Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
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Title: Field notes from the Gurupa Project, 1948, compiled by Charles Wagley
Physical Description: Archival
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Bibliographic ID: UF00103047
Volume ID: VID00014
Source Institution: University of Florida
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,Boi, sbia, carna-







Festa Ca sa Z.Para (C. p.5Y)

S Dia 20 de Julho 14' aniversario casamento -
A ultima .ora fomos convidados para a festa, ra razao do convite ser
feito a ultima hora era porque nao tinham certeza de que iam arranjar qua
fizesse os pasteis. A festa estava selecionada, e parece que so foram
as pessoas convidadas. A sala tinha cadoiras e bancos toda a volta. As
moSas e senhoras sentaram-se de ur lado e os homes de outro ou ficavam
conversando ao relento. As mulher s estavar todas vestidas com os seus
melhores vestidos de "seda" e usavam sapatos de saltos. D.Dica, a Sra.
Castiel, a mulher do Zeca, do Bibi, e do Delegado, a mae do prefeito e do
Delegado, e a irma da noiva do prefeito, estavam corn as suas correntes
de outro, medalhas e cru7es. Algumas estavam pintadas e com verniz nas
unhas. 0 Zeca e esposa pediram-nos descp2as pela sua casa de pobre. As
101/2 a convite damulher de Zeca, fomos a varanda, so as senhoras onde
fol servido Vermouth (GAnciaj em calice de licores e pastels (que nao con-
tinham nuds so massa). Depois fol a vez dos homes. Nao sei se serviram
cachaSa a eles.
A music o que se poderia chamar de um "chorinho", era corposta de
2 violoes "qu cobraram 20 cruzeiros cada) umr cavaquinho (10 cruz.) e o
flautista (40 cruz.) tocaram marchas e toadas locals, valbas antigas. Os
rapazes tiravam as mo6as, que aceitavam e danqavam, sem falar entire eles,
cor passes de march. Algumas moSas tiravam outras para danqar. Yo term-
minar a music as mocas voltavam aos seus lugares algunas trazidas pelos
rapazes. Quando havia "bis" dancavam novamenLe. Todos pareclam danqar
bastante, as mulheres casadas sempre corn os seus maridos, mas nao havxia
grande ani.aqao. D.Felicia parecia content e confessou sempre ter 6osta-
do i~ muito de festas. As moqas solteiras estavam companhadas de suas makes

--- -- ^ * - *I









Festa Casa Z.Para (C. p.59 e s .) -2-

ou paes. Pareceu-me gue a presenga da Morena empregada do delegado,
destoava na festa. :J-o vi rapazes tirarem elapara danrar. Ela dangou
com outras moas. e verdade que saimos cedo, 11 e pouco.


I -_ I ,


-"'- ~----- ---- -L1 ~.--- --~-1.--I~-.1-~-^-- ~~ -I_-~ -- I -- -111_ ---- _-~I--






Festa Clube 6aude (C. p.1250 Ai'

D.Dinah tomou a si a decoraqao da sala. Ela e D.Inacia e as cri-
ancas da escola varreram o salao, trouxeram muitas plants em vasos e
galhos. Prepararam a mesa para as prendas con toalhas, flores e lagos
de papel. Trouxe toalhas para a mesa do bar e arrumou-as corn laos.
Mostrou D.Dina ser rulher de expediente e industriosa, e estar tendo r
prazer na preparaSao da festa.~Preparou uma torta de coco com dedica-
toria em forma de coragao que nao ficava atraz das feitas por farnilias
mais provincianas das grades cidades. Preparou tarnbem uma bandeja de
docinhos para ser distribuida gratuitamente as catangas. As prendas
foram muitas; a maioria de pessoas de pubsibilidade ofereceram prendas
exceto o Palheta. D.Luciana, o prefeito. us "aristocratas" da cida-
de asmeararam-se coim bolos ou prendas bem apresentadas a decoradas.
D."i na, 1.Alegria, ira. Abilio Cardoso, a mulher do Dele6ado, Familia
Kara, Sra. Coletor Federal, 6r.bilio mostrou-se de muita generosidaae
potsele e a senhora contribuiram com prendas. 0 leilao efetuado corn
sucesso pelo espirito de Njunduca rendeu bestante. Os bolos e comidas
(galinha e pato) deram muito e foraAi adnuiridos pelo Prefeito, D.Dica,
Unesco e Delegado, Sr.Oscar. Os individuos de meios mais reduzidos ou
sejam os empregados do Sesp inclusive o pessoal da lancha. 0 Mione&l
(de D.Dina) e alguns outros mostrareri grande entusiammo pelas prendas
"surpresas" que se;ore os decepcionava, chegaram a fazer lances de
20 cruzeiros. Os Paras Nhunduca, Jorge Palheua e Joao Coimbra nao se
interessaram pelo leilao. 0 or.Oscar mostrou-se cauteloso. Castiel
nao fez lance, Sr.Abilio e Palheta, Moura Serra nao comoareceram.
A Danga foi animada ao som das duas orquestras do Anastacio e Casimiro







Festa Clube 3aude. (C. p.125)
Danqouose marchas, valsas, "sambas", quadrilhas, puchadas pelo Zeca Par
ra, shots e acabou as 3 horas cor o samba daqui "galo". 0 bar esteve
animado vendendo cerveja, cachaqa (no Palheta), quinado e guwranis.
Os pasteis feitos pela D.Odete do Sesp foramv endidos a raaio de 50 cen
tavos cada. 0 Zeca serviu de "mestre sala" e fez discursos. 0 Prefeit
Delegado, Nhunduca, Zeca, Petronio estava de casaco e gravatas. ASmo-
qas cor os seus melhores vestidos e ficaram quse sempre sentadas em
volta da sala. Havia ui pouco de "tudo" i.e. todas as "classes" de Gu-
rupa mas na quadrilha so tomaram parte D.'ica e nos duas da Altaa" o
resto era o "povo". 0 numero de cfiangas ate de 3 meses era grande. 0
Os filhos de D..iulita (exceto o Antonio), Domingos do Besp, foram.
Os do iario, de D.Dulce (do 0errelio ) nao foram.

