• TABLE OF CONTENTS
HIDE
 Front Cover
 Title Page
 Indice
 Preface
 Introduction
 Compreensao das propriedades agricolas...
 Diagnostico dos problemas...
 Planejamento, formulacao e conducao...
 Recomendacoes
 Questoes e problemas na organizacao...
 Bibliography














Group Title: Introducao a pesquisa e extensao de sistemas agricolas florestais
Title: Introdução à pesquisa e extensao de sistemas agrícolas florestais
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00083017/00001
 Material Information
Title: Introdução à pesquisa e extensao de sistemas agrícolas florestais
Series Title: Introducao a pesquisa e extensao de sistemas agricolas florestais
Physical Description: viii, 96 p. : ill. ; 28 cm.
Language: Portuguese
Creator: Hildebrand, Peter E
Poats, Susan V
Walecka, Lisette
Publisher: s.n.
Place of Publication: S.l
Publication Date: 1989?
 Subjects
Subject: Agroforestry systems -- Research -- Developing countries   ( lcsh )
Agricultural extension work -- Developing countries   ( lcsh )
Genre: bibliography   ( marcgt )
non-fiction   ( marcgt )
 Notes
Bibliography: Includes bibliographical references (p. 93-95).
Statement of Responsibility: edição: Peter Hildebrand, Susan Poats, Lisette Walecka ; tradução e revisão: Miguel Proença, Cleusa Rancy.
General Note: Spiral bound.
 Record Information
Bibliographic ID: UF00083017
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Holding Location: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 213356656

Table of Contents
    Front Cover
        Front Cover 1
        Front Cover 2
    Title Page
        Title Page
    Indice
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        Page ii
        Page iii
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    Preface
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    Introduction
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    Compreensao das propriedades agricolas florestais de recursos limitados como sistemas
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    Diagnostico dos problemas dos agricultores
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    Planejamento, formulacao e conducao de pesquisa e extensao em propriedade agricola
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    Recomendacoes
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    Questoes e problemas na organizacao e gestao da pesa
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    Bibliography
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Full Text



















Introduo Pesquisa e Extensao de
Sistemas Agrcolas Florestais






Edio:
Peter Hildebrand
Susan Poats
Lisette Walecka



Traduo e Reviso:
Miguel Proena
Cleusa Rancy














NDICE


PREFCIO vii

CAPITULO I. INTRODUO 1

O QUE PESQUISA E EXTENSO DE SISTEMAS AGRCOLAS-FLORESTAIS
(PESA)? 1

ORIGENS DA ABORDAGEM PESA E SUA RELAO COM PESQUISA E
EXTENSO CONVENCIONAIS 2

ATRIBUTOS PRINCIPALS DA PESQUISA E EXTENSO DE SISTEMAS
AGRCOLAS-FLORESTAIS 6

FASES DA PESQUISA E EXTENSO DE SISTEMAS AGRICOLAS-FLORESTAIS 8

VISAO ESQUEMTICA DO PROCESS DE PESQUISA DE SISTEMAS
AGRICOLAS-FLORESTAIS 9

SINTESE 10


CAPITULO II. COMPREENSO DAS PROPRIEDADES AGRCOLAS-FLORESTAIS
DE RECURSOS LIMITADOS COMO SISTEMAS 13

O QUE UM SISTEMA? 13

CRIAAO DE MODELO DE SISTEMA AGRCOLA-FLORESTAL DE RECURSOS
LIMITADOS 13

EXEMPLOS DE SISTEMAS AGRICOLAS-FLORESTAIS DE RECURSOS LIMITADOS 14

sia 14

Sistema corta-e-queima na sia 14

Sistemas de terras altas midas na sia 15

Sistema de arrozal de terras baixas na sia 17

frica 18

A regiao da savana Afro-Gambiana agriculturea sedentria
rudimentar) 18










Amrica Central 21

Um sistema generalizado 21

Um caso especifico de propriedade agrcola 22

DESINTEGRAO DO AGREGADO FAMILIAR 24

CONSTRUO DE UM CALENDRIO AGRCOLA 25


CAPITULO III. DIAGNSTICO DOS PROBLEMS DOS AGRICULTORES 29

COLETA DE INFORMAO PARA A PESA: ESCOLHA DE MTODOS EFICAZES 29

Mtodos Para Obteno de Dados 29

A consult de dados secundrios 29

Entrevistas com informants chave 31

Sondagens informais 31

Sondagens formais 31

Observaes 32

Ensaios 32

Estudos de casos determinados 32

Escolha de Mtodos 33

Recursos disponveis 33

A razo para coletar informao 33

A natureza da informao 33

Profundidade Versus Representatividade 33

A Sequncia dos Mtodos 34

SONDAGENS INFORMAIS PARA OBTENO DE DADOS EM PESA 34

O que uma Sondagem Informal? 34

Interao direta entire pesquisador e agricultor 34

Entrevistas nao estruturadas 34

Process dinmico de coletar dados 34










Trabalho interdisciplinar de equipe 35

Forma de Implementar a Sondagem Informal 35

Determinar os objetivos do estudo 35

Composio da equipe de sondagem 35

Reviso de informao secundria 36

Entrevistas com informants chave 36

Obter mapas e cartas de introduo dos orgos competentes 36

Contactar o pessoal da estao experimental antes de conduzir
a sondagem. 36

Diretrizes para entrevistas 36

Seleo da rea de estudo 37

Procedimentos de entrevista 38

Relatrios escritos 40

O PROCEDIMENTO SONDEIO: UM TIPO DE SONDAGEM INFORMAL 40

O Relatrio 43

Notas Finais 43

CONSTITUIO DE UMA AGENDA PARA ENSAIOS EM PROPRIEDADE
AGRICOLA-FLORESTAL 44

Identificao dos problems e determinao de oportunidades de
pesquisa 44

Anotar os Problemas Principais 46

Determinar as Causas e Examinar Interaes 46

Ordenar os Problemas 48

Identificar Possveis Solues 48

Examinar as Possveis Solues Atravs de Critrios
Selecionados 48

Facilidade da Investigao 48

Facilidade de Adoo 49


iii










Benefcios Potenciais 49

Estudo de Caso Determinado 49

Forma de distinguir entire problems e solues 49


CAPITULO IV. PLANEJAMENTO, FORMULAO E CONDUO DE PESQUISA E
EXTENSO EM PROPRIEDADE AGRICOLA 51

CONSIDERAES GERAIS RELACIONADAS COM ENSAIOS EM
PROPRIEDADE AGRICOLA 51

Prticas de Pesquisa em Propriedade Agrcola 52

Relaes entire pesquisador e agricultor 52

Ouvindo e trabalhando com os agricultores 52

A natureza do relacionamento 53

O SUCESSO FINAL: ACEITAO POR AGRICULTORES 54

A IMPORTANCIA DE PLANEJAR TENDO EM VISTA A AVALIAO 55

FATORES CHAVES A CONSIDERAR NA DETERMINAO DE CRITRIOS DE
AVALIAO 56

Mo-de-obra 58

Acesso e control de recursos alm da mo-de-obra 58

Incentivos 58

Incluso 58

Compreender os Incentivos, Objetivos e Estratgias de Produo
das Propriedades Agrcolas 59

IDENTIFICAO DOS CRITRIOS DE AVALIAO RELEVANTES 60

A Terra Como um Recurso Escasso 61

Mo-de-obra como Recurso Escasso 61

Dinheiro como Recurso Escasso 62

Consideraes Relacionadas com Riscos 63

Consideraes Relacionadas com Outras Atividades do Agregado
Familiar da Propriedade Agrcola 64









ENSAIOS EM PROPRIEDADE AGRCOLA PLANEJADOS POR PESQUISADORES 65

A Funo do Ensaio no Processo de Pesquisa e Extenso 65

Ensaios exploratrios 65

Ensaios de refinamento 66

Ensaios de validade 66

Gesto de Ensaios Partilhada entire Agricultores e Pesquisadores 67

Plantado por pesquisador/gerido por agricultor 67

Plantado por agricultor/gerido por pesquisador 67

Plantado por agricultor/gerido por agricultor 67

FORMULAO E ANLISE DE ENSAIOS EM PROPRIEDADE AGRiCOLA 68

DETERMINAO DO IMPACT DAS TECNOLOGIAS PROPOSTAS SOBRE
OUTRAS ATIVIDADES DO AGREGADO 76


CAPTULO V. RECOMENDAES 79

DIFUSO DE TECNOLOGIA ATRAVS DE PESQUISA EM PROPRIEDADE AGRCOLA 79

Domnios de Pesquisa 82

Domnios de Recomendao 83

Domnios de Difuso 84

A PESA NUM CONTEXT COMUNITRIO 85


CAPTULO VI. QUESTES E PROBLEMS NA ORGANIZAO E GESTO
DA PESA 87

AS EQUIPES DE CAMPO E AS REGIES PESA 87

A REA SERVIDA- 87

TAMANHO DA EQUIPE 88

CARGA DE TRABALHO DA EQUIPE 88

NECESSIDADES DE EQUIPAMENTO 89

RELACIONAMENTO COM OS PROGRAMS NACIONAIS DE DISCIPLINES
E DE CULTURES DE MERCADO 89





EQUIPES DE CAMPO, REAS DE TRABALHO, DOMINIOS DE RECOMENDAO 9
E APOIO REGIONAL 90
BIBLIOGRAFIA 93 3
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I
I



I

1
I
I

I
I
I
I
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l
















APRESENTAO


Em terms oficiais brasileiros, Pesquisa e Extenso tem sido
desenvolvidas com mtodos tradicionais e dissociadas entire si.

A inexistncia neste setor de uma metodologia de trabalho, capaz
de integrar e dinamizar os dois segments e privilegiar a participao
do element fim, o produtor rural, ajuda a explicar a fragmentao que
caracteriza grande parte da pesquisa agrcola e extensao rural.

Como uma das alternatives a este problema surge a PESA Pesquisa
e Extenso de Sistemas Agrcolas e Florestais que tem como objetivo,
trabalhar de maneira integrada as possibilidades tcnicas, ecolgicas e
de produo econmica da floresta. A PESA baseada na metodologia
chamada em Ingls "Farmings Research and Extension" ou FSR/E, e tem
origem em atividades realizadas na sia, Amrica Latina e frica, nos
ltimos 15 anos, resultando no desenvolvimento de tecnologias,
apropriadas para pequenos agricultores. Esta experincia vem sendo
usada, como parte complementary do sistema de pesquisa e extenso, em
vrios pases.

A produo deste document de P. Hildebrand, S. Poats e L.
Walecka, com recursos da Fundao Ford para Nairobi, no Qunia. A
verso Brasileira foi traduzida e revisada por Miguel Proena e Cleusa
Rancy. O objetivo desta publicao fornecer uma viso geral dos
princpios metodolgicos da PESA pesquisadores e agents de extenso,
ligados ao process de desenvolvimento e disseminao de tecnologias.

A organizao do material foi baseada em estudos detalhados de
treinamentos, desenvolvidos pelo projeto de "Apoio a Sistemas
Agrcolas", FSSP/University of Florida, em especial as obras de
Hildebrand, P. E., editor, 1986, "Perspectives on Farming Systems
Research and Extension," e McDowell, R. e -P. Hildebrand, 1980,
"Integrated Crop and Animal Production: Making the Most of Resources
Available to Small Farms in Developing Countries."

As fontes, armazenadas em quatro volumes, esto disponveis em
Ingls e Francs, e maiores informaes podem ser obtidas atravs da
Media Marketing, P. O. BOX 926, Gainesville, Florida 32602, EUA.

A verso original deste manual, para uso em regies da frica de
Lingua Portuguesa, foi utilizada no Brasil pela primeira vez.em Julho
de 1988, por um grupo de representantes de stores agrcolas e





1


educacionais do Estado do Acre, por ocasio do curso de treinamento da
PESA, ministrado em Rio Branco. Esta atividade constou do "Projeto de
Cooperao Tcnica-Cientifica entire a Universidade Federal do Acre
(UFAC) e Universidade da Flrida (UF), e teve suporte financeiro da
Fundao Ford no Brasil.

A seguir so listadas as Instituies e stores agrcola-
educacionais participants da atividade: EMATER (Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuria), EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuria), INPA (Instituto de Pesquisas da Amaznia), MIRAD
(Ministrio do Desenvolvimento e Reforma Agrria), SDA (Secretaria de
Desenvolvimento Agrrio), CEPA (Comisso Estadual de Planejamento
Agrcola), CTA (Centro dos Trabalhadores da Agricultura), SEC (
Secretaria de Educao e Cultura), CIMI (Conselho Indigenista
Missionrio), Funtac (Fundao de Tecnologia do Acre), IMAC (Instituto
de Meio Ambiente do Acre), e UFAC (Universidade Federal do Acre), que
coordenou os trabalhos juntamente com a UF e esteve representada por
vrios de seus Departamentos.
Deve-se ressaltar que este material, inicialmente pensado para
realidades na frica, foi durante o curso adaptado s caractersticas
da regio brasileira em que a atividade foi efetivada. Esta verso,
publicada atravs do convnio UFAC/UF, poder ser utilizada em outras
regies do Brasil, resguardadas suas peculiaridades.
O projeto cooperative PESA no Acre prev continuidade, com um
segundo curso de metodologia programado para Julho de 1989 e a
definio e planejamento de sub-projetos interinstitucionais,
projetados para responder problems diagnosticados nas comunidades de
pequenos produtores agrcolas e extrativistas da regiao.







1











viii



.l

















CAPITULO I


INTRODUO



O QUE PESQUISA E EXTENSO DE SISTEMAS AGRCOLAS E FLORESTAIS (PESA)?

A Pesquisa e Extenso de Sistemas Agrcolas-Florestais (PESA) ou
FSR/E, que se deriva da expresso Inglesa "Farming Systems Research and
Extension", consiste numa perspective que permit pesquisa e
extenso agrcola uma forma mais efetiva de lidar com problems de
agricultores. particularmente consistent para tratar dificuldades de
grupos especficos, com carateristicas definidas, tais como recursos
limitados. Esta perspective foi desenvolvida durante os anos setenta,
como resposta observao de que os grupos de propriedades agrcolas
familiares de pequena escala no se beneficiavam da pesquisa agrcola-
florestal em uso. Embora vrios terms e conceitos tenham sido usados
nos ltimos quinze anos para descrever esta forma de abordagem (por
exemplo, FSR, FSR/D, FSR/E, FSIP, FSAR, OFR/FSP, etc.), neste manual de
treinamento ser usado o termo PESA (ou, FSR/E). Isto se justifica
tendo em vista que, o mesmo encara de forma explicita a necessidade de
aproximar pesquisadores e extensionistas, e envolver agricultores no
process de desenvolvimento de tecnologias agrcolas apropriadas.

Uma definio da PESA (ou, FSR/E) apresentada por Shaner et al,
como sendo:


"..... uma forma de abordar pesquisa e desenvolvimento
agrcola-florestal que v a produo agrcola como um
sistema que focaliza a interdependncia entire os
components sob o control dos membros do agregado
familiar, e como ocorre a interao destes com os
contextos fsicos, biolgicos e scio-econmicos, que
no esto sob o domnio do agregado familiar. Os
sistemas de produo so definidos pelas suas
caractersticas fsicas, biolgicas e scio-econmicas,
pelos objetivos do agregado familiar e por outros
atributos, como acesso recursos, escolha de
atividades de produo, e prticas de gesto (1982)".










necessrio salientar que a PESA uma forma de abordar, e no um
substitute para a pesquisa e extenso agrcola convencionais. Atravs
do englobar de ferramentas conceituais e metodolgicas prope tornar
mais eficientes sistemas de pesquisa e extenso j existentes mas nao
substitui-los. A PESA consegue melhorar a eficcia e efetividade,
devido o fato de pesquisadores e extensionistas no trabalharem
isolados, com operaes exclusivamente pecurias ou agrcolas. Em vez
deste tratamento isolado, o esforo desenvolvido por equipes
interdisciplinares e a propriedade agrcola vista como um sistema
integral com ligaes entire os respectivos subsistemas.

A PESA estimula a equipe de pesquisa a ponderar cuidadosamente o
impact potential que uma nova tecnologia poder ter sobre todo o
sistema de produo. Isto porque um possvel melhoramento num dos
subsistemas poder afetar de maneira negative os demais a ele ligados
(ou, dependents) e, em ltima anlise, o sistema de produo como um
todo. A perspective de sistemas, minimize a possibilidade de produzir e
implementar tecnologias que oferecam solues a curto prazo, mas que
causam problems mais difceis a long prazo. A PESA particularmente
adequada para trabalhar com agricultores com recursos limitados j que
funciona dentro de sistemas existentes, trabalha com agricultores como 1
cooperantes, parte de oportunidades reais para formular solues, test
caminhos potnciais contra limitaes e riscos existentes e consider a
adoo de tecnologias por parte do agricultor como critrio de xito.


ORIGENS DA ABORDAGEM PESA E SUA RELAO COM PESQUISA E EXTENSO
CONVENCIONAIS

possvel definir pesquisa como sendo a procura criteriosa de uma
interpretao para conhecimentos novos atravs do testar de hipteses.
A pesquisa agrcola-florestal a aplicao desta procura aos problems
prticos de produzir, processar, armazenar, e transportar bens
alimentares e outros produtos at o consumidor. At o sculo XX, o
aumento da produo agrcola deveu-se quase exclusivamente expanso
das reas cultivadas. No decorrer do sculo atual a agriculture tem se
transformado de "um setor baseado em recursos para uma indstria com
base cientfica" (Ruttan, 1982). O crescimento da produo agrcola
"tem uma base cada vez maior nas novas tecnologias mecnicas, qumicas
e biolgicas" e dependncia da indstria e instituies produtoras de
tecnologia para combinar esta em "formas novas e mais produtivas de
insumos (sementes, fertilizantes, herbicidas, inseticidas, mquinas e
equipamentos)" (Ruttan, 1982). A pesquisa e extenso agrcola-
florestais tem sido responsveis em grande parte, por essa mudana para
um sistema baseado na tecnologia.

Na sua infncia a PESA foi caracterizada por generalizaes .
Muitas vezes os prprios agricultores, que executavam investigao com
animals ou cultural, comunicavam diretamente os resultados aos seus
vizinhos. As primeiras escolas agrcolas promoveram uma abordagem
generalista. A media que universidades e institutes de investigaao
agrcolas foram sendo criados, deu-se uma separao entire a pesquisa

2









S sobre determinado tpico e a disseminao dos resultados obtidos.
Pesquisa e extenso passaram a ter funes separadas. Em algumas
situaes a pesquisa era exclusivamente conduzida por institutes, e o
ensino deixado s universidades. A extenso, por outro lado, fazia
parte de diferentes entidades para o desenvolvimento. Posteriormente
passou a englobar a pesquisa aplicada, que assim foi separada da
pesquisa "pura" dos institutes.

Pesquisadores de vrias instituies concentraram seus esforos,
atravs de departamentos baseados em reas disciplinares, em cultural
individuals de mercado. O objetivo era um aumento da produo ea
soluo era buscada na manipulao de variedades especficas. Ao mesmo
tempo, a extenso limitava o seu objetivo comunicao e perdia a sua
funo prvia de pesquisa. Em muitos casos, como nos Estados Unidos, a
extenso era dividida por sexo, sendo os homes vistos como produtores
e responsveis pelo sustento econmico da famlia, enquanto as mulheres
consideradas donas de casa. Tambm nesta fase os agents de extensao
eram em sua maioria homes.

A criao dos Centros Internacionais de Pesquisa Agrcola-
Florestal (IARCs), a comear pelo IRRI em 1960 e o CIMMYT em 1966,
seguia algumas destas linhas mestras. Criados para dar um maior impulso
pesquisa de cultural mundiais bsicas, os IARCs ofereciam boas
condies para a pesquisa nas regies tropicais, para que os
pesquisadores conseguissem "grandes avanos" no campo da produao
vegetal, para pases em desenvolvimento. A justificativa para tal
criao era a conscincia de que existia uma crise alimentar e, por
outro lado, a necessidade de criar auto-suficincia de alimentos para
esses pases, com elevados indices populacionais.

Outros avanos, por meio de pacotes tecnolgicos de alto-
rendimento fsico, vieram a constituir e foram conhecidos como a
"Revoluo Verde" e resultaram num aumento de produo de bens
alimentares, concretamente nos casos do trigo e arroz. Os resultados
obtidos com outras espcies foram menos significativos. Todavia o xito
desta Revoluo fez com que s universidades preparassem novos e mais
especializados cientistas, de modo a enfrentar a procura crescente de
cultural de mercado. A nfase dada a especializao, aumentou a
separao disciplinary entire pesquisadores agrcolas e levou
identificao e priorizao de problems de pesquisa com base nas
I disciplines (artigos publicados em revistas) e nao nas prioridades dos
agricultores. Como grande parte dos pesquisadores j no era oriunda de
meios rurais, estes dispunham de pouca experincia para considerar ao
tomar decises sobre a orientao da pesquisa. A influncia de
agricultores s existia sob a forma de poderosos grupos de presso,
representados por agricultores abastados, cujas propriedades agrcolas
dispunham de condies semelhantes s das estaes experimentais.







I3










Este estilo de pesquisa especializada em cultures de mercado com
base disciplinary, domina o que conhecido por pesquisa e extenso
agrcola convencionais. A 'agenda' de pesquisa gerada em funo da
pesquisa j realizada e publicada e , em grande parte, conduzida 1
dentro do laboratrio ou estaes experimentais onde maior contrle de
variveis no experimentais possvel. Para alguns agricultores esta
pesquisa fornece avanos na produtividade de espcies bsicos em
relao terra e ao trabalho. A atual abundncia de alimentos nos
pases desenvolvidos, pode ser em grande parte atribuida a estas
tecnologias 'milagrosas'. No entanto, os agricultores que podem e usam
estas so somente aqueles que controlam ou tem acesso a recursos como
terra, capital, mo-de-obra, e insumos necessrios para que tais
tecnologias faam 'milagres' na produo de alimentos.

Entre 1968 e 1978, pesquisadores das reas das cincias
biolgicas, cincias sociais e economic agrcola iniciaram
simultneamente a avaliao das novas tecnologias, e passaram a
considerar a Revoluo Verde de forma diferente. Concluiram que
muitos agricultores com recursos limitados (nessa poca chamados
'pequenos agricultores') no tiravam proveito dessa nova tecnologia. Em
vez de culpar os agricultores pela no adoo, alguns pesquisadores de 1
campo, dos IARCs e programs nacionais, comearam a questioner at que
ponto essa tecnologia era adequada. Descobriram que estas no
funcionavam por si prprias mas que eram dependents de vrios
insumos e condies infraestruturais e que tal conjunto de fatores eram
desproporcionais ao alcance dos agricultores abastados. (Chambers e
Jiggins,1985). Com insumos e infraestrutura deficientes, e sob
condies de recursos limitados, a tecnologia mostrava-se idntica ou
inferior tecnologia traditional do prprio agricultor.

O reconhecer desta realidade levou iniciativa de produzir
tecnologias mais adequadas s necessidades do agricultor de recursos
limitados. Os pesquisadores com base em suas prprias experincias em
instituies, ambientes ecolgicos e sistemas agrcolas-florestais
que desenvolviam, conceberam mtodos diferentes para gerar tecnologias
mais adequadas condies de recursos limitados. Como os vrios
esforos estavam isolados uns dos outros, o resultado foi o
aparecimento de diversas 'marcas' de pesquisa a serem desenvolvidas, E
cada uma com o seu lder e grupo de adeptos. Na realidade estas vrias
abordagens eram respostas semelhantes ao mesmo problema.

A partir de 1976 os pesquisadores comearam a reunir-se e a trocar
idias. Devido a interesses pessoais e terminologias divergentes,
maiores conflitos do que acordos foram verificados. Novos terms
tcnicos passaram a ser cunhados e mudados to frequentemente quanto E
convinha. A troca de informao era feita de forma extremamente
informal e a fotocpia substituia s publicaes especializadas.
Grande parte dos debates nunca foi publicada. Aquilo que passou a ser
designado por "Sistemas Agricolas-florestais" ou "Pesquisa de Sistemas
Agrcolas-florestais" (FSR ou PESA), comeava a ter vida prpria,
separando-se cada vez mais dos estabelecimentos de ensino e pesquisa.



4 I










Em 1980 os esforos em torno da PESA comearam a convergir.
Desenvolveu-se uma maior troca de idias entire proponents da PESA e,
tanto bons resultados como diferenas entire participants tornaram-se
mais claros. Trabalhadores no campo da PESA comearam a publicar em
revistas tcnicas legitimas ou, em publicaes respeitadas. O simpsio
annual da Kansas State University sobre a PESA iniciado em 1981, tornou-
se um forum international para a divulgao de resultados (tericos e
prticos) da Teoria. Pesquisadores de pases em desenvolvimento
comearam a utiliz-la a partir das suas prprias perspectives, e a
contar com recursos para participar de conferncias internacionais. O
Program Econmico do CIMMYT liderou os esforos da PESA na frica e
Amrica Latina. Os documents de treinamento do CIMMYT, produzidos a
nvel regional e national, comearam a definir a abordagem PESA, a
media que maior nmero de agents eram treinados para conduzir os seus
prprios ensaios em propriedades agrcolas. Ambos, CIMMYT e IRRI,
aumentaram a divulgao sobre a PESA ao criarem mecanismos de
comunicao entire participants e a promover atividades na prpria
rede.

O projeto USAID de Apoio aos Sistemas Agricolas-Florestais
(FSSP/University of Florida), criado em 1982, veio fortalecer o
intercmbio estabelecido entire a comunidade da PESA. O FSSP criou
alm de um folhetim informative, uma srie de publicaes em trs
idiomas, visando estimular a troca de idias e bibliografias, vencendo
barreiras regionais e tornando acessivel a praticantes do campo a
riqueza de literature da PESA. O FSSP adicionou o "/E" abreviatura
FSR (ou,o "E" PESA), apelando de forma explcita necessidade de
ligar os pesquisadores e os extensionistas com os agricultores no
process de desenvolvimento de tecnologias agrcolas adequadas. O FSSP
organizou e colecionou ferramentas para a formulao de materials de
treinamento com vistas a um ensino sistematizado da perspective PESA a
novos adeptos. De especial importncia foi a troca de experincias
entire adeptos da PESA que falam Ingls ou Francs, ou atravs de
agents poliglotas, tradues simultneas em "workshops" e
conferncias, ou por meio da traduo de documents bsicos. A anlise
feita por Fresco (1984), sobre as duas tradies foi um ponto marcante
que desencadeou um process important de compreenso e reconciliaao
entire estas perspectives, historicamente separadas.

