Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05440


This item is only available as the following downloads:


Full Text
.....
jinno de 1848.
Sexta-feira 17
O MARIO puVii-i-se todos os das que nSo
frem de ginrd i o preo il amint.iri, he de
. .nr. rs.pot nuncios dos asociantes so inserid rmTode
IPrs. por linda, 40 rs. em typo dili'erentc, ns
frpeii-ies nM motada. Os que irlo (Vemassiif
oiintes pasr5o P Por U1*, e ls" eiu 'TP
difl'erente, por cada publicado.
PHASES DA LUANMBZDEMARgO.
I na nova, a a 10 horas e 6T min. da manha.
(,'iesceute a 13, l 2 liorna 21 min. da manda*.
La cneia i*. 8 hoies e i>l min. da tarde, fl'rlmeira, ai 2 doras e 0 minutos da lard*.
Mingo*"1* 27, as 10 doras e 48 min. da Urde. Segunda, s 2 doras e 30 minutos da manda*.
PARTIDA DOS CORREIOS.
lioiahna e P.irad iba s segundas e se tas feir&s
'!!u-(ir.inHe-dn-!\orte quiotasfeirasao meio-dia
Cabo, Serinliiiem, Rio-farinoso, Porto-Calvoe
Macelo, no I.*, a 11 e 21 de cada raez.
(ar.i.iduiis e Ronito. a 8 e 23.
Joa-Vi.'U 4 Plores, He 3.
Victoria, s (jiiiutas-eiras.
Oliuila, todos os das.
le flfarjo.
Anno XXV.
N. 5.
PREJAMAR DE HOJE.
DAS DA SEHANA.
13 Sesunda. S, Eufratia. And. do J.dos orph.
cdo J.do c. da 2 edo J. M, d2 v
. 14 Tere*. S. Matdildes. Aud. do J. doci. da
I.T. ado I. de paido 2 dilt.de t.
1 Quarte. S. Ucnrique. Aud.do i. doclv. da
2 v. a do J. de pm do 2 dist. ile t.
10 Quinta. S. Cariaco. Aud. do i. de orpl,.e
do J. municipal da l.v.
17 Seala. S. Patricio Aud. do J. do ci. da
., a do J. de pal do i. dist. de t.
I* sabbado. S. Gabriel. A'id. do J. do civ. da
I., edo i. de pas do I. J.jt. de t.
1 Oorainjro. S. Jos Esposo de N. Senhora.
CAMBIOS NO OA 18 DE MARQO.'
Sobre Londres a 27'/, a 2T/d. por |#ri.a d.
Pars 380 rs. por Tranco.
Lis do i 95 por 100 de premio.
Dse., dcleltrasde boas firmas I a 1 4 /, ao m,
OuroOirs 1'ejpnrAolii.... ?8|f)00 a 39f0')0
> .Meadas da 6.O.i vclli ISf200 a KjfSOO
* de 600 or.. Hifoeo a li/101
de4|00a..... 9| fruta Patacoes.......... I/M0 a lf70
a Pesos columnares... |*t2 a la'Sir,
Ditos mexicanos.... l|780 a ijioo
Miud---- ........ l92*.l|S30
Aocoasdacoinp. do llchariiie de iOjOOO ri'aopar.
EXTERfOl,
HUIMOS COMBATES DE ABD-EL-KADER E SEU
BENDIMENTO AOS FIUNGE2ES.
Anatx, 29 DE dkzkmiro na 1847.
i
i/e
Tildo annunciavn um successo decisivo. 0 irmfo
do emir, Si Mustapbn, (inlia fgido da deira o entra-
do no notso territorio dopois do obter o aman do to-
nente-gonaral. Os postos de avallarla estacionados
na fmnteira sahiam polas tribus marroquinas quo se
linham ouvido gritos o desordem na deira, o ano pa-
r Fezse tinliam mandado tropheos o prsioneiros.
Oirnifiodocaid d'Ouclida, que cmhmandava Interi-
namente, traosmitlia todas estas noticias o*nniin-
ciava um ataque, quo devia ser o ultimo, para odia
SOouSl.
Taea eramossuccessos que occorriam omquanto
S. A. B. ogovernador gcral segua para Nemours,
onde, demorado Ma violencia do mar, s desombar-
cou na madrugada do dia 39.
Sabia-se all do ultimo combate fatal ao emir. No
lia20 a violencia da tempestado nSo tinha pcrmitli-
1I0 que viessom as inSos; mas, como no dia 21 come-
gasseadetra a atravessar o rio Malonia, os campos
eosKabylesmnrroquinos precipilaram-so urna, e
parecan tornar inovitavol o completa 1 sua dcstrui-
gflo, quando Abd-el-Kader, por utn esforgo supremo,
enrrendo ao sou encontr a frente da sua cavallaria
e infantariarogular, conseguid, eiisfci da vida do
mai de melada dos seus soldados, cohrir a passn-
gemdo rio o conduzir toda a deira ule Oued-Kiss,
onde o inagzem inarroquino cessou'do persogu-lo :
era a nossa fronleira.
Procurando orienlar-se, om moiodu obscuridade,
no territorio mantanhoBO dos Msirdas, interrogou,
sem conliecer o sea engao, un dos cavalleiros do
nossocaid, o pcdio-lhe Ibe indicasse o camiiiho pa-
ra ganliaras nascontos do Kiss o o desfiladciio do
Kerbous, no paiz dos Boni-Snassen. l)estas particu-
laridades leve noticia s 9 horas o tenente-general
de Limoricire urna carta do caid do (ludida, que
llie participava ossuccessos occorridos do mandila,
recomrnendavn-lho Juc mandasso oceuparo uVsfila-
Iciro do Kerbous.
J nflo podia haver a menor duvida ; o emir do-
pois de ter trazido a deira ao territorio francez, en-
tregando-a sua sorto e nossa generosidade, pro-
curava com os seus liis tentar utais una vez 11 es-
trada do deserto era a nica que Muley-Abdorrba-
man Ihe deixra livre. Tribus dedicadas all o a-
guardavam e Ihe asseguravam um asylo, talvoz mes-
mo o poder. Mas o lenento-general n5o pordeu a es-
peranza de Ibe fechar essa vereda ; eslavam lomadas
tillases medidas, epiquelosdc cavallaria estaciona-
dos ao longo da fiontcira Ihe communicavam ludo
oque occorria. Um piquete de vinto spaliis, i|ue ti-
nha trocado os seus buraoui encarnados pelos bur-
iou$ brancosdos Aligados, avanza, coinmandado pc-
0 bravo lenle indgena Moliamiiied-bon-Krania,
Ke o deslllaiieiro do Kerbous, mais de .las legoas
lm da fronleira. Segue-o um segundo piquete que
serve do intermediario.
Finalmente no dia 22, s 3 horas da mandila, nflo
reccando j o lenenle-general de I.amoriciro que o
uu niovimento seja descoberlo anles de amanheccr,
leixa o seu campo de Sidi-Mobammed-el-Ouessini
entregue aalgumascompanhiasoavanga com todn
a columna.
O lente llcn-Krania, ao chegar 00 desfiladeiro de
Kerbous pola volta da meia-noile, distingue, mo
i'ado a cscuridlo da noiti'ca chuva, alguns caval-
riros, que faz recuar a tiros de espingarda, aos i|uaes
espondem os cavalleiros. O piquete intermediario
codeapenas ouve os liros. Eni presenga ilesso ro-
forco cessa o rogo elogo depois trocam-se palavras.
I Abd-el-Kader, pois que ora elle proprio, reconhe-
:ondo pelo loque dos clarins no acto do carregar,
l'ie a frca que o atacava era francoza, o quo nflo
he seria, possivel passar o desfiludeiro, pedio por-
fiussaopara mandar parlamentarios ao general.
0 lenlo Ben-Krania consentio, sem comtudo
I
dci'xar de observa-lo, e mandou dous dos seas sol-
dados com dous dos compinheiros do emir. Pouco
depnis chegou-so ao su 1 Lio decahido o dirigio-lhe
palavras consoladoras. Anoileoa chuva nSo per-
mlttamescrever. Abtl-el-Kadersellou um papel em
lira neo com o sen 13o condecido sinnte, eenlregou-o
a Ben-Kdrania como prova da sua prcseoQa o do que
falla va om seu nome, grto.
Pedio o aman, disso que se enlrcgariaaosFran-
cezes; pedlndo somanto que o mandassom com a sua
familia para o Egypto ou para a Syria.
O lenenle-general de Lamoriciere estav j em
marcha, como dissOmos, e apressava o seu movi-
iiiento em consequ'cncia da noticia quo Ihe levaram
os primeiros cavalleiros. Tambomnilo podia esere-
vor EritrpgBB, pois, a Ben-Khrania, para uiediU-io
junto do emir, a sua espada c osineto da secretaria
rabe do Tlemcen cujo chefe o acompnnhava. Ben-
Khrania regressou a galope. O general proseguo a
sua marcha sem parar, faz voltar pira o campo, com
una resposta satisfactoria, os ebofes da deira e da
Cfvallara regular quo so tinliam ido ontrogar n dis-
crujio, e, ao romper do dia, toma finalmente posicilo
na extrema fronleira om fronte do desllladeiro de
Kerbous.
As hesitagOes do emir fram tongas : era-lhe pos-
sivel anda tentar fortuna no su',o dopois um pezar
cruol Ihe inspirava por sem duvida grande perturha-
gilo do espirito no momento de conliar-se aos adver-
sarios quetindam admirado sua perseveranca, mas
quo podiam Lcr-se tornado imptocaves com a rocor-
dacio do sanguo deslealmente derramado. Passou-
ae todo o dia sem solticflo. Tomaram-so, poim, as
medidas militaros exigidas pelas circunstancias, c
fizeram-se os ltimos arranjos com a deira, latida
nos Msirdas e incapaz dn mover-se por muitos das
em consequeiicada f.idiga e la fomo. Eram onze
horas da nolto, o o tenonte-general tinha entrado
para o seu campo, quando regrossou o tenente Bon-
Klirania com urna carta do emir solicitando urna pa-
/ao/-a/-rnceso[assiin so exprima] para se entregar
som desconflanca e resignar-so sua sorle.
A palavra que elle pedia foi dada inmediatamente
pelo tonente-gonoral de Lamoriciere, e ojustou-se
qaoseenconlraram no dia seguate, 23. no mara-
bout doSidi-llrahim.
All foi recebido s 2 horas da tarde pelo coronel
do Montaubau do 2." de cagadoros d'Afrca, 1 frente
de 500cavallos. O leneiito-gonoral de Lamoriciere
chegot pouco depois, e om consoquenca das orden s
doS. A. R. cujo desembarque acabava deser-lhe
nnnunciado, marchou immcdiatamciHo omdirecgilo
a Nemours.
Oomir parecou experimentar um ultimo senti-
monto de orgulho vendo-sorecebido ao som da m-
sica e com.todas as honras militares, nesne terrena
doSidi-Brahiin, tdcatro do um dos seus mais impor-
tantes Irumplios, onde so veoin anda os tmulos
dos nossos soldados, cuja morto podoinos perdoar,
victimas nesse dia o victimas gloriosas da sorto das
rmas. Iluranlo o trajiscto encerrou-so nossa gravi-
dade triste que, segundo so diz, Ihe lio habitual, c
quo as circumstancias deviam augmetiLir.
As 6 horas da tardo chegou o omir aompandado
pelos generaos de Lamoriciere e Cavaig'nac, e do te
ncnte-coronel de Beaufort, e era presentado a S. A.
R. Conformando o sou procodimonto sua posiclo,
tirou humildemonto as sandalias, ao onlrar na sala,
espern que o principe 9 inandasse sentar, o aps
un instante d silencio pronnciou as palavras se-
guinles, traduzdas pelo Sr. Rousseau, primoiro in-
terprete :
Quizora ter feito ha mais tompo t quo faco bojo;
aguardoi a hora marcada por Dos. Ogenural dou-
niouma palavra na qual confio. INq receio que
seja violada pelo f'ilho de um grande rci como o
pital de Nemours para Abd-el-Kader e para a sua fa-
milia, Para all foi conduzido e teve todo o dia 24
para oceupar-so dos negocios que vai abandonar pa-
ra sempre.
Do mandria teve lugar urna ceremonia quo neces-
.sariamontehumillinu o seu orgulho.
No momento em quo S. A. R. so recolhia la re-
vista que passra cavallaria quo voltava para o
campo, apresentou-so o ex-sultflo a cavallo o rodea-
do do sous principaes clicfei Apeando-so a alguns I
passos do principe : Offoroco-vos, disse-lhn ello,
.esto cavallo; he o ultimo quo montei, do um tes-
ga folicdados.
a Accilo-o, rospondou o principe, como urna to-
a incuagein rendida Franca, com cuja proteccilo
podis d'ora um diauiui':iintsr, c como signai do
k osquccimcuto do passado. a
O omir cortejou o principe com dignidade o vollou
a p para o sen acampamento.