Leilao :

0 doce de D.Dina deu 05 cru-eiros comprado pelo prefeito
1 bolo coco -D.alegria 55 cruzeiros- D.Dica.
O bolo 6nra.Abilio 25 Clara
Os pastels Delegado b Grtlvao (Deleado e Z.Para
fizeram lances).
Suspiros D.Inacia b5 ? Sr.Oscar.
A caneta (Unesco) oO Deleiado (0 br.Oscar e Pe-


Cestinha pape (porbu joias) o


toonio estavam lutando quando o
Prefeito fez o lance final- Oscar
lanqou 75 cruzeiros)
prefeito mostrou-se muito entusiasmado
35 cruz.


I I


I I r -- I







Festa Clube 6aude (C. p.125)

As duas cestas flores 5 cruzeiros foi arrematada por Wagley O
prefeito estava iuito entusiasmado e ofereceu
50 cruzeiros e ofereceu-se ura delas & ele.
1 paneiro de abacate 10 cruzeiros pela :I:ria Trindade -ue ira ofere-
ce-lo ao Governador.
0 Joaquim (Iesp) fez multos lances no comeco ,
mas comprou um pato (15 cruz.), um pente (6 cruz
e outras surpresas.
Os presents pareciam gostar multo da idea do leilao e das surpresas.


I I






* '" Characters Cordao de sabia

1) Coronel
2) i.a.lifne do coronel
5) Sabia
4) ieiticeiro
5) Fada
o) imatutos
7) indios including tuclawa called tobapara
o) soldado
9) enfermeiro
10) curandeiro
11) Juarda bosque (campones)
12) cagador

In June on Sao Joao story Cacador wants kill bird added
by feiticeiro who put charms his guns. Fada come sand'drives the hunter
out of woods but he kneels and asks her help. She theb makes the
guard bosque sleep- xo the hunter kills the sabia..
Then, then he wakes and findsthe sabia dead. Iadame is very
angry and sends him to f-ind someone who can bring at back to lire (or
cure for not sure it is dead. Guarda meets enfermeiro who exams and
6ave inject but he says that the ball is charmed so only the curan-
deiro can helps She deJvres) the bird and sings;
Tigre branco, tigre preto
.Vem das ondas do mar
Tigre branco, tigre preto
a tornou sabia.





.., Characters (cont.)

She has maraca and ci ar of taguara and flours, smoke over the
sabia.

Cordao da canary
Cordao de tucano.


I '1






wC I 1948

Boi

Gr=ous will dance in Ribiero Paulo (the Amo) made a contract for 250
with "Juiz de Festa". Group decided not to go today but the madrinha (who is a
"veradbr"r complained to the Prefe.to and he s Ld that the three members of the
group who were employees in the town h-ll must go to Ribi~ro or no place -
pressure from the "Vereadora". They wanted to go to Baca.


ill








b.1L P115) Va i

7irst ton years thoira were three bil.hard. ptrltorp. Thvrs wvwz
b- 'ond nv t;~e~il I P fivo ; ;r ;l.,l, :l~l iakif~rsr in
p11hr ivus a 6OCoL:na baTnd wh-ich played oil altirnkte aft-moons.
V iQa I ,,U cva V C I1&,rrn'd I1ith i ii r. t oP., ,i as(P;ft's r hia
vi~rriate).. whu was killed by a Pieufow~ls conrmahntet. He pms!O for
hIs z~vz t1ir-1-)A t r.t to, cmit 1Taribr fc x tlie 1lmaestr-o", the-
re wv.e six who furr'zd ur bv.Wind who ri;c'. p n115r corntracts. The band
rE;Ci "titr!Ibofl.~il," 'h!; :jl' -t," titc r, T ba rdir The teai-
eneer t~u all of ttese ruluzi Iviollaoh. This bond vi;n orgasrized not fo
fccr hli bIm t tc' p1l y &t q "f 1:tafd i. e dc,, i (t io3" and 'S Zjo Jo se0
at th,? riti', do 6arto intinio (1 Q dJilrl-c', -which tht right brothers
:'V;O E4 -W'l1 i;5 twrt.t st't -7- &LIl a11ir'- tour.tiV1. ( Of the cight
broth-rs, cnl1i four vrwrrlict. Only one ziitr- -rSrried ar'ci her hiatshnd
died within :rna yar.
'sil waiasl mtarried by JviiSz t'J--cr or .rn clviii ceremony but in
1)1 a Pz a~l 5.V hi i~. BVar b~; Irin 'icd -u cl, rch, Padre cnvriic-
ed him to r&~rry in church in order to baptize I-I children. Fix wi-
f* is ht:-;m l..nx'u:a. ii_, ,Iie w&3 2i. years old and
ha iwos ?iL y?&i,,-i- old then they married. T 1,h#y were en,_ated for 6 months.
Tlh6 brotL~'l .z arj ,6tCqd toiothor to; tapce care of his motAer.
he enloSizad bibi and Zecc. for teking such goud care of Veha Felicia
'1:iUvsyys C~Lw;-; .T air no. to t-pke car4 of parviibs .
NIote $ibi cuolpin ned that he sitiaved here ivruhipa" only because of'
h.', )?foijo 'H s l 0 ;cachtd to me"". 'if shadid 1m ot hold hIms, he
would leave,
in all hia life Veigm, says :'oe have never bean caller! "policialmr nt*


I I







Cordoes aCW. cad.2 p.)o)

In qurupa three cordoes are known : B oi bumba, Canario and Sabia.
Zeca Para is leader of Sabia; Maria Pacheco (teacher in Jocojo) is leader
of Canario; Paulo Ferr ira de 'reitas, boi. Some years 2 or.even 5 of them
perform during June before Sao Jogo e S.Pedro, until June 30th. Thep set
a day to kill Lmatanga) the sabia, canario or boi. ,or two y ears there
were no cordoes" until Paulino returned rrorn Santarem ana organized o
Boi. In 1945 there was a sabia, 1Io and ly~i none. In 1944 there was ca-
nario and sabia. Last boi was in 143. Palheta who was delegado at this
time refused to give permission for the boi to "sair" and all the group we-
re sent to jail first day. ilext day Palheth gave them permission.

Sabia Story. The feiticeira and the ccaador hunt the sabia in the forest'.
Then they call "curandeira" to cure the sabia which is dead. Characters:
reitor, m.hlher de feitor, campones, fata, feiticeira, curandeira, fazendei-
ro sertanejo.

Canario 2 doctors, doutor da vida e Dr.hubina, cador, Amor,' floresta
(sells flowers and receives money, corresponds to "sell the tongue of the
boi").

