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HIDE
 Title Page
 Half Title
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 Comemorando duas datas
 Para a história da fortaleza de...
 Essências florestais de inhamb...
 As raças indígenas de Moçambiq...
 Crónica do trimestre
 As comemorações dos centenários...
 O XIV aniversário da revolução...
 Coronel Baptista Coelho
 Economia e finanças
 Colonização e fomento
 Livros e publicações
 Back Cover














Group Title: Moc¸ambique
Title: Moçambique
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00081146/00003
 Material Information
Title: Moçambique documentário trimestral
Uniform Title: Moçambique (Lourenço Marques, Mozambique)
Physical Description: v. : ill. ; 28 cm.
Language: Portuguese
Creator: Mozambique
Publisher: Govêrno Geral
Place of Publication: Lourenço Marques
Publication Date: 1935-
Frequency: quarterly
regular
 Subjects
Subject: Periodicals -- Mozambique   ( lcsh )
History -- Periodicals -- Mozambique   ( lcsh )
Genre: federal government publication   ( marcgt )
periodical   ( marcgt )
Spatial Coverage: Mozambique
 Notes
Dates or Sequential Designation: No. 1 (março 1935)-
General Note: "Oferta do Govêrno geral Moçambique."
General Note: Vol. for Jan.-July 1961 has subtitle: Documentário.
 Record Information
Bibliographic ID: UF00081146
Volume ID: VID00003
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 10872301
lccn - 2002238235

Table of Contents
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    Half Title
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    Comemorando duas datas
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    Para a história da fortaleza de Moçambique
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    Essências florestais de inhambane
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    As raças indígenas de Moçambique
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    Crónica do trimestre
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    As comemorações dos centenários nacionais
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    O XIV aniversário da revolução nacional
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    Coronel Baptista Coelho
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    Economia e finanças
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    Colonização e fomento
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    Livros e publicações
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OWa tal doove-mo W16)rat






MOCAMBIQUE
DOCUMENTARIO TRIMESTRAL












MOCAMBIQUE


DOCUMENTARIO


TRIMESTRAL


N.o 22 ABRIL MAIO JUNHO 1940


MA


R I O


COMEMORANDO DUAS DATAS, por Ed. Correia de Matos.
PARA A HISTORIA DA FORTALEZA DE MOOAMBIQUE, por A.
Fontoura da Costa.
ESSENCIAS FLORESTAIS DE INHAMBANE, por Ant6nio do Figuei-
redo Gomes e Sousa.
AS RAQAS INDIGENAS DE MOZAMBIQUE, por Caetano Montez.
CRONICA DO TRIMESTRE










IMPRENSA NATIONAL
LOURENCO MARQUES
1940


s u























e a raga, mais que refugto ae aim
sedentas de tranqiilid

ist6ria da Pdtria 6 a sua biblia. A












iria, nos ajudarao ainda a ser dignos: dignos da nossa grc
'stina; dignos da heranga que nos legaram, legando-nos uma
ilustre, independence (

Ser digno es a divisa. Sermos dignos dos nossos m
nos de nds mesmos: do nosso bergo, da nossa tradigdo, do
Si

lependCncia Gritaram os muros de Guimardis ds hostes de
n7s. E uma pdtria nova se ergueu para grandes, fulgentissimos
ra abrir os port6es da distdncia ao Idbaro da civilizagdo hI
tarefa imensa, d curiosidade incontida de perscrutar os segrec
mundo e submeter o mundo ao arbitrio da vc













Porque e necessdrio ser digno, agora que a Nagdo se propde fesfe,
as duas datas mais gloriosas da sua hist6ria, urn cunho pr6prio imprii
grandeza maior a esta glorificagdo. Ndo ficamos desta vez, como mui\
vezes flcdmos, em extdtica adoragdo perante as sombras dos man
mas levd-las-emos connosco, em fraternal e doce convivio, a pate
tear--lhes uma obra em que vimos entusidstica e esforcadamente


passado se ndo et


o present; para


cerem
fendes Procuramos ser dignos I

,bras, diversas obras do nosso engenho e do
-s, nas cincias, nas letras, e, cor elas, a prome.
melhores, serdo outras tantas oferendas que
iepor nas aras do temple da Pdtria, em hoi
rituala, de prece, de reconhecimento, pela nc



7os de hd muito desta concepgdo de honrar os
ta inteligencia e pelo trabalho que por devaneios
As homenagens que Ihes prestdvamos costumavp
mentos. Pudessem seus vultos imponderdveis aniAt
? da pujanga do seu antigo vigor, muitas vezes
:om severidade os seus mesquinhos e debilitados

nou a civiizaado humana, seguiu rumo divers de












indoles, percorrem as veias do mundo, acelerando a vida. Hd quem
fique parade no caminho, apavorado e at6nito. Hd quem veja, escanca-
radas diante de sti as faces dum abismo s6frego, aniquilador, devo-
rador de tudo: da civilizagdo e da espdcie.

A apatia e menos custosa do que a acgdo. Acalmemos as inquietaq&es.
Alimentemos a certeza de que se o home foi quem criou a civilizagdo,
e se esta reveste formas de produto desobediente e espirio do seu
ideal, tempo vird- e ndo deve estar long !- em que o mesmo home
saiba confer desordenados impulses do avariado mecanismo que labo-
riosamente engendrou, e venha a alcangar todo o beneficio e rendimento
que dMle espera.

Acendamos, com devog o, em nossos peitos, a chama da Pdtria; e, a
sua luz vivificante ndo haverd obstdculo que ndo saibamos vencer nem
aspiragdo que ndo saibamos conquistar.


C ORREIA


D E M A T


E D.











PARA A HISTORIC

DA FORTALEZA

DE MOQAMBIQUE

grande portugues D. Joao de Castro,
extremamente culto, generoso, he-
r6ico e desinteressado, foi ainda um
dos maiores pilots de todos os ten-
pos; os seus fres Roteiros sgo ver-
dadeiros monumentos de investiga-
d9o e ciqncia maritimas.
O seu nome acha-se dupla-
mente ligado A Ilha de Moarnmbique.
Foi ali, a 5 de Agosto de 1538,
na sua primeira viagem A India, a
bordo da nau Grifo, que 8le descobriu o Desvio da agulha, 128 anos
antes de Guilherme Denis (1666), de Dieppe, que a hist6ria regista
comrno tendo sido quem primeiro vagamente o pressentiu. Ali fundeado,
de 28 de Julho a 10 de Agosto desse ano, desenhou ele o primeiro
piano do P6rto de Mogambique, o qual orna o seu Roteiro de Lisboa
a Goa.
Foi tambmrn ali, de 28 de Julho a 8 de Agosto de 1545, na sua
segunda viagem ao Oriente, em a S. Tomi, que 81e, notando os incon-
venientes da primeira fortaleza de Mogambique, logo props ao rei que











se construisse uma outra no local onde actualmente se acha. A sua
carta (I), entao remetida ao soberano, elucida o interessante assunto.
D. Jo5o III aceitou o alvitre de D. Joao de Castro, a quem res-
pondeu enviando a respective plant da nova fortaleza, desenhada por
Miguel da Arruda, como mostra a sua carta (II) escrita em Almeirim
a 8 de Margo de 1546.

Lisboa, Setembro de 1939.











-Ni-/^


A. FO N TO URA


D A C 0 T













lA A I


RETRATO DE D. JOkO DE CASTRO

Do Livro dos For ti lc;,zs de Pedro larreai de Rezende,
1i35 (Bib. Nac. Paris)
























MINUTE DA CARTA DE D. JOAO DE CASTRO A D. JOAO III

ESCRITA EM MOCAMBIQUE, ENTIRE 1 E 8 DE AGOSTO DE 1545 (1)


De tanto avante, como a Ilha da Madeira, escrevi a V. A. cor
quantas bonanzas passAmos nesta sua armada o golfho chamado Val
das Eguoas, e a muita gene que se achou nas naus al6m da que
assentaram na Casa da India. Depois de passarmos a ilha, e ter des-
pedido a caravela do recado, onde mandei os alardos que se fizeram (2)
particularmente em cada nau, nos deram uns ventos levantes muito
forgosos, cor os quais navegimos ate As Ilhas de Cabo Verde; e,
p6sto que algumas naus iam muito pesadas, e que me era grande
trabalho esperar por elas tomando de continue as velas, no que se
perdia muito caminho, eu as fui temperando de maneira que trouxe
sempre as naus, muito juntas e agasalhadas, ate obra de cinqiienta
1dguas avante das CanArias, na qual paragem estavam seguras de pode-
rem encontrar corsarios. Neste lugar comeqou a aparecer na minha nau
muita gene, que ia escondida, parecendo-lhes que jA estavam seguros











de os nao langarem fora, e foi tanta, e tfo demasiada, que nos p6s
em muito cuidado, e estive muito perfo de tornar As Ilhas de Cabo
Verde, para deixar ai toda a que se nao podia levar sem muito risco;
mas lembrando-me que nesta conjun~go entrava o verAo nas Ilhas (3),
onde por a destemperanga do ar estava certo morrerem todos, ou a
maior parte dos que ai ficassem, determine fazer minha viagem e passar
por diante pondo o rem6dio nas maos de Deus; e nao quis entao
saber o ndmero da gene que nesta nau ia, por que nAo espantasse e
fizesse mau sabor a todos. Mas pondo grande proviso na Agua e man-
timentos, de maneira que se desse e nao se desperdiqasse, e, porque
a 8sfe tempo tinham ji passado as naus os lugares de suspeita, e
havendo de esperar por elas perdia muito caminho e aventurava a per-
der a jornada, e me tomarem as calmarias da Guin6 onde nos puddra-
mos perder A sede, me pareceu serviqo de Deus, e de V. A., dar As
velas com as naus, que pudesse ter comigo, e as outras irem-se ap6s
mim, por que as mais das vezes acontece, nesta carreira, que as mais
mancas e pesadas chegam primeiro a p6rto que as outras que tem fama
de veleiras e [de] correrem muito; e assim, acompanhado de D. Jer6-
nimo, que vai na nau S. Pedro, e de D. Manuel da Silveira, capitAo
do galeeo Santa Cruz, me apartei da outra armada e caminhei por
dentro dos mares da Guin6, sem achar mais que dois dias de calmaria
e todo o outro tempo comr ventos de viagem, me pus em cinco graus
da linha, para a banda do Norte, onde me deram os ventos suestes
muito rijos, a que chamam gerais, com os quais dobrei o Cabo de
Santo Agostinho (4) muito a barlavento.
E, indo-me o vento alargando cada vez mais, me pus em altura
de trinta graus e comecei a atravessar a outra banda (5) e a deman-
dar o Cabo da Boa Esperanga, onde uma noite se perdeu de mim











inuel, com uma trovoada que nos deu, e fiquei sbmente com
'6nimo, o qual se nao apartava da minha cuadra [nem del dia
ie] noite, um firo de bombarda.
desta maneira, fazendo meu caminho, sem nunca me ventarem
es, mas ventos da banda do noroeste at6 ao nordeste, nem sentir
trabalho de tormenta nem da fortune do mar, cheguei ao Cabo
a Esperanga a quinze dias de Junho; e, A vista dMle, andei muitos
m calmaria e se alguma hora ventava era muifa bonanza do