Nessa mesma noiio cinharcou com suas miildercs,
fildos o criados 110 So/onqtic o levou paran dadia do
Murs-el-Kebir, onde chegou no da 25 as 5 horas da
maiilia, 110 mesmo ino nonio iim que edegavam S.
A. R. e o lenenle-general do Lamoriciere. A fraga-
ta a vapor Aimidt, quoj all so acliava, recedeu a
seu bordo o omir e os seus, c las doras depois na
vegava para Toulon.
O cx-omir aguardar all s ordena do governo do
el-rei.
Referidas assim rpidamente as principaes cir-
cunstancias do um successo que promette Argelia
longos dias do paz, procuraremos agora satisfazera
cui osiiado dos nossos leitores, danilo-llios o retrato
do Add-el-Kader.
Oex-emir de domemdo 33 anuos pouco mais ou
menos. Em vilo procuramos ilcscbrir em suas fei-
cOes a alta dislincciio o a penetrante expresado de
<|uu tanto l'.ill.iv.uii as pessdas que o viram nos seus
diasdepodCr. A sua pdysionoinia de, porm, inlel-
ilgente, o seus odos, grandes o negros, leem urna
oxpressodurae imperiosa. Sua tez le amarcllada e
sou rosto descarnado ; a sua barba, som ser compri-
da, hoespossa o negra o termina om pona. O lodo
do suas foigdos lio austero, c recorda, salvo a sunvi-
dade, o rosto tradicional de Jesus-Cliristo. Sua voz
he gravo u sonora. He do estitura mais quo regular,
robusto e buin feito. O seu trajo lio dos mais simples
de que usam os chufes secundarios da provincia do
Oran: um burnous prelo sobro dous burnous bron-
cos, o bota do marroquim encarnado. Parece-nos
tor encontrado cen vezes no meio dos Tirtn rabes
as mesillas feicOes, a mesnia pliysionotnia.
urna prnceza joven, nenhum por certo se apresen-
lou jamis tilo deslumbrante c maravilhoso como
essoquo fez lo Mara Luiza, 11a idade de 19 anuos.
a noiva do grande soldado de fortuna, que nflo s
era soborano da Franca senlo senbor tamhem da
Europa continental. Fra em 1810 quando as glorias
militaros do imperio linham conseguido ludo o quo
a conquista ea stimptuosldade pdem dar. Pars era
a capital do um imperio europeo. Os despojos de to-
das as nacfles, com urna s cxcepcflo, acnnvam-se
apinhads nos seus palacios; os principes de todas
as nagons, monos urna, forinavam o circulo da cor-
to imperial. Eantes do lercm decorrido 16 anuos
depois dosso dia falal o atroz, em que o sangue in-
nocente de Mario Antoinotto correr na Praga-da-
llevoluglo, entro os gritos furibundos da plebe fran-
coza, passava por aquella Tiesoia praca outraardii-
duquoza de Austria victoriada pela mesma plebe co-
mo noiva de Napolefio, como futura mili de urna
raga de imperadores. Dccorreu um anno, o o lier-
deiro deseas grandes esperangas, o lilho da ambi-
guo, veio ao mundo. A fortuna pareca ter prodi-
galisado todos os seus dons. F.sses anuos febrs pas-
saram-so om excelsos sem limites. O termo da vida
e da uaturoza, as Icis lo mundo e das ostagfles, co-
mo quo seosquociam. No meio tnesmo le'ssas so-
lirenaluraes c extravagantes demnstrateles de im-
menso podr o de insaciaveis desejos, mal se podia
conceller quo curto espago de tres annos dssiparla
esso vapor melcorico o collocaria a lglo mais no-
gra da mutnhilidade humana lito perto dosesforgos
mais ousados do orgulho humano. A ndTerenga
igual ou-
(twileur Alge'rien)
A IMI'FJtATItIZ .MAItIA LUIZA I? A ITALIA.
1 omimf.s, 27 dk DRZRMuno np. 1817.
?r
O DVQIJE DE GUISE. (*)
pon ifrernco ^oue'.
SEGUNDA PARTE.
XIX
Antonio de Calco chegou al base dos inlrincheira-
K'iiioj, por lias dus iiuaes at-bavinin abrigado oarea-
,1 "?*?* heapanholna, c uo pode encoulrar at .1I1I
uu|ue de Guise. i)c feito, j o duque se liavia arrojado
aia ouiro lado da cldade, e era con. efleito lempo, por-
f ^'P*nh lorufleavam ahi de manelra, que podiam defender
' i-h a8 ''"lra''a, 1ae o Inimigo quitesse penetrar. Gui-
, cnega e apenas ericontra almms homena espavoridos,
gando-so as casas vizinlias contra as terriveis des-
'rgas dos Hcapanhes.
a ^"e br ite exclama o duque com furor, pois vos-
ja nao sabem maiirjar um mosquete? iSao pdem j
S. A. R. conlirmou com algumas palavras simples
e precisas a promessa do Seu tcnonto, e despodio
com dignidade essa personagem para com quem le-
vem cflar-so d'ora em diante as puixes dos primei-
ros lempos lu sua longa luta.
Tinham-se levantado barracas no recinto do hos-
tia iiupcratinz Mara Luiza podo dizer-so que a
meldor acgo da sua vida foi a sua morte. No que
diz respelto ao complemento dos arranjos feilos rc-
ceiileine.nte em corlas porgOes do territorio distri-
buido onli o os principes italianos, amorte da ar-
clliduquoza do Panna foi pelo menos opportuna.
Viveu at quo chegou a sor quasi o soberano rei-
nanto mais antigo da Europa, pois que ha quasi 34
anuos que trocou pela sorto e poder do urna arebi-
duqueza reinante a parte que linda no llirono do
impeiio francez. Iitiranto esso periodo pouco mais
fez do quesatisfazer as paixOes obscuras, os senti-
nientos mosquinhos que tilo singular contrasto for-
mavam com o brillio do esplendor transitorio quo
sobre ella derrnmou o seu casamento o o seu rei-
nado francez, Nada ha na vida 011 no carcter le
Mara Luiza quo detenha por um instante a curio-
dosFrancezes. Pcgoo seu aman para mim e paralsidadc ou a sympathia da'posleridadc. Os objoctos
luais indignos pdem, porm, apresentar-se algumas
(*; Vide Diario n.* 62.
mandar de uovo aos Ilespaubcs as balas que elle nos
atiramr
l.'m grito unnime Ihe responde
Kao temos plvora, senhor duque!
Nao teem plvora I cxclainou o duque, pois eu Ihes
vou mostrar como se passa sem ella.
E no incsmo Instante desee do cavallo, anna-se com
um machado que tona das aios de uiu maiila, e, alra-
vessaudo a praca que o separavado primeiro edideio da
alfandega, correado debaixo de una chuva de balas,
chega at porta,- e atca-a com tal vigor, que cada
golpe que descarrega cobre o estrondo formidavcl da
mosquetarfa.
A' vista de tauta audacia, vs poneos cavalleiros lidal-
gos que linham podido seguir o duque nessa carreira
deseufreada se laucain atrs delle, o poao corre atrs
dos cavalleiros ; a porta he dentro em pouco Celta em
acbas, eGufse he o primeiro que penetra ursse longos
e ampios rmateos. Tinha elle dito a verdade a plvora
se tornara luatll ; n'nin tal combate, s o machado, a
espada r u panda! he que podiam dar a riotoria. E no
esteve ella cun ea'eilu por. aiuito lempo incerta: os Iles-
panhes, desalojados do primeiro edilicio que Ihes ser-
via de trmchcira, reliram-se para o segundo ;G*il*e nao
os persegu, porm, nessa passagem ,;pra, mas para s
um momento, para dizer a Ccrlsaulc:
K11 (jiicliri-i a primelra porta do seu principado de
Fohdi, deiso-lhc a tarefa de quebrar as outras.
D'abt foi-se embora de novo, chamando Bocheforl
eMdcna:
conde, dii elle ao primeiro, venda coiumigo tomar
(a Ida ueSan-Hartholuotcu, be o caaiiiilio que coadiit
ao seu ducado da Calabria: Mdeua, corra a Visita-dei-
l'oveii; deudo em pouco ucs ajuiuarcuios, c capero que
vezes com luz tilo viviila e mudavel, que os inci-
deiiles o circumstancias quo os acompanham at-
traiam a vista o quasi intoressein o espirito pelo es-
plendor do urna illuso, ou pela variedade de um
contrasto. Do todos os sonhos da grande/a humana,
com quo o capricho la fortuna alaca sbitamente
provar^esse sitio que, se comprar os Suissos de llene-
vento com o ouro da Ronda, nao ser por falta de una
boa espada com que os combata c venen.
!'. i in media (menle deita a galope para a ilha de San-
l.11 ilioloiucu para l leva elle com a sua picsenca a no-
ticia de to promptos triumpbos, c basta-lhe deixar
obrar a Rochcfort, para que os Hespanhcs diante delle
te retircin beiu depressa em desordem. No inesmo ns-
tame se (irepara para ir junlar-se com Mdena; mas
sabe ca camioliu que os Uespanhes, eiivrrgonhados
pelo seu desteinidu ataque, acoaiuetteiu de novo aal-
landega, c j sapoderam das casas visnhas, porque
a plvora continua a faltar a Censante caos seus sol-
dados ; para l corre elle de uovo, penetra dentro dos
armazeus que forcra, fai com suaa proprias mos ar-
diles enormes do lindo que ellcs encerrain, embebe-
os em alcalrao, c ora os arremeca sobre os soldados que
procuran) assalt-ir o edificio que elle uecupa, oa val
prender em pcssua csses arebutes s portas das casas vi-
alnlias, para onde os llespauncs se reliiarain. IJcntro
de um instante as ch.munas do incendio se levantain aos
ares horrorosas, e pclej.un em seu favor.
Entilo pensa elle eui Mdena, e, sempre ardente, sem-
pre iul'aligavel, dirigc-sc de novo para Visit.i-dei-l'o-
verl.
Era ah qlle o eipcrava o mais subido perigo: ja os
Hespanhes se Iiaviam apoderado de um grande numero
de casas, c se tinliam otabclecido nos andares supe-
riores, ondeatiravan com vaulagcm sobre os soldados
do primeiro rcgioicnlo, a quem uada punha a coberto'
de tan lo logo. Guise ebega ao p de Mdena, qtte se cx-
punhacom a lemerldade de um homemquequer jusll-
lirar al suas prcteofes :
Vossa Merce perde o seu lempo aqu, senhor Mde-
com quose dissipavam csses dons, era
sadia com que tinliam sido ganhos.
A parte pessoal de Marn Luiza neslas sconas ex-
traordinarias foi om vendido mais a de instrumento
passivo que 3 de agento voluntario, o da gloria ou te-
sar desso periodo pouco ou nada Ibe loca. N80 se
pode, porm, osquccr quo o seu casamento foi a
cnnsequenciii imtncdiata sono a causa da escanda-
losa o ingrata repudiogo de Joscphina ;oa prnce-
za austraca sabia que nutra linda sido osbulhada
dus dirctos e dignidade quo assumia como esposa e
como imperatriz. Nom tambem so leve esquecer
quo o casamento queornava a lillia de Francisco 1
com csses enfeites, cobria do liumilhagilo a casa dn
que era descendente; quo suas infaustas nupcias
precederam a denota da Ierra do sen nasciraenloo
fram seguidas pela derrota da torra de sua adop-
giio, o que o casamento de per si devia ser o lago
quo prendesse a poltica da Austria ascendencia da
Franga. Estas consideragfles podiam em verdada ser
oceultadas a urna princeza inoxperiente, o injusto
fra mndi-la na prosperidad^ pela hilla da ever
rigoroso. Mas na adversdado nfto ha disfames, eso
ella possuisse o menor seiitiuieuto de dignidade ou
do generosidade, as mudangas abruptas que experi-
inent,ni ampias occasiOes Iho ministravati) parados-
envolver virtudes tlirrbrentcs daquellas que rodea-
ran) o seu throuo. Mara Luiza nunca excitou o rajbwi
peito ou a compaixo ta Europa. Os proprios sobe -
ranos alliados, ao cliegarflm a Pars, mostrara ni a
considerarlo que Ibes mereca Josephina, visilaudo-
1 em Malmaison ; mas Mara Luiza nem inesmo pro-
curou parlilbar a surte de seu marido no suave des-
terro ta ilbail'Ellia. Seu filho lornou-so refens em
pudor le seu pai, o quclirarain-so todos os lagos
que iiniain Mana Luiza grandeza ou desgracas Ja-
ticllo iiue com ella parlilhra o Himno quo gnda-
ra. A insensibilidadoquanto no passado, o egosmo
c um segundo casamento guobil, complelaram 11 -
ma existencia desigual, (flic tertniuou como so Ma-
ra Luiza s tivssc viudo a esto mundo para viver
descuidada na pequea corto do Panna, o para obe-
decer a poltica italiana do principo do Mottoruich.
