Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05239


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Full Text
Afino de 1844.
Quarta Feira 4
') l'im 0 publica-a. I.dos os dial que nao foreaa santificad* : o prego da ageigmlera
li, de t;i J1 re. p:>r ijuartil pa*oa adianlados. O atinunciosdos a jlignantee sao inacridos
g etie, e -> do ]ue nao forera rai!)o de 89 res por linhe. Al reclamacee deten ser .liai_
(idee.4 ale I"yp ra das Cruiea n. i i ou prega de Independencia loja de litroan fi i $
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gu;i8in, I'aratijba, secundase aextae feires.Rio Grande do Norte, obega a 8 e il c per
ir l. i. Cabo, Serinbaenl, RioFormeio, Macer, PortoCalro, e Alfgoes. no i. c ,
H l'koada mes. Gr.ranhuns e Honilo a 10 e 21 de cada mes loa-Tata e Flor
etttjl 5 dito. Cidada da Viciara, quintas f.i.ae.OUnda lodos os dias.
DAS da semana.
2 3g Bibiine. Aud.do J. de D. da 2, r,
3 i'erca Francisco \nvier. Re. aud. doj. de l) d 1 f.
4 Quera s H.iiJur.i. Aud do J. de D. da i t.
5 Quintar d'craldo Aud doJ.de I) da 2. t
6 Sel! Nicolao Aud. do J de P. da 1. r.
7 Sal i Ambrosio riel.
v Uou- jQoDrei ao de N S.
r -'- .....III

(le Dezcmbro.
AnnoXXs OTl.
BaKsrawBrr:: ::>. jaWEJErrr uuiiamm.
Tudo agora depende d. n. Moa da noesa prud.neie. fcderec/-'.- en rgia: oon-
tinuemr.1 como principiamos e seremys asomado* oa sdrmr;;ao #nW a MI '
culta., (ProClainagS ds A.Mnible. .eral do Bftil.
(ambio. eobr. Lni'ja "5 e i|-'nom,
a Vari. 180 rril pur (rauco
a Lisboa 1 LO por iOU a< premio
Moedad. ebre so par. .
ld.ai dt lelraj '.i hua. firma i pOtOlO
1 '' 101 ko uu 3 DI DBtEOTaO,
Oor-M ;. a de e.OUO
'rsta- I alacGaj
u P.aoscoluiomnare
Uiloe aaaicanui
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Tema
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MIASES DA LA NO VEZ DE DEZEMBRO.
La ooaii So"i 2hurai < li ata Ja m i f.na. t || y h. V aia. da i.rla,
Kir.gii.ni. alai J hora. J .in la larde | Craacailte a X na S'J a lar.le.
Pr'cirNor de hoil.
Pr miiri s lio a M nin 1! da min'-.n indo I lioratl ,otn da larde

..;:. :
ate.^xw
DIARIO
.-ac*^aiiUMaVi"A fc- i-jriT.fip i-aa.-. ^. .......

ffE

espirito, o verdade ) tem perpetrado inaudito*
altentados com as armas as maos anliuipada-
mente collocadas as Sacristas para arrojarem
RISPADO DE PF.RNAMIUJCO. os ljros de sua vjl)ganca t 0 0 0dio contra ci-
D. Julio da Pur i/cacao Marques Perdigao dadiios inermes, baleados alguns i faco dos Al -
Conego Rrgrante de S.Agostinko, pur tfer- tares reservados ao Sacrificio do Cordeiro im-
cde eo, e di Santa S Rispo de Peratn- maculado Jess Chrislo nosso Redomptor, de
buco e do Concelho de S. M. 1. 6c. cuja clemencia, e piedade so tem abusado com
Suile paz, e lienga) sej.i com todos os a maior protervia, o insolente rebelda
nofsoi Diocozanos em N)mi; de Jess Clinsto. Como he possivel, que so derrame cruelmen-
Sempre pertenooo ao> Frealos Diocezanos te o sangue humano e corra sohr'a trra com
declamar geni intermissao contra os excessos.que tanta insensibiliilade?! J nos falta o animo pa-
as leis reprov) o* bons costumes censurao ra ouvir as repelidas narracoos e lr as parti-
e a moral Evanglica reprehende. cipac5es. que nos tem sido enviadas respecli-
Se por;m em todas as pocas os successores vas aos desacatos que se lotn commettido no
dos \postolos tem sido solcitos em argirs interior das grojas quaes, (cando polutas em
paiides e em reprimir os vicios, que somonte virtudo d'estes diablicos feitos tem sido re-
servern de m >tivar ruina ao gnnoro human;) concilladas segundo as cerimonias da Santa
com miior actividado dovem elevar sua vo pa- Igreja para nellas so continuar a celebracao dos
ra satisfazerem a obrigacao.queseu Sagrado Mi- Divinos Officios, n Culto Religioso.
nisterio Ihos impjm nos tornpos maiscalami- Os mesmos papis pblicos nos instruom cer
Lisos, p3ra que esta seja c;cutada com a deti- ca dos imprudentissimos (actos acontecidos em
daaltencao, quando dirigida a mover os cora- varias igrejas do Imperio quesegloria de ser
cues insensiveis ao consideravel detrimento do denominado o paiz da Sarta Cruz.
prximoafllito. eatlribulado pela persoguicao. Deque nos aproveitara porm este honorfico
Na.) he possivel, que occultomos a sensibili- ttulo, se nao for ma-squo huma intil |actan-
dado do que he dotado o coracj humano, e cia lium (til desvanecimcnlo huma mal
verdadeiramenle chrslao. entendida ufana ? I t:e pois sinceramente nos
Se em nossas mos residisse o poder d'occor- gloriamos de pertencer ao paiz da Santa Cruz ,
voxaedes, e persuadido? que a letra da lei nSo
devo estar mora mas viva e em todo leo
vigor.
Ministros do Jess Christo e eooporadore d
nosso .Ministerio,a vos maisqueaos oomlituidos
no estado social pertence fazer ver a doiorosa
o magointo desorden) em que estamos invol
vidos o que a infalibilidade dos pavorosos re-
sultado deve acontecer quando menos o es-
perarmos so pela cessae,ao dos excessos quot-
dianos pela penitencia e oraeo nao lizer-
mos deper aquella espada com que a Divina
Justina est desearregando os golpes de sua jus-
tissima indignaco peraiittindo o desenfrea-
mento das paxoes para castigo das tiansactas
iniquidades, a dissolucilo a rorrupcao dos
costumes e da moral (lagello o mais terri -
vel e indicativo do abandono com que o Cria-
dor fe re a creatura para a fazer reconhecer
seis deveres, quando a prodigalidade d'infini-
tos beneficios devia impellir o beneficiado a
prestar sincera gratidao aquello, que a esta tem
inquestonavol direito c que noquer a mor-
te do pecador, mas que este se converta ,e viva.
Demonstrai claramente ( o sem tem r de zor a verdade da qual sois Ministros ) que a
Mo do Omnipotente est armada contra o ge-
nero humano por causa de sua goral prevarica-
cSo e que os reiterados flagellos que cons-
icrn tao ingente calamidado por mui poucos sinal ndelevel de nossa redempQiio vivamos tantemente nos opprimom, nos sao enviados
ti a maior complacencia nos Christamenle procedamos como discpulos de para nossa correccao convoncendo-nos de que
somonte podemos ser livres de tanta oppresso
por aquelle a quem tod'a creatura deve obe-
diencia do quem dependo e por quem ni-
camente pude ser favorecida.
Afastai do nos Dos, o flagello, que, sob
o devastador pretexto de liberdade a mais mal
entendida grassa por todo o Universo para
reprimirdes a universal audacia, como outr'ora
di'terminastes na espantosa poca em que ns
aguas de vossa indignarlo innundarao toda
trra.
Posto que depois de satisfeita vossa justica ,
vossa solemne promessa s'extendeo somonte
prohibido d'hiim 2. diluvio da 50a e nao de
moles sobro globo terrestre, dignai-vos modi-
lirar vossa justica pela vossa clemencia para
que respiro entre nos a paz e tranquilidade .
por vos ta 1 recommendada.
Un em una todas as vontades humanasa
para que todos queirao a observancia de vossa
lei, e proniovo pelos meios 80 scu alcance a
ex;'cc,ao dos proceitos, que a nica verdadeira
roligio I lies impe.
considerada tal, com a maior compl
ntregariamog ao dever de sermos uteis Gey, Jess Christo diligencian Jo promovondo o
que nos foi confiada. mantendo a paz entre todos. e amigos o pra-
Todavia noconvindo que aquella dcixo- tiquemos as virtudes, que nosassinalSo porfei-
mos d'occorrer peln meios ao nosso alcance, tos na exacto dos proceitos da Lei pela qual
exhortamos, eadmoestamos com grave ener- devemos ser julgados.
gia em nome do Principe dos Pastores os nossos Detestemos as mximas mundanas sempre
Diocezanos para que cada um so contenha, e nocivas. Nao nos deixomos altrahir das alsas
faca gustar pelos preceitos evanglicos, e probi- caricias e perniciosos attractivos que o 1 *
dade christaa a pratica de suas immoderadas i ni migo d' alma nos oflerece. Nao nos illudao
inelinates ordinariamente (unestas, e rui- suas falsas promessas. Nao nos precipitemos
nosas, para os que nao se recordad dos pessimos na profundidade dos males em que o enredo,
effeitos, que ellas causao. Em tod'a trra exis- e a intriga nos querem abismar. Seja mais que
te a desolarlo porque nao ha quem attenta- sufficientea prnpria experiencia, da qual mui-
mente reflexione diseco Propheta I/aias. los se nao recordo infelizmente donde pro-
Fallamos com aquella inauferivel liberdade cede consideraren! se com simpleza de entendi-
queo nosso Ministerio nos oulorga principal- monto seguros, e izenlos de Irislissimos sucecs-
mento dos que esquecidos do aprogo que de- sos os que s'arrojao a comedor as maiores airo -
vem tributar a existencia humana a reputo cidades a lazer soffrer as maiores angustias ,
de nenhum valor ; como se Ihes fsso licito ti- e tribula o quo nao pdem dar. A perversidode ca visto despotismo com quo muitos atacao
rar
humana chegou a tocar o cumo de sua maior de viva voz por escrito e accoes os cidados,
ousadia quando dentro dos Templos do Dos que acobertados e protegidos pelo escudo das
Vivo, quo adoramos, ( postoque nem todos em leis, devem gosar isencao de taes revoltanlos
imFxauaMiaaiKB*
^LHITO
O RE. C)
7..
