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Correio (Portuguese)
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 Material Information
Title: Correio (Portuguese)
Physical Description: Serial
Language: English
French
Portuguese
Spanish
Publisher: Hegel Goutier
Place of Publication: Brussels, Belgium
Publication Date: 12-2009
Copyright Date: 2009
 Subjects
Genre: serial   ( sobekcm )
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
System ID: UF00095067:00072

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e









C@RREIO


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www.acp.int

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Coordenaao de arte, paginaao
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pelas ONGs e especialistas)

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grfica: Gregorie Desmons

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necessitam urgentemente de ser consolidados". @ REA/Reporters


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SNGHOR

0 Espace Senghor um centro
que assegura a promoo de
artists oriundos dos paises de
frica, Caraibas e Pacifico e o
intercmbio cultural entire comu-
nidades, atravs de uma grande
variedade de programs, indo das
artes cnicas, msica e cinema
at organizao de confern-
cias. um lugar de encontro de
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diversas e funcionrios europeus.

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Centre cultural d'Etterbeek
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Editorial


Gneros. Como falar de homes?


E sta edio especial do Correio intitulada
"Gneros" no inclui um nico titulo
de artigo que especifique o substantive
homeem. Contudo, o "tema" principal
da edio o home, o macho. Ele esta present
quando falamos do voo sobre o ninho de injus-
tias denunciado em Pequim em 1995 aquando
da "Conferencia Mundial sobre as Mulheres" da
ONU, injustias essas que ainda continuam. E,
quando sublinhamos os progresses alcanados no
plano das leis nacionais e internacionais, da educa-
o, do recuo da misoginia e das iniquidades contra
a mulher, ele continue present. As leis a favor da
igualdade dos direitos entire gneros no poderiam
ter sido votadas nos parlamentos do mundo sem o
apoio dos homes que neles esto em maioria.

Mulheres e homes sejam estes partidrios da
igualdade de direitos entire os sexos ou machistas
- esto intricadamente ligados numa permanent
dialctica. Quando um esta debaixo das luzes da
ribalta, o outro esta na penumbra, send que s
possivel percepcionar as luzes precisamente porque
hi penumbra. Quando se fala de uma injustia con-
tra a mulher, da violao da prioridade do exercicio
de cargos politicos importantes, fala-se tambm dos
seus autores. Autor ou sujeito, aquele que "cometeu
a aco". Enquanto as mulheres conquistam deter-
minadas bastilhas, como altos cargos na comuni-
dade negro-americana, ou as estudantes angariam
mais sucesso na universidade da Jamaica, observa-
se o aparecimento em paralelo de vrios tipos de
complexes junto dos seus congneres homes que
se traduzem por reaces machistas, suicides ou de
depreciao de si mesmos. O filme do realizador
Denis Arcand, "0 Declinio do Imprio Americano",
cuja aco se desenrola no Quebeque, ilustra o facto
de esta perturbao de machos no se circunscrever
a algumas sociedades em particular.

O home esta pois present quando se trata da
mulher. Elisabeth Badinter, em XIY, a Identidade
Masculina afirma que o macho, ao long da sua
vida, proclamar sucessivamente que no um


menino da mam, que no uma menina ou que
no um "mariquinhas". A autora conclui que "ser
um home dito mais habitualmente no imperati-
vo do que no indicativo... implica um trabalho, um
esforo que no parece ser exigido mulher... como
se a feminilidade fosse natural e a masculinidade
devesse ser adquirida e devesse pagar-se caro*".
Badinter faz suas as palavras de Pierre Bourdieu**:
"Para elogiar um home basta dizer-se que um
homem" Antes de concluir que "contrariamente
crena patriarcal, as primeiras referencias da huma-
nidade no so os homes, mas sim as mulheres.
em relao a elas e face a elas que eles se definem...
At ao presente.

At ao present, sim. Porque os homes mudam.
De facto, encontra-se em gestao uma nova iden-
tidade masculina que procura mais as semelhanas
com as mulheres do que as dissemelhanas e as
oposies. preciso deixar de ignorar a violencia
e o poder das mulheres consideradas como eternas
"vitimas da opresso masculina, por outro lado,
carrascos todo-poderosos"*** numa humanidade
que se diz partida em dois.

No combater a misoginia em nome da misandria.
E uma forma de falar dos homes.



Hegel Goutier
Editor-chefe


* "L'Un est l'Autre", editions Odile Jacob, 1986, p. 249.

** "La domination masculine", Actes de la recherche en
sciences sociales, n. 84, Setembro, 1990, p. 21.
*** "Fausse route", Elisabeth Badinter, editions Odile
Jacob, 2003, p. 113.


EDIO ESPECIAL N.E. DEZEMBRO 2009





































inrr

Revela-se dificil identificar uma tendncia clara nos estudos produzidos por instituies e peritos
sobre a evoluo da situao da mulher desde a Conferncia Mundial sobre Mulheres da ONU,
em 1995, em Pequim. No piano pblico, nos domnios legislative e laboral, os direitos da mulher
progrediram praticamente em todo o mundo. 0 mesmo ocorreu no dominio da educao ou da
representatividade political. No piano privado, a injustia sob a forma mais brutal da violncia
fisica persiste e agravou-se mesmo. Pe-se ainda o problema da fiabilidade dos indicadores de
avaliao da iniquidade relativamente s mulheres.


> is cern flores desde Pequim

Ainda em Pequim, registaram-se muitos
avanos em dominios como a presena das
mulheres na political. Na tribune, encontra-
vam-se simbolos como Benazir Bhutto, que
fez uma leitura do Coro aliando a defesa
dos valores do Islo e a rejeio dos integris-
mos, e a senadora Hilary Rodham Clinton
com as suas filipicas contra a delegao de
conservadores do Senado do seu pais. A
declarao final fora positive, inscrevendo
no corpus juridico international principios
a que os Estados deviam obedecer. Entre os
quais, os direitos da mulher de decidir livre-
mente sobre o seu corpo ou a classificao da
violaio como crime, ou, mesmo em caso de
conflito, como acto de genocidio de que os
beligerantes mesmo vitoriosos no sairiam
impunes. Ou ainda a obrigaio de facilitar o
acesso ao crdito para as mulheres.


Os representantes de 184 Estados tinham
aposto as suas assinaturas no document
final apesar de cerca de cinquenta o terem
feito inscrevendo certas reserves. O Correio,
entio present em Pequim*, duvidara que
os compromissos assumidos viessem a ser
honrados, por causa das reserves.

> flpesar de tudo, auanos
significatiuos

Nos dominios da political, da economic ou
da educao, os avanos so incontestiveis
desde Pequim. Basta atentar nos exem-
plos seguintes. A alfabetizao registou um
important aumento em todo o mundo. Em
tres paises em desenvolvimento Jamaica,
Nicaragua e Uruguai a taxa de alfabe-
tismo das mulheres mesmo superior
dos homes. Em quatro outros, entire os


quais Cuba, as duas taxas so equivalentes.
As mulheres ocupam 58% dos lugares de
decision nas Filipinas. A Tanznia vem em
segundo lugar com 49%, seguida de um
outro pais do Grupo ACP, Barbados com
43%, ocupando os Estados Unidos a 4a
posiio**.
No sector do trabalho, a taxa de mulheres
activas aumentou sem cessar desde 1989 e
s desceu na Europa Oriental e Central, no
Mdio Oriente e na Africa do Norte, onde
continue inferior mdia mundial que de
40%***.


