Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04907


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Full Text
Afino de 1843.
Quarf* Fe ira 8
t'-.'io gura de|*mte 3t nos asesaos ; di nossa prudencia moderado, a atinga eoa-
r.u.w-s como |arioei|>iani li. __________ ( Proclamado da Assembla Garal do BaAiiL )
PARTIDAS DOS (.OHHEIOS TERRESTRES.
Cuiati.i'., Paraliiba o Rio grande doNorie segunda a aellas f,raa.
iHli' o 5aranhon a 10 e 24
tao^ i birinhaera, Rio Formoso Porlo Caito Maceio e Alagoas ao i. 11
Bu-*'e flotea a '3 e 28. Snio Ant;is, qninlas Cairas. Olinda lodos osdUs.
DAS DA >EUANA.
i *g- Olegario R. Aacl. do J de U. da 2. t.
7 l-rc, flio oai d'Aqoino B Aud. do J. de I), de 1. t.
H Uka'rl. a. Jo.io de Deus t'un ador Aud. do J de D da 3. .
9 Ouit. Francisca lio nana Viuv. Aud do J. de D da 2. t.
l) StH Temu. o misterio da paixiode J. C Aud. do J. de 1). d
il 5l>. Temp. o Candido M. nal. Aud do J. de D. da 3. t.
2 floaa, 2 da quarasma a. Gregorio P. I)..ui. dalgr,
dal
t.
de Ufarlo
Anuo XlXa N. 5C*
O Diario publica-ee todos os dii que nao (orea Santificado!: o preeo da asaipsaiata n
da traa mil rea por quartel pagoa adianiadoa. Os annanoios dos essignsnlee sao inserido #
gratis, e os dos que o n5o Corara raAo de SO reis por linha. As reclamaooes dte ser din
gidas aesla l>p., ra daeC'ntesN S4.no a orara da Independe acia luja de litros N. 6 a 8
cansos.'No da 7 da Marro.
Casablo sobre Londres 28 d por lili) Ooao-Moeda da 0,400 V.
Pana 5(1 reis por (raaco. N.
a Lisboa 100 por lOOda preasio. I da 4,000
i PT-Pataca
Moada da cobra 2 por 100 de dea cont. Peina Coluranaras
cootpra
15 UJ0
8,400
1,760
1,760
1,/fiJ
tea da
15.2011
15 00O
8 60U
l,7it
l,7iU
,78
Ideal da latraa da boas firmas lj 1J |ao met. a ditoe Mencanoa
PHAaESUA LAftMEZ DEMARCO.
Loa Cheis 4 iC-, as 3 borae a 3 as. da ni. I La uta 41., ka 3 loras e 43 m. da Bisaba
Quiri. aamg. 4 i, *> S notas e 1 i .o. da lard. | i^uart. ereeo. i !.', s 7 huras a i^m. da si.
Preamar de hoje
1.a al boraa a ola, da manh.ia. | l. H boi" e 46 sa. da larda.
PMTE OFF1CUL
Covfrno da Provincia.
EXPEDIENTE DO l. DO CORRENTE.
OITlci Do secretario da provincia ao pri-
meiro da A. L. P. disendo, que o Exm. Sr.
Presdante hade de achnr-se hoje I.) ao moio da
na casa das sess5es da mesma assembla pan
fascr o relatorio do estado das necessilades da
provincia.
DitoDa dito aomesmo remetiendo para
serem presentes mesma assembla, 36 exom-
plarcs do orcamento da receita e despesa pro-
vincial para o anno flnanreiro de 1813 tS4i ,
outros tantos do r lat rio que o Rvm. Sr.
Presidente acabava de apresentar referida as-
embla.
Dito Do dito ao mosmo enviando, para
serem presentes a mencionada assembla as
con'as e orcam*ntos Has cmaras municipaes
do Rerfe, Olinda, Goianna, Brejo, Bonito, Ga-
ranhuns, Flores, Santo Antao, Limooiro, I-
guarass, Boa-Vista Cimbres, Pao do Alho ,
eNazarcth; e significando que nao vo as do
Cabo, Serinhaem e Rio Foimoso por nao te-
rem vindo at o presente.
DitoDo dito ao mismo transmittindo ,
para apresmtar citada assembla, a represen-
taco acnmpanhada de 4 documentos que cm
consequeneia do parecer dacommissiio de ron-
das municipaes, orcamentos e exames de con-
tas de 8 re abril do anno prximo passado ,
dirigi ao Exm. Sr. Presidente da provincia a
.cmara municipal do Nazareth.
Comniando das Anuas.
EXPEDIENTE DO DFA 1. DO COMIENTE.
Ollcio Ao inspector da thesouraria com-
inunicando-lhe ter sido lissolvidono diall de
fevereiro ultimo o destacamento do termo do
Brejo e rcmettendo-lhe para serem pagos os
, papeis.de conlabilidade do l.u a 10 do lito mez.
DitoAocommandanteda fortalesa do Brum,
participando-lhe que o primeiro tcente Cas-
tro Delgado hia commandar o destacamento que
faz a guarnico da mesma fortalesa.
Dito Ao commandante da llha de -Fernan-
do participando-lhe, que no patacho Pira-
pama, seguiao a ser-lhe aprcser.tartos, osofli-
ciaes, que linhao de rendar aos quo presente-
mente ali seachao; equo nomesmo patacho iao
1 ii.ferior e 12 soldados, para substituir as pra-
vas d i deposito e da companhia d artiflees,
quedevio regressar.
Dito Ao <:apito Jos Rabello Padilha ac-
cusando recebi la a communicacao que lisera de
achar-se nocommaiido interino do corpo de po-
lica em consequencia de ha ver tomado assen-
tona assembla provincial, o respectivo com-
mandante geral.
Dito Ao capitao commandante da comoa-
nhia de cavallaria pedindo a conta legalisada
da compra quo fez dos cavallos, para a mesma
companhia com a quantia de 8jOSOOO reis, que
da thesouraria recebera em 13 de agosto do an-
no passado aflm de ser enviada a aquella es-
taco em s.itislacao a urna exigencia da repar-
tido da guerra.
Tribunal da Kclacao.
SESSA DE 7 DE MARgO lE 18 W.
O aggravo de petico de Cathan'na Francis-
ca de Jueiro/. contra Gaspar de venenes Vas-
concelosde Drumond do Jui/.o da segunda
vara do Civol desta cidade foi prvido man-
dando-se reformar o despacho de que se a^gra-
vou.
Na appcllacocrimedesta Cidade, appellante
Manoel Ciraco Bezerra appellado Joao Anto-
nio de Figueiredo escrivao Jacome se julgou
pela confirmaco da sentcnca appellado.
Na appellaciio civel da comarca de Goianna ,
appellante Francisco Jozc N cilio de Mello, ap-
pelladaa Irmjnd.ide de S. Casa da Misericordia
doGoianna, Escrivao Reg foi julgado nul-
lo todo o processo. s/esii
O embargos de Ricardo Romualdo da Silva,
ejoae Gomes de Mello contra Miguel Franew-
codeQueiroz na causa de appellac5o civel ,
escrivao Ferreira forfio desprcados mandan-
do-se cumprir o acordo embargado.
FBANCA.
Becebemosjornaes Franceses que nlcanco a
12 de Janeiro p. p. o o queches olTare.-cm de
mais iuteressanto a abertura das cmaras A-
'jaixo transcrevemos um extracto da sesso real,
e o discurso da corla.
Cmara dos Deputados.
Sesso real de 9 de Janeiro de 183.
Tomarao-se as disposices usuaes em tola a
linha que d .via percorrer o cortejo do palacio
das Tulherias at a cmara dos deputados.
orohihida acirculacao no caes assim como no
terrasso da b'rda d'anoa. A tropa do linha e a
guarda nacional l'onnao ala.
A urna ora o canhao dos Invlidos annuncia
asahidadeS. M. do palacio das Tulherias.
No interior a disposicao da salla das sesses
a mesma que a dos anuos precedentes ; pre-
pararao-se somonte dous doceis direita e
esquerda da cadeira destinada para o re por
estarem em Pariz na occasiao s os Srs. de Ne-
mours e Montpcnsier; o Sr. de Montpensier es-
t em uniforme de tenente de arlilharia.
urna hora cliegao os senhores deputados
em grande numero; e urna hora e um quarlo
entriio os ministros na salla e tomao lugar ao p
do throno : direita partindo do centro os
Srs. Soult, Guizot, Dupcrr Cunin-Gri-
daine e Teste ; esquerda, os Srs. Martin du
or I), Duchatel Villemain e Lacave l.n-
plagne.
A. tribuna real oecupada por M.me Adelai-
de, a prince/a Clementina e a duqueza de Ne-
mours. Urna tribuna especial foi reservada pa-
ra a rain ha Christina.
A urna horj e vinte minutos chegio as duas
grandes deputa.oes da cmara dos pares eda
cmara dos deputados precedendo a S. M.
publico olha muito para asamarra de Al. Pas-
quier.
No momento de entrar na ''alia o rei para
no limii'i* da porta, tira oscu lenco e enxuga
os olhos repetidas vezes. Chegando ao solio ,
sada direita e esquerda os Senhores Pares
e Deputados o i.-onvida-os a assenlarem-se. S.
M. acolhido com gritos de Viva o rei que
nos pareeerao muito menos fortes e menos en-
tusisticos do que de ordinario. O rei parece
muito abattido, e muito envelhecido. Cbre-
se e pronuncia o seguinte discurso com urna voz
ao principio muito alterada, edepois muito mais
li rene :
Senhores Pares, c Senhores Deputados,
A afieico e a sympathia da Franca susten-
tarao a minha coragem. Com o coracio ulcera-
do mas cheio de confianca na vossa dedcacao,
chamando-voseu em pessoa a proseguir o cur-
so dos vossos Irabalhos, quiz acabar hoje o que
a minha dr me tinha obrigado a deixar incom-
pleto na abertura da vossa sessao Ja tendes
feito muito para a seguranca e para o futuro du
Franca. Eu vos agradecoem nome della. Se-
o quaes fArem as nossas experiencias eu e os
meus consagraremos ao son servic toila quanta
forca e vida nos conceder Dos.
sombra daordem e da paz, a prosperida-
ile nacional attestada pelo rpido augmento da
renda publica, desenvolve-se alm das mais fa-
voraveis esperancas. O (irme imperio da le
o penhor mais seguro do bem estar de todos as-
sim como da forca do Estado, e a convieco por
toda a parte estabelecida de que as Icis scro re-
ligiosamente executadas, torna menos frequen-
re o emprego da sua severidade. Congratul-
me de que tenhamos obtido este feliz resultado.
