Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05056


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1843.
Qnarta Feira 20
ludo agora depende de nos meamos; di nosa prudencia, morieragao, e enercia 600-
Iidujojos como principiamos, e seremoi apuntado* com tdaairagAo enlre Nace m
<""'. ( l'foclaoaQao da Aasembleia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORHEIOS TERRESTRES,
(ioianni, e Paralirba, segundas e sextas feira. Hio Grande do N irle quinta feirat
Bonito e Garanhun, a Id e 24.
Cabo.. Serinluem, Rio b'onnoso, Curto Cairo, MaceiA, e A.laoa no 1 o 44 e 2
Boa-ruta e Floros i l3 e 2 -. Santo \ntio quinta feira Olinda todo os din
DAS DA SEMA.N.
48 Seg. Jote de Cuperlino F. Aud. do J. de D. da 2. .
i') lery. Januario B Re. Aud. do J. de 1). da 5. y.
30 Vu-|. s Eustaquio M Aud do J. de D. da 1. r.
31 yunt. i atheos p Erang.
22 Sci. Mauricio Al Aud do J. de D. da 3. T.
21 Sh, i. Lino P. Re. Aud do J. de D. di r.
J4 iloio.Nossa Senhora di Dores,
de Setembr
Anno XiX. N. 203.
i nni muta iiiiiiii! nimmniiiir r titm
0 Di,rio publioa-ic todos ni dias q'ie a jo forera Santificados: o preou da MfigaiMra ha
_ de tres mil rei por quartel pao adianlados Os annuncios dos saigntnte ao inienuoa
/'il '/fes*4 "' ri"'s eos a"" Ia0 ""' ''""" ras "m de 1 reis pr linlia. A irclamagoe deree aerdiri-
jf II '' gida a esta Tip., ra da Cruie N ,:',, un pra .a laIpdeyiaaeliojt JtftfixM K. OOT.
-------------------------,----------------
4 if cambiosDio dia 4 de etembro coupra
f Cuabio obra Londr 25. Oc.o-Moad di ,400 T. 46,800
Paria 3.5 rei por franco. a a N. 16,600
a a LiabAa 110 por 100 de premio. a da 4,000 V,M0
PlATA-Pa.ac. '.''O
Muedadecobie 2 por cento. K PeioCoiumnari 1,9*0
Idea de lelns da bou 6rmaa 1 || a J. dito Mrxicanoa 1,920
*^r
nada
17 00
16,800
9 400
1,940
t.Mb
1,940
PHASES DA LANO MEZ DE SEPTEMBRO.
l.ii Cheia o 8, n i horas ?. da tarde I La ora a 23, a 2 horas e 50 m d|ard,
Quart, ming. 16, f 8 horas 53 m di I. | >uri. orase.i 30, 4(11 hora e 61 a*, dan;
Prcamar de hoje.
1. a 4 hora a lS a. da rasnh 1. ;, al bora a 42 a. da larda.
ess



PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 11 DO CORRERTE.
Oflcio Ao comandante das armas, auto-
rfsando-o para ase dispensar o batalhao desta-
cado de fornecer diariamente palmillas para o
servico nocturno da polica as ImmediacOes do
respectivo quartel: e prevenindo-o, de que di-
tas patrulhasvo ser substituidas poroutras do
corpodc polica.Communicou-se ao chefe de
polica interino, e ao commandantu geral do
corpo policial.
Dito Do secretario da provincia ao do col-
legio eleitoral de Flores, acensando recepcao da
copia d'acta da elcieo que ali se proceden
para os novosdeputados provincias.No mes-
niosentido ofllciou se ao secretaiio do collegio
eleitoral deTacarat.
Dito Do mesmo ao inspec'or da thesoura-
ria da asenda, transmittindo as ordens do tri-
bonal do thesouro sob os nmeros 132, 138, e
139.
interid;..
PARAHIRA DO NORTE.
Discurso com que o Exm. Sr. 'residente abri
a sessdo da assembla legislativa provincial.
(Continuado do n. anttcdeme.)
Estabelecimentos de caridade publica.
Sabis que alm da Santa Casa da Misericor-
dia desta Cidade nao ha na provincia estabe-
Jecimentos (leste genero, ncm sao elles possiveis
nos lugares pouco populosos como sao por ora
quasetodas as villas do interior. Importou a
receita desta casa piado l.de Julho de 1842 ao
ultimo de Junho lindo em rs. 0:490,874 ,
comprehendido o saldo do anno passado no va-
lor de 1:973,305 ea despeza montou a reis
2:118,715 huyendo por conseguinte um saldo
activo de rs. 4*372,169 a saber: 682,882 rs.
em nioeda correnlo e 3:089,277 rs em letras
vencidas e protestadas, ou a vencer do l.de
Julho de 18*3 a Dezcinl.ro de 1846 liste esta-
belecioiento teve a seu cuidado durante o mis-
mo periodo 5 expostos de ambos os sexos, dos
quaes existem 4. Foro tratados no respectivo
hospital em todo o anno 29 doentes, dos quaes
fallccerao 13 e existem actualmente2. Este di-
minuto numero de enfermos e de expostos faz
suspeuar que o temor de exceder a parte reali-
savel da receit8 da casa obriga a diicultar ali a
admissSo dos infelizes abandonados is portas
da vida pela insensibilidade, vergonha, ou pe-
la miseria e dos desgranados e desvalidos que
em suas molestias vao reclamar da Santa Casa
0% precisos soccorros.
Cumpre-vos pois procurar meios de favore-
cer e augmentar os rditos deste pi estabele-
cimtnto de modo que possa desempernar os
sous fins exercendo sem reslricoes a caridade
publica. Por favorecel-o e a requerimento da
confraria ordenei a amorlisacao da divida a-
trasada que Ihe perlencia por prestacoes do 40
reis mensaes Os presos pobres, quando doen-
tes tem sido sempre recebidos e tratados no
hospital de caridade. Refiro-me em quanto ao
mais que concerne a este estabelecimento,
digno de toda vossa proteceo ao expendido
pelo meu antecessor no ultimo relatorio e u-
nirei aos seus os meus votos para que se consiga,
com a construccao do Cernterio desterrar de
urna vez o abusivo e pernicioso costurnede se-
Dultarem-se os cadveres no recinto das igrejas
He preciso porm que o local para este t-e-
miterio naoseja escolhido ao acaso mas com
allenco direccao dos ventos dominantes na
estaco mais quente do anno a sua distancia
da cidade e (inalmente ao grao de consisten-
cia e humidade da Ierra.
iriancas.
Ralancos. A receita do I. de Janeiro a 31 de
desembro ultimo toi de reis 143:956^07, ea
despesa de rs. 121:.621623; haeado o saldo de
rs. '2:79:J#548, inferior ao de 1841 18:197/021
e a receita diminuido rs. 13:70*^773, na3 obs-
tante o consideravel augmento que houvo na
quantidadedos gneros principaes do paiz ex-
portados o que explica-se em parte pelo des-
favor e baixc preco d-i algodaS.
A divida passiva nol. do meaflndo era de
reis 108.-424S833, pertencendo ao anno passa-
do a quanta de rs. 3:651,^088, ao anno corren-
te rs. 4:412,^662, e o res'o aosannos de 180 e
1841; e a divida activa na mesma data somma-
va rs. 34:661^238, a qual addicionando-se reis
20:301/019, em lettras vencer at desembro
do presente anno, sobe a reis 55:0228257.
Ore amento. O orcamento que submetlo a
vossa consideracao para o exercicio que ha de
correr do 1. de Janeiro a 31 de desembro de 1844
aprsenla um saldo presumvel de8:9271489 rs.
se bem que con prebende na despesa 20:01)0.^ rs.
para amorlisacao da divida passiva liquidada,
e veris por elle que o eslado inanreiro da pro-
vincia seria mu Ifsongelro.senao fra a divida a-
I rasada pois que a receita provvel basta ptv-
ra cubrir nao somente as despesas do exercleiu
correspondente, como para amoitisar boa par-
te d'aqnella divida. Alguns annos ainda de se-
vera economa e Rearis pm estado de decre-
tar os melliorameitos materiaes mais necessa-
ros provincia. Ainda nao pude providencial
sobre a amorlisacao da divida passiva liquida-
da, senaS por urna excepcao que j mencionei,
a favor da Santa casa da Misericordia p< r en-
tender que afim de evitar queixas e injustas pre-
ferencias nao devia lser comeear os paga-
mentos atrasados sem que os cofres podessem
satislasel-os todos dentro de um p.aso preciso.
Muitos credores tendo sido pagos o anno pas-
sado do que se Ihes devia at 30 de novembio
de 1840 nao posso pela mesma rasao mandar
novamente abrir a amorlisacao sem que haja
saldo para pagar sem prejuio da despesa cor-
rente, as dividas de todos os credores al aquel-
le dia as quaes montad rs. 11:874$ 139. O di-
simo do gado vaccumecavallarde lodos os mu-
nicipios fui arrematado em massa com excep-
cao do termo da cidade, e a importancia total
das arrematacoes subi rs. 15:013,^500, som-
ma mui superior ao producto dodisfmo em ca-
da um dos dous ltimos annos. O do pescado
renden este anno rs. 2:150s'. tendo produsido no
anno antecedente rs 2:019,S200. O imposto das
carnes chegnu a rs. 17:131 600, apresontando a
diminiiicad de rs. 4:2198700 da receita do ulti-
mo anno. Tentei, por virtude do artigo 7. da
lei do orcamento, organisar um regul miento pa-
ra a cobranca do disimo do gado vaceum c ca-
vallar em ordem a impedir que os fasendeiros
ou criadores oceultem o verdadeiro numero de
cabecasque devem dar ao disimo, ou a dimi-
nuir ao menos o escndalo com que alguns snd
omissos e consultei sobre isto a varias pes-
soas entendidas e experienles na materia; mas
nenhuma idea me podera suggeriras infoima-
coes que obtive sobro o meio pralico de ser a
omissa verificada pelo collcctor ou disimeiro,
no caso de suspeita ou denuncia, para ter lu-
gar aapplicacad das multas; eestou persuadido,
que sirnilhante regulamcnto, alias de urgente
necessidade, s poderia nascer com proveitodas
vossas discussCes alientos os conhecimentos ,
quetendes dos lugares de crlaeao, e da moiali-
dade, usse costumes dos criadores, e habitan-
tes do centro da provincia.