Boi This year bean to practise May 12- Practised one month, bean to dan.
ce on June 12. Danced at house.
Zeca Para 20,00
Caito (Mariocai 20,00
Orico Abenathar 10,00


,~,~ -.,~,1,.-4- _-L.L-_-YI.YC- L-U- -I_~ _C-- ~LLL ~---L---4) --I ----C-C )~-I- ~1- 1~- ~) L4.- ~---I-1 --- -~-






Cordoes kC'V. cad.2' p.3u e sss.j -2-

Abillo Crdoio luOO
Benedito 6ahafa 20,00
iswaldo i)ias 0 ()
Prlrfitc 20,00
tv 20,00
D.Dina, 1 0,00
faxiol sontm1rro 5U,OU
"'otonio Plaheta lu,UO
Caetsno 1u-U0
klvaro 15,00
thUmundo ionqalves 16,Ou
Joao GoL.ibra 10-, 00
hibeiro 20,Ou
Eaich performer pays for LUci r-mwcs uis own custurne. i-;,e money paia does
not .o l'or costu!mes but towad the cos-rs of the festival which the eadri-
nho offers on uhe day of the iutniga. The Amo invites suoeone kthis Year
zllvaro ?i--rreirt to be 'aPdrlnho".


rrll(r,-,.,.., rr~- I_-LIYLI~ Ily~---yl-- --4LI--.--Y. l--L -~---- -I~-~- -.-- CI-----l~---- t- -----LL~-L IL--- -I-----L -- ~~L - --







Carnival (CW. b.4 p.15) Veige

In some rars the Prefeito or :.;n;lcipl authorities organized a car
nivi. ce-L-bration ..it' rou.s in the streets with -isk, rnc. singing.
Recently thoy nrve paid little fctterntion to c rniv .l in (urup- because
the people vw o iiie it are liot here. Veig sid tLht U&rnival is "not
a brincsdeira do povo" It is inver celebrated in .rany povoao"
in thq interior, such as Jocojo.


I .


- --` I -- -f -- ~-





.HI/3
B oi Buiba History kCW. b.4 p.16)

In about 1900, there was a companyy" of the Boi in it&pereir4 Ls
well &s one in the "city" also each year the "Escolhres" h&d a "Boi".
Here wA,3 a "iaral" for the boi,in which they danced when not cld.
to, rivate houses. Each year the "boi" from ltapereira ccame to OLiaru-
pa and there was a desafio" between the two conpapnies. One would. be-
gin a verse and the other company would answer. In these days the fath
other of Dico (Rai.liundo Diasglaas "chefe" of tne iuurupi company. Always
took place in June.




-M !i'

Story of Sabi (CW. b.L4 p.339)

I tuto ylvester finds bird ts;bi ) in the forest. s it
as ores:nt for the Coronal. Coronel gives it to the Feitor" of
his Fazenda to t c!ke care of it. Tells aeitur to be careful. ''here is
a dangerous hunter in the forest. r'eitor meets tie 1F'iry s'ada) who
enchsnts him. He becomes careless., ,.nd losses the bird, 'eiticeiros kn
knows where the bird is and tells the C;.,; dor &Jctaa protects the Feitor
relticeiros protects the Cagador). Cagsdor -:ills th baSbi'i
Coronal clils Fr'itor who tells hin th;.t the bLAb is is lost. He asks
to bring it bOck. F'itor looks until he meets a P.. i'&e tells him
how it took lace. icaitor finds the sabii dead in hAinds of. he cFi~eor;
sabia was Killed by a "%rma enfeiti~aud" ina skbia is "enreitiLado".
Fitor taxea the sabif to the P ige who cures t.,b sabi&.Fda speSks to
Feitor to be very careful with reiticoir&. Three of them (.',uitor, r'ada
P.gAe) twae the sabia to-'the Coronel. There is z& reat "festa" ..~nix aa;
All characters tre women except Coronel, fuitor, cador, n&tuto byives
ter Coronal 'chafe), feitor, ckgador, matuto Piraensoe, i..ltuto bilvestre,
(or Sertanejo), r'ada, F'eiticeira,Paget, cbiL, i-idKmi co Coronel, 4 ca-
boclos (misc.).
Sabia is l.nGtejr t-tan boi bumba, loner down .cts nd longer lines.


I






Reuniao u cial (D1. cad.l p.42)

0 Boi foi danga$ na casa do prefeito. Houve guarana e docinho
para mocax e bebidas para os homes. A familiar do prefeito muito
amavel com todos. Os maiorais da sociedade estavam todos dentro
da casa, so nao compareceu ninguem da familiar Para nem Borralho.
u gurupa todo dava a impressao de ter comparecido. Em volta da
casa estava chelo de gente, u boi dangou do lado de forapois
como a casa fosse muito pequena nao dava lugar. 0 Bol apareceu
muito enfeitado comfolhagens. uanharam 50,00 disseram. Pai Fran-
cisco sempre fazendo muitas piadas "Agora uurupa esta cheig de
doutores" Esta espigarda e boa e mericana, nao e doto"?
Depois de terminado o boi o pessoal que estava do lado de fora
foi embora ficando o pessoal mris chegado ao prefeito.


I I I


- ~L ----r-L.~ -4t-L---IICI- _ -~r--. ---C -~~ ---l.i_._i -~I~~ --_____~---- ~-----------






E ncarregado do boi (01. cad.l p.L4) Emilia

Antigamente o encarregado do bol (Pauloj gostava muito de or-
ganizar todo ano, mas um dia entrou demias na cachaqa e foi preso
entao ficou muito zangado e saiu de 'irupa. Pas.ou o anos fora ,
depois entao resolve voltar e agora tornou a recomeaar apesar de t
ter dito que nao queria saber mais daquilo.
Uma noite o boi nao foi muito bem sucedido, os pe.sonagens en-
traram um pouco demaisna cachaqa e nao conseguiram alcan-ar a 2a.
casa em-que deviam representar. Varre, varre vassourinha" e ja
o an o se esborrachou no chao. Um deles disse "0 amo esta so sen-
tindo mal, teve uma coisa" foram disfavgando, botaram o amo em pe
e ele cala novamente e assim foram saindo e bodos meiox tocados.
O 1 vaqueiro (SabJ) ao chegar em casa apanhou do pai com vontade.
0 pali bem conhecido como antigo cachaceiro, agora parecu que ja
deixou. Assim no dia seguinte nao teve boi, todos envergonhados
dom o fiasco.


