Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
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Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
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Bibliographic ID: UF00103047
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S Pages
4





p -
Sacaca kC. p.12) M.Profeta

Cura de feitigo Esmeria tinha uma tilha Joana que estava na es-
cola de aurupa. Ao mesmo uempo estudava a Sinh~ iLeopoldina Profeia
irma do pal dle'aria e mae de D.Ana mulher de Nriunduda.) que sem-
pre ganhava as provas de taboadas que havia aos sabados.
Esmeria resolve vingar a filna e pos reitiqo em Sinna num peda-
go de macachera que deu a ela. Sinha caiu doente, comegaram a amole-
cer os dentes e nao navia nada que curasse, Entao o Daniel 'raieta
pal de Sinha levou a filha na casa do curador Sacaca tJoaquimj, que
morava do outro lado do rio na ponta da ilha. Na primeira defumagao
ela gritoutanto que parecia que ia morrer. Entao o sacaca pos a bo
ca no rosto da menina e chupou tanto que acabou vomitando. No vo-
mito saiaxm uma cabega de a ranha com dentes e tudo, Logo depois a
Sinha socegou e dorjiu bem. u Daniel entao pediu ao Sacaca que desse
a ele o feitigo mas o curador disse que nao. Aconoeceu que o Daniel
tinha em Gnrupa uma camisa secando e encontrou dentro do bolso dela o
embrulho com a cabega de aranha e os dentes que o page havia sugado.
Diz-se que o curador nao tivesse tirado a aranha ela ira comer os
miblos da menina ate matar.


: 1~1~~-1~ ~ ~--~~Y.---.--U--.--~~ -L~L --- Ll.~ -~- -- --- -I--y^--C1--.- -..-.._








Joaquim Sacaca(C. p.2,) M."rofeta.

Tinha o poder de andar sobre o pau de agacuzeiro pau grosso com
casca com espinho. 0 Joaquim Sacaca andava em cima e nao espinhava.
Ele realmente tinha o poder de adivinhar.


Satiro benzedor seguAndo M.Profeta ele 'tido como adivinhador tam-
bem, mas ela contou o caso de um sobrinho Claudionor que estava mui-
to doente e que foi bento por ele que disse que ele iria morrer na
vazante mas ele nao morreu nao.

Bala (Cearense imigrange) que andou por aqu{ q que adivinhlava bem. Uma
ocasiao M.Profeta^levou os 3 filhos da Rosa e ela disse que eies iriam
morrer no mesmo mes e morreram mesmo.

Joquim Sacaca Segndo M.Profeta nao morreu mas desapareceu. Ele mo-
rava em baixo da ilha redonda que mudava de luoar a noite ate o dia
em que o padre benzeu. eta ilha ainda vive um rapaz e uma mora, alvos
e louros que sao encantados. Todas as pessoas encantadas sao sempre
referidas como alvos e louros.


_ I._ Ir


i i -






Satiro tC. p.57)

4 pelos sinais mais diversas cruzes sobre o 1 copo e depois sobre o
2 copo. No 10 copo ele disse ver uma cruz e reflex no copo de 3 pontos
a pelo amor de nosso espirito anto.

Oraqao : kooite de 24 de julho). Com ave Maria eq credo e ceuz. Credo
cruzZ Avemaria, vive o nosso amado Jesus tamcado'em nossa fe/
Viva Jesus, viva Jesus sobre nos. Viva sempre Jesus e cono do escravo.
Pode procurao na Biblia sagrada e nos Velhos testamentos. Crelo pelo boa
fe em J.Cristo e Div. Espirito e Jesus iazare.

Ele disse que amulher nao tem filhos porque nao foi visitada. A mulher
e como as estrelas.

e tomara as suas lutas e suas aguas fortificantes.

foi restabelecido e navegar

apareceu 12 sinais, sao bs 12 apostolos


Balve sobre a lua, no ceu sobre a terra.
Um dia pareceu, ....... no ceu
Na terra me control com
fez a separagao.
Na terra Deus dousasconsagradas
ondas do mar.


que na cruz padeceu
para nos.


agua final que correu para as MJ


crucificado o sagrado sangue derramou


I


-.- -11







Satiro (C. p.5' e ss.)

OraqSo (cont.) Temos salvadora, benditanossa mae spiritual, pela


host a x nsagrada, veremos por Deus e pelas nossas bentaos a
consist dox batismo pao de saude.


o Juvenal que esti cantado, home pardo 0 que aparece e
home encantado que so mostra a sombra num copo.
Depois diz que tem uma cruz.
Se Tivesse am banca de cara aparecia moga bonita.


re catolica



Lorodil,


Elixir cabega de Iegra -.dor de home so trabalha no nervo e no osso.
tem em Belem tomar 3 mess, 1 xfvirdaxx vidro ou 3.


re






Jbaquim Sacaca o (C. p.95) D.Nicota.

D.Nicota contou sobre o grande poder de adivinhagco do Sacaca. Quando
sua mae em menina foi com os pais consulta-lo kxxx de manha cedo ele
havia dito a mulher corn q em vivia, Maria, que preparasse a casa por-
que iriam ter doentes. Na realidade pela tarde chegaram a Sinha (mae de
D.Nicota) corn os paes. Naquela noite ele s6 benzeu a Sinha e ela melho-
rou. No dia seguinte ele siu cedo ,ara o m to chamado Baixio grande pae
ra buscar remedio para ela. Voltou com uma pedra e ur vidro de agua
limpa. A noite comegou a se defumar cor fumo e como falasse muito erra-
so a mulher cagoava dele. De repente entrou uma borboletinha que apa-
gava toda a hora a lamparina. U tio de Sinha entoa disse que iria ma-
tar a .orboleta mas o Sacaca zangou-se e mandou ela embora e ela foi.
Ele contou ahistoria do feitigo mas disse que nao aevia pagar-se.
No melo da defumarao ele teve um choque e entrou o companheiro dele a
Juriti e ele comegou a zanar-se cor a mulher "nao caqoa de meu Pae,
Maria, ele fala assim mesmo". Deu um cha corn agu da pedra. Bepois
die pos um algodao contra o rosto da menina e comecou a sugar. De repen,
to saiu uma porgao de coisas e o pe de aranha ou gafamhoto. Ele mostroa
a todos a guardou e lembrou a mulher que no dia seguinte 6inha que dar o
banho na menina cor aguaque trouxe. No dia seguinte ele saiu cedo para
os matos e a mae de Sinha estava pensando consigo mesmo porque ele nao
voltava para dar o banho. Quando ele voltou perguntou a ela porque es-
tava pensando aquko. Ela ficou espandada como ele tinha adivinhado. E14
disse que a menina estava meltior mas que iria perder os dentes como na r
realidade oerdebr e ue dura nte uma s mana aNe i adB~ es
pois a pomba Irla a-companna-a por b ayas. N


; 0. .-.I ,,.,. -----




"-T .' E


Joaquim Sacaca kC. p.95) D.Nicoa -2-

viagem a pomba acompanhou e por o dias rondou a casa. U pagu disse aos
paes que ele pagasse o que quizesse, e o Pae de Sinha fez uiu reboque
tcanoa) lindo para le. u Sacaca tinha o poder de vir para aqui por
deuaixo dagua. Quando alume ia busca-lo ele dizia que voltasse.que ele
viria sozinho, e na realidade quaindo chie6avam no uxapiche ele ja escava
esoerando. D.Nicota disse que ele nao morreu, desapareceul


-- I






OW I 1948 DE7


Satiro, who lives on Rio Baca, is known as a "curador" also as a
"bengedor". He discussed his cures with me pointed out various people whom he
had cured one for snake bite, another for fever'- another had a hard nodule on
his back it was "fertigo" he said. He said that he uses "orapoes" in his cures,
also uses "fumo" and cachaga. He is able to call the "companeiros" or spirits,
but he explained that he was not a surijao. "I am not formado (graduated)" he
said. He explained that he needs a "espelho virgtnt' He sent his wife to buy one.
She selected one wrapped in paper, into which no one had ever looked. Purchased
from another "curador" but his wife could not resist and she looked into the
mirror. The mirror is used by the page to see the "companeiros de fundo.
Satiro explained that when he came to cure he blew smoke three times over the
Igarape and the "companheiros" followed him to the house.

He became theoretical "Some people believe only in that" pointing to
the saint's altar "but it is all one religion". He went on to say that he
believed in the saints as well as the spirits. He is "mordowlo" as well as a
"curador". He says one must learn, but still a person is born with the power to
cure and to work with spirits. The power begins to appear when one is young.
The "chefe" of "curadores" is Cindino who lives on Marajol at present.

One of his patients Benedtct Capela was bitten by a very poisonous
snake. He was afraid to go to the SESP, afraid of injections. He called Satiro
but Satiro thought that the case called for great power and they sent for Cindino -
who came. Satiro followed the cure and offered several "oracbes".




k% V.


Page (CI. b.1 p.108) Palheta
Velho Palheta said that he did not valieve in p&fs,. Then, pro-
ceeded to tell a story which illustrated his point. He lived for 12
years on the upp-r Jocoj'O. Ona ysr a morC=sO (bat) hit him bhon he
came to u'iru'a to attend the raising of the maestro for the festival
of S.Ben,;i;:to. Within ft4 hurs his leg h&s swollen and the wuund was
infected. It dnveloo~d into an open sore which did not heal. He ttie
medicines and no luck. finally his co=ipadzio ;o~o Pombo bDeught a page
I, and Palheta allowed the psia to try to cure him. Palheta offered to
p y anytLin.., ho ae.kid if his cure waE suc~esaful but if not nothing.
o The page arrn*ed a soan box tieh the o .sn part facing hin and
$4 the closed part facing the outioit &nd the audience. lie drank cachaqas
he called his "conzip-nhi~iror." ir-nlly h told ?'I:ntta that. it was
"bichos". "e :ang and beat time with his rattle and finally he began
' Gso suck on Palheta't toe (the sore covereid the ankle). He pretended
Seto remove a b"atlm and placed it in a bottle. aTen he pretended eo au
_P suck out and reyrovo front hri nouth u "th_;usna lESg:" Pialhota thuu6ht
^ that he sav; tihL Pka remove soetohin, from the cuif of his trousers
and place it in his raouth but the rpv-ment was so frat he could not
Sbe cert ii. ThU p&g6 placed both objects in the bottle and told every
*S one trAt uoly he could see them. He ask them to I:anp the bottle so hei
could dilspatc' them back into the person who hao placed them in the
body of ptlheta. "It was Fitio" (withheraft) ha said. The paes wa
so acunk tnua he was soon carrried off and placed in his hammock.
0 Palheltt was suBpliclous -r. despite tll w ..1 rr.njn of the others he
Asked hi:- son to brinS him the bottle containing the beetle and the
I thousandd legs". He found upon close ~nspoction that the beetle was a


-- --s;:;--r-;; R






-. P~a* (C1?. b.l p.108 sa.) -Palheta -2-

lsaf rolled to look like a beetle and the "th cusand les" ,a piece of t
the shell of a "tatu" (arnadilha) cut so that the fibrs fre* as wc
wGould I3'-g. P.ih. '.1tdh p.tL .;.r 1 oIla niiii 'ouni4 6in 1 shall
p- you nohUintfl but I shall t&ke the -n-id.cine you g ve me herbal )
if I gt cl 3 I thi.l_ L y you j00 izilraid (3 t1ime the price asked ty
tye H,-e,: )". Ha torok the medicine bu.t t riod not help. !He was cured
by a 'lI nu rse" bf b:t';t ..iblic he.alth.


1-






Pag4 Jbaquim Sucaca (CW. cad.2 p.25) Veiga July oth.

