Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05311


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Full Text
Anno XXVII
Terga-leira 8
PARTIDAS DOS COBREIOS.
Golanna e Parahiba, s segundas e sextas feiras.
Rio-Graode-do-Norte, todas as quintas feiras ao
meio-dia.
Oaranbuns e bonito, a 8 e 23.
Roa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os da*.
EPHEIStnlDIl.
4 h. e 3 m. da t.
i i. e i ni. da I.
Cheia. a 15,as 8h.e ifin. dam.
Uling. a 23, s 4h. e38ra. da in.
'Nova, a l, as
Ph.sbs dk LJGr
de Abril de 1851.
N. 81
raEAMiu se hoji,
Priraeira s 10 hora e 6 minutos da manha.
Segunda s 10 horae 30 minutos da tarde.
pa E90 da sbsciiipijo .
Por tres meies fadiantados) 4^000
Por seis meses XjOOO
Porum auno 15/000
.2 .'. .-.vv^-KfWwrr--,.-.i"";;^
DAS da semana.
7 Seg. S. Epifanio. Aud. du J. d'orf. e m. da 1.
8 Tere. S. Aiuancio. Aud. da Chae., do J. da sc-
iiii la v.ifi 'i > a. e du feln* da fitcnda.
o Ouart S. einetrio. Aud. do J. da 2. vara.
10 Oulnl. Excquiel. Aud. do J. dos orf. edo m.
da primeira vara.
11 Sest. S. Isaac. Aud. do J. da 1. varado ei-
vcl, c dos (Vitos da fazenda.
12 Sab. S. Victor. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do civel.
13 Doui. de Ramos S Hermenegildo
la, -j- u*rfTn-
CAMBIO DE 7 DE ABRII..
Sobre Londres, a 29 '/, d. p. 1/W0 rs. 60 das.
Pars, 320 por Ir.
Lisboa, 85 a 90 ,omi. oosrjvi
Ouro.-Oocas he.pauhola..... MgOO SggOO
Moedasde6l00velhas. MMOQ a
. de 6/100 novas lb/000
. -e 41000........ W$
Prata.Patacc brasileiros.... V">
Pesos coluiuuarios..... J .Ean
Ditos mexicanos........ I/oou a
1J200
161300
9/100
1/140
1/700
al i l^ v nL
-JBKSvV- ~- :i\\-~f-'i. >"'
t-.,- -
PISTE OFFICUL.
GOVEHNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 26 DE MARCO
Di: 1851.
Officio. Ao cnmmandantr das armas trans-
mitilndo copia do aviso circular do ministerio
da guerra datado de 28 de feverelro ultimo, ex-
tinguiodo a caixas econmicas011 particulares
dos corpos boje existentes, e determinando
que seus fundos sejam recolhldusaspagadorlai
militares; onde as houver, ou nasuaf-lias
tbesourana-de fazeuda, sendo ascoulasde taes
caixas tomadas por una commisso. Intel-
ligrnciou si- inesma pagadura.
Dito.Ao mesmo, para mandar por a dis-
posico do dezembargador chefe de polica, o
esa avu Vicente Ferreira Lontra, que se acha
j:a fortaleza do Hrum, eliui de ser entregue a
si'ii senbor Manoel Gomes da Cuuha, conforme
foi determiodaoo cm aviso da repartico da
guerra de 9 de Janeiro ultimo. -- Scieullticou-
seao referido desembargados
Dito. A lliesouraria de fazeuda, inteiran-
do-a da disposico do aviso da repartico do
imperio, datado de 10 do crreme, no qual se
declara que por decreto de 0 do mesmo sset fu-
ra uomeado o padre Jnaqulin Garciano de Arau-
jo para o lugar de substituto da cadeira de la-
tlin do collegio das artes, coni o ordenado de
500.000 rs. e a grtificaco de lOC.OOO rs. an-
nuies.--l.onimiinicoii.se ao director do curso
jurdico de Olinda.
Dito A mrsma, recommendando a exped-
cao de suas orden para que o inspector inte-
rino da alfandega desta cidade, nos termos do
artigo I. 3 do regulamento de 28 de agosto
de 1849, consinta no despacho, iseulo de direi-
los, de 23 peca de cabo de llnho, viudas de
llamburgo na escuna dinamarquesa l.auise,
011 conscquencla deencoinmeiida do inspector
do arsenal de marlnha. visto ser essa mercado-
ra para o uso daqrulle arscual. -- Scienlificou-
se au mencionado inspector.
Dito. Ao enmmandante superior da guarda
nacional do municipio do Uecife, recommen-
daudo a rxpedieo de suas ordeus do sentido
de ser dispensado do servico artivu, conforme
requisita o Kxui. presidente das Alagas, o
guarda Jos Goncalves de tlbuquerque, que se
acha terviudo nesta provincia oiugarde agente
procurador dos rendimentos daquella.Parti-
cpou-seao mesmo Exm. presidente.
Dito.A' pagadaria militar inteirando-a de
ha veri'iu os paisanos, Adulfo Eloy Pacheco c
Franrisco Daniel Segundino, contratado, nos
termos do decreto e regulamento de 18 de no-
vemliro de 1848e do aviso de 30 de outubra do
anno prximo passado, para servir nu exerci-
tu, o primeiro mediante a gralificaco de 200J
rs ; e o segundo rsjla dr 18(3,000 rs. que Ihes se-
sao pagas pela forma j estabelecida.Sccnt-
ficou-st ao commandanle das armas.
Dito. A mesma, devulvendo us attestadus
do cabo de esquadra Antonio Js>e de Sou/a e
do soldado Francisco horges, para que mande
pagar ao primeiro, a quanlia de 7,320 rs. e au
segundo, de 14,640 rs. de seus vencimentus
perlencenles ejercicios lindos, visto haver
quotapara i-.ni
Dilo -- Ao inspector do arsenal de marinha,
transmitndo copia do aviso da repartico da
marinba datado de6 do correnlc, determinan-
do que seja frito pelo segundo cunstructur do
mesmo arsenal um esboco, para ser enviado
aquella repartico, do brigoe L'aiiopo. com as
nulas das suas dimenses e actual maslraco e
vergame, aliin de se poder oiganisar o plano
regular da maslreaco do dito navio.
Dito. Ao director do arsenal de guerra ,
concedendo a auturisavo que pedio paia tirar
pela feriados operariosdaquelle arsenal, como
se pralica no da curte,os vencimentus dos Afri-
canos lvresque se achara o servifo co mesmo
arsenal. lntellgenciou-se a pagadoria mi-
litar.
Dita.Ao uizdc drelo da comarca deGoian-
na, inlerandn-o dudsposlo no aviso da repar-
tico da jusica dalado de 13 do crrente, no
qual se declara, que nao pode ser defcri.lu o
requerimento ein que Paulo Francisco do llego
pede a servenlia do officio de contador e dstri-
dor do juizo daquella cldade, por nao ser esse
officio creado por le, coinpelindo ao jus res-
pectivo exerce-lo, como lie expresso 110 regi-
ment de 2 de maio de l73l c 110 alvar de 26
deabrll de 1816
Dito Ao juiz municipal da primeira vara,
inteiraodo o de haver de conformidade com o
disposto no art. 43 5 das iuslruccoes de 25 de
Ulubrodo anno prximo passado designado a
hiiic. para servir no conselho de revista da
guarda nacional deste muuicipin. C'omuiu-
nicou-se ao commondanie superior respectivo
Dito. Ao director das obras publicas, re-
couunendando a expedico desuas ordens pa-
ra que o engenbeiro encarregado da terceira
seceo das obras publicas orgauise, com brevi-
dade a planta eorcaineulu de um acude na ci-
dade, da Victoria em o lugar mais appropria-
do, informando ao mesmo tempo acerca do es-
tado em que se acba a ubra da ponte sobre o
rio Tapacui.
Dito. A agencia da compauhia dos paque-
tes de vapor, transuilttindo copia do officio, em
que a associaco couuuercial desta provincia
representa que be descouveuieute ao cominer-
cio a aahida dos vapores da mesma compauhia
sein precederem us annuucios pelas foln.is pu-
blicas, aliiu de que aquella ageucia tenha em
atienco sciiirlhautc represeulacao. Iulelli-
genciuu-se a menclouada associa(o.
H01 Uria.--Noinrando, de cnnlurmldadecuin a
proposia do detembargador thefe de polica,
para os lugares de suppleutes dos subdelegados
das fregueiias abaix declaradas os cidados
siguiules :
Frtguttia do Kteife.
3 Supplenle Manoel Lobo de Miranda llen-
rinues.
5.* Manoel Aniono da Silva A ntunes.
Frtgutxia de Sun Jote.
2. Supplente Joaquim Texelra Peixolo.
6." Antonio da Silva Gusmo.
Dita. Resolveudo de couformidade com o
que proposo desembargador ebefede polica,
3ue tique sein ett'eito as uoiueacoesdos cida-
os abaixo mencionados para os lugares de
supplentet do delegado do termo de Cara-
iitiuns, visto nao terem at o presente presta-
do orjevido jurauunto.
2 Suppieule Frauclsco lilierra do Nasci-
Dttuto.
3.< Supplente Jos Caetanddc tloraes.
4.* a Jos Joaquim Ferreira.
4.' Muuuti silvej JJftlfCto,
6." Jernimo Ferreira de Veras.
Dita. Nomeando, de conformidade com a
proposta do desembargador.chefe de polica ,
para os lueares de suppleutes do delegado de
termo de Garachuns os cidados segulntes :
2 Suppleute Manoel Pereira dos Santos
Rocha.
3 Lourenco Biierra Cavalcanti de Albu-
qnerque.
4.'' Pedro Cavalcanti de Albuqurque.
!>.' Lniz Jos da Silva Burgo.
6. Antonio Victor Correa.
bita. Restaurando, de conforrnidade com
o que propdz o dezembargador chefe de poli-
ca, a subdelegada do districto de Jacarar
freguezia de Taquaritinga, que por portarla
de |1 de outubro de 1843 fra estincta. Innl-
taoo-se D dito districto pelo riacho Taboca,
desde a sua emboacadura no rio Capibaribc
al a extrema da freguezia de Cimbres.
Dita. Nomeando, de conformidade com a
proposta do dezenibargador chefe de polica ,
primeiro supplente do delegado do termo do
Ureju a Manoel Claudio Uitrra de Menezes.
Communcon-sc ao mesmo chefe de polica.
Dita. Nomeando para os lugares de substi-
tutos do julio municipal e de orphos do termo
de Cimbres os cidados seguintes:
1.* Pantaleo de Siqueira Cavalcanti.
2.* Joaquim de Almeida Catanho.
3.* Luis Cavalcanti de Alhuquerque.
4 Joaquim Severano Leite.
5.. Antonio de Siqueira llarboza.
6. Bernardino Leite da Fonseca Calvan.
Neste sentido fiserain-se as convenientes com-
municaces.
Dita. Nomeando, de conformidade coma
proposta do procurador fiscal da thesouraria
da faienda provincial, o advogado Jos Paulo
do llego Brrelo para o Ingar de ajudantc do
un sino procurador fiscal na comarca do Cabo.
Commando das armas.
Quarlel do commando das armat na cidade do
Itecife, em 31 de mareo de 1851.
OltDEM DO DA N. 69.
U lllin. Sr. coronel coinmaudante das armas,
leui d.-i.-i inin.ido que os corpos de primeira
linii 1 existentes nesta guarnico paisem ama-
nha em revista de mnstra nos seus respecti-
vos aquartelamenlos, pelii maiiei.ia Ifaulnlc :
a O oilavo batalho de capadores a 7 horas;
o r] 11 iit<> d'artilharia, as 7 l|2 ; a compauhia de
artfices as 8 ; a de cavallaria, as 8 112 ; o se-
gundo batalhiio de cacadores, as 9 ; *e os recru-
tas cm deposito nu brum as 9 l|2.
Icipoldino da Silva e .izevedo,
Priniirn tinento, ajudante d'urdeiis.
PERNAMBUCO
ASSKitlBLA PROVINCIAL.
SESSA KM 2 DE ABRIL DE l85i
Prtiidenrin do Sr. Pedro Cavalcanti.
(> mu 1 n n n .10 do n. 80.)
O Sr. Bnplita : Senhores, cntru nesta dis-
cuaso um lautoacinlia.lo e combatido de re-
cios ; nao por causa dessa impaciencia, que,
eguudu affirniain algumas pessuas, a pupula-
:ao desta cidade teni mostrado no desejo de
una un di.la qualquer, qne a livre do muito
que est soll'rendo com a caresta dan caines
verdes ; pois que a cuna disto esl o dever de
'dizermos franca e lealmenle oque sentimos e
pensamus ; nao por altencues aus amores du
projeclo ; poia que suas virtudes me assegura-
nio toda a liberdade no einiuii miiilia opi-
111.10 ; mas por ser a questo de mui dillicii 10-
luco.
Sein ter presuiuppo de que, direi bellas
cousas, e fundadiniiicainente na franqueza de
meu caracier. pepo permsso a cummissao pa-
ra que Ihediga, que meopponhoao seq pro.
jecto desde as suas primelras ale as suas ul-
timas palavras, desde o seu prembulo ale sua
ultima conclusao.
trmetro que ludo confesso, que nao sei e
mu posso saber qual fui o pensanienlo, que
prrpouderou ua mente da coinmis o. E la
coufessa que o assumpio he grave, e o remelle
para o Exm. presidente da pruvncia.
O Sr. Carneiro da CMfui! Elle o pedio.
Sr. Ilapliiia ; Eu peco que me nao inter-
rompaiu, que me nao desvien! do meu pro-
posito. Tenlio de eulrar na apreciacao de
factos, de entrar em indagares sccnlilicas
para slo he preciso esfoicu de intelllgencia,
e, se me quebraren! o fio das ideas, e se me
accoinmettereui com frequentes hilcrrupces,
ficarci a diseripciio dos inlerruplorcs, como
um batel a descripeo das vagas doocceano.
Repito, que. por mais que rellicla, nao posso
atinar com o pensamenle firme e preponde-
rante da commisso. Ella acha a materia mu
embaracada, e apezar de seus membros scrcm
bouiensdeexameediscusso, fugiraui de ap-
presentar urna medida, e remetleran o nego-
cio paraapresideiicia,sem8e lembrareinao me-
nos que, inuitos membros desta assemblea po
drai ter una opiuio sua, e que esta be una
das quesles graves mais proprias de seren
tratadas e discutidas pelos corpos legisla-
tivos.
Depois disto a commisso queixa-se de que
as esclarecimeutos su bministrados pela presi-
dencia sao insufficicnles, equecsia insullicien-
cia lbe motivara grandes embaracos na adop-
{o de una medida ; e logo depois, entrando
as causas da carislia das carnes verdes, as
deenvolve ex calhedra e por um modo pre-
ciso, elegante e adinlravel, que beui deixa ver,
que n.o existe a prctentida falta ou insum-
ciencia de esclarecimenlos e ao contrario esla-
va ella habilitada e bem habilitada, para lo-
mar a respousabilidade de umaopinlao, c pro-
por urna medida efficaz contra o llagello da ca-
rislia das carnes, e concorrer assim com as
suas luies e patriotismo para beneficiar a po-
pnlaco. E para que, pols, esta queixa I
A/yun Sn. epaltdoi 1 Aoude esta esta
queixa?
USr. Bapliito;-Esta evidentemente no pre-
mbulo, preludio, ou como quierem chamar,
do projeclo. Esl nesta palana;-- Estas duas
peca lu pouco adiaiiiam que a comiiiissao se
v furcda a conlessar, que, com o toccorro
deltas nao pode sabir do terreno cmque eslava.
Quereui mais claro ?
Ainda mais a comnissaodiz, que hesita a tes-
peito da natureza e qualidade da providencia,
que Uve tomar ; porque uo er que seja o
monopolio a causa emcienlc do mal; euliean
to que, em outro trecho ella assegura a lunesta
existencia do monopolio e falla de atravessa-
weuWeitotuMfeiMpelo. cluiivo nego-
ciante degado.eem sehavermorto um nume-
ro de rezes menor do que aquelle, que lie exi-
gido pelas necessldades do consumo.
Assm. aempre duvidoso, aemprc vacilante,
e perplcxo sempre a respello do pensamento
da cummissao, sem comprehender ( segura-
mente pela eseassez de minha inielligencia )
quaes sejam suas verdadeiras convirces a
respeilo de una materia por ella riconhecida
grave, egravissim para|inlm.privado dos raios
de luz, que partiam da subida intelhgenca
de seus membros, outro recurso me nao flca,
sean volar contra o seu projeclo, e expender
a minha humilde opinio.
Senhores. nao he de agora que reinara na
popula; 10 vagos riimoies e desejos inquietos a
repeitoda caresta das carnes verdes ; e por
diversas vrzes, deste mesmo objecto se teni
tratado nesta casa O tasar o preco da carne
tem sido e ainda he a opinio. que, sem mais
prolundos exames e averigunces circumspec-
tas, parece correr de bocea em bocea, e se ina-
nifesta como um remedio heroico contra o
mal, que solfre um povo com a carislia das
carnes verdes. F.11 nao sei se a razao he quem
tem dado vida a este pensamento.e sc"os espri-
tus firmes e pensadores he quem o tem creado;
o que se, siin, easseveru he que elle apeiarda
Ma bizarra encnnlra em mim mu vivas re-
pugnancias ; porquanlo ou o governo ha de
laxar simplcsiiienle o preco da carne, ou ha de
taxa-lo, concedendo o previleglo de vender a
aiguina conipanhia de particulares. No pri-
meiro caso nao hesito aflinn.ir, que, a violen-
cia i.ii 1 a naturea e a industria, ser to
monstruosa e exorbitante que afugentar esses
o. .um. capitaes, que hoje se empregam ne-la
industria, e a penuria, caresta e a foine, se-
r enlo ainda mais borrivel c insuporlavel.
