Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05126


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Full Text
Armo de 1844.
SexlA Feira 10
!77?ajJ0Mtl\, SUA.lS'.-'A.-.ir. "
J'UBIO publica-.* l..do.Od..^!De fo..Bl.6c.lo,- OpNM d. -M,Kr..luT.
hr de iRf mi. r.. porquriip.(togidi,nlidoi. O. u.uneiotdM ...ign-n,e tao ioearid...
g..; ,, ^quei.i.fow.ir.odeWrei.poi li-,1,. A. recl.m.ooe. deren. *- din-
Go.a* t l '.,.h?ART,,A D0S CORRKI0S TERRESTRES.
14 i "d..7 >enhei Iduforaaso. Macer, PorloCaUo, e Al.go.a- no 4 -
a\Va, *,,meiC.rhan. Hnn.i. |Ue 24 fe M, mez o.-t.M. Uc-
ea* lie -'. dilo. _C.id.de da V,ctor. quim., feir... -Olmda tod*. o. di...
D'AS DA SEMANA
45 Seg s. Cantillo. Aui). do J. de D. d. 2. t
1 lerc. N. s d.. Cara. Re. .ud. do. de*D d. 3 t
d? yu.rl. Alex. Aucl do J de D. d. t.
dS fjuinlt s. M.rinh. Aud. do J de ll da 2 y
49 >fil Anelo. And do J de D de*2. V.
2 '-'I Dom% O *njo uatodio 4o Imperio,
de Judio
Auno XX. Bvfl.
Judo agora depeade de mil me.m<,*: di no)- praJarcia, roderag.io" e energa Co.-
liiiurrui como principiimoj aereinaa Iponladua cora .duJir.So enlre M Bagel mais
Culi... ---! ....... :l .
(Proclamaj,ij di '. v (irru do iran.)
Cambio, .obre Lonrirea '.'5.
' 1''" '0 reis por Franco
I tboa .M por 10(1 de premio
loeda de cobre ao par
Idea ile leir.a de boaa firmae i I [4 0|n
cambio; ro du 1'.) de jumo
Oura-Moed. de 0,400 V,
N
de 4,00..
Prata--i'alai"e
PeeOl rolummnares
Ditoa nieiD-Mioa
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17.00U
Di.7(10
9,400
1,960
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1,060
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17.200
16.900
9.800
USO
3 mi i
l.560
PFASES DA LA >0 MEZ DE JLHO.
L.cWi..,9.0 l2min d...r!e. ,f.U.no,..13.o,2m.n.da,.rde
"Ranle a 7 s S hora, e'JS m.n d. .. | (reavente a 82 a) (i I, e 5? o datarfe,
Pleamar de hoje.
*" Primeir, ., 7 hora) e 4J min. d. ajanhaa I aguada 8 hora 6 minuto d. lar-'e
"'"......" "l"1 ......"HIM.....I ^MacaaiiiBJBt.tJMM.....n n.i. n -.~-^,~.--------..-.M-,.
DIARIO DE PERNAM
;-^_... a-------Ha
No exnoIpnlP Hn ru. i n 'temhro- E*la medida tem ido encarada di-
;is

.^S
M
SK3a
l5docorrenlA hnnt.mn r 7 "",""1,a ao ?"rsan.enle ; uns desculpo o Ministerio al
fian Z [ de o i "^ZZ? '8and0 ff d" ^ff P0" ',r",',nrar
dafrecrueiadeSnnto nL "' SIJ'',l,ne med.das e.n alt-nco a que durante a
depTsuODleuirir !-,,e,a-"e"a?Ju' guerra civil todos os seuscuidados se achav.to
^supplcntedafregue/.a le Santo Anto- concentrados neste ol.j,cto;e a que grande nu-
I1IO,
IHII. .111| lliniil
i OFFiCII .
lcl v
if" venia aa Provincia
EXPEIHE.MTE DO LIA 16 OO TORRKNTE.
Officio A.) Inspector da Thesouraria das
Hondas Provinciaes. [II. Sr. = Pendo nresen-
te o officio de V. S. de 11 do corrent-, e.n que
participa, que os empreados provinciarsestao
por pajar dos seus ordenados, ha seis me/es,
propoe a medida, adoptada em os afinos an-
teriores, do descunto de lettras. ;i fim dse fa-
zer este pagamento; cumpre-me significar-lhe
em resposla.
meiode Prese Deputados naosahiriao desuas
provincias na presente estacao por mais con-
vites que recehessem; outros entendem que era
conveniente dar conta aos legisladores agora
iiiesmo dos esbrco* que se em prega rio para
comprimir revolta e do us.ique o ejecutivo
fuera dos poderes districionarios de que o in-
vestlrSo
Entretanto com este largo suto parla-
mentar he de suppor que provisoriamente
eadoptem varios arbitrios pira realisar alguna
fundos, porque O Thesouro llcou mni desfal-
cado com as despexas extraordinarias a que leve
de recorrer. A coliramja dos impostos he sem-
pre assx morosa e hoje ineffica para o regu-
nunciamentos que Ihe promettiao aquelles que| questo do agio do pnpel-mod.i. Os autos vfio
que nao posso approvar a sua pro- ,
posta, em razo de tra/er um augmento de des- '" JSt''10 df: Servil' Publ,co- Rcsta saber ,le
pe/a. que nao se acha autorisado por lei to- '" meiosse lancar mo para obviar somclhan-
avia, desojando, que os emprega.los nao'con- ",conv<,"Icn-
tinuem solTrer privaodes, acabo de pedir ao ~ Cont'nuao os h"*l* a'rca da recompo-
Exm. Ministro da Faienda. que mande entre- J''"0 m""'"1 ./?"" 1 Ministro
ar. de urna s vez, a quota de cincoent. e a fUP"a '^-nte do (.oncelho Duque
um contos de ris com que os colres ueraes CP'ra T B*be d('fin,,,va" enle (l P'er .
de,em supprir os famJTn^JSS! 'J*" "*?!*'* S"? ^r ""'
cioio.para quu comesla aomm.se va pagando os URa 5" r'" ""r T qUe
ordenados dos empregados provincial; e nao l>t 2 f 'i f' C'n'
convin.lo.que subsista a re,ra ctabelecida por l^nJo Ihe cus e tera de largar a pasta,
esta Presidencia em officio de 2 de ArosIo de ~" 23 (!SSa 8 susll6nsao das g"'".
J839 para os pagamentos dos ordenado", e mais IT"?^ 22W ^T T
despezas d'ewa Thesouraria. determino, que jS Tr T ,homiSli,dOS- P''
dora em diante Seja preferido o pagamento dos "' a Cr*? ^m e'" 8?.u P',er R,U,",1S Pro
servicoi pesspaea, Vm prejui./ifoscont.atos ^ISy! ^P ,cadoS ."VT"3 / *
fe.tos peloGoverno cerc-, das arrematares n^be ^M"? eal'no se dar taea do-
das obras publicas, eaendo sempre pa^Vm St ,.Jl W "lf*"l-
l.-lugaroCorpodePoliria ;",c,aos.' l'mos interminave.s compl.cacoes e
Portaria-Demitlindo o Bacharel Joaqaim LUITI lorIminari |e"' *riedoaccu-
Jose da Fonseca do lagar de Delegado do 1 C S 7 qU,? a?,'11 envo,v,das us pr'"c.paes
pessoas do partido da opposicao.
Ouve-se agora clamar contra as conspiracoes
a muitosdaquelles que as defendiao emquanto
Almeida resista. Ja concordao em que nao ha
recurso mais desgracdo para guerrear adver-
sarios p liticos, pois nao *n redunda quasi sem-
pre em beneficio daquelles contra quern se em-
prega como aggrava terrivelmente os mides
pblicos, (lomo se essa ennfi al ha quem aecuse o donde de Bomfim e seus
companbeiros de fraiiueza e de falta de constan-
cia no papel que ltimamente desempenharao;
districlo do termo d'esta cidodn. = Communi-
COU-se ao Chefe de Polica em resposla no seu
officio de 8 d'esle rnez em que propo/. essa
demissao
EJTEBI3B. -
COBBESrOSTDEKCtA DO JOBNAL DO C'iMMERCIO.
Lishoa 23 de Mato de I8H.
A 16 do correle houve concelho de estado,
actualmente o censurio de palito na bocea; i
vendo que nada se fazia sabio de Almeida nc
momento em que a suarnieo ,.. descorcoada. se
dispunha para attentar contra as vidas dos Olli-
ciaes obtendo anda urnas taes ouquaescon-
ceasSes que o habililrao para ir agoardtr em
Hespanba o decurso dos aconteciinentos.
O Governo do reino vizinho parece que abo-
na ao donde de Homfim trinta reales por da
(1 j200 rs.), quinze aos Coronis, de' aos Ca
pitaes e seis aos outros Oflfeiles que se arhSo
na provincia de Soria e na Castalia Velba vi-
giados pelas autoridades; mas tratados rom rer
ta delerencia e considerable. Se por ventura
nao recehessem esse subsidio desgracada seria
asortedelles pois nao julgo qudaqui Ibes
mandassem soceorros effjoaxes, por mais dili-
gencias que se fizesssem para Ibes valer. A in-
gralidao ou o abandono lio a consequencia or-
dinaria para os que fall a o as tentativas revo-
lucionarias.
