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Correio (Portuguese)
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 Material Information
Title: Correio (Portuguese)
Physical Description: Serial
Language: English
French
Portuguese
Spanish
Publisher: Hegel Goutier
Place of Publication: Brussels, Belgium
Publication Date: 07-2010
 Subjects
Genre: serial   ( sobekcm )
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
System ID: UF00095067:00092

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Full Text







ON. [18 1 E. LY -II mi T 210








A revisla bimiesIral das relacoes a conpe inj enlre Ali~aCrlsa(it call
e a Unijo E urpeli

































I' 3'- I 0
i `:::I ~ ~" Ift *Il












Cer reia 0ndice

0 CORRE10, No 18 NOVA EDIQA0 (N.E)
Comite Editorial
Co-Presidentes
Mohamed lbn Chambas, Secretario-Geral
Secretariado do Grupo dos pauses de Africa, Caraibas e Pacifico
wnnw.acp.int

Fokion Fotiadis, Director-Geral da DG Desenvolvimento
Comissao Europeia
ec.europa.eu/development/

Equipa Editorial
Editor-Chefe
Hegel Goutier
JornaistasDOSSIER 12 DESCOBERTA DA EUROPA 26
Marie-Martine Buckens (Editor-chefe adjunto)
Debra Percival

Editor Assistente
Okechukwu Umelo EDITORIAL 3

Assistente de Produgio
Telm Borrs PERFIL
Fokion Fotiadis: UE empenhada no objective de 0,7 do
Colaboraram nesta edigio
Eric Andriantsalonina, Victoria Burbidge, Sandra Federici, Okeoma lbe, Joshua Massarenti, Nawa RBN para ajuda ao desenvolvimento at 2015 4
Mutumweno, Dev Nadkarni,Andrea Marchesini Reggiani, Okechukwnu Umelo, Charles Visser.

Gerente de project E IET
Gerda Van Bieryliet Kristalina Georgieva: Mais atenao as necessidades
Coorenaio atisicahumanitarias e as restrigies dos recursos 6
Gregorie Desmons
PERSPECTIVA 8
Paginagio
Ldic Gaume
DOSSIER
Mr nce Reggiani Africa na economic mundial

Distribuigio Africa: alicerces econ6micos s61idos em face da crise 12
Viva Xpress Logistics -wwnn.vxlnet.be
O Banco Europeu de Investimento aposta em Africa 14
Agincia Fotografica China -Congo: Para o melhor e para o pior 15
Reporters -wwnn.reporters.be
China encarada pelos lideres africanos como um parceiro

6 otgrafo trinitario-tobagense Abigail Hadeed retrata Song of the deng ioflxvl1
Earth (1996), a segundo "Mas" ou Carnaval da "Grande Trilogia" do Auad Edsiaaa eevliet ocmri
trinitario-tobagense Mas Master, Peter Minshall. (Hallelujah, 1995 e na Africa Ocidental 19
Tapestry -Threads of Life -1997) cujo tema e a expressao da gratidao A Africa esta a beneficiary do seu motor econ6mico,
pela dadiva da existncia. Song of the Earth coloca o ser human no
centro do mundo, dando origem a tudo e despertando todas as coisas a Africa do Sul? 20
para a existncia atraves do canto (ver "A inspiragao de Minshall" na
fa o atg Rdhe ae tra da R portagem dos PaisesACP). A SOCIEDADE CIVIL EM AQQA0
ONG somalis dao voz as necessidades do seu pais 22
Contacto
0 Correio
45, Ruede Treves PERSPECTIVA
1040 Bruxelas O subito aumento de aucar da Zmbia 24
Belgica (UE)
info@acp-eucourier.info
wnnw. acp-euGouriIer. info DESCOBERTA DA EUROPA
Tel.: +32 2 2345061
Fax: +32 2 280 1912 'Pequena Poldnia'

Publicaao bimestral em portuguis, inglis, francis e espanhol
Crac6via, a real 26
Para mais informagoes como subscrever, consulate o sitio web www.acrJ-eucourier.info ou
contacte info@acrJ-eucourier.info

Editor responsavel
Hegel Goutier

Parceiros
Gopa-Cartermill -Grand Angle -Lai-momo

A opiniao express e dos autores e nao represent o ponto de vista official da Uniao
Europeia nem dos pauses ACP.

Os parceiros e a equipa editorial transferem toda a responsabilidade dos artigos escritos
para os colaboradores externos.





























EM FOCO 34 INTERACQL)ES 37 REPORTAGEM 46 CRIATIVIDADE 59



O maior estado da Europa 27 Industrializaao versus biodiversidade 52
Solidariedade com aos paises mais pobres do mundo 30 Moda reflecte o belo mosaico de T & T 54
A soberania alimentar conjuga-se de Norte para Sul 32 UE ao lado da T & & na diversificaao econ6mica 55
Os sobredotados de Zakopane 33 Tobago: uma grande irma pequena 57


EM FOCO CRIATIVIDADE
3Canal de Trindade e Tobago: Por um Rapso Global 34 Africa Visionaria, artes da cena de Africa. 59
CONGO 50 60
Envolvimento reforgado dos paises ACP no cinema 60
NOSSA TERRA Jos da Silva: Uma hist6ria de sucesso 61
As alteraoes climiticas e os meios de comunicaao social: Bienal de Artes Visuais "Regard B6nin 1.0" 62
Cronistas e intrpretes para os ACP 36

PARA JOVENS LEITORES
INTERACQl)ES Aldeia integrada na economic global 63
Michael Hailu, novo Director do CTA: Agricultura tem
novamente um lugar de destaque na agenda international
para o desenvolvimento 37 CORREIO DO LEITOR/AGENDA 64
ECOSOCC: Interface entire a sociedade civil e a Uniao
Africana 38
Sector privado das Caraibas recebe estimulo 41 Suplemento: Inqurito aos leitores
Reconstruir a economic do conhecimento no Haiti 42
Fundaoes europeias e a agenda Europa 2020 43
Circulos virtuosos de intercmbio 44
Mulheres: "Estamos long dos objectives de Pequim" 45


REPORTAGEM
Trindade e Tobagfo

A festa em Trindade e Tobago ira continuar? 46
O governor reage a incerteza no mercado do petr61eo e
do gas 48
Mulheres a desafiarem normas culturais 49
Esforgos de diversificaao 50










OEspace Senghor e um centro que assegura a pro-
Vmogio de artists oriundos dos pauses de Af rica, Ca-
raibas e Pacifico e o intercmbio cultural entire comunida-
des, atraves de uma grande variedade de programs, indo
das artes cenicas, music e cinema ate a organizagio de
conferncias. I um lugar de encontro de belgas, imigrantes
de origens diversas e funcionarios europeus.

Espace Senghor
Centre cultural d'Etterbeekrxeas BgcaS. >~

espace.senghor@chelio.be
www.senghor be



































































Ilustragio p2 Fotografia tirada em Cedros, na costa sudoeste de Trindade. "Hosay", uma das festividades indianas do pals, envolve um desfile de models de
mausolus multicolores que sao oferecidos ao mar ou a outra massa de agua. O nome "Hosay" deriva de Hussein, o neto de Maom que foi assassinado por
Yazid em Karbala. St. James, nos suburbios de Port of Spain, o unico lugar na ilha onde tam bm se realize a mesma cerim6nia.
Celebragio Hosay". CAnbigall Hadeed




































2 ~RRE10
















Quando a Africa despertar




principal da 1.o cadeia fran- sje deste nilmero, dedicado ao lugar de
cOf avisara de que as imagens eram -nos pensar na audicia do aparecimento,
.; I chocantes. Na realidade, eram imagens em 1973, do artigo intitulado < de crianas arrancadas is maos das maes, China acordar... o mundo tremera,>, do
/ que avangavam em tumulto, e de uma ensaista, diplomat e politico frances,
.iI mulher gravida arrastada sobre o asfalto Alain Peyrefitte, quando este pais parecia
E, sobretudo, a imagem de uma mae com mergulhar no marasmo. Uma perspicacia
a filho atado is costas, puxada pelos pes, sO agora apreciada pelo seu just valor.
ficando com todo a seu peso sobre a corpo
do bebe. Sae sem-abrigo de origem afri- Le Courrier reuniu muitas organizaoes
cana, na sua maioria mulheres e criangas, internacionais e especialistas que concor-
expulsos pela policia de um imOvel ocu- dam com Leridon. Quer se trate do Fundo
pado ilegalmente nos suburbios de Paris. Monetario Internacional, que elogia as
Estas imagens, captadas em 21 de Julho resultados de Africa quando a sua capaci-
per um video-amador, fizeram furor na dade para resistir a crise financeira gragas
Internet e foram divulgadas por intimeras a alicerces econOmicos sa0s e s01idos;
cadeias mundiais de television, como a ou do Banco Europeu de Investimento
CNN e a BBC. que aposta tudo nas pequenas e medias
empresas do continent e, sobretudo,
Um imigrante africano tem de respeitar a afirma junto dos empresarios europeus
lei, e a policia deve garantir que tal acon- que e esse a local de eleigio para investor;
tece. Porem, a um jornalista que a questio- ou do Overseas Development Institute
nava sobre a case de um joyem professor (ODI) e da UN Millenium Campaign,
que se suicidara em consequencia de uma que classificam 11 naoes africanas entire
obstinaao judicial por uma falta leve, um as vinte primeiros paises em vias de desen-
presidente frances em exercicio, Georges valvimento pelo seu exito na realizaao
Pompidou, negligenciara a fora da lei, dos Objectives de Desenvolvimento do
respondendo simplesmente com as ver- Milenia, object do suplemento especial
sos de Eluard: < Que a compreenda quem do encarte deste nfimero da revista, a
quiser. Por mim, a meu remorso, fai para imagem da Africa do Sul, sem falhas na
a vitima razoavel, com alhar de crianga organizaao do campeanato mundial de
perdida, a que se parece com as mortos, futebal que as w anun-
que sae mortos para serem amados,>. Um ciavam problematica, e das mais positivas
comentario que seria valido nautras cir- no que taca a Africa.
cunstancias.
Uma imagem que esta a mudar e que
Alguns dias antes desta brutal expulsao, permitira, talvez dentro de duas a tres
foram as imagens de crianas lividas da dezenas de anos, substituir as imagens
Nigeria, vitimas da fame, que fizeram que a television anunciava com duras. E
agitar a planet. Ha dois anos, a imprensa apenas uma aposta, que cada vez mais
international chama tambem a atengho especialistas consideram vencedora.
para a deterioraao da situaao alimentar
na EtiOpia e para a espectro da fame, tao Matthias Leridon "I'Afrique va bien", Ed.
horrivel como a verificada em 1984. Nouveaux Dbats publics www.nouveaux-debats-
-publics.com
E, apesar de tudo isto, Mathias Leridan*
public actualmente a obra "I':Afrique Hegel Goutier
va bien" (A Africa esta bem). O journal Chefe de RedacCdo























N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 3























UE continula .empenhada no objective

de 01 / do RBN para a uda ao

deisenvolv mento ate 2015

Entrevislta comni Fokilon IFotiadis,
.II1- cl~l I-I1' 1.1 I:i : ._ [IilI *,13V01Virnt nt e Re aoes corn os Estados ACP


OCE
E altura de nos prepararmos este objective no C.onselho
Em 1 de Julho de 201 0, Fokion Fotiadis entrou em fungieS desde ja para o period ap6s Europeu em 17 de Junho. E
COmo Director-Geral da DG DEV, a DG .- :. I Ii .:i ~- I pela 2015 -quais serao os nossos claro que sera um verdadeiro
political de desenvolvimento e pelas iI.i ~-.:.- :. com OS novos objectives estratgi- desafio, em particular na
Estados de Africa, C ii -ill. 1. .e F.1il l I De ois de I IrI il cos para o resto da d6cada? actual conjuntura de medidas
Teremos um Outono de de austeridade ornamental
a DG dos Assuntos Maritimos a das Pescas da Comissao desafios, bem como anos impostas por muitos Estados-
duranlte tris anos, dirige agora umr servigo que enfrenta interessantes a nossa frente Membros. Aumentar a Ajuda
uma agenda political de grandes desafios. A revista 0 no que respeita a political de Pilblica ao Desenvolvimento
desenvolvimento. (APD) 6 uma questao de
COff6i0 fa OU 00m Fotiadis algumas semanas apos ter escolha political, e tivemos
8Ssumido o novo cargo. Terefmos um OutonO oportunidade de observer que
de desafios, bem como diversos Estados-Membros
anOS inte~reSSantes a conseguiram aumentar a sua
Hegel Goutier de apoio financeiro da UE ajuda em 2009 e 2010, apesar
para o sector das pescas nOSsa frente no que da contracao econ6mica na
ainda maior do que a ajuda re!speita & politica de~ Europa.
ao desenvolvimento da desenvolvimento

Asua experin- Comissao Europeia ao pais. Para acompanhar o pro-
externas con- Ha um novo Comissario UE atingir os Objectivos dos objectives de APD, o
Asiderivel. No seu responsivel pela political de Desenvolvimento do Conselho concordou em
cargo anterior, tambdm de desenvolvimento desde Milnio. Muitos pauses apresentar anualmente rela-
tinha de lidar com os pai- o inicio do ano. Estou a europeus estao atrasa- trios sobre esta questao.
ses ACP. De que modo esta assumir o novo cargo ape- dos no compromisso de Observamos que ha diversos
experincia o beneficiary nas com alguns meses de atingir uma ajuda de paises da UE que tornaram
no seu novo cargo e quais antecedncia face a criaao 0,7por cento do RNB os seus objectives de APD
as tarefas urgentes que do Servigo Europeu para a (Rendimento Nacional vinculativos e que estao a
tem apontadas na sua Acao Externa. As mudanas Bruto) at 2015, invocando ter sucesso na sua consecu-
"Lista de Afazeres"? institucionais rodeiam-nos, dificuldades econdmicas e a0. Nao existe legislaao
mas as pessoas nao devem financeiras. Acha que estes comunitaria vinculativa que
Passei a maior parte da esperar de mim um inicio pauses conseguirdo recu- determine de que modo cada
minha carreira na Comissao lento de actividades. Estao perar o terreno perdido? Estado-Membro deve atingir
Europeia, a trabalhar na planeados para este Outono Serdo necessarios mais os seus objectives de APD,
DG de Relaoes Externas. varios events importantes -compromissos da UE? mas posso promoter que con-
Trabalhei com uma srie a Reuniao de Alto Nivel da tinuaremos a trabalhar em
de paises, desde os nossos ONU sobre os Objectivos A Uniao Europeia esta pro- estreita colaboraao com os
vizinhos pr6ximos na Europa de Desenvolvimento do fundamente empenhada em Estados-Membros para fazer
Oriental a Asia C:entral e ao Milnio (ODM), a Cimeira auxiliar os paises em vias de do valor de 0,7 uma reali-
M6dia Oriente. At6 mesmo a UE -Africa, bem como uma desenvolvimento a atingir dade at 2015.
political maritima e de pescas srie de documents politicos os ODM. Estou confiante
da UE tem uma significativa que estao ja em preparaao. de que o objective de 0,7 Que resultados espera da
dimensao international. Nao nos podemos esquecer por cento do RNB pode Reuniao de Alto Nivel da
Vou dar-lhe um exemplo -a de que s6 nos restam cinco ser alcangado at 2015. Os ONU sobre os ODM em
Mauritnia, onde o pacote anos para atingir os ODM. lideres da UE confirmaram Setembro?














































Kristalina Georgieva a conversar com um gestor de logistica no Haiti,
depois do violent terramoto que atingiu a ilha a 12 de Janeiro de 2010. oc E




M ais tenc o= ,Entrevista de Hegel Goutier


8 S nGC S 8 SIHG a primeira Comissdria respon-
as n cesicidessdvel pela pasta da ajuda humanitaria

h ~ ~ i e resposta a crise, sendo, ao mesmo
m 8 I 8 l 8S 6 SUtempo, responsdvel pela cooperado
humantarla e asinternacional. Existe uma correlado?7

I d KG -A Comissao decidiu criar esta nova
[G S r ig 6 S OS [ CU SOSpasta devido ao desafortunado aumento
restioe dosrecu sosda frequencia, intensidade e impact das
catistrofes. As pessoas sofrem em con-
sequencia de acantecimentos naturais
Kristalina Georgieva, uma cidada bulgara, foi recentemente nomeada Comissaria ou causados pelo hamem; devido a guer-
da UE para a CooperaCao Internacional, Ajuda Humanitaria e Resposta a Crise. A ras e confitos. Esta nova pasta tem dois
rapidez com a qual o seu pacote de emergncia inicial foi entregue apos o terramoto objectives principals: um deles e prestar
atenao is necessidades humanitarias e
n0 Haiti nao passou despercebida. Kristalina ja goza da reputagio de comunicar is pessoas que sofrem, e assegurar de
de forma direct e calorosa. form a eficaz a disp osiao de recurses per
parte da UE; a outro e conseguir uma
resposta is catistrofes mais coordenada e
eficaz, mais coerente e visivel. Isto porque
quando as necessidades estao a aumentar
e os paises-membros da UE se encontram
sobrecarregados pelo impact da crise
financeira e economica, as seus orgamen-
tas sae restringidos.



6 ~RRE10





















Mas a cultivo de arro: no Haiti extin-
guin-se devido as importaoes de
aldm-mnar.

Nao com a meu dinheiro. Por esse motivo,
no dia 31 de Margo, no prOprio dia da
conferencia de Nova torque para o Haiti,
pedimos a todos as nosses parceiros que
procurassem primeiro comprar a nivel
local e que sO importassem alimentos de
outros sitios se as produtos locais estives-
sem esgatados.

Falou de postos de trabalho; pedia as
......ONGs que empregassem especialistas
Scompetentes a nivel local no Haiti on
noutro local em ve: de contratarem
apenas pessoal estrangeiro?

O que nao queremos ver e uma econo-
*; mia paralela de parceiros de assistencia
SHegel Goutier aO desenvolvimento no Haiti com dois
mundos, um de exilados e outro de hai-
tianos. O que queremos ver e a criaao do
maximo de capacidade possivel, a mais
depressa possivel e ultrapassar a capa-
Tambem tenho no meu titulo a termo houver uma situaao de debate politico cidade que ja existe. O que me impres-
"cooperaao international" porque a entire um pais que estamos a ajudar e a sionou mais quando fui an Haiti fai a
assistencia humanitaria e as respostas is Comissao Europeia, proporcionaremos dignidade do povo haitiano e o facto de
crises sae a melhar forma de cultivar a ajuda humanitaria se for necessario, mas terem ultrapassado esse choque tremendo
valor mais precioso da EU: a solidarie- nesses cases podera haver menos espago sem tumultos nas ruas, alem de estarem
dade. Solidariedade significa conseguir para outras formas de compromisso. muito mais dispostos a colaborarem uns
de modo mais pr0-active que as outros Nestes cases, a distingio entire ajuda com as outros do que antes do terramoto.
paises lidem melhar com as catistrofes humanitaria e ajuda ao desenvolvimento
naturais. Todos as anos desembolsa- podera ser mais profunda, mas estes casos No campo humanitario, temos cerca de
mos cerca de mil milhies de euros de sae mais a excepao que a regra. 200 organizaoes em parceria pelo mundo
ajuda humanitaria. inteiro e procuramos sempre saber se essas
Embara se trate de Por exemple, no organizaoes se encontram bem implan-
muite dinheiro, nao What we do not want to Haiti estamos a ten- tadas nos seus paises.
e demasiado, dadas as see is a parallel economy tar certificar-nos de
necessidades premen- of development assistance que a ajuda humani- A ajuda humanitarian da UE estd a
tes pelo mundo fora. partners in Haiti with two t"ria apoia a desen- sofrerde falta de visibilidade em com-
Por exemplo, sabemos valvimento e de que parado com os EUA?
que existe outra vez worlds; one of expatriates and a desenvolvimento vai
perigo de fame no another of Haitians. an encontro das neces- Sim, ha duas explicaies para esse facto.
Sahel. Atribuimos 30 sidades hum anitarias. A primeira e que as povos europeus sae
milhies de euros an Sahel e tencionamos Com as nosses parceiros, a Programa modestos. Enquanto que nos EUA dizem
duplicar rapidamente esta quantia. Alimentar Mundial, estamos a tentar "Optimo, fantistico, fabuloso", n6s na UE
arrecadar a maximo possivel de alimen- dizemos "Nao esti mal". E uma diferenga
No case do Haiti, quando a terramoto tas a nivel local, no Haiti, na Reptiblica cultural. A segunda explicaao e que as
atingiu a pais, a trabalhar com as parcei- Dominicana ou noutros paises da regiao. Estados Unidos sae um pais federal. AUE
ros locais desembolsamos imediatamente Porque? Porque ao faze-lo estamos a criar e uma uniao e ainda nao e uma federaao.
8 milhoes de euros para assistencia hum a- um incentive, ajudamos u sector agricola Existem 27 estados independents, com
nitaria e logo a seguir mais 30 milhies de no Haiti e tentamos certificar-nos de que 27 bandeiras, ainda nao tem a instinto de
euros. Menos de dois meses mais tarde, esta ajuda chega a todos e nao fica con- promover a bandeira europeia. Durante a
desloquei-me ao Haiti e aumentimos este centrada de forma artificial, per exemple conferencia no Haiti, pela primeira vez, a
valor em 120 milhoes de euros para assis- em Port-au-Prince. Uniao Europeia surgiu com um nilmero
tencia humanitaria. muito grande, quase 1,3 mil milhies de
Utilizamos a dinheiro da assistencia euros. Depois, as Estados-Membros, um
Por veres, a fronteira entire a assis- humanitaria para programs de traba- per um, declararam a quantia com que
tucia ao desenvolvimento e a ajuda lho porque queremos encorajar as joyens tinham contribuido para este nfimero.
humanitaria parece ser pouco clara? a trabalhar e mobiliza-los para limpar e Penso que veremos isto suceder mais do
construir casas ou para montar tendas. que uma vez. Devemos informar as nossos
Na maior parte dos cases, conseguimos a O apoio a criaao de pastos de trabalho cidadaos sobre a que fazemos, tornando-
continuidade atraves da ajuda imediata, e um objective sustentivel a long prazo. -as orgulhosos de pertencerem a UE,
da reabilitaao e do desenvolvimento. Se camped mundial da generosidade.




N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 7



































Nigerianos formam fila para votar numas eleigies gerais em Abeokuta, cerca de 80 quil6metros a norte de Lagos. o CE


Nigria



Preparagio para as eleiq6es

Political agitada, economic instavel: 0 colunista nigeriano Okeoma lbe diz que de 167 milhies de d61ares americanos, a
estas quatro palavras resume a actual situagio political e economic na Nigeria actual lideranga consider que os bancos
na perspective das eleigies gerais de 2011. devem ser categorizados em bancos de
pequena, mdia e grande dimensao. De
forma analoga, a anterior administrator
nao encontrou problems de governaao
das sociedades nos corpos gestores dos
Okeoma Ibe bancos, enquanto a actual administrator
alterna os seus candidates presidenciais despediu o corpo gestor de cinco bancos.
entire o norte e o sul, o que significa que
seria a vez do norte em 2011. Este pro- Na sequncia do colapso dos preos das

ANigriajateve asuaquota-parte grama parece agora ter mudado, mas o acq5es, a Assembleia Nacional aprovou
colonial, a ditadura military e ainda de se pronunciar sobre se ira candi- beleceu a Sociedade de Gestao de Activos
uma transiao dificil para a datar-se as eleigies. As recentes alteraoes da Nigria (Amcon) para "absorver"
democracia. propostas a constituigio podem indicar emprstimos t6xicos fornecidos por ban-
que as eleigies poderao realizar-se logo cos a pessoas e instituigies, com o intuito
As eleioes gerais de 2011 dominam em Janeiro de 2011. Grupos da sociedade de trazer alguma estabilidade ao mercado
actualmente as discusses political do civil comegaram ja a mobilizar os nigeria- bolsista e, por extensao, a economic.
pais. Acontecimentos recentes sugerem nos para protegerem os seus mandates e
que o president em exercicio, Good luck assegurarem que as fraudes eleitorais nao "A criaao da Amcon o reflexo do com-
Jonathan, podera estar interessado em lhes retiram os seus votos. promisso do governor de salvaguardar os
candidatar-se ao cargo que actualmente interesses dos depositantes, credores e
ocupa. Na preparaao para as eleigies, as Plano economic de outras parties interessadas no sistema
assembleias legislativas (federais e esta- financeiro nigeriano e de, ao agir deste
dos) da Nig6ria votaram a supressao de No plano econ6mico, o crescimento da modo, rejuvenescer a economic doms-
uma disposiao da Constituigio de 1999 Nigria tem sido dificultado pela incon- tica", afirma o president Jonathan.
que proibe os candidates acusados pelas sistncia do planeamento econ6mico
cmaras administrativas de se candida- e do desenvolvimento. Infelizmente, a A queda dos preos do crude, em parte
tarem a cargos politicos. A acusagio por Nig6ria nao tem tido a sorte de ter gover- devido a vandalizaao de oleodutos e aos
uma cmara adminis- nos sucessivos que se raptos no Delta do Niger, teve um impact
trativa de inqurito Negligenciar o Delta empenhem nas mes- negative nas projecq5es sobre as receitas
era um dos mtodos do Niger acarreta um risCO mas prioridades eco- petroliferas. Negligenciar a area acarreta
anteriormente utiliza- n6micas. A crise no um risco mais grave uma vez que mili-
dos para excluir politicos da participaao sector bancario de 2008/9 6 um exemplo tantes da zona ameagam destabilizar a
em eleioes. A nomeaao 6 um assunto classico. Enquanto o Banco Central diri- produao petrolifera at que o governor
partidario. Tradicionalmente, o Partido gido por Chukwuma Soludo defendia invista na regiao para criar condigies de
Democratico Popular (PDP) no poder um capital social minimo para os bancos habitabilidade para os seus habitantes.



8 ~RRE10














South Africa


Comerclo c


de flores


"socialm7ente


responsivel"

Na Africa do Sul, mais especificamente
em Nelspruit, os floricultores consegui-
ram posicionar-se no mercado africano
muito apreciado do comercio de flores,
actualmente dominado pelo Quenia.
Mas, contrariamente a maioria dos seus
concorrentes do continent, a empresa
Timbali aposta nos seus funcionarios,
todos provenientes de comunidades
rurais pobres.


