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HIDE
 Front Cover
 O que e analise de genero?
 Como usar a apresentacao
 A organizacao da coletanea
 Referencias
 Apresentacao
 Descricao da origem does slide...
 Questoes relacionadas ao desenvolvimento...
 Fases do processo de analise de...
 Fases do processo de analise de...






Title: Mulheres invisiveis : analise de genero e domicilio em pesquisa e extensao agricolas
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00081142/00001
 Material Information
Title: Mulheres invisiveis : analise de genero e domicilio em pesquisa e extensao agricolas
Physical Description: Book
Language: Portuguese
Creator: Poats, Susan V.
Publisher: University of Florida
Place of Publication: Gainesville, Fla.
Publication Date: 1989
 Record Information
Bibliographic ID: UF00081142
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.

Table of Contents
    Front Cover
        Front Cover
    O que e analise de genero?
        Page 1
        Page 2
    Como usar a apresentacao
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    A organizacao da coletanea
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    Referencias
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    Apresentacao
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    Descricao da origem does slides
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    Questoes relacionadas ao desenvolvimento ao dispensa de tecnologias productivas
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    Fases do processo de analise de genero
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    Fases do processo de analise de genero
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Full Text
MULHERES INVISiVEIS:

Analise de
SGenero
e Domicilio
em Pesquisa
e Extensao
Agricolas

SUSAN V. POATS


~c~C/









MULHERES INVISIVEIS: ANALISE DE GENERO
E DOMICILIO EM PESQUISA E EXTENSAO
AGRICOLAS


Susan V. Poats

Gainesville, Fl6rida
Novembro de 1989


Esta apresentagao foi montada para facilitar a pesquisadores

agricolas, extensionistas e coordenadores de projetos de pesquisa

e extensdo o entendimento de quest6es de g&nero na agriculture, e

para usar andlises de genero como instrument analitico e

descritivo em seus trabalhos. Estas analises de g&nero, estao cada

vez mais sendo reconhecidas como um aspect fundamental no sucesso

de programs e projetos.


0 QUE t ANALISE DE GENERO?



Em alguns paises, "andlise de g6nero" 6 um termo novo tanto

para pesquisadores como para profissionais de programs de
desenvolvimento. Anteriormente, quando analisavamos os papeis de

homes e mulheres na producgo, nos referiamos como "divisao do

trabalho por sexo". No entanto, o termo "sexo" se refere as

diferengas biol6gicas existentes entire homes e mulheres, enquanto

"andlise de genero" 6 construg&o social e se relaciona ao

entendimento das diferencas de comportamento entire esses series

humans. Como uma construg~o social, os papeis dos gdneros sdo








flexiveis e variaveis atraves das sociedades e cultures. Esses

pap6is s&o influenciados por idade, hist6rico, classes social,

religido, formagao 6tnica, e origem regional. Eles tamb6m podem ser

profundamente influenciados e terem efeitos sobre mudangas

tecnol6gicas, resultantes de esforgos de desenvolvimento.

Andlise de genero tem se tornado termo aceito para analisar os

pap6is por genero e dinamicas intra e inter-familias nos sistemas

agricolas, e para aplicar estas andlises nas decis6es sobre

atividades de desenvolvimento e pesquisa agricola. A andlise do

domicilio por genero tem provado ser um caminho eficaz para

analisar as divis6es internal na unidade agricola, bem como para

analisar comportamentos e relac6es familiares (Cloud, 1988). Esses

relacionamentos tem infludncia fundamental sobre as decis6es e

atividades familiares. Compreender esses relacionamentos no

process, ajudara & obter-se aperfeigoamento e difusdo tecnol6gica

com distribuigao mais eficiente e equitativa.

A andlise de genero inicia com o reconhecimento de que o

domicilio n&o 6 um agrupamento indiferenciado de pessoas, com

funq6es de produgdo e consume comuns. Isto 6, membros da unidade

familiar nao compartilham igual acesso aos recursos e beneficios da

produgco. Ao contrdrio, os domicilios s&o, eles mesmos, sistemas de

distribuigco internal dos recursos (Guyer, 1988). Membros da unidade

domrstica, individualmente, podem compartilhar algumas metas,

beneficios e recursos, ter autonomia sobre algumas situa96es e em

outras podem estar em conflito. Em resume, a estrutura da familiar

e a forma como s&o tomadas as decis6es n&o podem ser previstas a

priori. 0 que se apresenta 6 complexidade, nao homogeneidade. Em um








especifico sistema agricola ou um simples domicilio dentro deste

sistema, mesmo onde "a familiar" l uma convenient unidade de

andlise, a configuraq&o de atividades, recursos e incentives de

seus membros s&o informac6es importantes e devem ser determinadas

atravds de pesquisa.

Um pass inicial important, na incorporag~o do entendimento

por genero no desenvolvimento agricola, 6 reconhecer os pap6is que

as mulheres exercem em todos os aspects do sistema de alimentagao.

Saber "perceber" as mulheres na agriculture ajudard, tanto A

pesquisa como os profissionais de desenvolvimento, a entender

melhor os diferentes pap6is que homes e mulheres exercem na

produgdo e a aperfeigoar a geragao e distribuigao de tecnologias,

destinadas A apoiar ambos os agricultores, homes e mulheres.



COMO USAR A APRESENTACAO



Esta apresentagao foi montada para servir como material

introdut6rio, e constitui um recurso para estimular questionamentos

e ampliar discusses sobre quest6es de genero na agriculture. A

montagem visual pode ser usada como um m6dulo a parte em cursos de

treinamento sobre g&nero, ou como uma introdug~o em outras

atividades de treinamento sobre essa tematica. Os treinadores

poderdo considerar atil a formulacao de quest6es previas, visando

estimular discusses a respeito da apresentac&o.