VSLEXT1NA DEYAIBEC01RT. (ContinuacllO.)
altituo : ella comecou entio a sua inspec^ao,
procurando encobrir bem a luz da lanterna,
para nao ser apercebida do jardim, deixando
smente um lado descoberto para oseu examc,
que por osla rasao s podia ser efectuado em
cada objecto de per si.
Principiou pelas armas, e ahi reconheceo
aquellas pistolas, aquolla faca que havia visto
Mal havia Valentina feito alguns passos no no bosque brilhar sobre o peito de seu infeliz
corredor que Iheficavacm frente, quando en- companheiro de viagem : julgou-se outra vez
controu urna porta meia aborta, que dava entra- nesse terrivel momento, e toda trmula voltou-
da para urna grande cmara. Era o quarlo de se, e ia retirar- se para rofugiar-se no seu quar-
Roberto: o seu aspecto a admirou ; as pare- to, quando a luz deo sobre um retrato de Ri-
dosestavo Lo arruinadas, os movis erao tao cardo de grandeza natural. Valontina parou
grosseiros como no demais da casa, mas a para observa-lo, mudando de impressao com
physionomia que Ihe havia impresso aquelle que tanta rapidez, como a mobil luz havia mudado
o habitava ha tanto lempo conlrnstava com o de lugar.
fundo pobre e rustico. Havia suspensos a es- Valentina desejou conbecer a figura do es-
sas paredes negras e brutas elegantes instru- pozo que a sorte Ihe havia dado, e este aenti-
mentos de caca, armas escolhidas, grande nu- ment era muito natural da sua parte. A prin-
mero de quadros, estantes guarnecidas do li- cipio admirarao-a esses olhos prctos uu pouco
vros arranjados com cuidado, e sobro urna encovados, mas tao ardentes e tao meigos,
mesa alguns de toda a elegancia de involta com quo ella havia j notado na nica olhadella,
dilTorontes papis ; um lado um cavalete com quo sobre Ricardo havia lancado ; o demais
um quadro por acabar, o em torno pal betas, do rosto eslava em harmona com ossos olhos
pinceis. tintas, e pinturas desenliadas. admiraveis, e revelava como ellos ofogod'al-
Vdlentina senlio ao ver se nesso quarlo gran ma. unido mais delicada docura. Oqueat-
de lamor de se'ahi sorprehendida. 01 bou pe- trahio sobre tu do a attencao da moca oo o
lajanellaa ver se descubra Ricardo que com longos cabellos negros, engracadamente sepa
efleito ainda se achava no jarlim e na mesma rad s desde o alto do cabeca, e cabidos sobri-
os hombros om ordenados annois. Valentina
(*) Video Diario n. 265. s tinha visto no mundo em que vivero, ho
'""*tieT*CT
Btp-'gJrvjJ^aaai
mens cobertos de cabelleiras, e apezar do eos-
tumo que tan.bem tnha, seu gosto natural se
revoltava contra cssa cousa mora, que substi-
tua urna parte viva da creatura, e nao poda
\ contrario ,nenhum accessorio apparecia : o fi
Iho do campo e la pobreza nao havia tido ne-
nhum attributo de sua plana a collocar ao pe
de si....
O retrato era fortcmente colorid;1, exnros-
sivo, vivo ; sobresahia rio panno. Ouan.io
Valentina retirata delle os olhos, volvia-os
para Ricardo envolvido no fundo do jar-
dim na cor cinzenta e vaporosa da nouto.
Ao ver tao vivo quadro, dissereis, que all
presente eslava o mancebo, e que s a sUa-
imagem apparecia ao longe.
Os debuchos collocados sobro o cavollete offe-
recio a mesma maneira e o mismo colorido,
e azio assim conhecer que o retrato era obra
do proprio Ricardo.
Valentina ebegou-se para a mesa. No meio
dos objoctos que a cobriao vio ella um laco de
fita azul, e reconheceo com sorpreza que era
do scu vestido, eque Ihe havia cahido na non-
ti em que fora roubada. Como havia podido
o salteador epanbar e c nservar um objecto
ciii valor, o para que u violento inimigo dos
grandes guardava sob sous olhos esta lenibranca
ile urna mulhor que ello devia detestar smente
a Jo seu nascimeato '^uo quena
dizer esta phantesia de mancebo no meio dos,
. ./iU
Eterno Dominador do Universo, mandai que
toda l crealiii.i roconheca ajusta e severa re-
nrelnacio, jola qual intntala sua correccao.
Deere tai que esta se roalise pira demonstra*
gio da vosso grande poder, o brilhanlismo do
vossa gloria. Esculai aflsupplicsi dos que im-
plorao aquella misericordia que de vos espe-
ramos, quando em vos confiamos.
Ministros do Santuario, o depositarios do
poder divino, mais animados nos pela linasa-
da orelo, vos exhorlamos a que vosdeJiqueis
a aplacar a eterna justica, pelas vossas oracoes,
e edificantes exomplo', convencidos de quo es-
tais designados para interceder pelos peccados
do povo, a quem Heos (ambem por vossa in-
tervencao quer patrocinar.
Nao vossejSo indiflerenlcs os insulto; perpe-
trados no interior dos templos, e faco dos al-
tares, em que Celebris o incruento sacrificio.
Nao Piquis insensiveis, quando ouvirdes as
quotidianas narracoes, que referein aceGes do
tanta impiedade as grojas, em quo enlrrao
bomeni fio dosalmnlos quo lancando m:o
temeraria aos asticaes e ao mesmo crucifixo ,
com estes instrumentos, o Sacratissima Imagom,
espancarfio os que nao concordavao com scus
sontimentos.
Santifiquemos com lagrimas, quo a dor o o
sentimento promovem o lugar santo, tantas
ve/es manchado pela publica irreligiao. La-
mentemos pe menos, i ntro Vestbulo e o
Altar, estos sacrilegos altentados praticados
por aquelles, que prolessao o ("hristianismo ,
ja que nao temos espirito para cingir o cilicio,
vestir o saco, e pulverisar com cinza nossas ca-
bocas.
Persuadamos que o templo destinado para a
celebracao do3 Divinos Misterios e no qual
habita a Magostado de um Dos tello de sua
gloria nao deve sor convertido (como Jesiis
Chrislo dille) em cova de ladres, sentados
sobr'os aliares, e fa/endo soar voserias inde-
centes, e brados clamorosos, como offlcialmen-
te nos consta.
Carissimos irmaos nos vos supplicamos
queirais recorrer ao eficaz presidio da oraeo ,
quando celobrardes o Sacrificio da Missa, para
que o concessor de tod'o dom nerleito n3o con-
sinta d'ora em dianlc mais profanaces, que
nesta vo mencionadas ecooperai quanto vos
soja possivel, para que bem acceiteft perante aquella Providencia que
rege os nossos destinos.
Exorai a divina piedade, para que no porvir
horrores lia ladrocira :' ThIvoz nem o mesmo
Ricardo o soubesse.
Entre os livros de cima da me/a alguns au-
tores havia de botnica, e um herbanario no
qual as plantas, arranjadas com gosto perleito,
guardarlo a postura e phisinnomia que Ibes sao
proprias, c lormavao um quadro, donde so-
brosaluno n gr.ica e o espirito da natureza.
Tambcm ahi eslava ama corta meia rota. O
sobrescripto dizia aasim :
Para meu lio, se cu morrer esta noute. <
Poraqui vio a condessa que a carta era de
Ricardo, e nenhum escrpulo leve de a ler.
Ella continhn estas linhas :
Meu tio, eu vou envolver-mo em urna
aventura porigosa, e antes de partir, necessito
do adquirir as vossas orneos, porque so eu
suecumbir.. morrerei cornmettendo um crime.
Custa-lo-ha a cror da parte de quem foi educa-
do piT Vmc. e que tem at boje lido una vida
menos santa, mas lao irreprehcnsivel como a
sua. As circunstancias que me arrastrao
.1 esta acc,3osao um segredo que me nao per-
tence ; se eu morrer nao procure jamis \ me.
descobri lo, para que nao tenha eu de aecu-
sar-me de have lo descoberto Ore por mim
e consol meu pai, Vmc nao poder ter con-
solar/So : em breve ir unir-se-me
Devo Ibe ludo o quesuu, e at a alma
que om mim habita. Havia eu nascido para
servir de machina viva de revolver a Ierra: Vmc.
me ensinou a conhecer a Dos na natureza, a
>


o
se
lorna necessario e urgente dotar a naco de leis
orgnicas que estejo cm harmona com a cons
tituico, e faciliten) a sua accao e movimenlo.
Por tanto espero que contribuiris, de accordo
com o meu Governo, para reparar urna falla que
ha j muitus annos toda a naco lamenta.
Se sii conseguir em breve lempo reformar
a constituirlo, e estahelecer as leis orgnicas ,
que sao como o seu complemento, a vossa atten-
clo poder-se-ln empregar com mais vagar e
desafogo no oame dos melhoramentos adminis-
de ter na riqueza e prosperidade dos mcus po-
vos.
Zelosa. tanto como vos, de que se c nsiga
esle importantissiino objecto, ordenei aos meus
Ministros d'esta lo, que vos apresenlem varios
projectos de le sobre materias de administra-
rn.