Marie-Martine Buckens


ideia de base e oferecer as
pessoas provenientes de
meios desfavorecidos a
oportunidade de se inte- Gerberas nas estufas Timbali.
D Xavier Rouchaud
grarem na corrente dominant da eco-
nomia", explica-nos Mauritz Lombaard,
um dos nove responsiveis pelo incubador
de tecnologia Timbali, situado a algum as
centenas de metros dos edificios admi- durante dois ou tres anos e, em seguida, Sabedoria
nistrativos da capital da provincia de oferecemos-lhes estigios de gestao. Posto
Mpumalanga. A empresa e criada com isto, cabe a eles regressarem as suas ter- Actualmente, a Timbali camercializa
base no modelo de ras e continuar a pro- sobretudo Gerbera. "Com 2 milhies de
cluster, agrupando Os agricultores devem duzir em regime de flores produzidas anualmente, somos sem
varias microempresas. ODffentar concorrentes que franquia. Neste caso, dfivida a maior produtor desta flor em
"(O Objectivo"), presse- podem ter acesso a Africa"~, acrescenta a Sr. Lombaard. As
gue a Sr. Lombaard, beeiimd lvds emprestimos de pro- flores sae vendidas em toda a provincia,
"consiste em partilhar apoios, enfrentar solos por duao." Para tal, a ate a provincia rica de Gauteng, espe-
uma infra-estrutura VOzes pobres e recursos empresa beneficia rando uma abertura no mercado muite
comum, tal como a hidricos mais do que limitados do apoio da agencia apreciado da exportaao. A menos que
sistema de purifica- governmental SEDA os responsiveis tenham a sabedoria de
a0 da agua, as despesas de transport, a favor de pequenas empresas, e de outras frutificar prioritariamente a mercado
a aprovisionamento, a marketing. Tantas instituioes, incluindo a Uniao Europeia. continental, estando cientes dos rever-
economias de escala que nos facilitam a sos sofridos pelos grandes floricultores
acesso ao mercado". O incubador de Nelspruit dispanibiliza, quenianos apOs a paragem dos trans-
deste modo, as qualificaies necessarias portes areas no seguimento da erupao
A Timbali e a proprietiria das infra-estru- aos negros das comunidades pubres "a do vulcao da Islandia. Mas a empresa
turas e as agricultures que ai trabalham maioria mal sabe ler e escrever" para e mais ambiciosa. A volta das estufas,
alugam as servigns. "Trata-se de um se integrarem numa economic agricola foram plantados milhares de limoeiros
process de incubaao", explica Mauritz sul-africana ande as agricultures devem e de outras arvares de fruto, e, ao lado
Lombaard. "Durante seis meses, anali- enfrentar concorrentes que beneficiam dessas plantaoes intensivas, dois hectares
samos se as candidates estao realmente de elevados apoios, enfrentar solos per foram consagrados a cultures horticolas
dispostos a fazer um investimento neles vezes pubres e recurses hidricos mais do biol0gicas. Sem pesticides. Um outro
pr0prios. Depois, damos-lhes formaao que limitados. mercado potential?



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 9















Jamaica




Christopher "LDudus" Coke

e o fenomeno das comunidades Ckoefio
Parem, alguns residents de Tivoli
Gardens abraaram abertamente a sis-
fortificadas tema, dizenda que a presena de Coke
na comunidade os fazia sentirem-se segu-
ros. Muitos residents manifestaram-se
Um analista politico jamaicano interpreta o protagonismo, n0 e barricaram a comunidade depois de a
pals, de Christopher "Dudus" Coke, que enfrenta acusagies Primeiro-Ministro Golding ter dado luz
de trafico de droga e de armas nos Estados Unidos. verde ao pedido de extradigio de Coke,
apresentado pelos Estados Unidos, apesar
de meses de tacticas dilat0rias. Mesmo
apOs a extradigio de Coke para as EUA,
em Junho, e as mortes de mais de 70
pessoas durante a agitagio civil, quando
homes armados atacaram as forgas de
seguranga e incendiaram pelo menos um
pasto de policia, as residents afirmaram
que existia ordem na comunidade antes
da agitaao civil, sem violaoes e com
um recolher obrigatOrio as 20h00 para
quem frequentava a escola, implementado
per Coke.

A presenga de Coke na
.I L; ,,IJ comunidade fez com que os
rr residents se sentissem seguros

Robinson argument que Coke era coma
/ um benfeitor para muitos dos residents
pubres do bairro de Tivoli. "Vimos muitas
pessoas darem a cara e mostrarem que
beneficiavam de alimentos, vestuario,
taxas escalares, dinheiro e outros artigns
dessa natureza", afirma ele. E acrescenta:
,I*"Assim, a que vimos foram dois elemen-
tas em funcionamento: a da coacaoe
Christopher "Dudus" Coke, lider de um gang jamaicano escoltado a da beneficencia, pela que, em certa
por agents da DEA, a agncia norte-americana de luta contra a droga. medida, a que acantece e que a control
c Reporters/iAssociated Press das comunidades fortificadas per parte
de padrinhos criminosos esta sediado
nos locais em que a control efective dos
Victoria Burbidge estados foi destruido ao long de muitos e
tem sido descrita como a mde de rodas as muitos anos, a que deve ser uma grande
fortificaCles", diz. Robinson explica que preocupaao para todos."
estas comunidades fortificadas operam

lider de zona de T ivoli Gardens a seu prOprio "sistema de lei da selva".
A ascensao deste bem conhecido como um tribunal de si mesmas, com Uma nova Colmbia?
da cidade, do circulo eleiteral "Desde a dissolugho do cenario de Tivoli element politico quanto a element cri-
de West Kingston -fai preparada desde Gardens, temos visto relatos na imprensa minal tiveram um papel a desempenhar e
a sua infancia quando a pai, Lester Lloyd sobre camaras de tortura e outros indicios se apoiaram mutuamente. "A nossa poli-
Coke (Jim Brown) dominava a zona. de um sistema de lei da selva", comenta tica foi corroida por este fen6meno; ambos
Segundo Claude Robinson, um analista sobre a comunidade, representada pelo estao interrelacionados e alimentam-se
politico jamaicano, a vasto apoio de Coke Primeiro-Ministro da Jamaica, Bruce um do outro." Embara concordando
deriva da politicala de fortificaao" ini- Golding. "Os padrinhos e as lideres que que existem algumas semelhanas entire
ciada em finais dos anos 60 e na decada operam nas comunidades fortificadas tem a Colombia anterior a 2002 e a Jamaica,
de 70 pelos dois partidos politicos domi- capacidade para infligir e utilizar a forga Robinson discorda da afirm aao de que a
nantes, a Partido Trabalhista da Jamaica e a coacao para obterem as seus intentos Jamaica estara a caminhar para um estado
(agora no poder) e a oposiao, a Partido entire as cidadaos, e as provas sugerem parecido com a Colombia, no qual as
Nacional Popular. "E necessario recuar- que existe uma qualquer forma de lei da gangues se apoderaram dos municipios,
mos ate as estruturas basicas das comu- selva, um poder de control, e as pessoas tornando-os efectivamente estados dentro
nidades fortificadas, e Tivoli Gardens she vitimas dessa autoridade", acrescenta. do Estado.



10 ~RRE10


















A taxa de desemprego da Colombia em exito a lidar com este problema", diz eu, exista a possibilidade, uma hipOtese
2002 era de 18% dos 49 milhies de habi- Robinson, apontando para a queda de de desmantelar as redes criminosas em
tantes, vivendo, aproximadamente 60% Pablo Escobar. E acrescenta: "Nao sei Tivoli Gardens", diz. "E (tambem) possi-
deles, na pubreza. A corrupao grassava para ande nos dirigimos, nao quero fazer vel que se possam comegar a desmantelar
entire os representantes do Estado, as ser- comparaoes com outros paises... mas, outras redes nautros locais." Contudo,
vigos sociais eram limitados, a povo estava certamente, diria que ambos as paises Robinson e peremptOrio a salientar que
debilmente representado e as barges da estao a lutar contra as barges da droga." tal nao acantecera apenas com uma ope-
droga preenchiam a vazio criado por estas raao numa comunidade, mas que tem
lacunas. Contudo, argument que a desmante- de ser um esforgo sustentado dos estados,
lamento da rede criminosa na Jamaica das comunidades, do sector privado e de
"Tanto a Colombia quanto a Jamaica nia ird dar-se da naite para a dia, impli- todos na Jamaica.
sao estados que estao a combater a cando um esforgo concertado por parte do
narcotrifico e esses barges da droga. Estado. "Nao lhes proponham contratos,
Recentemente, a Colombia teve algum nia lhes oferegam apoio e talvez, penso






Despedida de Stefano Manservisi,


co-presidente do Conselho Editorial do Courrer






H.G.




para a Desenvolvimento junto da
Stefsano Mansperisi, Diecor-Geral
Comisso MnEuropeia Dieoabtor-ea
destas fungies, co-presidente do
conselho editorial do Courrier, passa a
chefiar as Assuntos Internos na nova
Direcao-Geral da Justiga e dos Assuntos
Internos.

Antes de assumir a cargo de Director-
Geral em 2005, S. Manservisi trabalhara
ja durante 15 anos ao servigo do desen-
valvimento na Comissao Europeia, entire
outros, como administrator do departa-
mento e, seguidamente, como membro
dos gabinetes de diverses comissarios, a -ri
u1timo dos quais a president da Comissao Stefano Manservisi no F6rum Em presarial U E Af rica. o Reporters/iJock Fistick
Europeia, Romano Prodi.

ApOs mais de vinte anos de cooperaao
com as grupos ACP, Manservisi passou operar para conferir maior eficacia a de dossier para cujo exito Manservisi
a fazer parte da casa, quase como um political europeia de desenvolvimento. muite contribuiu.
membro da familiar, a quem era permitida Pensemos na importancia dos docu-
uma attitude de a-vontade e franqueza mentos estrategicos dos paises e regi- Stefano Manservisi consagrou ainda uma
para com as seus interlocutores nestas oes ACP que, nos programs de ajuda, grande atenao a visibilidade da political
regimes. O sucesso de numerosos dossiers, proporcionaram uma maior margem de de desenvolvimento da Uniao Europeia.
iniciativas ou events dependeu muito do escalha aos paises beneficiarios. O con- A energia que dedicou para apoiar as
seu empenho. Responsivel pela execugho senso europeu sobre a desenvolvimento, Jornadas Europeias, langadas em 2006
das political implementadas pelos comis- com vista a melharar a coordenaao e pelo comissario Louis Michel, contribuiu
sarios, vislumbrou, logo que assumiu harmonizaao das political de desenvol- para fazer desde event algo de incon-
a cargo de Director-Geral, as grandes vimento da Uniao Europeia e dos seus tornivel.
mudanas e adaptaoes que se deveriam Estados-Membros, e um outro exemple





N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 11







































Trabalhadores a movimentar tijolos num estaleiro de construgio em Joanesburgo, Af rica do Sul. oReporters/IAP



Af nca: alicer ces economics

solidos em face da crise

A Africa Subsariana e a regiao que tem
sido menos afectada pela crise financeira
global, nao so pelo grau relativamente Hegel Goutier grandes disparidades: per um lado, uma
forte queda em paises com um nivel de
diminuto de integraLao na economic rendimento intermedio, per exemple a
mundial, mas fundamentalmente devid0 quebra de 6,5% no crescimento da Africa
a situaLao macroeconomica favoravel i btneapnod ne-d u mcmaai o eid
deste continent. A regiao tambem soube aoga < no bltuloi j rela bri
adaptar rapidamente as suas political de21 ervsoe uh e A resistncia da Africa
economics logo no inicio da crise, com 2010*), "APfrica Subsariana: de regresso subsariana crise global um
vista a limitar os choques provenientes ao forte crescimento?"~, e relativamente dos fendmenos mais notaveis
do resto do mundo, ja para nao falar dos Optimista acerca da situaao economic da actual recessao mundial
na regiao e dos seus trunfos para uma
SUCeSSOs alcangados no dominio social maior integraao na economic mundial.
e do crescimento em alguns sectors da Tal como no resto do mundo, a cresci- entire 2003 e 2007 e, per outro lado, um
6COn0mia. Foi esta a conclusao geral de mento caiu em 2009, com a produao saldo positive na maioria das denomina-
a aumentar apenas 2%, um declinio das economies frigeis, como a Congo
um relatorio publicado recentemente pel0 acentuado,, qu todavia, considerado (RDC) com valores superiores a 10%. Em
Fundo Monetario Internacional*. limitado per natureza. Existem tambem media, as projecq$es (revistas em Julho


12 ~RRE10















de 2010) para a regiao em geral estimam paises empreenderam transferencias de Em comparaao com outras regimes do
um crescimento de 5% em 2010, e um recurses s01idos, que podem ser enten- mundo, a Africa Subsariana tem sido
valor ainda mais prometedor de 6% em didas como uma especie de "protecao relativamente bem sucedida a manter a
2011. Alem disso, este crescimento devera social sob a forma de desenvolvimento", confianga dos investidores estrangeiros.
manter-se enquanto a recuperaao mun- como se descreve no relatOrio do FMI. As u1timas tendencias registadas mostram
dial presseguir e no pressuposto de nao Isto consiste no investimento em segu- que as investimentos recuaram para um
existirem grandes factures de desestabi- ranga alimentar atraves de subsidies aos nivel unde ji existem sinais nos paises
lizaao political. meios de produao agricola, para alem mais desenvolvidos de receios de uma
das bras publicas. economic sobreaquecida. Alem disso, as
Politicas arrojadas: o aumento remessas de funds de emigrantes africa-
da despesa public em vez de se Politica social: em defesa da nos sofreram apenas um pequeno declinio,
deixar contagiar economic um padrao semelhante an observado na
ajuda ao desenvolvimento.
A resistencia da Africa Subsariana a Embara no passado, como refere a
crise e considerada no estudo do FMI relatOrio do FMI, as paises da Africa O panorama na e, contudo, inteiramente
como um dos fenOmenos mais noatveis Subsariana tenham evidenciado a mau optimista. Um tergo das naoes desta
na actual recessao mundial. O baixo nivel habito de reduzir a despesa social para regiao esta extremamente desintegrado
de integraao deste continent na eco- resolver problems orgamentais, desta dos movimentos de capitals internacio-
nomia mundial teve certamente a sua vez, a sua reacao, logo no inicio da crise nais. O estudo do FMI terminal com
importancia, mas nao e sO per si razao
suficiente para explicar tal facto, ate por-
que em crises anteriores o impact fai
muito mais penalizante. Os factures que
foram determinantes para este desempe-
nho residem nos fortes alicerces macroe-
conOmicos construidos desde meados da
decada passada, bem como nas reacq$es
inteligentes dos governor africanos que,
aos primeiros sinais de abrandamento
econ6m ico, tom aram medidas para redu-
zir a importancia dos factures externos,
aumentando a despesa publica, nao obs-
tante a estagnaao ou redugho da receita.
Isto permitiu a economic esperar pela
actual recuperaao na procura mundial
e respectivos corolarios aumento
dos preos dos bens de consume e, per
conseguinte, a crescimento das receitas
das exportaoes para muitos dos paises
subsarianos.

Durante a crise, este aumento da despesa
publica tem sido especialmente significa-
tive em certas economies frigeis, como
a Togo. No entanto, alguns paises nao
foram capazes de aumentar a flexibili- des epsraEsrtg o 2 Rnona
dade da sua political ornamental, como e o
case de um outro pais fragil, a Uniao das
Comores, que ainda esta long de aban- financeira, foi completamente diferente. algumas recomendaoes que parecem ser
donar a grupo das naoes pubres mais Em 2009, o ano mais recent para o qual beneficas. ApOs as medidas de protecao
endividadas. Outro exemple e a Republica ha numerous dispaniveis, conseguiram necessarias a curto prazo, as governor
das Seicheles que, apesar de ser um pais manter a despesa de consume entire as sa0 aconselhados a dar mais uma vez
de nivel intermedio, tem enfrentado dese- classes mais desfavorecidas. Nos domi- prioridade aos objectives tradicionais,
quilibrios macroeconOmicos devido aos nios da educaao e saude, as valores como a infra-estrutura, e a resolver defi-
colossais investimentos imobiliarios efec- imputados tem vindo a aumentar em ces orgamentais que se revelaram (Iteis
tuados. 20 dos 29 paises com durante a crise, mesmo que, por vezes, seja
baixos rendimentos. necessario usar de prudencia e continuar
Em terms de poli- Os governor mantiveram Na0 obstante, sub- a recorrer an orgamento para estimular
tica monetaria, mui- O inVestimento publiCO siste a facto de que a procura.
tas das naoes deste porqueos saidos orgamentais a ausencia quase
continente tem redu- total de segurana
zid astaas e bse tinham melhorado nos scaimlcuma* Estudos Econ6micos e Financeiros Mundiais
para~~~~~ ~ ~ ~ ~ ~ Piesrzaes nSatroe rs erspectivas Ecaonmicas Regionais- FMI,
paranivis azovei, anS aterOre 8 RSO maior penalizaao Abrilde 2010.
favorecendo a inves- dos sectures mais ** Actualizagio das Perspectivas da Economia
timento interno. Os governor mantive- desfavorecidos, sobretudo para aque- Mundial: http://www.imf.org/external/pubs/ft/
ram a investimento publico nos niveis les que perderam a emprego -700.000 weo/2010/update/02/index.htm
anteriores, com cerca de metade deles a sO na Africa do Sul. Segundo a Banco A Comissao Europeia ira publicar uma nova son-
registar mesmo um aumento. Isto foi pos- Mundial, a crise impediu que, pelo dagem do Eurobar6metro sobre "os europeus e a
sivel porque as saldos orgamentais tinham menos, sete milhies de pessoas conse- Africa"' em Novembro, que estara disponivel para
vindo a melharar nos anos anteriores a guissem ultrapassar a limiar da pubreza a Cimeira UE-Africa, sitio web http://ec.europa.
crise. Na falta de novos recurses, muitos (1,25 dOlares per dia). eu/publicopinion/i ndexen.htmb.




N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 13














0 Banco Europeu de Investirnento


aposta ern Africa


Desde o inicio do ano, o Banco Europeu de Investimento envolveu-se, em conjunto
com outras instituigies financeiras, em diversas iniciativas em Africa, destinadas
a estimular a retoma economic e a criagio de emprego atraves do reforgo dos
mercados de capitals e do sector privado, e atraindo investidores. Estas acgies
corroboram a nova imagem de Africa, como continent em progress.



H.G.
desenvolvimento de Africa sae viaveis em dOlares no continent. O objective desta
terms camerciais. iniciativa e tambem atrair investimentos
privados com grande potential de desen-
ciou-se ao Banco Africano de dente do BEI, "a parceria criada... envia investimentos do BEI em Africa foram
Desenvolvimento (BAD), a um claro sinal de confianga face as possi- realizados em parceria com outras ins-
fundo da OPEP para a desen- bilidades de envolvimento nos mercados tituigies.
valvimento international (FODI) para financeiros africanos".
apoiar a novo Fundo de Capitalizaao No ambito da Parceria para a financia-
para Africa, criado pela Sociedade Desde as grandes empresas as mento de Africa, uma das instituioes
Financeira Internacional (IFC), mem- microempresas associadas pode operar em name das
bro do grupo do Banco Mundial. Este outras, com a objective de reduzir a des-
fundo dispora de um montante de 200 Ainda em Main de 2010, a BEI e sete perdicio de tempo e recurses que consti-
milhoes de d61ares destinado a consolidar outras instituigies africanas, ou implan- tuem, entire outros, as auditorias repetidas
a capacidade de conceder credito dos ban- tadas no territOrio africano, como a Banco e as numerosas instrug5es de processes.
cos camerciais privados africanos, com a de Desenvolvimento da Africa Austral ou
objective de acelerar a retoma econ6mica a Agencia Holandesa de Financiamento Outra aposta em Africa. O BEI tornou-se
e a criaao de emprego. Conta coordenar do Desenvolvimento (FMO) lanaram a primeiro investidor no unico fundo de
as suas acq$es com as de outras institui- oficialmente a "Parceria para a financia- microfinanciamento destinado a Africa
95es financeiras para minimizar as efeitos mento em Africa"~, destinada principal- subsariana, a REGMIFA* langado em
da crise financeira mundial em Africa. mente a projects de grande dimensao nos Main de 2010 por decisao do G8 e datado
E, sobretudo, atrair funds soberanos e sectures das infra-estruturas e da indus- de 150 milhoes de d61ares. Aparticipaao
demonstrar, dessa forma, que as investi- tria. No total, estas oito entidades tinham do BEI eleva-se a 15 milhies de d0lares.
mentos privados que contribuam para a investido, em 2009, 8,8 mil milhies de Este fundo investira em 50 empresas de
microfinanciamento que disponibilizarao
emprestimos na meeda local a pequenas
empresas, das quais 300 000 beneficiary
durante as prOximos cinco anos.

Fundo regional de investimento para as micro,
pequenas e mdias empresas da Africa subsariana.


















Edificio do Banco Europeu de Investimento. ocE



14 ~RRE10













Contratos China Congo (RDC)




Um caso excepcional.



Para o rnelhor e para o pior

Em Setembro de 2007, o Governo congolis e um consorcio do Estado chins
assinaram o acordo bilateral de i nvestim ento mais important jamais assi nado ate
essa data entire a China e um pals africano. Para Stefaan Marysse, professor na
Universidade de Anvers, especialista do Congo, este acordo simboliza as relagies
sino-africanas e o novo posicionamento de Africa na economic mundial.



-congolesa para explorer cobre, cabalto Apenas a Africa possui ainda materia-
e ouro do Congo. -prima. E uma China imperial que repro-
duz o que cada poder hegemOnico tinha
SM -A penetraao chinesa em Africa feito. Existem, portanto, parecengas com
marca um period intermedio. Mostra um project colonial.
que estamos no final da epoca p0s-colo-
nial sob a egide dos antigos poderes colo- O que as chineses dao aos paises africa-
niais. ApOs um tempo, as elos camerciais nos em troca das materias-primas sae as
comegaram a balangar para Oriente, pri- infra-estruturas pfiblicas nas quais sae
meiro para as produtos japaneses. Em competitivos, competentes, capazes de
2030, todas as projecqGes a demonstram, respeitar as adiamentos rapidos. E justa-
a China sera responsivel por 35 a 40 % da mente disso que tem necessidade a Africa,
erodugho mundial. Por outro lado, existe em especial a Africa Central.
Africa que penetra no sistema mundial.
Para este continent, estas mudanas sao Porque se trata de 2m? project
traum atizantes. Esta em pleno reposicio- colonial?7 Nao disso que os pauses
namento, desfazendo-se nao s6 do period africanos t&nz necessidade e que a
colonial mas tambem do p6s-colonial, no colonizagdo cldssica ndo tinha tra-
decurso do qual as seus governantes pen- zido?
savam que ao dominar a political se pode-
ria dominar a economic. Nesta conjuntura Para Africa, a grande perigo e um project
Stefaan Marysse OHegelGoutier mundial, Africa esta comprometida com de desenvolvimento extrovertido. Por
um movimento de enraizamento nos seus outro lado, as chineses refazem as infra-
valores culturais e com outro de desen- -estruturas que existiam anteriormente.
raizamento em direcao a mundializaao. Trata-se do period do nacionalismo que
nao se ocupou disso. Na epoca colonial, a
Os dois movimentos da China e de Africa Congo (RDC) estava tao bem equipado
fazem com que esta seja confrontada como a Africa do Sul.
com uma relaao de fora a definir. A
grande questao: sera que Africa, nesse A diferenga na abordagem chinesa e que
deslizamento geo-estrategico, tem poder esta reconhece a soberania dos povos
Entrevista por H.G. suficiente. As relaoes sino-congolesas africanos. Nao se imiscui na political
simbolizam a que se passa no continent local e negoceia tanto com as bandidos
africano. como com as melhares democrats. E
nao critical. Refora a estatuto dos que

e um grupo de empresas esta- particularidade das relaoes sino- como, per exemple, a da Africa do Sul
duais chinesas diz respeito a -africanas, e ern especial das sino- como num governor repressive como a do
Oconstruao de infra-estruturas -congolesas? Zimbabue ou a do Sudao. E pode faze-
estimadas em 6,5 mil milhies de euros e -lo pois as seus centros de decisoes estao
um emprestimo de 2 mil milhoes de euros Do ponto de vista econ0mico, a China concentrados, sem imprensa critical per
para a modernizaao de infra-estruturas procura materia-prima para a expansao exemplo. Nesse sentido, e coerente desde
mineiras, sendo a total avangado pelo da sua economic. Ela nao possui materia- Bandung* onde se apresentava como chefe
banco Chinese EXIM Bank. Tratava-se -prima e tem de a encontrar, mas todas dos nao-alinhados.
do maior neg6cio efectuado entire a China as grandes reserves das outras parties do
e um pais africano. Para garantir a reem- mundo ji se encontram sob control das Em resposta as critics sobre a seu apoio
bolso, fai criada uma joint-venture sino- multinacionais das antigas potencias. a poderes nao democraticos, a China res-



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 15




















ponde que nao financial os governor mas neses compreenderam-no e concentram- lisados por ordem do Fundo Monetario
executa projects flteis aos paises. O que -se nisso. Evisivel. Mas, quando olhamos, Internacional que considerou que o
permit a apropriaao da ajuda por parte por exemplo, para o mapa das constru- Congo, a ponto de sair da categoria dos
dos africanos. 5es chinesas no Congo, em Angola e na paises mais endividados, nao se podia
Zmbia, todas estao interligadas e visam aventurar em dividas colossais para as
A Africa tira entdo proveito para o a said de matrias-primas e a entrada de geraoes futuras. As garantias exigidas
seu desenvolvimento das trocas com produtos importados. pelos chineses no contrato de Setembro
a China, que lhe de 2007 foram consideradas exorbitantes.
permitem dispor My impression is that EoD momento que faz Por esse motivo o FMI alterou as condi-
de grandes infra- a diferenga. Tenho 5es dos emprstimos. Em Outubro de
-estruturas? Africa is beginning to hold impressao que Africa 2009, houve correcq5es ao acordo que
its head up highs se esta a recuperar. reduziram a metade os custos das infra-
A Europa tambm Houve grandes per- -estruturas. E bom por um lado, mas por
investiu milhares de milhies nas infra- sonalidades political como Mandela, outro o Congo tem realmente necessidade
-estruturas em Africa, mas tambm numa Amadou Toumani Tour em Mali. E ha dessas infra-estruturas. A Grcia acaba
boa governaao e nas eleioes. Mas os uma tomada de conscincia de que a classes de pedir um emprstimo de cerca de 110
Estados europeus fizeram-no de forma political nao se pode perpetuar a nao ser mil milhies de d61ares. Nao se tratava
dispersa e as suas acq5es sofrem de falta de atrav6s de uma boa governaao. Africa aqui senao de 6,5 mil milhies.
visibilidade. A China concentrou-se nas reposiciona-se. Resiste as crises, muito
infra-estruturas. Num pais como o Congo melhor que noutros lados.
que tem que importar tudo, os ovos da Conferncia constitutiva do grupo dos niio-
Africa do Sul, o arroz da Tailndia, etc., Mas os contratos assinados com a China, -alinhados do Terceiro Mundo por 29 paises da
eram necessarias infra-estruturas. Os chi- no caso do Congo, deviam ter sido ana- Asia e de Africa.



