Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
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Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
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Bibliographic ID: UF00103047
Volume ID: VID00015
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.1.







Preto contador de historic (C. p.29)

GenerOsa, mae de Ernesta, mae de M.Profeta era preta escrava de
Gurupa, sabia muita historic.


I I


rl I II I L






Tovcmacisa ~W. p.4O)

1 porco k,u:,3.o esti* airi' sln~d dcl truv)iL Ua c d Ue J








historia do Perpetuo (C. p.o3) D.iicota

Perpetuo era apelido porque envelheceu como soldado. No tempo de
sua mocidade ele nunca apanhou carao dos superiores dele, mas depois
de velho ele fez uma macriaqgo e o superior deu nele. Ele ficou muito
sentido e resolve pedir a baixo. Foi ver o s&ldg, pagou tudo que device
tirou de saldo 4 vintens. Entao ele disse um sera para o pao, o outro I
para pagar o barqueiro o outro para o babaco e o ultimo para cachaqa,
que ele ebebu logo. E foi-se embora por ama estrada. Nesse tempo
Jasus Cristo andava pelo mundo e sabendo xE do acontecido disse a Pedro:
"Saiu um soldado da praca" van s brincar cor ele" e se tn nsformaram
entao em 2 cegos. Encontraram o Ferpetuo e disseram a ele:".ssola pelo
Divino Amor de Deus para dois ce0os". Perpetuo ryspondeu que nao tinha
dinehiro para esmola e vou contar a minha situaqao "Eu fui um soldado er
envelheci na praga, nunca apanhei de meu superior, depois de velho a-
panhei. 1ui ver o meu saldu paguel o que devia e tire de saldo 4 vin-
tens. Um e pera o.pao, outro e para o barqueiro e outro para tabaco, e
oucro era paza cachaqa que eu logo bebi. Os cegos repetiram esmola pe-
lo Divino Amor de Deus. E Perpetuo entao resolve dar a eles o vin-
tem do pao e pensou "eu vou me miudir deste caminho gue aqui ter muito
pobre". Mudou-se entao para outra estrada, Jesus entao disse "Pedro,
Perpetuo esta aborrecido, e ja se mudou do caminho mas nos vamos atras
deli". LA adiante eles se transformaram em 2 aleijados e quando Per-
petuo passou fizeram o mesmo pedido de esmola. Krpetuo contou a mes-
ma historic mas corn ena deu o vintem que tinna u ra o tabaco. Outra
vez o Ferpetuo resovhu audar de estrada para fuglr dos pobres mas Jesus


I


I- -- 111 --r






Historia do Perpetuo (C. p.o4) D.,!jcota -2-

de Pedro sequiram-no e transrormaram em 2 velhinnios e ftzeram o mesmo
pedido de esmola. Perpetuo respondau a sua historia mas com pena resol-
veu dar o vintem do baruuuiro. Jesus sabendo que ele nao tinha mais
nada conversou com Pedro e ficaram imaginando o que o Perpetuo ia fazer
quando che6asse do rio. Ao rio estava o barqueiro e quando Perpetuo pe-
diu que queria auraverssar o uarqueiro rspondeu que ele tintla que pa-
gar mas como rerpetuo dissesse que nao tinha dirLneiro o ba.queiro disse
que mele nao podia atravessar. Perpetuo contou entao today a sua histo-
ria so ourqueiro mas esse nao se comoveu o que irritou o Perpetuo que
o matou e jogou o corpo nugua e embarcou na canoa. lMa ele nao sabia re-
mar e ficou rodando no rio. 1Josso Sennor e Pedro apareceram na beira e
pediram ao Perpetuo uma passage na canoa ao que Perpetuo responded qce
nao sabia remar, mas Jesus soprou um vento e a canoa encostou. Jesus e
Pedro perguntaram a ele pelo oarqutiro so que ele responded que tinha
morto e jogado no rio porquu ele nao tinha querido dar passage a ele.
Jesus devido ao seu podur com pena ressuscitou o barqueiro e embar-
caram os 5 com o barqueiro remando ; na travessia Jesus perguntou so
Perpetuo, que nao sabia que ele era Deas "Porque voce nao pede nada a
Deus?" Perpetuo responded que nao pedia nada nao. Pedro entao sugeriu
a ele que pediose o ceu" seu tolo" mas Perpetuo responded que nao que-
ria o ceu pois isso Daas o haveriade dar. Jesus insistiu novamente e
Perpetuo respondia que nao queria nada. quando ja estavam chegando do
ou.ro lado Perpetuo resolve pedir : l.que quando metesse a mao no
bolso encontrasse sempre dinheiro, 2' quando fosse beber no cantil que o
tivesse sempre cachaga, 50 que quando jogasse so ele anhasse. A tu-
do que mandasse fosse bem mandado. 5 e aonde sentasse tivesseb tm

mr~inda~Room







0 D.Nicota


Historic do Perpetuo kC. p.o4 e ss.)


sentado. A. che6aram a uma cidade. Jesus e Pedro desapareceram e
Perpetuo se6uiu o caminho dele. Na cddade Pe.,petuo procurou uma casa
para alugar mas como nao sabia alugou uma assombrada. Nela Lavia um
home que deixara multo dinheiro enterrado na casa mas todas as pessoas
que moravam la mgrnrtm assombradas. Perpetuo poude alu6ar a casa por-
que quando meteu no- olso encontrou dinheiro e quando foi bebur o can-
til estava cheio. Entrou a noite em sua casa e comegou a oeber. 'Is t
tarde deu rome e como tinha comprado nada, comenou a procurar pela casa
se encontrava comida. Incontrou uns potes e dentro de um tinha mixija
de came kcarne frita e 6uardada no oleo) e tirou um pedaco e espetou
num pau pa'a esquentar e fez um riogo. Quando estava esquentando ouviu
uma voz que vinia de um dos quartos e que aizia "Eu caio, eu caio".
-le responded "cai". Ele ouviu o barulho ua queaa de um Lparto de
pessoa kpedago). A voz continuou "eu caio, eu caio", ele responded enE
"Isso de esta4. caindo aos poucos, cae lo6o de uma vez tudo" e cau tudo m
mesmo. Quando ele olnou vinha um home andadndo com um sapo num espeto
mas i.rpetuo que ja estava "quente do chico" nao iinna medo de nada e
pe6uiitou ao uomem "o que e que quer?" U numem pediu licenqa pa~a es-
quentar o sapo ao que ferpetuo responded que sir corn a dondiiao do nao
encostar com a mixira dele. I3isso ele ouviu uma voz na porta e ele dis-
se ao home "F'ique aquf que eu vou ver quem e que estL al uando eie
che6ou na porta enconLrou 4 omens. um rrazia a enxada, outro a pa, o
53 ferro de uova e o 40 o esquire kcaixapi. Ele mandou que os homes
arreassem cudo aquilo e pos um em ca4a canto da sal a eoi comer a sua
mixira e convidou o velio do sapo. "E servido da junta eie responaeu


I I I II -


-j-








Historia do Perpetuo IC. p.04 e ss.;


Ele responded nao como mais nada deste mundo", entlo Pwrpetuo ofere-
ceu "quer toiar da branca ?" mas ele respondeu que nao tomava nada
deste mundo. Perpetuo responded quo entao ele tomava porque era dele e
os dois sentayam. u Perpetuo perguntou:" Voce quer dizer alguma cousa?
o home responded que sim e que iria leva-lo aonde estava o dinheiro
enterrado. Levantaram-se os dois e foram andadndo, o iomem mandou que
o f'rpetuo rosse na frente qo que ele responded que nao "ele que fosse
na frente que era o dono". No melo de uma das salas encontraram o
tacho onde estava o dinheiro. Perpetno chamou os 4 homes e suas fer-
ramencas para ajuda rem a levantar o taxo mas quando tiraram ele mandou
que eles se fossem de volta para os cantos da sala. Ja era pela meia
noite' e le se achave sosinho com o homer do sapo e o dinheiro. rerpeti
o perguntou ao home o que queria que ele fizesse com o dcinheiro. 0 ho-
mem responded que nao queria o dinh&iro mas que queria so que Perpetuo
mandasse rezar 2 missas para a alma dele a que fosse assistir a 2a. e sa
ele visse sair uma pomba quando o padro levantasse o calice era que a a.
ma Knixixl havia se salvado, e onhomem despediu-se e desapareceu. 0 Per-
petuo cansado deitou e dormiu. Quando acordou ja pelas 9 ho-as ouviu o
barnlho de pessoas que ja vinham arrombando a port para busca-lo pois
pensavan que estava morto. Ele responded que estuva vivo e as pessoas
pediram desculpas e explicaram porque tinham vindo. Era que naqule ca-
sa todos que cormiam naquela casa amanheciam mortos e voltando para a
sala perguntou aos 4 homes quem eram deles, qo que eles responderam qu,
eram Eat naz. Perpetuo entao apannou ura saca meteu os 4 dencro e levou


I I


--r- r --- --- -- -- ---- --


-4-


- D.Nicota







Aistoria do Perpetuo (0. p.b4 e ss.) D.licota


na casa do ferreiro e mandou bater com o martelo em cima da bigorna e
largou eles por la todos uuebrados, que ficaram corn raiva do Perpetuo.
Em seguida serpetuo foi procurar o Padre para mandar rezar as missas
e na ultima ele foi assistir e viu a Pomba voar. Perpetuo entao com-
prou a casa e ficou morando na casa muito feliz. .Mas um dia Deus se
lembr6u dele e mandou a morte busca-lo. A morte chegou e disse : "Per-
petuo Deus mandou lhe buscar". ele disse que "sim" -les almogaram
juntos e Perpetuo pediu a morte que apanhasse umas laranjas pa.a comer
de viagem. Mas Perpetuo mandou que a morte sentasse num dos galhos e els
sentou (tudo que ele mandasse seria bem mandado) e se es quedeu delay
e l1 ela ficou. Decorreram 10 anos e nao morria mais ninguem pois a
morte estava press e entao Deus mandou um anjo dizer para o Perpetuo que
soltasse a morte que ele tinha mais 10 anos de vida. A. ele se lembrou
e disse para a more "Mas e verdade morte, desce e cuida de tua obrigaq
gao ea morte d-escea e anx cuidou da obrigLao dela. Dpois de 10
anos Deus mandou novamente a more Ela disse :"eui vim lhe buscar mas
nao e para voce me prender". Ele disse que simr e mandou que ela fosse
comprar um baralho e um chapeu, a morte fol e voltou e os 2 sairam .
No cam-inho encontraram o sauanaz que vinha corn uma"enfieira" de almas.
Perpetuo passou e disse a more "Vamos parar aqui que eu quero ganhar
estas almas e convidou o Satanaz para jogar com ele. Perpetuo jogou e
ganhou todas as almas. Mas o Satanaz ficou danddo corn ele. Perpotuo.
e a morte che"ram ao ceus. A porta do ceu S.'edro olhou para ele e
disse :" Vai-to embora Perpetuo quo aqu{ nao g teu lugar eu nao te
disse que pedisse o ceu e tua dissestes que nao queria" Perpetuo


I


-5-







r Historia do Perpetuo (~. p.o4 e ss.) -D.Nicota -b-

pediu que S.Pedro abrisse a porta pois queria empurrar as almas que
tinha. S.Pedro abtiu a porta um pouco e Perpetuo empurrou o b-aqo
e soltou as almas para o dia. S.Pedlo mandou que ele fosse para o Infee
no e ele fol mas quando ele chegou no Inferno os Satanazes nao quizeram
ele la dizendo que o lugar dele era no ceu. Perpetuo voltou para o
ceu, e ficou estudando ur melo de entraf. Tirou o bone poz- na mao e
pediu a .Pedro que ele queria pelo menos olhar como era o ceu e que
deixasse'ele espier um pouquinho. S.Pedro entreabriu a port e Perpetui
cor o braqo empurrou a porta acabando porentrar no ceu e jogou o cha-
oeu dentro e mandou que 6.'edro fosse busca-lo. Nessa ocasiao ele apro.
veitou para sentar na cadeira de S.,edro. S.Pedro foi a Deus qtuxar-se
mas Deus lermbrou a ele que o Perpetuo havia pedido que onde sentasse foi
se bem sentado. E teve uma idea pois lembrou-se que Ferpetuo haviau
sido soldado e mandou que se tocasse o toque de reunir. S.-edro copmau
perto da cadeirax e quando tocaram, Perpetuo levantou-se e Pedro sentou.
se. Perpetuo ficou no ceu.


- ------- I -- I I






Dia aziago (c.p.79)
La. segundafeira de Agosto e dia aziago, so se trabalha pols e
perigoso. ?ode haver acidotxes. D)i ea qu e oodorar fi ar:razbda.
Dia 2. de tgosto cia de 6.Bartoloiowiu Di0 e. que o diabo ailnd solto pu
que S.iiguiel ievantou o e. Noo se deve trab&lhar. To,'r cuidado.
















: > \ ,:i *







iistoria dax terra dos toios (C.p.lo3)

um rapaz (estudante foi coirer tereas e chegou na cidade dos to-
los e al foi a uma casa onde morava um casal cor. ura fiilha. hle se
agradou da _moga que se aharmava Mivaria e la pssou uns g 5 dias com eles.
Antes de partir pediu a wmoa em casamento para ver a reagao deles kpol.
eram toloos. u velho coma muito gosto deu. intes do r apaz seuuir via-
gem a mat : irandou a Hl ia fazer trm cafe. lhla os a "chocolateira" no
fogo e foi lavar o coador no pcrto kdo igarape). Qhe&ndo la poz-se
pensar : "Eu vou casai, eu casada, ricarei prenhe, e parida (gravida)
terel umn 'ilho, como e que irei chamar meu filiio ou rilha" e 'ficou
pensando. Como ela nao voltava avulha foi atraz delay e perguntou por-
que ela estava demorando tanto ao .ue el, responded o que estava pen-
sando. A mae--it'cou impressionada e deixou-se ficar corn a filha tam-
bem per-urbada com o pensamento. u pae entao foi busca-las mas la
ficou tumbem preocupado cor o mesmo assunto. U noivo dovido a demora
resolve ir vrrificar o que tinha havido. E em vista da situagao disse
logo ,ue nao naveria problema pois daria-se um nome qualquer ou iaria c
ou Joao. E todos voltaram oara casa. A ri ria foi entao buscar o acu-
g ar no quarto e quando la che6ou olhou para o caibro e viu uma enxo pe
pendurada e ficou pensando. De um lado ficava a rede do pae, do outor
a da mae, do outro do marido, do outro a dela e poaia ser Que a da
crianca fosse ricar bem embaixo da enxo due >oderia cair em cima dela
e mata-la e la comegou a chcrar. A mae 'uoi ver e la ricou chorando
tambem. U pae da mesma forma eao noivo entao foi ver o que havia e
emvista da situa ao disse que nao serial nada e tre ou e "-ip.kx6.
Dae ele se desoed u e saiu dizendo que se em sua vijgem en risi






SHistoria da terra aos tolos kC. p.lo3 e ss) D.Nicota 2-
i~ 'E MivS ZOLA DO .QUE ELEo QUE VOltaria para casar corn mocL.
Foi andando pelo c amino e eicontrou umna outra casa e viu o dono
ouxando um ooi para comer capim que estava em cima da palha que
cobria a casa. Ficou impressionado com a ftora que o home fazia parar
puxar o boi para cimaa e se ofereceu Iara ajudar. Trepou no tebo apa-
nhou o capim e trouxe oara o chao -c)a o boi comer. 0 home ricou
tao impressionado com a esperteza dor apaz que dcsse a ele que des-
ae que ale sabia tao bum tomar c'onta dos animals que daria o ooi a
ele. nle despediu-se dizendo que na volta apanhari o ooi e tocou
caminho. Maisaadiante encontrou outra casa e foi encrando. Dentro
estavam uma velha corn a netinha e multos porcos. A velha mandou a
neta p. psrar cafe para o visitante. A menina pos a chocolateira no
fogo mas uma porca grande passou rente ao fogo e com o rabo derrubou a
chocolateira. Quando a porca passou o rapaz disse para ela A ben-
qao minha tia" A velha ficou espantada e perguntou se ele era mos-
mo sobrinha da per ca ao que ele r:.spondeu que sim. Entao disse a
velha "o senior pode levar todos os ooriuinhos daqui porque sao seus
primos". O rapaz disse que na volta apanharia e se despediu. Con-
tinuando caminho encontrou outra casa onde moravia urna mulher rica,
dona de fazendas quo era vivuva e que tinha se casado de novo. 0
marido nao estava. Ele foi entrando ea mulher perguntou como ele se-
chamava ao que ele responded "Fulano de tal da uloria" / :.anuml,
disse D.Nicota, serve como .nome. A "Gloria" parece agniflcac o
"ceu"/. "0 senhor vem da Gloria" perguntou a volba ao que o rapaz
disse que "sim", e perguntou "0 sr. nao viu o meu 1 marido por la?"