I


- _I ---- ~- LI11. -- ~---I-l-C-Y__-- -Y~--. ~-~---I~ _






B oi (C1. cad.Z p.22)


Aia casa do Caetano a Janoca, era onde o boi foi dansar.
0 boi vestido com um pano azul com estrelas armarelas e na test
um letreiro "2 de ouro", Olhos de fundo de garrafa, chifreede boi.
Um certejo enorme, vaqueiros, um vestido de mulher D.Maria, Mulher
do amo, Indios muito enfeitados a pintados. Coifas e tangas de
pena de arara, papagalo, galinha, tudo armonicamente arrumado. Um
espelhinho rydondo na test do tuchaua. O amxo faz o solo acompanna-
do su pelo coro do resto; Aparece o Pal 'rancisco nariz de Taboca
e tantas faz que mata o boi. isto tudo entremelado com dangas de
indios e veraos, dos vaqueiros. Todos muito series, compenetrados
nos seus papers Acusam o pal Francisco de ter morto o boi,mas
este nega e sempre pilheriando, durante as quadrilhas. Finalmente
os indios com suas pagelancias obrigam o Francisco a confessar o
crime. U amo diz que tem que recuperaA a vida do boi. E assim
manda buscar o medioo, ele vai mas vem o Dr.CachaSa, e mais uns
outros e finalmente o Dr.Medicina da a receita : u 10 vaqueiro
fica na cabega do boi e pal rraicisco no rabo, qada um puxa de seu
lado ate que o boi ressucita. Mais umas quadrilhas e a dona da
casa oferece um dafesinho ou um "golinho" paraos actors e saem
cantando. 0 mais interess.nte e a forma de rito que se desenrola.
vs espectadores acham muita graga e se diverted muito. "Aqui nao
tem divertimento"dizem como uma desculpa por gostarem do boi,
Todo ano nesta epoca o boi aparecee tem seus padrinhos. Este ano
foi D.Diquinha e S.Alva ro. Deram 200,00 para a coberta do boi.
As pessoas que uerem o boi em sua casa uma noite, falam com a ren-
carre6ado do bof e de note aparecem para a anga. a vezes vao


-







Boi (Cl. cad4l p.21) -2-
2 ou 3 casas em seguida. Dao sempre dinheiro dependendo das
finangas dos donos da casa. 's que podem dao 25,u0, 30,00. A
visinha Para terminar a temporada do boi, ha a matanga. rerguntando se
todo ano se faz a matagna uma me disse que sim mas a Janoca logo
retrucou "Todo ano, nao, quando alguem convida para casa para fes-
tejar", enfim so quando tem um coronel para fazer a matanga.
Este ano estao com vontade de fazer a 51 Agosto anive.sario da
Diquinha madrinha do boi.


_ I


-- ----'-- -r r--- I








Farra ( 1l. cad.2 p.34) D.Benta
Estas fiestas que dao aino barracao onde vai tudo quanto e
gente, nao e festa. esta e em casa de familia com gente esco-
lhida,moqas, mas assim como dao e farra.


r. ". I I I






Festa do Boi (G. cad.l p.1 v.)

Toda semana que passou foi de festas em honra a S.Antonio.
Acabados os bailes, continue o boi. 3 Vaqueiros, 6 rapaEes, 4
"caboclos" (indios) e Francisco figurea de estriao de barbas, cha
peu rasgado, nariz also. Boi de papelao azul com estrelas prate
adas. Sao convidados para dansar dentro de casa, recebendo di-
nheiro dentro de um envelope. 0 vaqueiro mestre canta Abre o
caminho para meu boi oassar. 0 boi dansa acompanhado pelas ou-
tras figures. Os vaqueiros conteem o boi ate que aparece o ve-
Iho Francisco e apos muitas visagens mata o boi.- Choram os va-
queiros e morto o boi descobrem Francisco. Canoes tristes des
crevehdo como o boi era querido. Francisco e intimado a curar
o boi. Chama um doutEr, chama outro. 0 boi e curado e assim a-
caba a dansa. Vao para outra casa onde repetem a mesma perfor-
mance.
Os indios sao muito enfeitqdos e tem parte na prisao de
Francisco. Ao comecar e acabar imitam um transe. Francisco in
tercala as canoes com piadas "sou americano e americano nao e
negro" DDT. A part maas divertida e a troca de desaioros entire
Francisco e os indios. Nao gosto desse canalha, vae para a beira
do mar, pra comer um cuiao de chibe. Pra matar Chiquinho e so acen
der um foguinho na estrada porque Chiquinho vai logo acender seu
cachimbinho. Como os participants estivessem rindo, foram chama
dos a ordempelo mestre. De resto tudo decorre como verdadeiro
ritual.- As marcagoes sao feitas com apito. Us vaqueiros veem ar
mados de lanca, chapeu de aba quebrada, enfeitado de fitas e penachos,
aos onmb-os uma capinha vermelha.






Boi (G.cad.1 p.5)

Os meninos do lado fizeramum boi e passarama noite imitando os
dansadores do bol.

(G. cad. 1 p.6)

D.Quitinina (Catarina) e a-mulher do Pal Francisco, ela e que o
leva a matar o b oi porque quer comer um bife do filet. So ontem e que
ela compareceu, e um home vestido de mulher. Outra figure feminine e
D.Maria, mulher do Amo (mestre).
0 boi e sangrado em fins de julho, mas e preciso arranjar um padri-
nho que pegue o vinho. Enchem um barril de vinho, quando fura sai o vi-
nho que e recolhido num alguidar e toda gente bebe.
Linguado boi dinheiro colocado dentro de um envelope. Ao final da
comedia o api Francisco vem pedir pela lingua do boi.
Doutores Viucuim, carr pato, cachaga, medicine. Este ultimo e o que
cura o boi.
Pai Francisco s adta xx deturpa todas as palavras.


I -- -- -- - ----- - --- -- ,






Cordao do Sabia(G.cad. 1 p.6 v.

Outra comedia Z.Para organizou am cordao em 45, 44145. 22 per-
sonagens. 4.500,oo curzeiros pra indumentaria. A comedia e traditional
mas Z.P. foi quem fez o arranjo e os versos. Cagador, sabia, fada e
feiticeira sao os personagens de destaque.






Amo do boi (G. cad.l p.7v.) Junho 21

Seu Paulo, o mestre do boi sempre organizava a comedia, mas um dia
tomou um porre e foi preso. Ficou muito desgostoso e foi embora de Gu-
rupa passando oito anos sem voltar. Agora voitou e esta novamente a
frente do boi.

