• TABLE OF CONTENTS
HIDE
 Front Cover
 Title Page
 Usando efetivamente informacoes...
 Table of Contents
 List of Figures
 Acknowledgement
 Genero, recursos e desenvolvim...
 Instrumentos para a Analise de...
 Conclusoes e proximos passos
 Sugestoes bibliographicas
 Back Cover














Title: Um guia com metodos de campo para introduzir o tema genero no manejo de recursos sustentaveis
CITATION THUMBNAILS PAGE IMAGE ZOOMABLE
Full Citation
STANDARD VIEW MARC VIEW
Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00089983/00001
 Material Information
Title: Um guia com metodos de campo para introduzir o tema genero no manejo de recursos sustentaveis
Physical Description: Book
Donor: Marianne Schmink ( endowment )
Publication Date: 1993
Copyright Date: 1993
 Record Information
Bibliographic ID: UF00089983
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Holding Location: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.

Table of Contents
    Front Cover
        Front Cover 1
        Front Cover 2
    Title Page
        Title Page 1
        Title Page 2
    Usando efetivamente informacoes sobre genero
        Page i
        Page ii
    Table of Contents
        Table of Contents
    List of Figures
        List of Figures
    Acknowledgement
        Page iv
    Genero, recursos e desenvolvimento
        Page 1
        Page 2
        Page 3
        Page 4
        Page 5
        Page 6
    Instrumentos para a Analise de Genero
        Page 7
        Page 8
        Page 9
        Page 10
        Page 11
        Page 12
        Page 13
        Page 14
        Page 15
        Page 15-1
        Page 16
        Page 17
        Page 18
        Page 19
        Page 20
        Page 21
        Page 22
        Page 23
        Page 24
        Page 25
        Page 26
        Page 27
        Page 28
        Page 29
        Page 30
        Page 31
        Page 32
        Page 33
        Page 34
        Page 35
        Page 36
        Page 37
        Page 38
        Page 39
    Conclusoes e proximos passos
        Page 40
        Page 41
        Page 42
    Sugestoes bibliographicas
        Page 43
        Page 44
        Page 45
    Back Cover
        Page 46
        Page 47
Full Text
MERGE
545


G E-NESY


QUSAID
United States Agency for
International Development
Office of Women in Development












SAgradecimentos


Este Guia mostra como usar a andlise de g6nero para aumentar a eficacia dos
programs de desenvolvimento e projetos para o manejo de recursos sustentdveis. Este
texto surgiu a partir de estudos e andlises de colegas associados ao projeto de pesquisa da
ECOGEN Ecology, Community Organization, and Gender (Ecologia. Organizaqco
Comunitaria e Genero). da Clark University e Virginia Polytechnic and State University,
que estd em andamento desde junho de 1990.

Desejamos agradecer especialmente a Julie Denison especialista em
Desenvolvimento e Governo Internacional, na Clark University por seu excelente
trabalho na coleta de materials e no lancamento deste projeto. Lori Wichhart forneceu.
com suas ilustrac6es e layout geral, valiosa assistincia sempre corn criatividade,
paci&ncia e bom humor.

Nossos esforgos beneficiaram-se dos conselhos e sugestoes de colegas do
Program de Desenvolvimento Internacional da Clark University e da Faculdade de
Geografia. incluindo-se neste grupo Richard Ford. Dianne Rocheleau, Laju Shrestha,
Anne- Marie Urban. Cristy Ututalum, Laurie Ross, Leah Wanjama, Indira Koirala.
Munni Gautam, Sara Mierke, Octavia Taylor e Nina Bhatt. Agradecemos. tamb6m, a
Cornelia Flora e Gladys Buenavista, da Virginia Polytechnic Institute and State
University. bem como a Emily Howard, da Brown University, por sua valiosa assessoria.

Finalmente, somos muitos gratos ao apoio recebido de Gerald Karaska,
Professor de Geografia e Diretor do Projeto SARSA. Larry Abel. Gerente do mesmo
Projeto no Bureau for Science and Technology (Escrit6rio para Ciencia e Tecnologia) da
AID e Office of Rural and Institutional Development (Escrit6rio de Desenvolvimento
Rural e Institucional), bem como a Rosalie Huisinga Norem, do Escrit6rio de Women in
Development, da AID. Nossos agradecimentos a todos os outros que participaram deste
projeto.

Barbara Thomas-Slayter
Andrea Lee Esser
M. Dale Shields
Program Internacional de Desenvolvimento
e Mudanca Social
Clark University
Julho de 1993


_


















Instruments de Analise de Genero

Um Guia com M6todos de Campo para
Introduzir o Tema Genero no Manejo de
Recursos Sustentaveis





















































Este texto. publicado pela Clark University, registra un traballo realizado sob os
auspicios das seguintes instituiqoes: Social and Institutional Aspects of Regional Resource
Systems (SARSA) Cooperative Agreementl n1 DHR 5452-AA-00-9083. na Clark University:
Institute for Development Anthropology2: Virginia Polytechnic Institute and State University3:
financiado e apoiado por Women in Development (WID) Office, da US Agency for International
Development4. Sdo dos autores os pontos de vista e interpretacies desta publicadoo. nio devendo
ser, portanto, atribuidos A Agency for International Development.
Traduqco: Lucia Thereza Lessa Carregal e Ledda Maria Martins Dias.
Arte Final: Flavia MAximo





ISistemas de Pesquisa Regional sobre Aspectos Sociais e Institucionais (SARSA) Acordo (ooperativo.
Institute para Antropologia do L)senvolvimento:
Institute Politecnico da Virginia e I niversidade Estadual
4]-scritorio da Mulher em Desenvolvnmento (WID) da Agencia Americana para o Desenvolvimento Intemacional (USAII))











Usando Efetivamente

Informacoes sobre

Genero

A estrutura dos papdis e relacionamentos de genero afeta o desenvolvimento de
programs e projetos e configura oportunidades para capacitar pessoal a nivel local. Cada
vez mais, planejadores e gerenciadores de projeto reconhecem a necessidade de
compreender o impact de genero, tanto na familiar como na comunidade, para assegurar
bem sucedidos projetos de desenvolvimento.
ONGs, governor nacionais e comunidades locais nao encontram respostas ficeis,
na sua luta contra o declinio dos recursos, a pobreza e o baixo nivel de vida.
Contribuig6es nacionais, internacionais e locais sao bdsicas para definir e solucionar estes
problems. I fundamental, portanto, a incorporacao da andlise de g6nero a coleta de
dados, mobilizagao comunitaria e elaborapco e implementacgo de projetos.
A estrutura ECOGEN contribui para este esforco. Instrumentos de analise de
g6nero clarificam mudancas essenciais nas responsabilidades de homes e mulheres, no
context de pobreza crescente e declinio ecol6gico e podem auxiliar o process de
elaboragco de programs e projetos.










Instrumentos de AnAlise de Genero

Um Guia com Metodos de Campo para

Introduzir o Tema Genero no Manejo de
Recursos Sustentaveis






Barbara Thomas-Slayter
Andrea Lee Esser
M. Dale Shields
Projeto de Pesquisa ECOGEN
Program Internacional de Desenvolvimento
Clark University
Julho de 1993











Sumario


-0anart I,.? .r. e s' n ot li.n t.o .1.................. ................. .
Por que Analise de Genero? ................................................. ................. 1
0 pro leima. MudanVas nos Papeis de GCn~cro, IEconioias clI
Transform aaio e Crise Am biental ..................................................... 3
Elos GOnero, Deterioraaio Ecol6gica e Pobreza................................ 5
I. in, r m p r. a. An lisee d .......................... ......... ..... ..
Melhorando a Identificaqio do Problema: Retomando
Instrumentos Tradicionais................................... ...................... 8
Nivel s6cio-econ6mico* ...... ........ 8
Entrevistas Fam'liares Aprofitndadas ............ ...... ............. 10
Discusses em Grupos de Foco e cutras Entrevistas em
G rupo...................................... ................... .. ........ ............ 2
Observa iao Participante................................. ................ ........ 16
Melhorando o Esboco e a ImplementacAo do Projeto: Novas
Tecnicas Especificas para G nero....... ........................ ............... 18
M eFa mlent!o de Aecurses de Gnero*iA .......................................10
Pcsquisa de v rica l .................. ... .................... 20
Calendario de Atividades Sazonais Desagregadas por
Genero .................... .. .. ........................ 22
Analises de Atividades, Recursos e Beneticios" .......................25
Me lhrandIo oU M anej do Pr ojeto para ,Integrar a QucstIo Genero ..........29
Atuao das Comuiniidades em QueiStes de Recurss ..................29
Mionitoramento e Avaiiacio Sensiveis a Genero........................33
Usando Escaias para Eiaborar um Questionario Sensivei a
G anero .................... ...................... ........... ......................... 33
Monitoramento Sensivel a Genero no Desenvolvimento do
Projeto (GM PP)* ........................ ........ .............. ................ ..35
Novas iniciativas ................ ........................37
O GAAP................ .......................................................37
A G A M ................................................. ................... .... 37
III.Conclus6es e Pr6ximos Passos.................................. .......................... 40
ECOGEN: Pressupostos e Estrutura....................... .................... 40
Pr6ximos Passos para a Andlise de Genero........................................ 41
IV.SugestOes Bibliograficas................... ...............................43











tfa dY e Fi c iri




Figure: Pe!cecp9"cs de 4c)mins \ '1uihErres. 'sobhrc InstituiiC-eS E5 Z7ote. lodras.......... 1 5

Figure; 2 Mapa de Recwrsos por G.nero Zambrana, Repib!ica Dominicana............................. !9

Figura: 3 Questies de Amostra Originadas de uma Pesquisa de Confirmn'ao e I !tilizadas na llha
Siquijn r Filipinas. .. ......................... 21

Figure: 4 Calendirio Sazonal dos Pabalays. na Ilha Siquijor. Filipinas.............. .................... 2,

Figura: 5 MIapa de Recursos de uma Familia Tamang. em Ghusel. Distrito de Lalitpur. Nepal... 27

Figura: 6 Tabela de Fluxo para Analise de Beneficios em Arbanaa, Leyte. Filipinas ................ 28

Figure: 7 Quest6es de Amostra corn o Uso de Escalas............................... ....... ...................... 34

Figura: 8 Monitoramento de Progresso do Projeto Sensivel a Genero e sua AplicacAo Potencial em
Zambrana-Chacuey. Republica Dominicana......................... ............... ....... 36

Figura: 9 Perfil de Atividades de Analise de Genero para Uso na Comunidade........................ 38

Figura: 10 Matriz de Analise de Genero (GAM)........................... ..... .... ................... 39











Agradecimentos


Este Guia mostra como usar a analise de genero para aumentar a eficacia dos
programs de desenvolvimento e projetos para o manejo de recursos sustentaveis. Este
texto surgiu a partir de estudos e analises de colegas associados ao projeto de pesquisa da
ECOGEN Ecology, Community Organization, and Gender (Ecologia, Organizagco
ComunitAria e Genero), da Clark University e Virginia Polytechnic and State University,
que esta em andamento desde junho de 1990.

