Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04940


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Full Text
Armo de 1843.

Quinfa Fera 20
. J,adT"-'-de n" B"m0, 5 d* n0"' P"",encU -od.r.o3o, .narria : con-
Xu r*1""" > '"-<> -ponudo. con, adiiracao entre .. N.S.. ",
*__________________( Procl.mi9ao d. A.sembl'a Geni do Bu'ia.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES
Golanna ; Parahiba Riojr.nde do Norte aegnndas ie.s ,;, *
Bonito e Garanhans a 10 e 24.
Cebo SerUhSesa, RioFormoio Porto C.Ito M.ceiA e Alaeoai no i 44 .44
Bo.-,i.U. Flore. .3e 28. Santo An.Se, quinta, f.i,./. OHnd." doi o. di,! "*
DAS DA SEMANA.
47 Sea;. % l.oitava s! Anicelo P.
48 lerc. 2. otava t. Galdino B.
49 Qua'rl. a. Hermogens M Re. Aud. do J. de D. da 1. T
20 Ouint. a. Ijner de Monle Poliapo M. Aud. do J. de 1). da 3. r
24 Seit, s. Anselmo Ar Aud do J. de D. da 2. t.
22 Sab. t,. Soler e Caio M And do J. de D. da 4 t,
23 Don. dePascoclla a. Jorge M.
de Abril
Anno XIX. N. 87.
BiHHBlUli i .'...~------"rrn
O Diario publiea-w lodoa oa dias qua nlo forem Santificados: o rre^o da ii,;nalara L
'..' de tres mil reis por qoartel paros adiantailoi. Os annunoios do miaantes s.'io inserido,
'- r/atia,e oidoaqueo n3o forera raifio de 80 reU por linha. As reelainacoea ileTem ser diri_
gidas a asta Typ., ra das Crines N. 34.ou a preca da Independencia loja de livroi N. 6e 8a
cambios.No da li( de Abril.
f Cambio sobre Londres 5"i l|! 27.
k Paria 350 reia por (raneo,
Liaboa 400 por 400 de premio.
OoKo-Moeda de 6,100 V.
n N.
da 4,000
PaUTA-Patacrri
a Petos Gilunanares
ditos Mexicanos
compra
45,SJ0
1S,600
8.SJ0
4,MU
4, MU
4,000
renda.
46 00 0
45,800
J.oOl)
*,80
4,820
4,820-
Moeda da cobra 2 por rento.
dem de letras da boas firmas 4 f por ".
PHASES DA LA NOMEZDEvm.il..
La Clieia 44, s 9 m.da tard. I l.ua nova t i'J, a I han c 59m. da tard.
Quart.ming. 24, s 40boras a 5 a. da m. | Ojuarl. rese, a 7, a 8 boras -i'i a. da tard.
Preamar de hoje
4. a 9 horas e 48 m. da manira. | 2. a 9 miras 42 m. da larda.
PM
PARTE OFFICIAL.
Thesouria da Fazcnda.
EXPED1ENTR DE 14 DO PASSADO.
Ollcio Ao Exm. Presidente com a infor-
madlo do commissario fiscal do ministerio da
guerra, sobre tudo quanto occorre por a thesou-
raria acerca das patentes do capitao Antonio
Francisco de Sousa Magalhaes.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., informando o
requcrimentodeJos da Rocha Paranhos, em
que pretende ser pago dos medicamentos, que
tem fornecido para o hospital regmental. des-
de o 1. de julho a 30 de novembro do anno pr-
ximo passado.
DitoAo inspector da alfandega participando
ter sfdo indeferidoo requer ment do capitao da
barca inglesa Elisa vinda em lastro de Santa He-
lena em que pedio ser aliviado da multa, que
Ihe foi imposta pjr aquella alfandega.
DitoAo mesmo para enviar o orcamento
c contadas obras da alfandega, exigido em oi-
dem do da 15.
Ofilcio Ao Exm. Presidente participando
que tendo levado ao conliecimenlo do inspector
cia de 6 de evereiro prximo passado que
mandou levar em conta do supprimento a mes-
ma provincia determinado pela ordem do tri-
bunal do thesouro publico nacional de 9 de 80-
tembro do anno passado, a importancia de reis
12:6868530 de diversos artigos de armamento,
fardamento e equipamento que pelo arsenal
de guerra desta provincia forao para all remet-
tidos, e no consentindo o referido inspector em
semelhante encontr pelas rosnes constantes
do ollcio e documentos, que por copia acornpa-
nhava se dignasse decidir o que julgasse con-
veniente.
dem do da 16.
OllcioAo Exm. Presidente informando o
requerimento de Nuno Mara de Seixas em que
pedio I cenca para ceder Joao AutuncsGuima-
res30 palmos do terreno de marinha n. 94 em
Fra de Portas de que se acha de posse confor-
me o seu titulo de aforamento.
DitoAo mesmo Exm. Sr. dem o do ba-
charel Francisco Rodrigues Sette em que re-
quereo o pagamento do ordenado dejuiz do di-
reitoda primera vara docivel, durante o lem-
po em que o propiietario dexou do ter a elle
direito.
Dito Ao commandante das armas sobre u-
ma das circunstancias que se exige no verso
dos recibos dos oulciaes militares.
Dito Ao contador da thesouraria a respeito
do debito a que estao obrigados a solverem os
fiadores do ex-collector de diversas rendas do
ba ir rodo Recife.
dem no da 17.
OfTlcio Ao Exm. Presidente sobre as des-
pesas no corrente anno financeiro com a G.
.Y desta provincia.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, oxigindo urna copia das oceur-
rencias que naquella thesouraria existissem a
respeito dos trombelas c cornetas da guarda na-
cional afim de serem pagos por esta thesou-
raria.
DitoAo da marinha para informar sobre as
avarias que soffreu a primeira barca de viga e
escaler da alfandega, por occasiao das salvas
dadas no da 11 do passado pelos navios de
guerra surtos neste porto.
DitoAo administrador da mesa do consula-
do participando o indefermento do recurso
nterposto por Manoel Goncalves da Silva sobre
a apprehenso de urna caixa por estar falsifica-
da com assucar brancoe masca vado.
Dito Ao mesmo dem por Joao Pinto de
Lomos $ Filho idem de urna caixa com assu-
car por'falsiflcacao da tara.
dem do da 20.
OfilcioAo Exm. Presidente, informando
o requerimento de Mara Magdalena de Jezus ,
em que pedio o pagamento da prestacaS que
Ibe deixou sen fllhoo alferes de commisso Lu/,
de Franca de Camino.
Dito Ao mesmo Exm Sr.. remetiendo por
copia a informaco dada por esta thesouraria
sobre a pretenca de Marcelino Jos Lopes e An-
tonio de Sousa Rangcl, em cumprimento do
despacho da Presidencia de 4 de n nombro ul- ^
timo, uomos o c
DitoAo administrador da mesa doconsula-
[ do para enviar a thesouraria os processos ori-
ginaos de apprehenso de duas caixas com assu-
car por falsificaca de tara afim de se poder
deferir o recurso interposto por Manoel Goncal-
ves da Silva.
dem do da 21.
OfilcioAo Exm. Presidente informando o
requerimento de Maximiano Henrique da Silva
Santiago, em que podio acontinuacao do pa-
gamento do sold de seu pai o major reformado
Manoel Machado da Silva Santiago.
DitoAo mesmo Exm. Sr., idem o de Fran-
cisco dos Reis Nones Campello e Francisco
Baptista doAlmeida em que pedirao o paga-
mento de seus ordenados de escriviio, e de por-
teiroda chancellara da relacaS desta provincia.
DitoAo administrador da mesa do consula-
do remetiendo o termo de apprehenso das cai-
xas de assucar.que pedio em seu ofilcio desta da-
fa;e disendo, que para a decisao da thesouraria
era necessario que os recurcos viessem acotn-
panhados dos autos originaes das apprehonses
fasendo-se d'ora em diante tantos autos deap-
prchensoes auantos fossom os donos dos ob-
jectos apprehendidos.
i OEM do da 22.
OfilcioAo Exm. Presidento sobre o abono
das oomedorfaa do major Gustavo Adolfo Per-
bandea Pinheiro da Cimba.
dem no da 23.
Ofilcio Ao Exm. Presidente, pedindo al-
guns esclarecimentos sobre as dospesas da G.
N. desta provincia.
dem no da 27.
OfilcioAo mesmo Exm. Sr., informando o re-
querimento do continuo e crrelo da alfandega
desta cidade dirigido a assomblea geral legislati-
va, em que pedirao augmento de ordenado.
DitoAo mesmo Exm. Sr., idom o de Fran-
cisco-Antonio de Oliveira, em que pedio por a- I
foramentoo atterroentre a ruada Aurora e o
becodos Ferreiros do bairro da Boa-vista.
DitoAo mesmo Exm. Sr. idem o de D.
Francisca Emilia de Abuquerque Maranhio ,
idem do terreno de marlnltfl- numero 88 no lu-
gar de Fora de Portas do bairro do Recife.
DitoAo mesmo Exm. Sr., idem o de Luiz
da Costa Lete, que pretendeu se Ihe concedesse
por aforamento no caso de ser de marinha o
terreno alagado que pelo documento que a-
juntava mostrava ter aforado a Manoel Luii da
Veiga e Joao Narciso da Fonceca.
DitoAo mesmo Exm. Sr. idem o do coro-
nel Francisco Casado Lima o Joaquim Luiz de
Mello Carioca, em que pedirao cada um pela
sua parte, por aforamento um terreno de ma-
rinha de 50 palmos de frente na ra da Praia ,
junto ao armasem denominado do Sal.
