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Correio (Portuguese)
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 Material Information
Title: Correio (Portuguese)
Physical Description: Serial
Language: English
French
Portuguese
Spanish
Publisher: Hegel Goutier
Place of Publication: Brussels, Belgium
Publication Date: 05-2009
Copyright Date: 2009
 Subjects
Genre: serial   ( sobekcm )
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
System ID: UF00095067:00052

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CORREIO
A REVISTA DAS RELAOES E COOPERAO ENTIRE
AFRICA-CARAfBAS-PACfFICO EA UNIAO EUROPEIA


Comit Editorial
Co-presidentes
John Kaputin, Secretrio-Geral
Secretariado do Grupo dos pauses de Africa, Caraibas e Pacifico
www.acp.int
Stefano Manservisi, Director Geral da DG Desenvolvimento
Comissao Europeia
ec.europa.eu/development/

Equipa editorial
Director e Editor-chefe
Hegel Goutier

Colaboradores
Franois Misser (Editor-chefe adjunto),
Debra Percival

Editor assistente e pmduo
Joshua Massarenti

Colaboraram nesta edio
Marie-Martine Buckens

Relaes Pblicas e Coordenao de arte
Relaoes Pblicas
Andrea Marchesini Reggiani (Director de Relaoes Pblicas
e responsvel pelas ONG e especialistas)
Joan Ruiz Valero (Responsvel pelas relaoes com a UE
e instituioes nacionais)

Coordenao de arte
Sandra Federici

Paginao, Maqueta
Orazio Metello Orsini
Arketipa

Gerente de contrato
Claudia Rechten
Tracey D'Afters


Capa
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1040 Bruxelas
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ou contact directamente info@acp-eucourierinfo

Editor responsivel
Hegel Goutier
Parceiros
Gopa-Cartermill Grand Angle Lai-momo
A opinio express dos autores e nao represent o ponto de vista official da Comisso Europeia nem
dos paises ACP.
Os parceiros e a equipa editorial transferem toda a responsabilidade dos artigos escritos para os
colaboradores externos.


NGHOR


0 nosso parceiro

priuilegiado:

o ESPRCE SE1GHOR


0 Espace Senghor um centro
que assegura a promoo de
artists oriundos dos pauses de
Africa, Caraibas e Pacifico e o
intercmbio cultural entire comuni-
dades, atravs de uma grande
variedade de programs, indo das
artes cnicas, msica e cinema
at organizao de confern-
cias. um lugar de encontro de
belgas, imigrantes de origens
diversas e funcionarios europeus.

E-mail:
espace.senghor@chello.be
Site: www.senghor.be





As vinhetas e ilustraoes satfricas
apresentadas nesta ediao (pg. 3,
9, 18, 25, 26 e 27) foram realizadas por
caricaturistas europeus e africanos que
foram convidados a representar a
Carta dos Direitos Fundamentais da
Unio Europeia no project Manifesta!
(www.manifestaproject.eu), realizado
pela associaao Africa e Mediterraneo.


40.
L







O N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009








C*RREIO

A REVISTA DAS RELAES E COOPERAO ENTIRE AFRICA-CARAfBAS-PACfFICO E A UNIAO EUROPEIA



Indice
O CORREIO, N Il NOVA EDIAO (N.E)


EDITORIAL i
EM DIRECTOR
Glynis Roberts: um exemplo para as mulheres...
e para os homes 4

PERSPECTIVE 8
DOSSIER
Doadores alinham com o desporto
'International Inspiration' visa 12 milhoes de crianas
em 20 paises at 2012 11
Um Campeonato do Mundo que pode mudar a Africa
do Sul para sempre 13
A ONU adere ao Desporto para o Desenvolvimento 15
A fora do sucesso da Jamaica em pista 16
Desporto promovido pela CE como ponto de partida
para projects de desenvolvimento 17
O poder do desporto 18
INTERACES
Passado o espanto... O que nos fica do pacote do G20? 20
Estados ACP em sintonia com a chamada "Facilidade
Alimentar" 22
As ONGs Alertam para os cortes na ajuda ao
desenvolvimento 23
A Assembleia ACP-UE admoesta o G20 24
O desmantelamento das Antilhas Holandesas 25
Intensificaao das ligaoes ACP/Commonwealth 26
EM FOCO
Um home de muitas facetas. Um dia na vida do
actor sul-africano Tobie Cronje 28
COMRCIO
Mais flexibilidade, exigem os deputados ACP-UE 30
A "Amrica" da Africa resisted a um acordo commercial
com a UE 31
NOSSA TERRA
A favor de umajustia climatica 32


REPORTAGEM
Dominica/Granada
A Dominica. Paixao pela natureza e aposta no ser
human
Estratgia governmental: manter o crescimento
enquanto se aguardam ventos favoraveis
Psicologia
A oposiao exige um governor mais transparent
Ajuda da UE: uma recompensa para a boa governaao
Todas as belezas de um pais que devera visitar a p
Granada Surpreendente !
Nao se deve colocar todos os ovos num s6 cesto
Crise financeira. Manter as pessoas empregadas
Caraibas autnticas. Um sinal de espirito
Granada: o novo governor perdeu milhoes em
investimentos, alega a oposiao
Cooperaao. Uma aposta nas escolhas de Granada
Descoberta. Uma Granada resplandecente
Art. Heart Attack
DESCOBERTA DA EUROPA
Estocolmo. 0 paradox sueco
Um modelo de abertura
Migraao: uma sensibilidade caracteristicamente sueca
Jornadas do Desenvolvimento 2009
Inovaao custe o que custar
Como Verde a minha cidade!
Hammarby Sjstad, laboratorio da cidade sustentavel
Luz e Sombra
CRIATIVIDADE
Editores Africanos unidos contra a invisibilidade
Turismo ecologico e cultural: uma panaceia para o
turismo africano?
Quando a Africa descobre o blues

PARA JOVENS LEITORES
Desporto e desenvolvimento


CORREIO DO LEITOR/AGENDA



























S.?
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L. t.

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Trabalho de Hemerson Andrianetrazafy. Artista malgaxe,
historiador de arte da Universidade de Antananarivo.
Marie-Martine Buckens
Incrustaao: Nathalie Murphy, director executive da filial
dominiquense da ONG Channel Cross Disability, 2009.
Hegel Goutier







editorial


uando se lhe pergunta o que mudou na
sua vida, todo o seu rosto se ilumina e
deixa transparecer um sorriso radiante
que da aos seus olhos fechados um olhar
completamente novo. "Toda a minha vida
nova". E a beleza, a alegria que emana dela um pre-
sente para os outros. Nathalie Murphy invisual desde a
adolescncia, vitima de uma cegueira parcial de nascen-
a que o tempo agravou.

Nathalie director executive da secao da ONG
"Channel Cross Disability" na Dominica. O que mudou
a sua vida foi um project de aprendizagem das tecno-
logias da informaao e comunicaao, lanado ha cinco
anos, que beneficiou de subvenoes diversas, nomea-
damente da Uniao Europeia. Desde que lhe foi possivel
utilizar a Internet, graas a computadores adaptados e
a um software especial, "Job activation with speech"
(JAWS): "Toda a minha vida mudou. Absolutamente!
Antes, estava dependent de algum. Agora, fao tudo
eu prpria. Meu Deus! E realmente uma vida nova
maravilhosa!"

E o mais impressionante nao a felicidade de Nathalie,
mas o que ela comunica, o que transmite a quem a aborda.
Uma pergunta entire outras: o que vale, nos parmetros
economicos existentes, esta ajuda que tomou possivel
a irradiaao de uma pessoa? A resposta a esta pergunta
deveria constar, pelo menos implicitamente, nas conclu-
soes do G20 apresentadas neste numero de O Correio. O
G20 imps-se, entire outros objectives, a formulaao de
novos indicadores de desenvolvimento. Pacincia!

A Dominica, object de uma das nossas reportagens, que
figure em bom lugar na metade superior da classificaao
do PNUD relative ao desenvolvimento human, um dos
pauses com mais centenrios, com uma esperana de vida
relativamente elevada e, sobretudo, igual para os ricos
e para os pobres. Logicamente, um sinal de equidade
social e de desenvolvimento. E em terms de PIB?


Entre os inumeros arguments a que recorreu Jean
Gadrey para contestar ao PIB a sua qualidade de indica-
dor "de progresso, ha um especial senao especioso: o
sexo do PIB seria masculine. Primeiro, aquando da sua
adopao nos anos 30, foi uma escolha de homes. Em
seguida, s6 tinha em conta a riqueza e o poder porque o
seu principal objective era, segundo Franois Fourquet,
dar aos governor uma ideia dos recursos mobilizaveis
em caso de guerra. Por ultimo, foi integrada, embora
tarde, a produao domstica de bens, como a reparaao
de uma garagem, mas nao os servios domsticos. Por
outras palavras, a "bricolagem"dos homes foi incluida,
mas o trabalho das mulheres em casa, nao!

A Sucia, que neste numero 11 de O Correio object
da Descoberta de Regies da Europa, tem talvez algumas
lioes a dar, tanto a nivel do lugar da mulher depois
dos Vikings como na atenao prestada aos servios nao
mercantis. Tem igualmente lioes a dar em matria de
luta contra as alteraoes climaticas, a exemplo de varios
pauses pobres, nomeadamente de Africa, a fazer f nos
especialistas que trabalham no terreno, como os da ONG
Misereor da Alemanha que trabalham em varios pauses
de Africa e exigem uma "justia climatica". Trata-se
de uma informaao que vem mesmo a propsito antes
da prxima Convenao da ONU em Copenhaga sobre
esta questao. Mas as populaoes destes pauses pobres s6
fizeram adaptaoes ao seu modo de vida e sua relaao
ao ambiente, que nao tm, provavelmente, nenhum valor
no PIB dos seus pauses!

Hegel Goutier
Editor-chefe




Leitura aconselhada:
Jean Gadrey, "Nouveaux indicateurs de richesse" (dois livros),
La Dcouverte, coll. Repres 2009.
Jean Gadray "En finir avec les ingalits" (Mango, 2006).
Franois Fourquet, "Les comptes de la puissance", publicado em 1980.
Franoise Hritier, "Masculin/Fminin II", Odile Jacob, 2002.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009




































~JJJU J j J J


Glynis Roberts Ministra do Trabalho, do Desenvolvimento Social e da Igualdade de Gneros no
Governo do Congresso Democrtico Nacional (NDC) no poder h vrios anos de Granada,
um pais das Caraibas Orientais. Iniciou a sua carreira no Gabinete da UE, em Granada.
Conhecida por fazer as coisas andarem, partilhou connosco as suas ideias de como envolver
mais as mulheres na political nas Caraibas. Esta a promover uma "Associao de Mulheres
Politicas das Caraibas" com o objective de former mulheres para carreiras political a nivel das
Caraibas, seguindo os passes de figures notveis como Eugenia Charles, a primeira mulher a
assumir funes de Primeiro-Ministro de um pais das Caraibas, a Dominica (1980-1995), e a
antiga PM da Jamaica, Portia Simpson-Miller (2006-2007).


mulheres?

um pais simpatico para toda a
gente, mas as mulheres enfrentam desafios que
nao sao exclusivos de Granada, mas sim proble-
mas com que elas se deparam em todo o mundo.
Uma grande preocupaao a violncia contra as
mulheres e a necessidade de as capacitarmos para
fazerem parte integrante do desenvolvimento.
Creio que o medo a nossa maior dificuldade: o
medo da mudana e de nos expressarmos aber-
tamente. Ainda vivemos num mundo de homes
em que estes acreditam que as mulheres sao
necessarias... mas so at um certo ponto. Desejo
ser uma agent de mudana para as mulheres
porque o posso fazer, qualquer pessoa pode. Para
que haja desenvolvimento precise fazer as coisas
colectivamente, porque todos possuimos talents
diferentes tanto os homes como as mulheres.
Onde quer que se va, parece que as mulheres


estao a conseguir cargos superiores, mas os
lugares de topo estao sempre nas maos de
homes?

Por vezes deixamo-nos utilizar e marginalizar
pelos homes e at mesmo por mulheres. Posso
recorrer minha propria experincia de vida
para incentivar as mulheres, dizendo-lhes que
possivel progredirem, mas precisamos de ter
cuidado para haver respeito entire todos. Tm de
ser as mulheres a promover-se, porque ningum
tera confiana nelas se elas nao tiverem confian-
a em si proprias.

Pensa que as mulheres que ocupam cargos de
alto nivel tm de trabalhar o dobro para atingi-
rem as mesmas ... ; .. que os homes?

Nao penso que em Granada as mulheres se
sintam atraidas pela political. A political para as
mulheres muito diferente da political para os


homes, especialmente para as mulheres que
sao esposas e maes, porque tm de encontrar
umjusto equilibrio para cuidarem de si prprias,
dos cidadaos que representam e ainda da sua
familiar. Muitas vezes as mulheres tm de pon-
derar outros factors nas suas vidas, enquanto
um home, se sair de casa s nove da manha e
regressar s duas do dia seguinte, o mais que a
sua mulher fara mostrar-se desagradada. Se for
ao contrario, a situaao torna-se muito dificil.

Que tal seguir o exemplo de passes do norte
da Europa como a Finlndia onde nao ha
reunites ministeriais depois das cinco ou seis
da tarde e os homes so obrigados a pedir
licena de paternidade?

Talvez tenhamos de o fazer mais tarde, mas no
nosso Parlamento temos apenas duas mulheres
na Cmara Baixa: uma no governor e outra na
oposiao. Na Cmara Alta existem apenas trs


CRREIO







Em director


mulheres, por isso teremos de trabalhar em con-
junto para conseguirmos coisas que nos afectam.
Vendo bem as coisas, eu incentive as mulheres a
participarem no process de tomada de decises
- uma necessidade. E precise que as mulheres
estejam ao corrente de tudo.

Como que acha que o pode conseguir?

Temos de nos concentrar mais na construao
de families, que nos proporcionara comunida-
des mais fortes e naoes tambm mais fortes.
Precisamos de uma abordagem colectiva e de
comear a fazer algo pela familiar e nao apenas
por parte do governor, mas tambm com as igre-
jas e ONG.

Temos situaoes em que uma mulher object
de abuso por parte de um home: injuriada
uma vez, duas vezes, mas mesmo assim volta
atras e acaba por ter um filho desse home. Este


sindroma leva-nos pobreza. Como que nos
libertamos das correntes de abusos e da pobre-
za? Nao apenas s igrejas ou ao governor que
cabe a responsabilidade de o fazer. As mulheres
tm de enfrentar a situaao. Um dos maiores
problems da Humanidade o nosso receio de
negaoes ou de decepoes. O maior receio que
temos quando entramos na political : "E se eu
falhar?" Ainda temos a percepao de que algu-
mas posioes estao destinadas a pessoas de um
determinado cla. Dizemos que nos libertamos
dos colonizadores, mas somos nos proprias que
nos escravizamos, porque nao estamos prontas
para dizer sim. Quero ser um exemplo para as
mulheres que se sentem marginalizadas. Como
mulher que veio de uma comunidade rural pobre
e algum habituada a ter fome na escola e que
nao foi para a universidade e ainda como mae
e esposa, sempre mantive uma vontade forte.
Nao quero dizer que toda a gente tenha a minha
fortaleza de espirito, mas acho que se formos ao


nosso interior profundo conseguiremos detectar
essa fora interior que nos impulsionara.

O seu Ministrio esta a planear programs
para permitir que as mulheres assumam o con-
trolo das proprias vidas?

Temos muitos programs, por exemplo um
program national destinado aos pais, em que
reunimos pais, igrejas e centros de saude comu-
nitarios para ensinarem as pessoas a tratar dos
filhos, porque este um dos nossos maiores
problems. Existe um ciclo de violncia porque
os filhos cresceram a ver as maes serem maltra-
tadas. Como tudo o mais que envolva financia-
mentos e custos, levara o seu tempo. E precise
compreendermos que em Granada existe actual-
mente uma "sindroma de dependncia"; temos
de voltar a libertar as pessoas para tomarem as
suas proprias decisoes.

Que medidas foram adoptadas para pr cobro
violncia contra as mulheres?

Em Granada temos uma lei, uma linha telefoni-
ca de urgncia e abrigos para mulheres, mas o
maior problema conseguir levar os autores da
violncia a tribunal nao possivel forar essa
situaao. Em muitos casos, as vitimas mulhe-
res e crianas nao querem ir para tribunal.
Estamos a avanar para uma reform da OECO
e a criar o nosso proprio Tribunal da Familia, no
qual em relaao a estes casos nao sera necessa-
rio passar pelo complex sistema judicial um
cenario diferente, menos rigido, mas ainda assim
com o objective de obter a puniao das pessoas
pelas suas praticas criminosas.

Qual o grau de envolvimento da sociedade
civil na agenda para a igualdade de gneros?

A Organizaao das Mulheres de Granada desen-
volve uma grande actividade em terms de
promoao e de gestao de programs comunita-
rios para apoiar mulheres vitimas de violncia
domstica. Temos muitas igrejas e outras orga-
nizaoes (grupos contra o cancro, organizaoes
comunitarias e pequenas empresas), mas preci-
samos de fazer muito mais para conseguirmos
repartir os beneficios tanto pelos homes como
pelas mulheres numa sociedade bem equilibrada.
H.G. M










Palauras-chaue
Glynis Roberts; Caraibas; Granada;
gnero; trabalho; desenvolvimento social


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009


































Os acp "sacrificados em nome


do liberalism"

Ao conceder uma nova reduo dos direitos aduaneiros s importaes latino-ame-
ricanas de bananas, "a Comisso Europeia sacrifice o desenvolvimento em proveito
da liberalizao do comrcio", declarou em 6 de Abril, em Bruxelas, Gerhard Hiwat,
Embaixador do Suriname, que preside o grupo "Bananas" dos ACP (Africa, Caraibas
e Pacifico). Os Ministros do Comrcio da Unio Africana j tinham condenado, em
20 de Maro, a deciso da Unio Europeia, que eles consideram como um risco para
os Camares e a Costa do Marfim, que so os maiores exportadores ACP de bananas
para a UE.


para 136 euros por tonelada at 2011 com disposioes que
permitem continuar a reduao at 114 euros por volta de 2019
esperando assim resolver o litigio que a opoe ha vrios anos
aos pauses latino-americanos produtores de bananas essencialmente o
Equador, a Colmbia e a Costa Rica. Esta reduao provocaria, segundo
uma primeira estimativa, uma perda de rendimentos de "pelo menos, 350
milhes de euros" para os exportadores de bananas ACP, no period de
liberalizaao 2009-2019, acrescentou o Sr. Hiwat. Para compensar estas


perdas, a Comissao props cerca de 100 milhoes de euros de ajuda para o
perfodo 2010-2013, montante este que foi considerado insuficiente pelos
ACP, que recordam a sua proposta: direitos reduzidos a 150 euros e conge-
lados durante um period de quatro anos, sem esquecer as respectivas
medidas de acompanhamento.
Por sua vez, o Embaixador da Republica Dominicana, Federico Alberto
Cuello Camilo, apontou o facto de os direitos aduaneiros actuais nao terem
impedido o aumento das exportaoes dos paises latino-americanos para o
mercado europeu, fazendo assim perder quotas de mercado aos exportado-


CRREIO






Perspective


res ACP. O Embaixador apontou igualmente o facto de as produoes latino-
americanas pertencerem a multinacionais, ao passo que, nos pauses ACP,
sio "as families que constituem a base da nossa estabilidade political .
Segundo os numerous da Organizaao Central dos Produtores-Exportadores
de Ananases e Bananas (OCAB), a totalidade das exportaoes de bananas
dos pauses ACP para a UE em 2008 (918.376 toneladas) foi inferior s
exportaoes s do Equador (cerca de 1,3 milhao de toneladas) e ficou
muito aqum da totalidade dos pauses da Amrica Latina (3,9 milhes). Os
produtores ACP de bananas representam assim um quinto das exportaoes
de bananas para a Uniao Europeia. Uma proporao que continuou a ser
sensivelmente a mesma durante os ultimos trs anos, enquanto que as
exportaoes de bananas continuaram a progredir lentamente. M


III


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Os Camares so o principal exportador ACP de bananas
(279.530 toneladas em 2008), seguido de perto pela Costa do
Marfini (216.583 toneladas) e pela Repblica Dominicana (170.406
toneladas). Estes trs paises assinaram uni acordo de parceria
econmica (APE), temporrio (no caso dos paises africanos),
ou uni acordo global no mbito do Cariforum, que o caso da
Repblica Dominicana, que lhes permite exportar livremente as
suas bananas para a UE.






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quecaee-1 egravee e-------e dos ce eee e -c ree


> Guin Conacri: incertezas quanto
s intenges dos golpistas


consultas com a Guin que conduziram
a promessas de democratizaao pelas
autoridades de Conacri. Estavam pre-
vistas misses de acompanhamento no terreno
at 14 de Abril de 2009.
Apos o golpe de Estado subsequent morte
do President Lansana Cont, em Dezembro
de 2008, a junta military, constituida em
Conselho Nacional para a Democracia e o
Desenvolvimento (CNDD), recebeu um acolhi-
mento favoravel por parte da opiniao public
guineense desejosa de romper com o passado
e evitar a destabilizaao do pais. Nem por
isso o CNDD deixou de recorrer tomada do
poder pela fora, condenada pela UE, a Uniao
Africana, a CEDEAO (Comunidade Econmica


dos Estados da Africa Ocidental), os Estados
Unidos e a Nigria. A Guin foi suspense da
Uniao Africana, da CEDEAO e da OIF. Em
contrapartida, o regime foi saudado pela Libia,
Senegal, Mauritnia e Gmbia. A CEDEAO ini-
ciou uma mediaao e a Uniao Africana, a ONU,
a Frana e a UE enviaram misses.
Alguns dos novos dirigentes sao sinceros quan-
do dizem querer limpar o Estado da corrupao
do regime Cont, sublinha Richard Moncrieff,
director do project Africa Ocidental da ONG
International Crisis Group. Mas outros sao
acusados de graves violaoes dos direitos do
home.
Numa carta ao president do CNDD, Moussa
Dadis Camara, e ao Primeiro-Ministro, Kabin
Kamara, a UE convidou as autoridades guine-
enses para consultas political. Na sequncia das
consultas que decorreram em 29 de Abril em
Bruxelas, as duas parties acordaram num rotei-


ro de transiao, especificando a realizaao de
eleioes antes do fim do ano, um acordo entire
todas as parties (CNDD, governor, partidos polf-
ticos, sindicatos, sociedade civil), a criaao de
um Conselho Nacional de Transiao dispondo
dos poderes e prerrogativas de uma assembleia
constituinte e de medidas urgentes a favor do
respeito dos direitos do home e das liberdades
fundamentals.

