Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:17230


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Full Text
r
rJMf i C.4WT1L JE MUlIlvS OXDE XlO SE ACJA l'ORIK
Poi ires mezes aciantados............... 6)5000
Por sois ditos idcm................. 120000
Por no anno idee................. 2HjjK!0
Cada numero avulso, do mesmo da........*..... #100
'lEOHHIE ft HB 1M1 DE 1!
PAH4 DENTRO I FRA DA PttOVIXC'IA
Pui seis meaes adiantados ..... .'........
Por novo ditos dem................
Por um anno dem'. .'............
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
130500
20000
270000
(5100
JJropriefcafc* t Manoel 'l-Ji%atxia te -taria 4 Styos
TELE&RAHIAS
^, SFRV1C0 PARTICULAR DOUIARIO
RIO DE JANEIRO, 20 le Fevereiro, s
jPfr'bors c 15 minutos da manhl (pela li-
aba terrestre).
Foi transferido do Rio Grande do Norte
UagGas .o 2. cirurgio do corpo de
do cscrcito Euclides Aires Requiso.
' eguio para Pernambuco no paquete
oional o Dr. Jes Hygino Dasrte Pe-
reir.
SEAVtGO Di AGENCIA HMS
(Servic directo)
BERLIM, 19 de Fevereiro.
O lleicbstag adoptou definitivamente a
prorogujio por dous anuos da lei contra os
socialtas.
ROMA, 19 da Fevereiro.
O Sr. Bo3elli foi nomeado ministro da
instruccSo publica.
LONDRES, 20 de Fevereiro.
Lord Dufferin vice-rei das Indias, vai
s:r nomeado embaixador da Inglaterra em
Roma.
PARS, 20 de Fevereiro.


Mr. Delaorte acaba de ser momeado
sub-secretario d'Estado no Ministerio da
Marinla e Colonias.
SAN REMO, 20 de Fevereiro.
O Kronprinz passou mal a noite e teve
alguns ajeemos de toase; augmentam os re-
celos di um destnlaoe fatal.
LISBOA, 20 de Fevereiro, tarde.
O Si'. Pinheiro Cbsgas entrou em con-
valescencia.
CAIRO, 20 de Fevereiro.
A3 terpas egypciacas e italianas oceupam
Aesua (1)
ROMA, 20 do Fevereiro.
Acalia de fallecer o Conde-Corti.
Telegrammas da Abysuinia annunciam
que una tribu de Soudaoezes j fez a sua
submisno s tropas italianas e j entrou
em Go:idar.
PARS, 20 de Fevereiro.
Gr. udes por<,5es de neves estilo cahndo
tanto em Franca como na Hespanba, tor
nando-se muito diULultosas aa communica-
Ses.
(Servico pela via Norte America)
PARS, 19 de Fevereiro.
O lemps e diversos outros jornaes fran-
cezes falluD de urna convenci tacita entre
a Ingl iterro c & Italia* no caso de guerra
eurepa.
f PESTII, 19 da Fevereiro.
O Pcslher Ltsyd diz que provavel
conclusa o do urna allianca defensiva entre
a Allemanba, Blgica e Hollanda.
LONDRES, 19 de Fevereiro.
A O..mar dos Communs contina a dia-
csalo da respoaU que deva ser dirigida
S. M. a Rainha.
GENEBRA, 19 de Fevereiro.
Netes abundantes cabem em diversas
regie i da Suissa e j causaran bastantes
estragos.
As tommuncac3es esto interrompidas.
Agencia Havas, filial em Pernambaco,
20 d Fevereiro de 1888.
misalio de limites entre o Brazil e a Rep-
blica Argentina.
J regressou o Barao de Capanems.
LIMA, 20 de Fevereiro.
A cidade do. Iquique foi quase completa-
mente devorada por uro incendio.
S3o incalculaveis os prejuizos.
ROMA, 20 de Fevureiro.
O Sr. Boselli foi nomos do ministro da
instruccSo publica.
BERLIM, 20 de Fevereiro. .
O Reicbstag approvou a lei de proroga-
cSo do prazo de repressao dos socialistas.
BRUXELLAS, 20 de Fevereiro.
A Blgica, a Hollanda e a Allemanba
estSo negociando um tratado de allianca.
SAN REMO, 20 de Fevere'ro.
S. A. o Principe Imperial da Allemanba,
Frederico Guilherine est um pouco me-
Ihor.
LONDRES, 20 da Fevereiro.
Lord Dufferin, ex-govjmador da India,
foi nomeado embaixador da Inglaterra jun-
to ao governo da Italia.
Proclamada a independencia de Portugal uo so-
calo XII, foi-se a sua nacionalidade des. nrolvon
do e afirmando com es guccesaores de D. Aflonso
Heuriques, u'essa pennsula ento dividida era seta
estadea diversos, provDciaa bascas, Mentara,cau-
dado soberano de Barcelona, Navarra, Arag'.o,
Caatella e Portugal, cada um de l res fallando qausi
que um idiota i partioular, posto que es ultimo*
tes
Yerno da provine"a
, rXPBDIENTK DO DU 21 DE JANBIRO DE 1888.
Actos : i
O presidente da provincia rosolve exonerar o cn-
genhi-iro Alfredo Pernandes Dina, do carg) de de-
Itgado do dislricto lilterurio deCaobotinho p r t r
transferido de domicilio o ncmear para substituil-o
Francisco Ignacio de Paiva.
reinos t duaa lineuas sobrsviveram tambem, e
, "i ae o* titu o*, ao inspector geral-da nstrouco
ar.erfeicoaram e opulentaratn Iliterariamente : *- 4T miv, u^- e ~v
eastelbana o a portugus. $&_ ,deBte dd provincu, ttendendo ao
Desaparecer o galego ^Porper- P J Rodrigue. Pinto
maneeeram locaheados e nao re eecreverein maia 4J" "lJt ** ... .* ., _.^.
liftorar.a-r.cn.c, aborvendo os o caatelhana, como !**">*> prt.caota d. TlMMiirarm de t-.enda,
ojd.soaoffieialdopsis.quesob seu aceptro cn- e !,n'10 "m v,8t,, 8 "*>"**> *> -sp-ctor da
cenfrara o resto da pcninsula. O parrugues, que
bjjs'i
em
Tbesouraria
datada de 21 do correte,
centrara o resio a pcniosuu. u pwiugues, que i-,=- -7------------: ,. o .:--------
acompanhoa :Mbs sua oacicnaiidad?^ perf.i- 47 "''* oowitar IheSmeses de liceoca, coa.
c;ou-8e^deae,1vclveuaecomella,eflrmoUaoutra|reuc,Ble.fl0frl"d.'ll.J,' PJ trat*r-e' frR
lingna cultivada.
(Ccntinai
PARTE 0FFI.U
Ministerio da Fazenda
Foi ceocedida a Francisco Tulles da Rocba s
deoiissS), que pedio, do lugar de 2* escripturario
da Thetouraiia de Fasenda da provincia do Ama-
sonas.
PARS, 20 de Fevereiro.

Consta que o ministerio Be retirar do
poder.
BERLIM, 20 de Fevereiro.
O Sr. Werber parti para S. Petersbur-
go em missao especial do imperio Alle-
m3o.
LISBOA, 20 de Fevereiro.
O mdico que est tratando o Sr. Pi-
nheiro Chagas dei l.irou que esto eslava li-
vre de perigo.
NEW-YORK, 20 de Fevereiro.
O Sr. Hiscock o candidato appresen-
tado pela opposigao ao cargo de presiden-
te dos Estados-Unidos da America do
Norte.
10 DE JANEIRO, 20 de Fevereiro, s
2 boras e 50 minutos da tarde.
O directorio conservador de MinaB-Ge-
raes recommendou a cbap conservadora
coropjsia dos Srs. commendador Manoel
Jos loares, Dr. Carlos Peixoto de Mello
e Barao de Santa Helena.
A eleijSo foi marcada para 26 de Abril
prximo.
Presidenta da provincia do Para man-
dou processar o peridico Amazonas por
crime de injurias.
A taxa do cambio sobre Londres,
90 d. v., foi boje 24 5/8 d. por 1,5000 e
reservado 24 15/16 d. por IdOOO.
Miailsterlo da Guerra
Foi transferido para a guurnioao do Ama.
tonas o 2" cirurgiao do corpo de sade do exercito
Dr. Jos Faustino da Ve'iga Lima.
Foi nomeado secretario do tenente-coroDel
inspector do A'senal da Guerra de Pernambucj o
tente do 16 batalho d- intantaria Antcnio
Qonealvea Pert'ira.
F'oi nomeado o capitao do corpo de enge-
nbeiros J So Claudmo deOliveira Crus ebefe das
obras militares da proviucia da Purabyba.
Permittio-seque o 2o cirnrgiao do corpo de
saude dj exercito ur. Joo Moreira da Coata Li-
ma pasae da guarnicao da provncia das AUgs.i
para a de Mioas-Qeraes, e que aa demore na Ba-
bia um mez.
Foram transferidos : do 3a batalbao de io -
fantaria para o 6 da misma arma o teuente Joa-
quim Lourenco da Silva Ramos, e dcste para
nqnelle o tenente TiIj Rajmundo de Carvalbo.
CoueeJfu-se troca de corpis entre ai sos 1-
feres Carlos Augusto de Almeida tioares e Manoel
belcjiro da Silva, este do 2 e aquelie do 14 ba-
talbao de infantana.
IHSTRDCqO POPDLAR
BlCOaLIDaDE. LUT&ITA
LIIESA1IU3A
DE
SERIO DO CENTRO TELEGBAPHIGQ
DA IHPRENSA
(Par* o Diario de Pernambueo)
BL'ENOS-AYRES, 20 de Fsvemro.
rroinados o trsbslbos da com.
P0BTUG4L E BBiZIL
PELO
Conslheiro Joio Manoel Pereira da Silva
11
(C on tinuag o)
Noasa edncacSo litteraria tem sido at boje mais
estrsngeira, particularmente francesa que naci
nal. Aprendemos todo o quu se rscreve e s- pu-
Jtlica em Prii, estadamos o que se paasa em outros
pases. D<- casa pouc sabemos. Dir-se-ia qu-
a nossa historia e a noaaa liugu. nada valem, e
d'abi procedem grandes males. Ao passo que sel
deturpa e corrempe a lni;ua pela acquisico de
neologismos desneccssarion, e de feicSes e iniole
improprias de orna lingua (So bella como a pr
toguesa, lio elegante, barmoni-s e inivemrnte
preparis par* a expressi> de todos os seotioieo-
tos e paisdes, desnacionaliam-se os ei pintos, Cooi
a perda da originalidade a espontaoeidade, aureo-
la gloriosa de um povo e un litteratara.
Joo de Barros disia ,|4 c..m muita rasSo :
c Nia dtvemos louvar os lumens qoe dio rasio
de toda a historia greg* e romsna, e si Ibe per-
guntardes pelo ro passado do reino, em que viven,
nio Ibe sabem o DOine
Nao se po :e contestar o itilidade de saber-se o
que se passa no estrangeiu ; melhur, porem, nos
parece conhecer o que V"i 3'lo pais. Apropriar-
sc do que f6r b^m e profici o, sem o abandono das
trsdices e ttulos honrosos d mestieos, eis a ver-
dadeira mxima para o a lerfei jmenlo do indi-
viduo, da lingo, da nter ura e da nacionalidade.
Estudemos o que prodos e honra o estrangeiro,
sem deixar de aprenler o que nos perteoce, e pro-
curemos tirar vaniagens e conseguir progressoe do
confronto e spreciscio.
Ministerio da Marluha
Em 11 de Fevereiro foi expedido o seguintc
aviso as Sr. ajudante general da arma la :
De accordo com o que V. Bxc. pro pos em o lu-
cio n. 14 de 4 do mes 1 roximo pascado, resolri
que fique prohibido o uso da blusa e chapeos de
palba, devendo d'ora em di ;iite uo uniforme da
officiues da armada e das ciassee annexas no ser
viejo interno dos navios, arscaies, qherui e *ta-
belecimentos militares e no externo ordinario uo
mar, adoptar-sti o doiupan; capacete e sobretudo,
conforme as iustraccoes anuexas a este aviso, to-
lerando-se o emprego dos inesmes em passeos.
Os aspirantes ngrao apenas do doloian. .
Acompaabameste aviso as seguiu'os instruc-
c3es :
DolmanPura ser us-.il.> no servico mterno dos
navios, arsenaes, quarteis e cstabelecimentos mi-
litares e tambem no servico exteruo ordinario no
mat, o dolmen dever ter de fazenda de la azul
ferrete, lisa, ou briso do linho branca ou azu, cui-
ca branca cu azul da mesmi fazenda do dulmao,
bonetou capacete. _
Dolman para toa\ > 01 officiau e tambem para as-
pirantes : de l azul ferrete, lina, .br.in di linbo
branco ou azul, do feitio beguinte : costas sem
coaturas 00 meio, toni > um ineio quarto, com
aberturas dos ladie, sendo a da esque-rda sutli
cientemente loug.t, para deixar paasar a espida,
fre ite abotoada por oito c.'ch. t|.8| o lado diruito
ficiud ) por baiso do esquerdo de 0,004, por meio
de urna iugleza cosida at em b.i'xo, oude as dian-
teiras seriio cortadas cm ngulo recto. Oolla na
p d 0,0& do altura, intugaa de duas costas accii
guarnecidas por. umi liu dj II pruta, luscrosa, de
11,015 de largura, outra da ineami dimeos), pa-
rallelament, ecm a s<>paraco le 0.0.' e entrd ellas
um s^utacbe dr. 0,003 de largura.
Os postee aero desiguados nos punbos por fitas
ao 12 preU lotitrosa da mesma largura que os ga-
lopa da Ci\i ...'.
O eom^riinento do dolmen nao exc ijr da Ia
pbalange do dedo polegar com o braco o.ten-
dido
Os distinctives de chsse seio adoptados a cada
lado da g ilt e devero serdasaow branco ou
prat, teudo a patenta dosignada por pequeos
ficbos de prata como mo.tra o m-del-o jioto, -en o
as oiu.ennoes iguaea s dos b. rdiids das pusaa-
deiras.
Os geneiies ter Jo aa gola e em prata os mes-
aos distinct v 3 das p^ssadeiras.
O dolman de brlm azul t .--i admitlido nos
fljtilbas de Mato Qrosso, Uiugusy e Amazonas e
no stvc ) das torres dos encouracad is, uas torpe-
de ras e i.a escsla naval, pe a asp rantes.
As fitaa para es dolmaos brancos sero brancas
o p %r na uzu s, pretas, e da mesma Itrgara que
as azuca do la loa doin^ns.
Oj jspirantt-s (ra,aleen do dis inctiro de clas-
se, as estrnilis bordadas a ouro, e us de 1 classe
otario abaixj fiestas aa a.co.as de prata iguaea
s da g. a, ticuna j e te distioctivo adoptado para
as sobreca .-.c-i-.
A >s aspirantes uo perm.UiJo o uso de caps-
ce ti-.
CapaceteU* cortic* ou onlr#_ watirin suffi-
cientemei-te lev-.-, forra.ii es^MJMlnii de bros
brnco ; opa de forma ral^iffBlPO exceder de
Ow.17 d uifur., ab< mi f-.!.t'nia i-xceder di-
0 u,06, jJiwniH udo piraos l-id-J, "'e creecer do
a.|WLjsfii ?"orirar h palla posterior, que uo dtve-
1: (lai.Od dv> lurgura.
^PBrl-Cidi io,d d.i c jia junto d b 1 3 > de atiera de 0,011 ucs quaea abotoar urna
c 'ii'iia branca dobrad, com passadores do mrsmo
couro pa ra o fim de alargar para paasar debaixo
do qu-ixo.
A iuel o'^io dt abas ser de 48* na frente e
46 iiap stericr
No alta da topa h vei um griade bolso c tn
aberturas pra piim.jr a vcutilac.
eveni srr osado cm capas da brim branco.
SobretodoCar* os .in' de todas as (tutes
o sot/rctiid' "ci de p-nuo asul ferrete,fe forrado il- fl .oel'a ou oo'ia fnz-oda azul, de abas
loogas a 0,3 d 1 cb ; pMt> de traspasa, goU re-
donda d* ui-sna f.is nda e larga bastante para
proteger os ou iw quaiido levantada ; seis botes
lisos de >\i ta p roba de c .da lado, de 0,025 de
iliHoietr., be id 1 os loaia Oait s na ajtara d s j ie-
Ihos o-i 1 urr s eurip-.gn iguaes at o p. acoc/i ;
uir, bola 1 de Ci. la lado, as -too turas de cima p.r
b.ix e a partt inia lta d itbertura cirrcs'p'u-
d'udo aoc.^ovBll. ; orna abartur d lado aqu^r-
do utfi -i; ut' iD^ot grau e para den.r os copos
da 1 spada. Um ciuiui o de 0,0b' de largura, t .m-
bem -le un par ser uavio como pr^.ilh i eom
um fivela de brunz u* frente, aiv.sa nos puuhos
de ci-ic de > preta lustrosa eosn as diucntes
dos galo da a ibreoisaca.
O c*p 2 drver ser bastante largo para c-brir
cab (ito boaet.
Cocedcu-si* psssagem ni C.-mp .ubia Brazi-
^eua de NavegscSo, por eonta do Ministerio da
prenda, e officiou se aa inspector da Th soararia
de VnzeaJa afim de sera d. Bptza ilesconf.ada pela
*. parte d.s vencimeatos do mencioaio pratican-
fe.
, Officios : '
E Ao brigadeiro commandaotA dus armas.Para
'^bh so posa resolver sobre o requ^rimento em que
o 1. sargento do 2. batalho de infantai'ia, Fran-
cisco Laurentino Pereira de Carvalbo pede paga-
mento das p -eetaces do premio de voluntario e
encajado, ao que se julga com direito, declara o
Ministerio da unerra, cm sviso de 12 do correte,
sor conveniente remetter-se respectiva Secreta-
ra de Estados certido de asseotamentos do mes-
m> sargento. O q'ie taco constar a V. Exc. para
seu coohecimento o devilos iffeitos.
Ao mesmo.De couformidade com o aviso do
Ministerio da Querr, de 11 do correte, rrmetto
|V, Exc, com os mais popis annexos o requeri-
ssento em que o 2.' cad t-.i 2.- sargento da eom-
panhia de cavallarla desta provincia, Jos Ma-
riunno Augusto do Mora"., p. J..- liceoca por 3 me
aes para tratar de sua sade, onde Ibe cunvier, afim
de que a junta, que o inspecchnou em 13 de No-
vetnbro do snno passado, declare ee precisa elle
sabir efesta cidsdo para tratar -se. -
Ao iDtsmiDeterindo o requerimento do
spldado do 2.' batalho de infantoria, everino JosC
de Uant'Auos, antora o V. Exc a vista da sua in
tsrmaco n' 144, de bootem datada, a conceder-lh-
tieenya p.r 30 dias, na lorma da loi, para ir ci-
dade do Limoeiro tratar de 1 gocios de sea parti-
ejilar interesse.
Ao conseibeiro Joio Jos Pinto'Jnior pre-
dente de Instituto Archcologico e Oedgrapbico
Pernambucaiio.Digne ae V*. Ex*, de prestar as
iiitormai,. s que stiverem ao spu alcance sobre o
assumpto do aviso junto em original de 10 do cor
rnte mez, do Ministerio dos Negocios do Imperio,
relativo ao subsidio orcamentario destinado a pu-
blicafoes desso instituto.
Ao Dr. chi fe de polica. Ojo vero que V. 8.
da novo exija di aotoridade competenre a iufor-
maeo a que alludo em 22 de S^tembr lindo, para
que passa ter soluco o seu officio u 857 de 20 de
Ssterabro do anno pssesdo, relativo ao aluguel da
*V||S*P" cadeia da villa do Exii.
V^^o rnesw .Resmam-ni V. H. jo siys
ca suas ordens a quem competir para' que sejam
d.-vidamente tisualisados do da e de noite os l.y
dr-rites da C aipanhiu do Bebenbe, collocades ..m
diffdrentes pontos do municipio dest* Cipitsvl, no
interesse de evitar-se que sejam abertos on estra-
gados por pessoas osslw das ou vadias.
Ao inspector da Tbasourana de Fasenda.
Estando m termos, mande V*. S pagar a inclu a
conta na importancia de 180^000 proveniente da
eompr de um foga de ferro, para a casa de resi-
dencia do inspector do Arseoal de Marinha. o qae,
autiriso em additamtmo ao m:u tffi.-io de 13 do
corrente.Communiccu-se ao inspector do A. seal
de Marinha.
Ao mesmo.Para os fina convenientes, com-
uiunio a V. ., qae segundo participou-me o res-
pectivo inspector, assumio hontem o'ejercicio do
carga de membro da inepectoria de hrgiene o Dr.
Francisco Dominaos da Silva, renunciando o resto
da li lenca em cujo gso acbavase.
Ao mesmo.Communico a -V S. para os fins
ccnvinientes que o bichare! Pedro Jorge de Sousa
em 12 do corrente mez, assumio o exercicio lo car-
go de juis muaiuipal e de orphoB do termo de In-
u'-izena, para o qual foi nomeado por decreto de
18 de Agosto ultimo.
Aa e jgenh-iro encarregado das obras mili-
tares.Da aecirdo com o oregmento na importan
ca de 5114401; que veio annex 1 ao officio da V.
j, de 17 do carrete, sob n 178, antoriso o s
mandar proceder sos reparos de que pracisain as
privadis do quartel do 2. batalbao de infantana,
urna ves que existe crdito para correr a respe-
cu vi despezii, eeguudo in"forma o inspector da The
souraiia de Fazeuda? em offi.io n. 48, de 21 (leste
mez C mmunicou-se ao bngudeiro commandante
d s armis e ao inspector da Ibesourana de Fa-
zenda.
Ao director^'ngcuheiro em chefo do prolonga-
monto da estrada.de/erro da Becfe a S. Francisca.
Devolvo^a Vme. como.pedeno officio de 19 do cor-
rente sob n. 114, o procesa) de desapropriarooda
proprieda In Kussas para passagem da estrada de
ferro do Recite a aruar.
Parrara :
Approvo a rcsolufio da Cmara Municipal
da Oloria de Goit, autorisando arrecadsco das
reodas muoicipaes por admioiatraco, pelos mo-
tivos constantes de seu officio a que respondo de
18 do corrate mes.
Eir-BDIIUTE DO SECRETARIO
(Juicios:
Ao director do Arsenal"3e Gruerra.S. Exc. o
Sr. presidente da provincia mande declarar a V.
S. para seu conhecimeato que ao r querimeato de
Aig'miro Pereira da Silveira sobre qoe versa a
mfi ruiacilo dessa directora de 21 do corrente s.-b
n. 116, proferia boje o|segninte despacho :
< Dirija-se ao Sr. director do Arsedal de
Querr.
Ao agente da Companbia Bahianade Nave-
!ntio.De orj-m do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia aecuao o recebimento do olfisio de hoje no
qual V*. S. participa que o vap>r Guahy ebegou
hontem d> Bnhia e escala e regresaar no da 26
do corrente,'s 4 boras da tarde
' Ao presid-nte e vereadsres da cmara muni-
cipal do K10 Formou.De ordem de S. Exc. o
Sr. pressdente do provincia transniitto a Vs. Ss.
em resposta ao SCQ officio de 11 do corrente, nm
exemplar impresso da collecca i das leie do siiuo
findo.
Ao jniz municipal do termo de Ingazeira.
O Exm. Sr. presidenta da provincia mando decla-
rar a V. S. em soluco de sen officio do 12 do
corrente mez, que transmita a esta secretaria a
certido de seu exercicio.
BSPACH03 DA PBS8IOBNC1A DO DA 18 DE
FEVEBE1B DE 18S8
Anchis's Aocioli.Remetido ao Sr. ins-
pector do Theaouro Provincial para man-
dar effjutuar o pagamento solicitado de ac-
cordo com a informagao de 10 do corrente,-
n. 67.
Companbia Ferro Carril de Pernambu-
co. (iertiiique-se o que constar.
Oiogo Augusto dos Reis. Informo o
Sr. iuspector da -Tbesouraria da Fazenda.
Eufrasia Perpedigna Fredovinla da
Silva e Anoa Oblaba Alves de Carvalbo.
Informo o Sr. inspector geral da inatruc
f;5o pubiiea.
Francisco Alve Lourengo. Prove por
qualqunr dos moios indicados pelo devreto
n. 1950 de 1871 ser maior de 21 anuos de
idade.
Francisco Mano?l da Silva & C. Inde-
ferido. ',
Alferes Felippe Eneas da Costa. -Re-
mettido ao Sr. commandante superior in-
terino da guarda nacional das comarcas
de Oli-'da e Iguarassu' para ni-miar pal-
iar a gaia de que tHta.li arC5 do decre
to n. 1,1: 0 do 12 de Margo de 1853.
Joao Ignacio Riboiro Roma.Aguarde
o crdito solicitado nesta data do Ministe-
rio da Querr.
Joo Landelino Dornellas Cmara.
bim, mediante recibe. *
Tenente Joa Francisco da Trindade. -
Remettido ao Sr. commandante superior da
guarda nacional das comarcas de Olin la e
Iguarassu', para mandar pas3ur a guia de
quo trata o srt. 45 do decreto n- 1,130 de
12 de Margo de 1853.
Baoharel Luiz Barbnlho Uchoa Caval
te.~Sm.
Mesa Regedora de No3sa Saobora do
Amparo de lin.U. Inforins o Sr. inspac-
t >r do Tbcsouro Provincial.
Maja e Silva & C. Encaminha-se, de
vendo os supplicsntes pagar o respectivo
porte no Correio.
Manoel Paulo do Albuquerqve.gunr-
de o creditu solicitado hoja do Ministerio
da Guerra.
Rita Amelia Dias da Silva. Informe o
Sr. inspector do T.iesouro Proviucial.
Secretaria, da Presidencia do Pcrnara-
buco, 20 de Fevereiro de 1888.
O porteo,
F. Chacn.
Ao isspctor do Arseoal do Marinbn.Acha'i-
do-oe desfalcado o pessoal da Tbesouraria de Fa-
senda, segundi intonnou-me o repectivo inspector
em officio u. 44, de 19 do cirrente, recommendo a
Vuic que designe um empregado desse arsenal para
proceder acs inventarios de que trati o seu officio
n. 5 deatu mes.Ja nmuni -oa-ss no inipect.r da
Thesouraria de Faionda.
Ao mesin Accus .11 lo re-e i i o officio de
honten. d .lado, sob n. 26, em quo Vme. me par-
ticipa buver encalbado nos arrecifes que marger-m
a praia da Concticio o navio Louise de nacionali-
d ido illem,. lecl.iro ibe que, nesta data don conbo-
c uiu'o do occorrito ao ministerio da marinha,
conforme solicita no final do citadj officio.
A director do Arsenal de Ouerr >.Autoriso
Viuc de nccordo com a su* inf.nnaci n. 111, de
21 do errenie, a transferir p.ra a uompanbia de
operarlos militares dease arseual, na forma dos
.rts. 177 e.178. do reguiauento n. 5118, de 19 de
Outubro de 1872, os aprendais artfices mencio-
nad is na rel*co annexa a citada intonnaco.
L) vo'.vo-lbe como solicita os papis quo ^ocom-
[i ,nh ir.nu a mesma infirm(o
A caminandaotoda 1 acula de prendises ma-
riuh' iros.Com referencia ao officiod V.-uo. do 28
de Nov. uib-j do anooprox mi, sob u 95, o mi-
uis eiio da marinha, em aviso de 5 do corren'e,
declara que o forneejmeuto de fardameuto a escola
sob s'-n caoouiando, idevo ser eommettido ans neg
cinica Joo Rodrigues de M ur e Rodrigo Car-
vai to i. C, segundo a nota jnnte, por copia, orga-
uisada pela contad ra; requisitando-se da inteu-
denaia os c lleudes, cobertores, maceas e saecos de
1 ni em vista dos elevados precos pedidos na con-
currencia que desta formo fica reaolvida.
. Q-tauto mi qualidade do panno efaltas que se
notarial na coufeeoo do mesmo fardmoeuto, com-
pre appcnr acs furueoedores as multas estabule,
cidas u a contractos, desappareeendo assim as aus-
pcicas a que silude o seu officio u.6i, do 2t de Oj
tuon Hntenor.
O que tud fitj 1 constar a Vme. p- ra seu conhe -
cim uto e aevidus ff -it. ios.. Ctor di >h s'Urana d- FnBenda.
Ao m^enhoiro fiscal da estrada de f-rro.
Kocifu a Cm ,'ig.R ineitendo a Vme. em
ca au su offil le 14 do crrente, sob a ,
copia da mi ninafai prstala p -to director gerfnl*
da Companhia uo tebenb ac rea do faeto dad* na
note d 12 em um hydrant* da m sma companbia
t Htente, no poVfdo d> MuOtetrO. cba'nO a SUa at-
teng.o para o'pout. da mesma iufotuoaco, rf-
rantu a Vms. como fiscal daqueila estrada de
ferro.
cargo de delegado do termo de Ipbjaca o cidadc
Manoel Heraclyto de Albuquerqu3.
Hontem assumio o exercicio do carga de Sub-
delegado do district'i do Peres o cidado Antc
Lucio Alves Uandeira Campello, na qualidade de
1 supplente.
Pelo delegado do termo de 8. Laurneo, fo-
ram remettii'asa es ta repartico, 9 facas de posta,
lemadas a desordeiros.^_
Acaba de participar-me o delegado do tersa
de Bonito, que na mauba de 22 de Janeiro uHMo,
e no lugar Kiacbo do 6a districto d'aquelle tenso,
Joo Gouveia liaba, aps urna pequea altercar,
ferio com nma facada a seu proprio iimo Manee1.
Antonio (xonveia B^lla.
O subalelegado respeetivo procedou a respeitc
nos tenaos da lei.
No dia 27 d'aqoelle mes e no lugar Ama-
n.gy do mesmo districto, nm menor filho de Ma-
ooel francisco de Jess disparou casualmente em
si proprio nma pUtola, empregando-se toda carga
em urna rnxa.
Acerca de-te facto procedeu se tambem como
manda a lei.
Anda o mesmo delegado den-me 1 ciencia de
ter feito remeasa ao Dr juiz municipal respective
des inqoeritos poliei es procedidos contra os indi-
viduos seguintes : Antonio Gato e Antonio Ber-
nardo de Oliveira, por crime de roubo de cavados ;
Manoel Ignacio da Silva, pelo de furto ; Goncalc
Ferreira da Silva, pelo de espancamento e feri
mentos, e Joo Bezerra ou Joo Barros Pianc
pelo de tentativa de morte.
No dia 16 deste mez reassumio o exercicio
do cargo de delegado do termo de Limoeiro, o ci-
dado Antonio Jos P> ataa.
O delegado do .crino de Salgueiro, trcuxe a
meu conhecimeato, terem-se-Ihe apresentado vo-
luntariamente, afim de seren recoihidos, es cri-
minosos Antonio S ana de Britto, pronuneisdo nc
art. 205 do Cod. Crim. e Floren.ino Lopes de
Barros no art. 201 do referido cdigo.
Deus guarde a V. Exe.111 m. o Exm.
Sr Dr. Ignatio Joaquim de Souza LeSo,
milito digno vice-presidente da provincia-
O chafe de poli-ia, Francisco Domin-
guet Ribeiro Vianna.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 20 DE FEVEREIRO
Manoel Gomes Coimbra de Medeiros,
Philomeno Raymunio Nunes Lima e Jos
LeRo Vctor de Oliveira Ledo. -Regstre-
se facam se os assentumentos
Jos Fiuza de Oliveira, Valencio Soares
Vitalia e coritas do collector de Granito.
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
G. l.poit & C, Vicente Jos de Brito
Jnior, Agosiinh > Fetreira do Amaral e
S Iva, Iz ib I Lacas da Silva, Manoel Jos
Goi^alves Brga, J0S0 Baptista da Silva
o Manoel Ferreira. Informe o Sr. conta-
dor.
Jos Dias da Silva Guimaraes.-Infor-
me o contencioso.
Joao GonoalvbB do Sousa Beirao.Pa*
gVse, sft^scripturada a parte do ex-
ercicio unterior
Genoveva Rosa da Silva Correia Gomes
e Manuel Joaquim da Costa Carvalbo.In-
forme o Sr. Dr. administrador da recebe-
doria provincial.
Jos Victorino Alvos Maia.Deferido a
vista do parecer fiscal e da informacao do
Dr. contador, admittin.lo a recebedoria
provincial o pagamento simplesmente pala
transferencia ca propriadade, nos termos
da lei n. 1834 art. 1 32.
Maria Joanna Fiuza de Souza. Entre-
gese a quantia em deposito
Albino da Silva Ll.Prove o allega-
do e junte conhaeimento da dcima do ul-
timo semestre.
Kepartieo d;i Polica
21 sueyao. N. 149.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, em 20 do Fevereiro de
1888 -Illm. e Exm. Sr. Participo a V.
Exc qua foram recoihidos Casa de De-
tencao os seguint s individuos :
No dia 17 :
A' ordem do Dr. delegado do 2o districto da ca-
pital, Gonzalo Francisco de Araujo Costa, cerno
iodiviado cm crime de morte, Luis Francisco de
Franca e Joo Sodrigues Coelbo, por distur-
bios.
A' ordem do subielegado da freguesia do B -
cife, Antonio Gomes Daniel e Jos Ferreira Al-
wb, como vagabundas, e James S< laudes, a re-
quenme'uto do cnsul ingles.
A' ordem do da freguesia de Santo Aosoaio, Ma-
noel Francisco da Paixo, por embriagues e dis-
turbios.
A' ord>m do do 2o districto da frcguczU de 8.
Jos, Augusto de tal e Pedro, Bseravo da Gaspar
Jos da Mello, disposico do Or. delegado do 1
uistncto da capital.
A' ordem do do Io districto da tregoeaia do P 50
da Panella, Horacio Francisco Coeiho, Manuel
Joaquim de ta Mano-I Jos de tal e Emvgdiu de
tal, como indiciados em crime d; roubo.
N>cia (8:
A' ordem do Dr Jelenado do 1 distrielo da ca-
pit', Martinho Ferreira de Obveia, a dispisico
do Ur. juis de direilo di 5* districto criminal,
como indiciado em orime de roubo, e Antonio da
silva Guiutarses, por distu'bios.
A' otdem do subaelegado da tregm-sia do Be -
cife, Alrxandre Jos dos S.nioi, como alienado, i
m uha disposico at que tenha o conveniente
destino,
A' urde-a do d freguesia de Santo Antonio,
Manoel lo Nscmenu> 0.1'eir e Jcs Martius,
por -moriagu s e disturbios.
A' ordem do to 1 distriete da freguesia da
Boa-Vista, Claudiuo -Sabino Autonio, cesu alie-
nado. ^
A' orden do de Ifcim, Joo Franeelioo dos San-
tos, eomo deso dnro.
1 No di 17 do corrente cerca de 11 boras do
..a e na ru dos joelhus do 1 districto da fre
guasia da B^a-Vistu, miortestou-se incendio em
ou \> queu '.s casas de palba que foram devo
rda p las ebummas-
A-li compareoeu o commandante da companbia
de bomben os c a o seu pessoal, e o commandante
do districta com as pracaa son s< u cumiaando.
No dia 13 deste mes aasoaio o exercicio do
Hecebedorla Provincial
DESPACHOS DO DIA 18 DE FEVEBKIBO
Companhja Tbe Great Western Brazil
Rahv,>y Limited. Cer:ifiquc-3e o qua
constar.
Joanna B iptista Alves Monteiro, Mello
Correia 4C. Informe a 1* eeceo.
- 20
Soul Marques dos Santos, Generosa Ma-
ria da Conceiga-. Certiiiquc-3e o que
onstar.
Ag->aiinho Antonio Borg-as, Mari Rita
le Moraes Pimautel, Faustina Tbereaa
L ite. Cumpra-s.
Antonio Gomes da Silva Jnior, Jes
Costa & CA' 1* secfiaj para os clevidos
fins.
Ernesto Aicblino de B irros Franco.
Informe a 1* Secco
Lopes Magalhles < C A' 1 secg
para os u'evidos fins.
Tiburcio Firmino da SVa Tavares. ;
A' Ia seceso p>ra attonder rfe accor'lo cora
a sua informago e o* documento apresen-
tado.
'