DitoAo mesmo Exm. Sr.. idem o de Felis
Esteves Vianna em que pedio por aforamento
o terreno de marinha n. 145 no bairro do Re-
cife.
DitoAo mesmo Exm. Sr., idem o do dou-
tor Manoel Mara do Amaral sobre a gratifl-
cacao concedida ao director interino do curso
jurdico de Olinda nos meses de fevereiro e
marco de 1833 que requereo.
dem do da 28.
OfilcioAo Exm. Presidente com a conta
queappresentou o sub-delegado de Pedras de
Fogo da despesa feta com oaluguel de ca-
sas agoa c luz para os destacamentos do pri-
meira linha guarda nacional c polica que
ali estiverao no anno passado.
DitoAo mesmo Exm. Sr., sobre a nova
DitoAojuiz municipal do termo de Olinda
rogando houvesse de proceder a lolacaodos ven-
cimentos do Deao, Dignidades 6 conogos da ca-
thedral de Olinda.
DitoAo inspector da alfandega, participan-
do a licenca de trez meses concedida ao gual-
da mor da dita alfandega, para tratar de sua
saude.
DitoAo mesmo idem ter sido indeferido
por a thesouraria o requerimento de Thomaz de
A quino Fonceca consignatario do brigue sardo
Hcbem que pedio se aliviasse da multa de reis
lOOg que foi imposta pela inesma alfandega ,
a o capitao do mesmo brigue.
Dito Ao administrador da recebodoria de
rendas internas disendo que nao podendo a
thesouraria continuar a adiantar ao cscrivao da
chancellara o importe das verbas das eertldOes
visto presentemente receber ordenado da fasen-
da cumpria que dora em diante a proporco
que se fizessem as cobrancas da disima que Ihe
fossom entregues.
RIO DE JANEIRO.
PARECER DA COMlflSSO DO OKCAMENTO SOBRE
O CRDITO SIPPI.K.MENTAR K EXTRAORDI-
NARIO.
(Continuafad do numero 60.)
Additamento.
Depoisdej estar escripto este relatorio foi
mais exigido em ofilcio do Sr. ministro da fa-
zenda de 13 do corrente um crdito pela re-
particaoda marinha na importancia de 476:790$
reis c outro pela reparticiio da fasenda de reis
350:593$0S0, como fasendo parte da proposta
feita em 13 do mez passado.
Os novos accrescimos de despesa para a ma-
rinha compoem-sede 452:790$ res no augmen-
to da forca naval que se calcula no seu esta-
do extraordinario ; o mais 20 contos para des-
pesas eventuaes. A primeira exigencia a eom-
missao nao podo recusar, porque tem seu fun-
damento na lei n. 192 de 30 de agosto de 1841 ;
cumprindo ao governo provar o estado extraor-
dinario em que nos adiamos para elevar a for-
ca naval ao mximo. A segunda julgou a eom-
missao que a devia eliminar por j se haver
concedido na lei 30 contos para despesas even-
tuaes ; e porque o governo pode encontrar as
sobras das outras verbas bastante para appli-
car aos fins para que pedia essaquantia. Os no-
vos augmentas de despesa pelo ministerio da fa-
senda compo:;m-se das seguintcs addiedes:
1. De 18,661 Ibs. juros e commisses res-
pectivas correspondentes ao capital de libras
622,702!3 saldo do ajuste de contas entre o
Brasil e Portugal conforme a convencao de 22
do julho de 1842, que em moeda corrente ao
cambio de 26 1'2orea em 169:189,$I32 reis,
despesa que sendo o cumprimento de um tra-
tado, se nao pode recusar.
2. Re juros atrasados da divida interna ins-
cripta na importancia de96:246$131 reis ; os
quaes tambem nao podem deixarde ser conce-
didos mas nota a commisso que tendo sido
votados na lei para esse fim 4t:2U>$822 reis,
distribuidos por todas as provincias do imperio,
deve-se da quantia pedida deduzir a quota vo-
tada para a provincia do Rio de Janeiro e de S.
Pedro do Sul, devendo-se conceder somente rs.
86.5528-
3. De 58:000$ para pagamento do accresci-
mo na verba das aposentadoras e pensoes ap-
Finalmentc a eommissao requor que os docu-
mentos quejustiftcao este accrescimo no crdi-
to pedido pelo governo sejad juntamente im-
pressos com o presente relatorio para esclare-
cimento da cmara dos Sis. deputados.
Terceira parte.
Entrando na investiga*-ao dos meios do pre-
encjier 0 dficit (leste oxercicto occoire logo
esta reuVvao que qualquer nova mputacao
imaginada pata produzir randa j nio pode ser-
vir para as urgencias do anno linanceiro que
se approxima ao seu termo sendo mister es-
pado para que a lei passe e soja executada em
lodas as provincias. Logo nenlium outro ex-
pediente ha de prompto sanio recorrer a ope-
raofo de crdito posto que de momento a mo-
mento se tornao mais gravosas e dilliceis. Por-
quanto as apolkes de divida interna, tendo su-
bido no aonode 1838 a 98, estSo actualmen-
te a OS e vio progressivamente baixando na
praca que parece nao comportar mais mui
consideraveis emissdes. Tentativas paracon-
trahir emprestimos fra do paiz se tem mallo-
grado ; o o papel moeda a que se tem recorrido
nos apuros, 6 quasi urna banca-rota disfarrada
e lenta, porque desaprecia gradualmente O meio
de oflcios que requoreo o major Antonio Affon- provadas depois da lei do orcamento do corren-
so Vianna.
DitoAo mesmo Exm. Sr. acerca das cinco
luses das oseadas e corredores do palacio do col-
legio onde anda existem a thesouraria c outras
repartices publicas.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o
requerimento de Joao Pedro de Araujo e Aguiar,
entio capitao da companhia de artfices c ho-
je major do batalhao de artilheria numero 2. em
que pedio o pagamento dos sidos que deixou
de receber, constante da guia que juntou.
DitoAo mesmo Exm. Sr. idem de Izabel
Coelho da Silva o Elisa Vaz de Pinho Carapeba.
em que pedirao o pagamento dos sidos aira-
dos que seu fallecido marido e pai deixou de
receber.
DitoAo commandante das armas satisfa-
sendo a requisicao que fez o Exm. Presidente
sobre as certidOes das guias do soldado Manoel
jato JoA Airas, fnrcirs.
te exercicio quantia tambem irrecusavel, por
ser fundada em resolucoes que passarao nesta
casa e fora sanecionadas.
4. Finalmente, do accrescimo de 26:340$rs.
provenientes do contracto da arrematacao das
capatasias da alfandega da corte, e a este res-
peito mister observar, que o servico das
capatasias at agora se fasia por contracto,
com o qual se despenda res 41:000$000 ,
como se v nos ornamentos passados e na)
consta que o servico fosso mal desempenha-
do. A eommissao pois entende que o gover-
no, zeloso como cuiupre ser pelas economas
na despesa do estado naddever approvar u-
ma arremataco tilo ventajosa que gasta mais
26,3 40.S res, aiem do que se despenda. A eom-
missao exigi esclarecimentos do Sr. ministro
da fasenda a este respeito c os aguarda para
emittiro seu final juizo a cena
uCC2 rlesnesn.
da necessidade
circulante, arruina os oradores particulares o
do estado aguronla os ordenados dos emprc-
gados pblicos e fa/ descer o cambio com a In-
glaterra para onde a remessa dos nossos fun-
dos se opera cada dia com mor desvantagem ,
e afinal a continuacao desle recurso o aniquila-
r completamente com o descrdito total do meio
circulante do imperio.
Mas se nao c possivel crear de sbito recur-
sos reaes para o presente exercicio, Corroso A
prepara-Jos para o prximo anno financeiro a
nao querermos correr rpidamente para a ban-
ca-rota.
O primeiro e mais importante destes recursos
a economa as desperas do estado econo-
ma semprc lembrada sempre aconselhada ;
mas nunca observada fielmente pelo corpo le-
gislativo e ainda menos pelo governo. E*
indispensavel que a cmara dos Srs. deputados
nao voto despeza alguma nova ou verse sobre
augmento de ordenados, ou sobre aposentado-
ras ou sobre pensoes sem a haver discutido
com madureza e ftcar convencida de que nao
pode prescindir della na actualidad?. Ainda .
mais urgente que nenhuma esfacao ou emprego
publico sejao creados de novo einquanto durar
esta calamitosa irise financia! ; que sejao cer-
oeadas as desperas com obras publicas equaes-
quer oatrss que possao ser lidiadas para tompos
mais favoraveis. Mas as molhorcs disposices
da cmara dos Srs. deputados icarad inutili-
sadas se o governo imperial nao for o primeiro
a dar o exemplo da economa, propondo re
duccoes na despeza publica do estado. Longo
disso vemosque todos osannoscada orcamen-
to apresentado s cmaras traz um novo e ex-
traordinario augmento na despera; enemse
presuma que esses novos augmentes so somente
os occasionados pela guerra : nao por certo ;
pois que no ultimo orcamento todas as outras
repartices tambem apresentrao extraordinarios
accrescimos na despeza que alias tinha sido foi
gadamento oreada c votada na ultima sesso.