assadas estas calmarias e levantes me deram tres dias de ponen-
>m os quais fui seguindo a ribeira (6) e me pus fanfo avante
a Baia Formosa (7); e aqui me acalmaram e tornaram a venfar
7o os levantes, muito rijos e furiosos, com os quais, andando
do e de mar em travys, nao sei [sel por caso das grandes cor-
se por a muita f6rqa dos ventos, ou uma e outra cousa o cau-
tornei atrAs mais de cento e trinta 16guas, que foi cousa at6
nao aconfecida nesta carreira. Estes levantes duraram mais de
: cinco dias, de sorte que jA me faziam crer haverem de ventar
empre.
este tempo andava comigo D. Jer6nimo, que nunca se apartou
n, e Simao Peres (8), o qual achei na volta do Brasil, e, por
:r comigo, vim a maior parte deste caminho sem traquetes da

este lugar botou Simao Peres o batel fora e me veio dizer que
or Francisco de Mariz, que vinha por vedor da fazenda, falecera
oriz (9) na costa da Guin6. Como isto soube mandei prover
is 6rfAs, que vinham em sua companhia, e Ihes mandei dar tSdas
sas necessArias, entregando a guard, e recato destas 6rfas ao












doutor Francisco Toscano; e, mandando fazer diligencia s6bre a n
de que vinham e como eram tratadas depois do falecimento do
achei nao lhes ser feito agravo nem descortesia alguma, mas vire.
t6da a honestidade e recolhimento, do qual foi muita parte Fr,
Toscano, chanceler da India, porque jamais se apartava delas
consentia nenhuma gene estar ao redor de seus agasalhados de
Ihe pudesse recear algum nojo. Por falecimento do doutor Franci
Mariz nAo se achou outra fazenda, salvo muitas dividas que de
nau, e tamanha pobreza que 6 grande piedade de se saber. Su
lher, quelll tenho sabido ser muito honrada e virtuosa, levava c
filhos e filhas, para os quais nao tem nenhum remddio de vida
Deus e de V. A. Ihe nao vier. Cousa diria ser de sua Real cc
lembrar-se desta desamparada vidva e 6rfios, e fazer-lhe mei
alguns oficios para corn les casar, e amparar a si, e a suas
Logo ao outro dia, [em] que me Simao Peres fez saber do
mento do doutor Francisco de Mariz, se perdeu de mim; dizem os
naus que o fizeram [por] acinte, para irem por fora (10), e pare
isto assim, porque o pil6to da minha nau me mostrou uma ca
Diogo Garcia, pil6to da Burgalesa, em que lhe mandava comet
f6ssem por fora; por6m, ate agora, nao tenho nenhuma certe
verdade. A este tempo, que se esta nau apartou de mim, ventar
ponentes, obra de cinco dias, com os quais me pus quAsi na alti
Cabo das Correntes e desci com ventos bonanzas e calmarias, f<
t6da opiniao pritica e esperanqa da gente do mar.
Cheguei com D. Jer6nimo ao P6rto de Mogambique a 28 d
Julho, e achei ai Jorge Cabral (11) que havia treze dias que er
gado; e, mandando aqui fazer alardo da gene da minha nau,
574 pessoas, sem em t6da a viagem me morrer nenhuma, antes c












;A e bem disposta que parecia a essa hora embarcarem, Nosso
or seall louvado. E, mandando saber da nau de D. Jer6nimo e da
rge Cabral, achei que nenhuma pessoa Ihes era falecida de doenga,
ite dois homes que cairam ao mar.
A D. Jer6nimo achei muitos mantimentos na nau, que me foram
iecessArios por vir jA com alguma mingua, principalmente de vinho.
Acabado de surgir, de fora de Moqambique, soube que uma nau
la minha companhia escorrera (12) este p6rto, e ia na volta da
; nao se p6de determinar qual seria.
Depois de estar surto, e ter as naus bem amarradas, mandei levar
ientes que nelas havia ao hospital; e logo desembarquei e, cor
.or da fazenda, o fui visitar, e achAmos nele, de todas as tres naus
gene da terra, catorze ou quinze doentes, os quais foram curados
iediados o melhor que foi possivel. E o vedor da fazenda tomou
embranga as cousas que faltavam neste hospital, assim de roupas
de mrzinhas, para lhas mandar da India; e dai, corn le, com os
as e capitais, e D. Jorge, capitfo da fortaleza (13), fui ver o sitio
La e disposiqAo do [sel] p6rto, e assim a fortaleza, que agora estf.
que me a mim e a eles pareceu, 6 que desta fortaleza (14) nao
V. A. fazer nenhum fundamento, que se pode guardar como agora
nem a deve mandar fortificar, assim por ser muito pequena como
star no mais ruim sitio de t6da a ilha, e a despesa que nela se
por estes dois respeitos, ser botada a long, por que 6 em si tio
na que, cor mais verdade, se poderA chamar bastiao ou baluarte,
:astelo e fortaleza. E, como isto 6 assim, nenhuma cousa se ihe
fazer corn que flque forte, porque, no tempo da guerra, nenhum
pequeno se pode defender por respeito da grande f6rga e furia da
Iria; nem se pode chamar forte o lugar, o qual, se quern o defen-















6 que, se V. A. quere fazer uma fortaleza em Mogambique, mui
e que se possa defender dos turcos, se a vierem cercar, que
mandar fazer na ponta da ilha (15) que estA na entrada do p
qual ponta 6 tfo forte de natureza que, cor mui pouca desp
fara nela uma f6rga inexpugnAvel, porque t6da ela quasi estf rod(
mar e cingida de um rochedo fortissimo e muito alto; de mane
agora, sem mais inddstria ou muralha, nao 6 possivel chegar-se r
batel nem outra sorte de navios ao p6, nem pessoa alguma su
l1e acima. E, no rosto desta ponta, se faz uma praiazinha de
onde estf boa desembarcaao para quem vier socorrer a fortale2
da ilha se Ihes poder fazer algum nojo, ainda que esteja ocupa
inimigos, nem menos do p6rto. Sbmente ter necessidade esta pi
a cortarem, de mar a mar, e atravessarem-na com o muro, qi
em comprido trinta e uma braqas (16); o chao por onde hi-de
muro, e muito al6m, 6 todo um rochedo vivo, de sorte que
podergo aproveitar os inimigos das enxadas e das minas, que
instruments mais prejudiciais e danosos de todos contra as for
Este sitio, al6m de ser t2o forte como digo a V. A., ter outr,
veifos consigo; o primeiro 6 que esta muito sobranceiro s6bre a
do porto e sSbre o mesmo p6rto, e nenhuma nau pode entra
sair, nem estar no p6rto, que deste lugar se nao meta no fundo
gundo 6 que, em todo o circuit da ilha, nao ha outro lugar tA
pelo caso de estar descoberto dos ventos, lavado do mar, e est
dado sabre rochedos e pedra. E a estes proveitos se junta oul
grande: 6 que, com pouca despesa, se pode fazer uma f6rga
1 r I 1 -_ -












omo muitos receiam. Porque, al6m da grande resistencia que 1M
6 a terra por de redor de qualidade que os nao consentirA
,mpo, por causa de que 6 mui est6ril, falta de manfimentos, e
s sao homes mui grandes comedores e dados a regalos e
e ter os ares mal sAos e destemperados; as Aguas sao pou-
ins, e essas que hA sao mais que trabalhosas de haver, porque
go estando aqui mais de tres naus, cada dia me vem dizer que
s pocos.
anto a um canal, que me V. A. mandou que soubesse se po-
Ir ele entrar neste P8rto de Mozambique, eu mandei 1 dois
- acharam que de Aguas vivas poderAo vir por ele gales (17).
ece-me que havendo V. A. por bem, que se faga esta forta-
havendo que importa muito a seu service e .A seguranca da
ie nao sera muito entupi-lo, cegA-lo; e fazendo-se ficarA seguro
e o mais forte do que se poderA achar em todo o mundo;
poderA jA mais desentupir o canal, se uma vez f6r cego, porque
banda que ele vai, que 6 entire a ilha e a terra firme, nAo hA
mar, nem ressaca, nem quebranqa para que possa levar a
Le nele for langada. E, para que isto melhor se possa entender,
aqui a V. A. a pintura em que se contfm tWdas estas cousas.
Lo que pode haver trabalho em cegar 8ste canal 6 em haver a
e que esta ilha carece, porque para o mais sobeja a disposiqo.
anto ao modo que se deve ter, na fortificaqgo desta ponta,
nuito facil de entender; como quer que se nao deve de fazer
: mais que do lanco do muro, que se opoe a terra da ilha, o
no acima disse, tern de comprido trinta e uma bragas. 0 pano
uro faria eu um pouco encurvado, para que a chegada a ele
l:C -.-.1L -- --- :,;_;--- ,-J--J. -^. .?-- l- i <































mos (18), quanto baste para


vai s(





































muito bem como isto se pass, porque seria grande proveito da fazenda
de V. A. se aqui pud6ssemos haver cobre, maiormente sendo tio bom
como este home que 1A foi afirma.
Neste -Prto de Mogambique achei uma nau, que invernava, a qual
se fez na India, e vem por capitao dela Bernardo... (23).


(A minufa original incomplefa exisfe na TBrre do Tombo No-
ficia dos Ms. da Casa de S. Lourengo, Vol. V, Fls. 103r. a 106v.
Vem franscrifa em os Ms. 1734, 2161 e 2943 da Bibliofeca
Nacional de Lisboa.
Foi publicada in: O Investigador Portuguds em Inglaterra.
Vol. 16. Londres, 1816, pAgs. 397 a 406).
























~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ :: r', : ** -.. *---.:-;' ^a ii



::) ; ^^*f1^^ ;!
































0 PLANO DO PYRTO DE MOqAMBIQUE
Feito em 1538 por D. logo de Castro
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II


CARTA DE D. JOAO III A D. JOAO DE CASTRO

ESCRITA EM ALMEIRIM A 8 DE MARCO DE 1546


Joso de Castro amigo. Eu el-rei vos envio muito satidar.
nardo Nasci, capitfo da nau de Garcia de SA, que chegou aqui
de Fevereiro passado, recebi a carta que me escrevestes de
>ique; e dou muitas gragas a Nosso Senhor da boa viagem que
de que folguei de me dardes conta tfo particularmente. E por
-to tenho que, ap6s Nosso Senhor ser servido de vo-la assim
muita parte de assim ser o bom cuidado e vigia que terieis
) o caminho de que cumprisses a boa navegaago dele. Espero
;so Senhor que ja agora estejais na india a salvamento, como
cor todas as naus da vossa companhia; e desaprouve-me muito
,o Rebelo nao passar (24).
Iguei muito de ver o debuxo que me enviastes da fortaleza de
>ique, e vinha mui bem declarado como era necessario para se
tender; e do sitio ter boa disposigao para se fortificar, recebo












contenfamento. E, porque 6 coisa tao importance, deveis logo d
nar como se faca, pela maneira do debuxo que vos aqui envic
cA mandei fazer a Miguel da Arruda, por ser tao pritico nestas
como sabeis (25). E, quanto mais brevemente esta obra f6r feil
mais meu servico sera, porque, estando assim, estA a mui grande
e nao se pode descansar nisso.
Quanto ao entupir daquele canal, que no debuxo vem al
podendo-se fazer have-lo-ia por coisa de muito meu servigo; e, pe
a dificuldade, de haver ali pouca pedra para se fazer, seja grande,
nro pode ser a mingua dela tamanha que falte a que for necessA
se fazer; pelo que vos encomendo muito que ordeneis logo c
faca, e o modo que nisso se tenha, e escreve-lo-eis da minha I
capitao; e s6bre isto vos escrevo por outra carta da qual usare
Do descobrimento daqueles rios, que fez Lourengo Marques,
de saber, e parece que sera coisa mui important e necessAria
-se bem de saber; pelo que vos encomendo muito que ordent
mandar da India, para isso, um navio ou fusta, qual vos parec
convenience. E, pela informagao e prAfica que jA disto ter L
Marques, me parece meu servico encarregarde-lo desta viagem,
dareis regiment mui particular de tudo o que faca e procure d
E, parecendo-vos bem levar ele no dito navio algumas mere
como parece que serA necessArio, serA bem mandardes-lhas, corn
ele poderA melhor resgatar as da terra, e saber verdadeiramente
hA nela. E do que se nisto fizer me avisareis. E, p6sto que v
que mandeis a isto Lourengo Marques, nao o encarregareis diss
parecendo-vos que 6 tfo suficiente para isso que podereis esc
mandar a isso outra pessoa.
Do falecimento do doutor Francisco de Mariz me des













e este ano quisera logo de ca mandar outra pessoa que ser-
3 carr8go que levava, e por ser muito tarde, nao houve tempo
sso; para o ano, Deus querendo, a enviarei e entretanto deveis
:olher l1 alguma pessoa que sirva, at6 eu de ca prover, a qual
de ser a que conv6m para tal carrego. Sua mulher e filhos
icomendo muito; e eu terei dela e deles lembranca para o ano
!m.
) home que destes a Bernardo Nacer para vir cor ele,
pritica que tinha desta costa e ser necessArio pelo tempo
ie a vinha demandar, foi mui bem feito e o houve por meu