Casarnento Chino-Africa




L-~IDe claro vos X mr ido-
e mulher.. ,



*I --olas' Africa..
umarad
- ophor undade..


























D Ilustragile de Eric Andriantsalonina




16 ~RRE10











































Um complexo de cinco plataformas extrai crude ao largo da costa de Cabinda, o campo petrolifero mais produtivo de Angola. c Reporters




rar as potenciais beneficios que poderia Eu diria que sim. Durante muito tempo, nas estao a usufruir de um aumento das
colher do camercio com este continent Africa esteve fora do mapa em numerosos exportaoes para esses paises. Mas e bom
marginalizado mas rico em recursos. palcos mundiais importantes. A maioria haver milltiples parceiros camerciais. A
das naoes ocidentais nao se mostravam China nao deveria ser a finico "mercado
A China afirma praticar uma political de dispostas a encarar Africa como um par- alternative".
"nia ingerencia" nos assuntos internos ceiro commercial de confiana enquanto
dos seus parceiros camerciais. Ao con- esta nao resolvesse as seus problems de Uma vez que as economies dos paises
trario do Ocidente, abstem-se de critical governaao e nao se enquadrasse nas suas emergentes estao em ascensao, abrem-se
as problems de governaao e de violaao "expectativas". Apos a chegada da China, enormes mercados is exportaoes afri-
dos direitos humans dos seus parceiros alguns paises africanos com importancia canas. Alem disso, as naoes africanas
africanos. Aus olhos de muitos deles, a estrategica, em especial, assistiram ao poderiam importar meios de produao
China aparece assim como um parceiro renascer do interesse ocidental. essenciais a um prego muito mais baixo.
commercial facil.
Muitos analistas subestimam normal- A pobreza em Africa estd a diminuir
Muitos economists afirmam presen- mente a papel de Africa. E, no entanto, em resultado das novas parcerias
temente que as economies da Africa possivel que al guns analistas sobrestimem criadas, nomeadamente, entire nume-
subsariana caminham agora na direc- tambem esse papel. Tratando-se de um rosos pauses africanos e a China?
do certa. Qual a sua opinido? continent com um crescimento recent
e rico em recursos, Africa desempenha Com a avango da parceria sino-africana,
Crein que sou levado um papel important a volume das trocas camerciais esta cer-
a concordar com essa A China tambm desenvolve na dinamica global. tamente em franca ascensao e o PIB dos
afirmaao. A filtima .Especificamente, paises africanos tem vindo a crescer.
decada, em especial um nes ciiae poderia desempenhar Porem, as implicaoes relatives a pubreza
a period anterior a na construio de infra- um papel de relevo no poderao ser limitadas, ji que a cresci-
crise financeira glo- estruturas e, sobretudo, desenvolvimento do mento, muitas vezes, nao e inclusivo. Alem
bal, foi fantistica para abstm-se de intervir a nivel camerciO no sector disso, contrariamente ao modelo de ajuda
a regiao. Muitos pai- dos recursos minerals, ocidental, que ultrapassa as intervengies
ses assistiram a um das political locais produtos agricolas e de project para chegar directamente aos
crescimento impres- diverses produtos de pubres, a China esta envolvida em grandes
sionante do PIB e a um grande impulso trabalho intensive. Trata-se igualmente projects de infra-estruturas e iniciativas
em terms comerciais e dos investimentos. de um terreno per explorer em terms de investimento. Note-se, contudo, que a
O turbilhao politico comeou igualmente de investimento. long prazo estes projects contribuirao
a acalmar em muitos paises. No entanto, fortemente para a combat africano a
ainda existem muitos problems que, se As relaoes camerciais entire Africa e as pubreza. Estes contributes, associados aos
nao forem resolvidos, poderao prejudicar economies emergentes, apesar de pro- seus donativos e emprestimos, poderao
a sustentabilidade do progress em curso. missuras, nao deixam de envolver alguns inclusivamente posicionar a China como
perigns. Por vezes, considera-se que as um bom parceiro de desenvolvimento para
Pensa que a parceria entire Africa e empresas africanas (como as do sector as naoes africanas.
a China e outros pauses emergentes textil) sae afectadas pelas importaoes
levon a um reposicionamento de baratas das economies asiaticas emer-
Africa na economic global? gentes. Por outro lado, as naoes africa-




18 ~RRE10


















Ajuda da UE destinada ao desenvolvimento


do comercio na Africa Ocidental



0 PAPED c o Programa de Desen- O PAPED fai criado com as duas orga- euros, 63%) sera aplicada na melharia e
volvimento f inanciado pela UE para a niza"es regionais da Africa Ocidental, no reforgo da infra-estrutura relacionada
Africa Ocidental associado a um Acord0 a WAEMU/UEMOA e a Comunidade com a camercio. Um montante de 1,855
EconOmica dos Estados da Africa mil milhoes de euros (19%) sera atriburdo
de Parceria Economica (APE), um acord0 Ocidental (CEDEAO) que estao a liderar a projects para diversificar as econo-
de comercio livre celebrado entire a UE e a integraao da regiao, incluindo uma taxa mias da Africa Ocidental e aumentar a
a regiao*. Mas serao os funds suficien- externa comum e uma uniao monetaria. capacidade de produao, enquanto que
tes arair o enonto ds aleraoesOs gOvernos, as instituioes regionais, 631 milhies de euros (7%) serao coloca-
tespar irao ncotrodasaltrages sector privado e a sociedade civil da dos de parte para a desenvolvimento do
provocadas por um APE e de que forma Africa Ocidental tambem participaram camercio intra-regional e para facilitar
serao utilizados? nas conversas do PAPED. o acesso aos mercados internacionais.
Os restantes 145 milhies de euros (2%)
Na sua intervenao na conferencia, destinam-se a implementaao, control
Andris Piebalgs, a Comissario para a e avaliaao do APE.
Desenvolvimento da UE afirmou que a
PAPED ira "para alem das necessidades "Temos de conversar sobre as nume-
de adaptaao do APE". Para Mohammed ros, mas tambem sobre as estrategias de
Daramy, Comissario para o Comercio, as reforgo no ambito do PAPED", afirmou
Alfandegas e a Migraao da CEDEAO, Angel Losada, embaixador de Espanha
"a abertura do mercado per si sO nao na Nigeria, na conferencia de Bruxelas.
Debra Percival conduzira ao desenvolvimento". O
Secretirio-Geral do Grupo ACP de pai-
ses de Africa, das Caaia e doPaiic odroesg que rc AEaue foi negociado com as
(ACP), Mohammed Ibn Chambas, lem-
pacote "ajuda ao camercio" brou aos participants que a objective da Os paisersdas AfbrcaOdena qu seE senco uruntam
do PAPED fai criado paralela- liberalizaao do comercio e da integraao Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gmbia,
mente a conversas entire a UE regional consistia em criar pastos de tra- Gana, Guin, Guind-Bissau, Libria, Mali, Niger,
Oea Africa Ocidental sobre a balho e combater a pubreza que ainda se Nigria, Senegal, Serra Leoa, Togo e Mauritinia.
liberalizaao do mercado no ambito de um encontra a um nivel elevado e inaceitivel.
APE. A UE espera concluir este process
ate ao final de 2010. "Nada esta acordado Infra-estrutura, uma prioridade
ate que tudo esteja acordado", afirmou
Soumaila Cisse, president da Comissia Preve-se que a grande maioria do orga-
da Uniao EconOmica e Monetiria da mento do PAPED (6,029 mil milhies de
Africa Ocidental (WAEMU/UEMOA),
numa conferencia realizada em Bruxelas,
em Maio, organizada pela presidencia .J.... -- L l ;i~~~~
espanhola da UE sobre a papel da UE no
reforgo da integraao da Africa Ocidental.

A media que as negaciaoes sobre a
minucia do APE presseguem, a UE con-
firmou que pode dispanibilizar 6,5 mil
milhoes de euros dos 9,54 mil milhoes de
euros previstos para a PAPED ao long
dos prOximos cinco anos (2010-2014).
Pretende que outros deadores se juntem
ao project, incluindo instituigies multi- ~
laterais e n sector privada, para cobrirem rr
a restante parte em falta.

"A abertura do mercado
por si sd ndio conduzird ao
desenvolvimento" Mohammed
Daramy, UEMOA

Uma estrada que atravessa a capital liberiana. c Reporters



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 19














A Africa esta a beneficiary do seu motor


economico, a Africa do Sul?




Estara Africa a beneficiary do seu motor Charles Visser *
6COn0mico, a Africa do Sul? Ah... a pre- Estados negros que ja existiam dentro da
Ocupgiocomos itersse prorio...Africa do Sul (Suazilandia e Lesoto) e a
ocupLaocomos itersse prorio...sua volta, neste case a Botsuana. A razao
0 maior factor de motivagio de toda aineespesaetabm erqu sEadsegsidpnets
Humanidade... pode por vezes ter bene- portanto, a principal impulsio- tinham de ser vistos como estando a traba-
f (Ci0s mais vastos e constitui de facto um nador da promoao pela Africa lhar para viabilizar a "Grande Apartheid"
alicrceda ocidademodrna Eue 0Sul do desenvolvimento econ6- (a criaao de "terras independents" para
mico dos seus vizinhos imediatos e mesmo sul-africanos negros).
mneu vizinho concordamos em nao nos de toda a Africa subsariana: faz com que
aniquilarmos porque e do nosso propri0 as cidadaos destes paises nao saiam dos Interveniente principal
interesse, mutuo e individual. mesmos e cria um mercado para as pro-
dutos da Africa do Sul. Numa das ironias tipicamente africanas,
a rendimento que recebiam da SACU
Nao e muite conhecido, mas a Africa do tornou-se a principal f Sul esforgou-se sistematicamente, mesmo Suazilandia e do Lesoto, ainda que ape-
durante as anos do apartheid, per melho- lassem bem alto para sanoes cada vez
rar a situaao econOmica dos seus vizi- mais several contra apartheid da Africa
nhos. Fai assim desde a criaao da Uniao do Sul na altura.
da Africa do Sul, em 1910, que assistiu
igualmente a criaao da mais antiga O period p0s-apartheid viu a ade-
uniao aduaneira do mundo, a Uniao sao da Africa do Sul a Comunidade
Aduaneira da Africa Austral (SACU). de Desenvolvimento da Africa Austral
O objective principal (SADC). A SADG fai
deste acordo adua- criada em 1980 para
neiro entire a Africa A Africa do Sul esforgou-se reduzir a dependen-
do Sul, a Botsuana, sistem7aticam7ente, mesmo cia da Africa do Sul
a Suazilandia e a durante os anos do apartheid, dos 9 membros ini-
Namibia e promover ciais. A organizaao
a desenvolvimento por melhorar a situaglio inclui agora 15 mem-
econOmico regional GCOnomica dos seus vizinhos bros, mais a norte
atraves da coordena- como a Reptiblica
a0 do comercio. O acordo de 1910 previa Democratica do Congo, a Tanzania na
uma pauta aduaneira externa comum para costa oriental, bem como a Mauricia e
todos as bens importados na SACU. Madagiscar no oceano Indico. A Africa
do Sul, ironicamente mas sem surpresa,
Uma massa comum de direitos aduaneiros tornou-se a principal interveniente,
de acordo com a volume total do comercio embara tenha reserves em admiti-la.
externo e dos impostos especiais de con-
sumo baseados na produgho e no consumo A SADG tem muitos ideais nobres, que
total de bens tributiveis. Os bens produ- express naquela lingua tao cara aos buro-
zidos na SACUtambem podiam circular cratas em todo a mundo, mas que pode
livremente e sem restrioes de quotas na per a dormir nalguns minutes qualquer
SACU, tendo sido acordadauma formula pessoa que sofra de ins0nias. Eis um
de repartigio de receitas. exemple:

O acordo foi alterado em 1969 e novamente alcangar a complementaridade entire as
em 2002. O acordo de 1969 introduziu um estrategias e as programs nacionais e
multiplicador na fOrmula de repartigio regionais;
das receitas que aumentou as receitas do
Botsuana, da Suazilandia e do Lesoto em promover e maximizar a emprego pro-
42%. Mais uma vez estiveram em causa dutiv e ea utilizaao dos recurses da
as interesses prOprios da Africa do Sul. O region;
Estado do apartheidestava ansioso por criar
uma comunidade de Estados "separados conseguir uma utilizaao sustentivel
mas iguais" dentro dele e a sua volta. dos recurses naturais e uma protecao
eficaz do ambiente;
"A Africa do Sul export electricidade para os seus Tornou-se um imperative da political sul-
paises vizinhos." o Chris Kirchott.MediallubSouthAtrica com -afriCana impulSionar as economies dos reforgar e consolidar as afinidades e as





20 ~RRE10




























ligaoes hist0ricas, sociais e culturais nas mais uma tertulia ministerial. Muitas erguer torres para comunicaoes de tele-
existentes desde hi muito entire as popu- palavras mas poucas acq$es. mOveis na RDC, a abrir supermercados
laoes da region, em Magambique, a criar frangos para
Entretanto, a sector privado sul-africano assar na Zambia, a alargar emprestimos as
Se ainda estiver acordado, continue a ler. nao precisou que lhe dissessem uma PME em Africa, a facilitar as transferen-
Sao ideais na verdade nobres, mas muitas segunda vez para se expandir em Africa. cias de dinheiro... e a explorer tanzanite na
pessoas acusam a organizaao de ser ape- Neste moment as sul-africanos estao a Tanzania. Se estas actividades comerciais
sae em beneficio das populaoes desses
paises e uma questao a debater, mas se
nos colocarmos no ponto de vista de que
a c

Depois vem a ecoturisma. E considerado
por muitos como a unico sector verdadei-
ramente sustentivel a long prazo para
muitas regimes desfavorecidas de Africa.
Nesta frente a Africa do Sul esta a traba-
lhar bem, com a criaao de varios parques
transfronteirigos que servem para atrair
turistas para zonas de Magambique e do
Zimbabue que estao actualmente subu-
tilizadas. O Parque Transfronteirigo do
Grande Limpopo e uma iniciativa con-
junta da Africa do Sul, Magambique e
Zimbabue e espera-se que venha a cabrir
uma area de 35.000 km2 na primeira fase
de desenvolvimento e uma area colossal de
100.000 km" quando a integraao estiver
complete. A Africa do Sul tambem ajudou
recentemente 5 rinocerontes-negros em
perigo a regressarem a sua reserve original
Produgflo vitivinicola na Africa ch Sul. do Parque de Serengeti, na Tanzania.
Outros 27 devem ser devolvidos nos prO-
ximos dois anos ao pais de origem.

Voltemos a questao inicial. Sim, Africa
esta a beneficiary de muitas das solug5es
africanas para as problems africanos
que foram sendo desenvolvidas ao long
do tempo na Africa do Sul. Sim, esta a
beneficiary da esperanga que a pais inspira
para a continent. Sim, esta a beneficiary
do desenvolvimento das infra-estruturas
que result dos interesses das empresas
sul-africanas, seja um supermercado ou
a construao de uma zona de caa respei-
tadora do ambiente de topo de gama, que
tera beneficios a long prazo. Sim, esta
a beneficiary das tecnicas de conservaao
bem sucedidas da Africa do Sul...

A Africa do Sul esta a beneficiary da parti-
lha de tecnicas e tecnologias com Africa?,
Uma pergunta pateta... claro que esta!

Joanesburgo. c hris Kirchott, MediallubSouthAtrica com Jornalista freelance da Africa do Sul.







N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 21






















ONG somllsda vo a
neesiae dose pl


NeteOuon asitr-eaardc oprpatdaUioErpi(U)d um Co uia osbeo ono eAfca

inlund aSoaia.AAt ersnaned Epr sNeoisEtagio, ahrn stn eeprd arga
emStmr.Atcpad-eaabs s raiaisNoGoenmnas(N) oai cia m ieetspre

do al co prc irsdUEaaimaneesddshmntraededsnov etoopa.


Debra ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~~r Pecvlaeaaet soid ciiae e-Smla neposgeocnlt nr
roitsanvlitraioa.A N stoa oera eti smltne
apna ieegs nr srgBsexrmsa.A nk Arcn U)po







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Umat Ot no va sintrsegureangao foi pais)e Soaliland(o noropest(e) nde umanCoutnicao dobe pa adiornaiaao peAiais
marzilmcincluindo o Smla l Rpenttemd U So aliand Os Goerno Federal deis "N m atein s como a o la e mqerd na mgaior
al-Shababo qut e ia d-ecl arbou er TransizCoe (GFT do p rais est nstalad parte domai aterit6ri 6 demasiado p rergso
ligpaies co pal-Qeirda, o gruo iliamico nemMogadiscio ania reiao cenr e dsunvl da para qu posasevis itd eo uco

22br Recvlaeaaet soid ciiaestr oaiod rseu ont nRE0



























rios, a UE deve dar ouvidos as ONG soma- de control e equilibrio no pais, em par- dos trabalhadores das ONG locais que
lis que sae as especialistas locais e podem ticular no context da Somalia, em que o arriscam as suas vidas no terreno para
ajudar as decisores politicos a construir sector publico e debil ee a brigatOrio ter dar aos somalis uma vida melhar. Sao
political mais adequadas", afirma Noah uma sociedade civil forte que estabelega eles as her0is, nao sO dando resposta as
Gottschalk, Responsivel Humanitario as fundaoes de uma naao s61ida no pais necessidades basicas como alimentos e
Europeu da Oxfam. A ONG salienta que e boas priticas democriticas e de governa- agua, mas tambem oferecendo alternatives
a pirataria pode ser um sintoma de insta- gho", afirma Jama Mohamed, director das a um enorme numero de pessoas que, de
bilidade na Somalia, mas 3,2 milhies de Organizaoes Somalis para Actividades outra forma, recorreriam a actividades
somalis, ou cerca de metade da populaao, de Desenvolvimento da Comunidade criminosas, como a desvio de navios, para
necessitam de ajuda hum anitaria urgente. (SOCDA) com sede em Nairobi. subsistir".

Paz em Somaliland
A4 UEi devel~ da~r ouvidc;os as ONGIC~
"Na chamada zona do noroeste, em cir- Somnalis qyue slio os e~specalistass
culos de desenvolvimento conhecidos por focais a podem~- aljudar os
Somaliland, unde a paz e a estabilidade deioe oltcsacosri E: o maior doadcor dla
se mantem ha mais de uma decada, devia Somdilia
haver um acrescimo de apoio interna- political mnais ade~quada~s
cional para famentar a paz existente e
encorajar a estrutura democratica exem- "Isto sO pode ser alcangado mediante A UE c o maior doador da Somalia com
plar daquela area -tendo em mente que a instauraao de uma boa liderana, a uma contribuigio financeira em curso de
houve eleigies livres e equitativas e uma formaao de forgas de seguranga empe- 180 milhoes de euros destinados a go-
transiao harmoniosa de poder", afirma nhadas e capazes e n restabelecimento do vernaqio e seguranga, a educaqio, ao
um representante de uma ONG sediada sistema de justia no pais", acrescenta.
em Hargeisa, Somaliland, que nao pode "Durante a period de estabilizaao, deve dsnovmnoeooioe eu
ser identificado per razies de seguranga. haver uma firme contenao da prolife- rag a" limentalr. Desde 2007, conedeu
raao de grupos politicos, bem como de talmbem 99,5 miilhes de euros pairal a
E acrescenta: "Os dividends da paz interferencias regionais e internacionais. missio de malnutenbbo de paiz dal UniAo
devem ser encorajados mas, simulta- Deve dar-se inicio a um process tradicio- AfriGcana na. Somalia (AMVISOM). Esta
neamente, as que necessitam de ajuda nal de reconciliaao integralmente con-
humanitaria em zonas de conflito nao trolado pelos somalis. Este process deve tme alnad rned UA
devem ser negligenciados, case contrario ter em vista a seguranga do povo somali, VFOR Atalainta,~ uma. misslo naval dal
verificar-se-a uma fuga em massa para as questies de participaao political e a UE para dissuaidir e reprimir actos de
zonas mais estiveis que acabard por colo- future governaao do pais." piraltaria. ao largo da. costa da. Soma-
car em risco a paz e a seguranga dessas
.lia. e montou a. misslo de formago dal
zonas. O reforo das capacidades deve O mesmo director afirma: "E important
centrar-se mais na defesa e promoao de que os somalis controlem a process e que Unilo Europeia paira. a Somalial (EUTMV)
causes, na consolidaao da paz eresolugho todas as parties interessadas participem, que esta al trabalhar com a Uganda,
de conflitos". para que sejam elaboradas constituigies os Estados Unidos e a UA para criar o
indigenas e culturalmente respeitadas que embriao de umn future exercito somali.
Um representante de uma ONG active no se tornem parte integrante dos cOdigns Em2deJhoaUEcnduaops
sul e centro da Somalia, unde as subleva- tradicionais somalis" .r 7dlJio U ocdl op
5es sae frequentes, que deseja tambem umn pacote del ajuda humnanitaria de 35
permanecer an6nimo, gostaria de ver mais A ONG sediada em Hargeisa acima refe- m rilhBies de euros para ajuda alimentar e
funds destinados a programs para a rida esta tambem preocupada com as efei- m redica, agua e saneamnento e, emn 2 de
juventude, "Estamos a contratar joyens tos ambientais das exportaoes de carvao Agosto, promelteu um pacote de ajuda
entire as 18 e as 30 anos para trabalharem do sul da Somalia para a Medio Oriente,
na reabilitaao de canais e na desminagem apelando a paises importantes para que del emergncia de 15 milhoes de euros
das estradas. Recebem cerca de 54 d61ares apliquem com urgencia uma praibiao. P""a
americanos per mes, a que e um bom "As intervenoes em energies alternatives del refugiados de Dabaab, na provincia
salario", diz. E acrescenta que a actual e o apoin tecnico e financeiro a institui- nordeste do Quenia, o local onde se3
situaao na region e quase pior do que na 5es envolvidas em energies alternatives encontramn
altura dos senhores da guerra. sae uma questao de suma importancia.
Com a actual process de destruiao derfgaodomno
Uma sociedade civil forte do ambiente, as meios de subsistencia
das comunidades locais estao em risco", Consultar:
"E important e decisive reforgar as capa- afirma a representante da ONG. www.eunavfor.comi
cidades da sociedade civil Somali, uma vezwwecurpeudvlmnt
que sae as unicas organizaoes sem fins Noah Gottschalk resume: "A UE deve
lucrativos que introduzem mecanismos investor mais no reforgo das capacidades




N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 23

















































de aqucar da Zmbia

Nawa Mutumweno
isenao de direitos e de quotas, aos 49
PMD do mundo para todos as produtos,
O mercado da Uniao Europeia maiS except arroz, aucar e bananas, consi-
aberto as exportagies de aqucar daese aopsaoqeadrdsrdussnsvi.Arstts
Zmbia esta a criar novos investimentos mercado isento de direitos e restrioes sobre o aucar foram elimina-
de quotas cria navas oportu- das em 1 de Julho de 2009, dando aces-
epostos de trabalho e a aumentar aS nidades de investimento para so ao mercado da UE isento de direitos
receitas das exportagies do paiS. o aUcar nas extensas terras ariveis da e de quotas para o aucar da Zambia e
Zambia, para fornecer novos mercados dos outros PMD.
e navas industrias. Preve-se que a indus-
tria do aucar da Zambia crescera subs- A Zambia e igualmente um dos seis
tancialmente nos proximos anos, nao sO paises da regiao da Africa Oriental e
per causa do aumento das exportaoes Meridianal (as outros sae as Comores,
para a UE e para mercados regionais, Madagascar, Mauricia, Seicheles e
como a da Republica Democratica do Zimbabue) que celebraram com a UE
Congo, mas tambem gragas a diversi- um Acordo de Parceria Europeia (APE)
ficaao para biocombustiveis e outros que contempla 'apenas mercadorias'.
subprodutos. Este acordo ji assegura a livre acesso
a UE da maior parte dos produtos e do
A maior facilidade de acesso ao mercado aucar da Zambia a partir de 2015.
da UE surgiu com a eliminaao gradual
de quotas no quadro da iniciativa da Novo optimism
UE < (TMA) para
as Paises Menos Desenvolvidos (PMD). Um novo optimism segue-se ao pessi-
Este incentive da UE ao camercio em mismo de ha quatro anos quando a UE
2001 deu acesso ao seu mercado, com reformou a seu regime de camercio do



24 ~RRE10














aucar. Nas suas reforms de 2006, a ..
UE reduziu as preos internos do au- -- '--^ 1'i~:' ~ ''*;L*~~3 l il";;;Ili:?::::
car em 36%, a que se traduziu numa
perda de receitas para 18 paises expor-
tadores de aucar da Africa, Caraibas
e Pacifico (ACP), que eram signatarios
do anterior Protocolo do Aucar do
Acordo de Catonu ACP-UE, no ambi-
to do qual a prego do aucar ACP era
alinhado pelo da UE. Isto significa que
a Zambia viu cair o prego do aucar
exportado de e523,7 para e335/tonelada
em 2009/2010.