..-



y

ulAKiO 2 PERIlASlC
RECIFE, 21 DE FEVEREIRO DE 1S8M
Kolleias do Pacifico,lio da Pra?*1
ta e sol do imperio
O paqute trances Orenoque hontem entrado do .
su', trouxe as neguiotes u ticias :
PariBco
Datas de j>niafs atesta dn Janeiro :
A convenci democrtica boliviana proelamOB.
eandidatos Aniceto Arco 4 presidenoia e Galpio e'if
Beys Ortis vico presidenoia da repblica.
Terminou a reclamaco inteiposta pelo enviado
b liviano Terrosa acerca da creaco da provincia^
de Autofg^sta.
No hne fallecen o general da ind/pendeo
Domiugos Urrutia.
Uto da PrafA
Datas d Buenos Ayres a, 4 e da Mont
at 5 de Fiver-iro :
Sob o titulo Missio diplomtica pera
Santa Se, > disae o diario porteuho La Pienso, na
cd.cao de 2 do oorr. ate : D-se cama cousa ra-
so.vida que o goieroo acredtala um pleaipoteo-
ciario perante o Vaticano, com a missao de reatar
as interrumpidas relac<5ea com o papa.
a Aceresceuta se que o plenipotenciaria levar
instruevoes para ceUorar orna concordata orna
Curia U-mana.
E, finalmente, dii-se que o candidato pasa
deeempeubar essa missao o Dr. D. Pedro GoTV*
na.
Na ediclo i 4 accresoenta o dito diario : A-
I pliendo o que dataos ha poneos dias sobre a idea


io de ftrnambiieoTe,r^-frira 21 de Fevereiro de 188&

H
da cavia r na ia, ..aro oipeeiaUente .eradiiaio
> domina as relavde cotre a goveroo,
o th'fn do e*tboIiBmopodemos an- I
m indar que uaa pinKim sestoej do m m
H^^H'a upie.utir o poJcr exu.-utiv- um
feoque repel o pidroado, segm'o
pista n 39PStita 'r*lc5s da i^reja cum o Estado Argentino.
Falltu. u de angina pectn, o nauta de paterna
1 Jai lupubca o ir,n
^^neri'e estima 1 a pa-tu. vii: : vivid se
Ceo cav heirismo.
Na K publica Onenr.i di Uruguay ews'ava
fM pr.'icio d i g-neri Mxime, antas, pujini
a NR^.^j -i ; ic j bauio, aja aU-au.-
embi g rai iga qj :. u-iisji'e n
Soacda Ominaras.
El Siglo, emnrtigo tditrial, da: Estamos
t.imeui>(p convencidos de que a volt i patria
l jj o !sim i.t j xcluaivo d- gener.il Sarta, e
ie i ::o h-.ver noc) 1 qu ^i' lno" mi era
racurso para qae nio appelle 6m de relisar osa-
rdeme .(eseja que o coi.come.
luduliitavehaeule tormenta-e a ouatagia ; in.s
conecta a nostalgia dj pii .
Ab! r'ciimos muitoquo cam ella m aurp
a nosta gii do p ider.
um< (.eraea
L aaoi uo 'orna/ do Commereio Ua corlee
A lh saurall* d: faz uia de MuasG ro. a
s?:i d> r.rg^uioMr eat.tiatic oaiopraliva da po
paJataio 'it-v da provincia aaa da'* de 30 de
Jouba de lia > e 30 da Marco ultaro.
Da in.'iin estatietea enrabinos o dad) se-
guiut- s, uue nao s.-rSo exa i.iuad o* eem uiier- iaa
ia pb-ss ctua< do pr .-hamo, do estado servil :
Existen ca i 30 te Juiibo de 1885 286.361
Rajaren es a 30 Je Marea, ultimo, vista
da i o.j uvitiicuU encerrada naquelie
dia 192,289
Para inriaos
94,06'J
D. ex"< lento
(TO:
Minoren da 60 annos
Maiore de 6l) anuo
lu al
a 30 de Joaiao de 188 'a
265,852
20,50;
2 6,354
A 20/>02 cravos,poi tanto, aprtveitou lininc-
-Satame ite, na provincia de Mina Geiaes, a lei
Saraiva Cof' gi?e e mni'o agradavel sber qu<
penas': 121 foram dado ao especial arrolamento
pelo adrgos teobores, entraudo coojuncUin>-nte
tido OJ oiuroBuo goao da iibrdaile desgravad
de qualqner ouu.
Dd on^rao modo qne emtolo o iaapri >, foi mu-
to geraUm atina-0ra>'i a renonci dita aervieoa
qji libe: lo indo para inferir deate facto que, aem
rcubuin cuuitranniinentj aeoai.el pura o dircito
de pr piit:i*J-? ueui iufl icncia na orxaniaaiejfta do
trabalbi, y>drii aqnrrle ae'o ie^nlafiv) ter alar-
gado as toaa fraateiraa no dominio da liberd.de.
Como 3 notorio : a amiga JiatrieuU HMIiM
naucr.-o o-liecO b, uo sendo portant; fidedig-
noj os i"ii elemento. -
A defpeiic tate, pnm, podamos tei d|r certo
q-a na >rovineia de Mina Oeraea moito devem
cantar .' e eacravo que, por nao terem si Jo da-
dj i ova inatriema, aiquinraip o eaUdo do U-
b:rd-ie.
Nao ineno grato o regitrar qae na provincia
de Ma Geraes a tendencia emancipadjra eet a
b.m cauiubo, nao aeudo menor de 5,00 oa auti-
(jOt escravo a.foriadjs a^i o eucerraincUiKj da
matricula.
Par-as mnito para esperar 'jue ap'-cas affiua
para a grande provincia a proje>lada corrate im-
migratoi ia, a oora da emaojipacao ni) tardar a
eucarar o .. fiineza o problema da traustorm ^ao
J > tr-.bi be.
A cular eaia cavando o leito da lea, aa q ea ser;i loai sabia e upportaaa do que qaandu
iijiivct.u dd adaptar e s manifestado a ciaras
da opiniiio.
m. Paulo
Datas at 14 de Fevereiro :
oi 3 1 iju.' a aecea ji vai aaaaoihido pro-
. jjd-^o-.a : isusr "lorus.
O Sr. Jos Femando de Alsaeid Bsrroa
tranaferio i Misericordia de Piraciuaba a nsafrac-
to de 44 aefdea da Compaubia Itaan i, no valor qe
8:200.
E' cui pr.ier qua ti regialram actoa sVsM or
dtm
__ Nj dia 9, n* fregunia do O', a 4 Ii2 hora
dn tarde, cabio urna form'.davel faite* elctrica
ubre a a.uu, proJutiud.-ihe grande catra^oa.
A terc eo f-jiist^JiJicio fjrain bastante daioui-
i :*io ; o bateut.M J >' janellaa, aa viclrac, a
ci n ilbas, o rebocJ Sanm fam em qaasi inuiili-
aad i e t croa iu encimara a torre foi cabir no
largo aeunelia greja em pedacoa.
U.ve u ii do r^i a; achi'i chjia de gente pira assistir
a un cas im i;- >.
Alm a estrago feitoa na mitrix, aquella faia-
ca elctrica produaio outroa em ama caaa pr.xi
ma, e no momento do eetampido derrub n por tr-
ra algumid pessoas.
O que e intereasante qu qaando cabio a fals-
ea electriei bav sol e a tarde eatava baslndte
elara.
Anda >.utr3 rjo, na mira tarde caho so-
bre tore da igrej da 8 B'nt), neat cidade,
caasande. p -rm, p ucj estrago.
__ No bairro do r*ary ainda ouWo raio fa 9t'int'ie*ment- am italiano de nome Bspbael
Tatte, drizando desacordada qoatro mnlberes qu-
se a.'bavaj pr< zimas a juutaa dells
8o j a epigraphe Cao grave, referf o Diario
Mercantil de 11 :
a Del.-de ha doas das na cadeia ptrVIiea desta
eilade o fallecimen o d'-1 Ji tfari d a Santos,
quo alli ee achava preso, teod i vindo do Amparo,
SKCUsadn c-mo autor de um ass-issiaato, em conso
quencia de nliei s.
Santos veio com nmi hernia estrangulada e
coacta que, em concequencia de m a tratos da
parte di. r calta que o cuodaci >, e bem aeaim da
fa'ta de salo que a doenc* exiga, veio a fallecar,
deviio a traoniatismo.
Sano, no fallecer, deolaron a tadac oc cea
ccmptnbcira de cnlermaria que era inocente e
que o i.eaataino era curro, cajo nomt declaroa
tamb m oenudb nos informam.
Ni,o foi t na capital que, dorante a te-n-
poatade 'b ant-s-hoot m, cahiram raios.
Alm de ..utroa lugares visiuboa, onda oa cs'r >,-
gs ni nao foram importa ites, na fregiieaia do O
cabio ota Uiaca e e-trisa epbre toiro da ma-
tr', iniere8aado o fr n.eepi-o, janellaa, vidra-
ti, cima haj, qu ficaram muito estragida.
Ao < nbat-' da rsio, a cru da torre fez-se eui
D-daj- e f i Cabir n > larg /.
__ Na f Amparo, deu se
Sin cor Jeto eotr^ divercoc trabilha lores o
Imiiiiair^dor Juo Mauoel Pires, que fie .-o gr--
vemen- ferido.
__ O Sr. presidente do cooelho receben da
corte d i pre.ideote da provincia d-f S, Panh o e-
guiute t"! egrarnma :
Foi n.aa.-aiu. u oa malrngada de b.j-s por
ora nautroai grupo de homens armado u dele-
ga do de poicia da Penha do,Kio do r'eixe, Joa-
3iim r. -mu. de A aujo Cunba. Fie seguir uji
elegad militar, acoocpanbadj de furc, e eeptro
nova ii torujHv5e.
_- A resp- ir i do aaaasginato do d> legado di
Penha ii> K'O do Peiz', eueontramoa o aegaiut.
au Diario Mercantil de bontein :
i Sefunuo consta, o delegado Aralj) Cuuha
hlivia cihuo no teerado o> vario f eudeir. s
ei,eravo.:rataf., por oo querer empregar a torca
nii captura de eacravoa fogidac,
Ni' oa muito da, a ua demia*a<> fora coh-
citada rom emjeoho, indicando ce qoxffl o devia
uaatiru r.
Deisiuio e nomeje luvraram se ante-hon.
tem. _
A' nsta da oceurreac d bou tem, o ar.
presidenta da provincia eoca u a o imea^o.
__ Befre o Diario Popular o ogtunte faeto
que ccctfreu a 6 do cneme em S. Lourenco.
bjirro de Lape-enea.
A 11 b^m la D-iite, em caa de D. Hara
Aigelict criaram t do ao latir d. ciec ni
te.reiro la vasa D. Mana Anglica eliamou am
cemaradi d lv,cm J io R ingu, rapa de 16
aiawe e xutod a o ver o que era
Jo* ttodriguea, m >co gapnrtieosu, tomoa
. CGDa eef in* *rda e vio um vuito n > ai lo do ter
r#ro, rii-eaio de ci a a latir. O fallo eucaai-
j-se |).ra rllr, i^ua via u'aquella viso ueus
Mt e ie-a menos qu- aialuU konem, e no aug
d) terror deatachoa-iba um uro, ui _sir..udu-o por
Kara.
Mais an.oiado por .ver que o ItibiabocacM
ei.bira, fra avuriguar que g. lio liaba o b.cbo, e
ViTificou euiao que hvia aaaaMiaado seero uno
ti 'HJ>i* to-lrigu.-, .mpuiib^iro de Irabalho e
liigo, au quem fina em uimta auiatde
0 jasa uijuieipal dar P. ab- fsrfere
gru^' pnoa percirru de mi-
drugada a eilade coro gr.nd-j vozaria ; ecsiltoa
as casa de dona negociantes que evadiram ;
em cguida foi "A esa d) -le-legadi c nella peoe-
tr'.u, acassinau l.-o e de'tando feriJa a uiulher
deefe
C-nati qai' i delegad} protega a fagi d-
es'ravoc e p-omivia nsrshia na facenda. >
A'guns telegiammua faii.m que hivia fasendeiros
-,i. to oju rola t prjvi leociita para manter or-
dem. .
O Ctorr-io Pauiitjno cU- 12 Ji :
P.r:io hui'o, c.ui destino cidade da Penha
do Rio d) Pexei, aa eontiaieate de fcwca polieial,
Je 15 (x'acas, asa eonsequ' ucia do conhecimenlo
que t.ve a adminiatraiij de disturbios havidos
u'aqoella kacalidada c do suaisinato do delegado
da paiicia, Jcaqurm Firmini de Araoj > Cujba, oa
madrugada de bo .tem
As cccarreneac deram ee do segointe molo,
legando as informaede que tivem.e :
Um grupo d; cerca da 100 peaso.s perorru
a ra da povoi;!), a 4 h ras da m .nhJ de hon-
tem dando tiros e faxendo manifectacoes hostia a
algumaa pesaoas, e, em seguida, dirigi-1' i ca.a
do delegado de policio, cija janel>a foram ar-
rombadas e a caa invadida, dsudo-ae neaaa occa-
siSo h moi te do delegado, jue alli se aebava com
a famili'i, fieaodo igualmeo e ferid* a coa rspeoa.
< Tendo cub^cin-ento deate tristes inccessos,
por telegr.imma da utori; a lea indiciara d lo
eadade, o pre-.ideat-' da pr vmcia fea partir para
a!U a f ica cima mencin ida, com o taojor Gui
Ihermn Joi do Naacim 'ut nomaado delegado de
polieia, devendo assumir c exerccio immediata-
mente.
< O aasasainado, coolra c qual o gsreroo rece-
bera ote-hiitem ieelamiviJ'' pc'a eu proced-
ment irregular, com relar,i fuga de eacravoa
d. fazendas, incitan .'o os a abaadmal-aa, bavia
ido dtmittido, sendo nomeido pira cubstitailo o
cldadij Luiz Aotonio^ib.iro.
A gravtJade dis acou'.ciment 8 ezpliea o
tacr i de ser cas ala esta uotcafl), pirtiuJ) p>ira
alli, Sm Je accomir o eivcicio decae cargo urna
antoridade militar. *
Rio de Janeiro
Datac ate 16 de Fevereir) :
Sobo titulo Bino da Provincia do R;o ec
creveu o Jornal do Commertio :
Ha piojecto, segn .'o n >s consta, da fandacSo
de um binco p-ra a provincia do Rio le Jtn- ira,
vacado no mjlde do eatabeleeimeotoc eongenerec
qa Cu). Di Muller que as 8 folbas mui raro se acbam
juntas e qu ejemplar comp'oto.
Para nio alangar muito esta noticia, de'iins
le mencionar sufras obras de elevado mereci-
m3nf i.
C;mo i; ootras ve, o Sr. Or. Salvador d
Mind rica rgaulson, da cea proprio panho, am
catalogo d nvolvido e critico dos Iivro que nc
i ff rece.
Eeti bella eoMece'.o fiear exporta at o fim do
mes ero urna ds .-:Us da biblioiheca, durante a*
h>rae do >ea etp'lente.
Babia
D-.ta t 1- d' F v ratee :
Na u rima data era e dn e'e:cl i ennt irial :
Conse'l.-ien iV-eira Fianeo i'C) 6409
Depu'-. i B r > d OaKy (C) 5949
Ooaavlhiio An'iii i; da Kicba (L) 5760
CjnceliiN.oF-r.-eirii I Meara (L) 5657
Cooe rer Fn nciaco 8-idr (U) 5140
Depurado Innoiencio 06 s (C) 4490
Depotado BarSo d* O-reiooabo (C) 3688
Deputado C Zar Sp:nola Zima (L) 1006
Lemos no Diario de Noticia* de 15 :
P t tM-gnimma qui receido, sibe-an ter
sido esaasiinalo na tarde de domingo prximo
pastado, ta eicUd-i la Cachoei-a, o men>r Jote
Ramiro da Cbagae, fi ho do digno r*dctn e pro
prietario 1 urdan, Sr. Jos Ramiro da Cha-
gas.
O assasBin), que foi preso en fligrantP, cha-
ma se Cesirio Avelino daSilveira, aipitciro, e
c-uh rida pe'oa seos moa precedentes.
O pretezto pira n pmtica dni* barban cri-
me foi ter o m n ir Ramiro, que divertia-se no
j go do eatrudo desp jado um piuco d'agua sobral
Cesnrio. ^
O infeliz j iven ontB va apenas 18 annos df
idade. 8?o di so!ad i pai achava-ae nesta capital
P
-
qaando deu-se o faroentavel aeontaeiment
qual enviamos-lbe aeutilos p"imp.
Lemas na maama f Iha da 16 :
Ao Ar-al de Cima mora um pobre velhinhn,
de nome Antonio, que pTCorre a ras da cidxde
fazendo pela vi la, mediante a vendagem da miu
desa.
C>m elle vivia ama irmS, que fasia os servi-
cos do3iet':c >s emquanto o pobre velbo anda va oa
I .uv-.vel fiiiu i da tbter meiis para o cea sustento
humilde.
Hontem, p rm, crea d* meio dia, feudo a
rapariga qae lavava para elles, npparecido afiac-
_ de en' regar-Ib- n a ropa limpa, Sera admirada
qae com todo o xito ten operado na Repblica p>r nt> ver a port abrr-ae a ella, que ettava a
rgent'aa, e a frente da empresa cstao collocados
nomea que responlem pela mp^rtancia da inicia-
tiva. achando-3- Ja sabucript por cap'talista
bater f .rtmente.
A' vista d'iste, a rapariga pina pela janella
da cas, qie baixa e c.naeguio ver a deeventu-
deta praca e pesaoas inreregsala no comm-rcio rada ioquiin tateedlia no chio
e na lavoura da provincia, n parte do capital qae
os BCcionistaB in um'iira realizar. A l-t-ilidade
do capital cera de 6,OO):O00. devenlo a provin
c a do Rio de Jan iro, n ,s termo d> project >, con
correr eo a me'ale d? tal qoantia em aa-o'iee da
sai divida pasivs, e sendo de 0 annos a dura-
co do banco.
' < Fundar este caizns filiaea as localidades
mais importante da provincia- e ter como objee*-
to principal auxiliar a Uv ura, adiaataodjlbe dl-
nhein mediante garanta da, colbeitas pendentes ;
faciliter "a acquiaicio de terna, promover e f >
mentar a colonitaeio. Alm disto tomar a ai to-
do o movimento de th aoararia lo governo previu-
cial, -.o qual abrir cunta corrate.
Nio se trata, pelo esaqut.nto, s na i do proj c
to, p jato que a subscripcio io capital dos ccio-
uistaR, j realisada, aaaegure por estelado a promp-
ta ezecuyaoda i-.i. Aoa p J re provinciaes in
camba eatadar a materia teloa seus divercos as-
pectos, para o fim de verificar at onde poder
cbeg'.r a fasenia previ icial jo oacur) solicita-
do e qnaea aa g.ran'ias er.igivai* para que, na
aa quli J Je de accioout. 3)r inetaJe do capital,
potsa pruvncia ezercer n> s eperaco^s a fieali-
s;i i indispeasavel, da qatl oSj poder o pro-
j-cto ter deizado de c girar.
Sem que n s consideremis habilitados por es-
ta sngala indicacio de dad i para julgar aefini-
tiva-neute de ebjecto to uipoitaate, ponderare-
mos qae sito digaas de atteot > exime, na qaadra
2ae atraveasim i, as propostas que h uverein p.r
m proporc onar lavoura capitaea que Iba per-
mittaao occorrer folgadamente oa gaitoc iulis-
penaaveb subatituicao do trabalbo. Agora mua
do que nunca, a ezpanaao c.o reginen do salario
tornar imprescindivel o ere lite agrila, e a for-
ma de empresti nos com gtrautia dea colbeitas
pendente, adoprada em Ciuta parte, aja cir-
cumstancia actuaea partici larmeate i-deqaada a
auxiliar a economa rural, devendo influir como
fctor novo e poderoso para estimulo das tontes da
prodcelo.
Nao menos do que a de 8. Paulo, con'a a pro
vincia do Ri i d: i >neiro homens orna nt a a da-
diead. ao progresso da regiio, que, estumoa cer-
to, ve I ir Jo atlentos pelo luterescsa mltiplo* que
e eaeadeiam a eitabelccioie.it) da ral ganar j. O
qae temos por certo, oiu ser dalo a lavoura U-
rar-aa da uaa diffi.Mldadeg aeiuaea pele m'ios
at agora em aecao. O crdito agrcola n'-ceaai-
dada recouh:cids em toda a part e, a -or.-iu j,
unde quer que a lv ura tenha Je transformar oa
ato instrumento de traballu >.
Bscreveu o Sr. Dr. Sal laoha da Gama ao
ma.-m jornal :
Como director da Bib i tbeca Nacional julgo
aer do meu dever commaaicar a imprenw que a
bella coeccSo Salvador de licnlonc, d biblio-
rbeca, foi agera euriquacidi. de 201 volames de
obr erarase de grauJe impor aneia sobr i a historia,
naos, coKtum s e haguas do pjvoa da Amrica.
Reunido o 2l vo.umej desta tercuira doaoi)
aoa 600 Jaa dua prim ira, peif>z-m nm todo de
801 volumec.
Estio ac'uilm"n'e attrahindo attenco dos
stbii' oa intercaaantea e ad.niravei estaloa feitoa
pelo Sr. A> Li Ploag -.n na An rica Central so-
br.'a origam e monim ntia doa Mayas, primt -
voa habitante 'este vasto contin n'e. Pana que
a grande obra do Sr Lo Piongaon se conserve
anda inudira. O iltustre .rc'je igo americano ti-
ra de seas estados e observaces as mais oaadaa
conciucea, pus nio baaita aeraditar qae o barco
da hunani lade foi a A nene i e nao Asia. O Sr.
Dr. Salvador de Meudonc reun i, nesta so a ter-
ceira i tierra, alguna elementos paia bem avaliar-
mos o estado daqnlles ccriuiiasimoa trabalhos. E'
assim qae r.hi enco.itrima u obra:
Sagrados Mysterroa en-re os Mayas e os Qui-
ches, ha 11,500 anoos. Saa relacao com e Si^ra
dos Jyat;rios do gypto, Oiecia, Chalda e Lidia.
'or A- L* Ploag ii.
pictograpbia Ast'que e Miy*. ColleccSo de
e em fac-siinile. dos bierog yphos me-
xicanos, algona coloridos nio, aegundo os das.'-
.h onginae.
Uu> volume t-jnt' uio/nc limtt de 14 ma-
nus'-rip'o ou pintara astequea. Oa eifigos
orgioe.ea aeham se eapalhadoa pelar biblioihecas
Ua Europa.
Entre oufraa preciosidad de que abunda a pre-
sente collecc) ap nra'-Tn; as aegumt- :
VoabuUrio em lingua catteibana e mexi-
cana pelo pidre ALnso de Molina. M xico, 1571.
Obra rarissima, orna dai antigs m iresto-1 da
amerio-a, da qual e se coobecem 4 ex'-mp rea.
O ioao pertenceii c-ll-ocio Bliss. Um do
i-x mplare* fu vendido por 50 libras e outro
por 60.
A raraecuriosi obra valgamente cooheeida
ob"a dciioiBinaoio de Botn ae labio do Miasia-
p- compoda de varia publicayo: e caricalu-
raa contra L-W e aena preje.'toa de c louici) do
valle do Miuissipe.
Extracto do Diario de Navcgacio da via-
gem de La C'uJamipe. Exemplar que_ per ten tu
o pr iprio La Co lOamine.
Co-np.-udi i gramm tic.i! para intelligeoeia do
d'oma Tarabumar e outios. Pe i padre Teile-
chea. Obra muito rara, l'rimeirae nica gram-
matica d.-re idioma.
Historia secreta aa ocisao de Waabbam.
acerca do goveruo do Paraguay. Obra muito
i unoea escripti par B'iac, cecrctario de Waoh-
bura.
Historia da Am rica, editada i or Justino
W noiot, biolio'bcario da Uuiv-reidale Harw-rd.
En2) impressaa 4 v jo. S6 la ediet de graad-a margen, limitada
a 550 rzampt-rc. Obr de imo -rtaaei capital,
verJaJeiro monuinen' ', dia O Sr. Salvador d
Men-tonca, levan'adi k Amrica p-la nuiversidade
de H rwarJ.
K causo-ment ger.I los Eatado#-C idoc.
1880. E' um inventario ge al da grande CCjflfl
mu-
ba-
que
O rito de a'rona nao ae fea ecrerar e a
reumi) de conos' avolumoa-ae, como fcil do
crer, deotro de iioucj terepo.
Avarijrualo o facto, vio-te que a pobre
Iher estavn mort.a e que o a-O cadver eslava
nbado de saogur.
Ser4 mais nm erime ?
a Cabe a polica disel-o e estamos certos
ella d sveu leri o nrfcteri .
A sua actividade est em prova.
Falleceram : a Dr Jlo Vicente Oarces,
mais nma victimada .ir.astroph doDoc d; Julho ;
e os bard-s di Rio R'al a Piraj.
Sobre o ti i-n'irj -liase a citada f ilha :
O finalo, fi hi do pri neiro bara > do m sm>
titulo, era comirendador da ordem d Rosa.
Eteroen o cargo de insp"Ctor geral dos indios
e diversos cargos de*e!eicao popular o de nomea-
c-s do governo
Foi deputado provincial em diversas legisla-
toras.
8 b'e o cgarid) dis*e :
O fallecid prestou relevantes servic-.s cau-
sa da independencia, conquistando desta sorte a
estima publica.
Perteneced o ama das familias mais nobres
deat. provincia, soubo o Sr. bario de Firaj c r
car ce dejim c-rto preatigio em t)da as c'asa-a
soeiaei.
Era condecorado om a ordem
de Cbristo.
INTERIOR
Motas falsl fleadas
( Jornal do Commercio da orte )
O Dr. M m I o S mres, jais de dircito du 8 dis-
trieto criminal, sea-aSi esenvio o Sr. Farreirj* Iai-
te, deu a suguinte aentenca no proc-sso etn qf o t
aecesado Jos 8 jarea do Amaral, Fortunato 8 ja-
re do Amtral, Jsio Soare8 do Amtral e Joa Ma-
ra Carnero da Cinha :
Vistos eate auto, deniucia a fi 2 o Dr. adjunto
dos prom it.orea pblicos que o R. R. Jos Soarea
do Amaral, Fortunato Jos Soarea do Amaral, Joio
Jo Soare do Amatal e Jos Mana i arjeiro d
Cunba, c 'uim-ittnra n o crims da moeda
.la (aecreseeuta a lei n. 52 da 1833), cejam quaea-
quer papis fiduciarios d* naci, de qualqur qua-
hdade ou denomistcloqne teubam. Eumdi raeios
de falsifieaci a mencionada a'teraca, definida
na art. 167 do citado cdigo;
Considerando que, ae, como o^ina o Dr. promo-
tor publico, a A. 414, o apgamete do carimbo
aapprimi) urna sdala ioutiliaada documento ver-
dadein, par outro lado eriiiuma 9edula u ilisavel,
documento falso,'" temos enflo o enme de fa's'fi
caci) de moeda falsa, l hypothcse do art. 174 o
caso expresso do art. 9 da le de 1833 ;
CoositeranJo que, nxyalema di Coligo Crimi-
nal Patria, o crime de moeda falta participa da
fal.id l le emquanto ao meio e fo de estoioo -to
emquanto ao fim : E' a falsificac.li, por qoertfoor
modo, da moeda do Estado, seja metlica, seja f-
Jueiari', a^n de 'aerar un i p riaacia i o
crime d disidida ex"rcido s.ibre i >camnat> pi-
euliar,amielaparaeinpr->g-l-a, |esprii-l n oirao
hr.hero circulante. Cnme sui generit, de -lissi-
fiealo p"H sua .'apecialidado, dos art. 167 e 264
S 4-; panido mais gravemente que a falaidade e o
ertellionato, atienta a gravidade du aun co-ise-
queneias para a socio lade ; ol -cado ntra o cri-
me publico, onda asta .o de falaidade, nio entr
oa particulares, onde o deestellionato, porqaecom-
mettido contra o Estado, nio esa somante os in-
dividuos as auas transaccSea, ma ataesnlo o cr-
dito pecuniario da afio, off nde a sociedade in-
teira.
Ha esteilionaos contra u Estad i: si o oa crino s
contra o theioaro publico e a proprie tade publica,
qualificadoa no titulo 6 da 2 parte do col'gi, en-
tre os quaes rati o de moeda f-.lsa ;
Cinsideraud) que o V e o 2- RR falsificaram as
referidas no'a, e o l* trocaod -as i a Caiza da
Am'r'is-e'io introdui-i-a na .'ircu'acij; pois
como bem pondera o Dr. promotor pnblico A fl 4I5,
para ieso basta o dispendio (Spendimento na ter
minologia Cerrara,) gaato, emprego, despega, aso
da nota como dinhe'n circulante ;
Considerando que a indicios contra o 3- R con
jjj ciarem, como nota a Dr. oramotor publico a fl 425
v n' s depoimentos fl. 269 v. e 275; mas enec de-
poi entos si) eomolefament destruidos pelo de
t'. 267 v., 270 270 v. e 273 v, donde claramente
se v que as ret^reneiiis frotas ao 3' R. forstoj per
engao, J ven l sel-n ao I', que se achava no
Reeif.-, e foi qacm com o 2- praficoo a limpesa
das notas: feto que reo mhecido e jnifesgado
pir ambo est s nos su interrogatorios e exbabe-
raotsm-nte p-ovalo Jo? auto como bem argamea-
ta a dfea fl 365 V.;
C jos ran Jo qae nii colhe contra o'3' i\ o ar-
gamento de ser soco com os don priowros da
firma d Soarea da Amaral & Irmia; porque
tanto a arr-matacio Ji casco do Rania, como to
dos os actoi Eubs'qu"otp oii foran pra'icados
pela firma commercial, pir o iniividaalraente pelos
dous pr'in iros RR. (d leumcnto fl. 322; depoi-
m nios tomat s no'R'cif-);
Assim ;
C-nsiderand que os indicio ezistentea contra o
4* R fies no tota mente destruido, attiiudeudo-se
as datas da Sato carta fl 24 e.n 5 de Agoato e da
rx'racci a abertnia do eofre e salvamento daa
notas em 6 de Sef mb'o (fl. 254 e 289); as cabaes
nplo'yroM por ol'e dada n > seo interrogatorio;
as deular^caea doa outro RR. e a onvinceute
d< f sa fl. 316 signante e a fl 318, qae nesta part -
adopto. O 4 R asarreiandi se ao 1 para expo-
racao do caici < salvados do Baha, praticou urna
oparaclo licita de capa reaultad iil'Aa nunca
teve oirticp ei, nc o teceben couias,nm a<)terio
lucro alirnm : dil-a eu propro socio.
Nos autos nada ha contra elle, e n&> f.ra a sua
carta fl. 24 en'io altamente compro netleJora,
como d m>natrou na sua J -i:nn ia o Or. atljuulo
da promot iria publica, mais h >je clara e perfeita-
men'e ezpiicida, nem eu o turia mandado prender
preventivimente;
C.nsidi-rando o mais do auto era:s de di-
reiCi BMS que me o mforioo :
IV uiuiinni os RR Jis f )rea do Auiarale For-
tunato Joa Soarea do Amaral incorso no arl. 174
do c digo cnm'n i>, eombin- do com o art. 9- da li-i
de Outubro de 1833 e sujeitos pii>3o a livra
m*n'/>.
S-j'ui rec mmendado ua detencaii, oali su
actiam, e laucem-se seus nomas M ro das culpa-
do, paga por cada am delle a quarta p irte das
costas.
E di'izi de pronunciar 3 reos Jotti Joa do Ama-
ral e Joa Mara Carneiro da Cunba, em favor do
qaaes passe-se al vara de soltara, se por al ni es
tiv- r m prego*; e toigue a muuicipalidada a me-
ude daa custas. Ex ci do art. 2- da regulamente
n. 707 ie 1850combioada com o art. 5- 3' da
lei o. 033 le 1871 recorro para a relacio do di'-
tricto. Rio de Janeiro. 11 de Fevereiro d- 1888.
Antonio Joaqun de Maoedo Soare.
HtvST DIARI1
Meod-nca, trooze oecupadoa mau.de mil empre-
gados durante annn e cuete a at o presente mau
de desesteis mil c otoc.
DImda de P roambu > > tomada p'o almi-
rante Loncq em 13 de Favereiro da 1630. Es-
tampa compocia de 8 ralba, coa o testo explica
tifo esa bollaadez frsaeea Exemplar completo.
fiaido no art 171 do cdigo criminal, eambinala
com o art. 9- da lei o. 52 de 3 du Outubro de 1883
porqae, tendo-se asaocado o 1- e o sV ROY para a
arreinutacito do casco e salvados do Vagor Baha,
que sossorra em mares de Peruauobuco, e aaoeu
do que ne vapor viabam notaa do thesaoro, res-
gatadas e remettidas de thes urarias do norte para
acaizi da amortisacoio desta edrte, conseguioo
1' R salvar nnra-rosas not re.nutridas pela th-
aoararia di Caaii cum o carimbo de inutiiiaadaa, e
njadado de seus irmios e 2 e 3' RR, f .z ndo dea-
appareccr por mio da raspagem e lavagem, de
rea gentes chimico, o carimbe da tDcsourara, apre
sentoa-ce com ellas, assim alteradas, cuna da
amortiaacio eeonseguiu trocal-as, imprimiaJo-lhea
dest'arte o valor qae nao tinbiis.
A fl 152 e 157 sarain os R R. iocomnetea-
ca de j i ii, qu -, tomada por termo a fl 169, foi
decidida pelos despachos d- fla 156 v. e 166
A ti. 310 def.oide sa o 4 R alieg -nuo que o fac-
to denunciada nio c oatitue o crine de moela fal-
sa; m s, seja qual lor o cea carcter criminal, ni >
Ihe esba resp' nsnbilidada algumi. E a fl 346 de-
tendem se oa trae primeiros r -a, allegaudo qae
dos uutoa nio onatam aa provas da crime, Mbiu
do abs ilusamente a do elemento capital qual o
apagameu'.o iut-neional do carimbj quu uutilisira
as notas troca Ja.
A fli 400 offieiou o Dr. promotor publie, ooo
cluinio pea pr iiiuncia dos tres pnmairoa reo aos
arta 167 e 264 | 4 d coligo criminal, e opin ni
que contra o 4 uio ez s'en s.-uii indicios niU't)
rom O qae tuda fisto e ponderado, autos de prisio
era flagrante p appresajsili fli 13, 19 ?0, 23. 52
57 ezame- fli 62. 100. 104, 107 .- 43) interrej I
rio ex fl 291 ei. fl 310, docameoto offi -ihcb lis 71,
135 a 138, 2i 0 a 218, e mais pecas du auroa ;
Cans le.-an lo que o prnnoira R aprcaao'ou no
troco na c liza do amortis .fio notaa que baviam
Ma resg-tradas pelas tb<-ouraria di C-*at a do
M-rauha ahi inot-ilis i iaa con u ieaot-.c'iro ca-
rira no que foi destruido por lrma tai que bimulava
:i' l -a eor.ontes. a ponto de nlaiir os empr.garln
da c-.ni iiieum iiJos di subatitmcio, a dalles .e-
ceban, p i .i ce parte, a respoctiVi impar'ao-
* i
C osiderando qn a deatruicii ou auppresaio du
canuibi i ji operada por meio d lafageas er:s-
pageua, eono a s meueion idos examea :e d moua-
tra;
C >nide ando qae eaas per -coa foNm prati
adas p.'lrs d.'CS primeiros RR ,qna confeasam nos
i.iterrtgat >ri n fl 291 e 3y2 v explieaudo-a pela
ueceasidad- de limpar as faolaa qae foram tiradas
do e Ir Jo vap r eulamea las, u.lberenies unas
ourras, em eatado de nada falerem se nio fbaae n
hmpas, e uilegsoda que sa alguma se acbufam
com o carimbo raspado nio faram elle qu caras-
param ; ma esae ffeito d-ve-se attnbuir agua
d > mar, cuja aecio as notas ffreram duraotejma-
ze^;
Considerando que accie da agua do mar nio
era t por bastante para, comoquerem faaer crer
,s doos 1- UR, destruir o carimbo, deiz.uio io-
tactoa o p tas, nao estragando sean o ceatro, isto justa-
iHe.n.a o lugar mide o Carimbo tiubi sido aoposto.
t ueste parte inataeavel o piracer do Or. pro-
motor publico, qae ex fl 417 rep nde com Lacides
a todo un argaineuto da defeaa fl 346. auna lan-
do es um p r um ; que com o carimbo as notas nio
tnibam valor algas ; mas sapprimido elle paesa-
v.m a ser pap>is de eradit i do Estado, mo da fi
duciaria, reotbivel as earavoaa publicas, e c-mo
taes f'rain aceita na caixa da amortisacao ;
Cousid.;run lo que, assim, sappr^aio, com o
\di I.- do luipearlo Pelo t'irapama, da
f.iiaa da- (wsaj-iiihi Psfa^saWeaa), tivemos as segaWea
oliea Este trabalh), du o Sr. Salvador de apagamento do carimbo tea em papis verdadeirus,
.. 1 J. __ .1____. 7 .. .^ .. In mil... ,&*. Ai _.. ... (
sea
lor
sem valor, alt^ia;4o de que rasaltou a de
seutido pii couvarteu-a em nata com va-
Considerando que o art 174 do cdigo criminal
defineernne de moeda falsa falsrficaeio de qual-
qur paptJ de crdito que ce recebe na estacoOe.
pobticac jomo moeda, csjam notas, cautella, eada-
noticias
fli o Grande do Nirte -Datas at 15 de Feve-
reiro.
Lemas na Gazeta do Natal de 13 :
A cidad: do Natal est livre !
Oa ltimos ceeravisadoa qut nella reitavam
foram alfo nado no correr da a mina fiada, con-
fursae livem a occaaiio de noticiar.
Km forn do silencio em que se tem quedado
este acontec ment, oive-se anda o crepitar daa
ehammus, que proluzram oa elareg da hb r lade
oara infl.mmara almi dos natalt-oaea no momen-
to em qae lh s ra preaisi darem publico teste-
inuobo i que sio sectarios da liberdade e acom-
panham a correte da opima> no tosate mo-
ineutosa q es a da emaucipacio do* Captivo.
< Aiola hu que aasiui -u : I n, para desem-
pcubo d'esla capital e boma para a provincia do
Rio Grande do Norte.
Uui triste e deplora val acoutacimento acaba
de darse ao bsirro da rib-ira daota cidade per
cansa do briuquedo do eutruda.
Um engajado da capitana do porto de nome
Man el tiuaioeita foi molhado c m urna cuia
d'agua. t
Enfurecido no meio da multidio que o carca-
va eueontrou-s com Fraoeisco Luo, e suppondo
ter sido esta o autor deaa brincadeira, atirou ihe
um i tacada que produsio no iufeiis paciente um
borrivel ferimento no v-utre jjnto ao umb go .'
O offaudido foi levado para o hospital de ca
ridnde u acba-sa mortalmente enfermo.
rancisco Lilao um serum ja da barra do
Cara, municipio da Sant'Anua dj Mattoa, bomem
ni t laivo, de trabalho e da maior confianca doa
tazeudeiros que o endrregiVam do trauaparte da
gados para o mtreado publico daata capital.
. O facto tivera lugar pelas 9 horas da noite
Jo dia 13 dj correte.
. Conste que se proceieu so competente corpa
de delioto.
O I- linqu "ote J aapp .r coi imuoeiiatamente
mas fui pre o hontem aa mua da pelo diligente e
activo subleiegado da 1' dis'neto da capital.
YarahybaLiataa at 17 de Fevereiro :
As t Iba desta provin, i.- nada r.f .um dign
de i:, nco.
ilevlsla liiualratla'tae.-b. :n- a o n. 481
desea revista tluuaiuense. E a eh i. la espin-
lu aa Britica
luiillaoura U Ag lenllara Esta
assueiacao lunceiuua boje em a. sao do ooaseiba
ad niuiatrativu, 1 bora da tarde
p. adu Pernambucaoo O resaltado
d .a c rnda de nouungo ulinno foi oseguiute :
lo pareoConsol-Oio800 m tros. Anima, a da
provincia que ainia nao gauuaram. Premio :
100* ao 1, 2i#l ao 2o a o 3' livra a entrada.
lo Tempestade.
2* Tangible.
Tambum correram Arapcnga, Bagageiro, Eaja,
e Camarag.be.
lampo da corrida 67 sexuados.
Rasa io da paula 294700
2o pareoOr. Jor Osorio 1020 metro. Ani-
ma nacionaes Premios : 2004 ao 1*, 1004 ao 2*
eo 8* livra a eutrada.
B acara t.
Tambem correram Tupy e Calmo.
Te i po da corrida 8') segundo.
R.I,-io da p.Ula liBOO.
31 pareoSuppnunuo.
4a paeoCouunendador Mala 1600 metros.
Animara d provincia Premios : 1504 ao l",
304 ao 2* o tercairo livra a entrada.
IJ b-nbe.
Tiuibem correram Fiasjo, Voador e Talismn.
Tampo oa corrida 137 aeguodo.
Raieio da poule 144800.
5* pareo r. Ueurau1000 metros. Egoas da
provincia. Piesaie : 1504 ao Io e 3of ao 2*.
1 Diva
2 Oioorab.
Tempoda corrida lid segundo.
Rateio da paule 74.
6 pareoPrado Pernambucino1610 metios.
Animaos da qua'que.r pala. Premios : 4034 ao Io
e lOOi o 2:
Pacb.
Tambem correu Piutio.
Tempo da corrida IV) segando.
R 7 preoC\pi ti o J. J. da Rocha1000 me-
tros. Animes naerouae. Piemio : 2004 o Io,
1004 ao 2 e o 3 livra a entrada,
t" Sitan.
2o Noruega.
3* T?y.
Tempo da corrida 78 segundos. \
Rateio da pona 64100.
8* pareo -Sapplementar.Auimae da provin-
cia. Pcprojos : 1504 ao 1*, 504 ao 2 e o 3'' livra
a eutrada.'
1* Zunby.
2 'FaWca. H
3o T.liiman.
Tambem correr un Pery e Calizo.
Tempo da corrida 81 1/2 segando.
Rateio da p.nlo 544200
Tiieatro innia laabel Estrsm quinto.
feira no theatro Saata Isabel, o Dr. Faore Nicoley,
prestidigitador, e sua sobnuba, Mas Risini.
O eBpectacul) conatar de tres parts, urna de
prcstijigiticii e magia, outra de illuso.'a, e a ter-
ceira de provas d memoria.
Conferencia-0 Sr. Dr. Msooel de 84 8ar-
reto Sampaiofez imprimir em folhetos, de qua n>s
reno '.tcu am exemplar jjua agradecemos, a coafe-
rencia qae tez no theatro de V*rieiades, em 18 de
Seterabn do anuo paseado, sobre a questio servil
O, laollsss. onelar-En ben ficia deata
symiiath-ca art eti, ingenua, Apreciada pelo noaso
publico, como as que mii o tem silo, baver no
dia 1 le Marco prximo, anniveriario da termina-
cio da guerra d i Paraguay, um esplendido espe-
ctculo, no theatrj Santa Isabel, e em que toma-
r parte o riotavel artista Sr. Stares de. M"edeir s.
Opportaaameate publiear. moa o programma des
ta f ata.
A liluslraraoRecebemos da corte o n.
24 do 4 anuo desti revista, impresas em Par, e
da qual redactor e proprietario o Sr. Mariano
Pina.
Eulre traa finas gravaras, trsz na primeira
pagina um retrato da novo presidente da repblica
francesa o Sr. S i Ciarnot.
K iniuiiiMRetb mis e agradecemos o ez-
emplar que nos remetteram das Estatuto da So
ciedade Recreio Juvenil Nazareno.
T.ilian.tl il.i Jury do Herlfe Fon
HOarafJ hintem eate tribunal em aeiso preparuta-
ra presidida p.-li Dr. ja' de direito d-i5*dis-
trieto criminal, Antooio Oamingos P oto. presentes
o O. Oliv-ora Esor-I, 2 o promotor publico, e o
eacrivo Mranda Fraoeo. Apena comparecern
10 jurados, sen io multados m quaatia da t > 0 '
os s-'gaiotes que doixaram de comparecer :
Alo.) K-'a-i'-.,i da Qista
Antonio M irqu i de A'Dtid Jnior.
Antonio Reinaldo du Miranda.
Antonio da Silv. Asevedo.
Ana ierro R i irigues do Passo.
Cae tan o fer.'ira de BritO.
Dr. C-u-los Eugenio Ouarebe Mavignier.
El.,i ii > de Vasa niaelio-i.
Or. Eugenio de A'biyie Lob) Moscaso.
Francisco Cacdio F. ruandac da o .va Guioiu-a-;.
Franci-co de. Paula VI irinbo Falca i.
Firmino Ciu iido de Figueireio.
.-niiii.n Iufsute L'lmacb Mg i is.
los i'e Iro do Sanros Nev.
J Ai Antonio d-i Mell .
Or. J io Cl doalio Vl-inteiro Lipes.
Or. J io ,' ir ni :i L*.-':Ji CiValcanta.
Dr. Jas Nicolao Tolcntino de Carva'ba.
Juvin > Bindeira Fi.h i.
liviano Rodrigues I Paaso.
S.lvad r J-.ib.lba UcbJ. Cavalcaate.
Antonio Venancio da Silveira.
Augusto Qon^slves da Silva.
Antonio Machado Gome da Silva,
liento Manool de Castro Maiio.
Candi I lebuiC] Caraeiri L.-al,
Ciau lino I.i ;i a do S io' ii.
Diego B ptiate F.Tiiaiids.
Dr. Frliciaoo Placiio Puntual.
Franciseo da Asis Fornandea Viao.oa. '
Francs'O Martfira Da So'arinhi.
Joaquim Mauua Cardos i.
Joio Baptista do Naacimento.
Julio Cesar Cafalcante de Albaquerque.
Judo Cesar Cariosa Ayres.
Dr. Jos OiOria da C rqjeira.
Manoel Joa de Sant'Auna Araujo.
Dr. Joio Alfredo de Frailas.
Josw Salvador Pereira ilr -gi.
Jote Duarte das Neves Jum r.
Ja qoiin Olinto Bastos.
Joa Maiia Ferreira da Costa.
Dr Joio Baptista R-^ueira Costa.
Jos Luis Groncalvea Peuua Jnior.
Lmz de Paula Lop-s.
Viar.-orina de Souza Travasaos.
Manoel dos Santos A aoja Mallo.
Manual da S.lv. Bastos.
ig 'Btiuho Becerra da Silva Cavalcante.
Far*m sorteados os seguintes supplentes :
freguezia de S. Frei P<.dro Goncalves
Joa Alvos Barbosa Jnior.
Luiz Antonia de Siqueira.
Jos Jeronymo Fenvira Coelbo.
. Freguezia de Santo Antonio
Henrique da Ji.-u. Janeen.
Antonio de Hollanda Cavalcante.
Dr. Adriao Luis Peioira da Silva.
Antonio Crrela dos Sonto.
Jas Ccllaca Dias.
Joa Josquim Martina da Cruz.
Antouio Jos de Abre.u Ribeiro.
Ani .mo Macario de Meira
Freguezia, de S. Jos
Manoel de Alcntara Souza Oonveia.
Freguem da Boa- Vista
Jos da Coata Pereira.
lia: o.l (Jarueiro da Souza Bandaira.
Luiz Alfredo de Morae.
vi ii,el Joe da Silva Guimaries.
audido Eustorgio Ferreira Chaves.
D Liudolpb < Olympio doa Rea Campello.
Dr. Caatauo Xavier Pereira de Brito.
Joc Fra cisco do Reg Cavalcante.
J lio da Cuuha Magalbies.
Dr. Chrstovo BrekenfelJ Vieira da Silva.
Joio Pereira da Cunba.
Joaquim Ignacio de Siqueira.
Francisco Marceliiu) do Amara!.
Jos Mareira da CWfa.
PbeoJ ro Vi'-ira do C uto.
Ja. Xavier R.b iro de Audrade.
Franciruo Gouumo Siaa.
Dr. Joaquina Qurreia da Araujo.
Freguetia da trafa
lan ei Save Fiibo.
Candida Xivie.- erreira. .
Joao Calles Ferreira.
Canutu Jos Veiiosp .i-. Silveira.
Freguezia de Afogados
Arthar Ramo da silva.
Eduardo Huerique Guerra.
L.uia da Conuei^io Albuq : rque.
Joa Ferreira Baltar
A seseio foi adada para boje 10 horas.
Lanierna >1 agir Oistribuio se bontem
o u. 214 deat peridico livre e hamoriaco.
rerimenluNa dia 22 do mez pastado e no
logar R-acb.ia do 6 di 'neto da t-rmo do Banito,
Juo Gouveia Kalla ap* nma pequ.'na altercacio
fi-rio con urna tacada a seu irmo, Manoel Anto-
nio Gouveia Baila.
O reipectivo subdelegado procedea a tal rrspei-
to noa termos da lei.
Conauliduile Xa lia 27 da mes passado e
no lug -r A:n rauy, i i Cioaa diatricto aeima, um
menor, fimo de Manoel Fiauciaco de Jess, dispa-
rju easualmentr em si proprio orna pistola cuja
ca'rga einpregou-se-tbe tola em urna das cexas.
A'cerca deate tacto proceded o respectivo sub-
delegado de conf rmidade com a lei.
tiiiD lamai'lricu launa Verde
R uui.-je no di 19 do crrente, em aaeembl-a
g-ral, para proceder se eleifio- da sua directo-
ra oara o anuo de 1888 a 1889, que ficou assim
c imposta :
Pr.sid'oteGaldino Eniliai > do Jaso.
I* MOMCari a-Jos Joaquim dos Santos e Silva.
2 ditoAntouio d- Paula Arruta.
Orador Methodio O egario F. Mendca.
Procurad,ir fiscalJoa Martias Nunes.
Pr .curadorPoaciano Feliciano de Asevedo.
Tb-snureiroJoaquim Liurenoi M-odes.
14 kaiainau je montera Eite ba-
talbio fea h inicuo A larde exarcicioa de fago ca-
tre a ra da Aaron e o Campo das Princesas, in-
c nsive a Ponte Santa I Muito curiosos aasistiram as exercicios, que
foram fait. com bis rria.
club Caras casal neo doa Inaatlgran
tea Reunidos, no dojoiogo ultimo, em saa sede
os socios deste club, procedaram eleioao de sua
directora para o auno social de 88 89, sendo este
o resolta io :
Pn aidente'"amillo da Silva "forres.
Vioa-preaideoteMmoel Luiz de Souza Santos.
1* SicretarioPedro Isidoro da Costa Moreira.
2 ditaManoal Moraec.
ThesoureiraAlberto di Silva Santos Moraes.
Vice ditoPaulo Francisco de Soasa.
Commissia da etame da coutagThesonio F-
lix de M liu, relator, Joia Alvea da Costa e Jos
Monteiro Braga.
ajase dlaena de ndaO Monitor ta Emi-
graban, lolba da Bruxelias, e importante or"io
lo Hiteresdes'qaa sa preadem ao mavimento col-
n8ad>r, uceupa-ce couct^ntemanta do Brazil, m-
ictnd j o como o'oa d-ic rugiec mais aptas para
estae acuae ito da immigraut-s labo'ioaoa e mo-
rigeradas que hiuvervn uesej i de collocar-se e
permaneeer definitivamente em favora/eis eoodi-
c Je bem eatar.
Mostra-se a meama i .iha particularmente infor-
mada das cumia do Brazil, mani'estando a cada
passo viva fy.npatbia pelo Impari .
O exemplar de 15 de J i neiro enierra dado es-
tadstico acerca da cctrsda de immigrantes no
Brazil ; oceupa-se da movimencu emancipudor qde
ae opera na provincia de S. Paulo e rigutra com
palavra it'passadaa de laleresae a inieiutiva ..a
provincia da Babia pela iutroduccio da immigran-
tes, summariando e applaudindo a exposu;o fcita
naste sentido pelo Sr. Conselbeiro BaaJeira de
Mello, preaideute da menina provincia ..o seo ul -
timo relaturiu.
Propagan ia leal, que tenda a tornar coiibecidu
a Brasil qual ua realidade, muito ba de con-
tribuir para que o pvoamento do Imperio rece-
ba da muaigrafio europea um poderoso contin-
gente.
No meio da competencia qua Ihe .fl-io. m ta-
as icgi-s empenbadaa na obra da c.-loiiisacia, 9 .
B'azil nia podara manter-se iuerto sem sacrificio
da grandes intereases.
t' preciso repetii a tola o memento, como fa-
zem os oossos competidores, qua ba deate lado do
Atlntico, immensa i-xtensia terytoal, opal.ota
de riqueza uaturaee, que p r i utilisal as carece
d^ homens u de cajiitaea, b;m como qua o Brazil "
cffarece ao immigrante, verdadeiraincutu ddicado
ao tr-bilho, tolo oa elemento de bim estar.
\oio caolies-Urii eogeuboae.a typo -
da canhoe uppareceram ltimamente ua Europa e
Estad s Unidos, d.-sprtaulo tai ou qual i iteresse
vita das tzp.riaucias a qua foram subm tti-
dos. 1
Un delles, o canbi) pneornati'o do tenento
limen can i L snisfe, ra^i-a uta no uio-.ii ramauto
ta applic va. qu. .'.I. McJfard, toinoon amsricana,
Kz em 1883do ar coapn-uiia cami el ia uto pro-
pula ar do prujectil.
O cir.liao consta essenc alm^nto da u:n rabo de
203 .nm. de dimetro da 1830 metro de conpri-
do, montado aoore um viga armada e de um re-
CBTf tono de r coinpriini io.
O carregamen o faz a pela culatra.
O sea prujectil, c-iin cmara a-- ac o ogiva de
ferr^ faiidi Jo, tem 2,60 4a cniipiiin mo a y s.,
quaii a Bsrregad carca de 63 kilo.", dos qnaea 45
j.den S'er OiilHuid s de ura i m:st0ra solosiva
de nitri giyc mi aigouo plvora.
as expi-nencia fe aa obt-Vo-se o mximo al-
a bj da 3,703 in tros e desvio osuite taie.raveis.
Aponta'ail .h: Cliso pnneipal fantag-m o pode-
rcm emaaregar a-i projasii c m enirines c.rgas .
explosivas, 8 m reeeios d- expiucda prematuras.
Caracterstico Jaste ennh Vo :' cam o :n sino a-
gind de elef.oSo paJe-s obrar t-jJo> os aioance,
facen-lo variar a forc, ito *, a press.) io ar
C^iaipri'niJ).
O outro, o canhao Qnck, de tiro lapida, U.< pra-
aedeocia O za, nio bem um tyao distflolq da
ariiiberaa eeuo p rqaa o s "j mecanimo le c-ila-
tra oa'culatru movel. urna cambinacia doa ays-
K'iipp francs e VVniiwa.-lh.
Efftctivameota all ia i .Igumi c uaa d -an-
ual de BroaeW.H, da par tuso Je fi eos i ferrom-
pidos e do movioueiito transverB 1, p.um pira a
esquerda, de Whirwarth.
O caubao do calibra da 76,2 mua. e do Con-
.riuiento de 2,77 metros, lauoauJo um projeti. de
5.550 kiloE.
as experiencias obtiveram se velocidades ioi-
ciues qi! vio do 610 a 680 metros, com pr> S:5
que vi tm da 2,212 kili-s por ceatimette qua-
drado.
O qu^ parees ter pertlcularmeuto coat.r buido
para eate resoltada a carga cmpregida por M.
Quik. consmtaida de raduliua de po.vora cauopri-
mida, lendo proxmaments o diumttro ua cmara
e a atura da 12,5 mo.
Tolas essas rndelia ln vasadob, cujot dime-
tros deereedess dcsd^ o que ficam jamos cua-
tra at aos que se aproximare do prujectil.
nirerloria da o.naa Ce ciiuseria-
cju doa portooeta meteorolgico d
da 19 d Fevereiro u 8S8.
-
i> -a s c -
Hora? 3 C c V O IX a i? Barmetro B i i nsao do vapor 4 s a
H 0i
6 ua. 89 8 760 46 19,50 89
9 24--3 i^l""!* 19,96 87
12 27-8 760i75 20,70 74
3 t. 283 75915 19 5K 68
6 27--0 75921 19,38 73
Temperatura mxima'9',00
Dita mnima23",00.
KvaporacAu em 24 turas a' ui : 4,ml ; a soca-
rara : 2,2.
Chova6B,5.
Di rece io do vento : ESE de meia naite at aois
30 minutos da manhi ; E at 3 boras e 28 minu-
tos ; 8 at aoa 10 minutos da tarda ; E'at 1 bora
e 5 minuta ; SE at meia note.
\7aloaidade m'Jia do veato: ly36 per segundo.
Kebulsidade media: 0,67.
Boleti m do poto
Dio 19 de Fevereiro s s s a' 20 jt Fevereiro Hora 922 da inauha 340 da Uro-: 9-50 s 3-56 da manhi A'tnra
P. M. 0. M. P. M. B. . 1,-92 1,-03 1,*92 1,">U7
f
: A'
-r

