Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:00533


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Full Text
T'"''*!*"-"
AUNO X
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i
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J
1
I
Por 3 mases adiantados 4,000.
Por 3 meiM vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 3 DE OUTUBRO DE 1855
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAUREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
dude ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Ararat)-, odsr. Antonio deLentosBraga;Cear, o Sr.
Joaquim Jote da Olivaira ; MaranlWto a Sr. Joa-
quim Marques Rodrigeos ; Piauhy, o Sr. Domingos
Herculano Aekile* Pessoa Ceareoce ; Para, o Sr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona', o Sr. Jeronymo da Cosa.
. CAMBIOS.
sobre Londres, a 27 3/4.
Pars, 350 rs. por t.
. Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebata.
Acedes do banco 30 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de lettras de 7 a 9 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanhous* .
Hodas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 4000. .
Patacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
Prati.-
P AR Til) A DOS CORREIOS.
299000 Olinda, todos os das
169000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15
169000 Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13 e 88
99000 Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras
19940 Victoria e Natal, as quintas-eiras
1994C PREAMAR DE 110 JE.
19860 Priroeira s 10 horas 6 minutos da manhaa
Segunda as 1U horas 30 minutos da tarde
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, quartas e sanbados
Relacao, terfas-feiras e sabbados > ,
Fazenda, quartas e sabbados s 10 horas
Juiz do commercio, segundas as 10 horas o as
quintas ao meio-dia.
Juizo deorphos, segundas e quintas s 10 horas]
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIDES.
Outiil.ro 2 Quarto minguante as 9 boras 24 mi-
nutos e 44 segundos da tarde
11 Lna nova a 1 hora, 3 minutos e
47 segundos da manhaa.
18 Quartocrescenlea 1 hora, 17 mi-
nutos e 49 segundos da tarde.
25 La cheia as 5 horas, 6 minutos e
49 segundos da manhaa.
s vezes temos declarado que i slbsoriprao
ratee de 49 por quarlel ii tem logar
viiros dias do mesmo, e que passado este
do, devera ser paga a razio de ij.'tOO.
1 di Brasil folha alguma do formato e im-
que cust Uo'paco nquelles que
nam; inesmo na Europa onde os recursos o
mol, iwacagsao as que debaixo deste ponto de
viela llie polvm ser comparadas.'
siente isso, temos assignante* que sem al-
era a Uo ponderosa considerarao, em Hen-
il mesno que fazem com uosco nio contrato, do
primelo tilo se podem honrosamente ei-
mir,'visto q>>e de nosa parte desempenhamo* escru-
polosamenU as obrigaroes que por elle contraliiinos,
imente recusam-se asalisfazer no lempo devido
a diminuta quaolia a que sao obrsados, senao tam-
allegam rail pretextos para nao pagarem depois
eMOrs. de acrescimo am que por incuria propria
i n corre m.
Assim cono mandamos letar diariamente a nossa
follia a'casa de lodos que a ajaslsnam, assim tambem
devein todos, qaamlo nao mandar trazernos a im-
portancia di suas asignaturas, como se pralica na
ropa, pelo menos satisfaze-la promplameute, do
fica dito, apcuas Ibes for apre-
em casa o respectivo recibo, autorisando
lamilla 1 para que o fajam, caso nao se-jam en-
lo, |wis lie desarrazoado e at intoleravel
quererem que mandemos procura-Ios seis e mais ve-
an* para poi'er receber Uo ridicula quantia.
CITERIOR.
<> jornaes francezes exlrahem do Incalido Ututo
o ollicio circunstanciado do principe tiorlsehakoff
acerca da tu la Iba do Tchernaya ; he longo bastante,
mas he curioso, por sse damos a parle q peito ao ataiioe.
Eii como i> ataque fol dirigido :
A 1:2. divisao d'intaolaria. s ordens doreomman-
inenil mejor de Martineau, avenjou com
ibrj o Tchernaya, a(ioderou-so da cabera
atravessou o co e o canal d'aqueduclo so-
as preasa, precipiloa-se sobre a
'dental das moiilauhas r'edukhne e
-i, a seguiodo-o at a balera de 01-
to pecas levantada na vertente da monlanha, apwl>-
rsu-se della
A 7. ilivi,,ao, s ordens do tenente general dei
Oosdiakoff, nandada quasi ao mesmo lempo sobre a
a da l. alravessoo igualmente o Tchern.iin e
d'ac.ueduclu pela parte inferior da ponte
de pedra, repel indo o inimigo, apoderou-se da
a vertente da parte central das moutanbas
ledukbine
olrelanlo, o numero de tropas iuisnicas pa-
lem do 'lchecnavaaugmeiitava progressivaiuen-
rta chegada de novo* reforjo* viudos do monle
Sapoan.
u vi que o combate loma va una fei-
rada, e renunciando ao ataque projeclado
squerda contra a mautanha llarforl, dirig
le-infantara para a ponte de pedra, e
I rain lia esquerda mundei contra o come n-
1 Ires regimenlos da Mf. divisao de infan-
til) ha m oeeupado aofes disto a monlanha
ipho. Estas (ropas Dio chegaram ao Tener-
lo o inimigo, que alacava a 7. e 12.
laria com Torcas milito superiores,
ura iiluin do rio.
isllio o inimigo da pona e perse-
renridale do primeiro vertente nlanha : em qsuuto aos Ires regimenlos da 17.
10 d'io anlari, que se tinhaui arrojado pava
alera do rio c do canal, recbajarara as tropas ism-
migas s OH s prjimas da oltima ramilcacSo orien-
Fedokhine ; porm vendo a re-
lireda da 7. c 12. divisoes reliraram-se igaalment
jiara aquem do Tchernaya.
anal de Read linlia sido morlo durante estas
o em pes%)j o commaodo da ala
e o inimigo tinha ja posto em li-
K) homeris solire as mouthas 11 ir-
Pedukliine e "no esparo que as separa, nao
julguei conveniente reoovar o ataque, e formei as
tropas em b; lalha a pequeo alcance rt'artilliara do
a ininha ala esquerda sobre a
ipb,- a ininha ala direita, coin-
posti de eavallaria, pro\ini"fr-U.i ullima vertente das
uonlanhas lAarkensie. _
vei-me por espaeo de qualro horas nela
altura', espetando o inimigo, que all tinha attrahi-
do as anas tripas, passasse o Tchernaya e vieesa ala
tosas posicoes, onde o leria recebido
osa artilliaria, Tazeudo-o carreaar
lela infantaiia e cavallaria, mas nio ousou
a l'alll de auua me nao permittia
lempo naquelte poni, urdenei as
11 posicao de Mackcnsie. Durau-
uviinenlo de retirada, o inimigo conser-J
vou-ee na leacgao. limitando-so a fazer oceupar pe-
at,radones as margeos do Tctiernaya, eo
s antes haviamos levantado na mon-
1 do lelegrapho.
^^^^vanlagem relativa da aua posico,
nperou com grande resultado ; em
rcaiies fez calar a arlilharia iaimiga, col-
< as imsicles que dominava.
os ;he(e, desde a mais elevada calhegoria
ofticiaes saballernos, deram pes-
oalmfbte exemplo da mais alia intrepidez, e da
mais completa abnegarlo. Infelizmente im gran-
de lomero delles foram victimas dos seus uobres
entimcnlo..
muro dos bravos qna foram roubados ao
> naole dia, eucontra-oe o ajudanle de cam-
I, commandaule do terceiro corpo
o ajudante de campo giineral o b 1-
o de Wre.sky morlo por urna llalla de artilliaria,
e que uha ja perdido um cavado, havla tambem
o una conlu-io ; e o chefe de cstado-maior
do terceiro corpo de intentara o niajor general de
WeJmara.
(Jornal do Commercio de Lisboa.
O almira le ingles recebeu do contra-almirante
lloiid.is, eommandante em chefe da esquadra de S.
11, no Vallico, os despachos seguintes".
A bordo do Duque de Wtllingtoii, em frenle de
Sveaborg, a 13 de agosto de 1855.
Senhor.Twha a honra de pnrticipar-vos, assim
IfOliHSTia,
OLiVROPOSTHiMO.
Por Waaiaao Da Casap.
n
.CoifniMifo.
uvruar oilo horas, lina angustia pro-
fauda aperlava-me a garganta, as arterias ballam-
iua violenta mente as fsiles, as.palpebras ealavam
quenles, om calor insupportavel abrazava-me as
maos, orna emocao forte conlrahia-me o diaphrag-
ma, a respirarao era-me sulfocada ; emlim para em-
prear a linguagem cientllica, o grande nervo pneu-
mo-gaslrico communicava a todo o meu corpo as in-
quietacoes que reinavam-me no cerebro.
Nunca em rainha vida acliei-me em semelhanle
estado ; lenho lido daellos, jii alaqoei ama trinchei-
ra e desapp ireri no meio dc'um lurhilhao de fumo,
im pe entrar com a espada na mo no quar-
to em qoe U tinha sua Altai desmatada aobia o pei-
lias de Saint Soba fugi diante de
ma Irib nteira, que persegoia-ine a tiros de'es-
l'iuzarda ; no Epheso em um dia de lempe-taue ca-
l ferido pt lo raio ; ama ooite cordei sobresanado
ssalvei-me a Dado atravesaando as aguas slaciaes
le un;a ii.undacao que arreuenUva cadveres, cliar-
ruas, animaes e casas, tenho visto espectculos ler-
riveis, e ealasfrophea espantosas; mas nunca senti
urna anciedade uo pungente e lao devoradra.
O relogo dea meio quarto de hora, sa badalada
da Huela retiuio-me no cpraijlo como o estrondo de
urna pera ile artilliaria. Lev.intei-me, apalpe! pru-
dentemente posligajbara cerlificar-mo de qoe nao
eslava feel ado com o ferrollio, e lossi para advenir
aos CoBipsnlieiros de que eslava prompto. O saugue
/.unia-me nos ouvidos.
Emfia^euvl dar olio horas e Om qoarto, impelli o
postigo om violencia, melli l braco e abri a porta.
Nesse mormmlo nuvi um gritoUe d6r, lancei-uie f>
ra da prisic, acbei-me sednoo 110 corredor : todas
is portas estavara fechadas. Sent desfallecr-me o
-oraclo. .V'Mijia vssla para o fnurda ; eslava palli-
* **^|ial*llllwl,te *ra um postigo,
donde ubltlmi ali HaaininltJo.
Una veres criantatan-me.
Jmo >". *!>#, diria orna, n ferrolho
eauva fecisdo;
como aos lords enmmissarios do almirantado, que,
tendo eu aqu chegado a 6 desle mez com a esquadra
do meu commando, se me veio logo reunir na tarde
do mesmo dia o contra-almirante Penaud, a bordo
do Tourtille, e no dia seguinlc o resto da esqnadra
franceza, composla, afora os vasos de linha, de
bombardas e ;"> chalupas canhoneiras, de transportes
de provisoes e de vapores.
A 7 leste mez veio o Amphiao completara esqua-
dra insleza, que ficou.assim composla: do duque de
Wellington, a bordo do qual arvorei o meu pavilhao,
do Exmouih, que Irazia o pavilhao do conlra-almi-
rante Sir Micbael Seymour ; doEovvalo.Arrogaule,
Pimbroke, Cornwallis, Cossak, Merlin, Vullure,
HastingK, Belleislle, Ctnlser, Geyser, Locusl, I.igh-
Juing, Enlos, Princesa Alice, Volcano (chegado a
l); canhoneiras: Starling. Lark,Tliislle. Redwing,
.Mejspei, Badger, Piller, Suop, Dapper, Weazel.
Stoil, Pincher, (lleaner, Biter, Sklvlark, Suapper;
bombardas: Rockel, Surly, Pickle, ltl.17.er. Mastil,
Manly, Drake, Porpoise, Prompl, Simbad, Carrn,
Bedbreasl, Beacon. Grappler, Ilavock, Growler.
Como era inlcncao minha, e do cnnlra-almirante
Penaud, comecar as operaroes contra a fortaleza e o
arsenal de Sweabom, nao se perdeu lempo em fazer
os preparativos necessarios para esse efleiln. Pelo
nieu relatorin precedenteyeriam V. V. E. Evc. que
em todo o anno passado, e durante os cinco ltimos
mezes o inimiso se oceupou com toda a aclividade
em auamenlar os recunos para a defeza da praca
conslruindn baleras sobre os pontos, favoraveis, e
que ameai;avain todos os lugares, por onde havia a"c-
ce-o ao ancoradooro no meio dotas passagens inex-
trica veis.
Nao enlrava, pois, de forma algnma uos mcu< pro-
jectos tentar um ataque geral por mar conlra as for-
lificarps ; o liin que nos propunharaos, eu, e o con-
tra-almirante Penaud era lio somente destruir da
fortaleza, e do arsenal o que as bombas pudessem
alcanrar. A escabrosidade do terreno, composto de
roohedns, de pantano* e de recites eucoberlos, tor-
nava dilTicullosa a escelha dos pontos, onde podiam
dispor-se bomhfrdas armadas de morleiroscom um
alcance soflicienle. Para terminar estas disposices
contrihuio muilo o poderoso auxilio do capilAo Sul-
livau. commandaule do Mulin ; as disposices, em
que iinliaino. concordado definitivamente fortiiavam
urna linha curva dos dous lados da pequea linha de
Olerhall, cando o centro reservado para as bom-
bardas da esquadra franceza como linhamos combi-
lado com o conlra-almiranle Penan.1.
As extremidades da linha foram determinadas pe-
la exlencao do alcance das bateras armadas de gros-
so calibre de Itak Holmen, ao oriente, e de Stura-
K.pulan, ao occidente de Sweaburg ; e urna das ad-
dices mais efticazes ao poder das esquadras adiadas
consiitia n'uina balera de quiltro pequeos morlei-
ros xsaestada |ielo almirante Penaud sobre urna lib-
la defronle de Olerhall.
Para dar execucao a eslas medidas encarregnei o
rapilao Ramsay, commandante do Enryalo, o capi-
Uo Glasse, do Vullure, o capillo Vausillard, da Ma-
giciene, e o capillo Sitian, do Dragao, de irem an-
corar ao sal de Olerhall, c9* bombardas sob a di-
recrlo do .tenente Aoguslo C. Ilobart. da nao Duque
tf H'elliitgton foram lodas collocadas is ordens des-
tes ollciaes 110 dia 7 de tarde na posirlo que Ibes
era destinada, e p/omplas para romperem o fogo.
Os odlriaes das canhoeiras ajndaram-nos com (odas
as aoas torca- nos (rabalhos se-llies oa minores elogios pela parte que lomaram
na accao.
Nesla ne.-ina Inoile, o contra-almirante Penaud
linlia comecado a asseslar a sua balera- com sarcos
de Ierra sobre.os rochedos, mas no fo possivel ron-
lair os ltimos trabadlos antes da manbAa do dia 9
desle mez. Em lodo o dia antecedente via-se fluc-
tuar o eslaudarle imperial da Russia sobre a cida
della deGuslafvsvard, mas depnis nao se lornou
que as coratnaiidavam, davarn lugar a qae respon-
dessem com lodo o vigor, e quasi sem soffrerem o
mais leve damno doranle lodo o da.
Pelas, 10 horas da maiihSa comecnu a descobrir-se
o incendio de diversos edificio,, e rebentou urna fol-
ie exploso na ilha de Vargen. Urna hora depols, era
seguida de oulra explusao; pelo meio dia ouvio-se
urna terceira c mais violenta exploslo na ilha de
Gustafsvard, que causn graves prejoizos lis obras do
inimigo, e contrihuio muile para afrouxar o fogo da
artilliaria naquella direcc,a"o.
A vaatagein da rapidez com qae linha sido diri-
gido o fogo dos morleiros foi demonstrada por novas
conflagracoes, que nao cessavam de manifestar-se,
e se eslen.llain al a ilha de Vargen. A immensi-
dade de escullios com qoe linhain a arrostar as Ca-
nhoneiras na patsagem, me forcou lambem a dar or-
dem para a retirada antes do por do sol. O fogo do
inimigo afrouxava; as embarcac/ies das esquadras
receberam ordem de se reunir por meio de fogaptes,
antes da'nolle. e Is ordens do capiUlo Caldwell. Es-
tas embarciccs fizeram om fogo continuo dorante o
espaco de mais de tres horas. Esle fogo prodozio. o
inelbor resultado qae se poda desejar: aleou novos
incendios e concorrea paro augmentar cbnsideravel-
111 pule a conflagrarlo geral.
No dia 10, ao romper do dia, linham-ae adianta-
do as posigoet da maior parle das bombardas,- e as
canhoneiras receberam ordem de reeomecar. A nlo
de Ires (ionios.que o iuimign linha feilo ancorar para
defender a passagem do Canal entre Gustafsvard e
Cak-ilohuem, foi recolhida de noite e abrigada
n'urna |iosn_.io mais segura: mas o fogo das htlerus
tinha augmentado, e a accao empenhou-se de novo
com toda a energa de urna e de onlra parte.
O incendio continuava a desenvolver-se na forta-
leza, e pelo mcio-dia urna columna de fumo mais
espessa que nenhuma das precedentes, e seguida de
scinlillanles ehammas annunciou que as bombas ti-
nliam incendiado materias rombuslivei na direcrao
do arsenal. A principio nlo podemos descohrir com
exaclidao o local, onde Se linha manifestado o i ticen
dfo; mss continuando as ehammas a estender-se
vientos nn conhecimento qae tinham rebenlado na
ilha de Vargen, e qoe muitos edificios da ilha de
Warto estavam ja reduzidos a cinzas.
As embarcai;es providas de fogaeles reunirani-sc
de novo pela larde, as canhoneiras prepararam-se
oolra vea para o combate, e collocaram-se era divi-
ses separadle. A pnmeirn s ordens do Tunbrohe,
atirou a distancia de perlo de 2,000 jardas da forta-
leza. A segunda s ordens do capitao Cardwel, con-
seguio mais tarde augmentar o incendio. Como po-
rm a claridode das ehammas etpunha as canhonei-
ras i vista do inimigo, foi-lhe fcil sustentar com
bravura o fogo mais violento das nossas balas.
Tendo em vista os damoos a causados ao inimigo,
e refleclindo que nao havia mais qoe algamas em-
barcafoesde pouca importancia a destruir na ilha de
Vargen, e. que aquellas que se conservavam anda
em Swarlo, estavam na extremidade do uosso alcan-
ce, e ero posicoes onde as bombas nao tinham conse-
guido anda chegar-lhes, enlendi que nlo Valeria
pena continuar o fbgo mais nm dia.
Nestes termos maodei o capitao Seymour, do Pun-
broke, presenta do contra-almiranle Penaud, e
com a cordialidade e benevolencia qoe enconlre
sempre naquelle ofticial, lomaram-se immedialamen-
le as providencias oecessarias, e deu-se ordem ex-
pressa para fazer cess.tr o fogo ao romper do dia. O
inimigo liona correspondido frouxamenle de noite,
excepto s embarcares armadas de fugeles, e o fo-
go linha ressado inleirameutc da sua parle ules do
romper do dia, supposlo as baleras de mar tivessem
em geral soffrido pouco.
Resta-me Iransmiltir a Vv. Excs. os rehilnos do
pilao Willisky. do Cnrwallis, e da esqaadrilba
estacada fiara o Oriente no d 9, e participar-lhes
inesmo lempo qae nSo tendo as Iropas do llrum-
mai- a descobrir. Como o bom exilo das nossas opc- Ifeo feilo resistencia aos navios commandados pelo ca-
races dependa inleinmenle do estado da almos-
phera. e da rapidez com qoe podiam disparar-so as
nossas bombas, lra,lan)os de verificar o* alcance dot
nossos morteiros, que no- parecen ser snlUcleut-, e
em cousequeiicia disso rompen imincdialamenle c
fogo em toda a linha passadas 7. horas.
A dirc-cao desle servico eslava confiada ao capi-
llo T. M. Wemyss. da artilliaria da marinha real,
ajudado pelos capitaes l.awrence, e Schomberg.
Estes ofticiaes lomaram as suas medidas para dar aos
morteiros lodo o alcance de que fossem suscep-
liveis.
ivn~aTc\Tnbiutiras Slork e Suapper estavam ar-
madas de pecas n ranrtslre, approveitei-me da ex-
periencia do capitao Ilewlel para dirigir o fogo des-
tes dous navios; a sua ntteuco fisoU-se espfrij-mo com loda-a individuacao aoseu respectivo gover-
menre sobre urna nlo de linha de ;l ponles, amar- | BorSJa-me porm licito assignalar aqu a minha
roda de maneira que inlerceplasse a passagem en-
tre Gestaslwrad e Back-Holmeu.
O coiiunan.lano Prerody, precedente a nao, a
bordo da qual esll o meu pavilhao, foi eleilo para
tomar o commando do Starling, e d'oulras qualro
i-.iuliourir.i-. e de manobrar de turma que alacasse
as baleras fazendo frente as bombarda do lado da
e\tre>Bdade occidental da linha. As onlras foram
igualmente distribuidas pelos diversos nonios, que
Ibes tiuh.-iin sido desuados, sob a direcrao geral do
capullo Uatnsay. que linha Ss suas ordens os capi-
taes Classe, Vansillarl eStwarl, com ordem expres-
sa de alacar as hateras, e de porleger as bombardas.
Na tarde ih> dia 8 desle mez, exped o capitao Rey
do na'vio deS. M. Amphiao com ordem de partir pa-
ra Slora Milo, e de se conservar all as ordens de
capillo Wellesley, commandante do navio de S.M..
Cornnadis. Dei insIrucrOes a esle ultimo oflicial
para que Iralasse de approvcilar occasiao favoravel
de alacar o inimigo na pona occidental da ilha de
Saudham.
O ra pilan Velveslon, do navio de S. M. Arrogan-
te, foi destacado para o occidente com o Cossak e o
Cruiser s suas ordens afim de chamar a alinela
das tropas, que se linhsm descoberlo sobre a ilha de
Urumsio, e vigiar o movimenlo.das embarcares pe-
quena-, que lambem se tinham visto apparecer nas
eslreilas bahas, que all forma o mar. Pelo decur-
so do dia, viin no conhecimenlo de qoe as esqua-
dras destacadas nas duas direcrocs liuhara rompido
fogo sobre o inimigo e que a acco se havla genera-
li-inlo era todos os pon'os.
Durante as primeiras horas, a fortaleza sustentou
conlra as canhoneiras ara fogo rpido de balas e
bombas, e o alcance das baleras completamente
guarnecidas exceda consideravelmenle o das bom-
bardas ; mas o movimenlo continuo das canhoneiras
e a hablidade com que eram dirigidas pelos ofticiaes
i'.
I
Vid*
^Lf
n. 327.
Joo Marcos, grilava a onlra, mata-o se podes,
o miseravel quebra-me o dedo !
Comprehendi que se hesitaste, estara perdido, e
dirigidme ao guarda com ama resoluclo terrivel,
espraasandolhe lodos os movimenlos afim de |5re-
veui-kl.
Ordeno-lhe qae volle para seu quarlo, dase-
me elle com voz quasi Iremula.
Nanea exclamei ; prefiro morrer !
Elle la;ii;od-se para mim ; recuei lentamente.
Sopplico-lhe que lorne a entrar, disse-me elle
ainda sem alrever-se a empregar a forra, e promel-
lo nao informar ao provisor de sua conducta.
Ali tu supplicas respond com zombaria.
Ja que nao quer entrar velnnlariaroenle, !ei
de obrigii-lo i
Ver. om movimenlo, e arhou-se dianle de minha
porla aberla, i qual dava as costas, l.ancei-ine sobre
eHe decabeca baixa, c o fiz cahir no rundo da pri-
slo ; depois fechei a porta, e foi, abrir os ferrolbos
de lodos s quarlos.
Tres discpulos smenle sahiram, os oulros cinco
recusaram. Formamos om concilio rpido.
Sajamos logo.
Necessilamus ao menos de chapeos !
'leudes dinheiro ?
Sira nao !
Esperai-me aqoi, e nao abris a porla a nin-
guem senlo a mim, qae balerei tres vezes. Voa ao
guarda-roapa' do dormitorio, e farei por trazar cha-
peos. Cada um dos discpulos que ficam deve eo-
Iregar-vos o dinheiro que tem, se algum recasar,
eropregai a violencia.
Antas de sahir nao pode resistir ao desejo de Mas-
ticar o guarda, alu o postigo e disse-lhe :
Podes continuar a minha penitencia, se queres.
Elle nlo respondeu. Eslava assenlado. e apenan-
do o braco esqaerdo coulra o peilo contrada o ros-
to com os sgnaos de ama dtr vilenla, i.evanlou-
se, o rar,o cahio-lhe inerte ao longo do corpo, e dis-
se-me com tranquillidade :
Vmc. quebroa-me o braco.
Um suor fri ioundou-me o roslo. 0 infeliz dizia
a verdade ; cabindo sobre a mesa encravada na pa-
rede, havia quebrado o horneros
Tanto inelbor! exclamoo aquelle qoe tinba o
dedo estnagado. Jo.lo Mareos, avale !
esci as escada, pitssei os corredores, e chegoei
an guarda-roopa, onde nao achei ninguem. Tirei
qualro rhapiW ao acaso a urna sobrecasaea que eu
vesta sobre o uniforma para ir passear durante o
invern.
Ah pensei vollando, quebre o brtro den
pobre homam ; son quasi um assassiDO.
Depois, tornando ti primeiras ideas, dizia :
^o Yelveslcu.1. se resolveu esle na mesma larde a
llier a' soa enliga posir-ao.
!gue-se a lista das perdas que experimentamos
rante o servido que Uve a honra de relatar- os, e
lenho a maior salisfacao em participar Vv. Exc.
que foram muilo menores do que havia lagar a espe-
rar, a' vfsla do fogo consume a que esliveram ex-
poslas as embarcares durante a accao. Urna parle
dos ferido- de maior considerarlo foi desgranada-
mente devida is |exp1osdes dos fugeles nas jios
llatlinos e r'ullitre. W
Vv. Excs. devero observar qae me abslenho de
quaesquer promenores sobie as operaces da esqua-
dra comniandada pelo conlra almirante Penaud ; es-
tes pormenores sao" sem duvida dados por elle mes-
. aqii
profunda gralidao pelo poderoso auxilio que me
presin esla esqoadra, assim como a minha admira-
ran pela bravura de seus soldados e de consignar
qui os protestos mais solemnes da minha gralidao
pelo cordeal apoio, que rerebi.
Sinto-me piissuidu de jubilo ao louvar o procedi-
meulodoi ollciaes, mariuheiros e soldados de*mari-
nha as minbas ordens, e remello para inslrucc.io de
Vv. Excs. a lisja dos ollciaes e onlros empregados
nos diversos serviros a seu cargo. Devo nm leslemu-
nbo de gralidao ao contra almirante sir Micbael Sey-
mour, que se proroptificou sempre a ajudar-me com
os seus valiosos serviros.
Igual justicu me compete fazer ao comrooduro,
Mr. i-'rederico Pilham, capitao da esquadra. Ji. ener-
ga e hablidade, de que deu provas nas importan-
tes foncr,es asea cargo conlribuiram poderosamen-
te para o bom deseoipenlu do servico; dou-llie por
isso os meas cordeaes agradecimenlos. Devo muilo
ao capitao Ramsay do Gurialo, pela aclividade e
acert dos seas trabadlos: ao rapilao Glasse do ful-
ture; ao rapilao VauseHart da Wagicienne, e mais
qoe todos ao capitao Stwart do DragSo, cujo zelo
e variedade de recursos charoaram purUcoJarmeule
a minha altencao.
O capillo Wellesley e os capitaes Seymour Ile-
wlel e Caldwel portaram-se com o maior deundo, e
devolouvores tambem ao capitao Hall da Exmoulh,
pela sua valiosa cooperarlo em rauilas occasies. Na
larde do da 10, o navio deS. M. Merlin, s ordens
do capitn Sullivau, baleu n'uma rocha dasconheci-
da naquellas paragens, que elle proprio tinha explo-
rado por diversas vezes conduzindo-me ao longo das
linhas dos bombardas.
Nao ha nada a reprehender naquelle oflicial em se-
mentantes coujuuciuras, e aproveilo de boa vonlade
est occasiao para chamar com particularidade a at-
tencSo de Vv. Excs. sobre a aclividade infatigave|
Essa he boa 1 nossa liberdade nao vala a vida
jf* um guarda 1
Cheguei s prisOes, bat tres vezes, e quando a
porta abrio-se, recuei espantado vendo ah amservo I
i que servo o terror de nos todos, aquelle que
eucarregava-s das missoes difflceis, deconduzir os
alumno* ao careare, e leva-ios forra quando recu-
savam. Tinha cabellos bastos e crespos, semblante
lerrivel animado por dous odios quasi sempre fero-
les, alravessado por um nargSo, qoe era dividido
no meio por urna cicatriz, e guarnecido de um par
de suiras espessas e immundas. Tinha um noma ri-
diculo, chamava-se Borniche, e passava por ter um
appelile de fera.
Foi esse o monstro qoe recebeu-me. Pegou-me
do brai-o, e sera dizer-me urna palavra, conduzio-me
a minha pri.ao, cuja porta e postigo fechou cuidado-
samente. Pastando, eu vira o guarda assenlado, e
todos os quartos fechados a ferrolho.
En eslava aniquilado. Ouvi o guarda dizer :
Borniche, vai avisar o provisor.
Boraiche sabio. Eu nlo tinha mais a que attan-
der, quiz saber a verdade sobre asea acontecimenlo,
que nao comprehendia, e inlcrrognei em voz alia o
meu vizinho, que chamava-se Estevlo. Eiso qoe el-
le respoodeu-me:
Quando sabale, o guarda fez-nos algamas ad-
meeslaces no fundo da prslo ; porm us o man-
daiaos a labua, a excep;ao de Gaslaldy (am dos Ires
discpulos sabidos por meu convite) o qual vollou
Eara o quarlo porque (eme o pai. Depois a porla a-
rio-se, Borniche entrou trazeodo o almocn do guar-
da. Vendo-nos fura, desconflou de alguma cousa,
lornou a fechar-nos, e livrou o guarda ; depois es-
perou que voltasses.
Profer ama jura horrivel.
Tudo isso vos costar caro, exclamou o pobre
guarda, o qual gema a cada movimenlo.
No Gm de alguna minutos de angustia, llaruiclie
vollou a disse :
O provisor manda que esses tres senhores se-
jam levados sua presenta.
Eu linha vestido a sobrecasaea e posto o chapeo na
cabeca. O guarda suslendo o braco e Borniche col-
locaram-se atrs da nos, e deseemos. Eu eslava en-
tre es meas dous companheiros.
Que faremos 1 disse-me EstevSo, vamos ser
remanidos s nossas familias.
Esta ha o ultimo recurso, respoadi-lhe em voz
baita ; talvar. anda haja esperance.
Como ? qa>e faremos Y
No sai ainda ; vamos lentamente para eu ter
lampo de reflertir, e fnzei ambos o qne me l/irdes
faiar.
Desciamos as aseadas com um vagar exoessrvo.
Andem maii apressados, dism o guarda.
deste excedente oflicial.|Hr capacidade particular
e ao zelo, com que deserrpenhou a penosa larefa,
qae Ihe incumb nesla acr o, quq se deve altriboir
-em duvida urna boa pars das vantagens que obti-
vemos, e creio firmemerito que me he licito ucsta
occasiao fazer igualmente mencao honrosa dos ser-
visos prestados pelo tenenle R. B. Crey'ker perten-
cenle a esla emb iicin;ao, c :ujo procediinenlo mere-
ce elogios de lodos.
Devo leslemunhar a minba gralidao aos ollciaes e
soldados da marinha real pala maneira porque des-
empenharam as suas importantes funecocs. o -tingue
fro e coragem com que continuaran] a dirigir as
operaces cadi um delles nos seos respectivos pos-
tos merecem os maiores elogios, e he corr (oda a sa-
t i-f.i.-.io qae recommendo a Vv. Excs. os servicos
prestados pelo capitao Wnnyss, e bera assim pelos
capitaes Lawrence e l.chnmherg, ambos ofticiaes des-
le excedente corpo. Nao devo esquecer lambem por
esta occasiao os ofticiaes e as equipagens das bom-
bardas.
O valor com que os ollciaes encarregados do com-
mando das canhoneiras suslenlaram o seu posto de-
baixo do fogo do inimigo, a a aclividade que geral-
mente manifestaram as equipagens destes navios em
todas as oerasies merecem ser tomadas rrn conside-
rarao por Wi Excs.' Quanli aos uoincs dos ofllciaes
que lomaram parle na lucia, nao poderia citar ne-
nhum delles eom parlicola'iidade. porque todo se
pnrlaram com igoal destoilo e valenlia. e oulro lano
devo dizer dis respectivas equipagens.
Tenho a honra etc.
R. S. Dundas.
1(1
rl.i
i
val
Paris 29 de agosto.
O marechal ministro da guerra recebeu do geue-
ral em chefe do exercilo do trenle o relatoiio se-
guinle:
Quarlel general em fenle de Sebastopol, IS de
agosto.
Senlior marechal.
Communiquei a V. Exc. pelos meus despachos te-
Icgraphicos de honlem, e de ante-hontem os resul-
tadas geraes da balaiha de Tcheroaia ; hoje apressn-
nie a remeller um relalorio circumstani;iado sobre
esta jornada 13o gloriosa para as noasas armas.
Ainda qne o inimigo se abslivesse de lodo o mo-
vimenlo apparente, havia comlado algn* indicios
qae nos f.riam suppur que nao lardara a alacar-nos
na linli 1 1I0 Tcheroaia. Conheceis muilo hem aquel-
la que he excedente; e coberta em loda a sna cx-
lenrao pelo proprio Tchernaia, e por am canal de
derivarlo, que forma om segundo obstculo. O
exercilo sardo oceupa toda a direita em frente de
Tcmnrgoum ; as Iropas Francezes guarnecem o cen-
tro, e a esqnerda, que prende, irepois de urna ligei-
ra depressao, com as uossas planicies de Inkerman.