Para compensar estes cortes, a UE ofe-
receu um pacote de assistencia de 1,28
mil milhies de euros aos 18 signatarios
ACP do Protocolo do Aucar, desti-
nado a financial durante quatro anos
Estrategias de Adaptaao Plurianuais,
como a modernizaao da produgho para
reduzir custos e ajudar a diversificar
para a etanal. ss.JC*';ri-1':

Os ACP recearam uma concorrencia .. :.
mundial ainda mais forte quando a est;-?-E~*~r' ~*.~*
seguir ao carte dos preos a UE elimi-
nou a Protocolo do Aucar em 2007,
que tambem estabelecia quantidades *iE~;*~~~
anuais fixas para as exportadores de
aucar ACP. Paisagem da Zmbia entire Chingola e os pintanos de Bangweuleu. C Sunset/ Reporters

Apesar dos piores receios, a Zambia
esta a adaptar-se e agora que as restan-
tes restrigies da iniciativa TMA foram
levantadas, as exportaoes de aucar aumento de 100% da produgho resultara A venda da Nanga Farm e um negOcio
do pais para a UE aumentaram de 30 na criaao de 10 000 empregas, incluin- important na Zambia, uma vez que
000 para 135 000 toneladas, dizem as do no program de plantaao em que reune alguns dos principals intervenien-
conhecedores do sector. Isto marca uma varios produtores de pequena dimensao tes na agriculture, sendo a financiamen-
nova confianga na industria a long sae incentivados a produzir aucar. to concedido per um dos principals ban-
prazo na Zambia. cos da Zambia, Zanaco, que beneficia de
Com7 a eliminagdo das apoio ao credito per parte do Rabobank,
Expanso restrigdes da iniciativa TMA, as lider mundial no sector alimentar e da
agro-industria. A cana-de-aucar tam-
A entrada em servigo do project de exportagdesde eaqucar do pai bem e cultivada e transformada pela
expansao da Nakambala Sugar Estate, para a UE aumentaram de Kalungwishi Sugar Estates em Kasama,
no valor de 1 biliao de kwacha (1 kwa- 30 000 para 135 000 toneladas Provincia do Norte, e pela Consolidated
cha = e0,00016), dirigido pela Zambia Farmning Limzited (Kafue Sugar) nos arre-
Sugar, a principal empresa agricola do A Zamnbia Sugar anunciou a conclusao dares de Lusaca.
pais, resultou na duplicaao da produ- da aquisiao de 85,73% das acqSes da
a0 da empresa. A expansao, iniciada Nanga PLC. Antes a Nanga PLC pos- A Zamnbia Sugar reduziu igualmente
em Abril de 2007, incluiu a moder- suia 9800hectares deterras agricolas em as custos produzindo a sua prOpria
nizaao de uma fibrica ji existente, a Mazabuka, no Sul da Zambia, estando 2 electricidade e acabando com a forne-
construao de estradas e de canais e a 200 hectares plantados principalmente cimento da Zambia Electricity Supply
plantaao de 10 000 hectares adicionais com cana-de-aucar. Zanibeef, accionista Corporation (ZESCO). A Zamnbia Sugar
de cana de aucar. de control da Nanga Farms, decidiu tenciona tambem expandir a sua pro-
vender a sua participaao para se centrar dugho de biocombustivel a partir do
A partir de 1 de Abril de 2009 a Zamnbia no seu negOcio principal, a produgho e aucar, produzindo etanal a partir de
Sugar comeou a produzir em pleno na distribuigio de carne de vaca, frango e melago utilizado como materia-prima.
fabrica, aumentando a produgho das porco, ovos, leite e produtos lacteas. A O melago tem uma proporgio residues/
anteriores 246 000 toneladas para 440 aquisiao desta participaao pela Zamnbia produgho de cerca de 0,2 per cento,
000 toneladas. Cerca de 130 000 tone- Sugar permitiu assegurar a abastecimen- a que significa que per cada tonelada
ladas de aucar serao para a mercado to a long prazo em cana-de-aucar da de aucar produzido ficam dispaniveis
zambiano e 120 000 toneladas irao abas- sua refinaria em Mazabuka, que fai alar- cerca de 200 kg de materia-prima, no
tecer as mercados regionais em cresci- gada. Preve-se que outra participaao na total cerca de 88 000 toneladas. O eta-
mento. "Espera-se que as nossas expor- exploraao sera vendida a um consOrcio nol tem um racio de conversao medio de
taoes para a UE aumentem para perto de investidores locais, de acordo com as cerca de 35%, portanto a potential em
de 200 000 toneladas em cerca de tres political de maior participaao dos cida- 2011 de produgho total de biocombusti-
anos, enquanto a capacidade de pro- daos do pais. O accionista de control da veis a partir do subproduto sera de cerca
dugho da fibrica aumentara para 465 Zambia Sugar e a Ilkwvo Sugar da Africa de 31 000 toneladas.
000 toneladas", disse Lovemore Sievu, do Sul, que tem um extenso program de
gestor de negOcios da Zamnbia Sugar. O plantaao em toda a Africa sub-sariana.




N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 25
























































E a "Roma dos Eslavos", dizia Adam Marie-Martine Buckens
Mickiewicz, o grande poeta romntico
polaco morto em Istambul, em 1855, em
plena guerra da Crimeia, onde pensava e no sui u v vatasavia opabouto
for mar uma legiao polaca destinada a S 1tima nia deixou de ser para mui-
combater os ruSSOS. tas polacos a coraao do seu pais.
Pelo menos da "Pequena PolOnia", uma
.~SL ~Idas 16 V/orrodies regimess) da actual Pol6nia.
Em Cracovia -Krakow, tal como as seus
habitantes fazem questao de relembrar-
- .ICctudo nos record de que a Polania e, antes
- ':do mais, uma fervarosa naao cat0lica.
Esta religiao deixou a sua marca ao long
.~ y ,.. de toda a histOria polaca, logo a partir de
966, ano em que a rei pagao Mieszka I
r se decidiu converter, a fim de evitar uma
guerra religiosa com as seus vizinhos che-
";~~~J;i -r c os. Disso nos lembram a cathedral nde
oficiou a arcebispo Karol Wojtyla, future
papa Joao Paula II -as igrejas e as cape-
las gOticas ou barrocas existentes a cada
esquina. O mesmo acantece com as tran-
seuntes que, durante alguns minutes, se
desviam do seu caminho para, sem falsa
vergonha, se recolherem defronte de um
Cristo ou de uma representaao da Virgem
:4 negra, cujo original esta preservado em
F. Czestachowa -a menos de 100 km, an
Norte de CracOvia -um dos mais impor-
tantes lugares de peregrinaao catOlica da
Europa, que acolhe todos as anos cerca de
A olossal escultura Eros Bendato (" Eros vendado") de Igor Mitoraj na praga principal (Rynek Gl6wny) de Crac6via. cinco milhies de peregrinos.




26 ~RRE10








































glg IIIIII :......


Jael de um oa rc6i.@ aI Mrieukn



tm 8 0 r ooCprioo em srlg





da E rop Esamo e ma 1386. Crac6via. vaiveMrtn doiks


drnteo Co reinadumemoda rainhag Edies
da dinastia doPausto -qel qe, mais tarded
O m io es ad isu marido Ldsau Jagtell foon gro-duque
dimotuinie a. Crac6via 6 entoa cptld

Mas Cac6vi 6 ta b6m, e u stados poe ros e36 C Oimeso viEm 1410
de comrco, a como o s- venem a batalha en Grunwald cntra
temuha indahojRynk o caalteiros teutnios dassinhalando oe
Glwyapag oMecdo u cmo fimh da exansimo dest anes o ltimosalog
seu qutrohecare 6 ma as aioesda constia dos Bistico. Cinquetae anos
prags mdievis a Eropa Eacidde maistuna. rda Polia r ecupea a caida de
dasats e acutra, jiquseogla d ab,e Gmtdank qude vriao a iesero. ber do
de virios e pbo uiesithrios, cde nt e os movOim ent o s ani-ounista Slidarnosc
quai sedestcamrco a f mosa Uniersidadeem 190 palas esede-se, ntio, donr
Jagellone. a eunda maisd aoRntig da Bivlticos aoMarNegros, comprendendo
Europna Cenrala s egurco Ade Praga e parte da Belorritsiae dase UcInim a. Eon
acleus nomesto ilustres coumo oast- maiore eacsta do da Europ. Cnunaao

N.a 18ieai N.E JULHO AGST 2010d 27stre Plnarcpeaacd

















A especificidade Isl::::::::sm


Oriente era o tema da tese de Konrad
Pedziwiatr. Uma tese que desenvolveu
Que lugar devera ocupar a Polonia no scenario dos doadores? Que tipo de ajuda e na Siria, Turquia, Libano, Egipto e nos
8 faVOr de que pauses? Tantas questies em aberto que dao lugar a tantos debateS, territ6rios palestinianos ocupados. "No
muitas vezes acesos. Mas tambem a formagies universitarias de um novo tipo. Reino Unido, onde fiz o mestrado, fiquei
surpreendido com determinadas seme-
Ihangas entire essas minorias e a minoria
M.M.B. (CROP), O Listenstaine com a Academia mugulmana britn ica. Po r vezes sofre m,
International de Filosofia e, por fim, a ainda que a sua situaao seja estavel,
Universidade da Islindia. algumas formas de discriminagao". Um
tema que conduz, como muitas vezes em
program de estudos "A Pol6nia, desde nomeadamente a sua Ca6istaaau as oatg
Paz e Desenvolvimzento adesao a Uniao Europeia, desempenha um
que langimos em 2008, papel cada vez mais important no cenario campo de concentraao de Dachau, a
"Oconstitui uma especiali- international em matria de political de questao dos judeus. "A Pol6nia, no seculo
zaao totalmente nova na Pol6nia", afirma ajuda e de manutenao da paz. Deve, por XVI foi um refligio para todos os perse-
Konrad Pedziwiatr, professor assistente e isso, dotar-se de peritos nesses dominios", guidos da Europa, incluindo os judeus.
coordenador de project deste novo ciclo insisted Konrad Pedziwiatr. Assim, os judeus polacos eram mais
de estudos, leccionado em ingls, iniciado de 3 milhoes antes da Segunda Guerra
na universidade europeia Tischner em Se at ao moment os organizadores ven-
Crac6via. E acrescenta: "A falta de tra- ceram o desafio de trazer peritos de todo o MnilecaeeKna ezwar
digio nesta discipline na Pol6nia faz-nos mundo para alimentarem o seu program acrescenta: "Os polacos foram de long
estabelecer parcerias com outras univer- de curso, o future dos estudos "Paz e os que mais judeus salvaram durante a
sidades e organizaoes." Desenvolvimento" encontra-se long de guerra. E actualmente, o nosso Governo
estar completamente tragado. Em questao, e de long o mais pr6-israelita, chegando
O project contou com o apoio de o dinheiro: "Beneficiamos de subsidies, mesmo ao ponto de nunca critical a poli-
parceiros s61idos, tais como a Acao nomeadamente da Noruega, mas a sua tiadIsel"M otmpsua.A
Humanitaria Polonesa (PAH), uma renovaao esta long de estar garantida."
organizaao que ha muito tempo auxi- Na Tischner, como nas ONG, espera-se prova esta na reuniao organizada no dia
lia as vitimas de guerras e de catistro- que a criaao da nova Agncia Nacional de a seguir ao nosso encontro, em cracovia,
fes naturais. Os noruegueses marcam Cooperaao para o Desenvolvimento solu- sobre o tema "Campanha de solidarieda-
tambm presena com o Programa de cione este problema, recorrente para todos. de para a Palestina".
Investigagio Comparativa sobre a Pobreza Info: www.wse.Krakow.pl




























K D Es cola Superior Europela Tischner


N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 29















Solidariedade com aos



pauses mais pobres do

mundo



Entrevista com Marek Ziolkowski, director do Departamento da Cooperagao para
0 Desenvolvimento do Ministerio dos Negocios Estrangeiros



M.M.B. sucesso a uma escala mais alargada,
aumentando o volume da nossa ajuda
externa. Embora a sociedade polaca tenha
conscincia das dificuldades econ6micas

No discurso que fez em vividas pelos grupos dos polacos mais
Maio, o Comissario para outros paises. O impulsionador da nossa
o Desenvolvimento da preparaao 6 o nosso sentido de dever
UE, Andris Piebalgs, afirmou: "Na moral e o facto de acreditarmos que ajudar
Poldnia, a palavra 'solidariedade' esta os outros uma forma de pagar a "divida"
at a data associada ao 'Solidarnosc', que a Pol6nia fez quando recebeu ajuda
esse movimento social tao corajoso. do Ocidente nas primeiras fases da trans-
Mas tem tambdm um significado mais formaao. Esta ajuda foi essencial para
lato: unir para uma causa comum, por a implementaao das alteraoes sociais
exemplo, ajudar os que precisam." e econ6micas no nosso pais. Os polacos
Hoje em dia, a Poldnia, que jdfoi um estao perfeitamente cientes do facto de
pais beneficiario de ajuda, tem que que esse auxilio constituiu um grande
pensar tendo em conta a sua condiao contribute para aquilo de que podemos
de pais rico, membro da UE e, como desfrutar hoje: liberdade, democracia e
tal, aderir a sua politica de desenvol- filiaao a estruturas euro-atlnticas.
vimento. De que forma isto visto
pela populado? Enquanto sociedade ainda nao atingimos o
nivel de desenvolvimento que nos permit
Em comparaao com os novos Estados- garantir o bem-estar de todos os cidadaos
Membros da UE, a Pol6nia 6 vista como polacos. A maioria dos polacos entende
um pais economicamente bem sucedido. que a nossa filiaao aos "clubes" de elite
Os paises em desenvolvimento, sobretudo -a UE e a OCDE -significa tambm
os menos ricos, vem a Pol6nia como um que pertencemos aos paises mais ricos do
pais rico. Assim, a comunidade interna- mundo. Estamos tamb6m cientes que esta
cional espera que partilhemos o nosso nossa posiao nos obriga a tomar medidas
de solidariedade em relaao aos paises mais
pobres do mundo. A grande maioria dos
polacos (83%, de acordo com auIltima son-
dagem do Departamento da Cooperaao
,,,,,,para o Desenvolvimento do Ministrio
dos Neg6cios Estrangeiros) acredita que
a Pol6nia deve prestar assistncia aos pai-
ses menos desenvolvidos (em conformi-
dade com os restantes Estados-Membros:
sondagem do Eurobar6metro, edigio de
Outubro de 2009). E tamb6m not6rio que
o apoio crescente is nossas actividades de
assistncia faz-se acompanhar do facto
de os polacos se sentirem cada vez mais
"em casa" na UE. O apoio a assistncia
para o desenvolvimento da Pol6nia tem
aumentado sistematicamente desde 2004
e nao tem sido afectado pelas opinioes
dos poucos contestadores que defendem
que antes de ajudarmos os outros deveri-
amos primeiro resolver os nossos pr6prios
problems.
Marek Zi6tkowski.
D Ministro dos Negacies Estrangelros, Polonia



30 ~RRE10













Da parte do governor, a Ministrio
dos Negdcios Estrangeiros da Poldnia
tenz organizado unza srie de events
internacionais relacionados com a
cooperado para o desenvolvinvento
e encontra-se na fase de consolidado
e refornza da estrutura da sua coope-
rado para o desenvolvimento. Que
forma terd esta nova estrutura?

A maioria dos paises mais desenvolvidos
tem quadros legislativos pertencentes a
assistencia para a desenvolvimento. Essa
legislaao deve tambem ser introduzida
na PolOnia a media que a trabalho se
encontra actualmente em progress na
Lei polaca relative a assistencia para a
desenvolvimento.

A lei coordenara varias actividades de
ajuda implementadas per um leque
de entidades administrativas polacas. Comissillio da UE para o Desenvolvimento, Andris Piebalgs, discursando
Garantira ainda uma colaboraao bem nas conferncias de Kapuscinski em Vars6via, em 17 de Mai0 c UE
estruturada com a sector das ONG atra-
ves do ministry pertinente (a ministry Oriental e os pauses tradicionais (os UE com a regiao. Devemos estar cientes
dos NegOcios Estrangeiros). A tarefa de ACP) que beneficiam da ajuda da UE? que a Pol6nia e um parceiro atractive para
coordenaao sera delegada ao coordena- as paises da Europa Oriental, dado que
dor national da assistencia para a desen- Tal como acanteceu em anos anterio- tivemos um ponto de partida semelhante
volvimento international com a categoria res, continuaremos a prestar assistencia em terms do nivel de desenvolvimento e
de secretirio de Estado. aos nosses destinatarios prioritarios (ou fomas capazes de chegar a UE. Somas vis-
seja, Afeganistao, Angola, Autonomia tos como um pais que compreende melhor
A nossa political de desenvolvimento sera Palestiniana, Bielorrissia, GeOrgia, as problems da regiao e podemos ofere-
definida pelo ministry dos NegOcios Moldivia e Ucrania). Damos uma atengho cer uma experiencia finica em materia de
Estrangeiros, que contara com a especial a uma assistencia para o desenvol- transformaao sistemica.
apoio do Comite vimente direccionada
de Programagi0 da para o Afeganistao. Tal como is restantes direcqSes da ajuda
Cooperaao para a '~A grande maioria dos polacos polaca, continuaremos a apoiar as paises
Desenvolvimento (83%/) acredita que aPoldnia Graas a iniciativa africanos edoMedio Orienteselecciona-
-um orgao consul- deve prestar assistncia aos da Parceria Oriental dos, bem como as paises da Asia Central.
tive nameado pelo paises menos desenvolvidos.. Palaco-Sueca* adop- A nossa presena nessas regimes sera a
mmInstro e composto tada per todos as reflexo da nossa capacidade financeira e,
per alguns peritos de Estados-Membros da sobretudo, do nosso saber-fazer: estes dois
outros ministerios envolvidos na assisten- UE, materializou-se uma oportunidade factors estao na base da divisao tem atica
cia para a desenvolvimento e per repre- adicional para desenvolver a relaao da e geogrifica do trabalho entire todos as
sentantes das ONG. paises deadores.

A Lei relative a assistencia para a desen- A iniciativa da "Parceria Oriental" visa contra-
valvimento devera desencadear uma O grande reporter polaco, que avaliou balangar oprojecto da Unialopara oMediterritneo
utilizaao mais eficaz, mais coordenada Arc uo oniets e ix defendido pelo president frances Nicolas Sarkozy.
e normalizada internacionalmente do Foi inaugurada em Praga, em 7 de Maio de 2000.
financiamento pfiblico. Uma vantagem livros importantes como O Imperador,
important da lei sera a possibilidade de O Xa dos xds, Imprio, bano febre
implementar projects durante periods africana, nunca escondeu a sua admi-
alargados de tempo (par exemple, dois
raqio pelo grande etnologo Bronistaw
ou tres anos) e de assumir compromis-
sos plurianuais em vez do sistema actual Malinowski. Ryszard Kapuscinski mo- .
no qual as projects tem uma duraa0 rreu na Pol6nia em 2007, ap6s ter exer-
maxima de alguns meses. cido a sua "missao", como a descreveu.

Deve realgar-se que a project tem em Uma missao que Ihe foi incutida pela sua
conta varios comentarios e opinioes comu- cultural religiosa polaca, a mesma que
nicados pelas ONG polacas envolvidas Ihe permitiu compreender facilmente as
na cooperaao para a desenvolvimento revolug6es, nomeadamente a revolugio
international e na ajuda humanitaria.
iraniana. Hoje em dia, o ministerio polaco
Em terms mais concretos, quais as dos Negocios Estrangeiros instaurou
prioridades da Poldnia em terms de as "conferncias Kapuscinski" onde se
ajuda no terreno no que respeita aos enotaosprosobesqsts
programs e pauses? Por exemplo, de
que forma ird equilibrar o sen compro- do desenvolvimento.
misso para com os pauses da Europa

Ryszar d Kapuscinski.
c Reporters



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 31












A soberania alimentar conjuga-se


de Norte para Sul

A Polonia dispie de um know-how agricola que esta a redescobrir com a paixao
dos europeus ocidentais pelos alimentos "biologicos". Um know-how que este pals
pode tambem disponibilizar aos pauses do Sul.





















Paisagem rural nas proximidades de Crac6via Casa tipica de madeira em Zakopane
D Maie-Martine Buckens D Marie-Martine Buckens


M.M.B. "local". Falar de "compra local" implica Fazer da Africa
tentar solucionar a problem itica da s obe-
rania alimentar. Problematica complex, uma prioridade
mas que pode reunir de facto as agricul- PaaoGvro(eaeneisadpg-
valvmeno sstetivl eGan, pr exmpl, ude PG trbala. a 3),a o openo(er aq em prolt dos pagise
C COnosso lema e o desen- tores locais da PolOnia e as do Sul. Do
um dos nosses grandes O escritOrio de Szczecin esta particular- da Europa de Leste continue a ser uma
C'Oprogramas consiste em mente envolvido e trabalha em estreita prioridade. Para Zaragoza, que reune
sensibilizar a populaao para a comnpra associaao com a Comissao Francesa todas as -inumeras -organizaoes pola-
responsavel", explica-nos Emilia Slimko, para a Solidariedade Internacional cas que, de perto ou de long, trabalham
uma das responsiveis da "Polish Green (CFSI-Comird FranCaispour la Solidarird n oprqo st ii eemdr
Network" (PGN) -a rede polaca dos Internationale). "Eles detem a lideranga",
E ela deu-o a saber as autoridades na-
Verdes, cujo quartel-general se encontra pressegue Emilia Slimko, "e gostariam
numa das arterias da antiga cidade de que nos envolvessemos mais no plano cionais no preciso moment em que es-
CracOvia. international. Parem, para nOs estas tas se preparam para reestruturar a sua
questies sae ainda uma novidade. E, per political de cooperaqio. Ola Antonowicz,
A PGN existe ji ha quinze anos e reune agora, decidimos ser menos ambiciosos". president da PGN, e uma das lideres a
dez organizaoes dedicadas a protecao pressionar o Governo para que os pro-
do ambiente. Para alem do escritOrio em "A agriculture bioldgica
jectos levados a cabo em Africa recebam
CracOvia, a rede dispie de dois outros era o que jd faziamos
escritOrios nacionais. "O de VarsOvia", nesmosbr gr mais funds. Fundos que deveriam ser
pressegue Emilia Slimko, "faz parte daatiudsnmbseprauleno
rede international 'Bankwatch' que con- dispomo7s de conhecimentos ana, como acon,,tece actualmente. Dai
trola se as despesas publicas correspondem e de um solo sao." a importncia da criaqio de uma Agncia
aos criterios ambientais e de desenvolvi- Nacional de Cooperaqio.
mento sustentivel. O de Szczecin (cidade E explica: "Pensamos que, paralelamente
portuaria na fronteira com a Alemanha, a estas acoes internacionais, podemos
NR) trabalha mais especificamente em trabalhar aqui, na Pol6nia. Alem disso, ji Comum), muitos agricultores tenham
programs em prol de paises do Sul". trabalhamos no terreno em colaboraao tendencia a cultivar apenas as produtos
com a Clube EcolOgico Palaco -a mais subsidiados, n6s tentamos despertar-lhes
Mas voltemos ao program "compra antiga organizaao nao governmental a interesse pela agriculture biol0gica.
responsivel". Para alem dos programs da PolOnia. (...) Aqui, as pessoas conti- Afinal, era a que ja faziamos antes, sem
direccionados para as escolas, para a moda nuam ligadas a terra. Embara, desde que a saber. E agora dispomas de conheci-
etica, esta tambem associado a compra fazemos parte da PAC (Politica Agricola mentos e de um solo sao."



32 ~RRE10
































sobredotados



de Zak pane Maie-Martine Buckens


Zakopane, pequena cidade situada perto M.M.B. no moment em que as savieticos inva-
dos Tatras, nos Carpatos, a um passo da dem a PolOnia. Nao e senia no final dos
Eslovaquia, a 100 km de Cracovia, foi, anos cmnquenta, e graas as encenaoes
de Tadeusz Kantor, que comea a ser
por alturas da divisao da Polonia, um oi, em primeiro lugar, a beleza do internacionalmente reconhecido.
FOfugio para um bom numero de sabios, Flocal, a ch arme dos Tatras-onde
eSCritores e pintoreS. as garales, das montanhas, per- O seu amigo, Bronislaw Malinowski,
petuam ainda hoje a seu folclare revolucionou, quanto a ele, a mundo
-que, desde o inicio do secular XIX, atraiu da antropologia. Nascido em 1884, em
artists e sabios. CracOvia, o autor de "Argonautas do
Pacifico Ocidental" viajara outro tr ago
A totalidade da "Pequena Pol6nia" e entao caracteristico dos polacos, viagens muitas
ocupada pelos austriacos e sofre relativa- vezes forgadas pelas invasoes sucessivas ao
mente menos que as outras provincias com seu pais -per todo a mundo. E quando
a opressao dos outros ocupantes, russes volta de uma dessas viagens a Nova Guine,
e prussianos, de encontro a todo a tipo com a seu amigo Witkiewicz, que des-
de pensamento livre. Menos exposta que creve a sistema de Kula, sistema de troca
a "grande" CracOvia, Zakopane torna- de bens, considerados de prestigio (jOias
-se rapidamente um local "protegido" feitas de conchas) mas sem qualquer valor
da vida cultural e political, mas tambem director, praticado em mais de vinte ilhas
da vida universitaria. Era em Zakopane da Nova Guine. Essa andlise torna-lo-a
que vinham refugiar-se as professures celebre, bem como a seu metedo dito de
destituidos da sua cadeira por darem cur- "abservaao participatee.
sos de ferias denominados Chiiversidade
de V'erdo. Mais tarde, sera aqui que irao 1 -
nascer organizaoes militants nacionais I
e que se irao former centros de passage A
para o estrangeiro de pessoas perseguidas. ~

Tumultos

No ponto de viragem entire as secu-
los XIX e XX, as eruditos afluem a
Zakopane. Entre eles encontrava-se
Stanislaw Witkiewicz. Tal como muitos .
artists polacos, cultiva a variedade e e, I
ao mesmo tempo, dramaturgo, fil0sofo,
compositor de satiras, pintor, fatOgrafo e.
romancista. Aus 29 anos, em 1914, trans-
tornado pelo suicidio da sua noiva, parte
com Bronislaw Malinowski para a Nova
Guinea. Violentamente contestado pelos
seus contemporaneos, escrevera mais de
trinta peas que nunca conseguird publi- E-,
car nem exibir e pintara inflmeras telas. p-~ C~~~~
A 18 de Setembro de 1939 suicida-se, D Marie-Martine Buckens




N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 33












































3Canal de Trindade e Tobago:


Por um Rapso Global

3Canale um trio <> de Rapso que combine < um ritmo forte>>, como explica Roger Roberts, um dos seus elements. A sua
Debra Percival mUSica materialize o character vibrant, o espirito e a riqueza cultural desta nagio
das Caraibas, as ilhas gemeas de Trindade e Tobago (T&T).


grupo em Ariapita Avenue, uma ainda que a grupo tem um certo sabor 3Canalforma sempre uma < (uma
das zonas m ais anim adas no cen- latino porque um dos elements, Stanton cortejo de pessoas) para o event < tro da capital Porto de Espanha. Kewley, e da Venezuela e tambem porque no Carnaval (significa amanhecer ou rom-
Embara Lancelot Layne tenha comegado a musica de Trindade e Tobago nao con- per do dia), quando as pessoas desfilam
a Rapso no context da emergencia do segue escapar a influencia musical dos pintadas com tinta ou lama, em miscaras
Movimento Black Power em T&T, no seus vizinhos. simples feitas de coisas velhas, tecidos
inicio da decada de 1970, Roberts explica coloridos ou ate penas. O < e tam-
que esta forma musical ganhou praemi- Manwarren conta que, no inicio da decada bem designado por < e pensa-se
nencia em finais da decada de 1970 atra- de 1990, assistiu-se a uma enorme revitali- que seria um simbolo da liberdade recem-
ves da <. < forma musical mais popular em T&T, hoje trouxeram uma perspective inteiramente As primeiras tres participaoes do 3Canal
em dia, e a Soca, que tem mais que ver nova an Rapso, fundindo-o com ritmas no < em anos consecutivos cobri-
com musica commercial e letras divertidas, de hip-hop. < a 3Canal procura explorer temas socio- chamava-se "Blue", em homenagem a nal: < politicos,>, afirma Wendell Manwarren, uma personagem icOnica do Carnaval, a preto, e a terceira, a vermelho. Mas


34 ~RRE10































-- ter uma batida muite elementary para que
seja dangivel,>, justifica Roberts.

