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 Agradcimentos
 Conteudo
 Contribuintes
 Introducao a edicao em lingua...
 Prefacio
 Compreensao sobre os sistemas de...
 Producao de semente de alguns...
 Producao de material de plantio...
 Producao de sementes de algumas...
 Desenvolvimento de conhecimentos...
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Group Title: Producao de sementes de culturas alimentares na regiao da SADC : manual 1
Title: Produção de sementes de culturas alimentares na região da SADC
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00077528/00001
 Material Information
Title: Produção de sementes de culturas alimentares na região da SADC
Uniform Title: Successful community-based seed production strategies
Physical Description: viii, 78 p. : ill. ; 28 cm.
Language: Portuguese
Creator: Setimela, Peter S
Monyo, Emmanuel
Bänziger, M ( Marianne )
International Maize and Wheat Improvement Center
Publisher: CIMMYT
Place of Publication: Mexico D.F
Publication Date: c2004
 Subjects
Subject: Seed technology -- Africa, Southern   ( lcsh )
Crops -- Africa, Southern   ( lcsh )
Cultures de semences -- Afrique   ( rvm )
Aliments -- Industrie et commerce -- Afrique   ( rvm )
Genre: bibliography   ( marcgt )
non-fiction   ( marcgt )
 Notes
Bibliography: Includes bibliographical references.
Statement of Responsibility: Peter S. Setimela, Emmanuel Monyo, Marianne Bänziger, editores ; traduzido para português por Pedro Fato, Fernando Paulo Sito.
 Record Information
Bibliographic ID: UF00077528
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Holding Location: African Studies Collections in the Department of Special Collections and Area Studies, George A. Smathers Libraries, University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 57731239
lccn - 2004461958
isbn - 9706481192

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    Front Cover
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    Copyright
        Copyright
    Title Page
        Page i
    Agradcimentos
        Page ii
    Conteudo
        Page iii
    Contribuintes
        Page iv
        Page v
    Introducao a edicao em lingua portuguesa
        Page vi
    Prefacio
        Page vii
        Page viii
    Compreensao sobre os sistemas de sementes na regiao da Africa Austral
        Page 1
        Page 2
        Analise actual do desenvolvimento dos sistems de sementes com particular enfanse aos pequenos produtores da Africa Austral : aspectos e desaflos
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        Criacao de um sistema comunitario de producao de semente -um estudo de caso : escolas de sementes, um novo conceito na Tanzania
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        Escolha correcta da cultura variedade
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        Desenhando o seu proprio esquema comunitario de producao de semente
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    Producao de semente de alguns cereals
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        Producao de semente de variedades de polinizaco aberta de milho
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        Producao de semente de massambala/mapira e massango/mexoira
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    Producao de material de plantio de algumas culturas de propagacao vegetativa
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        Qualidade de semente e procedimentos de producao de semente de mandioca e batata-doce
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    Producao de sementes de algumas leguminosas
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        Producao de sementa de feijao vulgar
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        Producao de sementa de amendoim
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    Desenvolvimento de conhecimentos de negocio para pequeno productor/empresario de sementes com enfanse as empresas de producao de sementes de feijao vulgar
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        Desenvolvimento de conhecimentos de negocio para pequeno productor/empresario de sementes com enfanse as empresas de producao de sementes de feijao vulgar
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: ~:A


a


A


L, II












































CIMMYT (www.cimmyt.org) 6 uma organizacao international sem fins lucrativos, que realize pesquisas e
treinamentos relacionados ao cultivo do milho e do trigo, em todo o mundo. Aliado a fortes e efetivas aliancas
cientificas, CIMMYT trabalha para melhorar, compartir e usar o conhecimento e as tecnologias para aumentar a
seguranca nos alimentos, melhorar a produtividade e o lucro dos sistemas agrfcolas e para manter os recursos
naturais. O apoio financeiro para o trabalho de CIMMYT vem de diferentes recursos, inclusive dos membros do
Grupo Consultor em Pesquisa Internacional Agrfcola (CGIAR) (www.cgiar.org), governor nacionais, fundacbes,
bancos de desenvolvimento e outras agnncias piblicas e particulars.

Centro Internacional de Melhoramento para o Milho e o Trigo (CIMMYT) 2004. Todos os direitos reservados. As
designao6es usadas na apresentacao dos materials desta publicacao nAo implicam na expressao de nenhuma
opiniao, seja qual for, por parte de CIMMYT ou de suas organizao6es contributArias sobre o status legal de qualquer
pafs, territ6rio, cidade ou Area, ou sobre suas autoridades ou sobre a delimitacao de suas fronteiras ou limits.
CIMMYT incentive o uso adequado deste material, desde que se mencione a fonte.

Citagao correta: Setimela, P.S., E. Monyo, e M. Banziger (eds). 2004. Producao de Sementes de CulturasAlimentares
na RegiAo da SADC: Manual 1. M6xico, D.F.: CIMMYT.

Resumo: Criado para tratar os temas que limitam o acesso de fazendeiros em pequena escala, na Africa sub-Saara,
para que possuam recursos para obterem colheitas de sementes de qualidade, das quais eles dependem para a
obtencao dos alimentos e 6 o seu pr6prio meio de vida. Esta colecao de artigos descreve os principios bem
sucedidos para as experiencias em comunidades que possuem produ6bes de sementes. Entre outras coisas, os textos
analisarAo o sistema de producao normal de sementes e seus models, proporAo caminhos para criar esquemas bem
sucedidos para as comunidades que produzam sementes, descreverAo as praticas pr6prias da producao de
sementes para cereais seletos, plants vegetativamente propagadas e outras colheitas, e esquematizarAo as praticas
bAsicas de neg6cios para os produtores de sementes.

ISBN: 970-648-119-2.
Descritores AGROVOC: Producao de sementes; protecao dos alimentos; qualidade; propagacao de plants;
colheitas; models; fazendeiros; aliancas; pequenas fazendas; administracao de neg6cios; Africa do Sul.
C6digos de categoria AGRIS: F03 ProducQo de sementes; E10 Economia Agrfcola e Politicas.
Classificagao decimal de Dewey: 338.1768.


Impresso no M6xico.









Produgao de sementes de cultures

alimentares na regiao da SADC




Manual I


Peter S. Setimela
Emmanuel Monyo
Marianne Banziger

Editores
















Traduzido para portugues por

Pedro Fato
Institute Nacional de Pesquisa Agron6mica (INIA)

Dr. Fernando Paulo Sito
Institute de InvestigaCdo Agron6mica (IIA)









Agradecimentos

O CIMMYT gostaria de agradecer ao Sistema Nacional de Investigaaio Agraria da Comunidade para o
Desenvolvimento da Africa Austral e os seguintes Centros Intemacionais de Investigagio Agraria
ICRISAT, CIAT, IITA e SARRNET, pela sua participagio na preparagao desta brochure. O CIMMYT
deseja exprimir os seus mais sinceros agradecimentos a USAID pelo patrocinio concedido a este manual.










Conteudo

Agradecimentos ii
Contribuintes iv
Introducgo a edigco em lingua portuguesa vi
Preficio vii
Parte 1 Compreensio sobre os sistemas de sementes na regiao da Africa Austral 1
Anilise actual do desenvolvimento dos sistemas de sementes com particular
enfase aos pequenos produtores da Africa Austral: Aspectos e desafios 3
Criaao de um sistema comunitirio de producao de semente-um estudo de
caso: Escolas de sementes, novo conceito na Tanzfnia 11
Escolha correct de cultural e variedade 15
Desenhando o seu pr6prio esquema comunitirio de producao de semente 21
Parte 2 Produio de semente de alguns cereais 25
Producio de semente de variedades de polinizaaio aberta de milho 27
Producao de semente de massambala/mapira e massango/mileto 35
Parte 3 Produio de material de plantio de algumas cultures
de propagacio vegetativa 41
Qualidade de semente e procedimentos de producio de semente
de mandioca e batata-doce 43
Parte 4 Produio de sementes de algumas leguminosas 53
Producao de semente de feijao vulgar 55
Producio de semente de amendoim 59
Parte 5 Desenvolvimento de conhecimentos de neg6cio para o pequeno
produtor/empresirio de sementes com enfase As empresas
de produio de sementes de feijto vulgar 67
Desenvolvimento de conhecimentos de neg6cio para o pequeno
produtor/empresirio de sementes com enfase as empresas de producao
de sementes de feijao vulgar 69










Contribuintes


C.C. Moyo
IITA/SARRNET,
P.O. Box 30258, Lilongwe 3
Malawi
Email: c.c.monyo@cgiar.org

N.M. Mahungu
IITA/SARRNET
P.O. Box 30258, Lilongwe 3
Malawi
Email: n.mahungu@cgiar.org

V.S. Sandifolo
IITA/SARRNET
P.O. Box 30258
Lilongwe
Malawi

A.R.K. Mhone
IITA/SARRNET
P.O. Box 30258
Lilongwe
Malawi

J. Mkumbira
Bvumbwe, Agricultural Research Station
Box 5748, Limbe
Malawi

F. Chipungu
Bvumbwe Agricultural Research Station,
Box 5748, Limbe
Malawi

E.S. Monyo
ICRISAT
P.O. Box 776
Bulawayo
Zimbabwe
Email: e.monyo@cgiar.org


D.D. Rohrbach
ICRISAT
P.O. Box 776
Bulawayo
Zimbabwe
Email: d.rohrbach@cgiar.org

M. Mgonja
ICRISAT
P.O. Box 776
Bulawayo
Zimbabwe
Email: m.mgonja@cgiar.org

P.S. Setimela
CIMMYT-Zimbabwe
P.O. Box MP 163
Harare
Zimbabwe
Email: p.setimela@cgiar.org

M. Banziger
CIMMYT-Zimbabwe
P.O. Box MP 163
Harare
Zimbabwe
Email: m.banziger@cgiar.org

M. Mwala
CIMMYT-Zimbabwe,
P.O. Box MP 163
Harare
Zimbabwe
Email: m.mwala@cgiar.org

D. Beck
CIMMYT-Mexico
Apdo. Postal 6-641
06600 Mexico, D.F.
Mexico
Email: d.beck@cgiar.org










S. Paliwal
Maize Program
CIMMYT-India/RWC, CG Centre Block
National Agricultural Science Center
(NASC) Complex
DP Shastri Marg, Pusa Campus
New Delhi 110012
India
Email: s.paliwal@cgiar.org

F. P. Muuka
Zambia Agric. Research
P.O. Box 910064
Mongu
Zambia

M. Chisi
Zambia Agric. Research
P.O. Box 910064
Mongu
Zambia
Email: CassimMasi@wvi.org

R. Jean Claude
IAT
P.O. Box 4387
City Square
Nairobi
Kenya
Email: rupeclan@yahoo.com


R. Chirwa
CIAT
P.O. Box 30258
Lilongwe
Malawi
Email: r.chirwa@cgiar.org

M. Siambi
ICRISAT
P.O. Box 1096
Lilongwe
Malawi
Email: m.siambi@cgiar.org

T. Kapewa
Maize Program
CIMMYT-India/RWC, CG Centre Block
National Agricultural Science Center
(NASC) Complex
DP Shastri Marg, Pusa Campus
New Delhi 110012, India
Email: Cimmyt-India@cgiar.org

F. P. Sito
Institute de Investigaao Agron6mica
Avenida Deolinda Rodrigues km 5
Caixa postal No. 2104
Luanda Angola
Email: fsitoinexus.ao












Introdua o a edigao em lingua portuguesa


A semente como meio de producao agricola continue a constituir um dos principals
constrangimentos para o aumento dos rendimentos e produtividade dos campos tanto em Angola
como em Mogambique. Desde o lumiar da independencia em meados dos anos 70, at6 a present
data, varios tem sido os esforos empreendidos por esses dois povos em particular e os demais
paises da regiao da SADC em geral para ver solucionado o problema de abastecimento de semente
de boa qualidade ao sector agricola.

Varios grupos interessados desde ONG's, ag6ncias estatais, igrejas/escolas, privados at6
individuals tem estado envolvidos, de um forma ou outra, em acc6es de multiplicaao de sementes
das principals cultures alimentares sem, contudo, a grande maioria destes, estar abalizada e munida
de instruments necessarios para exercer tal actividade. Um desses instruments constitui as
normas, regras e os procedimentos t6cnicos de producao e multiplicaao de sementes capazes de
conferir e garantir a qualidade desejada a semente. Por outro lado, os esforos de publicar literature
aceitavel sobre producao de sementes nao tnm sortido os efeitos desejaveis, pois isto tem sido feito
de forma isolada no tempo e na substfncia.

Este manual de producao e multiplicaao de sementes vem precisamente regularizar estes
problems uma vez que, numa s6 publicacgo, estao enquadradas varias cultures consideradas as
mais importantes na dieta alimentar dos nossos povos, aborda-se os aspects t6cnicos mais
candentes relacionados com procedimentos tais como distancias de isolamento, correct
preparaao de terras e amanhos culturais, colheita, processamento e acondicionamento p6s-colheita
entire outras quest6es.

Nesta primeira edigCo os leitores e outros utilizadores poderio encontrar uma certa discrepincia na
designaao de algumas cultures tais como o sorgo e o mileto que em Angola e em Mogambique
tem diferentes nomes. Por isso, achamos pertinente, sempre que o texto deste manual se referir a
essas duas cultures, utilizaremos os terms empregues nos dois paises: massambala e massango
para sorgo e mileto em Angola e mapira e mileto para sorgo e mileto em Mogambique.

O capitulo 5 6 de particular importincia, pois a partir dos pr6ximos tempos o sector privado estard
altamente envolvido em actividades de multiplicacao de sementes e aqui estao abordadas certas
questoes que poderao ajudar a organizer o mercado de sementes a nivel de empresas.

Fernando Paulo Sito
Melhorador da Cultura de Milho &
Chefe do Programa de Investiga~io dos Cereais-IIA-Angola










Prefacio


Actualmente mais de 70 por cento da populacio da SADC depend da agriculture para a sua
seguranga alimentar, sobrevivencia e lucros, estando os Govemos dos paises da regiao
determinados em desenvolver e melhorar esse sector de forma a que o mesmo desempenhe o seu
papel util sobretudo no concede a reducao da fome e da pobreza.

A semente foi reconhecida como sendo um dos importantes catalisadores rumo ao
desenvolvimento deste sector. t atrav6s da disponibilizacio de semente de qualidade que podemos
criar uma base s6lida para o aumento da producao e produtividade. Igualmente 6 ponto aceite que a
semente constitui um important percursor rumo aos esforos de diversificacao de cultures e
alimentos que almejam muitos paises da regiao.

Consequentemente, o principal objective visado com a melhoria da performance do sector agricola
no geral deve tamb6m em parte ser direccionado com vista a enquadrar a producao de sementes e
seus sistemas de distribuigCo.

Contudo, 6 triste constar que a maioria dos nossos camponeses na regiao continue a ter pouco ou
nenhum acesso a semente melhorada e mant6m-se confinada a utilizaao de semente reciclada,
material esse ji bastante exausto atrav6s de sucessivas gerac5es de cultivo. Como resultado disto,
baixaram os niveis de rendimentos e persiste a inseguranga alimentar.

No passado foram tomadas algumas medidas pelos Sistemas Nacionais de Investigacio Agrdria e
Centros Intemacionais de Investigacio Agrdria com vista a criar novas variedades de cultures
tolerantes aos "stress" e bem adaptadas as condic6es dos camponeses. Apesar disso, os pequenos
camponeses continuam a ter pouco ou nenhum acesso a semente de boa qualidade de novas
variedades rec6m criadas.

Com vista a abordar este problema, foi criado um conjunto de iniciativas de producao de sementes
a nivel de comunidades rurais sob a lideranga de algumas ONG's. Entretanto, 6 deprimente notar
que muitos desses projects atingiram poucos sucessos devido a certos factors tais como:

* Inexistencia de mercados sustentiveis de sementes e produtos.
* Falta de acesso a semente basica.
* Falta de treinamento sobre producao de semente de qualidade.
* Falha ou rejeicio de campos de sementes por problems de relacionados com maneio e/ou.
* Fraca ou falta de informaio acerca de disponibilidade de semente de variedades melhoradas,
precos e caracteristicas.










Este manual tem como prop6sito abordar estes aspects, adoptar estrategias e partilhar
experiencias sobre os sistemas comunitarios de produgio de semente. Por isso, desafio-lhe atraves
deste manual a contribuir para a melhoria, eficiencia, produtividade e sustentabilidade dos sistemas
de sementes na region.

Edward Zulu
Coordenador da Rede de Sementes da SADC







Parte 1
Compreensao sobre os sistemas de
sementes na regiao da Africa Austral


































































2










Analise actual do desenvolvimento dos

sistemas de sementes com particular enfase

aos pequenos produtores da Africa Austral:

Aspectos e desafios1
E.S. Monyo, MA. Mgonja e D.D. Rohrbach2

Introdufio

A maioria dos pequenos camponeses residents em areas propensas a seca na regiao da SADC
continue a defender da assistencia de emerg6ncia e da distribuicio informal de campones-a-
campones como fonte de aquisicio de sementes de variedades melhoradas. Mais de 90 por cento
das necessidades desses camponeses sao satisfeitas por intermndio deste canal. Por conseguinte, 6
imperative reconhecer devidamente o sector informal como uma important fonte de semente a
baixo custo e, aproveita-lo como veiculo no fomecimento de sementes melhoradas aos camponeses
mais pobres a precos aceitaveis.

Este facto levanta dividas acerca da viabilidade da producio commercial de sementes e a
comercializaio das cultures do campones nas areas afectadas pela seca. As cultures a encarar sao
a massambala/mapira, massango/mileto, feijao comum, feijao macunde, ervilha do congo,
amendoim e as variedades de polinizaio aberta de milho. A semente hibrida (milho e
massambala/mapira) 6 mais amplamente produzida e comercializada na regiao. Mas a semente de
variedades de polinizaio aberta 6 produzida somente em casos de emerg6ncia atrav6s das
aquisic~es de Goveros e Organizac5es Nao-Govemamentais. As empresas privadas levantam
preocupac5es sobre os niveis e consistencia da procura de OPV's pelos pequenos camponeses.
Estas preocupac5es sao reforadas pelo continue pratica de distribuicio de sementes atrav6s de
canais nao comerciais.

Durante os illtimos 25 anos, os Sistemas Nacionais de Investigaaio Agrdria da SADC e seus
parceiros dos Centros Intemacionais de Investigaaio Agrdria criaram uma s6rie de variedades.
Muitas destas variedades sao potenciais candidates para serem utilizadas na regiao e, por
conseguinte, podem ser lancadas a producao em varios paises caso se coadunam com as political
existentes. Isto tomaria mais econ6micas certas empresas de sementes activas na regiao que
trariam consigo os pequenos produtores de sementes de cultures tais como OPV's de milho
atendendo a expansao do mercado. Os rigorosos regulamentos fitossanitirios e a falta de
harmonizaio das normas e procedimentos de sementes dificultou bastante o acesso a semente
melhorada e outros produtos de investigaio por parte dos camponeses.

SComunica~ao apresentada em uma oficina, numa comunidade bem sucedida, baseada nas estrat6gias de
produ~ao de sementes, co-organizada por CIMMYT e ICRISAT, de 3 a 6 de agosto de 2003, Harare,
Zimbibue.
2 Cientista Senior em Sistemas de Produaio/Semente, Coordenador de Rede e Cientista Principal em
Economia, respectivamente, ICRISAT, PO Box 776, Bulawayo, Zimbabue.











As estrat6gias inovadoras do sistema comunitirio de producio e distribuicio de semente aliadas as
political de apoio ao registo e lanCamento de variedades a nivel regional tera um efeito positive no
acesso dos camponeses aos produtos de investigation dos IARC's e NARS.

Sistemas de sementes

Os sistemas de sementes podem ser classificados em formal e informal/local. Geralmente os
sistemas formais sao constituidas por instituic6es publicas de investiga~ao, agencies publicas e
privadas de producao e comercializaao de sementes e organizac6es de certificaao e control de
qualidade de semente. Este iltimo 6 composto por um conjunto de camponeses que produzem
tanto variedades tradicionais como melhoradas, comercializam a sua producao e cuidam das suas
pr6prias necessidades de investigacao e desenvolvimento. A maioria dos sistemas de sementes
patrocinados por govemos e doadores intemacionais no continent pertencem ao grupo de formais.
Dois models sao caracteristicos para este tipo de sistema -modelo de empresa mista e modelo de
empresa privada.

Modelo de empresa mista de semente. Os investigadores fomecem a semente pr6-bisica a uma
ag6ncia estatal para multiplicar numa propriedade estatal ou atrav6s de um produtor de semente
contratado para o efeito. Todas as actividades incluindo a limpeza, processamento,
comercializaCio, etc. de semente sao levadas a cabo pela ag6ncia estatal.