Itidependentemenle de alguns vaus*em pequeo nu-
mero, e pouco seguros, ha duas ponles, que aira-
vessam o Tchernaia, e o cauat estreilo ; urna -ledas
um ponto abaixo deTchergoum, e aoalcaaala ar-
Itlharia dos Piemonlezes ; a oulra, chamada arpuulc
de Traklir, Dea da parle de cima, e quasi no centro
das posicoes Francczas.
Se destas posicoes se olha para a frente, da oolra
parle do Tchernaia, veem-se direila as altoras do
Choulion, que, desdobrando-se em plauices ondu-
ladas, cahem de repente sobre o Tchernaia, abaixo
de Tcliorgoam, e defronle dos Piemonlezei. Eslas
alturas soffrem urna pequea depressao defronle ue
nosso centro, e a partir deste punto al aos flancos
pedregosos das planicies de Mackensie, estende-sc
urna planicie de 3 a 4 kilmetros de largura^^
He por esla planicie qae a estrada de Jl^^ise
vein atravessar o Tchernaia jos>amj|sa*' \_
lir, e desembocar, depois de ler iS
sas posiroes, na planicie de Balarla*^-
Na.nossa linha eslava ludo alerla
oceupam as posicoes monlanliosas
lavam precavidos contra a inim'
Ason ; e o general de Allouvllle.
nido, redohrava de vigilancia no
dar. Qaanto a mim, nada receav
na direita ; he urna deasas reaioes^
de he absolutamente [impossivet* la?t
massas ; o inimigo nao poda naqaerV
mais do que algumas demnnslrac&es faTsk
vamenle assim acontecen. Na noite de 15
o general de Allouville pai ticipou qae a
guatda era ameacada ; mas a firmeza com
por lo u nesle lance, fez com que o inimigo nada
lentasse por aquelle lado, e uem se quer ousasse ap-
proximar-se.
Nesle meio lempo, o grosso do exercito Russo,
descerni das alturas de Manckensie, ou desfilando
por Ai-Todor, avunrava. a favor da noite, sobre o
Tchernaia da direila, alravessavam planicie a 7.a,
5.a, e 2. divisos; e esquerda, a 17.' divisAo, orna
parle da ti."; e da i." seguiam pelas planicies do
Choulioo. A infamara era sustentada por um re-
forro de cavallaria, n 160 peras de campanha.
Lim pouco antes da madrugada, os po-los avanza-
dos do exercilo sardo, collocadus em linha de explo-
radores al as altura; do Choulion, recoaram daudo
noticia de que o inimigo avanrava em massas consi-
deraveis. Pouco lempo depois, com elIVtlo, os Rus-
sos guarneciam com as suas pecas de posico as al-
iaras da margeni direita do Tcheroaia, e rompiam o
fogo conlra ns.
O general Herbilloo, qae commandava naquelle
ponto as tropas francezas, linha tomado as suas dis-
posirOes para o combate: a direita da estrada de
Traklir, a divisao Fancheox, com a 3* batera do 12
de artilliaria ; no centro a sua propria divisao com
a li batera do 13 ; a esquerda a divisao Camn com
a i> bajara eo 1.1. Da sua parle, o general de la
.Marmora tinha maudado postar o sea exercilo nas
suas respectivas posicoes.
Ao mesmo lempo, a valenle divisao de caradores
d'Africa do geueral Morris, reforjada pela cavallaria
ingleza do general Searhll. tomava posii.au alraz das
inminencias de Kamara, e de Traktir. Esta caval-
laria eslava destinada a cahir sobre o flanco do ini-
migo no caso em qae esle cliegasse a abrir caminho
por am dos Ires desfiladeiros de Tchergoun, de Trak-
lir ou da.depressao, qje licava esqueeda do gene-
ral Camn.
O coronel Forgerl, commandanle da artilliaria da
linha do Tchernaia, linha prompta para manobrar
urna reserva de seis bateras montadas, duas das
quaes pertenciam a guarda imperial.
Coadjovavam o uosso ataque seis batalhoes larcas
do exerlilo de Osman-Pachu, conduzidos por Sefer-
Pacba,
linha finalmente dado ordem para mirchar di-
visan l.evalllanl, do I" corpo; a dmsao Dulas, do
2 corpo. e a guarda imperial: reservas impoiieules,
capazes de aflrnnlar os 111.ores perigos.
O nevoeiro espesso. que cohru as extremiaaldes do
Tchernaia, e o fumo da canbonada, que couiecava a
alear -e, uaodeixavam distinguir bem o ponto, a que
o inimigo diriga o seu ataque, no momento em que
na nossa extrema esquerda a 7* divisao rnssa veio
cahir sobre a divisao Camn. Receblas pelo 50 de
linha, pelo 8 de zooavos. que as atacou lurmela.
e pelo 82, que as carregou de flanco, as columnas
inimigas viram-se ubrigadas a dar meia volta, a alra-
vessar segunda vez o canal, e nao poderam escapar
los (iros da no-sa artilliaria senao rennindo-se a
grande distancia : esla divisao nao lornou mais a ap
parecer naquelle dia. *"
No cenlro a lata foi mais duradoura e rendida. O
inimigo tinha destacado duas divises a 12" saslen-
tadit pela .V; contra a ponte de Traktir. Muitasdas
suas columnas cahiram a um lempo sobre a ponte e
sobre as passagens improvisadas com o auxilio de
escada*. de pontes volantes e de labuOes ; alravcssa-
ram o Tchernaia, depois o fossode derivaclo.e avan-^
carain afiual com loda a bravura sobre as nossas po-
-11.00-. Mas repellidas por um movimentrvoffensi-
vo dirigido pelo general Fachenx e o general da Fa-
flly ; foram inteiramante desbaratadas, depois de
alravessarem a ponte oceupada pelo 9.V foram per-
seguidos al grande distancia palo 2 de zouavns, pe-
lo ir,'" de linha, e por urna parlado 11) batalhio de
caradores a p.
Nesle meio lempo, emqiianto n canhonada conti-
nuava de parle a parte, os Russos reformavam as
soas columnas de ataque. O nevoeiro (inha-se dis-
spado, ? era fajil descobrir-lhe os movimenlos. A
sua ,' divisao veio refnrrar a 10- que acabava de
corregar, es 17 preparava-se para deseer das altu-
ras do Choulion, afim de apoiar eslas duas primeiras
divises.
O general lierbillon Iratou enlo de reforjar o
general Faucheux com a brisada Cler, e dea o 73
como reserva ao general Failly. O coronel Forgeol
asscslav ao mesmo lempo qualro baleras montadas,
oque ihe proporciona va os uicios de fazer frenle ao
inimigo com 7 baleras ao lodo, assim, a segunda
lentativa dos Rossos, apenar de loda sua energa,
baqueou em presenja das nossas forjas, e o inimigo
leve de relirar-se com urna perda consideravel.
A 17" divisao russa, qoe linha desculo, estendendo
na sua freule formidaveis linhas de aliradores nao
foi mais hem succedida. Reeebida com loda bravu-
ra pela brigada do general Cler e por urna meia ba-
tera da guarda imperial? inquietada na sua es-
querda pelas Iropas da di visan Tralti, que a Carrega-
va muilo deperto, vio-se abrigada a alravessar o
Tchernaia e a retroceder sobre as baleras de posi-
rlo. qae guarnecanlas alturas donde linha descido.
Desdi enlau, seriam 9 horas da manhaa, denun-
cioo-se completamente o movimenlo de retirada do
inimigo ; as suas extensas columnas principiaram a
marchar com Inda a rapidez possivel, debaixo da
proteccao de massas cuujrideraveis de cavallaria, e de
um Irem tormidaveLac artilliaria.
Ti ve por momentos a lembrauja de mandar car-
regar nma parle da cavallaria, para fazer retroceder
da ponle de Chonlion sobre a de Traklir, os restos
da 17.".divisao u-sa. Tinha destinado para-este lim
alguns esquadres de caradores d'Africa, aos quaes
vieram junlar-se os esquadres sardos, e um dos re-
gimenlos do general Searlelt, -o 12. de lanceiros [da
India.) Mas foi lao sbita a retirada dos Hossos,
que o muilo que poderiamos conseguir era fazer um
pequeo numero de prisioneiros, e esta formidavel
cavallaria poda muilo fcilmente ser fulminada poi
alguma- baleras inimigas, qoe ainda se achavam
montadas. Julguei prudente nao a expor a seme-
lhanle risco alraz de Lao insignificantes vanlagen-.
De resto o general de la Marmora, nao leve necessi-
DIAS DA SEMANA.
1 Segunda.S. Remigio b. S. Virissimo.
2 Terrea. O Anjo Custodio ; S. Leodegaro.
3 Quarta. S. Evaldo presb'. : S. Caodido ni.
4 Quinta. S. Francisco de Assis ; S. Chryspo.
5 Sexta. Se. Placido ab e Flavia irs. mm.
6 Sabbado. S. Brum fundador; S. Castro.
7 Bomingo. 19. 0 SS. Rosario de Maria ; S.
Augusto presb.'; Ss. Sergio e Bacho nam.
es occup.iram nesla jor-
e Tchorgoum.
[Son em (oda esta jorna-
le reslo os genaraes de
prompto para repellir
er lentativa dos ccrca-
Ihes turcos,
nada as passagen
Nada de mera
da do lado de
Salles e
com toda
dos.
Remello a V. Exc. com eile relalorio, a copia de
um programma para a batalhllo dia 16, qae se en-
coulrou 00 cadver d'otn general russo, que se snp-
poeser o general Read. Esle general commandava
a dimita do inimigo, e eslava particularmente en-
carregado do ataque da ponte de Traklir.
Acuite V. Exc, etc.
O general emchefv
PiUuler.^
Qtpia d'uma peca ochada a um general rusto mor-
lo no dia 10 de agosto.
1
pesio, responden Estev,lo impudentemen-
te, 3 mo doe-me muilo.
Dorante esse lempo combinei novo plano, cujo
xito ia depender de nossa agilidade.
Para irmos ao gabinete do provisor deviamos a-
travessar om paleo eslrelo e asss escuro, que linha
duas sabidas para a sala em que eslava o porleiro
urna direita dianle da escada que couduzia ao ga-
binete do provisor, oolra n esquerda m face do
corredor da cozinha, e quasi anoexa portinha da
sahida. Couvinha tomar o caminho que afaslava-nos
am pouco de nossa verdadeira direrr.io.
Cuidado disse eo aos companheiros "quando
chegmos ao paleo, imi(ai-me, senao estamos per-
didos.
Adiaulei-rae (res ou qualro passus a direila, o
guarda seguiu-me sem fazer nenhuma observajao, e
o servo fez o mesmo.
Quando eu ia subir osdocis degraos da sida do por-
leiro, que.era hmncui atbletico, avistei-) a pojado
porla qae eslava fechada apenas por ir11 ferrolho.
Felizmente dava-lhe as cosas, sea corpo formara
ngulo recio com ella, Tinha os brajos cruzados so-
bre o peilo, e contemplavn-nos com ar maligno.
Naohesiiei; com um poniap violento que dei
Ihe nas pernas o fiz cahir, abrua porla sahi ; Este-
vio segaio-me, nosso terceiro camarade tardn am
pouco, depois cliegoa emlim ; mas sua csaaca (orn-
ra-se collete, porque as abas j usadas tinham Pica-
do nas mos de Borniche, o qual qoizera dele-lo.
Subamos a roa La llarpe correado a lodo o galo-
pe ; os servos do collegio pe/seguiam-nos gritando ;
os esludar.tes applaudiam.
Na praja de San Miguel Estevao gritou-me :
Entremos em nm carro !
Seria urna demora, respond sem afrouxar a
carreira.
Corremos assim aleo Loxerabdrgo pertoda gra'de
da ra Madame. Ah eslavnmos salvos, e longe da-
quelles que seguiam-nos.
Depois de termo-nos aperlado a m,lo serios c gra-
ves como Ires conspiradores qne acabam de livrar a
patria, reanimo-nos em cooselho. Estevao linha una
tio que viajava pela Italia, o porleiro que couhecia
o sobrioho nao hesitarla enlregar-lhe a chave do a-
posenlo ; assim decidimos ir primerameole para a
casa do lio Dimon, como o chama vara.
Convm lalvez fazer aqu um .breve esbojo dos
cmplices de iminlia evatao.
Estevfto era um rapaz meo louro, onsado, empre-
hendedor, impaciente de todo o dominio, espirituo-
so e rechonchndo. Tinha jl fgido duas vezes do
collegio, e fra mister a iu luenca do pai, empre-
gado superior de urna admi islrarao provincial, pa-
ra ser reintegrado enlre mis depois de urna falta
ponida de etcloslo. Agora vive na soriedade ela-
dade desle apoio para tornar a apodett^-se das po-
sijOes avjncada- que os seus pequenospostos oceu-
pavain 'lias alturas do Chooliou.
A's 3 lloras linha desapparerido todo o exercilo
inimigo. A divisao da guarda e a divisan Duke subs-
tituirn! nos seus poslos as divises que tinham en-
trado 110 combate, as quaes couvinha dar algum
desranjo. Fiz recolher an 1..corpo a divisao Le-
vail!aq(, e a cavallaria entrou'no seu acampamento
ordinario.
Esla brilhanle acjlo faz a maior honra a iufanla-
ria, a artilliaria da guarda a cavado, I da reserva, a
a antihara da divisao. Brevemente lerei a honra de
supplicer a V. Exc. se digne chamar a atlenco do
Imperador sobre "todos os que merecerara recompen-
sas, e submeller ao mesmo lempo I oonsiderajao de
S. M. aquellas que en liver de distriboir-llies
em seu mime.
As nossas perdas sao para lamentar sem duvida,
mas nio esli em proporrao com a importancia dos
resultados que obtivemos, e com as que o inimigo
experimenlou. Tivemos 8 ofllciaes superiores feri-
dos, 9 ofllciaes subalternos morios e 53 feridos, 172
ofliciaes inferiores e soldados morios, 116 extraviados
e 1,163 flidos.
Os Russos deixaram nas nossas mos 100 prisionei-
ros ; o numero dos seus morios pode orcar-se em
mais de 3,000, e o dos feridos em mais de 5.000. dos
quaes 1,626 .soldados e 38 ofllciaes foram recolhidos
nas nossas ambulancias. Entre os morios que reco-
ntemos encontramos os cadveres de dous geueraes,
cujoi nomos nao podemos inda saber.
O exercito sardo,que combaten com lauta valenlia
ao nosso lado, leve perlo de 230 homena fra do
combale. As perdas que fez experimentar ao ini-
migo foram mujto mais Consideravcs. Ficaram em
sen poder uns 100 prisioneiros, e perlo de 150 fe-
ridos. .Tenho o de annuociar a V. Exc. que o ge-
neral de la Marmora me parlicipou que o general
conde de Montevecchio, cujo carcter e talcplos
muilo apreciara, tinha percebido gloriosamenle
frente da sua brigada.
Devo levar ao conhecimenlo de V. Exc. a rapidez
com que correo ao combaten cavallaria ingleza do
general Searlelt, que o general em chefe Simpson se
linha aprenado a por a minha disposirio. A all-
lude marcial destes magnilicoscsquadroes [rabia urna
impaciencia que nao bastava a salisfazero promp-
to e rpido desenlace de 13o brilhanle campa-
nha. s
As bateras de posijio nglatas e sardas, e a bate-
ra (urca qae o general Osman-Pach mandn para
Alson, fizeram fogo com muilo acert e excedente
resultado. Agradec a Osman-Pach a solicilude
com que tinha posto minha disposiclo, por inter-
venrao de Sifir-Pachi (general Koscielzki) seis bala-
Disposiroes para o corpo do flanco direito.
ciieral ajudanle de campo Read.(
_ Disposicao das Iropas.
7." divisao do infatuara, 12 balalhes.
8." brigada de arlilharia batera de posijio n.
3, 12 pica-.
Dita ligeira 11. 3, 6 pecis.
o i, 8 ji
> >' a 5, 8
3 regimenlos da 12. divisao de infamara, 12 ba-
lalhes.
H. brigada de arlilharia balera de nosieao "
J, 12 |ieras.
Dita ligeira n. 3, 6 peras.
8 1, 6
2. balalbiioMe aliradores, I balalhao.
J. coiapanha do 2. balalhao de sanadores, \\i.
i." regiment de Idnceiro-, 8 esquadres.
Balera montada n. 26, 4 pejas.
1 regiment de cossacos do Don, 11 37, C sol-
nas.
Aolodo : 254 balalhes.
8 esquadres.
6 solnias.
62 pejas.
2.A 15 de agosto, ao cahir da noite, o general
ajudanle de campo Read descer com todas as suas
tropas das alturas de Mackensie, na pista do tenenle
wnerel Liprandi, e formara' as suas duas divises
em columnas sobre as alturas de novo reduelo, junto
a' estrada real, tendo a' sua esqaerda a 17." divisao
comm.indada pelo general Liprandi.
3.Deixara' (odas as bagagens 110 campo, e for-
mar vagenbonrgs (parques e carretas), no quaes a
infantina deveni enllocar os saceos. Nesles va-
genbonrgs, no dia 16 de agosto, deverlo reunlr-se
as grandes marmitas e agurdente. 0 homena le
vario rigorosamente comsigo vveres para 1 dias, 1
libra de carne, os seus competentes pichis, e os
utensilios de acampamento. Cada regiment lera
urna caita de maoijes eduas carretas de ambulan-
cia. As oulras carretas licarAo as ordens do general
de brigada Zouroll, que est incumbido da guarda
dos feridos.
A cavallaria e arlilliaria levario loda a forragem
que Ihes fr possivel. Eslas provisoes serlo* depois
depositadas n'um local, que se julgar conveniente.
1.O quarlel general para odia 15 de agosto se-
ra nanalluras de Manliensie. O general Read, de-
pois de ler Concentrado as suas tropas sobre as altu-
ras de Mackensie, mandar immedalamenle um of-
lirial an general em chefe para Ihe participar a sua
chegada e as disposices que liver lomado.-
No dia 16, durante o ataqoe, o general oecupar a
ladeira das alturas de Mackensie, junto ao novo re-
duelo.
5. As 4 horas da manhaa, logo qae se manifes-
tar o movimenlo da 17" divisao sobre as alturas do
lelegrapho, o general ajudanle de campo Read avan-
jara 1 inmediatamente; formara' em ordem de ba-
lalha a 7.* a 12." divises de infantaria, forado
alcance do inimigo e enllocara' em reserva na soa
retaguarda o regiment de lanceiros qoe devera' ser
sustentado pelos Cos-acos. Combinara o seu movi-
menlo c-iB o do general Liprandi, e a vanear para
o Tchernaia de forma que posan canhonear o inimi-
go najtalluras de Fedisuchine, preparar a passagem
do no, e apoderar-se emlim daquellas alturas, logo
que para esse efJeito receber ordem. Para conse-
guir este lim deve postar junto a 7. e 12." divises
dementara destacamentos de sapa dores e deregi-
tnsnlos previamente exciUdos na manobradas pon-
les volantes, e lanja-las rpidamente sobre o canal
afim de faciljtar a passagem infantaria e artillia-
ria.
6.Logo que se receber ordem do general em
chefe para avanjar sobre as alturas de Fedisuchine,
as (ropas atravesarlo o Tcheroaia, direita e I es-
querda da ponle, sobre as passagens preparadas ; os
dainos causados pela arlilharia serio immedala-
menle reparados pelos sapadores ; as pontes serlo
laucadas as ordens dos ofliciaes superiores, que
runimandam os destacamentos adjunclos.
7.Depois de se lee assenhoreado das monlanhas
da esquerda e do cenlro, o general Read dever for-
mar-se em ordem de balalha naquelle local, leudo
a rreule VoKada em parte para o monte Sapam e
em parle para o inimigo, cabriudo-se cora a soa ar-
lilharia de posico nas duas direcjes. Ouanlo s
eminencias da direila, depois de jepellidn o inimi-
go, dever occapa-las com Iropas da primeira li-
nha.
8.lim dos principaes cuidados do general Read
ser fiscalisar a abertura das sargeta, a qne devem
proceder os sapadores nas irrigajfies do Tchernaia,
e bem assim providenciar a qae se lancera as pontes
com loda a presteza, afim de transportar o mais de-
pressa possivel a arlilharia e a cavallaria para a ou-
lra m irgem do rio.
9.Depols da lomada das alturas de Fedisuchine.
o general Read conservar-se-ha naquelle local e es-
peraro as ordens particulares do general em chefe,
no caso em que se lorne absolutamente inditpensa-
vem nm ataque ao sal do monle Gasforte.
Terminado o combate, o general Read lomar as
suas medidas para fortificar as altaras de Fedisu-
chine.
Esta conforme.O quarlel-mestre-general, o roa-
jor-general, f.roleufel.
Peridico dos Pobres no Porte.
gante, e tem a coragem de adiar a vida recreativa.
O segando, bello mancebo moreno, robusto e iru
(elligenle nascera em-San Domingos. Allanando
certa oretenjao de linguagem como a mor parte dos
crinlos elle applicava-se a ama lilleralura violen-
la ; amava os romances de marinha, compunha his-
torias mais sombras que a noite, e poemas mono-
syllabicos mais ardenles que o inferno. Lamenlava
com toda a sorle de maldijes as abas da casaca que'
perder porque as algibeiras coolinham suas poesins
completas. Lia assiduamente dramas e estimava-os
lano mais qaanto tinham enredo incomprehensi-
veimenle extravagante; a pera de sua felclo era
liuillaume Colmanu, e como l'allava incessanlemen-
te a esse respeito, lodos o chamavam Colmann. He
assim que o designarei, porque presentemente elle
esla empregado em um ministerio, e nio Ihe* seria
muilo agradavel adiar aqu sen retrato c seu nome.
Ponco depois chegmos ra de Odeon a casa a
que Estevao nos couduzia. Rem como tinhamos pre-
visto, o porleiro enlregou-nos a chave sem objecjio.
Subimos tres andares, e entramos no aposento* do
lo Dimou, o qual compunha-se de nina antecmara,
ama sala e ama atcova.
Contamos primeiramenle nosso dinheiro, pois li-
nhamos de yiver mesmo em estado de liberdade.
Nos-as Ires riquezas reunidas forraavam am triste
lotnl de trila e seto sidos. Pozcmo-oos a rir, e eu
disse :
Tenho am relogio de prata e urna correte de
ouro ; hei de vndelos.
Acharemos sempre amigos que nos empreslem
pejas de cinco francos, accresceotou Estevo.
Laucei a vista sobre ama bibliotlieca de dous oa
Ires mil voluntes, e exclamei :
Es-aqui de que poderemos viver muilo lem-
po ; venderemos lodos os livros.
Mea lio Dimou nio lcar contente, ubjeclou
Estevio.
. Que imporla, responden Colmann jadiciosa-
mente, se elle est na Italia I
Decidi-se que eo me desfarado mea relogio, e
que depois venderamos os livros, depois os relogios
de mesa, a mobila, etc. ele. al que livessemos
ajustado com urna gazela para publicar oossos ro-
Sluces, e com um Ihealro para representar 11 sesos
amas. Aos quinte anuos a gente nao duvida de
nada.
Depois foi misler vestir-nos, parque os uniformes
do collegio nos leriam denunciado promptaraeole I
correspondencia so diario se
pernambuco
pars.
20 de agosto.
Estamos uo meio dos maiores acontecimeutos a
cobxio algures um casacovelho do lio Dimon e um
barrete ja rodo das trajas. Quanto a mira a sobre-
canaca e o chapeo torna vara-me quasi dececte. In-
vestigando por (oda a parle, achei uos octilos azues,
que codoquei sobre o nariz para disfarcar o sem-
blante, e armel-rae de urna bengala de estoque qoe
enconlre em um.canlo decidido a servir-me della
para minha defeza pessoal, se alguem lentasse pren-
der-me na roa.
Assim subimos tendo a imprudencia de dizer ao
porleiro que vollariamos de noite.
Na ra de Sanl lionis vendi o relogio e a corre-
le por dezesele francos, e urna volita amiga de urna
aia que linha-me creado, empreslou-rae mais dez
francos. Eslavamos ricos, vinle e oilo francos e qua-
trq cntimos, e um copo de vinho de Potos que fa-
zia-nos girar a cabeca I '
Ah disse EstevSo dando um suspiro, se eu li-
vesse previsto isso, leria trazido mea relogio de oaro
que esta em Provenja ; vendendo-o teamos lalvez
podido pasear Inglaterra.
Os passaportes nos teriam sido recusados, dis-
se eu para censola-lo.
He verdade, acrescentou elle.
E demais nao gosto dos Inglezes, disse Col-
nano ; a genle nunca emende o que elles dizem.
Nossa primeira despeza foi para comprar charutos,
de qae so podemos fumar metade.
A liberdade embara java -nos ; nao sabamos que
fUessemos ; andavamos ao acaso pelas ras e passeios
pblicos contemplando as lojas, leudo os editaes e
enlrelendo-nos em tudo o que poda dislrahir-nos da
inquietarlo que apezar de nossos esforjos nascia eso.
oossos corajoes. Eslavamos Uo ociosos que Tomos
visitar a Rolsa, eachamo-la admiravel; tenho re-
flectido muilas vezes ha qualorze anuos nessa acjSo,
e jamis posso comprehender suflicienlemenl sua
inepcia insensata.
Na ra de Pelits Champs onde estaramos contem-
plando os quadros expostos em casa de Durand Ruel
Tomos salpicados de lama por um cabriole!, donde
sahia nma cabeja espantada ; essa cabeca era a do
censor. Escondemo-nos apressadamente, mas esse
encontr perlurbou-nos ; era evidente que seriamos
procralos, e que tentaran) por lodos os meios
per fas el nefas snbmetter nossas jovens indepen-
dencia-.
Debaixo das arcadas Castiglione tivemos ama idea
Uo incrivel que apenas ouso refer-la. Sabamos
----------que Alexandie Duraas resida enlio na ra Rivol n
polica, a qoal ja devia esUr informada de nossa e- 26, e decidimo-nos unnimemente ir fazer-lhe urna
vasao. Eslevao linha em deposito, am casa do to, visita : 1, pira Ihe testemunharmos nossa svropa-
nma mala de roupa ; mas infelizmente era roupa de thla ; 2, para Ihe apresenlarmos tres an lores Imber-
das maiores novidades. A rainha da Inglaterra lia
dous dias qae est em Pars e no momento em qae
a populajlo inteira se preparara para saudar sua
boa viada, o lelegrapho us vem dizer qae, ao nor-
te eao sal, os alijados tinham conseguido vantagens
soosideraveis, e que o poder russo tinha sido feri-
do ao mesmo lempo do Rallicoc nos portos de Se-
bastopol.
Conlarei os fados, uos apos oulros e direi em pri-
meiro lagar algumas patarras sobre a viagem da raj-
aba Victoria. Desde a poca em qoe o imperador e
a imperatriz tinham feilo urna visita solemne rainha
Victoria e recebido della urna recepco lao cordial,
sabia-se que a soberana da Inglaterra fizera ama pro-
messa de por sua vez visilar seus augustas hospedes.
O momento desta visita tinha sido fizado para o mez
de agosto e osconlecimentos da goerra, estrellan-
do a allianja enlre "os dous governos, nlo poda dei-
xar de fazer mais fcil e agradavel o comprimento
da promesu feila em Windsor.
Ha muilas semanasque se linha ajustado ollicial-
meole enlre as duas corles eanounciadoao paiz o ne-
gocio 4a viagem; He om grande faci histrico a
preseojade um soberano inglez no seio da capital da
Franca, e aera soa dala loeraoravel a de 18 de agos-
to. Quando se pensa qne durante sete scalos, a
Franja e a Inglaterra esliveram em guerra, que des-
de a poca das cruzadas, jamis as soas armas sa ti-
nham unido, que exceptando-se a visita inleiramen-
le privada, feila pela rainha Victoria ao rej Luiz Fe-
lippa em seu caslello <1/Eu nas margena dd Mancha
jamis os res dos dous pajzes nao ae (nliam encon-
trado senlo para se baterem,- quando finalmente se
considera que ha pertode erneo seclos, Paris.esteve
um momento nas mos doslnxjezes, e oossos velltos
res tiveram de a reconquistar pela pona da espada,
quando se recordavn todas estas tradjes de odio a
rivalidade. accamuladas pelos lempos, e que nossas
ullimas guerras linha reavivada, expiando as pei-
xes do paiz, liea-se confundido de admjrajao vis-
ta do qoe se passa, e pergants-se, se he om souho,
o ver-se a rainha da Inglaterra, que faz ama entra-
da trumphanle em Paria, sendo acclamada com en-
Ihusiasmo pela iminem. popolajao dessa capital.
Ser am dos mais bellos lidos do imperador Na-
poieao III ao recoohecimenlWde posteridsde e aos.
elogios da historia, o ler sellado desle modo a'all-
anja ntreos dous povos,Tazendu-lhes dar semalliao-
les garantas de solidez e dura
A rainha Viclori parti de soa residencia deOs-
horne na ilha de Wbeigt a!7desle mei,em*sea bar-
co de recreio. I ictoria and Albert, para se dirigir
sagoas de Rotonda, onde chegou al7 noite.
acompanhada de sen espuso o prncipe Alb
ministro dos negocios eslrangeiros, lord 1
dos ofliciaes e damas da corle. Urna ogle-
i, forte de tres mos de linha e de ranioi vapores
linha-se dirigido antecipadameDle a Kolonha s or-
dens de sir Tdomaz Cocranes para esperar soa so-
berana. O imperador doa Francezes, do seo lado, li-
nha ido Boloolia para a receber no solo baen.
O estado da mar nao permitlio qae a rainha de-
sembarcaste immedialamer.le, o que so Do dia se-
guinlc, 18, s duas horas da (arda, poda lazar no
meio das acclamacoes da popolajao franceza e dos
numerosos inglezes, qae fixaram sua residencia em
Bnlonlia, Reeebendo-a no territorio da Franca, o
imperador abrajou-a cardialmenle.
De Bolonha a Paris ha 65 leguas de distancia, c
por mais rpidos qoe sejam os caminhos de ferro, he
bem diflicil percorre-las em menos de qoatro horas,
sobretodo quando se heobrigadoa parar muilas ve-
zes em caminho para receher-se as homenagens ,das
popolaces. Por isso, ainda que a cliegadada rainha
em Pars fosse nnnuuciada para as seis horas e meia
da noile, ella nio pode entrar nessa capital saneo de-
pois das sele horas, sto be, ja., ao anoilecer ; eolre-
lanlo ninguem quiz renunciar o prazerde a ver. To-
das as janellas. todas as casas estavam cheias de es-
pectadores ; nossos vastos boolevarda. qae ella alra-
vessoo, estavam adornados de basUeirs francezas,
inglezas, larcas, sardas, magnficos arcos de Iriom-
pho tinham sido levantados em lodos os cantos das
ras. Vivas eslrondosos saudaram a rainha e o im-
perador dorante todo o trajelo, e foi uo meio das
acclamajoes da mullidlo, que o cortejo real chegou
finalmente es 9 horas da noile ao palacio de Sao
Cloud, oode a imperalriz, acompanhada de suas,da-
mas de honor, a esperava ao p da grande escda-
ria. Para explicar-lho esle fado, evo dizer-lbe de
passagem que a imperalriz esll grvida de tres me-
zes e meio, e os mdicos, para evitar novo aborto.
Ihe prohibirn lodo passeio a carro.
' Honlem, domingo, a rainha iicoa'em Sao Cloud,
hoje, no momento em que Ihe escrevo, visita a eipo-
sijao das Bellas Artes e deve' depois percorrer em
carruagem desconecta os bairres mais populosos' da
capital ever sueeeesivamente moilos dos nossos bel-
los monumenlos.enlreonlros asanla capella da ea'lhe-
dral Esta noite assisle em Slo Qond a ama repre-
sentajao dada pelos artistas do Ihealro Trance. To-
dos os dias, que vio seguirse al segonda-feira vjp-
doura, 28 de agosto/serlo urna serie de feslas, das
quaes Ihe direi conta em minha prxima carta.
No cornejo desU fallei de um duplo successos ob-
Ndo pelos exercilos adiados. Affinna-se que nossos
generaos e almirante tinham calculado suas medidas
para que as boas noticias nos ehegassem no momen-
to mesmo em qoe a ratona da Inglaterra se achasse
em Paris. O lelegrapho nos disse, a 15 de agosto, no
momento ero qoe se celebrav aqoi a Testa do impe-
rador, que a esqoadra anglo france7,i tinha final-
menle Teilo brechas nas temiveis fqrlificajes de que
o Baliteo esll cheio. Ete resudad? que o almirante
Napier nao linha podido consegoir o anno passado,
foi oblido pelos almiranles Daudas e Penand. A
laleza de Sveaborg, qoe proteges capital russa. da
l'inlamiia foi bombardeada doranle qnarenta e-cin-
co lloras. Esta Tortoleza est sileada em sete ilbas, .,
meia legua de distancia da costa, sendo protegida
I"" immensas obras muito temiveise por muilas cen-
tellas do pecas de arlilharia. As chalupas canho-
neiras adiadas aproximaran) al orna pequea dis- 1
lancia da ilha principal, e seu fogo bem dirigido des-
Iruio e incendioa os immensos armazens de basta-
rimenlos do inimigo. Muilos paiues de plvora e de
projeclts fizeram exptosSo eeaosaram aos Rosaos par-
das enormes em geole e material. As fortifieacoes
de Sweaborg.feitas de granito e terra.softreram pouco
do bombardearaenlo. mas todos os meios de defeza,
qoe os Hossos all tinham reunido, foram deslroidos,
e soas perdas materiaes sao avaliadas em mais de
cincoenta milhoes de francos. Esla'feilo 'Ja armas
faz a maior honra s esquadras adiadas ; elle prova
que a Russia pode ser rudemenle feHoa atreves do
---------------------i-------____________________________1___________
senliamos alguma vergonha em esbulbar
Dimon.
tio
verlo, e eslavamos em dezerabro. Emlim jaso pouco
imporlava ; elle mettea-se corajosamente ere amas
raleas pardas e Om palito de merino ; Coliman des-
bes, mas cheios de futuro ; 3", para Ihe eiplearmos
nosia posicSo e reclamar sen apoio para com o go-
varno ; *, pira que nos emprestaste dinheiro ; pois
Com effeito, dizia Colmann, nao somos lillera-
tos onthusiastas do Romaatismo. nio sacudimos nm
jugo que supporlavamos eom raiva Qne redama-
mos ? Nosso direito ao sol, e um publico que possa-
mos commover com os grilos de nosso corelo ulce-
rado pela dr...
o amor, acrescentou Eslevao qae tinha urna
grande paixle na cabeja.