Manwarren conta-nos que a 3Canal
passou da <
tornando-se mais especifico acerca das
escalhas de carreira que faz. Quando
nos encontramos, eles tinham acabado
de chegar de concertos em Nova torque
e Canada. Paradoxalmente, a Didspora
< esta mais aberta ao
li Rapso, comenta, do que as pessoas das
;I~~3j~nagies caribenhas vizinhas -algo que a
grupo quer mudar. < eramos populares em toda a regiao das
Wendell Manwarren.oascanal Stanton Kewley.oasCanal Caraibas: Jamaica, Barbados, St. Vincent,
etc.,>, conta Manwarren. Ele acha que
as Caraibas se tornaram mais insulares
musicalmente. <<0 que e estranho nos
fai o "blue devils" que tornou a grupo Letras universais festivals de jazz das Caraibas e que via
famoso,>, afirma Manwarren. Em 2010, a buscar sempre artists da America do
tema fai <, uma expresso crioula Explica-nos como a Rapso da especial Norte, musicos de R&B capazes de atrair
que significa uma classes de pessoas abaixo destaque a poesia das letras. <;Tentamos multidoes mais abonadas.,>
do limiar social. <;Tinha tudo a ver com a lidar com as coisas que acantecem na
regresso as raizes populares do Carnaval realidade e depois reflectir e tornar a "Tentamo7s lidar com as
e fai quando a Haiti (uma naao crioula) mensagem a mais universal possivel.,> coisas que acontecem na
tinha acabado de sofrer aquele terramoto Diz-nos que ha letras de alguns musicos realidade e depois reflectir
terrivel,>, record Manwarren. que se tornaram quase demasiado direc-
tas. A este respeito, a 3Canal inspira- e tornar a mensagem o
Ja nos trinta quando formaram a 3Canal -se na tradigio do Calipso cujo defensor mais universal possivel. "
na decada de 1990, Manwarren diz que < mais famoso fai Mighty
sae apenas um < gens que se juntaram,>. Todos as elemen- sentido: diz-se uma coisa que tambem tem digressao per sete cidades na India, com
tas ja tinham participado na < de um outro significado. E nunca se sabe a patrocinio da Trinidad and Tobago
Carnaval do antigo < ao certo. Este tipo de mascara significa Entertainment Company, uma iniciativa
do pais, Peter Minshall (< provem da que a mensagem assume um significado governmental para promover activida-
palavra < ou vestir-se de uma universal,> esclarece. des de entretenimento viaveis do pais. Os
forma diferente do dia a dia). Foi isso que plans futuros podem ainda incluir uma
deu ao 3Canal as suas bases na cultural <;Talkyuhtalk,>, gravado em 1999, assina- visit ao Japao.
<, explica Manwarren. Um outro lou a emergencia do grupo como comen-
antigo element do 3Canal, John Isaacs, tadores sociais. O tema e o < falecido em 2000, tambem esteve envol- Robber,> (Ladrao da Meia-Noite), uma mais festivals de musica a nivel mundial.
vido no cartejo de Minshall. < director de produgho de Minshall e eu a maldade e ao faze-lo faz sobressair todos ensaios para a Carnaval, que em 2011
assistente artistico,, lembra Manwarren. as males a sua volta. < Roberts, continue, trouxe harmonies para vexames que um "Ladrao da Meia-Noite" da celebraao crista da Quarta-feira
a Rapso do 3Canal, algo que tinha apren- pode sofrer e ser apelidado de "Impostor de Cinzas), estao prestes a comear. O
dido ne tempo em que cantava no coro da Ridiculo" -nao se e tao mau como se 3Canal faz geralmente 10 concertos em
igreja. < tipo sameo de baile e cangho de marinhei- sae desafiante, mas nao de uma maneira de dirigirem a sua propria < no
ros, e eu tenho uma voz velha e aspera. literal,>, explica Manwarren. Roberts e cartejo do <. Nao participam no
Manwarren interrompem para cantar a < na Tera-feira de Carnaval,
Sou a sedutor. seu grande exito e demonstrar a forga do mais associado a tradigio francesa e euro-
ritmo. < Assume a lideranga artistic em terms numa madrugada de "J'ouvert", quando mais esmeradas. A vibraao criativa e
da orientaao artistic das coisas,>, explica is 4 ou 5 da manha as pessoas movimen- popular do <, grande igualitario,
Manwarren. tam-se a um certo ritmo. Tentamos man- aproxima-se mais do seu espirito.




N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 35









































Okechukwu Umelo de desastres questionaveis ou aqueles que

C afirmam prematuramente que tudo esta
tf 0 O S S GI. .resolvido", acrescentou.
Fmanciado, em parte, pelo Fundo
Europeu de Desenvolvimento Salientando a papel dos meios de comuni-
Regional, a fOrum juntou 1 500 caaO social como "cronistas e interpretes"
participants de 95 paises, em mobilizando a acao, dando esperanga e ofe-
n 6 0 [6 6 SIrepresentaao dos meios de comunicaao recendo perspectives diferentes para as pai-
intr retes social, da sociedade civil, do sector privado ses em vias de desenvolvimento, Betterman
e de instituioes de investigaao e gover- observou que as meios de comunicaao
CAP8 [ Snamentais. Foram apresentados as resul- social podem realgar as vantagens de um
tados de um estudo global conduzido pela movimento rumor a uma tecnologia verde
p ara s A C P empresa de estudos de mercado Synovate e a um consume e produgho que respeitem a
pela empresa de comunicaao social alemao ambiente, ao mesmo tempo que difundem
As ateraoes limaicase osinternacional Deursche Welle, sublinhando- "a criatividade e a inovaao, novos models
As atergiescliAtics eos se que as meios de comunicaao social e areas de trabalho -bem como uma nova
meios de comunicaqio socia| deverao nao sO informar a pilblico acerca qualidade de vida".
das alteraoes climiticas de uma forma que Betterman sublinhou ainda a crescente
seja facil de compreender, mas tambem necessidade de sensibilizaao nos paises em
instrui-lo sobre as consequencias destas vias de desenvolvimento, unde as alteraoes
alteraoes. climiticas se fazem sentir com mais intensi-
Com a subida do nivel do mar, as secas e A televisao, as jornais e sities Web revela- dade do que na Europa. Criticou tambem
inundagies em todos os pauses de Africa, ram-se boas fomtes de inf>rmagi0 sobre a percepao negative dos media nos paises
Carabase Paifio (AP),podeparceras alteraoes climiticas nos paises ACP, industrializados de que as paises em vias de
Carabase Pcifico(AC), odeparcerenquanto a Web 2.0** fai considerada cru- desenvolvimento nao estao a adaptar medi-
surpreendente que o numero de pessoaS cial para a educaao da geraao mais joyem das em materia de alteraoes climiticas,
que nao se sentem preocupadas com aS nos paises em vias de desenvolvimento em virtude das desvantagens economics,
alteaLos cimatcastena suidonosatraves de sities sociais e blogues como a acrescentanda que as importantes esforgos
altrages limtics tnhasubdo OS"Ushahidi.com" doQuenia, que compila de empreendidos pelos paises em desenvolvi-
ultimos dois anos de 4 para 9 por cent forma interactive informaao em linha ou mento no combat as alteraoes climiticas
8 niV6 g Obal*. O papel dos meios de enviada por SMS de "jornalistas-cidadaos". passam muitas vezes despercebidos aos meios
de comunicaao social. "Parece-me que estes
C0municaCao social na sensibilizaLa0 Mobilizar a acao nos pauses ern paises estao prontos para nos ultrapassar",
para este fenomeno global, em particular vias de desenvolvirnento afirmou Bettermann. "Nao estao a perder
Dos pauses em vias de desenvolvimento,e "O nlsa e d nrna ea tempo alamentar-se dos riscos de uma pro-
dugho e de estilos de vida que respeitem a
hoje, por isso, mais crucial do que nunca, dificeis com histOrias bem aprofundadasclmasimapeebreds ptu
de acordo com os oradores presents a mstrar todos qau rpodemd fae uma nidades que existem."
no Global Media Forum "The Heat is On da Deutsche Welle, Erik Bettermann. "OS Estudo global da Synovate e da Deutsche Welle
- Climate Change and the Media"da meios de comunicaao social devemcriarum sobre as alteragies climaticas de 2010 (18 paises).
Deutsche Welle, realizado de 21 a 23 forum para a troca de ideias e opinioes -e ** Aplicapies Web que facilitam a partilha interac-
nao se devem deixar levar automaticamente tiva de informagio, a interoperabilidade, a concep-
de Junho em Bona, Alemanha. pelos que oferecem relatOrios sensacionalistas Eao centrada no utilizador e a colaboragio em linha.


36 ~RRE10













"A agriculture
tem novamente

um lugar

de destaque

Sna agenda
international

para o
desenvolvimento"

Michael Hailu
Novo Director do Centro Tecnico para a
CooperaCao Agricola e Rural (CTA)
a cTA
cientificas, em fOruns multi-interesses lho. No entanto, as pequenos agricultures
M.M.B. onde as envolvidos podem aprender uns que produzem grande parte dos produtos
com as outros e ficar a par dos temas de agricolas no ACP, deparam-se com uma
importancia global. miriade de problems, tais como pouca

At agfora, os seus talents produtividade, padres climiticos impre-
t&m estado virados para dois Nos proximos seis meses, vistos, acesso deficiente ao mercado, preos
campos importantes: comu- desenvolveremnos uma nova desfavorivei e degradaao dos recurses
Anicado e politica florestal,- estratgia que permitird que terrenos e aquiticos. Com estes desafies
emprimeiro lugar no Centro Mundial nos apoiemos nas fortes e .portunidades, a CTA pode desempe-
Agro-florestal e, mais tarde, no CIFOR redes e experidncias do CTA nhar um papel important na facilitaao
(Centro Internacional delInvestigado e TOpOSIClonaremos o Centro da troca de informagio e coheciment
Florestal). Tanzbin foi unz dos pro- de modo a enfrentarmos os de mado a apoiar as politicos do ACP e
nzotores do "Dia da Floresta". O que desafios emergentes. as peritos agricolas. Nos prOximos seis
aprenden conz essas experincias? Infelizmente, a maior parte dos cientistas meses, desenvolveremos uma nova estra-
A principal ligio an organizer events nao dao muito valor a comunicaao a nao tg que pse ntir iue nos apieAmos a
importantes como a Dia da Floresta e n ser que seja com as seus grupos de colegas. fre ee xeinisd T eo


agriculture e an ambiente na agenda global conseguem divulgar as suas mensagens, agriculture e no desenvolvimento, e vejo
e national. Atraves do Dia da Floresta aprender com as experiencias passadas um averdadeira oportunidade para o CTA
durante as conferencias da Convenao nem partilhar com as outros as lioes marcar a diferenga.
Quadro das Naoes Unidas sobre as aprendidas. A comunicaao e a partilha A seguranga alinzentar uza priori-
Alteraoes Climiticas (CQVNUAC) desde de conhecimento devem fazer parte de daepr spie ezva edsn
2007, a CIFOR e respectivos parceiros todo a project e nao devem ser vistas volvimento. Como i r~loretu tarll~ trth Iit
conseguiram salientar a importancia das como actividades que tem de ser deixadas as politicas conz ela relacionadas?
florestas tropicais e os interesses da popula-paa fm
a0 dependent da floresta nas negociaoes Tdoe viaessexricasQuando falamos de seguranga alimentar,
climiticas em Copenhaga. No Congresso coz rv u ieag oCA'temos de considerar a dispanibilidade e
Mundial de Agro-silvicultura, em 2009 o acesso aos alimentos. Nos dois cases, a
em Nairobi, com 1200 pessoas de 96 A agriculture tem novamente um lugar trabalho do CTA de fortalecer as sistemas
paises, houve um fOrum para debater a de destaque na agenda international para de mnformaao e conhecimento agricola nos
papel important das arvares na agricul- a desenvolvimento depois da recent paises do ACP ajudard a atingir uma maior
tura sustentivel, na seguranga alimentar crise alimentar e energetica. O seu papel seguranga alimentar. O CTA tambem con-
e na mitigaao e adaptaao das alteraoes predominante no alivia da pubreza, no tinuard a trabalhar com iniciativas-chave
climiticas. crescimento econOmico e em atingir as regionais como, per exemple, a Programa
Objectivos de Desenvolvimento do Milenio Geral para a Desenvolvimento Agricola
Nas duas situaoes, uma campanha de e vastamente reconhecido. Na maioria dos em Africa (PPDAA), que almeja melhorar
comunicaao bem planeada e executada paises ACP, a agriculture e responsivel por as political e estrategias para assegurar o
ajudou a transformar conferencias, que 30 per cento do Produto Interno Bruto e crescimento agricola sustentivel e a segu-
de outro modo teriam sido inteiramente emprega 65 per cento da forga de traba- ranga alimentar.


N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 37



















Interface entire a sociedade civil e a Unitio Africana



0 ECOSOCC na demand


do Graal





ECOSOCC. Eis um acronimo pouco
conhecido do grande public africano.
1)rgao consultivo da Uniao Africana, o
Conselho Economico, Social e Cultural
desempenha o papel de interface insti-
tucional entire a sociedade civil africana
e a UA. Porem, desde a data da sua
criagio, em 2002, o ECOSOCC ainda nao
funciona em pleno. Um atraso no arran-
que que o seu president, o hiperactivo
advogado dos Camaries, Akere Muna,
garante estar praticamente colmatado.
Entrevista e ponto da situagio.


Joshua Massarenti



que nos encontramos com Akere
Muna, aquando de um seminario
regional de actors econ6micose
sociais ACP-UE organizado pelo Comite
Econ6mico e Social da UE. < estamos enfocados na Cimeira entire a
Africa e a Uniao Europeia**. < que venhamos a ter a oportunidade de ai
apresentar uma declaraao comum, a fim
de recorder que as interesses dos povos
africanos devem perm anecer no cerne da
Estrategia Conjunta EU-Africa,>.

Quando a desconfiana se
desvanece

Advagado da Ordem ha 32 anos, Muna
tornou-se, com a passar dos anos, no
defensor da luta pela boa governaao em
Africa. President fundador da antena
dos Camaries Transparency International
em 2000, antes de ser, em 2005, vice-
-presidente mundial dessa ONG reconhe-
Akere Muna. oEcosocc


38 ~RRE10



























cida pelo seu combat a corrupao, Muna Uma corrida de obstaculos nete da presidencia da Comissio Africana,
preside a poderosa Uniao Parafricana esta fica encarregada de pr em pratica as
de Advagados (UPA), em name da qual Ap6s oito anos de existencia, a ECOSOCC directives da Comissao relatives a parceria
aderiu, em Janeiro de 2010, ao painel do ainda nao funciona em pleno. Para Muna, com... a sociedade civil e a Didspora. Alem
Mec anismo de Avaliaao Afric ano Entre a culpa cabe, sobretudo, <
Pares (MAEP). <. O ECOSOCC. No papel, a Orgao presidida
que, em Africa, as sociedades civis e as 6rgao conta com 150 membros, eleitos ao per Muna e independent e pode contar
democracies sae joyens. Lembrem-se de nivel national (dois por Estado -Membro), com a apoio operacional da CIDO para
que a Organizaao da Unidade Africana regional (dois per cada uma das cince desenvolver as suas actividades. Mas algu-
(1963-2002) era apenas um clube de regimes africanas) e continental (oito mem- mas fontes dao conta de choques regulars
governor. Com a nascimento da Uniao bros), alem dos provenientes da Didspora entire as duas estruturas.
Africana em 2002, as nosses chefes de (vinte). <
Estado aceitam instituir um 6rgao encar- fai demorada e complicada. Alem disso, Os desafies nao param: a eleiao dos
regado de representar, junto da UA, ONG, faltou encontrar um equilibrio entire as membros da Didspora ainda nia fai efec-
associaoes, comunidades de base, orga- diverses actures da sociedade civil, nao tuada. Um atraso imputivel, segundo
nizaoes de voluntariado, grupos pro- favorecer as homes em detrimento das Muna, <
fissionais, todos eles provenientes do mulheres, etc.,>. que fai dada a esta diaspora, incluindo
continent e da Didspora. Alguns falam na mesma as descendentes africanos do
de um gesto de fachada, mas se recuarmos Isto explicaria a razao pela qual a pri- Brasil, Haiti e Antilhas. Os vinte lugares
um pouco, apercebemo-nos de que, apOs meira Assembleia Geral do ECOSOCC s6 postos a disposiao sae muito cobigados!,>.
decadas de partido imnico, e um avango teve lugar em 2005, com a nameaao do
muite significativo. E verdade que conti- Premio Nobel da Paz, Wangari Maathai a Dais anos de presidencia nao chegaram
nua a existir alguma desconfianga entire a cabega de um Orgao com meios financei- para que Akere Muna ultrapassasse todas
classes political africana e a sua sociedade ros muito limitados. Gragas a um lobbying estas dificuldades. Igualmente, espera
civil, mas verifico que, gragas a existencia discreto mas eficaz nos capitals africanos, prolongar a seu mandato aquando da pr6-
de estruturas como a ECOSOCC, essa is competencias certas e a um bom livro xima Assembleia-Geral do ECOSOCC,
desconfianga se ameniza. Alem disso, a de endereos, Akere Muna conquista a que tera lugar em Setembro proximo, no
passage para a poder de determinadas presidencia do ECOSOCC em 2008. seu pais, as Camaries. A primeira vista,
personalidades provenientes da sociedade a aposta parece estar ao seu alcance.
civil, como Alpha Oumar Konare, a ex- As coisas comegam a andar, mas, tal como
-presidente do Mali, permitiu aos actors Maathai, a celebre advogado enfrenta um Jornalista baseado em Bruxelas. Correspondence,
nao estatais serem cada vez mais aceites outro obsticulo: a Direcao dos Cidadaos ww.afronline.org
pelos representantes do poder,>. Africanos (CIDO). Incorporada no gabi- ** Libia, Novembro de 2010.






As queixas da sociedade civil africana
O Comite Econ6mico e Social Europeu descontentamento quanto ao seu fraco de Africa, segundo o qual "a sociedade
organizou, de 7 a 9 de Julho de 2010, o envolvimento nos processes de decisao. africana deveria ser mais organizada e
seu 11.o seminario regional dos meios < economics e sociais do ACP-UE em siao para confrontarem os representantes registado nos APE pelos nossos irmaos
Adis Abeba, convidando meia centena das instituiqBes europeias e africanas pre- caribenhos, na sequncia do seminario
de representantes da sociedade civil e das sentes em Adis Abeba, bem como para re- regional que teve lugar em Barbados, em
organizaoes patronais e sindicais dos 16 ceberem informaqBes actualizadas sobre o 2007". Estes ultimos tinham conseguido
paises da Comunidade de Africa Oriental que esta em causa>>, sustenta o president impor clausulas socials e ambientais no
(CAO) e da Africa Oriental e Austral (AOA). do Comite de Acompanhamento ACP-UE acordo complete CARIFORUM-UE, bem
No cardapio: a segunda revisao do Acordo junto do CESE, Luca Jahier. < de Cotonu assinado em 22 de Junho u1timo o document final do seminario serve de sultivo da Sociedade Civil. < em Uagadugu, a colocaqio em pratica da instrument legal para as batalhas que significativa>>, record Jahier, "que contras-
estrategia UE-Africa e as negociagaes terao de levar a cabo nos seus paises>>. ta com a situaqio de bloqueio relative aos
so bre os acordos de pa rcerias eco nom icas Opinioes partilhadas por Adrien Akouete, APE nas regimes africanas".
(APE). Nos tras casos, os actors nao secretario Geral adjunto da confedera-
estatais africanos deram a conhecer o seu gio Sindical Internacional para a Regiao




N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 39


















Ihas criam estratgia para


a economic global em retoma




Enquanto a economic global recupera, a regiao do Pacifico procura novas
oportunidades economics, em particular no sector privado.




Dev Nadkamni como as volumes de remessas de fun- fiscais e criterios para acesso ao credito
dos, na sequencia dos padres de despesa mais apertados, tanto para as individuals
globais no consumidor, a nivel geral, que quanto para as empresas, para fazerem
assistiram a um declinia na despesa dis- face aos desafies criados pelas reduzidas

ceira global na regiao nao tenham contrario do que se passa no Ocidente,
Embara as efeitos da crise finan- cricionaria. entradas de capitals nos seus paises. Ao
parties do mundo, as frigeis eco- funds pode ter sido, em certa media, nadas pelo governor com a objective de
nomias insulares sentiram alguma pressao amortecido pela grande reduao, mais sustentar a system a financeiro an injectar
em virtude do reduzida numero de turis- recent, nas despesas com transferencias dinheiro no mesmo. Pelo contrario, foram
tas e de um abaixamento nas remessas de dinheiro, gragas a iniciativas conjun- mais pr0-activas do que reactivas, mais
de funds recebidas s dois principals tas entire as bancos centrais insulares, direccionadas para a planeamento e a
canais de receitas das ilhas. empresas de transferencias de dinheiro e estrategia, identificando navas oportu-
bancos comerciais. Estas iniciativas foram nidades no ambiente econOmico global
Os principals mercados de origem de facilitadas per um program do Banco em recuperaao.
turistas e remessas de funds da Australia Mundial dedicado ao problema dos ele-
e Nova Zelandia sofreram tendencias vados custos das remessas de funds no Workshop da UE
recessivas mais moderadas do que as dos u1timo par de anos.
Estados Unidos e Europa, mas a redugho Em Junho, a Organizaao para o Sector
na despesa discricionaria daqueles dois Os bancos centrais de cada ilha criaram Privado das Ilhas do Pacifico (PIPSO)
paises afectou as viagens de lazer, bem tambem, no u1timo ano e meio, disciplines levou a cabo um workshop regional em
Nadi, Fiji, sob as auspicios da Uniao
Europeia (UE) relatives as formas de aju-
dar a sector privado na regiao a explorer
oportunidades criadas pela recuperaao
econOmica global.

O workshop realou a importancia de
levar mais long as disposioes do "Cairns
,,""""""" -Compact", acordado pelos lideres do
FOrum das Ilhas do Pacifico na cimeira
annual do ano passado, relatives a um tra-
balho mais pr6ximo com a sector privado
no process de desenvolvimento geral
das ilhas.


A regido estd a desenvolver
estratgias para enfrentar
futuras crises financeiras

O Secretirio-Geral do FOrum das Ilhas
.:* do Pacifico, Tuiloma Neroni Slade, afir-
.mou: "Dada a influencia dos governor no
desempenho do sector privada, a maior
-r parte das acqSes que e necessario per em
pratica teriam de ser lideradas ou facili-
Um joyem timorense caminha enquanto uma faixa de alco-iris se desenha no horizonte em Dili, Timor-Leste. tadas pelos mesmos."
c Reporters/iAssociated Press





40 ~RRE10
















Reconstruir a econornia do


conhecirnento no Haiti


M.M.B.
trata de reconstruir uma economic que
se tornou incontornivel, a economic do
conhecimento".
Nada ou quase nada ficou das 200 CC io pretendemos de
universidades que existiam em Port- maneira nenhuma res- "Existem7 m7uito poucas ligagdes
au-Prince antes do terramoto de 12 de ponder a uma situaao no Haiti entire as formagdes
Sde urgncia, que con-
Janeiro ultimo. Reconstruir, mas sobre- tinua a existir"~, explicou Patrice Cayr, universitarias e a investigated
tudo dotar o sistema universitario hai- representante do Instituto francs de e desenvolvimento"
tiano, ate aqui ao abandon, de curSOS Investiga"o para o Desenvolvimento
soldos prjeco aresntao pla(IID) junto da Uniao Europeia (UE), Mas porque que esta iniciativa, ape-
solioseo rojcto preentdo eladurante a apresentaao do project, em 15 sar de tudo franco-francesa -faz parte
Franga e que este pais esta a propor de Junho em Bruxelas. "Mas", prosseguiu do pacote de ajuda suplementar prome-
80s seus parceiros europeuS. ele, "esta iniciativa, que se insere mais no tida pelo Presidente Nicolas Sarkozy
long prazo, 6 indispensivel porque se durante a sua visit a Port-au-Prince,
em Fevereiro ultimo anunciada na
"capital europeia"? "A Franga", acrescenta
P. Cayr, "deseja de facto integra-la no
quadro europeu e, se possivel, no quadro
UE a favor do Haiti". As universidades

comegar pelas universidades franc6fonas.
ri. a Com toda a 16gica, uma vez que o ensino
1no Haiti em francs.