Eis, senhores, o quanto me occorre por ago-
ra o florecer vossa consideracao, desculpai se
abuseida vossa indulgente altenca sem haver
satisfeilo as vossas esperanzas; confiai na pu-
resa das minhas intcnedes e dos meus princi-
pios, e crede na sinceridade dos desejos que me
animad de concorrer ellicazmentecom vosco pa-
ra o melhoramento de que he susceptivel, e que
tanto merece, esta preciosa porcad do imperio.
Parahvba do Norte 4 de agosto de 1843.7?t-
Jacome Pessa, V secretario.Padre Bernar-
dina Jos da Rocha Formina, 2o secretario.
A commissaoencarregada de responder a fal-
la, que assembla legislativa desta provincia,
na presente sessao ordinaria fez o Kxm. Snr.
presidente, vem apresentar a esta respeilavel
assembla o resultado dos seus trabamos O
dia 4 do agosto do correnta anno, ja plausivel
por si mesmo, j festivo pela grata e pura re-
cordacao que suscita de se haver estendido as
provincias o aprasivcl direito, nao s de inter-
vir nos seus proprios interesses mas tamben
de legislar acerca dellc; ol aindamis satis
lalorio pelaceitesa da tranquifidade da provin-
cia, pela exposicao do eslado dos negocios p-
blicos, e do que he mais preciso para o melho-
ramento da mesma provincia, polo Sincero pro-
tr-to da prompta cooperacio do Rovern pro-
vincial, o que tudo se den ver em o rel.itoiio
de V. Exc. A asssombla provincial se congra-
tula com V. Ex pelo pacifico remanso da pro-
vincia, e Ihe agradece, em nome dos seus com-
provincianos, a coadjuvac3o do governo a qual
he de grande peso na balance do bem publico.
A assembla provincial dar consideracao ao
que X V.\. expenden e tomando pulso ao es-
tarlo das rendas promover o que fdr interessan-
b: aos seus comprovincianos. Estes os seus sen-
limentos, o a divisa da sua conducta jamis se-
r nutra genio o enlhiisiasmo pela prosperi-
dad!'desta provincia. Saladas commissoes da
assembla provincial da Parahyba 14 de agosto
de 1843.Aslolfo Jos Metra, relator.Antu-
nes Metra.Sergio Clementino Dourmond l'es-
la.Conforme. O secretario interino Jos An-
tonio Raptista.
*u\\cixvCn) a pedido
cardo Jos Gomes Jardim.
Illm. e Exm. Sr.Por deliberacao da as-
sembla legislativa provincial urna commissad,
escolhida dentreos seus membros, emiltio o pa-
recer junto em resposta a falla que V. Ex. Ihe
dirigi em sua InstalacSo; o qual, depois de
approvado, manda oll'eiecer por copia a consi-
deracao de V Ex. como um testemunho de sua
adbesad aos principios consagrados por V. Ex.
em dita falla. Dos guarde a V. Ex como se
ha mister. Paco da assembla legislativa pro-
vincial da Parahyba 23 de agosto de 1843.
Illm. e Exm. Sr. Ricardo Jos Gomos Jardim,
presid nte desta provincia.Antonio Thomaz
tia tpjtn flMttmu erpei.lrt r. 4:492tV248 .1 de Luna Freir. Drtsidente. Manod Simulicio
MUTILADO
.a tyrannie n'est aujourd'hui a craindre, que de
la par des deiniiijoijues.
Em o numero 183 d'esto Diario insirio-se um
artigo, no qual eu, tomando por cpigrapho es-
tas palavras de Mr. Royer-Colard, e applican-
do o seu pensamento ao objpcto do que ia trac-
tar, as tradusi assim:hoje ndo ha que temer ,
sendo a tyrannia dos demagogos, sem que me
passasse pela idea, que o artigo viria ser com-
batido na inscripco! Mas, contra todo o calcu-
lo rasoavel, o Diario-novo n. 184, deixando in-
clume a doulrina do artigo, apressou-se em
apandara cpigrapho, e vertendo-a d'outra sor-
te, teve occasiode me obsequiar, chamando-
me ignorante; nao dice nisso cousa nova para
inioi, confesso, que muitissimo pouco sei) e nao
contente com esla d.-licadesa, ou argumento sem
replica para a questao, concluio admirando-se,
que um homem, que nao verta o francez, ou
que nao entenda Mr. Royer-Colard como o
Diario-novo entendeu, aspirasse a deputaeao !
Deixarei esta ultima parte sem resposta : a o-
leicSo est feita e todos os senhores eleitos pe-
lo lado, cujos votos eu poderia aspirar, sao tao
superiores a mim em conhecimentos o servicos
ao paiz, ganhou tanto a causa publica com a
admissao de qualquer delles sem exceptuar um
so, e por tanto com a minha excluso; que eu,
mais intoressado na victoria dos principios (idea
que, para o homem patriota lie tudo, e que o
faz esquecer tudo) do que na consideracao hono-
rfica, que necessariamente me havia do resul-
tar se (8ra eleito, don parabens a mim mes-
mo poi ter sido excluido das listas, as quaes
sinceramente acreditei, que seria inscripto. E
quando mesmo nao fossem, como sao, todos os
eleitos mui superiores mim, bastava, para eu
congralular-me, onadlerem recahido os votos
nos senh >res colohoraddres, ou adherentes as
ideas do Diario-novo, Guarda, Corneta etc. etc.
Mas vamos a questao, de que insensivelmente
me ia afastando.
O Diario-novo, diz que levantei um falso tes-
temunho a Mr. Royer-Colard com a minha tra-
dcelo, porque o distinctoescriptor Francez nao
qui/ diser aquillo que eu dice, mas sim que a
tyrannia s he temivel da parle dos demagogos.
Vejamos se he este o pensamenlo d'aquellas pa-
lavras.
Mr. Royer-Colard convencido de que pelas
luzes doseculo e pelo grao elevado docivilisa-
c0 a quetemchegado a Ilustradsima Tranca
nao he possivel, que um rei ali possa tornar-se
em tyranno da nacao dice: la tyrannie n'est au
iourd'hui a craindre, que do la part des dema-
L'ogues, isto he: a tyrannia que presentemente
ha a temer he a otte mul nir nart* dot de-
magogos; hoje ndo he possivel que um rei se tor-
ne tyranno na Franca. Foi esto o pensamenlo
do profundo estadista Francez, fol assim queeu
entend, e foi assim que eu vert as suas pala-
vras, acommodando livremente a tradcelo ao
objecto de que ia tractar.
E (liria por ventura o mui Ilustrado Mr. Ro-
yer-Colard, que a tyrannia s he temivel da par-
te dos demagogos como tradusio o Diario-no-
vo'] Seguia-so d'ahi um pensamento absurdo ,
me vem a ser: que sendo temivel a tyrannia de
Catclina, e seus socios, nao o foi igualmente a
de ero, o nem a de outros monarchas que
bosto.que legitimos,trucidario os povosque do-
minavao. A ser o pensamenlo de Mr. Royer-
Colard aquello, que Ihe empresta o Diario-novo,
que de contrariedades nao encontrara na histo-
ria anljga o moderna o dislincto parlamentar
Francez? A lyrannia he sempre a mesma temi-
vel, ehorrivel, venha ella d'ondo vier; hoje po-
rem, que pela Ilustraran dos povos. nao pos-
sivel que um rei se torne tyranno, nao ha ly-
rannia a temer senao a dos demagogos por-
que outra impossivel; e ninguom teme uquil-
lo que oro, que nao existe, e i.om pode existir.
Bis o pensamenlo de Mr. Royer-Colard, eis co-
mo o vert: decido os entendedores da materia,
a cujo ciitcrio tambem entrego, e sem analyse,
o mais que dice o Diario-novo, que como sem-
pre, m istrou summa hahilidade syllogistica !
Nao pretendo as honras de grande conhece-
d pelo contrario reconheco, que apenas mui mal
a traduso; todava estou convencido que enten-
d perfeitamente o sentido das palavras de Mr.
Royer-Colard, e que a tradueco applicada que
liz est exactissima.
Nada mais escrever sobre este objecto.
J. B. F. Gama.
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
co.vriNAgAd do a rico. devebes dos
CASADOS.
A experiencia mostra que pela mor parte
as fnquezas das mulhcrcs devem atribuir-se
de ordinario ao injusto procedimento dos ma-
ridos sua vida desregrada e aos seus m ios
modos. Em verdade lora mister suppr as
mulhercs urna loica e grandeza d'alma bem
ara para ascrer capazos de cenar sempre os
ouv idos aos discursos de seductores, que se Ihes
mostrao tanto mais submissos respeitosos o
condescendentes quanto ellas mais despre/.a-
das e ultrajadas sao do seus maridos. Um
tyranno certamente nao he azado para dominar
o coracaod'uma mulber : e por ventura o ma-
rido quo leva a outras o hom humor a do-
cura e o> carinluis que deve a sua mulber,
nao parece que a est convidando a seguir o
seu exemplo ? Urna desgracada mulber con-
tinuamente opprimida do desgostos, banha-
da todos os dias em lagrimas pela infdelidade,
e desprezos de seu marido ha mister de grande
virtude para se nSo esquecer dos seus deveres
e negar-so constantemente s seducedes d'a-
quelles, que prelendem assenhorear-so deseu
coracao.
