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Group Title: Colecc¸a~o de relatórios, estudios e documentos coloniais
Title: Caminhos de ferro Além-Malanje
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00080540/00001
 Material Information
Title: Caminhos de ferro Além-Malanje janeiro e fevereiro de 1931
Series Title: Colecção de relatórios, estudios e documentos coloniais
Physical Description: 39 p., 9 p. of plates : ill. ; 22 cm.
Language: Portuguese
Publisher: Divisa~o de Publicac¸o~es e Biblioteca, Age^ncia Geral das Colo´nias,
Divisão de Publicações e Biblioteca, Agência Geral das Colónias
Place of Publication: Lisboa
Publication Date: 1931
Copyright Date: 1931
 Subjects
Subject: Railroads -- Angola   ( lcsh )
Genre: non-fiction   ( marcgt )
Spatial Coverage: Angola
 Notes
General Note: Cover title.
General Note: At head of title : Angola.
 Record Information
Bibliographic ID: UF00080540
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Holding Location: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: ltuf - APT8507
oclc - 20868607
alephbibnum - 003046330

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Repblica Portuguesa
Ministrio das Colnias

Coleco de Relatrios, Estudos e Documentos Coloniais


ANGOLA




CAMINHOS DE FERRO


ALEM


-MALANJE


JANEIRO E FEUEREIRO DE 1931


N. II
N ` 7 -- 4a 3(rie Economia Colonial
N.o 4 Seco VIII-Vias de Comunicao
." 4 Sub-Seco I -Cr minhos de Ferro


Diviso de PublicaCes e Biblioteca
Agncia Geral das Colnias-- R. da Prata. 34- LISeOA











Repblica Portuguesa
Ministrio das Colnias

Coleco de Relatrios, Estudos e Documentos Colonias


ANGOLA




CAMINHOS DE FERRO


ALEM


-MALANJE


JANEIRO E FEVEREIRO DE 1931





N. 11
N.o 7- 4.a Srie Economia Colonial
N.o 4 Seco VIII-Vias de Comunicaio
N.o 4 SubSeco I -Caminhos de Ferro


Diviso de Publicaes e Biblioteca
Agncia Geral das Colnias-R. da Prata, 34-LIsBOA
















;'~ft~J8a








Brigada de Estudos
do
Caminho de Ferro


Alm


P.elatrio dos Trabalhos da


Bri~ada
neiro e


nos meses de Ja.


Fevereiro de


1031,


dirigido ao Secretrio Geral
do Ministrio das Colnias


Lvy -- nj e














BRIGADA DE ESTUDOS DO CAMI-
NHO DE FERRO ALM MALANJE

RELATRIO N.o 4

Continuou-se, durante os meses de Janeiro e Fevereiro,
com os trabalhos da Brigada, tendo-se intensificado os de
reconhecimento e continuado com os de estudos.
Na parte estudos definitivos, executaram-se 15 quil-
metros de traado completos (parte campo), o que deve per-
fazer o primeiro lano, numa extenso de crca de 42 quil-
metros. Levantaram-se os vales dos rios Lufe e Calefunhe e
continuou-se com o trabalho de gabinete, de que j h bas-
tante feito.
Como j tive a honra de dizer, ste 1.0 lano, Malanje-
-Xissa, comum a qualquer das directrizes a seguir por
este caminho de ferro.
Efectivaram-se reconhecimentos nas regies entire Cuilo
e Cuango, entire Chicapa e Cassai e entire Xissa-Quela-
-Mufuna-Cabatuquila-Tala Mugongo, no se tendo passa-
do, na baixa de Cassange, alm do rio Lui, devido s chuvas
e natureza do terreno. So muitos quilmetros quadrados
de reconhecimentos, que s foram possveis com o desdo-
bramento da Brigada e custa de trabalhos insanos e de um
grande esprito de sacrifcio, aproveitando-se tdas as in-
termitncias de chuvas, que nesta regio so abundants-
simas.
Continua-se com reconhecimentos, a-fim-de completar
elements da mxima vantagem para a Brigada.
Pelos elements colhidos e por o que nos foi dado obser-
var, temos a honra de propor a directriz Malanje-Xissa-
-Quela-Camaxilo-Dundo-Fronteira de Nordeste, e a future
ligao ao Caminho de Ferro Belga num ponto prximo de
Kanda-Kanda.
As razes que a isso nos levam so entire outras:






6

1.- Um encurtamento de traado sbre o que teria-
mos, seguindo o paralelo 9.
2.o Um maior afastamento da zona de influncia do
Caminho de Ferro de Benguela, do qual distaramos, junto
fronteira Este, menos de 150 quilmetros, seguindo a di-
rectriz de S. E.
3. A pobreza e pouca susceptibilidade de angaria-
mento de trfego na directriz rejeitada, principalmente d's-
de a travessia do Cuango at fronteira.
4.- Melhor qualidade dos terrenos, maior populao
e inclusivamente melhor traado na directriz proposta.
Assim, desde o fim do lano estudado, Malanje-Xissa, e
cujo project est em organizao, vamo-nos aproximar da
sede da Circunscrio do Quela onde, como se v na parte
do relatrio do agrnomo da Brigada, h uma grande quin-
tidade de fazendas de europeus, principalmente alemis, de-
dicando-se de preferncia cultural do caf, mas acompa-
nhado por outras cultures, o que transformar esta regiio.
dentro de um curto lapso de tempo, num grande centro (:x-
portador.
fcil a ligao por meio de estrada da regio da Cir-
cunscrio Civil do Cambo ao Quela, ficando, portanto, e,;sa
zona, bastante produtiva e hoje isolada e em grande parte
intendncia do algodo, bem servida, o que, alis, neces-
srio, visto a produo algodoeira crescer numa proporo
interessante. De seguida, vamos atravessar a chamada baixa
de Cassange, sem dvida a mancha agrcola mais important
de toda esta regio planltica.
rica tambm a Circunscrio Civil de Camaxilo, onde
as tentativas de cultural de algodo tm sido coroadas cos
melhores xitos.
Nesta circunscrio h tambm grande quantidade, quisi
no colhida, de borracha e cra que, s esta ltima, e de
produo indigena, computada em 15.000 quilos anu is,
mas que, com uma boa orientao, podero ser elevados de
maneira a pesar na balana econmica da Colnia. Os rs-
tantes gneros, todos indgenas, sobem a 1.500.000 quilos.
Atravessam-se depois terrenos da Circunscrio Civil de
Cassai-Norte, na sua grande maioria bons para a agricul u-
ra, que s feita por indgenas tambm, e para seu consu:no






7

e venda Diamang, nico mercado existente, pois da sede
da Circunscrio ao Caminho de Ferro de Benguela so mais
de 500 quilmetros, e a Malanje crca de 800, cultivando-se
milho, arroz, mandioca, batata dce, rcino, cra e borracha,
hoje abandonada por no remuneradora, numa produo
aproximada de 2.500.000 quilos, produo esta susceptvel
de grande aumento.
Entra de seguida a directriz na Zona da Companhia dos
Diamantes, uma das maiores, seno a maior riqueza actual
de Angola.
Com uma populao europeia que oscila por 200, uma
grande populao indgena, a quantidade de trfego que
permanentemente necessita, e os intersses que d Col-
nia, justificam bem o levar-se-lhes ste grande caminheiro
do progresso.
Mas a 140 quilmetros e com uma, esplndida estrada,
fica, em Tchicapa, a sede da Forminire, cujo trfego
feito por sistema misto-caminho de ferro e via fluvial, no
levando qualquer mercadoria menos de dez dias de percurso
para chegar ao seu destino, com quatro trasbordos, na me-
lhor das hipteses. de supor, portanto, que todo o seu tr-
fego, bem como o das restantes companhias conjugadas, se
faa por esta linha. Alm disso, entire os rios Cuango e
Cuilo, aproximamo-nos da fronteira belga, numa regio em
que naquele territrio no h qualquer meio de transport.
Do rio Cassai a Kanda-Kanda deve ser um mximo de
100 quilmetros, e toda essa zona de influncia ,est hoje
mal servida.
Quanto parte orogrfica, pelo que nos foi dado obser-
var, muito mais regular na directriz proposta, do que no
traado para S.E.
Tirando a descida para a baixa de Cassange, que no
apresenta dificuldades, se a compararmos a qualquer das
linhas de via reduzida da Metrpole, como seja linha
Lous-Arganil, tinha Tua, linha da Rgua-Lamgo, o resto
do traado apresenta apenas a travessia dos rios que, devido
directriz do seu percurso (Sul-Norte), tm de ser atraves-
sados, duma maneira geral, por ambas as directrizes, talvez
com vantagem na directriz proposta. Assim, por exemplo, o
rio Chicapa, nas proximidades da Vila Henrique de Car-