> Cooperaao suspense com a
mauritnia

Apos o golpe de Estado de 6 de Agosto de 2008,
que derrubou o president eleito da Republica
Islmica da Mauritnia, Sidi Ould Cheikh
Abdallahi, a UE iniciou, em 20 de Outubro,
consultas com os representantes da junta mili-
tar. Como os dirigentes mauritanos nao deram
garantias suficientes de regresso ordem cons-


CRREIO































































titucional, as consultas fracassaram levando a
UE a pr-lhes termo, em 6 de Abril de 2009, e
a gelar por dois anos a sua cooperaao com este
pais, exceptuando a ajuda humanitaria e o apoio
director populaao.
Entretanto, a Comissao Europeia saudara, em
Maro de 2009, a decisao do Conselho de Paz e
de Segurana da Uniao Africana de sancionar,
nomeadamente, as "pessoas do poder, civis e
militares" implicados no golpe de Estado.
A UE condiciona a retoma gradual da sua coo-
peraao a uma srie de medidas a tomar por
Nouakchott nos proximos 24 meses.
Caso haja uma soluao consensual com vista a
uma said da cruise e um quadro legal que permi-
ta a realizaao de eleioes presidenciais livres e
transparentes, a UE desbloqueara determinados
financiamentos, nomeadamente o do project
de renovaao do porto mineiro de Nouadhibou.
Em caso de "execuao irreversivel" desta solu-


ao consensual, a UE poderia apoiar a instalaao
da said da crise e a organizaao de eleioes,
prosseguir o program de apoio justia, etc.
Aplicaria igualmente todos os programs pre-
vistos no 8. e 9. FED ainda nao contratuali-
zados.
So o pleno regresso ordem constitutional per-
mitira levantar todas as restrioes e a execuao
da integralidade dos 156 milhoes de euros do
10. FED.
Em de 15 Abril, o General Mohamed Ould
Abdel Aziz, chefe da junta, demitiu-se do
exrcito e do seu post de president do Alto
Conselho de Estado para se candidatar elei-
ao presidential, prometendo uma "Mauritnia
nova" e uma "democracia autntica". Previsto
em 6 de Junho mas boicotado em principio
pelos seus opositores, o escrutinio sera acompa-
nhado de perto pela comunidade international.

> Guin-Bissau: euitar o caos

O assassinate do Presidente Joao Bernardo
Vieira, no inicio de Maro de 2009, por milita-
res nao identificados nao foi considerado golpe
de Estado e a Guin-Bissau nao foi suspense
pelo Conselho de Paz e de Segurana da Uniao
Africana. O exrcito prometeu respeitar a via
constitutional e o president da Assembleia,
Raimundo Pereira, Chefe de Estado interino,
dispoe de 60 dias para organizer o escrutinio
presidential. Acontece que a situaao political
do pais muito instavel, gangrenada pela cor-
rupao e o trafico de droga o pais um ponto
de passage essencial da cocaine sul-americana
em trnsito para a Europa que ameaam minar
todo o process de democratizaao. A oposiao


pediu a demissao do Governo acusando-o da
incapacidade de controlar o exrcito e fazer
cessar as agressoes dos militares.
O Parlamento Europeu convidou a UE e a
comunidade international, embora mantendo o
pais sob vigilncia, a prosseguirem a sua ajuda
e pediu a manutenao da missao da Politica
Europeia e de Defesa que, desde Junho de
2008, apoia a reform do sector da segurana.
Segundo Alioune Tine, president da ONG
Encontro Africano de Defesa dos Direitos
Humanos, muito active na Africa Ocidental,
enquanto nao houver uma reform do exrcito
na Guin-Bissau, na Mauritnia e na Guin
Conacri, continuar-se-a a construir castelos na
areia. M


Palauras-chaue
Mauritnia; Guin Conacri; Guin-Bissau;
Joao Bernardo Vieira; Raimundo Pereira;
Alioune Tine; Mohamed Ould Abdel Aziz;
Sidi Ould Cheikh Abdallahi; Lansana Cont.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009

















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O program 'International Inspiration' ('Inspirao Internacional') sera um legado dos

Jogos Olimpicos de Londres de 2012: um objective que visa tornar acessivel educao fisica,
desporto e jogos de alta qualidade a 12 milhes de crianas em 20 pauses em desenvolvi-

mento, entire os quais se encontram Estados da Africa, Caraibas e Pacifico (ACP). A Directora

do Program, Debbie Lye, descreve como a UK Sport- o Conselho para o Desporto no Reino

Unido, criado por Carta Real em 1996 com o mandate de promover o desenvolvimento do

desporto e o desporto para o desenvolvimento se associou ao Fundo das Naes Unidas
para a Infncia (UNICEF) e ao British Council para realizar este program.


taao decisive das propostas para a reali-
zago dos Jogos Olfmpicos de 2012, que
Sebastian Coe Lord Coe -, lider da pro-
posta vencedora de Londres, fez uma promessa de
que os Jogos de Londres beneficiariam as crian-


as em todo o mundo. A seguir o Departamento
da Cultura, dos Media e do Desporto (DCMS) do
RU presidiu a um grupo de reflexao sobre como
honrar esta promessa, descreve Debbie Lye. At
hoje o DCMS contribuiu com 280.000 libras, o
Fundo das Naoes Unidas para a Infncia com


1,45 milhoes, a Primeira Liga Inglesa de Futebol
com 4,2 milhoes e o British Council com 2,85
milhoes de libras.
O Comit Organizador dos Jogos Olimpicos e
Para-Olimpicos de Londres (LOCOG), junta-
mente com a Associaao Olimpica Britnica


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009


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Dossier Desporto para desenvolvimento


esquerda: 0 desporto em combinaao com o ensino de
competncias para a vida. Um project financiado pelo
Conselho do Desporto do Reino Unido, Brasil. CCaldas Leo
direita: Renovaao de infra-estruturas de
desporto e lazer, Brasil. Caldas Leo
1 / 1


(BOA), desejava que o programa-piloto inclu-
isse um pais de cada um dos cinco continents
representados pelos anis olimpicos. O progra-
ma para os cinco primeiros paises arrancou em
Outubro de 2007: Azerbaijao (Europa)*; Brasil
(Amricas); India (Asia); Palau (Ocenia) e
Zmbia (Africa), prevendo-se que se seguiriam
outros 15 paises. Debbie Lye descreve como
a escolha dos paises se fez com base num
equilibrio entire as necessidades e a capacidade
existente no pais para fazer as coisas avana-
rem. Refere como a UK Sport pde utilizar
os conhecimentos da UNICEF que tem em
curso estratgias contra a pobreza destinadas s
crianas em pauses em desenvolvimento e do
British Council, com as suas 110 delegaoes em
todo o mundo. A iniciativa "Dreams + Teams"
do British Council deu formaao ajovens lideres
desportivos de escolas que organizam festivals
desportivos para crianas e fazem tudo, desde
comunicar atravs da Internet at anunciar festi-
vais desportivos, estabelecer calendarios e pintar
linhas nos campos. Se juntarmos isto ao sucesso
comprovado da UK Sport na gestao de progra-
mas desportivos a nivel mundial, temos uma
parceria excepcional e de grande alcance.
"O que queremos fazer com o 'International
Inspiration' chegar aos responsaveis politicos,
s instituioes nas quais se pode fazer desporto
e aos praticantes, como professors e partici-
pantes", diz Debbie Lye. Lembra o estudo feito
pelo Professor Fred Coalter da Universidade de
Sterling, Escocia, que disse nao poder haver ver-
dadeiro desporto para o desenvolvimento se nao
houver desporto de boa qualidade. "Nao se pode
dar a este grupo de jovens uma bola de futebol
e esperar que aconteam coisas maravilhosas.
Tem de haver treinadores de grande qualidade
e uma percepao de como se podem utilizar os
principios do desporto a favor do desenvolvi-
mento", diz Debbie Lye. E acrescenta: "Existe
uma facil propensao para utilizar o desporto de
forma simplista."


> Uisitas de demarcaao


Debbie Lye explica como o program funciona
na pratica. Primeiro marcada uma visita de
demarcaao" ao pais visado para avaliar as suas
necessidades. "Quando fazemos uma visit de
demarcaao, sabemos quais as perguntas a fazer
e antes fazemos uma pesquisa para conhecer o
context do pais e as areas em que ha necessi-
dades. Reunimo-nos com o pessoal da UNICEF
e do British Council e partilhamos os nossos
conhecimentos de programs e depois aprovei-
tamos para encontrar profissionais e responsa-
veis politicos por este dominio e iniciamos um
debate sobre como o program 'International
Inspiration' os pode ajudar a realizar os objecti-
vos. Por ultimo, quando partimos incentivamo-
los a criar um comit director." Os Ministrios
do Desporto e da Educaao e as Associaoes
Olfmpicas e Para-Olfmpicas dos respectivos
paises sao igualmente consultados.
Debbie faz a descriao do program ja em curso
na India, onde a UNICEF lanou uma campa-
nha national em torno do desporto e do jogo,
para mostrar o trabalho que a 'International
Inspiration' esta a fazer, promovendo a forma-
ao de lideres comunitarios e criando espaos
seguros para jogar. "E evidence que nao vamos
ter Wembley (o estadio national do RU) ou um
campo de cnquete perfeito, mas possivel asse-
gurar que num determinado sitio a relva apa-
rada, que as cobras sao afastadas e que os vidros
partidos sao retirados e fornecer equipamentos
simples, como cestos de basquetebol ou uma
rede de voleibol e a propriedade de tudo isto a
pertencer comunidade", diz ela. Para que isto
acontea, continue, necessaria uma intervenao
tanto a nivel da escola como da comunidade para
criar estes ambientes. A UNICEF tambm esta
a levar o program s comunidades, aos bairros
de lata e s aldeias e esta a preparar material
de apoio nas linguas locais. "A UNICEF India
aprecia tanto este program que esta a levar a


campanha a todos os Estados e o efeito multipli-
cador potencialmente muito grande", diz ela.
Os programs para os primeiros cinco paises
estao actualmente no ultimo ano. Ja foram fei-
tas visits de demarcaao a outros oito paises,
havendo a intenao de futuramente os parceiros
colaborarem ainda mais estreitamente. A UK
Sport integra o seu trabalho nos plans do British
Council desde o primeiro dia e o British Council
e a UNICEF coordenam-se em cada pais desde
o inicio para assegurar uma abordagem mais
global do planeamento e da execuao.
Os outros trs paises ja aprovados pelo conselho
de administraao sao Moambique, a Jordnia e
o Bangladesh. Dois outros programs no Gana
e Trindade e Tobago devem comear no final
do ano. Outros paises que estao a comear o
process de planeamento sao a Africa do Sul, a
Malasia e a Nigeria.
Com a actual crise economic constitui um
desafio conseguir o financiamento da totalida-
de do program ao nivel pretendido, explica
Debbie Lye. Contudo, at data ja foram con-
seguidos 23,9 milhes de libras dos 50 milhes
do oramento do project. a UNICEF que
lidera actualmente a obtenao de funds de
fontes nao governamentais, mas os objectives
de angariaao de funds serao dificeis de atin-
gir. A 'International Inspiration', cuja criaao
foi apoiada pelo Govemo do RU, actualmente
administrada por uma fundaao independent
para poder usufruir da orientaao e dos conheci-
mentos necessarios para conseguir concretizar a
sua ambiciosa ideia. M
* Neste project, o Azerbaijo considerado como fazendo
parte da grande Europa.




Palauras-chaue
International Inspiration; UK Sport;
UNICEF; British Council; Debbie Lye;
LOCOG; Debra Percival.


C RREIO

















































Os Governos tentam combater a crise financeira mundial

ortodoxas para reactivar a economic. Na Africa do Sul,

Campeonato do Mundo de Futebol de 2010.


atravs de medidas menos

as atenes so outras: o


O pais tem escapado bastante bem s
consequncias da crise devido ao
seu solido sistema bancario, que
dispoe de poucos produtos txi-
cos nas suas reserves. Mas a recessao gene-
ralizada tem sempre impact numa economic
tao globalizada como a da Africa do Sul. No
ultimo trimestre do ano passado, a economic
contraiu-se pela primeira vez em dez anos. Este
ano ja houve uma queda macia da produao,
contribuindo provavelmente para outro trimes-
tre de contracao. Mas o anterior president da
Africa do Sul, Kgalema Motlanthe, estava muito
optimista a esse respeito. A razao era a bonana
dos events desportivos globais que culminam
no Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA
daqui a menos de 18 meses. Este ms, a Indian
Professional League (Liga Indiana de Futebol
Profissional) trouxe o seu torneio para a Africa
do Sul aps os ataques terrorists de Bombaim;
a equipa de rguebi British Lions inicia uma
digressao em Maio de 2009, seguida da Taa das
Confederaoes de Futebol da FIFA em Junho
de 2009.


Associam-se numerous enormes ao que tudo isto
podera significar em terms de aumento do turis-
mo, de sector hoteleiro, de meios e de impostos
para o Governo. O Vice-Ministro do Desporto,
Gert Oosthuizen, calcula a contribuiao direct
do Campeonato do Mundo para o PIB em 55,7
mil milhoes de randes** (cerca de 6 mil milhoes
de dolares dos EUA, gerando impostos no valor
de 19,3 mil milhoes de randes: "A sucessao de
torneios imps-nos a necessidade de investor
em grandes infra-estruturas e esse investimento
serve de media contraciclica para enfrentar
as consequncias negatives da fusao economi-
ca global."). Os analistas interrogam-se sobre
os numerous utilizados por Oosthuizen. Alguns
dizem que seria mais plausivel falar de 22 mil
milhoes de randes, com o Governo a recuperar
nao mais de 8 mil milhoes de randes de uma
despesa superior 15,6 mil milhoes de randes.
Isto parece mais de acordo com as contas do
Campeonato do Mundo de outros anfitries
recentes, como a Coreia do Sul, que ainda hoje
se bate para saldar as dividas contraidas pelo seu
Campeonato do Mundo.


> Espirito de nao arco-iris

Motlanthe tem razao no que respeita aos fac-
tores mais intangiveis. No ano passado, os
Sul-Africanos sofreram estoicamente com o
trabalho de construao quase frentica de novas
modalidades de transport porque sabem que
eles mudarao a Africa do Sul para sempre.
Orgulhosos do lugar atribuido ao "Gautrain",
um nome que engloba a palavra da lingua seso-
tho para Joanesburgo, a capital commercial do
pais, assim como a palavra do africanso "gou",
que significa rapido. Ha tambm uma alusao
a "goud", o metal que deu velha cidade de
110 anos a sua existncia. um exemplo quase
perfeito do espirito de naao arco-fris de Nelson
Mandela, abrangendo velhas e novas ordens nos
projects de reconciliaao. Mas vai muito mais
long do que isso. Extremamente caro como
parece ser os custos atingirao 40 mil milhoes
de randes (4,5 mil milhoes de dolares dos EUA)
- o empreendimento catapultara a Africa do Sul
para o sculo XXI e dara um rude golpe num dos
legados mais tenazes do passado: o Apartheid.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009







Dossier Desporto para desenvolvimento



Sob o regime do antigo Partido Nacional, no
poder entire 1948 e 1994, o pais modernizou-se
rapidamente, mas os beneficios do crescimento
ficaram reservados durante anos populaao
branca, que tinha um dos niveis de vida mais
elevados do mundo.

Uma das consequncias mais inimaginaveis foi
que a Africa do Sul nunca desenvolveu sistemas
de transport colectivos adequados. Embora
fosse dos primeiros pauses, ja no sculo XIX,
a dotar-se de elctricos, estes acabaram por ser
progressivamente eliminados. Os plans para o
metropolitan nunca passaram do papel. Em vez
disso, foram gastos ros de dinheiro na constru-
ao de auto-estradas modernas para automoveis.
O Governo do Apartheid planeou estradas que
evitavam os bairros negros (black townships)
com um crescimento habitacional exponencial.
Foi s6 sob a acao do Ministro das Finanas,


Trevor Manuel, que o Govemo iniciou o enorme
desafio de desenvolver sistemas de transportes
acessiveis a todos: ricos e pobres. Esses sis-
temas tambm se tomaram rapidamente, nos
ultimos anos, essenciais para o plano de luta do
pais contra as alteraoes climaticas. Transportes
colectivos adequados tornaram-se uma questao
de urgncia. Imediatamente apos o anuncio do
Campeonato do Mundo, iniciou-se a construao
do Gautrain (linha a grande velocidade), que liga-
ra Joanesburgo capital administrative Pretoria,
na distncia de 60 km, serpenteando entire ambos
os suburbios ricos, agora de raa mista, e os bair-
ros negros ainda extremamente pobres.

A febre do Campeonato do Mundo tambm foi
utilizada para lanar outro sistema important: o
sistema de trnsito rapido de autocarro Rea Vaya
("vamos a caminho"), tambm conhecido por
sistema BRT (Sistema de Trnsito Rapido por


Autocarro), considerado essencial para transpor-
tar adeptos principalmente dos bairros negros
para os varios estadios do CM. Os dois projects
revelaram os pontos fracos do espectaculo do
Campeonato do Mundo: beneficiary um numero
relativamente pequeno de homes de negocios
intemacionais. Em fins de Maro 2009, os con-
dutores negros de taxis minibus lanaram a pri-
meira greve contra o sistema BRT. Durante cin-
quenta anos, transportaram trabalhadores negros
que s6 encontravam trabalho nas zonas brancas.
No organigrama do ps-apartheid, foram acla-
mados como empresarios, criando actividades
de transpores sem a ajuda dos brancos. "Vamos
perder empregos devido a estes autocarros.
Nao vamos permitir que estes autocarros circu-
lem", disse o porta-voz da Associaao de Taxis
Alexandra, Velile Thambe.

Estao a surgir outras questes: que beneficios
trara o Campeonato do Mundo para os pobres?
Estao a ser construidos cinco estadios novos e so
o da Cidade do Cabo custard 3 mil milhoes de
randes (350 milhoes de dlares dos EUA). "Esse
dinheiro dava para construir 60.000 habitaoes
(para pobres) onde viveriam cerca de 300.000
pessoas que as utilizariam todos os dias durante
dcadas e nao uma vez durante 45 minutes
de cada lado", afirma o Professor Anthony
Leiman da Universidade do Cabo. "Celebrar a
Humanidade da Africa" o tema mais amplo
de todo o project 2010, mas a integraao extre-
mamente bem sucedida do futebol da Alemanha
nas artes e noutras disciplines em 2006, atravs
do seu project "goalposts", parece ser um con-
ceito estranho para Joanesburgo. Mais ainda, os
Sul-Africanos estao extremamente optimistas
para 2010. Num inqurito feito o ano passado,
quase nove em dez pessoas (87%) esperavam-se
melhorias em infra-estruturas. Cerca de 88%
diziam-se orgulhosos por a Africa do Sul acolher
o Campeonato do Mundo e 83% consideravam
que a imagem da Africa do Sul no estrangeiro
ia melhorar. M

* Hans Pienaar jomalista resident em Joanesburgo.
** Em 28 de Abril de 2009, 1 rand sul-africano= 0,0876 euro.













Palauras-chaue
Africa do Sul; Campeonato do Mundo de
2010; futebol; FIFA; desenvolvimento;
economic; Trevor Manuel; Kgalema
Motlanthe; estdios.


C RREIO


Ir




















O poder do desporto no desenvolvimento foi reconhecido ha algum tempo pelas Naes
Unidas (NU.,ONU). Wilfried Lemke, Conselheiro Especial do Secretario-Geral da ONU em
matria de Desporto para o Desenvolvimento e a Paz, falou-nos das suas actividades.






Dossier Desporto para desenvolvimento


R fora do sucesso da





J fl ICH em pista

Desde 1948, a Jamaica ganhou 13 medalhas de ouro, 27 de prata e 21 de bronze em
logos Olimpicos e 7 de ouro, 29 de prata e 30 de bronze em Campeonatos do Mundo de
Atletismo. Patrick Robinson*, um juiz jamaicano do Tribunal Criminal Internacional de
Haia, elogia o sistema exemplar do seu pais que incentive a auto-confiana para desen-
volver o talent dos atletas.