No segundo caso, seudo cerlo que do mono-
polio beque nasce o mal, eu nao se o que be
crear-se um monopolio para destruir-se outro.
Eu, senhores, pensando como alguns econo-
mistas modernos, admiti que, conlra a ihese
da plena liberdade de industria, o governo em
cerina casos posta e leva iutervir com mcios
iudireelos ua direceo dos cap.taes c Industria ,
mas sua intervenco nao deve ser hostil, c a
sua actividade, se deve desenvolver, quando
muito. par crear, alentar c proteger, e nao
para matar a industria. Remover as causas 11.1-
luraes queobsiam o progresso de una indus-
tria que promette grandes cuusas, iseiupces
de contribuido e oulros mcios desta ordem,
taes sao us meios com que urna indus-
tria pode ser favorecida, cm beneficio do con-
sumo do povo c da riquereta publica, man au-
loiisar o monopolio, islo lie no meu culcnder
funesto empirismo que nao combate as cau-
sas, e ao qual sempre alguns interesses sao sa-
crificados.
No caso, de que tratamos, me parece, que es-
ta .iiii.p inin 1, a quem for concedido o previle-
gin de cortar e vender carne, 11111.1 ver que nao
*< 1 1111 removidas as verdadeiras causas du mal,
ella de 11111 ladu ha de sentir o peso das even-
tualidades funesta, para em muiloi casos n.o
abastecer o mercado e defcoder-16 com a ir-
H-.p.ni..iliiiula.il- pelos Imprevisto aconleel-
im i.iiit, e de mili.1 lado, sua -1:11 i,.m ficar
sendo asss poderosa para mpor U'rriveis con-
dicOes aos creadores; c quaulo amiiii confes-
so que uo posso qualificar le justa c conve-
niente aquella un.iui,1 que beneficia uroaclat-
se, dauiiilicaudo oulra, c que os favores c be-
nelicius, com que enriquece a un*, MO arran-
cados c i-xiiii iji.nlu a outro.
U Sr. Manoel Cavalcanti : Muito bem.
U Sr. Uaptitla : Senhores. n caresta das
carnes entre nos tem causas muilo mais fortes
e poderosas. Creio, que nao erro se disser que,
no ii'iSO paiz tudo esl por se I azor.
O Sr. iluriio de Suasshtia : --Temos frito limi-
ta I' 1 1 II s I .
O Sr. baplita i Nossas querellas polti-
cas tem sido bem falaes ao elemento industrial.
Primeiro que ludo os nossosserliies, sujeitos a
cunsiantes secas, nao tem recebdo plamaces
de arvores e outros soccorros da scieneia do
boinem para alllvlar este (.agello. Que rique-
za non 111.1 nao perdeiii os psrliculares c o pu-
blico por falla dos .1.. mies, que pdeni custar
alguns eolitos de ris .' Em tempo de seca, us
fazeudeiros, por seus administradores acliam
meios, se bem que escassos, pira aliineiitaiciu
o gado. Derrubam certas arvores, cujas folhas
o gado come ; mas quanto a agua, as rezes as-
sim alimentadas, sao obligadas a caininha-
rein seis, setc eoilo legoas para beberem pea-
sima agua, ea caminharoulras tantas legoas
de volta, de sortc que assm deliuliam e
morreui.
U >r. Pinto de Campos : He verdade.
O Sr. Baptla F.. creio, senhores, que isto
nao pode ser ignorado por quem liver algiim
couliecimento dos uossos sertes, dcsgra9ada-
iiieate atoruieniados pela seca.
Depois disto, que logradouros temos nos, on-
de se possaiu conservar um grande numero di-
retes, de sorie que nao seja preciso aos com-
pradores estar quasi lodo os das repciindo as
compras por falta de deposito e paalagem, e a
fazer repelidas despetas e asujeitar-se a um
grande acerescimo de encommodo c traba-
mos? Ncnhuns. Eque taciificios temos leilu
para te-Ios ? Nenbuns.
Estas e outras causas, que iorain bem de-
senvolvidas pelacommissau, e todas naluraes,
he que produzem dilectamente acaresliadas
carnes verdes, e expoem a industria de ven-
der a carne coutigencias e perigos laes, que
nao animara os grandes capitae. L da le he
que resulta este chamado monopolio, qnc nao
he senao una cousequeucia das couzas; por-
quanlo os grandes capitaM sao mais cauelo-
sos, os seus d,.hu n.ni quereinarrisca-lo facil-
uenle.o seu juito cspeculalivo he mais es-
clarecido e seguro ; no ctanlo, que os que
por emprestimo, ou por qualquer meio apa-
nhain un pequeo capital, sao afoutos, ali-
ram-se riscos.
O Sr. i/iiaod Cavalcanti. He porque neste
caso os capilaes vo com seus donos.
O Sr. lioplila-. lie verdade. E da ln re-
sulla, que apezar destes niedonbu monopo-
lios, de que se falla, nao veiuu riquezas glan-
des adqueridas ueste ramo de especulacao; e
inultos sao os que se bao airuiuado cuu.plc-
lauente. ,. ,
Senhores, nao coulieinos em paliativo con-
lra a naturea. ,
OSr. Uanotl Cavalcanti: As vezes tratera
inconveniente imures que o mal.
OSr. taplita: 0 pait nao vive para um
nem para dois anuos Conveiicaino-iio de
que com voulade forte e indecliuavel devemos
terrera, 011 pelo menos diinnuam estas causa
naluraes, que estao comnosco, que nos acom-
panham, e que zoinbaui do* nossos clamores,
e que soinentepodero ceder aus r-xforco da
noss volitado. A este respeilo leuibra ine do
um pi-ns iiiionio de (iuitot. Este homeiii, que
quando no governo, se mostrara algumas ve-
tes como poltico das ep'iemeras convenien-
cias do momento, fura do poder discorre co-
mo philosophn, insigne e profundo pensador
Assm, diz elle, que nao confia lias leis de
rpidas transices, mas naqiiellas que estu-
-I nu a mtureta, e enm passo relleclido a va
beneficiando, e dirigindo.
Mas, dizeui alguns : ein alguns paites elvili-
sados da Europa os procos de alguns gene-
ros deprimen-a neccssd.ule he laxado; c
nao prevalecern estes reeeios e nem este ge-
nrico principio da liberdade de industria
Seutioies, eu quisora evitara afoitet.a, que
lenho em fallar do materias que nao sao d
minha prolisso; mas confesso Ingenuamente
que a forca de miabasconvieyo-.s, bem a meu
pozar, me arrasto a isto.
Nos expositores lie que se bebeui os conlie-
cimensus tliooricos da economa poltica, mas
na sua applicacSo ca^la un paiz pode ser I111111
novo compendio da soioucia, assim quizera,
que, aiiuelles que esludam os paites extra-
11 luis nao se divorciassein do dever d'estuda-
reni,sobre ludo o son propro paiz. Km al-
guns pai/.es da Europa, he verdade, existe
iaxa para o preco dos gneros; mas es-
taremos as mesinas circunstancias ? pode-
reiuosc omportar a inesma providencia ?Ter
islo applicaco a nossa provincia a respeito
das carnes verdes, como querem alguns? Pa-
ioi o ipje uo c eu me explico.
Em primeiro lugar, naquellc, as industrias,
que do estos producios, cujo proco lie la-
xado, j lein uina marchae um pricesso to
cunhocido, to sistemtico c methodioo, que
fcil he couhecer seus lucros ordinarios, e por
conscguiite laxar o prejo de seus productos
sera .o perign de que ella feneca e morra. R
por ventura pode islo ser applicado a provincia
de Pernanipuco c ( algumas provincias do
Norte, onde urna leGCI mais uu monos Intensa
e duradora pude acabar com o gado,'por tal
modo que a procura soja excessiva, sem que
haja u preciso suplemento?
Alin disto.se uaqiielles paites eslstem inui-
|oa capitaes, e se pola marcha natural delles,
nao he possivei quepcrmanocapor muito lem-
po o monopolio, todava he bem pnssivel que
um capital mu poderoto, eslabelecam, ainda
que por das, un moiu>polio sobre os gneros
de primeira necessidade, que aggrave mullo
a CoudlcSo, j penu/.a das classes pobres; e por
isso, nao lu razan paraque podendu se evitar
esle mal, uo so evite.
Finalmente all ossilarios liona espliera so-
cial de 11111 < Importancia immensa, Una re-
voluco nos salarios se nao pude opera
gran Jes erizos para as fabricas c outras empre-
sas iuduslriaes ; e por issu coiivm de alguma
sorle, que cerlos gneros oslejam laxados,
razos oslas que nao mllillIU entro nos
Se, poli, a laxa no prefo d is carnes", segun-
do o 111011 pensar, nao he providencia, que do-
vamos lomar, o que ileverenios later? Minha
upiuio esl expendida. Coiivm cuidarmos
fazer anudes, lograiluuros, c uutros meios, de
que ai 1 itirui radlcaluieiite as causas du mal
He isto de nossos Interesses presentes e fuiu-
ros, devenios crear conipanlllas de sorlo que
nao lique o iiosso sustento 'Imitado acarno.
O Sr. Aguiur : Prop mlia.
O Orador : A coininissao que teve lempo
para apreciar a materia, qne fui noineaili Jiara
esle lioi, nao propos, como quer que eu pro-
punha repentinamente ?
Entrando a^ora nos arligos do projeclo, dc-
vo di'ter, i|ue se algiini remedio se deve dar
a presidencia para ver se momentneamente,
e mesmo al certo ponto, pude aliviar o mal.
nenhuiii me parece mais consentaneo do Que
o de poder ella diminuir a pesadissima impo-
sico que esl laucada sobre as carnes. Se o
mal he lal que exige auclorisacSo ampia, va
estaque, quandu bem exercida, pu.lor liaior
grandes resultados, e tem o mrito de ficar
consignada cxplicilamonle na loi, o que nao
fez o projeclo em discusso.
Ouliosiiii, lu. tu ui nao adopto o segundo
artigo, quando Impdeui a presidencia o dever
de dar exactas cnilas a assemlila provincial
dos 40:0110^11110 rs. que lbe sao consignados ;
porqiiautu em primeiro logar cnleudo, que es-
ta ubrgafu existe Implcitamente, e nu he
prceiso que a cumiuissu a recoinendassc ; e
ein segundo lugar a coiuullssao neste artigo
nao esla multo coherente CulU os seus prin-
cipios ; porque ella recouhece, era sua ex-
posico, que sobre esle negocio pudom haver
aveii;;iiai .n-s, que por conveniencia niere-
93111 uo ser publicadas, e se atiroii a presi-
dencia para o lerreuo das tentativas.
II 1 um aparte.
U Sr. i;.i/.(,.< 1: He sim, be de tentativas, a
commisso furtando-se de apprezentar una
medida legislativa esludada e refleclida, e
coufessando ao uiesino lempo a extraordina-
ria ilillu nl.l.ido da materia, ponto de temer
que nu acerlasse, colloca a presidencia nasi-
luacu de iiir tentar us meios de curar o mal
.Pelo que liei exposto, Sr. presidenle, roto
coulra o prujecto da commisao.
( Continuar-se-ha.)
Tribunal do commercio.
'Tirado da tetio de 6 de marco de 1851.
O Sr. desembargador fiscal pedio a palavra
para emiltir o sua opinio, edeuose
parecer:
A expresso do periodo ultimo do artigo 13
do cdigo coiiimcrcial parece que comprehan-
dea disposico segulnWi que o coinmcrciau-
te lie ulnigado a 1er, alm do lrro diario, ou-
tro copiador, cm que se rrgistem ou se traus-
crevamsinenlc as cartas raissiva sem que se
possa entender que nellc se l nce tambera u
registo das contas, facturas ou inslrucccs que
as acoinpanhareni, porque enlo a sua expres-
so sera das coutas, facturas ou iuslruccoes
que as acoinpanharem e se devia inferir que
uesse livro se copiassem as comas corremos, e
1.1111I1011. as lacluras, c enlo dava-se a consc-
quencia da necessidade de uutros dous livros e
cora as fosinalidades exigidas nu arligo l3 do
citado cdigo. Ein neiiliiim cdigo cominera.I,
por exeinplu. francez, belga e pul tuguez se en-
contra a oorgaco ao registo no llvro das car-
tas missivas, das comas e facturas ; ou que de
terminan a necessidade de um livro com cei-
KZS^XinS^^ s formalidades para as conta, c factura, ; o
savel, coma memoria das negociaees e justlfi-
cacao das que se cscreverain, apresentaodo-se
o copiador.
Em nenhuin cdigo se exige para prova, o li-
vro de coutas crrenle e faeturas; ese fosseni
necessario estes livros seria .1 consequencla a
necessidade de iodos os outros que o usoacon-
selha que tenham todos os negociantes, e que
no en 1 mo as bis coinmerclaes nao exigrm co-
mo iidi.pensavcis, sendo s indispensavei, o
diario, copiador e o livro dos inventarios, como
pelos cdigos francez c perluguoz. Deveriaui
assim lor os negociantes rubricados, numera-
dos e sellados os livros cal dos trinasen*, facturas, contal crrenles, de
coininissoes, ordens 011 avisos, de accrites e de
saques, de remessas, le dospoias, portes de
cutis, ecl., edo todas quanl op< r.cos tives-
sein, osquae com quaum possam corroborar
as provas resultantes dos livros Indiipensarel,
que por si s ratera prora dos actos dos com-
meroiantea, sio chamados auslliare* e sejul-
tm convenienle para ese fim, e para faclli-
dade ee'aieza dogyro dos coniniorcianles t lo-
go n 1 he necessario o livro de factura e cajil-
las coirenles legalisado porque lem-se esse li-
vro para nao embaracar o diario com a ininil
ciosi.lado que nina ficnira involve, ou com k
conta por miudo que se forma do v lor de una
mercadura adquirida por coiiimisso, ou rr-
uiettida por conta proprla para servir de nor-
ma a venda, a qual miiilos negociamos confun-
den! cora as cuntas de compra e venda.
As cuntas do compra feita por si ou por ou-
treui, e Igualmente a de venda cm conformi-
dade do arligo 11 do cdigo coinmercial, se
lauca nu livro diario como se v de suas pala-
nas c em geral lulo quanto receber e dis-
peuderdesua ou alheia cunta, soja porque ti- t
lulo for e nessas expressues se compreheu-
de tambera a oonts de factura que he a que se f
remelle ao comprador por um vendedor ou a
da acqiiisicSo que so (ai para o cuiuiliente:
logo, osla disposico repelle......cessidade de
um outro livru logalsadn para as cuntas e fac-
iiuas que 11 eulauto o uso aconselha, e to.los
uscscripioros que tenham os negociante*. En-
tende portanto que o cdigo no artigo citado,
iieui exige a IrauscripcaO de contas, sejam ella*
quaes quer que forera no livro copiador das
cartas, aliando all accidentalmente dolas,
porque com as carias umita veie se remelle
lies cillas o facturas que as vetes se confun-
dan com as mesuias coutas, c julga iudispen-
savel oseguudo lomo para esse lim, e pruden-
te que se declaro mnente que os cumiiiorciau-
tes podan lor os livros auxiliares para esse tiui,
cumprlndo.se exactaiiieule o que quer o citado
artiga o se resume praiicamenie.
Sujeila, porin, este seu parecer ao dos sa-
lios; c so for inetuor eaclirecida eouveiicido
une no copiador so deveiu iransorever as con-
is e as factura, e que foi essa a monte do le-
gislador, enlo julga acollado o uso do secun-
do lomo, piiquo un copiador nu se deve es-
crover senn as cartas e iinicainaile as carUS
missivas, e leudo acabado de dar o seu parecer
o Sr. desembargador fiscal, encerrada a dls-
cussu c proeedeudo-se a solacio decido-s
por unaiiiinldade de votos que a disposico
do anigo 12 do cdigo coiiiuierclal, na par-
le que Obriga os coiiiinerci.intos a l.in;.u-
un copiador 0 registo das cuntas, facturas ln*-
li-uoeesquc acoinpanharem as canas missivas,
exige que u legislo so faca por exteoCO c nao
por extracto : por qu.itro vulos, sondo vencido
11 no r. presidente, que segundo a loltia do re-
ferido arligo nao lio licito aus cominerciantes
terem u seu copiador era mal de um tomo;
por iros votos contra us dns senhores secreta-
rlo Jos jerooyrao Monte!ro, Joo Ignacio de
Medeiro llego, que supostu nu seja licito aos
cluunierciaiiles terem o seu copiador ein mais
e um tomo couforme a iiilelligoncia da raaio-
ria dos iiieinbros deste tribunal, lodavia he
muilo conveniente para iiiaior facilidad* ere-
gulaiiJadc da cscriplurafio du dilo copiador
qnc Ibes soja facultado leiem o mesmo copia-
dor em dous ionios servlndo o primeiro para o
rtgtsto das canas missivas e iuslruccoes, en
segundo para o registo das comas c laciuras!
toin.indo-se necossaiio para esle fim que u go-
verno pelo iiiinislcriu da justca declare nesse
senlulo o reloridu arligo 12 du cudgo eoiiiiucr-
cial, devendo ambos os tomos seren revestido
das formalidades determinadas no auigo i3 du
mesmo cdigo, e esorlpturados pela frma
proscripta nu artigo 14, c que de conformidade
con. o que lica rsposto se respondosse ao tri-
bunal consultante, rcinettendo-se-lhe extractos
da acia da presente sesso o da anterior ; de-
clarando o M. de potado Medeiroi llego que vo-
tiva de conformidade cora a sua conclusao.