A titulo de sugest&o, algumas quest6es sao listadas a seguir:

1. Que fatores contribuem para a "invisibilidade" das mulheres?

2. Algumas das situa96es mostradas na apresentag9o podem ocorrer
em seu pais ou projeto?

3. Pode o seu projeto tratar a quest&o por genero? De que forma?

4. Quais s&o alguns dos obst&culos que impedem a inclusdo das
mulheres? Como podem essas dificuldades serem vencidas?


Para a apresentacao e discussao dos slides 6 recomendivel

planejar uma hora de tempo disponivel. Visando auxiliar os

treinadores na atividade, uma descrigco individual dos slides

acompanha o conjunto do material. Verses em Frances, Ingles e

Espanhol tamb6m estao incluidas.



A ORGANIZACAO DA COLETANEA



Esta apresentacao e resultado de dezessete anos de minha

experidncia de campo, como antrop6loga, em diversos paises. A

organizagao inicial deste material fez parte de uma palestra

informal sobre mulheres e a produgdo de batatas, realizada em 1983

por ocasiao do encontro da Associaqgo de Mulheres para o

Desenvolvimento (AWID). Posteriormente, o texto foi revisado e

ampliado, para servir como m6dulo introdut6rio em semindrios de

treinamento, com dados de estudos de caso sobre andlise por genero

em sistemas de pesquisa e extensao agricolas. Com excegao de dois

slides, que foram feitos por Luz Joly, da Universidade do Panama e

Robert Rhoades, do Centro Internacional de Batatas, Lima/Peru,

todos os demais fazem parte de minha coleqao particular.








Muitas pessoas forneceram informao9es e comentarios

importantes para aperfeigoar a montagem da apresentaq&o. Gostaria

de agradecer, particularmente, Hilary Feldstein, Rosalie Norem,

Kate Cloud, Judith Bruce, Susan Grosz e Michael Collinson por seus

comentarios e sugest6es na selecgo dos slides e revisao do texto.

Vickie Semler e demais colegas da Tribuna Internacional de Mulheres

revisaram a primeira verso da apresentacao e fizeram valiosas

sugest6es, visando assegurar qualidade e clareza As mensagens

idealizadas.

Desejo fazer um agradecimento especial a Ron Grosz e Bruce

Horwith, do Programa Mulheres e o Desenvolvimento, do Departamento

de Programs e Coordena9go Politica da Agnncia Internacional de

Desenvolvimento, por convencerem-me sobre a importancia da montagem

do material, como instrument para fortalecer os treinamentos. A

International Telspan, de Washington, D.C., foi contratada pela

coordenagao deste program para produzir o video e fazer a montagem

dos slides.

A traducgo do texto original do Ingles para o Espanhol e a

apresentacao do texto em Espanhol foi feita por Manuel E. Ruiz e

Arturo Vargas. Quero agradecer a Yolanda Sacipa e Julio Chang por

sua assistdncia na revisao e publicacao da versao em Espanhol.

Mary-Frangoise Hutchinson foi responsavel pela tradugco do texto

para o Frances. A versao do texto original do Ingles para o

Portugues e revisao da terminologia tecnica foi trabalho de Cleusa

Rancy e Marianne Schmink, respectivamente.








Apesar de nenhuma instituicgo especifica ter financiado a

organizaqgo desta apresentagdo, todas as informac6es foram obtidas

e os slides feitos durante a realizag&o de trabalhos de pesquisa e

programs de desenvolvimento, com financiamento de vdrias

organizac6es. Entre elas, Centro Internacional de Batatas,

Federacqo de Clubes de Mulheres da Virginia, Universidade da

Fl6rida, Projeto de Apoio em Sistemas Agricolas, organizado pela

Ag&ncia de Desenvolvimento Internacional e finalmente o Projeto de

Analise de Gdnero e Agricultura do Conselho de Populaq6es, fundado

pela Fundaqgo Ford. Sou muito grata pelo suporte financeiro

recebido dessas organizag6es. Tamb6m, gostaria de agradecer aos

diferentes programs e institutes nacionais que permitiram meu

acesso a uma grande variedade de projetos e atividades de

desenvolvimento. Finalmente, desejo agradecer a pesquisadores,

extensionistas, homes e mulheres agricultores, que, ao long

desses anos, compartilharam comigo seus pensamentos e id6ias.








REFERENCIAS ADICIONAIS PARA TREINAMENTOS SOBRE QUESTOES
DE ANALISE DE GENERO



Feldstein, H.S. e S. V. Poats, editors. Working Together: Gender Analysis in Agriculture, Volume
I Case Studies. Volume II. Teaching Notes. West Hartford, Connecticut: Kumarian Press.


Overholt, C., M.B. Anderson, K. Cloud and J.E. Austin. 1985. Gender Roles in Development
Projects. West Hartford, Connecticut: Kumarian Press.


Poats, S. V., M. Schmink and A. Spring. 1988. Gender Issues in Farming Systems Research and
Extension. Boulder Colorado: Westview Press.


Russo, S., J. Bremer-Fox, S. Poats, L. Graig. 1989. Gender Issues in Agriculture and Natural
Resource Management. Office of Women in Development, Bureau for Program and Policy
Coordination, U.S. Agency for International Development.



REFERENCIAS BASICAS


Cloud, K. 1988. A Teaching Module on Women and Agriculture:Household Level Analysis. Draft
Prepared for The International Workshop on Women, Households and Development:
Building Data Base. Champaign-Urbana: University of Illinois.

Guyer, J.I. 1980. Household Budgets and Women's Incomes. Prepared for the symposium on
Women in the Work Force at the American Anthropological Association Meetings, 1979.
Boston, Mass.: African Studies Center, Working Paper Number 28.








PARA REQUISITAR COPIAS ADICIONAIS


Os interessados em obter c6pias da apresentago podem
contactar:

Tropical Research and Development, Inc.
519 N.W. 60th Street, Suite D
Gainesville, FL 32607
Phone (904) 331-1886
FAX 904-331-3284
Telex 955439 INTL TLX ATTN: TR&D


O conjunto de slides poder& ser adquirido ao prego de US$ 100

d6lares. A versdo em video esta disponivel por US$ 35 d6lares.