Desejamos agradecer especialmente a Julie Denison especialista em
Desenvolvimento e Governo Internacional. na Clark University por seu excelente
trabalho na coleta de materials e no lancamento deste projeto. Lori Wichhart forneceu.
cor suas ilustrag6es e layout geral, valiosa assistencia sempre corn criatividade,
paci&ncia e bom humor.

Nossos esforgos beneficiaram-se dos conselhos e sugestbes de colegas do
Program de Desenvolvimento Internacional da Clark University e da Faculdade de
Geografia. incluindo-se neste grupo Richard Ford, Dianne Rocheleau. Laju Shrestha,
Anne- Marie Urban. Cristy Ututalum, Laurie Ross, Leah Wanjama, Indira Koirala,
Munni Gautam, Sara Mierke, Octavia Taylor e Nina Bhatt. Agradecemos. tamb&m. a
Cornelia Flora e Gladys Buenavista, da Virginia Polytechnic Institute and State
University. bem como a Emily Howard, da Brown University, por sua valiosa assessoria.

Finalmente, somos muitos gratos ao apoio recebido de Gerald Karaska,
Professor de Geografia e Diretor do Projeto SARSA. Larry Abel. Gerente do mesmo
Projeto no Bureau for Science and Technology (Escrit6rio para Ciencia e Tecnologia) da
AID e Office of Rural and Institutional Development (Escrit6rio de Desenvolvimento
Rural e Institucional). bem como a Rosalie Huisinga Norem, do Escrit6rio de Women in
Development, da AID. Nossos agradecimentos a todos os outros que participaram deste
projeto.

Barbara Thomas-Slayter
Andrea Lee Esser
M. Dale Shields
Program Internacional de Desenvolvimento
e Mudanca Social
Clark University
Julho de 1993










I. Genero,


Recursos e


Desenvolvimento


Por que Analise de Genero?

Em muitos paises em desenvolvimento, as mulheres sao as administradoras e
usuirias fundamentals dos recursos naturais. Ainda assim, nos programs e projetos para
agriculture. abastecimento de agua e florestamento, o g6nero 6 muitas vezes um element
negligenciado. A andlise de g6nero aumenta nossa compreensio sobre os seguintes
fatores: divisio de trabalho baseada em g6nero, conhecimento local. acesso e control de
recursos e participacgo em instituic6es comunitarias no gerenciamento dos recursos
naturais.
A andlise de g6nero ajuda os agents a:
elaborar programs mais efetivos de gerenciamento de recursos
criar projetos mais equilibrados
trabalhar mais efetivamente, corn mulheres e homes. nos projetos de
desenvolvimento
explorer t6cnicas novas e tradicionais no gerenciamento de recursos
comunitarios
fortalecer as instituiq6es das comunidades
O planejamento efetivo de programs e projetos se baseia em boas informacoes
e andlises de qualidade. Este Guia apresenta uma visao abrangente de considerac6es de
g6nero, em desenvolvimento, e sugere tamb6m instruments analiticos para profissionais
do desenvolvimento. em organizacqes governamentais, bilaterais e internacionais e
ONGs, para aumentar a efetividade e a sustentabilidade de suas atividades de projeto. O
objetivo principal 6 conscientizar especialistas em political, programs e projetos quanto










a instruments simples e de baixo custo, destinados a incorporar questoes de g6nero em
aq6es para o desenvolvimento.

Este Guia surgiu das atividades de ECOGEN, urn projeto conjunto de pesquisa
entire a Clark University e a Virginia Polytechnic Institute and State University.
ECOGEN explore abordagens alternatives para manejo de recursos. identifica formas
cambiantes de organizacgo comunitAria e esclarece importantes vari.veis baseadas em
g6nero, que surge no gerenciamento de recursos, a nivel comunitdrio. At6 aqui,
ECOGEN tern usado, na coleta e andlise de dados, t6cnicas sensiveis a genero, ligando-as
a metodologias participativas.

Entre 1990 e 1993. as equipes de ECOGEN realizaram pesquisas no Qu&nia.
Honduras. Filipinas. Rep6blica Dominicana e Nepal. Em cada pais, a pesquisa contou
cor a colaborag~o de uma instituicgo local. As equipes eram formadas por membros
dessa instituigo, bern como da Clark University e da Virginia Polytechnic. Para
fundamentacdo de suas descobertas, as equipes estudaram o papel do genero no
gerenciamento de recursos e nos sistemas de subsistincia rural, al6m de desenvolverem
estudos de caso e documents sobre political.

Este trabalho defended a id6ia de que os elements fundamentals para o
gerenciamento efetivo de recursos sustentabilidade, produtividade e equilibrio sdo
reforcados pela valorizacgo da variavel g6nero. Um melhor entendimento de genero como
uma variavel nos sistemas de subsistfncia rural pode ser obtido utilizando-se uma
variedade de ferramentas analiticas, que podem simplesmente ser intitulados analise de
g6nero. Como um Guia apenas sugere possibilidades, incluimos uma lista de referencias.
para maiores informag es sobre g6nero. recursos e desenvolvimento.





Mulheres agricultoras ao redor do mundo
As mulheres constituem metade da populacgo da Terra, realizam cerca de 2/3 do total de horas de
trabalho no mundo, recebem 1/10 da renda mundial e possuem menos de 1/100 das propriedades do
mundo (United Nations Report, 1980). Visto que, nos pauses em desenvolvimento, a maioria dos que
migram para metr6poles e cidades a procura de emprego 6 de homes, a carga de trabalho feminine
aumenta ainda mais. As mulheres tornam-se, entio, as dinicas administradoras e trabalhadoras das
terras.


(USAID Relat6rio para o Congresso Women in Development, 1990:30)










0 problema: Mudancas nos Papeis de

Genero, Economias em

Transformacao e Crise Ambiental

Em todo o mundo. as responsabilidades de mulheres e homes diferem de acordo
com as situacoes especificas por eles vividas. Essas circunstancias sao moldadas por:

meio ambiente
condicges econ6micas
ocupagao
classes social
cultural
hist6ria do pais
circunstancias familiares
estruturas legais
religiao


Na maior parte do mundo em desenvolvimento, a produtividade dos recursos
esti decaindo (Leonard. 1989). Para sobreviver em uma economic monetarizada. numa
realidade de recursos em declinio. homes e mulheres mesmo nos mais remotos locais
do mundo buscam. cada vez mais. trabalho assalariado local. tanto em areas rurais
como urbanas. Tambem estAo plantando e vendendo mais produtos agricolas para gerar
capital. muitas vezes as custas de colheitas de subsistencia.

As condicqes globais causam os seguintes fen6menos nas comunidades rurais:

exodo rural de grandes proporgces;
carga horaria de trabalho mais intense para os que permaneceram no campo:
maior n6mero de families chefiadas por mulheres:
novas responsabilidades para as mulheres sem o correspondent acesso aos
recursos;
novas normas e expectativas, a media que as families vao se fragmentando:
mudangas nas perspectives de genero e de gerag:o;
deslocamento do sistema de trabalho: do grupo integrado para o regime
assalariado.










Transformagdes nos sistemas de subsistincia rural levam a mudangas nas
responsabilidades baseadas em g6nero. Enquanto estas trnasformacOes podem ser
observadas em todo o mundo, elas se manifestam diferentemente em cada regiao.
Mbusyani e Kyevaluki, no Distrito de Machakos, Quinia oferecem, a seguir, uma
ilustragao.

Condic6es Globais e Tend&ncias Locais em Mbusyani e Kyevaluki, Distrito de Machakos, Quenia
A mais notdvel tend6ncia em Mbusyani e Kyevaluki 6 o crescimento inexorivel de suas
vinculac6es cor sistemas politicos e econ6micos mais amplos. E cada vez maior o numero de
moradores que dependem de dinheiro. Os lucros de sua colheita mais significativa. o caf6, variam de
acordo com o que acontece fora de seu control e dos limits da comunidade. O preco do caf6 por quilo
6 determinado no nos mercados locais nem mesmo em Nairobi, mas sim em Londres ou Washington.
Uma outra tend6ncia 6 a pressdo da populagdo sobre areas ja degradadas. Nessas comunidades do
Qu6nia. a populacgo tern aumentado constantemente, desde que o pais se tornou independent. A taxa
da natalidade 6 de cerca de 4% ao ano e promete continuar neste nivel no future imediato. ja' que as
families sao grandes, corn uma m6dia de seis a oito filhos vivos por casal.
Al6m disso, essas comunidades enfrentam uma economic em depress.o. Os lucros coin o caf6 nao
trm sido significativos, nos iltimos anos. Os custos se elevam, a media em que as families modificam
o uso da terra, substituindo cultures de subsist6ncia por caf6 ou outro cultivo rentivel. Corn outras
fontes de renda, a venda de terras tornou-se o iltimo recurso para a educac.o dos filhos, que 6 de vital
importancia para os habitantes locais. Sao reduzidas as oportunidades de emprego na area. Muitas
pessoas da comunidade rural s6 tem capacidade para trabalhos temporarios. Dada a divis.o de trabalho
baseada em g6nero, que design a produgco de alimentos para consume dom6stico como uma
responsabilidade feminine, e a falta de dinheiro para pagamento de mio-de-obra, ha uma diminuicao de
mao-de-obra em moments cruciais da produgao de alimentos. Nessa divis.o, a mulher 6 responsavel
pela produCgo e colheita de alimentos para consume domrstico.
Esses fatores esto causando mudangas reais nos pressupostos e expectativas quanto a genero e
gerag.o para o future. Mulheres idosas, em Mbusyani e Kyevaluki, estao comegando a assumir
responsabilidade e participagao na cultural do caf6, incluindo a venda e o control do process. As
mulheres jovens, particularmente as que t6m educagao secundaria, questionam situacges tradicionais.
como casamento e gestagces precoces e uma vida de trabalho fisico pesado. Por isso. elas procuram
outras opgoes e t6m novas expectativas.
Fonte: Asamba e Thomas Slayter, 1991.










Elos: Genero, Deterioracao Ecol6gica

e Pobreza

Aproximadamente 80% da populacgo pobre mundial vivem em Areas rurais. A
maioria estA em regioes de baixo potential agricola e alta vulnerabilidade ecol6gica
(Leonard, 1989).

Em todo o mundo, os recursos naturais constituem a base dos sistemas de
subsistincia rural, sdo a chave do aumento da producgo alimentar e de um
desenvolvimento efetivo, just e sustentAvel. A escassez, a deteriorag o dos recursos e a
pobreza forgam as pessoas a cultivar cada vez mais as terras fracas, sacrificando
freqiientemente seu future para tender a necessidades atuais.