E o amor, lornou Colmann. Exporemos a Ale-
xandre Domas nossos projeclos e nossos sonhos, elle
nos acolitar bem, lalvez dar entrada s aossas po-
jas em um Ihealro, e ios procurar um editor.
A conversarlo durou algam lempo nesse lom, e
quando chegmos a ra Rivoli esta vamos resolv idos
a informar o illuslre aulor da Torre de Sale de
nossas obras ; Colmann explicara o assumpto de.um
drama que meditava, EstevSo leria algumas paginas
de um romance intimo, c eo recitara rauilas eslro-
phes de um poema phantaslico que oceupava-me
desde ojio dias.
Nossa confianja na recepjao que ah nos agnarda-
va abalnu-se nm pouco quando subimos a escada,
pois por orna precaujlo pueril a alias Rea de or-
gulho, abrimos as sobrecasacas afim de qna a vista
dos botoes de collegio qae oroavam nossos colleles,
provasse que eramos petsoas honestas.
Tocamos a campainha, um criado acudi, tomou
nosos nomes relirou-se, e voltou pooco depois di-
zendo-nos qae Mr. Damas smente poderia recebar-
nos s sete horas da noile.
Tornamos a achar-nos na ra mu indecisos. Para
enlreterraoa o lempo qoe pareceu-nos lougo, trata-
mos de ir ver o corpo do marechal Lobau que falle-
cera e eslava expusto no Louvre em urna capella r-
danle. Nlo lembro-me do qoe impedio-nos da rea-
lisar esse projeclo.
Para qne perdermos o lempo em espectculos
inuteis '! exclamou Colmann repentinamente. Come-
cqmos desde ja a vida de trbame e de medilicio a
qae havemoi de consagrar-nos. Vamos beber nas
fontes dos meslres.
Vamos engrandecer nossa intelligencia pelo
astado dss obras primas, disse Eslevao.
Vamos amadorecer o pensameuto e fecun-
dar a idea pela conlemplacao assidoa da fornia, dis-
se en."
E como passeavamos do Palais Roval, entramos
em nm gabinete de leitura. O dia inteiro ah pas-
sou-se rpidamente na leitura do Re icerte-te, de
Lucrecia Borgia, de Viclor IIogo e das Lembrancat
de AnUmy de Alejandre Domas.
Ctmlinuar-u-ha,)

[VCUfllHn riinnilTflBnn 1


*.


manto de gratulo, em que rila te, envolve. Nto se
pera rams oulros acoulecimeolo iraporlanles do
Bltico, porque o aprotima o mnn-culo em que este
desabrido mar vai ser envolvido em aavoeiros, al
que o Reto te apodere delle.
A outra noticia he anda mais importante ; o le-
ligrapho ros trouie na manl.a de 13, no momenlu
rucsmo em que esparavaroos a entrada da rainha
Victoria,om deiparho do ganeral Pelistier o qnal nos
anniiiieia urna brilhanle viclorio alcanzada sobre oa
Koalas : tis-aqai o lexio deste despacho : a Ha das
que boato* de ataque da parte dos Russot, linham
despertad > nona alinelo, coro elleilo rialisanm
le proJe:ta esta manhta, ao romper do da, con-
tra as natiai linhas do Teir nay* ; ma uto obstan-
te o desenvolvimeVilo da masis respeitaveis, reuni-
da durante a noite, o inimigo fui repellido coro
aranJe vi^or pUs hopas dasdivisoes Herbillon, Ca-
mn, Pinchen! e Morris. Os Sardos-, collocados a
posta dirtila, baleram-se valenlemente, o esforco
principal fo dirigiduvioiilra a ponte deTraktir. Os
Humo deixaram lli numerosos morios e tizmus
raudo prisinneiros. No momento ni que chegam
nostas resta-vas eas dos uosso* bravos alliados. espe-
cialmente a (orvallara ingina, o Russo- vXo em re-
tirada para Makeucie. O inimigo receben all urna
completa derrota ; nossa perdas muito menores
que as delle, aioda nao silo couhecida. Este despa-
cho Ibi oscripto no campo de balalha deTraktir a lo"
de agotlo i* 10 horas da manfita.
Depachis posterior dio promanores mai com-
pletos, emmanto nos chegam os boletins ofliciaes.
Os Ku'sos apresentaramem linda cinco divises, seis
mil cavalles a-20 balera de arlilharia. Depoi de
lerem passado o rio em muilos pontos, tinham acen-
mulado initrumenlosde sapadore, prancha, travs,
launas, escaria, que elles abandonaram em sua
rugida. A arlilharia combateu felii e valenlemen-
te,; urna balera piemonttzs preslou aos Francezee
um poderoso concurso. Os Russos deixaram no
?"' P,ll m0D0* aa0 morlu; 38 ofliciaes e
fl cias trncelas, 3 generaes rutsos foram morios e fi-
jemos WO prisi.meiros. O general Pelissier avalla
a porda dos Francezes em 181 morios e 810 feridos.
lina suspimsto de armas fo pedida pelo principe
tiorlschakoiT para levar seus morios e ferido.
A metas ibglezas piemunlezas publicam lam-
bem despachos, que uto dso nenhuma informacto
nova, eutrelanto, esperndose relacen circumstan-
ciadas que nto l^rdarao em chegar, tem-se por lo-
d a porte como muilo consiJeraveis a vaolagens
deala brilhsula batalha. Causou a principio admi-
rajao ver os Russos tomarem aaggressiva e tenlarem
urna lata em campo raso ; eis-aqui como te explica
este facto : o general Gorlsch-kolT liona recabido
numerosos rehreos, urna parte do exercilo da Po-
lonia acahuva de Ihe chegar ha poucos da, e elle
quia immediatamente arremeuar ates toldado des-
cantado contra as nossas Tropa, recelando que el-
las se dtfR'oraliassem cora um contacto mais longo
com o exercilo da Crimea, que seuxreveies luccet-
ivoslera profundamente desanimado. He esta, se-
cundo dixi.ro, o principal motivo deste ataque ines-
perado.qu'ialem disto era im|ierio>amenle prescriplo
por urna ordemexpreasa do imperador. Os solda-
dos nvame ule chegados foram tilo brutalmeule rc-
cebidosquelo cedo nflo lera a lenta$to de reco-
merar a lita. Entro os tres generaos morios, cita-
se parliealirmeote' general Read, um do melho-
re ofllciaei do exrcito ruso, que commandava o
ataque contra aponte de Traklir.
O asaedin da Sebastopol continua sempre, e de um
momento para dotroeapera-se um ataque contra a
torre de .'Jalakou": desla vex se toroara todas as
precancOes, para que o wccesso eoroe o esforcos
de nossos toldados e a engenharia fax trabalhos im-
mento pan ae aproximar da lorlalexa.
Crimea ha, aojado da tropas alliada, um
turco, que stmbride gloria em Silitlria
la earapanhTdo Danubio, e que depois de
rimea, nao leve anda occasiao de faier
ier-1'ach, que o commanda se lem
teTnente de soa iniceto. Ja disse
.caque elle se linha dirigido a Constanlinopla,
mide leve rom o sullao e mu ministro numerosas
"W ibe-se boje perfeiUmcnte o resulta-
ai pastos de Oiuer-Pacha, que vai deixar a Or-
Franca ea Inglaterra sao mais que
U para a larefa, que proseguem, e, onde os
ten lo- i ilude defensiva.
lomauo. a fren le do seu bravo
^^H*e Turqua asitica, onde o
general MouravietT inquieta e ameaea as possestes
i-io para esperar- que a presenta
smente de Omer-Pacha teja bailante para restabe-
ocios oaquella parl dn imperio e faier
eral russo lodo o pensamento de ag-
res "
O movinienlo de que Ihe fallo, eleve ler comecado
nele meinTnlo'e continuara rapidamenlc.graoas aos
atecurao maritmos, de que dispoem o ai-
rara que o efiectivo do exercilo do oceups-
r.rima nao teja diminuido, deve-se faier
vir para B*lak!ava um corpa cousideravel de Iropa
nttoroaoas, pago pela Inglaterra, e que se organisa
ir linofila debaixo das ordens do general
Vivian.
immaudante em chafe das tropas francezai,
n genere! Canrobert, acaba de chegar i Pari, para
'Imreradur o linha mandado chamar. O ge-
mve 1 mais lirillianle ieceprao da populacho
> rhefc de estado, que araba de o elevar
i dignidad s da senador. A rainha da Inglaterra
lamban quii raunheecr o mrito eminente deste
digno geni ral,sVerindo-lhc i ordem do Banhn.
s cmaras ingleza lerfninaram su saasao a 13
ImI mal, eo governo eli livre linalmenle (losas
ido, que embarncavam c compromctli-
exe sua poliMca ; acha-se pois mais li-
conservaudo a responsabelidai'e
As uilimas essfles da cmara dos
:nalsdas por um dbale que le-
an .la malcra delirada que
i^ortancM dos (homens que lo-
hn Russeli foi qoem provocnu
dbale, pedindo ao governo explicacl(es sobre a
i e sobre a poltica, qe pretenda
io do povo a dos governo italianos.
lar alguma dilticoldade
limder'como e poique a Inglaterra julga
^r-e da Italia, qaiidu ae aeha 13o compu-
nja ; mas eis aqoi o scntiilo desla
PIMO OE PtrnUmBUCO QiURT FElB 3 01 OUTUBRO Dt 1855
franja d ac,o a inomeravel mulli.lan, qae chegava io-
catsauleinenta, ulanlernas multicolores se acen-
diam. refleclindo sobre as frentes da casa ja eteu-
ras, leiitijola verdes, encarnadas, e amarcllas, como
as prfras de um diadema asitico, o ai dardeja-
va as sua mil linguas de fono, e lancav os srus
alvo cUrOes, reveUudu a vagas vivas, que fluctua-
vim immensa e incalculavei sobre a passagem do
corle|o. Entretanto hoja ai restas mai expleudidas
se lem succedido em cesiar.
Os hospede da Franja deixaram o solo ingle na
marina de I7,iambarrarin em Osborne para Bon-
logne, e passaram a bordo a noite de texla-feh-a
para abbudo. No dia 18 is i horas a rainha Vic-
toria, o principe Alberto, a princea real, a prince-
sa de Uafles desembarcaran) em Boulogup, foram
recebidos pelo imperador, que o conduzto at o
embarcadouro do caminho de ferro, donde o cortejo
parti as > hora e meia. depois de ter parado al-
guns minutos em Amiens. Houve alguma de-
mora, e foi somante a 7 hora e algojis minu-
tos quea chegada foi asigoalada no poolo de en-
contr da linha do norte sobre de Strasbourg, O
embarcadoifo eslava cheio de gente, ma.oppondo-
se a etiqueta n presenta oflicial dos peraonagens.que
se nao linham apreaentado, s so encontrava ahi a
titulo oflicial o principe NapoleAo, o marechal Mag-
uan, commanilanlc do exercilo de Pari, o general
I.Hwas-ine. Cotte, njudanle de campo do imperador
Mr. I'ietri, prefeilo .le polica, Mr. HaOMemann,
prefeilo do Sena, Mr. de Rewerken)e, coronel da
suarda nacional, o marquez de la Grange, escudei-
ro do imperador. Urna salva de 101 tiro de arli-
lharia saudou a chegad.i^^Aoihijreji bateram a
preilo.e a rainha alrave^- ^^^arcadourtueiu
parar subi immediadin/ as carruagens.
Occnpava com a hlha o ,' arruagem, lendo
defroale o principe Alb Va.lur, o prin-
cipe de Galles se achav >u que se se-
gua. Ja eslava escuro J^?'J *" Pa-
lacio de S. Cloul as9 -*tZ qurto. A
imperatrii no topo da f,iaid escadaria recebeu os
eus hospedes, edepesda apresenlargo dos grandes
ollki.ies da cora, o jantar foi servido em urna mag-
nifica galera. 0 domingo 19 foi religiosamente
guardado, s houve um passeio no bosque de Bou -
logne. A 0 a rainha visitn a eiposir,o univer-
sal das boas artes, recebeu no El; seo a NapoleAo,
lodo o carpo diplomtico, visitou a sania capaila,
maravillosa uabrao.ediliea^o por S. I.uix para re-
eebera enra de cspuho e Indas as reliquas da Paj-
xAo, o palacio de juslica, a igreja Notre-Qame <
Pars, e a torre de S. Jaques, depoi deaeeu pelo
boolevords, sezuiodo-os de perlo, a columna de
Julio, e ganhou pelos Campos Elysoa e o bosquo
de Boulugne, o palacio de S. Clod, onde houve
comedia francea a noite.
A 21 sua magestade britnica percerreu Versail-
les, palacio e parque, e assiatio a urna represenla-
{do dada pela academia imperial de msica. A re-
presentarlo comerou por wm concert execuledo
por Cruvelli, Alboni, Roger, Bonoehe, Guemar. e
acaben palo baile de la Fonti, .lanudo pela Rosati.
O God Sace Ihe gueen foi maravilhoaamenle execuLi-
de e andado por burras .innimes. A 22 a rainha
se dirigi a exposiraouniversal da industria, onde
percorreu principalmente as partes do palacio re-
servadas aos productos inglezes aos producios fran-
ceies, principalmente os dos estabelectmentos impe-
riaes, tapiceras dos Gobelino, porcelana^ de Se-
vres etc. etc, e machinas : depoi fex a soa pri-r
meira visita no palacio do Tuilerias, a noile os co-
mediantes do theatro-gj muasio representaran) di-
ante della nma linda comediaO lilho Familias.
A 23 sua magestade britnica percorreu as galeras
d,o Louvre, e examinuu lodo quanto conslilue o no-
vo l.ouvre, i>lo he, todas as partes que lianin o ve-
Iho l.nuvre s Tuilerias.
A noile assislio a urna festa offerecda pela cidade
de Pars : esta festa excedeu em magnificencia lu- ..
nriq^!ll0"*""lv,sloJ,1m.a1.b"l"'''me'or. runsio linha sido recenlemenle oceupada. e urna
ordenado. A nova ra de Rivoli eslava ornada e '-
Iluminada. A faxada do pafacio eslava deslum-
Inglaterra.
Pouco das antes da sua viagem i Franca n t* de
agosto, a rainha por um discurso pronunciado em
en nome encerrou a teinAo do parlamento, eslo dis-
curso he o pensamento do governo inglez sobre a si-
tuaban.
Cumpri esperar para o governo da rainha, que,
depois das dolorosa nvelacOas que fueran), a
prxima seiio nao se pastar como esta em di.cus-
sf.es irrilanlM aempre inyteis, i mallas veza la0
perigosas. Esla lula enlri o gabinete l'al.nerston i
a rain na dos rommuns custou ao poder dolorosos
sacrificios e nao proporcionvu o menor melhora-
menlo i nma siiuae.io extremamente desenvol-
vida.
A guerra. O bombardeamento de Sucaborg. O
combate de Tratkir.
A diplomacia ju nao diz urna palavra, nao faz
um gesto, ou porque aguarde mefnpre lempo, ou
por quetenha uleirnmeiile desesperado da sua obra.
lie s operaras militares que nesto momenlu est
confiada a siluac/io da grande questau, e j van ten-
do lugar alguns aconlecimentos importantes. Toda-
va anda So passam dos pequeos episodios de
uina-suerra cuja venladeira durar iu escapa a todas
as previsOes, mas relativamente ten seu valor real,
e islo tanto mais por qm* lem lugar simullanea-
menlenosdous ponlos importantes do imperio dos
Ciara, as aguas do Bltico assim como as aguas do
Mar Negro.
Existe no Bltico urna fortaleza construida sobre
liblas granticas, adianto e a urna milha de Hel-
singfora. capital russa da Finlandia. A fortaleza de
Sweabors no meio das oilo iINotas ligadas entre si
quea ronsliluem, protege um porto onde estaciona
a llolillia do czar, um porto que he um dos maiores
porlos de guerra da Russia. Pode passar por iaex-
puguawl e de tal sorle que ninguem pode l por pes
em Ierra para faier o* assedio, e s poderia ser re-
duzida pela Tome : tmenle poda ser atacada e vul-
oeravel por mar por meio de um bombardeamento,
he o que fo executado com grande forln a pela es-
quadra frauceza e inglez. O bombarneamendi foi
abiilv aqui por um despacho resumido, mas depois
otilro ulterior completou as primeiras informare,'.,
os dous almirantes depois de lerem ajustado entre
si se apresenlarro diante da fortaleza a 8 de agosto
pela volladeT horas e meia da ui.inlia.i e manda-
ram romper o fogo. Em menos dr tres horas de
bombarjleamento, numerosos Incendios se declara-
ran rpidamente sobre varios ponlos ao mesmo lem-
po, e em breve as chammas se elevaram cima da
cpula da igreja situada aparte do norte da ilha
ron ao ministerio dos negocios eilrangclrot d pedido
de seo pasuporle.
Os orgioa pontificio, fazam pela imprensa a enu-
meraran do artigo da conililuicao, que consttuem
a violafao da concrdala di 1851 ; qutixou-se espe-
ciilmenle deque a nnidnde religiosa est destruida,
que a vigilanciaecclesiailica sobre as encolas se acha
singularmente diminuida, que os hispo ja nflo lio o
dirato de assignalar aos alholleos os escriplo con-
trario i f, que a sitoaclo creada a ordens religio-
sa aot funccionario ecclasiasticns he Inloleravcl,
que o seu direito di propriedade est aniquilado, e
depoi da enumerafandi ditTerenlesqonixas.acham,
que entre os 43 artigo da concordata, 15, iatn he,
um sobre 3, leen) sido linda foram violado de di-
versa maneiras ; depoi continuando a sua obra,
enumeran lodos osados coinmellidos eonlra a igre-
ja e seus ministros, desde as per.cguice it as he-
rnia, desde a injurias publicas felas ni* assem-
blas do estado at as violencias coininellidas todo
os .lias sobre lodo o lerrilorio hespanhol.
Pela sua parle o governo hespanhol un urna cir-
cular enderecada aos agentes diplomticos de I).
Isabel 41 as corles eslrangeiras tornon evidente os
termos .la concordata de IK>I. especialmente os do
artigo 55.
Os joni.ie- publiearam tolos os despachos e olas
diplomalicas. trocados entre o representante da
Santa S em Madrid e o cardeal Atilonolli de urna
parle, e da outra entre o ministro dos negocios es-
trangeiros e o icpresentante di II. Isabel. Esta se-
rie de 25 documentos comeca por urna reclamado
de M. G. R. Franclii contra o descont gradual q'ue
nos termos da le do ore amento fura imposto sobre
os Iralamentos do clero, asaim como sobre os emolu-
mentos de todas as nutras classes do estado, e se ter-
mina pela nota, em que M. Pacheco pede os seus
passapnrles. O governo toma a peito provar lam-
ben) de que lado parlio a aggressao, e nao reco-
respeitado pelos projectis anglo-franceies.
|ipl
0 Vez
.dilferenles, altestando que > fogo linha atacado ar-
mazens rheios de plvora e di luiiniroes.
O bombardeamento durou dous das e duas noite
dorante'* qnaes o incendio devorou todo em Swea-
borg, laboratorios, armazens. quarleis, diveno esta-
beleeimenlnse todas a provi6es do arsenal. Desde
o finsdejulho passado. os almirantes alliados ti-
nham feito um recnnherimenlo pelo qual se certifi-
caran) de que os formidaveis meio de defea que
Tazia m da '
dn mares he aro daquelles que a doulrioa do direi-
to das gentes lem rollocado d'ora em vanle ao abrigo
considerarlo indo o tratado qoe hjo ido feitos
com o govern i dinamarque de urna poste immemo-
rial inronleslavel, e mais do que itlo de um inleres-
se universal que urna s potencia nao pode era re-
prMeuUr eteluiivamenti. nem aioda'engajar con a
su orejea auloridade. Todo commercio do manda
o de Jodos o. filado europeo em particular, est
mtereasado na do dibale que agitam o estada da
UniSo americana.
A cata de Bourbon.
No terreno neutra da proscripcio e do exilio, o
principe, rrancezes da familia di Bourbon, a da-
quelles qne o segoram ao exilio mais do qui por
sympallua. agitam da novo o dilncil problema da
tu sao.
Celebrou-se em I.ondre um servir fnebre por
occasiao do lerceiro annversario da morte do rei
i.oii Ph.lippe, MM. Guisot, Duchatel, Monlalvet e
graude numero de amigos servidores da familia ti-
nham concordado retinir-se em casa dos lilhos do
re para esia piedosa homonsgem. Falla-se em urna
visita da rainha Maria Amelia, do principe de Join-
vtlle e do duque de Aumale ao conde de Cham-
bn! ; o duque de Monlpensier j Ihe fez a sua. 0
vaivem. a actividad! dos hospede, legitimista na
Anstm, preoecupou a altencao do imperador Fran-
cisco jse. > a de luda a gente, de sorte que urna fo-
llta improsta em Vienna jolgon dever protestar o
respeito do governo nuslriaco .para com o chafe ac-
tual da nacao frauceza pela manulencAo da allianea
de \. de dezembro, e assegurar que todas essa visi-
tas nao devem nem podem causar sombra alguma a
NapoleSo III. e
Por outro lado, segundo um jornal de Madrid' o
embaix.ilor hespanhol em Vienna, exprimi ao du-
que de Monlpensier os inconveniente qu o seu
-r-
contimplacao daquelle que he em Indo semprc.
Daquelle, sem cuja vontarie, diz o profundo Scltel-
Mng, o grande pensador allem.lo : na..poderia ca-
hir um cabello de nossa cabera, e muilo menos
fahir da nossa bocea urna palavra profundamente
sentida ; aquelle, sem ruja inpincjn'nao fulgura
urna idoa luminosa no homo espirito, nem omejen-
uraonlo de virdad* i de liberdada clarice a hosai
alma, a
Nfto timos auvldade. qae dar neile momealo
.man o preparativo da aielamacaa; mandam
| recolhir a capiUI eoriligenta de corpo e balalhoe
aqiiarlalados as pro^inra, p,r, gunde pridi.
No dia 10 dei crranle inaugurou-ne a va frrea
de Barrairo i Vendas Nova.
Mi-Bocha.
veis ; houveram conselhos de. sahinele mu fre-
quenles acerca destaquesl.io de Roma, e elle enviou
M. Cnovas del Castillo, primero oflicial no minis-
terio dos negocio eslrangeiros, para excrcer na corto
pontificia as fuiceSes de simples eticarregado da
correspondencia.
A execucao das leisde secularisacaoencoolra
bsi swario, muco monumento que paree ler sido' 'difliculdades enormes sobre todos os nonios do lerri-
resneiiadn i\Aln^ ..r,...><.ti_ m .1.. r- ..,-. ^. c-i. ,._. .. a.i___. -._.___... '
torio, o bispos recusara pela mor parte entregar
os seus archivse seus bens. Reina a Iranquillidade
na provincias bascas de Navarra, Ciudad Real.Se-
vilha, Valladolid, Burgos, Vllenla, e Saragoca, pa-
ra por termo aos conflictos enlre os fabricantes e os
operarios, urna commissao traba Iba em regular a l-
berdade de industria e de engajamento e do uso de
lodos os meios mecnicos.
Os carlistas anda seagilam.
Cuba esli em vesperas de escapar i propria mai
patria sob a cooperado dos estados da l!nAo.
rorlaleza de Swe.borgum dos principis Fallou-se da prlicipa5ao da Hespanha do nego-
iriUnw* da Russia linham sido conside- cins do Oriente, da sua allianca com as grande po-

fia-e muilo ponco na Austria e qorz
a, fazendo-lhe ver que no da cm que a
nial liver de qceixar se de seu prore-
suscitar-the mmeiisos embaraeps,
m suas ricas po Para isto nao he mister de um exer-
favorecer o movimenlo de inde-
Icia e liberdade, que os exercitos austracos
tompiimido na -pennsula. Lord Palmerston
KHiden a Lord John Rnssell eo tanla reserva
4o pode, mas silo qaestoes animada*, de qne,
su entender, os parlamentares ingloies deve-
ler-se, porque ha om grandissimo pirigo
L pobre Italia aspira *em duvida a
jependetiri, ras aquelle que al aqui (em cui-
i de na causa, sao abominave revolucionarios,
igoi furiosos,queso trazem ruinas em derredor
qneo governohonetto naopadem animar
ir a Austria a comprme!ler-se cada
vet marun uossa causa, he rano dar cora discursos
d tnbi ncilatocs e isporan a Maziini e ios
ssmeimpii
la a Austria, se nao cmbale com nosco,
i em nada ana poltica ; persiste em exi-
gir a aceitacao da qoatro garanta*, faz etforcos
raides para levar confederadlo germanira
irasolneoe, quiella lem lomado,
a Prussia esl sempre all para le-
'er roalsgiar sos tentativas: .. Prasi ebrara as
la primra garanti.s, jai a Russia aceita, a a-
iepmdmcia do principado e a liberdade
di navega ;o do Danubio ; prelende qae ha quin-
to exigem o inlerewe allemnis, al hoj lem con-
i fater aceitar as idea pela maioria do es-
tado* da cnoafedaraco.
nfappareceu ilgum socrgo, depois que
niMinliran a diar-*e ; tenla-se obter
ihelro |ior va doempreslimo voluntario,
e pobrepaiz est multo eufermo. e receia-
> peiure,'quando terminaren) as fe-
rias da ssteoibla.
PABIS.
6 de Miembro.
.ido, aperar dos episodios nolaves da
gfierra Oiienlc, a allenrsu publica leve oulras
viagem da rainha Victoria Fran-
ipuil, a visita da herdoira ilacata de Brnns-
wik, e Honovre ao fmulo do grande imperador lia
Sido o ohjtcto de todos os roinmenlarlos.mai* diver-
egundo as cerrentes da opi.iao acerca de al-
- francea. Os embararo pblicos e re-
lioso da Hespanha e da Italia, se aggravaram
muito. e entenebrecen o futuro.
Kmlui a Allemanha cuja historia he um perpetuo
inachroniuno, parece vollar as tradicroes feudal
na transf>rmac.lo das sua iustilui^Oes.
Franca.
. Chegou alinal a liora da Franca : todos os ollioa
bra ella, tosa as nares do mun-
do a aeclimam a primuir de enlre lt : a propria
alliva lu; laierra. cousl inaudita no passado, Ihe
'""d. i peloxrga.) da sua soberana e do
herdeirotjiresnmptivo do sea throno, e se trata i
islica, nao he urna visita da "cli,mi"."es unnimes.
a lodo povo inglez que lem
i da sua grandea, que
n setttiiaenlo, que
i sua rainha e o
orno uina couitssSo
i val, e da sua eminente
superior).1. lescutiremos aqu quaes sao
nilivrt, que determinaran! ctla ruanifestacau, e
| -o fura d riada por inleresscs de circumstancia.
.espontanea, quer lenlfa
le conjocluras exceprio-
-empre o metra. Asaim a
lo em Par pela volla das 7 horat e
meia da tard-, ao rlarao duvido>o do crepsculo, as
lurbas su sgitaram, os arcos le Iriumpho giganles-
-e cluaram sobre colossaes figuras allegorica,
liamos seus ca-
pites estatuas se elevavaiii
com r dobravam os i aRuias d'ouro batiam
ee herldico oslenla-
brante de lu, O grande paleo de Loii XIV, que
servia de veslibolo ofiereciaum phantaslicowpecla-
eulo, tinha-oe levantado no fundo orna escadaria
de duas rampas repousando sobre um vasto desenlio
no meio do qual se erguiam as estatuas reunidas
da Franra e Inglalerra. Duas onlras estatuas meio
deiladas representando o Sena e o Tamisa, der.rama-
vam lencne d'agoa de sua urna de cristal, tritoes
e genios teohrgavam debaixo de gruas, e brinca-
vam n'agaa e as llore, A abobada formada por
um grande veo cor de ouro e rosas, e do centro do
tecto parfurado descia um lustre enorme de quinien-
tas vela. Em cada andar urna serie de lustres cer-
cando o pateo, formando nma qo.tdrupla ordem de
loz. ,
O corpo municipal recebeu os augustos convida-
dos no primeiro vestbulo, e depois de os ler con-
dolido, fez ala sobre a sna passagem na entrada da
salo das fasta. O imperador rompen \bai le
a rainha, o principe Alberto com a princea M
de, o priMcipeNapoleSo com Lady Cowly, embab-
xadora de Inglaterra, o principe Alberto de Ba-
viera com Mad. Kaossmann, mulher de tirefeito do
deparlamcnlo do Sena. Em lodas as salas, em que
e dansava, na grande sala das festa, no salto da
arcadas, no salao dos Preboiles, no sabio do impe-
rador, em toda a galera tinham se levantado
fontes, barias cornadas de lindis estatuas de nvn-
pha eraatisada ele Oore e de arbusto. Por loda
a parle a agua se derramava.em cascalas.se desfaxia
em lebrina prateada, ou reflclia nos seus lenres
lmpidos a riqueza dos Irages e expen.Inr das lo-
ze.. Tres orchetlras, cuja priucpal era dirigida
por Slranss, executavam valsas e quadrilhas nova
compostas, pela maior parle, em honra da rainha
de Inglaterra. Nada poderia descrever o hrilho
desla letla, a belleza e o esplendor do ornalosl^ex-
la taita 2i, depois do um passeio no palacio dos
Campos Elyaeus, a rainha assislio a urna revista
patsada om tua honra no Campo de Marte, e que
foi urna magnifica olemnidadc mililar. A infanla-
ris! a r.ivallaria orcupaau cada urna um do
grandes lado do Campo de Marte, a infanlarin
apoiava a sua direla na escola mUilar, e a cavila-
ra, a esquerda, arlilharia junto ai*> p da* ponle de
lena paralelamente ao caes, e o balalhao da erla
imperial de San Cyr diante da escola militar forma-
va os outro don lados deste, imrnenso quadrado,
cm que os ollras dos especia lores eram igualmente
impresionados pela exlenro e rogularidade da li-
nhas parallelas das armas, pela riqueza e var'ieda-
de do uniformes. Todas estas tropa em numero
de 40 mil homens, ponco mais ou menos, eslavam
collonadas sob o commando auperior do marechal
Maguan, commandanle em ebefe do exircilo de les-
te. O principe Alberlo, o prncipe Nipoleto, o
principe Alberlo de Baviera, o imperador porl-
nhola da carruagem da rainha, e seguidas dos oiTt-
ciaes superiores c dos generaes mais distinctos, per-
correram a passo*i frente das tropas, e passaram en-
tre as linhas da infamara da arlilharia, e dacaval-
lara : depois comerou a desfilar, o garbo eraadmi-
ravelmenle bello. Ao sabir do Campo de Marte o
corlejose dirigi aos invalidse ao tmulo do impe-
rador primeiro. A noile i opera cmica dava a
Haydea. Sabbado 25, sua magetlade brilanira foi
a S. Germain-reDlaye.na-florala elle desenhnu
em seo lbum o esboeo de urna da vistas mais no-
lavis. Depois de ter percerrido o lerraco, anta ma-
ravillia quasi nica no mundo, vio o vellio palacio
que obrigou o exilio do ultimo dos Sluarls, e a ca-
paila em que ajoelbou a velhice de Jaques II. Esla
anliga liabitacaa real vai cessar de ser o locar de
um penitenciario militar, e'deve er prnximamenle
o objecto de urna repararan camplela e do um des-
tino inleiramenle especial.
A noite Vertadles linha ressuscilado o seu glorioso
paitado, as pompa de luizXIV; o grande paleo
do castello brilhava como em jpleno dia, o perfil
resneilavel e severo de-ta grande i bella architeclura
e desenbava em linha* de fogo, e as estatuas de
m.irmores que ornara as duas rampas da grande es-
cadaria, pareceram por um momento espantadas de
todo este movimenlo, os angostos hospede, depois
de Irr lomado om inslanle de repouso nos aaligos
aposentos de Mara Auloinette atravessaram os po-
senlos di t.niz XIV alumiidos eiplendidameule, e
eujos vatios foges tinham ido transformados jm
acafates de flore.
A galera de etpelhns, testemunha da lanos es-
plendores desapparecidos oflerece o mais deslum-
hrante ctpertaculo. Nos qualro ngulos se elovavam
3nitro or.diestras tornadas invisiveis' por arbustos e
ores, grinaldas pendan) da abobada e se prendan
entre s formando a mais mimosa e mais inleressan-
te decoradlo, mlhares de lustres, .le lorheiro re-
llectidos ao infinito pelos espedios, derramavam lor-
renles de luzes sobre os brilhnles trajes, todos bor-
dados de ouro e enriquecidos com diamantes. Das
jaoelfas de-cortinava-se o grande espado cheio il'agua
em quadrado de todos os lado por nma brilhanle
serie de portteot no eslylo do reoascimenlo recor-
lando-se no fundo em fogos de cores, e ligados por
cannicadas verdes. Debaixo dos prticos, levantn-
dose no centro, etqnerda e a .limita com as armas
de branca i da Inglalerra, a agua se erguia e lor-
nava a eahir em cscala ; a duas bacas nao forma-
vam mais que um lencol abrasado (ubre o qnal ja-
zam sjollinhos d'ouro montados por amores susten-
tando locha e grinaldas veneiianat. Todo a corte
enllocada na veranda dos aposentos de l.ois XV con-
lemplou um fogo de artificio sobra a peca d'agoa dos
Siimos, ocattello de Windsor com as suas torre* e
a tuat amelas ah appareceu no fim, no meio das
arsenaes ma
ravelmeuie augmentados. Sele novas balerias li-
nham sido construidas ou estavam em coustruecto
nat tilias Balk Hulmn, Runga Hnlmon e Sandham,
e mu fragata eslava alravessada na passagem a les-
le de Rungs Dolmen : alem urna nau de tres bale-
ras aurorada atravez da pawagem do Oeste entre as
idiota* l.ongorn e Wet Sworlo ( a mai occidental
daqiiell.-isque formam o grupo) assim como urna nau
de duas balerias alravessada no meio desta mes-
ma passagem e oppunha absolutamente a que as
esquadras adiada podesem rodear a pra^a e pene-
trar no anc.ra.Inoro de Helsingfors, e tres novas ba-
teras uperpostas vnham anda augmentar a itefeza
da parte do occidente da cidade. A propria ilha
-, ida, e
forte batera eslabelecida na parle do Sol : fo em
presenta destas difliculdades que o bombardeamen
to foi resnlvido.