Tenho confianca em que a nossa prosperi-
dade seguir o seu curso sem interrupcao e sem
obstculo. As minhas relacoes com as poten-
Osai estrangeiras continuo a ser pacificas e a-
migaveis.
O acord das potencias firmou o repou/o
do Oriente e introduzio na Syria a prl das
populaies christs, o restabelecimento d'uma
administrcSP conforme sua f C aosseusvotos.
Lamento as perturbacoes que ha poui.o a-
gitarao a Hespanha. as minhas relacci* com
a monarchia hespanhola, nao tive em mira se- I
n3o nrotPirer os nossos legtimos interesses I
guardar urna amizade fiel a Rninha Tsahel II ,
o testemunhar para com os direitos da humani-
laile aqnelle respeito odifioso que honra o no-
me da Franca.-
Tomando posse das ilhasMarquezas asse-
2iirei os nossos navegantes n'esses mares lon-
inguos um apoio e um refugio cuja necessida-
de era ha muito tempo sentida.
Grabas aos esforros perseverantes do nosso
bravo exercito o nosso dominio em Argel tor-
na-se no todo estavel e respeitado. A vigilan-
cia e a regularidade da administraro acabao
a obra tao gloriosamente emprehendida pela co-
ragem dos nossos soldados.
Abri com mnitos oslados negocinrcs que
ter porelTeitodar nossa agricultura, ao
nosso commircio e nossa industria um movi-
mentn mais activo grangear aos nossos inlo-
resses nacionaos facilidades novas.
Ser-vos-!iao aprsentelas successivamente
as leis de financas e diversos projectos de lei ,
destinados a operar na nossa legislacao e admi-
nistra-o mclhoramentos importantes.
Senhores, o mundo ostom paz. A Fran-
ca livre activa e feliz Tenho tido e toroi
por escopo at o ultimo dia da minha existen-
cia assegurar minha patria estes bens. E
com a vossa constante e leal cooperacao quo o
tenho conseguido. Vos moajudarois a manlcr
o a eonsunimar a nossa obra commum. Ser
para todos a mais digna recompensa e para
mim a nica consolacao que podrei esperar
dora em diante.
A voz de *\ M. altora-se sensivelmente para
o lim do seu dccurso.
O Sr. miVstro do interior levanta-so c do-
po^s do lor lido a formula do juramento con-
vida cada um dos deputados oloitos dopois do a-
damento da Sessao a prestar juramento as
mos do rei.
Depois levanta-se o Sr. gunrda dos sellse
declara em nome do rei que est aberta a Ses-
sao das Cmaras dos paros e dos deputados.
S. M. desee do seu throno ; apenas passou
algunsdogros indina-se para a esquerda e
Muda; os deputados inclinao-se em silencio.
INTERIOR
ASSEMBLA GERAL.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
essaodc 26 de Janeiro.
( Conclusao. )
O Senhor Aguiar nhorpresidei.te dado o fucto o nobre ba-
rao da Roa-vista entendendo (com toda a ra-
zo segundo o mcu pensar) que o crirne era
militar mandou instaurar um concelho de in-
vestigacaopara que servisso de base a um con-
celho de guerra ; porm aquelle declarou que
ofaetono estava piovado ; que culpa teve o
presidente da provincia ? Ah dizem os no-
bres deputados : Porque nao mandou proce-
der a concelho de guerra ? Senhores ha mili-
to tempo que est estabelecida a pratica deser-
virem os concelhos de investigacao como do
corpo de delicto aos concelhos de guerra ; e
que nao procedendo aquelles nao tem lugar
estes. O nobre deputado que auditor de
guerra e eu que por diflercntes vezes o tenho
sido nao ignoramos esta pratica a quo esta-
mos costumados. ..
Osr. IS'unes Machado Eu tenho feito tan
tos!
O Sr. Aguiar :-----Esta tambom a prati-
ca da corte.
O Sr. Nunes Machado : Tenho feito mui-
tos repito ao nobre deputado.
) Sr. Aguiar : E porque o nobre depura-
do tem feito muitos segue-se que a melhor
pratica a seguir ? Aqui mesmo na corte eu vim
achar essa pratica que julgo mais conforme, <
entretanto ella parte immediatamente do gover-
t!0. Aindnba 001100-; dias chegou de Per
nambuco o brigue de guerra Imperial P-
\ro e oSr. marquez de Paranagu ex-minis-
tro da marinha tendo de mandar responsabi-
sar o commandante desse navio, em virtude de
una represenfacao do presidente do Cear or-
lenou primeiramentea instruccaode um conce-
di de nvcstig.vo e sobre o parecer deste foi
que mandou proceder conselho de guerra, o
qual absolveu esse digno cfcial.
O Sr. .\ unes Machado:Esse n5o o argu-
mento.
OSr. aguiar: Eu estou chamando era
meu apoio a praticada c'rte estabelecida pelo
governo ; portante nao vejo no procedimento do
presidente de Pernainhuco um motivo de censu-
ra nao vejo em que consista esse escarneo, esse
vilipendio como disse o nobre deputado ac-
eros-enfadosa dr do oTendido ; nao vejo em
que consisto osses golpes desearregados com o
sceptro de ferro quo osnobres deputados que-
rem fazer crer cmara que empunha o nobre
Baro da Boa Vista.
O Sr. Nunes Machado: E porque o dele-
gado nao decidi assim?
USr. guiar : E o quo fez o delegado ?
Rocebeu a queixa como Iho cumpria edepois
mandou iinpor-lhe sdencio porque entendeu
da mesma maneira que eu entralo isto que
o crime puramente militar.
O Sr. Nunes Machado : Devia dar logo
este despacho.
OSr. sfguiar : Mas supponhamos que
o nao deu logo e entretanto rcconhcceu que
o crime era militar; em que consiste a sua
culpa? Eu nao sou amigo intimo desse dele-
gado, mas nao posso Ver impunemente fazer-
Ibe injiistica ; elle enlendo desta maneira ,
fez sua obrigaco e creio que os nobres depu-
tados nao Ihe podem ncgir bastante hahilidade
o iutelligencia. Nem se diga que por elle as-
sim ter obrado deve-se presumir ter havido in-
sinuaco do presidente como se deixou aqui
ver.
O Sr. N. Machado : A parte que o diz.
O Sr. Aguiar Nao a parte so; um dos
nobres deputados tambera o disse. E de pre-
sumir, por vei.tura que o governo fizesse in-
sinuaees sobre objectos tao pequeos ?
O Sr Maciel Monteiro : Apoiado.
O Sr. Aguiar : Pois era esto um objecto
que valesse a pena de um presidente desccr do
lugar que oceupa afim de fazer insinuacesa
urna aulondade subalterna ? bom naosup-
pr sempre assim ; vejao os nobres deputados
que suppondo sempre desta maneira fazen-
do recabir todos osdiastaes odiosidades sobre
aquelle funecionario publico, sem que baja
bstame fundamento poem-se a inai no risco,
ou de nao serem cridos ou de serem julgados
despeitosos... .
O Sr. Urbano : Tambom so pode formar
algum juizoa respeito dos outros.
O Sr. slguiar : Eu nao digo que os no-
ires deputados o sejao ; longe de mim tal pen-
samento nao insinu o quo digo mesmo
em beneficio dos nobres deputados, para mar-
charem no seu systema de opposicao sem dareuv
um passo falso contra vontade.
Ainda outro crime senhores se fe7tde ha-
ver o nobre Baro da Boa-visla mandado o com-
mandante da escuna l'rimeiro de Abril para a
corte. Disse-se que tanta era a proteccao que
se dava ao crime que subtrahio-se desta ma-
neira o criminoso accao da juslica pena
que se Iho devia infligir I Senhores, todos sa-
liera que daqui foi ordem para vir o batalhao
provisorio de Pernambuco, e ou fosso ordem
para que elle viesse em navios de guerra ou
fosse por economa que o presidente naoquizes-
sc fretar navios mercantes, lancou mao dos na-
vios de guerra que ali eslavao surtos para eflec-
t;;ar o transporte, sendo um desses navios a e-
( una Primeiro de Abril de que era comman-
lantc o militar que praticou o attenlado, e nio
estando esse commandante criminoso nem
tendo outro algum bice justo que Ihe embar-
gasse a sabida, porque razo nao devia vir com-
mandando o seu navio ?
O Sr. Machado : A moralidade !
O Sr. Aguiar : A moralidade ordenara
que elle seguisse. Porque bavia o presidente

ILEGIVEL
X-.'



destituir csse commandante e por em seu lu-
gar outro official ?
OSr. N. Machado: A denuncia anda
proceda em jui/.o.
O Sr. Aguiar; E domis nao sabemos nos
que a class(! mais desgracada que ha n este res-
peito a militar? Um paisano qualquer pode
evadir-se pena mudando-sc de um lugar
para outro oude nao estoja a alcance da Justi-
na; porm um militar poder lazer outro tanto?
O Sr. N. Machado: Nao esta a queslo.
O Sr. Aguiar : -- E esta a questo : o pre-
sidente nao osubtrahio pena porque saba-
se para onde csse homem ia o processo podia
continuar... .
O Sr. N. Machado ; Foi o procedimento
do delegado desprezar a pronuncia.
O Sr. Aguiar : Consta que o delegado ou
outra autoridade ofTiciasse ao presidente dizen-
do que aquelle commandante estiva metido em
processo ? Nao : ento como se diz que o pre-
sidente o quera favorecer?
O Sr. N. Machado : Consta.
(J Sr. y/guiar: que que consta? Sup-
posco no caso consta. .. suppoe-se....
mas o que ?....
O Af. A'. Machado : Aqu esto docu-
mentos.