Um limitado numero de coletaneas de slides e videos estao

disponiveis, gratuitamente, para pauses em desenvolvimento.

Maiores informag&es podem ser obtidas com Tropical Research &

Development, Inc., sendo que os cheques deverdo ser em d6lares

e nominais para esta instituicgo.







MULHERES INVISIVEIS: ANALISE DE GENERO E DOMICILIO
EM PESQUISA E EXTENSAO AGRICOLAS 1

Susan V. Poats



1. TITULO DA APRESENTA(AO


2. Compreender os pap6is de homes e mulheres na agriculture tem
sido tarefa dificil para muitos projetos de desenvolvimento
agricola.


3. Na maioria dos casos a mulher tem sido ignorada e o home
constado como inico ou maior participate nos projetos.


4. Se conseguirmos liberar os impedimentos que bloqueiam nossa
vis&o, poderemos estimular um envolvimento efetivo da mulher
nos processes de pesquisa e extensao. N6s iniciamos, com uma
andlise de como geralmente 6 concebida a agriculture.


5. O artist concebe a agriculture como um process integral, que
envolve intimamente os series humans, homes e mulheres, em
todos os aspects da produg0o.


6. No entanto, com muita frequdncia, o pesquisador tem concebido
a agriculture dissociada do fator human.


7. A id6ia de que s&o pessoas e nao plants ou animals que
adotam a tecnologia, e que nem todas as pessoas necessitam a
mesma tecnologia, vem aos poucos caracterizando a pesquisa
agricola. Isto e em grande parte resultado da crescente
infludncia do enfoque interdisciplinar e de clientelas
orientadas e participativas, que tem marcado a pesquisa e
extens&o agricolas.




1 A tradug&o do original em Ingl&s para o Portugu&s e revis&o da
terminologia tecnica foi trabalho de Cleusa Rancy e Marianne Schmink,
respectivamente, em 1990, com apoio do Programa de Pesquisa e Treinamento sobre
Amaz6nia, do Centro de Estudos Latino Americanos da Universidade da Fl6rida.







8. Esta metodologia cont6m implicita a necessidade de selecionar
as prioridades de acordo. com o diagn6stico da realidade dos
agricultores, e o envolvimento destes em experiments nas
unidades dom6sticas, visando encontrar solug6es adequadas e
vidveis para os problems.


9. Aparentemente, este parece ser o caminho adequado para tratar
os problems agricolas tanto do home quanto da mulher.


10. Nos projetos agricolas, no entanto, ainda ocorre com muita
frequencia que quando algu6m se refere ao agricultor
imediatamente pensa no home, enquanto o domicilio 6 meramente
uma caixinha indefinida no diagrama do sistema. Porque as
mulheres continuam tao invisiveis no process de
desenvolvimento de tecnologias e que estrat6gias podem serem
usadas para aumentar o envolvimento das mulheres neste
process?


11. Os diagn6sticos dos problems agricolas normalmente sdo
realizados nas areas de cultivo.


12. Com frequencia, entretanto, a agricultora que na ocasiao pode
ser a responsdvel pela tarefa n&o 6 incluida na entrevista.
Muitas vezes a quest&o de quem faz o que e quando noo 6
suficientemente enfatizada.


13. Em parte, a razao pode ser porque a maioria dos pesquisadores
se sentem mais confortAveis conversando com elements do mesmo
sexo. Como sao homes que predominam nas equipes de pesquisa
agricola, mais homes que mulheres s&o incluidos nos
diagn6sticos. Entretanto, a pesquisa criteriosa sobre a
problematica da divisao por sexo ou andlise de g6nero requer
mais, do que apenas incluir uma mulher na equipe de
pesquisadores sobre sistemas agricolas.


14. A pesquisa voltada para a problematica da divis&o por g6nero
deve estimular os pesquisadores para, num esforgo concentrado,
analisar tamb6m atividades at6 agora ignoradas ou relegadas a
segundo piano, como as das mulheres Guatemaltecas colhendo
cenouras, ao inv6s de analisar somente as atividades que sao
consideradas em primeiro piano.








15. E dificil questioner o que voce tem aceitado como
verdades. A pruddncia conventional pode nos impedir de
perceber as mudangas, mesmo quando elas est&o ocorrendo a
nossa frente. Na Amaz6nia Brasileira, onde as derrubadas tem
sido trabalho dos homes, n6s esperamos ver um home cortando
arvores.


16. Nossas expectativas podem nos impedir de ver tamb6m uma
mulher cortando arvores. Sera isso uma exceg&o a norma, ou
melhor, um indicio de que em algumas families certas coisas
s&o diferentes? Sera este um indicative de que grandes
mudangas estao ocorrendo?


17. A pessoa que esta na lavoura envolvida na atividade,
normalmente, se consider a responsdvel ou
administradora inica da tarefa. Este produtor Peruano quando
perguntado, mostrou-se orgulhoso em explicar que tipos de
batatas estavam crescendo no rogado.


18. Por6m, quando mais questionamentos foram feitos, ele admitiu
que somente sua esposa sabia os nomes adequados das batatas e
como elas eram usadas.


19. Mulheres ao redor do mundo sao as mantenedoras dos c6digos de
taxonomia e genealogia locais. Esforgos explicitos para
entender como as mulheres classificam plants e animals, e
quais as caracteristicas que sao usadas para identificar
alimentos bem aceitos, podem em muito ajudar o produtor na
selegco de variedades e assegurar alta probabilidade de
aceitacao. Ainda hoje, s&o muito poucas as produtoras
agricolas aceitas como colegas no process de selegao e
melhoramento de novas variedades de plants ou rebanho.