J7
-j
- I
&.eiitea Eceetnar-ee-bao:
Hoje :
Pal a gente Brito, s 10 1/2 horas, de movis,
i.'.:; vi tro e um predio.
Pelo agente Martin, s 11 horas na ra de
Santo Amaro u. 37, de movis, loucas, >'i iros, etc.
Palo ageute Pistana, 11 horas, na ra do
Bono J-::ud n. 33, do estabelecimcntooabi sito.
Pela agente Guarni, s 11 horas, ra do
Cominero o n. 40, Je movis e mais objecin de uso
dom dtico.
Pela agenta Modesto Baptista, 11 horas, na
ra est.-cir.a do Rosario n. 36, de gneros de es-
tiva.
Pelo agente Pinto, Ai 11 horas, na ra Marques
da Oiuda n. 52, de movis, Ioucs, vidros, ete.
Amaub :
Pelo ag ote cinto, s 11 horas, na ra Mrquez
da O iada u. 52, de tecidos diversos.
Pelo agente Brito, as 101/2 horas, na ra daS.
Joio u 17, do e-tao leclmento ahi cito.
Quarta feira :
Polo agente P tana, ao meio di, na ra do
Vigario u. 12, de predios.
* luaeoaea-Serio celebradas :
H ije :
A'a 8 b iras, em Santa Amaro das Salina e oa
maiin da -i. Jos, par alma de D. Florensia Ma
ra da Concoicio. t
Q urna feira :
A' 6 hora, ua matriz de S. Joa, por alma de
Manuel de F Sexta-feira :
A's 8 noria, na ma'.riz da Boa-Vista, par almo
do Bario da Ra Real.
Paiaaielrus Chegados das porto do nor-
te uo vap i naeiuukl firapama :
N Jerunymo Soarea, Joaquina de Souza Ri-
b uro, Dr. Joaqun rVlicio P. A. Castro, Jos E.
H'iler, Cirios O-lvuii, J. L. de Almeida, Juio Al-
vea da Ouvoira, Eduardo Mara, Luis de Franca,
M.iuel Bruno Alvea do Cauto, Marcos Aprigto
da Sousa Santiago, Joaquina Medeiroa Vascon-
ueliua, Augusto Beserra, Jto Rodrigues Vianna,
Manuel Canuto, Ant .mu F rreira Dinis, Jas Hy-
potito da Silva, Auua Mara da Coneeico, Isabel
('a lamina, Fausto Ja Silva, Ephigema Mina da
Oouceioao, Francisco Mauoel Poule.
Cbegadoa do sul no vapor francs Orrno-
que:

f
}
I
1 am
L


&n e Vnrnn mhur-tiTer^i-frira 21 Fevereiro de 1SS8
do,.
Eaei iiio de Siusa fcauea, OSav sbbbbbwo An-
tonio, Antonio Uiy.B de Csrvattao, Ui*im1 Vi-
centi Clinou Viau a, Joo 8-pulved* da Cunba,
Mincd Marqu s Br*a, Deuido Carduso.
Subidos pnra a Eoropa oina*in> vipir :
Friociseo Augusto FarUdo, aaa senhira e 6 fi
Iboa, (lustavo Kr>u, Frauciaeo ..tingue de
Carvalno, Rjmano Michete.
Sahidoi para o sul di vapor fr..noe Vil'e de
Mociib :
El rira Miguiimlieio Mvigaier, Ber- i
narJ Loth, padr i Fruncalo ot Bernardina, Jj-
BEigeuio vljair Al vea, Vicente do P.uila CV-
sario a Me'lo, Antojo de Abren, Domingos de
Paiv, Henrique Vctor Xivier, Emilio Francisco
Legal- *
Cbegadus d) iul no vapor naci mi Arlind i :
Dr. Honrique Pinta Kibeico, Virgilio GjoobIvcs
Tofre1, Antonio Uuu do Nasciineoto, Joo Qw-
calves Padilha, A Msyer.
UoHpitai Pedro IIO movuneoto deate
hospital no dia 18 do Fevereiro, foi o aoguiute :
utraram............... 10
6 iru.ii................ 17
F.. :eceraai............... 4
Existen)................. 619
Foram viaitada m entronaras pelas Dr. :
Ferreir. Velloso, s 9 1|4.
Cvaueiro, > 9 1)2.
Birroa S-jbriubo, if U'
Borardo, s 11.
Viveiroa, ni) campare :.
Malaquias, a 8 1|2.
Pjntaal, a 8 1|4.
Eatevio Cavalcante, as 8 3 [*.
Simea Barboia, s 9 14
Cirurgiio dcntiat Numa Pompilio, nio compi-
rccea.
O pbarmaceotioo entrn 8 1/1 e aabio a* 4
da tard-.
O ajudante entrou ai 7 hjras da manb e
sabio t\t 3 da tarde.
Lotera da jrori acia A 3 parte da 11'
lotera pelo novo plano, c ajo premio grande de
100:000*000, em beneficij da Santa Casa de Mi-
sericordia do Eecife, te extrabir no dia .. de
correte ao meto di*, na igieja de Noasa Senbora
da Conceic&o dos Militares.
A respeito das causas da abalroagao existem, apenas, um protesto falso, feito pelo 1.
piloto d'aquelle vapor, lnteressado em arredar de si a responsabilidade que por ventura lite
cabe, ditos contradictorios de testeraunhas, euraa vistona procedida. no Pirapama, a qual,
por deticiente e incompleta nao preenche os seus tins.
No desenvolvimento que exige o que vem de affirmar, o denunciado, estabelecer urna
ordem necessaria no rol dos documentos, confrontando-os entre ai.
FER1AIBDC0
NAUFRAGIO DO VAPOR "BAHA"
JO t)S JF fe >0 m&s
DE
COMMANDANTE DO VAPOR PIRAPAMA
"\
A improcedencia da denuncia, dada contra o summariado, pelo ficto da abalroagao do
vapor Bahia, da Conrianhia Brasileira. com o vapor Pirapom*, de teu comraando, e pertencente
Companhia Pernarabucana, em a noite de 24 de Marco do corrente anno, fado que trouxe. como
tristes o lamentaveis consequencias, a submerso do primeiro daquellee vapores e a perda de
muitas vidas, resultan.! i do exame minucioso ereflectido de tudo quanio toi apurado, as diversas
rwrestif. nges judiciaes o administrativas, para o descobrimento da sua causa occasional, i mani-
festa. completa e indcsiructivel.
O denunciado demonstrar essa affirmativa. .
- As causas Ja abalroagao de dous navios podem ser consideradas, segundo a opinico
de lodon os escripi >res de direito martimo, por. tres modos : 1." terca maior, ou caso, pura
cente f irtuito; 1. falla de um dos capites oa de ambos 3." falta de um dos capites, sem
que se possa conh cer qual o responsavel. ou cu :o de duvida.
Naques' io de que se trata verica-se, perfeitamente, essa ultima hypothese; e sem que
haia, por ora, a extrema necessidade de accumular provas, cita o denunciado o penltimo periodo
da reca oitulacao d > inquerito policial a Os. llt: resulta, por tanto, do exposto que a abalroa
Cao dos dous refe idos vapores, em a noite de 24 para 23 de Marco ultimo, a 36 milhas, pouco
maisou menos desia cidade para o norte, seguindo se a submerso d>, Bikta, nao foi causada por
forra miior, mas p r falta de eautella ou erro de manobra de aloum deixss od o ambos.
A falta d um dos capites poie anda ser ou deixar de ser voluntaria; e, para determ
nar a responsabil lade que ihes cabe, t preciso que se prove aquella qualidaie.
Si nao i-iipossivel, fcil no, certamente, a prova.
Em ambos os casos, quer seja ou nao a falta voluntaria, diz Grottus, liv. 2, en. 17, | 2/, a
prova difflcil; e i nao se faz essa p:ova. observa 'ardessus, d-se, justamente, a eonsequencia
do caso foi tuito, is!o a irresponsabihdade do capito. .
EstabeleciJos estes principios, e, verificado, como foi, no inquerito policial de Os. 11 a
lis. 113, que nao cabe ao denunciado a responsabilidade pela abalroagao dos dous referidos vapo-
res, cumpre indagar onde assentaa denuncia de fls. 2 a fls. 9. (*)
Es'a pega, oginal, por apartar se das regras proprias e conter consideracoes sobre cir-
cumstancias denenbuna importaucia em relaco ao facto, como aquella, guisa de noticia ou de
reclame, em favor do) ;oprietario do rebocador JMmw que si jnao era, cou sendo daquel-
la data em diaate, honrado e car tativo. por haver feito seguir aquelle vapor para o logar do si-
nistro, c transportada os nufragos que a barcaca Ern/ia Pinto havia salvado, circumstancia, alias,
inexacta, como affirm i a fls. 13t a 3. testemunha, Joaquim Marianno de Souza, pratico do vapor
Rihia, ras seguintes iialavras : os pissageiros trazidos para o Recite, pelo vapor Moleque, foram
os do e;caler cima dito, isto daquelle em que elle testemunha salvou-se cora vinte e oito pas-
sageiros; ou como aquella, que parece encerrar urna censura ao comraandante do vapor Giqw,
por nao obter ontro resultado de sua presenca no mesmo logar a nao ser o da contagem dos cada-
rnes, ?? boiaiam tta licatidadedo naufragio e do seu estado de pntrefaqo, (ti, ou, linalmente,
como aquella, de nao ter o denunciado prestado roccorro ao Bah'a quando ella recenhece e afr-
rna a fls. 3 v. que este vapor apartou- do Pirapama com grande velocidade para ganhar a costa...
ssenta no... inquerito policb! e todos os mais papis juntos 1
Entretanto, alm do i:iquerito policial, nenhnm papel se acha junto denuncia !
Exprimena estas palavias urna inexaclido, commettida pela promotoria publica ?
Sim; a menos que nao considere ella, como nao considerou, parte intgrame do inque-
rito, tudo quanto consta das diligencias proceBidas pelo t>r. chefede policia; a menos que, re-
pute, sin: plesmenle, inquerito, contra a disposico do 6.* do art. 42 do decreto n. 4824 de 22 de
Novembrj de 1872, as inquirieses das tcslemOnhas, feitas pelo mesmo Dr. chefe de polica.
S, se entende-se por inquerito, nos termos da lei, o conjunctode todas as pegas, autoadas,
relativas is diligencias procedidas para o lim de descobrir-sc o crime e o seu autor, com a recapi;
tulaco, por despacho, da autoridade competente, do que for averiguado (cit. 3 6. do art. 42.)
denuncia de fls. 2 a fls. 9 nao acompanhn um s papel, atora o inaudito polioial.
E", por tanto, urna inexactido o que se contera a fls. 8 da mesma denuncia.
D'ahi conclue-se que, tmente em vista do inq'uer to foi denunciado o wnmandante do
vapor Pi-apama, Francisco Raymundo deCarvalho, pela crim'nosa culpa (textual) nao s da perda
material lo paquete bahia, avahada (por quem ?) em cerca de m vidas etc. .
Mas, do mesmo inquerito est provado que nao se conhece quera 101 o responsavel pea
abalroagiio econsequente naufragio do vapor Baha ; a causada abalroagao foi a falta de eau-
tella ou erro de manobra dealgum dos commandantes (doBahia e do Pirapama) ou de ambos,
(autos a fls. 112.) .
:>i, pois, isto o que se verifica etn vista do inquerito, como, em vista do inquerito, o
commandante do vapor Pirapama, denunciado, como incurso na parte 3." do art. 12 da lei n. 3311
de 15 de Outubro de 1886 ?
Si das averiguages procedidas, base do procedimento ofucial, nao est proyada a crimi-
nosa culpa do denunciado, essa culpa cr'minina foi imaginada pela promotoria publica, que emo-
cionou-so demais no raeio das apaixonadas descripges l'eitas, logo depois do lamentavel successo,
e dos jubos sem criterio que a cada une era livre expender a respeito.
Mas o nobre orgo da jusliga publica nao deteve-se, para o que, naturalmente, chamar
cumprimanto de seu dever, em dar urna denuncia, em vista do inquerito policial que para isso
nao o habilitava, caminhou, foi mais adianto e, 6 preciso dizel-o, sempre obedecendo ao impulso
de suas ideias e de suas apprehensoes, que sao fortes para firraarem um concert.
Assim diz elle a fls. 3 : o-mar estava calmo, a athmosphera limpa, os dous vapores
navegavam em seus rumos, tendo accesos os phares, que de longe foram avistadas de bordo de
ambos elles notando se tambem de parle a parte que navegavam em direeges eppostas.
Vencida por ambos os navios a distancia que os separava, j perto um do outro, come-
caram as manobras, porem, o commandante do -trapama as executou p>or sua parte contra todas
as regrai proscriptas pelo Reg. de 12 de Maiode 1883 para taes hypotheaes e com tamanha culpa-
bilidade icsa nao foi quaii/icada de criminosa, felizmente !) que o paquete Baha receben o choque
na murada de B. B. por entre avante de mastro do traquete, em quanto o commandante do Bah a
manobrava regularmente e para que o desastre nao se desse era nicamente necessario que o Pi-
rapama livesse oreado para B. E. .
*estc ponto o denunciado pede permisso para retirar o juizo que fez uo resultado
das ideias do muito digno orgo dajustiga publica.
A parte da denuncia, cima citada, foi inspirada pelo artigo assignado por Leigo, sob a
epi-graph jNaufrag o do Baha -publicado n' Provincia de 21 de Abril do corrente anno e trans-
cripto nc Diano de Petnambuco de 22 do mesmo mez e anno ( doc n. 1 ) sendo que as pala-
vras o Babia manobren regularmente e para que o desastre nao se desse era, nicamente, ae-
cessario irae o P.rapama ti vesse orgado para B- E. sao do referido artigo, coma seguinte
substituidlo ; apalavra batUnte foi substituida pela palavra decenario
S, pois que o orgo da justiga srvese daopinio e at das palavras das gazetas sem,
ao niene.i, fazcr-llies a referencia, nao ser estranhavel que o denuncia 10 feitas as necessarias dif-
ferengas, isto citando os artigoS, os seus autores e as gazetas, opponta a ellas as coulesta-
ges a que tem direito.
3ra, o referido artigo da Irovincia, parte da de >uncia, comoest provado, foi caba-.
mente respondido, por Marino, no Diario de Pemambieo de 22 de Abril ultimo (cit. doc. n. 11)
Portanto, coro as palavras delle, responde o denunciado aquella citada parte.
Assim sendo, dizemos |ns, o Baha s arribou para S.
O. quando o perigo era imminenlc,quando o choque era inevita
vcl; porque si livesse arribado algum lempo antes, dous minutas,
um minuto, quanto bastasse para por todo o casco fura d a linha
em qne vinha navegando, anda que o Pwapuma continuasse a
avangar, ochoquenosedaria.
A defeza portanto, nao (az honra ao Bahia, por que, alera
de suppor tanto descuido a bordo, que s se vio o outro vapor
quando j.i nSo naria lempo de fugir delie, suppe erro de mano-
bra, porque, neste caso, o que ambos deviam fazer nao era guiar,
como se diz no artigo, mas andar para atraz, como manda o
art. 1 do regul menlo citado. O art. 15 nao. applicvel
r hypotliese assim figurada.
g inou, Aceeitando. comodverdade, o que cada um diz, si algum do
dous fez o que devia foi o Pirapama)
O art lo diz : Todo, navio de vapor sempre que se
approximar janto de outro qualquer navioque corra risco de
aoalroar-se dmtr diminuir de marcha ou p.rar ou mesmo and ir
otra ti isto for necessario.
las nao 6, somente, o denunciado que diz que parou em todos os seu% interrogatorios
de .fls, 49 v. b7 v. e 173: aflirmam estacireumstancia. de todo o ponto favoravcl aos seus crditos,
as testemunhasa fls. 53. 55 v 57 v, 60, 62 v., 64.68, 70, 84 v., 92, 95 v., 129, 154 v., e
170 v. e i promotoria publica .de fls. 6 a 6 v.
Si, nois, o art 19 do Reg. du 12 de Maio de 1883 determina, que todo navio de vapor
sempre que se approximar de outro qualquer navio que corra risco de abalroar-se devtr dtmi-
nr de marcha ou parar om mesmi andar atraz s< uto for necessario; se est exuberaatemente
provado por todos os depoimenlos das ttstemunhas. cima citadas, e a denuncia o declara, que
o denunciado esteve com o vapor, de seu comtnando, parado, como alfirraa o illustre orgo da
justiga qie elle executou os manobras contra todas as regras do citado Reg.?
\ leitura do mencionado artig da Provincia produzio o effeito que o seu malvolo
au'or imiginara.
r.utretanto. seaoenvez dessa leitura. tivesse o Dr. promotor publico feito a do Reg.
que citou, neni teria comraettido a injustiga de considerar o denunciado um ignorante das
reirs de navegago, elle que 6 pratico da eos a desde a Babia at ao l'ar ( doc. n- 2 ) nem
caliria ni palpavel coDtradicgao que alii tica assignalada.
inuicar, portanto, com pro as iTecusaeis, os defeitos da dennncia, um dos deveres do
denuncia'lo, na situago em que acba-se collocadc por forga da ra apreciago do facto e das
su;is circunstancias.
.'ssim que, cmo navio abalrpaior. foi considerado o vapor Pirapama ( denuncia a li-
mas inde eacontrou a promotoria publica a prova necessaria dessa lermiuantc affirmativa ?
lira vista dos autos, 6 ella sirapl.'mete, temeraria.
lio inquerito, como j ficou dito, nao consta que o vapor Pirapima livesse abalroado o
r tia.ua.
PROTESTO CO l. PILOTO DO VAPOR BABIA, MiNOEL ANTONIO NOITES DAS
-. diz (doc. n. 3 )que tendo, s 6 horas da tarde de 24 do corrente, saludo do porto da Fara-
hyba ao rumo des. 4 SE. e das 8 horas at s 11 ao rumot de 8., seguindo depois ao rumo
de SSO. tudo por indicago do pratico da cosa, Sr. Joaquim Mariano de Souza, s 11 e 15 mi-
nutos, vimos, no rumo opposto, um puarol de luz branca, que man tarde, avistando a luz encarnada,
reconheci ser vapor, e mandei, pois eraeuo official de quarto, arribar 2'4(duas quartas), para
E. B., mostrando Ihe o pharol encamado do vapor Bah a, que navegava a 1/4 de forga, e se
achava distante do outro cerca de quatro milhas. e pe-guntando ao Sr. pratico se poda guiar
para trra, respondeu me elle que quanto quizesse, pois estavamos distantes d lia dez milhas
maisou menos, oque foi ouvido pelocommandant, que presente se achavae que tambem repc-
tio a ordem de guiar para EB.
Pouco depois,- estando o outro vapor muito prximo e correndo sobre o Bahia, dej
modo a cortar-lhe aproa, mandei carregar o leme todo a EB., para fugir delle; mas conti
nuando elle a correr na direccao que levava, apezar dos apitos da machina e gritos que do
Bah'a partiam, meia noite mais ou menos, veio abalroar o Bahia, batendo, fortemente, no
costado, no lugar do rancho da equipagem, do lado de B. B. abrindo enorme rombo perpendi-
cular, desde o convez at abaixo do lume d'asna e tal, que o vapor sbroergio-scem menos de
dez minutos, dandcjse immediatamente, e em acto continuo da submerso, a exploso das
caldeiras.
No seu interrogatorio, perante o juizo do commercio ( doc. n. 4) diz : que; s 11 ho-
ras e um quarto da noite, vio urna luz, e depois o pharol encarnado, reconhecendo assim ser
um vapor que viajavaem rumo opposto, e, estando de quarto dea ordem para guiar a EB
duas quartas; que o outro vapor trazia seus phares mas nao mudou. de rumo nem guinou
para EB.
Ainda, n'esse interrogatorio, affirma que o vapor que abalroou o Bahia trazia seus
phares accesos, mas nao mudou de rumo. *
Perante chefatura de policia declarou (autos a fl. 20 v.) que estava de quarto
por occasio em que avistou o pharol de luz branca de um navio. Mais tarde s 11 horas eum
quarto da noite avistou-se pharol encarnado, e que se reconhecco ser de vapor; que quando
avistou o navio e mandou arribar duas quartas foram para EB'.
Perante capitana do porto declarou (autos a fl. 103 ) que s 11 horas e 15 mi-
nutos da noite, pouco mais ou menos, do dia 24 'e Margo de 1887 estando elle de quarto a
bordo do vapor Bahia. navegando ao rumo de S""*. O. avistara, pela proa, urna luz branca e
uouKUTot dbpois as r.os urd BNOAuuDA; elle testemunha mandou guiar duas quartas para
EB. perguntando ao pratico que se achava presente se podia fazer tal manobra, responden-
do este que sim, pois estava longe de trra e era fundo n'aquelle lugar, quando o Pirapatna sem
mudar de rumo veio chocar o Baha proa .. etc
Perante csse juizo disse, Analmente, a fls. 142 v. 143 e 145 v. que era um quarto depois
das onze, quando de bordo, elle testemunha avistou, pela proa, um pharol branco; que achavo-se
presentes, no mesmo logar onde elle se achava, o commandante do vapor, de nome Isaac e tambem
o pratico, cima dito, Joaquim Mariano de Sousa; que, das tres pessoas presentes, quem primeiro
vio o pharol branco foi elle testemunha, e que descobrio d>to pharol porque o tripolinle. vig& do
passadico, veio av:sat-o de que avistara urna luz branca pela proa ; que nao houve exploso as caldei-
ras... etc.
DEPOBfENTO DAS TESTEMSHA3
O valor dos depoimentos depende da qualidade das testemunhas. Para que ellas mere-
go f, devem ser feded-gnas, contestes intell gentes e concludentes.
Assim, afim de verificar-se, si na abalroagao dos dous vapores, deu-se o crime ponrvel
pelo art."12 da lei n. 3311 de 15 de Outubro de 1886, a autoridade policial, entre outras diligen-
cias a que procedeu, inquerio 20 teslemunhas, sendo todas pertencentes s tripolages dos mea-
mos vapores, como as mais idneas, nos termos da lei.
Tor igual nao procedeu a promotoria publica: as testemunhas indicadas na denuncia
a fls. 3 e fls. 9 foro toaos tirados do bordo do vapor fahia I
A' primeira vista reconhece-se que, por mais contestes e concludentes que podessem ellas
ser na exposigo do facto, nao estario sentas da suspeigo, que, com o maior fundamento, se
Ihes attribuina por interesse na causa L 10 D. detestib.
Pois que O que repetira na formago da culpa do denunciado, o !. piloto do vapor mma
deiesa pifa
por maneira
8'