8

valho e a montante, apresenta as suas margens baixas e
inundveis, e enquanto que de Chingufo para jusante corre
entire margens escarpadas e apertadas.
No prximo relatrio referir-nos-emos aos censos da po-
pulao e s produes actuais e possibilidades agrcolas
futuras.
O relatrio do mdico da Brigada, ainda incomplete pa-a
poder tirar concluses seguras, o que s aps a conclusion
dos trabalhos poder fazer, diz:
sem contestao que uma grande parte da mortali-
dade registada na populao indgena deve ser atribuda a
parasitas que encontram um terreno prprio sua polifl-
rao em organismos debilitados, em consequncia das con-
dies em que vive a populao indgena e em virtude co
calor que aumenta o nmero e a virulncia dsses parasitas,
sendo por isso mais freqentes em climas tropicais as doen-
as parasitrias do que em climas temperados.
H hoje, alm doutros, dois flagelos que pesam assustLa-
doramente na mortalidade da populao indgena, -o pa-
ludismo que, sem receio de errar, me atrevo a afirmar que
constitui 50 <% da, mortalidade, produzindo os maiores
estragos na primeira infncia, e o parasitismo intestinal que
contribui, tambm em grande parte, para a deminuio da
populao inidgena.

Indice parasitrio intestinal
Foram feitas, nesta primeira parte do reconhecimento a
que estou a proceder, 570 anlises de fezes para determina-
o do ndice parasitrio intestinal, de que vou fazer um
resumo por Postos e Povos, deixando para o future relat-
rio a elaborao dum crquis em que sero indicadas as
manchas nosolgicas encontradas.
S num relatrio de conjunto, para no estar sempre i
repetir o mesmo assunto, tratarei da poltica indgena e me-
didas a tomar para combater os grandes males que os
afligem.
Do meu ltimo relatrio constam 177 anlises de fezes
da populao indgena que habitat em volta do acampamento
base, (N'Zage) de que estas so a continuao para a de-
terminao do Indice de infestao parasitrio intestinal.







9

CIRCUNSCRIO CIVIL DE NOVA GAIA

Regio do Cosso

Anquilostomas ..................... 19
Ascaris lombricides ............. 15
Oxyurus vermiculares ........... 7
Amiba estoltica ................ 1
Ascaris e anquilostomas ......... 3
Oxyurus e anquilostomas ...... 1
N egativas ........................... 23

Soma......... 69

Indice de infestao ..................... 66,666 %

CIRCUNSCRIO CIVIL DE CACOLO

Posto de Xassengue


Anquilostomas .................... 32
Oxyurus vermiculares ........... 4
Tricocfalos ....................... 2
Ascaris e anquilostomas ........ 2
Oxyurus e anquilostomas ...... 1
Negativas .......................... 61

Soma......... 102


Induce de infestao ........................ 40.19 %

POSTO DE MONA CANDALA

Sede

Anquilostomas ................... 12
Negativas ........................ 21

Soma........ 23

Indice de infestao ....................... 36,36 %







10

SOBA MONA CANDALA

Anquilostomas .................... 12
N egativas ........................... 18

Soma........ 30

ndice de infestao ...................... 40,00 %

SOBA CASSANGE-CABANGO

Anquilostomas .................... 12
Ascaris lombricides ............ 7
Oxyurus vermiculares ........... 1
Tricocfalos ...................... 1
Ascaris e anquilostomas ......... 5
Negativas ......................... 22

Soma........ 48

Indice de infestao ....................... 54,16 %

POSTO DE CACOLO

Misso do Cucumbi

Anquilostomas .................... 10
N egativas .......................... 13

Soma........ 23

ndice de infestao ...................... 43,47 %

SOBA MUAUNGE

A nquilostom as ..................... 9
Oxyurus vermiculares ............ 3
Tnia saginata ................... 3
N egativas .......................... 24

Soma........ 39
ndice de infestao ....................... 38,46 %







11

CIRCUNSCRIO CIVIL DE CAMAXILO

Posto do Lubalo
Soba Xa-Gunga

Anquilostomas .................... 7
N egativas ........................... 21

Soma........ 28

ndice, de infestao ........................ 25,00 %

POSTO SADE
Soba de Tchicapa

Anquilostomas .................... 6
Negativas ........................ 7

Soma......... 13

ndice de infestao ........................ 46,15 %

POSTO DO LORMO
Acampamento do Muananguelo

Anquilostomas .................... 16
N egativas ............... ............ 12

Soma......... 28

Indice de infestao ....................... 57,14 %

SOBA CAPIGE

Anquilostomas .................... 8
N egativas ........................... 19

Soma........ 27

Indice de infestao ....................... 29,29 %







12

SOBA MESSANGA

Anquilostomas .................... 17
Negativas ......................... 11

Soma......... 28

ndice de infestao ....................... 60,71 %

SDE
SOBAS Xa-Quiombo, Xa-Matete e Pongo

Anquilostomas ................... 9
N egativas ........................... 19

Soma........ 28

ndice de infestao ....................... 32,14 %

MISSAO CATLICA DO MUSSUCO

Anquilostomas .................... 18
N egativas .......................... 9

Soma........ 27

ndice de infestao ....................... 66,66 %

Em resumo:
Anquilostomas ................... 221
Ascaris lombricides ............ 227
Oxyurus vermiculares ......... 12
Tricocfalos ..................... 3
Oxyurus -e anquilostomas ...... 2
Ascaris e anquilostomas ...... 8
Amiba estoltica ................ 1
Tnia saginata ................. 3
N egativas ........................ 293

Soma......... 770

ndice de Infestao Geral ............... 48,59 %







13

Pode-se tomar como verdadeiro, muito aproximado na
verdade, o ndice de infestao parasitria intestinal de
toda a populao indgena encontrada em parte do reconheci-
mento (800 quilmetros) -48,50 %, pois no foram esco-
lhidas as populaes que nos serviram de estudo, sendo
as anlises feitas em locais onde ramos forados a pernoi-
tar. de uso, em trabalhos desta natureza, proceder ao exa-
me de 10 % da populao de que se quere avaliar o es-
tado sanitrio, mas foi-nos impossvel proceder a exames
to minuciosos, o que nos levaria anos a realiza.r.
A percentage mais elevada para todo o parasitarismo
intestinal tem pertencido ao Anquilostoma, tendo aparecido
mais rector americanus do que anquilostomas do odenal.
As duas grandes portas de entrada das larvas do anqui-
lostoma so: a bca e a pele; secundriamente a via pul-
monar.
Deve contribuir bastante para a percentage elevada de
anquilostomas, ultrapassando a soma de todos os outros
parasitas intestinais revelados nos exames de fezes, o facto
de um nmero elevado de gefagos existentes na populao
indgena, principalmente a que habitat as margens do rio
Cuango.
A geofagia deve ser, em parte, a causa e no o resultado
da anquilostomose, pois a terra susceptvel de center larvas
de anquilostoma, como afirma Brunst.
Raramente tenho encontrado fezes sanguinolentas entire
os anquilostomados, mas sim fezes escuras, em virtude do
sangue digerido que contm.
Tenho examinado portadores de anquilostomas profun-
damente anemiados e outros j em estado caquctico; uns do
tipo edematoso e outros realizando o tipo esqueltico.
Profilaxia: -Chega a ser utopia falar em profilaxia
para a populao indgena, mas estou certo que se conse-
guiria com uma assistncia cuidada, tratando o indgena em
massa e obrigando-o em seguida construo de fossas onde
fossem lanados todos os dejectos que se acumulam na san-
zala, criando um meio propicio ao desenvolvimento das lar-
vas do anquilostomas.
H quem chame ao indgena uma criana grande, mas,
no entanto, tem um esprito observador, sabendo escolher o







14

trigo do joio; vendo o que de bom teria resultado para les
das medidas adoptadas, teriam o cuidado de evitar a conta-
ininao do solo e da gua por larvas de anquilostomas, de-
pois de se lhes fazer compreender o perigo que havia se
procedessem em contrrio.