> Uoando sobre um ninho
de injustias

Os avanos so por vezes acompanhados
de recuos. E o que ocorre com o aumento
paralelo nos ltimos anos da taxa de empre-


CRREIO

















































go remunerado e da taxa de desemprego
das mulheres. Na educao, dois teros dos
analfabetos continuam a ser mulheres. Isto
explica-se pelos progresses registados tam-
bm para os homes.
S cinco paises tem uma representao igual
de homes e mulheres no governor: Espanha,
Islndia, Sucia, Austria e Dinamarca. A
paridade no parlamento s foi alcanada em
quinze paises, nomeadamente no Ruanda,
o primeiro a nivel mundial, e tambm na
frica do Sul. Tres paises ACP tem uma
quota de deputadas de 30%: Botsuana,
Tanznia e Eritreia.
No piano privado, as mulheres dedicam quase
o dobro do tempo dedicado pelos homes
a tarefas domsticas. Apesar da introduo
pelos rgos jurisdicionais nacionais e inter-
nacionais das discriminaes e das violencias
contra a mulher como crimes passiveis de san-
es proporcionadas, a maioria dos violadores
continue a furtar-se justia. A escravatura
sexual, por exemplo, esta em franco aumento,
inclusive em paises da Europa.
A ineficicia da justia em certos casos pare-
ce criminosa. Uma mulher em cada quatro
vitima de violencia domstica grave****.
So muitas as violaes perpetradas por
homes armados, uma calamidade no
Congo ou no Darfur. Em paises como o
Mxico, por exemplo, que dispe de meios


EDIAO ESPECIAL N.E. DEZEMBRO 2009


policiais e juridicos, foram encontrados 305
corpos de mulheres violadas e assassinadas
e ningum foi preso*****.


> Para onde pende a balana?


Aos indicadores que permitem apreciar a
iniquidade entire homes e mulheres falta
preciso e as instituies que os utilizam
consideram-nos como soluo de recurso.
o que acontece com os mais conhecidos:
o indicador relative aos objectives de desen-
volvimento do milnio (ODM), o indicador
sexo-especifico de desenvolvimento human
(ISDH) ou o da participao das mulheres
(IPF) das Naes Unidas. Esto em curso
virios trabalhos tendentes a identificar indi-
cadores que reflictam com mais acuidade a
dimenso do gnero e calculem com exacti-
do as variaes. Um estudo publicado pelo
PNUD em 2007, "Gender and Indicators
- Overview" (Gnero e indicadores pano-
rama) consider que precise comear por
"medir a dificuldade de avaliar" a dimenso
do gnero ou a emancipao das mulheres,
por exemplo, que so realidades pouco ade-
quadas parametrizao. Assim, um estudo
da pobreza das mulheres deveria integrar "a
escassez de tempo" para quantificar o traba-
lho no remunerado das mulheres.


Por outro lado, os dados fornecidos pelos
Estados nem sempre so fiiveis. Acresce
ainda que hi situaes em que as condi-
es masculinas se degradaram devido a
comportamentos de risco ou negligencia
nos estudos. Uma diminuio da taxa de
estudantes masculinos nas universidades,
como na Jamaica e outros paises, causa, por
efeito mecnico, um avano do indicador
sexo-especifico para a mulher. Mas a quem
aproveita?

* 0 Correio, nuimero 154, Novembro/Dezembro
de 1995.
** PNUD, Relatrio de 2006.
*** Relatrio de 2006 da Comissao da Condiao
da Mulher das Naes Unidas sobre a promoao
econmica da mulher.
**** Segundo o PNUD, Relatrio de 2007.
***** Mouvement Franais pour le Planning
Familial (Movimento Frances para o Planeamento
Familiar).




Palauras-chaue
Mulheres; Conferncia sobre as Mulheres
da ONU em Pequim; Benazir Bhutto;
Hillary Rodham Clinton; objectives de
desenvolvimento do milnio (ODM);
indicador sexo-especifico do desenvolvi-
mento human (ISDH); indicador da par-
ticipaao das mulheres (IPF) das Naes
Unidas.
























I E laborada pela Direco-Geral do > COmunicoa0 de 2007
Desenvolvimento da CE, em con-
junto com a Direco-Geral das A comunicao de 2007 da CE refere os
IRelaes Externas, e com a coopera- Objectivos de Desenvolvimento do Milnio
io dos Estados-Membros da UE, o piano de (ver artigo anterior) e vai mesmo mais long,
acio visa melhorar a transposiio da poli- apresentando alguns dos grandes dominios
tica para a pritica, explica Victoria Correa. nio contemplados nos ODM, nomeadamente
S A political de igualdade entire os sexos para no ODM 3 (promover a igualdade de gnero
os paises em desenvolvimento esti plasmada e o empoderamento das mulheres) e no ODM
na "comunicao da Comisso ao Conselho 5 (melhorar a sade materna). Por exemplo, a
S I sobre igualdade de gnero e empoderamento comunicao pe a t6nica em certas dimenses
das mulheres no mbito da cooperao para como a pritica de mutilaio genital feminine
o desenvolvimento", mas, segundo Victoria (ver artigo separado), a violencia associada
Correa, o novo plano de aco determine os identidade sexual em todas as suas manifesta-
passos concretos que a Comissio Europeia es e o trifico de mulheres.
e os Estados-Membros da UE devem dar
quanto aos compromissos nesta matria para Daniela Rofi, da Unidade de Apoio Igualdade
assegurar o impact no terreno. de Tratamento do Servio de Cooperao
Se ee (EuropeAid) da CE, explica que esta presta
Ainda em fase de elaborao quando O Correio assistncia para fazer avanar a causa da igual-
entrou no prelo, o "plano de acio" apresen- dade entire os sexos nos paises parceiros atravs
tara uma abordagem em trs vertentes, que do Fundo Europeu de Desenvolvimento e
abrange o reforo do dilogo politico e tctico dos programs temticos da CE. 0 Fundo
com os parceiros do pais em desenvolvimento Europeu de Desenvolvimento (FED) assisted
sobre questes de gnero, a sua integrao o os paises ACP nas reforms estruturais dos
Se eque significa assegurar que uma perspective
S t a de igualdade entire os sexos introduzida em
todas as reas political, programs, estratgias M i i tal i m i
* e intervenes desde a construo rodoviria i rje d [ Ilpa,-fiI
0 *1 *0 ao desenvolvimento rural, por exemplo e
aces especificas para resolver situaes que IIn I ta d ili d
caream de apoio direccionado. Com base nos
Se e e e e e actuais recursos, instruments e mecanismos i a pai I tl" 'i
Mie da UE e da CE, o plano de aco apresentara Isle ntainal~. Deido s nibili d as
uma srie de actividades e indicadores de
--- desempenho a aplicar em conjunto durante o i1 q s "" d I t
* ** periodo de 2010 a 2015. I"et i n []'o

