invern ainda se manifest este anao_, j
ser tarde para evitar ao menos, urna boa
parte do mal que se annuncia.
De Mossor tem chegado noticias por
telegrammas da cmara municipal, viga-,
rio da freguezia e juiz de direito*da co-
marca, mostrando a necessidade de soc-
corros, para grande numero de emigrante,
que para alli tem affluido.
O honrado presidente da provincia,
Exm. Dr. Jos Marcellino da Kosa e SiL
va,. sempre zeloso e comprehendendo bem
a alta missab que lhe est confiada, pro-
cura desde logo dispor os meios necessa-'
ros para debellar o mal, estudando o me-
mentos assumpto, tendo neste sentido
feito j, communicacao ao governo impe-
rial?
Sabemos que S. Exc. trata de exanaS-'
nar os melhoramentos materiacs de maior
alcance para a provincia, em que se posea
dar trabalho a populacao reconhecende
que ser este, o meio mais efficaz de dis-
tribuir soccorro, desde qne de outro modo,
seria alimentar a ociosidade.
Effcctivamente, o systema de dar soc-
corro. sem dar urna occupacSo ao povo,
de perniciosos effeitos, e as Iic3es blhi-
das na secca passada, nos devem agora
aproveitar. Seremos sempre, peto soca i
ro mediante e trabalho, qae para o ho~
mem a lei suprema do aperfeigoamente da
vida e que eleva e engrandece a alma, ao
passo que, a esmola simplesmente, degra-
da militas vezes e alimenta os vicios.
O Exm. Dr. Jos Marcellino da Rosa e
Silva, espirito culto e de ideas adiantadaa,
ha de cortamente tomar o alvitre mais
proveitoso e seguro e deste modo prestar
a nossa desditosa provincia, se realisarem-
se as previsSes da secca, relevantiasimos
servigos, seguindo as ideas que temos sa-
bido que S. Exc. tem manifestado, i
Entre outras medidas, consta-nos qne
S. Exc. pretende leinbrar ao governo, a
construegao de acudes, nos pontos cea-
traes de Pao dos Ferros, Ass, Amgicos
e Carabas, assim como construccilo de
estradas de ferro, e outras obras de que
carece a provincia.
A Providenfcia Divina, affaatar do nos
o terrivel flagello.
Em todo o caso, porm, o Rio-G^rande
do- Norte tem justo motivo de felicitAr-se
em tao difficii emergencia, por estarem
seus destinos confiados ao Exm. Sr. Dr.
Jos Marcellino da Kosa e Silva, a quem
sobrara predicados de um administrador ze-
loso, intelligente animado das melhores
intencoes, dispondo ao mesmo tempo de
bastante actividade e energa, para v resis-
tir ao que nao for justo e honesto, e o-Es-
tado ter no honrado funecionario urna
garantia perduravel.
Somente para erraos fiis a missaoa
que aos impuzemos, damos agora noticia,
de que tambem por aqu j se vai fallan-
do em repblica !
Alguns individuos vidos de recome a
que se alimentara de novidad, tiver
a infeliz lembranca, de instituir iM^^^^H

.'
i



V4
iario de PernambucoTerga-feira 5 de Fevereiro de 1889



i

*
4.
I

I
I
I
j
*.