Indice endmico palustre
Indice esplnico e plasmdico

H quem divida os Esplenomeglios em seis categories
e outros em quatro; uns avaliam-nos pelo nmero de dedos
transversais que -o bao ultrapassa o rebordo costal; outros,
tomam por referncia pontos fixos dividindo o espao com-
preendido entire o rebordo costal e o umbigo em qu.tro
parties.
Boyd classifica no primeiro grupo os baos que :io
ultrapassem o rebrdo costal. no II, os que atingem um
quarto da distncia entire o rebordo costal e umbigo, no III,
-os que atingem metade, e no IV os que atingem ou ultrapas-
sam o umbigo.
ste o process que sigo na avaliao do ndice espl-
nico da populao indgena encontrada nos itinerrios da
Brigada, nos seus reconhecimentos.
Com o ndice esplnico determine tambm o ndice p as-
mdico, que embora, no nos d indicaes to teis como o
esplnico, pois varia com as pocas do ano em todos os
pontos do globo, serve-nos, no entanto, para determinao
da frequncia dos trs plasmdios parasitas do home e
.sbre o prognstico das afeces que cada um determine.
Como me proponho avaliar da freqncia do paludismo
da populao indgena, habitando junto aos itinerrios se-
guidos nos meus reconhecimentos e no dos indivduos por-
tadores de paludismo, que podem ter sido infectados em
regies muito afastadas dos locais em estudo, pois, como
do conhecimento geral, os indgenas deslocam-se com grande
frequncia e facilidade, principalmente o home, o material
de estudos de que me sirvo so indiferentemente machos e
fmeas com o mximo de dze anos de idade, que com maio-
res probabilidades no se devem ter afastado das regies
em que nasceram.








15

Em 1928, foi feito populao de Luanda, por bairros,
a determinao do ndice endmico palustre, sendo o mate-
rial empregado crianas brancas e nativas das vrias escolas
da cidade, trabalho interessante sbre a. frequncia do palu-
dismo, destacando-se neste trabalho o esfro empregado,
nos ltimos anos, pelos servios de sade da Colnia, no
combat ao paludismo por meio de saneamentos e distri-
buio gratuita de sis de quinino a funcionrios civis e mi-
litares e populao indgena que freqenta os clnicos da
cidade (Hospital, Cmara, etc.).
Concluram que, com as medidas adoptadas, os casos de
paludismo deminuram considervelmente nos ltimos anos.
Creio ser ste o nico trabalho feito na Colnia, sbre
determinao do ndice endmico palustre.


CIRCUNSCRIO CIVIL DE NOVA-GAIA
Regio do Csso


iNDICE ESPLNICO


I .................
II ................
III................
IV................
Soma........


NDICE PLASMDICO

P. vivax .................
P. malria ...............
P. precox ...............
Negativos................
Soma........


CIRCUNSCRIO CIVIL DE CACOLO
Posto de Xassengue


NDICE ESPLNICO

Grupo I ................. 13
S II ............... 18
> III................ 19
IV................ 13
Soma ........ 63


Posto de Mona Candala

NDICE ESPLNICO

Grupo I................. 6
S II ................ 6
S III ............... 3
S IV ............... 7
Soma ........ 22


NDICE PLASMODICO

P. vivax ................
P. malria ...............
P. precox ...............
T. recurrentis ............
Negativos ...............
Soma........

Soba de Mona Candala

NDICE PLASMODICO

P. vivax .................
P. malria ...............
P. precox ...............
T. recurrentis ............
Negativos................
Soma........


Grupo
>
>








16

Soba Cambala Cassange


NDICE ESPLNICO

Grupo I .................
> II ................
S III................
> IV ...............
Soma........


NDICE PLASMDIC(

P. vivax ................
P. malaria ...............
P. precox ..............
T. recurrentis............
Negativos...............
Soma........


Soba Cassombe


INDICE ESPLNICO

Grupo I ................. O
II ................ 2
III................ 3
IV .............. O
Soma........ 5


INDICE PLASMODICO

P. Tivax .................
P. malria ...............
P. precox ..............
Negativos...............
Soma........


Posto Sede Soba Muunge


NDICE ESPLNICO


Grupo I ................
S II ................
> III ...............
IV................
Soma........


6
4
3
7
20


NDICE PLASMDIC(

P. vivax .................
P. malria ...............
P. precox................
T. recurrentis ............
Negativos...............
Soma........


CIRCUNSCRIO CIVIL DO CAMAXILO
Posto do Lubalo-Soba Muanama


NDICE ESPLNICO

Grupo I ................. 4
S II ................ 3
III................ 2
IV................ 2
Soma........ 11


NDICE PLASMODICO

P. vivax ................. O
P. malria ............... 2
P. precox ................ O
Negativos................ 9
Soma........ 11


Em resume:


NDICE ESPLNICO

Grupo I ................
S II ................
SIII...............
IV. .............
Soma........


NDICE PLASMDICO


P. vivax ................. 40
P. malria ............... 13
P.precox................ 5
T. recurrentis ............ 7
Negativos.............. 107
Soma........ 172






17

Tornou-se-me impossvel continuar a determinao do
ndice endmico palustre na regio do Mussuco, margens
do rio Cuango, por se me ter alterado o corante empregado
na crao das lminas, mas continuarei ste trabalho logo
que me chegue novo crante, que peo nesta data para o
acampamento.

Nosologia

lceras:

Poucas, e nunca de natureza fagednica, as lceras que
tenho observado.
Bcio:

Desde que entrei no distrito da Lunda, mas principal-
mente no Psto de Xassengue, tenho tido ocasies de obser-
var indgenas portadores de enormes Bcios com formas
as mais variadas e bizarras.
H quem atribua a causa dos Bcios natureza da gua,
outros a agents microbianos, e, nesta regio da Lunda,
onde o mal abundante, h grande quantidade que ingerem
ste produto, constituindo a sua principal alimentao du-
rante uma parte do ano.

Parasitismo intestinal

Existe uma percentage elevada, que tem como ndice,
de infestao- 48,59 %.

Doena do sono

Existe a glossina no rio Lui e numa parte muito limitada
do rio Cuango, junto foz do primeiro.
Fui informado pelo padre superior da misso de Mus-
suco, que reside nesta regio desde 1902, que em tempos
houve grande nmero de casos de hipnose nos indgenas
das margens dos rios Cuango e Lui, mas, nos ltimos tem-
pos, no lhe tem constado que tenha havido casos desta
molstia.







18

Tuberculose pulmonar

Tive ocasio de observer (Mussuco) seis indgenas
portadores de tuberculose pulmonar, sendo muito frequente
esta doena, segundo me afirmou o padre superior.


Febre recorrente

o distrito da Lunda qusi todo onde se encontra de
preferncia o Ornitodurus Mombata.
No entanto, tenho observado um nmero reduzido de
doentes.
Em 172 anlises de sangue, apenas encontrei 7 prepara-
es em que apareceu o Treponema Recorrentes.

O Mdico da Brigada,
a) Simes do Amaral



Mapa nosolgico referente ao min de Janeiro de 1931

N.O da ta- Nomenclatura H. M. Cr. lotal
bela


Vindos do ms anterior ...................... 19 6 2 27
76 Otite mdia............................ 1 -- 1
10 Gripe............................... 7 2 2 11
89 Bronquite aguda........................ 1 1 -
145-c Sarna ................................ 1 1 2
19-G Tripanosomiase ....................... 1 --
171 Traumatismo .......................... --
100 Faringite ............................. --
171 Ferida ................................ 3 -- -
4-A Paludismo ............................ 9 1 10
75-A Conjuntive catarral .................... 1 2 3
91 Bronco-pneumonia..................... 1 1
145 Tinha................................. - 1 1
38-B Blenorragia........................... 1 -
51 Bcio ................................. 1 1
106 Anquilostomiase ...................... 1 1
110-B Obstipao .......................... 2 2
99-A Odontalgia............................ 1 1
Bilharzia............................... -- 1 1
37 bis-ap. Boubas............................... 1
192 bis lceras...................... ..... 2 -
105 Diarreia ............................. 1 - 1
Soma.......................... 53 13 9 75
"" "" "" """'







19

C urados ...... ..........................
Melhorados .............................
Cura aparente ....... ..................