_ 1 r








Historia da terra dos tolos (C. p.163 ess. ) P.Nicota -3-

0 rapaz responded que sim, que o marido andava precisando de dinheiro,
de roupa". A velha corn pena do:ararido foi buscar muito dinheiro e
fatos a deu a ele para que levasse para o marido a disse ao rapaz
que apanhasse o melhor cavalo para que ele fosse bem depressa. 0
rapaz recebeu 0 dinheiro e fatos apanhou o cavalo e desapareceu.
Quando o 20 marido chegou e elea contou o que acontecera o marido
chamou-a de tola dizendo que o rapaz nao era mdis do que um ladrao, e
disse que iria pega-lo. Preparou o cavalo e saiu. 0 rapaz que viu
alguem atraz dele apeou-se e ficou num canto esperando.. (uando o
marido passou, parou e perguntou a ele se nao vira um ladrao passer a
toda. 0 rapaz responded que, se o ladrao tinha passado por all ja de-
via ir long pois ele estava ali'ha muLto teiipo e nao vira ninguem paE
sa~ e ofereceu-se, ao marido pava ir apanhar o ladrao pois corria mui-
to, e traze-lo de volta. Ele que esperasse all ue ele voltaria. 0
marido pa6ou a ele pelo s rviqo e a6radeceu e ficou esperando,o rapaz
pegou o cavalo a sumiu-se. Este entao foi para a casa da velha dos
purquinhos apanhar o que ganha,.a, de. a a casa do velhor apanhar o
bJi e voltou oara a casa do casul con a muoa para casur-com ela e
cumprir o qu"e prometera. uavia encont.Lado muitos outros tolos,
peiores do que ela.


C~~L~






..


Historias Jtao a Muria. (C. p.167). D.Nicota.

Joao e -iAria eram filhos de lenhador que Jmora a na mata. Tinham
madrasta qu6 os maltratava. Como faltasse comida o -.e levou-os pa.a
o mato para os deixar 'a. 0 Joao entao esbugalhou milho no caminho
oara achare-i o caminho de volta para ca3a, mas a Maria juntou o milho
O pae deixou-os nomato e disse que ia deixar uma buzina para quando
eles acordassem chamarem por ele. ;.is em vez deixou uma lata furada
e eles nao pudaram tocar. Estavam perdidos. Eles se meteram pelo
mato e encontraram uma casa da velha "golosa". e sentiram um cheiro
de peixe frito. Joao teve uma idea. Fez umas flechas com pa e dis-
s/se a i4aria para nao rir gois a velha iria descobrir. A velha era
cega e nao viu 1qu-rjdo o Joao fleox:Lv os peixes e pensou que era o ga-
to e disse "Chape, chape gato, bole no que e teu e nao bole 'no que e
meu". i'aria come(ou a rir e a velha os des cooriu e chliiicuri "Venham
meus netinhos comer". Depois que eleas comeram, prendeu-os nux, quarto
para eles en6ordarem. Todos os uias pedia a eles que mostrasse o aedo
snxA pelo buraco para ver se eles tinhati en6ordado. O Joao apanhou um
lagarto e imostrava o rabo do lagarto e assim eles nunca engordavam.
Aconteceu que um dia a Iviaria perdeu o la6arto e quando a velha ped-iu o
dedo eles tiveram jue mostrar o dedo mesmo que estava tao go.,do que nao
pastava no buraco (ia historic o Joao era esperto e bom e o,:Fria boba
e ruim). a velha entao mandou que eles saissem e fossem rachar lenha
gara fazer uma fogueira. Nisso Santo Antonio que era padrinho do JI-
ao (quando a 6ente nao em padrinho pode pedir ao padre um santo como
padrinho, aqui e sempre b.Antonig e S.Benedito). Apareceu axx disfar-
gado em velho e disse que eles nao pulassem a fogueira pois a velha


II -'I '






Historias JUao e Maria C.(p.167 e as.) D.Nicota -2-

queria era mata-los para comer, e que eles deviam pedir a velha que
pylasse primeiro para ensina-los e que eles empurrassem a velha dentro.
E-assim eles fizeram. Quando estava dentro da fogueirax a velha
gritava "agua agua meus netinhos" e eles respondiam "azeite, azeite
minha vozinha". No lugar da velha ficou so cinza e a zinza se trans-
formou em 3 ~kx cachorros. "Ouve longe, "quebra ferro" e "rompe mato'
Eles ficaram vivendo na casa da feiticeira e Joao cagava com os cachor-
ros para coier. Os cachorros gostavam rmulto do Joao. Aconteceu que
a i iaria arranjou um amante, gigante, e este convenceu a Maria que ela
devia matar o Joao. mas quo nao podia f'azer nadaporque o Joao so ia
para o mato com os cachorros. Ma)ia entao pediu so Joao que aeixasse
que os cachorros ficassem com ela 'quando ele fosse cagar pois tinha
medo de visagem. Depois de muito custo ele .esolveu e Maria tmarrou
os cachorros que nao fugissem e e botou algodao no ouvido para que
eles nao escutasse. 0 oigante foi enthopara o mato matar o Joso.
Quando JoSo sentiu-se amaaqado pediu-a ele que deixasse que pelo me-
.nos ele desse uns gritos e subiu numa arvore befl altL e gritou pelos
cacho ros "uegbra i'g.ro, lovee long" e "omrpe mato", Os cachorros
a prin&ipio nao ouviram mas no segundo grito de Joao o "quebra ferro
sacudiu o ouvido o algodao saiu e arrehentou acorda e cccnu para o
mato. Os outros tambem foram atraz e chegaram 1L num instunte, a tem-
po de defender o Joao. Atracaram-se com o gigabne e o Joao desceu da
"arvore a matou-o a tiros. Voltando para casa o Joao-matou a j!ria e
Tfoi embora cavar a vida em putras terras. Casou-se e viveu feiiz corn
a mulher.


mi






iistoria (C. p.l(tO) D.Nicota

Havia umi hornmem mrito ro ma s nuito orgulhosso que tinha un comr-
padre pobre. Este compadrd so trabalhava para o rico e so ganhava pari
comer nao Dossuia nada. Ambos tinham familiar. Quando 'oi um dia Deus
(no'tempo de Jesus na terra; teve'.pena do pobre e foi experi-nantar o
rico. Bateu na port do rico pediu uma bocada de comer pois estava
corn guita fdme. 0 criado atendeu e levoit ao senior o pedido. Este ,
mandou yue ele enxotasse o pobre pois nao dava de comer a ninguem.
Deus entao foi a casa do pobre. Este ficou corn pena do pobre que an-
dava sem nada so com o travesseiro e disse a ele que nao tinhia rede,
mas que. se ele quizesse dariahospeda em. Nao havia comida, so uma pin
tinha, e o marido mandou a mulher matar para fazer para o pobre., 0
pobre jantou e agradeceu muito. Depois o dono da casa e amulher arru-
maram no chao umas taboas com uns trapos velhos e o podre deitou e
dormiu. No dia seguinte o pobre sabendo que nao tinha comida agrade-
ceu e saiu mas se esqueceu do travessiero. Quando a mulher foi agei-
tar a cama encontrou o travesseiro e contou ao marido pedidndo que
ele fosse atraz para entrega-lo, 0 marido foi e chamou o pobre para
entregar o travesseiro mas este disse que nao queria mais que ele po;
dia ficar com ele. 0 marido voltou e contou a mulher. Esta entao suge-
riu que se abrisse o travesseiro para ver o que tinha dentro. Quando a
briram encontra-am dentro tanto dinheiro que nao havia onde guardar.
O marido entap disse a mulher que ja podia ageitar e comprar coisas pa
-ra ele e saiu. Comrrou utensilios, roupas, rede e tudo que precisavam
a nao voltoU mias a casa do rico para trabalhar. u rico notou a falta
e comentou cor a mulher que o coiLpadre nunca mais tinha ido traDalhar






Historic 4C. p.l'(0 e ss.) D.Nicota -2-

o mandou a mulher ver o que havia. A mulher do rico quando la chegou
ficou espantada de ver a casa do pobre toda bem airanjada e, eles
bem vestidos a pergun ou:" Coradre, coi:o foi isso,onde acharam tanto
dinheiro?" A mulher contou o que aconteceu e diss, que era um pobre ma:
mandado de jesus. A mulher do rico que se chumava juse votou ao marli
do e contou a historic dizendo "Tu me-smo e ,ue nao quiz dar de comer
ao pobre e pr isso nao ficamos ricos! e se aborreceram e o marl-
do ficando danudo por er ajc.ido a riluesa disse que ia se meter na,
matas a os dois for--,i Na matao rico morreu e ficou a mulher Maria,
bravida. Teve ula menino a que chamou de Joaosinho, soinhla pois vi-
via so comendo frutas brabae. Quando o menino ja estava grandinho
salu numacidade. Ai ele fez amigos mas nao contava que tinha mae no
mato. 4Quando f'o un dia deI-am a ele um cachorrinno e um cavalo paqueno
0 menino quando nasceu tinha um cabelo em volta do umbigo e mmx esse
cavelo era ximx a forga dele e cada ano que ele inteiraua dava uma vol-
ta, mas ninguem sabia disso so ele e a mre. xndando pela cidadd um
dia ele deu na casa de um gigante qua quiz come-lo que estava com
lu anos, mas,ele resistiu e o gigante se atracou corn ele. Eles luta-
ram muito a o menino vencou o gigando amavrando ele a jogou-o num po-
Co no quintal. Em vista dete ter arrumLido a cas4 do 6ibante, ele re-
soiveu ouscar a mae dele no mato para vir morar cor ele. 0 menino
vivia de caga corn o auxilio de sua cachorrinha,que vendia para com-
prar coisas q qurnido ele saia recomendava amae na.a ela nao ir pars o
lado do poco para naod ar corn o giprnte. G-gj-s eti -e--l


- ,..--e .,,~~,..., ..,_..I 1___.... ~ - --- ------- -- ----







Historia (C. p.1'(0) D.iicota -3-

Mas um diaquando o -Joosinho foi c,,gEr, a M.iria resolve ospiar o que
havia no pogo e encontrou o gigante. U gigante entao pediu a ela
e ensinou o que ela devia fazer pa.a solta-lo e contou que fol o Ii-
Iho delay que tinha amarrado .ele all. quando ela acabou de desamarrar
o filho chegou e ela curreu e o 6igante se escondeu no poco com medo
uo Joaaoinno. Depoisddisso todob as vezes que o J aosinho saia o
gi ante sala do pogo e ia para a casa com ela. I.Mis como eles nao
tirnham muito zempo sosinros pois o menino nao demorava a che6ar, eles
commesaram a estud&r um melo de matar o menino, a combinaram que quan-
do ele estivesse para che6ar, podso cachorrinha na frente, ela devia
gritar de dor para quo o Joaosinho logo qpe chegasse fosse acudir a
mae, mas que entao ela deveria dizer que o mal dela so pasSaria com
agua da fonte milagrosa. Dessa maneira o menino iria buscar a agua e
ricaria encantado. Dito e feito um di, ela -fez o que o 6igante mandou
Joaosinno foi apesar da mae ter avisado que quem fosse para la nao
voltava. Ele seguiu a cuvalo. No caminho havia uma casa onde morava
um vello'cego de um olho con a filha. Esse velho era Jesus disfasredo,
a filha estava na jandla e viu o cavalheiro chegar e mandou que ele
entrasse para falar com o velho. Como o velho perguntasse onde ele -
ia ele contou toda a sua historic. 0 v-lho entao avisou a ele que ia.
a fonte milaerosa nao voltava rmais, ele disse que nao so incomodava e
velho entao ensinou a ele como devia ir. Se chegasse la ao meio dia


I I


- '-"'





k8

historia C0. p.170 e ss.) D.nicota -4-

e o purtao estivesse aberto ele ia ver muitos encantos, cantinas,
visagens, que iam chamar por ele, mas que ele nao devia so incomodar
que ele devia encuer as garrafas e sair lo o, e que de volta passas-
se na casa do velno e assimo Joaaosinio rez. Depois o velho disse a f
r'ilha ue enchesse 2 garrafas corn abus e que, quando o Jjf:sinho, qe j
ja era rapaz voltasse, enquanto ale conversava comn o velho que ela de-
via trocar as garrafas e as sirn ela fez. 0 Joaosinho foi e voltou
e-. uando para.para conversar corn velho a mga trocu as garrafas. 0
Joaosinho voltou para a casa da mee con/ o remedio, mas ia chegzndo
o gigante falou aMaria "L~ vem ser filho" e fugiu para o pogo. A
mulher come.ou a gritar de dor. Joaosinhc deu logo a agua a mae mas e
essa foi -logo diz ndo que nao passava ador e conform o combinado o
gigante pediu que ele fosse buscar o figo do jardim dos encantados eo
estrume do bicho de 7 .abegas, pois dali ele deveria voltar. *Joaosi-
nho seguiu pelo mesmo caminho e fol pedir conselho ao velho, que dis-
se que ele devia entrar pelo portao a mela noite apanhar correndo os
Sfigos e trepar numa arvore e espiasse pelo bicho. Deu a ele uma laga
e yma espada e disse que ele devia meter a es ada pela boca do centto
Joaosinho seguiu os conselhos do velho e logo que saiu do jardim ds
portas se Eecharam. Mas o velho havia dito a filha que preparasse
uns figos e urma lata de estrume de porco para trocar quando o rapuz
voltasse e ela assim fez. . binar nada cora a i:aria. 0 J'aesinho deu entao o estrumne na agua para
ela beber e os fifo3 para comer e ela ficou boa da dor. Mias a mae







"^ Historia (C. p.170 e ss.) D.ITi'ota -5-

ji andava com saudade do gigante mas nao podia sair pois o filho nao
saia-de casa mas um dia faltou comida e Joaosinho paiu part cagar. aria
correu entao para o gigante. E dessa vez ela foi que pensou um meio da
acabar com o .filho a contou a historic do cabelo no umbio que dava toda
a forga ao filho a combinou quando ele voltasse da caqada queiria prop
por ao filho catar os mucuins e quando ele adormessesse que ela cortaiia
o fio, a dito e feito. Depois de preparar a c&ca para o almogo sugeriu
quo o filho descansasse no colo dela e quando ele 2Xm dormiu, cortou o
cagelo. O rapaz ficou tao fraco que nao poude ner levantar e af ela
cahmou o gigante. Joaosinho disse entao que se essa era a vontade da
mae quo ele podia miata-lo mas que pedia que nao e enterrasse mas que pu-
zesse o covpo dele dentro d umn saco a puzesse na garupa do cavalo e
soltasse. E assim, o gigante fez. tO cavalo foi embora e foi batter na
casa do velho. 0 cavalo ,arou e a moca chamou o pae e mostrou o corpo
do rapaz. s' dois levaram ele para dentro e viram que ele estava ape-
nas ferido e comeSqaiam a trata-lo cor agua d( fonte encantada e os fi-
,os e o estruke do bicho de 7 cabegas, que havia trocado, e o rapaz
ficou bom e o cabelo do umbigo comecou a cruscer de nvovo. Depois de
5 anos, quando o cabelo ja dava 5 voltas ele resolve se vinar do gi-
dante e consultou o velho contando a historic do cabelo que lha dava
forGa. E o velho disse que se ele ja se sentia forte que podia ir. i.'us
ele nao levou o cachorro a foi a cavalo. hhegou de ropente e o gigante
nao teve tempo de fugir e ele matou o gigante e a mae apesar desta ter
idd de joelhos ue ele a poupasse, Mas ee respondeu que nao pois
nao teve pena cele. Joaosinho voltou entao para a cas do velh e
casou com a filha dele e o velho desapareceu e viveram muito felizes co
cor o cachorrinha e o cavalo.
+ m






CW I 1948 O

Boi

Groups will dance in RibiEro Paulo (the Amo) made a contract for 250
with "Juiz de Festa". Group decided not to go today but the madrinha (who is a
"verad&r"l complained to the Prefecto and he said that the three members of the
group who were e iployees in the town hall must go to Ribiro or no place -
pressure from the "Vereadora". They wanted to go to Baca.