Vemos que em quasi todos os pai/es a o-
pinido publica imprime nos maridos urna espe-
cio de vergonha e do ridiculo por causa d
infdelidade de suas mulheres : e posto que
primeira vista pareca injusto stomodo de pen-
sar e de laclo muitas vezes o seja, todava
pode ter um fundamento rasoavel. Os desgoi-
tos e infidelidades da mulber sao muitas ve-
zes consequencia do deleixo da m conducta ,
o dos torpes vicios do marido o qual he alias
obrigudo a conter a mulber com o proprio e-
vm|ib. com a auctoiidade o vigilancia. Se
o marido nao tivesse quididades incnmmoiiag
o despresiveis mui dilicil fdra que urna so-
nImra honesta e bem educada chegassea ex-
essos, que adeshonrao. Por isso do mesmo
modo quo a publica opinio torna o pai respoo-
savel pelas desordena do ilo assim tambem
a mesma opinio faz o marido responsavel dos
dolictos da mulher.
Soja porm como for esta opiniao desfavora-
VCl aos maridos n fartn ha ... a oJ-i: i-
' ....."" f T~- hovhwi-


de conjugal he um delicio que a moral nao
pode traolar ligeiramente : e em verdade como
eiii man i (esta loucura poder ter-sc por indi-
ferente urna desordem que anniquila a feli
cida.le domestica a concordia e estima e
a reciproca ternura entre os esposos ? Ainda
suppondo que estes concordavao entre si de
se nao perturharem reci .rocamente em seus
devaneios, assim mesmo sempre resultar, que
a confidencia, o a amisade sao inteiramente
estranhas a esposos que sao capa/es do tomar
similhante partido. Fra disto o desregra-
merito dos pas e das mais accaso nao influe
de urna maneira deploravel sobre os costumes
doslilhos? Nascidos estes de pais viciosos e
que reciprocamente se detesto nSo podem
receber delles senao urna educaco imperfei-
tissima, e bem capaz de os infelicitar para sem-
pre. Que cidados podom dar sociedade ,
e ao estado esposos, que vivem sempre desa-
mistados e que s sao concordes em seus des-
regramentos ?
Em geral o homem he 7eloso e quer pos-
euir sem divisao ludo que Ihe pertence. Os
esposos que consentem em suas reciprocas
infidelidades, annuncilo claramente, que j;'
entre elles nao existo a mais pequea centella
do efleieao alias lio neceara ao seu estado ,
que urna horrel ympalhia ha desmido nel
les 01 m is nalu aes se minien tos. Este odio ,
ou indillerenea devein estender-so sobre os fi-
Ihos nos quaes (leve ornando temer de nao
ver se nao os fructos da infidelidade de sua
mulher : e na verdade corno dispender cari-
cias e cuidados piternaes com entes que
suppe ou teme pelo menos, nao Ihe perlen-
cerem por vinculo alguffl ? D'aqui pois bem se
dedil' quam importante saja aos casados o con-
servarem inviolavel a unio conjugal em vir-
tude da qual o marido pertence nicamente
mulher, ccorn mais forte rasao a mulher s
ao marido. Nem um nem outro podem re-
nunciar a essa propriedade reciproca, sem re-
nunciar a sua paz o seu amor e sem pos-
tergar as mais sanctas e respeitaveis leis da
moral.
Dubaixo do qualquer aspecto que se conci-
dere a coque/aria d'uma mulher, as moral
nao a pole approvar; porque sempre annun
cia disposicoes summ.miente ruins, e crimino-
sas Kl.a demonstra na mulher urna ridicula
vaidade e um desojo de fa/.er nascer nos mais
paixes infames patenteia urna vontade per-
manente de perturbar a paz de outrem acen-
dendo noscoracoes dos homens, que Ihe nao
pertencem fogos criminosos : mostra final-
mente urna levandade e imprudencia mui
censuraveis em materia de summa importancia ,
dando nao s ao marido seno ao publico
todo o fundamento de T.rmar as mais vergo-
nhusas suspeitas. lina mulher (|ue quer
agradar aludos, aind.i quando tivesse o cora-
cao puro tem certamente o espirito estraga-
do e corrompido A mulher que he sen-
sata e honesta nao procura agradar senao
a seu marido, e evita ludo quanto pode dis-
pcrlar-lhe a mnima supeita. Ella s deseja
conservar a plena posse do coraco de seu espo-
so e alimenta a respeito delle aquelles senti
mentosde estima de lidelidade e reciproca
confianca sem os quaes nao pode haver entre
os mesmos esposos urna unio de concordia e
de paz inalteravol.
O amor ntreos dous sexos he urna paixao
natural excitada pelo temperamento e nutri-
da pela imaginico. A belleza do corpo de or-
dinario acende repentinamente esta paixao ; e
a figurada mulher he muitas ve/es a primeira
qualidade que determina a cscolha. Nao ha
duvida que o homem que pretende espo-
sar-so nao deve desprezar as qualidades do
corpo : mas mostrando-nos a experiencia que
o amor be urna paixao pouco duradora e que
preste se desvanece com a mesma posse do ob-
jecto amado, ensina a prudencia aos que pre-
tendem esposar-se que busquem antes as so-
lidas qualidades do espirito do que as do cor-
po. A belleza he como a flor que em breve
se fana e morre. A mais bella mulher em
pouco tempo torna-se urna mulher, Coinmum
aos olhosdo proprio marido que a principio a
adorara : e um plulosopho d ce que a belle-
za he como os cheiros cu|a forra he de pouca
duraco e quem a elles se aveza ja os nao
sent.
Os matrimonios que nao tem tido outros
motivos seno a belleza e um ceg amor ,
d'ordinario tem funestos resoltados. As paixoes
violentas sao de pouca duraco especialmen-
te quando os esposos se Ihe entregao cegamen-
te e sao bem depressa seguidas de enojo e
do disgostos. As qualidades do coraco pelo
contrario as gracas do espirito a (locura do
temperamento e a scnsibilidade sao disposi-
coes mais solidas e permanentes, de que os
esposos nunca se enfastio. A rasao ensina ,
que taes dotes devem ser preferidos belleza ,
que emurchesse e s riquezas, que trazer
utiu podem aos esposos verdadeira aiicidade.
Cousa mui rara he ( diz Juvenal Sat. 10)
encontrar-se a belleza e o pudor unidos no
mesmo objecto. As gracas da (gura por um
fleito natural seduzem e atrahem aquelles ,
que as conciderao muitas vezes tolhem a urna
mulher de adquirir, e cultivar as disposicoes
mais necessarias felicidado conjugal. Urna
bella mulher nao he a ultima que percebe a
(orea que os seus encantos exercem. Esta
ideia a torna \ ; e sendo muito oceupada do si
mesma nao pensa no bem de outrem. Ella
ama-sc a si mesma com preferencia a qualquer
outro objecto : quer exercitar sobre tudo o seu
imperio; quer ser cortejada, o adorada ; ea
sua paixao bem de pressa encontra individuos
immoraes, o corrompidos, que conspirao con-
tra o seu coraco c por ultimo nelle destroom
toda a sement do bonestidade e de pudor.
He bem raro que urna mulher de grande bel-
leza nao se julgue dispensada demostrar a seu
marido toda a efeico que Ihe deve e que
use para com elle de todos os cuidados e at-
tencoes que o seu estado Ihe prescreve.
Esta sorte porm de imperio que tanto l~
sonjeia a vaidade das mulheros, de ordinario
vem a parar no desprezo total d'aquelles mes-
mos pelos quaes tem ellas foito os maiores sa-
crificios : mas a sua sorte ainda mais deplora-
vel se torna quando perdida a flor da belleza j
nao podem bri har na sociedade. Ento aban-
donadas de seus amantes entrego-se a urna ne-
,'ra melancola e passo seus infelizes dias a-
hysmadas na amargura esquecdas, o despre-
ndas de todas as almas honesias. Tal he a des-
granada sorte das mulheres immoraes, e impu-
dentes. S a virtude tem di re tos imprescrpti
veis s estima publica e d um poder, eauc
tordade que nenhuma cousa pode destruir.
() reino da virtude dura por toda a vida; o tem-
po da belleza he brevssimo ; mas os costumes
puros, e a rectido do coraco formao urna bel-
leza sempre renascente o nova a qual fixa a
ternura o amor d'um marido sensato e aira-
do em loda a idade a admiraco e o rspeeito
de todos.
A dospeito das opnioes admittdas entre as
n ardes corompidas, e relaxadas a moral nun-
ca ressar de reoetir, que os maridos devem ser
justos e nao servir-so da sua tictoridade para
exercitar a tyrannia em suas mulheres. Ella Ihes
pr;screve oamal-as e nao seenvergonbarem
peranto o publico deste amor que deve tor-
ial-as estimaveh aos olhos das possoas sensatas,
cujo jui/o be certamente preferivel ao d'um pu-
pilo de libertinos que nao tem deia alguma
nem da importancia, nem da sanclidade do vin-
culo que liga, e une os esposos. O marido,
que se faz lyranno de sua mulher, he um covar-
ile he um brbaro, cuja ferocidade devra ser
punida pelas leis. Todo o esposo nliel, que pri-
va a sua mulher dossignaes da sua ternura, he
um homem injusto que ao mesmo passo que
tolhe a recompensa, que deve sua virtude,con-
vida-a, e como que a esporea para a infideli-
dade e a desenvoltura.