..Entre 2000 e 2007 foi adoptada uma abor- e -dlg a I. N- mudade o
0 * edagem de integraio dos projects em vez les 'li l' o la' nt o
de uma abordagem especifica, mas a comu- d a rti' et i ciada comu- rl-
nicao de 2007 sobre igualdade de gnero g-'o. -o c as -. e-u o
e empoderamento das mulheres no mbito pisasongprtiI A-- -
da cooperao para o desenvolvimento reco- -- l I' I p,".'i -
mendava igualmente a execuo de aces q is c ti' d c'dernl-- -i 1---o
especificas como complement da promoo li is ld idl0
da igualdade entire os sexos para atingir os e[-sta e[a t -a ACP
resultados almejados e da autonomizaio das S e l e a
mulheres nos paises em desenvolvimento.
CORREIO






De Pequim actualidade


sectores da educao, sade e justia para os
tornar acessiveis a todos, homes, mulheres e
crianas. O FED tambm instrumental para
reforar a capacidade national de conceber
e implementar political de igualdade entire
homes e mulheres. Ao abrigo dos programs
temticos, especialmente do program "Investir








*A llf cer- I --sobre I' uall ad e,- nt-eS R


nos recursos humans" de 2007-2013, que
inclui um pilar relative "sade reprodutiva e
sexual e direitos conexos" e "igualdade entire
os sexos e os direitos das mulheres", a CE apoia
as organizaes da sociedade civil activas nes-
tes dominios. A CE tambm cooper com as
Naes Unidas (ver mais adiante).





Iove Iris Nae Inda sor Iarl Elim


Polouros-choue
Gnero; Victoria Correa; Daniela Rofi;
CEDAW; 0DM; mutilaao genital feindnina;
Suazilndia; Eti6pia.



Etiipa exload o potenc i


EDIO ESPECIAL N.E. DEZEMBRO 2009































--


.. : .G .-; ---J'^ J '.


Concretizaao das boas intenes

Um corpus legislative international reconhece a igualdade dos sexos como um direito funda-
mental e universal na erradicao da pobreza embora a sua implementao tenha frequente-
mente deixado muito a desejar no que se refere consecuo dos objectives, nomeadamente o
objective de desenvolvimento do milnio de melhorar a sade materna (ODM 5). 0 progress
depend frequentemente dos responsveis politicos como o caso da Ministra da Cooperao
para o Desenvolvimento Internacional do Governo sueco, Gunilla Carlsson, que inscreveu a par-
ticipao das mulheres nas conversaes sobre paz e segurana no program da Presidncia
sueca da UE. A Presidente da Libria, Ellen Johnson Sirleaf, tambm mostra o caminho a seguir
ao organizer a Cimeira Internacional das Mulheres, em Maro de 2009, em Monrovia.


desenvolvimento quanto autono-
mizaio das mulheres tem evoluido
desde os anos setenta do sculo pas-
sado quando 1975 foi proclamado pelas Naes
Unidas o Ano Internacional das Mulheres e a
Dcada das Naes Unidas para as Mulheres
(1976-85) assistiu ao aumento do n6mero de
ministras e adopio de political por orga-
nismos pblicos e no pblicos tendentes
participaio das mulheres no desenvolvimento,
embora o sucesso desses projects tenha sido
limitado, na media em que no incluiam as
questes do direito terra e do acesso aos mer-
cados, ao crdito e informaio.
A meio da dcada de 1970 emergiu um movi-


mento para uma abordagem mais estratgica
da autonomizaio das mulheres, que envolvia
uma alteraio legislative. Os 30 artigos da
Conveno para a Eliminaio de Todas as
Formas de Discriminaio contra as Mulheres
(CEDAW), aprovada pela Assembleia-Geral
das Naes Unidas em 1979 radicavam nos
principios da igualdade, da nio discrimi-
naio e da responsabilidade do Estado. As
obrigaes assumidas pelos Estados parte
na CEDAW so vinculativas embora sejam
admitidas reserves (significando no cum-
primento) com relaio a artigos especifi-
cos. Presentemente, cento e oitenta e cinco
Estados so parties na Conveno.
A Plataforma de Aco de Pequim, adop-


tada na sequencia da Quarta Conferencia
das Naes Unidas sobre as Mulheres em
1995, confirmou a passage de projects
sob a gide da participaio das mulheres
no desenvolvimento para a integrao das
political de autonomizaio das mulheres.
Destacou as disparidades em que era neces-
sirio que os governor signatirios do piano
interviessem desde a desigualdade de acesso
aos cuidados de sade e servios afins at aos
efeitos dos conflitos armados nas mulheres.

> "Melhores proticas"

Mas como disse a Presidente da Libria, Ellen
Johnson-Sirleaf, nas Jornadas Europeias do


CRREIO








< Campo de refugiados, cuja construao por refugiados
sudaneses no Chade implicou a desarborizaao da area. As
mulheres tm de percorrer grandes distncias em busca de
lenha, o que agrava o risco de serem atacadas, 2009. 0 Reporters

> Ellen Johnson-Sirleaf, Presidente da Libria, nas Jornadas
Europeias do Desevolvimento (JED) Estocolmo, Sucia, 22 de
Outubro de 2009. 0 Reporters/Scanplx



Desenvolvimento em Estocolmo, na Sucia,
os pianos nacionais ps-Pequim "ficaram
aqum das expectativas". Em Estocolmo, ape-
lou anlise das "melhores priticas". Disse
conferncia que tinha nomeado mulheres
para pastas ministeriais estratgicas, como a
justia e as finanas (baluartes masculinos),
e colocado a criana do sexo feminino no
centro da sua estratgia que incluia a pro-
mulgaio de uma lei que criminaliza a vio-
laio sexual para eliminar a violncia contra
as mulheres que era frequent quando se
tornara Chefe de Estado, posteriormente ao
conflito na Libria, em 2006.
O avano tem sido lento na realizaio de
alguns dos objectives de desenvolvimento do
milnio (ODM) subscritos pelos governor
na viragem do sculo relatives s mulheres,
frisa o Relatrio das Naes Unidas de 2009
sobre os Objectivos de Desenvolvimento do
Milnio, nomeadamente o ODM 5 melho-
rar a sade materna. A taxa de mortalidade
materna por 100.000 nados vivos praticamen-
te nio sofreu alteraio na Africa subsariana,
baixando de apenas 920, em 1990, para 900,
em 2005, e para metade de todas as mortes
maternas (265.000) que ocorrem anualmente
na Africa subsariana, diz o relatrio. Tambm