Once about 1)01, Veiga's brother was very ill. lH did not want
to stay with the family but "walked Vagando pelo mato". finally he was
not able to stand up and they decided to call 'Joaquim Sacaca about whom tl
they had hear much, He lived on the Island of Lurupa, and they went to
fetch him. Before arriving they met him blocking up an Igarape to catch
fish. Before they could speak, he said "I know you are coming to see me
your brother is ill, Watt for me in my house".
They waited and when he arrived, he refused to go then, "unless
may father, Joaquim de I!elo tells me to go". They spoke to Joaquim de
.'.-lo who kenw them for many years. He told them that he was not the fa-
ther of the page but "he treats me as father". He told J.Sacaca to go.
The "father" told them not to give Joaquin "cachaqa" until after he had
performed his service". On the road he begged for cachaga and they
bought a bottle to give him afterwards.
When they entered the Igarape on which their house was situated
they told J.Sacaca. He stopped and began to smoke his long eigar (tawa-
ri) and to sing h He blew smoke over the water several times and told
"his companheiros" I am going to Itatuba (the sitio), IThen they arrived
he waited in the canoe while they tied the dogs (page does not like to
work with dogs at large) and heagain "defi'u" the water and called to
his spirits. ie had cate and then looked at the patient. he smoked
and sang. Blew smoke ov-r the patient. Then he told the family that
ihe would only be able to cure in the "madrugada" Everyone went to
sleep and at a.m. (pelo relogio ) they waked him. fie smoked and sang.
His voice change and he spoke in lower tone the voice of his companhei-


- ...I---- .. -- __ __.





- EI//


Page J'aquim Sacaca (SW. cad.2 p.2 ) Veiga July bth. -2-

ro". he trembled and shook. Then his body beca stiff. Then, voice changed
he blew smoke over the entire family and blessed them with a small "feixe4
of red carrot feather (blessed them with.sign of the cross) (Note he had
two beaches of five feathers each of red tail feathers of arari). Then
he asked them to turn the patient over his stomach. He He annouces that ii
was a "mal oficio" (feitiqo) or "malfeito". ne smoked, massaged, and ri-
nally suched on the back of nis neck. tie ask for a clean plate, smoked tl
the plate He suit into the plate and when the smoke cleared away,-he
showed than Xak that it contained "a beetle" mamagao which was still
alive. 'mis was the vause of che illness.
The patient asked him to explain, to tell who iad caused it. J.Sacaca
said I do not know you. iou may be an6ry, but remember when you lived
in Mazagao. The was a family Morses. You likeld their daughter and you
lef. her with a child. either her mother or your father would allow you
to marry her. Your rather said ia will "amarmr,.aproa da canoa" tie you
to the canoe)ir you marry her. It is the fault ol your father and her
mother but she place the feitico" on you because you left a child in I
her" (Note: the child was a'boy and came years later to see his father.
ne took his mother name). J.Sacaca uid not charge for this case. He
usually did not charge for his cures.


I M






e- SatiroC'. cad.2 p.27)

'- Cured wife of Jorge Irad erefeito filho de PrainhLj called batiro
but refused to go because Procurador said that he would prender Satiro, out
he was persuaded to come, when he came he asked her to open her palm. He
looked and said "you are pregnant" she did not know but next month it pro-
ved to be so. Sauixo was young. He was only a "benzedor", did not have
co.mpnhe'iro.
Satiro had "uma questao" with irocurador Leonidas, he cured L. wife,
by simply placing his hand over her head She had no slept for 10 days and spit blood), after this the procurador
did not persecute satiro.

Ascendino "genro"of V.Veiga, who was suffering rromlarge sore in the Enus. It was ea-
ting away a portion of the buttocks, and his wife was removing small worms
from the sore k maggots?). Finally he had a fever and could not stand up
from the pain.
Ascendino would not come to his house, but they met at edge of the ci-
ty in house of iscendino's brother -in-law. Smoked the sore and finally
taking a piece of cotton over.which he ulew smoke and which he dipped in
cachaga, he suchedver the cotton ti.e. not on the flesh). finally, he
spit two "bichos" into the plate, the "bugs" were not recognizable. ne
said that the largest was boring into the anus and second was eating away.
The small "worms" (or maggots; were children of these two. He said chat
there were more, so within a week Mario returned to .scendino-s house in
.a acopi kIgarape upstream near Miaria hibeira) for second treatment, re-
' moved several more "bugs". Finally Mario returned and stayed 5 days being






Page (CW. cad.2 p.27 ess.) -2-

treated each night. The sore began to heal. Ascenrino told Mario that
he should not eat pork but after he was better Jario went to Xingu and wit
thout knowing it he ate "banha" (pork lardj. The sore began to open and
he had to return to Ascendinho to be treated again. Mario swears py Ascer
dino according to Veiga. Mad o has told many people about uis cure. As-
cendino did not charge but Mario "gratifies" 50 mil reis when he was getti
ing better and each time he went to be treated he gave him 10 mil reis.

both Joaquim and Ascendino drank. They ofoen drank so much they had to De
carried to their hammocks.
Aocendino treated Jacob benathar, who was a strong neurew, merchants,
removed a large beetle whihc was causing nim to have difficulty in breath-
ing, Jacob was so delighted that he put the beetle in a jar and he would
show it to people agd say that Ascendino had save d his life Jacob'
had been treated oy several doctors in -elem. Jacob now lives in Ipixuna
near Carrazedo.

Joaluim Sacaca J.O. had two "Iompanheiros" which Veiga remembers one
Pae Juao who was "primeiro comoanheiro" curador "dele". Tuis companheiro
lived in the .'oz de Tapajos (in the water). Another was Lu.ndinhb a
"moa"lwho was beautiful, sang, did not take coffee but tea of iina fo-
lha smoked only cigarettes with paper not "uawari". ohe was "boluna"
but never bothered anyone. Sometimes ne said Luandina" wants to see
me. nte womjd walk into the water slowly until he disappeared under the
surface. Then people would see three bubbles (burbulhas) which indicated
that he was with Lufndina. He would stay for an hour or more and then







Page -(CW. cad.2 p.27 e ss.) -

return. People often saw him disappear into the "fundo".
Sometimes his companheiros would "juntar" in tihe port and call hi .i
He would not go but sometimes when they called much he would goto see
them. ..They.. called himr '!.apae" 'and when he was old he had many of them.


Veiga says that karowara is an insect like animal which lives in the
water. There are many of them and he promises to show me one (i.e. it is
a real animal which exists). sometimes one 'sleeps in front of a karowara
or over one, and they "faz mal oficio" or "feitigo" na gente. Curadores
know and can tell when it is a karowara which causes pains or illness.
Satiro when curing noted that a pain in my back was not karowara
because with karowara there are knots or har limps under the skin and
in the muscles. He felt careful to see i'f there were such hard lumps.
\


__--CI.. I C-_ I _I^ w.






Spirit companions Ptag 0CW p.33 cad2)- Veiga


"; "


Veiga says that a synonim for "companheiro" is karowanis. His own
daughter should signs of becoming a "curadora" and later after she had
ma -ied and lost her husband, Veiga heard, she came a curadora" in Be-
S lem. She has an i..iortant "mesa" in Belem he said. "She always said
that My karowanis sao de beira de Belem". This daughter Etelvina, first
began to show signs of being, a curadora when she was an adolescent girl.
One day she was walking on the "trapiche" and looking into the water she
saw a beautiful fish. She stopped and stared. It was of many colors. Soon
afterwards whe would have sudden attacks. People said whe had a "espirito"
She'would lie in her hammock and tremble and dry. Sometimes she would
jump from the hammock and run about the room of en ffilli j unconscious to
the floor. I. Veiga was afraid that she would hurt herself. He called
a "benzedora" who prayed over her but finally the woman said nothing could
be done unless they called a curador. Veiga arranged with Ascendino to
cure Etelvina. He blew smoke over her and called his "companheiros" She
ran back and forth "like a crazy one". Ascendi o told them to let her run
about and not to try to stop her, ror she had "companheiros" and they would
protect her. She forget and for several days aftewards whe had a very
bad temper. Each time he tried to cure her she fought and tinbled.
Finally however, ar'er one session she became quiet and relaxed in her
hammock. Then -scendino asked her if she wanted him to "tapar" (to
block) the spirits or if she wanted to become a curadora. She answered
"my karowanis sao de Belem" and decided to be a cuiadora. For sometime
she served in Uurupa as a curadora.Al that time, there was a "cabo" in
charge of the fort who was courting her She would not marry him but she
was jealous of him. One night he angered her and refused to stay in the


I Iod


I M M







, Spirit companions Pe (CW. p.33. e ss. cad.2 ) -2-

house. She threatened that If he left her "companheiro" would beat him.
Her companheiro" was a man said Elias Veiga. The "cabo" refused to sta3
As soon as she heard his footsteps outside, she began to tremble and she
lay stretched out in her hammock. Everyone heard the sound of blows and
the "eabo" ran crying to the r'ort. Soon after that she decided to move to
Belem and there ahe married. Sue ne er returned to (iurupa, nor does she
write but people who return from Belem often bring her father news of her
activities.


- -- -- -- .. rP





r_- 1-?---

Satiro (CW. p.50 cad.2) /Ver notas tialvao/

Asked for tobacco und cachaga,before he.took a bath, he-stood nude
in the water and blew smoke several times over the surface of the wa-
ter. 'id this by burning tawari cigarette around in his mouth with
burning end inside his mouth, glows on cigarette. After he blew smoke
over the water, he made the sign of the cross in great sweeping ges-
tures. He recited his "oraqao". Asking lossa Senhora, Deus, e os do fi
fund for permission to treat this patient. He smoked his clothes fe-,
fore putting them on. He smoked his path as he walked from the port or
the Igarape to the house.
Pr--,ard a mesa, a white clothe over a box, a tijela- (small cup) w
with caclh.a and ak ndful (b-0) cigarettes of tawari and tobbacco. ilc
Blows jiioi;e into cup tntil cachaga becomes milky infused with smoke.
Tbkes "tijela" and cigarettes to edge of water, return staggering _
stiffly. His "companheiro" 'accompanees him. He begins to recite his "c
ragao" in a low voice over the mesa, then blows smoke over my back, fad
felt closely for knots or bumps unier skin which would indicate "karo-
wara". Dediced that it was not karowara" Rcited "oraco" and
made sign of cross and blessed patient eith two sprays of "vassoura"
(he wants to secure five tail feathers of arari" which were used
in Boysas substitute for vassourinha). 'He said that he was not page
de maraca" but hemn6eded "pena de arari" He blew and message, he
stopped at intervals to drink cachaqa, each time he offered all pre-
sents todrink-with him. He asked each to look into glass of cachaga
to see face of "6ona hRossa"r a "companheira" He hMis a bL .ndr de mogas"


" '- -I 1 '-^-"I-' --I -~--I






Satiro (CW. ead.2 p.50 e ss.) -2-

one of them their leader is ';:.iuit k~)1fhey are 'cared fur uy )ona
Ro/sa, a woman with white hair. There are two men "conmpanheiros",
Lourival and Juvenal. AI the end he gave "receita" (see notes CalvvoY.
Cn,,!ilained that he was tired, his coLipanheiros lv;,ays stay to
to bother him, and .it is difficult to sleep. Hewants toJbe forgado"
needs a virgin mirror and he needs ar&ri feathers, nmut go to work
with Ascendino to be formado", stressed that curtodcr is born
that way, all his life he has seen things and he did not have to Iearm
to make "recuitas" these things came to him.






Page Aombrado de bicho (CW. b.3 p.53)

unce Veiga suffered from .oss of appetite and energy. He was weak
t and had no desire to work. Nor even to be with his wife. His brother
called a page to treat him. The page said he had stepped on the tracks
of a 'boia seca (a snake) and he had lost his shadow. He would have
died "secoY(dry'..L.d without energy). The p&gc treated himv with plaster
of the seed of the ing assu / He was to place tlis plaster on his feet
three times-knd he began to i prove. Theinfluence was removed.
The boia seca is a small snake 1/2 to 1 meter long which lives in
the earth in sauva ant nests. At the end of the dry season, boin seca
begin to sing (aLng of a wet 'winter"). It is"nem brknce nem ni -r ".
When the first rain fall, it comes out of the hole. It is poisonous and
dangerous for "assorabrar". One loses one's shadow simply by passing ac-
cross the trail of this sn'kke.