'elas naus do ano passado, de que veio por capitAo FernHo Pe-
-7), que cA chegaram todas a salvamento, louvores a Nosso
r, soube as novas da vinda da armada dos castelhanos a Maluco
- o que corn les D. Jorge de Castro passou, de que creio que
havido larga informagno. E, p6sto que logo entgo me parecesse
lartim Afonso (29) proveria nisso, como cumprisse a meu servigo
seria ja feito, todavia houve por bem, pelo neg6cio ser da qua-
que 6 e ser necessario prover-se nele conforme ao que cumpria
i servigo, de vos avisar do que nisso fizdsseis. E mandei fazer
5 um navio para vos levar este recado, cor tanta brevidade como
ia, e assim se fez e partiu em Dezembro, e, pelo tempo Ihe ser
rio tornou a arribar e tomou o p6rto de Lisboa (30). E por ser
ifo tarde para tornar a partir, e parecer as pessoas prAticas nas
do mar que era o tempo passado da sua navegaqAo e que, par-
entAo, ja nao poderia ser mais cedo na India que quando as
chegassem, o mandei desarmar; e pareceu-me, por esta razAo,
t 1 1












Maluco e dos castelhanos la irem, contra a forma do conti
entire mim e o imperador meu irmao 6 feito sobre isso, e o Ir
8les nisso tiveram, f6sse tudo para eu disso receber t5o grande
tentamento como o tenho, e f6ssem dignos de grande castigo,
pelo grande amor que entire o imperador e mim hi, e por or
z6es mui grandes, pareceu-me bem fazer-lo saber, e mandar-lh
que pelo dito contrato eu nao fosse obrigado a o fazer) pedix
mandasse logo vir. E ele me mandou responder, por meu eml
quanto sentia o que seus vassalos fizeram, e que com todo o
que Ihes eu mandasse dar receberia ele grande contentamento,
palavras conforme as razaes e obrigaq6es que entire n6s hA; e i
-me a proviso que com esta vos envio, pela qual Ihe manda c
se saiam e se venham. E porque para se Ihe isto requerer, como
e o modo em que se Ihe apresentaria o contrato e a proviso d
rador, cumpria saber-se a ordem que nisso se devia de guards
dei fazer disso a instrug5o, que a v6s com esta envio, a qua
de mandar com o dito contrato, que assim mesmo vos mando,
a proviso do imperador, ao capitio que ao tal tempo esfiver na
taleza, e assim a carta que Ihe escrevo. E Ihe encomendareis, de
parte, que em tudo cumpra e guard a dita instruqco, conforme
nela vai apontado e declarado se faqa a dita diligencia; e,
carta que Ihe assim escrevo, Ihe mando que, quando o dito ca
gene, se nao quiserem sair das ditas terras e mares depois d
os requerimentos, que na dita instrucqo vAo declarados; que f
ditos requerimentos e respondendo-lhe que se nao hbo-de sair
se saindo e dilatando a sua said mais do tempo que Ihe por
assinado, faca disso, cor um escrivAo ou escrivAis, t&rmo e aut,
A-^-- A v _:t_ A --V.;. ----- I-





















I L ', J.,
_,.. ..^ ,^ / \., .A......
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P r k r-t -Sh












capitao e toda a sua gene e faga escrever todas as suas fazendas,
naus, navios, artilharia e quaisquer coisas que Ihe achar, e de tudo faca
inventfrio e o sequestre e ponha a recato, para acerca disso, se fazer
o que f6r justiga. E defendendo-se ou pondo-se em fugida em maneira
que se nAo queiram dar A prisgo nem os ele possa prender, use em
tudo corn eles da minha ordenago, no 5.0 livro, no titulo dos que re-
sistem ou desobedecem a qualquer official de minha justiga, no capitulo
que comega ou se determinamos que quando alguma pessoa etc.,,
cujo treslado vos envio assinado por Pero de Alcagova. E que, tanto
que os tiver press, vo-los envie press e a bom recato, como Ihe
parecer que irao mais seguros, cor os treslados de todos os autos que
disso forem feitos, os quais v6s ouvireis; e fareis nisso o que for de
justiqa, guardando em tudo a forma do dito contrato. E sendo caso que
alguns deles, ou por serem menores ou por quaisquer outras razbes,
nao sejam julgados a pena que Ihe dA o contrato, tereis lembranga que
a estes tais nao consintais virem a estes reinos; e tereis grande recato
que nao possam vir nas naus escondidos, porque seria grande inconve-
niente a meu servigo virem cA.
Sendo caso que o capitAo e toda a gene obedega ao contrato e A
proviso do imperador, e se venham como nela se declara, e requeressem
que se queriam vir pela India, escrevereis e mandareis da minha part
ao dito meu capitio que os deixe vir em seus navios atW a india; e
dai para cA Ihes mandareis dar nas naus embarcacao (51), porque sera
mais meu servigo virem nelas que nos seus navios: e quando insis-
tissem em virem neles, e nao quisessem vir nas naus, e v6s, corn
todas as boas maneiras e cor o consentimento seu, nao pud6sseis
atalhar que nao viessem nos ditos seus navios, entao os deixareis vir
nAiPL











Porque este neg6cio 6 de tamanha importAncia, como vedes, (
convdm prover nele cor muita brevidade, haverei por meu servigo man
dardes cor ele uma pessoa de muito recato e confianga, a qual poss;
ajudar ao dito capitao e entender no que cumprisse para bem do neg6
cio. E, nao havendo alguma embarcago em que logo a puddsseii
enviar, deveis despachar ur navio a isto sbmente; e ao capitao haveis de
mandar a carta minha, que Ihe escrevo, e o contrato e a proviso d(
imperador, e assim a informagAo do modo que hi-de ter nos requeri.
mentos, que hi-de fazer aos ditos castelhanos.
Os dias passados me escreveu o meu feitor em Flandres como
por cartas de Alexandria e de Constantinopla que vieram a mercado.
res, se afirmava que o turco armava este ano para a india, e mandava
a Suez, cinqienta ou sessenta gal6s, lavradas e acertadas, para reformal
as outras que 1I tinha e fazer mais grossa armada. Dai a alguns diae
me escreveu famb6m D. Gileanes da Costa, meu embaixador que reside
cor o imperador meu irmAo, que o embaixador de Veneza tinha aviso de
Andrinopla que em Consfantinopla se carregavam naus de linhame,
ferramenta, e artilharia para Alexandria, e se dizia que ordenavam
sessenta gales e fustas para a India. E, depois, me tornou ele mesmo
a escrever que, em todos os avisos que o imperador meu irmAo tinha
do turco, se nao falava em ele armar para a fndia, e que segundo os
impedimentos que tinha cor os georgianos, e suspeitas de seu filho
maior, se podia esperar que nio entenderia nisso. E porque o caso 6
de tao grande importAncia, que nenhuma coisa se pode haver nele por
cerfa, nem 6 razo que se descanse s6bre isso, houve por meu servigo
avisar-vos de todas as novas que tenho, assim como as tenho, crendo
que por 1 tereis v6s tambem cuidado e grande diligencia de saber
alguma certeza delas; e posto que As aue eu cAd odia dar mais cr6-













s: e. Doraue. entire ele e mim se trata o neg6cio i


ios nomens, cor c
losso Senhor que sej


ais, indo a salvamento
com a gene que 1l est;


Vaz, e por cartas de mestre Francisco (32) e por outs
ente nessas parties 6 convertida e se converted a no
ca; pelas quais novas dou muitas gragas a Nosso '
cor elas tanto contentamento que de nenhuma ou











e jurisdiqao, e cor le dez'cldrigos da companhia de Jesus e seii
da provincia da Piedade, que me pareceu convenient nulmei
entenderem agora nestas coisas, de muito servico de Nosso i
dos quais se podem mandar, aos lugares em que houver maior I
dade, os que parecer que conv8m e sao necessarios, o que v6s I
nareis com a prAtica de mestre Francisco e de Miguel Vaz e d<
se ao tal tempo ainda l estiver. E desejo eu que assim se g
esfa obra, e as coisas necessarias a ela, que em meus tempo
eu ainda ver tao grandes frufos dela, como 6 raz~o que os
vendo estes principios. E, porque confio muito em v6s, que pro<
por vossa parte que eu receba de Nosso Senhor esta tao grande
vos lembro que este 6 o maior servico e o maior contentamer
de v6s posso receber; e que no cuidado, diligencia, favor e bon
mento dos que jA sao feitos cristfos e se ao diante fizerem, e
religiosos que agora vao, e dos que 1l estAo, e de todos os qui
materia entenderem, e em tudo o que f6r necessArio para o efeil
que desejo, mostreis que este 6 o proveito que eu dessas part.
tirar; pois de todos 6 o maior e o que mais pretend. Ainda q
outras coisas tenhais grandes ocupaq5es, nestas que sAo de
Senhor e sem cuja ajuda em todas as outras nao pode ser nad
trabalheis por vos desocupar para entenderdes nelas e nunca p
vos pareca que vos pode falecer tempo para entender nas outra
que assim conv6m que o fagais, por se nao perder o que jAi
ao diante se poderA fazer quando v6s assim o fizerdes.
No neg6cio do rei de Jafanapatao, e da more que deu Aquel<
tires, recebi mui grande descontentamento e o senti fanto coi
razao; e segundo vi, por cartas de mestre Francisco, Martim
ordenava de Ihe mandar dar o castigo, conforme A qualidade de













~"- 1~
xx


):


ILHA DE MOCAMBIQUE, COM A SUA FORTALEZA


Desenhada no Codice de Ant6nio Bocarro (1635)
da Biblioteca PIblica de Evora.