O Sr. depulado secretario disse, que nao a
chava conveniente pedlr-se ao governo que
folie declarado o artigo naquelle semillo, visto
ter do api escotar una oulra ideia que lbe pa-
reca salisfater m. Huir os desejos de todo
quanto* lecouliecian a necessidade de urna
medida que lurnasse mais pralcavel a execu-
to do iiiesiuo artigo tul questo, e aprescnluu
a soguiute pi-upo-.il: (.le uuvidos us tribu-
nacs de coiiiiuereio da capital do imperio e
provincia da Habla, se represente ao governo
de s. MageitadeVpelo ministerio da justica, a
necessidade de aeV o artiga i2 lefoiuiado no
ullunu periodo, cliniiuaiidu-se as palavrasas
coutas e lacluras 4 licaniio ludo mais como
est no inesino artigo sendo asuaulliina parle
reformada assim. No copiador o couimor-
cianle he obnga.lo a tancar o regalo de todas
as cartas missiva que espedir com a inatruc-
ces que as acoiiipauliaieui e depois de ha-
veiem lili ido alguns senhores deputados cura-
merciantcs apuiaudu a pruposta, oblcve o se-
cretino a palavra e disse, que sendo reconhe-
cidameute quasi que impiaticavol a disposifo
do ultimo periodo do arligo 12, relalivu a lr-
ina de reglslar nu cupiadur as cuntas lacluias e
luslrucceque aconipanharem as carias mis-
sivas e e\igiudo-sc que esle tribunal iulerpo-
uha a sua upiuio a respeito da medida prupoi-
la polo uierelISsltttO tribunal da capital do im-
perio sobre o que c acabava de lomar uina
delibera^o que lembrava a ideia consignada
ua sua propusla como mel uuicu de e obter
um remedio com a dupla vaiilagem, nao de
lomar pralcavel o regalo das cartas missivas
e iuslruccoes que as acoiiipauliarein, como a
de lirmar aautoridade du diario, cumu o mais
proprla a recurrer ein questo de couta; pois
que a propusla de devdir o copiador era duus
lomos contra a qual elle se prouuuciou na ses-
so passada, couiquaulo toruasse mais pralca-
vel a disposico da ultima parle do artigo em
questo, uao era,todava,medida que sausl'ue-
sc aos interesses do cuuiiucrciu, licaudo aiuda
assim subsialiutio o embaracos que. no foro se.
Ui



&*
m*m
l
!2!
podiaui Suscitar com a existencia desse segun-
do tomo do copiador revenido das mesmas for-
malidades do diario, para ler a legaldade de
prova emjuizo, o que elle secretario julgava
occioso, visto como o cdigo obriga o negoci-
ante o laucar no diario com individuaran e cla-
res toda as suasoperaefles commerciars : que
era esse o livrn mais proprlo a recorrer para
verificar o verdadeiro estad de qualqurr con-
ta, quando por ventura se nlfrrec alguina con-
testaciio: mas eonservando-sc csse outro livro
intitulado segundo tomo de copiador para r-
gido de contas com a mesma legallda 'e de
prova que tem o diario dira lugar .10 juiz a-
char-se freqtienlrinente embarazado na esco-
]ha de qual deaas prova* seria a inais valiosa,
pois que pelo artigo l Ihe pareca que ambos
oslivros estavam pos tos em igual par-Iello, no
passo que com a eliminarn de duas palavras
smente do artigo ficaria ludo sanado c que
a intelligencia dada ao artigo i2 peloSr. des-
emhargaJnr fiscal, aluda mais o convenca da
absoluta necessidade da reforma do artigo em
queslo 110 sentido da proposta que acaban
de escrever, visto ser a explleacao de S. S. em
senlidodiatnclralniente oppnsto a indas as 011-
tras oidniors que alli tinhain appareddo sobre
a vcidadeira intrrpretacao da disposlcao desse
arl'go na parte do registo de contas c facturas
no copiador.
Em argida o Sr. desembargador fiscal emit
lindo o seu parecer dise: quanto a proposta
do Sr. deputalo secretario, i|ue era de parecer
que se pedisse ao governn a providencia indi-
cada, poisjulgava s neeessario o livro copia-
dor das cartas inlaslvaa, porque pelo diario e
livros auxiliares se poda verificar a veracidade
das contas, e quando se queira faier algunia
l'al'idade nein seinprc se podrr provar pelos
livros dos commerciantes e lini por oulros
ineios de prova. O Sr. presidente pondo a pro-
posta a votacao foi a menina, approvada por
,1.-11, >i votos, votando contra a iiiesma o ar.
presidente, pirque a respailo da conveniencia
sena > ndisprnsabilidado do registo das contas
e facturas, panilha as mesillas ideias expendi-
das pelo F.tin. Si. presidente do tribunal do
conimerclo da corte nasessnde 3 do prximo
passado met e constante do extracto da respec-
tiva acta, remeitida a este tribunal.
OSr. presidente eucerrou a sesso as duas
lloras da tarde.________________
flURIll HE PnBX\IBI)fill.
mCCI, 7B1 ABRIL DE 1851.
Aassemblcaapprovouhoje em primeira dis-
cussao o projecto. que altera o regulamcnto do
icemiterio ; o de nrcainento municipal; o de
t. 18 ; o de n. 20, igualmente npprovou em
primeira discu<*o um projecto da cominisso
de negocios ecclesiaslicos com nina emenda do
Sr. Aguiar, e em terceira o quetransfere a sede
da comarca de Plores pira a povoacao da
Baixa Verde. Continuou a discusso do or-
namento provincial que licou no artigo ?.
inclusive.
Para legjate foi dada como ordem do dia
it continuaran da de boje, segunda dlscusso
dos projectos ns, 11 c ti, primeira do projecto
n. 19, dlscussaoda emenda ao projecto n. 5.
Verificou-se no dia do corrente o fallrri-
ineiiio 1I0 Kxiu. presidente da provincia da 1 a-
rahyba o Dr. Agostiuho da Silva Neves, cujos
ltimos paroxismos annuncinos em o nosso
numero passado. S. Exc. servio por tres vezes
o lugar de presidente naquella provincia, t
urna na das Alagoas, tendo tambera (idoelel-
to deputado a assembla geral. I'ernainhiica-
no difundo por sua intelligencia e probldadc
nao vulgares, cpossuiudn tima instruir.So so-
lida, que as mesillas convrrsacdc* palontca-
va, o Exui. Sr. Silva Neves teve a MtisfaeSo de,
cm sua curta vida, ver appreciadns devidamen-
te os sciis iiierecimeiitos, coiilando-se-llie em
diversas quadras os destinos de duas provin-
cias, que adininistrou, como de suas qualida-
desse poda esperar.
Toin 11 conta da adniinislraco da provincia
0 vice presidente Frederico de Almeida e Albu-
querque, a quein o fallecido liavia mandado
chamar seu engenho, logo que se sentio em
perigo de vida._____________________ _
1 -------
Correspondencia.
Copla da resposta que do oengenheiro Andr
Willamd ao vigario da fregueiia de b. Jos
do Recife, sobre a obra da respectiva nova
Matriz. ... o
lllm. e Bm. Sr.Annexo achara V. i>. um
succlnl* relatorio da obra da nova matriz, da
respectiva fregueiia de V S., em o qual val
tanibem oreada a despeza at a cobertura;
espero da bondade de V. S. que einpenhara
todos os aeus esforcos c alto valimenlo, como
no mesmo relatorio tenho a honra de Indicar-
Ihe, afim de nao vir-se a perder o que com
tanto dispendio se tem adiantado na referida
obra.
Dos guarde aV. S. como he misler. Per-
nambnco, 3i de Janeiro de l8'l lllm. r
Un. Sr. I.ourrnco Correa de S, vigario da
freguezia de S. Jos. .tn-r IVillmil.
Segu o relatorio e orcaincnlo cm folha se-
parada.
Ilelatorio do estado actual em que seacha a
obra da nova matriz da freguezia de S. Jos,
e quanto se faz preciso em sua construeco
at a caberla.
O edificio acha-se todo em respaldo at o
primeiro travejameoto, tendo j collocado al-
gumas travs, c he da mais nreente neces-da-
de proseguir em sua continuaran, afim de que
seja posta a coberla, para vedar o deteriora-
niento das paredes e madeiras se por ventura
continuar a permanecer exposta ao ludibrio
do lempo. As despezas ornadas pira adlan-
tamento do mesmo edificio, inclusive a cober-
la, .1I1.11 vi vam declaradas, montando em res
22:087.000
Oesciiplos da maneira segnlnte:
(i'iO llracas cubicas de parede de tl-
j,.|o Je alvenaria, cada braca 20,000 12:600.000
Todo o madeiramento 2:700,000
Ib" Milheiros de telhas 1:800.000
Kerragens 1:137.1.00
Chumbos para canos da coberla" 400,000
Jornacs de operarios e serventes 3:450.000
Soinma total 22:087,000
Tenho de observar aV.S. que o prsenle
orcamento foi todo fundado as regras da
economa, sem que por isso deixassc de atten-
der a boa construeco da ob 1.
Cumpre-me lembrar a V *. que deve levar
o expendido ao Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, para elle dgnar-sc tainbem levar ao
coiihecimenlo da illuslre assembla provin-
cial na prxima legislatura, afim deque esta
marque quota para lao nreessaria drs|irza sob
penna de perder-se o que j se acba construi-
do com lano dispendio.
Deixo o mais consideracao c saber de V.
S a quein nesta occasiao reitero os mcus
protestos de respeito e estima.
Keriiainbuco, 31 de Janeiro de 1851.hndr
Willmd,
ommmziQ,
ALFANDEGA.
Bendimenlo do dia 7 .20:268,149
Descnrregam boje 8 ile abril.
Rriguo -- F.oper -- farinha e bolachinlias.
Itrigue -- l'ebednbo o resto.
Itrigue Enyemir -- dem.
liriguo James carvilo.
Itrigue -- Jcsseclhms merca dorias.
Itrigue -- l'oultney -- bacalho.
Itnguo Irland mercadorias.
Malo -- Cururipc gneros do psiz.
CONSULADO CEU AL.
enilimentn do dia 7.....3 255,708
Diversas provincias...... 56,114
3:311,822
EXPORTACAO.
Despacho martimo no da 5
Marsellia, brigue francez leaucu, de 200
toneladas conduz seguinte 2,200 sac-
eos rom 11,000 arrollas de assuear.
Itl'XEKEDUltIA DE KENUAS GEKAES
INTERNAS.
".Rudimento do dia 6......729.180
-i------------------- ___l__C___Jig
meio-dla compefenlemente habiliudas na for-
ma do artigo 24 do regulamento de 7 de malo
de l850.
E para constar se mandou afilxar o presente
c publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda provin-
cial de Pcroambuco, a de abril de 1851.
O secretario,
Antonio Ftrhtf a".Innuncpdo.
Clnumlas especian da arrematarlo.
1. Os Irabalhos e obras drste lanco de es-
trada, serao feilos pela forma, sobas condicoes
e do modo Indicado no orcamento e planta, e
mais riscos approvados pela directora emeon-
selho, e apresentados ao Exm t da provincia, pelo prreo de 11500,000 rs.
. 2, As obras pripcipirrao no prazo deum
..iez e serao acabadas no de de mezes, ambos
contados da entrega do termo da arrematado.
3. Em todos os pontos onde a estrada nova
coincide ou encontrase com o caminho ac-
tual, dever ser dirigido o servico de tal modo
que baja sempre um transito fcil, ou na es-
trada nova, ou ao caminho.
a 4." O pagamento do importe da arremata-
cao ser feilo em quatro prestaedes regulares
como marca o artigo38 do capitulo 3 do regu-
lamento 'le 7 de malo de 1850.
5-1 Para ludo mais que nao esta determi-
nado as presentes clausulas seguir-se-ha iu-
leiramenle o que dispe o precitado regula-
uento.
a Directora das obras publicas, 20 de marco
de 1851. Approvadas pela directora cm conse-
Iho. no da 20 de marco del85L O director,
Jos Mamcde Mies l'erreira. Floriano Deitre
l'orlier-
Approvo. Palario do governo de Pernam-
buco, i de abril de 1851. Sauz* Ramos.
Conforme. O ofSclal inaior, Joaouim Pires
Hachado Portta,
. Conforme. O secretario, JafOftta Ferreira
d'Snnunciac'io
~ Pela inspectora da alfandega, se fas pu-
blico, que no dia 10 do correle, depois do
meio dia, se ha de arrematar a porta da mes-
ma reparticao, o seguinte, apprehendido pelo
ajudaute doguarda-iiior, Luis Gomes Ferrei-
ra, a bordo do brigue francez Emito, por olio
se adiar manifestado; 6 carteiras dealgibci-
ra, a 480 rs. total 2.880 rs. ; ditas maiores,
a 800 rs. total 4.>00 rs. ; 48 jogos de vispora,
a (i40 rs. total 30,720 rs. ; 11 ditos de dome,
a 56o rs, total 6.160 rs. ; 7 chapeos de masa.
4,00n rs. total28,000 rs. ; 4 ditos de seda para
sol, a 4,000 total i6 000rs. : outro lint, 52cal-
cas de riscadu dealhodao a 600 rs toial 31.000
rs. apprehendidas pelo mesmo ajudante do
guarda-uuira bordo do br:gue austraco Pera<
por nao se acharen! manifestadas ; sendo arre-
matarn livre de direitosao arremtame.
Alfandega de Periiambucn, 7 de abril de
l35l.0 iuspeclor interino, Ututo lose Fernan-
des Horros.
Pela inspeclorie da alfandega, se faz pu-
blico, que 110 dia lOdo correnle.dcpois do nielo
dia se bao de arrematar a porta da mesma re-
partidlo, 12 camisas de meia de algodo no
valor de 12.000 rs. ; apprehendidas pelo aju-
dante do guarda-mor a bordo do brigue ame-
ricano Donglai, por nao se acharein manifesta-
dos ; sendo a arremalaco livre de direilo ao ar
rematante. .
Alfandega de Pernambuco, 7 de abril de
18J1.--O inspector interino, rnlo Jo AVrnan-
ilcs Barros.
DeolaracdfS.
AO PUltLI O.
Ha pouco menos de um auno oceupavamos
a ltenlo do respeilavel publico, c chaina-
vamos a dos seiiliures deputados provini iaes
para a obra da matriz (le S. Jos; c luje tor-
namos ao mesmo assiinipto, vollainos inp-
.pilcar aos mesmos senhores representan les
da provincia, que dando ouvidos aos Impulsos
de sius lo religiosos senliiiirnlos, se dignem
cons'guar una quaiilia que possa concorrer
para 11 acabainenio do templo inagestoso, que
1 ii.l" U-- ni lo esta capital, dar seguro tcsic-
nunlio da pied.ide do nosso secuto.
A matriz dr S. Jos, enjo principio devenios
ao zelo do.nosso mui digno prelado diocesa-
no, se aeba em um estado de adiantameiito,
que o nao continua-la Importar UUl grande
prejulZO, visto como ter em tal caso de dete-
riorar-sc o que esl feilo c que importa j
em mais de 30:000,000 ris.
O din inoculo que abaixotramcrrvcmos mos-
U> que sao precisos ainda 22:087.0110 ris para
o acabainento o'aqurlla obra, e tendn a maior
paite della sido feila cu>ta das esniola dos
liis, pois que osiofres pblicos apenas tem
caoenrrido com 9 '1,000 ris, nao ser pus-
sivel por sem duvida recorrer ainda a aquel-
les; e s a respeilavel assemiila piovincial
pude ( e esperamos que aidlll aconleca \ pro
videneiar para que nao fallem os lucios para
essa concluso.
Mein pareja improductiva a despeza que
para isso se bouver de fnzer, pois que se por
11111 lado os edificios notareis e importantes
servem de dar ideia do grao de civilisaco e
adlanlamento de um poyo, por ontro lado
quando esses edilicios sao da naturrza do de
que Iralaiuos, servindo a sua edilieacao de
alervorar o culto externo, a sorledade ganha
nisso pelo que respeita a mnralidade de sens
iiirmbros ; r por isso longc de ser antieccono-
mica qualqiier despeza que bouver de ser
aulorlsada para canseguir-se a concluso da
mencionada igrrja, ella he pelo contrario
aconselhada pelo boni senso.
He, purcui, preciso que a quota marcada
csirja 111 proporco com o orcamento abaixo
transcripto ; de nutra fnna distrahindn-sr a
minina que fosse marcada de outro qualqurr
ramo de despeza publica, em nada 4e prote-
ger a igreja matriz, pois bem ronlierem ns
illuslre representantes da provinria, que nao
ser possivel com urna quanlia muilo limitada
fazrr colisa alguma.
Finalmente mais alio, c nirlhor que n
falln neta maleria o lllm. e txm. Sr. Souza
Hamos, que lamo peito ha lomado os ini-
lliorainenlos da piovincia, que por fortuna
se acba confiada sua sabia c 1ll11si1.nl, admi-
ulslracao, e por lauto nao ser a assembla
provincial de Pernambuco surda s nossas
supplicas. Ella que lano patriotismo lia sem-
pre ostentado, ella que tao religiosa se ha
mostrado, ella, n'uuia pal.ivra, que conhecc
que 11.unas vezes a economa rsla em gastar.
Publicamos o orcaurnta resumido do resto
da obia farer, e o trrxo do discurso do lllm.
e Exm. Sr. presidente da provincia, que ha
pouco nos referimos, e para essa pecas cha-
mamos a allenco dos leitores.
O conego vigario, oiirenco Correa it Sd,
Movuiieiiio do porto.
Plavios entrados no dia 7
1I11II 60 dias, barca rsala na Gutlaf, de
3n4 toneladas, capitito W. B. loikroth,
equioagem 14, carga carvao; a Deane
Yutile o: Companhia.
Maranlio pelo Ass35 dias e do ullimn
poito 15, hiato nacional fovo Vlinda, de
86 1|4 toneladas, mestre Jos Rodrigues
Freir, equipagem 9, carga sal e arroz:
a Francisco Joaqiiim Pedro da Costa l'as-
sageiro, o Brasileiro Thomaz Joaquim
Coelno.