Pelo que respeita fazenda o nrimeiro
passo para estahelecer nella a ordem e concert,
nao experimentemos a conlinuacSo dos terri- como Deputado com dignidade oceupou, e que] ra o luturo as insttuicSes que hao de regel-a.
veis acoutecirnenlos, qu al agora se lem rea-j {em segredo Ihe digo) era o de.. .de apaga i A fin de Ibes dar maior consisten
Usado, dor!! quero dizer, o de pedir que se fecbem as
itecordai-vos da solemne promessa por Dos di:cusses.
dirigida ao pacifico Rei alomao, pela qual o: Com isto e rom os quatro mil contosdota-
mesmo Dos iinmutavel por nature/a ohri-'haco para man ter o cxercilo eos espios, be
gou sua eterna palas ra pura conceder prospero o,uc o (invern pretende sustentar-so.
resultado das oracoes dos que io templo exoro Dizcm-me poror que os Inglezes nlo est^o
sua puriasima misericordia, intervmdoa neces conten tea com o bomem grande. Sao bem me-
saria resignadlo e congruente penitencia. I tediaos os taes senbores e hlo de pagar o
Gonsjderai verdadeuamentu suspeitos na ( seu intromelimenlo mais duro do que os ossos
lpelo menos) os que neo respoilo os templos, qu daqui levo para lazer cabos do facas e de
cujoi profanadores, praMOdu a maior irreli- garios.
gio, pdem, sem injustica, ser equiparados Hoje (l6)failon o Rodrigo da Fonseca Ma- trativos e econmicos, que tanta influencia bao
ao insipiente, que diz:Nao ba Dos. galbes o posso dizcr-lbe que commoveo a Ca-
Obseivai os que com seus labios honrao a mar e o publico, pois o seu discurso foi subli-
Daos, mas por seus lacios o negao, para os j me. O Carlos Denlo da Silva (juiz responder-
dingirik's pelo caminho da reclidao oecor- Ihe; mas com quanto faliasse muito nao des-
rendo a este genero de hvpo.risiu, por Jess trino nada do que o outro havia dito.
Christo censurada com as mais foites exprs- Picando aqu,porque do mais nao vale a pena
soes, como vicio mais repugnante ao lelo, que dnr-ihv noticia.
devenios manifestar pela sua honra e gloria. ----------------
l'or esta OCCSSi&O o porque no presente HESPANHA.
lempo o|o be possivel que enviemos eos Momos /'a 'la da fatnka na abertura das corles em foi o do desembarace? as enntributeoes e rend -
Diocesanos urna exhortarlo tendente a prepara-I 10 de utubrode 18W. mentos pblicos dos empenhos contrahidos du-
los, e dispol-os para celebraren) dignamente a u Senbores Senadores e Deputados. ] rante a minha menoridade, pelos apuros que
prosima solemne festividadedoSanlimmo as- Nao podia oelebrai melhor odia do meu causou 8 guerra civil, e por oulras circumstun-
ei.i.eiiio de Jess Chrislo recommtndainos com ; aniversario do quo congregando para este J cas Umenlaveis Reunidos os productos dos
a maior cnergia aos Reverendos Parocbos que fausto dia as Cortes do Reino, e cercando me | rendimenlose contribuidles, sera menos dilficil
na E9tac4u da Hissu Conventual lacla ver quaes Jos cleilos da Naco. applical os as necessidades mais peremptorias ;
Devo tainliem congratular-mo pelas beno- entretanto se procurara estahelecer o possivel e-
volas diposicOes que conlinulo a manifestar-me quilibrio entre a feceila e despeza melhoran-
as potencias alliadas ou amigas, entre as quaes do por urna parte o systema tributario, e fazen-
plos com que o mesmo Jess Chrislo nosso a Sublime Porta me dirigi urna felicitadlo por i do por outra as opportunas economas. He es-
Redcmplor os inslruio para quesejlo fiel- va de um enviado extraordinario, que loi rece- le o melhor meio de que se restabeloca natural-
mente imitados. Palacio da Soledad, ilude indo nestea reinos como compete aos antigos monte o crdito ; para cu|o fim he indispensa-
Novcmbro de INVi- vnculos que subsisten) entre os dous estados. vel ton arem considerarlo a sorte dos credores
Juo Hispo Diocesano, S occorroo um conflicto grave que podia do estado, lanto nacionaes como estrangeiros.
- perturbar a pa/ que lano desejo conservar com A ordem na (azi nda e a lio.) le do Governo Ibes
CT F rt Bsfi^ 'mlH'r' ('t! Merroco; porm julgando com- ofierecerSo a melhor garanta.
EA 8 b'" I a \J b 3 I promeltida a Imnia nacional, antea qual devem Tenhn a mais viva satisfacloem annunciar-
emudeeer todas as dentis considerares, fez o vos que o exercito depois de urna guerra c-
As foi has de Lisboa, que ltimamente rece meu Governo a conveniente reclamarlo, eso vil de sete annos c das vicisitudes polticas,
henos, chego a de Outuro : dispoz sostental-a, se fosse necesario, por va em que sempre se relacha os vnculos da ohe-
Em quanto as noticias do Portugal nao temos ,ii)S armas. Por esta occasilo receb um novo.diencia (presenta actualmente um admiravl
a arresc ntar ss que extractan! s dos jocnaes do lesU'munbo de amisade dj parte dos meus au- estado de disciplina. Aparte de instrucelo
Porto, recebidos ale a dala de 19, no nosso guatos adiadosS. M. o Rci dos l'rancezes. e S. i (em rerebido os melboramentos que o pro-
nu.noro de segunda-fiira possada.senao que na ; \. a laiuha da (ir.im Hrelanba e Irlanda.L'm e i gresso na arle militar reclamava ; e alm dis-
sesslo d.i mesma d'atu fra approvado na Cuma- outro S< berano me ollereceio os seus bons of- 'so enviei a paizesestrangeiros commissoes dos
dcance a reparar, quanto Ibe foi possivel
io lamentavol falta.
Tambom exige lempo a reforma fundamen-
tal da Ad ninislraco deJustica, quildeve
servir de lundamento a concluso dos novos c-
digos que se acbo muito adiantados ; em
quanto que o rneu Governo dicla a guias pro-
videncias uteis para aplanar a vereda di appetc-
cida reforma.
Desta sorte se vai reslabelecendo regulari-
dade econcert nos diversos ramos da adminis-
tradlo; e anda quando baja que vencer nao
poucos ohslaciil s, muito se poder adiantar
na obra comecada contando com a protccclo
da Divina Providencia, com a vossa leal coope-
rario e auxilio e conlribuindo para o mesmo
proposito a avoravel disposico dos povosque ,
cansados de alteracoes e transtornos desejao
com anciedade deslructar tranquillidade e soce-
go sob o imperio das leis, e sombra tutelar do
Throno.
Conc uida a leitura o Presidente doCon-
selho de Ministros disse de ordem de S. M. o se-
guinle : S. VI. me ordena declarar que se
achio legalmente aberlas as cortes de l84i, na
conformidade da Consliluico da Monarchia.
{Diario do G.)
as diiposicdes, com queos cbrislosdevem so-
leinnisar um .Misterio, do qn.il dimana loda
;i sua lerna untura, referndo-Ibes os exem-
ra dos Depulados por urna maiona de -i9 volos
i7o contra -'A')) o parecer ila Commissio respec-
licios, que accoitei nos termos convenientes; e corpos scientilicos para que possa quanto
complicados logo os acontecimentos al ao pon- antes applicar-se ao excreito hespanbol ludo
tiva soi>re o uso que o Governo linha felo dos, u, do rehenlar a guerra entre o Imperio marro j que se julgue til e adequado. Com o fim de
poderes exlraordtnaiios o discricionunos, que
Ihe baviio sido concedidos, o o que extracta-
mos odiante de urna carta particular.
As noticias mais importantes da Hespanha
que sao as da ultima dala, ulcanco tamhem a
i9. e lo traiucriplas em lugar competente :
quino e a Franca [guerra terminada com ton- lalliviaro orcamento su lem leito lodasase-co-
ta celeridadee gloria por esta Potencia,) conli- : noinias compativeis com a seguranca do lisiado,
nuou o Governo brtannico interpondo com a |ecom a commodidade dos que derramaran) o
maior tfiicacia a sua podeosa inlluencia, a fim seu sangue em defensa do Ti roo e das leis. E
de que se regulassem ss nossas desavencas com 'quando se furia leca a aeco tiestas por meio
aquello Imperio Assim se conseguio felizmen-
em outro numero daremos o exlraclo das fo- te, sebando-se ja convt ncionadas as bases de
Ibas inglezas al 1G, e da Irancezas ule 19 de
Otituhro.
do arranjo da admin straeao e do vigor da
autboridade civil se poder diminuir sem po-
poiniGAL.
De urna caria [articular extractamos o se-
giiinte :
O Governo considera se foilissinio jorque
tcm maioria hrulu (quero diserem i>uniero nu
Cmara do Depulados, e cunta arrunjal a no
oulra: para o que. lem Caito um recrutamentj
fore:dode tod sos Pares que por tuw molestias
ha muito nao sppareoilo na Cmara o segun-
do se diz, vai dar stsaoto a lodosos Uispoa, c
um,tratado em virlude do qual ohter a llespa- Irigo a forca do exercilo : conseguindo ao mea-
riba a salislaeao que de juslica Ihe he devida. Os i mu lempo a vantagem de restituir aos seus lu-
meus .Ministros de Estado vos apresenlarao o gares muitos bracos uteis, e aliviar o peso das
I dilo conveli logo que se acbe ratificado do i conlribuies
modo e lorma conveniente
Tamhem vos apresenlarao, e as primeiras
sessoes, o projeclo de reforma constitucional ,
i'No meio dos apuros do erario fixei a minlja
particular attencAo na marinha recordaeao de
tantas glorias e objeclo de nao menores espe-
ponlo essencialsmo queja indicou o meu Go- i raneas. A situacl i da Pennsula o os ricos
veri.o no mesii.o teto de convocarlo de Cortes, territoios que ainda possue a tlespanba em va-
e cuja gravidade nao piule occtillar-so vossa
Ilustradlo e patriotismo. Delle espero que vos
dediquis com zrlo pura obra to importante ;
pois a menor dilaeo poderia acairelar pnqui
despacboil ( nlo aflirmo) o 'adre Lcenla do | zos inculculaveis,frustrando as esperances da na*
Crrelo para Hispo do Viseo, com a condylo
de r nu Cmara dos Paresexcrcer o oflicio,que
rias parles do mundo exigem sob lodos os as-
pectos a crearlo de una marinha poderosa ; c
como esta tcm que Si r obra do lempo o de um
[ilano seguido com perseveranea o meu Go-
verno vos manifestara 8sdisposiccs qujalo-

a vida do agricultor se ennobrecen e exaltou a
meus o'hos. Cada grlo de Ir go que ten lio
deitado no reg lem pura miui tomado um inle-
resse, como vindo do Creador, (. que deve ger-
minar nara o pobre ..