O Firmada pelo 1. promotor rablieo, Dr. Joo Joaquim de Freitas Henriques.
Sao manifestas as contradigoes que se noto em todas essas declaragoes e, principalmente,
em relago hora em que foro avistadas as luies do outro navio.
Isto mesmo fra verificado no inquerito policial a fls. 110 e salientado pelo honrado Dr
Chefe de Policia, as seguintes palavras da recapitulacfio do mesmo inquerito : relativamente
posigo dos dous vapores, determinada pelas luzes de cor avistadas, a qual tem, na hypothese.
toda a importancia, nota-se alguma divergencia as informagoes dadas pelo piloto do Bahia.
Assim, diz elle, em o seu interrogatorio a fl. 10 v. que s 11 oras vira o pharol branco
de um nano e mais tarde s 11 1|4 vira o pharol encarnado. Ento mandara arribar.duas quar-
tas para E. B. e que s vira os dous phares de cor quando o Pirapama descarregava para o Baha,
querendo atravessar-lhe a proa.
Na Capitana do Porto (aulos a fls. 45) disse que, s 11 1/4 avistara primeiro a luz bran-
ca e momentos depois ambas as luzes de edr, mandando entao arribar duas quartas para E. t., o
que prejudica de a'gum modo a certesa da posigo do P.'rapimi em relago ao Bahia.
Portanto : pelo referido protesto, no qual est declarado que o outro vapor (o Pirapama)
continan na direcgSo que nava, e em face dos depoimenlos do 1. Piloto e do i'ratico do vapor
Bahia, dados perante o juiz do commercio (doc. n. 4) dos quaes se v que o Pirapama nao mudou
de rumo, nao podia este, navegand* do lado mar, (como se pretende), em direcgo opposta, chocar
o Bahia, que navegava do lado de trra e hav a guiado duas quartas para B. E. depois de avista-
dos por elle as luzes d'aquelle.
Porque : si do vapor oriia, que vinha para Pernambuco, segundo disse o 1. liloto,
Manoel Antonio Noites Dias, avistaiam o Pirapama, que segua para a Parahyba, quando ainda es-
tava distante, navegava era rumo opposto, achava se do lado do mar e apresentara ao Ba4a o
pharol branco da proa e o encarnado de B. 3., com certeza o Pirapama nao navegava em rumo
perpendicular aquel le que seguia o Bahia, porque nao apresentava a este os tres phares, mas
sim os cima mencionados.
Quando, noite, dous vapores navegaoem rumos oppostos, podera dar-se duas hypotbeses
em relago aos rumos que elles seguem :. no se crusarem ;- crusarem-se.
Na 1. hypothese, nao necessario que qualquer dos dous mude de rumo.
Na 2.', de ve cada um dos vapores navegar de modo que conserve o pharol da mesma cor
disparado do outro.
O Bahta navegava ao rumo de S. S. O. e o Pirapama ao de N. N. E., e encontraram se no
mar em logar em que poderifto fazer, livremente, qualquer manobra.
Tendo dito o 1. i iloto do Baha, que ento se achava de quarto e diriga a navegago,
flue avistara o Pirapama, distancia, apresentando a elle, smente, os phares branco e encarnado
e que esse vapor nao mudou de rumo, nao havia necessidade de o Baha guiar duas quartas para
B. E. (o lado da trra) e depois carregar o leme todo para este mesmo bordo : era bastante que
tivesse o cuidado de guiar para B. E. smente o que fosse necessario para conservar o pharol
encarnado do bahia disparado do de igual cor do Pirapama emquanto este vapor nao tivesse
passado por elle.
No citado depoimento, o 1." Piloto do Bahia disse que avistou o Pirapama distancia, tendo
dito era o seo protesto que esta era de quadro miihas mais ou menos, e o pratico Joaquim Marianno
de Souza declarou, emjo seu depoimento, (doc. n. 4) que avistou-oa urnas cinco milhas ; si, como
disse o 1.* Piloto Noites Dias, o Bahia navegava ao rumo de S. S. O., guinou duas quartas para
B. E. logo que avistou o Pirapama apresentando ao Ba^ia os dom phares mencionados e o vira-
pama nao mudou de rumo, navegando este vapor ao rumo de N. N. E. como disse o denunciado
em o seo protesto, lestalmentp ratificado no juizo conutrteute, c no seo interrogatorio a fls. 48, 86 e
io, *io aou.ROA>iA com o bahia, salvo i cate guirtotftSrF'iJ. B. por erro ou discuido de quera o
dirigia ou por aparta no leme; por que a abalroagao estes dous vapores tambem pode ser attri-
buida s seguintes causas :
1. O piloto Noites Dias, por erro ou discuido, ter mandado guiar para B. B. em vez de
para B. E.
2." O hornera do leme haver interpetrado mal a ordem do 1.* piloto, e, aoenvez, de guiar
para B. E. ter guiado para B. B., engao que podia ter-se dado, porque em o seo protesto, o 1.
Piloto em logar da expresso B. E. empregou E. B., expresso antiga e que foi abolida, ha
alguns annos da Marinha Nacional, por ordem do governo, por ter dado lugar a muitas albaroa-
ges e naufagios, porque terminando na palavra bordo como tambem termina a expresso
b. B. confundia-se muitas vezes cora esta.
3. Ter havido alguma avaria no leme ou nos gualdrapes d'este, sem que si tivesse conhe-
cido, dando em resultado o Bahia desgovernar e ir sobre o Pirapama.
Entretanto, is 11 h. e 30 m. da referida noite de 24 de Margo ultimo, navegava esse
vapor, como est dito no protesto do seo commandante, o denunciado, no relatorio de viagem e
acta de deliberago para a Erribada (docs. ns. P e 6) ao rumo de N. N. E.; acfiava-se do lado de
trra, na altura da barra de Goyanna, quando foi aristada, do lado do mar, urna luz branca e,
pouco depois, outra verde.
Verclicando-se que ero os phares de proa e de B. E de um vapor que navegava
em rumo opposto e que tinha o pharol verde disparado do d' aquelle navio, que tambem
apresentava o pharol verde ao outro vapor, continuou o denunciado sua derrota, sem mudar
de riimo. (Fig. 1.', doc. n. 7).
Rcinava bom lempo, mas nao havia luar.
Observava-se o outro vapor, e notando-se, no fim de algum lempo que o pharol verde
tinha desaparecido e que apresentava somente o pharol branco, julgou-se que elle tivesse muda-
do de ruino.
Nao tendo-se visto o pharol encarnado depois que elle ceultou o verde, mas smentj
o branco procurou se descobrir um dos dous phares dos lados do outro vapor, manobrar de modo
que se nao desse abalroaco. quando, cm a maior sorpresa, notou-seque o mesmo vapor apro-
ximava-se rpidamente do Pirapama.
Estava raramente a abalroagao.
O denunciado mandou parar a machina, por o leme de revez e andar atraz toda a for-
gav por julgar ser esta a manobra mais acertada (Arl. 19 do Reg. de 12 de Maio de 1883) que
poda fazer na critica e arriscadissima posigo em que aquelle vapor, que vinha mal governado,
ollocou o Pirapama.
Ainda mesmo na occasio da abalroagao nao foi visto o pharol encarnado do Bahia o
que induz a acreditar-se que elle estava apagado.
Esta circunstancia, isto a de nao ter-se visto o pharol encarnado do Bah'a quando dei-
xou-se de ver o de cor verde, e a impossibilidade m que se estava de bem perceber-se seus
movimentos, por ser noite, Toi que deu lugar certa hesitaco na manobra que dever-se-hia fazer
pelo receio de um erro, porque tendo-se aristado, (note-se bem) um vapor que mostrava o pharol
verde, disparado do do r>rapama, e, perdendo-se, depois, de vista este .pharol, devia-se infa'li-
velmente ver o pharol encarnado e jamis I somente o branco, si esse vapor eslivess nave-
gando para o lado em que se achava aquelle.
Por essas razes nao era possivel evitar, era tempo, que o outro vapor, que ento reco-
nbeceu-se ser o Bahia da Companhia Brasileira de paquetes, abalroasse com o Pirapama (Fig.
2.a) o qual escapando, milagrosamente, da proa do Buhvt, soffreu a pancada que sobre a pradeu-
Ihe aquelle com a bochecha de B. B. (Fig. 3.*) e ainda arrestado, depois d'isto pelo Bahia prolon-
gan se com este, que bateu com o contrafeilo da caixa da roda do H. B. na barda do B. E do
Pirapama, mettendo esta dentro desde por ante avante dacaixa da roda desse. mesmo bordo at
proa; fez depressftes no costado de B. E.; torceu de B. E. para B. B. a parte da
roda de proa, que nao ficou partida: parti dez chapas da proa e fez outras avanas menores, e
consequentes d estas (autos a fls. 37). .
A fig. 4." (doc. n. 7) mostrao que disse o L piloto do Bahia no seu protesto; avistou
o Pirapama distancia de 4 milhas; arribou, depois, 2 quartas para B. E. e mudou o rumo de
S S. O. para S. O. e depois de ter carregado o fem todo para B. E. havia arribado s 4 quartas
ficando com a proa de O.
Para que o Pirapama podesse abalroar o 'ahia seria preciso que tivesse mudado de rumo
(o que nao est provado, porque at do protesto do Baha consta o contrario, e o aflirma o 1
piloto pratico do mesmo vapor nos seus depoimentos, j citados) e na nypothese de navegar com
o duplo da velocidade com que, na occasio, navegava o Bahia, o que, intil diser-se, nao era,
absolutamente, possivel.
E d'ahi conclue-se:
l." que tendo o I.* piloto do vapor Bahia,dito no seu protesto que este vapor foi abal-
roado proa do B. B., verifica-se por meio da fig. 4 (doc. cit. n. 7) que, pelos rumos, que elle disse
no mesmo protesto ter navegado, o Pt.apama s poderia abalroar o Baha, por ante a r da caixa
da roda ou na popa.
5. que o que o denunciado, commandante do Pirapama di3se nos documentos que apre-
sentou no juizo do commercio (docs. n3 5 e 6) est demonstrado com as flgs. l. 2.* e 3. (cit.
doc n. 7)
3." que evidente a falsidade do protesto do 1. piloto do vapor Baha.
Considerada essa descripgao verdadeira do facto, comprovada pelos documentos citados,
3ue sao uniformes, o atten a a falsidade do protesto do 1." piloto do vapor Baha, que se revela
esde as contradigoes nos seus interrogatones e depoimentos. relativamente hora em que av.s-
tara as luzes do Pirapama ate declarago do que nao houve exploso as caldeiras d'aquelle
vapor (autos a lis. 145 v.), nenhuraa dnvida pode restar acerca do procedimento correcto do de-
nunciado, digno da admirago d'aquells que, com elle sentirao as angustias de um momento de
desespero, e dos que sabem avalial-as pelo que ellas, verdadeiramente, sao.
A prova, a me|hor prova que poderia elle ter, foi, em primeiro liu-ar, o elogio exponta-
neo e publico firmado pelos passageiros que tinha abordo, todos de posigo distincta na socie-
dade (doc. n, e, em segundo, a confianga que, nunca Ihe fallava c tem sido mantida at hoje, do
honrado chvalheiro que gerc os negocios da i.oinpanhia Pcrnambu ana.
O mesmo nao poder allegar em seu favor o 1.a piloto dojvapor P-ahtar Manoel Antonio
Noites Das.
rjf Logo que cbegbu corte, sede da Companhia Brasileira, depois do naufragio d'aquelle
vapor foi despedido do lugar que oceupava, sem declarago de motivo, como confessa em o seu
depoimento a fls. 145 v.
Esse fado tem urna significa gao propria, peculiar.
Por que foi assim, silenciosamente, despedido esse empregado de bordo do Bahia logo
aps o naufragio d'este?
Fica nter rogaco.
0 illuilradoeintegerrimo julgador encontrar, fcilmente, e no Bstanao tata, a immc-
diata^resposta.
O que dina o pra'ico do mesmo vapor, elle o co-participante da responsabilidade do 1.
piloto e que assignou, em escrpulo, referido protesto, quando est provado por todos os seus
depoimentos a fls. 23, 103 v., 147 e doc. n. achava se donando na occasio era que foro avis-
tadas as luzes do Pirapama ?
O que dirio os passageiros, elles que. milagrosamente, salvaro-se da tremenda catas-
trophe, e que, dispertes ou nao, foro tomados de terror e de desesperanga ante a presenga da
morte ?
Do facto e de suas circumstancias nada poderio dizer, como efectivamente nada dis-
sero, como se v dos autos a fls. 126 a 130, 154 a 156 v., 169 a 171 e 171 a 172 v.
A csclba, por tanto, dessas testemunhas, feitas, ad libitum, pela promotoria publica por
que oDr. chefe de policia, alm das que inquerio na forraaco do inquerito, nao indicou outras
mais idneas, conforme era obligado pelo 6.8 do cit. art. 42 do Reg. n. 4824 de 22 de Novembro
de 1872, visto que todas tinham sido inqueridas, teve, certamente, um fim e este nao se justifica.
Para ccrlificar-se da verdade do facto e das suas individuadas circumstancias, a diligente
e activa autoridade, com verdadeiro tino, inquerio, como j ficou referido dez pessoas, da tripofago
de cada um dos vapores abalroados.
Qual o resultado ?
Completa contradiego entre as suas declaragoes !
Eis o que diz o Dr. chefe de policia a fls. 111 a 111 v.
Segundo as declaragoes da gente do Balm, feita essapri
meira manobra (arribar 2-quartas para E. B.) que bastava para
livrar-se da abalroagao, ficaram todos tranquillos, voltando o pra
tico para o banco, onde dorma; e assim passaram se quasi 3/4 de
hora, quando reconheceu-se que o Pirapama ia sobre aquelle outro
vapor, e, nessa occasio, mandou-se o leme todo para E. B. e api
tou-se, mas debalde porque o Pirapama, proseguindo na marcha
em que ia (o Pirapama nao mudou de rumo) abalroou-o.
Segundo as declaragoes da gente do Pirapama v-se que
foi o Bah'a que, quando menos se esperava, mudou de rumo,
aproando para a trra e encontrando aquelle outro; que vista do
perigo, o Pirapama parou, tocando a machina para atraz, toda
torga, com o leme de revz, quando o Baha que nao cessou de ca-
minhar encontrou-o.
Convm aqui repetir : o denunciado cumprio o art 19 do Reg. de 12 de Maio de 1883 !
Si, por tanto, desse regularissimo acto da autoridade policial non huma prova colligio-sa, acerca
da culpabilidade do denunciado, a denuncia de fls. 2 a fls. 9 nao exprime seno urna tentativa
para fazel-o culpado
Nao i3to, porem, compativcl com o nobre oflicio do digno orgo da justiga.
O ministerio publico, diz o marquez de S. Vicente, nao deve incommodar [enanamente
e menos opprimir a am s cidado !
Em vista, pois, do inquerito policial, nenhuma prova nem esclarecimentos existem que
indiquem criminalidade do denunciado : a denuncia nao tem razo de ser.
Cumpre agora examinar si dos depoimentos dados, na formago da culpa, por aquellas
teslemunhas tiradas de bordo do vapor Baha, fez-se alguma prova e si tem esta valor jurdico.
As 2. e 3., o piloto e o pratico (fls 142a fls. 150 v.) repetem, com as contradigOes j nota
das, o que disseram no juizo commercial, na policia e na capitana do porto, sendo da maior im-
portancia as seguintes, entre as duas referidas testemunhas.
Diz o I." piloto a fls. 143 que o commandante e o pratico estavam ambos despertse
ouviram vramoque sepassara desde o principio.
Diz o pratico a fls. 147 que o commandante que at entao estivera dormindo, accordou
quando estava elle testemunha e o piloto fallando nm com o outro; nao perguntou cousa algu-
ma o commandante nem tambem elles dous lhc disseram palavra.
Diz o l. piloto a fls. 144 v. que s 11 horas da noite vio as luzes de um vapor que pas-
sou pelo Baha do Iado.de Ierra, tanto ass m que o prat co quz mudar de rumo, e elle testemunha
disse que esperasse e deixasse passar aquelle vapor, que nao sabe porque razio essa hora mudou
o seu vapor o rumo de sul que trazia, para sul doeste (nao sabe 1 e diz isto o piloto !)
Diz O platico a fls. 149 : qob bada dissb AO m/>TO ackbca da mudahca do bmo que trazia o
VAPOR BABIA i 11 HORAS DA NJITB POR SB ACIIAR DOllMISO J TKNH l DESPERTADO SOMENTE s ONZE
MEIA. .
E' extraordinario!
E haver duvida aiuda a respeito do abandono em que se achava a direccao. do vapor
Bahia naquella desgragada noite de 24 de Margo do corrente anno ?
Ahi estoas provas : o 1. piloto procura atirara responsabilidade do erro de navega-
go para o pratico e este repelle-a com um desmentido formal e enrgico t
Essas nicas declaragoes bastariam para formar se um juiz/) seguro sobre o descuido que
houve da parte do Baha
Dorma o commandante... dorma o pratico... e... cochilava o piloto !
As outras testemunhas, isto a 1.., 4.", 3." e 6., passageiros, estavam em os seus be-
liches, sendo que a I.*, 5 e 6.* dorm am e a 4.* preparava-se para deitar-se quando sentio-se o
choque...
Nada sabem a respeito da causa da abalroagao, porque nada viram.
Assim, essas testemunhas vieram, apenas, contrariar os manifestos intuitos da promotoria
publica.
Pode ella, agora, exclamar, como o principe dos poetas lyricos:
Durum sed levius fit patientia...
VISTURA
A vistoria ou o corpo de delicio como dizem os criminalistas, de absoluta necessidade
quando se trata de facto permanente, e as nossas leis mandam examinar e descrever m nudosamente
o facto e todas as suas C'rcnmstancias e colliqib todo qo<: o p esa esclarecer b pbovab. (Cod. do
proc. criminal art. 138, Reg. de 31 de Janeiro de 1842, art. 238.)
Tratando-se da abalroagao de dous vapores.o exame das avarias de ambos e muito meno,
o da de um delles, nao de absoluta necessidade, para coiiliocer-se qual o causador da abalroagao.
O exame altesta a culpa, as testemunhas o* deliquente, conforme dzia o al vara de 4 de
Setembro de 1763, citado por i imeot .Bueno.
Em sentido contrario entendeu a promotoria publica.
E, transcrevendsna denuncia de fls. 2 a fls. 9 o auto de vistoria a fls. 36 a 38, sem duvi-
da paraavolumal-a, d-Ibe toda a importancia e por ella considera o vapor Pirapama nav o abal-
roador.
Tivesse, efleclivauenle, a vistoria essa importancia para determinad a culpabilidade
daquelle vapor, a de que se trata nao correspondera a seus fins por incompleta e deficiente.
Basta examinar se o 3.* quesito e a sua resposta : *
Si, pelas mesmas avarias pode se conhecer c affirmar, com seguranga (note-se co-
nhecer e affirmar com seguranca) que o choque que os occasionou foi dado ou receido.
Responlem que o choque foi dado pelo vapor irapama porque acha-se partido o ta-
Iba-niar e seren as depresses no sentido de B. E. para B. B.
Qualquer pessoa, que tenha alguma nogo do que um navio e do que navegago, seria
incapaz de erro igual ao que cornoetteram os tres olliciaes da Armada Nacional, que procederam
dita vistoria, afirmando que o talba mar partido e as depresses da proa do vapor Pirapama no
sentido de B. E. para B. B. eram bastantes para provar que este vapor foi que deu o choque no
outro.
Pois bem I Esse talha mar partido da borda at i.ouco cima do lume d'agua. as depres-
ses da proa e as do costado de B. E., no sentido de B. E. para B. B sao provas em favor da in-
cuipabilidade do mehio vapor, pe'a abalroaco e contra o t'ahia, que, mal governado ou desgo-
vernado, veio sobre elle e causou-lhe aquellas avarias.
Si o Pirapama"navegando, tivesse dado o choque no Baha com a proa, ira a pique ou
ficaria com esta muito mais avariada; nao torcida no sentido de B. E. para B. B., mas achatada no
sentido de vante para a r; e as chapas do costado, que terminam na barra de ferro da roda de
proa, apresentando deforraaco convexa e nao torgo e concavidades no sentido de B. E. para B.
B., porque sendo o i'irapama, navio de menores dimenses, mais antigo, de menor calado e me-
nor marcha, tendo a roda de proa perpendicular ao nivel do mar desde a borda at um pouco abaixo
do lume d'agua, si tivesse chocado o naiia, alm das chapas da proa, em ambos os bordos,
deverem apresentar convexidade e o achatamento ser no sentido de vante para r, o rombo da proa
e o talba-mar partido nao se manifestariam somente at alguns decmetros cima do iume d'agua,
e sim mullos decmetros abaixo, at o termo e parte perpendicular da roda de proa; por quanto
sendo o baha, navio maior, de mais forte construego e de maior velocidade causara no Pirapama
mais serias avarias, si este, como disse o denunciado, j nao estivesse parado e andando atraz.
Mas os proprios peritos encarregaram-se de destruir a sua obra, com as respostas que
deram aos 4.* e 5-*quesitos a fls. 36 v. a 38.
4. (a fls. 36 v.) j
Era que bordo do Pirapama sao as avarias e quaes as sQas feges considerando o
bordo era que elle navegava.
Resposta (a fls. 36 v.)
.....as avarias sao na proa e a B. E. do Pirapama isto quanto primeira parte, e quan-
to segunda si o vapor irapama navegava mais aterrado do que o Pa>ia (nao tinham certeza) no
caso toutra duvida) em que este outro tivesse guiado para B E., s poda o Pirapama chcalo si
(mais oulra duvida; continuasse no mesmo rumo om si (ainda duvida !) tivesse tombem guiad*
para a trra.
Como se v nao disseram quaes as feigoes das avarias do Pirapama nem precisaram o
bordo em que este navegava I
Entretanto, com aquella resposta, que, alias, nao se entende, prejudicaram
quesito, na qual aflirmaram que o choque fora dado pelo Pirapama.
E' simplesmente estupendo! -
5.' quesito i fl. 35 v )
Si vista das avarias possivel precisar como navegava o Pirapama em relago
vapor Bahia vindo em rumos opposl03.
Resposta (fl. 36 v. )
.......que o vapor Pirapama devia navegar perpendieularmente ou obliquamente
rumo que seguia o Baha.
Eis ahi; pedio-se urna resposta precisa e os Ilustres peritos nao poderam sahir do
mar das iuvidas.
E', simplesmente. compromettedor dos crditos de Ires futuros almirantes I
Ora, nao de mais repetir, si um exame reeularmente feito nao aproveitaria para o
caso
que

a, visto que, por elle.i s pder-se-hia chegar ao conhecimento do facto de que se trata, pare
serve esse que a promotoria publica fez-lhe a tamanha honra de copiar na sua denuncia t
to, que a pnn-
e indestru'cvel.
12 da lei n.
resultantes do
publica, 3.* parte
Em vista do que. minuciosamente, tica expo3to, est provadj
cipio foi externado: a improcedencia da denuncia manifesta,
Nao commetteu o denunciado o enme previsto pela 2 p
3311 de 15 de Outubro de 188 6, com a circumstancia aggravante das
nanfragio do vapor Bahia e a qual chama, impropriamente, a promotoria
do mesmo art. j,,, ,
Para que podes*e o denunciado estar incurso n'aquella citada parte desse art.
preciso que, ao menos houvessem indicios: **.
' 1. de ter sido elle o autor da abalroagao e consequente naufragio do revendo mpor .
2. ter procedido com m f, isto com conhecimento do mal e intengao de o p
Em relaco ao primeiro caso nada mais ba accrescentar ao que largara
expandido, em relago ao segundo todas as testemunhas de fl
provado que fosse elle o autor da abalroagao, affirmamque
tenco de prat > cal a. _
0 acto de nalureza tal que repugna ao caragao humano !
Quera, por ventura, ousaria afrmar que um homem. a cujas raaos estavam conadab
vida de muiros outros, a propriedude alheia. e arriscando a propria vida, seria capaz de.
aproveitando-seda sua posigo de capio de navio, abalroar outro navio como fim de fazelo nau-
fragar e sepultar no fundo dos mares um numerodesconhecido de individuos,que, tomo elle, pro-
curavam, certamente os racios de subsistencia ?
Ninguemi Seria a resposta nica, si nao houvesse j apparecido aidenuncia de fls-2
,*3
sena
acha se
a fl. nao obstante nao estar
o denunciado nao podia ter a n-
a fls- 9 !
Mas o honraoVaigmitario della, forgoso disel-o, se nao desconhece que nao ha criini
i m fe. isto sem conhecimento do mal e intengao de o pratiear (art -3. do o
procurou certicar-se da existencia desses dous elementos censtitutn
crim. ) todava nao
de trime.
ILEGflfH. L


Diario de PemamiiuctiTcrpa-feira 21 de Fevereiro de 1888
" 1
^!i.Hnte, pode o denunciado cimprazer-ae comas provas dos autos, urna vez que, no
tneiu vive, os precedente;) do horneen nao garantein seus actos.
Seus precedentes o a consciencia de ter cumprido o seu dever, por que Da grande emer-
Senca, na aproximaco do pengo, mostrou-se perito. oJwervou a disposigo do art. 19 do Reg-
e li de Maio de 1883, como consta do.- autos, bastaran, para pol-o a salvo de qualquer apre-
i ciagao menoe justa, que, com proposito cu sem elle, tizessem ele seu procediraento.
Ei a preciso, porem. um processo, urna investigacao judicial para confirmar aquello pro-
'cediniento.
Ctegou-se ao fio,
O moretissimo Sr julgador, com a illustraglo
se encontram na demonstrado da improcedencia
maicr confianza, a costumada
je o caracterisa, supprindo as lacunas
a denuncia, fari, tm o denunciado a

(Com oito documentos-)
Recife, 31 de Outubro de 1S87.
fiwtim

i


O advogado,
Jos Nicolau lolmtlno de Caroalhr
Senten^a do Juiz de Direito do 1.
diatricto criminal
Vistos estes autos em que por parte da iustica publica 6 denunciado o reo Francisco Ray
mundo de Carvalho como incurso no art. 12 da le de 15 de Outubro de 1886 pela abalroagao do
vapor Biaha que a 2i de Margo do auno passado, era viagem dos portos do norte para os desta
ddadi encoatrou durante a noite, na alta-a de Catuama com o vapor Pirapama, commandailo
pelo reo, e em consequencia da avaria que resultou do choque, submergio-se alguns minutos
depois, morrendo uessa occasio o seu commandante e grande numero de pessoas que vinham
a bocio; est provada a realidade do sinstro, mas nao ha o menor indicio de haver sido pro-
vocada a abalroaco de proposito para com ella se conseguir o naufragio, e nem mesmo na de
^.auncia isto se allega. Falta portanto ao facto ura dos elementos constitutivos do enme pre-
visto no citado artigo de lei.
E oumprindo detenninar-sc com quanto nao se trate de um acto voluntario, ueve
conludo considerar-se o reo incurso no art 19 da lei de O de Setembro de 1871 como culpado
na conform dade desse artigo, pelas moles que se dorara, veriOca-se nao estar tambera pro-
vado que fosse elle o causador da cataslrophe por 'mpericia, imprudencia ou falta de obser-
vancia das leis da navegacao- .
m Al >ra do piloto Manoel Antonio Noitus Dias c do pralico da costa Joaciuim Mananno de
Souza, ofliciaes do vapor Hahta que se acliavam de quarto na hora do accidente, as demais tes-
temunhas ca denunciu, todas ellas lindan somente d'entre os passageiros deste navio, gno-
ram o aue se passou antes dessa abalroaco, porque a esse lempo estayam dormindo.
Nao foi ouvida em juizo nenhuma das pessoas do P rapama, junram porem algumas
na cipitaon do porto (inquerto por copia a fl. 83), e os seus depoimentos divergem dos que
nrestaram (s mencionados pratico c piloto nos pontos mais importantes.
Assjm, as provas que ha contra c reo se reduzem as declaraces destas duas tcsterau-
nhas, alias interessadas pessoalmente na causa como responsaveis pela dirceco do vapor
Baha, tanto quanto o reo como responsavel pela do outro vapor.
Setundo ellas dizem, foram duas as manobras que no Baha se bzeram para evitar o
encontr. A primeira foi as 11 horas e um quarto, quando o piloto avistou pela proa a luz
encarnada do firapama em seguida luz branca, estando conforme se l<3 no protesto a fl. 198,
distantes un do outro quatro milhas; c consisti cm guiar duas quartas para estibordo (lis.
21 v. e 203 ). A segunda teve lugar certa de tres guarios de hora depois, ou meia noite pr-
ximamente (fls. 20 v. 145 e 147 v. ), quando a abalroagao era imminente; consisti em
guiar mais ainda para estibordo. .
Di! o piloto que o vapor Pirapama quando foi avistado, navegan mais ao lado do
mar apreseotando ao tiahia o pharol encarnado de bombordo e inostrajido-lhe este o seu de
igual cor I dep- de fl. 142) ia portanto o Pirapama em linha paralella, mais ou menos apro-
xmala, e no na mesma linha em que navegava o Baha. _
Sendo assim claro que os dous vapores nao corriam risco de encontrarse, oastava
que nenhum delle. se desviasse da directo que segua.
O ut. 13 do reK. de 12 de Maio de 1883 declara que o precedo de guiuarem os navios
. I -. _.___. ^. r ---* ,, ..i;-,.,.,.! nii.ni.1,1 ,--l,l I 11-11
Quer apresentasse elle todos 03 seus pharoes quando o piloto diz que o avistou, cerca de
tres quartos de hora antes do sinistro, quer somente o branco e o encarnado, quer navegasse
portanto na mesma linha do Baha, quer fosse mais amurado, se se tivesse fe to nessa occa-
sio a manobra de que.se trata, com certeza o encontr dos dous vapores, nao se teria
dado, porquantco Baha, se estava entao a quatro milhas de distancia nomo disse o piloto
no protesto, II. 198, claro que nesse momento oceupava o centro <,e m circulo de quatro
milhas de raio, tendo a frente o Pirapama em um ponto da cirejimferencia e logo ouo gui-
nasse as duas quartas a eslibordo paseando de S. ti. O. para S. O. teria abertoe ire a li-
nha que deixava e a novadinha um ngulo de 22 graos e 15 minutos, medida esta que na
circumferencia de um circulo com essas prooorgoes corresponde a perto de duas milhas
Era essa a distancia em que teria de ir passar ao lado do firapama se este licasseparado.
Nao tendo parado, e suppondo que navegavam ambos com forja igual, proseguindo o
Bahta nomesmo rumo tomado c o Pirapama no de N. N. E., que era o rumo que levava o mo-
mento da passagem seria quando tivesse cada um vencido a metade das referidas quatro milhas
que era quando deveriam achar-se. leste a oeste um do outro. Seria essa a maior "proxiraidade
entre elles, permittida pelas differentes direcces que scguiam. Mas, ainda assim, reduzidas as
n a esse lempo separados um do outro quasi urna milha.
proxiraidade
reduzidas as
A abalroaco
como suca da d'aquella occasio, segundo a declaraco do piloto.
Em porinlo desnecessaria a primeira manobra, que se diz fela pelo vapor nata;
masa ser exacto que fez-se, n fio se comprehendu nomo fossem possivcis os acontecimentos que
Suppe se que o Pirapama ia mais amarado, raostranda alem da luz branca nicamen-
te o pharol encarnado de bombordo, conforme disse o piloto noinquerito policial a fl. 20 e
no depoiracnt defl. 142, mas disso nao ha certeza, porque o piloto esta en contradicho
comsigo nena parte, dizendo a fl. 103 que s 11 e um quarto vio a luz branca c logo pou-
cos momentos depois, tanto a encarnada como a verde, contradieco que e flagrante na rati-
ricaco do protesto, onde elle diz assim no principio (fl. 203i como no hm do depoimento
(fl. 204) que nao vio a luz verde senao perto da meia noite, quandcTs navios estavam ja
muito prximos um do outro, tendo visto antes somente a luz encarnada, e diz no cutanto,
entre essas duas declaraco s e nomesmo dopoimento (fl. 04) que desde que Pirapama ro
avistado, viram-sc do Baha todas as luzes delle. \
Accresce neste ponto notavel discordancia com o pratico, porque este declara a fl. 147
que a mar.obra ja eslava feita, quando elle accordando, avistou pela pri a bombordo urna
lux branca, nao sabendo se era de alguma barcaja ou de que especie de embarcagao, e nao
vio outro pharol. ...
Aloradas diflerentes verses relativas as luzes que se avistaran, nota se haver dito o
piloto no depoimento de fl. 142 que o Pirapama, continuando a navegar-na, mesma directo de
que se afastava o Baka inesperadamente mudou de rumo guiando para bomboro c toi esta
a causa da segunda manobra, fcntretai.to duas vezes affirmou no denoimcuto do 11. 203 v. c
.linda urna-rez a fl. 105, que n5o mudou de rumo o Ptrapxmval abalroar o B*ta.
era absolutamente impossivel.
A suppr-se que o Pirapama mudou de rumo, como diz o piloto, forgoso tarabem suppr
3ue essa mudanga foi feita muito depois de executada a primeira manobra e, segundo as palavras
o protesto, quando elle estava j muito prximo do BaWn; porque o piloto d perfeita idea do
breve tempo decorrido entre ella e a segunda manobra, dizendo a fls. 143 vv, que quando o viran
arribar inesperadamente voltando a proa para o Baha, elle, o commandante e o pratico, todos a
um tempo, mandaram que o homem do leme arribasse mais ainda guiando todo a e3tibordo,e
issim se fez, n3o se podendo todava impedir o sinistro; e quanto foi rpido o intervallo dessa
Eiova manobra ate o encontr dos dous navios, deixa ver o piloto a fls. 147 v. e 148, referindo que
"ouvio aordem pela voz do commandante, c repetindo-a logo para o homem do leme, vio inconti-
nente pela proa o vulto do Pirapama j to perto, que nao era mais possivel evitar o choque; e
com effeito vio seguir-se a abalroagao iramediata.
Era por tanto pecessano que o firapama estivesse realmente muito prximo do Bah a
quanda mudou o rumo, c tanto que o desvio por este ettectuado foi intil.
Mas si a maior proximidade possivef entre elles era essa de quasi urna milha de distancia,
cima dita, distancia que seria ainda maior si o Pirapumn navegava mais amarado, evidente que
o tempo que este vapor gastasse para vencer o espago que o separava, seria de sobra para pr-sc
o tiahia a salvo delle sem precisar de fazer manobra alguma porque proseguindo sera desvio no
rumo em que vinha, ter-se hia adiantado no mesmo decurso de tempo igual espago para S. O.,
deixando-o para atraz.
De tudo isto resulta a manifesta impossbilidade do sinistro se fosse exacto que o Bah:a
raanobrou duas vezes com o intervallo de tres quartos de hora de urna a outra. O corto que o
marinheiro que eslava ao leme, declarou na Capitana do Porto, como consta de seu depoimento a
fls. 109, que quando vioas luzes do firapama e guinou as duas quartas para estibordo, erara onze
lioras e quarenta e cinco miuutos mais ou menos, o que tanto importa como dizer que a primeira
manobra, si houve mais de urna, foi executada j na hora do perigo imminente e inevitavel.
Por tanto as cousas o se passaram como as referen o pratico e o piloto do Va^ia.
O piloto nao quer so para si a respiWsabilidade dos actos determinados para impedir-se
a abalroagao; o pratico por outro lado afastaa idea de ter entrado cora sed voto as resolugOes que
se tomaram. As divergencias nos depoimentos que derara, tomara se frequentes.
O piloto diz (dep. de fls. 142; que quando s 11 1/4 avistou o f\rapama estavam disper-
tos o commundaute e o pratico c ouvirara e virara ludo quanto occorreu: e diz o pratico a fls. 146 v.
e 147, que tanto elle corao o commandante a esse tempo estavam dormindo, eeram 111/2 quando
se levantaram.
Accrcscenta o piloto que quando vio o pharol branco deu parte ao commandante, o qual
havia Ihe perguntado o que era ; e o mesmo fez logo que vendo a luz encarnada reconheccu a pre-
senga de um vapor-; e que a manobra feita nessa occasio de ccordo com o pratico foi pelo com-
mandante approvada ; mas o pratico declara que aecrdou por Ihe perguntar o piloto si poda
guiar uara estibordo duas quartas, ao quelhe responder que sin, porque estavam longe da
costa e havia bastante fundo ; mas que coirfinuou a estar deitado, e que quando se levantou as 11
1/2, nao fez mais do que verillcar o rumo ; observou que o navio tinha deixado o rumo que trazia
c navegava ao de S. O., adiando assim por tanto jd executada a manobra; nao perguutou porem
a razo ctella, nem o piloto Ih'a disse; e tendo visto apenas una luz branca pela proa, foi dei-
tar se outra vei. Accrescen'a a isto o pratico a declaragao de que nessa occasio comman-
dante, que dorma ainda, arcordou tambera, e tendo olbado a proa era silencio, passou para urna
cadeira onde elle o deixou sentado; porem nada perguntou nao proferio palavra e nem elle e o
piloto Ihe disseram cousa alguma (fls. 146 v.el47.j
O pillo havia dito uo principio do depoimento de fls. 142 que o Pahia trazendo o rumo
de sul passou para o de S. S. O. as onze horas. Perguntou-se-Ihe si nao vio um vapor do lado de
trra e a esta pergunta respondeu que sim.-lauto que quereudo o pratico mudar de rumo, elle
disse-lhe que esperasse. E repete que mudou-se o rumo a essa hora.
O pratico entretanto contesta a fls. 149 que tivesse dito alguma cousa ao piloto sobre a
mudanga de rumo s onze horas, e aecresecnta que nao era mesmo possivel que o dissesse. poi-
que a esse tempo estava dormodo. Diz que vio com effeito um vapor do lado de trra mas pouco
antes das dez horas, quando tambera viram-n'o passar o capitao Agrcola e o finado tenenle
Brawne. Depondo porem fls. 169 v. o capito Agrcola diz que dorma na hora do sinistro e
uo tinha tido antes noticia de se haver avistado outro vapor.
O laconismo con que o piloto e o pratico aflirraam nos depoimentos a fls. 143 e 149 v.
que nao houve exploso das caldciras d.> vapor Baha, notavel em face do protesto a II. 198 feito
cassignado por elles, onde declarara que em acto continuo ao da submerso dco se immediata-
mente a exploso das caldciras.
A 11. 143 o piloto allirmou que tendo-se avistado o P< apama e o Bah:a tres quartos de
hora antes da coiso c leudo este ultimo vapor guiado para estibordo e depois mais anda
para o mesmo lado, era possivel o Pirapama ir abalroal-o pelo lado de bombordo no lugar do
rancho dos e marinheiros, quando se Ihe pedio a razo da possibilidade aflirraada, apenas
leve para responder que a raso estava no proprio facto acontecido. Isto mostra que o piloto
referindo cousas inerivois, nao o faz por equivoco.
E' impossivel em vista do que lica exposto, nao j recoiiheccr, porem mesmo presumir
qual seja a verdade, quando alias essa leste uunia sabe a tanto como o roo.
Este por sua parte allega c concordes como elle dizera os ofliciaes c tripulantes do
Pirapama. que juraram na Capitana do Porto, de II. 84 98 que o vapor que navegava mais ama-
rado era o Baha mostrando desde as 11 horas e 1|2, nao a luz encarnada e sim a verde e vendo
a luz de igual cor do lado do P.rapama ; que foi o isa atravessai-se pela proa do outro vapor; que a manobra ordenada pelo reo consisti em fazer pa-
rar a machina ao Pirapama no momento do perigo e tcala para traz, c qai ja elle eslava para-
do, quando o Vah-a, deixando de fazer igual manobra, contiuuasse marchar na mesma direcgo
que havia tomado, o o abalroou.
A circumstancia de estar parado o Pirapami quando deu-se a abalroagao, conlirraa-
da pela testemutiha da denuncia, Jos Francisco Matheus Ferreira, passageiro do tmhia que depoz
a fl. 133. Diz elle que nesse momento accordou, e olbando pela viga de seu camarote que era
n
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I lo Isa coiii-'tri'ciul
COTAyKll OKFICTAKS'^A JUNTA DOS CO
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Accuea da cumpaaluii doa trilhos urbanos da Re-
cife Olind e Bberibe do v.lor de 200/000,
ao par. j^ '""*'
Acvotd da compnnhia do Bberibe, do valor de
1O0 a 1j.j00.> cada uuii. #
But;adns de aasuca>- e aJ^ndAo
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\ria fcrt*et'aruuiu.
Ammai'a
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Via-ferren de 8. Franciaju
Via-ferrea do L/.mceiro .
Omj
1 a 18
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1 k 2(1
1 4 13

Somma
Na hora da uoiaa
Vtuiiirani-ae :
15 ac(5-i da companhia dostiilhos arba-ja
H.cila ^ Ohr.da e li. beribr.
37 at-coca a Cowuaahia dj Bberibe.
Augutto I'iato da
P^dro Jje P-to.
ten
:u-.cs.
do
M iueiito baueai
RFCir, 21) n fbvbsB'IO t>a lr
HtA<;A UO KKCIFE
Ot baneo abtiraiu hoje com a Uxa de laabado,
to 24 f>'8 d. aobre L>udre, aiadand) logo
as tabellas fiara 24 3/4, a cojo nlgansuii ni.) b.'U-
ve toroadorc*.
Em pipel particular houve ui g icio, em piquean
fecal, a 24 7/8, fecbaodo o mercado muit'j firme
'K/i(JA I/O BiO DE JANEIRO
O l.iteroacioaal aaccou 24 7/8 obre a caixa
iial de Londres e os detuais baucoo a 24 3, i.
Papel paiticular, ese*sso, nieve a 24 7/8.
As tabclliks expostas a Uo Lobdox Hahk :
ALGODO
Eutradu
,icac>s ......
ires......
Via^farre* doCaruai '.
Auiuiaes......
Via-fcrreade ^ Franeisco .
Via frrea duT^is'