Eto Iriumpho importante faz urna digna parelha
com a lomada de Bomariand. Nao se sabe se novas
operacoes lerto lugar este auno no Bltico, todava
he presumivel que nao ; comtu.lo lodos os navios
novamenle ebegados recebem do almiraple trance/.
ordem para reumr-sc esquadra as aguas do golfo
de Finlandia.
Crimea.
Em Sebastopol o exercilo russo (em conquistado
d'ora em vanle grande gloria na defeza da praea, os
seus geueraes fazem prodigios para impedir que ella
cahia as maos das potenciasfticciileulaes, cada pon-
to helto vigorosamente prolegido como lieroiramen-
le atacado, o assedio da* menores obras exige quasi
tantos trabalhos como o assedio de urna cidade forle,
a lorre Mslakofl" com especiahdade delem as Iropas
anglo-friocezas, mas urna rou-a Iranquillisa pelo
-^...s. v..... Inompho da obra dos adiado* ; he que a tomada de
princeza Malhil- posse de kerich. de Jemkale e do mar d'Azoff priva
o sitiado de communicacocs que Ihe proporciona-
vam provisOe incessanles. Um feito muilo impr-
tame leve lugar a 16 de agosto, foi annnnciado ao
governo francs pelo general Pelisier. Os Ru.sos
lomaram a oflensiva a lodo o cutio e em conJices
mu desfavoraves para si, visto qoe nlercepiado
em Makeusie, ahi se achavam lao cercados como em
I1TERI0R.
teurasaiccideulaes e de urna leva de om corpo expe
diemnario de 26 mil homens: itlo depende anda da
solujto de multas dlculdades.
Portugal.
Ao chegar a, sua maioridtde, o joven D. Pedro
V vai tomar em pestoa o exerricio das sua Tuneces
reaes. Lisboa lornou-se magnifica e explendida pa-
ra recebe-to na volla das suas tongas e felizes ta-
feas. Chegou a It de agosto pea manha, a es-
quadrilha real, leudo recehido sgnal na vespera
pelo lelegrapho do Porto, pode calcular exactamen-
te o momento da sua entrada no Tejo, e a crvele
a vapor francea a Phenix, assim cono diversos
vapores porluguezes < dirigiram ao seu encontr
fora da barra. As 8 horas o'ranhao annunciava,'
que lodos estes navios, chegando de conserva, an-
coravam dianle da lorre de'Balen. Todava, afim
de evitar o calor do dia, .trlerminnu-se que o (jes-
embarque seeflecluasse somonte a 5 horas da tarde.
Com elleilo. neste momento a galeota real, immen
embarcacao, ricamente armada, movida por 1-20
remadores, c recordando de alguma sorle pela tua
forma o Boceutaur de Venena, separou-se de trra,
seguido de varios esraieres igualmente brilhnles de
duuraduras, e se.dirigi ao Miudello para receber a
el-r* e toda a familia real. Depois de alguns ins-
tantes a flolilha tocava na magnifica prac. do Ter-
reiroa^J'aro por entre as salvas de lodos os navios
de gtatsra. O cspeclaculo da praea era magnifico.
no meto levanlava-se um longo pavilhto sobre co-
lumna*, onde se achavam redndos os difiranles
corpo do .'-lado ; os navio simelricos, formando
os tres lados do vasto parallelogramma estavam uni-
formemente empavesados. Emlim todas* asjanellas
em que se apjnhava a mullidlo estavam revestidas
exleriorroenle .le lambreqoins pintados de diversas
cores ; depois de ler recehido as primeiras homena-
gens ofliciaes, el-rei se dirigi com a sua.corle i
calhedral magnficamente ornada, linmensas la-
pcr,ariaf de seda e velludo bordadas deourodesciam
l o solo, envolvendo lodas
M preles |direita e es-
e olciava o cardeal pafriar-
''ln 1 "Jilas tribunas reservadas ao corpo
baslopol. horrando o Icl.emaya est.veram em po-i prese depulados. Ao concluir
"W ^^fam
o pcari.^ ue seaa e veltu
i* das^jXiilii abobada al.
asa^ tincas.'biiii I .
(> baile comerou depois dos ltimos logeles.
quando a quadi alba oflicial foi le 'minada, o, impe-
rador valsou com a princeza real, o joven principe
la Galles valsou igualmente com urna graca eucaa-
tMara, pela volta de ouze horas a sala do espect-
culo se abri para a caa, a mesa do imperador le-
vantada no ceanle imperial dominava outria 40
mesas dispostas obre o pavimento. A rainha reli-
rou-se nm pouco anteada meia noite por causa do
domingo que la comecar, e durante o qual ella ob-
seraou o repouso mais absoluto. Segunda feira 27
foi (hado para apartida, ueste dia lodo .gente dei-
son S. Cloud s 10 horas. A rainha encontrou as II
horas reunidos ns* Tuilerias os ministros e o corpo
c1o de aiueacar Balaklava e nu caso de se dar o _
salto em Sea^topol fariam urna .11 ver-.in por um ata-1
que sobra a retaguarda anglo-franceza. Tal foi o fim
da concentraeilo das suas forras en propurrs con-
sideraveis, e da presenta do proprio principe Gor-
tschakolTno campo de batalha. lin despacho posterior
elevando a 3,329 o numero exacto do* Rassos cahi-
dos ueste feito de 16 de agosto, prova cabalmente de
urna maneira irrefittavel que elle leve a ipraoi la'n-
ciade nma verda leira' haladla.
O fago de arlilharia recomerou contri) a 'prara,
facilitando podcrosmenle os trabalhos contra o com-
plexo das obras de MalakofT, e lodas a* noticias mais
rcenles annuuciain o progrusso da operacoes. Em
S. Petersburgo duvida-se um pouco da concliMftp
proMiii.ie1 iuevitavel do longo assedio sustentado
por esse grande baluarte mililar da Russia sobre o
mar Negro, e se oceupam das diaposiroes propria
para awegurar urna retirada : Eslas appreheuses
do governo do czar aolorisYim as potencias adiadas a
esperar o Iriumpho, ludo concorre para acre.lilar e
fundar a mais animadora certeza, c vamos citar en-
tre outra de urna maneira interamento especial, ou
antes Iranscrever urna carta dirigida pelo imperador
Napoleao III. ao general Pelissief a 20de agosto, i)
Nessa Turqoia pela qual o Occidente faz generosos
eifor^os, cm Constanlinopla, da-se nma crise minis-
terial e orna alleracto nos lugares ds ..Innni-tracao.
mas at nomearoes delioitivas ainda siq ignora-
das.
.Meato diada Europa, Italia, Hespanha, Por-
tugal.
Rumores asimiladores se levantara e denuncian)
altencao do observador que a paz da Europa meri-
dional est presa por um fio ; a marcha des acon-
lecimentos desperta naquellas regioes urna anciedade
geral. e se pode dizer com verdada que os negocios
do Oriente nao sao os nico* que possam perturbar
o voltio cominele O governo austraco envia con-
sideraveis aullarlos < guaniic.ies do reino lombardo
veneziano, para urcorrer a quaesquer uccessos que
possam ter lugar, em coosequensia da siluarao ac-
tualmenlo mu apparente. El re de aples tam-
bera he abrigado a cuidar as evenloalidade de um
movimenlo em seus propnos sitados, tem grandes
appreheuses especialmente pela Sicilia, e se aban-
dona aos aclos do despotismo menos esclarecido.
Dar-se-ha caso que a Inglalerra fique alraz nesta
agilarao para originar occasiOes de apoderar-.se dos
ponlos da pennsula italiana por ella tto ardenle-
mente cobijados cha lano teinpo Ninguem jiinda
o sabe, maso que be -ver.la le he que os discursos
que assignalaram as ultimes sessei do parlamento
tralaram dos negocios de Italia sob todos os aspec-
tos, levantaran) no solo inglez vivas prenecupaees,
n solo da Italia verdadeiro* odios. A legiio italiana
levantada para o exercilo inglez se forma em Nova-
ra, a Aiislria se inquieta com isto e exige que se es-
ta be I era o depo-iio em urna cidade menos aproxi-
mada dos fronleiras lombardas. Graude rwmeru de
fliciaes Lombardo*, Vcnezianos, Francezes, Napn-
litaniv, podem tazar parle desta legSo, o coronel
Hbalfi que lomou parle na insurreices da-ttoma-
uia em 1813 e 1845, e no movimenlo da Calabrias
cm 1849, qu> kcaba determinar em aples um
capliveiro de 6 anuos, foi nomeado commandanle de
um regiment respectivo, e membro da commissao
organisa ...ra ; a coronel conde Zamheccaria de Bo-
lonha chegou i Turin para faser parle lamliem
do servico, ludo talo assusta muilo osgovernos i(a->
lanos.
Alcm disto Roma e Napolei cuidam com esforfo
que (laribaldi. o beroe da revoluro romana di
1848 e 1849, foi nomeado espitan de marliih.i da
primeira clssse, e deve roraman.lar os dous navios a
vapor, que fazem o servico de Genova para Solari,
e detl'arle costear continuamente as praiai dos dous
paiic-. Em Piemonle, o governo tem a lutar ao
mesmo lempo contra o exeessus do partid,' revolu-
cionario e contra os do partido clerical, os embara-
zos da questau clerical se complicara rom os emba-
razos da qurslao dos impotlos, e a este respeitn os
jomaos se mostrara violentos ao mesmo lempo con-
ira a Sania S e contra a allianca anglo-lran-
ceza.
Certacorrentes da opinito agitaran na pennsula
a quesillo de supprossao do poder temporal dn* pa-
pas. Com elleilo, paiavras do excoiinniiiiliao for.nri
pronunciada. Pi IX num consistoriosecrclo pro-
nunciuo duas allouucsjes, utia conceruenlu ao Pie-
monte, a outra concenieote Hespanha. il-ciaron,
que lodos aqur lies que. por qualquer titulo, toma-
rem. ou pielendcrem lomar parle n'apreseulac<3o,
n'adopcao. ou na exeruc,ao das le de secularisacto,
leeui ipta far.lo incurrido, ou iucurrerio en)excom-
miinhao maior. c as censuras erclasiaslcas. di que
fallam os cnones, e particularnianle o Concillo de
Traillo. Recordou lodas eslas penas sem applica-las
nominalivamente.esemd'ella* fazir urna promulga-
5lo directa, referinilu-s smenla a consciencia dos
iuleressailo* ii'applircao da Le. A commissao lor-
na-e para cada um um negocio secreto a privada
publico, ma nem
por isto deixa de agitar profundas entornes,, e dese-
JO ardentet para a ronvocara.i de um congresso,
ada real se dirigi ao palacio
r- noile a cidade illuminou-se
conliiioaram os festejos, que se!
para a recepeflo do augustos
diplomalico vindea para Ihe dizer adeos. Depoi da em Vii'dVlorMr^e'coherid e
ultimas apresenlarues parlio. Todas as decoraces
do da da clugada subsisliam nos mesmo lugares, a
carruagem imperial resplaiidecenle de dou'raduras
e de hrases era lirada por oilo cavados magnifica-
menteiaderecjido. Ao meio dia os lambore* baliam a
prelto, a rainha com sua lidia eninm no Wagn real
vami as annadnrai, os ni astros venezunos agil.vam siudada pela ullitua vez por lady Cowlev, sua em-
bsndelnl.. as.amarras Honradas faziain Iremuiar bailadora. O imperador reconduzm o.
..nperador reconduzio os seu* hnine-
llainulascoinoasB.ixairia,*, Ilma froU empJv.- des al lloulogneoi.de urna revi-la dos acamparaen-
sada. a lapcceras de ellulo e>lrella,las di abelha i los rrancezes leve lugar em sua honra Denois de
oraavasn as casas, as i.aionladas tropa arranja- una breve reiidencia oa ilha de Wwhl, a rainha faz
das em alas lancavam ratos e orlavnm com urna i a la excursao aunual na Eicosiia.
encarregado
de*.
ila aplainar eslas giaves dilDculda-
0 rnmpimenlo entre Roma e Madrid he om fado
d'ora em vaii,le coosummado. O encarregado de ne-
gocio da Santa S, na irte de Hespanha, euilere-
Ja publicamos esta carta quando aqui chegou
ltimamente o vapor Pedro II.
Nota dos R. R.
Blgica.
mas perturJsaftie*, que 'feli-
nads^eni^ajtii comero. Na pro-
nr, nos arrioofes de Charleroy. em
Floresse^BIonstier, Amvelais, ele, mauifestaces se
pro.luziram contra as fabricas de prodoclos chimi-
cos.que os camponezes aecusavam de prejudicar as
colheilas. Eslas manufacturas mudar.im de carc-
ter ; ouram-se os gritos de viva a repoblca. O
ministro da guerra enviou os seus ajudantes de cam-
po a aquellos lugares. As auioridades militares lam-
ben se apreseutaram com tropas, zeii.larmarias, es-
quadrOes de cavallaria e balalhoes de infantera.
Depois de numerosas prse*. os e*pirilos se acal-
maram, e, segundo os documentos encontrados, pa-
rece certo hoje que houveram influencias occulla,
que a polica poder descubrir. Gritos revoluciona-
ros foram effectivameiile proferido*, e, espalhou-e
o boato que grandes proprielarios da provincia de
Namur linham parle no movimenlo, mas em essen-
cia he o estado dos campos, em que a infermidade
das batatas desgracadamente se declamo, depois de
algum lempo ; e he a opiniao de qoe as devastarles
da colheita provem das emanarOes chimicasqoe cau-
saran) a ell'ervesrencia. O governo nomenu urna
commissao de inqnerilo para averiguar nos mesmos
lugares o fbndamenlo das reclamarnos que occasio-
nan os eslabelecmenlo indu*triaes. e procurar os
meios de remediar inconvenientes 13o graves. Por
outro lado um conselho superior de higiene publica
e urna coramissflo consultiva para os negocios indus-
Iriaes, examinen lodas as que-ir.es que e referen)
o estabelicitnenlo e especuluciAo das fabricas insa-
lubres, e (fever.1o sobmeller snas conclosofkao po-
der competente. Emlim urna circular dirigida pelo
ministro do interior ao governadores das provincias
prescreve medida, que devem lomar activa, efllcaz
e permanente a vigilancia .la anloridade administra-
tiva sobre o uso das fabricas perigosas, Insalubres ou
incommoda*. Esla medida, e a que o governo pode-
r lomar ulteriormente sob proposito das eommis-
sOes, promeltem dar satisfagan aos diverso inleres-
ses empenhados nesta grave queslto.
Allemanha.
O mundo germnico momentneamente aliiviado
do fardo da quesUio do Oriente, volta para elabo-
ra ct o de eu negocios interiores.
Circulan) boatos sobre orna tnodificac,to ministe-
rial no seio do gabinete de Vienna, o qne permute
que se pergunte, se a Austria se separa ou se appro-
xlma da allianca e da poltica das potencias occiden-
taes. A Prussia obstinada no seu syslema de neu-
Iralidade opera o en desarmamenlo, urna parte dos
reservas da artilhiri, etpecalmenle ai das aliaos
precedentes vai ser licenciada, a cavallaria.'iira di-
minuida do numero de homens excdanla lo nume-
ro em lempo de paz. O Hanovre modifica a la
constituidlo de 1848 em condices mu radica*,
urna ordenanza do 1 de agoto rea|abeleceu as dis-
pusieres relativas as asscii(an ao throno e ao jura-
mento prestado pelo soberano, a responsabilidad
dos ministros, a competencia dos Irihunaes em ma-
teria adfiini.iraliva, a a respeilo dos cnnlliclos a ad-
ministraran das cidades. a reunio amiu.il das c-
maras, o direilo eventual dos oslados gerae dse
retiraren) sem ser convocadas por el-rei na occasiao
de urna* mudanza de reinadu. Toda eatas inovacOes
nao parece ter sido bem acnlhirias, e se pode re-
cejar que ellas originen) novas mmplirarcs na aber-
tura da aesito. Entretanto os ministros andam lo-
dos em passeios, e el-rei nao deve voltar para sua
capilal se oto no fim de selembro. El-re de Wur-
lemberg par um decreto as*ignado em L'riedtriehtof
cm 17'de agoslo, dissolveu a Diela, adiando que a
marcha dos debate, sobre urna grande* parle das
questot submettidas as suas deliberar..es, ralo ten-
da resultado desejado segundo o inlercsse bem en-
tendido do paiz.
A situacau da Dinamarca comporta duas grave
quesldes a resolver, lauto nu interior como no exle-
nur, urna diz respoitb ao eslalulo conslilucional, a
outra se refere ao pedagio do Sund que muito inle-
ressa o commercio universal. A cunslituicao pro-
pusla ao l.andslhiug hi concebida sob orna relafio
muilo mais monarchica do que a de 9 de julho de
1849, lende a fortificar comideravelinoute a aulori-
dade do poder e altribtrir ao miuisterio urna especie
de Torca dictatorial. O tribunal suprimo, coraposto
em grande parle de memhros perlencentes a oppo-
sirao contra o antigo ministerio, a jopluu por urna
maioria de 41 volos eonlra 8 a nova constiluicao.
Julga-si qoe as discussoes te loruaro enrgicas o-
bre a queslAo da poca da respectiva execucao e o-
bre a lei eleiloral. A modilicaces proposlas quin-
to a asa lei, conslilue urna mistura do sistema da
nomearAo directa e da eleii;,io do primeiro e do se-
cundo grao ; ete \tema reduzia o numero da
eleicoes a 40 do que he hoje. M. Bang, presidente
do contedlo do ministro, suhiiiellenilo estes pro-
jeclosn Dieta, declamn-lhe que o gabinete Tazia da
sua adopr.m una queslao de governo. e que em cao
de rever, entrara e seguira oulro caminho. He urna
verdadeira ameac de" golpe de eslado ^ue produxie
mui grande emocto, e ae prolesla geralraenla con-
tra a applicacao do novo eslalulo em lodo reino, in-
clusive o Schleswi, Uolslein e l.ouombourg, parle
integrante da confederarlo germnica.
Por oulro lado a queslo do pedagio do Sund se
complica com prelences e resistencia do Esta-
das-Unido da America. O principio da liberdade
- > ii
u
leTP!-,
que Monlpensier o teu profundo desprazir e o da rai-
nh por occasiao de semelhante passo : os documen-
to* relativos a este negocio serao communicados as
crtetes te ellas o exigirem.
Ultimas noticiat de Franra.
Um acontecimento mu grave se passou mui re-
ceutemeute em Angers. Operarios ardosiarios n-
ilttavara nm movimenlo socialista e demaggico que
linha por lim entregar a cidade ao saque, 'escolhe-
iara a noile de 26 para 27 de agosto. A auloridade
advertida em lempo preudeu grande parte dos amo-
tinadores, armados do espingardas, de chucos, de
machados, da pistolas, bengalas, espada, etc. 0
tribunal de Angers t evocou o coohecimenlo deste
negocio, em cuja instruccao se procede sem inler-
"PCSo- G. M.
LISBOA.
ti .le selembro.
Vamos eXpr um aconlecmeuto, que senAo fosse
a venerarao do acto, a santidade do assumpto, e a
solemnidade com que se proceden, paseana dea-
percebido ; mai, assumio proporrf.es taes, tanto es-
trondo foi, que veio a sr um verdadeiro evento.
Celebrou-se a 19 de agnttu na paroehial igreja de
S. Domingos o dogma da Immacutada Cunceirao
com loda a m iguilicencia, concorreu gente immen-
sa e escnlluda, de maneira que aquelle vasto templo
eslava colmado', reunindo assim um auditorio dig-
no e capaz de apreciar como se presta a arte no cul-
to do Dos vivo.
A' larde houve procissto, a qqe concorram as ir-
maudades do Sanlis-imo das outras freguezias, em
grande numero, e compostas do mesmo modo de
pestoa* notaveis, e a mullida., allluia com o ca-
lamento qoe se requer ; S. Exc. o nuncio levava a
custodia ; a piedosa ceremouia deu um curto gyro
pela nas mais prximas di igreja, desemboeou
no Rociu pela do Amparo, e recolheu-se com a
mesma ordem e- gravidade.
Urna guarda de honra em grande uniforme com
a competente banda de msica fechara o acurapu-
uliaraeulo. Nem fallaran) os anjos vestido a hra-
sileira, que eslao aqui muilo em voga, e merecen),
pelo donaire especialissimo que sabem dar as ves-
tiduras .lestes symbolos dos coros celeste ; e mais
haveria que imitar, pois ease povo illuslre lem o
quer que de origin d, um hrilho to singular na ce-
lehrarao do culto, como anda uto vimos. E de
feito assim havia de acontecer, que os seus felizes
lustrarlo., as suas largas aapiracOss, ludo nelle d
a entender que he no Brasil que se ha de consum-
mar a epopsa sol-americana. Yodemos ao nosso
proposilo.
Ale aqu demos noticia da festa ; mas parte da
mesma, que nos preoecupa he o sermto.
_ Conseguirn os festeiroa que viesse Lisboa um
dislincto professor de (heologia da (Jniversidade de
Coimbra. o Kvin. padre Rodrigues, o qusl subi ao
pulpito com as insignias do doutorado usadas na
queda corporacto ; a novdade da lembranc i, a al-
teza do ihema sobre que tinhn de orar, e de mais
a mais o serm.lo que pregara na vespera em honra
dos sanios, Oragos da mesma igreja, desperlaram
cunesidade e.levor.lo publica ; os que ja o tinham
niiviJo quizeram de ovo eseula-lo, e os outro atra-
hidos pela* inforniaroes acudiram ; a coiicurreiiri.T,
pois, era brilhanle e mesmo prevenida. O orador
appareceu e foi bem succedido 'na sua predica :
joruaes eucheram-no de elogios ; mas diga-se
abono da verda.le. pela maior parle emphaticosj
Dia depois a Reeolurao de Setembro Irouxe'
lome um extenso jui/o critico do Sr. Tullio, no
qual avaliava as quali.lades e os defeilos do repei-
lavcl cathedralico, e se na apreciaran moslrnu-se
evero, releva dizer que manteve inletreza, nem se
esquecea do que mais convinha para fuer juslica
ao mrito docolendisaimn orador, como mui bem
o distingue, e nos abundamos no merecido opillo ;
o artigo encerr muito boa doulrina da oratoria, e
excedente sueco da parenetvea em particular. Eu-
lri as reflexOes do Sr. Tullio vym orna que apun-
taremos por ter provocado observares em um oolro
artigo (que lamliem appareceu no mermo jorpal, e
foi o eslar no pulpito urna estante, onde o Sr. Ro-
drigues pozera o papel dos seo aponlamenlos; o
Sr. Tullio nota de mo elTeilo esta circumstancia,
que fazia crer ao amillono, que o pregador Iraxia
o aermto escriplo ; o segundo artigo quifalludi-
mo declara quo a dita estante fura posta por ordem
da irm,an.lade, obsequiosamente, e nao por pedido
do reverendo pregador, e vai assim tratando de de-
fende-lo das argumenlaeoes criticas, fazendo tam-
bera gala de erudicto. a
Em summa, he a critica d. critica do Sr. Tullio,
o artigo que vem na Reeoluco com aS fniciaes Dr.
M. Indicaremos, pnrem, nesta noticia um ponto
que nos tocou : o eximio profesor no sermto de
que nos oceupamos trovejou contra a philosophia
allemaa.no seu entender alias digno de toda a con-
siderarao. doulrina subversiva, e origen) demudas
ideas disparatadas e suggestoes que se tem propalado
no seio do chrittianismo.
O Sr. Tullio moslra no eu artigo que nao ha i
lemer tanto, o Dr. M. diz, que contra esle nao
podem nem a porta do inferno, salva arpolemi-
ca, neste sentido tto coqfonAes.
A philosophia adema lera e ter muilos admira-
dora inconsiderados, bem como detractore cern-
irlo ; o que acontece cora todas s ideas de recente
data ; discpulos cegos e apaixona.ln* que se desvai-
rn) no ardor da controversia ponto de exagera-
ren! e al Irasntornarem os pensamenlo dos mes-
ares ; alguns desviando-se da doulrina, servem-se
dos apotegmas della para firmar esse conceilus er-
rneos qae lano atsustam as almas piedosa i ater-
rara os tmidos, engorgitam os tibios, e laucara no
indifferenlismo a muilos.
Nio ha duvida nenhuma, que he pira lastimar
semelhanle* aberraca*, e as perigoa consequen-
cias a que dto lugar ; todava convem n.lo esquecer
que as opiniOos dos pensadores allemtes tem fo-
mentado elocubracoes fnneslas, a mesmo se elle
emillram nocOas aveytureiras, presentando como
principios inconcustos os dados da suas cogitacoe,
nao tem faltado homi'ns eminentes para os com-
baler, e diga-se, pa propria Allemanha ; tonga e-
ria esla bistorir se aventassemo nesta occasiao ;
fallecem-no forja e mais condicOe para tamaita
empreza ; contentamo-no somonte com dizer qne
o falsos aponluados do racionalismo alloman nto
abalaran nunca o- provados na f, ese alguns os-
lantes de deslenlo tem havido, nao lem feito mais
do que retempexar n lelo, pastada a ligeira nu-
vem, repeinando com mai vigor anda ; e a igreja
que he militante por ndole sliir Iriamphanle da
Iota. E o racionalismo candando- dos seus des-
varios curvar-se-ha confundido e penitente ; depois
da lormeuta vem o hora lempo, e a tempesta.le
que alaga os campos, devasta ludo, succede urna
quadra ridentissima e esperanzosas messes. A mar-
cha do homem na Ierra he sempre assim de traven-
co em Ira va neo, nada consegue nemadquire sendo
com dor.
A desesperadlo he um triste deleito, mal vai
aquelle que sef acomeda com a indignacto. e go-
verna-se petas influirles da colera, que natural-
mente esta provocando o espectculo affiiclivo do
mal; causa lalvez de mullas theorias viciosas, sob
os uttropris de um linguagem pomposa, e o encan-
to de promessas engaadoras que tem engodado os
Traeos e inexpertos.
Estamos bem longe, confessamo-lo. llenan arre-
dilar num cerlo fundo de boas intenees que reina
nesses ivstemas, mas o vacuo que deixam no espiri-
to, faz ver que seos autor delenibraram-se dequto
misteriosa he esta crealura qoe sa chama ho-
mem.
S nma discussao illiislraila pode obviar os in-
convenientes que dal resudara, sendo os principie
pensadores da decantada philosophia allemaa com-
pulsado mai de espac.., e nto H a Hender simples-
mente as exagerarnos de discpulos e sectarios le-
visnos, e malaviudos ja no vai-vem de disputas
inconsequeule.
Agora no* lembra ; um dos ponlos em que in-
siste mai a critica do Sr. Tullio, ha o accionado
do illuttra* plegador ; na opiniao do articulista he
predicado que falla de lodo no orador em queslo
e fora itlo ad.lui os seus conceilus ate com appara-
lo, buscando exemplo na tribuna.' Pela nosta par-
le encerramos estas milicia, observando com dis-
plicencia, que.nan convinha a dignidade da igreja
allercaees sementantes em que sa mistura o sa-
grado com o pror.1110, estas compararle mal-
cabiila do pulpito e da tribuna. >o templo
ludo deve ser austero ; l nto se vai admi-
rar, sent edificar, nao se aponan controversias,
d-*e testimuiihotla verdide recolhem-se os sen-
tidos para fuuccionar o espirito, apuraodo-o na
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNANBUGO.
PARA IIIIIA
26 de setembro.
I na viagem, lendo por nico fim abixar um cir-
culo, ou mesmo tres quarlos delle, me Tez cahir em
Talla de noticias para com Vmc. ; mas antes qne
caia em rommiito. e perca meo Toro, que muito
me honrara, de eu correspondente, apresso-me em
continuar met mister, comecando por dar-lhe no-
ticiasde rainha pobre indivi Inalidade.
Fui, e voltei com sade, lenhn esperanca de ar-
ranjar-me, bem no centro de urna rirruuiferencia ;
aasim como estou aasombrado com o extraordinario
numero de prelcndenles, e cada qual mais cheio de
probabi lidades, que surgiram voz dos circulo.
A ecca, que j vi-e fazendo enlir no interior,
me nto permillio que me demoraste por alli gozan-
do o are puro do nosso tent ; mas nto lem ella
podido diminuir a agitacto causada pela proximi-
dad! da eleirio senatorial, e lei das incompatibilida-
des. Escuso dizer-lhe, que ainda quando esta pro-
vincia houve**e de Tornecer um qdarlo do senado,
linhamos candidatos de tobrji. Qual ser delle o
que lem de lamentar a dura sorle .
Eis o que Ihe nto posso dizer, e ata o Taris por
mais arrojado qoe eu fosse na grande arle das dedc-
eles...
Que todos, menos tres, lito de ficar. comigo, no
ficuteral, sei en, e qualquer estpido ; mas quaes
sejam ostras felizes, e des-es qual o felicissimo, di-
ga-o qoem nto leme ficar assim com cara de candi-
dato logrado, que, segundo me afflrma um amigo,
he a cara que menos so assemelha a esse indispeusa-
vel traste da humanidade.
Asaliibridadecontina sem alteraran ; mas, ape-
zar das quarentenas,' desinfecres, lazaretos e quan-
to embarazo a medicina tem ilc-.cnborlo para por
embargo ao cholera, ha mulla geulede clicas, eeu
rerlamenle nto sou dos que tenho menos, em segre-
do Ih'o digo. *
Chegararc os nos-os depulados Dn. Francisco de
Assis Pereira Rocha, Jos da Costa Machado e l.in-
dolpho Jos Correia das Neves, com sade, ao que
parece, e depois da qnarenlena de 8 dias. eotraram
na at*oriarto parahibana. Creio que nto tivenm
razOesdequeixai dos 8 dias qne passaram pela Ret-
tinga. .
Chegou (ambem o lente coronel Ernesto Para-
hibano, para commaudar o roeio batalhao provi-
sorio.
I.ouvado Dos, j os Parahibanos vao lendo algu-
ma prestabilidade ollirial. O commenda.tor Frede-
rico de Almeida e Albuquerque est nomeado pre-
sidente do Piauhy, o lente coronel Ernesto, com-
mandanle do meio balalhao ; JoscGuicalve de Me-
deiros, chefe de secca.i da Ihesonraria de Sergipe; o
brigadeiro Sergio, inspector das (ropas ; dous Para-
hibanos foram despachados juizes de direito, e un
poucos juizes raumeipaes. ,
Anda aqui o actor Rezerra querendo arrpnjar i
vinda de urna companhia dramtica deasa provincia;
mas parece-rae que a occa*ito he inopporluna.
Cnnlinuam 19 preces por causa da epidemia, e j
foram feitas as qoe delerminou S. Exc. Rvm.>, mas
conliniiam as que a piedade lem lembrado em ou-
Iras igrejas.
Chegou hantem o Paran, do sol, c deixou-nns
maravilhados com as noticias, qae nos Irouxe ; as-
sim como com obra par largo lempo os conjecturis-
ta*. Corra noticia vaga dessa provincia, que oExm.
Paes Brrelo era removido desla provincia para o
Cear ; mas reco*avamos cre-la, porque, lauto os
depulados ebegados .lavara certeza da vinda da S.
Exc, como mesmo S. Exc. escrevera a seos amigos,
dando-lhe essa certeza ; o Paran, porm, veio de-
sengaar-nos. a
Muitas pessoas sentirn aquella mudanca, princi-
palmente nto sabendo, por conhecimenlo, qaera sa-
jasen successor.
Damos os emhoras ao Cearentex, pela escolha da-
quelle illoslrado e digno cidadto fiara dirijir os des-
linos de sua provincia.
1 ambem felicitamos ao Piauhy, pela nomeacto do
digno commendador Freitenco. Honesto, perfeilo
cavallriro, prudente, e de juizo recto sem duvida que
elle engrandecer, quanto Ihe f.'.r pussivel, a provin-
cia qoe Ihe fo confiada.
Ou.inlo a mira elle faz notavel sacrilcio aceitando
aquella commasso, principalmente agora, que lem
de promover a sua eleirao senatorial.
Dos queira que sua ausencia do campo da lula
nto faca alrouxar seus amigos, e encorajar os oulros
Ipretendentes. *-
Tendo dado embnn* as mais provincias pela
nieara. dedeos presidente-.quera nos dar pela do
dosso. le de presumir que sej pessoa digna, e
honesW ; mas, desronhecendo a provincia, chegaem
nma crise eleiloral, qoe l|e emharae,osa ainda aquel-
je, que conhecem b terreno, em que piam; e por
isso rauita paudencia he mister a S. Exc, Estando
quasi dissipadas, lalvez o possa dizer lolalmeote, as
desavengas mesquiuhas, que nos lugares pequeos
crearan oulr'ora as quesle* polticas, parece sem
duvida hoje muilo mais Tacl urna eleicio ; mas eu
temo asss, qoe, nto estando bem cicalrisada aquef-
las chagas, se reabram na lula nleres-es indivi-
duaes de tal monta, como ama cadera no senado ; e
entjo s urna grande prudencia, um creseido lino
administrativo, poderto modificar os males dahi re-
sullaoles, fazendo enfraquecer a vehemencia da
lula.