.. Patrice Cayr reconhece: "Sabemos que
I mesmo no quadro da ajuda se pensa sem-
,* pre dos dois lados em ganhar. Sera que
6 realista, tendo em conta a proximidade
dos Estados Unidos, que a Europa lhes
faa concorrncia? Penso que sim, ainda
mais em relaao a Franga, que perto do
Haiti, o flnico Estado soberano franc6fono
nas Caraibas, tem os seus Departamentos
Ultramarinos (DOMZ), como a Martinica,
Guadalupe ou a Guiana."
Website: www.train4dev.net



Estudantes nas ruinas de uma universidade.
C IRD/G De Noni


Duplo desafio as primeiras necessidades. "A Republica do orgamento de 500 milhoes de euros
Dominicana ja disse estar pronta para aju- proposto pelos franceses para o period
O desafio que a iniciativa francesa ataca dar a reconstruir os edificios. Do nosso 2010-2020. O resto servira para refazer as
e duplo. Para comegar, reconstruir. "Qua- lado, avaliamos em 200 milhoes de euros estruturas e acreditar os cursos de licencia-
se todas as 200 universidades (na maior os custos de reconstrugho dos edificios tura, mestrado e doutoramento: "O sistema
parte privadas, NDR) foram destruidas de base, como os laborat6rios", indica G. esta em dificuldades, mal organizado e os
e muitos professors e estudantes mor- De Noni. O project prev a criaao de estudantes raramente ultrapassam a fase
reram", explica Georges De Noni, res- uma universidade national de Cincias de licenciados." Por ultimo, a iniciativa
ponsavel pelo Haiti na Agncia Francesa e Tecnologia do Haiti ("agronomia, riscos prev "um plano ambicioso de ensino a
Inter-InstituiqBes de Investigagio para o naturais, pesca, cincias socials ou mate- dist^ncia por computador", em articulagao
Desenvolvimento, a AIRD. Alguns encon- maticas aplicadas devem estar no centro com f6runs de investigation.
tros entire as autoridades haitianas e res- das suas prioridades", acrescenta Georges
ponsaveis franceses ja permitiram avaliar De Noni). Mas isto e apenas uma parte



42 ~RRE10
















Fundagies europeias e


a agenda Europa 2020

A Semana das Fundagies, realizada entire 31 de Maio e 4 de Junho de 2010 no
Square, em Bruxelas, colocou em destaque o trabalho das fundagies em prol do
bem public. Sublinhou a importncia das fundagies no apoio prestado as "mentes
mais brilhantes" da cincia e tecnologia. A Semana das Fundagies antecedeu a
21 .a Assembleia-Geral Anual e Conferncia do Centro Europeu de Fundagies (CEF),
intitulada "Uma Conversa com as Instituigies".


Diversos pontos de vista no desenvolvimento dos seus paises de
Andrea Marchesini Reggiani origem.
Herman Van Rampuy, Presidente do
Conselho Europeu, afirmou que as Mark Walpart, Director do "Wellcome
fundaoes tem um papel important a Trust", descreveu a papel que as fun-

500 participants para debater o especial num periodo tumultuoso em as ciencias, pelo facto de terem activos
Estes events reuniram cerca de desempenhar na sociedade europeia, em daoes deveriam desempenhar no apoio
"Europa 2020", as suas relaoes mais fortes e de uma sociedade civil mais a escala global. Por exemple, no campo
com as instituioes europeias e como forte". "Uma democracia naopode viver e da investigaao medica, apoiamos uma
promover um maior desenvolvimento prosperar sem estes sentiments de liga- parceria publico-privada para resolver a
do sector para beneficio dos cidadaos e a0 e de pertenga", declarou. problema da malaria."
melhor colaboraao entire as deadores
publicos e privados. Investigagio, migra- Stefano Manservisi, antigo Director- Gerry Salole, Presidente Executive do
a0, emprego, assuntos sociais e igual- Geral da DG Desenvolvimento, na CEF, afirmou que "a Europa continue a
dade de oportunidades, desenvolvimento, Comissao Europeia*, participou na sessao viver um period de crise e as fundaoes
ambiente, cultural, educaao e juventude: de "Politica de Desenvolvimento" no dia podem desempenhar um papel decisive
quase todos as temas abordados pela 2 de Junho, juntamente com Marzia Sica, na Agenda Europa 2020. Sae parceiros
Comissao Europeia foram analisados Directora do project Fondazioni4Africa, importantes para a CE. Existem, pelo
em diversas sessies ("Policy Briefings") criado per quatro fundaoes italianas e menos, 110.000 fundaoes na Europa que,
em que participaram representantes das desenvolvido no Uganda e no Senegal colectivamente, gastam 150 mil milhies
varias DirecqSes-Gerais europeias. per diversas ONG. Este project fai de euros em prol do bem publico, dentro e
tambem apresentado como exemple de fora da Europa. Tem um grande impact
uma parceria proficua a varios niveis per na ciencia, juventude, terceira idade, edu-
representantes de associates senegalesas, caao, zonas verdes urbanas e hospitals.
que debateram a questao inovadora e con- As pessoas beneficiam da ajuda das fun-
traversa da migraao e desenvolvimento, daoes mas nao sabem nada acerca delas".
analisando cases em que as associates
de migrants se envolvem proactivamente Ver artigo separado






















Herman Van Rompuy, Presidente do Conselho Europeu. Gerry Salole, director executive do CEF.
oCEF OCEF

N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 43
















Cir cu los virtuosos


de intercarnblo


"Train 4 Dev", rede informal de doadores, encontra-se no seu oitavo ano de
actividade. E o moment de fazer um balango. Globalmente positive.


M.M.B. da cooperaao para a desenvolvimento Circulo virtuoso
da Comissao Europeia. "Hoje, uma
vintena de organizaoes estao activas, "Os contacts fazem-se, muitas vezes, ofi-
algumas delas mesmo muite activas, na ciosamente", confirm Dominika Nowak,
"ee isso que confere uma vitalidade espe-

com as suas prioridades e "A especificidade e a forga "EB essa a especificidade e a forga da rede,

H abituadas a actuar de acordo cial a rede". Gerard Van Bilzen acrescenta:
muitas vezes numa ordem dis- de esta ser informal" nos juntam fazem-no voluntariamente."
persa, as agencias de cooperaao do Norte De 1 a 30 de Junho de 2010, as membros
tentam, a pouco e pouco, falar a uma sO desta rede "nao conventional" reuniram-
voz. Primeira etapa: harmonizar as seus rede," explica Dominika Nowak, a grande -se em Marselha (Franga), per iniciativa
metodos e conceitos, senao mesmo as suas impulsionadora da celula T4D no seio da Agencia francesa de desenvolvimento
praticas no terreno. da Comissia, liderada per Gerard Van (AFD) e da EuropeAid, co-organizadoras
Bilzen. Fai este holandes que, abordado deste citave encontro annual. Estiveram
E essa a finalidade da iniciativa Train for per um dos seus antigns pares no seio presents numerosos representantes dos
Development (formaao para a desenvol- do ministerio da cooperaao dos Paises paises da UE e ainda do Canada, dos
vimento), mais conhecida pelo acrOnimo Baixos, foi persuadido quanto an interesse Estados Unidos, da Australia e do Banco
T4D, langada em 2003 per iniciativa desta iniciativa e decidiu incluir a con- Mundial.
da Dinamarca, EscOcia e Alemanha. tributo do vasto servigo de formaao da
Dais anos depois, juntou-se ao grupo a EuropeAid (mais de 560 cursos em 2009 e Foi a oportunidade para fazer a ponto das
EuropeAid, br ago tecnico e financeiro um total de 18.713 jornadas de formaao). actividades langadas pelos diferentes sub-
grupos sobre temas bem precisos, name-
adamente: descentralizaao e governaao
local, desenvolvimento das capacidades,
gestao dos conhecimentos, reform do
sector pilblico, assistencia eleiteral ou
ainda a iniciativa "pelos pubres". "Isso",
pressegue Dominika Nowak, permite
reflectir sobre visoes, per vezes, muite
diferentes. Exemple: toda a gente con-
I .t~il corda que a questio da governaao local e
.~ $ 7 muito important. Mas quando o assunto
.. maneira. Esta rede permit criar um cir-
~cula virtuoso de intercambio".

O ugandes Thimathy Lubanga, que par-
-- ticipou numa das sessies de formaao
l~~(L~7'do T4D, em Campala, acrescenta: "A
~)P I Iformaao estava bem preparada e tinha
i uma forte component pratica. Os inter-
~ L~!rn~;rvenientes utilizavam a mais possivel exem-
plos com as quais somos confrontados no
~ICYr P ..TE nosso trabalho diario. As sessies eram
aggatheth- amnda mais interessantes porque a grupo
incluia representantes do governor, da
0S' hf MA sociedade civil, dos parceiros de desenvol-
7P)T Af AJ 4 b V vimento e do sector privado." Sugesties?
Ac*rse*Lemou "Seria important assegurar que todos
a MUMMI) aos participants possulssem um minimo
de conhecimentos de base. Seria ainda
';r;;;;;;;;;llYdesejavel que a formaao fosse alargada
a dez dias e que fosse reconhecida per
um certificado."
Website: w ww.train4dev.net
Reuniao da Train4dev, Marselha. o Marie-Martine Buckens



44 ~RRE10

















Millennium Development Goals



Mulheres: Se ha uma critical a fazer aos ODM e a
falta de consideraLao global do estatuto

"Estamos long dos da mulher.


Objectives de Pequim" M.M.B.


ria ser object de uma lei-
tura transversal de todos
"Aas objectives do milenio",
Sconsidera Helne Ryckmans, encarregada
de missao na ONG belga "Monde selon
les Femmes". E acrescenta: "E preciso
ter perfeita consciencia que em todos
as ODM existe uma disparidade entire
homess e mulheres. E, infelizmente, este
.facto nao e tido em conta. Assim, para
a primeiro objective, relative a redugho
--..da pubreza e a segurana alimentar, as
asC numeros indicados pelas Naoes Unidas
i escondem grandes disparidades, per um
i lado entire as cidades e as meios rurais
e, per outro, entire homes e mulheres."
\~Da mesma forma, a mortalidade materna
-que se mantem muite elevada -esta
associada a pubreza ee nada mais, nada
menos do que revelador da falta de auto-
nomia das mulheres. Uma autonomia que
Helene Ryckmans deseja com todas as
Ssuas forgas. "Na verdade, estamos bas-
tante aquem dos objectives fixados na
Conferencia Mundial das Mulheres em
Pequim, em 1995."

Sylvie Brunel, professura nas universida-
des de Paris-Sorbonne, e autora, namea-
damente, de "Nourrir le monde, vaincre
la faim" (Alimentar a mundo, vencer a
fome): "Os ODM sae relevantes, dado que
em materia de desenvolvimento sustenta-
vel evidenciam as carencias a que, do meu
ponto de vista, constitui a face essencial
da trilogia bem conhecida economia-equi-
dade-ambiente, destacando as questies
sociais. Fixar objectives quantificados
e estipular um calendario devera ser a
unico meio de progredir. Determinados
paises atingiram as seus objectives, outros
nao, mas as prazos permanecem actuals
Hora de ponta, Joanesburgo. achris Kirchott/MediallubSouthArica com e a DeCeSsidade de mobilizar a coopera-
a0 international sempre solida, apesar
dos fracasses. Os objectives de saude
materna, um fracasso? Porque ficar admi-
rado quando em tantos paises a mulher
continue a ser um cidadao de segunda
categoria?"

A Comissao Europeia ird publicar uma nova son-
dagem do Eurobar6metro sobre "os europeus
e os ODM" em Setembro, que estara disponi-
vel para o evento de alto nivel em Nova torque,
sitio web http://ec.europa.eu/publicopinion/
index en.htmb.
N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010


45








































Trindade e Tobago


Uma nova era political
Situado a uns meros 11 quilometros do continent sul-americano, o estado de Trindade e Tobago (T & T), constituido pelas
duas ilhas que Ihe dao nome, possui uma populagio multietnica de apenas 1,4 milhies de habitantes com um rendimento
per capital de 23 000 dolares americanos (2009), um dos mais elevados das Caraibas. A rapida industrializagio do pals foi
impulsionada pela exploraLao das suas reserves de petroleo e gas natural, em particular nos anos de crescimento acelerado
dos finais da decada de 70 e inicios da decada de 80 do seculo XX. Mas, ao mesmo tempo que pairam no ar interrogagies
sobre o potential de hidrocarbonetos do pals a long prazo, a grande fonte de talent criativo que se estende da animagio
a concepgao de trajes e apenas um aspect de uma economic mais diversificada que esta a ser explorada.

Debra Percival sequncias da Revolugho Francesa, donos de cana. Eml889, Tobago juntou-se a
de plantaoes e os seus escravos da vizinha Trindade como col6nia da Coroa bri-
ilha francesa de Martinica emigraram para tnica. O estado constituido pelas duas
Trindade) estabeleceram uma economic de ilhas tornou-se membro independent da
uando, em 1498, Crist6vao base agricola. Foram importados escravos Commonwealth em 1962.
Colombo baptizou a ilha de da Africa Ocidental para cultivar planta-
"La Isla de la Trinidad", viviam 5es de tabaco, cacau e aucar. A divisao racial entire os trinitario-toba-
em Trindade indios Caribe e genses* de origem africana (cerca de 37,5
QArawak (ver o artigo nesta Em 1802, a ilha cedeu formalmente as por cento da populaao) e osde ascendn-
reportagem para a hist6ria de Tobago). Os forgas britnicas. Com a aboligio da escra- cia indiana (40 por cento da populaao)
espanh6is, que estabeleceram a sua primeira vatura em 1834, os escravos abandonaram tem caracterizado a political do pais. O
povoaao em 1592, escravizaram muitos as plantaoes e os britnicos importaram Movimento Nacional do Povo (PNM) de
dos habitantes nativos de Trindade para milhares de trabalhadores em regime de Eric Williams, com largo apoio dos afro-
trabalharem nas suas col6nias, e nos dois servidao por divida, maioritariamente -caribenhos, venceu as eleigies gerais de
sculos seguintes, espanh6is efranceses (na da India, para trabalharem nos campos 1956.


46 ~RRE10











O primeiro primeiro-ministro
de ascendncia indiana

O pais tornou-se uma republica no ambito
da Commonwealth em 1976. Williams
faleceu em funoes, mas a PNM manteve-
-se no poder ate 1986, ano em que foi eleita
a Aliana Nacional pela Reconstruao
(NAR), uma coligaao multietnica de
trinitario-tobagenses de ascendencia
africana e indiana. Em 1991, Patrick
Manning do PNM tornou-se a novo pri- ~
meiro-ministro. Em Novembro de 1995,
Manning convocou eleigies antecipadas
e o Congresso Nacional Unido (UNC) de
B asdeo Panday form ou um a alianga com
a NAR e Panday tornou-se a primeiro
primeiro-ministro trinitario-tabagense
de ascendencia indiana do pais.

As eleigies de 2000 ditaram a regresso
de Basdeo Panday ao poder, mas um par-
lamento sem maioria teve como resul-
tado a reeleiao de Manning em 2002,
que obteve um novo mandate em 2007.
Nas leiiesgeris e 2 deMai deEdificio Nacional do Car naval, Savannah Park, Port of Spain. o D Percival
2010, convocadas per Manning apenas
dois anos e mein apOs o inicio do seu
mandate, a Parceria do Povo (PP), uma pais goza ja de uma inigualivel reputaao que as servigns sejam acessiveis a popu-
coligaao do UNC, do Congresso do gragas as suas exportaoes criativas (ver laao mais carenciada. A representante
Povo e de partidos mais pequenos, do caixa sobre Peter Minshall). regional do Programa das Naoes Unidas
Comite de Acao Conjunta Nacional, para a Desenvolvimento (PNUD) em
da Organizaao do Povo de Tobago e do O aumento dos preos dos produtos ali- T & T, Marcia de Castro, afirma que
Movimento pela Justiga Social, obteve 29 mentares e uma preocupaao para os eco- 15 per cento dos trinitario-tobagenses
dos 41 assentos parlamentares, tendo 11 nomistas de T & T. Em Main de 2010, as vivem ainda abaixo do limiar da pubreza.
sido conquistados pela oposiao. Kamla preos dos produtos alimentares subiram O representante do Banco Interamericano
Persad-Bissessar do UNC, de ascendencia 5,3 per cento na sequencia de tres meses de Desenvolvimento (BID) em T & T
indiana, tornou-se a primeira mulher a de seca. Isto fez com que as atengies se apela a uma nova estrategia de combat a
ocupar a cargo de primeiro-ministro. voltassem para a desenvolvimento da pubreza ea esforgos para resolver as com-
Tendo vencido em 11 das 14 "corporaoes agriculture. Apesar do encerramento da plexas causes da criminalidade associada
municipais" nas eleigies regionais de 26 u1tima refinaria de aucar do pais em ao trifico de droga e de armas.
de Julho -as primeiras em sete anos -a PP Fevereiro deste ano, Deosaran Jagroo,
viu a sua popularidade director executive da *Um trinithrio-tobagense e um national de
confirmada. O Dr. O pais goza jd de uma empresa de aucar Trindade eTobago.
Keith Rowley lidera jojgualavel reputagdo gragas Caroni afirma que a
agora a PNM, a par- As suas exportagt~es criativas empresa esti a con-
tido da oposigho. siderar a potential de
diversificaao para "Mas Master", Peter Minshall
Prepos da energia em queda outras cultures em leiras de dois acres,
distribuidas per 6 000 ex-funcionarios Mais do que qualquer outra pessoa,
"Trindade e Tobago nao esti numa posi- da Caroni como parte da indemnizaao Peter Minshall, o designer trinitario-to-
a0 calamitosa. Tivemos um abranda- per despedimento. bagense das cerim6nias de abertura dos
ment ecndmco.Exise u enrmeJogos Olimpicos de Barcelona (1992)
potential de crescimento assim que ter- O anterior governor do PNM fai acusado ed tat 19) agua ud
minar a recessao global", afirma Shelton de "febre de construao" devido aos inves-
Nicholls, vice-governador do Banco timentos em novas estruturas dispendio- aiead u anvlemiomi
Central, apesar das quebras nas receitas sas subaproveitadas, tais como as edificios do que trajes de fantasia, contend em
do petrOleoe gas edo crescimento mode- do project para a desenvolvimento da si uma mensagem social e spiritual,
rado previsto para este ano. zona costeira construidos para albergar e apresentou a extraordinaria criativi-
uma economic baseada em servigns. A dade do pais. "Eu nao crio trajes. Eu
Lado a lado com a exploraao do petr61eo ONG Transparency International tam- proporciono meios para que o corpo
e do gas (ver o artigo seguinte), aqueles bem levantou questies sobre a transpa- human exprima a sua energia", disse
com quem falamos veem potential na rencia dos concursos do anterior governor um dia Minshall, que formou e serviu
agriculture, na industria cinematogra- para grandes contracts de construao. de inspiraqio aoutros talentos criativos
fica, no turismo (em particular na tran- Acolheu, per isso, com satisfaao a deci-
do seu pais, tais como Dane Lewis, que
quila ilha de Tobago) e na music dos sae do novo governor de tirar da gaveta
doces sons de calipso tacada nos tambo- um project de lei relative aos contratos motuasapprae rsadog-
res de ago inventados a partir de bidoes pfiblicos que preve a nameahao de um nizaao de events, a "Island People".
de petrOleo abandonados para a Pantar, regulador especificamente para esta area. "O Carnaval e a mais livre expresso do
uma mistura do classical sitar indiano e espirito em qualquer parte do mundo",
do tamber de ago de que fai pioneiro a Os deadores em T & T dizem que uma afirma Lewis.
trinitario-tobagense Mungal Patasar. O das preocupaoes dominantes e assegurar



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 47

















0 governor reage incerteza no


rnercado do petroleo e do gas

As reserves de petroleo e gas natural de Trindade e Tobago dao sao inesgotaveis. Alguns comentadores entrevistados afir-
mam que, a actual velocidade de produgio, poderiam durar apenas mais 15 anos. A imprevisibilidade do mercado global
tambem da origem a uma procura de evolugio future incerta e a um interesse flutuante na exploraLao. O novo governor
esta ja a fazer frente aos desafios.


D.P. "O nosso objective e equilibrar a perfil de Aumento da exploraao
produgho de petrOleo e gas do pais atraves de
esforgos direccionados para um aumento dos Outros plans em preparaao sae a desen-
volumes de crude", afirmou a nova minis- valvimento de um plano de contingencia
tra da Energia do pais, Carolyn Seepersad para derrames de petrOleo na sequencia

Trindade e Tobago (T & T) e Bachan, numa conferencia deimprensa em do recent desastre no Golfo do Mexico
apontado como a primeiro local Julho, em Port ofSpain. Disse ainda quenos e de uma political de preos para a gas
unde a petrOleo fai explorado ultimos cinco a sete anos se tem assistido natural, bem como de um regime fiscal
camercialmente. Este consti- em T& T auma diminuigio do numero de competitive para melharar o ambiente
tuiu a base econOmica do pais nos u1ti- poos explorados e a uma falta de interesse propicio a exploraao.
mos 100 anos. Uma serie de industrias a em randas de concurses recentes e a um
jusante fai criada com base no petr0leo: calendario mais long para a planeamento
perfuraao, petraquimica, ago, plasticos e realizaao de randas de concurses. Na A heranga do petr61eo
e gas natural liquefeito. Nos u1timos anos conferencia de imprensa de Julho, a minis-
tem-se assistido a uma enorme expansao tra da Energia sublinhou a necessidade de O Fundo do Patrim6nio e Estabiliza-
do gas natural liquefeito (GNL) do atlan- uma melhoria do clima de investimento para pio de Trindade e Tobago foi criado em
tico. Trindade eno maior exportador de encorajar aum aumente da exploraao, bem 207AneirntdsgaoFuo
GNL para as Estados Unidos e fornece como de uma maior extracao de recurses deEtblzqoeRciasPvsro
a este pais 70 por cento das suas importa- comprovados detidos por empresas publicas e
(2000), reserve e invested os excedentes
95es de GNL, de acordo com estatisticas de tornar as empresas transformadoras mais
publicas. eficientes em terms energeticos.dareitsoptr1oeogsdoas
para as alturas em que estas receitas
"O nosso objective equilibrar o perfil de produg&o de caem e exercem pressao sobre as des-
pesas pliblicas. O excess das receitas
petrdleo e gas do pais atravs de esforgos direccionados provenientes do petr61eo e do gas con-
para um aumento dos volumes de crude" corre tambem para o estabelecimento
de um patrimonio para geraqBes futuras.
As entradas e saidas de capital sao de-
sencadeadas por uma flutuaqio de 10
por cento nas receitas do petr61eo e do
gas. De acordo com dados fornecidos
pelo Banco Central de T & T, o fundo,
denominado em d61ares americanos,
ascende actualmente a 3100 milhoes
de d61ares.
O anterior governor criou um Fundo de
Estabilizaao do Petr61eo para paises
da CARICOM (Comunidade das Cara-
ibas) em 2005. Financiado por T & T, o
fundo faculta assistncia para redugio
da pobreza e fornece tambem auxilio
em situaqBes de emergncia a outros
estados da CARICOM, sendo o Haiti o
seu beneficiario mais recent. Na Cimei-
ra de Julho da CARl COM na Jamaica, o
novo primeiro-ministro de T & T, Kamla
Persad-Bissessar, sugeriu a utilizagao
de uma parte do fundo comum para a
criaqio de um Fundo para a Vida das
Criangas das Caraibas para prestar cui-
dados medicos urgentes a algumas das
c Reporters/iAssociated Press CriangaS das Caraibas.