Dias
1 & 18
1 4 18
1 a 20
1 4 10
4 15
4 16
Si<-.- -
6;).982
10.033
6 9G8
O.791
27.385
166.159
SaccHS
3.124
1.471
566
7.973
1 455
6..-49
2I.843
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Psris. .
?alia. .
rlam burgo
r*ortupal
N'ow-York
SO dio a
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47*7
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Uo Ihteh:>acicsal :
u.ndiea. .....
Pxris........
,ttalsj........
amburgo .......
Lisboa e Poito. .
Prio&paua idades de l'oitu-
gal- .....
Saw-Ycrk......
3b7
387
4l
217
2*040
* 24 3/4 24 1/2
384
477
215
387
387
481
217
222
W40
KaaLiiiH Bamx :
,'u ...
'i.ubtii'..- .
i e Porto .
^riacipues cidades
gai. .
-los dos Aj res
aba a Maooira
Skw-York
90 d.'p Uta
24 3/4*4 1,1
387
4%1
217
381
477
215
222
225
ir
Oli
^4plaeita de anucur
y a* 2db FiveaBiRO d 18.H8
A r.Mtti(i;d preooa Ka3, PC'-s ao agricultor, por 16 kik-s :
Jair.a Pint .*..... 2*700
Colonia Isabel..... 2800
rorbia-. pul.-erisado. 2J2O0 a 24h0
c j 3.* superior 2*700 a *8O0
> 3.' toa ?*5tK> a 24600
3. regular 2*200 a 2*400
> =msm ...... 1*700 a I/81
MsscdViJ'purgado 1*540 a I**l0
l.rutq. uno H i^iftij
900 a 1*000
Ctacda de alfjodits ,
EM 20 DB FBTBBaitO DE 1808
N4; houve veujks.
As ';ridB f)ram de 6/500 para o de 1< sorte
: to. /
Vapores despachado*
Vap. ir Ville di Ma?ei^ para :
Rio de Jtneiro : 1.030 saceos com atsutar, 500
saccas com algodij e 16 pipas com agurdente.
Santos : 5.600 sacci s o.u#assucar, lO suecos com
cocos (fiucta), 20 pip<.s com alcool, 50 pipas e 70
barra de 5* com aguar-lente.
Carreg. diversos.
Vap. iug. Ausferlitr, psra.
Liverpool : 13.625 taceos c.m asaucar misca-
vaJo.
i'orreg. J. H. BcxwelL
Wavla deopaehado
ui'-r. Oluit' e>, para :
tstsjlos Unidoe : 9 410 saceos com asjucar
maacavajo.
Caneg. Liyo & Pilho-
I'Miiia aa AlTaadega
SI.H.NA DB 20 A 25 DE reVBKEIEO DB I8l 8
(Vido o Diario de 10 'le rcvitiro
\avioM .% cmrgm
Barca portagueza Novo Silencio, para Lisboa e
Porto.
Bares ocrurguease Bondeoenen, para Estados-
Unidos.
Bjrca portuguesa Lopes Daarte, para Lis-oa e
Porto.
Barca oorueguuse Profeuor Nordeuskiold, para
Estados Uui lo*.
Barca cueca Jacob, para Canal.
Barca norueguim; G^iiner, para Liverpool.
B*rca uoiutfguo:,^ Pd'ycarp, para Liverpool.
Batea n rueguesiac Iljvding, para Estados U i -
CO).
Barca amcriesoa Ohirlts Lew i, para Ncw-York.
Bngue ioglc Admiral Tromp, p ira Rio Grande
do Sul.
Encuu* glesa Percy. para Liverpool.
Es:una inglesa Sioordfik, para Pelotas.
Lugar o.'Cioual layo, p-ira Rio Qiaude do Sol.
Lugar rortuguei VeriUu, para liba de S. Miguel.
Lugar Dgl s Florenec, para Estados-Unidos.
Lugar alleuio Di Capo, para, C'aial.
Lugar ailemao Lena, p.rs. Caoal.
Patacho pirtugusc Dotu Irmiot, pars Lisboa e
Porto.
Patacho alenlo Ora ,par* Pelotas.
Patacho ingles Welsh Qirl, para Canal.
Vapor inglex Henrieth, pira Liverpsol.
Vapor aueftiaeo Stechenyt, pira santos.
Vapor logles Mtreedts, para Liverpool.
Vapw inglix Incert.t, pura Liverpo i.
Vapor nacional Mqndahu, para A'acaju e escala.
Vapor nacional Pirapama, para Camoasim e ee-
cals.
do lado de bombordo. vio deste lado um vulto negro ; que firmando a vista vereftcou ser um
navio em posigo obliqua, tendo a proa voltada para junto do talhamar do Baha, e conbeceu
que era um vapor pelas rodas, c que estava-parado porque estas nao se moviam ; e vio que esse
vapor, o qual depois do naufragio soube que era o Pirapama, permaneca parado emquanto que
o outro, continuando a marcha oassava Ihe pela proa tocando-lhe com a3 rodas na borda falsa,
e ento ouvia-se pelo som produxido que alguma cousa se quebrava em um outro navio-
Taes declaraces por si sos, no seriara suficientes para fazer prova contra o piloto do
Baha se fosse este o aecusado; mas tambem contra o reo nada absolutamente provam 03 uniros
depoimentos d'elle piloto e do pratico do mesmo vapor, testemunias que, alem do interesse par-
ticular que tem na causa, nem se mostram coherentes e contestes nem relatam os factos de modo
verosiimil.
Anda prescidindo de saber qual fosse a verdadeira posigo em que se achavara os dous
vapores quando um d'elles avis ou priraeiro o outro, qual vapor seria ese visto do lado de trra
a hora era que o Bata mudou o rumo para o mesmo fado, c finalmente oque passou-se at o mo-
mento em que o perigo se tornou imminente, subsiste a duvida, se a distancia que os separava era
tal que permittia o desvio sem parar ou si era o caso de deverem n'esse momento parar ambos ;
se arribando o Bata, arribou tarabem o Pirapama, ou si este nao fez mais do que parar, como
allega o R. ou ainda si, como diz o pilloNoites Dias. o Bata arnbou por ultimo guiando todo
a este bordo, e expondo-se d'e3ta maneira a ser alcancado pela proa do Pirapama, visto como teria
de necessamente ir passar-lhe pela frente, ao passo que se guinasse para bombordo oppondo ao
pharol verde do outro vapor o seu da mesma cor, evitara e encootro.
Em summa,no bavendo fundamento para attribuir-sc a abalroagao a proposito crimino-
so, si nao incuria ou falta le vigilancia, ou a erro de manobra por precipilagao ou imperieia,
nada ha nos autos que baste para demonstrar si a falta foi commetlid pelos ofliciaes do vapor
Pirapama, ou si o foi pelos do Bata, ou ainda si uns e outros foram culpados
Julgo portanto improcedente a denuncia e condemno a municipalidade as cusas.
Recife, 4 deFevereiro de 1883
loaquim da Costa Bibeiro.
COMMNICADOS
Lgir ingles Freidig. d-rvia.
Lugar ingles aragiro, bstuslbio.
I.i,(-r ii-k ': Vidoma, hiou:bi.
faiacuo ajlrmao /). Pedrn, xarjne.
Huacho ingKz Ediua, 8rvio.
Pi.ti.cho ingles Uhij dary, actnb.
Vair infles Wattriu, omo.
t
Importaefo
Vapor nauijnal Arlind>, entrado d.s portos do
uor:e em 19 Jot.r.cuio e consignado a .Peror
Caruciro & C, mauifetitou :
Tufe 746 SHccts crdtm.
La-lrilbu 270 cuixaa a Pereirs Caroeiio te C-
Miuizas 1 caixa.> a Lu>s do Onvcira. -
Panno n'ulgoJa > i.0 U:\l.a a Jo.-6 Ao'ooiodid
Santos, 86 4 ezdein
Pipas vazias 75 4 ordc'm.
arque 1,713 lardo* u Baitar Oliveira S C,
1,815 orden,, 1,731 a VIaia o Kescnde, 875 a
Pvreira Carueiro < IX, 334 a Amoriu Inn.ios & C.
70 a Jos Autonio dos baajga.
Vapor uacional Pirapama, entrado dosprtis
do norte na meiau Uaia e consgnalo (Jouopa-
nhia Peruambacana, manit.aiuu:
Algodio cm rduoa 53 saccas a B irttelmann l
C, 130 a Rodrigu.a L;on 4i C 54 a BroWJS *
C 231 a Franeisc B Cavulcantc.
ii i racha 2 Voiumca ao in-.-uoo, 1 a Abe Stein
4 a
Cera de CaruLi jj 33 saccos a Affjuso Olrvcirs
Se ('.
Couros teccos snI-adoa 110 a Biosielmau ft C,
6>a Ap"jo.o Oiiveira ot C, 50 a Joio Paca de
Obveira.
Esieias 20 'oh.* a Ci-ta Lima t C.
Pazeodas 1 (UlotM a Companhia 1 nlemniado
ra.
.Miibo 161 saceos a Souza riou"ira & C.
Punnss 2 Volumes a A'Iinso Uliveira & C.
P-iiles de Cab;a ICO fardos a Albo Steiu h C,
4 .. II. Lundgrcn.
Vapor francos Oremque, entrado de Buenoo-
Aries em 20 do coi tensa e cou-.igiu lo a Augusto
L-ibille, mmiifestoii :
X rquu 3.033 frl s a A'iriMu Ln>S>s t C,
1.20J a, sisi 4 li-.i.ix.; ij'.OaBAitar Oliveira
4C.
Para o Rio de laseiro, P. (Jarneiro & C. 500
itccMa coui'31,067 kilo il- algodil>.
= ai vapor frauce^ Vide dt ilacei, carrega
rain :
P.ra Suntos, S. (Jumarais & C. 1.000 cocoa,
fructa.
Para o Rio >h. Janeiro, H. Burle z C. 2M) sae
cas com 18.816 kiles rf* algodo.
ia escuna inglrZa Swjrlfih carregaraiu :
Par Pelotas, A. Tabjrda (J. 50 barricas com
3,000 kilok 8.65o ditos de dito miscavudo.
Nj vapor uscional Manoi, carregtrara :
Para Mau4o J Hjrgea i) voluuies com 2,688
kilo* dfl assiicar branco
Para o Para, A. 11 da Costa 50 saecos com
3,750 kilos de asaucar branco ; Aui rnu Iruoaos at
'.'. 10 pipas cim 4,800 litro do agua.dente.
Uendimeatos pblicos
MBS 118 FBTEUBIKO
Aljandcya
Renda eral
Uo dia 1 a 18
Mera de SO
Renda provincial
Uo dia 1 a 18
[den de 20
lustruccao publica
Ein sua transacta eJica voitou o Jornal do Re-
cife a occopiir-se da uiti'jia refonn i <* in:trucc3o
pubucs, iusidtinii uo quo untriorm.-nte diss:ra e
j4 completamente refutado f, i.
A illuatro redac^ao do Jornal uao aceita a aiiir-
mativs de que as portaras relativas quelle acto
acham-se assigoadas pelo Ur. ttaobfll Eupirasio
a uao admitte quj o Ot. Adolpho de Barros tenba
expedida um rcgulameato de que nao houte sino
exemplares impresa:s, um dos quie3 por ell; au
iheoticado para o archivo da secretaria.
Por uossa parte, coutinuirn a a asseg.irar sin-
boa osses tactos, os quaes, em que isso pes>: ao
Jornal, sao to verdadeiros que resiitem a to Ji a
c mtustacl'o ou duvida. Foi com rasio que disse-
mos ter sido Iludida a Ilustre rcd-icci do Jornal,
mas j vemos qae ella quer voluntariameoto con-
servar-s nessa illasao, porque assim iho f .z
c. ota.
Agora diz quo a portara d.- 6 ie Pcv-reiro a
prova de qu as poriarias da rtforma nao loram
afaignadas. TV, porem, nao se deduz dos termos
della, e para tel-o por certo basta a 1er. Declara
easa portara que ficaram ineompletos os actos da
reforma, manda que se couopletLin coic a exped-
vio d.i quadro las escolas e que subsistan), cara
os eff-'itos legues e regular execuco, todas as poi
tarias respectivae. l>roiiao quer diz-'r que rstas i.io
teuham sido asaigoadas, SU a ictelligencia eus-
,eiiiad-i pelo Jornal tem a fuic. de siipprimir um
faeto r?al, irrecusavel, como a assignaturu quo se
nos oeu neutos auiidoa _
Parece ao Jornal que o ter-s^, ua portara de
6 de Pevereiro, fallado tlus de nomeaoiio, remocao,
etc., quer dizer que a C;:aa faltsva aquella forma-
tidadn. Mas uSo Ihe occorreu que, na alternativa
de fozr de uovo toda a reforma ou de comple-
tl-a,>o digno vice-preaidente da provincia prefe-
rio o segundo alvitre, e que adoptando ete pro-
edimeuto iaba de, no acto que expedio, d-'clarar
subiateutes todos es praticados iik.-. reforma.
No Ihe occorreu -.: r, b -1 n que, si fo^se real a sus-
peta do Jornal do Recife, si u.io tivrssem sido as-
signaias as portaras, nada era mais fcil ao dig-
no vice-presidente da provincia do que expedir
sob sua assigaatura novos actos nomeendo, remo-
vendo professore.-, etc.
Lea a illustre redaccao i.s portaras d 18 du
Janeiro, ja duas vezes publicadas, e vtj: que ellas
cemecam referindo se lei n. 1884 quo autorison
a reforma. Forano expedidas em v*(ude cesaa
lei.
E Com isto rrsponde-se 4 sua insinuaclo de que
pela falta de assignatur do rcgulamento esaas
portaras nao l n vig^r.' Assim agradara ao Jor-
nal, mas assim nao ; as portaras fundaoi-se ua
lei que mencionara, e a to:ma do Jornal eertumen'e
nSc ir ao ponto de dizer que tam'oem a lei nao
est acsignada.
Faltou apenas autheoticar o regulam into, e aem
o Or. .Vi. Eupbrasio, nem a secretaria do goveruo
tai disso a culpa. Resolver se seguir a prstics
adoptada em 1879 de authonticar-se un .; ui;i!ar
iinpresso, nao para uao da secretaria, como inculca
sem'fundamento algum o Jornal, mas para ficar
archivado como se fra o proprio original, como
se fes ao tempo do Dr. Adolpho de Barros. Veio
porm a morte e culbeu em seu regaco a quem de
iaetra seu puaho praticar aquella formalidadr.
Qccm c o resuoiisav>l por Me ?
E o quo cumpria d-pois diss fuzer ? J o iic-
seuoos e nao h i sahir d'aqui: ou novo regulamen-
to, ou tiu'.j que mau'ivesse c ji expedido, ficando
subsistente tudo o quo ra foito no acto du refor-
ma e couop'etndo-e o que acaso :he faltasse.
Embarazo legal uao havia para aloptar-se o
segundo alvitre, equivalente ao primeiro rm seus
eff.itcs e rraia curial do que elle. Si a presiden-
cia da provincia poda fazer mais um regalamen-
to para a iostiuceso pubiiea, com o mssm i i'.ireito
poda adoptar o que acabava de ser etto.
Injuati, poia, e impe^iuente a cenaura que ao
diguo actual admioiatrador fas o Jornal. O pro-
cedimento do S. Exe. perfeitamente correto. Te-
ria sido fcil repetir as porgaras e recula meatos,
fazendo de novo a letorma ; mas fra Uso escoea-
do e at ridiculo. Os actos asaignados e expedi-
dos j i estavam produzindo rffeito, bem como os
regulamentos, publicados em tempo ua folha offi-
eial; bastava appr-se-lhe a formaiidade ueces-
aaria psra autheotical-o e expedir o acto que se
expedio, usando o presidente da attribuicao que
para bso tem, de declarar em vigor aq'ielles re-
guiamentos, porque isto cabe em sua aleada e par-
que realmente elles j vigoravam.
O Jornal faz grande eabedal de haver a porta-
ra de 6 do Fevereiro declarado subsistente os ac-
tos j expedidos da reforma e acba que o regula-
Kariuha de 20) a 28 i 'is a eoia
Milho de 240 a 320 ris ideon
Feijo de 640 a lf 00 dem.
Uatd uro pablico
Foram abatidas na tlatadouro da Cabanga 76
rsirs para o ooshooc do dia do boj -
sendo: 59 retes perteuceuUsa Oliveira Castr .
Se C, el7 a diversos.
Cnibai'imeile* urtaa uo ,>orto
en 19 e "O de Fevereiro
AACIONAES
595:665*753
62.899*614
121:284413
12057.775
658.56"o/367
------------------. 133.32J188
Somma total 791:907/555
Segunda seccio da Alfaudega, 20 da Fevereiro
de 1888.
O thesooreiro^oreucio towinaie.
O chefe da scc-toto ..se:a.
Berebedorlst a-'rn
Do dia 1 s 18 34:573*947
Idea .-.a 20 t 4:183,544
38:7574491
.\av os & desoargo
Barca americana J. H Chadwiai, feno.
Barca norueguense Dax, carvo da pedrs.
Bar-a norueguense Norge, carvo de pedrs.
Barca norueguense Sotu, :urv;i de pedrs.
Burea noruegueuso Columbio, cfirvo.
Barca noruegueasa Progreu, ervo.
Brigo.' sueco FriU, varios gneros.
Brizne ingles Talbot, bacalhio.
Lar ing es l'enia, varios gneros.
l',Yp*rtnc..
, aacira 18 os PBTraBiao os 1888
ZMra o exrcrior
No vapor iuglez Mercedes, cirr?goo :
Para Liverpool, J. H Boxw.ll 4 00 saccaa
com 321,076 kilos de slgodo..
Na barca uoruegu- use Qlitner, carregon :
Para o Canal, J. H. Boxweit l.iO asecus con
87,197 kilos de elgodio.
Na birca Dorueguense PUycarp, carregou :
Para o Canal, ) II Boxw. II 1,200 saceas-eotn
91.533 kilos de algOlo. '
Na barca uoruegaense Hording, carregou :
Para o Canal, J. H. 1 i\yel 600 saceas com
44,514 k.los de -Igoi. .
No gar iiil-'.-i F'srence, carrejaran):
Para N'.W Yoik, Julio dt limo 800 saiets com
60,000 kilos de asaucar mu cavado
N< barea amere i na Utaitee, carregou :
Para New-York, M Foutoura 4,583 saceos com
343,725 k'los de a>suear roa>eavado.
Na birca tujericaiia Chirles LewU, carro-
garam : -
Para New Yoik, Bi;aulmau & C. 1,000 saecos
com 75,000 Kilos de assuc.r mascavado.
No vapor francs Oreuoque, carre^aram :
Para Pars, A. Reg C. 2 860 graos de ouro
e 3,168 ditos de prata ; F. algaio 3,0OJ grios
de ouro c 16,000 ditos de prata/
Para o interior
No patacb i dinamarqus Harriet, carrega-
rain :
Para Pelotas, P. Carneiro C 40 barricas ocia
4,081 kilos de asaucar branc\
No vapir allemo Petropolis, carregarsui !
Para Santos, F. A. de Azeved 2,000 taceos
com 120,C00 kilos de aisuesr masevado ; Mia $
Resende 1(0 saceos com 6,000 kilos de ts
branco, 400 ditos com 24.000 ditos de dito mas-
cavado e 560 ditos coao farinha de maudioca.
No vapor austraco tiicahcny, earrogaram :
Psra Santos, P. Carueiro & O. 1.000 saceos com
60.000 kilos de asaucar mssoavado e 500 ditos
' com 30 000 ditos da dito branco.
Berebelor* pruvlucial
Uo dia 1 ^ 18 82:007.664
ld>ai J 20 82:664*469
KAVI08
Arlindo...........
Ipojnca...........
Loy o..............
Lusitano..........
Mariano XIV ...
Marinbo IX.......
Vlan-Jati.........
Pirapama.........
COK-IONATAHIOS
Pereira Carueiro 6c C
Cimpanhia Pemambucnna.
Loyo & Filho.
Maia & Rezende.
L yo & Filho.
Loyo c Filbo.
Companbia Peroambucana.
Compaohia Pernambucana.


Waterloo......... Wlsoo Sons 4 C.
Willi. m Tapscott .. A' ordem.
O signa! indica ter a embarcaco sabido.

'
' 1
y
Liverpool .
Norte.....
Europn ...
New-Y.ik
Sul.......
Eur.pa ...
Sul.......
Vapores A entrar
MEZ DE FEVEBEIBO
Mariner.........
Espirito Santo.....
Elbe.............
l'araense.........
Pernam'.uco........
Ville de Cear_____
LaPlata..........
amauha
23
23
25
86
28
29
ber tha Aaderson...
onauza ..........
Bony Hsry.".......
Charlea li. L wis...
Columba'..,.......
L'h-.i los Coi.......
D. Pedro..........
O u< Irmaos.......
64:677/133
ater.lfc ruinante
Oa dia 1 s 18 13:1401218 .
fdea o 20 2:710/721
Mercado Mtis.Ie.pal de
15:8504939
S. fos
O movimonto leste Mercado mi disi 18 19 de
Pevereiro (c-i o seguate :
"Winruraao : .
69 bois pesando21,200kilo, sendo de uliveira
Castro 51 ditos de 1>, 6 de 2 e 9 de par
titulares.
1C60 kilos de po-ixc a 20 ris
95 cargas de fariuhs a 200 reis
21 ditas o Iruotas divereus a
800 rs.
19 Uboleiros a 200 ris
43 eiuinos a 200 ris
('oram oceupados :
531/2 columnas a 600 ris
40 compartimentos d<> iuxinba *
500 ris.
41 ditas de comida a 500 ris
1561/2 ditos de legums a 400 ris
72 uitos de fatendas
38 ditos de suinos a 7 0 lis
22 ditos de tresauras a 600 ris
2d~ talhos a 24
3 ditos a 1*
A Uliveira Castro & C.:
108 talhos a 14
21*200
19*OjO
6j3o0
3*800
8*600
32*100*
20*000
20*500
62*6u0
28*800
26 600
13*200
40*000
3*003
108*001.'
J;ve ter sido arrecadada nesits
das a quaatia de
deudimento do dia 1 s 17 do cor-
rento
Poi arrecadado liquido at boje
Precios do da :
Carne verde de 240 a 480 rfs u kilo.
('arneiro de 720 a 800 ris dem,
buinos le 560 s 640 ris dem.
413*700
3:510*060
3:923*760
ESTRANGEIRAS
BAVIOS C0SSIOSATARI08
Admiral Tromp.... A'ordem.
Aureola......... A'orlem.
Auihor........... Samuel L. Jobnston.
Agder.......... A' ordem.
Bertba............ Hermann Lundgrin & C.
Bolgeo........... Hermano Lundgrin & C
Boudevenen....... Hermann Lundgrin & C.
J. H. Boxwell & C.
Johaatou Pater k C.
Je bostn Pater & C.
A' ordem
Wilson Sons & C.
N. J. Ldstone & C.
Pereira Carneiro &.C.
Silva (ruimaraes oc C.
Daisy............ Heury Forster ft C.
Dux.............. A' ordem.
Da Capo.......... A' ordem.
Etbel .......... Blackbarn Needhan & C.
Encaro cao....... Amorino. Irmaos & C
Eo iius......... Fonseca Irmaos & C.
Ediua............ Via-ferrea de Caxang.
Emaouel.......... Hermann Lundgrin & C
Floreoce ...,...... Johnaton Pater & C.
Frita............. Hermann Lundgrin 4 C.
Freidig.......... Bowman Ib C*
(4rii............. Hermunn Laatlgrin & C'
Glituer........... J. H. Boxwell.
Gleogarry......... A'ordem.
Harnronia......... Hermano Loodgrin & C.
Harriet......... A'ordem.
Hovdiog.......... Borstelmaon ft C.
Henrieth H........ Blackbarn Needhan &C.
Hugb Fortescue.... Joboston Pater & C.
ili ma........... Hermann Lundgrin & C.
Iuvertay.......... A' ordem.
Jacob............. Hermana Lundgrin <$ C.
J. H. Cbadwe..... Pereira Carneiro & C
Amorim Irmaos & C.
Jobnston Pater & C.
A' ordem.
A' ordem.
A' ordem.
A' ordem.
J. H. Boxwell.
Bailar Oliveira & C.
Wilson Sona & C.
Ura.............. Hermano Lundgrin & C.
Oiusteo......... A'ordem.
Augusto Lablle & C.
Mondes Lima ft C.
Fonseca IrmSos & C.
A' ordem.
J. H. Boxwell.
Wilson Sons & C.
Johsstou Pater ft C.
A' ordem.
Vapores A sabir
HEZ DK FBVEBEIBO
Buenos Ayres Elbe..............
Aracajiieeec Mandahu..........
Norfe....... Pernambuco.......
Santos e esc. Ville de Cear.....
Southamplon. La Plata..........

23 s 2 h.
24 s 5 h.
27 aso b.
29 s2b.
29 1 h.

\avu.< 4 entrar
Adelbeid.......... Rio Grande do Sul.
Bro....,.........
CoostaDce.........
CbrEtin criver ..
Costa Lobo........
Fingal............
Ferm.............
G. C. Sianford.....
Honor............
Helena...........
Lucy March.......
or..............
Perseveran!........
Petunia...........
Rosina............
Rio Grande do Sul.
Terra Nova.*
Rio de Janeiro.
Rio Grande do Sul.
Rio de Janeiro.
Antuerpia.
New-York.
Ntw-Port.
Ham burgo.
Cardiff.
Rio de Janeiro.
Liverpool.
Terra Nova.
Terra Nova.
<
Lopes Duarte......
Leaader...........
L Mili..............
Lepresux .........
Mispah...........
Maud Scammell ....
.Merced s..... .
Navo Silencio......
Norge
Orenoque.......
Perey............
Porsia............
P. N.rdeuskiold. ...
Polycarp..........
Progresa.....
Paragero..........
Sequel............
awordfish.........r A' ordem.
Solid.............. Livi amento ce C.
Sambaam......... Blackbarn Needhan & C,
Speedwell......... W. W. Robilliard.
Ssecbeoye......... Jobnston Pater & C.
Trias............. Henry Nuescb oc C.
Tbomas C. Seed.... A' ordem.
Taibt............ Jobnston Pater & C.
Ventas........... Amorim Irmaos & C.
Vidonia........... Rlaekburn Needhan.
Ville de Macei.. Augusta Lablle & C.
Welsh Girl........ Johnaton Pater ft C.
Rival.............- Rio Grande do Sul.
Movluicnto do porto
Navios entrados no dia 19
Cear e escala7 l' dias, vapor nacional Pira
pama, de 360 toneladas, commandante Antonio
Mara Ferreira Baptisti, cquipagem 30, carga
varios generes ; Companbia Peroambucana.
Rio de Janeiro36 diss, galera americana Wif-
ian Tapscot, de 1593 toneladas, capito A. H.
Tairbarn. equipagem 19, em lastro ; ordesn.
Maco10 dias, biate naciooal D. [Julia, de 80
toneladas, mestre Laureutino Fructuoso da Cot-
fa, eqoipagem 5, carga varios generoa : a Bar-
tbolomeu Lourenco.
Navio sahido no mesmo dia
PelotasPatacho Dinamarqus Hariet, capito
A. L. Aosem; carga varios generoa.
Navios entrados no da 20
Rio-Grande di Sul e escala 14 dias, vapor ni-
cional Arlindo, de 631 toneladas, commandante
Jos Francisco de Oliveira, equipagem 82, car-
ga varios gneros ; a Pereira Carneiro & C.
Buencs-Ayres e escala 12 da, vaqor fran:efl|
Orenoque, de 2184 tonelada?, commandante Bfl
Mortcmand, eqoipagem 123 carga varios gi-UUfrl
ros; a Augusto Lablle.
Rosario de Santa P60 dial, barra norueguente
Agder, de 455 t.neladas, capitao VI. Flagestad,
equipagem 10, carga casos; ordem.
Santa Caihanua39 dias, patacho bu eco flilaft
de 155 toneladas, capito H. Esbjornsoii, eqsS
pagem 7, em lastro ; a II. Lundgren & C
Sonidos no mesmo da
Borle. e escalaVapor fraaces Orenoque, com-
mandante E. Uortenard, carga vanos gneros.
Santos e escalaVapor francs Ville de Macei,
commandante Lenormaodj carga varios gne-
ros.
New-YorkBarca americana Oluite, capitao H. -
F. Nickersen, carga'assucar.
Santos Barca nacional Marmto 14; eapitlo
Joo B. Mendos, carga asaucar.
Babia L Brion, carga baeaihb.
FalmoutbBarca noruaguense Agder, capitio M.
Flagestad, carga osaos.
Barbsdoe Patacho ingles E-htl, capito G. C.
Hewer, cm lastro.
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ILEGRH i