Ha duas questoes critics: as presses da comercializagao e a privatizacgo de
terras comunitarias. A primeira ocorre pelo fato das melhores terras estarem a servigo de
interesses privados, prejudicando o uso da terra pelas families mais pobres. Obrigadas a
ocupar terras marginais, essas families ficam cada vez mais vulneraveis e pobres. A
segunda questio a privatizacao de terras comunitArias impede que as families pobres
tenham acesso aos produtos da floresta e das pastagens, necessarios A sobrevivencia.

A grande maioria das mulheres, em regi6es em desenvolvimento, depend da
terra para a sua sobrevivencia (Dankelman e Davidson, 1989). Os resultados de estudos
de casos levados a efeito por ECOGEN, na Africa, Asia e America Latina. sugerem que
a carga da destruicao dos recursos naturais recai mais pesadamente sobre mulheres das
families pobres. que precisam lutar pela sobreviv6ncia. A forte conexao entire papeis de
genero em mudanca. pobreza e declinio ecol6gico. torna imperative examiner o papel do
genero nas questoes do acesso aos recursos naturais e seu control.

Estudos de caso levados a efeito por ECOGEN revelam que uma continue
degradagao ecol6gica:

transform os pap6is de g6nero
provoca o 6xodo da populacao
aumenta a carga horaria de trabalho das mulheres
leva homes e mulheres do campo a buscar novos m6todos para proteger e
ampliar seus meios de subsistencia
leva A diminuicgo da produgao
acelera o declfnio da base de recursos











Desmatamento no Nepal

Em certas dreas do Nepal, o desmatamento tern
forcado as mulheres a aumentar, em 1 hora e 13 minutes,
o tempo de coleta de lenha, forragem e capim (Kumar e
Hotchkiss, 1988, p. 9).



Agua, mulheres e poqos de areia, no Quenia

Em Katheka, no Distrito de Machakos, Quenia, as mulheres
costumavam, na estacgo seca, pegar agua nas areas pr6ximas ao rio
Kalala. Agora, grande parte dessa areia foi desviada para obras de
engenharia, por construtores de Nairobi. Agora as mulheres
precisam caminhar at6 o rio Athi, durante a seca. Muitas delas, por
um period de mais de dois meses, cumprem diariamente essa tarefa.
gastando 5 horas para ir e vir no trajeto (Thomas-Slayter e Ford.
1989).












k de Mazvihwa. no Distrito
L Zvishavane. Zimbabwe.
procuram agua nas areas
I"* "" de um leito de rio. durante
S" a estacao seca.


t1










II. Instrumentos para


a Analise de


Genero


Instrumentos para andlise de g6nero sao pilares para projetos e programs
efetivos. Eles revelam como as diferencas de g6nero definem os direitos, as
responsabilidades e as oportunidades das pessoas, no manejo de recursos. Reconhecer as
maneiras como pianos de desenvolvimento afetam, diferentemente. homes e mulheres,
permit aos planejadores incorporar, com sucesso, esta informacgo a implementagdo,
monitoramento e avaliagdo de programs e projetos de desenvolvimento.
Os instruments discutidos nesta secao apresentam formas de reunir dados e
analisar o genero como uma variavel na organizag.o dom6stica e da comunidade para o
manejo de recursos naturais. Usado individualmente, cada m6todo leva a novos
"insights" sobre a situacgo local. Usados em conjunto, esses m6todos permitem uma
compreensao mais abrangente da situacao da comunidade, facilitando a criac.o de um
program de desenvolvimento mais just e efetivo. Ilustra-se cada instrument cor uma
aplicacAo decorrente da pesquisa ECOGEN.


Nina Bhatt. Indira Koirala c
Munni Gautain. members da
equipe da pesquisa ECOGEN
no Nepal. preparando-se para
as entrevistas do dia e sendo
observadas pelos Ghimeres. a
faminilia anfitri5i.









Melhorando a Identificacao do

Problema: Retomando Instrumentos

Tradicionais



ma Nfvel s6cio-econ6mico"


Definiqio Exercicio que, atrav6s de cart6es, extra, de fontes importantes.
dados sobre diferencas sdcio-econ6micas locais.
Objetivo Criar uma amostra de families representatives dos diferentes grupos
s6cio-econ6micos da comunidade.
Materials Cartoes cor os nomes das families da comunidade. Se nao for
possivel incluir todas as families, dever, ser usada uma amostragem
aleat6ria.
Process Entrevistar separadamente quatro ou cinco fontes, homes e
mulheres. Pedir a cada um para separar, em pilhas, cart6es cor os
nomes das families, de acordo cor a conhecimento da fonte sobre o
nivel s6cio-econ6mico relative dessas families. O pesquisador e o
informant discutirao, entao, as caracteristicas associadas as pilhas de
cartOes organizadas pelo informant, bem como as razoes para incluir
cada familiar em um grupo particular.
Valor Importantes indicadores sobre camadas s6cio-economicas da
comunidade sao determinados por moradores homes e mulheres. e
nao pelos pesquisadores. A andlise dos resultados assegura que as
families selecionadas para a pesquisa e sua confirmagao sao
representatives da gama de fatores s6cio-econ6micos encontrados na
Area estudada. Os pesquisadores podem tamb6m controlar fatores
ecol6gicos. separando as families por zonas agro-ecol6gicas.
assegurando que cada zona esteja representada.
A amostragem por nivel s6cio-econ6mico ajuda o pesquisador e o
coordenador do projeto a perceber as formas de interacgo entire
pap6is de g6nero e classes s6cio-econ6mica. em comunidades rurais.


EIsta tecnica oii criada por Barbara Grandin (1988) e adaptada pelas equipes de pesquisa de ECOGEN.










Em estudos de caso de ECOGEN, evidenciou-se que economies em
process de mudanca e em crises ambientais tim implicac6es
significativas no trabalho de homes e de mulheres. O control sobre
os recursos varia significativamente, segundo a classes social e a
estrutura da familiar.


As seguintes descrig6es sobre families, derivadas de uma atividade para verificar
o nivel s6cioecon8mico. ilustram as as diferencas dram.ticas entire as families de uma
pequena comunidade. Elas mostram porque os pr6prios membros da comunidade podem,
melhor do que ningu6m, definir e interpreter padres de estratificacgo s6cioe-con6mica
local.



Duas Familias do Quinia: os Mongotes e os Ndonyes
Cor a renda auferida em sua loja, o Sr. e a Sra. Mongote compraram os oito acres de terra onde
vivem agora Proprietarios de 1.300 p6s de caf6, al6m da loja, os Mongote conseguem gerar recursos
econ6micos suficientes para tender a necessidades dom6sticas importantes. O Sr. Mongote administra
a loja e, cor a Sra. Mongote, o cafezal. Esta encarrega-se tamb6m do cultivo de subsist&ncia.
Recentemente, a familiar vendeu um pequeno lote de terra, para arcar cor as despesas escolares na
educaggo de seus filhos.
Theresa Ndonye, uma vizinha dos Mongote, 6 vitiva. Ela sustenta seus tr6s filhos tocando sua
fazenda de um quarto de acre de terra, trabalhando tamb6m fora da propriedade e tecendo cestos. A
filha de Theresa 6 mae solteira; seu filho mais velho esta em Nairobi, procurando emprego, e o filho
mais novo estuda na escola primiria. Eles tim 100 p6s de caf6 e uma pequena cultural de subsistincia.
cujo produto s6 dura um mis. Para comprar o restante dos alimentos necessarios. a Sra. Ndonye
trabalha em terra alheia, colhendo, fazendo cobertura e capinando. no cultivo do cafe. Seu ganho
medio. por dia de trabalho, 6 de menos de 1 d6lar. Ela 6 representative de um nimero crescente de
families que, apesar de proprietdrias, atuam, virtualmente, como trabalhadoras agricolas sem terra.
vulneriveis, portanto, As vicissitudes do emprego tempor.rio (Asamba e Thomas-Slayter, 1991).


Devido a sua relative riqueza, families como os Mongote sao facilmente
identificadas e geralmente acessiveis a pesquisadores e coordenadores de projetos para a
discussao sobre a situacao e as necessidades da comunidade. Ja families como os Ndonye
lutam para sobreviver e geralmente est.o muito ocupados para participar de encontros
comunitarios, onde se discutem temas de desenvolvimento. Tais families (particularmente
aquelas chefiadas por mulheres) podem permanecer "invisiveis". cor suas necessidades
nao reconhecidas. Conseqiientemente, suas preocupagOes n.o sao incluidas em projetos de
desenvolvimento. 0 process de verificacgo de nivel s6cio-econ6mico assegura que










informagqes sobre todos os tipos de families sejam incorporadas ao process de
identificag.o de problems e a elaboragao do projeto.










Entrevistas Familiares Aprofundadas


Definif o Uma discussao cor o adulto home e/ou mulher responsavel pela
familiar.
Objetivo Revelar o g6nero como uma vari.vel nas estrat6gias de subsistincia
de membros das families, principalmente em terms de manejo de
recursos naturais, permitindo aos entrevistados explorer os vinculos
da familiar cor os sistemas sociais, econbmicos e ecol6gicos mais
amplos que a cercam. E important ouvir as perspectives de mulheres
e de homes. Em geral, tem sido muito mais ficil entrevistar homes
e obter seus pontos de vista. As entrevistas corn as families devem
considerar esta disparidade, assegurando que pelo menos metade das
entrevistas sejam feitas corn mulheres.
Materials Caderno para anotacqes e caneta. Em alguns casos, um gravador
cassette pode ser itil.
Process Entrevistas informais ou discusses de 45 minutes a uma hora de
duraqco. Os pesquisadores podem incluir uma ampla gama de
t6picos, dependendo das circunstncias do local em estudo:
composicao da familiar; status s6cio-econ6mico: divisao do trabalho
por g6nero e tomada de decis6es, na familiar; uso, acesso, manejo e
control dos recursos familiares por genero. Se o marido entrevistado
dominar a discussao, 6 v.lido sugerir que h. t6picos relacionados
cor as perspectives femininas sobre quest6es ambientais. de sa6de e
cuidaods coin as criancas. assuntos que o pesquisador gostaria de
discutir corn a esposa. Se a tentative nao for bem sucedida. o
pesquisador pode tentar um prolongamento da entrevista corn a
mulher, de prefer6ncia fora da casa, em um local de trabalho. Veja.
A p. 17, uma discussao sobre a observacao participate. um moment
de conversas informais.
As families podem ser selecionadas aleatoriamente. a partir das
categories geradas no exercicio de verificacdo do nivel s6cio-
econ6mico. Elas podem ser identificadas por informanetes chaves e
selecionadas de acordo cor os crit6rios do pesquisador ou cor base
nas quest6es levantadas nos encontros gerais da comunidade.
Valor O conhecimento aprofundado sobre as families. corn oportunidade de
discusses, ap6s a entrevista e andlise dequestoes importantes.