Modelo do sector privado. O sector privado joga um papel important. Os investigadores
fomecem semente pr6-basica para produzir semente basica e commercial. As cooperatives e as
empresas privadas executam as tarefas de processamento e comercializa~ao.

Fornecimento de semente a nivel comunitArio

Este constitui a principal fonte de abastecimento de material vegetative aos pequenos camponeses
na Africa Austral. Este sector cobre mais de 90 por cento das necessidades em sementes das
comunidades rurais. Por isso, hi muitos beneficios caso sejam bem desenhadas e implementadas as
estrat6gias para melhorar a qualidade de semente proveniente deste sector. A assistencia deve visar
a melhoria da eficidncia dos investimentos ji feitos nos esquemas de multiplicacao de sementes das
ONG's. O alvo aqui consiste em ajudar as ONG's a melhorar o control da qualidade da semente e
desenvolver praticas mais eficientes de comercializacio de sementes. Especial 6nfase ao
desenvolvimento de um program sistematico de producao de sementes com ONG's atrav6s do
provimento de apoio t6cnico para entender:
* Avaliaao de variedades e seleccio de genotipos adequados.
* Manutencao de genotipos melhorados e seleccionados.
* Desenvolvimento de material de treinamento para uso na assistencia aos camponeses a
produzir semente geneticamente pura de variedades de sua escolha.










Os sistemas informais de sementes sao mais apropriados e frequentemente dominam onde 1) a
comunidade camponesa esti situada em areas remotas -inibindo o acesso dos camponeses aos
mercados e distribuicio de sementes nestas areas; 2) a producgo 6 levada a cabo numa zona agro-
ecol6gica estreita limitando a dimensio do mercado de sementes e a adequacio de variedades
amplamente comercializadas; 3) a principal cultural possui alto coeficiente de vendas -implicando
altos custos de transportaio da a semente a longas distancias.

Estrategias para melhorar o sistema local/informal de sementes

Apesar de investimentos massivos em programs de melhoramento gen6tico para desenvolver
variedades modemas melhoradas, o coeficiente de adopcao destas variedades ainda permanece
muito baixo na Africa Subsahariana (menos de 5 por cento) devido a ineficiencia dos sistemas
locais de sementes. t raro encontrar as variedades modemas criadas no sistema formal de Estac9es
de investigaio transferidos atrav6s do sector informal para multiplicaao e venda posterior, como
uma parte essencial da political national de sementes. Ainda o sistema informal 6 o unico que
det6m o maior potential para a melhoria da produtividade agricola dos pequenos camponeses nas
zonas rurais. Algumas NARS na regiao reconheceram este facto e encetaram political visando o
fluxo suave desta semente as comunidades camponesas. O Govemo da Tanzania em colaboracgo
com o Govemo da Dinamarca estao implementando um program de producao de semente cuja a
durago 6 de 10 anos (1998-2007). Esta iniciativa visa credenciar o sector informal atrav6s da sua
implementaio de forma organizada. A semente inicial para a producgo 6 de uma variedade de
conhecido pedigree (variedade aprovada) para possibilitar a manutencio da pureza gen6tica. A
classes da semente proveniente deste program 6 designada por "Qualidade Declarada" (Mbwele et
al. 2000), na qual a responsabilidade esti no produtor de semente. Neste project o control
minimo de qualidade 6 garantido pela Ag6ncia Oficial de Certificacao de Semente da Tanzania
(TOSCA) que inspecciona somente 10 por cento da cultural. A qualidade da semente que passa pelo
sistema informal pode ser melhorada de virias formas:

Treinamento de camponeses para melhor seleccio, tratamento e armazenamento da semente nas
suas respectivas unidades. Isto 6 mais apropriado e funcionard melhor para aqueles camponeses
que nao possuem recursos financeiros para a aquisicio de semente O treinamento ajudar-lhes-a a
aumentar a producao atrav6s de uma melhor utilizaao da sua pr6pria semente guardada.

Encorajamento de camponeses a escolher as suas variedades tradicionais, multiplicar e armazenar
a semente destas variedades e vender a outros camponeses a semente destas variedades
tradicionais. Esta estrat6gia enquadra-se bem para aqueles camponeses que podem conduzir
alguma experimentacao e sao potenciais consumidores de variedades modemas. Inicialmente estes
devem ser encorajados a estabilizar as variedades eleitas por si. Geralmente estes sao camponeses
localizadas em areas de potential m6dio e alto, mas com baixos recursos.

Desenvolvendo uma variedades modema atrav6s de melhoramento gen6tico nas Estac5es e
produzindo semente de boa qualidade no sistema formal ou informal de producio de semente. Esta
estrat6gia funcionard para aquele grupo de camponeses que pode adquirir insumos agricolas. A










estrat6gia que satisfaria melhor as suas necessidades 6 aquela que Ihes garante o acesso a semente
de boa qualidade a um preco razoavel fora de risco. O ICRISAT tem estado a implementar certas
estrat6gias na Tanzfnia (Rohrbach et al. 2002) e Zimbabwe (Monyo et al. 2003). Estas estrat6gias
sio atingidas garantindo fontes seguras de sementes (pr6-basica e bisica) que 6 entio vendida aos
supostos produtores de sementes e dando-lhes aconselhamento em mat6rias de extensao sobre
multiplicaio de semente basica para semente commercial. Os custos podem ser baixos caso esta
semente nao for processada e certificada (Monyo et al. 2003). Pouca pesquisa foi realizada na area
de validacio do valor acrescido da semente tida como "certificada" versos a semente "verdadeira"
para al6m do potential gen6tico comprovado.

Dentre estas estrat6gias, as primeiras duas tnm haver cor a calibragem das variedades tradicionais
e nao dependem de qualquer interaccio entire o sistema formal e informal. A terceira estrat6gia
constitui a ponte que liga os sistemas formal e informal. O germoplasma vem do sistema
formal/semente pr6-bisica e basica e as actividades subsequentes sao levadas a cabo no sistema
informal.

Enquanto o sistema informal pode receber assistencia das ag6ncias govemamentais em virias
formas, os veiculos mais importantes compreendem a facilidade de acesso a semente basica,
aconselhamento sobre aspects ligados a extensao em mat6rias relacionadas cor producio,
processamento, tratamento e armazenamento e a base legal que permit a comercializaio da
semente produzida como sendo ou "semente verdadeira" ou "semente de qualidade declarada". Isto
possibilitari a uniao dos pequenos produtores no sistema informal um modelo referido como "O
Campones Descentralizado" -Modelo Base na qual o envolvimento dos pesquisadores na cadeia de
sementes terminal cor a producio da semente pr6-bisica/ e ou basica, semente esta que 6 vendida
aos camponeses que depois executam as actividades de multiplicaao, colheita, secagem,
processamento, armazenamento e comercializaio.

A meta do sistema de producao de sementes consiste no fomecimento de sementes de variedades
apropriadas para a sua utilizaio pelas diferentes categories de camponeses.

Fornecimento de semente ao sector comercial/privado

Atendendo que o principal constrangimento ao investimento do sector commercial continue a ser a
incerteza acerca dos niveis de procura da semente, o ICRISAT em colaboracio cor os seus
parceiros esti implementando projects especiais visando incrementar as ligac5es cor as empresas
de sementes cor vista a ajudd-las a melhor estimar a procura de seus produtos. Isto inclui
esquemas de vendas de sementes em pequenas embalagens ou monitoria de vendas sob estrat6gias
altemativas de fixacgo de precos.

As actividades do sector privado tnm um caricter commercial por isso sao motivadas pelo lucro
obtido. Contudo, o sector privado ter o capital inicial e a capacidade para fazer diferenca. Este
geralmente contrata camponeses para produzir a semente visada. Entretanto, quando se tratar de
cultures pouco rentaveis (variedades de polinizago aberta), estes manuseiam pequenas










quantidades. Atrav6s do SMIP o ICRISAT mant6m o dialogo para sustentar o envolvimento do
sector privado no aprovisionamento deste tipo de servigo a comunidade. Particularmente o
ICRISAT garante que o sector privado tenha acesso aos stocks de semente pr6-bisica e basica de
boa qualidade fornecendo directamente esta semente caso nao seja produzida localmente pelo
sector de investigacgo. Na regiao da Africa Austral o ICRISAT trabalha com o sector privado com
vista ao melhoramento da rede retalhista rural para as variedades de polinizacio aberta (incluindo
massambala/mapira, massango/mileto, feijao macunde, amendoim e grao-de-bico) e avalia a
procura de semente melhorada nas comunidades rurais onde estas cultures sao importantes.

As empresas de sementes na regiao da Africa Austral falharam em investor no desenvolvimento da
rede retalhista de venda de sementes nas zonas rurais sobretudo em cultures diferentes do milho
hibrido. Geralmente estas empresas evocam as suas incertezas sobre o nivel de procura de semente
de variedades de polinizacao aberta. Tamb6m queixam-se de que os retalhistas rurais nao estio
interessados em estocar sementes de cultures de subsistencia. Como resultado disto, 6 dificil de
manter semente pura de variedades de polinizagio aberta, except nas grandes zonas urbanas. Isto
limita sinceramente a adopcao de novas variedades.

Nao obstante que as grandes empresas comerciais estao produzem largas quantidades de semente
hibrida de milho, sorgo, a semente de variedades de polinizagio aberta de massambala/mapira,
massango/mileto, feijio macunde, amendoim, grio-de-bico e mesmo milho 6 produzida somente
por encomendas para acudir situac6es de emerg6ncia relacionadas como o fen6meno da seca. As
empresas privadas e as ONG's levantam preocupac5es acerca do nivel de consistencia da procura
destas variedades. Apesar de algumas ONG's terem ji comecado a produzir semente de OPV's, a
sua sustentabilidade esti ameagada pela falta de informaio sobre as estrat6gias de sua
comercializago. Quase toda a semente de sorgo e massango/mileto adoptada pelos camponeses
em 3 paises (Zimbabwe, Mogambique e Tanzfnia) sob os auspicios da fase 4 da SMIP foi
garantida a partir de programs de distribuigio de sementes com ou sem subsidies dirigidos por
govemos e ONG's. A disponibilidade desta semente subsidiada limita ainda mais os incentives
comerciais para o desenvolvimento de mercados rurais de sementes (Jones et al. 2001).

Ademais, normalmente os pequenos camponeses citam a falta de acesso a sementes de novas
variedades como sendo a principal justificago para a nao adopcao das mesmas.

Um project piloto foi iniciado pelo SMIP com vista a avaliar a procura commercial de semente de
variedades de polinizaio aberta de sorgo, massango/mileto, amendoim e girassol nos mercados
rurais distribuida em pequenas embalagens. Estas embalagens incluem semente em secc6es de 5
kg, 2 kg e 500 g. Todas as embalagens foram vendidas a um preco que reflect os custos de
embalagem e distribuigio (Monyo et al. 2003 no prelo). Este program piloto foi desenhado para
avaliar a procura relative de semente vendida em embalagem de pequeno tamanho.

Os resultados destes estudos estao a ser usados para encorajar um amplo investimento privado no
desenvolvimento do com6rcio rural de sementes. Isto deverd contribuir directamente nos custos de
adopcao das novas variedades. O program piloto de pequenas embalagens, no seu todo, nio










contribuiu significativamente na melhoria dos indices de adopcio destas cultures no Zimbabwe
devido ao pequeno volume envolvido no esquema piloto. Contudo, caso o esquema ter sucessos, e
as empresas privadas envolvidas aumentarem os volumes de semente atrav6s deste canal, sera dado
um important pass. Finalmente, o SMIP tentard de ver se isto poderd constituir num important
via de distribuigio commercial de semente melhorada aos camponeses residents nas zona rurais da
regiao da SADC.

Culturas predominantemente autogimicas
A semente de cultures autogimicas (arroz) podem ser multiplicadas por camponeses com algum
treino, e poucos riscos de misturas fisicas uma vez que a semente de outras esp6cies pode ser
facilmente removida. A distancia de isolamento 6 minima e como tal nao 6 precise montar fibricas
sofisticadas de processamento e certificacio de sementes. A semente pr6-bisica pode ser vendida a
produtores com perspectives e o sistema de sementes pode ser informal. Por6m, e necessario criar
uma base legal permitindo a venda de semente nao certificada mas "verdadeira" de variedades
notificadas.

Culturas predominantemente de polinizagio aberta
As cultures de polinizaio aberta tais como o milho sao de dificil maneio uma vez que e mais
dificil detectar a semente de esp6cies daninhas. Geralmente a distincia de isolamento 6 maior (300
m). Neste tipo de sistema de cultivo opta-se por escolher bons produtores de sementes que pode
manusear apropriadamente a cultural, register os seus campos e certificar somente a semente
produzida nos seus campos. Um dos models mais populares praticados pelos camponeses nos
projects do ICRISAT consiste em utilizar o conceito de contratacio de pequenos camponeses para
produzir semente sob contract para a venda commercial a uma empresa privada. A via altemativa
consiste em encorajara o desenvolvimento de um sistema informal de sementes, na qual os
camponeses tenham confianca na qualidade da semente produzida quando estes podem observer o
campo de semente e convencer a si pr6prios que a semente a ser produzida 6 de qualidade exigida.
Outra estrat6gia do ICRISAT constitui a organizacio de residents com ideias progressistas ou
instituic6es a nivel de aldeia tais como escolas primirias para disseminar as novas variedades no
sistema de sementes da aldeia (Monyo et al 2000). Esta estrat6gia estimularia a competic~es entire
os produtores de sementes, muitos dos quais eventualmente emergiriam como produtores de
sementes de reputaaio aceitivel.

Ai onde o sistema cultural 6 dominado por OPV's e camponeses que reciclam a sua pr6pria
semente, as necessidades do pequeno campones seriam satisfeitas atrav6s da combinaio de
opcges enfatizadas pelo sistema informal descentralizado.

Alto e baixo coeficiente de multiplicafgo da sementes de cultures

O sector formal ji demonstrou o seu fraco ou quase nenhum interesse em multiplicar sementes de
cultures de altas normas de sementeira e baixo coeficiente de multiplicaao tais como o amendoim.
Os custos de transportaio, processamento, embalagem e certificacio aumentam ainda mais as
despesas e isto tome-as economicamente nao viaveis para os camponeses adquirirem a semente










destas cultures. Neste tipo de sistema, o mais econ6mico seria produzir a semente da variedade
notificada e entao vend6-la as comunidades vizinhas sem incorrer em despesas adicionais ligadas a
processamento e certificacgo.

Ligac6es do sistema de sementes com a investigation e extension

A procura da semente de variedades modemas 6 determinada por dois factors a saber: 1)
importfncia da nova variedades para os camponeses, 2) relevfncia do sistema de sementes para as
variedades e camponeses. Para o desenvolvimento de um sistema de sementes 6 important o
funcionamento de um efectivo sistema de extensao. A extensao joga um papel crucial no
treinamento de camponeses em mat6rias ligadas a producao de sementes e, portanto, um pre-
requisito no estabelecimento de um sistema de sementes -sobretudo o sistema informal onde os
camponeses precisam de ser treinados em varios aspects da producio de sementes. Tal como 6
dificil um sistema de sementes ser efectivo sem a extensao, 6 tamb6m dificil para os camponeses
adoptar muitas recomendac5es dos extensionistas sem o sistema de sementes que satisfaca os
seguintes crit6rios:

Cobertura de todas as cultures praticadas
pela maioria dos camponeses na zona visada

As variedades entregues aos camponeses para cultivo devem apresentar certas caracteristicas
vantajosas. Por exemplo, para o pequeno campones localizado em zonas de risco, a estabilidade da
variedade 6 mais important do que o alto rendimento (Monyo et al. 2003 no prelo).

Um ambiente politico e legal adequado permit o lancamento a producgo, de forma substantial, de
semente de alta qualidade de novas variedades.

Compatibilidade com nivel de desenvolvimento do sector agrario do pais. Por exemplo, no
caso quando a maioria dos camponeses 6 pobre e os services nao muito organizados cor baixo
nivel de infra-estruturas, nao 6 desejavel p6r em funcionamento um sistema sofisticado de
sementes envolvendo muitas instituic6es antes de crias as "bases".

Compatibilidade com as political do sector agrArio. 0 sistema deve ser apoiado por eficientes
services de investigaio e extensao assim como o suporte de outros services tais como
fertilizantes, pesticides, cr6dito agricola e um eficiente sistema de comercializacio de produtos.










Referencias
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Criaqao de um sistema comunitario de

produhao de semente -um estudo de

caso: Escolas de sementes, um novo

conceito na Tanzania3
E.S. Monyo e MA. Mgonja4

Anualmente sao lancadas a producao muitas novas variedades e tecnologias criadas por
cientistas e institutes de investigaio em todo o mundo. Muito dinheiro, tempo e esforcos sao
empregues na investigation para providenciar aos camponeses meios para gerar altos
rendimentos e aumentar os seus lucros. Mas nao obstante estas variedades e tecnologias serem
ensaiadas e testadas em ensaios multi-locais conduzidos nas Estac5es Experimentais Agricolas e
lavras de camponeses, somente poucas sao amplamente adoptadas pelos pequenos produtores.
Contudo, o ICRISAT tem desenvolvido varios conceitos tendentes a abordar esses problems.

Na regiao Austral de Africa o Programa de Melhoramento de Sorgo e Massango/mileto da
SADC/ICRISAT e parceiros criou e lancou a producgo mais de 40 variedades de
massambala/mapira e massanga/mileto desde a sua criacao em 1984. E ainda, em muitos paises
da regiao, cultiva-se menos de 10 por cento de variedades melhoradas de massambala/mapira e
massango/mileto. Com as novas variedades ja criadas, alguns estudos revelaram que os
camponeses tem conhecimento da c\isrtC'ncia destas variedades, mas que nao podem cultivar as
mesmas porque nao conseguem obter a semente. O problema, contudo, nao consiste nos
camponeses ou nos investigadores mas sim e, muito frequent, com as empresas comerciais de
sementes que nao reconhecem o potential destas variedades melhoradas. E bastante frustrante
para os investigadores que criaram novas e melhores variedades, mas mais important, 6 o facto
de se reter os camponeses que beneficiariam destas variedades.

A multiplicacao de sementes de variedades melhoradas e sua distribuicao e o principal problema
em muitos paises por6m, o ICRISAT e seus parceiros na Tanzania criou um concerto inovador
para resolver esse problema, que providenciaria um modelo para paises que enfrentam
problems similares de armazenamento de semente.

Porque escolas primArias

As escolas primarias nas zonas rurais foram identificadas em dois distritos afectados pela seca
(Dodoma e Singila na Tanzania). As escolas seleccionadas ja estiveram envolvidas num
project de nutricao infantil iniciado pela Christian Council of Tanzania com vista a ajudar as


3 Comunica~io apresentada em uma oficina, numa comunidade bem sucedida, baseada nas estrat6gias
de produ~io de sementes, co-organizada por CIMMYT e ICRISAT, de 3 a 6 de agosto de 2003,
Harare, Zimbabue.
4 Cientista Senior em Sistemas de Produ~io /Semente, Coordenador da rede e Cientista Principal em
Economia, respectivamente, ICRISAT, PO Box 776, Bulawayo, Zimbabue.










families inseguras e que sofrem dos efeitos de prolongada seca na zona central da Tanzfnia.
Uma vez que estas comunidades encontram-se sob a ameaca permanent da seca, parecia l6gico
estabelecer o project de multiplicacao de sementes nestas escolas como forma de transferir as
variedades melhoradas de massambala/mapira e massango/mileto tolerantes ao "stress" hidrico
para essas comunidades. Cada escolas conta com mais de 500 alunos e serve de 500 a 700
families, por isso, hi uma procura substantial de semente. A discipline da agriculture faz parte
do curriculo escolar e professors treinados nesta mat6ria foram recrutados e colocados. As
escolas ji cultivam cereals (massambala/mapira, massango/mileto, milho), leguminosas
(amendoim, feijao macunde) e horticolas para o consume dos seus alunos. Geralmente as
criancas sao provenientes de families camponesas e, beneficiam directamente da experiencia
pritica de producao de sementes. Encorajando os alunos das escolas rurais a aprender
agriculture, o project ajuda tanto os alunos como os seus pais que beneficiam da multiplicacao
de semente melhorada. Ap6s o termo do ensino primirio, muitas criancas nao podem continuar
os seus estudos isto significa que, os conhecimentos adquiridos durante a implementaio do
project, beneficiarao a future comunidade camponesas. Para garantir o adequado isolamento
dos campos de semente, as escolas dispoem de terras suficientes.