dade am Club republicano, fazendo ueste
sentido propaganda, distribuindo convites
para a reunilo que tere logar n'um dos
ltimos domingos.
Os taes convites s2o assignados pelos
seguintes senhorea :
Dr. Pedro Velho A. Maranhao, profes-
sor do Atheneu;
Dr. Hermogenes Joaquim B. Tinoco,
tambem professor do Atheneu;
Antonio Muiervino M. Soares, empre-
ado aposentado ;
Jlo Avelino Pereira Vasconcellos;
Padre Jos* Paulino de Andrade, viga-
rio colado da Macahyba.
Por honra dos seutimentos dos rio-gran-
denses do norte, devemos dizer que, seme-
Ihante propaganda nao encontrou o apoio
que se esperava, senda que amitos nSo
comprehendendo o alcance das assignatu-
ras que prestavam a agentes poucos sin-
ceros, ao ter conhecimento de que se tra-
ctava, tem protestado immediatamente, e
assim que, em nosso poder temos niais
de nm protesto n'este sentido, que fiare-
mos publicar no jornal da provincia.
Os signatarios das cartas d convites
proclamaco ou que melhor nome tenha,
foram todos abolicionistas exaltados!
Quanta coherencia.' !
Nlo tem po8 alcance algutn, o fallado
republicanismo n'esta provincia, sendo po-
rm para lamentar, que d'isso se encarre-
guem dous mo90s formados, que auferem
dos cofres pblicos, o ordenado com que
subsietem e o que ainda mais aggravan-
te> que se tenh collocado a frente da pro-
paganda o Rwm. vigario da Macahyba,
a quem bem pouco assenta o papel que
est representando, abandonando sua fre-
guezia em dia santificado para vir a esta
cidade, fazer parte de reuniSes republi-
canas !
Nao podemos comprehender e muito
menos conciliar por tal modo, a missSo do
padre brasileiro, a quem a autoridade su-
perior eclesistica confia a direccSo de
urna importante freguezia, e que d o tris-
te exemplo de desrespeito as leis e ins-
tituicoes juradas.
Entre os propagandistas da repblica,
se diz que est tambem um estrangeiro, que
desde muito reside entre nos, tendo aqui
"se casado e exercendo rendoso em prego na
ferro-via Natal a Nova-Cruz e que deste
modo abusa da hospitalidade que lhe tem
dado o paiz, levando o seu republicanis-
mo ao ponto de influir no animo de seus
empreados, para fazer parte do club.
REVISTA DIARIA
Contrario de carne* verdeaS. Exc.
o Sr. presidente da provincia recebeu o seguin-
te aviso do Ministerio do Imperio :
1* directoria N. 96.-Ministerio dos Negnos
do Imperio, Rio de Janeiro 43 de Janeiro de 1889.
IUm. e Exm. Sr. :
Nesta data submetto ao poder legislativo o
acto pelo qual o antecessor de V. Exc. suspen-
den o decreto da Assembla Legislativa dessa
provincia que approvou por seis annos a proro-
gacio do c ntracto Celebrado pela Cmara Mu-
nicipal do Recite com a firma Oliveira Castro 4
C, para o fornecimento de carnes verdes po-
pulacho daquella cidade. Deus guarde a V.
Rxc. -Antonio Ferretra Vianna. Sr. presidente
da provinciu de Pernambuco.
lirurto presidencial .No sabbado,
tendo de se retirar por trra para a provincia
da Parahyba seu digno presidente o Sr. Dr. Pe-
dro Francisco Correia de Objveira. que tinha
rindo a esta cidade, com licenca, por motivos de
molestia de pessoa de sua Exma. familia, loi S.
Kxc. acompanhado em trem especial at a cidade
de Timbaba pelo Exm. Sr. Dr. presidente da
provincia e grande numero de amigos.
Partindo d'aqui o trem s 7 horas da manh,
chegou Timbaba as 10 1/2.
Nao so por ter constado all a noticia de tao
honposa visita, como por ser dia de feira, a ci-
dade regorgitava de povo, o na estaco da linha
frrea urna enorme concurrencia, tendo frente
s Drs. iuiz de direito, juiz municipal e promo-
tor publico. visjario da freguezia, delegado e ou-
Iras autoridades; recebeu com acclamacoes e
irandolas de foguetes os illustres viajantes.
Depois de servido um lauto e delicado almoco
em casa do Dr. Lourenco Bezerra Vieira de Mello.
durante o qual o digno cav.lheiro e sua Exma.
senhora prodigalisaram mil attencOes c delica-
dezas aos convivas, que troaram muitos brin-
des, foram todos assistr feira, demorando-se
o Exm. Sr. Dr. presidente da provincia na ca-
deia da cidade, onde ouvio os presos alli reco-
lhidos.
S. Exc. teve occasiao de apreciar o crescente
progresso da cidade de Tinibaba, cuja edica-
co, populaco e commerqio augmentam todos
os dias.
A's 3 horas da tarde, fetiis as despedidas, e
repetidas as acclamacoes e vivas, d'esta vez
tanto mais enthusiasticas quanto S. Exc. se ha-
via insinuado no animo dos habitantes daquella
cidada pela lhaneza e franqueza de seus modos,
parti o trem, que chegou a esta cidade s 7 i/2
horas da noite.
A' mesma hora em que d'alli parti o trem
que conduzia para esta cidade o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia e seus companheiros, par-
ti a cavallo para o Pilar o Dr. Pedro Correia,
acompanhado nao so por amigos que tinham
vmdo da Parahyba espralo all, como por mui-
tos outros da cidade de Timbaba, onde S. Exc
geralmente eslimado.
ParahybaS. Exc. o sr. general comman-
dante das armas recebeu hontem da Parahyba
6 seguinte telegramma:
Parahyba 4 de Fevereiro, as 11 horas da
manha
o Foi explendida a recepco militar feta hon-
tem. as 7 horas da noite. por occasiao da chega-
da do Exm. Sr. presidente desta provincia, Dr.
Pedro Francisco Crrela de Oliveira. Assignado,
Major Ramos.
' Arsenal de Marinau Em virtude de
grave incommodo ae saude entrou no gozo de
arenca o Sr. capito de fragata Manoel de Arau-
jo Cortez, digno inspector do Arsenal de Mari-
nha desta provincia, e seguio para o sul do im-
perio na sexta-feira ultima, acompanhando-o
sua Exma. familia.
Nomeado para exercer interinamente aquclle
cargo, assumio o respectivo exercicio no referi-
do dia. o Sr. capito tenente Rodrigo Nuno da
Costa, director das oficinas de construccOes
navaes do mesmojarsenal.
Cabo ubmarlno A:ha-se restabelecida
a communicaco telegraphica pelo cabo subma-
rino entre a Baha e o Rio de Janeiro, segundo
dos mformou o Sr. gerente da Western and Bra-
zilian Company.
enere de pollelaA bordo do vapor Per-
nambuco seguio hontem para o sul do imperio o
Dr. Antonio Firmo Figueira de Saboia, chefe de
polica desta provincia.
Agradecemos-lhe a visita que |se dignou fa-
zr-nos. __
Carta da corte Smente amanha pode-
remos publicar a carta do nosso correspondente
da corte, que, datada de 30 de Janeiro prximo
(indo, veio hontem pelo paquete inglez Tagus.
A hora adiantada em que a recebemos e a
afllueacia de materia justiticam esse adiamento
por 24 horas.
Exposieao provluelalO jury nomea-
do pela commissao pernambucana para a repre-
senlaco da provincia, na exposidao de Pans,
conferio premios aos seguintes expositores :
/ ciaste
Diploma de 1 classe
Usina Bamburral.
Dita Bandeira. .
Dita Massunass.
Colonia Isabel.
Engenho Central de Tiuma.
Dito de Palmares.
Dito Conceigao Nova.
Dito Acert.
Dito Boodade,
Dito Riacho.
Joaquim da Silva Salgueir.il 4 C.
Pinto AlvesfcC.
Antonio Martiniano Veras.
Rouquayrol 4 Freres.
Barlnolomeu 4 C.
Hyppolito Rouquayrol.
Vera Cruz. .
Antonio de Lima Ribeiro.
Dr. Antonio Venancio Cavalcante de Albuquer
que.
CommeDdador Joo Fernandes Lopes.
Francisco Beni "io das Chagas.
Francisco Joviniauo de Mello Girard.
Alfredo Ducasble.
A. J. Vaia 4 C.
Santos & Irmao.
Santos a C.
Jos Antonio dosSautos.
Carlos Amida.
Carvalho Jrmo.
Alfredo Pinto C.
D. Jeronyma i'ousseiro.
D. Isabel de Mendonca Pinto Pessoa.
Narciso Duperron.
Oliveira 4 C.
Collegio dos Orpuaos.
Casa dos Expostos.
Arsenal de Marinha.
Jote Antonio da Motta Guirnaraes.
Jos Pinto 4 C.
Guimaraes 4 Amorim.
Silva 4 Fernandes.
Eugenio Samico.
Leonardo Rutan.
COMMERCIO
Revista do Mercado
RjICIFE, 4 DE PEVEBEIBO DE 1889.
O movimento foi quasi nnllo.
No mercado de cambio pouco foi feito.
Na Bolsa foram negociadas 73 lettras hypothe-
carias com o descont de 7 i/2 /
Cambio
Por ser dia de mala para a Europa houve pou-
co movimento.
Os bancos mantiveram a taxa de 2/ e/s d.
papel particular foi passado a 27 5/8.
Do Rio o houve noticias.
TABELLAS AFFTXADA8
Dito sobre dito, 60 d/v. 27 7/16 d. por U000, do
banco.
Cambio sobre Pars, 90 drv. 345 rs. o franco, do
banco.
Na Bolsa Venderam-se
20 letras hvpotheearias.
55 ditas.
O presidente.
Candido C. G. Alcoforado.
O secretario,
Eduardo Dubeux
tlgodo
Nao constou vendas.
As entradas verificadas no referido mez de
Janeiro findo, souem a 31.737 saccas, sendo por:
Barcacas..... 2-857 Saccas
Vapores..... I-Wi -
Animaes..... ii-ws *
Via-ferrea de Caruar. i i*0
Via-ferrea de S. Francisco. IU7
Via-ferrea deLimociro 13-587
Somma.
3i.737 Saccas
Pelo vapor allemo Curytibi, foram remet-
idas 300 saccas para o Rio de Janeiro.
Assaear
Os precos pagos ao agricultor, por lo kilos, se-
undo a Associaco Commercial Agrcola, foram
os seguintes:
Brancos .
Someno .
Mascavado purgado
bruto.
Rtame .
Colonia Isabel:
Branco 1*
. 2' .
. 3 .
Someno .
Mascavado .
Usina Pinto:
Branco 1*
2- .
Someno .
Mascavado
2*200 a 21800
* 1*700 a 15800
1*300 a 1*400
1*100 1*200
*900 a 1*000
2*800
2*600
2*000
1*800
1*400
2*400
300
1*700
1*340
As entradas verificadas no referido mez de
Janeiro, ja conhecidas, sobem a 295.229 saccas.
sendo por:
Barcacas ....
Vapores .... %
Animaos.....
Via-fe:-rea de Caruar.
Via-ferrea de Frai
Via-ferrea do Limoeiro .
113.740 Saceos
3.42
16.704
109.797
41.946
cta5es
Letra
ama.
Camt
dO L
2*500 cada
Somma. 295.229
O vapor allemio -CurytiDa". levou, para San-
tos, 900 saceos com cssucar^branco e 2400 ditos
com dito'mascavado.
Omkm
constou vi
As,uard<>nte
Cota-. a ^0*000, nomir.al, por pif
Jos Ignacio do Val.
DD. Joanna e Flora de Moura.
Jos Rufino de Mello.
L. Walfredo de Carvalho.
Dr. Jo5o Ferreira da Silva.
Companbia de Editicaco.
Luiz Jos Baptista da Silva.
Joao Evangeliste Gomes de Castro.
Papoula & C.
Americo (marcineiro).
D Florinda S. de Azevedo Maia,
Pharmacia Pinho (xarope de abaraxi).
2 classe
J. J. Pacheco Albuquerque Maranhae.
Joao Baptista Lanatte.
Joaquim ugusto Xavier da Maia.
Leonardo O. de Barros.
Manoel da Silva Bastos.
Manoel Gomes de Barros e Silva,
Pharmacia Pinho (productos pharmaceuiicos.)
Jos Brax da Couceicao Silva (fibras).
D. Isabel de Mendonca f'into Pessoa (vinho de
caj)-
Leonardo de Hollanda.
Guilherme Spieler.
Virg.lio Lopes ai C.
Pharmacia homeqpathica do Dr. Sabino.
Theodomiro dos Santos Selva.
D. Antonia Rosalina de Santa Bosa.
M. J. Trevas Marinho.
E. de A. Beltrao.
Antonio Augusto de*Lemos.
Augusto Kruss, Successores.
Jos da Costa Pereira.
Recife, 4 de Fevereiro de 1889. Barao a
Casa Forte, presidente do jury.
Dr. Tobas Brrelo Da Li vi aria Eco-
nomice, que aedictou, recebemos um excmplar
da obra do Sr. Dr. Tobas Barreta -Ensaiosees
tudot de pkilosophia e eritica agora dado a es-
tampa em 2 ediccao, consideravenente aug-
mentada.
A' parte as reservas que fizemos por occasiao
de ser inpressa outr'ora essa obra, reservas que
ainda maulemos quanto doutrina expendida
pelo illustre lente de direito e tambem quanto
alguns pontos da sua critica severa, applaudi-
mos a nova ediccao, que ainda mais pe em evi-
dencia o robusto talento, enriquecido de profun-
dos estudos scientificos, do Sr. Dr. Tobas Bar-
reto.
E' essa urna obra que faz honra ao paiz e que
sobreleva os mritos do seu autor.
Agradecemos ao edictor a sua fineza.
A' proposito do Sr. Dr. Tobas Barreto re-
cebemos hontem a carta infra, acompanhada de
dous exeraplares photographicos do retrato do
illustre mestre de direito.
Associando-nos da melhor vontade ao pensa-
mento do signatario dessa carta, recommenda-
mos esses retratos ao publico nao s porque
trata-se de auxiliar ao illustre professor, mas
tambera porque, a despeito das condicoes em
que foi apanhada a photographia, est ella ex-
celleute, d perfeita idea do Sr. Dr. Tobias Bar-
reto, especialmente no olhar do pensador intel-
ligenle, que nao se confunde com o vulgar.
Eisacarta:
4 de Fevereiro de 1889. Ulms. Srs. reda-
ctores do Diario de Pernambuco.
Accedendo ao pedido que me lizeram al-
guns distinctos cavalleiros, por intermedio da
bem conceituada folha a Gazeta da Tarde publi-
cada n'esta cidade ; para tirar a pjiotographia
do muito iltustrado Dr. Tobas Barreto ; e nao
potado apezar dos meus esforcos, conseguir
fazer um trabalho corag merecer nao s o ta-
lentoso mestre como tambem o publico seu
apreciador ; em vista do estaco mrbido em que
se achava, e mesmo por que foi photographado
no proprio quarto onde achava-se doente, quar
lo este onde penetrava apenas reflexos de luz ;
peco-lhes dusculpa pela imperfeieo de meu
trabalho.
Querendo de alguma forma conlribuir para
a viagem projectada para melhoras da saude
d"este vulto que se ergueu no horisonte brazileiro
para postrar-.-e submisso diante da lilha dilecta
de Jpiter ; dirigi-me a commissao encarregada
desta viagem, para com a sua valiosa interven-
co expor a venda a dita photographia rever
tendo em beneficio do talentoso Dr. Tobias 25
/.; a commissao nao se dignando responderme,
dirigi-me ainda a Illustrada redaeco da Gazeta
da Tarde a qual recebeu-me com bracos abertos.
Rogo portanto a illustrada redacco do Di t-
rio de Pernambuco, que digne-se acrcitar a mes-
ma incumbencia eacecitar os'dous exemplares
junto. para que sobre clles possa tincar o seu
criterioso juizo.
Sou de V. S. etc., etc. Joaquim Canelas de
Castro.
Tribnnal do Jury do Beelfe A pri-
meira sesso ordinaria deste tribunal deixou
de ser hontem Misiallada por s liaverem com-
parecido 16 juizes de facto.
A's 10 horas da uianlv presentes na sala das
sessoes os Srs. Dr. Antonio Domingos Pinto, juiz
de direito do 5' districto e presidente do tribu-
na', Dr. Joo Joaquim de Frenas Heoriques. pri-
fliero promotor publico ua comarca e capito
Florencio Rodrigues de Miranda Franco, escri-
vao privativo do jury, verificadas as cdulas e o
numero de jurados que compareccram, fez-se-o
sorteio dos seguintes supplentes :
Alcool
Cota-se nominal, a 145*000 po- pipa de 480
litros.
Mel
Cota-se a 50*000 por pipa de 480 litros.
Pauta da alfandega
SBHAHA N 't 4 0 DS FBVKBKIRO de 1889
Vide o Diario de 2 de Fecereiro
fiarlos carga
Barca portugueza Novo Silencio, para o Porto.
Barca am-ricana Olice, para Liverpool.
Lugar americano Arthur C. Wade, para Estados-
Unidos.
Patacho inglez Peggie, para Mentevido.
Patacho dinamarquez Catharinc para Uru-
guayana.
PaUcho nacional Rival, para Pelotas.
Patacho sueco Amor, para Pelotas.
\ a vi os descarga
Barca norueguense Frida, carvio.
Barca norueguense Frilhyof, carvo.
Barea noruaguense Professor, madeira e bren.
Barea ingleza Helen Iznbel, bacalhio.
Barca americana J. F. Rottman, carvo.
Barca ingleza Sobrina, farello.
Barca portugueza Tentadora, kerosene.
Barca norueguense Celer, carvo.
Barca sueca Augusta, carvc.
Brigue dinamarquez Catharina, varios gneros.
Brigue sueco Pepita, carvo.
Brigue norueguense Bertha, carvo.
Lugar nacional Marinho Vil, carvo.
Lugar norueguense Varuna, farello.
Importacio
Paquete nacional ernambuco entrado dos por-
tos do norte em 2 do crrente e i onsignado a Pe-
reira Carneiro de, manifestou :
Borracha 3 caixas a ^osta Lima 4 C, 2 a Pe-
reira de Faria a C, 1 a Lopes de Magalhes C Bai ris vazios 55 a Amorim Irmos & C.
Caf 7 saceos a C. Pluyn & C.
Pelles de cabra 3 fardos a Joo Ramos. Pipas
vasas 22 a Amorim Jrmlos & C, 30 u Pereira
Pinto C. __
Sola 2o rolos aos consignatarios. Saisaparn-
Iha 20 rolos a Francisco Manoel tia Silva & C.
Tapioca 15 encapados a Pinto Alves 4 C.
Vapor americano Finance entrado dos portos
do sul em 3 do correute e consignado a Henry
Forster 4 C, manifestou : .
Amostras 26 volumes a diversos. Animaes
Kelippe Araujo Sampaio.
Mi saceos a Mua 4 Rezen le. 1,008 a
Dominftos roz 4 .. 158 a Paiva Valente 4 C,
80 a Pereira de l'.,ir\aiho 4 i'-flll S. Basto
Amonm 4 ('... 10 a Kerreira Rodrigues c (",.. .'10B
a Joaquim Ferreira de Carvalho. 133 a C>-ta4
Cliumlio de WXlkftr 100 caixas a
O'umo 10 volum.'s n Jos Antonio dos Santos,
.-; a Paisa Valente & C, 21 a Ahneida Machado 4
x C.
Sobriuho 4 C Mas
sas alin
A C.
Oru.un-
Vieira 4
Freguszia do Retife
Antonio Jos do Cunha-
Santo. Antonio
Augusto Fernando do Reg.
Joo de Araujo.
Lydio A. Bandeira de Mello.
Bento Manoel de Castro Amara!.
Augusto Goncalves da Silva.
S.Jos
Joaquim Gomes F. de S Leitao.
Antonio Peregrino de Mendonca.
Boa- Vista
Dr. Duartc Estevo de Oliveira.
Joo Ferreira Tavares.
Antonio A. Borges Leal.
Francisco Jos da Silva.
Francisco de M. i eal Seve.
Jos Torres Campos de Medeiros.
Augusto Cesar Pereira de Mendonca.
Dr. Adelino A. de Luna Freir.
\dolpho Teixeira Lopes.
Antonio Jos de Souza.
Jos Feliciano de Nazareth.
Francisco de Araujo Cesar.
Graca
Antonio Augusto da Frota Menezes.
Jeronymo Gomes da Fonseca.
Joaquim de Souza l'inheiro.
Francisco Carlos da Silva Fragozo.
Manoel Marta de Araujo.
JoSo Mauricio de Abreu.
Afogados
Candido A. Sodr da Motta.
Francisco Borge Leal.
Joo Climaco dos Santos Bernardes.
rir. Manoel da Trindade Peretii.
Bento Manoel de Castro Mello.
Poco
Francisco de Lima Coutiuho.
Foram multados em 20*000 os seguintes ju-
rados :
Agostinho Jos dos santos.
Antonio Luiz Teixeira Elias.
Francisco de Abreu'iMacedo.
Henriquede SLeito.
Joao Fernandes de Mello.
Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes.
Jos Elias de Oliveira.
Joaquim Francisco de Medeiros.
Major Ico Francisco Antunes.
Jos Francisco de Paula Ramos.
Jos Duarte das Neves Jnior.
Manoel Vicente da Silva Ros,
ledroPedroso Vellozo da Silvcira.