Ciiniaragihe 3 dias. Iiiate nacional Capri-
choso, de 35 toneladas, mestre Hiplito
Jos da Silva, equipagein 6, carga assu-
ear; a l.ioo Jo- de Castro A>aujO. I'as-
sigciros, os Brasilelroa Jos do Barros
l'iiiientel com 3 esCTaVoS, Candido da Cos
la Dourado, Ito/almo Jos Be reno, Jos
No lasco Pimeniel e Antonio Gaetano Mar-
tins Vieira.
Boslon 38 dias, brigue americano llenrij
Mat/ieus, de 249 toneladas, cailSo 1. N
Harreman, cquipagem 8, carga resina,
junco e mais gneros allenij Forsler&
Companhia. I'assageira, a americana t.
M. I., llares com sua familia.
EDITAES.
-- Por ordem do Sr. desembargado chefe de
policia da Provincia faz-se publico para co-
nheciineuto dos iuleressadoso ollicio seguinte
que Ihe dirigi o chefe de policia da provincia
das Alagas;
lllm. Sr. Acha-serecolhidoa cadeia des-
ta cid.1 'r um crioulo cjue representa ter vinte
anuos de idade, e que diz chamar-sc Manuel
Ferreira, interrogado sobre sua naturaluladc
e feliaco declarou que erra forro; porm
vendo cu que elle lii.ha as costas siguaes de
haver f ido af outado, interrogando mais rigo-
rosamente confeosou, que viera de Papacassa
onde mu.iv.1 seu Sr, Amonio Corra Lima, que
o comprara a I.ourenco llizerra Cavalcanti, c
para que o exposto po>sa chegar ao conheci-
ini mu dos iulercssados faco disso couuuuni-
caco a Y. S".
Dos guarde a V. S. Secretaria de policia
de Macei 21 de marco de 1851. lllm. Sr. Iir,
leroniuio Marliniano Figueira de Mello. Che-
fe de policia da proviucia de Geruambuco.
Francisco Joaquim Gomes Ilibriro chefe d
polica. Secretaria da policia de Pernambu-
co, 7 de abril de 1801.
Antonio Jos de Fnitas,
Primeira amanuense
O lllm. Sr. oflicial-maior, servindo de ins-
pector da ilicsoni.il 1.1 da fazenda provincial,
em cu m |ii 1 m en i-, da ordem do Fxm.Sr. presi-
dente da provincia de 2 do correle manda fa-
zer publico, que nos dias 2t c 30 do crreme,
e primeiro de man. prximo viudouro ir a
praca peranle o tribunal administrativo da
mesma thesouraria para ser arrematado a
Miera por meims fuer a obra do 23. 5 lauco da
estrada da Victoria, avallada em 11:500,000 rs.,
c sol) as clausulas especiaes abaixo declarada.
Aspessoas que se propozerem a ela arrema-
laco comparecain ua sala das sessas do mes-
mo tribunal nos dias cima mencionados pelo
Pela subdelegada deS. Jo- do Becile
H apprehendida urna cabra de nome Tneo-
lo'a, escrava que declaruu ser de D. Geno-
veva, da cidale de Macei: seu legitimo se-
nhor comprela nest juizo, que, provando
a posse o dominio, Ihe ser entregue.
Iloje, 8 de abril, na porta do lllm, Sr. l)r.
juiz dos feilos se ho de arrematar o seguin-
te: una inorada de casa terrea na ruados
Guararapes n. 53 avallada por venda em
800.000 rs. penhorada por rxecucao da fazen-
da provincial conlra Jlo Alhanario Dias; nina
dila de sobrado de dois andares na ra do Pa-
dre Floriano-n. 7l avahada pela renda em
150,000 rs. penhorado por execuco da mes
ma fazenda contra Carlota Joaquina Munii
Tarares ; urna dita de um andar na ra de
Dorias n 28 avahada por renda em 150.000 rs.
penhorada por exeeucao da mesma fazenda
contra Jos Bodrigues dos Passos ; urna dila
Ierren na liavessa da ra Helia n. 10 avahada
por renda em 86.000 rs. penhorada par exe-
eucao da mesma fazenda conlra Joanna Maria
do Itozario; urna dila dila na ra de S. Mi-
guel do bairro dos Allogados n 8 avahada
pe| 1 renda em 36,000 penhorada por exrcuco
da mesma fazenda conlra os heirnos de An-
tonio Xavier da Silva; urna dita dita na mes-
ma ra cima e 110 mesmo bairro n. 10 ava-
hada pela renda em 30,000 rs. penhorada por
exeeucao da mesma fazenda contra o mesmo
cima; mn sitio de trras proprias no lugar
de S. Amaro com bastantes arvoredos de frur-
los, cacimba, viveirn de prive casa de vivenda
ierres, de pedra c ral cnsinha fra e um te-
Iheiro que serve de estribara avaliado por
venda em 5:000.000 rs peuhnrado por execu
cao da inesnia fazenda contra Elias Corlho
Unir ; urna escrava criouia de nome Joan-
na que representa 58 anuos de idade avallada
em lOO.OOO rs. penhorada por xecueo da
mesma faiend cont a Joo Joaquim de Fi-
gueredo c Jos Maria de Amorim lima; una
dila de nome Juliana lainbein crioula com 27
anuos de idade avahada por venda cm 300,000
rs. penhorada por exeeucao da mesma fazenda
contra o inesmo cima.
Francise., da Costa Arrudae Mello,
Solicitador provincial.
Thealro de Santa-Isabel.
53 RECITA DA ASSIGNATUBA.
TERCA ITillA, 8 11K mu. DE 1851.
Kstra do Sr Jos De-Vccchi. primeiro dan-
i;.h iim de parles do thealro de S. Pedro de Al-
cantura do Uio de Janeiro.
Espelaculo variado de canto, dramtico
e laura.
Depois de urna das melhorcs ouverluras, e
por se adiar j resta belecido o Sr. Fdippo Ta-
ti, a companhia Ivrica rxecutar o primeiro
acto da opera do iumiortal Bellinl:
HORMA
com todo o seu brilhante aparato.
Logo que termine, asenhora Hadeina eo
Sr. Jos De-Vecchi, dancarao o novo e lindo
passo a dous :
A Rosa.
Composto pelo mesmo senhor, e extema
mente applaudido no Bio de Janeiro. Por falta
de i, ni 1 .<> non promtificou oSr. Jos De-Vecchi
una das suas scenas mmicas, em que podes-
se dar ao publico urna prova do seu subido
talento e gostu, o que far na prxima repre-
sentado.
Depois a senhora Candiani executar a bella
cavatina da oj-ria- llarbciro de Sevithaseguin-
do-se o duelo da mema opera pela mesma se-
nhora e o Sr. Capurri.
'I r 1 ni in. 11.1 o espelaculo com o novo drama
cm 1 acto ; representado pela compaubla na-
cional.
Santo Antonio.
Com todo o seu machinilmo.
Personaaens.
AntonioSilvestre.
Eugenio Costa.
Maiiim de i-11 ln.esCoimbra.
Dauiel, criado de EugenioSania Rosa.
Henedicto, alcaideRayinundo.
D, FranciscoCabral.
ThereisD. Joanoa.
Cecilla-D. RUa. '
Guadas, povo religiosos, etc., etc.
A scena passa-se em Lisboa.
Come?r s 8 horas.
O resto dos I.mieles acham-se a venda noe-
crlptorio do thealro._____________
n-aCITA EXTRAORDIAHIA EM BENEFICIO
3DO PRIMEIHO TENOB FELIPPO TATI.
Qainta-ftira, 10 de abril de l85l.
Espelaculo variado de canlo, dramtico e
danja, devldldo em tres partes, da maneira
seguinte :
Primeira parte.
N. 1. A orchestra executar urna das me-
Ihore ouverluras de seu reprrlorio ;
N 2. Grande scenarecitattw e auclo- -aa
opera do raaeslro bellinl
(J Pirata,
Opera inmensas vezes representada no thea-
lro de S. Cedro no Bio, sempre com extraor-
dinarios applausos e numeroso concurso ; he
esta a peca em que a voz melodiosa e tocante
da senhora Cundan! toma a expressn terna
do melanclico e apaixonado rouxinol italiano,
e unindo-se a rlgoro'sa e perfelta exeeucao do
tenor Tali, leva alma do auditorio a mais vi-
va e penetrante soih.h-.io.
N. 3. Grande scena e aria da opera de Bel-
lini
lleatrc de Tenda
desempenhada pelo baix-barytono, o Sr. Ca-
purri.
N. i. Scena e excellente romance da opera
II bravo le Veiu-zln.
He a narra"cao mais pattica da vida do bra-
vo, revestida de urna msica sublime e apro-
piada a severidade doobjecio, poslo da pro-
funda scienda musical do celebre Mercadan-
te ser executada pelo beneficiado e seu fi-
Ih Frederico Tati, que toma urna pequen
parle na scena. O alegro dtssa prca be de
composicao do cavalleiro maestro Geannini,
que o cscreveu expressamente para o bene-
ficiado. .
A primeira dama absoluta a senhora Marieta
I inda em obsequio ao beneficiado cantar
una excellenlearia de sua esculla.
N. 5. Um passo a dous pelas .roboras Ba-
derna e Moreaux.
Delle Ciarpe.
N. 6. Dar fin primeira parte o bello e
muilo applaudido duelo da opera de Bellini
I. PURITAM
desempenhado pelos Srs. Capurri e Frederico
Tai!.
Segunda parte.
Dramtica.
A companhia, em obsequio ao beneficiado
representar a graciosa e sempre apreciada
Carea
O Detanti
na qual tomar parle o distincto artista, o Sr.
Germano.
Terceira parte.
Ti 1. Grande scena e rond final da opera
O PIBATA
pela senhora A. Candan!.
A. 2. nrilhanfe cavatina da opera hulla do
maestro Donixelti
O/ico e Pasquale
pelo beneficiado.
n. 3. Passo dous pela senbora Baderna,
a caxuxa. .
N. 4. Termioar o espelaculo com o tercei-
ro acto da opera do maestro Donisetti
Lucia de Lamermour
em o qual tomaro parle, alera do Sr. Frederi-
co Tati, por obsequio os Srs. Silvestre, Hay-
mundo, M.iMiiii.iiin Costa e Santa Rosa, sendo
o principal papel desempenhado pelo benefi-
ciado.
O beneficiado confiado na distinctae lison-
geira predilefao com que o generoso e Ilus-
trado publico desta capital o honra sempre
que a elle se aprsenla, espera que nessa nol-
te o couliiine cada vez mais nessa tao gloriosa
ideia.
Os bllhetes acham-se venda no Atierro da
Boa \ 1-la n. 6, em casa do beneficiado, das 9
horas da inanha s 3 da tai de, e desta hora
em dame no cscriptorio do thealro.
Leiles.
F. H. Luttkens far Ieil0q (transferido-
do dia 3 por esusa do vapor), por intnr-
vencSo do corretor Olivoira, de grande sor-
timento de ferragens e miudezas, consis-
tindo'em pregos de muitas qualidades e
tamanhos, facas e garfos finos e ordinarios
para mess e sobremesa, facas de charquear,
ditas de sspateiro eesbo leve, etc., limas
il'Alemsnhabem sortidas, enxadas, nava-
Ihas para barba finas e entrefinas, psnellaa,
chaleiras, chumbo de maniQao, bacias e
rame de lalflo, serrotes, verrumas, peonas
d'ao, colxetes, bandejas pintada, botfls
de madreperola e muitos oulros artigus
proprios do mercado : terca-feira, 8 do cor-
rele, s 10 lloras da manilla, no seu artna-
zem, ra do Trapiche Novo.
C. J. Astley i Companhia fsrSo leudo,
por nlervencHO do corretor Oliveirs, do
urna boa por<;So de couros de lustro, e de
muitss outras hiendas proprias par lojis
demiudozas: quarta-feira, de correle.
As 10 luirs da inauliin, no seu srmazem,
rus do Trapiche.
O cnrrelor Olivoira far leilio de um
variado srlimento de mobilia, consistin lo
em um excellente piano, cadeiras de diffa-
rentes qualidades e gustos, bancas de jogo,
ditas de meio desala, commoda?, toncado-
res, Isvatorios de Jacaranda com espelho,
camas de casal e para meninas, berros,
marquezas, goarda-loui;a, a cadeirinhas.
sellins para montara de homem e de se-
nhora, candieiros de globo, vasos e figuras
de porcellana para cima de mesa, appare-
Ihos de porcellana para cha, relogios para
cima de mesa e de parede, um rico aquei-
ro moderno, que cuslou mil francos, diffe-
rentes obras do prata e de ouro, e oulros
muitos objeclos assas necessarios : aexu-
feira, 11 do correte, As 10 horas, no pri-
meiro andar da casa de sua residencia, na
ra da Cadeia do Recife.
Avisos diversos.
Avisos martimos.
Naranbao e !*ar.
F. da Baha, o brigue-escuna nacional Arcelli-
na, que traza seu bordo a maior parle da
carga para aquelles portea ; teiiciona-se
que demore mui poucos dias para acabar de
carregar: quem no mesmo quizer ca'rregar
ou ir de passagem, para oque tem excel-
leniescoromodos, dirija-se a Jos Baptista
da i'ciiiM'ca' J'iniiir, ua ra do Vigario n 23,
segundo an lar.
Para Lisboa sabe com brevidade o ber-
ganlm porluguez San Domingos, capitao
Manin.'l (,oiic.l.es Vianna : para carga ou
passageiros trata-se enm o referido espitan,
ou com o consignatario Joaquim Ferreira
Mend'sGuimarSes, na ra da Cruz n. 49
Para Lisboa sahe por todo o mez de
abril o brigoe porluguez ConceicSo de /lia-
ra : quem nelle quizer carregar ou ir de
passagem, para o que tem excellentes Cum-
modos, dirija-se aos consignatarios, Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
tito na pra^a.
Para o Para com escala pelo Cear pre-
tende seguir viagem com muita brevidade
a escuna nacional Maria Firmina, capitSo e
pratico Joilo Bernardo da Boza : quem na
mesma quizer carregar ou ir de passagem,
rod enlender-se com o mesmo capitSo, ou
com o consignatario da mesma, l.uiz Jos
de Si Araujo, na ra da Cruz n. 33.
Para a cidade do Porto.
A muilo veleira barca portugueza Bracha-
reniesahe impreterivelmente no dia 16 do
corrente, ainda pode receber alguma carga,
e tem excellentes commodos para passagei-
ros : quem quizer ca regar ou ir de passa-
gem, rulen,la-so com o capitfio Rodrigo
Joaquim Corris, ou com Novaes & Compa-
nhia, na ra do Trapiche n. 34. Os Srs. car-
regadores tenhatn a bondade demandaros
cooheeimentos, assim como as pessoas que
tiverem contas com a dita barca de as apre-
sentar nesles 8 dias.
Para o Bio de Janeiro sahe breve a ga-
leota SS. Tiindade : quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-se ao
seu consignatario, Francisco Alves da Cu-
nta, ruado Vigario n. II, primeiro andar.
Vende-se, por proco muilo commodo,
a barca nacional America, de lote de 13 mil
arrobas, forrada e pregada de cobre, de ex-
cellente construidlo, tola do madeira de
carvalho, prompla de um tudo para fazer
viagem, por ter botado as enxarcias novas,
he propria para o Bio Grande do Sul, por
demandar uioito pouca agoa : quem ,a pre-
,1er comprar, pode examina-la no fundea-
luuro, confronte o trapiche da Alfandega, e
liara ajuslar, trala-se com os signatarios,
.Novaes ct Companhia, na ra do Trapice
numero 34.
Prucisa-se alugar um prelo sadio para
o servico Uto stnente de sorvete, pagndo-
se 15,000 rs. e dando-se o sustento : na con-
fesarla da ra do Itozario estreita n. 43.
Precisa-se de urna ama mcional ou es-
trangeira : na ra do Cabuga n. 16, segun-
do andar.
--Precisa-se alugar urna preta, que sai-
ha engommar, cozinhar, seja fiel, deligente
e accommodada, responsabilisando-se o seu
senhor : quom a tiver anouncie, ou dirja-
se ra do Itozario estreita, luja n. 12.
Convida-se a urna mulber capaz que
queira servir de companhia a urna casa de
pouca familia, damio-se-lhe o sustento e
alguma paga por seus servicos : quem qui-
zer annuncio, ou dirija-se a ra do llstario
estrenan. 1-2, que achara com quem tratar.
Jos Ferreira Lessa faz urna viagem
prximamente a Europa.
-- Oflerece-se urna Portugueza para ama
de casa de homem solleiro, ou viuvo es-
trangeiroou nacional, a qual entende de
todo o servico : quem de seu presumo S9
quizer utilisar, dirjase Trempe, casa
terrea, ao pedo sobrado de um audar.
Precisa-se do um caixeiro para|uma
venda, de 12 a 14 anuos deTidade : na ra
de S. (linalo ll. 25.
-- precisa-se de urna ama para casa de
pouca familia : na ra dos Quarleis, sobra-
do 11. 8.
--Quem precisar de urna ama secca para
todo o seivico de casa de homem solleiro,
diiija-se a ra do Rozarlo larga, na Boa
Vistan. 40.
O abaixo assignado faz sciente ao res-
peilavel publico que se despedio da casa do
Sr. Loureuco l'erreira Alves, onde exercia
as fuocces deciiado, e so acha hoje com
urna nova cocheira na ra da Cuia n. 14,
onde se acha prompto para alugar gordos
cavallos de estribara, assim como cuidar
dos mesmos dando-lhes o melhor trato a
delicadeza possivel : ludo pelo menor pre-
,() possivel. -- Joaquim Pal Pere-rada Silva.