Como foi criado o sistema

Apresentacio da idea sobre a iniciativa aos interessados (ref acima) a nivel de distrito, comuna
e aldeia para possiveis reclamac6es.
* Identificacao dos principals autores -responsiveis pela implementaio exitosa da ideia
* Escolha da escola -Crit6rios para seleccao das escolas.
* As escolas seleccionadas distam uma da outra hi 25 km de distincia de forma a que cada
uma delas tenha o seu pr6prio centroo de producao e distribuicao de sementes", e os
camponeses podem adquirir semente sem andar longas distincias.
* Disponibilidade de terras: aproximadamente 2 ha que podem ser isolados.
* A escola deve estar localizada numa important area onde a semente serd produzida.
* Vontade da escola e da direccio da aldeia em levar a cabo esta actividade isto 6 propriedade
da comunidade.
* Treinamento de professors da escola (Director e o professor da agriculture) em mat6rias
ligadas a producao de semente e supervisor do project.
* Os programs de treinamento foram leccionados na proporao de um professor por escola,
mais todos os supervisors WEO que superintendem as t6cnicas de producao de sementes,
maneio cultural, padres de certificaao e m6todos de conservaao. Os parceiros do project
contribuiram com recursos financeiros, facilitadores para o treinamento; a logistica foi
organizada pelas escolas e comunidade local.
* O govemo alocou supervisors WEO para supervisionar a implementaio do project. Cada
supervisor supervisionou 10 escolas.
* Fonte de fomecimento de semente, distribuicio de sementes, monitorarao da cultural,
escolha da variedade e aspects de propriedade.










* A investigacgo piblica do ICRISAT/NARS ofereceu semente pr6-bisica a cada escola para
plantar em 1 ha de semente. A cultura/variedade foi criteriosamente seleccionada quanta a
adaptabilidade as condic6es locais.
* Durante a 6poca agricola, o ICRISAT, os investigadores cientificos do governor, as ONG's
locais monitoraram o maneio da cultural, control de pragas, etc. aconselhando sobre
aspects relacionados com control de qualidade.
* A direccao e os mais da aldeia atrav6s do Minist6rio de Govemo Local garantiu o sucesso
do program minimizando a contaminago do material a partir de outros campos e
organizando a distribuicio da semente ap6s a colheita.
* Culturas/variedades -massambala/mapira (Pato), massango/mileto (Okoa), sesamia (Ziada
94), amendoim (Pendo), grao-de-bico (Mali) e milho (Kilima) foram cultivadas em
diferentes regi6es.

Resultados

* O program foi iniciado 4 anos atras como um project piloto com a participaao de mais
de 50 escolas num distrito. Hoje a sua abrang6ncia atinge 250 escolas em distritos afectados
pela seca.
* Aumentou o leque de cultures. Inicialmente era multiplicada somente a semente de sorgo e
massango. Hoje, multiplica-se e vende-se com sucesso semente de grao-de-bico, sesamia,
amendoim e milho.
* Cada escola fomece anualmente as comunidades vizinhas aproximadamente 500 kg de
semente de alta qualidade a precos compativeis. Como resultados disso, aumentou 5 a 6
vezes a area cultivada por variedades melhoradas, elevando a superficie de sorgo e
massango/mileto cultivada com variedades melhoradas na Tanzfnia de 5 a 7 por cento em
1999 para niveis de adopcao na ordem dos 26 e 36 por cento para o sorgo e
massango/mileto (Monyo et al. 2003 no prelo).
* O program tem tido muitos 6xitos na Tanzfnia por isto tem sido repetido no Malawi; assim
como o govemo de Mogambique manifestou ji o interesse em aderir a project.

Porque o program teve hxito?

Primeiramente, parceria
O program foi dirigido pelas pr6prias comunidades. O ICRISAT, a investigaao estatal, o
pessoal de extensao e as ONG's deram o seu apoio. Estiveram estreitamente envolvidos
garantindo uma suave monitoria, logistica, coordenacao e outros aspects (certificacgo e
licencas de vendas) neste trabalho duas ag6ncias govemamentais minist6rio da educacgo e o
Govemo Local (administrago distrital).

Propriedade
A comunidade teve uma idea clara de propriedade do project. O project foi implementado a
nivel comunitirio com os beneficios virados para a comunidade. Por isso, teve um grande apoio
popular, mobilizado pelos lideres da aldeia. Por exemplo, os camponeses cujos os campos










estavam pr6ximos dos campos de semente da escola concordaram em plantar outras cultures
para minimizar a contaminacio e garantir a pureza genetica da semente a ser multiplicada.

Promoio
Nas escolas foram organizados Dias de campo para demonstrar os beneficios do project. Na
epoca transacta mais de 1000 camponeses participaram nestes events: os camponeses vieram
da comunidade visada, areas circunvizinhas, outros distritos da Tanzfnia, mesmo de outros
paises. Os visitantes incluiam representantes de Programas Nacionais e Servicos de Sementes de
Botswana, Malawi, Mozambique, Africa do Sul e Zimbia. Como resultado disso, rapidamente
se expandiu o conhecimento do project. 0 project interessou outras comunidades a
implementar trabalhos similares. Os projects de multiplicacao de sementes baseados nas
escolas estao a ser implementados no Malawi em parceria cor a World Vision International; o
Governo de Mozambique esta planificando implementar iniciativas parecidas mesmo cor o
empregue dum maior leque de cultures.










Escolha Correcta da Cultura e Variedade
P.S. Setimela, M. Binziger eM. Mwala5

Introducfio

Mais de 300 variedades de diferentes cultures foram desenvolvidas por melhoradores de plants de
empresas de sementes, Centros Intemacionais de Investigaaio Agraria e sector public. Estas
variedades estao registadas em muitos paises da regiao da SADC. Cor a existencia deste elevado
numero de variedades, os camponeses podem ter dificuldades em escolher a variedade apropriada.
A escolha incorrect de uma cultural ou variedade pode acarretar serias consequencias tais como
perca de rendimento, inseguranca alimentar e fracos lucros. A escolha incorrect de uma variedade
melhorada faz com que o produtor perca a confianca nas variedades melhoradas no geral e isto
periga a adopcao de tecnologias. E, portanto, important que seja fornecida aos camponeses a
informaaio adequada acerca das variedades de forma a que estes possam tomar decisao certa. Este
artigo aborda importantes considerac5es que garantam aos camponeses a escolha correct de
variedade, pois isto aponta para o impact da decisao tomada que pode ser correct ou errada.

Factores considerados pelo campones na escolha de cultural ou variedade

Muitas organizac6es estao envolvidas em recomendar cultures ou variedades aos camponeses.
Infelizmente, muitas dessas recomendac5es nao tnm em consideracio um vasto leque de factors
que influenciam o process de decisao do pr6prio campones. Quando o produtor procede a escolha
de uma cultural ou variedade, ha certos condicionalismos que influenciam a sua decisao:

Seguranca alimentar da familiar camponesa-para os camponeses 6 important a garantia de
sua sobrevivencia. A combinaaio de cultures e variedades eleitas deve proporcionar a seguranca
alimentar no decurso da epoca agricola. A seca ou qualquer outra calamidade pode perigar a
seguranca alimentar. A prevencio do risco constitui uma important razio porque os camponeses
frequentemente escolha de cultivar diferentes cultures e variedades. A prevenaio do risco constitui
uma important razao porque os camponeses frequentemente escolhem cultiva diferentes cultures e
variedades.
* Crialio de lucros/rentabilidade-os produtos agricolas constituem a principal fonte de
receitas para os camponeses e estes sao bastante preceptivos em maximizar os seus lucros. A
escolha desta ou daquela cultural ou variedade deve garantir que seja possivel obter receitas
(existencia de mercado para o produto) maximizando desta forma o lucro. O lucro nao deve ser
somente entendido como em terms monetirios, mas pode incluir outros aspects sociais que
contribuam para a sobrevivencia do campones.
* Mao-de-obra-Influencia a decisao do campones sobre a cultural ou variedade. Por exemplo,
em Botswana onde hi serios problems com o pissaro Quela, os camponeses plantam
variedades de sorgo que possuem pelos na superficie do grao para prevenir o ataque de
pissaros ou escolhem uma cultural nao afectada pelos pissaros.

5 Cientista Principal/Melhorador, Cientista Senior/Fisiologista, Cientista Adjunto/Melhorador, CIMMYT.










* Disponibilidade de terras em qualidade e quantidade-Quando a de terra 6 escassa ou a
fora de trabalho cor vista a sua preparaao 6 limitante, os camponeses podem decidir plantar
uma cultural de rendimento (horticolas nas zonas urbanas) ou uma cultural mais important para
a sua seguranca alimentar (geralmente milho). A melhor terra pode ser utilizada para a cultural
de rendimento cor vista a maximizar os rendimentos e lucros ao pass que a terra pobre 6
alocada para pritica de uma cultural menos exigente.
* Necessidade de insumos-Os camponeses defrontam-se cor a decisao de dividir os seus
poucos recursos entire adquirir fertilizantes, semente e outros meios de producao e despesas
nao agricolas. Se os camponeses podem reutilizar a semente sem prejudicar o rendimento das
cultures (OPV's contra hibridos), estes podem poupar dinheiro para outros fins (aquisicio de
fertilizantes). Por outro lado, quando bem manuseado, as variedades hibridas podem aumentar
os lucros isto 6 a escolha da-queles camponeses que podem aceder aos recursos.
* Disponibilidade e prego de sementes-Pode influenciar o que 6 os camponeses vao cultivar.
Caso nao haja semente disponivel ou o preco 6 muito alto, estes podem alterar a sua escolha de
cultural ou variedades ou mesmo plantar um material e menos valia (semente danificada pelo
gorgulho).
* Preferencia do consumidor/utiliza~?io do produto- Influencia a escolha de cultural e
variedades. No caso de milho, por exemplo, geralmente os camponeses preferem uma
variedade diferente para o processamento e armazenamento caseiro daquela destinada para
venda tanto como espiga verde assim como grio.
* Nomes das variedades-Normalmente sao complicados. Esses nomes podem confundir os
camponeses na altura de aquisicio da semente no mercado.
* Confianga no agent revendedor da semente-Quando o campones adquire a semente, este o
faz cor a expectativa de certas caracteristicas da variedade e viabilidade da semente. Se vio
ser atingidas essas expectativas ou nao geralmente isto tomase evidence aparente s6 depois de
muito tempo ap6s a aquisicao da semente, isto 6na altura da colheita. Na verdade, hi uma certa
dose de confianca depositada aos vendedores quando se compra a semente e outros materials
de cultivo. Caso se viole esta confianca, pode ser afectada a sobrevivencia do campones.
Portanto, o campones pode preferir adquirir a semente a partir de uma fonte segura, isto 6 uma
empresa de semente ou um vizinho de confianca.

Avaliando o que quer o campones

Ter havido limitada adopcao de variedades melhoradas pelos camponeses na regiao. Uma das
razoes do porque da fraca adopcao de variedades de cultures ter sido a falta de entendimento
sobre o que 6 que os camponeses querem ou como aceder as variedades. Entender como 6 que os
camponeses escolhem as suas variedades ou cultures permit aos melhoradores de plants,
extensionistas e pessoal das ONG's a desenvolver melhores variedades e proceder as
recomendac5es mais apropriadas.

Varios estudos levados a cabo tnm sido uteis na identificacao daquilo que querem os camponeses,
apesar destes estudos frequentemente considerarem somente uma amostra de camponeses
desprovidos de recursos.











O CIMMYT e os seus parceiros tem promovido esquema inovador para teste de variedades,
Ensaios "Mothe and Baby", num esforco de avaliar o que querem os camponeses querem. Os
Ensaios "Mothe and Baby" permitem aos camponeses de avaliar novas variedades de cultures no
seu pr6prio meio e sob o seu pr6prio maneio cultural. Desses ensaios, os melhoradores de plants
descobriram que o parimetro mais important para os camponeses nao 6 somente o rendimento,
mas tamb6m caracteres como palatabilidade, armazenamento, tolerfncia ao "stress" hidrico entire
outros parfimetros.

Os ensaios nacionais e regionais, organizados pelos sectors public e privado, tamb6m dio
informacio sobre que variedades sao mais adequadas nas condic6es dos camponeses. Estes ensaios
comparam a performance das variedades e as alterac5es que ocorrerem de 6poca para 6poca. Os
ensaios podem ser bastante complicados para as pessoas nao ligadas ao melhoramento gen6tico de
cultures no sentido de entender os detalhes, mas a informaio contida neles ajuda na caracterizaio
das variedades para aqueles caracteres conhecidos e importantes para os camponeses. Com base
nesta informaCio, os camponeses e as instituic6es podem eleger variedades que ajudam a estancar
o risco de pragas, doengas e condic6es climaticas adversas. Os Minist6rios da Agricultura,
empresas de sementes e Centros Intemacionais de Investigacio sempre podem ter acesso a esta
informacio.

As feiras de sementes e demonstrates fomecem alguma informaio sobre como os camponeses
acedem as variedades de cultures alimentares. Contudo, em muitos casos, as demonstrates sao
planificadas de tal maneira que nelas seja empregue todo um leque de insumos, criando assim uma
impressao sobre a variedade muito diferente daquela que o campones observa nas suas condicoes
de cultivo. De igual modo, o produto colhido e apresentado nas feiras como semente geralmente 6
escolhido da melhor parte do campo, indicando uma variedade bastante produtiva, mas o que na
realidade nao corresponde a performance m6dia dessa mesma variedade.

Qual 6 o impact do campones escolher uma variedade correct ou errada?

A desgraca de nao escolher a variedade ou a cultural apropriada ter varios impacts. A escolha de
uma variedade errada pode minar a seguranca alimentar da familiar camponesa, lucros e niveis de
adopcao de tecnologias (Figura 1). 0 maneio de praticas culturais tais como sachas e aplicaio de
insumos pode ser afectado na media em os camponeses invested em fertilizantes.






















































Figura 1. 0 impact da escolha correct ou errada de variedade.










Etapas na eleig io correct de variedade


Quando se selecciona uma variedade de cultural deve-se ter em linha de conta os seguintes factors:

Determine a sua zona agro-ecol6gica
Determine as caracteristicas da zona agro-ecol6gica onde a variedade sera cultivada. Isto inclui:
* Quantidade de precipitacio e o risco de seca durante a 6poca agricola
* A duraao da 6poca agricola
* Tipo de solos
* Incidencia de doencas
* Zona de elevado ou fraco potential

As caracteristicas de uma zona agro-ecol6gica determinam que caracteristicas deve possuir uma
variedade para produzir bem, que grupo de maturacio, ha ou nio necessidade desta variedade ser
tolerante ao "stress" hidrico ou baixo pH. Muitas variedades introduzidas de outras parties do
mundo ou mesmo da Africa Austral ("variedades ex6ticas") podem nao ter a devida resistencia a
doencas ou podem nao ser adaptadas aos solos prevalecentes na area.

Dura~io da epoca agricola
A duraao da 6poca agricola determine o grupo ideal de maturaao da variedade. O ideal 6 ter uma
variedade que amadurece durante a 6poca agricola (ou desde que haja agua disponivel no solo). As
variedades das cultures podem ser classificadas nos seguintes grupos:
* Uma variedade de ciclo precoce pode ser plantada cedo e colhida antes do fim da 6poca ou
plantada tarde e ser colhida no fim da 6poca. Essa variedade pode ainda ser utilizada em zonas
cuja a 6poca chuvosa 6 muito curta.
* Uma variedade de ciclo interm6dio tamb6m nao precisa da 6poca complete para amadurecer.
Frequentemente essa variedade pode ser colhida antes do fim da 6poca ou pode ser cultivada ai
onde as chuvas terminal cedo. Quando as condic6es forem boas, uma variedade de ciclo
interm6dio produz muito mais do que a variedade precoce.
* Uma variedade de ciclo tardio 6 aquela que precisa de ser semeada logo no inicio da 6poca
agricola, geralmente com as primeiras chuvas, de forma a tenha tempo suficiente para
amadurecer antes de terminar a 6poca. Quando as condic6es forem propicias, a variedade
tardia produz mais do que as de ciclo interm6dio e precoce.

Tipo de germoplasma
Determine o tipo de germoplasma se 6 hibrido ou uma variedade de polinizaio aberta cuja a
semente pode ser reciclada sem penalizar o rendimento. Os camponeses geralmente nao tem
qualquer preferencia sobre o tipo de semente.

Suposta utilizafio
As caracteristicas da variedade fortemente apontam para o modo de sua utilizaio. Diferentes
variedades podem ser escolhidas em funcio da utilidade do seu produto. Por exemplo, existem
variedades de milho mais apropriadas para o consume fresco (espigas grandes e doces). Os
camponeses geralmente preferem diferentes tipos de textura quando o milho destina-se para o
processamento e armazenamento caseiro (preferencia vai para o milho de grao duro) ao pass que
quando o milho destinado para venda em grao (preferencia vai para o tipo de que tiver um preco
mais competitive no mercado.


































































20










Desenhando o seu pr6prio esquema

comunitario de producao de semente
M. Banziger, P.S. Setimela, M. Mwala6

Quando se desenha um esquema de producao de sementes 6 precise estar consciente acerca do
prop6sito de cada esquema e seus produtos.

Objectivo para iniciar um esquema comunitArio de produfgo de sementes

Muitos esquemas comunitirios de producao de sementes sao iniciados porque os camponeses estao
preocupados com a "falta de sementes" na altura da sementeira. Uma vez que, durante s6culos, os
camponeses tnm estado a reutilizar a sua semente (ou outros materials de plantio), 6 important
entender o significado de "falta de sementes".

1. A semente nao esti disponivel devido a distirbios ambientais (seca) ou civis (grave escassez
de semente): 0 treinamento de camponeses sobre t6cnicas de producao de sementes a nivel
comunitrio tera um impact limitado caso nao sejam abordados inicialmente os aspects
relacionados com a prevencio de riscos da producao agricola. De outra forma, os mesmos
distfirbios civis e ambientais que afectam a producao de grao afectarao a producao de
sementes. Contudo, as estrat6gias de prevengio do risco podem incluir cultures cuja a semente
ou material de plantio nao 6 prontamente disponivel. Neste caso, os esquemas comunitirios de
producao de sementes podem contribuir para melhorar o acesso dos camponeses a esse
material de plantio assegurado que os custos envolvidos na producio desse material de plantio
ou semente nao 6 superior a vontade dos camponeses em investor neste tipo de material.
2. Apesar das condic6es "normais" de producao agricola, nao hi semente a partir do sector
formal pronta para distribuicio ou os custos de aquisigio da semente sao bastante elevados
(escassez cr6nica de sementes): Neste caso, os camponeses prevejam um valor acrescido a
semente em relacio ao grao (caso contrario estes semearao grao) e estao prontos a pagar mais
pela semente do que pelo grao. Esse valor percevido da semente pode consistir nas
caracteristicas da variedade (composigio gen6tica) e/ou a viabilidade da semente. Treinar os
camponeses sobre t6cnicas de producio comunitiria de sementes pode ter um impact no
acesso destes a sementes tendo em conta que:
Os custos da producio de semente sejam mais baixos em relaio a aqueles praticados pelo
sector formal para se atingir um baixo prego
A qualidade da semente produzida satisfaz as expectativas do campones (comprador ou
utilizador).
Al6m do aumento da acessibilidade do campones a semente, a geracio de lucros constitui
outro important objective para se iniciar esquemas de producao de sementes.







6 Cientista Principal/Melhorador, Cientista SRnior/Fisiologista, Cientista Adjunto/Melhorador, CIMMYT.










Produto do esquema de produfgo de sementes


A semente certificada, semente de qualidade-declarada ou semente padrio sao produtos
atrav6s dos quais os govemos garantem a qualidade da semente, isto 6 valor gen6tico, pureza e
viabilidade da semente. Um campones que enfrenta um maior preco pela semente em comparacao
com o grao pode entretanto ter uma certa confid6ncia de que obterd maiores ganhos em terms
monetarios. A semente produzida precisa de seguir os regulamentos existentes e a ader6ncia a
esses regulamentos deve ser monitorada. Os procedimentos sao mais restritivos para a semente
certificada do que para a semente padrao ou semente de qualidade- declarada.

Semente do sector informal: a qualidade de semente produzida no sector informal 6 somente
garantida pelo seu revendedor (produtor ou comerciante). Neste caso, ha pouca garantia de que
conhecendo ou tendo confid6ncia no vendedor ou tendo visitado o seu campo de producao de
semente isto da uma iniciativa de pagar um preco mais alto pela semente em comparaao do grao.
A maioria dos paises permit o com6rcio de semente produzida pelo sector informal nas
comunidades e entiree vizinhos", mas possuem regulamentos pr6prios para o com6rcio formal.