Alguem quer persnadir-se, que es*a inexperada
mudanra de presidente, lenha por fim alguma im-
pn-irao eleiloral ; mas, sera duvida, urna tal idea be
fillia de algum nimiamente desconfiado ; pois nao
vejo rates para que o governo queira crear-nos
maiores difliculdades, aogmenlando n numera dos
candidatos.
Parece, que a provincia, confiada na liberdade
eleiloral preconisada. e da qual j tem gozado, nao
recebera de bom grado urna impsolo actualmente.
Seja, porm, como fr, eu sou praea mora, e nto
tend sido qualificado, nada tenho que ver em tal
queslto.
Occorre-me um afazer, pelo que nao posso ser
maisextenso.
Sade e patacos Ihe desejo ; e queira recommen-
dar-me ao seu correspondente de Ipojuca.
goto tendo ecrupur*o e lalvez que couheceudoja o
;onjo, reipondea-lhe que nto a allanciria em
quanto nto Ihe apresentasse orna- caria de eu pai I
em que esle confesante ser teu eteravo de caja
venda se tratava.
F'>uc',to Florencio porm, useiro e viseiro em .
treta e nto dea-logo por vencido, deixou passar
lanos das qonnlo eram ufflcieole para ler ido i
Parahiba e de novo appweeeo em ce.a de Fragoso
con urna caria falsa asignada com firma do pai,
vista do que Fragoso niahurria davida mais poz
mservir-lhi d fiador, concomodo assim sem o
Mber para quii floreneio realiatse mais esla liVrt
ronsafrao. S4VVte. os fado. qQ, 0 conduiiram
barra do Inbunal e qua deram materia para a pro-
moloria ronsidera-lo incorao em qualro crimes a sa-
ber : omj furto, dous utilliooalo e urna' falsi-
dade,
Nto Miando o ro escoddo com pjolecco de
um advogado, o Dr. Oiiveira Maciel houve por. bem
ornear ao Dr. Freir para Iratar da de'fexa do mis-
mo. Milhor nto podi ter a iscolha, o Dr. I- reir
era o decano dos advogado preseatei, delle mai do
qua de qualquer oulro te devia esperar ama defexa
que corresponde a urgencia e s difiiculdadi do
proceaso.
Nao poderaos deixar de fazer urna refiexao que se
nos suggeri por esla occasiao : a s niedade deve
inoilas garanda* a todos o* sena membro* ; porm,
maiores garandes, orna proleccto mais especial dive
ella aquellas qoe por sua miseria necossitaqi dos hoc-
rorros da auloridade, sendo assim ato sabemos qual
a razao porque nao ha om advogado qae, pago pelo
governo, lenha a inissao especiil de defender os
'losvahdosarCoiivencidos desla necessidade Talemos
votos para que se realiae o mai breve que for pos- '
sivel o pensamenlo do senbor denotado Josliniano
Rocha.
Encelados o debales o Dr. promotor procuro
mostrar a existencia dos qualro crimes servindo-*c
para islo da confitsto do ecravo, dos dons papis
le venda passidos e assignsdos galo r, e da carta
fal.a por esle forjada, e anda mais do depoimeiilo
de duas (eitemunhas qae as*e.eravam ler visto ama
caria esrripla por Florencio a seus pait, oa qual
coiire*va-lhei o seu crime e pedla-lhes qae o vies-
sem livrar dat amargura/ de tuna pristo ; a eon-
clnio observando que tendo pedido ao libello em fa-
vor do reo a circumstancia attauuanle da menorida-
de, agn reformava este seu proeedimento por isso
que a physionoraia do reo revelava ter elle muilo
mais de vinle e um annos. Fallando par sua vez o
Dr. Freir censurou a facilidad! com qua se impu-
lava um pobre homem tantos crimes que serem
reconhecidos pelo jury, pequeaa seria i soa vid
para cumplir as penas qoe Ihe fosssm imposl
,tou com tto negras cores o defeitos existentes no
processe, que se assim fosse seria elle i
cenca de seu rlienle como o poco dn abysmo de qae
S. loto vio ubir um fumo que obset
sabir gafauhnios quedevastavam a trra.
Depois desles geraes a que se soecorri ledo advo-
gado qae ofende m>s causas, o nas.n |>r. conloo
urna historieta em favor de seu cliente procurando
convencer aos juizes deque a reo nao furtra o es-
rravo ; porm, que este querendo mudar de senhor
Ihe pedir que procurasse-lhe um ulr>, tan
de que o reo se enearregou promptaruenle ;
esc.palorio Apreciou convenientemente o proee-
dimento da promotoria era melificar o libido, <
que nem sempre a physionomia ara fiel es
ida.le do homem, por isso qoe podia dar-so ci-cks-
tdncias qne mai ou menos retardassem a marcha
de seu dewnvnlvimenlo physico, citando como exem-
plo um seo collega rujo nome uomeoa) qae nluobs-
lanle estar nu vigor da idade achava-i
complelaraanle calvo. Nunca esperamos que o Dr.
Freir para defender o seu cliente '.rpozesse ao sol a
caira de um advogado S. S. canlinuoo mostrando
o uenhum valor da confis*to doescravo qne teg
suas ptopriasexpressoai: negro, negro crioulo,
piie sua mat, devia necessariamenle inventar ni
hi-toria que o livrasse da surra qoe o agnardava

PERNAHBUCO.
REPARTigAO DA POLICA
Parte do dia 2 de oulubro.
Illm. Exro. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que da* diflerentes participarles rioje recebidas
nesl repartir.) consta terem tido presos :
Pela delegada do primeiro dislriclo deste termo,
Antonio Francisco Pae Jnior, por a achar con-
demnado pelo jury da cidade de Macei a um anno
de pristo e mulla correspondente a melade do
lempo.
Pela subdelegada da Ireguezia do ReciTe, Seve-
rino Francisco Moreira o a prcta Marianna, esta
requerimenlo de tul senhora, e aquelle por detor-
dem, Maria Francisca da Conceirao, por desobe-
dieucis.
Pela subdelegacia da Trague/ia de Sanio Antonio,
o t.reto Ponciano, a requerimentn do senhor.
E pela subdelegacia da freguezia da Roa Vila,
Veridiana Francisca de Albuquerque, por desobe-
diencia.
O commandanle do corpo de policia refere na sua
parle diaria (le hoje. que pela palrulha do dislriclo
de Fora de Porta Ihe fura participado haver coad-
juvad > a um inspector na pristo de um individuo
pescador, cujo oomese iguora, que se eslava cora-
manirando cora o vapor que se acha.era qnaren-
lena.
Communicou-me o subdelegado da freguezia de
Santo Antonio em ofllcio desta dala, que honlem
pelas 7 horas da noite, Tallecer repentinamente Es-
tanislao da Cosa Ferreira. official de nlfaiate, mora-
dor uo bieco do Padre, sendo a morle prodozida por
urna congeatto cerebral, segundo a opinito dos fa-
cultativos que procedern) a complanle vestoria.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambueo de oulubro de I855-lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo.
presidente da provincia.O chefe de policia. t;
Carloi de Poica Teixeira.
COMflHDOS
REVISTA JUDICIARIA.
Jurg do Ricife.
IV.
I n-portante foi o julgamento que Uve lugar no
dia 6. O iiomero de crimes de que eia arcusado o
reo, os interesse- por elle ollendidos, o prestigio que
ama longa pralica dava ao eu advogado, ludo con-
curren pra dispertar a aliento dos asisten-
tes.
O roo Francisco Florencio Pereira da Silva mo-
irava ter da idade ponco mai ou menos vinte e seis
auno, sendo natural da provincia da Paraloba onde
loman a raaolucao de alliviar nm senhor__leenge-
de
Suspendamos porem a digrestio em qae isaue e
volterao ao aaaomplo.
-V juslica publica aecusa Domingos Lins de ter!
jurado film no processo qae se formou a um tal
Braodto Cordeiro por ler osle sublrahido urna caria
do correio, dentro da qual ia nm bilhele da lotetia
premiado cosh-doos coulos de'ri. Nesse l-
menlo acensado de also afllrmou o roo que no illa
em que se diz er subtrahid a tal carta BranJto
e-livera em sua caa desde as oito hora ira mai
e della nao sahira tent tarde, ao passo que do
nonio tomado na repartiera conlava_qne elle nto1
fallara nesse dia e exercera seu lugar, sendo vista,
por diverso em pregados.
O Dr. promotor publico esforjou-se com oods ar-
gumentos e provas do* autos para persuadir ao jurx
que com efleilo o reo havia conunettido o crime de
perjurio e como tal devii ser condemnado no maxi-
ilo arl. 1(i9egunda ptrte, por e ler dado a cir-
cumstancia ggraiaiiledo l dotrl. Ii.
Julgamos que S. S. preenchiu satisfactoriamente
as suas funcroes, menos na parle era que podio a
mencionada circumstancia aggravanle, porque
suppnmos frivolo nem reprovado o motivo di
vrar um amigo do solTrimeulo de una pena que
lano mal Ihe poderia acarrelar ; e esse parece ler
sido o pensamenlo do legislador quando distingui o
perjorio para absolver do que he commettido
condemnar cuja pena como mui bem sabesS. S. 14
de gales perpetuas no mximo quando perjurio
liver por fim a condemnacjlo do reo em causa capi-
lal, a pristo cora Irabalho por tres a nove annos-e
de multa correspondente melade du lempo quan-
do for para a cnndemnaeio em caus nto capila!
passo que quando o crime liver por fim a abtolvi
do reo era a pena de dous metes a dous annos
pnaao e de mulla corretpondenle a melade do
lempo.
Estamos longo de offender n toscoplibilidade do
Sr. Dr. promotor enja habilidade somos o primerro
a raonhecr. mas nao nos podemos loriar ac dese-
jo de diier duas palavra a respeilo dassa circumt-
lancia do i> i, qoe segundo limos notado he o cha-
rao deaue se serven os promotores para exigirem
em seas huellos o mximo das pena, em mudas
veies coubecerem os motivos que impedirn! a pra*
tirar fados criminlos aos infeliz que rliegam a
senlar-c uo banco delailivel.
Desojramos que semelhanle circuimlincia fosea
mencionada unicamenle quando te achasse prvida
quanilu o motivo fosee conhecido porque s dea-
l'arle seria poasivel qmlilica-lo. Nto somos singu-
lares nessa opinito e ja a vimos mui bem' elucidada
pelo Dr. Carvalho no primeiro, julgamento desta
essto. Vollemn porem, de aovo ao vot-jo as-
sumpto.
O advogido do reo foi o Dr, Teixeira que defen-
deu convenientemente o seu cliente dando diversa
abo do oneroto fardo de um escravo, conduiindo-o I interprtlaciu di que deu a p'romotpria segunda
pare oianna, e ahivendendo-opeliqoanlia de du-t P*r.le do'arl. f9 do cdigo penal, e procurando
zentos e cincoeota ou Irezentos mil ri, se no* nto apa.iriuhar a ua opiniao com a> leitora da alguns
engaamos ; pastados di* porm adiando qui fri' pedacosde Chaviau, xu quer qoe o perjurio s
diminua a paga astentou iloii para si que o negocio eonsMa no falso ilisoimenlos proferiilo no jory
eslava nudo, nto obstante j eslar asignado o papel' "lue ! de venda e paga a compleme sizo. 0 novo homem eomo nu <*"> qe sa trata
[VCiinmn riinniiminn
sem tomar o incommoda de restituir o dinheiro
primeiro comprador conduzio o escravo de Goianna
para esta cidade, e aqui procarou-lhe nosso senhor;
nio ichando porm' quem qoizesse com elle cohlra-
lar por isso que ninguem u condeca, prornrou no
uegociante Joao Baptila Fragoso para qoe este eo-
mo amigo de nu pai o aliaucaaae para com aqoellas
pessoas qae quiessam entrar em negociarlo. Fra-
*" -ai-
>
Nulamo porem qae S. S. foi alguma cous cxlen-
so em ua leitura ; eoncordaaios em que nm advo-
gado novo lenha mnitaS veze* necessidade de dar as
sais paiavras o peso da anloridade dos iBMlres da
sctencia, e ua.i sera por isso que censuraremos a al-
guem, censuravel he o proeedimento daquelles qoe
fiado em ser procecio..improvisam^ui)niBis e axio-
mas, attribuindo-os i autores qne sarnca o profes-
<^
, y'i
ifasa de seu senhor, econcloio procuran.I., con ^^^
os juizes que o reo t eslava inrum em om esle I io-
nalo, e no art. 1(02 do cod. pan.
Tuilo o seu discurso foi matiza
gracejos e aguda pilheriat que^^H
lim arredar da verdadeira .diacussae i
tor. que naVj obstante s ler de idade
quantos tto os da pralica forense do Sr.
todava respondeu-lhe cabalmente, refalando n
tos de seu* argumentos e|mo*traado nessa orrasillo
ler bstanle coubecimenlo da ciencia dos Becca-
ria, Rossis, ef religua.
Na (replica o patrono do reo insisti em a'gmH
dos argumentos ja apreseptados; analysou o
poimenlo das testemanhas que sir.
Klorencio dirigir a seos pais, fez algumas ret
a reapeito, invocando em sen apoio es man
I Ipiano ; procuran destruir todo o valor que a
promotoria dava tal carta, drzeudo qoe se i
ma coma provav talla era por cerlo o pouco espi-
rito di Florencio a boa f com qae illa *e honre.
Parece-no que sent eslivessemos em om ll-
era que cila-se iceordo de relaeees com i uto-
ridade dn novedas oa da bazilicas, pvece-najk
diHaW*, qoe o Dr. Freir pedira que se fizeste o
qnesilo : o se o reo linha commettido o erime
i'OPbecimeulo do mal e inten;ao de o pralica
lano e (aoto se moslrava lile convencido da inno-
cencia de sea ciienle. S. S. termiiiou presentan-
do urna certidto qoe moslrava ser oxeo menor de
vinle e um anno, porem eximinando-a o Dr. pro-
ra.dor achou-a adulterada.
O jury querendo roa formar-te com o precedo das
sagradas ledra* n* ufait exctttitamenle J-
to negu o forlo e condeinuou o reo no grao roi-
nimo ilo antro crimes da que era aeeusade.
Nao podemos deixar de dizer que semelhanle pe-
na foi ommamente diminuta em relicto critrii-
ualidade do roo, e qae a benignidade levada a este
ponto pode ser summamenle pi
I-. Para semelhante resollado muilo concorreram
o esfyxcos materia. ,
No dia 10 foi o banco dos roes oeenpado por
mingos Lins de Albuquerque, que representa ter
uns trinta e dous a Irinla a qoatro auiioa, de phv-
sionomia sena e grave, lrjav ileceulemenle,
va de oculos e pareca abatido peraute i
que ia jolga-lo; o erime desque era acensado con- '
traiUxa 'com a sisudez que se Ihe observa va, a qnul
n.lo pareca affeclaria.
Tendo sido ja urna vei absolvi.lo pelo jurx
seu processo lubmellido a i.ovojulgaoM
cuto da rtheto do dislriclo; maaf
sendo processado ha tres para qualro annos. ago-
ra possa ser julgado segunda
lodo esse lempo cem os intignifia
urna pronuncia que nada n os imr
Isbo de criminoso.
Consta-nos que oas mesmas circumstancia se
acliam mais de cem individuos, cijos proces-
crimes que admittem llanca existem entregue m
man completo olvido, per nto qoererem as. Sr.
juizes de direito abrir seseos exlraordiuariaTcomo
determina a lei. Adiarais qne desta omisiao r
lam graves inconveniente, uto sopara os pro
ciados nesses crimes, como tambe
que lem de soflrer a prescripeto d.
correndo.


s
E
sararo ; cunvem forem qoe lemelhaiites leituras du-
rem o miim lemiio que for puasivel.
Allegou wkis o drogado em favor de seo clien-
te que sendo o pe jurlo pira absolvigao de um i nao-,
cenle contra toda as presumpgrs dedireiln nao pa>-
dia ser elle cnndemnado lendo sido Brandad duas
vexes absolvido pelo jary ; opinia e<*a -u-lontada
na excellenle obra do Sr. Dr. Mendes da Conlia.
Alem di'stes, oulros argumentos se rteram da parte
da defea para innocentar o reo. qoe efleclivameo-
te fui julgado innocente na opiniao de nove juiace,
ido apenas tn emperrados que queriam que
tingos Lius folia mais anorte em seos depoimen-
los, visto cuino asli.ndealse oito pr..va cooi o ar neve-
ro c carrancudo e que Jurar falso em joizo momo
em favor de algn amigo nao he runa brincadora.
Observa-se com 'ffeilo qne entre os diversos jul-
fiaraentos que se proferido em crinm de perjurio. _E onde achara
razAo (Halo '.' ser jorque sao ellos raro f nflo o cro-
mo* carlnmeole ; il pelo estado de desmoralisagAo
em qne vivemos, nada ha mais fcil e que cont
mais impuniila.il-1 o que jurar falso. talo que
* proruoloria publica fosse incaiKavrl em -vedicar
crime* dessa nalurdia que formigam em qnasi todos
os procesaos ; e que aquclles tres saciarlos de Epa-
minond.H, entrando nenies julgaraenlut adquirissem
pruselytos, porque iu aesim leriamos teileinuuhas
verdadelras e jalgrroanlos IiIYum dajmtiga.
{Continuarse-ka.)
O juii municipal (ir Nasarelh. e o inplicavel cor-
respondaole do Itnral o. mi.
II
Javera otquecer promessas : na bstanle
ios entretenaos com o impertinente
ador do Dr. Hoscoso da Veiga Pessoa, compre
a duas patarras a vista di sua nova pro-
ilucgAo.qoe vira a la depois de nmn lunga quaren-
estamos cartn qu atlas nao farAo que o obs-
tinado correspondan* E. A. 0. ampie carreira<
es que se acoquinara a injuriar evem ler boa
ingoe trio para ouvirem as respuslas,
nesmo quanilo sejam duras.
s de mular mullo esfurgo de observado e
o conliecimeiilo do alvo a que
adunia B. A. por quanlu, cn-
ate que i>3o parlilharao* a dou-
i vJ conslaulemeiite na uioridi-
e'la saje, inimigos da paz publica.
aboso e da corrupto. Con-
i qt toldamos eempre do aoeusador-que
ubhco, despido de solidas provas,
ca ile marear a reputaran de>eu*du-
i Mia mcliior premuuir-se antes
sos, revestindo-se de bstanle
sabilisar o abusador. Sobejos sao
ara quolidianameule a nossa i ra-
les, de injurias apar da mais re-
mada maldsde.
rimeiru artigo, depois de palentear-
virolonciacwu que se apresen-
so o nnplacavfl E. A. O. demnstra-
lo feia -dootrina, lizenios ver
abaudonar o terreno em que elle
alo, a desde logo condemna lo pela
devida aojuiz nsuuicipal de Sa-
a Vaina Pessoa. Pedimos qua o
lomasse lento, para se nao empe-
impruilenle. que ao depois nao po-
e lamban o quanlo coiiviria ilar a
la venia ao mrito, desvanecendu-e a calumnia
a qu lodo entrassse em seas devidos
Entretanto que reapparece com ara* de im-
iidade, que pnucu u nada lite quadram. ni-
lges contrarias, desfigura o sesHido em
lrago, e desl'arte procura ( de-
publico a veracidade de uas lor-
atnnuar a virulencia do seu eslylo!
muito abusar da paciencia e cri-
ij a premtsn que nos fez o cor-
. O. de mistura em continuas de-
njuriai provas, provas, rugimos nos,
Qsdsuro ao Dr. M. da Veiga Pessoa,
escmpenlto dea deveres do lioiuem para
edade, quer no eierekio das funeges pu-
ns lite lioiiaitameule exerce; nada mais jus-
^Bnun raxoavet.
que responder a notsas acrimonio-
0 que fez o genio frtil do virulento
site que lia pedeo h-.via eslampado com
a, una hurrivel eatilinaria, aancan-
nidti de irrefrsgaveis documentos,
rcilo de carias, para pruvar a
das da estada contados no processu do
bees da fallecida O. Atina Francisca
Araojo l'ereira, quaudo apenas se con-
Ira alguinas oras.
a revi la-nos um faci horroroso a al
^Be espantoso, que manifesla ale a
1 > tendencias criminosas do r.
Od e qualquer impresso que por
I causado a aquelles qua leram o
I qoi aoreseotamus a cerudao exlra-
acirlsrio, que nos fora franqueada
migo, onde se manifest a Upa
^^ada foro de 5 dase nao de 6a-
.osanianle dixem as cartas, eilurqei-
salie!) por rallares promessas. Ellas
mod( algom por em duvida a fe pu-
le de ara documento ollicial.
e menos ainda innlil isa-lo, para qoe Iriumplie a ic-
Por ouiro lado, nAo he pos-
variedad) das objeclos, sua importancia,
^H como am paria se ve da
bate relacionado em lao limitado
Inverosmil, e loucura tara acre-
Isrlil genio do correspondente E.
i, nutras provas, com que alimente
^^Vlttema une de>euvolva com
mais felicidade seus Ulcnlo. iffn. a prava por elle
nada sibiltica, apenas revea o despeilp
de am orgaltio ofJendido, e de injuriar a todo Iranse
ix municipal.de Nazaralli ; baldado
esfor?*.
lio resto, oque Invenios dito mais qne muilo re-
n sido injusto e descomedido o cor-
i liltral em toas aggressoes, e tam-
moi com extremos, guiando-m.-
iQ*s de nossa consciencia e
oda ligo desmentido, que fa-
, actual juix municipal de Na-
awsa e oiga o Julio.
o Augusto Cavaloanli de Albu-
m de seu direito precisa que V. S.,
crivao de orpbaos Mello, revendo o
se p-ocedeu nesse juizo, por fslleci-
I). Auna Francisca de gueiruz Araujo
llier qie foi da Jos da Cosa Araujo
'ereira, propietario do engenho Jnndi, Ihc cer-
do 1 respectivos termos : primeira
juse ua factura do mesmo inventa-
> qoantoa das foram coulados pelo
: lerceiro quanlo inonluu o lo-
n (ue bees, sua ualareza. e qoali-
aluienle, se houteram declarares
i importancia : cuj*s certides de-
nudo que Caca fe : pelo que
Itm. Sr. Dr. juizdo orpbaos desle
DIARIO OE PEIIII|IMICO QUARTA FE1RA 3 O OUTUBRO D i855
dahi o acompanhiram al soa cara, onde dorante | Se pode, de qaando o far ? Da poste nao con.tilai-
tOdo o da fm eoroprimenlado por lodos es dema|a da por juramento, visto como este nao existi? Tal-
seus amigos, reaidenles nesla villa ; meia hora da
pois lia sua chegada a banda de msica do balalhan
da guarda nacional desla villa apresenloo-se em
frente de sua casa, ende tocn variadas pecas ; e
de'varios pontos desla villa suhism ao ar qnanlida-
des de fogot. Estes fados alem de ouiro signaes
vez do juramento de Amanuense, onde 2. Escrip-
lurarki! 1 Na peosavamos que sobre tal poni po-
desse mover-se a menor dnvida ; mas ISo frtil he o
espirito humano que essas pelagras, que ahi icSo
transcriptas, foram socepfivals de interpretaron
.identifica*, e de intelli//enras de doulorei. cansa
bem expresivos de eslima e consideraco, lem sido, de qne lano se arreclou a'lei de 22 de dezembro da
presenciados e Mbidos por lodo, os moradores des- 1761 li:. 2. S 23.
la comarca, e mjo nao lem sido lavados ao domi Felismenle porem o decreto n. ifB de 30 de no-
nio da provincia por meio da imprensa he poi a is-
sv lar obstado o noaso amigo, porm hoje o faxemos
urgidos pela necessidade de fazer desapparecer cer-
tas polndaa haforadas levantadas de um charco in-
mundo existente nesU capital, cnjos miasmas nSo
lem deixado de chegar at a esta villa e alimentar
a existr-ucia de eerlos vermes, que nada respeilado
indo invadem, ainda que enconlrem em seu caml-
,iho maleficn urna digna marte.
Sim.com to dignos gladiadores nao entramos em
cmbale, nSo queremos a vicloria, deixamos-llies o
caminho trilhado ale boje inleiramenle livre, e s-
menlo pedirnos-lhes que nao se arrefe^am da oppo-
sicao al hoje feila a nosso amigo, porque assim co-
mo estamos convencidos de que a critica nunca ma-
lou oxjue deve viver, e nunca deu vida a quero de-
ve ruorrer ; ou como disse o deaembargador Pcnna
Leilan ;
Ao que trillia o caminho da virlude
Por mais que brama horrenda lempetlade
Jumis de roslo acdr se v, qne mude,
ero que a deixe a feliz Iranquillidadc,'
Aos seus olhos emhora a mor le rude
Erga a fuuce sem ler respeito a idade,
Nada em tortura opOe ; limpo de crime
Consciencia de lodo o horror o exime.
Tsmliein nao sabemos que aquellas que por inveja
desabafam no odio inulsa calumnia,a virlule e hon-
radez he quasi ISo infame como o he aquelle que o
faz por pedidos de algum meravel, de algum des-
ees calumniadores a quem um grande escriplor cha-
mouduas vezes infame.
Terminando diremos que as qnaHdades e Os servi-
cos ilo Sr. l)r. Rodrigo jamis sarao esquecidos pelos
habitante* desta comarca qunlquer que seja a ana do-
sicao, nem desvirtuados por quem quer que seja,por-
que esses obrando debaixo de influencia maligna
nao sabem oque fazem e sao dignos de compaixo :
os grandes o estimara e acatara, como se deve esti-
mar e acatar a um magistrado intelligenle e probo :
os pequeos o respeilain e venerara como o agrade-
cido cosiuma respeihir o seu bemfeitor ; os reos de
polica o ternera, e finalmente os rniteravsis de es-
pirito o iiiordem de forto, porque receiam a indig-
nacao publica, porque o povo sempre prexa, respeila
e adora a honradez em qualquer parte aonda ella
esleja. .
OiiE a publicacao deslas linhas, Srs. redactores, e
com a caria inclusa muilo 1 lie agradecer* o sen res-
pertadurO apreciador ingenuo.
Villa do Paco 21 de agosto de 18.3S.
Illm. Sr. Dr. Rodrigo Nello Kirmiano de Moraes.
Villa do Paseo 17 de marco de 185..Nos abaixo
assignados, habitantes desla villa do Passo, desejosos
de dar a V. S. um teslemunho de uratidao, divido
as maneras porque so prestou V. S. no curto
esparo de lelnpo, em que orcupou os honrosos em-
pregos civis e criroinaes uesla villa, smenle depa-
ramof com este nico meio, de patentear as causas
qoe para isso nos inoveram por meio deslas loscas
linhas.
Na aifiniuslrarau da juslira, como juiz de direilo
merino, desempenhou V.S. seosdeveres com aquel-
le lino e inlelligencia que Ihe he bem reeonhecida.
tratando as partes com docilidade e procedeudo em
suas decisoes com aquella firmeza e dignidade que
raraclerisa a um magistrado desla ordem : como
juiz municipal e orphaos seus deveres foram preei.-
chidos cura aquella assiduidade que 5a le recora-
raenda, sera affeicoes e nem odios, depondo mesmo
as patata polilicas, e procedeudo smenle como in-
legerrirao magistrado ; e eomo delegado da polica
nljo deu V. S. aprova mais cabal'de sua eapaci-
dade, rectido e imparcialidade. inormenle na re-
pressao do crme, e eslamos convencidos que se V.
S. em sua volla para esta .villi conlinuar a servir
no mesmo lugar e nao liver causas que o" facam ar-
refecer no luavavel empenlio com que se nioslroo,
disposto a perseguir o crime e aos criminosos onde
quer que elles se acaslelassem, confiamos que desap-
parecerao ueste lermo. Se allendermos para oslia-
balhos do jury reconhecer-se-ha qoe fui V. S. incan-
javel no desempenbo de altribaicoes 1,1o graves.sen-
do romo foi a primeira vez que nesla villa liveram
lugar os trabalhos de um tribunal, que cnstitae a
primeira e a mais importante garanta das libertades
publicas.
Tantos beneficios devidos ao .genio incauravel.
a reeonhecida prudencia e bem acertadas delibera-
cues e gravidade com que V. S. desempenhou as
multiplicadas allribaicoes de que eslava encarregado
Ihe dao inquesliouavel direilo ao nosso reennheci-
mento, aceite por lano V. S.por meio de nossa ex-
posirao mal articulada esa Iraca prova da conside-
rarao e do profundo respeilo qoe Ihe Iribulamos.
Uermelindo Acciol de Barros, promolor publico in-
terino da comarca de Porln-Calvo e advogado.Jos
de Barros Pimental, juiz municipal eupplenle e pro-
prietario.Jos Apolinario de Ferias, capitn da
guarda nacional e administrador de renda geraes.
Jacinlho Paes de Mendonca Jnior. Jos Pereira
Luua.Jos Mara de Azevedo Jnior, lente da
guarda nacional e secretario da cmara municipal.
Augusto Aecioli de Barros Pimental, capitao da
guarda nacional.Cantillo de l.elis Pereira daCosta.
Antonio Mauricio Wanderley. lenle da t> conuM-
nhia.Jos Xavier Lias, alteres da guarda nacio-
nal. Jos Jorquin tiouveia, negociante. Anto-
nio Jos da Silva Magalhaes, negociante.Mximo
Moreira Correia Wanderlev, propriclario e subdele-
gado supplente.Luiz Jos Nuoes Una, agente de
rendas ptovinciaes e juiz de paz.Joaquim de Sou-
za Silva Cunha, negociante.Feliciano Mauricio di
KucJ.fls^ subdelegado supplente.Kogerio Fer-
n.indes Brros,"^iaiix|o de orpbaos a civel.Jos
Joaquim de Mendonr^Ioviiar. subdelegado supplen-
te.Jos Silvestre de Memlonca, juiz municipal snp-
plenlc e proprielario.Antero Altes ilos-Hg^-'
basliao Jos l.arqenha Lins, proprielario do enger
Arara.Jos Aulonio da Silva Goulart.Manoel
Paulino da Silva luularl. sabdelegadosopplenle.
lente Joaquim Igflacio da Silva Goulart, juiz de
paz e subdelegado am ejercicio.
Eslavam reeonhecida*.)
vembrode 1852dizo seguinle, que nao dar mais
lugar a duyida.
Arl. i. Os empregados do ministerio da fazenda
que forera promovidos as repartieses em que ser-
""*"........... preetardo juramento e tomario
potte os seu hocos empregos dentro de oilo dias
contados da dala em qoe Ihes for communicada a
promocao.
(Ouf potett capere capiat.)
COMMERGIO.
PKACA DO RECIFE 3 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacfles olllciaes.
Descont por (> me/es9 K 30 anuo. .-
Descanto por poucu lempo"J ||-> % ao aitno.
Cambio sobre Londres O d|v. -J8 d.
Al.FANDEtiA.
Reudimenlo dmdia I.....
Idam do dia 2 ......
12:332!19
IS:60I9779
SI:133f8M
Deicarregam hoje 3 de outubro.
Briguc francazAlmtmercadorias. .
Barca ingle/aI.adu KednairdcarvDo.
Patacho americanoSkineerfamilia
Escuna diuainarquezaliiquettmercadorias.
CONSULADO ERAL.
Reudimenlo do dia 1...... 1:7393086
dem do dia 2....... 1:2285l2t>
Moran
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reudiiiieiito do dia 1......
dem do di> 2 ...
11099(11
10J0222
218912.
KECBREDOH1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEHNAMBUCO.
Henil i manto do dia I
dem do dia 2
CONSULADO
Keudinenio do dia 1. .
dem do dia 2 ,
K 139*10
1:7919782
633*199
PROVINCIAL.
1:4325089
1:1029098
5349867
e recebera merct?.
f termos requeridos. Nazareth
le 185. Veiga Pessoa.
lo. escrivao vilsllcio dos ofl-
tabelliao do publico judicial e
do orphaos, auseules, capellas e re-
de de Nazareth, provincia de
ico, porS. M. I. e Consliluoional, que
guarde ele,
revendo o inventario a que se rere-
tro, consta qoe se gastn ila factura
olario, da discripcao, e avaliaftlo do
ias, os cuaes foram coudos pelo respec-
tivo contador du jeizo, como se v da conla_por esle
feila, ue esraos auto, que b total da fazeuda in-
ntou em cincnenia e sete conlus oilo
mi oilo ceios e oileula re,
ivenlariados, em ooro, prala, cobre,
ferro, movis, truia e oito calipvos, porcao de ani-
inaes, engenho dd iieauear com lodos os seus ulenci-
lios, lavoiiras, safr pendente no campo, e parle ja
r; i|ue lioaveram declarar6es de di-
que importaram em vinte a um conlu uilo
cincoenta e um mil e duzcnlos reis.O re-
erdade. Cidade de Nazareth :|o de agoslo
fiz escriver, a assignri em f de verdade.
' Ignacio t'ieira de Mello.
PIBLICOES A PEDIDO.
REVISTA COMMERCIAL DOS MECA DOS DA
EUROPA PELO VAPOR AVON PARTIDO A
10 DE Si; I KM Hito DE SONTHAMPTON.
Antuerpia 7 de selembro. .
Caf. Transaccoe muilo seguidas quanlo aos ile
S. Domingos. As vendas dos do Brasil leem sido in-
feriores ao que ,lo ordinariamente por causa das
excessivas preteucoes que manifestam obstinadamen-
te os possuidores das boas qoalidades. As sorles or-
dinarias sao mais offerecldas, e se poderia ohte-las
sos por precos mais ventajosos para os consumi-
dores.
