Spizaetus

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Spizaetus
Physical Description:
Serial
Language:
English
Portuguese
Spanish
Publisher:
Neotropical Raptor Network
Place of Publication:
Boise, Idaho
Publication Date:

Subjects

Genre:
serial   ( sobekcm )

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
System ID:
UF00100958:00027


This item is only available as the following downloads:


Full Text

PAGE 1

BOLETIM DA REDE DE AVES DE RAPINA NEOTROPICAISSPIZAETUSACCIPITER STRIATUS VENNATOR NA PUERTO RICOREGISTRO DE NIDIFICAO DO ASIO STYGIUS NA GUATEMALA VULTUR GRYPHUS NA COLMBIA E NO EQUADORNOVO REGISTRO DO FALCO DEIROLEUCUS NA COLMBIANMERO 17 JUNHO 2014

PAGE 2

Nmero 17 Junho 2014 Edio em portugus ISSN 2157-9180 Tradutores/Editores : Helena Aguiar-Silva, Greta Cerecedo, Hernan Vargas e Marta Curti Diseo Grfico : Marta Curti Foto de la Capa : Accipiter striatus vennator, macho, posado cerca de su ninho, Maricao Commonwealth Forest, Puerto Rico, 2013 Julio C. Gallardo SPIZAETUSBOLETIN DA RRN www.neotropicalraptors.org Spizaetus: Boletim da Rede de Aves de Rapina Neotropicais Junho 2014. Este boletim pode ser reproduzido, baixado e distribudo para ns no comerciais. Para republicar qualquer artigo contidas neste documento, por favor, entre em contato com os autores correspondentes.

PAGE 3

O G A V I O -MI D O DE P O RT O RI C O ( A C C IPITER S TRIAT U S VENNAT O R ( ( ): R U MA E S P C IE IN S U LAR M ARGEM DO PERIGO DE EXTIN O J u l io C. Ga ll ar d o & Francisco J Vi l e ll a .......................................................................... 2 R EGISTRO DE NIDIFICAO DO MOCHO-DIABO ( ASIO STYGIUS ) NA G U ATEMAL A D enver Ho l t, Jes s Lucus Yux Step h en Hiro & Omar Mndez & .......................................14 R EGISTROS RECIENTES DE C "NDOR A NDINO ( V ULTUR GRYPHUS ) N O NORDESTE DOS A NDES C OLOMBIANOS. EVIDNCIA DE RECUPERA O NO PAS ? F austo S enz J im nez, Francisco Ciri Le n, J airo Pare d es G mez, San d ra F l orez, J airo P rez Torres & & Santiago Zu l uaga Castae d a.............. ............................................ ......................1 9 N O V O R E G I S T R O D E F A L C O D E P E I T O V E R M E L H O ( F A L C O D E I R O L E U C U S ( ( ) S PARA BOGOTA C OLOMBI A Ju l ian Avi l a-Campos, Ana Mi l ena Ec h everry-Arias, & Na d ez hd a Ju l iet Boni ll a-S nc h e z ................. 24 E STADO POPULACIONAL DO CONDOR-ANDINO ( V ULTUR GRYPHU S ) NO SISTEMA ALTOANDINO VOLCN C HILES. DEPARTAMENTO NARIO C OLMBIA E PROVNCIA DE C ARCHI EQUADOR L orena So f a Martnez Santacruz & Vernica Orteg a ...............................................2 8 C ONVERSACIONES DO C AMPO : ENTREVISTA COM TH O MA S HAYE S M ar k us J ais ........................................................................................................ 37 D E INTERESS E ..........................................................................................4 1 A Rede de Aves de Rapina Neotropicais uma organizao baseada em a liaes. O objetivo contribuir para a conservao e pesquisar as aves de rapina neotropicais. Promovendo a comunicao e coloborao entre pesquisadores, ambientalistas e entusiastas pelas aves de rapina que trabalham na regio Neotropical. Para participar da RNN envie a Marta Curti, mcurti@peregrinefund.org uma breve apresentao e comunicando seuinteresse na pesquisa e conservao das aves de rapina.

PAGE 4

PGINA 2 NMERO 17 • JUNHO 2014 O GAVIO-MIDO DE PORTO RICO ( ACCIPITER STRIATUS VENNATOR): UMA ESPCIE INSULAR MARGEM DO PERIGO DE EXTINO Por Julio C. Gallardo, Department of Wildlife, Fisheries and Aquaculture, Box 9690, Mississippi State University, Mississippi State, Mississippi, 39762, USA jgallardo@cfr.msstate.edu; y Francisco J. Vilella, U. S. Geological Survey, Mississippi Cooperative Fish and Wildlife Research Unit, Department of Wildlife, Fisheries and Aquaculture, Box 9691, Mississippi State University, Mississippi State, Mississippi, 39762, USA fvilella@cfr.msstate.edu C Comunidades insulares so conhecidas por nveis mais elevados de extino de espcies que os seus homlogos no continente (Diamond 1984, World Conservation Monitoring Centre 1992). Desde 1600, mais de 75% das extines de animais de todo o mundo ocorreram em ilhas e ainda esto em curso (World Conservation Monitoring Centre 1992) Razes para um maior risco de extino em ilhas esto relacionadas principalmente dinmica biogeogr ca determinada pelo tamanho da ilha, topogra a e grau de isolamento. No entanto, as in uncias antrpicas tm desempenhado um papel fundamental nos ltimos 500 anos. Estas incluem a perda e degradao de hbitats, sobre-explorao, e as espcies invasoras (World Conservation Monitoring Centre 1992, Frankham 1998). O gavio-mido ( Accipiter striatus ) uma ave de rapina caadora generalista, encontrado na maioria dos hbitats orestais na Amrica do Norte. Cerca de oito das dez subespcies descritas no Accipiter striatus vennator, macho adulto empoleirado perto de seu ninho, Maricao Commonwealth Forest, Puerto Rico, 2013 Julio C Gal-

PAGE 5

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 3 neotrpico, incluindo trs subespcies endmicas insulares nas Antilhas (Bildstein e Meyer 2000, Fergurson-Lees e Christie, 2001). O gaviomido de Porto Rico ( Accipiter striatus vennator; doravante SSHA) uma ave de rapina orestal ameaada, conhecida por viver em orestas de altitude maduras e secundrias e plantaes de caf de Porto Rico (USFWS 1997). O SSHA em Porto Rico exibe traos de populaes insulares, como pequenas garras, reduzida disperso, baixa produtividade, estrutura etria estvel, longos perodos de reproduo e populaes caracterizadas por indivduos adultos (Delannoy 1984, Gliwicz 1980, Adler e Levins 1994, Stuchbury e Morton 2000). As informaes disponveis sobre SSHA indicam que as populaes so pequenas e principalmente restritas a reservas orestais montanhosas; praticamente nenhuma informao existe de SSHA em terras privadas, particularmente nas regies de cultivo de caf da Cordilheira Central. Com base nas poucas informaes disponveis, todas as subespcies SSHA do Caribe parecem estar em declnio, e em Porto Rico o SSHA exibiu uma reduo populacional de 40% em terras pblicas, onde 240 indivduos foram estimados em 1985 e 150 em 1991 (Delannoy 1992, Bildstein e Meyer 2000, Fergurson-Lees e Christie, 2001). Durante os ltimos levantamentos (Delannoy 1997) realizados durante 1991-1992, cerca de 82 indivduos foram registrados em cinco reservas abrangendo 285,6 km2. A GAP-Anlises de Porto Rico pre-Accipiter striatus vennator, macho immaturo, Maricao Commonwealth Forest, Puerto Rico, 2012 Julio C. Gallardo

PAGE 6

PGINA 4 NMERO 17 • JUNHO 2014 viu um total de 84.859 ha de hbitat disponvel para SSHA, sendo que 24,4 % so reas federais protegidas ou estatais (Gould, 2007). O Atlas Ornitolgico de Porto Rico documenta a espcie ocorrendo nos quatro quadrilteros, possivelmente em trs, provvel em um, e observada em outro (SOPI 2010). O declnio populacional em Porto Rico pode ser resultado de uma srie de fatores da perda do hbitat, fragmentao orestal, alta taxa de mortalidade dos lhotes pelo parasitismo de berne ( Philornis spp .), ps-furaco estrutura da vegetao orestal e seus efeitos nas aves presas de SSHA (Wiley 1986, Delannoy e Cruz 1988, Wiley e Wunderle 1993). Apesar da sua proteo legal e de um plano de recuperao aprovado (USFWS 1997), informaes sobre a situao das populaes de SSHA no so atualizadas h mais de vinte anos, e nenhum esforo de conservao tem sido implementado.. Em 2011 comeamos a pesquisa para obter estimativas populacionais (com preciso) e identi car as caractersticas do hbitat importantes para SSHA. Selecionamos o Maricao Commonwealth Forest (Maricao Forest) como a rea de estudo preliminar, j que a regio foi documentada por suportar a maior populao de SSHA na ilha (Delannoy 1991, Delannoy 1992). Nossos resultados preliminares sugerem que o status de SSHA pode ser crtico, exigindo uma atualizao da situao de conservao da espcie ao longo de sua distribuio conhecida, incluindo terras pblicas e privadas. rea de estudo Porto Rico e suas ilhas satlite (1745’ 1830’ N e 6545’, 6715’ W) representam o menor e mais oriental na Greater Antilles, que abrange 8.740 km2 (Daly et al. 2003). A paisagem das ilhas principais (Porto Rico, Vieques e Culebra) predominanteA fmea alimentada seus dois lhotes no ninho. Mike Morel, 2011.

PAGE 7

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 5 mente montanhosa, onde a altitude e precipitao de nem seis zonas de vida bioclimticas: oresta subtropical seca, oresta mida de plancie, oresta mida subtropical, oresta baixa mida montanhosa, oresta subtropical e zonas de oresta tropical de altitude mais baixas (Ewel e Whitmore 1973, Gould 2007). SSHA em Porto Rico est restrita a oresta montanhosa, onde as populaes reprodutivas tm sido relatadas na Maricao Commonwealth Forest, Toro Negro Commonwealth Forest, Guilarte Commonwealth Forest, Carite Commonwealth Forest, e no Caribe National Forest (Delannoy 1997). Estudos prvios localizaram 40 ninhos ativos em Maricao Forest associados com Floresta Subtropical mida e Floresta Subtropical Montana em orestas dominadas por pinheiro-bravo ( Podocarpus coriaceus ), caimitillo ( Microphoiis chrysophylloides ), e plantaes de guanandi ( Calophyllum brasiliense ) entre 400 e 900 m de altitude (Delannoy 1984, Delannoy e Cruz 1988, Delannoy 1997). Um territrio de nidi cao foi encontrado em oresta subtropical mida em uma plantao de guanandi com caractersticas estruturais semelhantes de plantaes em altitudes mais elevadas (Delannoy 1984).Accipiter striatus vennator em Porto Rico mostra uma acentuada dimor smo tpicos caadores de aves de rapina sexuais, onde a fmea muito maior do que o macho. Mike Morel, 2011.