.I







Norato and Maria (Version of Elias Veiga) (CW. cad.2 p.(2)

Veigaws version differed somewhat from that told by Nhunduca.
i'aria married a "dispardarte" of the ocean tray) against Norato's
wishes. he wanted her to marry a "cListao". He fought his Aster
because she "juntou" with the giant ray kdispardarteJ. The battle
took place in the iouth of the Tocantins-river. 'The foutht for
t days. She was sturng and put out one of lorato's eyes and broke
one of his horns. When he went to the Tocantins, hw went by iand,
ond day a youn man met Norato during6 r he journey. Norato told
the young man not to look at his back. Thanked the youn6 man and
left. The youn6 man looked and saw scales uf a snake on his back.
He knew that it was Norato. 14or(to always had two large dogs. The-.
se were his companions on the earth but as sobn as they entered the wl
wateriwhen J.'rato became a snake they became "purakes"). his dog
helped him in the fignu against iMaria his sister. Norato uecame
disenchanted in Cameta. It was the children of Cameta who htd the,
courage to come near enouth to him to pour milk over his uack,
thus ie became a houng man. Norato turned into a young mand and
would attend d&ncea. He would take a launch and invited people
to attend the dance pulling the launch through 6he water.


__


L -_ __ -c~C- --r - ..,_. .--.-I-.I~ -~ --i~. I-1~~..- I ~- ""- --


I ?








Miracls of .' .nea t (u G'. b3. p.21 ;

'1. :u;, :. .-.... ..i... from below. H, set o( i..' ev.-.1l rockets when he
c. '..j- ..o .:. n. ....... hics t'..' D.ia /; . c..,; ti, c when t, ueixnLdi-
to ~.- .: ..i .._.l: 'r.r;, .,t ..ote, &a coIrcai3te he&rld that the saint wav
sp .,c-i' Ci.lir,. i-' .3 i ,: ntced. to ;, o aeet the s.int .... br:., the S lnt
to t,.L ^, ,:1ut 1 u ii..? owner wrs ... ttls itsreste, c n did ,o out to
tij ; G~ i. ci-,... ,i ~ ;ho oere o .- .., the saint l.-.ck to .ur :..*i, but
he Zol-. ..i:.,. 1.:. ic \:. no anxious. So ti--- continued their trip. They
lhec; ile.:'r u'. so t.an they h ...t noise, the
b'rYee A" "I' .: cirn-'-r ih: o was not i.i ous to receive the saint had
ral;I.un o t' e :. L.er. L'-e owner t. .. a aiomosaes tht. if nothing
:mr: ['.- . F:'i tl 1. }.:i he would go to T.u:o .:r, to offer cmr;l.s-: to S.d ne-
d -. .:..:: ': Le- ,. Ae saint .-. ed. c he sent a canoe to receive the a
s2inLt :. ..r .'c. l 2 :'"ftsta" in his new bIrPaco in icCrm of $.B.

.- .. .'1 .'. Li e Is :e sint, not the sam1 one, ich was sent
1.: .. , -.. ... "' ,c :. i.e. .-'. In Abteet..:, there is a
S:- ,r:1. .1 ,- ,..I i-.- ,. : .' i .ts saints.
t.i L. ... ... (Velga sas that 1they .are th B s le. he
.-- .. . : ..'.'. ..o :..... ) which il.W .; wmen; t out to ask "e'imola]
--: ... .' b -.! 1 .,e of b. tonic, '. foliaa" L-.t b iuonths
.c'.... ::'I ._. \ :',.' directly to to .. e HTiez-e, There sent notice to
.. ::. . tendent aria (f the care, set a day for the
"dCes&mb, r,.. ,.f* ..t.. -;.r,'G :..Le *le r>; i ,.. .a!! to return slowly down
river, spawning a t leaet 3 months to reach uir-,.L" atui.,t ..uuici not di-








kniracles of 6,Beiiedito (CII. b.3 p.21I)

dis*-O. ,- in t '1i _re withuut -.: eion, 1thi'o w Lhia s in M.&2.e-
-2. in ti 6 Church of ~.
,'-n.' r!Wurnin- i> w; cdcvir. river to t._ L. on other
31tie (SItUi~dTg; at ;:!<1'irr T~i.~'>) oan t;; otL.er -,. ...~., l;i~j picoeii up a
e r-0o.Ux'dor, *:orio de lcive '..L. UwOd in vr1ali,2w U th the rgvoup
r i o arid islzinds 9 ,tr tLe oit t +olt v_ .._ i.ri tiI j return*
ed3)1- ,17. ,nt fo iriy to jancun{x hro cr -_ was fprnuarly L mic)i. Jliere
~B renincad until vosspers of dio13 festC.L or1 tnl a 1ua
'.. theG of the 2a in, tuny rat-uril to c.lhc -Ihurch after this
'.,jr le ocestiori eh r bar~jiueiros i.. to percent thL L doriitivos'7 ;w-d ac-
c ux:nt for the trio,
Jn t t lithe -- stddr" rSCIi. 'S thxi "2. n t5.vos the acCe
oS Unts.l i~etd'Oc S tthre ar tno, ona for one ni lit,, ono for nex#
rAe t, *c=h in let'a of 1.i4: of foli-" -rho paddi- 2ind ;31.7 - instrwU.LaI:.i
Iso thrn is ian alf-'erns 1?P vho c-, reics a ce to protect t the saint
nt.~ eaVenZ thep "1 _?. LtienedolLr"T :~iA~ ac l:.'oa ohj t11; S;i>llt,
;crizvos 31 ~~dito -- 'Ikei ?oj~. sl~o neC :'&in~ 9zij1'ti ,YL1
.sc( ravoz ie ri*" Uont-0o r; clii ld 3iclY an dnnu t0- ir_&iLeits offer
!'I- a U'lih;oa or "..ocrvo" O bljBd!lto. rbub tf -ienmust serve the.
z..int, to 6o, cn "folia". usa to Ct;ori: l'o: Y'.>t, .c1....the "za1&Qodxtl
L.1 ,.. th3 bell before the "feouL", tces1f v oi'ev to clean the church
to IL tho- 6vss r':i church : td, to .a IIt t4h1e church, etc.
:7pnnriisno Gz,7piLa, `JrAiz Cardozo of Vei, 8 famulily are "escravos" of 6.jB3
t birth, Cap~la almost do)i so the .;.Lu f< "t tis one -doesnot







SMiracles of .BenJaiiuo (i.'J b.j p.21) -3-

Escravcs ..L -'.cdit.u (cuilot.) cie, Le \il.. tc s.r vc of -.' .". '.lihe the
c.-urc'h w'as "oin,; r1d .X.;2 C : 1;4u'sJ L "y .rv t .. -".& s r..urL:, ge
nerslly -. curd1y to jerry -.n'., a :.. to Jo.:ijt.



Inac5inr.-, -inc.e -.,. ylo net -rt tr C 2ch o.- 1.- s .n ye rs
The bouL t VJ.% i3 Ir t, rt ot i n .- -. -. .- n
On t, "'olia' o01 this to;'- the olLo.: r .-. .,s *, c:.. o the




1- i ...fei- a r
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2.- .1.i Lv tlCor CLi C i. 1.


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rNo-1 c . C tLa it i .re i'.. 1'r- ..-... I.rT'.': l-j i '< I* r. C! ..i.itit to ano-
t e i'r fU ; L tlia . t.. itc o I, L the
ca u? t;"! -.u .L ,.. tI. J.0 pu tpl : iz. *.; '. .







P iOac1Les Of _'17 dito. b.3 p.21)


-4-


P,!c ooirt >urinn the tri- took the rook cphice'S .-Ivan
G,. I~ eti ~d it c a i at rILh Ver *, L 1ic Lt -.m kelt, on
Wus ricL ... .vf '. ins P3 _LL 1 th : A:l ,i th n p Ieres &rid
> :theocir 4is iScU&..LU1 t1 e t -i:j. 9L 3o
t mrdt
3 sh ~~ eimear o: i~ d. -t If-l:~i A; i t I-rea
u-. .n( Thui &irrixik C~h&O.c., Xr~: .0~i .7 .u . (2c J i.ZISt Wyig 3~'.
~I~ 'sastre 1.o aiiLa (r:~~;I: ; cfr. or oX'eV2 r~s 1:e .~i~;, x.'or ) to ):n~jo1
:n L, ri;~~o,3n ':jrddoo' L~ c ct i' CII GI~i~~tj'y' ?IWi tlie IFr--J-t of
1. 1/2 t hu.2I t .S cvO L-.. ourI this
rac guii usiod v. Iso in ci_ -G o v L, i of thjb.
r't who .A Lbehav, flock was Iiop JIrocur: dor I'1 h z V-I P In >zwzi
In~ ) w(2 -4uior $10o ;S1,1 rl n -un s t Yovl, -roc'- is 111npt
Lnda ci rha,
,ck *-&f us also by -ne who macin, a OS, afl3 would oro~iise
Si f. n a t'th of ic ie -

i.tcnio_ nd .~ ex t th s, I ~ ot~ Y' ld PC ple
.Ak~w .; V S.'A>ntlo a7"cL' ii t _11 theli bic,
,d ec to ~ tsh~ot b:eck he' is p_"!" to ,1 Cl nuarot soeei


'aj- ~.. Ut~ le 3 0J :X I; I1 a ~i~ 1', the Inten-
-V- r L i L'hs y r e -;ll~-,~, "5



tux-.ied withcc th6n siclcss
carr&pato and driu,,lit hit the caLttli of &'iti ied CiOttiO 8sgQan






W -5-
i,,ir&~ccs of 'L-~eflnectlto b.3 p.21 o as.)

bo Th- h, ra-chlr -s thr. i.:c wvva aet thaor for a 5 iionths stay. C&ttle I'. rxaiiz,-7 cii 6ve a cJIf, thus for .-iany yiar ,re 1xEiit aL !&r& 5thrci kept
b 7 j l.L ki i one e anyxLd eac ii he. 3cedLv,-d conside-
r -U -Lioney Irrona-ih ine ULcv. . i; rs. ,. .L iU k saidc to have haIrd
ick .;c~ for saverui yar~s.








S.Pedro e Jesus kCG.b.3 p.29) Veiga

The Divino Mestre was wandering on the earth with his "i*1.i o" -'i:d.e
up of 12 persons. There were b.Ped(ro, S.Joao, Santiago, ...:. ct her .;liich
Veiga did not reaiieber). bao Pedro wanted to have revenge uir:cn the peoplee
who had created the Divino ..istre" badly but Jesus was forgiven and
would not allow him to take revenge. The people who hud attack Jesus were
the "Hebraicos" ("mas nso todos" said Veiga, rencbering his friends, Cas-
tiel and Abenatharj. 8.Pedro coi:iolained that Jesus was teaching men too mt
much "You will give them so much knowledge that they will know every thing
he said, but ~aus replied that "they (men) will never know so much, for-
I will change everything and men will never know what I think 4 One day
the missao" met a blind nan. Jesus ask him if he were blind by birth"
and the blind man said that he wasand ofor that reason "I was unable to
give my "langada to Jesus" The blind man was "thebraico" and he told
what all the Hebraicos had done to Jesus. S.Pedro was angry but the "Di-
vino ilestre" placed saliva on his ringer and touched the blind man's
eyes. Where upon the blind man could see "iou must be King of the worl4"
said the b lind man. Jesus told the n-.n to remember what he had said,
then, lesus infor;- id the mand who he was, Jesus blessed him and pardon-
ed him. The man fell to his knees and kissed Jesus feet. Jesus made him
a saint. Sao Judas. Mx
Another day the ".issao" arrived at a barraca late one afternoon. They
stopped and asked lodging (poso) but only the children were at home. The
children told them that theit father was away Iorking in the garden but
would return socn i'hey decided to wait. The children did not talk.


'. ~ I ;-~ .: - ,






. P


... S.Pedro e Jesus i CW. b.3 p.29) Veijc -2-

They stood back nextuto the walls. -Embarrassed and w:etched the"missao" .
Soon the father arrived They heard the children say "P-pe, tern ume pori
0ao de homes a&ui". he answered "0 que estao fazendo". His wife gave hiz
a "cafezinho". Did not offer one to the men. Then, he tslkecd to the men,
told them they might have their hammocks "if they could find space". iheri
the owner of the house asked to be excused to oath. Sao Pedro was watching
the man-s behavior and was angry.
The next night they stopped at a second barraca" very near the
first. A n6ignbor of the first nan. Again the father was not at home but
the children offered tham a seat. The children "pediram benqo". Thay talk-
ed to the men and told their father was poor, Jesus ask one of the small
ones if he wouldd pray and the child repeated "Pacrie Nosso" complete.
Even the smallest wax able to pray a "Padre iosso". 'ten, the father
arrived and shouted happely to his children "Come to ask for a blessin,"
They went laughting to mee the father.
The father came i.:L.udiately to talk to his visitors, he ask to be
excused to take a bath. As soon as he returned he asked for coffee with
beiju to be served to him and hisvisitors. At sundown, he told the visi-
tos that he ha&d "an obligation each evening6 to teach the children to
pray". lie open the Santuario" and all the child ren knelt behind the
father and prayeu. L'ne."Divino iiestre" went to pray with the Children. Afi
After prayer a dinner of 5 ebgs and some firinha was served to all twelve
men of the "missko". The father explained that it wasall they had but
"It is may pleasure to offer it". The next morning., the father prayed wil
his children, offered coffee with beiju to uis guests and left to work in
the field.


_ I i ... I ..