----- r ---'--II-





OEJo
Pg (CW. b.3 p.6Y)

j.lsnequinha and I.Tnnduca both say that the center (foco) of
pagelancia and of "macumba" is the bairro of Pedreiras in Belem. Ever
one even in Jurunas) goes to either ji'cumba or a page in uelem.


--- - - --, -- --- ---- ---





0 I


" Mestre Miguel Insanity (C"'. b.4 p.466

Pags For a time i ilguel who is now ab out 70 years old was crazy.
people say that he went crazy that one of his borthers killed another. B
His sickness was not to "run ; he prayed, invite people to pray with
him; he sing and talk to people. He would try to push over a trees Veiga
spend sev ercl evenings "fazendo fuarto" i.e. taking caLie of him. People
fica imaginando coisa" that is worrying and they become crazy. Veiga
does not think of .any supernatural c&use for i4uol .
There was a womin several years a&o whIo ent insane. Lhe was said to
have walked into the forest, to roqa, went into river for bath during
mestruation this drove her crazy. Lhe probably stepped over a "kiro-
wara" or one of the oth*r anir.als which malina" persons.
His daughter-in-law began to imagine that she saw "bobo" began to gn
get thin, she would fall on the ground and hit her md. her husband took
her to be treated by a p;ge. One day as she saw highly colored fish and
animals. oometirmis, she fought people. But Etelvine was worse, she was
treated several ti es but each time, she began to tAve her frenzies a-
gain. Ascendino,howerer, said that only if she agreed to be a page
would she be wall. if she refused she should not go to port" (water's
edge) for 6 months, but as soon as she agreed to be a "curandeirr" she
should go where she went'd. (Insanity in a man is different of natural
causes, while x man is supernatural cause. ;Ile page acquires his po-
wers at birth or slowly, woman through violent attacks.).


- _1_11 _


-ui~n~LII .. .r






Page -(C'J b.4 p -4c)

iscendino's fatlier* WvS ie pi "e says that hiz fther'z "sCOL.nhi
osff C. toi L hira. Orno Udy two botos CIC to tBt Lin.. 6 reiieiabered iiotl-A!
in6 for 9 days and lhn hie returned he h,d his fLth-r's cois n iiros.
l-scmncic~idxi told jovie 'a 1h~u th,,t h1 wouldd n-ot rui.lc . slniei child in
his- "sitio' bcc use tli.re ib & ?eiicm or? T'h-is !1ercnc~llt s &! 1crcT
QaO de crifn(ks' I- hilh &Ltac1k other child-cn. ,ascsix ve ore Lie-
dicii-ie ,nd tried to t ,v i wy "oncIntado". lie told Jorge not to taoka
his daughter out of the house for 10 diNys. Dl.tci-.e xSs sick ;Ind jerLg2
brouLh-thfr to Giurvbpsp to "3SP nd :31-t,.e riled. people doubt th~.t twEo children
who live with: Jor6a will liv- to bp- -dult:;


--- L~ -i---~I








Page (C1. cad.2 p.8)


Uma filha de dona Benta morreu aos 19 anos. Ela disse que deu
uma febre, depois uma suspensao e se formou uma hemarroida e ela foi
indo e morreu.
Mas nao foi so isso ela sofria de outros males, era page. Quando
D.Benta estava gravida a crianga deu 3 gritos na barriga. Eja nao
prestou atengao e.ate se esqueceu mesmo. Toda a crianqa que da 3 grite
o0 espiritos tomam conta. A menina sempre foi uma crianga triste, nao
brincava com as outras crianqas, sempre quiet. Muito amarela, palida,
D.Benta ralhava-com ela vocee anda comendo terra, tem vicio, por isso
que tu e amarela" "Nao comic nada mamae". uando ela tinha 7 anos
disseram que D.Benta devia mandar benzer a crianSa. 0 marido chamou
o benzedor. Ele benzeu e depois pediu um cigarro. 0 pai da crianga
fez o cigarro e el deu 3 baforadas em cima da menina, fea massagens
na cabega. 0 benzedor disse que tomasse muito cuidado com a menina .
quando ela chegasse nos 14-15 anos sempre de olho nela, mas nao disse
porque. "Ela fica boa, tome cuidado" As 5 baforadas foram para man-
dar os espiritos embora. Dai a menina ficou curada, brincava com as
outras criangas. Quando o pai dela morreu ela tinha 16 anos, ela fi-
cou muito triste; um dia ela foi para a rede e comecou a gemer. As
irmasdisseram "Mamae vem ver Nazare qte e.a ter *Imaiacoisa". D.Benta
foi la e comeqou a consola-la da morte do pal e ela nao resp9ndiE nao
se mexia quAeta. D.Benta perguntava "o que tu tens? o que e ? ouem
e?" depols de multo tempo uma voz de home responded quem era "N rto"






P~g (01. cad.2 p. e as) -2-

depois veiu mais outra voz, outra, Disseram que eram 12, tinha Mada-
lena I Izabe,etc, disseram os nomes. E assim foi aparegendo mais ve-
zes. Ela ficaya triste comegava a gemer, e depois entao ontava.
Ela orvia as coisas. Quando o irmao foi ferrado de arraia ela antes
do irmao chegar em casa disse: "Mamae o Dodo foi ferrado de arrai, pre-
para o remedio para botar no pe deles, esquenta a casca do pracaxi e
poex no buraco, depois passa oleo de amendoas doces esquentado". 0
pessoal da casa ficou esperando para ver se era verdade e pouco depois
ouviu-se "AIJ Jesus", era o rapaz gemendo; a ferida em 5 adas ficou
boa, nem arruinou nem nada.
Um dia ela ficou triste outra vez e depois chamou a mae e disse
"Mamae acuda a mana que ela esta passando mal" a irma estava doente,
a irma morava muito long do outro lado do "Mazona". "Eles" (espiritos
falaram mesmo que ela podia ganhar para o alimento se ela atendesse
as pessoas de fora. Mas ela nao queria queninguem soubesse. D.Benta
as vezes contava para uma pessoa ou outra, nao para todo mundo. D.Ben-
.ta nao Precisava se iAcomodar cqm ninguem quando estava doente, ponque
a Nazare dizia e faia os remedies. Todos di.iam que era precise ben-
zela porque sinao "eles" tomavam conta dela, eramn muitos. Desde cri-
anga que eles encostavam nela. E assim ela foi indo, a febre voltou ,
uma febrinha pouca ate que nao houve geito. Tomou todgs os remedios,
que foi possivel e nada deugeito. Ela era page mas nao gostava
que se dissesse.


_ __ iiC P _r C 1 -~- --






. JoaQuim Sacaca (U. cad.2 p.13)

Quando Sacaca dizia e tarde, nao havka mais remedio. Fapia cigar-
ro de tawari, chegava a noite chamava os companheiros; se ouvia no
porto a corrente dentro dagua, ninguem ia espiar pgis ele mandava tudo
ficar noiquarto. Mas se ouvia "Boia note como vao" Diziam entao o
que o doente tinha. Sacaca'pegava no doente, pedia.um cigarro ja ace-
so soltava a fumaga em cruz. As vezesa pessoa estava protada, ele
Sperguntava quer qualquer coisa, dava um cha No outro dia o doente
ja comegava a comer e conversava bem.
D. Benta era moga e veiu com uma mulher casada acompanhando-a
para se tratar. Para carregar a mulher, era Rreciso quatro homes,
ala nao comia, nao bebia, nao tinha febre. So indo para o Sacaca,
disseram la tinha remedio que desse geito. ,Arrumaram uma canoa e
vieram ela na rede estava gravIda. A mare estava baixax ja
5 horas. 0 sagaca veiu. 0 mar do explicou o que a mulher tinhal ele,
disse : "eu nao sel nada" e olho para ela "cor pouca coisa voce esta
morrendo I amanha voce ja esta boa" Quando a mare cresceu desembar-
caram a mulher. Ainda na canoa ele deu umas 3 folhas compridinhas
lisas a fez o cha. Ela tomou o cha para acalmar. A noite mandou
preparar 12 cigarros ele fez a chamada assobiando, Ele entrou I ra
o quarto foi chegando a gente cele (espipitos) um por um. .6le per-
guntou; Remedio tem a vontade e do doente, escolhe de 2 1 ou ir se
embora o anel ou ficar o anel ou o dedo. 0 xm marido disse antes o
anel ir embora e ficar o dedo. Botou tawari, nela, fumagas, ela vai
botar o filho. (Isso e o que queria dizer cor o anel). Escolhe o filho
ou a mulher. 0 marido escolheu a mulher Velo outro hoem e disse
a mesma coisa, a mais outro. Um so receitou o remedio, banho, lavagem







Joaquim Sacaca (Ci. cad.2 p.13 e as) -2-

defumaqaoA conform a ddenga.
^manha se faz 3 banhos para ela 3 dias de 5 qualidades de folharia,
e tambem 5 chis um cada dia. No 35 dia ela andou. Depois de 8 dias
teve o filho. Era o 1 filho e ficou boazinha. Depois teve mais fi-
lhos.


I






Page Belmixro (C1. cad.2 p.15). D.Benta

6 ira do fundo dagua. Morava aqui mesmo em CurupL. Moravano Urive
para bia-o. For duas vezes ele salvou D.benta, ela tinha uma coisa
no coragao, era como um cabelinho que se arrebentava. 0 page disse qu
podia dar o remedio mas so eu indo la mesmo. zle chegou no quarto e
perguntou que ela tinha "Eu estou so esperando a hora", ele disse *que
no dia seguinte ela estaria na cozinha e comegou a rir. Ele mandou :
maniva de veado pisado tirado o sumo um pouco de cachaga e canfora, bo-
tou bem no meio da cabega, sempre molhando'para tirar a quentura, bo-
tando uma toalha por cima. Ee rezou A tarde pediu ao marido tawa-
ri. Mandou ver ao menos um cigarro. Nao arranjaram e ele pediu papel
amarelo de embrulhd e mandou fazer 3 cigarros de babaco bem forte. 0
Manuel (marido D.Benta) fez um cigarro bem grande (20cm) botou num
pires. Pediu cachaga num copo ou chicara. Acendeu o cigarro e de-
fumou a cachaga em cruz. A fumaga rodou dentro da chicara e ele sa-
cudiu a cabega. A ftmaga foi saindo e xxxar espalhou-se. Esperou
ugp pouco e tornou a fazer a mesma coisa. Quando a fumaca soltou ele
disse nao ha duvidas, a 3a. rodou para cima. "Acho que queria dizer
que eu ficava boa". E de fato ficou boa.
Outra vez foi uma tontyra, na cabega, ele disse que foi"uma lem-
branga que mandaram para ti"; me defumou no outro dia dia estava boa-
zinha.
0 page berdadeiro, bom kmesmo e aquele do fundo dagga, cordao en-
cantado, agora ja nao existed mais.


L9






Satiro (Cl. cad. 2 p.29) D.Joaquina

Apareceu uma espinha na garganta ela dizia que era feitigo.
Botava remedio mas nao adiantava. 0 benzedor dssse para fazer um cha
de cabin para tomar e afumentar. Ela tomou o cha e bossia n9lte e
dia ate que passou. tudo. Satiro b en zeu e defumou. Isso e coisa
feita que fizeram. Satiro deu 3 folhas, tawari passou com 1 folha
de tabi.