Sados:


No mesmo estado..........................
E vadidos ....... .....................
Falecidos ... ........ .................


75


Passam para o ms seguinte: 8.


Os 53 doentes que figuram como Curados aparente-
mente so os que receberam tratamento anti-helmintico,
no sendo possvel, por falta de tempo, proceder a nova
anlise de fezes, a-fim-de verificar se sim ou no estavam
completamente curados.



Pessoal europeu


Condrite costal ....... ...................



(Continua no hospital C. de Luanda).


Mapa nosolgico referente ao ms de Fevereiro de 1931

N.0 da ta- Nomenclatura H. M. Cr. Total
bela


Vindos do ms anterior........ .............. 8 8
171 Traumatismo ........................... 1
145-C Sarna ................................ 3 - 3
10 Gripe ................................ 3 - 3
75-A Conjuntivite catarral.................... 1 1 2
19-G Tripanosomiase ........................ 1 1
9-A Paludismo ............................ 5 1 6
142-bis lceras ............................... 1 1
Soma......................... 22 2 1 25







20

C urados ........ ........................... 2
M elhorados .................................. O
Cura aparente ............................... 18

Sados:

No mesmo estado .......................... 5
Evadidos ................................... O
Falecidos ............... .. ............ O

25
Passam para o ms seguinte: 5.
Os 18 doentes que figuram como Curados aparerte-
mente so os que receberam tratamento anti-helmintico.
no sendo possvel, por falta de tempo, proceder a nova
anlise de fezes, a-fim-de verificar se sim ou no estavam
completamente curados.

Pessoal europeu

Condrite costal ............................. 1

(Este doente recebeu alta no dia 23).

Do relatrio do agrnomo da Brigada, transcreve-se:
A Circunscrio dos Bondos e Bangalas acha-se divi-
dida administrativamente por trs postos civis, a saber:
Psto-sede, cuja sede . simultneamente, a da Adminis-
trao na povoao do Quela.
Psto do Lui, cuja sede na povoao do long.
Posto Cinco de Outubro, com sede na povoao de
X-Muteba.
Os limits desta Circunscrio, que faz parte do distrito
de Malanje, foram fixados, em 1908, pela seguinte forma:
Norte: com a Circunscrio da Fronteira do Cambo, por
uma linha recta, que, no sentido Leste-Oeste, ligue o rio
Cambo com o ponto mais avanado a Ocidente da cordi-
lheira, ao Sul do paralelo 9; toda esta cordilheira, consti-
tuda na direco Leste, pelos morros de Muquembe-la-Vula.
Gonga-e-Sabo, Mucungo, Soche-la-Iongo e Cahungo; uma







21

linha recta para leste, que una o morro Cahungo com o curso
do rio Zuela, a Norte do morro Caholo, o mais avanado
para Norte, da cordilheira dos morros de Tala, e dai aban-
donando o curso do Zuela, outra recta a encontrar a nas-
cente do rio Calamanga, e, mais alm, a confluncia do rio
Suno com o Lui.
Sul: uma linha da confluncia do rio Cubango, no Luari,
confluncia do Unga no Lui, e daqui outra linha con-
fluncia do Mieje, no Cuango.
Leste: o rio Cuango, desde a confluncia do Mieje, para
montante, at confluncia do Lui.
Oeste: o rio Cambo, desde a linha das alturas, ao sul do
paralelo 9, que define o limited meridional da circunscrio
do Cambo, para montante, at sua nascente; uma recta
nascente do Lumbie, e daqui outra recta confluncia do
Xila, no Luau; o curso do Xila at sua nascente na serra
Canhanga, .e daqui uma linha nascente do Nhenguene, e
uma linha da nascente do Nhenguene confluncia do
Cubango, no Luari.
Respectivamente, as reas dos diferentes postos ficaram
assim definidas: Psto-sede.
Norte: o limited Norte da circunscrio, desde a conflun-
cia do rio Zuela, no Lui, at ao rio Cambo.
Sul: o limited da circunscrio, desde a confluncia do
Unga, no Lui, at confluncia do Cubango, no Luari.
Leste: o rio Lui, desde a confluncia do Unga at con-
fluncia do Zuela.
Oeste: o limited Ocidental da Circunscrio.
Posto Civil do Lui:
Norte: confluncia do Lui com o Cuango.
Sul: rio Cassalelo, desde a sua confluncia, no Lui, at
nascente; a orla da montanha at nascente do Lugila,
afluente do Cuango.
Leste: o Cuango, desde a confluncia do Lugila at a
confluncia do Lui.
Oeste: o Lui, desde a confluncia do Cassalelo at sua
confluncia no Cuango.
Posto Civil Cinco de Outubro:
Norte: o limited Sul do Psto do Lui.







22

Sul: o limited da circunscrio, desde a confluncia do
Mieje, no Cuango, at confluncia do Unga, no Lui.
Leste: curso do Cuango, desde a confluncia do Mie;e
at confluncia do Lugila.
Oeste: curso do Lui, desde a confluncia do Unga, para
jusante, at confluncia do Cassalelo.
A rea da circunscrio de 15.580 km.2, dos quais.
cabem, respectivamente:

Psto-Sede ........................ 3.470 km.2
Posto do Lui ...................... 3.705
Psto Cinco de Outubro........ 8.405

A grande maioria dos terrenos da. rea da circunscrii.o
fazem parte da baixa de Cassange, pois apenas aproximada-
mente um tero da rea do Psto-Sede est nas alto-planu-
ras do distrito de Malanje, bordando as escarpas que limi-
tam a sua linha de alturas.
Na parte alta do Psto-Sede, as altitudes andam ao redor
de 1.000 a 1.200 metros, enquanto que na baixa oscilam entire
800 a 600 metros, mais ou menos.

POPULAAO

A populao da circunscrio era, em 1929, de indiv-
duos de raa:

Branca ................. ............ 46
Mista ...... ........................... 13
Preta ......................... ............... 36.011

A populao indgena composta, principalmente, le
Bondos e Bangalas, sendo o seu movimento expresso pelos
seguintes nmeros :

1925 ................. .. ... ............. 11.375
1926 ................ ... ................ 13.679
1927 ................. .... ................ 19.661
1928 .. .... ........ .. ... ............ 14.406
1929 ....................................... 11.260






23

A deminuio que se nota nos dois ltimos anos atri-
buda nova delimitao da rea da circunscrio.
Em 1929 , segundo os dados colhidos, assim descri-
minada:


Total, In-
Homens Mulheres Menores Vlidos cluindo
12 de anos 2 sexos invlidos

Sede ................ 4.981 6.565 3.203 14.749 15.059
5 de Outubro.......... 3.440 6.677 2.362 12.479 12.861
Lui.................. 2.839 3.281 1.971 8.091 8.091
Soma........... 11.260 16.523 7.536 35.319 36.011



O indgena vive em poligamia, tendo as mulheres que
pode manter e que, no geral, fazem dle uma grande dife-
rena de idade, razo a que em parte se poder atribuir,
juntamente com a sua, m alimentao, a deminuio da
natalidade.
elevado o nmero de bitos nas crianas de tenra
idade, que poder imputar-se, numa grande percentage,
defeituosa alimentao, pois as mis obrigam-nos a comer
infungi.



CLIMA


Na Circunscrio, o clima varia de localidade para loca-
lidade. O das parties 'altas, de um modo geral, pode dizer-se
bom, e permit aclimao do europeu. Na zona baixa, o
clima piora, sendo mais quente e mais doentio.
No existem quaisquer dados meteorolgicos a que
possamos recorrer para -estabelecer as suas caractersticas,
que devem, no entanto, assemelhar-se s de Malanje e todo
o planalto, com as indispensveis correces locais. ltima-
mente, a Cotonang forneceu Administrao alguns apare-
lhos, solicitando-lhe a sua instalao e execuo das obser-
vaes. Os dados ali obtidos, de 21 de Janeiro a 17 de Fe-
vereiro, data em que ali estivemos, foram os seguintes:







24

POSTO DO QUELA

(Leitura s 9 horas)

Minima Chuva-milimetros SkoI
19 22
19 21,5
18 22
17,5 4 26
18 24
19 4 21
18 24
19 5 26
18 12 23
18 36 24
19 25


30 17


32 18
31 20
29,5 20
22 10


29
31
31
32
31
30
29,5
28
27,5
28


66


18 18


4 26
- 22
25 28
- 26
- 20
- 28
-- 26
15 26
20 28
13 19
- 26
- 23
- 23
- 20


24
20
23
22,5
23
23
22
23
24
18
24
21
20
19


SOLO


O solo agrcola de cr avermelhada argilo-arenoso ou
areno-argiloso, com maior ou menor percentage de mat-
ria orgnica, conforme a sua situao.