escasso o avano no ODM 3 promover
a igualdade de gnero e o empoderamento
das mulheres que significava eliminar a
disparidade entire sexos no ensino primirio e
secundirio e em todos os niveis de ensino at
2015. "Nas regies em desenvolvimento, 95
alunas foram matriculadas na escola primria
por cada 100 alunos em 2007, em comparaio
com 91 em 1999. No entanto, o objective de
eliminar a disparidade entire sexos no ensino
primrio e secundrio at 2005 nio foi alcan-
ado. Para que a oportunidade nio se perca de
novo em 2015, necessrio sentido de urgn-
cia e empenho", diz o relatrio.
O mesmo relatrio apresenta nmeros mais
favoriveis para a representaio feminine
nos parlamentos nacionais (unicamerais ou


cmaras baixas) que, na Africa subsariana,
ascendem a 18 por cento, comparados com
9 por cento em 2000, e, na Amrica Latina
e Caraibas, a 22 por cento, a mdia regional
mais elevada registada. "A Africa subsariana
continue a caminhar a passos largos, com
o Ruanda na posiio dianteira: fez histria
em Setembro de 2008 quando uma maioria
de mulheres (56 por cento) foi eleita para
a sua cmara baixa, reza o relatrio. Mas
nove cmaras principalmente nas ilhas do
Pacifico e nos Estados do Golfo da Aribia
- nio tm deputadas. O relatrio tambm
afirma que a crise financeira mundial de
2008 criou novos obsticulos ao emprego
feminino. D.P.


Paz I le ieua Im qet'%' il i




da U (Ngcis Etraneirs) so ms siilaes)



T odos os 1 Represenantes Espe iai sao-ebo culet ltf
hoes eo e1 o et o eai uoe or eevliet
negociadores~~ ~ ~ ~ ~ ~ de .a SS*uh- itiuao"vrcmn rgliyi fia






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T a l p c o m o n a d o r p ar te U nida s Atu a r a z e^ ^^ ^ * ^ ^^^ d ^ o s
e 1 a f r t a die ee more s- . . 0 0 0 0 0 0 c
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e. ter a o mitndad e d feuta *^ n ** ^ ** ^ *^ *










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est cava dstinadas Hua nioie ais do6 **xo ** c n do qu do * -
o-vrsdd os Bos ua -ee so ea auddsd EgnaiTc


e- e ensino oo Aos OOOe Oa .0* .-
qu e en acess ecamio enquao 0







T as rcomopariaier parte pdas cupturas oo e d
c a fia s te ntr e se mpcre- do A d
g sd e acreditou que oste rap ze devia *--uin 00.0 v. d a d--
ternui ae opotundad de00frequentarm des- -
o~~~~~~d ensin superioro ao pass quearprise- Ss -* e a5 55cr


eT ava lcm o d am irp red sc lu eestinadass ao noo iremin mai al m 5 : ..
do ensn primro. Aueos rapazes deria dada 2060 .nci de esuan


prioridade no acesso educao enquanto
que as raparigas eram preparadas para o Uiesdd eBtUn.0Fik.o
casamento.


Hoje, o Botsuana tem uma percentage supe-
rior de mulheres no ensino superior (ver
caixa). O Botsuana nesse aspect nico
entire muitos paises africanos. Em terms de
ensino superior, a diferena entire homes e
mulheres inscritos cada vez menor. A ins-
crio de estudantes de ambos os sexos podia
levar a acreditar que, uma vez formados,
esses estudantes teriam igualdade de opor-
tunidades quando entrassem no mercado de
trabalho. Mas no isso que sucede, sobre-
tudo se olharmos para os quadros superiors
da Universidade do Botsuana. A ausencia de
mulheres nos cargos de direco levanta uma
srie de questes. Os cargos de Reitor, Vice-
Reitor e dos dois Vice-Reitores suplentes so
todos ocupados por homes excepo do
cargo de Vice-reitor Suplente responsvel pelo
apoio aos estudantes. Se olharmos agora para
a seco acadmica, 93 por cento dos profes-
sores so do sexo masculino e cerca de sete por
cento so do sexo feminine.


No seu trabalho "Auditoria de Gnero
na Universidade do Botsuana: o caso da
Faculdade de Cincias Sociais Humanas",
Rosaline Nhlekisana refere que a maior parte
dos cargos so ocupados por homes devido
culturala patriarcal" da instituio, que no
exclusive da universidade e mantm-se bas-
tante arraigada em algumas das organizaes
exteriores instituio acadmica, onde a
entidade patronal depara-se constantemente
com o desaflo de provar que, talvez "o melhor
home para o lugar seja uma mulher".
O progress no caminho da igualdade entire
sexos em posies tradicionalmente atribuidas
aos homes tem sido lento embora as mulhe-
res Batswana estejam a abrir caminho nesse
sentido, como disso exemplo ilustrativo a
nomeao da Dra. Attaliah Molokomme como
procuradora geral. O Exrcito do Botsuana
comea agora tambm a aceitar mulheres.
Mas os passos enormes que tm sido dados


pelas mulheres em carreiras tradicionalmen-
te reservadas aos homes no so bem vistos
por alguns homes. Alguns detractors jul-
gam que as mulheres Batswana tm oportu-
nidades suficientes e ji no precisam de poli-
ticas de aco afirmativas. Existem portanto
muitas reaces adversas com a necessidade
de cercear os esforos das mulheres na sua
luta pela igualdade se se tornarem demasiado
poderosas e expulsarem os homes das suas
posies privilegiadas. O acesso educa-
o uma coisa; a igualdade entire sexos
outra completamente diferente. Precisamos
de medidas para conseguirmos uma maior
igualdade ao nivel dos quadros de gesto, dos
quadros de direco, do Parlamento, etc. Isto
exige uma mudana de mentalidades.

Palauras-chaue
Dra. Attaliah Molokomme; Universidade
do Botsuana; igualdade entire sexos.


C@RREIO














































No Niger, em v6rias localidades, os maridos conduzem aces de sensibilizao para induzir
mudana de comportamentos a fim de melhorar a sade das mulheres e das crianas. So
as associaes femininas que esto na origem destas campanhas.


H uma dcada, os homes demons-
travam uma grande hostilidade em
relao a qualquer questo rela-
cionada com a sade reprodutiva.
Continue a haver muitos que impedem at
as suas mulheres de frequentar os centros de
sade familiar. "Nas minhas conversas, chamo
a ateno dos meus amigos sobre os beneficios
da consult pr e ps-natal", explica Abdoulaye,
comerciante em Niamei, bastante sensibilizado
pela questo da sade materna e infantil.

A maior parte das vezes, as sesses de sen-
sibilizao fazem-se na praa pblica ou por
ocasio das cerimnias festival. Este traba-
lho, realizado pelos homes, da bons resulta-
dos. "As mulheres vo cada vez mais aos cen-
tros de sade. Ao minimo alerta relacionado
com a sua sade, apresentam-se no centro de
sade mais prximo", testemunha Aichatou,
uma parteira em Niamei. "O resultado
ainda mais impressionante em muitas aldeias
onde so os prprios maridos que conduzem
as suas mulheres s consultas. Algo que era


impensavel, ha pouquissimos anos atras",
acrescenta uma outra parteira.