PAGE 8

PGINA 6 NMERO 17 • JUNHO 2014 Mtodos Reconhecendo que SSHA ocorre naturalmente em baixas densidades em Porto Rico, desenvolvemos um modelo espacial de hbitat apropriado, a m de maximizar o esforo. Foram utilizadas duas variveis do hbitat identi cadas como importantes para SSHA a partir de estudos anteriores; a) fechamento do dossel 60%, e b) elevao mais de 400 m (Delannoy 1984, Delannoy e Cruz 1988, Rivera-Milo, 1995). Para identi car as reas potenciais, foi utilizada a propoo de cobertura do dossel (Huang et al., 2004), a elevao acima de 400 m (NOAA 2012), e os tipos de cobertura do solo a partir da GAP Anlises de Porto Rico (Gould et al. 2007). Para facilitar a deteco de SSHA, utilizamos pesquisas com playback, conforme descrito por Henneman e Andersen (2009). Este mtodo tem sido amplamente utilizado para atrair aves de rapina orestais territoriais (incluindo Accipiter spp. ), Especialmente durante a poca de reproduo (Rosend eld et al.Esq: Em estudos anteriores, a mosca parasitria ( Philornis spp .) Foi responsvel por 30% de falha ninho e uma taxa de mortalidade de 90% dos pintos infectados Mike Morel, 2011. Dir: Accipiter striatus vennator, macho immaturo, Maricao Commonwealth Forest, Puerto Rico, 2012 Julio C. Gallardo

PAGE 9

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 7 1988, Kimmel e Yhanel 1990, Bosakowski et al. 1992, Hargis e Woodbridge 2006). Montamos estaes de pesquisa em terras pblicas e privadas ao longo de um transecto de 2-4 km em caminhos orestais e trilhas. As estaes de pesquisa foram dispostas a cada 0,4 km com base na distncia mdia (365 m) entre ninhos de SSHA relatados em estudos anteriores (Delannoy 1984). O perodo de investigao abrangeu cerca de 4 horas depois do nascer do sol (06:30-10:30). Usamos gravaes de SSHA local em um gravador com um ampli cador porttil para transmisso que permaneceu em cada estao por 20 minutos, registrando dados em quatro perodos, conforme descrito por Mosher et al. (1990) e King et al. (2011). Complementando estas amostras, realizamos pesquisas por indicadores de reproduo em territrios histricos e exibies areas em mirantes para identi car territrios ativos. Resultados preliminares Maricao Forest, 2012-2013 A coleta de dados foi realizada de janeiro a abril de 2013, quando SSHA defendem mais ativamente seus territrios (Delannoy 1984). Montamos 116 estaes (58 em reas privadas e 58 em reas pblicas), agrupadas ao longo de 22 rotas localizadas principalmente dentro da rea identi cada pelo nosso modelo SIG. Levantamentos mensais foram realizados de janeiro a abril (308 pessoas-horas), onde no foram detectados mais de sete indivduos. Alm disso, passamos 179 horas em busca de registros histricos de territrios de nidi cao por Delannoy (1984) que foram acompanhados pelo Dr. Carlos Delannoy em algumas de nossas pesquisas. Encontramos um nico territrio previamente identi cado durante as coletas nas estaes. Nenhuma outra evidncia de atividade territorial ou de reproduo (ou seja, ninhos antigos) foi encontrada nos antigos territrios. Realizamos pesquisas a partir de 21 mirantes localizados nestes territrios, gastando um total de 66 horas de observao. Detectamos atividade SSHA em trs ocasies, mas os indivduos foram sempre observados saindo ou chegando nos territrios previamente identi cados. Um macho adulto (territrio SM) e dois ninhos ativos (total de 5 indivduos) foram encontrados dentro dos limites de Maricao Forest, um macho imaturo foi avistado em terras privadas, e um adulto do sexo masculino na rea Protegida Rio de Maricao sob a administrao do Porto Rico Conservation Trust. Ambos os territrios ativos foram encontrados perto do nal da poca de reproduo de 2012 (vero). Machos de SSHA foram observados entregando aves presas, para fmeas e lhotes, incluindo; choroso de Porto Rico ( Nesospingus speculiferus ), cambacica ( Coereba aveola ), inhapim porto-riquenho ( Icterus portoricensis ) e um parula do Norte ( Setophaga americana ). Durante a poca da reproduo em 2014 ampliamos nossa pesquisa para sete orestas onde

PAGE 10

PGINA 8 NMERO 17 • JUNHO 2014 o SSHA tinha sido previamente registado. At o momento, temos realizado 36 buscas e em cerca de 95 estaes de chamadas, principalmente na Toro Negro Forest, Guilarte Forest, El Yunque National Forest, Cayey Forest, Bosque Escuela la Olimpia e Bosque del Pueblo, e em reas privadas. De fevereiro a meados de maro, encontramos um total de dois territrios ativos em Toro Negro, dois no Bosque Escuela la Olimpia, um em Guilarte e um nico macho na Toro Negro, totalizando 11 indivduos. O nmero de indivduos detectados in Maricao Forest semelhante aos nossos resultados do ano passado. Os adultos estavam incubando nos territrios em 2013. No entanto, em um destes territrios, parecia que um macho solitrio vocalizando estava reconstruindo um ninho antigo de 2011, mas no existia evidncia da presena de fmea na rea. Possveis explicaes para o declnio e perspectivas futuras O gavio-mido foi descrito pela primeira vez em Porto Rico em 1917 (Friedmann 1959) no momento em que cerca de 94% da ilha havia sido desmatada. Em 1976, o Comit de Conservao Aparentemente tem o casal permanece junto durante todo o ano; o macho oferece alimento fmea durante o namoro reprodutiva. Mike Morel, 2011.

PAGE 11

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 9 da Unio dos Ornitlogos Americanos informou uma estimativa de 100-200 indivduos SSHA em toda a ilha. Isto resultou em um abaixo-assinado com US Fish and Wildlife Service para a listar a espcie na Lei das Espcies Ameaadas, que no ocorreu at 1997, quando a espcie foi nalmente listada (AOU 1976, Delannoy 1986, USFWS 1997). Entre 1991-1992 as populaes de SSHA exibiram um declnio de 40% do nvel de 1986-1987; no entanto, aes de conservao foram tomadas (Delannoy 1986, Delannoy 1991, Delannoy 1992, Delannoy 1997). Os resultados preliminares sugerem um declnio dramtico de SSHA, pelo menos no seu refgio, a Maricao Forest. Durante 2012-2014, detectamos no mais do que 7 indivduos aps pesquisas intensivas e sistemticas dentro e fora dos limites da Maricao Forest. Estudos anteriores estimaram entre 60-70 indivduos em Maricao Forest no nal dos anos 1980 e 40 indivduos no incio da dcada de 1990 (Delannoy 1986, Delannoy 1992, Delannoy, 1997). Localizamos territrios adicionais em outras orestas de altitude, mas estes parecem ser isolados, com territrios individuais com mais de 12 km de distncia, em vez do padro agregado observado durante estudos anteriores (Delannoy 1984, Delannoy 1992, Delannoy 1997). O colapso da populao de SSHA pode ser resultado de uma combinao de efeitos como mudanas na disponibilidade de presas, o abandono dos cafezais aps a “crise do caf” de Porto Rico, durante a dcada de 1980, o abandono de prticas de gesto de silvicultura em plantaes de madeira (onde Delannoy encontrou maior nmero de ninhos em Maricao Forest) no nal de 1990. Alm disso, a principal razo para a queda observada pode estar relacionada a mudanas na estrutura da oresta seguinte aos furaces Hugo (1989) e George (1998). Os furaces so conhecidos por in uenciar a sucesso orestal; com as mudanas na estrutura da oresta resultantes da desfolha, a perda de galhos de rvores, abertura do dossel nas reas com extensas blowdowns (Boose et al 2004). As orestas da Cordilheira Central podem re etir os efeitos de furaces sucessivos, com consequncias para os recursos disponveis para SSHAS: perda de estruturas adequadas de nidi cao (perda ramo) e abertura do dossel, que libera o mdio e sub-bosques para espcies de plantas pioneiras, resultando em camadas densas no mdio e sub-bosques, inadequado para aves de rapina orestais, adaptadas para a caa sob o dossel. Aberturas na estrutura da oresta ampliadas aps os furaces tiveram um efeito sobre a comunidade de aves com reduo de espcies, aumentando da predao e parasitismo (Wiley e Wunderle 1993). Aps o furaco George, populaes de aves em Maricao Forest exibiram uma recuperao ps-furaco lento e um rearranjo do uso dos estratos da oresta por algumas espcies (Tossas 2006). Aps o furaco George, que se mudou

PAGE 12

PGINA 10 NMERO 17 • JUNHO 2014 para o leste para o oeste atravs da Cordilheira Central, pode ter resultado em remanescentes de reas isoladas de oresta com adequada disponibilidade de presas de SSHA e estrutura orestal para a nidi cao e caa. No h informaes recentes sobre parasitismo berne (Philornis spp.) em SSHA, mas Delannoy (1984) relatou elevada perda de ninhos (72%). Aproximadamente 40% dos ninhos de SSHA estavam infestados por bernes com ndices de infestao de 60%, resultando em cerca de 30% na perda destes ninhos e uma taxa de mortalidade de aproximadamente 90% (Delannoy, 1984). Alm dos efeitos potenciais de furaces no hbitat de SSHA, caractersticas populacionais decorrentes de adaptaes a uma ilha tropical (como a reduo da disperso e baixa produtividade) podem limitar a recuperao da populao de SSHA. Em uma paisagem fragmentada onde o hbitat adequado pode ser isolado, a imigrao, a colonizao e a localizao de parceiros adequados pode ser difcil para indivduos SSHAS. O movimento de indivduos entre as reservas de altitude no foi relatado para a espcie (COM Delannoy. Pers.). Nossos resultados preliminares sugerem que SSHA em Porto Rico apresenta uma signi cativa reduo populacional, pelo menos em Maricao Forest, em relao ao antiga refgio da espcie, e uma distribuio isolada ao longo dos territrios de reproduo remanescentes ao longo da Cordilheira Central. Aes urgentes de conservao e manejo precisam ser conduzidas para evitar a extino deste nativo predador insular. O gavio-mido de Porto Rico pode estar margem da extino, apesar de estar listado como uma espcie em ameaada e classi cada como “Criticamente Ameaada” pelo Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente de Porto Rico. Os planos de recuperao e os critrios da lista no so garantia contra a extino. Referncias Adler, G. H., and R. Levins. 1994. The island syndrome in rodent populations. Quarterly Review of Biology, 69: 473-489. American Ornithologist’ Union, Committee on Conservation. 1976. Report of the Committee on Conservation. Auk, 93 (suppl.): 6DD. Bildstein, Keith L. and Ken Meyer. 2000. Sharpshinned Hawk ( Accipiter striatus ), The Birds of North America Online (A. Poole, Ed.). Ithaca: Cornell Lab of Ornithology; Retrieved from the Birds of North America Online: http://bna. birds.cornell.edu/bna/species/482doi:10.2173/ bna.482. Boose, E. R., M. I. Serrano, and D. R. Foster. 2004. Landscape and regional impacts of hurricanes in Puerto Rico. Ecological Monographs, 74 (2): 335-352. Bosakowski, T., D. G. Smith, and R. Speiser. 1992. Status, nesting, and macrohabitat selection