Em fins de 1984 comeava a surgir um consenso metodolgico entire
adeptos da PESA. Os debates deixavam o campo das discusses sobre as
definies e comeavam a abordar de forma inteligente questes de
contedo, resultados, problems de implementao, critrios de
avaliao, participao do agricultor, formas de acompanhar o process
PESA e a sua institucionalizao. Os adeptos viam a PESA como um meio
de abordar pesquisa e extenso agrcola, diferindo da estratgia
conventional e ao mesmo tempo enriquecendo-a, como forma de estreitar
as relaes com agricultores, ignoradas pela tecnificao da pesquisa
agrcola-florestal. Ainda hoje existe uma quantidade abundandante de
crticos da PESA, mas atualmente os adeptos no s toleram melhor essas
diferenas como tambm esto ativamente intercmbiando experincias.










Quando olhada do ponto de vista histrico a PESA simultaneamente
antiga e contempornea. antiga, porque muitos dos seus conceitos
individuals, princpios e mtodos tem sido utilizados h mais de uma
gerao numa grande variedadede de lugares. No entanto, recent na
media em que estes components sao combinados para conferir uma
abordagem sistemtica soluo de problems agrcolas-florestais. Este
ponto de vista histrico demonstra tambm que a estratgia da pesquisa
e extenso agrcola convencionais, que so impulsionadas por cultural
de mercado, components e disciplines, no obtiveram resultados que
tivessem beneficiado substancialmente os agricultores com recursos
limitados. A estratgia conventional assume a defesa de uma base de
recursos satisfatria em terms de terra, clima e infraestruturas. Esta
essencialmente dirigida a terrenos no-marginais (Plucknett et al.,
1986) e v a escolha para a produo de artigos de mercado como sendo
pr-determinada. Torna-se evidence que, sem uma perspective PESA, os
agricultores com recursos reduzidos, explorando terrenos marginais sob
um sistema de baixos insumos, adversos a riscos, para produzir uma
grande variedade de cultures de subsistncia, podem ser facilmente
esquecidos ou ignorados pelos sistemas convencionais de pesquisa e
extenso.

A PESA pode contribuir de trs formas para a reorientao de
programs de pesquisa e extenso (P/E) agrcola convencionais, no
sentido de trabalhar os problems dos agricultores com recursos
limitados. Em primeiro lugar, a PESA ajuda na determinao de
prioridades de investigao entire agricultores de recursos limitados, o
que poder ajudar na aplicaode funds escassos aos problems de maior
importncia. Em segundo lugar, melhora a gerao de tecnologias
prprias atravs de ensaios em propriedades agrcolas, o que aumenta a
posssibilidade de xito na difus o o de tecnologias inovadoras
agricultores. Em terceiro e ltimo lugar, ajuda a ultrapassar
preconceitos de sexo, idade,. origens tnicas e classes social, pelo
esforo desenvolvido no sentido de tornar integrais os seus
diagnsticos, formulaes; ensaios, e fases disseminadoras. (Fresco and
Poats, 1986).


ATRIBUTOS PRINCIPALS DA PESQUISA E EXTENSO DE SISTEMAS AGRCOLAS
FLORESTAIS

Os atributos principals e pressupostos de base englobados pela
abordagem PESA so os seguintes: (na sua maioria extraidos de Merril-
Sands, 1985).

i. A PESA visa o agricultor A PESA visa as propriedades
agricolas-florestais familiares' como sendo a clientele do
desenvolvimento tecnolgico e investigao agrcola.

ii. A PESA uma abordagem integral A PESA v a propriedade
agrcola-florestal como uma unidade integral. Um levantamento global
feito dos ambientes humans e naturais em que o sistema opera. A
investigao enfoca os subsistemas de produo, mas a ligao destes

6 1










outros reconhecida e a avaliao dos resultados consider, de forma
explicita, as ligaes entire subsistemas (Baker e Norman, 1986).

iii. A PESA uma perspective dinmica, interativa e
solucionadora de problems A PESA identifica em primeiro lugar
limitaes tcnicas, biolgicas e scio-econmicas ao nvel da
propriedade, para depois propor tecnologias ou prticas plausveis para
os agregados familiares visados, para diminuir limitaes. A media
que a compreenso e a comunicao com os pequenos agricultores vai
aumentando, ajustamentos vo sendo feitos nas concepes tecnolgicas,
de forma a integrar as mesmas ao sistema.

iv. A PESA interdisciplinar necessrio haver cooperao
entire cientistas agrcolas-florestais de vrias especialidades e
cientistas sociais para compreender as condies e limitaes sob as
quais os agricultores operam, e para desenvolver ou introduzir
tecnologias melhoradas que so adequadas a essas condies.

v. A PESA complement as pesquisas agrcolas disciplinares
e de cultural de mercado, mas nao as substitui A PESA vai buscar
informaes no conjunto de conhecimentos tecnolgicos e estratgias de
gesto, originado por programs de pesquisa bsica e de cultural de
mercado, e adota esses conhecimentos circunstncias ambientais e
scio-especificas. A PESA tambm fornece um mecanismo de "feedback"
para estabelecer prioridades para programs de pesquisa bsica e para
cultures de mercado.

vi. A PESA reconhece a especificidade dos fatores tcnicos e
humans locais Os agricultores so frequentemente agrupados com base
em critrios ecolgicos e diferenas tecnolgicas, de forma a
facilitar a transferncia de tecnologia (Lightfoot, 1980). Estes
agrupamentos so frequentemente designados domnios de recomendao.
Uma vez agrupados, a limitao maior de cada grupo passa a ser a meta
da pesquisa.

vii. A PESA avalia as tecnologias por meio de ensaios em
propriedades agrcolas Os ensaios localizados em propriedades
agrcolas, permitem que haja cooperao entire agricultores e
pesquisadores, fornecem uma compreenso mais profunda do sistema
agrcola-florestal entire investigadores, e permit ainda a avaliao de
tecnologias sob o regime ambiental e de gesto, nos quais estas
podero ser utilizadas posteriormente.

viii. A PESA fornece um canal de "feedback" dos agricultores A
PESA estabelece um mecanismo de "feedback" dos agricultores atravs do
qual os objetivos, necessidades, prioridades, limitaes e critrios
para avaliar tecnologias podem ser captados. Este "feedback" dirigido
aos investigadores agrcolas-florestais em estaes experimentais e
tambm aos politicos a nvel regional e national.






1


FASES DA PESQUISA E EXTENSO DE SISTEMAS AGRCOLAS FLORESTAIS

A maioria dos que utilizam esta abordagem esto de acordo que a
PESA associa, de forma progressive, agricultores e propriedades aos
domnios prprios e destaca quatro fases distintas no desenvolvimento
de tecnologias.

i. A fase descritiva, ou de diagnstico durante esta fase, os
sistemas agrcolas-florestais so examinados no context do ambiente
global. Os pesquisadores determinam as limitaes s quais os
agricultores devem superar, e estabelecem a flexibilidade potential, 1
dentro do sistema da propriedade, em terms de ocupao do tempo,
disponibilidade de recursos, etc. So tambm desenvolvidos esforos no
sentido de compreender os objetivos e motivaes dos agricultores,
porque estes fatores podero influenciar as tentativas de melhorar o
sistema agrcola-florestal. No decorrer da fase de diagnstico,
mtodos, informais, formais, quantitativos e, qualitativos de obteno
de dados so utilizados.

ii. A fase de formulao ou de planeiamento Durante esta fase
identificado um conjunto de estratgias alternatives de interveno
(solues para problemss, que podero fazer face s limitaes
delineadas na fase descritiva ou de diagnstico (Gilbert, Norman, e
Winch, 1980). Nesta fase grande nfase dada obteno do
conhecimento existente. Esta informao derivada da pesquisa
conduzida em estaes experimentais, de ensaios de pesquisadores em
propriedades agrcolas e dos conhecimentos dos prprios agricultores.
Esta fase envolve a avaliao a priori de uma tecnologia ou prtica em
relao viabilidade tcnica e a aceitao social numa dada rea em
estudo. Tambm envolve o planejamento de pesquisa complementary no
experimental adicional, que poder acompanhar ensaios em propriedades
agrcolas-florestais ou aumentar o conhecimento sobre esses sistemas.

iii. A fase de avaliaco durante esta fase algumas recomendaes
potenciais, derivadas da fase de planejamento, so examinadas sob as
condies existentes em propriedades agrcolas reais. Isto feito de
modo a avaliar at que ponto sero as novas prticas adequadas e
aceitas no sistema agrcola-florestal existente. Esta fase tem muitas
vezes dois passos: 1) ensaios orientados por pesquisadores mas
implementados por agricultores; 2) ensaios totalmente sob control e
execuo dos prprios agricultores. Durante esta fase tambm
conduzida pesquisa complementary, de forma a definir qual ser a melhor
maneira de promover a extenso e disseminao das informagoes, como
preparao para a quarta fase.

iv. A fase de recomendao e disseminao (extenso) No
decorrer desta fase, s tecnologias ou prticas testadas com xito, so
colocadas a disposio de outros agricultores em circunstncias
semelhantes.

Na prtica nao existem demarcaes evidentes entire as vrias
fases. O process de pesquisa reconhecido como sendo dinmico com

81


lI










ligaes em ambas as direes. O pessoal de pesquisa estar planejando
algumas tecnologias e testando outras, enquanto haver a necessidade de
diagnosticar problems novos, media que a nossa compreenso do
sistema agrcola-florestal vai aprofundando. Cada fase tem um grupo de
metodologias claramente definidas, que os usurios aplicam
rotineiramente em condies de campo. Estas metodologias sero
discutidas em capitulos subsequentes deste manual.


VISO ESQUEMTICA DO PROCESS DE PESQUISA DE SISTEMAS AGRCOLAS
FLORESTAIS

A natureza interativa e dinmica do process PESA representada
no diagrama esquemtico da Figura 1.1. Neste, a fase de formulao ou
planejamento do process PESA constitui o ponto integrador central que
une os quatro components identificados como, pesquisa em propriedade
agrcola-florestal, pesquisa em estao experimental, extenso e tomada
de decises ao nvel politico. O process comea ao nvel do agregado
familiar da propriedade agrcola, onde o sistema agrcola-florestal
descrito e problems ao nvel da propriedade so identificados, por
meio da utilizao de ferramentas de diagnstico. Os resultados so
analisados a nvel da fase de planejamento e formulao. Nesta etapa, a
equipe PESA ordena os problems e identifica solues possveis. Para
alguns problems talvez no existam quaisquer solues tecnolgicas e
torna-se necessrio conduzir pesquisas em laboratrios e estaes
experimentais, de forma a gerar novas alternatives a serem testadas na
propriedade agrcola. Atravs do diagnstico tambm possvel
identificar solues derivadas do agricultor e repassar as mesmas
outros em condies semelhantes. Resultados provenientes do
acompanhamento prestado por parte dos trabalhadores de extenso, da
adoo ou no de tecnologia por agricultores, podem entrar em fases
subsequentes de planejamento e formulao.

Finalmente, no caso de muitos problems ou limitaoes da
propriedade agrcola-florestal, a soluo no est na tecnologia, mas
sim ligada a mudanas ou melhoramentos nas polticas agrcolas. Falta
do crdito necessrio, disponibilidade fora de poca de insumos tais
como sementes e fertilizantes, ou a falta de infraestrutura adequada
para colocar produtos agrcolas no mercado, pode ser tao limitadora
para a produo ao nvel da propriedade agrcola como qualquer doena
ou inseto. No entanto as solues alternatives requerem mudanas e
reorientaes polticas.

Uma lio extraida do diagrama que o process PESA no terminal
com um ciclo de pesquisa em propriedade agrcola. Cada novo ciclo de
pesquisa gera uma melhor compreenso do sistema agrcola-florestal e
promove maior colaborao com a comunidade rural. Devido possvel
mudana de necessidades dos agregados familiares das propriedades
agrcolas, de uma poca para outra, o process deve ser continue.











Agregados familiares das
propriedades agrcolas florestais


A equipe PESA
inicia o trabalho aqui


Control di


Disseminao
tecnologia Adc


Diagnstico/Anlise PESQUISA Ensaios
EX PROPRIEDADE
AGRICOLA
FLORESTAL
Demonstrao de tecnologia Coleta de informao a nvel
aprovada por agricultores da propriedade N

e adoo

EXTENSO DIANSTICO TKADA DE
E DECISOES POLTICAS
FORMUA~O .
de
tada
No No-adoio RecomendaCs para intensificar mt
de control political de adoo e desenvolvim
PESQUISA EM de tecnologias
ESTAO
EXPERIKENTAL
XPER AL Tecnologias pr6prias
Problems para selecionar
pendentes domnios ambientais


udanas na
ento


Figura 1.1.


Pesquisa disciplinary,
temitica ou de
cultural de mercado


Viso esquemtica do process PESA (IN: Susan Poats,
baseado num diagrama anterior de Collinson, 1982)


A anlise dos resultados de uma poca de pesquisa serve como dado de
diagnstico para determinar novas limitaes ainda no reconhecidas, ou
como modelo para dar novas prioridades a problems existentes.

Do diagrama tambm evidence que a PESA no se mantm isolada e
que nao opera estritamente dentro da esfera de pesquisa em propriedade
agrcola-florestal. No um substitute para a pesquisa em estao
experimental, mas sim um complement que pode servir na orientao da
pesquisa temtica, disciplinary ou de cultures de mercado, de modo a
analisar os problems mais urgentes do ponto de vista do agricultor. O
process PESA pode fornecer uma ligao necessria entire agricultores e
circulos politicos. Finalmente, a PESA pode fornecer um elo entire
investigao e extenso, ao envolver extensionistas no principio do
desenvolvimento de tecnologias, e ao fornecer a estes um mecanismo para
influenciar o planejamento de pesquisa, levando em considerao fatores
que facilitaro a disseminao e adoo de tecnologia.


10











SINTESE


A exposio nas sees at aqui apresentadas fornece um panorama
geral da abordagem PESA, a sua relao com a pesquisa e extenso
agrcola convencionais, as carateristicas chave da PESA que, em
conjunto a distinguem de outras abordagens no desenvolvimento agrcola,
as fases bsicas das atividades e o process global de sua conduo.
Esta exposio forneceu as bases para o restante do manual. O capitulo
II consider a aplicao da teoria de sistemas descrio e
compreenso dos agricultores de recursos limitados e das suas
atividades de produo. Estes 'conceitos de sistemas' bsicos so
essenciais para a aplicao efetiva da abordagem PESA. Os captulos
III,IV, e V exp oem mtodos associados a cada fase da PESA. O
planejamento ou formulao encontra-se no capitulo IV. A seo de
concluso deste manual discute os problems e questes associados
organizao e gesto do process PESA. Esta requer diferentes tipos de
recursos institucionais para ser eficiente e efetiva, requer novas
maneiras de dirigir pessoas entire diferentes disciplines e cultures de
mercado, apela para novas formas de relacionamento entire agricultores e
o sistema de pesquisa e extenso, e original informao e resultados que
desafiam os canais de comunicao existentes. Estas e outras questes
sero abordadas no capitulo V, como tambm exemplos de como alguns
programs nacionais se relacionam com estes problems.
















CAPITULO II


COMPREENSO DAS PROPRIEDADES AGRCOLAS FLORESTAIS DE RECURSOS
LIMITADOS COMO SISTEMAS




0 QUE UM SISTEMA?

Um important element caracterizador do process PESA o "uso
generalizado de uma perspective de sistemas para compreender as
interaes e ligaes entire as complexes circunstncias fsicas,
biolgicas, e scio-econmicas dos agricultores de modo a facilitar a
criao de tecnologia agrcola nova" (De Walt, 1985). Esta perspective
de sistemas fornece equipe PESA uma viso da propriedade agrcola
como sendo um todo, com subsistemas interligados. Assim, empress
agrcolas ou subsistemas individuals como campos de milho, hortas ou
animals pequenos, so vistos como atividades ligadas entire as quais o
agricultor deve distribuir seus recursos para a produo (terra, mo-
de-obra, insumos, capital, equipamento, gesto, etc.). A partir do
moment em que s propriedades agrcolas-florestais so vistas como um
sistema composto por subsistemas interligados necessrio reconhecer
que uma alterao em qualquer dos subsistemas trar alteraes no todo.
A pesquisa em propriedade agrcola testa as novas tecnologias dentro da
realidade do sistema agrcola-florestal de modo a que os pesquisadores
possam determinar no s as possveis melhorias resultantes da mudana,
como tambm, os potenciais efeitos negativos em outras parties do
sistema.


CRIAO DE MODELO DE SISTEMA AGRICOLA FLORESTAL DE RECURSOS LIMITADOS

Um modelo uma forma de descrever e sintetizar um sistema e os
seus components identificados. Ajuda os pesquisadores de forma que
estes consigam compreender a questo em estudo e localizar lacunas no
seu conhecimento. uma ferramenta til a ser utilizada no inicio do
diagnstico de um sistema agrcola-florestal ou para selecionar
solues tecnolgicas alternatives, de modo a prever os resultados em
condies da propriedade agrcola. Os models representam um primeiro
passo na descrio de um sistema agricola-florestal e nao so, de forma
alguma, exaustivos. Na PESA, os models que descrevem esses sistemas
nao s retratam as atividades de produo, como tambm apresentam
comportamentos humans de modo a desenvolver uma compreenso de como os










agricultores gerem as suas propriedades. Os models estruturais, usados
nesta seo, enfocam os nveis de interao e integrao entire vrias
cultures, animals e empreendimentos do agregado familiar realizados
fora da propriedade agrcola. Tais models sao importantes para
orientar os esforos da equipe interdisciplinar. A compreensao do
context global dentro do qual as novas tecnologias sero promovidas,
ajudar a equipe a avaliar o potential da tecnologia proposta. Por
exemplo, um modelo poder evidenciar que as cultural nao so apenas
produzidas para alimentao e mercado, mas tem tambm utilidade nas
construes, rituais, forragem para os animals e como matria orgnica
a ser incorporada. Ao ajudar a famlia da propriedade agrcola a
aumentar o rendimento fsico de cereais para sobrevivncia, a equipe
deve assegurar que outras funes essenciais dos cereais nao sejam
sacrificadas.
Os exemplos seguintes de sistemas agrcolas-florestais na sia,
frica e Amrica Central demonstram como os models estruturais sao
construdos e a sua utilidade para as equipes PESA.

EXEMPLOS DE SISTEMAS AGRICOLAS FLORESTAIS DE RECURSOS LIMITADOS

Adaptados de A Pequena Propriedade Agrcola Familiar Pequena como
Sistema, FSSP TMS 203 Peter Hildebrand e J. Dean, Agsto, 1983.

Asia

Trs tipos de sistemas agrcolas-florestais so comuns na sia: a
agriculture corta-e-queima, sistemas de terras altas midas, e
finalmente, sistemas de arroz de terras baixas. Estes diferentes
sistemas refletem as modificaes produzidas como consequncia do
aumento da presso populacional, por um lado, e reflexo do melhoramento
de infrastruturas por outro.

Sistema corta-e-queima na sia

O modelo apresentado na Figura 2.1 represent a agriculture corta-
e-queima que encontrada em zonas isoladas, com presses populacionais
pequenas, e com contato reduzido com mercados e infraestruturas.
Algumas vezes parte da produo da propriedade vendida, e geralmente 1
sao os animals por estes poderem caminhar at o mercado. Por vezes
compra-se algo no mercado, um animal, que pode caminhar at a
propriedade agrcola. Ocasionalmente o agregado familiar vender mao-
de-obra e comprar alguns produtos. A grande maioria da mo-de-obra
familiar utilizada no cultivo, e nao nas atividades pecurias. A
interao entire cultural e pecuria mnima no sistema corta-e-queima.
Apenas pequenas quantidades das cultural so usadas para alimentar o 1
gado e somente detritos orgnicos acidentais so utilizados para as
cultures. O fluxo de produtos das cultures para o agregado familiar
mais important do que dos animals. Tanto os animals como as cultures
fornecem benefcios rituais, alm de alimento human. As cultures
tambm fornecem materials de construo para o agregado familiar. A
quantidade de produto que provem do descanso a long prazo ou da
floresta uma das relaes mais importantes no sistema corta-e-queima.

14



1









Os trs produtos bsicos oriundos deste sistema so a fertilidade para
as cultures, materials de construo e combustvel para o agregado
familiar.


Figura 2.1.


Sistema agrcola florestal corta-e-queima Asitico,
agriculture no-fixa, pouca integrao de cultural e
animals (soltos ou no)


Sistemas de terras altas midas na sia

As terras altas midas (Figura 2.2) representam uma rea com maior
desenvolvimento e presses populacionais do que as reas de agriculture
corta-e-queima. A maioria das interligaes so mais estreitas e a
propriedade agrcola como unidade requer um apoio infrastrutural muito
maior. Tanto a venda de animals como de cultures so importantes e os
insumos para as cultures so comprados no mercado, embora estas
atividades nao sejam praticadas extensivamente em muitas zonas de










terras altas. O uso de mo-de-obra important em ambas as atividades.
Os sistemas culturais tem maior organizao do que os da agriculture
corta-e-queima. Num sistema mais organizado, as relaes entire animals
e cultural tornam-se muito mais fortes em sistemas de terras altas
midas. A importncia da floresta e descanso a long prazo torna-se
muito menor, devido sua crescente escassez nestes sistemas e a sua
funo essencial de prover o agregado familiar de combustvel. Descanso
na propriedade e bordas de campos adquirem uma importncia relative ao
fornecer alimento animal, o que contrast com o sistema corta-e-queima.


Figura 2.2.


Sistema agrcola florestal de terras altas Asiticas,
cultivo permanent, integrao moderada de cultural e
animals presss ou em pastoreio)









Sistema de arrozal de terras baixas na sia


Os sistemas de arrozal em terras baixas (Figura 2.3) representam
uma rea de grande desenvolvimento e presso populacional, e
caracterizam-se por grande dependncia das infrastruturas e
dos mercados. important notar, em particular, que grande depen-


I ora da prop. aqric:


Figura 2.3.


Sistema de arrozal em terras baixas Asiticas, cultivo
permanent, alto nivel de integrao de cultural e
animals (cativeiros)


dncia entire cultural e mercado desenvolvida nestes sistemas e ainda
de maior importncia, que o combustvel deve ser comprado no mercado,
j que nao est disponvel dentro do prprio sistema agricola-
florestal. Isto, cria uma dependncia do agregado familiar da venda de
produtos, provenientes da propriedade agrcola, no mercado. Devido s
presses populacionais h uma tendncia para plantar cultural com maior
valor commercial. Estas cultural requerem maiores quantidades de mao-de-
obra. Isto poder levar a aquisio de mo-de-obra fora da propriedade
agrcola durante as pocas altas. Nestes sistemas h um alto nvel de
integrao de animals e cultures. Os animals em sua maioria encontram-










se press. Terras ou florestas para descanso sao poucas ou mesmo
inexistentes. A importncia das bordas de campos reduzida, devido
presso intense sobre a terra. Isto explica, parcialmente, a
dependncia que as cultures tem do mercado para s fontes de melhoria
da produao, compradas para aumentar a fertilidade de origem animal.

Um conjunto de relaes e caractersticas foram destacados nesta
sequncia de trs sistemas asiticos diferentes. Por exemplo, a
natureza do sistema agrcola-florestal, embora complex em todos os
casos, altamente condicionada pelo apoio infraestrutural disponvel
propriedade agrcola. Se o nico acesso que a propriedade tem ao
mercado por canoa, pouca dependncia do mercado ser evidenciada pela
propriedade agrcola. As presses populacionais, reduzidas em reas
isoladas, permitem, normalmente, aos agricultores obter parte das suas
necessidades na floresta e/ou em terrenos sob descanso a long prazo.
Tambm possvel obter fertilidade desta mesma fonte e, nesse caso, o
mercado torna-se desnecessrio para fornecer a mesma. Os recursos
disponveis nas propriedades dessas reas, esto, essencialmente, fixos
em quantidade e so gerados no seu interior. Poucos recursos no-fixos,
como fertilizantes ou capital, para adquirir outros insumos, estao
disponveis. Em contrast, em zonas com grande concentrao
populacional, as presses sobre a terra, a necessidade de comprar
combustvel no mercado e a maior proximidade da infraestrutura,
resultam num sistema de produo agrcola-florestal que tem maior
dependncia dos mercados e de outros apoios infraestruturais.


frica

A regio da savana Afro-Gambiana agriculturea sedentria rudimentar)

A regio da savana Afro-Gambiana (Figura 2.4) caracterizada por
uma precipitao annual entire 1000 a 1400 mm, com 90 por cento desta se
verificando entire meados de Junho a meados de Agosto. O ambiente
variando entire quente e mido ou quente e sco, dependendo da estao
do ano. As temperatures mximas dirias atingem ou ultrapassam os 30*C,
enquanto que as mnimas esto compreendidas entire 15 e 22*C, de Janeiro
at a poca chuvosa, respectivamente.

Uma classificao da capacidade de uso dos solos evidenciou que 46
por cento destes foram considerados inadequados ou marginais para o
cultivo. Mesmo assim, 10 por cento destes estavam sob cultivo.
Normalmente apenas 20 por cento das terras adequadas para cultivo serao
cultivadas anualmente, ficando as demais reas em descanso. At 1972 a
proporo de terras cultivadas cresceu para 30 por cento, indicando que
estas reas aumentaram gradualmente, em detrimento das terras sob
pastagens ou florestas (descanso a long prazo). Aproximadamente 60 por
cento do total de terras cultivadas so plantados com amendoim e as
demais reas usadas com cultural de subsistncia (sorgo, mandioca,
milhete, arroz e milho). A produo de alimentos para a populao
deficiente devido nfase atribuida s cultural de mercado.