No prximo mez de Julho temos a arre-
matnro do contrato do tabaco pelo decenuio
que comeca rm 1846 al 1856. As condices
sao ainda mais aperladas do que as du contra-
to actual. llavera ohrigaeao de custear a des-
pe/a de toilos os theatros de Lisboa e Porto e
a de reunir ao tabaco o contrato da plvora e
do sabio. Mesmo assim julga-se que de 1,200
contos o contrato subir a 1,800 contos, ou
talvez mais. O Visconde de Ferreira Barao
deAncdo. Conde do Farroho Pintos Bastos,
o S. Rom.jo o Bio Tinto Domingos Jos de
Almeida Lima Brando eSampaio, forinao
nutras tantas guerrilhas que se lgladaro em
hasta publica. Como seca houvessem poucas ,
vem-OOS de Hespanba duas ou tret companhias
picar a arrematadlo e oxala que ellas levas-
sem o ramo porque seria o meio de nao ter-
mos charutos e tabaco podre, lieunindo-se o
contrato do tabaco de tlcspanha e de Portugal
em urna s mo os consumidores lucrando
consideravelmente ; mas oppe se a tal detide-
ratum consideracoes polticas de alta monta.
agora para a Reinlo do Porto: ese e?fa confir-
mar as decisSes dos Tribunaes da capital o
('onde de Farroho tera de pagar a Pimenta na-
da menos de S00 contos de ris em metal, som-
ma enorme que Ihe ha de fazer muita difieren
ca. O advogado do Conde era o Dr. Pereira
de Mello e o do Pimenta o Dr. Abel.
Arha-so ratificado o tratado da Commer-
cio entre P.irlu alea Prussia, que nos he mili
vantajoso e no qual desenvolveo notavel soli-
citude pelo bem publico o Ministro dos Nego-
cios Rstraogeiros, Gomes de Castro que pare-
ce pietcnder reunir a repulacio queja go/a de
primeiro financeiro de Portugal a de mui peri-
to diplomtico, lie natural que no tarde a pu-
blicarlo deste tratado, o qual servir para mos
trar a lord Aberdeen que Ihe seria exequivel
obter igual resultado se por ventura nao exigis-
te condices equivalentes ;i ruina completada
nossa industria, sem compensacao e sem favor
algum da parte delle.
O Governo nao quiz que as pracas do pret
de infantaria 12 e de cacadores n. 1 se gabas-
sem de (icar inclumes depois da revolta cm que
entrarlo: 300homens de infantaria 12 loriio
embarrados a bordo da fragata Diana, que sa-
bio para a Madeira e cont e tantos bomens
de cacadores n. 1 vo ser pas>ados para o bata-
Ibao naval, a fim de serem medidos a bordo do9
navios de guerra.
Tem-se fallado muito no despacho do Mi-
nistro Costa Cabral que sera feito titular em
uttencao os seus servicos na lucta contra os re-
voltosos. Dizia-se que seria feito Conde de For-
nos de 4lgodres.
O Ministro do Brasil Drummond d um
grande banquete no da 25 do correrte para o
qual estilo convidados os memhros do cflrpo di-
plomtico c muitas penonagens distinctas da
nossa corte. Nota-se em todas as funcr;es des-
te .Ministro o mais apurado gosto e muita mag-
nificencia.
lintrou nesta capital antc-hontem 21,
a columna commandada pelo Barao de Leiria ,
-----------------.......------- -......... ".....iu pu" iiaiini mi- i.riiia ,
No domingo 18 levo a honra de ser rece- composta do contingentes dos batalhes de ca-
do no Paco de Cintra o Barao Sirtema de '/adores 2 e 8 e de infantaria 1 10. 16 o
a fim de decidir se convinba adiar novamente as o que he altamente injusto e mesmo immoral
(Jamaras legislativas. Consta que as opinioes
se dividirlo; porm o Governo conseguio o adi
ment pois que no Diario de 18 appareceo o
decreto adiajido as cortes para o da .10 de Se-
T
?@LIKIITB
O Conde de Bomfim de quem se nao espera
va cou-a alguma briosa, dirigi os movimentos
facciosos com um tacto urna pericia e denodo
pouco communs. Esperou tres mezes pelos pro-
O LAZZABONE E O PADRE ROCCO.(*)
POR ALEX. DUMAS.
Os dous santos se puzerlo em procura do Pa-
dre Eterno, e d'ahi um instante o adiarlo oc-
cupado a re/ar o officio da Virgem.
Ainda disse o Padre Eterno ouvindo a
bulla que la/iao os dous santos quandn entra-
vao; no se pode estar socolado de/, minutos !...
yuo me querem ? perguntou-lhes.
benhor, disse S. Pedro, he S. Jos...
Senbor. disse \ Jos, he S Pedro...
- Ora andaris sempre altercando e hei
de eu estar eternamente oceupado em fazer as
pazes entre vos !
Similor, disse S. Jos, be S. Pedro que
nao quer deixar entrar os ineiis devotos.
Senbor, disse S. Pedro, he S. Jos que
quer fazer entrar todo o mundo.
K eu vos digo que sois um egosta I repli-
cou S. Jos.
E vos um ambicioso replicou 5. Pedro.
(") \ id fli-i^i- iR(\
- Silencio disse o Padre Eterno. Vejamos,
de que se trata ?
Senbor, perguntouS. Pedro, sou ou nao
sou porteiro do paraso ?
Sois. Poderia achar-se um mellior, mas
e.iilim sois o porteiro.
Tenho o direito de abrir ou fechar a por-
ta aquellos que se apresentao ?
Tendea; mas comprehendei, que he pre-
ciso ser justo. Quem he que se apresenta ?
Um bandido que foi enforcado ba cinco
das.
Oh oh He verdade, S. Jos ?
Senbor... respondeo S. Jos um pouco
embancado.
He verdade.9 sim ou nlo ? respondei.
Ha'aluma verdade, disse S. Jos.
,\b disse S. Pedro triumpbante.
Masesse bomem foi sempre meu particu-
lar devoto, eeu nao posso abandonar os meus
amigos na desgraca.
Como so chama elle ? pergunfou o Pa-
dre Elerno.
- Mastrilla, respondeo S. Jos.
Espera i! esperail disse o Padre Eterno
procurando em sua memoria; Mastrilla... Mas-
trilla oh -. cechero Lu olcau" nuuj
Grovestins, Camarista e Ministro residente de
S. M. El Bei dos Paizes Baixos apresentando
S. M. a Rain ha a carta regia da sua nomea-
clo e dirigindo-lbe a aliocucao diplomtica do
costme. Este Barao he personagem mui ins-
truida conhecido pela interessante obra inti-
tulada : Les con/rences de Londres et le roi
Cuiliavme l de Hullande.
O Supremo Tribunal de Justica acaba do
ilesatteoder os embargos com que o Conde do
Fairobo pretenda invalidar a sentenca que a
sou favor Overa Manoel Joaquini Pimenta na
andava na estrada de Roma a aples, entre
Terracina e Gaeta.e que saqueava todas as gro-
jas. Como e he esse o homem que queris
lazer entrar.aqu ?
Porque nao? disse S. Jos; nao est ahi
o bom ladrao ?
Ah vamos n'esse tnm I disse o Padre
Eterno. Nos vamos lr S Pedro, eu vos pro-
hibo que deixeis entrar Mastrilla.
Beparai bem no que ordenis, Senbor,
replicou S. Jos.
S. Pedro, eu vos prohibo que deixeis en-
trar Mastrilla. repeli o Padre Eterno Ouvis :J
Perfeitamente. Sr. Ficai descancado que
elle na i; ha de entrar.
Ah/elle nao ha de entrar? disse Slo
Jos.
Nao, disse o Padre Elerno.
He a vossa ultima palavra?
Sim.
E persists n'ella ?
Persisto.
Ainda he tempo de mudares de parecer.
Tenho dito.
N'esse caso, adeos, Senbor,
Como adeos?
Sim, vou-me embora.
granadei-os da Bainha. Muitos individuos a
cavallo frao esperar a tropa fcira de portas, as-
sim como o Duque da Tercera ea OHicialidade
dos corpos da guarnco. Os lanceiros ficrao
em Sacavem c deviao entrar hontom. Houve
vivas
estro
Pelo paquete inglez entrado a 21 re-
cebemos urna curiosa circular de Antonio Bi-
beiro Saraiva,datada de Londres cm 8 de Maio,
do (licor seguinte :
I.ameguistas, amigos, compatriotas, ver-
fogucteS o as domis demonstrantes do
aba.
Para onde ?
Vollo a Nazareth. Nao tenho vontade de
ficar n'um lugar onde sou tratado como me tra-
tis.
Meu charo, dissooPadre Elerno, j he
esta a decima vez queme fazeisa mesmaameaca.
Pois bem, nao farei undcima.
Boa viagem !
brigado.
O Padre Eterno continuou em suas oceupa-
coes, S. Pedro voltou para a sua porta, S Jo-
s so reeolheo ao seu aposento, cingio os rins,
tomou seu hastio de viagem e se dirigi ao a-
posento de Nossa Senbora. Nossa Senhora es-
tava cantando o tubut maler de Pergoleso, que
acabara de ebegar ao co. As onze mil virgens
Ihe servia do curo; os seraphins, os cherubins,
as dominaioes, os anjos e os archanjos Ihe er-
vifio de instrumentistas: oanjoS. Gabril diri-
ga a orchesta.
Pait ez-S. Jos.
Que ba? Perguntou Nossa Senbora.
Deveis aeompanhar-me.
Para onde ."'
"7" '-' nporta I muiiier deve obedi-
{enca a seu marido.
wm


dadeirosTorluguezes A ultima eqipie?a] no!
concebida, mai dirig'ua mal succedida dos
getembistas qi> mais dnst vez como sem-
pre, calcularlo mal suas frcas intellertuaes ,
moraes e polticas, ocabou em lm d lalharom
Almrida romo cu sempre c sperc como
Dio poda deixar de sor .Hendida a propria
incongrua natureza de tal tentativa. Como po
da sabir-Ibes bem um levantamenlo contra o
dlicito na mesma absurda carta que invocavao
indisputavelmcntccstahelecido em favor da mes-
ma Prtnccza cuja autordado como soberana
del les eonlinu ivao de proclamar e reconhecer? !