48 ~RRE10






















Mulheres a desafiarem


normasS cultural


Kamla Persad-Bissessar pode ter sido oficialmente investida como a primeira
mulher no cargo de Primeiro-Ministro de Trindade e Tobago no final de Maio, mas
ainda ha muito a fazer para investor nas mulheres deste pals, afirma Fulade Mutota,
coordenadora do Instituto Feminino em materia de Desenvolvimento Alternativo ,
"Doing she own thing"
sedeado em Port of Spain.
Calypso Rose (tambem conhecida por
McArtha Linda Sandy Lewis), uma po-
pular cidada de Trindade e Tobago nos
D.P. cipaao nas conversaoes de paz, como anos 70, foi uma das pessoas entrevis-
uma plataforma de lanamento para o tadas pelo Dr. Maude Dikobe durante a
envolvimento das mulheres na oposigho pesquisa para o estudo Doing she own
a violencia armada na sua sociedade. Para thing*. Na sua recent publicaao, a
E~ntre outros projects, a ONG Mutota, existem inflmeras razies para professor assistente da Universidade
Sgere um program de orientaao a nivel elevado de violencia armada em do Botsuana, com multas publicaqBes
I para raparigas, entire as 14 e as Trindade e Tobago, a trifego de droga,
'18 anos, atraves do qual obser- aesfciaar ssbixsnvsde sobre o genero e a cultural popular cha-
vam mulheres de carreira, ou "irmas mais detecao por parte dos servigos policiais e ma a atengio para Trindade e Tobago.
velhas", a exercer as suas funoes. Os a falta de servigns de seguranga no pais. "A ideia para o livro surgiu da nature-
workshops realizados com as pais das za dos comentarios politico-sociais da
raparigas, "sensibilizam as mulheres para Ver: www.winad.org mllsica tanto em Africa como na dias-
os negocios e a economic, as direitos sexu- pora africana", afirma. A cangio "Ma-
ais e reprodutivos e as direitos huma-tioydeClpoRs,"saaa
nos em geral", afirma Fulate Mutota.
"Em Trindade e nas Caraibas existe um ., ideia do genero como construao social,
movimento feminino vibrant, no entanto ; que nos impoe o que uma 'verdadeira
ainda nao conseguiu mudar a forma como ,mulher' pode ou nao fazer", afirma, o
agimos. As mulheres ainda se subvalori- * que tambem e evidenciado por outra
zam", acrescentou. Fulate Mutota cons- ,pclpo Ia oigM hn"(97
tata que a perspectivea patriarcal" ainda II,-9 de onde Dikobe foi buscar o titulo para
prevalece: "Nao e uma evolugho natural *r o se .ir."ays oedsem
no nosso contexto, mas sim algo imposto .7*osulir."ayoRseds-m
pelos antigns amos coloniais. ;, ". que, quando comegou a cantar calypso,
isto era dominado por homes e nao se
lMulheres contra a violncia I '' esperava que as mulheres cantassem
armada HdDX calypso, mas ela seguiu em frente e fez
o que achou melhor", comenta Dikobe.
A ONG preocupa-se em particular com Doing hie Own Thing "~As mulheres no tm recebido o de-
o aumento da violencia armada no pais ma nlwor rna.d sutwo
(ver a introdugho) que, segundo Mutota, a Tnnaded Calypso vido merito pe los papeis significativos
comeou a aumentar em 2000. No ano que tm desempenhado e continuam
passado, organizou "Conversas entire a desempenhar, como criadoras, pro-
Mulheres", um workshop feminino sobre dutoras, artists e consumidoras do
a estado actual da violencia armada nacaysemTideeTog",frou
sociedade das Caraibas, patrocinado pelo ;a PWoR cayS )Tidd oaoaimu
Fund da Nages nida paa a nfacia* LAP, Lambert Academic Publishing, ISBN
(NCu F) lurgin m5e t, a nNG iny 978-3-8383-0978-1, Paperback, 156 Seiten.
Seguranga das Naoes Unidas, a primeiro Cp e"h on e w hn"
document juridico international a reque- c Lambert Academic Publishing
rer que as parties em conflito respeitem
as direitos das mulheres e a sua parti-





N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 49








































Anansi o FunlCircle Ploducbon



Esforgos de diversificaqio

D.P. de Camercio de Trindade e Tobago, que
represent 570 empresas privadas.
Da agriculture a animagio, as conver- No inicio da decada, durante sete ou oito
SaioeS SObre a diversificaLao da econo- a dois ou tres anos que anos, a pais teve um crescimento annual
mia dominada pelo petroleo e o gas de a Camara de Camercio muite acentuado de 8 a 10 per cento,
Trindade e Tobago esta na boca do pov0. e Industria fala disto, principalmente devido a grandes recei-
mas agora com a reces- tas publicas provenientes da industria do
site economic sera algo que tera de ser petroleo e do gas. Mas em 2009, abateu-se
levado mais a serio do que antes", afirma a crise global. "O nosso sector produ-
Angella Persad, Presidente da Camara tive mergulhou completamente, porque


A industrial cinematogrdifica de Trindade e Tobago
A "Trinidad and Tobago Film Company" americanos efectuadas enquanto filmam
(TTFC) foi criada em 2006 para gerar no pais. O program de apo o de TTFC
emprego, oportunidades de carreira e leva as tecnicas de filmagem a escolas
estimular novas capacidades. Carla Fo- e, atraves do auxilio do project incluindo
deringham, Directora Executiva, explica todos os filmes ACP, patrocinou a partici-
[que providenciou investimento para as pagio de cineastas de Trindade e Tobago
longas e curtas-metragens. E um centro em festivals. As paisagens de Trindade e
-. de oportunidades para os cineastas es- Tobago foram exploradas para as series
~`-~~I~I~ Itrangeiros interessados em fazer filma- televisivas Loste Survivor. A participagio
~-V~~LIIe Igens em diversos locais, providenciando em mais festivals de cinema, em mais
~-~I-1~a~~ _~a Iajuda com vistos, alojamento, importagio co-produg6es e a transferncia de com-
de equipamento tecnico e oferecendo a petncias com a America Latina, a India
~'~~ Idevolugho de 30 por cento do dinheiro e a Africa fazem parte de plans futuros.
-;'l em despesas maximas de 2 mil d61ares www.trinidadandtobagofilm.com
Angella Persad, Presidente da Cilmara
de Comercio, T & T. oD Percival



50 ~RRE10

































T & Te mundialmente conhecido pela qualidade do seu cacau le D Percival Pimentos a venda no Mercado de San Juan oD Percival



a maior parte das nossas exportaoes de melhares cacaus do mundo, mas expor- Trindade e Tobago ate 2020. O Governo
produtos industrials dirige-se ao mer- tam-no em bruto com pouquissimas anterior tambem investiu no sector dos
cado CARICOM (Mercado Comum/ mais-valias), as ananases verdes e tila- servigos financeiros, construindo um novo
Comunidade das Caraibas) constituido pias (peixe). Deosaran Jagroo, Director Centro Financeiro Internacional, que e
per 15 paises vizinhos de Trindade e Executive da Caroni, a antiga empresa de agora um marco na zona da praia de Port
Tobago", comenta Persad. "Estas econo- aucar de Trindade e Tobago, revelou an of Spain, para alojar empresas de servings
mias estao muito dependents do turismo Correio que iria presseguir com a diversi- financeiros, apesar do edificio se encon-
e entraram em recessia. Muitos dos nos- ficaao nautra produgho agricola para a trar ainda quase vazio. Tambem enca-
sos servigns tambem se afundaram, pois qual ja tinha recebido apoio financeiro da beou a desenvolvimento do In-TECH
faziam a manutena0 da industria do UE (ver entrevista com a charge d' il'. Park de Tamana para albergar empresas
petrOleo e do gas", acrescentou. Persad da UE), incluindo ab0boras, tomatoes e de alta tecnologia.
afirma que a economic agora ji se encon- batata-doce. Persad afirma que outro sec-
tra estivel, apesar de se esperar que 2010 tor com potential para a crescimento eno Are 'Nollywood' and T &
seja a segundo ano consecutive em que a ensino superior -algumas universidades T~'s budding film industry in
pais tem crescimento negative. britanicas e americanas ja criaram vincu- COmpetition under EU trade
los com instituioes de ensino superior de.
No ano passado, a Camara de Camercia Trindade e Tobago -e tambem a turismo. poliCIOS?
de Trindade e Tobago encomendou um
estudo em areas com potential para Enorme potential Em paralelo com a diversificaao da
gerar intercambia, incluindo a agricul- economic, Persad afirma que a Governo
tura. Entre outras encontrava-se a cacau Actualmente a turismo sO perfaz 13 per tambem tem de procurar novos mercados.
(Trindade e Tobago produzem um dos cento do Produto Interno Bruto (PIB), Persad acredita que a America Central
mas "possui um papel significative na tem potential. Mahindra Satram Maharaj,
diversificaao da economic", comentou president da Fundaao Nacional de
Uma nimaora paixnada ao Correio, Rupert Griffith, Ministro do Carnaval e um dos administradores da
Uma nimaora paixnada Turismo do novo Governo, principal- Coligagio das Industrias de Servigns de
mente no que se refere a acolher neg0- Trindade e Tobago (TTCSI)*, tambem ve
Camille Selvon-Abrahams e apaixonada cios e events desportivos. Angella Persad imp ortancia na exportaao de produtos e
pelo cinema de animaqio. Nao s6 criou afirma que a mistura cultural impar de do "saber-fazer" da sua longa tradigio car-
a sua pr6pria empresa de animaqio Full Trindade e Tobago e "algo formidivel que navalesca, incluindo para as 700 festivals
Circle Productions, mas tambem um di- pode ser empacotado". Nesta mistura rica que se realizam todos as anos na Europa.
encontram-se: comida (especialidades Revelou-nos as plans da criaao de uma
ploma de dois anos em animaao no de rua; "duplos" -ver fato -e "assar e missao commercial de Trindade e Tobago
campus de St. Augustine da "University tubarao" -um hamburguer de tub arao -na Europa, "para averiguar beneficios" do
of the West Indies" (UWI). A sua u1tima em Maracas Bay, Trindade); arquitectura Acordo de Parceria Econ6mica (APE), um
criaqio e Krik Kra k Anansi", uma aranha (especialmente as edificios histOricos "as acordo de comercio livre assinado entire a
que consegue tudo o que quer atraves sete magnificos" em redor da Savannah UE e os membros do bloco econ6mico das
da astucia, tendo como alvo as criangas de Port of Spain); festivals e n seu patri- Caraibas, CARIFORUM1/, em 2008. Nirad
m6nio; amerindios, colonos africanos e da Tewarie, Director Executive de TTCSI,
entr os3 eos 6ano deidad. Oseu India oriental e colonizadores britanicos, teme que o APE passa minar a tradicio-
objectivo e dar animaqio as criangas das holandeses, franceses, espanhOis e cour- nal cooperaao Sul-Sul promovida pelo
Caraibas que nao "se identificam" nas landers (leties). grupo de Estados de Africa, das Caraibas
redes de filmes de animaqio maioritari- e do Pacifico (ACP), uma vez que as APE
amente americanas. E existe interesse O antigo Governo do People's National individuals e regionais colocam regimes
africano na personagem. O projecto M2ovemzent (PNM) escolheu outras indus- umas contra as outras. Tewarie afirma
ANANSl" deveria ser exibido no festival trias com potential para crescimento; que "Nollywood", a industria cinema-
bebidas e alimentos, transportes mari- togrifica da Nigeria, pode acabar per
de cinema de animaqio africano, "Ani- timos, embarcaoes de recreio, cinema e competir com a essa industria nascente
mafrik", no Gana, em Agosto de 201 0. entretenimento, pesca e transform aao do em Trindade e Tobago.
www.fullcircleanimation.com pescado, impressao e acondicionamento,
para dar o estatuto de pais desenvolvido a Ver: www.ttesi.org




N. 18 N.E. JULIO AGOSTO 2010 51
























Industrializagio versus biodiversidade







Trindade e Tobago precisa de encontrar D.P. Departamento de Ciencias da Vida de
novas maneiras de defrontar o < flito classico> entire protecgio de uma.
Contudo, a estado das 11has gemeas de
biodiversidade rica e industrializaLao,mtemselgisTiddeTrnaeeTbgeumdsds ncs
afirma o Professor John Agard, biology Tobago e um pais relativamente estados insulares no mundo exportado-
<> de renome mundial, do joyem, que se separou do conti- res liquidos de petrOleo e produtos rela-
St. Augustine Campus da Universidade nente sul-americano apenas ha cionados, sendo a outro a Barem. E o
cerca de 10 000 ou 11 000 anos. Possui maior exportador mundial de amoniaco,
das Indias Ocidentais, em T&T. uma fauna e flora sul-americanas carac- a quinto maior exportador de gas natu-
teristicas (semelhan- ral liquefeito e um dos
tes as do Brasil e de "Ao contrdrio das alteragdes principals exportado-
Guiana), mas, como climaticas, a biodiversidade res de etanal e ureia,
muitas outras ilhas afirma a Protessor
das Antilhas, tem um ndo esta na boca de Agard. Uma indus-
conjunto de fauna e todos os presidentes e trializaao alimen-
flora indigenas, prim7eiros -m7inistros" tada a gas e petrOleo
incluindo passaros, significa que se esta
repteis, barboletas, ras, tartarugas mari- a ponderar avaliar < nhas e mamiferos. <
mundial de especies per metro quadro, acrescenta.
Trindade e Tobago esta logo no topo da
tabela, a que e bastante extraordinarine>, Um desses servigns e o que a Professor
declara a Professor Agard, que chefia a Agard design per <
pelo facto de mais de metade de Trindade
e Tobago estar caberta de vegetagio flo-
restal. As zonas florestais fazem com que
a humidade do ar suba quando arrefece
e chove nautras zonas nao-florestais. A
Reserva de Main Ridge em Tobago e
uma das zonas protegidas mais antigas
do hemisferio ocidental. < mento maravilhose datado de 1600 que a
declara zona protegida para a preservagio
das chuvas,>, refere a Professor Agard.
Outros < sao a
desenvolvimento de medicamentos a
partir de plants e a protecao contra
a erosao atraves de recifes de coral. Um
estudo realizado em Tobago pelo World
Resources Institute e algumas associates
de T&T concluiu que a linha costeira
naquela ilha esta a sofrer uma erosao mais
rapida ande nao existem recifes de coral.
Atribui um valor aos servigos de erosao do
coral da ordem dos 30 milhoes de d61ares
americanos anuais, uma soma nada irrele-
vante dado que Tobago tem um Produto
Interno Bruto (PIB) annual de 250 milhoes
de dOlares americanos.

Tucano, um passaro nativo de Trindade. ashutterstock





52 ~RRE10





















Linhas de comunicaao perda significativa de biodiversidade e isto Em Trindade e Tobago, o Professor Agard
ainda nao aconteceu em lugar nenhum acha que o governor deveria iniciar um
O Professor Agard explica que esta a traba- do mundo,>, afirma o Professor Agard. plano a mais long prazo, definindo um
lhar, com outros cientistas eeconomistas, Gostaria que a biodiversidade tivesse o rumo para o pais, para li dos recursos
num estudo criadopelaUEpara, com base mesmo estatuto global das alteraoes nao renoviveis de gas e petr61eo. Este
nos truques dos economists, fazer uma climiticas, incluindo a formaao de um plano deveria dar uma maior nfase a
analise correct de custo/beneficio dos Painel lntergovernamental. < servigos ecossistmicos em T&T. Embora das alteraoes climiticas, a biodiversidade energies renoviveis, e uma economic de
relutante em atribuir valores as coisas, v nao esta na boca de todos os presidents servigos e mais baseada na informaao,
algumas vantagens neste tipo de aborda- e primeiros-ministros,>, acrescentando sem esquecer a necessidade de zonas mais
gem, ja que abre linhas de comunicaao < com as autoridades em biodiversidade que, a pagar,>. diversidade, explica.
de outro modo, vem os bi610gos como
<. Isto
permit fazer escolhas de planeamento,
explica, avaliar os beneficios econ6micos
de construir um hotel face a devastaao 1
produzida pela destruigio do coral.
Um outro servigo da biodiversidade o 4 j
ecoturismo. <;Tobago possui caracteristicas .'
unicas: baixo nivel de desenvolvimento, 1*
vegetagio original, florestas antigas e um "
ambiente requintado. As pessoas apreciam '
a sua "insularidade": mangais, corais,
diferentes cultures vegetais, a maneira i
de falar. Isto tem um valor intrinseco
e, sem a biodiversidade, essa vantagem
desapareceria,>, explica o Professor Agard.
Acrescenta ainda que, em Tobago, esta em
curso uma investigaao sobre bactrias
que surgem naturalmente e que decom-
piem petr61eo existente em infiltraoes
a superficie.

< ha alguns anos, definiu-se como objec-
tivo para 2010 a nao-existncia de uma ..
Akilah Jaramogi sobe por um carreiro, Fondes AmandeS. CDoPeravali





Desbravadores: Fondes Amandes
Isto e erva-limao ou citronela, que serve florestal. Ela explica como a cobertura flo- Dirigido pelo Caribbean Natural Resources
para fazer cha quando se esta com gripe>>, restal tambem cria uma zona de vegetagio Institute (CANARI) em T&T, o project da
explica Akilah Jaramogi, Directora do Pro- climax, evitando que os incndios alastrem as comunidades a possibilidade de con-
jecto da Comunidade Fondes Amandes, ate a populosa capital de Porto de Espanha. duzirem a gestao florestal em projects
nas encostas atras da capital Porto de semelhantes em oito paises das Caraibas,
Espanha. Jaramogi fundou o project ha 27 A Comunidade tem conseguido desenvol- explica Nicole Leotaud, Directora Executiva
anos com o seu falecido marido, Tacuma, ver-se com o apolo de doadores internacio- do CANARI. Akilah Jaramogi gostaria de
e um < as encostas>>. Esta comunidade, agora um project a 2anos -< com 27 pessoas, vende plants orgnicas que melhoram a gestao florestal e os meios jamento de ecoturismo onde os visitantes
e plntulas, sendo ainda um local onde de subsistncia das povoagdes rurais po- pudessem pernoitar. Uma questao que
escolas e outros grupos ou pessoas vao bres nas Caraibas insulares>> criado ao ela tambem gostaria de ver resolvida e a
para descobrir mais acerca dos beneficios abrigo do Programa da Comissao Europeia seguranga do territ6rio de Fondes Amandes
medicinais da flora, em trilhos bem pre- (CE) para as Florestas Tropicais e outras para assegurar a longevidade da Comu-
servados desbravados entire a vegetagio Florestasem Paisesem Desenvolvimento. nidade.





N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 53






















UE ao lado da T & T na


d iversif icaqio econ6mica




Stelios Christopoulos e o Charge d'Affaires D.P. quarenta por cento da cocaine consumida
na Europa transit per esta sub-regiao e,
da Delegagio da Uniao Europeia em Port a grosso da mesma, talvez atraves de T
Of Spain. Numa entrevista ao The Courier, & T, pela que existe um interesse mutuo
explica a abordagem sectorial da UE ao nais sao as prioridades da em apoiar as esforgos do governor e das
desembolso de 25 milhies de dolares TE ern Trindade e Tobago (T autoridades para combater a trifico de
&` T) nos terms so I0.oEDF drogas ilegais. Outras prioridades sae a
para assistincia ao desenvolvimento (2008-2013)? cooperaao commercial e a implementa-
reservados para o pais nos terms do a0 do Acordo de Parceria Economica
1 0.0 Fundo de Desenvolvimento Europeu ApOiar a pais nos seus esforgos para passar EU-CARIFORUM (NE: em funciona-
da UE (EDF), qe tem como objective a dos sectures do petroleo e do gas para mento desde Outubro de 2008).
qu outros sectures e ajudar a melharar algu-
diversificaLao da economic e da gover- mas areas de governaao. Existe tambem Quais sao as vantagens do suporte
n8Q80. um Dispositive de Cooperaao Tecnica organzental sectorialpara T & T?
(DCT) para apoiar as actividades de
implementagio para atingir as objectives T & Te um pais em vias de desenvol-
do Program a Indicative Nacional (PIN). vimento de rendimento medio, que tem
Quase tudo a que fazemos em T & T capacidade suficiente para implementar
acantece atraves de suporte ornamental projects. O que necessita agora e que
sectorial. os deadores internacionais actuem como
parceiros nos seus esforos de melho-
O primeiro program se suporte orgamen- rar as suas political sectoriais. Com a
tal sectorial em T & Teo 9.0 program abordagem de suporte ornamental secto-
FED, ainda em curso, dedicado an ensino rial, em vez de projects, centramo-nos
superior nao universitario (27,3 milhies num sector. Os indicadores de desem-
de euros). O apoio da UE a decisao do penho sae acordados em conjunto com
governor de diversificar as actividades para a governor, a progress e monitorizado
outras que nao a do e as acoes escalhi-
aucar e minimizar PaTS Sermos eficazes nos das. Estamos ainda a
os tmpactos socineco- nsoesrosdtavro centrar-nos no ensmno
n6micos e ambientais nS O so d rv superior nao univer-
;FFL,~ndessa decisao e tam- traifCO de droga na Europa, sitario. Com a apoio
Sbem um program temo7s tam7b1m de actuar aqui, sectorial, a numero
: ~(~baseado no suporte para ajudar as autoridades a de alunos inscritos ja
ornamental sectorial. impedirem o trdfico de droga passou dos 20 000 em
2005/2006 para mais
Alguns projects de forma mais eficiente de 75 000 em 2009.
regionais estao tam- Embara estejamos
bem a ser geridos a partir deste ponto -ainda em dialogos politicos preliminares
aqueles em que as organizaoes regionais e nao saibamos a que vamos fazer na area
em causa tem sedes em Port of Spain), a da governaao aquando do 10.o FED,
Agencia de Implementagio para a Crime estamos mais avangados na diversifica-
e a Seguranga [Implementation Agency 950. Estamos a tentar ajudar a melharar
Stelios Christopoulos, Chefe da Delegagilo da UE, T & T. for Crime and Security (IMPACS)] da as condigies que habilitem Trindade e
CARICOM que combat a crime e o Tobago a ficar mais competitive, dialo-
trifico de droga, a Forga de Intervenao gando sobre um enquadramento regu-
de Acao Financeira das Caraibas lamentar, bem como sobre indicadores
[Caribbean Financial Action Task Force fiscais e macro-econ6micos baseados em
(CFATF)], que luta contra a branque- incentives, mas nao nos cabe dizer se o
amento de capitals -tambem ligada ao governor deve diversificar as actividades
trifico de droga -, a Tribunal de Justiga para o turismo ou para a aeronautica,
das Caraibas (CCJ) e a Organizaao porque nao sabemos quao competitive
Meteorol6gica das Caraibas. Pensa-se que consegue ser a pais.



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 55



















































Port of Spain, Trindade e Tobago o D Percival



No nosso apoio a estrategia de adap- E necessario ajudar a pais a utilizar a temos tambem de actuar aqui, para ajudar
taao an aucar, embara tenham sido dinheiro da forma correct, para atingir o as autoridades a impedirem a trifico de
definidos objectives mensuriveis, fica- seu objective de naao desenvolvida [NE: droga de forma mais eficiente.
mos com a sensagio de que as mesmos a visao do governor anterior era que T &
poderiam ter sido mais ambiciosos. Em T atingisse a estatuto de pais desenvol- Quais sao os beneficios da EPA para
2007, quando iniciamos a program de vido ate 2020] O pais esta consciente da T &` T?
suporte an aucar, a inflaao relacionada lacuna entire riqueza e desenvolvimento:
com as alimentos era de cerca de 25%. dez por cento da populaao nao tem acesso Tanto a industria manufactureira como as
Sugerimos que uma parte dos 43 milhoes a agua corrente. Sao necessarias as politi- servigns podem beneficiary. Ao reduzir as
de euros reservados (as funds atribui- cas sectoriais correctas. O nosso auxilio tarifas sobre as produtos importados da
dos a T & T para 2007-2010 nos terms nao e enorme porque a que a pais esta Europa, a prego de alguns components
das "Medidas de acompanhamento para a fazer no ensino secundario e muitas basicos de produtos manufacturados em
as Paises Signatarios do Protocolo do vezes superior aos funds que lhe estamos T & & baixara igualmente, a que ajudara
Aucar", dos quais uma tranche inicial de a dar, a mesmo se pode dizer quanto a a reduzir a custo dos produtos de forma
2,5 milhies de euros fai ji desembolsada transformaao do sector aucareiro, mas a tornarem-se mais competitivos. Por
ate a data) poderia ser gasta na reestru- T & T agradece a facto de estarmos an enquanto, as sectures com maior proba-
turaao da agriculture, de forma a reter seu lado no process. bilidade de beneficiary sae a turismo e as
mais agricultores, mas o antigo governor servigns relacionados com a saude, desde
nao fai muite a favor desta sugestao. A Vejamos tambem a luta contra a crime: que a situaao da seguranga melhore dra-
agricultura e responsivel por apenas 0,7% de acordo com a imprensa, houve mais maticamente. Tambem a cooperaao cul-
do PIB num pais conhecido pela quali- de 300 homicidios registados desde no tural: por exemplo, a Carnaval criou toda
dade dos seus produtos e no qual 15 a inicio de 2010 num pais de 1,3 milhies uma escala de cultural, costumes, grupos
20% da populaao sae agricultores. Estou de pessoas, sessenta per cento dos quais musicais e de danga. Existem impedimen-
convicto de que as pessoas ficariam mais estavam alegadamente relacionados com tas, tais como corresponder aos padres
satisfeitas se n [novo] governor conside- a trifico de cocaine, chegando a mais elevados da Europa para todos as produ-
rasse a possibilidade de diversificar para de 500 homicidios per ano para 2010, tas, O mesmo se passa com as servigns:
outras cultures de produgho alimentar. ou cerca de 42 homicidios per 100 000, nao queremos envolver-nos numa parceria
um numero que colocaria T & T entire empresarial se nao tiverm os a certez a dos
Assinalon que T &` T tenz unz PIB per as cince principals paises do mundo no padres profissionais do parceiro. Ao nivel
capital senzelhante ao de Portugal. que taca ao homicidio. Na realidade, uma regional, esta disponivel um montante de
Conzo explicaria aos cidaddos da UE grande quantidade de cocaine [NE: da 36 milhoes de euros, nos terms do pacote
que a pais ainda necessita de ajuda America do Sul] transit por T & T para regional de 165 milhies de euros do 10.o
ao desenvolvinzento? a Africa Ocidental e Europa. E do nosso FED, para a ajudar as naoes das Caraibas
interesse ter uma boa parceria de trabalho. a cumprirem esses padres.
A UE tem de garantir que a mundo em Para sermos eficazes nos nosses esforgos
desenvolvimento tambem se estabiliza. de travar a trifico de droga na Europa,




56 ~RRE10



















Tobago: urna grande


irrna pequena

Tobago encontra-se separado de Trindade a sudoeste por apenas 37 quilometros,
no entanto em aparincia e character existem muito poucas semelhangas com a
sua grande irma no horizonte. Possui o seu proprio Parlamento, apesar de ter
poderes limitados.
