18









O direito terra nas zonas rurais determinado por leis
tradicionais referentes aos direitos comunitrios. O chefe e o conselho
de aldeia cedem direitos de cultivo da terra,aos chefes dos agregados
familiares. Os arrendamentos que dizem respeito a terras para arrozal,
irrigado ou de terras baixas, so normalmente realizados atravs das
autoridades distritais, j que tais terrenos constituem parte da "terra
national."


fora


Figura 2.4.


A regio da savana Afro-Gambiana agriculturea sedentria
rudimentar)


Quase todos os ncleos de habitao (constitudos por casas,
abrigos para os animals e hortas) mantem de trs a dez ovelhas, trs a
quatro cabras, at dez galinhas, e algumas galinhas d'Angola. Estas
espcies so cuidadas pelas mulheres e original rendimentos econmicos
ao serem vendidas. As aves so criadas de forma extensive, enquanto que
as ovelhas e as cabras esto press. Os caprinos e ovinos passam as
noites sob abrigo para evitar que se percam e para acumular estrume
para a horta. frequent ter bovinos, embora os nmeros variem
consideravelmente caso a caso, em comparao com os ovinos e caprinos,
em que existe maior homogneidade de nmeros. Nos casos em que existed
um grande nmero de bovinos, 40 ou mais, estes so cuidados por um
pastor contratado (razo da seta a cheio, no diagrama, do mercado para
o component animal), sendo este pago com os funds gerados pela venda










de leite ou, por vezes, em dinheiro. Em casos de existir poucos
bovinos, o "pastoreio conjunto" praticado com o propsito de reduzir
s necessidades de mo-de-obra contratada, ou seja, paga.

A maneira principal de obter alimento animal atravs do
pastoreio em, florestas permanentes, pastagens, e terrenos de descanso.
Devido fragmentao das propriedades agrcolas (muito em particular
distncia entire os arrozais e o ncleo habitacional), falta de
equipamento para transport e procura de mao-de-obra para a colheita
do amendoim, pouco aproveitamento dado ao restolho de outras
cultural, durante a poca seca, como fonte de alimento animal. Grande
parte do restolho das cultural pisado ou desperdiado por bovinos
criados soltos, pertencentes a locais ou a rebanhos pastorais,
provenientes do Norte. Durante um perodo de sete a oito meses o valor
nutritivo dos alimentos bovinos reduzido e, consequentemente, o gado
sofre perdas de peso acentuadas. O cultivo de amendoim nas terras altas
e o aumento da produo de arroz nas terras baixas, tem dado origem a
conflitos srios entire agricultores e pastors.

A contribuio do component pecuria varia caso a caso,sendo o
nivel,maior ou menor, dependent das medidas usadas. Algum leite para
consumo caseiro, ocasionalmente, ovelhas ou cabras so vendidas para
abate. Devido ao sistema de direito terra praticado, os animals
tornam-se o meio mais efetivo de gerar capital e reserves. Os animals
tem um papel na distribuio de receitas dentro do agregado familiar,
j que estas provenientes das vendas de aves e ruminantes de pequeno
porte se destina s mulheres. Na religio Muulmana os animals tem uma
funo nos rituais, especialmente durante a celebrao do Tabaski. O
recurso da trao animal est numa fase de rpida expanso e,
consequentemente, uma proporo significativa de propriedades rsticas
depend de animals para aumentar as suas produes agrcolas. O estrume
dos animals tambm contribui diretamente para a produo agrcola.

Sob o atual sistema de direitos sobre a terra, as oportunidades de
aumentar a integrao de cultural e gado so reduzidas. Maior e melhor
aproveitamento poderia ser feito dos resduos vegetais (por exemplo,
atravs de uma maior preservao do restolho de amendoim de melhor
qualidade). A terra sob descanso a long prazo poderia ser utilizada de
forma mais benfica atravs de uma melhor gesto das reas de pastagem.
No entanto, os agricultores locais hesitam em investor mo-de-obra ou
capital, tendo em vista o fato de no haver meio efetivo de negar
acesso aos campos pastores provenientes do Senegal. Semear espcies
forraginosas durante a poca chuvosa cria competio ao nvel da mao-
de-obra, j que esta necessria para a colheita do amendoim e de
outras cultural alimentares. At que haja mudanas nos fatores exgenos
s propriedades agrcolas (exemplo contrle de "rebanhos forasteiros",
preos de carne mais equitativos, e decises de base relatives
poltica de uso da terra para cultivo e/ou pastagens), a oportunidade
para alteraes reduzida.


Os exemplos acima mencionados tornam evidence que os sistemas

20










agrcolas-florestais pequenos so altamente variveis, por serem
complexos e requererem elevado nvel de gesto competent para
funcionarem de uma forma eficaz. Estes sistemas so melhor
compreendidos ou apreciados como "unidades integrais" por tcnicos e
planejadores para a aplicao de tecnologia. Atravs de uma apreciaao
da interdependncia entire cultures e pecuria, os tecnlogos conseguem
compreender melhor o pequeno agricultor quando este rejeita a
tecnologia aconselhada, devido ao risco de criar um desequilbrio
insustentvel no sistema. Por exemplo, a substituio de um cultivar
local de milho por outro com maior produo, poder reduzir a
quantidade do restolho de milho, que pode resultar na falta de alimento
pecurio. Esta situaao no tolervel, especialmente quando o
agricultor depend dos animals como fora de trao. Os exemplos
mencionados tambm tornam clara a necessidade de tecnologias melhor
aplicveis sistemas pequenos.

Deve ainda chamar-se a ateno para duas funes adicionais dos
animals, no representadas no diagrama: (1) so potencialmente muito
valiosos durante pocas em que haja escassez de bens alimentares e/ou
dinheiro; e (2) podem diminuir os efeitos de certas contingncias, como
doena, falta sazonal de alimentos, ou a necessidade de auxiliar
familiares em situao difcil.

Amrica Central

Uma anlise das diferenas existentes entire um sistema agricola-
florestal tipico de terras altas da Amrica Central e um caso
especifico de propriedade agrcola.


Um sistema generalizado (Figura 2.5)

A propriedade agrcola tem muitas das caractersticas do sistema
de terras altas asitico. H uma dependncia maior das cultures e menor
dos animals para gerar rendimentos do que nas terras altas da Asia.
Tambm existem algumas diferenas entire espcies cultivadas e o
tipo particular de pecuria apresentada, sendo que essas diferenas
podem ser atribuidas cultural, regiao, solos e clima a presented.













al 1i






lanal
i1



ao-dp-obra o-de-obra
batuanta avacntaa | '
CULTURASl farragea- ANIMALS





r ora da prop. agric:. lortap s







Figura 2.5. Terras altas da Amrica Central, cultivo permanence,
alto novel de integrao de cultural e animals (em
Laertilidada e- e prop. agric: pastagens naturals alimento I
bordas da campos animal
tora da prop. agric: floresta ---J



1
Figura 2.5. Terras alas da Amrica Central, cultivo permanence,
alto nvel de integrao de culturas e animals (em I
pastoreio ou press)




Um caso especifico de propriedade agrcola

Comparemos agora um caso especifico de propriedade agricola nas
terras altas da Amrica Central (Figura 2.6) com o modelo generalizado.
Esta propriedade tem tendncias mais fortes para vender produtos
pecurios e comprar insumos para o gado no mercado do que no modelo
geral. Esta tem tambm a sua prpria floresta e pastagens em vez do
acesso reas florestais ou de descanso a long prazo. Uma list
complete das espcies cultivadas nesta propriedade inclui aquelas do
modelo generalizado e ainda ervas medicinais, outros produtos
hortigranjeiros e frutas. Nesta propriedade, do milho produzido, 10%
vendido diretamente, 19% utilizado como alimento para o agregado
familiar, 70% serve como alimento animal e 1% utilizado para semente.

22



l












































Comhbustivel
lenha io
pinhas too
Hat4rirs Prima
cabos too
madeira too


Figura 2.6. Modelo de um caso especifico de sistema agrcola
florestal nas terras altas no oeste da Guatemala (os
nmeros so percentuais do total do mesmo item)

O restolho do milho usado como alimento e para forrar os locais de
repouso dos animals, sendo aproximadamente 50% devolvido ao cultivo
misturado com estrume. Os restos dos sabugos so usados como
combustvel pelo agregado familiar. O trigo uma das cultures de
mercado primrias, sendo que 60% diretamente vendido no mercado, 20%
usado na alimentao do agregado familiar e os demais 20% armazenado
como semente. Tal como no caso do milho, a palha do trigo utilizada
com os animals e, aproximadamente, 50% desta devolvida ao cultivo
misturada com estrume. Os animals nesta propriedade incluem vacas,
porcos, galinhas, abelhas e ces. Das galinhas criadas, mais da metade
diretamente vendida no mercado e 42% destinam-se ao consumo caseiro.
Um produto secundrio das galinhas, as penas, so utilizadas dentro do
agregado familiar para fazer flores, que so depois vendidas no
mercado. Esta aplicao aproveita 20% das penas. Os restantes 80% so
utilizados para estrume e devolvidos s cultural com esterco de






I



galinha. Do leite produzido pelas vacas, 2% vendido, 10% destina-se
ao consumo caseiro e 88% utilizado como matria prima para o queijo.
Do soro, resultante desta transformaao, 95% utilizado como alimento
animal, 3% destinado ao consumo caseiro e 2% vendido. Alm de gerir
as atividades agrcolas e pecurias, os homes produzem mobilirio e as
mulheres camisolas e alguma roupa. Dos medicamentos necessrios
famlia, 75% so comprados e 25% tem origem na prpria propriedade.
Produtos transformados pelo agregado familiar e depois vendidos, sao o
queijo, o soro, flares de penas, mobilia, camisolas e alguma mo-de-
obra caseira.


DESINTEGRAO DO AGREGADO FAMILIAR

(Esta seao baseada, em grande parte, na estrutura conceitual
construda por Feldstein et. al., 1987.)

Os exemplos, at agora mencionados, de models estruturais de
sistemas agrcolas-florestais na sia, Africa e Amrica Central,
enfocaram essencialmente, o delinear dos vrios components da produo
agrcola e pecuria e das vrias ligaes, entire, e dentro de cada 1
empresa. Pouca ateno foi prestada ao component designado 'agregado
familiar'. muito frequent, no decorrer de projetos agrcolas,
assumir o 'agregado familiar' como a unidade de anlise, e os chefes
dos agregados familiares, homes, como sendo os responsveis pelas
decises principals e fonte de informao. As funes dos outros
membros, sao, com frequncia, ignoradas. Tal procedimento pode ser
prejudicial para o diagnstico efetivo de problems agrcolas e, para o
testar de tecnologias alternatives. Mulheres adults, idosos e
crianas, contribuem na produo da propriedade com habilidades
especificas, recursos e prioridades. Ignorar estas contribuies
desconsiderar metade, ou mais, do sistema em que as decises sobre
produo agrcola-florestal so tomadas.

Na maioria das sociedades, as relaes, entire e dentro, dos
agregados familiares exercem um efeito profundo sobre as decises que o
agricultor toma. A dinmica nesses casos baseia-se nas diferenas de
sexo, idade, posio social ou origens tnicas, e fases de
desenvolvimento no decorrer do ciclo da vida. Estas relaes dos
agregados familiares esto profundamente ligadas aos sistemas
agrcolas-florestais e, como nos casos dos subsistemas de cultural ou
de animals, terao um efeito sobre, e sero afetados por estes sistemas.
Em todas as sociedades, homes e mulheres desenvolvem tarefas
distintas, tem acesso a recursos e benefcios diferentes e suas
responsabilidades so diferenciadas. Exemplo, homes e mulheres podem
ter a responsabilidade de cuidar de cultures diferentes, de parcelas
distintas da mesma cultural, ou ainda, de atividades de produo
diferentes para a mesma cultural na mesma parcela. Em muitas regimes,
estas funes esto num process de mudana permanent. important
observer e registrar estas variveis, baseadas em diferenas de sexo e
de comportamento e utilizar estes dados como parte da anlise que dar
origem formulao e ao testar de tecnologias melhoradas.

24










O ponto essencial compreender que um agregado familiar no um
agrupamento indiferenciado de pessoas apenas com funes de produo e
consumo comuns, repartio ou acesso igual a recursos para produo e
respectivos benefcios. Os moldes de tomada de deciso variam de lugar
para lugar. Alguns agregados familiares talvez se insiram no modelo
padro onde um s membro responsvel pelas decises, ou seja, um
ditador benevolente. Em alguns casos, todos os membros, ou apenas
alguns especficos, so consultados. Em outros, os agregados familiares
nao podem ser considerados, de forma alguma, como sendo unidades.
Homens, mulheres e crianas podem funcionar em esferas completamente
separadas na tomada de decises relatives a produo, rendimento e
despesas.

Resumindo, a forma do agregado familiar e os padres de tomada de
deciso nao podem ser pressupostos. Os agregados familiares so
complexos, e no homogneos. Mesmo nos casos em que o agregado familiar
forma uma unidade de anlise til, o padro de atividades, recursos e
incentives dos membros constituintes so informaes importantes para o
process PESA, e devem ser determinados atravs da pesquisa. Os
agregados familiares no se mantm estticos no decorrer do tempo,
mudam, em funo de fases do ciclo da vida, movimentos populacionais e
alteraes no que diz respeito a bens, terrenos, residncias ou
tradies culturais. Por exemplo, agregados familiares com crianas
jovens talvez priorizem produo de cultural alimentares e procura
de trabalho feminino, enquanto agregados familiares com crianas mais
velhas e, consequentemente, mais mo-de-obra disponvel, podero adotar
uma ou mais atividades requerendo maior intensidade de mo-de-obra. A
migrao, temporria ou permanent, poder levar muitos agregados
familiares a serem dirigidos por mulheres, com menor disponibilidade de
mo-de-obra e um acesso mais limitado recursos para a produo. Esta
variao no tipo do agregado familiar poder ser to important como
diferenas ecolgicas para determinar limitaes de produo e para
designer domnios de pesquisa, ou de recomendao adequados.

Os models estruturais podem ser utilizados para elaborar um
diagnstico das atividades e interaes importantes dentro do agregado
familiar. A Figura 2.7 fornece um modelo esquemtico de um caso do
Oeste da frica, no qual os homes e as mulheres tem responsabilidades
sobre diferentes cultures e atividades do sistema de produo. Este
modelo difere muito da viso global apresentada, em terms de sistema
de produo e da forma pela qual as tarefas so divididas entire os
membros do agregado familiar.


CONSTRUO DE UM CALENDRIO AGRICOLA

Um dos problems ao descrever sistemas agrcolas-florestais por
meio de models estruturais que o resultado semelhante a uma
fotografia, ou seja, a uma viso do sistema num moment determinado.
Devido ausncia da dimenso tempo, as atividades parecem decorrer de
forma simultnea. Os models estruturais no permitem a compreenso de
como










1
nercado official de cereais mercado semanal informal
MZRCADO
-* \ -- - -







S.d. horta I




U LTUAM aF o lfrutas
/ C I


__Aendo_ 1
Sdg. Iesis i _legumes i


>1


ULTURAS DE TERC agregado $F n cabras-








S_. .L. X masculine
terras comunais e mata



Figura 2.7. Modelo hipottico de um sistema de produo do agregado
familiar na frica


ocorrem mudanas nas atividades ao long dos anos, media que o
sistema agrcola-florestal pass por diferentes fases de produo.
Compreender os fluxos de atividades important para o process PESA,
particularmente na avaliao do impact potential que poder ter a
introduo de uma tecnologia nova, trazendo alteraoes no calendrio de
atividades, ou atribuio e distribuio de mao-de-obra do agregado


Uma ferramenta til para descrever e analisar o padro e fluxos de
atividades do. agregado familiar no decorrer do ano o calendrio
agrcola. Neste, as atividades do agregado familiar so anotadas em
cada ms do ano, incluidas as atividades agrcolas e pecurias, como
tambm outras que contribuem para o bem-estar do agregado tais como
cozinhar, obter gua e lenha, cuidar das crianas e da casa, trans-

26

















uaneta e seo I


Ano
A:ivii 8


de toco*


milho-
hibrido




milho-
trdicionul



sorgo



termenta o
do sargo
para cerveja


mAlhete


feij6es


fedtis ajWtes
ouente eilado


I rescO e seco


it. Oot. UOv. fez. :an. tev. Haro Abril Maio Junho Julho Ago.


ACN
rmoeio de toco
AN AF
a" A ANC A A? ** d1lhar
-^,L i r --lll;- ------ -- l*ns!

lo terrno j A empilhar (Iteope AH
transported


An Ar AN AHr > A
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preparno sear colheita
do terrno

i AN AA.
JM xr ^.~(------ ____
pr*pereaosemeaa r colhetta
do terreno A? ACF
ap U transplantar espantr pssaroe (12h/dia)


Ar



AI
~ sear
___ A ____



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f-.-ze .----_ti
Ar rAoa
taser meticulous smear


A A x
espantar colheita
pAssaros
Aw?


colheita
Ar
W_____


smear

alpime


sacar/olheuta


a Adc (1e. e r "
-p ra rtr e er (colheita d colheita (< medida que
to~~y) prActo, nio de uma s vez)
Ar C? (al9 s)~z




AF Ce (mai8 vethas)

Ar






construio/reprasao

ACH
obteno de asteriias, conistru o reparaio

AN C( (ima velhos)


Xqesnd

S- ldulto
r * aesulno
a~MKia


a-tividade artnim

.---- ativIdee ist-~mt~

colhfeta estilo teepee* refere-se ao cortar *e epilhar de
caules de plants ainda com grio


Figura 2.8.


Calendrio para um sistema agrcola florestal no Sul
de Africa


gter


amendoli



batata doce


-w
-ur
it










paquenos
eomtruio/
reparaio
da case

carcass

pastoreio










former e conservar os alimentos e o emprego fora da propriedade. No
calendrio a execuo de cada tarefa cabe a certos membros do agregado,
sendo a definio de quem executa cada uma, determinada atravs do
sexo, da idade e de outros fatores. Em alguns casos, reas completes de
atividades sero segregadas por sexo homess x pecuria, mulheres x
cultures). Em outros casos, tarefas sequnciais relacionadas com a
mesma atividade podem ser atribuidas por sexo homess preparao da
terra para o plantio e mulheres manter a mesma limpa).

O calendrio de atividades forma um mapa de tarefas com o qual
possvel verificar a identidade dos problems, seleo de prioridades
de pesquisa, designao de agricultores cooperantes e a formulao de
ensaios em propriedade agrcola. O calendrio mostra os perodos de
falta de mo-de-obra e identifica as tarefas que compete para a
atribuio deste recurso limitado. A anlise das atividades oferece uma
indicao sobre quem executa cada tarefa, quem ser afetado por
mudanas eventualmente propostas, quais as tarefas em competio e quem
precisa aprender novos mtodos. A Figura 2.8 fornece exemplo de um
calendrio agrcola construido para uma zona no Sul de frica. Este
pode ser construdo media que o diagnstico inicial vai progredindo
e nao pretend prestar um relato exato das atividades ao long do
tempo, mas antes ajudar os pesquisadores em propriedade agrcola a
compreender o padro de atividades e a identificar quem est a fornecer
a mo-de-obra.


Resumindo, as propriedades agrcolas familiares de recursos
limitados so sistemas complexos que tem um grande nmero de atividades -
diferentes e um alto grau de inter-relacionamento entire si. A
dependncia destes sistemas de apoios infraestruturais aumenta media
que as presses populacionais levam a um maior grau de participao no
mercado.























28
















CAPiTULO III


DIAGNSTICO DOS PROBLEMS DOS AGRICULTORES




COLETA DE INFORMAO PARA A PESA: ESCOLHA DE MTODOS EFICAZES

Mtodos Para Obteno de Dados

A fase de diagnstico na PESA fornece aos pesquisadores a
informao necessria para identificar os problems dos agricultores e
determinar solues adequadas. Vrias fontes e mtodos para a obteno
de dados esto ao alcance dos pesquisadores adeptos da PESA, que devem
selecionar os que podem fornecer as informaes mais corretas com custo
mnimo. Vrios exemplos importantes so sintetizados na tabela 3.1. Os
mtodos no so mutuamente exclusivos, por exemplo, pode-se utilizar a
observao durante sondagens formais ou informais. A seguir uma
descrio suscinta dos mesmos.

A consult de dados secundrios

SDados secundrios so aqueles j existentes, que foram reunidos e
sintetizados a partir de fontes, publicadas ou no. Um exemplo do uso
de dados secundrios nas fases primrias de diagnstico ou na
elaborao de hipteses, esta na comparao de cartas topogrficas e de
titulo da propriedade agrcola. No Departamento de Causa, na Colmbia,
pode-se constatar que as propriedades grandes ocupam os terrenos plans
enquanto que as pequenas ocupam terrenos bastante acidentados. Uma
hiptese que poderia ser formulada seria a de que os agricultores mais
ricos cultivam as terras plans. Esta possibilidade poderia ser testada
ao analisarem-se dados referentes a rendimentos no censo da populao
por municpio ou por regiao administrative.

Da anlise de levantamentos areos, observa-se que o milho
cultivado tanto nos terrenos plans como nos acidentados. Os registros
dos agents de extenso mostram que ambos os tipos de agricultores tem
problems com o milho. Dos dados de terra e rendimento, pode-se
concluir que os dois grupos, agricultores de terras baixas e os de
terras altas, tem recursos diferentes para trabalhar o mesmo problema.


















Mtodos e fontes utilizados na obteno de dados


m ~ m m m mm m m m-- m m


Caracterstica Informao Sondagem Sondagem Ensaios Observaes ou Estudo de Casos
Caract c Secundaria Informal Formal Estudos Especiais Determinados
O mais cedo Antes de comear os Ap a sonrdagQe Infor Durante o Durante o ciclo Durante o ciclo
Fase initial/ possvel na primeiros ensaios. mal e antes de ne- ciclo de de crescimento de crescimento
riplientaao fase de diag- Durante o ciclo de ar o primeiro ano de crescimen- das cultural das cultures
n6stico :rescinento da cul- ensaios. Pode ser to das cul
tura adiada por razes turas
logisticas au
financeiras

Nmero de Inicialmente muito Pequeno; enfoca as Muito peque Muito pequeno Pode ser grande,
variveis grande, mas este variaveis deterina- no; cada mas a amostra
nmero vai sendo das com serdo por- ensaio tem pequena
reduzido & media tantes na s~dagem at quatro
que a sondagem informal variAveis
prossegue


Amostra Uma unidade rg No aleatrlia. Fornm Amostra aleatria Representa- Pode ser alea- Selecionada
Amostra a ou grupos ce uma viso global simplee, estratifi tiva, mas tria ou sele
especficos das prActicas agric cada, etc.) provavelmen clonada
las te no ver-
dadeiramente
aleatria

No interactive Custo rduzido, rapi-
Vantagens Rr]uer dnlo- da (2-3 saeanas), ori-
carentos rodu- gina boa infornao
zidos qu.litativa para for-
mular hipteses.

Custo baixo baixo MHdio-alto Baixo a md- Baixo/mdio Mdio a alto
dio


Tabela 3.1.










No future, a coleta de dados procuraria examiner e verificar estas
descobertas, e as fases seguintes da mesma poder desenvolver estes e
aumentar a efetividade da obteno de dados primrios e dos trabalhos
de campo subsequentes.

Entrevistas com informants chave

As entrevistas com estes elements, constituem uma escolha na
obteno de dados no inicio do process PESA, o que poder tornar a
future coleta mais eficaz. Essas entrevistas, so discusses com
indivduos que representam, uma instituio ou tipos de individuos
dentro de uma dada rea, e podem ser essenciais para auxiliar no
agrupamento de agricultores, na identificao de limitaes, e para
descrever tendncias nutricionais e esforos de produo agrcola na
rea. Esses informants podem tambm ajudar a explicar o que os
agricultores provavelmente sabem, medidas e pesos locais e quais as
perguntas que, por questes culturais, devem ser evitadas.

Sondagens informais

Sondagens informais so estudos de campo nos quais os
pesquisadores fazem entrevistas informais com agricultores e visitam
propriedades para desenvolver uma compreenso do'sistema ou subsistema
agrcola-florestal. As sondagens informais costumam ter customs
reduzidos e muita informao pode ser obtida num curto espao de tempo.
Estas so especialmente teis para aprender sobre valores, opinies,
objetivos e conhecimentos dos agricultores, e para compreender as
razoes bsicas das estratgias de gesto, normalmente complexes. Os
principals pontos fracos destas sondagens sao que a amostra de
agricultores entrevistados pode no ser representative do grupo que os
pesquisadores desejam caracterizar, e que nao possvel recorrer a
mtodos estatisticos para testar os resultados.

Sondagens formais

Sondagens formais so aquelas realizadas com processes formais de
amostragem, questionrios pr-testados e padronizados, e outros meios
que permitem a anlise estatstica dos dados. O tamanho da amostra
normalmente maior do que nas sondagens informais. No decorrer das
situaes formais so, com frequncia, auxiliares, e no pesquisadores,
que conduzem as entrevistas com agricultores. O tempo necessrio para
concluir este tipo de trabalho pode variar entire alguns meses, no caso
em que a mesma envolve apenas o completar de um questionrio de duas
pginas, numa s visit a uma amostra pequena de agricultores, ou
demorar-se por vrios anos, se estes forem entrevistados duas vezes por
semana, durante um period de um ano inteiro. Em muitos programs da
PESA, utilizam-se sondagens informais, para ajudar os pesquisadores a
centrar suas sondagens formais num nmero relativamente pequeno de
variveis.