<) su meio que tintino de salvar-se com decen-
cia nos ib o apuntamos, rcjeitrao-no; ahi tem
aseonsequencias. Isso nao obstante p rdoe-
mos Ibes urna nbstinarao de que elles proprios
sao os sos punidos ; e que mais foi a de certos
directores ( dos que aspravfio as pastas para
cuja conquista se fez a insurreiclo ) do que
da generalidad0 e maioria do partido o qual
desejava fraternizar em fim comnoscotolalmcn
te e'de boa f. Acolhamol-os pois prqtejamol-
os assistamol-os individualmente em sua des-
graca, amparcmol-osnaperseguirlo deseuse
nossos ioimigos moatremo-lhes que generosa-
mente sabemos lser diflerenca entro os vicio-
da cabrea e docoraco. Assim vol-o peco c
recommendo em nomo do nosso legitimo nacio-
nal e s constitucional soberano, Kl-Rci D. Mi
a o el I. Assgnado Antonio Hibeiro 6a-
raiva
lista circular s inspira compawfio Se os que
dirigirlo a conspirarlo queriSo as pastas (o que
pamente acredito) Soraiva quera equer .
Miguel ['ara ver se abixa algum provento para
malar a fome, e indemnisar-se dos largos jejuns
a que tem sido condemnado pela falta desoc-
corins d.is migu listas, que nem sempic esto
em lituacftode I be remetlor mesadas para alen
tar o santo zelo aeste procurador do exilado de
Italia, eujosapaisanados em Portugal sao quasi
Jienbiiris, nicstiio no partido do absolutismo.
Procura se concluir urna convenci postal
com a l'rama para facilitar o augmento de rela-
cSes proveniente do estabelecimento da linda de
vapores transatlnticos que deve comecp.r a
luneconar brevemente Seria para desojar que
no Brasil e em Portugal, onde se falla a mesma
lingoa, houvesse urna diminuirlo nos portes de
cartas, e sobretudo de jornaes que silo enor-
mes, e privan os dous poros do estudarem e a-
prenderem rom as produce Oes luteranas e sci-
cntificas de ca e de la.
O 'Junes na Sua correspondencia de
Lisboa, atacara a'. agora Costa Cabral pela tv-
rnnna com que persegua os seus adversarios ,
prendcmlo, deportante e segurando os qne en
iavfio na conspirarlo. Depois da queda de
Alnicii'a Censurado pelo lado opposlo, indig-
na-se da lenidade que bouve com os revoltosos;
e calumnia estes dizendo que levarlo as mo-
chilas para Hespanha a riqueza de toda a povoa-
cao por elles roubada.
Vierao novas rdens para compra de ins-
cripcoes de Ie8 portento por corita de va-
rias casas da Blgica e da (Collamia onde o d-
n boira corren por rento de juro ao anuo ; e
que lento aprovritar aqu 10 por rento, com-
prando as inscripcoes de 5 a 50 e as de 4 a 43
e a 44. Entretanto os fundos portuguezes su-
b tan em consequencia desta procura.
Est a partir para o Rio de Janeiro, den-
tro em 6 ou 8 das, o navio dinamarquez Ca-
roline.
As ultimas noticias d Madrid sao de 16 do
corrento A Rainha Cbrislina, a Rainba Isa-
bel e a familia real tencionavo partir para a
CaUlonba no da 20. O general Narvaez acom-
panha SS MM, O novo Ministerio nao tem
por ora dado signal de vida. No momento em
que a administrarlo Narvaez toma conta dos
negocios de Hespanha nao he fra de propo-
sito trazer memoria os dille ron tes Ministerios
que teem havido nesse desgracado paz lia um
auno a esta parte. Nada menos de sele admi-
nistracoes se conlao, som fallar no Governo
Provisorio e no Ministerio de Serrano, em Bar-
celona. O 1 .* foi o gabinete Rodil, que ca-
bio a 9 de Mao de 181-3 sendo substituido
pelo de Lpez que durous 10 das; dppois
veio o de Gmez Bueno quedurou 65 das
A este succedeo de novo a administraran Lpez,
que durou 4 mezes : depois entrou em scena
Olosaga para suecumbir em 10 das. Olosa
ga foi succedido por Gonzalos Bravo que
durou i'i-dias, para ceder o lugar a Nar-
vaez que boje todo-lo manda Quando se
observa urna tal variarlo no pessoal do Governo,
quando se reconbece que em Hespanha a lucta
das ambicoeslem coilocado aquelle paz aborda
do abvsmo com as prerogativas constituconaes,
he mitter confessar qne ser um milagre seo
systoma representativo aili se consolidar.
REPBLICA ORIENT L.
Montevideo 23dejunho do 1844.
Ahi vai o vapor Arder.t, e he provavel quo
leve boa proviso de noticias exageradas quer
de um quer de outro lado. Nao tenha V.
por artigo de feo que uns e outros dissercm ,
pois que todos possuem em grao eminente o su-
blime dom da invenelo sendo dilicl dizer
qual dos partidos mais se avantaja nessa em
tempo de guerra tao preciosa qualidade.
Oque ha do exacto segundo crcio he o
segu nte:
O general Paz recebeo oflicios dos Madaria-
gas oflerecendo-lhe o commando do exercito
de Corrientes. Paz entendeo que a sua presen-
ta nao era neressaria na praga onde outro
qualquer General poda commandar a linha, e
julgou que no commando das forras correntines
podia prestar grandes serviros a causa que dc-
lende invadindo Entre Rise chamando para
aquella provincia a alinelo de Rosas. (' Go-
verno de Montevideo foi da mesma opinio e
conrordou nasahida de Paz, como nico meo
de fazer levantan) sitio.
Este accordo que parece devia icar em sc-
Igrcde por elguhs das, emquanlo o Governo
tomava medidas que mostrossem i guarnicAo
que poda dispensar-te o General Paz, foi di-
vulgado inmediatamente, e pz a todos em so-
bresalto porque, ignorando-seentAoo moti-
vo da sabida de Paz julgou-se quo abandona-
ba a praca por estar ludo perdido.-
O Governo, conbecendo quanto esta noticia
hava desmoralisado a guarnirlo apressou se
a declarar que o General Paz nao subira daci-
iladc, e os nimos tranquillisarao-se. Aconte-
cen isto no dia 14 do corrente e de cnto para
c (icario as cousas ostensivamente, no mes-
mo estado ; mas tenbo razoes para crer quo o
General insiste na necessidade de partir quanto
antes, e qne o Governo, recciando os efletos
j da sua sabida hesita ainda na determinarlo
que ha de tomar comquanto se v.i dispondo
para a partida do Paz, romo mostra a nomeacao
que acaba de fazer do general Pacheco y Obez
para Commandante da lnba.
Nao me aventuro emitlir um juizo sobre
esta delicada queslo ; mas o que he certo he
que as cousas chegrao aqui a um ponto tal que
be misterjugara ultima carta para salvara pra-
ca. A guarnirn he mais que sufficiente para
defendcl-a e por este lado nada haveria a re-
criar ; ha tambem abundancia de vveres; mas
falta o essencial isto he dinheiro para com-
- Eu sou vossa serva, Senbor, e Srci parar
onde quizerdes, dise Nossa S< nhora.
Rom, disseS Ide.Vinde.
Nossa Senhora sigui a S Jos rom osolhos
baixos e com sua resignacao habitual, sempre
irompta como eslava a dar o exeoiplo do dever
v da virtude no reo como na trra.
Enlo pergunlou S Jos,srguis-me so-
zinha ?
Vou-me como vim.
_ Nao he disso que se trata, trazei o vosso
cflro, trasei!
Nossa Senhora fe/, um aceno, e as onze mil
vrgene marcharlo cantando atraz d'ella; fez
outro aceno, e os seraphins, eberubins, domi-
nardea, anjose arebanjosa acompanbrio lo-
<>ando viol, harpa e i.itbara.
__ Bem, disse S. Jos; e entrou no aposento
de Jess Christo.
Jc/us Cbrlsto estara revendo o Fvangelbo de
S Mathcos, no qual se tinbo introduiido al-
guns erros de topographia.
Pstl fes S. Jos
__ Que ha ?perguntou Jess Christo.
Dveia aeompanhar-ine.
Para onde ?
(Jue vos importa Sois mcu filho, c o fi-
Iho deve obediencia a seu pai.
Eu sou vosso servo, nieu pai, disse Chris-
to, e irei para onde quizerdes.
I'cn, di>-se S. Jos. Vinde.
Chiistoseguio a S. Jos com aquella docura
que o fez tao forte, c com aquella bumildade
que o fez tiio grande.
En tao pergunlou S. Jos, que fazeis ?
Ohedeco-vos, meu pai.
Seguis-me sozinho?
Vou-me como vim.
Nao he d isso que se trata; trazei o vosso
coro, trazei.
Jczus fez um areno, e os apostlos se puze-
rao em torno d'elle; Jezus levantou a voz, e os
i santos, santas e martyres acorrero.
Segui-me, disse Christo.
E os apostlos, os santos, as santas e os mar-
tyres marchro a pos elle.
Jezus Christo tomou a frente do cortejo c se
I encaminbou para a porta. Atraz d'elle vinho
Nossa Senhora e toda a populacSo do co.
Encontrrio o Espirito Santo que estava
conversando coma ponina da arca.
Onde ides assim ? rjercuntou o Eptri!o
Santo.
pr.-.i -os psra sustentar a tropa e suas familias.
Exhaulro-se todos os recursos; ha j^i mu lo
tempo queo Governo vive de esmolas ou de vio-
lencias e de esmolas e de violencias nao vive
um Governo muito lempo, mrmente quando
tem porta um inmgo poderoso.
Rivera nada pode fazer para salvar a praca ,
para dar-lhe recursos.
Oribe reuni todas as suas forcas quem de
Santa Luza ecom boa nfantaria e boa arti-
Iharia all o espera. Ora, Rivera que nao
tem senao cavallara, como ha de atacal-o ?
He claro pois que pouco ou nada se pode es-
perar de Rivera e assim nao se como se have-
r este Governo para sustentar-se. Se algum
desses successos imprevistos e que s occor-
rem neste genero de guerra nao vier em seu
soccorro ha de infallivelmenle suecumbir* e
suecumbir s por falla de dinheiro.