Desenhando o seu pr6prio esquema comunitArio de produigo de sementes

As apresentac6es feitas durante este workshop demonstraram que a producao de sementes a nivel
comunitario nao tem somente haver com a producio de sementes mas sim muitos outros aspects
devem ser considerados incluindo:
* Escolha de cultural e variedade.
* Origem da semente utilizada nos esquemas comunitirios de producao de semente.
* Treinamento de produtores de sementes.
* Control de qualidade.
* Necessidade de cr6dito para produzir semente?
* Limpeza, embalagem e comercializaio de sementes.
* Aspectos de sustentabilidade.

A tabela abaixo ilustrada e compare 4 models de producio de sementes a nivel comunitirio. A
mesma sublinha os aspects relacionados com os custos envolvidos na sustentabilidade, isto 6
aquelas questoes que no passado nunca foram abordadas com devida profundidade quando se
desenham esquemas de producgo de sementes a nivel das comunidades rurais. Ao menos que o
sector public ou as ONG's estejam preparados para investor no esquema de producio de sementes
de forma continue (ano-ap6s-ano), todos os components desse esquema (producao de sementes,
treinamento, control de qualidade, comercializacio, transportago, cr6ditos) devem ser pagos com
recurso ao preco da semente produzida. t, portanto, do interesse de todas as parties envolvidas
desenhar um esquema de producio de sementes que minimize os custos enquanto se satisfaz as
demands dos compradores no concemente a qualidade de semente (composigio gen6tica e
viabilidade da semente).










Tarefas
* Definir objective e produto(s) a ser gerado(s) no "seu" esquema comunitirio de producao de
sementes. Descrever a escolha de cultures e variedades, origem da semente, quantidade de
camponeses envolvidos, volumes de semente a ser prozida, etc.
* A comunidade visada esta bem definida no modelo?
* Definir as responsabilidades de varios parceiros nesse esquema tanto a curto assim como a
long prazo quando o sistema se torar sustentavel (isto 6 autosuficiente).
* Quais os incentives concretos de cada parceiro para aderir a essas responsabilidades.
* Que medidas podem ser tomadas para minimizar os custos mantendo ao mesmo tempo os
padres de qualidade do produto visado?
* Que garantias tem um potential comprador ou utilizador da semente em relaio ao valor
(caracteristicas gen6ticas, viabilidade da semente) investido (preco da semente).
* Qual 6 o incentive do campones em comprar a semente do seu esquema de producao de
sementes?
* Esti estabelecido o sistema de monitoria?
* Que procedimentos foram previstos para a sustentabilidade do project?
* Estao estabelecidos os parimetros de control de qualidade?
* Estao estabelecidos e definidos os procedimentos de distribuigio e acesso ao mercado?



























urgem aa semenme
empregue no esquema
comunitario de produ9ao de
semente


semente oasica provenlente
de uma empresa de sementes
ou do program de
melhoramento do sector
public.


semente cerllcaaa
proveniente de uma
empresa certificada
ou do program de
melhoramento do
sector uiblico.


semente certlcaaa proveniente
de uma empresa certificada ou
semente de uma outra qualquer
variedade de valor reconhecido
(raqa local).


semente oasica provenlente aa
empresa contratante.


Transporte da semente Produtor de semente ou NGO Produtor de semente Empresa de sementes
inicial ao produtor de
semente
Origem de outros insumos Produtor de semente ou NGO Produtor de semente Empresa de sementes
(fertilizantes, preparayao de
terras etc.)
Treinamento de produtores ONG ONG Empresa de sementes
de sementes
Control de qualidade Servicos de sementes pagos pela ONG ou produtor de Ningu6m Empresa de sementes ou servisos
sementes. de sementes pagos pelo produtor de
sementes.
Limpeza, embalagem e Produtor de semente ou ONG Produtor de sementes Empresa de sementes
comercializacao de semente
Manuten9ao de baixo preco 1. Uma consideravel proporgao dos custos de Os custos associados com a 1. Cada produtor de sementes
da semente devido a ... produ9ao de sementes 6 da responsabilidade da comercializaqao sao (grupo) produz grande quantidade
ONG/sector public minimizados. de semente (numa vasta area, bom
2. Os custos associados com a comercializacao sao maneio cultural).
minimizados 2. Os produtores de sementes sao
agrupados para reduzir os custos
de transporta9ao.
Aspectos de Quem assume o papel da ONG (apoio financeiro, Qual 6 a iniciativa para que o Um acordo de beneficio mtutuo
sustentabilidade transport, organizaqao) a long prazo. campones mantenha os padres entire a empresa e o produtor de
de qualidade que envolvem sementes.
custos (isolamento, depuragao).
Outros aspects A empresa privada de A semente de A semente produzida pelo
sementes esta preparada para qualidade declarada sector informal tem um preco
vender semente basica? A e padrao sao mais baixo do que a semente de
empresa de semente e o vendidas a um preco qualidade declarada, padrao e
program de melhoramento mais baixo do que a certificada, geralmente um
ptblico precisam de ser semente certificada. pouco mais do que o grao. A
aconselhados atempadamente reputacao do campones
(um ano antes) acerca da constitui a principal razao para
demand de semente basica. que outros camponeses paguem
A semente basica 6 mais cara um preco mais alto pela
do a certificada. semente produzida no sector
informal comparado com o
grao.







Parte 2




Produhao de semente de alguns cereais


































































26










Produhao de semente de variedades de

polinizagao aberta de milho
D. Beck, M. Banziger, S. Paliwal e P. Setimela7

Introdufio

Este capitulo descreve como 6 que os camponeses e as comunidades rurais podem produzir a sua
pr6pria semente de variedades de polinizaio aberta de milho (OPV's). Os camponeses podem
produzir a sua pr6pria semente de variedades de polinizaio aberta da cultural de milho. Nao existe
qualquer desvantagem neste procedimento desde que a semente seja produzida e armazenada
adequadamente.

Biologia da plant de milho

A plant de milho ter duas infloresc6ncias separadas uma masculina e outra feminine (Figura 1).
As flores masculinas estao localizadas na parte superior da plant numa panicula terminal ou
bandeira ao pass que as flores femininas os estigmas ou barbas localizam-se em espigas axilares a
meio do colmo. A localizaio da bandeira no topo da plant e a sua separaio da parte feminine a
espiga promove a polinizaio cruzada entire as plants. Geralmente, o p6len de uma determinada
bandeira 6 conduzido pelo vento para uma ou mais plants vizinhas. Apesar dos graos de p6len
serem muito pequenos, estes sao produzidos pela plant de milho em abundancia. Uma bandeira de
milho pode produzir at6 25 milhies de graos de p6len. Pouco depois do p6len ser expelido da
bandeira entra em contact com estigma, este germina e cresce para baixo em direcaio do ovario e
fertilizaaio ocorre. Entao esse 6vulo rec6m fecundado desenvolve em plant embrionaria no
interior da semente em crescimento.

Escolha da OPV de milho

Os programs de melhoramento gen6tico de milho de forma continue criam novas variedades de
polinizaaio aberta de milho. Estas geralmente sao mais produtivas do que as variedades antigas
utilizadas pelos camponeses, podem possuir outras caracteristicas adicionais tais como precocidade
ou melhor resistencia a doencas. Para obter mais beneficios dessas novas variedades, os
camponeses devem primeiramente obter semente da variedade melhorada. A producio de semente
deve entao ser desenhada de forma particular com vista a manutenaio da pureza varietal e oferecer
semente de boa qualidade.

Como produzir semente de OPV

Quando se produz semente, o campones prefer manter as caracteristicas dessa variedade. A
polinizaaio cruzada entire diferentes variedades de milho portanto deve ser evitada. O isolamento
do campo de semente de outros campos de milho previne isto. Caso duas diferentes variedades
forem plantadas uma pr6xima da outra, ocorrerd a polinizaio cruzada entire ambas as variedades e
a cultural oriunda dessa semente terd misturas de caracteristicas das duas variedades.

7 Cientista Principal/Melhorador, Cientista Senior/Fisiologista, Cientista Adjunto/Melhorador, CIMMYT.
















'JdA floremachoo


A flor f6mea, a espiga,
produz a semente.


Figura 1. O pe de milho e as parties de sua flora~go.










Isolamento do campo de produfgo de semente


Isolamento do campo de sementes pode ser feito em 4 formas:
1. Pelo espacamento ou distanciamento-mant6m uma distfncia de pelo menos 300 metros entire o
campo de semente e o outro campo de milho plantado com diferente variedade (Figura 2).
2. Pelo tempo-plante o seu campo de semente um mes antes ou depois de outros campos de
milho.
3. Atrav6s de uma barreira comprovada-a barreira de semente geneticamente pura da mesma
variedade pode ser plantada dentro de uma distincia de isolamento do campo de producao de
sementes.
4. Atrav6s de barreiras naturais-os campos de producao de sementes podem ser colocados em
terras isoladas por florestas naturais ou artificiais.

O tipo de isolamento mais usado 6 o isolamento por distincia e tempo. O objective e nao ter outra
variedade de milho libertando p6len pr6ximo quando o campo de semente estiver a florir. O vento
pode levar o p6len a uma distincia de 300 metros. Na verdade, caso estejam a soprar ventos fortes
numa s6 direccio, a distincia de isolamento deve ser aumentada at6 400 metros.




















Plantado primeiro


Plantado 30 dias ou mais depois


a) isolamento temporal


b) isolamento por espago (distAncia) Sem cultivoloutra colheita Colheita commercial




Figura 2. Isolamento temporal e de distincia de um campo de milho.
Desenhado a partir do "Manual de producio de semente de variedades de polinizaio aberta"
compilado por AfricCOMMS (PVT). Harare, 2002. SADC/GTZ.










Como seleccionar o campo adequado
Consulte os seus vizinhos quando 6 que estes pretendem semear os seus campos de milho de
maneira que voc6 possa seleccionar um campo isolado. Para al6m de considerar o isolamento,
seleccione o seu melhor campo para producao de semente de milho e manuseia-o bem porque o
preco de semente 6 mais alto do que a do grao. Escolha um campo que nao tinha milho durante a
6poca anterior com vista a reduzir a possibilidade de germinacao dos refugos de milho do ano
passado que possam cruzar com o seu milho. As comunidades camponesas podem querer produzir
semente de uma inica variedade num s6 campo para toda a comunidade. Isto ajuda a encontr um
campo bem isolado com solo f6rtil. Tamb6m a aldeia pode fazer um esforo colectivo para
manusear o campo de milho.

Como manusear o seu campo de producio de semente
Prepare o solo do seu campo pelo menos duas semanas antes da sementeira. Caso haja muito grao
de milho no solo deixado no ano transacto, esse grao pode germinar no espaco de duas semanas e
voc6 deve remov6r-as plantulas na altura de semear o seu campo de semente de milho.

Caso seja possivel, plante o seu campo de semente cedo. Escolhe a densidade populacional
recomendada para a sua zona. A taxa normal de sementeira para o milho 6 de 20 kg de semente
/ha. Caso seja possivel, incorpore fertilizantes e sache atempadamente.

Eliminando plants indesejAveis
Durante o ciclo vegetative, examine cuidadosamente o seu campo de semente de milho. Voc6
podera encontrar plants que nao se assemelham ou florescem muito antes da maioria das plants
do campo. Estas plants sao designadas plants atipicas e devem ser removidas antes de comecar a
exalar o p6len. Os camponeses podem nao gostar de remover tais plants dos seus campos, mas
isto 6 important para manter boa pureza varietal.

Colheita e secagem
Durante a colheita e secagem tenha cuidado para que a sua semente nao se moisture cor a semente
ou grao de outras variedades de milho. Conserve somente as melhores espigas e graos mais
saudaveis para semente e utilize o resto da colheita como grao para consume. A sua melhor
semente prove de espigas saudaveis e nao danificadas e que sao tipicas para a referida variedade.
No entanto, descarte as espigas atipicas, podres e danificadas e aquelas nas quais a semente ji
iniciou a germinar ou esta afectada por insects. Coloque as espigas colhidas numa superficie
limpa e seca tal como contraplacado ou plistico e exp6e a semente ao sol. Certifique que toda a
semente esteja exposta ao sol, espalhando as espigas numa camada fina e revirando-as varias
vezes.

Debulha, limpeza e armazenamento da semente
Quando a semente de milho secar, esta pode ser armazenada em espigas ou debulhada. Tenha
cuidado para que nao danifique a semente durante a debulha. A melhor semente geralmente vem da
parte m6dia da espiga. Ap6s a debulha, limpe a semente removendo a poeira ou outras mat6rias
inertes. Retire a semente pequena e adoentada, semente que ji iniciou germinar ou danificada por
insects. A percentage de humidade mais adequada para o armazenamento da semente de milho










corresponde a <12%. Antes de armazenar a semente num lugar seco e fresco, trate-a com uma
mistura de insecticide e fungicida. Quando tratar a semente, segue escrupulosamente as instrug6es
estampadas na embalagem do produto quimico. Uma das formas de armazenar semente num
recipient de prova de agua consiste em colocar a semente num saco de juta,eche bem o saco e
coloque este ultimo num saco de plistico, coloque depois este saco de plistico num saco de juta e
feche este iltimo. Depois estes sacos de contend semente devem ser armazenados num armaz6m
de semente em estibulos de madeira em ambiente fresco long de fertilizantes ou outros produtos
quimicos.

Control de qualidade na produgio de semente de milho

A producao e distribuicio de boa semente de milho de qualidade requer esforcos tanto no campo
durante o ciclo vegetative como durante as operac9es p6s-colheita da cultural. As inspecc6es de
campo sao conduzidas durante virias fases do ciclo cultural para ajudar a assegurar a qualidade.

Inspecq6es de campos
A inspeccio de sementeira 6 geralmente levada a cabo para determinar se a semente de milho
plantada 6 geneticamente pura, de uma fonte conhecida e se a variedade 6 recomendada para essa
zona. Caso se utilizeuma semeadora, estadeve ser verificada para que esteja livre de semente de
milho de outras variedades e esteja bem calibrada com vista a obter a densidade desejada. O campo
deve ser inspeccionado para verificar se o isolamento foi cumprido e esta livre de plants daninhas.

A segunda inspeccao 6 feita durante o ciclo vegetative para certificar se a cultural esta se
desenvolvendo bem. Para al6m do isolamento verificar a incidencia de doencas, pragas e ervas
daninhas. Nesta fase, devem ser apurada a c\xist'ncia de plants atipicas e doentes.

As inspecc6es de campo mais importantes sao feitas um pouco antes da floracio. Nesta fase o
campo de semente de milho esti mais susceptivel de contaminaio do p6len de plants atipicas ou
de outras variedades de milho proveniente doutros campos vizinhos. Portanto, durante a fase da
pr6-floraio a inspeccio visa confirmar se o apuramentoda exixtencia de plants indesejiveis foi
bem executado e se os campos foram suficientemente isolados. As plants atipicas e doentes assim
como as ervas daninhas devem ser removidas atempadamente.

A inspeccao pre-colheita ou na altura da colheita pode ser levada a cabo quando a cultural estiver a
aproximar-se da maturago e a semente ji perdeu grande parte do teor de humidade. As plants
atipicas tais como aquelas que ainda estiverem verdes quando a maioria ji esti seca, devem ser
removidas nesta altura. Durante a colheita, as espigas com diferente coloracgo do grao ou textura
devem tamb6m ser removidas.










Teste de control de qualidade
Para avaliar a qualidade da semente de milho leva-se a cabo virios testes do teor de humidade,
germinaio e pureza fisica. Este manual descreve o teste de germinaio como o mais frequent. O
objective do teste de germinaio consiste em determinar a capacidade de semente de germinar e
produzir plants normais quando semeadas sob condicoes apropriadas.

Teste de germinaaio
O teste de germinaio pode ser conduzido numa caixa aberta de madeira, de 1 m de comprimento,
50 cm de largura e10 cm de profundidade (Figura 3). Deite na caixa solo isento de doencas. Divide
a caixa em duas metades e semeia 100 sementes em filas separadas por 10 cm. Uma vez que o
objective consiste em saber quantas sementes germinam, semeai-as uma por uma numa linha fina
de cerca de 2 cm de profundidade. A caixa deve ser regada e conservada num sitio seguro fora do
alcance de passaros e animals. Outra altemativa consiste em conduzir o teste de germinaio junto
de casa ou no jardim num talhao bem preparado (Figura 3). Outra opcgo 6 a de avaliar a
germinaio do milho em papel higi6nico oujomal. Com esse m6todo, 50 sementes de milho sao
colocadas em filas tapadas com papel humido (Figura 3). O papel 6 enrolado e amarado com
elastico. Os rolos podem ser colocados em sacos de plastico ou outros recipients e conservados
durante 7 dias num sitio fresco. Com qualquer dos m6todos supracitados, depois de 7 alO dias faz-
se a contagem do nilmero de semente que germinou normalmente.


Teste da caixa
para a germinago
de sementes


Filas de semente






i Jardim protegido

Filas "b
Jomais





Semente


SCont6iner



Figura 3. M6todos de germinafio da semente do milho.
Desenhado a partir do "Manual de producio de semente de variedades de polinizaio aberta"
compilado por AfricCOMMS (PVT). Harare, 2002. SADC/GTZ.










Referencias
AfricCOMMS (PVT) Ltd. 2002. Open-pollinated maize seed production handbook. SADC/GTZ,
Harare, Zimbabwe.
Beck, D.L. 2003. Management of hybrid maize seed production. Mexico, D.F.: CIMMYT.
Modified version of chapter entitled Hybrid corn seed production, In: Smith, C.W., Betran, J. e
Runge, E. (eds). Corn: origin, history, technology, and production. John Wiley & Sons and
Texas A & M, New York and College Station, TX (no prelo).
Cordova, H.S., Quene, J.L. e Rosado, P. 1999. Small-scale production of maize seed by farmers in
Guatemala. CIMMYT and the Programa Regional de Maiz (PNM). Segunda edicio.
The Maize Program. 1999. Development, maintenance, and seed multiplication of open-pollinated
maize varieties Segunda edicio. Mexico, D.F.: CIMMYT.










Produgao de semente de

massambala/mapira e massango/mexoira
F. P. Muuka e M. Chisis

Introdufgo

A massambala/mapira e o massango/mexoeira sao importantes cultures alimentares cerealiferas
indigenas africanas. At6 agora, foram criadas inuimeras variedades melhoradas e recomendac5es
agron6micas para satisfazer as diferentes categories de camponeses localizadas em varias zonas
agro-ecol6gicas. Essas variedades incluem materials de polinizaao aberta (OPV's), hibridos para
producao de grao e forragens. Foram encontrados os compassos e as doses de adubacao mais
adequados. A semente melhorada oferece um amplo espectro de rendimento de grao, ciclo
vegetative, adaptabilidade, altura de plant, coloraao e tamanho de semente. Geralmente, essas
variedades toleram doencas tais como antracnose, viroses, doencas foliares entire outras. As
recomendac5es relacionadas a producao de sementes sao semelhantes a aquelas de character
agron6mico apesar para produzir semente de varias classes e categories devem ser compridos
certos procedimentos e condic5es. Devido a diversos constrangimentos, a multiplicaao e
fomecimento de semente dessas cultures tradicionais 6 instavel e muitas vezes precisa de
continuidade. O coeficiente de promocgo, adopcao e utilizacio dessas variedades a nivel national e
modesto.

As estatisticas e informaao disponivel sobre a producao e venda de semente e grao de
massambala/mapira e massango/mexoeira sao pouco disponiveis (Penninkhoff, 1998; Chisi and
Muuka, 1996). Singh e Jain (1991) estimaram que as necessidades de semente de
massambala/mapira e massango/mexoeira rodam aproximadamente 336-480 e 295 toneladas
respectivamente. Entretanto, essas cifras referem-se a altura quando havia poucas variedades
melhoradas no mercado. A FAO (1996) indicou que o incremento das areas de cultivo de
massambala/mapira e massango/mexoeira no period entire 1985 a 1994 foi de 0,2 e 13,1 por cento
ao ano respectivamente. As actuais necessidades em sementes dessas cultures pode ser mais alto
do que se pensa. O rendimento da semente de OPV's esta mais ou menos relacionado com o de
grao. Em qualquer local onde a semente melhorada atingiu altos niveis de aceitaio registou-se de
igual modo o aumento na procura de semente (Lof and Nchemba, 1994; Maimu et al., 1995;
Ericson and Karlsson, 1999). Mais do nunca os camponeses tomam a consciencia dos beneficios da
semente melhorada e a diferenca entire as cultivares. Os caracteres das cultivares aceites pelos
camponeses sao precocidade, tamanho (largo) da semente e alto rendimento.