Vendas: :800 saccas do Rio. 1,800 de S. Do
mingos : precos ossetzuinles, Brasil iem deposito pa-
vilhao eslrangeiro haixo ordinario 21 a 21 Itft c.
ordinario > a -\ c, real ordinario 23 l|2 a 2i
c, bom ordinario 2* 11 a 25 c, esverdinhado
25 I|1 a26 c,' verde bello 28 l|2 a 28 c. por 1]2
kilog.
_As im|iorlai;oes do mez de agoslo se compe de
27,558 saccas, a saber ; 15.383 do Rio de Janeiro,
3,400 de S. Domingos, 8,580 de Nova-York, e 200
pela Inglaterra.
Existencias no Ide selembro 1855 185* 1853
Java I < e 2 m.los. 500sac. 15500 16500
S. Domingos 18000 10000 .58000
""'I 50000 23000 19000
ni*er 1000 15001) 1000
71500 9.5500 92500
Assuear. Assiaj como nos mercados visinluis o
asincar broto he procurado, e gosa urna alca de
mais de um florint sobro os presos da um mez alia/.
Mas o impulso nao parece dever-se prolongar, por-
que os possuidores que tem f n'um futuro favura-
vel doartigose mostrara obstinadamente decididos
a guardar esperando maiores precos. O llavana,
como sempre, lem quasi exclusivamente aproveila-
do esta siluaedo.
Com ludo venderam-se 3.000 saceos de Pemam-
buco pelos presos da ultima colarao: 11. 10 fl. 14
3|i a 15,u. II fl. 15 l| a 16,11. 12
Hiao nacional).
Existencias I&55 1851
..I. de selembro.
ana 30,500 caita-. 23.000
Brasil. 2,200 saceos. 8,000
Manricia e
{ Mamllia 7,100 feixos 8,000
* Coaros.Esle artigo prosegue sua marcha ascen-
ional.. As Iransacre-, posto qm- demoradas duran-
te o mez findo pela excessiva raridade de mercado
ra dispouivel, Iota sido activas e seguidas. Todo
quanlo foi apresentado no mercado foi tomado no
desembarque cora alga gradual de I. 2 e 3 c. sobre
os de boi secundarios, mas bem /ellos. Ficain ex-
cessivamente reduzidos os depsitos, e a maior parlo
ainda nao lie dispouivel.
Veudas.Rio Grande, salgados 7,300 de boi pa-
gos por 20|2S kil. 30 a 30 1|2 c.,25i32 kil. 29 a 30
c. e 33|40 kil. 27 l|2 a 28 : deposito nenhiiii. Nao
ha seceos do Rio Grande, nem salgados do Rio de
Janeiro ii.e. Jj"'--* """ Pemambuco salga-
tasIBIWIlITLOOO de 15 kil. boa qualidade foram ne-
gociados a M l|3 c. : deposito nenliom ; o sal-
gados frescos obleriam bom prego.
Araslerdao 7 de selimbro.
Caf.Resultado da primeira venda publica do
oulono feila a 3 de selembro en, Rollierdo 270,080
saccas por prego de2e mesmo 3 cent, cima da laxa.
A segunda venda que leve lugar em ArasterdAo a
6 compreh/ndia 326 000 saccas vendidas igual-
mente por preco ate 3 na lolalidde e pago em
Rolberdao. O Java bont ordinario se aclia porlanlo
elevado ao preco de 3 a 32 112 cen.,dito alva-
cenlo a 34 cen. Estes resultados que a Venda lio
dia II nSo licitara de confirmar sao os milis vailla-
josos. e elles reagirao mu favoravelmenle sobre os
principaes mercados europeus.
A venda dosdo Brasil nao melhora, mas os baivos
precos desla proveniencia comeca a altrahir a al-
lengao dos compradores. Colaran : ordinario mis-
lurado com o prelo, 22 a 23 cen., real ordinario
21 a 24 l|2,bom ordinario 25 n 25 1|2,bom co-
lorido 26 a 27. As prevista de una colheita ro c
corfirntaro, e os precos sao suseepliveis de urna
alca de 2 a 3 l|2 cen. As amostras das 3,080 saccas
de Santos chegadas noSeretnao foram ainda dis-
tribuidas. 1
Trieste 1. de selembro,
Caf.Do Brasil vendas regalare c mesmo assaz
animadas. As qualidades ordinarias do Rio sSo as
11. 16 ( pavi-
1853
24,500
11,000
28,000
lem de ler.indemuisado da qoantia de 3:000, pela
desapropriacao das casas ns. 49 e 51 da ra Real do
Manguiulio, sendo 22 palmos da primeira e 19
da segunda, e mais um lance de muro com porJo
e qae dito Silva lem de receber a mencionada quan-
lia logo qoe terminar o prazo de 15 dias contados da
dala desle, qne he dado para ai reclamac,oes.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario por 13 dias suecessivos.
-Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buco 2 de oulubro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira d* Aununcxacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesuraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda eonvidir aos proprielarios nbai-
xii mencionados, a entregaren! na mesnta thesuura-
ria no prazo de 30 dias, a coolardo dia da primeria
publicacao do present, a importaucia das qootas
cora que devem entrar para o calcamenlo da roa do
ngel, conforme o disposlo na le provincial n. 350.
Adverlindo, que a falla da entrega voluntaria sera
punida com o duplo das referidas quotas na confor-
raiilade do arl. 6 do regulamento de 22 de dezero-
bru de 1854.
N. 2. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco ...........
N. i. Beula da Conceiciio Ferreira .
N. 6. Domingos Jos da Silva .
N. 8. Theotonio Flix de Mello. .
N. 10. Carila Enmenia da Concei-
cfio...........
N. 12. Herdeiros de Thereza de Je-
sns...........
N. 14. Irmandade das Almas do Re-
cife...........
N. 16 Ezequiel Franco de S,i .
N. 18. Franciscu Amonio das Cha-
is ...........
N. 20. Herdeiros de Josepha Francis-
ca Rosa ..........
N. 22. Francisco Antonio das Clia-
ga...........
N. 2i. Irmandade das Almas do bair-
ro de Santo Antonio......
N. 26. Manoel Antonio Monleiro de
Audrade. ." ........
N. 28. Anlonio Jos Gongalves.de A-
zevedo. ...........
N. 30. Viuva de Mignel Jos R-
beiro...........
N. 32. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco...........
N. 34. Paulino da Couceigao. .
N. 36. Aiitoniu Hypolito Vergosa. .
N. 38. Viuva de Domingos Jos Bar-
bosa ..........
N. 40. Joao Moreira Marqaes .
N. 42. Manoel Jos da Silva Braga .
N. 44. Jos Leonardo......
N. 46. Jos da Fonseca e Silva .
N. 48. Joao da Silva Moreira .
N. 50. Dr. Alexandre Bernardino dos
Rea e Silva .'.....
N. 52. Tibnrcio Valeriano Baplista .
N. &4. .\tar i a Joaquina de Macedo
Mello...........
N- 58. Francisca Thoinszia da Cuocei-
l'o Cunha. ....'....
N. 58. Patrimonio dos prpbaos. .
N. 80. Mari Joaquina Machado l'.a-
valcanli..........
N. 62. Jos Joaquim de Novaes. .
N. 64. Bernardo Antonio de Miranda.
V 1. Alexandre Jos da Silva. .
-V 3. Mara Candida Vianna e ou-
tros ...........
Mara Adelaide de Lemos -
a Mara Leopoldina de Lemos .
N. 5. Anlonio Ferreira Piulo ...
N. 7. Joifo da Silva Moreira. .
V 9. Aulonio Domingues d'Almeida
Paros. ..........
N. II. Jos de Barros Pimeule .
N. 13. Flhos de Jos Ramos de Oli-
veira..........
N. 15. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco ..........
N. 17. dem,' idem.......
.V 19. Irmandad* do Sanlissimo Sa-
cramento de Santu Antunio .
N. 21. Joao Pinto de Queiroz. .
-V 23. Auna Luiza da Fonseea. .
N. 2'. Jos Gonc.dves Ferreira e Sil-
va............
N\ 27. Henriqela Eumenia da Con-
ceigao....... .
N. 29. Jos Goncalves- Ferreira e Sil-
va...........
N- 31. Anlonio da Silva Gnsmao .
N. :i:t. Herdeiros de Jos Lopes d'Ai-
buquerque.........
N. 35. Jos Anlonio da Silva Qoei-
roz...........
N. 37. Loureuco Jos de Moraes Car-
valho............
N. 39. Ordem lerceira de S. Fran-
cisco.......
N. 41. dem, idem.
N. 43. Herdeiros de Joaquim Jos
Parias.........
N. 45. Viuva de Joaquim Luia>"
Mejlo Carioca...... .
N. 47. Ludgero Gnngalves da Silva1'
N. 49. Joo Moreira Marques .
N. 51. Paulo Caelano de Albnqu
que- .......
N. 53. Damin Gongalves Rod
Franca .
_>_> Joaquim dos Rata liomes.
N. 55. Thomaz d'Aquioo Fonseca .
N. 57. Herdeiros de Auloiiiu Fruncis-
CO Illanco ........
N. 59. Manoel Figuetroa de Faria. .
N. til. Clara Mara do Espirito Santo.
N. 63. Herdeiros de Francisca Mar-
aarida dos Prazercs ......
N. 65. Manoel Joaquim da Silva Fi-
gueiredo. s......
N. 67. Mara Antonia da Cruz Brau-
co.
189000
188000
278000
199500
57*600
189000
169200
258200
169200
6192OO
189000
449400
549000
2.59200
529500
59200
t0600
89PI00
598100
529200
149400
25a20
8S9OOO
469800
509400
509400
519000
6O9OOO
75.8000
49000
608000
:M)>ooo
22?500
1102.50
119250
529500
529.500
459000
1269150
ioVioo
8:19000
289800
2.59200
18(1000
2.53200
o novo Regiment de custa, para uo dos
juize*. egcrivSe, empreado de justieja, e
aquelles que fi-equentam os estudos de di-
reito, pelo preqo de ^$000 cada exera-
plar; na loja do Sr. padre Ignacio, tua
da Cadeia n. 56 : loja de encadernaqao el
livros, ra do Collt^jo n. 8; pateo do
Collegio, livraria clstica n. 2, e na piara
da Independencia n. 6 e 8.
AVISOS M4AITIMS. ~
nf" 2 a8enle Bo'Ja aulorisado por despacho do
Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos, proferido em reqoe-
uineulo do tulor dos orphaos Olhos do finado Caela-
no Pereira Gongalves da Cunha, em presenga do di-
lo Sr. juiz, far leilAo.de varios bens perteneenles
aos mencionados orphaos, saber : diversas proprie-
dades eiislenles na provincia do Donro em Portu-
gal, cojos lilulos de posee e dominio se acham em
raAo do agente annuncianle ; um encllenle enge-
nho denominado Mamucaia,nn fregnezia de S. Lou-
reuco da Malla ; am ptimo sitio em Mara Simpli-
cia na cidade de Oliud- "- ---------:-~
28^800
18.8000
14*400
259200
488000
296OO
259200
Para a Baha segne emprclerivelmente 00 dia
4 de oulubro a veleira e bem condecida sumaca
Hortencia, por ja lera maior parle da carga promp-
ta : para o reslot|rala-se com seo consignatario Do-
mingos Alves Mathens. na ra da Crdz n. 54,
Para o Rio de Janeiro segu em poneos dias o
brigue nacional Adotpho ; paia o resto da carga,
passageiros e escravos a frete, Irala-ee com o consig-
natario Eduardo Ferreira Bailar, ua ra do Viga-
rio o. 5, oa com o capilAo Manoel Ferreira de S,
na praca.
Para Buenos-Ayres seguir al o fim da cr-
reme semana a barca portoguezn Amazonas : quem
na mesina quizer ir do passagem. para o que tem
bous commodos, dirija-se a tratar com o capitao i
bordo, ou a roa da Cruz n. 3, esenptorio de Amo-
rim IrmAos & Companhia.
LEILOES
Ca na cidade de Olinda : urna casa lerrea si la na. j.. V "" !V '".* "a r,,aa* rr*la- loJ*
ra das Aguas-Verdes n. 20, 14 escravos de ambos dfa s"bb '^'---?--? "!** ^Jat** h'J,mo
em se
gas por inteiro sem descont algom, logo qoe se dis-
97p00
259200
BELLtS ARTES.
No correr do anno de 1848 appareceram nesla ci-
dade doos meninos rabequistas de ama habilidade
rara, um de 6 e'outro de 10 anuos de idade, osquaes
depois de lerem causado admiraran na corle e na
Babia, vieram assombrar-nos Umhem com o seu
eilraordinario tlenlo arlislico. Estes meninos se-
guiram daqm com sea pai oSr. Jos L'guceioni para
nulros pontos da America, foram a Portugal, a lies
panha e oulros paites da Europa, e ao passo que re-
cebiam por toda a parle n acoln ment que merecem
os genios superiores, tambera adqoiriam maior
somma de conhecimeolos nessaarle divina, para a
qual parece qae os determinara eiclusivaoienle a
nalureza.
Pois bem, estes meninos e o Sr. l'guceioni sea pai
que he lambeui umartislta de muilo merecimenlu,
sicabam de chegar a esta cidade e parecen! diposlos
antes de segairem para'a corle, que he seu deslino,
a delriiar-uos cora alguos concertoa philarmonicos. m*'s oflerecidas coro precos bstanles irregulares.
N. 69. Mara Gongalves Ferreira e"
Silva...........
N. 71. Joaquim Jos da Cosa Fnjozes.
N. 73. Filbos de Manoel Jos de Bas-
tos e Mello e ouiro......
N. 75. Thomaz de Carvalho Soares
Braudo, .,,.'..
368000
36/000
36800O
so sezos proprios para todo oservigo ; obras de ouro,
ditas de prala, entre as quaes sobresaliera um rico
apparelho para cha, um faqueiro, salvas de diversos
lamaiihos, e castigaes; um riquissimo relogiopara
cima de*mesa ; um dito de parede, um dito para
esenptorio, um pianno, ama ptima secrelaria cora
estante ; enrteiras e mochos para escriplorio, urna
machina de copiar carias, um cofre de ferro, dous
bahus de segredo, dill'eronles obras de mareineiria,
10 apolices, do thealro de Apollo, diversos livros
histricos, e oulros mnllos objeclos de diOerenles
qoalidades, que fra impossivel mencionar, e que
s com a vista se poderle apreciar. O leilao lera
lugar quarta-feira, 3oobibro, as 10 horas da manhaa
na ra da Cruz n. 43 2* andar. Os senhores pre-
tendentes s propiedades, que quizerem alguos cs-
clarecimentos acerca deltas, lenham a boodade de
se entender com o_ mesmo agente, na ra do Colle-
gio arina/em 11. 15. No mesme armazem, do dial
em dianle, serao distribuidos ns catlogos dos ob-
jeclos qne leem de ir a leilao.
Su Miado, B do corrente. '
O agente Oliveira olTereceni em leilao, e n'um s
lote, duas magnificas casas de sobrado, oulr'ora per-
lencentes ao finado Sr. Coi, por quem foram edifi-
cadas com lodo o esmero e solidez em 1848, cada
urna cora cozinha fura, corhelra, estribara e mais
arranjqs em bous sitios com porles de ferro, e jun-
tamente o terreno que Ihes lira em frente, e ouiro
ao lado de urna dellas, deilaudo e-te para a eslrada
da Soledade, lodos mui proprios! para novas edifica-'
roes. Ditas casas e-Ido silnada- no fundo do sitio,
ora pertncenle ao Sr. Acciol Lius, com frente para
a eslrada que se acha em conslrucgao ale 0 Mangui-
nd. Vender-se-ha tambera um sobrado de dous
andares, silo na ra de Aguas-Verdes 11. 64, com
quintal qae lem sabida para a de Hurlas, em chaos
proprios, muilo largo, o qoal rende animalmente
rs. 6229 ; assim comp 10 apolices do Banco de Per-
uamhucu, edifl'erenles obras de ouro, como sejam :
conloes, irancelins, correnles para relogios, etc.: no
escriplorio do referido agente, ao meio em ponto.
O agente Borja autorisado por des-
pacho do Exm. Sr. \)vyfm/. privativo do
comniercio, proferido em requer ment
do depositario da massa fallida de Joao
Antonio Martins de Barros, lara' leilao da
armaco, miudezas e urna pequea mo-
biliade casa, existentes na lojn sita na
ra larga do Rosario n. 20 pertencentes
* dita massa /.assim como de urna escra-
va de 20 anns de idade, tambem perten-
cente a mesma massa, a qual se achara'
*""".eeiiffc"ha referida loja o dia do leilao,
tera' lugar quinta-feira h do corren-
sll horas da manhaa. tv
1 f
O-agente Borja, por autorisacao do
vm. Sr. Dr. juiz privativo do commer-
10, transferioo leilao da taberna sita na
uaNova n. (5, pertencente a massa fal-
ida de Manoel Joaquim Alves Pilombo,
que tinha lugar segunda-feira 1, para
sexta-feira 5 do corrente, as 10 horas em
ponto, cujos genero serao vendidos a re-
ta Iho em lotes, a vontade dos compra-
dores.
O abano assignado deelara aoa inquilinos do
sobrado a. 112 da roa da Senzalla Velha, e a qOero
mais convier, que s recebe os alugaeis quer venci-
dos qaer por vencer do mesmo sobrado propbrcio-
nalmenle, e na razio das parles qae o mesmo abaiio
assignado, e seus manos conseuhores do referido
predio, devendo os inquilinos entender.se com o-)
conseuhor Joaquim I.oiz Vi eir para o pasamento
do alugucl relativo a parte qne tem esle no mesmo
sobrado.Pedm Simeao da Silva Braga.
Candida Maria Possidonia, viuva de Manoel
Jos Correia Braga, lendo de proceder a inventario,
roa aos credores de ten casal queiram comparecer
em casa de sua residencia, na ra da Praia n. 49, as
11 horas do da 4 do correnle, verificar seus crdi-
tos e eximinarem as forcas do casal.
A 28 de selembro protimo liadjji fugio o negro
Anlonio, de nagjjo. alio, corpo proporcional, ps
grandes e algum lauto luchados; levou camisa e cai-
ga de algodao azul e chapeo de palha, anda inclina-
do para dianle, e falla como pelo nariz ; ganha na
roa e golri de cachara : quem o pegar leve-o a sea
seobor o lente Barros Lima, oa Boa-Vista, rna da
Saudade, que recompensar.
A casa lerrea, lila na ra de A^aas-Verdes n.
20, que lem de ser arrematada no dia 3 do corren-
te, he foreira irmandade de S. Pedro desla cidade.
Padre Jle Jos da Cosa Ribeiro, procurador dos
foros.
Precisa-se de urna ama para o servigo interne
de ama casa de familia : em Fra de Portas, ra
dos Guararapes, junio a rasa do profesor.
Aluua-so orna casa no Cachae, que tera ba-
nho mesmo atraz da casa : na ra das Crozcs n. 20,
primeiro andar, se diM quem alaga a mesma casa.
LOTERA DO YHNAsio PERXAM-
BUCANO.
AOS 6:000$, 0:000$ E 1:000$.
Acliam-se a venda os bilhetes e cautelas do can-
lelista Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, da
segunda parle da segunda lotera do Gvmna-io, na
praga da Independencia, lujas os..4,'13, 15 e 40;
ra Dirila n. 13 ; travesea do Rosario o. 18 C ;
alerfo da Boa-Vista n. 72 A, e na rna da Praia, loja
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
cha-se a venda um resto de bilhetes
da lotera 56 do Monte-Pio Geral"; as lis-
tas esperam-se a todo o momento pelo
vapor Tocantins ou Imperatriz: os
premios sao pagos incontinente, logo que
se recebam asustas.
Quem precisar de urna ama para o servigo lie
portas a dentro, dirija-se ao becco do Rosario n. 2.
Madama Blaodin lem a honra da participar 10
respeitavel publico, que tem aborto no aterro da
BoavVista n. 17. loja de pastelera, oode acharan
"""rapleto sortimenlo de bolos de todas as quali-
dadee, e se encarrega de apromptar bandejas do ul-
.0 ?08, de PfaD5a' assim como vende boae vi-
nnos de champagne, hordeaui, cognac, cerveja e
oulras qualidades de eepirilos, ludo por precos com-
0)000*.
Perdeo-senanoile do fogo no LivranTeulo, des-
de o largo da respectiva igreja at pouco adiaute da
Soledade, jira Mengo de grade com assenlo de cam-
braia re linho transparente, e guarnecido de bico :
quera o achou, quereno-o restituir, dirija-se ao lar-
go do Livramenio, obrado o 8, que ser generosa-
mente recompensado.
0 curado a qualquer hora
Meios 3|M0 i)
Teigos 28000
Ruarlos I9OO
Quintos 18200 />
Oi levos 760 n
Decimos 640
Viiesimo ."140 a
raiteiro para laherna. de
na ra da Senzala Velha
O Dr. Ribeiro, medico, iqw
sua residencia para a casa cinzen-
ta de qua tro andares, na ra da t
Cruz n. 1H, onde pe-de ler pro- O

188(100
(too
72/000
jWoo
3:0IU8r>0
E para constar s mandou aflizar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria di Ihesuraria provincial de Pernam-
buro 15 de selembro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciarao.

Ret non verba. ,
Fados e nao patacuadas.
Uonbim, 110 saloda cmara municipal desta vil-
ii oUerecidoac lilm.Sr. Dr. Rodrigo Ketto Fir-
miano de Moraes, |n)r varios de seus amigos, um es-
plendido baile eui salisfagio de sua tolla a esta vil-
la naoqualidade 111 juiz municipal e delegado des
termo, A concurrencia, a elegancia, e brilho, a or-
dem ea alegra que sa diisava 00 sallo, ludo em-
lim que reinou 110 coragAo deesa bella reeniao, de-
tnais demoBBtrava qae, es Cainaragibsnos sabem a-
preeiar a honra le,, inlegridade e independencia de
L 11, que sempre sobranceiro >. cousinhas, ja-
is lem apartado do verdadeiro trilito do justo e
'arecia Iluminado cora bri
Ihanlisioo ura quadro, oude eiu ledras maiosculas se
recido ao Illm. Sr. r. Ro-
1 de Moraes a, e depois de ler
bem prvido cha, iindou-se a baile
la iiiaiiiia, retir.indo-ie as familias
pela banda do msica, que nessa oc-
esmereu t m tocar bellas e variadas quadri-
llias, peto nosso a oigo, que foi o ultimo a recolher-
e a sua casa. Sim, os servigos prestados ao foro
desla villa pelo Sr. Dr. Rodrigo, a mparcialidede e
justga^iiorma de suas deci-Oes, a su? tenaz perse-
gulgao aos criminosos, uao polem ser descotUieeidos
nem desvjrtaados por quem quer que seja ; ao fac-
a e esle) fallara mais alie, emuderem linguas vi-
perinas e calara a inveja e o Uesibafo. Senlimenlossf
proprios dos que c esconhecem o que be ser probo e
honrado, e qae so servem para tornar mais patentes
esses meemos fados, porque assim co.no as estrellas
luemubrilham mais quanlo rais a neile escora-
ce, assim a fama mais resplandece e lema vigor en-
tre as nuvena da calumnia e do desabab, qaando
estas pretenden] eclpsala.
da da uosso amigo foi para ns ha-
bilaolet desla villa am dia de regnsijo, varios de
em amigos o tHtnvam a urna legua de distancia,
Amante das bellas arles, e leudo ouido estes me-
ninos com extremo inleresse e admirago era dilTe-
reules parles, desojramos iijo'sh que o Sr. L'gucei-
oni nos desse o prazer 'de apredar ainda alguraas
vezes o raro tlenlo dos seus lilhos, dando-nos al-
guns concert no nosso bello thealro, mas tambera
que estes jovens artistas recebessem do povo l'er-
nambocano urna publica maiiifeslagao do aprego que
enlre mis se costuma dar a qaem como elles lera am
merilo lao subido. /. Q,
Recile, 28 de selembro de 185.".
- "^ *> e.....
JURAMENTO DOS EMPREGADOS DE
FAZENDA.
Nenhum cidadao brasileiro .diz o Sr. C. Maa
as suas olas i reforma do thesooro nacional) pode
entrar na posse e exercicio de um emprego publico,
para qae for nomeado.sem que presle o juramento
sobre os sanios evangellios de bem servir, segundo
as formulas que esliverem estabelecidas,
Jura o imperador, jurao os membros das cama-
ras legislativas, os conselberos de Estado, e lodos os
mais empregados de todas as clnsses por determina-
gao da constituirn e das leis. n
b A sociedade, ,diz Stortl lem o direilo de eligir
dos faneciooarios urna garanlia do escrupuloso cum-
primenlo de seus deveres; e o juramento lem sido
sempre considerado urna obrigagao sagrada pelos es-
Era desform as sortee linas, mui raras alias, snu
raujlo procuradas, e se chegissero.alcaugariem pre-
ces vantajosoc.
Assuear.Muilo pouens transaegoes limitadas ex-
clusivamente as serles das Aiitilbas hespanholas.
Marselha 7 de selembro.
Caf.Transacges mai calmas era geral e parti-
cularmente dos do Brasil. Alguos milheiros desee-
cus dessa proveniencia somante snudaram de mo a
prego de 51 a 50 fr.
Assuear.A mercadura est mai rara! Esla in-
constancia junta a alga sobrevlnda em lodos o> mer-
cados do norte da Europa lem de (al modo augmen-
tado as pretenges dos noisHidoretistoe as transac-
eOea lem sido coraplelaraonte nollas era assuear broto.
Porem o retinado estando em grande favor com Iran-
saeges nolaveis ha lugar para esperar que o bruto
se resentir brevemente desla sluaglo.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 2.
Aracalt pelo Asan'18 dias, do ultimo porto 7. hu-
le brasileiro Anglica, de 82 toneladas, mestre
Jos Joaquim Alves da Silva, cquipagem 6, carga
sal e mais gneros ; a Antonio Joaquim Seve.
Passageiros, Carlos Aolonio de Araujo, Auibal
Maia.
pirilos recios, e por aquelles principalmente que Bahia6 dia, vapor de guerra inglez aRiflemao
senlimento de sua responsabilidade para com I commandjnle Chrsliao. Ficou de quarenlena
Dos, d
Rieu n'est plus conveuable que J'allaclier par le
a sermenl ce lien solenuel de 1'honneur el de la
couscience, celuiquiduil elre invest d'uneparl de
h la puissapce publique, ou que ser le delegu au-
a pres de citovens.Vivien p. 124.
O nosso ndigo Penal no*arl. I:t8 diz o seguinle.
Entrar a exercer as funeges do emprego sem ter
prestado peanle a competente autoridade o jura-
mento a caurilo, ou fianga que a lei exigir:
Penas de suspensSo do emprego al a salisfagao
das coudigues exigidas, e mulla igual ao dubro do
ordenado e mais venciraenlns do emprego que tlver
recebldo.
O decreto n. 736 de 20 de novembro de 18! no
arl. 50 diz o seguinle:
Nenhum empregado do lliesouroe Ihesourariis en-
trara no exercicio do lugar para qoe. for nomeado
ein prestar juramento de bem servir, sob pena de
nulldade dos actos que praticar, alem das declaradas
no cdigo criinmel.
Esla soleranidade conslitoir lambem.u aclo da
posse da qual datara o direilo percepgao do venci-
mento que Ihe competir.
O art. 81 do mesmo decreto diz o seguinle :
As disposigOea do arl. 6. sao apphcaveis aos em-
pregados de todas as reparligoes subordinadas ao mi-
nisterio da fazenda. o
Em vista de principios Uo ciaros, perguata-se:
Pode o empregado de urna repartigau de Fazenda,
promovido ao lugar (por exemplo. de 1, escriplura-
rio, entrar no seu exercicio sem prestar juramento
para servir *
por 15 dias.
Rio de Janeiro18 dias, brigae hespanhnl Pepello,
de 209 toneladas, capilfio Joan Casanovas, equi-
pegejn 12, em lastro ; a ordem. Ficou de
reutena por 15 dias.
qua-
, Navios saludos no mesmo dia.
Ro Grande do Sulliarca brasileira .Maria Deo-
linda, capitao Chmlovao Francisco Lopes, carga
sal. Suspendeu do lameirflo.
HavreCalera francesa uPaulislan, capillo Caleng,
carga a mesma que Irouxe. Suspenden do la-
meirflo.
Rio de Janeiro e BabiaVapor inglez Avon, com-
mandanle Revetl. Passageiro. desla provincia,
L. Xavier de Moraes Sarment, llarriss, Jop
Mallos da Costa, Julo Figueiredo de Ornellas.
Segaio debaixo de quarenlena.
ParalabaHiate brasjleiro Couceigao de Maria,
mestre Severiano da Cosa e Silva, carga fazendas
e mais gneros. Passageiro. Agoslinhe, correio da
Paralaba.
EDITAES. ~~'
O Illm. Sr. inspector da Ibesonraria provincial
manda fazer publico, qae do da 3 do correle em
dianle pagam-se os ordenados e mais despeas pro-
vinciaes vencidas al o fim de selembro ultimo.
Ihesuraria provincial de Pernmhuco 1. de ou-
lubro de 1855.O secretario, A. I". d'Anuuocragao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesuraria provinci
logar, porque ja ama vez prestou al, em cumprimenlo do disposlo no arligo 34 da lei
joramenlo para servir o liigar.de Amanuense, ou provincial numeru 129, manda fzer publico para
mesmo de 2. Escriplorano Pode a eslacilo com- conhecimenlo dos credores hipolhecarios e quaeiouer
pelante contar-Uta vencimenlo pelo novo emprego? | interesados, que Joao Antonio Carpinleirc7da Silva
DECLARACOES
BANCO DE PERiNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco sacca sobre
a praca da Babia, e contina a tomar
lettras sobre a do Rio de Janeiro. Ban-
co de Pernambuco 25 de junlio de 1855.
O secretario da tlireccao, Joao Ignacio
de Medeiros Reg.
CONSELHO \DMIMSTRATIVO.
O conselho adminslralivo tem de comprar os ob-
jeclos segointes: .
Para o 8. batalkiln de infanlariae
Bandas de las, 21. f
Hospital regimental.
l.iibos inodoros, 10.
Diversos balalbes.
Sapalos feilos na provincia, pares 500.
Arsenal de guerra. ,
Meio desoa corlida, 150; pavius, duzias9.
Quera ns qevzer vender aprsenle as sus propostas
era caria fechada na secrelaria do conselho s 10 ho-
ras do dii 5 de oulubro.
Secrelaria do conselho adminislrllvo para forue-
cimenlodo arsenal de guerre 27 de selembro de 1855.
liento Jos Lamenha Um$, coronel presidente.__
Hernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
Esta repartirn contraa ne dia 6 do coirenle
mez, pelas II horas da manhaa. a compra dos ob-
jeclos abaixo declarados precisos ao fornecimenlo do
almoxarifado, devendo os prelenSentes nesse dia c
al a dila hora apresentarera as suas proposlas em
crlas lechadas, e compareeerem para a concurren-
cia qde por ventura seja raisler, aliin de 'Hcctuar-se
a referida compra, sendo a qoanlldade dos objeclos
a que ua occasilo se julgar uecessaria.
Objtetas. '
Band-iras imperiaes de 3 a 8 pannos, flmulas de
escaler, racios desoa, fio de vela, liaba de bar-
ca, alvaide ordinario, colla, alcatrao, papel almago
bom, dilo, dilo, ordinario, oleo de linhaga, fileli
azul, amarello, verde e encarnado, linfa preU e harn-
ea, colheres de ferro, livros pauladas de 2 a 200
folhas, lapes, pennas de ago, lala de escrever, w-
deiados de ferro sonidos, ferro inglez redondo de 2,
4, 1>, 7 o 8 oitavos, dito qua.Irado de I a 6 oilavos,
feclMdiirasdecamaroles e meiaens de porla. limas
soriidas, dobradices de rabo o de leme, piassava,
lijlos inglezes, pregos de custadinhode cobre de 4,
5, e 6 polegadas.
In.pecgao do arsenal de marinha de Pernambuco
1de oulubro de 185.O secretario,
Alexandre Rodrigues ios Anjot.
PUBLICAgA'O LITTERARtA.
Acha-se venda o compendio de Tbeoria e Prili
ca do Proceaso Civil feilo pelo.Dr. Francisco de Pau
a Baplista. Esta obra, alm de urna introdiiegao'
sobre as aegOes e excepges em geral, trata de pro-
eesso civel comparado com o commercial, ecnlm
-a theoria sobre a applicagio da causa julgada, eeu-
Uis doolrmas luminosas: vende-se nicamente
la loja de Manoel Jos Leile, na ra do
mado n. 10, 69 cada eiemplar rubricado
aulor.
Continua a vender-se a obra de di-
reitoo Advogado dos Orphaos, com um
apndice importante, contendo a lei das
feriase aleadas dos tribunaes de justica, e
AVISOS DIVERSOS.
0 pelo
LOTERA DA PROVINCI i.
O Illm. Sr. thesoureiro
llanda fazer publico, que
anda existen! por vender,
na thesouraina das loteras
ra do Collegio n. li>, bi-
lhetes da terceira parte da
segunda lotera do Gym-
nasio, cujas rodas andam
no dia 6 do corrente mez
Thesouraria das loteras
da provincia, 5 de outubro
d 185IS.---0 escrivfto das
loteras, Luiz Antonio Ro-
drigues de Almeida, '
Precisa-se de urna ama de leile: na
ruada Cadeia do Kecite, loja n. 48.
Os consignatarios das Tazendas salva-
di-* da barca france/.a CUSTAVO II, po-
dem vir receber o producto do leilao das
mesmas, no escriptorio de J. R Lasserre
&C.,do dia 4 em (liante. Pernambuco
2 de outubro de 18.")").