O Campeonato Interescolar (CHAMPS) uma competiao
annual de juniores o terreno de formaao e a plataforma de
lanamento de atletas jamaicanos e tem estimulado talents
nacionais ha quase um sculo, explica Robinson numa entre-
vista a O Correio. Treinadores qualificados em cada escola preparam rigo-
rosamente os estudantes para as provas desportivas. "Na minha opiniao,
apesar de a Jamaica ter um extraordinario talent natural para o atletismo,
o sistema aplicado desde 1910 que sustenta e explica os excelentes resul-
tados da Jamaica no atletismo international", afirma Robinson.
"Todos os atletas que ganham medalhas competiram no CHAMPS quando
frequentavam o ensino secundario, nomeadamente Usain Bolt, que o
actual recordista da Categoria 1 do CHAMPS em 200 e 400 metros, com
tempos de 20,25 segundos e 45,35 segundos, ambos realizados em 2003, e
Veronica Campbell, que a actual recordista da Categoria 1 do CHAMPS
em 100 metros, com um tempo de 11,13 segundos realizado em 2001",
afirma Robinson. Usain Bolt foi a estrela dos Jogos Olimpicos de Pequim
em 2008, tornando-se no primeiro home a vencer o duplo sprint olimpi-
co com records mundiais nos 100 e nos 200 metros.
"Para que um pais beneficie plenamente do financiamento desportivo, tem
de ter uma political desportiva coerente que consider o desporto como
parte integrante do desenvolvimento national", refere ainda o autor. Nao
pode haver melhor exemplo do potential do desporto para o desenvolvi-
mento do que o sucesso dos dois melhores treinadores da Jamaica, Stephen
Francis (treinador de Asafa Powell) e Glen Mills (treinador de Usain Bolt).
"Pelo seu exemplo de profissionalismo e aplicaao, eles mostraram que os
Jamaicanos podem obter xitos em atletismo a nivel mundial permanecen-
do e treinando na Jamaica, descartando assim a necessidade de irem treinar
para os EUA", diz-nos Robinson.
"A Jamaica beneficia do sucesso dos seus atletas porque o exemplo da
excelncia, empenhamento, dedicaao, trabalho arduo e confiana em si
por eles estabelecidos uma inspiraao para cada jamaicano, e deve ser
contrastada com as imagens negatives de violncia com que a nossajuven-
tude bombardeada diariamente pelos orgaos de comunicaao social",
refere ainda. Na sua opiniao, os atletas e treinadores jamaicanos podem
presentear o mundo inteiro com provas de atletismo.
E o desporto cria oportunidades para os jovens se formarem numa area
especifica de emprego. Alm disso, ajuda a manter os jovens fora da rua
e afastados de actividades ilicitas. "Este exemplo da autoconfiana vital
para o emprego national, dando plena fora s palavras do Heroi Nacional,
Marcus Garvey", citadas por Robinson: t....... fora, rumo vitoria; tu
podes realizar o que quiseres." D.P. M
*Autor de "Jamaican Athletics: A model for 2012 Olympics and the World" (Atletismo
jamaicano: um model para os Jogos Olimpicos de 2012 e para o Mundo), Arcadia Books,
Londres, 2009.


[Hin IIT 11 ^IL!II iTI ^i













Palauras-chaue
Jamaica; Patrick Robinson; Usain Boit; Veronica Campbell; Stephen
Campbell; Glenn Mills; CHAMPS; Jogos Olimpicos; Debra PercivaL


CeRREIO





















































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N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009

































































D e que forma pode o desporto contri-
buir para o desenvolvimento socio-
economico de ..... .em desenvol-
vimento?

Creio que todos os que trabalham nesta area se
preocupam em nao exacerbar o assunto, mas a
verdade que o desporto tem qualidades espe-
ciais que podem contribuir para os nossos objec-
tivos de desenvolvimento. E particularmente efi-
caz como um modo de trabalho com os jovens,
que gostam de desporto e o associam sua
imagem global. O futebol atrai jovens por todo o
mundo e estes responded com entusiasmo quan-
do lhes dada a oportunidade de participaao.
Ja verificamos que o desporto traz os jovens de


volta para as escolas e os centros comunitarios
e, nesses casos, da-lhes acesso a um vasto leque
de apoio. Posso indicar tres areas: o desporto
como veiculo da educaao formal; o desporto
como veiculo da educaao para a saude e das
competncias para a vida; e o desporto como um
mecanismo de capacitaao feminine e de abor-
dagem de questoes de desigualdade de gnero.
Uma das areas especialmente produtivas o
trabalho de desenvolvimento do desporto com
jovens do sexo feminine. A nossa experincia
em Africa e na India mostra que o desporto pode
ser um mecanismo de capacitaao das jovens
particularmente eficaz.

Que critrios devero ser utilizados na avalia-


o do contribute do desporto para o desenvol-
vimento socioeconomico?

Temos de pensar no desporto essencialmente
como um contribute e nao como uma soluao
per si. O desporto particularmente positive
ao envolver pessoas a que dificilmente chega-
riamos de outra forma e ao oferecer-lhes acesso
a apoio, o que por sua vez pode maximizar as
probabilidades de ultrapassarem as restrioes
que enfrentam no dia-a-dia. Parece-me que um
dos factors mais importantes o facto de o
desporto poder constituir uma base de relaoes
construtivas com adults compreensivos. Em
Africa, vimos quao diferente a forma como os
jovens interagem com os adults em contextos


C@RREIO





































~U*.~YLlie *i p Pa
... ,,ii ~ ... a,::..




,...i. .eS:..f I..u..rt..
.... .H;- -. r" ,.- r -


podemos dar ;, -. .. ...- do
desporto para o desenvolvi-
mento?


de desporto. A natureza recreativa e divertida
do desporto quebra barreiras e promove relaoes
menos formais e mais abertas. Ja assistimos a
alguns testemunhos bastante solidos de docen-
tes da Zmbia que descrevem como o facto
de praticarem desporto com os seus alunos
lhes oferece uma forma totalmente distinta de
interacao, comparativamente com a interacao
que desenvolvem com os mesmos alunos em
contextos de sala de aula. Isto permite-lhes falar
mais directamente sobre questoes importantes
(na Zmbia, o VIH/SIDA especialmente) e os
jovens responded de modo bastante positive
informaao que assim lhes dada.

Qual o tipo de assistncia mais tit a: que


Eu diria que o desporto
similar a outras forms de
trabalho de desenvolvimento:
as iniciativas mais eficazes
sao aquelas que sao totalmen-
te adequadas s realidades
praticas e culturais locais e
que tem na propriedade local
uma certa perspective de sus-
tentabilidade, alem do finan-
ciamento initial. A assistn-
cia mais eficaz desenvolver
programs desportivos em
total parceria com a naao de
acolhimento.

Uma das coisas com as quais devemos ter cuida-
do nao nos basearmos em sistemas desportivos
prontos a utilizar demasiado "ocidentalizados".
fulcral terms em total consideraao o contex-
to cultural em que os programs desportivos sao
introduzidos. Isto significa que devemos recor-
rer a abordagens de parcerias desde o inicio e
nao s6 nas fases de implementaao e entrega.
E igualmente important reconhecermos que,
por vezes, existe alguma resistncia cultural ao
desporto. Em comunidades mais pobres, at
as crianas tm de trabalhar e, nestes casos, o
desporto parece totalmente irrelevant. Mas
interessante ver que, at nestas situaoes, depois
de introduzidos, os programs desportivos tm a
capacidade de crescer.


Sente algumafalta de interesse nofinanciamen-
to de programs de desporto para o desenvolvi-
mento por parte de agncias de doadores?

Nao tanto falta de interesse; mais uma falta
de conhecimentos genuina sobre o que se pode
fazer com o desporto. Assim que as organi-
zaoes tomam conhecimento dos resultados
das investigaoes sobre o quao poderoso o
desporto pode ser, envolvem-se activamente e
interessam-se por utiliza-lo como ferramenta
de desenvolvimento. As agncias e os inves-
tigadores da area do desporto tm um papel a
desempenhar na sensibilizaao das agncias
de doadores sobre o potential do desporto na
promoao das suas actividades principals pro-
moao da educaao, apoio a agendas de saude e
ensino de competncias para a vida. O desporto
tem o seu proprio valor, enquanto actividade
recreativa para crianas e jovens que, em comu-
nidades pobres, sao frequentemente privados de
outras formas de diversao e entretenimento. E
estes sao aspects que as agncias de doadores
valorizam. Enquanto investigadores, temos de
certificarmo-nos de que sabem como o desporto
pode servir os seus interesses. D.P. M







Palauras-chaue
Desporto; Tess Kaye; Instituto do Desporto
Juvenile; Universidade de Loughborough;
India; Africa; Debra PercivaL


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009































































0 que nos fica do pacote do G20?


do G20 (Grupo dos 20)* em
Londres, no passado 2 de Abril,
a dissecaao do acordo concluido
para ressuscitar a economic mundial deu inicio.
Grupos de reflexao e organizaoes nao governa-
mentais (ONG) lideres chamam a atenao para
o facto que, para nao arrastar ainda mais pes-
soas para a pobreza, e sobretudo nos pauses em
desenvolvimento, o G20 deve agora cumprir as
promessas feitas no Plano Global Intemacional
de Recuperaao e Reforma.
"Este o dia em que o mundo se une para com-


bater a recessao mundial, nao com palavras mas 100 mil milhoes de emprstimo adicional pelos


com um piano de recuperaao global e de refor-
ma bem calendarizado", expressou o Primeiro-
Ministro britnico, Gordon Brown, anfitriao
da Cimeira que teve lugar no Excel Centre de
Londres. Foi acordado um pacote de reforo de
1,1 biliao de dolares dos EUA para restaurar o
crescimento e criar emprego, incluindo: 500 mil
milhoes de dolares EUA para o FMI; 250 mil
milhoes de dolares EUA em direitos especiais de
saque (DES)** (para todos os membros do FMI);
um pacote de dois anos de 250 mil milhoes de
d6lares EUA para financiamento do comrcio; e


bancos de desenvolvimento multilaterais.
O unico africano mesa dos G20, o antigo
President da Africa do Sul, Kgalema Motlanthe,
disse que estava "plenamente satisfeito" com o
resultado e especialmente com "o compromisso
de assegurar que os pauses em desenvolvimen-
to beneficiam de financiamento especialmente
destinado a infra-estruturas". O Presidente dos
EUA, Barack Obama, afirmou que o event
tomou "medidas sem precedent para restaurar
o crescimento e impedir que crises como esta
ressurjam no future". O Presidente da Uniao


C@RREIO







G20 Interaces


cionismo, para sustentar a prosperidade. Os
lideres comprometeram-se igualmente a aderir
aos principios globais do sistema bancario:
proteger o sistema bancario, incluindo os funds
especulativos, dentro de uma rede global regula-
mentada; definir novas regras de contabilidade
international; regulamentar agncias de crdito;
e pr cobro aos paraisos fiscais que nao prestam
a informaao solicitada.

> Funds frescos?

Num document ps-Cimeira, Martin Kohr do
South Centre, um grupo de reflexao de politi-
cas de desenvolvimento, disse que os funds
garantidos nao sao dotaoes totalmente novas:
"Alguns desses funds ja tinham sido decididos
muito antes da cimeira e alguns deles reflectem
apenas uma intenao em vez de serem promessas
concretas." A promessa da Cimeira consistindo
em disponibilizar emprstimos ao FMI e de os
converter em emprstimos aos pauses afectados
pela crise decorrente do esgotamento das reser-
vas estrangeiras comprometeria a capacidade de
control e discipline do FMI em relaao aos paf-
ses fornecedores de emprstimos, argumentou
Kohr, exigindo a reform do FMI.
Mais ainda, os 250 mil milhes de dolares EUA
de direitos especiais de saque prometidos seriam
partilhados entire os 186 membros do FMI,
segundo as suas quotas ou direitos de voto, o que
significaria que 44% destas verbas reverteriam
assim em proveito dos sete pauses mais ricos
e apenas 80 mil milhes iriam para os paises


Africana (UA), Jean Ping, e Primeiro-Ministro
da Etipia, Meles Zenawi, representante da
Nova Parceria para o Desenvolvimento da Africa
(NPDA NEPAD), foram ambos convidados.
O G20 assumiu alguns compromissos gerais, a
saber: restaurar a confiana, criar crescimento
e emprego; reformar o sistema financeiro para
relanar o crdito; reforar a regulamentaao
financeira para restabelecer a confiana; capi-
talizar e reformar as instituioes financeiras
internacionais para superar a crise e impedir
novas crises no future; promover o comrcio
e o investimento globais e rejeitar o protec-


pobres em desenvolvimento, explica Martin
Kohr. E acrescentou que o G20 nao fez nada
para ajudar os pauses em desenvolvimento a
evitar a distorao provocada pela divida. Duncan
Green, Director de Investigaao na Oxfam avan-
ou: "Ha um ponto de interrogaao enorme
sobre o alcance real dos compromissos relatives
aos paraisos fiscais. Travou-se, sem duvida, uma
grande batalha no seio do G20 para decidir esta-
belecer uma lista dos maus alunos e sentiram-se
aliviados ao atirar com as culpas para a OCDE."
(ver caixa) Duncan Green pensa que dos 250 mil
milhes de dolares para incentivar o comrcio,
apenas 12 mil milhes serao afectados aos pauses
com baixos rendimentos. D.P. M

* O grupo dos 20 inclui os Ministros das Finanas e os
Governadores dos Bancos Centrais de 19 Estados: Argentina,
Australia, Brasil, Canada, China, Frana, Alemanha, fndia,
Indonsia, Italia, Japo, Mxico, Russia, Arabia Saudita,
Africa do Sul, Coreia do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados
Unidos da Amrica. A Unio Europeia, representada rota
tivamente pela Presidncia do Conselho e o Banco Central
Europeu, o 20. membro do G20.
** O DES um fundo international de reserve, criado pelo
FMI em 1969, para complementary as reserves oficiais exis
tentes dos pauses membros. Os DES so dotados aos pauses
membros em proporo das suas quotas no FMI.







Palauras-chaue
G-20; Kgalema Motlanthe; Trevor Manuel;
Gordon Brown; Jean Ping; paraisos fiscais;
facilidade alimentar; Debra Percival


Ant e. d o e20 e "Cmt ds e z" 1 ep de e- isro e a e. ana e d e-. aco
Cetaspe-ii oses-e Mnse.o .a Fiana e. *ic .do Sul T evo Maue,- -
ses.gam goald .eee.e. pe... a C r. 0 -e --ela i es-be e. se.t dacis-a



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po-ae- pe-e o "A cris .5 a~O O Ocba eo e- -e.as as minas os .55.55osdotrb
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Pel .rmer e. um -a se- I er ses. a-s no contie-nse. .5. 0.0cienO~ per -.


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mi mihe d- -ae OU Os. 200 e 27 mi mil-e -m 200 se .d os -pra
de 0erloo asaetdspl ed. Os ...................................- .. .... .


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009






InteracJes Faadad alimentar


OPELO PORR 0 HUMEnTO DO RJUDR
0 Presidente da Comisso Europeia, Jos Manuel Duro Barroso, apressou-se em defender,
em 8 de Abril, um aumento da ajuda ao desenvolvimento pelos 27 Estados-Membros da UE:
"Estamos a mais de metade da data-limite de 2015 para a realizao dos Objectivos de
Desenvolvimento do Milnio (ODM) e alguns dos ganhos realizados at agora arriscam de
ser perdidos, deixando os paises pobres piores do antes da crise." Como o maior doador da
ajuda em termos de Produto Interno Bruto (PIB), a UE disponibilizou 49 mil milhes de euros
em 2008, ou seja 40% do seu PIB.
Mas ser necessrio aumentar colectivamente o volume da ajuda para 69 mil milhes em
2010 a fim de cumprir a promessa de 0,56% do PIB para a assistncia ao desenvolvimento
ultramarino feita na Cimeira de Gleneagles do G8 em 2005. 0 Presidente Jos Manuel Duro
Barroso advoga a favor de uma "maior utilizao da ajuda ao desenvolvimento para alavancar
outros fundos, inclusive atravs do Banco Europeu de Investimento (BEI). Cada euro gasto na
ajuda pode impulsionar cinco euros de investimento privado", disse o Presidente.
0 Presidente Barroso disse que a Comisso Europeia queria "concentrar os esforos da
ajuda" (expedindo o pagamento da sua ajuda) e refocalizar os seus compromissos existen-
tes incluindo os 3 mil milhes de euros de apoio ao oramento previstos sobre os mais
vulnerveis. Alm disso, um instrumento FLEX ad hoc destina-se a compensar os paises em
desenvolvimento mais seriamente afectados pela queda das receitas de exportao, tendo
em conta a contraco do comrcio mundial. 0 Presidente Barroso afirmou que este instru-
mento estar operacional antes do final de 2009 e inclui 500 milhes de euros para permitir
aos paises em desenvolvimento continuarem as despesas liquids de segurana social.
Alm disso, a UE adoptou uma Tacilidade AlimentaC para fomentar a produo agricola nos
paises em desenvolvimento (ver o artigo que segue).


^*l i['Im ^^^^^^^
os pari ss fis' ai' a umfia' o


Paris jpubicu a pMi dami ent^ e airsi ptados

Estado que eto a re^gPppitar5a a eec
o das normas iscis detr^aB^nMspar


Estados fCP em sintonia com a chamada




"FBCILIDIDE LImEInTHR"


Trinta e quatro pauses vo beneficiary de uma srie de projec-
tos e programs financiados pela Comisso Europeia para
melhorar a segurana alimentar nos pr6ximos trs anos.


Europeia aprovou uma decisao de
financiamento inicial de 1000 milhes
de euros ao abrigo da "Facilidade
Alimentar" que foi adoptada no final do ano
passado pelas instituioes da Uniao Europeia
(UE) e fortemente apoiada pelas ONG de desen-
volvimento. Em geral, durante trs anos, vai
beneficiary os mais pobres de um total de 50
pauses em desenvolvimento.
"A Europa colabora na luta contra a cruise alimen-
tar atravs da ajuda de emergncia. A 'Facilidade
Alimentar' a resposta de desenvolvimento para
restabelecer o equilibrio da agriculture", disse o
Comissario Europeu do Desenvolvimento e da
Ajuda Humanitaria, Louis Michel, numa decla-
raao em 30 de Maro de 2009. Recuando a 18
de Dezembro de 2008, o Parlamento Europeu e
o Conselho de Ministros deram luz verde pro-
posta apresentada pela Comissao Europeia em
resposta crise alimentar mundial de 2007/2008


caracterizada por uma subida acentuada dos
preos dos produtos alimentares. Neste pacote
de trs anos (2009-2011) serao contempladas
tres areas:
* Melhor acesso a factors de produao agrf-
cola, como fertilizantes e sementes, bem como
a servios agricolas, como veterinrios e con-
sultores;
* Medidas em pequena escala destinadas a
aumentar a produao agricola, nomeadamente
microcrditos, infra-estruturas rurais, formaao
e apoio a grupos profissionais no sector agri-
cola; e
* Medidas do tipo "rede de segurana", pro-
porcionando uma fonte de rendimento a grupos
vulnerveis da populaao, atravs de projects
de obras publicas de mao-de-obra intensive
(estradas, irrigaao, etc.).
Os primeiros pauses ACP a beneficiary desta
Facilidade sao: Burquina Faso, Burundi,
Republica Centro-Africana, RD do Congo,






ONG ODU Interacoes


Cuba, Eritreia, Etiopia, Gmbia, Guin-Bissau,
Haiti, Qunia, Libria, Mali, Moambique,
Serra Leoa e Zimbabu. Nesta primeira leva,
todo o financiamento aos Estados ACP sera
canalizado atravs de organizaoes internacio-
nais: a Organizaao das Naoes Unidas para a
Alimentaao e a Agricultura (FAO), o Fundo
International de Desenvolvimento Agricola
(FIDA), o Programa Alimentar Mundial (PAM),
o Banco Mundial (BM) e o Programa das Naoes
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Segundo os funcionarios da Comissao Europeia,
serao atribuidas outras dotaoes durante os trs
anos a outros Estados ACP (ver caixa) atravs
de um grupo alargado de interlocutores: orga-
nizaoes internacionais e regionais e governor
nacionais, bem como atravs de convites
apresentaao de propostas para agents nao esta-
tais, organismos dos Estados-Membros e outros
interlocutores elegiveis. D.P. M











RDEUS, SEnHORR KinnOCK!
A Assembleia encerrou a sua 17a ses-
so prestando homenagem britnica
Glenys Kinnock, que assistia sua
ltima sesso como co-presidente. A
"incansvel" e "irresistivel" Sra. Kinnock


As crises financeira e alimentar, os acordos de parceria eco- is-------..ah e
nomica e as concluses do G20 de Londres constavam da i
agenda dos parlamentares da Assembleia Paritria de Africa,
Caraibas, Pacifico e Unio Europeia, reunidos em Praga de 4 a 9 de Abril. Os parlamentares
tambm adoptaram uma resoluo de urgncia sobre a Somlia e os problems de pirata-
ria que se fazem sentir ao largo do pais.


ecididamente, os pauses
ACP nao foram poupa-
dos pela cruise econmica",
sublinhou a eurodeputada,
Co-Presidente da Assembleia, Glenys Kinnock,
no seu discurso de abertura da sessao. "Por
isso, os pauses nao devem ficar margem dos
esforos empreendidos para reduzir os efeitos."
Quanto s promessas de ajuda feitas no G20, a
eurodeputada manifestou-se inquieta por estes
funds serem disponibilizados "sob a forma de
emprstimos em vez de dons e por o process ser
controlado pelo FMI". Numa resoluao urgente,
os deputados da Assembleia Paritaria pediram
que a ajuda ao desenvolvimento, proveniente
do pacote de um milhao de milhoes de dolares,
prometida pelo G20 em 2 de Abril em Londres,
fosse desembolsada rapidamente e proviesse de
funds novos.


Ao voltarem a exigir mais flexibilidade Comissao
Europeia na conclusao dos Acordos de Parceria
Econmica (APE) com os pauses ACP (ler a
rubrica Comrcio), os deputados tambm convi-
daram os Estados da UE e a Comissao a redefi-
nirem inteiramente as suas political de ajuda ao
desenvolvimento para financial as consequncias
sociais e ambientais das alteraoes climaticas. "Os
pauses ACP nao devem repetir os erros cometidos
pelos pauses industrializados desenvolvendo as
suas economies a partir de energies fosseis", subli-
nhou Netty Baldeh i.iinil.,.i i. co-autor da resolu-
ao com o Espanhol Josep Borrell Fontelles.