Valentina suspenden a leitura par ton ai
urna visla d'olhus sobre Ricardo, assentado no
mesmo lugar: elle doslolhova urna j>lauta. e
pareca arrobado em urna doce meditarlo. A
moca continuou a ler :
(i \ me. me eiisinou a pensar e a amar :
mas eu lenho somenle 2'2 annos, e nao fiz mais
que debuehar pensaineiito, e Sentimenlo,
Conbeco lo poucas comas da trra !
Sempre reconduzido ao mesmo [ionio pelos
quadros de miseria, que esta vio sob meu olbos,
todos os meus pmsanicntos se reduziro a com-
paixo por aqutlles que padecen ; o odio, a
colera contra os autores dos seus males ; o de-
sejo dos punir, se me fossa possivel... Diste
me nao arrependo, o odio bem assculado he
justica e Vjirlude...
A condessa oh ervo de novo Ricardo, Des
la vez bavia-seelle esguido, e pisseieva vaga-
rosamente odiando para o bonsonte iliuminado
pelas estrellas ; havia no seu porlo e andar
una certa dignidade, que enebro de admira-
rao a joven condessa, que segura de nao ser
perturbada erji sua curosidsde, conttfiuou a
ler. r
\ rnc. me cnsinou tambcn a amar, hom
padre, santo preceptor de almas Cultivou
rao. que anhela por \- r fechado quanto antes o mou, dirigidas a este fim tendo acudido, des-
canij o das discussois polticas, c offiancadas pa-' de logo, pelos nicos meios quo estavao ao seu
meu coraefio,' para que rile produ/isse o maior
numero de fructos. Multiplicou em mim es
cas i m presides de ternura, que fasein hatero
coraclo, do calor ao sangue, e acubo por
toinar-.-e toda n existencia, quando sereno-
vio mu i tas vezes, ese prolongfio muilo tempo
Gracas a Vmc. soul.e eu amar a meu pa, que
disto era digno, pude pagar-lhe as ladigasque
elle por mim lomava no da, dando-Ihe n u-
le o beijo de lilhu : soube amar a Vmc., meu
">, tanto quo juntua suu pesaoa naa mais
desejava, r que longedella, do fundo do cam-
po que eu cullivava, n mas vezes a visla da
cruzrnha da igreja, o som do sino dola que
rhegava aos meus ouvidos, o aspecto do seu
sobrepeii/ branco passando entre o verde dos
mallos quando Vmc. ia levar os soccorros es-
[lirituues aos seus filhos, bastavo para tornar-
me venturoso, c fazer-me eahir dos odios urna
lagrima de ternura.
Porm quer no sentimenlo quer no pen-
lamenlo, so conheci urna face da vida. Sinto
que eu era capaz de amar muito mais anda do
que o fiz.
sem nada tirar ao que senlia por Vm e por
meu pai, viesse oceupar um lugar, que eslava
-asi. .Nao o conheci... nao o conhecere
nunca ; porque as raparigas da nossa al lea sao
simples plantas, que secrio n'uoi viveiro e ah
crcscern para servirem demuiberes a campone-
mr*t*
zrs ; mas nem urna i odia inspirar amor ao ho
mem que Vm. formou Nao/ nem mesmo es
sa joven e terna Maria que me havia dado sua
alma toda de amor, que todos os das se Ihe
apresentavu no confessionario, chorando sua
desgracada paixo, e que nao podendo vl-a
partilhada obteve de Dos morrer d'ella Ai !
que sabia ella tu bem amar, e que eu nlo sou-
be senlo lastimal-a. Ao seu Ricardo convi-
nha urna mulher, que semelhanto da aldea
na docura e simplicidade <1 'alma, tivesse tam-
hem a existencia moral que nelle ha, que sou-
besse corrprehender e partilhar os seus pensa-
mentos. suas triste/as, suas alegras internas,
toda essa parle secreta da alma que nao pode -
mos descubrir sem eiivergonhai monos senao
aquella que a partidla. E esta mulher nao ex-
iste .. Oh se ella existisso sobre a trra. .
Mas nfto, nunca a conhecere ..
Valentina intorrompeo anda a leitura, e cr-
gueo-se as ponas dos ps para ver ondees
lava Iticardo, mas desta vez anda com mais
cautela pelo receio de ser apercenida. Vio que
elle suba pela lameda do centro, e pareceo-
Ihe que tinha os olhos filos na janella do seu
quarlo, Havia no rosto do mancebo, cutio
mais aproximado e em lugar mais claro, urna
tal expresso de ternura e de exaltadlo lo ma-
nilela, que ella nao pode lurlar-se ao desejo
de o encarar. J ede eslava bem porto, qu-
ando ella se lembrou que aquello caminho la-
va na entrada da casa, e que sem duvidaRI-
MANIFESTO.
O Duque de Victoria aos Hespanhoes.
O dia 10 de Outubro de 1S1 i, be o indica-
do pela lei fundamental da monarchia, para
que S. iM. a rainha I). I abel II, entre consti-
tucional monto u governar o reino : nelle cum-
prindo com urna divida de lealdade, de honra,
e de conscienca, deveria entregar as suas au-
gustas mos a autoridc.de real, que as cortes
no uso da sua prerogaliva constitucional depo-
sitarlo as minhas.
Desde que o voto nacional, me imlicou entre
os meus concidadns para me honrar, elean-
do-me regencia, desejava que chegasse este
da, o mais satislalorio da minha vida, em
que do cuii e do poder supremo deva descer
tranquillidade do lar domestico, consagrando
as minhas ultimas palanas ; gloriosa bandeira
da Constituirlo, quo o pnvo tinha aorado
I ara reconquistar a sua lihcidade, c que duas
Viizei ncsle sceulo I cusa de torrentes de sangue
tinha salvado a dymnastia de seus leis. A pro-
videncia recusou os meus velos e as minhis es-
peranzas, e em vez de fallar-vo no meio da ce-
remonia de um aclo augusto c solemne, vos di
rijo a minha voz do desterro.
O mundo inleiro sabo, quo nunca houve
mais livre, mais franca, emaisgeral discus-o
que a que precedeo minha nomearlo de re-
gente. Accoitei, hespanhoes, este cargo nao
como urna cora moral concedida por victorias,
mas sim como um tropheo qur o povo tinha
posto na bandeira da liberdadr. Fiel obser-
vador das leis, nunca as quebrantei, nada o-
mitti para (azor a lelicidade do povo, quanlas
leis me apresenlarao as corles forao saneciona-
das sem dilaeo, o exercici da acelo da jus-
lica foi independenle do Governo quo nunca
usurpou as funecoes dos ciernis poderes polti-
cos, e Indos os maanemos de riqueza, e pros
peridade roerberao o impulso e protecr^lo que
as circumstancias permitlirlo. Sealguma vez
para conservar o imperio das leis livo que ap-
pellar para medidas forles, a justica, nao o
Governo, decidi da sorte dos desgranados.
Nao doscerei eos pormenores da minha con-
ducta como rcgenle: a historia me lar juslica,
cardo ia recolher-se. Tomada de terror, dei
xou esso quarlo, e coi reo para o seu cornial
tapidez que a luz da lanterna deo sobre o pateo
como o refiexo de um raio.
Valentina, entao em seguranca, deixou-so
rabir sobre urna cadeira, com bina violenta
pu(sacio do coraclo ; admirada e commovida
pelo que acabava de descobrir sobre o carcter
de Iticardo. pelos ton timen tos Que linba visto
exprimidos mis poucas linhas por ello tratadas.
Toda a noute passou vivamente agitada. Ella
que aindato poucos momentos havia,scqueixa-
va de que ti dos os honiens se assemelhassern, e
parecessem todos fundidoscorpoe alma no mesmo
molde, acabava de adiar um, que era forrada
a exceptuar. E este < ullivava atorra, o prc-
enchia o papel de salteador ; tinha urna alma,
mas urna alma pia como a do um arijo, senti-
mental como a de um hroe de novella. Va-
lentina conhecia que haviao singulares cousas
sobre a torra, das quaes nem se fa/ia ideia na
alta sociedadc.'e se to caro Ihe nao houvesse
custado, julgur-se ia feliz por ler viudo ao fun-
do desse valle,situado algumas leguas de Paris,
e que possuia uniente to extraordinario co-
mo se poderia encontrar nos Antpodas.
(Continuarse ha 1



eu me submetto sua nflexivelsentenea ; el-
la dir com urna innparcialidadedifilcil cm meus
contemporneos, se aspirei a oulra cousa, que
nao fosse o bem Ja minha patria, a outro pen-
samento que o de entregar neste dia Rainha
D. Izabel II, urna nago prospera no Interior,
e respeitada no exterior ; ella dir so no meio
das agitadas lutes dos partidos segu i outra di-
visa que n5o fosse a de salvar a lilierdade, o
tlirono, e a lu da combatida intriga das pai-
xes; ella poder dicr as causas que demora
rao a rcalisacio de muitas utuis reformas. Qu-
andose prepararao novos disturbios nada omil-
ti no circulo das leis, para os evitar, nao vol-
tarei a vista itr.iz, nao tragarei o quadro triste
de liioestosaconteciinenlos que todos lamenta-
mos, e que deixiindo me sein meios para re-
sistir mo obriguro a buscar asylo n'um pati
hospitaleiro, protestando antes em nome da
santidade das leis. e da juslica da sua causa.