A sua administragilo era austraca, mas linda 11-
troduzido mullas las instiliiigOes que mais benfi-
cas teetn sido Lombardia, c os seus subditos uflo
eslavam subjeitosa contribuigOes onerosas para as
(nangas do imperio.
A mudauga do dyuastia que ora severlicou om
l'arinn he, porm, objecto do grande iuteresse para
a Italia, porquauto a consoiidagilo da liga das al-
fandegas italianas muito ganharia com a addigflo
do rio e importante territorio ijue ja/, entro as fron-
teiras do Piomonto o a itomanha. Quando por oc-
na, Ihedisse Guise, e comtudo nao Ihe faltam munl-
(es ; j Ibe mostr! inda lia pouco como se passa tea
plvora: vou-llic mostrar agora como se pode servir
delta.
E, dizendo isto, penetra na casa mais prxima das que
cram oceupadas pelos Hespanhcs. A's machadadas, e
ajud.ido jior alguns soldados intrpidos, abre a pareda
que a separava ta casa vizinha, entra nella pelas tojas,
eiuquanto os Hespanhcs, eucerrados 110 primeiro an-
dar corresponden! ao ataque qnc Mdena dirige la
parte de lora, c inmediatamente torna a sabir da casa,
deixaudo atrs de si um longo raslildode plvora.
Mdena e os seus soldados, advertidos pelo duque, te-
rciiraia precipiladaineulc; os Hespanhes, que julgaia
que clles fogem, os perseguem cota acclamaces c a-
pupadas ; uias'eis-que sbito brillia um relmpago sb
a mo de Guise, o qual corre como urna seta al asa
que elle accaba de deitar : ouve-se urna detonacao es-
pantosa ; a casa oceupada pelos Hespanhes vaem cs-
lillias, e dentro em pouco, em lugar das acclamaces e
gritos de triuuipho dos nimigos, ouvem-sc os gemidas
dolorosos dos moribundos, sepultados sb as ruinas n-
flammadas I
Conliuue, senbor Mdeua, Ihe disse o duque ; est
aberta a brecha:o assalto pertence-lhe.
Mas j us Hespanhes chelos de espanto abaudouavam 1
una depois da ouira as casas deque se linham apode-
rado, c Guise descansa um momento. D'ahi a pouco,
chega ao p delle Antonio de Calco, que o informa de
que a Ccllaria se acha completamente llvre; depolt ap-
parece Rochcfort, e diz-lbe que nao delxou um s Hes-
panhol na ilba de Sau-Barlholomeu Cerisante vein cor-
rendo igualmente annunciar-lhe que a alfandega est
inlciraiueule evacuada, c Mdena chega por fin, depois
V


J*5 ,"?,^d,Cfl?. d? du1ue de Luce, tratamos
iUlS$S ex,stentes a respeito dos ducados
porfnrS. .1 mIte' Parm8' ,,iace"2 e Guastalla
levo nr?1!0 ex-du"!10 -de Lucca, que assim 8o
dOrsobSnno Pr t0 lempo d exercicio d po-
EM.^!"^ Lucca, que....imnflo
r muito tempo doexeraciodo po-
ispcramos que, ao assumir o go-
as paizes, mostrar a mesma mo-
que teem assignaladoa poltica do
.Kr*S^,^* .. ssurniro,
leuns ,?? q?Veem assiK"'adoa poltica do
-arm P^nC'P?s, ,ta,,"- Trocando Lucca por
dosHa'rh "grSiUa-Se s.e*urament0 osla vergontoa
??mTiT" d6HesPanl,a Por se achar mais pro-
de^.....idrC?" a.uslriaca.s.'e pela probabilidad
fnosSohA,?wdenC,aaUSlraCa ao otedoa AP-
erdidao i,',, i". '" mu,tot"PO A autorid.de j.
Moden. ,U L qU6l,e(,S m0nles- M" as cortes de
Moaona e de Paroia nSo poderflo com *ea-nrn<<
oppor urna resistencia obstinada e sST.os ft
po-
Patacho Patate dem.
Galera Impcratriz idem.
Hiate Flor-do-Reeif, idem.
CONSULADO GERAL.
RENOJMFNTO DO DIA 16.
J esquina do Collegio, he sem contradice^ urna das
mais lormosasflores que compoem a cora de gloria
que orna a fronte db jmmortal autor dos IHvtieria
de Pan,: consta de 3 volumes, por 3,000 rs.
Avisos martimos.
Coral
Modona e de Pardia
ma resistencu.
oZLT'T'? "ige,,cias " vo italiano. Ilesitarfio antes de darem o signal de
,''"ta I"8, Poderia sublevar toda a pennsula
hrnueno^rm'r?1PeUros seus ,lireitosP A unic.
lT.' .' 7^ "Jeitos os seus go-
.aa opiniSo e exomplo dos estados vi-
Di versas provincias'.'.'.'.'.' \ [ '. \ *.' \\\\ '30t'
4:102,843
066
-- Para o Cear, Acarac, ou Maranhflo, proferin-
do-se o porto para que tiver mais carga segu
viagem o patacho Amu/aftfo: os pretendentes d.ri-.,
jam-so a bordo do mesmo ou ao escriptorio de Ma-I"6 do Olinda, um cavallo ruco-sujo, novo, inteiJ
mol", S"S?lvesda ,Silva' n* rual Cadeia do He- Bordo,e com a marca -Fiagozo-, feito com r/
4.Ub,909 ICIie. Tambem mnlin iio.r.;, rn niunla -_ n~ ..;_..----i_
p-Francisco Jos Pinto Vianna, leslamenleiro a
fallecido Manoel Jos Vieira roga as pessoas n
tinham penhoros de ouro e prata em mlo do m
mo fallecido, queiram, no prazo de lo das con.*"
dos da data desto resgatar os referidos' penh
res, queoraseacham om poder do annuncian
visto que se est procedendo a inventario dos ht
do dito fallecido : do contrario se usara dos me
judiciaes contra os romissos. Recito. 17 de '
90 de 1848. m,r"
~ FurUram do engenho Fragozo, termo da cirt.
urna I
vernosho a
nxl^i0 eSgr.acadament0- Prem. invociremo
auxilio de exercitos estrangeiros para esteiar
HS'itS caru.nehoso syslcma, recahinlo os pe-
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 16. ...
3:104,598
Movimento do Porto,
rem os
rigos sobre suas ca becas.
i*qUe8lao Um ta"ll,olica,,a J" transferencia do
Cea uVvH Vamen\S dS duCaOS de Toscana e
;S, a """'nca recente, oannexados a os-
f,i fi,a Q Poru-VJosarligosdo tratado de Vion-
tSiSSu S d,P,om8t" italianos um ajuste sa-
tisl.ictono que poz termo a urna questilo que exclu-
sivamente Ibes dizi. respeito. Os fragmento, de ter-
Im i'0,ora",ccu'dosaM6d.-na, masPontremoli lica
cm poder do gnlo-duque da Toscana, e Ponlromolj
ne n parte mais importante da questilo debaixo do
ponto do vista eslrategico, porque domina a nica
passagomdosApenniiiospor.ondo.em grandes dif-
iculdadespodedesceru-nexercito em todas as es-
incoes do anno para a baixa Italia. Consta que lam-
ben se concordara em dar um carcter neutral a
lassao Carrara, do sorle que agrande linli
rommnnmofl.Trt ,...(.
ia de
...... .'s.T.io o os Estados Pon-
tificios flcara hvro de toda e qualquer restriccito do
airandogas. Km todas estas mndancas o melbora-
menloa. que tanto prometlein para o futuro bem-
estar da Italia, nao se deve esquecor que a sorte
desse inleressanto paiz depende da moderaciTo dos
partidos e da manutenCao da paz. A Austria nlo
quer.ennoum protesto para una irrupcSo armada
en toda a Pennsula. Confiamos, porm, que nao
achara este pretexto nem na desuni.lo dos pri "ci-
pos italianos, nom na impaciencia do povo da Italia.
(rmM.)
(hrnaldo Commercio.
PRN^MBiiCoT
Navtot entrados no dia 16.
pagejB 4, carga farinha de mandioca, barricas vasiai
e loros de mingue ; ao capilao.
n.ual' ,6, ~ia8.' ^ue br"eiro Joitfa, de 12l to-
"5.a, caP"aoJof Manoel Barbla, equipagem 12,
carga arroz ao caplto. "
Navios sahidos no mesmo dia.
Una hiate braileiio'an-Jo quun Ramos, carga varios genero.
Mein; hiate brasilelro Novo-Destino, capilao Estevo Ri-
Pe"raCarga Tari5 eenero5- Pas"lfe'ro. Jos Alves
Genova ; polaca sarda MolMUs; capilao AgosCinho Tor-
icllo, carga assucar.
Paah'f"!.Wlebr.llelroJifti.Cn. capitfo Antonio
Manoel Aflonso, carga varios gneros.
-- Para Lisboa satur, em poucosdia., o patacho
portuguez Clementina, capitao Izidro Ayres de S011-
za; tem parte da carga prompta : para o resto da
carga e passageiros, traU-se com Jos Alfonso afo-
reira, na ra de Apollo, n. 14, ou com o capitao.
- 11ara o Rio-de-Janeiro sahe, em pouco. dias, o
patacho nacional Tlente, forrado de cobre: re-
cebe escravos a frete e passageos, para o que tem
oxcellentes commodo.: a tratar cora Novaos &C
na ra do Trapiche, n. 34. '
1-rv?ra ,Kio-G"''e-do-Sul segu viagem.impre-
tenvelmento no da21 do presente, o brigue-escuna
Hennqueta, capitao Ignacio da Fonseca Marques, e
so recebo escravos a frete: para ajuste do. quaes
trata-se com o mesmo capitao, ou na ra da Cadcia-
>elha, n. 17, 2.'andar.
Leilo
oes.
I m I"."', nn .nn. f\m .nM>..-.
........... --------- _......__ **.,, lernopj
nao vendem, nem trocam-se e ncm poder toma-Ios cm qualquer parte que gejan,
contrados, e judicialmente perseguidos os autnri
de semelhanto. furtos. Ser gratificado quem |v
o dito cavallo ou delle der [noticia na ra da Aur!
ra n. 10, ou no engenho Fragozo, a sou proorie
taria Joaquim Manoel Carneiro da Cunha.
-- Na ra Dlreita, p.d.ria n. 79, preciw-.e de um
nom masseiro, tanto em conducta como Doritn B
sou ofilcio.
Deca raedes.
Cmara municipal do Itecife.
SESSAO EXTRAORDINARIA EM O l.o [)E MARCO
DE 1848.
PM-SIUENCU DO SENIIOn BARROS.
Presentes os Srs, Ferreira, Dr. Aquino, Gaudino
e Mamede, ubrio-se a .esso, sendo lida o appro-
vada a acta da antecedente.
0 secreUrio leu urna participaao de Manoel Ro-
drigues Pinheiro, em que declaruva que, como ge-
rente de urna sociedade, tinlia, em nomo della es-
tabelocido umn lypographia denomina Typo-
graphia Nazarena -, em o bairro da Roa-Vista, na
ra loria, n. 7, da qual oflicina era elle mesmo
o imprcssor.Que se fizosso a competente nota.
Conlinuou a disenssao do projecto de posturas e
iam upprovadosalgunsartigos, com as emendas a
ello oflerecidas.
Mandou-sc remetter ao presidente do concelho
gcral de salubridado publica os ttulos do Alberto
J.avenero o de Braulio Rodrigues liixoira, por onde
excrcem a arte de pliarmacia, conforme requisitra
l)e.pacharam-se as peli;Oos de Joaquim Rodri-
gues de Almeida, de Amaro Antonio de Faria de
Cuelan. Maria Magdalena, de Felicia Maria Benedic-
PAKAOSPORTOSDOSUL.
i.MaUete- b"i,eS vaPor Imperador, comman-
l.f Cl,uge"i0 Tavareg. 3W star aqui dos
porlos do norte no dia 18, e partir no seguinte
THEATRO PUBLICO.
JSfiSSf'SW !le m,,dama Val|enca hsver lar-
je 1 segundo ordena o Sr. doutor Pinto 1. lica trans-
ferido para domingo, 19 Jo crrante, com gr?nd
pe5a CatharmaHowrd e a mesma beneficiada can!
tara u.na ana em obsequio ao respcitavel publico
tZ K.el,ep & ComPanna continuarflo, por in-
LkSS do,corre!or,0liveira o seu leilfio de es-
plcnd do .sort.mento das melhores e mais vendaveis
mJ '8ceSed.8' '1a de alg0da> PrPra da Q"a-
2T.hS-!0gUnda-feira' 20 d0 crrenle, as 10 horas
da manhaa, no seu .rmazem da ra da Cruz
Oleiiaodamobilia do lllm. Sr. cnsul H. A.
ito ficatransrer'u'oparasabbado> 18 do cor-
Avisos diversos.
-Offerece-so um rapaz portuguez, do 17 annos
para caixeiro de venda, ou padaria / londo pratic
da primeira: quem o precisar annuncie.