OSr. Antonio DuarledeOliveira llego
tem urna carta ua ra da Guia n. 9, que foi
tirada por engao pur pesaos de igual
nome,
Alugam-se e vendem-se bixas hamlnir-
guezas das melhorcs que ha no mercado,
tanto em porreo como a retalho : na venda
de Domingos da Silva Campos, ra das Cru-
zes n. 40.
Precisa-se de urna ama para o servico
interno e externo de urna casa de homem
solleiro : quem esliver nestas circumstan-
cias, dirija-se ra atrs da matriz da Boa
Vista n. \-i.
- Quinti-feira, 10 do corrente, s 4 ho-
ras da tarde, porta doSr. Dr. juiz de or-
phSos, se ha de arrematar, por ser a ultima
praca, um sobrado de tres andares, sito na
rut da Cadeia do Recife, portencente aos
herdeiros do casal do Exm. senador Maiioel
de Carvalho Paes de Andrade, cujo sobra-
do vai a praca a requerimenlo do mveuta-
rianle e tutor dos herdeiros menores Dr.
Luiz Je Carvalho Paes de Andrade, para
pagsmenlo das dividas legalisadas e reco-
miendas 110 respectivo inventario,
Precisa-sede um forneiro, que saiba
desempenhar sua obrigacSo : as Cinco
Ponas n. 38.
-- Desappareceu um cavallo ruco com
urna rotura da parte direila, no da 5 do
corrente : a pessoa que o achou, pode di-
rigir-sea ra Direila, venda n. 93, que se
Ihe pagar as despezas felas.
O arrematante das alericOes deste mu-
nicipio do Becife faz certo, qua desde o 1.
do corrente abril enlrou o lempo da re-
visSo.
Os Srs. padre Antonio Jos Gomes de
Brilo, Jos Antonio Corris Gomes, JoSo
Francisco Ferreira de Magaihes, Antomo
Francisco Das, JoSo Antonio Martina Bra-
ga, Andr Alves da Fonseca Jnior, Manuel
Francisco dasChagas, Joilo l'ereira do Lago
Braga, Thom Fraucisco da Costa e Antonio
Barboza Cordeirode Gusmao, queiram di-
rigirse a ra do Crespo n. 10, a im de ira-
lar-se de negocio que n3o igooram.
Um mogo porluguez, que lem bastan-
te pratica de venda, ae offeiece para tomar
cunta por balando de qualquer estabeleci-
mento deste genero, ou mesmo para co-
branza, para oque se acha habilitado 0 di
fiador a sua conduela: no Aterro da Boa
Visla, venda n. 4*.
Precisa-se de urna ama para fazer as
compras e o servicoolerno de una casa de
familia : na ra Bella o. 93. \ _,
1


CT?
*
*
; Aluga-se urna casa terrea, ou sobrado
no primeiro andar, com preferencia no bairro
da Boa Vista, e as ras princlpaes ; quem
tiver dirija-se i ra do Queimado, loja de
chapeos n. 55, que adiar com quem contra-
tar.
Aluga-se um escravn multo amestrado
e geitnso cortador de carne di acougue qnem
o pretender,'para o dito flm, derija-se a ra
das Oruzes. lado esquerdo, argundo andar
do sobrado n. 18.
1 oe-sc aoSr. Dr. Honorio Fiel deSigma-
ringa Vas Curado, que mande satlsfazer a sua
letra, que se arha vencida ha mais de anuo
e mel, da quantia de 10,280; cerlo de que
emqnanto nao o ftrer ter de ser lembrado.
~ Na nnite de 6 para 7 do rorrente, desappa-
receu da ra das Larangciras.umrniarto cas-
lanhn. grande, em boas carnes, o ditnquarto
levou um frelo, estando com a bride velha e o
cavallo ferido de cangalha : roga-se a quem o
tiver apprehendido, ou drlle tver noticia de
dirlgir-sc a ra do abug. Injs ,le ourives, n.
7, que se dar o ferro eos signaes, se recom-
pensar.
No dia 6 do corrente as 8 para as 9 horas
da nolte, arhou-se um cavado m osan que n-
dava pela ra quem for sen dono dirlja-seao
Atierro da Hoa-Vista, fabrica de licores, n 17 ;
que dando os slgnae certos e pagando as des-
pezas Ihe ser entregue.
Trido o abaixo assignado sido rnuha-
do ns noile re 2 rio rorrente abril, quando
eslava no ihnatro publico, onde foi noticia
do esso factn, veriheanrin-se por vistnria
competente e insperQ.to orcularda polieia,
h*ver-ae aberto a porta exterior, arromha-
do tinas gaveta* da commodi, arrancndo-
se as Techadoras, assim como a re nm ha-
h, remulleren depoisque forsm suhfrahi-
dos o dinheiro e objecios mencionados na
relaco infra, e olVercee a melado r|n que
resinar e poder obter, a quem descobrir o
fornecer in 'icios certos, pelos quaes se des-
cubra o rnubo e s< n autor ; e roga-se as au-
toridades a sua valiosa cooperario e auxi-
lio para a desejada deseoberta do roubo,
por ella a deseu aulor. Aproveita oabixn
assignado a opportunidarie para prevenir
os Srs. caulelistas do Rio de Janeiro que
iiflo paguem os bilhetes premiados, declsra
dos na relaoBo abaixo transcripta, pois que
pertencem ao abaixo assignado e Ihes fo-
lain roubados Declara ruis o mestno abai-
xo assignado, quo os objectos de ouro ja
eslavam empenlisdos em seu poder ha mui-
tos annos, a excepcSo de um relogio de ou-
ro, que j n9o chegava para pagar o princi-
pal ejuros, por issojulga que ninguem se-
ra preju lirado senSn o mesmo abaixo assig-
nado. Recite, 7 de abril de 1851.
'Joi da Rocha Paranhos.
Jtetacso do roubo fetlo a Jos da Rucha Para-
nhoi na noile de 2 do corrente.
Dinheiro em sedulas cinco contos qui-
ndenios e tantos mil rs. sendo as nulas de
200,000 100,000 e dahi al 1,000 rs.; dinhei-
ro em prata cincoenta e tantos pstarOes bra-
sileros ecolumnarios; objectos de ouro,
dous lelogios, suissos, ambos com Cs-
deias tamliem de ouro, 1 dito orilinario de
cana dourada, 3 pares de brincos peque
nos de ouro, 1 Iraiiselim com o peso de 4e
me i oitavas, 1 par de brincos filagrana pe-
queos, 1 alfinrte de peito, 1 annelSo com
esmalte, 1 luneta de ouro com o peso de 1
e meia oitava, tendo o pe s<"melhante a um
caixo de uvas, I corda de ouro do lei com
"O^nneis grandes eo competente passa-
dor pesando lirio 36 e meia oilavas, 1 volts
de coraes azues" grandes, ccastosdos em
ouro do lei, com 10 coraes azues e II glo-
bos de ouro imita rulo a filagrana, 1 par de
procopias de diamantes, I rosario pequeo
de ouro ; ohjrctos de prata, tneia duzia de
eolliefes de srtps e 10 de cha.
JJilhcles premiados e pagos por Jos da Ro-
cha Parunhos.
13." lotera do theatro deS. Pedrode
Alcntara.
Pagos a 10,000 rs. ns meios bilhetes ns
4565. 2923, 4653, 5513 e 4561 ; a 5.000 rs
os quartos ns. 5775, 2133, 4980, 1657, 1786
e 101 I ; a 2,5' li us oilvos o. 235, 4622,
5694, 1891, 134, 3655 e 5543 ; a 10,000 rs. o
vigsimo n. 3147 ; a 5,000 is. o vigsimo n.
5577 ; a 2,000 rs. o vigsimo n. 4470 ; a
1,000 rs. os vigsimos ns. 4966, 5601, 5472
4951, 562K, 4714, 5486, 4964, 4197, 5605,
4865, 3146, 3148, 24b 1, 2827, 1794, 947 e
850.
6.* lotera a bnel1'jo da cultura das
amureiras.
Pagos a 10,000 rs. os meios bilhetes ns
5943 e 2085 ; a 1,1 00 rs. o vigsimo n. 3736
8.a loteiia a beneficio duthesuuro publico.
Pago com 50.000 rs. oquario n 4532, e
com 2,500 rs. us oilavos ns. 3874 e 4435.
.Alm iiesies uiitros muitos, cujos nme-
ros se ignoran) pominda se nao lerem fri-
to os competentes lancamenlos ; mas, tanto
oa bilhetes cima declarados, como aquel-
las de cujos nmeros se uSu sabe, tcm lau-
cadas no verso, depois da quantia paga, al-
guma das segiintes firmas l'aranhos -
alareolino Jos Fi'mlno -- Vieira.
O abaixo assignado, na qualidade de
testamenteiro e inventariante do casal de
seu finado sogro, Jos Pereira Teixeira, faz
sciente as ptssoas que devem ao dito casal,
tanto a firma de Jos Pereira Teixeira, co-
mo de Teixeira & Amlrade, que lem feto
transsccfio com ditas dividas com o Sr, Jo-
s. Joaqnim Lopes Pereira GuimarSes, ao
qual cedeu toda a posse de ditas dividas,
que as podera cobrar amigavel ou judicial-
mente, como melhor Ihe approuver; por
issos com dito Sr. beque aquelles deve-
dores se devem enteder, e nao com o abai-
xo assignado.
Joaquim Antonio dos 'Santos Andrade.
--Em vittudedo anouncio cima, parti-
cipa-se aos devedores do mesmo casal, tan-
to da firma de Jos Pereira Teixeira, como
de Teixeira & Andrade, liajam de pagar
amigavelmente ; do contrario serSo chama-
dos a juizu sem conteaiplaQo.
Jos Joaquim Lopes Pereira Guimordes.
O procurador da cmara municipal da
cidadeue (Muida, abaixo assignado, e au-
torizado pela mesma, torna a chamar as
pessoas quecompramm as posses dos ter-
renos pertencentes ao patrimonio da dita
cmara, a outros foreiros, que veoham re-
couhecer-se de novo na mesma cmara, e
pagar os foros vencidos e seus laudemius
que devem ; pois do contraro a mesma c-
mara usar de seus direitos, segundo a le
marca-lties. O mesmo procurador avisa ao
respoitavel publico, que ninguem realise
compras de terrenos nos lugaies seguinles,
sem primeiro se eutenderem com o abaixo
assignado, a saber: oa cidade de minia,
terrenos com sillos as margeos do rio II-;-
beribe. Salinas, S. Amaro, Bolero, Kozari-
nho, Hospicio, Afogados e sea Aterro, Cor-
turne dos Coelbos, ras Augusta e Imperial,

freguesa de S. Er. Pedro Concalvos, ponte
do Mugunep, Nazareth, Gaib e villa do Ca-
bo, visto que pelo deleixo dos passados
achara-se varios terrenos nestas lugares
com escri [duras passadasdnchSos proprios,
e o mesmo procurador, a vista dos termos
queexistem nos livros da cmara de afora-
mento, j tcm chamado para o paUimomo
da cmara varios terrenos destes; o dito
procurador mora em Olimla, n ra deno-
minada Desterro, defronte do Cnllegio dos
orphffos Jos de Mello Cezar Andrade.
Na nova Inja de calcado da ruada Crn
do Reclfe n. i -I, precisa-se de officiaes de sa-
paleiro, paga-se bem a vista da perfeicAo da
"bra : quem quiser trabalhar, appareca na di-
ta luja.
-- Precisa-se de um hornero, embora se-
ja pardo ou prelo, que queira trabalhar em
um sitio, e que eril--nda de algumas plan-
tarles : a fallar na venda da ra do Roza-
rlo larga n. 46.
O Sr. que annuneiou prestar-se a co-
brar algumas dividas no mato, compare;
na ra do Ruzario larga, venda n. 46.
L'oinpram-se e vendem-se
escravos, e recebem-se de tom-
missao, tanto para dentro como
pura lora da provincia, com pres-
teza e tnuita seguranca, tanto na
fuga como na boa venda : na ra
das Larangeiras n. 14, segundo
andar.
Aluga-se um mulatinho de 16 annos
para todo o servico de urna casa, he mui-
to fiel, paia o que d-se fiador sua c in-
duca, e lambom he proprio para psgem
quem o pretender, dirija-so ra Nuva n
69, que achara com que tratar.
- Pierisa-se alugar um primeiro ou se-
gundo andar de urna casa, quelenha com-
inodos para urna familia, preerindo-se no
bairro de Santo Antonio, ou mesmo se to-
mar todos os dous andares, paga-se bem :
ho Passeio Publico, loja n. II.
-- Traspassa-se una divida de qualro
contos de rs. vencendo o juros de dous pur
c-nlo ao mez, com hypotheca em metade do
engenho Uceante, em SerinhSem; faz-se
negocio mesmo com desobrigasem dividas
desta praca : quem pretender, dirija-se
Iravessa da Madre de Dos n. 5, ou ra de
Santa Rita n. 85.
Desappareceu, no dia 30 de marco, um
escravo de nacn Costa, de nome David, al-
to, bem prelo, lalhos do rosto, camisa e
calca dealgodilo; tem um calo na caheca
de andar ganhando na ra : roga-se aos ca-
pi tiles de campo, ou auturidades policiaes,
que o peguem e entreguem-no no sobrado
junto a c-idei", por cima da cocheira, que
so recompensara generosamente.
Furlaram do sitio da Palmeira, os Tor-
re, umquaito, melado, cstralo, com a
marca A noquarto direito, com poucos ca-
bellos na cima e na cauda, e com signaei
de arreios de carro nos peitos e no pescoco:
quem o tomar, queira cntrega-lo no dito
sitio, ou to ultimo sobrado da rus da Ca-
deia. defronle da torre do convento do San
Francisco.
Vende se, ou permuta-se por urna es
sa lerrea no bairro da Boa Vista, em boa
ra, que lean a bastantes commodos para
grande familia, com bom quintal mursao *
cacimba com boa agoa, por um sobrado de
dous andares esotiio com trapeira, com ho-
nita vista, loja repartida, com urna boa ca-
cimba na mesma loja, em chiftH proprios,
no bairro do Reeife, o qual rende mensal-
mente 3-2,000 rs. : na ra do Apullo, arma-
zem n. 34**:elir quem faz este negocio.
Desappareceu, no dial de abril, um
ovallo ruQo-pombo, pequeo, com canga-
lha, bastante gordo, bom passeiro, com tres
peixe$ seceos dcbaixo da cangalha : quem
o pegar ou dalla tiver noticias. drija-se ao
pateo da Santa Cruz, venda n. 70, que ser
gratificado.
Aos artistas.
Na fabrica de *-ndradc& leal, na ra Im-
perial os. 118 e 120, precisa-se de nfllriars de
ferrelros de forgea, e algunsde funileiros, e
tainbeiii se recebein aprrndises para diversas
ulti i-ii.-i- que se acham na mesma fabrica : os
i>r i-ir hlenles, dinjam-sc a mesma, atim de
tratarrm a respeitu.
Precisa-se de urna amaseeca de meia
idade : na ra do Colovello n. 29.
Precisa-se de um feitur capaz, para um
sitio perto da praca : a tratar na ra da
Cruz do Recite n. 3.
A pessoa que snnnncinu querer com-
prar urna carleira de urna fce, pequea,
usada, procure-a no sobrado n. 8, da ra da
liinlea do Itecife.
Precisa-se de um caixeiro que tenha
pratica de negocio, e que d fiador sua
conducta : na padaria da ra Direit n. 26
Na mesma venile-sn urna preta de nacSo An-
gicn, de idade, ou troca-se por um preto,
voltando-se o que for de rsso.
-- Pelo ultimo navio vindo de Franca re-
cebeu-se, na casa de modas francezas de
madame Millochau Buesssrd, Aterro da Boa
Vista n 1, um sortimenlo de modas prelas
para luto e quaresma, como seja : mantas
de bico preto para acbela, capolinhos e
manteletes de seda e de bico, lencos de gar-
5, de fil e de rede do retroz para pescoco,
caheces de bico, fitas de todas as larguras,
crep liso, barege, (ils lisos e bordados
de iniii e de retroz, luvas de' seda e de re-
de com dedos e sem elles, ditas compridas
para ceremonias de igreja, transas o fran-
jas de todas as larguras para enfeites de
vestidos e manteletes, bicos pretos, etc.,
etc. Na mesma casa faz-se elfectivamente
chapese vestidos, e ludo o oais que for
concernentea toilette das senhoras.
Precisa-se alugar urna escravaque sai-
ha comprar e cozinbar para qualro pessoa s,
iiSo tendo mais outro servico : a ra No-
va u. 6.
Antonio de S l.eitSo, achando-so do-
enle de cama ha mais de 15 mezes, e nSo
sabendo quando Dos ser servido restabe-
lece-lo de sua molestia, e achando-se por
isso impossibililado de dirigir o seu estabe-
leeimento de loja que lem na ra do (juei-
mado, lem resolvido vender a dita loja a
lim de pagar a seus credores : quem Ihe
cuuvier comprar, dirija-ae ao Sr, Jos Anto-
nio Basto, proprietari da casa onde esla
dita loja, que nao pOe duvida oa transferen-
cia de dita loja, e est enca regado de eQec-
luar dita ven Ja.
Arrenda-se por qualquer tempo urna
casa no Puco di Panella, a margem do rio
Capibaribe, com muitos commodos, a qual
foi do fallecido Dr. Jo3o Lopes: quem a pre-
fj>
tender, dirija-so praca da Un Vista n,
32, segundo andar.
O Sr. Frederico C. Elster comprela na
esquina da ra do ('. bug, l.iji u ti, para
Gnalisar certo negocio que nSo ignora.
--Precisa-se alugar um prelo ou preta
de idade: a pessoa que quizer alugar, an-
nuncie, ou dirija-se ra Nova, venda n.