OSr. Aguiar : O nobre deputado ja leu
oque tirilla de ler o nao produ/.io um so do-
cumento polo qual se prove que o presidente
recebesse participadlo de alguma autoridade ,
fazondo-llie ver que aquello oflicial ostava sendo
processado por tal crimo. Portanto jj so v
que todo o crimo do nobre Baro da Moa-vista
parto de um ponto de direito anda nao deci-
dido. .
OSr. Urbano d um aparte que nSoouvimos.
O S'r. Aguiar : Mas se aqui lia culpa nao
cortamente do nobre Barao : nao por islo
que elle pode com razo, soraecusado: se In-
culpa esta naseo das lois ou antes da (alta da
urna lei que discrimine de urna maneira clara
e precisa os crimes militaros dos cr mes civis :
tem-su deixado esta importante tarefa aosexe-
cu toros e porsso nao ha remedio sen So ir-se
com a intelligencia que ellos llio dorem.
Daseainda um nobre deput do rpie tanto so
prova a proteccao dada polo presidentefi esse of-
licial que anda naotnha vtulo participacao
ao govorno sobre semelhantc fado Posso af-
lirmar ao noliro deputado que voo participacao,
e tamboril o concelho d investigacSo ; e se o
govorno entender que nao est em ordem li-
tio mande proceder a outras diligencias, man-
de instaurar um concelho de guerra.
Sr presidente justo o milito louvavol que
nos, como representantes da na< So surdos a
consideradles einittamoso nosso juizo sobro o
procedimento das autoridades; que busquemos,
que promovamos a punicao dos actos que forem
de encontr s lois ; mas nSo muito louvavel,
nSo mesmo digno de nos aventurar jui/os
quando apenas sSo firmados em supposiccs; o
juisos contra autoi dados de primeira ordem,
autoridades que dovern ter muita Torca moral,
e a quem necessaro que se faca justica.
Por estas razos, estou muito inclinado a vo-
tar |e'a emenda ; porm antes de lindar o
meu discurso seja-me pormittido fazer urna
breve observado.
Sr. presidente o nobre autor do requeri-
mento tendo fallado em ultimo Ingar, e que-
rendo repollir algumas proposicoesemittidas pe-
lo meu nolire collega que so sonta rninha di-
reita quando este buseava combater as suas
deducees e illacoes chamando para esto ini
os precedentes e servicos do nobre Barao da
Boa-vista aquelle nobre deputado fpz urna es-
pecie de analyso dessos servicos, equasi que
concluo dizendo que o melhor seria nSo fallar
delles porque talvez avultassem mais os desser-
vicos Sr. presidente cu pens que quando
se argumenta com supposiccs os precedentes
e servicos sao tambem argumentos valiosos
porque ao menos oppoe-se urna especie de bar-
re ira suspcitas. E com elTeiio senbores
eu nao sei porque razSo se ha de adiar nica-
mente desservicos no nobre Barao da Boa-vista!
<> Sr. Urbano : Eu naodisse nicamente
desservicos.
O r. Aguiar : Eu corrijo a expresso e
usarei das palavras do nohro deputadomais
desservicos Eu croio que ninguem contesta
que o nobre Barao da Boa-vista tonha prestado
muitos e valiosos servicos (apetados) ; estou
certo de que essa rnesma condecoradlo de que
o nobre deputaJo fallou hontcm essa coin-
menda essa espada de ouro, esse palacete fal-
lo mais alto do que tudo.
O dr. Urbano : O palacete!... Oh pelo
amor de Dos!
O ir. Aguiar: NSo foi feito, como disse o
nobre deputado custa de urna suhscripeSo
podida de porta em porta a rninha porta nSo
torio, cestou hem convencido deque nado
nobre deputado nao balrao (apoiados).
Senbores, csse paleeete urna prova bem vi-
pelo brioso corpo do commerco de rninha pro-
vincia do preco em que teve a primeira admi-
nistradlo do nobre Barao da Boa-vista.
O Sr. N. Machado : Oue o prendeu as-
sim (cruzando os bracos) !
O Sr. Aguiar : Como prendeu ? Eu bem
vejo que islo urna insinuacao, mas urna insi-
nuadlo que nao pode adiar echo em quem co-
nhece o presidente de Pernambuco. Felizmente
a esp; da do ouro nSo Ibo foi olertada pelo com-
mercio do Pernamhuco.
O Sr. Urbano : E o palacete ?
O Sr. Aguiar: (guando o nobre Barao da
Boa-vista o aceitn nSo era presidente de
Pernamhuco ; o que posso aflirmar ao nohro
deputado.
Sr. presidente, cu lamento esta lingoagem
que aqui se tem empregado nao porque ella
possa levemente marear a reputacSo do nobre
Barao da Boa-vista (apoiados) : nSo porque
elle bastante conhecido; mas pelodesanimo,-
polo diisacorocoamento que va i causar a esses
cidadaos que se incumbem dos pesados fardos
das presidencias que para me exprimir com
toda a precisSo sao tmulos em que os Bra-
zileiros distinetos se sepultSo onde o menos
que so perde o repouso porque muito supe-
rior a elle a reputadlo apoiados)'. Senbores ,
BU como representante por Pernambuco a-
gradeco ao nobre BarSo da Boa-vista osseus
valiosos servicos ; pens que os Pernambucanos
Ihe devom muita cousa [apoiados] e que o
Brazl alguma cousa tamlnm Ihe deve (apoia-
dos). O argumento do mrito nao tem a voz
to sumida, e hem das cousas ordinarias urna
adininistracao enrgica.
Estou-persuadido de que se urna igual ad-
ministradlo livosse presididoaoMaranhSoquan-
do ali se ospalharao as primearas sementes d<
nina rcbclliao essa provincia nSo loria chega-
do ao oslado a que se reduzio nSo se lo-
ria humedecido de tanto sangue. Eslou que,
se tivesse baviilo um pouco de energa na pre-
sidencia da Babia essa bolla ciclado nSo teritr
visto aorar em suas pracas o payilho da anac-
elli nao toria visto arderom lachos incendia-
rios em todos os se:is ngulos. O mesmo digo
do Rio Grande do Sul: se tivesse havido mafe
cautela e mais energa talvez que essa provin-
cia nao estivesse transformada em um vasto ce-
milorio onde vai dormir o somnoda morto uim
grande parte da populaco mascolina brazileira
apoiados}. Porlanto se os nobres deputa-
dos assenlSo o querem concordar em que fl
maior parte dos empregados pblicos n&opre-
cncliem os s -us devores j que temos esla in-
felcidade necessaro tambem eonfessar qm
sao dignos de elogios sSo dignos de respeitos
aquellos que as satisfazem.
O Sr. D. Manoel: Apoiado.
O Sr. //guiar : A oto pela emenda que so
acha sobre a mesa.
Julga-se discutido o requerimento.
O Sr. Urbano (pela ordem) : Peco licen-
ca cmara para retirar o meu requerimento.
O Sr. Presidente : Consultarei cmara.
OSr. M. Monleiro (pela ordem) : Sr.
presiden lo eu creio que depos de encerrar-
se a discussSo. nao pode retirar-se maisore-
querimonlo ; creio que o que o nobre deputado
pede conlra o regiment.
" Sr. Presidente: Os senbores que ap-
provSo o requerimento queirSo levantar-sc.
OSr. Carneiio daCunha (levantando-se] :
-- E a orno ruin ?
OSr. /'residente: Eu estou pondo os ob-
jetos volacSo por sua ordem ; nao pude ser
ludo ao mesmo tompo ; com essas interrup-
'des nao possivel haver regulardade nos tra-
hallios.
O requerimento rejoitado, sendo approva-
da a emenda do Sr. Maeiel Monteiro.
Contina a discussao do projecto do voto de
gratas e fallando mu largamente sobre ella o
Sr. Ferraz (ica a discussao adiada pela hora.
pernambuco"
srodSo pedindo qqe os sous ordenados sejao
igualados aos do guarda da mesa do consulado:
a commissSo de ordenados. Outro do cida-
dao Antonio Jos Pires pedindo que na le do
orcamenlo provincial se consigne a quantia de
6:3008983 rois para pagamento do que Ihe deve
o cofre da admiuistraco dos estabclecimentos de
caridade : commissao de orcamento. Ou-
tro do cidadao Luiz Ignacio Ribeiro Boma, pro-
prietario da typografia imparcial otTerecendo-
sea publicaros trabalhos desta assembla por
tachigrafos por menos 500$res do olTerecimen-
to do cidado Manoel Figueroa de Faria, e com
as mesma condicoes por este propostas : A
commissao do polica. Foi lula e approvada a
proposta da commissCo de polica para os lu-
gares de porteiro ajudante e continuoda casa.
O Sr. Jos Pedro mandou a mesa o requeri-
mento seguinte: requeiro que se pecao ao
Exm. Presidente da provincia os csclarecimen-
tOSseguntes : 1.quaes forSo as ciscunstanci-
as, que motivarao a elevacSo do corpo de poli-
ca ao estado completo de 600 pracas : 2. se
he por forca destas mesmas circunstancias, que
so acha ainda hojeo dito corpo com o referido
numero de pracas : 3. qual ser o termo pro-
vaveldo desapparecimento destas circunstan-
cias : 4. que rasao houve para que a carencia
de maior numero de soldados policiaes nSo fos-
se supprida pela tropa de linha e guarda nacio-
nal destacada queen'.So existia : 5." quando
poder o corpo da guarda nacional destacada
servir para a polica dos termos, e se se pode-
r conlar com a continuacao deste corpo e at
quando : foi apoiadoeentrou em discussao.
O Sr. Neto mandou oseguinle additamento:E
6. qual he o numero das pracas do corpo ac-
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
Acta da guara sesso ordinaria da Assembla
Legislativa Provincial de Pernambuco em 6
de marco de 1813.