--Osofiiciaes dejuslica JoSo Bapti.ta Furlado e
Joaquim Elias Martins rogam ao autor doannuncio
sobre um mandado judicial, publicado no Diario d
bontem queira declarar so os annunciantes entra
ramem ajuste, ou se exiglram alguma ebusa nar
darem a elle execucBo. F "
Saturno Facundo Masoni retira-se nara n nA
Grande-do-Sul. H ,l0'
- Precisa-se do um caixeiro quo ontenda de toda
a escnptura?ao precisa para urna casa commerciil
sabendo perfeitamente o nglez : quem ostiver ne
t.s circumstancias ,dirija-so a Malheus Austin &
Companhia na ra da Alfandega-Vellia, n 36
-Oirmaoa^rawii/o do distribuidor das caasd
irmandade do Espirito Santo, responde ao ntcsmn
que nilo ho aquella resposta que elle deu pelo
Oiaro ff. 62. nn sn Ihn nnHin- A
sessao. hu, Joau Jos ferreira deguiar, secreta-
rio a subscrevi. Barros, pro-presidente.- Mame-
tie. Ferreira. --Aquino. A. de Barros.
Alandega.
RINIMENTODODIA 16............12:941,099
Dtscarregam hoje, 17 de marco.
Brigne EiHigkrit carviio.
VM&choCUmsnlina mercadorias.
GRANDE COSMORAMA .'
Communica-soao respcitavel publico que do dia
20 em diante, principiar no salao do Collegio (o-
trora casa da Natalenso) a oxposic.80 de um grande
cosmorama com tres gneros de vidros : cosmora-
ma, neorama o diorama. Nao he possivel descrever a
magnificencia das encantadoras vistas que se hilo de
apresentar, nom tfio pouco o prazer que se K07a ao
observar a manoira allusiva por que .8o representa-
dos os objectos, a ponto do llgurarem originalmente
Sera para desejar que os observadores vojam aqui cm
seis semanas (tempo que hado durar a exposicao)
as grandes o principaes cidades do mundo : e assiu
so hab.l.tem a fallar dolas com todo o condimento
e criterio, como se livessem feito u.na viagem om
lodo o glond. O expositor espera que o judie os
publico acolha devida.nente um objecto
rcahdade corresponder ao programma.
quo na
Publfcacao Litteraria.
ASSETECORDASDA LYRA.
A quinta livraQaoacha-so venda nos lugares do
costume. Em Santo-Antonio, linaria da Braca da
Independencia; no Recif,,, loj. do Sr. c.rdoo Av-
res; na Roa-Vista, toja do Sr. J. K. Chardon Y
Publicago jurdica.
Acha-scsb o prlo o 2.0 volume do Direito ci-
vil lusitano, por Mello Freir, augmentado com notas
dos melhores praxistas o icios, e legislado brasi-
lera, ateo presente publicada. Subscreve-se para
este volume na praca da Independencia, livrariai ns.
6es, onde se irBo entregando aosSrs. acadmicos
as folhas que se frem publicando.
LOTERA
to Hospital Pedro II.
Gorreni nfallivelmente as rodas da ter-
ceira quinta nar'p ifotia !--.-:, _i 4:. o
tle abril prximo, pelo que o thesourei-
ro convida a compraren) o resto dos b-
Inetes.
,!ir"i7.ALeSSOaque.q,?(!rallar Antonio Jos Pinto,
dirija-so a ra estroita do Rozario, casa n 43 se-
gundoandar,depois de 10 horas d dia, a qualquer
iiora ate as 4 da tarde. ,*uaH i.iiXP a,b"ixo ssignaao previne ao respcitavel pu-
Para ?ue ningnom contrate negocio algum
de o^"onn.T',rrOZ0. sob.re uma ,e da q
3SdeT,'mt,,8aCadape,oabaixo signado, em
se em Tbdfc ,l,? Proximo Pssado" a vencer-
TJS., d J,unh0 d0 orwnte anno, aceita por
i Panln'ft 0"Ve.P' Br8g8' *"" P' 5o-
otraihln,la mEBSJ. em Pa8a,ment0 de t^ predios que ta,
peloabaixo assignado fra-------------
ja saber, so he ou nao vordade o quo so Ihe porgun-
tou por esta folha ; mas, como se diz que o tal tun-
tunque he quem dispfio da mesma rmandado Dor
isso nao se duvida que|. a seu bol-prazer fako
que quer, e n3o o que deve isto Ihe diz
,, P r"o gue ficou sem capa.
-Furtaramum cavallo ca.tanho, de ambas is
sellas, com os signaes seguintes : o pdiieito bran-
co uma pequea estrella na testa, de 6 para 7 an-
nos, muito ardigo, estradeiro do b.ixo e moio ; tem
um so ferro da fazenda do sertfio do Rio-do-Peixe
sellado eenfreado com selliminalnr m ~:- .
quem o descobrir eo levaraojseu dono,tor5/r""d
gratificaaodeseu trabalho: foi fortado no dia 4
do corrente, dd"sitio deS.-Amaro, de Elias Coelho
Cintra, morador no Aterro-da-Boa-VisU n 18 ou
em^casa deArceni Fortunato da Silva, no Hopcio,
-- Aluga-se uma escrava que saiba com perfeieao
e diligencia coser e engommar : na ra d Cuucoi-
di, ultimo sobrado, a tratar com Manoel Firinino
rerrcira.
- Na lypographia da /'o: do Brasil fazem-se al-
gumas impressoe., por commodo preco.
A VOZ DO BRASIL N. 20
esta a vemla nos logares do costume. Este numero
isla dos bnnquedos de entrudo.e por isso ho de in-
teresse a rapaziada de bom gosl.
D Maria Roza Selestina, com aula na Boa-Vis.
onde ensina ha bastantes annos, offerece-se ios
.HC.t,Crr.nCAnd,UIdH 0",e,,,1Poa das irhichelras dos Hespanhe. Kram pouco
inenof ilii.is lloras. '
mais ou
Publicayfto romntica.
t Salamandra, por Eugenio Sne.
O romance da Salamandra, cuja IraduccBo portu-
gueza, bem executada, acaba de chegar livraria da
tVn0,8eeX,.'.-fUa de,od0' Ul"a nva anxledade
lonservaya a inullidao suspensa. Qual seria o nue utrl
CfM.r o fogo do._.e.u i,,iPigoS ? eriamo. S-TpaiSn
nas essa carreira furiosa a.rav. da c.dade, se pare*".'
TenaTnV ^ *""?"'* d '"a indomavcl cora-
gciii do que com a rapidez de um general que vai levar
a lodos o, lugares os occorros da\ua prena e d
diaP Que ^;SS?;u^es^^-!
!.eVonun,,.V0daaP1'',,' e"ae o3"e.U,.r.m empaje
Mas quando Guise eslava pronunciando eslas nala-
vras, um hoineni ve.lido en. habito de frade, com Tea
puz uie tatemado na eabeea que Ihe esconda rosto"
appareeeu ao iado do duque e Ihe d.s.e em voz &
-.7 ,5!*0 t0d0, Z[l* d'Ave". ""de o grosso do exer-
cito rehl se rene debaixo do commando do duoue < e
Arcos, no entanto que te diverlem aqui a ti com ca
ainucas de meninos. H '" "ca
i"H a a Pr,a d'Avcr'- '>es lenhorei. disse Guise
^u!it"""Ukaue CSle h?mem aSo "'" I>co. p
imita que no. aebeuio. einHin uma vez en, frentede to-
do o exercitoiuimigo.' ae lo
E inmediatamente, com a cabeca descoberta
da e.n ptinho. tal como tinha saludo do seu ^,"0
>e tornea o caminho da porto de Avers. P '
Os nossos le torca nao se terao esnuecido sem d.i.i L,? .' l'"le a,Bu,,la ""h* o efleiio desta lutta laa-
Scopqp,ae "e qUe e",erl"," ^ Z&rrtluk'&J^L"^* "! e'c.SadeFilon.ar,i
Entretanto, o estrondo deases aiam,.. .. .
d..,,e...r,e. combate.. Us*?Z^^^Z
t n? rd"%PredS' e a,,aixo ssig do es1n!
Lan,nd?aCr;3,0paraqueos ditos vendedores Ibes
Suam ^'"f..^"'evicco; do quo resulta que.em-
qwanlo a dita garanta se nao elTec-.uar. he uu la o
maVdic?.raTJUdCada,qUalqUer cefl da 'Ur. aei!
ma declarada, que pola rasao dita se acha litigio-
trancisco da Silva Medeiros.
idaAmlS'T Ienca,rcaila Je liquidar a socie-
c n.^u '"''e-nos-Une, responde ao autordo annun-
eM.P|ffd-MneSt D nhaqm. "a'"> nequenci.de um socio, que
v em?nfad^dr|,arted0sru,,d0S' ter 'lo uma
lSf v .on. IB,pon.0 e8eund0 wnsU.concluido
vigsssi aasr: eis ^ d *
Os que souberam Usar os borregos.
n.T.V,f,"S.e?oSr-JoBManoeIV'nl"es, queira vir
Cma carta CderVe,ha' ,- a,,dar ".be
n ft. u m? oncominonda, vindas de Portugal.
ma".l.P "0el ,01a-uin da Cunha Carmo queira
mandar pagar aquella conta aonde nflo ignora, do
contrario se usar dos meios legaes. '
o^o?n5 .10. Estados-V,,id08 da Amoric" oi"da-
f. n. t8 dokco"ente, da ra da Alfandega para
ii. i 8mbem Vende uraa ehina para tirar
l!J ,BUerfMt"osul)erior em tudo, com
m os ,PnH,wBCeS e Chapas'coloridos n*s e mfli
tratos' S necessarios Promptos para tirar re-
vn7B?ip'!.!a0 BaPtista D Cu'rtil tem uma carta
Vinda de Lisboa na ra do Queimado. n. ao.
-- Aluga-se1 a casa da ra da Soledade, n. 42, ouo
tem um grande quintal, e com bstanlo planlocao
tratar na ra do Queimado, 11. 20 V
o.7P?r,ri!.C.e'?e umf moco, Jo 'de de 15 anuos para
ca.xe.ro de loja do fazendas, do que j tem ortica:
retor/'f',0 da "ador a sua eonuucta : que mo
pretender dir.ja-so a Uavessa do Rozario, venda
.1.7 Aluga:so "ma casa de dous andares, ou uman-
dof'.m1" Da8U"tescommodos, e que seja na ra
do Collegio, ou ra Nova e Aterro-da-Boa-Vista:
quem o tiver dirija-se a
annuncie.
ra do Collegio, n. 4, ou'
fofo ?r'li!.nC,la",0U e"S de rePentfi' e eu soubera qual
'",.tIah'<,orquevendeu o oos.o .egredo a rsse da.n-
"*re'Thera,r.UrC Pr S"'J""o queTnte.'de
i^re!^^s
seu. o
rniTr' m *"'.8B de uma {>esaon com capacidade para
or praa umas div'las-, dande-so-llio
porcentagem para o que dar fiador a sua con-
ducta : na Solodade, silioda cscala.
iimrOeC,S?"80deilnamulhcr 'o^a para ama de
primeaand.Pr.UCa fa"""a = "" rUa da Cru2' 3S
viitoiS"'8 Sr.queentregou no escriptorio da
o nhf 6,r.a da Cunha uma carla' vinda 00 Sobral,
o obsequio de annunciara.ua morada, ou mandar
Hrnmk'"'hm0dlt0 escriptorioa encommenda que
acompanhou a carta.
r.meva"arSe lie "" caixoiro de 13 a 14 annos, pa-
ito? '.da,,do-se-lhe bom ordenado: quem*
estiver nestas circumstancias annuncie
e Dos
ni della
os.occorros
suas ordens.
r..^'8. e'" ,0,a ? cidade u,na horrivel incerteza a ret-
Shrte. JtUUad d a,(,Ue aiu'u|la>e' d. He.pa-
nhes, e cada um, segundo a sua posicao, previa na
u.aA. Ueanalq.Ue CStaVa l0 iatulela luanto .eu marido,
mediqau.neutora Por ou""a'ra">". .penden im
savan. cidade a galope cscutava
o, ofrjgr da ntow^V^mV^^X;
ina, cada intervalio de silencio e cada recon.eca "anima-
do desse forlnidavel zumbido de bala.. "
e VtoiSSSttSSr UUq"C emcaaae Fil0,"a
,A|?SPr'l"eir?'ru,norc* d taque que e tinham
mar e0a':.aedr GBOMro "" hado Angeto l^f":
ru. .,c Pa"ava. Dentro em pouco voltou e.le
que atraves-
D'ahi, quando
A e...i fulminante noticia, co.necou Gennaro a la
t"-j::'.Jueiw-e da ioe. aurrar. eVchora
com raiva.