Torna a ir praga por venda, nos dias 3,6 e
10 do correle, depois da audiencia ,ilo Dr. jnii mu-
nicipal -iip; leule da segunda vara civel desta cida-
de, a melado do sobrado de dous andares, silo uo
paleo do Carmo n. 7, avahada em .1:.VHJ000, por
eiecugao de Antonio .loa.iuim Ferreira Beirir. ron-
Ira Miguel Goocalves Rodrigues Franca : os luuga-
dorea comparegum nos dias de>iguados. na sala das
audiencias, ao meio dia. Escrivao Cunha.
Attencao.
Precisa-se de dous hnmens forros ou captivos, para
serein empregados em canoa de pssagera: quem pre-
tender, procuro no pateo do Carmo das (i as 9 hora
da inanh.i,, que achara com quem tratar.
Oflerece-se urna pessoa para caixeiro de qual-
quer ensenho, ou para dislilador, do que lem bs-
tanle ortica : quem quizer procure oa ra do Brum
n. 8, fundirn.
A cmara inaniripal de Olinda avisa a quem
convier. qoe o sitio em Maria Simplicia ou anles
Bullrins, pertencente aos orphaos filbos do finado
Caelano Pereira (migalves da Cunha, que a reque-
rimento do lulor dos meemos vai .i praga quarta-
feira, ;l do correnlc, he foreiro a dita cmara e ca-
bio em commisso, o qual est> julsado por senlenga,
sendo que a mesma cmara vai proseguir nos (erraos
da arremataran do dilo foro. Olinda 1. de oulubro
de 1895.Francisco Candido das Cbagas, procura-
dor da cmara.
Qualquer pessoa que quier entrar com 6 ou
R escravos para a adminislragao de um engenho,
vencendo o seu ordenado, e o aluguel desles, queira
apparecer na ra eslrela do Rosario, primeiro an-
dar do sobrado n. 8.
aviso commercial:
Sao convidados os credores da falleucia de Olivei-
ra Irroos & Companhia pela ullima ver, a apresen-
tarem os seus crditos como dispOem os artigos 859 e
860 do cdigo do eommrrcio, no escriplorio da ad-
minislragao da mesma falleucia, na ra da Cadeia
de Santo Anlonio n. 31, primeiro andar, das 9 ho-
ras da manhla as 3 da larde, at ao fim do corrente
mei de oulubro, vislo que sem embargo dos annnn-
cios feilos era julho no Diario ns. 173, 174 e 7.;
grande numero nao tem apparecido a faxer a apr-
sentelo dos seus lilulos codilerios : prevenlndo-se
ao mesmos credores, qae, lindo esle lermo. se pro-
ceder como for de direilo. sua revelia. Recife 1.
de oulubro de 1855.r-Ujl adml'nislrdores da fsllen-
cia, Manoel Pereira Lamego, R. Deperrnann, Fran-
cisco Xavier de Oliveira.
ibbjdo, (i do corrente. Ae wrleifue sahirem
Tbilheles e cautelas sAO iminedialameote pa-
n sem desca
iribuam as listas : sendo as grandes era sea escriplo-
rio, na ra do Collegio ti. -21, primeiro andar, e as
oulras em as referidas lujas.
Hieles 59800 Recebe por inteiro 6:0001000
3.-0009000
0001000
1:5001000
1:2001000
7508000
6009000
:!009000
O mesmo caalellsta declara, que quanlo aos seos
bilhetes inteiros vendidos em originaos, s se obriga
a pagar os oito por cenlo da lei nss sorles rendes,
(leyendo o possuidor receber do Sr. thesoureiro o
seu respectivo premio.
Traspatsa-se o armazem de maleriaes da 1ra-
vessa do Poucinho li. 26 A, com lodos os seas per-
lences, o qual acha-se bstanle afreguezado : a Ira-
lar no mesmo armazem.
Quem achou 5 chayes pequeas, amarradas em
um enrdao. desde a Capunga al o Forte do Mallo,
e as queira reslilujr, dirijt-se a lanoeiria de JoSo
Pires Soares, no mesmo Forte do Mallos, que ser
recompensado.
Precisa-se de umt ama para casa de urna fa-
milia eslrangeira de duas pessoas. para cozinhar, en-
gommar e fazer o mais servigo da casa : na ra da
Cadeia do Recife n. i-2, primeiro andar.
Sorvetes
*
Hoje haver sorvetes das 6 horas Ir2 s 8 Ii2 : no
aterro da Boa-Vista n. 3.
Precisa-se de nm
idade de 12 a 16 annos :
n. 102. .
Se&le-reira, 5 do correnle, ao meio dii, depois
de linda a audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo
da primeira vara do civel. sem arrematad, unta casa
lerrea de |>edra e cal n. 9, sila logo na estrada da
roa de Joao de Barros (bairroda Bus-Vjstal avaliada
em 9008, por eiecugao de Joe Alves da Silva G-ui-
mares contra Francisco Heraldo Moreira Temporal
e sua mulher ; he a ultima praga.
Pede-s a qndlquer pessoa qae deseobrir onde
esta escondida urna crinulinlia de nome Luzia, que
desappareceu hniilem da casa da rna do Amonan n.
9, segundo andar, o favor de participar.
" AVISO AO PUBLICO.
Ea abais.o assignada fago scienle ao publico, qae
niuguem contrate com o Sr. Manoel Cesar do Es-
pirito Sanio nem de compra, nem de hvpolheca e
uem de iransacgAo alguraa, com a casa e sjlio na es-
lrada dn Soledade, que busca para o Manguinho,
sem primeiro entender-se com a mesma abaixo as-
signada moradora ha freguezia do Pogo da Panella.
Rita Romana dot Prazeret.
Precisa-sede orna criada para comprar e cozi-
nhar: na loja do relojoeirn da praga da Indepen-
dencia.
Fugio das 7 para as 8 horas di imite do dia 26
do correnle, um prelo de meia idade por .lome
francisco, de nago Cassange, meio baiie, cheio do
cSrpo, e lem as cosas m ti tas costuras ; levou com-
sigoum hahu' de folha com luda a sua roopa : ro-
gare a quem o pegar, de o lesar a roa larga do Ro-
sario n. 46, primeiro andar.
Jos Francisco da Cruz e Antonio Jos Domin-
gos, subditos portugueses, retiram-se para o Para.
COMPANHIA UE BEBERIBE.
Tendo o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, solicitado da Companhia de Be-
bcribe o fornecimento gratuitod'agua ne-
cessaria para a irrigacao das ras delta
cidade, como medida bvgienica, emquan-
to durar os receios do epidemia, o Sr. di-
rector da mesma companhia manda con-
vocar os senhores accionistas a reunirem-
se em assembla geral, no dia o do cr-
lente ao meio dia, no respectivo escrip-
torio, para deliberar definitivamente a es-
te respeito. Escriptorio da Companhia
de Beberibe, 1 de outubro de 1853.0
secretario, Luiz da Costa Portocarreiro.
Remedio contra mordeduras de toda a
qualidade de cobras.
No longo espiro de 16 anuos em qae viagei por
alguns serles do Brasil, empregoei lodos os meios
ao alcance da minha inlelligencia, alim de deseobrir
um especifico certo para esla enfermidade ; uo prin-
cipio desla Uto espinliosa como importante tarefa,
ensaiei alguns medicamenlos vulgares por diferen-
tes processos ; em alguns doentes aproveitaram,
mas nao em lodos, por "mi casualidade qoe pare-
ce mais dirigida pela Providencia do que pela sclen-
cia dos homens, ensaiei a raz de nm vegelal nao
vulgar, e felizmente vi re.dnn.rbs os meus desejos.
Ilepois de o haver eiperimentado em muitos enles
mordidos por qualquer especie de cobras, e todos
escaparem, recohheci ser esle remedio o mais rpi-
do, enrgico e ofallivel. He porlanlo do mea rigo-
roso dever patenlea-lo *i publico e em particular
aos Srs. Tazendeiros. Pela alta conflanga que de-
posito ne gar o preco duplo do vldrn, todas as vezes que este
remedie, applicando-se, nao prodaza effeilo. Ven-
de-se na roa do Collegio, bnlica n. 6. de Sr. Cvpri-
aao Luiz da Paz.
Joaquim Jos Rodrigues Franga."
No hotel da Europa precisa-se de 2 moleas8
por aluguel.
Aluga-se o primeiro andar da casa.da ra da
Senzala Velha n. 36, piulado e calado : a tratar ne
rea larga do Rosario n. 30, segando andar.
CAVALLO FGIDO.
Fugio da estrada de Olinda para o Recife um ea-
vallo com os signaes seguinle. : gordo, boa altura.
cor pedrez talhado, levou o freio corasigo ; suppoe-
se ler andado do lado do Pombal para a Capunga :
quem o liver pecado leve-o i cocheira da Sr. Pedro,
no largo do arsenal, que srr recompensada.
A pessoa qae liver diado um alfinele de pei-
lode senhora, de armagAo, qnasi novo, que foi per-
dido desde a ra do Vitarlo al n roa dos Marlvrios,
no domingo. 30 de selembro, queira dingir-se a dila
ra, casa u. li, que ser recompensada.
Pede-x: ao Sr. Francisco Jo da Cosa, ou al-
gum eu.par.-nle, o obsequio dingir-se a Carabea do
Carino n. 25, ou annuneiar sua morada, que se Ihe
deseja fallar.
Pede-se ao Sr. Florinno Kodrgaes. ou algara
seu prente,o fa\or dedirigir-sea Camoda do Carmo
n. 25, eu annuneiar sua morada, que se Ihe deseja
fallar.
Antonio Jos de Farias fax ver ao publico, e
em particular ao corpo de commereio, que do dia 1
de outubro em diante se assigaari por Aolonio Jos
9e Farias Lino.
Aloga-se um graade sitia) na estrada.do Rosa-
rinho, cont pasto para 12 vaccas, um excedente po-
mar de larangeiras de ombigo, banuoeiras, eajeairpa,
mangueiras e outros pt de frucleirar, lodo* dando
fruclo, esem laranjas lira-se o eluguel do mesmo,
alera da todo isso lem excellenle casa, muito fresca
e com commsdos para duas familias: a tratar oa. ra
da Aurora ti. 36.
Sabb.do, 29 de selembro., as 6 boras da .larde,
voou um papagaio da roa do Amarim o. :tii, e sap-
poe-se ter cabido no Passelo Poblico ou por all per-
to ; por sao pede-se a pessoa qae o achou, qoereo-
do restituir a seu dono, faru o favor levar na mesma
roa, qae ser generosamente recompensado.
A viuva de Anlonio Teixeiri Lopes arrenda o
seu grande sitio eom eirellenle sobrade, banheiro
de agua doce e salgada, na passagem de Olinda, un-
i ao Arroirlbado ; assim como o seo armares que
tem servido de cocheira, na roa da Guia o. 3, o qual
est livre e desembargado do imposta de 30 por
cenlo, que os pasudos inquilinos ficaram a dever :
quem os pretender, dirija-se ao sobrado n. i, ea rea
da Gua, segando andar, que achara eom quera Ira-
lar.
Aluga-se o lerceiro andsr do sobrado da ria
da Cadeia do Recife n. 4: a tratar no primeiro an-
dar do mesmo com Barroca Castro..
Precisa-se alugar ama ame forra on captiva,
que faga o servigo de casa a compre na roa : sa pra-
ga da Independencia n. 36 e 38 se dir qaem pre-
tende.
Precisa-se alugar urna ama, que en-
gomme e co/.inhe com perfeico, p
bem : na'rua da Cadeia n. 24, loja de
cambio.
Precisa-se de nm rapaz porbigacx de ift 16
annos, para caixeiro de taberna,^oe lenha pratca,
para fazer a sua nhrigacao : no Ferie do atto*.
do Codorniz n. 4.
c*
O Dr. Carolina Francisco de Lima San-
ios mora no primeiro andar do sobrado
*to na ra das Cruzes n. IS, onde continua
no exercicio de sua profissao de medico.
D-se gratuitamente um pouco de lijlo que-
brado, misturado cora eniulho, que est era nm
uinlal perlo da ra Nova ; quem o quizer lirar,
alie na ra da Cadeia do Recife u. 25, na taberna
que fiea defronie do becco Largo.
Nos alxixo assjMhdos faxemos scienle ao res-
peitavel corpo do ceTnroercio, qiie amigavetmenle
dissolvemos a sociedade que linhimos aia pad.ria
sita no largo das Cinco Ponas n. 63, sobre a firma
de Ribeiro & Pinto, ficando a cargo da dila padaria,
e obligado ao activo e passiva da mesrna o socio Pio-
lo. Recife 29 de selembro de 1855. Joao Laix
Ferreira Ribeiro, Jos Pinto Ribeiro.
Panorama.
SEXTA EXPOSIC0.
FREDK LEMBCKE.
Tem a honra de avisar ao respeitavel publico, qne
no dia segunda-feira 1 de oulubro. expoe uovas vis-
tas que nesla provincia ainda isalo tero visto : na
ra da Cadeia confronte ao convenio de S. Fianciscu,
?ue sao a* seguales :
.' Odessa e o bombardeamento dos alliados.
2.- A cscala de Terne na Dalia.
3.- O templo da Fortuna em Roma,
.- Boa Viagem no Inga, Rio de Janeiro,
.- Rio Doce na provincia de Pernambuco.
6.- Rio Arara-Coar, no Brasil.
7.- Um vista do norte em lempo de invern.
8.' O Eptetos na Asia-Menor.
9.' As cataratas de Niln.
O prego he 500 res cada pessoa, e acha-se aberto
das 6 s 9 horas da noile.
Por deliberarlo da mesa regedora da veneri-
vel ordem lerceira de S. Francisco desla cidade do
Recife e fax publico, qae contina a eslar exposta
venerago do* fiis a eOigie do beraaventnrado
S. Roque, advogado contra a pesie, al que de lodo
desapparegam os receios de serros atacado da terri-
val epidemia que flagella oulras provincias, nossas
ir raas.O secretario. C
Galdiuo JoAo Jacinlho da Cuaba.
Se alguna peana precisar dos Diaria de Per-
nambuco dceflhinos de 1848 e de 1851 al o ultimo
de dezembro de 1854, pagando o qae se ajnstar
de procurar na roa estrella do Rosario, taberna e. I.
No dia 3 do correnle, depois da audiencia d
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes"
mas, se ha,,de arrematar ama meta de meio de sala
de madeira condura', ama dita pequea e 6 cadei-
ras de amarello com assenlo de palha, lodo no valor
de 128800, penhorado por execagao da fazeuda na-
cional contra Manoel Cancio Pereira dot Sanios: a
quem convier comparega no logar e hora de cosa-
me. Recife I. de outubro de 1855.O solicitador
do juizo, Joaquim Theodoro Alves.
No da 3 do corrente. depois da audiencia do
Sr. r. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes-
mas, se hilo de arrematar 6 saccas com feriara de
mandioca no valor de 89400, prnhoradas por eieca-
gio da fazenda nacional coulra Belarmino Alves
Arruuche, e'eslario pretenles na logar e hora do cos-
tume. Recife i. de outubro de 1855.O solicitador
do juizo, Joaquina Theodoro Alves.
No dia 3 do correte, depois' da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes-
mas, se hlo de arrematar 6 cadeiras e 2 mesas pe-
queas de madeira conduru', lado avadado em 148,
penhorado por eiecugao da fazenda nacional contra
JoAo Pereira Lagos ; a qoera convier, curaperega no
lugar e hora do cosame. Recife I. de oulubro de
18&&.O solicitador do joixo,
Joaquim Theodoro Alves.
Na ra das Trioceirat o. 6, precisa-te de 3008
rs. com hypotheca em am sitio.
No dia 3 do corrente, depois da audiencia *>
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda, na sala das mes-
mas, se ha de arrematar 12 cadeiras, 2 bancas de 4
pe de madeira oo d'ollto e 1 earleim de amarello,
ludo no valor de 2993UO, penhorados por execagao
da fazeuda nacional contra Bernardo Jos Lepes :
quem pretender, comparega ne logar e hora do cos-
ame. Recife 1. de oulabro de 1855. O solicita-
dor do juizo, Joaquim Theodoro Ah
No da 3 do correnle, d'pois da audiencia do
Sr. Dr. juiz dos feilos da fazeoata, na tala dea mee-v
mai, se ha de arrematar um carro fnebre ees bem
uso, avahado por 6U5OOO, penhorado por xecogio
da fazeuda nacional coulra Francisco Locas Ferrei-
ra, o qual se acha no deposito (eral, onde pode ter
examinado per quera o pretender, e no dia designa-
do no lugar da praga, Recife 1. de outubro de
1855>-0 solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
JfJl Uflerece-se a qoera convier nina proprit
dade na freguezia de Goianna, distante da !
cidade 4 a 5 leguas, a bom caminho, para
nella ediflcar-se um engenho por alguns an-
nos de desfrucle, tendo para isso 39 indis- ,
pensaveis proporgOes, e sendo o solo de mas- L
sap negro o mais pro prio para a produccaoilii I
caima e leda qualquer qualidade de lvon- ]
jS ra, como a praiica ha provado; o lerreHo J
S est vaiilajoso ao especnladur, segando a for- '
2 Uleza ualunal delle, e a coberts em qae es- i
8 l a maior e mais vanlagem ae alcance d{
m observador; a tratar no engenho Mossape-
8c Debaixo com o proprielario.
No dia 3 do corrente, depois da audiencia do
Sr.Dr. juiz dos fetos da faxeu a das mes-
mas, se hlo de arrematar lodos ea atoe de vidro e
louga que componham a botica de Beulo Luiz de
Carvalho, no ajerro da Boa-Vista, dentro dos quaes
esistem muitos medicamentos, lude avaliado por
2439940, e vio praga por execugo da fazenda oa-
cional contra u dito Rento Late: oa preleodentee
qae antecipadam em ver e examiaar os
mencionados objeclos, o oposito ge-
ral. Recife 1. de oulubro de 1855. -ml> solicitador
do juizo, Joaquim Theodoro Al
No dia 3 do correnle, den bTWmpt do
Sr. Dr. joiz dos feilos da fazenda. na sala das mes-
mas, se ha.de arrematar urna a ra
dos C j8 de
fundo, cozinha fra, quintal e cacimba, :. de por
6009000, peuhorada por etecurn da fazenda nacio-
nal contra Jos Franci- lade : quem pre-
tender, comparega 00 lugar e hora do cotlume. Re-
cife 1. Je oulubro de 1855.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
' O abaixo assignado vende a armagAo e ulenci-
lios da taberna di ruado Nogueira a, 19, muilo pro-
pria pafa qualquer principiante, e tem bous commo-
dos para morar familia : a tratar na ra da Cadeia
de Santo Antonio o. 26.
JoSo Baplista de Barree Machado.
FKFMPIflR FlinnMTDAnn
nifTiiinn


H



0IM10 DE PtMAiBUCO QUIHTA FEIR 3 DE OUTUBRO DE 1855
CONSULTORIO DOS POBRES
SO MUA NOVA 1 JLXBAR 50.
O Dr. P. A.loEo Motcozo di consultas liomcopalluras tod< >o pobre, desde 9 horas da
uianhaaalo meio dia, e ero cases extraordinarios a qualquer hora dodia ou uoile.
OBerece-K Igualmente para praiicar qualquer operario de cirurgia. e acudir promptamente a qual-
quer mullier que esleja mal de parto, e cujaseircamstanciatnaopermittam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
50 RA NOVA 50
VEJTOE-S O SEGDINTE: S^< X
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, Iraduzidoem por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumet encadernadoi en dona e acompaohadode
___- i)iid lumiu (n mu I' _:______ -_^l.mi. !. ol
utn diccionario dos termos de medicina, cirurgia, aoalomia, ele. etc.
209000
Eata obra, a mais importante de todaa as que tratam do esludo e pralica da homeopalhia, por"aer a nica
jue cootm abane fundamental 'eila doolrinaA PATHOGENESIAOL" EFFElH^ DOSMEDICA-
AJffS
ademd
89000
209000
asooo
.tOjjOOO
609000
15000
29000
2SO0O
MENTOS NO ORGANISMO EM ES'VADU DE SAUDEcooliecmentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qoizerem
experimentar i doctrina de Hahnemann, e por si mesmos se convencercm da verdade Telia: a todos os
M e temhores de engenho qne estao longe dos recursos dos mdicos: a todos os eapiles de navio,
vea nao podem deixar de acudir a qualquer iocommodo sen ou de seu tripulantes:
tais de familia que por circumstaaeias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao |obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros etr suas enfermidades.
O vade-mecun do homeopalha 00 traducsao da medicina domestica do Dr. Bering,
obra tamllem til as pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia, um volu-
ompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
mos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 3)000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nio se pode dar um passo seguro na pratica da
iroprietario deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais herh montado possivel e
ninguem dovida hoje da grande saperioridade dos seus medicamentos.
. Boticas a 12 tubos grandes..............,...*.
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 10, 128 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a................
Ditas 48 dilos ..............
Ditas 60 ditos a ,..............
a................
Tubos avulsos........................
Frascos de mi ia ouca de lindura........... .....
Ditos de verdadeira lindura a rnica...............
1 ha sempre venda grande nomero de tubos de crystal de diversos lmannos,
melos, eprompla-*e qualquer encomroendade medicamentoscom toda a brevida-
de e sor pr jos muilo commodos. Nw
~ TRATAIERTO HOIOPATHICO.
Pteservatico e curativo
DO CHLERAMORBUS,
PELOS DRS
1 inslrocco ao povo para se poder corar desla enferraidade, administrando os remedios mais eflicazes
ata Jha-la, emquaotorse recorre ao medico, ou mesmo para cura-la iudependente desles nos logares
em qoe nao os ha. <
IRADUZIDO EM POKTUGUEZ PELO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
os conlm-as indicafdes.mais claras c precisas, so pela sua simples e concisaex posi-
ie todas as iotelligencias, nao s pelo que diz respeito aos meios curativos, como prin-
s que lem dado os mais satisfactorios resultados em toda a parle em que
ellea lem sido posto* em pralica.
o horaeopathico o noicoqoe lem dado grandes resultados no curativo desla liorri-
amos a proposito Iradozir estes dous importantes opsculos em lingua verncu-
la, para dest'arle facilitar a sua leilnra aquemignoreo fcancez.
menle no Consultorio do traductor, roa Nova n. 52, por 2JO00 rs.
Viceole Mendes Wanderlej faz publico, espe-
cialmente ao Ilustre corpo de commcrcio desla pra-
ca, qoe desde o da 21 de selembro desle correte
anuo, deixou de ser seu caixeiro o, Sr. alanoel Ro-
dngnes das;Neves
Tresjovens pernambucanas convenientemente
educadas e habilitadas para ensinar o qne tabea
com alguma perfei^Jo, vio instalar um aula com o
titulo deS. Rosaua ra Augusta, defronte do
chafariz, o sobrado n. 94, aonde mora Firmino J01-
a Flix da Rosa, seu pai. as quaes se compromet-
iera empregar todos os desvellos e eariuhos ao seu
alcance para eosinarem as meninas que liies forcm
confiadas, oseguinle : urna, i* primeiras ledras, es-
crever e contar ; uulra lomara a si ensinar a, coser
chao, labyrinthar, caeumlc, bordado de susto, e acol-
xoado ; a lerceira ensiuar a tapete, tapet-ai ia, fro-
co, mirones braneo, "matiz onro. As jnvens cima
esperam de alguns senhores, pas de familias, llies
deem proteccao, e quereudo examinar e ajuizar de
seus (rabalhos, podem com antecedencia dirgir-se a
casa cima para verem alguns diflercnles de seas
trabalhos que Ihe serio apresenlados. U preco de
cada orna para 1er,eserever econtar, costura, cacan-
d, labyrinlho de qualquer forma, ser* 39000 meu-
saes.e por todos os mais Irsballios superiores ser 59.
Tamben) se receben) meio peusionislas por preco
razoavel, anm de evitar o Iransilo em virlude da
grande torca do sol. A aula principiar os seus tra-
balhos no da 1. de outubro do correte anuo.
aos senhores es-
luda n les.
Ainda existe urna porro de livros de direilo e de
lltleralura, em muilo bom estado, e por ineuos pre-
so do qoe em oulra qualquer parte : quera precisar
aproveite a occasiao para comprar baralo antes qne
se acabem : na ra do Queimado n. 24, tpdos os dias
das 11 horas em dianle.
BECkER
RA NOVA N. 60,
lem a satisfago de annuneiar aos fashionables, sec-
tarios do bom gosto e perloirilo, que no seo eslabe-
lecimento se enconlra nao s as fazendas necessarias
chegadas intimamente de Pars para o sorlimento
completo de um elegante ; como lem igualmente
felicidade de noticiar aos seos freguezes e>amigos,
qne a frente de seu eslabelacimenlo se acha hoje
um artista versado em lodos os segredos da profissao
e interprete fiel do gosto mais requintado.
CONSIILTOIIO CENTRAL
HOMOPATHICO.
(feratnito para os pobres.)
=
Est a sabir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEOPATHA.
EXTRAHIDO DE ROFF E BOEN-
NINGHAUSEN E OTROS,
ii posto em ordssn alphabelica, ,com a descripro
abreviada de todaa as molestias, a indicaeao physio-
logica e therapeutica de todos os medicamentos ho-
u lempo de acc,ao e concordancia,
ido de em diccionario da significaco de todos
os termos de medjajina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do pon, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve- le para esta obra no consultorio homeo-
pathico do Dr. LORO MOSCOZO, roa Nova n. ,500
primeiro andar, por 5)000 em brochura, e 6900,
encadenado.
Osoiiciador Gamillo Augusto Ferreira da
Silva, mudou a sua residencia para a ra da
' Gamboa do Careno n. 38. primeiro andar, on-
, de pode ser procurado para os misleres de
sua profisSo, bem como no pateo do Colle-
gio, escrintorio do illm. Sr. Dr. Fonseca.
AULA DE LATIM.
3 padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a'iua aula para a ra do Ran-
gd n. 11, onde continua a recpber alum-
iexternes desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem te
quizer uttlisar deteupequeoprestimo o,
podeprbcjrar no egundo andar da refe-
a 1 qualquer hora dos dias uteis.
^ SO
S. J. JANE, DENTISTA, i
H contina a residir na roa Nova n. 19, primei-
chronicas, 4 vo-
. 209000
. 69000
... 79000
. 69000
. 169000
. 69000
d. 8|000
169000
10900o
89OOO
79OOU
69000
49OOO
I DENTISTA FRANCEZ, !
I Paolo Gaigooux, dentista, estabelecido na
ra. larga do Rosario n. 36, segando andar,
P collora denles com a pressilo do ar, e chumba #
denles com a massa adamantina e nulros roe-
taes. Z
LOTERIA DO YMNASIO PERNAM-
BtCANO.
AOS 6:000. 3:0000 Ei:000. O caulelisla da casa da Fama, Antonio da Silva
Gnimaraes, fa Kiente ao publico, que tem exposlo
11 renda os seus muilo afortunados bilheles e caute-
las da segunda parle da segunda lotera do Gymna-
sio, a qual corre no da 6 de oulubro do correte
anno, e sao vendidos as seguintes casas : aterro da
Boa-Vial.) ns. 48 e 68 ; rna do Sol n. 72 A ; praca
da Independencia ns. 14 e 16 ; ra do Collegio n.
9; ra do Rangel o. 54 ; ra da Cruz n. 43, loia, e
roa do Pilar n. 90.
Recebe por inleiro 6:0009
com descont 2:7609
V 1:3809
6909
5529
< 2769
O mesmo caulelisla declara, qne casante nica-
mente os bilheles inleiros em originses, nao soflren-
do o descont dos oito por cento do imposlo geral,
eqneas suas cautelas premiadas com os premios de
0OO9OOO para baixo ao pagas as suas lojas, sem dis-
lincao de serem vendidas nesta 00 naouella, e o-
Iros premios no aterro da Boa-Vista n. 48.
Ra de Santo Amaro, (Mundo-.Xoto) n. (>.
O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinho d
consultas lodos os dias desde 8 horas da
roanhaa al as 2 da larde.
Visita os enfermos em seus domicilios, das
2 horas era dianle ; mas em casos repentinos
e de molestias agudas e graves as visitas serao
fei'.as em qualquer hora.
As molestias nervosas mereceni Ira la ment
especial segundo meios hoje acooselhadoi
pelos praticos modernos. Estes meios exis-
_ tem _iio consultorio central.
Bilheles 59800
Meios 29800
Quarlos 1940
Oilavos 760
Decimos 600
Vigsimos 320
Para.
>ovos livros de homeopalhia em fraucex, sob
todas de'somata importancia :
Hahnemann. tratado das molestias
lun ......
Teste, rrolestias dos meninos.....
Uering, horreopathia domestica. .
Jahr, pharmicnpa homeopalhica. .
jahr, novo manual, 4 volnmes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, motes .as da pelle. .
Rapen, historia da homeopalhia, 2'volumes
Harlhmanu tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de taooeli .....*. .
Casting, veidade da homeopalhia. .
Diccionario de Nysten.......IO9OOO
Attlas completo de anatoma com bellas es-
lampas ce loridas, contendo a descrjpc^o
de todas s parles do corpo humano 309OOO
vedem-se todos estes livros no consultorio honaeopa-
thico do Dr, Lobo Moscoso, rna Nova o. 50 pri-
meiro audar.
No engenho S. Jlo de Itantarac, preeisa-se
de oro bom fstor : quem a isto se quizer propr,
dando conliecimento de sua conduela e cnpacidade
dirija-se a na da Aurora n. 62, casa do Dr. Jo3o
Honorio Be;rra deMenezes, ou aodilp engenho, a
ralar com <> proprietario.
IJordao Jos Fragoso, procarador bastante de
seu soa.ro o Sr. Joo Sloreira Marques, ora ausente
desla ddadf, roga a lodos os devedores do mesmo.
venham a na do Cabog a. 11, salisfazerem seus d-
bitos, evitando por este modo os recorsos legaes,
Jolgaodo qie o referido sen sagro nada deve nesla
praej. com ludo convida a qualquer pessoa que delle
se considere credor, a apresentar os ttulos de divi-
da, por onds assirn o mostr, para serem pagas.
Precisa-sede urna ama de leite: no
pateo do Hospital n. 28.
COIPiJHIA'DE SEGUROS MA-
RTIMOS IHDEMNISADORA.
Os Srs. accionistas sao convidados a realisar no es-
irriplorio do mesma compaohin, roa do Vigario o. 4,
, do \ator de suas acc.Jes, na cooformidade do
artigo 17 dos estatutos, at o da 10 do prximo mz
de oulubro Redfe 25 de selembro de 1855. Os
diredores,
Jlo da Silva Regadas.
Vicente Alves de Souza Carvalho.
Massa adamantina.
He gerl atente reconhecidu a excedencia desla
preparado para chumbar denles, porque seus resul-
tados ssmpre felizes sao j do dominio do publico.
Sabasto Jos de Oliveira faz oso di-sta preciosa
massa, para o fim indicado, t as pessoas que quize-
rem honra- lo dspondo de seas servidos, podem pro-
curadlo na Iravessa do Vfgario n. 1, loia de bar-
beiro.
LOtiERL DO GYMNASIO PER-
NAMBUCANO.
Aos 6:000j(000 3:000^(000 e l:000s000.
Corre redubilavelmeole sabbado, 6 de outobro.
ti caute'isla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respoitivel publico, que seus bilheles e caulelas
nao soUreD o descont de olio por ceuto do imposlo
jera! no a :1o do pagamento dos tres primeiros pre-
mios gran jes ; o* quaes acham-se venda as lojas
aegninles rus da Cadeia do Recie ns. 38 e 45 : na
liraca. da I udependencia ns. 37 e 39 ; ra Nova n.
i e 16 ; na do Qoeimado ns, 39 e 44 ; aterro da
gpi-Yistii 11. 7i, na praja da BoaVhta o. 7.
Precisa-se de um caixeiro que lenha pralica de
lahern ou mesmo sem ella, porm que seja hahil:
a tratar na padaria do paleo da Santa Cruz n. 6.
Aluga-se para passar a festa, ou por inzes, ou
mais lempo, urna casa sita margen) do rio Capiba-
ribe, na povoarao do Pojo da Panella : os prelep-
denles podem fallar e ajuiar na ra do Raogel n.
21, a qualquer hora do dia.
Quem tiver um moleque fiel que possa fazer o
servico de urna casa, dirija-se em casa do Pomateau,
no aterro da Roa-Visla.
Precisa-se de orna ama .le leite : na ra de
Apollo, sobrado da esquina, defronte da ermida dos
prelos, primeiro andar.
Muita ^ttencao !
O caulelisla Salustano de Aquino Ferreira vend
para negocio, na rna do Trapiche n. 36, segundo in-
dar, bilheles e cautelas das loteras da provincia,
pelos presos abaixo declarados, sendo a quaulia de
10(r-000 para cima, ihnheiro visla.
Bilheles 59500 sero descont
Meios 29750 a
Quarlos t|M0
Tercos I986O
Quitos 18120 ,.
Oilavos 700 a
Decimos 560 l(
Vigsimos 290 ~~"
O caulelisla, Salustano de Aquino Ferreira.
*x COMPRAS
Venqem-se seis cadeiras,. dous consolos, urna ___jfa rua a Cruz n. 2t, primeiro an-
sala, urna commoda, um. marque- dal.>evste a venda muito iuperior choco-
late, c Iiegado ltimamente de Franca e
por commodo preco.
possanie e gordo,
carro de 4 rodas*:
za e orna cama, ludo era bom estudo e por commo-
do pre^o: na rua da Seniela Velha n. 112. |segun-
do andar.
Vendem-se os perlences de urna taberna com
muilo poucos fundos, no largo da Trempe 11. I, a
qual venda se faz para pagamento dos'alaguis que
ella esli devendo, e esl, muilo afrgoezada tanto
para gneros da trra como de Cura."
Veude-se urna taberna em muito boa localida-
de por ser de esquina, com commoJos Independen-
tes para familia e commodo aluiiucl, propria para
qualquer principiante, por ter poucos toados ; fa/-
seJodo o negocio poro dono nio podar continuar
com a mesma : quem pretender, dirija-a* a rua do
Aragio 11. 8. Bat.