> fltacar-se s uerdadeiras
causes da pirataria

Os deputados lanaram um apelo ao novo
Govemo somaliano para que ponha termo aos


combates e garanta o acesso da ajuda humani-
taria aos 2,6 milhoes de vitimas do conflito que
devasta o pais. A resoluao afirma que as causes
reais da pirataria sao a pobreza, o desemprego e
o declinio do sector da pesca. Pede uma coope-
raao entire as foras navais europeias da missao
Atalanta e os Americanos, Russos e Chineses
presents na regiao.
Finalmente, dois dias apos a comemoraao do
genocidio ruands, os deputados adoptaram uma
resoluao na qual exigem um quadro jurfdico
que garanta o respeito das diversidades tnicas,
culturais e religiosas (ver O Correio n. 10).
M.M.B. a

Palauras-chaue
APP; acordos de parceria econ6mica; G20;
Glenys Kinnock; clima; Somnlia; crise
alimentar; crise econ6mica; Marie-Martine
Buckens.


InteracJes ACP UE


l fSSEmBLEIR BCP-UE


admoesta o G20


I








































Parte dos Paises e Territorios Ultramarinos neerlandeses (PTU), as Antilhas
e o Governo neerlands chegaram a acordo sobre o desmantelanmento das
Neerlandesas em Janeiro de 2010.


Neerlandesas
Antilhas


estatuto com maior autonomia no
Reino dos Paises Baixos, compar-
vel ao estatuto que Aruba tem desde
1986. As outras trs ilhas dos PTU neerlande-
ses, Bonaire, St. Eustatius e Saba, tornar-se-ao
uma "gemeente" dos Paises Baixos, ou seja,
um pequeno municipio com um president de
cmara neerlands. Porque que no sculo XXI
algumas ilhas se querem tornar mais dependen-
tes, em vez de menos dependents? Uma expli-
caao que sao demasiado pequenas: Bonaire
tem 11.537 habitantes, Saba 1491 e St. Eustatius
2699. At agora tem sido o governor central das
Antilhas Neerlandesas, em Curaao, a tomar as
decises por estas pequenas ilhas. O Governo
neerlands quer manter o control financeiro e a
supervisor financeira de Curaao. A populaao
de Curaao tera oportunidade de se pronunciar
no referendo a realizar em 15 de Maio de 2009.

> Terra do coraao

Curaao a maior ilha das Antilhas Neerlandesas:
140.000 pessoas e 40 nacionalidades vivem em
conjunto numa superficie de 44 km2. Devido
s bafas da ilha com uma forma que lembra
um coraao, Curaao recebeu o nome espanhol
corazon (coraao). O turismo e os servios finan-


ceiros sao uma important fonte de rendimento
de Curaao, cuja economic esta a funcionar bem.
Os principals sectors que tm contribuido para
a recent expansao econmica sao o turismo, a
industria logistica, incluindo as actividades por-
tuarias e aeroportuarias, a industria petrolifera e
os servios financeiros. Existe regulamentaao
que permit a Curaao oferecer subvenoes
especiais para atrair investidores para a area do
comrcio electronic e para facilitar o desenvol-
vimento deste tipo de comrcio, para os bancos
locais que oferecem servios electronicos e
para empresas financeiras offshore que acolhem
empresas electronicas internacionais.

> H rota do arroz dos PTU (Paises e
Territorios Ultramarinos)

Desde longa data que existe uma cooperaao/
relaao historica com o Suriname. A rota do
arroz dos PTU era famosa: o arroz do Suriname
ia de Curaao para o mercado da UE isento de
direitos. O contact commercial entire Curaao
e Barbados e Trindade e Tobago tornou-se
relevant nos ultimos cinco anos. As Antilhas
Neerlandesas fazem parte da Associaao dos
Estados das Caraibas (AEC). Em Maio de 2008
a Cmara de Comrcio de Curaao organizou
uma missao de informaao commercial no mbito


de um APE em Trindade e Barbados, com a par-
ticipaao de intervenientes dos sectors pdblico
e privado, a fim de identificar oportunidades de
negocios Cariforum-CE-APE. M


Palauras-chaue
es e Territorios Ultramarinos neerlandeses;
PTU; Curaao; Antilhas Neerlandesas.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009
















































Existem sinais de relaes cada vez mais estreitas entire os 53 membros do Grupo de
Naes da Commonwealth e os 79 membros do Grupo de Estados de Africa, Caraibas
e Pacifico (ACP). Edwin Laurent, Chefe do Departamento de Comrcio Internacional e
Cooperao Regional do Secretariado da Commonwealth, narrou-nos recentemente as
respectivas causes e razes.


A maior parte dos Estados da
Commonwealth pertence ao Grupo
ACP (ver caixa em baixo). Esta
em curso um grande e important
project do tipo centro e eixos irradiantes ("Hub
and Spokes") entire a Comissao Europeia (CE), o
Secretariado da Commonwealth e a Organizaao
International da Francofonia (Organizaao dos
pauses de expressao francesa). "O objective
aumentar a capacidade de os Estados ACP
desenvolverem, gerirem e negociarem de forma
eficaz as suas proprias political comerciais",
explica Edwin Laurent. O financiamento prin-
cipalmente da Comissao Europeia, mas igual-
mente de outros parceiros para uma srie
de "hubs", incluindo um conselheiro senior
de political commercial e analistas de political
commercial estabelecidos em orgaos regionais
dos ACP, que sao assistidos por analistas de


political commercial nos Estados ACP conhe-
cidos por "spokes". Trabalham ao lado dos
funcionrios do comrcio dos governor nacio-
nais. Geralmente os analistas nao sao do pais
de acolhimento e muitos sao recrutados numa
regiao completamente diferente, explica Edwin
Laurent. Sao elegiveis analistas comerciais dos
ACP e da CE. Cerca de metade dos Estados
ACP beneficiam de peritos nacionais, referee
Laurent, que continue: "Trata-se de um project
que funcionou extremamente bem e que ajudou
os pauses a perceberem os problems das nego-
ciaoes comerciais e das areas ligadas ao comr-
cio dos quais, de outro modo, eles nao se teriam
apercebido." Acrescenta que foi uma ideia origi-
nal do antigo Comissario Europeu responsvel
pelo Comrcio, Pascal Lamy, nos primeiros dias
das conversaoes comerciais sobre os Acordos
de Parceria Economica (APE) e as negociaoes


comerciais da Ronda de Doha da Organizaao
Mundial do Comrcio (OMC). Um dos desa-
fios com que o project "Hub and Spokes" se
defronta actualmente a sua natureza s6 ACP,
diz Laurent: "Existe agora uma corrente, que
compreendo, que defended que a sua gestao seja
descentralizada e em vez de terms de um lado
todos os ACP, as regies ACP comunicaram-nos
claramente que no interesse da gestao e da coe-
rncia de todo o sistema era muito mais eficaz
faz-lo numa base regional."

> Estudo sobre a ascensao da China

A Commonwealth tambm forneceu peritos e
conselheiros ao Secretariado ACP em dominios
especializados financiados a partir de um Fundo
da Commonwealth para assistncia tcnica.
Estes peritos, recrutados a nfvel international,


CRREIO






Cultura de bananas em Santa Lcia. o Debra Percival

direita: No Secretariado ACP, Bruxelas: o secretrio-geral
da Commonwealth, Kamalesh Sharma ( esquerda), com o
parceiro ACP Sir John Kaputin ( direita). Robert roga


trabalham com o Secretariado ACP durante um
period fixo e muitas vezes num assunto especi-
fico. Neste moment existe um conselheiro no
escritorio ACP de Genebra que essencial para
dar informaoes aos embaixadores ACP sobre
o que se passa na OMC extremamente util
para os Estados ACP que nao tm representaao
em Genebra, explica Laurent. E acrescenta:
"Tambm fornecemos estudos e assistncia ao
Grupo ACP e gostarfamos de reforar ainda mais
as suas posioes negociais sobre certas ques-
toes." Diz que a sua organizaao teve um pedido
especifico sobre o impact da ascensao da China
sobre as naoes africanas. "Tambm estamos
a trabalhar para tentar promover consensus e
compreensao entire os pauses, por isso fazemos
reunites informais", diz Laurent. Foram promo-
vidas reunites political entire Ministros ACP e
os seus homologos europeus. "Fazemos isto de
modo informal, sem qualquer registo e por isso
podemos falar abertamente. Muito recentemente
realizamos um encontro entire a nova Comissaria
da CE para o Comrcio, a Baronesa Ashton, e 12
Ministros ACP. Ela era nova e pensamos que tal
como a Commonwealth, podiamos dar um con-
tributo promovendo o entendimento fora da sala
de conferncias e do quadro de confrontaao
das negociaoes", diz Laurent, acrescentando:
"Nas estruturas estabelecidas, como o Comit
Ministerial Misto ACP-CE para as questoes
comerciais, as discusses sao registadas: as
pessoas tomam posioes e defendem-nas. O
objective das reunites informais ganhar argu-


mentos. O que podemos fazer promover a
compreensao-empatia."
Mas sera que a Commonwealth vai continuar a
apoiar os ACP como uma entidade, tendo em
conta a actual tendncia para reforar os agru-
pamentos regionais no ACP, especialmente no
dominio do comrcio? Laurent afirma que como
muitos membros da Commonwealth tambm
pertencem ao Grupo ACP, ao apoiar os ACP
a Commonwealth esta a apoiar-se a si prpria.
Existe igualmente uma razao mais fundamental,
acrescenta: o principio da Commonwealth de
criaao de um mundo mais just e melhor. "Se
quisermos fazer mudanas e criar um mundo
melhor, que grupo melhor para se centrar nisso
do que os ACP? o grupo que mais preci-
sa de assistncia." Afirma que qualquer que
seja a configuraao future do Grupo ACP, o
Secretariado da Commonwealth apoiara os ACP
e tentara assegurar que se obtm o beneficio
maximo dos outros parceiros. D.P. M
Para mais informaes: www.commonwealth.org








Palauras-chaue
Secretariado da Commonwealth; Grupo
ACP; "Hub and Spokes"; Sir John Kaputin;
Kamalesh Sharma; Pascal Lamy; Baronesa
Ashton; Debra Percival


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N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009


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S Fe ce e eo eeeee p- eae e *e -e *e
espsecia 0 n s s a s s sinte ioriza a s s e q cto 11ual

e a d I s o tema h a s d a s puit sele s d s' "a n c
ps to e q S a da sua s s Z s s sp d u m c p e gns sdita s.

s alit h v as s c o R i alterna a s a uma c i' i 'n a qu a ra a s sa
sa a d a s a i u e o l a o s a n guio s a s do im u e, d t a ti a d a A jv de
chique* rt em R E e o q m d m c e o * nos ddo as



* s s












> Sector no sindicalizado


"Um dia, ela cansou-se das minhas saladas de
tofu e azeitonas", observa Cronje friamente. Mas
adoram-se. Mais tarde, Cronje conta como ele e
o seu parceiro, o malogrado jornalista William
Pretorius, tentaram adoptar a Refilwe quan-
do Philippine, que tinha comeado a trabalhar
como sua empregada domstica, comunicou que
estava gravida. Cronje e Pretorius foram acon-
selhados a nao o fazer, porque isso poderia criar
problems insoluveis no future. Soube mais
tarde que o pai de Refilwe, que nao contribui
para o seu sustento, era condutor de autocarros
na cidade a norte de Polokwane. "Foi assim que
me tornei seu pai financeiro em vez do seu pai
adoptivo", diz Cronje.
Saimos no carro de Cronje, depois de ter post
o meu no espao do seu atras da barreira de
segurana o guard que todo o habitante dos
suburbios de Joanesburgo tem de ter hoje em
dia nao se v em lado nenhum. Cronje tem a
sua propria historia de criminalidade, como todo
o sul-africano que se preze: por pouco, o carro
de um amigo nao era roubado recentemente nos
poucos segundos que o guard passou pelas bra-
sas na sua guarita. Durante o trajecto em hora de
ponta, Refilwe confessa o seu sonho: ser pilot,
como um amigo que iniciou o curso de quatro
anos em Pretoria este ano. Dai que nao esteja
muito interessada em ir para a universidade.
Entretanto, chegavamos ao velho edificio acas-
tanhado, depois de percorridos dois ou trs
quilometros, quando a moa se lembrou que
tinha esquecido alguma coisa. "E o unico incon-
veniente de ir para um internato tao perto de
casa", diz Cronje. "Ela esquece-se facilmen-
te de alguma coisa, porque sabe que eu lha
levarei rapidamente." Depois disso, regressa
a casa para memorizar mais alguns dialogos.
Na Binnelanders, nao lhe exigem que comece
s 7 horas da manha, a sua chamada s6 esta
prevista para as 10h30 para tres cenas at s 17
horas. Mas ele comea rapidamente a franzir as
sobrancelhas. O problema destas telenovelas,
observa Cronje, que os dialogos sao muito
inconsistentes por terem a colaboraao de various
escritores. Apontou entao algumas inconsistn-
cias aos directors, que nao fizeram caso disso
dizendo-lhe que ningum notaria.
Cronje senate a falta do seu William, falecido ha
dois anos. Os responsaveis do teatro sabiam que,
ao contratar Cronje para uma produao, teriam
de contratar tambm Pretorius para lhe servir de
ponto. Sabia-se que Cronje esquecia facilmente
o seu papel. Agora confia em doses saudaveis
de espirulina e 6mega3, especialmente quando
trabalha num filme, numa pea de teatro e numa
telenovela no mesma dia, como aconteceu ha
tres semanas.


Cronje partilha o camarim com Hans Strydom,
o personagem principal da telenovela. Strydom
advogado na vida real e trouxe a profissao con-
sigo para o studio no centro de Joanesburgo.
Esta a trabalhar como representante dos actors
de teatro da Africa do Sul, que sao muitissimo
explorados no sector nao sindicalizado. Cronje
disso um exemplo perfeito. Actuou em 20 fil-
mes, mas se s6 recentemente conseguiu que lhe
pagassem, pela primeira vez, direitos de autor de
filmes em vez de honorarios pagos uma s6 vez,
deve-o intervenao de Strydom.
As suas roupas do dia foram penduradas num
trlei mvel do camarim. Depois, tempo de
pausa na sala dos artists para caf e bolos.
Os pedaos de bolo seco acabam por nao ser
comidos, porque praticamente ja faz parte do
scenario e os actors e as pessoas da produao ja
se cansaram disso. Na sala dos artists, ha um


> Pai financeiro


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009


monitor que anuncia em teleponto quem tem
que fazer o que. "E estranho que esteja tudo em
ingls quando se trata de uma telenovela em
afrikaans", diz Cronje. Embora a srie tenha um
elenco multiracial e o afrikaans seja falado por
milhoes de negros, o ingls a lingua veicular
na profissao. Cronje chamado para o ensaio da
primeira das suas tres cenas do dia. Como Cronje
tao professional, o director esta satisfeito. Os
quatro operadores de cmara sao chamados e
participam no ensaio. Depois, foi a verdadeira
filmagem, apos um unico ensaio. Toda a gente
estava content pensando que o rest eram favas
contadas. Todos, except Cronje, claro. "Foi
uma actuaao instantnea", suspirou. "Ainda
tenho que me habituar a isto." H.P. M


Palauras-chaue
Tobie Cronje; Africa do Sul; Binnelanders;
Teatro; Hans Pienaar.


Em foco











MRIS FLEXIBILIDRDE,


exigem os deputados IACP-UE

Os acordos de parceria econmica (APE) devem ser mais flexiveis e apoiados por um novo
fundo de ajuda ao comrcio. A ajuda europeia no deve, em caso algum, ser condicionada
assinatura dos acordos insistiram os parlamentares da Assembleia Parlamentar Paritria
(APP) de Africa, Caraibas, Pacifico e da Unio Europeia, reunidos em Praga de 4 a 9 de Abril.

r'r. fErnss.s i i R' 1 o ij f E ri : 'td Cui ill hi ilift o or1umgrn lo dc ujuda aos
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SAfrica do Sul hoje considerada
por muitos africanos a "Amrica"
do continent. As suas empresas
altamente eficientes tendem a obter
grandes quotas de mercado e a dominar a con-
corrncia, agindo quase como uma potncia
colonial.
Por outro lado, a Africa do Sul tornou-se a voz
da Africa na cena international, especialmente
com um antigo Presidente, Thabo Mbeki, que
foi a fora impulsionadora de varias instituioes
pan-africanas desde o lanamento da Uniao
Africana (UA) em 2000. Na Africa do Sul, o
partido no poder pensa que o Ocidente ainda nao
v a Africa do Sul com bons olhos. Esta dupla
personalidade de ser um pais relativamente
"rico" e um campeao de negros pobres come-
ou a ser conhecida nas conversaoes sobre os
APE entire a UE e os Estados ACP.
Os APE aceleraram o ritmo de trabalho na
parte final de 2007, quando a manutenao
do tratamento preferencial dado aos Estados
ACP deixou de ser permitida pelas regras da
Organizaao Mundial do Comrcio (OMC).
Por iniciativa da UE, os APE foram propostos
ao abrigo do Acordo de Cotonu (2000-2020).
Em Africa, foram rubricados nao assinados
- varios APE provisrios para evitar acoes em


justia segundo as regras da OMC. Na Africa
Austral, nove dos 15 membros da Comunidade
de Desenvolvimento da Africa Austral (SADC)
fizeram-no, ameaando retirar-se da integraao
regional, uma das pedras angulares das political
estrangeiras do "campeao negro" da Africa
Austral.
Ora, como a UE o maior parceiro commercial
da Africa do Sul desde a era colonial, esta ja
tem o seu prprio acordo commercial com a UE,
que periodicamente renegociado. Em 2007,
tambm foi celebrado um Acordo de Parceria
Estratgica com a UE, sendo um dos poucos
pauses a faz-lo.
As conversaoes sobre um APE para substituir
possivelmente o actual acordo Africa do Sul-
UE, expirando em 2012, foram retardadas pelas
duas parties. Como potential concorrente da UE
no seu proprio territorio africano, a Africa do
Sul esta ansiosa, especialmente no respeitante ao
future dos seus sectors de servios. No sistema
bancario, por exemplo, os encargos bancarios
sao muito mais elevados na Africa do Sul do
que na Europa, pelo que nao seria competitive
fora da Africa do Sul. A introduao de politi-
cas comerciais exigidas pelo project de APE
implicaria a eliminaao progressive das pautas
aduaneiras. Mas a maior parte dos governor


africanos, com as suas estruturas ineficazes de
tributaao, estao extremamente dependents dos
direitos aduaneiros, ocultos ou declaradamente,
como a sua principal fonte de rendimentos. A
Africa do Sul deseja uma pauta externa comum
para toda a regiao, administrada por uma Uniao
Aduaneira da Africa Austral (SACU) alargada,
que uma das principals pedras basilares e eta-
pas da integraao econmica da Africa Austral,
que, por sua vez, espera ser um modelo de inte-
graao no rest do continent.
Na reuniao da troika ministerial em Janeiro de
2009, as duas parties acordaram que a integraao
em torno da SACU deveria ser um ponto de refe-
rncia important nas futuras negociaoes. Mas
a UE registou, depois disso, a sua intenao de
obter um APE com o Botsuana, Lesoto, Namfbia
e Suazilndia (os pauses BLNS), mais Angola e
Moambique, mas sem a Africa do Sul. H.P. M







Palauras-chaue
Africa do Sul; SACU; SADC; APE; Thabo
Mbeki; Hans Pienaar.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009

























































"Uma political climtica equitativa a ajuda ao desenvolvimento eficaz", declarou recen-
temente Hans Joachim Schellnhuber, Director do Instituto Postdam para a investigao
sobre o impact climtico. A ONG alem Misereor prova-o no terreno e intensifica a sua
aco, a menos de seis meses da Cimeira, sobre o clima, o que a levou a descobrir que, o
mais das vezes, os pauses do Sul tm algo a ensinar aos pauses do Norte.


Os grandes perdedores do pacto
sobre o clima, que devera ser deci-
dido no proximo ms de Dezembro
em Copenhaga no mbito da
Convenao das Naoes Unidas sobre as alte-
raoes climaticas, correm o risco de serem
os pauses em desenvolvimento, que sofreram
imenso com a desregulaao do clima anunciada,
e provocada em grande parte pelos pauses indus-
trializados responsaveis pelo aumento dos gases
com efeito de estufa (GEE).


> Influenciar as negociaes

Por duas razes. Por um lado, as soluoes preco-
nizadas para limitar os GEE sao essencialmente
instruments de mercado geridos por e fre-
quentemente para- pauses industrializados (ler
a caixa); por outro lado, a falta de perfcia e de
peso politico dos representantes dos pauses do
terceiro mundo arrisca de encurtar a influncia
sobre as negociaoes que se anunciam muito
dificeis e muito tcnicas e complexes. E a estas


duas carncias que se ataca a rede das ONG da
associaao CIDSE (www.cidse.org), que reune
16 agncias catolicas. Entre elas, a agncia
alema Misereor esta empenhada em encontrar -
em parceria com a populaao local mtodos
que permitam a estes pauses atenuar os efeitos
das alteraoes climaticas e adaptar-se a esses
mtodos. Dois conceitos alivio e adaptaao
- que serao object de arduas negociaoes em
Copenhaga, onde as parties na Convenao terao
de decidir a criaao de um fundo especial que


CRREIO







Nossa Terra


permit aos pauses em desenvolvimento tomar
as medidas ad hoc.
"Tentamos pr disposiao dos nossos parcei-
ros os instruments necessarios sua participa-
ao nas negociaoes", explica Anika Schroeder,
responsavel pelo clima e desenvolvimento na
Misereor. "Copenhaga apenas o inicio do
process. O pessoal de terreno ainda nao esta
preparado para influenciar os seus governor,
mas consegui-lo-a pouco a pouco." E nessa pers-
pectiva que a ONG alema tenciona organizer no
Malavi uma retransmissao por Internet entire os
representantes do Malavi e os negociadores dos
pafses do Norte, durante a reuniao de preparaao
da Cimeira de Copenhaga que tera lugar em
Junho, em Bona (Alemanha).