S.Pedro e Jesus (0. :. b.3 p.2y) Veig& -i-

The "missso" left also but a Lfew minutes later they hear cries of help
and returned. They found that'their host had died on his w&y to the gar-
den. His wife was crying. S.Pedro could not underst. nd why Jesus had
allowed the good man to die. Jesus only consoled the wife by saying" Don't
cry. This is jkk life". Sao Pedro asked the "Divino IMestre" why he had
" killed" the good man. The Divino iistre anwwercd "Shut up, S.redro"
(te cala S.Pedro ;) Yo u do not 1in rers tand. '".J need only good men (in
heaven) and I call only the go'd.
/!lote: It is sticking6 at once tlhat this s tory points no moral of in&ate-
rial 6ain and nothing is said as to provisions if rarily left behind, a g
good Xristian story./







Perpetuo (Cw. b.3 p.35) D.Anna

Perpetuo always remained a common soldier ( a private ) and never
was promoted. For this reason he was called Perpetuo" (i.e. perpetual).
!:ever during his whole life had he been beaten by a superior but once
aftjr he was an old man, his officer -.,'lipped him. P. was ar,;:, and deci-
de to ask for his release from the service (pediu baixa) so he asked to
have the balance of his salary (tirar saldoQ. P. received only four vin6
tens as the balance for his many years of service. P. decided to spend one
for cachaga; one vintem for bread, one for tobacco and to use the other t
to pay the canoe man who would take him away from the loc.llity.
Perpetuo bought one vintem of cachaca and drank it at once. Then, he s
set out on his journey. At that time Jesus Crito and -.Pedro were onthe
harth and they decided to test Perpetuo. They pretended to be blind and
they cime to Perpetuo and asked him for an "esmola" (i.e. and begged)
Perpetuo said that he had no money but ginally he gave the b lind men his
vintem which he had planned to wpend for tobacco.
Then Peretuo decided to take another road where he would not meet
begga rs but soon Christ adn S. edro transformed into a lame man appeared
to him and be .ed of him again."'e protested but again he gave away one of
his vintens. 'This time the one he planned to spend for bread. Lin he took
another road, only to meet another beggar. This timo Chirst a. .-.redro we
re transformed into a poor man and rerpetud gave the poor man xxx ;aarx
his last vintem, the one he would use to pay the canoe man. Perpetuo no 1
longer had any money
Soon Perpetuo arrived at the port where he had planned to take a canoe.


II I I -


_ -- --


I.i 4me,







Perpetuo (CW. b.3 p.55 e ss.) -2-

He asked the canoe man for passage but he was refused since he .ad no monc
ney to pay. P. was angry so he killed the canoe man and took the boat
to travel but P. did not know how to paddle. The boat began to drift in
the rnldle of the river and P. was afraid. Then S.redro and c esus Christ
arrived and called to P. asking for passage. P.shouted to them "I will
gladly give you -:sssage but do not know how to paddle" Jesus Christ
was sorry for P. and he sent a wind to blow the canoe to the bank af the
river. Christ .aslk:d P. "whbre is the canoe man" (barLueiro" and P. told
him truthfully that he had killed the canoe man. Christ reached down into
the depths of the river and bought back the body of the canoo m&nA ana he
blew life into the caroe man again. Then, all three, rerpetuo, S.redro
and Christ set out in the canoe to travel to a srall city on the other
side of the river.
During the trip Christ asked repatuo several tines ".h: t is it, Per-
petuo, that you want from *od" Perpetuo paid no attention and E.lways re-
plied that he wanted nothing. S.Ijedro was Lmaazed, "ask for heaven (ceu )
stupid j (seu bestaj)" he said to Perpetuo but P. replied that he needed
nothing, Finally Jesus Christ ask *erpetuo ag~in what as they came ne-
ar to their destination, what he deserted frx of God, and this time fer-
petuo answered that these were his desires: "That my cantine never lacks
cachasa; that when I sit I shall always be well seated (i.e. no one will
take his seat;) that whatever I do bo always well done; that when I gam-
ble I always win; that my pocket always be full of money; that whatever
I order done always be done. "


P. 0


- - - - ---- ,.----~iF; --






Perpet.ic (CW. b.3 p.55) -3-

Then they arrived in the small city ana Perpetuo went to find a place
to live.In the town there was a haunted house casee mal as-sorbrcda) and t
this house was always rented to strangers and they were always killed
that night. I was said that money was burid in one room of the house.
Contina rented the house. he entered an immediately drank of his crntine i
it was alwaus full of cachag 2n In one room of the house, he found a po
pot full of nexira greatt perserved in lard) so he madie a fire in the
kitchen and began to warm up pieces of iaxir." as he dia so he took
drink from time to time franhis cantine. he was fe'-ling good from the ca-
chuqa and hungry. Then, he heard a voice froi inside the house. The voice
said "I am falling" -(u caio, eu c.ioj. Pcrpotuo who was rather drunk
by now was not afraid so he snuwored "W&ll, if you like" i.ere upon a
quarterr of a man fell from the ceiling. Then he heard another voice "I &a
falling" and ag6in he answered "Fall if you like" ancld nothor Lubrter of t
the mn fell. This I-.j.pened agfin and yet again and each tiue & pisce of
the man fell. Then, Perpetuo si' d "Put yourself together" and the pieces
joined into a nan (whatever he ordered was done) the nan came near to
the fireplace carrying a large frog on a spit a d P-ck rPer etuo "-et me
warm up my frog over the firs" "Go ah~cd" sid -erpetuo"but don't let
your grog touch may '~"xirat".
Soon someone knocked at the door. 'Perpetuo took another dring. rom his
crntine aind shouted "Wait, I come to the door.'" At the door, he found
. m:'n carrying a hoe (en::xda ?) "Come in skid P. "Put your li hoe in th
the center of the roon and go stand in one corner" This the man did and
P.returned to the fireplace. 4AgYdn someone knocked tt tie door. This time
it was a man who said I bring E f orro de cova" (instru:r.rnt to dig
graves) and P. told him to put the instrument in the center of the room
&







Perpetuo (,CW. b.5 p.35 e ss.) _-

and stand in one corner. A t;-ird man arrived bringing Kxatx a shovel
(pa) and a fourth during an esquife" (for "c'ixio de cnterr0rr"). H e
ordered them uo place their burdens in the center of the room d.-d to stand
in orne corner. e had one mnun in ech corner of the room. ne returned to
eat "mexir&".
.-ren his "mcxira" was hot, he invi ed the man who w s warmrin, the frog
to snhre his dinner. I no longer eat things of this world" 2 answered the
man. "Will ou h.ve a drink of the white cda btanca)" saia i. "Then the
owner will drin'c" and he drank a long gulp from hiscantine. 'erpetuo sat
to eat and to drink. Then, the man, who was & spirit, told Perpetuo
that there wa.s raoney hidden in the house. "Will, then, said P. "Let us 6o
where it is". You go frist said the spirit. "H'o you 0o rirst" saia P. "you
own the money". The spirit showed P. the spot in the middle of the living
room where the miony was buried, so P. called the man with the hoe, "On,
you with the hoe kenxada) begin digging ." ie called the rmn with the sho-
wel "Oh, you with the shovel, being taking ou, the dirt. You with the
" ferro de cLtvar" help dig" an.c when the tacho was uncovered, P. called
the ma.n with the asuife. You help bring the tacho out of the hole&"
Since all his orders muit be followed, they did as they were told and soon
money was spilled out on the floor, Perpetuo send his helpers back to their
corners and P. and the spirit owner of the money sat on the floor to count
it. Perpetuo took a drink form time to time fr,~m his cantine. Just before
dawn the owner told P. that he must go. te aska a.erpetuo to use some of t
the mone to hvx tw o m a i3 praed for nis aoul he .,.ked ,aero"tuo to
attedn t second ma ss. :"it tn rest o the moron- said tr owner


I t-- --~ ~-L IC ~ --- M-







Perpetuo (Cw. b.3 p.35) -5-

from the other world, you may do-as you wish" The owner left.
Then Perpetuo went to sleep and he v,':ed when the people from the town
came to see his body. "But, I am alive" said Perpetuo, "and I want
to sleep". They webt away to tell the Government that this man (Per-
petuo) had not died during yhe night.
The next day P. went tothe Padre and paid him to celebrate two
masses for the soul of the man who was a spirit. ioxt day the Padre
said the first mass and the following day P. went to attend the sec-
ond mass. In'the horaa da santa missa" Perpetuo saw a white pombo
fly out of the "calico" of the Pcdro. It was the soul of the owner
of the money who was now saved. It would no longer haunt the house.
The next day Perpetuo told the four spirits whom he had left standing
in the corner to enter a large sack. lie took the sack to the black-
smith (ferreiro) and be-an to beat it MA th a hammer. The spirits made
a small hole kxx in the sack aind escaped but one h1.d a broken leg and
another was all cut up. They were "Satanas" who hTd come to get Per-
petuo.
Perpetuo returned to his house and live like arich man.with.all
his money. One day,God remembered him and sent Dearh moret, to get
him. Death went to P. house and said "Perpetuo, God sent me to get
.you". "Come in said P. have some lunch" The two had lunch
together? After lunch, Perpetuo told Death to gather oranges in a tree
in the yard. He told Death to climb into the, tree but he gorgot to tri
him to come down. As everything Perpetuo ordered was to be done Death
sat in the r...rng tree for ten years. No one died during this time


-







Perpetuo (CW. b.3 p.35) -6-)

One day, God ask where Death was and they sent an angel to find Death.
The Angel found Death and promid ed Perpetuo ten years more of life,
if he would release Death. Perpetuo d aid "Come down Death. Do your
duty" and people again began to die.
After the 10 years had gone by, (rod again sent D-ath to fitch
Perpetuo.Reath was afraid but, Perpetuo invited him to enter. "Don't
you remember me, Death" he said and Death said "Yes, Perpetuo uod ask
ed me to bring you".
Perpetuo ordered Death to buy a deck of cards and a "barrete" (bo-
net cap).and they would go on their journey. Death bought there two
objects and they set c f together. On the road, they met several "Sa-
tanaz" wpo were carrying a bundle of souls. "Wait', said Perpetuo" I
shall win these s!uls". So he invited "Satanaz" to gamble. And since
Perpetuo always won when ever he vo n, he won all the souls. They tra-
velled on with the souls.
Finally Perpetuo and Death arrived at the door of heaven. S.Pedro
cenme.td xr the door of kMxxxxx and as-k who was there. 7fhen he heard
that it was Perpetuo he refused to open the door "Didn't I tell you
to ask for heaven" said Sao Pedro and you said no.' You asked for
several other things instead". Perpetuo then asked S.Pedrb to open
the door just a crack so he could let the souls he w's bringing
into heaven. This S.Pedro did and then s'nt Perpetuo away. "Go away
Perpetuo, your place is in the inferno (hell). So ~erpetuo went there
but when Satanaz saw who wps approaching ne sent Per~ tuo Ew&y y1n
" Your. place is in heaven" he s'.id. 'hy the .devil" s&id Perpetuo "








Perpetuo (CW. b.3 p.55 e ss. ) -

"they do not want me in heaven or hell" So he returned to heaven. 'i,
,hen he arrived, he took off his "Barrete" 'cap) and when S.Pedro open
ad the door of heaven just a crack to talk to Perpetuo, he threw his
"barrete" inside. He asked S.Pudro to iftch it for hiii and since every-
tning he asi~ d was done, S.'edro went. Tho door w&.s not guarded and
Perpetuo slipped into heaven and went to sit on S.Fedro's throne. When
S.Pedro arrived, Perpetuo skid "Remember I .sk jesus Christ that where-
ever 1 sat I sat I would be well seated". Tils S.Pedro had to stand whi
le Perpetuo occupied his chair. Soon S.Pedro was tired -nd he went to
comjnpln to Jesus Christ and (od. God remembered that Perpetuo was and
old soldier and sid the only way to get hiri to stand up was to have
a bugle play call to arms" (reunir). This was done and Perpetuo jump-
ed out of the hair to join the vrnks and Sao Pedro took back his chair
GCd allowed Perpetuo to sbty in heaven (the end).


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Treasure hunting. (CW. bA p.bO)

As in rural U.S. there are numerous of buried gold and pots of moi
ney. For example, at a place called Dochina on the upper Igarape Ipixu
na there is an auandonned content, constructed by Padre in distant
past. Several prople are said to have dug up pots of gold along the
walls of the cunvent. llTere are holes which people have dug insuccessi
fully. There are stories of people who dream of police where there is
"dinheiro sepultado" or "dinehiro enterr&do".
One of Veiga's friends, Joao Carvalho .-opestly told Veigi that he
knew where money was buried but that he did not want to dig 'it up.
V iga doubted his word because "who would not dig up the money at
once". They arranged to go one saturday nig: t when Felix S&nches da
Silva happened on to the not when he was digging a hole for a barraca.
He told Veigvthat it was true. ie did dig it up, adored &rtimss to be
said for the owner of the money and he lft tl.e moneh for his son,
Donnngos, who is the baker.
Veiga3s friend knew where the money was buried because for three
nights the "visagem" kthe spirit) which guarded the pot at a spot
called aldeilnha" between t-urupk and Jacup~ appeared to him and
asked pim to come dig up the money knd to have a mass said for his
soul. The spirit looked like a -x Padre dressed on white and vi th
long robes. Sometimes, when Joao -assed by he could see "orelhas de
tacho" handles of the pot) sticking out of the ground inviting him
to come get it. Ine spirit frightened everyone away except Joao until
Felic descover-d the pot.
It is also said that Liberato borralho dug up a pot of money from
in front of his house, ne dreamed that "the money was there for him".


1


* ,







Treasure hunting (CW. b.5 p.bU e ss.) -2-

The dream gave dimension and depth. Liberato then had a mass celebra-
ted. One ofhis workers said him count ti.e money and Veiga said that Li
oerato admitted having round the money. "Quem fica rice derepente ou
herda ou rooba". Thus, Libmrato inherited money 1'ro:, 'ilomeno borra-
lho de father of D.Dinz and his own "Padrinho" One only gets rich
quick .


- -- ---- ---- --







Sao Benedito \GW. b.4p.29)

Uncle many y* rs ago twhnM th} i,? wi ti'-kn to Ai'bCt~ U.Benedi-
to disa earnedd. The cfr.o.e2;ro- who were charged withl the care of the i
Saint woar frantic, but th.:, were told by others that 8.Benodito had
returrnid to turuq'a. Th: .' ca-: b'ck to Iurupr ard round the -ai nt back
on the altar.
Another tieie, i .Bnecdito was sLIpped to Aba&et to he "encernado"
(i.e. p )ntedJ- ent on k sta,;rn boLt. The C,,tain ou the saint in
the hold but no s ooner had there left Uurup th thn the boat would not
navigate. Captain tried to control the steering of the boat but it
would d cross aide ways asainut the current and he could not bring the
boat to shore. A G-uruoaensa warned thie Capt&in 4nO b.Benadito was
installed in a cabin )on a te tporary altar. Ieveral candles were burA-
ed in front of the image and several roci. ts were sit off. 'he ship
bagan to steer correctly at once.