20. Barreiras de linguagem podem ser um obstdculo A inclusdo de
mulheres. Neste exemplo, uma quest&o sobre um projeto agricola
6 formulada em Ingles por um pesquisador visitante a um
pesquisador do Nepal que atua em Bhutan. Este repassou a
quest&o em Nepali para seu colega Butanese que repetiu a
mesma em Dzonka. Uma mulher da regi&o central de Bhutan
responded a questao usando um dialeto local relacionado ao
Dzonka. Numa tradug&o como esta, quanta informagao
fundamental pode ser perdida?







21. Em geral, a pesquisa agricola tem desconsiderado os aspects
sociol6gicos que nao estejam relacionados A familiar nuclear.
Families poligamicas, em que as mulheres administram suas
pr6prias terras e rendimentos separados dos do marido comum,
n&o tem sido consideradas nos atuais models
econ6mico-familiares usados para avaliar tecnologias.


22. No mundo inteiro, tem se ampliado o namero de mulheres
responsaveis pelo comando de domicilios agricolas, ainda que
raras vezes tenha se questionado se suas necessidades podem
serem diferentes das de outras families.


23. Ainda mais dificil e entender que, mulheres jovens e com
filhos pequenos sob seus cuidados podem ter necessidades e
limitac6es agricolas diferentes das families chefiadas por
mulheres mais idosas e com filhos adults.


24. No process de estabelecer prioridades de investiga&ao nos
sistemas agricolas ou na selea&o de respostas alternatives,
muitas vezes nao se reconhece o conceito de que os membros
de uma familiar podem compartilhar interesses e atividades
diversas, serem indiferentes em alguns casos e estarem em
conflito com outros. Id6ntica tecnologia que beneficia um
agricultor de uma familiar pode prejudicar outros agricultores,
membros da mesma familiar.


25. As vezes as mulheres s&o omitidas porque os pesquisadores
tentam entrevist--las em lugares e horarios inadequados. Esta
pesquisadora realizou uma entrevista domiciliar, sobre
produgao e consume de batatas, durante o dia na casa de uma
familiar em Rwanda incluindo somente os homes porque...


26. ... durante esse period do dia, as mulheres estavam
trabalhando nos rogados.


27. As entrevistas de campo normalmente s&o realizadas nos
locais onde sao produzidas as principals cultures e durante o
period de safra e n&o nas hortas onde as mulheres estdo
trabalhando, e que, equivocadamente, chamam de produgco de
entiree safra" ou de foraa de estaao".


28. Pode ser que as mulheres nao sejam as principals responsaveis
por determinadas cultures, embora desenvolvam tarefas
especificas no process de producgo. Como na Amaz6nia que
enquanto colhem o feijao tamb6m quebram milho,...








29. ... produzem mudas para a pr6xima cultural, como no Oeste de
Java,...


30. ...ou limpam uma Bhutanese plantagdo de batatas. Propostas
de melhorias devem ser analisadas em relagao as necessidades
dos atuais utilizadores da tecnologia.


31. Tanto os homes como as mulheres trabalham tamb6m para
terceiros, em atividades fora do domicilio. Os cdlculos de
mao-de-obra feminine normalmente s&o considerados como um
percentual do trabalho efetuado pelo home, mesmo nas tarefas
que requeram o mesmo period de tempo.


32. Um problema vivido por quase todas as mulheres engajadas em
trabalhos fora da unidade dom6stica 6 o recebimento de
salarios mais baixos que os pagos aos homes, ao final de uma
mesma jornada de trabalho.


33. A maioria das pesquisas agricolas tem centrado seu trabalho
nas cultures, ignorando por complete as atividades com o
rebanho. Normalmente, s&o mulheres as responsaveis pelos
cuidados do gado...


34. ... como tamb6m dos animals menores. Compreender as
implica9oes e beneficios que derivam do trabalho da mulher no
cuidado com o gado 6 fundamental para estabelecer pianos de
melhoria do rebanho e, mais important ainda, se tais
melhorias serao ou ndo adotadas.


35. A pesquisa agricola, normalmente, nao abrange as fases de p6s-
colheita e consume em que predomina a mao-de-obra da mulher.
A tomada de decisdo sobre o que sera armazenado,...


36. ...como e por quanto tempo 6, frequentemente, tarefa sob
control das mulheres e est&o vinculadas de perto com as
decis6es sobre produg&o de cultures.


37. As mulheres s&o responsaveis pela transforma9go dos alimentos
da condigao de mat6ria prima para produtos de maior valor e
aceitag9o, seja para armazenar, consumer ou vender.


38. Um produto que pode ser exemplo em muitos paises, 6 o de que
s&o as mulheres que carregam as batatas para o mercado,...








39. ...efetuam todas as transag6es comerciais no atacado e,...


40. ...virtualmente, controlam o setor de vendas a varejo.


41. A quantidade de produtos que chega a ser comercializada pode
parecer pequena, mas, na media que os mercados serve como
rede de informagao para as mulheres, os beneficios do mercado
extrapolam o real valor monetdrio negociado.


42. As mulheres exercem um papel important no estabelecimento dos
padres de aceitarao, tamanhos, cores e consistdncia dos
alimentos. Esses crit6rios s&o importantes para geragao e
desenvolvimento de novas variedades.


43. As mulheres exercem a liga0ao fisica entire produgao e consume
dos alimentos na media que sao elas que decide o que e
quanto ird ser comprado,...


44. ...e como o produto serd preparado e consumido pela familiar.


45. Quando uma nova tecnologia requer mais trabalho da mulher na
produgco, como pode ser o impact desse fator sobre suas
demais responsabilidades com a familiar? Para quem e delegada
a tarefa de preparacao dos alimentos? Existem implica96es
nutricionais ou de outra ordem quando as criancas devem
exercer essa tarefa?


46. A pesquisa agricola dedica pouca atencgo a inter-relagao
existente entire as atividades dom6sticas e de producgo
exercidas pelas mulheres. Lavar roupas, buscar agua e lenha,
sao atividades t&o necessdrias na rotina didria como as de
derrubada e capinanagem.


47. A reproducgo biol6gica e os cuidados das criancas exercem
grande impact sobre &s necessidades tecnol6gicas das mulheres
e & disponibilidade de recursos para mudangas significativas.