Pedro Goncalves Torres.
Dr. Rodolpho de Paula Lopes.
Dr. lysses Machado Pereira Vianna.
Foi adiada a sesso para hoje s 10 horas.
WeiN de Outubro Disirilinio-se hontem
o i numero deste anuo do quinzenario sob o
titulo cima, orgSo da Associaco dos Fuuccio-
rios Provinciaes de rernambu.'O.
Eis o seu primeiro artigo :
Volta este peridico sua faina, encetando
o stimo anno de representado na imprensa da
provincia.
Depois das ferias da Associaco, que repre-
senta, apparecendo pela prime ira vez no novo
anno, o seu primeiro impulso affectivo urna
saudaco a mesma Associaco e aos coliegas da
impreusa.de quem ha sempre recebido o acolho
mais cordial e as inanifestaces mais lisjngeiras.
Ao publico sendo devedor de iguaes senti-
uieutos, folga de manifestal-o em saudaco mo-
vida por idntico impulso.
E voltando a vida activa da imprensa, o
Seis de Outubro continuar a inspirarse nos mes-
mos sentimentos, que lhe tem servido de norma
e constituem o seu ser.
N'esse proposito, po "tanto, nao negligencia-
r as questes que interesseni as classes que
representa ; e si os seus applausos nao sero re-
cusados aos actos do poder publico ou de inicia-
tiva particular, quando d'isso forera credores
por sua ulilidade real, nao fallar tambera a
sua censura acs que era si ou por sua applica-
go se desviarera d'esse typo para traduzirem
ouiealiarera na objectivaco urna inconvenien-
cia na ordeiu do servico ou um veixarae nare-
laco individual ou cotlectiva da Associaco, de
quena iniprensa or^o este peridico.
ImprentaRecebemos e agradecemos :
Do ParaFolliinha Econmica da Loja do Po-
vo, de Obidos.
Do Cear Relatorio da Companltia Ferro
Carril.
De Pariz lecue siul-americaine n. 184 de 20
de Janeiro.
Do Rio de Janeiro Breves consideraqes sobre
a ra frrea transcontinental sul-aiaericana pelo
senador Barros Barreto, trabalho que j trans-
crevemos do Diario iciol.
Do Rio Qh Janeiro Revista Brazileira de Oph-
tplmolugia -fascculo V de Outubro a Dezemoro
do anno lindo, contendo : I. Trabalhos origi-
naes :-Ooleo de tamaauar (ou tamaquary) e
suas applicaQes oculstica, pelo Dr. Nstor de
Carvalho. II. Primeiro congresso brazileiro de
ru&iicina e cirurgia: Maturaco artificial das
cataratas, pelo Dr. Hilario de Gouveia. Da oph-
Udmia dos receranascidos no Brazil e do seu
tratamento propliylalico, pelo Dr. Sant'Anna.
UI. Revista dos jornaes de ophtaliuologia, pelo
Dr Moura Brazil. Reeueil d'ophtahnologie.
Kiscriuioriu de Quixad Lemos no
Jornal du Commercio da corte de 2o de Janeiro:
Xanrae 2,193 fardos a Blackburn Needham *
companbia.
Paquete francez Congo entrado dos portos da
Europa em do eorrenie e consignado a Au-
gusto Labille, manifestou :
Araeixas 5 caixas ordem, 8 a Silva Marques
4 C, 14 a Domingos Ferreira da Silva C, 16
a Araujo Castro 4 C.
Batatas 200 1(2 caixas ao consignatario.
Cognac 20 caixas a Sulzer Kautiraann, 200
ordem. Conservas 10 caixas ordem. Cha-
os e vestido 1 caixa a mdame D. Santos.
Joias 2 caixas a J. Krause C.
Licores 5 caixas a Sulzer Kautl'mann 4 C
Mercaduras diversas 3 caixas a Sauta Casa de
Misericordia, 1 a irm Seionv, 2 a Francisco Lau-
ria 4 C, 1 a Manoel da i unha Saldanlia, i or-
dem. Massas alimenticias 3 caixas a Lopes de
Magalhes 4 C.
bjectos pora chapeos de sol 1 caixa a ordem.
Papel 1 caixa a Carvalho Cunha 4 C. Dito
de embrulho 25 fardos a Ferreira Rodrigues 4
C, 50 a Paiva Valente 4 C, 90 a Jos Fernan-
des de Almeida, 55 a Souza Basto Amorim C
Porcelana 1 caixa ordem. Perfumara 1 caixa
a G. Laporte 4 C. Prensa 2 caixas a G. L. F.
Mendonca.
Quinino i caixa a Francisco Manoel da Silva
4.'. Queijos 150caixas a Paiva Valente 4 C,
200 a C. Pluyn 4 '.'.
Sanguesugas i caixas a Francisco Manoel da
Silva 4 C,
Tecidos diversos 1 caixa a Bernet & C.
Vinho 6 barris ordem, 3 a J. Louret, 2 a
Bernet. C.. 40 caixas a Sulzer KauHmann, 30 a
a Medeiros 4 Irmos.
Exportaco
HSClt-'K, 1 DE VKVKHlBO DE 1889
Para o extenor
No vapor iuglez Actor, Crregou :
Para Liverpool, E. Barbosa 1,500 saceos com
9:.:;< 0 kilos de assucar mascavado.
Na barca americana Olive, carregaram :
Para Xe.w-York, F. Casco 4 Filho 1,837 sac-
eos com 32,525 kilos de assucar mascavado.
No vapor americano Finance, carregaram :
Para New-York, Abe, Stetn 4 C. 41,060 pelles
de cabra ; P. Carneiro 4 C. 15,686 pelles ue ca-
bra ; Martina 4 C. 6,200 pelles de cabra ; Keen
Souttern i C. 8,2il pelles de cabra.
No vapor francez Congo, carregaram :
Para Montevideo, P. i arneiro 4 C. 8 fardos
com 1,292 kilos de algodo.
vara u interior
No patacho dinamarquez Cathatine, carre-
" Para ruguayana, Amorim Irmos 4 C. 100
barricas cou 11.60) kilos de assucar branco.
No patadio nacionnal Rival, ccarregou :
Para Felotas, T. de Azevedo Souza 100 barri-
cas cun 11.250 kilos deaasucstt* mascavado e 400
ditas com 42.323 dito&de dito branco.
No vapor allemo Citritiba, carregaram :
ira Rio de Jaueiro H. Burle 4 C. 300 saccas
com i.160 kilos deaL'odo.
No vapor americano Finance, carregaram :
para Para, M. F. Martina 200 barricas com
12 24o kilos de assucar branco ; E. C. Beltro 4
um 4,534 kilos de assucar
Amorim Irmos 4 C 10 pipas com
: P. Alves 4 C. 70
ceos com
Por conta do-crdito de 500:000*, destinado
pela le vigente do orcainento cosstrucco de
acudes na provincia do Cear, foi aberto na the-
souraria de fazenda de Fortaleza o de 300:000*
para ser applicado s obras do grande reserva-
torio de Quixad, segundo o projecto organisado
pelo engenheiro J- J. Rvy.
0 reservatono de Quixad poder encher-
se completamente durante a estaco chuvosa de
um anno regular, tendo capacidade para repre-
sar 140,000,000 de metros cbicos de agua que
sero sullicieutes para irrigar, durante sectas
prolongadas, 2.000 hectares de trra alluvial,
S|uasi mpermeavel e inteiramente plana. Ser
ormado por urna barrag^m da altura de 18 11
metros epor duas outras de menores dimeusoes,
tendo a bacia central a rea de 621 hectares. O
custo total foi oreado em 900:0005000 ao cambio
par.
Ha tambe-m do engenheiro J. J. Rvy dous
oulros projectos de grandes reservalorios no
Cear: um era Itacoloray cora capacidade para
cerca de 193 milhOes de metros cbicos de agua
e outro em Lavras, de maiores proporcoes. po-
dendo servir cora abundancia irrigaco de to-
do o valle do Jaguaribe, desde Lavras at Ara-
caty. O primeiro ser do custo de i.400:i.'00* e
este do de 5.663:' 003, cambio par.
O reservatono de Quixad ser a primeira
obra do seu genero na America do Sul Servin-
do a um terapo para impedir as inundacoes que
obstara a cultura do valle, e para irrigar meino-
dicamente o solo, dever contribuir para formar
no mesmo valle regio agrcola verdadeiramentc
excepcional pela sua fertilidade.
Todas as indicacOes sao para fazer presu-
mir que semelhante ohra ter de ser imiUida em
numerosas regies do Brasil, desde que a expe-
riencia do Cear houver produzido os seus na-
turaos resultados1. A irrigaco artificial pode
constitur-se grande forca posta ao servico da
agricultura nacional, utilisando e fertilisando
muitas regioes agora desaproveitadas pela fre-
quencia das inundacoes. lar isto olhanios cora
o mais vivo interesse para os trabalhos que vo
ser iniciados no Quixad. Dalli pode partir fe-
cundo estimulo para empresas anlogas.
EMmafuamenloN-No sabbado, depois d
sahir da estaco do Camiiiiio Novo o trem da
via-ferrea do Caxang, que subir s 3 horas da
tarde, ao approximar-se da Baixa Verde, esma-
got a Joaquim Sevenno" de Lemos, que ia na
plataforma de um dos vagues de 2" classe e que
se apeara achando-se o trem em movimento.
Expirou duas horas depois.
O trem da mesma companhia, que hora e meia
depois seguio no referido dia para o mesmo des-
tino, esmagou a Feliciano, criado, hornera j
idoso, que indo tambem na plataforma de um
carro de 2' classe, cabio quaudo ia o trem ein
movimenio, prximo da estaco de Sant'Anna
A morte foi instantnea.
Cha verde-Os Srs. Alheiro, Fernandes *
C. merceiros estabelecidos ra da Impera-
triz n. 42, enviaram-nos hontem urna amostra
de cha verde especial? que teem exposto ven-
da aos seus numerosos fregueses.
E" de superior qualidade, o que bastante
para re'-ommendal-o.
Fete|e Carnavalewco* da ra do
_im JoanA commissao para os festejos
do carnaval d'este anuo compe-se dos Srs. :
PresidenteJos Antonio Moreira.
Vice-presidtnle Joo B. Mouteiro da Franca.
Thesoureiro los Ricardo da Costa.
SecretarioAntonio de Hollanda Costa.
Auxiliares -Lopes 4 Inno, Genuino Jos da
Rosa, Antonio Braga. Marcollino B., Jos de
Souza, Manoel M. Pernambuco, Manoel A. Lobo
Gomes, Jos Caseiro, Joaquim Ramos, Clemente
t. NeUo. Francisco Basilio C. da Cunha, Antonio
Jos Moreira, Dr. Kerardo, Joo J. da Rocha Fa-
ria. Manoel F. Mendes de Azevedo, Rodolpho
Layme, Querino L. d'Assumpcflo, Dr. Alvares
Guimares, Joo Gomes Loureiro, pr. Lopes Pes-
soa, Balthasar J. dos liis. Manoel dos S. Lopes,
capito Nuno A. lia Fonseca. professor Benja-
mn C. Pereira da Silva, Manoel G. Estella.
Kervieo militar sto designados para
superior do da hoje o Sr. capito Jorge Morei-
ra, e para ronda menor o Sr. alteres Manoel Fe-
liciano. .
A guarnico da cidade dada hoje pelo
14 batalho de infantaria.
- As guardas da Thesouraria e palacio sao
commandadas hoje por dous Srs. officiaes do 2
batalho.
Existera era ratameuto na enfermara mi-
litar 43 pracas dos conos da truarnico.
Fur.cc'iona hoje no qu.irtel gqneral o con-
selho de guerra do soldado da companhia de
cavallaria Manoel Ferreira da Silva, sob a pre-
sidencia do Sr. tenente-coronel Luiz Antonio
Ferraz.
Hoje vai ser inspeccionado de saude o r.
alferes do 14 batalho de infantaria Vicente
Magno Nunes.
Foi devolvido ao 2" batalho de infantaria
rubricado por S. Exc. a certidao de assenta-
mento do soldado Antonio Florentino Cavalcan-
te, que teve baixa do servico.
Passaram a fazer dia praca os Srs. capi-
taes Antonio Jorge Moreira e Ernesto Alves Pa-
checo.
So vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
Para Rio de Janeiro, Amorim Irmos 4 C. 2.200
saceos com 132,000 kilos de assucar branco e
1.800 ditos com 131,7 0 ditos de dito mascavado ;
B. Oliveira 4 C. 150 saceos com 9,000 kilos de
assucar branco, 30 ditos com 1.800 ditos de dito
mascavado e 50 pipas com 24,000 litros de agur-
dente : Maia 4 Reseude 50 pipas com 24,000
litros de agurdenle ; Paiva, Valente C. 100
saceos com 6,000 kilos de assucar branco e 500
ditos com 30.000 ditos de dito mascavado ; J. T.
da Costa e Silva 10 caixas com 300 kilos de oleo
de ricino.
Para Baha, C. M. da Silva 300 saceos com
22,500 kilos de assucar branco ; A. R. de Lima
Filho 10 saceos com 500 kilos de cera de car-
uaba.
Readlmeatos pblicos
Renda geral
Do dia i
dem de 4
MKZ DE KKvERWB-i
Alfandega
24:079*116
40:9663U3
Renda provincial :
o dia i 4:998*203
dem de 4 3:541*504
65:045*419
8:339*707
Bomraa total 73:585*426
Segunda seceo ua Alfandega, 4 da Fevereiro
de 1889.
O thesoureiroHereneio Domingues.
U chefe (la seeco Cicero B. de Aiello.
Reccbcdorla Qeral
Do dia 1 a 30 1:923*845
dem de 4 1:689^017
3:6128C2
Recebedorla provincial
Do dia 1 56*592
dem de 4 180*494
Recife Draioage
Do dia 1 335*493
dem de 4 331*384
237*086
906*877
Hafadouro publico
Neste estabelecimento foram abatidas para o
consumo de hoje 74 rezes pertencentes a diver-
sos marchantes.
Vapores a entrar
MEZ DE FEVEREIRO *
Sul........... M'irtuiho......... "
Norte......... Alliuncti..........
Europa...... Vtile de Pernambuco 8
.-mi........., V ..... 10
jsul........... Tagus............. 10
Europa......' Potos............ 10
Norte........ Para........... 13
Europa....... Neta '5
Sul........... Ew... 17
Mil .. 17
Norte ....... 24
Sul......... /'fmsssfakv 27 ,
Vapor Marantao Segundo o aviso re-
c ebido pela estaco telegraphica, deixou hontem
tarde o porto da Bahia o patoete nacional Ma-
ranho em viagem para o nono.
nazareth Pedem-nos esta publicayo :
Movimento da Sociedade Beneficente de Na-
zareth, no 2o trimeslre do 2 anno social (Io de
Novembrode 1888 a ai de Janeiro de 1889) :
Receita
Saldo do 1 trimestre ,363170
Quotas semanaes dos socios I56600
Donativos 2 4 U 800
Producto do leilo de 8 de Dezembro
ndo 1224160
Despeza
Beneficencia feta aos indigentes
Saldo era caixa
4564730
215*450
241*280
456*730
Monte-fio Popular Pernambnca-
no-Essa beneficente associaco terminamdo
hoje o periodo das ferias, incetar amanha, a
hora e no lugar do costume. os seus trabalhos
sociaes, conforme a deliberaco do respectivo
conselho administrativo.
Directora da obra de conserva-
cao don PortoN de PernambucoReci-
te, 2 de Fevereiro de 1889.
Boletim meteorolgico
o .
ermom o centi grado o
Horas Barmetro a 0" Tenso do vapor T3 a -3 a
--. - -3
H-
6 m. 24-7 761-63 19,35 83
9 26"-7 762'"68 22,31 84
12 28-6 762-66 20,73 71
3 t. 30-4 761-89 20,51 62
6 27o- 9 761-90| 20,86 75
Temperatura maxirna-3i,00.
Bita mnima 24,50.
Evaporaco em 24 horasao sol: 7-,4 ; som-
bra : 3-,l.
Chuva2,-1.
Direcco do vento : SE, ESE e E alternados
durante todo o dia.
Velocidade media do vento : 2- 16{ por se-
gundo.
Nebulosidade media: 0.51
ISoletim do porto
la --lis z - Dia Horas Altura
B. II. 2 de Fevereiro 1154 da manha U-38
P. M a 6 21 da tarde 2-,6
i!. M 3 de Fevereiro 033 da raanh 0-25
P. M. 6-39 . 2-,38
belMet lTectuar-se-ho os seguintes :
- Hoje:
Pdlo agente Pinto, s 11 horas, ra da Pon-
te Velha n. 14, de taboas e barrotes de pinho re-
zinso.
Pelo agente Britto, s 10 1 2 horas, ra Vis-
conde de Inharaa n. 48, de movis, oucas, etc.
Amanha :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, no pateo
do Carino n. 14, de movis em bom estado.
Pelo agente Stepple, s 11 horas, ra Im-
perador u. 50, de movis, crystaes, vidros e es-
pelhos.
Pelo agente Gusmo, s 1 horas, ra Mr-
quez de Ulinda n. 48 de movis de diversas qua-
lidades.
UiNHam fuicbrrSero celebradas:
Hoje:
A's 8 horas, na matriz da Graca, pela alma do
Joviuiano de Azevedo Mello.
Amanha :
A's 8 horas, na igreja do Corpo Santo, pela
alma de D. Adeluide Theodoliuda Britto Mes-
quita.
PastMaseiroMChegados do sul no vapor
francez S'ujer:
M. dos Santos. 1 lilha e 1 criada.
Sabidos para a Europa no mesmo vapor:
Antonio Francisco Orpho de Souza, Agostinho
da Silva Carvalho, Manoel de Souza Azevedo
Pires, Louis Chatrier, Mauoel Dias Saldanha, J.
J. Vollenwieder, Jean Baixo. George Elias, Elias
Antonio i urcio e John Bull Kroomar.
Chegados do norte no vapor brasileiro Per
nambuco :
Antonio Jos de Souza Dellora. Joo raprista-
no, sua senhora e 2 Ribos, Martinlio Ferreira,
i'atrocina (criada), Maria Julia, Joo Silva, Car-
lota Hygina Duarte Pereira, Carlota Augusta
Duarte Pereira. Vicente Silva. Hermenegildo Do-
mingues da Silva e saa senhora, D. Roberto Leo-
poldino Macedo. Antonio Francisco e 4 lilhos,
Virgilio Uzeda, Ignacio Silva e Miguel, Antonio
Ribiro Dantas, Manoel Clemente de Medeiros,
Joaquim Flix Barbosa Tinoco, Hermenegildo
Tavares, Jos Moura, David Finuino, Francisco
Vapores a sahir
HEZ DE FEVEREntO
Cear e esc... Pa-apama ,........ 5 as 5 h.
"autos cesc Allianca........... 8 as 10 h..
Norte........ Maraitao......... 8 as 5 h.
Sautos c esc Ville de Pernambuco 9.as 4 h.
Valparaso ... Potosi............. 10 as 11 h.
Hovimeno do porto
Navios entrados no dia 2
Buenos Ayres e escala-12 dias. vapor francez
Niger,'.de 2,357 toneladas, commandante A-
Fiaschi, equipagem 122, carga varios gneros;
a Augusto Labille.
Basa burgo -4-4 dias, patacho allemo Goleando
de 288 toneladas, capito I. Thoraaz, equipa-
gem 8, carga varios gneros; a Medeiros Ir-
mos 4 C.
Navios sahidos no mesmo dia
Pelotas Patacho sueco Amor, capito P. C
Brandtman, carga varios gneros.
Bordeaux e escalaVapor francez Xiger, com-
mandante A. Fiaschi, carga varios gneros.
LiverpoolVapor inglez Archimedes; comman-
dante W. Carnn carga varios gneros.
I'arahyba Vapor inglez .ctor, commandan'.e Da-
vid Jones, carga varios gneros.
Santos e escala Vapor allemo Cwitiba, com-
mandante A. Birch, carga varios gneros.
Navios entrados no dia 3
Manos e escala 12 dias, vapor brasileiro Per-
nambuco, de 1999 toneladas, commandante
Francisco Antonio de Almeida. equipagem 60,
carga varios gneros ; a Pereira Carneiro
4C
Santos e escala9 dias, vapor americano Finan-
ce, de 1919 toneladas, commandante C. C. Bac-
ker, equipagem 64, carga varios gneros; a
Henry Forster & C. v *
Londres 35 .das, barca sueca Widga, de 678
toneladas, capito A. Pahlsson, equipagem 13,
carga sulipas de madeira; a estrada de ferro
de S. Francisco
Sahido no mesmo dia
New-Yorke escalavapor americano Finance,
commandante E. C. Backer, caga varios.gene-
ros.
Navios entrados no dia .4
Bordeaux e escala- 15 dias, vapor francez Con-
go, de 2444 toneladas, commandante Lucoin-
tre, equipagem 121, carga varios gneros a
Augusto Labille.
Antuerpia35 dias, lugar Norueguense llandy,
de 270 toneladas, capito L. E. Norloff. equi-
pagem 8, carga varios gneros ; or em.
Santos e^escala -9 dias, vapor allemo
de 1375 toneladas, comraan lantc Langerban*
ner, equipagem 40, carga varios gneros ; a
Borstelmann 4 C.
Buenos Ayres e escala13 dias, vapor' ingles
Tayas, de 1945 toneladas, commandante P
Rowssell, eqipagem 100, carga va:;
ros : a Amorim Irmos 4 C.
Sahidos o mesmo dia
Buenos Ayres e ejcalaVapor frai
commandante Lecointr
Southampton eescalaVa-
mandante P. Rowssell, cart:.
Hamburgoe escalaVap;
mandante 11. Langerhan
eros.
Janeiro e