Ha poneos dias foi asssassinado brbaramente
por gente de Oribe um inarinheiro da barca
franceza Mexicana. Este inleliz tinha idoem
um bote com outro marinheiro buscar aria a
praia onde est encalhado o vapor nglez Gor-
(on. Os sentinellas de Oribe mandro os re-
tirar e tao bruscamente que os marinberos
deixro o balde em trra. Um delles tomou
a saltar na praia para arrecadar o balde, e nes-
se acto loi unirlo por um soldado vista de
todos os Oiciaes e marinbagem ingleza (mais
de 400 pessoas ) que trabalhavo para safar o
vapor f
O Almirante francez moslrou-se summamen-
to indignado e mandou ao Buceo a Iragata
Allante exigirir satisfacoes. Assegurao-me bo-
je que Oribe pagara dous mil patacoes de in-
demnisacao para a viuva e que vai mandar
espingardear. na presenca do Ajudaute de cam-
po do Almirante, a assassino do infeliz Fran-
cez.
O Commodore Purvis sahe para o Ro no dia
26. O paquete Vi per partir no mesmo dia
(Carta particular.)
A lan ciega.
Reftdimento do da 18......... 1:646217
Detcarrego hoje 19.
Brigue Hoza Amelie diversos gneros.
Briguc Aragodom.
Patacho Novo Congre$so dem.
Hovituenlo do Por lo.
Navio entrado no dia 18.
Liverpool; 45 dias, barca ingle/a PrerceHa>,
de 218 toneladas, capitao John Taylor, equi-
pagem 13 carga fazendas.
Navios saludos no mesmo dia.
Cotinguiba ;. biale nacional Especulador ca-
pitao .los Mauricio da Silva,carga varios g-
neros.
Parahiba ; biale nacional Conceico Flor das
Virtudes, capitao Victorino Jos Perera ,
carga varios gneros.
Declaracoes.
2= O Administrador da Mesa da Recebedo-
ria das Rendas Internas GcraeS tendo por
nimias vezes chamado pelos Diarios aos deve-
dores dos bairrosdo Recife, S. Antonio, Boa-
vista e Aflogados, para pagaremr o impos-
to do banco taxa de escravos seges, e carri-
nhos do boles canoas e mo-morla ;
Vamos fazer outro paraso, disse S. Jos.
E porque?
Porque nao estamos contentes n'este.
E o Padre Eterno ?
O Padre Eterno, deixamol-o.
Oh ha algum engao n'isso, disse o Es-
pirito Santo. Queris permittir que cu v con-
ferenciar com o Senhor?
Ide, disse S. Jos, pormaviai-vosque te-
mos pressa.
Vo e volto, disse o Espirito Santo.
O Espirito Santo entrou no oratorio do Pa-
dre Eterno e foi ponsar-lhe sobre o hombro.
Ab sois vos P disse o Padre Eterno. Que
noticia ?
Oh urna noticia tcrrivcl! S. Jos vai-se
enibora.
Fui eu que o desped.
Vos, Senhor ?
Sim, eu. Nao bavia mais meio de viver
com elle; ero lodos os dias novas pretencoes,
novas exigencias. Pareca que elle be que t ra o
Senhor aqu.
Pois bem, fitestes com isso urna bella cou-
sa Elle leva comsigo Nossa Senhora e Chris-
in Vim; Seshorn onso ::;'
scrapbins, otcberubini, asdominavoes, osanjos
ninguem iem comparecido para pagarem o9
releridos impostos e por isso annuncia pe-
la ultima ve/ que se t o fim do curien-
te mez nao vierem pagar remitiera para
juizo relaces para seren executados sem ex-
cepeode pessoa alguma. Becebedoria, 18 do
Julho de 1844. Francisco Xavier Cacalcanti
de Aibuquerque. (15)
PUBLICAgAO LITTERARIA.
lUemorias Histricas da Provincia de Per-
nambuco precedidas de um ensaio t<>po-
graphico-historico componas pelo Tenente
da primeira cla cito Jos Bernardo Fernanda Gama.
Esta obra est dividida em ciico tomos, cada
um dos quacscontem, pelo menos,treseti)as pa-
ginas (|regulando uns pelos outros) em olle-
ro france/., nilida impressao. e bom papel ; e
alm disto tem urna estampa fina lilhogra-
phada.
Se a materia que est escripia exceder muito
aos clculos typographicos haver um 6 to-
mo. O primeiro, cuja impressao esta conclui-
da, ficou com 391 paginas.
Os tornos sao em bruchura mui bem en-
quardernada, e preparada de sorte, que quem
a comprar a pode mandar encapar, segundo u
seu gusto, sem que seja preciso nova costura.
Prego para os senhores subscriptores dous
mil res por cada um tomo, pagos na occasiao
da entrega do livro. Quem nao lor asignan-
te, nao obter a obra por menos de quatro mil
riscada tomo. A subscripcao n'esta provincia
feicha se no ultimo de Outubro do corrente an-
no; e depois d'cssc dia nao so admittem mais
subscriptores, cujos nomes devem ser inseridos
no fim do ultimo tomo.
SYNOPSIS.
nsaio-Topogra)hico.
Descreve toda a provincia de Pernamburo ,
seu governo, popularo, produeces, rendas,
publicas, despezas, rios, clima &c ; sua di-
visao em comarcas municipios e freguezias r
concluindo com um mappa estalisco da popula-
cao livre da provincia no qual mappa se v
quantos fgos arrolou para a eleicc prxima
passada cada urna das freguezias; quantos elei-
tores deo, a que collegio eletoral pertencei.n ,
quantos collegios tema provincia, &c. &c. Es-
te mappa foi feito pelas listas nominaes dos f-
gos, remettidas pelas freguezias Secretaria do
Governo, e est exactissimo. Quem assignar
toda a obra, eqnizerum d'estes mappas, an-
tes da distribuico dos linos, o achara' na Pra-
ca da Roa-vista botica do Sr. Ignavio Jo> do
Couto n. 6, onde n'este caso deve fazer a sua
assignatura,mencionando que recebeo mappa.
Memorias Histricas.
Breve noticia da naco Portugueza desde
sua origem at a poca do descobrmcnlo do
Brasil.
Viagem de Cbrislovo Colomb ; descoberta
da America.
Viagens de Amcrico Vespucio, que deo o
seu nome ao Continente Americano.
Vagem de Behein, e de Cabral; descoberta
du Brasil.
Noticia dos costumes, e carcter dos ind-
genas de Pernambuco seu governo e Reli-
giao.
Fstadode Pernambuco antes dos Donatarios.
Governo dos Donatarios; leis que os crerao.
Expedicces militara que enviarao a favor
do Rio de Janeiro e da Baha ; seus resultados.
Historia da capitana de Itamarac, e de seus
Donatarios.
Fundarlo da Parahiba, Rio Grande do Nor-
te, Cear e Alagas. *
e os archanjos. Christo leva os apostlos, os
santos, as santas e os martyres.
Mas isto be urna desercao !
Geral.
Quem fica commigo ?
Os prophetr.s Isaas, Ezechiel e Jeremas.
Oh con,o nao andarei aborrecido.
Assim he.
Ter-vos deis engaado.
Olhai.
O Padre Eterno olhou e vio urna multido
immensa que se apinhava do lado da porta do
paraso; todo o resto ilo co eslava vasio. n ex-
cepcao de um cantinho onde estavo conver-
sando os tres prophetas
Que devo fazer ? pergunlou o Padre In-
terno ao Espirito Sanio.
Nao sei qual he o estado da questo.
O Padre Eterno Ibe contou ludo quanto so
tinha passado entre elle e S. Jos a proposito de
Maslrilla.
He um erro, disse o Espirito Santo. Aqu
nao se trata do muito ou ionio merecimentodo
protegido, tratase do muito ou pouco poder do
ctor,
L'm desgracado carpinteiro !
A


s
Os Pemambucanos, commandados por. Je-
Tonimo de Albuquerque, expulso os Fran-
eor.es da provincia do Maranho. Noticiados
Tapuias da Ibiapava, seus costumes,- e carcter
Pirntas Ingle/cs tomo o Recife, esao repol-
lidos, depois de sanguinolento combale Uina
esquadra france/a faz um desembarque e apo-
dera-se do Recife; mas igualmente s8o repelu-
cos os agressores.
El-Rei I). Sebastio, com a flor da nacao
Portuaucza, iimrre em urna batalha nos arenes
d'Africii omle n'ess. b^tnlha muto se distingue
o Pernambucano Jorge de Albuquerque Coe-
Iho, Donatario de Pernambuco. Km conse
quencia da morted'c aheiii suli o dominio de licspanha, inimiga da
JHollands,
Os Hullandezes tomSo Pernambuco ; estado
d'esta provincia n'essa poca. Govcrno Hollan-
dez, suas Ic-is. suas tyr,mnias, batalhas que se
derao &c. sau governa Pernambuco: suas vistas bendi-
gas, mclltoi .Menlos que lez. Nassau convoca,
para urna Assembla Legislativa Deputados
dos' Hollande/rs que habitaviio Pernambuco.
e Ueputados de cada urna .las fresueziasque
ento bavia. Sessoes d'essa Assembla ; suas
delibcr.coes.
Domingos Fernandes Calabar foge para o
campo H-illandez. Carcter dVste transfuga ;
sua corjgem, servicos que prestou o inimigo.
Pelri covardia de um Chefe Hollande/, be en-
tregue, eem consequencia processado, osup-
pliciado. Oulro chafe Dmlhindet apodera se do
cadver d'esse seu alliado e Ihe faz honras fu
nebros militares.
BrazOes d'armos das provincias conquistadas
O exercito Peinambucxno defendn a Baha .
e a salva da ir.vaso Hollande/a. Perversidade
dos Chefrs Hollandezes. subalternos de Nassau;
retirada deste Prncipe.
Os Pemambucanos proclamao liberdado e
collocoasua frente Joo Fernandos Vieira .
que sabe aproveitar-so do enlhusiasmo publico,
para libertar Pernambuco, e ao m smo tempo
firmar seu poder, o suplantar alguns d'aquel-
les mesmos que o elevro. O preto Henriques
Dias, o Indio Camarao, e outms obro prodi-
gios do valor AccOes que se dero ; fado*
que acontecrao, at que Pernambuco sacudi
totalmente o jugo Hoilandez.