Procedimentos para a produfgo de semente

Os procedimentos para a producgo e comercializacgo de sementes devem estar em conformidade
com a Acta de sementes aplicado nos paises. Para as distintas cultures e classes de sementes foram
impostas certas restri95es reforcadas pelo licenciamento das entidades filiadas em instituic5es
como o Instituto de Controlo e Certificaao de Sementes (ICCS) que control o esquema de


8 Pesquisa em Agricultura da ZAmbia e Projeto de Extensio.










certificaao da semente produzida nos paises. A tabela abaixo indicada alguns desses
procedimentos para a producao de semente de massambala/mapira e massango/mileto.

Tabela 1. Classes de sementes e restric6es a producio de semente de massambala/mapira e
massango/mileto.


Massambala/mapira* Massango/mileto**
Classe de semente Distincia de isolamento, m Classe de semente Distincia de isolamento, m
BAsica OPV 200 Nuclear 2,000
Certificada OPV 100 Pr&-basica 1,000
BAsica hibrido 300 BAsica 1,600
Certificada hibrido 200 Certificada 300-400
BAsica forragem 400 Linhas puras 800
Certificada forragem 400 QDS
Linhas puras 800
* Adaptada de Nath, 1995 **Adaptada de Singh, 1995

Semente nuclear e pr&-basica
Esta semente 6 usualmente produzida pelo melhorador e constitui o primeiro pass na cadeia de
producao de sementes. O melhorador ter um control restrito, observa os isolamentos,
regularmente inspecciona e apura as plants atipicas para manter a pureza gen6tica. Na fase de pr6-
lancamento da variedade deve haver quantidades suficientes de semente. Para a producao de
semente de OPV's a sementeira 6 feita em sistema de "bulk" em pequenas parcelas cor um
compasso largo por forma a permitir a expressao maxima e o puramento das plants atipicas. A
producao de semente de hibrido 6 uma tarefa altamente tecnica e requer experiencia. Para a
producao de semente hibrida, sao necessarios 4 parcelas de isolamento: linha A x linha B para
aumentar a semente da linha A qu6 masculinamente est6ril; aumenta a semente da linha B e linha
R e entao a semente do hibrido 6 produzida cruzando a linha A x linha R. Nesta caso, constitui
mandate do cientista atingir uma sincronia perfeita de floracao das linhas parentais do hibrido
(sincronia zero), apuramento rigoroso das plants atipicas e as plants da linha A produtoras do
p6len. E possivel levar a cabo cruzamentos artificiais e auto-fecundacc5es nas linhas B e R.
Aplica-se diferentes correlac5es de filas das linhas parentais do hibrido de 4:2 ou 6:2 da linha A ao
pass que nas linhas B e R usa-se 4 a 8 filas de bordaduras B ou R plantadas a volta de todo o
campo (Chopra et al., 1999). E possivel efectuar a sementeira escalonada da linha B, mas isso pode
causar problems para a linha R. Esta categoria de semente 6 regenerada em cada 3 a 6 anos tanto
no decurso da 6poca de chuvas como durante o cacimbo (6poca seca) com recurso a irrigagCo.

Semente basica
Parte da semente nuclear ou pr6-bisica 6 utilizada para a producao da semente basica ou pelos
investigadores ou por alguns produtores de sementes contratados para o efeito. Os procedimentos
para a producao deste tipo de semente sao similares a aqueles aplicados para a primeira classes de
sementes. Durante o ciclo vegetative, isto e fase de floraaio e maturaio sao realizados pelo menos
3 inspecc6es de campo por inspectors afilhados no ICCS.










Semente certificada
A semente basica 6 utilizada para a producio de semente certificada sob procedimentos similares
as da semente pr6-bisica e basica. Contudo, para a semente de linhas parentais de hibrido, as filas
da linha B sao substituidas pela linha R.

Treinamento de produtores de sementes
Determinado tipo de treinamento 6 administrado para os produtores de sementes. Os cursos de
treinamento sao oferecidos a pessoas singulares que representam grupos, organizac6es e
instituic6es. As vezes sao organizados "Dias de campo" para expor os participants a aspects
importantes da producio de sementes de variedades cultures alimentares. Muitos destes aspects
tem haver corn:

Escolha de local e campo
As localidades e os campos de producao de sementes podem diferir daqueles destinados par a
producao de grao. Important consideraao deve ser dada as condic6es de cultivo, duraio da
6poca chuvosa, facilidades de irrigacio, humidade do solo durante a fase de maturaio,
temperature e duracao do dia, ventos fortes, sistema da agriculture predominante; condigio para
satisfazer as distfncias de isolamento; incid6ncia de pissaros, doencas e pragas; relaao com as
esp6cies selvagens e cultivadas. O campo deve ser relativamente f6rtil; isento de inundac5es; o pH
do solo nao inferior a 4,5.

Preparacio de terras
A semente de massambala/mapira e massango/mexoeira 6 bastante pequena. O solo deve ter uma
estrutura muito fina, humido e livre de ervas daninhas na altura da sementeira. Nao se recomenda a
t6cnica preparacio nula do terreno (cultivo zero).

Sementeira
Deve-se abrir buracos ou covachos de 2 a 3 cm de profundidade em filas quando as chuvas estio
bem estabelecidas de tal modo que a semente amadureca durante um period minimo de
precipitac5es. Conheca o period de maturaio da variedade que cultiva.

A producao de sementes durante a 6poca do cacimbo (seca) cor recurso a irrigaio pode ser
utilizada especialmente nas areas de vales quentes. A sementeira de linhas parentais do hibrido
deve ser feita de tal forma que estas florescam ao mesmo tempo. Para as cultures de
massambala/mapira e massango/mexoeira, cor vista a obter uma densidade populacional de 60 80
mil plants para o massango/mexoeira e 130 150 mil plants para o caso da massambala/mapira,
recomenda-se utilizar a norma de sementeira de 4-6 e 8-10 kg de semente /ha respectivamente. Os
compassos recomendados sao de 75 cm entire as filas e 20 cm entire os covachos ou 60 x 60 cm
para o massango/mexoeira e 60-75 x 50 cm para a massambala/mapira semeando 4 a 8 sementes
por covacho e mais tarde desbastar at6 2 3 plants por covacho. Aconselha-se que os camponeses
que se encontram na mesma area semeiam a mesma variedade e ao mesmo tempo. Nao se
recomenda semear no solo seco.










Doses de adubatio
Para adubo de fundo e cobertura recomenda-se incorporar 200 kg/ha de composto e 100 kg/ha de
ureia. A cobertura pode ser escalonada em duas aplicac5es. O adubo dependera do tipo e
fertilidade potential do solo.

Sacha
Normalmente sao efectuadas 2 a 3 sachas no campo de sementes utilizando enxadas cavalos ou
cultivadores acoplados a um tractor para manter o campo livre de ervas daninhas durante toda a
6poca. No campo de semente de massambala/mapira 6 possivel combinar sacha mecfnica com
aplicaao de herbicida pr6-emergente Gesaprim na dose de 3 a 4 litros por hectare. As ervas
daninhas compete com a cultural de semente em nutrients, insolaao solar, humidade do solo e
podem constituir dep6sitos de doengas que pode contaminar a cultural na altura da colheita.

Desbaste
O desbaste para alcangar o compasso e densidade desejada devem ser efectuados antes do inicio da
fase de afilhamento. Nao se recomenda resementeira nos campos de sementes.

Protecq~o de plants
As variedades melhoradas de massambala/mapira e massango/mexoeira sao resistentes a maioria
de doengas dessas cultures. Evite de produzir sementes em areas end6micas de doengas. Nos
campos de massambala/mapira e massango/mexoeira ospassaros podem constituir serios
problems. Estes podem ser minimizados atrav6s de uma cuidadosa escolha do local, cultivo de
largas areas, colocaao de espantalhos nos campos e o pratica de sorgo castanho cujo grao cont6m
taninas, no caso de massango/mexoeira recomenda-se cultivar tipos de massango.

Depuraoo e inspecqao
Esta actividade 6 levada a cabo cor vista a eliminar plants fracas, adoentadas e atipicas antes
destas comegarem a exalar p6len durante a fase da floracio e antes da colheita.

Colheita, debulha e manuseamento p6s-colheita
A colheita manual 6 a mais comum ao pass que a colheita mecanizada 6 possivel para variedades
de baixa estatura e 6 levada a cabo ap6s as realizacio das inspecc5es de campo. Este tipo de
colheita 6 feita quando a semente esta completamente madura mas antes das plants comegarem a
acamar. Quando se estiver a colher hibridos ou linhas parentais de hibridos deve-se evitar as
misturas fisicas sobretudo quando se esti na presenga de plants acamadas. As plants das filas
masculinas nao devem ser utilizadas como semente. Durante a colheita, os trabalhadores treinados
para o efeito devem remover as plants indesejaveis. O material colhido manualmente deve ser
secado ao sol por alguns dias depois debulhadas mecanicamente ou atrav6s espancamento cor
paus evitando que a semente parta ou se desfaga. As debulhadoras estacionarias devem ser limpas
antes de utilizar uma diferente variedade ou classes de semente. Limpe a semente atrav6s de
ventilacio depois trate-a caso tenha insecticide e conserve-a em recipients hermeticamente
fechados, sacos ou frascos. E important manter a identidade de cada tipo ou classes de semente.
As classes de semente sao diferenciadas cor etiquetas de varias cores.










Comercializagio de sementes e fixagio de prepos
Na maioria dos casos, a comercializacio e indexacao de precos e controlada pelos produtores, tipo,
procura e as vezes distincia entire os pontos de producao e venda e varia muito dependendo da
cultural, especie, hibrido ou OPV e epoca do ano.

Referencias
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for Sorghum and Pearl Millet in Zambia, Pages 279-286 In: Drought-tolerante crops for
Southern Africa: Proceedings of the SADC/ICRISAT Regional Sorghum and Pearl Millet
Workshop, 25-29 July 1994, Gaborone, Botswana (Leuschner, K.; e Manthe, C.S., eds).
Patancheru 502 324, Andra Pradesh, India: International Crops Research Institute for Semi-
Arid Tropics.
Chopra, K.R., Chopra, R., Rabbani, G. e Thimaiah, K.K., 1999. Seed production; pages 445-477 In
Pearl Millet Breeding. Oxford and IBH Publishing Company Pvt. LTD. New Delhi, Calcutta.
Ericson, K., Karlsson, G. 1999. Pearl Millet in the Western Province of Zambia Small-scale
Farmers' Experience of Growing Improved and Local Varieties. Minor Field Studies No. 66
Swedish University of Agricultural Sciences, Uppsala.
FAO, 1996. The World Sorghum and Millet economics-facts, trends and outlook.
Government of Zambia. 1999. The Agriculture (Plant Varieties and Seeds) Act (Laws, Volume
XIV, CAP 236). The Agriculture (Quantity Declared Seeds) Regulations, 1999.
Heemskerk., W. 1991. Seed Selection and Seed Storage, Ministry of Agriculture.
Lof, H.J. e Nchemba, A.C. 1994. Seed Banks Evironment of farmers' control over seed supply.
2 Seminario SADC.
Seminar on seed research and certification. 17th-20th May, 1994 Maseru, Lesotho.
Lyoba, B. e Tripp, R. (undated). Linking Adaptive Research to farmers' seed systems: The
diffusion of new varieties in Senanga West, Zambia. Oversea Development Institute (ODI).
Maimu, Z., Mupo, S., Nyambe, M. e Sitali, G. 1995. Evaluation of the pre-extension programme
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Mount Makulu Central Research Station, 2002 Sorghum Production Guide.
Nath, B. 1995. Sorghum (sorghum bicolour L.) pages 165-171 In: Zambia Seed Technology
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Singh, P. 1995. Pearl Millet (Pennisetum americanum L.) pages 1771-182 In: Zambia Seed
Technology Handbook. Ministry of Agriculture, Food and Fisheries.


































































40







Parte 3



Produgao de material de plantio
de algumas cultures de propagagao
vegetativa


































































42










Qualidade de semente e

procedimentos de produgao de semente de

mandioca e batata-doce
C.C. Moyo, N.M Mahungu, VS. Sandifolo, A.R.K Mhone F. ( hii,,ig, e J. Mkumbira'0

Introdufio

O material de plantio saudivel (semente) constitui para a obtencio de uma cultural sa. As cultures
de mandioca e batata-doce sao propagadas atrav6s do uso de seus 6rgaos vegetativos. O uso desses
6rgaos ter as suas desvantagens, contudo. Isto inclui o baixo coeficiente de multiplicacio, volume
do material, fraca longevidade do material e a manutenaio durante a 6poca seca no caso da batata-
doce. Algumas doencas tais como o mosaico da mandioca; o raiado da mandioca e as viroses da
batata-doce constituem doencas sistematicas e podem ser transmitidas atrav6s do uso de 6rgaos
vegetativos.

Para produzir material de alta qualidade, os camponeses devem conhecer em que consiste a
semente de mandioca e batata-doce de alta qualidade e como produzi-la. Semente de mandioca e
batata-doce de boa qualidade 6 aquela capaz de germinar e dar origem a uma cultural saudavel uma
vez plantada. Tal semente deve ser madura, isenta de pragas e doencas e verdadeira.

Em muitos paises da Comunidade para o Desenvolvimento da Africa Austral (SADC), as empresas
privadas de sementes nao estao interessadas em produzir semente de mandioca e batata-doce uma
vez que, ao seu ver, esta actividade nao 6 lucrative. Ao contrdrio, instituicoes govemamentais e
Nao-governamentais (ONG's), grupos religiosos e pequenos camponeses produzem esse tipo de
semente.

Categories de semente

Existem 3 categories de sementes a saber:
* Semente pr&-basica: 6 a semente produzida e mantida pelo melhorador. Essa semente
constitui a fonte de material de plantio para a semente basica.
* Semente bAsica: 6 uma prog6nie da semente pr6-basica. E produzida sob a supervisor de uma
ag6ncia national de certificaao.
* Semente certificada: 6 uma prog6nie da semente basica.

Esquema de multiplicafio de semente

A mandioca e a batata-doce sao multiplicadas em 3 etapas: primaria, secundaria e terciaria. O
esquema tem a vantagem de facilitar a distribuicao da semente. Na fase primaria os locals de
multiplicacao estao pr6ximos ou nas Estac5es Experimentais Agricolas com vista a ficil


9 IITA/SARRNET, Malawi.
10 Estaqio de Pesquisa em Agricultura de Bvumbwe, Malawi.










supervisor pelos cientistas. Durante a fase secundiria os campos sao estabelecidos e manuseados
pelo pessoal de extensao, ONG's, grupos religiosos e alguns camponeses. Os cientistas do
Program de Investigaio de raizes e Tub6rculos supervisam esses campos. Os campos de
multiplicacio terciiria sao maioritariamente manuseados por camponeses. Geralmente estes sio
pequenos camponeses em terms de quantidade. Estes ultimos sao assistidos pelo pessoal de
extensao e ONG's.

Mandioca
As estacas de mandioca podem ser multiplicadas utilizando a t6cnica conventional assim como a
multiplicacao ripida. Em ambos os casos, o objective primirio consiste em produzir material
vegetative e nao raizes ou tub6rculos.

Metodo conventional. O m6todo conventional de multiplicaao da mandioca e o m6todo mais
ffcil e amplamente usado. Contudo, tem a desvantagem de possuir baixo coeficiente de
multiplicacao (1:10) ao contrdrio da multiplicacgo ripida (1:60-100).

Local. Normalmente um local para a multiplicacao de estacas de mandioca deve ter o seguinte:
* Ficil acesso de beneficidrios.
* Na 6poca anterior nao esteve ocupado pela cultural de mandioca para evitar plants daninhas.
* Solos bem drenados.
* Proteccao contra animals.
* Longe de areas de alto risco de incidencia de doencas e pragas
* Longe de outros campos de mandioca -para semente pr6-bisica a distfncia minima 6 de 200 m
para a semente basica e certificada essa distfncia de isolamento deve corresponder a 100 m.

Variedade. As melhores variedades para multiplicar sao aquelas exigidas pelos camponeses. Estes
ultimos geralmente preferem as variedades que possuem as seguintes caracteristicas:
* Elevado teor de mat6ria seca (pelo menos 30 %).
* Comestivel (habilidade das raizes cozerem sem processamento).
* Formacio precoce de caule.
* Boa capacidade de conservacao no solo (habilidade das raizes maduras de permanecer no solo
sem se estragar). Boa conservaio no solo prolonga o period de colheita da cultural.
* Tolerante a pragas e doencas.
* Adaptivel a 6poca agricola (variedades de alta capacidade de ramificaao para a consorciago.
* adaptAvel a seu modo de consume. Variedades de mandioca amarga sao preferidas para o
processamento e as doces para o consume fresco.

Preparacio de terras e plantacio. A terra destinada a multiplicaao da mandioca deve ser
preparada muito cedo para permitir que plantagio se proceda logo cor as primeiras chuvas. A
plantaio precoce permit o bom estabelecimento da cultural enquanto ainda houver humidade no
solo. Se o local escolhido se encontra em zonas baixas cor possibilidade de inundagio durante a
6poca chuvosa, a plantaao deve ser efectuada logo ap6s o recuo da agua.










Material de plantio. Para a plantagio deve ser utilizado somente material de boa qualidade. As
recomendac5es seguintes podem ajudd-lo na seleccio para evitar a escolha de estacas infectadas.

* Seleccione plants maduras, cerca de 8 a 18 meses. Essas plants normalmente terio estacas de
coloraio acastanhada. Apesar das parties jovens poderem ser plantadas, estas acabam por
secar facilmente e seram atacadas por pragas e doencas
* As plants devem ser sas. Esse tipo de plants tem caules e ramificac6es robustos, folhagem
vigorosa e poucos danos por pragas e doengas.
* Evite plants com sintomas de danificacgo por pragas e doengas. Muitas doengas e pragas de
mandioca estao alojadas no caule e sao difundidas atrav6s da distribuicio e plantagio de
estacas infectadas ou doentes. Constituem principals pragas, a pulga, o afideo verde e a
cochonilha da mandioca; enquanto que as principals doengas sao, o mosaico da mandioca, a
doenga bacteriana da mandioca e o raiado castanho da mandioca.
* Evite cortes e lesoes de estacas. As lesoes constituem potenciais entradas de patogenos.

Plantaio. O compasso para plantar a mandioca para multiplicacio de estacas deve ser 1,0 x 0,5 m
(20,000 plantas/ha) ou 0,5 x 0,5 m (40,000 plantas/ha). As estacas devem ter 20 a 30 cm de
comprimento com 6 a 8 botoes por estaca. Estacas de 15 a 20 cm podem ser utilizadas, mas o risco
de secar 6 alto em solos com pouca humidade. Devem ser tomados todos os cuidados para evitar
lesoes e danificago dos botoes na altura de sementeira.

As vezes as estacas ficam ligeiramente infectadas por doengas e pragas. A emersao de estacas em
agua quente (cerca de 60'C) durante 5 a 10 minutes ou tratando com uma solucio de rogor
(dimethoate) pode controlar estas doengas e pragas. Os fungos tais como a antracnose, pode ser
controlado atrav6s do uso de benlate ou decis.

Maneio do campo. A principal pratica de maneio cultural ap6s a plantagio constitui a sacha,
incorporacio de fertilizantes e depuracio (remocio de plants infectadas por doengas e plants
atipicas).
Sacha

* O campo de multiplicacio deve estar isento de ervas daninhas. Isto 6 particularmente
important nos 3 primeiros meses do crescimento antes do desenvolvimento complete de
caule.
* Adubacio. Ai onde os solos sao pobres, deve-se aplicar adubos por forma a estimular o
crescimento. Na maioria das zonas da regiao, a melhor altura para incorporar o adubo no solo
durante a plantacao ou pouco depois disso para que a cultural aproveite o adubo antes das
chuvas lixiviarem-no. A dose de adubo a aplicar depend dos resultados da andlise quimica do
solo. Contudo, no Malawi na ausencia de resultados de andlise quimica de solo aplica-se 50 kg
de azoto e 40 kg de P205.

* Fitossanidade. A sanidade vegetal 6 muito important no process de multiplicacao de estacas
da mandioca. E precise realizar inspeccoes de rotina com vista a remover e destruir as plants










infectadas por doencas. Esta actividade deve iniciar logo ap6s a formaio do caule e repetido
de 4 em 4 dias durante um period de 3 meses de crescimento e caso a incidencia de doencas
nao 6 tio alta entao 6 feita uma inspeccio por mes. As plants removidas devem ser destruidas
long do campo de multiplicacgo atrav6s de queima ou aterro.
*Um bom material de plantio deve ser tamb6m verdadeiro em terms de variedade, sem
misturas. Igualmente as inspecc6es devem atingir as plants atipicas que devem ser removidas
do campo. Nas fases mais precoces de formaaio de caules, deve se replantar nas falhas
resultantes da remocio de plants infectadas ou atipicas para se alcancar a densidade
recomendada.