im se fez receberei eu disso grande contentamenfo, e, se o nAo
encomendo-vos muito que o hajais assim como ele o merece,
seria um mau exemplo, nessas parties, passar semelhante coisa
castigo que 6 devido a ela. Mestre Francisco me escreve que
i ter um irmao, o qual diz que Ihe disse que se tornaria cristAo,
>vo todo, se eu Ihe desse esta terra, e isto seria mui bem, por
larem estas almas e se fazerem cristfs; mas ha nisto outra coisa
lar, que 6 pedir-me o mesmo o principle de Ceilio, que se tornou
e mandar-me dizer a rainha sua mai, por Andr6 de Sousa, que
desse esta terra a seu filho ela se tornaria crists cor todos os
irentes e criados. Tamb6m ha nisto outra coisa que ver, p6sto
a menos importance que nenhuma destas outras, porque nao me
mais que quanto eu quiser aceitar ou alargar o que cumpre a
6 que diz el-rei de Ceilao que Ihe cumpra a proviso, que Ihe
lado, em que me apraz de Ihe restituir esta terra, que diz que
e que me darA quatrocentos quintais mais de canela e me alar-
divida que Ihe devo; a determinagqo de qual destas coisas sera
nao posso eu de cA tomar, pela distfncia grande e por quanto
se passa primeiro que ela 1A possa chegar, e tambdm porque nao
saber a tempo convenience o estado em que 1A estfo as coisas.
:e que para vos nisso proverdes basta sbmente saberdes que eu
etendo senao o serviqo de Nosso Senhor, e o acrescentamento
F6, e que aquilo haverei por melhor que f6r mais a prop6sito
neu desejo. 8 verdade que, pelo que fez este principle e porque
'ejam, que nao sbmente fazem em se tornarem cristfos o que
a suas almas mas ainda o que toca temporalmente a suas
folgarei de Ihe ser feito em tudo o que f6r mais sua honra e
atamento de seu estado, e maior contentamento para a rainha












sua mAi, pois tambem cor isso se ganha fazer-se ela cristS e junta
mente todos os ditos seus parents e criados, quando tiverem po
senhor o principle. E quando nesta parte assentfsseis e vos parecess<
mais servigo de Nosso Senhor e meu; porque de Andre de Sousa, qu<
cor ele veio de Ceilo, tenho muito boa informagao e foi o que traba,
lhou por ele se fornar cristfo e o defended da more, que Ihe el-re
queria dar, hei por bem que o mandeis cor le e Ihe deis o carregc
de seu capitgo e guarda-mor, qual por estas raz6es hei por bem de lhe
fazer mercer. E, quanto ao castigo do rei de Jafanapatao, lho dareis
podendo-se bem fazer.
O neg6cio do mouro, de que Martim Afonso houve aquele dinheirc
do Acedacao, bem creio que o tereis sabido; foi fal serviqo, o que me
ele fez nisso, que 6 razao receber de mim mercer e favor. E, por6m
parece meu serviqo ser de tal maneira que cor isso se possa com ele
ganhar mais; porque sou informado que em seu poder hA ainda grande
soma de dinheiro, e por algumas raz6es parece que assim deve de ser,
fle me mandou pedir que lhe fizesse merce de uma proviso para
meus governadores e capitis Ihe nao porem impedimento, a ele nem
a seus filhos e criados seus e do Acedacso de poderem ir viver e estai
em qualquer parte que quisessem, e por eles Ihe f6sse dado para isso
toda a ajuda e favor; e que suas naus e navios pudessem livremente
navegar, sendo por6m buscadas por meus oficiais se levarao coisas
defesas; e eu houve por bem de Ihe fazer merce dele assim como mo
pede. E pareceu-me meu serviqo mandar-vo-lo a v6s, para que cor nle
negociasseis 1 como visseis que era mais meu serviqo, segundo o termo
em que as coisas estivessem. E porque ele, em uma carta que me
escreve, que parece que foi feita por sua mAo e vem em Arabe, se me
n71pE'a rfin (Ina riArc n i-vfa-'I w rt dn mntAln nmip lnm p1A fivrynm nn













so entender
do dela; e
arta de que
nande dizer
prover em
ei de fazer


ira com ele poderdes bem negociar. t, porem, porque l1e j)
eceber de mim mercer nelo aue tem feito. 6 bem aue em tudo c












Cor esfa vos mando uma carta minha para o Hidalco, <
decimentos da boa vontade que tern para minhas coisas, e da ,
me alargou aquelas terras firmes, e oferecendo-lhe minha amizad
vereis pelo traslado dela que vos envio; muito vos encomendo
envieis por uma pessoa que vos bem parecer, e porque ele vej
sinal da minha boa vontade e do contentamento que tenho de
ter esta amizade, me parece bem que Ihe envieis o arreio de ouro
e assim os panos da tapeqaria de ouro, que hA dias que 1 estf
eu de ca enviava a el-rei de Cambaia por Job Nunes, que c:
estAo nessa feitoria de Goa. E, aldm disso, v6s Ihe escrevereis
vos tenho encomendado e agora encomendo suas coisas, e o
mento em que sou das boas obras que ele faz em todas as
cor todas as mais palavras que vos bem parecer e de qui
que ele receberA contentamento. E folgarei de assim o grain
sempre, que o possais ter certo, para o que cumprir a meu
pela necessidade que dele e de suas terras tem minhas .
E conflo que nao sbmente o fareis assim cor n ste, mas co:
os outros que vos parecer que sera meu servico terdes c
este modo.
Por via de Constantinopla e de Veneza fui informado qi
os anos passados, dessas parties a Alexandria muita soma de
e de drogas, o que 6 em tfo grande prejuizo de meu serving
vedes, e de que se seguem grandes inconveniences. E nao posse
der bem a causa por que tanta soma de pimenta e de drogas
ter, senao se fosse pela costa ser tao mal guardada que se j
por ela tanta pimenta; o que eu nao devo de crer, pois vai nis&
de meu servigo, e se foi alguma causa disso o contrato que
em Goa das drovas Dara Ormuz. ig auando fostes. tendo en















A S TRA--A () DA4 F oR-l A\LE7. DF. N0OI;AMB~kZ\,T..

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nmormagao aisto vos mandei que olhasseis bem nisto o que se devia
azer; e que, parecendo-vos todavia que o contrato se devia fazer, fosse
s;mente daquela quantidade das ditas drogas que parecesse que basta-
7am para se gastarem na terra, e nAo para sair para parte alguma de
bra dela de que se pudessem seguir estes inconvenientes acerca do
:ontrato, isto mesmo vos torno a lembrar. E, quanto A guard da costa,
leveis de ordenar que se guard e vigie de tal maneira, e por tais
>essoas que fagam nisso verdade e nao deixem passar a dita pimenta
Sdrogas, porque sou informado que os mesmos que a hao-de guardar
Svigiar sao os que as passam. A importAncia d^ste neg6cio 6 t9o
grande, como vedes, e por isso hei por certo que o provereis de tal
naneira que eu seja bem servido. E, para a confianga que eu em v6s
enho, hei por escusado dizer-vos mais.
O licenciado Ant6nio Rodrigues de Gamboa, que Martim Afonso
nandou a Bagaim para entender nos arrendamentos e coisas dele, me
-screveu como tinha arrendadas as ditas rendas por noventa e sete mil
;eiscentos e cinquenta pardaus, e que seria muito meu servigo, depois
le pagas as despesas que a fortaleza fazia, scillicet, em pagamentos
los ordenados, soldos e mantimentos da gene de 14, e pagamentos de
apitais naiques e dos peoes da gene da terra, provimento do espiri-
ual, corregimentos de todas as obras e doutras miftdezas, em que se des-
)endiam dez6ito mil e quinhentos pardaus, levarem-se sessenta e nove
nil cento e cinquenta (33), que sobejavam, onde estivesse o meu go-
rernador e nao mandarem-se ali fazer pagamentos de dividas, que aldm
lo proveito que seria ter o meu governador este dinheiro consigo para
,le o mandar despender no que f6sse mais necessArio e cumprisse a
neu servigo, se ganhava tambdm outro em este dinheiro ir ao gover-
iador, porque naquela terra valiam pouco as moedas e que da maneira












que as eu recebia se ganhava em ioa mil pardaus em cada vinte mil
e que, fazendo-se doutra maneira, era dar ocasigo aos feitores dizeren
quando Ihes mandavam pedir dinheiro que o nao tinham, e que er;
despendido todo por mandados. E, porque isto me parece muito met
serviqo, vos encomendo e mando que ordeneis como se faga desta ma,
neira daqui em diante.
Eu folgaria de ver o debuxo das principals fortalezas que tenh<
nessas parties; e, porque quanto mais particularmente as pudesse ve
maior contentamento receberia, vos encomendo muito que se la houve
alguma pessoa que o saiba bem fazer-me envieis cada uma delas <
assim a cidade ou lugar em que estiver e o sitio dela, feito em cartio
ou em alguma madeira leve, feito tudo por petip6 e de tal modo quw
se possa bem ver o que se delas quiser saber (34).
Eu escrevo a D. Francisco de Meneses e a Joao (J.o) de Septil
veda, que me fiquem la servindo ainda mais um ano, por me parecel
que cumpria assim a meu serviqo; v6s direis tamb6m da minha part
a cada um deles, com todas as boas palavras que vos bem parecer
que o faqam assim.
Por uma carta, que me escreveu Simao Botelho, que estf poi
capitfo na minha fortaleza de Malaca, soube como Alonso Henriques
se quisera levantar cor ela, sendo o dito Simao Botelho fora da ditf
fortaleza a enterrar Rui Vaz Pereira, que Aquele tempo era falecido e
em cujo lugar ele sucedera por provisSo de Martim Afonso. E, come
nisso houvera ajuntamento e outras coisas mui mal feitas, e, porque c
caso 6 de tal qualidade que requere ser-lhe dado por isso o castigc
que merece, vos encomendo muito e mando que, estando ai convosco
ou tanto que vier sendo fora, o mandeis logo prender, e mo envieih
preso em uma das primeiras naus que vierem para estes reinos, e vir'













entregue ao capitfo dela para o trazer a todo o bom recato. Barto-
lameu Froes a fez em Almeirim a oito dias de Marco de 1546. (Rei.
Para D. Joao de Castro.
(No sobrescrito). Por El-rei: -A D. Joao de Castro, do seu con-
selho, capitAo-mor e governador da India .




(Publicada por D. Francisco de S. Luiz, cardial Saraiva, em
a Vida de D. Joio de Castro, de Jacinfo Freire de Andrade, ed.
de Lisboa, 1835 Doc. n.o 25, pAgs. 426-439).













NOTAS


( 1 ) Estes limits da data concluem-se:


O inferior, 1 de Agosto, desta mesma carta de Joao de Castro, o q
ter chegado a Mogambique a 28 de Julho de 1545. Como os
rados devem ter-se passado nos primeiros dias, depois da cl
isso indicamos 1 de Agosto de 1545.
O superior, 8 de Agosto, prov6m de ter sido neste dia que D. Ji
Mogambique, em rota para a India. Esta data regista-a ale n;
seguinte, dirigida igualmente a D. Joao III e escrita em Goa
chegado a 10 de Setembro de 1545; a minute desta carta fo
em artigo sob o titulo: Colecido de Documentos ineditos a
de Portugal e seus dominios (in: O Instituto. Vol. 2.0, pigs.
Coimbra, 1854.