Guerra dos Palmares. Principio d'este qui
lombo; governo estabelecido pelos esrravos f-
gidos que pela maior parte ocompunha; leis
que promuigavao; religio que adoplrao, ba-
talhas que dero; m'orte do Rei Zumhi, e fi-
nalmente completa derrota desse (|uombo ,
depe.is dequarentaannosde independencia !!
Governo dos Capitaes Generaes ; descripcao
dos factos histricos que accontecriio sob o go
verno de cada um. Prisa de um dos Capitos
Generaes ; tiro desparado em outro revolucao
fdmou tre mezes) em 1710, denominada
guerra dos Mscales. Governos internos.
Levas para Angola para a Colonia do Sa-
cramento, e para Cabina.
O Capilao General Caetano Pinto; revolu
cao de 1817; rcfb'xOes sobre este grande uc-
conterimento poltico,
O General Luiz do Reg ; tiro que Ihe des-
parro; guerra de Goianna ; Governa consti
tucional Portuguez; retirada do referido Gene-
ral Reg.
Outro Governo constitucional Portuguez ,
presidido por Gervasio Pires Ferrera; sua po-
ltica oscillante c sua queda ; juizo critico.
Primera expedicao em soccorro da Baha
Pernambuco proclama a independencia do
imperio Governo constitucional Brasileiro ,
lacios que o precederao, e que se seguirao.
3 Segu para o Ass impreterivelmente
no dia 18 do correte mez o bem condecido
Patacho Nacional Aurora Feliz pregado e
lorrado de cobre, o qualinda rr-rebecarga: quem
nelle quizer oarregarou ir de passagem, diri-
ja-so a casa do Senhor Manuel Joaquim Pedro
da Costa.
V
"ViV. -fJ W*- '
L'iloes.
i, _'.._..... __i:..:::c___ ll' _
Mais duas expediedes em soccorro da Rahia
Qupslocs entre o Governo civil, e o Gover
nador das Armas o Sr. Tenente Coronel Pe-
droso.
DissolucSo da Assemh'ea constitu inte do Rra
sil; suas consequencias em Pernambuco, Re-
volucode 182i; reflexessobrest notavel ac-
contecimento
As Presidencias desde 1824 ule o fim da ad-
ministrado do Kxm. Sr. Baioda Roa-vista ;
embaragos com que luctou; sua origern ; juizo
c. iliio
Expedicoes para o Para, Rio Grande do Sul,
Maranho e Rahia.
Sociedades polticas em Pernambuco ; seus
lins e resultados.
Liberdadeda Imprensaem Pernambuco;seus
grandes beneficios, e seus males passageiros
em comparaco das vantagens que Icm produ-
sido.
IriStibnrdinacao dos soldados em Setembrode
1841; fSetembrisada ) pilhagem ; barbarida-
des praficadas com estes soldados criminosos.
Sedicao na fortaleza das Cinco Ponas em No-
(embro do mesmo anno(Novembrisada) Cons-
piracao na freguezia do Recife em Abril de
1832 (Abrilada.)
Guerra dos cabanns; s'dices, para as quaes i Nlo Se tSndo podido verificar o andamento
ella servio de pretexto ; transtorno da ordem das rodas desta lotera no cjia 17 do crrente por
publica por diversas vezes O.-* sediciosos (mal- causa de haver ainda por vender quatro contos
nenie sao relreiados pela energa e resoluco I e tantos de bilhetes; o respectivo Thesoureiro
do Rxm. Sr Senador Manoel de Chrvalho, en I representou ao Kxm. Sr. Presidente da pro-
no Presidente; jui/o critico sobr'esta adminis- vincia pedindo Ihe que houvesse de marcar ou-
tro dia para o andamento das rodas, ao que S
Ex. loi servido annuir ordenando que as rodas
2 O carretor Oliveira fara leilao, por or-
dem e em presenca do Sr. Cnsul da Blgica ,
e por conta o risco de quem pertem-er de cer-
ca de 600 saccas de arroz. desembarcadas de
bordo do brigue Hubcns capilao \Y. ,\ Rvk,
arribado e legalmente condemnado n este por-
to na sua recente viagem que f.i/ia da llatavia
com destino a Anvers; segunda-feira 22 do
crtente as 11 horas da manltaa noarmatem
do Sr. Balthar, na ra de Apollo. (10)
% visos diversos,
LOTERA das MEMORIAS
HISTRICAS.
traco. O soreg publico, depois de cinco an-
nos de desgranas e desordens so consolida ,
quando o Kxm. Sr. Senador, Bario deSuas-
iina, toma as redeas do (overno em 1836 ,
ideias polticas que se desenvolvern; melhora-
mentos que se comeero; emharagos com que
luctou esta administracao ; sua origern; juizo
critico.
Igreja Pernambucana. Krerao do Bispado
de Pernambuco, historia da administracao de
ada um de seus Rispos desde o primeiro at o
actual Kxm. Sr. D. Joo da Purificaeo Mar-
ques Perdigo. Fundacao de templos e con-
ventos, A'c. &c. Captiveiro dos Indios; liber-
dade dos mesmos; missoes; cathechese, &c &c,
FIM.
N. B. NVsta synopsis colloquci as materias,
i orno ne pareceo melhor. para dar urna ideia de
toda obra em um annuncio de gazela; na mes-
ma obra porm os factos estao, segundo a or-
dem natural da narrago, no lugar que a cada
iim pertence.
Subscreve-te na Praca da Boa-vista botica
n. 6 do Sr. Ignacio Jos do Couto; em S An
Ionio ra doCahug, luja do Sr. Randeira Ju -
nior, Praca da Independencia, livraria n 6e8,
na Nova loja n. 32 do Sr. Caj,o na esquina dn
Pracinha do Livramenlo loja da Sra. viuva
Rurgos; e no Recife Praca do Commercio, sala
da Associago Commcrcial.
Cont como assignantes independente de
nova asignatura, lodos aquelles Srs. que live-
rao a bondade de subscrever [iara esta obra em
1840 e algum d'esses Srs. que queira o map-
pa estatisco, antes de receber o primeiro tomo,
o pode mandar buscar no lugar indicado.
J. B. F. G.
I visos martimos.
= Para o Maranho a sahir em poucos dias
o brigue-escuna I aura, capilao Antonio Fer-
rera da Silva Sanios ; quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, para o que tem
excellentescommodos entenda-se com o ca
pillo ou com Novaes & Companhia na ra
da Cruz n. 37.
corressem impreterivelmente no dia 25 do cor-
rente : portanto os bilhetes continan venda
nos lugares annunciados, p a vi>ta da pequea
quanlidado que falta de bilhetes por vender o
Tbesourero nao duvida assegurar que nesse dia
correrao inpreterivelmente as rodas, embora
fiquem ainda alguns bilhetes por vender.
1= Precisa-so de um caixeiro que entenda de
escriptura(;o por partida dobrada, ou mesmo
algurn Sr. guarda-livros qu>' queira fa?.er a es-
cripturacaode urna casa; pode dirigir so a ra
do Queimado na loja defronte do beco da Con
gregacao n. 34, para tratar do ajuste. (6)
= O abaixo assignado roga aoSr. Francisco
Jos Martins Jnior o ob/equio do fallar-lhe ,
nu annunciar a sua morada.
O Padre Francisco Coelho de Lo e Silva.
2 Alugvse urna casa de sobrado do dous
andares, com um grande armazem na ra do
Torres por prego commodo ; tratase na ra
da Aurora n. 58. (4)
2__ Perdeo-se urna ordem da quantia de
cem mil ris passada pelo Sr. Antonio Ferreira
da ("osla Braga contra o Sr. ^'anool Conyal
ves Pereira Lima, e a (avorde Mosquita & Du-
tra e por isso se previne aodito Sr. Lima de
nao pagar dita ordem, (6)
2Um rapaz brasileiro solteiro, o izento
de Guarda Nacional, de grande aplidao, deso-
ja ser caixeiro de algum estabelecimento, on-
de se oceupe em escrever, ou em cobrar divi-
das dentro da cidade, para o que d fiador de
Domingos Guimaraes na ra do Crespo, ou
com o Sr. Autonio Jos Gomes do Correio. (5)
2= Precisa-se de urna lavpdeira desaboe
varrella ; na casa n. .a ra da Cruz,secun-
do andar. (3)
2=r(x>uem annrzn iou no Diario de 15 do cor-
rente quqvcr" alugar duas comas de condu/.ir
i 08, se nao que queira urna que carrega 0 mil
ris a 20 r?. a caneca ; dirija-se ao sitio quo
lic.i por detraz do sobrado do finado Montciro
n 9. (6)
l=Constando ao abaixo assignado', quo tem
de ser levado a praca um sitio, e urna parte do
um sobrado per (encent ao casal de Ignacio
Francisco Pereira Dutra por execuQo de An-
tonio Pinto de A/evedo avisa para que nin-
guern allegue ignorancia que tem feito ares-
to mui anterior nos ditos predios, pela ac<,'ao ,
que encaminba do Jui/o de Urphaos contra o
dito casal pelo que veio com embargos a dita
execugao os quaes pendem em auto apartado,
e protesta haver ditos predios de quem quer quo
os arrematar naconcurr.-nte quantia desuaexe-
cuciio. =r fenlo Jos Bernarda. (13)
2 Precisase de 500.) rs. a premio, com
hypolheca em um predio livre ; quem os quizer
dar, annuni'ie. (3)
=ferece-se um rapaz l'crluguez de 16 an-
nos de idade, que sabe lr, escrever, o contar
para caixeiro de qualquer venda sendo na pra-
ca do que tem bastante pralica ; quem do seu
prestimo se quizer utilizar, dirija-se a ra i-
reita n 43 ou annuncio.
= Prccisa-so de una ama forra sem lilho ,
que tenba bom leite ; na ra Nova arm-uem do
luuca lina n. 42 ou annuncio
2= O Director da sociedade = Apollinca =;
previne aos Srs. socios em geral da mesma so-
ciedade que nao Ibes he licito levar as parti-
das as pessoas comprehendidas no 5., art.