O quadro seguinte exemplifica tipos de informag.o obtidos em entrevistas
domiciliares. em muitas areas de pesquisa de ECOGEN.



Informaao Sensivel a Genero sobre Manejo de Recursos Obtida atrav6s de Entrevistas
Domiciliares
Em Kamwango do Sul, Distrito de Nyanza Sul, Quenia
mudanca nos padres de alocacgo de trabalho, incluindo
agriculture, coleta de lenha e de agua, entire mulheres cujas
families praticam a poligamia,
attitudes em relagdo a temas de saide piblica, tais como doengas
de criangas, mortalidade infantil, construcgo e uso de vasos
sanitarios
Em Napo, Siquijor, Filipinas
detalhes sobre os diferentes usos da pequena floresta
remanescente por parte de homes e mulheres para
aumento de renda
posse da terra e padres de heranga complexes, envolvendo
irmaos e irmas que, em certas circunstancias s6cio-economicas,
prejudicam o gerenciamento sustentivel dos recursos da terra
Em Ghusel, Distrito de Lalitpur, Nepal
mudanca nas responsabilidades e na alocaqgo de trabalho para
mulheres. com a introducao da produggo de leite de bifalo, hi
aproximadamente dez anos
diferencas nas attitudes de homes e mulheres quanto a
disponibilidade dos recursos
Na RegiAo de Linaca, Choluteca, Honduras
impact da migracgo masculina sazonal e permanent sobre
mulheres e criangas que sao deixadas no local de origem
a ampla variedade de plants medicinais usadas tradicionalmente e
as mudancas, baseadas em genero, nos padres de conhecimento
e uso destas plants












Discusses em Grupos de Foco e outras
Entrevistas em Grupo


Definig~o Reuniao de um pequeno grupo para discutir um t6pico especifico, em
um ambiente informal, no qual todos os presents sao encorajados a
apresentar suas id6ias e opinioes.
Objetivo Criar uma oportunidade de explorer pap6is de g6nero em virios
aspects da vida comunitaria e entender a diversidade de percepg~es
e de opini6es sobre este t6pico. Os grupos de foco podem tamb6m
criar linhas de tempo sobre a hist6ria das comunidades. Para isso.
seriam esquematizadas as percepg6es de homes e mulheres sobre as
instituigbes comunitarias e tragadas as direc6es proviveis dos temas
sobre recursos, tais como indice pluviom6trico, produced agricola,
populag o, desmatamento e saide.
Materials Caderno de notas e caneta e, em alguns casos, un gravador.
Cartolina para cartazes e pinc6is at6micos coloridos s.o necessarios
para tragar as linhas de tempo, diagramas e graficos; circulos de
varios tamanhos s.o necessariospara o exercicio de percepcgo sobre a
instituig o comunitaria. E itil contar com duas pessoas: uma para
facilitar a discussao e a outra para gravar informac6es.
Process Pesquisadores ou coordenadores de projetos tornam-se facilitadores e
observadores participants. Tempo, local e t6picos para a discussao
sao estabelecidos corn uma antecend6ncia de alguns dias ou de uma
semana. A participacao em um grupo de foco pode ser baseada em
limits politicos (vizinhanca), organizagOes comunitarias formais e
informais e projetos patrocinados pelo governor ou pela comunidade.
Os facilitadores devem propiciar a inclus.o do maior numero possivel
de pessoas na discussao, assegurando que suas opini6es sejam
ouvidas. Encontros com homes e mulheres separadamente podem
trazer A tona assuntos que, em grupos mistos, nio aparecem. E
tambdm 6til ouvir os moradores de diferentes grupos etdrios. 6tnicos
ou de classes sociais distintas. Discusses em grupos de foco,
conduzidas atrav6s do process de coleta de dados, permitem ao
t6cnico em desenvolvimento chegar a descobertas e aprofundar sua
compreensao sobre responsabilidades baseadas em genero. no manejo
de recursos.










Valor As discussoess em grupos de foco propiciam um forum para
discusses aprofundadas de quest6es surgidas nas entrevistas
domiciliares, assim como o esclarecimento de vdrias percepcges e
opini6es encontradas na comunidade. Como vemos nas ilustracOes a
seguir, esse tipo de discussao pode ser itil para mostrar:
prioridades baseadas em genero visando a agdo comunitaria
o nivel e natureza da consciencia de homes e mulheres sobre
os recursos
percepoges de mulheres e homes sobre a efici6ncia
institutional.



Prioridades Baseadas em Genero para a Aqio Comunitaria, no Quinia
Em Pwani, Distrito de Nakuru, Quenia, um exercicio de Avaliac.o Rural Participante nio
revelou a extensao nem a gravidade do problema da falta de lenha, at6 que as mulheres tiveram uma
oportunidade para se encontrar separadamente, num grupo de foco, para examiner a quest.o. Para os
lideres masculinos da comunidade, os problemss importantes" eram as estradas e os cuidados corn a
sadde. As questoes das mulheres. tais como a obtencao da lenha, nao eram consideradas relevantes para
o process, ate que que a discussao no grupo de foco trouxe-as para o centro das discusses (Rocheleau
et al., 1991).




^ ". "' -'^ NMoradorcs do povoado idc
.' Kyvaluki rcfincn-sc panr
--PT*. '-k Lj'I Ulnal discuss o cln i.rupo
66-' LiCe tocil.


. r











G6nero, Mangues e ConsciEncia sobre os Recursos, nas Filipinas
Discusses em grupos de foco podem ampliar o nivel de consci6ncia da comunidade sobre a
degradagao de recursos e levar A reuniao de dados bAsicos sobre o manejo dos recursos existentes. As
discusses ajudam tamb6m os membros da comunidade a entender seus pr6prios pap6is na degradacao
de recursos, a reconhecer alternatives e a considerar, coletivamente, as oportunidades e restricges para
mudar padres correntes de comportamento. Como esses t6picos sdo especialmente delicados, 6 crucial
que o facilitador seja perito em questOes de recursos comunitArios e context cultural, assim como
adepto do trabalho em grupo. Uma conversa entire o facilitador de grupo e os membros da comunidade
sobre o uso dos mangues 6 ilustrativa:
Facilitador (F): Qual 6 o combustivel que voc6 usa para cozinhar?
Membro da Comunidade (MC): De prefer6ncia, lenha de mangue e. tamb6m, alguns gravetos.
F: Quem busca essa lenha?
MC: Em geral, mulheres e crianCas.
F: Por que voc6 usa esse tipo de lenha?
MC: Porque os mangues estao pr6ximos e a lenha 6 boa para o fogo.
F: Voc6 tem ainda uma boa reserve dessa lenha?
MC: Ela estA acabando. (Podem vir A tona casos sobre a situagco anterior de suficiencia de
madeira).
F: Por que esta acontecendo isto?
MC: Porque agora ha mais gente na comunidade. Mas n6s precisamos cozinhar nossos
alimentos.
F: Havendo menos lenha, as mulheres gastam mais tempo para obter combustivel?
MC: Ainda nao, mas estamos preocupados que isso possa ocorrer em breve.
F: O que acontecera quando nao houver mais Arvores de mangue?
MC: Nos precisamos de mangues. (A discussao provavelmente levara a outros beneficios dos
mangues. al6m do combustivel, como seu papel de viveiro para pequenos
rganismos marinhos e como protecgo contra tempestades.
F: O que podemos fazer? O que deve ser feito?
MC: Ha outros mangues, mas eles estao localizados a mais de 10 quil6metros de distancia.
Talvez n6s pud6ssemos usar palmas de coqueiro ou replantar nossa area de mangue, pois
ssim haverA lenha para todos.

Assim, o pesquisador/facilitadores coleta informagces sobre o modo como a comunidade percebe
s recursos e tamb6m cria condicges para discusses valiosas entire os participants. Encontros corn
omens e mulheres, em grupos separados, propiciarao uma discussao mais abrangente dos temas
Ututalum, 1993).





Fig. I Percepoes de Hiomens e mulheres, sobre InstituigOes El Zapote, Honduras.


LUPE


Percepg9es das Mulheres


Urna ilustracgo sobre o trabalho em Honduras mostra a
importancia da coleta de informaq es tanto de homes
quanto de mulheres sobre instituices e organizacoes
existentes, a partir do envolvimento inicial corn urma
comunidade. Pede-se a grupos de moradores que
classif'iquem instituiqoes comunitarias por ordem de
importaincia (relreseniadas pelo tamanho do circulo). e que
elaborem diagramas indicadores das relagoes entire os
diferentes grupos comunitArios. As discusses em grupos
de foco. que originaram o diagrama acima. mostraram que


Percepq6es dos homes


homes e mulheres deram um relevo diferenciado aos
varios grupos comunitarios que visam ao bem-estar local.
Para detalhes sore como conduzir as discusses de grupos
de foco sobre percepgoes comunitarias das instituig6es, ver
NES et al, Participatory Rural Appraisal Handbook
(Manual de AvaliaCio Rural Participante). O exercicio foi
modificado aqui, para incluir diferenqas de g6nero.
possivel uma maior diferenciacao ao long das linhas
s6cio-econ6micas.
Fonte: Urban e Rojas (1993).










Observacao Participante


Definigio Esta atividade envolve o acompanhamento de entrevistados durante a
realizacao de suas atividades cotidianas
Objetivo Observar e coletar dados sobre o dia-a-dia de homes, mulheres e
criancas. A observacgo de entrevistados "no trabalho" permit
compreender as restrig6es e oportunidades quanto ao uso de recursos,
a nivel familiar. Al6m disso, esclarece os relacionamentos intra-
familiares (Rocheleau et al., 1988).
Process Procurar acompanhar de perto um entrevistado(a) em parte de seu
dia, ajudando-o, observando e conversando. enquanto ele/ela
trabalha. E bom fazer visits subseqfientes. para observer as
diferentes atividades e responsabilidades sazonais.
Materials Variam segundo a tarefa especifica e o tipo de ajuda que o
entrevistador pode prestar. E necessirio, tamb6m, caderno de notas e
lapis.
Contefdo A observacao participate permit ao pesquisador obter "insights"
sobre temas referentes as circunstdncias especificas do entrevistado e
ndo cor base em entrevistas ou pianos de pesquisa. Este tipo de
observaCgo pode trazer a tona atividades que. em pesquisas mais
formais, ficariam ocultas aos pesquisadores. A observacao
participate facility, tamb6m. o exercicio de mapeamento de genero.
discutido a seguir.