Presidencia doSr. Pedro Cava Ica nti -
Feila a chamada achaiao-se presentes 23
Srs. dopulados fallando com participacao os
Srs. Lopes Gama e Lobo .1,. e sem ella o Sr. Ma-
chado Ros. O Sr. presidente doclarou aborta a
tualmonte existente: foi apoiado o entrou em
discussSo linda a qual foi approvado o reque-
rimento com o additamento. O mesmo Sr. Ne-
to mandou o seguinte requerimento : requei-
ro, que se perpunte ao Exm. Presidente da pro-
vincia se na inspeccaodo aluodao ha alatum
inspector que sirva ao mesmo lempo de agen-
'e da provincia da Parahyba do Norte apocar
la incompatibilidade de sementantes funeces ,
resultante da opposicSo, cmque se podem a-
har os interesses da dila provincia e desta ,
confiados ao mesmo individuo : depois de a-
poiado entrou em discussao e foi rejeitado.
okiikm no niA.
Continuacao da 2.a discussSo das posturas
municipaos de Coianna. O artigo7. foi appro-
vado o 8. reprovado; o 9. approvado; o 10.
approvado com a emendada commissSo ; o 11.
reprovado: ao artigo 12 vierao a mesa as emen-
das seguintes : do Sr. Beltrao toda a pCS-
>oa que emprear na compra e venda de qual-
quer mercadoria pesos ou medidas falsas n&fl
afondas ou aforidas mas nao revistas al o fim
lojunho, ser no prirneiro caso condemnado
em 30<> reis no 2. em 4$ reis o no 3. em 2$
res, o no duplo na reincidencia : do Sr. Jo-
le por medidas proprias nSo aforidas ; o mais
como no artigo :Toda a pessoa que por me-
didas e pesos proprios falsos comprar ou ven-
der, ser condemnado em 2$ reis de multa o
S dias de prisao e pela reincidencia no duplo
destas penas: do Sr. Neto supprima-se a
palavra comprar : depois de apoiadas, entra-
ran em discussSo linda a qual foi approvado o
artigo com a primeira emendado Sr. Jos Pe-
dre sendo recitadas as outras. Ao artigo 13
v IerSo as seguintes emendas do Sr. Beltrao
ninguem poder lavar roupa e animaos as fon-
tese pocos d'agoa potavel dosle municipio sob
pona do pagaran as pessoas forras 2$ reis do
multa eos escravos desolTrerem 12 palmatoa-
das mandadas dar pelo fiscal com audiencia pre-
via dos seus senbores:Eliminem-se as pala-
vras mandadas dar pelo fiscal at o fim:
do Sr. Jos Pedrosupprima-se com as-
istencia previa dos Srs. :forSo appoiadas e
entrario em discussSo, linda a qual, foi re-
cbela a emenda substitutiva do Sr. Beltrao,
approvado o artigo com a emenda da commissao,
o rejeitada as outras emendas. O artigo 14 foi
approvado com a emenda da commissSo ; os
artigos15 e 16 forSo tambem approvados. O
artigo additivo foi supprimido por emenda do Sr.
Jos Pedro. E passarao as posturas em segunda
discussSo. Dada a hora, o Sr. presidente deo
para ordem do dia a mesma de hoje e levan-
tou a scssSo.
Pedro Francisco de Paula Caralcanti de Al-
buquerqne, presidente Francisco Joo Car-
rilero da Cun/ia i. secretario Antonio Jos
de Oliceira 2. secretario.
EXPEDIENTE nA SSEJMBLBA*
Dia 6 de mar(!o N. 15.
Illm. Snr.
Tendo a Assembla Legislativa Provincia!
nomeado ao Ajudante do Porleiro desta Assem-
bla Jo/e Paulino da Silva para o lugar de Por-
teiro da mesma vago por tel-o abandonado o
e
sessSo. Tornaran asscnlo os Srs. Pinto de Al- sen serve tnario Domingos Marques Vieira
meida, Bario de Suassuna e GHIrana. Foi lidac ao continuo Francisco Xavier da Silva Mendon-
approvada a acta da antecedente. ca para o lugar de Ajudante do Porteiro o pa-
EXPKIIIKNTK.
ra continuo a Alexandre Ribeiro de Miranda
m offlefo da sooiedade de medicina desta ci- TonUmra com os vcncuientoB que compelen,
ade, reme ondo 40 exemnlares dos n.* do seu' ,i-, r ,
i-riodicopublicadosalo^Udocorrente^-in- ^ ditos lugares : manda nss.ii. participar a V.
dade,
peridico publicad.r>
teirada. 1 ... requerimento dos habitantes da nova f P8 ? fonhoc.mento do Exm Pros,-
Ireguesia da Lugoa debaixo pedindo que se "'""' Provincia a fim dse dignar lazor as
restitua ao termo de Cimbres o terreno da fio- nccessarias participaces Tbesouraria respec-
guesa do Buique qge hoje comprehende a di- ('Vil-Ulm. Sr. Doutor Casimiro de Sena Ma-
lla nova fregiiPia : commissao do ostatislii a. dureira Secretario da Provincial'rancisco
va um testemunbo publico (apoiados) dado | Outro dos liis das bataneas da insueccao do al- Joan r2rneir/j j2 Cur.ba i, Scrctsris,
Dito IV. -16.
Illm. Snr.Tendo sido resolvido pelaAssem-
blaLegislativa Provincial a requerimento deum
de seus Membros, que se ofTiciasse ao Exm. Sr.
Presidente afim de mandar osesclarecimentos
seguintes; 1." Qaes forSo as circunstancias ,
que motivarao a elevado do corpo de Polica ao
estado completo de 600 pracas : 2. Se he por
forca destas mesmas circunstancias que se acha
ainda hoje o relerido corpo com o dito numero
do pra?as : 3. Qual ser o termo provavel do
desaparecimonto destas circunstancias: 4." ^lue
razoes houve para que a carencia de maior nu-
mero de soldados policiaes nao fosse supprida
pela tropa de linha, e Guarda Nacional desta-
cado que ciito existia : 5. Quando poder
o corpo de Guarda Nacionaes destacada ser-
vir para a Polica dos (ermos, e se po-
der contar com a continuacao deste corpo c
at quando ; e 6. Qual he o numero das pra-
cas do corpo actualmente existente assim o
communica V. S. para fazer presente ao mes-
mo Exm. Sr. para se dignar dar as suas ordens
a respeito. Illm. Snr. Doutor Casimiro de
Sena Madureira "ecrvtario da Provincia. (As-
signedo o priiueiro Secretario da Assembla.^
MAMO 118 P&IMMIUiIP
ASSEMBLA PROVINCIAL
Na faltado tachigrafo* que se incumbSo de
tomaros trabalhos da assembla provincial pa-
ra serem publicados julgamos fazer um servi-
co valioso na expinhosa tarefa, que voluntaria-
mente nos imposemos deapresentarem resumo
a discussSo, que houvcr em cada urna sessao.
Assim d'ora em diante os nossos leitores tero
os oh ect' s, de que se oceupar a assembla, pu-
blicados por esla folha : aposentaremos as o-
pinies dos Srs. depurados, segundo ellos as
i'inittirem, c aquella-clas rasos, em que sefun-
larem que poderem ser apanhadas. Por es-
ta occasio declaramos que nenhuma duvi-
da tereinosem red flear qualquer engao, que
por ventura houvcr no resumo deque fallamos,
logo que nos for demonstrado : nao adiamos,
grande dilficuldade en. apparocer alguma vez
um tal engao visto que nSo tachigrafo quem
se encarregou deste trabalho
J publicamos asadas das sessoes do 1. at 4
do correte : deltas se v quaes os trabalhos da
assembla provincial: agora aposentaremos a
discussao do dia 3.
Dia 3 de marco. Depois de lida e approvada
a acta da scssSo antecedente e mencionado o ex-
pediente, o Sr. Dr. Lopes Nctto fez a indica-
cSo que j publicamos na acta respectiva ,
para a amnista doscompromettidos na revolta
dcS. Paulo e Minas Geraes. Depois fez o reque-
rimento, j publicado tambem para que se no-
measseuma commissSo de tres mernbros, quem
se romettesse a sua indicacao ; o que foi ap-
provado e nomeada a commissao dos senbo-
res doutoresMendes, Jos Rento, e Babello Pa-
dilha. OSr. Dr. Hrito pedio informaces acer-
ca do engajamento de tachigrafos : nota que os
nSo v na casa quando Ihe parece que a es-
te respeilo na sessSo passada se tomou alguma
rusolucao. O Sr. segundo secretario d infor-
maces e lum requerimento do cidadao Ma-
noel Figueroa de Faria este respeito. D que
a commissaoencarregada de contractar com ta-
chigrafos nSo pode engaja-los por nSo haver
quem se qui/esse sujeitar as condioces, que
olla propunha sendo que ocidadao dito esla-
va prompto acceitar um tal contracto consig-
nando-se na lei a quantia de 4:000$ enao a de
2:000$ como estava determinado. O sr. doutor
Mi-uca (jciu inormayw. respeito do oiTcro-
cimento que Ihe consta ter feito o cidado
Luiz Ignacio Ribeiro Roma, e nota a necessida-
de de se contractar com um curioso mesmo, na
falta de tachigrafos, a publicac3o dos trabalhos
da assembla. O sr. doutor Brito falla no mes-
mo sentido e pede informaces dos trabalhos
ila commissao de polica na materia sujeita ,
para o que manda um lequerimento. Osr. pri-
rneiro secretario fallou sobre a materia e deo
algumas informaces. Osr. doutor Neto censu-
rou a commissSo por nao ter engajado os tachi-
grafos nao aeccitando o ofTerecimento do cida-
dSo Roma que nSo duvidava estar pela quan-
tia marcada na lei para csse contracto, c al se
comprometa pagar multas em dbro das es-
tipuladas para o contracto do cidadao Figueroa.
Di* que o mesmo cidado Roma segundo Ihe
consta, est promplo para um semelhante con-
tracto. O sr. doutor Mondes ; inda fallou no
sentido, em que havia fallado. NSo podemos co-
nheccrqual o destino, que teve o requerimento
dosr. doutor Brito e quer-nos parecer, que
elle o rotirou.
Osr. Barros Cavalcanti fez um requerimento
para se mandar urna commissao do tres membros
felicitar o Imperador pelo seu feliz consor-
cio. Osr. doutor Mendos diz que vota cintra
o requerimento : porque as commissos envia-
das pelas asscmlilas provinciaos sSo mal rece-
idas pelos ministros, que as igualao as envia-
das pe. s cmaras municipaos : que os minis-
trisesqueeem-sedo respeilo, de que s credoras
as commissos das assembleas provinciaos,
por islo nSo deve a desta provincia mandan (>...-
misso alguma, pois que deve sustentar mulla
dignidade e nao consentir que sejo menos-
presados aquellos, que a representao.