Carta do CapitSo Piegas a seu Compadre
dmalo.
Por esta praca Compadre ,
Nao occorrem novidades,
O que nao agrada a aquelles,
Que querem variedades.
O que h de mais notavel
He a boneca do aterro ,
Que tem ajuntado povo
Qual procisso ou enterro.
D'ltalia o Gabileireiro
Pola dentro de vidiara ,
E noiteesl patente
Em espectculo a quem passa.
He moca feita do cera ,
Bem parecida e da moda,
Que por ser vista de todos
St sempre girando roda.
Ao p dola ha um pelintra ,
Qu'improprio me pareceo ;
Porqn'ella he urna giganta ,
E o rapaz pygmeo.
E que de gente se ajunta
Para ver esta marmota !
Um perfeices admira ,
E outro defeitos nota.
He espectculo gratuito,
Que pode quem quer ir vello ,
E nao nos custa dinheiro ,
Como a zebra o o camello.
Compadre, nao sei dizer-lhe
Quanto est adiantada ,
Depois que foi p'ra o Colegio ,
Maricas sua afilhada.
Quando em dias feriados
Vem casa alguma vez ,
So falla lingoa estrangeira ,
Nao corta seno Franco/.
J me nao chama seu pai ,
S diz que sou seu pap ,
Seus irmos chamao-se freret,
E sua mi he mam.
Ao garlo cliaua fourchette,
A laca diz, que he coteau ;
Dos ajude o favoreca
A quem tanto a industriou.
O passeio he promenade ,
Madame he mulher casada ,
Leito he cochon de lait :
Como est adiantada !
SSo bem poucas as palavras,
Qu'inda diz em Porluguez :
Ate* s proprias mocamas
Falla-lhes sempre em Francei.
Porque nao perca a pronuncia ,
E ao u francez se faca
J tem o boqun ha torta ,
O que Ihe d muita graca.
Hoje tudo vem da Franca ,
S se adopta a Francezia :
E quem esta lingoa falla
Tem toda a sahedoria.
St o nosso Porluguez
Proscripto do grande tom ,
E s hoje o aprecia
Quem nao conhece o que he bom.
Fui aqu a certo baile ,
E atnito fiquei
Das couas admraveis,
Que por l presenciei.
Vi um joven mui barbudo
Ao p de certa Senhora
Ambos fallando francez ,
Qu'era cousa encantadora.
Seus pais estavo presentes
Com grande contentamento
Por verem de sua filha
O civil adiantamento.
Elles nada percebiao ,
Nem eu do que os dous fallavao ;
Os conversantes se rio ,
E os pais embashacavao.
Mas ou olhando os requebros
Da moca e do maganao ,
Conlesso atirei a mal
Aquella conversaco.
E disse comigo mesmo :
Se aqui nao ha maganeira ,
Para que he que estes dous
Fallan em lingoa estrangeira ?
Quem conversa livremenle
Em materia pcrmitlida
Nao carece recorrer
A lingoa desconhecida.
Nunca tal consentira
A minha mulher ou filha ,
Que m'eslivessem pregando
as proprias barbas forquilha.
Communiquei esta ideia
Ali mesmo a um sujeito
Aceado, e circunspecto ,
Mui cheiroso e mui direito.
Sorrio-se dos meus escrpulos ,
E com voz sonora o terna
Me disse qu'eu nao sabia
Civilidade moderna.
Qu'esses receios ciosos
Erao dos lempos ferrenhos ,
Em que se no conhecio
Os verdadeiros gamenhos.
Mas hoje nao he assim ,
Um joven de educagao
Quanto mais junto da moca
Mais guarda a circunspecco.
Podem star um ao p d'outro ,
T podem ficar sozinhos ,
E conduzirem-se ambos
Com innocencia de anjinhos.
Os homens do tempo antigo
Ero cheios de maldade ,
E por isso se atrevio
A mais sisuda beldade.
Porm hoje um cavalheiro
Se talla a lingoa franceza ,
He por simples passa-tempo
Por mera delicadeza.
Talvez ensine Senhora
As tracas mais atiladas
Para dar com adevinhas ,
Ou resolver as charadas.
O Senhor j leo Faubls ?
(Me perguntou com calor)
Nao senhor : Ihe respond,
Nunca I i esse doctor.
Por isso nao admiro ,
Que steja to alrazado :
Se 1er esse grande mestre ,
Ficar desengaado.
Qual he o homem de gosto
Que nao lem o seu Flaubls ?
Elle he o breviario
De todo o guapo rapaz.
Da urbanidade moderna
Faca pois outro conceito ,
O qu'era torio algum dia
Hoje se chama direito.
As mulheres desses tempos
Vivio mu reservadas ,
Hoje quor-se, que eos homens
Andem sempre misturadas.
E to acertada he
A moderna criacao,
Que a honra do bello sexo
Nao sofro a menor lesao.
Deixemos que os bellos jovens
V5o conversando em segredo ,
O francez em qu'elles fallao ,
Nao deve causar nos medo.
A moca que no tem uso
De tractar desta maneira
Sem o coloquio dos homens
Fica rustica e grosseira.
Tudo ouvi meu bom Compadre ,
E fiquei embasbacado
De ver o como se tem
O nosso mundo mudado.
Vou aprender o francez ,
S francez hei de fallar :
Quero ser sabio de pressa ,
E no bom tom me alistar.
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendimento do dia 19......... 9:8328726
Descarrego hoje 20.
Barca Elize Johnson o resto.
Brigue Jpiter pipas d'azeite.
Uovimenlo do Porto.
Navio tahido no dia 19.
Suspcndeo do lameiro o vapor de guerra ingloz
Grawler, commandante liutkly.
Maranho ; brigue nacional Dos te guardt,
cap. Joiid Goncalves dos Rcis.
Heclaraces.
O lllm. Sr. inspector do arsenal de mari-
nha manda fazer publico que no dia 23 do-
correntemez pelas 11 horas da manha contra-
tar nesta secretaria o fornecimento de carno:
verde para as embarcares da armada pelo
tempo que se convencionar contado do 1." de
outubro prximo em diante ; e convida a todas
as pessoas a quem o mesmo fornecimento possa
convir a compancerem em o dito dia e hora com
as suas propostas. Secretaria da inspeccao do,
arsenal de marinha de Pernamhuco em 14 de
setembro de 1843. Alexandre Hodrigues
dos Afijos.
O brigue S. Manoel Agusto recebe a mal-
la para Loanda no da 24 deste mez.
O patacho Cor.ceico recebe a malla pata a
Baha no dia 22 deste mez.
O iate Olinda recebe a malla para o Ce*-
r no da 23 do correnle as 11 horas do dia.
O administrador da mesa da recebedoria
das rendas geraes internas avisa aos morado-
res do bairro do Recife S. Antonio Boa-
vista o Affogados que venho pagar o im-
posto de escravos, lojas e tabernas de 1843
a 1844 pena de so proceder a executivo se
por ventura deixarem de o lazerato fundo
corren te mez.
Francisco Xavier Cavalcantid'Albuquerque..
THBATRO PUBLICO.
DireccHo de fafael Lucci.
Quarta-feira 20 de etembro de 1843.
Ultimo beneficio de Joo Wanmeyl e Ma-
dama Wanmeyl; baver um lindo diverti-
mento devidido da maneira seguinte :
Primeira parte
Rafael Lucci com sua filha Madamoizelle
Carmela execular pela primeira vez um no-
vo e lindo duelo da Opera Semiramede do cele-
bre M. G. Rossino
Se la vita ancor te he cara.
Segunda parte.
Os beneficiados executaro um lindo Pa-
didu.
Terceira parte.
Rafael Lucci com sua filha Madamoizelle
Carmela executaro um lindo Duelo da Opera
Torvald e Dorliska do M. G. Rossine : Guett
ultimo adi ti parliperte.
Quarta parte.
Madamoizelle Manoela Caetana Lucci exe-
cutar urna linda modinba : Eu adoro oh !
que desgraca.
Quinta parte.
Rafael Lucci juntamente com sua filha Ma-
damoizelle Carmela desempenharo um lin-
do Duelo jocozo da Opera II posto Abbandona-
lo, do M. S. Mercadante : lo vorrei che il tuo
bel core.
Sexta e ultima parte.
Terminara o devertimento com um lindo
Pantomimo intitulado
O Moleiro Logrado.
Os beficiados tendoque rctirarem-sedesla pro-
vincia, pedem a ultima proteceoao respeitavel
publico; asseverando que em toda a parte aon-
de estiverem, sempre se lembrarao do bom ac-
... i -1 <
jcoimmenio <|uc numviuiuu uu> amaines ugg


o";idcm,dTnlla7l,T earSm0,rm-| =Prea-se de um official dochanc-leiro,
po^pedem doculpa de alguma falta involun- quo seja perfeilo no ofi. io de rombreireiro
N R o nAi I na ra do Crespo n. 11: na mesma rasa ha
ha^r H?v,.h !C, VCrmUllchuV0S0' na Para vender 20 Larris de azeile decarrapato
d.verl.mento trnn^ri,,^.^ Ai. por preco con.modo.
>r3
transferindo-se o .
(Bnnunciado por outro annuncio.
Principiar as 8 horas e meia.
PUBUCACAO LITTEIUmA.
= Sabio luz o n.u4. do peridico da Socie-
dade de Medicina de Pernambuco Annaes da
Medicina Pernamiucana-contendoas materias
seguintes:
1. Constituirao medica ou molestias rei
liantes. Pelo Dr. Mavignyer. Redactor em
chefe.
2. Discurso recitado pelo Sr. Dr. J E. Go-
mes .Presidente, na sessao solemne do ani-
versario da instlavo da sociedade acerca da
epidemia de bexigas, que nesta Provincia so de-
senvolvi em dillerentes pocas.