1 '


t
^BH^^HIbIH



i





'.o Pwxoto de Vasconcellos, JoSo
i praca de polica,
ludo Alfredo Baodeira A Mello, Ignacio Leite
e sus me e Mara da Cowfeco. .
negados da Europa no vapor fraucez
Congo :
Gecco lvantenco, Ramiro Guedes e Silveno
Bda-Vista.
Cliegados dos portos do sul no vapor ame-
ricano nauce:
JoSo L. dos Santos. I.codoro JosPereira e Fe-
lippe de Araujo Sampaio.
Saludos para os porlos de New-York e es-
cala nomesmo vapor:
Emilie Petil, Leonel Hagenaers, Geo Wilson e
Frank Douner.
Saludos para o sal no vapor francez
Congo:
Jos Vieira Braga, Zeferino J. da Costa Va-
.lente, J. da Silva arvalho e Pedro Pontual.
Chegados dos portos do sul no vapor alie
mSo' Rosario:
Joo Soares e JoSo Alberto da Silva.
Chegados do sul no vapor iuglez Tayas :
Francisco da Costa, Dr. Francisco (ornes P-
rente, Hypnolito Pederneiras, ntonio dos Santos,
Ignacio da Costa e John Kohn.
Sabidos para a Europa no raesmo vapor :
Biagio Sicahce, Antonio Genizola. Geovanni
Pucci, Antonio Soluci c Ped*> Antonio da Luz
Sahidos para o sul no vapor brasileiro Per-
no inbuco :
J. Bender, Joo Ignacio Avilla Jnior, Leopol-
dino Maciel, Clara Carolina de Sant'Anna, Edward
Warburg Agostini Mugarellos, Gustavo Chan-
dron, Firmino Guimares, Manoel F. C Monteiro,
Dr. Antonio Firmo Figueira de Saboia, .capitn
Simao C. >' Macambira. teneuie Jos da Coda
Lustosa, Mathias Fernandes, Rodrigo de Araujo
Jorge, Jos da Costa, Querino Tavalusei cadete
Jos A. de M. Couto, cadete Aristides Ferreira
Bandeira, Dr. Honorio de BarrosjWauderley, Vir-
gilio Uzeda, Jos Correia, Manoel J. C. Guima-
raes, 1 praca e 2 presos.
Caa de nelencoMovimento dos pre-
os da Cusa de Detengao do dia 3 de Fevereiro
de 1889
Existiam 430 ; entraram 5; sahiram 3; exis-
tan 432.
A. Sitw*r *
Nacionaes W2; mullieres 10; estrangeiros 20.
Total 432.
Arracoados 380.
Bous 357.
. Louco 1.
Doentes 22.Total 380.
Movimento da enfermara
Tiveram baixa :
Bellarmino Folippe Dainasceuo.
Jos Emilio Soares
Americo Vespucio de Azevedo.*
Teve baixa :
Mariiniauo Ferreira Matheus.
Manoel Leite de Otiveira.
Deolindo dos Santos Reis Catuaba.
Francisco Jos Teixeira.
-Alexandre Jos de Sant'Anna,
Jos Antonio Francisco de Lima.
Foram hontem visitados os presos dcste esta-
belecimento por 243 pessoas. sendo: bomens,
116 e mulheres 127. .
oapltal Pedro n 0 movimento deste
estabelecimento de daridade, no dia 31 do Ja-
neiro, foi o seguinte; ,
Entraram 13
Sahiram 25
Falleceram 2
Existem 588
Foram visitadas as respectivas enfermarlas
palos Drs.: .
Moscoso s 8 1|2, Cysneiro as 10,
na, mostr a pres tracoao da electricidade, pois, obrigou nu-
merosas bacterias \ manterem-se dentro
da rbita influencia la.'
Concluiram bs experimentadores que,
determinando a electricidade augmento das
bacteria em certo permetro dos polos da
machina, natural que o ar perca por este
effeito parte das bacterias que encerra.
As experiencias soro continuadas com o
fito de determinar de modo rigoroso a ac-
olo da electricidade na purificaclo do ar
normal.
Os economistas, francezes interrogam
^empre com anciedade o quadros officiaes
- 'do movimento annual da populayao da
Franca para o fim de verificar as propor-
coes da nataliidade que desde muitos annos,
patenteia decrescimento vagaroso mas con-
tinuo. Dos ultimoe quadros resulta que,
de 1884 a 1887, houve na media a dimi-
nuidlo annual de 12,000 a 13,000 nnsci-
mentos, tendo sido o numero dcstes:
Diario de PernambucoTerea-feira 5 de Fevereiro de 1889
1884
1885
1886
1887
Este decrescimento,
importante., tem
Barros So-
brinho as7,"Berrdos 10, Malaquias s 10.
Estevao Cavalcante s 9, Simos Barbosa s 10
horas.
O Dr. Pontual nao corapareceu.
O cirutgio dentista Numa Pompiliono com-
parecen. .
0 pharmaceutico entrou s 81|2 da manha e
sabio s 4 da Urde.
O ajudante do pharmaceutico entrou as 7 1|2
la manha e saliio s 4 horas da tarde.
Lotera do Cram-Par-A 3' parte da
24- lotera, dessa provincia.xujo premio grande
IM.OOOiOOO,
de Fevereiro.
.-era extrahida, quarta-feira, 6
D37,758
'.124,558
912,838
899,388
salvo oscillaeoes
oc'corrido desde
a Franca, entre
poaco
1883, saado actiudmeuto
os paizes europeos que possue estatistica
regular, o que conta annualme te menor
numero de nascimentos por mil habitan-
tes. Nos ul;irnos 20 annos foi esta a nata-
lidade nos sobreditos paizes em relacjlo a
cada grupo de 1,000. habitantes :
Hungra 43.0
Baviera 39.5
Imperio allemao 39.0
Prussia 38.8
Austria 38.4
Italia 36.8
Inglaterra . 35.1
Escossia 34.7
Blgica 31.5
Dinamarca 31.3
Noruega 30.8
Suena 30 2
Franca 23.5
seguida de Ruy Blas, Corcovado e Cometa, fol-
gadaraente chegou ao vencedor em 117".
Ruy Blas, foi mo 2, nao obstante ter sido
desapiedadamente castigado na viagem e os ou-
tros dous companheiros chegaram distanciados
Poulf de Olga, montadafnor Olintho, M800,
tendo sido o movimento gerai de 5:690*000.
*
5" pareo. Progreao. 1.200 metros.Ani
maes da provincia que ainda nao tivessem ga-
nho nesta distancia.-Premios : 2504,6W e 25*.
Ao signal de partida, dispararam os animaos
aomesmo tempo, sendo 400 metros depois oceu-
pada a pona por Traviata.
Prximo a entrada da recta de chegada, Serid,
montado por Alfredo Freitas, colloca-se na van-
guarda e perseguido por Traviata e Mylord, que
corra de alcance, consegue ganhar a corrida em
102".
Mylord foi 2 e Traviata 3o.
Nao corrou Javali.
Poule deSerid em I", 224 : em 2, 114200.
' oule de Mylonl om_2, 134508.
Movimento geral, 7:663400J.
#
6 pareo. Velocidade. 1 000 metros. -Ani-
inaes de monos de meio sangue que nao fossem
da provincia.-Premios : 3004, 734 e 301.
Ayinor puxou a corrida, seguido de Cometa,
Favorita, Recifo o Alpha.
De urna velocidade adiniravelua sabida, pouco
depois levava Aymor grande vantagom aos do-
mis competidores e so com muilo esforc con-
seguio Favorita batel-o, j na entrada da recta
de chegada, ganbando a corrida em 75".
Aymor foi 2 e Cometa 3o.
Poule de Favorita, montada por Luiz Pcreira,
em 1. i (4300 : em t. 04700.
Poule de Aymor em 2 104900.
Movimento geral, 3:505000.

7 pareoComme'cio 1.800 metros Ani-
maos da provinciaPremios 3004, 734 e 304.
Ao signal de partida, Monro pulou na pontee
nessa posicao se conservou smete at a dis-
tancia de 800 metros, quando Sirid se colloca
na vanguarda.
Na entraa da recta de chegada, Monitor,
montado por Alfredo Freitas e que se havia |kHi-
pado, fcilmente toma a pona e ganha a cor-
rida em 138".
Serid foi 2." e Mouro 3."
Poule de Monictor em 1.. 74600 ; em 2.,
64900.
Poule deSerid em 2.", 20 100.
Movimento geral, 7.665400.
m pouco de tudo
MORTAWDADE MORTANDADE Tenho
pela minha profisso de medico, mil occa-
sioes de 1er e de ouvir o vocabulomor-
talidade exprimindo o numero de morios
por doencas endmicas, sporadicas e epi-
dmicas.
^ Havendo sempre empregado o termo
Mortalidade com a expresslo da qualida-
de de ser mortal, repugnava-me a impro-
pria applicacSo da palavra para designar o
numero dos que por sercm dotados de
mortalidadt (qualidade de ser mortal) ce-
dem e obedecein fatal necessidade da
morte.
Daqui se infere para significar o nu-
mero de mortos, aeveremos todos, mdi-
cos e nao mdicos, dizer e escrevermor-
tandade e naomortalidade.
Nmguem, fallando do numero dos mor-
tos depois de urna batalha, diz : a morta-
lidade, mas a mortandade ioi grande, foi
pequea, etc.
A desinenciaidade no vocabulomor-
talidade, o vestigio da palavraqualida-
de ; no termo mortandade, o euffixo anda-
de o vestigio do substantivo quantidade,
perdida a avilaba ti.
Mas os francezes dizemmortalit ex-
primindo o numero de mortes ; e dahi o
nosso peccado por mitacas, o nosso peri-
grinismo.
O que mais deve admirar a quem destas
minudencias se oceupa, que os lexico-
graphos tenham adoptado sem necessidade
o gallicismo.
Que fazer? portuguezes e brasdeiros
gostam de trajar franceza!...
Dr. Castho Lopes.
Rio. 21 de Janeiro de 1889.

O rio Bonheur (rd) corria outr'ora
em leito superficial que permaneca perfei-
tamente visivel com as suaa ribanceiras
intactas no planalto de Campricu, at que
poca indeterminada, mas nao muito re-
mota, penetrou no solo por aberturas que
neste deviam ter produzido movimentos
geolgicos, reapparecendo flor da tsrra
aps o seu percurso subterrneo.
Este trecho de rio subterrneo acaba de
ser percorrido por A. Lartel, que verifi-
con ser ue 700"1 o curso d'agua no seu
desenvolv ment interior e de 90 a diftV
renca de uivel entre os pontos nos quaes o
rio immerge e emerge do solo. As raini-
ficacSes totaes sao de l,700m, recebendt
o rio no interior da trra quatro volumosos
afBuentes de procedencia desconhecida.
Ha seis cascatas no rio interior.
O explorador presume ter adiado nste
fketo a explicacao da forma<;.ao dos valles.

"""Danion e Miqnel "Gm effectuado expe-
com o fim de determinar a aeco
da* electricidade esttica, sobre os germens
t-qtes D 'era, bem como de
pelo
n razo (Li sua dunsida-
,a attracsao a purificacao
ira experiencia, rcalisada
me-
Telegrapham de Roma a;segurando que,
no periodo da exposiclo universal, ha ver
em Pars, sob a presidencia do cardeal
Lagiverie, urna conferencia internacional
composta de delegados de todas as socie-
dades abolicionistas do globo para assentar
nos meios de, mais prompta e cfficazmen-
te, extinguir o captiveiro na frica.
**
Sendo frequentes os casos de morte de
terminada pelo consumo de peixe salgado
e nao cozido, a junta das pescaras do
mar Caspio deliberou instituir um concur-
so com o premio de 5,000 rublos, destina-
do a recompensar o autor da monographia
que definir o veneno dos peixes, indicar o
meio de os preservar contra o desenvol-
vimento dos elementos txicos e apontar
o antidoto applicavel s pessoas que por
tal modo ferem envenenadas. O concur-
so estar aberto at 1 de Janeiro de 1894
e ser dirigido pelo ministerio do interior,
da Russia.
SPORT
m
IIi|t|droiiio do Campo (.rumie
Com urna concurrencia regular, realizou-se no
sabbado ultimo a 12' corrida.
As corridas foram em geral bem disputadas.
A digna directora, compenetrada da necessi-
dade do collocar o Hippodronw no grao de con-
tianca que sempre inspirou ao publico, confianca
que pareca haver desapparecido em consequen-
cia dos ltimos acontecimentos all occorndos,
empregou todos os esforcos para que o divert-
ment corresse em boa ordom, o que perfeita-
mente conseguio e sem que apparecesse a menor
reclamacao por parte do publico.
Comprcbendendo que da boa ou m partida
dos animaes quasi sempre depende o resultado
das corridas, dcsignou para o lugar de starter a
um cavalheiro, qne neubum interesse tomando
no jogo, porque nao compra paules, alm disso
de urna severdade e criterio taes, que so aos jo-
ckey* poder desagradar.
A acertada escolha do starter, tomou a digna
directora ainda urna ou ira providencia, que con-
sisti na collocacfto de urna fita de papel, atra-
vessada na raa, a qual nao poda ser transposta
antes do sigoal de partida, incorrendo os jockey
que quebrassem na pena de 204 de multe na 1'
voz o na de suspensao de 30 das a mais as se-
guimos.
O effeito foi magnifico : os animaes, que ordi-
nariamente, antes do signal definitivo, costumam
se divertir com repetidas sabidas falsas, a ponto
de impacientar o publico, deste vez foram fcil-
mente comidos pelos jackeys e as partidas rpi-
das e em boas condices.
O movimento geral das paules attingio a
46:1604000.
Eis o resultado das corridas:
*
i pareo. Ensaio (1 turma!.- 800 metros.
Animaes da provincia que ainda nao tivessem
gaiiho. Premios: 2004, 504 e 204.
Ao signal de partida, sahiram os animaes ah-
uilados, apparecendo pouco depois na ponta Va-
radouro, montado por Pedro de Figueiredo, qne
chegou ao vencedor em 68".
Corsario fot 2"e Coquclicot 3".
Nao correram Garcrz, Urub e Trombone.
Poule de Varadou-o em Io, 114800: em 2-,
114200.
Siule de Corsario em 2, 354900.
orimenlo geral, 4:4004000.

2 pareo -Ensato (2* turma).800 metros
Animaes da provincia que ainda nao tivessem
ganho. -Preaos : 2O04,504 e 204.
Dado o signal. Paular tomou a ponta conser-
vando-a at o distanciado, onde foi batido por
uerreiro, montado por Martins Ferreira, que
chegou ao vencedor em 661/2".
Fanfar foi bom 2o e Bijou .'.
Nao correram Esporanoa e Paco.
I'ou'e de fiuerreiro em 1, 464200 ; em 2o,
1 i4900
Poule de l'anfar e* i". 104200. .
Movimento geral, 7 3O4O00.
-"!' pareo.Destreza.-900 metros. /nimacs
da provincia. Premios : 2004,504 e 204.
Arreada a bandeira, sahiram os animaes ao
mesmo tempo, occvpando pouco depois a ponta
Tupy, que deste vez s podo fazer figura at a
distancia de 300 metros, quando Templar, nion
tado por Pedro Alexandnno, ?e colloca na van-
guarda o ganha a corrida era 71".
Monitor foi 2 e Mouro 3".
Poule do Templar em 144800; em 2o, 84500.
Ponte de Monitor em i-, 84000.
Movknciito geral, 8:6834000.
*
4" pareo. Uippodrnw do Campo Grande.
1 609 metros.- Anim;o.- at moio sangue. Pre-
mios : 8004, 2004 e i4. j
A corrida foi disputla seriamente, oque bem
pouas v. atece nos p-oos om que en-
Wk&i^impwmu sangie.
ro os combateifcB: Olga, Ruy
;a. que pa>aca ter poio-
ile Mi^mdola.
i valer/hr^
t nio
-e oVjogo
Uerby (luli de Pernambueo
Realizou-se antehontem a 5. corrida.
A concurrencia foi regular e o jogo das pou
les esteve bastante animado, attingindo o movi-
mento geral a 57.8704000.
O divertimento corren em boa ordem.
Abaixo damos o resultado das corridas :
*
Io pareoConsolaco800 metrosAnimaes
da provincia que nao tivessem ganhoPremios :
2004, 504 e 204-
Ao signal de partida, Fanfar, montado por
Joao Carlos, pulou na ponta e nessa posieo se
sustentou at o vencedor, ganbando a corrida
em62".
Breas foi 2." e Aracahy 3o.
Poufe de Fanfar em 1., 3*4900 ; em 2.,.....
114600.
Poule de Breas em 2, 114600.
Movimento geral, 6.8454000.
2." pareo Omniuml. 200 metros Animaes
de menos de meio sanguePremios : 3004,
754e30. >
Aymor puxou a corrida, cedendo 100 metros
depois a ponta a Favorita, montada por Luiz Pe-
reira, que chegou ao vencedor em 88".
Aymor foi 2. e Comete 3.
Nao correram.Rocife e Moncoryn.
Poule de Facotita, 4500, *
Movimento geral, 5.7654000.
3 pareo Prosperidade830 metrosAnimaes
da provincia que ainda nao tivessem ganho em
maior distanciaPremios i 2004, 504 e 204-
Ao grito do starter, Ecla sahio escapado na
pon'a, fazendo bonita carreira at a entrada da
recta de chegada, onde General montado por
Jos Mendes, collocou-sena vanguarda, ganhan-
do a corrida em 64".
Ecla foi 2." e Orange 3."
Nao correram Etna e Sulio 2.
Poule de General em Io, 184300 ; m 2.........
94300.
Poule de Ecla em 2.*, 94600.
Movimento geral, 9.7754000.