PAGE 13

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 11 of Red-shouldered hawks in Northern New Jersey. The Wilson Bulletin, 104 (3): 434-446. Daly, C., E. H. Helmer, and M. Quiones. 2003. Mapping the climate of Puerto Rico, Vieques and Culebra. International Journal of Climatology. Int. J. Climatol. 23: 1359-1381. Delannoy, C. A. 1984. The Puerto Rican Sharpshinned Hawk, Accipiter striatus vennator : the ecology and breeding biology of a neotropical bird of prey. Ph.D. Dissertation, University of Colorado. Boulder, CO, USA. Delannoy, C. A. 1986. Status, breeding biology, and conservation needs of the Puerto Rican Sharp-shinned Hawk ( Accipiter striatus venator ). Final report submitted to the U.S. Fish and Wildlife Service as speci ed in work contract no. 14-160004-82-047. Delannoy, C. A. 1991. Status surveys of the Puerto Rican Sharp-shinned Hawk ( Accipiter striatus venator ) and Puerto Rican Broad-winged Hawk ( Buteo platypterus brunnescens ). Second Technical Report submitted to the U.S. Fish and Wildlife Service. Delannoy, C. A. 1992. Status surveys of the Puerto Rican Sharp-shinned Hawk ( Accipiter striatus venator ) and Puerto Rican Broad-winged Hawk ( Buteo platypterus brunnescens ). Final report submitted to the U.S. Fish and Wildlife Service as speci ed in work contract no. 14-16-0004-91-031. Delannoy, C. A. 1997. Status of the Broad-winged Hawk and Sharp-shinned Hawk in Puerto Rico. Caribbean Journal of Science 33: 21-33. Delannoy, C. A., and A. Cruz. 1988. Breeding biology of the Puerto Rican Sharp-shinned Hawk ( Accipiter striatus vennator) Auk 105: 649-662. Diamond, J. M. 1984. Normal Extinctions of isolated populations. Pp. 191-246, in M. H. Nitecki, Ed. Extinctions. University of Chicago Press, Chicago. Ewel, J. J. and J. L. Whitmore. 1973. The ecological life zones of Puerto Rico and U.S. Virgin Islands. U.S.D.A. Forest Service Research Paper no. ITF-18. 72pp, + map. Fergurson-Lees, J., and D. A. Christie. 2001. Raptors of the World. Hougthon Mif in Company. New York. Frankham, R. 1998. Inbreeding and Extinction: Island Populations. Conservation Biology, 12 (3): 665-675. Friedmann, H. 1950. The birds of North and Middle America. U.S. Natl. Mus. Pub. 50. Gliwicz, J. 1980. Island populations of rodents: their organization and functioning. Biology Review, 55:109-138. Gould, W., C. Alarcn, B. Fevold, M. E. Jimnez, S. Martinuzzi, G. Potts, M. Solorzano, and

PAGE 14

PGINA 12 NMERO 17 • JUNHO 2014 E. Ventosa. 2007. Puerto Rico GAP Analysis Project – Final Report. USDA Forest Service, International Institute of Tropical Forestry, Rio Piedras, PR. 157 pp. and 8 appendices. Hargis, C. D. and, B. Woodbridge. 2006. A design for monitoring Northern Goshawk at the bioregional scale. Studies in Avian Biology, 31: 274287. Henneman, C., and D. E. Andersen. 2009. Occupancy models of nesting-season habitat associations of Red-shouldered Hawks in central Minnesota. Journal of Wildlife Management 73(8): 1316-1324. Huang, H. C. C., Yang, L., Wylie, B., and M. Coan. 2004. National Land Cover Database percent tree canopy coverage Puerto Rico. Photogrammetric Engineering and Remote Sensing, 70 (7): 829-840. Kimmel, J. T., and R. H. Yanher. 1990. Response of Northern Goshawks to taped conspe cic and Great Horned Owl calls. The Journal of Raptor Research, 24 (4): 107-112. King, J. C., Dubay, S. A., and J. E. Woodford. 2011. Distribution and nest selection of Redshouldered Hawk ( Buteo lineatus ) in forests of northern Wisconsin (USA). Forest Ecology and Management, 261: 169-177. Mosher, J. A., Fuller, M. R., and M. Kopeny. 1990. Surveying woodland raptors by broadcast of conspeci c vocalizations. Journal of Field Ornithology, 61 (4): 453-461. NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration). 2012. Puerto Rico digital elevation model. http://ccma.nos.noaa.gov/ecosystems/ coralreef/summit_sea/summit_sea2.aspx Rivera, M. 1997. Puerto Rican Broad-winged Hawk and Puerto Rican Sharp-shinned Hawk recovery Plan. A Report. U.S. Fish and Wildlife Service South Region, Atlanta, Georgia. Rivera-Miln, F. F. 1995. Distribution and abundance of raptors in Puerto Rico. The Wilson Bulletin, 107 (3): 452-462. Rosend eld, R. N., J. Bielefeldt, and R. K. Anderson. 1988. Effectiveness of broadcast calls for detecting breeding Cooper’s hawks. Wildlife Society Bulletin, 16: 210-212. SOPI (Sociedad Ornitolgica Puertorriquea). 2010. Atlas de las Aves de Puerto Rico,http:// www.aosbirds.org/prbba/SpeciesYBCR.html, accessed 13 may 2014. Stuchbury, B. J. M. and E. S. Morton 2000. Behavioral Ecology of Tropical Birds. Academic Press. London. Tossas, G. A. 2006. Effects of Hurricane Georges on the resident Avifauna of Maricao State Forest, Puerto Rico. Caribbean Journal of Science, 42 (1): 81-87.

PAGE 15

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 13 U. S. Fish and Wildlife Service. 1997. Puerto Rican Broad-winged Hawk and Puerto Rican Sharp-shinned Hawk Recovery Plan. U. S. Fish and Wildlife Service, Atlanta, GA. 30 pp. Wiley, J. W. 1986. Habitat change and its effects on Puerto Rican raptors. Birds of Prey Bulletin, 3: 51-56. Wiley, J.W. and J. M. Wunderle Jr. 1993. The effects of hurricanes on birds, with special reference to Caribbean islands. Bird Conservation International, 3: 319-349. World Conservation Monitoring Centre. 1992. Global biodiversity: status of earth’s living resources. Chapman and Hall, London. the World. Christopher Helm, London, UK. * *

PAGE 16

PGINA 14 NMERO 17 • JUNHO 2014 A REGISTRO DE NIDIFICAO DO MOCHO-DIABO ( ASIO STYGIUS) NA GUATEMALA Por Denver W. Holt Owl Research Institute, P.O. Box 39, Charlo, Montana, 59824, USA; Jess Lucus Yux Los Andes Private Nature Reserve, Santa Barbara, Suchitepquez, Guatemala; Stephen Hiro Owl Research Institute, P.O. Box 39, Charlo, Montana, 59824, USA; y Omar Mndez 7 Calle 12 – 85 Zona 16 La Montaa, Guatemala, Guatemala Autor correspondente: Denver W. Holt, e-mail: owlmontana@blackfoot.net. A coruja-diabo ( Asio stygius ) uma grande coruja e est distribuda nas terras altas do oeste do Mxico, sul e leste da Amrica Central (Belize, Guatemala, Honduras, and Nicaragua), no sul do Caribe (Cuba, Hispaniola, Isle of Pines) at o noroeste (Colmbia, Equador, Peru, Venezuela) e regio central da Amrica do Sul (Argentina, Bolvia, Brasil, Paraguai) (Holt et al. 1999, Knig & Weick 2008). H registros desde o nvel do mar at 3100m de elevao, associado com muitos tipos de orestas, e talvez ocorram prximo a reas naturais abertas, clareiras e fazendas (Holt et al. 1999, Knig &Weick 2008). A distribuio da coruja-mocho aparece descontnua, mas isto pode re etir uma falta de registros de distribuio. Com base na evidncia de DNA, quatro subespcies so reconhecidas atualmente (Knig & Weick 2008). Acredita-se que a corujadiabo est intimamente relacionada com a corujapequena ( A. otus ) da Amrica do Norte (Holt et al. 1999). Devido ao seu comportamento de empoleirar Asio stygius robustus Mountain Pine Ridge, Belice Ryan Phillips, Belize Raptor Research Institute

PAGE 17

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 15 diurnamente em lugares secretos, e desenvolver suas atividades durante a noite, muito pouco se sabe sobre sua ecologia. Consequentemente, a maioria das informaes o resultado de observaes de alguns ninhos (Lopes et al. 2004, Phillips 2011). Na verdade, poucos ninhos tem sido encontrados (Lopes et al., 2004), e apenas um ninho foi estudado com detalhes (Phillips 2011). Pensava-se previamente que a coruja-mocho produzia apenas dois ovos, e nidi cava de novembro a maio (Holt et al. 1999). No entanto, os novos dados sugerem que a coruja-mocho pode reproduzir ao longo do ano, produzindo de 2-3 ovos e nidi cando no cho mais comumente que conhecido previamente (Lopes et al. 2004, Phillips 2011). Na Guatemala, a subespcie ( A. s. robustus ) raramente registrada, e sua distribuio pouco conhecida (Eisermann & Avendao 2007). De fato, a coruja-diabo tem sido registrada em somente sete localidades em toda a Guatemala (Eisermann & Avendao 2007), e considerada criticamente ameaada em nvel nacional (Eisermann & Avendao 2006, Eiserman & Avendao 2007). Uma observao e registros fotogr cos de Claudia Avendao, Knut Eisermann, e Jess Lucas Yuxn, na Reserva Natural Particular Los Andes em 16 de julho de 2008, constitui a primeira observao documentada para esta espcie em Atitln Volcano (Jones & Komar 2009). Aqui relatamos o primeiro registro con rmado de ninho de coruja-diabo para a Guatemala, na mesma rea que a observao de 16 de julho de 2008.. rea de estudo e mtodos A observao foi realizada na Reserva Natural Particular Los Andes (LAPNR), que parte de Plantao de Caf e Ch Los Andes, Santa Brbara, Suchitepquez, Guatemala ((14.528 N : 91.191 E). A plantao uma propriedade particular com aproximadamente 608 ha localizada na encosta sul doAtitln Volcano, na cadeia vulcnica oeste da Guatemala. A elevao varia entre 900 e 1800 m. Los Andes abriga plantaes de caf, ch, macadmia, e borracha. No entanto, aproximadamente 60% da plantao permanece como hbitat original da oresta tropical primria, com altitudes mais elevadas atingindo hbitats de oresta chuvosa. A precipitao anual de 4500 mm. Em 2001, LAPNR tornou-se parte da Associao das Reservas Naturais Particulares da Guatemala (APNRG, www.reservasdeguatemala.org). A APNRG fundada pelos produtores de caf tem como misso, a conservao do meio ambiente, incluindo as aves e a vida silvestre. Por exemplo, LAPNR mantm um certi cado de produtos orgnicos, e dedicado a proteger o quetzal-resplandencente ( Pharomachrus mocinno ) e outras espcies da oresta tropical. Observamos as corujas por aproximadamente 30 minutos, usando binculos e uma luneta Nikon 20-60.