48. Em muitas parties do mundo, as mulheres carregam as criangas
nas costas durante os dois primeiros anos de vida, enquanto
exercem todas as suas tarefas de produgco.








49. Se de alguma forma se conseguir diminuir a carga de atividades
realizadas pelas mulheres, isto poderd significar perda de
control sobre a atividade. Ningu6m defended a necessidade do
trabalho bragal,...


50. ...mas serd que n&o se tem negado as mulheres uma fonte de
rendimento ao se introduzir o arrado? Nao significou tamb6m,
que uma maior area cultivada requereu mais do seu tempo para
a colheita e processamento dos alimentos?


51. Podem as mulheres perder o control do processamento manual de
sub-produtos, como palha e farelo, quando os homes s&o
treinados para usar moinhos com tragao animal?


Apesar do enfoque sobre os invis veis papeis exercidos pelas mulheres, n6s ndo queremos desconsiderar
os papeis desempenhados pelos homes e por especificos grupos de idade que tambCm sao muito
importantes.


52. Com frequdncia, s&o os homes que fazem a maioria dos
trabalhos pesados de irrigaq&o e preparagco do solo.


53. Em algumas cultures, os homes participam das atividades de
plantio e de...


54. ... aplicaq&o de herbicidas.


55. Muitas vezes, eles tamb6m est&o envolvidos com o transport e
venda dos produtos,...


56. ...especialmente, quando envolve grande volume de produgao ou
de dinheiro.


57. Em alguns casos os homes tamb6m participam da selecao e
control de qualidade das sementes.


Apesar de nao querermos detalhar todos os poss iveis papeis quepodem ser exclusivos para uma espec fica
idade e g&nero, e ftil mencionar alguns para nao esquecermos sua importancia.








58. Em especial, quando parte da comunidade adulta est& ausente em
migracao tempor&ria ou sazonal, as criancas podem assumir
responsabilidades importantes na produgao agricola. Como
exemplo, esta crianga de uma familiar, sem terra, esta colhendo
batatas. Em alguns casos, as atividades de colheita podem
fornecer a maioria dos alimentos consumidos pela familiar,
durante diversos meses do ano.


59. Apesar de terms percebido que as mulheres tem um papel
fundamental na manuteng&o cotidiana da familiar, os homes, em
particular os idosos, podem exercer fung6es political muito
importantes, como tamb6m assegurar a manutengao e repasse de
suas tradi96es culturais atrav6s da Hist6ria Oral.


60. Um exemplo da Costa do Marfim mostra a complexidade tanto dos
sistemas agricolas como dos beneficios das andlises de gdnero
e intra-domicilio. Um grupo de pesquisadores agricolas iniciou
um diagn6stico em uma area de produgco de inhames.


61. Inhame e um produto cultivado pelos homes, embora sejam as
mulheres quem normalmente limpam essas plantac6es. Alguns
agricultores tinham reclamado que a produtividade do inhame
havia diminuido.


62. Estes pesquisadores estavam envolvidos em um experiment com
agricultores, para determinar que alternatives podiam serem
tentadas para aumentar a produgco.


63. Ao mesmo tempo uma mulher apareceu em seu rocado. Ela n&o
estava capinando, mas sim semeando tomatoes.


64. Ela tinha passado despercebida dos pesquisadores que
continuavam dialogando com os agricultores. Eles estavam
discutindo possiveis caminhos para aumentar a densidade das
plants, atrav6s da diminuigao dos espagos entire elas usando
fileiras de mudas e aplicagao de fertilizantes conjugado com
herbicidas, enfim discutiam tudo o que potencialmente pudesse
aumentar a produg&o de inhame.








65. Num dado moment, um pesquisador percebeu a mulher e perguntou
o que ela estava fazendo. Descobriram entio que a mesma estava
plantando vegetais em seus rogados tanto para vender no
mercado como para complementary o inhame na alimenta9ao
familiar. A quest&o 6 que dois agricultores estavam no mesmo
rocado e duas diferentes prdticas de administraqco tinham
passado despercebidas dos pesquisadores, ate que quest6es
critics sobre quem estava fazendo o que foram levantadas. Com
esta informag~o as recomendac6es dos pesquisadores sobre o
experiment no rogado foram alteradas, sendo os tratamentos a
base de herbicida e espagamento, que poderiam ter impedido as
inter-culturas de vegetais, substituidos por melhoramentos com
variedade, cuidado das sementes, de armazenamento e
transformagao dos inhames.


66. Apesar de varios exemplos de problems, existem muitas
experidncias de estrategias efetivas para incluir mulheres.
Equipes de pesquisadores agricolas com participants de ambos
os sexos que entrevistam agricultores, homes e mulheres, sao
agora encontrados em muitos projetos.


67. Os elements masculinos das equipes de campo estdo
incorporando novas tecnicas para entrevistar mulheres.


68. Em alguns projetos, diagn6sticos sobre a cadeia alimentar sao
realizados com o objetivo de incluir mulheres nas atividades
de armazenamento e comercializagao.


69. Apesar dos exemplos serem poucos, mulheres jd estao
trabalhando como colaboradoras em experiments. Quando nao e
socialmente apropriado trabalhar com uma s6 mulher,...


70. ...grupos de mulheres podem participar em experiments nos
domicilios.


71. Em alguns casos, mulheres est&o sendo treinadas para utilizar
tecnologias n&o tradicionais, visando ampliar seu envolvimento
na produgco.


72. 0 process de aprendizagem pode ser dificil,...


73. ...mas problems podem ser superados. As mulheres estao
interessadas em novas tecnologias, em realizar mudangas nos
papeis da produg~o, serem produtores mais eficientes, ao mesmo
tempo que ajustam tais mudangas as suas necessidades e As de
seus sistemas agricolas.








74. Uma nrmero maior de mulheres est&o sendo incluidas em
programs de treinamento,...


75. ...mas elas necessitam tamb6m ter acesso as oportunidades de
emprego, para poderem aplicar os conhecimentos obtidos nos
treinamentos.


