Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
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Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
Physical Description: Archival
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Bibliographic ID: UF00103047
Volume ID: VID00027
Source Institution: University of Florida
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AlimentaQao Judeus (C. p.123) D.Alegria.

D.Alegria diz que apesar das dificuldades em Gurupa ela mantem
um certo regime alimentar. Nao comem peixe e care no mesmo prato.
N ao comem peixe liso ( de pele) so de escamas. Nao comem, ela e a
filha, porco (o Rafael come mas o Samuel so escondido), nem cagas i.e.
paca, tatu, aves, so veado, nem tartaruga. A care de vaca deveria ser
so de boi morto degolado mas como aqul ha multa dificuldade come as-
sim mesmo. Manteiga so no pao misturada com care nao. Fazem o je-
jum de 25 horas em Outubro. U Rafael qcando esta aui tambem.
Attitude dos netos Sao batisados e estao em colegio de freiras. (Quando
estiveram aqUI a neta filha do Hafael disse que queria ser judia mas
em vista do jejum de 25 horas a menina disse que desistina. Ultimamente
a menina ja em Porto Velho leu sobre pereeguigao dos judeus e guerra n
na falestina e disse ao pae que nao queria que ele morresse e achava
melhor ele ficar catolico pois era memos perigoso. D.A.legria concordou
que os netos provavelmente deixarmo de ser judeus de religiao.
Cemiterio de Judeus. Existe uma associaqao que e dona do cemiterio,
mas como nao ha mais judges em Gurupa, ela mesma e que se encarrega de
mandar limpar 3 vezes ao ano o cemiterio e as sepulturas (que vieram
de Belem).
Diz ela que entire outroshabltos que mantem, esta o de nao eosinhar,
nem chegar perto do fogo aos sabados; que os catolicos e que cosinham
para ela. Diz que na Europa eles preparavam toda a comida na sexta fei
ra e ja deixavam os fogos acessos-desde sexta feira pois nao faziam
nada por 24 horas, ate sabadox as 6 horas da tarde. D.ilegria pare-
ce ter grande orgulho em ser "hebraica". Diz que as mulhere nao sabem






Alimentaqao Judeus (U. p.125) -.D. legria -2-

rezar e ela nao sabe ler o hebraico, os filhos comegaram a aprender
aqul quando pequenos mas nao levaram adiante.







History hebrews (CW. b.4 p.45)

According to the Almanak do Pari" (published belern, lob) on p.541
-542 (property of Mariocai), 14 negociantes in tcurupa in 1bo9 of which b
were Hebrews (Abraham, B ensabeth; Abraham Azulay; Jacintho Aben Athar;
Marcos Aben Atnar; Mloyses Levy)


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Preto (Cl. cad.2 p.22)

Emilia disse que nunca teve preferencia por preto para namorar.
Ela gosta muito de branco e mesmo moreno limo, mas preto nem que se-
ja muito perfumado. Ela gosta como pessoa e amizade, mas nao como
marido ou companheiro. Para trabalbo os pretos saox os melhores
companheiros.







Preto (Cl.cad.2 p.40)

Um medio o do Sesp que vai ficar em Altamira apul esti ha mais
de uma semana a espera de conduggo, parece aue esta bastante aborre-
cido. Os Oabitantes de Gurupa nao gostaramdele e muito soberbo aque
le preto, e pretomesmo". Uutros dizem "quando preto nao suja na
entrada, suja na saida J "


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Judeus (C1. cad. 2 p.72). D.Alegria