Ainda s6bre a carta I, escrita em Morambique, ver a nota (23).
( 2 ) Ignora-se se ainda existem em qualquer arquivo.
( 3 ) A armada de D. Joio de Castro, cuja capitinia era a S. Tome qu
seu comando, saira do Tejo em 28 de Marco de 1545.
( 4 ) Na costa do Brasil.
( 5 ) A outra banda A costa sudoeste e sul da Africa.
( 6 ) Os roteiristas dos s6culos xvi e xvii empregavam muitas vezes j
lugar de costa.
( 7 ) A Baia Formosa 6 a Baia das Alagoas da Carta de Cantino (1i
6 denominada pelos ingleses Plettenberg bay.
( 8 ) Simao Peres de Andrade capitaneava a Burgalesa.
( 9 ) Prioriz pneumonia.
(10)- A viagem para a india fazia-se por dentro de S. Lourenco (Ma,
isto 6 a W., pelo Canal de Mogambique; ou por fora-- a E. da
Eafc lfimn rfvf o rn mei *+ Aj-v- *!i4 ---t A r **I- -- A^n r-a*>













[orge Cabral capitaneava uma urea, cujo nome nao pudemos apurar.
Escorrera escorrido ou cvarou, que 6 o mesmo que D. Jorge Teles de Meneses era entfo o capitio da fortaleza de Mogambique.
A antiga fortaleza era na costa W. da Ilha de Mogambique.
Onde actualmente esta.
A braga (duas varas) de entfo correspondia a 2m,.0.
D. Joio de Castro refere-se ao canal do sudoeste.
Dez palmos ou uma braga.
Parece que este Lourengo Marques era pil8to. E possivel que seja o mesmo
pil8to a quem ji Joao de Lisboa se referia num pass do seu Livro de
Marinharia (Lisboa, 1903), que devia ser de 1514.
Este primeiro rio deve ser o Rio do Cobre, da primeira viagem do Gama, que
se identifica corn a Aguada da Boa Paz que 6 a b8ca do Rio Inharrime.
O segundo rio corresponde ao Rio da Lagoa, chamado de Lourenvo Marques
em 1545 ou 1546 e mais tarde Rio do Espirito Santo, nome este que
conserve.
O bar equivalia ao peso de 16 arrobas portuguesas.
Este capitgo era estrangeiro e chamava-se Bernardo Nasci. A nau era de
Garcia de Sa, segundo afirma D. Joao III no comeCo da sua carta aqui
publicada (II); o seu nome cremos ser Santa Cruz.
O rei tamb6m ali declara que esta nau chegou ao reino em Pevereiro de
de 1546, corn a carta de D. Joao de Castro escrita em Mogambique (I).
Diogo Rebelo capitaneava a Santo Espirito e invernou em Mogambique, natu-
ralmente por ali ter chegado muito depois da S. Tome em que ia D. Joao
de Castro.
Deste pass deduz-se que o desenho da actual fortaleza de Mogambique foi
executado em Portugal por Miguel da Arruda.
[gnoramos se esta ainda existiri; mas, porque o Cardeal Saraiva a nao publi-
cou, cremos se acha perdida.
Pernio Peres de Andrade safra para a India em 19 de Abril de 1544, como
capitio-mor de uma armada de cinco naus, comandando ele a capitAnia
Espera ou Esfera.


















p6sto que corn alguns defeitos, perdeu muito do seu valor cientifil
passou a ter sbmente valor hist6rico.
Durante este espago de tempo, muitas esp6cies lenhosas fi
descobertas, a nomenclatura sofreu profundas alterac6es e os esti
florestais tomaram em toda a parte extraordinirio desenvolvimento.
sem ddvida, uma falha important a suprir na nossa literature botg
colonial. Para esse fim vamos contribuir cor o nosso modesto esfi
falando das essencias florestais do distrito de Inhambane, muitas
quais o sio tamb6m de toda a Col6nia. Neste estudo damos as dial
ses de virias essencias florestais, os usos e aplicacoes, nomes indigo
habitat, etc., acompanhados de fotografias e de desenhos dos 6r:
mais necessArios para a classificaFio.
Antes de entrar prbpriamente no estudo das diversas essen
florestais, apresentamos em rapidas palavras os principals aspects
vegetag~o lenhosa do distrito de Inhambane. Num outro trabalho, s
a flora deste distrito em geral, descreveremos cor mais pormeno:
diversos tipos de vegetag~o.
Que as pessoas que se dedicam a ste ramo cientifico v<
como 6 interessante e dtil o conhecimento das essencias florestais i
genas, entire as quais ha especies de grande valor que deveriam c
tituir a base dos futures repovoamentos, sio os nossos votos e co
sua realizago nos daremos por safisfeitos.

TRACOS GERAIS DA VEGETACAO LENHOSA
DE INHAMBANE

Corn uma superficie de 53:000 quil6metros quadrados, aproxim;
mente, o distrito de Inhambane estf cerca de metade incluido na ;























TAMARINDEIRO (TAMARINDUS INDICA, L.)
INHAMBANE VELHO






-----












diferenqas dignas de nota entire a part tropical e a extra-tropical.
Regiao quasi desprovida de relevo terrestre, oferece tamb6m fraca
altitude, pois que a maxima nao chega a afingir 300 metros, al6m de
que se alcanqa suavemente. Na sua quasi totalidade 6 formada por ter-
Tenos arenosos, mais ou menos soltos.
0 clima do distrito de Inhambane tamb6m n5o apresenta parti-
cularidades sensiveis baseadas na diferenga de latitude: sbmente a
queda annual das chuvas e as temperatures extremes divergem um
pouco entire as regimes mais pr6ximas da costa e as do interior.
Considerando como regiao litoral toda a parte do distrito que vai
ao long da costa cor uma largura m6dia de 30 quil6metros e como
regiAo interior a restante, vemos pelos respectivos boletins meteorol6-
gicos que a temperature maxima absolute se verifica nos postos meteo-
rol6gicos de Mavume e Zimane, onde atinge 430 C., e a minima
absolutea nos mesmos postos, onde desce a to ou 20. A queda annual
media das chuvas 6 mais elevada na regiao litoral entiree 655 milime-
tros em Inharrime e 1:100 milimetros em Massinga) e mais baixa na
regiao interior, em Mavume e Zimane, onde regular por 400 milimetros.
Existem, portanto, duas regimes climAticas bem definidas: a litoral, mais
humida e de temperature mais regular, e a interior, mais seca e de
maior amplitude na oscilacao das temperatures extremes.
Seguindo os m6todos de classificacao fision6mica da vegetacao, de
Riabel e H. Brockmann-Jerosch e de Tansley e Chipp, os tipos mais
,expressivos da vegetagao do distrito de Inhambane sao os seguintes:

a) Formaqoes dos terrenos hdmidos;
b) Formaides herbdceas e subarbustivas dos terrenos secos;













d) Floresta aberta;
e) Formacgo pomar;
f) Florestas de cimbirre;
g) Formaq5es dos terrenos salgados do interior.

Do primeiro destes tipos de vegetacgo interessam-nos em especial
os mangais e as galerias florestais.

MANGAIS- Pertencem ao grupo ecol6gico dos pluvifruticeta e ha-
bitam as margens das baias de Inhambane e Pomene. Os da baia de
Inhambane encontram-se hoje bastante reduzidos, devido ao core in-
tenso de que tem sido alvo. As esp6cies mais comuns sao Ceriops
Candolleana (Rhizoph.), Lumnitzera racemosa (Combret.), Bruguiera
gymnorhiza (Rhizoph.) e Avicennia marina (Verb.)

GALERIAS FLORESTAIS- Incluidas tamb6m nos pluvifruticeta e mais
raramente nos pluvisylvae, as galerias florestais vegetam nas margens
dos rios de agua sempre corrente. Na sua maior parte foram jA des-
truidas pela acao do home. Contudo, ainda se encontram algumas de
certa extensao, como por exemplo nos rios Mutamba e Ave. A esp6cie
dominant 6 uma mirticea, Barringtonia racemosa, arbusto ou pequena
Arvore, seguindo-se Syzygium cordatum (Mirt.), Ficus sp., Gardenia
sp., etc.

MATOS DAS DUNAS S5o forma~5es densas, arbustivas, de copa
horizontal ou sub-esf6rica e f6lha coriacea e persistence, que revestem
grandes extens6es de dunas litorais. Fazem parte dos durifruiceta. As




















































rA ABERTA -


1/1 1 r \ ,~ ~~ rr


L


IC:k.rn A. A~~l












I.ILCI VUIIu L41111CIII; V% V 1i. UIiVu.LW4 V 11Ci69 ",,o -uLIVIUp .Ii,
quais se destacam pela sua freqtincia B. Hockii, B. appenc
Randii e B. edulis.
Entre os colonos, esta consociaqao 6 conhecida pelo
mata de ,tamba,, nome que os indigenas dAo As different<
de Brachystegia e Isoberlinia.
A consociaqAo de Albizzia existe por todo o distrito
nhando a de Brachystegia mas em menor percentage. E
vulgar na floresta regenerada, isto 6, quando habitat terren
tigas culfuras ou de antigas derrubas florestais, visto que as
sAo plants essencialmente invasoras. As esp6cies mais vulga
gummifera, A. Petersiana e A. versicolor.
A consociacgo de Isoberlinia encontra-se em geral mistur
de Brachystegia, A qual se assemelha muito no seu aspect
grandes extens5es desta consocia~go nas terras de Pomene
Em certas regi5es, principalmente ao norte do Rio cd
como se pode verificar ao long das estradas de Vilanculos
mene, a floresta aberta apresenta maior porte e maior d(
possue entire as suas dominantes determinadas esp6cies de
sisfente que nao existem ou, pelo menos, sao muito raras i
ciaqces ja referidas. Entre as dominantes deste sub-tipo
Dialium Schlechteri (Legum.) e Chrysophyllum Welwitschi
cujos portes atingem cor freqiiencia 15 a 18 metros, e I
Albizzia sps. e Trichilia emetica (Meliac.) Na orla sao v
Brachystegias. 0 estrato superior 6 do grupo hiemisylvae,
trato arbustivo, entire o qual se veem Bridelia Schlechteri, St
culatum (Euforb.), Antidesma venosum (Euforb.), Dracoena r
nitens (Lil.) e Coffea eugenioides (Rub.), pertence ao grupo lai

56


































































(A. Sousa, des. do nat., 9i35)


Tamarindus Indica L.


a) Inflorescencia b) Estipulas c) Fl6ha e foliolo d) Flor e) Bractea
f) Esfandarte e asa
g) Estames (2 d) h) Antera (2 d) i) Vagem (2/3 d)













,cor uma direcqio sensivelmente SO-NE, existe uma zona
as de ,cimbirre>, cujos maiores maciqos se encontram na part
trito, nas terras de Mauele e Panda. As florestas de ,cimbirreD,
o seu porte elevado, 15-20 metros, e da sua grande densidade,
200 Arvores por hectare, nao passam de um sub-tipo da flo-
'ta e pertencem ao grupo ecol6gico dos hiemisylvae.
naciqos de ,cimbirre) do extremo nordeste desta zona, isto e,
to norte do paralelo de Mavume, apresentam menor porte e
chegando as Arvores a ter apenas 10 a 12 metros. A domi-
ta formagao 6 uma euforbiAcea, Androstachys Johnsonii a que
ias dao o nome de ,cimbirre>.
estratos inferiores destes maciqos arb6reos sao fracos, devido
acumulaqao das Arvores e conseqilente escassez da luz solar.
florestas de ,cimbirre>, fazendo parte do estrato superior mas
-na percentage, uns 5 por cento, existe uma leguminosa,
conjugata, e no estrato arbustivo uma euforbiacea, Croton
chellus, e uma leguminosa de vistosas flores amarelas, Pelto-
ff. ferrugineum, esta tiltima em muito menor percentage,
or cento, em relaqao a Androstachys Johnsonii.