Observaes

Estas so importantes durante o process PESA, e podem ser obtidas
atravs de processes tais como, fotografia area, imagens video e
levantamentos visuais em automvel, ajudando a determinar locais a
serem estudados e comunidades que sirvam de amostra. Durante as
sondagens de diagnstico, os dados de observao fornecem informao
complementary s entrevistas, e podem ser usados para formular hipteses
iniciais. Estes dados podem incluir estimativas sobre o tamanho dos
campos, as distncias entire as covas de plantao, associaes de
cultures e prticas de produo. As observaes tambm podem ajudar a
verificar a existncia de coerncia nas normas e nos comportamentos.
Por exemplo, os agricultores podero dizer que as mulheres nao se
ocupam com a agriculture devido a normas da sociedade que assim exigem.
A observao sistemtica revela que as mulheres participam da
capinagem, colheita, processamento da mesma e da tomada de decises
familiares. A observao tambm pode ser utilizada para avaliar os
dados obtidos nas sondagens e nos ensaios. Por exemplo, obter amostras
de solos ou identificar doenas de plants so anlises que devem ser
feitas para verificar as preocupaes dos agricultores com a
fertilidade reduzida ou com os baixos resultados fsicos das cultural.
A observao tambm pode ser um process rigoroso que original dados
quantitativos sobre aspects tais como mo-de-obra e tempo dispensado
s vrias tarefas agrcolas. Ainda, a observao pode ser utilizada
para sugerir aspects fundamentals a serem incluidos em sondagens
futuras.

Ensaios

Os ensaios so usados para determinar se a interveno proposta ,
de fato, efetiva, de acordo com critrios de sucesso determinados a
priori. Neste caso podem ser combinados com.estudos bsicos, em que
alguns agregados familiares ou instituies implementem intervenes e
outras no. Nos ensaios no s se acompanham cuidadosamente os
resultados esperados, particularmente aumentos de produtividade e
receitas, como tambm se tenta acompanhar consequncias nao
intencionais, como criao de limitaes a nvel de mo-de-obra ou
reduo das receitas provenientes dos outros empreendimentos da
propriedade agrcola. A implementao de um ensaio controlado uma
deciso de formulao experimental. Observaes, sondagens informais e
formais devem ser usadas no acompanhamento e avaliao de ensaios.

Estudos de casos determinados

Os estudos destes casos envolve o segment de um grupo especifico
de atividades do agregado familiar ao long do tempo. Os pesquisadores
examinam a histria das atividades da famlia, e anotam o que acontece
em um perodo de tempo prolongado. Os estudos de casos determinados
pormenorizados podem fornecer informaes, difceis de serem obtidas
por outros mtodos. Por exemplo, a obteno de dados sobre a
organizao e produo do agregado , normalmente, difcil conseguir-se
atravs de mtodos padronizados. A distribuio de tempo pelas vrias

32



l










atividades agrcolas, trabalho, atividades de cada sexo e outras
informaes, tornam-se evidentes por meio da observao. A
disponibilidade e utilizaao dos recursos e o fluxo de rendimentos
tambm podem ser observados por meio do estudo de casos determinados.
Estes, de forma semelhante, podem ser teis para fornecer informao
sobre as interaes culturas/gado.

Escolha de Mtodos

Normalmente h mais de uma maneira de obter uma informao
especifica. O pesquisador deve perguntar a si prprio sobre qual o
mtodo mais adequado para obter esta, diante de suas necessidades e
circunstncias. Trs aspects so essenciais para a deciso sobre o
mtodo mais adequado.

Recursos disponveis

Nao seria sensato realizar uma sondagem formal, longa e complex,
se no houver disponibilidade de instalaes informticas e/ou de
pessoal treinado para auxiliar na tabulao e anlise de resultados, ou
na necessidade de obter respostas num espao de tempo reduzido.

A razo para coletar informao

Se os pesquisadores querem demonstrar aos tcnicos de melhoramento
do milho que uma percentage significativa de agricultores est tendo
problems de armazenamento, uma sondagem formal poder ser mais
eficiente do que a informal.

A natureza da informao

A informao qualitativa, ou seja, a relative s opinies,
attitudes e valores dos agricultores, normalmente melhor explorada em
sondagens informais. Este tipo de informao, ou seja, aquela que
relative a quantidades e caractersticas mensurveis, frequentemente
melhor analisada por meio de sondagens formais.

Profundidade Versus Representatividade

A questo base neste caso, "devemos recolher muita informao
sobre poucos agricultores ou, um nmero reduzido de informaes sobre
muitos agricultores?" Ambas, profundidade e representatividade, sao
necessrias em vrias fases do process PESA. A sondagem rural rpida
pode ser muito til no estabelecimento de um program inicial de
interveno, particularmente se a tecnologia est disponvel e obteve
resultados positivos em testes realizados em estao experimental. Uma
sondagem formal, com amostragem, pode ento ser utilizada, de modo a
determinar a proporo de agricultores que utilizaria esta tecnologia
e, como caracteriz-los.










A Sequncia dos Mtodos

A deciso sobre qual a ferramenta de obteno de informao a ser
utilizada, em determinada fase do diagnstico, ir variar de acordo com
o objetivo da coleta. Quando se buscam dados relatives a pecuria,
poder ser recomendvel, no inicio, obter dados de centros regionais de
investigao ou organizaes pecurias locais. Esta nao ser,
necessariamente, a nica ou a melhor maneira de obt-los. Estratgias
mltiplas de obteno de dados podem ser aplicadas paralelamente.


SONDAGENS INFORMAIS PARA OBTENO DE DADOS EM PESA

O que uma Sondagem Informal?

Os objetivos das sondagens informais (tambm chamadas sondeios,
reconhecimentos rpidos ou sondagens exploratrias) so duplos. Um
atingir rapidamente uma compreenso das' circunstncias, prticas e
problems dos agricultores. Outro planejar ensaios ou outras
intervenes, para solucionar problems identificados.

As sondagens informais tem quatro caractersticas identificadoras,
que sao apresentadas a seguir.


Interao direta entire pesquisador e agricultor

Este tipo de sondagen envolve interao direta e informal entire
pesquisadores e agricultores. As entrevistas so conduzidas pelos
prprios pesquisadores, e nao por auxiliares, como nos casos formais. A
informao j existente e a observao direta, tambm so fontes
importantes numa sondagem informal.

Entrevistas nao estruturadas 1

As entrevistas, nestas sondagens, so essencialmente no
estruturadas e semi dirigidas, com nfase no dilogo e na busca de
informaes. Nunca se utilizam questionrios. Alguns pesquisadores
estabelecem diretrizes por tpicos, para terem a certeza de cobrir
todos os aspects relevantes de um dado assunto; outros recorrem a
apontamentos durante as entrevistas.

Process dinmico de coleta de dados

Numa sondagem informal o process de obteno de dados dinmico,
ou seja, os pesquisadores, diariamente, avaliam a informao coletada e
reformulam quando necessrio. As entrevistas cobrem, com frequncia, as
caractersticas gerais do sistema agrcola-florestal. Subsequentemente,
os pesquisadores concentram esforos nos problems prioritrios, nas
possveis solues e nas interaoes destes com outros aspects do
sistema.


34




I










Trabalho interdisciplinar de equipe


A sondagem informal conduzida por uma equipe interdisciplinar.
Cada discipline contribui com perspective prpria para a anlise da
equipe sobre os problems dos agricultores e as solues propostas. Por
exemplo, enquanto os cientistas agrcolas analisam as prticas
culturais a serem modificadas de forma a aumentar rendimentos, o
cientista social pode avaliar a viabilidade e a aceitao social das
mudanas propostas.

Forma de Implementar a Sondagem Informal

Essas sondagens so normalmente conduzidas durante a poca de
crescimento e tem uma durao de uma semana a dois meses. Aspectos que
a equipe PESA deve considerar antes, durante e depois da sondagem
informal so apresentados a seguir (extraidos de Frankenberger e
Lichte, 1985; Hildebrand e Ruano, 1982; Poey e Ruano, 1984):

Determinar os objetivos do estudo

Esta atividade deve ser feita com a colaborao de todas as
organizaes e instituies envolvidas, ou diretamente afetadas, pela
pesquisa. Esta fase contribui para que todos os grupos percebam os
objetivos da investigao, e para que a informao considerada
prioritria seja coletada pela equipe. Algumas das possveis
organizaes e instituies colaboradoras (universidades, firmas
consultoras, etc.), misso patrocinadora, organizaes de pesquisa do
pais anfitrio e organizaes de desenvolvimento regional.

Composio da equipe de sondagem

A constituio da equipe PESA de sondagem, ir variar em cada
projeto em funo dos recursos disponveis e o context da pesquisa.
Seguem-se algumas consideraes teis para delinear tais equipes:

i. O tamanho da equipe ir variar de acordo com o objetivo
do projeto (ex. rea geogrfica ou nmero diferente de
atividades cultura/pecuria) e com a complexidade do cenrio
ambiental/scio-econmico. Um nmero adequado de 6 a 7
membros, tendo em vista que esta a lotao comfortvel num
jipe ou carros normalmente disponveis.

ii. A equipe deve ter uma distribuio igual de cientistas,
sociais e fisico-biolgicos. Uma boa mistura de disciplines
incluir economists agrrios, antroplogos, especialistas das
cultural e cientistas pecurios. Estes e pessoal de extensao
locais, devem ser incluidos em maior nmero possvel. A equipe
deve contar tambm com pesquisadores femininos, de forma a
assegurar que agricultoras sejam entrevistadas, especialmente
em situaes nas quais no permitido aos pesquisadores
masculinos entrevistar as mulheres do agregado familiar.






1



Reviso de informao secundria

Uma equipe PESA comea a planejar uma sondagem informal com a
anlise de informaes secundrias referentes rea em questo. Este
process de revisao deve dar-se pelo menos uma semana antes da said
para o campo.

Entrevistas com informants chave

possvel obter boa informao preliminary sobre a rea a ser
trabalhada, dos representantes governamentais locais, pessoal de
projetos e outras pessoas da rea ligadas a recursos naturais. Estes
contatos provavelmente oferecero, ao pesquisador, dados teis sobre o
local.

Obter mapas e cartas de introduo dos orgos competentes

Mapas da rea podem normalmente ser obtidos nos servios de
levantamento geolgicos, na capital. Por vezes possvel obter outros
mais recentes com projetos em desenvolvimento na rea indicada para
estudo. Poder tambm ser til providenciar-se carta de recomendao
official da representao administrative mxima, visando facilitar a
colaborao com agents regionais e assegurar o acesso a rea.

Contactar o pessoal da estao experimental antes de conduzir a
sondagem

Este contato serve para solicitar o apoio do pessoal da estao
experimental e assegurar informaoes necessrias.

Se a equipe estiver trabalhando em conjunto com a estao
experimental, deve estabelecer contatos com os administradores, chefes
de departamentos e outras pessoas importantes, para expor os objetivos
e solicitar informaes. Esta interao ajudar a delinear o alcance da
pesquisa e as limitaes political.

Diretrizes para entrevistas

Alguns pesquisadores acham que important ter listas por
assuntos dos roteiros das entrevistas. Estas listas ajudam o
pesquisador a aprofundar aspects que, de outra forma, poderiam ser |
esquecidos. Outros acham que estas listas acabam sendo usadas como
questionrios, podendo limitar a entrevista apenas a tpicos
selecionados pelos prprios pesquisadores. Em casos do uso de lists
algumas consideraes recomendadas so:

i. Consultar outros roteiros por tpicos, para assegurar
que seus principals aspects so considerados (ex. sondeios
anteriores, as diretrizes desenvolvidas pelo CIMMYT, etc.) ver
Collinson, 1981; Frankenberger e Lichte, 1985].

ii. Utilizar fontes de informao secundria. Tpicos podem

36










ser derivados de fontes como: 1) relatrios escritos; 2)
entrevistas com pessoas profissionalmente ligadas a recursos;
3) necessidades de informao do pessoal de pesquisa e 4)
resultados e concluses de investigaes prvias.

iii. Os membros da equipe devem chegar a um consenso, em
relao todos os assuntos incluidos no roteiro.

iv. O desenvolvimento de um roteiro de assuntos pode ser um
exerccio bsico na edificao ou consolidao da equipe. Este
process permit a cada participate contribuir com opinies,
dando nfase aos assuntos de particular relevncia para a sua
discipline. As prioridades da sondagem so estabelecidas antes
da saida para o campo e a equipe comea a funcionar como uma
unidade, ou entidade integral.

v. O roteiro de assuntos deve ser testado antes da said
para o campo. Este procedimento permit equipe determinar a
forma apropriada de incluir certas perguntas, bem como refinar
as tcnicas de entrevista. Procedimentos adequados que deixam
o agricultor vontade, so importantes para se obter a
informao exata e assegurar que a sondagem informal seja bem
sucedida. Entre os assuntos que uma equipe deve discutir antes
de sair para o campo, alguns dos mais importantes so: Como se
apresentar ao agricultor; vantagens e desvantagens das
entrevistas em grupo em relao s individuals; como efetuar a
traduo; como evitar perguntas preconceituosas, quanto tempo.
se dever star com cada agricultor e como abordar tpicos
sensveis.


Os pesquisadores podero querer combinar um format estruturado
com um simples nas entrevistas informais. Roteiros de assuntos poderiam
ser usados por alguns membros da equipe, enquanto outros
entrevistariam o agricultor. Tal combinao originaria tanto a
informao comparative como aprofundada sobre alguns assuntos (ver
Lynham et. al., 1987).

Seleo da rea de estudo

Com frequncia a escolha da rea a ser estudada feita antes da
participao de pesquisadores. Se houver alguma flexibilidade nessa
escolha, a deciso deve ser tomada em conjunto com todas as
instituies participants (ex. organizao de pesquisa, de
desenvolvimento, missao USAID, etc.). Pontos importantes a considerar
na escolha so:

i. Considerar a rea que pode, razoavelmente, ser
trabalhada com o tempo disponvel. O trabalho ser
influenciado por fatores tais como uniformidade ambiental,
desenvolvimento tecnolgico, condies scio-econmicas,
infraestrutura e acesso durante a poca chuvosa. A equipe deve











pensar em permanecer mais tempo nas regies onde os sistemas
agrcolas-florestais so mais diversificados, do que em
regies onde os mesmos so mais uniforms.

ii. Fazer um cronograma, flexivel, especificando o nmero de
dias para cada rea, bem como o tempo a ser gasto com
deslocamentos, reviso dos dados e relatrio escrito.

iii. Quando a equipe chega regiao a ser sondada, deve
contactar em primeiro lugar funcionrios locais, de modo a
estabelecer ligaes de colaborao e solicitar apoio. (ex.
administradores regionais, pessoal de projetos em
desenvolvimento na rea, agents de extenso, etc.). Estes
podem ajudar a selecionar locais potenciais a serem
trabalhados, bem como obter respostas e informaes teis
para as comunidades locais das quais so administradores.

Procedimentos de entrevista

Reconhecendo que os procedimentos de entrevista podem variar,
dependendo do context scio-cultural, indica-se um conjunto til de
procedimentos a seguir:

i. Aps a chegada vila/cidade a equipe deve, em primeiro 1
lugar, reunir-se com os lideres locais e explicar, a estes e a
outros habitantes presented, o objetivo do estudo, o que
significa, para que serviro os resultados e a razo porque
tantas perguntas sero feitas. Questes gerais sobre a
infraestrutura existente no local, como funcionam os direitos
terra, s fontes de crdito e distribuio de produtos,
funcionamento dos sistemas tpicos de mo-de-obra e
intervenes de projetos, podem ser colocadas para o grupo.

ii. Depois de tratar as questes iniciais com o grupo de
habitantes, a equipe deve dividir-se, em duplas, para conduzir
as entrevistas com os agricultores. Em geral, os membros da
equipe procuraro entrevistar vrios agricultores atravs da
rea objeto de estudo. mais prtico, frequentemente,utilizar
mtodos aleatrios, informais, tais como decidir visitar o
quarto agricultor direita num caminho escolhido. O grupo
poder tambm querer entrevistar, propositadamente, alguns com
caractersticas particulares, como agricultores que cultivam
determinadas cultures ou um que desenvolve uma certa tcnica.
No entanto, por vezes, a equipe poder no ter escolha na
seleo dos mesmos, devido ao fato de os lideres locais
estarem, eles prprios, a fazer as escolhas. Em tais
situaes, a equipe pode abreviar as entrevistas com estes
agricultores e depois conduzir entrevistas com outros que
considerar mais indicados. Os membros da equipe devem tambm
entrevistar pessoas locais, alm dos agricultores, mas que
interatuam frequentemente com estes (ex. comerciantes, 1
professors, processadores de cultural, agents de extenso,

38










etc.).


iii. Devem ser feitos esforos no sentido de entrevistar o
agregado familiar, e no s o home agricultor. Se possvel,
ambos, marido e mulher, devem estar presents na entrevista.
As mulheres do agregado familiar podem ser responsveis por
quantidades considerveis de mo-de-obra nos campos.

iv. As entrevistas devem ser conduzidas em reas
pertencentes ao agregado familiar, que no estejam prximos da
sede. Desta forma os membros da equipe podem ver os locais
sobre os quais esto fazendo perguntas e obter respostas e
opinies especficas da famlia entrevistada, em vez de um
consenso de grupo. Alm disso, os pesquisadores inspiraro
maior confiana s famlias, quanto a caminhos eficazes para
seus problems, se os membros da equipe fizerem o esforo de
percorerem as suas propriedades.

v. Os membros da equipe no devem trabalhar com o mesmo
parceiro todos os dias (Hildebrand e Ruano, 1982). A rotao
diria dos integrantes oferece a cada pesquisador,
oportunidade de trabalhar e intercambiar idias com os
outros. Isto facility a troca e ajuda a estabelecer uma melhor
comunicao entire a equipe. O ideal juntar um cientista
social com um cientista natural/bilogo em cada dupla.

vi. Depois de terem completado as entrevistas numa rea
selecionada, a equipe deve reunir-se para formular hipteses
sobre os sistemas agrcolas-florestais que caracterizam essa
regio. important lembrar que o trabalho de reviso e
avaliao do contedo das entrevistas requer, pelo menos, o
mesmo tempo que foi necessrio para conduzi-las. Este
procedimento ajuda a sintetizar os atributos e as limitaes
bsicas do sistema agrcola-florestal e fornece uma base de
comparao para trabalhos de sondagem em outros locais. Estas
revises ajudaro a rever os roteiros, por assuntos, para
entrevistas futuras. Este process pode ser um exerccio
fundamental para a consolidao da equipe.

vii. Uma vez que a sondagem est complete, devem formular-se
hipteses relacionadas s principals limitaes a que os
agricultores da rea enfrentam. Tambm, a equipe, a partir de
um concenso, deve relacionar recomendaes para amenizar os
problems identificados. Esta atividade oferece a equipe
oportunidade para combinar as vrias especialidades
disciplinares na formulao de possveis solues. Em alguns
casos, a equipe poder ser solicitada a atribuir prioridades a
estas recomendaes. No entanto, este ltimo passo pode ser
tratado pela coordenao da pesquisa.









Relatrios escritos

Os resultados da sondagem informal devem ser escritos dentro dos
prazos estabelecidos e de forma efetiva. Pontos importantes, a serem 1
considerados ao elaborar o relatrio, so:

i. O format a ser seguido na organizao do relatrio deve
ser delineado pelos lideres da equipe.

ii. Para facilitar a elaborao do relatrio, os lideres da
equipe devem atribuir a cada membro uma parte no mesmo.
Flexibilidade nesta distribuio de tarefas muito
important.

iii. O relatrio deve abranger vrios tpicos de components
de descrio da rea sondada, (ex. aspects sociais, produo
agrcola annual, recursos disponveis, consumo do agregado
familiar, etc.), models dos sistemas agricolas-florestais
(estruturais e de processo, identificao dos domnios de
recomendao e uma listagem de limitaes e recomendaes.

A discusso acima apresentada fornece uma viso geral dos
procedimentos de sondagem. Na seo seguinte deste capitulo, discutir-
se- um procedimento especifico de sondagem.


O PROCEDIMENTO SONDEIO: UM TIPO DE SONDAGEM INFORMAL

O Sondeio (do espanhol 'Sondeo') uma tcnica de sondagem rpida,
desenvolvida pelo Instituto de Cincias e Tecnologia Agrcola da
Guatemala (ITA) como resposta a restries oramentrias, necessidades
de tempo e outras metodologias usadas, (pesquisa em propriedade
agrcola), para aumentar a informao numa regio onde a gerao de
tecnologia agrcola no foi iniciada. 1

A funo primria do Sondeio familiarizar tcnicos com a rea em
que irao desenvolver o seu trabalho. Como no necessrio obter
informao quantificvel, o Sondeio pode ser rapidamente conduzido e
nao sao necessrias anlises de dados exaustivas para interpreter as
descobertas. Nao so usados questionrios, por isso os agricultores sao
entrevistados de maneira informal, que no os inibe. Ao mesmo tempo, o
uso de uma equipe multidisciplinar ajuda a fornecer informao- de
pontos de vista diferentes, simultaneamente. Dependendo do tamanho,
complexidade e acesso da rea, o Sondeio dever ser completado entire 6
a 10 dias com um custo mnimo. Neste perodo, reas de 40 a 50km2 tem 1
sido estudadas. Apresenta-se, em seguida, uma descrio da metodologia
utilizada em uma operao de 6 dias.

Primeiro Dia.

O primeiro dia usado para reconhecimento da rea, por toda a
equipe enquanto unidade. Esta deve fazer um levantamento preliminary dos W

40 g




1










sistemas culturais ou agricolas-florestais mais importantes, que iro
servir como sistema chave, familiarizar-se em terms gerais com a rea
e comear a procurar as delimitaes do sistema homogneo. Depois de
cada discusso com o agricultor o grupo reune-se, fora do alcance do
primeiro, para discutir a interpretao que cada um fez da entrevista.
Desta forma cada membro comea a familiarizar-se com a forma de pensar
dos outros. As entrevistas com agricultores devem ser muito gerais e
cobrir uma gama de assuntos, porque a equipe est numa fase
exploratria e buscando um nmero indefinido de elements
desconhecidos. (Isto no implica, claro, que falte orientao s
entrevistas). A contribuio, ou ponto de vista, de cada discipline
critical em todo o process do Sondeio, porque a equipe nao sabe a
priori que tipos de problems ou limitaes sero encontrados. Quanto
maior for o nmero de disciplines participando na interpretao da
situao, maior a probabilidade de detectar os fatores realmente mais
graves para os agricultores da regio. Estabeleceu-se que estas
restries podem ser agro-climticas, ou scio-culturais. Sendo assim,
todas as disciplines contribuem igualmente para o Sondeio.

Segundo Dia.

As entrevistas e o levantamento geral do primeiro dia servem para
orientar o trabalho do segundo. As equipes so constituidas por duplas,
um agrnomo ou zoolgo, da equipe de avaliao tecnolgica, e uma
pessoa das cincias scio-econmicas. As cinco equipes espalham-se pela
rea e reunem-se, outra vez, a seguir ao primeiro meio dia (em reas
pequenas ou com bom acesso), ou dia inteiro (em reas maiores onde o
acesso difcil e mais tempo necessrio para viajar). Cada membro da
equipe discute o que observou no decorrer das entrevistas, e hipteses
sao elaboradas para ajudar a explicar a situao na rea. Quaisquer
informaes relacionadas com os limited da rea so discutidas para
ajudar na sua demarcao. As dvidas ou hipteses levantadas no
decorrer da discusso iro servir como base para as sesses de
entrevista seguintes. Durante as discusses da equipe, cada membro
observa como as interpretaes dos outros pontos de vista podem ser
importantes no compreender de problems dos agricultores da regio.

Depois desta troca de idias, as duplas sao mudadas, para
maximizar a interao disciplinary e minimizar os preconceitos dos
entrevistadores, e voltam para o campo orientados pela discusso
prvia. Mais uma vez, a seguir a meio-dia ou dia de entrevistas, o
grupo reune-se para discutir o que encontrou.
A importncia destas discusses aps uma srie de entrevistas nao
pode ser desconsiderada. Em conjunto, o grupo passa a compreender as
relaes encontradas na rea, demarca a mesma, e comea a definir o
tipo de pesquisa indicada para ajudar a melhorar a tecnologia dos
agricultores. Outros problems, tais como a comercializao de
produtos, tambm so discutidos e, se solues forem necessrias, as
entidades competentes podem ser contactadas. important compreender e
considerar os efeitos que estas e outras limitaes iro ter, no caso
de no serem corrigidas, sobre o tipo de tecnologia a ser desenvolvida
no process de geraao.











Durante o segundo dia deve ocorrer uma notvel convergncia de
opinies e uma reduo correspondent de tpicos para as entrevistas.
Desta maneira, os tpicos de maior interesse podem ser melhor
explorados nos dias seguintes.

Terceiro Dia.

Este uma repetio do segundo e inclui mudanas nos passos de
discusso, necessrios a entrevista para completar esta parte do
Sondeio. No caso da rea no ser muito complex, estes passes devem ser
suficientes. Se a rea for maior e se torne necessrio um dia inteiro
de entrevistas, entire cada sesso de discusso sero requeridos quatro
dias para completar esta parte do Sondeio.

Quarto Dia.

Antes da equipe voltar ao campo para mais entrevistas neste dia, a
cada membro designado uma parte do relatrio a ser escrito. Nessa
altura, sabendo pela primeira vez quem responsvel por cada tpico,
as equipes, reagrupadas na quinta combinao, voltam ao campo para
fazer mais entrevistas. Para reas pequenas, a tarefa requer tambm um
meio-dia. No restante meio-dia, a seguir a uma sesso de discusso, a
equipe comea a escrever o relatrio do Sondeio. Todos devem trabalhar
no mesmo local para que possam circular e debater livremente uns com os
outros. Por exemplo, um agrnomo a quem coube a questo sobre o milho,
poder ter discutido um ponto bsico com um antroplogo, e precise
lembrar o que disse determinado agricultor. Desta forma a interao
entire disciplines continue.

Quinto Dia.

A media que os tcnicos elaboram o relatrio, invariavelmente
iro encontrar pontos para os quais nem eles, nem ningum no grupo tem
respostas. A nica soluo voltar ao campo na manh do quinto dia
para preencher as lacunas encontradas no dia anterior. Um meio-dia pode
ser dedicado a esta atividade, junto com a concluso da parte principal
do relatrio.