Lingua do boi Antigamente diz Oscar a lingua era de 50 a 100 mil
reis. Agora segundo o que ter sabide varia de 10 a 25 ou 50.





Bol porre k(uT. cad.1 p.9 v.)

0 boi acabou ante ontem em cach.aa. 0 amo quando foi cantar varre
varre vassourinha foi bater no chao e nao levantou mais. 0 primeiro va
queiro, filho do mestre da lancha, apanhou do pai urna tapona no pe do
ouvido que teve qie ir no dia seguinte ao medico. Diz Emilia que o pai
fez isso porque nao qLuer que ele ande na cachaga.


__~, ___,_ ~_I_ .. -.. I__1L -.--Y- -~-Y -LY -.-- --~ --~ ---





Boi enredo (G. cad. 1 p.10)

0 enredo e traditional, mas o arranjo e os versos sao feitos para
cada ocasiao. Diz nEilia que levaram dois reses ensaiando. Os versos
sao de Seu Paulo. AO sair do "curral" o boi em fila indiana foi passan
do de casa em casa, dando voltas nas fogueiras. Quasi todas as casas
tinham uma fogueira armada em frente. 0 Boi saiu depois da ladainha. Ao
voltar 6s participants veem cantando.
Meu boi vae pro currarl

Dansou em casa de D.Dina e mais uma outra, a de Seu Oswaldo.


- I--`-~-I







Lingua do boi (G. cad.l p.l v.

Logo ao matar o boi Pai Francisco tira um pedago de papel da
boca do boi, diz que e a lingua e vai entrega-la a dona da casa,
pedindo para assar, moquear, fritar, cosinhar e preparar para os
rapazes. Ao final da festa a dona devolve a lingua, dinheiro den-
tro do envelope.
0 boi e morto por Pai Francisco porque sua mulher Catarina que
esta gravada esta desejando um filet. Ele sal de casa e vai matar
o boi. Ao ser descoberto mente dizendo que o bol estava comendo sua
roga. Atira no primeiro vaqueiro mas este nao apnha nem chumbo nem
bala.
0 caboclo tuchaua lhe da um passe e ele cai prisioneiro. Doutor
Pimenta, Risada, Vinagreira, Piririca.
Nao gosto de caboclo
Nem que seja meu parent
Esses cabocloes de costume
Roubar os terens da gente.


I


.. ~,_~II --~L ---- L-l~'--l- _-_-L_ ~.. -- Y _Y L- ~L -.~ ---._-- -- -- -- -


* I






Boi (G. cad.1 p.23v.)

Emilia diz que na festa da Ribeira o boi recebeu 20,00 em lugar
de 250,00 que falaram. Palheta, segundo Nhuduca deu apenas 10,00.


I' I I '" -------------- ------------ -r ------- --u r------ --------- -- -- -








Versos do boi (G. cad.2 p.24)

Cokpegaram a edisaiar no dia 20 de maio e terminaram am b de ju-
lho. 'Sairam a 11 de junho. Fantasia feita por eles mesmos.

Vorsos.


Arreceba o boi
Este boi balantador
Juntando pens de ouro
Que a princess semeo ku)


Senhoradona de casa
Licenga ngs queira dr:
Que nos nao canta na rua
Que o sereno nos faz ma.l()


L uando entra na casa)

Ja chegou prenda do ieu
coraoao
Traz um letreiro na test
Chamando o povo at6nqao (bil


4-
dentro de casa
A terra toda tremeu
Quando 2 de uuro chegou
As estrelas correu no ceu
A serpente no mar estrondou


Na rua





Na porta


r-- 1 --- --r r. ___ _~ ___ __ __









(G. cad.2 p. 24)


(dentro





coro


de casa)
Vou mandar tapatr) o caminho
Para o contrario nao passakrj
Quem quizer passatr)
Pega licenqa si o Governador deixa (r)


Vem Boi la do currakrj
A nossa terra tem guerreiro
Mas nao sabe guerreatr,

Varre, varre vassourinha
Com vassoura dealgodao
A barra do bol e seda
Nao pode esbarrar no chao

Moga bonita que esta na janela
Morena e bala pera que me chamou
Abre a porta, acende a luz eletrica
Dois de ouro chegou, chegou.


I I I


- I I I


Versos do Boi


continue II






Versos do Boi (.. cad.2 p.24 e ss.) -

(principio da matanga)

amo Cavalheiro laga o boi
coro Eh, boi bumba
amo Nao deixa o boi te da
coro Eh, bol bumba
Da-lhe da-lhe meu boisinho
No meu vaqueiro real)
Cade o meu primeiro amo
Que eu nao vejo ele fala r)
Da-lhe, da-lhe meu boisinho
Nao faga me envergonha~r)
Cade o meu segundo amo
Que eu nao,vejo ele fala(r)
Da-lhe, da-lhe meu boisinho
Nao faga me envergonhar)

(o amo se arretira)

ap- Cade os meus doutores
Que eu nao vejo eles falair;
core Da-lhe, da-lhe meu boxinho
S Nao faga me envorgonhsr)
xxxxxxxx


M


- I ~-- -- ---- ii ~







Versos do Boi tk. cad.2 p.24 e ss.)

amo Arretire meus doutores
Procurando seu lugatr)

(Chama os caboclos)

Bra-lhe bra-lhe meus caboclos
Nao se esquegas de bralhij)
Na frente do dous de ouro
Nao faga me envergonha(r)
Searretirem meus caboclos
Frocurando seu luga(r)

Cade o nego Chico
Que eu nao vejo ele fala~r)
Da-lhg,da-lhe meu boisinho
Nao deixe ele se levantakr)
(Repetido ate o Chico matar o boi)

(Depois de atirar)

Chelga vaqueirada
n In
guarniqao
Nosso boi morreu
NEo botal no chao
Ol minha senhora


I I







Versos do Boi iu. cad.2 p.25 e ss. ) -5-

De meu coracao
0 meu boi morreu nao botal no chao

(U amo sai a procura do vaqueiro)

Oh meu vaqueiro real)
No caminho da malhada
Hei de ti encontrat) trepete 2 vezes)

(encontra o vaquero)

"Diz ondde de que ja estou rapaz
Eu dou-te com esse ferrao
Se o ferrao nao vos entratrJ rapaz
Entao vos tera razao (repete 2 vezes;

(Vaqueiro cantando):
Meu amo esta me chamando
Meu Deus para que sera
Por causa do 2 de outo
Que nao dormiu no curra(1)

D.Maria- Em que boa a-vorg se encont-a
Bra sombra o caira
Levanta-te bomvaqueiro
Que teu amo nao te da
Teu amo esta sentado
_________________ ___ _._.. i_


M--








Versos do Boi (.t. cad.2 p.24 e ss.)