Colheita de estacas. Caso o campo esteja bem manuseado, as estacas amadurecem entire 9 a 12
meses ap6s a plantago. Considerando que o objective 6 a producao de estacas, durante a colheita
as plants nao sao removidas, mas sim cortadas 20 a 25 cm acima da superficie do solo. Outros
caules emergirao ap6s o corte. Esses ultimos devem ser desbastados at6 2 a 3 caules por covacho
para produzir novos caules.

Maneio p6s-colheita. Ap6s o primeiro corte de estacas, o campo deve ser adubado para estimular
o crescimento das plants e mant6-lo livre de ervas daninhas. Outro lote de estacas pode ser
cortado 9 a 12 meses mais tarde. Esse process pode-se repetir quantas vezes for possivel desde
que nio se register um acr6scimo na incidencia de doencas. O numero de cortes a proceder depend
da variedade, fertilidade do solo, e maneio de ervas daninhas, pragas e doencas. Por6m, nao se
recomendam cortes repetidas em campo com alta incidencia do mosaico da mandioca.

Durante e depois da colheita deve-se ter cuidados para evitar a danificaao das estacas. Os botoes
danificados podem nao germinar. As estacas devem ser atadas em feixes. O tamanho dos feixes
varia de area para area, mas na Nigeria uasa-se feixe de 50 estacas.

Acondicionamento de estacas. As vezes 6 precise armazenar as estacas. Esses casos acontecem
quando a colheita 6 feita fora de 6poca e a plantacio sera feita mais tarde ou o campones adquiriu
as estacas antes do campo estar pronto para a sementeira. Entretanto, as estacas podem ser
armazenadas somente por um period muito curto (nao mais de 8 semanas) visto que as mesmas
podem desidratar e serem alvos de ataques de pragas e doencas).

As estacas da mandioca podem ser armazenadas em feixes e colocados em posicao vertical ou
horizontal debaixo de uma sombra num local com boa ventilaio. Quando as estacas sao
armazenadas verticalmente, os botoes devem estar virados para cima e a extremidade do corte deve
estar inserido no chao que deve ser regado permanentemente.

Durante o armazenamento, evite que as estacas estejam expostas directamente ao sol e aos ventos
quentes/frios. t de realgar que as estacas maduras e sas conservam-se melhor do aquelas imaturas e
compridas.










Multiplicagfio rapida. O termo "coeficiente de multiplicacgo" refere-se ao aumento da quantidade
de material de plantio em comparaao com a quantidade utilizada na plantacgo. Uma estaca de
mandioca de 25 a 30 cm de comprimento pode produzir 10 a 12 estacas mais tarde, dando a um
coeficiente de multiplicago de 1:10. Em contrast, uma semente de milho produz 300 sementes,
dando um maior coeficiente de multiplicacao (1:300) do que a mandioca.

A tecnica de multiplicago ripida resolve o problema de baixo coeficiente de multiplicaao das
cultures de propagacio vegetativa tais como a mandioca em beneficio da avaliacao do
germoplasma, distribuicio e multiplicaao de estacas. A tecnica envolve o aumento ripido das
quantidades de material de plantio daquele inicial (1:60-100).

Preparagdo de mini-estacas. Todos os caules sao cortados em mini-estacas: parte dura partiess
velhas, 1 a 2 botoes), semi-duras (semi-maduras, 4 a 6 botoes) e parte do topo partiess verdes e
tenras, 6 a 10 botoes). A quantidade de botoes por mini-estaca depend do comprimento do
intren6, diametro do caule e condic6es climiticas na altura da plantagio e depois. Deve-se retirar
as folhas das estacas do topo do caule except as mais novas e devem ser mergulhadas na agua
para evitar a desidratago.

Deve-se tomar muitos cuidados no manuseio dos botoes auxiliares. Para o corte das estacas deve-
se utilizar objects contundentes (navalhas, facas).

RllptIL ,i,'pltw,, i,," de mini-estacas. As mini-estacas podem ser repicadas ou plantadas
directamente no solo de viveiros ou sacos de plistico forte.

Repicagem nos viveiros. Os viveiros devem estar localizados pr6ximos de uma fonte de agua com
solos bem drenados. Os viveiros devem ter 1 por 1,2 m de largura ( para facilitar o trabalho no
meio do viveiro) e o comprimento depend da disponibilidade de terras, dependendo da quantidade
de semente a produzir. As mini-estacas devem ser plantadas num compasso de 10 x 10 cm.

As estacas duras devem ser plantadas horizontalmente, a 4-5 cm de profundidade para evitar estar
expostas no process da rega e desidratarem. Plante as estacas de tal maneira que os botoes estejam
a esquerda ou direita da estaca e nao uma em cima da outra porquanto os botoes de baixo
germinam mal.

As estacas semi-duras e as mais jovens devem ser plantadas verticalmente com dois tercos da
estaca emergido no solo. As estacas sao sensivel a baixa humidade do solo e devem ser regadas 3
vezes ao dia.

Ap6s a sementeira, o viveiro deve ser regado imediatamente de manha e a tarde, except quando
chove muito visto que isto pode causar podridao das mini-estacas. Os viveiros devem ser
sinalizados com etiquetas indicando a variedade e a data de plantago. Os viveiros devem
permanecer livres de ervas daninhas removidas atraves de arranque manual.










As mini-estacas levarao 7 a 10 dias para germinar. Ap6s 4 a 6 semanas no viveiro, as plintulas
devem ser transplantadas para o campo definitive. Uma a duas semanas antes da transplantacio as
plantinhas devem ser fortalecidas reduzindo a frequencia da rega. Contudo, um dia antes da
transplantaio os viveiros devem ser bem regados para facilitar o transplant.

Repicagem em sacos de polietileno. A repicagem em viveiros, como habitualmente se pensa, tem
virias desvantagens. Requer 4 a 6 semanas antes da transplantago, 6 trabalhoso e o solo pode
center virios pat6genos. Por outro lado, a repicagem de mini-estacas em sacos de polietileno sem
solo 6 ripida, barata e convenient. No entanto, esse m6todo 6 somente aplicivel para estacas
obtidas das parties duras e semi-duras do caule. As tenras parties do topo nao sobrevivem a elevada
temperature dos sacos de plistico.

Antes da colocacgo em sacos, as mini-estacas devem ser tratadas com fungincida como benlate
benomyll). Depois as estacas sao colocadas directamente em sacos perfurados, deixando vazio um
terco do saco para a circulaio do ar. Os sacos sao depois colocados num lugar sombrio.

A alta temperature e humidade no saco de polietileno provocam a germinac~o ripida e uniform
das estacas em 3 a 5 dias. Essas mini-estacas crescem bem no campo definitive.

Transplanta~io e maneio do campo. Na altura de transplantacio deve-se ter muitos cuidados
para nao danificar o sistema radicular das plantinhas. As plantinhas devem ser transplantadas num
campo bem preparado utilizando o compasso de 1,0 x 0,5 m ou 0,5 x 0,5 m. Cor este compasso,
as ervas daninhas sao abafadas devido ao crescimento precoce da folhagem. As parcelas devem ser
sinalizadas cor etiquetas indicando o nome da variedade, data de transplantaio e area ocupada
pela variedade.

Maneio do campo, colheita e acondicionamento de estacas. As priticas de maneio do campo,
colheita de estacas e armazenamento sao as mesmas utilizadas no m6todo conventional.

Batata-doce
A multiplicaao de batata-doce envolve a utilizacio da t6cnica de multiplicaao ripida. O
coeficiente de multiplicaao da batata-doce 6 de 1:20 isto esti muito aqu6m do coeficiente do
milho (1:300).

A multiplicago ripida ultrapassa os problems relacionados com o baixo coeficiente de
multiplicacio na batata-doce. Isso envolve a utilizaio de t6cnicas de aumento ripido das
quantidades de material de plantio daquele disponivel no inicio.

Local. A multiplicacgo ripida da batata-doce 6 levada a cabo normalmente em viveiros. Um bom
local 6 aquele que:
* Nao foi utilizado com batata-doce na 6poca anterior para evitar o surgimento de plants
daninhas que possam estar infectadas com pragas e doencas.
* Esti situado em solo bem drenado.










* Esti protegido contra animals.
* Esti pr6ximo de uma fonte permanent de agua.
* Esti long de areas de alta incid6ncia de viroses de batata-doce.
* Esti pelo menos a 200 e 100 m de distincia do campo de semente pr6-bisica e basica e
certificada.

Preparafio de terras e planta~io. Os viveiros para a multiplicaao da batata-doce devem ter as
seguintes dimensoes: 1,0 a 1,2 m de largura para permitir ficil acesso ao meio dos canteiros. Os
viveiros podem ter qualquer comprimento, dependendo da quantidade de material a produzir. Os
canteiros devem estar distanciados uns dos outros a 0,5 m. Caso os solos sejam pobres(arenosos)
recomenda-se a pratica da sideraao na dose de 1 balde por m2

Variedade. As melhores variedades para multiplicar sao aquelas preferidas pelos camponeses.
Geralmente os camponeses preferem as variedades que:
* Possuem elevado teor de mat6ria seca (pelo menos 30%).
* Comestiveis (habilidade dos tub6rculos cozerem sem processamento).
* Formacio precoce de tub6rculos e
* Tolerantes a doencas e pragas.

Rama. Somente a rama de boa qualidade deve ser plantada. As instrugces que se seguem podem
ajudar na seleccao de rama para evitar plantar material infectado:
* Seleccione plants sas com folhagem vigorosa. Na cultural de batata-doce a melhor rama para
plantio provem das parties tenras e m6dias uma vez que germinam melhor do que as velhas. As
estacas tiras da parte basal geralmente estao infectadas por doencas e gorgulho da batata-doce.
* Evite as plants com sintomas de ataque de doencas e pragas sobretudo as viroses e bact6rias.
Muitas doencas e pragas da batata-doce incumba no caule e podem ser difundidas atrav6s da
distribuicao e plantacio de material infectado ou adoentado.

A rama para plantaao deve vir de plants em crescimento e isentas de doencas. A rama deve ser:
* Rama apical: Estas constituem as melhores parties para a propagaio porque as c6lulas do
meristema estao em estado de divisao active e assim crescem rapido e vigorosamente. As
pontas devem ter um comprimento de 10 a 15 cm e plantadas verticalmente com dois tercos da
estaca inserida no solo.
* Rama de 2 a 3 botoes: Esta rama 6 comumente utilizada quando hi escassez de material de
plantio a partir das pontas. Tamb6m sao plants verticalmente com dois tercos da estaca
inserida no solo.
* Rama de 2 botoes: Esse tipo de rama geralmente tem 1 a 2 folhas intactas. As folhas iniciam a
actividade fotossint6tica antes da formaao de outras folhas. A rama de 2 botoes 6 tamb6m
plantada verticalmente com um n6 no solo. Entretanto, este tipo de rama precisa de muita
humidade o que se consegue cobrindo os canteiros com uma sombra de plastico suspense a 80
cm sob o canteiro. A sombra 6 removida quando 80 % das estacas germinar.










Rege os canteiros antes plantar verticalmente as estacas num compasso de 10 x 10 cm, com as
folhas fora do solo. Rege de novo as plants ap6s a plantaao.

Apesar dos tub6rculos tamb6m podem ser semeados, estes geralmente nio sao utilizados como
semente uma vez que podem ser tamb6m consumidos e demoram mais tempo a germinar do que a
rama. Assim sendo, o uso de rama 6 mais preferido.

Maneio de viveiros. A pritica cultural na multiplicacao da batata-doce em viveiros 6 constituida
por rega, sacha, adubaio e depuraao.

A mais important 6 a rega. Os viveiros devem ser constantemente regados de manha e a tarde e
nao devem ser deixados a secar sobretudo nos primeiros 5 dias ap6s a plantacgo. E important
manter os viveiros livres de ervas daninhas sobretudo nas primeiras 4 semanas do crescimento.
Quando a cultural ji cresceu e cobriu a superficie do solo, as ervas daninhas podem nao constituir
problema e as sachas podem ser limitadas ao arranque manual. Ter cuidado para nao danificar as
raizes durante a sacha.

Ai onde for necessirio, deve-se aplicar adubo azotado (50 kg de N/ha) para estimular o
crescimento, mas a dose nao deve demasiada alta para evitar o alongamento da rama (rama fina), o
que result em rama de fraca qualidade. Normalmente a dose de adubo deve se basear nos
resultados da andlise quimica de terras.

Os aspects ligados a fitossanidade sao muito importantes na multiplicaao da batata-doce. Todas
as plants infectadas com doencas virais devem ser removidas queimadas ou enterradas long do
campo de multiplicaao. De igual modo, todas as misturas plantss atipicas) devem ser arrancadas
e destruidas para manter a pureza da semente.

Os canteiros devem ser sinalizados com etiquetas, indicando o nome da variedade e a data de
plantaio.

Colheita. Logo que a rama atinge o comprimento necessario, geralmente isto acontece 2 a 3 meses
ap6s a plantago, deve-se proceder a colheita ou para futuras multiplicac5es ou para a producao
commercial. A colheita 6 feita atrav6s do corte dos caules a 10-15 cm da superficie do solo. Para o
corte recomenda-se utilizar instruments contundentes. O corte das pontas provocard o crescimento
lateral uma vez removida a dominincia apical. Isto di origem a mais ramificac6es. Com um bom
maneio, pode-se colher rama por 2 a 3 vezes durante a 6poca agricola desde que as plants sejam
saudiveis, isentas de doencas virais.

Se for necessario, pode-se aplicar sideraio e fertilizantes minerals para estimular o crescimento,
mas se deve exagerar para evitar o alongamento excessive da rama que pode resultar em rama de
fraca qualidade devido a falta de rigidez de seus tecidos. E important mudar os viveiros de batata-
doce para sitios diferentes em cada dois anos para evitar aumentar a incidencia de doencas como
SPW.











Acondicionamento da rama. A plantagio da batata-doce deve ser levada a cabo
preferencialmente logo ap6s o corte da rama. Contudo, esse pode nao ser o caso uma vez que o
campo pode nio estar pronto para a sementeira. No entanto, a rama pode ser armazenada em boas
condic6es por um period nao superior a 2 semanas.

Nestas condic6es recomenda-se remover todas as folhas para preservar as reserves alimentares da
rama, deixando somente algumas na ponta. A rama deve ser atada em feixes com as bases cobertas
com pano hiumido e conservado em lugar fresco e sombrado.

Problems comuns na multiplicagio de estacas de mandioca e rama de batata-doce
* Falta de interesse por parte dos produtores de sementes.
* Isolamento inadequado. Raramente se respeita a distfncia de isolamento sobretudo a nivel do
campones devido a constrangimentos ligados a falta de terras. Com a utilizacio de variedades
de mandioca susceptiveis a doencas e pragas, isto tem constituido um problema s6rio para se
produzir material de plantio de boa qualidade.
* Falta depuragco. Os camponeses estao relutantes em arrancar as plants infectadas. Isto em
part 6 devido a ignorfncia que existe sobre o facto de muitos verem as plants infectadas
como sendo plants de outra variedade. De igual modo, os camponeses nao estao a fim de
arrancar plants atipicas, comprometendo a qualidade da semente.
* Falta de recursos inanceiros. A multiplicaao de sementes constitui uma actividade
dispendiosa, especialmente na area de seguranca de semente, adubos e viveiros.
* Ladroes, especialmente para as variedades de batata-doce.
* Falta de uma i i i de certificagao de sementes. At6 recentemente, a certificacao de
sementes nalguns paises nao afectava as cultures de mandioca e batata-doce e isso provocou a
venda e distribuigio de material infectado e atipico.
* Fraca supervisor. Esse 6 um problema comum na extensao e 6 devido a falta de
conhecimentos sobre o maneio de viveiros de multiplicago por parte do pessoal de Extensao e
os escassos recursos para supervisor.

Referencias
Chitundu, D.C. 1993. Rapid multiplication techniques of Root and Tuber crops. Comunicacio
apresentada no "Third Root" e no Seminario de Treinamento "Tuber In-country", Mansa
Hotel, Zambia. 10-24 Outubro 1993.
Chipungu, F.P. 2000. Sweetpotato rapid multiplication technique. Uma comunicacao apresentada
em Comercializaao e Desenvolvimento do Neg6cio para a Producao de Materials para a
Plantacio de Mandioca e da Batata-doce e Distribuicio de Curso de Treinamento, Bunda
College, Malawi: 24 Julho-4 Agosto 2000.
IITA, 1990. Cassava in Tropical Africa. Manual de refernncia.
Ministry of Agriculture. Malawi. A guide to Agricultural Production in Malawi (1993-94).
Sauti, R.F.N. The Recommended Cultural Practices of Cassava and Sweetpotatoes. Bvumbwe
Research Station, Limbe, Malawi.
Wilson, J.E. 1988. Sweetpotato planting material. Agr-Facts. IRETA Publications. Apia, Western
Samoa.


































































52







Parte 4

Produgao de sementes de algumas
leguminosas


































































54










Produhao de semente de feijao vulgar

R. Chirwa"



Introdufio

O feijao vulgar (Phaseolus vulgaris L.) 6 uma important cultural alimentar e de renda. A maioria
dos camponeses utiliza a semente de suas pr6prias variedades, que produzem pouco. O sector
privado e o Instituto de Investigagio de Culturas Alimentares juntamente cor o CIAT criaram uma
s6rie de variedades melhoradas de feijao de alto rendimento com o objective de aumentar a
produtividade do feijao no pais. Estas variedades sao recomendadas para zonas agro-ecol6gicas
especificas, Tabela 1 e 2.

Zonas agro-ecol6gicas

Para a producio de feijao vulgar existem 3 distintas zonas agro-ecol6gicas:
* Zonas de terras altas cor um period long de chuvas (>1500 m, >400 mm precipitago), pH
do solo >5,5. Estas areas encontram-se localizadas nas elevac5es do leste. A precipitacio
corresponde a uma m6dia annual de 900 mm normalmente com chuvas todos os meses. As
temperatures sao comparativamente baixas e altas e rodam os 21 C durante o dia. Isto inclui
areas como Chimanimani, Nyanga entire outras. As variedades recomendadas estao ilustradas
na tabela 1.
* As planicies de altitude m6dia com precipitago m6dia (+1200 m, 400 mm, pH >5,5). As
chuvas estao confinadas no verao sao pouco mais de 750-1000 mm. A precipitaio m6dia
annual atinge aproximadamente 800 mm e as temperature m6dia didria varia de 21 C no period
entire Dezembro a Fevereiro e 160C em Junho/Julho. Essas areas incluem: Mazoe, Schamva,
Chinhoyi, Marondera, Chiota, Chegutu, area de assentamento de Chinyika, Odzi, Mhondoro,
Shamva. As variedades recomendadas para estas areas estao ilustradas na tabela 2.
* Zonas de baixa altitude nos "Dambos" (<600 m, sob regime residual de humidade ou
humidade). Qualquer das variedades supracitadas pode ser cultivada em condic6es de
humidade residual ou irrigagio durante o cacimbo.

Tabela 1. Lista de variedades de feijio vulgar recomendadas para as zonas de terras altas
com period prolongado de chuvas.

Habito de crescimento Variedade Tipo de semente
Semi ans Iris Pequena semente com manchas castanhas
Ani Primeria Carioca
Ani C20 Pequena semente branca


1 CIAT, Malawi.










Tabela 2. Lista de variedades de feijto recomendadas para as zonas de altitude media.

Habito de crescimento Variedade Tipo de semente
Semi-ans Iris Pequena semente com manchas castanhas
Semi-ani Natal sugar Semente grande
Ani Ex-rico Semente pequena branca
Ani Primeria Semente de tipo carioca
Ana C20 Semente pequena branca
Semi-ani Red C Wonder Semente grande avermelhada

Amanhos culturais

Em condic6es de bom maneio, o rendimento de feijao vulgar pode atingir 2500 kg/ha1. Para
incrementar o rendimento do feijao comum recomenda-se as seguintes praticas culturais:

Variedades
Os camponeses devem ser encorajados a plantar semente de variedades melhoradas recomendadas
para as suas respectivas zonas agro-ecol6gicas. Os nomes dessas variedades estao ilustrados nas
tabelas 1 e 2.

Preparafio de campos e sementeira
Os campos devem ser preparados muito cedo em Novembro para a 6poca de chuvas. A cultural sob
irrigaCio 6 plantada quando o clima 6 favoravel variando desde Maio a Julho.