3. Nota e observacao de um caio defracAeo-
tomia pela primeira vez praticada nesta Cida-
dedo Recife. Peto Sr.Dr. J.d'Aquino Fonseca.
4. Historia natural e medica do agriao do
Para. Pelo Sr. I r. J. F. Sijiaud. Seguida de
urna nota relativa algumasoutras virtudes the-
rapeuticas do agriao de Pernambuco. Pelo Dr.
Mavignyer. Redactor em elude.
5. Noticia necrolgica do Sr. Joaquim Je-
rnimo verpa, membro correspondente da o-
iciedade de Medicina, l.ida pelo Secretario per-
petuo o Sr. Dr. J. J. de Moraes Sarment.
6.* Observadles meteorolgicas dos me/es do
Janeiro Fevereiro e Marco. Pelo Sr. Dr. J.
/>udan.
7.* Seis mezesde observacoes meteorolgicas
em Pernambuco. Pelo Sr. Dr. J J de Moraes
Sarniento.
Subscreve-se para este peridico na livraria
do Arco de Nossa Senbora daConceicfio da Pon
te do Recife em Pernambuco. Preco 800 res
eada numero.
Avisos martimos.
Para o Cear segu viagem com brevidade
o brigue-escuna Deliberaco ; quem no mes-
mo quizer tarregar ou ir de passagem enlen-
da se com Jos Goncalves Cascao na ra da
Cadeia doRecile n. 40 segundo andar.
Para o Havre o Irrigue Irance/. s/rmori-
das de ouluhro prximo pon lalta-llie pouco
para completar a sua carga ; quem nelle quizer,
arregar ou ir de passagem para o que tem
Jions commodosdirija-se aosconsignatarios Bull
Chavannes na ra da Cruz n. 40.
Pretende seguir breve para o Rio deja
fieiro o brigue escuna A'iegane por ter una
parte do seu rarrcg.menlo pronqilo ; quem no
fiiesmo quizer carregar ou embarcar escra\os.
pode en.\ender-se com os consi natarios Amo-
fim Ivmao no Recife ra da Gadeia n. 45.
Sao para o Geera o hiato Olinda ernprote-
Tivelmentea 22 do torrente ; quem no inesiuo
quizer carregar alguma carga miuda pode
dirigir-so a Narciso Jos Ferreira na ra do
Crespo n, 11 ou a Manocl Jos Salgado.
Leiles.
=-Jonos Puton & C* faro leilo. por inter-
venco do corretor Oli.eira, de bom sortimen-
to de lazendos inglezas algumas das quaes se
vendero para ultimar cuntas : quarta leira 20
docorrente as 10 horas da manha em ponto ,
flo seu armazem da ra do Trapiche Novo.
Johnston Palor & C.a larao leilao, por in-
tervencao do corretor Oliveira de grandesor-
timento de suas bem condecidas lazendas, in-
clusive pannos do la, ditos de linho chapeos
de castor, linhas de novello para alfaiate e
ditas de linho sortidas para sapateiro ; sexta
feira 22 do corrente as 10 horas da manha em
ponto no seu armazem da ra da Madre de
Dos.
Joaquim Lopes do Almeida faz leilao de
200 barricas de larinha SSF no seu armazem
detraz do theatro por intervencao do corretor
Oliveira, segunda-feira 25 do correlo as dez
horas, no mesmo.
Avisos diversos.
LO ERIA DE N.S!<;nHO-
RA EGLADLUPE.
v^" Hoje correm as rodas
desla lotera iquem ou nao
= Precisa-sedcalugar um quarto para um
bomcm solleiro em urna rasa particular pre-
ferindo-se casa com familia ; quem o tiver dei-
xe quanlo antes o seu nome o morada no Forte
do Mallos em o escriptorio do Sr Rabello n. 4.
Prccisa-se de prclos para trabalharcm em
um sitio noMunteiro, dando-se comida, casa,
e salario pago por mez ou anno ; trata-se com
oengenheiro Boyer no atierro da Roa-vista
n. 6.
LOTERA DA MATRIZ DA
BOA-VISTA.
W No dia 22 do corrente
mez de setembro correm
mpreterivelment- as rodas
desla lotera, fifruem ouno
bilhetes por vender.
Aluga-se, permuta-so, ou vende-se urna
morada de casa de pedra e cal, sita no Montei-
ro, ao p da casa de Jos Fernandos Jorge, com
duas salas, qualro quartos una sala atra/. .
una ante-sala cozinlia com forno quarto
separado para escravos. muilo bom quinlal mu
ra.lo com porlfio, tem outro dito cercado dos
lados al a margem dorio; quem a pretender
dirija-so ra Direila venda n. 72 ou an-
nuncic. Na mesma casa cima ha para ven-
der arroz vermelho de muilo boa qualidade o
8S000 reis o alqueire da medida velha
= Quem precisar de um rapaz hra/ileiro pa-
ra tomar conta de alguma escripluracao de lo-
a ', ou de oulro (|iiali|iier negocio; e que tam-
liem se propOe a cobrar dividas nesla praca; di-
rija-se a ra do Cotuvcllo n. 85.
Prccisa-se de um feilor que trabalhe. e
enlenda de arvoredo borla e vaccas para
um sitio na Magdalena ; a tratar na ra d*A-
guas verdes n. 06.
= Precisa-se de um criado hranco ou par-
do de 14 a 18 annos, sob as condedes que
sccxporo ao prelendenle ; Irata-se na loja de
livros da praca da Independencia n. G 0 8.
LOTEKIA DAS MEMORIAS HISTRICAS
DE PERNAMBUCO.
As rodas desta lotera ando imprctcrivcl-
mente no dia 5 de outubro prximo futuro ,
o os bilhetes achao-sc a venda nos lugares do
(oslume ja annunciados.
O Ihesoureiro ,
Jos Antonio faito.
VEITCH. BRAVO &C*
Vendem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da 1/adre de Dos n 1.
A preparar/Do seguinte por preco muilo com
modo e de superior qualidade.
Extracto /luido e concentrado de saha-parri-
Uagnesia calcinada ptima.
Os salulares clcitos deste medicamento co-
mo purgante mui suave e capuz de se applicar
a todas as pessoas de qualqucr sexo ou idude .
absorvendo ao mesmo lempo todos os cidos
existentes em nosso estomago e que tanto
perturbam nossas (uneces digestivas, lornam
seu uso recommendave!, e muito necessario.
A experiencia tem mostrado a um sem numero
de Mdicos sabios, e verdadeiros observado-
res do effeito Iberapeulico dos medicamenlos,
que lano maior be a sua accao purgativa .
quanto maior he a quanlidade de cidos, que
e maior parle das vezes desenvolvein nossas do-
ancas do estomago. Urna ou duas colheres de
soupa misturado com agoa durante o dia he
qnantidade sufficiente para produzir bom
efeilo.
Na mesma casa lambem sevendem tintas,
e lodosos outros objectosde pintura ; vermzcs
de superior qualidade entre ellos um perfec-
tamente hranco e que se porte applicar so-
brea pintura mais delicada sem que produ-
za alteracao alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de Rcrmuda,Sag, Sahonctcs, -
SahSo do Windsor,Agua de Seidlitz, Agua
de Soda,Agua de Seltz,Limonada gasoza ,
'I inta superior para eserever, I inta para
manar roupa.Perfumaras ingle/as, Fun-
das elsticas de patente,Escovas e pos para
denles,Paslilhas de muriato de moiphina,
e ipecacuanha, Paslilhas finissimas de hnr-
tcla-pimcnla Paslilhas de bi-eurlionato de
soda, egingibre. As verdadeiras pilulasve-
getaes univeisaes do D.r frandrlh vindas
deseu aulhor nos Estados-Unidos, &c &c.
Deseja-se fallar com o Sr. Luil Ozar Pin-
to de Farias a negocio de seu inleresse ; na roa
do Livramenlo n. 6.
=sAluga-se o primeiro andar da casa n. 50
Srs. fedactores. ] as caixinhas maior numero do purgantes e por
Muilo longe eslava eu do pensar que bou- menos preco.
vesse quem livesso a babilidade de obrigar-me O publico achara na Mcdecina Popular A-
asair do retiro a que metinha proposto e mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrolh
romper o silencio, a que me linho condomna- estas propiedades (|uo produzem seu efleito
do, eserevendo para o publico: oSr Honora- sem dures ou cncomuiodo algum nao so faz
lo Jos diiOliveiral'igueiredo acaba demostrar- preciso di ta alguma o podo-so tratar doa
me que nao dependa isto somonte do mim sens negocios nos mesmos dias, em que se to-
publicando um aviso no Diario de sbado lti mar.
docorrente, em que previne ao publico que Vende-se aqui em casa do nico agento
nao laca negocio algum comigo sobre o negro Joo Keller ra da Cruz n. 11 c para ma'ior
Francisco, de Angola com taes otaos sig- commodidade dos compradores na ra da Ca-
nnes poislheestibypothecado visto toreu deiaemeasa de Joo Cardozo Ajres, ra Nova
assentado nao pagar os escravos alheios-, que
procurao a minbacasa, ou so dou algum di-
nheiro n conta, quando compro algum, u>.o de
todos os subterfugios para nao pagar o resto&c.,
&c. como consta de seu dito annuncio. Ora,
vrs. Redactores, depoisde estar na carroirados
eincoenla e oito anuos de idade, passados, gra-
casaoCo sem nota ou pitica ilc iinligiii-
aado alguma, depois de ter exercido as func-
coes policiaes na comarca da cdade da Victoria
pelo espaco de seis annos, j como prefeito ,
ji como delegado aonde (i/, amis decidida
o crua guerra aos ladrfles de toda a especio e
aonde os bomens como o Sr. Honorato sempre
me olhrio com rivalidado depois em lim de
fatigado de labularcontra gente de tal qualida-
de pedi a minha demissSo com o plano de de-
dicar os ineus ltimos das agricultura, con-
servando o meu espirito um socego : be quando
o Sr. Honorato tirando- se dos seus cuidados,
faz correr o meu nome por todo o Imperio com
a nota de acoitador do escravos alheios de ve-
Ihaco, e trapaceiro! Avista disto, Sr. Re-
dactor, forcoso me foi sabir da apatkla, em que
me acbava e recorrer ao seu mesmo Diario
para certificar ao publico de que em meus dias
s lenho litio a honra do ver ao Sr. Honorato
por duas ve/es que com elle nunca tive nego-
cio de qualidade alguma, que nao possuo es-
crato algum de nome Francisco, que nada devo
a esse Si. c que por consequencia nonhum
trancado lenho praticado para com elle ees-
pero que o Sr Honorato convencido da injus-
tica, quecommigo tem praticado, lenha a bon-
daile de declarar por este mesmo Diario se de
fado o seu annunctose dirigi a mim, ou a ou-
tro adverlindo-o de que os sobre-nomes de
i'.
reir
hstinguem a varios
in-
Guerra Silva & C atierro da Roa-vista Salios
& Chavos.