Na porteira do currail)


Vaqueiro:


Ajoelheimme com tristeza
Levanto cor alegvia
No ceu tenro Deus pra mim
Na terra D.Maria.


(Fala cor o amo o amo batej

Cantando e chorando
Meu amo me deu
Cagar pal Francisco
Nosso boi morreu


Pai Fran-
cisco:




Vaqueiro:


Estava aormindo
El vi uuzinair)
Parece a voz
Do Vaqueiro real)

Cantando e chorando
For esses cminhaAs)
Cayar Pai Francisco
La esta no cantinho


I


M


-6-







Versos do boi ut.cad.2 p.24 e ss.)


Pai Francisco




Vaqueiro :




Pai Francisco


Ea estava dormindo
No meu laranjail)
Malvado vaqueiro
Velo me acordaorj

Cantando e chorando
Lor essas barrocas\
Cayai PAi Francisco
Nariz de eaboca

Trabalha rapaz
Nao vem te meter)
Vai dize(r; pra teu amo
Que vens tc perde)-j


(Prende 'o Fai Francisco)
Boa noite Pai krancisco
Como vai como passou
Comendo sua came podre
Phssando sua vida de urubu
Vim aqui que meu amo mandou dizekr,
Para o senior mandakr)
o corpo, a cabega, 6 dedo
da mae Catirina
Para meter dedalj
Quanto mais depressa melhor


I II I


-T-






Vera os do boj

Pai Francisco:













Vaqueiro canta





Amo


L


t u.cad.2 p.24 e ss.)


: Nao mando nam corpo, nem dedo
Para meter dedal
Eu tenho terSado velho
pesa 5.Q00 arrouba
e uma zspingarda
pesa 5.000 quinta(l)
Para da (pum tiro
Na barriga de teu amo
Que sae pintinho, pintao, lagartinho, lagartao.
E todas as imundices do Kio de Janeiro
Para fazer aquela galinha gorr)da
Que ele come com D.Maria
SDiz que nao entire e manda o vaqueiro dar 3 passes
para traz e atira)

AS senior meu Deus
Chico me atirou
Nem bala nem chumbo
Nada me pegou

Vem ca rapaz
Vem ca me dizer
o que Chico disse
Eu quero saber


M NI


I.r I- ------ --c~-u -- I-


-0-








Versos do boi ku. cad.e p.24 e ss.)


Vqueiro : Oh senior meu amo
Pu vou lhe contar)
Nosso boi morreu
No desembarca(r)
(0 vaqueiro fala com o amo e diz que uoichamandocos cabbclos)
Coro Coro jandS tcinco vezes)

(Chegaos caboclos. Saber papa que mandou chamar)

Chare jutona acariu .Boa~noite senores)
(diz para prender Pai Franciscoj
Neuassu cana pitanjuari to que desejaj
kManda ajoelhakr) para batizar ]
Aira cungabira
Com apuranga uncumbuira (Manda chamar a tribo)

(V^i batizar)


Amo: Batizar caboclo
Coro:'u nao namoro mais
6 d sou ,dO .ftib6t r)
Eu nao namoromais -


bis


III







Versos do Boi (,. cad.2 p.24 e ss) -10-

Se forces a guerra
Com Nosso Seniaorr)
batizar os caboclos
Ao som da viola
Se forces a guerra
Com a Nossa Sonhiora
bgtiza(ri caboclo
Ao som da rabeca
Se forces a guerra
Tu levas a breca
Batizar os caboclos
Na margem do cisco
Se forces a guerra
Prenda o pai Francisco
(tormina)
Levanta meus caboclos
aue voces estao oatizados
Comendo seu peixe f.it;o
Sua galinna moqueada
(Caboclos levantamj

Pai Francisco:
Eu vi o estrondo na buira
Catarina o que sera
Sera o dirdo(r) dos indios
Com seus caboclos real)







Versos do boi ju. cad.2 p.24 e ss.) -11-

Caboclo 4 Nos somos caboclos guerreiros
,La da ilha do Guara
Somos indios brasileiros
Q'ae nao negam matara

Pai Franc- Caboclo esconde tua flecha
Se.eu enxergakr) eu te mato
Que me chamo negro Chico
Que tenho couro de ago

Eab. Mandei faze(r) uma flecha e
Da canola do pavao
Pra f&echatr) o negro Chico
Na vela do coraSao

P.F.
Catarina negra velha
Arruma teu picua
Que esta aqui o direto(r) dos indios
Com seus caboclos real)

Cab, Pai Francisco te entrega
Que 9U nao quero te matarr)
Eu sooquero te levairl
Para meu amo te ensinarr)


- I r. I


0







Versos do Boi (0. cad.2 p.24 ess.)

P.F. Caboclo Ja estou entregue
So quero que tu nao me mate
Levo minha negra velha
que bateu pelo mato


Cab.


P.F.


Cab.


-12-


As 4 da madrugada
Quando a saracura cantou
Muito boa note pai Francisco
Como val como passou
Vim aqui traze.r) essa carts
Que meu amo Ihe mandou
kPrende o pal Francisc)
Jucujari catatu miruA
Aira cungalina
Tuira cum canbuqua -(chamando os indios que estao fora)


Us caboclos me prenderam
Com toda razao
Que eu ova um sozinho
Eles eram uma porqao

Somos caboclos guerreiros
Que viemos do Amazona(s)
Para prender o negro Chico
Negro velho sem vergonha


I







Versos do Boi ku, cad,2 p.24 e ss.) -15-

P.F. Eu nao gosto de caboclo
Nem que seja meu parent
Todo caboclo tern de costume
De roubar os terens da gente

Cab. Quem quizer pegar Chiquinho
Faga fogo no caminho
0 chico tem de costume
Acender seu cachimbinho

P.F. Quem quizer pegar caboclo
Na reponta da mare
Porque o caboclo desce pra praia
Com uma cuia de chibe

(Termina os caboclos entregampara o amo)
Ationa mamau pramiga

(o amo converse cor pai Francisco)
Sabe para que eu te mandei chamar, para saber porque fol que
tu mataste meu bol.
Estava comendo a minha roga, Catita estava desejando o file
do bol.
(eatrega a espingarda e vai converaando .om ela,"tem ouvido, temn
boca. 0 ano que vem o boi gordinho dangando no meio da dapaziada"...