> 0 tabu quebrado
Sem complexes, os maridos autorizam as
suas mulheres a utilizar mtodos anticoncep-
cionais. "Tudo isso deve-se emancipao
da mulher nigerina. As nossas associaes
fizeram um grande trabalho. verdade que
demorou bastante tempo, mas a luta com-
pensou", diz com satisfao uma militant
defensora dos direitos da mulher.
As mentalidades evoluiram em relao con-
tracepo. Anteriormente, quer na cidade
quer no campo, a oposio contracepo era
grande. "O meu marido proibiu-me de uti-
lizar qualquer medicamento para espaar os
nascimentos. No entanto, durante esse tempo
todo, utilizei-os s escondidas. Mas hoje, em
conjunto que tomamos a deciso de utilizar
a pilula", conta uma me de 33 anos com
quatro filhos a cargo. As mulheres como ela,
que utilizam contraceptives s escondidas dos
seus maridos, eram imensas. Mas hoje muitas


delas fazem-no com o consentimento dos seus
maridos sensibilizados sobre a questo.
"No passado achava que essas ideias eram
muito ocidentais. Mas desde que frequent
o circulo de homes que aceitaram mudar
o comportamento perante as suas mulheres
no que concern as questes de planeamento
familiar, tenho outra viso. Discuto com a
minha mulher questes relacionadas com
a reproduo", confessa um home de 47
anos, electricista.
Os meios de comunicao social contribu-
iram bastante ao lado das associaes de
mulheres para conseguirem que os homes
aceitassem o discurso sobre a mudana de
comportamentos em matria de reproduo.
No entanto esta experiencia conheceu uma
grande resistencia por parte dos "mara-
bouts".
Mas com a evoluo das coisas, estes ltimos
introduziram a questo nas suas oraes.
Depois o discurso evoluiu muito. "E a limi-
tao dos nascimentos que interdita no
Islio, mas no o espaamento."


EDIAO ESPECIAL N.E. DEZEMBRO 2009




























"'k


oi no dia a seguir conferncia mun-
dial sobre as mulheres, realizada no
Mxico em 1975 que a maior parte
dos paises africanos comearam a
tomar medidas no sentido de se garantir a
igualdade dos gneros. H uma excepo:
o Ruanda que, desde 1965, implementou
um primeiro mecanismo, mas ainda sem
grande contedo, explica Fatou Sarr num
relatrio elaborado em 2008. No impede:
o Ministrio do Gnero e da Promoo
da Mulher (Migeprofe) criado em 1999 no
Ruanda um modelo do gnero, na media,
acrescenta a sociloga, em que a sua misso
foi claramente formulada, a saber: promover
a igualdade e a equidade dos gneros no
process de desenvolvimento e conduzir
passage de uma abordagem vertical para
uma abordagem transversal.

O que no acontece em paises como a
Repblica Democritica do Congo
(RDC), o Senegal, o Gabo ou o Togo.
"Frequentemente", explica, "os paises con-
tentaram-se em geral em implementar plans
de aco com programs eclticos e pontuais
obedecendo a preocupaes ditadas pelos
parceiros de desenvolvimento".

Desde a 4 conferencia mundial sobre mulhe-
res realizada em Pequim, em 1995, a figure do


"Conselho Nacional da Mulher" foi adoptada
na maior parte dos paises. rgo consultivo
do governor, as suas actividades resumem-se
frequentemente organizao de events
especiais. Outra novidade: os "Pontos Focais
de Gnero". Infelizmente, acrescenta a soci-
loga, frequentemente no tem competencia,
no dispem de conhecimentos tcnicos e
sobretudo no tem qualquer influencia uma
vez que no ocupam uma posio estratgica
( excepo do Ruanda). A isso junta-se a
escassez de financiamentos por parte dos
ministrios responsiveis por essa matria
(frequentemente menos de 1% do oramento
national, como o caso do Togo onde essa
percentage represent 0,29% do oramen-
to, na RDC 0,04% e 0,2% no Senegal).

Que medidas tomar? Segundo Fatou Sarr, as
medidas deviam concentrar-se sobre os che-
fes de Estado "em Africa, a estrutura social
ainda muito hierarquizada" a fim que
estes aumentem sensivelmente o oramento
para a questo da igualdade dos gneros, um
oramento que permit a consolidao de um
movimento capaz de questioner as political.


Palauras-Chaue
Fatou Sarr; igualdade de gneros; Africa;
Parlamento.


no Ilu Ialm no satat IigifcIlv

esa da frsre- j se cnegia -. e- 2006 *u 207) e1 nosego

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-e se s d s p ela soilg se arsena srna 168 o sao-ns e* - s-e


uma axade eprsena da muhers 94%RoREIOo


Il











































Bassilla Renju-Urasa, coordenadora executive da Rede de Mulheres da Tanznia contra a Mutilaao
Genital Feminina (NAFGEM, de "Tanzania's Network of Women Against Female Genital Mutilation") diz
que apesar de a Tanznia ter proibido a Mutilao Genital Feminina (MGF) tambm conhecida por cir-
cunciso feminine, em 1998, a prtica ainda continue. "Existimos porque a lei no aplicada", afirma.


lham com a NAFGEM elas pr6-
prias passaram por esse process
quando eram novas. O organismo
difunde informaes e denuncia casos pro-
curando alterar os comportamentos perante
alguns costumes profundamente enraizados.
A educao, de acordo com a NAFGEM,
essencial na luta contra a MGF. Muitas
mulheres vivem em zonas rurais muito afas-
tadas e tm dificuldades em denunciar a
situao.

O pequeno escritrio da NAFGEM no ter-
ceiro andar de uma rua secundiria em
Moshi o epicentro de um movimento
responsivel por uma mudana positive na
regio do Kilimanjaro. Mas entire os Masai,
diz Renju-Urasa, a prtica da MGT insisted
em manter-se. "Os Masai no concebem a
ideia de algum no ser circuncidado. E uma
obrigao! E as mulheres... sem formao,
aceitam", acrescenta.

Logo said de Chekimaji, uma aldeia
aninhada no sop do Monte Kilimanjaro,
uma me e filha da tribo Kamba mantm-
se firmes. O pai da rapariga, um profes-



EDIO ESPECIAL N.E. DEZEMBRO 2009


sor, faleceu recentemente e agora o seu tio
assumiu o control da familiar. Exige que a
sua mie seja sua concubina. Ela recusa-se.
Furioso, o tio diz que deixard de pagar os
estudos de Pascalini na escola secundria em
Dar-es-Salaam. O tio quer casar a rapariga;
circuncidada. A circuncisio acarreta graves
problems psicolgicos e potenciais com-
plicaes fisicas que podem pr em risco a
vida da pessoa submetida a essa prtica. De
acordo com a NAFGEM, algumas rapari-
gas podem posteriormente desenvolver um
crescimento normal prejudicando o normal
funcionamento das funes corporais. O
process de mutilaio mais comum envolve
simplesmente cortar parte ou todo o clitoris.
O Plano Nacional de Acio contra a MGF
da Tanznia (2001-2005) tenta resolver a
questio mas at data com sucesso limitado.
O Cdigo Penal de 1930 foi promulgado
para criminalizar a pritica da MGF mas a
natureza passiva dos meios de aplicao da
lei desculpam a prtica.