Protestei, hespanhocs, nao por vistas de urna
ambico que nunca tive, mas si:n, porque as-
sim cumpria dignidadeda naco, e daco
rOa Representante constitucional do tbrono,
nao podia ver em silencio destruir o principio
monarchico ; depositario da autoridade real,
devia defendel-a dos tiros que se Ibe diriga j ;
personificando o poder execulivoestava no dever
de levantar a voz quando via fa/er em pedagos
todas as leis. O meu protesto tinba por oijec
to evitar o lunesto precedente de convir em
nomc do tbrono na sua destruico; nao era uin
grito de guerra, nao fallava s paixoos, nem aos
partidos, era a exposigao simples do uin facto ,
urna defensa dos principios, e urna appellacao
para a postoridade. Aflastado de vos nao tero
bavido um gemido no reino, que notenha ti-
do echo em meu coraco, n5o tem bavido urna
victima que nao tenha aclia lo compaixo em
minha alma. Quando chegar o dia feliz em
que possa re^ressar minha querida patria, i
Ibo do povo tornarei a conlundir me ras filei-
ras do povo, sem odios o sem reminiscencias ;
satisfeito da parle que me coube para Ibe dar a
liberdade, limitar me-hei na minha condico
privada a goar dos seus beneficios; mas no mo
do perigarem as instituir/oes que a naco jurn
a patria, a cuja voc. nunca ensurdeci, mo acha-
ra nem p re disposto a sacrilicar-me emsuas aras.
li.se nos insondaveis decretos da providencia,
esta escripto, quedevo morrer no ostracismo ,
rn timo suspiro, orvenlcs votos pela independen
eia, pela liberdade e pela gloria da minha pa
tria.Londres, 10 de Outubro de 18*
O Duque da Victoria.
()o Patrila. )
Tribunal da Slelago
Julgamento do dia 3.
Preiidente da audiencia o Sr. Desembargador
Hamos.
Na appellagao civei em que he appellante a
Fazenda Publica, e appellado Francisco Jos :
mandrao dar vista as partes.
Na appellagao civel em que he appellante
Joao Domingucs Pereira, e appellado Manoel
Syprianu Pereira Rebello : despresrao os cm-
barg >s oppostos a > accordao
Na appellacao civel em que he appellante
Ignacio Joaquim remandes e appellados
Francisco Jos Pacheco de Medeiros e outros ;
receberao e julgro provados os embargos,
confirmando a senlenca recorrida na part so-
mente em que julgou nullo o processo por falta
de conciliagao.
Na sppellacao civel cm que sao appellan e D.
rsula das V irgens Pessoa, e appellados Ma-
noel Carlos de Mello e sua mulher : despres-
rao os embargos.
Na appellacao civel em que he appellante
Francisco Antonio Pontual, e appellado a viu-
va e lilhos de Antonio Joao Foii : manlro
dar vista ao Curador Geral dos Orphos.
Na appellacao civel em que sao appellante .
Mara Marroquina de Jess Nazareth e seus
filhos, e apppollado Paulo Caetano Basto: man
drao com vista ao Advogado dos appellantes
para allegar por parte dos menores tomando-
se-lbe previamente o respectivo jnramento e
depois de voltrem, se desse vista ao Curador
Geral, para diser por parle dos menores appel
lados que interesso nesta causa.
Na appellagao civel em que sao appellante
B. J. Rodrigues da Silva, e appellados Joao
Mana Sousa e sua mulher: despresaro os em-
bargos oppostos ao accordao embargado.
CORREIO DO RECIPE.
CORRESPONDENCIA DA CIDAUK E PROVINCIA.
Ha dous ou tres diasque bem mal desempe-
nho os meus engajamentos ( vem talvez de
gajOo, ou cousa que O valtaa) ; mas meus caro,-,
amig s, \ mis. sabem quunto he doce o bran-
do o fagueiro /imiente, o estes dous das sao*
tos for5o para mim de delicias, que procurei
aproveitar, lembrando-me que tinba de levara
! soalheira d'hontem, a qual me doixou proslra -
do : anda bem que me dou por satisfeito, por
que se tralou de objecto para nos outros mo-
narcbiilas sempre sagrado.
N5o Ibes fallarei dos festojos do Annivcrsorio
do nosso Augusto Imperador; tambem ha
inuito lempos que as festas nacionacs se redu-
zem a tiros, marcha de tropas e msicas mili-
tares ; o que nao deve admirar pois que as
nossas festas religiosas consto boje disto mes-
mo poucu maisou menos. Sempre Ibes direi que
a ollicialidade do 2. batalhaodaG. N. deo o seu
cha no dia 1.a no quartel, de cuja asistencia
fui no nutro dia dispensada.
Sabem que a Cmara Municipal se reunir
domingo para apurar os votos do Dcputados Ge-
raes; que a acta de Taquaritinga, esse pezadel-
lo dos maritafedes, fura desprezada, o que se is-
sentara apurar todas as outras cleicoes, &c. &c.:
mas o que Vms. talvez anda ignoreni he que S.
Maneinho fez um novo milagro, quo (tonara
tudo admirado, se csse santo, depois que o he,
nao fosse um compendio de maravilhas. He o
caso; que ajuntou-so elle com dous Vereado-
ros e assm a modo de conspiracao, e como se
fizessem Cmara representrao aoEx.mo Pre-
sidente da Provincia sobre a validade das vota-
coes nao praieiras de Oricuri e Garanhuns, que
os maritafedes nao podem encarar; c quando
hoje a Cmara quiz continuar os seus tr baldos
o traidor presidente declarou que nao abra a
sessao, sem que chegasse a resposta de una re-
presenlacao, quesehavia feito ao Ex."10 Pre-
sidente, e que indagado o negocio, se soube
ter sido ella feita pelo dito S. Manozinho, e
seus companheiros martyres.
Ora esperou-se muito tempo pela suspirada
resposta, c como ella nao chegasse at as 2 ho-
ras retiraro-se lodos sem se decidir o milagro
do novo Santo Dizem-me que S. Ex.* decidi-
r, que se apurassem em separado os votos de
Ouricuri; mas nao assim os de Garanhuns:
contra isto reciamarao os outros Vereadores,
o o que for soara. Ouanto mim, entendo que
a Cmara nada tem que fazer com essa deciso
de S Ex.*; porque nao tendo ella represen-
tado, nao precisa de soluco da Autoridade
que alias, como nao entra em du\ida, e est
plenamente demonstrado, nao o he no caso
vertente.
Hontem quando Ibes narrei o modo philan-
tropico porque o Mello havia tirado o seu cum-
pa nheiro da cadeira da Cmara para se por elle,
nada mais disse porque nada mais sabia enlo ;
boje porm ouvi di/cr, que depois de bem sen-
tadinlio.com a moderacao e docura, que Ibe sao
proprias e com a consciencia de um Anginho,
(ou antes para nao ir buscar exeniplo fra
dcste mundo) com a mansidao de Pomba sem
fel disse coizas admiraveis. Ora vejio se nao
tenho razio em assim afirmar, 00980 este bo-
cadinho d'ouro A voz publica quando trov-
ja amaga...... : O que me di/em ao da
Raheca? Cogk-Cofar diante das muralhas de
Dio seria cap/, de melhor fallar ?
Dizem pela bocea pequea que o Ex.mo Pre-
sidente do Cear o Sr. Vasconcellos levara ins-
trucoes para annular as eleiges e proceder a
novas Creia quem quizer, engula quem
puder tal pilula o Correto nao acredita, porque
um Ministerio Conciliador nao se querer luc-
iera desconct liar; e nem o Sr. Vasconcellos
aceitar-una missao, que sobre elle pode cha-
mar grave responsahilidade. Dos sa've os Cea-
renses!
Ouvi dizer a um procurador de causas (nao
sci se das perdidas com dinheiros adiantados)
que o Urbano nao dera boje audiencia, e que
esta falta nao lora motivada por falta desaude,
pois estove na casa da Cmara Municipal : pri-
meiro est a obrigaco, que a devoftio.
Disse Ibes em outra occasiao que mo que-
rido induzir a fallar dos negocios GOtiwStiCM
dos franciscanos ; agora dir-lhes-bei que vol-
tarou carga, e que dosta vez prestei-me com-
pletamente ao quede mim exigirlo; porque a
exigencia eslava com elTeito em regra. Disse-
rao-me haver grande epidemia ou peste
nesta cidade porque os taes franciscanos
nao tinhao repouso, e levavo toda a noule
a soccorrer moribundos, e como a pe/ar das
minhas diligencias por noticias, nao sabia que
tal epidemia existisse, ui-me urna das noutes
da semana passada postar em frente do convento,
ed'abi vi porem-se ao fresco urna meiaduziados
taes patuscos logo ao oscurecer, e entao assen-
tei que pelas relaces que esta gente tem com a
praia, e a necessidade que esta tem de espi-
os, os taes vadios estao empregados na espo
naxem nocturna da polica ; e na verdade pa-
ra islo acho-lbes eu geito, porque tirado um pe-
queo numero de bons religiosos, cujo aspec-
to esta em harmona corn o seu instituto, o
mais tudo sao UM Iranchinoles, de una sin-
dico revoltante, escandalosa, e ridicula.
Correspondencia.
nio GRANDE 110 N0RTK.
Sis. /eductores Nunca me peruadi do
que em tempo algum me visse olirigado appa-
recer com minha penna pelas paginas de um
jornal publico ; por quo he bom corto que a a-
vc lnguida nao pode vo ir altas collinas.
Porm como lendo o seu Diario n.2(jl de
quinla-feira 21 do mez passado encootrei no
communicadodoSr. Rio-Granilenseumaallnsao,
que coincide com a pessoa do Sr. (Coronel Joo
doOliveira Mendos, da sorra de S. Benlo, fur-
coso beque diga nlguma cousa em desogravo
deste honrado cidadao
Sem querer tratar de poltica pois queme
he indiUeiente esto uu aquello part lo, eu me
subtrabirei a demonstrar, que a cor natural dos
factos occorridos na villa de Goianinlia, por oc-
casiao do procederem-se as eleiyes ; diversili-
ca bastantemente d'essa com que os pnlou o
M. Rio (irandenso ; e seguindo no meu propo
silo direi a Y mes Srs Redactores, que o Sr.
Coronel Joao de Olivcra Mendos be um aoco
muito respeitavel que go/a do rande estima
publica na provincia do Rio Grande do Noite
(e particular onde quor quo o conlu-cem,) onde
bem vintc e tantos annos, (em oceupado com
dignidade, e oceupa presentemente honrosos
cargos; que sempre tem merecido a considera-
cao de todos os Presidentes ; e que assim por
j haver dado irrelragavel prova de que o seu
lito he cuidar da manutengao de sua familia, o
nao engolfar se as zumbaias publicas, como
pela rectido ele seu carcter nconcusso. e esta-
,ilo assnz independenle jamis dara as mos
ao mais collado \ gario ou a oulra qualquer
pessoa de maior ou menor esfera, para exer-
eer um acto que nao fosse licito.