PAGE 18

PGINA 16 NMERO 17 • JUNHO 2014 2013). No entanto, as observaes anteriores de Los Andes por JLY indicam que a coruja-diabo reproduziu na regio em outros anos. A literatura disponvel das Amricas Central e do Sul indicam que o perodo reprodutivo da coruja-diabo pode variar de dezembro a junho e coincidir com ambas as estaes climticas tanto secas como midas. A nidi cao estimada em dezembro da coruja-diabo de Los Andes coincide com a estao seca (dezembro-fevereiro) daquela regio. Isto est de acordo com outros estudos (Kirkconnel et al. 1.999, Phillips 2011). Por outro lado, outros estudos indicam reproduo no nal da temporada seca/incio da estao chuvosa (Lopes et al. 2004) e estao chuvosa (Frantz 1991 Oliveiria 1981, Neto 1985). Assim, a poca de reproduo da coruja-diabo pode ser in uenciada pela abundncia de alimentos, e no apenas das condies climticas. O autor snior (DWH), estudou a congenrica coruja-pequena por vinte e sete anos em Montana, EUA. Assim, se a coruja-diabo semelhante coruja-pequena, ento com base em anos de experincia de DWH, a jovem coruja-diabo poderia ter pelo menos quatro semanas de idade. Se a estimativa estiver correta, ento recalculando as estimativas de quatro semanas de idade, precedidas por um perodo de incubao de 25 dias, precedidos por um intervalo de seis dias para a postura de trs ovos, e, talvez, sete dias para o cortejo, sigResultados Em janeiro de 2011, Jess Lucas Yuxn (JLY) localizou um ou mais corujas-diabo empoleiradas numa rvore eucalipto ( Eucalyptus torreliana ) a aproximadamente 1300 m de altitude, na LAPNR. JLY observou as corujas intermitentemente ao longo de janeiro e fevereiro. Em 28 de fevereiro enquanto atuava como nosso guia observao de aves, JLY mostrou as corujas para o nosso grupo. A observao foi feita durante o dia. Observou-se um adulto e um jovem de coruja-diabo empoleirado a aproximadamente 10 m de altura. As corujas estavam empoleiradas na mesma rvore como em visitas anteriores. O adulto foi identi cado por sua plumagem marrom-escuro, algumas manchas de cor clara e barras nas penas da escpula e dorso, olhos amarelos, e distintivas orelhas-topete, originrias do centro da testa, e curvo para dentro. A coruja jovem foi identi cada por uma quantidade signi cativa de plumagem para baixo na cabea, falta completa de orelhas-topete, e penas de vo. Discusso A ecologia da coruja-diabo uma das menos conhecidas de todas as corujas da Amrica Central (Enriquez et al. 2012). Embora o ninho no tenha sido localizado, a nossa observao de um lhote que tenha sado recentemente do ninho, mas pode no ter alcanado o vo sustentado, constitui o primeiro registro con rmado da corujadiabo para a Guatemala (Eisermann & Avendao

PAGE 19

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 17 ni caria que as corujas provavelmente nasceram na segunda metade de dezembro. Os proprietrios de Los Andes foram alguns dos membros fundadores da rede da Reserva Natural Particular estabelecida por proprietrios de plantaes para conservar as orestas tropicais, e incentivar o ecoturismo, tais como a observao de aves. Los Andes um dos poucos lugares no mundo onde o caf e o ch so cultivados no mesmo local. A plantao ambientalmente amigvel e produz ch orgnico certi cado (USDA Certi ed) e caf certi cado (UTZ Certi ed). Los Andes agora o local de reproduo de uma das mais raras espcies de corujas na Guatemala, a coruja-diabo. Agradecimentos Agradecemos a famlia Hazard por seu interesses conservacionistas, e proporcionar oportunidade para eco-turismo de observao da vida silvestre na Reserva Particular Los Andes. Agradecemos a Knut Eisermann por revisar o rascunho inicial deste manuscrito, e pelas diversas sugestes. Referncias Eisermann, K. and Avendao, C. 2006. Diversidad de aves en Guatemala, con una lista bibliogrphca. Pp. 525-623 In: E. Cano (ed.) Biodiversidad de Guatemala. Vol. 1. Universidad del Valle de Guatemala, Guatemala. Eisermann, K., and Avendao, C. 2007. Lista comentado de las aves de Guatemala – Annotated checklist of the birds of Guatemala. Barcelona, Lynx Edicions. Eisermann, K,. and Avendao, C. 2013. (in print) Los bhos de Guatemala. In: P.L. Enrquez (ed.) Los bhos neotropicales: diversidad y conservacion. Mxico: ECOSUR, CONABIO. Enrquez, P.L., Eisermann, K. and Mikkola, H. 2012. Los bhos de Mxico y Centroamrica: necesidades en investigacin y conservacin. Ornit. Neotrop. 23, Suppl.: 251-264. Franz, M. 1991. Field observations on the Stygian Owl, Asio stygius in Belize, Central America (Abstract). J. Rap. Res. 25:163. Jones, H. L., and Komar, O. 2009. The nesting season, June through July 2008.: Central America. N. Am. Birds 62:626-628. Holt, D.W., Berkey, R., Deppe, C., Enrquez-Rocha, P.L., Olsen, P.D., Petersen, J.L., Rangel-Salazar, J.L., Segars, K.P., and Wood, K.L.. 1999. Species accounts for Strigidae, In del Hoyo, J., Elliott, A., and Sargatal, J. (eds). 1999. Handbook of the birds of the world. Volume 5: owls to hummingbirds. Barcelona, Lynx Edicions. Kirkconnel, A., Wechsler, D., and Bush, C. 199. Notes on the Stygian Owl ( Asio stygius signapa ) in Cuba. El Pitirre 12:1-3. Knig, C., and Weick, F. 2008. Owls of the world. 2nd edition., New Haven, CT, Yale University Press.

PAGE 20

PGINA 18 NMERO 17 • JUNHO 2014 Lopes, L.E., Goes, R., Souza, S. and de Melo Ferreira, R. 2004. Observations on a nest of the Stygian Owl ( Asio stygius ) in the central Brazilian Cerrado. Ornit. Neotrop. 15:423-427. Oliveiria, R.G. 1981. A ocorrncia do “Mochodiabo” ( Asio stygius ) no Rio Grande do Sul. Ann. Soc. Sul-Riograndense Orn. 2:9-12. Phillips R. 2011. Studying the Stygian Owl ( Asio stygius robustrus ) in Mountain Pine Ridge, Belize. Spizaetus 12:2-6. Neto, P.S. 1985. Notas bionmicas sobre o “Mocho-diabo” ( Asio stygius Wagler, 1832), no Paran. Ann. Soc. Sul-Riograndense Orn. 6:15-18. 2008. * *

PAGE 21

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 19 H Historicamente, o condor-Andino ( Vultur gryphus ) estava distribudo na Colmbia ao longo das trs cordilheiras, da Serrana del Perij e da Sierra Nevada de Santa Marta (Olivares, 1963). No entanto, at o nal da dcada de 80 suas populaes se encontravam muito reduzidas, tendo desaparecido da maioria de suas localidades histricas e sua distribuio geogr ca restrita apenas a Sierra Nevada de Santa Marta e do vulco Chiles, na fronteira com o Equador (Rodrguez et al. 2006, Negret 2001). Recentemente o condorAndino foi classi cado como uma espcie Ameaada de extino e se considera que a populao total na Colmbia no exceda 60 indivduos (Renjifo et al. 2002). Com o objetivo de recuperar a espcie, em 1989, o Instituto Nacional de Recursos Naturais Renovveis e Meio Ambiente (INDERENA), com o apoio da Sociedade Zoolgica de San Diego, comeou um processo de repovoamento da espcie. Desde ento, 71 condores foram liberados em sete ncleos de repovoamento distribudos ao longo da regio andina da Colmbia (Lieberman et al 1993, Rodriguez et al. 2006). Apesar destes esforos, atualmente no se sabe claramente se estas REGISTROS RECENTES DE CONDOR-ANDINO ( VULTUR GRYPHUS) NO NORDESTE DOS ANDES COLOMBIANOS. EVIDNCIA DE RECUPERAO NO PAS? Condor-Andino macho reintroduzido, Mosco, Gicn Boyac, Colmbia Fausto Senz-Jimnez, abril 2013. Por Fausto Senz – Jimnez1,2, Francisco Ciri Len1, Jairo Paredes Gmez3, Sandra Florez3, Jairo Prez – Torres2 & Santiago Zuluaga Castaeda1 1Fundacin para el Manejo y Conservacin de los Ecosistemas Neotropicales – NEOTROPICAL. Bogot – Colombia. 2Laboratorio de Ecologa Funcional – Ponti cia Universidad Javeriana3Grupo Ambiental Fauna Libre Colombia e-mail: fsaenzj@gmail.com; fundacionneotropical@gmail.com