4 o do Cap. 2." dos Estatutos sem que pre-
viamente bajao obtido delle Director por es-
cripto a permissao exigida no dito o isto
para evilarem-se alguns abusos. (8i
2=0 CirurgiSo Joaquim Jos Alves de Al-
huquerque mudou a sua residencia para 0 Re-
cife, ra da Cruz n. 57 ; roga portanto as pes-
soas de sua ami/ade e quem de seu prestimo
se queira utilizar, tenbao a bondade de o pro-
curar ern dita casa. (6)
3 = Precisase arrendar um sitio porto da
praca que tenba pasto para 8 a 10 vaccas,ter-
reno para seis enxadas o arelos do fructo i'
dirijao-se a Praca da Independencia livraria n.
6 o 8. (5)
3 Ainda est por alugar o sitio de Bemflca
aonde uiorou o Cnsul Inglez o qual offereco
todas as cornmodidades para quem desoja mo-
rar no campo ; a tratar na ra Nova n. -H, se-
gundo andar. .5
2Uma pes.oa que tem boa lettra se eflo-
rece para copiar qualquer escripia e tumbem
msica ; quem precisar dirija-se a ra do l.i-
vramento sobrado n. 3J. 4>
2 Antonio Carlos Andorfer, retirase para
lora da provincia. (2)
2 Na ra do Rangel n. 3.copiac-sc seoten-
sas processos, e todo qualquer papel judicial,
asiiiii como fa/.-se outra qualquer cscriptura^ao
sua conducta, e bem assim so sujeita a outra
qualquer oceupaejao, que se Ihe proposer, con- |com muito ba letra, e a maior perfeicao,sendo
lorme suas condi(,oes : quem o pretender an-
nuncio por esta folha, ou dirija-se a ra Au-
gusta n.16 t (9)
2__ Precisa-se de um bom caixeiro para venda
que tenha pralica e enlenda bem do mesmo ne-
gocio, pois a vista de seus merecimentos se Ihe
Eiso que he ter-lhe dado uma psito !
ello abusa d'ella !
K que fazer ?
Nao ha dous meios: he estar pelo que el-
le quizer.
Mas elle he c^paz de me impor novas con-
diioes !
Deveisncceital-asimmedialamente.Quan-
to mais esperardes, mais exigente se ha de elle
tornar.
Pois ide buscar-m'o.
De um voo o Espirito Santo se poz na porta
do paraso. Nada eslava mudado: >. Jos linha
a mo sobre a chave, e todo o mundo aguarda- por hoje; mas amanhaa isto recomecara.
va que se abriste a porta para sabir com elle. I Enlao que queros ? vejamos.
< >uanto a >. Pedro, em sua qualidado do apos- : 0u''O que todos aquelles que t.verem li-
tlo, tinba sido forcado a metter-so na comitiva doconfianca ern mim durante sua vida possao
deCbristo contar commigo depois de sua morte.
O Padre Eterno vos est chamando, dis- Apage. sabes o que pedes ? ^e eu desse
se o Espirito Santo a S Jos. semelhante privilegio a todo o mundo..,
Ah ainda bem I ds?e este. Km primeiro lugar, eu nao sou
Est disposto a-faier ludo quanto que- mundo^
reis. Podis despedir lodos para os seus pOStOS.
Nada, nada: pero ao contrario a todos que
. ......|ui poi iiiiui. oe o tv>t vu.......
mos, seria preciso recouiecar. i
F, precedido do Espirito Santo, foi ler com o
Padre Eterno.
Senhor, disse o Espirito Santo entrando
primeiro, aqu est S. Jos.
Ah ainda bem disse o Padre Eterno.
Eu vos tinba prevenido, respondeo S.
Jos.
> Fsturrsdo /
__ Escutai, ou somos ou nSo somos santos:
se somos, dovemos ler o direilo de fazer entrar
no paraiso aquelles que se valem de nos; se nao
son.os, devenios ir-nos para outr8 parle.
Bem, bem, nao fallemos mais n'isso.
__ Pelo contraro fallemos: esl acabado
tudo isto feito com bastante brovdade, o por
prero muito commodo. (67
6O agrimensor, abaixo assignado, offerece
os seus servicos s pessoas que tiverem propie-
dades demarcar e aianca a mais escrupulo-
sa exactido e o maior zelo no desempenbo da
recompensa com o ordenado: no pateo do Col- sua arte ; devendo todos os que do seu presti-
lego venda da esquina n. 25 (5)
2 = Jos Joaquim dos Reis vende ou aluga
a sua casa prxima a igreja de S. Amaro, com
excellente quintal : trata-se na loja do Sr.
B"
todo o
Vamos, faramos urna transaccao.
He sim ou nao.
4 nutria narte ''
. ,,.....;
\ ou-iie embora.
E S Jos deo um passo.
A melado ?
A dos.
E S. Jos ganbou a porta.
Os tres quartos.
Boa noule !
E S. Jos sabio.
Acaso vai-se embora de veras ? pergun-
tou o Padre Eterno.
De veras! respondeo o Espirito Santo.
Nao se volta ?
Nada absolutamente.
- Nao alrouxa o passo?
- I'eita a correr
- \ oai a pos elle e dizei-lhe que volte.
mose quizerem utilisartdirigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direita ,
sobrado n 121. Jopquim da Fonseca Soa-
res de Figuei/edo. (9)
possuidor de uma escriptura perfeitamente em
regra que o autorisa a lazer entrar no paraiso
todo aquel le que Ihe he devoto.
Ora pergunto-vos eu agora, pode um santo
como S. Jos contentarse com um ruim cirio,
como um santo de terecira ou quarta ordem, e
nao merece elle um lampiao?
Merece dez merece tinte merece cem!
j bradrio os lazzaroni. Viva S. Jos viva o pai
! de Chrislo viva o marido de NotM Senbora !
abaixo S. Pedro !
Na mesma noute fez o padre Rocco accender'
dez lampioes na ruado S. Jos; no outro dia fez
accender vinto as ras adjacentes; dous dias
depois fez accender cem nos arredores: tudo
O Espirito Santo voou aps S. Jos e o trou- para maior gloria do sanio yo qual a historia
ce com murta difficuldade. que elle acabava de contar tinha improvisado
Ora pois disse o Padre Eterno, j quo o lo grande popularidade.
Sr. aqui sois vos e nao eu, sera feito como que- 1 Foi assim que os lampioes da ra de S. Jos,
reis penetrando de um lado na ra de Toledo e do
Mandai chamar o tabelliao.ditse S Jos, oulro na iraca de Santa Medina, ebegrao pou-
Como, o labelliao exclamou o Padre co a pouco a intiodu/ir-se, Bracas ao pi es-
Eterno Pois nao confiis na minba palavra ? Itratsgemado padre Rocco, as ras as mais
Verbat voltil. disse S. Jos. sombras e BS Oais deserta:; dfl aplos,
Cbamaium tabelliio, disse o Padre K- FIM.
lerno N. folbetim, bem como os tres ante
t) tabellio d.i chamado, oS. Jos he hoje o ccdenkssau extrahidos do Viurio do Ra.


Precisa-sede orna pessoa, que snib tra-
tar de boigas, na Boa-vista; arma&iin de
sal.
Quem annunciou querer comprar garra-
fas vastas annuncie sua morada.
1Qucm precisar de um foilor para sitio, ou
engenho o <|ual trnballia de enchada dirja-
se u rifa das Trincheiras n. 15.
I)8o-se?00# rs. a juros de 2 por cento
so! re penliorcs de ouro o prata ; na ra Jes-
treita do Rozarlo n, 21
Quem ti ver hens de raz por legitimas, ou
berancas na liba da Madeira, oidade de Funchal,
com ttulos lgaos para >s poder vender, e o
quelra fa.-er, entenda-se com Leopoldo .los da
Cusa Araujo na ruada Moeda n. 7 ou ari-
nuncie.
Deseja-se saber aonde existe nesla praca
um filhodo Sr. Jos Firminoda Costa Barradas
para se tratar de negocio (endent ao mesmo
Sr. ; na ra do Crespo luja da esquina que
\idta para a ra dasCru/es.
1D-se dioheiro a premio em pequeas
quantias, sobre pcnln res de ouro, ou prata;
na loa larga do Horario n. 19. (.'5
Roga-seanSr Manoel Jos da Silva Bel-
lo-tnonte, da ir, ou mandar a (ravessa das Cru-
zes n. i i que se Ihe deseja lallur a negocio ,
que o mesmo Sur. au ignora.
Precisa-sede 300/'S. a premio de um
]> ir cento bo met para seguranca se oflerece
firmes ou casas ; quem quizer dar annuncie.
Precisa-se de urna criada para o servico
interno de una casa ; na ra atraz da matriz
da Boa-vista n. 2'i, prlmeiro andar.
A pessoa, que quena comprar urna es-
clava na ra da Moeda com suacria, appuro-
qa, que se lera ltimamente deliberado vendcl-
a issiin.
I l'recisa-se alugar um moleque de 13 a
1.i anuos, pata o servico de urna casa de pe-
quena lamilla que saiba comprar e seje Re ,
dando-se-lhe o sustento e 8# rs. mensaes; na
Solidade, indo pela Tiempo lado esquerdo
ri 42. [ti
1 P. Mara Severina ,\ Bocha Lins avisa as
pessoas que se acliSo devendo loro de terre-
no do Fra de portas o vao pagar n praso de
1o dias, aprsenlando nesseactoos ltimos re-
cibos que liverem dlrigindo-se para este flm
a ra do Iones casa do Sr. Joo Pinto de Lo-
mos. 7
2 Sr nesla piaca ou em oulra qualquer
parte existir.o Sr. Tliomaz Suares de Alberga-
ra natural da liba de S. Miguel se servir
de dirigir-sna ra do V gario a fallar com Joo
TavaresCordeiro, para Ihe communicar urna
participacao viuda da inesma liba. [ti
2 M CalluiH \ Companhia respeilosa-
mente avisad aosenhores ilo engenho, o ao pu-
blico em geial <|U na nova ra Brum, que
passa por dolraz do Arsenal de Marinha leom
islatidecido urna lerraria (sendo a ultimado
lado do pee lite (ia mesina ra onde fazcm
cavilhoes atracadores, parufuzosde apellar e
nutras loriagens para engetihu eixos trilhos,
<; outras fe ragens para carros, parafu?os e por-
cas de todos os ramalillos ferragens para na-
vios vareadas, portaos carros de mio c to-
das as obras de lerreiro ; e como os seus appa
reinos recentcmente chegados do Inglaterra sao
da primeira qualidade ; promello agradar aos
seus Iroguezes tanto na qualidade do mi
d'ubra como no proco c promplido. 16
2 Aluga-se um ou dous pretos para al-
gum sitio ou oulro qualquer servido ; na ra
Nova armasem n. (17. (3
2Aiugo-se dous elegantes sobrados, com
boa vista para o mar ; na ra da Allandega-ve-
llia ii. 34.