65 ; adverte-se que he para servico lave.
O Sr. Francisco Xavier Carneiro da Cu-
nta Campello comprela na esquina da ra
do Cabug n. 11, para realisar certo nego-
cio que o mesmo Sr. nlo ignora.
Precisa-se do urna preta para vender
fazendss na rus : quem a tiver e quizer alu-
gar. dirija-se a ra do Rozarlo da Boa Vista
imme o 2.
Precisa-se do um hornero que entenda
de (ilaoi c s e de arvoredos : na ra da
Cadea do Reeife n. 52.
Precisa-se fallar ao Sr. Antonio llvpo-
lito Marques Bastos, lilho da cidade do Por-
lo, fiara negocio que Ihe diz respeilo de
sua familia : na ra da Guia r.. 40, ou an-
nuncie sua morada.
Achou-se urna pulseira de ouro : quem
for seu dono, p le dirigir-se ra do Pi-
lar O. 145, que, dando os signaes certos,
Ihe sera entregue.
l.sta-se em negocio com a venda da ra
da Cruz d Recite, que faz esquina com o
hecco da Unguela ; pur isso, quem se adiar
com direito a mesma, entenda-se com.
Guerra & IrmSu, na ra da Madre de lieos Compra-se, para urna encnmmenda,
ii. 36, no prazu de 8 dias. IleciTe, I de abril cscravus de ambos os sexos, de 10 a 40 an-
de 1851. nos de idade : na ra de Santa Hila, subra-
Jos da Maya contina a'dar lices de don 14.
inglezede escripturr;lo commercial em Co npram-se escravos de ambos os se-
sua propria casa u as ['articulares ; e pode xos robustos, para dentro e fura da provin-
ser procurado lodos us dias no escriplurio cia : na ra larga do Itozario n. 48, primci-
dos Srs. C Starrt i o i p nina, na ra da ro andar
Desanpnreceu, no dia 1 do corrente,
um cavallo castanho, grande, tem na mSo
esquerda um inrhaco jnnto ao casco, do
qual manqueja alguma cousa : quem o pe-
gar leve-o an engenho Paulista, ou na ra
da Praia n. 17, quesera gratificado,
Precisa-sede um menino de 10 a 12
annos para caixeiro de padaria : no pateu
doTeir;on 30
OSr. Francisco Lopes Vianna queira i
ra do Pires n. 3, a negocio que nio ig-
nora.
Aluga se
o armazem da casa ''a ra da Cadeia Nova
n. 7, com fundos al o rio, propria para co-
cheira, com cacimba e cano para esgoto : os
preten lentes dirijam-se ra do Crespo,
loja n. 10.
--Na ra estreita doRozsrio n. 28, se-
gundo andar, se dir quem d dinheiro
premio. Na mesma casa vendem-se dous
trancelins, 2 pares de brincos, 2 cordes, 2
anrlOes, 1 alPinete de peito para senliora, 1
vernica, 1 moeda guarnecida, 2 relogios
patentes nfilzes, 1 pparelh do prata pa-
ra cha, 1 salva, 1 duzia de cullieres para so-
pa, 1 dita para cha, 1 fai|iiniro, 1 salva, i
salva, I patena e selim preto a 1,000 rs, o
covado.
Compras.
da immliaa as 2 da
Comora-ie urna caixa para cadeirinha :
tiesta lypographi*.
Na ra da Cruz n. 39, compra-se urna
duzia de cadeiras d'oleo, em bom estado.
-- Coui| ra->e cera imarelia da Ierra
quem liver, annuncie, ou dirija-se ra da
m '
Aurira, das 8 horas
larde.
D3o-se 150,000 rs. a juros de 2 por cen-
tu ao mez, sobre peuhores de ouro : no pa-
teo do Carmo, loja n. 3, se dir quem os d.
Roga-se ao Sr. Meirelles, esludaiite de
'"linda, e natural da Baha, queira ter a Senzalla Vellia n. 70.
bonda le de pagar o que ha tanto lempo de-; Compra-se urna prensa para espremer
vena ma Nova, pois do contrario ter de' mandioca, que nSo seja muito pequena, e
ver sempre o seu nome nesle Diario. em bom estado na ra de Hurlas n 52.
No dia 16 de marco prximo passado
'lesappareceu um preto do gento de Ango-
la, de nome Felippe, de 40 e tantos annos e
de estatura ordinaria ; lem a palma da mSo
lireila foveira, procedido de queimalura;
|iilga-se estar homiziado em alguma parte
cor se adiar bastante doente de frialdade :
quem o pegar, leve-o ra Nova ti. 1, no
pi imeiru andar du subradu n. 26.
Aluga-se urna casa as se-
guintes ras : Iloitas, Agoas Ver-
des, pateos do Carmo e do Ter-
Vendas.
90, e ra do Ilangel : quem o ti-
ver e rinizer alugar, dirija-se ra
da Praia n. 55, typograpbiu, que
ah se dir quem precisa.
Um Porluguez que tem pratica de ven-
da e fiadores que aboncm sua conducta, so
Tarace para caixeiru, ou mesmo para su-
cio entrando com os fundos do 400,000 rs. :
a tratar na ra da Praia n. 66.
UITerece-se um rapaz braaileiro, que
sabe ler, escrever e contar, com exame daj ilade Amante da Instruccao.
lingoa nacional, para ensillar meninos fiira
desla cidade, ou mesmo para qualquer en-
genhu : quem u pretender, dirija-se ra
do Hozan eslreita n. 8.
--Precisa-se engajar srvenles para a ilu-
m n..i;,ni publica csta cidade, luiros ou es-
cravos i quem quizer cumpaieca em casa de
Anlunio da Silva Custuflo, 110 Alerro dos
Afogados, tudos os das, As 7 lloras da
mtnhSa.
Kngomma-se e lava-se loda a qualida-
de de roupa com todo ass'eio e minia promp-
tidad, por preco mais commoJo do queem
outra qualquer parle : na ra de AgoHS-Ver-
des, n 26.
-- Aluga-se o lerceiro andar com BOtfio
corrido, e dous soberbos mirantes, do so-
brado n. 13 Ja ra do Vigariu, com condi-
ccs de ser para numerosa e decente fami-
lia : a tratar na ra du A'morim n, 15.
Taiupettc, alfaiatr,
X. participa a seus fieguees, que mu-
$ dou-se para a ra da cad. la do Be- '$.
m cifen. 15, primeiro andar. ;}
*-j -^- t^u I .- MM tt V VA* lataliViHl JfAl .-.y -.. 'Al' 'AS- .va* .^- ---
Iwilntiiwi wwmwmtikWW
Jos Francisco da Silva, subdito portu-
guez, retira-se para lora do imperio.
Alinelo,
Ter lugar a segunda praca para arrenda-
mriii o por tres annos do predio de tres au-
llares, sito na ra da Senzalla Velha, com
trapeira, sotlo o armazem, cujo predio per-
tenceu a Jos da Silva Braga, no d.a 9 do
corrente, depois da audiencia do juiz mu-
nicipal da segunda vara desta cidade. O
commodo preco de 480,000 rs. por que dito
predio vai prca, attenio ohom repaiti-
ineiito do mesmo, a sua localidade, que of-
ferece linda e espacosa visla para a nova e
formosa cida porto de embarque e desembarque, nS p
le deixar de iuleressar a quem desejar,
quizer esouber cunciliar us cuinmodos e
gozos da vida com a ecunomia, 18o neces-
saria ao hon.em.
Jos Luiz de Brito vai i Portugal:
quem se julgarseu credor aprsente a con-
ta na ra Direita n. 4, para ser paga. Na mes-
ma vendem-se dous diccionarios da lingoa
porlugueza e franceza, e um livro metlre
de cerimonias, ludo muito barato,
Manoel Jos de Carvalh GuimarSes e
Joaquim Theo turo da Silva, Porluguezes,
vSo ao Bio Grande do Sul.
Antonio da Silva Pessoa vai Europa
prximamente tratar de sua sade, e em
sua companhia vai seu mano Joaquim du
Bego Barros Pessoa, e urna criada de nome
Calnariua,
Joaquim Mara Rlheiro de Andrade,
subdito porluguez, faz prximamente urna
viageiii a Eurupa.
Appareceu urna besta no sitio Mungon-
ga da mhenbeira, no da 25 de marco:
quem fur seu dono ppareca no mesmo si-
tio, ou na ra da Praia 11. 39, que, dando os
signaes ceiios o coiiheciinenio, Ihe ser en-
tregue, pagando' as despezas e alg'uui es-
trago que fez.
Na ra Augusta, casa defronte a de n.
17, dao-se cem mil rs. a premio, sb pe-
nhores de ouro ou praia.
Precisa-se comprar urna cartera, sen-
do em meio uso e de urna so face : na ra
larga do Rozario, padaria 11.48,
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 00:000,000 rs.
Na loja de miudrzas d.t praca da Indepen-
da n. 4, vcndein-se bitheies nteirot, meios,
quailos, oitavos e vigrshnos a lieneficio da pri
ineira lolerta da sociedade Amante da Ins-
truccao, que correu no dia 3 a 5 de abril.
Aos 2o:ikiii.o 11 o rs.
Na ra do Itozario estreita, botica n. 10,
vendem-se bilhetes do l!io de Janeiro da
orimeira lotera a beneficio da sociedade
Amante da InstrurcSo, pelos seguules pre-
ces : inteiros 22.00C, meios 11.000, quartos
5,800, oilavos 2,800, e vigsimos t,400.
Lotera do i'.i.> de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia loja de niiude
zas n. 3, que volla para a ra do (Jneimado e
t.respo, vendem-se oa muito afortunados bi-
llietes, meios, quartos, oilavos e vigsimos da
primrira lotera a beneficio da priuicira lele-
mero 33.
I'oicllos de
Vendem-se e alugani-se bichas de Main-
bnrgo, sendo o aluguel de 24o a 3*20 rs. : 110
Atierro da lloa Visla 11. 72, dcfrunic do fuui-
Iciio.
Bichas.
Vendem-se superiores bichas pretas, por
metade do preco que os barbeiros alugam : na
ruadaCadea do Itecife 11. 2.
Liviana n. (i, do pateo do Col-
legio.
ChegOU o oitavo folheto do Misterio do I'o-
vo, vcude-se esle por 7,009 rs.
Bilh.tes do l\io de
Aos 20.000,000
Na loja de cambio da Viuva
Janeiro.
rs.
Vieira & Fi-
Ihng, 11a ra da Cadeia do Itecife n. 24, a-
rham-se venda os mui afortunados buha
tes, meios e cautelas da prinieira In na &
beneficio da sociedade Amante da Inslrur-
cSo, viudos pelo vapor fahiana, da qual vi-
ra b lisia pelo primeiro vapor.
Na nova loja de calcado da ra da Cruz
do Beeife n. 14, ha para vender 11111 completo
sortimenlo de calcado de todas as qualidades
para hoinein, senliora nucinos, assiiu como
avianienlos para sapaleiro, ludo por precos
ciiinmiidns. ISa mesma loja conipraiu-se ellec-
tivainenle calcada feilo.
Vende-se na loja de Jos Joa
qnim Moreira & Companhia, na
ra Nova n 8,
lindos gibSes de fil de llnho guarnecidos de
tranca c proprios smente para senhora, o pre-
co ser o mais commodn pos>ivel.
Vende-se por 100,000 rs. um moleque
alrij nln de iGa 18 annos de idade, o qual serve
para servicos leves, ou aprender ofrit-io, ou to-
car fules de ferreiro, pois se ho de ter um
negro de grande preco, este fazo mesmo ser-
vico com pouco dinheiro : a pessoa qne o pre-
tender, drija-se a ra de Santa Bita casa nova
junto a igreja, ou na ra Direita n. 27.
JSoni e barato
Na ra do Psseio Publico, toja n. 9, de
Albino Jos Leite, vendem-se lindas pecas
de chitas de corra, a 4,500 rs e a 120 o co-
vado ; ditas para coberla, a 6,000 a peca e
a 160 o covado; lencos de seda decores,
lindos padroes, a 1,000; dilos brancos de
cambra i com lucos, a 480 ; grvalas de se-
lim, a 1,500; chales de chita de cores, a
800 ; ricos cortos de meias casimiras escu-
ras, proprias para o lempo presente, a
1.500 ; cobertores grossos para escravos, a
640 ; chapeos de sol de panmnho com bar-
ras de cores, a 2,800 ; ditos sem barra, a
2,000 ; brim de liniio de cores, a 30O o co-
vado ; risoados monstros, a jo ij covado ;
caminis da In lia boma m, a 400 avara;
e nutras minias fazendas, que se deixam de
annuociar por falta de tempo.
A ellcs antes que se acabem.
Cortes de chita finos rs. 2,000
2,290 e 2,5oo.
Acaba de chegar a loja da esquina da ra
do Crespo que volta para a Cadeia, um excel-
ente sorllmento de cortes de chita Unas com
izcovados, dos melliorcs gostos que tem viu-
do a este mercado, pelo diminuto preco de
2,000, 2,200 e 2,500 rs assim como pecas oe
midapolo milito fino com um pequeo toque
de avari.,3100 e 3,800 rs.
Vrude-sc um terreno ptimo para edili-
cacao du una casa, pois he em muito boa ra,
chaos proprios. e nelle j ha recolhida uina
porco de madeira, pedras e ferrageos : a tra-
tar na ra do L'ollegio n i5.
C'ontinua-se a vender inantelga Inglesa
e franceza nova a 400 rs. a libra : no pateo do
Carmo venda nova n 2.
iai*it mmmmmmmmmmm
b O O proprietaiio da conleitaria da
Ij ra estreita do Boiarlo n. 43 tema sa-
aj tisfacao de annunciar aopuMico, que
T cni sua casa tem un rico sorllmento de
i- amendoas e ca-tanbas confeiwdas, cai-
< xas, frasese balainhos com doces cao-
;^ dilados, para presentes da semana san-
: 11, ludo por preco commodo.
Continua-se a vender gomma lina de en-
gommar a 60 rs. a libra e tapioca do Mar-
ulio a 80 rs. a libra e a arroba a 2,400 rs. : no
palco do Carino venda nova n. 2.
Vende-sc um banco de torno para tornei-
r>, da melhor qualidade possivel : na ra da
Concordia leuda de marcineiro.
Vendc-se una cscrava moca de bonita h-
gura, propria para qualquer servico : oa ra
da i.ad. ij do Reeife n. II.
liarati-simo.
Pecas de panno de llnho com i5 varas, p-
timo para leucoes a 5,500 rs., pecas de caisa
lisa com 20 jardas a 4,000 c 2.400 rs. a vara,
panninho fino para camisas, pecas com r2 jar-
das a 2,4'i0 rs., lencos encarnados cor segura,
porter aluiiui mofo que salle na priineira la-
vagem a 2,200 rs a duzia e 200 rs. o lenco, sus-
pensorios de borracha a 2,000 rs. a duzia e jOO
rs u par, metas linas para senhoras a 3.800 rs.
a duzia e 3*20 rs. o par, ditas mu finas e els-
ticas a 5,400 rs. a duzia e 480 rs o par, cortes
de laa e seda para coletes, lindos padroes a rs.
1,4(10 cada um, dilos de linda casimira de co-
res a (i,000 rs. o corte, dilos de cassa chita boas
padroes a 2,400 rs., chitas, madapoles, algo-
desiinlios.e uiuilas uutras fazendas por mui
commodo preco : oa ra da Cadeia Velha uti-
arroz, barrica a ris
2,O0O.
Ksta tao til substancia alimentaria para os
animaes, niuar, cavallar, ovelum etc., etc., em
barricas de 4 arrobas ao diminuto preco de rs.
2,01)0, vende-SC na ra da lladre-de-Deos, ar-
maz.-in n. ... e defroute do chafarla da cscadi-
ulia no Reeife.
Para encadernacoes.
Superiores carneiras sortidas em cores, por
nniiiic'i preco, papel grande amarroquinado
de lindase variadas cores, dito com fiares de
multo bonitos padroes : n praca da ludepen-
cia loja de chapeos de seis portas.
Acabam de chegar a loja de chapeos de
seis portas na praca da Independencia, os mul-
to superiores c modernos chapeos enfeilados
para nioniaria de senhora de variadas cores,
chapeos de mollas de formas modernas, a rs.
5,(100, liiiido sortimenlo de chapeos do Chile
da moda, ditos da llalla, dilos de castor bran-
coeda seda franceza e fritos no paja que se
vndenlo por precos muito rasoaveis.
....., ^mm*m MAmmmm mmmm
g^p : ,,i|i.i/iail i alerta
i Na confeltarla da ra estreita do Roa- M
? rio n. 43, ha sorvete todos os dias das 11 -
,. horas, as 2 da larde, e das (i as 9 da noi- .
-i te, para corroborar a libra calmoza S.
>i da rapaziada, pelo diminuto preco de !'
fjj 240 rs. W
---' c'r^ist rf" ^-'iSSf'^*'
Vendc-se um preto ainda moco e inulto
bonita figura, proprio para o servico de cam-
po c muito bum irabalbador de enxada : na
ra do Queimado n. lo, luja de miudezas.
Veude-se um cavallo alazo com,
muito boas qualidades, muito novo
e excellente para viagens, por pre-
co cominodu : na ra do (jueimado
ii. l, loja de miudezas.
Na loja da ra do Crespo n. II, acham-se
venda as seguinles obras : compendios para,
asaulas, Lyrica de Joo Mnimo por Garret e
varias poesas de outros autores, c continua-
se a trocar livros, comprar c vender, ludo a
dinheiro visia.
Vendem-se superiores passas a 100 ri. a
libra, bolaxinhas Inglesa nova a 240 rs. a li-
bra, cha preto muito superior' de priineira
sorle rin massos de tres cada libra, e uulros
muitos objectos, ludo por cuiiimodo preco :
nos qualro cantos da Boa Visla esquina da ra
do Mondrgo n. I.