> Rprender com os praises do Sul

Mas a ONG actua tambm no terreno.
"Organizamos", prossegue Anika Schroeder,
sessoes de trabalho com as populaoes locais
de trs pafses: Mali, Niger e Burquina Faso. Na
verdade, estes trs pauses subsarianos tiraram
ensinamentos muito interessantes das altera-
oes climaticas que eles vivem ha mais de dez
anos. Ja estao preparados e mostram que tm
a flexibilidade necessaria. A adaptaao ja faz
parte das suas vidas. E como um laboratorio.
Ora, nos tentamos compreender o seu process
de adaptaao para podermos alarga-lo ao rest
do mundo". Estas sessoes de trabalho serao,
sem duvida, seguidas de atelis de inspiraao
political. No proximo ms de Outubro, sera orga-


nizado em Niamei, capital do Niger, um grande
colquio, onde serao debatidas em profundidade
questoes relacionadas com as alteraoes climati-
cas. "Esta previsto convidar cientistas do Norte,
do Institute de Investigaao sobre o Impacto do
Clima Potsdam (PIK), para verem o que signifi-
ca a alteraao climatica no terreno e nao segundo
os seus modelss"
Metade dos financiamentos da Misereor afec-
tada a projects agricolas. "Nos vemos que
as pequenas exploraoes agricolas adaptam-se
muito bem s alteraoes climaticas. O nosso
project tambm colher e preservar as semen-
tes genuinas. Nas Filipinas, por exemplo, ha
comunidades de camponeses que utilizam umas
variedades antigas de arroz e at conseguiram
desenvolver novas variedades que resistem, seja
seca, seja a uma elevada pluviosidade", acres-
centa Anika Schroeder.

> Combater a pobreza

A Misereor actua igualmente noutros terrenos
que apresentam desafios diferentes, entire outros,
na Africa do Sul. "E uma economic de emergn-
cia, que apresenta dificuldades mas cria tam-
bm oportunidades", explica Anika Schroeder,
prosseguindo: "Ja sao grandes poluentes, mas
ao mesmo tempo subsiste uma pobreza enorme.
E necessario lutar nas duas frentes." Ja ha ONG
sul-americanas muito activas no terreno e lutam
arduamente para diminuir o teor de carbon das
populaoes ricas. Nos bairros pobres, a Misereor
trabalha com as comunidades confrontadas com


riscos diarios, como o aluimento de terrenos.
Estes bairros sao frequentemente construidos em
zonas limits. Com um "credo": as iniciativas
devem vir das populaoes envolvidas. A ONG
oferece aconselhamento e fornece o financia-
mento. M.M.B. M

Palauras-chaue
Misereor; CIDSE; Anika Schroeder; Araya
Asfaw; Convenao Clima; Copenhaga;
adaptaao; Marie-Martine Buckens.


Dreclor do Cetr Am i[[!lReioa



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* i- Aeba o a tpa e o- *-00






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*s -leae O lmics Nm O OS O O -


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[ildut,] izaos travo i[e,,m-. Io d ,s[en-i










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N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009










































natureza



Uma reportagem de Hegel Coutier

Alguns confundem-na com a Republica Dominicana.
Quando se descobre a Dominica, o que fica logo na
memria a sua "beleza selvagem". E verdadeira-
mente aquela "ilha da natureza", como os seus habi-
tantes gostam de design-la. Contudo, a Dominica
ainda mais surpreendente, mais cativante do que
este atributo, embora lisonjeador. O recent interesse
em relao ao turismo verde -lhe favorvel e apesar


ser human


da crise financeira international, enormes navios de
cruzeiro fazem ai escala todos os dias, em frente as
janelas dos hotis beira-mar de Roseau, a capital.
Outra curiosidade, esta pequena ilha foi governada
durante 15 anos por Eugenia Charles, a 5" Presidente
ou Primeira-Ministra eleita do mundo a primeira do
continent americano.


CIRREIO







- Z
tAF


Dominica eportagem


Apesar de muitas das paisagens da Dominica serem geralmente acessi-
veis por estradas, a ilha seduz principalmente o novo turismo, atraido
pelas caminhadas no seio de uma natureza virgem de uma beleza intacta,
pela sua floresta tropical, as suas quedas de agua, os seus rios e as suas
curiosidades tais como o "Boiling lake", ou ainda as suas fontes quentes
e sulfurosas que escorrem ou brotam das profundezas geotrmicas. A
Dominica a ilha mais montanhosa das Caraibas: quase sem planicies,
com picos que atingem os 1500 m de altitude. Alia a modernidade
protecao da natureza selvagem, inclusive nas cidades. E igualmente um
pais que, embora baseado numa economic agricola com todos os seus
imprevistos, nao conhece uma grande pobreza e beneficia de uma repar-
tiao das riquezas relativamente equilibrada, de um nivel de instruao
bastante elevado e de uma boa assistncia mdica. A esperana de vida,
at bastante elevada, igual para os ricos e para os pobres, sinal de um
bom equilibrio social e da preocupaao dos seus governor sucessivos em
investor no ser human. O sistema de protecao social e de saude eficaz.
A esperana de vida na Dominica 75 anos, ou seja 14 anos a mais do
que a mdia mundial coloca a ilha numa excelente posiao. Contudo,
o que faz com que este pais se destaque o numero bastante elevado de
pessoas centenarias, 22 em 2002 para
70.000 habitantes, sendo na altura Ma Pampo a mulher mais velha do
mundo, falecida em 2003 com 128 anos; uma das suas vizinhas era 13
anos mais nova.

O pais oferece ainda uma certa qualidade de vida, segurana e afabilidade
nas relaoes humans. E frequent um estrangeiro ser abordado, numa
aldeia ou em Roseau, por um Dominicano apenas para lhe desejar as
boas-vindas e a conversa alongar-se.

A Dominica um pais agricola. Ao contrario de outras pequenas ilhas, a
populaao nao esta concentrada na capital. Pouco mais de um tero dos
habitantes vivem em Roseau ou nos arredores. Embora tenhamos assis-
tido recentemente a um xodo rural, em consequncia dos ciclones que
destruiram as plantaoes aos quais se acrescem as dificuldades dos
produtores de banana (o primeiro produto de exportaao) causadas pela
erosao das preferncias no mercado da Uniao Europeia.


Sendo igualmente um pais anglofono, a Dominica fala o mesmo crioulo
francs" que os territorios franceses da Amrica, o Haiti. Situa-se entire
as ilhas de Guadalupe, a Norte, e de Martinica, a Sul, em pleno centro do
arco das Antilhas, prologando-se entire a Florida e a Venezuela. Como
em todas as ilhas das Caraibas, a Dominica possui uma populaao e uma


I Catedral romana catlica, Roseau, Domfnica, 2009.
Hegel Goutier


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009







eportagem Dominica


cultural mestia, apesar da maioria dos seus habitantes terem origens
africanas. A ilha uma das poucas ilhas das Caraibas insulares a possuir
ainda uma minoria amerindia (Caribes), um pouco menos de 2500 para
uma populaao de cerca de 70.000 habitantes. Mistura entire o francs e
o ingls, entire as influncias europeias, africanas e amerindias, s quais
se acrescem as dos recm-chegados da regiao e da Asia; mistura reli-
giosa entire o protestantismo e o catolicismo romano, mais as crenas de
Africa e da sua populaao autoctone, sem esquecer uma forte presena
do movimento politico-religioso Rastafari. Seis dominicanos sobre dez
sao catolicos praticantes e o ensino desta religiao forte, tanto no plano
moral como no plano politico. Aquando da visit do Correio, concen-
traoes de grupos de oraao em Roseau, por ocasiao da Semana Santa,
reuniam geralmente, num s6 local, cerca de duas mil pessoas, um numero
consideravel escala do pais. Todos eles animados por predicadores que
usam o cenario, o tom e a veemncia dos seus mediaticos congneres dos
Estados Unidos e condenam os desvios da moral, tais como os devaneios
sensuais do carnaval. O carnaval conhece, no entanto, um grande sucesso
todos os anos. Cultura mista!




Apesar de a Dominica ter sido descoberta por Cristvao Colombo desde
Novembro de 1493, apenas um ano apos a sua chegada s Caraibas, a


ilha so foi ocupada um seculo e meio mais tarde, tendo sido defendida
com fervor pelos audazes guerreiros caribenhos, mas tambm graas
sua topografia acidentada. Nao era, alias, assim que se chamavam os
Indios caribenhos a palavra advm de um erro por parte de Cristvao
Colombo mas Kalinago. A primeira chegada do navegador genovs
teve lugar no dia 3 de Novembro, um domingo dai o nome Domenica
dado ilha, que os seus ocupantes honravam com o nome encantador de
Waitikubuli (Esguia a ilha/Esguio o seu corpo)* para designer esta ilha
surgindo abruptamente do mar. Por volta da segunda metade do seculo
XVI, os navios espanhois que navegavam na regiao tinham um local de
abastecimento na ilha, em Prince Rupert Bay. O local foi tambm utiliza-
do a seguir pelos navegadores franceses, ingleses e holandeses. Em 1569,
viviam 30 espanhois e 40 africanos no meio dos Indios Kalinago. Entre
os aventureiros ilustres que ai encontraram assistncia, encontram-se Sir
Francis Drake, Georges Clifford Earl of Cumberland e o Principe Rupert
do Reno.Alguns flibusteiros franceses instalar-se-ao na ilha muito mais
tarde, seguidos pelos ingleses e os holandeses cada vez mais numerosos.
Em 1625, os Kalinago iniciaram uma guerra defensive contra os ocupan-
tes. Contudo, tiveram de se retirar devido sua inferioridade numrica e
falta de munioes. Passariam doravante a arbitrar os conflitos interco-
loniais, encontrando-se entire os ultimos da regiao a serem colonizados.
Em 1627, o ingls Earl of Carlisle declara a soberania do seu pais sobre
varias ilhas situadas volta da Dominica. Os franceses fizeram o mesmo.
Relativamente Dominica, os dados apenas foram lanados em 1805,
data em que a Inglaterra venceu, apos a destruiao complete de Roseau
pelos franceses. Nesse espao de tempo, os Kalinago jogaram frequente-
mente um contra o outro.

A colonizaao inglesa, apos a Primeira Guerra Mundial, ira conceder
cada vez mais liberdade de autogestao ilha, doravante habilitada a
eleger os seus representantes locais. A Dominica passa a um sistema de
autonomia em 1967, no quadro do Estado Associado das Caraibas (West
Indies Associate State) e torna-se independent em 3 de Novembro de
1978, sendo Patrick John, do Dominica Labor Party, nomeado Primeiro-
Ministro. Este demitir-se-a alguns meses mais tarde, devido a alegados
actos de corrupao. Ao mesmo tempo, a ilha foi devastada por um fura-
cao. Em Junho de 1980, Eugenia Charles venceu as eleioes, como cabe-
a-de-lista do Dominica Freedom Party (DFP).Vencera mais duas elei-
oes gerais, permanecendo 15 anos no poder. Resistiu a duas tentativas
de golpe de Estado, apoiou enquanto Presidente da OECS (Organisation
of Eastern Caribbean States) a invasao americana de Granada em 1983
e ficou conhecida como a Dama de Ferro das Caraibas. Embora perma-
necendo membro da Commonwealth britnica, o novo Estado optou em
1989 por um sistema republican e o seu chefe de Estado um president
dotado de um poder protocolar, sendo o Primeiro-Ministro o chefe do
governor.

Presentemente, o pais dirigido por um jovem Primeiro-Ministro, mem-
bro do Dominica Labor Party, Roosevelt Skerrit, o qual subiu ao poder
em 2004 com 31 anos. I
* Tall is her body.




Palauras-chaue
Hegel Goutier; Dominica; Caraibas; Caribe; Kalinago; Waitikubuli;
Sir Francis Drake; Georges Clifford Earl of Cumberland; Principe
Rupert do Reno; Earl of Carlisle; Patrick John; Dame Eugenia
Charles; OECS; Edison James; Roosevelt (Rosie) Douglas; Roosevelt
Skerrit; Dominica Labor Party; Dominica Freedom Party; United
Worker Party.


C RREIO















pq
* f P2


NIIIIL


iII'''


1 -il,


omo que a Dominica esta a enfren-
tar a actual crise economic mun-
dial, a seguir ao seu proprio peri-
odo de turbulncia da economic ha
alguns anos?

A nossa economic passou por algumas dificul-
dades, mas o governor adoptou medidas fortes.
Recebeu assistncia da comunidade de doadores,
da Uniao Europeia (UE) e do Fundo Monetario


International (FMI). Em 2004-2005 comeamos
a assistir a algum crescimento da economic. Tal
como o resto do mundo, e especialmente no
caso das pequenas economies abertas, somos
afectados pelo que acontece nos grandes pauses.
A nossa economic esta muito ligada dos EUA
e da Europa, porque muitos dos nossos cidadaos
emigraram para esses pauses e enviam remessas
para as families. Se o seu emprego nesses paf-
ses for afectado, as remessas tambm o serao.


Estamos igualmente preocupados com a actual
insegurana no mercado do petroleo.
O Governo indicou que continuara a dinamizar
o crescimento economic e procurou utilizar o
program governmental de investimentos para
estimular a actividade no pais. Esta a impulsio-
nar a execuao de uma srie de projects rodo-
viarios e habitacionais, quer directamente quer
facilitando o seu financiamento de modo menos
oneroso. Esta a fazer investimentos na agricul-


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009


eportagem
F*-**-


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eportagem Dominica


tura e nas pescas que irao, esperamos, aumentar
a nossa produao internal, a fim de minimizar
os efeitos da crise. Estamos igualmente a ver
como melhorar as exportaoes, especialmente na
regiao, devido aos investimentos que fizemos na
agriculture. Estamos a negociar com as grandes
empresas de cruzeiros e pensamos que podera
haver na prxima poca um aumento de 40 por
cento das visits de turistas de cruzeiros.

A 7-. .'.. ;.'- diz que no so aplicados recursos
suficientes na agriculture.

O investimento na agriculture num local como a
Dominica pode nunca chegar, porque a Dominica
largamente um pais agricola e, de facto, a
maior parte da regiao, especialmente Antigua,
Sao Cristvao, Sao Martinho e as Ilhas Virgens
Britnicas e Americanas, procuram bens alimen-
tares da Dominica. Neste sentido ha sempre lugar
para mais investimentos. O Governo continuara
a fazer esses investimentos, mas s6 possivel
investor se houver recursos disponiveis. Em
2007, o furacao Dean atingiu a nossa agriculture,
especialmente as bananas. O Govemo teve de
reinvestir na agriculture e em vez de acrescen-
tarmos valor substituimos apenas o que tinhamos
perdido. Depois, em 2008, o furacao Omar afec-
tou a nossa industria da pesca. O Govemo teve de


fazer um investimento de perto de 5 milhoes de
dolares americanos nas pescas.

O que ha sobre medidas tomadas a nivel regio-
nal, atravs da CARICOM, para combater a
crise?

Os problems da Comunidade das Caraibas
(CARICOM) sao tratados por diversos minis-
trios: Comrcio, Negocios Estrangeiros e
Assuntos da CARICOM. Tenho a certeza de
que a CARICOM e os Chefes de Governo estao
a tentar adoptar posioes comuns sobre deter-
minadas questoes. Trabalham em conjunto, por
exemplo, para resolver problems financeiros,
como o que surgiu na sequncia da instabili-
dade no sector dos seguros. E os governor da
Organizaao dos Estados das Caraibas Orientais
(OECO) e de Barbados e de Trindade e Tobago
colaboraram muito de perto num esforo para
resolver o assunto. Por isso nao posso dizer que
a CARICOM nao esteja a fazer o suficiente.

A actual estratgia de desenvolvimento do
Governor manter-se-a quando acabar a crise
economic mundial?

A agriculture fara sempre parte da Dominica.
Provavelmente nao sera como nos anos 70, mas


continuara a ser um sector important. Estamos
a centrar-nos no turismo e a investor no melho-
ramento do nosso aeroporto, para podermos
receber mais visitantes e facilitar o acesso dos
Dominicanos, sobretudo dos que residem no
exterior. O turismo continuara a ser um sector
important. O Governo articulou os seus inte-
resses no sector offshore. Demos igualmente
atenao ao desenvolvimento das tecnologias
da informaao e comunicaao. Mas no future
imediato temos de pensar naquilo que permi-
tira manter o pais tona, apesar do que esta a
acontecer. Espera-se que o Governo prossiga
com mais programs de investimento do sector
public mais rapidamente do que no passado,
porque important combater o crescimento
lento. H.C. M










Palauras-chaue
Hegel Goutier; Rosamund Edwards;
Roosevelt Skerrit; Domfnica; CARICOM;
OECO.


PSICOLOGIR

Francis O. Severin


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rrcttilhrii ill t. uilidr Lluma ila.d.i t ui. tmi .
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Lnllti 'l Mt drt Iiul' rtL rri \ c rtriilil ilt r t
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trial urn -'tluit liit' Lit rt ti niil iil l i l'l tl -i rtla-
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d.'i' po.li r\cii ipi. i i i.'cL uni.i'. i iniriim l ii qui
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d.i riiiih.a .ild ii c iini iilinii i il tii p ir,, iri .
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It i .llct i li t ll.I itt l ii.i. l t' quit t dt id,.i \ '-li -i
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d iiuni p rlildi para t t IIi i iir iii a.1'. i oli ii
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itliilt Iiti di Itr, prigriiiia H.C.

Palauras-chaue
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'r C'llln. ( ) t)IIn t I_.lll)ll- {I I ) i)rl'i nti tllt .1 ). ti l i'i. ll ll ' -II.-u
Il \ '-I nidl,, t \i,


C.RREIO






Dominica eportagem


exige




mais


o chefe do principal partido da oposiao da Dominica,

o Partido Unificado dos Trabalhadores, que conseguiu eleger oito

deputados nas eleies de 5 de Maio de 2005.


Fez .... .i ao governor de mai .. ..... .

As eleioes de 2005 tiveram imensas irregularidades e existe igualmente
a questao da grande corrupao na classes dirigente: fraude fiscal e aquisi-
ao de bens e uma srie de questoes a colocar nossa nova Comissao de
Integridade, mas que nao pode, de acordo com a lei, debruar-se sobre as
irregularidades que ocorreram no passado uma questao de retroactivi-
dade. Cabe ao Primeiro-Ministro esclarecer as questoes e prestar informa-
oes num espirito de responsabilidade.
A segunda questao a economic. Existe uma crise international, mas
como nao estamos ligados muito profundamente ao sistema financeiro
international essa crise ainda nao atingiu a Dominica. No entanto, nos
ultimos quatro a cinco anos atravessamos um period econmico extrema-
mente sombrio perda de postos de trabalho, perda de rendimento, impos-
tos elevados e falta de qualquer investimento produtivo na agriculture, o
nosso sector principal, e no turismo, o segundo sector para permitir que
as pessoas tenham uma vida capaz. Possuimos vantagens naturais impor-
tantes, mas por qualquer razao nao conseguimos capitaliza-las.


O que que esta mal no modo como o pais governado?

Pedimos cartes de identidade e que a lista de votantes seja limpa. A nossa
lei diz que um cidadao dominicano deve ter visitado o seu pais nos ultimos
cinco anos para poder votar. Devem tambm ser solicitados observadores
intemacionais. Pensamos igualmente que os partidos da oposiao devem
ter acesso equitativo e razoavel aos meios de comunicaao do Estado
(Servios de Radiodifusao da Dominica e Servios de Informaao do
Governo).

Se ganhar as proximas i. .'. .. o que que fard de diferente?

Pensamos que as vantagens naturais da Dominica sao tao extraordinarias
que o titulo de "Ilha da Natureza" devia ser plenamente valorizado. Em
segundo lugar temos a questao da integridade: precisamos de uma demo-
cracia aberta e transparent e de reforar o nosso sistema de governaao
local. Temos o melhor sistema de governaao local da regiao, mas foi
sufocado. H.G. I


Voltemos questao dau irregularidades eleitorais.


Ao long da nossa historia political contempornea, desde 1960, tem havi-
do irregularidades, mas as eleioes de 5 de Maio de 2005 foram as mais
corruptas da historia da Dominica. Recorreu-se largamente a dinheiro para
comprar votos. Ha casos de cidadaos dominicanos que vivem no estrangei-


ro a quem foram oferecidos bilhetes para virem
votar, o que contraria a lei.

Parece que houve um numero elevado de votantes
em i .! .. .. . com a ;*. -! i.. .-..

Na lista de votantes havia 68.000 pessoas, quan-
do sabemos que 20.000 nao tinham 18 anos e
por isso, por lei, nao podem votar. No moment
da eleiao a populaao situava-se entire 60.000-
65.000 pessoas, portanto a lista de votantes devia
ter cerca de 48.000 pessoas.

O Governo diz que existe uma ;.. q! ..' eco-
nomica.

Bem, isso o que diz. A migraao um indicador
de pessimism econmico. A nossa populaao
esta proxima das 60.000 pessoas, quando se esti-
ma que eram 90.000 (ha dez anos), o que significa
que se verificou uma migraao em massa dos nos-
sos cidadaos para Antigua e outros locais dentro e
fora da regiao que partiram em busca de melhores
oportunidades.


Generaiidnadc








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N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009


Palauras-chaue
Hegel Goutier; Ron Green; Dominica; PUT; migraao; SRD.


Dominica e Granada em numerous


Granada



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Depois da grave crise economic que afectou a Dominica no final dos anos 90, sucessivos gover-
nos tm-se esforado consideravelmente para assegurar uma base slida da governao econ-
mica e political. Estes esforos foram de tal modo apreciados, salienta o Embaixador Valeriano
Diaz, Chefe da Delegao da Comisso Europeia para os Barbados e as Caraibas Orientais, que
a Dominica beneficiou de um aumento important do oramento.