Na tarde deste dia cada membro da equipe coloca para os demais a
sua parte do relatrio, para discusso, correo e aprovao. As
parties devem ser lidas pela ordem em que iro aparecer no relatrio.
Funcionando como grupo, a equipe dever aprovar e/ou modificar o que
apresentado.

Sexto Dia.

O relatrio apresentado, mais uma vez e, a seguir a leitura de
cada tpic9 so feitas e registradas as concluses. Findo o process,
estas so novamente revisadas para aprovao, e recomendaes
especificas sao anotadas para servir como ponto referencial bsico para
futuros trabalhos na rea, independent da origem das agncias que

42



1










Facilidade de Adoo


i. Compatibilidade com o sistema agricola-florestal (ex. tero
os agricultores ao seu alcance os recursos, terra, mao-de-obra,
capital, necessrios?)

ii. Apoio institutional (ex. extenso, crdito disponvel,
etc).

iii. Divisibilidade (ex. a tecnologia pode ser introduzida de
forma gradual?)

Benefcios Potenciais

i. Possvel lucro (ex. aumento de rendimentos, disponibilidade
de mercado, etc.)

ii. Estabilidade (ex. qual o grau de risco associado com a
nova tecnologia?)

Desta forma as oportunidades de pesquisa so identificadas e, as
que tiverem maior impact potential com menor custo, selecionadas para
serem testadas.

Estudo de Caso Determinado

Forma de distinguir entire problems e solues

Numa rea do Qunia Central, pesquisadores notaram que os baixos
rendimentos do milho tinham como causa principal uma data de plantao
tardia. A poca chuvosa era curta e o milho plantado tarde era
suscetivel seca. Os pesquisadores propuseram uma soluo para este
problema, plantar o milho mais cedo, ou seja, antes ou mesmo no inicio
das chuvas. Os pesquisadores conduziram ensaios que demonstraram que o
milho plantado antes do tempo costumeiro, resultava em rendimentos
aumentados. O servio de extenso levou esta mensagem aos agricultores.
Aps vrios anos, a maioria destes continuava a plantar tarde.

Uma equipe PESA iniciou trabalhos na rea e investigou esta
situao. Descobriu que o plantar tarde por si, no era problema, mas
sim uma alternative dos agricultores para enfrentar outros problems
existentes. Os agricultores plantavam tarde pelas seguintes razoes:

1. Falta de animals para preparar o terreno. Os
agricultores que no os possuissem tinham que atrasar
a plantao at que os donos dos animals tivessem
concludo a preparao da sua prpria terra.

2. O milho plantado antes de tempo era altamente
suscetivel a estragos por ao das formigas.

Estes eram os problems encarados pelos agricultores que os









impediam de plantar cedo. A equipe PESA props vrias medidas para
amenizar estes problems, entire elas:

i. Eficincia maior dos animals atravs de
alimentao melhorada.

ii. Tratamento da semente de milho com inseticida
para impedir os estragos causados por formigas.

Em sntese, o primeiro grupo de pesquisadores tinha identificado o
plantar tarde como sendo um problema, mas de fato este, era uma
soluo do agricultor para dois outros problems: falta de animals e
estrago da semente de milho por formigas. Ao atacar esses problems do
agricultor os pesquisadores esperavam que estes pudessem plantar mais
cedo para aumentar os rendimentos de milho.

importante.notar que a determinao das variveis experimentais,
os nveis destas e dos fatores fixos devem ser estabelecidos com base
nas descobertas de sondagens. Exemplo, no suficiente afirmar apenas,
no fim do diagnstico, que o aumento da populao de plants uma
prioridade important. Antes, deve-se estipular qual a do agricultor j
que esta ir servir como contr6le experimental. Tambm necessrio
caracterizar o padro de plantao (ex.filas de 30cm, 2 plants por
buraco) a ser utilizado no ensaio e necessrio decidir se o padro de
plantao ser igual ao do agricultor ou se se devem tambm explorer
outros desses. Estas questes so retomadas mais adiante.
























5O
1

















1











v. Identificao e Ordenao de Problemas com Base no seu
Nvel de Importncia Os problems sero de alta prioridade
se afetarem toda a sociedade, ou de baixa se atingirem somente
os agricultores locais. Os agricultores devem ser incluidos na
identificao destes. A ordenao dos problems dos
agricultores apenas com base nas percepes da equipe PESA
poder levar seleo incorreta dos mesmos.Uma ordem dos
problems deve ser elaborada.

vi. Ordenao dos Problemas com Base na sua Resoluo
Potencial D-se prioridade alta a problems cujas solues
parecem residir na introduo de tecnologias j existentes. Os
problems que parecem poder ser resolvidos atravs de pequenas
alteraes de tecnologias j existentes, recebem uma
prioridade mdia. Os problems com prioridade baixa tem
solues que envolvem a gerao e a adaptao de tecnologia
nova.

vii. Ordenao de Problemas com base em Necessidades de
Cooperao Inter-Institucional Um problema de alta
prioridade se for de interesse para uma instituio e se a
soluo desse residir exclusivamente no mbito de pesquisa da
mesma. Tem prioridade mdia se a soluo se encontra
parcialmente em uma instituio que necessita de auxilio de
outras E de baixa prioridade se a sua resoluo no se
encontrar exclusivamente dentre os objetivos da estao de
pesquisa e se necessitar de auxlio e cooperao de vrias
agncias.

viii. Identificao e Seleo de Estratgias de Soluo
Alternatives Para cada problema classificado como tendo alta
prioridade, utilizando os critrios acima mencionados, definir
uma ou mais estratgias. Estas solues potnciais devem ser
tecnicamente possveis, economicamente viveis, ambientalmente
slidas, socialmente compatveis, administrativamente geriveis
e politicamente aceitveis. As estratgias de soluo
possveis podem ser derivadas dos prprios agricultores (ver
estratgias compensadoras IN Frankenberger, et. al., 1985).

ix. Ordenao de Solues Potenciais em terms de
possibilidade de adoo por Agricultores As solues so de
alta prioridade se partirem de prticas culturais e de
acordos j existentes e se necessitarem de treinamento e
insumos mnimos. Solues de prioridade mdia so aquelas que
partem de prticas culturais e de gesto j existentes mas que
requerem considerveis quantidades de treinamentos e de
recursos. Solues de baixa prioridade requerem a introduo
de novos pacotes tecnolgicos que nao podem ser adotados por
fases.

Outro process para selecionar e ordenar problems e possveis










solues tem sido proposto por Tripp (1986). Os cinco passos seguintes
foram adaptados de uma obra intitulada, "Steps in Planning On-farm
Experiments.":

i. Para um grupo particular de agricultores, ou domnio de
recomendao preliminary, deve-se anotar os principals
problems enfrentados pelos mesmos.

ii. Determinar as causes provveis de cada problema e
examiner as interaes entire estes e as causes.

iii. Ordenar os problems segundo a sua importncia.

iv. Identificar solues possveis para os problems mais
importantes.

v. Examinar possveis solues atravs de critrios
selecionados para estabelecer s prioridades de pesquisa.

Anotar os Problemas Principais

Os membros da equipe anotam os problems dos agricultores com base
na informao obtida atravs de dados secundrios e de sondagens
informais e formais. Os problems podem incluir instncias de fatores
biolgicos limitantes ou insuficincias no uso de recursos, que limitam
a produtividade do sistema agrcola-florestal. Estes devem ser
declarados da forma mais simples possvel. Exemplos de declaraes de
problems incluem:

"Os rendimentos de milho so limitados pela baixa
disponibilidade de az6to."

"Devido falta de alimento animal na fase de preparar
a terra, os animals no conseguem trabalhar.mais do que
trs horas por dia."

Nesta fase recomenda-se no incluir as possiveis causes de
problems ou solues e sim estud-las mais adiante. til distinguir
os problems que limitam a produo dos que refletem um uso
insuficiente de terra, mo-de-obra ou capital.

Determinar as Causas e Examinar Interaes

Muitas vezes a falta de compreenso clara das causes de um
problema, podem levar a solues inadequadas e recursos valiosos de
pesquisa sao desperdiados. Assim, til construir diagramas de
cadeias causais de problems tal como mostrado por Tripp. Exemplo, a
cadeia na figure 3.1 mostra que a perda de rendimento fsico no arroz
devido a doena causada, em parte, pela plantao tardia do mesmo.
Isto, por sua vez, causado pela falta de mo-de-obra na poca do
plantio.


46



l










possam estar envolvidas no process de desenvolvimento regional.

O produto do sexto dia um relatrio final que tem como autor
toda a equipe multidisciplinar e que deve ser apoiado por todos os
membros. Alm disso, depois da participao da equipe num esforo de
seis dias, cada um deve ser capaz de defender os pontos de vista
discutidos, as concluses relacionadas e as recomendaes feitas.

O Relatrio

At certo ponto, o relatrio do Sondeio tem um valor secundrio,
porque foi escrito pela mesma equipe que ir trabalhar na rea. O maior
valor reside no fato de a equipe o ter escrito. Ao confrontarem-se com
uma situao na qual numerosos pontos de vista devem ser considerados,
os participants tero seus horizontes ampliados. Alm disso, o
relatrio pode servir como orientao para no participants, como o
Director Regional ou o Diretor Tcnico, ao discutir os mritos dos
vrios tipos de aes possiveis. No entanto, o relatrio ter tambm o
aspect de um document escrito de forma apressada, por dez pessoas
diferentes, o que exatamente o caso. No um estudo exaustivo com
dados quantificveis que possa ser utilizado no future para avaliar
projetos. Trata-se antes, de um document de trabalho para orientar o
program de pesquisa e desempenhar papel fundamental simplesmente por
ter sido escrito.

Notas Finais

A especialidade disciplinary de cada membro da equipe de Sondeio
nao indispensvel, desde que estejam representadas vrias reas e, se
se tratar de um Sondeio agrcola, com um nmero significativo de
participants agricultores e entire os quais, pelo menos alguns,
venham, no future, a trabalhar na rea. As disciplines dos
coordenadores do Sondeio provavelmente tambm nao so indispensveis,
no caso de se tratar de pessoas com boa capacidade de adaptao, e
experincia de sondagens e respectivas tcnicas. Todavia, os
coordenadores devem ter um alto nivel de tolerncia multidisciplinar e
a capacidade de interatuar com as diferentes reas representadas na
equipe.

De certa forma, os coordenadores so maestros de orquestra que
devem assegurar a contribuio de todos para a melodia, e que, no final
todos estao em harmonia. Cabe-lhes controlar o grupo e manter a
discipline. Estes, arbitram diferenas, criam entusiasmo, relacionam
hipteses e idias dos participants e, em ltima instncia, serao eles
a coordenar o produto na sua forma final. Talvez no seja essencial que
tenham experincia prvia de Sondeio, mas se a tiverem a sua eficcia
ser, com certeza maior.










CONSTITUIO DE UMA AGENDA PARA ENSAIOS EM PROPRIEDADE AGRICOLA
FLORESTAL

Identificao dos problems e determinao de oportunidades de pesquisa

A identificao dos problems dos agricultores e a determinao de
oportunidades de pesquisa so objetivos principals da fase de
diagnstico na PESA. A seleo e a atribuio de prioridades aos
problems e s oportunidades de pesquisa devem ser feitas de uma forma
sistemtica, para assegurar que recursos escassos de pesquisa sejam bem
aproveitados. No entanto, antes de poder ordenar problems e solues
de uma forma efetiva, necessrio determinar a importncia das vrias
atividades que constituem o sistema agricola-florestal, mantido pelas
famlias das propriedades agrcolas. Os critrios usados para avaliar
estas atividades devem ser derivados no s dos prprios agricultores
como tambm dos pesquisadores. Embora este procedimento consiga ajudar
a determinar quais as de maior importncia para os agricultores, os
pesquisadores podero no ter escolha na seleo das que iro
trabalhar. O perodo de realizao da pesquisa poder ter certas mormas
polticas que limitem estas atividades a certas cultural. Por exemplo,
um institute national de pesquisa talvez no possa trabalhar com
empresas pecurias (ex. CNRADA na Mauritania). Embora esse tipo de
restrio exista, os pesquisadores ainda podem recorrer a tais
procedimentos para ordenar as atividades que lhes compete estudar.

Logo que estas estejam colocadas por ordem de importncia, os
problems e solues possveis, associados s mesmas, podem ser
selecionados de uma forma sistemtica. Um procedimento vivel foi
desenvolvido por McArthur et. al. (1985). Este, composto por nove
passos, pode ser sintetizado da seguinte forma (extraido de Module III,
McArthur et. al., 1985) :

i. Sondeio Conduo de uma sondagem informal para reunir
informaes sobre os sistemas agrcolas-florestais numa rea
prevista.

ii. Identificao dos Domnios Preliminares de Recomendao
A partir da sondagem informal, identificar agricultores com
caractersticas ambientais, culturais e scio-econmicas
semelhantes:

iii. Seleo de Domnios de Recomendao de Trabalho A
seleo desses domnios poder ser baseada em fatores tais
como 1) problema principal que um grupo representative tenha
em comum; 2) grupo dominant representative da maior parte da
fora de mo-de-obra agrcola; ou 3) o domnio est incluido
numa rea de alta prioridade para o desenvolvimento.

iv. Descrio do Sistema Agricola-florestal Dominante-
Descrio dos elements chaves, relacionamentos e ligaes
primrias nos sistemas agrcolas-florestais predominantes no
domnio selecionado. Desenvolver um modelo para este sistema.

44



I









Deve-se notar que as prticas dos agricultores raramente so as
causes dos problems. Ao contrrio, as prticas destes trabalhadores
que, aparentemente, limitam a produo so geralmente as solues
destes para outras de suas limitaes. Exemplo, agricultores no Ruanda
do Norte plantam sorgo com uma densidade muito superior necessria
para maximizar a produo. A alta densidade de sementeira, ao limitar o
crescimento de ervas daninhas e a eroso do solo, uma resposta a dois
problems que estes devem superar.


Figura 3.1.


Cadeia causal dos problems do arroz


Com frequncia, existem vrias causes para um problema e um nico
aspect pode gerar vrias dificuldades. Numa rea da Zmbia descobriu-
se que a falta de mo-de-obra na poca de sementeira causava ou
contribuia para cinco problems diferentes, incluindo uma doena nas
plants e baixa fertilidade do solo. Fatores causais que contribuem
para os problems podem incluir prticas de gesto, condies naturais
e circunstncias scio-econmicas.

Um procedimento para esquematizar causes, problems e suas
interaes, de forma a aumentar a compreenso dos mesmos, aqui
mostrado. O exemplo de diagrama, baseado na cadeia causal da figure
3.1, apresentado na figure 3.2. O plantar tardio do arroz


Cadeia causal mais desenvolvida dos problems do arroz


Figura 3.2.






I



contribui para o surgimento de doenas e perda de rendimento fsico
devido seca durante a fase final de crescimento. O problema das
doenas est relacionado com a seca, tendo em vista que esta na fase
final de crescimento do arroz favorece o alastramento das doenas. A
escassa disponibilidade de herbicidas contribui tambm para esse
problema. Para cada domnio de recomendao, todos os problems e suas
causes devem ser incluidos num s diagrama, de modo a considerar as
respectivas interaoes.

Ordenar os Problemas

O prximo pass a ordenao dos problems, de acordo com a sua
importncia. Esta pode ser definida por uma srie de critrios, tais
como: 1) incidncia do problema (ex. o nmero de agricultores
afetados); 2) a importncia das atividades de cultivo (ex. rendimento
resultante da venda, abastecimento de alimentos, utilizaao de
terra/mo-de-obra/capital); e 3) a gravidade do problema (ex. a
severidade e frequncia do problema). Os membros da equipe avaliam cada
problema de acordo com cada critrio e, posteriormente, fazem uma
avaliao sumria de cada caso.

Identificar Possveis Solues

Neste passo a equipe produz uma listagem de solues possveis
para cada prioritrio problema identificado. A anlise das causes
torna-se critica neste passo, porque frequent existir vrias
maneiras de responder a um s problema. No caso apresentado na figure
3.2, o uso de fungicidas uma soluo possvel para a questo da
doena. Contudo, o plantar tardio do arroz contribui para dois
problems (doena e seca tardia). Variedades de ciclo reduzido poderiam
diminuir os efeitos de ambos. O diagrama tambm indica que o impact
destes poderia ser menor, se a mo-de-obra na poca da sementeira fosse
aperfeioada com novas tcnicas ou padres de plantao.

Examinar s Possveis Solues Atravs de Critrios Selecionados

Por ltimo, as possveis solues so examinadas atravs dos
critrios selecionados pela equipe como sendo crticos para avaliar as 1
alternatives. Estes critrios podero incluir:

Facilidade de Investigao

i. Probabilidade de que as solues funcionem sob as
condies e prticas do agricultor.

ii. Facilidade de executar o program de pesquisa (ex.
nmero de lugares necessrios, nmero de visits por parte do
pessoal de pesquisa a cada local, previso do nmero de safras m
recomendadas para a obteno de resultados, etc.)




48
'" II

















CAPTULO IV


PLANEJAMENTO, FORMUIAO E CONDUO DE PESQUISA E EXTENSO

EM PROPRIEDADE AGRICOLA




O objetivo da PESA o desenvolvimento de novas tecnologias
agrcolas dirigidas problems prioritrios, identificados e
selecionados, do agregado familiar da propriedade agrcola. A media
mxima do sucesso de uma nova tecnologia sua aceitao, adoo e uso
sustentado pelos agricultores. A pesquisa neste tipo de propriedade,
usada pela PESA, envolve a participao ativa dos membros do agregado
familiar para testar tecnologias alternatives. A anlise e
interpretao dos resultados dos ensaios em propriedade agrcola
permitem equipe PESA avaliar o sucesso potential de novas tecnologias
agrcolas e fazer recomendaes especificas aos agricultores.


CONSIDERAES GERAIS RELACIONADAS COM ENSAIOS EM PROPRIEDADE AGRICOLA

(extraido de "On-farm Agronomic Trials in Farming Systems Research" por
P. Hildebrand e F. Poey, 1985, pgs. 9-12)

Na maioria das propriedades agrcolas, as prticas de gesto e as
condies de campo diferem' daquelas encontradas nas estaes
experimentais. Qualquer estratgia que vise obter resultados
significativos dos ensaios em propriedade agrcola deve considerar
estas diferenas. Os ensaios nestas propriedade no visam transplantar
as condies das estaes experimentais nos campos dos agricultores.
Antes so formulados de modo a auxiliar na detectao de diferenas
usando as prticas de gesto e condies meio-ambientais do agricultor
tpico.

A pesquisa em propriedade agrcola caracterizada pela
participaao dos agricultores, nas suas prprias terras. Esta varia de
acordo com a natureza dos ensaios, sendo que em ensaios exploratrios
ou em locais especficos, limitam-se a fornecer a terra e parte ou
totalidade dos insumos. Nesta fase a participao do agricultor no
process de obteno de dados e tomada de decises secundria em
relao do pesquisador que control os experiments. Nos ensaios






1


regionais a participao do agricultor maior, contribuindo
efetivamente para a interpretaao de resultados e recomendaes
eventuais. Por ltimo, os ensaios geridos por agricultores so tambm
conduzidos por estes, enquanto o pesquisador passa a desempenhar o
papel de colaborador.

As relaes entire pesquisador e agricultor, a localizao dos 1
ensaios na propriedade agrcola, as formulaes experimentais nestas
propriedades e a gesto dos dados de campo, incluindo o registro,
processamento e padronizao destes ltimos, so aspects que devem ser
observados de uma perspective correta quando se executa pesquisa nos
campos dos agricultores com a sua participao ativa.

Prticas de Pesquisa em Propriedade Agrcola

Relaes entire pesquisador e agricultor

No process de conduo de pesquisa em propriedade agrcola os
pesquisadores esto a perturbar o uso normal da terra do agricultor e a
utilizar o seu precioso tempo. A pesquisa poder tambm estar usando
outros, dos limitados recursos do agricultor. Em funo disso, 1
important que os pesquisadores atuem sempre segundo os interesses
bsicos dos agricultores, tratando-os como seus iguais no process de
pesquisa e considerando-os como components desejveis, e no apenas
necessrios, no process de gerao, avaliao e disseminao de
tecnologia. Os agricultores compreendem o que so os ensaios e esto
prontos a participar deles, se compreenderem os procedimentos usados e
se sentirem que o resultado lhes ser, possivelmente, benfico. muito
important que os pesquisadores expliquem com detalhes s razoes de
estarem ali, o que gostariam de fazer, a contribuio que ser
solicitada dos agricultores e aquilo que estes podem esperar dos
resultados. da maior importncia explicar aos agricultores porque a
sua participao no empreendimento ter valor e interesse para eles.

Ouvindo e trabalhando com os agricultores

Desde o primeiro contato, na sondagem inicial ou na procura de
colaboradores, para os ensaios em propriedade agrcola ou registros de 1
empreendimentos, extremamente important que os pesquisadores comecem
a ouvir e trabalhar com os agricultores. Estes ficam resentidos quando
"pessoas do governor" lhes dizem que esto fazendo as coisas da forma
errada, e que os "forasteiros" sabem qual a melhor maneira de
proceder. Se os pesquisadores comunicarem esta attitude aos
agricultores, desde o inicio a relao entire ambos, se chegar a
desenvolver-se, ser lenta e com qualidade comprometida.

Os pesquisadores devem ter cuidado ao certificarem-se sobre quais
so os membros do agregado familiar que tomam decises, bem como falar
com os responsveis por cada cultural. Uma espsa poder saber pouco
sobre a cultural de algodo do seu marido, enquanto ele poder conhecer
pouco sobre a cultural da mandioca ou amendoim, dela.


52



1










A natureza do relacionamento


Os agricultores devem ter conhecimento exato sobre o que esperar
do relacionamento desde o inicio. Sobretudo, devem ser informados que
se trata de um trabalho de pesquisa no qual ambos, agricultores e
pesquisadores, iro aprender e nao uma demonstrao formulada para
demonstrar quantas vezes melhor so os pesquisadores capazes de fazer
aquilo que o agricultor j faz. (Na maioria dos casos o agricultor sabe
fazer melhor mas no tem o capital necessrio para tal.) Os
agricultores precisam estar conscientes de quem deve fornecer o qu,
quem ir correr os riscos e quem receber qual produto. essencial que
estes compreendam a sequncia e a fase de cada uma das vrias
atividades e se a iniciativa dever ser deles ou dos pesquisadores. Ex.
numa zona de milho amarelo, se forem usadas variedades brancas, os
agricultores devem saber se podem esperar receber milho amarelo em
troca do branco que no iro querer ou se devem estar espera de
perder o que foi produzido. Os agricultores devem tambm estar de
acordo com o incluir de milho bronco e perceber o porque dessa
incluso. Estes devem ainda saber quem dever fornecer os
fertilizantes, no caso de serem usados, e quando ser necessrio que
estejam disponveis, quem ir fazer a colheita, como, e quando.

Os agricultores compreendem o que so riscos e esto dispostos (ou
so forados) a aceit-los como uma parte normal do seu ambiente de
produo. Se uma experincia for perdida devido a razoes ambientais
normais, estes iro compreender e no se preocuparo com compensaes (
embora seja provvel que, se ela lhes fosse oferecida eles a
aceitassem). Para evitar paternalismos no process de pesquisa,
recomendvel no considerar compensaes nestes casos. Se, por outro
lado, certos tratamentos foram perdidos porque foram mal concebidos ou,
obviamente no so adaptados ao ambiente de produo do agricultor,
pode-se esperar que estes pensem que uma compensao est garantida, a
menos que tenham sido informados, com bastante antecedncia, desta
eventualidade. Neste caso, o pagamento em generous, da qualidade e
quantidade daqueles que teriam sido produzidos noutras circunstncias,
provavelmente o indicado. melhor, claro, evitar tal situao por
meio de intervenes simple e apropriadas, e envolvimento adequado do
agricultor na formulao do ensaio.

Os agricultores precisam tambm compreender a importncia que o
ensaio tem para os pesquisadores. O risco destes no se concluirem
maior em propriedade agricola do que nas estaes experimentais, j que
muito ir defender da cooperao dos agricultores. H muitos exemplos
de ensaios em propriedade agrcola "perdidos" devido a decisoes do
agricultor sem consultar os pesquisadores. Um aumento no preo de
mercado do produto poder provocar uma deciso para colher todo, ou
apenas parte, do ensaio. Uma variedade ou cultural nova que seja
considerada especialmente atrativa poder promover a colheita por
agricultores, ou seus vizinhos, antes que os dados finais sejam
registrados. Em algumas circunstncias, os resultados preliminares
satisfazem a curiosidade dos agricultores e estes perdem o interesse no
ensaio antes deste estar concluido. Quando estes envolvem mais do que










um ciclo de produo, ou quando necessrio avaliar uma rotao de
cultures, o risco de no completar uma experincia em propriedade
agrcola aumenta.

Os agricultores que no compreendam totalmente a natureza do
ensaio podero entrar em competio com os pesquisadores. Por exemplo,
um tratamento de contrle, que suposto similar as prticas dos
agricultores e deve ser conduzido por estes, poder receber cuidados
especiais, porque eles sabem como fazer melhor e querem provar este
fato aos pesquisadores. Numa parcela pequena, os agricultores podem ter
estas atenes especiais, mesmo que no possam ter tais cuidados nos
seus prprios campos. Ou, eventualmente, o agricultor talvez no tenha
percebido completamente que possvel gerir tal parcela da mesma
maneira que cuida dos seus prprios campos e, por isso, espera pelos 1
pesquisadores para executar prticas que normalmente teriam sido
completadas mais cedo. Em qualquer destes casos, so erros gerados no
medir do nvel de produo dos agricultores.

Por ltimo, uma reviso peridica de todos os aspects do ensaio,
como tambm conversas frequentes entire pesquisadores e agricultores, em
relao ao progress observado, so essenciais para uma pesquisa bem
sucedida em propriedade agrcola.