Story of 6cbia (CW. b.L4 p.5))

Matuto ,.lvvt.-tr finds a bird tstbil' in the forest. Ta2 s it
as a ores'3nt for the Coronel. Coronal gives it to tne Feitbr" of
his Fanzndla to ta' e cyre o f it. Tclli ro "a u :r.fu. j--nrre is
a dangerous hun'Lr in the forest. I'eitor meets tne 'Fairy IFada) who
enclinInts i.irm. e- a bacon is Onl s's., ,iinl lot.:uss "'.- bir:.. t'aiticeiros kn
knows w vli~e hic Uird is and tolls .l- '; c.' ,nor 'Face protects the Feltor
-'" ,:I'. )ro- ct; s ii3 IJ:c. ld.>r). ;a c ai oor :jlls thn ~abiL 3
Corionel cIi ijCtuo .,Lr :U r, 11l1 IliI che .L Lhe -.;:b 1. ias lo t. He asks
to brii. i It Dac. '"eitir iLoUv. untC- iL' i.iO"L's iL., rbe tells him
hoe; it tu.cK uiace. P'itor fin(cs l;i,a n.s'risk" n'eia in Il,.-iLs of the c&tador;
SjUlA w ; il-.1 .y L .j 4 fel i..u" I.n .I .bi 1a &an i'itigt d o".
Faitor t'i :e. le b s&b'. oG ti.u P r~. V;,' *icti'ct -... L-at,l 'acid speaks to
icI Lur L ioc VLQ.y urefL'.l ..itn L2Liucaij-*. I.2re uQ Jivu (rFitor, Fada
t.~g i t,.. ,: te sabir to the Curui'i. 1 '.I'. i &a. .-rt. "I'v'sta" S* Lacxakadi
_ l ci.; rIci1 rs C. 5 iLU %.xCt.l, i .-e 2-'. ,c'r, C. ... or, ia tut o kiives
cter..." 1 tuto e e. l u... r -'. foliois:
J.:i'..r-1 'c,.-Fe) I'it'or, cb,.(,or-, i.;tI'tot :-l,;:.er,'c i:r uto -ilvestre,
(or '.rta.inejo;, i'ada, :iicacir ,s -r, d.ViJ-, .P' _UL ro Lcorone, LF ca-
1 'lC l Ls LueC.).
..,ar.:. i= j.... _.: U. ,, .uo Lui.,it lu:.v u u.Io;I.. ,, t' -nal ion6er lines.


--







Macscu nu ei 't(j. kLI.L pb4. Ve)

V@i Sk y ZS ti1hI tlU, L1, 3 J3 ki expr eoS r: L-11 kei Tn .aba,! wh ich ore
ujes CC.p..r.; .i C ~ '.'n(traveo ; ) C i a cl Jd 16 to & W(Tt KON wh.kh wJ not even









jucur tii t.o'l) (;vw. D. o0. 7)


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P~r ."; .i. .u,. " . F tG ow l It Ilaw
. 1 .*; '. .L . .. . ... .- l i' .. VI' a. ..i .. ,.; -. U 1.. La .OWl Ta m&n
: . .. . l. nearby

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distsnc ..












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f ace; it C', >outoi ui ak L fourr z cr:wi ) in v mJ. 1c t1lk
&r.0. (>0c \ I &a) 1. ~~.ntr of' the zuiriba
(obvJi'Lo!_. :,i:3OlJ~i il-Ot) it, ()1'1T :liA n2t rIs 2h IId flch amy
it .. rlb. idoi -~ j thlat this wa& C&US-
t _)j,*gX,,jnt :~l ~u r~~in
~nc~ L ~ .ny ~v~uS icl t~riat the
wo,-,4n 1 IU ._t .xUI L ch. 'o r4iv ti ora


~Li~ -~ ,jj', c o v,,,v JrJ 7ml. xjtioci a house in towl
~nU i.J~j.~ Lp fi ii~i -~~i~W :itc Si L~~. Ii~ bl flr'E rij~~3j ; rjit.I.S *dC 1r ~1aUi tin
Quavj o ii: ;-ii 1-i %i::;CJi' ; v r7.f~C r ~ c? riil.' hl;`)2 T c, i~ C1 hr L Uh re a
wi wnu lito 'A 11.1' "iul'-, frc..; K1 t-. U- z;11C A'ant to stay ira
tr:1 '.aitio"
the i t J u" ~ i iv. -,ti 2i, r n: t!;:ZWr e lf i 3 :; _vvlm*ni inli~;
rrl;r JL rl'h. k w Yith iiar 146uti.t.rl)t~ii?;TrijFljrs" huwllnga3j~fAII~LWLI~S







Guarib. (C', b.l: p.99)


-2-


ini L1't. ior-is ;. 'la wic.w v;' In "'hut up" or I shabli gst a slice o' guariba
mea t. 0 .. r-' .;' tr ; ,_ .: .:*' sti 'i C r. L :. -t or the
ukr'ji: ; a* -' o * ** *ut : v ':t ect E emrU.
...- -'. *.. .. rh town wrn n
SL . ,.- ' v aor; r: C -: uL r-.:-e tkh; t it u
., .. C.ti' i ; u.: : i C .. .. C(.Liccte The
,.. .. . L 9 .oi.. e. .C' .. i "" , LA' OPra er (en-
c ..* 3 l.. -" 1 "2 i -, t wa c ,"r '.:, t)on his shoulders
i 1 ., -, r .t e your I. I -:( 1; n t,: other room,
Ih re- -h.. '' i: : i...i: i. .. :'.1 l :'ting t., -: "- r s.lipea into tl
. ...: ,.. :,a+ .i .... CI *- 1.. itr 'he:'he .- nvry "gFu ribas ir
J. ; b- .; t.:.- ti r .. ..-r ti t' il; r is ci e cam)

ner : T f -.
t '- 'C. r Cr .:.*., tol thbi .rT' j .... o h. e would send
or: ., ,' 1 .- , -', of of' '' c f'zir t o" to
tL. .. .. ... .. -. L I r.. .. A. .' I ;. i'oLurn. Then she
would e3nd :ec. cL.-ui.;;i' tr to fetch the f..rst i. .- -- ; not to re-
tu-rn. T. t :idcov Wulc: pr tIndc to 'be nry ...t e v third to call
isi; s cc a Ax i .. '-. ihI I .'r h-vi hI.+ ,I tch . .; .- r' v to c e t off.
-Th n i '-" -if would ,}>'t(1(: d u-o b; very ; ngr. trut a stick
rX .s L o U 0 1x..:... u u; ').i t1 I.TIrls wlto j I c..c toenx teliir errand.
uh Su hn 6Oi. our n ey vu Il qi ck .. . I. .i middle of thL
riv rC, t'-'it aiu Ctr ;-. (a h<.r- pliuloln wooti;C .' r:t OILfe aid then ,
anothlc of the girl anid finally, shu s ic, "y r t:1s time will
-not forget" and tha old 1ne1jr,,) i-riba,-latn belicviv 1i ar.


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II _








Uuku-r ioau~ b,4 P-9)))

6h1 JA.att Wuith a 6izaln 8ti.c 8 joitujii th1 rti tile us1QL,,iterff and
taliiin&, Witril ilt rilwy Wou.j-d noei 'be b f#bkl;B1ene jt urvi*GL kabOGrcL. The L&
r s -,,T.*r~i'\j ,Zf Rnrinvill-io thp bs -Uar-lba-mun hourct tl-cc sounc of the a&11
b 1*1, rzis a, it ,- s tCoo 1, w III,,'W UuW a i.LCI *Ubl-UOI!GOPS iwar a well Ut

,,uaribas ot tiho bnank. r thf wth v V hd U t baetl O ult, ahe ana her
dau .,;htirs WiUl i davq' 'bon b.o&t, -fi rct "1who knuwvisi, he "guaribas" might
have carriard oi' hlr virgin diuuL.tors. '2h.Le widow xiciver returned to her
"siti c H-,-,-Alu ioldt i soon ufterwards.,

Gu.ir.b!*;'cIbQth- llunt-tr A llAjIar, Ir4 ik fri-,an Of JobO i~ribr, who lived on-
tn, e .lr&ncdi vn&s we1l known for his u--. of profanity. "tie wkl:l'ed thru
th( forp;t on h!' 1;ubbartr",i1 or hiLrin, anrct Zt s:ch smali difficulty,
he lot Yo with nrjitriou-s o a thsY ,'incL:ly,,on*-ik cUay just as he uttered *e-4
Vir:2 r:-' W (.;!:' VIol ..:.t V"'dg, hG:;1~6? ho-c czi out hi:i xnme "Anto-
nlo j intonio tA" 9,cr the voice curic nrie..ror. Theta thl hunter looked late
a thick -t .c s&w Li-5' ji-L u!Ab&. -i it ~'-proa cncd him, it kept
mayins '.IYntunio, ;tou 2 ; t.1,io rtn fri.!-"-4-azca scil ra&n. Never aga
ldid 1e uQ !I~i~UJS9L~L1 Ior r., b-.lieivs t'lh&t it wiil c.i*1 I thle guaribsa
to j 4-


3 . I


M




F

/ 3B oi (1.,cad.Z p.22)

Na casa do Caetano a Janoca, era once o boi foi dansar.
O boi vestido cum uii; pano azul corn estrelas ai:arelas e na testa
um letreiro "2 de ou-o". Olhos de fiundu de 6iurrafa, chifrwede boi.
Iiu cortejo onorme, vaqueiros, um vestido de mulher D,!'.I ia, muLher
do amo, indios ;..luIto enfoitados e pin aduio Golfas e tbn&as d
pena de area, pupauaio, galinha, tudL. ar ....li.:i: ..e arriiadou. Urm
espelhiiho rgdondo na tastL do tuchu ua. 0 iS ama feaz o solo acoi:ip~nhali
do mA: pelo coro do roato; Aparece o Pal Fri-.Lcilco nwariz de 'i'aboca
e tantas faz quo muta o boi. -Lato ucuo entire ieiaIo com dtanga c(e
indios a verso.s dos vaqueiros. Todos muito serioi, compenetr..dos
nos seus ptape;s Acusaui o psi Pr-iicisco da t r iorto o boi,mas
este nega e seaIoiic p ilheriaido, dCura nte as qu9 -..ilL~s. Finalmente
os indios corn suas p~ elanuias obrigam o rP.aciCco a confessar o
crime. 0 :i Jo diz .que tern que recuoerar a viua du boi. E assim
i:nnda buscar o ndciico, ele vai mas vem o Dr.Cachaqa, e miisd uns
outros e finalmente o Dr.dedicina da a receita S U 1L vaqueiro
fica na cabegE do boi e pal 'r-n cisco no rabo, qada um puxa de seu
la.:o ate que o boi ressucita, i'.ais umas quadrilhas e a done da
casa oferece um dafesinho ou umr "Golinho" paraos actors e saea
cuntHndo. 0 mals interest nte e a forma de rito que se desenrola.
us esnectadores acham multa graqa e se diverted muito. "Aqul nao
ter divertiraento"dizem como uma desculoa pur gostarem do boi.
Todo anc nesta o'oca o bol uparoce a torn sous udrii.hos. Este ano
foi u.Dliuinha e U.. lva ro, Derum 200,00 para a coberta do boi.
,.s pesso.s quo quereri o boi em sua ctsa uma noite, f&lana cor: g ren-
carre6edo do boi e de note apareceml paru t. dani. As vezos vao


i _







Boi (1l. cad.1 p.24) -2-

2 ou 3 caas em seguida, DEo semnr dinheiro dependando dss
finnqura dos dono d-.- casa, Us que podem dao 25,u0, 50,00. A
visinha tJanoca) dou 10,00. "Sles ficarabm ccntontes" disse eia,
iar.ttermintar a temonraca do boi, ha a matanca. rerounuando se
todo ano se i.z a matinca uram me disse que siia mas a Janica logo
retrucou "T,,do ano, nao, quando algue7n convida para casa para fes-
tejar", 3snl'fi so quando Lem uar cornel para faper a matanGa.
Este ano estao com vonrtade de fazer a 51 t^cuto anivesaurio da
Dilquinha madriIha do bol,













____7







Navio encantado (Cl. cad.2 p.36)

D.Benta disse que ter ur navio que veni vindo e se ve todo alumi-
ado bonito,,chega ate a ilha e depois desaparece. t o navio encan-
tado.


I - -~






E ncarregado do bol (Gi0 cad.l p.LJ4) E-iil,

-.nti6auente o encarregado do bol (Paulo) Goctava multo de or-
6anzcar todu ano, wias um dia entrou domias na cacha a e foi preso
ainto flco0i ..ulto zaxu&Lacdi e s.iu de Grupat Passou 0 anos fora ,
cido.uis utto ru:olveu voltar e caora tornou a recL...e&Cr apessr de
tar dito q e nIIo qiuorf. saber mais d&quilo.
UnrL. noito o boi nao foi muito beg sucedito, oa persona-Lgen.s en-
tirram u ;!i uuco to.maisna cachi-ag e nao cons -,uliam alcanyar a 2a.
c.a :-:: quz: devium repreeenuar. Varre, varre vassourinha" e ja
oo s s3 csbLrracnou no chao. deles disse "0 amo esta se sen-
tiino ai'.E, tCuv uI:aia coisi" fcraa disfarqando, botaram. o.amur eL pe
a eie cizi nouv-.,iente ee asfim formal sai do e Oodos aeio tocados.
J i' v4.uei'o (t~oa) &o che_-r exm case -,.nCi-ouu -c. pal com vontEde.
0 :. e b:ai c'.-i dCcid rUo comn a;,i~o cacllaceiro, oaora purec Liue jea
Cce.::o'. I-asirm l u dia'seguinte nuo teve boi, todos enveroonhtldos
our1 0 i.1 co.






































V..







Preto das melancias (Morena Coimbra ) (Cl. cad.2 p.67)

Um senior mandou seu empregado, um preto levar 12 melancias a
uma carta para um outro senhor. No meio do caminho o preto e a
mulher ficaram com muita vontade de comer uma melancia. Nao dizia
a mulher a carta vai contar. Mas a vontade erq muita e eles resol-
veram esconder a carta, debaixo de um bolo de sapopema e de uma por-
gao de paus para a carta nao ver. Caiu um caroSo na roupa sem que.
e le percebesse. Depois continuaram a viagem. Entregou as melancias
e a carta. Osa hor perguntou se ele tinha comido. Nao senhor. A
mulher ficou assustada e disse "o marido a carta contou, eu nao dis-
se 9uando o senhor leu a carta descobriu e pergunta daqui e
dali ate que o senhor disse "Voce come mesmo, olha o'caroqo na sua
roupa" e logo preto entrou na ripa.


I I









tiuatp~ (Cl,- cL-"," P-71)

j ui i Mrcico 6.vaiide, ccvi unim estrela nva tepta, ensiirado ele caita
e enribala crianmp nu rede.
.Uavia una nulher que tiinha urn i iJt- guata que era ama dco filho,
iienmdesso fVilbo elei tinha uiiu menina q.ue -" andtava. A mae deu a pa-
pa a, i enina e disse t.ALuuat' para tomar coIxtzL. 'Li .)rar rup,,a e ouvi'u
o uLUeta* iYirba, &la voitou correndo e era umA onga que tiriha iegdo
a menrina.


.. I I


.. -..







Ditado (U1. c.-d.2 D.)1D) .Jatuiria

Morrer con o ci tupLadu .u,-:.rzo morre qzue ngo da te.mpo MriLr. coisb
al--urna j..a -;IOi uzi pao d-- na .abeigiA ou coisa no 'enjnro.







Proverbio kCl. bloco p.0) D.Felicia.

Vale mais a fe do que o pau da barca. Um ditado usado por D.Felicia,
para mostrar a fora...da fe. -,Um portugues estava muito doente quando
um companheiro ia viajar para o Brasil,entao ele pediu ab amigo que
trouxesse um pedago do pau santo (pan Brasil) que ele havia de ficar
bom. 0 amigo fol esteve aqui no Brasil e quando ja estava de volta,
se lembrou que nao tinha trazido o pau santo. Apanhou um pedago do
pau do navio embruluou direitinho e quando chegou entregou ao amigo.
Esteficou multo content e se abragou ao pau rezando com multa fe, e
ficou bom.