PAGE 22

PGINA 20 NMERO 17 • JUNHO 2014 Tabela 1: Registros recentes (2006-2014) de condor-Andino na regio Nordeste dos Andes Colombianos LocalidadeDescrio de indivduos observadosObservadorAno El Cocuy NPUm macho adulto, uma fmea adulta, um juvenil sexo indet. e duas fmeas reintroduzidas (bandas alares 29 e 34) Javier Suescn, Miguel Barrera, Vctor Silva 2006 2010 Pramo de Tasajeras, Tasco, (Boyac) Dois machos reintroduzidos (bandas alares 33 e 36) FUNDETROPICO2008 rea de in uencia del Santuario de Flora y Fauna Guanent Uma fmea reintroduzida (banda alar 29) e uma fmea juvenil Germn Grismaldos, Betsy Rodrguez 2008 2011 Sector Rechniga, Chita, (Boyac) Uma fmea e um macho juvenisElias Rojas2012 Sector Mundo Nuevo, Mongua, (Boyac) Duas fmeas reintroduzidas (bandas alares 31 e 32) Vctor Ros2012 Sector La Cercada, Chiscas, (Boyac) Dois juvenis e dois adultos de sexo indeterminado Vicente Molina2012 Pramo del Mosco, Gicn, (Boyac) Um macho adulto, uma fmea adulta, um juvenil de sexo indeterminado Fausto Senz, Manuel Lpez 2013 Pramo de Guerrero, Cchira, (Norte de Santander) Dez indivduos entre juvenis e adultos observados simultaneamente Jairo Paredes, Sandra Florez 2013 Municipio de Betulia, (Santander) Um condor adulto, sexo indeterminadoJairo Paredes, Sandra Florez 2013 2014 Municipio de Carcas, Santander Uma fmea juvenilFrancisco Ciri2013 Sector Angosturas, Cerrito, Santander Cinco condores (quatro adultos de sexo indeterminado e um macho subadulto) Fausto Senz, Jairo Paredes, Sandra Florez, Santiago Zuluaga 2014 Vereda Mata de Lata, Guaca, (Santander) Uma fmea adulta e uma fmea juvenilFausto Senz2014 reintrodues foram bem sucedidas devido intermitncia na do monitoramento e na ausncia de pesquisas que revelem a condio das populaes nativas da espcie. Com o objetivo de contribuir para o conhecimento e avaliao do estado de conservao do condor-Andino na Colmbia, apresentamos os registros da presena do condor-Andino compilado pela Fundao Neotropical e pelo grupo ambiental Fauna Livre Colmbia entre 2006 e 2014 no Nordeste dos Andes Colombianos, regio que considerada como o principal corredor de disperso para a espcie no pas (Rodrguez et al. 2006). Mtodos Entre 2006 e 2014 foram identi cados lugares de avistamentos frequentes do condor-Andino, por meio de entrevistas com a comunidade em diferentes locais no Nordeste dos Andes Colombianos. Esses lugares foram con rmados por ob-

PAGE 23

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 21 Fmea juvenil resgatada pela Polcia em Carcas, Departamento de Santander, Colmbia. Pedro Durn, Cdte. de Polica, Carcas, julio 2013. servao direta realizada entre 6:00-18:00. Foram registrados o nmero de indivduos observados, sexo e idade (se possvel), atividade (pousado, voando, alimentando-se, cortejando) (Ros-U e Wallace 2007). Resultados Atravs da observao direta de espcies nativas e / ou a presena de condores reintroduzidos se con rmou a presena da espcie em 12 locais relatados pela comunidade em diferentes partes do Nordeste dos Andes Colombianos. Vale ressaltar a presena de indivduos juvenis em oito das 12 localidades estudadas, que uma evidncia clara de sucesso de reproduo recente destas populaes Nas entrevistas realizadas com as comunidades foi recorrente o comentrio de que os avistamentos de condores tm sido mais frequentes desde 2000. Alm disso, na maioria desses lugares no se observavam condores desde a dcada de 50. Discusso A existncia de registros recentes de condor-Andino de ambos os sexos e com idades diferentes em vrios locais na regio Nordeste dos Andes Colombianos uma notcia animadora para a conservao da espcie no pas. Esses registros destacam a importncia desta regio como um corredor de conexo s populaes de condorAndino em trs regies que estavam previamente isoladas: 1) ao norte (Serra Nevada de Santa Mar-

PAGE 24

PGINA 22 NMERO 17 • JUNHO 2014 ta, Serrania del Perij), 2) ncleos repovoamento situado no centro e sul (Parque Nacional Natural – PNN Los Nevados Nacional, PNN Chingaza, PNN Purac e Reserva Indgena de Chiles, onde at o momento os registros de condores nativos so raros) e 3) Cordilheira de Mrida, na Venezuela, onde existem registros ancestrais da espcie (Swann 1921, Del Hoyo et al. 1994). Estes novos registros geram vrias perguntas sobre as causas do aumento de avistamentos de indivduos da espcie: o processo de reintroduo de condores iniciado h mais 20 anos no pas tem contribudo para a recuperao da espcie? Se est registrando um processo de re-disperso onde os condores existentes nas populaes do norte (Serra Nevada de Santa Marta e Serrania del Perij) atuam como fonte de genes para os indivduos de outras regies do pas? Responder a estas perguntas implicar um trabalho intenso de monitoramento dos registros em Mapa 1: Localizao dos registros recentes para o condor-Andino (pontos verdes) e os ncleos de repovoamento (pontos vermelhos) na Regio Nordeste dos Andes Colombianos. Sup. dir: Fmea adulta observada no pramo de Guerrero, Norte de Santander, Colmbia. Jairo Paredes, febrero de 2014; Inf. dir: Fmea juvenil observada no pramo do Almorzadero, Departamento de Santander, Colmbia. Fausto Senz-Jimnez, marzo 2014 fe brero de 2014.

PAGE 25

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 23 campo sobre os nmeros populacionais, a estrutura das populaes locais, a interao entre indivduos reintroduzidos e nativos e o estudo dos padres de deslocamento e distribuio da espcie. essencial focar os esforos de conservao para reduzir as ameaas mais crticas para a espcie. Diminuir o envenenamento de carnias, a caa, a coliso com os das redes eltricas e a competio com cachorros (Lambertucci 2010), poder ajudar a garantir a permanncia, o sucesso reprodutivo e o incremento de indivduos nestas novas populaes. Referncias Del Hoyo, J., A. Elliott, y J. Sargatal. 1994. New world vultures to guineafowl, Hand book of the birds of the world. Lynx Ediciones, Barcelona. Olivares, A. 1963. Monografa del Cndor. Rev. Acad. Col. Cien. 12:21-34. Lambertucci, S. A. 2010. Size and spatio-temporal variations of the Andean condor Vultur gryphus population in north-west Patagonia, Argentina: communal roosts and conservation. Oryx 44:441-447. Lieberman, A., J. V. Rodrguez, J. M. Paez, y J. Wiley. 1993. The reintroduction of the Andean Condor into Colombia, South America: 19891991. Oryx 27:83-90. Negret, A. 2001. Aves en Colombia amenazadas de extincin. Serie estudios de la Naturaleza. Editorial Universidad del Cauca. Popayn, Colombia. Renjifo, L. M., A. M. Franco Maya, J. D. Amaya – Espinel, G. H. Kattan, y B. Lpez Lans [eds.]. 2002. Libro rojo de aves de Colombia. Instituto de Investigacin de Recursos Biolgicos Alexander von Humboldt & Ministerio del Medio Ambiente, Bogot, Colombia. Rios–U, B., y R. B. Wallace. 2007. Estimating the size of the Andean Condor population in the Apolobamba Mountains of Bolivia. J. Field Ornithol 78:170–175. Rodrguez, C. L., M. Barrera-Rodrguez, y F. Ciri-Len [eds.]. 2006. Programa Nacional para la Conservacin del Cndor Andino en Colombia: Plan de Accin 2006 2016. Ministerio de Ambiente, Vivienda y Desarrollo Territorial CORPOBOYACA, Bogot, Colombia. Swann, H. K. 1921. Notes on a collection of Accipitres from the Merida District, W. Venezuela. Auk 38:357-364. *

PAGE 26

PGINA 24 NMERO 17 • JUNHO 2014 O falco com uma ferida em cera Carlos Forero – Jardn Botanico Jos Celestino Mutis NOVO REGISTRO DE FALCO-DE-PEITO-VERMELHO ( FALCO DEIROLEUCUS) PARA BOGOTA, COLOMBIA Por Julian Avila-Campos1,2 Ana Milena Echeverry-Arias 1,3 & Nadezhda Juliet Bonilla-Snchez2 1 Jardn Botnico de Bogot Jos Celestino Mutis. Av 63 # No. 68-95, Bogot, D.C., Colombia; 2 Grupo de Ornitologa de la Universidad Nacional de Colombia (GOUN) jueavilaca@unal.edu.co, njbonillas@unal. edu.co; 3Mdica Veterinaria, Universidad Nacional de Colombia, anaecheverry@gmail.com O Ofalco-de-peito-vermelho ( Falco deiroleucus ) raro e descontinuamente distribudo desde o sul do Mxico atravs da Amrica Central at Colmbia, Sul do Brasil, Bolvia, norte da Argentina e Paraguai, estendendo-se at o oriente nas Guianas (Brown e Amadon 1968, del Hoyo et al. 1994). Esta espcie possivelmente uma das espcies de falco menos conhecida do mundo (Baker 2000). Na Colmbia se encontra registrado no gradiente altitudinal entre 100 e 2400 msnm (Hilty e Brown 1986), com registros at 2900 msnm (Carrion e Vargas 2008). Nas trs

PAGE 27

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 25 cordilheiras, existem registros de coleta e avistamentos, alguns dos quais no rio Trs Esquinas (Caquet), Puerto ass (Putumayo), Munchique (Cauca), Puri cacin (Tolima), rio Moscopn (Cauca), La Esperanza (Magdalena) a Serrana de la Macarena (Meta) (Hilty e Brown 1986, Fundo Peregrino 2014). Est classi cada como espcie De ciente em Dados (DD) no livro vermelho das aves ameaadas da Colmbia (Renjifo et al. 2002) e internacionalmente na categoria Quase Ameaada (Near Threatened NT), sendo o desmatamento e a fragmentao de hbitat suas principais ameaas (Birdlife International 2012). Dentre as aes de conservao que so realizadas na Colmbia, importante destacar a Reserva Natural de las Aves Halcn Colorado criada em 2008 pela Fundao Proaves, com a nalidade de conservar e investigar esta espcie nas plancies do Piemonte. possvel encontrar esta espcie em vrios hbitats, como em orestas de plancie, nas bordas de savana, e em algumas regies com menor precipitao pluviomtrica, encostas e falsias nas montanhas subtropicais, onde existem registros de nidi cao. incomum em paisagens urbanas que foram submetidas a forte interveno humana, ocorrendo apenas em reas com cobertura orestal madura, que fornecem hbitat adequado em tamanho e recursos (Berry et al. 2010). O registro ocorreu em 19 de janeiro de 2014, no Jardim Botnico de Bogot “Jos Celestino Mutis “(4 39’58 .46” N / 74 5’57 .68” W) h 2.555 m acima do nvel do mar, quando aproximadamente s 19:00, foi encontrado um indivduo atordoado provavelmente por causa de uma coliso que deixou uma pequena ferida no bico. O Jardim Botnico de Bogot est localizado no corao da cidade, com 19,5 ha de vegetao diversi cada, A fmea depois de seu resgate Carlos Forero – Jardn Botanico Jos Celestino Mutis