O S. Neiu mifcue que o requeriiueiiiu o
I


fSfLSSLrfT- S^f^S015* da C0P"fs-| possuido do nfr^ctor das postaras para se Ihe I tirando-lhe da bocea o charuto o substituirlo tadt
e fiear adiaTa discuta '^ P H ^r efeotiva a I>cna- *>' ** *o- por archotes dalcatro. Vi corta joven mui pac.
dos pelos mais vigorosos diabos. Huma es-
osa fogueira sempre acosa e composta do
OS. doutor Padilha vota pelo requeri ta pela emenda ontende que ella concilio a garrida, a quem os diabro tes tinhlio enchido projectos indicar-oes, Resolucoes Decretos,
nota, que se srfgtins ministros nao traanlo bem J8a8'^e > (lu0 wdeveter muito em vistas na de rabos de papel, onde estavio escriptos todos eSessdes era o lugar em que ardifio muitos
as commisses ditas, nao 6consecuencia' infali 'mPos'?5 ('as mu'tas < cora a facilida e de sua oseus neceados e a lista dos seus namora- Deputados, e .leadores que naosessavao de
dos. Depois disto ajiintando-a a outras do grifa4! e alienar uns pedindo a palavra ,
mes'mojaoz formavo varias quadrilhas, con- outros requerendo addamentos, uns descon-
i-luidas asquaescada urna passeava eotn o sen pondo a estes outros recriminando aquellos,
diabo pelo braco. Vi corto Padre j velho e entretanto que urna legiSode demonios. como
tao gaiteiro que os diabos uns Ibe dav3o pipa- espectadores, aticav&oo fogo, e niio cessav&o
vel quo tojos os outros procedao do mesmo'CO anca> (j0nc,U10 izendo que votava pela
modo, queascommissoes a que o seu colleja se emenda por acha-la muito boa. O Sur. Dr.
refera, tiverao culpi oessa tratamento menos
bom, que os ministros Ihes doro, porque nem
se queixarao ao Imperador, e nem estranharao
aos ministros o seu procedimento.
tor Neto
to.
qiieri
ro Ca
seu colleja o Sr. doutor Mondes, .
tras: fallou sobre a diflculdade d'iima eommissao
no sentido do reqnerimento, vota contra o se-
gundo, por desojar veringo porterraoprimeiro.
OSr. doutor Mondes falla de novo e raproduz
argumentos para sustentar o que disse o M-
landodosministros em geral oSr. Neto em a-
parte Ihe pergunla = G os ministros commetem
crimes ? = rj Sr. doutor Mendes = E quo
crimes; de lesa nacao = O Sr. doutor Neto =
Nao teme urna remoeo? =OSr. doutor Mondes =
Qual remocao. Quom temeremocaoo....!!
Quem me remover. ha de ser removido. = O
Sr. Barros Cavalcanti falla acerca do seu requer-
monto; diz quecom este nada tem aindcaeto
do Sr. doutor Neto ; e sobro a diflculdade de so
nomear urna eommissao, elle diz que os Sis. de-
putados geraes na corte pedem para ella sor no-
meados 3). Discutida a materia foi approva-
do o adiamento. OSr. los Podro podio dispensa
da eommissao de forra policial, por se adiar em
estado de molestia soffrendo urna enfermldadc
chronica. O Sr. doutor Mondes falln contra a
dispensa e elogiou ao seu collega os conheei-
mentos que possue em economa poltica, o
conclue fallando na utilidade, que tira a assem-
bla em ser o Sr. Jos Pedro memoro da referida
commfsao. OSr. Jos Pedro insiste sobre a
dispmsa, e agradece ao seu col loga a opini&o .
que delle faz. O Sr doutor Noto, nao diivida da
enferioiilado,de que falla oSr. Jos Pedro antes
a acredita, mas vota contra a dispensa pedida:
entendequeo incommodoquesolTreo Sr. depu-
tado pode desvanecer-se, ou diminuir: que os
seus outros collogasda eommissao podem entre-
tanto occupar-so dos trabalbos mais arduos; cou-
clue falla.ido no sentido do orador, quo o prece-
deo. O requerimento nao foi approvado, e s
doussrs. deputados votaran por elle. Passou-se
discussaodas Posturas municipaosda cidadede
Goiana : segunda discussao.
Ar. 1. Poi approvado com a emendada eom-
missao sem debate. Art. 2." O Sr. doutor
Mendos, entende, que aquellas posturas nao sao
anda para Goiana : ada nimia diflculdade em
poderem os pobres tirar as arupembas, que exis-
ten! ; e parece queseoppoz urna parte do art.,
querendo que a sua disposicao cmpreohenda
somonte as urupembas queso houvereni de
collocar as casas depois da publieaoao das
posturas. O sr. doutor Neto mandou nina emen-
da para se eliminar algumas pala vras do artigo,
como -absolutamente Julga ser esta pala-
vra desnecessaria, pois que as lois ,quando pro-
hibem, nao necessitao do = absolutamente =
para obrigar a todos : chamou para excmplo a
lei de 26de outubro de 1831 &c. =Concluio
fallando sobre o mais de sua emenda. Osr. dou-
tor Mendos impugnou a emenda; diz que propi-
amente as posturas nao tem o carcter de lei, que
ellas sao a prevenco do um d ;scuido &c. Foi
approvado o art. 2., regoitadas as emendas da
eommissao, e dosr. doutor Neto.
Art. 3, O sr. doutor Mondes diz, que este
art. Ihe parece mais um art. aditivo i'i lei regula-
mentar eipaes. Osr. doutorNeto mandou urna emenda
ao art. o qual oi approvado, rogeitada a emenda,
Art. 4." O sr. doutor Padilha mandou urna
emenda sobre a multa para que esta fosse pa-
ga segundo o possuido do infractor. O sr. dou-
tor Neto, nao acha bom o ar!. e por isto lem-
Noto ( em a parte ) = pois nao parece. = 0
Sr. Dr. Brito falla favor da emenda mas
quizera que se prehenchesso um vacuo quo
dia 3
Amanhaa publicaremos a discussao que tiver
havido nos diasseguintes do da 3.
ero de
fem
ao era
e curadores de or-
diabos nSo era outra cousa mais, do que o seu I (aos: aquellos mudados em moriegos esvoaca-
livro de fe re e lia de liirer. Vi Irados de vilo de continuo pelos salos do inferno. As mo-
quem os proprios diabos pareciao tor algum re- ''as desinquietas e maliciosas forao transfigu-
I tou-se a sessffo pouco depois das duas horas, tes, rujo rol de culpas carregado para al por | menor o bando de tutores,
lando-se para ordem do da i a mesma do
Correspondencia.
rs. Redactores. Pela primeira voz un
vejonaneeossidade de oceupar as paginas de arremossar fona do chicotadas.
sea Diario, leudo lulo no (i. Nacional n. 21,
umasensura foitaao Exm. Sr. Barao Presiden-
te por tor mandado sobrestar a proposta o
concurso dos emprogados da thezouraria para
algum lugares vagos da mesma vi que se en-
volver o meu nomo; cumpro-me por lano ser-
tilicarao publico quo nonhuma intrevomao tive
coio ; por quo so de longo os ollnvao oap-
pupavfio. N i urna m de demandistas esbole-
toando-sc o mordendo-so uns aos outros, e
varios demonios acondondo una loguoira enor-
me toda composta de Autos na <|ual os querifio
Vi innume-
raveis maridos levando taponas, soceos, o
dentadas do suas inullioros que j oslavao
lOnvertidasem diabas taotiefegas taobolico-!
sas, o malignas queso faziao nola\ois pela
sua desenvoltura. Vi tambem um crescido nu-
mero de marido- j melamorfosoailos em ilia-
bos porsoguindodo tal forma asnas mu Hieres,
em somelhante procodime.ito, o que nao nosso,; ,]Ue estas davao gritos lastimosos. Vi final-
e nemdevosonsurardomesmo Eim.Sr. Raro; I mente o desgranado .Indas, do rujo trazeiro
porque ostou persuadido que d'esTarte dozeja- sabino como mnrinondos. bandos de Juizes.
ra hir do conformidade com a lei segundo a i \dvogados, Escriv3es e Meirinbos todos ves-
sua intorprotarao, o nao atropelar o d.reilo que ti.los .Fumas tamizlas feitas de pape de lu -
por ventura me possi ass.st.r algiin.a promo- ((,s, de sen tencas do provaras do rasos fi-
cto ou a qiialquer outro meu rompanheiro ,
e para maior prava deque nonhuma interven-
cao tive sirva a falta de exactidao com que
fallou o G. Yaronal, o quo de corto nSo lo-
ria lugar, so fosse eu o quo informasso a soini-
Ibanto respeito. Son do \ m. Assignanlo o
\ enerador Antonio Luis do A mural e Silva,
Varicela de.
brou-sede faser-lhe urna emenda, a qual aluda
nao tinha oflerecido por temer nao mereoosse i
approvacao da Asscmbla. Que a parte mais
importante do art. exactamente a que a emen-
da quer eliminar, a qual nao parece estar de
acord com a generosidade d i coraco do seu no-
bre author. Conclue, que o art. precisa emenda;
'as nunca a do Sr. Dr. Padilha. Este diz que
oereceo a emenda para que a multa soja igual
para todos nao tornando-se onerosa paraos
pobres, o que succeder passar o art. tal qual
est. O Sr. Dr. Neto mandou urna emenda ao
aft.; eoSr. Gomos l,ial oulra que rotirou
antes de ser apoiada por estar prevenida na
primeira parte d'aquella. O Sr. Dr. Neto/un-
damontou asna emenda. O Sr. Dr. Mendos,
diz quo necessario lixar-se o proeesso da co-
/ranra da multa, de que falla a emenda do Sr.