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Diario
?Terca-leira 21 de Fevereiro de 1888
ment 5 obra nteirioa q*M no ae poca dividir.
Ora, o que a portara di* qoe, au achn Jo iV
te.'C o* ae.'o c/a re/arma, isto eustodo es-
ta, uiai faltaado-Ibe seta coinolefiieutiros ^v gr.
o quadro das oselas), adiniuiatracio qie poda
lliw Bvv ou concluir a comee;}* (fcila cmquasi
todas td bas parte*) resolver declara I a aubait-
teute ni parta JA realii.da e coinpletal-a no qie
!be faluva.
lato i couaa tJr> simple. e elementar que pas-
mara u insisten ;ia c que semelhinto acto
<:ensura Jo, ai acaso uio se aoubeaae do que ca
paz o eipinto do eppoecio.
Eataiaca certos di qua qualqner que foseo o pro-
c:dimei lo do Exin Sr. Dr. Ignacio Jof.quim nes'
t:i cenj. i.ctura, nao Ihe fultsriam at censuras da
oppoailo liberal, alus tJo cegaa quo i>ra ferl-o
cao duvidain coinprLm-tter coi religin inoa seu,
como mtabam de fazer coto o Dr. Adolpbo do Har-
ria, de cuja adminiatrncao o liboraea do Jornal
nao podiin ter aino gr Si S. Exc. fisesae u .vos regularen! ja e nov..s
p triaras, aeri* acornado, ou de pratcar actos
iuuteis, de simples apparati, c m proposito de fa-
zer figu-i, etc ou,si alterases o qia f ;i ata an-
tecessorde tur exposto sua memoria, do lhe ue-
g-ir posl vbilum a sjliduiieda.de que loe prestou
ru vid* ; manteado s actos da Dr. XI. Enphratio
e complttaudo-oa, iucerrea por parte da oppoiico
na tuntrt de liegilid.i i: e de lojustiei e aiuia
te.- aeg ira mente da ser elvo de ostras destna
critica* upaixnadaa.
Mis :>. Exc, sobranceiro a easai apreciacss
purifl':iiio inspira !m n > espirito de p. rtido, teui
seu projedioieuto porfeilamento justificado pela
lei cid q i.i ae fuu leu, e pela lealdade que a,abe
gaardar p-.ri com a.'U respeitavel antec.saor, de
BitudLsitsii ni e-noria.
Q-ialquer viininietrador que tivesse crditos a
zular e que quizesse proceder do modo correcto,
honroso i digno, pri.ti.uria o que acibi Je fizer o
Era. Sr Dr. Igualo Joaquim.
sobreditos modoa, relativamente ac bena doa pu-
pilloa testamentario* e depotito.a
O pmo \ V asa Magostado Imperial eseas dispo-
aic">e, sao por demais claras, pira te Concluir que
aind quando nao ae considero o denunciado tm
pregado publico, mesmo aaiim nao eacapa elle
eauccao penal.
J"*,'sa-
Variares
A'iu da uuti'ja qua o loito faeihnente
notar, <1 erara o ob seguintes erros typo-
graphioos :
1. periodo, 3.a liaba era ves do luxuan-
te, luxuriantes j
2.* periodo, 3.a o 4 lianas, era vez de
psssanio, la-ie poueando ;
4.* periodo, 3.' liuha, em vez de espere,
la-se aspire;
4, periodo, 13.* lioba, era vet de at,
lt a* a ti;
6.* columna, 17.* liaba em vez de avi
i-.'z, la se aridez.
En reaposta
Tu dizet que tent nove namorados
(nSo duvido qui! a coota sej i certa)
minina coma s, tSo b-.Ua e uperta
tcl-os-has entre tortoa e alegados.
A'gum frade tal vea de cidi h berta
teja o nono de tena apatronados-
rtcolhe-o duntre eatea deAairadi..
p'ra marido. Q'ie bella descoberla !
S) quizares, por.n, me eacuta, pepe,
a dezena tormar, toiaa sentido.
o dcimo aerei e bem mereco.
Nlo ewdea que aera tent perdido
Para ludo maia cu me i tF--reeo
tend) tu tempre o frada pV4. marido.
AttenQo
O a baixo a signado fas acianto co publieo em
geral e aoa a> ua amigos em pmticulxr que deade o
dia iTdette mea deix.u de terempregado des Srs.
R. de Drusina & C.
Aproveila a occxio d Hgr&dtc r ao Sr. Ri-
cardo da Drusina o milito fino traiamcnto qie aem-
pie lhe di peaaou durnnte os eiucos anuos de sua
actividade do mesmo estab-lecimento.
Recife, 18 de Pevereiro de 1888.
Vicente Ftrrnra tinto.
Lotera do Para
A 5.* 'ztracsilo d 16.' terS lugar no
dia 20, polo novo plano da 12O:OOU0OOO.
Obras publicas
ED1TAES
^
PliBaCftES i PEDIDO
A) Egregio Tr banal da Helado
Seuho-.'N) juljrameuto do recurso ioterpoato
ex cjficic da deese que julgou iujprocedente a
deuuueiu dada centra o te nte-corcmel Francisco
(ionctl.-s Torres, Vosa Mgeeta le Imperial dev.-
ler 'ni vista o !;._-. de 13 -le Agosto do l-~ 1 o o
Reg. da 12 de Ag>sto do 885, os quaea no mt, 6
ii 3, ijcn :
Al iejpva com o expediente (imp'eno de
bilke'ts, znnttucto, ele) e empregados cerrem por
cunta do lliesbureiro.
Estas disp isicoei t,w por dtmaia claras, para
u.lo p'< :.t ser considerada preeedeote a d'-feza
apresen! ila pelo denunciado: que o dinheiro d?
que te cprupriou (quantia tnperior a qnalrocentoi
eontos de rit!) foi applicado com a* dcspezai do
expedLnie
(^auda vqaslba disposieis nao fosscm tio
elarae, alteado: A) despetas com o expediente'
corren por couta do thesoureiro, se eonpielien-
JLit f. :luiente, cerno te coaipcuhendt; que nao
poiem ser responeaveis por aquellis despesas os que
cjinpraram bheles.
Puia eiitio, o theaourciro trm todas na vanta-
#g-'ns n cuso de correr a lotera, e no caso de n&o
eorrer .tiles que compraram bilbcte, sao os
,'ie p rJnn, que ncarretam coin at i eapezaa que,
i;oufjruie os reguismeatca citados, correm por
oo-nta do 'hesourei'0 !!
Poden haver slguma duvida, Senhor, se ot re-
gulamenlct, cm vez de dizerem : as despezas com
o expediente correm por cma do thesouieiro, dis
xesaem : os de petas com o expediente serao deia
zidas d-j porcentogem que tem direito o thesoureiro
Anda uesioD, uo extrahida a l.teria, e nao
hieudo, perianto, pcrcentageic a deduxirac, nao
se pode entender qae os que c.mprxram bilhetes,
e nao c tresou:eiro, devem tecurretar com aquellas
despezas
Qum :em as vantxgcoa, tenha tambeto aa dea-
vsnthgers.
f>e o tleaonreiro oha ama gorda porceotagem,
sendo extrahida a lotera, carrete coin o pre-
ju'Z), se i extraccao nao s? venfic-u. O povo u2o
ple pagsr asfaoas.
.'i' mu la audacia, Senh que a porcentugem ihe devida, anda no caso de
a lotera uSu ter sido extrahida.
Os regulaaieutoa citados ae opj.'m terminante-
mente a i sta prctcu(ao do denunciado.
N. ii! i como u) tem o tbesoareiro direito
porcentag-'m, nem p r is&o os que comp:*aram bi
Ibetea, d.vem acarretar com as desp- ma teitas,
a quaet correram por coala do thesoureiro, con-
forme di!. eui 08 regulameutoa citados
Admitiio, porm, p.r um momento que aa
despezas nao devam s> r levadas con ti do the-
soureiro, urna vet qae este no tem poreentkgem,
.i.i.s ecuta doa que cemprarum bilbetea, metmo
aasim a deteza do denunciado improcedente, por
que cuOipria-lba provar qoi-llas d> apeaaj. prittar
as sou i u'.i, o que na fez, s-'ndo qu pelo coa
tuno, iLtimado para prestal-as, se recusou a lato.
Pula cota', aquellsa qi'C empraram bilhetes,
devem aearretar com aa despeas, e a'.m disso,
til obrii;adoi a aceitar a conta que spreaeotar o
ihaoureiro?!
lato simpleamente horroroso-!
V. sta Msgeetade Imperial anda muis ama vez
pt.ote atti nc; ao qae te segu :
Senbor !U decreto n. '51 ae 27 de Abtil de
1844 dit i ii princ :
Atteudeudo aoa inconvenientes e qaeixas que
e tem manifestado contra a maoeira porque em
alguna pmitoa do imperio ae extrahein as loteras
concedidas por leis geraes e provinciaet, e a nj-
cessidadiido regular por ama miueira uniforme a
ex trace a j das metmas loteras em todo ieopeiio,
afim de ij se desacreditar este ovio de favorecer
es eatab'-l'.-cimcntos atis com augmento da renda
publica : bei per bem, depoia de ter vido o mi a
eonse.'b i de estado, mandar q le ae exeeute o re
guarnen!.o segniote :
* .Art. 33 A' vinte diaa depois do w qae se
ultimar a ixtraccao das loteras principiar a pa-
g-ir o th soureiro o. pennos, pena de qoe, nao o
rizendo, -ie proceder contra elle e teas fiadores
como depositarios que s3o
O Dr l'reitaa Uenriquea, Io promot r publico,
denumou ao tenente-coronel Francisca Qongalvea
Torrea, por ter se aprepriado do quantii superior
n qaatra centos cantos do ris, producto de venda
de bilhetes das loteras a cargo do denunciado,
ha vendo o ilustro orga i da juanea publica eonsi
derado i.'id. Crim.
Esta denuncia foi ju gad* improcedente pelo
iliustrado Dr. juiz de direito do 2 diatr.cto crimi-
nal, tob f jul.meot) de nao terem pblicos os di
nheiros le qae aeaproprioa o denunciado.
Vosas Magrstaie Impeiial vai em bieve tomar
Mtii'i'ir.i-n'o do recurso ec ojhcio interposto da
rktcisao que julgou improcedente aquella denuncia
o Vossa Magestade Imperial tere occaiiao de ver
qie o cdigo criminal tem penas para aquelles qoe
se aprorriam.dos dinhoeirus particalare qae estio
sib aa guarda.
Com i.ffeito, se considera-ae o denunciado em-
;. piegai; publico, como so deve considerar, o teen-
te-eoroi.el Torres acorie nss penas do urt. 146
do codito criminal que dispos :
Ha/ por lgim acto tim'olado em todo ou em p-rte,
propr'edadv; ou effeito ea cuj adniniat-acao. dis
posicoo ou guarda de va nter vir em raio do
oS-'io. cu entrar em alguma especalacJ.o de lacro
Mi ntersso relativamente a dita propiriadado ou
Blfeito.a
, Peosade perda de empreo, prisio por doua
teses a qaalro anuos o da malta de 5 a 20 por
eruto d importancia da propriedade, eff.-ito on
ii 'eress da neo;i*v'o *
^jEsta artigo mutu claro, niodeixa tlavida ^ O
te acate-coronel Torres insorrea as penas alli in-
dicsdas. tanto mus verdade ato, qaanto o de-
to ii. C'57 eit. no urt. 33 dis qae M tlieaoureroa
da loteriaa tio cans lerados depositario!, e o codi-
g i crim nal no art. 147 dapo; :
a As mesmia penas se importo sos jae c. m
metterem os crimet referidos no artigo iiutecedeu-
t s nos reritos, avsliadorea e psitidores oueontad rcae
c b;m sssim os tutores, caradores, tea'amenteirca
t depositirios, que delinquir, m de qialqner dos
18:8
Titiro.
Lagrimas da dor
Sobre o Inmuto de noaaia preaada
unir. o. Mara Claadloa da Uva
noaasj no Ia aani>.eraarlo de aen
rulleriuieiilo.
J um aono eat paaaado,
De t> ffriment- e taodade !
.14 um auno fia quu tostet
A> taio da eternidade t
Des'a trra fraco aiylo
Do i. I. iiicato e da d r,
Voa envamoa senbora
N -sso pecar, nets.< amor.
A tria ierra que encobre
Esae eorpo fri unatovcl
Nos deixoa na deapadida
A saudade aempre ai-vel I
Neste iostante puro e nnbre
Neste transe de amarguras
Lembrai-voa de voss^s filboa
L4 do seio das altaras !
Antouio Luis .Martina Rotas.
Franciaco Antonio Martina Rosas.
Recife, 20 de Feverciro de 1888.
O Dr. Joaqun Correia da Oliveira An-
drade, juiz de direito de orpbSos e au-
sentes, da comarca do Recife e seu ter-
mo era Pemambuc, por S. II. o Impe-
rador o Sr. D. Pedro II, que Deas Guar-
de etc.
Fsco aaber esa que o presente edtal virem ou
d'elle noticia tiverem, qae depois da audiencia
d'rtte jaiso no da 21 do crreme, ir praca por
eapaco de tres annos, as matas da piopriedade em
cotnrnam aApipucos,a aervindo de bise a quantia
de 2:143/200 prr cada anno, mediante as seguin
tea condicoe* :
1* SterSi admittidoa a laucar pretenden tes ex-
hibindo declaraclo porescriptn de peuoa abonada
que se o^rigae como fiador e principal pagador do
proco da arremataefio e rm geral pela execocao do
contracto.
2a O pagamento ser feito em preataces tri-
menaaae, garantidaa as letras pelo fiador.
8a O fiador obriirar-teaha tambem pelo imple
ment das obrigaedes c luirahidaa pelo arrendata-
ria no tocante a couservac;So das mattas, preven-
an e extincfetlo d; incendio dat meamas.
4* O rendero nao fabricar carvo senSo de
madeiras qua nlo se prestem para eonetrueeio de
obras de marcenara e ter erpecial cuidado na
conservadlo das mattas onde boaver madeira
de lei.
5 Nao peder eob nenhum pretexto exigir n-
demoiaacao 'de prejnizos nem rescindir o con-
tracto, sob pena de perder a importancia da ronda
correspondente ao tempo qae ftltsr.
6* arrematante ser por tret annes a contar
do dia em que fr aaaignado o referido termo, fi-
cando, porm, reaeendido logo qqp se effectuar
divisao da propriedade.
E para que chegue a noticia a todos msndei
paaaar o presente edilal que ter afiliado no lugar
do costme e publicado pela imprensa.
Dado e piseado nesta cidade do Recife, aos 9
de Janeiro de 1888.
En llanoel do Nacimcnto Puntes, eacrivao o
fiz escrever e atsigno.
Joaquim Correia de\Oliveira Andrade.
De ordi'in do Illm. 8r engenheiro director ge
ral das obrat publicas e de conformidade com a
aatoriascao de 8. Exc. o 8r. vice-presidente da
provincia, de 10 do coi rente, faco publico qae no
dia 2S desie mes, ao meio dia, nesta repartico
recebe-se propostas em cartas fachadas e compe-
tentemente selladas, para a eoiecucSo doa reparos
dat pontct do axaoga, Caiar e 8. Jlo, todas
na estrada do Limoeio, orc'.doi ot da primeira
em 653/200, ot da teganda em 309/120 e os da
terceira em 699/660.
Os oicamentcs e mais condicdes do contrato
acbam ss na secretaria desta reparticio para se-
res examinados pelos pretendentat.
Secretaria ds repartidlo daa obras publicas, em
13 de Fevereiro de 1*88.
O engenheiro secretario
Luis Antonio Civalcantc de A'buquerqae.
S. II. J
Socedade Recreativa Jiivenlude
De ordom do Sr. pretidente, convido todot os
socios que em seu poder tem obras da bibliotbeca
desta eociedade a entrurem com ellas at o dia 26
do c irroote, e bem assim commupico qae at o dia
11 de Marco prximo vindoujo fica encerrado o
expediente da bibliotbeca.
Recife,, 18 de Fevereiro de 1888.
Ernesto Rosas,
Oibliotbacario.
DLARACES
Prodisloaosj etTelloa
Cajamarca, 8 de Fevereiro de 1879.Sen.
Ltnmaa e Kemp, New Yo k. Amigoa e te-
nhoret Ni anuo prximo panado tiva occasiio
de curar na villa de Asuoain. limitrorhe a esta
capital, a um tal Nazario Miranda que padeca ie
urna vmica au regia i heptica; fiz urna opera-
cao no in iividuo, pela qual pude extrahir de doze
a quatorze libras de liquido purulento. -
A gravidade do enfermo nao Uavia dcssppnre-
eido com a opera?!o e julguei acertado receitar-
Ihe Salsaparrilh* de iiaiol o de tempo em tempo
tambem as Pilulas Bristol, com cujos remedios
poode restabelecer se completamente em poneos
metes, e agora acha-sc Dteirauxnte sao.
Tambem direi a Vv. Ss. que hei tratado com
o Peitoral da Anacabnit a urna moca Jess Al-
vares que psdecia de una affaecAo bronchial e
nesta data, e com p ueos frascos deato balaume
precioao conservador da vida, ae acba completa-
mente e. Ieto o digo a bem da verdade.
Sena mais, son de Vv. 8s.
Mnito atiento, venerador e criado,
Ttlemzco Battistini.
Qual o oleo de figado de bacalbo mais Puro ?
sto de accordo os aabios sobre seta queato e
d zem todos que o oleo escoro.
Segundo o protettor Bueheim, de Berlim, o oleo
branco cont ai somente um por ; or cento dos
principios activos; o oleo amarellado dois poi
cento e o ole i escoro seis per cento.
E' portanto este o que mait convm aos docn
tes. Infelizmente o mais dessgradavel e mui-
t.s doentea na i podem supportal-o.
Foi para remediar a taes ineoavenieotes que e
Sr. Chapotean!, autor do numerosos trabalhus
commuoicadoa Academia de Scieuciaa Je Pais,
procaroa e consenio isolar os principios activos
do oleo de figado de bacalho escuro.
O novo producto, eonh-cido sob o nomo de
Morrhaol de Capoteaat, encerrado em peque
nfcs capsulas redondas, facis de engolir, de fcil
digesto, r.lo provoca nauseas, nem vmitos, nem
diarrba ; calma rpidamente a tone, topprime
os tuo.es nocturnos, repara as torcas e rettitue o
tomoo perdido.
Ao publico
Cciu'undo-nee que nesta cidade acha-te effere-
cendo venda carimbos de borracha imitaco, em
tempo avisames que ot unicoa e verdadeirot sao
preparados e feitos pelo inventor americano o Sr.
S. T. Loagstreih, no Rio de Janeiro, como j po
dem atteatar diversas casas commerciaes e esta-
beleciment'.'S pblicos, quando estramos em 1881
esta industria, poit eete retida a 17 annot na
quella ede, e sendo responsavel por qualqner fal-
ta, tem aqui a masa caaa para reaponder como
agente, a venda das tintaa, etc., e nlo a eatet que
de memento desapparecem, deixando-nos a ver estrellas.
Do syst sonente ao Sr. 8. T. Lougstreth a palma.
Para isto cenvidamos os 8rt. Drt. em direito,
medicina, pharm*c?uticot, droguistas, correcto-
res, estecoes postaea, estradas de ferro, tbeatros,
collegios e aa familias a vir munireoi-se de om
objecto til o necessario, a presos commodos
AGENTES
D. J. Seve & C.
39Raa Harn da Victoria39
0 thesoureiro da rmandade de
Y S. da Luz, ao publiao
O absixo assignado, tbesoureiro da rmandade
de Noesa Senhora da La, erecta na igreja do
Car o, declara ao publico qae a mesma nada de-
ve da presente administracio, com tudo, se al-
guem si j'rtear credor preaen'e sua conta no
praso de 3.d,as que sjra immediatamente piga
pelo m;amo thesoureiro.
Eecilo, 18 de Fevereiiro de 1888.
Joagnim Gaspar Leudo,
Thesoureiro.
De od m do Illm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 23 do corrente, pelas 11 horas da ma-
nila, se reeebem propostns pira o fornecimento de
um pedido de remedios preceos enfer i aria do
preaidio de Fernando de Noronba.
Tnes uruna de Pazenda de Pernsmbuco, 18 de
Fevereiro de 1888.
O secretario,
Luis Emygcio Pinheiro da Cmara
Pmo
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector geral, faco
saber aoa seobores profetsorct pblicos, contem-
plados as portaras da presidencia Ja provincia,
de 18 de Janeiro ultimo, e publicadas no Diario
de Pernambuco de 17 do corrente, que Ibes fica
marcado o praso de 60 das, a contar de 6 deate
mez, para assumircm o exercicio de susa novaa
cideiras.
Secretaria da Inatrucclo Publica de Pernam-
buc-, 18 da Fevereiro de 1888.
O secretario,
Percrentino 8. do Arjt> GUIv&o
Ordentlicbe Haoptversammlung.
Mittwoch dtn 22 februar 1888.
Trsktonden laut 20 der Statutcn de
Aufoahm nener Mit.gliedei.
Daa Drectorium.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director ge-
ral das obras publicas e do conformidsde com a
autorisBcli de S. Exe. o Sr. vice-preaidente da
provincia, de 9 do crrente, fa{o publico que, no
dia 27 deate mez, ao meio dia, nesta repaiticio,
recebe-se propoataa em cartas fechadas e compe-
tentemente relladaa, para a execuco da obra de
reparos da ponte de Duaa Barraa sobre o rio Aun-
ragy, oreada em 5:576/120, aervindo de bate o
abate de 5 0,0, offerecido na nltima arrematando,
que foi couaiderada aem effeito.
O orcam-nto e maia condicoet do contracto
achiim-ac neata secretaria para seren examinados
por aquellea que pretenderen! arrematar a mesma
obra, de accordo com o que dispoem os arts. 70
73, 89, 90, 92, 97 101, 106, 115 e 1)6 do regu-
lainento de 20 da Junhodo anno paseado.
Secretaria da repart,ao das obras publicas de
Pernambuco, em 11 de Ferereiro de 1888.
O engenheiro secretario,
Luis Antonio Cavalcante de Albuqaerque.
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director geral
das obraa publicas e de conformidade com a au-
toritacli de S. Exc. o Sr. vice'presidente da pre-
vnola, de 10 do carrete, faco publico que no dia
29 deste mez, ao meio dia, nesta repartico rece-
be-se propostas era eartas fechadas e competen
temente selladas, paro, a execuco dos reparos dac
pontea de Nazaretb e Tapinass, na estrada de
Nazareth, e constraccSo de um bociro em Campi-
a da VasEoara, na estrada de Limoeiro, oreados
os da primeira em 886/170, da segunda em.....
491/t 50 e a do terceiro em 414/.
Ot orcament s e maia condicSes do contrato
acbam ae na secretaria desta reparticio para se-
ren examinados pelos prctendentes.
Secretaria da reparticio das obras publicas, em
13 de Fevereiro de 1889.
O engenheiro secretario
Lua Antonio Cavalcante de Albuqnerqae.
R0Y4L MIL STEA1 PACKET
COMPANY
0 paquete Elbe
E' esperado da Europa no dia 23
do corrente e segnh depois da
demora necea ai, ria para -
Baha, Klo de Janeiro Houle
video e Uuenos-.lyrc>
Vapor La Plata
E esperado do
enlat o dia 29 do
corrente e seguir
'depois da demora
i e:essaria para
Lisboa, Yfgo e Soothampten
Iieducgoa de passagens
Ida Ida e volta
A' ^outhampton 1> ciaste t 28 t 42
A' Litbo* 1* clatae t 20 30
Camarotea reservados para os passigoiros de
Pernambncc.
Para -passagens, fretee, etc., tracta-se to
AGENTES
Amorini Irmaos &C.
S. 3- RA DO BOM JESS N. 3
Leilo
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do Senhor Bom-Jesus dos A-
na igreja de S. Jos de Riba-
Irmandade
flictos
Mar.
Tendo a actual mesa regedora deliberado man-
dar construir mais des parea de catacumbas no ce-
miterio publico de Santo-Amaro, para aerem inhu-
mados oa restos mortaet de seus irmoa que falle-
cerem e de sena filhos nenores at a idade de 7
aonoa ; convida- a todos os seus irruios o irrus
qae anda nSo dersm es seus excessos para a
mesmat terem direit de entranm com os mea-
mos e que nomeara para o dm do agenciaren! os
ditos excesses a urna commisso composta de seas
irmSoa Jlo redro dos Santos Cruz escrivao, Ma
noel Domingues da Silva thesoureiro e aoa defini-
dores Jos Simplicio de S Eetevra, Candido Jos
de Gca Telles e Miguel dos Santos Costa J-
nior.
Cooeiitorio em mesa, 17 de Fevereiro de 1888.
Jco Pedro dos Santos Cruz,
* escrivao.
"ATETCTPr
,iaocleao doa empregados noiom
aazercio em Pernombuer,
Matriculas
Commnnico aoa senheres su .-ios que acbam te
abertal at o dia 29 do corrente, ua nossi. tde,
dat 6 t 9 horas da coite nos das uteis, e das 10
a 2 botas da tarde nos das santificados, at ma-
triculas dat aulas desta atsociacio.
8 eretaria da Aseocinclo dos Empreradnt no
commercio em Pernambuco, 14 de Fevereiro de
1888. 01- eecr*tro,
Ildefonso de Freitas Pi heiro.
Recebedoria de rendas
internas gr raes
Impotto de industrias e profisses
No dia 29 deste mes eocerra-se nesta recebe-
doria geral a cobraof a sem multa do imposto de
industrate prefiseoet, correspondente ao primei-
ro si mestre do exercicio de 1888. D 'poie detae
prazo a cobran; ser effeetnada com 10 0/0 de
malta.
Joaquim Romicio.
Tslrada de ferro de Ribelro ap
Bonito
Casa Feliz
PRACA DA INDEPENDENCIA N3. 37 39 E
DE ANTONIO A 8ANT08 POHTO
AOS) 1001000*000
Venden da 2.a extraeco da IIa lotera extrahida
hontem, 18 do Janeiro, a aorte de 1:000/ n. 1891,
a serte 500/000 n. 3128.
Tem exposto 4 venda us seas felises bilhetes
garantidos da 3.a extraccao, a beneficio de Santa
Casa de Misericordia que so extrahif breve-
mente.
Pur doliberaco da dir. ctoria, aio chi.ni.dcz os
Srs. accioiiittas desta empresa, para no praso de
60 diat a contar do dia 3 de Fevereiro prximo,
re~I tarem a 10* entrada de 10 */- d.- auaa ac-
edes, nos termos do art. 9' 2' dos estatutos.
Recife, 31 de Janeiro de 1888.
Joa Bellarmino Pereira de Mello,
director secretario.
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro direct, r geral
daa obraa publicaa, e conforme a ordem de S. Exc.
o Sr. vico presidente da provincia, de 16 do cor-
rente, faco publico que no dia 5 de Marco vin-
douro, au meio da, neata reparticio, recebs-se
propostai emo.rtas fechadas e competentemente
selladas, para a execuco de reparos do pootilblo
da estrada de Luis do Re>, em Santo Amaro das
Salinas, orca'tos em 805/805
O orcam-nto e mais condiedes do contrato se
acbam neata, secretaria para aetem examinados
pelos pretendente?.
Secretaria daa obraa publicas de Pernambuco,
17 de Ferereiio de 1888.
O engenheiro secretario
La z Antonio Cavalcante de Abuquerque.
Gymuaslo Prarntai 131 e Fe-
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De 5 carteiras, 2 mesas, 1 prensa e baoco para
copiar, i banco para prensa, 2 armarios. 2 appa-
radores, 2 estantes, 1 balco, 1 mesa de pinbo,
1 balanca grande com pesos. 6 bancos para car-
teiras, 1 cadeira com rosca, 1 machina para lim-
par facas, 1 grande oculo de alcance, 1 lavatorio.
1 papeleira, 3 venesianas e ma''s objectos de es-
critorio.
Ter?a-felra 91 do corrente
A's 11 horas
No 1. andar do sobrado da rva dd C
mercio n. 4(k, por cima do Banco Inter-
nacional, entrada pela ra do Turra
0O asente Ousmr, autorisado fari ]sj|
objectos cima descriptos e por conta (
quem perteneer.
Leilo
De movis, loueas e vidros
Loostando de 1 mobilia de amaroMocom 1 cf,
2 cadeiraa de br> cci, 2 ditas de balaceo, 2 c n .-
los, 6 cadeiraa de gnarnigio, 1 espelho ova!, 6
quadroa, 2 etagers, 1 tapete para sof, 2 ditos
para cama, 5 jarres fiaos, 3 escarradeiras 1, par de
'imternaa, 1 candieiro para gaz, 6 bollas de diver-
sos tamanhos, 2 camas frHncezaa, 1 ttilet, 1 lava-
torio, 1 cabide de columna, JHrro, bicia e perten-
cea para lavatorio, 2 cabidea de parede, l colxSo,
2 meiaa cummodsa de nmnrello, 1 banca de ama-
relio com 2 gavetas, 2 aparadores de amrell, 1
marqneza, 1 mesa de jantar, cadeirat 870lsaa, 1
meea de crenha, Irnc-i re jentar, dita de alanfio,
copos, compoteirae, incoas gnind'.t de sintso, ditas
menores, 1 tboa para engommado, i jarra, 1 pote,
trem de coaiuba e cutres moitos movis.
Terca-feira. Sido correaie
A's 11 horas
Na caaa n 32 da ma de Santo Amaro
O agente Martina competentemente autorieido
far leilo de todos os movis e mais objectos exis-
tentes em dita casa.
AO CORRER DO MARTELLO
I 5
"3
De ama casa terrea, movis, etc.
O agente Britto eutorissdo por urna familia qae
retira-se para a Europa, vender o segniote :
Urna casa tene-i no centro do terreno, com ter-
rsco nos tres lados, 2 salas, -1 quartos, cosinha e
2 quartos fra, cacimba c bomba, sita ra dsa
Crenlas n. 28, freguezia da.Oraca.
Em segnida vender os movis, a saber :
Urna mobilia de Jacaranda, 1 santuario, 1 cama
francesa e 2 eolxSea, 1 commoda, 1 mesa de jantar,
1 guarda loce, 1 marqceza, 1 mesa de jugo, ca-
deirat, loucas, 1 relogio de parede, jarros, candi-
tiros. I-ueas, vidros, trem de cosinha, 17 ps de
craveiros, quantidade de tarramenta para caldei-
reiro, e outrss objectos.
Jerca feira 21 do corrent
A't 101(2 horas
o B
?
ES
O Gymnasio Pernambocano contrata com quem
melborea condicoet cffereeer, o fornecimento de
grneros alimentares, abaixo mencionados, que se-
rio de primeira qualidade, e fornecidos por meio
de vales diari.a, remettidoa pelo estabeleciaento
ao fomeeedor. O contracto durar pelo tempo de
seis meses, a contar do 1* de Marco vindouro ; e
por isto oa concurrentes devero apresentar suas
propostas em caita feehada at 3 oras da tarde
do dia '.8 do corrente, determinando o preco, por
kilo, do cada genero, e por garrafa, sendo liquido :
Manteifra inglesa, dita franccza,| asaucar de i',
dito de 2, caf moido e de caroco, cha verde e
preto, arroz, toacinbo, massa para edps, massa de
tomate, ceblas, albos, (molbo) cominho, pimenta
do Rein-, tal, (cuia) vinagre, carne aecca, fari-
nha, (cuia) fejo, (cuia) phosphoros, (mace) sa-
bio, bacalbo, batatas, ovos, (cento) cocos seceos,
azeite doce, palitos de dentea, (ma^e) tjolo para
facas, VBBiouru, velas de carnauba, vinho figueira.
O teretarie,
Celso Tertuliano F. Quintilla.
TIIEATRO
Oainta-feira ll d > Feverciro
A'm S t\t hora* da nnite
Grane b saiime especls
pelo eminente illasionista do Pars
08. FaORB Mal .
que tem obtido completo successi nos prioeipaes
tbeatroa do mando com o concurso da celebro e
sympathca sybilla
MISSIIOSI.W
o mais lindo, carioso e instructivo de todos oses-
pictaculos dividido em tres partes, urna hora de
magia elegante e de alta preatdigitacan classica,
se as humorsticas de grande illui i (sem appa-
tot).
Esforcos mentaes e provat de grande memoria
instantnea pella sybilla Miss Rosina
A cadira ncantada
rioaidade. En
humana
ultima creacio de grande
pratioos de hypnotismo e
curioaidade. Eosaioa
0
experiencias palpitantes que parecem lntar Contra
as leis Oa natnresa.
Esta importante tunelo terminar cerca das 11
horat, para os espectadores alcaucarem os bonda-
D.'pjij do esp-.ctaculo haver trem at Apipu-
C08.
NotaAa pessoas que d sejarem marcar loga-
res podem fuzel-o todos os dias no tbeatro Santa
Isabel.
fiMfflOo
(IIHi'tMIII PEUWiaBUCsNA
DE
avegaeo Costelranor Vapor
PORTOS DO NORTE
. arakyba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
" O vapor Pirapama
Lommandante Baptista
Segu no dia 23 de
Fevereiro, as 5 horas
da tarde. Recebe
------- sjeargaato dia 22
Encommendas passagens e dinbeiroa a frete at
as 3 horat da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae$ da Crmpanhia Pernamb*cana
n. 12
CtsmpaaSiia Bra?Ileira de Xatc-
gapo Tapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambuco
Commandante o capit3o de fragata Ped o
Hyppoltto Duarte
' esperado dos por os do sul at
o dia 26 de Fevereiro, e seguir
depois da demora indispciit.ivcl,
para os portns do norte at Ma-
naes.
Para carga, paaaagens encommendss e valeres
tracta-ae na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante o Io tenente Cario An-
tonio Gomes
E' superado doa portos do nor-
te at o da 23 de Fevereiro e de-
pois da demora indispensavel,
seguir para os pr.-tos do sul.
neceoe tHinoem carga para Santos, Santa Ca-
tharna, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande do
Sal, frete modic .
Para carga, pastgens, encommendas e valoree
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N 9
CHARGEtRS RE! MN
( ompunhia Fraoceza de Xavega
cao.a Vapor
Linha quinzent entre o Hfvre, Lis-
boa, Pernambuco, B*hia, Rio de Janeiro e
Santos
O vapor Ville de Cear
CommandaDte Laeney
Etpera-ae da Europa no dia
28 de Fevereiro seguindo de-
pois da demora necessaris
para
Babia, Rio de Janeiro e Santo
Roga-to aoa Srt. mportidores de carga pelos
vapores desta linha, queiram apretentar se dentro
de 6 dias a cootar do da descarga das alvarengas
qualqner reoarnacio concernente a volumes, que
por ventura tenbam seguido para oa portot do sul
afim de te poderem dar tempo ai providencias,
necessariat.
Expirado o referido prazo a companhia nao se
respoosab'lib por extravos. .
Para car^a, passagens, encommendas e dlnbei-
ro a frete trata-se com o
AGENTE
Augusta Lalmle
9-RA DO COMMEROIO-9
Le* lio
COMPANHIA PEB>MMBi:C4SA
DE
SavegaeSo costelaaepor vapor
PORTOS DO.SOL
Macei, i enedo eracaju
O vapor Mandahn
Coinmandante ^llbuqueraue
Seguc no dia 24 at
Fevereiro a 5 .horas
da tarde.
Recebe carga at o
Idia 23.
ineommendas, pasasgens e dinheiros frote at
3 horas da tarde do dia 24.
ESCRIPTORIO .
Ao Caes da Compnhia Ptvmambucana
n. 12
16
LEUJBS
Terca-feira 31, deve ter lugar um leilo de mo-
vis, louc, vidros, cryataes, quadros e muitos cu
tros objectos existentes no armazem da ra do
Mrquez de Olioda n. 52.
Qusr'a-feira 23, o de fazendas, miudezat,
etttor e charlte para calcados.
Qainta-feira 23, n de bont predics, sobrados
e casas terreas, de conformidade com o annnnsio
em ontro lugar desta columna.
De mov s, Iouy-'i, vidros, espelbos grandes,
jarros pura flores e obpctos de electro--
pate,
A saber :
Um piano, 1 serafina franceza, 1 sof e 4 C*-j
deiras com palhinba no eacosto, 2 contlos com
tsmpo de pedra e 13 cadeir-'s de guarnic?. todo
de Jacaranda, 2 luttres gaz, jarros e vazoa para
flores, csticaes e menge.a, 2 espelhoa grandes doa-
rados, quadres, jardineiras, lauyag para certioa-
dcs.
Duas camas de Erable formando urna cama para
casal, 2 con.modas.. 2 jardineiras, 2 teilets, 2 ma-
chinas de costura, 1 cama para menino, i berco
de balaustre, marquezoes.
Um guarda-nuca envidrscado, 1 aparador de
armario, cadeiraa de junco, 1 relogio grande, por-
celana para cha e jantar, eopas. clices, cotnpotei-
rac, cadeirns altas e baixas para menino?, 1 car-
rinbo para criaoca, jaediueiras, mezas, cadeirat e
muitos outrot movis existentes no armarem da
roa Maiquez de Olinda n. 52.
Agente Pinto
A's 11 horas
Terqa feira 21 do corrente
Leilo
TEKCA-FEIRA 21 DO CORRENTE
A'S II liorna
Na raa Estreita do Rosario n. 36
O agente Moietto Baptlata, competentemente
autorisado tara lci'o do seguate :
Ao correr do martello
De grande quantidade de latas com manteiga,
ditas com lagtstinho, ditas de di brada, ditas de
ostras, presuntos, caixas com pimentas, presunto?
de barril, palitos para dentee, queijot do sertSoe
cutros gneros de estiva.
Em seguida
O mesmo tgeate vender 1 boa espingarda para
caca, peca* de borracha para sapatos, relogios, 1
cama pata meoiuo, 2 marquetas. 1* carteira, 1 es-
tante, 2 lavatorios, 1 mesa de 2 gavetas, copos,
agua-fli. ida, oleo orn, tnico, 1 relogio de pedra,
1 jarra, 1 meta de piobo, eaniieiros para kerose-
ne e jarros. .
Agente Pestaa


De urna sra>c2o de are&rello envidraba-
do e diversas bebidas aljoolicaa existen-
tes no estabelecimento sito a ma do Boin
Jsns n. 33, outr'ora da Cruz.
A'S 11 HOBAS
Terca feira 21 do corrente
O agente Pestaa, autorisado vender a referida
armaco e mais bebidas existentes no eBtabeleei-
mento cima mencionado.
De predios
A saber
Do sobrado de um andar e ssto, n. 44, ra
da Boda, qoe rende 41 000.
D casa terrea n. 5, na travesea da Baixa Ver-
de, em cbo proprio, que rende 22*000 mensaet.
Qusrta-feira, 2 do corrente
A's SI horas
Agente Pinto
Ra Mrquez do Olinda n. 52 ^*
Leilo
Agente Britto'
De urna armneo, utensilios e rande sor time >-
fo de gneros de primeira qualidade e estraogei-
r:a, existentes no eetab^ecimento de molhades u
ra deS. Joo n. 17.
Quarta-fclra, ..** do corrente
A's 10 1/2 horas
Leilo
De charlte e castor para espatos, -fasendae c*
niudesaj, taes como chitas, agodoes, baptistaa,
cretonee, orina de cores, collarinhos de linbo, cha-
les, setim branco e de cves, las e chapeos para
horneas e seohors"s.
itastria r<-ira do corrente
A's 11 horas em ponto
Agente Pinto
na do Hsrqnet de Olinda n. 5S
Em conlinoafo
Urna carteira, 1 fiteire. 1 secretasia, 1 prensa
para copiar cartas, 1 llt-gio de parede e onl
moveiB.


Ir.

Diario de PeroawMoTer^a-teira 21 de Fcvereiro de 1888
Agente Pestaa
Ltit
De bous predios
Qn'mt'i Jara 23 do corrente
AO MEIO DIA
No armasem ra do Vigario Tenorio
d. 12
O age: 1*0 Pestaa, competentemente itutcriaado
e por coota oiiaco de quem pertencei, vender
so dia e hira cima mencionados, o sobrado de 1
andar si:o i roa do Nogneiran 29, com jacommo
dot ge mes :
Mhi tarreo. 2 quartus, 9 salas, coaii.ha, qnin
tal e c cimba, rendendo mensmoote 10*000.
Andar superior, 2 quarios, 2 sal., 1 Miara, co
sinha e uintal com cacimba, rendendo 304000
mensaes, terreno pro,.no.
Urna f randa casa ccm sol, roa 3a Palma
ns. 90 e 92, com aeomrasdaju-e para trra tami-
liaa inde|>endentemente, rendendo mensalmenta...
604000 e em terreno proprio ; esses predios serio
Vendidos pelo maior pr~yo qo sa cbtiver, quaea
pelo sea bom rendimento chamaos a atieucao dos
Srs. com jradorea
lieilo de predios
A saber:O sobrado d'um andar e sotaodaraa
da Aurora o. 87, em trente a pente de Santa Isa-
bel, com grandes accommodacoes para duas laroi-
iias por ler eosinbit no pavimento terreo e ns so-
lio, sala i e quartos grandes, com agua gaa e *
goto, e rende actualmente 1.2724.
Urna nasa terrea da roa da Uniao n. 56 com 2
salas, 4 ciuartos, btnbeiro e outros melh .raicentos
necaasariis o qoe rende 50 *.
Quinta feira 83 do corrente
A' 11 b ras
Ha roa Marques de Olinda n. 62
Agente Pinto
Leilo
de orna casa terrea com grande terrni, cbaos
proprio, com cerca de ,900 palmos ds trente e
e 600 (le fondo, na roa de S. Pedro n. 1, o'Airua
Fri, em Beoeribe, perto da casa d> ~r. Fiavio
Fsrreira Cato.
Quinto feira 23 do correnti-
as 11 horas
Agente Pinto
Em sea armsiem, roa Marones de Olinda n. 52.
Aviso
Na roa da Un'Hi n. 6*. r>rpcis-fe fV! r ?s
Srs. Antonio JuIj ele .S. i ,,. C elba liu.au 3t C.
Tritdd e asi
No Espiubeiro roa de S. Elias n. 10 precisa-se
de nm criado e urna ama pa t coaiota-r, ambos que
dormsm em casa.
A tratar na ra da Ma.'rr de Dos n. 5, arma-
sem, de 10 is 4 da tarde.
Almas do Reeife
fJAIpgu-se o sitio denominado das Almai, na Es-
trada do Maduro ; a tratar com o proparador do
pitrimonio, i ra Dr.it. n. 1S0, das 6 is 10 ho
ras da manba, e das 3 as 5 da tarde.
Engenho
TraspaasH-sa o arrendara nto do ngeah) Jar-
din), do termo de Serinhicm, e vende se a safra
para mais de 2,500 pies, perto do porto de embar-
que ; tambera vende so a boiada, brrame, carros.
E' atados primaros engenh.s do termo de Seri-
nbiem, quem o pretender pode enteoder-ee no
mesmo engenbo com o rendeiro.
500$ a juros
Precisa-se da quantia de 5001COO, dando
jaros : a tratar na roa Telba n. 36.
Boi fgido
De ama casa terrea n. 161 a rot de S. Migad, fre
guesia dos Af gados
Qu "nto feira 23 do corrente
A' II horas
Ra do Imperador n. 22
O agente Stepple competentemente autorisadj
levari a leilo a cara cima, i roa de S Miguel o.
164, fregus" do Afogados.
Qualquer informacio o memo agente dar.
AVISOS DIVERSOS
Precisase de orna ama para cosinhar e
comprar pira casa de pone* familia, prt f.rindo-
se de meii idade ; a tratar na ra da Guia n. 5,
1 andar.
Aluija-se casas a 84'Kil.' no ataas d;> C e
tilos, junto de Goncallo : a tratar ra nra d>
Imperatris n. 56.
Alu.'a-e o 2- andar da casa n. 31 da roa
nova de Santa Bita, tem b ns commjdos, agua o
gas : a tratar na asesina.
Antee de seguir para s comarca, de onde foi
nomeade promotor, o Dr. Entrene) Cantono de
Alboqiierqoe, neceasstrio e mesmo conveniente
a sea carnctei di- wtgiatra do que ppareja a roa
da Aui tu n. 121
No dia 14 fugio da fortaleza do Brum nm boi
liso, alvaoio, eom oji pedaco de c jrda na eabeja,
as pontos aso furadas sendo ama quebrada ; pe-
de-se a quem o encontrar de leval o i roa da Pi-
lar n. 62, que ae gratificar.
Caixeiro
Precisa-se de am caixeiro com pratica de mo-
Ihados : na roa do Rangel n. 63.
Sementes de carrapato
Compra ae em grandes e pequeas qaantidades;
na drogara de Francisco M. da Silva 4 C, i ra
o Marques de Olinda n. 23.
toja de fazendas
Quem qaiaer comprar urna loja de faaendas no
irelhar ponto da cidade : dirija-ae i roa Duque
e Caxiaa n. 47 que obteri informaco.
Cosinheira
Na prsca da Boa-Visto n. 32, 1 andar, precl -
sa-ae de nma.
Declaradlo
O* abaixo assignadosprevinent a todos os seos
devedores, que deixa de ser s cobrador o Sr.
Constantino de Si Barreto, ficando aem effeit> as
coniza que tem ra proceder a esbranca.
Recite, 17 de Fevereiro da 1888.
Souza Travassos & C.
Diarios e jornaes ;
Rangel o. 63.
Floreada Hara ala Conceico
Francisco Luis Rabello, saa mulber, filbos, ir-
mioa, sobrinbos e mais parentes, tendo de mandar
reaar ama miss i na torca-feira 21 do emente, is
8 horas da manba, na igr< ja matriz de S. Jos,
stimo dia do passamento de saa sempre chorada
mii, sogra, at e parentt, convidara para aasis-
fil-a aos prenles e amigos da finada, anU-cipaa-
do-lhes sen Sj(Sajn reconheemenro
e.inpra-3-- na roa do i
Negocu-se ama venda ero Afogadoa, ra Direita
n. 19, as [essoas qoe pretendirem dirijao>-se a casa
confronte n. 24, que acbari com quem trotar.
= Precisa se de nm pr>rasora j4 idost, qoe
jaiba a lingut porlugnes-t e bem assim a francess
em seas ridimentos, para leociooar em om eoge-
nbo da freguesia de jaboatio, distante 2 1|2 le-
goas da '. t-ci ; a tratar na toa do Imperador
n. el, dao 11 4 horas.
t
Precisa-se de ama cosiubeira
triada B a-Viatao. 9.
na roa M.
Pr.cisa-se ae ama ama de boa rondada,
para coaitbar e lavar pera pequea familia ; na
roa Matriz da Boa-Vista n. 3.
Criado com urgencia
Precisase de om criad.) de 14 anuos de idade
pan ban ), para o servico de c impras e manda-
des ; a tratar na roa Velba n. 36.
"Tfiilli 19 canco fls aipi-
Chep n a primeira remesaa do prei'iost tara*lr
de taraco de algodio, o inais barato de tudoa o*
alimentos para auiuiaua de saca ovallax, vaccaso
saine, etc. O caroco de algodio depuiti de ex-
trabida a casca e todo o oleo, o mais rico ali
ment qoe se pode dar aos anim.ee para os forta
lecer e enfardar com admiravel rapidea.
Noa Ealadoe-Unidos da Ameriea do Norte e na
Inglaterra elle emoiegadc (com o mais feliz re-
saltado) ds preferencia ao milbo e outros farellis
que sao mni'o mais caro e nao aio de tonta sus-
tancia.
A tratar a* Reetfe caaaFratara arna
auot I te Puntes ornea
. Antonia Ooaoalvea dos Santos convida aos p-
rente* amigos de sen fallecido socio Manoel de
. Puntes Gomes, para asaiatireui a urna missa qne
' pelo i temo repoaio de sus alma manda celebrar
i quinta feira 23 do corrt-nte, pelas 6 horas da ma-
| ubi, na igreja matriz de S. Jos, trigerimo din de
' seo taltectineuto, e desde j se eenfesaa eterna-
* mente g'ain p.r ect neto do religiio e r< ridade.
asa a* Uto Real
|> O Dr. Prxedes Pitanga manda resar missas na
matriz da Boa-Vista, is 8 horas da maobi do dia
24 a* crrante, par alma do Exm. Sr. Baria do
Rio ReaJ, sea presado amigo, fallecido em ra
engenbo O ni, na villa de Alagoinhas, na provin-
cia da Babia, e para esse seto pi e religioso con-
vida aos seas amigos e aos do tallecido, e desde
ji agradece cordialme.ite quelles qoe praticar
essa caridade.
PEROLAS fle PEPSINA PURA DYALISADA
de CHAP0TZAUT, Pharmaceutico.
Fe i o Sffr Chapcteaut o priraei -o chimico que conseguio preparar e fornecer un
mdico e aos doentes, em peroias redondas, urna pepsina pura, nao con ten do, nem
amwlo.nem assuear de leite, nem gelatina.^.' Cinco vera mais activa que a pepsina que
figura na ultima edicio da Pharmac opea francesa e digere 100 vezes seu pezo de carne.
Sia aocao da maior eficacia; duas prolas toinriaf depois da comida basitk,
para favorecer e activar a digestfio, t fax m desappaiecer no fim de um quarto de
hora as enxaqnecas, as dores de caneca, es Doce jes e a somnolencia, que
sao a consequenci de una tn lmsstfio.
PARS, 8, Rtie Vivimine. e e/n 'cetas i 0rof3* r.nla Corrfoao Plato
O abaix.i arrignado precita s ber se existe nesta
cidt.de en sena arrabaldrs o soMito pnrtogoFs
Lu); Card >no Pinto, vindo para esta cidade em
1845, jk natural da provincia de Beira, bispado de
Lamegn, i regu sia de Barr ; a pesa .a que s -u-
bcr sonde ixistec.-Se senbor. f,r u faVjr le eosa-
-nunicar i roa Imperial a 90
Miguel .los Barbosa Gaimaril'S
;
licoes de cou^as
Lices de corsas, acha-se i venda na livrana
Industrial i rua'Bsrio da Victoria n. 7, a 600 rs.
cada exemplar.
Vcnde-se
a taverna i ra do Principe n. 28-A.
Professora
Urna senbora compete tem Titj habilitada pro-
pde-se a RCSJaOBM cm cjil.gijs e casas particula-
res as seguintes materias : portuguez, francs,
masica e piano : a tratar na roa Marques do
Herval n. 10.
JRIADO
u
Precisa ae d um criado, menor de 14
annos ; na ra Duque de Caxias n. 42,
3. andar, por cima da typograpbia do
Diario.
QMMMMaM
EXP0SITI0N j& UrHV"*1878
Mdaille 0r^rCreixdCheTli6f
LS PLUS HiUTES RCOHPtHtEM
OLEO OOfflA
E. GOUDRAY
ESPfCIALMENTC MaHaMI FAMAfOItMOSUItA 00 CABELLO
Recommendamos e*te producto,
coqsi)erado pelas celebridades medicas,
pelos seos principios de quina,
cobo o mais poderoso regenerador que s conhece.
Artigos Recommendados
PERFUMARA DE LACTEINA
leeomaeadtdi atlas CelebridaiJes ieicaa.
GOTAS CONCENTRADAS para o leseo.
AGUA DIVINA dita agua de saude.
b^TES ARTISOS cHAM-SE NA FABRICA
PARS 13, rae d'Engbien. 13 PARS
Depsitos en todas as Perfumaras, Pharmacas
e Cabellreiros da America.
MlHt
0 PE1T0RAL de CERE JA
Do Dr. Ayer.
As enfermdjulcs n:ais da roww e fataos da gar-
gaiitit e doe pulniefl, ordlariamente desonvlvem-
se, tendo por principio bases pequt'iiHB, cujjs
reaultados .fto ao tiimcia le curiir so prompia-
mente se tratilo com o remedio oonveniente. Porem
o progresso pode ser* engaoso e a demora fatal.
Os Kesfrladoi e as Toases dio reciprocamente o
lesultado de Laringitis, Aathma. Bronchitls,
AffercSo Pulmonar e a Tlalcts.
Todas as familias que tem ciiancns derem ter
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
em casa para o usar em caso de necessidade. A
perda de um sd dia, pode em muitos casos accarre-
tar serias couseq*iencia8. Por tanto n5o se deve
perder tempo precioso, experimentando remedias
de effloacia duvidosa, emquanto que a enfermi-
dade se apodera do systema e se arraiga profunda-
mente, ti entao que se necessita tomar nesse instante,
o remedio mats certo e aetiro em sen eflelto, e eato
remedio aem durtda alguma o Feitobal de
Ckkkja do Vm. A VER- m
I'RKI'ABADO PELO
DB. J. C. AYER e <^A.,
Lowell, Mass., K. I". A.
V venda as prlncipaes pharmaclat 4rogaiiac
Aluga-se barato
Kua Visconde de itaparica n. 43, armasem.
Ba dn Bom Jcaus o. 47, 2: andar.
Ra do Baia Verde o. 1 B.
l.ua do Corredor do Bispo n. 18.
rb-se na ra do Coiomercio n. 5, 1* andar
esiriptflrio de Silva Guimarftea & C.
Aluga-se
as seguiates casa* : a da roa do Lima n. 30,
grtDde casa com agua, gaz e apparelbo ; a da roa
da Fandicao n. 10 ; a tratar na lytographia de
J. E. Pu.cell, rna Marques de Olinda u. 8.
Ailenco
Cofres prova de fogo
O Carlos Sinden, ra Bario da Victoria n.
43, loja de alfaiate, reeebeu de consigoacSo e
vende aem competencia. .
Aloga-se o 2- andar do predio n. 27 roa do
Imperador, com grandes commodoa e ngo8; as
cbaves para correr, ao andar ti rno
Papel pintado, iiiglez
Para forrar salas e stabekcimeutos, esenbos
lindos e preoos baratos ; veode-se na fabrica Glo-
bo, 4 rna larga do R sario n. 28.
Para cosinliar
Precisa ae de urna, ama para coeiabar,
sendo bda ; do 3. andar do predio n. 42
da ra Duque de Caxias, por cima do
Diario de Pernambuco.
Criado
I'recisa-se de nm criado para compras, manda-
dos e maig servico de casa de familia, que atja
matiiculado ; no caes daCompanhia n. 2.
Boa casa
Aluga se a da roa Imperial n. 159, com todos
os commodos e bem preparada, asnlejo na frente,
ladrilba de mosaico, lustre e randellas, estucada,
quintal murado e dependencias ; a tratar no 1-
andar roa larga do Bosario n. 22.
Excellcnte pasto para
animpes
No engenho Comportas, sito na comarca de
duribeca, onde ba o melbor pasto possive! e capa-
cidade para admittir grande numero de animaes, i
recebem se para criar e refaaer bois, cavallos,
etc., mediante a paga de 14000 mensaes por ca-
btca, obrigando-se quem os recebe a maodi.r cu-
ral-os de qualquer enermidade que elle sjffram :
quem qui.r dirjase so mesmo eogenhi ou a ra
da Imperatria n. 30, 2' andar.
M, encadenado e tpgra-
Aluga-se
Sement de carrapato
Compra-s-i sementi-s de cairap-to ua fa-
brica de 01- os Veg'taee, ra da Anrora
n. 161.______________________________________
Vinho mauriscci
Proprio para nesa
Acaba de cbcgsr nma r morsa da nova c Ihoi-
ta. Para evitar qnatqnT alterncito, o reeebedor
reaolvru vende'-o no feu rstMoelocimento. Em
barris de 5e de decim", em garraf s de 25
garrafas o m a- ir-f^s (de 50 para cim). Presos
muito commO't.i- <- .a o c -rrp tente descont :
na ra do Amurim u. 60
j.lt EST
A SAL.VAQ&0
SAL PYRfc ICC
o 1 andar de n. 27 ra Vidal de Seyreiroa ; o
2- de n. 66 e o l de n. 18 A ra de Marcilio Das ;
o terreo do n. 27 e o 3' de n 3 A roa da Penha;
o 1' de n. 27 ra de Lomas Valentinas ; o 1* e
2' de r. 16 ra de Hortss ; o terreo, Ia e 2-
de n. 34 ra estreita do Rosario ; sa casas de
ns. 35 roa da Viracio ; 1 travesa da Hora ;
26 e 28 ra de Nunes Machado, no EDnhero,
com bons commodos ; a tratar na ra do Hospicio,
nnmero 33.
4luga-se
por 14(1000 mensaes a casa torrea ra da Ami-
sade (Capunga) n. 30, c.m duas alas, dous quar-
tos, cacimba o quintal arboriado ; a tratar na
ra Velha de Santa Bita n. 14, sobrado, das 8 ho-
ras da maohS ao meio dia, e das 4 la 6 da tarde
Ama
Precisa se de urna ama para
de Pedro Affonso n. 70.
cosinhar; na ra
Ama
Precisa-se* de ama ama para comprar t
coainhar om casa de familia : na rna Du-
que de Caxiaa n. 14 ae dir.
Ama
Precisa-se 'e ana ama para cosinhar ; na rus
Marques de Olinda n 56, 2- andar.
Oleo Florea
0 melbor para o cabelle
Oleo Floia___
Letras perdidas
As letras perdidss no dia 10 do corrente loraan
echadas no bond de Atogados (Duque de Caxias),
que serio entregues mediante a gvatificccSo de
200JOOO._____________________________________f
Aliento
Precisa-se de um meniro
no Pasen da Patria n. 6.
psra vender na ra
Engenho Pavo
Vende se ou arrendase eate engenho, sito na
comarca do Cabo, meia l>-goa distante da eatacao
de Ipojuca, moente e corrate, vende-se tambem a
gafra ; quem o pretender dirija-se & ra da Ale-
ria n. 46.
Cabriolet e victoria
Vende se um cabriolet e urna victoria em per-
futo estado; q'iem pret-ndor dirija-se cocheira
n. 27 & ra do Imperador.