= A fabrica do macbinismo da ra Aurora
acha-se sortida do moendas de cana dos model-
los mais approvados ; machinas do vapor de
lorca verd.ideiramente de 6 cavallos, tendo os
cilindros 16 pollegodas de dimetro interior;
ditas de lorca de V ditos com dimetro de 14
pollegadas dito de alto prsalo com dimetro
de 8 ditas, e torca de 0 cavallos a boa exe-
cucio de todas he garantida ; laxas de ferro
m .uso crivos, e mais ferragens para assen-
tamenlo tudo feito na mesma fabrica ondo
tamliein se recebe encomendas de loda a qua-
lidaile ile macbinismo.
^r Johnslon Paler & Companhia avisao aosr
Srs. de engenlios o correspondentesdos mesmos
nesta praca que se acba completo o seu esta-
lielecimento de macbinismo para engenhos ,
constando de moendas le diversos tamandoa,
machinas do vapor, de condesacao o de alta
prossSo da lorca de quatro e de seis cavallos n-
glezes e laxas batidas e coadas, o promettem.
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
em qualidade, visto seren todos estes objectos
leitos n'uma ilas princi|iaes fundicesdo Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
EstevSo Gasse, nico fabricante do excel-
lente rap Prince/a do Rio de Janeiro cujo
ilepozito geral be na ra da Cruz, do Recile n.
:I8 avisa que os boles deseu rap, cujo mo-
delo he tal, qual ao do Princeza de Lisboa, se-
rio firmados e reooabecidos de boje em dianto
por um sinette posto de um lado, aonde in-
dica o deposito nesta provincia o n. da casa ,
Seo. Esta fabrica nacional que tanta eslima tem
adquirido o seu producto principiando pela
.orle do Rio de Janeiro Rabia e ltima-
mente na capital de Pernambuco durante o
pouco lempo que aqui est istabelccido, in-
lluin.lo as boas qualidades deste excellente rape
que tem se tornado recommendavel a toda a es-
lima e aceitacSo com preferencia a outro
qualquer tanto nesta como ltimamente as
mesmas provincias do Norte: o disvello e asscio
com que he fabricado lorna o seu aroma do todo
iprcciavel com duraeo prolongada sobro oque
bilhetes por vender.
:Precisa-se deumeaixeiro de idade de i'A da ru da Cadeia-velha, propria para escripto-
a 14 annos pouco mais ou menos para urna rio ou moradia de pessoasolteira ; a tratar na
-..-.i,. u- J- .:... .:. K
,^..__ ..UUVVIUUU1VI.H.-UIWI.J. V.
e de Moreira
dividuos de minha familia e que posto entre
os que conheco nao veja algum que seja ca-
pa/ de obrar da maneira que o Sr. Honorato in-
culca emseu annuncio com tudo pedia a pru-
dencia que esse Sr fosse mais circunspecto
quando se resol^eo a publicar pela imprensa
fados, que tao pouco honran, a quem os pra-
lica para nao se aventurar a maculara repu-
ta' ao de quem O nao tem olTendido.
Rogo-lbe por tanto Srs. Redactores, quei-
rao inserir estas quatro linhas em seu Diario a
ver se o Sr Hono ato se resolve a restiluir-me
o crdito, que lao precipitadamente me rou-
bou com oque muilo obrigaro ao seu atien-
to venerador
J.aitrrntino Antonio l'crcirade Carvalho.
No dia 17 do corrente mez ( as seis horas
da larde ) desapareceo da loja de couros da ra
do Livramento n. 13 um relogio I.ondon com
caixa de sabone'a do prala filiando do lado
que descansa sobre o vidro que tem no lugar
onde tem os ponteiros que demonstra as horas,
com a chave do mesmo presa por urna lila de
retro/preto ja com uzo ejulga-so ter sido
urlado sen lo o relogio pequeo ; e pede-se
a qualquer Sr. relojoeiro ou pessoa 6quem for
dllerecido o favor de o lomar c levar a mesma
lo|a cima que ser recompensado.
Na estampara da viuva de Jos Lino Alves
Coclbo contina-so a estampar regalos de to-
das as qualidades que sao mais leslejados na
provincia com todo o asseio e promptylao ; e
adverle-so que tem muilo boas chapas vindas
do Rio de Janeiro c quetamhcm se estampa
loda, c qualquer obra de estampara ; na ra
eslreita do Rozario no segundo andar do sobra-
do n. 12.
O Dr em mcdecina Alexandre de Sonsa
Pereira doCarmo, acha-se residindo nVslaci-
dade no segundo andar da casa n. '.i da ra da
Cadeia do bairro do S. Antonio onde pres-
lar-se-ha is pessoas que precisorem dos soc-
corros de sua profisso.
Em um clima 15o quente como o do Rrazil,
onde as molestias lerininao fatalmente as ve-
zes no espaco de pouens horas he mster ha-
ver um remedio que possa servir ao mesmo
lempo como preventivo c curador. A e-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de lomada as vezes em quanlo ella impedea
aci umnlaciio dos humores, conserva o sangue
puro e consegointrnente para as pe*soa menos de Portas na ra do Pilar n. 147 : a tratar no
suicitas a apanharem qualquer molestia, seja 2o. andar da mesma casa.
ella contagiosa ou nao.' Aluga se nina casa no Coclbo oh ra dos
Recommenda-ae portante ao publico em ge- Prazres n. 12, com bastantes commodos:
ralde ensaiar este excellente remedio que, duas sallas, tres quarlos cosinba lora quin-
a qualquer tale cacimba, c por preco comniodo ; quema
leudo pieiender uinju-so a imm& i" r- -
o seu autor se responsabilisa: as circunstancias
cima vistas motivao o progressivo credillo o
preferencia que merecem neslcs lugares, o nos-
la o respcitavel publico sabedor nao preci-
sa quo se Ibe notte taes circunstancias sobro
este rap cujo titulo he Princeza de Gasse ,
fafricado no Rio de Janeiro.
r= Dase dinbeiro a premio sobre penhoro9
de ouro ou prala ; na ra da Cruz n. 38, se-
gundo andar.
= Jos Jacomo Tasso retira-se desta pro-
vincia.
SOCIEDADE PHILO-THALIA.
O ihesoureiro avisa aos Srs. socios que faz a
dislribuicao dos bilhetes para a recita do 23 do
orrente nos dias 20, 21 e 22 : n9 ra do
Crespn. 23 1.o andar.
- Na ra Direila sobrado de um andar n.
33 ao p do dous do varandas douradas ha
para vender doces do cuj e pitonga ludo
muito bem feilo e por cr-mmodo preco; o na
mesma se faz bolinhos de varias qualidadese
bem feitos c bandeijas do melhor gosto oda-
sivel.
Tendo o abaixo assignado solicitado deseui
credores um compromisso : e sendo-lbe con-
cedido pela maiona e como outros dos mes-
mos Srs. credores o linhao impugnado ao abai-
xo assignado ; convida aos mesmos senhores
seus credores para tomaren) conta de sua ca-
sa de negocio para seus pagamentos, e parti-
Ibar'em-se. dignndose comporecerem as
5 Pontos n 108 no dia 25 do corrente mez. as
9 horas do dia onde o abaixo assignado os
espea para Ibes dar urna prova de sua boa l ,
e fedilidade lazcndo-lbe entrega de toda sua
fortuna. Miguel Joaqnim de Meneies.
= Aluga-se um sobrado relificado de novo,
na povoacaodo Momeiro ; a tractar na serra-
ra doMonhiro, ou no armazem de vidio ao
lado da cadeia ra de S. Francisco n. 17.
__Aluga-se o 1." andar do sobrado em Fra
pelo lado econmico he prcferivi
uuid icdeuina e simiianie naiuie/a


h
=D-se para levantar engenho urna porcao
de trra distanto tiesta praca 3 leguas, cuja tr-
ra da um engenho d'agoa e he de muita pro-
duccSo margem do rio Capiha.-ihe; assim
como outra porcao tumhcm muito hoa que
tambem d engenho d'agoa distante do Rio
Formo/o 8 legoas ; os pretenderles annunciem
guas moradas para se tratar do negocio.
= Emily Kdwards subdito ingles retira-
se para Inglaterra.
=. O Coronel Joo Francisco de Chiby
comprou a Manoel Vieira da Confia urna mu-
lata de nome Antonia para o Conselheiro
Francisco Jos de Freitas e pretende na pri-
meira occasioremetei-a para olo de Janeiro.