Elle est milito a salvo d'essas increpares ,
que gratuitamente Ibe assacou o Sr. Rio Gran-
dense ; o pesar d'eu nao desojar concitar o
animo do Illustre communicante ; com ludo ,
observar-lhe bei, que S. S. avancou urna pro-
[losicao contra si proprio muito alTrontosa
sua boa ndole: por quunto, estando n'esse dia
rodeada a mesa do numerosas pessoas gradas ,
do ambas asseitas. e sentados nolla rnosmo a
dextra do Sr. Coronel Oliveira, muitos bomens
distinctos do partido do Norte nao era do es-
perar que elles merecessem de seu patricio ,
e correligionario o degradante epilhelo deSi-
carioscom que o Sr. Rio Crandense bouve
por bem mmoseul-os.
Eis co 110. Srs. Redactores, muitas vezas a-
conteco ser-mos lo mal recompensados d"a-
quelles de quem temos promovido o bem ,
niesmo custa de dssahoies !
Outro sim: nao tenho certamente a honra
de conhecer o Sr. Vigario daquella Ireguezia ;
mas como bomem de boa f, tambem devocrer,
com jjuantono veja os casos averiguados, que
um Ministro do Sanctuario nao pode sem es-
tar muito corrompido fazer transacedes com
a palavra do Dos, pelo torpe inloresse de elei-
toes "
de227 toneladas, capilo Boucher, equi "
pagem 12 carga fazndas ; a Rol I i iS; Cbu-
vannes.
Avisos maiii0jos.
Temos aqu algum mysterio ; pois be fora
doduvida, quo na casa do Sr. Ignacio Joaquim
Uias nao nao forao guardadas e trocadas as c> du-
las de que o Sr. Rio Grnnlensc trata; porque,
segundo s ideas quo tenho deste Sr. elle lio
um logista, imbcil por natureza que at bo-
je no resto da vida, nada se ha ingerido em
outro negocio que nao emane do seu balco.
Queiro Srs. Redactores, ter a bondado de
dar um lugarzinbo na sua conecituada lolha ,
para a inservao destas mal tragadas lindas que
Ihes dirige. Um seu atsignanle, e amigo vel/10.
Recife 3 de Dezembro de 184-4.
1Para o Aracaly, segu viagem impreteri-
velmenle no dia 16 do corrento o hiato Nova
(Jlinda, meslrc los Rodrigues Pinbero; quom
no niesmo quiser carregar, dirijase ao mestre,
ou a ra da Cruz venda n. 5C (5
1 Para o Rio de Janeiro, seguir nao ha
vendo inconveniente at 7 de llesembro, o bri-
gue nacional Mentar, capillo Joaquim Fran-
cisco da Silva, o qaal din bouseommodos para
passageroa, podendo tumbem receber esoravos
a Irete ; para o que se pode tra'ar com o capi-
lo ou com \uiorim IrmSos na ra da Ca-
deia n. 45. (8
1 Dovendo chegar do Ass 't odia Kd correte e seguir para Santos com cscaila
pelo Rio de Janeiro o muito veUciro hrgue
brasileiro Saudades de .Santos seguir em
direitura ao ultimo porto, adiando bastantes
passageiros para o qu tem exc-llentes com-
modos; que pretender, dirija -se aos seus con-
signatarios N. C). Bieber da Cruz n. i. (9
Leudes.
3 Lenoir Puget & C. contiuuarao. poi n-
tervenco do corretor Ulveira, oseu leilo de
esplendido sortimcnlode lazendas de seda, l,
linbo, edealgodao, de miudezas, e ferragens,
e de grande sorlimenlo do calgadu para hamens.
senboras o meninos: boje 4 do corrente s 10
horas da manbaa, dj eu armazcm na ra
da Cruz. (8
1Russell Mellon & C transferirlo o seu
leillo do fazeodas inglesas, asmis proprias da
eslago dual do dia 2 de fesla nacional) pa-
ra sexla-leira 6 do correle as 10 horas da ma-
nhaa no seu armasen* ra da Cadeia (5
ti visos diversos.

'4 ( W a ff M fi\ K '>
Alfande^ii.
Rendimcnlo do da 5...........3:385^311
Desca i'egu noje 4.
RrigueSeveamercadorias.
RrigueJane 6 bterct\o.
RrigueFanny bacalho.
GaleraCousindem.
UarcaPriscilla mercadorias.
Patacholiestaurafoidem.
BrigueMarta Felizdem.
BarcaAcapulcoidem.
ri"1 v ~ggg?ggg
Moviuifiito do Porlo
Navio sahido no dia 2.
Ealir.oulh ; barca inglesa Mary Nieon capi-
tao Randell M.1 Donal com o mesma carga
que trouce de Boliver.
Navios entrados no dia 3.
Lisboa; 35 das, brigue portuguez S Domin-
gos, de 200 toneladas, capitao Manoel Gon
calves \ ionna, equipagem 14, cargo vinho,
sal a/eile, &c i a Mondes & Oliveira
Havre de Grace; 41 das, barca francez Zilia, \
Alugo-se dous sobrados com boa vista,fres-
cos, perlo do banho e com bastante cemmorfo .
para passar a festa, na ra de S. Rento na ci-
clado de Olinda por prego favoravel ; quem
quizer dirija-se a mesma cidade no Patio do
Amparo casa que principia a ra dos Gatos ou
na ra do Bom Successo casa do Kscruao da
Coleta Joao Goncalves Rodrigues Franca.
IO abaixoassignado rendeiro do Trapiche
Novo do edificio d Allandega Velba, faz sciente
a todos os Srs. negociantes e mais pessoas inte
ressadasque desde o 1. do corrente em vante,
todo o servico bracal que seja mister (a/.er-se
com os gneros alli depositades, ser feito pela
Capatazia interna do niesmo recebendo por
esto Iralialb 1 o que est em pracho nao ad-
mittindo nenbuns trabalhadores de tora por
ir de encontr ao regimem pelo mesmo alli
estabetocido : o mesmo se responsabiliza por
todos os gneros que Ibes sejo confiados.
Jos Francisco i'ibeiro dt Souzu. (12
No Atierro da Roa-vista loja de miudezas
n. 54, vendo se o excellente rap imperial do
Rio de Janeiro este que merece toda a estima
dos bons tomadores, o qual he semelbante ao
de Lisboa, he fabricado com a maior perfeigao
possivel. e elle mesmo pede merecimento a
2OUO res a libra, na mesma loja se vende rap
arca [treta do Meuron A C, sao chegados lti-
mamente do Rio de Janeiro espero que todos
os meus freguezes venbo confirmar-so da ver-
dade e reconhecer o quunto be digno de ser to-
mado; na mesma so vende fitas lavradas de to-
das as qualidades, navalbas para barba bicos
de Itabo, filos, rendas de superior qualidade, o
mais miudezns por preco rommodo
=J. B. C. Tresse, fabricante de ornaos de
igreja avisa ao respeitavel publico, que tem
para vender dous orgos um pequeo que
se cala prompto o concertado ( os quaes forao
da igreja de N. S do Carino); o que vender
por mdico preco: assim como dous realejos de
boas vozes, lamn m pe marchas novas nos
mesmoso continua no seu oficio : no Atterro
da Roa-vista n. 12, das 9 horas da nianha as 3
da tarde.
1 Aviso aos Srs. d'tngenho.
Angelo FranciscoCarneiro compra e paga a
vista, safras inteiras do niel, ou qualquer por-
gao posta na destiladlo do Joao B. Navarro
nos Apipucos, a 7.^200 rs. 22 caadas as va-
silbas sero desembarcadas e despejadas cem
promptidao e d-se os barris para a conduc-
c5o. (8
l=OHerece-se um moco Portuguez rhega
do a poucr- lempo, para (rabalhar em algum si
to anda mesmo longo dista praca ; quem o
pretender dirija-se a ra das Crtires n. 28 ,
loja de pintor e vidraceiro. '5


t O abaixo asgnao avisa ao respeitavel
pubc), !;o Elias Jos dos Santos Amlrade
di'ivou de ser seu caixeiro desde o dia 30 de
Novembro.
Antonio J'ota Inlunts Cuimares,
20 Sur. Joao Antonio l'inheiro, procu-
re urna carta vinda do Porto, no largo do Car-
mo. ven la de Narci/o Jote da Costa. (3
2 Preci/a se de urna ama de loite para
criar urna crianca ni ra vcllia caza de vidra-
cas n. o "i. (3
5O abaixo assignalo laz scienle ao pu-
blico, que esta Mm vigor a proouragao baslan-
te, que pasyou a seu irmao loao Ignacio IIi
beiro Roma, por ter expirado o motivo pe!
i|ii a passou, visto que o mesmo abaixo as-
signado se acha presente.
Antonio Ignacio fiibeiro Roma. (7
Itap fino Vinagrinho.