A mie denunciou as intenes do tio s auto-
ridades mas nio obteve qualquer resposta.
A sua filha ameaou depois suicidar-se para
nio ter que passar pelo process. Receosa


pela vida da sua filha e incapaz de confiar
nas autoridades locais, a mie enviou algum
da aldeia NAFGEM.

No dia seguinte encontrei a mie e a filha
debaixo da sombra esparsa de uma rvore.
Pascalini, permaneceu, quase todo o tempo
em silncio enquanto a sua mie falava em
seu nome. "A minha vida odeia este inferno",
diz ela. Tem sete filhos, quatros dos quais
so raparigas. A familiar sente-se abandonada
e desprezada por todos na aldeia, acres-
centa. E continue, dizendo: "A maior parte
virou-nos as costas." Uma carta annima
foi deixada porta de sua casa. Eram feitas
ameaas contra a sua filha, diz. De volta
a Moshi, Renju-Urasa informada que a
rapariga em questio enfrenta a ameaa da
MGF e apercebe-se que o seu medo real.
necessrio que se faa uma investigaio sria
mas apenas por aqueles que compreendem
a intimidade da regio do Kilimanjaro: por
algum da NAFGEM.

* Jornalista estabelecido em Bruxelas.

Palauras-chaue
NAFGEM; Mutilaao Genital Feminina.



















































SAiUIiri1


> Do despedimento para um neg6
cio florescente a histria de
Jennifer WUilliams

Jennifer Williams, 42 anos de idade, foi for-
ada a tornar-se empreendedora depois de
ter sido despedida de uma empresa de distri-
buio de gneros alimenticios na Jamaica,
onde trabalhou durante seis anos como ven-
dedora. Nunca olhou para trs. Com algum
encorajamento e sem muito dinheiro, abriu
a sua prpria empresa de design de moda,


I IIiii1


Akira Lyn, orientada sobretudo para a roupa
de banho e desportiva feita em croch. "Eu
costumava fazer doilies (panos de croch)",
diz justificando o seu interesse ji antigo
pela costura. "Fazer isso ji no representa-
va nenhum desaflo. Comecei ento depois
a criar e a juntar coisas e ficavam bem."
Williams, que trabalha em casa, conseguiu
uma maior visibilidade atravs da sua asso-
ciao com o grupo Jamaica Fashion and
Apparel Cluster group, criado pelo Centro
de Desenvolvimento Empresarial da Jamaica
(CDEJ), uma agencia governmental que


IllIlll rA


presta servios de apoio tecnico e commercial
a pequenas empresas. As suas peas foram
expostas a nivel national na Casa de Flava,
uma casa de moda estabelecida na Jamaica,
e a nivel international quando fez parte de
uma delegao em Bruxelas, ano passado.

Fez parte tambm de uma equipa de desig-
ners locais que preparou um guarda-roupa
de 30 peas para o concurso "Miss Mundo
Jamaica" no ano passado. "Fico sempre
content e animada quando vejo algum
a usar peas minhas", disse brilhando de


CRREIO






Caraibas


orgulho por fazer parte desse grupo de desig-
ners seleccionados. "Quando vejo o meu
trabalho no journal ou numa sesso de foto-
grafias, sinto-me bem." William diz, no
entanto, que necessrio enfrentar desa-
fios para manter o negcio rentivel, espe-
cialmente em terms de comercializao.
"As pessoas veem o seu trabalho e gostam
dele mas podem dizer que muito caro."

> Recesso econmica

Gerir uma pequena empresa na actual reces-
so econmica pode ser complicado, sobre-
tudo para obter capital inicial, mas aprendeu
atravs de uma infncia dificil a olhar para
as oportunidades nas situaes dificeis. "A
recesso prepara-nos para coisas melhores.
Usa-se cada situao ma como um trampo-
lim e eu estou habituada recesso", afirma.



SNo me agrada a ideia

de trabalhar para outros;

adoro trabalhar por conta

prdpria)

Crescer em Bull Bay, uma comunidade pobre
na parquia de St Thomas, no foi nenhum
obsticulo para os seus grandes sonhos para
a empresa. "Espero ver-me por ai, a viajar
para a China, Africa... o mundo inteiro", diz
sorrindo. Eventualmente desejar que a sua
neta, Akira, em honra de quem baptizou a


EDIAO ESPECIAL N.E. DEZEMBRO 2009


sua empresa, de continuidade ao seu negcio.
"Estou a tentar cimentar o caminho para que
ela no precise de passar por aquilo que eu
passei enquanto crescia", diz ela lutando con-
tra as ligrimas ao lembrar-se do que deve ter
sido uma infncia dificil. Apesar de ser rduo
conseguir que as empresas progridam nestes
tempos dificeis na economic, William acre-
dita que bom correr riscos. O seu conselho
para outros aspirantes a empreendedores? "
s ligar o motor e conduzir", diz ela, "tem de
ser um lutador, no pode desistir". Se ficas-
se sem nada, apenas com alguns "trocos",
disse que usaria o que tivesse para comprar
material para criar uma das suas peas. "Nio
tenham medo de tentar a sorte", diz ela.


> Aspirante a proprietaria de
fabrica Simone Garden
Simone Garden, uma me de trs filhos, com
36 anos, aspira um dia abrir uma fibrica de
costura onde possa dar emprego a varias pes-
soas na criao de roupas desportivas feitas de
algodo esmagado e utilizando a tcnica "tie
and dye" (amarrar e tingir). Para ji, Garden
esta a construir um nicho de mercado para si
na florescente indstria da moda na Jamaica.
proprietiria de uma pequena butique de
moda em Spanish Town, St. Catherine, onde
vende as suas peas de vestuirio. Garden, que
abriu as portas da sua butique hi apenas tries
anos, diz que costura desde os oito anos de
idade. "Comecei a costurar para amigos sem
receber nada, apenas costurava porque adoro
a costura. Adoro ver pessoas com as minhas


peas", diz, contando a primeira vez que cor-
tou uma pea de material mo livre. Sem
formao, Garden diz que aprendeu a sua arte
com a sua me que era costureira, cuja me
tambm era costureira e o pai alfaiate.

"Cresci a ver a minha me, a minha av e o
meu av ocupados com o seu pequeno neg-
cio!", diz ela. "No me agrada a ideia de tra-
balhar para outros; adoro trabalhar por conta
prpria." Apesar de ter concluido o ensino
secundrio, diz que estava motivada para
abrir a sua prpria empresa. Teve ajuda da sua
me na compra de uma mquina de costura
mas media que o negcio foi crescendo
decidiu arrendar uma loja numa das plazas
situadas fora da Spanish Town, capital de St.
Catherine, a maior parquia da Jamaica.