D.lienriqueta benzedora Outra vez D.Joaquina estava muito doente
e foi para o Mogu para a benzedora. 0 filho cagoou dela qua ia para
D.-enriqueta, benzedora que ela nao sabia nada. Quando chegaram la
a D.:enriqueta que gostava muito do filho de D.Joaquina cagou co*
e le. D.Joaquina contou que tinha uma dor de cabega, uma coceira.
A benzedora defumou, fez o cigarro. Ia para a beira voltava chamando
o companheiro com o maraca assobiando. 0 filho de U.Joaquina estava
sentado num banco e os companheiros vieram para junto do filho, xXAx
a~xaxrnx Afinal ouviu-se um estrondo do lado de fora e outro na pa-
redelda casa parecem que morreram. Acabou ela mexeu na cabega de
D.Joaquina e tirou uma cabfa e botou no gopo. Pediu cachaga. E pu-
chou um bicho do e stomnaago com uma porgao de bichinhos. Ela de-
fumou e disse se o bicho parisse na barriga que ela morriaj Todo o
pessoal velo ver os bichos no copo, disseram que eles mexiam.
Esta benzedora D.Henriqueta do Moju so tratava sem cachaga
mom cafe e cha de gengibre. as tratando de D.Uoaquina pediu cacha-
*ga ao pai delaque era quem ajudava (talvez para botar a cabra dentro)


--- ---- ...- -~ ,_ .~_,~,,,,






D.Nenriqueta benzedora (Cl. cad.g. 29 e as ) -2-

Fez depois multos remedies, afumentagao de alecrim carrpato, folha
mucinho branco.
Banho de galinha, ageite doce, para quando desse o banho da afumen-
tagao. Os banhos eram quatro. Um de sol e 5 fervidos. D.Joaquina
fcou boa. Deu uma desinteria, febre fastio. A diet era grande
nao podia comer cotia de perna branca, cotia tatu, aragu, peize so
escolhido, care arrga feijao, so banana grande, assal, peixeliso
de qualidade, jaboti nem fumaqa. A receita era de nEo comer 2 meses
a 20 dias. Eles disseram que era feitigo de inveja.


I--- --- -~~- -- ~Ll--,,-~11111111131II







AScendino (Il. cad.2 p.51)

Boi benzer o cunhado de D.Doaquina. Esta tinha tido crianga, e
estava magra, fastio, dor no espinhaco. Tinha 0 dias de parto.
Ascendino defumou cachaga com fumaqa e deu para ela beber. Ela tinha
um puxo para verter agua e obrar era um custo., Depois de benzer
ele mandou ela tomar. Purga de mamona lia e cha de senia. Com
a febre ela teve suspensao. Para suspensao : vinho senia e alfaze-
ma e mel de abelha. Assimyque ele saiu D.Joqulna sentou na rede
deu um supiro. Fol verter agua e cade puxo, nada estava boa, dor-
miu que nem sabe quando.

A filha de D.Joaqulna estava inchada foi so o Ascendino olhar pa
ra a menina e disse para a companheira, "esta menina esta sem sombra"
D.Joaqulna tinha uma lata w a companheira pedlu a ela arranjou 4
dedos de cachaga pela lata. Ele foi benzer, a menina gritava, defuma
Foi assombrada de alma de uma mulher que dava nos pais e morreu alli
na casa em que moraram, estava procurando uma crianga para salvar a al
ma dela. D.Joaquina disse que bem desconfiava pois um gorcego vivia
em volta da rede da menina, D.Joaqulna e nao adiantava de novo sempre
em volta da rede a noite. Faltavanm dias para a menina morrer disse
Ascendino. No dia seguinte a menina andou e fol ficando boa e nunca
mais teve nada.




& ', -- "I -



z.,cendi-.co (01. c.,d.2 p.51)

foi b3Tnzir o cunUliido die D~.oayquin. Eata tinha tido criarn-r, e
t-v ;aVa Ca-di, Ofstio, dor no Jspinhago'. Tinha i dias de part.
nC ..-ll l defIaou c~achaia cO; ru ,JuqL. e deu e'ari ela bebe.r. ,2l tint
L u.,i ,,:. r :par verlter aLu;L a obrarc- era um custo., Depois de bernzer
-jLe i Ct..Aou olti twL;r,. '.11.6 do iamnon liga e ca e s3niL. Com
a fa3.e .I .L trive- ; sus)peLsoo. -'ara suspensao : vinho senia e aireze-s
e id beil lha, .sea.ique ele salu D.Joquina sentou na rede
e au ui s3upiro. iuo vcrlor aeua e cade puxo, nada estava bua, dor-
L_.,iu u: nci.: sabe .,uancio.

m filhai de u.J.uauina est&ava irchuda foi s6o 0 -icendino olhar pt
ra I aini a disse puren a co Lpa;..?ij.Pt a, "esta nienina et*a sea4i so2Lbra'
b.Joaj.u.infa tin. ai uea luta e a cum.narenLer'a ,ediu a ela arranjou 4
dedus de cacnag& pela lata. ile foi bunzer, a nenin-. or-itava, defuma
.'ol ;deso:o.br.ai e:i alrma de uma i.uuljier que da(va ros pais e morreu alli
na c..sa esi quo moraram, ostava yrocurando ura crianga para salvar a &
ra delay. D.Joaquina discoe que bum desconfiava pois unm (orcego vivia
em volta da rede dci meriina, D.JoL.quina e,neo a-i&ntdava de riovo sempre
on volta da rede a nolte. Faltavaun dias para a menina morrer disze
.scendino. No di.. segui to a Lienin. a un4t e foi ficando boa e nunca
uails ttve nadd..


iw~..







Asdendino (Cl. cad.2 p.35)

Um nomem Mario Caryalho, com hemorroide sangrada, marido da fi-
lha do Velho Elias. Ja estava para morrer. Ele e espirita nao a-
creditava em page. A familiar fez ele ir. BEnzeu e disse que era
uma malineza, feitigo que botaram na via dele. Ascendino defumou e
tirou um bicho e mostrou a ele. Passou 2 meses na casa d' Ascendi-
no se tratahdo. Ficou completamente bom.


--- -- - -- -- -






Jo ^ i ;;.Fcl ca (C1, cd.2 p.55)

Pol chaLaauo _- atonder ura ,ioSt. que eastva docnte. i ,"-s3. era
oT'.a dxontro di mata. Ele benzeu e -tiLou, dopci- de def':'.- J2:.- b: rata
Sca da .... d .. L ;a, .: catega estava c-;o a de f:riinho! *v.:. L, '.-I ...o
*r ..*ito 0 e oS -:. do.'s.m..' *-o quatro rm... .o tro cpi-Le i.; a
s'a, estavurla o...oncto d.el ter1 tirade u btrar "que -n- o -. .o. Li-tar
bundau, .....io0 acaca saidl C ca:; i dirato to tri.,ici a eisse
L .V r .-e 'e dci a 5:trfat.? maetc a' barata n bur(.i lue eu quero
v -. se ou tiro."! s* ra.. s fi.c r. fL i irdos .csEiri corao t':.lb0 un
c i 1s a .dituncia Oe' tio gfande .'.e 0:Le n ILo ipod tcr u i'Lo.


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Benzedor (Cl. cad.2 p.36) D.Joaquina, D.Benta, Rosa.

Muitas pessoas diz9m que benzedor nao adianta, bem-que adianta.
Quando ele reza bem e e bom pass a dor. Para dor de cabega, de
dente, erizipela e muito bom. Rosa,uma afilhada de D.Benta disse
que tinha erizipela benzeu e num instant ficou boa.
Filomeno filho da D.Dina caiu do cavalo e ficou com o pe in-
chado ha poucos dias (12.7). Rosa contou que ele foi ao benzedor
duas vezes e ja esta quasi bom.
D.Benta diz que antigamente tinha dor de capega e iaao benzedor
passava, mas agora nao ha benzedor bom em Uurupa, ningaam sabe, eles
dizem que sabem, mas ...
Amulher do cabo do forte reza muito bem diz Rosa

Num diaque fui a casa de D.Joaquina ela estava se queixando de
dor de cabega e febre. Ela queria ir ao benzedor mas achava que
nenhum era bom. Rosa disse que era 'impossivel que-o Bento nao
soubesse de uma reza boa, porque ele fazia bengao do sobrenatural de
3 horas. D.Jgaquinaachava que naov alia a pena ir ao medio do Sesp,
porque o Dr. ia dar umas pilulas amarelinhas e ela nao tem ampalu-
dismo.


I







BaLa benzedeira (Cl. cad.2 p.66)

Previu a more de 5 sobtinhos de Maria Profeta. Disse que mor-
reriam no mesmo mes e assim foi.


I'i" i-. ~ ---- - - -~--------- -- -----~-- -- ------ -- ---~--







Page 01. bloco p. 21).

-arsolina. Uma page que existed na hibeira. Ela traualua com maraca ea
penas. D.Sinha disse que qxando trabalhaxa fecha os hos, e fica e i
batendo com o maraca numa mao e a pena na outra, Canta chamando os
companheiros, umas cantigas bonitas. T em um camarada que mora numa
ilha aqui do interior. D.iinna nunca foi cu.ada por ela mas a pa~e
tem maita vontade de curar o pessoal de D.Oinha; conhece muitas pesso-
as que foram curadas por ela.

Enea- benzedor que esci-eve no escuro. Apaga a lamparina e val passar
a recital Uuve-se o barulho da caneta no papel. wuando acende a lam-
parina a receita esaV pronta. D.Sinna o viu trabalhar em suacaxa D.,
Sinna). Alumas pessoas dizem que ja leva tudo escrito.
Ile tem curado muita gente. D.Margarida, uma parenua de D.Sinha
foi curada. ula tinha uma ferida na perna estava inchada. bneas
tirou um bicho entire os dedos e uma lagarta de cabega. lle pergunto4
que queria que fizease com a lagarta, mandaram ootar Iora. Ele partiu
em pedacintos colocou dentro de um vidro comalcool e disse que ia quel-
mar para mandai de volta para quem fez o feitigo. A autora ia britar
multo de doente. Realmente poucos dias depois apareceu uma musher
gritando kD. Ana,...;
Na casa de J.Pombo tinha uma mulher com uma ferida na perna, nao
podia dormir d- tanta dor. !neas tol la e aenzeu. No dia se6uinLe
J.Pombo e um outro fizeram pouco dele; mais tarde ele voltou dizendo
que havia 2 mentiroses que tinham falado mal dele.







Ascendino ("1. bloco p.22) D.laroca

Seu Mario em uurupa ficou muito doente. O page benxeu-o e tirou
o feiti., aum bezpouro do anus. Logo em seguida, botaram outro fei-
tigo, um saco de veneno ae cobra. 0 home ficou com as pernas incha-
das. Ascendino tirou o feitigo e ootou contra a pessoa que tinha fei-
to e que a pessoa morreria. Seu Mario :disse se Ascendino nao desse.
conca que ele ja tinna uma faca preparada para mandar na autora.
A mulher morreu 6ritando Imae D.Diquinha). ala estava agonizando e apa-
receu no galirueiro. Isto roi o proprio 6enro que contou %6.aLvaro)


^ ~


I





Joaquim Sacaca Page (r. cIa 5 v.)

D.Felicia conta que'assim era chamado porque andava no'fundo aagua
Saia enxuto passava dois ou tres dias.


ur- ~e I C--.L_.. I ------ -'- - ---.-- -_- _- __






Fortunato Pombo Page (G. cad.l p.r v.)