Proverbios kG1. blooo D.L))

uz cuz.Luu, ca4. (;.rug
foita tpu s u Ctn L ke ok r






Guruml saudoso (u. c.ci p.3L. )

His~to-iia qua io i bzi~er u~e no i, xr .iCI ,,uaQ*:1~
rL !Ur1fr) i pojirh'i, wi ul Je~ito 0
c~-.r disse ['i72 LLs C~riU7r! L S~,uCiOsO
err& cd-ec o YiCU
n2.i s inau ou llee dU e e boi'-!-..cha
Lci:;iCa inLa iiLk racL:s.




PrF

Linua do bui (G. cad.l p.1 v.

Logo ao aitar o boi -i iranicisco tira umr po'A-o do ;-) el UL
bock do boi, diz que e a li-n a e val entry e,-la a donr. da casa,
pedinLdo Jora 3s:i., iioquear, fritar, cosl!~oul e repjarar pvri; os
ra-azes. r.o final da fas:.a a Cuo a devolve a lin.uLa, diil,,er!,o den-
tro do enivelOpa.,
G bol e ..:orto por Pai Francisco )orque sua m-ulher CGtarina u ue
esta gravada aest descajind-o um filet, -lc sal .;o cast e vai -.tar
o bol. i;o se-r dcscoberto mente dizondo iu. o bol estava co.:endo sua
roQa. ,tira no priIoilro vuLLjeiro rmus este nao aimyia ner cLt:iu o LneL
bala.
v cubocio tuc.hi:ud ihe du uam passe e ele cai prisionezlr-. L'outor
rii-Ien-'a, !"isada, Vinagreira, Pirrilca,
,"ao ,osto do c-boclu
icIu Luo seja meu r-onte
.ssos cabucCloj3 dco costume
rioubr os torons da onte,











>______________





3oi ?o.n1lo ('. c:..i. X p.1O)

.J 3 .O. 0 t'cAC-CiYb..Lj O :11ju G O Vart3oZ s8O 9011, Sar&
cad". OC ta 0o 'la t.. .Li-: .. '.* l vdol:- ,-J ae :-n..:iii..;.bl ,, v..,'',oa
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CO dJ^ijoL am -a :- j:iu aym do .I.-





BSol oo':-.o (, coardl n, 9 Yv,)
0 boi a-obou \,!te Jtontiau eim cachalae 0 aCuo jutr-lu foi canter varre
varOQe T.u .LailrhUt foi L' Jitr n10 C1-a.. J ilAe ._ ;1'.-II'CY ::JL.I.:. 0 IJPr.i-to va
.uai~ro, -.''1. do :,st;ro d.a 1.-in'. a,, IariJiCou do gLi Lu.-i baI;no;uL1 no 0pe do
ouvildao .a tev3 .,' ir no dia soei.'in, i -o .i idiico, Din, :,ii qie C: pal
f.s3 i.Co x-.- 'I n .-o or 'que lc oo Endo un ,l.aT-ha






Cord5, do bio (cn. p.6 v )v
rr ~ ort LLZQU urn cLr~w-it .t i 2

8Ofi~r~ 4.70 O% curzOlros _a v 00
rnLi o.z o. l :i ez o o e os vc5?, X Iai 2. c
f c1t c.3i dei COa.t4',qu,


--







.'t Amo cdo bo (i.,


2~ ~~C -.'P:~~E~~* F


cud.1 p.'7v.) Junho 21


,en 2a.ulo, o r'-.stre 2..lo boi cauilnrv o r:; izav"a a core.. il:, ,Les un clia
to.lou uL ro-e .3 foi Jr.< I'i.ou 2rt.ito dc.,,cstoso c I -l -born .0 au-
1~i.' p-S"Si3 Ido CL-t U'. 'o :;3.t ..,OD tar :r.. Vo tou, 0. 1r "v ::...:,lnt a


L.r.-:urt do boi ,:ntila:nencs diz Oscar a .'.. .uc erre e 10C :.1
rls, :.,or so-uL'ndo o 0 t:mn ca.bld v.a--ia ,-c. 10 a 25 Cou 0-


I A '1"-,7 '1


I I I I II II


I "' "` ~ `


---'' I"I


!








V~raus_ acu i~Kt (;i. ca .12 p.210

.i.uara a ensaler no cii 20 de :'. te in ia 6 de ju-
lho. .-.i:am a 11 ji.,;o. .' I, sia feita Cor cJe; .i:smos

,V:rsos.


Arreceba u bui
L'ste boi b;::lu ,'..our'
Jt. n- de ouro 4' tLu.anclu entra nr
1.1e a orirnceaa semeou.
J'a che6ou prendia CO geu
Na )orta corb. ao
onhoo\ud ~,-, de casa TrL z um letreiro n& tes
Li .nr; nos queira -(1) TGhaUalndo o povo atena&o

ientro de& basa
A terra todea tremeu
uainrdo 2 de uuro chegou,
,a estrelis correu no ceu
A seeroene no ii;r estrundou


(bIt
(bI1


I


- I I I










Versos do Boi (G. cad,2 p. 24) continue II


(dentro de caaa)
Vou ...,nrdarl tapa(r) o cnta:,nto
Pcra o contrariu nio passai(r)
u e.I quizer passa(r)
Pega liceni~ek si o Governv.dor deixa ir)

coro
Vem Boi la do cutrrp(r)
A nousa terra tem gcerreiro
Las nuo sabe u8errea(r)

VWrre, varre vassourinha
Com vassoura de L eid ,o
Sbtarra do boi e seda
Nao pode esbarrar no clT ,o

'.,.. bonita que esta na janela
L orena e bela pera que me chamou
Abre a porta, acendo a luz eletrica
Dois de ouro chegou, chegoii.


-







Versos do Boi (0. 'ad.2 p.24 e sa.) -3-

(principio da ,! t'ina) I .

eco Cavalheiro lagI a oboi
coro 1, bol bumba
a?:o Noo 'eixo o boi te da
coro EHi, bol bumbab
Du-lhe da-lhe meu uoisinho
No mou vaquoiro reol(1)
Cade o :neu primeiro au.i
cue eu nao vejo ele fti.a&(r)
Da-lhe, da-lhe meu boisinho
iflo fase .me envorronh'ur)
Oade o meu ze aundo amo
..ue eu nuo vejo ele fala(r)
Da-lhe, da'-he mou boislnho
!!ao ftun me envorgo~lhtUr;

So amo so arretira)

aqp Cade os meus doutc'res
Que eu nao vo;o eles fala(r)
coro Da-l he, da-lhe meu boilnho j
Neo faqa me envergonlit,
xxxx







*


Versos do Boi (U. cad.2 p.24 e sa.)

amo Arretire meus doutores
-Procr- inJlo seu lu&iu(r)

(Chame os caboclos)
Bra-ihe bra-lhe iaeus caboolos
,j-o se esqueqa~ de bralhir)
iEc free do dous de ouro
N!o fPaa me onvergol,-(r)
S arretirem meus caboclos
Procura.ido seu luga(r)

Cade o nego Chico
Que eu nao vejo ele fatl(r)
Da-lhg,da-lhe meu tolsinlo
Nao deixe ele se levanta(r)
(riepetido ate o Chico i.atbr o boi)
(Depois do atirar;
Cheap v, us iruda
wI I
uumuairni o
Nosso bol morreu
Ngo bota .no cliao
Or mirnh senhora








j Veraso do Boi (u. cad,2 p.25 e sa. ) -5-

De !eu coracao
0 meu boi mor'uu nao botui no chio

(U aino sLl ai pro cu ra ao vtq-teioroj

Oh mneu va-ueiro real)
No caminho da i.mlhLt('a
Hei de ti encontrAt) (reoete 2 vezes)
(encontra, o .vaqueiro)

Diz ondo de que ju estou rapaz
S Eu dou-te cor esse ferrao
se o fervro nfo vos er;F&eb 91ages;
Entao vos tera razao
(Vaqueiro cantando):
iiieu aIuo esta me chamando
ideu Deus para que sera
Por tuusa do 2 de outo
uLe nao dormiu no currail)

D.Maria- Pm que boa arvore se ercontra
bra somrbr o caira
Levanta-te bomvaqueiro
4ue teu amo nao to da
Teu amo esta sentudo








' Versos do Bol (0. cad.2 p.24 e ss.) -b-

,ia )orteiru do curra(1)

Vaqueiros Ajoelheime.0 comr tristeza
Lav--nto comn el'3.ila
/ ITo ceu tonrio Deus ora mim
Na terra D.Aoria.

(Fala corm o amo o amlo bate)

Cantando e chorando
ileu amo me deu
Cagar pai i'runclsco
Iosso boi 2aorj'ou

Pal Fran.-
cisco: Sstuva doriindo
i vi bruintur)
'arece a VOz
Do V-.ueiro rel(1)

Vaqueiro: Cantajildo e chorbndo
Por eases cainhgV )
Cayar Pal Francisco
SLa esta no cantinho







Versoz do Boi (u,cad.2 p.24 e ss.)


4,


Pal Francisco




Vaqueiro ;




Pal FrL-ncisco


Ju estava domuindo
No meu lA'ia('1)
Malivado vaquoiro
Veio ae acorda(r)

' Zanitauxi e chorti:mo.0
Ai' 8ejs9i bir'.oc;-u
0.'L. if- iPia, Franicisco
ariz de Saboca

'fQbb'itiL r.,puz
:.ao vem te meteor)
Vai dize(rj pra teu armo
i'.Lue v-ns to :-.rde(r)


(Prende o Pal I'ranc'sco)
3Bo note Pai Rrancr: co
Como vw,- conro a u.~0ou
o.niendo sua care pocro
a~s3ando su- vida de urubu
Vim aqul quu ,- meu mo rmandou dize(r)
kPaa o senior manda(r)
o corpo, a c.t;beca,-~ 6 rodL
da m.o Catlrinn
Puru meter dedi)
quanto mais deoresau ioelhor


-7-


I I L I _~ ,








40


( U.cad.2 p.24 ae s.)


Vers os do U oi

Pai Francisco:













Vaqueiro canta





Amo


I ao unLido ine Il corpo, neo dedo
.'-r-a lmetor dedal
au to tenho teriedo veiho
pesa 5,00j arro Le.
e uma aispinge -da
posu 5,.00 quintUl)
e-ra dLatp iro
ri barrigi de teu AmJo
4ue sao pintinh:.,, pinto, lag;'tinho, lagartio.
E todas as if.Lun:'ices do KiL de Janeiro
Para fazer aquela galinha gotr)da
"ue ele come cor Maaria
( Diz que nao entire e manda o vaqueire dar 5 passes
para traz e atira)

AM seinhor meu Deus
Chico me utirou
';eli bala nea chumbo
a:.:, me pegou

Vem c& rapaz
Vera ca las dizyr
U0 ju Chico disse
-I.u qiuero sbler


_ I I - -


-?-








Versus do Ioi (k. uadl;e p.2L4 0 ss.)


V,cqueiro : Aii,; I ur rueu attio
-L-u vou oIl1 ccit;.4~)
z",jS chaiiaic osdorfcucos
(0 vajuoiro co. O z)io ; Uiz *u-I 1o 2!h-.iMa ndC g aoa bb e)
Goro Coro jri nd (cinco vezeEI)

('~thQO3 cLboc1os, 'abcr p-ra que :anCiou chaiian:r)

Ghv.,tr,- jifttoi nIC11- ;.oite senk"'Or-j-)
(diz para prender Fei Francisco)
meuL-ssu cana Ditanjuar{ (c ,ue deq(.jj)
(t"ICIL &J*06Ihvtr) para batiPar )
Aiira uL.rl~,bira
Gont apuranga unc1ur:-,t.imJra (i'LniA chamur at tribo)

(V--i batizar)


iho: n~tzEr cuocjo
,6mu:~ rorclnro mi
Nu...sou -do- tembomr)
LIU nuo) 1x-if'u10mxml


bis


I I_


j(


-Q-







Versoj do Boi (0. cad.2 p,24 e sa; 8-1Q-

Se forest a guerra
Com NJadoo Sento(tr)
Batlzur os caboclos
Ao som da viola
So fores a guerra
Com a II.'S3 se Sfno.L'U
aJtiza(ri caboclo
Ao som da rabeca
Se -fores a g,..rra
Tu levas a breca
1B3atizar os -caboclos
Na rrargem do cisco
Se forces a guerra
Prenda o ai Pnrancisco
(trm'na)
Levanta meus caboclos
*ue voces estao batizados
GuC Tndo seu peixe f i'to
Sua galinna r ocqueada
(Cabocloa levantam)

Pai Francisco:
Ea vi o estrondo na buira
Catarina o que aera
6era o dirtD(r) dos indios
Con seus caboclos rea(l)







Versos do -oi (j,. cad.2 p,24 a ss.)

Caboolo 4 Nos somos caboclos Suerreiros
La da' ilha do Guara
oa.ios indios brasileiros
,fie nso negai matara

Pai Fr-ilc- Caboclo escoiiae tua flecha
Se eu enxerga(r) eu te mato
Que.me chamo negro Ohico
Zue tenho couro de ago

Gab. .rlandei fuse(r) uiiwi flecha
Da canola do navao
P*ra flecha(r) o ,iGro Chico
Ila veia do cora.ao

P.FP
Catarina negra velha
Aramj!i teu picua
;ue esta aqui o direto(r) dot indios
CuLL sous caboclos real)

Cab, Pai Francisco to entrega
que eu nao yuero to matakr)
Su sooquero to leva&r)
para.meu amo to ensinm(r)


- ,;







OW


-12-


.s 4 da nmadr~uzcti.
-Uando a suracura cantou
"i:ito boa nolte ,a. I'. rlcic sco
Go0mo val con)o paso&ou
Vim aqcul traszer) ecss earta
,ue meu ano 1he man.dou
(Iroudii o pal ;'i'-,.idsci )
Jucujarl catatu ii r-
Aire cungalina
Tuira cumr cnr.buqua' (chamando os indios que estao fora)


Cab.










P.F,




Gab,


a


Verso, du Bol ('u. ca4.2 p.2L~ ess.)

PPF. ,a&Doclo Ju estou 6rt:-.tl-Ve
So quero 'uc tt 0iiL\ ,:r -ytCe
Levo minha negra volha
*

vs caboolos me pronderami
Conm toda Tbrz..
~uL3 eu B e unm sozinho
-l2s eram urma por~(ao

Souios c:.boclos iuerroiros
Que viemos do jimaaona(a)
Parn prender o nero Ohico
iiero velho sem vergonba




r .". . ~ -U.


Versos ao ool (o, cad,2 p.24 e ss.)