PAGE 28

PGINA 26 NMERO 17 • JUNHO 2014 mantendo algumas das espcies mais representativas da savana de Bogot e da ora colombianas. No existiam relatos na literatura de F. deiroleucus em Bogot e seus arredores. A ave foi atendida pelo servio veterinrio do Jardim Botnico de Bogot, onde foi realizado exame fsico completo sem resultados anormais. A ave cou em observao pela suspeita de coliso e no dia seguinte, 20 de janeiro de 2014, aps avaliao de voo e alimentao, foi liberada. Medidas morfomtricas foram tomadas com as quais se concluiu tratar-se de um indivduo fmea, de acordo com tamao e peso reportado por Mrquez et al. (2005). Depois do dia 26 de abril de 2014, durante uma atividade de observao de aves com o Grupo de Ornitologia da Universidade Nacional da Colmbia, um outro indivduo desta espcie foi observado, em voo, atravessando o Jardim em um ambiente desrtico (2.610 m acima do nvel do mar) no sentido leste-oeste. Atualmente nesta regio do Jardim Botnico, registrou-se maior quantidade de espcies de aves durante o monitoramento realizado ao longo de 2014 (53 sp.). PTAPRTACLTPPlumajem 33.617.627.346287158389545Fresco, ciclo adulto-de nitivo. Sem evidencia de muda. Tabela 1: Medidas morfomtricas e observaes sobre o estado do indivduo: Em mm: PT: Bico total; AP: Largura do bico na altura das narinas; R: Rictus; T: Tarso; A: Asa; C: Cauda; LT: Comprimento total; P: Peso (g)Discusso e concluses importante ter encontrado este indivduo no Jardim Botnico que destaca o trabalho do centro de conservao e pesquisa em prol de espcies vegetais e animais. O Jardim Botnico oferece recursos para aves ornitfagas, assim como h um grande nmero de pequenas aves, como a pomba comum ( Zenaida auriculata ), que presa comum do falco-de-pescoo-vermelho (Mrquez 2005). Iniciativas similares a do Jardim Botnico em outros pontos da cidade e um aumento signi cativo da cobertura vegetal, poderiam favorecer novas oportunidades de estabelecimento e sobrevivencia de espcies que possuem requerimentos ecossistmicos complexos, como o falcode-pescoo-vermelho. O Jardim Botnico um abrigo e local de passagem para mais de 80 espcies de aves residentes e migratrias (Zerda et al 1992), que pode favorecer estudos que promovam a conscientizao sobre a importancia desta e de outras espcies de aves, contribuindo para a ampliao do conhecimento, que signi que um avano para a conservao destas espcies.

PAGE 29

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 27 Referncias Baker, A. J., D. F. Whitacre., O. A. Aguirre-Barrera y C. M. White. 2000. The Orange-breasted Falcon Falco deiroleucus in Mesoamerica: a vulnerable, disjunct population? Bird Conservation International, 10, 29-40. Berry, R. B., C. W. Benkman., A. Muela., Y. Seminario. y M. Curti. 2010. Isolation and decline of a population of the Orange-breasted Falcon. Condor 112: 479-489. BirdLife International 2012. Falco deiroleucus. In: IUCN 2013. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2013.2. . Downloaded on 22 January 2014. Brown, L. y D. Amadon. 1968. Eagles, hawks and falcons of the world. New York: McGraw-Hill. Carrin J. M., F. H. Vargas. 2008. First record of the Orange-breasted Falcon ( Falco deiroleucus ) in Quito. Neotropical Raptor Network Newsletter 5: 2. del Hoyo, J., A. Elliott., J. Sargatal. 1994. Handbook of the Birds of the World, vol. 2: New World Vultures to Guineafowl. Lynx Edicions, Barcelona, Spain. Hilty S. L. y W. L. Brown 1986. A Guide to the Birds of Colombia. Princeton University Press. Princeton, New Jersey. USA. Marquez C., M. Bechard, F. Gast, V. H. Vanegas. 2005. Aves rapaces diurnas de Colombia. Instituto de Investigacin de Recursos Biolgicos “Alexander von Humboldt”. Bogot, D.C. Colombia. 394 p. The Peregrine Fund. Global Raptor Information Network. Orange-breasted Falcon. http://www. globalraptors.org/ Consultado: 23-01-2014 Zerda E, 1992 “Guia de las aves en el Jardin Botanico “Jos Celestino Mutis” 154p. * *

PAGE 30

PGINA 28 NMERO 17 • JUNHO 2014 za-se pela sua grande variedade de nveis de calor que o torna rico em recursos naturais renovveis, fauna e ora. Espcies da fauna associonadas a esta regio so caracterizadas principalmente por suas caractersticas ecolgicas, biolgicas e culturais extraordinrias. Uma destas espcies ESTADO POPULACIONAL DO CONDOR-ANDINO (VULTUR GRYPHUS) NO SISTEMA ALTOANDINO VOL-CN CHILES. DEPARTAMENTO NARIO, COLMBIA E PROVNCIA DE CARCHI, EQUADOR By Lorena Sofa Martnez Santacruz, Investigadora Fundacin NEOTROPICAL, Bogot-Colombia, e-mail: lorenaso a88@gmail.com & Vernica Ortega, e-mail: veronicae.ortegag@gmail.com A Ao longo da histria da conservao da biodiversidade na Colmbia, as populaes de algumas espcies tm sido dizimadas por causa da in uncia humana pelo rpido desenvolvimento da agricultura, pecuria e expanso urbana, especialmente na regio andina. Esta regio caracteriCondor-Andino macho juvenil e um curiquingue juvenil ( Phalcoboenus carunculatus ), em comportamento hierrquico na zona de alimentao. Lorena Sofa Martnez S, Novembro, 2012.

PAGE 31

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 29 sem dvida, o condor-Andino ( Vultur gryphus ). Esta ave considerada um emblema patritico de cinco pases da Amrica do Sul, e inspirao de mitos sagrados nas culturas andinas ao longo dos Andes. O condor-Andino, considerado como “o mensageiro do sol”, forma parte das espcies que tm sido listadas pela IUCN a nvel global como Quase Ameaada (NT) e em perigo (EN) a nvel nacional na Colmbia (Rodriguez e Orozco 2002 BirdLife International 2013). Na Colmbia, o condor-Andino vivia ao longo das cordilheiras occidental, central e oriental; atualmente est restrito a alguns ncleos antigos, dos quais alguns esto protegidos em Parques Nacionais, reas Protegidas e reservas indgenas. O condor-Andino exibe uma das taxas reprodutivas mais baixas no grupo das aves, produzindo Mapa 1: rea de monitoramento e rasteamento do Cndor Andino na Reserva Indgena de Chiles, Colmbia e Provncia del Carchi, Ecuador. Lorena Sofa Martnez S.

PAGE 32

PGINA 30 NMERO 17 • JUNHO 2014 um ovo a cada dois anos, monogmico e atinge a maturidade sexual dos 6 a 7 anos de idade. Estas caractersticas fazem do condor-Andino uma espcie muito sensvel a disturbios antrpicos: ao requerer maior tempo para poder recuperar os indivduos na populao. A perda massiva de indivduos de condor-Andino pode levar a um estado crtico. Em 1989, comeou na Colmbia, o projeto de Reintroduo do Condor-Andino pro meio do acordo de cooperao internacional entre a Fundacin RenaSer, o Instituto Nacional de Recursos Naturais (INDERENA) e Sociedade Zoolgica de San Diego, para restabelecer a populao de condores em alguns pramos e encostas das montanhas dos Andes Colombianos (INDERENA 1990). O Zoolgico de San Diego, na Califrnia, enviou condores juvenis, criados em suas instalaes, para serem liberados nas reas escolhidas na Colmbia, identi cando cinco ncleos de repovoamento onde a espcie existia e onde ainda existem indivduos silvestres. Este projeto de reintroduo tambm facilita o estudo do comportamento dos indivduos silvestres e reintroduzidos com uma oportunidade para estimar a taxa de recuperao da populao. Durante o perodo compreendido entre 1991 e 1995, oito indivduos liberados no Sistema Altoandino Volcn Chiles foram monitorados; o rastreamento no ncleo Chiles foi o primeiro a ser suspenso em 1995 devido ao deslocamento provvel dos condores at o pntano El ngel, as colinas Cotacachi e Imbabura e o vulco Cayambe vulco no norte do Equador (Barrera & Esq: Educao ambiental com instituies educativas do Resguardo Indgena de Chiles e Comunidade La Esperana Lorena Sofa Martnez S. Dezembro, 2012. Dir: Sector La Antena: observao de uma fmea adulta alimentando-se de plataforma. Octubre, 2012. Lorena Sofa Martnez S.

PAGE 33

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 31 Feliciano, 1994; Fundao RenaSer, 1995). Em 2001 foram liberados no pas um total de 39 indivduos, cada um com etiquetas de identi cao nas asas (Fundacin NEOTROPICAL, 2010). Porm nenhum rasteamento de espcimes pertencentes a este ncleo foi realizado neste centro at 2009, quando o Ministrio do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel (MADS), assinou um acordo com a Fundao NEOTROPICAL para avaliar o estado atual nos ncleos de repovoamento do condor-Andino no Sistema Altoandino Volcn Chiles. Considerando a importncia de conhecer a realidade sobre o estado atual das populaes do condor-Andino no Sul do pas, no ano de 2012 e depois de trs anos sem registros, este estudo foi iniciado para determinar o status atual da populao do condor-Andino nos Andes do sul da Colmbia e norte do Equador, ampliando o alcance de cobertura no sistema de monitoramento e rastreamento no Sistema Altoandino Volcn Chiles. Uma das metas deste estudo identi car a biologia e o estado de conservao do condor-Andino, de acordo com a informao e o conhecimento que temos a partir das experincias na Argentina pela Fundao BIOANDINA e em ncleos de repopulao na Colmbia orientados pela Fundao NEOTROPICAL. Mtodos A pesquisa est dirigida ao repovoamento da espcie no sul da Colmbia, Departamento de Nario, na aldeia de Reserva Indgena de Chiles e no Equador na Provncia de Carchi, Municpio de Tulcn de la Parroquia Tu no na comunidade La Esperanza. O Sistema Alto Andino Volcn Chiles est localizado a 86 Km a Sudoeste da Cidade de Pasto (capital do Departamento de Nario), nas coordenadas geogr cas 049’ N y 7756’ W. Altitude de 3000 a 4779 m ao nvel do mar; conta com ecossistemas de pramo altoandino fazendo parte do complexo vulcnico cobrindo uma extenso de 5.626 ha (INGEOMINAS, 2000). Repovoamento desde 1989. Fuente: MAVDT, (2006); atualizados pela Fundao NEOTROPICAL, (2010). Repovoamento NcleoMachoFmeaTotalSobreviventes Viveis PNN Chingaza581410 Resguardo Indgena de Purac66128 Resguardo Indgena de Chiles5386 Paramo de San Cayetano3365 TOTAL19203929