O SUCESSO FINAL: ACEITAO PELOS AGRICULTORES

A avaliao de novas tecnologias agrcolas na PESA tem que se
extender para alm do simples determinar da viabilidade biolgica da
empresa em questo. As equipes PESA devem avaliar as novas tecnologias,
considerando-as no context da sua aceitaco por parte dos agricultores
e agregados familiares das propriedades agrcolas. As equipes PESA
devem considerar um conjunto de fatores que podero influenciar, em
ltima anlise, a aceitao e adoo de uma tecnologia alternative pelo
agricultor e estabelecer os critrios de avaliao mais adequados.

O objetivo desta parte do capitulo IV ajudar a identificar a
vasta gama de fatores a considerar na determinao de como avaliar o
sucesso de um ensaio, com nfase no envolvimento do agricultor no 1
process de avaliao. A PESA depend da participao de agricultores,
desde o diagnstico inicial, formulao, caraterizao e, avaliao de
tecnologias.

O estabelecimento de critrios de avaliao adequados, com base
nos problems identificados num sistema agrcola-florestal, ir ajudar
a equipe PESA a avaliar melhor as tecnologias alternatives na
perspective do agricultor.

Uma compreenso ampla dos objetivos, incentives, atividades
agrcolas ou nao, recursos disponveis e limitaes do agregado
familiar da propriedade agrcola, fornece as bases sobre as quais se
pode desenvolver a formulao e anlise da pesquisa nestas
propriedades. Grande parte do conhecimento ser gerado durante a fase

54


Il










de diagnstico da PESA. Adquirida esta compreenso e a participao
total por parte do agricultor, possvel selecionar os critrios de
avaliao e procedimentos de anlise adequados. Embora seja raro
conseguir esta condio ideal, a utilidade da anlise ir defender de
tal fato. Critrios de avaliao mal escolhidos podem original
concluses erradas sobre a viabilidade das alternatives a serem
comparadas.


A IMPORTANCIA DE PLANEJAR TENDO EM VISTA A AVALIAO

Planejar, tendo em vista a avaliao, antes da formulao dos
ensaios til por vrias razoes:

i. Auxilia a liagao entire diagnstico e formulao, ao
organizer a informao sobre a produo, os papis dos diferentes
membros do agregado familiar e seus objetivos, numa matriz baseada nos
tratamentos propostos para o ensaio.

ii. Contribui para identificar quais so os dados necessrios
para avaliar o sucesso ou nao de um ensaio.

iii. Ajuda a avaliar as relaes entire os vrios membros
interessados. Poder ajudar a equipe na tomada de decises mais
adequadas sobre quais os tratamentos que devero ser includos ou
desconsiderados em ensaios posteriores de validao e/ou refinamento.
Poder tambm ajudar a equipe a tomar decises mais adequadas sobre o
recomendar de uma nova prtica aps esses testes. Informaes mais
completes sobre as relaes entire os vrios interessados poder sugerir
recomendaes para polticas e programs em reas relacionadas (ex. a
reduo do tempo gasto pelas mulheres no transport de gua).

iv. Facilita a ligao da fase de testes com a formulao, de
forma retroativa. J que os tratamentos so avaliados atravs do seu
impact sobre diferentes membros do agregado familiar, as avaliaes de
custos e benefcios podem ser comparadas com os objetivos desses
membros. Estes objetivos, na forma identificada na sondagem informal,
foram a base para a formulao inicial. A comparao entire os
resultados dos ensaios poder original uma reformulao da prxima
srie dos mesmos. Esta ligao entire o teste e o formular uma parte
essencial da PESA.

v. Colabora na documentao do progress a long prazo no
sentido de obter uma soluo aceitvel para os problems de prioridade
do agregado familiar. Os ensaios do primeiro ano podero parecer ter
sido mal sucedidos, j que os tratamentos considerados nao aceitveis
so eliminados. No entanto, no decorrer do tempo, estes resultados
podem ser vistos como um passo necessrio na identificao da
tecnologia aceitvel. Ao usar um modelo de avaliao de forma
sistemtica, em intervalos pr-determinados, para uma srie de ensaios
realizados ao long de-vrias safras, o valor dos ensaios anteriores
para os posteriores pode ser documentado.






I




FATORES CHAVE A CONSIDERAR NA DETERMINAO DE CRITRIOS DE AVALIAO

i. os objetivos do agregado familiar e dos membros individuals

ii. a escasses de recursos (tempo, mo-de-obra, dinheiro, terra,
animals, etc.)

iii. a probabilidade de os rendimentos econmicos ficarem aqum de
um nivel mnimo aceitvel (risco)

iv. contrle e distribuio de insumos e benefcios

v. o possvel efeito sobre a produo e outras empresas, o
consumo e bem-estar do agregado familiar

vi. oportunidade de emprego assalariado

vii. acesso a crdito, abastecimentos, informao

viii. objetivos da comunidade

ix. fatres sociais e culturais

x. poltica governmental

Evidentemente, podero ser necessrios mais do que um critrio
para a avaliao.

Reconhecimento dos Papis Individuais nos Procedimentos da Propriedade 1
Agrcola

Poucas vezes uma empresa de uma propriedade agrcola resultado
de esforos de uma s pessoa. Os membros do agregado familiar, e
outros, participam de formas diferentes ou so interessados do
resultado final. Estas pessoas podem ser classificadas de acrdo com os
papis que desempenham. Os responsveis pela tomada de decises
recorrem prticas de gesto e/ou autoridade para decidir o que iro
produzir, quando e como. Os investidores fornecem recursos tais como
tempo, mo-de-obra, terra, capital e trao animal. Os beneficirios
recebem compensaes pela atividade de produo. Exemplos podem
incluir, uma poro da colheita, parte do dinheiro resultante das
vendas ou tempo livre. normalmente assumido que os beneficirios
tenham vantagens mas, com frequncia, situaes contrrias tambm so
verificadas.

O nvel de envolvimento de cada uma destas funes de produo
est, com frequncia, associado a idade, sexo e/ou posio dentro do
agregado familiar ou comunidade.



56



1










Para assegurar uma considerao adequada das perspectives
individuals e das circunstncias dos sistemas agrcolas-florestais, os
adeptos da PESA devem perguntar constantemente, "quem?". Quem participa
da deciso de produzir? Quem participa da empresa produtora? Quem
recebe os benefcios da produo? Este questionamento permit
identificar s necessidades e papis dos diferentes membros do agregado
familiar atravs da sequncia do process PESA.

Uma maneira de sensibilizar os que utilizam a PESA para
incorporarem fatores inerentes a sexo e ao funcionamento interno do
agregado familiar, nas suas avaliaes dos ensaios em propriedade
agrcola, ser adquirir novas tcnicas analticas. Estas tcnicas
apresentadas na obra "Case Studies on Gender and Intra-Household
Dynamics in Farming Systems Research and Extension". Feldstein e Poats
(1985) desenvolveram um modelo para estudo de casos determinados, que
visa fornecer as linhas-mestras norteadoras dos aspects relacionados
com as interaes entire, e dentro de, agregados familiares, sexos e
sistemas agrcolas-florestais que podem ser obtidos, analisados e
aplicados formulao de tecnologias melhoradas para sistemas de
cultivo e pecuria. Abrange a informao necessria para modelar um
sistema agrcola-florestal e o process pelo qual os agricultores
homess e mulheres) so incluidos nas atividades de extenso e pesquisa
numa dada rea. Alguns dos temas e das questes bsicas fornecidas no
modelo so sintetizados a seguir, em relao avaliao de ensaios em
propriedade agrcola.

Em primeiro lugar, o que so as dinmicas dentro de um e entire
agregados familiares, e quais as suas variveis? Em que media
contribuem para a anlise e avaliao de ensaios em propriedade
agrcola?

A noo de base que esta por trs destes terms que um "agregado
familiar" no um agrupamento de pessoas estranhas entire si, apenas
com funes de produo e consumo em comum. ex. idntico acesso e
partilha dos recursos e benefcios da produo. Antes, os membros
individuals dos agregados familiares ou s families, partilham alguns
objetivos, vantagens e recursos, tem independncia em alguns e esto em
conflito em outros. Os individuos sao tambm membros de outros grupos
atravs dos quais poderao vir a ter acesso a recursos produtivos ou a
benefcios, bem como tambm responsabilidades. Os agregados familiares
rurais pobres dependem, frequentemente, de um nmero de atividades
dentro e fora da propriedade agrcola, e de alianas, para poderem
sobreviver. Decises de gesto da propriedade sobre qualquer das
empress so afetadas pela interao das funes e recursos dos
individuos ligados a essa empresa. A ligao de tais individuos
propriedade pode dar-se enquanto investidor, trabalhador ou
beneficirio. Ento, h padres de atividade dentro do agregado
familiar, e entire agregados familiares, que esto relacionados com as
maneiras pelas quais os membros fazem escolhas e executam atividades.

O que se apresenta complexidade e no homogeneidade. Em um
sistema agricola-florestal especfico ou de uma s empresa dentro











deste, o padro de recursos e incentives deve ser claro, e no
pressuposto. O modelo est formulado para ajudar nesta descoberta e
funciona atravs da anlise das quatro seguintes reas de conhecimento
fundamentals para a PESA, que so: mo-de-obra, recursos outros alm
desta, incentives, e o process pelo qual os agricultores so incluidos
no program, de modo a contribuir para a dinmica dentro do agregado
familiar. Estas reas so consideradas em cada fase da PESA 1
(diagnstico, formulao, ensaios em propriedade agrcola, avaliao, e
recomendaes) atravs de questionamento. A seguir so focalizadas
apenas questes relatives s atividades de ensaios e avaliao tais
como:

Mo-de-obra

Quais so as mudanas na atribuio de mo-de-obra, em terms de
tempo ou tarefa, que esto de fato associadas aos ensaios em
propriedade agrcola? Podem estas contribuir ou dificultar os aumentos
de produtividade ou de rendimentos numa dada empresa? Mudanas na
atribuio de mo-de-obra podero gerar impact sobre outras empress,
inclusive na produo do agregado familiar? Estaro enquadradas da
forma prevista na formulao?

Acesso e control de recursos alm da mo-de-obra

Como e a quem foram fornecidos os novos recursos? Quem tem ou no
utilizado os novos? Quais foram os meios e ou influncias usados para
obter os recursos necessrios? Ser possvel identificar outras
limitaes, ligadas ao acesso recursos, por meio dos testes?

Incentivos

O que motiva as pessoas a tomar decises sobre a atribuio de
mo-de-obra e outros recursos produo da propriedade agrcola, a
residncia, e a usos alternatives? Quais os incentives (prs e contras)
existentes para que os agricultores homess e mulheres) modifiquem
prticas ligadas empresa em questo? Quais so as vantagens
associadas s modificaes especificas a serem testadas? Existem
estmulos para um agricultor ser cooperante? Como s tecnologias a
serem testadas afetam os fluxos individuals de rendimentos?

Inclusao

Ser que, tanto mulheres como homes, so incluidos como sendo
agricultores cooperantes na pesquisa em propriedade agrcola? Para
empresas especificas? Nos campos? Na gesto de ensaios? So
incluidos(as) nas entrevistas para avaliar os ensaios? Haver fatores
que inibem a participaao de certas categories de agricultores?

Este modelo flexivel e pode ser usado para descrever um sistema
agrcola-florestal ou as variveis que afetam uma dada empresa. As
pessoas sentem-se sobrecarregadas quando so confrontadas com uma nova
lista de questes, consideradas media que vo analisando e avaliando

58









uma situao. As perguntas apresentadas nesta seo sobre cincias
sociais e perspectives dos agricultores no esto formuladas para
saturar os participants da PESA com detalhes interessantes mas sem
relevncia para o caso em estudo. Pensa-se sim em fornecer as
ferramentas e a capacidade necessria para uma melhor compreenso da
natureza e dos processes dos sistemas agrcolas-florestais, de forma a
identificar melhores solues para os problems que hoje atingem os
agricultores.

Compreender os Incentivos, Objetivos e Estratgias de Produo das
Propriedades Agrcolas

A meta geral procurada pelo agregado familiar da propriedade
agrcola pode ser considerada como sendo o melhoramento ou a
manuteno do bem-estar e da segurana global dos seus membros. No
entanto, aliada a este fim global, existe uma complexidade de objetivos
dos individuos e do agregado familiar. Alguns destes, como a obteno
de alimento para consumo reciproco, so comuns ao agregado familiar,
enquanto outros, como aumentar os recursos sao controlados por um
responsvel e podero ser perseguidos por membros individuals mesmo
com o risco de entrar em conflito com os objetivos comuns ao todo,
sendo as estratgias, mtodos usados por este para tentar alcanar seus
objetivos.

Os agregados familiares e individuos, considerados como sendo
unidades de produo da propriedade agrcola, so geralmente colocados
em duas categories. Os que produzem para consumo domstico so
classificados como sendo de subsistncia, enquanto aqueles que produzem
para venda ou troca so considerados de mercado ou, comerciais. No
entanto, e na realidade, a maioria dos produtores das propriedades
agrcolas seguem estratgias com caractersticas de subsistncia e de
comrcio, ao mesmo tempo. Na maioria destas propriedades, as cultural
so tanto para consumo prprio como para o mercado. Da mesma forma, a
pecuria mantida para fornecer produtos para o consumo bsico
familiar enquanto alguns animais/produtos pecurios so vendidos.

Para empresas de cultural de subsistncia bsica ou de animals a
estratgia seguida pelas famlias de produzir para satisfazer as
necessidades mnimas de consumo. Atingir pelo menos um nvel de
subsistncia da produo tem maior importncia do que ter maiores
rendimentos das cultures. Estratgias gerais para diminuir o risco de
ficar aqum do nvel mnimo incluem o intercultivo, o cultivo de
parcelas localizadas em micro-climas e zonas ecolgicas diversificadas,
e a manuteno de rebanhos mistos de animals com diferentes idades. E
frequent a substituio de recursos produzidos na propriedade agrcola
como mo-de-obra, forragem, estrume, semente de cultural prvias, etc.,
por recursos exteriores propriedade que requerem compras a dinheiro,
tais como mo-de-obra contratada, forragem para os animals,
fertilizantes quimicos e sementes hbridas. No entanto, normalmente h
uma necessidade de rendimentos mnimos do dinheiro para assegurar a
compra de produtos essenciais ao consumo e de alguns produtos agrcolas
que no so produzidos na propriedade agrcola.










Para cultures e pecuria basicamente comerciais, a estratgia
seguida pelos produtores a de alcanar os rendimentos mximos sobre
os recursos investidos, normalmente na forma de lucro ou rendimento
liquido. Isto pode ser conseguido atravs do aumento da produtividade
das cultures, do melhoramento da qualidade dos produtos, mudando a
quantidade de insumos at o rendimento econmico mximo por unidade de
terra, ou atravs de outro recurso relevant. Muitas vezes, plantaes
e rebanhos comerciais so geridos como casas de comrcio, um pouco
parte dos assuntos do agregado familiar. Como resultado a preocupao
com o minimizar de riscos menos intense do que sob uma estratgia de
subsistncia em que o fracasso significa fome para a famlia.

Fatores do agregado familiar como preferncias de consumo,
recursos como tempo, mo-de-obra, dinheiro, e atividades como a
preparao e processamento de alimentos, refletem o estabelecimento de
objetivos e estratgias de produo. Ex. a deciso de comprar materials
para um telhado novo para a casa poder limitar os recursos disponveis
para comprar fertilizantes. Em outro caso, uma preferncia de consumo
por um tipo de galinha local leva a uma deciso contra a criao de
outras espcies que poderiam original mais ovos e carne. Os rendimentos
de milho podem estar sendo limitados por capinagem fora da poca
indicada. No entanto uma recomendao para que mais tempo seja dedicado
a esta atividade poderia no ser aceita se este for considerado
necessrio para obter madeira para combustvel, carregar gua para o
agregado familiar ou se as ervas so necessrias como forragem para os
animals aps a colheita.

O compromisso do agregado familiar para com a agriculture
afetado por outras atividades de produco alm da propriedade agrcola.
oportunidades de emprego assalariado, e a distribuio de custos e
benefcios dentro do agregado. Alguns destes s se dedicam
agriculture como atividade secundria, enquanto seus rendimentos
econmicos bsicos so oriundos de atividades de processamento caseiro
tais como a confeco de tortilhas ou cerveja para venda. Outros
agregados podero estar dependents dos salrios de um ou mais membros,
que trabalham, em tempo integral na prpria comunidade ou fora dela. A
avaliao bem sucedida dos melhoramentos agrcolas propostos
concebida como considerao geral dos possveis efeitos das atividades
de produo alm da propriedade agrcola.


IDENTIFICAO DOS CRITRIOS DE AVALIAO RELEVANTES

Os textos seguintes, A Terra como um Recurso Escasso; Mo-de-Obra
como Recurso Escasso e Dinheiro como Recurso Escasso, so adaptados de
Hildebrand e Poey, pginas 74 a 78).

A identificao dos critrios de avaliao prprios para analisar
os resultados de ensaios em propriedade agrcola um passo critico da
pesquisa nestas propriedades. Critrios de avaliao sao medidas
biolgicas, econmicas ou socials usadas para avaliar o nvel de
aceitao de uma ou mais alternatives. Critrios prprios, que sejam










relevantes para os agricultores, devem ser identificados. Estes
fornecem uma base para comparar as prticas destes com as alternatives
propostas e para avaliar os resultados de cada uma.

Adeptos cuidadosos da PESA comeam a identificar os critrios ao
considerar a perspective e s prioridades de cada interessado dentro do
context global do agregado familiar.

A Terra Como um Recurso Escasso

O critrio de avaliao mais utilizado pelos agrnomos o
rendimento por unidade de rea de terra, frequentemente o kg/ha. A
utilizao deste critrio significa que a terra o recurso critico na
propriedade agrcola e que a produtividade da terra o critrio de
avaliao mais important. Este nem sempre o caso. Em muitas
propriedades agrcolas pequenas, com pouca terra, esta no a maior e
nem nica limitao para diferentes atividades de produo.

Por exemplo, pequenos agricultores de Narino, no sul da Colmbia,
plantam as suas escassas sementes de batata com uma grande distncia
entire si, para maximizar a produtividade de cada semente. A quantidade
de semente determine o tamanho do campo para este produto. Neste caso,
a terra no o recurso mais limitante da produo de batata nestas
pequenas propriedades. No entanto, o restante da terra nestas
propriedades agrcolas usada para produzir cereais. Para estes a
terra j um recurso limitante. Por esta razo, no caso das batatas,
mudanas tecnolgicas que aumentam a produtividade por unidade de rea
de terra mas que diminuem a produtividade por unidade de semente, no
sero atraentes para os agricultores. Por outro lado, a mesma
tecnologia no caso dos cereais poderia ser aceitvel. A importncia de
utilizar um critrio relevant na avaliao dos ensaios em propriedade
agrcola torna-se bvia neste caso.

Mao-de-obra como Recurso Escasso

Em algumas reas da frica, a terra no um recurso limitante.
Os agricultores podem plantar a rea de terra que so capazes de gerir.
No entanto, nestas mesmas reas, a chuva de tal forma escassa que o
cuidado dos terrenos cultivados, para minimizar a competio entire
cultural e ervas, para a reduzida quantidade de gua existente no solo
passa a ser um fator critic. Estes agricultores tendem a plantar a
quantidade de terra que conseguem preparar de forma efetiva porque o
plantar a mais constitui um desperdcio de esforo se nao for possvel
proceder o cuidado efetivo que a mesma requer. Neste caso, a mao-de-
obra para esta tarefa torna-se critrio de avaliao important e
mudanas nas prticas de produo das cultural tambm devem ser
consideradas. Um critrio relevant poderia ser os kgs. de produto por
dia de trabalho utilizado na preparao do solo.

Em certas regimes como no Leste da Guatemala, as cultural devem
ser plantadas o mais rpido possvel quando do inicio das chuvas. O
plantar tardio reduz os rendimentos, devido a um perodo de seca











durante o ciclo de crescimento, e aumenta os problems de pragas,
porque a cultural no amadurece antes de acabarem as chuvas. Neste caso,
a mao-de-obra disponvel para plantar passa a ser um critrio
important e a media relevant poderia ser os kgs. dirios plantados
por pessoa.

Dinheiro como Recurso Escasso

Na agriculture commercial, o dinheiro pode substituir, de forma
efetiva, a maioria dos outros insumos. Se mais semente for necessria,
comprada com dinheiro (ou crdito, que outra forma de dinheiro). Se
for necessrio obter mais mo-de-obra, tambm comprada com dinheiro.
No entanto, em muitas situaes de propriedades agricolas pequenas, com
recursos limitados, a maioria destes, utilizados no process de
produo so gerados dentro dela prpria. Somente um nmero reduzido de
insumos comprado. Nas propriedades agrcolas onde os agricultores nao
esto habituados a fazer compras com dinheiro, necessrio ter grande
cuidado para avaliar os rendimentos econmicos resultantes das
quantidades adicionais de dinheiro necessrias para implementar
tecnologias alternatives. important considerar tais quantidades
adicionais, por mais reduzidas que sejam, se esto ou no disponveis
ao agricultor, e a sua origem.

Em propriedades agrcolas comerciais, onde o dinheiro no
essencialmente um fator limitante, o critrio da maximizao de lucro
poder ser relevant. O aumento deste verificado quando o valor do
produto obtido da ltima unidade de insumo igual ao custo dessa
unidade adicional. Os agricultores comerciais tero, com frequncia,
outros objetivos e limitaes que iro condicionar o cumprimento do
critrio de maximizao de lucro.

Os agricultores com quantidades de dinheiro limitadas no estaro
normalmente interessados em empregar numa s empresa os valores
necessrios para maximizar os lucros provenientes dessa mesma empresa.
Em vez disso, os agricultores estaro procura de maneiras para
conseguir os rendimentos econmicos mximos por unidade de capital
investida. Nesta situao, a quantidade de produto por unidade de
dinheiro passa a ser um critrio de avaliao relevant. Contudo, mesmo
os agricultores comerciantes tero, com frequncia, outros objetivos
alm de maximizar o lucro e outras limitaes que iro condicionar o
cumprimento do critrio maximizao do lucro.

Como o dinheiro pode ser convertido em formas diferentes de
insumos, torna-se mais critico priorizar o uso alternative do dinheiro,
especialmente nas pequenas propriedades agrcolas onde as necessidades
da famlia compete diretamente com os limitados recursos monetrios.
Se os pesquisadores apenas considerarem o rendimento econmico
resultante do investimento na cultural de mercado que lhes interessa,
podero descobrir que o que parece ser uma tecnologia "boa" no
aceitvel para as famlias das propriedades agrcolas que prefeririam
utilizar o dinheiro para um casamento ou para reparos na casa.


62










Consideraes Relacionadas com Riscos


As medidas utilizadas em pesquisa de campo so, com frequncia,
baseadas em mdias. normal, por exemplo, considerar as diferenas
entire as mdias dos rendimentos fsicos de dois ou mais tratamentos de
um ensaio ou experincia. Utilizam-se tcnicas em anlise biolgica,
inclusive a de varia ao para determinar se as diferenas entire
rendimentos fsicos de dois ou mais tratamentos so, realmente,
significativas.
As mdias so um ponto de partida til, mas no dizem tudo. Os
agricultores tambm querem saber quais so as probabilidades de os seus
rendimentos fsicos e econmicos ficarem aqum de um limited mnimo
aceitvel no caso de adotarem uma prtica alternative usada por eles.
Em outras palavras, qual ser o risco desta adoo?

Ao enfocar a avaliao de tecnologias alternatives nesta seo,
"risco" pode ser considerado como sendo a probabilidade de os
rendimentos provenientes de uma atividade agrcola ficarem abaixo de um
nvel mnimo aceitvel para os agricultores. O risco, na forma aqui
definida, avaliado pelos agricultores dentro do mbito das suas
propriedades. Para alguns agricultores, a possibilidade de passar fome
poder ser o fator de risco mais important que encaram. As equipes de
campo da PESA devem considerar esses aspects para os agricultores, em
grupo, dentro dos domnios de recomendao, como tambm os riscos
associados as propriedades agrcolas individuals.

Risco, da forma considerada pelo agricultor, result da variedade
de alteraes que o mesmo muitas vezes deve proceder, dentro do
context de sua propriedade.

Alguns aspects de variveis consideradas por agricultores na fase
de estimativa de risco, incluem:

i. mudanas no rendimento fsico ou na qualidade do produto
causadas por fatores tais como variaes climticas que
ocorrem ao long do tempo, mesmo quando as prticas agrcolas
nao mudam;

ii. mudanas nas prticas agricolas ao long do tempo,
mudanas na qualidade de insumos, nas quantidades a serem
usadas no moment de aplicao e mudanas de cultivos;

iii. mudanas dos preos dos insumos flutuaes sazonais e
tendncias a long prazo dos preos, devidas a inflao ou a
vrios ciclos e outras circunstncias, tais como mudanas nas
polticas governamentais;

iv. mudanas nos preos conseguidos pela venda dos produtos
flutuaes sazonais e tendncias a long prazo dos preos
devidas a inflao ou a vrios ciclos e ainda outros fatores,
tais como mudanas nas polticas governamentais.






1



Mudanas relacionadas com o nmero i, acima apresentado, ocorrem
devido a efeitos bioclimticos que diferem de ano para ano. Estes
efeitos esto fora do contrle do agricultor. Contudo, com os seus anos
de experincia local, os agricultores fazem uma idia sobre a possvel
extenso destes. Mudanas relatives ao nmero ii, acima apresentado,
so resultantes de diferenas de gesto, ou seja, do fator human. Os
agricultores normalmente acreditam no bom resultado das mudanas de
suas prticas, mesmo antes de as mudarem. No entanto, a possibilidade
de erro permanece. Alteraes relacionadas com os nmeros iii e iv,
apresentados, resultam de condies econmicas que, em grande parte, ou
na sua totalidade, esto fora do contrle dos agricultores. No entanto,
eles esto conscientes de tendncias prvias dos custos e preos, e
utilizam esta informao para fazer uma estimativa de risco. As equipes
de campo da PESA devem considerar todos estes fatores que contribuem E
para a variao no context de uma nica propriedade agrcola, ao
avaliarem as alternatives.