Vcndein-se diversas obras de ouro e pra-
ta, modernas e de goslo por precos bailan-
te couiniodos .' na ra do .--ol casa n. 9.
Veude-se urna porcao de gargantllbas a
francesa de aljofras sorlidas, pregadas em suas
cun pele n li s cana a 1,1)00 rs a dutia os pre-
lendentes, dirijam-se a ra Direita n. 88 ter-
ecuo andar, que se admiraro do preco vista
da la/ruda.
Vendem-se caites com vidro para amos-
tras de venda : na ra da Cruz n. l4.
Lotera di lito de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra estreita do Rozario, travessa do Quei-
mado luja de miudezas n. 2 A, de J F. do*
Sanios Mala, vendem-se os n.uito aforlunsdoa
bilhetes, meios, quartos, oilavos e vigsimo*
da priineira lotera a beneficio da piluieira,
soeltdade Amante da Instruccao.
Vendem-se superiores sapatde* de bom
couro de lustro de pomo fixo a 4,000 rs, o par :
ua ra da Cruz n. l4.
Lotera do rtio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia, lo-
ja de calcado do Arantes, e na ra
da Cadeia do Uecife, loja de miu-
dezas n. 4U> vendem-se os mni
afortunados meios bilhetes da vi-
gesitna-sexta loteria a beneficio
do Monte-Fio, e da prirneira lo-
teria a benfico da sociedade A-
mante da lastruccSo, a.-sim cmo
cautelas das mesmas loteria, de
que se espera a lista no primeiro
vapor, e paga-se qualquer premio
que nclles sabir sem ganancia al-
guma.
Meios bilhetes
Quartos
Oitavos
Vigsimos
<,
11,000
5,5oo
2, 80O
i,3oo
*


EV
J*k.*>>M*-**+U-tx rf-; mr-
eam
^
T
4





Acaba dechegar para a ra Nova
o. 8,loja de Jos Joaquim Mo-
reir* & Companliia
eicellentes cspartilhos de llnhopira senhora,
Kuarnecidos de baleia. e de ditlerenle mo-
Sello, coma papalina c inteiramenlc nova
ueste genero, vendem-se por preco inuilo cm
conta, chipo francezes modernos e de boa
peluda a 7,000 rs., sarja prcta hcspanhola,
veos prelo, inulto linos, luvas de todas as qua
lida'de, quer para hoitiem quer para spuliora,
laoiernas de vidro de todos os lmannos e de
iodos os precos, ditas bronceadas, lencos pata
grvala de cores e pretos, un bello sortimen-
to de cordas para violo inulto novas que se
vendcrao a lOO rs. cada una.
Deposito da fabrica de Toilos.os
Santos na Hahin.
Vende-se, em casa de N. O. Biaber&C.,
Da ra da Cruz n. 4, algodao transado da-
quella fabrica, muilo propriopara saceos de
assucar e roupa de escravos, por prego coiu-
moio.
Vicho de Champagne
de superiores qualidades : vende-sc ero casa
de Kalkinann Irmaos, ra da Cruz n. 10.
999009^000 000 <>9P
& Jos Jonqnlin Morclra* C.
Q com loja na rna Nova
q numero 8, q
acaban de receber um sorlimenlo q
5? de candieiros denominados Eco- ^
? nomico moderadores muito pro-
O priospara quem le o escreve, ou es- ^
O tuda de noile, Imito polo areio da luz *-
& como pela clari lade que do, acres- 0
O cendo alem disto que o seu prego he fc>
{} o mais mdico possivel, porque nflo C
0 excedo do 4,000 rs cada um. O
00;000:00 : Vinltos finos
de hordeaux, vinhode Hercs, vinho do Rhcl-
no, vinho de Bordeaux branco de idade de InO
annos : vendem-se cm casa de Kalkmann Ir-
maos, ra da Crus u. 10.
Charutos de Ihvana
iACIDDEDEPARI&JL
i ^ ^E A* i si
.3 superiores qualidades : vendem-se em ca-
a de Kalkmann IrmSos, ra da Cruz n. 10.
Yellas de espermacete
de multo boa qualldade e de tiem libra : ven-
dem-se pelo diminuto prcen de 600 rs. a li-
bra, ein casa de Kalkmauu Irmaos, ra da Crut
n. 10.
Instrumentos de msica
chegou novan.ente um completo sorlimenlo
de instrumentos para msica militar, rccoin-
mend.i-se principalmente os pisics, praios
verdadeiros da Turquia, flautiiis, llaulas, bai-
MeiOS
lua do Collgio n. 4
Neste estabeleeimento so encontrar si*ml
pro o mesmo sortirr ento de chapos de so-
ja tnnuuciados, assim como sedas e pannos
em peci para as armac a servidas, baleias
para vestidos e esparlilhos de senhors.
Concrli-se toda a quali Jade de chapeos de
sol, ludo por menos preco do que em outra
qualquer parte.
AGENCIA
da fundico Low-Moor.
RUA DA SF.ZAI.LA NOVA N. 42.
Neste estabeleeimento conti-
na a liover um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro Latido e
> coado, tie todos os tamaitos, pa-
ra dito.
Quem duvidar
Venha ver e comprar.
Na ra do Crespo loja da esquina, que
volti para a cadeia, vendem-s-pannos li-
nos pretos superiores a 3,000, 3,500, 4,000,
4,500 e 5.000 ris o covado, dito azul
3,0110, 4,000, 5,500 rs., dito verde 2.800,
6,500 rs dito cor de rap a 3,0f>0, 3,500 rs.,
cortes de caaimira pr.-ta a 5.<0'irs., dito
oais superiores a 8,500 e 10,000 rs., ditos
de riVes a 2.800 rs., cortes de collelo de
velludo a 2,000 rs ditos de setini decores
1,600 rs., ditos de gorpiro de seda a
1,280 rs ditos de fuslSo a 32), 500. 610 rs.,
ditos de brim pardo do liuho para cale a
1,600 e 2.000 rs., dlloi brancos a t,C0>,
1,800 e2 000 ra.. ditos le ctircs a 800, 1,280
rs,, riscailos de linlio a 220 e 320 ts o cova-
do, alzodSo trincado de listra escuro mu
to encorpaJo, proprio para escravalura de
engenho a 180 rs. o covado, picote a 220
rs zuarte azul 'le vara de largura a 210 rs.,
dito d* furia cores a 200 rs., riscado tiions-
troa 220 rs., ditos francezes muilo bonitos
para vestidos a 210, 280 rs., cortes tlocam-
braia branca de qua iros a 2,000 rs., ditos
de cassas de cores a 3,000 rs., ditos mullo
Mnos a 3,500 rs., dito* pretos a 2,0^0 rs.,
cambraia lisa com 8 varas e meia a 2,721)
rs. a pee., dila de cies para vestidos a 2s0
rs. o covado, dita preU a 120 rs., mitins de
Cores para forros a 120 e 110 rs., corles de
chitis linas c da core* Oas a 8,000 e 9,400
rs., chita Dar cnbeila de cores lixasa 200
rs. o covado, dilas pura vostidos a 140, 160.
180 e 200 rs., meios lencos de cassa pai
grvala a 210 rs!, ditos com listras de soda
a 320 rs., sarja Despatillla muito superior
a 2,210 e 3,000 rs. o covado, rucias para me-
ninos a 1,000 rs a duzia, chapeos deso de
asteas de baleia a 1,800 rs., madapoln
muito soperior e largo a 840re. a jarda, a
08 acreditados cobertores de tapete | ara es-
cravos a 720 rs., cambraias bordadas pro-
pria para bahados e cortinado* CbtTI 8 va-
r.is o meia a 4,000 rs. a peca, u oulras mul-
las hiendas que sous freguezes vendo acre-
ditarlo os precos.
-. Vendem-se supeiiores livros em beti-
co, ite diversos tamaitos em cas de Kalk-
mann IrtnSoS, na iua da Cruz 11. 10.
Vendem-se relogioi
roe piala, patente ingle! ;
da Scnzalla Nova n. 4a.
Arados de Ierro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americano
com camho de aicupira e bracos
de ferro : na fundico da ra do
Brtim ns. G, 8 e 10.
Deposito de cal virgem e potassa.
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recife ti.50, vendem cal virgem em pedia,
ebegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos preco do
queem outra qualquer parte.
For 1.000,000 ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente ( lugsr para edificar 5 muradas de
casas ) temi do fundo desde a ra da Ai
rea al a rua do Hospicio, o so Conyiei
tambem se fai negocio com oolros 53 pal-
mos juntos ao niestno terreno, os quae
nao lugar para edificar-se 15 inoradas de ca-
sas ; para tratar, na praca da Independen-
cia n. 17.
Tecid de algodo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia 11. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
poprias para saceos de assucar e roupa de
rscravos.
. Arados de ferro.
Ni fundicSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de oiveraos m-
delos.
ves! viuloes riqusimos de Jacaranda, clari- ^.^X". M A.lerr.
netas, trombones, trompas, ca.xas de guerra, *", I" '" d
abumbas e arcos de campanillas : vendem se da Boa \ isla n. o 6_____ .
ro, o cercado he todo de vallado e llmpo, um
,obradinho dentro do engenho, e mais urna
dlitillacao prompta com ludo, que pode dls-
lillar quarenta caadas de liquido dlariainen-
,e, cujoi preparos sao, 24 cubas para gara|las,
duas pipas, um tonel que leva 2 pipas e niela
de liquido para deposito, canecos, bical, rei-
f.lador. fai todo o preciso de agoa, delta gara-
,,a no alambique, delta as caldas fora sein que
\e pegue nfll, e sein ser locado por bomba,
40 bnls mancos, 6 carros, 6 burros, 2 garlan*.
IG escravos c safra que pode regular 1,500
Pa-C-'vendc-se englobado ou a parle um en-
Independente, noipap
para roupa
,es. O seu terreno he de meia legoa em
nuadro, e rmado sobre marcos, e quasi co-
llerio todo o seu terreno de maltas virgens c
enm elle os objectus segulntes, ou sem elles,
lUbois mancos, 20 cavallos. 1 escravos esaira
que pode regular 1,200 pes : quem pretender
dirija-se nesta praca, ao Sr. M.uoei fioncalves
da Silva, que Ihe espora a forma do negocio, e
nos eugeuhos ao seu propietario e residente
Pedro de Mello e Silva.
Bezerro rancei a a,ooo rs.
Ko Atierro da Boa Vista loja de calcado n.
58. junto ao seleiro, vendem-se peUeS be-
zerro francezde boa qualidade a ABUU rs.
A 3*300 rs. o par.
Sanaloea de couro de lustro, obra bem fella
a 3,200 rs. o par : quem qulzer desenganar-se
v ao Atierro da oa Vista loja de calfado n.
58, junio ao seleiro que achara.
.- Vendem-se dous le renos, uin no Atierro
dos -Afogad..i do lado da n.ar pequea, com
pe.lo de 00 palm.sde frente, e o ouiro cm
SntO estrada de Lula do Reg,
tu/, ar-
Alterro
Lotera da inati17. rta. Boa Vlata*
Aos lo:ooooooe fl:oooK>ooo.
Na ru da Cadeia n. 24. loj. de camb3 da
Viuv.Vieira & Filhos, vendem-se os mu
fortunados b.lhetes e meios d.tos da mes-
m. loterii, que corre impreter.veloiente no
dii 2 de junho prximo vindouro.
Bilhetes inteiros
10,000
5.000
.rua da Cruz
->
>
>
>
: >
>
>
>
->
:>
de
ou-
rua
em cm de Kalkmann Irmo
n. 10.
Tintas em oleo
branca e verde vendem-se cm casa de Kalk-
mann Irmaos, rua da Cruz n. 10.
Ubras de otiro
chegou um novo c completo sortimento de to-
das as qualidades, como sejam, correntes pa-
ra relogins, anucis, pulcciras, allineles, ade-
recos, brincos, voltas, ele. : vendem-se cm
casa de Kalkmauu Irmaos, rua da Cruz nu-
mero 10.
Livros em bramo
grande sortimento proprio para cscriplorlo e
qualquer oulro estabeleeimento : vcudeni-se
em casa de Kalkmann Irmaos, rua da Cruz
n. 10.
Cadeiras e sofaes
para meninos : vendem-se em casa de Kalk-
mann Irmaos, rua da ;.i uz n. 10.
Copos para vinho c para agoa
de qualidade multo superior vendem-se em
casa de Kalkmauu Irniaus, rua da Crut n. 10,
aonde lambein ha grande sorlimenlo de appa-
rellios de vidro fino para sobremesa, para agoa,
liara ponche, cestos e vasos para llores e para
rulas.
*lni inla- superiores.
' Na fnndiclo de C. Starr & Companhla,
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas,
.le canna, todas de ferro, de um modelo o
conslruccflo muito superior.
nligo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
milito superior cal nova em pedra,
chegada 111 ti mamen te de Lisboa
n barca hiedra*
^ Deposito de tecidos da frtbri- *
ca de Todos os Santos, 8
na Baha. <
Vonde-se em casa de Domingos Al- <
ves Malheui, na rua da Cruz do Ite- *
cife n. 52, p'imciro andar, alg.ulao "*
transado .laquella fabrica, niuilo pro- ?
prio para saceos e roupa de escra- *
vos, assim como lio proprio para re- ^
jes de pescar e pavios pare veilas,.^
por preco muito coturno lo. <
uladama liosa llanly, modista
brasileira, rua Nova, n. 3'|,
Anniincia ao publ co, e pai liciilarmente seus
fregueses, que tein receido um bello sorli-
menlo de fazendas novas, ricos chapeos de se-
da, de gros de naples egorgiirao de indas, as
cures, lisas, fraimdas e de pregas, ditos de
sed para meninos se baplisareni, i bapos de
palha de todas as qualidades, para senlinias e
meninas. Din grande sortiiiienlo de mante-
letes e capotiuhos de todas as cores, pretos
de ehamalotes c gros de naples, capotiuhos
de lil de linlio pelo verdadeiro, ditos para
menina de quatro a oilo anuos; ricas cpelas
de llores 'le la.anja e ramos para enfeilar ves-
tidos, ricas luvas de pellra comprldil e eufei-
ladas, ditas curtas pretas e de seda de.ede
para meninas e senhora, dilas de pellica eur.
las para senhora e para liomeiu ; caiiiisinlia
para senhora, rios romeiras, meias de seda
branca paia baplisar meninos de qualro me-
zes a tres anuos, ricus penachos brancos para
enfeilar chapeos, e ramos tinos para ditos;
ir.ni. 1. c franjas de seda prea e de cores;
gros de naples prelo c furta-coies, com franjas
e trancas da mesiiia cur para os ditos capnli-
nhos;'se vende vonladc do comprador.
Lindas loucas de gorguro, viudas de Franca,
para baptisado. I\a mesina loja faz-se vesli-
dinhos para baptisado, loucas para enancas,
capolinhns, vestidos para senhora. chapeos de
crep prelo ; e umitas nutras fazendas que se
vendem mais coi conta que em qualquer oulra
parte. -
__Vende-se na distancia de 2 legoas e meia
da cidade do Kin-rornioio, pela margem ci-
ma do rio Serlnhaem do lado do sul, o enge-
i,i,,, Casoelrluba com os seguales quisiios, e
objeetns declarados, e sem elle!. O seu terre-
no he de Ir quartos de legoa para queui do
til, e meia legoa de nascentea puente, firma-
dos pnr mareosa 46 anuos, sem contradlccao
alguma, como consta dos seus lllulos; o seu
slo he lod.. barro, quer seja ladeira, quer se-
ja vanea, lem bstanle maltas virgense nellas
bastante niadeira de conslruccao, he bom nioc-
dor com agoa, poique moc com o citado rio ;
os seus edificio! :io, casa de engenho lobre
pilares tapado tod de paredae, cavco de cal
e tij Un, lauque de agoa da mesilla forma,
com um forte escorlnhote de ferro, tambem
rica obra e duravel una faiuosi. casa de ba-
gnjo, com tres lliesouras e duas lacanicas, es-
tivada aobre madtiras lavradas, boa serraiia de
agoa prompta de ludo, casa de purgar e en-
eaikameuto, ludo firmado sobre paredde! de
tiji.llo c pedra ; esl remontado com o pre-
ciso para su., manufactura, ludo em bom es-
tado, boa capella, urna rica .rzala, fumado
Vendem-se cartas linas para
jogarvoltaretc a 1,300 rs. o bara-
bo : no pateo do Collgio, casa do
Livro Azul.
l, Nalojn .le Jos Joaquina Mo-g
y reir & couipnilila, na 4
u ma Nova n. 8,
I vendem-se manguitas e metas man-
<$ gas de fil de linho e cambraia, cou-
Na rua Nova alri da matriz, loja n. 2,
vende-ie boai fundas forrada! de camurca.
honcandieiro. para .ala. Un ternas de p de
vidro, ditas de p de brome, lequei fino, de
el baratinhos. eacovaa para cabello, ditas
a roupa, ditas para chapeos, duas para
denles pellei de couro de lustro francez mul-
U stmrloma a 3,200 ri. lenco, de cambraia de
MnhoP bordado, fino, a 8,000 r... dito, a 5.000
r,.U.os a duzia a 4.800,., MM*
par meninas a 200 r... dllo. a 400 ******
de seda a 1,200 r... chapoi de merino prelo a
000 rs dito, brancos a 0.0110 ., espingarda,
fina, de espoleta, lenco, de ca.s. *"IP"*
i a 600 rs., dito, de ho de seda a i.OOO rs.,
chapoad palha Pr .enhora a 5.000 r... di-
tSm meEina a 1.000 r. dito. par. horneas
a 4 U)0 n., castlcaei de vidro. ditoi de bronze,
chicle, Ingleses; coin martelo a 2.0U0 ri., man-
tas de larca prela. chale, de leda baraloi.
uva! de seda, roela! de .eda preu para .e-
nhora. jarros com bada de porcelana brancas
propio, par. lavatorio a 4.000 r... .pisare no.