Jn n He,5a"noe anda nao esto .eohore. da cidade,
vUto que o duque de Guise ainda vive; acabo de o v.:
be!., J>F"\*, i""6 doa'e"ndalgo,, c vo.s, be.n.a.
De... que a victoria o acouipanba para toda a parte on-
ueclle quer combater.
E inimediatamente tomou de novo o seu lugar, na la-
e a alta donde observava o. diversos moviniento. da
inultldaoque se ap.uhava cada vez mais no largo do
ton cao do Carino.
G"'!.aro"A'">"e e,,ava e~ eafemo perturbado para
poder dar attencao au que Ihe accabava de dizer a nm-
ler. Contmuou. pois, na.suas l.mentaces, dirigindo-
se a seu cuubado Angelo, que observava Rond com
uma attencao ameacadora.
deu dei.aqr neV'0"'00' Com '!ant0 "-abalha? R bfr
- Fouco ,eqru hd.i,lu me "eJa ,0",adi>- rpoba*....-
.ouro "e tu a ,"^C 0r"?U A"Sel' P",,a d,'MC* ,l,e
somos. s< tu ao menos podesses alvar a tua vida.
aiMiualhv a,"ll'"cl,'""'GCnar0, cuja clera N
mi. ha da ? Z. eipC.C'e "e '" torio.,, a
eu fr rouhailn ",e'"Torta a n.H.l.a vida, quando
mal. mUer^el i.,Mql,eadr' a',u,ad'>. 'toando 'cu fr
iiais miseravel que nunca fui ? 1 O' meus nubi-m ihesuu-
o pnehXboro,.'hr90Ur'8/ a--scentoreMe tomado
so. es" lhad. ,, S dia,nante- brocados precio-
Oe her, ... n .r" ^ C cob'indo-os de beijos e
, ,iB no Ul" i18' 1uc ,e val rpa.ar dos oiiiec-
enao ne^de'rVn!""8 """^"I e n,1 u mdto
si n.ui pi niei -vos! c nao terel 1
"T K' fe f?"e e"e' 1"e ll,e farlas m ? pnrgm.tou de no-
vo Angelo vivamente. ''"""'" ue "^
.7HAl'Se5u,'a"'"c,lue foi el,e- exclaniou Gennaro ran-
SuutelrL n'"' ?"S C" irei bu'car seu "?opr"o
qnic de todo,? 'ne'odo"eu, soldado,, e o ,../
*~*S,,e,. u,P,elu tu. '" perguntou elle, ter-oo.
vendido a Cune? 6eila "eppe-Palombo ?
dZ K e130! que faria. to, Ihe disse Angelo, se foue
Peppc-Palo.ubo ?
i.l Quearia,! re.pondeu Gennaro com aescuma nos
labio, a. lagrima, no. ulhos, e arrancando os cabellos
com ruior; nao ves tu toda s etus riquezas, todos ene
m. 0->e,".'e,t0' di,,e A"el en. vozsom-
hin eu.nao,c1re'o. que Peppc-Palombo nos teolia
uccede'7, '?^,'n''n '"ton., algn, c, f.z.|o. Nao
tnrt c. a "" lo co," Gcnul. ruja neta, Ca.la, e-
de Guise '"" 'e'" caPu>ado a afleicao do duque
*..7,.!!e..VCrdad,c resPondeu Gennaro, sem reparar que
sua mullicr tuiba cmpallidecldo ao ouvir pronunciar o
orne de Caita, r
-.
----'-


Dentista.
j___
D.W. Baynon, cirurgio dentista dos Estados-Unidos
da Amorica do Norte, recentemente chegado a esta
cidado, participa ao respoitavel pblicos aosseus
amigos que tenciona seguir dosta cidade para os
portos sul cm breve lempo i assim, roga as
pessoasquo se quizerem utilisar do seu prestimo,
dirijam-so a ra da Cruz, n. 40, segundo andar.
nriiAtnr Aa
A liirecQilo avisa aos Srs. socios em geral, que tem
marcado o dja 18 do corrente para, a sua recita, e
que, portanto, queiram mandar recber os bilhnts
nos dias 15, 16 o 17 do mesmo mez, om casa do the-
sotireiro, na rua do Trapiche, n, 17, de moio-dia
ateas 4 horas da tarde ; servindo-so mandar as pro-
postas em carta fechada, para convidados, ao se-
cretario, a ra do Apollo, n. 83, at o mesmo da
18, as 10 horas da manhfia e procura-las atea urna
hora da tarde, Uo saino do mesmo theatro ; certos
os mesmos Srs. socios que depois dessa hora nn"o|tera
mais lugar proposta alguma, seja qualfor o pretex-
to quo se aprsente, e isto para so evitarem os mui-
tos abusos que se leem cominetlido a semelhante
respailo.
Jos Pereira embarca para fra da provincia o
seu escravo Lzaro, crioulo.
Manoel Jos Barboza Braga avisa a todos os
i"us credores que, no prazo de 8 dias contados da
a data desto, Ibe apresentem todas assuas contas
para seren inmediatamente pagas ; na certcsa de
que, depois dsto prazo, tifio annuira qualquer re-
clamacfo quo se ]tic Taga por julgar nada devor.
Ilerifi!, 13 do margo do 1848.
Bescja-se fallar aoSr. capildo do patacho Erna-
Zafio Antonio Comes l'ereira a negocio de seu in-
leresse : na ra das Cinco-Pontas, n 65,; bem como
a pessoa que na ra do Rangel annuiiciou querer
comprar ouro mesmo em obras auebradas.
-Quem annunciou precisar de urna ama de leite,
forra o de boa conducta para tomar couta de urna
lenanca dirija-so a ra das f rincheiras, a. 31, casa
lito nicho.
Os ofllciacs de Justina desta cidade rogam a pes-
Isoa qur annunciou, no Diario de Pemambuco de 10
Ido corrente, ter dado um cordSo do ouro para no
I ser presa, que baja de declarar o nome do ullicial
Iquejrccebcu dito cordSo.
Aluga-so um sobrado do um andar, no paleo
Ido Terco; urna casa terrea na travessa da Floronti-
|na defronte do tlieatro novo; ambas com muito
jhons enmmodos c muilo frescas : na ra da Cadeia
I de S.-Antonio, armazn de taboas, n. 13.
--Deseja-se sabor onde mora a Sr. D. Francisca
Senhorinha, viuva deJoHoSoares de Brito quo fal-
leceu na cidadode S.-Paulo, a negocio de sou in-
teresso: na ra da Senzalla-Nova n. 40, primeiro
andar.
Para as pessoas que tencio
iiam seguir viagem.
Na ra do Rahgcl, n. 9, continuam-se a tirar pas-
saportes para dentro e fra do imperio, despacham-
so escravos e correm-so folhas tudo com brevida-
de, e por prego muito e muito commodo, do que
j se tem dado exuberante prova no decurso de oito
annos.
Precisa-ge nlugar um preto, mensalmente para
trabalhar na fabrica do licores do Aterr-da-Boa-
Vista, n. 17.
Qualquer pessoa que, sendo estabelecida, quei-
ra ter a sua escripturagao em dia e com perfeigSo;
porm, quo essa nSo exija de urna pessoa assidua ,
poder dirigir-se a ra do Rangel, n. 9, o at acha-
ra quem se encarreguo defazer cm certos e deter-
minados dias a escripturagilo que llie for marcada ,
assogurando-se boa lettra e commodidade no ajus-
te, outro si.'n tambem na mesma casa ha quem se
encarreguo de por em Iimpo qualquor qualidade de
escripturacio atrazada.
1 Furtaram, nn'noile de sexta-foira para sabba-
do4 do corrente, do sitio de Elias Coelho Cintra em
Santo-Amaro, um cavallo castanbo, com cabellos
finos, lamanho regular, com o p diroito branco,
e debaixo do topeto tem urna pequea estrella bran-
ca ; carrega por cima e por baixo, e baralha ; levou
froioesellim inglez cm meio uso, grande, proprio
para homem gordo : quem der noticia delle, ou o
pegar, pode leva-lo a ra do Alerro-da-Boa-Vista,
n. 18, no primeiro andar da casa do Sr. Dr. Comes,
ou no Hospicio, n. 4, casa de Arcenio Fortunato da
Silva, quesera bem recompensado.
Compras.
~ Compra-so urna canoa entoirica sem costura ,
de 33 a 35 palmos de comprimento e do 3 a 4 ditos
de bocea : no Aterro-da-Boa-Vista, armozem de
louca vidrada n. 47.
Compra-se um paliteiro e duas duzias de colhe-
res pequeas : tudo de prata e som feitio, pagndo-
se mais alguma cousa : na ruada Florentina, casa
da esquina confronte ao theatro novo.
--Compram-se diarios para embrulho a120rs.
a libra : na ra iarga do Kozario, n. 17, defronto da
tenda de latueiro.
Compra-se umquarto capado, que soja novo
e sem achaques, anda que estoja magro, e cujo
prego nflo exceda de 40,000 rs.: na ra Velha, n.
61, ou annuncie.
Compram-se, efTectivamenle botijas e garra-
fas vasias: na ra de S.-Rita, restilagSo n. 85 f e na
venda atrs da matriz da Boa-Vista n. 2, que lica
na esquina da praga.
-- Compra-se urna preta de 40 annos, boa cozi-
abeira sem vicios nem achaques : na ra da Sen-
zella-Velha, n. 110 das 9 horas as 3 da larde.
-- Compram-se, para urna pessoa de frn duas cs-
cravas mogas que tonham algumas habilidades :
no boceo do Sarapatel, n. 13, se dir quem .compra.
Compram-se, para urna encommenda, dous mo-
loques e duas negrinhas do 12 a 14 annos: no pateo
Ja matriz deS.-Antonio, sobrado n. 4.
--Compram-se, elFectv.imente, todas
asqualidades de garrafas e botijas vasias:
no <\lerro-da-Boa-Visla, fabrica de li-
cores n. 17.
Vende-se urna preta de nagto que cozinha o
diario de urna casa, lava de sabSo, e he boa quitn-
dola : na ra da Gloria, n. 85.
. Vendem-se pelles de bezerro fran-
ecz, de superior qualidade, a 2,000 e
a,5oo rs. : no Altrro-da-Boi-Vista, lo-
j|n. 78.
Bom e barato.
Vendem-se suporiores los pretos de
seda bordados, de lodos ostamanilos ;
legitima sarja prola hespanhola ; ri-
cos cortos de seda preta lavrada ; cha-
malote do seda, ondeado o de listras ;
meias do seda preta do poso; supe-
rior setim pretil para vestido, panno
preto do todas as qualidados; casimi-
ra preta o elstica muito superior;
chapeos francezes da ultima moda; o
outras inultas fazendas : tudo muito
em conta, c com granda sorlimenlo
para escolhor: na nova loja do Jos
Moreira l.opos & Companhin na ra
do Quoimado,, nos qualro-caulos, ca- ^$^'.
s nmarcllla 11. 29. v>:/^'
Vondo-se um bom oscravo muito
corpulento, de nag.lo, perfeito carrv-
gador do cadeira, o qual he jardinei-
10, por ter dlsso muita pralica e
tambem be multo geitoso para todo
o mais sorvigo: lio de boa conducta e
nSo tem vicio nem molestia : ao
comprador se dir o molivoporquo
se vende ; assim como oulros escra-
vos muito mogos, por pregos com-
ruodfls: na ruado Vigario, n. 24,
se du| quem vende.
do daguerreolypo coloridos e
fixos. pelos ltimos deseo*
brimentos.
Existe urna possoa que tem livres as tardos, (e
que pode empregar-se em qualquor sorvigo depois
loas duas horas at a noito : quem do seu prestimo
|so quizer utilisar annuncio.
Precisa-se de urna pessoa que cnlonda de es-
[nipturugSo commercial: na-Solcdade, sitio da cas-
Icata.
Precisa-se de um feitor para um engenho dis-
cante desto praga 25 legoas : a tratar as Cinco-i'on-
'"* 1 11.71. Na mesma casa vende-se o verdadeiro
I panno de lindo, por prego commodo.
Francisco Vaz Pereira faz scicnlo a quem in-
lleressar posso, que vendeu o seu estabelecimonto da
l'ua do Vigario, 11. 13. Todas as pessoas que se jul-
'"rem crodoras do mesmo, queiram apresontar as
as contes para serem conferidas o pagas, no dito
tbelecimento. O mesmo pedo a todos os Srs.
ilhe sBo dovadores, hajam do ir satisfazer os
1 dbitos no prazo de 8 dias; do contrario, ver-
s"-ha na collisflo de osreceber judicialmente.
. Francisco Vaz Pereira relira-se desta pro-
picia deixando por seus procardores aos Srs. J0S0
lavares Cordciro e Joaquim Pi.beiro Jucoino.
I Precisa-so de um rapaz porluguez, para caixei-
l'ode venda de 12 a 14 anuos, mesmo sendo choga-
|lo ha pouco : na ra da Camboa-do-Carnio, venda
|n.46.