D.P. r, -



enseadas escondidas, as indo-
lentes aldeias piscatOrias coma
OCharlotteville e as recifes de
coral translficidos tem atraido turistas Vista area do recife de BuCCOO oBuccoo Reet Trust. Tobago
a Tobago apesar da lotaao hoteleira ter
descido durante a recessao econ6mica glo-
bal, de acordo com a Associaao Turistica
de Trindade e Tobago. No entanto, nao e
dificil de ver a porque da ilha ter ganhado
a "World Travel Awards" como melhar maos 33 vezes, entire Courland, Espanha, De acordo com as estatisticas do
destino ecoturistico durante quatro anos Inglaterra, Frana, Suecia e Republica Parlamento, a turismo perfaz 60% do
consecutivos, de 2003 a 2006. A sua prin- da Holanda. Os europeus cultivaram Produto Interno Bruto (PIB) e cerca de
cipal reserve montanhosa e a mais antiga plantaoes de aicar, cacau e cocos e, 15 mil trabalhadores estao envolvidos em
floresta protegida do hemisferio ocidental devido a escassez de mao-de-obra, trou- todos as servigns turisticos, desde gerir
e as tartarugas de couro, uma especie em xeram escravos africanos. Os indianos pensies an aluguer de bicicletas.
vias de extinhao, poem ovos nas praias chegaram a Trindade devido a um sis-
seculares de Tobago de Margo a Junho, tema de aprendizagem para trabalharem Mais poderes para o
ecludindo 55 a 79 dias depois. Os cidadaos nas plantaoes de aicar, uma pequena Parlamento?
de Trindade e Tobago costumam dizer percentage estabeleceu-se em Tobago.
que a sua ilha e um lugar de passageem. Em 1783, chegaram as portugueses, as Tobago possui o seu pr6prio Parlamento,
chineses, as sirios e as libaneses e outros para a sua populaao de 15 mil habitantes,
Pensa-se que a ilha fai colonizada per vieram de Barbados, Granada e Trindade. estabelecido em 1980 com a seu prOprio
tribos amerindias (a name da ilha pro- Em 1814, Tobago tornou-se parte do orgamento do Governo central. Em 2010,
vem da palavra taine para tabaco ou Imperio Britanico gerido em conjunto a financiamento do Governo central de
cachimbo, "Tobago") ha 10 mil anos e com Granada, Granadinas, Dominica Trindade e Tobago (assistencia continue
que permaneceu sob o seu dominie ate e Sae Vicente, e em 1889 associou-se a e ao desenvolvimento) ascendera a uma
1652. Os primeiros colonos europeus a Trindade como uma colOnia da coroa estimativa de l,77 mil milhoes de d61ares
chegar foram as Courlanders (leties), britanica, tornando-se independent jun- de Trindade e Tobago, de acordo com
mas, segundo as registos, a ilha mudou de tamente com Trindade em 1962. as valores fornecidos pelo Parlamento.



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 57

















O Parlamento local pode decidir sobre Apesar de nao haver motivos para pedir
as areas de emprego do dinheiro pro- independencia de Trindade, Orville reve-
veniente do Governo central, tal como lou ao Correin que existe espao para
a sailde e a educaao, mas nao pode reforms. "Estamos numa situaao unde
cobrar impostos nem instaurar leis locais. nia ha emancipaao. O Parlamento de
Possui 12 membros eleitos e quarto autar- Tobago nao tem forga nem autoridade para
cas nameados, tres sob as pareceres do agir em Tobago", acrescentou. Deseja ver
Secretario Principal e um sob as pare- maior autonomia para dar ao Parlamento
ceres do lider da minoria. Nas ultimas local poder legislative em materias que
eleioes, a partido "People's National digam respeito a Tobago e a capacidade de
Movement" (PNMZ) alcangou a maioria elaborar acordos financeiros com empre-
no Parlamento, ganhando oito cadei- sas locais e internacionais sem a aprovaao
ras, send quatro ocupadas pelo partido do Governo de Trindade.
"Tobago's Organisation of the People" Orville London, Secretario Principal,
Assembleia Legislativa, Tobago o DPercival
(TOP). As proximas eleigies parlamen-
tares realizam-se em 2013.

As Tobagonians say, their
island is a place to
"breeze out" iC~~

No entanto, a nivel do Governo central, as
dois deputados que representam Tobago
pertencem ao TOP, um dos partidos que
constitui o Governo central de Trindade
e Tobago. Perguntimos ao Secretirio
Principal da Assembleia de Tobago,
Orville London, se a falta de represen-
taao da maioria do Parlamento local no
Parlamento de Trindade e Tobago poderia
criar uma situaao insustentivel para a
Parlamento de Tobago. "Nao ha nada
de invulgar na nossa situaao political ,
responded Orville. Contudo, comentou
que paria a prova a validade do decreto
do Parlamento de Tobago.

Charlotteville, Tobago oD Percival




Recife Buccoo: a maravilha natural de Tobago
O recife Buccoo, com a forma de uma fer- tor do "Buccoo Trust", revelou ao Correio de informaao e "educaao, educaao,
radura, e o marco mais deslumbrante de que e mais "s6 um papel" que necessita educaao" sobre a conservaao, afirma
Tobago, mas as alteraqBes climaticas e a de melhorar as medidas de aplicaqio e de Kaye Trotman, director do recife Buccoo.
poluigio deixaram o seu cunho. Uma ONG, aumentar a sensibilizaao publica.
a "Buccoo Reef Trust", encontra-se na linha O Buccoo Reef Trust" tambem se encontra
da frente para a conservaao do recife, Um project gerido pela ONG c o do orde- na linha da frente com o project regional de
recolhendo inumeros dados cientificos que namento do territ6rio e a recuperaqio da trs anos, o "Coastal and Marine Manage-
tambem sao uteis para os outros paises linha de divisao das aguas na linha de di- ment and Education in the South Eastern
das Caraibas. Tendo 10 mil anos e abran- visao de Courland e na zona do recife Buc- Caribbean" (CaMMESEC) em conjunto com
gendo 7 km2, e o terceiro maior recife no coo. Sandra Timothy, a gestora de projec- o "International Coral Reef Action Network"
hem isfe rio ocide ntal co nte ndo varias espe tos, explica que a crescente desflorestagio (ICRAN) para o interc^mbio de boas prati-
cies de coral e muitas criaturas marin has. e a falta de praticas agricolas na linha de cas de conservagio dos recifes da region,
Alem de proteger a linha costeira, com um divisao das aguas aumentou a poluiqao incluindo a criaqio de parques maritimos,
rendimento annual estimado em 119.164 no recife. Timothy organizou actividades explica Hyacinth Armstrong, o coordenador
mil d61ares americanos, e important a terrestres como a reflorestagio. O recife do project para o "Buccoo Reef Trust".
nivel turistico e co meio de subsistancia tambem sofreu com o branqueamento do
de muitas families. Foi considerado zona coral que ocorreu nas Caraibas em 2005.
protegida em 1973 sob o "Marine Areas Apesar de o coral do recife ter recuperado
Act" em 1970, mas Kaye Trotman, direc- 75%, e necessario a recolha constant Descobre mais em: www.buccooreeftrust.org







58 ~RRE10
































"Afr~ica visiornaiia" BruL::elas, Bozar'

Artes da cena de Africa.


A imaginagio ao poder

0 grande festival <> Jeff, o criador do eterno <
n0 BOZAR (Palacio de Belas Artes) de Cha Cha,>, na 6poca um hino da Africa apresentou em estreia mundial o filme
Bruxelas, cuja exposigio principal < de Claus Wishm an
former em melancolia do desencantamento e Martin Baer sobre a orquestra sinf6nica
Graphics>>* e varias outras manifestagieS aquando dos desvarios p6s-independncia. de Kinshasa, um grupo criado com os
das artes graficas e de fotografia conhe- O CONGO@BOZAR, 6 tambm sin6- meios disponiveis por nao profissionais
cem um grande sucesso, e tambem uma nimo de varios concertos de musica gospel nos piores moments de instabilidade e
montra resplandecente para as artes da em diferentes bairros de Bruxelas. E espec- de guerra civil. E que interpreta a musica
ticulos de Rumba acustica para fazer, cada classica europeia, entire outras, com uma
cena do continente africano. O pals de um, uma homenagem a um period ou a sensibilidade invulgar. Um hino a alegria
Af rica, que tem os maiores lagos historiCOS uma personalidade hist6rica da musica e a vida simbolizado pela sua interpretagio
COm a Belgica e que e, tambem, um dos congolesa e nos quais participaram as de Carmina Burana. Estamos convictos de
estrelas dos <<50 anos de musica congolesa,>. que a maioria dos que os ouviram choraram
mais criativos, a Republica Democratica de emoao.
do Congo, esta especialmente bem repre- Os artists de outros paises de Africa e
sentado. O festival decorre de 30 de Mai0 mesmo da diaspora estao long de ficar rele- Ver numero 17 do Courrier, p. 62.
a 26 de Setembro de 2010. gados para segundo plano. Rokia Traor,
a maliana, BBC3 World Music Award e
Victoire de la Musique, Franga, protegida
H.G. de Ali Farka Tour e de Papa Wemba, fasci- O festival <> e um
nou o publico com a sua musica mandinga grandioso event cultural para marcar
com notas <e enostilgicas de rock e a presidncia belga da Uniao Europeia
do festival < a beninesa, antiga parceira de Santana, de Celebra ainda o 50.o aniversario da in-
sera sem duvida o grande con- Herbie Hancock ou de Peter Gabriel, autora, dependncia de 17 paises africanos.
O certo <<50 anos de musica congo- compositora, intrprete, guitarrista, pre- Conta com o apolo do governor belga, da
lesa,> apresentado em estreia em Kinshasa, miada com um Grammy Award em 2007. Comissao Europeia e do Secretariado
a 30 de Junho, e em exclusividade inter- do Grupo ACP. Tem lugar de 30 de Maio
national no Bozar, a 16 de Julho. Este A actuaao de Didier Awadi confere ao Rap a 26 de Setembro de 2010.
concerto constitui o nucleo do CONGO@ as suas letras de nobreza. Orquestrou uma
BOZAR, um festival dentro do festival. A actuaao baptizada < maioria dos grandes nomes da cena congo- a partir dos discursos dos pais fundadores taiGelMhmdbnC mas
lesa esti aqui representada, Papa Wemba, dos Estados de Africa e de escritos dos ai el Mhm I C mbs
Mbilia Bel, Werrason, Ferre Gola, Sim aro grandes pensadores da sua diaspora. Uma cnieaet etvlcm < ncod
e muitos outros. Foi Hilaire Maika Munan, actuaao que se inscreve no mbito de uma enquadramento de uma visao a long
adaptador conceituado quem assegurou a jornada literaria. prazo da nossa relagio com a heranga
direcao artistic do mesmo. Este espec- cultural africana e a arte africana, em
ticulo pretend ser uma homenagem aos E cinema. Mas antes de tudo tamb6m Africa e na Europa>>
grandes desaparecidos, entire os quais Kall6 uma homenagem ao engenho do con-



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 59










Para aprca


'CONGO50
Banda desenhada relacionada com os
01timos 50 anos da historic da Republica '
Democratic do Congo.

H.G.




Corps Esta banda desenhada
migica, ou deviamos antes dizer k
C"bandas desenhadas", uma vez
que oito desenhadores de banda dese-
nhada congoleses uniram as seus talents
e registaram no papel esta empolgante e
frenetica hist6ria, como se de oito estrofes
de uma pea musical se tratasse. Para coordenar a histOria e supervisionar a com um ritmo estimulante. O titulo
garantir que a panorama estava complete, produgho. da histOria e <
as desenhadores Asimba Bathy, Cara
Bulaya, Jules Baisole, Didier Kawende, O resultado e uma banda desenhada
Fati Kabuika, Djemba Djeis, Tshamala apaixonante e emotiva, para saborear. "Congo 50" por Asimba Bathy & co / Ed.
Tetshim e Jason Kibiswa escalheram um Uma histOria isenta de fanatismo ou Roularta Books www.roulartabooks.be e
sOcin especializado, Alain Brezault, para de pontos de vista dualistas. E contada Africalia www.africalia.be



Envolvimento reforgado dos palss C

no cinema

Michle Dominique Raymond
Sub-secrethria Geral dos paises ACP para as questoes political e relacionadas com o desenvolvimento human

Apos o Premio do Juri obtido no Festival de Cannes por "Um home que grita nao e um urso de danga", do realizador
Mahamat Saleh Haroun, do Chade, financiado pelo ACPFilms.

Entrevista por H.G. Uma vez mais, a muito talentoso Maham at tOria filmada por Mahamat Saleh Haroun
Saleh Haroun confirm as potencialidades e simples e humana. E uma histOria que
da industria cinematogrifica do ACP. Os aborda a pubreza, as efeitos da globaliza-
excelentes desempenhos dos actures sao a0 da economic, a guerra e, desta forma,

"OC c fct de um filme afri- reveladores da vivencia que existe em Africa suscita uma reflexao, em todos e cada um
para a selecao official e
premiado em Cannes e O Grupo ACP, ao continuar a dar a seu - i *; I
um acantecimento historical. Sem rodeios, apoio inabalivel ao cinema e ao sector do--
a Grupo ACP c o seu secretariado sen- audiovisual, conta renovar esta experien- pI
tem a atribuigio deste premio como uma cia formidivel"..;
homenagem, da qual se felicitam, uma vez IIYtIj
que a sua political em materia de cultures HG -O filnze, proprianzente dito,'-'
se pretend complementary e nao alterna- encerra uma mensagenz da qual as -
tiva aos inumeros programs pastos em pauses ACP se poderianz apropriar?
acao para a desenvolvimento sustentivel
e a integraao progressive dos seus paises Podemos admitir que a filme encerra i~l
na economic mundial. Os programs de uma mensagem para as populaoes dos
apoio AC P-UE no sector cinematografico Estados ACP e para alem delas, uma vez
e audiovisual dos paises ACP e nas suas que a drama vivido per Adam, no que
industrias culturais concretizam esta poli- respeita a sua particularidade, nao deixa
tica voluntarista. A ambiao e que, no final de nos recorder preocupaoes existenciais
destes programs, as paises ACP se possam universais. Um home, sem future, sem
orgulhar dos profissionais bem formados e horizontes e ao qual querem tirar a pouco
dos filmes de qualidade. Desde ji,inumeros que tinha, encontra as meios para recu-
festivais comegam a mostrar interesse pelas perar a sua dignidade e conservar a sua
realizaoes dos paises ACP. liberdade e o seu poder de consumo. A his- Michele Dom inique Raymond o otogratia Sec etallado ACP



60 ~RRE10













Jos da Silva:


Uma hist6riai de sucesso


Jose da Silva e o gerente da cantora cabo-verdiana Cesaria Evora, e a sua empresa,
a LUSAFRICA Produgies, e uma verdadeira historic de sucesso na industrial cultural
af ricana.0O Correio encontrou-se com ele na Conf erncia de Girona sobre Cultura e
Desenvolvimento", que teve lugar nos dias 4 e 5 de Maio, organizada pela Agincia
Espanhola para a CooperaCao e Desenvolvimento e a DG Desenvolvimento da CE.





A.M.R. cantores no meu tempo livre. A pedida (1991), que lembravam a tipico estilo da
de varios grupos cabo-verdianos, montei "Noite Cabo-verdiana" (Capererdean
uma pequena empresa inform al que orga- Night), tendo a ultimo vendida 50.000
nizava concertos cabo-verdianos em Paris. c0pias.

nano campo da mzisica? Conheci a Cesaria Evora em 1987, no Em 1992, organizamos a primeiro con-

Q uala sa hitdra prfisio-restaurante prom otor de milsica e cultural certo para uma audiencia que nao era
Monte Cara em Lisboa, e em 1988 fundei da Didspora no Festival de Angouleme.
Q:" I a LUSAFRION em Paris. Logo a seguir, MZiss Perfumado, a Abum
Com 12 anos de idade, vim do mais important de Cesaria, fai langado,
Senegal para Paris. No inicio dos anos Que dificuldades encontrouparapro- vendendo 400.000 cOpias em Frana e
oitenta, comecei a envolver-me com a cul- mover a mzisica cabo-verdiana junto 800.000 c6pias a nivel international. Esse
tura cabo-verdiana, atraves da Associaao do priblico europen? fai um ano de viragem porque deixei de
de Cabo-Verdianos local, que organize trabalhar para os caminhos-de-ferro e abri
a "Semana Cabo-Verdiana em Paris". No inicio nao foi facil. Comecei a promo- um escrit6rio da LUSAFRICA em Paris.
A seguir, fundei um grupo de milsicos ver a Cesaria Evora em celebraoes e con-
cabo-verdianos, no qual tacava percus- certos, quase sempre atraves da Didspora Actualmente, a LUSAFRICA tem escri-
sao. Comeimos a tocar para a Didspora, em Paris e Raterdao. Mas a objective era trios em Paris, Lisboa e Praga. Qual
primeiro em Paris, depois em Raterdao, atingir um pfiblico que nao pertencesse a o segredo do sen sucesso?
na Suiga e em Roma. Como parte desta diaspora cabo-verdiana. Em 1989, a lam-
experiencia, recebi "formaao" em t6picos bada brasileira estava a tornar-se popular Hoje trabalho em 60 paises e as meus
como contracts, locais e logistica. Nessa e o interesse nos slows cabo-verdianos artists receberam premios importantes.
altura, estava empregado nos caminhos- aumentava. Produzimos as albuns La Promovo artists africanos, da America
-de-ferro franceses e trabalhava com Diva Aux Pieds Nus (1988) e MZar Azul Latina e das Caraibas, e a LUSAFRION
e conhecida em todo a mundo. Alem das
nossa empresas de produgho e distribuigio
em Lisboa e Praga, fundamos igualmente
a empresa Arnnonia, em Cabo Verde. Mas
illi nunca fomas financiados per nenhum
.. destes projects. O nosso sucesso deve-se
;i a paixao do pfiblico pela Cesaria e pelos
..... nosses outros artistas.
















Jose da Silva e Cesaria Ivora c LUSAFRICA



N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 61













Bienal de Artes Visuais


'Regard B6nin 1.0'


A edigio inaugural "Regard Benin" abriu em 8 de Junho e prolongar-se-a ate
31 de Agosto de 2010, nas cidades beninesas de Cotonu, Porto Novo, Abomei e
Ajuda. Trata-se da primeira bienal de artes visuais no Benim, e o seu program
inclui exposigies e espectaculos em various dominios, incluindo artes plasticas,
fotografia, music e danga.

Sandra Federici l'independance", uma exposiao hist6rica sos taxis Zinkzpe, um meio de transport
que visa dar a conhecer a juventude do tipico importado do Ocidente e adaptado
Benim a dia histOrico de 1 de Agasto aos sistemas econ6micos e sociais existen-
de 1960 -em que se conquistau a inde- tes no continent africano. Laboratorio

pelo Ministerio da Cultura do cidadaos benineses, sejam eles famosos artist benines Gerard Quenum, inter-
Benim, em colaboraao com ou desconhecidos. A Fundaao organi- nacionalmente conhecido pelo seu estilo
a Culturesfrance e a embaixada zou igualmente uma exposiao de dois escultOrico inconfundivel servindo-se de
francesa no pais, com a propOsite de fat0grafos, Malick Sidibe do Burquina objects reciclados (sobretudo bonecas
"afirmar a Benim como local para a Fase e Baudouin Mouanda do Congo deitadas no lixo), cujas diversas origens
promoao de artists ao nivel national e Brazzaville, pertencentes a geraoes dife- contribuem para a significado geral das
international". O desejo de assinalar as rentes (a primeiro de 74 anos e o segundo peas.
50 anos da independencia em Africa fai de 29), com a representaao do mesmo
igualmente um factor important inerente tema sob perspectives histOricas dife- Outra iniciativa interessante que se ins-
a promoao da florescente cena artistic rentes. O tema assenta na necessidade creve no variado program do festival e a
no Benim. A Fundaao Zinsou videe a irresistivel dos joyens africanos de se dis- iniciativa "Footculture", organizada pelo
edigio especial de O Correio em "Cultura tinguirem e definirem um lugar para si Espace Tchif: Esta iniciativa e dedicada
e Desenvolvimento nos ACP", Junho numa sociedade restrita e repressive, de ao futebal e ao Campeanato do Mundo
de 2009), a Espace Tchif ea Laboratorio uma forma muitas vezes irOnica e pro- de 2010, na Africa do Sul. O certame
Association sae apenas algumas das muitas vocat0ria. organizou uma serie de events, incluindo
organizaoes que participam no festival. concertos, uma exposiao que explore
Todos as events tem entrada gratuita A Laboratorio Association organizou a futebal atraves do olhar dos artists,
e as studios dos artists estao abertos "Focus Zinkpe", uma retrospective das debates entire especialistas e, obviamente,
ao publico. instalaoes, desenhos e quadros do famoso a transmissao de jogos do Campeanato
artist benines Dominique Zinkpe, que Mundial em ecras gigantes.
A Fundaao Zinsou arganizou diversas estara em exibiao no Museu Abomey ate
exposioes, entire as quais "Racante-mai 30 de Agosto. A exposiao inclui os famo-







C~CS;I










ZIKP ax o lo 00 ,Maseha aIkp G rad U NU or ul crlio o re ea
103 X 0c ,ttgatadAdeol


62~ RR10








Para jovens leitores


Aldeia integrada no economic global



A cr.2rni* .j r<*5 pri-f .sex -
diriinberecani--r.c. pVre i












Aldn Jde que d.re Trabeijl <.r.c.c











f0:ld 9.2rdwar d.r.).e.c

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protecye a.r. esraneIrs..
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c jLdr;di O rCrCM

Gree~ I:d u.


















nc.ca3alclea.r tr .aio- :jFnwuecr. o-.:,a

























Banda desenhada de Enic Andniantsalonina
N. 18 N.E. JULHO AGOSTO 2010 63










Para Idriss Daoud (Senegal): Festival"LAfrica Visionaria"I/Bruxelas 26.06
> 30.09.2010 (continuaglio)
O Correio gostaria de felicitar Idriss
Daoudeconced-lheoseguintecertificado: Cinema cana 1960-2010); -Roger Ballen (foto); Pze
11 Set./BOZAR: "Moloch Tropical" (f ilme de Ill / Cidade Africana (foto)
Certificado concedido a apresentaao), Raoul Peck. Nesta sexta longa- >30.09.2010 / Museu Real da Africa Central:
Idriss DA0UD -metragemdo realizador haitiano Raoul Peck, Bonjour Congo na Belgica; Kinshasa-
Pela sua inovadora distribuiao inteiramente rodado no Haiti, Pecke inspirado Bruxelas, de Matongue para Matongue
da reista0 Coreiopelo seu passado como ministry da Cultura
do pais, trazendo para o ecra os ultimos dias Danga
Est cetifcad econedio aIdrss de Aristide no poder como se de um drama 22. 09/!BOZAR: Germaine Acogny, "Songook
DAOU emrecnheimeto as uas shakespeariano se tratasse. Yaakaar"
actividades inovadoras na distribuigio Literatura & Musica
de O Correio, em particular na "I'Ecole Exposioes: 25.09 / BOZAR: Evento de encerramento:
National d'Economie Appliquee" >26.09.2010/! BOZAR: Geo-graphics (ver O "Autores africanos" & Didier Awadi (ultimo
(ENEA) do Senegal. Correio n.o 18); Um sonho titil (fotografia afri- album "Presidents d'Afrique")

Nos u1timos dois anos, Idriss DAOUD
distibuu edeu cohecr a evita os [O numero 16] celebra a juventude. NOs, os
disribiu de a onece a evita os joyens do planet, e de Africa em particular, Esta imagem de Santa Teresa de Lisieux
outros estudantes da ENEA, ao pessoal acleo saaiuecmmioard.A -tamb6m conhecida O Patroness das
academico ea biblioteca da instituigio. mninha mnensagemn especialmzente dirigida misses -foi-nos gentilmente enviada
Isto revela o seu esforgo e empenha- aos joyens africanos de todos os pauses do por um dos nossos avidos leitores que
mento para a divulgagio de publicaqBes continentpe uea enfbmntamn enormnes d fcul- gsnttu paT clr eado artigo sbre
e ideias que consider serem uteis para ncupaqeseamasderndodoNormandia no nilmero 17. St Therese
o desenvolvimento da sua comunidade. qencaepaquadpmopnsenomorreu da tuberculose na idade de 24.
de umna Africa nova e emergente. PeCo-lhes
Bruxelas, 1 de Agosto de 2010 que acreditemn em si prdprios e que parent de
Hege Gouierpensar que, semn auxilio, estamnos perdidos,
que faCamn um esforCo para silenciar todos os
Chefe de redacq50 tipos de divisles (tnicas, raciais, etc.), que
se emnpenhemn numna causa comum, a causa
de umna Africa unida e emergente. Simz, nds
conseguimzos! Na condiCdo unica e exclu-
P al avras d os Le itore s siva de nos empenharmnos nesta causa, de 5
acreditarmnos nela e de trabalharmnos para a
Caros Senhores, concretizar. Em resumo, na condiCdo de nds
prdprios resolvermnos pensar de formna dife-
Agradepo umna ves mnais revista O Correio, rente, agir de formna dzferente, comnportar-
que, comno digo mnuitas vezes, umna bibliote- -nos de formna dzferente do que fazemnos no
ca mdvel, umna excelente fonte de informnaCdo present. Longa vida para Africa. Longa
credivel e pertinente a todos os niveis. vZida para os joyens africanos!
Babacar Ndione (Rufisque, Senegal)

CONTACT: 0 CORRE10 45, RUE DE TROVES 1040 BRUXELAS (BELGICA)
CORRE10-E: INFO@ACP-EUCOURIER.INFO WEBSITIO: WWW.ACP-EUCOURIER.INFO





Ag enda SETEMBRO-DEZEMBRO de 2010

Setembro de 2010 Bruxelas, B1gica Bruxelas, B1gica

Meados de Setembro 27 30/09 Novembro de 2010
Publicaao do Eurobar6metro sobre 21." Sessao da Assembleia
"Os europeus e os ODM" Parlamentar ACP e 21." Sessao da
APP Meados de Novembro
20 22/09 Bruxelas, B1gica Publicaao do Eurobar6metro sobre
Evento de Alto Nivel para Revisao "Os europeus e a Africa"~
dos ODM da ONU 28/09 02/10
Nova torque, EUA Semana da SADC (Comunidade de 29 30/11
.,i -. -. :o . ~ ~.I: :n, an::i _010 Desenvolvimento da Africa Austral) Cimeira UE-Africa
2010 Tripoli, Libia
27 30/09 Desfile do Manneken Pis em trajes
3.o Encontro dos Ministros ACP da Africa Austral (Grand Place, Dezembro de 2010
encarregados das political de Asilo, Bruxelas)
Migraao e Mobilidade. Exposiao e actuaoes culturais
Bruxelas, B1gica (Universidade VUB / Bruxelas) / 06-07/12
Seminario de investimento e turismo Jornadas Europeias do
27 30/09 (VUB~) Desenvolvimento
2." Oficina Tcnica sobre o Desporto e animaao http://iwww. eudevd ays.eu
Mecanismo de Migraao Intra-ACP (Esjeeweelokaal / Winge)

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