PAGE 34

PGINA 32 NMERO 17 • JUNHO 2014 A comunidade La Esperanza localizada na serra norte do Equador. Limtrofe ao norte com a Colmbia, ao sul com a Reserva Ecolgica El ngel, ao ocidente com as terras subtropicais que vo at o Pac co e a leste com a poro oriental do conselho Tulcn no beco intrandino. As coordenadas geogr cas em Tu o son 0049’ N y 7751’ W (Proyecto Pramo Andino, 2004). A coleta de dados foi realizada na unidade geogr ca correspondente ao ecossistema de pramo no Sistema Volcn Chiles durante 2012, ao longo do vero e do inverno, com registro de dados de campo mensais. (Perodo seco: janeiro, fevereiro, junho, julho, agosto e dezembro, perodo mido: maro, abril, maio, setembro, outubro e novembro). O monitoramento e o rastreamento de indivduos que ainda voam a rea tanto territrio colombiano e equatoriano foram conduzidos, assim como entrevistas com a comunidade em ambos os pases. Os dados da amostragem foram registrados a partir de 3500 a 4770 m ao nvel do mar, incluindo os 5626 ha do pramo Volcn Chiles, 56,2 % (3164 ha) da rea monitorada; e de 9000 ha do pramo Comuna La Esperanza no Equador, 49,5% (4457 ha) da rea monitorada. Considerou-se os parmetros como rotas de voo no corredor biolgico andino, estado do ecossistema pramo, a expanso da fronteira agropecuria e o conhecimento da comunidade sobre a funo ecolgica do condor-Andino. As observaes aconteceram entre s 8:00 e 17:00, utilizando binculos PENTAX 10x50 mm e Tasco 10x40 mm. Localizamos seis pontos elevados para a observao: La Puerta 3971 m, La Antena 4065 m, La Cresta 3728 m, Palacios 3982 m, Cerro del Medio 4102 m e Azuazy 4049 m. Em dois deles (La Puerta e La Antena) foram construdas plataformas para oferecer alimento aos condores e assim poder identi car os individuos silvestres dos reintroduzidos por meio da observao das etiquetas de identi cao no dorso da asa. Os dados foram coletados considerando as condies meteorolgicas, lista da fauna associada e etologia dos indivduos observados. O comportamento consiste de uma srie de eventos contnuos que deveriam ter sido identi cados como constituindo parte da coleta de dados (ZERDA, 2004). A observao da etologia dos indivduos consistiu na descrio de cada um dos padres de comportamento observados durante o monitoramento, os quais foram registrados em um catlogo comportamental: Voo, sobrevoo, alimentao, forrageamento, empoleirado, nidi cao e interao com outras aves. Resultados Sete individuos de condor-Andino foram registrados durante o monitoramento e rastramentos realizados nas localidades da Reserva Indgena de Chiles (Colmbia), Comunidade La Esperanza e pramo El ngel (Equador), durante o ano de

PAGE 35

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 33 amostragem. Os indivduos foram observados solitrios, em casais, em grupos de trs indivduos (casal e uma fmea juvenil) e de quatro indivduos em pleno voo de deslocamento (casal, sub-adulto e fmea juvenil) ao longo do sistema altoandino Volcn Chiles. Se observaram e estudaram o comportamento na vida silvestre de dois condores, uma fmea adulta e um macho juvenil de aproximadamente trs anos de idade, consumindo alimento, pousados nas plataformas de alimentao. O macho juvenil foi observado voando sozinha diferentemente da fmea juvenil de aproximadamente um ano e meio de idade, que se deslocava em companhia dos adultos. Da mesma forma, foi observado o comportamento hierrquico no momento da alimentao e competio na rea de forrageamento na plataforma de La Puerta, entre um curiquinga juvenil ( Phalcoboenus carunculatus ) e um condorAndino juvenil macho. O curiquingue perseguiu o condor-Andino em vo sobre a plataforma de alimentao, impedindo que este pudesse descer; a perseguio ocorreu em voo com o curiquingue atacando com suas garras e desestabilizando o voo do condor-Andino. Uma vez que o alimento colocado nas plataformas (bezerros e vacas que morreram de causas naturais), os curiquingues chegam primeiro sobrevoando as plataformas e depois consumem o alimento. Este comportamento de sobrevoo foi registrado em at 10 indivduos de P. carunculatus entre adultos e jovens, que alertaram o condor por terem detectado mais rpido a presena de alimento. Uma fmea adulta foi o primeiro a voar sobre a plataforma em La Puerta e depois desceu para se alimentar. Dias depois observamos o macho adulto e masculino juvenil nalmente descer para a plataforma. Finalmente, curiquingues retornaram para continuar comendo, primeiro os adultos e em seguida, os juvenis. Discusso As observaes em campo evidenciaram que parte da di culdade ao tentar determinar o estado populacional, tem origen tcnica no momento de monitorar espcies de tamanho populacional reduzido. Devido principalmente as intervenes antrpicas e as mudanas causadas no ecosistema, tem conducido a espcie a um grau de ameaa e vulnerabilidade que implica maior investimento de tempo e espao para sua localizao e observao em campo. De acordo com Hutchinson (1978), o tamanho da populao tem sido muitas vezes utilizado como uma medida da sade de uma espcie, sendo uma ferramenta retrospectiva que indica a existncia de uma mudana populacional quando esta j ocorreu. A identi cao das causas desta mudana requer no somente informao sobre o tamanho da populao, mas tambm dados sobre sua composio e dinmica demogr ca (Temple & Wiens, 1989).

PAGE 36

PGINA 34 NMERO 17 • JUNHO 2014 Padres climticos so fundamentais para determinar as caractersticas da vegetao e presena da fauna silvestre que pode se desenvolver em determinado ecossistema. A in uncia climtica no ecossistema de pramo muito ativa, especialmente por causa das grandes oscilaes diurnas de temperatura e umidade constante. A temperatura, a presso, os ventos e as precipitaes se constituem como os elementos fundamentais do clima; estes fatores so importantes para o comportamento e uso de hbitat dos seres vivos (Hedberg, 1964). Qualquer modi cao do ecossistema pramo, hbitat da espcie, poderia gerar um declnio na sade e reproduo do condor-Andino, ocasionando a migrao da espcie at outras regies menos alteradas, ou que seria mais grave, cause a extino da populao. Como outras espcies que ocupam o ecossistema pramo, o condor-Andino tem um papel importante dentro da cadeia tr ca, dessa forma, ao se trabalhar na sua conservao, tambm se contribui para a proteo de outras espcies dentro da sua rea de vida, como por exempo, o urso andino ( Tremarctos ornatus ), o veado de cauda branca ( Odocoileus virginianus) veado ( Mazama ru na ), anta ( Tapirus pinchaque ), puma ( Puma concolor ) e raposa do pramo ( Cerdocyon thous) Estas investigaes permitiram resgatar o patrimnio natural e cultural da regio e os servios do ecossistema que proporcionam a comunidade. Os resultados da pesquisa realizada no Sistema Altoandino Volcn Chiles um motivo para continuar unindo os esforos binacionais para garantir a conservao dos indivduos silvestres do condor-Andino. Com indivduos observados durante o ano de monitoramento, podemos inferir que estes so representativos da populao desta espcie no sul da Colmbia e norte do Equador e que sem o envolvimento da comunidade, estes indivduos podem se deslocar para fora da rea ou pior se tornar extintas localmente. Atualmente com o apoio do Ministrio do Meio Ambiente do Equador (MAE), Direo Provincial do Meio Ambiente Carchiy, Fundao NEOTROPICAL Colmbia, continuamos realizando visitas sistemticas na rea de estudo para continuar avaliando o comportamento do condor-Andino em estado silvestre, o seu deslocamento frente ao crescimento urbano-rural e realizando atividades de educao ambiental em cada comunidade para fortalecer o compromisso e gerar estratgias de conservao e de respeito para a espcie. Agradecimentos Ao senhor lvaro Jtiva e famlia; Florentino Chens e famlia; Cristian Silva e famlia; Oscar Canacun e demais membros da comunidade do Resguardo Indgena de Chiles, assim como ao Senhor Presidente da comunidade La Esperanza, Don Ernesto Tatamus, por sua grande bondade, suporte e gerenciamento. Francisco Ciri e

PAGE 37

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 35 Fausto Senz da Fundacin NEOTROPICAL e Marta Curti por seus comentrios ao manuscrito. Ao Engenheiro Damin Ponce do Ministerio de Ambiente de Ecuador (MAE), Direo Provincial do Meio Ambiente de Carchi. E a Biloga Vernica Ortega por seu apoio tcnico e pro ssional. Referncias Amaya, E., G. Kattan, B. Lopez, L. (eds.). 2002. Libro Rojo de Aves de Colombia. Serie Libros Rojos de Especies Amenazadas de Colombia. Instituto de Investigacin de Recursos Biolgicos Alexander Von Humboldt y Ministerio del Medio Ambiente. Bogot, Colombia. Birdlife International. 2013. IUCN Red List for birds. Downloaded from http://www.birdlife.orgon 13/03/2013. Ciri, F. & M. Barrera. 2010. Informe Tcnico Final de Ejecucin. Convenio de Asociacin No. 154 de 2009 entre el Ministerio de Ambiente, Vivienda y Desarrollo Sostenible Territorial –MAVDT y la Fundacin para el Manejo y Conservacin de los Ecosistemas Neotropicales – NEOTROPICAL, Bogot. Hutchinson, G.E. 1978. An introduction to population ecology. New Haven, CT: Yale University Press. INGEOMINAS. 2000. Atlas de Amenaza Volcnica en Colombia. http:// http://www.sgc.gov. co/Pasto/Volcanes/Volcanes-Chiles---Cerro Negro/Generalidades.aspx 08/04/2012. Lambertucci, S. 2007. Biologa y Conservacin del Cndor Andino en Argentina. Hornero 22(2): 149–158. Lambertucci, S. 2007-2012. Biologa y conservacin del Cndor Andino (Vultur gryphus) en Argentina. Laboratorio Ecotono, Centro Regional Bariloche, Universidad Nacional del Comahue – CONICET. Quintral 1250, 8400 San Carlos de Bariloche, Ro Negro, Argentina. Hornero 22(2):149–158. Lambertucci, S. 2009. Size and spatio-temporal variations of the Andean condor Vultur gryphus population in north-west Patagonia, Argentina: communal roosts and conservation. Laboratorio Ecotono, Centro Regional Universitario Bariloche, Universidad Nacional del Comahue, INIBIOMA-CONICET, Quintral 1250, Bariloche, Argentina. Lieberman, A., J.V. Rodriguez, J.M. Paez & J. Wiley. 1993. The reintroduction of the Andean condor into Colombia, South America: 1989-1991. Oryx 27:83–90. MAVDT. Ministerio de Ambiente, Vivienda y Desarrollo Territorial. Programa Nacional para la Conservacin del Cndor Andino en Colombia. Plan de Accin 2006 – 2016.