Versos do boi (j. cad.2 p.24 e ss) -

\Diz para o amo chamar doutor.--

Na Paraiba D.Maria casou
Casou com home tendo fortune
Pae Chico chamar)douto(r)
Chama doutokr;
n nU
rra receita(r)
A receita do meu boi
f o Chico que ha de pagakr)
kManda Chico chamar doutou)

1) Pimenta
2) Carrapato
) Vinagreira
SPelintra
5) Cachaga
6) Hosadas
7) Medicine

(Este receita e manda Chico dar um purganta de sabapo

Quando nao mata fica bom
purga de jalapa
Quando nao mat4 rasga
purga de caribe
A de ficar em pe


I I I







Versos do Boi (G. dad.2 p.24 e ss.) -15-

kManda o Chico ficar debaixo do rabo do boi e o 1 vaqueiro na
cabega. Para Chio ver o que enxerga e dar 5 espirros)

Amo : Ja urrou,ja urrou
0 meu boi de fama
Que o Chico matou
Tantas pancadas que o Chico levou
Respeita o meu boi
Que morreru de uma do(r)

Ja levantou, ja levantou (3 vezes)
Fama real)
Ja levantou
o 2 de ouro
Na rua de Gurupa

Varre, varre vassourinha
pelo chao
La vem o 2 de ou>io
Corn 5 rosas e um botao

Despedida:
u bloco do 2 de ouro
J4 se despede
Ja vai emoora
Vai contar o samba feliz


I _


-- -cl-~_.,,....-.,., -- I --~c---- .-. Lli.l







Versos do Boi (. cad.2 p.2. e as) -16-

iozando pelo fundo fora
Quem canta, canta saudades
Saudades fica em teu coragao
I" e o pouuo da alma
De que ja sofrem a ilusao
Adeus com toda lealdade
Dizemos novo adeus
As penas da amizade
0 2 de ouro vae content
Voltarei aqui brevemente

Na rua : La se vai agulha
La se vai de a(l)
Aqui vai lutando
Para cosia(r)

Os guerrQiros, puerreiros
Nosso navio esta no matr)
Vqmos festejar a terra
Para uma vida mata~r)

Andorinha faz inve.gno
Borboleta faz verao
La vai o de ouro
Com 5 rosaa e 1 botao


I


-- I r ------- r ---- ------~c- --- --- ---- --- r -- -- --,








Vers os do boi(j. cad.2 p.24 e,ss.) -17-

Adeus princeza
Para adeus rainha
Se eu perdetr)
!Jinbuem se importa
E se eu eanha(r)
Fortuna e minha

Rin tim tim ole ol1
" o1
Minha sucena
Meu lirio
Meu botgo de genera(1)

Adeus princeza nao chore nao
Eu vou v volto para te dar consolaeao

0 meu boi urrou
A terra tremeu
Para powder cor nos
s s6 Deus, so Dous.

Alguns desses versos sao antigos, de outros "B ois", algung recen-
tes tirados por Paulo. As palavias que os cabolos falam sao as
mesmas do cordao do sabia. Itamar traduzii-as como lhe foram dadas
por Zeca Para. Nao sabe si sao verdadeiras, giria ou inventadas.


- I I I I







Cordao do sabi a t. cad.2 p.-5)


12 a 30 de Junho. No primeiro ano sairam 3 cordoes, Boi, Sabia
Canario 44,45,46). No 2- e 30 so o sabia.
Aabt Qrganizado por Modesto, enfermeiro 0 o posto era Sanitario;
nos anos seguinte por Z.Para,
Campones Zeca
Caqador Dico
Bilvestre Haimundo oomes
Pindoba Sena
Enfermeiro Francisco soldado
Soldado Antonio Machado
Martins Cabo Olivar krespondavel)
Tuxaua +Itamar
4 caboclos
Fada filha de unhico FeliK
Feiticeira Dalia I
Madame kSe..hora do Martins) Amelia
Curadeira Maria Trindade
Sabia uma menina.
Sila na rua cantando. o mesmo pars recolher casa do Zeca).
U primeiro fizeram um"parque" na casa do Alvaro. Nos outros anos
dangavam em qualquer casa. Itamar estava no boir, todas as notes
na case do alvaro. 'aziam como teatro, todo mundo queria olhar,
pagava a entrada.
"A fada cantava eomo se estivesse no reinado, tal como a apari-


I _


- ---- -I -- ---- -~1- ~-- I - ~ --- -~~ 1 -~r Yr~l---------.il -Y -L ~.- .-- ~ - L-----


- Itamar.








Cordao do sabia (i. cad. 2 p.55 e ss.) Itamar -2-

aparigao. Silvestre perguntava o que era aquela voz. Ninguem sa-
bia so se ouvia a voz. Falava com o camponez. Sai a feiticeira can-
tando. Aparecia o cacador, ela estava enfeitigando-a arma do datador
para ele macar o sabia. Ele ficava cantando para matar o sabia. Ati-
rava no saoia, Silvestre corria para perungar que tiro era qquele.
O camponez respondia que nao sabia. bo o soldado e que pddia ir
vigiar para aescobrir. u soldado v,4nha sem noticias. Silvestre di-
zia que antigamente existia uma tribo de indios que talvez ainda
estivesse por la. u camponez mandava o Silvestre procurar o tuxaua.
Chegava la, os indios estava a part. Um qualquer ia ralar com ele.
0 tuxaua ficava de lado. 'er6 ntava se era os Tabajawas. Chamava
o tuxaua, max3xaxax~KstaxxxxRAtax xxxxxxamiaxLtmx ax3g= con-
vdrsavam e o convidavam para ir ter com o camponez. Silvestre comu-
nicava ao tuxaua, mas esto nao dava certeza dele vir. Os muaicos
tocaram uma Parte eoo T uxua saia sozinno. la dangando ate chegar
falava com ele, chamava a ,ribo, tocava outra part, saiam danando.
Procuravam o cagador que era preso. A music tocava march para if
trazendo o cagador, cutucando com a flecha, chegava e entregava ao
campones. EJta perguntava porque havia morto o passaro. 0 cacador
contava que estava passarinnando e atirara enganado porque nao sabia
que aquele passaro era da fada. U camponez indaga que geito podiam d
dar par oboer a vida do passaro. Silvestre aparegia e izAB~ev -
via um enfermeiro muitobomn, levaria o cacaaor para verp q gemv


I .