P.F. Eu ni o Gost;o de caboolo
Ie:.1 quae aeja meu parent
Todo caboclo telu de cbst nme
De roubar os teroen da 6ente

Cab. Quen ~qui:or pogar Chiqui4ho
,PaG fogo no caminho
0 chico tem de costume
Acdnder seu caclhi .bnho

P.F. Quem quizer peg~a caboclo
1a rcjionta .da mare
Porque o caboclo desce pra praia
Corn uma cuia de chiibe


31.-


-~-cv c~til~ C: tiY-f~/~ i
ii. IL-rL
I.~' 1


(Termina os caboclos eitroeuL Lm 7:-r0, o arao)
Ationa marmau pr~ili,.a

to amo conversa corn plf Francisco)
Sabe para que eu to -...1.1 .! ihLia1 'r, -.r! c.:-bor porque foi ,ue
tu mltasto maeu boi.
Estava coraendo a miiho roeu, :vtitla e-stvi coesaejhndu o fie
do bol.
S(entrega a espingiardr a vai convergp4@umgo ela,"tem ouvido, ter
boca. U ano que vem o bol gordinho cnancndo no meiu aa vapazicLta ...







s Versos do boi ((. cad.2 p.2k. e s) -1-

(Diz para o amo chamar doutor)

Na Paraiba D.Maria casou
Casou com home tendo fortune
Pae Chico charma')douto(r)
Chama douto(r)
n n
rra receita(r)
A roceita do meu boi
o Chico que ha de pagrr)
(manda Chico chamarndoutor)

1) Pimenta
2) Carrapbto
5) Vinagreira "
Selintra-
5) Cachaga
6) Rosadas
7) Medicine
(Bate receita e manda Chico dar um purganta de sabao)

Quando nmo mata flea bom
purga de jalapa
(uando nao mata rasga
purga de curibe
Sde, ficar em pe







p# Versos do Boi (G. dad.2 p.24 e s.) -15-

(manda 6 Chico ficar debaixo do rabo do boi e d 1 v.aqueiro na
cabega. Para Chiwo ver o que enxerga e dar 3 espirros)

Amo : Ja urrou,Ja urrou
0 meu boi de fama
Que o Chico matou
Tantas p&ncadas que 0 Chico levou
Respeita o meu boi
que morreru de uma do(r)

Ja levantou, ja levantou (5 ve.es)
Famu read)
Ja levantou
o 2 de ouro
Na rua de Gurupa

Varre, varre vassourinha -
I" palo chao
La vera o 2 de outo
Corn rosas e um botao

Deupedida:
u bloco do 2 de ouro
NJ4 se despede
Ja vai embora
Vai contar o sauba feliz







SVrsos do Boi (u. cad.2 p.24 e as) -16

Gozando peso fundo fora
Quem canta, canta saudadeso
6audaces flca em teu coragao
a o pouno da alma
De que ja sofrem a ilusao
Adeus com toda lealdade
Dizemos novo adeus
As penaa da amizade
0 2 de ouro vae content
Voltarei aqui brevemente /

Na rua : La se vai- aulha
Sse val deda(1)
Aui vai lutandu
Para cosi~(r)

Os guerreiros, puerreiros
Nosso navio esta no matr)
Vgmos festejar a terra
Para umu vida mata(r)

,indorinha faz inverno
Borboleta faz verao
La vai o ? de ouro
Cor romas e 1 botao


I I I









Vera os do.boi(U. oad.2 p.,24 e,as.)


-17-


Adeus princeza
Para adeus rainha
be eu perde(r)
HinouemL se importa
E se eu ~Lunha(r)
Fortuna e minha

Rin tim tim ole ole
" ola
..dinha sucenu
Meu lirio
Ideu bot o de genera(1)

Adeus princeza nuo chore nao
Au vou a volto para te dar consolaeao

0 meu boi urrou
A terra tremeu
Para noder corn nos
8 s0O Deus, SO uwl3s.

.:guns dresses versos sao antigos, de outros "B ois", alg6un recen-
tea tirados por Paulo. .s pualvras que os caboaos falan sao as
mesmas do cordao do sabi. Itulnar trtduziu-as como lhe foram dadas
por Zeca kara. 4iao sabe si sao verdadeiras, tiria ou invdntadas.


h;






Crencas relacionadas ao plantio (G. cad.1 p.51v.)

A mulher nao pode ajudar quando esta rne;striu-... Ii orqu.e si-
nao estraL. a plant. Toda roSa deve ter pelo ienri-s iu.iia terceira de
maniocuera para conservar a terra coxi agua e a~_ oi.utr.-'s lnt's
nao mr..._ereri. Os antigos e que dizem.
1I de Dezembro e o dia preferido para a ,blnt. do iilhu:..
Sai u.. .niliho graudo, do dente bonito. A gente escolhe ui.aa Des
so d de entadura boa para plantar o milho porLue assiiii o railhu
sae hom.
ilanaioca 3 dias antes, 5 dias depois do 4uarto crescent.
Pars comr a planta,e espera por novo quarto crescent. inessiio se
faz oLr a feijap.
a.Tomne "Advogado dos roceiros" Tern roceiro Ljue festc.ja
todo 21 de Dezembro. A boA plantar nesse dia. !anda rezar unIs
ladainiha. "Desmancha" um paneiro de farina ).ra curapriar fita
o:r-ra o Santo. iaimundo reza a ladainha em si.i cu-sa.
Varzes boa para o plantio -do milho e aroz. Tein pFonta
de terra firnie que da milho, mas e raro. Plant enm Lezembiro.






Cruz atraz da oorta. (G. csd.i o.;) v.) haiuiundo

.uas tos s c s oids as aa te5ni luia cruz dJe ceriro )end.lurada nor
urn barbante :-traz da ,.- rta d. entrada. Diz iaiiundco i..e o
co3tumie e recent. Cie on norTicia em .-.cJOso do ano rass&:,.:c'
que o -)adre -:.ntonio z-into de Uruc&in:. assim acoinselhiava oare
evitar os im-les e rmiaus es nir-it.os. i.usa-se iunaI cr-u na olu -rta ca
entraso e outra ino quiarito.





I,

S- Cordao do sabit (u. cad.2 p.55) Itamar.

12 a ?0 de Junho. No primeiro ano sairam 5 cordoes, Boi, Sabia
Lanario (h,5,6h). No 2- e 53 s6 o s&bla.
,a_- Urganizado por :1odeLto onferinoiro i o posto era banitario)
nos angs seguinte por Z.Pars.
Camoones Zcca
Caqador Dico
ailvestre daimundo tomes
Piricioba oena
tnfermelro Francisco soldado
ouLduao antorio iachilado
:.'itrtins utao Olivar tresoonabvel)
'l'uxaua +Italmar
4 caboclos
Fada filhu uu urico 'elix
Feiticeira Dalia
Madame beinhora do Aartins) Amelia
Curadeira aitiria Trindade
Sabra umu menina.
Saia na rua cantando. u mesmo pare recolher cash do Zeca).
U urirleiro fizeram um"parque" na casa do -ilvcro. Jos outros anos
dLnqavam em quulquer casa. Itamer estavb no boir, todas as notes
na case do -Ilvaro. taziam como teatro, todo maundo queria olhar,
pagava a entrada.
A fada cantava somo se estivesse no .reinado, tal como a apari-


- I ---







I &


Cordao do sabla (u. d. 2 p.35 o es.) Itamar -2-

aparijao. Silvestre perguntava o que era aueil voz. Ninguem sa-
bia so so ouvia a voz. FaiiavC com o camponez. Sai a feiticeira can-
tando. ijarecia o ca ador, ela estava onfeitigunao a arma do afoydor
carA ele mai;ur o sabia. io fiqava cantanao para rnatar o sabia. Ati-
rav" no sotoiL, bilvestro corria para )erungar .uo tiro era qyuele.
0 cai)ponez respondia que nao sabia. 6o o suiclado e ,ue p6dia ir
viPiari para ee-obbrir. u soldadio virhia sea noticias, Ailvestre di-
zia tue. ati i~arnto existia uma trib o oindios que taivez ainda
estivesse nor la. U camponez ilndava o oilve;tro )rT"r-'L.rar o tuxaua.
Chegav la os indios estav~ a part. Umn quaiuer l f'alar coma eie.
0 tuxEs-i. ficPva de lado. o'rer ntava se era os -'abi ja.ias. Chamava
o tuxah.ta, s m=untaxy2 g ojx y.E:ErXh i xi xx RK=iTEIS :.KaKXXaM con-
versavam e o convidavaia parn ir ter com o cauonez. Silvestre coru-
nicava ao tauxaua, mas este niao dava certeza dele vir. OE musicos
tocaram rua farte eoo 'fiux ua sala sozinho, la dang1 .io Lte chegar
f'alava corn ele, chamava a tribo, tocava outra part, saiam danindo,
Proclr-.EVLeri o c i.t dor quo era preso. A r-usica tocava imarcha Para fC
trazendo o caqador, cutucando com a flechb, chogav e e entregava ao
camnponesa. ';,te perguntava porque havia morto o passaro. 0 cagador
contava que estava passarinnando e atirara enganado porque nro sabia
que aquele ualesaro era da facdL, 0 camponez inda&a que 6eito podium d
dar par obter a vida do passaro. ilvestre aparecia e dizia que na-
via um enfermeiro multo,bom, levaria o c:,.aror pari ver se ageitavam


I I








Cordao do 6iab3.a t. cad.2 1.35 u ss.) --3

o enformeiro ;ora curar o subi~. :L.m Datt o ey.rL ,iro, o caqador
falava que ostava ,r~i-.u (o soldado faCo..yLlrIvl); ~Oo muito custo
o enf'erraiero vi.Iq curar, Olhavw o perstcro, : imva e dizia que
ia dtar urns injaegao mus nao era de certeza. deuc do -.ito. 6ilves-
tre voltava para dizar teLae nti~anente existia uaiu curadeira* mas
tinha receio do cIha..-a-luI pura nao desrnoralizar u enforl;ieiro. 6il-
vestre volt vi pira dizer yueo aitigwnelnto oxistia unua curdleira,
ints tiniha receiu do c,.umail-la pur' nro desidoralizar o enfermeiro.
6ilvestre, caqaidor e soicadc ianm a caoa dL curadeftira, El chie,,ava
cora um cl.---ro de tavwari. 6ilvestre ascencidiE o cigarx u. &La defu-
i:Nuvu 0 2;.i sai. Oa aiarrava dava un. pulo Para CLI:aIL poryue tinha
rencort3orado"l nela, AY- deois de bt~uadu e que La frizer o curativo,
U1 u -u- u:. ':,o de onems e o maaricia. 6oltuva fuinaga nurns folhas ate
o sabis tornar ai vida. GaC~il waa delus caiituVu. Af de debpodia.
o passaro era de 0:-I-2ile eI"B quemn obriivL o czayIor Pa busctr o
p& searo. t&ilandava matar o caigaclor,
0 sabia .,purece dtnicn&.ioo. ijintes do c t.yucior r.i&ta-lo tainberm
danC. Tuddurs aparecom ia, .-rindo. Gadt: um que aparece danasndo os
indios acurpenhviiLa. Idaltrutava dnais que o bdi, iko sabi&. as
vestiiienttas cram )or cornta do cu~rctuo. A musica cra do Fonseca,
Cornmorou um, 1lado de azu do 6avi&ao real por,10,00. fesmo sistema
que o bol, em cada cusa recebeu quanrto querirn dar. Emn vez de
matanqa a fosta final fol cia "Fu1dE do sabia". Dunsavam na ra-
mada. Mu hora que -o ctitaqor fa water os caboclcs se atracavam


I ,, I I








Cordio do SabiL (u. cad.2 p-95 e ss.) Itamar --

com ele e arranoavbei-lhe a curabinu, i, .do.inl. do sabia cobriao
Bom ura& ttiha e saia corn elo. Teve leilo, Lrnchee e ntao a festa
de bail,. Veio muita gente de forum do inunlciuio, "espaliou-se car-
ta "
Ganario representado ipenla por neninos e meninas.

Itauiar .ajo se lembra do sabi_ realizado uatigXjrmiente. 0 bol existed
ha mais teapo. -lavia a;:- ue 2 ou 5 bois. Loouve um ne Iti.;,erera.
0 sabia foi i'

I I







Cordao ( cad 2 p.45) !al. undo.
Tucano, Guara, CQnario, Garga, SabLa. 'ri'adtcionais. Raimundo
ter lembranqa dresses cordoes desde peqienos (ao contrario de Itamor
que diz ter conhocido o cordiao do sabia com a vinda 6e ur: enfermeiro
do Seecp). aeim somiento e Jucr o.i 0 enrdo do "cordto de passaro" e
o mesmro con pej.uenas vartiagoes a nudoanqc du figure central, 0 c-.a-
dor, fada fa:,ticeir, soldado, rastuto apariecemr er:itodos os cordoes.
a cosacoi de 4 anos houve um "cord7o do canario" de quo partlciparam
soinnte "oirra.Lhos". hai:aundo cLiz que ,:.:e coSrdo copiou er tudo o
que no i:les;o ano se fazla para o sabi (ver notes corcdo ao sabii).
0 pi. de Kailmnlido orpanizava seapre up boi "cordao do boi". hesse
tempo umUl ..iLlj .L dava 500,00. 0 veh!o"lui.va busc:r papol, pIpo,
papel douraado, ,o do ouro kouro baiananL) aireta:uernte ec~ Helem. 0 Juiz,
o proaotor, L.B orraliho dLvau 50,00 por noute que a boi canqxva.
Anos havia que i i para' i onte ilcgro ora.i:. u u cor to ide boi La.
an ~ura L houve :c;.po de fazersei 2 boli. ItLper.r:a ateu.ber tinha seu
boi. Cada boi binhla seu "currai" separado, Djngvar, eii c.LSeedifere.n-
tes na 3ilebsa ino1t. s-. ve, OS se oncontrvar 1 nl.i 2U Ce trocavam esefios
eLi versos. 1<, i iz u sou u pal era s-.fudo para verseaj..r uri deeaIfio.
emrbra-se do verso:
La va3.i o bi suindo
Por bruz da pAiaentoriit
iuncL vi boli t"o oucroto
Como es:;e boi do Ita&erra
jera frqquente o desafio de versos acabar e: pancuda. 0 pai de
R. ja ia preparado. Levava ar;,uiadu dentro do boi tantos cacetes

[ _______







Cordao (u. cad. 2 p.-5 ss. ) Rairnundo -2-

quantos pr-tici antes. 1h. hora da briga era so deitar o bol e apanhar
os c.cetes. Ls costelas do bol eram de ri _s, todo ele reforcgdo, por-
que L C. ;i : .J e sofria MaiS. A coiefar ..i- briga, ui boi arremetla
contr- Lutr-. 2Trrinaivam todos no xLtidez. 6Saiam as oito da manha
seguin.L or.L-. a uf "habees curpus" dado polu auiz ue era canarada
e a,,L c... -,e 1 rtaim'undo. .: cantando L r, stciiihas.
FzL-s- e.ie-zu !.,ro, iiuimundo nuo oeaou aia, e coisa lo tempo do avo.


Va-. o a 'c.:.'. do 1 t ri o

CaGador que e~ta ct~ando
Tu:ie sentido o seu c,&zu r
J L miiaty 0 seu c:~inarlo
Q4ue oie custonu a criLr.


---








Historias de proto ci. cad.5 p.22)


Um proto estavatrepando corn a mulher de outro na roga. Quando o
preto pressentiu o marido, correu mas-esqueceu o tragado.
Preocupado com medo quo o mardio descobrisse, foi via itar o casal.
Foi chegando e logo agradando um pirralho. Botou-o no colo e comeqou
a brincar corn ele cade minha fandanga cade minha gandanga". Aog ue
a mulher retrucous Iias Blu, vooe que-tem filho deste tamanho nao sabe
brincar com crianga. Da ca para eu te mostrar. Olha e assim. "Ta no toco
da embauba, Ta no tooo da embauba"...
landanga palavra antiga para tergado.
Um preto ustava na casa de outro com a mulher deste. .0 marido che-
gou de depente o preto nao teve butro logar paa. se esconder que no
oratorio.
A mulher receoeu o marido e lhe diLse. ulha Sau Benedito velo nos vi
sitar hoje, olha como ele esta no oratorio. 0 marido foi espiar e la es-
tava o preto, com os bragos cruzados, a cara nem tremia.
A mulher disse ao marido que nessa noite tinha que rezar uma ladainha
para o santo. Chegada a noite la fora se ajoelhar diante do preto, u
marido mandou que a mulher comegasse.