Janeiro:

21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31


Mxima
24,5
30,5
24,5
23
30
30
26,5
31
29
31
29


Molhado
20
19
20
22
20
18
22
23
20
21
21


Fevereiro :

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17







25

Os terrenos do planalto so, de um modo geral, pode
dizer-se, provenientes da desagregao dos grs argilosos
do Kundelungo, aparecendo aqui e alm manchas laterti-
cas, e so mais argilosos que os da baixa.
No podem dizer-se terrenos ricos, mas, no entanto, se
os factors clmicos ajudam, obtm-se boas colheitas.
Transcrevemos trs boletins de anlises do laboratrio
qumico-agrcola de Luanda:


TERRA DO POSTO-SEDE

Informaes que acompanhavam a amostra:
Extenso da parcela: 5 hectares.
Sua posio: com pequeno declive para o Norte.
Sua exposio: Norte.
Profundidade das lavouras locais: 20 a 30 cm.
Ordem de sobreposio das camadas subjacentes
arvel: at 30 cm. igual amostra, at 1 metro argila encar-
nada, e 1 metro para baixo argila branca.

Boletim de Anlise n." 82. N.o de registo: 415-28/X/929.
Anlise fsica:

Humidade ........................ 3,76 o/oo
Hmus ................ ............. 0,521
Detritos orgnicos ............... 2,92
Sedimento arenoso grosseiro.... 390,12
Sedimento arenoso fino........... 393,07
C alcreo ............................. -
Argila .............................. 213.369

Anlise qumica:

Azote ............. ............. 0,077 o
Acido fosfrico ................... 0,866
Cal ....... ... .. ................. 0,756
M agnsia ............... ........ 0,320
Potassa .......... ............. 1,360
Ferro e alumnio ................. 57,530







26

Apreciao:

Terra siliciosa muito pobre em azote, cido fosfrico.
potassa e cal. Necessita ser fortemente adubada com es-
trume de curral e adubaes verdes.

TERRA DO POSTO DO LUI

Informaes que acompanham a amostra:
Extenso da parcela: 10 hectares.
Sua posio: com pequeno declive para Poente.
Sua exposio: Poente.
Profundidade das lavouras locais: 25 a 30 cm.
Ordem de sobreposio das camadas subjacentes
arvel: at 25 cm. igual amostra, e dai para baixo com-
posta por pedra vermelha relativamente mole.

Boletim de Anlise n.' 83. N.o de registo: 416-28/X/929.

Anlise fsica :

Humidade ........................ 1,50 o/oo
Hmus ............................. 1,40
Detritos orgnicos ................ 1,84
Sedimento arenoso grosseiro..... 108,00
Sedimento arenoso fino............ 725,12
Calcreo .................. ........ -
Argila .......... ..... ............ 163,64

Anlise qumica :

Azote ......... .... ............. 0,308
cido fosfrico .................. 0,755
Cal ................ ............... 1,780
M agnsia .......................... 0,720
Potassa .......................... 2,330
Ferro e alumnio ................. 29,860

Apreciao :

Terra siliciosa muito pobre de azote, cido fosfrico e
cal. As fortes adubaes com estrume de curral e verdes
devem ser proveitosas e indispensveis a uma produo ri-
gular, para se obterem colheitas compensadoras.







27

TERRA DO POSTO CINCO DE OUTUBRO

Informaes que acompanhavam a amostra:
Extenso da parcela: 10 hectares.
Sua posio: horizontal.
Sua exposio: Ao poente.
Profundidade das lavouras locais: 25 a 30 cm.
Ordem de sobreposio das camadas subjacentes
arvel: areia, argila, calcreo.

Boletim de Anlise n.o 81. N.o de registo: 414-28/X/929.

Anlise fsica:

Humidade ........................ 1,90 o/oo
Hmus ............... ............. 2,08
Detritos orgnicos ................ 1,36
Sedimento arenoso grosseiro...... 286,72
Sedimento arenoso fino .......... 617,89
C alcreo .............................. -
Argila ............. .............. 91,95


Anlise qumica:

Azote ......... ................... 0,196
cido fosfrico ................. 0,653
Cal .... .......... ................. 0,780
M agnsia ............................ 1030
Potassa ........... ................. 0,325
Ferro e alumnio ................. 18,440


Apreciao:

Terra siliciosa muito pobre de todos os elements. Neces-
,sita de fortes adubaes, com estrume de curral e, se for
possvel, de adubaes verdes, para lhe aumentar a quanti-
dade de azote que, como o cido fosfrico, potassa e cal,
so insignificantes.







28

AGRICULTURE

O regime indgena das terras o seguinte: Dentro ce
cada sobado, as terras pertencem ao soba, que tem tamb-n
o direito da caa e pesca.
Os produtos espontneos da floresta so propriedace
comum.
Os sobas do gratuitamente as terras aos indgenas qu e
as querem cultivar, constituindo-se seus usufruturios. s:e
direito transmite-se aos herdeiros, que so os filhos e o t o
materno.
Os produtos agrcolas vulgarmente explorados so: algo-
do, amendoim, arroz, batata doce e metropolitan, cebola,
feijo, gergelim, mandioca, milho, rcino e tabaco.
A produo da circunscrio avaliada, para o corren e
ano, pela sua administrao em :


Algodo bruto...............
Amendoim ...................
Arroz ................ .........
Batata doce ..................
Batata metropolitana.........
Cebola ....................
Feijo ........................
G ergelim .......................
Mandioca ....................
Milho ................ .. .......
Rcino ............... .........
Tabaco ............... .......


370.000 kgs.
200.000
100.000
8.800.000
8.000
1.000
80.000
13.000
25.000.000
400.000
9.000
4.000


Existem, na rea do psto-sede, seis propriedades agr-
colas, dedicando-se especialmente cultural do caf. Pode
avaliar-se a rea plantada em crca de duzentos hectares,
mais ou menos, rea esta que est sendo aumentada anual-
mente em crca de 30 a 40 hectares, nas cinco fazendas de
sbditos alemis. Em tdas estas propriedades, a cultural
cuidada, achando-se as plantaes limpas, e as mais antigas
com produo prometedora que, no entanto, ser peque a
este ano.
As propriedades so:







29

Fazenda Nova Aurora, de Joaquim dos Santos
Correia.
Fazenda Camacol, do baro Harol von Nolde.
Fazenda Luhanda, do prncipe Gustave von Carolath.
Fazenda Quisseno, de Hans Knotz.
Fazenda Candange, de H. von Monteton.
Fazenda Capeche, Gebhard von Nolde.
frisante a diferena de instalaes e cuidados cultu-
rais das fazendas dos estrangeiros e da dos portugueses,
infelizmente com vantagem para aqueles.
No Quela existem itambm as instalaes de desgrana-
gem e enfardagem da Catonang, estando toda a circunscri-
o dentro da rea da intendncia do algodo. Pela plant
junta, se poder avaliar destas instalaes, da sua impor-
tncia e maquinismos.
Para que se possa fazer idia da importncia do desen-
volvimento da cultural algodoeira na circunscrio, trans-
crevemos os dados estatsticos obtidos:

1927

Produo indgena: P. C. da Sede............. 7.000 kgs.
Produo da Est. Experimental da Dunda... 30.000
37.000
1928

Praduo indgena: P. C. da Sede............ 28.166 kgs.
P. C. 5 de Outubro...... 19.703
47.869
Produo da Est. Experimental da Dunda... 9.814
57.683
1929

Produo indgena: P. C. da Sede............. 31.897 kgs.
P. C. 5 de Outubro...... 1.443
33.340
Produo da Est. Experimental da Dunda... 61.033
94.373







30

1930


Produo indgena: P. C. da Sede............
P. C. 5 de Outubro...
P. C. Lui................