4.* pareo Fefocidade1.450 metrosAnimaes
de qualqner paizPremios : 5004,1254 e 504-
Dado o signal de partida, lirnani tomou a pon-
la. que conservou at a distancia de 1.000 me-
tros. Ah, sendo Ernani alcancado por Africana
e Aspasia, correram os tres animaes emparelha-
dos alguns metros, at que Africana collocou-se
na vanguarda, conseguidlo ganhar a corrida em
102".
Ernani foi 2. e Aspasia 3..
Nao corren Price.
Foule de Africana, montada por Chrispim An-
tonio, em 1.*, 194300; em 2.*, 64500.
Poule de Ernani em 2.*, 94300.
Movimento geral, 11.7854.
5." pareoImprensa Pemainbucana1.700 me-
tros animaes nacionaes at meio sanguePre-
mios : 3504.804 e 354.
Ruy-Blas, montado por Alfredo Freitas, puxou
a corrida, seguido de Corcovado, Douro e Olga,
chegando folgado ao renceilor em 124 1/2".
Olga, que no dia anterior havia batido com
vantagom a Ruy-Blas, nao quiz d'este vez dispu-
tar a correira e conservando-se sempre na baga-
gem, smente na entrada da recta de chegada
tratou de conquistar o 2." lugar, o que fcilmen-
te conseguio.
Douro foi 3.'.
Nao corrou Morgadinha.
Poule de Ruy-Blas, 234400.
Movimento geral, 6.9304-
6. pareoProvincia de Pernambuco1.400 me-
tros Animaes da provinciaPremios: 2304,
604 e 254.
Ao signal de partida, Templar, montado por
Pedro Alexandrino, oceu pou a ponta e n'essa po-
sico se conservou at o vencedor, ganbando a
corrida em 108".
Monitor foi 2. e Mouro, que parece estar com
olhado, foi 3.> isto obteve o mesmo lugar em
Jue chegou no dia anterior as duas corridas que
isputou no Hippodromo.
Poule de Templar em 1.*, 174300 ; ;em 2.'
64600.
Po Movimento geral, 11.1354.
7.* pareo-Emulacao830 metrosEguas da
provinciaPremios : 2004, 504 e 204.
Fantina puxou a corrida, cedendo na entrada
da recta de chegada a ponta a Coruja, mentada
por Emiliano e que chegou ao vencedor em 70
Fantina obteve o 2. lunar e Stella o 3..
Poule de Coruja em l.,8300 ; em 2.-, 94400.
Poule de Fantina era 1. 304-
Movimento geral, 3.6354.
que saciou a sede do povo ie Israel, fere os
ridos rochedos, d'oode sahem somente o fogo e
o fumo da aleivozia, exhalando os empestados
odios da parcialidade, decabida de suas ambi-
cies I...
Entao os accentos da voz da grande alma do
povo, e os seusjsuspiros se perdein nos ares, con-
tundindo-se com os tristes lamentos das vagos
profundas do ocano, quando sublevadas pela
lempestede, se quebram raivosas conlra os pe-
oedos se desfazendo em negras espumas, sem
abalar as suas bases....
B*ta uo a missao da imprensa, era to
pouco a de installar olarirlade do dia a bella
plumagem do pausara de Juno, recamada de
ouro e engastada do esmeraldas e stiras om
que elle om sua vaidade se rev": nao, a lisonja
jamis se deve antepor ao mrito real.
Nao venho imprensa para laurear a rudade
do actual Ministro da Justica: bem ao contrario,
sou o priraeiro a reconhecer que llie falta a pra-
tica de seuabalisado antecessor.
Mas, conno nos auspiciosos recursos de seu
talento e illustraco que, auxiliado pelo amor ao
dever ho de supprir a falta de conhecimeutos
praticos.
Nao jerao as anrociacOes apaixonadas e in-
justas qae bao de desviar do caminho que con-
duz por meios honestos a seus justos ns o mui
digno o honrado Ministro da Justica.
Pola mitilia parlo o saudando pela imprensa,
respondo com acclamaoos do regosijo a esse
tecido informe de yrosseiras invectivas, aecumu-
ladas urnas sobre as outras. em escriptos, em
que nao so observa nem ordom, nem methodo,
nem siquer una certa elegancia com que se dis-
farce a esqualida figura da inveja. revestida dos
andrajos do odio possoal, disllando o fel de
amaryas decepces...
Posto que adversario eu applaudo a auspiciosa
entrada do Dr. Rosa e Silva para os conselhos
da cora, porque antes de tudo preso o nome de
PERNAMBL'CANO, que tanto tem sabido honrar o
nosso illustre patricio.
Nao tenho aspiraoes, sou um invalido, que
marcha sobre as suas muletas para recolher-se
aos quarteis da repblica-
E, portelo, a minha voz
A Voz da Yerdade.
Publicares i pedido
Ao a Jornal do Recife
Sem entrar na apreciacao dos raros mritos
dos detractores do actual Ministro da Justica,
direi simplesmente que a imprensa, ou seja con-
siderada nos governos parlamentares como o
quarto poder, on antes como o primeiro em
lodo o caso um agente moral do qual nao se
deve abusar, porque de sua aceo morosa, mas
infallivel depende a elficacia do systema que
nos rege.
Tudo quanto fr a negaeo da verdade preju-
dica a sua aeco o produz quasi sempre eueitos
contrarios a sous tins; porquauto exercendo
poder a sua aeco como um reflexo da opi-
nio, e orgo de seus sentimentos, nao contra-
riando a razao e a justica em pleno sol, o (i face
de urna pnpuhiQo mteira, que com dous olhos
bem abeiti com um s e o ou-
tro mal aborto se pode transviar os seus con-
A palavra da imprensa urna
u
qorujWB fez brotar a ag
Dr. Correia-Bltieneourt
Recebemos hoje a visite de despedida do dis-
tincto oculista Dr. J. Correia Bittencourt, que
ob'sequiou-nos com um exemplar da obra que
publicou nesta cidade sobre os estados patno-
logicos do organismo e suas manifestaces ocu-
lares, trabalho este de grande mrito scien tilico
segundo attestem pessoas competentes na ma-
teria.
Bastou para recommendar o trabalho do Sr.
Correia de Bttencourt, o nome do seu autor, e o
brilhantismo das opera{0es de olhos que tem pra-
ticado nesta e neutras provincias, que fallam
muito em abono do illustre oculista.
Agradecendo quer o exemplar da obra cora
que fomos mimoseados, e quer a visita de des-
pedida.
Operart-o Importantes
Foi operado pelo Dr. Correia de Bttencourt o
Exra. Sr. Barao de Monco, como j dissemos,
em nma idade avancadissiraa de mais de 90 an-
nos. O Sr. Barao esteva completamente ceg dos
dous olhos, ha quinze annos, de cataractas senis,
vio logo depois da extraceo das cataractas e j
est de todo restebelecido com magnifica vista, e
satisfeitissimo:
Foi operado pelo Sr. Dr. Correia de Bittencourt,
cora brlhantissimo resultado, o Sr. Antonio Jos
Clemente, lho do tinado Jos Vctor Coutinho
Monteiro de S.
O paciente tem 19 annos de idade, era ceg
de nascimento, em ambos os olhos, (de cata-
ractas congenitas) e recuperou depois da opera-
ragSo urna vista magnifica tanto para o longe
como para perto.
(Do edictorial do Diario do Marankao.)
fazer toda a qualidade de extravagancias em co-
midas, como seja, camarao, carnei de porco e
todas as comidas que levam coco; no emtanto
boje ja se acna com forras para o trabalho e li-
vre dos ataques e com disposicao para a comida.
Esta -a pura verdade que lie posso affirmar
e por isso poder fazer o uzo desta que bm lhe
aprouver.
Recife, i de Agosto de 1883.
Antonio Ferreira Diniz.
-N. Hu-
illn. Sr. Augiino Jos dos Santos Andrade.
Amigo e souhorTendo solTrido a 6 mezes da
terrivel molestia escrophulas a qdal meatormen-
tava com dores agudissiraas na cabeca, depois de
ter esgotado todos os recursos receitados por 3
mdicos, sem ao menos obter o menor lenitivo
aos meus soffrimentos, a conselho de um amigo
recorr ao seu Elixir purificador do sangue, com
tanta feheidade que smente urna. garrafa me
restabeleceu, do que dou muitos louvores a Deus;
destas poucas linnas que s dizem a verdade far
V. s. o uso que he aprouver.
De V. S. respeitedor e muito obrigado.
Recife, 13 de Margo de 1888.
Antonio Pacheco da Motta.
N. 42
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
Soffrendo por espaco de 8 mezes de un rhen-
raatismo agudo, proveniente de molestias reco:
lidas, e nao sendo possivel encontrar remedio
algura para abrigo de minha saude, recorr ao
seu Elixir depurativo vegetal, que iuunediata-
mente outive urna melhora espantosa resultan-
do muito apetite, corpo forte, finalmente boje
acho-me restabelecido m totum; assim pois, pode
V. S. fazer uso deste attestado como lhe con-
vier.
Seu criado e obligado
Recife, 29 de Dezembro de 1887.
Antonio Aquilino Campos.
(Estavam selladas e reconhecidas as firmas.)
(Contina).
Aviso
Alfredo Candido Couceiro, scienifica a to-
dos quantos interessar possa que, nesta data, ad-
mittio seu irmo Francisco de Paula Couceiro
como associado no estabelecimento de joias,
ra do Cabug n. 5 A, qne gyrou sob a firma
Reis & Couceiro, sendo que a nova razo social
ser Couceiro Irmaos.
Uespedida
Manoel de Araujo Cortez e sua familia pela
presteza de sua viagem ao Rio nao pode rara des-
tedir-se das pessoas com quem entretinham re-
acoes de amisade, e fazem por este meio offere-
cendo-lhes seus prestimos no Rio de Janeiro.
V.
Forcas, cores, sangue novo e rico, msculos e
tecidos vigorosos sao as primeirrs manifestaces
sensiveis e visiveis do uso da Emulso de Lan-
man 4 Kemp, depois de um perodo de enfermi-
dade, demacragao, fraqueza e empobrecimento
do sangue.
E' por isto que a Emulso de Lanman & Kemp
considerada como a melbor de todas : na sna
composico entrara os melhores o mais puros
elementos, e o Oleo de Figado de Bacalho-que
forma sua base o mais puro e rico que pode
produzir a Noruega, onde os agentes da casa fa-
bricante fazem a escolha com especial esmero.
Exnerimentai e ficareis convencidos.
Muites vezes til associar a creosote rde
alcatro de faia do eleo de ligado de bacalho
no tratemento das forros do larynge, dos bron-
chios, dos pulmes, e principalmente nasbrochi-
tes chronicas e nos catharros.
Esta associacJo aprsente grandes vantagens,
mesmo na ausencia de doenca e quando se faz
uso somente no fim de fortificar um peito fraco
eu um temperamento dbil.
Estes dous medicamentos encontram-se reuni-
dos rtasCapsulas de Berth creosotadas, de alca-
tro de faia acna-se em dissoluco n'um oleo de
ligado de bacalho particularmente recommen-
davel, visto ser obtido por processos que sao
os nicos que tem merecido a approvacSo da
Academia de Medicina de Paris.
Elixir depura-
tivo vegetal.
Formula de Angelino Jos
dos Santos Andrade
Approvado pela Inspectorio Geral de Hy-
.giene Publica do Rio de Janeiro em 20
de Julho Je 1887.
Este depurativo de grande elficacia as mo-
lestias syphiliticas e impureza do sangue ;' assim
como em todas as molestias das sennoras.
Tem curado radicalmente inuitas pessoas ac-
commettidas da terrivel molestia beriberi.
MODO DE USAR
Os adultos tomaro quitro colheres das de
sopa pela manha e quatro noite. As criancas
de 1 a 5 annos tomaro urna colher pela manila
e outra noite, e os de 5 a 11 annos tomaro
duas colheres pela manh e duas noite. De-
vero tomar banhos fro ou inorno pela manh e
4 noite. H esguardo regular.
Encontra-se venda na drogara dos Srs.
Francisco Manoel da Silva A C., ra do Mrquez de
Olinda n. 23 e pharmacia Oriental ra Estr'-
ta do Rosario n. 3.
O autor deste preparado poae ser procurado
na ra do Haro da Victoria n. 37, onde ser en-
contrado para dar toda e qualqucr explicaco
que for precisa.
N. 40-
Sr. Angelino Jos dos Sanios Andrade.A mi-
go, e senhorTendo urna pessoa em minha casa
que ha muito tempo, ou por outra, cerca de
seis annos soffria de ataques histricos, pela l'al
ta de menstruacio ; soffria de floras brancas, e
aepois do tor sido receiteda por diversos mdi-
cos, um dos quaes me disse que ella acabaria
assim, pelo grande fastio, que tinha mas em vis-
ta das gran'les curas que seu Elixir depurativo
tem feito (o que cu duvidava) resolvi-me lan-
car iuo delle e rom tanta feliridado d(; que o
Advocado
O bacbarel Jaronymo Materno Pereira de Car-
valho mudou seu escriptorio do n. 53 para o n.
85 a ra Duque de Caxias entrada pelo becco d
Congregaco.
--------------?---------------
Collegio de S. Miguel
Ra do viscoiitle de Canaragl^
be n. 53
Aos respeitaveis paes de familias parti-
cipa a directora deste novo estabelecimen-
to de instruccao para o sexo feminino,
que abri/ as aulas no dia 14 de Janeiro
de 1889.
A mesma promette aos paes que lhe
confiarem suas flbas esforcar-se por lhes
dar urna educa9ao primorosa, solida, reli-
giosa e domestica.
A tratar, do Io de Janeiro no proprio
estabelecimento, das 2 da tarde s 7 da
noite.
A directora,
Emilia A. de Mendonca
Aviso
0 abaixo assignado tendo deixado de
fazer parte da extincta firma Reis A Cou-
ceiro, tem a satisfacao de participar ao
corpo commercial desta praja e a todos
os cavalheiros e Exmas. Sras., que sem-
pre o distinguiram com a sua proteccSo e
amisade, que abrh-% brevemente ra do
Cabug n. 11 A, urna nova lo ja de joias,
onde expor o que no genero huver de mais
moderno, de mais rico e de mais artstico
nos centros principaes da Europa, para
onde seguir em breve a escolher o seu
sortimento.
Emquanto n2o vai fazer pessoalmente,
como julga do 6eu dever, recebe desde j
para a Franca, Allemanha, Suissa e Por-
tugal as ordens dos cavalheiros e Exmas.
Sras, do seu conhecimento, que o quei-
ram honrar com as suas encommendas,
para qualquer d'aquelles paizes.
Faz ainda so i ente que, para tudo
que fr concernente a trabalho de ou-
rivesaria, pode desde j ser procurado
na loja indicada, aonde tem um habr-
lissimo artista europeu, quQ mandou vir
expressamente, e que trabalhou durante
muitos annos as acreditadissimas offici-
nas Leitao & Irmlo, de Lisboa.
Nestas condi^es, e com a suajonga
pratica de ourives, acha se suficientemente
habilitado a poder executar com brompti-
dSo e pericia qualquer encommenda, com
que o queiram honrar os seus amigos e
freguezes.
Antonio Augusto da Silva Reis. '
------------*saaes^------------
Institntion Fran^aise de
DemoiseJles
RA BARAO DE* S. BORJA N. 50
As aulas deste collegio acham-se aber-
tas desde o dia 7 de Janeiro de 1889.
A directora,
G. Adour.
Cura importante
Ao Eun. Hr. Dr. Cario* BettenroiurS
O abaixo assignado soflrendo de up
estreitamento da urethra ha mais de seis
annbs, foi operado pelo Sr. Dr. Betten--
court pela electrolyse, sem dor, e, gracao
sua habdidade e manejos delicado,
conseguio ficar bom e radicalmente cura-
do em poucos dias, andando sempre
tratar de seus negocios, pois que o Sr.
Dr. Bettencourt opera sem levar o doente
cama.
Pede desculpa ao Sr. Dr. Bettencourt
se com esta sua publicacao oflnde a sna
modestia.
Gongalo leixeira GuimarSes.
Collegio Amor Divino
Ba da Imperatris n. 32
As aulas deste estabelecimento dedicado a
instruccao das criancas do sexo masculino abrir-
se-ho no dia 7 do crrente.
A directora,
Olympta Afra de Mendonca.
Hippodromo do Campo
Grande
Para directore
Dr. Francisco de Paula C. de Araujo.
Dr. Luiz Antonio Cavalcante.
Capito Joaquim Innocencio Gomes.
Muitos que querem.
Leonor Porto
Ra Larga do Roaarlo n.
2o andar
Contina a executar os mais dif-
ficeis figurinos recebidos de Lon-
dres, Paris, Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeico de costuras,
em brevidhde, modicidade em pre-
cos
e fino gosto.
Lyco Triadelphico
51-P.rA DO H08PICIO-54
A directora d'tstc estabelecimento deeducago
communica aos paes de suas alumnas que as au-
las comegarara a funecionar desde o da lo do
andante.
Contina a receber alumnas internas, semi-in-
ternas e externas, garantindo que empregar os
mesmos esforgos pelo aproveilamento e bem es-
tar de suas alumnas.
Becife, 20 de Janeiro de 1889.
A directora,
Francisca Teixeira de Mello.
m
EDITAES
mais factos
mais alto do que as
a razao do proloquio
resultado n
na pri1
ataqui
tro con:
urna p
rar muito,
fa que prinoipiou
a tomar,
dou um
rilo des
Factos e
Os factos fallam
palavras e isso
latino Res non verba(contra factos nSo
ha argumentos).
Eis a prova :
Illm. Sr. J. Alvares de Souza Soares.
Convencido por urna brilhante cura ope-
rada em minha mulher, que havia onze
mezes estava soflrendo de urna bronchite
impertinente e do peior carcter, de que
o Peitoral de Cambar, composijao de V.
S., se pode considerar o mehor e o mais
seguro especifico at hoje conhecido para
combater as molestias dos orgSos re?pira-
torios, apresso-me, a bem da humanidade
softredora, a attestar-lhe o facto occorrido
em minha casa, afim de tornar mais co-
nhecido, se isso possivel, o seu excellen-
te Peitoral dc^ Cambar, que considero
urna descoberta de magna importancia
para a cura de taes molestias.
Minha mulher acha-se perfeitamente
/estabelecida de sua grave enfermidade,
com uso de quatro vidros de Peitoral de
('ambara, tendo antes experimentado,sem-
pre inultimete, talvez cinecenta remedios
diversos.-f Sou, etc.
* Joaquim Soares Gomes.
(Vice-consul de Portugal, Franja e In-
glaterra, em Paranagu.)
nspertorla eMpecial da ierra e co-
lonlaco de Pernambuco, em C9
de Janeiro de 1889.
Faz publico para conhecimento dos interessa-
dos, o edital abaixo transcripto, pelo qual se v-3
achar-se esta inspectora autrisda a receber os
pedidos para inlroducco de immigrantes n'esta
provincia.
Inspectora geral das trras e colonisaso:
0 inspector geral faz publico para conheci-
mento dos interessados, que d'ora em diante de-
vem ser dirigidos a esta inspectora geral ou s
inspectoras especiaes as provincias os pedidos
de immigrantes para o servico da lavoura, os
quaes compete-lhe satisfazer proporco que fo-
rem chegando os inmigrantes, coniorme as pro-
videncias tomadas por S. Exc. o Sr. ministro da
agricultura.
Em seus pedidos devem os Srs. proprietarios
declarar, alm do numero, a nacionalidade dos
immigrantes que nreferem, as vantagens que
Ins offerecem, a denominaco e o nome da lo-
calidade mais proxna para onde devem ser en-
viados.
F. de B. Accioli de Vasconcellos.
3* secfSo.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 7 de Janeiro de 1889.
Fao publico, de ordem do Exm. Sr.
Dr. presidente da provincia, que se acha
aberta a concurrencia para o emprestimo
externo de 8,600:0O0|J (oito mil e seis-
centos contos de ris), autorsado pela lei
provincial n. 1,927 de 15 de Novembro
rindo, com o praso de quarenta e cinco
dias, a contar da data da primeira publi-
cacao do presente, para o recebiment
das respectivas propostas, que sero apre-
sentadas nesta secretaria, em cartas fecha-
das.
Estas serSo abertas pelo mesmo Exm.
Sr. s 12 horas do dia, em qt*e expirar o
praso fixado, com os proponentes presentes
Nos termos da referida lei, o emprestimo
ser de quantia que produsa a predita impor-
tancia de 8,600:000)J (oito mil e seiscen-
tos contos de ris) liquida, a ser applicada
ao resgate da divida da provincia, funda-
da em apolices de juros annoaes de 7 i
(sete por cento), com excepcSo daqueHas
que tenham sido emittidas por empresti-
mos a companhias ou a particulares, como
auxilio agrcola ou industrial, bem come
para liquidacSe. dos exercicios de 1886 a
1887 e 1887 a"l888.
A taxa da emissao nao ser inferior a
92 (noventa e dous) livre de commissSo
e o juro nSo exceder de 5 [0 (cinco por
cento) alm da quota de amortisajSo, que
nao ser superior a 1 % (um por cento),
sendo esta e aquelle sansfeitos semestral-
mente.
O secretario interino, Manoel Joaquim
Sveira.
Antonio Flix Pereira, colletor das rendas ge-*
raes de Palmares, em virtude da lei, etc.
Fago saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem, que segundo o disposto
no art. 29 do regulamento a que se refere o de-
creto n. 9870 de 22 de Fevereiro de 1888, a co-
branca do imposto de industrias e profisse3
sera realsada no mez de Fevereiro de cada
anno, se o imposto nao exceder de 50*000, e em
duas prestaecs iguaes nos mezes de Fevereiro
e Agosto, se exceder aquella quantia.
Que os contribuintes que nao pagarem o im-
posto nos prazos acuna, ncorrero na multa de
10 0/0, a qual ser elevada a 15 0/0, se o deve-
dor no realisar o pagamento at 20 de Junio
do semestre addicional do respectivo exercicie-
E para que ehegue ao conhecimento de todos
mandei lavrar o presente, que ser affixado nos
lugares mais pblicos, e vai por mim assignado.
Collectoria de Palmares, 20 de Janeiro d 1889.
O collector,
Antonio Flix Pereira.
Este importante preparada vende-se nSo
s, em casa dos agentes Francisco Manoel
da Silva A C, ra Mrquez de Olinda
tino tambem, em m
macias e drogara a<
seo.
DECLRALES
Veneravel irmaiidade do SS.
Sacramento da freguezia
de S. Jos
Ecn cumprim liben
dora, convido a s n
se reunirom em o n
da ta
conh<
L
,
-.