> Designs dnicos

Diz que o negcio na plaza tem estado para-
do, sobretudo desde a recesso econmica
mas encontrou formas de dar a volta indo
ao encontro dos clients. "Esforo-me muito
para ser criativa. Por isso, mesmo que eles
clientse) no queiram comprar so forados
a faze-lo quando olham para os designs. Os
designs so fora do vulgar e tem um acaba-
mento nico." Garden diz que a maior parte
dos seus clients so pessoas da indstria do
entretenimento -sobretudo aqueles que usam
vesturio de Dancehall. No entanto produz
para um mercado divers incluindo roupa
casual, do tipo resort e de criana. Apesar
dos desafios, o amor que senate pelo seu tra-
balho que a faz continuar. Gostaria de abrir
uma fbrica onde pudesse criar postos de
trabalhos para outras pessoas. "Gostaria de
um dia ter alguns bons trabalhadores dedica-
dos a ajudarem-me a criar os meus designs",
diz em relao aos seus plans para o future.
Garden tambm conseguiu visibilidade local
quando participou na Semana de Moda das
Caraibas, um festival de moda popular das
Caraibas organizadotodos os anos na Jamaica
onde so exibidas peas de vrios designers
caribenhos. Entretanto, o seu trabalho tam-
bm brilhou alm-mar quando lhe pediram
que criasse uma das peas para o guarda-
roupa do concurso "Miss Mundo Jamaica"
do ano passado.

* Jornalista jamaicana.


Palauras-chaue
Jennifer Williams; Simone Garden;
Jamaica; Centro de Desenvolvimento
Empresarial da Jamaica; Semana da
Moda das Caraibas.








o
































de 2003 a Outubro de 2008. A CE violatio com 25 anos de prisio ou mesmo
lanou-o para compensar as conse- com prisio perptua no caso de transmission




tribuimio americana para os programs dade international ainda esti muito longer
internacionais de planificafio familiar. O do 5. Objectivo de Desenvolvimento do
Iciamento americano tivesse sido mantido, zir em trs quartos a mortalidade maternalii











teria permitido prevenir 2 milhies de gra- entire 1990 e 2015. Essa mortalidade estarA
videzste program benefiio desejadas e consequentemente Ruanda lediminuir apenas 1% por aprovao e de todos d
8de 2003 abortos, bem como mais de 77.2008. A CE violaDM o 5. objectivo 25 anos de prisoda ou mesmo


mortes de bebsribuio ame criana para os programs dade international ainda esta maisto long aeda realizaio.e


O program conjunto CE/ACP/FIPF/
FNUAP permitiu que mais de 1,6 milhes
de pessoas beneficiassem de servios no
dominio da sade sexual e reprodutiva e
formou milhares de profissionais, ajudando
ao mesmo tempo os governor ACP a elabo-
rarem e a aplicarem political neste sector.

No Ruanda, por exemplo, sesses de sensi-
bilizao para a preveno do VIH/SIDA e
para a planificao familiar reuniram mais
de 150.000 pessoas; cerca de 10.000 jovens
fizeram um teste de despistagem voluntria
do VIH; 1500 pessoas seropositivas benefi-
ciaram de caixas mtuas de sade que lhes
permitiram tratar-se e foi dada formao a
uma centena de educadores pares; cerca de
40.000 habitantes beneficiaram de servios
de planificao familiar e de maternidade
com menor risco. O representante da FIPF


Os participants na Conferncia insistiram
por isso na absolute necessidade de reforar
as capacidades dos profissionais de sade
nos paises ACP e de incentivar os governor
a fazerem da sade reprodutiva uma das
prioridades dos seus documents estratgi-
cos de reduo da pobreza. Os Ministrios
da Sade, no future, devem ter uma palavra
a dizer na elaborao destes documents.
Por seu lado, os doadores, apesar da crise
financeira, devem empenhar-se mais em
acelerar o acesso universal sade repro-
dutiva e em realizar a etapa intermdia de
2010, que visa que em cada ano sejam assis-
tidos por pessoal mdico qualificado mais
35 milhes de nascimentos. A UE investira
86 milhes de euros daqui at 2015, com
um esforo especial para implicar a socie-
dade civil dos paises ACP e ajudar as jovens
mais vulnerveis e marginalizadas, que so


as mais atingidas pelas situaes de gravidez
no desejada.

Por seu lado, a deciso do Presidente
Obama, confirmada pelo representante dos
EUA na conferncia, de recomear as con-
tribuies americanas para o Fundo das
Naes Unidas para a Populao e para a
Federao Internacional para a Planificao
Familiar foi acolhida com alivio.
* Financiamento: 32 milhes de euros. Paises:
Burquina Faso, Etipia, Guin-Bissau, Guin
Equatorial, Gana, Jamaica, Niger, Ruanda,
Suriname, Tanznia, Congo, Repblica
Dominicana, Lesoto, Madagascar, Mauritnia,
Nigeria, Serra Leoa, Sudao, Tuvalu e Zmbia.

Palauras-chaue
Program de sade sexual e reprodutiva;
VIH; ACP; CE; FNUAP; FIPF


C RREIO












I I i I Rmn leelo



I o pape[ Il e


Os membros da diaspora africana so cada vez mais reconhecidos como importantes
intervenientes no desenvolvimento, proporcionando remessas, investimento director estrangeiro,
transferncias de tecnologia e conhecimento e fazendo contribuies politics positives nos paises
de origem. As mulheres africanas na diaspora comeam a destacar-se. Mas, como faz notar
Stphanie Mbanzendore, president da BWPD (Burundian Women for Peace and Development),
so necessrias politics mais bem direccionadas


Stphanie Mbanzendore, na qualidade
de membro da diaspora e de president
da BWPD, organizaio vocacionada
para as questes da diaspora nos Paises
Baixos, uma voz autorizada para as suas
companheiras. inegivel o papel que as
mulheres da diaspora tem desempenhado
no desenvolvimento do continent, declara,
"sobretudo nas reas da cooperao intelec-
tual, da transferencia de tecnologia, da edu-
cao e cuidados de sade e da luta pela paz
e pelo desenvolvimento em Africa".

Na UE e em Africa, abrem-se oportunidades
as mulheres no contact com os decisores e
na manifestaio dos seus pontos de vista em
conferencias e seminrios. Estes incluem os
seminrios da BWPD sobre a promoio da
concrdia, sobre o apoio juventude e o desen-
volvimento, e sobre a preveno da sida.

Mas as oportunidades trazem desafios. "As
mesmas mulheres que procuram influenciar
nio so levadas a srio quando se trata de
implementar projects nos seus paises",
afirma. O acesso aos funds da UE para
alguns projects liderados pela diaspora
pode revelar-se "extremamente dificil" e
"mais complicado do que na cooperaio
bilateral", acrescenta.

> Presena global, impact local

Porque vive no estrangeiro, a diaspora corre
o risco de estar dissociada das realida-
des no terreno. E neste context que as
organizaes da diaspora podem desempe-
nhar um papel important, diz Stphanie
Mbanzendore, restabelecendo o elo perdido
entire as parties interessadas nos paises afri-
canos e o resto do mundo.