Lite puro
Vende se no talho do commercio largo da Pe-
cha d. 9 a 320 rs a garrafa, d 5 horas da ma-
nba em di inte, e pode levar-s ero casa do fre-
gus a qualquer hora, garntese ser paro e de
vacess crioulas do bom paato. *&i


Miiinira
Precisa se de orna, qne engorme com
cito ; na ra Marques do Herval n. 10.
petfei-
Caixeiro
Ba do Imperador atunero 93
Livros de jurisprudencia, direito, litteratura,
scirncia e religiio, livros pxra iustrurci < primara
e secundaria, livros cm brano psra eEcriptura-
cao commercial. tinta para copiar e para escrever,
de diversas cores, artigas para escriptorio e diver-
sos objectos de gasto e pbantaia, papis pintados
para forro de salas, quartcs, restauranta, etc.
Encaderna-se com prestes* e si guraaca, merca-
se com nitides cartees de visita e imprime-se com
perfeicao qnalquer trabalbp typograpbico.
P.-tcos mdicos
Raa do Imperador as. 93
Falsificares
Para evitar falsiScaces com referencia ao co-
nhecido PEITORAL DE CAMBABA, de ve exi-
gir-se este preparado com a firma do auctorAr-
varea de S. oares em rotulo circulando a ro-
Iba do frasco e a n>arca da fabrica nos involtorios,
rulada pelo nome dos agentes e depositarios
geraes em Pernambuco Francisco Manoel da
Silva & C ra do Marques de Olinda n. 32.
Precisa-se de um menino de 12 14 annos de
idade. com pratic. de taverna ; a tratar na ra
do Fogo n. 20, tav< rna.
Oantelas do Monte Soccorro
Compra-se e paga-se bem ; na raa Direita n.
26, das 9 s 3 1|2._______________________
Pao tcnteo
Melle & Bise' arisam ao respeitavel publico
que todas as terys e sextas teiras teem este sa-
boraso pao ; rna larga do Rosario n. 40.
Cosinheira
Precisa-se de urna perita cosinheira, limpa e
em vicios, paga-se bem agradando ; na ra da
surora n. 37, 2- aodar.
Ama
Offtrece-se urna para cosiobar e outros servicos
de casa tie ramilla ou de rapas solteiro ; a tratar
na roa Nova de Santa Rita n. 85.
uh pr-to
O Cilos Sinduo recebeo nova remeten e vende
por menoa d qrae tatro q>lqu-> ; n loja deal-
fmate i raa Barn da Victoria n. 48.
O
ORIZrl IflCTE CREME ORIZA ORIZA VELOUTE
aos Consummidores
PERFUMARA oriza
PARS 807, Rila Saln'-Honor, 207 PARS
OS"PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGRAND.
tetiens tea mi ees e faw paWie t
X- la eaaasa iicrssaUss saa a i a- a sea saiist tssUama s
asasrkatM. | i sarrUa* a ws prisa.
m M IMITA OS PRODUCTOS DI PERFUMAHiA ORIZA
era attlnolr ao iiaa grln da deUcaSen a partalclo.
*SSarJ^ei&'txterior iettat imttacoet tenia idntica aos Werdm-
rgfk nwliHiM Orita, ot contummidore evero te
Tp. precemer contra ette :ommerco illtato considerar cont
**r*. ctimrafatcao matq/ur treucto da qusUdade inferior J
vendido fr-ir cata* poueo honradas. Ak

UI ESTADO PERFEITO DE SADDE
6 o maior beneficio da existencia
Para obti'r ewe dom ineslirearel smpregaes o SAL
>YHETICO de LAMPLOUGH qoo acommelle o Mal
as anas ralzea, mtllinramlo a Dtaetto. dNcm-
bararamio o atmtnugo. o Fi^adm, os bina e
os latrntino de qualqner obstrac^ao, e ao mesmo
temo reuovandoosangae. sapprirniodoos humores lsala-
bres e fehp, rerrascaMe-o e oivctnaDdo-o.
E' ESTE O ORANDO PRESERVADOR E O
GRANDE REMEDIO contra a mor parte das Molestias
infectaos e aialignas dos ciiinas tropicaes e eflica
contra as Pebres ainarellase ootras fetores, oeiiga, sarampo
sel<\ i-nxaquera, enjo, vmitos, bilis, dureza de reir,
indigestao, atadumes, cholera-morbo, erupcoes e molestias
da palle, alterado do ungne, etc.
O D MT. STEVENS retata: Aps a adopeo d'ette
Sal, as febret mortferas ios Antxlhas j nto s&o
mais horrorosas.
O D'J. W. DOWSING relata : Tenho empregado
esse Sal no tratamenlo de 41 casos de febre amarella,-
e folgo testemunbar que nao Uve um so mdu emito.
SALVOU ME A VTDA EM TJMA TERRA
LONGINQUA, aaoreve C. ritig-erald, Esqnire,
oolr'ora na Albania.
THOMAS C. COOPER, Esqnire. Engenheiro DO
Rio-de-Janeiro, escreve :
Tenho estado durante 16 anuos no Rio-de-
Jantiro,e tenho tornado duas ou tres vetespor semana,
e algumas vezes lodosos dios o SalPrrttlco IsLasialoiflB,
mmtstranrfo-o tambem aos meus fttlws, e nunca tenho
precitado de medico para a febre amarella durante
aquelle tempo. Tenho empregado muitos operariosem
meus estaleiros aquis seis d'entre elle morrrio dentro
de urna semana da febre amarella. Nenhum porm
d'aquelles que tomilrsio SIL PYIETICt II UwLMM
morreVdo, nem sequer soffrtrao da febre amarella,
te ndo levemente.
O Sr. TOTJNG escreve :
Durante 15 annos lomei esse Sal regularmente todas
ai manhs, e durante todo esse tempo nunca lomei
vtramaiiammenta wn mo perneo oontmiit maico.
mmttroiotai aaa mmts filkm, nanas prseiaei de
mandar vir o medico para elles, depois de nascerem.
Licenciado U Inaaatorla da Bjajtassa
do Imperio do Brasil.
hposiUrM ea Psrntmbuco : Truc U. I SILVA CJV
CHEGARAM OS
CELEBRES
(M4KI0S
d* i llemauha
DE
CARLAS BRAND-
MULLEIl
DB
HARZ
DEPOSITO-
do Iroper-dr n. 22
Ama
Precisase de ama ama gara o aervico de duas
peasoaa ; na rna Primfiro de Marco n. 18, segun-
do andar.
Ama
Preciea-se de nma ama para cosiohar : a tratar
ca roa da Amizade n. 1, Capnnge.
Precisa-te de nma ama para conhar e de um
criado ; a tratar na rna Marqnes do Herral nn-
mero 37.
AMA
Ptfciss-sn de nma ama para comprar e coii-
nbsr ; a tratar na rna do Arago n. 'o, on ra
de Pedro AS. nto n. 22.
AMA
Precisa-se de orna ama qne lave e engomme
bem e qne dnrma em casa, testudo tambem ou-
tros servicos domsticos para duas pessoas, paga-
se omito bem, prefere-se ama mulber de idade e
qne d fiador de saa conducta ; a tratar na mi
Bario da Victoria n. 52, I oja.
Precita se de urna ama pra casa de pouca fa
milis ; a tratar ne rmisea de piases e msicas,
roa do Imperador n. 55.
% %
Precisase de nma ama para cosinhar, para pe-
quea f..mia, qoe dnrma eos easa dos pnJiots ; a
tratar na raa Barao da Victoria n. 54, nova agen-
cia de moveia
a.
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sf!
O) D-
Sfi
t> a> 9
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Cosinheira
Precisa-se de ama perfeita cosinbeira, paga-se
grande ordenadj, prefere-se preta ca branca e
que dnrma na casa ; trata-ae na raa do Crespo n.
21, loja.
osinhen.
\
Preciea-so Je um qiiestiba jecupar seu lagar,
na ra de Soto Amaro n. 40, bo* 1.
Ana
Precisase de ama p na roa do Ranga) n. 41, 2' andar.
VENDAS
Vende se urna casa na rna das Creculas, na Ca-
paogs, com doHS salas, qnatro quartos e tres co-
piares, cosinba ezierna, qaarto para criado, dito
com banheiro e outro para despejo, cacimba com
bda agaa de beber, com bomba de repuz <, jardim
ao lado, e bastante terreno com frncteiras, terreno
proprio. Tambem se vendem os trastes, a tratar
na mesma rna n. 28.
c 2
S B
a
4
0>
i
I-
o
s
(/)

AMAS
Pifcisa-ae de urna para cuidar de enancas e
outra para engommar ; aa ras das Creonlas n. 2
B (Capunga).
Fabrico de assuear
Harhlnikmo doa folirlcaniu* nunca
Siewart k C. de Blaagovr
Construcclo da mais moderna e aperfeiooada e
de grande duracao.
Moeoda com prestao bjdranlica de Stew irt que
da a melbor expr<-aao oonbecida at h je.
Ca'deiras com i on^misader, especialidade des-
tes fabricantes.
Fornalhas para q'ieimar o bagaco verde em di-
reitara da moenda.
Os appsrelhos de Vacuo e Triplo aSo de syste-
ma moderno, como tambem aa turbinas ou cen-
trifugo.
Orcamentoa e mais Diormacdes em casa de
Browns & C.
Raa do Commercio n. 5. t' aodar
4raa para engommar
Precisa-sel do nma que bem desempe-
nhe ate myater, toodo caderneta, no 3.
indar n. 42 da roa Duque dn Caxias por
cima da typograpbia de Diario.
Soccorro a vclha
A moradora do becco do Bernardo n. 51, ainda
se faa lembrar as almas caridosas, que nao se es-
qnecam da protrcc&o qne aempre Ibe dlspenaa-
ram.
Empreza geral de Mu-
danca
Alngam-se- carros de molan, proprips para trans-
p-rte de movis, marmores, espelbos e mais orna
m en tos de easas de familia, botis e tatabeleci-
mentos pnblicos, psra toda e qu Iquei parte da
eidade e eens snborbios e arrabal di-1-, por preoo
commodo ; a tratar na roa do Padre Nobrega,
outr'ora do A'eerim, n. 24.
Cadciras de junco
Na ra de .B.m Jess n. 49, armizem, vnde-
se eadeiras de junco, novas, do acreditado fabri-
cante Tlnnet, pelo prec > de 66 a duzia, ellas,
\xe ee est) acabando.
Mobilia de junco
Compra-se ama usada em bom estado ; na roa
do Lima n. 13, em Santo Amaro.
Boyal Blend marca YUDO
Este excedente Whisky Eacocez pre-
ferivel ao cognac oa agurdente de canna,
para fortificar o corpo-
Veode-se a retalho nos melhores arma-
zeos de melhados.
Pede Hoya I Blend marca Viado,
cujo Dome e emblema s3o registrados para
todo Brasil.
______________BROWNS C, agentes.
Arligos para acabar
21




a 240 ra. o co-
las de cores, 320
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro eom pratica de ta-
verna ; na ra estreita do Rosario o. 9.
Cosinheira
Precisa-se de urna qne cusise bem, para casa
de peqoeoa familia, que dnrma em casa ; na roa
do Conde da Boa-Vista n. 24-P.
Cautelas do 3ionl<' de Soccorro
Compra-se cntelas de qnalquer joia tu bri-
Ihantes, paga se bem : na prsca da Independen-
cia n. 22, loja de relojeeiro.
Cognac fine champagne
Analysado polo Iilin. Si. Dr. Carueiro daCu-
nhs, vendem Balasar & ., roa Marqnes de
Olinda n 32.
Loja de machinas
A' roa da Penba n. 9-A tem czposto .venda
relogios r.mericsnos e machiaas de costara de
dous pospontos, atsim c.-ino coocertam-se, trocam -
se e oemprem se. Ha nm completo ssrtimenio de
bombas novas, e concertantes tambem motores e
machinas a vapor, por orre mdicos.
Boa morada
Aluga-se a casa n. 19 & roa Bario de S. Borja.
ot escripias indican at localidades sonde se trata,
e esto as chaves para ver.
Setinets decores miudinbas
vado.
ortimento completo em
360, 500 e 640 rs. o covado.
Gorgurinas de cores, lindissimos padiea, 320
400 4 500 rs. o covado.
Metim trancado, magnficos padroee, de 360 ra.
o covado.
Bramante de duas larguras para lencoes, 500
rs s metro.
Dito de qnatro larguras, muito boa faseoda, a
lV200ometro.
Dito de linbo, francs e ingles, de 2f e 2*1500
o metro.
Atoalhado lavrado para mesa, desenbos lindos,
a 14MK) o metro.
tiaardanapos com franja, 24500 a duzia.
Zefires de cores, ueste artigo completo e va-
riado, de 200 800 rs. o covado.
Merino liso e de todas aa coree, a preoos di-
versos.
Dito lavrado, matrnifica fssenda, 1 o covado.
Merino pre'o, rspleudido o sortimento e gran-
de redneco no pree., de 800 rs.. 1*000, 1,I00,
1*500, 1*800 e 21 o covado.
Setinetas francesas, lisas e de todas as cores, a
0 rs. o covado.
Boptia'e de corea e nanauks, padroes lindos,
200 rs. e 280 o covado. /
Sargelim de todas as cores e prcoo redotido.
Criooline para torro, branca e preta, oda de
quadrot.
Cretonet francezes, brancos, da cores e escaros.
Alem de grande sortimento de cntros artigos
que nos impossivcl mencionar, mas que se ven-
dem sem reserva de preco : na ma do Crespo n.
21, loja de Oliveira Caapos a C.________________
ovidades e phantasias
21
Vesites de seda, merino e cuse mira, pretos, ea-
feitados a vidrilhes.
Sedas de cores, padrees modernos.
Crep d- cor para coberta.
Cambraia bordada, branca e de cor.
Manteletes pretos.
Setim de todas as cores, finos.
Seda br.-.nca pura cajsmunto.
Veos e capellas, novidade.
Meias branca a de cores e arrendadas, para bo-
mens senboras c chancas.
Casemirat de cores e pretas, e panno preto
asnl.
Cortinados bordados e crochet.
Colchas dem.
Cortes de toet) para cjileas, e seda.
Esleir para forro de sal, branca a de cor.
Alcatifa e tapetes grandes e pequeos : aa raa"
do Crespo n. 21, loja de Oliveira
Campos & C.
i

i
lJvramento &
ronden cimento port'and, marca Bobina, de 1
nalidade ; no cara do Apollo a. 45.


-\
i
ELIXIR DEPURATIVO VEGETAL
FORMULA
mmim jse dos santos andrade
Approyada, pela Inspectora Geral da Hygiene Publica do Rio
t de Janeiro em 20 de Julho de 1887
Este depurativo de grande eficacia as molestias syphili'jcas e impureza do sangue. Para maior garanta da eficacia deste medicamento, abaixo
publica-se grande numero de allestados.
O uso deste Elixir mu'uo recommendado no tratamento geral as molestias das senborase a prova est no bom resultado que lem obtido aquellas
das flxm". Senhoras que delle tem usado.
Allestados dos Illms. Srs. Doulores em medicina : Dr. Jo5o Maria Seve, Dr. Francisco Jacintho Pereira da Moita, Dr. Jos Joaquina de Souza,
Dr. Luiz Vctor Horneen de Carvalho, Dr. Joao Ferreira da Silva, Dr. Joo Bastos de Mello Gomes, Dr. Ildefonso Pereira de Azarlo, Dr. Antonio Baptisla de
Moris, Dr. Manoel Falco de Azevtdo, Ur. Joo Alexandre Seixas e Dr. Virgilio Tavares de Oliveira.
ttlestarfos das filustres cavalhelros qoe (en feito aso vantajo.aaaientc deste remedio :
MEDICAMENTOS FUNDAS E TINTAS
j TOCAS AS QUAUDADES
f^PHARMACE UTICOS
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1 Cspifao de mar a guerra Joa Aveloo da Silva
Jicqoea, *erll>erl
r. M'aTiel d^ FK Caaitio Florencio K d gara
de Mimnda franco, l-HI*>rl
Jone da Silva Roltu a Nwi, lirrlbert
Jonqnim Feneluo D<"e lo Borb*, lierifeerl
>1 ni I Piuto da Coala, lii-rllicri
J;o Francisco TmiD lierl' i
Manuel da C >.' A!v. iMrlbrn
Kstevil-j A'exandr< Joa D.roellai,JrMiert
Z nansa .ia Coata Leitao, nerI r>
Antonio Das d Alm-id Cst, Iterlberl
liufino Suz n Gajo da Mirauda, li<-rlbrri
Antoiii j J ti Ferreira B-fin ador, terHMri
Arietidea Mmirel dos Sautua, fcteritaeri
lote Art' nio Com* Gaio, Herlorn
Aiil'-I i (!ori.lan i da M.itia, hoibrri
Tita Ai chalo Frer- d^ Barrea, hertliert
Affonao Ligoriu V IIao, berber
Uriulin OtniodeT .rre0"!!i lo, brrifern
Thounii Duivo doi Sant benberi
Candida FranciPH Mariis f'-'i.i, b> itoerl
Fruneinco Teixeira Barbjaa, b**rtb<*rt
Joa da 8>va Neves, > il>orl
Urlmno Joa Carnoiro, berlberi
J-.-t L-iia d Fui qh Tirres, berlberl
Manoel A'quelAo Silva Coate, bcriberl
K y.-i Alb rio da rvlveia (ero
re-04 de roa fmini 1'i, berlfeert
Pccro Tertuliano da Cao lia (l m
pesiioa de tua familia), tierlberl
Conai-lheiro AVimdr- BernaHino Jos Rea -
Silv- (im 6(-a Miamvc), -ito.Ua.
AlaettO Agrip i>o Scix ..-. eslan o.
Alcidea du Aojuiao Fon*, -.a, s mua no naris.
Alfieu A. d- Vasc nc los, rbeumaiimo.
Auituaf de Uastr irt a oo olh drreto.
Ar-h-jr i Si tu Bf^nSiv, chugaa.
Alf-pi> il'j.-ioai, rb-uau>iim'i c eneiofulai.
Anrii*t-> l!-aar P-reira Callea, eiop(S) de
pe t;.
Ai iti :hano d- Torres ti i n lo, rheuMntia
m i e darihr^a
Ad> Iphi AUnu'.:s doa Siatoa, dem, iJcm.
Am ni> Joa doa R-ia, roeum.tiini.
Ao(i ni i \j as Kcrreira, i irto.
Anu i-l Catado L-nii, gouorrha clrronioa.
Aatooia Laii de nmm, ccrufui5.
Aiii^uio Unin M'.'jj; -iro, :bU'i.a'i*mo.
Anluuio AHe-- la ilTa Junio', idio
A'itomo --.i|-nii-io Ci-ir.pa, ilieuuialjaico agu 1
Antonio ti .i:?*1 v< a Cerqneia F,n, es. cnuvri
na uretra.
An. i:.o C. Xavisr da Silv.., li.ouioatisino t
darihrop.
Au mate UsopoUo da Silva Nerea, scrofalas
A'- x >BdriiM MariadaC nce>vao, rhumil!gni).
An. nio i"t i-reirt. de L'u.a. iueui.
Ai Iphj C'inh i, e.np'gfii
Aithur Huta iia C'unhn. tinptgenai; darthroa.
An'cuto Ja Uo3t M r-'ira, ii^vrafgiu.
A auo Au'un'-s Llautua, iuebac4onas prnaa.
An:. oio Joa da Fumeca, darlnroa.
An ..iio lime de S ilieumatiamo.
Albino Jote (ioojalvr Diuiz, fypbi ia.
Amonio Furiano de >lti'o, idciu
Anlunio Piolo da Silva, bubo.'o ncilbidoa.
Aun llano Joa doa Saat e, ferina u etr a ni
naria,
Anlooio da Silva, cancro horroroso.
Antonio Frauciaco da Cuita, curaca.
Dr. Argerniro Arda, rbeomaliamo.
Adolpbo Machado, i ii-m.
Anlmio H racio, il<-m.
An'inio Mcnelio Oartnuo de G usina o (empes-
aoa ele ana familia), II ica br .110.3.
AnIOnio de Soum, d. ncaiatica.
Antonio Fradiqoe ( fl M branca*.
An'oiin Podro >e Souza Soaies (em pessea d*
j. i .uiilia). dfgen*ia;3o no angue.
Aharo II. Dina rVrrtir*, eioatose.
Aatobio da Si v Kamua N>.voa, diea agudas
as ptrnae.
Aft 1 s j Muiitfiro Peaaoa, escrofolat e bron
chite.
A fci o M .r. ira, feridaa no p.
Aut,.uto Puntea du Amara!, eacrofalaa.
Tt'Leote-ccronri Apoliuario F. A. .'ilurashio,
tmpigeoa.
Antonio Jca Rudrignea de Scuza Fiifao, tu-
moies.
Arihur Antunea Danta?, rhamatiano.
Aui;uatu Carica Noronha, grande eL ferraidade
Da perna.
Affngo Taborda, rbeumatiamo articular.
Dr ASooau Olindeuae llibtiru de Souaa, ero-
pea i de peile.
Ag pito Iauocrncio Pogg;, eatomgo e la-
ryuge.
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M
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158
Antonio Ferreira D.uiz (em peaaea de 10. 159
en) ataqaea eateric,>a. 160
Uen videa B-trreto dj Rosario, rbeumatiamo. 161
Btrnar'ino Alvea S'iv, 1 I-ir. 162
Beoto Jf -"oreira, id-m 163
Beroardin 1 da C)ita Carapoa, dem. 164
Bclisario Alvra de Brito, sypbyiis. 165
Bernardo Augusto Soarea Leite, empigi'na.
Beuiveunt 1 CivalcauW Je Mello, empigem de 166
mii caraeter. 167
Dr. Claudio Eleidto de FMrta*, erupoio de 168
pe le.
Candido Diaa, em una aeu eecravo xyphilia e .169
figado.
Carina Van-der-fjioden. rheumatiamo. 170
Hoff Jovenal do Ueg, eutermidade chronica. 171
.;.ioudo Manoel dea Santoa Meudooca, rheu- 172
mutismo.
Caetano da 8'lva Acevedo, eyphilia. 173
t." iet 100 Gomes de Almeida, rheumatiamo.
Uafiso Lopes Guimarea, dem. 174
Domingos Jos Rioeiro Soarea, dem. 175
Domingoa Jos R .Iri^u^a, torea de awigue. 176
Dintel i'ereira d earactei de murphea. 178
E mii 1 Roberto, darthroa. 179
Eilidio Acyuli de Barra, rheamatiamo 180
Emilio Pereira de arauj diversas moleatua
Euphroaino Rodriguea dj Cont, rhenmalism >. 181
Eoamiocndaa P. B. A. de V-ncouecllus, id. w. 163
Eduardo Fl.ro de P.iva, inflimatac^u dar
i broa a 183
Flavio X Son) 1 Fonaeca, ulceras. 184
Fraoeiicu fV^reira Brandio, rheumatiamo. 185
Krauciaco de Siuza Duarte, dem
Fruncise ue'Oiqueira Pasaos, darthroa 186
francisco Cecilio de 8. Guimarea (em urna 187
preta d... gua casa), .mtn.s no joilbu. 188
Franeiecu Miguel Roiriguea, rheumatism 189
Felippe Nety Gaimaree, sariua e tum jt.'s 190
Franoo Martlus N auoira dos viuotoa, aarnas.
Francisco Jaborandy de Moiaea. teridaa sy- 191
philiticas.
F. de Aai C-e'h'i, roeumatiamo. 12
Feliz Ja.- A; r oes Bacaluo, darthroa.
Feliz *ereiia de Arauj gummaa e bobo'a. 193
Fraociano Rodriguea doa Santoa, rheumatiamo.
Fernando Magaibaca da Silva, empigena cbr> 194
nieaa.
""enelon li-ha. rheumatiamo. 195
Franciaeo de MeUu Cavaluante de AbuTucr-
qne, incommod .a na uretra. 196
Franciaeo Rodriguea da Cuaba, cancros e bo- 197
boV. 198
Frauaiaeo da Costa Focraz, paralysia e 199
Hgibtna.
Francisco Joa do Reg Mell >. rheumatiamo. 200
Franciaeo Goncalv, a uiojaraea, idem.
Alferea Franeiaco de Albuquerqoe Pajoaba, 201
iueuuiuiodo n> naris. o,,o
Frauciaca Joa Pereira, syphilia.
Francisco Jus Dias Kobnnbo, blenorrhagia. 203
Teuente Francisco Evaristo -d: S inza, tmalo. 04
Feiamino Lourenco da Silva Araujo, nevral 205
gia na cab e. 1.
Franciaeo Paea de Lana, rheemeriamo. 206
Fraocise Florinda du Rjgariu, eacrofalaa.
Franciaeo da Silva Miranda, h morrboidat 207
e m perdaR do aangue.
Fluriano Q m a doa Santos,(em peaaoa de aua 208
familia), menetro e dyapepsia. 2 '.I
l-'.uati.d- il.rios Bezerra, erupcSo cntiuea. 210
Francisco Nogneira de Magalhaos, eacrofulaa. 211
Fran isco .Via tina G imi-a, erupcio de pelle.
Franciaeo Ferraj Caateilo-Branoo Jnior, fe- 212
ridas de m-i carcter.
Gabriel Peregrino, rheamatiamo. 213
liuapar Augusco Soarea Leite, idem. 214
Dr. Griiea Martins Fonteo, dem.
Gualavj Werthetmer, idem. ?15
Ui unqu AJ0I1 bo do R go, aypbilia. 16
H r'ei.ci rEuaa Vieira do Am:rim, borro-
roaua feridna. 217
Uostiuiauo Carnciro de Mora-:a, rheumatiamo
e 11 ll iicniavao de olbift 218
Iii .ciu Pmto de Agu r, aarnaa e pannos.
Igaucio Tr. yano de Jess andeira, ourin 219
fe aanicue.
Ignaci> RodrieU' a de Carvallio, gi norrhi. 220
Jos Ciaudiu Dubguz. rhFumatiamo. 221
J Mana da Costa Carvalho, idem.
Joa u Siuz Braa, aar.iaa e euipigena. 322
Joa de housa Aguiar, rbeumatiauju gotoso.
Jos Pedro Vell au da Siiveira, em pcaaua de 223
aua familia, irritaco ..o pulmai. 224
Jos Francisco doa Anjos, (esa pasaos de aua
casa) i.mura por suepeasao de paurto. 225
Joa Antoniu da C ara, nevralgia- 2:6
Joa Ricardo Diaa Fernandez, rheamatiamo
agndo. 227
Jos doa Santos 8e!va, idem.
Joa de Castro Monteiro, erupcJo de pelle.
Joa Caetano da Silva, dem.
Joa Pedro de Lima, eacrofalaa.
Joo Marquea de Souzi, rheamatiamo.
J' a, j Bernardo do R--go Vlenos, idem.
Joo Fraociaco Monteiro, syphilia.
Joo Ferreira doa Santos Janior,'pannos pelo
corpo
Joo D^vid Biptista, tamorea ayphiliticoa.
Joo B .ptista Franca, rheamatiamo.
Joo Liareoeo P idem.
Joo Hcnriqao da Crus Ribeiro, molestias
typhilticaa.
Joaquim Joa de Sonsa Oliveirs, rheumatismo.
Joaquin Santino de Figtuiredo. rbeomatismo.
O mesmo em urna pessoa de aua familia, ao
rfrimento do estomago p>r antojos.
Joaquim de Souza ilva Cunha, rheamatiamo
e outroa males.
Joaquim Joa Farreira Penha, rheumatiamo.
Joaqaim da Gista D jurado, Jnior, dem.
Jerooymi da Costa Lima, 1 lem.
Julio Cesar Ottoui, idem.
Joviniano Manta, idem.
j. P. de Castro e Silva, idem.
Jes Bitetho Pinto de MeaquiU, iupco de
pelle.
Joa Ferreira da Porciuucula, reumatismo.
Joa Soarea do Reg Villcla, sarnas e genor-
rba.
Jacintho P. C. de Asevedo, rheamatiamo.
Joo Augusto Costa, dartbros.
Jos Moreira Braolo Filbo, rhenmitiamo
chrouico.
Joa Pestaa dos Santos, bubo reeolhido.
Joo Nuris Ferreira Cimbra, ouorrbi.
Joaquim da Silva Nelto, cancro secco no braeo,
Joo Ferreira doa Santos, g omina syphilitica.
Joo Feliciano do Nasci unto, rheuinatiamo
agudo.
Jos Piuto da Cu iba Teixeira, rheamatiamo
chronico.
Joo Alfredo Vctor do Moraea Sarment,
fmpigena e giaarrha.
Jovino Casaiano Mtia e Silos, rbeamatisme
gottoao.
Ju.-uuy.no J. Figueiri de Mello, molestiaa
sypbiiit.caa.
Joaquim Domingires da C. Braga, darthros
aypbiliticos.
Jos CarLs Marinho, anemia e rheumatismo.
Jos Silvestre doi Santos Pereira, idem.
Juo Antonio do Naaciineoto, ptraiyaia.
Joo Silverio de Sousa ( em sua cunhada ) in-
fltmmaolo no figado e paralysi*.
Joanoa Candida P. Brrelo, irroguiaridade e
at-quea h Jovelino da Cunha, rheamatiamo muacular.
Joa Ve.-ia.iiao de Asevcdo, anemia e be-
m jrrboides.
Joaquim Joa Maia, estomago e rbeomatismo.
Jos Gomes dos S intog, cancros venreos.
J o Baptista dea Santos Almeida, rheamatia-
mo e cancro molle.
Joa Joaquim da Co8ta Piuto, inflimaco nos
olbos.
Joo Marques de Piuho, anemia e ferida can-
cerosa.
Jos Vieia da F naeca, erupeo de pelle.
Joan Veriaaimo do Seg Barros, rheamatiamo.
Joo Hermenegildo da Silva, dem.
Joo Cavalcaote de Araujo, dr aciatica no
braco.
Joaquim da N. Pedrosa, inflammaco de
olboa e rheamatiamo.
Jos de Faria Machado, rheamatiamo gottoao.
Joaquim Odorico de Araujo, gonorrha chro-
nica.
Jos da Silva Nevea, ecceira nos testculos.
Joo J .s da Silva (em urna filha), paralysia-
nas porosa.
Tenente Joa Antonio Albuquerqoe Pedrosa,
molestias ayphiliticaa.
J.is Joaquim de Preitaa Tavares, eryaipel-.
chronica
Jos de A. Costa Pontes (em ama senhora ),
f-irmigusiro as persas.
Jos A'ves, rheamatiamo.
Jacintho Aogasto dos Reia, rheamatiamo
agudo.
Joaquim G. Asevedo Silva, iuchacao nat
peraaa.
Jos Aff.mao Ferreira, gommas e eacrofulas
Joo Fernandes Baptista, ros e catbarro na
beziga. -"
J. ones da Silva, gonor>ba chronica.
Januario Sousa Silva Seredio, estomago
tosse.
Major Justino R da Silveira (em orna pesad
de aaa familia), ferida chronica.
338 Joa de Maura Igliaiaa, syphilia e herpes.
329 Juo Pereira de Mendonca, gonorrha e can
croa, venreos.
230 Jovmiano Cordeiro Lina, inflimaco nos intes-
tinos.
331 Jos Maria (Ja Silva Fernandes, eacrofalaa.
332 Jo- Luiz Goucaivea, sypbilis na laringe.
283 Leopuluina Mana do Nasciman tu, bexorr Buidas.
234 Luij Carlos de Almeida, dores agudas sobre o
peito eaqoerdo.
235 Dr. L'odoipbo Correia de Araujo, engorgita-
mento naa glndulas.
236 Lula Marquea Vieira, iritis noa olbos.
237 Manoel ds Araujo Costa e84, erupeo de pelle,
238 Manoel Jorge Arantes, tumor no pulmo sobre
o coraco.
239 Manoel Alves Pitlo, escrfulas.
240 Manoel Jos Fernandes, rheumatismo.
241 Manoel Augusto Mesquita, rheumatismoe dar-
tbros.
242 Manoel Pesi Ferreira, ulcera syphilitica.
243 Manoel Filgueira de Meaesea, eyplilis.
244 Madame Freir, diversas molestias.
245 Maria Freir de Lima, rheumatiamo.
246 Manoel Francisco Teizaira, ayphilis.
247 Manoel Leoncio do Reg Barres, molestias sy.
philiticaa.
248 Manoel Rodrigues, estomago e nevralgia.
249 Manoel Goncilves do Reg Barros, molestias
eypbiliticas.
250 Miguel alanoel da Silva Cclbo, iritis nos
sdajjM.
351 Manoel Frauciasu dos Pasaos, gomma no torno-
zoilo.
253 Manoel Francisco Fragoso, darthroa noa ou-
vidoi.
253 Man .el Soares Neves, bronobite.
254 Manoel Janaariode Arruda, impureza do san-
gue.
255 Manoel Joaquim Vieira. rheumatismo-
256 Manoel Tavares da Cwsta Martina, ulcera na
garganta.
257 Miguel X de Soasa Fonaeca, urina leitoaa e
ulcera no naris.
258 Manoel Joaquim Pereira, estomago.
259 Mximo Rodriguea dos Santos, ftidas sy-
pbihticaa.
260 Manuel de Aranjo Neto, empigena.
261 Mauoi 1 Vieira Neves, rheumatiamo.
69 -A'fiTe Mnaool Feticiano Ladislao dos Santos,
dores agudas na cabeca com iosnmnia.
263 Maria Uiympia de Oliveira Cyrilio, erupcao
molestia coatagioaa.
264 Manoel Pinheiro de Mendonca, rheamatiamo
no peito.
265 Manoel Joaquim de Mello R"g 1, escrfulas.
266 Melcntades) de Soasa Santa Roaa ( m urna
peatda 267 Noma Pe 1ro de Alcntara, rheumatismo.
268 Pedro Leoncio Rodrigues, dores pelo corpo.
269 Pedro Alezandrino de Mello, erupeo syphi-
litica.
270 Pedro Borges de Gerqoeira, eserofalas e para-
lysi..
371 Philomeno de Vaaccncelloa Chaves, rbeoma-
tismo.
373 Paulino Bernardino Oliveirs, escrfulas.
273 Paulo Luis Alves, syphilia.
374 Pedro Barbosa da Silva Netto, orchites.
275 Pedro Alejandrino Machado, grande inflam-
macolo na orelha esquerda.
276 Pedro Alves Barbosa, ezoatose na cabeca.
277 Rieardo Fonaeca de Mcdeiros, escrfulas e
rheumatismo.
278 Rodolpho M. de Serpa Brando, inchaoao no
tornozello.
279 Raymondo Lino dos Santos Gooveia, darthros
na peros.
280 Ramiro Antonio da Cogt, rheumatismo agudo.
281 So.tyro Cordeiro, eropeo da pille.
82 Sebastio Joaquim do Reg Barros, molestias
sy bilitieas.
383 Tbeudomiro de Asevedo, ataque de astbma.
284 Tranquilino dos Saotoj Castello Brauco,
rheumatisoDO.
285 Tuomaz A.nello Leal, paralyaia e rbeoma-
tismo,
286 Tb ui-.z Jos de Olinia Campello, inflama-
cao no estomago e naa gengivaa.
287 Tbomas Ferreira da Canha Jnior, eropeo
de pella.
288 Thomaz Espiuca, gommaa no corpo.
89 Tito Jos do Cont, formigueiro na perna.
290 Ulyases da Costa Spinola, anemia e glndu-
la na cabeca.
291 Vctor G m.-alves de Souza Beirio, nflamaco
na perna.
399 Virginio Cirneiro L o, rheumatismo.
93 Vicente Silverio de Souza, idem.
[57, JBua. dpJQupj^deLCaxias^S 7-
laOUCTI CHIMiCO-PHABJIAEETltss'E
ESPECIAUDACES 00 rJH
-O

XVXOO XDIDS XJ2aA.3B.
noite. As,crean<;as de 1 a 5 anoos tomaro^urna colber pela manh o outra
Oevero lomar banbos, fri ou momo pela mi|ha e a noite. Resguardo regular.
i. i' An \l,. ....,- Aa i .liu l n lQ .. ..k,,,,../.!.. Aei^nl-il t rita octrpita iln
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m

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em pega ou em obras, chapeos He feltrn ou de palha, tira o mofo das fazendas; todo
o trahalho feito por meto de rrcrhinsmo sperfeicoado, at boje cooheido.
Tinta preta as t^r^ss p sextas-iiras e de c6r e lavagem todos os dias.
I Emprsgido com j maior xito as oavalhari^as reaea da SS. MM. o .'- ipera Aor do Brazil, o Rei da '
Blgica, o Rei dos Paires-Baixos e o Rei da Sbxonia.