2 Declara se, que o Scnhor Jos Bogero
Marcelino est pago de um auno da leja de seu
sobrada na ra D.ireita n. loo o qual se ha de
vence' em 'Iti de Julho do auno de 18':5 0 pa-
ra segurancia de quem a diantou os dilos alu-
gueis hypotbecou o mesmo Sor. os referidos
tuguis. '
3 O abaixo assignado declara ao publico,
e tu, particular ao commercio dista praca, que
o mu estabehcimento de armas*, m de quenqui-
liaras que girava sob sua firma e da qual
ero agentes os seus ex-caixeiros, e interes&a-
di s Victorino Jos Ferieira e Jos Francisco
de Araujo (uimaiaes, em alUncao ao bem que
(c.-emp nharao mu encargo, o bom conceito,
que- ihe merecen) pela honradez com o servi-
r o ; Ibes ha (cito entrega do dito eslabeleci-
mento e firmado com os mesmos sociedad
em commandita e desde n dia prlmeiro do cor-
rento o mesmo estabeleclmentogirar sob a nova
filloa de V'dolino iS GuimarSes ; ticando res-
ponsavel oabaixo linnado pelas transaeoes an-
teriores aquella data cuja liquidaco dea a
Cargo do mesmo estabolecimento, em o qual i-
fundos suflicientes nos para a referida
liquidaco como os precisos para a nova so-
ciedad. Henritjuc Jorge, (20
3 Fumino Jos Folis da Hoza arrema-
tante do imposto de 40 rs. por caada do be-
bidas espirituosas, que se consumirem na pro-
vincia declara a ludas as pessoas que houve-
rep/de reexportar tae.-> lquidos, que deveni an-
tes d" elTectuar o embarqne apresentar ao
Bgente do cuntalo o Sr. rcenlo Fortunato da
Silva os respectivos despachos para pelo mes-
mo seren averbados ; na certesa deque mo
sei..o recebides por encontr no pagamento do
umo aquellas cerliddes que nao vierem
acompanbada* de urna copla exacta do despa-
cito de que sao provenientes ou com que se
nao liver praticado a apresentacao a cima exi-
gida. (15
3 Quem quizer alugar um preto para qual-
quer servico dirija-se a ra do Sebo o. 33, do
lado esquerdo. (3
Compras
2 Comprao-se effeclivamente para lora da
provincia mulatas negras, e moloques de 12 a
20 annos, pago-se bem ; na ra Nova loja
de ferragens n. 16. | (4
Comprao-se 3 peros ja usados sendo de
duas ato meia arroba ;. quem tiver annuncie.
V7en das
3Vendem-se relogios de parede, e calcado
ludo intilez, e chogado pelo ultimo navio ; na
ra da Cruz n. 2. (3
3 Vende-so um escravo crioulo de 20 an-
nos, de bonita figura, ptimo carreiro, caldeiro
ro e sem vicio ao comprador se dir o mo-
tivo da venda ; na ra do Sol n. 2o segundo
andar. (5
2Vendern-se 3 escravos de nac3o mocos
de bonitas figuras ; urna escrava de 18 annos ,
cose soffrivel engoinma liso faz renda e he
ptima mucama por ser do bonita figura ; dous
moloques do naci, de 15 annos, ptimos para
qualquer odelo ; na roa Ifireita n. 3. (6
2 Vende-se bolaxa de segunda qualidade a
olio patacas a arroba ; na ra Direita pada-
ria n. 40. (3
2 Vendem-se S00 a 1000 garrafas vasias ,
queforao de cerveja branea e preta por preco
coinmodo ; na ra da Cruz n. 49. (3
1Vendom-se terrenos para edificar no lu-
gar da llha com a Irente para o theatro novo
o lundo para o Hospicio; na ra da Cadeia do
Recife n. 51, prlmeiro andar. (4
2 Vende-se a sumaca nacional Tres Irmdos
de lolede 73 toneladas mnstrucco da Bahia,
quem a pretender pode ir examinal-a defronte
do caes do Cullegio aonclo se acha fundeada ,
o a tratar na ra da Cruz n. 37, segundo an-
dar. (6
2 Vendem-se superiores chapeos castores
brancos e pretos do ultimo gosto ; na ra do
Collegio loja de chapeos n. 8 (3
2 Vende-se salea parrilha chegada ultima-
mente do Maranhao ; no armazem do Brague',
ao p do arco da Conoeicao.
2Vende-e urna escrava de nacao Cabiuda ,
de 32 annos, com um (litio de nove annos,
crioulo a escrava cosinha soffrivel lava e
he quitandeira ; em Fra-dc-portas n. 108, das
ti horas da inanha as 10 e das duas as 6 da
tarde. 5
2-- Vende-se um excellente cavallo com to-
dos os andares ; na ra da Coneeic da Boa-
vista n. 9 na inesma casa dao-se 300# rs. a ju-
ros com hypotheca em alguma escrava que
tonha habilidades ticando os juros pelo servi-
co da dita escrava. (6
2 Vende-se a barcaca denominada Flor
de Goianna fundeada defronte do trapii he da
Companhia a qual se acha prompta de um
tudo por ter leto urna grande obra que (I-
coutodaencavernadadenovo.com seus per-
tences, a qual se vende para pagamento das di-
vidas do fallecido Jos Antonio Falcao ; a tratar
na ra da Cruz venda de Joao Jos Bodrigues
Lolller n 36, 9.
2Vende se urna bonita casa de campo do
Poco da Panel la ao p da igreja com dous
quartos na (renle n dous atraz. dispensa, co-
sinha fra senzalla estribara quintal mu-
rado ; na ruado Trapiche n. 44, ou na ra
estreita do Rolarlo n. 20. (6
2Vende-se um violSo com boas vozes em
meto uso, por proco coinmodo ; na ra do Ran-
geln. 17. (3
2 Vendem-se duas inoradas de casas de
podra e cal, pequeas, por muito barato proco ,
sitas no fundo da igreja da Estancia junto a
camboa muito pioprias para passar a (esta
urna pequea familia e de pouco dnheiro e
tem junto urna cacimba de agua de beber que
todos os moradores daquolle lugar se utilisao
della faz se todo o negocio ; na ra do Ara-
gao venda da esquina que volta para a S.
Crui n. 43. flQ
2 Vende-se urna commoda de amarello ,
nova e Celta a moderna por proco commodo ;
na venda da esquina da ra do Arago que
volla para a S. Cruz n. 43. (4
2Vende-se um transelim fino com passa-
dor e una cadeia tudo proprio para relo-
gio por proco commodo ; na Solidade, indo
para Trompe n. 50. (4
2 Vende-se um bonito sitio no lugar dos
Remedios com duas casas de podra a cal, urna
grande assobrada e oulra pequea; urna ota-
ria com barro no mesmo sitio e inuitos arvo-
rodos de fruto boa baixa para capim e bom
viveiro, pasto para 12 vareas ; na ra da Con-
cordia n. 25 a fallar com Antonio Lins Cal-
das. (8
2 Vende-se mel de furo muito bom a 320
rs. a caada sendo de meia caada para ci-
ma e a garrafa a 50 rs. ; na ra da Concor-
dia armasem de capim n. 25. (4
"2Vendem-se podras do amolar do rio de S\
Francisco om porccs grandes e a retalho ; na
ra da l'raia n. 18. (3
2 Vende-se urna morada de casa na ra da
l'raia n. l Ira vejada e ladrilliada com C
portadas de cantara 101 palmos de comprido
o 27 e meio de largo lorio livre ras paredes,
puco de boa agoa um grande telheiro de pila-
res edificado no quintal um grande terreno no
fundo, com porto de embarque a toda hora;
tambem se vende a serrara sita na mesma ; a
tratar com Silva Cadial na mesma casa, ou com
lien ulano Jos de Freitas na ra do Queima-
do o qual est autorisado para (azer todo o
negocio. (12
i Vendem-se tijolos de alvenaria grossa ,
da mai-r marca que ha presentemente e de boa
qualidade ; na primeira loja de fazendas ao p
do arco da Conceicao indo da ponte do lado
direito. (5
Vende-se um relogio saboneto de ou-
ro pequeo por preco commodo ; na ra
Nova n. 63.
Vende-se urna casa de um .andar com
grande quintal murado, boa cacimba; em chaos
proprios ; na ra das Trincheiras ; a tratar na
ra da Cadeia n. 25.
Vende-se panno flno preto de boa quali-
de a 3^i covado merino decores os melho-
res em qualidade a \fl rs., meias casimiras de
quadros e de listras para calcas a 440 rs. o cc-
vado corles de lanzinha modernos a 3000 ,
4500 e 6000 rs., luvas de pellica de cores para
homem, a 3000 rs. a duzia e 320 rs. o par,
riscadinhos tecidos para vestidos a '20 220 e
280 rs., batilha de listras para coeiros a 200
rs. o covado, chitas de assento branco a 120 rs.,
e escuras finas a 140, 160, 200, e 240 rs., cha-
les decambraia da India com bordado passado
pelo barato preco de 040 rs. lencos de seda pa-
ra senhora a 1280 rs., dilos de la e seda a 1 .-.'
rs algodo americano com listras azues a 240
rs. castores de listras e quadros a 24o rs. o co-
vado brins escuros de puro linlio a 440 rs. a
vara, e superior a 800 rs. bretanha de rolo
com 10 varas a 1'._'() rs. e outras mudas fa-
zendas ; na ra do Crespo n. 15.