Diario
s wwmm
Para
a
i.
21.a corrida que dever ter lugar
Domingo 10 do corrente
Aninaes da provincia
2005 que ainda nao
505000 ao se-
3.
4.
5.
6.
8.
ao
PAREO Consolaoo 850 metros.
tenham ganho premios- Premios
gundo e 20<5>000 ao terceiro.
PAREO1. de Jalho1.100 metros. Animaes de menos de meio sangue.
Premio : 3005000 ao primeiro, 60tJ000 ao segundo e 30*000 ao terceiro.
PAREOOerfoy Club de Peraambnro- 1.000 metros. Animaes da
provincia que nao tenham ganho premio este auno n'esta ou maior
distancia. Premios: 2505000 ao primeiro, 60-5000 ao segundo e 255000
ao terceiro.
PAREOProgresso1-400 metros. Animaes naciono.es at meio sangue
Premios: 3005000 ao primeiro, 805000 ao segundo e 305000
ao terceiro.
PAREOPrado Pernambucano1.700 metros. Animaes de qualquer
paiz. Premios: 6005000 ao primeiro, 1205000 ao segundo e 605000
terceiro.
PAREO Destresa1.200 metros. Animaes da provincia. Premios: 2505000
ao primeiro, 605000 ao segundo e 255000 ao terceiro.
PAREO Reeife 1.200 metros. Eguas at puro sangue. Premios : 3505000
ao primeiro, 705000 ao segundo e 255000 ao terceiro.
PAREOAnlntaclo800 metros. Pequiras da provincia at um metro e
30 de altura. Premios: 1505000 ao primeiro 355000 ao segundo e
155000 ao terceiro..
Observad-oes ,
Nenhum pareo se realisar sem que se inscrevam animaes de tres proprieta-
rios .differentes.
Para qualquer pareo s serao acceitas as 15 primeiras propostas abertas.
A inseripcao encerrar-se-ha na secretaria do Prado no dia 5 de Fevereiro
6 horas da tarde.
Reeife, 31 do Janeiro de 1880.
0 SECRETARIO.
Francisco de Souza Re.
Pacific Steajn Navigation
Company
STRATTSOFMAGELLAN LINE
O paquete Potosi
Espera-se da Europa at o dia
10 do corrente e seguir depois
jda demora do costume para Val-
riso por
Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com os
AGENTES
de PernambucoTerc,a-feira 5 de Fevereiro de
9
Bahia, Rio
Wilson, Sons & L Limited
14RA DO COMMERCIO14
Leilo
as
Associacao Modico-Pharma-
centico Pernambucano
De ordem do Illm. Sr. Dr. presidente, convido
aos Illm?. Srs. membros desta associacito para
comprerercm na sede social no da 7 ao cor-
rente, ahora do costume, afitn de se dar comeco
aos traba'.hos da mesraa assodaro no corrente
anno.
Secretaria da Associacao M. P. Pernambucano.
em 5 de Fevereiro de 1889.
O 1 secretario.
________Dr. Jos de M. Curio
Lnha da Torre
Km correspondencia rom a liiiha da
Magdalena
Ida Carros da linha da Magdalena (Volta
5.00 5.24
15*4 5.39 6.01
6.28 623 8.48
7.07 7.07 7.
7.40 7.40 7.::7
8.13 8.13 8.30
8.46 8.46 9.03
9.24 i l 9.41
10.OH 10 03 10.45
H".S6 . 11.31 11.53
11.20 12.15 12.37
- 1.04 12 59 1.21
1.48 1-43 2.05
2.32 227 r.M
3,10 311 3.33
TSS 3.88 4.12
4.28 4.28 445
5.01 ' 5.01 5.18
5.34 5.34 8 :;t
i..n; 6.07 624
0.40 6.40 6 57
.02 7-57 8.19
' 4.40 8.41 9.03
9.30 9.25 9.47
10 14 , 10.(9 10.31
Recite-. de Fevereiro de 1889.
Carlos Alberto de Meneze*,
Gerente. _,. .,,.. ......._ ,. ......... ^
ente de Soccorro de Fernam-
buco
1499? 16775 16915 17049 17190 17304
1681b 16777 16917 17051 17201 1730C
15861 16791 16918 17057 17207 1730
16817 16797 16922 17058 17212 1730
15924 16801 16931 17060 17215 1731C
15926 16804 17939 17061 17216 17311
15923 16808 16940 17062 17221 17313
15961 16810 16945 17066 17228 17317
16027 16812 16947 17068 17232 17318
16302 16821 17952 17070 17233 1731S
16444 16838 16953 lVc82 17239 17321
16453 16841 16954 17090 17240 1732C
16458 16842 16972 17091 17254 17322
16691. 16845 16979 17092 17255 17323
1669 16850 16982 17099 17264 17324
16700 16365 16984 17102 17269 17325
16703 116*57 16985 17112 17270 17327
16706 l858 16987 17113 17271 17328
16708 16862 1G992 17114 17272 17331
16713 16865 17008 17117 17279 17332
16715 16878 17018 17131 17280 17336
16717 16875 17026 17139 17283 1,7338
16720 16878 11031 17141 17284 17342
16728 16882 17032 17156 17287 17343
16744 16883 17033 1716; 17299 17344
16745 16888 16036 17164 17280 17346
16747 16893 17037 17166 17292 17350
1674 16895 17040 17167 17293 17352
16750 16898 17041 17168 17294 17353
16753 16899 17042 17169 17295 17354
16758 16907 17043 17180 17296 17355
16763 16909 17045 17185 17297 17363
16764 16911 17047 17188 17303 17368
Janeiro de 1889.
Xte D. Ferreira Coelho,
Gerente.
Joizo de direito da prove do-
de capel las e residuos
4o Illm. Sr. Dr. juiz de direito pro-
pias e residuos Francisco Domn
faco publico que" as au-
nas quar-
taf-feira- lugar do eos-
tome ; bem c seo Dr. juiz de di-
de ra Rio ti raneo n.
127. i despacha; Ai* 10 horas da manha 2 da
.<;rador n. 59.
1889.
escrivao,
j^B da Veiga Pessoa.
Secretaria da Instrucc^oPu-
blica, 26 de Janeiro de
1889.
Fago saber a quero hteressar possa, de ordem
do >. Dr. inspector geral da in*truccAo piblica,
que podein ser procuradas nesta repartirao as
cadernetas da Caixa Econmica Escolar da 3*
eadeira do sexo masculino da freguezia de San-
to .Antonio, recolbidas pelo ex-professor Fran-
cisco da Silva Miranda, constantes da relaco
infra.
Relaco das ca'iernetas da Caixa Econmica Es-
colar da 3 endeira do sexo masculino da fre-
guezia de Santo Amonio, ainda nto reclama-
das.
1879 S. 2.021 Joo Gomes Pe-
rara da Silva, fainas 38
K. 3.774 Manoel Pedro
Alexandrino de Lima,
dita 68
1880 K. 2.011 Joo Baptista
Lopes de Castro, dita 48
N. 2.012. Alfredo Proco-
pio Lopes de Lastro, dita
49
1881 N. 2.084 TheotenioAgri-
pino dos Santos, dita lu
N. 3.516 Gustavo de Sou-
za Lopes, dita 17 #
N. 3-517 Joto de Seuza
Lopes, dita 18
N. 3-510 Martiniairo Joa-
quim de Mello, dita 21
N. 3.805 Joo Silverio da
Costa 01iveira,tlita 30
N. 4.638 Manoel Soares
Monteiro, dita 45
N. 4640 Lupicinio Fer-
nando da Silva, dita 47
1882 N. 5.021 Victorino Duar-
te Pereira Lima, dita 8
N. 2.388 Capitalino Tho-
m Baptista, dita 16
N. 4-641 Manoel Candido
Ferreira da Silva, dita 19
N. 4.647 Alexaadrioo
Tavares, dita 3$ -i
N. 5.029 ArthurFerreira
Soares, dita 34
N*. 5-311 Raymnndo Al-
ves de Souza, dita 42
1883 N. 5-312 Luiz de Franca
Soares (ou Souza.) dita
31
N 6.183 Alvaro de Ol
veira Colas, dita V
N. 4.6*2 Joao dos Santos
Pereira Braga, dita 57
1884 N. 6.371 Joaquim de Sou-
za Pinto, dia 12 ,
N. 5.6:6 Manoel Silverio
de Miranda, dita 20
N. 7.145 Amaro .oao de
Alencar. ditaJ7
N. 8.196 Rosa de Lima
dos Passos BarbosaJ dita
42
1883 N. 5.618 Carlos llenrique
Soares, dita 41
N. 5.975 Affonso Dantas
Teixeira, dita 38
Fracriies
100
160
,14000
1*000
3*000
3*000
10*000
600 SOOO
600
520
400
100
140
5*000
105000
16*000
2*C00
15000
95000
175000
11*000
:OMP.t.Mll4 HKRVtUHI t'A.Vt
DE
Xavegaeo costelra por vapor
PORTOS DO NORTE
Parhyba, Natal, Maco, Mostoso, Araca-
ty e Cear
O vapor Pirapama
Commandante Carvalho
Segu no dia 5 do corrente s 5
horas da tarde. Recebe cargajat o
dia 4.
Encommendas, passagens e dinheiros frete,
at as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucano
n. 12
CHARGEURS REUNS
Francesa
a vapor
o Havre, Lisboa,
Rio de Janeiro e
Companhia
DE
IVavegaco
Linha quinzenal entre
Pernambuco, Bahia,
Santos.
O VAPOR
Ville de Pernambuco
Commandante Sebire
E'esperado da Europa at o dia 8
de Fevereiro. seguindo depois da in-
dispensavel demora para a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desto linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer reclamaco concernonte a volumes que
porventura tenham seguido para os portos do
sul afim de se poder dar a tempo as provi-
dencias necessarias.
Expirado o referido prazo a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com o
Augusto
9-RA DO COMMERCIO9
Labille
500 75000
740
560
840
309
630
500
400
800
780
8*700
1*000
3*000
11*000
2*000
1*000
4*000
4*000
6*000
1*000
3*000
4*000
Companhia Brasil eir de
Navegado a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Maranho
Commandante o eapitao de fragata Pedro
Hyppolyto Duarte
E' esperado dos portos do sul at o
dia 7 de Fevereiro e seguindo depois
l.i demora indispensavel para os
portos do norte at Mantts.
As encommendas sao recebidas na agencia
at 1 hora da tarde do dia da sabida.
Para carga, encommendas, passagens e valo-
res trata-se com os
AGENTES
PORTOS DO SUL
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira d Silva
E' esperado dos portos do norte at
o dia 13 de Fevereiro e depois da de-
mora indispensavel seguir para os
portos do sul.
Recebe tambem carpa para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas. Porto Alegre e Rio Grande do
Sul, frete mdico
As encommendas s sero recebidas na agen-
cia at 1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, passagens, encommendas e valo-
res trata-se com os AGENTES.
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Commercio==S
1 andar"M
Rojal Mail Steam Packet
Companhia
O vapor Tagus
Commandante P. Rowell
E' esperado do sul no dia 5 de Fe-
vereiro e seguindo depois da demora
'necessaria para
Reeife, 21 de Janeiro Je 1889.
. Francisco 4a Silta Miranda.
de vida-
Os pretendentes devein apresentar-se
mente habilitados.
O secretario;
Pergentmo iiaraiva de Araujo Galvao.
Thesouraria de Fazenda
De ordem do Illm Sr. inspector, faco publico
que tica marcado o prazo de. cinco dias para os
baixo assignados virem assignar na seceo do
contencioso desta reparticao os respectivos ter-
mos dos coptractos que fizeram, a saber: os dous
primeiros para o fornecnnenio de medicamentos
e o 3- para o de cobertores de la para o presidio
de Fernando de Noronha, e os dous ltimos para
o de artigos para o Abetal de Guerra no semes
tre de Janeiro a Junbo dcste anno.
Bartholomen A C
Jos de Azevedo Maia e Silva Jnior.
Rodrigo Carvalho da (unha.
Joo WaKredo de Mednro^
Maia e Si)va A C.
Reeife, 1 de Fevereiro de 1889.
O secretario,
Dr. Antonio .'ot e Sant'Anna.
MARTIMOS
Lisboa, vlgo. SouthamptOB e
Antuerpia
Reauccao de passagens
Ida Ida e volta
A' Lisboa 1* classe 20 t 30
A' Southampton classe t 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, encommendas, trata-se
com os
Amorim Irmos & C.
N. 3Ra do Bom JessN. 3
Para o Porto
Segu com brevidade a barca portugueza Novo
Silencio. Para carga trata-se com os consigna-
tarios Baltar Oliveira & C, ra do Vigario n. 1,
1" andar.
-
-
LEILOES
Terca-feira, 5 de Fevereiro, o
dejinho' escaleres e outt-riggers
Ponte-Velha, armazem n. 14.
de madeira
na ra da
Leilo
United States and Brazil
M. S. S. C. J.
O vapor Allianca
E' esperado dos portos do
at o dia 7 de Feve-
reiro o qual depois da de
mora necessaria seguir
para a
Baha. Rio de Janeiro e Santos
Para car?.' ns, encommendas e di-
nfacoroa frete : trata-se com os AGENTES.
Henry Forster & C.
8Rta do Comnercio8
V ac lar
De grande variedade de mercadorias para
fechamento de contas
Constando:
De 139 pe^as de roupa para mascaras, pegas
de la, esguio atoalhauos, casinetas para caucas,
toalhs e diversas fazendas em retalho, queijos
inglezes. manteiga em latas, vinho Bordeaux e
Madeira, cognac, leite condensado, dito fresco
era lata, agua mineral de SeJtz, jarros, bucas,
vid ros. movis e muitos outros objectos exisen-
tesi no armazem a ra do Mrquez de linda
n. 48.
Terea-felra 1 de Fevereiro
A's 11 horas %
POR INTERVENCO DO AGENTE
^TUsino
De taboas, pranchoes e barrotes de pinbo de
resina
em Lotes a vontade dos compradores
Terea-felra, 5 de Fevereiro
A's 11 horas
Por interv^necto do agente
Pinto
No armazem da ra da Ponte-Velha n. 14
Em continuac.ao
Leilo
perfeitos, com to-
todos seus per-
De 3 excellentes escaleres,
dos seus pertences.
2 outt-nggers, perfeitos, com
tences.
Leilo
vidros
O abaixo assignado declara ao publico que
comprou ao Sr. Gunherme Gomes Pinto o esta-
betecimento de retinara sito a ra larga do Rosa-1
rio n. 3, que' gyrava sob a firma de Gomes
Ferreira, em virtude do que visa ao respeitavel
publico para, no caso de? que alguem se -julgue
com direito posse de dita transaeco, o faca
no prazo de tres das, a contar desta data.
Reeife, 5 de Fevereiro de 1889.
Francisco Genuino Correia.
Na ra do Progresso n. 14, lava-se e en-
gomma-se por prego mdico.
Ao Sr. Angeo Tavares pede-se que venna
buscar as suas cautelas, que nao chegam para
pagar suas letras.
Deseja se
fallar com o Sr. Manol
Araujo Saldanba, no Paco da Patria n. 5.
F. de
Caixeiro
Preeisa-se de um caixeiro com pratica de mo-
Ihados ; a tratar na ra da Aurora n. 113.
D muitos bons movis, fcrystaes,
e espelhos
Quarta-feira, 6 do corrente
A's 11 horas
>o 1" andar do obrado ra do
Imperador n. ro
O agente Stepple competentemente- autorisa-
do pelo Illm. Sr. Dr. Manoel Felippc de Souza
Lefio, que retirase para o sul do imperio com
sua Exma. familia no vapor de 9 do corrente,
levara a leilao'os movis seguintcs, todos novos
i: de |iouco uso :
lima mobilia preta com frisos brancos. 12 ca-
deiras de guarmeao.editas de bracos, 2 ditas
de batanen, 2 consolos com pedVas, 1 sof. 1 es-
[ii-lho gr.inde oral e dourauo, jarros, porta-flo-
res de metal, cortinados novos, snelas, forro
de sala esleir nova), tapetes grandes epe-
quenot
No gabinete um importante piano c forte, ea-
deira para o mesnio, 1 relogio|com 8 pecas de
msica, 1 porta-ohapeos de sol (madeira), 6 ca-
deirae do guarni.'fio. 2 ditas de braros. 1 sof,
quadios. 1 rica almofada toda forrada de seda,
1 cama nova de Jacaranda para casal, 1 rico toi-
lette de Jacaranda com nedra e cspelho. 1 por-
ta-licor para toilette, 1 bidet com pedia, 1 lava-
torio com pedra e espelho e pertences para o
mesmo, 1 colxao de macella, guarda vestidos
com gavetas, mesa elstica de 5 taboas. 1 guar-
da-comida, 1 guarda-louca, qnartinheira. 12 ca-
deiras de junco novas, 1 sof, 2 cadeiras de
bracos, quadros. loncn para jantar e almogo,.
copos, clices, resfriadeiras e outros muitos mo-
vis que estenio vista dos Srs. licitantes.
Leilo
de diversas mobilias de junco, novas com tampo
de pedras. sofs, cadeiras de braco, dita de ba-
taneo, esiiicguicadeiras tudo de junco e n va.
mobilias. de Jacaranda, pianos, espelhos, ca-
mas, mrquezcs, guarda- loucas, guarda-vesti-
dos, queijos inglezes, cognac, vinhos. licores,
leite condensado, dito puro em lata, loucas, vi-
dros, miudezas e diversas fazendas.
Quarta-feira do eorrente
A's 11 horas
No armazem ra Mrquez de Olintla
n. 48
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gusmao
Criada
Na ra da Umo n. 27, precisa se de urna
criada para cuidar de duas criancas, de 5 e 3
annos de idade e que saiba engommar, prefere-se
idosa.
Cosinheira
Precisa se de urna ama que cosinhc bem ; no
terceiro andar do predio n. 42 da ra Duque de
Caxias, por cima da typograpbia do Diario.
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, nr-
pe-8e a leccionar em collegios e casas particu-
lares as seguintes materias : Portuguez, Fran-
cez, Msica e Piano ; a tratar na ra Visconde
deAIbuquerque n. 20. _____
Feitor
Precisa-se de um feitor para .todo servico de
um sitio e que seja hbil em plantacoes e corte
de capim : a tratar na ra Pedro Affonso n. 58,
mitiga da Praia.
Professora
Urna senhora competentemente habilitada, com
pratica de 11 anuos de proflsso, apresentando
diversos attestados de bom methodo e comporta-
ment, oerece-se para leccionar em casas par-
ticulares, na cidade ou em seus arrabaldes as se-
guintes materias : Portuguez, Francez, Italiano.
Geograpbia, Piano, trabalhos de agulha, etc.; a
tratar ra Visconde de Goyanna n. 69 ou em
casa doRegulauor da Manohara larga de
Rosario n. 9.
AVISO
Cosinheira
Precisase de urna ama para cosinhar ;. a tra-
tar na.ra do Livramento u. 1.
Empieza Minerva
De ordem da directora desta empreza declaro
aos socios atrasados as mentalidades que se
nao se puzerera quites no prazo de 30 dias sero
punidos com a pena que a assembla geral de 3
de Margo prximo achar mais acertada Aos
socios eliminados a empreza s indemtiisar as
segundas-feirasO secretario,
S. Leite.
Boa acqnisieao
Vndese a taverna do becco do Pocinho n.
24, bem localisada. retalba sotrrivelmente, e tem
accommodago para familia ; a tratar na mesma
ou ra da Palma n. 71, taverna.
Ac
> commercio e ao
public
o
Agente Burlamaqui
Leilo
Na easa
D
Quinta-feira 6 do corrente
A ^ 11 horas
tarrea n. 14 no pateo do Carmo
e mayis em bom estado
O agente cima levar a leilo por conta c or
dem de Auna Joaquina Ferreira de Souza que
se retira para a provincia de Sergipe, os seguin-
tes movis: 1 mobilia de Jacaranda completa,
tres espelhos domados sendo um oval, 1 bonita
cama de peti, commoda, lavatorio, cadeiras,
jarros, tapetes, cortinados, trem de cosinha,
guarda comida e muitos outros artigos que esta-
ro a vista dos Srs, licitantes. ______
Leilo
Delivros de direito e litte-
ratura
liiinta-feira. 9 do eorrente
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem da ra M.rqwzdeOlinda n. 52
LEILO
de dividas na importancia de 18:838^290
Quinta-feira 7 do corrente
A's 11 horas
\o armazem ra do Impera-
dor n.39
O agente Stepple por mandado
Sr. Dr. juiz
e assistencia
doExin. Sr. Dr.'juiz" de direito dos feitos 'da
fazenda, a requenmento do Dr. Jos A>. Rodri-
gues Lima, inventariante dos bens deixados pe
la tinada Aona Honorata Carneiro da Cunha,
levara a leilo as dividas em ledras na impor-
tancia de 16:8385280.
Os abaixo assignados cientficam ao corno
conimercial que hesta d;,t compraran] ao Sr.
Manoel Cordeiro do Reg Pontee, o estabeleci-
de molhados silo ra Duque de Caxias n. 22,
livre e desembaracado de qualquer onus.
Reeife. 5 de Fevereiro de 1889.
Teixeira Miranda.
Ao commercio
O abaixo assignado declara ao corno com-
inereial desta praga que tiesta data vendeu o seu
estabelecimento de molhados sito .ra Duque
de Caxias n. 22, livre e desembaracado de qual-
quer onus. Quem se julgar credor queira apre-
sentar suas contas para serem conferidas e pa-
gas.
Reeife, 5 de Fevereiro de 1889.
Manoel Cordeiro do Reg Pontes.
Ao commercio i
Os abaixo assignados pelo presente declaram
que nesta data venderara aos Srs Joao Martins
& C. o estabelecimento de molhados sito ra
de Paulino Cmara n. livre e desembaracado
de todo e qualquer onus ; e se alguem se julgar
com direito de protestar, queira fazel-o no prazo
de tres dias, a contar desta data Reeife. 5 de
Fevereiro de 1889.
Ferreira Costa & C.
A o commercio
Os abaixo ssignados pelo prespnte declaram
ao respeitavel corpo commercial desta praca,
que nesta data compraram aos Sis. Ferreira
Costa & C, o estabelecimento de molhados sito
ra de Paulino Cmara n. 44, livre e desem-
baracado de todo c qualquer onus. Se alguem
se julgar com direito a oppr qualquer embara-
go, queira fazel-o no prazo de tres dias, a con
tar desta data. Reeife, 5 de Fevereiro de 1889.
Joo Martins A C.
Aluga-se a casa da ra do Paysand n. com
bons commodos, gaz, agua e jardim ; as chaves
e a tratar na ra do Bispo n. 6.
A's maes de familias
QUERIS VOSSOS FILHOS SEMPRE SADIOS ?
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Plalas Verniipiirgalivas
DO DR. CALASANS
ptimas preparares de mastraz
e rhuibarbo, para a expulsao completa, sem
dores nern incommodo, dos vermes l
intestinos ou lombrigas
(DAS CREABAS E DOS ADULTOS)
SEIS AXKOS DE SUCCESSO
Estas excellentes preparacoes nao ne-
cessitam de purgativos como auxiliares,
visto serem purgativas por si mesmas.
As pessoas que tem vermes sentem c-
licas, tem constantemente diarrhas, indis-
posicao, sensacao de corpos que se movem
nos intestinos, endurecimento do ventre, e
s vezes, vmitos. Pangem os dentes, quan-
do dormem, algumas e pessoas expellem
vermes com as fezes ou cora as materias
dos vmitos. As criancas apresentam as
pupillas dilatadas e inapetencia.
As pilulas levam impresso o nome do
DR. CALASANS e s2o cor de rosa.
1 caixa de pilulas 15200
1 vidro de varope 15200
AS PRINC1PAES DROGARAS E
. PHARMACIAS
Tf++***V+**9**$***:fl
Adotpho Almeida Guedes Alcoforado avisa ao
publico e espeeialmente ao corpo commercial
dest i praca que. por conveniencia commercial,
assignar-se-ha d'ora em diante Adolpno Jardim
Guedes Alcoforado. Reeife, 4 de Fevereiro de
1889.
nw im f-RANCA, na AMERICA,
HE&PiNHA.r.o BRAZIL,
onda tj tutor los oeia Junta de Hyg'ene !
fttedicac.o Eoara:iva c IZ- i
constiuiit-j llanda todas r.-ciliilndet
para se irct&rs, por pre0 iar:;to, el
ae -"urar cm pouco lemjio.
E". ;
o humores,
ciado gin.- occas!na:;i <'Cous.;rvam as |
molesUac; parlflea o saugue e iupeda |
,1-: roeatatdos.
:.iyi(auenU! 2
i, bil.-., liu 3CS vi- -
i
^cMldos
Ittenco
Agente Britto
Leilo
Da
casa
de
estreita do
bilhar da ra
Rosario n. 45
Conala mo t
De um bilhar e seo pertences, 1 grande can-
dieiro belga, 6 quadros. 4 espelhos. 2 guarda-
loucas de amarello, 1 quartinheiro. Ijardineira
com pedra, 1 aparador de columna. 1 toilet
com pedra, cafoides, 1 meia commoda de ama-
relio, 1 relogio de parado, bancas, mochos, 1
marquezo, camas de lona, 1 repartimento de
madeira, urna grande quantidade de bebidas
outros muitos movis.
Quinta-feira 9 do corrate
A's 11 horas
Na loja do sobrado n: 46 ra estreita do
Rosario
O argente Martins autorisado pelo Sr. Ricardo
de Almeida far leilo da referida casa de bi-
lhar e seus pertenees. em um ou mais lotes, con-
forme convier aos compradores.
I
o
Tendo desapparecido liontem. do hotel do
abaixo assignado, um cavallo cardao, castrado,
pequeo, carnudo, corredor, rogase a quem o
tiver, o favor de leval-o ou annunciar por este
jornal, que ser gratificado. Magdalena, 4 de
Fevereiro de 1889.
Flix Cypriano da Silva Teixeira.
Ensino particular
O professor Jeaquin.Elias de Albuquerque
Reg Baos, ra da Conceiclo n. 27, ensina,
quer ou nao, pelas casas, as seguintes materias,
depois das 3 horas da tarde : portuguez, iatim,
aritbmetica, geograpbia, historia e geometra.
Aluga-se
a casa da ra Coronel Suassuna n. 150; a tratar
na ra Marcilio Dias n. 106.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
lbos, junio de S. Goncllo ; a tratar na ra da
Imperatnz n. 56. _______ _______
Aluga-se o pavimento terreo do sobrado n.
46 ra da Roda, estando o mesmo raiado,'pin-
tado e todo ladrilnato de novo, contrndo 1 sala.
2 quartos e cosinha ; a tratar na ra do Cabug
n. 16. loja.
Leilo
De
maia
ios,
pa-
aaeiras
retaras, conimodan
is, 1 guar
quartinhi
de junco, carleias. camas trancezas, espelhos,
balanzas titeiros, jarros, bebidas, miudeas.e
outros artigos que se vender ao correr do mar-
tello.
Terea-felra. ft 4o correte
1 1/2 HUKA
na VlM*a a, a
Alujase o 2 andar n. 39 ra do mpe
rador chaves no armazem p. 41.
Ai i addar do sobrado n. 3 ra
das Flores ; a tratar na ra da Unio n. 3.
Precisa-si' de una ama que cosmbe, lave e
engomme. para um homem so : a tratar na ra
de ilortas n. 76.
l'ede se te Sr. Francisco Raposo Falcao
3ue veiilia pagar ou restituir os movis, pois
ata de muito tempo, desde que o senhor foi em-
do a primeira vez no commtrcio.
-situados declaram ao corno com-
mercial, que venderam ao Sr. Francisco Genuino
t orreia o estaneleeimento derefinaria, sito
na larga do Rosario n. 3, que gira sob a firma
de Gomes & Ferreira: declaram mai.s que dito
estabeiecimento se adra livre e desembaracado
de todo e qualquer onus, tanto commercial como
de imoostos a Cazen
Quem se julgar credor aprsente auas contas
no prazo de 3 das, a contar desta data
eiro de 1889.
Gomes < Fnretra.
Para oDerbj
Carlos Sinden receben grande sortimen
to de gravata e camisas de cores proprias
para os amadores do Prado e est venden-
do por precos sem competencia.
Receben tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos novos.
48roa barZo da victoria48
4 HiflB, u arios segunik) aidade.eon-1
m uspcdtltDCDtC aos iVtoiestia |
CTalctJi.
Extracto concentrada dos Seme-
dios lquidos poUcuila ^ubsUtull-os.
ptra as pessoas que Uwreni repu-j
Tianc;a para os i)ir--antes lquidos.
So inlalUvcis contra : Asthma. I
Vatarrlirt. Gata, KUeumntiKino, |
TuitutrfH, l'leeniM, Parta >U>
apiiettc.FeOreK, Vongruteit, 91o- (
lestiiiH ti t'ijtxln, Jmpigrns, I
Veniiotlriiles. .'lori>i>a-tntt, etc.
qual([U'-r p.-tiiui ^ijne hia tmT tnJtTefoda j
Phcia COTTIN. gcaro do sr. Lt Roy
Ra do Seinf. 51, PARS
D^l-OPITO EM TODAS AS PHARMACIAS
?*g********3*aR
t
FABRICA
DE VIDROS
193 Roa rt'Aurora 193
Expoe venda em grosso
e a retalho os productos d
seu fabrico: sendo
Copos com e sem p, ditos
com aza para cerveja, cli-
ces, globos, chamins, frascos
para botica etc. etc.
Precos sem competencia
Acces entre amigos
A de urna caleca fechada, com dous cavados
e um bom par de arreios, que devia correr conri
a ultima lotera do Grao Para no mez de Janeiro,
tica transferida para a ultima de Fevereiro.
Carolos de algodo
Compra-se carocos de algodao ensaccados, en-
tregues nos armazens, la j\pt Barao.do Trium-
pho ns. 10, 12 e 14jt-p7eso ere 380 ris por 1S
tilos. ^r
Criado
de um criado ; na ra da Aurora
I. Tkerea J. d osla >omieiru
Antonio Baptista Nogueira (ausente) e D. Ca -
rolina de Almeida Noimeira convidam aos seu-
paren tes e amigos para assistirem as misss que
por alma de sua estremecida esposa e ora, D
Thereza J. da Costa Nogueira, mandara, rezar na
ordem terceira de S. Francisco, s 7 1/2 hora.-
da manha de 6 do corrente, 2- anniversario de
seu infausto passamento, confessando-se desde
ja gratos a todos aquelles que comparecerenrr
esse acto de religi.ao e caridade.
t
iiisiiuio Beneflceate don noiiiat-k
da tluaiili \aiional
Tendo o Instituto de mandar rezar urna missa
por alma do seu consocio o tenente Bento de
Sbuza Mira, convido pelo presente aos Srs. so-
cios, parentes e amigos do finado para assisti
rem a esse acto que ter lugar na quina-feira
7 do corrente, s 7 1/2 boras da manh, na or-
dem 0a do Carmo.
Secretaria do Instituto, 4 de Fevereiro de 188!>
O Io secretario,
_______________Gaspar Antonio dos Reis.
r
Precisa-J
n. 119.
Precisa-s
uumerol3l
Cosialjeira
ra Velha
TM-
Enedina A asusta Serrano
vasto*
Segundo anniversario
Major Marcolino de Souza Travassos e seus
filhos convidam aos seus parentes e amigos para
assistirem as missas que pelo repouso eterno da
alma de sua idolatrada esposa e maj, Enedina
Augusta Serrano Travassos, mandam celebrar
no dia 7 do corrente, na igreja da Santa Cruzs
is 7 horas da manh. 2 anniversario do sen
passamento, confessando-se desde ja eternamen-
te agradecidos^^_________
t
Adelaide Theodolinda Brito Hm-
quita -
Antonio Botelho Pinto de Mesquita, srus filhfc-
e genro mandam rezar na igreja do Corno :
no dia 6 do corrente, s 8 horas da man
sus por alma du sua prezada esp
gra Adelaide Theodolinda Brito Mtsquit
para este acto de religiSo e carid;
aps prenles e amigos, pelo <\ coa-
fessam aifradecidosl __________
^AIe?alW5toaior#oaaW*i
Manoel Thomaz Gomes de Miran,
vida a(seus parales e amigos par
'-timo dia que n;
alma de sua prend
Perda, sabbad'
I
V-