Produo da Est. Experimental da Dunda


67.027,3 kqs.
31.592
16.453,5

115,072,8
30.268,8

145.341,6 >


1931
(Estimativa pela semente distribuda)

Produo indgena:


C. Sede .......
C. 5 Out.....
C. Lui........


Semente 10 ton.=
Semente 15 ton.=
Semente 10 ton.=


Produo da Est. E. Dunda 30 h


=1.000 h. 100.000 kps.
=1.500 h. 150.000
=1.000 h. 100.000 >

350.000
.......... 20.000


370.000
V-se, dos nmeros acima, que a cultural do algodo tem
aumentado sucessivamente na Circunscrio, sendo de espe-
rar e de desejar que assim continue.
Se lhe for dada a assistncia, tcnica indispensvel, que
me parece deficiente, julgo possvel aumentar a produo
por hectare.
Creio que se a Cotonang recrutar os seus agents tcni-
cos nos diplomados pelas escolas prticas de agriculture,
devidamente escolhidos, e se tiver o cuidado de lhes propo--
cionar o habilitarem-se com os indispensveis conhecimen-
tos prticos do meio e culturais, antes de os lanar no se:--
vio externo, ganhar, em pouco tempo, o excess de des-
pesa que ordenados maiores lhe acarretem.
s instalaes de desgranagem do Quela concorrero
ainda os algodes das cultures dos postos civis do Cuango
e Loremo, da Circunscrio Civil do Camaxilo, onde sie







31

ano distribuiu 15 toneladas de semente, o que lhe d aso a
esperar uma colheita de, pelo menos, 150 toneladas de algo-
do bruto.

PECURIA

Os dados estatsticos que consegui obter do como exis-
tentes na circunscrio as seguintes cabeas:

Gado existente

Posto-Sede Posto-Lui Posto-5 Outubro
Espcies
1927 1928 1929 1927 1928 1929 1927 1928 1929

Bovinos............. 77 94 184 60 75 86 49 54 96
Ovinos ............. 433 539 769 164 555 546 269 339 747
Caprinos ........... 197 764 1.039 518 1.355 427 282 344 786
Sunos.............. 323 356 523 170 203 175 174 246 217


Presta-se a baixa de Cassange explorao pecuria, e
convenient seria que o Govrno da Colnia promovesse o
desenvolvimento desta explorao, a que o indgena se
adapta.
Os colonos alemis, com quem tive ocasio de conversar
sobre o assunto, acham-na uma explorao interessante, s
no se dedicando a ela pela dificuldade e carestia dos trans-
portes.

VIAS DE COMUNICAAO

A sede da Circunscrio acha-se ligada estrada Ma-
lanje-Saurimo por duas estradas. Uma, segue do Quela a
Catala, na referida estrada, passando por Quiandua e
Dala-Quinguangua. A outra, que se separa desta em Quian-
dua. segue a Cabatuquila, donde se dirige estrada de
Saurimo, um pouco adiante do Xissa. Em Cabatuquila, esta
estrada liga a uma picada que tambm vai entroncar na
estrada de Saurimo, em Catabo.
Do Quela a Malanje, por Catala, so 99 quilmetros,
tendo a estrada pontos de difcil trnsito, que uma melhor
conservao cuidada e pequenas modificaes remediariam
fcilmente.






32

A estrada por Cabatuquila acha-se, pela natureza do
terreno, traado e deminuto trnsito, melhor conservada. A
picada de Cabatuquila a Catabo qusi s vivel no tenipo
seco. Do Quela sai uma estrada que, dirigindo-se a Cana-
xilo, atravessando a baixa de Cassange, passa pelo long.
Esta, por falta de pontes, pontes e jangadas, no d trn-
sito seno at a alguns quilmetros da Misso Catlica dos
Bondos e Bangalas, em Mu'enha-ia-Xiba. Do long, sede do
Posto do Lui, ,e perto da misso Catlica, existem duas pi-
cadas dirigindo-se a X-Muteba, que s no tempo sco o
transitveis por viaturas automveis. O trajecto Malaije
Camaxilo seria encurtado crca de 300 quilmetros s( a
estrada Quela-Camaxilo desse passage, em tda a pocz,, a
automveis.
COMRCIO

Na circunscrio dos Bondos e Bangalas existem apenas
duas casas comerciais, das quais s a primeira tem mais
alguma importncia, que so:
Diogo G Irmo, Ltd., com estabelecimentos no Qu Carila e longo.
Manuel Rodrigues dos Santos Veiga, com estabeleci-
mentos no M'Bale e Quinzungo.
A primeira firma, em 1928, segundo as informaes exis-
tentes na secretariat da Administrao, adquiriu ao gentio:

Arroz em casca................... 8.500 kgs.
Fuba de mandioca .............. 15.000 >
Gergelim ............................ 900
Rcino .............................. 600 >
Cra ............................... 200 >

Alm dos gneros de produo indgena, da Circuns-
crio, concorrem ao mercado do Quela cra e algodo
principalmente da Lunda.

Preos dos diferentes gneros:

Algodo .................... $80
Arroz em casca............. $50







33

Arroz descascado .........
Feijo ....... ......... .....
Milho .......................
Fuba ........................
Amendoim descascado....
Caf .........................
Batata metropolitana......
Bovidios, por cabea ......
Ovinos, por cabea.........
Caprinos, por cabea......
Sunos, por cabea.........


1$00
$60
$30
$30
1$00
2$50 a 3$00
$50
300$00 a 400$00
30$00 a 35$00
30$00 a 35$00
100$00 a 120$00


Terminando, resta-me informar V. Ex.a que, a conti-
nuarem os trabalhos de plantao nas fazendas de caf -e a
aumentar a rea de cultural do algodo pelos trabalhos de
propaganda da Cotonang e respective intendncia, a pro-
duo agricola da Circunscrio poder vir a ser inte-
ressante.
Se conjugarmos estas observaes com o facto de que,
beira da estrada que liga Malanje ao Quela, se encontram
uma dezena de propriedades agrcolas, de europeus de pe-
queno flego, que s se no desenvolvem pelas dificuldades
presents, em que avulta a baixa de preos, cujo mal
aumentado pela carestia de transport, julgo ser de prever
que estas exploraes se desenvolvam desde que aqueles
barateiem.
Pelo que fica exposto e pelo que me foi dado observer
na minha visit a Quirima e Sautar, que me mostrou o
nenhum desenvolvimento agrcola alm-Xissa, julgo poder
afirmar-se que, sob o ponto de vista agrcola, a directriz para
o prolongamento do Caminho de Ferro que mais vantagens
oferece aquela que se dirige ao Quela, pois vir a animar
o desenvolvimento de um centro de produo j interessante,
e onde se encontra j estabelecido um nmero elevado,
relativamente, de agricultores europeus.

O Engenheiro Agrnomo,


a) Barjona de Freitas







34

Do relatrio do Gelogo da Brigada, transcreve-se:
Como qusi sempre continue a verificar a deficincia
das cartas existentes, quer na localizao de pontos, quer
no traado de estradas, cursos de gua, etc., mostrando que
nenhuma confiana nelas poderia ter para um trabalho cons-
ciencioso de geologia.
Como a poca de chuvas se tem mostrado rigorosa, terho
demorado por isso a march dos nossos trabalhos.

Itinerrios levantados

Estradas automveis

Nova-Gaia (C. C.) -Quitapa (P. C.) ......... 100,100
Quitapa (P. C.) Xassengue (P. M. )........... 53,250
Xassengue (P. M.) Cacolo (C. C.) ........... 116, 50
Cacolo (C. C.) -Xinges (P. M.) ................. 63,400
Xinges (P. M.) -Lubalo (P. M.) .............. 83,250
Lubalo (P. M.) -Camaxilo (C. C.) .............. 119,300
Camaxilo (C. C.) -Loremo (P. C.) ........... 180,250
Loremo (P. C.) Misso Mussuco ............... 20,300

Total itinerrios levantados .............. 736.'00

Picadas:

Cucumbi -Mona Candala (P. C.) .............. 38,165
Vrios itinerrios em Mona Candala ............... 39,404
Vrios itinerrios em Loremo ....................... 15,049
Vrios itinerrios em Mossuco ..................... 27,943

Total itinerrios levantados .............. 121,,'61

Total: 857,960 quilmetros

Descrio geolgica

S num trabalho de conjunto e detalhado me poderei
alargar sbre ste assunto e utilizar os numerosos cortes rea-,
lizados, duma maneira que interesse ao conhecimento da
geologia de Angola.