'..
(uppres>ao do (gago
iE DA QUEDA 7'O PELLO
So este precioso Top.co o nico que
' sulostiluoocaustico ecura radicalmente
I em poneos da as manquelras, novas
' e antigs, as Toroeduras, Contusdes,
I Tuiaai'W e Inchsu;5ec das peraaa,
1 Eaparavao, Sobre-Oaanas. l^raqueza c En-
l g~org-ltamento das pernts dos potros, etc., soin
'occasinnar nenlmma chaya, D | mesmo uuranic o tratameiiti
H1RC1
DK F.1BIC*
35 Ar.jics de (xito
SE.VC K. I V A. Xj
Os resultados extraordinarios que tem'
obtido as diversas AflecoSea do i
Feito, os C itar-hw, Broncbltia, <
MalMtlar 1? Careante., Ophtal-1
ma, etc., no dio logar coacurrencia.
Deposito
ol eura fai-se cora a mi em 3 minutos, em <
uor e sem coriar, nem raspar o pello.
em Pars : Pharmaeia Oalt1M>SjA.*oZT, F.aa St-Honor, 75,e tu U'ai u Phmueiai.
M4LTINA
I^IkO^ Eluai^PePasta.dentifricios 'C^
PP. BENEDICTINOS
da Abbadia de SOULAC (Gironde)
DOM MAGDELONHE, Prior
2 MEBALHA8 r>E OTJEO
Imalba lilt loaam 1IH
Am mal eltrnttaa rweatMpotaaa.
INVENTADOItt'VO P o PKor
*o .sio l*># 0 MtrrtBOTJRBAUD
O uso quotidlano do-*.llxlr
DPTjti'rlcto dos U. Fo*. Be-
nedlc-.lnoa, com (lose de albi-
nias gottas "om agua. p. 3vem
e i tira a c.rle dos enUs, em-l
braiinucccos.foctaleceniloe tor-|
nand as genglvas perfeita-l
mente s^dlas.
Prestamos nm verdadelro
servlco^ii>1gnalanor> aos no^sos
lcltorae esto antlgo e uUUssiino
preparado, o aaIJar cura-
tiva e a ateo pmrrvativo contra
AjffwfO** Oeutmriam.
CM
ul*
l 1S07
Agente *B BTO I I M ltft MWI,I
Qral:9saUUin BORDEAUX
osa-as todas as bou firfumviti, PtitrmtolU
t Drcttrlti.
Atten^o
Veodc-ae orna arm>eao envidr.gnda para quem
qnis-r principiar qualqu- r uegocio, por barato
I reco ; i" roa estrena do Cosaria n. 23.
Viilios da iiarreira
Fios
Carc> vellos.
Madeirs.
Moai-atel.
Uva Bastarda e de Passas.
PARA MESA
Germino do Lavranii a 64)0 rs. a garrafa.
Na mrreraria de Manuel Corris 4 C.
Prata^i du Cosatle d'Ras ss IK
Atteu^o
Azeites
de coco e de peixe, em pi rolo e a retalho ; ven-
dem Joo Prrrrira st C-, A toado Bangel o 66.
Vaccasouritins
Veode-sa tr> s vaceas tericas, acodo doaa pa-
ridas de piuco trinpo e nasa prenbe. garante-a^ a
qualidade ; a tratar e ver, na'rua da Haudads m.
16, purtao de ferro-
V^nde se a tavrrDa sita a ra Jervssio Piros
n 139, beio afreguezada, boa p.ra principiante e
com M tninodo pura pequea t milia.
Boas Yecas de leile
Vrndsr tres v>.ece de Irite, em aot'Anna de
DoDtrn.
Venda de sitia
,Tendt--ae ou permuta se por predio oesta .lidaoi
un boc sitio co b ia casa, moitaa tructeira,
ezceilt-ote banho do rio,'boa agoa de cacimba
riieunso de tt-rrrno para baixa de eapim, tod<
murad ona frente, c< m p rfft e gradeamroto con
cniniubo de h-rro e estacao junto ao dito aitio. n.
Corto da Madeirn, conhrcido pelo aitio da Joii
_ St-lleirn, junto ao Dr Ernesto de Aquino Fonae
, ca ; quem pretoudrr dirija-ae A prCa da lnde
t pend neis o- 40, da 11 huras As 4 da tarde.
^'e-s1.
a tsverna da roa Isapenal n. 188, cosa poneos
fundos, rmpela para principiante, o motivo da
v oda v oirA a> cumptaior ; a tratar na metro
ra n. 68 A, tsverna.
Extracto de trigo, levada e ama germinadas
Preparado pela Maltice Mauufctnring C Limited 21 e 25 II >rt r rreet Bloomabury
Londres E. C
- pprovada pela Jauta de hjglene da Corte
A MALilNA rquivile a 30 vez*8 o seu pruprio peso em digstase e do 3 a
6 vezes bb poder diastosico a quurquer rutro pr'-parado" deste genero.
A iALTINA tem ro^r- cido 6 mcdalhaa de ouro em diversas exposicSes e
tem um fcc>^itnc>ii) < brme na Europa e nos Esta los Unidos tamo que foi preciso en-
uorpui'ar Uiua LtupaLiit saca granjea rapices para s-ti.-'^Z--r o consumo serapra
cresecnte.
Ch' ms-s a ;ttni,ai dos distin t< b me tos "'esta ciliado psra os iroportaotea
preparados da AIALTINE Manufa toring Company. Todos os productos medieaiaen-
tosos sao mis facilniente HesiniUdoa em .ombinacSo com a Mattina, ainda msis slo
evados a torrente, circulatoria e proir.pta-nente sSo bsorvidos pnxluzindo eflFeitos
immHdiatos.
Lista dos preparados
MALTINA pura.
MaLTINA pepsina e panerestir.--.
, MALTINA pbopphato d ferro quinina e strjrchnina.
Oleo de ligado rte bacalhAo cm ito peptonisarto.
Oleo de tigado-de b calho vem leite pept-.misado combinado oom bypopboBphi
to de soda.
Ear.fct..... An ^MSoMaMHa^baMoiir ni--esaidde do digerir leite de vateca.
O l< ite contid f'1 previamente pela pffpcreatoa:
VeUi^-se su pharnmcia Central

;
botaa^tfB&k^t..:


8
Diario de Pernamtmeo Tcrca-feira 21 de Pevereiro de 1888

ib
LITTRATUft
DENTE POR DENTE
PJB

E1IIL3 BLAVET
XXIV
ONDE REAPPARECE O EXCELLEHTE LUGRANO
C onti_nua$&o)
No momento era que o carro voltava a
esquina da ra da Paix e era que Andrs,
para certifioar-se de qua nao era-seguida,
poz a cabega de fora da portinhola, una
hornera de U* morena, parado na calcada,
exclamou cora urna voB guttural:
Pala madona 1 Na me engao 1 E'
Andrea !
A moja, assustada, deixou-se cahir para
traz, sera procurar reconhecer a possoa
qae a tinha reconhecido. Essa psima era
i> noBao exaellente patrao, o el signir Lu-
grano.
Deixemos por alguos minutos etise hon-
rado tr*ficante de oarne humana e sigamos
a sua ex pensionista at paasagem do
Elysa des Beaux-Arte, onde Jolc e Gui-
do, cada um no sou eavalleta, oombina-
vam exactamente um paaseio ao campo
para o prximo domingo.
Eutrando no alelier, a moca, antes de
pronuncia urna palavra, correu a laucar se
nos bracos do pintor, que at entao nao
animara a fazel o, e, cora a cabeca
seu eolio, rompeu em pranto :
Qae aaonteoeu, meu amor'? disse
Voo, perturbado.
A'sonteaau, respondeu ella sol igando,
qua duas mulheres ms querem tentar con-
tra os dias do sua noiva o qua preciso
protegel-a, de.feadel a.
E cotatou o quo tiuba sorprendido da
conversa entre a princeza e miss E kn.
Guido nSo podia acreditar no qua ouvia.
NSo coraprebendia omo sa podia odiar
aquella aojo c querer Iba mal. Mas Joao
Leyraul comprehendia. A lembranga do
ultraja pungeote qua naquella mesuia ma-
nba bavia inflingido a Severina acudio-lhe
mente. quelh ultraja reolamavu certa-
mente represalias; ellas nao sa fizrram es-
perar, o,na impotea-ta de o ferir directa-
mente, visaram-no naquillo qua ele tinba
de mais caro, em Andrea.
Sa a senhora j tossa minba mulher,
minba querida Andrs, disse ella s.ps si-
guns segundos, despresariamos e3sa cons-
pirago. Eis-nos, pois, obrigados a anteci-
par a data do uosso -asarnento. Mae, om-
quanto esperamos, preciso f*zc: o que
ciase... preciso desapparocer, ilesappa-
recer para toda a gente, menos para nos.
era a princeza, Bfcm miss EUsn saborn
onde mora minba roai. E' l que vai vi-
ver de hoja era diante, at o dia em qu>
lhe ser permltido entrar de cabega levan-
trda e eera temor nesto atelier, pelo braco
de sen marido.
Vamos, Guido, a camnho.
Emquanto os nossns tres amigo rami-
nbam pela raa de la Pompe, varaos tur
com o tignur Lugrano, qua deixamos i
canto da ra Ntuve-Sint-Augustin e
ra de P; is.
Quacdo a visito Jasappareceu ra mu
d2o de canos: __._
__Sim. sira, ella! murmuroif"BTle.
instrumentos de trabalho um olbar melan-
clico :
E' portanto, iito, suspirou elle, o
meu ultimo ganhapao '
Sim, Lugrano Snior, o feliz director
do Pequen* Ciroo, o pomposo, o magnifi-
co, o irresistivel, a bandeira de dynastia,
tinha sido constrangido pela desgraca dos
tempes, a estabelecer-se como ganbador-
Assim passa a gloria do mundo.
Os seis mil francos de Breoourt permit-
tiram a Lugrano Snior e ba meiga
Trsmma realisar o sonho que ella aoarcia-
va ba multo tempo. Mas em menos de
um anno esta vara sem nada e achavara-se
em face de um problema tcrrivel: viverdo
trabalho.
Qual: sena o trabalho ? Trarama ao me-
nos tinha um modo de vida. Nos dias feli-
zes do Pequeo Circo, ora ella que lavava
a roupa da companhia : podia em rigor
voltar de oovo sua antiga profias&o. Mas
elle, Carlino ? nunca f6ra mais qua um ru-
fiao preguigoso, que vivia do suor das
criancas. Era que su arraojaria ?
Esperando encontrar um eraprego, que
fosee alimentando sua verdadeira vocagao,
cora o resto dos seus escudos eompraram
urna mesa de pinho branco o algumas ca-
deiras, e installaram se em um pavimento
terreo de. urna casa da ra de Nevera. E
urna bella manhS, os raros transentes
viram, com admiragao, collooada diante de
urna das janellas, cojos vidros estavam
cobertos de poeira, esta taboleta fantaaista :
TRAMMA-LAVADKIRA
era,
da
E C rlico prosaguio no seu cacarao,
toman a ra Castaglione, voltou na ra Ri-
voli, alrvessou a praga da Concordia, Ba-
guio a avenida doa Camps Elyses, e subi
at o ngulo da avenida Montaigr.e. Ahi
sentou-sa n'uraa padra, juato de lia gau
cho e de urna eaixa de engraixacor qun
eitava no chao, e laucando sobre aquelles
Este chafa do obra orthographoo
advioba se, obra da signor Lugrano.
Sua mulher ( moda do Bretanha) urna
voz arranjada, era natural que o x-epadro-
ne tratasse tarabem de sa arraojar. Hoc
opu$ hic labor est. Esse italiano, alfiyo
como um hespanhol, desdenbava o trabalho
manual; puh dizia ella, isto est muito
baixo da minha dignidade. E procurando
urna honrosa antithes; s idSub, acabou
ella por se lerabrar dos pea, e exclamou,
bftteodo na t-sta, como Archimedes : Eu-
reka l Serei moyo de recados!
Esla profissSo liberal estava-lhe mssmo
ao pintar, por dous motivos ; priraeiraraen-
te, o seu gasto inveterado pela bilon-
tragem, o seu lazzaroni$mo, que, em tal
occupar;'o, oncontrava largos borisontes;
era segundo lugar, lirava-o doze horas
pelos menos das vinte quatro era que
sa divide o dia, do muito lisongarro. mas
rauito iosupporUvd ciurae de Trarama.
Ft-z se portanto mogo do recados, para
por se, o mais quo lhe fosse possivel, lon-
ga das effus3es da padrona, escolheu elle
pafa sua estacSo o quarteirao dos Campos
Elisios.
Lugrano nao era, honra seja feita, uro
moco da recados qualquer. Ronpera aber-
tamenta com o classico bouet de lontra e
os na^ monos classicos calcSes e jaquata
da velbutina, para ergusr altura da sua
prodsaa a comprido sjbrecasaca, apertada
cintura, o chapeo de feltro pardo e pellu-
do, o colleta de raraagens, a grvala en-
carnarla e as calcas hussard, presas por
largas presilhas s botinas. Assim vesti-
do, apraseotava ella um todo, antes do pa
cifico burguez, do qua de mercenario.
NfaS suas horas de folga, o ex padrone
media a pasaos largos, cora os ps, o paa-
seio do oeste da avenida Montaigne, o pa-
rava por vezes, como absorvido, exttico,
em frente ao palacio do marquez de Sao
Stffano.
Este palacio nttrabic-o, nem elle mesmo
sabia porque. D'ali via ella sahirem dia-
riamente suraptuosas carruagens. e julgan-
do do mais por esta amostra, imaginava,
com frmitos de cubica, as riquezss" de
toda a espacie que devum estar roysterio
earaeote guardadas l dentro d'aquellas si
lenciosas paredes I
Tinba feito conheciraento ''ora o Sr Bob
n'ama tavern..
O Sr. Bob er-. o modelo dos cria;ios,
mas tinba um pequeo vicio: aquella in-
gles bebia como um suisso. O ex-padrone
tinha at aquella data perdido o seu tempo
N aquello dia vio o Sr. Bob aborrecido.
Ola, meu caro Sr. Bob I disse ama-
velmente o moyo de recados.
Ola meu caro, Sr. Carlino, respon-
deu o criado.
Tem hoje um ar alegre, meu caro
Sr. Bob!
E' b apparoncia, Sr. Carlino! O
marquez meu amo. janta nn cidade Tc-
nho a noite livre, o que raro.
Estoo msravilhado, Sr. Bob, se to-
na88emos urna garrafa de vinbo?
Sr. Carlino, ia offerecer-lhe.
Anda bem I K'eesa caso, urna para
cada um.
NSo recuso, estou disposto a fazer-
Ihe companhia.
E tizeram reciprocamente tal honra as
garrafas, que no fim de urna hora o Sr.
Bob roncava sob.e a mosa entre as garra-
fas vasias.
Lugrano olhava para elle com um sor-
riso singular. f
Sob a influancia da bebita, o criado ti-
nha finalmente sabido da seu mutismo, e o
ex padrone sabia todo quando quera sa-
ber, sobre o interior do palacio de Sao Ste-
fano. Poderia mesmo, era caso de neces-
sidade, dirigir o plana como um arohitecto.
Quando anoiteceu, Carlino desperton o
criado.
Boa noite, Sr. Bob, disse-lhe. elle
com ar irnico. At amanha.
Nao, at araanha, nao, balbuoiou o
criado, qua recuperava ao mesmo tempo a
razfo e a memoria; depois de amanhS
nicamente !
Lugrano eatremeceu :
__ Vai entao viajar, perguntou elle com
voz anciosa.
__ Oh I urna viagem I Urna simples au-
sencia de 18 horas... Vamos cacar em
casa de um dos Bem amigos.
Ah! disse o expadrone, cujo olhar
brilbou. EntSo depois de amanha...
E apartando a mo do Sr. Bob, sabio
com o seu gancho nos hombros.
XXV
ESTRATEGIA EPISTOLAR
FOLHETIM
VICTIMAS E ALGOZES

POB
EMILIO DE RICUEBOURG
(triXTI PIBTE
T ?T
D3 HEGADQS


(Ccntinu ;?.o ;io n. uO)
XV
ly.t o
Por esse prego, no 1 Tenh;> berror
deesa miseravel, odeio-a cdeo-s 1
Comtudo, ella mere na a sua afleicaj
e nlo o seu olio. Como a e?nhe:cu m!
e como anda a dj.-nheae hoje !
Basto, Alborto, bis'.a exatsjooaetti
com colera.
NSo, niiulia mili, nae, replicn o no
co cora vtz firme, indispensavl qua lhe
talla suida de Genoveva. Ouca-me: ulti
mamentr* r. b nhora tem por diversfis \z
pergunfa lo onde meu pai e ea iaroos ja
t.r e u^s5 r ai noit'8 ; pois bem, hu ou
tres veza ptr cmana passamos a noi e
COT. Genoveva.
Ti visitas essi mscr.
de, dize, oodrt ?
En fas a de eu* fiiaili...
W"X- Da sua familia !
Sim, senhora, porque oiia er;,
o seu p; e a aun mi : Genorev a filha
da h'r. iscon*e de Mrulla e da S.a. vi
QondesEa de Mrnl!^ e neta d S8. i
queza da SaulivU E' em casa ita Sra.
rqaeta, no palacio d-i SauheJ, qia meu
e eu tom-i recibidos, como se fossa
Os da i'arailj .. |
A Sra. Lionnet tioua-se levantado de
ux pulo e cooserv^.vase, no meio do g
te, tesa e hirta.
Oa olbos desm*dJrD.i>t' e n
actadfcs de sar.guc, sabate rbi
WkL i rosto, bcrrivclxrnu oontrihido j
Kcba forma humana ; raspirira com
Na noite daquelle da em que o Sr. Bob
se dexou cahir na rede qua o c ex-pa-
drone Ibe havia armado, o marquez de
San Stefano, sahthdo de casa dos Valneige
perto das dez horas, eslava inquieto, preoc
cupado, nprvoso, como urna pesson que
nao est satsfeita com o seu dia.
Veio a p, mas'.iganio o charuto Era
vez de bater no porto, como da costume,
enfiou pela ra estreita que, seguindo o
muro do palacio, conduzia casinha o:-
cupada pelo Dr. Mattai, e para a qual
dava a porta particular. Era essa, a nSo
ser o patrao. a nica entrada por onde sa
polia penetrar na habitacao.
O marquez tinha a chave dossa porta ;
abrio-a, atravesaou rpidamente urna sale
ta, e acbou-se em um sal&o muito vasto,
que servia do laboratorio ao medico ita-
liano.
Urna paquena lampada arda constante-
maute naquelle sanctuario, envolvendo to-
dos os objectos em urna luz pallda, quas
9epulchra. A' frouxa claridade desBa lam-
pada, o marquez vio cousas qno certamen-
ta o satiafizeram, porque esfr-.-gou a mos
com um ar de manifest contentamento.
Entretanto, pouco se demorn ahi, e
tomou pelo estreitp corredor que conduzia
ao quarto de Mattei. Quando- l chegou, o
doutor corapletava o aeu vestuario de noi-
habituado
porque nao
que suppunhamos e do que era preciso.
E' urna satiafacao terse um collaborador
assim I
O Sr. marquez confande-me I Mas
nSo nicamente o desojo de me oompri-
mentar, que me d a honra da sua visita
a esta hora.
Venho despedirme, meu care Mattei.
Ah l sempre parte ?
Amanha s sete hars da u.anha.
Vou a Londres buscar o ultimo documento
qua as falta. Esparo nao demorarme
mais de dous dias : para toda a gente fui
a urna cagad a. Foi & senha que dei a Bob,
e que lho dou tambora. Durante esses
dias, veja se arranja o hornera, um ho-
rnera de confianca. porque, para o re-
sultado importa quo ninguem desconfia da
sua participaco nem da minha. E' urna
questao de dinheiro, eis tudo, e tem car-
ta branca 1
Empregarei todos os esforcos, Sr.
marquez.
Os dous amigos apertaram as mSoa, e,
por um corredor qun punha as duas casas
em cooamunicac&o, o marquez dirigi se
aos seus aposentos. Logo que fechou a
porta, foi direito ao retrato do principe
Laonati, ej sam pronunciar urna palavra,
cora a cabeca levantada, o olhar brilbanta,
estendeu a mSo para aquello rosto pallido,
na attitude solemne do juramento.
Precisava, ao que parece, retemperar
forcas naquella renovacSo de urna palavra
jurada, naquella proraessa de conservar-se
fiel a algn da ver mysterioso, e de per-
sistir at ao fim em alguma missao santa,
porq'u quando se afastoa lo quadro para
r sentar-so dante da secretaria, o sulco
que Ibe atravessava a testa, tinba dcsappa-
reoido.
Pegando entao era urna folha de papel e
molhando a penna em tinta, poz-sa a es-
crever.
Escreveu durante mais de urna hora,
pausadamente, com urna lentidSo reflecti
da, pesando ss palavras, calculando os
perodos, como sa daquella carta depeudes-
se a su a folie id a.le, a sua fortuna ou o seu
sscego.
Dapois de a 1er e reler, com um gesto
de satisfaco metteu-a em um enveloppe,
carimbou-a com aa suas armas, e, pux-m
do o ferrolho da porta, chamou o Sr. Bob.
elle :
Viuvol est viuo I exclamou ella
debatendo-8a com raiva sobre o tavesseiro,
cujas rendas ficaram todas rotas. Elle
bem me disse qae nao bavia lacos eternos
n'este mundo..
Depois, como que Iluminada por ura pen-
samento sbito, aocresoentou :
Ob I agora oomprehendo tado I Adi-
vinho a razao porque o tratante me contou
a historia do dente.
A lucta seria portanto para breve. O
prigo qae mais tema, mas qua julgava
ainda muito longa, estava imminente. Para
repallir aquellas ideas lgubres, Severina
coraecou a abrir nervosamente a sua cor-
respondencia. Abri nm a "ara cinco ou
seis bilbetes insignificantes, entremoados
cora algumas contas de fornecedores. Mas
nao podia 1er: ai lettras dansavam-lhe
diante dos olhos como em nuvem da aan-
gue. Da repente o olhar cahindo sobre
urna carta, cuja lettra dessonhecida nao
deBpertava n'ella n -nliuma recordacao, mas
cujas primeiras palavras a pertubiram.
Correu assignatura, e nao pd ie reter um
grito de satisfagan.
O marquez da San Stefano! excla-
mou ella... Que me querer 1
A carta era a que o marquez tinha ea-
oripto durante a noite e que Bob tinha le-
vado pela manhS, antas de partir para
Londres.
A carta era assim concebida :
< Minha senhora. -Ser-me-ba impossi-
rel definir o sentimento que rao lava a es-
creverlhe. N.o procure tambera definil o,
e leve-o nicamente coi-ta de sympa-
thia.
< Depois da primeira visita cora que
quiz honrar ra', j nao me era indifferen-
to; depois que dignou se sentarse mi-
nha mesa, parece qrre rae prende por lagos
mais ntimos. Apezar de italiano, teoho
supersticSes de araba no qae diz respeto
so pilo e ao sal.
t E' isso qua me auctorisa a dirgir-lhe
dnas perguntas, supplicanda-lbe que des-
culpo a minba grande libardade :
c O antiga servo de seu marido que to-
me para o meu servico, e cujo cadver a
senbo.-a viu em minha casa, nao teria algu
raa raz3o para fazer-lhe mal ?
< Est bem certa de qua lord Reginaido
Wilmore, cuja assiduidade a seu lado vsi
E' aeia noite, Sr. Bob, disse
entreno m?u quarto s 5 boras. Tire de qUer parecer?
cima da minha mesa esta carta... V Que relacao, perguntar-me-ha sem du-
n'um p le val a ao seu destino, e volte em v |a> pode haver entre este gentloman e
outro p ao palacio... Partimos s sete anuell-.i pobre diabo? E sa por acaso essa
hor.-s para Landres (relacan existir, era qua poda ella inters
Para Londres! disse o criado estu- 8ar.me?
no seu delirio, tinha por diversas vezes
pronunciado com urna expreasSo feroz, e
associando os, os noracs de Reginaldo e de
Severina.
* E lembrei-me tambem qae Severina
era o seu nome, e qua Reginaldo era do
lord Wilmore.
t Esta coincidencia podia ser completa-
mente fortuita, noffensiva E, entretanto
nao sei parque, vi n'ieso urna ameaca con-
tra a senhora.*
< Se se tratassa de entro qaalquer ho-
rnera, qua nao fossa loed Wlmore, esaa
idea nao rae teria vindo. Mas, se o conhe-
cesso como en o conheco, o facto nica-
mente de ura moribundo, mesmo no de-
lirio da agona, unir o seu nomo ao delle,
bastante para lovantar suspeitas.
< Eis porque, autorsado pela sympathia
qua ha pouco invoquei, vanho dizer lhe :
Acautele-se.
Creia-me, minha senbura, o mais hu-
milde e o mais dedicado dos seus criados.
- San Stefano.
A carta cabiu das raaos da princeza,
que estava petrificada.
XXVI
LEEH 8E OS ANN'CXCIO
Trista despartar para Saverina '
Pode dizerse que n'aquella raanh, se-
gundo a tocuc&o papular, tinha abarte pri-
meiro o olbo esquerlo.
Senta-sa completamente discrpjao de
lord Wilraore. A carta do msrquf-z dava-
lba a chave de urna grande quaotidada de
alluso'S feitas discretamente par lord Wil-
raore raor'.e de Leonati, identidade de
Cha vieres oom Ziffira, ao transtorno que
poderia causar a Severina a descaberta da
crianga abandonada, illusSas muito vagas,
e primeira vista sem alaance determina-
do, mas qua agora lhe pareciam claras co-
mo a luz do dia. Evidentemente, os pa-
pis entregues polo Sr. Bob a gentleman
constitua-!) provas formidaveis, urna aeou-
sagao em regra, que Baoedotto, nao po-
dendo vingar se por si raoamo, entregara
ao seu mais mortal inimigo, convencido
de que a sua vinganga nlo poda estar em
melbores mos. E mais evidentemente
ainda, Reginaldo nao teria o menor escr-
pulo em s -rvi.-se daquellas arm a inespe-
.

-
difficuldade e o peita rqu-t-java-lhe com
violencia.
De repente cea um grito horrivel e ca-
bio no meio do cblo.
Era nm ataque da ervos tcrrivel I
Alberto chamou por socarro e o Sr.
Lionnet e os criadas ajuiram.
Trataram de levantar a nfrlz e t.-ans-
portal-.' para o quarto.
A crise durou mais io duas horas ; mas
a Sra. Lionnet naa re opera va os sentidos ;
delrava preza de u aa f-bra ntensissiraa.
O Sr. Lionnet assastoOris e mandan cha
mcr o medico.
A inveja um sentimento tcrrivel, tem
val e que, sem BCsaar, tortura o espirita o
rj o corago.
A espantos, inv-jiia Sr. Lionnet, tor-
nada mais int nsa, par um odio inqualifi
cavel, tinha feit > soffrer borrvelmente urna
meiga c innocento mog> ; aquella ia>plar-.a-
vel mulher devia sar tambara victima da
sua inveja e do eu odio.
Vimol-a cahir como fulminada, ccom-
tr.eitida por um violento ataque do ervos,
sabendo que aquella que I-avia sido por
tilo longo teupo sua victima, tiuba encon-
trado familia, qu er\ a fi!h do viscoudo e
te; mas estava naturalmente
aquellas invaeoes nocturnas,
manifestou a menor aorpreza.
Venho de Ungar urna vista d'olhos
sobra a sua galera, meu caro doutor, .da
se-lbo San Stefano. Pa'nsoe real.mente ara
prodigo, o estar tudo prompto antea do
da vs.-on-issa da Mrulle e neta da mar-
quesa de Kauh'-u.
O medico, ebaraado p'ira ella, velho pra-
tico, hoosaio de. gran io saber o amigo do
Sr. L'.oanet,'prestou-ihe todos os cuidados
que recl'.raavHtu o s'u atado; mas no dia de eu plicidadu no ass8siaato
s. gaute o negociante o o fibo ficaram
aterrado q'ian'io p doutor lhes disse, com
tristeza, que un Goosequmcia da terrivel
eommtcSo qu- exp -rime.ntara, a Sra. Lion-
net tirilla psrdi io a razao!
f, iiiv.^ntaiimentc, era o s-?a filbo, o
filho qno ella adora7r, que Ib tinha dado
o golpe filial !
XVI
Grande nt.-resse no tribunal do jury do
Si*.
Dmscsiiias eeiebres, na n -raasesaJo,
cara potKMf dias '<- '' -0 processo
CarleU L teller, ebaouda condtssa de
l'i Dcrii a o proceras Pola de Lubron.
A e:piona e o espilo, dt.iara compare-
cer peranta o mesrro jury e s:rem julga-
dos por outro* srimei ?u cip o de espio-
nagem
bj*V
Tmbam-sa assoc
eisa qn a ponic3
raijt seguida p I
A ouriosidade ti-
-lio grai e tinaio
do o debate ii
mtt'.i iin ex'.raoriici
nal, era pre-
base immediaia-
fi .lo ontro.
lada no mais
mente espera-
sos, qaa pro-
r.veliSft.
Havia mutio tempo, que os trbunaes do
jury nao offereciaen semelhanto diverti-
raento eos apaixonados de dramas.
Foi Carlota Letellier quam primoirocom-
pareceu perauo os juizes.
A si-la do jury, onda acabavam de as-
scntar-se succesBvamente, no banco dos
reos, os criminosos de todas as especies, as
sassi#OB, ladroes, falsificadores, etc., esta-
va longa da ser eufficieoteraento vasta, pa-
ra contar todos os curiosos que procura vara
-penetrar all, mesmo munidos do canoes
da entrada.
A Sila havia sido tomada de assalto, logo
que so abrram as portas; j nlo hnvia
raais lugar pra os retardatarios, rauito
mais numerosos ^do qae os primeiros que
chegarara.
Como sempre, a grande maioria do au-
ditorio era composta do senboras, naagniri-
caraente vestidas, como se tivossem ido as-
s-.tir a urna festa mundana.
E' parque as mulheres sao muito mais
vidas de coramo^Sts do qua oa boratos.
NSo temos qua tragar a physioaomia dos
deb.t.-s, porque os nossas lcitares couho
cara oa tactos, a aecusagao e as teste su-
nhas.
A aecus gilo da ministerio publi o foi muito
brilbante e O advogado da defcSa falbu
cora rara eloquenci.
Mat., apezar da sua ar lento e ew8.''9ade
fez,, C rlcta Latellier, reconhecid'^nlpa la
Saathenes de Prmoiin, cora a
ndn
tan-
cia aggrata**'3 1-"- hnva sido nsti*cora
do cr.me, Carlota L-telIier foi oondtnnadt.
a q-.iinze anuos de parisSo.
, No correr dos debates, havia sa dirb que
0 catamento da ^aecusada, contrahldo m>
Hespanha, era nulo em Frang > e que, por
eonsequ-cia, ella nanea tinha tido o drti-
io de se chamar condessa de Pr corin.
Pelo mesmo facto da condera>;agao de
Cariota Letellier, a innocencia da Frederi*
co Lapret era reconhecid e brilbava luz
merediana.
A sua rehabiligao era a consequenoa na-
tural da santenga dada cootra a antiga
armante da barao de Septme.
Por isso, logo no dia aaguinte ao do jul-
gamento, Freerico Lapret era oflB;i 1-
mente rehabilitado.
Tres audiencias forara consagradas ao
processo Paolo de Lubron.
Sala igualmente atopetada e era qu.ei o
mesmo kuditorio.
pefacto..'. pareca-me que o Sr. marquez
tinha dito que araos caga.
E nao ma desdigo, Sr. Bob, vamos
a caga. nicamente o ponto de reuniao foi
modado.
No dia seguate, a hora marcada, o
marquez e o seu criado tomavam o trem
de Boulogno.
Deviam ir pelas ahur 8 de Creil no mo-
mento em qae a princeza Laonati, que,
como sabemos, acordava cedo, espreguiga-
va-se na cama o chama va a criada, paral
que lhe trouxesse as cartas e os jornaes.
O correio era volumoso naquella raa-
maiiha. Entra aquella papelada, um enve-
loppe tarjado de preto chamou a attengao
de Severina.
Hesitou algans segundes em pegar
nelle. Senta, s em olhar para ella, um
mo estar in efinivel, e como que um si-
nislro pre8entimento. Afiaal com mao fe-
bril quebrou o lacre, negro como a tarja,
o lea :
M.
.t Lord Reginaldo Wlmore tem o pesar
de participar o fallecimento de lady Kate
Wlmore, no da 4 de Abril de 188.. .-aos
trinta e dous annos da idade.
< Orai por ella 1 *
Se Severina lese a sua sentenga de mor-
te, nilo finara mais pcrtubid.'-.
se tornar notavel, ser tao seu amigo como rajB8 e temiveis para a reduzr sua
merc.
Entretanto, do raeio daqusllas travas, a
nova attitude do marquez arparacia prin-
como ara luminoso raio de sol. Conside-
rando a carta com raais attengSo, nao podia
resolver-se a acreditar que ella tivesse sido
a T*ra grande difficuldade em respon-' dctada a San Stefano, nicamente pelo de-
ler-lhe, se nSo fos3e urna confissSo com- 8ej0 e ine ir U!n conselho caritativo. Se
Deve se notar ama causa : que quan
do se trata de urna causa importante, de
ura criminoso que attrahio a attengao so
bre s pelo horror dos bous crimes e pro-
vocou violente a curiosidade, sempre a
raeama genta que se encontra nos trbu-
naes
Era prevenga dos seas jaizes, o acensa
do foi o que tinha sido perante o juiz for-
ma dor da culpa : altivo, arrogante, velha-
co e insolente.
Como disseraos, j nada mais tinba que
arriscar, j nada tinha qua perder.
Lago no compga do interrogatorio, se
pS le verificar qua ella nem mesmo se em-
panbava ora salvar a cabega.
A sua .ttitu le deploravel, que augraen-
tava ainda o odioso dos^seus crimes, pro
vocava a tolo momento, no auditorio, lon-
gos murmurios da indignagao.
Oa depoimentoa do vaconde de Mrulle,
de Lourenga, d.i marqueza de Saulieu, da
viuva Daraase, forara ouviJos no raeio do
mais profundo silencio.
A commogSo eia grande, estava se de
leugo nu ino, para Umpar as lagrimas.
Ouvio-se tambera a menina Celina Ba-
rato!, o agete Drivot} a mulher d) Dnvot
e Grudnr.
Estas quatro ultimas teste muchas est-
vara presas.
O tribunal da polica correccional tinha
orahni'iado Gruder, Drivot e bu mulher,
cada um, a-finco annos de priso e Cali
na uaicaracjie a un anno da rnesraa pena.
A Sra. de Sj*aheu tinha mostrado iudul
gente para cora a moga e o tribuual uo ti-
uba queTao ser demusiadamente rigoroso.
Tinha lavado era conta, a Celina, a sua
confissao e o seu. arrependimento.
Paolo, recoubeci'io cri(nirjoso, sem cir-
ciunstancias attenuantes, foi condemnado
pena da morte.

No ia B'guinte ao da prisao de Carlota
Ltellier, su* filha tinha desapparecido d..
casa da ra de Presburgo*
Onde tinha ido ella ?
A gente de casa nao o sabia, bem como
as pesso-is que conheciam a moya o que,
i^H-tr do tudo, se intereBsavara ainda por
hV
. A menina C4riA nao tinha partido com
as mitos vaai-.s.
Tiuha eochido duas grandes oaixas de
objectos preciosos, havia se apoderado do
ouro, da prata, das notas do banco, das
juias, dos valores mobiliarios, actSe, obri
gacSes, titulos de renda ; emfira, de tudo
quanto lhe tinha parecido boin para 1
var.
pletamente inesperada do meu criado
Hontem, quando sahia, vi Bob tirar
respeitsamente o chapu, e fiqaei muito
admirado, reconhecendo lord Wilmore na
pessoa que elle carapriraentava.
Conhece aquello gentleman, Sr. Bob,
parguntei-lhe.
Sim, Sr. marquez, respondeu elle,
fazendo-sa verraelho at s orelhas.
E desde quando o conheoe ?
Desde que deserapenhei junto delle
a coraraissao de que Benedetto ma encar-
regou.
Urna comroiasilo? Sem eu saber ?
Que ruer isso dizer, Sr. Bob ?
PerdQ.<-me, Sr. marquez' Mas Bene-
detto fez me jurar qae me calara
Kelavo o do seu juramento, Sr. Bob,
quero saber tudo !
i E o Sr Bob contou-me qua, na ma-
nca em que morrera, Benedetto lhe pedir
quo entrega8se em mao propria, a^ lord
Wlmore, um enorme enveloppe cbeio de
papis, e que, peroorrendo-os dante delle,
aquella gentleman tivera um accesso de
alegra selvagem.
< Acudiu-roe ent3o ao espirito urna cir-
cumstancia, qual na occasiao nao prest
attengao. Lambrei-me de que Benedetto,
Tinha posto a saque a casa da mii.
Foi f o quinze di .s mais tarle que 3e
consegu) saber que Celina, digna filha de
sua mi, tinha deixado Pariz e havia se di-
rigido a CalaiB, onde tinha ido ter cora
ella um picador do Hypodromo, chamado
Haitor, que os frequentadores desse circo
tiohara appellidado -O Cobra.
O picador, que tinha rasgado o aeu con
tracto, e a bella Cecilia, tioham passado
para a Inglaterra, com a intengao de se
embarcarem para a America.
Unicamen e, nunea se po le saber ao
oerto se era o picador qu-.ra tinha raptado
Calina ou se era Celina quera tinha rapta-
do o picador.
Os gastos de Celina sao conhecido3, em
breve ter malbaratado a forlnoa prove-
nienta do seu furto ; *ntaa^ sa o amanto
n.lo a abandonar, como urna maillot cor de
carne em mo estado, rauito provavel
que lhe ensine o aeu officio e qua a veja-
mos um dia de saia curta, pascogo o bra-
cos ns, fazer exercicios equestres era um
circo do feira ; saltar por eima da faixas,
passar por raeio de arcos, furando papel do
sed.
Ser o sea castigo.
lhe gritava : cautela que receava vel-a
cahir em alguma cilada pe.igosa ; e se ti-
nba essa receio, qua estava animado para
com ella de nm sentimento mais terna do
que a sympathia que allegava. O marquez
araal-t-'nia NSo so uniraava a acredilal-o.
M'S para urna mulher como Severina,
na posigao era que estava, aquella hypo-
these, se fosse verdadeira, nada tinha de-
deaagradavel. Era ura bailo noma o de
San Stefano, e a sua nobreza valia bem a
dos Leonati; dav. -Iba .mais brilho ainda
urna magnifica fortuna, o a passoa que o
usava nao precisava exhibir os seus parga-
minhos para dar prova da raga; altivo..
elegaut", de urna suprema distinegao de
maneiras, orgulhoso para com seus igaaes,
affavel para cora seus inferiores, tinha to-
dos es Bgaaes distinctivos da velha aristo-
cracia. Nao estava talvez na fiar dos an-
nos ; isas a sua decrepitude, bem exami-
nada, era mais apparente do qua real. Se
nao fosse a cor da barba e dos cabellos,
que produzia a impressao deslumbrante
da prata virgem, e o sea porte severo, 4
moda dos bomens do mar, nao pareca tfjf-
mais de quarenta annos.
(Continuar-e-Aa ,-
nun :a saha della sem Ibe vestirem a cami-
sola de forga.
A morte para ella seria um allivo.
Depois do trinta annos de trabalbos e de
servigos prestados industria, o Sr. Canoa
Lionnet adquiri o direito de descangar.
Agora sabe que poda contar com o fi-
lho e os operarios daquella importante fa-
brica da movis acabara de ser prevenidos
da qua daqui a tres mezes o Sr. Alberto
Lionnet ser o chefe da casa.
ta
^ k
^


-
V
Outro castigo mais terrivel foi o da Sra.
Lionnet.
O fcr. Lionnet consultoa os mais habis
mdicos alienistas.
Delarararam a doenga inouravel.
A infeliz tinba frequentes accessos de
loucura furiosa.
Nessas ooaa83a8 dava gritos tarrveis,
seinelbantes ao rugir dos animaos terozes,
quebrava e deapepagava tudo quanto acha-
v parto de si.
Nao r-conheea nem O marido, nem o fi
lho, uera a criada, e ameagava arrancar os
olhos, despedag-.r e matar todos que se op-
proxiraasaem celia
amarral a, para im-
a cabega contra as
aliraise pela janella
Erara obrigadas a
peiir que qaebrasaa
paredes, ou que se
fra.
O Sr. Lionnet nao a poda conservar
por mais tempo era casa, tanto mais qua
os moradores do bairro tinhara medoe quei-
x.Vom-se, e o negociante foi convidado,
pelo comiDasario de polica, para man lar
ira mediatamente a mulher para um hos-
picio.
Foi, pois, conduaida para ama casa de
amo.
Lago no primeiro dia ia estrangulando
ontrtt alienada.
Lonca furiosa, est em urna clula e
h

No dia 2 de Julbp, receba-se na alta
sociedade pariziensa e na sociedade dos ar-
tistas, ama carta do convite assim redi-
gida :
i A Srs. marqueza Mara Antonietta de
Saulieu, o Sr. visoonde de Mrulle e a Sra.
vsoondessa de Mrulle tm a honra de
participar o casamento de Mlle. Loarenga
Emilia de Mrulle, sua neta e filha, com
o Sr. Henrique Lipret, architeato.
c E pedem que se digaem assistir
bongao nupcial que Ibes ser dada no da
9 de Julhe de 1887, na igroja de Santa
Clotilde
A marquesa traba eseoihido aquello dia
porque era o anniversario do casamento da^
Gabriela com o visconde de Mrulle.
A Sra. de Saulien havia amaldigoado
casamento da filha, abengoava agora'o da*
neta.,
E se Gabriella tiuba casado, tendo ape
as algum>8 pessoas junto de si, o ca
ment de Lonrenga foi celebrado na pi
senga de ara numeroso concurso de
dados.
Os noivos puderam ver como toda a
genta se intereses va pela soa felicidade. i
Muitas peasoas pergantavam de si pa*
ra si :
Henrique Lapret continuar a exen
oer a protissao de architecto ?
NSo sabemos quaea sao as intengies i
marido de Lour^ng*,- mas elle nlo igne
i

que o trabalho 4 ura dever, urna
ne
4*
dada da vida e qae todo homem de ve |
zer aso da sua actividade, intelligenc
aptilS's em proveito da sociedade* do i
P 'z-
Por isso podemos diaer :
Hnnque Lapret nunca vira a ser
nem cioso nem intil.
FIM.
Tvp. do Diario roa Duque de
?..


Full Text
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