ESSENCIAS FLORESTAIS

WMARINDUS INDICA L., Sp. Plant. 34; Benth. & Hook. f. Gen.
581. Leguminosas. (Tamarindeiro).
'e de 10 a 15 m.; copa esf6rica, densa. Extremidades glabras
nte pubescentes ou puberulosas, as vezes glaucescentes.
Is pari-pinuladas, 6 a 15 centimetros de comprimento; foliolos,












9 a 11 pares, raras vezes mais, sub-sesseis, oblongos, 8 a 30
de comprimento, 5 a 10 milimetros de largura, obtusos, cori;
culados; estipulas lineares precocemente caducas.
Cachos simples ou paniculados, terminals ou laterais; br;
cavas, caducas, 6 a 8 milimetros de comprimento, obovado-elipt
t6olas valvadas, envolvendo a flor em botao, caducas. CAlic
mente afunilado, limbo partido em 4 segments sub-iguais e
mento, inteiros, imbricados, sub-membranosos. Corola de
(1 posterior, 2 laterais) amareladas ou avermelhado-listradas
ou obovado-oblongas, sub-iguais (ou duas mais compridas'
para a base ou curtamente clavadas, e 2 p6talas (anteriores) i
assoveladas ou escamiformes. Estames fdrteis, 3, os anterior
em c&ca de metade do seu comprimento, alternando corn e,
mindsculos ou rudimentares; anteras versiteis. Ovario estip
lete um fanto robusto, do famanho dos estames; estigm;
obtuso, levemente espessado; 6vulos, 8 a 10, as vezes mais.
Vagem oblonga ou linear-oblonga, curvada ou quasi d
-cilindrica ou comprimida, irregularmente constrita entire as
camada externa do pericarpo delgada, crustAcea; camada inter
um pouco fibrosa; sementes obovado-elipticas ou arredondad&
midas, testa brilhante, espessa, levemente aureolada de cada
men nulo.
FloraAo em Novembro e Dezembro; frutificagao em
Outubro.
DistribuYio geogrAfica: originaria da india e hoje pe
naturalizada em todas as regimes tropicais, onde ter sido int
propagada pela cultural; solo arenoso ou areno-argiloso.
Fruto comestivel (polpa Acida), fermentiscivel e produtor








/f-


/


----- I -- i 5 l j)





















--(A. Sousa, des. do nat., I,35)

Cordyla Africana Lour.

a) Ramo corn flores e f6lhas novas b) Foliolo c) F6lha (1/2 d) d) Flor, core longitudinal
e) Anfera (muito ampliada)
f) Ovario (muifo ampliado) g) Fruto (1/2 d) h) Semenfe, corfe transversal
f) Ovfirio (muifo ampliado) g) Fruto (1/2 d) h) Semenfe, orfe transversal


- .i i










Madeira aproveitfvel para marcenaria. Flores meliferas. Arvore de sombra
e ornamento, boa para a arborizacgo de estradas e povoacges. Cultivada
nos quintals da vila de Inhambane, onde foi introduzida pelos arabes
ou pelos asiAticos, assim como noutras povoag5es do distrito, mas cor
menos freqiiencia.
Nomes indigenas da Arvore: (ronga e bitonga), do fruto:
maguAti (bitonga), maguadjo, (ronga).
Nos sitios onde houve povoacqes de arabes ou indianos 6 vulgar
encontrar-se um ou mais famarindeiros. Segundo a tradicgo, os antigos
chefes das aldeias Arabes costumavam reUnir os seus conselhos B som-
bra dos tamarindeiros. E na zona litoral que esta plant se encontra com
mais frequencia, chegando at6 A latitude do Cabo das Correntes, ou seja
aproximadamente o limited sul da regigo que os Arabes habitavam.

2. CORDYLA AFRICANA Lour., Fl. Cochinch. (1790) 412; DC. Prodr.
II. 521. Leguminosas.
Sinonimia: Calycandra pinnata A. Rich., Guill. & Perrot. Fl.
Seneg. 31, t. 9; Cordylia africana Pers. Ench. II. 260.
Arvore de grande porte, de folha caduca, normalmente 12 a 18
metros, perimetro na base 3 a 4 metros, casca de c6r acinzentada, copa
esf6rica, larga. Extremidades delgadas, lenhosas, pendulas, glabras ou
levemenfe viloso-acinzentadas.
F6lhas alternas, impari-pinuladas; peciolo 3 a 4 centimetros; rAquis
15 a 20 centimetros; foliolos 9 a 12 pares, em geral sub-opostos,
e 1 terminal, peci6lulo 4 a 5 milimetros; raquis e peci6lulo puberu-
losos; foliolos ovados ou oblongos, 3 a 5 centimetros de comprimento,
1,5 a 2 centimetros de largura, base arredondada, Apice atenuado, sub-
-coriAceos, glabros, nervura m6dia As vezes tomentosa.












bros ou puberulosos; flores 2,5 a 5 centimetros de comprimento.
ice inteiro e turbinado ainda no botao, fendendo-se durante a ex-
Isao da flor em 4 ou 5, raras vezes 3 segments irregulares, corid-
s, 10 a 12 milimetros de comprimento, glabro ou mais ou menos
ientoso-acinzentado. Corola nula. Estames indefinidos, em geral 30 a
periginicos, unidos na base, filetes filiformes, amarelos, membra-
os, muito exsertos; anteras pequenas, dorsifixas, ovadas, sub-uni-
nes, biloculares, longitudinalmente deiscentes. OvArio longamente
pitado, linear-oblongo, estreito para as extremidades, multiovulado;
lete curto, assovelado, curvo, glabro, prolongado quAsi A altura dos
times; estigma terminal mindsculo.
Vagem ov6ide, amarela, acuminada, polposa, indeiscente, seme-
ite a um limo; pericarpo coriAceo; suturas quAsi indistintas; se-
ites em geral 2 a 4, envolvidas numa polpa gelatinosa.
Floracao em Outubro; frutificagao em Dezembro; folheago em
embro.
Distribulqgo geogrAfica: Africa tropical. Distrito de Inhambane:
nine, Massinga, Cumbana; pouco freqiente. Solo areno-argiloso.
Nomes indigenas: A madeira desta Arvore 6 pouco rija e pouco duradoura. Os indi-
as do distrito de Inhambane utilizam o tronco, escavado interior-
ite cor todo o cuidado, para fazer grandes tambores. Como arvore
ornamento merece ser cultivada, sobretudo nas povoacqes.
O Dr. W. Peters (Reise nach Mossambique, Bot. 17, t. 4) encon-
esta plant em Sofala, Sena, Tete e, dum modo geral, por toda
egiAo litoral desta Col6nia atd umas 120 milhas para o interior e
na que o fruto d comestivel e que os portugueses Ihe davam o














vel. Os indi
amos-lhe r

figure public


-I


ANTONIO DE FIGUEIREDO GOMES E SOUS

65











AS RAQAS INDIGENAI


DE MOCAMBIQUE


EPOIS da mem6ria apresenfada ao 1
Congress Colonial por Aires d
.g.^ Ornelas e da compilaqao, publicad
U cor certo cunho official, de Augusi
Cabral, nao foi divulgado, que sa
bamos, qualquer oufro quadro c
classificaqo geral das raqas indig<
nas de Mogambique.
ilftimamente, o conhecimeni
etnol6gico do territ6rio progrediu d
modo satisfat6rio e permit corrig
aqueles dois trabalhos. A sul do Zambeze, a situaqgo pode dizer-,
esclarecida. A norte, por6m, falta ainda uma investigaqgo demorada qu
permit correlacionar as diversas populagqes.
O etn6logo sabe bem que nao 6 possivel fixar-se uma catalogaqI
rigida, de compartimentos (tribus, grupos, clans) perfeitamente definido
0 estatistico, por6m, requere uma tal classificagqo. E o recenseamenl
geral da populagao da Col6nia, presentemente em decurso, veio form
lar essa exigencia.
Para a satisfazer, pensei, na minha curta passage pela chefia dc
Serviqos de Estatistica, obter uma lista complete das denominaq~o












ico e depois, o etn6logo que a revise, reagrupasse e relacionasse
Lquelas denominagces. Em tal sentido foi pedida a cooperag~o das
lutoridades administrativas. Infelizmente, por6m, muitas delas nao res-
,onderam, outras satisfizeram-se cor lac6nicas e superficiais respostas.
3utras houve, registe-se, que forneceram excelentes informag6es.
O trabalho que aqui se apresenta nAo tem pretens5es. E uma
nodesta tentative. Aos elements obtidos daquelas autoridades posso
untar alguns que eu pr6prio colhi numa, apressada embora, viagem pelo
iorte da Col6nia. O que simplesmente se deseja neste estudo 6 dar
im aspect geral da etnologia mogambicana.
Como ja dissemos, a sul do Zambeze a situagio pode aceitar-se
oomo definitivamente aclarada, gragas sobretudo aos trabalhos dos mis-
ionArios suigos Junod, Pai e Filho. A exposing~ o dessa situaglo seri,
>ois, a primeira parte deste trabalho.

AS POPULACOES AO SUL DO SAVE

A conservaqgo do termo tonga como designago comum as popu-
ag5es ao sul do Save parece ever aceitar-se, nto apenas como
tiqueta c6moda mas cor verdadeiro significado 6tnico. De facto, sob
ormas modificadas, ele aparece em toda a vasta regiio: thonga (pro-
idncia aspirando o h), tionga, djonga, tsonga, tonga, ronga. E, como
,diante veremos, a expressao deve tomar-se como indicando um pri-
neiro estrato de populagho bantu, se nao mesmo pre-bantu.
Se thonga teve, na b6ca dos invasores do siculo xx, um sentido
iejorativo e era termo detestado por muitas das populag5es a que os
avasores o aplicavam, e precise nao esquecermos a observag~ o de













N DJ A


wo ou"embn


.rques


,rupo Ror&t(.
rupWo 'Ro&a .............. I

S cU a........................
Jwilal .................... ......
,, Nualdgu................
C~hnd ua...................E


DESENHADO POR A. POSSACOS


DISTRIBUiRAO DA TRIBU aTHONGAU
Segundo Henri A. Junod (aGrammaire Rongaa e The
life of a South-African Triben)


R~aTnli~











contrano, informa Junod, os grupos Bila, Djonga e Chengua.
Ora, os clans do norte do actual distrito de Lourengo Marques
os de Inhambane sao precisamente aqueles que, ao contrario dos cla
nas regimes vizinhas da baia do Espirito Santo, ngo referem trading
de origem, de procedencia. Parecem ser as ou seja as mais antigas no territ6rio.
Ha que reparar no facto e confrontA-lo cor o que sucede v
populag8es A volta da baia: estas sao as que nao aceitam a denon
nago thonga e sAo tamb6m invasoras, tendo vindo do sul e sudoes
nos seculos xv-xvi.
Os clans em torno da baia do Espirito Santo represenfam di
estratos de populagao. Os do norte, noo; descendem, direct e pui
mente, da mais antiga populago do territ6rio. Julgamos que assim
explica que uns detestassem o termo thonga que Ihes nao cabia e <
um insult; e que outros se mantivessem tsongas, tjongas, djongas
tongas mesmo que, pronunciadas essas formas como thonga pelos ini
sores do s6culo xix, estes aviltassem a denominaqAo tribal em express
de desprezo.
Nao restam ddvidas de que a invasao da gene de Tembe, Mpfur
Matjolo, Manhiga, Cossa encontrou as terras habitadas por uma pol
lagAo num estado inferior de civilizagco, ignorante das armas de fei
Ha, mesmo, algumas tradig5es que mostram essa gente como dese
nhecendo o fogo. Hoje ainda, os chenguas e os tsuas do interior, or
nao chegou aquela invasAo nem assentaram arraiais os invasores
s6culo xix, se mostram atrasados em relagao aos outros.
Tais eram os verdadeiros tongas, cremo-lo. A teoria de Bryant,
que uma migragco tonga precedeu, na march de norte para sul,











omnls e xosas, tenao atravessaao o Lamoeze e innectico para o ltoral,
uma teoria brilhante e que fornece uma satisfat6ria explicagAo do
Ablema.
A grande massa dos tongas acha-se ao sul do Save. Todavia,
otas tongas aparecem para o norte, at6 o Niassa, e podem conside-
rse ou balizas da march dos tongas (se se cre que estes foram
la primeira onda bantu migradora) ou n6cleos tongas que nAo foram
solvidos nem arrastados pelo caudal dos invasores bantus (se se cre
e os tongas eram populaoao prO-bantu). Assim: os vd-tonga a oeste
Lago Niassa; os dtonga do BAru6 e Companhia de Moqambique,





32' -


S34'


___ __ II


LE GE DA A
Suaizsi........................................ llillIi
sua zis ---- ---- ----------- ------ ------


,iiripy es ?O9a Z- .ope. 26'

T onda .....ane................ .
Chea ............ .....................