Dr Padilha oque feito nao tora duvida em
votar pela emenda do Sr. Dr. Padilha, quem
pede quedesenvolva o seu pensamento. Justifi-
cando logo o seu voto ritou a historia Romana,
que ensina que he arriscado estabolecor quantia
certa como pena dos crimes. OSr. Joro Pe-
"1"" mamlou d;:as ;:! 'i! ;. o outra additiva o
Sr. Dr. Padilba na qual mosra o proeesso da
cobranenda mulla. O Sr. Dr. BeltrSo fallacon-
O CARAPCEIRO.
SO MI O.
Seja qual or a causa dos sonhos ( que at bo-
je ainda a Medicina nao a podo descubrir ) o
corto he que ou seja pela ininha constituirn
nervosa ou soja por qualquer outro motivo
para mim desconhecido sou muito sujeitoa
sonhos, uns extravagantes e absurdos ou-
tros porm to bom concortados e tao segui-
dos que mais parecom partos do fantazia a-
rordada do que eonreproes do quom dorme.
Dosta ordem me parece o que ha pourns noi-
les tive e passo a referir aos meus lllustrissi-
mos Leitores. (!om que havia don sondar?
(om o tremendo dia do .luizo final. Oh que
sconas quo vi Oh quo medonhos quadros
se me antolharao Vi o Divino Bodemplor do
inundo que sustentando na dextra o sancto
Madeiro da (luz, e cerrado da innmera le-
giio dos Anjos, magostoso severo, e ine-
xoravel tractava de sentencear de premiar,
ou punir as virtudes ou vicios do toda a rara
do Adao reunida em um campo mais vaste, quo
O occeano. Entilo tiritando de modo foi, que
experimontei om mim mesino toda a verdade
dcsta Stropho da Seipioncia dos finados.
Quid sum miser (une. dieturus ?
Quem pairomnn rogaturus
("um rix jitslus sit sen/rus ?
O sussurro quo de todas as partes se levan-
ta va era incomparavelmonto maior, o muito
mais medonho do que o do mar agitado pela
tempestado. Masa um assenodo Eterno que
assentado om urna brilhantissima nuvem equi-
librava-so nos ares rcinou por algum tompo
o mais profundo silencio. Entiio um Anjo ar-
mado de radianto espada passou a separar os
bous dos maos pondo aquellos direila e
estes osquerda. Cada predestinado tinha ao
p de si o seu Anjo da guarda o qual trazia ,
o mostrava a todo o mundo um rotulo em que
estavSo escripias om caracteres de todos enten-
didos as virtudes do seu tutelado: cada rondem-
nado polo contrario era aeoompanhado de de-
monios, que cm voz alta Ihe estavao londo o
cathalogo dos seus vicios e crimes. Ainda me
record com horror de corto Escrivao cujas
(raparas e ladrooiras erao taas o to es-
candalosas que os proprios diabos pareciao
luvidar dolas ; o a corto Magistndo acompa-
nhavo dous vigorosos diabos quo a pao e
naos &c. ice.
Queeoleio que pasmo que horror se as-
-oalbava nos semillantes de quasi lodos os ho-
mens Ali nada s'escondia o lodos oslavo
lendo os defe'tos os erros as culpas uns dos
uniros. Oh quantos falsos amigos ento se
inanifestavo Oiiam admirados oslavo mui-
los da inlidolidade do suas esposas do quem
nunca haviao (ido a menor suspeila Olanlas
raii des conberidas qnanlas perfidias deseo-
heras O Soberano Juiz passou a proferirs
sentencasde premio ou de castigo rada um
segundo as suas obras. Tudo se caln ex-
cepto um grupo de mulberes, que estavto ulu-
lando da parteesquerda lo Senhor o qual por
um Anjo Ibes mandn inlimar quo se ralas-
sem. Estavao disputando entre si qnaos os
aurlores de seus rrimos : mas nao so contiiiu-
ro a fallar, o gritar romo quedescompo-
/oroalla. e poderosamente oMensageiro Ce-
leste. O Divino Verbo hincando um olbar
bondadoso para os da sua dextra ehamou-os
beniavenliirados : e lomando um ar severo co-
merou a julgar os reprobos.
Aquellas mulberes alladeiras, o hriguontas
tivoro o castigo de Ihes seren arranradasas lin-
goas; o quo instantneamente executarSo uns
poneos de dialios; rada um tinha nasmosdiias,
o tros lingoas drstas o fifjuei assombrado quan-
do ouvi rontinuarem a fallar as taos lingoas e
a proferirem as mais horriveis blasfemias. Os
diabos fa/io deltas busea-ps rom que atira-
vo uns nos outros. Os avaronlos forao ron-
den) nados a tor (liante dos odos montos de ou-
ro o prata sem nunca Ibes poder tocar. As
moras inuilo vaidosas egamenbas tivoro por
castigo as cabreas pelladas e os seus rorpos ves-
tidos dos mais nojentos trapos. As vellias lourei-
ras o garridas foro sentenciadas a sor eterna-
mente roquostadaspor volhos do mosmo jaez e
todos a tra/erom rabos romo mararos. Sata-
naz principo do inferno soparon dos mais
oondemnadosa aquollasmulhores deslinguadas ,
o inmediatamente mandou que uns diabos
Ihes eotessem as boceas dizendo quo s as-
sim doixario do arengar o gritar nos in-
fernos.
Toda a gente da Justira rondomnada ao
inferno, tevo por castigo o residir nos intesti-
nos do Judas ; por que Satanaz represontou ,
que essos sujoitos se ostivossom soltos pode-
rio querer por-lhe demanda o dosapossallo
dajurisdiro do inferno: foi-lhes ronrodido
porm o sahirem algumn vez a tomar hanbos
do fogo em urna fogueira perenemente aresa
com papis de rartorios. Os Militares rovanles
'oro condomnados a ser convertidos uns om
galinhas outros om piruas o objocfos d'es-
carneo do todos os demonios. Os ambiciosos
(ivero por rastigoo estar de continuo apandan-
do affoa em cestos. Os mal cazados oro pre-
ndas om cobrinhas e as vel das presumidas em
nojentos sapos ; os iiamoradores. v fasIttmobles,
de profissto inudaro-se lodos om feias borbo-
tlas quo de continuo procuravo as chamas ,
ondoso qaeimavto sem se consumir. Ospais de-
leixados. o que deio m oducaco a seus fildos,
solVoroa pena do sor incessantemento aroitados
pelos demonios. Os morradores vel liaros o
commerciantes de mi f foro condemnados ao
suplicio do Tntalo isto he; a seren devora-
dos da mais anlenle sedo no meio d'um tanque ,
cuja agoa cristalina Ihes foge dos labios toda a
vez que se lho queivm aproximar. Os aman-
tes prfidos, os inconstantes, o perjuros sofrrlo
O mesmo castigo que o malvado lxion ron-
vrin a saber; foro prozos a urna roda toda rdeia
de robras, e pie nao sessava de girar. Os men-
tirosos os calumniadores, os jugadores de pro-
lisso os impos, o incrdulos padcriVo o su-
plicio de Prometheo: esfomeados abutres de con-
tinuo idos roio as entninlias. Os vadios linal-
iiiente tivoro por castigo o atuarom de conti-
nuo o fogo das olticinas o fornaldas do inferno.
No meio de tio borrivel quadro aromette-me o
pezadelo; entro a gritar, aconto lavado cm suo-
ros o desvanecida a illusao rezoi o credo cm
cruz, e onconiendoi-ino ao Benigno Pai das Mi-
sericordias (lizendo-lho de todo o coracao
nter ores locum prusla ,
El ab Kedit me sequtttta ,
StatuertS i> parle dextra.
Entre as ovolhas me acceita ,
E dos luidos me regoita ,
Pondo-mo tua direita.
corda trazioo livro om que se aebavo exara- | zos rostas rom rostas o arremessados as cal-
das to somonte assuas malversaces c vena-
lidades.
Quadros observe! nosso dia quo me provo-
carlo o riso se nao fora o grande terror que
me causavSo as minhas proprins faltas. \
deiras infernaos. Os bomons afeminados leva-
vo continuamente olisteis de plvora rom en-
xofre o salitre. As moras muito andejas i
Discurso publico em furor dos cues e dos
gatos.
..... Venes amule desole ,
Venesy pauvni mflmti, qu'on veut rendre
orphrlins,
Venes /'aire partir ros esprits enfantins.
(Racine.}
1." EXORDIO.
Desde que habito oslo nosso planetinha que
nao ouro fallar, so nao om abusos, quo refor-
mar. Nao ha muilo, quo os frades erao a espi-
ndadeS. Braz. Arrusavo-os de privar a po
pulaciod'uma parlo doquedeltas Idepodia pro-
vir ; e posto que muito mal fundada fosse esta
aecusacao, suprimiro-os; porque assim he ,
que nossa pocha se latito as reformas. Apoz
dislo logo nao douve cousa, que se nao bauti-
zasse em abuso e quo como tal, nao se pro-
curasse reformar. At os no^sos res.e gatos es-
to cm perigo. lu philanlropo pretende tirar-
nos os animaos domsticos, que mais pro/amos:
so secuta 19 elle ousa prega; ussa cruzada, v
estabelecerurna montara contra innocentes vic
I imas, que tem diroitos sagrados ao nosso reco-
nderimento ; o o mais de, quo >o quer coho-
noslar tamanho atlontado rom o pretexto do bem
publico, invocando-so a humanidad)- para dos-
captivarde culpa a um projectosanguinario I Re-
leva confessar que barbara cousa de a tal phi-
lantropia,equc torca de bumanidade bem des-
buinanos nos ton.os tornado Soja porem como
for, as victimas nao scrao degoladas sem recla-
maeo ; pois que urna voz corajosa posto quo
fraca vai orguor-se em sou favor. Eu oro pois
pelos caes, o gatos reos ladrantes e miantes do
urna parle contra 0 Sr. Aloxandre Roger ca-
valloiro da legiSo dhonra, auctor d'outra parte.
Apologa do CSo.