Tinha seis anos e gostava de andar pelo trapiche flechando cama-
rao. Um dia depapareceu. Quando a mae chegou so encontrou a camisinha
e sganchada num pau. Chamou muito por Fortunato mas o menino nao arwam
apareceu. Fez promessa oferecia o peso dele em ouro, so que aparecesse u
uma maosinha ou um pe para ver. Rezava dimias e nao saia da beira, mas a
nada do menino. Uma tarde ela foi ao traciche e Fortunato estava la
nusinho. Ela perguntou onde tu estava Fortunato, ele disse que nao
sabia. Foi para casa e 3 dias quasi nao falou. A mae perguntava e
ele dizla.- nao sei. Quando comegou a falar contou que tinha {do parau
fundo, era muito bonito e tinha muito povo. Convidavam ele.para ficar, p
se comesse de uma comida e funasse de um cigarro bonito, todo pintado na
voltava mais. ~'.as teve pena da iroe. Tu chorava muito e me chamava, s~uss
entao voltei, Passaram-se os anos. Quando estava corn 12 anos, Fortunado
estava aos pes de uma criagia ifhtwf,doente. Os pais diziam que morria
e nao havia remedio que curasse. Fortunato so fazia rir.- A mae brigou
come -e le, mas Fortunato porque tu esta rindo quando o menino vai morren
Fortunato continou a rir e disse cue ele nao morria nao. Como e que
tu sabe menino. Fortunato nao disse nada, ganhou o pomar e la veio com
umas plants, mandou fazer um cha e deu para o menino bwg beber. Com
um pouco mais o menino estava bom. Da{ em diante foi chamar Fortunato
para todo doente.


__ ~__ _Y _ __ I__ _I~_I ___ I __ ~ Y____ I __ ___ ___ _I __ _ ___YII ___ _CI _I_~ L__ _ _ I ___






Pag4 (G. cad. p.8) -

Um russo que encontramos em casa de D.Dina morador para o lado
de Maraj6i, diz que por iA ainda tem pages. Eles pouco aparecem
porque teem medo da policia, sao perseguidos pelas autoridades. Usam
um cigarro para defumar e chupam. f horrivel, ja vi chupar uma feri-
da que era so puz. Apesar de nao acreditar muito, confessa que tem
visto gene curada. Ele em Belem entrou num centro espirita, al uma
mulher perguntou-lhe se queria receber um passe. Acedeu e una quinze
minutes depois estava livre de uma terrivel dor de cabega.


i_ Iru _r





I. <:


Visita ao fundo (G. cad.q p.11) D.Verissima

Lucio (page sacaca) convidou uma mova par& ir a uma festa
na Ilha Redonda. Amarraram a canba ao chesar. Aonde e a casa
da festa? perguntou ela. Cala a boca que nos ja vamos. A festa
e no.fundo. Ela nao queria ir mas ele convenceu. Subiu nas cos-
tas dele e ele mergulhou. Quando abriu os olhos viu nma cidade,
gente bonita, moga e mogos loiros. "Nao come nadinha nem bebe
nada com eles sinao tu fica". Dangaram toda a noite. So o que
ela nao viu rol arruda. Despediram-se. A moya fechou os olhos
voltaram a tona. Ela contava no Carrazedo. D.Verissima j'
tinha um filho Joao.


"-L- -c~ --






Page- Maria de Jesus. (G. qad.1 p.25) Inf. Raimundo e Bibi

Sioradora no territorio, 3 dias de viagem. Atualmente na Ilha Grande
de Gurupa. QuLino o prefeito chegou no territorio fez reunir todos os
pages ou que se diziam pages. ]uandou raspar a cabega e pintar corn zarcao.
Quando chegou a vez de h.Jesus ela disse que corn ela nao se fagia isso nE .
0 prefeito mandou buscar um doente desen anwido e disse a ela. Quero ver
voce curar esse home. Se ele nao ficar bom mando raspar a tua cabega.
igual aos outros. M.Jesus preparou o tawari, defumou e rezou. O prefeito
perguntou quando ele la ficar curado. Ela disse que em tres dias ele es-
taria andando. D eu um remedio e de fato no fim de 3 dias o home estava
andando. Prefeito ficou convencido, deu "barta de curador" para ela curar
quem chamasse.






Page- Satiro (G. cad. 1 p.25v.) Inf. D.Felicia

Comentando sobre nossa visit de ontem, D.Beija contou. Zeca nao
gosta desse negocio de page, ele nao acredita e ter ate raiva. Eu estava
com una dor de dente terrivel, tinha formado ja o abcesso e todo o lado
estava inchado. Mas nao queria ir arrancar no SESP. Era a tarde quando
Satiro passou por aquf (Ano 1947). Zeca chamou-o e disse Satiro voce
vae benzer o dente de minha mulher, mas veja la, se ficar boa voce ganha
5,00, se nao melhorar vou mandar te trancar no forte ibrincaddira). De
ngite ele vei9; rezou para mais ae 1 hora que eu ja estava cansada. Ele
nao usa maraca, so reza mesmo, mas uragoes complicadas. Satiro disse que
eu fosse deitar que ao amanhecer do dia ja nem me lembrava mais da dor.
'IAndr!lo acordei no dia seguinte ja o dente nao dola. mais, e o abcesso desa
pareceu sem furar. D.Felicia disse que Satiro nao era conhecido, pouca gen
te fazia fe nele ate o dia em que fez proeza. A filha da mae do telegra-
fista caiu muito doente. Ninguem sabia o que era, estava ja toda torta
de um lado. lao tinha remedio que melhorasse. 0 bispo estava em Gurupa
nessa ocasiao e foi ver a moSa. Concordou que ela estava para morrer e
deu-lhe a extrema ungao. D.Felicia estava na porta da casa quando por ai
passou. Satiro. Chamou-o e pediu-lhe que viesse fazer uma oraeao. Sati-
ro disse que voltaria quando o pessoal se retirasse para ojantar. Eu ain
disse para ele, tu nao vem muito tonto nao oue eu nao quero isso. Quando
deu as 6 horas e o pessoal se retirou, Satrio que estava numa taberna pro-
xima, apareceu e foi se ajoelhar na cabeceira da doente. Rezou cerca de 1
hora, quando o pessoal estava para chegar, disse que ia embora, mas volta--
ria de noite. Quando deu meia noite ela vai falar. Quando o relogio da
estacgo deu media noite a moga comeqou a suar e pediu a mae um cooo dagua.


-ny~ 1 --- -- --






Pag- Satiro (G. cad.1 p.25v e 26) Inf. D.Felicia

Todos se admiraram porque ela nao falava mais. Com um pouco apareceu
Satiro, rezou ate umas trees horas da madrugada. Disse ao sair que no
dia seguinte ela ia pedir comida.
A moqa dormiu bem a noite e ao acordar pediu agua. Bebeu dois co
pos dagua e sentou na cama, Pediu que lhe trouxessem um peixinho que
tinha muita fome. Prepararam um caldo que ela tomou todo e ainda pediu
mais. Em tres dias estava querendo andar e ficou boa de vez. 0 bispo
disse que tinha sido um milagre, que Deus titha atendjdo as suas preces.
Eu nao disse qada fiquei quieta. Esse caso ja se passou ha muitos anos.
D.Felicia nao se lembra mias que ano foi.
Esse Satiro ,ja esteve um tempo tao doido que nem dez homes davam
conta dele. Foi precise chamar o -scendino que curou ele. Dal e que
ele apareceu como curador.


r -- ---






Cura (G. cad.i p.26v.) Satiro

W tgley tratou com Satiro para cura-lo de uma dor no lado. 15,00.
Casa de'Benedito Capela em Itapereira.
Quando chegamos as 5 e trinta ja Satiro la estava. Disse que vie-
ra cedo, saindo de madrugada do Desde a festa do Baca (29) s6o
dormiu uma noite em casa, tem andado sempre pelo centro a rezar. Ainda
na vespera, chegou de uma.viagem de madrugada. A mulIer lembrou-o "nao
S va esquecer o teu compromisso com o homem.
As 6 horas mais ou menos foram banhar e nesse maio tempo 1 garrafa de
cana foi. 'Satiro ao se servir da cana contou. A cana antigamente
era veneno. Quizeram matar Nosso Senhor Jesus Cristo" com ela. Mas ele
sabia que era veneno e disse para que queriam mata-lo. Essa cana que e
veneno vai ser de agora em diante o que ha de bom. Tirou-lhe o veneno
ee Dela se tira tudo, cachaga,
assucar, mel. Isso foi quando quizeram matar N.S.J.Cristo. Tem tambem
a matanga dos Inocentes mas S. Jose fugiu com o menino para o Egito.
Ele ja veio rapazinho para o Brasil, depois e que voltou para debater os
inimigos.
Banho s6 com Wagley, Satiro foi para o Igarape, fumando um cigar
ro de-tawari. Rezou e defumou a agua (Ver Wagley). Para defumar usa in
verter o cigarro e sopra atraz dele.
Antes do jantar, quSndo ja estava escuro, munido de uma tigelinha
com cachaSa e um tawari foi para o rio. Pediu licenqa mas Wagley acom-
paiUhou-o. (ver Wagley).


i _c.. ~ i u. ii i- L- (





-2-
Cura (G. cad.1 p.26 v. e 27) Satiro

*, Preparativos Satiro pediu a Benedito para lhe preparar os cigarros,
mas como esse estivesse ainda jantando preparou ele mesmo. Tabaco,(fu-
mo de molho) e um mago de tawari. Escolheu nom muito cuidado pedagos
de tawari, que cortou em mortalhas. Depois que todas estavam cortadas
cuidadosamente acertou as diferengas de modo que todas ficassem exata-
mente do mesmo tamanho. Preparou cinco ci6arros, Pediu uma toalha ou
um iengo branco com que forrou u, caixote. Ageitou uma vela de estea-
rina'(que levamos) num castigal que foi colocado em sua frente Trou
xe um copo que experimentou em varias posigoes ate defrontar o castigal.
Quatro dedos de. cachaga, derramado apos o sinal da cruz com o gargalo
da garrafa. Ficou por um tempo a olhar para o fundo do copo, repetinido
isto cada vez que fazio o sinal da cruz com a palma da mao. Passada
quasi meia hora foi para o lado de fora onde ficou mirando e ceu e re-
zando em voz baixa. Banzeu-se em todo corpo; o primeiro sinal da cruz
comegou na nuca, ia ao queixo e passava aos ombros, persignou-se no
peito, costas e costelas.
Veio buscar a vela e foi para o Igarape. Apos algum tempo comegou
a cantar.
Vem, vem :.iariquinha

e outras quadras que nao pude distinguir.
Voltou com um andar meio duro e incerto. Ao aproximar-se da"mesa"
pediu "com licenca meus senhores" (Benedito explicou que ele fora buscar
os "companheiros"). Trazia agora a tigelinha. Cheirou o copo e a tigela
e pediu que cada um fizesse o mesmo. Apos insistlil que todos tomassem


- 'I '






-'5-
Cura (G. cad.l p.26 v., 27 e 27v.) Satiro

S um trago da tigela e per:untou se nao estava diferente, fraquinha. .,,an-
dou depois que tomassemos tun trago "tico" da que estava nocopo. Anunciou
que la recitar uma poesia crJf tema era apologia da cana, tabaco e tawari.
E a cana em folhas se desfolham era o refrao. Jesus Cristo e Deus
eram nomes que apareciarm nos versos. Tomou mais um trago, instando para
que tambem o acomoanh-s.;3emos.
Apos a poesia mandou que olhassemos .-ra o fundo do copo e raparasse
mos si a gente nao via uma sombra, feiqao em Que se podia ver as feigoes.
Era D.Rosa, chefe das "mogas".
Foi para frente da rede do Wagley e pediu cue afastasse o punho de
modo a se poder colocar por traz. Avisou que ia db'fumar e que .'. avisas
se se estava sentindo algumna coisa. Pediu para acender o segundo cigarro
e como estivesse dificil explicou que o taisari estava trincado, era de
segunda e oor isso nao muito bom. Defumou a cabeqa de -.gljey fazendo com
o fumo o sinal da cruz. Defumou as costas e perguntou se W. sentira Ftm..in
frio". Passou a fazer o sinal da cruz cor os dois ramos de vassourinha e
a rezar. Padre Nosso, Credo e Ave Maria em variaqoes, mencioando ao fim
delas que fizessem desaparecer o ataque do ramo fr*o, que anda no e ou-
tra no tutano. Rezou muito tempo sermnre fazendo o sihal da cruz com a
vassourinha. juando foi terminada a oragao pergunto se W. nao tinha sen-
tido um rhoque. A oragao curou, o tawari nao estava bom. Bisse que nao
era feitigo nem Karowara,,quando e karowara fica tudo encarogado. Apalpou
e achou uma fresta por onde o frio devia ter entrado. Reumatismo e o
que os medicos chamam, a perna fica toda encarangada. Receitou:


-------~---~ ~u-~ I I -- --~-- -.-"' ~




.. ." '
-4--

Cura(G. cad. 1 p.26v., 27,27v., 28,28v.) Satiro.

de cipo alho
3 dentes de alho
Imirapuama
Assafetida Amassada na cachaca-



Banho
Nas 3 dobras (cotovelo a ponta dos dedos) de ci i alho.
Folha de limao
de laranja da terra
1/2 lata kerozene dagua

Quando e agua do Amazonas, tem que coar num pano para tirar aouela
lama que tem os microbrios.-Soca e tira o sumo do cipo alho. Deixa no se
ren o e no sol ate 1 ou 2h. da tarde. Lava de vento a re. Banho meio
quente, quando fizer antes de 5 toma suador. Resguardo de 8 dias, P.
banho frio e evitar sereno.
Quando fizer de 0 na meia noite toma um cafe "brasileiro" for-
te, torrado com assucar branco. As dez horas do dia ja pode ir saindo e
andar.
Aplicagoes azeite, 5 dentes de alho e assafetida. Aplica em um
pano do lado esquerdo.


M M" w M





-5- : *

Cura (G. o ad.1 p. 26v., 27,27v.,28,28v.,29) Satiro.

-" Companheiros do fundo Juvenal e o que fica com Satiro e faz a oragao.
D.Rosa, imagem que se v^ no fundo do copo de cachaqa. A velha e chefe
das mogas.
.iariquinha "Guia", a quem ele canta e que reune os companheiros.
Agua fortificante cachaqa preparada e fervida.


--- --- ---- -- 111--III-- .---l_-C--l ~-~C.---_.-.- --_I--- 1.. I







Page de jaraca (G. cad.l p.29)

Satiro nao sabe curar de maraca, mas que aprender. Vai ao
fundo once tern ua cobra enorme. Tern que ter coragem de passar
a ponta do dedo, da ponta da cabega a ponta do rabo. Quando aca-
ba depassar a 3a. vez, a cobra abre a boca e sai um maraca que
o page usa. Ascendino tem maraca. Satiro tem vontade de aoren-
der.


I _


I ` ~*- '~L -'Y -"' ~- I '^ ''





S.3E S'/
Page de ararl. (G*. cad.1 p.o29)

Penasvermelhas, sem mancha, de arari (especie de arara pe-
quena, tem cara pintada de amareldo, 2 penas, trabalha co'io mara-
ca mas, nao 6 tao forte. Satiro nao tem as penas, mas sabe tra-
balhar com,elas..Os dois ramos de vassourinha que usa, substitui
am essas penas. Soube que Paulo (do.boi) tem duas-pe nas, vai man
dar buscar.


i j






Satiro Pagf (G. cad.l p-35) Raimundo

Raimundo em janeiro do ano passado foi ferrado por uma arraia.
Estava enroladoade dor, quando chamaram Satiro. Este veio e rezou.
,ao tomou cachaga que ja estava porre. So usou os ramos de vasso-
rinha que nao dispensa. 'ndicou um remedio. Um quartilho de gara-
p4 corn uma pitada de sal. Foi embora. 0 irmao de R. preparou a gaW
rapae deu para R. Com meia hora a dor foi passando e,R. ficou bom
da ferrada.


.. _,~,, ,_ ~,._,~~.,__ _,_..-mad,






Hermenegildo (Espirita) -(Gg cad.l p.35v.)

Hermenegildo morava para baixo de Gurupa. Foi create
cepois deu para pagee e epiritismo. Fazia sessoes de man
dar todo o *undo ficar nu. Ia apalgando umn por um e di--
zendo "este esta grande demnis, irmao", "este esta pequeno"
"este esta bom". Levava paka o quarto e trepava. Comeu
muitas mogas com essa historic. Dizia que era ordem dos ir
maos. Tinha sempre gente morando em sia casa para ser curado.
Chegava de manha dizia que os irmais tinham mandado um apa-
nhar lenha, outro pescar no igarape. So ele nao traballa va.
Passou um cearense com uma filha doente, Ia procurar o
SESP. Hermenegildo convenceu-o que podia curar a menina, 0
cearense daixou-a ficar. Hermenegildo preparou uma sessao e
levou a manina para o auarto. Era moga ainda, violentou e
ainda bateu na moga. 0 pal foi dar queixa.
0 sogro de Hermenegildo andaga com um reumatismo. Herme-
negildo preparuu uma sessao. Passou oleo de andiroba nas coa-
tas do velho e no anus e passou-lhe o pau.
Uma sua cunhada meio paralitica tambem nao escapou. Com
o pretext de cura-la f4zia ela tirar a roupa e deitava com ela.
Alem disso lhe batia.
Agora esta sendo processado por 3 defloramentos e desde o
dia em que foi preso deixou de curar.
Um senior de Marajl que assistiu a converse disse que la
tambem esta comegando um curador a fazer o mesmo. Para uma ca-
bocla casada mandou que largasse-o companheiro, do contrario fa


ii --~u






L Hermenegildo (Espirita) (G. cad.l p.35v.-36)

morrer. A mulher acabou largando o companheiro para ir morar
com o tal curador. Raimundo nao se lembra de outros casos se
melhantes.


__






Maria de Jesus (G. cad.l p.57)

Dizem que ja pssou 15 dias no flndo corn os companheiros.
Um camarada que nao acreditava nesse negocio apanhou uma sur-
ra. Tinha um filho doente, foi a ela e disse que seela nao
botasse o filho bom, apanhava ura surra. Ele estava no
e ela na porta. Ele comegou a apanhar Sem saber de
onde. Quando ele nao podia mais comegou a guitar e pedia a
ela que nao batesse mais. Disse que acreditava nela. Ela
entao gritou "Ja chega", al parrou a paneada. Ele ficou doente
da pancada. Este caso aconteceu ha pouco tempo, faz um ano, con
tado por ela a uum compare de Ra.


_i _ I








ivienino que fo1 para o rundo.ki+. cad.1p.3)v.)


Em i onte -elegre um menino foi paj-a o rundu. Tinha o cos-
tupa de brincar canoa com o irmao. m- dia caiu nagua e desapa-
r'eceu. U irmaao ain da o viu abanando o reminho e aparecer na
tona da6ua tres vezes. Depois desapareceu, tue neia o remo se.
viu mais. u pai foi a um pace. u p d&e disse que ele tinha ido
para o rundo com tres dias o remo ia aparecor. 0 menino so
em 7 anos apareceria. Cor tre. c.ias o reminho foi bater no
porto do pal.


; I 1~





Maria de Jesus Page (G. cad.l p.40) Raimundo

Sabe com antecedencia da chtgada dos doentes. uma comadre
de Raimundo que foi la e que conta. : Quando chegaram a casa
de M.Jesus elq disse : voces vieram de Gurupa, nao e?, sairam
em tal dia. Ja nao sentiu uma melhorasinha na viagem? Ao que
o doente responded que sim. Pois e eu fiz uma rezasinha para
voce aguentar ate aqui. Sua irma. tambem nao esta doente ?
pois e feitigo que botaram em voces. M.Jasus tem fama de ji
ter pqssado 15 dias no fund. oiura no outro lado da Illa de
Gurupa 5 dias de viagem.


----






ruge (S.Caetano) -(G. cadl. p.40) Kele


Kele diz que quando morava no Igarape U.Caetano assistiu a uma
pagelancia. Ja foi ha muito tempo. B page era do fundo e tinha
muitos companheiros. Nao deixava ninguem ficar do lado de f6ra
da casa, mandava tudo ficar la dentro. iunava tawari grosso -
Cantava chmando os co .lu.nneiros, um cavalheiro, nao sei o nome. A
gente ouvia la fora o cavalo batendo os cascos e relinchando. iite
se ouvia o baque do cavalheiro no chao ao saltar.
Chamou um outro e disse que estava con sec, mandou encher uma
lata de querozene dagua e bebeu toda a 6uti. Parece que o coai.nheiro
se chamava bgiuna. 0 comoanheiro velo sentar no banco. 0 page disse
que o banco ia enterrar tanto era o peso. U chao era de terra bem
batida. iele disse que viu o pa6e sentar no banco, e este ir enter-
rando os pes ate sentar a taboa.


i;







Juma (companheiro do fund) (+. cad.l p.lv.) Kele

Um dos compaprhleiros de Kele zombou muito do ob ,e. Eu nao
acredito nessa historic, isso e bandalheira, voce nao tem conmpa-
nheiro nenhurn. uhmirre seus companheiros que eu boto para co.rrer.
0 page acabou por topar e combinou gue na manlha seguinte o desa-
fiante estivesse na beira do Igarape para lutar com um de seus
caboclos. iia narn-Ja seguinte ja o que desariara nao se lembrava,
do trato foi banhar despreocupado. Ao chegar a beira do igarape
viu uun negro saindo dagua. 0 petto do caboclo tinha quasi uma
braga. Foi saindo dagua e ja metendo a mao pela cara do caboclu.
0 rapaz apanhou de Iitar, finalmente o page interviu e o compa-
nheiro desapureceu na6ua. Nunca mais sombaram do page.


-- I -








Pa Iniciagao r iniiIundo t. cad. 1 p.4Lov.)

Ja nasce. Tern insonia e geme de noite. us pals
de umna crianca assim, levwia1 para um curador para saber se
ele tem poder para ser page. u pagl concertt" a crianga.
Se conhecer que ele e rnge aconselha aos pals para nao ba-
ter na.cibea e nas "encruzas" entiree as nomoplatas) que e
por onde os compai-Eoiros "invocam" haa pessoa. tuen'o ter
cerca de 15 anos ja tem idade para recer os primeiros com-
panneiros. Passa uns cinco dias corn um curador experiment
do. vs pa6e mandam levar urn espelho para meter na pessoa.
ierat que ser um espelho vir em kque nao uenha sido olhado por
ninduemj, iLaimurtuo nao saBe se o espelno fica n o corpo Qa
pessoa. Quando e novo nao trabalna corn muitos cormpanreirs.
So traoalna corn a "corrente complete", u~i.:ldo ja esta velho.



Pag coi:ipanheiros (taimundo e outros).
Indio Todo.pace tem urn companheiro "indio".
Paadru roz do Xin6u, u-n rapaz de la contaque ja
viu un page invocar um padre, que naufia6ou la na 300 anos,
Antonio Hibeiro. Ioi mesn o no claio. Perbuntou se as can-
toras ( do coro ua i~rejg) sabiam acornpanna-. Comegou a re-
zar a music todinna em laim. Kalnou cor o pessoal. '.uan-
do ternmpia testa vae todo o pessoal ,mas nin6uen aparece na
reza. iao sao catolicos.





I~ &/


Curs (k. cad.1 -p.40()

Deolinda Iae feurto cie kZXineu)j nao sabe contar' nadir=a,
depois da nesada. Tem tque ter un secretario pars tomar nota.
Curador Dom nao, se lembira dee nada. iao sao todos os coriparilvi-
ros que ctizex a doencga ou indicam umn voirneaio. Tem muitos cue
so aparecam, salvarm a ~eente e vao embusa.