Observaoio Participante e o Sistema "Packo", no Nepal

Em Ghusel VDC, Nepal, a observagco participate levou os pesquisadores a entender melhor a
organizagio dom6stica e comunitAria para a coleta de forragem. "Packo" 6 um sistema informal de
manejo de florestas e forragem, nas "terras desocupadas" de propriedade do governor (antes florestadas
e agora est6reis). Os habitantes da povoagco cultivam essas areas cor esp6cies que supram as
necessidades das families de lenha e forragem; conseqiientemente, transformam essas terras em
propriedade privada. Tal sistema s6 se tornou visivel aos pesquisadores depois que eles passaram algum
tempo coletando forragem, cor as mulheres das families de Ghusel.

Nos iltimos dez anos, a produgco de leite de bifalos estabulados tornou-se uma estrat6gia-chave
de subsistencia para muitos lares em Ghusel. As mulheres sao prioritariamente responsaveis pela
alimentagco desses animals. O surgimento do sistema "packo" foi fundamental. nessa drea. para o
manejo de recursos cor base em g6nero. A observagco direta deste sistema ajudou a esclarecer
aspects relatives A forragem, tais como quantidade, peso. tempo de coleta, bem como diferencas
marcantes na "propriedade" e no tamanho das terras "packo", corn base casta. etnia e status
ecdn6mico(Koirala et al., 1993).





~-



.,.- r, "". ,* *Mulher Taianai scen
~a Iccss, ls terras do sislela
.lO "p;~acko". carrcma forraCem
'.. ,da floresta para sua casa.
,ara alimentar o,,s bfifalos
da famliha. cm Ghuscl
V a VDC. Nepal.



t A! .N' *












V %-
"' i "" -1 .7










Melhorando o Esboco e a

Implementacao do Projeto: Novas

Tecnicas Especfficas para Genero


a Mapeamento de Recursos de Genero*


Definioo O "mapa de g6nero" represent homes. mulheres e criancas como
grupos distintos de usuarios da terra e, conseqientemente. esclarece a
divisio intra-familiar de control (C), responsabilidade (R) e trabalho
(T) dos recursos e atividades correlatas.

Objetivo Apresentar o cendrio rural como um campo de relacionamentos
complementares e/ou conflituosos entire homes. mulheres e criangas,
no tocante a recursos naturais.

Materials Papel de tamanho grande e pinc6is at6micos. para desenhar um mapa
domiciliar e de suas bases de recursos.

Process Trabalhar em estreita ligacao com pessoas representatives de tipos
familiares, estratos s6cio-econ6micos e zonas agro-ecol6gicas
comunit.rias predominantes. de modo a entender a divisao de C. R e
T. em relag~o a recursos e atividades. tanto no interior de uma
familiar quanto entire families que vivenciam diferentes situacoes
s6cio-econ6micas. Atrav6s do mapeamento dos principals niveis
s6cio-econ6micos, pode-se entender como as divisoes de genero e de
uso da terra, mudam de acordo cor a classes social.

Valor Mulheres e homes fazem usos muito diferentes dos recursos em
alguns casos. at6 mesmo em relacao a uma simples esp6cie de arvore. Por isso, 6
essencial para os planejadores e pesquisadores de desenvolvimento entender a
domesticacao do cendrio rural. O mapeamento de g6nero tamb6m 6 important porque
oferece uma representacao concretado cenario (em terms de C. R e T). que pode ser
apresentado para os membros da comunidade para o seu "feedback"


Adaptado de Rocheleau. 1987.











Fig. 2 Mapa de Recursos por Genero Zambrana, Reptiblica Dominicana


BOsuG j..b RA




IPiICNAS P/ .
c f, hE t






Projeto)
Fonte: Rocheleau e Ross, 1993


C = Controle
R = Responsabilidade
T = Trabalho

+% Acacia (Arvore introduzida pelo










Pesquisa de verificacao


Defini~io Uma pequena pesquisa para confirmar as descobertas feitas com o
uso de outros m6todos, corn o objetivo de constatar a amplitude das
descobertas na comunidade.
Objetivo As pesquisas podem ser usadas para determinar a variedade e o
consenso de opinioes e as condicges existentes entire os moradores,
como revelado nas entrevistas domiciliares, nas discussOes dos
grupos de foco e em outros instruments. Servem tamb6m para
provar um determinado t6pico, como por exemplo, a escassez de
agua.
Materials Um formulario que possa ser facilmente reproduzido, para auxiliar
na aplicac.o do questionirio.
Process A pesquisa 6 aplicada a uma amostra aleat6ria de membros da
comunidade. As questOes sao estruturadas de modo a se captar
respostas diferenciadas. cor particular atencao As diferencas baseadas
na variavel g6nero. O quadro ilustra algumas das questoes usadas
nas Filipinas, para se obter informacges sobre responsabilidades
econ6micas relacionadas a g6nero e idade e, especificamente sobre
g6nero. em relacdo A heranca de terras.
Valor Confirma a validade das descobertas, fornecendo dados estatisticos
para apoid-las e dar-lhes legitimacao. Pode tamb6m refutar ou lancar
duvidas sobre algumas dessas descobertas.










Fig. 3 Questoes de Amostra, Originadas de uma Pesquisa de Verificacgo e Utilizadas na
Ilha Siquijor, Filipinas

1. Voce esta envolvidos nas seguintes atividades de geragao de renda baseadas
no uso de recursos naturais locais. tais como fazer ou vender:
Marido: a. telhado e. peixe
Esposa: b. comida f. algas
Menino: c. esteiras g. conchas
Menina: d. vinho de coco h. gado
Outros: i. outro

2. Voce trabalha em fazendas de outros proprietarios:
Marido S N Esposa S N
Menino S N Menina S N
Outro : S N
3. Voc6 possui terra? S N


Como adquiriu a terra?
Compra __


Terra do Governo


Heranga


Em nome de quem esta a terra?
Marido Esposa


Outra pessoa


Fonte: Shields e Thomas-Slayter, 1993.


Bibet Suinaponiw. assislente
de pesquisa de Napo.
Siquiijor, coordcna a
discussoo do grupo dL
loco.










Calendario de Atividades Sazonais
Desagregadas por Genero*

Definic~o Um calendirio que identifica tarefas de subsistencia e classifica
responsabilidades por estacao do ano, genero, idade e intensidade de
atividade. Este calendario realga as restric6es da comunidade, tais
como periods de seca, inundacgo, escassez de alimento ou mesmo
destaca events culturais locais, que devem integrar um planejamento
de projeto.
Objetivo Gerar, nos sistemas de subsistencia e no manejo de recursos,
informag es baseadas em g6nero. sobre divisao de trabalho e de
responsabilidades.
Materials Quadro em cartolina ou rolo grande de papel pardo e pincel at6mico.
Process Subsidios sao obtidos de homes e mulheres. em grupos de foco. ou
de fontes importantes. Os calend.rios especificam as atividades
habituais e responsabilidades das families e dos membros da
comunidade, incluindo as criancas ao long dos anos. Tais
calendarios irao variar, de acordo cor o status s6cio-econ6mico e os
pesquisadores precisam estar atentos a esta variagao.
Conteido Da assistincia aos planejadores e coordenadores de projeto, na
previs.o da 6poca mais adequada para trabalhar junto a uma
comunidade local. O calendario sazonal ajuda os planejadores a
analisar varios indicadores locais e as responsabilidades variaveis de
homes e mulheres.
















Adaptado de Feldstein e Poats. 1989.












Responsabilidades Sazonais dos Pabalays, na Ilha de Siquijor, Filipinas
0 calendario sazonal esclarece o melhor moment do ano para trabalhar cor families que, como
os Pabalays, nas Filipinas, tnm seu tempo dividido entire virias ocupacges, de acordo com a estacgo do
ano.
Eug6nia e Tirso Pabalay tem nove filhos. Sua terra produtiva fornece vegetais para apenas sete
meses. Para comprar alimentos para os cinco meses restantes, Tirso pesca, enquanto Eug6nia e as
criangas criam algum gado, vendem os peixes que sobram e coletam algas, que vendem a
intermediarios. As atividades de pesca e coleta de algas, entretanto, sao limitadas pelas variac6es
clim.ticas durante o ano.
Durante o auge da capina, os membros da comunidade ajudam-se mutuamente. capinando as
fazendas por um salario ou participacgo na colheita. Apesar de escassos recursos, os Pabalays
compraram uma vaca que e utilizada por Tirso para arar os campos dos vizinhos, em troca de
pagamento em dinheiro ou em mercadorias. Todos os recursos sao cuidadosamente manejados para
ajudar nas despesas de alimentaCgo e educacgo (Shields e Thomas-Slayter, 1933).










l'ip. 4 .- (:l,..' ,.n :i' a/ on1al do;s I 'ihala s. n )I Illia Squij or. 1IilipiMna


lI ir '.stb l sSI C.
i:ir Abr Mii J.nh


I Su 'iio tImihNil
Jul A\o Set OIul Nov


.11\ I I DAI 1)1 S

PiRIol ) OS 1)1
1 SI IlSSl



Trrailh I'om e I)e.',nii .,;'
lions I) l;S.S







CuidalO ikd(
C'i ri i,';s
'e( .nt ('Crici'to


P01 Sll|lT:\S

PRI' C II'.IS

Coco Madiiic
AIr) (.1-3
colllcit;i's)
Milho ( I
collh il;i' c;nllIo)


Ic


h~lll.l: i 1:.~ -i -~


. Nlcllh'I r l ti .l i, i l
-a


7-
- -P


a .

.


'.j E3 .E9 L:".~


k"~- c~~~G -Q-


~~- lm~~~~n~~~~n~~-m ~ Iiiiiimnlrs l-r-rr~i~


mrlr, hi 111

* I /\i~ll 11


- -~.\I P. ida IL' I ji.ii ~Iii~


l;.t m I rla
IaIl I ch)


I--nnml-nrr~lnrll-l~-n~-l--ol-


---- i------


1ontc: Shields e T'homa.,.-Slayter. 1' 11










Analises de Atividades, Recursos e
Beneficios*

Definio Analise aprofundada das atividades, recursos e beneficios auferidos
por families representatives de varias categories s6cio-econ6micas.
Objetivo Obter informagres detalhadas sobre estrat6gias de subsistencia e
atividades de manejo de recursos, de families representatives dos
principals grupos s6cio-econ6micos da comunidade.
Materials Cartaz e pinc6is at6micos coloridos para representar, em diagramas e
figures, as families e a comunidade. Caderno de notas para registro
de informag es adicionais.
Process Programar tr6s visits a duas ou tres families representatives de cada
uma das categories s6cio-econ6micas estabelecidas. Cada visit dura
cerca de uma hora e deve contar cor a participacgo do maior niimero
possivel de membros da familiar. As discusses entire eles sobre
atividades, recursos e beneficios podem ser 6teis, tanto para os
participants como para o pesquisador.
Um calendario sazonal 6 elaborado para cada familiar para a Andlise
de Atividades (ver p. 23-25).
A Anilise de Recursos 6 produzida em uma segunda discussed e se
elabora a partir de informaqges coletadas no exercicio do calendrio
sazonal de atividades. Os pesquisadores providenciam um mapa cor
um croqui da comunidade, em papel de tamanho grande ou quadro
mural. Os membros das families e os pesquisadores desenham, entao.
a casa e os recursos fisicos dos quais a familiar depend. Incluem-se.
ai, recursos econ6micos e naturais. Os recursos sociais menos
tangiveis e as redes sao entao representados. graficamente. por setas
em cores diferentes, que mostram o fluxo desses recursos da e para a
casa, utilizada como ponto de refer6ncia. Preparam-se. a seguir.
quest6es que incluem: quem tem acesso a um determinado recurso?
como se caracteriza esse acesso? quem o possui? quais as fontes.
formais e informais, de cr6dito. da familiar? onde os produtos sio
vendidos? que subsidies sao usados? quais as suas fontes? Respostas a
estas questoes s.o desenhadas, no mapa. onde for possivel.