Em um proeesso dosta natureza Srs. de-
vondo necessariamonlo a moralidade dos aecu-
dos influir na dociso de seus juizes conviria
rememorar aqu as felizes qualidades, com que
a natureza aquindoou a niotade mais interes-
sanlo dos meus clientes : mas, se eu referisse
ti los os prestimos do cao teiiamos assasde
que nos onvergondar. Alm dislo quem hi hi,
lie nao conheca a sua dorura, a sua fidelidade,
a sua inalialavel dedirarfio? (^uem he que
na do Tliesco ^etlit ivterntunnue sede-
me causavao as niinnas proprias lanas. \i, rao a pona (lo l hosco ( "eiiif n irrruuni/ue sede-
porex. um gamenho todo ombonecrado a Mtinfelix Thesens) isto he; firrao eternu-
quem um diabinho lia com grandesgargalhada
um balaioche o d psprptinhos <\o amores em
tra a emenda do Sr. Dr. Padilha: acha dificul- tanto que dous diabos mui lloumaticos com
dad
e S'.' 'i/' I,""0ii:b:!:dl"'e de so rnnhmiar <> b8!d5 de brSO !h? CUeUSVli'j 2S harhae <> ll,.:.-~- -)^ Dj>n<>iHM . extremosamente apaixonadas por bailes sofre- deseonhuce, que unidos a ns por um sentimen-
lo que a nossa mesma lororidade nao he ca-
:.;/ de anniquilar, os c5cs scassocio s nossas
magoas bem ((uno aos Dossos prazeres ade-
vinho, c comparlilho todas as nossasafTeices,
protegem-nos nos pongos combetem, e mor-
montc sentadas ( sobre formiguoiros ) o delron-
le deltas diados machos, e fomeas danzando
lontiniiamente quadrilhas. Os mos ronre-



= 4
Nao sao os meus clientes, Srs., como os fal-
sos amigos de Itoje, escravos da fortuna, e sem-
pre promptos a abandonar-vos na advcrsidade :
pelo contrario elles sao martyres generosos da- Fonccca entrado em 3 do corrente, man
misade ; e d'aqui os vemos evadir-se do a/.ilo jtou = 100 dcntes de marfim e 20 fardos
Honrado da opulencia, onde os qnerem ter cap- 2000 saceos vatios : ao consignatario.
e onde, tem como innmeros parasy- '~^T
Hovimcnto do Porto.
OBrigue portuguez Unido, capitao Joaquim
Maria da SHvoira, vindo de (iueliinane pelo \\'\o
de Janeiro, consignado a Thomaz d'Aqino
entrado em 3 do corrente, manifes-
com
tivos
tas que lhes nao chegao aos calcanharcs se-
rifio magnficamente tractados para tornarcm
ao humilde tuzurio do pobie a quem sao li-
gados por um laco que a amisade torna indis*
soluvel. E o que restar a este pobre se Ihe
ti raes o seu caozinho ? O infeliz be um apes-
tado: tu lo oge, tudo se aparta dellecom una
especie d'horror ; mas o seu cao he o nico en-
te que em toda a natureza se mostra sensivel
;'i sua miseria ; que o consola com caricias e
Ihe mitiga as magnas compartilhando-as.
Quem o aman se vos Ihe ti raes este rompa-
nbeiro do seu infortunio? Mas nunca urna sen-
tenca iniqua ordenar essa cruel separacao. Eu
tenho a fortuna de dirigir-me a coracoes sen-
siveis ; e conseguintemente espero, que oscaes
ganbem a sua causa.
( Continuar-se-.)
A gloria e a reputacao.
O que he a gloria ? O juizo da humanidade
a respeito.d'um de seus membros ; e a humani-
dade sempre tein rasao. Ninguem alcam-a a
gloria, senao sob a condieo de ter feito inuito,
e deixado grandes resultados. D'aqui se v
time certacerit = Distingamos porem a gloria
queris reputacao pedi a tal ou tal de vossos
amigos que vo-la laca associai-vos a tal, ou
tal bandeira de partidos ; mettei-vos nesta, ou
naquella sociedade e prestai-lhe serviros; que
todos vos ievantaro at as nuvens. Finalmen-
te sao innumeraveis os modos de adquirir re-
putacao, que a final de contas he urna impreza,
como outra qualquer para a qual ra disso
neni grande ambicio se requer. O que distin-
gue a reputaca > da gloria he que a reputacao
he o juizo d'alguns e a gloria he o juizo do
maior numero da maioria da especie humana.
Para agradar a um pequeo numero pequeas
cousas basto ; p.ira agradar a tantos precisos
se fazem grandes ft-itos. A gloria finalmente
he o grito da sympathia e do reconhecimento;
he a divida da humanidade para com o talento ;
he o premio dos servicos que ella reconhece
haver recebido o paga-lhe com o que tem de
mais precioso que he a estima.
Releva por tanto amar a gloria ; porque he
amar as grandes cousas, os longos trabalhos ,
os servicos elfectivos fetos em todo o genero
patria, e humanidade; e ao mesmo passo re-
leva despiezar a reputacao os successos d'um
dia e os pequeos meios que para isso con-
duzem. O que muito importa he fazer, fazer
iasss, e fazello bem he serem summa e nao
parecer ; porque he regra infallivel, que tudo,
que he por virtude de sua natureza tarde, ou
sedo apparece. A gloria he quasi sempre con-
tempornea ; mas nunca se d grande interval-
lo entre o tmulo
doria.
d'um rande homcm e a
( Cousin. )
COMMERCIO.
AHanriega.
Rendimento do dia 7........ 4:719g805
DescarregSo hoje 8.
Barca Brilliant carvao.
Lrigue Skelteflem canos de ferro, e
chumbo.
Rarca Espirito Sanio pedra.
Rrigue Astra azeite pedras, drogas e
vidros.
Rrigue Leopoldo carvao.
Briguc Armorique fazendas.
Rrigue Trium/.hanle diversos gneros.
Brigue Clyde bacalho.
Brigue Schoonu Mary difTerentes gene-
ros.
IMP08TACO.
O brigue austraco Tonsika capitao Geor-
gio Uzovich vinJodo Kio de Janeiro con-
signado a Le Bretn & Schramm entrado no
i. do corrente manifestou-= 70 toneladas de
pedias para lastro.
A escuna americana Mary capitao Charles
Jones vinda de Boston consignada a Henry
Forster & C.", entrada em 6 do corrente ma-
nifestou = 52 vergontas 50 caixas com cho-
colate 500 resmas de papel de embrulho 50
ditas dobradas de dito 58 cadeiras, 5 quarto-
las com fumo em rama 1 embrulho com dito
para amostras 48 brriscom manteiga de por-
co, 50!) ca-.as corr sabio 20 barra com ;rc-
gos, 30 caixas com canella 50 barricas com
batatas, 50 caixas pon abnete 1570 bar-
ricas abatidas e 43:144 ps de taboado de pi-
nbo Henrv Forster &C*
Navios sahidos no dia 7.
Canal; brigue inglez Reliance, capitao Henry
Dench, carga assucar.
Liverpool; brigue inglez 4gnes, capitao Char-
les Colle carga a mesma que trouce.
Cabo de Boa Esperanca ; brigue inglez Prince
Albert, carga assucar.
Stockolm ; brigue sueco Vigflence capitao O.
Jansen carga assucar.
Navios entrados no dia 7.
Bio de Janeiro; 21 dias, brigue brazileiro In-
diano de 223 toneladas capitao Antonio
Alvos Marta equipagem 16, cjrga cal, mi-
Iho, e fumo : a Manoel Ignacio d'Oliveira.
Mar Pacifico tendo sabido de New Bedford "a
42 mezes, galera americana Chili de 291
tonelada^, capitao David B. Delano, equi-
pagem 26, carga azeite de peixe: ao capitao.
Mar Pacifico tendo sahido de SagHabor a 21 V*
mezes galera americana Washington de
3M) toneladas, capitao Sandford equipa-
gem 2V, carga azeite de peixe : ao capitao.
Ilhas de Sandwich ; 21 mezes, galera ameri-
cana ./ora de 295 toneladas capitao W.m
Shockley, equipagem 23 carga azeite de
peixe : ao capitao.
# llcclaracocs'.
inclusive os restantes relogios burras de ferro
prova de fogo e armacio da loja : sexta feira
10 do corrente s 10 horas da manhi em ponto ;
advirtin lo-se aos Srs. arrematantes, que n'csse
dia comprarem, o que em outrps tem comprado,
que aloja estar aberta palos'tres seguintes
dias para a entrega dos rnesmos objectos das
10 horas da roanh at s duas da tarde.
Autos vindos do Rio de Janeiro pelo va-
por em que sao partes os abaixo.
Autos de revista entre partes, Jos Gon-
calves Magalhaes e mulher com Jos da Costa
Lago e mulher.
Ditos, entre partes a viuva e filhosde Luiz
Eloi Durao e Francisco Mamcde de Almeida.
Ditas, entre partes, Vicente Ferreira Go-
mes com Joaquim Lobato, e Joao Teixeira
Bastos.
Ditos entra partes o visconde de Porto
Crt/O e outros com D. Lauriana Roza Candi-
da Bigueira.
Ditos, entre parles, Antonio Pereira, e Joao
Francisco de Araujo.
Seguros.
Para o Sr. Jos Francisco Belem e Jos V-
cira Borges.
CIRCO OLMPICO.
A beneficio do joven palhaco Francisco da
Silva.
Grande e extraordinario espectculo para 5.'
feira 9 de marco, dividido da maneira seguinte.
Dancas de corda forte com maromba e sem
ella.
O pequeo Augusto discpulo de Bernab
se apresentar pela primeira vez sobre a corda ,
dancando um passo chiuez.O beneficiado exe-
cutar urna dawa de carcter, terminando com
varios pulos por cima de difierentcs objectos.
Joo Bernab nao deixar de fazer os mais dif-
icultosos exercicios sobre a corda sem marom-
ba para tornar o mais brilhante possivcl esta
parte.
DifTerentes trabalhos sobre os cavallos vol-
teios scenas heroicas, e jocosas aonde p ir-
ticularmentc o oven beneficiado dislinguir-se-
ha executando a graciosa scena do jardineiro.
Executar-se-ha pela primeira vez a scena milho-
logica de 7,e/ro Flora, e Cupilo, sobre dois
cavallos apresentada por Bernab o Benefi-
ciado, e o pequeo Alexandre. O cavallo Ro-
meo e o cavallo Campista apresentarao novas
habilidades.
As [estas dos ind os do Opador executadas por
dez pessoas, apresentando evoluces, grupos, e
pirmides no uso indiano.