76. Os institutes nacionais de pesquisa agricola, como
responsdveis pela busca de melhorias tecnol6gicas na produg&o
de alimentos, podem estar vislumbrando novos caminhos que
permitam incluir mulheres nos processes de treinamento e
pesquisa. As propostas podem resultar em m6todos mais
eficientes de desenvolver pesquisa, com mecanismos mais
efetivos para envolver um maior nqmero de agricultores. Nossa
meta maior 6 ver as agricultoras como colaboradoras nos
trabalhos que visem melhorias de producgo, disponibilidade e
consume de alimentos.


77. AOS INTERESSADOS, O ULTIMO SLIDE APRESENTA INFORMAq6ES DE COMO
PROCEDER PARA ADQUIRIR ESTA COLETANEA.








MULHERES INVISIVEIS: ANALISE DE GENERO
E DOMICILIO EM PESQUISA E EXTENSAO
AGRICOLAS



DESCRICAO DA ORIGEM DOS SLIDES


Todos os slides que compaem esta apresentaaio foram feitos por Susan Poats, exceto
os que estio assinalados.

1. Titulo da coletanea.

2. Famflia resident as margens da Rodovia Transamaz6nica, Bel6m/Para, Brasil.

3. Marido e mulher, Gambia.

4. Jovem menina, Burkina Faso.

5. Pintura de Bali, Indon6sia.

6. Plantac6es de arroz, Oeste de Java, Indon6sia.

7. Area pr6xima da Estagco Experimental Abuko, Gambia.

8. Regiao pr6xima a Thimphu, Bhutan.

9. Familia resident as margens da Rodovia Transamaz6nica, Bel6m/Pard, Brasil.

10. Domicflio pr6ximo de Cajamarca, Peru.

11. Area pr6xima a Cagayan del Oro, Mindanao, Filipinas.

12. Area pr6xima a Cagayan del Oro, Mindanao, Filipinas.

13. Equipe interdisciplinar, por ocasido de um Curso de Treinamento sobre M6todos e
T6cnicas em Pesquisa e Extensdo Agrfcolas, Centro de Treinamento de Jenoi, Gambia.

14. Vale Almolonga, Guatemala.

15. Floresta Amaz6nica, Pard, Brasil.








16. Floresta Amaz6nica, Pard, Brasil.

17. Produtor Andino da regiao pr6xima de Chuquisyunca, Peru.

18. Batatas produzidas na regiao de Chuquisyunca, Peru.

19. "Batatas do Campo" ("Papa del Campo"), Rio Indio/Costa Abajo, Provincia de Col6n,
Repdblica do Panama. Este slide foi feito por Luz Joly, antrop6loga da Universidade do
Panamd.

20. Regiao montanhosa situada entire Tongsa e Shemgang, Bhutan.

21. Marido cor duas de suas esposas, Commune Kinigi, Ruhengeri, Rwanda.

22. Familia da regiao montanhosa do Vale Chanchamayo, Peru.

23. Commilla, Bangladesh.

24. Regiao pr6xima de Ziguinchor, Senegal.

25. Vila Nkumba, Ruhengeri, Rwanda.

26. Vila Giciye, Gisenyi, Rwanda.

27. Producqo de vegetais em plantag6es de arroz pr6ximas de
Ziguinchor, Senegal.

28. Regiao pr6xima de Mojuf dos Campos, Pard, Brasil.

29. Mulher transplantando mudas de repolho na regiao pr6xima de Lembang, Oeste de Java,
Indon6sia.

30. Area pr6xima de Tongsa, regiao central de Bhutan.

31. Colheita da batatas cor emprego de mao-de-obra feminine, Pangalangan, Oeste de Java,
Indon6sia.

32. Trabalhadoras rurais, Pangalangan, Oeste de Java, Indon6sia.

33. Callej6n de Huaylas, Peru.

34. No caminho para Punakha, Bhutan.

35. Area de armazenamento de produtos em uma casa de familiar, regiao pr6xima de
Altamira, Para, Brasil.







36. Batatas com broto para venda no mercado de Bhutan.

37. Ralando raizes de mandioca para fazer farinha. Regiao pr6xima de Mojuf dos Campos,
Pard, Brasil.

38. Transportando batatas em Vila Kinigi, Ruhengeri, Rwanda.

39. Mulher vendendo batatas no atacado no mercado Brastagui, Norte de Sumatra, Indonesia.

40. Venda de batatas no varejo no mercado de Bukittinggi, Oeste de Sumatra, Indonesia.

41. Venda de batatas no varejo no mercado de Viques, Vale Mantaro, Peru.

42. Selecionando batatas middas para preparar rendang para festas de casamento, Mercado
Bukittinggi, Oeste de Sumatra, Indon6sia.

43. Mercado em San Juan de Miraflores, Lima, Peru.

44. Famflia resident as margens da Rodovia Transamaz6nica, Pard, Brasil.

45. Jovens meninas descascando batatas na regiao ao norte da Prefeitura de Ruhengeri,
Rwanda.

46. Mulheres coletando agua, regiao pr6xima de Kara, Togo.

47. Grande familia nuclear da regiao pr6xima de Mojuf dos Campos, Pard, Brasil.

48. Mercado rural de Burkina Faso.

49. Capinando uma plantagdo de milho na regiao do Planalto de Mossi, Burkina Faso.

50. Uso de tracao animal no cultivo de milho, Planalto Mossi, Burkina Faso.

51. Uso de tracao animal para descascar arroz em Serra Leoa.

52. Area irrigada, Costa Rica.

53. Agricultor, Filipinas.

54. Agricultor aplicando herbicida, Nepal.

55. Transporte de produtos para o mercado, Bangladesh.

56. Venda de produtos no mercado, Brasil.

57. Agricultor, Peru.








58. Menina colhendo batatas, Bhutan.

59. Agricultor, Peru.

60. Plantag~o de inhame, Daukro, Costa do Marfim.

61. Plantagao de inhame, Daukro, Costa do Marfim.

62. Pesquisadores, produtores e agents de extensao, Daukro, Costa do Marfim.

63. Daukro, Costa do Marfim.

64. Daukro, Costa do Marfim.

65. Daukro, Costa do Marfim.

66. Chirang, Bhutan.

67. Familia de agricultores da regido andina, Peru. Este slide foi feito por Robert Rhoades,
Antrop6logo do Centro Internacional de Batatas, Lima, Peru.