35

A natureza das formaes atravessadas em cada parte
do trajecto, e que pela sua constncia me permitem supr
que elas constituem tda esta zona limitada, dar no entanto
a V. Ex.a e ao engenheiro agrnomo os dados que neces-
sitam.

Formaes sedimentares:

A) Xisto-Gresosas (sistema Malanje em Kandelungu)
Na estrada de Nova-Gaia at Cacolo aparecem os seus
afloramentos em qusi todos os vales dos grandes rios, com
os aspects caractersticos da escarpa do Quela: alternncia
de xistos-gresosos, xistos-argilosos, grs mais compact,
vermelho intenso na cr, com grande tendncia desagre-
gao em ncleos lipsoidais
A pussana mxima que observmos, no vale do Cuango
deve ser aproximadamente 200 metros, e aflorando aqui
superfcie desde a descida de Quitapa at subida para
Xassengue (35 Km. ap.).
O terreno, qusi sem terra vegetal, essencialmente ar-
giloso, com parties alagadas nesta poca, e uma vegetao
irregular, pouco densa.
Estende-se pelo vale do Cuango com as mesmas caracte-
rsticas at Mona Candala, onde nos encontramos na base
da linha de alturas que limita a E. o vale, e onde se encon-
tra o posto.
Ainda na parte de baixo, os encontramos em vrios pon-
tos, e noutros so recobertos pelas formaes B. C.
Na rea do Posto do Loremo, no vale do rio Lumonhe,
prximo da sua confluncia com o Cuango, e neste rio em
alguns quilmetros para jusante, encontramos afloramentos
dumas camadas de grs, que se assemelham aos g.rs tipo
duque, grs finos, bastante coerentes, micceos. vermelho-
-violceos, separando-se em grandes blocos arredondados.
So nitidamente diferentes dos grs argilosos de forma-
o B, que nesta mesma rea se encontram tambm, na
base dos depsitos superficiais arenosos.

B) Grs argilosos

Cobrindo as camadas anteriores, aparece em vrios cor-
tes, numa pussana varivel que ainda no preciso bem, uma







36

formao bastante ma.is arenosa, embora argilosa ainda, com
a mesma cr vermelha caracterstica, mas que s na piarte
inferior se v por vezes estratificaes.
D superficialmente um terreno argilo-arenoso, vermelho
intenso, com uma vegetao bastante densa, e parece o me-
lhor solo desta regio.
A ela atribuo todo o terreno de Nova-Gaia ao Coss<, a
linha de alturas de Quitapa, a base da linha de alturas de
Xassengue que limita o vale do Cuango, para Norte at
Mona Candala, e mais ao Norte ainda na regio do Loremo
e Mussoco.
Deve cobrir as formaes A, na parte baixa do Cuango.
e onde se encontram os pontos mais povoados.
Em vrios cortes se vem cobertos superiormente pelos
grs-tenros, e por isso consider como duvidosa a sua loca-
lizao.
Parte superior do sistema Xisto-Gresoso, ou base do sis-
tema de Grs-Tenros? S um trabalho de gabinete decidir.

C) Grs tenros (Lubilache)

Do origem a um terreno superficial, essencialmente are-
noso, em grande pussana, e caracterizado por uma vegfe-
tao arbrea, de grande porte e bastante densa.
Os primeiros afloramentos encontram-se trs quiln e-
tros a E. do Cosso, na parte superior da linha de alturas
(monte Beza), que sensivelmente numa direco N. S. se
estende para Sul da estrada, constituindo a divisria das
guas do Cuanza e Cuango.
O perfil tabular que apresenta esta linha de alturas
dado pela sensvel horizontalidade das camadas que o cors-
tituem.
Na parte superior, numa camada de seis metros apio-
ximadamente de pussana, apresentam os caractersticos
grs-tenros, de cres variando branco, alaranjado, cr de
vinho, etc., assentam sbre as camadas de grs argilosos j
citadas. Passado o Cuango, a ltima parte da subida para o
Xassengue, oferece-nos -uma esplndida sucesso dste sis-
tema, que se segue depois para E., interrompidas pelos vales







37

do Sangueje, Cucumbi, onde como j dissemos, afloram os
Xistos-Gresosos e argilosos de A.
Ao long de tda a estrada Cacolo-Xinges-Lubalo-Ca-
maxilo so os terrenos que se encontram.
De Camaxilo para o Loremo so interrompidos apenas
no vale do rio Uamba, pelo solo cristalino (Gneiss bioti-
ticos) que aparece, e no vale do Cuango pelos afloramentos
de Kundelungu (grs tipo duque).
Duma maneira idntica ao que vimos nos distritos do Sul
(Moxico e Luchazes), um depsito superficial arenoso,
bastante possante, e cuja cr pode variar do amarelo ala-
ranjado a vermelho intenso, caracteriza a parte superior
dste sistema.
As areas desagregadas tornam-se brancas em contact
com o ar, e na base dstes depsitos superficiais, devendo
provir das camadas que se desagregam, de grs-tenros, niti-
damente estratificadas, sbre que assentam e que se vem
geralmente s nos vales dos cursos de gua.
Estes grs-tenros mostram os mesmos aspects caracte-
rsticos, vermelhos, amarelos, broncos irregularmente, pela
alterao da gua nas fendas e pelas razes dos vegetais.
Por vezes aparece, como no rio Sanza e no rio Cama-
xilo, afloramentos duma camada de grs polimorfos, tam-
bm com os aspects conhecidos (no fossiliferos).
No vale do Uamba, onde como j dissemos, se vem
assentar sbre o solo cristalino, apresentam-se duas cama-
das de grs-tenros de crca de seis metros cada, na base, e
so seguidas por 125 metros de depsitos arenosos.
Os mesmos grs-tenros encontram-se no vale do
Cuango, no Mucusso, na base sbre a baixa do rio, que no
seu curso irregular por vezes vem tocar, fazendo-se ento
escarpas.

Resumo:

Com excepo da parte inferior do vale do rio Uamba,
em que aparecem rochas eruptivas cidas (Gneiss biotticos),
em tda a parte reconhecida, se encontram formaes sedi-
mentares de origem lagonar, argilosa, argilo-arenosas e are-
nosas, dos sistemas relacionados com os sistemas do Kun-
delungue e Lubilache do Congo Belga.







38

Algumas consideraes de ordem econmica

Toda a regio que atravessamos no nos deu, duma
maneira geral, o aspect de pobreza, que tivemos da rea
de Quirima de Sautar e dos distritos do Moxico e Luchazes.
Em muitos pontos mesmo, principalmente nas reas de
Xassengue, Xinges e Lubalo, e no vale do Cuango, vimos
as maiores lavras de mandioca que at aqui temos encon-
trado entire indgenas.
Uma boa poltica chamou nas reas daqueles postos os
indgenas para prximo da estrada, acorrendo com facili-
dade nossa passage e ao nosso convvio.
A maior parte dos mantimentos que produzem consu-
mida por eles prprios e pouco comrcio 'existe.
No Posto do Loremo, onde no tempo florescente da bor-
racha chegaram a existir dezasseis casas comerciais, oferece-
-nos hoje um aspect desolador duma runa qusi.
A cultural do algodo iniciada pela Companhia dos 4l-
godes nesta regio do Loremo e Mussuco, o ano passado,
foi acolhida com agrado pelos indgenas, bem remunerados
na primeira tentative.
Numa rea cultivada total de 150 Ha., foram colhidas
crca de 12 toneladas, segundo informam, de muito 9oa
qualidade.
Este ano qusi todos os indgenas o tm semeado, :al-
culando-se uma rea de 600 Ha.
Falta a esta regio uma ligao mais direct com Ma-
lanje, pois que o abastecimento mesmo de Camaxilo, se faz
via Cuango-Quela por carregadores, e no pela estrada de
Saurimo.
A estrada Malanje-Saurimo-Dundo, via Cacolo e Xas-
sengue, teve ocasio V. Ex." de ver o seu traado, as ,suas
rampas formidveis, o nmero de obras de arte necessrias
para a tornar comercialmente transitvel.
sinceramente de admirar que haja apesar de tudo :an-
tos transportes por ali e em condies de dar lucro a quem
os execute.