Terminar o espectculo um novo trabalho
sobre a corda volante apresentado pelo bene-
ficiado, o qual executara na mesma os mais dif-
ferentes voos, terminando com a diflicultosa
roda do moinho a vento em fogos artificiaes.
Eis o que olerece o beneficiado a este genero-
so publico para a noite do seu beneficio es-
perando nesse dia mais do que nunca a proteccao
dos seus patricios, e do respeitavel publico em
geral.
Principiar s 7 horas e meta da noite.
Preco dos biihetos de camarotes...... 68000
Ditos de platea................. IflOOO
A venda dos rnesmos acha-se na casa do an -
nunciante ou na loja de iniudezas n. 39 da
praca da Independencia, e no mesmo Amphi-
theatro.
* Lemos.
Avisos diversos.
Os credores do rclojoeiro A. Faton na
ra Nova, inalisarao o leilao de variedade d o-
biectos Hp nrafn ouro. e de nedras preciosas
= Precisa-se alugarduas negras para ven-
derem na ra com tanto que sejao fiis e
seus Srs. fiquem responsaveis pelos extravos;
faz-se bom ajuste caso agrade ou por venda-
gem por semana ou mensalmente; a quem
convierestearranjo dirija-so a loja de tanoei-
ro na ra da Conceicao da Boa-vista.
A pessoa que por esta lolha no dia 4 do
corrente annunciou precisar de urna ama de
me a idade para o servico de urna casa de pouca
familia (trez pessoas ) annuncic sua morada.
Oerece-se para o servico de casa de um
homem solteiro ou viuvo urna mulher que
da fiador a sua boa conducta; quem precisar
annuncio.
Desappareceo no dia 5 do corrente um
cavallo rodado com dina comprida e um
dos ps mais grosso do que outro da ra Di-
reita o qual levava um sacco de estopa grofsa
com chumbo velho, e estanbo de caixinhas ve-
Ihas; a quem for oflerecido queira fazer o fa-
vor de tomare annuntiar, que se Ihe icar
muito obrigado pagando-se as despezas que
livor feito.
Quem for dono de urna preta de nome
Thereza baixa grossa cara redonda de
nacao Congo tem um dente tirado na frente ,
vestido de chita amanillo, sem camisa, com
panno da costa a qual nao diz quem he seu
senhor e se acha ao p do rio do Brum ; di-
rija-se ao mesmo lugar que pagando 308 rs.
de achado lho ser entregue e nao havendo
responsabelidade pela fuga da dita preta.
Joaquim Antonio da Silveira em vir-
tude do annuncio as folhas do dia 27 de l'e-
vereiro pelo Sr. Manoel Gomes de Azevedo ,
de querer Iludir ao publico ; dizendo que era
socio e nao caixeiro ; pois p raque o publico
se inteire ser falco o que o Sr. Gomes annun-
ciou e eu por esta ultima vez faco sciente que o
dito Sr. Gomes, era meu caixeiro e nao socio ,
equando o ditose julgue por tal recorra as
aulhoridades competentes eahi larci ver in-
teiramente a conducta e crdito dosse Sr. Go-
mes.
Perante o Snr. Dr. Juiz do Civel da se-
gunda vara, tem de serem arrematados em
leilao judicial, no dia 8 do corrente pelas 4
horas da tarde e na porta do mesmo Ministro,
3 escravos urna pequea estilacao que est
assentada na ra da Praia e na propriedade
do Sr. Joo Thomaz e alguns movis tudo
pertencente ao fallecido JooHenrique Siergt :
os pretendenles comparecao no indicado dia e
hora.
Quem precisar de urna ama de muito bom
procedimento para o servico de urna casa ,
dirija-se a ra do Fogo n. 47.
Na ra do Nogueira ha um bom sotao
para se alugar, por preco commodo ; tem fo-
gao e um bom quarto divisivel em dous ; fran-
quea-se o quintal e toda casa pois que a fa-
milia existente he pequea e de boa paz urna
ici Q toiili as mesillas qualidadeM bou uuw
inquilino : annuncie.
=Precisa-se de 3:000$ rs. sobre um ter-
reno no qual tem edificado no mesmo 6 meias
agoas que rende cada urna 88 rs. na ra do
Caldereiro n. 90 ou annuncie. '
Quem precisar de um administrador pa-
ra engenho dirija-se a ra do Bangel n. 43.
Quem annunciou ter para vender um es-
cravo'de 26 a 28 annos e um moleque di-
rija-se a ra do Codorniz n. 3.
Aluga-se urna preta para vender fazen-
das na ra com outra pessoa ; quem tiver diri-
ja-se a ra do Trapiche n. 26, venda de Joze
Vericimo da Bocha.
No dia 21 de Fevereiro furtarao da ra
do Rom Sucesso da Cidade de Olinda um ca-
vallo pedrez bom carregador tendo a junta
da mo esquerda alguma cousa inchada, e com
urna cicatriz, sendo o mesmo em, inteiro e tem
o seguinte ferro S ; quem delle souber leve ao
sitio detraz do |ardim que sera.gratificado.
Joze da Silva Moreira faz sciente ao res-
peitavel publico assim como a toilos os seus
credores que as suas duas casas de negocio si-
tas no lugar das 5 pontas sendo a. venda que
faz esquina para o beco do Marisco e a pada-
ria annexa a mesma que forao fechadas por
ordem do Sr. Dr. Delegado em consequen-
cia de urna denuncia dda por pessoas suas ini-
migas, iuiiio se conhecer; ja se ac'nao aber-
tas, e em andamento o seu negocio como dan-
tes comprando c ven lendo por seu bastante
procurador Francisco Maitins Ferreira ; pois o
"pp.unci^fito se crs3:dcr2"dc gc. cu.pe nZa
mudou de estado nem de condieo, c nen.
de crdito ; e os seus credores e aquellos que-
tem penhores em mao do annunciante podem
toda vez hora que quizerem ir remir seus pe-
nhores cntender-s com seu procurador bas-
tante estabelecido com padaria na mesma ra
o visinho do mesmo quede tudo sj acha en-
ea rregado
Aluga-se urna casa terrea no bairro de
S. Antonio em boa ra que nao exceda o
seualuguelde 10$ rs. ; quem tiver annuncie.
No botequim da cova da onca havera de
hoje em diante sorvetes.
Compras.
Compro-se fruteiras de todas as quali-
dades noarmazem de Joao Carroll & Filho ,
na praca do Commercio.
Compra-se urna carteira de urna so face ,
com seu competente mocho : na ra Direita ,
venda n. 7!.
Compra-se um cavallo sendo grande e
gordo proprio paia carrinho e da-se prefe-
rencia ao que tiver pratica : na ra da Moeda ,
n. 7
Sera branca em pao : na ra estreita do
Rozario n. 17.
__ Comprase um moleque de 14 a 10 an-
nos : em Fora de Portas venda n. 92.
Compra-se urna corrente de ouro : na ra
Direita n. 17.
= Compra-se urna corrente com sinete de
ouro : na loja da viuva do Burgos.
Vendas
Vende-se um quartao mellado bem
manteudo, sem achaque algum por preco
commodo: no pateo do Carino loja de tar-
tarugueiro.
= No deposito de assucar refinado, pelo no-
vo sistema de Franca ao p do arco de S. An-
tonio frente ao caes do passeio ha para ven-
der porcao de assucar em paefe de prime ra
sorte a 160 rs. a lil.ra e segunda a 120 rs. em
p e a terceira a 80 rs. em p tudo muito
bom mel do mesmo a 80 rs. a garrafa; ad-
verte-se ao publico que por este methodo de
fabricacao se extrai a potassa e cal que os assu-
carescontem eso fica o assucar puro.
Acbn-se na loja do Sr. Randeira na
ra do Cabug para vender-se a grande Aria
eita aos Dcposorios de S. M. o Imperador,
em msica e acompanhamento de pianno e
lilhographada por Mr. Laforge com urna so-
berbagravura superfina onde se v entre os
emblemas das Provincias do Impirio a hem
executada si Ira dos Soberanos Consortes de bai-
xo do Diadema Imperial, ladeados de genios ,
que apresentao a decicacao da obra a ?iaco
Brasileira. Esta rica peca so existe na dita lo[a,
remedida pelo impressor.
Vende-se urna venda na ra da Senzalar
velha, defronte do beco do Campello n. 126,
com os fundos do 5008 rs. e tira-se para fora
o que nao agradar e querendo o comprador
tambem se vende s a armacao e os perlen-
ces, pelo dono ter outras vendas aonde bo-
te os eflcitos, a dinheiro ou a praso por alguns
mezes.
Vende-se por seu senhor se retirar para
fora da Provincia um negro moco de bonita
figura sem achaque algum sabe socar as-
sucar o he bom trabalhador H nadnria : pois
tem muito pratica dos dous trabalhos : na ra,
doQueimado loja n. 14.
Fstojos de naviilhas de superior qualida-
dc\ e ellegante gosto ede cabo de marlim ,
sendo talvez as melhores que tem apparecido:
na praca da Independencia n. 5.
Vende-se duas arrobas e mcia de doce
secco de caj ja encaixotudo e promplo paia
embarque : na ruada Senzala velha n. 106
Vende-se um escravo de 22 annos da
nacao de bonita figura e proprio para qual-
quer servico : na praca do commercio a fallar
com Joze Manoel Fiuza.
Vende-se um excellente hanheiro de fo-
Iha em muito bom uso c com o seu compe-
tente selindro por preco muito barato: na
ra do Crespo n. 23 loja de Manoel Joze
de Souza & Companhia.
Escravos fugiclos.
Fugirao um casal de escravos de nomes
Alexandre e Maria em principios de Maio de
1842 com os signaes seguintes : o escravo be
de estatura regular, tem as pernas meias ar-
quiadas cOr fula ; a escrava tambem fulla
cheia do corpo e com falta de dedos em am-
bos os ps, de 30 e tantos annos cada um;
quem os pegar leve ao engenho C onceicao do
destricto de S. Anto que tefe 100g rs. de
gratificara' e protesta-se contra quem os tiver
em sua companhia.

HA i III 1M.
^ __r-. _1I3.
I
I


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