Mediante "relaes de cooperaio com
organizaes no terreno", as organizaes

EDIO ESPECIAL N.E. DEZEMBRO 2009


da diaspora africana so sempre mantidas
informadas, diz. Isto essencial para a
BWPD que esta a implementar virios pro-
jectos liderados pela diaspora no Burundi,
incluindo o de "harmonia social", que esta-
beleceu "comisses de paz" para a resoluo
de conflitos nas comunidades locais e orga-
nizou visits locais a antigos refugiados. Na
provincia burundiana de Kirundo, orga-
nizaram e participaram em campanhas de
apoio incentivando as mulheres a votar e
a candidatarem-se, ofereceram moinhos a
grupos de mulheres e formaram professors
locais. O fruto dos seus esforos traduz-
se num centro polivalente na cidade de
Kirundo com auditrio para conferencias,
biblioteca e cinema que serve de ponto de
reunio para os habitantes das provincias a
Norte do Burundi.

A BWDP apenas um dos muitos exemplos
de organizaes lideradas pela diaspora
feminine que contribuem para as comuni-
dades locais. Como poderi a cooperao
para o desenvolvimento assegurar a existen-
cia future de muitos outros exemplos?

"Gostariamos que os conhecimentos dos
emigrantes fossem levados a srio e cabal-
mente aproveitados", declara Stphanie
Mbanzendore. "Gostariamos que os doa-
dores de funds e os decisores nos con-
sultassem porque muitas das doaes so
mal encaminhadas. Por isso, a ajuda para
o desenvolvimento ainda nio conseguiu
melhorar as condies de vida em Africa,
verificando-se o efeito contrario."

No meio da complex arquitectura da ajuda
international ao desenvolvimento, so porvezes
os pequenos projects liderados pela diaspora
que obtem o impact mais forte, mais visivel
e mais director nas vidas dos cidadios mais
pobres, segundo Stphanie Mbanzendore.


Esse o motivo por que os actuais siste-
mas de enquadramento financeiro "precisam
urgentemente de serem revistos, adaptando
os projects realidade em que se inserem
se as instituies financeiras querem de facto
melhorar as vidas dos africanos", acrescenta.

Para mais informaes, consulate:
www.burundesevrouwenvoorvrede.nl
(em neerlandes).

Palauras-chaue
Stphanie Mbanzendore; mulheres africanas;
diaspora; Burundi; Burundian Women for
Peace and Development.



















I IIIIViU


use Dapper, Paris, Inv. n 0717.
Muse Dapper/fotografia de Hughes Dubois


rsiatueia aege ayinge represenianao o par primoralal, iviaaelra,
metal e pigmentos, altura: 66 cm, Muse Dapper, Paris,
Inv. n 2617.C Muse Dapper/ftgrafia de Hughes Dubois

Palauras-chaue
Gnero; frica; arte; mulher; Museu
Dapper; papel da mulher; diferena.


O estudo da arte africana tradicio-
nal mostra como esta diferena
afecta a produo artistic das
sociedades. O Museu Dapper*
acolheu recentemente duas exposies sobre
este mesmo tema: Women in the Art of
Africa (Outubro de 2008 Julho de 2009) e
The Art of Being a Man Africa, Oceania
(15 de Outubro de 2009 11 de Julho
de 2010). Coleccionador de arte, Fabrizio
Corsi, juntou tambm exposies educacio-
nais sobre o tpico.

Alm de serem figures chave nas sociedades
africanas, as mulheres desempenham um
papel important nas lendas culturais. O
home transport isso para as suas repre-
sentaes da mulher na arte; o home tem
control sobre a religio e tem o poder de
criar imagens relacionadas (esttuas e mas-
caras). Os atributos sexuais so exagerados,
indicando a inclinao natural para a pro-
criao dos ancestrais de uma comunidade.
Um exemplo disso encontra-se nas extraor-
dinrias mascaras de corpo de madeira. A
barriga de uma mulher grvida celebrada
por vrios grupos tnicos como os Baul, os
loruba e os Makonde. Quando um ser huma-
no no reproduz, todo o ciclo de vida da sua
existncia torna-se ftil, e por essa razo a
infertilidade considerada uma das piores
desgraas possiveis.

Um tema comum na grande diversidade de
formas e tradies artisticas no continent
africano a celebrao dos vrios ciclos e
estdios de vida. O papel da mulher como
esposa e me o aspect mais exaltado,
assim como elements de beleza e sensua-
lidade tais como sacrificio ritual, cortes de


cabelos sofisticados, pregas de gordura no
pescoo, bocas pequenas, etc. A relao entire
os casais tambm reverenciada, sendo a
mulher retratada frequentemente como o
oposto do home.

No entanto, deve-se ter em devida conside-
rao a arte criada pelas mulheres, ainda que
confinada s chamadas "artes aplicadas",
infelizmente caracterizadas como uma forma
de arte menos important pelos critics de
arte do sculo dezoito. As mulheres criam
arte sobretudo nas seguintes reas: pintura
de paredes interiores e exteriores; recipients
de terracota; pirogravuras em cabaas e pin-
tura de tecidos.

Em qualquer dos casos, o trabalho exe-
cutado em conjunto com homes ou em
parceria com outras mulheres. Mesmo neste
campo, expressa-se o espirito de cooperao
que caracteriza as mulheres africanas, com
propenso a criarem relaes humans har-
moniosas em todas as manifestaes de vida.
A arte da mulher, identificvel pela utilizao
de formas geomtricas e lineares, tambm
important em terms da sua influncia na
educao dos jovens e na linguagem visual do
grupo tnico a que pertencem.

Enquanto o home usa materials duros
como a madeira, pedra, marfim e metal,
e a sua arte por excelncia a escultura, a
mulher decora os espaos comuns da aldeia
e a casa. Trata-se assim de uma forma de
arte pblica, que se serve exclusivamente
de materials macios e fluidos, como a terra,
pigmentos, gua e fibras de plants.
* O Museu Dapper situa-se em Paris (Frana).
Sitio da Internet: www.dapper.com


C RREIO





If RICH I I I IO

I e i IR EUROPI


'c


v, .
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CARAIBAS
Antigua e Barbuda Baamas Barbados Belize Cuba Dominica Granada Guiana Haiti
Jamaica Repblica Dominicana Sao Cristvao e Nevis Santa Lucia Sao Vicente e
Granadinas Suriname Trindade e Tobago


-. r,--- ------------- ---- ---- ---- ---- ---- ---- ---- -
-MI


g


t"


PACIFICO
Cook (llhas) Fiji Kiribati Marshall (llhas) Micronsia (Estados Federados da)
Nauru Niue Palau Papusia-Nova Guin Salomao (llhas) Samoa Timor Leste Tonga
Tuvalu Vanuatu


UNIAO EUROPEIA .
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As listas dos pauses publicadas pelo CorPeio nao prejulgam o estatuto dos mesmos e dos seus territrios, actualmente ou no future. O Correio utiliza mapas de inmeras fontes.
0 seu uso nao implica o reconhecimento de nenhuma fronteira em particular e tampouco prejudice o estatuto do Estado ou territrio.


AFRICA
Africa do Sul Angola Benim Botsuana Burquina Faso Burundi Cabo Verde Camaroes
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Equatorial Lesoto Libria Madagascar Malawi Mali Mauritnia Mauricia (llha)
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I RiBS 121












ACP 14o

DISPR 15