Jernimo da Costa Guimariies e Silva, deso-
jando elevar o rap de su a latinea ao ultimo
grao de perleico mandou Ruropa contrac
tarcomum perito fabricante a factura do rap
de sua fabrica, o qual, logo depis desua che-
gada a esta cidade, apresentou o excollentc rap
vinagrinho.
liste rap nao he preto be verdaderamente
cor de rap: tal be a sua preparacao, (pie urna
oilavad esle rap espalbada sobre um papel con-
serva por muilos (lias a pouca humidade com que
he fabrcadn;ac?ommodado a todas as diferentes
naturezas, elle luz o seu efTeito sem que esti-
mule aos tomantes c sem que estes sofro a
repugnancia que coslumfio a sentir quaruln
variao para diflercntcs qualidades de rap ; as
boettas, e os dedos nao se sujao com osle r.p(': ;
0 seu bom aroma, e todas as mais qualidades o
tornao recommeridavcl aos apreciadores do urna
boa pitada: o papel de embrulbo he azul, c os
rtulos bralieos. O proprictno, fondo cm vis-
ta mais o crdito d'cttc rap, que os seus ito-
resses,tem resolvido mandar vendel-o as libras a
1 iOO ris, e a preco oais commodo de j luirs
para cuna : no deposito da ra da Cadeia do
Recife n. 50. (26
4=Francsco Tarautl tem a honra de previ-
nir o respeilavel pulilico que acaba de reecber
um grande sortimenlo de hijoularias francesas v
outras fazendas, como pcnlu de tarlaruga dou
ratios com letelas ditos a imitaciio e oulros
mais singelos alinetes dernos d'tos de paito de muito boui gasto
pulceiras ricas de varias qualidailes garganti-
llas c correnles d-' relogio de modelos modernos,
ricos chales do seda mantas, lencos, grvalas
de qualidade superior luvas do s.ia bordada*
e lisas, dita de peiiea e muitas outras qualida-
des do fa/endas ; convida as pessoas que das
mesillas precisarcm de llio mandaren) participa
cao nobe.co daLingoeta numero 2, que proinp-
tamcnle 10 levar um sorlirnento para so es-
colher : o mesmo Tarault precisa alugar una
negra esperta para andar com fa/endas na ra .
que seja fiel e do boa conduta. (19
4= Carlos Hardy avisa ao publico que esta-
beleceo a sua casa de ourives no Atierro da
Roa vista n. 68; todas as pessoas que com o
mesmo quizerem tratar de qualquer negocio e
mesmo tendente ao seu oflicio, nhi o achar e
serio servidas a conten das ditas pessoas, com
aquella brevidade que fr possivel ; oflerece
mu sorlimenl.) de bijoutaria, chegado ultima-
menle de i ranea, de ouro de le, e pelo qual se
responsadisa o mesmo, a saber; aderecos de
senhora gargantilhas esmaltadas, brincos de
senhora e de menina macaccs de menina ,
anneis. botos para abertura, alunte de peito
para bomem e senhora Irancelins de relo-
gio e outras obras feilas na Ierra : tambem
vende camafeos de coral de muito bom gosto e
sollos: na merma casa so compra prata vclia
eouro. (18
3 Precisa-se de amas do leite para a casa
dosexpostos; as pessoas que quierem criar,
dirljao-se a mesma casa. (a
3Arrenda-se um ptimo terreno plantad o
muito productivo para o qual deftdO .os fun-
dos das ca's das ras de S. Gonzalo o Cotovel-
lo ; a tratar na ra >'ova n. 41 segundo an-
dar. |
2 Doscja-se saber se existe nestu provincia
Manuel Luiz da Costa natural do Portugal ,
treguezia jde Sepaens, lilho do Jos Luiz da
Costa Guimariies (4
2 Olfereco-sc urna mulher Portugueza de
meia dade para ama de urna casa de pouca
familia; quem de seu prestimo so quizer uti-
lisar dirjase n Solidado sobrado n. 21.
2 Do-se 501)^ rs. a juros, pelo lempo que
se convencionar, sobre ponhores de ouro, pra-
ta ou boas firmas ; as Cinco-pontas n. 100,
Precisa-sede urna ama, que cosinho para
casade um homem solteiro ; na ra do Col-
legio n. 17, segundo andar.
I Precisa-se alugur urna oscrava para o
servico de urna casa de pouca familia, quo sei-
ba comprar, cosinhar e ensaboar dando-se-
llie o sustento e 10$ rs. monsaos ; na Solida-
de, indo pela Trompo, lado esquerdo n. 42.
1 Quem precisar do urna ama para o servi-
co de urna casa dirija se a praca da Indepen-
dencia n. 17. (3
t Aluga se para se passar a festa urna casa
na biquinha de S. Pedro Martyr n. 2 bastante
fresca com mirante, cacimba tanque para
banho, e quintal murado; a tratar na mesma
casa.
No dia 1 o do corrente na casa do abaixo
aisignado appareceu urna escrava ainda bucal,
pedindo, que a comprassem : ella mal so ex-
prime, e nao sabe dizer, quem soja seu senhor,
apenas diz, que ella so chama Cecilia ; por-
lanto avisa-se a quem for seu sonhor, bajado
procural-a cm casa do annunciante cm Oiinda
rua de Baixo, e dando os signaes, ou provando
que o seja, Ihe sen entregu1. Adverte o an-
nunciante, que se nao responsabilisa pola fuga
da mesma escravo.
Luix Vertir da Silva Nerei.
1 Quem precisar de urna parda prendada
de boas habilidades, para ama de urna casa,
dirija-se a esta Typographia. (3
ras
1 Cimprao secuVctivamentc para ra da
provincia escravos de ambos os sexos de
12 a 20 annos sendo de b mitas figuras pa-
g8o-sc bern ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de varanda pao n. 20. 5
Compra-se um jojo do gambo, ou somon-
te as Liblas ; e um sellim e freio de boa qua-
lidade usado; na ra do Queimado n. 4
Comprao-so escravos para fura da provin-
cia, do 16 u 2o annos ; na ra do Crespo n. 10,
primeir andar.
I- Compro-se imagens de todos os tama-
nhos v(Illas, anda estando cm mo este do ,
si ndo de qualquer madeira ou de marfim ; na
ra das Cruzes loja de pintor e vidracciro
n. 28. [5
Corfipra-sc urna csrrava que saib* fazer
lodo o servico de urna casa ; na ra larga do
Ro'ario n. 15.
Compra-se arroz branco e vermclho em
porcao grande ; na ra da Scnzalla-nova n. 7.
3 Comprao-sr sera vos de ainhoc n< ?**>,
mocos e fortes para o servico de engenho com
oflicios, ou sem ellas ainda sendo viciosos ;
no Atierro da Boa-vista sobrado do um andar
n. 10. (5
pa casticaes de prata contrastada rnadalhas,
nnnles dndaes do ouro de loi. o do bom'g'is-
to com diamantes grandts, paros de brinos
de differenles moldes, urna colHerdo tirar sou-
ps ; as Cinco-pontas n. 45.
Vende-se urna preta de naci propra
para o servico de urna casa muito robusta e
sadia ; no Atierro da Boa-vista n. 12, das 9 ho-
ras da manha as 3 da tarde.
Vonde-.ce um escravo de 17 annos, proprio
para o servico de campo, por ser do mallo; as
Cinco-pontas n. 71.
IVende-se una venda, sita cm bom lugar
para negocio na povoacao dos Remedios ,
com os fundos do 30(ty rs. pouco mais ou me-
nos, com embarque c desembarque na porta;
o aluguel da casa he bastante barato a dinhei-
ro, ou a praso ; a tratar no mesmo lugar em
caa doMncambira. (7
IVende-se um bom piano ingle perpen-
dicular, j com algum uso ; na ra do Crespo
n. 11. (3
I Vendo-se um preto da Costa, peca, bom vende-se doce do caj secco o de calda muito
canoeiro o traballiBdordc p n5o foge e nom alvo, bolinhos para cha ; e tambem so fazem
bebe ago'ardentc o qWsc afflanca ; um piano bandeijas de bolos enditadas com figuras o lo-
com pouco1 uso de cxceUentes vozes; urri so- j roes do mesmo bolo flores e ramos de alflnini
brado de um andar corrt dous sotaos', em chos e todss nsqualidados do sobre-mesa. (7
proprios, quintal murado o boa cacimba; ai 2 Vendem-so toalhas de lavarintode bom
coleccao das Icis brasileras at o armo de 1834; ; gosto o saias do mesmo ; na ra do las da
umguarda-livros moderno em bom uso ; urna Costa ou boceo das Boias no Recife, no For-
trave de boa qualidade muito grossa, com 54 te-do-Maltos, sobrado n. 0. ;4
palmos do comprido ; na ra estrella do Ro- I 2Vende-se milho muiti novo a 12 patacas
sario n. 10. terceiro andar. (9 pela medida velha c a sacca a 3^ rs. ; na ra
IVeiide-se, por preco muito barato retroz das Cruzes n. il. ,,i
sortido toalhas o goardanapos d linho do 2- Vende n-sc palhas de coqueiro, verdes p
Guimarae's massos de nielas de'linho cha- sercas a 1000 rs. ocento, indo buscar na liba
peoS de sol, ebeiros de algodo-, golese rn- dn Nogueira. (3
das de palheta viradores de linho1, dous en- "2Vende-so a fibrica do charutos do Atter-
- ------------------- --*-
se tornar muibrcla, fita o de resistir acc5o
do qualqof apd ; na ra do Livramento, lo-
ja do mludesffi n. 3i. fs
*2 Vendni'se calxas redondas de moito
bo-nr goslo e de verdadefra tartaruga chapa
na ruado CnbngK-, loja de Amara! ce Pinhei-
ro e na pra? da Independencia loja do
Meros. (5
2 Vendem-sejnangas do vidro lapidadas a
v. rs. o par, garrafas lapidadas para vinho a
5, 6,7e8^rs. o outras mais ordinarias a Soo
c 1/rs. o par campoteiras lapidadas para do-
ce a 3, 6, 7, 8, 10 o 12# rs., clices lapidados
para vinho ingleze's a 3500 rs. a duzia ditos
mais ordinarios a UTO e2/rs. a duzia appa-
relhosdourados para cha, com duas duzias a
25? rs. golheteiros para azeito o vinagre a 2, 3
e6/rs. c outros muitos vidros mais barato do
quoem outra qualquer parte ; na ra da Cruz
o. 62. (III
2 Na ra Direita sobrado de um andar
n. 33, ao pedo dous do varandas douradas,
Vendas.
mafotcs ; urna lancha dou botes, paos tt
pinho para mastros vergas e remos feies
de arcos de pao para barricas latas com as
verdadeiras pillas do lamilia muito boas bi-
chas hamburguesas (echaduras para porta de
i nnase.n ceta de carnauba barricas e meias
ditas com familia de trigo de diversas anualida-
des e Otilios muitos* genoVos ; na ra estreifa
do Rosario, padaiiao Cu'nh'e (12
1 Vended!-s* 3 ovelhas e um cameiro,
hespanholas sendo mu grandes e com a laa
muito cumplida muito possanles e pri-prias
para se fazer nova raca ; quem pretender an-
n unci. (5
1Vendem-se mangas de vidro com figuras
mili elegantes proprias para enfeifes do sala,
o' para presepios por erem lindas figuras a cites
adequarfas, muito lindos pastores e pastoras
dansaftdo com panfdciroe ootros fazenrlo offer-
tas do frutas ao Menino Dos a 5 o C^ rs. ca-
da par ; na ra das Cruzes n. 28, ioja de pin-
tor e vidraceiro. (S
1Vende-se urna negrinba de nacao de 13
annos, com principios de costura e ho reco-
ro daBia-visla n. 41 com todos os sous per-
tenees, a dintieira ou a crdito ; na ra da
S. Cruz n. 38. (i
2 Vende-so cerveja branca e prcta de supe-
rior qualidado em porgan de duas duzias para
cima e Cliampanhe da marea da aguia dou-
rada ,em cestos de urna duzia; no Forte-do-
Mallos, rua do Amorim n. 35.