I e II I I )( ~__1 1


( i I _ __ _








t--,


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"


Curadeira raenina (G. cad.2 p.6)

Ela era gita, mara e pequena. Quando foi uma tarde vinha
uma canua com um doente. vieram pedir para ela curar o doente
que eatava multo mal, "ner seilse pode desembarcLr". A madrinha
da curadeira disse "%uem sabe e a menina". Ela mandou desembar-
car. 0 doente estava inchado como umn mLcuchera, rachava todo.
Ela fol 'enzer, mandou fazor um caldo. Ele nao bobe nada, da
uma ansia que fica para morrer. Nac pode ar, disse a menina,
rie oebeu. A noite fez o cuiativo comn maraca e mago de pena.
Defumou, viejam oa cora.anhuiros. A menina clisse: Se nos puder-
mos alc-ngar a sua vida, salvamo-lo. Sua vida esta'no Anapul.
Voce trabalhavala, disse que nao tinha mulher. Amasiuu-xe. Quan-
do despediu-se mentiu. A amante convidou para jantar. Ela tirou
o resto da comida, meteu na boca de um cheimbabo, sapo com boca
cosida corn fio americano. Se rachar voce more. Se eu puder
pega-lo voce vive. Ele Confessou que estava certo. Eles foram
ea busca dO sapo dizendo que voltariam dentro de quatro horas,
De volta contaram que tinha custado, a velha ostava atenta e
nao dava oportunidade. Mas quando ela saiu para lavar a roupa
eles aproveitaram para entrar na oasa e apanhar o sapo.
O doente eatava pegado no aone. Quando foi quatro ou cinco
horas, acordou. Puxou a respiragao a disse estou frouxo frouxo,
eatou leave. Comeaou a andar "estou inchado mas agora nao tem
nada que atrtpalhe". 'icou con fome, comeu una bcna de galinha
todinha








Curadeira menina (U. cud.2 p.6)

todinha e uma tijela de caldo. De noite os companheiros che-
garamr rindo "Amulher estava danada, a valencia fol a roupa que
ela fol expremer". Virou toda a casa a procura do stpo, nos es-
tavamos long. Sem mentira no prazo de 5 dias o home voltou
pura Qasa remando. Gertrudes era o nome da meninoa, era filha
da ir.aa da D.Verissima. Um dia foi para Santarem e la prende-
ram( perdm o poder) a corrence dela.
DiVerissima costurava cantar de brincadeira:

Ai, ai vem
'rTuux{ giranga
Ele vem
Como ele vem
Tucuxi bonitinho.
4uando foi um dia estava sentado perto de uma seringueira can-
tando, quundo viu uma luz na serinuueira, ficouassustada. uertru-
de veiu rindo e disse que/eram os companheiros que estavam malinn-
do.


II


I







ANAstacio (G. cad.2 p.7) benzedor

Nao e curador. Chamavam para benzer dor de dente. Um dia
foi benzer uma mulher e chamaram ao mesmo tempo o medico. 0 medi-
co mandou prender Anastacio.


_ _ __ __ n








Ascendino- Pag6 (G. cad.2 p.7v.) (D.Verissima)

Mario Carvalho embarcou carregado para a casa de Ascendino.
Com cinco dias est ava bom.
Jacob, preftito tinha uma coisa rocando no estomago. S6
mascando uma torrada uma coisa qualquer. Aconselharam a agra-
dar o Ascendino. 0 velho Jacob mandou chamailo, ele yeiu com
mruo. Pois 6le benzeu, receitou um remedio, la esta 6 com-
padre Jacob bondinho. Veiu desenganado de Belem.


I ~ I I


- - --- -- ---- -------- --









Page sacaca (u. cad.2 p.lOv.)

Boca do Xingu' tinha um sacaca qeu so falava tu ate para
o patrao. Um dia fui pescar. 's meninos estavam pegando pe-
dra nagua. Nao deixa os meninos fazuem isso que um dia voces
ainda choram (Para a mae dos meninosj. Um dia una menina caiu
nagga. Procuraram e nunca mais. De tarde ele chegou da pescaria,
a me disse, Ahj Lucio meu mano, minha filha morreu. Lucio disse
para nao chorar, ela ainda esta viva. Contaram para o patrao o
velho Braganga. A cobra encantou ela. Braganga disse que Lucio
era um burro, entao a pessoa que cae nagua nao afoga ?. chamou
Lucio este contou e disse que nao podia tirar dagua porque ela
tinha copido comida do rundo. Mas em pouco ia mostrar ela. Bba-
ganqa disse se ele fizesse isso ele dava carta de curador, si-
nao o expulsava de la. Defumou, a cobra pareceu e a moca monta-
da. Ela tinha comido a momida do fundo nao podia mais voltar.
Recabeu a carta de curador.


- I-- ~'L -----~L- rC' --








page( cad.2 p.lOv.) D.Verissima

0 curador 4e nascenga choia na barriga da mae. Tem um
sobrinho que nao chegou a curar. Com sete mese ele chorou. Quando
estava na idade de se-e anos era visagento mesmo. Mas ele morreu.









V


I


- --i --~ - L-_r ---_ ~-r _- r.- _r-r -- L '-- --~ --I ----









Satiro Page iG.cad.2 p.lov).

aenze desde os vinte anos. Ate ha algum tempo nao tinha "compa-
nheiros" so benzia e rezava. Devoio de N.S.de Nazare, velo a uu-
rupa fazer compras na ansevespera da festa que celebrava no Baca.
Estava na venda do Samuel Cgstiel, tomou dois goles de cachaga e
dal sentiu como um sono. Sao se lembra de nada do que passou com
ele nesse dia. vs outros e que contam. V'oi pa.a a canoas com ds
proprios pes. As moqas que o acompannavam reclamaram que ele estav
va bebendo demais. Masso tinna tomado dois goles. Comegou a remar
mas quando puxava o remo jagava a6ua em cima das mogas. A canoa es-
tava ronceira, o vento soprava contra e a viagem nao rendia. Dis-
seram que ele estava bebedo. Ele disse que is alagar o casco, era
so botar uma perna nagua. ,otou as pernas para fora 6 foi so enfi-
ar um pe nagua e o casco ja ia alagando. As mojas pediram-lhe pelo
amor de Deus que nao virasse o casco que tixma um "inocente" em ca-
sa (provavelmente se referindo so filho de uma delas 7). Satiro a-
quietou-se e foi para baixo da tolda. Dai disse a um dos rapazes
que a canoa la andar ligeiro. De faro, quando se endireitaram e me-
teram o ramo nagua, a gente sentiu a forca da remada. Parecia que
a canoa tinha ur motor uma maquina. Chegaram ao Baca, Satiro te
ve que ser agarrado, queria coarm paraa agua. Disse aos companhei-
ros que lhe dessem um cigarro de tawari, purque sinao Ia para o fun-
do dagua. Fizeram um c&garro e deram para ele. Quando comecou a
fumar deixou deforcejar e se aquietou.


_ ____ ___________________ r_____7________ I_________________ _______________I__ ___~___T___________


~I_-L 1__.~ ii_. _-..-L~~--L- LYC ._i---L IlL----Y1. --.- - .~C.i~L ~n----- .







Satiro Page (. cad.2 p.lTv. e as.) -2-.

Satiro visit Ascendino. Apos aase episodio, Satiro comeqou a
sentir coisas estranhas. Diz que apesar de nao se lembrar do que oeo
correu na viagem de Gurupa para o Baca, viu viu dessa feita uns "ca-
boclos". Eram os companheiros" mas, nao os conhecia, nao sabia o
nome., Us amigos foram leva-lo a Ascendino que morava na beira do
Amazonas entire o Pucurul e o Marajo. -Ascendino "conheceu" (no
sentido de reconhecer que ele era page) mas ainda nao lhe "endi-
reitou" a corrente. F ltou o espelho virgem e as penas de Arari.
Esteve duas vezes na casa de Ascendino pagou 20,90 de cada vez. Tem
que voltar ainda para acabar ue endireitar.
OompanheiroaSativo tern sempre um "companha", Juvenal se chama ele. Os outros
sao Rosa, Mariquinha, Eleodorio (,T. Tem poucos, e a corrente ain-
da nao esta direita. Ainda nao tem um "indio", mas eate como os
outros estao prokimos. No principio e assign como numa mata que a
gante sabe que ter seringueiras mas ainda nao abriu a estrada.
Nao se sabe ainda as voltas e nao se conhece as madeiras. Depois
e que a estrada fica limpa. Assim quando voltar a Ascendino a ad-
quirir as penas de arari e o espelho conhecera os outros companhei-
ros.


II


-~- -- -e -







Curadeira k+. cad.5 p.21)

Teodosio conheceu uma no Jutaf onte foi criado. Era de nascenga,
tinha aquele dom. Nao aprendeu com ninguem. De uma certa idade comeqou
a curar, sabia quando ia chegar gente. Dava remedio, ja sabia do que so-
fria. Era uma pretinha chamada Maria Avelina. Ja sabia se o doente
podia desembarcar. De manha ja sabia quantos doentes iam chegar. Teodo-
sio nao tem muita fe no Ascendino. M.Avelina sabiao que se falava dela,
Ascendino nao sabe, pode-se star falaiido mal dele, Maria curava com
maraca. uurupa ja tem' quatro mulheres em Belem que sao pages, "esta
exportando page",


----- ------ -`''- -






Curador u,. cad.5 p,21v.)

i Eneas de Aquiqui mandava apagar todas -as luzes. Escrevia a receita
o a poqao no escuro. Quando ascendia estava tudo escrito direitinho".
"Mas dizem que ele fazia aquilo de dia". Curava com muita oachaqa, mesa-
da dele era dificil nao acabar em porem. "Um curador desses escangalha
com a pauta dos bonds ".
EneaAtA*hE fui fazer um curative. Mandou a mulher buscar os vestidos
para saber qual era o que tinhafeitigo. A roupa do home tamabem. EscoI
Theu as melhores vestidos e as mdcores roupas. Se voices quizerem ficar
bons desse feitigo deixem comigo que you trata-los, sinao dada vez que
voices vestirem ficam doentes. Levou a trouxa, dois dias depois, a mu-
lher e eles estavam com a roupa dos outros.
De outra feita espetou umas espinhas de peixex em algodao. Untou
as costas do home, botou o alggd&o e eomegou a. irar as espinhas.
Tolentino duvida dos pages que arrancam bezouru e bichos que
"a 6ente esta vendo todo dia de um doente. Cita o caso de Pglheta
que se danou com Eneas porque este lhe tirou um bezouto de umdente en-
flamado.









BenezcAra (see sucurijao de terra)- ,. '

-'ona' Erne'~ina knows "ora:oes" for mucy diseases and is also a.
Bparteilr:.". 'She cL_ ges "2 cruzeiros" or what ever one wishing to p
pay" to "benzer" a sick person. She also uses smoice blow when she cui
.res xxxx and when she delivers a child-blows snoke over chid's body
(defumagao) .. .









/.











/ /








Page ,4 I cj

\ i Benedicto Santos says thtt "SAcaca" is a pa, w-'ho has the power s
\ of going under water and coning up great, distances -i ;. Might go
under water at Gurupa and. ap-ear n Almerim. "sacaca" is
Sencantado" Oter es -re eccantado -Surijao or Surijao
de terra know heros, oragaoes, etc out do not have "cam raada" or "com-
panheiros" which re terms by which spirits ofthe n~ies are called .
Luis F-reitas said women can be either of tiese 3 types of "curadores"
women are better pages than iien. .'e had seen several "tra.alhar" .