PAGE 38

PGINA 36 NMERO 17 • JUNHO 2014 Programa Cndor Andino. 1991. El Cndor vuelve a casa. Fundacin RenaSer. Bogot Proyecto Pramo Andino. 2004. http://www. condesan.org/ppa/ 20/10/2012 Rodrguez-M. J. V., R. H. Orozco, 2002. Vultur gryphus. En Renjifo, L. M., A. M. Franco-M., J. D. Temple, S. & J.A. Weins. 1989. Bird populations and environmental changes: can birds be bio-indicators? American Birds 43:260-270. Wallace and S. Temple. 1987. Releasing captive reared Andean Condors to the wild. Journal of wildlife Management 51:541-550. Wegener, A. 1983 [1915]. El Origen de los continentes y ocanos pp. 94. Madrid: Ediciones Pirmide S.A Ciencias del hombre y la naturaleza. pp. 230. ISBN 84-368-0233-0. WWF – Colombia. Proyecto Pramo Andino Transfronterizo. “Consolidacin del Manejo Ambiental del Resguardo Indgena de Chiles”. Informe Final: Contratista, Yuri Sinsajoa Pasuy. Convenio TP 31 de 1 de Noviembre 2007 WWF. ZERDA, E. 2004. Comportamiento animal: Introduccin, mtodos y prcticas. Universidad Nacional de Colombia, Facultad de Ciencias. Bogot. * *

PAGE 39

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 37 Markus Jais foi interessados na natureza desde que ele era um garato. Seus principais nteresses so a ecologa e conservao. de prdcadores, como gatos grandes, lobos e aves de rapina, especialmente guias. Ele corre o site www.europeanraptors.org e um contribuinte para www.africanraptors.org. Markus entrevistou recentemente Thomas Hayes para a RRN. A qui est um exerpt de que a entrevista. Markus Jais: Qual a distribuio de Buteo ridgwayi ? Thomas Hayes: O buteo ridgwayi endmica em Hispaniola e historicamente encontrados em toda a ilha e algumas ilhas de satlite ao redor. Sua populao atual isolado para o Parque Nacional Haitises (LHNP) no leste da Repblica Dominicana. Um pequeno nmero de aves adicionais residir em duas reas em que o Fundo Peregrine (TPF) vem realizando lanamentos experimentais das espcies. MJ : Quantos so Buteo ridgwayi no mundo? TH : A populao estimada atual de cerca de 300 indivduos. A espcie classi cada como criticamente em perigo o que torna a conservao ativa mede uma necessidade. Seu isolamento de um parque nacional de 1600 km2 deixa da populao muito vulnervel a eventos catastr cos, como furaces e surto de doena. MJ : Em que tipo de habitat habita o Buteo ridgwayi ? TH : Historicamente foi encontrado em uma grande variedade de habitats ao longo da Hispaniola. Mas habitat em Hispaniola foi drasticamente mudado nos ltimos sculos, deixando muitas perguntas sobre o que o habitat ideal para a espcie. Da minha experincia, eles exigem sees de oresta intacta para a caa e preferem ninho em bordas de orestas ou reas orestais perturbadas. A espcie altamente adaptvel que o torna um bom candidato para CONVERSAO DO CAMPOPor Markus Jais Adulto Buteo ridgwayi The Peregrine Fund

PAGE 40

PGINA 38 NMERO 17 • JUNHO 2014 as atividades de conservao. MJ : Qual a principal dieta das espcies? TH : Eles caam quase tudo o que est disponvel. Sua fonte de alimento principal rpteis como anoles, skinks e cobras, mas tambm presa em sapos, morcegos, ratos, camundongos, pequenos pssaros e at insetos. MJ : Quais so as maiores ameaas que enfrentam essa espcie? TH : Tal como acontece com espcies mais ameaadas de extino, esta espcie enfrenta vrias ameaas antropognicas. A perda de habitat devido s atividades agrcolas e, sobretudo, a perda de reas orestais por queimadas descontroladas um grande problema para a espcie. Na Repblica Dominicana, como em muitos pases, aves de rapina so perseguidos pelos moradores para proteger suas galinhas no quintal, e como fonte de alimento tambm. Alm disso, estamos monitorando uma grande populao reprodutora de Buteo ridgwayi sendo afetados por infestaes de moscas ectoparasitas, Philornis pici. Ns temos documentado que estas infeces o frequentemente fatal em muitosThomas Hayes e Christine Hayes faixas e tomar medidas de um jovem Buteo ridgwayi, Parque Nacional Los Haitises The Peregrine Fund

PAGE 41

WWW.NEOTROPICALRAPTORS.ORG PGINA 39 casos e j comearam a tomar medidas proativas para tratar os lhotes afetados. No se sabe se esses parasitas tm aumentado em nmero, devido s alteraes climticas e alterao de habitat, mas considerada uma sria ameaa para o pssaro. Tambm tm documentado que muitos dos seus ninhos cair. Normalmente, estas aves de rapina constroem ninhos em Roystonea hispaniolana As folhas das palmeiras estruturalmente suporta o ninho. Quando as folhas caem, coloque a estrutura do ninho e os seus ocupantes em risco. Outra ameaa espcie que sua populao est agora isolado no Parque Nacional Haitises (LHNP), e este parque no est bem protegida. Milhares de pequenas propriedades agrcolas (conucos) esto espalhados por todo o parque e em partes da oresta so queimados anualmente para acomodar mais conucos. O governo ainda est tentando descobrir como proteger o parque e lidar com a situao das cidades existentes. MJ : Como a atitude das pessoas sobre esta ave de rapina? TH : A atitude geral da maioria dos dominicanos para aves de rapina mat-los para proteger suas galinhas ou por comida. Voc tem que entender que a famlia Dominicana mdio ganha muito pouco em termos de renda, de modo que eles so altamente dependentes de seus cultivos domsticos e gado ou de aves para a alimentao. A boa notcia que descobriram que as pessoas geralmente esto dispostos a mudar suas atitudes depois de aprender sobre a conservao e, em alguns casos, ns fornecemos materiais e ajudou as pessoas a construir galinheiros para ajudar a resolver os con itos com estas aves de rapina comer sua galinha domstica. Nas reas onde temos uma presena real, como na aldeia de Los Limones, as pessoas comearam a abraar esta espcie como um tesouro e se tornaram uma parte importante de proteger a espcie. MJ : Quais so as principais metas do seu projeto? TH : Nossos principais objetivos so proteger a populao remanescente de Buteo ridgwayi atravs da gesto, educao e construir outras populaes auto-sustentveis por meio de nosso programa de lanamento disperso assistida. Um bilogo local, empregado por The Peregrine Fund The Peregrine Fund

PAGE 42

PGINA 40 NMERO 17 • JUNHO 2014 MJ :Como voc v o futuro da Buteo ridgwayi ? TH : Ns sentimos que esta espcie tem uma boa chance de recuperao, enquanto organizaes de conservao continuar a trabalhar com a espcie. Muitas das razes que a espcie sofreu um declnio, tais so tambm razes pelas quais ele deve ser capaz de ser recuperado. Buteo ridgwayi muito adaptvel e, portanto, no depende necessariamente habitat natural intocada. Esta espcie muito manso e muitas vezes constri seus ninhos e caa em estreita proximidade com os seres humanos. Isto signi ca que a perseguio da espcie um problema real, mas por essa razo, desde que os seres humanos no so mat-los, eles podem sobreviver em reas prximas s pessoas. Uma possvel razo para o declnio de espcies porque no dispersar grandes distncias. Como as populaes foram eliminados durante o ltimo sculo, eles no foram capazes de se tornar re-estabelecida em outras reas, pois as aves no dispersar longe de suas reas natais. Por esta razo, o programa de disperso assistida essencial para a criao de novas populaes de auto-sustentao. Em ltima anlise, a educao ser uma atividade essencial de conservao para ajudar a proteger a espcie no futuro. Esq: O primeiro par desta espcie que foi formada como resultado do programa de TPF em Punta Cana, Repblica Dominicana. Thomas Hayes. Dir: O lhote nasceu para o mesmo casal ainda est vivo um ano depois de deixar o ninho. Este ano, o mesmo casal teve dois lhotes. Daniel Nuez.

PAGE 43

Ornithological Council http://ornithologyexchange.org/forums/files/ download/31-oc-small-grants-program-call-forproposals-2014/ El Ornithological Council iniciou um pequeno programa de subsdios para integrar a investigao e conservao ornitolgico. A pesquisa vai ajudar a melhorar as chances de sucesso de projetos de conservao reais na regio do Mxico na Amrica do Norte, bem como na Amrica Central, Caribe e Amrica do Sul so elegveis para competir. As inscries vo at 31 de julho de 2014. Rede de Aves de Rapina Neotropicais www.neotropicalraptors.orgNmero 17, Junho 2014 Raptor Research Foundation 24-28 Noviembre, Corpus Christi, Texas USA http://www.raptorresearchfoundation.org/conferences/upcoming-conferencesO evento ter lugar no Emerald Beach Hotel em Corpus Christi Bay. O Caesar Kleberg Wildlife Research Institute na Texas A & M Kingsville, e HawkWatch Internacional ir sediar o evento. O Caesar Kleberg Wildlife Research Institute so lderes em fornecer a cincia por trs da conservao da vida selvagem no sul do Texas. HawkWatch Internacional uma organizao que est a investigar as aves de rapina e dos seus habitats desde 1986. Pamela & Alexander F. Skutch Research Awardhttp://www.afonet.org/grants/index.htmlThe Pamela & Alexander F. Skutch Research Award dar apoio a projectos realizados “investigao minimamente invasiva nas relaes sociais e de reproduo das pequenas aves neotropicais conhecidos.” As candidaturas podem ser apresentadas em Ingls, Espanhol ou Portugus. A concesso dos EUA 10,000 dlares concedido anualmente. O prazo de inscrio 15 de julho. Um deve ser um membro da Associao dos ornitlogos de campo para ser elegvel para receber uma bolsa de estudos. The Wilson Ornithological Societyhttp://www.wilsonsociety.org/awards/wosawards.html El Wilson Ornithological Society oferece vrios subsdios para investigao ornitolgica, incluindo: Louis Agassiz Fuertes Grant; el George A. Hall/Harold F. May eld Grant; el Wilson Ornithological Society Research Grants ; y el Paul A. Steward Grant. Os cidados de qualquer pas so elegveis para applicar. No requer um memebresa o WOS para a maioria das subsdios. Bolsas variam de $ 1.000 a US $ 2.500 US anualmente. Prazo de inscrio 1 de fevereiro de cada ano.