^porcelana par. cha a 20.000 r, cb.v inas
de porcelana para caf, veos de Imho prelo
bordado! de ,eda, voabrancoipara .ei.hora a
5.000 r. ditos a 4.0(0 rs.. luvas de hU[de li-
nlio a 000 r... inania! de filo pr.to a 4,000 ri.,
molla, para grvala, a 320 rs. vende-se a di-
nh--lrVeVdem-ie meia. de seda prela cumprl-
das, proprias para padres, multo era conta :
na loja u. da rua Nova atrs da matriz.
Chapeos francezes.
A Colombiez coro loja n. 2, na rua Nova
atrs da matriz, vende a dinheircja vista
chpeos francexei para honiem a7,00 e /,ouv
ris. .... .
Vende-se a dinheiro a vista
lenco, de cmbrala de linho multo fino, coro
blco ero roda para ai aenhorai de boro gos-
to: na rua Nova loja n. 2.
Meias pretas.
Vendem-se ineiai de ieda prela cumprida
para senhora. pelo barato preco de 2,000 rs. .
na rua Nova loja n. 2.
te cabecoea ou ro
l nho, tanto para senhoras como para
a. meninas, pelo baralissimo proco de
4 000 rs. icainmiihia de filo e cam- 4
Z b'raia ; talhos de b.co de seda ou #
I blondo, lano pretos como brancos ;
Z capotiuhos de chsmalote esettm ma- 4
Z cao ; manas de garca branc.s mu.- 4
I lopioprias para noivas ; cspellas e 4
Z ramos de tlor de laranja ; chapeos 4
I de palha arrendados e lisos para se-
nhoras e meninas ; e outras fazendas it
% mais, quena inesma lujase vendem
$. mullo em cunta. #
#!: " Vendem-se duas cscravas mocase sadiai,
que cosem muilo bem, ciigomniam, e01'-
iihain c lavain de sabao : na rua de S. ran-
Clsco casa de um andar dcfronie o llieatro.
Luja de Antonio Gomes Villar, na
rua Nova n. 33,quina que vol-
ta para a Cnniboa do Carino.
-Vende-se a vrrdadcira sarja preta hespa-
nhol.. setiu. pretode nifco, velludo prelo,
merino prelo minio lino, los de linho prelo,
blcos pelos de linlioiuuito lino,bicosde blon-
U.s llores Trncelas de todas as qualidades,
Irques do ultimo gosto de 2 a 15 mil MIS, luvas
pretas de seda, chapeos prelos francezes para
liuuiem, vestidos de cambala brancos c.111
babados, e oulras umitas fazendas degusto,
que e vendero por menos do que em oulra
qualquer parle.
Vendem-se saceos novos de cst 'pa com
duas varas cada um a 320 rs. : na rua larga do
Notario 11.4*, prime.ro andar.
Vende-sc familia de mandioca de- boa
qualidade em saccas de 2,000 rs cada urna ;
na rua da Cadeia Velha loja de Joaquim llibei-
ro l'onles. .
Sarja kiespanhola limpa muito lar-
ga a 2,0co rs.
Yende-se sarja bespanliola multo larga e
.nuilo encorpada a 2,000 rs. : na rua larga do
Rosarlo n. 48, prluielro andar.
Vendem-se um escravo de 30 anuos de
dade, ollklal de ourive : na rua d, Laran-
gcias 11. 2.
I'eeas de chita limpas a 4,000 rs.
Vendem-se pecas de cid tai limpas escuras
proprias para esoravat a 4.000 rs., e a 120 a re-
lalho, c corles de bonitas cambraias para vel-
lidos a 2,0n rs. : na rua larga do Kozario n
48, piimeiio andar.
rua do Crespo n. 11,
2 Vondem-se camisas de rlicado para ho-
" mero, mullo bem feitai, aislni como di- *
O tai de algoriao americano forte, pan W
O trabalhadorei. fj
Bicos pretos.
Vendem-se blco. de llnho prelo, ditos de le-
da preta : na rua Nova n. 2.
.. Vende-se um niolequc de nacao de 20 a
22 annos de idade, bonila figura, bom cozl-
nlieiro, com principios de bullelro e muito di-
lioente para todo o servico : na rua do Crespo
u. 10.
L\a loj i periirtiiibncana, de
Antonio Luiz dos Santos,
i na do Ciespo n. 11,

C e pretos da deiradcira moda de Pars. &
Calcado.
lNo Atierro da Boa Vista, defron-
te da bonecrd
he ebegado pelo ultimo navio francez um no-
vo e completo sortimento de calcados de to-
das as qualidades, lano para humero tomo
para senhora e meninos, assim como sapales
de lustro para homem a 3,000 c ti.OOo rs.. ditos
de heierro, chinrllas de tapete e borsrguros a
3,50.i rs., sapales de lustro para senhora os
inclhores que ha a 2.000 rs., daos de Lisboa a
1,60a rs ditos de inarroquim c cordavao e
hoiseguiis francezes para senhora sapales
do Aracaly lano para homem como rapaz a
800 rs., dito, de lustro para liomeni feilos na
11..I11.-i .i 3,000 Vs.,pelles de inarroquim de to-
das as cues, ditos de luslro e bezerro fran-
cez, vasos para ornar mesas e condecas de
todos os lmannos, ludo a troco de pouco di-
nheiro.
-- A bordo da eicuna Varia firmla Tun-
deada na Tolla do lorie ha anda una 300 al-
qurires de buin saldo As-u, que se vcuder
em conta por a mesma escuna ter de seguir
viageiu : a quem convier comprar, entenda-
se com o capitu n bordo, oucoui S Araujo
na rua da Gru n. 33.
a rua uo Ciespo n. 21, vendem-ie li
prelos de lamanho regular e multo boa fazen-
da, pelo barato preco de 3,000 rs. cada um ; di-
tos grandes, muito superior fasenda, por i 1.000
rs. cada un sarja preta HespaiihoU a 2.50U
rs. o eov.ulc, i i/eii.i.i miiiii. boa ; luvas pretas
de Irocal e oulri. fazendas pretas, proprias
para os actos ila semana santa.
- Vende-se taberna da rua Dlreita dos Afo-
lan.., ooa cape,.-, ....... ............. '-"- .. Vende-se taberna da rua Direila doi Afo-
tndo sobre tijollo comn, te.raco na frene .5 H p jl|Illallirnle a c aia # qUein a
firmado sob.e columnas e sollnvel casa de vi- relcIlderi dirija-,e a d.lacasa.
venda, sendo inelaile le rea c uielade sobra- '
dada casa de fazer fariuha, estribara, casa -- Vendem-se dual arroba! de doce de caj
de euiprcgado, (orno de coiinhar obrai de bar-
secco : ua rua da Gloria n. il.
Bom e barato.
Vende-se cera de carnauba prlmelra lorie a
G 000 r!., lapatoi brancos para honiem e roc-
u'inos, ditos de couro de luslro, courol de ca-
bra, chapeos di palha. e pennas de eroa:
na rua da Cadeia do Rccife n. 49, priuieiro
andar. ,. ,
Vende-se uro famoso prelo muito ti el,
mestre refinador de assucar. co/l.plu_ o diario
de urna casa, e muilo excellenle para um li-
tio por ter bastante pralica : quem o preten-
der, dirija-se a ruada L'oncelcao da Uoa Vista
0.9-
Vende-se um excellente terreno na praia
de S. Rita, coro 60 palmo, de frenle e cerca de
500 de fundo, bom porto de embarque cerca-
do de cae, de pedra. este terrenojie proprio
para eslabeleclmento de fogos, cohrio pada-
iias, refinace., ele, por ser aquelle lugar
marcado pela cmara para taes estabelecl-
menlos : a tratar na restlllacao de Franca &
limaos junto do mesmo terreno, pelo lado do
norte. '__,
Vendem-se duas saccada, de cantara :
na rua do Crespo n. 8 segundo andar.
Vendem-se 5 aece da companbia de
Heberibe : na rua da Cadeia casa de cambio de
Viuva Vielra t Filhos.
__Vendem-s? escravos baratos,
mocos e de bonitas figuras, como
seja: moleroes, moleques, negras
com hahilidides e molecas, assim
como 3 mulitinhas, que cozem,
engommam e marcam, e entre es-
tes escravos ha um ptimo carpi-
ra, ummestre sapaleiro, um per-
feto bol eiro e um perito catin!
ro : na rua das LarangeirBS n. i.'i,
segundo andar.
-- Vendem-se carrinbos de mao, trinta pal-
mo! de saccada de pedra dalcrra, urna ino-
rada de casa terrea com chaos propriol, na
rua do Fogo n. 37, e urna roela agoa no becco
da Cainboa do Carino n. 2 : na rua da praia de
S. Rila, drfronte dn ribeira do pclie, deposito
de licores ns. 10 e 12.
__Vendem-se I (i escravos, sendo uro de ida-
de de 22 annos, boro ofHcial de pedreiro, oulro
da mesilla dade carreiro, un il i lo canneiro, li
dilos de bonila figura, urna escrava de naco
de idade de 20 anoos, que cose e engomma
bem, duas ditas de idade de 25 annos, que co-
zinharo e lavaro, e 4 ditas de roela idade : na rua
Direila u. 3.
Na rua do Apollo n. 18, vende-se mer-
curio de superior qualldade, por preco com-
uodo.
- .\a roa da Senzalla Velha, p.dara n.
100, venderr.-se 200 a 300 formas para o fa-
brico de vellas, por preco muito em cunt,
meUde do seu custo, eslo em pouco uso,
e os seus tamaitos s3o de 9, 8 e 6 em libras.
Na ma do Crespo, loja amaiella
n. 4-
Finisilinos chapeos de leda para homem, a
6,000 r., dilo. de seda de Lisboa uielhor e de
mal, duraco do que os de castor a 5,500 r.
Vendem-se mui boas bala-
tisinglezas: no Hecile, armazej
de Dias Ferreira, defronte da Al-
fa ndega.
He muito barato.
Vendem-se chicotes a 800 r. e a 000 rs.,
bengalinhas muilo superiores a 1,000 e 1,800
rs.. charuteiras liuas a 1,600 rs. e 400 r,. su-
periores caltas redondas par. rap a 2.000 n.,
nielas cruas para homem a 180 r... luva. de
fio da Escoc a. mal luperlore. que lem
apparecido a 800 rs. o par, dilas de .eda pre-
la para homem a 1,000 rs., ditas de pellica
ponto iogleza i.Ors, carapucas dubrada
de seda preu para homem a 640 ti., e outras
ultas cousas que se vendem mais barato do
ue em outra parte : na rua do Qiieimado loj.
de miudezas junto a de den n. dd.
Parasenhoras.
Vendem-se luvas preta, de torcal ai mais
superiores que ie pode encontrar por lereiu
encorpadas a 1,000 n., ditas 800 rs.. meia.
de sedi preta a 1,600 rs., tranca! eiee tai pre-
tal e de core proprlw para mantelete! e en-
feltei de vestidos a 240, 320 c 400 re. a vara :
na rua do Qneimado loja de muldezai junto a
de cera n. 33.
Meias de lata para padres.
Vendem-ie mullo luperlore! melss de tala
pira padre a 2.000 e t.800 n. o par : na rua
do Oueimado loja de miudczai junto a de cera
o. 33. .
Cartas finas para voltarete.
Vendem-ie superiores cartas franeezas pa-
ra voltarete a 801 e600 rs. o ha rain o : na rua
do Cuelmado loja de mludeas junto a de cera
n. 33.
rentes de tartaruga para mar-
rafas.
Vendem-se superiore pentei de tartaru-
ga para marrafa pelo baratlislmo preco de
800 rs. o par, preco que faz admirar : na rua
do Oueimado loja de mludeas junto a de cera
0.33.
Bom e barato.
Pentes aberto, para segurar cabellos a 330,
400 e 500 rs., fazendas multo superior, dlloi
de marfitn de alizar a i,280 rs., carteinnhas
cm agulhai lortida. a 320 rs., dltai ein calsl-
nhas a 320 N., pentei de baleia para alizar a
360 e 400 ra llnha, de carriiel de 200 jardas a
60 rS.< dilar de peio ein miadas a 60 e 100 r,.,
requifei pretal e de coreipara enfelto, de vel-
lido! a 240 e 320 rs. a vara, thesourlnhai mul-
to final a 320 ri., bonito, agulheiros de vidro a
ICO ra., louquinhai de seda preta pira 'an-
ca! a 500 rs., babados aberlos de llnho a 120 e
140 n. a vara, uiaraei para meninos a 120 e
240 rs., luvas de Irocal para menina a 800 r..,
diverso brinquedos para menino que ie ven-
dem multo barato, e outras umitas cousas
que e deixa de annunclar neiu occailao : na
rua do Oueimado loja de miudezas junto a de
cera n. 33.
l'enas de ema.
Vendem-se penas de ema para espanado-
ros : na rua do Queimado n. 14.
Vente-so um escravo de bonita figura,
prelo, ptimo para lodo o servigo : na roa
de Sants Rita, sobrado n. 14.
Attencao.
ma pesaos que lem de retirsr-ao para
frs dests provincia, vende urna mobilia
de rebaxo.de Jacaranda, envernissds e em
muito bom estado, a saber: .12 esdetras, 1
sofs, 2 esdeiras de briQos, 2 bancas, 1 mesa
redonda, 1 grande commoda eom 5 gavetas,
6 cadeiras, 1 msrquiza, 1 banca pequea
tambem de Jacaranda, e urna meaa de ams-
rello para ssla d jantar: quem quizer com-
prar a mencionada mobilia, lenba a bon-
dade de dirigir-se i rua Bella n. 29, que a-
char com quem tratar.
A os pintores.
No armazem de Francisco Diaa Ferreira,
nocesda Alfandena, vendem-se caicas
meias ditss com vnlros de 11 pollegadas do
eomprido e9delirgun, por menos preco
do que em oulrs qualquer parte.
Vende-se um escrsvocrioulo.de 24 an-
uos, do servico de css, rua e campo, e um*
escrava do gento de Angola, que repiesen-
ta ter 30 annos, do servico de campo e* do
vender p> la rua : na rua do Uozariu larga n.
30, primeiro andar.
de
Escravos futidos.
Koga-se as autoridades policies'e cs-
pitfles de campo da Ros Vists, Soledade,
Manguiiho, Capungi. Beberibe, Apepicos,
t:ssa Forte, Poco .la Panelli, Afogsdos e ci-
dade de Olin Ib, a ai prehensao d um preto
crioulo.de nomel.uiz, com ofllnio de car-
voeiro, que Ihe chaman) por alcunha l.uii
Marrado, ou Balsa Mo' lem 40 annos da
idade, baixo, muilo grosso e gordo, bem
barbado, com bastantes cabellos huncos ua
barba e n canece, e muitas marcea de sr-
nas pelas pern.s ; levou calca de algodlo
azul mariscado de branco e carniza de al-
godfin branco transado americano; lam-
ben) levou camisa de roadapolSo e chapeo
de palhinha lina branco, j usido : quem o
pegar, mande-o entregar na rua do Ran-
(_,.[ n. 21, ao seu senhor Jo.- Anlonio de
Souza Queiroz, onde recebera qualquer
pessoaqueotroucer 10,000 rs. de gralifi-
ca;3o, ou mais sendo pegsdo mais longe.
Anda esta fgida a preta Mam Joa-
quina, de idade 30 a 40 nnos, nscBr Con-
go, baixa, gorda, cor retia, bicigosi,
olhoa vivos, bastante ardilosa, o sagaz ;
lalvez ande sua fuga encoherta com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se empre-
gava antes da sua fuga, n3o sendo esta a
primeirs vez que foge, e que se encobre
com tal negocio ; taoibem j loi escrava de
engenho, e indsva vendendo miudezas pelo
mallo, com urna crioula de quem era es-
crava : quem a pegar levea na praca da In-
dependencia n. 17, quesera recompensado
do seu trabalho.
Boa gralifcacSo.
No dia 13 de marco do curenle anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. I)r. Malet, o niole-
que Marcal, o qual he bem conbecido e tem
os seguintes signaos : representa ter 80 an-
nos, baixo, cheio do corpo e esreundo, cor
lula e sem barba; lem filia de um dente na
frenle do queico inferior ehelho do ser-
ISo de Psje, por isso julga so para li ter
ido: recommenda-se, portento, aos capi-
tSes de campo a captura do dito moleque,
que aerSo bem grsiilicadoa.
Desappareceu no dis 22 de Janeiro do
enrenle anno, urna e; era va, de nomo Mara
Bencdicia, de naq-io Congo, que represen-
ta ter 50 anuos pouco mais ou menos, ros-
to compndo e descarnado, desdentada na
frenle, nHo he baixa, grossi do corpo ; lem
a pe'rna esquerda mais grossa que a direila,
e na mesma algumassicalrizes, pea e mos
limtame grandes: roga-se, porlanto, as au-
toridades policaca ecapiinesdecan.pt), lio
caso de a pegaren), levem-m rus do Que-
mado n. 65, que serSo generosamente re-
compensados.
-- Desappareceu da casa de sua aenhors
a escrava de noa e Luiza, com os aignaes se-
guiulea: corpo e altura regulares, com bs-
tanle siotrizea.de bexigis, roalo redondo,
olhos grandes, beico inferior uo> tanto ci-
hidoe filia muilo: quem a apprehender,
leve oao pateo do Paraizo, sobrado defrou-
te do rlialai iz.
Pf.j. iVr\TviM)K M.r.DF: Paki A-


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