68. Mercado Bukittinggi, Oeste de Sumatra, Indonesia.

69. Produtora Agricola da Vila Giciye, Prefeitura de Gisenyi, Rwanda.

70. Grupo de Mulheres em Vila Giciye, Prefeitura de Gisenyi, Rwanda.

71. Vila Kasasie, Serra Leoa.

72. Vila Kasasie, Serra Leoa.

73. Vila Kasasie, Serra Leoa.

74. Estacgo Experimental, Programa Nacional de Melhoramento de Batata (National Potato
Improvement Program), Kinigi, Rwanda.

75. Colheita de um experiment de batatas na Estagco Experimental de Horticultura de
Balittan (Balittan Horticultural Research Station), Lembang, Oeste de Java, Indonesia.

76. Lider de um grupo local de produtoras agricolas, Vila Kasasie, Serra Leoa.

77. Slide com informac6es para aquisigao da coletanea.
















QUESTOES RELACIONADAS AO DESENVOLVIMENTO OU
DISPENSA DE TECNOLOGIAS PRODUTIVAS



1. Existe informacao suficiente sobre a participagao
feminine no setor agricola, para determinar como projetos
de apoio tecnol6gico irao afetar as mulheres? Se n&o,
como pode o projeto assegurar que essas informag6es
estarao disponiveis durante a implementagao, e em
consequdncia garantir que o projeto 6 tecnicamente
relevant, tanto para os homes quanto para as mulheres.


2. Pode o projeto de apoio tecnol6gico beneficiary produtores
com altos e baixos recursos (incluindo mulheres)?


3. S&o as tecnologias aplicdveis As atividades produtivas
das mulheres (ex. num projeto de multiplicagdo de
sementes, as cultures sob responsabilidade das mulheres
tamb6m terao as sementes produzidas)?


4. A tecnologia proposta aumentard a demand do trabalho
feminine ou retirard da mulher as fontes de renda
existentes? Se a tecnologia ir& gerar mudangas nas
condic6es de trabalho, que medidas sdo incluidas no
projeto para assegurar que as mulheres sejam conpensadas
adequadamente e estejam habeis para proceder as
alterac6es necessdrias em seu trabalho, de maneira a
ajustd-lo As tecnologias indicadas no projeto?


5. Pode a tecnologia requerer informag9o e ou habilidade que
as agricultoras ndo disp6em? Se assim, como o projeto
podera assegurar que essas mulheres possam obter as
condic6es de informagao e habilidade necessarias, para
adotar as tecnologias do projeto?


6. Como irdo as mulheres serem informadas sobre o projeto de
apoio tecnol6gico, e que medidas ser&o incluidas no
projeto para assegurar que esse process seja efetivo?
















IMPACT SOBRE OS BENEFICIOS DO PROJETO SE NAO HOUVER
PARTICPAQAO DA MULHER


Como poderiam os beneficios e retorno econ6mico do projeto
serem afetados se as mulheres ndo participarem como esperado,
seja como membros ativos de suas families ou diretamente na
tomada de decis6es, (ex: como poderiam os beneficios do
projeto serem reduzidos se as mulheres nao participassem do
trabalho de producao familiar)? Que custos adicionais (mao-de-
obra adicional) est&o associados com a extensdo do projeto as
mulheres, e que retorno 6 esperado sobre os custos?




DISTRIBUICAO DOS BENEFICIOS DO PROJETO


As mulheres do setor agricola irao participar e obter
beneficios do projeto na mesma proporqgo de seu papel nas
atividades econ6micas e nos sub-setores focalizados no projeto
(ex: producAo de aves e uso de credito)? Como podem os
mecanismos que concedem beneficios as mulheres serem
diferentes dos que beneficiam os homes (ex. as mulheres irao
receber um salario minimo pelo trabalho de processamento,
enquanto os homes sao beneficiados como produtores dos
produtos processados)?


a.

















DA OBSCURIDADE PARA A ADAPTACAO DE GENERO:


Genero versus Mulheres:










Obscuridade de Genero:










Andlise de Genero:






Adaptagdo de Genero:


Genero e uma varidvel s6cio-
econ6mica para analisar pap6is,
responsabilidades, obstdculos e
oportunidades das pessoas envolvidas
em esforgos de desenvolvimento. Isto
consider tanto homes como mulheres
e, portanto, n&o pode ser confundido
como sendo questdo igualitdria.



Inabilidade para perceber a existdncia de
diferentes pap6is e responsabilidades
para cada genero; percepg&o de que
produtores e tecnologia sdo masculinos
(ou neutros); e incapacidade para
comprender que as atividades do projeto
podem ter, sobre homes e mulheres,
efeitos diferentes.



Analise da interaq&o dos pap6is e
responsabilidades de homes e mulheres,
com as metas, estrat6gias e efeitos em
cada fase do projeto.



Aplicacao da andlise de genero para
desenvolver atividades de apoio, visando
assegurar que tanto homes quanto
mulheres serao envolvidos adequadamente.



















FASES DO PROCESS DE ANALISE DE GENERO



1. Analisa os papdis dos gdneros.


2. Examina os criterios de eligibilidade para insumos.


3. Define quem pode participar.


4. Examina a capacidade de extensdo.


5. Avalia se o quadro t6cnico 6 adequado.


6. Analisa beneficios e incentives.


7. Consider o feedback (realimentagio/retroalimentaq9o).


8. Prev& mudangas.


9. Vincula as mudangas aos impacts do projeto.


lo. Identifica adaptag6es.



