Precisa-so alugar urna escrava para o servigo
|0 u,na casa de pouca familia quo saiba comprar,
icozmhar e eusabonr dando-se-lhe o sustento o 10/
|fs. mensaes: na Soledade, indo pela Trempo, do lodo
|si]uerdo, n. 42.
...~ E com efl'eilo, continuou Angelo, julgo ter ouvido
l r 1ue" emquailto Genuino eslava aqu a Iratar com
l'iosco a cnirrga de aples, o duque de Guise eslava cm
I Ma delle. Ora lie possivcl que, ao voltar casa, Ge-
I' u'". ="ubessc que o du.|ue llie tinha feilo a honra de
""I" a neta ; i bem iid.s concluir <|ue desde tal
I 'omento devia elle mudar de oplnio a seu rcspeilo,
I que em lugar de o querer perder lenha agora snun-
ll pensado emaalva-lo.
Oh que infame .' que infame
eui 1ue ""ame: que infame: bradou Geu
jainilacao senSo acalmava de modo algum ;
',,'"' "Paf o que o miicravel faz da honra da
''i nota n o,.. ..i..-.-,, ..1... 1..__r-j ..u .....
1 neta
l^ahio.
o que quero saber he
bradou Gcuuaro,
mas
da Alba
se foi elle quem me
E e fosse elle ? replicou Augelo.
I npl A,s"11 como cu Irla procurac a Peppe-Paloinbo no
l(iri 0,,c,ls 'oidados, da mesma sortc ira buscara
lin, 1"? ""'"C'o dosmembros da juma popular, eo
["Punhalartaahl mesmo.
|ilo7. Angelo, ir inaCaraPalombonomeio
l'nr "i* ,ul ItpLo. ~. asill''ilo cm pedacos por aquclles que esli-
l'essem junio delles
Hm" 'iV '"'Po'ta amim? exclauou Gcnnaro ; se
tiuilr 11 "- ,r,u,"Pbarem, eu eslou condeuinado ; se
Me 1 ve,?Cfdor> a miuba ruina he cena', porque
INa0 1? "l,,far^ co>" que "IC "'"' j roubado.
[va .' c*' AnBc,o. prosegiiio Geuuar.i chelo de rai-
lviiiir'ln"i,0<'"'ro "lor,er assim ; nao quero morrer sem
i"iuY na0 1"fro morrer sem arratttrai os meus
|o>ii*0,na m'n,,!' perda. Dizc-me, como se chainaiu
__' "s "ijniigos ? diie-mc, como se chama*).
..,,'. Y DBOcnssenao um, Gcnnaro, llie respondeu o-l
"iiao cncarando-oBxo ; c como esse, se te atreves a
Oabaixo assignado tem a honra do participar ao
respeitavel publico c aos seus amigos geralmenle ,
que acaba de receber dos Estados-Unidos por es-
cala do Para, no vapor mperalriz um bollo sorli-
ineniodeobjeelu para retratos: e como tenciona
demorar-se pouco lempo nesla praga, e seguir bre-
ve para a Dahia convida a todas as pessoas quo an-
da precisam dos seus servigos a oproveitarem a occa-
siSo presento. Como ha muilas pessoas de opiniSo
errnea, quo estes retratos smente com o lempo
seacabam oabaixo assignado nflo pode deixar de
direr quo esta opiniSos pode ser applicada" nos
retratos de fumaga que so tiraram anteriormcple,
quo os retratos lixos e coloridos nflo silo capazos
de sumir-se nunca, o quo esl promplo a mos-
trar a qualquer pessoa a diflerenga que existe en-
tre um rolrato de fumaga e um iixo e colorido pe-
lo novo dcscobrimonto. As horas mais proprias
para tirar estes retratos sflo das 9 horas da mniibfla
as duas da tarde principiando de boje em (liante,
na ra da Cadeia de S.-Antonio, n. 26.
Carlot D. Fredrick.
Casa de commisso de
escravo.
Na rua Direila, n. 3, sobrado de tres
andares defronte dobceco de San-Pedro,
recebem-se escravos de ambos os sexos
para se vendereni de conuiiissao, nao se
levando por este trabalbo mais do que 2
por cento, sem se levar cousa alguma de
comedorias. olferecendo-se para isto to-
da a seguranca precisa para os ditos es-
clavos.
~ Na rua de Apollo, n. 1, existo urna carta viuda
do Lisboa para o Sr. Manoel de Souza Paz.
Ueccbem-so escravos para se venderom em
comniissflo tanto para a trra como para fra por
tero annuncianle [muita freguezia : s se leva des-
te trabalbo urna pequea commissilo e so promel-
to loila asoguranga para os escravos: na rua .das
Flores, n. 17.
- O Sr. Jos Francisco de Araujo Cuimaraos tem
urna carta vinda do Hio-de-do-Janeiro, pelo vapor
S. Scbastido na rua do Trapiche. 11. 44.
Ilernardino Antonio Hamos relira-se para fra
do imperio.
Na rua de Hortas, casa n 96, lava
se, engomma-se, e cozem-se costuras de
todas as qualidades: tudo por preco com-
modo.
Vendas.
BOM E BARATO.
Longos broncos do cassa, a 200 rs. ; ditos de seda
pretos para grvala, a 1,280 rs. ; setim pelo para
col lele, a 2,400 o 5,000 rs. o covado ; sarja do seda
preta hespanhola, a 2,400 rs. ; panno proto de supe-
rior qualidade, prova do limflo, do 4,000 a 10,000 ra
o covado ; alm destas, um completo sorlimenlo de
fazondas porbaralo prego : na loja dosquatro can-
tos da rua do Queimado, n. 20, de Francisco Jos
Teixeira Hastos.
Vende-so urna parda quo lava cozinha c tem
outras habilidades : o motivo por quo se vende se
dir ao comprador i ff| rua da Cadeia du S.-Antonio,
sobrado de um andar n. 20, junto do Si. doulor Tci-
xeira.
Vondcm-sc8 arrobas o 16 libras de carne de
boi, muito gorila, salgada, ha 6 para 8dias, 0111 sal c
vinagre, propria para qualquer ombarque, ou para
escravos, por prego commodo : na rua do Itanuel.
n.32.
- Vende-se um prola crioula, de 26 anuos, peri-
ta engonimadeira, lavadcira, cozinheira o que cose
chflo, faz bico e grado para lavarinto, tudo isto
muilissimo bom ; urna dita tambem crioula, de 20
annos, que faz lavarinto do todas as qualidades e
do todas as larguras, faz grade para lavarinto cheio,
marca e tira amostra de marca para lavarinto tu-
do isto com perfeigflo ; tambem ensalma cozinha o
diario de urna casa tem principios do engommado,
pentca e veste mui bem a urna senbora com mui-
ta delicadeza, e coso chflo : na rua eslreitr do llo-
zario, n. 30, segundo andar. ''
Vende-se, na loja da rua do Crespo, n. II, um
diccionario do Moraes em bom estado, por prego
commodo.
Vende-se vinbo do Porto, muito superior, e de
di Aeren tes qualidades, em barrisdequarlo eoitavo,
e tambem em pipas ; cal virgeinde Lisboa, cm bar-
ricas grandes o pequeas ; penetras do rame de
InliJo ; panno de linbo do Porto; coeiros do algo-
diio ; meias de linbo para lioincm ; pilulas da fami-
lia ; tachaduras muito seguras para porla de arina-
zom o loja ; semontes do horlalico : ludo por pre-
go commodo : na rua do Vigario, n. 11, armazem de
Francisco Alves da Cunha.
Vende-so um carrinlio do 4 rodas, om bom os-
lado: na cocheira do Sr. Adolpho Bourgeois, rua
.Nova.
Chitas pretas assetinadas-
Vendem-se as j bem acreditadas o superiores
chitas pretas assetinadas do ultimo gosto a 240
rs. o covado : na rua do Collcgio, loja nov#n. 1.
-Recebeu-se uestes dous dias
uoia remessa de escravos todos
de bonitas figuras para se ven-
derem muito em conta, na tua
das Larangeiras, n. 14, segundo
andar a saber : um lindo mua
linbo de 18 annos ,
que he ptimo para |
um dito do 16 anuos; un dito de 2-2
oAlcio desapateiro ; um dito de S5 annos, muito
fiel e liumildo.doqual soallangaa conducta;dousdi-
tos de 35 annos por 330,000 rs. cada um ; 3 pretos
de nagflo de 20, 23 o 25 anuos proprioo para o
campo ; um moleque de 7 annos, ptimo para apren-
do!-algum olh'cio ; una inolcca rocolhida de na-
gflo, que coso o faz lavarinto ; una preta do 20 an-
uos que engomma coso o cozinha, ludo muito
bom feilo ; duas piolas mogas que lavam de sa-
bflo o varrclla ; urna dita do nagflo Costa >oa qui-
tandeira por 330,000 rs.; una parda do 18 annos ,
muito lorie propria para aprender engotnmar;
um prelo, por 150,000 rs.
com !principios do carpina e
Meom por ser muito esperto ;
annos, com
Marciana.
ferl-lo, rahirao todos oa que te hflo cansado obstculos
at boje. Fica com case sabr que acabas de tomar
dcixa coinuilgo o lorrco do Carino, vem chamar s ar-
mas toda essa parte do povo que te rrconhccc aluda co-
mo sen verdadeiro che fe ; dizc-lbe quo tu mes..... o
vais condutir i batalha contra os Hcspanhcs ; e se he
que o desespero te inspira um verdadeiro momento de
coragem, vai ao lugar em que o combate esliver mais
encarnicado, que abi encontrars o teu iiiimigo ; appro-
xima-M delle, o que te ser fcil, parque elle nao des-
collar de ti, fcie-o no corac.o, e dahi, lirada bem alto :
ii Morra o duque de Cuite! Morra o Franco/. I
Ronda tornou-se paluda e trmula, no entinto que
Gennaro llxava os olhos allonitos sobre sen cimbado
Angelo.
He esse o leu verdadeiro e nico inimigo conti-
nuou Angelo ; val direito a elle, e no le oceuprs com
os irahidoies que venderam o leu segredo e o meu ;
a rsses cu farei juslica.
Pois bem .' exclainou Gennaro, que parcela possul-
do de um furor semelbaue ao que tornara Msamelo
to temivet, segue-mc, ii ino deseamos para a rua ;
sublevemos a cidade ; exterminemos esaes miseraveis
Franec7.es, cujo chele nos esmaga com a sua insolente
autoridade ; e tu, mulhcr, accicscenlouelle voliando-se
para Ronda, sbc ao alto do lorreao e oca a rebate, pa-
ra que todos se arineiii. Acahe-se aples, se for pre-
ciso, contanto que eu me vingue Seguc-me, nino ;
segue-me '. exclainou elle.
K j Gennaro ia correado pela sala fra, quando Ron-
da se lancou de repenle ante elle, bradando
Nao ; tu nao sahirs ; nao ir
Vendem-so superiores cortes da fazenda denomi-
nada.Murciana, ausentada em chitas os padrOes
os mais bonitos o dtj nip.lhor gosto quo tem appa-
recido, pelo diminuto prego de 4,50(1 rs. com 14
royados : na rua do Collegiu, loja n. 1.
Para pagens.
Vendem-so chapeos invernizados galilo do ouro
e nrata : na rua do Queimado, loja de cirgueiro ,
n. 10.
Cor rain, fregueses!
Na fabrica de chapeos do Aterro-da-Boa-Vis-
ta, confronte a calunga so estilo torran-
do, por todo o dinheiro, chapeos de todas
asqualidades: bom como-bonetes para oAlciaes do
marinha, vindosde Franga. Na mesma fabrica so
concerlam chapos, tanto francezes como foitos no
paiz.
a^aaaMMt^a^MiBMMalBMwiBBassaMaatj?gsn,-Ag:-j n aac;
5'K
W
G

de Guise, que eu nao quero
ras assassinar o duque
Gcnnaro recuou, medio a mulhcr de alto a baixo com
um olbar furioso, e depois voltou-sc para Angelo rti-
xendo-lhc:
Que tem esta mulher ?.' que quer ella ?! Nao sa-
be ella que nao estamos mais no lempo em que tu
eras do seu partido t no lempo em que me era preciso
obedecer, porque ella me tinha debaixo do leu puuhalj?
Nao sabe ella que tambem Ihe ebegou a vez de obe-
decer ?
Ella bciu o sabe, disse Angelo, e sabe tambem que
se cu nao ttvesse mais piedade della do que ella leve ile
niiin ; que se eu fosse lao prompto em vender os seus
segredos como ella foi prompla em vender os meus,
nao se opporia por muito lempo tua passagem.
Como .' perguntou Gennaro recitando aluda mais,
pois serla ella que vendeu os meus segredos a Guise ?
Ful eu mesma 1 lite respondeu resolutamente Ron -
i, fui cu ; e sabes tu porque meu irmao Angelo me
trabe c me amcaca boje ? He porque eu uo quiz obter
de Guise que le expnlsasse do teu posto para d-lo a
meu irmao Augclo ; be porque eu mi qtilt que rile vi-
esse a ser por este mel sciibor de toda a tua fortuna.