Vende-se om bom eavallo
bom trotador, para cabriole! ou
quem o pretender, dirija-se.a Iravessa do VefMTat
Boa-Vista, 11. 15.
Refrescos.
Vendem-se jaropes .para refrescos, de todss as
quadades de fructas : na Iravessa da Madre de
Dos n. 10.
Em casa de Southall Mellor & Com-
panhia, rua da Cadeia do Recife n. 56,
vendein-se relogios de onro patente i-
jlez, muito superiores; cerveja iogleza,
Branca, de superior qnalidade, em barri-
cas de quatro duzias de garrafas, por pre-
co mdico, em porees pequeas.
Sendo muilo recommendado pelos reverendos
capuebinhos, o Thesouro de Paciencia, nao so para
consolar-nos em nossas affjicses, como tamben) pe-
dir-nos para qoe Dos se compadec de no, livran-
do-nos do llasello da peste : acha-se venda na rua
da Caa do Recife, loja ns. 14 e 20.
ta rato que ad-
mira.
Manleiga ingleza superior a 800 rs., 720 e 610 :
na rua larga du Rosarlo, taberna pintada de azul
n. 37.
Vende-se urna orle de ierras perlencenle a
data de 3 legnas que foi dad pelos servaos da guer-.
ra dos Palntres ao major Luiz Rodrigues Prado, na
frguezia da Escada, ribeira do Aramaragi, onde
passa a estrada de Ierro, e he excdeme ierra de
cultura : a tratar com M. I de M. llenriques, na
rua da Fraia.
Vendem-se sellins com pertences pa-
tente inglez, e da melhor quald|/le que
tem vindo a este mercado : 110 armazem
de Adamson
che n. i2.
A boa fama
Na rua do Qoeimado nos qualro cantos na bem
condecida loja de miudezas boa fama n. 33 en-
coolra-se sempre mu completo srrtimeuto de miu-
dtzss de todas as qualidades e de diversos gustos e
que tudo se vende por 1,1o baratos presos que 'aos
proprios compradores cama admiradlo :
Libras de linhes de| novelo, brancas n. 50,
80, e 70 a 19100
Libras de linha. ditas n. 80, 100,120 a 19280
Duzia de tesouras para costara a 19000
Duzia de lesourns linas para costura a 1S280
Pesas com 11 varas de lita de seda lavrada I92OO
Mac,o* com iO. 50, 60 e 70 pecas de cordSo
para vestido 400
Pesas com 10 var8s de bieo eslreilo 560
Duzia de dedaes para sen dora 100
Caixinhas com agulhas francezas 160
Caixas com 16 novellos de lindas de marcar 280
Pulceiras encarnadas para meninas 240
Crozas de bot6es para carniza 160
Pares de meias finas para senhora a ilu, 300 e 360
Meadas de lindas nimio linas para bordar 160
Meadas de 1 i 11 has De pes.- 100
Crozas de botGes multo linos para cairas 280
Asulheiros finos com asnillas sorlidas 200
Hadados abortos de lindo lisos e bordados, a
vara a 120 c 240
Lapis linos envernisados a duzia 120
Carteiras de marroquim para algibeira 600
Fivelas douradas para calcas e collele 120
Tranceln* prelos de borracha para relogios
a 100 e 160
Tioleirose areeiros de porcelana o par 500
Cliaruleiras entre finas 120
Duzias de lapis sera ser envernisados 80
Dozias de torcidas para candieiro n. 14 80
Penles finos de bnfalo para alisar a 300 e 400
Pesas com 6 112 varas de fila branca de lindo 50
Caixas com clcheles 60
Carrileis de lindas de 200jardas de boa qua-
iidade 70
Macinhos com 25, 30 e 40 grarapas 50
Suspensorios, o par 40
Howie&C. rua do Trapi-
VENDA DE 1,000 AC^O'ES DO RANCO.
A directoria do Banco Commrcial
desta praca, avisa a quem convier, que,
tendo de converter-se o mesmo Banco em
Caixa Filial do Banco do Brasil, conforma
se deliberan ,em Assembla Geral dos Ac-
cionistas, na data de 31 de julho ultimo,
e e.xistindo ainda em reserva mil accoes
para completo do seu fundo ell'ectivo,
tem designado o dia 10 de dezembro vin-
douro para a venda das mesmas accOes,
em leilao 'mercantil. Realisada a venda
serao as referidas aocoes entregues aos ar-
rematantes no primeiro dia til do metv de
Janeiro de 1856, dia em que entraraonos
cofres do mesmo Banco com a importan-
cia das que tiverem arrematado, e no dia
da arrematacao com a de 10 por cento,
como quantia sobre o valor de cada urna ;
estas importancias serao realisadas em
moeda correte. Previ ne-se que ja' exis-
teum fundo de reserva de 11:515^070,
e que o valor nominal de cada accao he
de lOOSOOOris. Para'14 de agosto de
1855.Assignado, lenrique B. Dewey,
presidente.Augusto E. da Costa, secre-
tario.
PUBLiCACA'O COROGRAPHICA.
Esta' a' venda na livraria classican. 2,
no pateo do Collegio, a obra intitulada
Breve Noticia Corographica do Imperio
de Brasil, escripia em 185 i; e roga-se
aos Srs. assignantes que 4enhaiu a bon-
dade de mandar buscar os seus exempla-
res, no armazenr deleiloes da rua do Col-
legio n. 15-
Na'aa Direila a. 13 d-se dinbeiro a jaros so-
bre penhores de ouro 00 prala, em pequeas e gran-
des qaantias.
Precisa-se de um criado para todo 6 serviso,
menos cozmhar: na roa do Cabug, loja de cera.
Compra-se um Alias usado, de bom autor : n
rna do Queimado, loja n. 25.
Compra-se urna casa terrea em chaos proprios,
com bom quinlal e cacimba, que lenha pelos menos
30 palmos de frente, sendo as principaes ras da
frguezia de Santo Antonio: agradando paga-sc
bem : a Iratar na rua Direila u. 135.
Compra-se urna carteira de duas facess, de 5 a
6 palmos em quadro, com algum uso : no pateo do
Carroo, taberna n. i,
Compram-se sementes, ou ps de
fructyiras das mais novas qualidades, bem
comobananeiras jasmins, fructa pao de
massa, etc. : quem tiver, annuncie
este Diario para ser procurado.
Compra-se sement de coentro : quem liver
aonoacic.
Compra-se um par de venezianas, em bom As-
na rua do Queimado n. 9, loja.
por
lado
Compra-se urna grammalica franceza por Bnr-
gain : na Soledade, casa do Sr. capililo Joao Bao-
lista de Souza.
Compra-se om sobrado de um ou dous anda-
res, no bairro de Sanio Antonio, preferindo-sc as
melhores roas : a Iralar na rua estrena do Rosario
iravessa para o Queimado, loja de miudezas n. 18 C]
Compra-se um baixo de harmona, em segunda
mo : na rua da Concordia n. 19, ao pe da cadeia
nova.
VENDAS.
ATTENCAO' AO BARATEIRO.
\ende-sc na rua Nova n. 51, junio da Conceirao,
e na mesma rua 11. 7, defronte do oito da matriz de
Santo Antonio, um completo sortimcuto de louca fi-
na e vidros ltimamente chesados, e se vende pelo
mais baralo preso do que em outra qualquer parle,
ludo do melfior oslo.
Saccasde fari-
nha
Vendem-se saccas com farinha da Ierra boa e bem
torrada, por preco commodo : ua rua da Cadeia do
Recife, loja 11. 23.
Vendem-*c canastras de batatas su-
periores de Lisboa : na rua do C buga' lq-
ja de i portas da Aguia de ouro.
Fazenda de bailes.
Cfcally de seda, fazenda transparente, gostos que
nnnea appareceram nesta praca ; veude-se o covadn
por preso razoavel: na rua do Crespo p. 9.
CHAPEOS PKETOS Fltii\-
CEZES
ltimamente oderados; vendem-se por preso com-
modo : na rua do Crespo, loja n. 19.
s de sol
seda,'
B9500 : vende-se na rua do Crespo,
de case-
iras de cores
de muito bom gosto e qualidade, para diversos pre-
los : vendem-se na rna do Crespo, loja n. 19.
Pannos pretos
de diversas
Vendem.se lonas largas e estrellas, por preso
commodo : em casa de Fox Brothers, na roa da Ca-
deia do Recife n. 62.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Soiuala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
china de vapor, f e taixas de ferro batido
e coadri, de todos os tamauhos, para
dito.
& POTASSA BRAS1LEIRA.
0 Vende-se superior potassa, fa-
(A bricada no Rio de Janeiro, che-
la, gada recentemente, recommen-
l. da-se aos senhores de engenho* os
0
i
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron t
Companhia.
qualidades e precos: vendem-se
loja n. 19.
na rua do Crespo,
ROLA O FRANCEZ.
Na rua da Cadeia do Recife, loja dos Srs.
Va/.& Leal, acha-se a venda o excedente
rap rolo francez, a 40 rs. a oitava.
Na rua da Cruz. n. 20, ha a venda cai-
xinhas com tentospara voltarete ou outro
qualcjuer jogo, espingardas de dous canos
francezas, vinho Brdeos tinto e braneo
em duzias.
A 1.300.
Vendm-se chapeos prelos francezes de superior
lualidade e formas modernas : na rua Nova n. 1.
tSS- CORTES TURCOS.
Vendem-se estes delicados corles de cassa prela
com pintas carmezins e listrados, os mai- lindos pos-
siveis pela sua novidade de padrOes, e se vendem
as lojas dos Srs. Campos & l.ima. rua do Crespo ;
Mauoel Jos l.eite, rua do Qoeimado ; Narciso Ma-
ra Carneiro, rua da Cadeia, por preso muito em
conta.
Bilheles
Meios
terco.
Quarlos
Quintos
Oilavos
Decimos
Vigesimoi'
5&600
28900
28000
18500
18200
760
640
340
Recebe por inleiro
6:0008
3.-0008
2:0008
1:5008
1:2008
7508
6008
3008
O refeiido caulelisla se responsabilisa apenas a
pagar os ls por cento da lei aos seus bilheles inlei-
ros, vendidos em origiaaes. Pernambuco 1. de ou-
tubro de 1855.O cahlelia,
Saltiliano de Aquino Ferreira.
Prncisa-se para o servi{o interno de ama casa
estrange ra, de doas pessoas, urna que coziohe e en-
gorome, a outra que enlenda de costura : aa roa
Nova d. 17, se dir quem precisa.
COMPANHIA DE FIAA0 E
DOS. recife:
Adireccao da com-
panhia de FiaooeTe-
cidos de algodao con-
vida aos Srs. accio-
nistas da companhia,
a realisarem do 1 ao
mo de outubro prximo, em mao do
csixa Sr. Manocl Goncalves da Silva, no
impedimento do Sr. Antonio de Moraes
Gomes Ferreira, no seu escriptorio da rua
da Cadeia do Recife, todos os dias uteis,
da 9 horas da manhaa a's 2 da tarde, urna
prestacao de 10 por cento sobre o capi-
tal. Recife 28 de setembro de|1855.Ba-
nio de Camaraglbe|, presidente. 7Joao
Ignacio deMedeiros Reg, secretario.
ANNUNCIO.
Loja e armazem de fazendas baralissiroas, na roa
da Cadeia do Recife n. 50, defronle da roa da Ma-
dre de Dos, quina do segando boceo vindo da pon-
te, lado esquerdo. Neste eslabeiecimcnlo aeharao os
Srs. fazeudeiros, commerciaules do centro, e e pu-
blico em geral, um completo sorlimento de fazendas
linas e grossas, todas de boa qnalidade e sem averia,
que a dinheiro i vista, se vendem por presos bara-
lissimos ; assiro como boa disposicAo para bem er-
vir e agradar a todos os fregoezes qoe se dignaren)
honrar o eslabelecimenlo.
-
9 0 medico Jos de Almeida Soares de Lima 9
(| Raslos, mudou a sua residgKia para a rua da
w Cruz sobrado amarellb n.^l, segu "
9 dar.
Precisa-se de oficiaes de alfaiatc : na
rua da Madre de Dos n. 56, primeiro an-
dar.
Oracao contra a peste e o cholera-
morbus.
Acha-se venda na livraria *i. 6 e 8 da prasi da
Independencia um foldelinlio com diilerentes ora-
Soes contra o cholera-morbos, e qualquer oolra pes
le, a 80. rs. cada um.
Vende-se um moleque de idade de 9 annos,
orna negrinlia de 8, e urna muala mosa com. (odas
inhabilidades: na rua do l.ivrament n. 4. J
nico deposito de rapo aia prela da Rabia, rua da
Cruz n. 1, escriptorio de Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo.
Chegoo pela sumaca Hortencia urna porcio desle
muito condecido e acreditado rap, e se vende em
porrao de cinco libras pera cima.
Vende-se ama muala de idade 28 annos, pon-
eomais ou menos, coro'orna criada 8.annos, deJ
muilo boas liaoilnlades, sabe engommar ecoser qoal- se no armazem de Joo Martins de
quer costura chao, sera vicio de qualic'ade alguma : da Madre-de-Deos 11. 21.
quem a quizer comprar, dirija-se a rua Direila dos
Aogados, casa n. 11, defronte do becco do Quiabo,
ao p da relinasao, que achara com quem tratar
vislada mesma escrava.
Vende-se urna morada de casa de dous andares,
sita na rna do Raogel n. 20 ; assim como dous bra-
Sos de batanea marca Romao, com cerca de 8 arro-
bas de pesos proprios para armuzem de assucar, ou
engenho ; assim mais bom vinho de caj', quer en-
garrafado ou a relalho: Irala-se na rua Augusta
n. 94.
JNa botica dos Srs. Sotim <\ C, ha pa-
ra vender a maravilhosa agoa dentifrice,
do Dr. Pedro, a melhor pie tem appare-
cido para conserva cao tos doates.
BATATAS NOVAS.\
s do Porto,
J chegarain as batatas novas
e vendem-
Rarros, Iravessa
Vendem-se -l escravas com habilidades, mailo
mocas, sem vicio ; 3 ditas para todo o serviso, ou
para venderem na rua ; 2 pardas, sendo una de 22
annos. hem possante e de elegante figura ; 1 dita de
meia idade ; 1 prelo moco para todo o serviso, e 1
dito de meia idade : na roa do Rosario n. 24.
Contra o cholera.
Camisas de flanella de Ua de novo modello, muilo
commodas para se vestir; sea uso be recommen-
dado por todos os facultativos como medida iodis-
pensavel contra o cholera: vendem-se por baralo
preso, na ru do Queimado n. 27.
ptimo recreio para senhoras.
Chegaram emfim as lio desojadas tabicarlas pin-
tadas, onde se acham desenhos para lodos os borda-
dos cora as competentes cores na mesma (alagarse,
qoe evita o grande trabalho e demora de contar os
ponlos: vendem-se por barato preso, ua rua do
Queimado o. 27.
Veude-se urna carrosa para dous bois, por pre-
so muilo conmado, propria para carregar carne : a
Iralar ua Iravessa do Poucinho, armazem u. 26 A.
TAIXAS DE FERRO.
Na funditjao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Bruin logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logare*
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se na retinaran da rua de Hurtas n. 7,
velas de carnauba pura, fabricadas no A raais, lan-
o em porrao como a relalho.
A boa fama
Sao chegados a prosa da Independencia ns. 24 a
30 loja de J. O. Maia os encllenles e muilo deseja-
dos oleados pintados de 5 a 8 palmos de largara de
bonitas pinluras.muilo proprios para roberas de pia-
no, mesas, commodas ele, e vende-se por baralis-
simo preso.
Attenco ao barato!!
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 47, loja
de Manoel Ferreira de Sa, palitos prelo. de alpaca
a 58 eS8000, I uvas de seda de cores para homem a
19000 o par, corles de brim da moda a 38000.
N. rua do Vigario n. 1,9, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro de sellins,
chegada recentemente da America.
Xa loja das seis
portas-
Em fvjnie do Livramenlo.
Vendem-se chales de seda de lindos goslos a 8,
cufies de vestido de cambraia com dousbabadosa
cinco patacas, ditos de cambraia pintados a dez tus-
tOes, pesas de cambraia com flores miudiohas a cin-
co patacas, chiles de cambraia adamascada,proprios
para ir ao dando a duas patacas, chales de quedros
cor de rosa a duas patacas, chales de gamza encar-
nados grandes a dez tutiie$ e pequeos a duas pala-
ras, meias para meninas de Ires a qualro anuos a
fustao.
FARINHA DE MANDIOCA DE SAN MATHEL'S
LAVADA. .
O patacho nacional Juila: trotine urna porrao de
farinha lavada, que se vende a presos commodos,
trata-seno escriptorio da ruada Cruz n.49ou no
caes do Ramos no armazem do Sr. 'Pacheco.
Velas.
Vendem-ee encllenles velas le carnauba pura,
de 6, 7, 8, 9, 10 e 13 por libra, e por menos prefo
que em oulra qualqner parte : ns rna Direila n. 59.
Vende-se arroz de casca muito bovo a 29500 S
sacca e a granel a 39200 o alqueire. medida velbav '
eomo bem 13 toros de angico de 9 a 10 palmos de>
enmprido,- por preso commodo : na roa do Vigario
Vndese junio bom, por preso commodo :
rua da Cadeia de Santo' Antonio n. 18. Na mesma
casa empalhara-se obras com hrevidade.
\ttencao ao novo sortimento de fazendas
baratsimas.
Novas chitas de cores seguras e algumas de pa-
droesnovos a 160. 180. 20\ 220 0240 o eovado,
cortes de chita de bonos desenhos. padres inteira-
raenle noves, com 13 covados por 39, riscados fran-
cezes finos a 240 e 260 o covadq, cassas francezas de
cores, padres bonitos e delicados a 600 rs. a vara,
novas melpomenes de quadros do cores i. 640, 720 e
Ricos penles de tartaruga para alar cabellos a 49500
Dilos de alisar tambero de tartaruga 39000
Dilos de marlim tambem para alisar 10400
Dilos pretos de verdadeiro bfalo para alar
cabellos 19280
Luvas prelas de lorral com bololas, fazenda
boa 800
l.uvas de seda decores para hr.mem e sendera 19000
Lindas meias de seda de cores Pra criain-as I98OO
Meias pintadas Go da Escocia para criansas240e400
Randeijas grandes e de pinturas finas 39O00 e 4J000
Papel almajo greve e pautado, resma 0OOO
Papel de peso pautado muilo superior 39600
Penas finissimas bico de lau^a, groza 19200
Ditas muito boas, groza 640
Caetas finissimas de marlim 320
Oculos de armarao de aso delodas as graduasoes 800
Lonetas com armas^o de tartaruga I9OOO
Toucadores de Jacaranda com bom espelho 39000
Meias de laia muilo superiores para padres 29000
Ricas bengalas de canna cora lindos casles 29 e 39000
Chicles finos para domen e senhora a I e 2000
Meias prelas de algodao rara padres 600
tiravalas de seda de loda as cores 19000
Filas de velludo estrellas e de todas as cores,
a vara 160
.Atacadores de cornalina para casaca 400
Kicos reloginhos para cima de mesa 49OOO
Escovas finissimas para cbelo e roupa, uavalhas fi-
nissimas para barba, meias pintadas c cruas de mui-
lo boas qualidades, transas de seda do todas as co-
res e larguras e de bonitos padrOes, fias finissimas
lavradas e de todas as larguras e cores, bicos finissi-
mas de lindo de bonitos padrOes e de diversas lar-
garas, lesouras as mais fl'ias que he possivel eneno-
trar-se e de lodas as qual dades, riqussimas franjas
brancas e de cores com b)lotas proprljs para cor-
tinados; e alera de tudo islo oulras muilissimas cou-
sas que a vista de suas bias qualidade e o haralis-
siroo preso porque se vendem, nao be possivel haver
quem deive de comprar na rua do Queimado nos
qualro cantos na bem condecida loja da Toa fama
o. 33.
para lenres, ceroulas e lalhasa 99, 99600 e 10 a
pesa de 20 varas, novo panno lino para lenres, com
mmsde2varas de largura a 29240, chales de laa
grandes de cores com barra a 59500, ditos de case-
mira finos e muitu bonitos de cores com barra por
89. selim prelo inadlo superior, proprio para vesti-
dos e rolletes, por preso que em particular se dir,
chales de seda grandes e pequeos, e ootras multas
fazendas, que a dinheiro vista se venoTem por ba-
ratsimos presos : mi rua da Cadeia do Recife, loja
n. 50, defronle da rna da Madre de lieos. ,
Vendc-se cognac da melhor qualidade: na rua
da Cruz n. 10.
Pratos oces patentes
para conservar a comida
quente: vendem-se na pra-
ca do Corpo Santo, arma-
zem n. 48, de Kostron Ro-
oker $ C
OUKTOS PARA ARMADORES.
\ endem-se na rua do Amorim n. 41 sor-
timento completos pare^nnanies deigre-
ja, carroffe angrnho, como sejm : vola-
tes de todas as cores, trinas, gales de to-
das as larguras, espiguilhas, ilbamas, etc.
por precos barajos.
POIRIER.
Alerroda Boa-Vista n. 55.
..vende-se om carro de i rodas,
novo, muilo elegante e leve, e
de uovo modelo prompto Fer-
rol 10 gosto de comprador, era casa dePoirier.
Esguiao de linlio
e algodao,
muilo superior, com 11 varas a pes, por 39500:
vende-se na rua de Crespo, loja da esquina que >ol-
ta para a rua da Cadeia.
Chalty
de cores para vestido, o melhor que tem apparecido
no mercado; veude-se por 800 rs. o eovado ; assim
como diales de toqoim de todas as cores, pelo bara-
to preso de 99000 e 10S000 : na rua do Queimado
n. 33A.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chegada, as-
sim como potassa da Russia verdadsira : na praca do
Corpo Santo n. 11.
Cheguem ao ba-
rato !! !
Caixas para rap imitando a tartaruga, pelo bara-
linimo preso de 19280 cada urna : na roa do Cres-
POTASSA E CAL YIRGE1.
No antigo e ja'bem condecido deposi-
to da rtta da Cadeia do Recife, escriptorio
n. 12, ha para vender muito superior
potassa da Kussia, dita do Rio de Janeiro
e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo a
precos muito favoraveis, com os quaes (i-
carao os compradores satisleitos.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
saus pertences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
pretender, dirija-se rna da Cruz, armazem n. 4.
Attenco ao seguinte.
Cambraia franceza de cores de muilo bom goslo a
600 rs. a vara, cortes de cassa pretos de moito bom
gosto a 29000 o irle, ditos de cores com bons pa-
drOes a 292OO, alpaca de seda com quadros a 720 o
eovado, cortes de 1,1a muilo finos com 14 covados ca-
da corle, de moito bom goslo, a 49500, lentos de
bico com palmas a 320 cada um, ditos de cambraia
de lindo grandes, proprios para cabesa a 560 cada
uro, chales mperiaes a 800 rs., 19 o 19200 : na loja
da rua do Crespo n. 6.
Brins de vella: no armazem de N. O.
Bieber & C, rua da Cruz n. 4.
Fazendas baratas*.
Corles de casemira de pura 13a e bonitos padrOes
a 59500 rs. o corte, alpaca de cordao moito fioa a
500 rs. o eovado, dita muito larga propria p ra man-
to a 640 o eovado, cortes de brim pbrilo de puro li-
ndo a 19600 o corle, ditos cor de palha a I96OO o
corte, cortes de casemira de bom goslo a 2)500 o cor-
le, sarja de Ua de duas larguras propria para vesti-
do de quem esta de loto a 480 o eovado, cortes de
fusUo de bonitos goslos a 720 e 19400 o corle, brim
transado de lindo a 19 e a 19200, riscados proprios
para jaquetas e palitos a 280 o eovado, corles de cl-
leles de gorgurao a 39500 : na loja da rna do Cres-
po n. 6.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto. *
Vendem-se na rua do Crespo, foja da esquina qne
volla para a cadeia.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim, nafondisaOde D. W. Rowmau : narua
doRrnmns.6,8elO.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeirp andar, defronte do Trapiche Novo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
P.eduzido de 640 para 500 rs. a fibra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-.
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantgem para o melborameivto do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber ce Companhia. na ruada
Cruz. n. 4.
CAL. DE LISROA A 49000.
Vendem-se harria com cal virgem de Lisboa, para
fechar contas, pelo dimitalo preco de 4*000 o bar-
ril : na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, defron-
le da rua da Madre de Dos.
Vende-se excellente tabodo de pinbo, recen-
temente chegado da America : na rm de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-se com oadroinis
ador do mesmo.
CAL VIRGEM.
A mais nova no mercado, por preco
muito barato: no deposito de rua do
Trapichen. 15, armazem de Bastos & Ir-
maos.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
11 para vender superior retrnz de pruneira qualidade,
do fabricanteSiqueiralinhas de roriz e de came-
na, ro, e uo porrele, tudo chegado pelo ultimo navio vin-
do do Porto, e juntamente vinho superior, feitora
em pequeos barris de dcimo.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de
em saccas que tem
velha por 5f000>fCis : nos b
As senhoras de bom gosto.
Vendem-se indianas de seda de quafro. recenle-
meole chegadas da Europa, muilo proprias para
flirto. de senhora, por ser o ultimo goslo : na loja
M. Ferreira de Sa, na rua da Cadeia do Recife n.
ao virar para a Madre de Dos ; dSo-se amostras
com penhor.
Fazendas salva-
das da barca
Gustavo II.
lis um resto de meias casemira., pelo baratsimo
preso de 19000; cassas pintadas, limpas, a 240 rs. o
eovado ; corles de cambraia 29400 ; camisas do
meia a 600 rs., ootras : na rua do Cabug n. 10,
junio do ourivas.
AGENCIA DA FLWIO
EDWIN MAW, ESCBIPTORIO DE RO-
SAS BRAGA &'C, RUA DO TRAPI-
CHE N. 44.
Tem para vender um completo sorti-
mento de taixas, moenda e meias moen-
das para engenho, cuja superioridad ja'
he bem conhecida dos senhores de enge-
nho desta provino, dos da Parahiba e
das Alagoas. desde quando taes objectos
do mesmo fabricante eram vendidos pelos
Srs. Me. Calmont&C, desta praca-
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito continua a ser na botica de Har-
Iholomeu Francisco de Souza, na rua lar; losa-
rlo n. :$6; garrafas grandes5500 e peque 100.
IMPORTANTE PARA 0 NI
.Para cura de phbsica em lodos os saos dt
gr.os, quer motivada por consli
na. pleunz. escarros de-sangue, dr de costados e
pello, palpilasao no coradlo, coas
dor na garganta, e lodas as molestias dos orcios Pal- s*
mouares:
Vendem-se dous pianos fortesVe^
Jacaranda, constrticcao al, e com
todos os melhoramentos mais modei
tendo vindo no ultimo navio de Ham-
hui-fro: na rua da Cadeia, armazem n.
MOENDAS SUPERIORES*
Xa fundicao de C. Starr & Compani
em Santo Amaro, acha-se para veni
moendas de cannas todas de ferro,
modello e construccao muito si
ARADOS E FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C.
Santo Amaro acha-se" para vender a,
dos d" ferro d --j>rir- qu
.....- -iv.rou.1.1".. u'- uuoinu.s iroimvjo viv, i \J c ^i _^*"-
800 rs. o eovado, haraborgo fino, de boa qaTrtldsrrer ^rM^eTlO armzem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes Companhia na ruado Trapiche
34, primeiro andar.
n.
Taixas pare engenhos.
'Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preco commodo e com- promptidao'
embarcam-se ou carregam-$e em cario
sem despeza ao comprador.-
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua.de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Belogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Lonas inglezas. .
Fio de sapateiro.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa a. 97.
Vinho Clierry em barris.
Camas de ferro.
Vende-se aso em cunhetes de uro quintal, por
preso muito commodo : no- armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, prara do Corpo Santn, ti.
. Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pelobrigue A'i-
peranra.
CAL DE LISBOA.
Vende-se cal virgem, chegada no ul-
timo navio, por preco commodo, assim
3omo potassa superior americana: no
deposito da rua de Apollo n. 2B.
FAZENDAS DE GOSTO
PARA VESTIDOS DE SENHORA.
Indiana de quadros multo fina e padres novoi;
corles de lila de quadros e flores por preso coaamo-
do : vende-se na ru do Crespo loja da esquina qoe
volla para a rua da Cadeia.
CASEMIRA PRETA1 4S00
0 CORTE DE CALCA.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a rua da Cadeia.
Veude-se
Farello em saccas de 5
arrobas a 5^000.
Farinha de mandioca
em saccas a S^ttOO.
Tijollos de mar more a
530.
Vinho Bordeaux em
garra toes a 12$O00.
JNo armazem de Tasso
rmelos.
LEONOR D'AMBOISE.
Vender o excellente romance histri-
co Leonor d'Amboise, duqueza He Breta-
nha, 2 voluntes por lgOOO rs., na livraria
n. e 8 da praca da Independencia.
f
\
.MANDAS E GRABES.
Um lindo e variado sorlimento de nodelh>
varandas e gradaras de goslo modernissirm
fundisao da Aurora, en Si roara, e no
lo da mesma, na roa do Bn
Vende-se na rua da Cadeia do Recito n. 7
de miudezas de Anlonio.Lopes Pereira da Mellov
Companhia, um mulalioho com idade de 11 a
nos, boa ligura, por preso commodo: a Ir
mesma.
Na rua. do' Vigario n.-19, prin
ro andar, tem para vender diver s mu-
licas para piano, violo e flauta
scjam.quadrilhas, valsas, redov
tiplies, modinhas, tudo me
chegado do Rio de Jpneiro.
NA RUA DO CRESPO
Loja n.6! !
Vendem-se pecas de esguiilo de algodao. moito
boa fazenda, palo preso de 39500 a peca, corles de
cambraia de barra, bonitos padroes e muito boa fa-
zenda, pelo preso da 39000 o corte, mantas para
grvala a 19200 cada urna.
ATTEHWO.
Na rua do Trapiche
vender barris de ferrb
fechados, pjoprios para deposito de
arris sao o melhores que se
m descoberto para este fim, por nao
cxlialaiem o menor cheiro, e apenaspe-
zam 16 libras, e custam o diminuto prc-
c;o de i.sOOO rs. cada um.
Deposito de vinho" de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qu
1 i da de, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de_ toda a Champagne, vendo
a GSOOO rs. cada caixa, ac
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B-As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro
tolos das garrafas sao azues.
eeaaBsBse
.ABYRFfiTHOS.
l-enjos de cambraia de linho mailo finos, toalhMJ
redondas e de ponas, e mais objectos deste cena
ludo de bom gosto ; vender barato : na roa
Cruz n. 3i, primeiro andar.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calesa e jaquetas, a ICO
o eovado.
Vende-se na rua do
volta para a cadeia.
Crespo, loia da esquina que
ESCRAVOS FGIDOS.
lOOSOOdegratficacao. .~
Desapparecea eo dia 17 da agosto prximo pasa
do, pelas 7 horas da noile, a prela l.ourenra, de na
cao Angola, de idade 35 a Manos, poeeo mais o
menos, com os signaes seguintes : um dedo da mSo
direila inchado, magra, lem marcas brancas Das duas
pernas; levon comisa de algodaozioho, vestido,
chita roa, panno fino, e mais ata Irooia de
roga-sca todas as autoridades pol.ciaes ou -epites
de campo que a apprehendam e lveos a sea senhor
Joito Leite de Azevedo. na pra.; do Corpo Santo n.
17, que reeeber gratincasHo cima.
Ftgio
o dia 1. de oolubro, pelas 11 horas do dia, um ca-
rroa aeaboclado. por nome Florencio, com 1:
nos de idade, levoo calca de algodao de listra, 2 ca-
misas, urna de algodao iznl e outra de roadapolao,
tem as macla, do rosto bastantes sltenles, jula;a-
se ter fgido para Pona de Podras, na barra de Coi-
auna, doode he natural : qoem.o pegar, condoza-o
casa desea senhor, na roa da Cadeia o. 40, que sera .
bem gratificado de seu trabalho.
tugio no dia 13 d selembro ama prela ucabra-
Ihada de uome Herencia, de idade SB a 30aaDo>,
pouco mais ou menos, com falta de denles na frente,
e urna orelha rasgada ; .quando fugio levon vestido
amarellu, um panno da Costa, e om Haodres de azei-
te de carrapalo : qualquer pessoa qoe a appreheu-
der leve-a n rua da Guia n. 29, qoe sera geni
mente recompensada.
Desapparecea da rua do Qoeimado u. 33, nm
escravo de nomo Paulo, com os signaes seguintes :
alto, grosso do corpo, com marcas de beiigas, com
um lalho em urna das fonles.elfeUvameutc viv
cando fumo; o dilo escravo foi comprado ao Sr.
Francisco Antonio Uailo em 35 de abril de 183,
dizia ser de ato seu lillio do engenho Pdco Cnn.pri-
dp ; levoa camisa de madapoln e cals de cor, e
cliapo, o qoal escravo be bstanle ladino e ja he ve-
Iho : porlaulo roga-se as autoridades policiaca e ca-
pitaes de campo que o apprehendam, queiram fa-
zer o obsequio de levar a dita rua, qne serao bem
recompensados.
-Contina tiara asente da case de san senhor
o major Antonio da Silva Gosmao, o seu esgravo Ig-
nacio, crioulo, cor prela, alto nlo muito, idade 34
abos, pouco mais ou meaos, pernas um pouco sx-
quiadas, olhos grandes e vermellios, testa alia e
grandes cantos, comum signalnella que parece um
S, dm dedo de um dos ps partido, chupa bastante e
he muito contador de pelas, anda corcorvado quem
apprehende-lo sera generosamente compensado,
levando-o rua Imperial n. 4, casa da reticencia
de seu senhor,
i
i

PEKN TYP. DK M. F. DB FaRIa 1855
:-
irinnn ruriini


Full Text
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