O Engenheiro Gelogo
a) FERNANDO MOUTA







39

Aps a efectivao dos reconhecimentos gerais que
creio ainda tomaro os meses de Maro, Abril e parte de
Maio, iniciar-se-o os seguintes trabalhos:
Parte civil da Brigada, continuao dos estudos, po-
dendo ser at ao rio Cuango, para o que se envidaro todos
os esforos; e elaborao dos trabalhos de colonizao pres-
critos pelo mdico e agrnomo da Brigada.
Agrnomo e mdico fixaro nesta primeira etapa os pon-
tos colonizveis e quais os trabalhos que necessitam para o
estabelecimento, quer de colnias quer de colonos isolados.
O gelogo da Brigada far o estudo geolgico de deta-
lhe numa zona de 100 quilmetros para cada lado do eixo.
So stes os trabalhos a realizar no prximo cacimbo, a
que em meu entender se deveria juntar a construo do
[lano Malanje-Xissa, a fim de, desde j, tornar profcuo o
trabalho da Brigada.
No posto da Brigada foram colhidos os dados meteoro-
lgicos constantes dos mapas e grficos juntos, no se
podendo completar ainda por falta de aparelhagem j h
muito encomendada.
Juntam-se algumas fotografias, reservando-nos para o
relatrio geral, a fazer em Junho, o enviar a grande quanti-
dade que j existe, mas que ainda no pde por falta de
tempo revelar-se.
Malanje, Acampamento do N'Zage, 3 de Maro de 1931.































Baixa de Cassange Aspecto


Outro aspect da Baixa de Cassange
































Aspecto da Baixa de Cassange


Baixa de Cassange Estrada Cabatuquela Qucla






















Forte de Cai















'jIlL. r


Fazenda Candange Quela Instalaes


batucuila


IELr :


































Ponte sbre o Miegc-Estrada Malanje Lunda


Outro aspect da ponte sbre o Miege


Estrada Malanje Lunda



























,.- r, ,P
J


Rio Luaxilo Rpidos


Dundo- Vista geral


-~ '-ii

>7~io?


"~~~'
~+';,
































Rio Luembc


Mina N'Zarghi N.o 3-Rio Lucmbe-Aspecto


*ruTi~.

















Mina N'Zarghi n." 3--Aspecto do Rio Lumbe


1


qCI -~t-_


Rio Luaxilo














Posto de Nordeste- Forte


Tipo de Babula Portuglia


LJ





























Rio Chiumbe


Tchicapa Formenirec-Confluncia do Tchicapa com o Cas.-i


























Rio Tchicapa Posto do Muhondo Aspecto


Rio Tchicapa Posto do Muhondo Aspecto







Presso
atmosfr. (mm)


Temperature


somber


660,1 22,73 29,5 17,5
66U,9 22,00 28,0 17,5
659,2 20.73 17,0 16,5
659,0 20.37 31,5 17,0
659,9 20,23 26,5 16,5
660.4 19,80 22,0 16,5
659,9 22,43 25,0 16,5
659,6 20,07 29.5 10,5
659,4 21,46 27,5 17.0
659,4 20,73 28,5 17,5
659,3 21,37 29,5 15,0
660,4 20,87 27,5 10,5
661,5 21,60 25,0 17,0
602,9 21,00 28,5 17,0
663,0 20,70 30,5 18,5
662,0 22,70 25,0 16,0
661,6 22.17 29,5 16,5
661,3 22,27 25,0 17,0
661,6 23,43 25,0 14,0
662,5 22,27 31,5 14.0
660,5 21,67 32,0 17,5
660,8 19,33 28,0 17,0
600,4 21,23 22,0 16,5
660,2 23.50 28.0 16,0
660,3 22,57 30,0 16,0
661,0 21,50 29,5 17,5
660,6 21,97 29,0 17,0
660,1 21,30 33,0 15,5
659,9 22,50 27,5 17.5
659,9 21,30 30,0 17.0

660,54 21,61 27,8 16,6
33,0 14,0


a Humid. relative
(Sat.=100)
'i. Mdia


I


S19,0


12,0
10,5
0,5
14'5
10,0
5,5
8,5
13,0
10,5
11,0
14,5
11,0
8,0
11,5
12,0
9,0
13,0
8,0
11,0
17,5
14,5
11,0
5,5
12,0
14,0
12,0
12,0
17,5
10,0
13,0
I,'J


68,0
96,0
82,0
80,0
88,5
100,0
74,2
87,2
81,5
87,5
84,5
98,0
92,0
83,7
88,5
78,0
83,8
83,6
59,7
77,5
85,7
83,2
80,2
78,6
87,7
84,8
80,2
91,0
88.5
88,1

Y83,


Evaporao
(miihmetros)












o

e
,e
E

o
c
a


Mdia
Totais e Extremas


Presso atmosfria dada pelo aneroide Steward s 12h.-Temperatura mdia dada pela mdia das leituras s 7-9-12-18-21
- Humidade relative deduzida das le;turas s 9h1.-Chuva media s 9h relative ao dia anterior.


A'5S DE JANEIRO DE 1931


Chuva
Quantidade




29,0
25,0
1,0
35,2
1,0

21,0
2,0
9,0
7,0
9,0



3,0
32,0


5,0

1.2


1,0

11,2
51,2




278,0


Vento Quantidade de nvens

, 9 Horas j li Horas OBSERVAES

Graus Configurao Graus Configurao

10 6
10 e 8
10 7
8 8
10 10 *
7 7
9 6
10 8 *
7 2
10 7 *
o 10 10 *
10 10 *
a 10 8
9 5
o 10 10
g 10 1 Das 16h as 18h 1
7 13
o 4 1
e 1 O
1 O
< 6 7
10 e 10
9 4
7 3




MES DE ftEEREIRO DJi 1931


almosfr. (mm)
Dias



1 660,8
2 660,8
3 659,5
4 658,8
5 659,3
6 658,3
7 659,9
8 659,3
9 658,8
10 658,5
11 658,3
12 660,7
13 65,3
14 659,5
15 659,3
16 660,4
17 661,6
1S uO0,0
19 662,0
20 660.0
21 659,9
22 661,0
23 <160,0
24 060,4
25 060,3
26 660,6
27 661,9
28 161.4
660,38


Temperature a sombra

E E


22,17 30,0 17,0
21,40 30,0 16,0
21,93 33,0 17,5
21,57 -
23,17 30,0 17,0
23,77 33,0 17.0
21.70 32,0 17,5
21,10 31,0 18,0
22,53 31,0 15,5
23,87 32,5 17,0
23,37 32,0 18,0
24,13 28,0 17,5
21.73 25,0 16.0
22,30 26,0 16,5
22,13 29.0 18,5
23,77 28,0 17,0
20,57 30,0 16.5
22,04 27,0 18,0
21,63 29,0 17,0
24,17 28,5 17.0
23,57 29,5 17,5
20.37 33,0 16,5
22,57 28,5 16,5
22.90 34,0 18,0
23,27 28,5 17,5
24,07 31,0 17,5
22,63 32,0 19.0

22,49 30,0 17,2
34,0 15,5


Humid. relative
(Sat,-100)
Mdia


13,0 79,5
14.0 71,5
15,5 79,5
79,0
13,0 76,0
16,0 82,5
14,5 85,5
13.0 70,0
15,5 75.0
15,5 94,5
14,0 82,5
10,5 81,0
9,0 86,0
9,5 81,5
10,5 82,0
11,0 74,5
13,5 94.0
9,0 89,0
12,0 88,0
11,5 71,5
12,0 87,5
16,5 82.0
12,0 66,5
16,0' 66,5
11.0 78.5
13.5 67,0
13,0 84,0

80,2
18,5


123.3


Vento
Chuva
Evaporaao cu
(milmetros) "uantidade



0,0
"Io.__


Quantidade de nuvens

9 Horas 15 Horas
Graus Configura o Graus Configurao

10
10 4
9 8
8 7
6 10 *
4 10 *
9 3
10 6
10 7
10 10
10 10 e
10 e 8
10 e 3
9 4
10 e 6
10 e 6
10 9
10 8


Mdia
Totais e Extremas


Pi esso atmosfrica dada pelo aneroide Steward s 1211.-Temperatura mdia, dada pela mdia das leituras s 7-9-12-18-21 h.
-Humidade relative deduzida das leituras s 9h.-Chuva media s 9'1 relative ao dia anterior.


OBSERVAES


- -- --


2.0
4,3
15,2
13,0

12,6
13,2
0,0
15,0


-,0








































PREO
5$ O




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