Mas, disse Gennaro olhando para Hunda com os
olhos njcciados de sangue, se he verdade que teu ir-
mao te pedio que coinmeltesscs semelhante crime, he
porque tu o podas sem duvida ejecutar. Que direito
tiulias tu vontade do duque para que Angelo podesse
esperar de ti seiuclhautes cousas?
Pergunia-o a elle, respondeu Ronda com urna voz
breve e sibdlantc; peiguma-lheos conselboaque elle me
deu para me tornar acuhora da vontade do duque de
Guise; pcrgunta-lhc quem velava no teu sonino ciu-
quanto cu eslava fra desta cmara, e quem me abra
htrTauealc a porta della-para que eu podeise ir para
MENICZES.
Praca da Independencia, n. 17,
LOJA DI SllWUEIltO.
Vendem-se uniformes para todas
as patentes tanJo para guarda
nacional como para primeira Ii-
nlia, e chapeos envernizados e de
seda para pagem, galo de ouro
c prata, espadas prateadas de ro-
ca e sem eila, c oulros mais ob-
jeclos pertencentes a mesma ar-
S te: ludo por preco mais commo-
^ do possivei.
&
Vendem-se, por conta o risco de seu dono,
afiangando-sc ser ouro de Ici, as obras novas se-
guintes : 1 cordao com 24 oitavas um trancelirn
com 22 oitavas e mcia, una corrente liodissima con
35 oitavas o mcia, um cordflo com 5 oitavas, um
annellocom 3 oitavas, um par de brincos de fila-
grana com duas oitavas um lago com brincos de
podras com 5 oitavas dous cncastores de coraes ,
uui passador do trancelimcom dous ricos brilhan-
les, una bandeja do prata moderna com 177 oita-
vas; na rua larga do Kozario, ao p dos qusrteis,
ns. 6 o 8.
Vende-se umjogo de diccionarios inglenesem
formato grande e novus, por um prego muito em
conta no Aterro da Ba-Vista, loja, n. 78.
csiiauu.i ^jttasBr?s".n. ...-*..>,..: en*
junio do duque pcdir-lbc a tua cabeca e o leus ihe-
souros.
Gennaro levava um olbar medonho da mulher ao cu-
iibadu, c do cimbado mulhcr.
He isso verdac ? murmurou elle com urna especie
de rugido suido e lerrivel.
He verdade e mais que verdade, respondeu Honda ;
e como cu Ihe nao quiz dar a tua cabeca e os leus the-
souros, elle te acouselha que vas assassinar a Guise,
que me desvies do teu camiitho.
Ob exclainou Gcuuaro, cujo rosto tomou agora
urna expressao pavorosa, a ti primeiraiuente. miacravet
que me trahiatc I
OjIh, rpido como um coriseo, laucn se sobre a Ron-
da e a ferio no meio do peito com a arma que tinha na
nao ; Ronda cahio .debaixo do guipe ; os olhos roiaram-
Ihe por um momento uas rbitas ; algn* suspiros con-
fusos vicr.im expirar-lhc nos labios, e a vida se Ihe foi
com esta ultima patarra : Guise! Guise I
Ao aspeelo do sangue que aeabava de derramar, a c-
lera que arrebatara a Gennaro se Ihe inudou em dilirio
furioso, i-l imam-se inmediatamente fora dasalaeiu
que deixou o cadver de Ronda, gritando com urna voi
furiosa :
Sigam-mn sigam-me I X' anuas I s armas!
Os niiscravcls que Ihe scrviain de guarda o seguiram,
poique o duque de Guise aeabava de mandar buscar a
coiupaohia de fuzilciros que desde [a vespera oceupava
o lorreao do (Jarmo, e toda c.su muitidao de bandidos
se arreinccou atrs do ebefe, c se poz a percorrer as
ras da cidade, gritando por loda a parte : A's armas!
as armasjl
(CwKiinar-f-.)_
MUTILADO


-y Vende-se um preto da Costa, inda moco, bas-
tante reforoado ; tres sellins novos, de snperior qua-
Jidade.com todos os pertences dous ricos appa-
relhosde metal branco, para cha ; dous relogios
ue prata, sabonetes, patente inglez, sendo um -fol-
ies dourado ludo por prego commodo por sou do-
^5roSrh"trPonVf:aAVPrOVnCa = defrnteJ0
Lotera do Rio-de-
Janeiro.
Vendem-se bilhetese meios ditos da primeira lo-
tera concedida a benoficio do theatro de S.-Pedro
de Alcntara : na ra da Cadeia n. 38, toja de Ma-
noel Gomes Cunha Silva. j
. Venden'-se abanos, a 9,000 rs. o mheiro e a
25*22i"S' C!"t0 ; arrOZ bra,IC0 a 10.500, tt,50O e
12.800 rs. do superior ; dito vermelho; dito de cas-
ca : tudo por prego muito barato : na ra da I'raia.
n. 39. '
--Vcnde-se um moleque crioulo de 12 annos
bastante robusto, sadio e esporto: na pracinha do
l.ivramento, n. 45.
ma Na abrica de chapos da ra do Queimado,
M 22, continua-se a vender chapos de cas-
-""^tor branco, tanto com pello como sem ello, i
do 2,500at 5,000 rs. ; bem como pretos de todas as
qualiddos c baratos.
-"-- Vendem-se superiores pannos prelos prova
de limito; casimira pela, de largura do panno (es-
ta superior fazenda torna-se rccomineiidavcl por ser
muito clstica ); solimpreto; c outras muitas fa-
zendas por pruco muito om conta i na rua do Colle-
gio, lojn n. 3, do Forrflo & Companhia.
Vendem-se pennasdo orna; saceos vasios em
por?io;couros do cabra; sola; sapatos e botins :
na ra da Cruz, n. 2G.
superior
de i5 annos, e a outra de 20, com algumas tnrbir
dades: no becco do Sarapatel, sobrado n. 12.
JD *endem-se chapeos de
<4aK castor, brancose pretos,
muito barato : na ra do Crespo,n. 12,
loja'de Jos Joaquim da Silva Maya.
Baealho!
Aos Srs. de engenhos e casas
de familias.
Acaba de chegar para a Quaresma urna porcito de
baealho de escama de qualidado muito superior
aoqueat aqu tom chegado a esto mercado, o
qual he preferivel, nSo s pelo seu mdico prego
3ue he de 9,000 rs. o quintal, mas tambem por ser.
a melhor cura podendo conservar-sc urna barr-,
ca aborta dous ou tres mezes sem humidecer, ou
deteriorar-se. Vende-so no armazem do Antonio Au-
nes no caes da Alfandega, n. 5, e em casa de J. J.
Tasso Jnior, na ra do Amorim n. 35.
aniiio.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
^
re annos, muito boa engommadeira e cozinheira ;
urna dita de 20 annos, de bonita figura; urna par-
da do 20 annos; 3 protascom habilidades; 2 molo-
ques de 8 annos ; um mulatinho de 10 anuos; 2
pretos bem robustos ; um dito carreiro : no pateo
da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Na ra do Trapiche, n. 17, con-
tina a haver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
Vende-se urna porcSo de enchameis e taboas;
duas portadas de caixilhos com vidros para alcova ;
urna grade para portUo; urna dita da al mofadas e
vorgalhes, para escada ; um par de ananazes de
chumbo, para sacada : na na da Concordia sobra-
do da esquina pastando a ponlezinlia.
da
lVovos riscados
Na lo ja nova de Ferrao $- (J
na* ra do Coliegio,::.' 5,
vende-so merino muito superior, a 3,300, 3,600 e
4,000 rs. o covado ; sarja prota hespanhola muito
superior a i>,5(i e 2,7000 rs. o covado; e outrns
muitas fazendas por prego commodo.
Fa reos
em barricas, chegados ltimamente: no armazem
de J. J. Tasso Jnior na ra do Amorim, n. 35.
VELAS DE CERA.
j) Venderse na rua da Ca.
} deiado Kecife, n.37, cera
) em velas, de superior qua- ^
) lidade, fabricada em Lis- @)
) bae no Rio-de-Janeiro, B
\ em caixas pequen se sor- m
I tidas ao gosto do Compra- tj
) dor : tambem se vendem f$
) barandoes, por preco mais
(barato do que em outra
) qualquer parte.
8088880 88008
-Vendem-so sapa toes do sola e vira; ditos de cou
ro de lustro om poreao ; saccas de cera de carnau-
ba ; esleirs do palha de carnauba; sebo em barri-
cas : atrs do Corpo-Santo, venda n. 62.
(
Advertencia,
Chegou no vapor San-Stbailao' urna remessa do
superior e cstimadissimo rap grosso o meio-gros-
so.da fabrica de f.asso do Rio-dc-Janeiro: vnde-
se em porcio no deposito da rua da Cruz, n. 38 o
a ictalli nos lugares do costume.
No Aterro da-Boa-Vista loja
n. 78,
vendem-se sapatos do couro de lustro, para meni-
nas de 3a 14 anuos ; ditos do rnarroquim, para me-
ninos de I a 5 annos; bem como sapatos de lustro,
para senhora.
- Vende-so a venda da rua da Cruz n. 66, a di-
nhciro, ou prazo, a vontade do comprador ; a tra-
tar na rua da Scnzalla-Nova, n. 4.
OIhem,freguezes, que ha pechinchns na
nova loja da rua do Colleeio, n. 11 ,
de lirmiano Jos Rodrigues Ferreira,
como sejam : chitas finissimas, por preco barato na
certwadequcestn loja vender todas as fazendas,
quer do gosto, qur ordinarias por menos sempre
que em outra qualquer loja visto ser um ealabc-
leciment novo.
Vende-se um haixo de harmona, emsegunda
mito, com muito hoas vozes e muito doce na rua
doRozario da Boa-Vista n. 24.
inonstros.
Na loja confronte ao arco de S.-Antonio, n. 5,
chegou um novo sortimento de riscados monstros,
decores filas e lindos padres com urna vara de
largura pelo burato prego do 320 rs. cada um co-
vado.
Vende-se um sitio na Torre, com 600 palmos
do frente e 1,200 ditos de fundo pouco mais ou me-
nos na margem do Capibaribo, com alguns ps de
coqueiros : alm dos palmos ditos, ha una grande
baixaparacapim, ou vivoiros : na rua da Cadeia
de S;-Antonio, armazem n. 17,
Vende-se, ou arrenda-so um grande sitio na rua
Imperial, com duas moradas de casas, urna para
grande familia, na frente da rua e outra mais pe-
quena dentro do mesmo sitio com bons parreiraes
o muitas fruteiras de boas qualidades todas novas
e j dando fruto, com um grande viveiro no lundo :
na rua Direita, n. 135, loja do cera onde se l'ar
qualquer dos negocios, per seu dono ter de retirar-
so por molestia.
Vemle-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de so edificar,
por nlo precisar aterro em cujo torreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na rua do Pilar, om
Fra-do-Portas, do lado da maro grande: nadita
rua, n. 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da ni mili fa as 8.
Yovo bramante,
de 11 palmos de largura.
Na loja da esquina quo volta para a rua do Collo-
gio n. 5, vcnde-se o novo bramante do puro Italia,
com 11 palmos do largura, pelo barato prego de
2,800 rs. a vara.
Vende-se a armacSo da venda do patoo da S.-
Cruz por preco muito rasoavel: na rua do Sebo I
p-3.
Vende-so urna balance de columna, muito ele-
gante propria para padaria, ou outro qualquer no-
gocio : na rua Nova, n. 56.
-- Vendem-se superiores mcias croas americanas ,
4,800 c 5,200 rs. a duzia : na rua do Collogio ,
n. ,
Vendem-se saccas com farinha ; ditas com ar-
toz de casca o com milho : na rua da Cadeia do Rc-
cife, n. 8.
Vende-se um preto de 22 annos, de boa figura ,
bom marinheiro de governo ; urna parda que co-
zinha, engomnia, e he ptima para ama de urna cu-
sa ; urna prela de 18 annos, que cozinha lava rou-
pa'e vendo na rua, por 350/ rs,: na rua do Passeio.
n. 19.
^--Vende-se a venda defronte da matriz da Boa-
Vista n. 88. As pessoas que teem estado em nego-
cio com ella, dirijam-se a mesma, que se far qual-
quer trato que melhor Ihes cunvenha; bem co-
mo outra qualquer pessoa que a queira comprar.
Cortes de aleiua.
A fazenda mais perfeita que tem appa-
recido sao os cortes de alcina, para ves-
tidos de senhora, nao s jjelas delicadas
cores, como pelos lindos padr5es, por
nao desbotarem, e por serem do ultimo
goslo de Pflris. Estes cortes veh pti-
mamente acondicionados, cada um cm
Mii capa, c sao Icilos na principal fabrica
de Paris ; sendo de qualro qualidades dif-
ferentes, e aos piceos de 3,200, 3,6oo,
3,8oo e 4,000 rs.: na loja nova de ay-
mundo Carlos Leite, na rua do Queima-
do, n. A.