Ao mesmo tempo, a equipe de campo necessita incluir a variacao
entire agricultores num domnio de recomendao a considerar. Diferentes
agricultores recorrem frequentemente prticas tambm diversificadas
para a mesma cultural. Os custos dos insumos variam entire agricultores g
em funo da distncia do fornecimento, da disponibilidade de
transport e da proporo de insumos produzidos na propriedade,
relativamente aos que so comprados. Os preos obtidos pelos diferentes
agricultores variam de acrdo com fatores como a qualidade do produto,
a poca de comercializao e a distncia do mercado.

Consideraes Relacionadas com Outras Atividades do Agregado Familiar
da Propriedade Agrcola

Com frequncia, ocorrem efeitos secundrios da introduo de
tecnologias alternatives em outras empresas da propriedade agrcola,
empresas estas que no esto diretamente envolvidas na mudana. Por
exemplo, a produo de fruta num pomar poder ser aumentada atravs do
contrle das ervas, pois se essas fossem arrancadas no estariam
diponiveis para alimentar o gado. O aumento da densidade de plantio
de uma cultural numa situao de cultivo intercalado poder diminuir o
rendimento fsico de outra espcie.

Do ponto de vista da produo, consumo e bem-estar globais do
agregado familiar, a mudana de uma prtica agrcola pass,
frequentemente, a ser vista de forma diferente, ou seja, uma prtica
apropriada para uma empresa, pode no ser adequada quando enquadrada no
context global do agregado familiar da propriedade agricola, e vice
versa. Se uma prtica alternative prope que a quantidade de um
recurso, utilizado numa das empresas da propriedade agrcola, precisa
ser aumentada, de onde vir tal aumento? Qual ser o efeito sobre a
atividade onde o referido recurso atualmente usado? Por exemplo, uma
recomendao para aumentar a quantidade de estrume no cultivo para
obter maiores rendimentos fsicos, poder entrar em conflito com a
necessidade de utilizar o mesmo como combustvel para cozinhar.


64



l










Se a utilizao de um certo recurso numa empresa agricola
diminuida perante uma mudana proposta, onde e como ser o recurso
disponvel usado? Uma recomendao para aumentar a densidade de
plantao de uma graminea poder reduzir a quantidade de terra
necessria para obter um dado rendimento fsico. Se a terra liberada
passa a nao ser utilizada devido falta de tempo que seria necessrio
para gerir uma nova empresa nessa mesma terra, a mudana poder no ter
valido a pena. Se esta terra utilizada para aumentar a rea plantada
de outra cultural, como ir essa rea afetar os customs e benefcios
globais do agregado familiar? Quem, entire os seus membros ir ter que
investor mais tempo de gesto, mo-de-obra e capital, e quem ir
receber os vrios rendimentos econmicos provenientes dessa cultural?

Com tal variedade potential de critrios de avaliao, como poder
uma equipe PESA identificar quais os decisivos para a avaliao? Uma
considerao a destacar no atribuir de valor a (e no ordenamento de)
critrios a importncia para cada parte interessada. Um dilogo
continue com as parties interessadas esencial. A observao das
funes e o questioner de cada tipo relevant da parte interessada,
(agricultor masculino, agricultor feminino, chefe do agregado familiar,
dona/o de casa, adulto idoso, jovem, etc.) estabelecero um mecanismo
de retroao pelo qual se pode destacar a importncia de, e at que
ponto sero apropriados, determinados critrios, para cada um dos
membros participants. A formulao de perguntas que tratam de mudanas
propostas nas prticas agrcolas tambm ajuda a estimar os possveis
efeitos sobre outras empresas e o bem-estar global do agregado
familiar. O modelo bsico dos sistemas agrcolas-florestais til ao
considerar as interaes entire components das cultures, da pecuria,
do agregado familiar e aqueles externos propriedade agrcola, e para
analisar os possveis efeitos das mudanas de prticas agrcolas.


ENSAIOS EM PROPRIEDADE AGRICOLA PLANEJADOS POR PESQUISADORES

A Funo do Ensaio no Processo de Pesquisa e Extenso

De acordo com a sua funo no process de pesquisa/extenso, os
tipos de ensaios seguem uma tendncia sequencial geral. Para cada tipo
de ensaio, anlises e formulaes especificas, so comuns.

Ensaios exploratrios

Trata-se de ensaios realizados quando pouco conhecido sobre o
domnio ou sobre os possveis efeitos dos tratamentos dentro deste.
Podem ser complementares da caracterizao do domnio,ou fazer parte
dele e, normalmente, precedem os ensaios de refinamento. Estes,
geralmente, avaliam os efeitos qualitativos de vrios fatores, em vez
dos quantitativos. Com frequncia, dois nveis de cada fator so
incluidos e poucas repeties so usadas. As formulaes mais comuns
incluem a fatorial 21 e ensaios de adio ou de subtraco. Este tipo de
ensaio pode, por vezes, ser sobreposto nos campos dos agricultores sem
haver necessidade de preparar especialmente a rea experimental.











Ensaios de refinamento

Dois tipos de ensaios podem ser incluidos nesta fase: ensaios em
local especifico e ensaios regionais.

i. Os ensaios em local especifico so aqueles realizados
numa s propriedade agrcola. Enfocam, com frequncia, os
efeitos quantitativos. Possuem uma formulao semelhante dos
ensaios convencionais, mas, normalmente, envolvem menor nmero
de tratamentos. Podero ser incluidos de 20 a 25 destes,
embora um nmero to elevado no seja recomendado, a menos que
se recorra a um tipo de formulao mais complex (ex. lattice
ou, quadrado Latino), de forma a manter o erro experimental
num nivel aceitvel. Dada a necessidade de gesto intensive
pelo pesquisador, apenas um nmero reduzido deste tipo de
ensaio conduzido num domnio determinado. A formulao mais
comum o Bloco Completo Aleatrio com quatro repeties.

ii. Ensaios regionais so os realizados em mais de uma
propriedade agrcola, mas analisados como sendo um s conjunto
de dados. Estao ao alcance de anlises agro-scio-econmicas.
So formulados de forma a expor os melhores tratamentos dos
ensaios em local especifico a uma gama maior de ambientes
dentro de um domnio. possvel incluir seis tratamentos, e
podem ser utilizados de cinco a dez locais. Uma formulaao
recomendada a de blocos completos aleatrios ou blocos
incompletos com duas a quatro repeties em cada sede. Para a
anlise dos resultados podem ser usadas a anlise de variana,
regresses ou a anlise de estabilidade modificada. A anlise
combinada usando local como uma origem de variana pode ser
utilizada nesta para quantificar as interaes, entire os
tratamentos e o ambiente.



Ensaios de validade

Estes ensaios proporcionam aos agricultores e aos agregados
familiares das propriedades agrcolas a oportunidade destes gerir e
avaliar a(s) interveno(oes) evidenciada(s) como sendo as mais
recomendadas para os ensaios regionais ou em local especifico. O
objetivo destes, possibilitar aos agricultores a comparao destas
intervencoes com as suas prprias, de modo que as prticas existentes
possam ser incluidas como um dos tratamentos da formulao. Esta
parcela de contrle com a prtica do agricultor mais til aos
pesquisadores do que aos agricultores, j que estes ltimos podero
avaliar os resultados com base nos seus prprios campos. Se os |
pesquisadores quiserem avaliar os resultados das prticas dos
agricultores, podem obter uma amostragem dos campos destes. No entanto,
necessrio manter registros econmicos e agronmicos das prticas do
agricultor, para conseguir a-informao necessria. Se possvel,

66 I



1










desejvel ter pelo menos 30 agricultores a conduzir estes ensaios num
dado domnio, embora por vezes um nmero reduzido como 10 seja
aceitvel. Um nmero mais elevado de agricultores aumentar a preciso
da avaliao de credibilidade da nova tecnologia por parte dos
agregados familiares das propriedades agrcolas.

Gesto de Ensaios Partilhada entire Agricultores e Pesquisadores

A participao relative de agricultores e equipes
multidisciplinares de pesquisa no desenvolvimento de ensaios original
outra classificao que ir influenciar o nmero destes em cada tipo,
numa situao de tempo e recursos. H uma correlao estreita entire o
tipo de gesto e a funo dos ensaios.

Plantado por pesquisador/gerido por agricultor

Esta categoria inclui os ensaios que representam um alto risco
econmico para os agregados familiares das propriedades agrcolas, dada
a natureza imprevisvel ou desconhecida dos tratamentos de interveno
nas condies de gesto traditional do agricultor. Em geral estes
ensaios sao conduzidos na estao experimental ou, se executados nos
campos dos agricultores, o custo total de mo-de-obra e insumos deve
star coberto pelo projeto. Estes ensaios so mais comuns na fase de
testes exploratrios ou de refinamento. Um exemplo seria o testar de
vrios herbicides novos.

Plantado por agricultor/gerido por pesquisador

Esta categoria inclui ensaios "sobrepostos" nos quais os
tratamentos so colocados em campos que j esto plantados e que esto
sendo geridos pelos prprios agricultores. Os tratamentos so marcados
com estacas ou outros meios e instalados tanto pelos pesquisadores como
pelos agricultores. Estes pesquisadores fazem a colheita em conjunto
quando a cultural estiver madura. A formulao de um ensaio sobreposto
deve ser simple. Em cada local deve-se usar repeties, embora os
resultados de formulaes sem estas, possam ser incorporados em
anlises e interpretaes regionais. Estes ensaios so tambm os mais
comuns na fase de testes exploratrios e de refinamento, como a
aplicao lateral s filas de fertilizante.

Plantado por agricultor/gerido por agricultor

Ensaios que so completamente desenvolvidos por agricultores devem
incluir as seguintes caractersticas: 1) a tecnologia deve ser
suficientemente simple que possa ser compreendida e gerida por
agricultores; 2) os agricultores utilizam os seus prprios recursos
para que possam compreender todas as implicaes das alternatives; e 3)
a formulao do ensaio deve ser simples para permitir que os
agricultores possam observer e avaliar as diferenas nos tratamentos
com seus prprios meios. Estes ensaios so os mais comuns nos testes de
validade. Um exemplo seria testar uma tcnica nova usando as prticas
normais de plantao e cultivo dos agricultores. Estes pagam seus










customs normais acrescidos do custo da semente da variedade nova.


FORMULAO E ANLISE DE ENSAIOS EM PROPRIEDADE AGRICOLA

A Pesquisa Biolgica em Propriedade Agrcola uma das ferramentas
principals na abordagem dos sistemas agrcolas-florestais de
desenvolvimento de tecnologias, para as propriedades agrcolas
familiares de pequena escala; com recursos limitados. A pesquisa nestas
propriedades, tambm original alguma informao bsica para a
caracterizao continue das propriedades agrcolas, das famlias ai
presents e da rea na qual a pesquisa est sendo desenvolvida.

Para que o pesquisador consiga avaliar a tecnologia de forma
adequada, necessrio que os ensaios sejam conduzidos nas condies
reais dos agricultores para quem a tecnologia esta sendo desenvolvida.
Isto oferece aos pesquisadores oportunidade para compreender as
condies encontradas pelo agricultor e a estes a chance de participar
ativamente no process de avaliao.

O treinamento estatstico mostra ao pesquisador como controlar as
fontes de variao provenientes de fatores que nao tem um interesse
imediato. Esta variao natural ou aleatria agrupada no que se chama
o termo de erro na anlise de variana. Visando reduzir a margem de
erro, os pesquisadores so levados a tornar a rea experimental o mais
uniform possvel. Isto normalmente implica a aplicao de
fertilizantes ou cal, irrigao e medidas de contrle de insetos ou de
doenas para que estes fatores no limitem o potential da produo. O
resultado que os pesquisadores criam um meio-ambiente superior para a
produo da cultural em estudo. Estes procedimentos padronizados so
importantes para a avaliao do potential mximo da tecnologia em
desenvolvimento e fornecem conhecimentos crticos para o process de
aperfeioamento tecnolgico.

No entanto, a maioria dos agricultores familiares de pequena
escala com recursos limitados no so capazes de aplicar os insumos
necessrios para obter o mesmo alto rendimento que possvel nas
estaes experimentais. Como a resposta da tecnologia pode ser muito
diferente nestas condies menos ideais ou nos ambientes mais pobres,
reais na maioria das propriedades agrcolas, tambm necessrio
avaliar a tecnologia nessas condies.

Na abordagem dos sistemas agrcolas-florestais, uma srie de
passes envolvem o process de avaliao tecnolgica. Estes passes so
formulados de forma a proteger os agricultores dos riscos, quando
participam na avaliao de nova tecnologia, e, ao mesmo tempo, para
completar a fase de avaliao o mais breve possvel. Inicialmente os
ensaios so geridos por pesquisadores mas, os agricultores participam
tanto quanto possvel. Nas etapas finais, os ensaios sao muito simples
e a sua gesto pode ser feita pelos prprios agricultores. Nestas
etapas, os agricultores so os avaliadores principals. Muitas vezes,
estes podem decidir, com base no que observam, se gostam ou no de uma

68



1










tecnologia, sem terem que recorrer a anlise de diferenas de
rendimentos fsicos. Os pesquisadores obtem a informao dos ensaios
geridos por agricultores, mas este process no deve interferir com a
avaliao destes ltimos.

A natureza e formulao dos ensaios em propriedade agrcola devem
mudar, media que passam, de ensaios geridos por pesquisadores a
experincias coordenadas por agricultores. Muitas destas mudanas criam
problems para um pesquisador que est habituado a trabalhar em
condies de estao experimental. Por esta razo, muitos no gostam da
idia de trabalhar em propriedade agrcola onde no podem controlar as
condies como desejariam. No entanto, aps verem as vantagens que
podem resultar da exposio das tecnologias grande variedade de
ambientes existentes nas propriedades agrcolas e de incluir o
agricultor no process de avaliao, a maior parte dos pesquisadores
ficam satisfeitos com os resultados. Um dos aspects mais importantes
da pesquisa neste tipo de propriedade a oportunidade que fornecida
de feedback da informao para o pesquisador sobre o process de
desenvolvimento tecnolgico. Tudo isto faz parte da continue
caracterizao da propriedade agrcola, das suas famlias e da regio.

Ao long da sequncia formada por pesquisa em estao
experimental, ensaios em propriedade agrcola geridos por pesquisa-
dores, por agricultores e posteriormente extenso e produo em
propriedade agrcola, a complexidade dos ensaios em cada localidade
diminui. Isto , os nmeros de repeties e tratamentos tornan-se
menores. Ao mesmo tempo ambos, tamanho de parcelas e nmero de
localidades, aumentam. A.medida queeestas mudanas ocorrem amplia-se a
gesto de ensaios por parte do agricultor e diminui a necessidade de
gesto da pesquisa. Estas mudanas tornam possvel um maior nmero de
locais para a pesquisa mas a capacidade de controlar as fontes de
variao diminui. No entanto, a necessidade de controlar essas fontes
de erro diminui tambm porque a possibilidade de medir as fontes de
variao aumenta. A preciso biolgica e a discriminao entire
variveis diminuem enquanto que a capacidade para testar as interaoes
scio-econmicas nas condies dos agricultores aumenta. As mudanas
acima apresentadas amplia o nmero de agricultores envolvidos no
desenvolvimento tecnolgico e os investimentos diretos que os mesmos
fazem nesse process. Em ltimo lugar, media que o nmero de
agricultores aumenta, a interao da extenso com a pesquisa tambm
cresce.

Uma experincia padronizada num dado local de uma estao
experimental formulada com a funo de estabelecer diferenas entire
tratamentos. Isto , espera-se que a variao entire tratamentos seja
grande o suficiente, de modo que o tratamento, com esta fonte, tenha
aplicao estatstica. A anlise de variana frequentemente usada
para detectar este tipo de diferena.

Os ensaios em estao experimental so, com frequncia, formulados
para procurar os efeitos potenciais ou seja, mximos de uma tecnologia.
No entanto, este potential s medido para um local. Dois ou mais










locais podem ser usados com o mesmo tipo de formulao experimental e
analisado de forma a medir os "Desvios do Potencial" em diferentes
locais. A mesma anlise pode ser conduzida de forma independent em
cada local. Este tambm pbde ser considerado como fonte de variao. Ao
utilizar um conjunto de locais, torna-se possvel estudar a variaao
regional de forma a fazer inferncias sobre a estabilidade dos
tratamentos. Este tipo de ensaio, quando conduzido em vrias reas de
uma regio, e quando tanto os efeitos de bloco como de local so
considerados como fontes de variao, poderia ser chamado "Pesquisa
Agro-Tcnica Regional".

Locais diferentes implicam, com frequncia, meio-ambientes
distintos e as respostas de uma tecnologia a estes sao, muitas vezes,
diversificadas. Devido a isto, h uma tendncia para manter os
ambientes a um nmero reduzido. Uma alternative escolher locais que
sejam o mais parecidos possveis. Uma terceira forma que ,
frequentemente, utilizada, no caso de o mesmo ensaio ser repetido em
diferentes locais, controlar ao mximo todas as possveis fontes de
variao. Mais uma vez, tal procedimento, implica normalmente, a
aplicao de cal ou fertilizantes, irrigao e medidas de control de
insetos ou doenas, o que usualmente cria um meio-ambiente propicio
para a produo de uma cultural.

A criao de ambiente adequado na pesquisa em propriedade agrcola
elimina um dos objetivos principals deste tipo de ensaio na abordagem
de sistemas agrcolas-florestais. Tal objetivo o submeter da
tecnologia a ser desenvolvida a todos os prs e contras que os
agricultores detectarem quando, e se, adotarem essa tecnologia. Para
assegurar que esta avaliada adequadamente, necessrio reduzir o
control sobre muitos fatores diferenciados e medir seus efeitos sobre
tecnologias que podem ser calculados. Ou, com maior importncia, os
efeitos de tratamentos podem ser medidos na presena destas e de outras
fontes de variao. Se no for possvel verificar estes efeitos por via
experimental nas condies reais da propriedade agrcola, os
agricultores tambm no coseguiro detectar diferenas. Sem isso, ser
pouco provvel que venham a adotar a tecnologia pensada.

O meio-ambiente no qual os agricultores produzem o resultado de
todos os fatores que afetam a produo. Solos e clima esto normalmente
associados ao meio-ambiente. Outros recursos como capital e mo-de-obra
tambm influenciam o tipo de realidade na qual uma cultural produzida.
A gesto, que responsvel pela distribuio dos recursos pelas
diferentes empress da propriedade agrcola , em ltima anlise, um
dos determinantes mais significativos do ambiente de produo da
cultural.

Para que se possa avaliar a influncia da gesto do agricultor
sobre as tecnologias, preciso dar-lhes oportunidade de participar
ativamente, mesmo nos ensaios geridos por pesquisadores. Para verificar
os efeitos das limitaes scio-econmicas sobre as tecnologias,
necessrio utilizar parcelas maiores. Sem isso, s se podero incluir
um nmero reduzido de tratamentos no ensaio, normalmente sem

70










repeties. A incorporao do agricultor significa que as condies em
que os ensaios esto a ser conduzidos devem ser prximas das
tipicamente encontradas. Deste modo, possvel identificar a "Resposta
Provvel da Propriedade Agrcola" tecnologia.

A formulao de um ensaio gerido por agricultor deve ser
suficientemente simples para que o agricultor possa fazer toda a
gesto. Este deve fornecer todos os recursos necessrios, para poder
fazer uma avaliao complete da tecnologia. O pesquisador obtem dois
tipos diferentes de informao nestes ensaios. No decorrer do perodo
do ensaio possvel determinar a "Resposta Alcanvel ou Prtica"
tecnologia. Esta resposta obtida quando a tecnologia esta
completamente nas mos dos agricultores. Pode-se obter amostras do
rendimento fsico ou usar as estimativas dos agricultores. No ano
seguinte ao do ensaio gerido por agricultor, o pesquisador pode voltar
para determinar se o agricultor utilizar a nova tecnologia com base na
prpria iniciativa experimentada no ano anterior. A partir de uma
sondagem rpida dos colaboradores do ano anterior, pode-se calcular um
"Indice de Aceitabilidade". A tecnologia que for considerada aceitvel,
isto , com alto ndice de aceitao, poder ser incorporada em
programs de extenso com confiana de ser bem recebida por
agricultores em condies semelhantes.

Sendo assim, a sequncia dos ensaios em propriedade agrcola
formulada de maneira a permitir aos pesquisadores convergir o mais
breve possvel com tecnologia adequada para uma clientele definida e
minimizando os riscos para os agricultores que participaram dos testes
e avaliao dessa tecnologia. Quando se utilizam procedimentos
analticos prprios, os agricultores podem ser divididos em grupos
homogneos com o objetivo de fazer recomendaes. Na PESA, estes grupos
sao designados domnios de recomendao.

Uma tcnica analtica muito til, que pode ser usada com dados
provenientes de ensaios conduzidos com grande variaes de ambientes,
tem sido usada por melhoradores de plants h quase 20 anos. Uma
rpida modificao desta tcnica result num mtodo analtico adequado
para analisar dados provenientes tanto em ensaios geridos por
pesquisadores como por agricultores. Esta tcnica designada anlise
de estabilidade modificada.

Quando um ensaio realizado em vrios locais, um ndice ambiental
para cada local defenido como sendo o rendimento fsico mdio- de
todos os tratamentos nesse local. Por exemplo, se h quatro tratamentos
e o rendimento fsico de cada um 30, 35, 25 e 38, ento o rendimento
fsico mdio nesse local e o ndice ambiental "e", 32. Este ndice
pode refletir as condies que criam o meio-ambiente em cada local. O
resultado de um bom clima ser maior do que um pobre, ceteris paribus.
Um bom gestor criar um melhor ambiente do que o mau gestor e a sua
propriedade ter um ndice ambiental mais elevado.





I


Cada um dos tratamentos individuals ir responder de forma
singular aos diferentes ambientes. A figure 4.1 apresenta a resposta
do milho a um tratamento ou tecnologia de amplos ambientes na rea de
RENDIMENTO 4
T/ha





2.
3e 1
** l

1
00 ,




0 0.5 1.0 1.5 20 2.5 3.0 3.5
INDICE AMBIENTAL (e)
Figura 4.1. Resposta do milho ao ambiente onde N-40 e P205-40 kg/ha.
Ensaios em propriedade agrcola, projeto de
Desenvolvimento Rural de Lilongwe, Malawi, 1982
Lilongwe do Malawi. A curva ou linha de resposta calculada por meio
de regresso linear simples usando o rendimento fsico do tratamento em
cada local como varivel dependent e o ndice ambiental nesse local
como varivel independent. Isto , o rendimento fsico de tratamento
Yt funo do ndice ambiental "e", ou Yt a + be. Como se verifica
para todos os casos de regresso, quanto maior for a amplitude de
observaes, melhor ser a estimativa. Em outras palavras, uma
amplitude de ambientes grande melhor do que uma amplitude de
ambientes pequena.

A figure 4.2 mostra os resultados do mesmo ensaio conduzido em
estao experimental na mesma rea do ensaio anterior. Devido aos
procedimentos experimentais utilizados na estao, a amplitude de
ambientes pequena e todos estes so superiores. Aqui para cada
repetio calculado um ndice ambiental. No entanto, como uma
amplitude pequena de ambientes superiores foi criada na estao, a
extrapolao de resultados at ao nvel ambiental da maioria das
propriedades agrcolas no seria satisfatria. Isto no quer dizer que
os resultados obtidos na estao experimental no devam, ou no possam,
ser usados na avaliao da tecnologia. Pelo contrrio, os dados da
estao devem ser combinados com os dados provenientes dos ensaios em
propriedade agrcola, de forma a conseguir-se uma amplitude ambiental
maior.

A figure 4.3 mostra o resultado da combinao dos dados obtidos em
estao experimental e em propriedade agrcola. Mostra tambm as
respostas da mesma tecnologia ou tratamento ao ambiente. Uma equao

72









semelhante de regresso pode ser calculada para cada tecnologia ou
tratamento incluido no ensaio. Os distintos tratamentos podem ser
comparados pelas suas diferentes respostas aos diversos ambientes.
5
RENDIMENTO
T/ha
(Y) 4 *

3 *
3


2-
*

1



0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5
INDICE AMBIENTAL (e)

Figura 4.2. Resposta do milho ao ambiente onde N-40 e P205-40 kg/ha.
Estao Experimental de Chitedze, Lilongwe, Malawi, 1982



A figure 4.4 mostra dois tratamentos ou tecnologias
diversificados. Um para ambientes pobres e outro adequado para
ambientes bons. Este tipo de interao ambiental proporciona uma base
para dividir as propriedades agrcolas da rea onde o ensaio foi
conduzido, em dois domnios de recomendao. Para as propriedades com
ambientes pobres procederia-se uma recomendao, enquanto que para as
com bom ambiente se faria outra.

Com vistas a facilitar as atividades de extenso, os domnios de
recomendao podem ser diferenciados com base nos rendimentos fsicos
ou nas caractersticas relacionadas com ambiente. Se uma das
tecnologias for a traditional, esta poder ser comparada com uma
melhorada. Na figure 4.5, a tecnologia traditional superior
melhorada para propriedades agrcolas cujos rendimentos fsicos com a
tecnologia traditional so inferiores a 1.5 toneladas. Para estes
agricultores a tecnologia "Melhorada" no co boa como a sua
traditional. Para propriedades agrcolas cujas tecnologias tradicionais
produzem mais do que 1.5 toneladas e, consequentemente, sao as que tem
melhor ambiente, a tecnologia melhorada, ou nova, melhor.







RENDIMENTO5
T/ha
(Y) 4


Figura 4.3.


RENDIMENTO
T/ha
(Y)


Figura 4.4.