FASES DO PROCESS DE ANALISE DE GeNERO



1. ANALISA OS PAPEIS DOS GENEROUS E SUAS IMPLICA;OES NAS
ESTRATEGIAS DO PROJETO

Examina os objetivos do projeto em terms da participa9ao
antecipada dos beneficios, tanto para homes quanto para
mulheres. Que atividades serao influenciadas com as
intervenc6es do projeto? Que real divisao do trabalho existe
nestas atividades? Como sao executadas essas atividades em
relaq&o ao padrao global da produq&o familiar e das atividades
dom6sticas? Que inovac9es estdo sendo propostas? Quais s&o as
implicac6es no comportamento de cada diferente membro da
familiar?



2. EXAMINE OS CRITERIOS DE ELEGIBILIDADE PARA RECEBER INSUMOS
DO PROJETO

Analisa os insumos fornecidos pelo projeto. Identifica quais
os membros da unidade familiar que devem recebe-los em relacdo
a existente divisao do trabalho. Se as mulheres sao
responsdveis por uma atividade sob interveng9o do projeto,
podem elas habilitarem-se para receber insumos em seu pr6prio
nome? Quais s&o os pr6-requisitos para a eligibilidade e
quantas families da clientele podem preencher os crit6rios?



3. DEFINE OS PREREQUISITOS PARA PARTICIPA(AO NAS ATIVIDADES DO
PROJETO

Considerando a divis&o do trabalho, quais os membros da
familiar que podem participar das atividades de conservagao do
solo, grupo de tratamento d'agua, treinamentos e extensdo?
Independent da falta de descriminagao formal contra as
mulheres, como o local e o ritmo das atividades poderdo
interferir em sua participaqco? A propora&o de mulheres
elegiveis para participar corresponde & divis&o do trabalho?


*.












4. EXAMINE A CAPACIDADE DE ALCANCE DAS INSTITUICOES E DOS
SISTEMAS DE EXTENSAO

Se as andlises sobre a divisao do trabalho indicam que uma
atividade, entire pequenas families e sob intervengco do
projeto, 6 responsabilidade da mulheres, at6 que ponto as
instituic6es e sistemas.de produgAo existentes tem contato
direto com pequenas families ou com as mulheres?



5. AVALIA SE O QUADRO TECNICO PROPOSTO E ADEQUADO

Os quadros tdcnicos propostos s&o aplicdveis para todas as
unidades familiares ou somente para aquelas com certos tipos
de recursos, como terra irrigada, diversas cabegas de gado ou
excedente de mdo-de-obra? Quantas families no grupo em
refernncia tem o tipo certo de terra? Como muitas tarefas sao
definidas por genero e, considerando a migraqgo masculina,
quantas families podem incorporar a mao-de-obra adicional
requerida? Quantas podem obter o necessdrio dinheiro? Que
implica96es podem as diferengas de genero exercer na difus&o
de inovag6es tecnicas para families pobres?



6. ANALISA A DISTRIBUI(AO DOS BENEFfCIOS E SEUS EFEITOS SOBRE OS
INCENTIVES

Estabelecida a divis&o do trabalho por g6nero e o control sob
a renda obtida com diferentes produtos cultivados por homes
e mulheres em algumas regi6es, que interesse podem ter as
mulheres de intensificar a produgco? Podem os retornos diretos
exceder o esforgo adicional empregado pelas mulheres? Se o
projeto afeta o mercado, estao as mulheres aptas para perder
uma independent fonte de renda?








7. CONSIDER A CONFIABILIDADE DOS MECANISMOS DE FEEDBACK
(RETROALIMENTAQAO)

Se as mulheres exercem papel decisive em atividades
relacionadas no projeto, como produgao de vegetais, como ira
este saber se as inovac6es tecnicas propostas s&o aceitas por
elas? Que providencias s&o tomadas para assegurar a
participag&o de homes e mulheres locais, na selegao e
experiment de tecnologias e na avaliac&o dos resultados?
Podem relat6rios e monitoramento dos sistemas distinguir
homes e mulheres participants?



8. ANTECIPANDO MUDAN(AS PROVAVEIS NOS PAPbIS E NAS CONDICOES
DAS MULHERES

Como o projeto ira interferir no acesso ao control das
mulheres sobre a terra, m&o-de-obra, capital e informac6es?
Ird a carga de trabalho das mulheres diminuir ou aumentar? Que
ira acontecer com sua renda independent, seu contr6le sobre
suas cultures e a renda resultante das vendas ou em sua
influencia na tomada de decis6es a nivel familiar sobre
despesas e outras quest6es?



9. VINCULACAO DAS MUDAN(AS NA CONDICAO E PAPEL DAS MULHERES
COM OS IMPACTS PREVISTOS

Como irao as mudangas de acesso ao control da terra e fontes
produtivas afetar a disponibilidade de alimentos? Como irao as
mudancas na habilidade das mulheres, para obter renda
independent, afetar o fluxo de dinheiro na unidade familiar?
Como ira isto influenciar sua habilidade para prover suas
families? Como as mudangas na carga de trabalho das mulheres
irao afetar aspects como cuidado das criangas e nutrigao da
familiar?



10. IDENTIFICA NECESSIDADES DE ADAPTACAO

Usando as fases previas como roteiro, especifica que mudangas
sao necessdrias nas institui96es, sistemas de distribuigao,
quadros t6cnicos e mecanismos de feedback, visando superar
barreiras de acesso das informa86es do projeto as mulheres e
sua habilidade e incentive para participar. Atividades de
avaliagao e o roteiro fornecido podem ser usados na preparagao
da documentac&o necessdria, visando a inclusao das atividades
por genero.


4












PROPRIEDADE


FAMILIAR


PROPRIEDADE


EXTRA-
PROPRIEDADE


PROPRIEDADE


MULHER(ES)


MENINO(S) MENINA(S)


HOMEN(S)




















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