Nunca vi S.Benedito com tamanha dovogao.
Ele qua. a a@stava desconfiado, respondeus i
Nunca vG S.Benedito corn pica, pentelho e culhao ...
0 preto caiu fora.
' ______________^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^


I ;






Historias de preto it. cad3. p.23)


um preto estava deitado con a mulher do outro quando chegou o
marido. Este desconfiado foi apalpar a rede da mulher. Encontrou
quatro pernas, a mulher disse quo ele estava best, as pernas eram
dela. Raasou a mao na cabega e sentiu uma carapinha dura, deu logo
o gsito : Quem esta ai? 0 outro levantou-se imediatamente de disse:
Joao Marangara, um seu criado para o servir com toda gentilexa.
0 marido foi buscar uma cambada de peixe e disse: Toma, meu amigo, nun-
ca fui tratado con tanto respeito.

Umn preto que andava pegando a mulher de outro queria marcar um en-
contro com ela. Como o marido estivesse present, pegou o pirralhinho
do casal a comecou a brincar.
Cabega de uandi vem, e puxava o menino para perto.
A mulher logoperebeu e disse.
Mas Compadre maxk voce MaiDotarapelido no me u filho. Bota
apelioE nele taebem meu filhoi Diz pra, ele
Cabega de segunda feira.
u mariido que nada percebAa ainda reclamou da muiher, que bobggem ape-
lidar o compadre a *


I'







Historic deo preto( u. cad.$ p.29)

.mna branca andava com um preto. As branxas gostavam dos pretos por-
que tinham o pau de jumenuo. 0 dos senhores era gitinho.
Era dja da lavagem do engenho ela que sabia poder encontrar o preto
foi para la. Estavam trepando quando ouviram os passes do senior. Tira
depressa que o marido ven ai. u preto nao quiz.
Deixa morrer bem deixa more bemon.
Ela inslstiu, mas o preto nem nada,
DUaxa more 1mi, "eixa more bemrn ..
Quando o senior chigou perto o preto saltou para o lado de ur cocho.
Desconfiado o serihor perguntou mas que historic e essa de deixa more
ben que eu estou ouvindo. Nao eanada meu patrao, falou o preto, foi un
rato que caiu na garrafae a senhora queria tirar. Ea estava dizendo, dei-
xa morrer bem.
Tira o rato da garrafa, negro sem vergonha, onde e que Ja seviu 1
deixar rato cair na garrafa.

Uma senhoragostava de um preto. Sempre arranjava ung passeios e i
pedia ao senior que mandasse o preto acompanha-la. 0 patrao ja andava
desconfiado. Ela so escolhia aquele preto. A.mulher percebeu e qiando
saiu novamente com o preto, levou um pedaqo de queijo. Quando acabaram
afunqao, ralou bem fininho o quei$o a mandou.o preto arregagar o pau.
Polvilhou com queija e voltaram para casa. 0 marido q e ja os esperava
de bacamasto em punho, pegou o negro e levou-o para traz da casa. Ai
ehegados, mandou o negro mostrar o pau. 0 negro nao queria mas sob ame-
aga nao teve geito sinao mostrar. Arregagou e o pau parecia cheio de
sebo. u senhor diante disso socegou e mandou o preto embora.







Haimunda Picancia (Virgem violenttda-"santa"). (C.cad.2 ;.53)

Alem da Severa Ro;iana existe uma outra "santa" Raimunda
Picancia. Ia passando pelo cemiterio da Soledade. Um rapaz
chamou; estava tudo desert. 0 rapaz pintou o caneco com a
moga e espanqou-a. Uns meninos des cobriram. Mais tarde eles
gostavam de pe atirar em passarinho. Um menino viu haimundad
aparecer toda de branch. Quando chegou uerto deatpareceu. dontou
aos outros. Outro dia ouCro menino a viu., olhando como se es-
tivessemelancolica. Comegaram a fazer pedidos a ela. Um paregte
da nora (Manoel Tavares) casou-se cor uma mocinha que tinhla mae
velha. 'rabalhava muito, eram muito honestos. Ele sai de manha
la para o Ver o Peso, ver se arranjava qualquer coisi para comer.
Encontrou ujla pretatqae vendia roscas. A preta pertuntou onde iL
e porque estava tao tristonho. Contou a historic de sua fome. h
pr'ta perguntou ab conhecia o cemitorio da Soledade, lado esquerdo
da capela, um tumulo da Raimunda Picandia. Pegou 2,00 para ele
comer qualquer coisa, e seguiu direto para o cemiiterio, aclou o
tumulo e rezou com muita fe. Na esquina encontrou um home todo
bem vestido %ue o chamou. 0 home perguntou o que estava fazen.iu,
onde trabalhava; contou que era desempregado. Ufereceu-lhe ufi
emprego. Era repaesentante da Singer. 0 home Ihe deu 100,oo.
No dia seguinte foi para o emprego. Comrpou tudo quanto foi genero.
Foi cor-eri o para o trabelho teve muita sorte nas vendas. De
tarde convidou a muller e a sogra para faaer prece.


I 'I







Characters Cordao d.e sabia 3, K JCq

1) Coronel
2) L.ba.lCam do colonel
5) Lcbia
F) Ir.-lict liro
5) 9i&l"
u) muiLtUtOS
7) indiou iicludli, cucC-a'wa calleU tjbajara
o) soluado
9) ent'erieiro
10) cur-andeiro
11) Cuarda bo;que (cGiiones)
12) CaqidoIl

In June on aou Jo-o story GCa;ador wants kill oird added
by feiticeiro who put chai;,i.s his un,. Ja'i coi.isaild drives the hunter
out of' wooas but ihe imnels and asks her help, .he tileb a.tcs ttie
guard Dusque sleep so ti.'e hr ,tor kills t:oe sblia.
r1ien, Dlnen he wuln's aiid finustho o-.bia dead. ....e is very
angry ana seiias him io find solaeone who can brino at UtckI to life (or
cure for not sure it is lead. Juarda meets enf'rL.eiru who ex'.is and
aLve inject but he says i;hat the ball is charmod su unLy the curan-
deiro can helps ~oei de the bird and sinbs
Tiere branco, birsa preto
Veta dau ondus do Liar
rsgre brLnco, tire pretu
Ja tornou sabia.
*





Characters (cent.)

Lhe has maraca and ci ar of tajuara and flours, smoke over the
sabia.

Corda. da canary
Cordao de tucano.


I


I C I I ~-







I"ha encantada a .)?t

Ilh.a itc..t und whi-ch is situated in -'oz ce in: soie ,
was "enca-intado" andr tr:i veld at n t. l ti es it ..Ls s :, -.. :
in fr'out of -uru-o. L-.d often down riv~r so,.'e 1ilo-i oete rs r;:nCed _-'
'oz do Ainrj to abo t iaraiso oo(.e years ago, a cadre beatized the
Is land while it was situate i-- orseLc locL-ion since that ti :e.it
as rc ..:-d fixe. ow.v r-, when' assin ,l ..t1 ov tip one can still
hear dogs buhkin_ and chic kesl cackling fr iown belo.- the earth.
rorim:.ij n: one would live on t- e 11 s-.nd now it :as radoros .


_






.ighs .^, /$eCWMo.

Story of th:e jabotj a'i 6ncga told in almost exact forni as told b
Giuajajara Juboti left in tree by .ucaico while oeati'L- .-.- iiO Li.
onga to close his eo;, s aznd i viii chrow down so-l e frult ..;. j.uL fell
on onga who 0i,-.., ie ade flute out of .lower ie o of onL and went away
* ,lijing on t hi f'lc~te s topoino novj and a,~ to a3y : ?r O stou as-
porando o oso de c;& .jue eu inti.-ei"- :lhn anulher i.a *; 't him he
swore that he wua si.~ ilin,, "ifa-, Z estUu as3.)~i'uido oaso .e inaiSolb. e
eu m~ntei" Jaboul enters hole tricks u-I.'a into letil:, _o i., his le,
because it is a root -t rows alirs in the eyes of urubu i:.u t.-reaten
to eat ur~b u .ho escoaes.







-, Homen co.' trrSs filu.s D. -)i t r e.sa

.-.o old couoi- hird 3 sons the oldest was Joao the middle was :'ran-
cisco ..nd the youngest was Jose. The couple -ii. a sitio and many cran.aes
Phe-y vvw:,-d hel.. They asked tisr oldest son to take oranges and i. to
market. t ie left with burro loaded sor, r'he came toa house and an old
lady o.sked him "What do have their,-my son" 'The was "i.'ossa Ser-nora"
.-e was smnirt and replied This is cacos and.passed on He was afraid,
she would ac_: for some So she said "W1.-t ever you say it is it will be:'
.h.-an Le a_.rived ne had a load of cacos de cuia which were not saleable.
1' He rsturne.1 ,.,ichiout mone--.
r ie tri co. pile decided to send their second son Francisco. 1ie
Sio-lc.ded u, 'L,.. ,.,ranges .ai.'. passed by the same house. hNossa snhora
asiKed nil to,.-, .. .t he carried. he .re_)lied "carvab" and again she said
'.ih.t you c;. it is it will be" and he arrived he opened up hisload L...
the ora i ..s Ia& turned to Carvao". He sold it for little ioney and
returned. the parents where sad and des ).oi noted.
r'n'-ill1 one day'Jose asked his parents to allow him to go but. tho7
-.er.. aubios..i, he asked "do you think you can succeed where :r.. r aer
br-otl-ers fTil." 'They, however let him'go. When he came to th :.A-2?
of !.-3s -.ni,,r.-. and when she asked him what he carried, he ans.;,'-r*'u. -
oranges t n .eriines I vas told also) Don't you want some .- oi..:
:1inh.1 veinha). So when he arrived in tne market his oranges wer-e biG
and oj J.ole -~atlheri around and purchased them within a few minutes.
he ret.iurnei 1ho.ie with money and his parents were proud.
fP-e ol..-r brothers were jealous and planned to kill .Jose ouL fina-
lly decided a.ni-s it. Tle ,, ached to see he *.rd .d"

' : '! Ida







H omer coju tres filns c..nc.-)

Some yeare ros ''s...._ hi e.. 'i:.,. see tCe v.orl. 1. rr .'.r
inund. *-). he father nl.ve the elest br-...tiher s. mT one ye.r .f 11 io.7 u".
Before let.vin he father asked "r.lt du you 0 v-1-.t lots .f ..ne -'a ,.
little "bengo" or lots of "ben,.-o' an,_ lot of ::-. Lie elier brother
asked for lot of t.i,.n;-1y -nd little bencl. io left an. c a.d to i.L's of
old isdy. '.'le told him tzht ie sh, .uld t:..:e I: is -)ant -and when ie came
to a thru', 'ay fork- in the r. hi .S to t; .- on r fL nIt t is
pe de estur'-aki" in tle road. ..e ."i so m.' ca e ,to *. osile. e ::trri d
the *iau tiit r cf taie :in. r, die.i r.o- r'tu.n ef'er his y'- r ..- uo.
IT-~en t n ';3 c o ..'nd i' sot .er as:-' S t s.e ;i?'"3 .. td at ,r uve
uhIirS c nl i t ieo re iLi-U Z
hi' Rl.so -nc ye i .-.f "lic-eu n.' 3le.jt jh.; c irc1 t i .- i,. k e nou.ie
of t.,e old. ':.o;in& .~ege gave ail.n a ',.. f rajieri o ... told cii, ,o no-
tice if he )liint is izre n n.'. .ro..- ,, u .'L b c.tiler .l.ianil d thi3n
he "esta [o; dCe via" an. you snioul ,C l I..t ou.rs iin :21u t... ro d .... .
on. aLe sau. th. t his brotler-P :s wV11 Li I-e pllanc'-d his p1int an,. vaenot on.
e!e can!. co his nxmex brothlers palace. .i, .i1.r"2'ii e -.me 2cC...i-.: CL.. Li- lt _r fi
thfe kin,.
hnen Jose le i" for one ,-e..;r prio.isin._, iis r, irics cO rEturn v it h is'
his brothers. I'ie old wO'.oLaIn ,ave hi. 'f.fava:c; to j;l t. a C. ci to
a "pailci, encantado" ai -id nearid b!aucifil toice. .. ciid i-u, see tlhe
.irl but J.2i "whoever has that voice I shail marry her" ie weint on
and cae to the palace of his brutiher. ..orked as a coL, L on la-borer but
one day he was ..-bry aand sitr, beo the "caputaz" I an..l Joao's brother tbe
".soa.tazr" old Joao '-id-. Jose was brou lit be fore OUou to Orov.; lis statei,'iit
i.-.t oo: ana out a fa~iily portrait (pjh1to,i:raiy ) and sl1howeea it to him
i:, '







S .omem com tries filhc (cont. ).

proving that he was his brother. Joao gave a dance. Francisco went home
angry because a coii 'lon laborer had danced with his rife. Jose went to
work then for Frzncisco and again v'ith the foto he proved he wias ohis bda
other. IThey wanted him to .r.:; the third daughter of the .:--. but he re-
n-iemberedhis promise to the "voice". Ee then went baci, and looked for her,
Hem found that she was only a small frog -'S a voz orestava" but he marri-
ed her just the same Then je made a his borthersvisit their parents with
him.
Their mother wanted to know her daugaiter-in-law. She asked each
brother to have hiswife e.-ioroidoy (sew) a table clothe. jose was sad be-
cause he knewthat h the t wo princesses would be able to sew beautifu-
lly and his -poor frog wife would not -now how. en it ca.Le time she gaa
ve him a her table clothe rolled. in a package. He almost threw it away
but decid.,i to take it home. .fterr thex other sons shown their wifes
wor Jose unwrapped the package "it was golu and fine the most beaui-
ful work inthe world" Then the mother asked the sons to Lring their
wife's. Jose was again sad but he put his frog on tiie saddle behind him
and stated back when they came to the 3 way 1 She said look beh- :i
i He looked and found a b autiful princess who had been turn-.. i
ito -: -o -',, becaeiii a good -,. beautiful wife.






/






Navio encantado ,e8 .s JeOdil4

For many ydras late at night a ship appears below tip
of Island below. It is clearly visible with lights in from
and lights in cabins, it spops for hours in i.louth of Moju-
Some say that one can hear the ship loading wood but Sr.Mari-
nho says that hear nothing all say that it makes no noise -
,one can not hear noise of motors it comes up channel to
Rio Sarapuf and stops ag&da. br.Marinho says that it cross
channel 1e this side and returns.
It can be seen most often in dark rainy negrets of
march and april :.any people have seen it. Sr. niarinho "there
are some who don't believe in it" but several people tell of
seeing it.
One night i'arinho and prefeito were returned from a seti
tlement in jijouth of Xingu they saw a navio coming up river-
suddelnly it turned and com toward them and then when lights
shown on their caunch it came down river All saw it.
Down river near hio Roropoko two yung men in a canoe
were Jt eating dinner on the far side of the river from an
abandoned "barrangao) a "navio" pulled up at the douk.
then it came by them and they saw no one on board except a man
with scarlet costume from head to foot and with scarlet cap.
Their canoes balanced in the wash of the boat.

Sr.Marinho said that people say that "navio encantado" is a
cobra grande which turns into a navio.







Navio encantado p.110 e1

ine night and several nights after the navio Moacyr went
down the "navio encantado" appear, aeu warinho imax doesn't
know why I




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