E


e


*
*


0.5 1.0 1.5 2.0 2.5
INDICE AMBIENTAL (e)


3.5


Resposta do milho ao ambiente onde N-40 e P205-40 kg/ha.
Estao Experimental de Chitedze ( ) e ensaios em
propriedade agrcola ( E ), projeto de Desenvolvimento
Rural de Lilongwe, Malawi, 1982


E a


O 1 2 3 4
INDICE AMBIENTAL (e)
Resposta do milho ao ambiente sem fertilizantes. Estao
Experimental de Chitedze ( ) e ensaios em propriedade
agrcola ( E ), projeto de Desenvolvimento Rural de
Lilongwe, Malawi, 1982


1










RENDIMENTO








1.5


Figura 4.5.


Diferenciao em domnios de recomendao com base nos
rendimentos fsicos da tecnologia traditional


S os agricultores so capazes de dizer ao pessoal de extenso
quais so seus rendimentos fsicos habituais, ento este um mtodo
simples para dividir os domnios de recomendao e sugerir caminhos
mais apropriados s condies das propriedades agrcolas especificas.
No entanto, h agricultores que nao sabem quais sao os seus
rendimentos. Uma forma alternative de dividir as propriedades agrcolas
em domnios de recomendao atravs da identificao das
caractersticas que classificam os ambientes como pobres ou bons.
Declive ou outras condies do solo podem, por vezes, estar associadas
com o ambiente, e a proximidade da habitao pode influenciar este,
enquanto a presena de animals, especialmente se o estrume for
utilizado na cultural, tambm pode ter um efeito important sobre o
ambiente.

Em sntese, a pesquisa agronmica em propriedade agrcola oferece
aos pesquisadores a oportunidade de exporem a sua tecnologia a uma
maior amplitude de ambientes do que possvel na pesquisa em estao
experimental. Assim:

formulada para incorporar o agricultor ativamente no process
de avaliaco e ao mesmo tempo mantem o risco para o mesmo num nvel
mnimo. Tal fato pode reduzir a quantidade de tempo envolvida no
process de desenvolvimento de tecnologias porque a comunicaco, por
"feedback", do client para o pesquisador, imediata. Os problems de
comunicao so minimizados.





1


Em vez de tentar, artificialmente, controlar o ambiente, a
pesquisa em propriedade agrcola formulada para utilizar uma
amplitude de condies ambientais capaz de beneficiary a anlise. Isto
melhora a compreenso da resposta da tecnologia e ajuda a agrupar a
clientele em domnios de recomendao.

Oferece mtodos estatisticos, simples e efetivos, para analisar
os dados dos ensaios em propriedade agrcola. Estes mtodos requerem
apenas calculadoras de bolso e por isso sao adaptveis a qualquer
regio onde conduzido o desenvolvimento de tecnologia.

Por ltimo, como o procedimento inclui tantos agricultores de
uma rea, as atividades de extenso seguem, os esforos de pesquisa, de
forma natural e informal. O pessoal de extenso pode ser diretamente
incorporado na pesquisa e os pesquisadores podem participar ativamente
em aes de extenso.


DETERMINAO DO IMPACT DAS TECNOLOGIAS PROPOSTAS SOBRE OUTRAS
ATIVIDADES DO AGREGADO

S pelo fato de uma mudana tecnolgica poder ser lucrative ou
desejada numa empresa da propriedade agrcola no quer,
necessariamente, dizer que o seu efeito seja favorvel quando se
consider a produo, o consumo e o bem-estar global do agregado
familiar da propriedade agrcola. A anlise de alternatives
tecnolgicas at aqui apresentada s s considerou do ponto de vista da
empresa em questo. Iremos agora considerar formas de examiner os |
efeitos das mudanas tecnolgicas sobre as outras atividades
desenvolvidas dentro ou fora da propriedade agrcola.

Nem sempre fcil para a equipe PESA avaliar os possveis
impacts que uma mudana numa empresa ter sobre as outras atividades
internal ou externas da propriedade. A deciso final, que determinar
como sero feitos tais ajustamentos, deve partir dos responsveis pela
tomada de decises da propriedade agrcola. No entanto, isto nao quer
dizer que a perspective total da propriedade deva ser ignorada pela
equipe de campo. Julgamentos preliminares visando as alternatives
tecnolgicas sob considerao devem ser feitos pela equipe, mesmo antes
de a tecnologia ser passada aos agricultores, para ser testada e
avaliada por eles.

til para os membros da equipe questionarem-se sobre algumas das
questes postas anteriormente no process (Planejamento para
Avaliao). Estas mesmas questes poderiam, perfeitamente, ter sido
levantadas durante a formulao das alternatives a serem testadas pela
pesquisa. Durante a concluso e avaliao desta, questes relevantes
como as que seguem devem ser novamente consideradas:





76




l










i. Se a quantidade de um recurso necessrio numa empresa da
propriedade agrcola aumentada por uma alternative proposta, de onde
vir esse aumento?

ii. Como ir essa mudana afetar a atividade onde esse recurso
atualmente utilizado?

iii. Se o uso de um recurso numa empresa da propriedade agricola
diminuido por uma prtica alternative, onde e como ser usado esse
recurso liberado?

iv. Como ir esse recurso disponivel afetar a(s) atividade(s) onde ir
ser usado?

v. Se maior quantidade do produto em questo produzida, que efeito
ter tal aumento sobre a propriedade agrcola como um todo?

Os calendrios do uso da terra e das atividades agrcolas
(Capitulo II) podem ser teis para responder a estas questes. Por
exemplo, no calendrio agrcola ( ver Figura 2.8) possvel observer
que Abril e Maio so meses muito ocupados na preparao da terra, e que
o final de Junho e principio de Julho so dedicados ao plantio. Assim
pode-se concluir que novas prticas que liberem mo-de-obra durante
este perodo sero aceitas por esses agricultores. Se as novas prticas
necessitarem de grandes quantidades de mo-de-obra nestes perodos,
ser pouco provvel a sua adoo por parte dos agricultores. Estas
possibilidades devem ser consideradas na formulao e avaliao de
alternatives.
possvel utilizar tcnicas sofisticadas para analisar os
impacts potenciais que uma nova tecnologia ter sobre a propriedade
agrcola. Tais tcnicas podem ser, oramentos parciais e/ou totais, e
programao linear, curvilnea ou estocastica. No entanto, estes
procedimentos podem, com frequncia, necessitar de mais tempo e
recursos do que os, frequentemente, disponveis s equipes de campo.

important lembrar que, mesmo os mtodos de anlise mais
sofisticados, so apenas instruments para auxiliar as equipes a
avaliar os caminhos tecnolgicas que sero testados pelos agricultores.
por isso que devemos ser exaustivos na anlise, para apresentar o
mximo possvel de questionamentos que os agricultores colocariam, se
pudessem ver os resultados. Em ltima anlise, so os agricultores que
decide adotar ou nao uma tecnologia, da a importncia de incorpor-
los s avaliaes e experincias.

Felizmente, possvel s equipes de campo conduzir sondagens
direcionadas dos agricultores numa rea, de forma a envolver estes no
process e aumentar outras anlises. Algumas dessas sondagens, como no
caso de uma questo especfica, podem ser conduzidas num s dia. Um
exemplo poderia estar relacionado com o surto epidmico de algum inseto
que a equipe de campo no esperava. Num dia seria possvel equipe
certificar-se se isto uma ocorrncia regular e o que os agricultores
costumam fazer diante de tal situao, se que fazem. Outras questes,




I
mais complexes, podero demorar vrios dias mas as respostas podem ser
obtidas de forma eficaz e com custos reduzidos. Este tipo de didlogo
com agricultores pode muito bem ser a tcnica analitica mais important
a disposio da equipe PESA.
I
1
I


I
I
I
I
i
1


1
1

I
I


I


I
78l















CAPITULO V


RECOMENDAES




A pesquisa em propriedade agrcola fornece um caminho direto para
passar da pesquisa para s recomendaes e a difuso. Os agricultores
desempenham um papel direto na adaptao e avaliao de tecnologias e
prticas, e incorporam novas idias ao process. Ao trabalhar com os
tcnicos de extenso e pesquisa, os agricultores dispem de uma
oportunidade para experimentar a nova tecnologia e esto numa posio
privilegiada para auxiliar os tcnicos a fazer recomendaes sobre
quais as prticas ou tecnologias que parecem ser mais adequadas s suas
condies na comunidade. As prticas recomendadas por agricultores
podem passar para o process de difuso com uma alta probabilidade de
que serao adotadas por outros destes com recursos e sistemas agrcolas-
florestais semelhantes. O process de pesquisa em propriedade agrcola
, ento, uma forma eficaz para fazer recomendaes a uma comunidade de
propriedades agrcolas, ou seja, "Domnio de Recomendao".

O seguinte texto adaptado de Pesquisa em Propriedade Agrcola
Difuso e Aprendizagem


DIFUSO DE TECNOLOGIA ATRAVS DE PESQUISA EM PROPRIEDADE AGRCOLA
FLORESTAL

Durante o process de conduo de pesquisa em propriedade
agrcola, que ajuda a adaptar tecnologia s condies agro-scio-
econmicas de uma comunidade ou de um Domnio de Recomendao, os
agricultores tambm esto familiarizando-se ou aprendendo a nova
tecnologia. Esta aprendizagem apresenta duas formas, a primeira
prtica, ou atravs da experincia, dos inovadores ou de outros que
utilizam a tecnologia. A segunda a aprendizagem observacional, ou
seja, por meio de informao obtida por observao e outras formas de
estudo, por aqueles que no esto ativamente envolvidos no uso da
tecnologia. Uma curva de aprendizagem, como a apresentada na figure
5.1, relaciona o sucesso no sentido de alcanar resultados potenciais,
taiss como o rendimento fsico potential de uma nova tecnologia), da
experincia com essa.

Durante o process de adaptao comunitria, ajustamentos na
tecnologia, taiss como a escolha de um subconjunto de components,











modificao de nveis de insumos ou fazer com que a tecnologia se
insira mais nas tradies comunitrias), tem o efeito de facilitar a
aprendizagem. Esta attitude de tornar a tecnologia mais familiar, mais
simples ou fcil de aprender a utilizar, faz com que a curva de
aprendizagem seja deslocada para a esquerda (Figura 5.1). O potential
final da tecnologia, adaptada desta forma, poder ser mais baixo do que
para o "rendimento fsico mximo" ou para o pacote tecnolgico


RENDIMENTO
OU
OUTRO
RESULTADO


1 2 3 4 5 6
NIMERO DE TENTATIVAS DE USO DE UMA TECNOLOGIA


Figura 5.1.


Desvio da curva de aprendizagem para uma tecnologia
adaptada









complete, como demonstrado. O contrrio tambm possvel mas,
provavelmente, num nmero reduzido de casos.

O movimento ascendente na curva de aprendizagem ocorre atravs da
experincia, mas um movimento comparvel pode dar-se por meio da
aprendizagem observacional. Se, ao comear a utilizar uma tecnologia,
um agricultor j a conhece por meio de aprendizagem observacional, tal
fato equivale tambm a um deslocamento da curva de aprendizagem para a
esquerda (Figura 5.2). Se o potential tecnolgico nao alterado,
resultados semelhantes so obtidos num espao de tempo mais curto.


RENDIlENTO
OU
OUTRO
RESULTADO


Potencial da forma adaptada






/ q~~Ouva de erdizae para
/ quem adotou mais tarda
/Desvio em
relao/

observao/
I/
I
iCNvae aprendizages para
quem adatou mais ado
(teologia adaptada)

S



./ __ l --- l ________ i ___ l ___


N~MERO DE TENTATIVAS DE USO DE UMA TECNOLOGIA


Desvio da curva de aprendizagem devido observao


Figura 5.2.






1



A curva da direita na Figura 5.2 represent um agricultor que adotou a
tecnologia mais cedo, equanto que a da esquerda represent algum que
usou-a mais tarde com o conhecimento obtido atravs da aprendizagem
observacional, equivalent ao que o primeiro aprendeu aps uma
tentative de utilizao.

A abordagem PESA no desenvolvimento de tecnologias uma maneira
de formalizar a aprendizagem e adaptao comunitrias. A PESA coloca ao
alcance de uma comunidade os recursos adicionais do conhecimento e
especialidades cientificas externas. Ao combinar os esforos de
cientistas de vrias disciplines com os dos agricultores dentro da
comunidade, a adaptao s condies locais acelerada e a
disseminao mais rpida.

Na abordagem PESA, alguns agricultores ajudam na adaptao de uma
tecnologia enquanto obtem experincia com a mesma (Figura 5.1). Outros,
aqueles que nao estao diretamente envolvidos com s experincias em
propriedade agrcola, aprendem por observaco (Figura 5.2). De
relevncia particular para a eficcia inerente PESA que os
deslocamentos para a esquerda da curva de aprendizagem, por experincia
de adaptao (Figura 5.1) e por aprendizagem observacional (Figura
5.2), podem ser cumulativos (Figura 5.3). Para ajudar a compreender a
relao da pesquisa em propriedade agrcola com a difuso de tecnologia
til considerar o conceito de domnio bio-fisico de pesquisa que
composto por um ou mais destes agro-scio-econmicos de recomendao. O
domnio de pesquisa tambm pode ser composto por um ou mais domnios de
difuso que podero ou no coincidir com o/os dominio/s de
recomendao.

Domnios de Pesquisa

Um domnio de pesquisa, semelhante ao que Byerlee et al. (1980)
chamam uma "regio homognea visada" uma designao exata de uma
zona bio-climtica ou agro-climtica aproximadamente homognea que
abrange uma amplitude ambiental na qual poderia se esperar que
tecnologias selecionadas tivessem uma aplicabilidade potential. Para a
maioria das tecnologias "o mesmo program experimental pode ser
implementado em toda a regio" (Byerlee et al.,1980, pg. 61). Em
muitos casos, todas, ou quase todas, as propriedades na rea visada
atingem o domnio de recomendao. Um exemplo ser uma nova variedade
de cultures resistentes doenas, da qual se espera que demonstre
resistncia em toda a rea. Uma exceo seria o caso de um novo-
instrumento para tratores numa rea onde alguns agricultores tem
tratores grande e outros no tem tratores. Neste caso o domnio de
recomendao para o novo instrument incluiria apenas os agricultores
da rea com tratores grande.







82



l






































o i 2 3 4 5 6


NMERO DE TENTATIVAS DE USO DE UMA TECNOLOGIA

Figura 5.3. Desvios cumulativos da curva de aprendizagem devidos
adaptao e observao

Domnios de Recomendao

Num domnio de pesquisa, as tecnologias alternatives novas passam
a ser incluidas em experincias e ensaios para pesquisa em estao
experimental e/ou propriedade agrcola. Se a pesquisa conduzida neste
tipo de domnio envolver vrios locais e for formulada para obter
resultados da anlise de estabilidade modificada (Hildebrand, 1984),
ento a pesquisa biolgica poder resultar na definio, dentro do
domnio de pesquisa, de um ou mais domnios de recomendao, com base
na resposta biolgica dos tratamentos s condies agro-scio-
econmicas dos agricultores individuals (Figura 5.4). Nesse caso, um
domnio de recomendao pode ser definido como um grupo de propriedades
agrcolas ou agricultores com sistemas agrcolas-florestais
aproximadamente homogneos, para os quais uma tecnologia melhorada est
de acordo com as suas exigncias bio-fisicas e scio-econmicas de
adoo.










Outras pesquisas agro-scio-econmicas conduzidas simultaneamente
com a pesquisa biolgica no domnio de recomendao, (por exemplo,
sondagens direcionadas, levantamentos de solos, ou oramentos das
empresas agrcolas), fornecem a informao necessria para caracterizar
as propriedades agrcolas em cada domnio de recomendao, de forma que
possam ser identificadas para pesquisa adicional e/ou para domnios de
difuso.


AMPLITUDE DE e NO DOMNIO DE PESQUISA


AMPLITUDE DE e
NO DOMINIO DE
RECOMENDAO A


AMPLITUDE DE e
NO DOMINION DE
RECOMENDAO B


e AMBIENT


Figura 5.4.


Diviso do
recomendao
modificada


domnio de pesquisa
utilizando a anlise


em domnios de
de estabilidade


Domnios de Difuso

Os domnios de difuso so redes de comunicao interpessoal
atravs das quais os novos conhecimentos de tecnologias agrcolas sao
naturalmente divulgados. Na sequncia de adaptao tecnolgica, o uso
dresses domnios pode ajudar a situar os ensaios de validade. Estes
ensaios, geridos por agricultores, que so usados para confirmar a


84


RENDIMENTO
OU
OUTRO
RESULTADO










aceitao das tecnologias por parte destes, sero mais eficientes na
promoo da aprendizagem observacional e da disseminao, quando forem
estratgicamente situados dentro dos domnios de difuso relevantes
atravs do domnio de recomendao.


A PESA NUM CONTEXT COMUNITRIO

At o ponto em que uma comunidade est dentro de um domnio de
pesquisa, ou em que este pode ser considerado como sendo uma
comunidade, a PESA torna-se um sistema organizado e estruturado de
aprendizagem e adaptao comunitrias para a inovao de tecnologias
agrcolas. Como uma sistema organizado e utilizando este tipo de
metodologia, a PESA altamente eficiente no realar da inovao
tecnolgica em agriculture. Em primeiro lugar, tendo em vista que a
anlise de estabilidade modificada aproveita a utilizao de uma grande
amplitude de ambientes, os agricultores que eram anteriormente
considerados "inovadores", "adotadores antecipados", "adotadores
tardios" e "no-adotadores" podem e devem ser incluidos na pesquisa em
propriedade agrcola. As estimativas de regresso, melhoradas, da
resposta das tecnologias aos ambientes na anlise de estabilidade
modificada, resultam da incluso de uma grande amplitude de
agricultores. Tal fato pode melhorar a eficcia da inovao tecnolgica
para os ambientes superiores (ambiente dos inovadores) enquanto que, ao
mesmo tempo, fornece tecnologia adaptada para os adotadores tardios ou
nao-adotadores nos ambientes mais pobres. Nesse caso, a adaptao
comunitria est ocorrendo simultaneamente para todos os segments da
comunidade. Em contrast com os dados da adaptao s por inovadores,
os deslocamentos da curva de aprendizagem resultantes da adaptao numa
perspective PESA iro beneficiary tanto os agricultores em ambientes
favorveis como os que estiverem em situaes contrrias.

Ambas as aprendizagens, observacional e experimental, recebem
tambm uma maior distribuio dentro da comunidade, a partir de uma
perspective PESA, do que a adaptao comunitria expontnea da
tecnologia de desenvolvimento centralizada. Quando a pesquisa
adaptativa ou de experimentao esta sendo conduzida por um inovador da
comunidade, os agricultores mais pobres desta podem muito bem estar
apreensivos em obter informaes do inovador. Ao conduzir ensaios em
propriedade agrcola sobre uma grande amplitude de ambientes e em
domnios de difuso de uma comunidade, a PESA facility o process de
obteno de informao e de experincia prtica com uma tecnologia.
Enquanto um agricultor est obtendo dados sobre determinada tecnologia,
esta pode tambm estar no process de adaptao s condies da
comunidade. Se a pesquisa em propriedade agrcola conduzida em todos
os domnios de difuso de uma comunidade como tambm em todos os
ambientes, a distribuio dos benefcios da pesquisa e extenso ser
mais equitativa e rpida. Em sntese, a PESA complement e torna mais
eficiente um process de inovao tecnolgica em agriculture que ocorre
naturalmente atravs da adaptao, aprendizagem e difuso
comunitrias.
















CAPITULO VI


QUESTES E PROBLEMS NA ORGANIZAO

E GESTO DA PESA




Cada pais e instituio so diferentes, e a organizao e gesto
das equipes de campo, para desenvolver as atividades da PESA, devem ser
formuladas de acordo com as necessidades, a estrutura e os recursos de
cada organizao. No entanto, quando um program contemplado, til
ter um modelo para servir de base criao da organizao e da gesto
das equipes da PESA. Neste capitulo, ser discutida uma forma de
organizer tal operao. Esta baseada em casos reais e por esta razo,
pode ser considerada como um modelo til para funcionar num pais tendo
recursos escassos, mas que quer criar um program eficiente para
desenvolver e disseminar tecnologias aos seus agricultores.


AS EQUIPES DE CAMPO E AS REGIES PESA


De Hildebrand et al., 1986

As equipes PESA estao em contato dirio com agricultores e tem
como responsabilidade conduzir a pesquisa em propriedade agrcola e
outros tipos de atividades que envolvam visits multiplas, tais como
sondagens direcionadas de verificao ou documentao de empress. A
organizao das equipes ir necessariamente variar em funo de
diferentes condies. No entanto, possvel visualizar um esquema
geral para a organizao destas e inclui uma rea selecionada, o
tamanho da equipe e sua carga de trabalho, necessidades de equipamento,
interao com as equipes nacionais de cultural de mercado e a
distribuio dentro dos domnios de pesquisa.


A REA SERVIDA

A equipe de campo deve residir na rea em que trabalha, para
evitar desperdcio de tempo com deslocamentos entire o local de
residncia e o de trabalho. Dever ser possvel equipe encarregar-
se de uma rea com um raio igual a uma hora de viagem. Tal rea nao










ser necessriamente circular e ir variar tanto de acordo com o
terreno natural como tambm com o local e as condies das estradas ou
caminhos. Se o transport for feito por jipe, camionete, ou veculo
semelhante, a distncia fsica poder ser de 40 km em cada direo. Se
o deslocamento for por animal, ento a distncia poder ser de apenas
4km. O limited de uma hora permit aos membros individuals da equipe
viajar at s zonas mais distantes da sua rea de trabalho e executar
as tarefas necessrias em vrias propriedades agrcolas antes de voltar
ao local da sede. Se a rea for circular e o raio de 4 km, incluir
aproximadamente 5 000 hectares. Por outro lado, se o raio for de 40 km
e a rea aproximadadmente circular, 500 000 ha. seriam abrangidos.

TAMANHO DA EQUIPE

Para ter impact suficiente, um tamanho ideal para a equipe de
aproximadamente 5 membros, dos quais um o chefe e tem autoridade
administrative limitada. Trs membros provavelmente, o tamanho
mnimo efetivo. Estes podem ter o bacharelado e/ou preparao
professional, se no estiverem disponveis pessoas com maior nvel de
preparao. No entanto, o chefe da equipe, tambm considerado membro da
mesma, dever ter recebido preparao especializada em sistemas
agrcolas-florestais e deve ter experincia de trabalho em propriedade
agrcola com uma equipe PESA.


CARGA DE TRABALHO DA EQUIPE

Uma equipe desta natureza pode ter a responsabilidade simultnea
de conduzir ensaios em propriedade agrcola, geridos tanto por
pesquisadores, como por agricultores e obter registros da propriedade
ou outras informaes que demandem visits mltiplas agricultores
colaboradores. Uma meta que poderia ser esperada de uma equipe de cinco
membros com um ou dois anos de experincia seria a seguinte:

i. Poderia esperar-se que quatro membros da equipe tivessem, cada
um, atividades em 16 propriedades agrcolas com um total de 24
atividades de ensaio. Isto corresponderia, aproximadamente, um ensaio e
meio por propriedade agrcola. Desta forma, seria possvel a equipe
acompanhar at 96 ensaios.

ii. Do quinto element do grupo poderia esperar-se que tivesse os
registros de 50 empresas. Se apenas uma cultural de mercado est sendo
estudada, isto corresponderia a 50 registros sobre essa cultural de
mercado. Se cinco dessas cultural estao sendo estudadas, isto poderia
significar 10 registros por cada uma.








88


"' Il










iii. provvel que at dois teros dos ensaios possam ser geridos
por pesquisadores, podendo este nmero aproximar-se de um meio. Os
restantes ensaios seriam geridos por agricultores.

Uma organizao alternative dentro da equipe, e talvez uma forma
superior de conseguir os mesmos objetivos gerais, seria a de todos os
membros terem atividades de ensaio com no mximo 12 agricultores, com
18 atividades nessas 12 propriedades, assim cada membro seria
responsvel por um nmero no superior a 10 registros de empresa.

Esta carga de trabalho equilibrada e foi implementada pelo ITA
na Guatemala. baseado na idia de que as equipes passariam quatro
dias por semana no campo e que poderiam visitar quatro agricultores em
cada dia. O quinto dia da semana seria dedicado ao trabalho de
gabinete. O nmero de visits e a sua durao mudam durante fases da
estao, tais como nos perodos do plantio e da colheita.


NECESSIDADES DE EQUIPAMENTO

De maneira a poder realizar este tipo de atividade, necessrio
que todas as pessoas na equipe tenham os seus prprios meios de
transport, tais como bicicleta, motocicleta, animal, etc. Em alguns
casos ser possvel que dois membros da equipe possam partilhar uma
camionete ou um jipe. Ainda, o chefe da equipe deve ter, pelo menos, um
veculo adicional, como um jipe ou similar, para poder transportar
trabalhadores, fertilizantes, sementes, etc. Para facilitar o trabalho
em condies isoladas, altamente recomendvel que cada equipe tenha
tambm um rdio transmissor-receptor para comunicar-se com o pessoal de
apoio e com as sedes regionais ou nacionais.


RELACIONAMENTO COM OS PROGRAMS NACIONAIS DE DISCIPLINES E DE CULTURES
DE MERCADO

A necessidade de apoio professional para as equipes de campo
depend da natureza e complexidade do trabalho a ser desenvolvido. Cada
equipe deve contar com esse apoio em cada component empreendidos. Um
agent de apoio, claro, poderia cooperar melhor. Um professional de
apoio poder facilmente organizar-se de forma a prestar ajuda adequada
cinco equipes de campo. Este tipo de suporte, normalmente fornecido
pelos programs nacionais de cultural de mercado e de disciplines,
considerado apoio "regional".

As equipes de apoio regional, que devem ser constitudas por
profissionais com o nvel de licenciatura ou mestrado, tambm devem
poder contar com o apoio nationall" dos profissionais de mais alto
nvel disponveis no pais. Como no caso do apoio regional, um membro de
um program national de cultural de mercado ou de disciplines deve
poder apoiar at cinco equipes regionais. A nvel national ser
necessrio haver mais percia especializada que nao possvel dispor a
nvel regional.




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