= Precisa-se de urna mulher para urna ca-
ga de pouca familia que sai ha lavar engom-
mar, eco/.inhar ; na ruadaCadeia do lleci-
n. 23.
i Na venda da esquina da ra Imperial n.
2 precisa-se de um rapaz do monor idade
para caixeiro e mesino com pouca pratica de
balcio.
Precisa-se de um menino Porluguez de
12al6annos, paracaixeiro fra desta cida-
de e afianca-sc bom ordenado dando (ador
a sua conducta : na ra do Fivramento n. 10.
A pessoa, quo foi na travessa do Pombal
no dia 16 do corrente para fallar ao Tesante
Silva dirija-so a ra das Cruzes n. 41 pri-
meiro andar, de manlia at ao meio dia.
- O hilhete n. 77i da primeira parle da
segunda lotera a favor das obras da lgreja de
N. S. de Guadalupe pertence ao Sr. Jos Felis
da Cmara Pimentcl do engenho Gaipi e
ficaein poder de F. da Silva Lisboa.
__A pessoa que annunciou no Diario de
4 do rorrete urna escrava sendo tenha estes
signaes; de nome Roza de naci Cubilada,
secca do corpo fula falta do dentes na fren-
te ps apalhetados, estatura ordinaria, de
30 annos ; levou um balaiocom diversas pecas
de roupa sendo um ti mo um vestido um
par de sapatos, e mato outras soasas; a pede-
r mandar entregar no atierro da Boa vista ,
loja.n. 48.
A pessoa que annunciou ter em sen
poder urna escrava queira ver se lom os se-
guintes signaes; de nome Luisa de nacao
Muxieongo de 19 annos de hoa altura .
cor muito preta tem urna cicatriz no queixo
da parte esquerda, e outra cui um dos bracos ;
a poder mandar entregar na ra das Trinchei-
tas n. 22 que ser generosamente recom-
pensada.
Precisa-se alugar urna casa terrea ou
sobrado na Roa-vista sendo em boa ra e
que tenha quntalo cacimba, ou mesmo em
S.Antonio; quem tiver annuncie.
Precisa-se de um homem que saiba
tratar de pomar e borta : nos Coelhos col-
legio Espirito Santo.
= Aluga-se urna casa terrea novamente
edifficada com 40 palmos de frente com
duas salas, 6 quartos, corredor ao lado, cozi-
nha fora um grande quintal murado, e ou-
tro cercado com muito boa agoa de beber ,
quem pretender dirija-sea ra da Aurora n. 58.
Perdeo-se um meio hilhete da lotera de
N. S. de Guadelupe que corre hoje de n.
1091 ; quemoachou querendo restituir leve
alrazda ribeira ns. 9e 11 que se gratificar.
= U meio bilhete n. 3046 da primeira
quarta parte da segunda nova lotera a favor das
obras da Matriz da Boa vista, pertence a An-
tonio de Almeida Cosseiro residente na Ci-
dade do Maranbao.
O Alferes Manoel Pedro da Fonseca
prornette gratificar generosamente a quem Iba
der noticie de um preto de nome Roque, de
Angola, escravo de Schaslio Lopes Guima-
rSes que estando hypothccado ao annunci-
ante no da 11 de Abril de 18:59 desappare-
ceo da casa do annunciante o qual escravo lu-
do mediana estatura olh s grandes, rosto re-
dondo fulo da cor, desdentado na frente,
quando fulla enruga os cantos da boca, he bar-
rigudo e tem os pes largos.
as Precisa-se de um mogo que queira
vender pao tendo ja alguma freguesia dan-
do-se 60 rs de cada pataca de vendagem e
um preto para andar com elle ; c tambem pre-
cisa-se de preto e moleques para o mesmo tra-
fico : no atierro dos (logados padaria n. 37.
m A casa terrea meia-agoa da ra da Praia
doRangel n. 62 e todos os mais bens per-
tencentes ao casal do finado Andr A Ivs do
Reg se acho sequestrados corno se mostrar
em tempo pelo juizo competente. Ninguem
pois a vista do presente poder de boa f con-
tratar negocio de qualquer nalure/a que seja,
com a viuva Florencia Murgarida dos Pa/eres,
nem com outra qualquer pessoa, relativamen-
te a dita casa e ni&is bens do referido casal ,
sem comprometer-seaopcrdimentodescuvalor,
esem incorrer no crime de urna transaco do-
losa em prejuisodeterceiro.
- A,&-SCScS=r. Tho" PeiWa l-go
arrematante do imposto de agoardente que a
vendan. 12da Camboa do Carino, esquina
que volta para a ra das Flores n3o vende
mais tal gneros, desdo o da 18 do corrente.
Compras.
-= Compra-se um sino pequeo que sir-
va para urna capolla, servindo algum que tenha
sido de embarcarlo ; quem tver annuncie.
Comprao-se electivamento para fora da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos, sendo do bonitas figuras pagao-se
hern ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado de varandade pao n. 20.
Vendas
Vendem-se charutos da Ha va na de su-
perior qualidade ; em casa do J. O. Elster ,
na ra do Trapiche n 19.
Vendem -so bis oitos de Rhcimes de
qualidade superior; em casa de J. O. Elster ,
na ra do Trapicoe n. 19.
= Vende-so um moleque de 15 annos,
ptimo para pagem ; um escravo de nacao ,
engomma e com principios de cozinha ; duas
escravas de boa conducta engommao, e co-
/.inho : na ra Direita n. 3.
- Vende-se tuna escrava de nacao Angola,
de 22 annos ; umiditade nacao Costa, co-
/.inhao engommao e lavo de sabo ; na
ra das Cruzes n. 41 segundo andar ; e na
mesmacasa compra-se un moloque de 12 a
13 anuos e urna negrinha de 10 a 12 annos.
= Vendem se vinhos de Champanhe Por-
to *herry agoardente de Franca genebra,
presuntos para fiambre conservas, mostarda,
alcapares frutas para pastis, vinagre hranco
muito forte sedlis calcados, carros de mo
para conduzir atterro : no armazem de Joo
Carroll & Filho na praca do Commercio.
= Vende-se muito boa casimira cor de pe-
rola por proco barato por estar com pouco
mofo ; mas assegura-se largar logo que se
fizer a obra na ra do Crespo loja n. 23.
=. \ ende-se urna quarto muito novo com
alguns andares : na ra da Pon ha n. 31.
Vemlem-se excellentes presuntos para
fiambro, recentemente chegados de Inglater-
ra : no armazem de Jos Rodrigues Pereira &
Companhia ao p do arco da Conceicao.
Vende -se um habito com cordao quasi
novo muito em conta por nao servir a um
irmo da ordem terceira de S. Francisco; quem
pretender annuncie.
> Yendcm-sc sobre-casacas de panno de
cores a 308 rs., casacas de ditos a 26* rs. so-
bre-casacas de merino superior a 248 rs cal-
cas de panno preto fino a 128 rs- ditas de ca-
simira de cores finas a 108 rs. jaquetas de
panno a 14 rs ; no aterro da Boa-vista lo-
ja de alfaiate de Manoel Joaquim Venancio de
Sou/a na esquina do beco.
Vendem-se meios de sola e pellos de
cabra por commodo preco : em Fora de Por
tas na ra dos Gararapes por traz do Pilar n. 9.
Kissel relojoeiro junto ao arco de S. An-
tonio continua a vender relogios patntese ho-
risontaes tanto novoscomo de segunda mao ,
por preco comm do.
= Vende-se urna canoa de carreira deum
spo, mui bem acabada, pintada, e com
assento do ultimo gosto : no porto das ca-
noas, fabrica le Mesquita & Dutra.
Vende-se urna escrava de Angola de bo-
nita figura com algumas habilidades: as 5
pontas n. 58.
^ Vendem-se marroquins de todas as cores,
papelee peso ealmaco phosphorosde pente,
lucos e rendas largas e estreitas sapatos de
couro He lustro, marroquim draque e cor-
davSo para senhora e meninas, sapatos de duu*
palas de urna e de sola e meia para homem,
ditos da trra de todas as qualidades, macass
perola e de oleo linhas de peso brancas e de
cores, couro Je cabra preparado, couro de
lustro espelho de gaveta meias para meni-
nas e senhora, c brancasepintadas para homem,
cha agoa de colonia graixa sabonetes para
barba pos para dentes rap de todas as qua
lidades, e banhas ditas ludo por preco com-
modo : na ra Direita loja n. 2.
= Vendem-se 6 p^os de massaranduba e
sapocaia de 50 palmos de comprido o 11 a
12 pollegadas de face eoito ditos de 42 pal-
mos de comprido, e 10 pollegadas de face,
proprios para coherta de predios o.* quaes se
acho descarregados ao p do theatro novo ; a
traclarcom Victorino de Castro Mouia ; na
ra da Cadeia do Recife, loja n. 20.
Ainda resta para se vendet um fugo de
regislo com o seu competente forno de ferro
repartido, que admitte diversos aseados em ra-
zao de ter 3 reparlimentos e juntamente to-
dos os seus machinismos pertencentes ao dito
fo<>5n n (MiaeS teem a singularidade de com
uii s ogo poder-se cozinbar 6 panellas e o
forno tudo ao mesmo tempo pois o discanco
para o cozinheiro he a economa deste fogo ,
e mereeento toda attencao pela sua extraccao :
na ra Nova loja de ferragens n. 25.
= Vende-se um moleque de 16 annos : na
ra da Cadeia do Recife loja de Jlo da Cu-
nha Magalhaes.