Isolamento
O feijao vulgar 6 uma cultural autogfmica por isso ha pouco risco de contaminacio varietal atrav6s
do p6len estranho de outra cultural de feijao situada a volta. Contudo, 6 necessario separar as
diferentes variedades por alguns metros para evitar misturas fisicas. As distincias exactas de
isolamento, para cada categoria de semente pr6-basica, basica ou certificada, pode ser obtida
atrav6s das ag6ncias de sementes.

Densidade populacional
Para altos rendimentos deve-se observer a densidade populacional correct.
* Cultura de sequeiro. Semeia variedades anas de feijao vulgar em filas separadas por 45-50
cm. Plante uma semente por covacho separadas por 7-15 cm. Isto precisa de 60 a 120 kg/ha de
semente para variedades de grao grande e 35 a 70 kg/ha de semente para as variedades de grio
pequeno.
* Cultura sob irrigagio. Quando utilizar irrigaao superficial, plante variedades anas em
sistema de camalh6es separados entire por 45-50 cm para facilitar a rega. Semeia uma semente
por covacho separados por 7 a 15 cm. A profundidade de sementeira 6 de 2,5 a 5 cm de lado do
camalhao para aproveitar a humidade.










Adubatio
Para o crescimento e desenvolvimento inicial de raizes e plants, o feijao precisa de alguma
quantidade de azoto e f6sforo. Mais tarde as plants podem satisfazer as suas necessidades em
azoto atraves da fixacgo deste element pelos rizobios. O f6sforo e necessario para a actividade dos
rizobios. A dose de adubacao recomendada para uma densidade desejada de feijao depend do tipo
de solos. Em bons solo aplique 20 kg de N e P205 e 0 de K20; solos medios, 50-80 kg de N, 0-50 kg
de P205 e 20-40 kg de K20; para solos fracos, 90-120 kg N, 50-80 kg P205 e 40-60 kg K20, esse
adubo e incorporado atraves do uso de adubo composto. Caso haja estrume tambem pode ser
aplicado.

Control de pragas
* Ervas daninhas. Durante as primeiras 6 a 8 semanas ap6s a sementeira, a cultural deve estar
livre de ervas daninhas. As sachas devem parar ap6s a fase da floraao para evitar o
sombreamento das flores e vagens. Onde for possivel pode-se aplicar herbicida Dual 72 EC.
* Control de doengas. Cultive variedades resistentes a doencas. As novas variedades possuem
resistencia a maioria das doencas do feijao. Caso haja necessidade de aplicar pesticides para
combater doencas, consulate o manual de doencas e pragas.
* Control de insects. As principals pragas de feijao vulgar sao o gorgulho do caule a mosca
de feijao. A mosca pode ser controlada com o recurso a Carbaryl 85 WP na dose de 85 g por
14 litros de agua. A pulverizacao deve ser feita quando a infestaio pode causar danos a
cultural. A podridao do colmo de feijao pode ser combatida tratando a semente com Endosulfan
35 WP. Utilize 10 g do p6 de endosulfan por 1 kg de semente. Para escapar esta praga muitos
camponeses adoptaram sementeiras precoces.

Colheita e processamento
A cultural de sequeiro pode ser colhida logo que as vagens estao prontas. O atraso da colheita pode
resultar em percas devido a estalagem das vagens e nalguns casos podridao da semente caso haja
chuvas inesperadas. As vagens devem ser colhidas de manha para evitar que estalem. Seque e
debulhe o feijao manualmente com o recurso a paus. Quando usar paus para debulhar tome os
devidos cuidados para nao desperdicar ou partir a semente de feijao vulgar. Peneire a semente para
retirar o lixo.


































































58










Produgao de semente de amendoim
M Siambi e A. T. Kapewa'2

Introdufio

O amendoim (Arachis hypogea L.) 6 uma cultural bastante important. A semente cont6m
aproximadamente 25% de protein digerivel e 50% de protein comestivel. O farelo de amendoim
constitui important fonte para alimentaaio de gado. Por conseguinte, o amendoim 6 uma
important component na dieta alimentar das populac5es rurais e urbanas. Esta cultural 6
amplamente utilizada na alimentaio e para gerar renda sobretudo pelas mulheres camponesas. O
amendoim 6 consumido de virias formas, vagens/graos torrados, vagens frescas fervidas, manteiga
de amendoim, molho (muamba) de amendoim misturado cor pratos tradicionais como fonte de
oleo e conduto. Quando cultivado em consorciaio cor cereals tais como o milho, o amendoim
melhora a fertilidade do solo.

A criaio de tecnologias de producio de amendoim constitui um mandate do Minist6rio da
Agriculture. Muitas variedades foram desenvolvidas para uso na producio commercial agricola tais
como CG7, ICGV-SM 90704 (Nsinjiro) JL 24 (Kakoma) e IGC 12991 (Baka). Antes haviam sido
criadas as variedades Chalimbana, Chitembana, Mawanga, Mani Pintar e RG 1.

Apesar de variedades melhoradas e priticas agron6micas serem criadas e recomendadas aos
camponeses, os rendimentos de amendoim no Malawi ainda sao baixos, variando entre250-800 kg
ha' (Tabela 1). A political de liberalizaio do mercado formulada nos anos 80 motivou os
comerciantes privados a utilizar grandes volumes de amendoim ao inv6s de semente reciclada. A
situaaio complicou-se um pouco devido as secas que assolaram a regiao nas epocas 1991/2 e
1994/5. Os dados apresentados na tabela indicam claramente que a cifra m6dia national (kg/ha)
comecou a melhorar cor a injeccio de variedades melhoradas nas comunidades rurais atrav6s do
Grupo de Accio II da Equipa de Forca da Produtividade de Milho lancada em 1994-1998 e o
Project de Amendoim do DARTS-ICRISAT-USAID em 1999-2002. Isto demonstra que apesar da
seca, baixo preco de produtos agricolas, baixa fertilidade dos solos fracas priticas culturais, pragas
e doencas predominantes constituirem ainda s6rios entraves no aumento da produtividade do
amendoim, a falta de semente de boa qualidade continue a ser o principal constrangimento a
producao desta cultural. Provavelmente a continue utilizaaio de semente reciclada e nao melhorada
6 o factor que mais contribui para a baixa produtividade do amendoim. Por outro lado, as empresas
de sementes preferem produzir hibridos ao inv6s de semente autofecundada de amendoim visto que
os materials hibridos precisam de ser substituidos todas as 6pocas ao contrdrio de variedades
autofecundadas. A capacidade dos camponeses de guardar a pr6pria semente impede o
desenvolvimento de empresas comerciais de sementes.

O Program de Melhoramento de Amendoim em parceria cor ICRISAT-Lilongwe portanto ter o
mandate de produzir anualmente semente pr6-bisica e basica de variedades melhoradas. Esta

12 ICRISAT, Malawi, e Cons6rcio para o Arroz-Trigo CIMMYT para a Planicie Indo-Gang6tica.










semente 6 multiplicada atrav6s de virias formas. A semente pr6-bisica 6 produzida nas Esta5es
Experimentais sob supervisor restrita dos melhoradores e Ag6ncia de Tecnologia de Sementes para
garantir a manutencio da pureza da variedade. A semente pr6-bisica evolui para a fase de
producgo de semente basica esta ultima avanca para a producgo da semente certificada. O process
de producio de semente requer padres elevados de maneio. Al6m das priticas culturais
recomendadas, o produtor de sementes 6 obrigado a observer os padres e procedimentos de
producao de sementes estipulados (Tabela 2).

Condi 6es Optimais de produaio

A temperature, os solos, a precipitaao e a altitude jogam um papel preponderante se a cultural terd
ou nao 6xitos. O amendoim dd-se bem em solos argiloso-arenosos, arenoso-argilosos ou argilosos
bem drenados com alto teor de calcio e mat6ria orgfnica. Todos os solos do Malawi sao
recomendiveis a cultural de amendoim desde que nao sejam duros na altura da colheita. O solo
deve ter um pH na ordem dos 5,0-6,2. Para uma boa germinaao a temperature optimal do solo 6
de 300C. Baixas temperatures na altura da sementeira atrasa a germinaao e aumentam os riscos da
semente e as plfntulas serem atacadas por doencas. No entanto, altas temperatures e baixa
humidade relative interfere na floraao e formago de vagens. A 6poca ideal deve ser aquela cuja
durago 6 de 4-5 meses, temperatures altas e moderadas, precipitagio distribuida uniformemente e
boa humidade do solo. O tempo seco 6 necessario na altura da colheita.

Praticas culturais recomendadas

Mesmo que o campones cultive o seu amendoim para fins de semente ou grao, este deve cumprir
com as priticas culturais recomendadas:

Fonte da semente
Os camponeses devem seleccionar e reservar quantidades suficientes de semente das variedades
recomendadas. A semente deve ser guardada em prateleiras at6 um pouco antes da sementeira. Os
novos multiplicadores de sementes podem adquiri-la a partir do ICRISAT-Lilongwe e outras fontes
crediveis de sementes tais como Associac~es de Comercializacao de Sementes, Bancos
Comunitirios de Sementes., etc.

Preparagio de terras
Escolha um terreno com solo profundo, areno-argiloso bem drenado com elevado teor de calcio e
quantidades moderadas de mat6ria orgfnica. As terras devem ser preparadas quanto antes para
poder semear logo que as chuvas se estabelecam. Todos os torroes devem ser gradados.

Sementeira
A sementeira precoce do amendoim 6 muito important. Semeia com o inicio das primeiras chuvas
efectivas (aproximadamente 25-30 mm). Na altura da sementeira, faca um buraco de 5-6 cm de
profundidade no meio de camalhao e lance 1 semente em cada 10 cm para as variedades de tipo










espanholas e 15 cm para as de tipo Virginia. Tape bem o buraco para garantir a germinaCio ripida
e uniform da semente.

Compasso e norma de sementeira
Para obter a densidade populacional optimal, plante em sistema de camalhoes ou filas com o
compasso adequado. Com vista a alcancar isto, utilize a norma de sementeira e o compasso
recomendado como indicam os procedimentos das recomendac5es culturais (Chiyembekeza et al.,
2000).

Entretanto, nota que altos rendimentos podem ser obtidos utilizando o compasso de 60 cm entire os
camalh6es para as variedades de tipo espanholas e 75 cm para as de tipo Virginia. Contudo,
durante a 6poca de cacimbo (fresca), recomenda-se semear em terra lisa para conservar a
humidade. A resementeira 6 possivel no prazo de uma semana ap6s a germinaio.

Control de ervas daninhas
Durante os primeiros 45 dias de crescimento, as ervas daninhas podem causar danos severos na
cultural de amendoim. Este 6 o period mais critic para a competicio das ervas daninhas. Portanto,
6 imperative sachar o amendoim pelo menos duas vezes nesta fase critical, isto 6 dentre de 20 a 50
dias ap6s a sementeira. As sachas sao importantes antes da formacao de vagens. Ap6s esta fase,
somente deve-se proceder a sacha manual para evitar danificar as vagens.

Adubatio
Normalmente o amendoim nao responded directamente a aplicacao de fertilizantes. Geralmente, o
amendoim comporta-se bem quando cultivado em rotago com o milho desde que tenham sido
incorporados adubos contend calcio, sulfatos como CAN e 23-21+4S. O calcio constitui o
nutriente que mais limita o amendoim em solos arenosos cultivados com uma variedade de
semente grande como a Chalibamna. Recomenda-se a aplicar 100 kg/ha de superfosfato simples
(SFS) para incorporar 7% de f6sforo, 19,5% de calcioe 12,5% de sulfato. O adubo deve ser
aplicado no fundo dos camalh6es ou lancado ao solo e enterrado antes da sementeira.

Colheita
Colhe na devida altura. Observe algumas vagens e examine a semente contida nelas. A semente
esti madura quando a parte interior da vagem tem a coloraao ligeiramente castanha. Caso 70%
das plants examinada mostrarem coloraaio escura no interior da vagem, nesta altura o amendoim
esti maduro e pronto para a colheita. A caida de folhas nao 6 necessariamente um sinal de
maturago. A colheita atempada do amendoim 6 essencial para evitar a descoloracio do grao,
germinaao da semente e caida das vagens e posterior contaminacao com aflatoxina.

Secagem e armazenamento
Ap6s a colheita das vagens o amendoim deve ser imediatamente seco antes de armazend-lo.
Armazene o amendoim em recipients secos. A conservacio em condic6es de humidade elevada
cria ambiente propicio para o desenvolvimento do fungo Aspergillusflavus que provoca a










contaminacio com aflatoxina. Armazene o amendoim em vagens. Ensaca o amendoim e empilha-o
em estrado de madeira para protej6-lo contra a parede e o chao.

Descasque e comercializaaio
E mau descascar vagens humidas visto que o amendoim humido nao 6 aceite no mercado. Ap6s o
descasque, o amendoim deve ser calibrado. Todos os graos infectados devem ser descartados e nio
podem servir para alimentaio de gado. Somente a semente limpa tera um bom preco no mercado.

Embalagem
Para evitar contaminaaio recomenda-se utilizar embalagens ou sacos novos. As embalagens/sacos
devem ser bem etiquetados indicando a cultural, variedade, massa e ano de producio, etc.

Langamento da variedade a produfio
Depois de criada, a variedade deve ser lancada a producio. No Malawi, o Comit6 de
Licenciamento de Tecnologias Agricolas tem o mandate de rever as propostas de lancamento de
qualquer tecnologia. Existem regulamentos e regras a serem aplicadas caso seja necessario aprovar
o lancamento de uma variedade (Saka et al., 2002). Por exemplo, para que uma variedade seja
lancada a producao deve ser avaliada em ensaios multilocais pelo menos durante 3 anos.

Esquemas de multiplicafgo de sementes

O amendoim 6 naturalmente uma cultural autogmnica, e como tal nao 6 preferida pelas empresas
produtoras de sementes porque os camponeses reciclam a sua semente durante 6pocas sem sofrer
consequencias relacionadas com a quebra de rendimentos como acontece nas cultures de
polinizaaio aberta tais como o milho. No Malawi, os esforcos de fornecer semente de amendoim a
nivel de aldeias tem tomado virias formas:

Produio de semente pelo pequeno campones
Recentemente, cor o patrocinio de doadores, temos estado a testemunhar que produtores de
sementes organizam-se em grupos e formam associa6es a nivel de base tais como o Grupo de
Accio da Associacio de Comerciantes de Sementes como 6 o caso de Malawi. Estas associac5es
formam um 6rgao national conhecido como Grupo de Accio da Associacio de Pequenos
Comerciantes de Sementes. Este organismo coordena todas as questoes de sementes ligadas a todos
os membros. At6 agora este program tem sido promissor. (E de realgar que estas novas
organizac6es nasceram ap6s a dissolucio tecnica e financeira de outras govemamentais por razoes
de mr gestao). Espera-se que as lic5es tiradas daquelas antigas estruturas sirvam para ensinar as
novas organizacoes.

Produio de semente a nivel commercial
At6 bem pouco tempo, havia muito fraco envolvimento de empresas comerciais na producao de
semente no Malawi. Foi no decorrer da 6poca agricola 2000-2002 que os produtores comerciais
forma contratados para produzir semente de amendoim e ervilha do congo atrav6s do Projecto de
Amendoim e Ervilha do congo do ICRISAT-DARTS-USAID. Gracas aos contratos assinados no










ambito desse Projecto, os produtores comerciais agora mostram-se interessados na producao de
semente de amendoim.

Bancos comunitario de sementes
O conceito de bancos comunitirios de sementes foi iniciado pelo ICRISAT cor vista a acelerar a
disseminaio de novas variedades no Malawi. Cor o encorajamento das lic~es tiradas na 6poca
1997/98 at6 a present data, virias instituic6es dentro e fora do Malawi adoptaram esse conceito.
As organizac5es comprem, em regime de cr6dito, e distribuem a semente aos membros da
comunidade ou nas areas de project. Os beneficidrios obt6m os cr6ditos sob a condicio de que o
cr6dito 6 devolvido ao banco de sementes numa quantidade acordada no ano seguinte. A semente
devolvida 6 entregue a outros camponeses na 6poca subsequent. Na verdade, as Organiza5es
Nao-Govemamentais, incluindo o ICRISAT, sao os principals parceiros de varios programs de
multiplicacio e distribuiaio de sementes. Com base nos resultados de bancos de sementes geridos
pelo ICRISAT, ha a evidencia de que bancos de sementes bem monitorados constituem uma boa
via de estabelecer um sistema sustentavel de distribuicio de sementes de novas variedades (Tabela
3). Contudo, a excessive confianca nas ONG's sobre multiplicaio e distribuiaio de sementes nio
6 sustentivel tendo em conta que os doadores nao estao dispostos a alterar as suas political de
priorizaaio a qualquer altura.

Multiplica~io de sementes pelo estado
Nos anos 90 o Govemo do Malawi, com o apoio financeiro da Uniao Europeia (EU) atrav6s do
Grupo de Accio II da Equipa de Forca da Cultura de Milho identificou camponeses em diferentes
distritos do pais para multiplicar semente de diversas cultures incluindo o amendoim. Os
camponeses receberam semente de amendoim de variedades lancadas a producao em regime de
cr6dito que podia ser recuperado pelo Grupo de Accio ap6s a venda da semente. Ap6s o termo da
ajuda financeira da EU, os camponeses foram obrigados a procurar o mercado para a sua semente.
Nao obstante esse mecanismo ajudou a que os camponeses tivessem acesso ficil a semente
melhorada, o mesmo nao conseguiu se sustentar ap6s a retirada do financiamento.

Sumario
Do acima exposto, 6 aparente que existem varios esquemas utilizados por diversas organiza5es
num esforco de assegurar que a semente melhorada atinja o campones a um preco aceitavel. Mas a
pergunta ainda persiste: qual desses esquemas 6 o mais apropriado e sustentavel a nivel da aldeia?











Tabela 1. Superficie e produgio de amendoim durante os ultimos dose anos.


Epoca Superficie (ha) Produgio (toneladas) M6dia national (kg/ha)
1991/92 64,686 12,060 186
1992/93 61,059 31,753 520
1993/94 95,399 30,654 321
1994/95 89,373 30,664 343
1995/96 68,722 31,724 461
1996/97 100,140 65,718 656
1997/98 140,867 98,756 701
1998/99 170,517 12,4605 731
1999/2000 176,100 122,281 694
2000/2001 189,245 155,167 819
2001/2002 228,207 201,161 881
2002/2003 229,996 190,112 827


Tabela 2. Padres de produgio e certificagio de sementes.


Fonte: MAI.


Tipo de semente
Pr&-bAsica e bAsica Certificada
Inspecq6es minimas 4 inspecq6es de campos 2 inspecq6es de campo
2 inspecq6es p6s-colheita 2 inspecq6es p6s-colheita
Isolamento 10 metros 5 metros
Cultura anterior Sem amendoim nas 2 iultimas 6pocas Sem amendoim nas 2 iultimas
epocas
Padres: Em qualquer das inspecq6es nio mais Em qualquer inspecgio nio mais
de 0,1% de plants atipicas. de 0,3% de plants atipicas.
(1) Campo Em qualquer inspecqao nao mais de Em qualquer inspecgio n~o mais
5% de plants infectadas por roseta. de 10% de plants infectadas por
roseta.
Nio mais de 0,1% de semente
indesejhvel. Nio mais de 0,1% de semente
(2) Inspecgio de semente Nio mais de 1% de semente indesejhvel.
pequena/deformada/danificada Nio mais de 5% de semente
Germinaqio: 80%. pequena/deformada/danificada.
Percentagem de descasque: 70%. Pureza: 97%.
Germinaq~o: 75%
Percentagem de descasque: 70%.










Tabela 3. Resumo da quantidade de bancos de sementes e camponeses com acesso ao cr6dito
durante 2000-2003.

No. de
camponeses Devolugao
N. de bancos beneficiArios esperada de Devolugao
Ano de sementes de cr6dito Cr6dito (kg) cr6dito (kg) efectivada (kg)
2000 15 254 1,081 2,162 1,610 (74%)
2001 19 379 1,824 3,648 3,600 (99%)
2003 28 538 2,594 5,189 4,630 (89%)
Total 62 1,171 5,499 10,999 9,840

Condicionamento e armazenamento
Seque posteriormente a semente de feijao ao sul at6 atingir >13% de humidade. Calibre a semente
por forma retirar a semente partida e deformada. Utilize o m6todo de sal para testar o teor de
humidade da semente. Deite numajarra um quarto de sal. Preenche ajarra cor semente de feijao.
Feixe e agite ajarra para misturar o sal cor a semente. Deixe a mistura sedimentar por 10 minutes.
Verifique o sal cor os dedos. Se o sal estiver humido entao a semente ainda precisa de secar.