Vende-se, ou troca-se por lijlos de alve-
naria ou mesmo sealuga urna canoa grande ,
que carrega 1400 tijolos de alvenaria; na ra
de Apollo armasem n. 34, a fallar com Manu-
el Antonio da Silva Motta.
Vendem-se lindos coi tes de parisiense a
5000 rs. cortes de cambraia de listra do cor,
muito modernas a 4000 rs. cortes de lanzinha
a 4500 rs. ditos de dita para meninas a-i 100 e
l'tio rs. ditos dechitas finas a 3500 rs. lan-
zinha para calcas a 480 rs o covado cambraia
adamascada a 4500 e 5500 rs. a peca, damas-
co para coberta de camas e pannos de mesa a
2000 rs. o covado, franjas para coi tinados a
240 e 400 rs. bretanha de rolo com 10 varas
a 120 rs. e outras muitas fazendas por pre-
co commodo ; na ra do Crespo loja n. 12 ,
de Jos Joaquim da Silva Maia.
1 Vende-se urna vacia muito boa e bas-
tante gorda com um garrote de muito boa
iaca, duas cabras (bicho) boas deleite, c pr-
ximas a parir; na estrada de Rellom no sitio
do Sr. Coronel Juaquim Bernardo de Figuoire-
do. (fi
Vende-se urna moleca do 14 annos ; urna
prela de 26 annos, cosinhoira lavadeira ehe
boa quitandeira; pos de sapoty j capazes de
te mudarem por preco commodo; na ra Ve-
lha n. 111.
1 Vende-se para fra da provincia urna es-
crava cimua ongomma, cosinha lava e co-
se alguma cou sa ; na ra da Praia de S. Rita ,
serrara n. 23. 4
Vende-se por preco muito commodo urna
farda eum bon para cadete de nitilhaiia, tu-
do novo ; na ra laiga do Ro/ario loja de
miudezas n. 35.
I Vende-se urna lancha com lodos os per-
tences e um escaler em bom estado, perten-
cente a um navio inglez que naufragou; na ra
da l.icguela n. 2. 4
1 Vende-so urna negra oplima lavadeira e
cosinhoira ; um lindo moleque para pagem ;
dous cavados de sella; na ra de Apollo n. 9. (3
1 Vende-se excellente carnauba ; na ra
da Cruz, armasem de assuoar n 33. (2
1Vende-se urna purcau de taboas, pro-
prias para se fazor raixes para assucar por
preco commodo ; na ra da Cadeia do Recife,
loja de lasendas n. 37. (4
Vende-se um escravo de lodo o servico ,
de 20 annos sem vicios nom achaques cuja
conducta se affianca ; na ra da Gloria n. 69
1 Vende-se um refe com tercado enver-
nsado e em bom oslado ; na ra de Aguas- ver-
des n. 32 (3
Vendem-se Saetas com milho de muito
boa qualidade pelo mdico preco de 2500 rs.;
no armasem de Antonio Teixeira Bacelar do-
fronte da escadinha da Alfundega assim como
lanuda de mandioca a 3/rs. ou a fallar com
Fumino Jos Felis da Rosa.
1 Vende-se um negro moco sem deleito ,
por preco commodo ao comprador se dir o
motivo da venda ; na ra do Collegio n. 11. ,3
1Vende-se um palanquim com pouco uso,
e pint-ado de novo por preco commodo ; na
ra da matriz da Boa-vista n. 3 5, segundo an-
dar.
'.
'i
Vende-se urna excellente escrava saliendo
fazertodoo servico de urna casa ; urna pardi-
nha de 15 annos cose muito be.n ; urna par-
da de 25 annos cosinha e ongomma; duas es-
cravas para todo o servico ; um bonito escravo,
proprio para serrara ou prenca ; dous mo-
loques pegas para todo o servico ; um bonito
mulatinho de 13 annos; dous escravos para
todo o servico i na uraca da l'.oa-visU n 19.
Vendem-se, qu alugao-se duas canoa
novas, Sendo urna de carrdra com 4 palmos
! de bocea, e oulra aborta de carga de 600 li-
jlos por pre(o muito commodo ; na ra No-
va 0, 67.
Escravos fugitl
Fugirao no dia 7 de|Junho as 7 horas da
nouteum preto o urna preta ambos parcei-
ros da mesma casa sendo o preto de nomo Be-
nedicto o a preta de nomo Maria levrao
unta caixa pequea de madeira oleada de ver-
de j a tinta usada e um assafate pequeo
do Porto, com porcaode roupa de seu uso ; o
preto tem os signaos seguintes ; de nacao Ca-
mundongo, estatura baixa. corpo grosso olhos
grandes, cabeca a pronorc/io cabello cortado
somonte atraz pescoco grosso costas largas,
psgrossose largos, urna orolha turada em
que costumava trazer urna rozetinha tem na
frente da cabeca deum lado ao p da testa e
junto ao cabello urna costura cor fula nao re-
tnela mos grossas cheias do calos do tocar
canda olTicial de cascavel que trabalha no
trapicho do assucar, tem barba somante na pon-
a do queixo e buco de idade de 25 annos ,
muito ladino. A treta tem os signaes seguintes:
de nacao Benguella estatura regular, corpo
secco eespigado, olhos amortecidos principal-
mente quando falla ; as faifas muito baixas ,
pello pequeos! rosto descarnado macaes al-
tas ps soceos ,e nervosos mos regulares,
cor preta nao' retn la mu bem fallante, den-
tos aparados ; eva um panno da Costa, vestido
de chita encarnado, com ramagens prelas e
aborto pela frente cor.' abotuadura de colche-
lea idade 25 annos; em algum te.mpo vende
fasendas ; quem os pegar, leve a run da Palma
por delraz do Carmo em casa de A ntonio dos
Santos Ferreira, que sera gratificado com 200?
res.
Em 19 de Marco do crrante ani o fugio
do eogenho Besihe Ireguezia de Vo um
cravo cabra de nome Thom de 2.2 annos,
baixo e grosso do corpo, rosto bechigoso. fallas
bastantes mancas cntitula-se forme por i."os-
tre de assucar consta que tem andado k''->r-
Porto-calvo, aonde tem sido visto o enconfraa'o
varias vezes ; quem o pegar, leve a Horcuta-
no Antonio Jos Marroquim ou nesta praga a
ra da Praia deS. Rita serraran. 25 quo
ser recompensado generosamente.
Em 17 deJunho do correle anno fugiu
do engenlio Resthe um mulato de nomo Cos-
me de 20 annos he muito prosista -'lio e
secco do corpo, sem barba pescoct comprido
o com muitos pannos e tambem as cosas, lem
um talho na palma do urna das mos, na uuaT
tem um signal loi escravo do Francisco Ma-
nuel Marlins Arueira morador em Macei ,
aonde o dito pardo he muito conhecido por ter
andado em urna canda do mesrno Arueira; le-
vou chapeo oleado de preto .duas caigas do
ganga azul e alguma roupa do mar ; quemo
pegar, leve ao dito engenho a Herculano Anto-
nio Jos Marroquim ou nesta praca na uta
deS. Rita serrana n. 25 que ser gratifica-
do generosamenle.
Fugio no dia 2 do correte urna negrinha
de nome Onoria de nacao Congo de 13 na-
nos tem o cabello vermelhoe muito ralo, na-
riz afilado, olhos pequeos, lula, com falla de
denles na fronte tem o corpo leproso por cau-
sa de sarnas ; esta preta tem decostumo vender
laranjas em um taboleiro lie escrava de I).
Theresa Margarida de Jess ; levou vestido de
chita desbolado e panno da Costa: quem n pe-
gar, leve a ra do hangel n. 11, que ser gra-
tificado.
1 Fugio no dia 15 do corronto um escra-
vo crioulo de norne Gregorio de 22 annos,
alto c cheio do corpo cara grossa andar re-
mando he quebrado do ambas as verilbas ,
j foi escravo do Sr. Honriquo Jorge; levou ral-
cas de panno pardo tao somomle ; quem o pe-
gar, leve a praca da Independencia, loja de
Justino Moroz ns. 18 o 20, que sei bom re-
compensado. ;9
I)-se 100>vrs. do gralificaco a quem pe-
gar o pardo Manuel oflicial do alfaiate, de 40
annos, o qual fugio para o sertao do (iaranhuos
aonde foi escravo muilos annos do tallecido An-
tonio Mai hado Dias e consta eslur acuitado
nesse lugtir onde foi vislo por pessoas que o
oonhecem nesta praca, e perguntado-se porque
se achava naquella lugar, disse que se ttnha
forrado com o seu dioheiro ; quem o pegar, lo-
vea Manoel Joaquim Venancio de Sou/.a, con
lujado allaiato no Alterro-da Boa-vista, na es-
quina do boco, que recebar a dita gralificaco.
t Itosappareceo no dia 16 de Svtembru do
anno proxun > passado urna preta do nomo Flo-
rencia de nacao Angola do 13 para 14 an-
uos estatura regular segundo a idade ca-
beca mal foita, nariz Chato e grosso, bocea gran-
de beicos grossos pos meios upulhctados ,
falla desembaracada e ao mesmo lempo com
quem a nao condece multo sonsa ; rog'a-tea to-
das as autoridades policiaes toda a vigilancia -li-
brea dita escrava para evitar que a nao em-
barquen] ; poflja foi vista no Foite-do-Malos ,
e sabe-se que esl oceulta e no caso de nao
apparecer so obrar com o rigor da lei aonde se
adiar ; tambem se promettu ludo o silencio a
passoa que a levar om Fru-de-portas venda
n. 90, como ser gratificada. *
ai. VA i A. 8't .
!>..,_______ -...
:. ....ir m .t t r .


Full Text
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