- ---I__ ~-L ---_.~--U1- _. -I -. ~XI~--~--- -_-.. _1






1' 1I sclIc .jeasau de page p4

fage invites people to attend session on a specific night at his
house. Luis ireitas took his wife to a -page in that part of liun'Icipio
Near Porto iuluz. She was Suffering from "feitigo" She ached in her
joints and later had head-aches, ohe had a buzzing noise in her ears.
Page blew s:rioke over her and mass-ged finally he placed his cigar
made of tobacco and of aquari over the top of her head and suched on
hhe cigar. Then, he stucK the end of his cigar into a cup and blew.
lie quickly put his kxxx hand over top ofcup and then put cup away
covering it with a saucer. Whe next morning he showed Luis that he
had removed beetle from the top of her head. She got well and the bV-
zzing stopped in .er ears. -uis says that he gave the page a piece ad
tobacco worth Ci$5,00
he says that his wife was suffering fro.i karawara. Karawara coiies
into the body and travels through. the body coming out in a tumor'"as
the turauors I have on my bodj", said Luis,
He says that the page not only extracts the "douec;a"' or karawara
but also explains to the patient what rej.ediu he should take and what
sort of deit he should follow.
ihe )age first calls his "com anheiros" or caiarudas" [que vca)
4KanXgx which fly" He may call "gaviao"*"ar-ra" or "gaviota" Then
he amy call animals, paca, coora, ulacaco, etc and he can call "coxLUan
nhhdos" christao" which are individual spirits of people. H e announ-
ces their names. Thiis s "Joao" or "Jose" or "Ernesta". These are neb







Sessao de_p ae_ (cont, 2)

know people who havs died. Luis says that spirits" never are cal-

c.ssion as to similarities between the paje and "espirifisiao" which e
exists in Belem. that there was a carpei!.er who ,ca.ie from Belem
and who was a "sIlritualist" The similarity is sticirin to uia
but he says that the "spirituLlista" do not use tobacco-maraca- nor
do they have "camaradas" for this reason he believes munh more in the
paIe.
The page sings -words and verses whAih only he knows. He
frequently calls on Santo or on Jesus, Luis said that he often
"Jesus I olha An&ha ateno o" Sao Benodlto olha lallnh atengao" I.ut
Luis said Nao sei se pode envucar Jesus"'
The number of 'companheiros" which a pa&e" invokes in one
session depends upon how "strong" he is that enemy. Benedicto said
th t he niht "invoke" as many as 50. but Luis said that he would call
55-30. Sometimes the spirits are too strong and he fallss I-ow and a
aaind he ,eta a "espirito mau" which stretches the page to thi
around unconscious Says that pade *hen possessed by,,a ccmpaniheiro
xaA stares alead film over his eyes looks but doeasnt dee".


--- -- --




I 1 W


-d

an opld negro nailed Pojo who wears rings on all f., s incli..
ti umibs is thle "chee'f dos ass. -e lives in the *'....eia" 1. .e
SDalcidio-says that :-hen he visitc-'. Fitro tha.t the people the-.-- -
S when-he aslsd about the fa: ous oaes.

S,:.oduca e:: jlains that'he ih:- soen,,:.':. ... .es in this- ro i.. -
tihat each pa.ge must have a "Secrotario" who knows hou- to. wr-:
can "tomar notaa)" of what the' pa ge says regarding reAec1ios 0 -.. '.. ,iar-
dos" etc. while unLder the influence of his spirits "'le r-.., I:.: -
namn leilbra".
Sie' says that people sit alo04 benches wVith any sericsi;: ill
-oerson in a har1iioci -iJ pauge sin.._ the witnessesdo not i. -:,
Shinm. The page 'drinks cachaga in the folioawing anmnor- e :
the lighted 'end of his c' :r. .(tobacco and ta.juara) and placi", i`C1
otier' end into a glass of c.cl.Jc: and blows simoke i..rouho-u.- t. ._as
He drinks sik;o:c and cacI.aca in one glup.






Pae -acaca .

o-ne yeras ago a -aJe called Joaui .: bernatinho or joac;uim Sacaca
lived on a island in front of -urupa, ie is s;.id not to have died but
to have si ply left. A sacaca goes down thru the water. Dalcidio dise
cussing this with the neo-re Joimbra learned that he would "defu.!ar" the
water and water would open up for hime and in the opening would no:e
a i. t snake skin. He enters the snake skin and 'oes away.
s "ponte" (dock) was a thorny cacuzeiro tree which on y he co'dd
walk on.
/ S.caca has the power of predestination as well as the power of
reading thoughts. Joajiui would say 'bo many patients will arrive here
today' a.od is iould prseare to treat tIhen.
Coimbra told of how he treated a ouns oirl during her motiherts j
time yhe young girl ws~ suffering f.o: intense to-th ache. ol e was
iven lea n and salt" to orove whether nr no- it uas "feitigaria".
If s.oe had fainted -hen it would be feitiuaria (?)
6he. w-s bt ken to Joa ui.n wilo ':efu- Lou-a" and .-0uched on che side
.of her cheeck. All df a sudden "ela deu unm .ito" a,_L spit out a beetle
which nad been in the tooch thru "feitigoo' oh3 was receasod.
-o woaen who were watching ,ere anxious to leave. 6ud eily Joaquin
said 7o it won't take lonjg.:,he saic aI .. say anything "but Joa-
quin responded "you said in your heart, This is taking a long tine and
I must leave"- ohe had been ghinkin, just that.
A sacaca is said to. have lived in ilmerxim so:.ie 5 ears ago and
E ,-oduca s. ii ...

-%arouzeiro leaves and sun are said to be poisonous and thorn trunk
is ooisonous.

l.__ ___ ^ ^_^ ^^^ ^ __ ^ ^_ ^ ^






lr.idL Eoss of shadow (Soul loss)- P.l15) Pag There is and iden-
tification of the shadow and the xaa soul. When one does not ca
caste a shadow then one has lost his soul. Generally this soul
has beer taken away below water. Home of page is below water.
Pane can retain soul He goes to waters edge with a "cuiapi-
tinga" place open over water pushes below surface (~kxx air un-
der neath pushes upward) page makes "defumagao" and sometimess a
an "oragao then with a hollow piece of taquara. he reaches u
under "cuia" and cuks soul into taquara, then he places taquara
in the mouth of patient and blow soul back kxx into body. Viera
describes this for ~baete but people from Gurupa say they have
seen it done her.e.


-







Page sacaca (p.120) .1 tsK b ?

Dona Felicia Para, who is about seventy (see foto)knew two
Page Sacaca. Joaquim Sacaca and one who lived up rive a hort dis*q
tance .known as Fortunato Pombo.

bortunato Pombo
Pombo's mother told D.Felicia how he gained his power. When h
he was six years old he was playing with a small bow and arrow
shooting camarao. He hung his shirt on the dockk o He disap-
peared into the water He remained below "no Cidade" for eitht da
days. Then he appeared nude with the same bow and arrow. He said
that he saw many people there were bucks made of gold in the
city 'here was much "fartura" (everythAng was plentiful). She sa
says that he saw many people with native names. kiaxxaxxkayKxxhax d
MANxm a-xm zpSax ik(O"he has heard these names and will try to
remember them. ) He began to cure when he was 12 years old. He cur
red a relative or daughter of the Barao de Gurupa( )
who gave Pombo "carta branca" to cure anyplace and any time.
Pombo went away- did not die he also travelled below the
water.

When returned he said "they" wanted him to stay and afterward did


food on the earth.


I


meet







i Joaquim Sacaca p.122 i~ eskad .

, Joaquim always said that hte Island'across from Gurupa
was dropping away. there was a very great "cobra grande" under
the Island. u.Felicia says that strong current is still carrying
axxizjtax or culting the Island away. She saw Joaquim disappear
under the water. He was curing at a barracao in the Isl--1:. .
ne walked down to dock and disappeared. They searched for him
for several days. Suddenly he appeared laughing in the bank.
D.Felicia saw him when he appeared a leer had come from a
former "patroa" of Joaquim, Someone has placed it ke between the
palm leaf walls of the house. He walked up and said "I want the
letter which arrived for me. He went directly to the place and
took out the letter. He could not read but he opened letter and
repeated to D.Felicia exactly what was in the letter. She then t
took the letter and verified what he had said. He said that a s
spirit called "Urumutum" had told him of the letter.
D.Felicia says taht Joaquim was "an Indian" from fhe Para"
he could speak "giria" and spoke Portuguese badly.,
Sra,Para (wbfe pf rose) says that she new Page Sacaca in
Sao Antonio das Velas in the region "salgado" do Para. This
indicates a wide distribution of the concept down river.
D.Felicia says that Fatunato always could tell when
a "eopidemia" would come and how many cases would appear. This






4Joaquim Sacaca.(cont. 2 ) p.125

*= is special attribute of Sacaca that hecan "divinhar o future"
S Many people including D.Felicia, introduce explanations about
0 page by saying that formerly there were no doctors and the
= only method pelple had was to call page- Nowadays there are
Sfew page. The one who is visiting Rio Maraui ia a nephew she sa)
of 9-iaq Fortunate Pombo. There are no sacacas he is not one
living now in this region.



W These are phrases ahich Pombo (sacaca) saw in under water,
These were familiars,

( Urumuum dizia: A lua no oceano. A barra ver-
d melha vermelhou.

Lucido Tapn -,a'ai camaradas do.F'ortunato Pombo.
4 )


r-p

Ca
co '


M






P (c2ii 92 p") 9) ^(tar -

t .n'-l Ascend ino .Who was described"by otlierss simply
as a p-, -is Sacaca, 5.inael toldll ilm th t he spent eight li ays
,down below with his"compvq.nheiroQs" ac .o told .h of the fi s:;t tii- he
w. ent, to .-i~'Lue ..?-nd.iro to be cr :1.. He was :pung and wais
"pine.ma" His fthc-r -ent him to hunt ito .returned several ti-
i ines without .in-thini.. His Jr:c',ther s-.id you go to see .:nu.i 1
c r .C ei 1 JC:-o replid, "o, .uele best, .nao ajuda i. que
ele faz" however, h1? vn after a ti-.: the first "co:i ''neiio" t
t:..t en oel called c..i t.o .Joao(then ..':nn.el of course, as an
.' inferlie.:ia-. ) .d Id r': ..':il:: ,: ? t time you said th':-,th
Sth ls vXr:i "b -st.r '" .- 'an-uel r11mittCei- he hadi -..id so, You. should not
S p'e-' tain ~S" you kn-a': not ing about i'he "comrpanheiro" debcid
d to Ea cu're him ~y'; y. 'He was cured and the very n':-:t time
She w',3rt-i' hiinilng he killed an anta,

8acfca
'l.'knew .'c., c-_ who lived in Breves. 'He was parentte' of h'is
i.: w .if .His n-h" w-Ls- Cl' o E-ro z o. He was present once then 'Chico"
said Lo 'k ith',re ar, four ',-ople cnin frOiri 'luripn One is
. *. ve!' sick but there Is r. c re ;for .'.im."Soun a c -o lee :arrived' and
he vent to see the can.)e -enid ask which. Ci.of, q.-. fourI is sick. .1-
One of1 t;rei-M- spoke ,from his' harinc'iC.J just ':,s he o-''a predicted .






Pa e and Good luck lier' as Ica 2 p.15) i v a.. ..

.Santareni is full of age. There cne onl7 ih.sto "fec:h
. iolhs 3 poea no escuroo".:' :'Voen c.,ire aboard canoes msel linj. "maca-
ca por'-nn.a" (all plan is used roots st6t.lk and leSav's). 'his
is ini-' batin .ba.thi mised with"cu' uiinho"'. (spice us.d like pepper in
cool:in everyone u-ie it.e)one takes. bath.c cih n .j n into fre-sh ,
clothes. L'[-hen when one tixe l-aves house if ohe meets a. ,male
: (lnor boy) h; will havo good luck in all "negocio3", if meet
w. c'riali then :will have: to re t: i.: bath.




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