Certifique que a semente tenha boa percentage de germinacao antes de trata-la e armazena-la.
Boa semente fresca deve possuir pelo menos 90% de viabilidade. Trate a semente bem seca cor
actellic para prevenir ataque de gorgulho e thiram ou malation contra fungos. Pinta a semente para
distingui-la do grao.

Embale a semente em sacos limpos de dupla cobertura. Armazene a semente em sacos empilhados
em estrados para proteg6-la do chao. As pilhas de sacos devem estar distanciados pelo menos 1
metro da parede. O armaz6m deve estar sempre limpo, fresco, seco, bem ventilado e protegidos dos
roedores. Para proteger a semente contra pragas de armaz6m pode-se utilizar comprimidos de
fostoxin.


































































66







Parte 5

Desenvolvimento de conhecimentos
de neg6cio para o pequeno
produtor/empresario
de sementes com enfase as empresas de
produgao de sementes de feijao vulgar


































































68











Desenvolvimento de conhecimentos de

neg6cio para o pequeno produtor/empresario

de sementes com 6nfase as empresas de

producao de sementes de feijao vulgar

J-C. Rubyogo13



Introdufio

O neg6cio de empresas locals de sementes deve ser encarado no context de melhorar as ligac6es
entire a investigacio-desenvolvimento e a continuidade dos parceiros. A empresa de semente em
relacio a continuidade de ligaio investigacio-desenvolvimento esti ilustrada na Figura 1. Tais
parceiros incluem o sistema de investigaio agrdria e os services de extensao (politicos a nivel
national e local) produtores e fomecedores (produtores locals empresas e comerciantes de
sementes), camponeses e suas organizac6es e o mercado de alimentos. Contudo, o concerto de
empresas locals de sementes baseia-se mais na acessibilidade a semente melhorada aos
camponeses localizados em areas remotas com fraco poder de compra e engajando-os num


Grupos Secundarios Alcance do mercado maior


Provedor local de servigo R/D
Treinamento A
TrenamentoTreinamento
e etroalimentagao
Vendas locais de ".
sementes EE0


*"" Acesso a tecnologia

Avaliagao livre
Neg6cio de fezendeiros e grupos de pesquisa


R Kirkby (CIAT) 2003


Companhias de
sementes ou
vendedores
locais



Retroalimentagao




Estagao de pesquisa


13 Especialista em sistemas de sementes, CIAT-Quenia.


Treinamento / Promocao










mecanismo de continue feedback de forma a melhor influenciar as prioridades de investigacgo e
aumenti-la de forma sustentavel e descentralizada.

O neg6cio 6 estabelecido por um conjunto de actividades cujo o desenvolvimento visa angariar
funds atrav6s do fomecimento de servigos ou um produto.

Quais as principals metas e estrategias de um neg6cio?

* Reducao de custos
* Reducao de riscos
* Maximizacio de lucros
por conseguinte, o neg6cio de semente de feijao comum intended investor mais no bolso do
campones

Quais as principals 4 Areas no neg6cio de sementes?

* Priticas culturais e insumos melhorados leva ao aumento da produtividade e no fim de contas
aumenta o lucro.
* Bom maneio, boa tomada de decisao informal e registo de dados faz aumentar os lucros.
* Boa eficiencia e aumento de lucros atrav6s de associaao com outros camponeses no negocio.
* As poupangas rentabilizam mais os insumos do que o cr6dito.

Existem estas oportunidades de neg6cio na producao de semente de feijao? O que 6 a oportunidade
de neg6cio?

A oportunidade de neg6cio 6 uma area de necessidade e interesse do comprador, na qual existe
altos lucros que a empresa/individuo pode rentavelmente performer satisfazendo essas
necessidades e interesses.

Ha necessidade/procura de semente de feijto vulgar?
As formas de procura de semente de feijao vulgar podem ter as seguintes categories:
* Procura de semente de feijao vulgar devido a fraca disponibilidade na altura da sementeira. Os
baixos stocks provocam sempre uma grande procura de semente. Para a maioria dos
camponeses pobres 6 frequent notar-se a falta de semente de feijao comum (inseguranga
semente/alimentar cr6nica). Tamb6m existe uma demand irregular de semente quando
ocorrem graves desequilibrios ambientais (seca, inundac5es, etc).
* Procura de semente de uma nova variedade de feijao vulgar para fazer face as necessidades do
mercado emergente de feijao isto 6 feijao doce e aumento da base gen6tica.
* Variedades melhoradas de feijao vulgar cor melhoria de qualidade da semente para aumentar
os rendimentos, rentabilidade e lucros no neg6cio de feijao comum.

Por exemplo, um estudo de mercado realizado pelo CIAT em colaboraio cor o Programa
Nacional de Feijao em 4 distritos de Uganda em 1993-1994 para introduzir novas variedades de
feijao vulgar utilizando uma ampla rede de distribuigio conforme esti resumido na tabela 1.












Tabela 1. Disseminalio da semente das variedades MCM 5001 e CAL 96 de feijto vulgar
atraves de vArios canais na Uganda.


Numero de
Quantidade de Quantidade de camponeses que
semente distribuida semente vendida compraram a
Canal de distribuiao (kg) (kg) semente
Agentes de extensio que
vendem no mercado 100 92,75 160
VisAo Mundial 50 48,5 81
Centro de Safide de
Nakifuma 50 50 77
Cooperativa de Bundanasa 40 40 50
Grupo de Mulheres de
Bumalaha 25 23 33
Grupo de Mulheres de
Bwinkonge 25 25 40
Total 290 279,25 441
(Adaptada de David S. et al., 1997)

* Uma vez que diferentes canais de distribuigio atingem diferentes utilizadores, a semente de
novas variedades de feijao comum deve ser distribuida atrav6s de canais multiplos em virias
localidades para atingir os utilizadores finals. O numero e tipo de families camponesas com
acesso a novas variedades de feijao comum varia de acordo com o canal de distribuicgo.
* A semente comercializada atrav6s de clinics e grupos femininos foi mais ripido do os outros
canals.
* As lojas e mercados rurais e quiosques constituem canais promissores de disseminaaio de
variedades de feijao, tanto melhoradas como de outras atrav6s do sector privado. Esses canais
de distribuigio parecem ser mais sustentiveis.
* Tomando a decisao de entrar no neg6cio de semente e colectando informaio relevant para se
tomar uma decisao atrav6s de um adequado piano de neg6cio

A planificaao do neg6cio de semente envolve:
* Identificar as necessidades e comportamento do produtor de semente de feijao comum (estudo
de mercado).
* Identificar os insumos necessarios para produzir semente de feijao comum (fisicos, financeiros
e humanss.
* Identificar as actividades relacionadas com a producao de semente de feijao (actividades
operatives).
* Identificar as actividades mercantis na preparaio da semente para o mercado (actividades de
mercado).











Estudo de mercado de semente de feijto comum (diagn6stico informal ou observagio)
Definigio: O estudo de mercado da semente de feijao comum e uma forma organizada para que os
produtores/fomecedores de semente (pessoas de neg6cio de sementes) obter informaio veridica
que Ihes possa ajudar a planear e a organizer o seu neg6cio de sementes (desenvolvimento e
comercializaao de produto). Essa informaio inclui as variedades e classes de semente preferida
pelos produtores de feijao comum, estimativas de quantidades, preferencia de embalagem
(tamanho e material de embalagem) e informacio relacionada com o fluxo de semente, preco de
semente de feijao os consumidores gostariam pagar.

Como encara os existentes sistemas de mercado de feijto?
Quem sao os potenciais clients (produtores de feijao) e as preferencias dos consumidores. As
questoes seguintes podem ser utilizadas para convier esses aspects
1. Comportamento do mercado constituido por preferencias do produtor de semente e tipo de
procura de semente de feij io vulgar?
2. Estarao os produtores de feijao interessados nas novas variedades de feijao?
3. Querem os camponeses comprar a semente como resultado de fracas reserves? (ap6s desastres
naturais ou consume da semente);
4. Estario os camponeses preocupados com baixa qualidade da semente existente nos seus stocks
ou sera que estes gostariam de adquirir semente de qualidade.
# Quais os produtos que os produtores de feijao querem e/ou podem adquirir? E de que
qualidade (variedades de feijao, semente certificada, de qualidade declarada ou grao dos
camponeses).
# Quantidade estimada de semente os camponeses precisam no determinado mercado
# Preco de semente (preco de compra e venda)
# Poder de compra do produtor de feijao (que preco a maioria dos compradores pretend
pagar?)
t Quem sao os competidores (fontes altemativas de semente de feijao tais como semente
guardada pelo campones, comerciantes de grao, troca de campones-para-campones e a sua
capacidade de comercializago)?
# Regularidade e irregularidade do mercado de semente de feijao vulgar (mercado flutuante).
# Quais os factors limitantes para um mercado adequado de semente e grao?
# Qual e a political regulador existente?

Com base nessa informaio, os empresirios do neg6cio de sementes decidirao iniciar o neg6cio de
semente de feijao vulgar destinado a determinado produto: semente pre-bisica, basica, certificada e
qualidade declarada (semente padrao ou semente do campones). Contudo, os empresarios devem
ter conhecimentos seguros, attitude e pratica para obter o produto.

Que conhecimentos, attitude e praticas deve possuir o empresario para gerir um neg6cio local
de sementes?
* Atitude correct
* Determinado para o sucesso










* Habilidade de tomar risco
* Conhecimento/experiencia e pritica correct
* Experiencia em agriculture
* Orientaio de neg6cio
* Conhecimentos seguros
* Gestao financeira
* Conhecimentos de com6rcio/vendas

O neg6cio de semente de feijao vulgar como qualquer outro neg6cio deve ter um piano de neg6cio
utilizando o relat6rio de lucros projectado

Relat6rio de lucros projectados

Definiio do relat6rio de lucros projectado
E o piano de neg6cio que permit ao empresirio prever o provivel lucro (lucros e prejuizos) de um
neg6cio. Esse instrument permit ao empresario comparar os custos e as oportunidades de varios
produtos. Portanto, tomar a decisao sobre a producao de semente e sistemas de mercado e suas
vantagens comparativas.
* Etapas par preencher o relat6rio de lucros projectado de producao de semente de feijao
* Custos de producgo (Consumago dos custos fixos de trabalho). E expresso em custos por
unidade de superficie (Tabela 2).
Custos que ocorrem durante uma 6poca agricola de feijao incluem:
* Subsidios de arrendamento de terras.
* Custos de semente.
* Custos de fertilizantes e pesticides.
* Custos de sacos de colheita.
* Custos de mao-de-obra para lavoura, sacha e colheita, control de pragas e doencas, etc.
* Perdas p6s-colheita.
* Custos fixos (por unidade de superficie).
* Custos de equipamentos, facilidades cuja duracio 6 superior a uma 6poca agricola de feijio
vulgar (enxadas, catanas, aluguer de terras, armaz6ns).

Pressupostos de rendimento

Resultado: rendimento de semente de feijao vulgar por area.










Tabela 2. Alguns insumos a ter em conta no cAlculo dos custos de producgo.


Unidades
Insumos necessArios Prego por unidade Custo total
Sementes (kg)
Adubo (kg)
Tutores
Outros insumos
MAo-de-obra (homens/dias) para lavoura
Sementeira
Tutoraqio
Sacha
Certifica~io/inspecqio de campo
Colheita, etc
Aluguer de terras
Custos p6s-colheita pesticidess, sacos e
embalagem)
Custos fixos


Etc.
Custos totais de produqgo por unidade de
superficie
0 custo de produqio sio os custos totais necessarios (ver acima) dividido pelo produto total comercializado.


Tabela 3. Rendimento da semente de feijao vulgar.


Semente de feijao colhido Unidade (kg) Prego por kg Lucro
Feijio comum


Tabela 4. Perdas p6s-colheita (PPC).


Custos de depreciacio (CD)
E o montante financeiro guardado anualmente com base no preco inicial do equipamento. Aplica-
se somente para o equipamento mais caro (preco inicial do artigo dividido pelo numero de anos de
duraio mais alguma percentage de depreciago).










Calculo do lucro (CL)
No geral, o lucro da semente deve ser fixo na ordem dos 20-25% dos custos totais (producao
+depreciago+perdas p6s-colheita) e 6 calculado por cada artigo (kg).

Preco de venda (PV)
Custos de producgo+custos de depreciago+perdas p6s-colheita+custos de transportaCgo+lucro.

Na fixago do preco de venda, a semente de feijao comum produzida deve tamb6m considerar
adequadamente outras forcas competitivas, preferencia do consumidor e condicoes.

Isto 6 bastante important no tocante a viabilidade do neg6cio de sementes. Para fazer lucro, os
produtores de sementes tem que baixar os precos, e aumentar os rendimentos. Isto consegue-se
atrav6s de:
* Desenho de um sistema de producao de semente de feijao comum que se enquadra
* no mercado (desenho do produto).
* Semear variedades de feijao apropriadas e de alto rendimento (atractivas para o mercado).
* Uso optimal de insumos
* Adequado maneio agron6mico

Outros aspects importantes no pequeno neg6cio de sementes

Registo de dados
O registo de dados constitui uma important funaio executive dos produtores de sementes. E
important porque um produtor de sementes precisa de uma informaaio veridica acerca do seu
neg6cio para tomar decisoes precisas. Os dados estatisticos fazem parte da planificago.

Bom registo de dados ajudard o produtor de sementes a saber:
* Como sao utilizados os seus recursos (dinheiro, fertilizantes, etc.)
* Quando sao feitas a maioria das vendas,
* Como vai o neg6cio de sementes,
* Quando proceder a compras de artigos necessarios

Valor adicionado ao neg6cio de sementes
O valor adiciona 6 a actividade que possibility aos produtores de manter o neg6cio/clientes e no
fim de contas obter mais lucro da producio e do fomecimento de semente de feijao comum. Os
produtores/fomecedores de semente de feijao podem adicionar a sua semente atrav6s da seguintes
actividades/serviCos.
* Transportagio atempada da semente de feijao para o mercado (quando a semente 6 necessiria
no mercado).
* Transportagio de semente em areas de deficit.
* Diferenciacio do produto (producio de semente certificada, qualidade declarada, etc.).
* Semente de alta qualidade.










* Informaao de suporte sobre as caracteristicas das variedades melhoradas, treinamento regular
e supervisor dos clientes/camponeses (demonstrago publica.
* Adequadas campanhas de promocio (orientados as necessidades do client anuncios de igrejas,
panfletos, posters).
* Embalagem de produto orientado as necessidades do client (ter uma embalagem pr6pria isto e
250 ou 500 g como ilustra a tabela 3 acerca da experiencia do estudo de mercado de sementes
do CIAT/UNBP realizado na Uganda em 1993-4).

Tabela 5. Quantidades de semente da variedade MCM 5001 vendidas (%) em comparaaio
cor as unidades de embalagem de semente de feijio vulgar.

Tipo de Mercado Lojas Clinicas Grupo de World Area total
unidade de (n=89) (n=47) (n=57) mulheres Vision (n=314)
embalagem (n=91) (n=61)
(kg)
0,250 47 0 30 55 61 50
0,500 39 51 60 37 39 44
0,75 2 0 0 4 0 2
1,000 10 26 0 4 0 4
>1,000 1 24 0 0 0 >1
(Adaptado de David S. et al. 1997).

As pequenas unidades de embalagem de semente mitigaram a percepcio de altos precos da
semente pelos produtores de feijao. Por conseguinte, adaptar a embalagem de semente (tamanho e
material) as necessidades dos clients: pacotes de 100, 250 e 500 g sao as embalagens mais
compradas no sector do pequeno campones.

Eficiencia e economic a escala de pequenas organizac6es e associac6es
t mais lucrative e convenient facilitar a criaao e consolidaao de organizaC5es/associaC5es de
produtores de sementes. Isto facility a distribuigio dos riscos e custos entire os membros e isto
tambem melhora o seu poderio.

Promoio de semente de feijto orientada as necessidades dos clients
A promocao cobre todos os meios de comunicaao/informaCao que podem transmitir aos clients
(produtores de feijao comum, etc.) mensagem/informaCao relevant. Esta, por sua vez, pode ser
agrupada em 4 categories de promocgo: Publicidade, promocgo de vendas, relac5es publicas e
forcas de vendas. Antes de abracar o concerto de promocio deve-se ter em conta os seguintes
aconselhamentos:
* Antes de tomar qualquer decisao acerca do meio de promocgo, tem que se ter um
conhecimento profundo dos clients (a melhor maneira de lhes dar a conhecer algo).
* Deve lembrar sempre e tenha em mente que o mercado mais important e o local ou na
vizinhanca.










* Deve-se ter em mente os custos adicionais e beneficios da promocio.
* Deve-se lembrar sempre uma correct etiquetagem da semente de feijao (na emabalagem ou
outra fonte) indicando a origem da semente nomee e endereco do produtor) para fomecimentos
posteriores e nomes das variedades e suas caracteristicas, ano de producgo. Essa informaio e
igualmente important e tambem garante a prestagio de contas e cria uma relaio a long
prazo com os clients.

Tabela 6. Meios de promofio.


Publicidade Venda promotional RelaqGes publicas Forgas de vendas
* Assine os postres a Organize a promo~io Anincio pfublico de Diversificaqio de
frente da principal em lugares espaqoso: cartas de potenciais retalhistas/intermediarios
unidade de mercado, escolas, feiras clients cor detalhes (quiosques de alimentos,
produqio/fomecimento de sementes e feiras dos produtos (novas lojas/clinicas locais) de
* Posters e outros agricolas variedades e suas semente
materials de Drama e jogos potencialidades)
identificaqgo (logotipos, Amostragem em novas Desenvolve boas
carimbos) Areas e comunidades relaqoes de serviqos com
* Demonstraqio em instituiq6es de ampla
locais pr6prios audiencia (GO's/ONG's,
CBO's, produtores)
Organize bazares locais



SumArio do desenvolvimento do neg6cio de semente de feijio

Deve-se ter os conhecimentos certos, experiencia e recursos para iniciar um neg6cio de sementes.
Os produtores de sementes devem
* Trabalhe afincadamente
* Seja bem organizado
* Seja capaz de tomar decisoes e correr riscos
* Tenha bom senso de neg6cio


Deve escolher o tipo de fornecedor de variedades/sementes com base num aturado estudo de
mercado.
* Um neg6cio de sementes funciona bem para as variedades de feijao vulgar que tnm uma
procura alta ou moderada
* O estudo de mercado deve ser realizado antes de iniciar um neg6cio de sementes e em cada 3 a
4 anos actualize as necessidades dos clients.
* Um neg6cio sao deve-se basear numa informacao correct sobre o mercado










Para tirar rendimentos da venda de semente de feijao, os produtores devem
* Cultivar eficientemente a semente para baixar os custos de producao e maximizar os lucros
* Semear variedades de alto rendimento em solos f6rteis e manusear bem os solos
* Ser definidos precos a um nivel que permite-lhe fazer lucros, mas que esteja ao alcance dos
produtores

Os produtores de semente de feijao vulgar devem promover a sua semente atrav6s de
* Esforos tendentes a aumentar a procura de semente para expandir o seu mercado.
* Busca de novos clients e alteraao constant de variedades.
* Convencer os clients acerca da qualidade superior de sua semente embalando e etiquetando a
semente.
* Oferta de bons servigos e hospitalidade.
* Manutencio de boa reputagio da semente.

O produtor de semente deve planificar adequadamente o seu neg6cio atrav6s de
* Guardando bons dados estatisticos sobre vendas, lucros, rentabilidade e despesas.
* Tomando decisoes realisticas baseadas em dados de lucros mensais.

Um neg6cio bem sucedido de semente de feijao deve expandir e crescer com o andar do tempo
atrav6s de
* Aumento gradual da producio de semente de feij io.
* Encorajamento para criar grupos de interesse e associa56es de produtores de semente.

Uma empresa de producao de semente de feijao bem sucedida deve estar ligada a um mercado de
grao mais lucrative ou organizado (portanto existe a necessidade ou ligaio de produtores de grio
de forma a tomr-los mais lucrativos).



Referencias
ACDI/VOCA (2000) Farming as Business Handbook.
David, S., Kasozi, S. e C Wortman (1997). An Investigation of Alternative Bean Seed Marketing
Channels in Uganda.
Network on Bean Research in Africa. Occassional Publication Series, No 19 CIAT, Kampala
Uganda.
David S. e B. Oliver (2002) Business skills for small-scale seed. Handbooks for small Scale Seed
Producers. Handbook 2.
Network on Bean Research in Africa. Occassional Publication Series, No 36, Kampala Uganda.












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