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I l trir'p iL I '.'i i il, inliLulltii i l'I'l '
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iuiilh ,i- itc.d i p.il.i ii '.'i, rd-r di i r d 'i i ia i i i ,
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I'll'l1 alill m d Il 1 1 1 -fl7 l .11'l t LITlhtI ll [ llrli-
il'. n dI ,t iddri I r p ai -' I l \ sisiit' I-i I t., i
pl r. pli,ldiitilu lrad.i ll.ai. d. ljiilan.t
di,, \ '1 i I' paJ, ullilliiu cl", ru.! ,rs.is (52
Illllh,'l dj lir,, p i'l.a t p n;id 'r ')' )-21lilS
i,,i, -.adainiili p[ara ii nlh' rar ja c.,rip il i, Id.liid
JI i. ,.ir d.i I .aindi. r ir J i .'r'ilil.'.tixt i d L
di 1 ni, ll I.II. LIII pi.il i. d li tlr d. Ci .ir li-

dio ,i ,i.tru da l'in.il v da aj rii .illiura. ,
piri i c l, t'.[ r prni d. I I risln. S 5, p.r.a
IL Iv lJJJ '. d i, i lill pa' r. d.i) r L Ltnpl iL. t L
i-'. paa ci dehii nui'i d1 l [. 1 i i , '
I nlini. lJ '- 4 1' -, 'lilTi 11n ldltl~ -j4 ii1lh.,.
dk CuLr.is uni luild.,s S'I lA.IX [l di il, 1 iii Lili '
ri' llli tloit' para apitl r ir Jllk'lild l _I 1i llill i ,
di uiiri , pa. a itil t 'rl r nii \iat nL il di i 'tl i t


uiii ini t ir Ji di'i id ii i i tiU iE .'lr i. ; i i ii.iii iit
i lnl.iirt Ja dt" lf nlt di I t rilut a t 'i tlla,
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lii, iki 1 ;.ilCi I lir ii .'li d Ili t." lllllbi iiL i I1
Jil i n.111. J L I ' 'inl\tni i n1 nii l -iiipr-.ir.ia l i
l, l'ii.i.i .l I'riIi t'sl, i -iininicL i htl' lii.i
i utlrllni in ii t iln pr, r.aiiii ii.'i n.il Jr 1F i p.in.
a.jutlr i IlllL 2I'.'ci' 'd d, 'jaul bas

I nire' c. i, idL" piiit 1 ii .'1 J finailt.i J iii- i 11hil],
j, I l l" 1 l'I l Il.]ll 11l -I'L ;l (ll; l|l lL,. ll[\. I k.H ;.L
di i .in.I I Ia, |lii '(ULli 1i'-Il-i iii i.i ii ,.il.lld i"i
d'i a. r lld n ~d \c( l ll.11l,1 ia' p ila al, ,i.t IilliILI,
inf,- 'i'ii 111.1- di lire.u,.' 't i '. rn.- .1 L pitl.i c.it
i III ll .iiii piii, t iit L .i al ri i' u .l i[ ipai r L' I lnil. I'r
.%ril LJa ,t i dli1ldll m r-1.) IUf d L illl
a.1 i a.dastiiu J .i I.I I T 11p1 h ji.l ,.Ji aJ i al.i al i iii
i s, .\.r pir.ii i 1.i dL I lu i lljl Iir ilui 111 1 i '..i
pi ,l. Il. ,'\ alll . .k i. ht .i.l - p1arliLa Ll UIT1J
iii,,'.j h-,rrn .i" i.iU,, iiiiic.i l.,-n i,'riiihiml.ii qLUi-




i ni' dl C.i- llil'Lll p.i. i \.i hitn t r..1-ri .uir ii-
i ii ll lt i ,lll. dii uI'1 ll i l .' .i i p.l i ,i'l dLL
di .1 Lilt li,,ii d ii ,I1111 n 1. 1 1 t i j, 'jul iiu i.in, m i

da i irnii. in. i a tildri i II j i j.. ipijI ci i li r i niiii -
tii l~i nini \i. l i Al\ idi Jd i sei iJ iid .'in pi 'I p ILu-
ah i' .iiJIdar., a .i .i\.iI i 'rid ni pri .i lai dl pro-

.1 -lr ''.i ll, j UIT1.d I 1 pJIT1. dJi phlIn Llti
LL', I I ii l-,t -' i l J Il l. lIL '., ,i I id,' l.l 't J h .da-
di i. T nii ..i n.i f jr.j \ ir ,i.lI ill'l i ii I i -Ili it Ili '

S.uai il [[ 1 L, nl 4 nilh,'i' di L 1.1, pli '. rnirl-
0 i 'l i'uLatinti |'pia il it .'I 'l'it iKl.u l t 'I
para utlilLnpln .l i' iiplItii d u ,, ir.ld dai, 'Il-


.i iii di h.ii.in.i i' i ni.ii idi'.i,' a. i ri.iii "i l i

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t ITk1i lli hi ll iilara.ll Id da aj-'i l ni .ia di,
1 15 htin iiMi Il' pt'lud.,rs o' v u[Lra, pL',,.a,
al'r ,. Lad[ i pali,. iLk uIta LLILa"l

urri i l nhtiri- l p ri i i. iiii L i l' i i i; i coni
,.i|.'iriin l' 1iii1i .i, ridLi/id i,. ,1,, ii i iii..j i-i i il1
'i[t lil. L d h l,'illidj pi ara .' q JI dl l) 11ii '
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e'Li..i i itlua i runl a '. .uiiicir u nl iriti.r pre I t.,,i i

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g tailln. de' Il''lalL| ia nII i' I dl l araiihai
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LUIt o i ,I qlLJdri drit J 11 I ) pari a iii':rayi
ILt i..in l daj I '.li.ilb.l i p al. .a lnIplr I lliaca.
di llit' ti' ic.'L itd d L I'.til(.c ll. i C (.'i'lli1l(. i \['JI'
.a-inf.adt iIni1 i dr uililhr.i di ,ls H.C.

Il nml r. hr,;d ,Jj <' \Ri l .l '-1 q, .i ;. in.ir m ni \}'i.
Ir.Lll. 'inlip.u t li. bu.l iL.L.lln.L li rl'.-h r l, lit"
I n.umini. In lLhli.. I 1 nm iiii.nna i r.mrajd.. iLJu Ii...
ilJaii .iallIL a %JnLa [ in ... .%l'j iMt -ni ,r. r niJ lll;ii
.in i I-rll''.ji L l ulll l. l t I ririd.d I n l'.n


Pdiduras-chaue
I ,'t.u I ..uller. \ .li 'la.ll I la. ,. 11 1 ).
\l '.l).l'hi (Irl d hlI Ih' I lall. I)'l't a"r -
|)ed(l~Il ~ IIhnlel .Nl. IC .IIle .llll h ll. I )ln lllll.I


C.RREIO








































"O meu project este, a Dominica, e sensual para a sua revista." E colocar um mapa da
ilha na parede tal como esta organizada para desenhar circuitos que ligam e evidenciam
as riquezas e maravilhas da natureza, bem como os sitios de alto interesse hist6rico e
cultural do pais. Yvanette Baron-George a responsvel pelo project do Waitukubuli
National Trail Project, implementado por uma ONG local e destinado a construir um
circuit pedestre serpenteando pela ilha, atravessando-a de norte a sul e de uma ponta
outra, permitindo igualmente descobrir as maravilhas da natureza, bem como os sitios de
alto interesse hist6rico e cultural do pais.


project financiado pelo governor da Dominica e a
Uniao Europeia (5, -* !. em colaboraao com o Conselho
Regional da Martinica. Varios troos da pista, que tera uma
distncia de 184 km (115 milhas), ja estao praticaveis.
Grande parte da pista ja existia, tendo sido traada no passado pela comu-
nidade indigena da Dominica. O "Trail Project" efectuara a ligaao dos
diversos troos. Uma boa parte da obraja esta concluida. Muitos turistas ja
visitam a ilha para os percorrer. Contudo, para os mais apressados, existe
um meio de descobrir a maioria destas maravilhas de carro ou efectuando
uma pequena caminhada. Um dia suficiente. Claro, nao chega para visi-
tar as fumarolas e os vapores do "Boiling Lake" ou as altitudes vulcnicas,
tendo em conta que a partir da estrada, sao precisas longas horas de cami-
nhada ida e volta. Nada que nao se faa.
No que toca a Roseau, a capital uma pequena jia, fora do tempo com as
suas casas gingerbread ou o seu bairro francs envelhecidos, as suas ruas
estreitas e ingremes, todos eles locais propicios para o passeio e a desenvol-
tura. E ainda a exuberncia dos seus macios florais, bougainvilleas, estrelf-
cias, poinstias, hibiscos, em frente a cada varandinha, cada balaustre!
A floresta tropical comea s portas da cidade. Podemo-nos aventurar
na floresta, mas a tentaao em seguir a imensa estrada que ladeia a costa


Oeste e forte. Dirigimo-nos para Este, passando em Canefield, onde pode-
mos visitar o magnifico Old Mill Cultural Center, que ao mesmo tempo
museu da industria da cana, museu de arte contempornea e centro cultural
polivalente, com biblioteca, palcos de teatro e de concerto. Sem esquecer o
prazer de deambular pelos patios impregnados de fragrncias cativantes.
Um pouco mais adiante: massacre, aldeia histrica, palco no inicio do
period colonial de uma cena shakespeariana, opondo dois filhos de um
governador, um deles mestio branco-indio que sera massacrado junta-
mente com os seus apoiantes pelo seu meio-irmao europeu. Um fresco
mural de Earl Etienne comemora esta pagina da histria, ao que tudo
indica tornada lenda. Da-nos a conhecer um pouco da arte do artist pintor
mais famoso da ilha.

>Bf

Os amantes de jogos farao uma paragem em Mahau, a cidade conhecida
como a cidade que nunca dorme. A seguir, nao podemos falhar a Boca do
leao, "lion djel" em crioulo anglicizado, enorme rocha qual tiveram de
cortar um bocado para construir a estrada. Como cidade, imprescindivel
ver Portsmouth, magnifica de nostalgia e de romantismo, situada a alguns


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009










Il. .. ,


1i . 11i.. .I !ii . .. ii I .1, i i i I ii i 'Ia r i |i i .ii.11 .. . ll I... l li 1. 1 a l In I Ii. Pld Illl.-c h.u
n .. h .I. I .. 1 ... 1 111 l,. I I i ...1 l .. .h ..I. .1I.. . ii II.. I l .ll i .1 l .... I'i. I ..,.ll 1 1.1'. illl I'.. ,h .I . . I I'I. I I ..1 I .l.. 1 1.1, I.. i. ,. . i '.... ..... Ii.l'.. -.
i l.. I . I.i h ,I i .. I. 1.. I I i i Jl i I n II i .l .I ,, i l I I ..... '. .... i l 1 I,11,ialll . II i .I. D hl l i .l. ,. I. II"" ,.. I ,li,.

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je- eeum dege-e- a -eitca eebW, se e see suirp eeeda eo e e aideee

e-eemoceac eo pais. em s eee------------ iulipaao1sqe foanae c o se' eee -

de q eeee -no eel d evsa o doseeclr e qeee enota um pai* s -ag.et

eund e ee e ar est- eft de e ax e- rndaqense eese ge eee-------------5ca
Noz-moscadB7 20i09
RB^HmnrtersbLA


mais pequeno pais independent do hemisfrio ocidental
extravasa de vida. A sul do arco das Caraibas e exactamente
ao norte da Trindade e da Venezuela, Granada um conjunto
de trs ilhas: Granada, Carriacou e Pequena Martinica. Cada
uma delas unica e tem encantos especificos. Saint-Georges, capital do
pais e da maior ilha, Granada, caracteriza-se por uma modernidade de
dimensao humana e uma das cidades mais bonitas e mais elegantes das
Caraibas, aninhada em redor de uma bafa de uma beleza excepcional, com
portos e marinas de sonho que convidam ao passeio por todos os seus
recantos, sobretudo ao cair da noite.

>B

O pais habitado por uma maioria de descendentes de africanos e em
menor numero de descendentes dos seus primeiros habitantes, aruaques e
sobretudo caribes, mais umas pequenas comunidades de descendentes de
antigos colonos europeus ou de trabalhadores vindos da India no sculo
XIX. Como todas as ilhas das Caraibas habitadas pelos caribes (Kalinago),
a colonizaao foi tardia. Porque os guerreiros caribes eram ferozes, mas
tambm porque criaram uma fama que aterrorizava os colonos. Caliba, na
"Tempestade" de Shakespeare, escravo e filho de uma bruxa, testemunha
entire muitas outras referncias a surpresa que a fama destes guerreiros
provocava. Cristovo Colombo abordou a ilha na sua terceira viagem


Amrica, em 1498, mas verdadeiramente s6 em 1650 esta foi ocupada pela
primeira vez pelos franceses.

Portanto, em 1498 Granada era habitada essencialmente por caribes. Os espa-
nhis nao puderam instalar-se la e as tentativas dos ingleses tambm nao sur-
tiram efeito. A "Compagnie des Iles d'Amrique" do Cardeal Richelieu, por
intermdio do seu representante na Martinica, Jacques Dyel du Parquet, tenta
apoderar-se de Granada desde 1636. Depois da falncia da Companhia em
1649, Du Parquet "compra" estas duas ilhas e lana nelas os seus soldados,
que depois de inumeras disputes acabam por vencer os guerreiros caribes,
cujos ultimos sobreviventes se atiram ao mar para nao se renderem.

> 'e .

A ilha passou a seguir por um pingue-pongue entire ingleses e franceses
at ao Tratado de Versalhes de 1783, que a atribuiu definitivamente
Inglaterra. Inicialmente era uma colonia produtora de aucar, mas no final
do sculo XVIII conheceu uma diversificaao com a introduao da noz-
moscada, sendo ainda hoje, juntamente com a Indonsia e a India, os trs
produtores quase exclusivos. Tornou-se assim numa ilha de especiarias. A
escravatura foi abolida na ilha em 1834. Aps diversos regimes de admi-
nistraao colonial, em Maro de 1967 obteve uma autonomia complete no
quadro do "Associated Statehood Act", antes da independncia official em


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009







eportagem Granada


1974. Mas continuou na Commonwealth e mantem como Chefe de Estado
o monarca britnico.

>T e

O seu primeiro Chefe de Governo, Sir Eric Gairy, viria a ser derrubado
cinco anos mais tarde, em Maro de 1979, por um golpe de Estado dirigido
por Maurice Bishop, inspirado num marxismo-leninismo tropical. Foi o
inicio de um grande traumatismo, porque Bishop, que tinha acabado por
ganhar a simpatia de uma boa parte da populaao, graas nomeadamente
aos seus programs sociais, acabou por ser derrubado por uma facao radi-
cal do seu partido dirigida por Bernard Coard e seria assassinado em 19
de Outubro de 1983 com oito dos seus ministros e partidarios. Seguiu-se,
alguns dias mais tarde, a invasao das tropas americanas, com a bnao da
Organizaao dos Estados das Caraibas Orientais (OECO), na sequncia da
qual foram condenados morte dezassete suspeitos. Esta pena de morte foi
depois comutada. Os prisioneiros foram libertados recentemente.


Bishop continue a ser um simbolo e uma especie de heroi romntico.
Mesmo os seus piores adversarios lhe prestam homenagem pelas suas rea-
lizaoes sociais e pela modernizaao das infra-estruturas do pais, embora
condenem as restrioes das liberdades individuals impostas pelo seu regi-
me. E esta, por exemplo, a posiao que Georges Brizan, antigo Primeiro-
Ministro e antigo Co-Presidente da Assembleia Parlamentar Paritaria ACP
- Uniao Europeia explicou ao Correio.

As eleioes de Dezembro de 1984 restabeleceram a ordem constitutional
no quadro do sistema bipartidario traditional, como em Westminster. O
partido actualmente no poder desde as ultimas eleioes de Julho de 2008
o Partido Democratico Nacional, estando frente do Governo o Primeiro-
Ministro Tillman Thomas. H.C. M


Palauras-chaue
Hegel Goutier; Granada; Carriacou; Pequena Martinica; Caraibas;
aruaques; Eric Gairy; Maurice Bishop; Georges Brizan; Tillman Thomas.






Granada eportagem


"nao se deue colocar todos

D tr s _rru s t t r'L


Entrevista com o Primeiro-Ministro de Granada, Tillman Thomas

O novo Primeiro-Ministro de Granada ocupa o cargo h um
ano (foi eleito em 9 de Julho de 2008), depois de o seu partido,
o Congress Democrtico Nacional (NDC), derrotar o governor
anterior de Keith Mitchell, que esteve no poder durante 13 anos.


m que que o governor do NDC dife-
rente?

Na nossa abordagem da govemaao:
acreditamos no respeito da independncia das
instituioes. As foras policiais estao mais bem
organizadas, sao mais independents e ope-
ram de modo mais eficaz. Defendemos que os
funcionarios pdblicos devem ser promovidos
por mrito e nao pela filiaao political. A admi-
nistraao anterior teve uma srie de questoes
litigiosas com os meios de comunicaao social.
A nossa abordagem da comunicaao social
diferente e a nossa abordagem da governaao
uma parceria com outros grupos de interesses
da sociedade.

Qual a sua estratgia de desenvolvimento para
Granada?

Temos grandes potencialidades na agriculture e
sao possiveis grandes avanos na transformaao
dos produtos agricolas. Temos noz-moscada,
uma fabrica de chocolate e uma industria cer-
vejeira. Sao pequenas, mas podem expandir-
se. Temos grandes potencialidades nas pescas
- peixe fumado e transformado e estamos
procura de novos mercados. Queremos desen-
volver o turismo comunitario e cultural para
alm do mar e do sol. Por exemplo, o project
"Sexta-feira de Peixe" em Gouyave (uma "frita-
da" de peixe semanal). A formaao essencial
para os nossos jovens, para poderem contribuir
para o desenvolvimento national com diplomas
profissionais de electricistas, pedreiros e canali-
zadores e para a industria hoteleira.
E quanto ao desenvolvimento da segurana
social?
Gostariamos que existisse um enquadramento
juridico na regiao tanto para a segurana social
como para as operaoes empresariais. Assim,
se algum se deslocasse de Granada para Santa
Lucia ou Sao Vicente, continuaria a ser benefi-
ciario (da segurana social).

E dada demasiada nfase ao turismo?

Precisamos de uma abordagem equilibrada. O
sector agricola o sector mais sustentavel a
long prazo: para fazer com que as nossas
comunidades rurais se envolvam em actividades
empresariais e industries artesanais e consigam
novos mercados para os nossos produtos. Nao
devemos colocar todos os ovos no mesmo cesto.


Acha que existe um abrandamento do ritmo da
;,,.. ....;. ..l da CARICOM em ..,.... .. com
o ritmo de hd duas dcadas?

O entusiasmo e a energia iniciais ja nao existem.
Apoiamos firmemente a iniciativa de criar um
espao econmico entire Trindade e Tobago e a
Organizaao dos Estados das Caraibas Orientais
(OECO)*. Port-of-Spain a capital financeira
das Caraibas Meridionais, por isso penso que
existem potencialidades para a integraao entire
Trindade e Tobago e a OECO. Se olharmos para
o que esta a acontecer com a cruise financeira,
precisamos de ter um enquadramento regio-
nal para as empresas que operam na regiao.
Devido inexistncia desse movimento de
integraao existe uma "abertura" para a discri-
minaao. Precisamos de olhar atentamente para
a CARICOM e decidir para onde queremos ir.
A regiao deve negociar como um bloco com as
organizaoes internacionais e nao devia haver
um pais a estabelecer relaoes com a China e
outro com Taiwan. Podiamos ter uma autoridade
juridica supranacional na regiao e um sistema
parlamentar regional.

Mas as economics de menor dimenso nao
sero absorvidas pela Trindade?

Trindade pode ser um pais de maior dimensao,
mas o nosso produto turistico muito
diferente. A estrutura econmica de
Granada e o sistema de propriedade
fundiaria que temos aqui, em que as
pessoas possuem terrenos em todo o
pais: nao penso que haveria qualquer
movimento de migraao de massas se
decidissemos unir-nos. Pensa-se sem-
pre que as pessoas querem ir para um 9
pais maior, mas nao penso que seja esse .
o caso porque a qualidade de vida em
Granada, na minha opiniao, nao tem ...-
rival na regiao. r.

Qual a.. .. i... que preside poli-
tica externa de Granada?

Ja nao existe a Guerra Fria. Nao existem
na regiao dois pauses que estejam mais
proximos em terms culturais do que
Granada e Trindade. O que conta um
empenhamento srio e partilhar e coo-
perar em areas que promovam as insti-
tuioes democraticas e a humanidade.


Existem actualmente alguns dominios de rela-
cionamento 'i;fT ;i com a UE, como as bananas
e o Acordo de Parceria Economica (APE). Que
opinio tem sobre as .. i-.. Granada-UE?

O APE tem vantagens e desvantagens. Se puds-
semos trabalhar efectivamente em conjunto
como uma regiao, podiamos beneficiary do APE.
Temos acesso (desde a assinatura do APE) ao
fornecimento de alguns servios UE. Devemos
obter o maximo beneficio nestas areas de vanta-
gens comparativas porque nao podemos de facto
produzir como a UE em terms de produtos
industrials. H.G. I

* Sao nove os paises membros da OECO: Antigua e
Barbuda, Comunidade da Dominica, Granada, Monserrate,
Sao Cristvao e Nevis, Santa Lucia e Sao Vicente e
Granadinas. Anguila e as Ilhas Virgens Britnicas sao
membros associados da OECO.