Cordao do Sabia (u. cad.2 p.53 w as.) -3-

o enfermeiro para curar o sabia. Iam at6 o enfermeiro, o cagador
falava que estava presu 1o soldado acompanhava); com muito custo
o enfermeiro vinha curar. Olhava o paasaro, examinava e dizia que
is dar uma injegao mas nao era de certeza. Nao deu geito. Silves-
tre voltava para dizer que antigamente existia uma curadeira. mas
tinha receio de chama-la para. nao desmoralizar o enfermeiro. Sil-
vestre voltava para dizer que antigamento existia uma curadeira,
mas tirha receio de chamal-la para nao desmoralizar o enfermeiro.
Silvestre, cagador e soldado iam a casa da curadeira. Ela chegava
com unm cigarro de tawari. Silvestre ascendia o cigarro. Ela defu-
mava o passaro. Ela agarrava dava um pulo para cima porque tinha
"encorporado" nela. Ai depois de atuada e que ia fazer o cu-ativo.
Trazia um mago de penas e o maraca. Soltava fumaga numas folhas ate
o sabia tornar a vida. Cada uma delas cantava. Al de despedia.
0 passaro era de madame, ela e quem obrigava o caqador a buscar o
passaro. Mandava matar o cagador.
0 sabia aparece dangando. Antes do cagador mata.lo tambem
danga. Tddos aparecem dangando. Cada um que aparece dansando os
indios acompanhavam. Maltratava mais que o b&i. No sabia as
vestimentas eram por conta do cordao. A music era do Fonseca.
Comprou um lado de aza de gaviao real por 10,00. Mesmo sistema
que o boi, em cada casa recebeu quanto queriam dar. Em vez de
matanga a festa final foi da "Fugida do sabia". Dansavam na ra-
mada. Na hora que o cagator ia matar os caboclos se atracavam


_i__--IL -LL_.- _~-~--~Y---L~-L- I- ~-- --L-CI ~-~---1-I~---~ ----L-- -----~L -~-------- --r---.








Cordso do Sabia u. cad.2 p-95 e ss.) Itamar -4-

com ele e arrancavam-lhe a carabiria. A nmddrinha do sabia cobria o
uom uma toalha e saa. com ele. Teve leilao, lanche e entao a festa
de bailey. Veio muita gente de fora do municipio, "espalhou-se car-
ta".

Canario representado apenas por meninos e meninas.

Itamar nao se lembra do sabia realizado antigarante. U boi existed
ha mais tempo, havia anos de 2 ou 3 bois. Houve um na Itaperera.
0 sabia foi grazido por Modesto enfemeiro do Sesp.


~ I







Carnaval k(. cad.2 p.37) Bibi

Pouco se comemora. Sem animaqao alguma. Alvaro fa um uaile
aparecem alguns fantasiados a tres pancadas. Mulher, uma saia
encarnada ou de florao, blusa branch. Homens camisa listada, verme-
lha e una calga branca. AS vezes os rapazes se vestem de mulher e
fazem um bloco. bibi acha carnaval qqui muito desanimado.


M 'm








Festas civicas ku. cad.2 p.5, )

Organizadda pela prefeitura, passeata com music, hasteamento
da bandeira. Discursos na prefeitura. 10 de Miaio.

21,de Abril as vezes fazem
19 de Nov.
7 de Oetermbro nao e todo ano que fazem depend da iniciativa
13 de Malo do prefeito.

No interior nao comemoram nenhumia dessas festas. Pucur i, Baca,
e Jocojo temr urna festa N.S.Nazareth.


I I


1 ~------ -- r~ - ---- -~ -- ~ II -- ---






Cordao kG. cad 2 p.45) Raimundo.

Tucano, Guara, Canario, Garqa, Sabia. Tradicionais. Raimundo
tem lembranca dresses cordoes desde pecenos (ao contrario de Itamar
que diz ter conhecido o cordao do sabia com a vinda de um enfermeir9
do Sesp). Saem somente em junho. 0 enredo do "cordao de passaro" e
o mesmo com pequenas variagoes e mudanca da figure central. 0 caUa-
dor, fada feiticeira, soldado, matuto aparecem emtcdos os cordoes.
Ha coisa de 4 anos houve um "cordao do canario" de que participaram
somente "pirralhos". Raimundo diz que eose cordao copiou em tudo o
que no mesmo ano se fazia para o sabia (ver notas cordao do sabia).
0 pal de haimundo organizava sempre ui boi "cordao do boi". Nesse
tempo um padrinho dava 500,00. 0 velho mandava buscar papel, papo,
papel dourado, po de ouro kouro banana) diretamente em Belem. 0 Juiz,
o promoter, L.B orralho davam 50,00 por noite que o boi dancava.
Anos havia que ia para Monte Alegre' organizer um cordao de boi la.
Em gurupa houve tempo de fazerem 2 bois. Itaperera tafbem tinha seu
boi. Cada boi tinha seu "curral" separado. Dancavam em casusdiferen-
tes na mesma note. as vees se encontrvam na rua e trocavam desafios
em versos. H, diz quu seu pal era safado para versejar um desafio.
Lembra-se do verso:
La vem o boi saindo
Por traz da pimentera
Nunca vi boi tao escroto
Como esse boi de Itaperera
Era frqquente o desafio de versos acabar em pancada. 0 pal de
H. ja ia preparado. Levava arrumado dentro do boi tantos cacetes







Cordao (t. cad. 2 p.45 4 ss. ) Raimundo -2-

quantos participants. Na hora da briga era so deitar o bol e apanhar
os cacetes. As costelas do boi eram de ripas, todo ele reforgado, por-
que o boi e que sofria mais. A comeqar pela briga, um boi arremetia
contra o outro. Terminavam todos no xadrez. Saiam as oito da manha
seguinte gragas a um "habeas corpus" dado pelo Juiz que era camarada
e amigo do pal de Haimundo. Saiam cantand6 "cordao das pastorinhas '
Fazia-se em dezembro, Kaimundo nao pe6ou mais, e coisa do tempo do avo.


Verso do cordao do banaEio :

Cagador que esta caqando
Tome sentido no seu cagar
Ni mate o meu canario
Que me custou a criar.




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