*Os Inmtodos para anAlises de atividades. recursos e beneficios foram introduzidos por Overholt et
al. (1985) e adaptados pelo projeto ECOGEN










A Anilise de Beneficios 6 a uiltima das tres atividades realizadas com
uma determinada familiar. Cartoes com informag6es organizadas e
classificadas facilitam a discussao corn membros da familiar, sobre
assuntos como: quem tern acesso aos produtos do trabalho familiar?
quem decide como os produtos deverdo ser usados? Para cada familiar
entrevistada, 6 elaborado um conjunto diferente de cartoes, com base
em informag es a partir da andlises de atividades e recursos da
familiar. Registra-se, nos cartoes, um conjunto representative de
produtos e sub-produtos, provenientes das virias atividades de
subsistencia da familiar (por exemplo: fruta, forragem, casca. madeira
para combustivel, estacas etc. podem ser produtos e sub-produtos de
uma mesa Arvore). Os cart6es sao distribuidos aos membros adults
da familiar, que se revezam em sua leitura. e informal sobre os
seguintes aspects: quem, na familiar ou na comunidade. usa o
produto ou sub-produto. como ele & utilizado. quer decide a forma
de uso e, em caso de venda. quem control o dinheiro. Se. durante a
discussao, o membro da familiar ndo tern conhecimento do produto ou
sub-produto, passa o cartao adiante, para quem conhece. Subsidios
adicionais devem ser procurados com outros membros da familiar
(Flora, 1992).
Valor Esses procedimentos podem ser um important process de
aprendizagem para a familiar, assim como para o pesquisador. que
tern a oportunidade de explorer, de maneira motivadora e detalhada,
as quest6es econ6micas e de recursos. fundamentals para essas
families. Temas emergentes podem ser subseqtientemente examinados
atrav6s da observacgo participate. Eles tarmbrn podem ser
discutidos em encontros de grupos de foco.


Munni Gaulanm e
,.f~f~ ,o Laiu Shrestha
,"coordenam
!. "C 'entrevisuis para
andlise de
recursos corn
-: membros de urna
ahuilia. e pl
Ghusel. Nepal.










Fig. 5 Mapa de Recursos de uma Familia Tamang, em Ghusel, Distrito de Lalitpur, Nepal


C6,4LLqjU VILLA G-6)


PROCRAAH SFDP


CAMPo I
Pakho: Sistema informal no equal as fanilias da vila planilanl especi es
adequadas de madeira combusuivel e I'lta'genl, el t(erras
desocupadas. de propricdade do gov w o, ante s flhoestadas e
agora estereis. Assim, a terra 6 convertida em propriedade
privada. O acesso A terra "Paklo" varia aimplamente por
classes, casta e etnia.


UMN: United Mission to Nepal (MissAo Unida para o Nepal)
SFDP: Small F anrers Ievelopment Program (Progialla de
Desenvolvimnento de Pequenos Fazendeiros
tHMG: His Majesty's Government (do Governo de Sua Majestade).


Bol DO C HOLI














Fig. 6 Tabela de Fluxo para Anilise de Beneficios, em Agbanga, Leyte, Filipinas.


* Guarda-sol/chuva


* Na culiniria ou
como utensilio de
mesa

* Como inv6lucro
para comida

* Venda em
mercados/lojas
locais

* Presentes para
familiares/amigos
lintercimbio
social)

* Consumo
domestic: crua.
cozida. frita

* Processada e
vendida em
events socials
locals

* Consumo
domestic: como
lecume ou em
salada

* Presentes para
familiares/amieos
(intercambio
social)


DECIDE 0
USO
qualquer
pessoa


qualquer
pessoa


Q9 na compra
de alimentos
e outras

Q necessidade.
(CrianCasi bhasicas da
familiar


G@ (Criancas)


familiar


* Presentes para
familiares/amigos
(intercambio
social)


Fonte: Buenavista e Flora, 1


PRIMA


DINHEIRO O USO I)O
DA VENDA DINIIEIRO










Melhorando o Manejo do Projeto para

Integrar a Questao Genero


SAtuacao das Comunidades em Questoes de
Recursos



A definico de desenvolvimento, em seu sentido mais amplo, envolve o
fortalecimento politico e a criaqco de instruments de capacitacao. Este 6 um process
que fornece meios a populacOes menos favorecidas. para lidar corn as mudancas que
almejam. em suas pr6prias vidas. Esses atributos ocorrem a nivel individual e tamb6m na
comunidade. A media em que emerge a solidariedade e o fortalecimento politico.

Ultimamente, a potencialidade dos grupos locais tem sido fundamental para
melhorar os sistemas de subsistincia e o bem-estar da comunidade. As families rurais sdo
afetadas por condic6es externas aos limits de suas fazendas. O acesso a Agua. lenha.
terras de pastagem ou recursos florestais para materials ou empreendimentos em
pequena escala estao entire suas preocupacoes quanto ao manejo de recursos comunitarios.
As instituicOes comunitdrias devem ser capazes de responder aos desafios no interior
desses ecossistemas. Sua efic.cia esti ligada aos pap6is das mulheres e dos homes na
comunidade. Os coordenadores de projeto precisam estar seguros de que as perspectives,
interesses. conhecimento e necessidades. tanto de homes como de mulheres. estio
incorporadas aos esforgos de manejo comuntirio.

A seguir, temos tres exemplos de acdo comunitaria. sobre problems de
recursos. no Quenia. nas Filipinas e na Repiblica Dominicana. Instrumentos sensiveis a
* gnero podem revelar os papCis fundamentals que as mulheres desempenham no manejo
de recursos, a nivel comunitario.













Grupos de Mulheres no Qu6nia

Em Mbusyiani, Distrito de Machakos, treze grupos de mulheres engajam-se em virias atividades,
incluindo as agricolas, geradoras de renda, tais como por exemplo: cultivo e venda de feijio, cebola.
batatas, repolho e verduras, produg.o/venda de mel, querosene, tijolos e cestos. Alguns grupos
manejam moinhos de milho, outros construiram centros sociais. Quase todos os grupos lidam cor
recursos naturais, incluindo agriculture "em terraco" e plantio de arvores, nas fazendas particulares e
em terras do governor. Ha tamb6m atividades de cr6dito/empr6stimo rotativo. As lideres desses grupos
desempenham um papel vital na comunidade e sao apoiadas pela forte lideranca do sub-chefe. o
funciondrio administrative do governor para a localidade (Asamba e Thomas Slayter, 1991).



Mulheres de Mhusyani
S.C colnsr6cmn um canleiro
"cm terraco". na
s r. ,1 encosta degradada de
um morro. cm sua
4'q-, ~,.," ... comunidade.





V.... -




,, .,.., .. ... .

,u ---












Uma irrigacio em sociedade, nas Filipinas

Para homes e mulheres, pap6is e responsabilidades complementares na produgco de arroz deram
a Associagio de Irrigagio da Ilha Siquijor um acr6scimo de flexibilidade e poder para superar
adversidades. Em 1970, os rizicultores da vila de Tubod organizaram-se em uma associagao, para
construir um sistema de irrigaio para seus campos, respondendo a uma proposta da Administracao de
Irrigagco Nacional (National Irrigator's Administration NIA). As mulheres foram mobilizadas para
negociar com famflias locals, pelos direitos de utilizagdo das vias de acesso ao sistema. Usando
materials fornecidos pela NIA, os homes construiram extensos canais de irrigagco. A Associagao, foi
prometido um sistema que irrigaria 25 hectares, cujos lucros seriam usados para report os gastos em
material de construg~o feitos pela NIA. Infelizmente, quando o sistema foi concluido, ele s6 irrigava
6,5 hectares e os membros da Associacio tiveram dificuldades para pagar sua divida.
Homens e mulheres membros da Associagio assumiram, ento, a responsabilidade de superar este
serio problema. aumentando a produtividade do sistema. Pelos anos afora, a lideranga masculine
conseguiu reduzir, corn sucesso, os terms do d6bito da Associagio para cor a NIA, superando assim
e continuamente supera os conflitos sobre o uso da igua entire os membros da Associagio, e entire esta e
as comunidades vizinhas. Os homes tamb6m fazem o reparo do sistema. As mulheres, por sua vez,
contribuiram para aumentar a produtividade, cultivando um tipo de folhagem que pode ser vendido ou
trocado e que ter utilidade como vegetal, forragem ou no uso dom6stico. Alem disso. as mulheres
vendem a palha de arroz excedente como forragem (Shields e Thomas Slayter, 1993).


.1 z1
bhl


Na ilma dc S iqui i jr. uwna
inulhfcr raohrc vende
paIh3a dIC a rro pa ra scr
LIS1da cmiw Jorragm z~i.a
umna viizinha a nis
pr6spera.













O Papel dos Grupos de Mulheres no Gerenciamento de Recursos em Zambrana- Chacuey,
Reptiblica Dominicana

Na Federacao Rural de Zambrana-Chacuey, pequenos proprietirios ou arrendatirios de terra, em
area de crescente concentracgo agraria, enfrentam a redug o de recursos e de acesso a terra. Mulheres,
fazendeiros e jovens, reunidos em grupos que constituem a federaCao rural, corn a ajuda de ENDA-
Caribe, uma ONG international participam de um amplo espectro de atividades de manejo de
recursos. Os grupos de mulheres sao, muitas vezes, um veiculo para a introducgo de tecnologias de
manejo de recursos.

Quando ENDA-Caribe trouxe um projeto de pocos para a federacao, as mulheres, reconhecendo a
precaria qualidade da Agua dos rios, realizaram um censo para determinar a necessidade de agua por
parte das comunidades. Mobilizaram, entao, os homes para o trabalho de construCao dos pocos.
Quando ENDA apresentou o projeto agroflorestal, as mulheres novamente entraram em acao.
encorajando os homes a cumprir um "dia no campo", em um lote experimental, para ver, em primeira
mao, os possiveis beneficios do projeto.