Palauras-chaue
Hegel Goutier; Granada; Tillman Thomas;
OECO; NDC; APE.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009
























> Diagnostico

Podemos agrupar os problems em trs grandes
categories. Primeiro, verificou-se uma queda
do investimento director estrangeiro. Muitos dos
grandes projects de infra-estruturas turisticas
que estavam previstos (e que representavam
investimentos de cerca de 700 milhoes de dola-
res) nao se irao realizar. Segundo, verifica-se
igualmente uma diminuiao na propria industria
do turismo em terms de chegadas e de gastos.
No sector do turismo de cruzeiros ainda assis-
timos chegada de grande numero de turistas,
embora gastem menos. Prevemos que havera
ainda uma maior diminuiao. O terceiro dominio
tem a ver com as remessas do estrangeiro. Os
granadinos que vivem no estrangeiro, na metrd-


pole, estao a enviar menos dinheiro para o pais
do que enviariam normalmente. Pensamos que
a diminuiao pode ter sido de cerca de 16 por
cento no ultimo ano. Devido desaceleraao em
various sectors, incluindo a construao, assisti-
mos a uma queda do emprego.

> ijustamento

Lanamos uma amnistia fiscal: um perdao total
dos juros e das multas para quem pagar a totali-
dade do que deve administraao.
Iniciamos igualmente alguns projects de cons-
truao a curto prazo e a renovaao de edificios
publicos, especialmente nos sectors da saude e
da educaao; intensificamos as obras do progra-
ma de conservaao de estradas. O nosso objecti-


Caraibas autnticas.





A empresa "De la Grenade Industries" represent uma das
prestigiosas imagens de marca de Granada. E dirigida desde
1992 por Cecile La Grenade, uma empresria que tem feito,
juntamente com alguns outros, com que os grandes runs
das Caraibas, que ganham frequentemente os prmios nos
concursos internacionais de bebidas espirituosas, sejam
mais conhecidos dos consumidores.


vo manter o emprego. Estamos prestes a iniciar
outro program que ira proporcionar apoio ao
rendimento dos agricultores, melhorando assim
ao mesmo tempo a segurana alimentar.
E preciso realizar uma revisao dos principals
projects de capital a mdio e a long prazo.
Poderemos identificar aqueles a que deve ser
dada prioridade e os que podem ser realizados
mediante parcerias sectoriais mistas publico/pri-
vadas, ou atravs de emprstimos em condioes
favoraveis ou mediante programs de coopera-
ao bilaterais. H.G. M


Palauras-chaue
Granada; Hegel Goutier; crise fnmanceira;
Nazim Burke; Ministro das Finanas.







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La.i le i

C.RREIO






Granada eportagem


:0


perdeu milhoes em



alega a


oposiao

Keith Mitchell foi Primeiro-Ministro de
Granada durante 13 anos (1995-2008).
O seu Novo Partido Nacional (NNP) foi
derrotado nas eleies gerais de 2008
e agora tem quatro lugares na Cmara
dos Representantes do pais. Agora, como
lider da oposio, diz que o governor res-
ponsvel pelo afastamento de potenciais
investidores.

uais sao as principals preocupaoes da oposiao em relaao
ao novo governor?
E precise a maxima unidade e associar ideias a todos os
niveis e sobretudo numa altura de problems financeiros. O
meu governor estabeleceu bases solidas para isso. Quando o
novo governor entrou em funoes tinha apenas de se apoiar nisso. De facto,
o que fizeram foi exactamente o contrario e procederam a uma caa-s-
bruxas dos seus opositores e exerceram represalias sobre os apoiantes
do anterior governor. O actual governor s6 venceu por 1800 votos. Quase
todos os grandes projects foram suspensos. Estamos a falar de centenas
de milhoes de d6lares de investimentos. O corredor de automveis da
Formula 1, Lewis Hamilton, cujo pai de Granada, estava interessado em
fazer aqui um investimento, mas a oposiao [da altura] disse que havia
corrupao entire ele, o governor [entao do NNP] e o anterior Governador-
Geral.

Algumas pessoas alegam que os investimentos esto suspensos devido
crise financeira mundial?
E evidence que o governor tem de dar uma volta s coisas, mas os factos
estao vista. Eles atacam a reputaao das pessoas essa a questao.
Apesar do context international, poderia haver uma actividade muito
maior e havia um conjunto de projects que estariam a andar. Atravs da
difamaao estao nao s6 a atacar os politicos, mas a pr em perigo a possi-
bilidade de investimento.

Porque que nao intent uma .... judicial contra o governor?
Tenho cerca de 20 processes em tribunal por calunias. Tenho sentenas
que me dao razao, mas o sistema anda com muita lentidao.


Qual a sua opinio da CARICOM? Parece que esta cada vez mais
enfraquecida.
A necessidade de laos econmicos e politicos mais fortes entire as
pequenas naoes de uma regiao torna-se cada vez mais fundamental se
querem sobreviver nesta aldeia global. O meu sentiment que o ritmo
de integraao demasiado lento, mas o desenvolvimento econmico dos
pequenos Estados esta a tornar-se cada vez mais dificil sem uma aborda-
gem integrada. Sempre que sao tomadas decises a nivel da CARICOM
para trabalhar em cooperaao, ha algum ou algum grupo de pessoas que
tende a enfraquecer o sistema e os rgaos da CARICOM nao sao suficien-
temente fortes para obrigar as pessoas a trabalharem no quadro em que as
decises sao tomadas. E precise reforar as instituioes da CARICOM.
Tornou-se muito burocratica na sua abordagem de uma srie de questoes.
Ha necessidade de um sentido mais profundo de integraao political, mas
algo que nao acontecera do dia para a noite.

Como que se pode transmitir esperana aos jovens nestes tempos i;, ;.
Se nao for transmitida esperana aos jovens eles ficarao com um senti-
mento de serem marginalizados e podem ver-se em situaoes em que as
suas acoes os prejudicam permanentemente. Existe um sentiment de
desespero a nivel das bases no pais. Tinhamos um sistema de transport
das crianas cujos pais nao podiam pagar o bilhete de autocarro e uma
autorizaao uniform para os alunos, mas estes e outros programs foram
cortados pelo governor. H.G.

Palauras-chaue
Hegel Goutier; Keith Mitchell; NNP; CARICOM; Lewis Hamilton;
Granada.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009





S eportagem
eportagem "cI "Jj


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Uma aposta


A ajuda da Unio Europeia a Granada c
seguir aos devastadores ciclones de 2004
e das infra-estruturas sanitrias, que j

eficaz porque Granada se empenhou1
que salienta o Embaixador Valeriano Di
Organizao dos Estados das Caraibas ir


se nos ultimos anos na reconstruo a
o melhoramento do sistema hidrulico
Smuitas vezes ao period britnico e
X~~'auda international foi ainda mais
ff~go na reconstruo do pais. o
da Delegao da UE para os paises da


lr .. " : ......... .. ... .
Sii 1..' 1 1114 .I i i l [ 41 h.l | iiI l. til'tii I-,. 4 .1-i i. 'iii. lii 'j i. i iii i'iii i d .ii i i.I J '. l 1'i
l >l i .''' ,r,. i l',,iii I iii 1 I d I il, ir' de .l..iiiiii'. i 1 ri 'i ii,1 i, l i k i. 'r-
luit i do 1 irilda pi lk i Jr L dc Itct > A. t ti |i.' |Ji |tr |4iI Iu ii i. p iliill- i. iii i .n.l Ji i i rii..Lii-Liit itlt li
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,z pI i d m ll * i 1 1 i 1 1[, 1lpil. fl i I 1 LIl1Ilde t1 i', e 1 1fi., e r , j ', iiI 1.1 .1 i III -
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l', IL i _.U'C' 1l Fl-f Il1




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d.,, ii.teiip, J L liieiK' '1 iii l', ii . n L' |L 'ii.jl_.0 'i Ln i'. d I l s ii.' il .i" li 'tunni doi ai- 1 in -h [ idi i'-. SI ,,I' il (par a
resltaije di I t s ii ut'il prcvi-li pli. l c t'IL ptlo 'Lr'ib1 i d&? reT Las lii t-\ t\yrlad du? pa.n'w '. ['i que ii i niam
HJiiLu .-iindi.i e r i i, I. 21 il 'i il i ix "In in t d J hl eu queder ii cm pi i r liiir i iit i
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Granada eportagem


Descoberta


Uma


resplandecente


Se quisermos escolher um dia especial para descobrir a ilha de Granada, uma boa
escolha o domingo de Pscoa. Em cada cidade e em cada aldeia h ajuntamentos,
festas de rua e encontros e os estrangeiros so bem-vindos nos sitios em que entram.
As praias so muito frequentadas e em todo o lado se podem provar bebidas e pratos.
O pais aberto festa e aos encontros.


*1ii., Se fosse um fruto, Granada
.....1 evidentemente uma roma que
i',,ilia do exterior e que quando se
.ii.,.. deixa aparecer uma mirfade de
pequenas joias vermelhas, como todos estes
estribilhos que animam as aldeias neste dia,
como todas as casas de estilo colonial cor-
de-rosa, vermelhas, com enfeites, pequenas e
alinhadas em ruelas de aldeias, opulentas nos
centros das cidades maiores ou penduradas nas
encostas abruptas das colinas como as grandes
casas burguesas. Cores com o mesmo brilho
que os sorrisos que existem nas faces e que so
querem ser partilhados.
E preciso iniciar uma visit de um dia pela capi-
tal Saint-Georges, que acorda nos braos da sua
bafa adornada das cores azuladas e enevoadas
da manha. E ver chegar os cruzeiros de onde
desembarcam muitas vezes jovens casais para
o seu casamento que sera celebrado um ou dois
dias mais tarde neste cenario idilico de Port
Louis, sobre as antigas docas de Saint-Georges.
Port Louis so quer "concentrar todos os encantos
de St-Tropez, da Costa Esmeralda, de Portofino
e de St Bart's com o toque especial e a atmosfera
de Granada".
Da beira-mar admiram-se as numerosas colinas
que constituem a "city on the hill" ["cidade na
colina"], como chamam cidade, que cercam a
baia e no alto das quais podemos encontrar, entire
os sftios a visitar, os Fortes Friederick e Matthew
a leste e a norte o Forte George com as janelas
da prisao "Her Majesty Prison", que proporciona
uma vista magnifica sobre as docas. Sera que os
prisioneiros, entire os quais estao os assassins de
Bishop, podem admirar vontade as belezas de
Port Louis? Quanto ao Forte Matthew, que servia
de hospicio para os doentes mentais internados, foi
bombardeado por engano pela aviaao americana
em 1983 e muito dos seus ocupantes morreram.
A norte e a sul de Saint-Georges, situada a sudes-
te da ilha, estendem-se praias interminaveis, a
mais representative das quais Grand Anse. E
o ponto turistico mais frequentado. Um pouco


mais long, uma praia a nao perder e Morne
Rouge, com a areia mais branca que pode existir
juntamente com o mar mais cristalino. Ha poucos
habitantes nesta graciosa cidade, integrada numa
natureza virgem: apenas dez mil e sobretudo
poucos turistas. Mas a ilha tem imensas praias.
Entre as pequenas e lindas enseadas conta-se La
Sagesse, a sudeste, que se tornou simbolica por ai
se ter escrito uma pagina de historia. Quando o
proprietario de entao da grande residncia que ali
fica quis fechar esta enseada, o militant Bishop
organizou uma grande manifestaao que levou o
Estado a garantir atravs da lei fundamental do
pais o character public da beira-mar. O proprie-
tario actual, Mike Meranski, que a transformou
com bom gosto num hotel-restaurante original,
"La Sagesse Nature Center", tem outras preocu-
paoes, como explicou ao Correio: a diminuiao,
com a crise, do numero de visitantes e sobretudo
da duraao das estadias.
De entire as outras cidades costeiras a visitar,
Greenville na costa leste a segunda maior do
pais e provavelmente a mais animada; Sauteur,
no norte, tambm historica, porque foi do cimo
do seu rochedo de 40 metros de altura que os
Caribes vencidos se lanaram ao mar para se
suicidarem.
No interior das terras, o brilho avermelhado
o das flores e dos frutos: os cachos de caju,
cuja noz apenas o nucleo exterior; o vermelho
cardeal estampado com desenhos em relevo,
estilizados com a cor negra do caroo das noz-
moscada (nutmeg) faz pensar numa obra de
um artist minucioso. E o sfmbolo do pais. A
oeste, entire Saint-Georges ao sul e Gouyave
mais ao norte, estende-se a "Grand Etang Forest
Reserve", com o incontornavel "Grand Etang
Lake", tao calmo numa natureza repousante, e
nao muito long das numerosas quedas de agua,
as Concord Falls, ao long do rio Concord.
Resta Carriacou, nove mil habitantes, dez vezes
menos que a ilha de Granada, e a Pequena
Martinica, apenas com mil almas. Tambm sur-
preendentes? H.G. 0


if-i,,,,,


Palauras-chaue
Hegel Goutier; Granada; Carriacou; Pequena
Martinica; Forte Friederick; Forte Matthew;
Forte George; Port Louis; Morne Rouge;
Grand Anse; Greenville; Sauteur; Grand
Etang Forest Reserve; Caraibas; La Sagesse
Nature Center.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009






eportageM Grna






firt.


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'iiil idi rani qlic riiinh.i .Lric iij,, d.in '.'- rit'ia ii p lrillt J I.i pintlu .i
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da r 'JliJd td' Ji JIJ dij- \ Iiii JI i i .i iilld i id i[in cki a till( .1 .tpii i Ul L Lid.
i liJr para ,vi .[ L ili i a lt 'i- t tILL qu cli q r pr, t.ar. 'i -
LiLar .a iliitrr''ai' di Gil .tl daiid' J aJ'i j1i 'in1ii Lliiipn puilt i a% niliar
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qiiidr. \'il. l LiiI .1 iit iiai -int liii pip'a~ l (l.i p il iiic. 1 ii d,'J i i. iiii i
J i di '' ~i tia t da ,rii. l .l 'Z.i I' i iI d1 d hl a .i

S 1i1i i J ii .ir du 1 i i- S i l iiltituil.i-,- "I ,ill Ir i, il ii iil 1 qil". l ila dIj


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d I ii L, adi i.akt '.i ta ir' jI 'rL J lJ k pr I. ia "I raLa -t< dJ,' niia ihr
p' lil I I pI'1i ilci -,, n,.i',.i c I rii,,i a 11 ,l l i,., ]a\pIli quL n.i j i.. l
4i lii.I n. ll L. I ll l ilo t .1 il L I IL .'.11(. I. II..1 < I l I [ i i'l' l. l ll% %
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j i laicria 1 r i l N in \' J |il iiktl (uiL l repr' ,iiiau lIl %'ill' ni 'uI i ail -
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C.RREIO
















































































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Il 11 I E ,,1"iO JLI JHO ":-009










































Por vezes e arado com suspeita, sempre com inveja,
o "modelo/ eco" de Estado providncia, mas sobre-
tudo de Est o igualitario, influencia todas as politi-
cas. Para co ear, a da cooperao para o desenvol-
vimento. Es colmo orgulha-se, com todo o mrito,
de ser a rn generosa ern terms de percentage
do seu rendime to national bruto (RNB) para com os
paiss do 'SMul Na base, a Agncia Qficial de Cooperag (SIDA), mas tambm inlmeras
fundades., Encontros com uma dss fndaa s,. aDag Hammarskj.id.


om uma taxa inigualavel, 0,98 %
do RNB destinado ajuda para o
desenvolvimento em 2008, a Sucia
ultrapassa, de long, os outros pauses
industrializados (0,42 % em mdia para a Uniao
Europeia, 0,25 % para os pauses do G7) e supera
o objective de 0,7 % do RNB que os pauses
industrializados definiram religiosamente para si
at 2012. E sem margem para duvidas pelo facto
de os suecos conceberem, antes de tudo, as suas
relaoes com base na igualdade que a coopera-
ao assenta numa parceria real, cujo objective
final o de tornar os pauses parceiros totalmente
independents.



"O nosso objective de acabar com a discre-
pncia entire o Norte e o Sul, fazendo alianas
globais com pessoas que partilham os mesmos


valores em matria de democracia, de direito
human e de segurana", afirma espontanea-
mente Henning Melber, director executive da
Fundaao Dag Hammarskjold. Instalada na cida-
de universitaria de Uppsala, a cerca de quarenta
quilmetros a norte de Estocolmo, esta fundaao
(http://www.dhf.uu.se/Default.html) tem o nome
do sueco que exerceu o cargo de secretario-geral
das Naoes Unidas de 1953 a 1961, ano em que
foi vitima de um acidente de aviaao quando
se deslocava em missao de paz ao Katanga. No
mesmo ano, recebeu, a titulo pstumo, o prmio
Nobel da Paz. As suas intervenoes na crise do
canal de Suez, em 1956, e na crise da Jordnia,
em 1958, valeram-lhe a reputaao de fervoroso
defensor da paz.
O espirito de Dag Hammarskjold esta present
em todas as aces realizadas at data pela
Fundaao. Ha desde logo as conferncias e as
publicaoes, entire as quais a revista Development


Dialogu em que se cruzam anlises de autores
de diferentes correntes e cuja ultima ediao
referente ao neoliberalismo. "O nosso principal
trunfo", prossegue Henning Melber, " o prprio
nome de Dag Hammarskjold, muito respeitado,
sobretudo nos pauses do Sul. E nos utilizamo-lo
para reunir pessoas, o que de outra forma nao
aconteceria." Um exemplo: os encontros ini-
ciados desde Fevereiro passado entire represen-
tantes chineses, de pauses africanos e da Sucia
para discutir as relaoes entire a Africa e a China.
"A China esta bem present em Africa, alm
disso tem assento no Conselho de Segurana
das Naoes Unidas, mas os seus peritos sao
poucos face s realidades sociais em Africa, o
que causa tenses crescentes com determinados
pauses africanos." E continue: "Usamos esta
tradiao de dilogo noutros dominios, nomeada-
mente no dominio agricola. Assim, a Revoluao
Verde para a Africa lanada por Koffi Annan


CRREIO






Estocolmo escoberta da Europa


apoiando-se em agncias filantropicas faz com
que alguns receiem que apenas va servir os
interesses de algumas grandes empresas agroali-
mentares, sobretudo as especializadas nos OGM.
Pretendemos organizer um seminario sobre esta
questao no proximo ms de Novembro, aquando
das Jornadas Europeias do Desenvolvimento.
Os participants incluirao nomeadamente a
Universidade Agricola de Uppsala." Jornadas
que serao realizadas em Estocolmo, uma vez que
a Sucia estara na presidncia da UE.
Por fim, ultima acao, recent mas nao secun-
daria: a instalaao de um gabinete da fundaao
em Nova torque, onde estao sediadas as Naoes
Unidas. "O nosso objective o de fazer pressao
para efectivamente democratizar o sistema das
Naoes Unidas, fortalecer as foras que pre-
tendem verdadeiramente a paz e a segurana",
acrescenta Henning Melber. M.M.B.


Palauras-chaue
SIDA; SAREC; Dag Hammarskjold; Henning Melber; cooperaao sueca; investigaao; Marie-
Martine Buckens.


SIIGRffO: uma sensibilidade


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escoberta da Europa Estocolmo


PONTO DE VISTA







22 a 24 de Outubro



O texto seguinte uma comunicaao da
Comissao Europeia (Direcao-Geral do
Desenuoluimento).

Com a Presidncia Sueca da Unio Europeia
a aproximar-se, Gunilla Carlsson, Ministra
Sueca da Cooperao Internacional para 1
o Desenvolvimento, j est impaciente por
poder estabelecer as dreas prioritrias da
presidncia sueca no dominio do desenvol-
vimento. Est na ordem do dia o desenvol-
vimento da democracia, a coerncia das
political para o desenvolvimento (CPD), a
eficincia da ajuda e as alteraes climn-
ticas. No dominio das alteraes climn-
ticas, Gunilla Carlsson tambm presidiu
Comisso Internacional sobre Clima e
Desenvolvimento.


sta previsto focar questoes relacionadas com o desenvolvimento
durante a presidncia, uma vez que o maior event, durante os 6
meses, serao as Jornadas Europeias do Desenvolvimento.
Em poucas edioes, as Jornadas Europeias do Desenvolvimento
tornaram-se uma referncia na agenda international que acolhe mais
de 4000 visitantes vindos de 1500 organizaoes e 125 pauses do mundo
inteiro. Neste ano, o tema preponderante do event sera Cidadania e
Desenvolvimento com uma atenao especial para as i. ...... clima-
ticas e a crise economic. O event tera lugar na Feira Internacional de
Estocolmo, de 22 a 24 de Outubro.
Gunilla Carlsson acredita profundamente nos assuntos de cooperaao da
UE relatives ao desenvolvimento: "Estou convencida que uma das con-
tribuioes mais solidas da UE para o desenvolvimento global equitativo e
sustentavel sera evidenciar todo o potential da agenda CPD. A UE deve
procurar utilizar melhor e mais coerentemente todas as suas political
e instruments. De moment, todas as questoes prementes da agenda
international por exemplo, a recessao economic mundial, o desafio


das alteraoes climaticas e a questao da segurana alimentar confirmam
claramente esta necessidade."
Gunilla Carlsson regozija-se por acolher as Jornadas Europeias do
Desenvolvimento em Estocolmo. O objective fomentar um debate sobre
o que impulsiona o desenvolvimento e como poderemos, neste period de
cruise financeira, respeitar os compromissos ja assumidos em matria de
ajuda. As Jornadas Europeias do Desenvolvimento sao um forum unico
onde surgem grandes ideias. E uma plataforma aberta para debate de ques-
toes globais e nao de negociaoes porta fechada. Todos tm a palavra
- militants e peritos juntamente com parlamentares e ministros governa-
mentais. Gunilla Carlsson destaca a importncia de envolver a sociedade
civil, as empresas e as universidades nestes assuntos.
www.eudevdays.eu


CRREIO























i


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Kista, a cidade das cincias com mais de 4 700 empre-
sas, tendo a Ericsson cabea, simboliza s6 por si a
inveno " sueca". Campe em todas as categories em
matria de inovao, estando mesmo frente do Japo
e dos Estados Unidos, a Sucia deve este estatuto a uma
combinao de praqmatismo e de audcia.


vista um nome viking, que
significaria caixao!", expli-
ca-nos, com alguma malicia
e a titulo de introduao, Mats
Hedenstrom, responsavel pelas relaoes inter-
nacionais desta cidade das cincias, cuja ori-
gem remonta a 1976, quando a unidade SRA,
Svenska Radiobolaget da Ericsson ali se insta-
lou. Dois anos mais tarde vemjuntar-se a IBM.
" verdade que algumas pessoas nos veriam
bem num caixao, prossegue Mats Hedenstrm.
Desde 1976 Kista ganhou uma verdadeira
dimensao. Com cerca de 64 000 empregados
e um total de 4 731 empresas, das quais 70
criadas em 2008, Kista o primeiro centro
de inovaao em terms de densidade humana.
Isto muito important, porque permit que
as pessoas ali se encontrem facilmente, num
ambiente que alias muito international".
Depois da IBM, grandes nomes como a Nokia,
Intel ou Microsoft tambm se estabeleceram
no local. Porque Kista sobretudo um centro
de TIC (tecnologias da informaao e comuni-
caao). "Estamos nos primeiros cinco clusters
de TIC, a seguir a Silicon Valley e Boston nos
Estados Unidos", indica Mats Hedenstrom,
que continue: "na Europa mantemos uma
forte cooperaao com Sophia Antipolis, no
sul de Frana, que agrupa o mesmo tipo de
empresas".