Assim o ministro do imperio pede de mais
')88:24'j rs. o da justica 465:9344 rs. o
de estrangeiros 64:7394 rs. o da marinha
135:1834 rs. o da Caranda 376:534* rs., a-
lem do acretiimo pedido pelo da guerra que es-
te anno monta a 585:3884 rs. sommando todo
o excesso da despeza oreada este anuo relativa-
mente ao antecedente orcamento a enorme
quantia do 2,196:0234 !II; quando as cir-
cunstancias polticas do paiz sao idnticas.
Continuando-se a seguir esta marcha im-
possivel 6 descobrir recursos para precneber o
dficit; porque umaccressimo de despeza do
mais de 2,000:0004 de rs. por anno exhauree
esgota os maisabundantes thesouros da mais ri-
ca nacaodo mundo.
E supposto este reparo verse principalmen-
te sobre as pastadas administraedes, todava a
commisso esta intimamente convencida que se
a cmara dos Sr< AntintrnAno nn noemr r,lrj_


I;f


......
=5
ment o seu apoio aos ministros que lhe propu-
y.erem despezas nao justificadas impossivel se-
r oppr inri dique tilica/, ao pcndor das pro-
digalidades que parece dominar na adminis-
tracao do imperio, e iremos rpidamente ao
abysmo da banca-rota.
O que tica dito o meio mais cficaz de di-
minuir se nao de preencher o delicit futuro ;
mas a commissao lamber propor outros que
tcndemao mesmo fim.
O primeiro ser l'a/.or-se urna quotisacao nos
ordenados dos empregados pblicos tencas,
penses c quaesquer vencimcntos. Esta impo-
sico no entender da commissao deuma
alta moralidade para a administracao gcral do
imperio porquo 6 mister que os grandes func-
cionarios do estado os ministros os senado-
res os deputados e todos os mais de inferior
'alegora aprendo em si proprios as conse-
quencias da falta de economa as despezas pu-
blicas. E quando todos os subditos do imperio
.so resignao a pagaras imposicos que as neces-
sidades publicas reclamo, nao parece queso
os empregados pblicos ( mu i tos dos quaos sao
ricamente dotados ) nao concorro proporcio-
nalmente com sua quota para o mesmo fim.
Propoe pois a commissao que no pagamento de
lodosos referidos vencimcntos se descontem 5
por cento exceptuados os ordenados inferio-
res a 690> que por diminutos se reputro in-
capazes de solTrerreduccao. Este imposto Ten-
dera 300:0)0.> pouco mais ou menos.
Outro recurso se pode encontrar na corree-
cao da avaliacao das alfandegas, ondeem ge-
ral os gneros importados sao eslimados por
procos inferiores ao cerrante. Como o gover-
no est para isso autorisado c a commissao
oi informada que actualmente se oceupava des-
sa medida aguarda o resultado della que
poder produzir un augmento do receita de
300 a 700 con los pouco mais ou menos.
Tambem se oceupa o governo da reforma da
administrado do correio terrestre para a qual
loi autorisado polo artigo da lei do orcamento ,
de donde cumpre esperar algum augmento de
receita, o qual, segundo o parecer da respec-
tiva soceao do concelho do estado incerto no
relatorio do Sr. ministro do imperio pode ser
calculado em mais de 200 contos alm do que
actualmente rende esta estaoao.
Outrosim recurso que se nao deve despie-
zar,a venda do alguusproprios nacionaes,ed'en-
tre estes propoe ja a commissao a venda dos 172
escravos finaos das fazendas nacionaesdo Pyau-
liv os quaos podem produzir do prompto um
capital do mais do 100 contos. No entender
da commissao nao conveniente ao bom rgi-
men do estado que so empreguem bracos escra-
vos as estacos publicas, como se far ver pe-
la discussao ; alm de que isso em nada dimi-
nuindo as despezas oreadas para as ditas esta-
cos suporllua e tulvez dispendiosa ser a
conservacao dos escravos nesso emprego.
Finalmente propoe a commissao que se ven-
daopor apolices da divida publica os predios
urbanos pertencentcs a corporaces religiosas ou
casas pas tanto porque dessu venda muito po-
dem lucrar os mesmos estabelecimentos em
augmento de renda e facilidade de administra-
cao e arrecadacao como porque sendo esse
grande capital, ora empregado em predios,
convertido em apolicos (ioar estas afastadas
da circulacao o concurrencia, e o resto dos nos
sos fundos pblicos subirao de preco e facili-
trao quaesquer operaces de crdito que o go-
verno tente effectuar.
Outros augmentos de receita a commissao se
reserva a propor no projecto da lei do oreamen-
to que brevemente ser apresentado a esta c-
mara ; e para ahi aguarda a indicaciio das im-
posices que julga serem preferiveis na difficili-
ma Bitaacao em que se acbao as financas do es-
tado.
Paco da cmara dos deputados, 21 de feve-
reiro de 1843. Francisco de Souza Martins
C Carneiro de Campos. Francisco An-
tonio Ribeiro, com restrieces.
Proposta do governo com as emendas da
commissao.
A assembla geral legislativa resol ve :
Art. 1. Alm das despezas do excrcicio de
18421813 autorisadas na lei n. 243 de 30
de novembro de 1841 o governo autorisado
para despender mais 4:475,495j948 que so-
ro distribuidos conforme a tabella ( A ).
Art. 2. Additivo. Ficao supprimidas na di-
ta lei e no ministerio da fazenda as quantias
constantes da tabella ( B ) e fixada a despezn
geral doste excrcicio em 24,857,939.*.
Art. 3. Additivo. A receita ordinaria para
o mesmo excrcicio oreada na lei referida em
16.503,000a fica augmentada com o produc-
to dos imposto* contemplados m tabella ( C ) ,
e oreada na quantia e 19, 497,856*.
Art. 4. Additivo. Para baver a somma ne-
cessaria para as despezas autorisadas no art. 1.
destalei e a mais que fot inisler por deficien-
cia a Janear inaode quaesquer operat Oes de crdito,
e at emittir papel moeda se fr isso indispen-
savel aos interesses do estado.
Art. 5. Additivo. Do 1. de julho do cor-
rente anno em diante so cobrar 5 por cento
de todos os ordenados, tencas, pensoesi, apo-
sentadoras, gratificaees sidos militares ,
ou quaesquer vencimentos pagos pelo thesouro
publico que excedo a quantia de 600a ; o
que se entender tambem naquelles individuos,
que por ttulos diversos recebao duas ou mais
quantias, que sommadas excedo a cima fi-
xada.
Esta contribuidlo 6 considerada es traordi-
naria para as despezas da guerra do Rio Gran-
de do Snl c dever durar at o fim do anno
de 18H, se antes mo terminar aquella guerra.
Art. 6. Additivo. O governo mandara ven-
deros escravos vindos das fazendas nacionaes do
Piauhy ou em porches, ou porcabeca como
mais conveniente julgar aos interess:>s do the-
souro.
Ar. 7. Additivo. O governo far vender to-
dos os predios urbanos que possuircm no im-
perio as corporaces religiosas as confrarias
e casas de caridade, sendo o seu producto em-
pregado em apolices da divida publica cujos
juros pertencer s mesmas corporaces, que
as nao podero alienar. Esta venda ser feita
em porees, em hasta publica com approva-
cao do governo, o as pochas quo elle julgar
mais conveniente.
Art. 8, O governo dar conta da despeza
autorisada por esta lei conjuntamente com a
autorisada pola respectiva lei do orcamento.
Art. 9. Ficao revogadas as leis c disposi-
ces em contrario.
Paco da cmara dos deputados 20 de feve-
reirodel843S Martins. C Carneiro de
Campos ( exceptuando no art. 5. os sidos
militares)Francisco Antonio Ribeiro ( com
rcstriccus).
TABELLA (A).
istribuicao do eredilo supplem entar e extraor-
dinario concedido para o excrcicio de 1842-
1843 alm do que foi abzrto na lei de 30 de
novembro de 1841, pelos mir.'isterios a quem
e concedido.
ministerio no IMPERIO.
Arl. 2. addttivos. Ac-
quisico de predios parahabi-
tacao de S. A. Imperial e seu
augusto esposo......
Enxoval........
Concelho de estado. .
Ajada decusto dos deputa-
dos da cmara dissolvidaevin-
da dos da convocada em lugar
della. .......
S 16. Correio geral o pa-
quetes de vapor...... 2O2:000SOO0
11. Guarda nacional na
provincia de S. Pedro o as
outras do imperio..... 800:000$000
12. Hospitaes regimen-
taes.......... 27:5368000
13. Compra de arma-
mento......... 102:0008000
16. Gratiicaeesdecnm-
panha na provincia de S. Pe-
dro.......... 146:9798000
additivos. Remonta do
exercito......... 240:0008000
Barcas de vapor para
transporte........ 300:4618000
Commissarios fiscaes. 6:7308000
1.815:350S000
MINISTERIO DA FAZENDA.
Art. 7. 1. Juros ecom-
misses respectivas corres-
pondentes ao capital de La.
622,70313, saldo do ajus-
te de contas entre o Brazil e
Portugal, conforme a conven-
cao de 22 de julho de 1842 ,
vencidos neste semestre, a sa-
ber: La. 18,681, que ao cam-
bio de 26 li orea em. .
Differenca entre o cambio
de 30 / por que forao cal-
culados os juros da divida ex-
:
169:1898132
120:0008000
100:0008000
28:8008000
100:0008000
terna e o de 26 '> que o
actual da praea......
2. Divida interna funda-
da: pagamentodejuros da di-
vida inscripta, excedentesaos
votados na lei......
4. Pensionistas do es-
tado..........
5. Aposentados. .
$ 9. Alfandegas.....
additivos. Juizodosfei-
tos da fazenda......
Encommenda do papel
para substituirn do meio cir-
culante.........
Premios e corretagens
para se realisar os rucios de
occorrer ao dficit, calculados
a 8 por centos......
337:7598653
86:5528000
32:0008000
36-0008000
26:340S000
36:900S000
6383968000
331:5188218
1,109:6558003
550:8008000
MINISTE10 DA JUSTICA.
Art. 3. 1. Secretaria do
estado.........
Additivos. Ordenados
dos Juizes de direito das pro-
vincias que nao recebem sup-
primento da renda gcral. .
Despezas com os emprega-
dos das justicas de primeira
instancia, creados pela refor-
ma do cdigo,......
5:2508000
57:0008000
180:4408000
242:6908000
MINISTERIO DOS ESTRANGEIROS.
Art. 4. 1. Secretaria de
estado. .... 6008000
Additivos. Despezas no
exterior com o casamento de
S. M. o Imperador ao cambio
dc67>*......... 54:80OS000
6. Differenca do cambio
as quantias a despender no
exterior calculado a 26 %, 158:1498945
213:5498945
MINISTERIO DA MARIMBA.
Art. 5. 4. Secretaria de
estado e seceo de contabili-
dade..........
5. Corpo da armada e
elasse annexas......
6. Arlilhariada marinha.
10. Fona naval. .
16. Reformados, .
7:119SOO0
79:6908000
2:7058000
452:7908000
1:1478000
543:4518000
MINISTERIO DA CIERRA.
Art. 6. 1. becretaria de
estado, contadoria geral de
guerra pagadoi ia de tropas
o secretaria do arsenal. .
(t r>--------------
., -. ..WllWlitillV.w HVd
Augmentos desodos.
TABELLA (B).
Suppressoes feitas na lei do ornamento do exer-
cicio de 1842-1843 a que se refere o art. 2.
da lei.
MINISTERIO DA FAZENDA,
Art. 7. 1. Amortizacao'
da divida externa c commis-
ses respectivas ao cambio de
43 ',..........
dem. Na differenca do
cambio dito c o do 30 !/i cal-
culado neste art. da lei rela-
tivamente quantia supra. .
2. Amortizaran da di-
vida interna c juros das apoli-
cos amortisadas......
553:1508000
230:328S000
637:8848000
1,421:3628000
TABELLA (C)
augmentos da recstta ordinaria do exercicio
corrente a qaese refere o art. 3 da lei.
Importancia do producto
de 1 y por cento applicado
cauco de um semestre de ju-
rse amortizacaocm Londres. 508-6858000
dem de 2 V por cento e
mais impostos applicados e
queima do papel moeda. 1,886:1718000
O que poder produzir o
emprestimo do cofre de or-
phaos uo corrente exercicio ,
deduzidos os pagamentos exi-
gidos no anno......
Augmento' proveniente de
algumas rendas do municipio
e das provincias em virtudo
dos no vos regulamentos. .
2O0:0O0SO00
3OO:00OSOO0
2,894:8568000
diario w, nmmm.
~2 "-IP
17:1008000
6:*!2S0GC
168:132$000
O Brigue Inglez Romansechegado do Rio de
Jancirocoml2diasdeviagem naotroucejornaes,
nem cartas noticiosas. Por via do capito sou-
bemos que a corte Beata em paz ; que o vapor
devia partir para o norte no dia 9 do corrente ;
que o Ministro Inglez se tinha retirado; eque
o porto de Montevideo achava-se bloqueado
pelo Hozas.
Cornil) unicado.
O DIARIO-NOVO : SUA OPPOSigAO : SF.US SUS-
TENTADORES NA CMARA DOS DEPUTADOS.
A opposico sui generis que ora se distingue
em Pernambuco teve as discusses, que se
suscitro na cmara dos deputados acerca do
estado e administracao da provincia, urna hon-
ra que nao era de esperar atienta a sua compo-
sicao e situaran, que lhe nao davo direito a ser
notada no seio da representarlo nacional, como
um fado que sem cOr, sem influenoia, nem
ligaran poltica.
Representada no jornalismo pelo Diario~n.
fcil nelle reconhecer sua natureza, seu prin-
cipio e as leis porque foi formada e se dirige.
I na rivalidade typographica e o amor do lucro
dero nascimento nesta capital a urna gazeta di-
aria, tendo-se em mira segundo seu largo pros-
pecto satisfazer com toda a amplido necessi-
dade em que se acbao por um lado o commcrcio
de noticias quo lhe inleressem e por outro to-
dos os espritus boje entre nos de conhecer os
acontecimentos polticos dominando todas as
classes urna curiosidade cuja saciedade nunca
a par por tudo que tem rolaran com a ordem
publica. Logo em os primeiros nmeros desse
jornal, quo tomou o titulo consoante idea
de que parta de Diario-novo como aquello
que vinha substituir ao Diario de Pernambuco,
cuja queda era infallivol ante o joven noticiador,
que se gloriava por ter de ser o archivo da es-
talistca, o manual do legislador e do estadista,
manifestou-se o apoucamento quo o diriga
em nauseosos artigos em que se maldizia do Di-
ario velho repetindo-se com redicula energa
censuras feitas sobre as minudencias menos im-
portantes, e em que com dente de ferro se abo-
canhavao os directores do antigo jornal, cujos
interesses deviao desfazer-se com o prehenchi-
mento das promessas do novo campean que ti-
nha de constituir-se urna necessidade publica,
masque em quanto procurava estabelecer seus
rneios, e disporo publico para to grande be-
neficio Iluda a avidez que excitara *dava
mil escusas, transcrevia requerimentos do as-
signantes da alfandega da Baha ao inspector
respectivo e fazia outras publcaces d igual
interesse.
O Diario-novo como vamos ver, em sua
carreira at boje nao desmentio ainda a sua o-
rigem e tem-se conservado fiel maneira do
cscrever porque comecou. O interesse por nor-
te, a calumnia, a virulencia, a illuso pormeios,
o que tem-se visto constantemente em suas pa-
ginas com escandaloso abuso da liberdade da
imprensa e com gravissimo damno da causa
publica c da moralidade.
Na penuria em que se achava o Diario-n. ,
quasi a morrer no nascedouro por falta de ali-
mento movendo a todos tedio c despreso suas
esfomeadas diatribes contra o Diario de Per-
nambuco com quanto so houvessc inculcado
aquelle jornal por amigo da ordem successor
do Echo da Relegio, que em seus ltimos n-
meros havia com tanta justica distinguido a ad-
ministracao que rendera a do anti-nacional ga-
binete de 24 de julho, azado pareceu para ser-
vir de instrumento ao desenvolvimento de pai-
xes hostis ao delegado do governo nesta pro-
vincia. Lemhranca do co foi, abencoada pelo
Diario-novo a que assim lhe promettia o pao
de que tanto necessitava.
A abstrusa poltica que formulou a doutrina
da opposicao do conselho meio monstruoso e
desconhecido nos governos representativos e
cuja dea' em reserva eslava depositada no cere-
bro do orador independente de que sabio in-
teira senhoreou por algum tempo sobre a re-
daccao do Diario-novo e mimoseou o incon-
sequente jornal com estirados artigos em que se
pretenda mostrar que o governo geral nao pro-
ceda com bastante tent, e que desvairado cor-
ra o seu delegado em Pernambuco. cuja admi-
nistracao realisava o prognostico que della fizeia
o vaporoso poltico, que por esta provincia ti-
nha assscnto entre os representantes da nacao ,
na occasio da fatal nomeacao. Todo o mundo
leu com pasmo tao transcendentes doulrinas ,
porem maiorestranheza senoindignacao foige-
ralmente sentida quando depois vio-se quo em
quantoas menores cousas.se figuravocomogran-
des crimes do presidente de Pernambuco e por
elles se exiga a sua demissao do governo geral,
este nao escapa va ao furor atrabilario que do-
minava o Diario-novo o ministro da guerra
era redicularisado o das relaces estrangeiras
atacado com violencia e o da justica posto de
tyranno.
Assim marebou o Diario-novo e na maior
esterilidade, na mais completa falta dos conhe-
cimentos necessarios para aquilatar os fuctos so-
ciaes, e dclles indiciosamente deduzir as com-
prehendidas illaccs nunca eslabeleccu dis-
cussao regular de um ponto de interesse publi-
co nunca indicou e sustentou principio algum
de administracao, nunca chegou a mais alta in-
gagacSo indispensavcl para formar um systeiua


ptMBkMaBM0" >"'"*";-
mas frioleiras ou insultos tem essa extrava-
gancia da jornalislica esquecendo o mesma
opposicao do conselho que aprcgora, e que ce-
do abandonou sem dar mais satisfacoes nem
dizer qua! a sua nova rota, quaes seus'novos mo-
tores, vomitado os mais negros improperios em
seus engorados artigos contra a administraeo
da provincia e contra o ministerio que salvou
amonarchia na America e anda a roborou.
ltimamente adornao j as columnas do in-
eomprehensivel jornal encomios o saudades dos
varoes patriotas, autores da alTrontos repre-
sentacao dos rufiaes e de outros actos seme-
jantes, ao mesmo tempo que do a ver os pros-
pectos do Nacional, e do Paiz jornaes quo
saem com embargos sentenca que condem-
nou os vencidos em Santa Luzia o as procla-
maces e alarmas do erradio Caelh. Tanta
a inconsequencia tanta a variedade do hydro-
pbobico queeni seus ltimos apuros, mallo-
gradas as suas esperances grita desentoada-
inente, atira-sc contra todos, como se tivessem
parte no^scus males, e sem rcspeito consciencia
e moral acompanha as insolentes desenvoltu-
ras do fiuarda Nacional.
Assyp a opposicao do Diario-novo, escarne-
cida^ cijwo a todos patente pelos amigos e alli-
adodofliinisterio dejulho em guerra com os
quesusntao os principios que predomino ac-
tualmente no govemo sem adbesilo a nenhum
dos lados que tem disputado alternativamente
o poder e quo representao as duas ordens de
ideas e principios que no lirazil combatem pelo
triumpho sem poltica propria que trabalbe
eespere vigorare reger um dia os destinos da
nacao orcando-rse somente pelos interesses in-
dividuacs deque nascea por quem loi apoia-
da e porque to sem pojo clama, nao tem re-
lacao nenbuma com a poltica geral, nem 6
partido legal; o que compoc seus membsos
apenas-pandilba de furiosos descontentes;
e este titulo tem dcsempeinhado.
. gestas circunstancias quem poder aventar
' quo apparecesse no parlamento bra/ileiro um
representante do Diario-noto que exhibase ,
para assrn dizer, os seus ttulos sustentando
na tribuna oque tem aventurado este jornal e
tomando a si as aecusacoes por elle fcitas ad-
ministraeo? Mas eis o Sr. deputado Urbano na
sessao do 19 do Janeiro no seu discurso publi-
cado no Jornal ao Commcrcio n. 20, apresen-
tando-sc como o athleta da nova opposico do
conseibo desenvolvendo suas razocs e motivos
rom os mesmos fundamentos com queacxposra
o Diario novo, recapitulando depois quanto
tem dito aquello jornal contra o govemo da
provincia e que tem sido to decisivamente
destruido pela forra da verdade c da ustica e
aproveitando-se da distancia e da falta na corte
de exacto e particular conhecimento de alguns
actos para fazer declararnos earguiees que de-
viao ser de surpresa aos seus mesmos adbcren-
tes na provincia que em toda a furia contra a
administraeo provincial nunca as arriscrao
porque encontravo a verdade reconbecida e
nao podiao ter resultado.
Em toda essa harenga mostrou-se o orador
que varillante em poltica, querendo tornar-se
importante que seus serviros sejo tidos em
valia o procurem assegura-los, para que nao
falte tao valentc apoio urde inextricavel par-
lenda em que ora mostra-se um rosto ora
outro ja deixa transluzir todos os roceios, ja
offerece as mais alegres esperances em quanto
que envida todos os esforros para em lenitivo
lerida do seu peito deprimir o presidente desta
provincia e desabafar contra elle suas misera-
veis paixocs.
Alguns dados suspetas e rumores serviro
de fundamento s mais acres censurase invec-
tivas contra o actual presidente de Pcrnambu-
co que alias justificado pelo mesmo deputa-
do do cujo discurso tratamos, o qual com todas
as incertezas naojulgou que o faze-lascom tan-
to desabrimenlo contrariava sua honra no par-
lamento, e urguia contra sua circunspecro. E
assim que falla em compadresco com os de-
sordeiros do Ex e com o seu fautor Noguei-
ra Paz destituido pela presidencia do posto de
coronel do legio as remceles dos juizes de
direifo de Santo Anlaoe Rrejo, fcitas pelo go-
vemo geral o lancadas lembranca do presi-
dente da provincia e em outras cousas.
Tratando dos destacamentos postos nos di-
versos municipios da provincia e da remocao
de alguns individuos para o Rio de Janeiro, cen-
sura o orador que assim praticasse o presiden-
te de Pernambuco e ao mesmo tempo^c pro-
cedesse s eleices para a assembla geral, tra-
zendo por argumento o terem-se sobrestado el-
las na provincia de Minas Geraesconfessando no
entretanto que o Exm. Raro da Boa-visla al-
guina razSo tinlia para se por 00) cautella \
muito leva com elTeto a necessidade de justifi-
car os clamores que se revantro contra a no-
que o combatem por motivos part
res por malquerencas que nada tem com o in-
teresse do estado. Como em verdade pretender
estabelecer igualdade de circunstancias entre a
provincia de Minas Geraes com um exercito
regular, que havia por ella entrado conquis-
tado as posicocs e focos da rebelda, e della tri-
umphadopcla forca dasarmas no campo decan-
ta Luzia com as garantas suspensas, edehai-
xo das leis militares em tempo de guerra, Minas
Geraes em que so vio-sc vencedores e venci-
dos, reos ou indiciados taes, e seus punidores,
com a provincia do Pernambuco, que felizmen-
te loi izentade semilhante flagello, em que ti-
nha apenas apparecido um projecto de conspi-
raran na capital e estavo destacamentos da
guarda nacional collocados as villas do interior
para occorrer fcilmente em apoio da ordem pu-
blica necessidade que de forca em qualquer
ponto houvcsse? E nao viao novo oppozicio-
nista que as eleices constituem urna crise, cuja
passagem convem apressar c em bem da or-
dem, tirando, terminada a sua cllervescencia ,
em repouso os espiritos, interrompidas as intri-
gas que suscita, e satisfeitas ou desengaadas as
ambioes ? Era fcil do ve-lo e nodevia es-
quecer que as eleices em Minas foro dileri-
das por decreto do governo geral, que instrui-
do do estado de Pernambuco nao julgou dever
applicar- Ibo.
Nem escapou nesse discurso o Exm. lia-
rn da Boa-Vista de carregar com a responsa-
bilidadc pelos criines commeltidos na Provincia,
ecujo desenvolvimento se aventorou ter por cau-
sa nao a immoralidade mas sim a impunida-
de do passo que o seu autor reoonhece que
esta provem da fraquesa das Leis da bo-
nbomia dos Jurados e em Pernambuco essen
cialmente do desleixo das Autboridades e
que a immoralidade no Brazil tem crescido ,
ile que resulta aquillo mesmo quo nao quer o
Orador pois que a immoralidade principio e
causa da impunidade nem podendo ser de ou-
tra sortc devendo primitivamente os lacios
geraes, de mais alta derivarn oque mais se
ligo s ideas influir sobre os fados especiaos,
e mais pertinentes a acro o nao estes sobre
aquellos. As causas da imnioralid'" sao certamen-
te de maior investigneo, porm se felismente o
Ilustre Deputado nao limitassc ao actual Presi-
dente de Pernambuco a mancira porque attri-
buc ao Governo todos os males, nada loria sc-
no cruzar os bracos e bradar por tudo que nos
falla por tudo que nao obtemos por tudo
que nos acontece lancando-o conta dos Ad-
ministradores Pblicos qucdevi-o ter todos
a mesma vara mgica, que so suppoe as mos
do de Pernambuco c que della nao sabe
aproveitar-se para converter a Provincia em um
Paraizo livrede flagellosede crimes, no meio
da riquesa com todos os recursos e prosperi-
dade
As eleices formro um dos principacs tpi-
cos d'essc discurso o na mancira porque se
bouve nesta parte o Sr. Deputado Lrbano tem-
se a explicaro de tudo que disse. Corre a mais
amarga qucixa contra o Exm. Boro da Boa-
Vista que nao favoneou a Candidatura do Go-
vernista Director e Representante do Diario-
Novo c elle nao hesita movido por alguns
dados em injuriar o prestante cidado Delega-
do do Governo na Provincia affrontando-o
com epithetaos infames, contra o decoro
que dtvra fi Cmara de que o oflendido tam-
hem Membro ausente.
Quem assim rompe por todos os excessos jul-
gando grave injuria o nao favorecer suas ambi-
roes e abusa da tribuna em que cumpre-lhe
defender os interesses pblicos para torrar pelos
seus individuaes, e dar expanso ao orgulho
pue s v a si c cevar-so eontra os seus desa-
fectos merece altamente o desprezo de todos
os homens sensatos.
O mesmo espirito produzio o requerimento a
carca do que praticra o Commandantc da Es-
cuna 1. d'Abril com o Capito do Bergantim
Aurora, e o do Sr. Xuncs Machado pedindo
informaces sobre os assassinatos perpetrados
em Pernambuco requer i montos que nao tive-
ro outro fim seno prestar occasio a dar-se
todo o elasterio a paixocs ignobeis, adulteran-
do-so a verdade e fazendo-se as mais prfidas
alluses, as mais deslaos censuras para de-
sairar aquelle que nao agrada aos Ilustres De-
putados por seus interesses esquecidos do que
(I vem ao Publico c que por este modo se re-
duzom ao mais baixo estado de degradaco.
O Sr. Deputado Nuncs Machado as discus-
soesd'estes requerimentos que tivcro lugar
com tanta solTroguido e a cujo termo julga-
vo nao se chegaria sem que baixasse o Decreto
Imperial de dim buco acompanbou o seu honrado Amigo com
os seus tropogos discursos, em quo una de-
clamar!) desordenada apoiada pela expanso
constante do urna siisc.eptibilidade ostabana-
senso no meio do acres exprobacoes de toda a! caixa bixas, 1 porco do ceblas 1 caixa doce
sorte sem causa nem explicaco. j 1 bah bonecqs de barro 1 molbo de folhas de
Deixemos essas discussoes em quo Oradores louro ; a rdem.
to habis quanto attendidos pela Cmara em O pataxo Dinamarqnez Aponrado Packet,
que ellas apparecorao vindicro o nome do viudo de Cctte consignado a N. <>. Biober&
Kxm. II. da B-Visla e confundiro seus de-1 C., entrado em 13 do corrate, manifustou o
tractores na lama das falsidades por elles trazi-l seguinte :
das em suas corajosas imputaces que o pejo
Mies devera ter embargado.
O mrito do distincto cidado quo tem firma-
do a seguranca da Provincia entregue por varias
vezes s suas mas, o aborto para ella o cami-
nho da grandosa o da civilisaco mais se pa-
tenteou sahindoacrysolado do to furiosos a-
laques. O ridiculo voio sobre os que se arroj-
ro a lomar sobre seus hombros contrastar a
opinio publica desfazendo o colosso nella er-
guido ao Exm. 15. da B-Vista e mostrar os
orros da Naco que muito alto aprecia seus ser-
vicos: Ero mui fraros para concluir to gran-
ito obra, desengaados liriro que a razo o
justira deum povo nao pdem fcilmente ser
ombacadas pelas p oeiras da inveja e da maledi-
cencia.
Alfandega.
Rcndmento do dia 1!)......... 12:38(S48
Descarrego hoje 20.
i Rrigue Rival bacalho.
i Brigue Proma fa/ondas e ferro.
' Barca Lilia fazondas.
Briguo (onceicfio Flor de Lisboa vinho,
e vinagre.
Patacho 4peratle Palkct vinho, alpista,
azeite, e papel.
BrigueMargarid vinho, azeite, miu-
dezas passas arinha e amen-
doas.
Brigue S. Domingos 'vinho, vinagre a-
zeite, e carnes.
187 pipas 10 incias ditas, e 19 quartolas
com vinho Bbarris azeite dore .'> ditos al-
pista, 14fardos papel de embrulbo 100 cai-
xas vinho moscatel 1 dih com amostras; ao
consignatarios.
2caixascom vinho 5 ditas massas ; ao ca-
pitn.
Moviaicnlo do Porto.
Navios entrado no dia 18.
Babia; Kidias, brigue brazileiro Conceico ,
de l.'>2 toneladas capitn Joaquim Antonio
da Costa, eqiipagem 11, carga carne secca ;
a Gaudino Agnstinhn do Barros.
Nawtukett ; i50 mr/rs, galera americana /.enous
Coffin de 330toneladas capitn Bailey ,
equipagem 30, carga a/.oite de poixe; ao ca-
pitn.
Ditos no dia 19.
Rio Grande dn Sul ; 36 das brigue escuna
brazileiro Fama, do 109 toneladas, capito
Antonio Mariano Granl equipagem 11 ,
carga carne sorra ; a Amorim & lrmos.
Rio do Janeiro; Lidias, brigue ingles Ro-
mance, de 310 toneladas, capito Roberto
Skercb equipagem 12 caiga lastro; a,
Johnston Patrr &('..'
5'lal.
Pola administrarn da meza do consulado-
se faz saber que boje 21 do correte mez, se
ho de arrematar porta da mesma adminis-
traco seis sarras d'algndc aprehendidas por
falsificarn ; sendo a arremalaro livro do des-
pozas ao arrematante. Meza do consulado do
Pernambuco lo de abril de 1843. Miguel
Archanjo Montrro de Andrade.
9)eclaracocs.
meacao do actual presidente do Pernambuco, eo da marcha sem aiieucao a razao cao uom
IMPOnTAC.iO.
Margarita brigue Sardo vindo de Gene
va entrado em 12 do rorronte mez consigna -
do a L. Broguiere manifestnu o seguinte :
90 fardos com papel almaiTO 4 barricas ga-
Iha 0 ditas son 1 caixa pentes de marfim ;
a Denker.
11 caixas com oleo do rocino 1 dita cssen-
cia do aniz 1 dita dita d espiga 2 ditas gorn-
ina lacea 1 dita miudezas i 20 fardos papel ,
7 barris azeite doce 14 caicas mann 1800
ladrilhos de marmore 11 fardos barbante 5
sacas rastanhas, 1 caixa frutas ; a Ordem.
Ho pipas e 30 mcias ditas com vinho 150
barricas farinba de trigo 109 fardos papel ,
1! caixas amendoas, 100 ditas paseas 25 bar-
ris enxofar 30 ditos azeite doce 50 caixas
conservas 66 ditas licores 1 dita sulfato de
quina 2 fardos galha 200 caixas massas; ao
consignatario.
Rra/ brigue inglez vindo de Torra No-
va consignado a M. Calmont & C. entra-
do em 15 do corrente mez manifestou o se-
guinte :
1931 barricas com bacalho.
0 brigue portuguez Conceico Flor de Lis-
boa, consignado a Thomazde Aquino Fonceca,
entrado em 15 do corrente manifestou o se-
guinfe :
40 pipas com vinho ; a Antonio da Silva
& C.
15 pipas vinho 5 ditas vinagre ; a Mondes
& Olvcira.
05 moios de sal 150 pipas vinho 50 bar-
ricas vazies 40 caixas louca 3 ditas fijlos ,
35 barris vinho ; a Vicente Anastacio Rodri-
gues.
12baarricas e 25 caixas vinho 11 golpe-
Ibas amendoas \ a J P. de Lemos & F.
10 pipas e 50 barris vinho ; a Tbomaz de A-
quino Fonceca.
2 barricas bolaxa ; a Jos Antonio Falro.
1 caixa livros impressos; a Manocl Gonsal-
ves da Silva.
1 dita ditos; a Francisco Ignacio de Souza
Govcia.
1 dita ditos; a Bernardo Jos Vieira Couti-
nho.
1 dita ditos; ao Dr. Francisco Joaquim das
Chagas.
1 dita ditos; a Antonio Jos Pereira Dias
&C.
400 varas do lagdo ; a Manoel Ignacio de
Oliveira.
20 caixas toucinho ; a Francisco Martins
Duarte.
2 caixas com chapeos ; a Polycarpo Jos
f ayn.
1 caixa vidros 1 embruiho conservas 5
fardos rapaxos, 1 caixoto ( ignora se ) 2
barriscarnos, 2ditos bolaxa 50 caixas sebo-
las 20 barris vinho, 1 caixote taboinhas, 4 i negncios levando em sua companhia Antonio
i i
uaiiicus cusan na
O administrador da mozada recehedoria,
das rondas internas geraes faz saber a todas a-
quellas pessoas quo ignoro as disposicoes do
Regulamonto de 11 de Abril do 1842 e quo
por isso deixaro de dar Matricula os escravo
que possuio em Sotenibrn do anuo passado ,
quo por doliberaco da Thesouraria recebe-so
at o fim do corrente mez na mesma Repartidlo
as rejacos dos quo quiserem matricularos di-
tos escravos, estando assignadas e com as de-
claraccs do art. 3 do dito regulamonto o
todos aquellos que deixarein do assim obrar en-
correro as multas de que trata o mesmo re-
gulamonto. Recobedoria 19 do abril de 1843.
Francisco Xavier Caralcanti de Albuquergue.
O Arsenal do Guerra compra de trinta a
quarenta tonolladas de carwio do pedra e um
ou doisalqueires dara do moldar de Lisboa,
quem taes gneros tiver compareca com as
as competentes a mostrea na sala de sua De-
rectora no dia 20 do corrente das 10 as ll
horas da manh'a.
-- O Brigue S. Manoel recebe a mala pa-
ra o Rio de Janeiro hoje (20) as 4 horas d
tarde.
Avisos diversos.
Fugio dn segundo andar da casa amarel-
la na esquina da ra do Queimado um pa
pegaio muito fallador o qual tem urna aza
um pouco mais decida que outra he grander
e tem urna argola de ferro em um dos ps ;
presume-se quo est em alguma casa da vsi-
nhanca c pode-se a pessoa que o tiver o favor
de o restituir pelo que se Ibe Qcar obrigado r
e mesmo se dar o valor delle
Sobaslio Jos da Costa subdito
portuguez faz publico quo deixou de ser cai-
xeiro dos Srs. Fcrroira & Braga desde o dia 16
do corrente mez o que se retira para fora
desta provincia c julga nada dever a esta pra-
ca por isso quem tiver alguma conta como
mesmo hajs de apresonlar dentro em tres dias
na ra Nova loja n. 41.
LOTERA DO THEATRO.
As rodas desta Lotera ando impreterivel-
mentc no dia 25 do corrente flquem ou nao
tullirles por vender. Os que restao achuo-so
nos lugares j annunciados.
Aluga-se o 1. andar do sobrado do 3 di-
tos da ra do Rosario larga n. 30; quem o pre-
tender dirija-so mesma ra no 1. andar da
casa n. 26.
= Joze Rodrigues dos Santos Tavares re-
tira-so para fora da provincia atractar de seus

l
, 0 COIIUcC-uS CCm vvSZCC




I
4

- Muilo se tem fallado do sistema Homeo-
pathico do sistema de Broussais e de outros
muitos mil diflerentes ; pouco portanto se tem
dito do mais essencial os evamantes, que
ninguem pode negar ser nos climas calidos
absolutamente necessario, esobretudo quando
ixiste a dillculdade de fazer observar aos doen-
tosa dieta necessaria e rigoroza quo pede a
JIomoopathica e pratica regular &c. Somos
feralmente acosltimados a comer muito mais
do que lu: necessario para o nosso sustento; o
resultado he flatos indigestos e inflama-
Voes nos ligados ote. Para remover e impetlir
osles incotnmodos nada he mais prompto que
um purgante saudavel que nao constipa os
intestinos, e que augmenta as diferentes se-
ciirei'es.
O publico achara as Pilulas vegetaes do Dr.
Brandreth e na Medicina Popular Americana ,
estas propriedades que produzem seu effeito ,
sem dores e incommodo algum nao he ne-
cessario dieta alguma e pode-so tratar dos
seos negocios no mesmo dia em que se tomar.
Aqui vende-se somonte em casa do nico a-
gente Joao Koller, ra da Cruz do Recite n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadcia do Recife, em casa de
Joao Cardozo Ayres, na ra Nova na de Guerra
.Silva &C.', e atierro da Boa-vista, na deSal-
Jes & Chaves.
- Da se 600^ rs. a juros sobre penhoresde
ouroou prata : na ra das Cruzes. n. 42.
== Precisa-se alugar urna escrava para o
servicodo urna casa de pouca familia que
saiba comprar, cozinbar, ensaboar, e en-
ominar, dando-se-lhe o sustento e 10,000
rs. mensaes : na Solidado indo pela Trompo,
segunda casa nova n. 42.
A pessoa que annunciou no Diario n.
So querer comprar um escravo para o servico
de campo dirija-sea ra do Sol, n. 7.
Oa-se 50,000 rs. a premio de 2 por con-
t ao Diez sobro penhores de ouro ou prata :
na rita do Rozario vendan. 11.
- a-se dinheiro a premio em pequeas
quantias sobre penhores de ouro ou prata '.
na ra da Praia n. 29.
O artista gimnstico Joze dos Reis, re-
tira-so para fora da provincia levando em sua
companhia sua senhora Emilia Amanti, seu
ililhado Joaquim Antonio de Carvalho e Ma-
noel Antonio da Silva.
Desoja-se fallar ao Sr. Dcziderio Anto-
nio de Miranda que chegou no ultimo vapor
vindo do Maranhao : na rua Nova n. 07.
Aluga-so o primeiro andar da casa da rua
do Livramento n. 3 com muito bons eom-
modos: a tractor no mesmo.
Quem precisar de um rapaz Porluguez
para qualquer arrumacao, excepto venda, di-
rija-so a rua do Livramento n. 3.
= Aluga-se o segundo andar da casa sita no
becodo Azoito de Peixe hoje travessa da Ma-
dre de Dos com cxcollentes commodos para
iamilia, adverte-sequ'j est caiada e pintada
de novo a fallar no primeiro andar da mesma
asa ou na praca da Independencia, n. 28.
Quem tiver um sobrado para alugar, nao
sendo em rua esquisita dirija-so a rua da Pe-
ona n. 21 ; na mssma compra-se urna escra-
va crioula que nao tenha vicios.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 15
da rua do Apollo no bairro do Recife, com
suficientes commodos para familia e eozioha
Jora : a tractar com o proprietario no lerceiro
andar da mesma.
= Precisa-se alugar pretas para venderem
na rua sendo fiis e deligentos, paga-so bem:
no patio da llieira de S. Antonio n. 19.
Aluga-se um silio em S. Amaro com
casa de podra o cal 4 quarlos, duas salas, eo-
zinha carimba de agoa de beber bastantes
arvoredos de fruc.to baixa para planfaces,
portan na estrada ; quem o pretender dirija-se
ao ottorro da Boa-vista, u. 3 primeiro
andar.
Aluga-se o segundo andar e soiao do
sobrado do atterro da Boa-vista n. 3 com
commodos para familia : a tractar no primeiro
andar do mesmo.
Quem precisar de um rapaz Braziloiro ,
que sabe ler escrever e contar, e livre de
guarda nacional para caixeiro de qualquer
arrumacao nesta praca ou fora dola, dando
fiador a sua conducta annuncic.
Aluga-se o lerceiro andar da casada rua
do Queimado n. 8: a tractar na loja do
mesmo.
O Sr. F. S. que foi caixeiro do Sr. M.
queira dirigir-so a rua da Cadeia velha para sa-
tisfazera quantia do 18,800 que he devedor
a mais de 2 annos.
Na rua do Rangel n. SI da-se cobre
por sedulas, com o premio de um e meio por
canto,
Perdeo-se na Sexta feira da Paixo um
roquete de fil de linlio ; quem o achou pode
entregar na rua do Livramento n. 14 que
lera recompensado.
Aluga-se a casa do 2 andares na praca da
Boa-vista n. 6 com commodos suficientes
para qualquer familia acha-se consertada e
acoada : a tractar na rua do Hospicio n. 14,
ou na botica da mesma casa.
as Aluga-so urna propriedade na rua da
Moeda n. 9 com dous andares e dousso-
taos, bastante grandes com vista para o mar,
quo discobre o forte do Mallos todo, e por pre-
oo muito commodo; quem o pretende; dirija-se
a rua da Cadeia loja do Joao Maria Sove &
Filho.
= Bernardino Maia da Silva, rotira-.se para
fora da provincia.
O procurador da cmara municipal desta
cidade abaixo assignado em virtude da de-
liberaciioda mesma cmara tomada em sesso
do 29 de mareo p. p. faz publico para co-
nhecimento de quem convier que a alericao
dos pezos e medidas d'este municipio ter co-
meco do dia 19 d'este mez em diante, e se con-
cluir no ultimo de junho p. futuro, devendo
arevisao ter lugar nos mezes de agosto e setem-
bro, Os interessados deverao dirigir-so ao ex-
arromatante Joao llario de Barros morador na
rua do Arago casa n. 28, o qual se acha cn-
carregado d'este expodiente sob a administra-
rlo do abaixo assignado.
Antonio Joaquim de /Helio Pacheco.
Kdcvin I'. Adams cidadao dos Estados
Unidos retira-so pura fora do Imperio.
as O abaixo assignado capellao da llha de
Fernando de Noronlia faz sciente ao respei-
tavel publico que de ora em diantc deixa de
sor seu procurador Joo Joaquim de Figuoiredo,
passando a Manoel da Silva Tavares.
O Padre .Iodo Tacares de 31 ello.
JozeMorcira Jnior, menor, o subdi-
to Portuguez, retira-as para o Rio Grande do
Norte.
=Quinta feira20 do corrente haver 1 lindo
diverlimonto na casa da Sociedade Natalense ,
do baixo da direcca de Rafael Lucci consis-
tido em eantorias dancas o urna pantomi-
ma histrica intitulada Os I res Principes de
Salermo, composta por Joao Wanimeyl ter-
minando por um novo se Hymno Gratulatorio,
dedicado aos habitantes da Provincia de Per-
nambuco = cantado por M." Carmela Adelai-
de Lucci : composicao de Rafael Lucci.
Os bilhetes vendem-se na rua do Crespo, lo-
ja n. 8 ; na rua do Queimado, loja de louca n.
32; o no botequim junto da casa pelos pro-
cos seguintes: {,'allarias 1500, o platea 1000 rs.
N. B. Asegunda o terceira gallaras sen-
do reservadas propriamonte para as familias,
nenhum horncm apesar de munido do com-
petente bilhete poder nellas ter entrada, sal-
vo se se apprcsentar junto com a sua familia ; e
o mesmo ter lugar para com qualquer senhora,
1G0, cavada nova a 80 rs. a libra : no patio
do Carmo esquina da rua de llortas, lado di-
reito n. 2.
= Vende-se louca da Bahia vidrada : na
ruada Cruz, n. 6.
V= Vendem-se os seguintes livros em fran-
cez : Origine do tous les cuites, em 13 tomos
por 17,000 rs. ; Emile ou De L'Education ,
4 tomos por 5000 ; Julio ou La Nouvelle He-
loise 4 tomos por 6000 ; urna ptima espin-
garda do caca por 16000 rs. ludo em hom uso
o naohaduvidadar-sepor monos: na rua de
Agoas verdes n. 92.
Vonde-se um terreno com 110 palmos de
frente e 600 de fundo no lugar ha Baxa ver-
de estrada da Capunga com casa de telha e
cacimba : na rua do Crespo loja n. 28.
- Vende-se um escravo crioulo de 20 an-
nos official de barbeiro e hom cozinheiro :
na travessa do Rozario n. 1J, segundo andar.
= Vendem-sc 4 oscravos vindos da Cidade
do Aracaty, a saber um cabrinba de 12 annos;
um preto crioulo de 16 a 20 annos ; um dito
de nacao Angola de 30 a 35 annos ; e urna
parda de 30 a 35 annos : a tractar no largo do
Corpo Sanio com Antonio Rodrigues Lima.
Vende-se urna venda na ruada Guia, n.
7 : a tractar na mesma.
Vende-se farinha ordinaria muito boa
para fabricas de chapeos a 6000 rs. cada bar-
rica : na rua Direita padaria n. 22.
Na na do Passeio n. 15 fabrica de
chapeos de sol achao-se a venda chapeos de
sol borbados para homem e senhora do me-
Ihor gosto e qualidade novamentc chegados de
Pariz o mais um sortimento de sedas e pannos
de todas as qualidades para coblir os mesmos;
tambem se conserlao com muita perfeicao to-
do e qualquer chapeo de sol e vendem-se ri-
cos cobertores de cama e cabos para chapeos
do sol eilos com muita perfeicao ; assim como
comprao-se armacoos velhasde chapeos do sol ,
no mesmo estabelecimento vendem-se bengalas
do mclhor gosto.
Na rua do Queimado n. 14, vendem se
diversos livros, como novellas historias pecas
theatraes tudocom uso mas muito barato.
Vendem-se urna negra de nacao], de meia
idade porem robusta cozinha lava e he
ptima quitandeira que paga 400 rs. vende-
se por motivos;' e um lindo molcque de Ango-
la de 12 annos ; c um negro de nacao ga-
nhador de rua : na rua estreita do Rozario ,
n. 22, primeiro andar.
N Vendem-se por proco commodo e ain-
da novos ossoguintes livros : Legislando Portu-
gueza ; Sciencia do Publicista ; Cont Legis-
laron; Diccionario trilinge Portuguez, Fran-
cez o Latim ; e Repertorio das leis extravagan-
tes : na rua da Praia n. 33 primeiro andar ;
- '...., T-----1---------....^., ...., ,,,, ,,,,,,,,, ,, t ,,, ,,u || I lili"
que se appresentar individualmente. As cri- aonde tambem se aluga um moleque
ancas menores de nove annos, pagarao 1000
ris.
Se porem chuver continuadamente das 6 ho-
ras em van te nao haver divertimento, trans-
ferindo-soodiaannuiiciado por outro annun-
cio.
= Roga-so as pessoas que (em penhores
em poder do abaixo assignado cujos prasos
marcados ja se vencerao a muito tempo ha-
jfiodeosirtirarnopraso de 15 dias contados
da data desle do contrario serao vendidos pa-
ra pagamento da divida e para que as mes-
mas pessoas ao depois se nao chamen] a igno-
rancia faz-se o prsenlo aviso.
Florido Augusto de Meirclcs.
para ser-
Compras.
= Compra-se una cadeira de 2 bracos, com
corrias oque soja de hom gosto e em bom
estado ou mesmo nova : na rua da Cadeia do
Recife, n. 39, casa de Russell Mellors & Com-
panhia.
x Compra-se o livro Feliz Independente ,
em bom uso : na rua do liivramento n. 14.
= CompraG-se oscravos pedreiros, carpinas,
e ferreiros na rua da Cruz n. 64 em casa
de Lourenco Joze das Noves.
= Compra-se urna corrente ou grilhao ,
tendo 35 a 50 oilavas sendo ouro de le, bem
feila paga-sc mais alguma cousa : na rua do
Rangol, n. 54 a fallar com A ictorino Francis-
co dos Sanios.
Comprao-se um preto, e urna preta ,
que sejao de idade e de pouco dinheiro : na rua
de Agoas verdes n. 44.
Comprao-se effectivamente para fora da
provincia mulatinhas, crioulas e mais oscra-
vos de 13 a 20 annos pagao-se bem, sendo de
bonitas figuras: na rua larga do Rozario n. 3.
Vendas
^ endem-se saccas com farinha da trra
de boa qualidade a 4500 cal branca a 1600 o
alqueire pela medida velha caf em grao a
vir em algum botequim ou casa particular.
Vendo-se urna cama de angico com seus
colxos por 40,000 rs. vende-se por ser mui-
to grande : no patio da Ribeira de S. Antonio
n. 19.
Vendem-se 4 escravas mocas com boas
habilidades duas dolas cosem, engommao e
cozinhao ; urna mulatinha de 6 annos; um
preto bom canociro o outro carreiro; dous
ditos para todo o trabalho : na rua de Agoas
verdes, n. 44.
Vendem-se urna excellcnte morada de casa
torrea sita na rua do Noguera n. 1; um so-
bradinho emolaos propros, no beco do Pa-
dre n. 8; e metade de um sobrado de um an-
dar esotao na rua Direita n. 1 : tracta-se na
na da Senzala velha n. 116.
=Y endem-se a historia Universal pelo Ab-
badeMillot, em 10 volumes ; e a historia de
Portugal em 5 v. : e o Guarda livro moderno
ern 3 v. : na rua da Senzala velha n. 116.
Vende-se um quarto podrez grande ,
possante e em boas carnes: hoje no largo da
praca da Independencia.
Yende-se novo sortimento de sapatos
inglezes para homem : na rua da Cadeia do
Recife loja n. 21.
= Vende-so um Atlas de geografa, por pre-
eo commodo : na rua Direita, botica defron-
lo do Terco n. 131.
Y ende-se um lindo cavallo rudado, mui-
togordo e bem carregador baixo ter de ida-
de 6 annos o nao tem o menor achaque : na
rua do Queimado loja n. 5.
=r Vende-se urna preta de nacaG lAngola ,
de 25 annos propria para todo o servico, com
urna cria de9 mezes : na rua larga do Rozario
a fallar com Joao Manoel Rodrigues Valenca.
Vendem se superior arroz de casca e mi-
Iho da torra por proco commodo : na rua da
Praia armazem n. 39.
^onde-se um pequeo sitio com cafesei-
ros bananeiras, larangeiras, e'sidreiras ca-
sa de taipa coberta de telha e calcada de lijlo,
todo muito bem arranjado na Matriz da
A arzea : om Fora de Portas n. 92.
Marques & Veiga vendem em sua casa
om folha de primeira e segunda qualidade para
charutos, ancoretas comazeitonas a 1200 ba-
nha de porco sem sal muito alva albos em
mauncas ogoardente do reino de 30 graos
alguidares baratos, sebolas aos centos e molhos'
barricas com fumo americano em estriga.
Vende-se um escravo de Angola-, de 20
annos com olicio de pintor preferindo-se
para fora da provincia : na praca da Indepen-
da n. 6 e 8.
Vende-se por baratissimo preco a arma-
co que se acha feita em o armazem da rua
da Senzala velha n. 116, a qual serve para
qualquer estabelecimento podendo-se incluir
bataneas, pesos e medidas, ou separado : a
tractar na mesma casa.
Vendem se meias de seda preta de peso
para senhora e pretas e brancas para meninas
de 6 a 12 annos sapatos o botins de bezerro
para meninos da mesma idade garrafas de
rolao hamburguez chegado prximamente ,
pentes de alisar de differentes modelos ditos
de bicho de differentes tamanhos facas de
marfim de fechar cartas conloes de algodo ,
brancos para espartilhos de senhora ditos de
seda preta para borzeguins de senhora homem
e meninos meiase linas do la para homem e
senhora, botins de marroquim para meninas
com ponta de lustro caixa de rap redondas
de tartaruga pentes de fechar de marfim o
(lufre amendoas confeitadas de differentes
qualidades linha de marcar em miadinhas de
Portugal, ligas de seda para senhora latas
com calda de tomates: na rua da Cadeia ve-
lha n. 17.
Nos armezens de. Manoel Antonio de
Jess & Filho portraz do theatro vendem-
se farinha de trigo de SSSF e SSF por preco
commodo ; e barricas vasias promptas para as-
sucar.
=: Vende-se urna vonda no oitao do Livra-
mento n. 2 : a tractar na mesma.
= Vendem-se ladrilhos de marmore bran-
cos azues com os seus competentes cantos ; o
pedras de superior marmore braneo para tre-
mes e mezas do meio de sala, chegadas ago-
ra de Genova por preco commodo : na rua
Direita, n. 120, segundo andar, ou no ar-
mazem de Antonio Annes na rua da Alfan-
dega.
= Vende-so o sobrado de 3 andares n. 30
na rua larga do Rozario cdillcado a moderna:
na mesma rua n. 26 primeiro andar.
= Vende-se um carro de duas rodas com
lanternas e arrcios em bom estado por preco
commodo : na rua do Hospicio n. 14.
= Vende-se urna cadeira da Bahia de ar-
ruar com pequeo uso : na rua do Hospicio,
casa n. 14.
= Vendem-se'manteiga de porco ; e farel-
lo : no escriptorio de L. G. Ferreira & Com-
panhia.
= Vendem-se 8 pipas de agoardente branca:
na rua do Livramento armazem de molbados
n. 20.
= Vende-se superior vinho de champanho
a 1600 a garrafa e 16000 rs. a duzia : na
rua da Cadeia do Recife, armazem do Sr. Mar-
tin? Costa defronleda botica do Sr. Vicente.
= > endem-se os muitos procurados, e mui-
to em moda cortes de vestidos de la de muito
lindos padrees por ter chegado prximamen-
te urna caixa : na ruado Cabug n. 16, lo-
ja de Antonio Joze Pereira.
= Vendem-se um cavallo russo com muito
bons andares; e urna quitarra de chave o mais
rico possivel chegada de Lisboa : na rua do
Vigario, armazem n. 23.
= Vendem-se 6 cadenas de superior ma-
dcira de mogno, um espelho grande, 4 caixi-
Ihos, todosenvidracados, preprios para miu-
dezas ; assim como um resto de miudezas : no
beco do Sarapatel, n. 16, segundo andar
Escravos fgidos.
- Desappareceo da Ribeira no dia 10 do
corrente urna crioula de nome Juliana de 16
annos, baixa, pouco grossa, bem preta, bons
dentes nariz meio afilado olhos vermelhos e
abitombados sem dedos no p esquerdo o em
fonda levou saia de chita branca ja desbota-
da ; quem a pegar leve a rua da Cruz n. 3, quo
ser recompensado
== Fugio do engenho Mupan termo do
Cabo, o moleque Sevcrino bastante ladino,
de 19 annos, suspeita-se estar nesta praca ;
quem o pegar leve a rua Augusta n. 1 se-
gundo andar, quesera recompensado.
As duas horas da tardo do dia 12 do cor-
rente tendo sabido a vender rollas um moleque
de nome Bernab, com 12 annos de dado,
crioulo, falla meio gago alguma cousa bicu-
do somente com calcas do algodao da trra,
n5o tem at* o presente apparecido, porisso so
supoe estar birlado ou lugido ; quem o pegar
leve ao altcrro dos AfTogados sobrado n. 7, que
receber 20,000 rs. de axatificacao.
na rua do 4mnrim n 50. o seomnfl r
-'" i i*Cirt,
A litr. vr. ai.

F. UEfARIA.=l4j

J


Full Text
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