t

'!

-f~



f
I I
1
i '"

iarip dePrnambucoTera-feira 5 de Fevereiro de 1889
m
PHECO SEM COMPETENCIA
A roa Primeiro de Marco n. 20
Junto
Atoalnado bordado a 1(5200 o metro.
Alpacas indianas a 320 ra. o covado.
Ditas mescladas a 600 rs. o covado.
Ditas lavradas a 500 rs. o covado.
Batistas finas a 140, 200 o 240 rs. o dito.
Brim pardo a 280 e 320 rs. o dito.
Baleias pretas a 260 e cobertas a 500 rs,
a duzia.
Bicos de urna so cor a 25 a pega. *
Bramante trancado a 800 rs. o metro.
Brins de cores para crianca a 260 re. o
covado.
Bicos matisados a 20500 e 3 a peca.
Cumbraias bordada a 4j a peca.
Cachemiras de quadros a 260 o covado.
Cortes de seda para colete a 5)5000.
Ditos de linn em cartao a 7)5000.
Colchas de damasco a 60000 urna.
Cretones de alsace a 360 rs. o covado.
Cambraia arrendada a 460 rs. o dito.
Cachemira da India a 220 rs. o dito.
Chales adamascados a 20500 um.
Cortinado*, bordados a 60000 o par.
Colchas de.cores a 0 e 20500 urna.
Cortes de casinetas a 10500 um.
Chambres a 40500, 50 e 60000 um.
Cortes de setmeta a 60000 um.
Cambraia Victoria a 20900 a peca. A
Camisas allemaes a 360000 a duzia.
Cachemira de duas larguras a 800 rs. o
covado.
Cretones claros a 280 e 320 rs. o dito.
Colchas de fustao a 30500 urna.
Camisas de meia a 10000 urna.
Ceroulas de bramante a 150 a duzia.
Esguiao pardo a 360 e 400 rs. o covado.
Espartilhos couraca a 50000 um.
Entreiaeios bordados a 700, 800 e 900.
Completo 8ortimento d casemira e brins, collarinhos,
os, bolsas, fichs, lencos, leques e muitos outros artigos.
rs.
o covado.
o dito.
do I.ou vre
Fich de malha a 20000 um.
Fustao Branco a 360 e 400 rs.
Dito de cor para roupa a 800
Guarnicao de crochet com matizes.
Gazes de cores a 500 rs. o covado.
Quarda-p para homens a 60000.
Grinalda para aoiva a 80000.
Guarda p para senhoras a 80000.
Leos com barra a 20000 a duzia.
Leque a gra-duqueza a 20000 um.
Lencos brancos a 10200 e 20000 a duzia.
Luvas de seda a 20 e 20OO o par.
Linhos de quadros a 80 rs. o covado.
Las escossezas a 100 rs. o dito.
Linn de cures a 500 rs. o dito.
Merino do cores, duas larguras, a 800 rs.
o dito.
Meias com pintas, para senhoras, a 800 rs.
Madapolao americano a 6-3000 a peca.
Meias para homens a 30600 a duzia.
Extracto Porte-Veine a 10400.
Popelina branca, de seda, a 800 rs. o co-
vado.
Paletots de seda palha a 70500.
Ditos de alpaca pretaa 40OO.
Panno da costa adamascado.
Pacotes de p de arroz a 500 rs.
Percales. fi as a 800 e 220 rs. o covado.
Roupas para barbos salgados.
Regatas de cores a 10000 urna.
Sahidas de baile a 20000 urna.
Suspensorios americanos.
Sargelim de cores a 200 rs. o covado.
Setim de cores a 800 e 900 rs o dito.
Dito do Japao a 240 rs. o dito.
Toalhas para rosto a 30600 a duzia.
Ditas para banho a 10400 urna.
punhos, leos, toni-
fflBBt Wfo 1' i
NAO PERCAES TEMPO !
TOMAI O PEITORAL DE CAMBAR
que o nico remedio ef eaz '
para as molestias do laryuge, brouehios e pu lines !
Com o uso.deste poderoso medicamento debellam -se as tosses as mais imperti-
nentes o rebeldes e tamoem desapparecem as oppressoes, dores do peito e alteracSes
da voz; cessam as expectoraedes sanguinolentas e os oscarros de sangue; em pouco
tempo desonvolve-se o appetite, as forgas perdidas reapparecem, e em urna palavra,
os enfermos sentem urna mudan ea muito notavel e por assim escapam de urna niorte certa.
Examinoi quo a marca da fabrica e a firma do autor J. Alvares de S. Soares
se achem nos rtulos que circulara a rolha e gargalo de cada frasco, como garanta
contra as umitas falsificacSes e imitacoes que por toda a parte apparecem.
Agentes n'esta provincia
FRANCISCO MANUEL DA SILYA & C.
Ra Mrquez de Olinda n. 23
Precos: 20500 rs. o frasco, 130000 meia duzia e 240000 a duzia.
MiJlliHiBiliE
(wnniiil r" ta mais de 30 Ahbu pelos aiulliurcs Mdicos de pars, cara o
Caarro BuimoH Imlaaom smto. das Vuu munoi e da *
Uemelidc, pa/ InitttttHl U Un"' Impsns 0a Brarll.
CAPSULAS de SNDALO CITRIX;
de S.-Vl,Xe.3.SO
Pnparagto siguana aftloas oantr a*
MOLESTIAS 8EORBT,
t q%t mi famosas Capsulas ini(wrMmiif rewumtmessIasUsm asta*
tima alza loorn lMtrnctt completo'pan traiaratalo) oara rtraimanta dtra 4a nu anuas.
Mr asm, nonn te V: em UVCHPOOL. Brj.U LKnrHKK te trizan, u londbes.
ni i'Wipi-
PHAHMACIA*.
0 PEITORAL m CERE JA
Do Dr. Ayer.
As enfermedades mais rloornsfts e fa*es ila gar-
ganta dos pulcioes, ordiiiarmn.enie desenToJvem-
ae, tundo por principio bases pequeas, eujoa
rauliados nuo sao dime^is n.ente se traUo com o remedio cor.veniente. Porera
o progresso pode ser enpanoso o a demora fatal.
<>s Resfriados e as Tosses So reciprocamente o
resultado de Laringitis. As'htiiit, BroncbUis.
AfTW-cn Pulmonar c a Tsica.
luda as familias que tem cxiaiicos devem ter
0 Peitoral de Cereja So Dr. Ayer
cm casa para o usar em caso dt neceseidade. A
pcrd.i de um m da, i>oUe ssb muitos casos accarre-
tar serias cousequeucias. Por tamo nao se deve
perder tempo precioso, erperhneniando remedios
de eScacia duTidosa, cuiquauto que a enfermi-
dade se aiK>dera do ^ystema e se arraiga profunda-
mente, <*iit3o guate uuessita tomar nesae instante,
o remedio mais certo e activo em seu effeito, e eea)
demedio sem uvi Jkkkja do Dr. Aveb.
ILKPARAJX) I'KLO
DB. J. C. AYEJt e CA-,
Lowell, Mass., E. U. A.
V anda nas-prinalpaeg pharmscia drganar.
DOENCAS
ESTOKifiO
-B DO
FIftADO.
S DE BBIST81
PURAMEFTE YEGETAES
sao o melhor Purgante e o Remedio
mai efBcaz contra os ditos males.
Regularzam a Digestao
PURIEICAM A BILIS
e curam radicalmente
A DISPEPSIA.
AMARAL & C.
oooooooooooooooooooooooooooooooo
MELISS dos CARMELITAS
BOYER
TJnioo Su.ccessor
dos Carmelitas
FA.K.IS -w 14, Rtia de CAbbaye, 14 PARI3
CONTRA :
DE
Apoploxia
Cholera
Enj o o 4o mar
F'atOS
Clicas
Indigestes
Febrc acareila, etc.
Ler o protaeco ro qval rsi enro!rido
cada ridro.
Dera-se exigir o avilaba) bronco a i rata
em tudos o. vdroa,
aeja qual tur o tamanho.
TEPOSIT0S EM TODAS AS PHAHMACIAb
DO Universo.
ooooooooooooooooo
Dcscor> ar
AS
falsificaqOes
e
lzigir a Asignatura
de
M. H. KOBLBT
44- Ra do Imperador---!.0 andar
Tem a honra de participar as suas Exmas. freguezas e as Exilias, familias
deata capital que de volta da sua viagem trouxe um magnifico sortimento de tudo que
diz respeito ao completo toilette de urna senhora em MODAS E \OVIDADES
acha-se a sua disposicSo das 8 horas da manhH as 6 da tarde na
44KA DO IMPEKDOR-44
PEREIRA MAGALHAES
Recebedores directos dos mercados da Europa
de
14
[onas
58-Rua Duque de Caxias-58
GRANDE LIQUIDACO
Principia na segunda-feira, de todos Os artigos*que
ficaram de saldo do balanco do anuo prximo passado,
vendendo-se por metade do seo valor.
Grande quantidade de retalhos de algodosinho,
madapolao, chitas, seda, setim, etc., etc.
56 e 58Ra Duque de Caxias56 e 58
grageas de Ferro Rabuteaul
Laureado do Instituto de Franca. Vremio d Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recomrnendadas nos casos de
Cklorose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos, Debidade, Esgotatnento, Convalescencia,
Fraqueza das eriancas, Depauperamento e Alterafo do sangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessoc 2 loda a natureza. Tomar 4 a 6 grageas dor dia.
S'cm C?n*tipa$iio nem Diarrhea, AssimilafSo completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
a* engulir as grageas. Um calis de licor aos repastes.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente pare as eriancas.
Sim (tan explicado data!hada aeomoanha ceda truco.
^Exigir
o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Gia, de PARS,
encentra em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
rUNDIGAO SURAL
ALLAN PATERSON & C
N. 44Ra do BrumN. 44
JUNTO A ESTACO D08 BONDS
Tem para vender, por presos mdicos, as segaintes ferragens :
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crvacos de diversos taannos.
Rodas de espora, dem, dem.
Ditas angulares, dem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim. .
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos.
Portas de fornalha.
Vapores de forca de 3, 5, e 6 cavallos.
Moenda de 10 a 40 pollegadas de panadura.
Rodas d'agua, systema Leandro.
Ercarregam-se de concertos, e asienta.nento de maahiaismo e executam qual
t]aer trabalho com perfeicib e presteza.
liquidam os seguintes artigos com descont
vendas em grosso
Bramantes de algodao superiores, a 800 rs. o metro, 4 largura.
dem de puro linho fazenda de 20200 para acabar a 1)5500, metro.
Atoalhado alvo, duas larguras, a 700 rs., 10100 e 10200 o dito.
Algodao alvo, nacional, para lences a 50500 a peca.
Madapolao americano, a 30600, 40000 e 60000, com 24 jardas.
Maripozas de cores a 220 rs. o covado.
Chitas claras e escuras, cores firmes, a 200 rs. o dito.
Batistes idem a 120 rs. o dito.
Zefiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. O dito.
Merinos lisos de urna largura a 200 rs. o dito,
dem de quadros modernos a 280 e 300 rs. o dito.
Fichusde renda chics a 10000.
Colchas Irancezas de cores a 20000 e 40000, runa.
Lences de bramante a 10800, para cama de casal.
Casimiras de cores para roupa de crianca a 10000 e 10800, diagonal, duas
larguras.
Camisas inglezas e francezas a 260000 e 300000 a duzia.
Tapetes aveludados, grandes, a 140000 um.
Cortinados ricamente bordados a 50500 e 60000-
Pannos de cores para mesa & 10100 e 10300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 30000 o dito.
Brins pardos e de cores a 280 rs. o dito.
Veludilhos de cores c pretos a 900 rs. o dito.
Rendas austracas para vestidos a 500 e 560 rs. o dito.
Setins de todas as e6res a 900 rs. o dite.
Setinetas lavradas 200 e 240 rs. o dito.
Alpacas modernas, lavradas, a 240 rs. o dito.
Meias cruas inglezas para homem a 20500 e 30000 a duzia.
Ceroulas bordadas, de bramante, a 120000 e 160000 a dito.
Cortes de casemiras para calca a 40000 e 60000.
dem de meia casemira a 20000..
Toalhas grandes para rosto a 40000 a duzia.
dem felpudas para banho a 120000 a dita.
E muitos artigos que serao lembrados com a presenca de nossos leitores.
59Ra Duque de Caxias59
LOJA DE
PEEEIRA HA6ALHAES
(Morse, Anemia Catharro pulmonar, Bronchite chronlca,
ytharro da tiexiga, Phtisica, Tosse conoulsa, Dyspepsia, Palito?.
Partas seminaes, Catharros anttgos e complicados, etc
Bniiumnx Semaln. 1, em VABIK, o bu pt-laclraos P*iarmoifv>
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigos e fre-
gnezes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cha preto novo e superior que ven-
de, por precos mais resumidos em vista
da continuacSo do cambio favoravel.
Convera que expermentem.
48 RUADO BARAO DA VICTORIA 48
-a*
i
SAUDE PARA TODOS.
NIGENTO HOLL
[OiW<|e Hollow-57 rm remedio nfsJlirel'sanaos des de peniss
l *riJS'a*tigas chagr.. o cera '
:: tr-ctbempari
E tunoio pasis, gota e o rfaeumatwnat e paWtaios u vij i
uades de peUc vio so raconbece egual ,
fiara os malea le garganta, bronchites resfriamentos e tossss.
guatea ase yntala : : .i. :' da pHno teem s.-clhau^ t una ce mtmbrr.
;rms reci.is. <." encanto.
MCpoakna
>' a Kk.. "at,
-.9 s, o. uas^SsV
naaf pfcanaaai do uaiv
raaaaa a axaanar otTataiM sada c-au. c RMe, m taalaac 1
OaM-ci Sireal, *o al-.ificaSoa.
Typojfaphia e Lilhographia
FABRICA DE LP7ROS DE ESCRDPTU-
RAQAO
Premiada aaa expesifdes de
188* e 188&
Manoel J. de Miranda
Encademacao e especialidades em cartoes de
visitas.
59Roa Duque de CaxiasS9
Telephone n. 194.
Gosinheira
Precisa-se de urna cosinheira ; ra Sete de
Setembro n. 6.
Pao centeio
Mille 4 Biset, avisam ao nnnnttwni publico,
que todas as tercas e sextas Mras, tera i
horoso pao; run larga di. b.*0.
Professor de msica
Fumo do Para
Ja chegoH para a fabrica Vendme o especial
fumo do Para, bastante conhecido do respeitavcV
publico ; ra Barao da Victoria n. 39.
0 COELHO
Novo estabelecimento de fa-
zendas finas e modas
56Roa da Imperatriz56
Receben) directamente da Europa o que ha de
mais novidade em tecidos de fantazia e fino .
to. Completo sortimento em fazendas de todas
as classes e precos sem competencia.
Telephone 489
M T.aTs7
Pede-se a este senhor pelo amor de Dos acabe de qunlquer forma com aquclle negocio
ji nao se pode esperar, faz um anno, urna viu-
va^um pai do familia c um respeitavel ancio
acharare cm agonas, nao t com ameaeaa.
("iro Cinrlini di; ?o cooservatorjo
de Bolonlia oflfere con stjnwos na qaalidade
onia.
mas casas Antonio J. de Azevcdo.
Precisa-se de um
pdmero 119.
Criado
criado : na >ua da Aurora
Architectura
Addr Rompcke prepara, s!iarnecidos de jo-
das cores, garanndn aco das mes-
mas, tanto par ficios ; o- r suas or-
(deas na mercearia ra da flnperatriz n. 2.
Telegramma
Vejam e admirem!
S o 55 ra Duque de Caxias pode
vender pelos precos que abaixo mencio-
namos.
Amor da China, novidade em padroes, a
200 rs. o covado.
Fust3es brancos a 360 e 500 rs. o co-
vado.
Vfilbutinas do todas as cores a 800 rs. o
covado. E' barato!
Casacos e capas para senhoras, o que
ha de mais novo e barato.
Cfrtes de seda, padroes lindos e pregos
razoaveis.
Madapolao com 1 metro de largura a
60 a pea.
Zefiros a 80, 170, 200, 240 e 400 rs.
o covado.
Ditos bordados a 800 rs. o covado.
Tecidos arrendados a 400 e 500 rs. o
covado.
Brins de cores a 320 rs. o covado.
Cortinados de crochet, cosa chic e
prego barato.
Cambraia Victoria a 2#800 a pea.
Dita batista a 120 rs. o covado.
Sargelins de todas as cores a 200 rs. o
co-vado.
Guardanapos bons a 1)3800 a duzia.
Las modernas a 240, 280 e 320 rs. o
covado.
Rendas hespanholas a 25 o metro.
Luvas de seda a2 e 3(5 o par.
Espartilhos couraca a 4$, 5$ e 65 um.
Merinos pretos e de cores, urna varie-
dade immensa em precos e qnalidades.
Setins de todas as cores a 800 rs. o co-
vado.
Toalhas felpudas, grande roducao em
precos em vista da grande quantidade.
Enxovaes parabaptisados o que ha de
mais moderno e por pouco prego, 10$000.
Colchas de crochet muito chic.
Camisas inglezas com e sem collarinho.
Atoalhado para mesa a 15 e 15800,
muito fino.
Collarinhos e punhos de linho e algodao
e por preoo barato.
Babados e entremeios, grande sorti-
mento.
Madapolao pelle de ovo por 65 a peca.
Esguiao pardo e chumbado a 400 rs. o
covado.
Urna grando variedade em lencos.
Gravatas e meias para homens.
Cretones para coberta o que ha de mais
barato e bom.
Mantilhas de renda a 55 urna.
Leques de setim muito chic.
Linn bordado com quadros a 800 rs. o
covado, muito bonito.
Chitas sscuras e claras a 240, 280 e
320 rs. o covado.
Cretones trancados, finos, a 320 rs. o
covado, para acabar.
Casemiras de cores e pretas um grande
sortimento em qualidades e precos.
Casinetas, o que hade mais bonito, a
400 e 500 rs. o covado.
Tapetes grandes e pequeos por pregos
razoaveis.
Crinoline preta e branca a 15600 o me-
tro.
Brins pardos a 320, 400 e 500 rs. o
covado.
Cortes de vestido de cachemira com vi-
drilho o que ha de gosto.
Ditos de linn para vestidos bordados.
E' barato.
Cambraia branca, bordada, o que ha de
mais gosto e por prego razoavel a 85000 a
peca.
Dita com salpicos a 45 e 55000 a peca.
Colchas argentinas a 65500 urna.
Ditas de 25, 35, 45 e 55000.
Bramantes de algodao e linho de todos
os precos.
Grande sortimento em fichas de cores
e pretos.
Grinaldas para uoivas.
Luvas e leques para noivas.
Bicos de cores muito chic. -
Setinetas lisas de todas as cores a 400
rs. o covado. Sao muito largas.
Roupa feita e por medida.
Alm do que acabamos de annunciar,
temos urna quantidade de artigos que s
vendo-se, se acredita, pelo que pedem que
comparecam. '
Do-se amostras sem penhor.
55 RA DUQUE DE CAXIAS 55
FERYUBESDEAZEVED04C,
Aluga-se
por prego commodo um 2- andar ra dasTri-
cheiras n. 19, com commodos para grande-ami-
lia, muito fresco e boa vista, estando a frente
forrada a papel e o resto da pintura bem conser-
vada ; a tratar na livraria franeeza ra Primei-
ro de Marco n. 9.
Ama
Ama
Ama
Ama
Precisarse de urna ama para comprar e co-
nhar ; naTua Duque de Caxias n. 47.
Ama
Xa ra Maihias de Albn
eisa de uma^raa para
familia.
luquerque n. 19, se pre-
todo servico desasa e
Ama
Xa ra da Uniao n. 31 A, precisase*. de.ua
ama para cosinhar e mais servicos de casa.
Ama
Precisa-se de urna para casa de familia,;
ra Fedro Alfonso n. 58.
Ama
Precisase de urna ama boa cosinheira- e tm
seja matriculada ; na ra da Aurora n. dar terreo.
Ama
Precisase de urna ama para casa de pouea fa-
milia ; na ra Pedro Affonso n. 59,1 andar.
Precisa-se de urna ama
para pernea familia ; na ra <
segundo andar. .
Se saiba cosinar,
Livramento n. 33,
Amas
Na ra da Conquista n. 21, precisa-se de ou
cosinheira e de outra para servico interne.
~ SODfcWISPlCAES
Do Dr. Carlos Bettencourt
APPBOVAD08 PELA JUNTA CENTRAL DE
IIVtlENE DA CORTE
Salsaparrilha e Caroba
GRANDE DEPURATIVO DO SANSUE
Elixir anti-rheumatico. anti-syphilitico, empre-
fado em todas as molestias de. pelle, ervsipeta,
arthros ou impingens, beriberi, anthrazes o
carbnculos, cancros venreos, feridas cance-
rosas, ulceras, gonorrhas chronicas. boubaa,
bubes, escrfulas e todas as doencas que 4e-
pendem da impureza do sangue.
Este remedio superior a todos os outros 4f
3eu genero, o que est pro vado pela preferencia
e acceitaco que llie d o publico.
Um vidro )t*M
Elixir de Jurubeba, Quisa e
Pegapinto
TNICO FEBRFUGO E DESOBSTRUEItTE
Empregado na debidade geral, doencas m
estomago, convalescencas depois d parto,"febres
palustres, molestias do figado e naco, falta de
apetite, anemia, chlorose, cores paludas ou iaHa
de sangue, doencas nervosas.
E* um reconstituinte de energa, aromtico e
agradavcl ao paladar.
Um vidro ;,m
Xarope de JaramaCani com-
posto
GRANDE PEITORAL
Tratamento curativo de todas as molestias 40
peito e da garganta, defluxos, tosse3 simples e
convulsa, coqueluche, constipaces, astlima, 6ro-
chite, catarro chronico e fysica pulmonar e #
larynge.
E' o primeiro peitoral que se conhece al "boje
na medicina.
Um vidro JJ5M
A' venda na ra Barao da VictoriO f:- 5A
Pharmada Pialo
Miguel dos A. Baptjsta
Pede-se pela segunda vez a este seaa^r,ea'Js-
te brigada do 14. batalhSo, o favor d de Lmz do Reg n. 47, de satisfazer o. que ai
ignora, conforme as suas cartas, datadas de 9 t
10 de Outubro de 1888.
Caulellas do Monle de Soceorro
Compra-se cautellas do Monte de Soccorro de
qualquer joia, brilhantes e relogios; pagase
bom na Praca da Independencia n. 22, loja de
relojoeiro.
Criado
B
Precisa so de um criado para copeiro e com-
ras ; tratar na ra Barao da Victoria n. 84,
ija.
AS
Mnnidsiles Secretase
BL.ENORRHAGIA8
OONORRHEA8
FLORES BRANCAS
CORRIMENTOS
recentes ou anttgos sao curados en
poucos das em segredo, sera rgi-
men nem tisanas, sem c&pcer nem,
molestar os orgios digestivo*, peas,
e lnleccaod
KAV
Cozinheiro
o de um cosinheiro
dt Paysad n. 19.
a tratar na ra
DO DOUTOR FQtflK'!
Cata Pilula ten trovado ****
'i\.us. m. nuBCfio, 4
~*MwAeJmT*id0 M M*'
Sfdilsa Ja eCRO, hrii fSSgJBwl
Viriho Maduro
POcas Mendes & C, com gnpde. -mlitBiM
rnento de seceos e molnados, tp f
ra estreita do Rosario, cou^H roa, ans-
bara de receber urna grande acas-
ditado e especial vinho Jl
a minina RaUf.
e $ se vende n
t
1
Precisa-se de urna ama para o servico domes-
tico de casa de familia; a tratar no escriptori
deste Diario.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; a tra-
tar na ra Mrquez de Olinda n. 51. 3- andar.
Precisase de urna ama para cosinhar, prefe-
re-se idosa : a tratar na ra do Livramento Bv
19, 1- andar.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira, paga-se
bem : na ra de S. Jorge n. 127.
. Z^__