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;, crica Crerica.o................


34 36"


DESENHADO POR A. POSSACOS
POPULACqES INDfGENAS AO SUL DO SAVE


I _


36*


)I


II


-;L --












Em todo o caso, alguns nomes de clans dessa antiga e primeira
pulagAo, dresses tongas, sao conhecidos, registados uns por Junod, Pai,
sua conhecida Vida duma tribu sul-africana, oufros por Pedro de
:squita Pimentel, no seu relat6rio de 1909 s6bre a circunscrigAo de
agude. Sao eles:
Segundo Junod: ntimbas e chibambos, no pais de Cossine;
nuanas, malhanguanas e ncumbas, no Nonduane; massilanes e nchon-
5, entire os rios dos Elefantes e Incomati (Pafiri) onde depois se
abeleceu o clan invasor de Chiburri.
--Segundo Pimentel: no regulado da Cossine, entire o Mazin-
ope e o Uanetze, os tsimbas e bumba; nas terras de Menginia,
ibonguine e de Golene, os manguana; de Incoluane a Magul,
mimbine; nas terras de Recocho, tendo preferido, a sofrer o inva-
, emigrar para onde hole se encontram, os bd-i6i; nas terras de
itche, os macuimbila e mahapul; os cavele, nas terras que guarda-
n esse nome e de cujo chefe viviam ainda, em 1909, descendentes
ectos e como tal conhecidos; os ressambe, nas terras de Sambo,
fulo Chibanza; canica, nas terras de Manolela; pelembe e simba, nas
Macia.
Cor a reserve de que os tsimba e simba representam, talvez, uma
iltrag5o estrangeira elementss da hoste dos terriveis zimbas que
ssou o Zambeze e desceu ate a Zululandia-Norte), os demais nomes
rece poderem tomar-se seguramente como representantes da primitive
nte tonga.
A sul da baia de Lourengo Marques, os nossos navegadores e os
ufragos do s6culo xvi conheceram ainda nAo submetido ao invasor
nbe o clan do Inhaca.
n-^ ,, D- ?- ^^.'- AJ_ l~4:.. :^ nnn.












bem sensivel a verdade desta afirmacio feita, num estudo nao public<
pelo actual Inspector Administrativo Sr. Joaquim Nunes:

cA tradicgo entire os indigenas do sul do Save parece demor
trar-nos que os povos que desde 6poca remota e de origens difereni
vieram estabelecer-se nos paises da orla maritima, tendo como fun
ocidental a cordilheira dos Libombos, e desde o rio Maputo at6 o
Zambeze, jA aqui encontraram uma grande tribu que se apelidava
atonga, e da qual ainda restam importantes vestigios, junto A cos
especialmente no distrito de Inhambane. Esta tribu 6 a designada p
bi-tonga,, bi-tonga, ou ama-tonga>.

Acrescente-se que nAo s6 (
Em resume:

O t&rmo tonga aplica-se ao conjunto das populag5es entire o sul
Col6nia e o Save, representando o primeiro estrato de populagao bantu
at6 pre-bantu os mais caracteristicos e, relativamente, puros tongas actu;
serao os chenguas e tsuas. Da restante populahgo, parte acha-se mist
rada cor os invasores vindos, cre^se, nos s6culos xv-xvi; outra par
:om os ng6nis e, principalmente, cor os changanes, invasores do s
:ulo XIx; uma outra e pequena parte, com gene caranga (chope-lengui
Podemos, assim, dividir os tongas em quatro grupos:

Tonga-Languene.
Tonga-Changane.
Tonga-Chope.
rCh~'1Ainan,-T.I











UB TUNGA-LANGUUNEhB

Estao neste grupo as populaqges tongas s6bre que alastraram
invasores vindos nos s6culos xv-xvi da regiio da Suazilandia. Ocupe
-me deste assunto num trabalho- (Os indigenas de Mogambique-
Estudos s6bre os documents portugueses dos s6culos xvi e xvI> -
publicado no ndmero 20 deste documentArio.
Limitar-me-ei por isso a dizer agora que os tonga-languenes si
os b-.ronga, estabelecidos nas terras de Maputo, Tembe, Matola, Loi
rengo Marques, Marracuene, Manhiga e part do SAbi clans d,
bi-tembe (cor os dois ramos bA-cond6 e bA-maputo), bi-fumo, bi-m
tjolo, bA-mabota, bA-nonduana, bi-xirinda, bi-manhiga.
Os cossas de Magude sao igualmente deste grupo. Como, pordi
estiveram depois sob o dominio imediato dos changanes e recebera
forte influencia deles, parece-nos preferivel classifica-los no grupo tong
-changane.
OS TONGA-CHANGANES

Sabe-se que o tfrmo changana prov6m do nome de Sochangar
Manicusse, conductor da invasAo do sdculo xix, impr6priamente di
vAitua,.
A palavra changana ganhou, entire os indigenas, grande prestige
--curioso reflexo da (mistica> dos magai a, do trabalho nas minas
Rand. Embora a sua propriedade dtnica seja especiosa, conv6m conserN
a palavra, vista a sua grande expansao que ameaca transbordar pa
families que nenhum titulo tem para a usar. Preferivel seria md-bui
gela. Mas esfa caiu no desuso.
Compreendem-se neste grupo os tongas que estiveram sob o d











minio imediato do invasor changana, corn le se mestigaram
foram mais influenciados. E a gene do Bilene, de Magude,
SabiW, parte do Chibuto e do GuijA: bA-cossa (com os ramos ba
bM-ricoto- recocho- bA-chiburri, ba-mati6, bA-ncabelane; part
-16i, nas proximidades da confluencia dos rios Limpopo e dos I
bk-bila; bk-lhanganu, na vertente oriental dos Libombos, circi
do SAbiW e Magude, cor os dois ramos bA-noamba e bk-mab
b6m alguns clans chenguas devem ser incluidos neste grupo.
Segundo Junod, Filho, os principals clans do grupo tonga.
sAo: MAluleque, BA-L6i, VA-NuanAti (Cambana e Bila), VA-LfI
cAmu, NqUinica, Maundia, MapsangAnhi), Ncuna (no leste do
Cossa (Cossa, Recocho, Chiburri), VA-Lhanganu.


OS CHINGUA-TSUAS

Estes sao, como ja dissemos, os melhores representante
dos antigos tongas. E cerfo que nao puderam subtrair-se intf
A invasao do s6culo xix. Experimentaram, em incurs5es e razia
cismo dos invasores. Todavia, estes nao se estabeleceram efecl
nas suas terras e nao operaram nas suas populaq6es quer
mento cor as mulheres quer o recrutamento dos homes
ex6rcito.
Os changua-tsuas habitam a imensa regio entire o Lim]
mar, except na faixa litoral desde a foz do Limpopo atf a
Massinga a antiga Costa da Calanga onde, como veremos,
o grupo Tonga-Chope.
Segundo alguns autores, os tsuas serao um ramo dos <
Segundo outros, chenguas e tsuas devem considerar-se duas t














































MULHERES BA-RONGA















Tres bons tipos de mulher ronga. Ale6
Arr duas figures da esquerda, note-s
na gravura interior. Os penteados
da Manhiga; a grande maioria das
A.% ln rnahln enmn n finlan An Alr ia





















Preparando o rap6: as I
das e lanpadas nun
aquecida; depois ,























Preparando a comida







Jim












O actualmente Inspector Administrativo em Angola, Sr. Joaqu
Nunes, que como administrator de circunscriqAo se dedicou exempt
mente ao estudo dos indigenas, diz, num trabalho nao publicado, o .
guinfe s6bre os bA-chenguas:

,... os seus sub-grupos bA-chigombe, bi-madzivi, bA-fsui, ba-n
cuAcua, bA-cambane (acham-se) nas circunscriqSes de Guija, Chibu
Vila de Joao Belo (antigo Tchai-Tchai), parte da de Manjacaze, Pan,
Vilanculos e parte das de Cumbana, Homoine, Morrumbene e Massing.

Junod, Pai, dividia-os assim: 1.0, chenguas prbpriamente ditos, cu
principals clans eram Tchauqu6, Mbenzane, Mavube, Magainhar
2.0, os tsuas ou bA-tsua, cor os clans Chenbenguane, Ingua:
Ncumbi (Mocumbi, como hoje dizemos); 3.0, os nuanitis, cor os IV
cuAcuas, Cambanes, Ndindanes.
Junod, Filho, por sua vez, indica-nos os seguintes clans principal
Chenguas: Tchauqu6 (Nuazari, UA-mangdluu, UA-Mantjena); C
chongui; Mbendjana; Muhingu.
Tsuas: Vilanculos, Mucambi, Chabanguana, Massinga, Ingua
MacuAcua.
Para norte do Save, os chenguas e tsuas encontram-se na reg
vizinha do rio, at6 o mar--parte de Mossurize, Govuro e Mocoq
Sgo os ambuendes ou mambuendes que, como jA referimos, Bivar i
diz que a si pr6prios chamam uA-tsua e eram designados chenguas j
alguns dos informadores daquele autor.
Inclui'remos ainda neste grupo os metongas ou md-tonga tamb
do Govuro e do Mocoque e que se denominam a si pr6prios wrong
O facto de falarem chi-oca leva-nos a pensar que devem relacionar.












s particular e directamente com os va-coca que com os chenguas
tsuas.
A prop6sito, alguns autores escrevem que a presenga destes ton-
ou rongas naquela regiao 6 efeito de deslocaSgo provocada pelos
sores changanas. E um erro. Basta ler cor ateng5o autores mais
gos para fAcilmente o verificar.