"2Vende-se um escravo pardo muito mo-
co ptimo carreiro centendodc todo o ser-
vico de campo; urna escrava moca coso, laz
renda e cosinha ; na pracinha do Livramento ,
loja n. 51. (5
2Vende-se um cavallo de estribarla, do
bonita cor, bom foito, muito forte para viagem,
carrega e esquipa alguma cousa ; no*orredor
do Rispo indo para a Solidado, a primeira
casa terrea nova a esquerda defronle do sitio
do Sr. Carvalho. (6
3Vende-se a casa terrea n. 70, da rua do
S. Miguci nos Afogados, de pedra e cai chaos
proprios ojios meieiros quintal murado o
cacimba; na la Nova n. 41, segundo andar.
4= Vende-se o muito conhocido Chain -
Vende-se mrtade da casa terrea da rua do
Calabouco n. 15 pelo mdico preco do 400#
rs. ; nesta Typographia, a tratar com Joao Pau-
lo Ferreira Dias.
Vende se, para lora da provincia, urna es-
crava crioula de 14 annos, cose, ensalma e lem
principios de engommado ; na rua alraz da
matriz da Boa-vista n. 22.
Vendc-se urna casa terrea, em chaos pro-
prios na rua Direita dos Afogados n. 38; a
tratar na rua atraz da matriz du Boa-visla n. 22.
Vendem-se 3 pretas de 20 annos de na-
cao, boas quitandeiras ; um moleque dban-
nos; duas neurinhasde (I a 12 annos; um pre-
to de 20 8nnos ; urna varea prenho ; na rua
do Rosario da Boa-vista n. 48.
Vendem-se \- alqueires de arroi ; na rua
do Qneimadon. 25.
Vende-se urna cabra 'bicho ) muito gorda,
eprenhe, e um cabrito j grande; na travessa'
da Madre de Dos n. 11.
Vendem-se uvas muscates muito doces,
mergulbos com uvas 3 barris que sorvem pa-
ra azeile de carrapato e urnas barricas vasias;
na rua do Caldeirciro n. 56.
Vende-se. ou aluga-se, a padaria da rua
da Gloria n. 5\ prooipta a trabalhar; a fallar na
praca da S. Cruz na paderia de uma s poita,
ou na travessa da Madre de Dos n. 11 com
Manoel lunacio da Silva Teixeira.
Vriiue-.se hm pitia de uacSo de ~[ an-
nos, boa cosinheira compra e vende na rua
e fai t.do o mais servifo de uma tasa ; o moti-
vo da venda so dir ao comprador; na do Amo-
rim n. 50.
Vende-se uma cama com ahtnm uso de
pclia-marim feila em Lisboa cort armacao,
por preco commodo e oulia dilu usada ; na
rua de Hurtas, tenda de marcineiro confron-
to ao becco do Pocinho.
Ihida ; outra da de I i annos, com as mos- 'panhe de July, o outros chegados n'eslo ultimo
mashabilidades ; uma mutalhha de IS annes, navio francs, em casa do Avrial Irmaos ; na
rcolhida c ptima para mucma cose 6 en-['rua da Cruz n. 20. (4
gomrrta*; ufrr m'dfe^ae* de 8 anuos ; dous escra-
vos de narSo ptimos para todo osefvfco; un
escravrf boto canoeiro por 9&0/ rs. ; na rua
Direita n. 3. 8
I Vendem-se duas pretas e uma parda "~-----------------------------------------------
mocas e de boas figuras, boas engommadeiras, j No dia 28 do p. p. rugi um prelo de no.
cosinheirase lavadeiras ; na ruada Cadeia de me Joaquim de nacao andava vendendo ca-
S. Antonio n. 25, ao p da guarda. (4 |js em um taboleiro pintado de verde ; he bai-
1 \ ende m-se arilhmelicas, algebras c^ geo- xo o grosso a proporcao da altura, cor fula
Escravos fgidos
metrias de Lacroix xcllente cdicodo Rio de
Janeiro para uso dos estudanles do Lyco e do
rosto redondo nariz chato nao lem barba ,
quando anda pucha por uma perna tem ao la-
pl o pelo mdico preco de 25/ rs. ; na rua
da Cadeia do Recife, loja do livros de Jo8o lar-
doso Ayrcs. ^
i Vcndc-sc ma prela de 25 annos para
novo e Ierra para plantaco, por pre?o com-
Vendem-se 4 pretas mocas do bonitas fi- modo ; na estrada da Capunga a descer para
uras engommao cosinhSo e lavao; urna par- o rio do lado direilo defronto de Francisco
t-'U
da de 20 annos, com bons principios de "ha-
bilidades e he boa ama de uma casa ; dous
das o as 9 horas da manha, e das 3 as 6 da tar- prelos bons para o trabalho de camp ; um di-
de. | (5 lo perfeito cosinheiro do um ludo; na ruado
Pelo Juizo da primeira vera do Civel Crespo n. 10 primiro andar,
escrivao Reg, se ha de arrematar o rendimcn-| Vendem-se brincos, anneloes com darhan-
to de 3 moradas do casas no Atierro dos Afoga- tes e brilhantes pulceiras corddtfc, colares, e .
dos, a quem por ellas mais der penhoradas tsanselins, ludo de ouro de lei ; na rua Beila |
n Mu noel deAlmeida Lima por execuco do n 37, primiro andar.
Padre Antonio Joaquim da Silva: cada urna Vende-se um relogio sabonete de ouro mo esquina da rua das Trincheiras loja
morada fol avallada a s rs. por me/: < crip- e patente ingles trabalha sobre diamantes I Vendo-so a mais bem labricad'a Hala de
o acba-se na uiao do portoiro. Um transelim de ouro de lei, colheres para sou- j escrever, eicellente pelas suas qualidades de
Uillegio das Artes ; na rua da Cadeia do Recifo. do de um olho um talho pequeo, marca de
loia de livros de Cardoso Ayres. (5 chicote ; levou calcas e camisa branca e chapeo
1 -Vendem-se as Decadas de Barros, conli- (d palha tudo usado, sendo as calcas de brim
nuadas por Diogo do Coulo, 'i v. em oilavo com um remondo ; este preto costuma andar
i """(A ml!!5f" r Z i '"S oplimo 0** semprobebado, mas nao cai; foi comprado a
Joao Fredcrico Abreo llego que negocia com
escravos, lia desconfianzas que este preto esteja
em algum silio perto desta pra^a ; quem o pe-
gar, leve a rua do Sebo n. 33 quo recebera
lora da praca engomma, cosinha, e tem algum 20/rs. de gratificado. rj|
Icito vede-se nicamente por ter emperrado ; Fugio, ou rurliao 0 moleque Julio cm
em nao querer servir ; as Unco-pontas, ven- j 25 do Agosto de 1S43 bem conhecido por ven-
i' v -.-*---...... (8'dcr canf?ica do nacao llenguella secco do
r .;nVn. oe Lisboa em pOrcfio e a corpo meio fulo do 14 annos tem o embi-
ratalho a 1600 rs. o alqueiro ; na rua Nova go muito grande com um taquinho tirado na
VC v -a l61 ponta de uma orp,na; l-\endem-sc, por preco commodo, duas da Guia a seu senhor Manoel A n tero do Souza
r.a.."aS.em_m_ LUS0 ."8 uhia cm sua .calxa Ueis Ainda anda fgido, ou furldo o escravo
Jacinto, de nacao Rebolo, de 22 annos. bo-
nita figura bem preto com uma marca no
peito esque.rJ, a imilacaodo urna ancora, fal-
la meia descancada toma bstanlo tabaco, fu-
gio a > do Maio do 1841 ; quem o pegar leve
a rua da Guia casa do 3 andaros n. 53, que
receber 100/rs. de gratificaco, do seu senhor
Manoel Antero deSouza Reis.
2 No da 26 do passado fugio do sitio de
Rcm-flca junto a ponteslnha dos Remedios ,
e olaiia de Mainel Antonio de Jess um preto
do nome Luiz, por alcunha doutor de 50 an-
nos. estatua ordinaria bem barbado, rendi-
do de ambas as venillas, toma tabaco e he bas-
tante regrista ; levou camisa e ceroulas de al-
godaosujo ; este escravo foi da liba de llama-
MC*, do administrador do engenho do E%m.
Sr. Maciel Monteiro ; quem o pegar leve ao
dito sitio, ou na rua larga do Rosario, pada-
ria junt ao quartel de polica n. |N, que ser
gratificado. (||
das quaes uma he muito fina um grande sor-
tmenlo de msica para rabeca e outra gran-
de quanlidade prompia para orciieslia uinca-
valete para piotor obra muito bem feila, urna
caixa de tintas finas uma pedra do vidro com
seus p.-rtences para moer Unas, urna cartoi-
ra do uma face para uma pessoa escrever, o va-
rios quadros de diversos tamanbs e do bom
gosto ; no Atierro da Boa-vista, loja n. 26.(10
1 Vende-se um terreno com 12o palmos de
frente, e 50 ditos de fundo, com arvoredos
Casado Lima a tratar com o dono.
1 Vende-seo botequim da travessa da Ma-
dre de Dos n. 3, com poucos fundos; a tiatar
no mesmo. (3
1 Vendem-se por barato preco, duas ca-
bras'bichos} : no corredor do Bispo sitio n. 2
1 Vendem-se penles do tartaruga de to-
dos as modas, abertos e lisos ; tambem se eon-
certa toda obra e tartaruga ; no pateo do Car-
PER> ; TVP. DE M. F. DEFARUl844.


Full Text
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