Vende-se um alambique de cobre de carga do
3ocanadas.com serpentina de estanho : tudo em
bom estado por preco commodo : na rua de S.-Ili-
ta, n. 85.
-* Vendem-se acedes da ex-
mela companhia de Pernambuco
e Parahiba: no escrptorio de O-
lveira limaos & C, rua da Cruz,
n. 9.
tos de 25 annos, sendo um carreiro e o outro nm
cial desapateirodatpda obra ; 3 trdos de 16 /"
annos sendo tlrn bom carreiro e os oulros n
priospara todooservigo; um mulatinho do lo.
nos ; urna mulatinha de 13 annos ; urna neurinh, 1"
lOannos; ambas com principios de habilidad,.,
pretas de 20 a 25 annos entre ellas algumas V
habilidades; urna prelada idade, por 200000r"1
na rua do Collogio, n. 3, segundo andar, *.3rJ
quemo vende. ""
Vende-se um sobrado era Olinda na frent,i
S, n. 10. u 11, em chaos proprios, sem onu,.d,a
gum vende-se para se pagarem decimas atrasad.,
repartir com os herdeiros : a tratar na rua da c d
n. 5, com Aleandre Jos deS Pogado, ou em ni; '
la 110 mesmo sobrado, com Francisco Jos de Si.
Na nova loja da rua da Cadeia
do Recite, n. 5ft, de laud.
no Salvador Pcreira Bra^a
[+! A '
vendem-so pecas de chitas escuras, a 4.200 7na.
5,200 rs e p covado, a 120,130 e HO rs.; cortJj.
fstao fino de coros, a 320 rs.; casimira franca,
pre a, a 2 2*0rs o covado; panno fino paracS
azul, crdnazeitona e verdo-oscuro a 2 GOD A
zuarte de vara do largura, muito encornado a Haa
rs. o covado ; cassasdo fiores ontrelinas, a 320 A .
vara; ditas de listrasequadros, a 320 rs.; |nco*
grandes de setim macao, finos, para grvala a 5 m\
rs.; ditos de tres ponas, a 1,000 rs.; rhilas i.'.,
francezas, a 300 rs. o covado ; ditas de nuadro, ,a
lislras, aSSprs.; luvas de seda para senhora eme'
ninas de diversas qualidades, a 500, 600, 700.1 una
rs. ; sarja larga, a2,000rs,; alpaca de cordo
Ao desengao do bom e
barato.
h.y.e,"d!;Sf ,Vp7-.r. MPJ Pr"ta hespanhola. n.b
_ .^o.i.a.uuors. o covado: a sua qu'alida-
debeluooxoellentequo nilo precisa de elogio .l
gum: na rua doCollegio, na nova loja da eflrelfa
Escravs Fucid03.
-r+
Nesta loja acha-se um completo -sortimento do
obras foitas, de todas as qualidades: bem como
pannos finos pretos, merino ricos cortes do col-
leto de gorgurao bordados, por preco commodo.
Vendem-se ancorctas de
Fuglo. no da 15 do corrento, o preto Joaquim.
de nacfio Ca?aBge, de 20 annos, estatura regulir
sem pona de barba, cor um pouco fula, cara radon,
da, nana bastante chalo e todo arapanhado em roda
parecendo ter Ido queimado; tom os pos um pou-
co grandes; levou camisa de bata verde, ceroulw
fe chapeo de palha. Hoga-seaos capitfes de csrano
pessoas particularos, queo apprehendam e levem-o
\.rua larga doRozario, padaria de Manoel Antonio
b Jess que gratificar genorosamente.
" -- Fugio, no da 18 de Janeiro, um cabra, de noma
1 JOaquim, alto, reforcado, de idade, com a l.irb
branca, cabellos corridos e bom protos ; levou um
irr.lo de pollo de carneiro, chapeo de bata usi-
p, calcas de algodito de listras rotas no assonto:
(ertioslornozellosdospsum lauto inchados. Es-
tdscravojafoi preso om S.-l,ourenco-da-Matta,
drnou a fuglr juntu aos Remedios, do poder da
urna pessoa que o condyzia para esta cidade ; voio
do Maranhno e diz ser de Caxias : quem o pegar le-
ve-oamado V.gario, n. 2, que ser recompen-
JVo Alerro-da Boa-Vista, loja
nova, 11.21.,
chegou, pelo ultimo navio vindo de Franca, urna
porcilo de farendas, como sejam as seguimos: lu-
vas de pellica, do meio braco, com ricas guarnieres,
para senhora ; (Utas curtas de seda c de pellica, pa-
ra homem ; ditas de algodno cora borracha ; ricos
ramos de flores para chapeos e cabeca ; chapeos de
palha entrancados Je cabello, ultima moda para se-
nhora ; ditos de palUa para menino e meninas; le-
jiiesde soda, e de papel, muito ricos; mcias pretas
de seda para senhora ; e muitas outras fazendas que
so vndenlo por preco commodo.
Vendem-M caixas com passas, de superior
qualidado (recias ditas e quartos das mesmas, por
commodo preco : no armazem do Oas Ferreira, de-
fronte da escadinha da alfandega.
VonJem-se duas booitas escravas, sendo urna
Panno-Couro.
Vendem-se superiores cortes do calcas da foseada
panno-couro par ser de duraeflo extraordinaria e
de padrOes escuros proprios para o trafico pelo
diminuto preco de 1,600 rs. o corto : na rua do Cul-
legio, loja nova da estrella, n. 1.
Casimiras finas c elsticas.
Vendem-se superiores casimiras linos e elsticas,
111,000 rs. o covado; cortes de ditas do cores, muito
finas, a 6,000 rs.; superiores casimiras pretas da
melhor qualidado, a 6 e 9,000 rs. o corle : na rua do
Collogio,loja nova n. 1.
Los pretos,
a 9^440 rs. cada um.
Na loja n. 5, confronte ao arco de S.-Antonio ,
vendem-so los pretos, grandes, a 1,440 rs. cada um
Vendem-se ancoretas com cal virgem a mnis
nova quo existe no mercado, por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parle; urna por-
cfo do pesos do duas arrobas de ferro e algumas ser-
ias grandes para serrarem madeiras : na rua da
Moda, armazem n. 17.
>rjr Vondem-se, na rua da Cadeia do llecife arma-
zem do Braguez, saccas com superior farinha de
mandioca ditas do arroz de vapor e da fabrica,
vindas prximamente doMaranhfto, pelo brigue-e-
cuna Laura : tudo por mdico preco.
Pannos finos.
Vendem-se superiores pannos finos, prova de li-
mno, pretoe azul, a 3,600 rs. O covado; dito fino
azul o preto e 4,500 rs.; dito preto de supoiior qua-
lidatle o ja bem conhecido pola sua baraleza.a 5,000,
5.600, 6,500 e 7,000 rs.; casimira prata limisle-da
melhor qualidade largusa.de panno muito fina a
11,000 o 12,000 rs, o corle de alca : na rua dO Col-
legio, loja nova da estrella, 11.1.
Vendem-o 12 esoravos, sendo : urna prela de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade: no escriplorio de
Oliveira Irmos & C.( na rua da
Cruz, n. 9.
--Vendem-se duas boas escravas crioulas, do
bonitas figuras e mocas, quecozinham, lavara mui-
to bem e engommam silo sadias, e no se duvida
dar a contento para serem experimentadas : na rua
do Queimado, loja n. 51.
Potassa e cal virgem.
Vende-se muilo superior potassa e cal
virgem de Lisboa, prximamente desem-
barcada: no deposito de Bailar & livei-
10, na rua di Cadeia do Hecie, n. ia.
Na rua da Cadeia-Velha, n.
'19, loja deJ. O. Klster,
vende-se vinhb do Porto, de diversas qualidades ;
dilo da Madeira ; dito de Malaga ; dito (fe Sherrv '
dito de Carcavellos; dito de Lisboa ; dito de Graves
dito Sauterno; dito San-Julien ; dilo de Hordeaux
dito Chateau-la-Hose; dito de San-Goorge; ago'ar-
dente de Franca, de diversas qualidades; whiskey;
cherry-cordial; marraschino; licores finos ; punsch
da Succia ; xaropo de framboises ; ptima champa-
nha em garrafas e mcias dilas ; velas de composi-
?flo ; cha preto e verde do superior qualidado ; pre-
suntos o salames de Hamburgo; sardinhasem latas
o vidros; petits-pois em ditas; salmn em dilas;
mostarda ingleza e franceza ; frutasen! vidros cora
S Ida de assuear o espirito; agoa de flor do Jaranja;
charutos de Havana e da Uahia : tudo chegado re-
ceDtemenle e de superior qualidade.
Charutos caca dores,
estes superiores charutos tornam-se recommenda-
veis pela sua escolente qualidade e por serom de,
urna das melhores fabricas da Babia : vendem-se na
rua do Trapiche-Novo, 11. 18, em casa de Frcderico
Robilliard por preco commodo.
Na, rua do Trapiche, n. 1 7
vendem:se barris com superior
l I vramunio,
cal virgem, cliegada ltimamente Pen"dos-
de Lisboa, a Cinco mil reis cada'
- Restppareceu, no dia 12 do corren te, urna par-
da baixn, gorda bastante, fefa de cari, com cabel-
lo amarrado, muito pequeo; eslava criando de
Imte em casa do Sr. doutor Alexandre Pcreira do
Carino ; n qual dizcm que foi desencaminhada por
um soldado de polica : qtiem a pegar leve-a a casi
do Claudio ubeux na rua das Larangeiras, n 18,
que ser recompensado.
ATTENCA.
Dilo-so 20,000 rs. de graliflcaeo a quem pegara
crioulo Silvano, official do peiroiro, o qual anda f-
gido desdo outubro do anno prximo passado ; tr-
balhou as casas que est construindoo Sr. Pontea,
na Passagem-da-Magdalena, a titulo de forro, e co-
mo fosse porsegu ido pela polica, oceultou-se pela
malta da Torre, onde est trabalhando pelo ofiie/o
nos dnTerentos edificios que se estil construindo no
mesmo lugar da Torro, mnrg>m do Capibaribo. El-
le be bem conhecido, e tem ossignaes seguintes:
estatura regular, bastante secco do corpo, bem pe-
lo, olhos muito vivos, pouca barba c com alguns
cabellos j brancos, suissas linas e compridas, muito
fallo de denles, s tem um dente canino na frente,
na handibula superior.peitos cabelludos e j tambem
com alguns cabellos brancos, muito candlo; lantn
trabaIha com a direita como com a esquerda, com
a qual loca bem viola ; peritas finas com urna sici-
trizavermolhada na canclla o outra no peilo do p
da outra pema. Quem o pegar love-o ao sitio das
hozoiras, defronte da capella do Rozarinho, do ma-
jor Joaquim lilias de Maura, seu senhor, que recc-
ber a graliflcacHo cima offerecida.
~ Ausonlou-se, na noite dodia8 de novembro do
1847, o escravo Herculano, de cor tflo fula quc.pate-
ce cabra ; lem a cabeca pequea, cabello ralo, olhos
pequeos, corpo grosso, pouca barba,estatura re-
gular; lem urna cicatriz no hombro esquerdo, quo
pode ter 3 a 4 pollegadas do comprimento ; eosluma
embebedar-se e ueste estado se intitula por Her-
culano Jos dos Sanios Tranca-Rua; levou ca-
misaio calcas do algodflo trancado azul, e algumas
camisas de niadapoine : quem o pegar leve-o a ci-
dade de oiimla na roa da Roa-Hora, a seu senhor,
Jos Ferreira Marinho, que gratificar onerosa-
mente.
Fugiram, nodia 11 para 12 do corrente, do
engenho Pagflo, 3 escravoscom os signaes seguin-
tes : Patricio, crioulo, de 25 annos pouco mais ou
menos baixo grosso, espadado, pumas gros-
sas pouca barba ; lem no peilo do p urna cicatrii
deferida : Manoel, crioulo, meio fulo, do 30 an-
nos pouco hlais ou menos, muilo ladino ; lem em
urna orclha um pedaco de menos : Simplicio, pardo,
alto, grosso, cabellos corridos ; reprsenla ter 25
annos pouco mais ou menos, pooca barba ; julga-
se terein ellas ido para as partos do serillo por te-
rem sido de l. Roga-se as autoridades pollciafls o
capitaesdo campo que os apprehendam o h|vem-
nos ao dilo engcnlio ou no Recife ,' largo do-K Li-
vramento, n. 20, que*serao gencrosameule recom-
barnl.
Vendem-se 5 moloques de 17 a 20 anuos; 2 pre
' \ \ MUTILADO 1
i.'Feiix. : NA TVP.
DEM. F. UE
FAMA. l848


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EX6L0IIDQ_GC1KC0 INGEST_TIME 2013-04-13T02:47:27Z PACKAGE AA00011611_05440
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES