Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04924


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Full Text
Armo de 184.9.
Qiiarta Fefra 9
T-to agora dependa .le na meamos ; da noasa prudencia raoderaco, tnarpia : Coa-
sjttUSWM como urincii-iamos e seremos apuntados Coa admirado entre as Nar.ies mait
*UK*a ( Proclamacjo da Assemtiles Geral do draul.
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
Goiannc Paraliiba o Kiogrande do iN orle segunda- alexias feiras.
l!, -1 .' i c Garanliuna a 10 e 24
Can.. rinhem, Kio Formoso Porto Calvo Macein ,
Boa-\is.a c Florea a 3 e 2?J. Santo Antuo, quintas feirat.
DAS Da. .tEVIANA.
J7 de;, i. Roberto R. Aud. do J de da 2. t.
JS 'lerc. i. Alejandre M. ud.iliij. de I). ds I. T.
Jt) 30 Vial. a. Ju.io Cl rnici, Aud do J. de 1) da 2. t.
3i tal. a. Ralbina V. M Aud do J. de 1). da 4 t.
4 Sal, l. Macario Kel. Aud. do J de 1). da 3. t.
2 liom, a Francisco de Paula Fundador.
e Alagoas no 1. 11
Olinda lodos os das.
de Marco
Armo XIX. N. OTJ
Diario publica se toninos illas que n.io forera Sannficadna ; o ( reco da aaaignatura h.
A de tres mil res por quaiirl pajos adiantadoa. Os aanunoios dos issignaolea aAo inserido,
V praca, e oa dos que o n.io foiem rallo de 80 res por linha. Al rr.-lamac.oes deten sel din.
'l gidaa a esla Typ., ra (!aaC'nre N 34.oo a praca la lo lerrndencia loja de lirroi N. 6a 8#
Ciusiiis No 'lia
Cambio sobre Londres JS n 5s l| d. f. II .
i i i'sris odO res por tranco.
Lisboa 1U0 por 100 de premio.
Moeda de cobre 2 por 10(1 de descont.
dem de lalraa de boaa firmas I | por
28 de Marco
Ooao-Moada da 6,400 V.
<( N.
a a de 4,001)
PluTa.-1'alaco.-a
Petoa Coluauarai
K ditos Mfn atiol
compra
Ib,ojo
li.SJJ
8,300
1,740
1,740
1,740
Tenda;
15,20)
15,000
8,500
1.760
1,760
1,760
FHASliSiJA lUAINOMI.Z DEMARCO.
I,,
i I., II 3 I
i 43
as 7 uoras a 2 J m. da m.
V V
5
La Clieia IP, s 3 boraa a 3) Da, da m.
I^utri. iii.ii;. 2, as S horas a I i .n. di i.-ir.l. I Qafl. creso, d
Preamar de hoje
i. a 3 horas a 42 a. da manha. | 2. al boru e 6 m. da tarda.
ir ilHaalaag
ni. ila ma
nlia.
I
DlikEl
Commando das Armas.
EXPEDIENTE DE 9 DO CRREME.
OITlcio Ao E\m. Presidente, informando
o requer ment de Noberto Alves Cavalcanti ,
que peda a S. M. I. agraca de o reintegrar no
pasto de tmente de primeira linha do exercito ,
que perder em conseqenci de sentenca con-
demnatona rundando a sua supplca no in-
dulto que o inesnio augusto senhor conceder
nos desertores por decreto de 18 de julho de
18U. **
I)ito Ao mesmo E\m. Sr. ponderando-
Ule que O paisano Joao Francisco, que ora fu-
ra reerutado para a inarinlia liavia em desem-
bro do auno lindo sido recrutado para o exerci-
to c solt a 17 do mesmo me/. por ter pro-
vado que era menor de 17 anuos, f i 1 lio da
viuva Mara do Rosario o seu arrimo c de
duas orlaas.
Dito Ao mesmo Evm. Sr. enviando in-
formado o requer monto do soldado Joao Car-
nelro Monteiro, que pedia o pagamento da gra-
tificaban de 8$ reis por ter prendido ao deser-
tor Lourenco Fragoso da AssumpcSo.
Dito Ao mesmo lxm. Sr. signiicando-
Ihe, em cuinpriinentodo sen despacho de 6 do
crrante, que Francisco Borges de Je/us lillio
de Bernardo Vleira do Espirito Santo llie lo-
ra remettldo para assenlar praca pela salla das
ordens da Presidencia com deca racao de ter
30 annos de idade), no dia 18 de levereiro des-
te anuo dia em que verilicou a sua praca no
segundo batalhao de artilharia a p.
Dito Ao inspector da thesouraria para
que houvesse de mandar pagar a Domingos Fer-
roiraJorge, a quantiade l:2$80 >; importancia
dau sepulturas dadas pela irniainlade da Concei-
cfio dos militares no mz de l'jverciro ultimo aos
soldados Francisco Crrela eJos Luis.
Dito Ao desembargador chefe de polica ,
communicando-lhe, que mandaia assentar pra-
ca ao recruta Joao Pereira e por em custodia ,
o de nomejos Ribeiro por allegar imapaci-
dade lisien.
Dito Ao inspector da thesouraria commu-
nicando-lhe que o destacamento do Bonito ,
se dissolveo no dia 8 do mez de levereiro e re-
mettendo-llie os papis de contaliilidade de Ja-
neiro e os que diziao respeito aos 7 dias de
levereiro.
DitoAo delegado do termo do Bonito, com-
nunicando-lhe o exposto no oflcio precedente,
com o que licava respondido o seu de 20 de le-
vereiro datado.
Dito A<> delegado supplente do termo do
Bonito rcmettendo-lhe os recibos do ollicial
roinmandante do destacamento para seren de
novo organisados no sentido que se Ihe indi-
cava.
dem DO da 10.
OfTicio Ao Exm. Presidente, enviando-Ihe
em duplcate o mappa da Torva de linha e
da guarda nacional destacada pertencente ao
mez de levereiro ultimo.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. acerca da du-
vida apresentada pelo com missario fiscal do mi-
nisterio da guerra, sobre o pagamento dos ven-
cimentos dos reformados, queestavSo destaca-
dos em Gaib eem Ka marac.
DitoAo mesmo Exm. Sr., informando o rc-
querimento de Francisco Rafael de Mello Reg ,
cadete do segundo batalhao de artilberia a p ,
no qual supplicava licenca para frequentar a
escolla militar, dando-se-llie passagem no va-
por, que esteva a ebegar do nortecom direcefio
a corte.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. sobre o abono
de dous meses de sold, e commedorias de em-
barque que pedia o reverendo Antonio de Fa-
ria Neves capelln do 4. batalhao de fu/ilei-
ros, que devia seguir para o Rio de Janeiro no
vapor, que Mua de chegar do norte, expi-
dLdo-se a este limas necessarias ordena e pa-
ra serracdbido a bordo com um criado.
Portara = Ao major cominandante interino
do segundo batollio de artilberia, mandando
considerar com licenca estudando na corte, e
passarguiaao cadete Francisco Rafael de lleil I
Reg, que para ali segua no vapor faraense,
e na mesma conformidade ao sol la lo volunta-
rio Francisco do Sousa Cirno que lamb m ob-
tivera licenca para estudar na dila escolla.
Thesouria da Fazonda.
EXPEDIENTE DE 2j* DO PASSADO.
Officio Ao Evm. Presidente a cerra do
pagamento das prestaedes, que os ofllciaes de
rommisso do batalhao provisorio, deixarao
nesta provincia as suas familias.
DitoAo mesmo Exm. Sr. sobre osven-
cimentosdoscirurgidesManoel Bcrnardino Mon-
teiro, e Joao Thimoteo da Rocha GalvSo.
Di'o Ao mesmo Fxm. Sr. informando o
requprimento de Ignacio Francisco de Mallos
Varejao em que pedio o lugar de procurador
dos tintos da fasenda.
DitoAo mesmo Exm. Sr. sobre aconta
dos objectos do expediente, quedeviSo serfor-
nr-cidos ao capitSn Antonio Francisco de Sonsa
MaitalhSes pelo lempo que nos anuos de 1833
a 1838 commandou os engajados que guarne-
can a fortaleza de Tamandax.
Dito Aocommandante das armas, rogan-
do expedase as suas ordens a lim de que 0 ca-
pitn commandante da COmpanha de (-avalla-
ra appresentasseacontada comprados cavol-
los para a dita companliia.
Bilo Ao inspector da alfandega partici-
pando ler S. M. o Imperador se dignado de ac-
cordar o imperial beneplcito nomeaco, que
Bzera oronsl geral daSuissa na corle do Rio
do Janeiro, de Francisco Porta para exercer nes-
ta provincia as fnncies de cnsul ad interim.
igual participado se fez ao administrador'da
mesa do consulado.
Dito Ao inspector da alfandega partici-
pando ler sido indeferdo o requeriineitto de Jo-
s. Francisco de Azevedo Lisboa consignatario
da escuna portuguesa denominada ConceifSo em
que pedio ser alliviado da multe, que Ihe foi
imposta por nao ter appresentado o manifest
na devida forma.
DEM no DIA 27.
OfTicioAo director do arsenal de guerra ,
rogando, que com a maior brevitlade mandasse
appromptar 600 saccas defarinha de mandioca,
que devao ser remettidas para Fernando de No-
ronba no patacho Pirapama.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado para informar circumstancadamente so-
bre o augmentoda consignacSo queso faz ne-
cessario para as despesas daipiella mesa no cor-
renle ezercicio.
Portara Ao collector de diversas rendas ge-
raes do municipio de Santo AntaoO inspec-
tor da thesouraria de fasenda em conformida-
de da leliberacao tomada em sessao da mesma
thesouraria declara ao Sr. collector de diver-
sas randas do municipio de Santo Antao, em
resposla ao seu offirio de 2 de novembro ulti-
mo que a disposraodo artigo 42 da lei pro-
vincial numero 7:1 de 30deabril delSl!), con-
cebido uestes termosDo diada publicaoaodes-
ta lei a seis meses improrogaveis serao pagas
as meassizas doseseravos, que se esliverem" a
dever ; e (indo este praso nem a mesa das ren-
das internas provinciaes e nem os colhrtores
podero receber slza, que a vista do papel de
venda se qneira pesar 30 dias posteriores a sua
datanao comprehende a divida activa dste
imposto at o limde.jiinhode 1833 ; por que
pertencendo "i recelta geral deve continuar a ob-
servar na sua arrecadacjio o que as respectivas
lea determino.
Iguaes portaras forao dirigidas a todos os
mais col lectores da provincia supprimidas as
palavrasem resposta aoseu oflicio dea de no-
vembro ultimo.
DEM DO DIA 1. DO CORRETWE.
OfTicio Ao Exm. Presidente, dando lodos
os esilinecimentos sobre 0 que expendeo no of-
flciO, que BCOmpanhoO, 0 brigadero comman-
dante em chefe das forras do Rio Orando do
Sul, e o que nerorre a respeito das prestacoes ,
que por esta provincia se abonad as familias do
rapito Fclippe Marques tos Sanios, e doquar-
tel-mestre Jernimo Ignacio dos Santos.
DitoAo contador da thesouraria, remet-
iendo por copia o ohlcio do inspector da thesou-
raria da provincia do f.oardcO de levereiro ul-
timo a flm de flear na fntelligoncla de que o
Exm. Presidente da mesma provincia eontina
por ella a receber OSCU ordenado do 1." do dito
mez em diante ; e que as quantias por aqu pa-
gas at o flm de Janeiro (piando algumas te:
nho sido levadas a conta do ministerio do im-
peli, devao passar para a do supprimento,
que se faz sobredita provincia.
Tribunal da Kclacao.
SKSsv ni: 28de maiu;o de 18V3.
Na cansa de dia de apparecer vinda do jul-
io do ctvel da comarca de Santo AntSo a re-
pieriinento de Antonio (nncalves ila Fonroca .
e outros contra o tonente-coronol Jos Rodri-
gues de Sena, eoutros, escriviko Ferroira, re
ni indou houvirao doutorcurador geral dos or-
faos.
Osemliar.'ns de Maria Fran-s-a da Apresen-
tacao contra Thoin iz (lomes de Araujn na
causa de appellacjio civel da enmarca do Limo-
piro, escrvao Rezo Ransel : forao rocebidos,
reformado o accordao embargado e a senten-
ca. de que'se uppellou.
A revista civcl entro partes recorrento Wonoel
Cardoso.de Asniar, e recorrida a fazenda na-
cional, escrivao Posthumofoi Julgada em par-
te a favonio recrrante.
Oaggravodepcticicjio do mizo da primeira
vara de>ta cilade aggravante vntonio Forreira
la Costa Braza, caz&ravado Francisco Bernar-
do de Carvalhn : foi prvido.
Na apoellarito civel tiesta cidade app"llante
Jos Marques da Costa Soares, appellado Anto-
nio (Marques da Costa Soares como cessiona-
rio do Exm. eRm. Sr. Rispo I). Thomaz de
Noronha escrvao Jacome, se mandn vista
ao doutor curador geral dos tufaos.
Oaggiavo depeticaodo juizo do t vid da 1.a
vara tiesta cidade ai-Tavanle Goorge Keinvor-
tbv V C* contra Jos Badgaray nao leve pro-
vimento.
Na appeilac3o civel deste cidade appellante
Miguolda Foncnca Soares eSilva, appellado lur-
nacio Bento de Laiolla escrivao Forroira, foi
confirmada a sentenca recorrida com declarac.lo.
PERNAMSUCO.
neiro da Cunha |. secretarioAntonio Jos de
0liveira2. secretario.
Resumo dos debates da st$$aS do dia 27 de
marro.
Depois tle approvada a acia da sesso antece-
ilonte foi opprovado sem debate um requer-
monto do Sr. I)r. I aria em que pedia que
a comm. de constit. o poderes tl o seo pare-
cer com urgencia a cerca do prnjecto de estatu-
ios para o seminario de Olinda -- O Sr. presi-
dente declarou que conlinuava a discussSodo
projectodi loitleoreamento art. adiada na
sessao passada ; mas <> Sr. .los Pedro roquereo
urgencia para o prnjecto de fixaco da Torca po-
licial. O mesmo Sr. presidente ( que entao
era t Sr. Pona Lcenla por liaver faltado o
Sr. I)r l'ctlro Cavalcanti
i,irnii
quo
tinha diivida em atlmiltir esse i"ei|ueriniento ,
porque na casa em mitra sessao se tinha
vencido urgencia para o projeclo, que elle de-
clarou em discussfio. OSr. I. secretario in-
forma, queessa urgencia foi para entrai o pro-
jeclo tle lei tln ore.ment cm 2' discUBSO '. e
nota quese tendoassim vencido sed alguma
contradicSo cm se dan lugar aoroquerimonlo do
Sr. Jos Pedro o qual diz, que nao sabia da
urgencia fallada mas pelo que informa o Sr.
I. secretario elle conclue que se no di con
tradicao na admisssao do seo requer ment ,
pois que a referida urgencia sobre o projecto do
lei do ornamento foi vencida para apressar-se a
sua disenssao abreviando-so os dias, que era
de mis ter que decorressem para entrar entao
em discussao, e nao de preferencia qualquer
oiilro projeclo I.-se a acia em que se aclia o
ret| lerimento da urgencia vencida. OSr. I)r.
Mondes entendequeo requcrimontodoSr. Jos
Pedro nao tem lugar. Diz que a relerida ur-
gencia do projecto de lei do orea monto loi ven-
cida sem limita ao : e por SO pensa, que lia
contradicho em seadmillir dito requermento;
assim comojulgaque se so for dando lugar a.
requerimentos contra > ven ido inlerminavel
tornar-sc-ha a queslo de urgencia OSr.
presidente consulta casa se Heve atlmiltir o
requei ment dito. O Sr. I)r. Neto, pela
orden) diz que elle ( presidente ) compete a
rJecisao tles'.e incidente : que tendo-se vencido
j a urgencia mencionada, o Sr. presidente con-
siillainlo o regiment d lugar a discussao do
mesmo roquermonto ou nao Nesta occa
siao ebega o r. Dr. Pedro Cavalcanti, quo
oceupa a cadeira da presidencia e concede t|uo
o Sr. r. Neto continu, lste insiste notjuo
dizia e acrescenta quo quando o mesmo re-
juerimento soja admiltido nao mecer ser ap-
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta da 20.* sessdoordinaria da Assembla F.r-
gislativa Provincial de Pernambuco em 23 de
marco de 1813. ***
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada acharao-se presentes 2(
Srs. depulados faltando osSrs. Lopes Cama,
Machad i Ros, Pereira de BritO, Mello, Manoel
Cavalcanti, e Dantas. O Sr. presidente decla-
rou aborta a sessSo futida e approvada a ac-
ta da antecedente.
EXPEDIENTE.
Foi lido e opprovado o seguinte reqjieri-
mento do Sr, Fara :roque!ro que a com-
missaode contas e poderes d com urgencia o
sen parecer a respeito do projecto de estatutos
para o seminario episcopal do Olinda.
o ni: vi no DIA.
Continuando a discussao do artigo i), da lei
do orcamento provincial com as emendas rece-
ludas na sessao pussa la o Sr. Jos Pedro pe-.
dio a palavra pela ordem e uppresentou o re-1 provado. O Sr. presidente informado do que se
querimento seguinte:requeiro, que se descu- passou admitte o relerido requerimente pois
la com preferencia o projeclo de lei da forra po-
licial:appoiado e approvado.
O Sr. Neto mandou o seguinte :requeiro a
nanacha cnilrrdi fin em ser esle abracado, ten-
do se vencido antes a urgencia do projecto de lei
do orcamento : entra por tanto em discussao.
urgencia para se discutir o projecto n. 3 do cor- ()Sr josPedrodiz que a urgencia vencida
unte anuo tle preferencia a nutro quabiuer ob-
jeclo inclusive a forra policial : appoiado ,
e depois retirado a pedido do seu autor.
Entrn por tanto em 3. discussao o projecto
de lei da loica policial. Forao lidas, appoia las,
e entra rao em discussao as seguintes emendas :
doSr. Jos PedroficSo em vi.'.oros artigos da
em nada se oppdCfl que elle requerer: quo ape-
a r de ter a assembla concedido aquella urgencia,
pode conceder taiiiliem esta entcntleri lo-a ne-
cessaria Mostr que o projeclo da Gxacloda
leica policial deve ser com preferencia discutido
ao de orcamento, porque tendo-se ueste do
lei n. 78, quenaoforem revogados pela pro- marcara quota para o pagamentodocorpode poli-
gente com excepcao da primeira parte do 3.:
do Sr. Barros Cavalcanti ao artigo 2.o cor-
pe conservar a organisacao actual :do referi-
do Sr. Jos Pedroem lugar das palavras re-
vocadas, diga-sealteradas :do Sr. Carnei-
io da Cunbaartigo 3.flco revocadas as leis
n. i)(, en. "s. e todas as disposicScsem con-
trario a presente:do Sr. Oliveira ao artigo
2siippriina-se as palavrascom tanto que
at o flm d" artigo
Encerrada a discussao foi re|eitada a emen-
da siibstiliiiliva do Sr. Barros Cavalcante, ap-
cia. neeessano prunciro saber da iixucaneorga-
nisacao ilesle porqanto segundo esta, que
se tem do marcar a dita quota \ ota portan-
to pelo seo requer ment. OSr. I)r. Mendos,
declara quese nSo pode conforma! com a deci-
so do Sr. presidente O Sr. I)r. Neto : Ag-
gravo OSr. presidente lembra que est em
discussao o requerimento soment OSr. Dr.
udes, diz quo 6 contra elle que temdelal-
' ir. Vota contra, ponjue abrangendo a r-
iriieia tcitamente nina preferencia e tendo-
provado o art. 3. do Sr. Carneiro da Cunha, w incido aquella a corea da lei do orcamento
et emenda do Sr. Oliveira, e prejudicadas a ....., ,,, (o,,lls osoutros projoctos.
duirais: e de? la maneira passou o projecto en .. ; y
.!. discussao. Dada a hora, o Sr. p esidented Du 'I;"' ;'-';' leve respeitar as suas mes-
para od.mu do dia a mesma de boje, e levan-
tou .i sessao.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerqut
J ni ViJii \ ii'i'-iHVsiU.Mili- / .'. i ..-.. ';><,' Csi'
mas decisooso deliberarles ; por isso o reque-
rimento no deve ser approvado pois quo d
lucir a urgencias interminaveis, e muitos
llicur.l



S
'A
M


2
O Sr. Jos PeJro insiste no que sustentou ;
prova a necessidade da urgencia que requer.
O t. Dr. Neto combate o requorimanto. Diz
que nao se tratavaainda no projecto que de-
via entrar em discussao ( de orcamento ) da ru-
brica sobre o corpo de pjlleia pelo que es-
cusada era a nrgencia por esta rasa o em que
se fundou o Sr. Jo Pedro a qual prevale-
cor faria com quecom diliculdadc se discu-
tisse o mesmo projecto pois que ha outros em
que se trata de quanlitativos como a cerca das
congruas de vigarios, &e. Entretanto entende
queso pode mar de urn dos dous remedios ,
que vaeaponlar : 1. concluir-se a 2' discusso
do referido projecto approvada a rubrica so-
bro o corpo de polica tal qual estiver, para
entao na 3' discussao depois de approvado o
la Jorca policial fazer-se a alteracao e emen-
da que for necossaria co.n) acaba do se pra-
licar com a rubrica secretaria da assemblea ,
que passou como est no projecto apezar de
nella se incluir urna quota para o contracto de
tachigrafo.s, e nao estarem engajados estes: 2.
adiamen'toda mencionada rubrica do corpo de
polica quan lo ell. se chegaY, para que se-
je discutida depois da approvacfto do projecto
sobre o corpo de polica Di/, que as razes a-
presentadas pelo requerimento nao concluem ,
pelo que vota contra este. OSr. Dr. Mendos
falla de novo; combata as razos do Sr. Jos
PeJro cujo requerimento foi approvado.
O Sr. Dr Neto rnindou un requeaimanto
do urgencia para o projeeto n. 3 deste auno ,
com preferencia qudquor outro inclusive o
da xaeao da torca policial. Diz que o seo
lequsrimonto est as inesmas circunstancias ,
que o que foi approvado ; e assm quera ver se
quem votou por este votara contra o em dis-
cussao. Que de muita necessidade que
seja attendido j o projecto n. 3, porque na
casa existem 2 represen taces, urna de pessoas,
qne pe.lerrroque Ibas di o mesmo projecto e
outra de outras pessoas em sentido oppnsto; pe-
lo que dito projecto dove ser logo discutido.para
prover-se ao mal, e vexames qaesoTrem os
primeiros peticionarios. OSr. Dr. Faria quer
justificar o voto que tem de dar sobre a materia,
visto que pretende votar contra o requerimento.
apezar de ter sido favoravel ao primeiro. Mos-
tr que nisto nao lia incoherencia. porque
DOStese pedia urgencia para o projecto que a
mereca em consequencia da razao produzida
de se ter de assignar na lei do orcamento um
quantitativo para pagamento do corpo de poli-
ca entretanto que no requerimento cm dis-
cussao so pede urgencia para um projecto, em
que se nao tem de assignar um quantitativo.
Entende que nao ha paridade, equeporesse
modo justifica o seo voto. O Sr. Dr. Neto pe-
de retirar oseo requerimento; o quo Ibo foi
concedido.
Enlrou por tanto em 3a discusso o projecto
sobro a lixaco da torca policial. OSr. Dr.
Pedro Cavalcanti doixaa cadeira da presidencia,
e obtondo a palavra diz quo como se quer
entender que o Exm. presidente da provincia
pode diminuir u sold dos ofioiaes do corpo de
polica passando o projecto elle se levanta pa-
la declarar, quo O Exm. Presidente nao pode
fazer essa diminuieao por que a lei a que di-
to projecto se refere sement annua no artigo
1. e permanente quanto aos mais art. Diz
que nao approveitar o argumento que con-
tra essa sua opiniao so aprsente, deduzido
da le i ger.l sobre as torcas do mar e trra que
toda anima porque nao esto no mesmo ca-
so a assemblea geral e as asscmbleas proviooiaes:
a aquella a const. do imperio deteriniuou, que
fizesse urna lei do orcamento as palavras fixar
annual/nenle snb infor macando governo as
/orea de mar e Ierra ordinarias e extraor-
dinarias ; estas porem o acto addicional nao
impoz esse dever mandando fixar sob in-
formaco do presidente di provincia a forcu
policial respectiva.
"Sr. Jo.> Pedro nao partlha dessas ideias ,
entende que a lei provincial.de que se falla
toda annua e assim que passar o projecto ,
o Exm. Presidente da provincia ver-se-ha na
necessidade de diminuir o sold dos ofieiacs do
corpo de polica.--O Sr. Dr. Neto diz que
considerada a quosto pelo lado porque a en-
carou o Sr. Dr. Pedro Cavalcanti isto en-
tendendo-se que a lei nao oan lazer urna emenda e ajtcraoao no artigo 3. do
projecto OSr. Dr. Pedro Cavalcanti-- Con-
venho. OSr. Dr. Neto julga entretanto que
a l.;i annua e assm se tem entendido na as-
semblea desdo 1836. Demonstra o quo diz
Forao a mesa varias emendas ; dos Srs. Barros
Cavalcanti, Jos Pedro Carneiro da Cnnlia ,
e Olivera O Sr. Dr. Carneiro da Cunha
pede lcenca que Ihe foi concedida, para ret
rar urna sua emenda. OSr. Dr. Neto comba
te as emendas em discussao : diz que a do Sr.
Barros ("avaleanti restabeleeo as disposices de
lea, que determinfio urna organisacao paran
corpo do policia entretanto que sto nao que-
pa o projecto. Fuiia contra a emenda, que
manda restabelecer a organisaco actual do re-
ferido corpo e vota contra el'a porquo nao v
motivo para so temer que sondo boa essa or-
ganisacao pelo que se pretendo determinar ,
o Exm. Presidente da provincia a n5o conser-
ve. Entende quo este um arbitrio, que se
Iho deve dar. Aprsente outras razoes contra
a emenda, econclue dizondo, quo sabe, que
ell.s nao .agradars quem quer que tiver
interesse em que passe o contraro ; que o me
nos, que o corpo de policia lho faz empra-
zalo para as novas elleicoes ; mas que por este-
lado nada tem a recoiar. Quoquando obti-
vesse votos desse corpo as elleicoes elle ora-
dor-jamis os pagara trahindoo seo dever ,
e comprometendo a sua honra ; pagaria
com requeri.r.ontos com defesas dos consti-
tuintos dos votantes &c. ; mas' nunca prore-
dendo de urna maneira diferente da que tom
seguido nesto negocio. Que o corpo de Poli-
cia votar sempre com o Governo e assim se
ello tver o Gpverno por si ter votaoo ape-
zar do que tem dito sondo o proprio Sr. Com-
mandanle Geral quem nelle votara. O Sr.
Barros Cavalcanti diz que o orador morro com
essa vontade. O Sr Dr. Neto diz quo elle
( Sr. Co nmnndantc ) at procurara votos para
elle orador. O Sr. Barros Cavalcanti diz, que
engana-se. O Sr. Dr. Neto, porgunta-lbe
porque ? Se se considera to rancoroso que
pelo que elle tem dito assim procedesse ? O
r. B irros Cavalcanti nao por isso. OSr.
Dr. Neto porgunta porque hecnto? Se o
nao julga com capacitado ao menos doserel-
leitor de Parochia. O ->. Barros Cavalcanti ,
no meo juizo, nao. OSr. Dr. Neto, diz
que nao quero juizo desse Sr. ; quo hesuspei-
to que quer o juizo de quem com juizo, e sera
paixao o ulguo. Que soffra o que soffrer, ou-
cadaquelles ataques na caza elle orador vota
contra as emendas, est da mesma opiniao,
que j omiti, pois nao a Assemblea para
servir ninguem.
O Sr. Jos Pedro falla favor da emenda
lo Sr. Barros Cavalcanti o da queoerecco :
mostra quo aquella nao est em opposico com
o quo se quer, isto que nao faz restabele-
cer a antiga organisaco. Mostra que o sold
dos Officiaes de Policia nao devem ser diminui-
dos &c. Os Srs Laurentino e Carneiro da
Cunha eedem a palavra para se votar. Temi-
se de proceder a votacao do Projecto primei-
ro que as emendas o Sr. Dr. Pedro Caval-
canti, pula ordem, diz que a votaco deve prin-
cipiar pelas emendas discutidas e nao pelo
Projecto, segundo o regiment. Assim se pro-
cedeo, sendo.approvadas as emendas dos Srs.
Carneiro da Cunda e Olivera e regeitadas
as outras. O Projecto sobre n fxncao da forra
Policial ficoii approvada em 3. discusso. Ten-
do dado a hora levantou-se a SessSo.
Va rcela de.
O CATUPUCEIRO.
Os Bibliomaniacos.
Esta especie de loucura he a d'aquelles sujei-
tos cuja paixao dominante cuja idea fixa he
ter muitos livros, ainda que do bem poucos se
aproveite, e ulilize. Tal era, por exemplo, cer-
to fidalgo em Lisboa, quo a lodo o mundo con-
tava que possuia onze mil volumes, aos quaos
engracadamente chamou as onze mil virgens, o
celebre poeta Nicolao Tolentino ; porque o tal
sonhor fidalgo era um grande tolo.e nunca abri
para lorum s de tantos livros. Assim tambem
um Cura que possuia bastantes livros herdu-
dos de seu pai lavrador, tinha-os intacto, e cha-
ina va-os os seus hni-.il!los.
Militas especies ha de bibliomaniacos, que se
podem rodusr a exclusivos, fantsticos me-
losos, vaidosos, e thezaurisadores. O biblioma-
niaco thezaurisador julga-se feliz com a posse
dos seus livros ; porque os ama com ciume. A
sua bibliotbeca lie um serralho onde nao en-
trao nem os mesmos eunucos. Seus prazeres sao
discretos, silenciosos, e ignorados. Elle nao
permitle ainda ao maior amigo a vista de uina
ile suas amazias, s vezes bem pouco dignas de
excitar desojos; e porsuade-se, que nenhum ri-
val Ihe disputa os atractivos de mpressfio, e en-
cadernacao quemis, que muito o enfeiticao.
Seus gostos sao solitarios; nega as suas riquezas,
como se temesse ladres e dellas mesmas s'en-
vergonha, como se as houvesse ilicitamantc ad-
quirida AfFlige-se quando oapcrtocom per-
guntas a tal respeito e antes mentir do que
confessar-se sonhor d'um volumo, quo cornprou
com o seu dinheiro. Tom este maniaco os seus
livros fechados debaixo de tres chaves, escondi-
dos por dotraz d'uma cortina mysteriosa, semi-
Ihante ao veo d'arca snela} precaucOes rara-
mente justificadas pela mesma nature/a das o-
bras. Ha em tacs bomens urna paixao roncen- rara vn;i ao assassinio de seu pai !
trada puramente egoista, e nutrida de seu
proprio alimento, paixao. quo ellos terio por
profanada. se o sbjcct uS fosse para o
mundo um mysterio. Nao faltao senhoras docn- mantico e a este vocabulo mgico nao tive ,
tes deste mal; porque tambem sao thezaurisado-
ras nao de todo e qualquer livro se nao de
novellas. e poesias. Nao compro, nao lem, nao
guardao outros livros que no sejao desta na-
tureza : e manoira do avarento, que pelo ha-
bito de aferrolhar o dinheiro, e de excusar-se a
dispezas adquire certa frazoologia acanhada e
mesquinha assim aquellas, a forca de lidar
com o seu thesouro tomo um estilo romnti-
co, sentimontal e assucarado que as torna
asss desfructaveis quando nao chogao a cor-
romper-si de todo.
O bibliomaniaco vaidoso tem bellas edices,
encadernaeoes explendidas, urna bibliotbeca cm
summa bem escolhida, e bem arranjada dispen-
dendo no pequeas sommas para a completar.
Mas lal he a sua miseria que nunca lep nem
quer ler: elle faz colleccesde livros, como faria
de quadros deconchinhas, de passarinhos em-
paliados de borboletas, de bisouros &c. A
sua bibliotbeca nao he outra cousa mais, do que
urna curiosidade que elle mostra seja a quem
for a mulheres a meninos, a rsticos, e e-
diotas, embora todos estes ignorcm inteiramen-
te o que seja um livro o ainda mais um bom
livro : mirgaritasante porcos atirando pero-
las a porcos. J-i.houve maniaco deste jaez que
encheo ascarreiras mais altas das suas estantes
corn livros de pao mui bem pintados e doura-
dos e com os titulos das obras mais raras, e
costosas! Em tudo se ntromette a impostura !
Urna das taes obras de pao era a Encyclepedia
Mothodica que como todos sabem, consta de
muitos volumes; e em muitos dcstes tinha o
nosso homem pregados pedacinbos de papel, pa-
ra se ver, que lia tudo. Podia-se dizer deste
Doctor que toda a sua nslruccao era mui soli-
da ; porque era instrucco de inadeira.
O bibliomaniaco invejoso deseja tudoo que
nao possue e logo que possue o seu desojo
muda do fim. Mal sabe que tal ou tal li-
vro existe em mao de outro seu rival nao ha
sol, queoaquente. Perde o apetite perde
osomno, perde a paciencia e nao vivo, se
nao para a acquisicao do bemaventurado livro ,
que cobica com tanta sofreguidao como o mais
apoixonado amanto acora-se pela posso da sua
deosa. Alcxandre Magno nao amhicionava tan-
toa conquista do mundo como este maniaco
o dominio de tal ou tal obra rara Para este
fim elle no se poupara a intrigas c at se a-
judar da seducao : as recusas e as diliculda-
dos nao farao mais do que agucar-lho o ac-
leo da concupiscencia de tal arto que nao he-
sitara em sacrificar todos os seus bens a um s
instante d posse : um nada porm a deseo-
berta do segundo exemplar do mosmo livro ,
urna critica superficial urna reimpressao bas-
tao para que toda essa impaciencia searrefeca ,
todo esse ardor se gele ; e entretanto no ha-
via muitas horas que o invejoso at deseja va a
morte do dono desse caro livro enriquecendo
custa do defuncto Este bhliomrnico he
dess;racadissmo, como o devem ser todos os in-
vejosos e a sua infelicidade desponta de par-
<*eria com cada novo desejo. Podomo-lo cha-
mar o Lorelace dos livros. No ha quem igno-
re que este here do famoso romaneo de Bi-
chardson intitulado Clarissa Harloice he um
prototypo dos seductores do helo sexo. Assim
o nosso invejoso ama apaixonadamento os li-
vros namora-os roquebra-os persegue-os
at empolgallos ; t depois enfastia-se delles ,
despreza-os e va i procurar outra virt'ma !
O bibliomaniaco fantstico nao adora os seos
livros, se nao por algum tempo : elle os rece
Ihe com empenho veste-os rom generosidade,
instala-os com honra entretem-os com favor ;
mas de repente enfraquece-se-lhe o amor es-
fria e morre : lavra-lhe n'alma o tedio e a
Dos meus amores. O firao Senhor reforma o
seu Harem : as Ciroacianas succedero Hespa-
nholas h brancas Inglezas negras do Congo ;
at que o Grao Senhor poe em leilo as suas a-
madas mas amanha elle comprar outras me-
nos lindas que terao a seu favor os encantos
do capricho e da novidade. Com effeito o
bibliomaniaco fantstico muda de livros, como
mudaria de ealsns, coletos, e cazacas. Um
da a sua paixao omproga-se em obras filosfi-
cas no outro dia nao quer se nao Historia-
dores : ora infeilica-so pelas viagens ora por
poetas e finalmente todo se embeleco no ges-
to romntico, cuja escola diz por ihi muitn gen-
te ser o ultimo apuro doentendimento huma-
no. No ousarei reprovar esse gosto alias mui
prezado de grandes engonhos: mas ao ver in-
feiramentedesprezadas a unidade de tempo e
de lugar, sempre me record do incredulvs odi
do Mostr Horacio. Assisti a representaeo de
certa tragedia dama escola, e pasmei de ver um
menino toverdinho que no 1." Acto appa-
rece levado pela mao d" sua mi nn2; np-
prosentar-so homem feito e armar-se para t-
Vi mui-
tos sujeitos extasindos ; e qiierendo fazer meus
reparos a rospoito detamanha invorosimilhan-
i-a izerao-me ver quo tudo aquilio era ro-
que replicar. O mais rematado Orates pode
compor obras dramticas em quo apparecao
peixes nos bosques, tigres no mar, e at bo-
mens dando luz meninos ; o nao h, que ex-
tranhar urna vez que se diga quo taes ex-
travagancias estao no gosto romntico (Perdoem
os meus Illustres Ccitores a digressao que me
cabio naturalmente do bico da penna : ese al-
gum for apaixonado pelo tal romntico quei-
ra desculpar-me ; porque sou da escola antiga,
e nao tenho urna f to robusta a respeito de
cousas humanas que contra as minbas pro-
prias sensacoes croia que quem neste instante
he menino d'ahi a niela hora seja homem de
barbas fazendo proezas &c. &c. )
O bibliomaniaco exclusivo no faz caso se
no de certa ordem de livros : ello no corteja
nem os mais raros nem os mais singulares,
tem sim urna collecco que he o seu dos e
toda a su'alma e quanto ali nao est nao o
interessa : mas nao se recusa a fadigas a pes-
quizas, e dispezas para extender a tal cole-
co semelhante a esses immensos, e informes,
monumentos orientaes erigidos as margens
dos caminhos com podras que cada viageiro
narrega quando por ali passa. O biblioma-
niaco exclusivo consagrar o seu tempo o seu
dinheiro ea propria saurle para arranjar
urna livraria sempre curiosa, mas tambem sem-
pre montona. Sujeito ha que'a paixonan-
ilo-se v. g. pelas Mathematicas assenta ,
que fra dcstas nao ha estudo que mereca ser
cultivado e conseguintemente a sua biblioteca
pode-se chamar cemiterio litterario ; por que
no conten, se nao os esqueletos e ossos das
ab traeces mathematicas. Outro embellezado
por tudo quanto he novo firmemente er, que
fra da Ecconomia Poltica nao ha salvacao lit-
teraria por ser a nica sciencia digna dos espi-
ritos pensadores a positivos. Outro ha cul-
tivador da Philologia que nao guarda cm sua
bibliotbeca se no os classicos da lingoa nao
os de bom sen i lo se no os escriptores go-
thicos dos primitivos tem pos da Monarchia de
maneira que daria todos os seus bens por urna
carta indita que D. Fuas Boupnho escre-
vera a suaavo e que Ihe dizem existir na Bi-
hliotheca do Escurinl. &c. &c. Desta mania
adoecem certas senhoras ( o quo alias he muito
louvavel) todava no querem outros livros,
que no sejo romances e novellas.
Talvez alguem me lance conta de imper-
tinencia o muito, quo mbirro com as novellas :
mas se bem reflectissem convencer-se-iao,
que alguma raso tenho. En nao reprovo ab-
solutamente as novellas : a mor parte sim ; por
que no tem outro enredo, que no sejo amo-
res e logracoos a para a maridos, &c. e
tudo isto pintado com cores bem capazes de a-
lucinar a imaginaco e mais se he pa au-
rora do jiivontude quando as paixoescome-
cao a tumultuar o coracao. Alm d'isto ainda
as boas novellas s servem de rocreo ea ins-
trucco deve andar em primeiro lugar.
Resposta ao cavaeo do Panano N. 7.
A declaraco que o Illustre Escriptor do
Paisano fez relativamente a minha pessoa em o
seu n. 4. e de que me resent contcm a
meu ver duas partes: urna salpicada de epitho-
losde desprezo he posta na bocea da gente op-
posicionista e a outra com que fecha o dis-
curso pareceo-me que era em meu desar
por dizer, que achando-mo bem servido d'em-
pregos no tomara a tarefa de defender o Exm.
Baro da Boa vista cuja administrado decli-
na para o seu occaso. Seja porem como for ,
podo ser, que cu no entondesse bem -e em
todo o caso mui satisfeito estou com o chama-
do cavaeo do seu n. 7. pela urbanidade com
queso dignou tratar-me.
Nao se enganou o nobre Escriptor do Paisa-
no quando me concidera seu coreligionario
poltico. Desde 1821 que escrevo para o res-
peitavel publico e quem for de boa f confes-
sar queem todos os meus escriptos ha sim
innumeravois erros contradicoes e quanto
quizerem ; mas nunca espirito revolucionario ,
nunca provocacoes de demagogia, c d'anarchia.
Ese taes ero os meus sentimentos ainda nos
comeos da nossa Emoncipacao poltica quan-
do me achava no vigor dos annos e cm una
epocha em que ?. fome de liberdado desafiava o
enthusiasmo oque sere boje, em queja to-
co o invern da vida e depois de amostrado
por tantas e to amargas experiencias ?
A primeira necessidtide do Brasil he a meo
ver a estahilidade a paz e a ordem para po-
der dosenvolver-se e prosperar. Assfis escar-
mentados estamos dos torrveis efcitos das revo-
lucoes : e na h homem que sai ha pensar,
que hoje noolhe com desprezo pelo menos para
a mxima ruinosa, que cr.sina a conciderar os
Governos como elementos d'escravidao e ini-
n icos pblicos. Beconhoco a conveniencia ,
antes necessidade da opposicioetn o Begimen Re-
presentativo : e aiial ser o governo de bomens.
quenosofra opposico? A pior de todas ha
a opposico surda o que nao desabafa. Mas


nSo posso louvar a que se faz s por caprichos ,
por vindictas e resentimcntos particulares, a
que guerrcia as pessoas e nao as cousas. A
dizor franca elealmenteo que sinto conve-
nho que em o nosso Brasil este ou aquolle
individuo alistado as bandeiras daopposicao
seja bem intencionado c possuido de senti-
mentos vcrdadeiramente patriticos: mas a op-
posicao concidera la em si ou no scu todo nao
parece qual devra ser ; porque o que nclla te-
nho visto at hoje he a sede de poder he o deso-
jo de apear estes para que subao aquclles sem
que haja mudanca concideravel de Poltica. Os
Ingleses estilo divididos em principios diame-
tralmentc oppostos, isto he ; em Torys e Wigs:
mas onde estao ntrenos esses pan idos polti-
cos ? A.' exeepcSo d'um pugillo de inermes
republiqueiros todos em politica estamos de
accordo sobre os principios geraes da Constitu -
cao e da Monarchia ; e toda a opposicao em
ultima analyse cifra-se nao em fazer triunfar
estes principios a despeito d'aquelles : se no
em derribar uns individuos para sobirem ou-
tros de sorte que peco venia para comparar os
nossos partidos polticos aos alcatruzes d'uma
ora ; uns para cima, outrospara baixo uns
enchendo-se outros Picando vasios.
Seja quem for o Illustre Escriptor do Paisa-
no a quem nao tenho a honra de conhocer
por tal nao me julgue da classe dos egostas ,
e socarres que vivem cstudando o geito de
nunca se comprometter. Ao contraro sou por
genio incapaz de relolhos ; os meus scnlimen-
tos quasi sempre se me assoalhao no semblante ,
e por mais d'uma vez tenho-me grandemente
comprometido. Se eu tivesse essa tctica se
possuisse alguma dose de jezuitismo a esse res-
peito em as prximas cle;coes nao seria on-
forquilhado : faria o que alguem fez ; contem-
porizara ora com Sephas ora com pollo ,
e tal vez impolgasse, como aquelle impolgou.....
Os servidos do Exm. Barao da Boa-vista sao
tao notorios e de mais ha para delTender a
sua Administrado pennas lambem aparadas ,
que a minha ja fraca e sempre mesquinha
para nada Ihe serviria. O que pode dizer que
preste um rabugento escriptor do tempo do Roi
velho onde pululo a cala cantos Bachareissa-
bios eruditos e dotados de virosos e ver-
dejantes talentos ? Al6m disto o meu estado
valetudinario nao medeixa as precisas ensan-
chas para tanta cousa. Estou dando a ultima
de mo em o meu compendio de Elocuciio da
Lingoa Portugueza e este trabalho rouba-me
quasi todo o tempo. Cheguei a convencer-
me que nunca seriamos nada no orbe litera-
rio ( em (pianto nao soube.-semos cabalmente
os ediotismos as*, propriedades os tropos ,
as bellezas da lingoa, em que exprimrnosos
nossos ponsamentos quer fallando quer escrc-
vendo. e que taes conhecimentos adquiriao-so
nao nos livros franceses ou inglezcs poim
sim no judiciosoestudo dos Glassicos e na the-
oria filolgica das Etymologias, Analogas, e
usos da nossa formosissima lingoa Portugueza.
Aproveito o lanco para louvar ao Illustre Es-
criptor do Paisano assim pela gravidade com
que sustenta a Adniinistracao Provincial, co-
mo pelo scu estilo correte e limpo dessas
salabordias afrancezadas, que por ahi vogao em
uma grande parte nao s dos escrptores se
nao at dos nossos proprios Oradores.
5
7
MISCSLUNE\,
3 e uma mo travessa de fundo. Servem estas
costaspara nellas se estender o cha quando se
tira da cldeira para o por a esfriar, e para so-
bre ellas se pencirar o cha quando se divide as
suasqualidades.
Duas cestas com forma do concha de urna co-
Iber de mesa Truncada na ponta cun dois pal-
mos e meio de comprido e quasi um palmo do i
fundo. Servem cmodo medida com que se
mede a quanlidade de folha que se lia de lan-
zar na cldeira e para se tirar a folha da cl-
deira para o que 6 muito accommodada a sua
forma.
Tres peneiras de crivos quadrados progressi-
vamento menores. Serve a t* do crivo mais
grosso para dividir to lo o cha em rama as duas
porces cha fino o cha.grosso. Serve a 2*
para fino e Hysson ordinario. Servo a 3* pa-
ra dividir o cha fino as duas qualidades l chin
e Hysson fino.
Duas mesas uma da grandeza do esteirao e
mitra maior.
Um numero de cestinhos fundos em propor-
co das pessoas que colherem as fot has do
cha.
newacorcamento, enc*>rfiatrwOTemesRs- traJa tova, swVnocf.rniVc*aetttara>wnalT-
signados a 1i de marco de 18 W peltf engj-1 gura de 13 palmos.
i.' O arrematante comecora as obras r
mais tardar, a prazo de uinie dias dep isda
participaco que Ihe I r i La a approvaco
nheiro em chefe (kis obras publicas
trova-
dos a .... do mesmo me/, pelo Kx.n. presidente,
amonte em res 777^17^ ,
Utensilio* que constituem o apar el ho completo
de uma oficina de fabricar cha.
Duas caldeiras de ferro com 3 palmos de
boca e7 polegadas de fundo. Cada uma des
tas caldeiras se assenta no seu forno de modo
que nao deixc escapar fumo algum e se ajuste
a heira da cldeira pela parte de fora depois
de bem assentada no meio da Tomaina um aro
de madeira de altura de urna mi travessa a
fim de cautelar que as fallas quando se rne-
xem nao se entornem fora da cldeira.
Um falle porttil para acender o fago dentro
dos farnalhas.
Um esteirao de taquarass com 6 palmos de
comprido sobre 3 de largo guarnecido as suas
margens de um bordolele de bamb e com
uma alca em cada topo pelas quaes se segura
sobre urna mesa prendendo o por baixo da me-
ra por meio de um po que se laz pastar pelas
algas. Serve este esteirao para sobre elle se en-
rolar as falhas. .
Um quinando especie de paira que ser-
ve para alimnar por meio da ventilacao r e por
isso o seu tecido entecamente cerrado
guarnecido de um aro de madeira de urna polo-
cada de altura. ,
Urna cesta de bamb ou taquarass de te-
eido cerrado com o fundo plano com 5 palmos
de dimetro e quasi um palmo do tundo. hs-
ta cesta serve para sobre ella A qu.bandar a fa-
lla do cha quando se faz a separacau das suas
qualidades. ,
(Jualro cestas seuiuli.iino u piwwuwnm u-
ma com 4 palmos de dimetro, asoulras com
importando o dito oro,.,.
sondo incluidos nesta quantia des por cento em desse contracto pcloGoverno, ... ;.a l pa-
benoficio do arrematante: W "" dodusent. mil i, o do licar sem ef-
2.a O arrematante far essas obras e traba-1 falto o presente contracto. m,,,
Ihos debaixo da ireccao c instruccoes do enge- 5 As oi.ras constantes da presento arcm ,
nheiro em chefe das obras pu'licas, que as vijii- i o deverao scracabadas no praso do quatre l
ara por si. ou por intermedio de um agente des-! zes contados do da da sobre-mencionada par-
abato proporcional, quando^augmentem, ou di-
minuao as dospezas oreadas, por causa das di-
tas mudancas.
3.* Deveri o arrematante durante todo o
tempo das obras, dirigir o sorvico de modo tal,
que haja sempre um transito facH seja na es-
trada nova seja no caminho actual n'uma lar-
gura de 15 palmos.
4 a O arrematante comprara as obras o mais
tardar no praso de quize dias depois da parti-
AI fon (lega.
Dcve tambem haver na casa peora pomes ccipacao.quelhe forfeita da apfirovacaodcstecon-
toalhas de linhage para se esfregarem c limpa- tracto, pelo governo, sob pena de pagar a mul-
rem as caldeiras pelo menos duas vezes em cada ta de dusentos mil reis e de licar sem c fie i lo o
dia em que se fabricar che. presente contracto.
5.a As obras constantes da present arrema-
taeao, deverao ser acabadas no praso de quntro
uiezes, Puntados do dia da sobremencionada
participadlo.
6.a Tallando o arrematante a preencher a
presente rondico as obras pnssnrfto sobre de-
cisao do presidente da provincia a ser execuia-
das em adniinistracao cusa do arrematante,
e lcm disto o arrematante pagar'' para os cofres
das rendas provincial*-, uma inulta de dusentos
mil reis.
7.a Quando est'vcrem as obras acabadas, se-
riio ellas provisoriamente recebidas por um ter-
mo lavratlo na competente repar'iciio pelo enge-
nbeiro em ebefe e o inspector fiscal firandn
2:8218269
Rendimen'ododia 28.
Descarregdo hoje 29.
Rrigue Sere.rn fazendas, ferragens, lou-
ca, sabao, ecerveja.
Rarca I si fazendas.
llovimonlo do Porlo.
Navios- fntrados no dia 27.
Rahia ; fi dias hiato hia/ileiro Espnancn
mestre Antonio Alexandrc Goncalves, cqui- 0 arrematante responavel pela invariabilidndec
pagem 4, carga varios gneros ; a E. Lins
de S.
Sahidos no mesmo dia.
Parahiba ; hiate brazileiro Pureza de y/aria ,
mostr Jos IMaria carga varios gneros.
Ediiacs.
O III.mn Sr. inspector da tbeseiiraria das
rendas provinciaps manda' fazer publi'o que
om cumprimento do ofTicio do Exm. Sr. Presi-
conservaeao das oliras durante o epa"o de i
mezesdepoisda data do precedente termo, osen-
do obrigado a fa'.er ou \or fazer sua custa
neste praso, todos os reparos, que precisaron! ,
a fimdoserem definitivamente as obras entre-
gues em porfeito estado,de conservadlo.
A entrega definitiva das obras, ser loita por
um segundo termo da mesma forma do que o
precedente.
8.a A importancia da arrematado ser paga
em tres presta-des ; a primeira de dois quintos
dente da provincia do -20 do crrente perante a (,0 va|or l|;| arremataca0i e pnM(.\ mm'o p-
mesma thesouraria sob as cond.eoes A publica- (| ^ h
,las nesta falla n.o 67 de ojdocorrento.se con- ^ ^^ ,,, sp ,nmr 0 (mn0 (le
tratar no dia29d'abril prximo vindouro, dous
leos deimpedramentodas arelas do Glquia na
estrada de Santo Antao : o 1. oreado na qnan-
tla de 9:23fS-i64 reis, e o 2." na dc9:3il$86t
reis.
Ontro sim, que no dia 25 do mesmo mez d'a-
bril e sob as condices publicadas no mesmo
n. do Diario se contractar o alcatroamento
da madeira da ponte da Boa-vista oreado na
quantia de1:l898H3 reis.
A discripeo e orcamentos destas obras pode-
rao ser consultados na reparticao das obras pu-
blicas pelos licitantes, os quaes deverao, depois
de competentemente habilitados, presentarcom
antecedencia nesta thesouraria as suas propos-
tas em carta feixada paraserem abertas em pre-
senta de todos nos diasaprasados, pelas II ho-
ras do dia.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco 28 de marco de 1843.
O secrefario ,
Luis da Cosa Porto-Carreiro.
OIII.mo Sr. inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, manda fazer publico, .que em
cumprimento do officio do Exm. Sr. Presidente
da provincia de 22 do corrente, perante a mes-
m. thesouraria se contractar sob ascondiccoes
abaixo transcriptas, no dia 8 de maio prximo
vindouro as obras da reedificacao de uma parte
da estrada da Boa-vista, para a cidade deOlinda,
oreada na quantia de7718172 reis; e o tapa-
mento de um rombo produs:do pelas cheias em
um alterro no caminho da Conceieozinha, no
logar da camha de >. Joao, oreadas na quan-
tia de 8978321 reis.
A discripeo e orcamento destas obras, pede-
rn ser consultados na reparticao das obras pu-
blicas pelos licitantes os quaes depois de com-
petentemente habilitados deverao apresentar
com antecedencia nesta thesouraria as sua
repostas em carta feixada para serem abertas em
presenca de todos no dia apresado.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco 27 de mareo de I8M.
Luit da Costa Porto-Carreiro
Secretario.
llati[icacfo d'uma parle da estrada da Boa-
vi la p'ira (Vinda. CondifSe para a ar-
remutaco dan obras da dita parle.
1 Os tr.ilialbos e obras desla pon o d'es-
r :.... ..!- f--n,r
recobimento provisorio do que Iracta o prece-
dente artigo ; em fim a ten-eira e ultima d'um
quinto smente do valor da arremtaco, quan-
do se lavrar o termo do rocehunento definitivo
9.a O arrematante prestar flanea idnea pe-
la importancia da quarta parte do valor das o-
bras. a qual fi ara responsavel pelas multas ,
em que o arrematante incorrer. em virtndeda
quarta e sexta cond;eao p do excpsso da des-
pera qiiebonver de fazer a administracXn em
virtude do disposto por esta u'tima condicSo so-
bre a somma restante, para se completar o sal-
do da arremataeao quando pafSarem as obras a
ser administradas.
10.a Para a exocueSo do disposto pelo pre-
gente contracto, o arrematante se suscitar in-
teiramente sdicizoes provisorias do emrenhei-
ro em chefe, e s definitivas do Ex.mo Presiden-
te da piovincia, sem recorrer em caso nenhum
aos tribunaes ordinarios.
Reparticao das obras publicas 14 de mareo de
18i3. Oengenheiro em choto ,
/.. L. Wauthier.
oxocutadas em administraco custa do arre-
mtente, e alem disto o arrematante pagar pa-
ra os cofres das Rendas Provinciaes uma multa
de duzjntos mil reis.
7.a Quando estiverem as obras acabadas, se-
rao ellas provisoriamente recebidas por um ter-
mo lavrado na competente reparticao pelo En-
genbeiro em Chefe c o Inspector t-iscal, fican-
do o arrematante responsavel pela invariabili-
dade e conservneo das obras durante oespaco
de quatro metes depois da data do precedento
termo ; e sendo obligado a fazer ou ver fazer a
sua custa ueste prazo, todos os reparos que pre-
cisaron, afim do serem definitivamente as obras
ontregues em perleito estado de conserva ao.
A entrega defentiva das obras ser feita por
um segundo termo da mesnia forma do que a
precedente.
8.a A importancia da arremataeao ser paga
em tres preslacdes ; a primeira de dois quintos
do valor da arremata o, e pagavel quando 09-
tiver acabada a m.tade dos atierros ; asegun-
da igual primeira quando se lavrar o termo de
reeebimenlo provisorio do que trata o prece-
dente artigo; em lim a terceira e ultima de um
quinto soliente do valor da arremataeao ,
qliando se lavrar o termo do recebimento defi-
nitivo.
9. O arrematante prestar (anea idnea pe-
la importancia da quarta parte do valor oreado
das obras a ipial fir-asa responsavel pela mul-
la em que o arrematante incorrer, em vir-
tude da quarta o sexta condL'es e do excesso
da despesa i\w.> bouver de fazer a adniinistracao
emviitude do (Imposto por esta ultima condi-
ao sobre asoninia restante para se completar
o saldo da arremataeao quando passarem aso-
hras a ser administradas.
10.a Para a execueo do disposto pelo pre-
sente contracto o arrematante se sujeitar in-
teirainente sdecisesprovisorias do Kngenhei-
ro em Chefe e asdefenitivas do Exm. Presi-
dente da Provincia, sem recorrer em cazo ne-
nhum aos tribunaes ordinarios.
Repartico das Obras Publicas 10 de Mareo
de 1843. O Engenheiro cint befe,
L. L
Declaracocs.
l'authier.
t'ompnnhia de ebiribe.
= Os Srs. Accionistas sao pelo presente con-
vidados para realisarcm 4 p. c sobre o valor de
suas acedes, e assim completarem a primeira
prestaran. A vista dos competentes recibos se-
io entregues as Apolices no escriptorio da
Companliir, na na Nova n. 7 devendo fica-
remosmesmos Srs. Accionistas na inteligen-
cia de que nao podeni transferir suas aceocs an-
tes de serem nverbadas nos livros da ( ompanhia.
Pela administra-ao da meza do Consulado
se faz saber que no dia 3 do Abril luturo se hao
de arrematar aporta da mesma administraco
2 saccas de Algoda >, aprehendidas por eslarem
falsificadas ; sendo a arremataeao livro de dos-
pezas ao arrematante. Meza do Consulado de
Pernambuco 28 de Marco do 1843. Miguel
Arcanjo Monteiro de ndiadt.
Aviso martimos.
__ O brigue Tenlaco parte impreterivel-
mente pura o Rio de Janeiro no dia 2 de abril
prximo futuro, por ter o seu carregamento
prompo tem excellentes commodos p.ra pas-
sageiros, e csi ravos a frote ; os prclcndentes
tractem com o proprietario l'irmino Jos Felis
da Roza na ra da Moeda n. 7.

,ii..:. i.._ ......
> .< .mi \\l ni.- un-
ESTRADA DE JOAO DE BARROS.
Condices d'arremataco para a reclipcacSo da
dita estrada, no lugar da CamboadeS. JoSo.
!, Os trabalhos e obras dcsta porcao de es-
trada serao feitos pela forma, debaixo das con-
dices e do modo indicado na descripeiio an-
nexa ao orcamento e nos perfiz transversaes
assignados a 10 de Mareo de 18V3 pelo Enge-
nheiro em Chefe das Obras Publicas e appio-
vados a... do mesmo mez pelo Exm. Presidente,
importando o dito orcamento em Rs. 5978321,
sendo incluidos nesta quantia 10 p. c. em be-
neficio do arrematante.
2.' O arrematante far estas obras e traba-
Ihos debaixo da direccao o instrucrocs do En- O omctor ^*"^ .enbPTo das obras Publicas, que as v iginr por ta e.ra 29 do corrente as 10 horas da manhaa
S ou por intermedio de un. agente esta Re- na ra da Cruz (segu do andar da casa de Leh
.nrio. a quem elle a encarre,ar subme- loaniiftC.-. ) da mob.l.a do esabelec ment
e, do-se tamben, s mudancas une o Rngenhei- da Cidade a per enees ^ ?>*" *-
ro nmCbefo, ou sen delegado prescreverer Lell Johnson &C. consistindo em ludo quan-
na forma das obras ; havendo inde.nnisacao tobe necessano para oarran,o e adorno-de
"'' i. _____,... nna auer casa nao so enumerando a qoaUda-
oii aitaie propon lonai qtinniiO augmenicn 'I ; .... .__.___:_____:
ou diminuJo as ifcspezas oreadas, por cansa
ditas mudanzas.
I^riloos.
riia S.:rC> ..;.... |..i" >>>...... uumunir i ivmj............. .. ....... e <
diedes e do modo indicado na discripeo an-1 que haja sempre um tranz.to fcil; seja na
de, eqiiant dade avultada de trastes para evi-
tar prolixidade ; assevera-se porem que tudo
3 I), ver o arrematante, durante todo o ser vendido sem I mi lea por ser para liquida-
.J; .! ni.-.- .1-:..- .--n .t- mololal cao o me muito (levo animar a concurrencia
es- .de compradores ao barato especialmente quan-
4


4

do a tal circunstancia se reno a bondade co-
mo n'este caso.
ss J. O. Elster tendo de mudar o seu es-
tahelecimento, da ra do Vigario, para casa no-
va far Ioilo por ntervenc&O do corrector O-
livcira das muitas e excellentes ferragens de
todas as qualidades e miudezas ora existen-
tes no seu armazn as quaes, por aquello
motivo, vender a procos mdicos; quinta foira
30 do corronte as 10 horas da tnanha em ponto.
Hoje (20) he o Ioilo da mohilia do
Glasken Johnson & C*, que ser vendida sem
limites; na ra da Cruz 2. andar da casa do
l.rliliiaiin & C.a
Avisos diversos.
S
O PAISANO N. 10.
Amo hoje e est a venda.
A pessoa que annunciou precisar do
500,000 rs. a premio sobre hypotheca do urna
casa, dirija-so a na Direita, na esquina de S.
Pedro n. 16 ; na mcsrna vendem-so thesou-
ras do Guimares.
O SOCIEDAD! NATALENSE.
Primeiro secretario convida aos Srs. so-
cios para sesso hoje (29) pelas 7 ho-
ras da noute a lim do dar posse nova admi-
nistrado.
Precisa-so de urna ama de meia dado,
para pequea familia 3 pessoas ) polo susten-
to e algum vestuario; annuocie.
Precisa-so dcduas protas ou moloques
que scjao fiis, para venderom azoite pagndo-
se a competente vendagem ; na ra do No-
guoira n. 13 ou annuncie.
as l)a-se um cont do ris a premio de um
e mcio por cont ao mez, coni hypelheca em
alguma casa terrea dosembarassada, ou com po
nhorosde ouro ou prata ; na ra do Livra-
monto loja n. 2o.
Procisa-se de urna ama para cozinhar ,
ongommar, e ensaboar; na ra do S. There-
za venda n. 25.
Precisa-sede um caixoiro, que tenha al-
guma pratica de padaria, para tomar conta da
salla e balcao o que dQ fiador sua conduc-
ta, paga-se bem ; tamhcm se precisa de um p
queno p. ra hir com um prolo entregar pao ;
as Cinco Pontas padaria n. G2.
Precisa-so alugar duas protas, para ven-
derom doce ; quem as tiver dirija-so ra do
Livramento, botica n. 22.
Da-so dinheiro sobre ponhores de relo-
logios novos.o modernos: mi ra das Cru/esn35.
Furtaro da praia por detraz da rihoira
28 pranxocs do louro cufiados em urna cor-
rento do ierro com 00 a 80 palmos de compri-
do a madeira tom a marca segninte em al-
gnns M in-J-c- c oulros- IV- ; a quem
olla for offerocida a podor tomar eavizar ao
baixo assignado que recompensar bem.
Anton;o Dias da Silva Cordial.
O abaixo assignado desconta urna divida
do thesouro publico nacional do Rio de Janeiro
do 4: 196,437.que Iba tocou por heranca do seu
fallecido pay M.uiojI Pires Ferreira; quem pre-
tender fazer esta tranzaco dlrija-sea sua casa a-
traz da Matriz da Boa-vista sobrado n. 12,
Domingos Piros Ferreira.
A pessoa que annunciou querer 500: rs.
a premio com hypotheca em una casa nesta
praca : dirija-so a venda de Joaquim de Paula
Lopes na praca da Boa-vista n. 18.
-Na camboa de Cjrmo t.- 19 existe urna car-
ta para o Sr. Luiz Alvos Piro ira em auzoncia
ao sr. Constantino Ferreira Alvos.
Prccisa-se do um caixoiro do 12 a 13annos
para venda : na praca da unifio n. 21.
As pessoas que so acho devendo a bas-
tante lempo a casa de pasto da ra dos Quarleis,
hajo de ir pagar no prazo de oito dias do
contrarise usar do outros meios.
OfTerec-se urna ama para casa de homem
solteiro ; sabe lavar engomar custurar. co-
zinhar, e lodo o mais servico interno de urna
casa : na ra da Concordia loja n. 5.
= Prociza-se de um pequeo para urna bo-
tica prefere-se tendo j alguma pratica ; na
ra do l.ivramento n. 22.
O abaixo asignado faz sciente que no
dia 28 do corronte forao eixadas as portas da
sua venda n. 71, na ra Nova porponhora ,
que Francisco Bibeiro do Brito requerera por
alugueis vencidos, que o annunciante pagou a
propietaria da caza que ento era I). Maria-
na Thercsa de Jess com quem o penhoranle
traz demanda que ainda rola : com os recibos
A medicina popular americana que ha
tantos annos est em uzo as Indias Occiden-
taes o Orientaos Costa d'frica, &c. &c. tom
provado como urna medicina inestimavel sendo
preparada de proposito para clima quonte, e
composta do ingridientes que nem requerem
dieta nem resguardo, o pode ser administrado
s criancas as mais ton ras.
As vantagens deste celebre remedio em curas
de molestias de figado, gotta, dores de cabeca ,
inflamacoes em geral retencoesd'ourina, pe-
dra na bexiga crysipela ataques nervosos,
lombrigas, &c. &c., tem causado grande exlrac-
cao em todas as provincias como nico c ver-
dadeiro purilicador do sangue.
A medicina popular americana composta de
dous principios differentes um purgativo e
desobstruente removendo os humores viciados
das diflerentes partes do corpo e assim purifi-
cando o sangue ; o outro tnico dando forca
e vigoraos orgos da digistan o por tanto impe-
dindo a cumulacaodos humores nos intestinos,
&c. urna combinai o como esta nao pode ser
senao proveitosa na maior parte das molestias ,
o sendo vegetal esta combinai o pode ser admi-
nistrada a creatura mais delicada sem receio al-
gum e com certeza de benficos resultados.
Aqui vende-so somonte em casa do nico a-
gonte Joaolveller, ra da Cruz do Becife n.
18, e para maior commodidade dos compra-
dores, na ra da Cadeia do Recife, em casa de
Joo Cardozo Ayres, na ra Nova na do Guerra
Silva & C.', e atterro da Boa-vista, na deSal-
les & Chavos.
Nestas mesmas casas tambem vendem-se as
pilulas vegetaes do Dr. Brandroth.
= Joze Antonio do Lima retira-se para
Portugal.
Desea-se fallar ao er. Vicente Saraiva ,
que ja foi feitor do Sr. Sette para negocio de
seu ntoresse : na ra da Cadeia velha, na pri-
meira loja do fazendas ao p do arco do lado
direito.
= Luiz Jos Marques vai a Portugal tra-
tar de sua saude, doixandopor seu procurador
bastante em todos seus negocios o seu caixoi-
ro Antonio Jos Vieira.
= OITereco-so urna crioula para ama de urna
casa de pooca familia com preferencia de ho-
mem solteiro : no laro de palacio venda de-
fronte do passeio.
= Jos Francisco do Faria subdito Portu-
guez ; retira-sa para Portugal.
Loleria do 7 healro.
= As rodas desta lotera, ando impreteri-
vclmenle no dia 10 de abril prximo futuro e
o resto dos hilhetes acho-se i venda nos luga-
res do costume.
= Joaquim Jos dos Santos Boza retira-
se para o Porto a tratar do sua saude.
= Domingos Jos de Cima retira-se para
Portugal a tratar de sua saude.
= Precisa-so de um caixoiro para tomarcon-
ta de una venda por balanco dando fianca, e
sendo entendido do vendas para o mato, escrip -
ta '
ra da Gloria n. 7, junto a fabrica de Gcrvazio. I Vcndcm-se charutos de boa qualidade
Vendom-sc lijlos de ladrilho de alvo- tanto de Hamburgo como da Babia : na ra
naria batida, de tapamento, e telha tudo da me- da Cruz n. 48.
Ihor qualidade, o por proco commodo, cal bran-I Vendcm-sc urna cscrava de 25 annos
cadecaiar, editapreta: na olaria do fundao cozinbeira e engomadeira ; duas ditas mu-
junto a fabrica do Gervazio. j cambas de bonitas figuras habilidosas e que
Jos Antonio do Lima por se retirar para se vendom por precisao; 4 ditas para todo o
Portugal, vendo um seu escravo muito bom servico; um bonito e bom escravo de nai o Ba-
alfaiate e cozinheiro e differentes obras de ca do 22 annos e que trabalha de pedreiro
ouro e prata : na ra largado Bozario, n. 40. um bonito moleque de nacao de 16 annos-
O Sr. Jeao dos Santos Martins sirva-so um escravo moco para todo o servico ; um mu-
de mandar receber urna carta na ruado Amo- lato de bonita figura o do reconhecida condu-
rim n. 33, primeiro andar. cta bom pagem que sabe boliar, e ho bom
Quem precisar de um homem para qal- copoire ; urna barcaca nova com todos os per-
quer servico de sitio dirijase a ra Nova, ven- tences: na ra de Agoas verdes n. 46.
da n. 65 ao peda ponte = Vende-se por precisao urna negra de 20
Na ra do Aragao n. 35 engomma-se 'annos de bonita figura e com habilidades:
roupa por preco commodo. na ra das Flores n. 27.
Quem annunciou querer tomar 300,000 Vende-se urna mucamba de 15 annos,
rs. a premio, com seguranca em urna casa des- propria para o servico de urna Senhora e que
embarassada nobairro da Boa-vista dirija-se sabe engommar e coser chao : na ra Nova ,
a Joze Ignacio, ourives, no dito bairro, ou an-
nuncie.
Deseja-se fallar com os Srs. Jos da Sil-
va Flix e Joaquim Francisco dos Santos: na
ra da Moeda armazcm n. 7.
= Na ra Nova em Olinda aluga-se a lo-
ja do sobrado, em que morou o Dr. Bertrand ,
muito arojada com duas salas e 4 quartos :
a tratar no mosmo sobrado.
Arrenda-so o sobrado de dous andares e
sotao na ra das Larangeiras e que loi do Ci-
rurgiao Poixoto. com as sallas douradas e guar-
necidas do papel do molhor gosto o em muito
bom estado, comodidades para numeroza fami-
lia, coxeira, cavalharice, bastantes quartos pa-
ra criados ecscravos, quintal com algrete ,
o cassimba de muito boa agoa : na ra Nova
de S. Amaro caza de dous andares ainda por
acabar.
Aluga-se urna casa terrea na ra de pa-
lacio velbo defronte do llirado novo: na ra
da Cadeia loja n. 40.
Trapassa-so o armazem n. 82 na ra
da Praia com seus pertences : a fallar na
mesma ra n. 78.
- Hoje ho a arrematacao do movis e ou-
tros objectos que estad na loja de Adour &
Companbia e de urna destilacao na casa de
Joad Thomaz, tudo pertencente ao fallecido
J. H. Siergt ; a porta do Sr. Juizdo Civel da
segunda vara.
Compras.
Compra-se urna corronte de ouro de lei
rom 30 a 40oitavas, sendo ainda nova e bem
feita: paga-so por mais alguma cousa : na ra
do Bangel n. 5i.
Na ra do Santa nova n. 91 comprao-
se oscravas de nacao de 12 a 25 annos, para o
mato.
Comprao-se 200 a 300 pares de meios
botins de Lisboa ; quem tiver annuncie.
i do mesmo negocio e relavos para fora, pa- Compra-so um engenho de agoa porto
a-se bom ordenado ; na ra do Rangcl n. 54 desta p*aea :
a tractar com Victorino Francisco dos Santos.
O Sr. que no dia 27 levou da thesou-
raria geral um chapeo de sol novo dcixando
licar outro tambem novo querendo desfazer o
rngano dirija-so a botica da ra ostreita do
Rozario n. 10.
Quem tiver um preto para alugar men-
salmente dirija-se a praca da Boa vista n.
18; onde tambomprocisa-se de um rapaz portu-
guez de 12 a 16 annos para caixoiro.
Francisca das Chagas Thomazia previno
ao publico que se nao deve contrariar nego-
cio algum com seu marido Manoel Xavier de
^ asconccllos sobre um escravo do nome Thi-
motio e outros bens o que elle nada pode
vender nem contractar por ser a annunciante
lutora na demencia (pie do dito seu marido
se fez publico por editaos judicialmente ; e
para que nninguem se chame a ignorancia faz
o presente annuneio.
= Quem precisar de um caixoiro para loja
ou venda ou outra qualquer cousa e que d
fiadora sua conducta annuncie.
Quem quizer contractar o fornecimento
de lenha para urna olaria que trabalha no in-
vern e no vorao e que gasta por anno obra
de 3 a 4 coritos de reis annuncie ou dirija
a olaria por traz do Remedio, c que tem so-
brado.
O Snr. Antonio Joze Nunes Guimaracs
appareca na ra do Crespo n. 21 para concluir
o negocio que Ihe nao be incgnito, pois que
se precisa responder a respeito para Portugal.
Arrenda-se rrm sitio na Trompe com
p-aoa : na ra Nova segundo sobrado ao
p da ponto da parte do norle, no terceiro
andar.
Vendas
o
que o annunciante tem em seo poder pertende. arvoredos de espinho parreiral terreno pa-
mostrar que nada deve ao Sr rito devendo fra borla incanteirado de tijolo cacimba de
o respeitavel publico ficar integrado de que asna. boa agoa tnnrie para banho c decente isa
caza nao fura fabada por falta do seo cornmer-1 para familia ; na mesma ra sobrado n. 26.
co; mas pela m demanda do ponhorante.
Antonio da Silva Vimenlel.
= Juao Alvos da Silva; retira-se para o Por- I cimba de boa asoa. nnrnrn1 He mvs brancas .
to a tratar de sua saude. e um grande armazem de com 3 quartos : na |ca : na ra do Crespo loja n. 2. A.
Aluja-se o primeiro andar do sobrado da
ra doGaldereiro n. 12 com quintal e ca-
BBAMANE VIAJANTE ou asabe-
doria Popular de todas as nacors, Ro-
mance interessant ssimo tiaduzido pelo Padre
Joo Barboza Cordeiro, e impresso no Maranhao,
acha-seaqui as lojas dos Srs. l'igueiroa na
praca da Independencia, edoSr. Bandeira ,
na na do Cabug a 1:000 rs. cada exemplar.
= A ende-se urna vitela gorda boa para
assougue : na estrada nova da Magdalena si-
lio do engenho de Mara Rita do Nascimenlo.
\ ende-se chumbo do munico bem sor-
tido e por proco commodo : em casa do L. G.
Ferreira & Companbia.
O Muzeu Pittoresco Jornal in folio pu-
blicado em Lisboa. A collcco complecta com
32 gravurasdeoxeellentc execucao quasi to-
das da historia Portugueza, propriaspara ador-
nar salas, em quadros. Vende-se por 12,000
rs. na loja de livros de Antonio Jos Pereira
I as, ra do Collegio n. 20, canto do largo
de palacio.
= Vende-se urna venda no Atterro dos AfTo
gados, com 300 e tantos mil rs. do fundo, a qual
vende diariamente 10:000 reis o tem comino-
dos para urna grande familia ; quem pretender
dirija-se ao mesmo lugar, casa n. 191.
= Vendem-se dous alicorees no Atterro dos
AITogados com 25 palmos de frente cada um ,
e 90dc fundo e 60 para quintal promptos e
atterrados : na serrara do Joo Antonio Bap-
tista Muniz ra da Praia n. 23.
= A ende-se urna negra cozinbeira costu-
reira nrnnrjj njri todo r.ervi''n ra raa nmn-
n. 21 segundo andar.
\cnde-se urna bonita moleca de 13 an-
nos : na ra da Ordem Terceira de S. Fran-
cisco na loja do sobrado do Joao Leite Pita
Ortgueira.
= Na ra da Madre de Dos, n. 5, em casa
de Johnston Pater & Companbia vende-so
um completo sortimento do taxas e moendas ,
por mdico preco.
Vendem-se 12 cadeiras de palhnha em
bom uso por 30S rs. ; urna moza do jantar
por 8000 rs. um candieiro de meio de sala
por 6000 rs. ; urna banca do abrir por 9000
rs. ; um cabido com cortinas por 6000 rs. ; e
urna redoma com urna imagem por 5000 rs. :
na ra dos Quarteis n. 19 sobrado do 2 an-
dares de varanda de ferro.
\ endo-sc superior arroz branco pilado
em saccas de duas arribas por 10,000 rs. e
pocas do babado de linhodc diversas larguras,
com 30 varas a 2800, 3000 o 3200 : no arma-
zem da ra da Praia n. 70.
= Vendo-so urna escrava crioula do 18 an-
nos bonita figura o com principios de on-
gommar coser, e cozinhai : na ra do Ara-
gao n. 19.
Vende-so um carro muito bom, de quatro
rodas, chegado prximamente de branca com
arreios para quatro cavallos e alguma* pecas
de sobro-salente o qual est no atterro da
Roa-vista na coxeira do Miguel : na ra do
Hospicio n. 21.
A olaria da ra da Florentina, tem actu-
almente porcaoda melhor telha o bem cozida,
assim como ladrilho e tapamento.
Vendem-se 28 podras do marmore muito
fino, bom preparadas para ladrilho, com 3
palmos e meio de cornprimenlo, o dous de lar-
gura : na ra Nova n. 55 ou no patio da
Alfandega.
Vende-se urna mulata moca sadia sem
vicio algum e com habilidades: na ra Di-
reita, n.lO., loja de ourives.
^ endem-Sj um escravo de 20 annos boa
figura, muito born canooiro dous ditos mo-
cos bons para todo o trabalho urna prota de
meia idado por 250:000 cozinbeira lavadei-
ra ecompradeira dous ditos mocos com ha-
bilidades urna dita cozinbeira lavadeira o
quitandoira o urna mulatinha de 6 annos : na
ra de Agoas verdes n. 44.
Yende-seuma escrava de Angola, sem vicia
representa 40 annos de todo o servico de urna
casa propria para vender azeite por tor bas-
tante pratica por 200:000 : na ra da Sen-
zalla velha n. 32.
= \ ende-se urna casa do sobrado do um an-
dar e soto todo travejado no Atterro da
Boa-vista, n. 17 com 110 palmos de fundo,
o 23 de largura em chaos proprios quintal
murado em parte e outra por murar t a bai-
xa mar do Capibaribe com porto para embar-
que em qualquer mar : na ra do Fogo, n. 27.
Escravos fgidos.
= Fugioem 23 do Outubro passado, um
escravo do nome Jacinto de 18 annos, com
dous dantos podres na fronte sem barba com
urna cicatriz em cada braco cima do sangra-
douro, altura regular, e bonita figura ; quem
o pegar leve a ra da Senzalla velha padaria
n. 90 que so gratificar com generosidade.
= Fugio no dia 20 do Fevereiro de 1835 ,
um escravo de nome Antonio, Mocambique ,
baixo grosso hrxigozo olhos grandes na-
riz chato, dentes limados tendo um podre
na fronle e mal feito de ps e mos ; quem o
pegar leye-0 ao Atierro dos AITogados n. 75.
= Ainda est fgido o preto Benedicto, de
JoaoDias Barboza Macudum ra de S. Rita,
n. 57 : annunciado no n. antecedente.
^ Ainda est fgida a crioula Margarida de
Francisco Ignacio de Atbayde, praca da Roa-
vista n. 13 : annunciada no numero antece-
dente.
Becifk: na Tvp. de M F. de Fama. =1843


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