Alem desse papel mobilizador nas comunidades, os grupos de mulheres de Zambrana-Chacuey
comecam a fortalecer politicamente seus membros. O trabalho em conjunto, em hortas, viveiros de
arvores, projetos de criagco de animals, artesanato e costura, ter fortalecido essas mulheres, dando-
Ihes uma voz coletiva, que tanto elas quanto os homes reconhecem ser mais forte que a voz individual
(Rocheleau e Ross, 1993).


- 1 ~t



.4,- i~
~. i


4-. "~ -*%c-*

';=~ -1
'4 -. 1


r ~ ~ ~ '4ll ~
`6'4' 4 444Pb
*i~ '~


Male e flha de Zainhrana-
Chacuev cultivarn ltlnates
nai horia de scu Lrpo










Monitoramento e Avaliacao Sensfveis a
Genero

A incorporacgo do genero a um projeto de monitoramento e avaliagdo requer
t6cnicas tanto quantitativas como qualitativas. Instrumentos, tais como a pesquisa de
confirmagdo podem ser 6teis no fornecimento de dados num6ricos sobre
responsabilidades baseadas em genero e sobre o acesso a recursos, cor o objetivo de
monitoramento e avaliacdo de projetos. Anilises de recursos e beneficios, levadas a efeito
entire os participants do projeto, podem produzir informag6es aprofundadas para uma
reelaboracao de projeto.

0 envolvimento de g6nero em atividades de grupo, pode ser percebido atrav6s de
discusses de grupos de foco, observacgo participate ou t6cnicas mais formais. A
obtenqco de informacoes sobre pap6is de g6nero, direitos e responsabilidades de g6nero e
apenas o inicio de uma anilise e avaliagdo sensiveis a g6nero. Caso se utilizem enfoques
informais. tais como observacao participate e discussOes em grupos de foco, ou mesmo
registros mais formais de entrevistas e de questionarios. a etapa seguinte 6 reunir estas
informacges e incorporar as id6ias, perspectives e preocupacoes de mulheres e de homes
quanto a implementaCao do projeto.




Usando Escalas para Elaborar um Questionario Sensivel a G6nero

Um instrument de monitoramento 6 o emprego de questoes utilizando escalas
para determinar variacoes nas respostas. Por exemplo. um coordenador de projeto pode
desejar ever as atividades do grupo de irrigacao nas Filipinas (referido anteriormente).
perguntando sobre o nivel de envolvimento das mulheres no manejo do grupo. Urna
ag6ncia doadora, inquirindo sobre os beneficios recebidos na agriculture "em terracos" e
no plantio de Arvores por um grupo de mulheres no Quinia. pode perguntar sobre o grau
em que os participants receberam esses beneficios.

Em ambos os casos, o coordenador ou avaliador do projeto pode obter
informac6es-chave sobre o funcionamento desse projeto. o que, por si s6. nao 6
suficiente. Analises qualitativas e investigativas mais acuradas s.o necessarias para
descobrir porque um projeto esta funcionando de uma determinada maneira. Por que as
mulheres estdo envolvidas, desta forma, no grupo de irrigacgo? Por que algumas
mulheres estao tendo beneficios do projeto do Quinia, enquanto outras nao?










Fig. 7. Quest6es de Amostra com o Uso de Escalas


1. Escolha a afirmativa que melhor caracteriza o envolvimento das mulheres, em
tomadas de decis.o do grupo de irrigacao

a. As decisoes do grupo de irrigacgo sempre s.o tomadas cor o
conhecimento e a participacao de mulheres

b. As decis6es do grupo de irrigacao geralmente sao tomadas cor o
conhecimento e a participacao de mulheres

c. As decis6es do grupo de irrigacgo algumas vezes sao tomadas cor o
conhecimento e a participacao de mulheres

d. As decisoes do grupo de irrigacgo nunca sao tomadas cor o conhecimento
ou a participacgo de mulheres


a. b. c. d.


2. Escolha a afirmativa mais adequada, sobre os beneficios que, na sua opiniao,
sua famflia ter recebido do projeto de agriculture em terracos e plantio de
arvores.

a. Minha familia beneficiou-se grandemente da agriculture em terracos e do
projeto de plantio de arvores

b. Minha familiar beneficiou-se bastante da agriculture em terraces e do
projeto de plantio de arvores

c. Minha famflia beneficiou-se um pouco da agriculture em terraces e do
projeto de plantio de arvores

d. Minha familia nao se beneficiou da agriculture em terracos e do projeto de
plantio de arvores


a. b. c. d.










Monitoramento Sensivel a Genero no
Desenvolvimento do Projeto (GMPP)-

Definicqo Um cartao que registra as mudangas durante o desenrolar do projeto,
de acordo com o progress a partir dos dados basicos em diregco As
finalidades do projeto, utilizando critdrios de g6nero.
Objetivo Engajar membros da comunidade em discusses coletivas. sobre o
avango do projeto, tendo em vista finalidades previamente
estabelecidas pela comunidade. Os dados basicos incluem
informagces sobre responsabilidades, acesso, control e recursos
relevantes do projeto, corn nfase em g6nero.
Materials Cartolina ou papelao grande, pinc6is at6micos e um local central para
exibir o cartaz.
Process Discussao sobre as descobertas preliminares, em reunites corn grupos
comunitarios e de foco e com as principals informants. Membros da
comunidade dao "feedback", corn o objetivo de corrigir erros e
percepg6es inadequadas. A seguir, identificam-se e discutem-se:
prioridades dos problems mais importantes, caminhos para atingir as
finalidades e a agenda do projeto. Ao criar o cartaz. deve-se dar
atengco especial aos calendirios sazonais e A identificacdo dos grupos
comunitirios capazes de executar as tarefas. Encontros peri6dicos
monitoram o avango do projeto.
Valor Cria uma estrat6gia de desenvolvimento sensivel a g6nero. projetada
para levar em conta a situacao e contribuir para o bem-estar de
homes e mulheres.












Gender-Sensitive Monitoring of Project Progress.
Adaptado de: Philippine Development NGOs for International Concerns (ONGs pelo Desenvolvimento das Filipinas em
Quest6es Internacionais). 1992.










Fig. 8 Monitoramento e Progresso Sensiveis a G&nero (GMPP) e sua Aplicagao Potencial
em Zambrana-Chacuey, Reptblica Dominicana

Duragio do Projeto (em meses)
Dados Bisicos 6 12 18 24 Alvos
11% das mulheres sao Duplicar anualmente o
membros da associacao ntimero de associadas
de produtores de mulheres, pelo period de 2
madeira anos. com o objetivo de
atingir aproximadamente
50% de envolvimento
feminine
Esp6cies de arvores Esp6cies de arvores
mais selecionadas pelos identificadas por homes e
elaboradores de mulheres na comunidade sio
projetos incorporadas aos eshocos de
projetos agroflorestais
Uma promotora do Uma mulher
grupo de produtores de executiva/representante do
madeira, selecionada na grupo produtor de madeira,
federacao (consistindo selecionada em cada um dos
de 25 comunidades) (1 25 grupos de mulheres (25
mulher) mulheres)










Novas Iniciativas

Os m6todos descritos abaixo desencadeiam um process de sensibilizagdo dos
membros da comunidade para as questOes de genero. No Quinia, os facilitadores estio
adaptando estes dois enfoques para engajar homes e mulheres em andlises de impact de
projeto sobre os pap6is de genero. a nivel comunitrio.


0 GAAP

O Perfil de Atividade de AnMlise de Genero (Gender Analysis Activity
Profile GAAP) esta sendo testado no Oeste do Qu6nia em discusses de grupos de
foco, integrados por mulheres e homes. Ao discutir atividades comunitarias e suas
razoes subjacentes. os participants esclarecem os fatores determinantes da divisao de
trabalho. corn base em g6nero, e o control de recursos, com base em g6nero. A
discuss.o destes temas em um forum ptiblico cria, em toda a comunidade, uma
consciencia sobre as desigualdades geradas por g6nero de acesso e control de recursos.
Cor este conhecimento, 6 possivel a comunidade realizar agoes para enfrentar tais
injusticas.


A GAM*

A Matriz de Analise de G6nero (Gender Analysis Matrix GAM) foi
desenvolvida por Rani Parker (1990), para facilitar a discussion. na comunidade, dos
impacts de projetos sobre mulheres, homes, families e comunidade. tendo em vista os
fatores trabalho. tempo. recursos e cultural. A GAM pode ser usada tanto para testar
como para gerar consci6ncia sobre o impact de projetos especificos sobre os papeis e as
responsabilidades de g6nero. Esta matriz foi proposta para uso seqiiencial, em virios
moments da implementacgo do projeto. Ela permit que membros de uma comunidade
reflitam sobre as implicagces do desenvolvimento do projeto para homes e mulheres.









Fonte: R. Parker, adaptado para uso no Quenia.











Fig. 9 Perfil de Atividade de An.lise de G&nero para Discussao Comunitdria






PERFIL DE ATIVIDADE DE ANALISE DE GENERO


Quem faz?


Por que? (Detenrinantes)


LEG = Legal
CUL = Cultura
EDU = Educacao
ECO = Economia
POL = Politica
REL = Religiao


Adaptado de L. Wanjaima 1992


ATIVIDADE Ma Mo M H lo la LEG CUL EDU ECO POL REL
Manuteng.o da
Escola
Captacao de
Recursos para a
Escola
Atividades da
Igreja
Trabalhos junto ao
Setor Piblico
Bazaras (Reunikes
Piblicas)
Harambee
(Captadores de Recursos
para a Comunidade)


Ma =
Mo =
M =
H=
lo =
la =


Meniina
Menlino
Mulher
Homem
Idoso
Idosa











Fig. 10 Matriz de Analise de Genero (GAM)


Impacto Potencial do Projeto de Reforma de Represa, em Pequena Escala. em
Mbusyani, Distrito de Machakos, Quenia

Fase de ConstrugCo


Trabalho


Tempo


Recursos


Atitudes


* Oriundos de doadores, para a compra de bens, tais como arame e pregos


Mulheres 1. coleta de 10-15 dias de ferranientas apreciam os
pedras para lastro trabalho no local pas beneficios do
2. plantio de da barrage (unia enxadas suprinento de
Arvores mulher por cestos agua/desejam
3. construcao de familiar) traballar em grupos
terracos