TONGA-CHOPE


Entram neste grupo os elements que hoje se designam bA-chope,
ou vA-lengue, ba-ndongue (vulgarmente bandongues) e bitongas de
ambane.
Parece nao ser mais necessArio insistir-se em desfazer o equivoco
Junod, Pai, considerando os nte da dos ,thongas,.
Daqueles elements, os b-,chope, bA ou va-lengue e bk-ndongue
esentam uma mesma entidade. VA-lengue ou vi-langa ou vA-ck-
,ga 6 talvez uma denominagio que lhes foi dada pela gene da
a, em referencia a direcqSo de que vinham: do norte. Mu-ndongue
sob a forma mindongue, o nome que aparece nos autores antigos
cado a esta gene e 6 talvez o nome originArio. Os dois jesuitas
;ionarios do Otongue no s6culo xvI chamam-lhes mucarangas (mu-
anga). Quanto ao nome bA-chope, 6 recent: data dos invasores do
lo xix que assim os denominaram porque ,atiravam setas,. De
:, os chopes mantem hoje ainda como arma o arco. So, das po-
tgoes ao sul do Save, os Anicos a faze-lo. JA em 1622, Francisco
de Almada, nAufrago da ,S. Joao Baptista-, fendo subido a costa


















i









Homens Ba-Ronga, tres dos quais com trajo de bafuque
A rodela de cera usada, na cabega, pelo home da gravura A direita represe
um costume trazido pelos invasores do seculo XIX










-U..












IPSi-,P g 4 c


S(...) cafres muifo bem armados com muifas azagaias, e fr
foram os primeiros que com estas armas vimos (...).












do Bazaruto, desde a Ponta Ingovane ate ao sul do Cabo de S,
tigo. Estes povos sao laboriosos, de boa indole, incapazes de u
9co contra o branco e vivem sujeitos a r6gulos cuja autoridade
ditaria.

Hoje ainda, hA um dialecto, falado nas ilhas de Beng
Bazaruto, que se denomina chi-oca. E essa tamb6m a linguas
mA-tonga ou rongas do Govuro e Mocoque, segundo Bivar (
suas Respostas, esclarece ser esse dialecto igualmente den,
chi-tonga, definindo-o assim: dialecto afim do chi-changana,
influenciado pelo chi-mbuende, (ou seja pelo chi-chengua) e
influenciado pelo chi-ndau.
O chi-oca ou chi-tonga 6 sem dLvida o mesmo diale
outrora falaram os cocas de Inhambane ou seja o gui-tonga. I
razao, dissemos ha pouco que os mA-tonga do Govuro e 1
deveriam mais particularmente relacionar-se com os cocas q
os chenguas ou tsuas. Veremos, adiante, que por Massinga e
culos existem ainda, reconheciveis, n6cleos cocas entire os tsua
jugando estes dados com os das tradiqSes hist6ricas, pode jul1
seguinte: os cocas estendiam-se de Cumbana para o norte, a
Save, pelo litoral, antes dos tsuas ai chegarem, vindos do interi
movimento conseqtiente das migraqoes provocadas nas regi6es
dos Elefantes e do Limpopo pelos invasores Languenes.
Sofrendo dum lado a influencia dos chopes; doutro, a d<
que embora seus irmaos viveram largo tempo afastados deles;
a dos Arabes e dos portugueses os costumes e a lingua dos
ou bitongas naturalmente se diferenciariam bizarramente e irian
cer com aspect singular no confront cor os dos vizinhos.

86





























Homens Ba-
(nas duas primeir;
e VA-Lenm
(na 61tima g
trabalhando: no ennast
e june
para a pal
em cests
de june
em estei
famb6m de

















Note-se que as fofogr
entire
a col6nia de
e
lengues da I






Pr/
lit
0


. ..
4
>1


BA-Ronga jogando a fchuba um dos jogos favorites e
que 6 praticado por todo o territ6rio


COSTUMES INDIGENAS











Feiticeiro ronga consulfando as sorts






0







MWsico chope tocando xtimbilaw












que levou a considera-los uma unidade etnica distinta dos
igas.
ido os estudos da Senhorinha Dora Earthy e de H. P. Junod,
anda> pode delimitar-se assim: a sul, a b6ca do Limpopo; a
aia de Inhambane; a este, o oceano; a oeste, os ba-tonga,
acuAcua, cambanes.
a-lengue estao na parte sul, muito misturados com os tonga-
; mas possuindo uma cultural que os distingue.
A-chope prbpriamente ditos estfo ao centro, tendo a norte o
me, a sul e sudoeste os va-lengue. Segundo Junod, Filho, os
is e mais puros clans sao Buque e Mthama.
nente, os vA-coca acham-se na regiAo de Cumbana, entire o
rrime e a baia de Inhambane, contornando esta.
ste de Massinga, Junod indica o clan tonga-chope denomi-
chongonono. E outros clans ou families existem pelas regi6es
4axixe, Vilanculos e territ6rio da Companhia de Moqambique
Save.



completar este quadro, hA ainda que falar de pequenos nicleos
pulac6es que se acham, dispersos ou isolados, na zona de
[ue estamos estudando. E para o ilustrar seria interessante
tradiqces hist6ricas de guerras ou migracqes que concorreram
.r o (puzzle> esbogado. Como, por6m, isso nos levaria muito
itar-nos-emos a uma rapida indicaggo daquelas populagSes.
lementos ng6nis de Zuaguendaba podem sem escrdpulo con-
grupo tonga-changane, vistas as suas afinidades corn este
nento. Sao os vulgarmente chamados mangunes ou bangunes.












Na fronteira do Maputo corn a Zululandia encontram-
elementos zdlus dispersos. Mais numerosos, especialmente no I
os sudzis.
Nimero elevado de va-ndau foram trazidos do norte pelc
nhana. Em especial os clans Machava, nos arredores de Loure
ques: Machava-Ntzomb6ni e Machava-Falati.
A gente das ilhas de Benguerua e Bazaruto diz-se ndau (
mas fala chi-oca; isto parece indicar uma forte intrusao de nd
ralmente fugidos As assolagqes dos changanas, nos tongas-
daquelas ilhas.
Finalmente, ha as col6nias chopes no Sabie e na Manhi,



(Cont


















C. M O N T E


q








JRONICA DO

FRIMESTRE



IVROS E PUBLICAC6ES
VIDA SOCIAL
COLONIZAQAO
ECONOMIC
OLiTICA E ADMINISTRAQAO


h













AS COMEMORAQOES DOS

CENTENARIOS NACIONAIS


As grande festas de Portugal, comemorativas do VIII Centenirio da Fundagio
e III Centenirio da Restaurag~o, tiveram em Mogambique um singelo mas comovido e
vibrant reflexo.
Se as cerim6nias realizadas nio se impuseram pela grandeza e imponencia, assi-
nalaram-se quer pelo carinho que presidiu A sua organizag~o quer pelo enternecimenfo
e devogFo cor que a populagio testemunhou nelas o seu acrisolado amor a Portugal.
Foi, naturalmente, em Lourenco Marques, capital da Col6nia, que as cerim6nias
atingiram maior luzimento.

Conforme o program comum para todo o territ6rio national, as comemorag6es
foram precedidas por solene 'Te Deum, em todas as igrejas paroquiais e misses cen-
trais. Em Lourengo Marques, o guene e a ele assistiram S. Ex.a o Governador Geral, o Corpo Consular e todas as
altas enfidades oficiais, bem como pdblico numeroso que literalmente enchia o belo
temple da Missio de S. Josd. S. Ex.a Reverendissima o Bispo de Leuce e Prelado de
Mogambique proferiu uma notabilissima orago exaltando o Portugal cristianissimo.

Na tarde do mesmo dia, 2 de Junho, efectuaram-se nas sedes dos corpos admiF
nistrativos sess6es solenes inaugurais das comemoragces. Nos Paqos do Concelho de
Lourenco Marques a sessio foi presidida por S. Ex.a o Governador Geral, que proferiu
o discurso de abertura, usando, depois, da palavra os Srs. President da Camara e Pre-
sidente da ComissAo Organizadora das Comemorag6es.

Na noite de 3 de Junho, a hora em que, no Castelo de Guimariis, se acendiam
as fogueiras para a Velada da Fundagfo, tamb6m aqui, nesta remota terra portuguesa,
se acendiam em Lourengo Marques, Nampula, Quelimane, Mogambique, Tete, Porto
Amdlia e Ant6nio Enes, fogos votivos da Patria.













O acender destes fogos votivos foi precedido da corrida da cChama da Patria,,
chama recolhida em locals assinalados na histdria do descobrimento, conquista e
ocupag~o de Mogambique. Simbblicamente, a KChama da Patria,, ateada por um velho
colono, foi passada a estafetas, representando a gerag~o moga, para ser, finalmente,
entregue a uma crianCa.
Assim a cChama da PAtria, tem, ao long dos seculos, passado viva, generosa
e ardente, de geraco em geragio e assim ao long dos s6culos continuari pas-
sando, ardente e nunca extinta.
Em Lourengo Marques, a corrida da 'Chama da Pitria, efectuou-se s6bre um
percurso de 35 quildmetros, desde Marracuene, no local onde se ergue o monument
aos combatentes do Quadrado, at6 o monument a Patria, na Praqa Mac-Mahon. Foi
uma cerim6nia impressionante, num ambiente de religiosidade e emogio. Ao acender-se
o lume votivo, o Orfe&o do Radio Clube entoou, no silencio comovido da multidio, um
formoso coral-a 'OragAo a Chama, composigio musical de Belo Marques e letra
de Caetano Campo. Depois, os ternos de corneteiros fizeram o toque de recolher.
Durante a noite, uma f6rga do Exircito velou o fogo votivo que s6 foi extinto na manha
do dia 4, ap6s a alvorada simb6lica.

O hastear da bandeira de Afonso Henriques foi um outro moment de profunda
emogio. A vasta Praga Mac-Mahon onde a bandeira ia ser hasteada, perante o
monument A Pfiria apresentava um aspect imponente, com as concentrac6es das
f6rcas militares, escolas, associag6es, estandartes e a populaqio rodeando, compacta-
mente, a Praga.
Quando o sinal de Guimariis chamando todo o Impdrio comegou a ouvir-se,
fez-se um silencio profundissimo. Em todos os olhos brilhavam ligrimas, todos os rostos
se crispavam de emogio contida. Lentamente, a 1.a Bandeira de Portugal, igada por
S. Ex.a o Governador Geral, comecou elevando-se. E, de sdbito, toda a intense comoCAo
que dominava os milhares de portugueses ali reiinidos num grande acto de f6 na Patria
evadiu-se, libertou-se num clamor triunfal. Aos sons da Orfeao do Radio Clube e tocada pela Banda de Mdsica do Clube Desportivo Ferro-
-ViWrio, juntaram-se gritos, aclama6ges, palmas. Uma grande revoada de bandeiras da
Cruz Azul elevou-se da multidio. Avi6es cruzavam s6bre a Praga, langando bandeiras































S. Ex.a o C
n,



















A said do
co:
Cc





















A mesa de
ras
























Em Vila Luiza, 6 ateada
ao memorial
de Mat










A de MarracL
Marques v
votivo em
mento










As fres geraq6es simb6lica
ante o fogo
Srante o toq
Iher para a
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S. Ex.a o


:. : : e os


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President <





Loum


depondo no month










....I .


iii! ii : I~ i:




_ IAS COMEMORACOES DOS


TRIES FASES DA CERIMONIA






Duranfe o iqar da bandeira da FundagIo


A Comissio da Uniio Nacional ap6s a deposi5o
de flores





m


As delega6es escolares e associativas
juncando o monument de flores





m


P.


ii


r .
r ,,


CENTENARIOS NACIONAIS





AS COMEMORACOES DOS CENTENARIOS NACIONAIS





... .. i 1 :.
IWOI
-. A CERIM6NIA DO IARN DA BANDEIRA
DE AFONSO HENRIQUES


S. Ex.a o Governador Geral, cor o Ex.mo Sr.
Governador da Provincia do Sul do Save,
aguardando o moment do igar da bandeira


















As delegag6es das escolas e das associag6es,
concenfrando-se perante o monument a Ptfria








U


5, S
iau y ^ -




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