Com diferenas, no entanto. Em Sophia
Antipolis, o numero de investigadores sensi-
velmente mais elevado do que em Kista (cerca
de 2 000 investigadores). ainda que a cidade
sueca abrigue a i ,. i i.I. l.. .1. i i..... .1 .
e o Instituto de ini .. i..r i Ii ....i l.'......
"Funcionam os di. nii ii..i .li..i.l. i.. i
orientados para a '.ili i|"'. I "l..... i -
ponsvel pelas relI .. iiii. ...h i .i i Ii
sum a, K ista urr i '.'." '". i i i ,i,. ....i...,...
rentes para permit iii, ,,.ni .. i .. ..i. ,i.
M elhor ainda, K ii. ... i. i. i iii, i i,
pessoas que se qii.. ... i I ,. 1 _-. 1, i i ,.,
oram ento public( i .. i. .. .. I.... .ii i'.-
sas e depois, em c i ... . .i . i.ii'. i . .
financial ento. ">- i ..ii. I.. I .. ii .111
Kista cerca de cern ,i... i '.i'i i"'r i 1i11 i',.i.
todas sobrevivem -' i, "ii. .i ii. i i..i..l
foram de 30% Tet l i ii... i i. i. ..,.,,.1.. -
rial e jam ais alg.iuL. I ,. i ....I.l.. 1.,.. . i i. i.,
falido". Sinaldosl..,li,. hii i .1I i i ....
em press especial, ,, II,- .. ..,I, i.... .l...I i .1.i
am biente e da coiinii,.. ii.. .... iI I..1,ii, ..,
em que a Kista se .i.ii'.. *. .i1" ii,,,


Palauras-chaue
Kista; TIC; inov.aca.n. .iiet i.. .iil
Hedenstrm; M.ii-l.-\iiliiic lit ikeiin


NI J






















































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1.1 III...I h l .l ,. I . 11 ,.. 1. 1 I. I 'u ul .I . I -I 'h I i ii .llllII.







nologias limpas", prossegue Ulla Hamilton. Tcnicas que. j permitiram aperfeioar um sistema...






de gestao dos residuos a triagem dos residuos j foi lanada em 1960 o que, por um sistema
.de canalizaes que le.a os resi.duos para as incineradoras, permit, entire outras coisas, dis







pensar a utilizaao de camies do lixo. As incineradoras "a nossa primeira tem mais de 100
anos!", sublinha a Vice-Presidente da Cmara desempenham um papel important no sistema
de climatizao da cidade: a . gua quente alimenta os apareil'hos de aquecimento e, depois de fria,
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serve para arrefecer os edificios no Ver i o. Finalmente, o tr fego Embora a bicicleta e os trans.-.,
lportes colectivos sejam muito utilizados, a maioria dos carrots console combustivel "cl.ssico".
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nologias limpas", prossegue Ulla Hamilton. Tcnicas que ja permitiram aperfeioar um sistema




Prime gesto dos residuos a triagem dos funcionduos a foi lanada em 1960 o que, por um sistema verdes
(biogde cans para comear). Depois, resduos pneceara as incistalar tadoras nos, permit, entire outras coisas, dis-
pensarvis com vista future vagami do lixo. As i ncineradoras "a nossa p meira tem mais de 100
anos !", sublinha a Vice-Presidente da Cmara desempenham um papel important no sistema




bairro de Hammarby, generalizar gua quente alizao de barcos aparelhatuitos de aque efctem o traje, depois de fria,
serve para arrefecer os edificios no Verao. Finalmente, o trafego. Embora a bicicleta e os trans-
portes colectivos sejam muito utilizados, a maioria dos carros consome combustivel classicco.
Primeiro objective: a utilizaao pelos funcionarios da cidade de carros exclusivamente verdes
biogass para comear). Depois, necessario instalar tomadas nos apartamentos e nas esta6es
de servios com vista future vaga de carros elctricos. Finalmente, e isso ja uma realidade no
bairro de Hammarby, generalizar a utilizaao de barcos (gratuitos) que efectuem o trajecto entire
todas as ilhas da capital, evitando assim a construao de novas pontes. M.M.B.


Palauras-chaue
Capital verde; Ulla Hamilton; aquecimento urbano; energies renovveis; residuos;
Marie-Martine Buckens.


C RREIO




















































esde o inicio, a ambiao
era fazer deste antigo sitio
poluido um modelo de
urbanismo ecologico. Nesse
moment, Estocolmo batia-se pela organizaao
dos Jogos Olimpicos e sabia que o desempenho
ambiental tinha sido determinante na atribuiao
dos Jogos a Sydney. Fomos ultrapassados por
Atenas, mas o project prosseguiu", explica
Erik Freudenthal, que nos recebe no centro de
informaao sobre o ambiente GlashusEtt, em
Hammarby Sjstad. " partida, o objective
era reduzir para metade o impact ambiental
do future bairro em relaao aos edificios de
Estocolmo que datavam de 1990. Foram estu-
dados todos os aspects: o ruido, a poluiao,
o trafego, o trabalho, os residuos, etc." Apos a
descontaminaao cuidadosa dos 200 hectares
de solo, as obras arrancaram em 1997. A maior
parte dos edificios industrials foi arrasada ou
restaurada, como a fabric Diesel, reconvertida
em centro cultural e desportivo. O fim das obras
esta previsto para 2016. "O project construir
11.000 apartamentos para cerca de 28.000 pes-
soas e proporcionar trabalho no bairro a 10.000
pessoas", diz-nos Erik Freudenthal que prosse-
gue: "Actualmente, ja foram construidos 8500
apartamentos, onde moram cerca de 18.000
pessoas." Os edificios nao ultrapassam cinco
andares e dao simultaneamente para a rua e para


o parque. Trata-se de um trabalho de planeamen-
to indito, fruto da cooperaao entire arquitectos,
engenheiros e urbanistas.
O novo bairro construido num terreno quase
virgem, o que permit aos seus promotores
enquadra-lo de transportes colectivos e propor
o transport partilhado. Sem contar um barco
que efectua, gratuitamente, de quarto em quar-
to de hora, a ligaao entire o bairro e a ilha de
Sdermalm, proxima do centro. Assim, 79%
das pessoas vao trabalhar a p, de bicicleta ou
de transportes colectivos. "Isto permitiu redu-
zir a utilizaao do carro de mais de 40%. Esta
percentage nao teria sido possivel se a rede de
transportes, em especial o elctrico, tivesse sido
construida mais tarde, forando toda a gente a
comprar carro."
Hammarby Sjstad responded a um program
ambiental com seis objectives: descontaminaao
dos solos, utilizaao dos solos ja construidos,
materials de construao saos, transportes colec-
tivos, limitaao do ruido a 45 dB e optimizaao
dos servios energticos, de agua e de residuos,
imagem do que prevem os vereadores para
o conjunto da cidade (ler o artigo acima). " a
primeira vez no mundo que se consegue reduzir
o impact ambiental de cerca de metade numa
superficie tao grande. E, no entanto, os objec-
tivos fixados tiveram em conta as normas de
1990. Hoje, seria possivel fazer melhor." O pro-


jecto sera duplicado brevemente noutros bair-
ros de Estocolmo, tambm eles relativamente
degradados. O custo esta altura dos objectives
e a cidade esta disposta a investor mil milhoes de
euros no project. M.M.B.


Palauras-chaue
Erik Freudenthal; Hammarby Sjostad;
impact ambiental; Marie-Martine Buckens.


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009


























































uem nao conhece a Pipi das Meias
Altas? Esta famosajovem de tran-
as ruivas uma rebelde e ha
64 anos continue a emancipar as
crianas em todo o mundo. No
seu universe fantastico salvou as crianas das
leis dos adults e da "camisa-de-foras" da
escola. Nao admira que tenha sido vitima da
censura nos pauses conservadores e nas dita-
duras. Nascida em 1945 da imaginaao de
Astrid Lindgren para prazer dos seus filhos, as
aventuras de Pipi foram traduzidas em mais de
60 linguas, do arabe ao zulu. Astrid Lindgren
tambm foi uma grande mulher, que at morrer
em 2002, com 95 anos, nunca deixou de se bater
pelo direito dos oprimidos, crianas, homes e
animals, o que lhe viria a valer, entire outras, a
medalha Albert Schweitzer. Activa na political,
esta mulher considerada como uma lenda viva
na Sucia foi igualmente instigadora de novas
leis a favor dos mais desfavorecidos.
Astrid Lindgren tinha como antepassada uma
outra grande senhora das letras e da humanidade.
Selma Lagerlg a autora de A Saga de Gsta


Berling, uma epopeia lirica, mas sobretudo de A
Maravilhosa I.~ .. 1 de Nils Olgersson atravs
da Sucia. Esta outra epopeia, que apareceu
em 1906, foi-lhe na verdade encomendada para
explicar a geografia da Sucia aos alunos. Trs
anos mais tarde foi a primeira mulher a receber o
Prmio Nobel da Literatura e, em 1914, a primeira
mulher a ser eleita para a Academia Sueca. Duas
medalhas que ofereceu no inicio da Segunda
Guerra Mundial Finlndia que procurava anga-
riar funds para combater a Uniao Sovitica.
Ha outros percursos mais sinuosos, mais intros-
pectivos. Os de August Strindberg, considerado
como um dos pais do teatro modemo. Mas este
home, nascido em 1849 e autor nomeadamen-
te de Mademoiselle Julie, tambm um dos
pioneiros do expressionism europeu em pintu-
ra, sem contar com as suas actividades de fot-
grafo, de alquimista e de telegrafista. Misgino,
mas tambm socialist ou at anarquista, o que
lhe valeu as honras da ex-Uniao Sovitica e
de Cuba, renegou o seu socialism depois do
encontro que teve com Nietzsche e antes de se
virar para o misticismo.


A introspecao psicologica e, por seu lado, o
fio condutor da obra desse gigante do cinema
que Ingmar Bergman. Nascido em 1918 em
Uppsala, este encenador teatral, guionista e rea-
lizador, actor no inicio da carreira, contava no
seu activo em 2007, quando morreu, 170 peas
de teatro e 62 filmes. Entre eles, o metafisico
Stimo Selo, o psicolgico A Mascara ou Fanny
e Alexandre ou ainda Cenas da Vida Conjugal,
que lhe valeram ser considerado como uma dos
grandes realizadores do sculo XX. Tal como
Strindberg, casado tres vezes, Bergman teve
uma vida sentimental movimentada: casou-se
cinco vezes e teve nove filhos. M.M.B.


Palauras-chaue
Pipi das Meias Altas; Astrid Lindgren;
Selma Lagerlof; Strinberg; Ingmar Bergman;
Marie-Martine Buckens.


C RREIO









&.onguliaciie


Abla
Ababou


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LUNE l m



ROCHEf







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A inda que a actividade editorial varie exponencialmente de
um pais para o outro, actualmente existem editors em quase
todos os pauses africanos. As opinioes dos editors ACP
desempenharam um important papel no Colquio Cultura e
Desenvolvimento organizado pela Comissao Europeia em Bruxelas (1 a 3
de Abril de 2009). Editores, escritores, associaoes e organizadores de fei-
ras de livros de pauses ACP e da UE discutiram, em workshops especificos,
o modo como a industria cultural devera dar resposta tanto aos requisitos
do public ACP como aos interesses do public do Norte.

Os registos de dados acerca da capacidade economic do sector editorial
nos pauses ACP sao escassos. Os manuais escolares sao as publicaoes
mais vendidas, representando entire 55 % e 70 % do total. Sao o ramo mais
rentavel do sector, mas sao geralmente limitados a um certo numero de
editors locais e estrangeiros especializados ou s suas filiais locais. Todos
sabem que, excepao da Africa do Sul, da Nigria e do Egipto, a industria
livreira africana fraca. E porque os funds de apoio sao parcos, poucos
editors correm riscos financeiros. Consequentemente, os escritores que
procuram estabelecer-se no palco global tm de procurar um editor do
Norte (nas linguas coloniais em Nova torque, Londres, Paris e Lisboa),
onde podem ir ao encontro nao so de lucros como tambm de distribuiao,
promoao, prmios e festivals. A falta de livrarias outro problema que
contribui para a perda de oportunidades de venda de livros. Existem ape-
nas 13 livrarias no Mali, 11 no Burquina Faso e 215 no Senegal (das quais


Sandra Federici e
Andrea Marchesini Reggiani


Rede de editors



ricanos contra a



inuisibilidade

200 sao pequenas*), ao passo que num pais como Italia existem 2000.
Verifica-se igualmente uma ausncia de bibliotecas e centros de leitura:
nem mesmo as grandes cidades tm uma biblioteca.

No Coloquio ACP de Bruxelas, os participants perceberam que o prin-
cipal entrave a uma maior produao e uma melhor comercializaao dos
livros africanos consiste na falta de political publicas e no peso das taxas
aduaneiras que penalizam a circulaao dos livros e das matrias-primas
(papel, tinta ou materials de impressao). Na verdade, o Acordo de Florena
(1950) e o Protocolo de Nairobi (1976) relatives importaao de materials
pedaggicos, cientificos e culturais foram assinados por varios paises mas
nao sao respeitados.
Algumas editors das parties francfonas de Africa sao reconhecidas a
nfvel global pelo papel estratgico que desempenham no desenvolvimento
da literacia desde a independncia: O Centre d'dition et de diffusion afri-
caine (CEDA, Costa do Marfim), as ditions Cl (C.i, .....'. i.. as Nouvelles
ditions africaines du Sngal ( .....i. as Nouvelles ditions ivoiriennes
(NEI) e Afrique-ditions, em Kinshasa. Os novos editors africanos
sio mais dinmicos e abertos criaao de redes, como ferramentas de
promoao do desenvolvimento da ediao no continent. Apostam nas
novas geraoes, promovendo a educaao da leitura atravs de projects
inovadores e da circulaao de publicaoes em motociclos, autocarros ou
barcos... Juntamente com editors do Norte, produzem co-edioes que sao
disponibilizadas ao public do Sul a preos mais baixos: por exemplo, a
colecao Terres solidaires (com Le Serpent plumes e Actes Sud), que
public romances de autores africanos ao preo de 2000/3000 F CFA, ou
Global Issues, um project de "feira do livro" da Ecosocit, uma editor
do Quebeque.
Varias redes, como sejam associaoes nacionais de editors, redes de


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009





Criatividade


livrarias e associaoes de autores, sao activas no sector das publicaoes.
Tomemos como exemplo a Afrilivres, uma associaao de editors africa-
nos francofonos sediada em Cotonu (Benim) que tenta desenvolver uma
relaao mais igualitaria com o Norte, tornando as suas publicaoes visiveis
e disponiveis nos mercados do Norte; a African Book Collective, um
ponto de distribuiao baseado em Oxford sem fins lucrativos com 116 edi-
tores africanos independents de 19 pauses; a rede da Aliana Internacional
de Editores Independentes, que associa editors de quatro redes linguisti-
cas em areas ACP e UE; e a Rede de Editores Africanos (APNET), uma
organizaao pan-africana sediada no Gana (Acra) que une associaoes de
editors nacionais para "reforar a publicaao indigena em Africa". As
associaoes internacionais trabalham no sentido de facilitarem a presena
das publicaoes ACP nas feiras do livro do Norte, mas a sua participaao


continue surpreendentemente diminuta. Ao folhearmos os catalogos das
mais recentes feiras do livro italianas, reparamos, por exemplo, que na Feira
do Livro Infantil de Bolonha (23 a 26 de Maro de 2009), que contou com a
participaao de 66 pauses, a presena africana foi muito reduzida, represen-
tada somente por editors sul-africanos, tanzanianos e egipcios. M
* APNET ADEA, project de estudo sobre o comrcio livreiro africano interno.


Palauras-chaue
Colquio Cultura e Desenvolvimento; Bruxelas; Acordo de Florena;
Protocolo de Nairobi; ediao; editors.


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Turismo; Africa.


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Rokia Traor ; musique ; Afrique ; Mali ;
Ali Farka Tour.





Sara jovens leitores





DESPORTO E DESENVOLVIMENTO de POV*


* Desenhista de Madagascar


N. 11 N.E. MAIO JUNHO 2009












i palaura



aos leitores!


Estamos interessados na
sua opinio e nas suas reaces
aos artigos desta edio.


Sendo assim, diga-nos
o que pensa deles.


A propsito do artigo "O Preo do 'Carbono'
das Florestas" (nmero 9)
Em Angola, 80% da populaao encontra-se nas
zonas rurais e usa como principal fonte ener-
gtica as florestas. Com pequenos projects
de minihidricas, energia solar e distribuiao
de gas butano e, em simultneo, projects
de reflorestaao, podem obter-se muito bons
resultados. Mas estes projects seriam imple-
mentados por entidades independents, nao
governamentais.

Jos Flix de Caravalho Junior (Ili 'ili


O Correio um instrument de trabalho pre-
cioso para os investigadores que se interessam
pelas relaoes ACP-UE. Apreciei positivamente o
artigo sobre o "Impacto da crise em Africa visto
pelos peritos africanos". A analise realista e os
efeitos da crise desenvolvidos pelos especialistas
africanos comeam a sentir-se em pauses como
o nosso.
ONANA NGA Ferdinand
(Chercheur Cameroun).


Direito de resposta
O Secretariado ACP gostaria de solicitar uma
correcao da informaao dada pela Sr." Charity
Maruta no artigo da pagina 7 do n. 10 de O
Correio ACP-UE. Foi por ela referido o seguinte:
"Procurei mobilizar 150.000 euros da CE do
oramento destinado a filmes ACP para um
filme de longa metragem, mas nao foi possivel
aceita-los porque nao consegui angariar o resto
do dinheiro necessario."
O process de avaliaao ainda esta a decorrer e
confidencial. Como ainda nao esta concluido,
impossivel que qualquer pessoa tivesse comu-
nicado o que quer que seja Sr." Maruta em
relaao ao seu filme no moment em que fez
aquela afirmaao.


S0 e -45, Rue de Tr: 1
emil ino@acp-ucurir.n- webste w .apeucourS S


fAgenda

Julho 2009

) 5-20 Festival cultural pan-africano
de Argel 2009
Festival consagrado s diferentes
artes, desde o teatro ao cinema, da
literature banda desenhada, da
mtsica arte visual. Argel, Arglia.
Web: http: //www.panafalger2009.dz

> 6-8 Conferncia Mundial sobre o
Ensino Superior (WCHE+10)
A UNESCO acolher a
"Conferncia Mundial sobre o
Ensino Superior (WCHE+10)"
destinada a inventariar os progressos
realizados desde a primeira
conferncia organizada em 1998.
Paris, Frana.
Web: www.cepes.ro/forum/
welcome.htm


JULHO a SETEMBRO de 2009


> 22-02 30. Festival Internacional de
Cinema de Durban
O festival apresentar mais de 200
projecoes de filmes do mundo
inteiro, com uma atenao especial
para os filmes da Africa do Sul.
Durban, Africa do Sul.
Web: http://www.cca.ukzn.ac.za

flgosto

> 3-6 Ensino Distncia e Formao de
Professores (DETA)
Costa do Cabo, Gana.
Web: http://www.deta.up.ac.za/

> 31-04 Conferncia Mundial sobre o
Clima. Genebra, Suia.


Setembro

> 24-28 Perspectivas africanas 2009:
Centro urbano africano (re)
financiado
Pretoria-Tswhane, Africa do Sul.
Web: http://architectafrica.com/
AFRICAN-PERSPECTIVES- 2009
http: //www.africanperspectives. nl

> 28-01 17" Sesso da Assembleia
Parlamentar ACP e reunites
intercalares da Assembleia
Parlamentar Paritria ACP-UE
Bruxelas, Blgica. M


C@RREIO








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CARAIBAS
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i ,, ,- i:-i.iiL.,i i:,,i 1 ... .. Cristvao e Neves Santa Lcia Sao Vicente e
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FRICA






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PACIFICO
Cook (llhas) Fiji Kiribati Marshall (llhas) Micronsia (Estados Federados da)
Nauru Niue Palau Papuasia-Nova Guin Salomao (llhas) Samoa Timor-Leste Tonga
T -il i Vanuatu






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Malta Paises Baixos Polinia Port. ii Fiy : ,.I i .ii- ~ i,: ,..,,-nia Sucia
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UNIAO EFWJ'EI


As listas dos pauses publicadas pelo Correio nao prejudicam o estatuto dos mesmos e dos seus territrios, actualmente ou no future. O Correio utiliza mapas de inmeras fontes.
O seu uso nao implica o reconhecimento de nenhuma fronteira em particular e tao pouco preludica o estatuto do Estado ou territrio.


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ISSN 184-682