Homens 1. cavam buracos 5 dias de trabalho pis esforto individual
para a cerca no local da recoifhecimlento do
2. colocani as represa (urn valor para familiar e
estacas da cerca home por para criaqco de gado
3. estendem os familia, se
aranies da cerca disponivel)
Familia mulheres/homens aproximadamente contribuiQces contribuicio
nao-habilitados 20 dias em estacas e em economica aceitavel
para trabalho (por dinheiro (por (eni pequena escala),
familiar) familia) imas sem maiores
responsabilidades
financeiras.
Comunidade 1. captacgo de planejamento para crianias aprendeni
Srecursos 2 senianas sobre o projeto coll a
S2. manutencao event de I dia cooperative de
das mudas de Professores e o
plants pelos tries vezes por baldes. mestre-escola
alunos da escola semana. ao long carregamento de
do ano, se agua e enxadas
necessario










III.Conclusoes e


Pr6ximos Passos



ECOGEN: Pressupostos e Estrutura

A questdo de g6nero afeta o desenvolvimento e favorece oportunidades para a
formacao de capacidades, a nivel local, por entire os ambitos cultural, politico e
ecol6gico. A experi6ncia em projetos mostra que as informac6es sobre g6nero, embora
dificeis de serem incorporadas ao planejamento do projeto, s.o vitais para a obteng~o de
produtos eficazes e sustentaveis. O interesse na andlise de g6nero foi estimulado
principalmente por quem esti preocupado com os pap6is das mulheres e corn seu desejo
de transformar as relac6es de g6nero atrav6s de atividades de mtiltiplas dimens6es. Na
realidade, todas as pessoas empenhadas no manejo eficiente e equitativo de recursos e no
trabalho de formacqo de capacidades, a long prazo, para comunidades locais. devem
enfocar questoes de g6nero, A media em que estas se relacionam cor o process de
desenvolvimento.
Subjacentes As atividades de pesquisa de ECOGEN, estdo os seguintes
pressupostos:
ecossistemas especificos requerem solugbes locals criativas, para problems
sociais, ecol6gicos e t6cnicos.
sistemas ecol6gicos de localizacao especifica e sistemas de subsist6ncia
vinculam-se a sistemas ambientais, econ6micos e politicos, a nivel national e
mundial, que configuram as oportunidades e problems nos quais eles
existed.


A estrutura ECOGEN (Thomas-Slayter et al., 1991) para a compreenso de
g6nero no manejo de recursos naturais enfatiza:
Processos interativos em questoes de genero, recurso e ambiente.
Vinculagio entire micro e macro-estruturas, em sistemas sociais e
ecol6gicos.









Diversidade de ecossistemas e comunidades. com andlises e opcges
distintas para uma variedade de locals, circunstdncias e grupos de usuarios da
terra especificos.
A relevincia de instituig6es e organizaq6es locais vidveis e fortes, para o
efetivo manejo de recursos, aumento de produtividade agricola e melhoria
dos sistemas de subsist&ncia.
Como as organizac6es locais e suas atividades de manejo de recursos sao
estruturadas por g6nero.





Pr6ximos Passos para a Analise de

Genero

ECOGEN busca cada vez mais integrar a andlise de g6nero ao n6mero crescente
de metodologias participants, criadas como alternatives para o desenvolvimento
planejado centralizadamente e coordenado externamente. Seus pr6ximos passes
pretendem vincular a andlise de g6nero a Avaliagio Rural Participante (Participatory
Rural Appraisal PRA). Trata-se de uma abordagem sobre o desenvolvimento rural
comunitirio que capacity comunidades rurais para o esboco e a implementagdo de forms
mais viiveis de manejo de recursos sustentaveis (NES et al., 1990). A PRA fortalece
liderancas e instituicges locais e integra, a nivel comunitario, stores relacionados com o
manejo de recursos naturais. Al6m disso, ajuda a criar um clima de colaboraCgo entire os
agents de desenvolvimento externos a comunidade.

A PRA e outras abordagens similares sobre a organizacao comunitaria. para
cumprir plenamente esses objetivos, dependem de:

assegurar o uso de t6cnicas de coleta de dados sensiveis a genero. visando ao
esboco, implementacgo e avaliagao de projetos e programs de
desenvolvimento:
desenvolver enfoques e metodologias para integrar, efetivamente, homes e
mulheres em tomadas de decisao, organizagco e mobilizacgo comunitarias.


Os pr6ximos passes para ECOGEN pretended integrar enfoques e instruments
de andlise de g6nero a metodologias participants, para coleta de dados e mobilizagio
comunitAria. Projetos piloto estio em discussao para o Nepal, o Quenia, a India e as









Filipinas. cor o intuito de testar um novo nivel de sintese. Uma integrago entire andlise
de g6nero e metodologias participants 6 vital para a capacitag.o e o fortalecimento
politico a long prazo de homes e mulheres, nas comunidades locais.










SIV.Sugestoes


Bibliograficas


Asamba, Isabelle and Barbara P. Thomas-Slayter. 1991. From Cattle to Coffee:
Transformation in Rural Machakos. An ECOGEN Case Study. Worcester. MA: Clark
University.
Buenavista. Gladys and Cornelia Flora. 1993. Surviving Natural Resource Decline:
Explaining Intersections of Class, Gender and Social Networks in Agbanga. Leyte,
Philippines. An ECOGEN Case Study. Blacksburg, VA: VPI & SU.
Dankelman. Irene. and Joan Davidson. 1988. Women and Environment in the Third
World. London: Earthscan Publication Ltd.
Feldstein. Hilary Sims, and Susan V. Poats. 1989. Working Together. Hartford. CT:
Kumarian Press.
Flora, Cornelia. 1992. Trip Report for Site Visit for ECOGEN Project to Leyte,
Philippines. Unpublished document.
Grandin. Barbara E. 1988. Wealth Ranking in Smallholder Communities: A Field
Manual. London: Intermediate Technology Publications.
Koirala. Indira. Nina Bhatt, Laju Shrestha. and Barbara Thomas-Slayter. 1993.
Managing Resources in a Nepalese Village: Changing Dynamics of Gender and Ethnicity.
An ECOGEN Case Study. Worcester, MA: Clark University.
Kumar, Shubh. andDavid Hotchkiss. 1988. Consequences of Deforestation for Women's
Time Allocation, Agricultural Production, and Nutrition in Hill Areas of Nepal.
International Food Policy Research Institute Research Report 69.
Leonard, Jeffrey. 1989. Environment and the Poor: Development Strategies for a
Common Agenda. Washington D.C.: Overseas Development Council.
National Environmental Secretariat (NES), Clark University, and World Resources
Institutes's tWRI) Center for International Development and Environment. 1990.
ParticipatorvRuralAppraisalHandbook. Washington. D.C.: WRI.









Oduor-Noah. Elizabeth and Barbara Thomas-Slayter. 1991. Pockets of Poverty: Linking
Water, Health, and Gender-Based Responsibilities in South Kamvvango. An ECOGEN
Case Study. Worcester, MA: Clark University.

Overholt, Catherine, Mary B. Anderson, Kathleen Cloud, and James E. Austin (eds).
1985. Gender Roles in Development Projects. West Hartford, Connecticut: Kumarian
Press.

Parker, Rani. 1990. A Gender Analysis Matrix for Development Practitioners. Praxis.
The Fletcher School, Tufts University, Vol. VII, Spring, 1990.

Philippine Development NGOs for International Concerns, 1992. Systematizing Gender-
Based Interventions: The Mindanao Experience. in, Pakikiisa, Gender and Development:
The Philippine Context. #11, 1992.

Rocheleau, Dianne and Laurie Ross. 1993. Farming the Forests, Gardening with Trees:
Landscapes and Livelihoods in Zambrana-Chacuey, Dominican Republic. An ECOGEN
Case Study. Worcester, MA: Clark University.

Rocheleau, Dianne E. 1991. Gender, Ecology and Agroforestry: Science and Survival in
Kathama. An ECOGEN Case Study. Worcester, MA: Clark University.

Rocheleau, Dianne, Karen L. Schofield and Njoki Mbuthi. 1991. People, Property,
Poverty and Parks: A Story of Men. Women, Water and Trees at Ptvani. An ECOGEN
Case Study. Worcester, MA: Clark University.

Rocheleau, D., F. Weber, and A. Field-Juma. 1988. Agroforestrv in Drvland Afnca.
Nairobi: ICRAF.

Rocheleau Dianne. 1987. The User Perspective and the Agroforestnr Research andAction
Agenda. In Gholz H.L. (ed.) Agroforestry: Realities, Possibilities, and Potentials.
Dordrecht: Martinus Nijhoff.

Shields, Dale and Barbara P. Thomas-Slayter 1993. Gender. Class. Ecological Decline,
and Livelihood Strategies: A Case Study of Siquijor Island, The Philippines. An
ECOGEN Case Study. Worcester. MA: Clark University.

Thomas-Slayter, Barbara P. and Richard Ford. 1989. Water, Soils, Food, and Rural
Development: Examining Institutional Framework in Katheka Sublocation. Canadian
Journal of African Studies, vol. 23(2).









Thomas-Slayter, Barbara P., Dianne Rocheleau, Dale Shields and Mary Rojas. 1991.
Concepts and Issues Linking Gender, Natural Resources Management, And Sustainable
Development. Worcester, MA: Clark University.

United States Agency for International Development, 1990. Women in Development
Report to Congress. Washington, DC: U.S. Government.

Urban, Anne-Marie and Mary Rojas. 1993. Shifting Boundaries: Gender, Migration, and
Community Resources in the Foothills of Choluteca, Honduras. An ECOGEN Case
Study. Worcester, MA: Clark University.

Ututalum, Cristy. 1993. Personal communication to the authors, April 15,1993.

Wanjama, Leah, Wanjiku Mwagiru, Njoki Mbuthi, and Barbara Thomas-Slayter. 1993.
Fragmentation, Fuelwood, and French Beans: Old Problems, New Solutions, and
Changing Gender Roles in Gikarangu. ECOGEN Case Study Series. Worcester. MA:
Clark University.

Wanjama, Leah. 1992. Gender and PRA Activities in Western Kenya. Presented at a
Clark University Conference, Redefining Relationships Between North and South.
October30. 1992.














A Project of
The Futures Group in
collaboration with
M\anig.m: nl Systems
International
Development Alternatives Inc.
f il .ti i u 1 1 1 1 I, '. "11 h1)0 0"
11 i,.,i.'-i, DC 20036
Tel: (202) 775-9680
Fax: (202) 775'r *'I,
Telex: *inl_' I ,il, : ii i11 /'! l I 1 -.l
Contract #: I.l, if I, i,' i, 'i
nlihld "i,%li"e \gell \ fur
International Development
Office of \Women in
"lI'u'lielillrll
Department of',.;,: .
I;. hi,it,'I DC 20523-1816
Tel: (703) 873 Ir,,::
Fax: (703) 875-4633


GENESYSB




University of Florida Home Page
© 2004 - 2010 University of Florida George A. Smathers Libraries.
All rights reserved.

Acceptable Use, Copyright, and Disclaimer Statement
Last updated October 10, 2010 - - mvs