DIAlegria Castiel, representgnte daunica familiar hebraica re-
sidente em Gurupa. Contou-nos quo em outros tempos houve aqul em
Gurupa 22 casas de comercio de judeus. Vieram na oeasiao da guer-
ra (?) e se fixaram aqui no tempo da alta da borracha onde o
o eomercio era bem recompensado. Vinham de rKit diversas parties do
mundo. Tangaer, Marrocos, etc. Ha mais de 50 anos veiu o pai de
D.Alegria (Abuti) e qqui se instalou com seu comercio. A mae mor-
reu a o pai voltou com a familiar a Tanger onde se casou e passou
7 anos. Voltaram e 8 meses depois D.Alegria so casou com um primo
Castiel que tambem tinha casa de comercio ao lado.
Nao havia rabino nem sinagoga mas o mais velhox deles fazia as
vezes de rabino e se reuniamnuma e noutra casa para rear a cele-
brar as festas judaicas. Ate hoje D.Alegria guard quanto possivAl
as festas hebraicas. Quarda todos os sabados, a pascoa e o grande
dia de jejum de 24 horas, sem coisa algima, esta fiesta e celebrada
em Outubro.
i. Alegria teve 12 filhos, uns morreram criangasoutros mo;os,,
um morreu num naufragio do navio Moacir no estreito de Breves. So
restam agora 3, todos casados com eatelicos, isto e batlsados.e "&
0 quesmora-ad'm ela esbe-Casado no civil J?) os filhos nao sa- bati-
sados, a Suardam os preceitos da religiao., D.Alegria disse que
qgando estao perto dela que seguem a religiao hebraica agora long
nao sabe...
0 cemiterio dos Judeas a limpo e conservado pela familiar Castiel.
Sempre se deram bem com o povo de Gurupa, sempre bemquistoss Em
convgrsa diferente ela contou que teve muito desaostos am Gurupa,






-2-


Judeus (Cl. cad.2 p.72 e ss.) D.Alegria

morte do marido a dos filhos. HA pouco tempo a casa deles 1endeu
uma parade, ela mandou concertar e os pedreiros de maldade dIxaram
cair a casa. Este fato nao foi muito bem explicado. Ela entao se
desgostdu e foi morar com o filho em Porto Velho, filho que tinha
sido prefeito de Gurupa. Pbetendia vender tudo aqui e ir residir
em Porto Velho, mas a borracha desceu e os seringais que estavar
para ser vendidos foram rejettados. E assim ela voltou a Gurupa
e deu-os a impressao de ser provisoria a estadia dela.
Outra familiar que tambem morou em Gurupa foi os dos Benatar;.
Jacob foi prefeito de Gurupa, agora reside em Altamira, Primitiva-
mente eram 2 irmaos Jacinto e marco que tiveram filhos, este Jacob
de um dels. O velho morreu aqui mesmo. 0 outro irmao velho foi para
Belem uando estava doente ja a familiar tidha ido antes para edu-
cagao dos filhes. E assim ficaram em Belem; um dos filhee e Dr.Jay-
me Benatar, medico de fama em Belem, foraddo na Baia. E foram se
extinguindo uns morreram outros se mudaram e o marido dela sempre
foi ficando, so morreu em Belem, estava muito doente foi para la.
Por ocasiao da Pascoa eles recebem umas toratas feitas nos
Estados Unidos e de la distribuem para tpdo o Brasil.Sente-se gran-
de uniao na familiar, e grande orgulhg de serem judeus. Mesmo o fi-
lho Samuel tambem tem grande admiraqao pelos judeus, a pergunta cor
interesse se sabemos alguma coisa da questaao da Palestina. D.Ale-
gria comentou que os judeus gostam muito de brasileiros, t4ntos os
homes como as mulheres. Da-se muito bem com a nora que e catolica,


I I






Africanos ( G. cad.l p.9)


Z.Para diz que a venda de escravos
palmente no tempo do Barao de Gurupa.
festa de 6.Benedito porque ele e filho


em Gurupa era muita, princi-
Os africanos e que animam a
de africana.


I








Preto (. cad.1 p.52)
Na venda uo aamuol uma mulher com um tumot no seio disse, que
esta melhorando _raqas a promessa ,ue fez a I.Antonio. ,uuandu per-
guntei poryue nuo recorria a S.banedito responded que "b.benedito
e preto nao tern casa propria, vive em casa eaprestada" "e ver-
dade quo preto e para servir branco, e ele serve a bunte, tias ~to.
.Ntonio a mais podoroso".
Nhuduca fthndd le 4Agostiihor meaico do 6ibP disse que sle
* assim kbesta) porque e oreto. "Se ou pudesso &c&uava cor essa
raga, o diaoo a quo tamberm sai dcssa qualida&e".
Raimundo so refeore o rmesmo como proto convencido. Pruto
quando e doutor fica orgulhoso.







Pretos do Jocojo L. ecad,3 p.20 v.)

Antigamente tinha multo preto em Jocgjo. Eram ate conhecidos por
"os pretos dg Jocojo". Depois foranu morrendo, se misturando. Tolentino
e T odosio nao ae lembram de nada reference a na cumba.
A


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