8

~
VERBAS
Diario Vende-Si um grande vrveiro para passa-
ros ; a tratar na cocheira do caes do Capiba-
ribe*
bem afreguezado es-
tabelecimento de calcados nacionaes da ra do
Livramento n. 11. o qual se torna recommenda-
do pela boa letcalidade em que est ; a tratar
no m- B
?< cal nova'de Lisboa ; na ra Pe-
dro Affonso n>>. 39 e 41.

A REVOLUGO DO 48
A' ra Duque de C'axlas a. -ts
Nesta loja denominada A' RevolucSo,
tendo sempre um grande e variado depo-
Bito de fazeadas, reaolveu-se vendel-aspor
menos 30oj do que" em outra qualquer
casa. Como sejam :
Toalhas felpudas e acolchoadas, brancas
e de cores," tamanho regular a 120, 20>',
500, urna.
Merinos de quadros, lindos padroes
1*200, 240 e 280 o covado.
Seda Alcaciana (fazenda de fantasa),
240 o covado.
Cachemiras /le quadros com combina-
" co a 320 o covado.
Mimos cambraia das mocas para cami-
sas a 35-00 a pe?a.
Lindos cortes para vestidos em cartao
com todos os aviamentos a 75 95 105 e
149 um.
Saias bordadas para senhora (recebdas
ltimamente de r aris) a 35000 urna.
Crotores inglezes, francezes eallemaes
a 240, 28 1 c 320 o covado.
Zefiros de quadros, muito largos a 160
200 e 240 o covado.
Lindas colchas com palmas de cores
para noivos a 105000 urna.
Chitas claras e escura, muitos padries
a 200 e 240 o covado. %
Batistas com palmas e pintas, cores fi-
xas a 120 o covado.
Redes francezas a 55 e 6(5000 urna.
Fechs de 13, muito grandes, todas as
c8res de 25000 por 15500.
. Camisas francezas de linho ^pechinca) de
60 a duzia por 485.
Merinos finos com duas larguras, todas
as cores de 800 a 500 o covado.
dem idem idem idem* preto a 800 e
15000 o covado.
Cortes de fustSo branco e de cores para
colete de 45 por 25000 um.
MadapolSes finos a 45, 55 e 65000 a
peca.
Atoalhado de linho, lindo desenho a
ldffOO o metro.
Cortes de casemira para calca, finos e
modernos a 45, 55y 65 e 75000 um.
dem idem idem idem costumes moder-
nos a 20500Q.
Cambraia de salpicos muito fina com
10 jardas a 45000 a peca.
E militas outras fazenda* que so com a
presenca das Exmas familias, poderao ser
vereficadas, como sejam: mantilhas brasi-
lhciras, leques transparentes, bicos de co-
res, entremeios, bordados, leos, extratos,
luvas etc.
48 DUQUE DE. CAXL4.S 48
P CLERV
VtMJ-ss en toda urli
8SOOO a duzia
OLEO JUKIICAM
O mais econmico, hyglenico e
perfumado oleo paVa o
C .A. IB 3S X* X* O
VENDEM
fc V.S DE HATTOK IRH\OH
23-nia Mrquez do Olinda-2.1
Brane_________
FOLHETII
& si5B(dbsm
POR
JULIO MAEY
TERCEIR PARTE
HONRA POR HONRA
Barato ,
Sp na loja das Estrellas
58-MA DQIE DE CAXIAS--56
Telephone a.
0 proprietario deste raui acreditado estabeleci-
mento previne a todas as Exmas. familias
e freguezes em geral, que as muitas pe-
.chinchas que cestuma raaer, nao sao mais
divididas com a sua ex-casa das LISTRAS
AZCES; portan :o, quem quiwr comprar por
menos que em outra qualquer parte dirja-
se a LOJA DAS ESTRELLAS, onde encon-
trar ftm completo e variadissimo sorti-
mento de fazendas que se vendem por pre-
cos que nao llie pooeci fazer competencia
como aassamca a demonstrar, a saber :
Atoalhado para nesa, de 15800 a 15000.
Dito de cores a 15 e 1*300.
Bramante de quatro larguras a 660 e
759 rs. o metro e de linho com 10 pal-
moa de largura a 15600.
Brim de cores para ronpa de enancas a
280 e 320 rs.
Colchas de crochet de 105 por 55000.
Cortinados bordados a 55 e 65000.
CorteB de cambraia, bordados, brancos
e de cores a 45 e 45500.
Cortes de vestidos, ep cartlo, a 75000.
Cretones, cores claras e escuras, a 160,
200 e 240 rs. o covado.
Cambraia branca, transparente ou Vic-
toria, a 25800 a peca.
Camisas inglejns para homens a 285000
a duzia.
Collarinhl, pimhos e aberturas de cel-
lnloid, um completo, por 25500.
Capas de vidrillios e tecidos arrendados
a 105, 155 e 205000.
Casacos Jersey a 25500, 35, 45 e 55.
Damass de seda com lindas cores cla-
ras a 15200.
Esteiras brancas e de cores para forro
de sala a 15100 a jarda.
Esgui&o de linho, pardo, a240e 320 rs.
Enxovaes para baptisado a 55600.
Espartilhos couraca a 35 e 35500.
Fichus a 500, 15 e 15200.
FustSo branco a 240 rs.
Grinaldas com finissimoo reos de Blond
a 75000.
Guarnieres de crochet para sof, a 55500.
Gorgorito preto de seda a 15800.
Guardanapos de linho de 35500 por 25
a duzia.
Leques de fantasa a 400 rs.
Lencos para meninos, a 320 rs. a duzia.
Luvas de seda para senhoras a 15000,
15500, 25 e 25500.
Las e cachemiras de quadros a 160 rs.
MadapolSo pelle de ovo, muito fino, a
65000 e americano, com um metro de lar-
guro, de pre^o de 125 por 7||000.
Dito de 85 por 55000.
Merino preto com duas larguras a 560
e 700 rs.
Dito de todas as cores a 500 rs.
Ditos de quadros, lindissimas cores a
240 rs.
Rendas hespanholas a 15600, 15800,
25500 e 35000.
Setim Maco, preto e de ores a 750 e
800 rs.
Dito de quadros, ultima novidade, a 15-
Sargelim de todas as cores de 160 a
200 rs.
Toalhas alcochoados e felpadas a 25500
e 35000 a duzia.
Ditas para banho a 800 15200.
Tecidos arrendados, ultima novidade, a
200 e 240 rs.
Zefiros de todas as core a 80 rs.
Assim como muitas fazendas que seria
enfadonho mencionar, e que Tendemos por
menos
parte.
aznes pecas com
quadros
20 [0 do que em qualquer eutra
Vinho de pasto
0 que ha de melhor vndese pelo mdico
preco ae 35*000 o barril de 8o e 8*000 o garra-
rao de 3 caadas voltando o garrafJo 7*500
(precos lquidos) : ra do Amorra n. 60.
Mais Barato
Alojadas Listras Azues
A" ftRUA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephone n til
0 proprietario dest conhecida casa previne as
Exmas. familias e todos os seus fre-
guezes, que as pechinchas que costuma
dar, nao sao nein nunca foram divididas
de outra casa como alguem annuncia
para engaar, vendendo fazendas ordi-
narias por boas, caslume que a Loja
da* Lisiruw Azuen nao tem.
As fazendas vendida* nesta casa sao de boa qua-
lidade, e nao levam | medida escassa;
aceitase a fazenda vendida se, por
Suaiquer motivo nao fr de muito agra-
0 da pessoa para quem for comprada.
Dase descont a quem comprar de 20*
para cima.
ESPECIALIDADES
Urim de listras
20 varas a 65000.
Hadapolo com um metro de largu-
ra a 65800 a peca.
Cortes de vestidos bordados em
cartUo a 105000.
Velludilho bordado a contas a 15600
0 covado.
Cachemiras pretas, de
arrendadas a 25 e 25500.
Tecidos fantazia arrendado proprio
para baile e theatro a 400 500 rs.
Cortes de cachemira com guarmcBes.
bordadas, lindas cores, a 205 o 255000*
Setim Maco e todas as cores a 750,
e 800 rs. *
Linn bordado, tecido de umas cor,
qualquer que se deseje, a 200 rs.
Zefiros lisos e bordados, tecido fino,
novidade a 500 rs.
Las de quadrinhos a 200, 240 e 360
o covado.
1 jLlnhos lisos a 60 e de quadrinhos a
00 rs.
Guardanapos .melhor qualidade a
15800 a duzia.
Atoalhado branco e de cores a 15-
Oleados para mesa redonda ou qua-
drada a 45000
Cortinados de crochet, comsanefas,
ultima novidade, para janellas e portas.
Crochet para cortinados a 900 rs. o
metro.
Colchas de fustao, brancas e de ec-
res, a 25000.
Chitas finas precales a 200 e 240 rs.
Chitas escuras a 160, 240 ^80 rs.
Batlstes de cores seguras 120 rs.
\anzuc de lindas cores a 280 rs.
Brim pardo esguiao a 240, 280 e 320.
Casinetas de cores escuras para rou-
pa de homem ou menino a 400 e 500 rs.
Mantilhas de renda hespanhola, pre-
ta, de seda a 85000.
Capas e visitas, de cachemira, de ren-
da, com lindos enfeites e com vibrilhos a
205, 255 e 305000.
Leques de pennao e transparentes,
ultima novidade, todo preco.
Luvas de seda, lizas, bordadas ou ar-
rendadas, pretas e de qualquer cor a 25.
Espartilhos inglezes a 45500 e 55,
tem desde o n. 40 at 80 de grosssra.
Bico branco creme e de todas as
cores desde 700 rs. at 25500 a peca.
Rendas hespanholas, de seda e de
algodao, preta, branca e de qnalquer cor.
Babados e entremeios bordados ta-
pados e transparentes por todo prego.
Crampos e pentinhos fantazia para
cabello a 400 e 500 rs.
Baleias para vestidos a 260 rs.
duzia.
Reoslos despertadores -com fi-
guras em movimento a 85 e 95000.
E muitas fazendas que se vende muito
barato para liquidar facturas na loja das
LISTRAS AZUES de
Jos Augusto Dias
(ConiinuacSo do n. 27)
vm
Montmayeur, confiante no amor de
Luciana, considera-a quasi como urna cum-
plice e nao teme da parte della a divul-
f^So de seu segredo. A 111 ten cao delle
evidentemente fazer de Luciana sua mu-
lher ou sua amante. Assim, pois, nao
penaa, em tentativa alguma contra ella.
Resta Claudina... y
nt3o?
Claudina morta, a seguran$a para
elle. Foi Claudina que descobrio a ins-
cripco de Bourreille. Foi Claudina quem
prevenio Luciana. Foi gracas a ella, que
S justiea foi advertida. E' 'Jlaudina, por-
tanto, que pode perdel o. A moca um
perigo para elle. Devia morrer. Mont-
mayeur condemnou-a.
O que eata dizendo ? disse o juiz er-
guendo a cabeca.
Digo o que Para oocultar o seu
primeiro crime, consegui obrigar Mont-
mayeur a commetter segundo. Prepa-
reu-o. Foi, afinal, como sempre, auxilia-
do pelas circumstancias. Claudina, f'erida
mo incendio de Bernadettes, foi transpor-
tada sem sentidos para a facrica. Ficou
por asdm dizer, merc de Montmayeur.
Ali! por um triz que nao logrn bora xi-
to, como da outra vez...
Deixemo-nos de digressoea, Sr. Cour-
lande, peco-lhe. O que e senhor tentn
foi muito grave, com um homem como
Montmayeur. Elle poderia fazer com que
o senhor tivesse de exprobrar-se a morte
iessa mo<;a.
Sei diaao, e aao tenho tido poucos
reaiorso8.
- (u/dquer que seja o resultad da
sua astucia e da sua perigosa audacia, eu
censuro-o, Sr. Courlande.
O agente abaixou a cabera. .
Esperava por isso, Sr. juiz, mas se-
ja-me ao menos permittido diaer-lhe, para
minha justifica^ao, que toda as precau-
c5es humanamente possiveis estavam to-
madas, e que, se acontecesse alguma des-
grana, se Claudina pagasse com a vida a
minha imaginadlo eu matar-me-hia inme-
diatamente-^ tenho mulher e tres filhos,
Sr. juiz.
O Sr. de Moraines considerava-o atten-
tamente o homnculo. Conaeguio desven-
dar o quanto havia de romanesco naquella
cabeca escaldadi.
Nao quiz reprehendel-o mais.
Entretanto, accrescentoa:
A sua morte nao reagataria absolu-
tamente a de Claudina.Continu, Sr.
Courlande.
Montmayeur tentn envenenar Cl u-
dina, misturando arsnico nos seus medi-
camentos ...
E' horrive!! murmuren o Sr. de Mo-
raines.
NSo verdade? horrivel Ah
completo o tal Montmajeur... E deve
dar-se bem com a guilhotina... A pri-
meira vez elle deitou urna dse capaz de
fazer Claudina adoecer, mas nSo de ma-
taba. A segunda, augmenten a dse, para
apressar a morte. A terceira vez, que-
rendo acabar de um s golpe, e assustado
sem duvida pot ver que Claudina nao pa-
reca mais doente e que o seu estado nao
offerecia symptoma algum de erivenena-
mento, administrou urna dose capaz de
matar dous homens.
Como est to bem informado ?
E' muito simples. Julgo intil di-
zer-lhe que Claudina conhecia as amaveis
twitativas de Montmayeur contra a sua vi-
dao que attenuava muito o perigo que
ella corria.Claudina nao beba cousa al-
guma. Luciana punha preciosamente o ve-
neno de parte e levava-m'o, eu mandava-o
analysar, e Sarlat, o chimico da prefeitu-
ra, redigia-me tlt cada vea um relatorio
circumstanciado...
Onde esto esses relatorios ?
Eil-os todoH tres.
O jniz de instiucclo leu-os. Eram cha-
ros e precisos. A bebida entregue por tres
vezes a Sariat chava-8e envenenada.
O seu fin est attingido, Sr. Cour-
lande. Montnuyeur m homem perdido
O que pratede fazer?
Ignoro-o anda. Quizera entregar
aquelle miseravel tfto bem to comple-
tamente, que iie nhuma defeza lhe fosse
possivel. Hei' ilu conseguil-o.
Breve V
AmanhS, 3r. de Moraines. E eis
Novidades
Receberam modas de Pars
AZEVEDO, IRMA0.& C.
16 Ra do B. da Victoria 16
(Antiga Nova)
Lindas capas de surah, cachemira, me-
rino e renda o que ha de mais novo. Renda
comprimento de saia a 15000 e 15500.
Sargelim fino todas as cores a 200 o co-
vado. ^
Baleias com forro a 240 a duzia.
dem com forro a 400 a duzia.
Bramante de linho com 10 palmos a
15500.
D to de algodao com 4 larguras a 800.
Cortinados bordados a 55 Ditos de crochet finos 85000 e 105000
Estracto Rita Sangal a 25000.
Fichus'de la e seda 15000, 15500.
Capellas com veo bordado a 65000 e
75OOO.
MadapolSo globo a 75000.
Dito cam8eiro a 75000.
Tapetes grandes para sof a 135000.
Espartilhos couraca a 45000 e 55000.
Brin8 de linho coi es fixes a 600.
Panos de crochet para cadeiras a 800.
Ditos de crochet para sof a 25000 e
35OOO.
Guardanapos de linho a 25500 a duzia.
Merinos de cores a 400 o covado.
Zefires largos a 160 e 200.
Setim maco a 800 a 900.
* Toalhas para banho' 4 15000 *J5500.
MadapolSo com um metro de largura
a65500.
Cachemira arrendada e de quadros
15500. s
Crochet para cortinados a 700.
Toalhas felpudas a 35000 a duzia.
Camisas finas para homem a 335000.
Colxas de crochet com flores a 55000 e
95000.
Lindas velbutinasde quadros lisos ecoiu
listas proprias para veo.
Nanzuc finos a 240 covado.
Ditas finas a 200, covado.
Cretones finos a 400 o covado.
Caixas proprias para presente.
Palitos de palha seda cores a 95000.
Pao verde para bilhar.
Leques de pennas.
Ditos transparentes.
Crinoline preta a 300.
Guarnieres pretas e de cores.
Camisas de flanella de cores.
Seda crua de quadros a 800.
Crep inglez.
Meias brancas de seda a 45000.
Cachemiras de quadros a 280.
Fusao branco a360 o covado.
Esguiao fino a 15500 a vara.
Casemiras para roupa.
Roupa feita por medida.
TELEPHONE 200
O desengao ir ver
por que justamente vim aqu. Em pri
meiro logar para pol-o ao facto do qne
fiz, e depois para dizcr-lhe que nada pos-
so fazer sem o Sr. Nao passo de um
simples agente, isto um instrumento
mais ou menos intelligenteo c3o de cac^
mais ou menos ensinado.O senhor a
justica que fere e pune. Virei amanha
procural-o. O seu ferimento lhe per-
mittir acompanhar-me at Garches ?...
O da ser sem duvida cheio de emo-
coes... Sente-se forte bastante para sup-
portal-as ?
O interesse sagrado da justica est
cima de qualquer consideracao, Sr. Cour-
lande. Pode amanhS, a qualquer hora,
contar commigo !
Obrigado Sr. juiz.
Courlande deixou o Sr. de Moaaines.
Voltou a p de Versailles a Garches.
Tinha necessidade de reflectir no que ia
fazer.
O homnculo, apezar de tudo, nSo es-
ta va tranquillo.
Montmayeur era muito forte.
Receiava alguma ultima e suprema es-
perteza, nao pre^sta, que o salvasse.
Desde muito tempo acudia-lhe a mente
a lembranca de Jorge de Montmayeur.
Tinha quasi certezaas duas irmas lhe
haviam ditoque Jorge conhecia o crime
de Montmayeur.
O seu siletcio fazia delle um cumpl-
ce.
Mas a doenca, a fraqueza do pobre ra-
paz tornavam essa cumplicidade descul-
pa ve 1.
Era um homem de bem, apezar de tu-
do. Trema diante de seu irmao, mas a
sua consciencia devia revoltar-se contra a
simples lembranca desse crime e contra a
idea das terriveis consequencia que elle
poda acarrtar.
'ourlande sabia que nesse da Mont-
mayeur i a a Paris.
Aproveitou-se dess. ausencia para ir
fabrica.
Nunca l fra senao urna nica vez,
como devem lembrar-se, para entregar a
Luciana urna pretendida carta da irraa, e
na realidade para certificar-se se essa
carta seria lida por Montmayeur, o que el-
le afinal previa. ,
Jorge, portante, nSo o conhecia.
Recebeu Courlande pulidamente, acre-
ditando em alguma visita de negocios e de
commercio.
Senhor, diaae elle, lastimo qne te-
nha rindo justamente n'um dia em que
meu irmao est em Paris. E' elle quem
dirige a fabrica, e s elle peder conver-
sar a respeto dos seus negocios, fia acho-
me doente ; a minha sade, muito iraca
Pinho" resina
Cimento
Parallelipipedes.
Vendem Fonseca Irmos & C.
Vinho de Pasto era barris
de quinto
De especial qualidade e a prego baratissimo ;
vndese no trapiche da Companhia, largo do
Corpo Santo n. 19.
Livros de medicina
Vende-se alguns livros de medicina j servi-
dos ; na ra da Raagel, armazem n. 48.
Vende-se
dous importantes fiteiros, grandes, proprios para
qualquer estabelecimento ; na ra do Bom Jess
n. 12, Recife. .
Cimento Portland
Vendem Soares de Amaral Irm&os, ra da
Madre de Deus n. 12.
ha muito tempo, impede-me de, qualquer
trabalho ou preoecupayao.
N3o venho fallar-Ihe sobre negocios,
senhor.
Ah disse Jorge sorprendido.
E n8o com o Sr. de Montmayeur
que eu quizera conversar, mas precisa-
mente comsigo.
'omigo!
E' verdade.
E em que posso servir-Ihe ?
Courlande gurdou silencio, ficou per-
plexo. O seu corayao bata. Era urna
grande partida que elle ia jogar. Podia
perder. Jogava tudo por tudo.
A sua hesitado era sem duvida natural.
Mas facamos justica ao pobre Caipora:
elle tinha f nesse negocio, na |sua estrel-
la. A fortuna sorria sua audacia. A
hesitacao nSo foi longa.
Senhor, queira dizer-me antes de
tudo se estamos bem sos. O que vou
contar-lhe tem um carcter de intimidade
muito delicado. Ninguem nos ouve ?
Ninguem, (senhor, disse. Jorge cada
vez mais sorprendido.
O senhor n3o me conhece, mas eu
tenho urna boa recommendacao para si...
Qual ?
Sou amigo de D. Luciana...
E' urna excelleate entrada nesta ca-
sa ; mas nao vejo em que...
Tenho anda outra melhor, disse
Courlande imperturbavel... Sou amigo de
D. Claudina.
Jorge corou e empallidoceu successva-
mente.
Courlande pronunciara com intenc3o as
suas palavras.
Jorge comprehenden essa situacao e fi-
cou um pouco offendido.
Emfim, senhor, disse elle seccamen-
te, ha cinco minutos que est aqui e ainda
n3o explicou-me...
O objecto da minha visita? Escute.
E aps um segundo de suprema refle-
xSo :
O senhor ama D. Claudina ?
Senhor! exclamou Jorge levantan-
do-se.
Sente-se, senhor, eu sou seu amigo.
Tinha necessidade de estabelecer assim a
situacao, antea de ir mais longe. Repito-
Ihe : o senhor ama Claudina. Tude quan-
to lhe diz respeto, portante, interessa-lhe
enormemente. Tudo quanto lhe aconte
cer de bom ou de mi nao pode, portan-
te, ser-lhe indiferente.
Aonde quer chegar ?
Quero acautelal-o... D. Claudina
corre um perigo...
Um perigo ?
E o pobre do homem parecen de repen-
te to commovido, to abalado, a ana san-
AO TOREADOR
Lima Coutinho & C.
43RA DUQUE DE CAXIAS-43
Defronte da Praclnha da In-
dependencia
Este novo estabelecimento intitulado
AO TORRADOR vende sem competen-
cia, como as Exmas. familias poderao
analysar pelo seus precos.
Lanzinhas de quadros a 60rs. o covado.
Ditas de ditos a 200, 240 e 280 rs.
Merino de quadros, bonitos padroes a
300 rs.
Ditos lisos enfestados a 480 rs.
Baptsta e nanzuch finos a 140 e 240 rs.
Mariposa branca e de cores a 240 rs.
Chitas finas cores fixas a 200 a 240 rs.
Ditas forlaidine a 240 rs.
Cambraia branca bordada a 45500 e
45800 a peca.
Dita Victoria, fina, a 25800 e 35500 a
pega.
Seda de Japao, lindissimos padr3es a
200 rs. o covado.
Dita da Persia, lindos padrSes, a 180
rs. o covado.
Sargelins de todos as cSres a 160, 20q
e 240 rs.
Setinetas lisas, largas, a 360 e 400 rs.
Merins^retos finos a 800, 15000,15200
e 15500.
Colchas para cama a 15800, 25000 e
g000. ^p .
Cortes "de "casemira de c*r a 25500 e
35000. -
Casemira preta, duas larguras, a 15800
25 e 252OO.
Madapolao superior com 20 varas a 45,
55000 e 55500 a peca.
Dito americano, superior, a 75200 a
peca.
Bramante de algodao para lenges a
700 e 15000 o metro.
Dito de linho Buperier, com 10 palmos
de lagura a 15600, o metro.
Guardanapos de linho e algodao a 25 a
duzia.
Toalhas felpudas a 35 e 45500 a duzia.
Atoalhados para mesa, lindissimos pa-
drees, a I52OO e 15800 o metro.
Dito trancado, alvo, a 15000 o metro.
Lencos brancos com barra de c6r a 15200
a duzia.
Ditos superiores, de linho e algodao, a
25200 a duzia.
Enxovaes para baptisados, completos, por
todos os prejos.
Entremeios e babados bordados por todo
prego.
Bicos de todas as cores para enfeite de
vestidos.
Baleias cobertas c descobertas.
Arcos cobertos para anquinha.
Camisas brancas para homens e meni-
nos.
Ditas de meia para homens e senhoras
Manda-se fazer roupa por medida e da-
se amostras de todas as fazendas.
Lima Coutinho & C.
.a. opx^ooaxaD A
ves pasa casa
Ra Duque de Caxias n. 10$
Vende-se bordados de cambraia tapada
de 2 12 e 4 metros e urna chave de ~
gura a 500, 600, 800 e 15, muito
qualquer largura a 15400, e de fus
700 a 15800 a pega.
Enxovaes para baptisados a 85y.-
125000.
Lindos enfeites para ponteados a 100,
200, 300 e 500 rs. um.
Lindos granpos para segurar chapeos.
Renda hespanhola a 25500 o covado.
Pulseras americanas para 35, 45, 55,
65 e 85000 o par.
GuarnigSes americanas a 35000.
Lindos espartilhos a 45, 55 e 65000.
Porta dedaes de vidro, objecto para pre-
sente a 15000. .
Broches de fantasa de 500 a 15000.
dem americanos de 25 a 35000.
Lencos de seda de 500 rs. a 15500.
Lublaque a 200 rs. o par.
Guarnieses de crochet, sendo um para
sof e 4 para cadeiras por 6$000*
Finas capellas de pellica, panno e c8r,
com finos veos.
Flores artificiaes a 15000 o ramo.
Anneis americanos a 25000.
Plisss de 400 a 15000 o metro.
Luvas de seda arrendadas e borrlados
a 25 25500 o par.
Bicos brancos de linho e de edres a 25,
25500 e 35000 a peca.
Contas de cor para enfeitar vestidos a
700 rs., e pretas a 600 rs. o masso.
Missangas de todas as cores.
Lindos leques brancos para noiva.
Collarinhos e punhos de borracha.
Colchas de crochet para casamento urna
85000.
Talheres para crianca a 800^8.
Luvas de pellica a 25500 rs. o par.
Linhas de cores para crochet a 25000 e
cor de qreme a 15500.
Lindos leques de papel de 500 rs. a
15000.
Espelhos com fina moldura, com dous
mos de comprimento, a 45000 e cara
a 500 rs.
Finos binculos.
Agulhas para bordados a ouro e missan-
Boyal Blend marca YUDO
Este excellente Whisky Escocez pre-
fer vel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Royal Blend marca Viado,
cujo nome e emblema sao registrados para
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
Bom terreno
>ende-se um terreno de 180 palmos de frente
e 150 de fundo na ra do Couselheiro Portalla.
nos Afflict08 ; o terreno est cercado c tem al-
guns arvoredos novos plantados : quem preten-
der dirija-se ao esenptorio deste Diario, que
achara quem indique o vendedor.

de, sua vida pareciam t3o vacillantes, que
Tourlande disse comsigo que o matara
certamente se lhe communicasse, sem pre-
parac3o, o novo crime de seu irmao.
De que perigo falla o senhor ? per-
guntava Jorge com voz alterada.
Mas o senhor est t3o bem informa-
do como eu. D. Claudina nao est doen-
te ha muito tempo? Ella n3o se restabe-
lece. Logo, a sua vida est em perigo...
Mas Jorge approximara-se de Courlande.
Pegara-lhe as maos e apertava-as com
toda a forca.
Falle... Por que hesita ? N3o isso
o que o senhor quera dizer... Claudina
vai melhor... O seu ferimento est em
meio de cura... Que perigo a ameaca ?
A agitacao de Jorge era tao grande, que
Courlande comeava a assustar-se, a ar-
repender-se de ter ido.
Mas era preciso que fosse at ao fim.
Jorge n8o o deixaria mais partir sem ex-
plica55es categricas.
Nao sei, disse elle, se seu irmao
commette alguma imprudencia contra
ella... Ella nao tem, sem duvida, grande
confianca no medico allemao que tem tra-
tado della at hoje. E como, almdisso,
seu irmao um sabio, versado em todos os
segredos da chimica... quer talvez apres-
sar-lhe a cura... Ora, seu irmao, por
mais sabio que seja, pode enganar-se, e
o que julga um remedio efficaz pode mui-
to bem n3o produzir o effeito que elle es-
pera ...
Jorge escutava livido e sem mais saliva
na bocea.
as palavras exquisitas do homnculo,
entrevia urna medonha aecusacao, t3o me-
donha que elle nao ousava comprehender,
que dizia comsigo nao ser possivel, que
ouvira mal.
E Courlande, examinando-o, murmura-
va: Nao ha duvida... a ferida est fei-
ta... elle comprehenden... Logo que nao
morreu com o choque porque pode sup--
portar o resto.. .
Jorge balbuciva;
Nao sei do que 9 senhor falla... O
senhor um estranho aqui... E' a pri-
meira vez qus o vejo na fabrica, e a
primeira vez que aqui vem...
N8o, a segunda, disse Courlande pc-
Udamente.
Como sabe que meu irmao trata de
Claudina ? Quem lh'o disse ? Lomo pene-
trou os nossos segredos ?... O que o se-
nhor acaba de dizer, at en proprio igno-
rava. Como soube disso ?
Creio bem que o senhor ignorava-o.
Do contrario...
Do contrario?..., o senhor procu-
raria taires saber qual era o remedio que
elle experimeatava em Claudina. .

Lindas franjas douradas para facha, de
seda preta e de cores, sem e com vidri-
lhos.
Timaosinhos enfeitados de bico erenda.
Grande sortimento de fitas modernas a
13 deMaio, Imperial Regente, a Nabu-
co e a Jo3o Alfredo.
Lindas fitas para facha a 25, 25500 e
35500 o metro.
Carteiras de chagrn para algibeira.
Finas gravatas plastrSes e regatas a 15,
15200, 15500 e 25000.
Lindos porta-ps de arroz.
Grande sortimento de jarros, para enfei-
tar consolos e sanctuarios.
Completo sortimento de perfumaras.
Finos sabonetes de todos os fabricantes.
Grande sortimento de alfinetes dourados
para enfeitar o penteiado e tambem gran-
pos muito lindos.
N. B.D-se amostras de bicos e bor-
dados., *^>
Doce secco de caj su-
perior
Tem para vender em latas de 2 e 4 libras, por
prego commodo ; na ra do Bom Jess n. 35,
armazem.

ti


Vinho de Collares especial e
da Madeira
Em decimos e caixa de duzia, tem para ven-
der Joaquim da >i!va Carneiro. largo do Corp*
Santo n. 13, 1 andar.
E ent3o ?
Entao, acharia talvez que esse reme-
dio era imprudente e podia prejudicar a
saude da moga...
Ainda urna vez, quem lhe disse isso ?
Foi D. Luciana, urna vez que faz
tanto empenho em sabel-o.
Mas que remedio ? que remedio
? Meu Deus! Meu Deus!... Falle...
Ah pergunta-me provavelmente em
que consiste elle ?
Sim.
Ignoro-o. ^
Mente.
Mas nada mais fcil ao senhor do
que saber o quejulgar a tal resj%ito.
Como ?
Em vez de retirar-se, como Taz to-
das as noites, as dez horas, fique no apar-
to de D. Luciana e vigi seu irmadP D.
Luciana ser prevenida por mim. Ella
fomecer-lhe-ha todos os meios.
Meu Deus! meu Deus! repeta o
aoente aterrado ; o que irei eu saber?...
E' horrivel. Nao, este homem engana-se,
isso nao pode ser!...
Quando voltou para o seu quarto, Jor-
ge metteu a cabeca entre as'maos.
Vejamos, murmurou elle, n3o esta-1
rei sonhando ? Ser possivel tudo isto ?
N8o ouviria mal ? Aquelle homem nao te-
ra zombado de mim ? O que disse elle,
meu Deus? O que disse elle ? Ah! com-
prehendi bem... E' horrivel!... O vene-
no O veneno'f Jo3o quer envenenar Clau-
dina !... Por que ?... Porque Claudi-
na, sem duvida, um perigo para elle...
Que perigo? O que pode elle temer se-
n3o a revelacao do seu crime ?... Clau-
dina saber entao que Joao o assassino
de Bourreille?... Como o saberia?....
Mas, se o sabe, mpossivel que Luciana
nao partilhe tal segredo. E entao... ama-
ra Joao, sabendo que elle assassino ?
Ser possivel ? E' verosmil isto ? Perco a
cabeca!... De onde vem aquelle homem ?
Aquelle Courlande?... Se no entente elle
estivesse engaado ? Meu Deus, fazei com
que elle esteja engaado!...
Que horroroso segredo!... Que alegra
se elle estivesse tratando com um impos-
tor!... Que angustias se Courlande ti-
vesse dito a verdade!
Tentava recordar-se de todos os inci-
dentes da vida da fabrica, desde qne Clau-
dina para elle havia sido transportada com
o seu ferimento. Mas a sua pobre cabe-
ca transviava-se ao evocar essas recorda-
res, entretanto tSo recentes.
O seu espirito e o seu coracSo pesavam
os pro e os contra.
( Continuar t-ku)
Typ. do Diario ra Duque


Full Text
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