Vende-se urna canda grande de amarel-
lo vinhatico sem defTeito algum, com 55 pal-
mos de comprido propria para barcaca ou
para se abrir por ser de superior qualidade ,
tanto em grossura como tambem em altura,
vende-se por commodo preco ; no estaloiro por
traz do Carmo velho ; no mesmo se vende urna
canoa de agoa nova que conduz 5000 rs
d'agoa a 20 rs. e sendo a 30 rs. conduz 7500.
Vende-se um mulatinho de 13 annos,
proprio para pogem o urna mulatinha 11 an-
nos ptima para costura ; na ra de S. Ama-
ro sobrado novo do Mesquita
Vende-se o primeiro e segundo tomo do
Virgilio por 1600 ; Branca Capello, novella
Venesiana por 1000 rs. e urna arroba de fu-
mo para charutos, ja tirado por 3000 rs. : na
ruaestreita do Rozario loja de cera n. 3.
Vende-se um transelim de ouro um
relo:io horisontal com caixa de ouro, um
dito sabonete de caixa de prata pares de brin-
cos de differentes modelos, anneles e co-
racoes de ouro de diflerentes modelos urna
salva de prata para 4 copos, urna dita para um
dito urna duzia de colheres para cha urna
dita para soupa 4 clices de prata para meza ,
urna colher grande para soupa pares de fivelas
para suspensorios um dito para sapatos um
rico alfincte de ouro com diamante e esmal-
te do moderno modelo e um arelicano de
prata: as 5 ponas n. 45.
Vendem-se cartas de syllabas e palavras
em lettra redonda incluindo duas em manu-
seripta e alguns conselhos moraes a 80 rs. ;
taboadas contendo algumas difinicSes arithme-
ticas a 80 rs. ; estes dous exemplares pela sua
continuada extraccao provao a sua utilidade :
na ra do Nogueira n. 13.
= Vendem-se pentes de chifres para mar-
rafas barricas com farinha de milho ditas
com farellos, e ditas abatidas ; em casa de
Matheus Austin & Companhia na ra do
Trapiche novo n. 18.
= Vende-se um moleque peca de 17 annos,
proprio para qualquer servico : na ra da Cruz
n. 51.
Vendem-se pennas de ema: na ra da
Cruzn. 51.
Vende-se urna porcao de frascos pretos ,
que forao de frasqueira grandes e pequeos ,
e urna porcao de prata tudo por preco com-
modo ; em Olinda no Varadouro venda da
esquina n. 18.
Vendem-se os ns. 23, 24, de 13 e 16 do
corrente do Nazareno ; no lugar do costume :
bem como os antecedentes.
Vende-se um habito de terceiro do Car-
mo em muito bom uso e por preco commodo;
as 5 pontas venda n. 4.
= Vende se potassa da Russia nova e
de primeira sorle, em barris de 4 arrobas : em
casa de H. Mehrtens na ra da Cruz n. 47.
Vende-se ou arrenda-se una grande
casa assobradada com bastante terreno nos
lados e no fundo, e neste porto de desembar-
que a qual he propria para qualquer estabe-
lecimento de fornos sita no Coelho ; igual-
mente outra grande casa tambem assobradada,
sita na ra da Alegria ambas feitas a moder-
na ; a tractar no atterro da Boa-vista loja de
seleiro.
Continua-se a vender os afamados cha-
rutos da celebre fabrica Regala, emeaixinhas
de cem charutos cada urna a 3500 igualmen-
te tem charutos da Cachocira da famosa fabrica
Jeyler $ Irmfios a 2500 cada caixinha de cem
charutos, vindos ltimamente no Vapor Im-
perador da Babia ; na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 46.
= Vendem-se ricos cortes de cbali de 13 e
seda fazenda que ha presentemente de me-
Ihor gosto para vestidos: na ra do Cabug
n. 16.
= Vendem-se urnas poucas de canoas de
carreira quo estao detraz da Carmo velho;
e urna pore8o de caitiros; e tambem se aluga
um armazem grande sito na ra Augusta n.
13; na ruado Rangel esquina que votta pa-
ra o trem venda n. 11.
= Vendem se charopes de diversas quali-
dades entre ellos o de soda para fazer limo-
nadas e tambem orchata em p : na ra No-
va botica n. 57.
= Vende-se um terreno de 90 palmos de
frente e 120 de fundo, ou em pequeas por-
efies ou troca-se por tijolos de alvenaria ou
escravos, no lugar da ra da Palma por traz
de S. There/a; a tractar na ra da Cruz D. 82.
= Vende-se urna cadeirinha nova ainda
por pintar : na ra do Cabug n. 16.
Vende-se urna duzia de cadeiras de pa-
Ibinba um canap, um jogo de bancls t
' par de lanternas, tudo com pouco uso e por
preco commodo : na ra Bella n. 43.
=. Vende-se vinho da Madeira muito fino ,
em quartolas e em meias ditas, ancoretas e
meias ditas, mui proprio para^tasas particu-
lares e por preco commodo : na ra do Vi-
gario n. 12 armazem de Mendes & Oliveira.
= Vendo-se urna porcao de carne do ser-
tao vinda do Aracaty e a retalho de meia ar-
roba para cima por preco commodo ; ao p
do arco da Conceicao, armazem do BragUez.
= Vendem-se sapatos de burracha, pti-
mos para evitar umidade dos ps, e cornmodos
para quem padece dos calos; na ra dos Quar-
tois n. 24 e na ra da Cadeia do Recife loja
n. 20 de Victorino de Castro Moura.
= Vende-se sal do Ass a bordo do hiato
Flor de Larangeiras, fundiado defronte da
Lingoeta ou na ra da Cadeia do Recife, lo-
ja de fazendas n. 37.
= Vendem-se saccas com arroz pilado mui-
to bom a 8000 rs a sacca e caf da trra a
120 a libra : na praca da Boa-vista venda
n. 15.
= Vende-se um bonito moleque dban-
nos ; e um negro bom trabalhador, para qual-
quer sitio por estar acoslumado a esse servico ;
na ra do Queimado n. 42 segundo andar.
Vendem-se pecas de chita encarnadas
com flores amarellas a 7600, o o covado a 200
rs. pecas de cambraia adamascadas a 5000 ,
e lisa muito fina a 3200 e 3500 lencos de se-
da de cores e de bonitos padres a 1200, pe-
cas de chitas de assento escuro a 6700 e o
covado a 180 dita a 6000, e o covado a 160,
cortes de velludo lavrado para collete a 1600,
pecas de bretanha de 6 varas a 1000. dita do
15 varas a 2400 panno fino verde escuro a.
3000 o covado dilo azul fino a 5500 lencos
de garca de bonitos padres a 1440 pecas de
cassa lisa com 17 varas a 5000 e outras mui-
tas fazendas por preco commodo ; na primeira
loja ao p do ano da Conceicao do lado di-
reilo.
= Vende-se urna venda com poucos fundos
no atterro dos A (logados ra Imperial n. 145;
a tractar com Caetano Jos Rabello defronto do
patio do Collegio.
= Vendem-se 3 pretas mocas de bonitas fi-
guras e um molecote proprio para todo o
servico : na ra \elha n. 11.
= Vende-se um escravo de Angola, moco,
bom trabalhador de cuchada e be canoeiro :
na ra Nova venda da esquina defronto do
porto.
Escravos fgidos.
Fugio no dia 17 do corrente pelas duas
horas da tarde um molecote de nacao Mocam-
bique do 17 a 18 annos he bem conhecido
por ser cambado das pernas, metendo os joe-
Ihos muito para dentro que da muito na vis-
ta o qual andava vundendo pao ; us 5 pon-
tas padaria n. 63.
= Segunda fe ira 18 do corrente fugio um
escravo muito moco de nome Jacob de na-
coCamund de 17 annos, alto secco do
corpo, cara comprida, nariz chato, boca gran-
de, canel as compridas, e prnas longas, quan-
do anda mete alguma cousa os joidhos para den-
tro ; levou vestido camisa de chila de mangas
curtas calcas de brim pardo, e cbapeo de pa-
Iha velha ; quem o pegar leve a ra Nova n.
67, quesera recompensado.
= Havendo fgido na noute de 3 para 4 do
corrente de bordo da sumaca Conceicao Aa-
re^anedous escravos de nome Antonio per-
tencentes ao dono da mesma ; um de nacao
Mina alto magro rosto escamado pouca
barba tem no p esquerdo urna ferida sobre
o tornozelo, representa 40 e tantos annos o
outro de nacao Angola, baixo, grosso, ps pe-
queos e os dedos abertos pouca barba ,
representa 30 annos; levaro vestido camisa de
bata e calcas de bato tendo sido este ul-
timo remetlido daqui para o Rio de Janeiro ao
negociante Joo Gomes Netto e naturalmen-
te sabe dos arredores desta provincia. Roga-
se a todas as authoridades e c8pitcs de campo ,
a apprehenco dos mesmos levando-os a casa
dos consignatarios Amorim Irmos na ra da
Cadeia do Recife n. 45 aonde se prornette re-
compensar generosamente.
= No dia 3 do corrente fugio urna preta
crioula de nome Benedicta, baixa, grossa do
corpo, cara larga nariz chato ; levou ves-
tido de chita escuro, panno da Costa, ban-
dado de malames brancos vendia frutas e
calcado para senhora em um (landres jul-
ga-se estar acoitada em alguma casa; quema
pegar leve a ra Direita sobrado n. 12, de-
IVonte das catacumbas do l.ivramento, ou a es-
trada de Joo de Barros sitio defronte da lgre-
ja da Conceicao, que sera recompensado.
Rkcifb: NA IIP. DBM. F. DB 1ABIA.=040.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E1WLGFKT5_WH1JW7 INGEST_TIME 2013-04-12T23:41:26Z PACKAGE AA00011611_05056
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES