• TABLE OF CONTENTS
HIDE
 Front Cover
 Title Page
 Introduction
 Importancia da silagem
 A transformacao de plantas...
 As melhores plantas para ensil...
 Estado de maturacao das planta...
 Silagem acida e silagem doce
 Corte da iarragem e carregamento...
 Maturacao da silagem o sua...
 Albertura dos silos o consumo da...
 O valor alimentar da silagem
 Quantidade de silagem a usar nas...
 Tipos de silos mais usados
 Intoxicacoes pelo gas carbonico...
 Capacidade dos silos
 Bibliography














Title: Nocoes sobre silos e silagem
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00073387/00001
 Material Information
Title: Nocoes sobre silos e silagem
Physical Description: Book
Language: Portuguese
Creator: Martinho, Jacinto P.
Publisher: Imprensa Nacional de Mocambique
Publication Date: 1948
 Subjects
Spatial Coverage: Africa -- Mozambique
 Record Information
Bibliographic ID: UF00073387
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 54446214

Table of Contents
    Front Cover
        Front Cover
    Title Page
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    Introduction
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    Importancia da silagem
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    A transformacao de plantas em silagem
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    As melhores plantas para ensilar
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    Estado de maturacao das plantas
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    Silagem acida e silagem doce
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    Corte da iarragem e carregamento dos silos
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    Maturacao da silagem o sua conservacao
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    Albertura dos silos o consumo da silagem
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    O valor alimentar da silagem
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    Quantidade de silagem a usar nas racoes
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    Tipos de silos mais usados
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    Intoxicacoes pelo gas carbonico acumulado nos silos
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    Capacidade dos silos
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    Bibliography
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Full Text




COLONIA DE MO(AMBIQUE
Servigos de Veterlnaria e Industria Animal
Divlslo de Zootecnia e Fomento Pecuario





NOCOES

SOBRE


SILOS E SILABEM

POR

Jacinto P. Martinho


1946
IMPRENSA NATIONAL
DE MOCAMBIQUE -
LOURENVO MARQUES





czo-


COLONIAL DE MOCA I U
SERVICES DE VETERINARIAN E INDO TR /
- DIVISAO DE ZOOTECNIA E FOMENTO PECUARIO -




NOQOES


=S


SOBRE


LOS


E

SILAGEM


1946
IMPRENSA NATIONAL DE MOQAMBIQUE
LOURENQO MARQUES


4~e


cLee/jcr







































sclN l7
I:


1262 05487 2824


















INTRODUPAO

A publicaqdo deste folheto obedece a necessidade de divul-
gar entire os criadores de Mogambique ( ,i,~nl dos conhecimen-
tos mais essenciais & construtao de silos c ao fabric de
silagem.
Prdtica generalizada, de hd muito, nos paises de inddstria
pecudria mais desenvolvida e nos quais os problems relatives
& alimentacao racional dos gados t&m ocupado a ateniao de
criadores progressives e de ticnicos estudiosos, a preparacdo
de silagem e, entire nds, infelizmente quase ignorada. ainda,
com grave prejuizo do rendimento dos nossos animals domes-
ticos e irregular abastecimento da populadao da Coldnia em
muitos produtos deles derivados.
Os favordveis resultados obtidos em alguns anos de expe-
riencia na Estacao Zooticnica Central, corn o uso deste valio-
sissimo alimento dos gados nas epocas em que a carencia de
bons pastos naturais mais se faz sentir, induzem-nos a acon-
selhar os nossos criadores a que tentem, tambem, o fabric,
alids muito simples, da silagem, pois persuadidos estamos de
que rhpidamente reconhecerao os seus enormes beneficios,
dando por bemr empregado qualquer sacrificio que hajam de
fazer com tdo titil prdtica. 0 sucesso de alguns serd bastante
- estamos disso certos para a mais objective, das propa-
gandas e consequente difusdo do sistema.
SSd assegurando uma maior e mais equilibrada alimenta4ao
aos seus animals domdsticos poderd o criador conseguir deles


-3-









a melhoriado seu estado fisioldgico e, portanto, da sua capa-
cidade transformadora. E forgoso pensarem, antes 'de tudo,
que os animals, na realidade, nada produzem, apenas trans-
formiam. E bem entendido -- s6 transformam aquilo que
ihes dermos para transformar.
Assim, como certas mdquinas ideadas pelo engenho do
home civilizado podem transformar materials toscos e amor-
fos em artefactos de grande delicadeza e perfeicao, os animals,
especialmente os das racas mais selectas verdadeiras e apri-
moradas mdquinas vivas sao capazes de transformar tam-
bem alimenfos grosseiros que, sem eles, poucautilidadeteriam,
em produtos de inestimdvel valor para a alimentagao e outros
usos dos povos.
E embora o factor raqa possa ter grande influencia numa
maior aptidso transformadora tal como as mdquinas de
certa marca se destacam mais que outras pelo trabalho mais
perfeito ou econdmico que executem aquele sd poderd mani-
festar ,o mdximo da sua capacidade quando tiver ao seu dispor
a matgria prima bastante apropriada, ou seja o alimento farto
e cor todos os principios energdticos necessdrios A elaboragfo
dos novos produtos. Eis a condigao basilar da exploragdo
animal que o criador nunca deve perder de vista.
Sao as proteinas, os hidratos de carbon, as gorduras, os
sais minerals e as vitamins contidas nos alimentos ingeridos
e digeridos pelos animals que Ihao-de constituir, por sua vez,
as proteinas, os hidratos de carbon, as gorduras, os sais mi-
nerais e as vitamins de que sao compostos o leite e a came que
eles nos fornecem. E intuitive que se nao lhes dermos estes
compostos sob a forma de pastagem, silagem, fenos, fari-
nhas, etc., eles nao poderdo, restitui-los transformados em
materials mais perfeitos por possuirem maior concentrafao
nutritiva, um paladar mais saboroso, uma digestao mais fdcil
e uma utilizagao que aqueles nao tinham, enfim, para o orga-
nismo human.


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A defici6ncia que se nota, em determinadas epocas do ano,
nos mercados consumidores da Coldnia, de leite, manteiga e
atd de came de boa qualidade, de produgao local, result da
insuficigncia, quando nao e de uma absolute ausencia, de bons
fenos e da silagem indispensdvel & mantenpa dos animals em
regular actividade nesses periods adversos.
Sd quando estes alimentos forem previdentemente prepara-
problema do abastecimento regular do leite, lacticinibs e boa
caree as populaces da Coldnia; o criador verd aumentados os
rendimentos da sua indistria; a pecudria terd encontrado,
finalmente, o verdadeiro caminho do seu progress.
0 milagre que a alimentaqao cuidada nao fizer nao o fard
tambem a raca se aquela Ihe faltar, podemos estar certos.
Procurando facilitar a soludo .deste objective o Estado vai
proporcionar agora ao .criador progressive valioso iauxilio
material, contribuindo com percentage important das des-
pesas a que der lugar a construgao de silos, dos tipos mais
recomendados pela prdtica. De esperar e que surja agora o
maior interesse pelo aproveitamento integral de tdo itil ajuda.
Se assim suceder, licito se nos afigura augurar um future
mais prdspero A indiistria pastoril desta Coldnia e o meio de
assegurar o abastecimento regular de certos prbdutos alimen-
tares tdo essenciais A vida da, sua populagao.


-.-
















SILAGEM E SILOS




Designam-se vulgarmente por < os recipients desti-.
nados a conservar certos produtos vegetais para alimentaaio
dos animals e, nalguns casos, ate, do pr6prio home.
Aqui, iremos tratar, apen.as, dos silos que interessam h
preparagco e conserv.aco dos alimentos forraginosos por meio
de fermentaao mais ou menos dcida e ao abrigo do oxigenio
do ar, alimentos que se mantem em estado suculento e cor
propriedades alimentares e digestivas muito senmelhantes is
das pr6prias plants no estado verde.
Aos alimentos assim preparados dA-se o nome do < gem>>.
Por ragens por fermentacgo, em silos.


Import&ncia da silagem

Nao e novo o sistema de conservar forragens e outros pro-
dutos alimentares em silos, visto que jA os povos da antigui-
dade o empregavam.
Atribui-se aos egipcios o seu primeiro uso, que gregos e
romanos imais tarde adoptaram, difundindo-o, por sua vez,
por outros povos. A palavra < siros.
O velho <> onde ainda hoje se usa guardar, nas
nossas provincias da Metr6pole, o bagaco de azeitona e o fo-
Ihelho da uva bem acamados com algum sal, para alimentaceo








de suinos e bovinos durante as invernias, nao e mais que a
revivescencia .dos antigos silos egipcios ou romanos.
Todavia o conhecimento dos fen6menos bio-quimicos que
se produzem no silo durante a fermentagdo e que nos permit
agora um fabric mais perfeito ie'quase sem desperdicio da
silagem 4 de data muito recent. Gragas a estes conhecimentos,
a construco dos silos aperfeicoou-se tambdm, ganhando rapida
popularidade nos paises civilizados a conservapgo de forragens
por este m6todo. Foi, no entanto, a America do Norte, o pais
que mais contribuiu, corn o sou estudo e larga experiencia, para
a ,divulgacao dos modernos processes da construcgo de silos e
da preparac9o .de silagem.
Para se avaliar at4 que ponto esta prdtica se encontra .ali
generalizada basta dizer que, em '1935, a drea cultivada s6 de
milho para silos foi superior a 1 milhio e 800 mil hectares,
calculando-se que tenham 'produzido para cima de 30 milhaes
de toneladas de silagem!
Nesta tonelagem nro se encontra incluida bem enten-
dido a silagem preparada com sorgos e outras plants, os
quais em certa,s zonas, por condiq5es especiais de clima, sdo
preferidos :ao milho para esse fim.
Ali, como em outros pauses, pode dizer-se que a ensilagem.
revolucionou. profundamente a indistria pastoril. Extensissi-
mas' Areas que, em 6pocas ainda recentes, nao possuiam
condicses naturais bastantes para suatentar certas classes
de animals puderam, gragas a este modern process, estabe-
lecer uma, induistria animal pr6slpera e em alto nivel de pro.-
ducao.
E o ramo de engorda, e mais particularmente o ramo lei-
teiro, que maior proveito tiram do uso corrente da silagem.
Sao tambem os bovinos os animals que melhor podem utili-
zar este alimento, embora -a especie ovina b mesmo a cavalar
possam consumi-lo vantajosamente em certas condig9es.
0 largo uso que so faz hoje da silagem em tantos paises
explica-se facilmente quando so consideram as seguintes van-
tagens:
1.0 Porque se trata de uma forragem suculenta corn proprie-
dades laxativas semelhantes 's das plants no estado verde,
vantagem de grande utilidade visto que facility a digestdo das
outras forragens mais secas quando faltem os pastos verdes.


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2.0 Porque sendo uma forragem que se pode obter por baixo
custo se conserve muito tempo anos mesmo sem se dete-
riorar.
3. Porque aproveita com pequeno desperdicio numerosas
plants que de .outra forma nenhuma utilidade teriam. Certas
cultures que acidentes various ipoem, por vezes, em risco de nao
atingirem a maturacio perder-se-iam totalmente sem este apro-
veitamento. E frequent uma cultural de milho, por exemplo,
ou loutra, por virtue de seca ou ataque. de insectss, nao dar
grao, mas send .aproveitada para silagem pode fornecer ainda
um alimento de alto valor para os gados.
4. Porque plants de caules grosseiros, como sejam o
milho, os sorgos e outras, sob a forma de silagem, sao consumi-
das pelos animals corn muito mehor desperdicio de substancias
nutritivas.
5.0 Porque permit se mantenha em qualquer propriedade
um maior nimero de animals.
6.0 Porque por virtude de certos climas hkimidos nem sem-
pre 6 fAcil a prepar.a9ao de bons fenos, circunstancia que
pouco prejudice a produ2lo de silagem.
7. Porque, na falta de bons pastos naturais ou de prados
de regadio, as vacas leiteiras conseguem manter uma produc9o
regular de leite, especialmente se a raciao alimentar for tam-
b6m suplementada com algum feno de leguminosas e alguns
concentrados.
8. Porque, sem risco de incindio, se pode armazenar um
maior peso de forragem em espaco mais restrito e corn maior
economic.
9. Porque, muitas vezes, a forragem a ensilar 4 retirada
da terra a tempo de se fazer nova cultural.
10.0 Porque, finalmente, muita-s pragas que atacam as
plants forraginosas, e atW os animals, sao destruidas durante
*os processes de fermentacio nos silos.
Em comparacgo com os fenos, a silagem tem algfimas
destas vantagens e ainda outras, como sejam:
1.0 Uma menor quebra dos principios .alimentares contidos
nos caules e folhas das plants. Corn a fenago ha quase
sempre grande perda do folhas que sao precisamente as parties
mais ricas das plants, ao mesmo tempo que os caules mais
grosseiros sao pouco aproveitados pelos animals.


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2.0 O rendimento, por hectare, das plants mais cultivadas
para silagem 6 quase sompre muito maior quo o das plants
cultivadas para fenos.
Nao quoremos corn isto dizer que se deva fabricar silagem
sacrificando, em absolute, o fabric de fenos. Bem pelo con-
trArio, consideramos que on.de o.iclima seja favorAvel A pre-
paracgo de bons fenos, quer so empreguem plants especial-
mente cultivadas, quer so aproveitem para tal fim os nossos
bons capins, hA sempre vantage em produzir uma e outra
coisa porque a variedade 6 n5o s6 util mas muito apreciada,
tanrobm, pelos animals.
Por outro lado, circuinstAncias haverA em que os fenos de
boa qualidarde poderao custar menos que a silagem, na base
dos respectivos valores alimenitares. Em tais condicees seria
erro crasso por de part o fabric de.fenos uma vez que haveria
uma razao econdn6ica a imp8-lo. Aqui, como em tantos outros
casos, o bom sense e discernimento do criador 'deve ser o
melhor juiz da question. Cada propriedade agricola tem a sua
economic propria que o proprietArio deve esforgar-se por
conhecer e respeitar, sob pena deograndes prejuizos. 0 ponto
capital 6 que a exploraQco dos gados e, portanto, o seu rendi-
mento, nao sejam prejudicados, pela imprevidencia do dono.


A transformagao de plants em silagem

E .d todos conhecido o fen6meno que vulgarmente se
produz quando so deixam plants verdes ou semivcrdes, em
monte, por algumas horas. Em pouco tempo o monte aquece
porque unma fermentacao tomon lugar, sob a accao de certas
enzimas (fermentos), as quais, em maior ou menor quantidade,
existem sempre- aderentes aos tegumen.tos das plants. Esta
fermentacao initial correspond a respiracio de tecidos que
ainda n~o morreram, respiracao em tudo idWntica h dos ani-
mais, pois, como estes, absorvem o oxig6nio do ar, expelindo,
em troca, Acido carb6nico e Agua. Como se trata de uma ver-
dadeira oxidacao de certos elementos hidrocarbonados, do
acicar em especial, produz-se o desprendimento de algum
calor. Mas, A media que o oxig6nio contido no interior do
monte das plants se vai rarefazendo o que sucede, prhtica-


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mente, ao finm de umas cinco horas uma outra espdcie de
fermentacao,' agora mais na intimidade dos tecidos, surge a
dominar a primeira. So bem que identica 6 anterior, difere dela
porque s6 pode utilizar 6 oxig6nio contido.nos compostos intra-
celulares, em lugar de o obter do ar como a principio sucedia.
Slo os Acidos vegetais queo ho fornecem, transformando-se,
por isso, em alcohol e Agua. Ao pass que a primeira se extingue
Srpidamente por exigir grande quantidade de oxig6nio livre
e a present de aqucares, nao dando lugar, portanto, a
grande elevaceo da temperature, a iltima, pelo contrario,
e manis active e duradoira, produzindo uma subida constant
de temperature em presence dos Acidos que vai transfor-
mando.
Ora, quando se trata de plants ensiladas nab ficam por
aqui os processes fermentativos. Outras didstases oxidantes
entram em accio, atacando tamb4m os elements hidrocarbo-
nados, transformando-os em Acido lictico, o qual, por sua vez,
se .1..,!..',..' dando alcohol e acido carb6nico; as amilases
transformam o amiido em aqcicar e, assim, se vao operando
transformac6es sucessivas nas chamadas substancias ternA-
rias : os hidratos de carbon. Por outro lado, outros fermentos
atacam as substancias quaternArias as proteinas que se
transformam e)m corpos mais -simples, a saber: as amidas,
os amino-dcidos e o pr6prio amoniaco, enquanto a temperature
da massa se conservar baixa, n5io ultrapassando os 400; as
albumoses e peptohas quando, pelo contrdrio, a temperature se
elevar a 600 ou 700. Todos estes compostos, verdadeiros produ-
tos de 1..1. ,' -1, ,;- da protein elementss azotado ou albnimi-
Sn6ide), voltarrto a conjugar-se para former novas substancias
proteica-s quando, mais tarde, forem submetidos ao trabalho
de digestAo pelos animals.
A fermentacao Aquela alta te nperatura 6, no entanto, de
pouca durac5io. A outra, embora mais lenta, 6 tamb6m mais
duradoira. Para certos tipos de silagem a prAtica tern demons-
trado que nma temperature elevada no principio da fermen-
tacao 50 a 700 -. 6vantajosa para a qualidade do produto.
Isto fhcilmente se.obtIm se houvcr o cu'idado do nao conimrimir
demasiado," a principio, os materials ensilados, para queo ar
se' conserve em proporeao convenient nas suas diversas ca-
madas, e a humidade da massa nao exceder os 70 por ceito


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Acima de 700 ou 750 ha o risco de a silagem se estragar. Uma
compressao oportuna expuls.ard part do ar, fazendo baixar
a temperature. A 600 e 700 s6 as. didstases actuam nestas trans-
formacbes, mas a media que a temperature vai baixando,
ou quando nao chegue a ultrapassar os 50, outros agents
de *nao menor actividade transformadora os microbios de
vArias esp6cies entram em concorrencia com elas. E a
aca5o destes agents biol6gicos sobre as plants ensiladas &
por tal forma import-ante que quem se interesse a valer pela
preparacao de silagem nao dove ignorA-la. Destes micr6bios,
se alguns sdo muito Aiteis, outros ha que sdo extremamente
prejudiciais A silagem. Conhecer as regras que permitam a
melhor multiplicacio dos bons e a destruieao ou inibigao dos
maus 6 'do extrema vantage para quem queira preparar um
produto de boa qualidade.
Sao muito itteis os, chamados porque
transformam o acgicar emr dcido Idctico, o verdadeiro element
conservador da silagem. Estes rnicr6bios sao anaerdbios, isto
6, reproduzem-se -sbmento naa. ausencia de oxigenio, condiceo
que conv6m fixar, cdmo havemos de reconhece'r anais adiante.
SSo muito prejudiciais os micr6bios que .do lugar is, fer-
mentaeOes butirica e pitrida. Sio tambr'm inconvenientes,
ainda que em menor grau, os micr6bios que dao lhigar a fer-
mentagco ac6tica. Os Acidos butirico o acdtico podem concorrer,
at6 certo ponto, para criar um meio impprprio aos bacilos da
putrefaccio, mas o piimeiro dd um aroma e sabor rancoso A
silagem, cujo valor alimentar tamb6m 6 por eles prejudicado,
pelo quo nto conv6m para alimentapeo de vacas leiteiras,
enquanto o segundo pode provocar perturbaoees digestivas nos
animals que consumirem silagem corn elevada percentage
desse acido. S6 a produced do acido cdetico conv4m favorecer
ao maximo, porquanto, nbo tendo qualquer destes inconve-
nientes, impedird com a sua presence a multiplicacao dos
micr6bios nocivos, garantindo assim a boa qualidade da si-
lagem.
Ora este objective pode conseguir-se por qualquer dos
meios soguintes :
a) Pela compressEo convenient da massa ensilada por
forma a permitir que a sua tenperatura se mantenha nas
condicSes mais favoriveis a multiplicagio dos micrdbios que


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a produzem. Cases hi, no entanto, em que uma subida inicial
da temperature a 600 ou 'a 700 nao prejudicard a posterior
multiplic.aAo destes micr6bios, o que se fard logo que ela
baixe novamente a 500.
b) Pela .adiao de acuicar ,s forragens ensiladas, especial-
mente quando elas sejam pobres deste element, visto que
pela accao destes micr6bios, e de c.ertos fermentos, como ja
vimos, ele se transformarA naquele Acido.
c) Pela divisao em pequenos fragments das plants a
ensilar, visto que quanto mais pequenas forem mais fAcil-
mente so poderao comprimir per acalque, *ao mesmo tempo
que exsudarjo melhor as liquidos vegetais aagucarados nelas
contidos, alimento indispen.svel dresses micr6bios.
Logo que. a acidez -da massa atinge 0,4 por cento, jd os
micrdbios da putrefacgRo sucumbem ou nao -se podem -desen-
volver. Todavia, sao estes as Ainicos que conseguem resistir a
temperature de 75o. Por sua vez os micr6bios da fermentacgo
butirica nnao resistem a mais de. 550, nem se desenvolvem em
meio Acido.. Coisa idWntica sucede aos da fermentagyo ac6tica
que morrem quando a temperature ultrapassa 450 e seja
bastante huimida.
Os fungos (bolores) podem tamb6m concorrer para a inu-
tilizacAo da silagem, mas s6 em presence do oxig4nio do ar
se podem multiplicar.
Os fermentos licticos toleram temperatures de 600 e mais,
centigrados, embora s6 entire os 320 e 500 possuam .actividad6.
Sao as diAstases, de que j6 falAmos, que presidem a certos
fen6menos de ifermentago intracelular, que fazem elevar a
temperature para o nivel dos 700 e 750, motivo que impede,
juntamente corn algum acido lActico a que dao tambmn origem,
a pululagco dos micr6bios prejudiciais.
Logo que a acidez da massa ensilada atinge certa percen-
tagem a fermentaca.o 6 suspense e a silagem ficard em condi-
c5es' de conservar-se por muito tempo, coohtanto que o ar ndo
volte a entrar nela. Conhecem-se exemplos, na AmBrica, de
silos abertos ao fim de 12 anos terem ainda a silagem em
perfeito estado de conservacao.
Das considerag6es que antecedem podemos, portanto, de-
duzir as regras que devem orientar o fabric e a conservagio
deste magnifico. produto alimentar dos gados.


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As melhores plants para ensilar


Milho Nos passes onde vegete bem, o milho deve ser,
incontesthvelmente, a plant mais preferida para ensilar.
A. grande massa de forragem que produz. em period relativa-
mente curto, o seu alto valor nutritivo, a sua sapidez, a
riqueza em aceicar que Ihe permit uma fermentapAo das mais
convenierites, o aroma da sua silagem, quando bem preparada,
esplendido estimulante do appetite dos animals, constituem as
razies desta prefer6ncia. A superioridade do milho, quer para
ensilar, quer para outros variados uses, merece bem o apelido
que Ihe dio, na Am6rica, de As melhores variedades para ensilar sao, de um modo
geral, as que dao niaiores rendimentos de massa verde por
hectare. Estao nestas condice.s as variedades mais ser6dias,
de caule robusto e grande desenvolvimento, que tamb6m sao
as de mais fdcil colheita. A variedade <,
represent o padrao deste grupo, Mas de um modo geral qual-
quer variedade serve para este fim. A razio principal da
escolha deverA ser a da perfeita adaptacio da variedade ao
terreno destinado h cultural. Muitas vezes associa-se *ao milho,
no moment de ensilar, ou.na sementeira, unma leguminosa
que pode ser o feijao mascate, ou qualquer dos feijbes cafreais,
a luzerna, o meliloto, etc. Esta prdtica 6 muito convenient
porque torna a, silagem bastane mais nutritiva. Quando em
consociacao, usa-se .semear a ]eguminosa na primeira ou se-
gunda sacha, cdnforme se trate deuma leguminosa mais
r-..'i..i. ou, pelo contrArio, mais tempori.
A percentage da massa verde da leguminosa nro 'deve
exceder 50 por cento da quantidade do milho a ensilar. As
leguminosas, sendo pobres em acuicar, podem, quando em ex-
cesso, prejudicar a boa formentag9o lctica.
Quando haja necessidade de empregar niaiores percenta-
gens de leguminosas, conv6m 'adicionar a forragem 1 a 2 por
cento de aclcar, sob a forma de melaco, diluido em uma ou
duas parties de Agua. Na falta de melago pode tambem em-
pregar-se uma farinha bastante rica em amido.

Mapira (sorgo) A seguir ao milho, em ordem de impor-
tancia, podemos colocar as diversas variedades de mapiras,


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plants que em grande nimero is5o especies nativas de Africa
e que,. por isso mesmo, se encontram aqui muito bem ada-
ptadas. Nas zonas mais Aridas estas esp6cies deverao ser pre-
feridas ao milho, visto que resistem melhor is secas.
0 valor alimentar dos sorgos 6 apenas ligeiramente inferior
ao do milho e as variedades de grande porte dao, por hectare,
um peso em verde bastante mais elevado que aquole cereal.
Todavia, a silagem feita com as variedades mais anas e ge-
ralmente mais rica que a obtida das variedades de maior
porte, pela razao simples de que, naquelas, a percentage de
grao em relacao ao peso total da plant 6 bastante mais
elevado. Mas empregando a. associa9ao mapira-leguminosa
sera muito mais econ6mica a utilizacio das variedades de
maior porte, cujo rendimento, em verde, 6, por certo, tr&s a
quatro vezes superior ao das variedades anas.
Quase todos os sorgos em certas fases de crescimento podem
ser t6xicos para o gado, especialmente se usados como pastagem,
ou. colhidos em verde, quando o .seu crescimento nao ultrapassa
50 centimetros de altura. Em fase mais adiantada, por6m, os
riscos de envenenamento nio sAo de'temer. A silagem feita de
sorgos 4 absolutamente inofensiva para os animals. Como atris
se disse, a respeito .do milho, podem tambim cultivar-se estas
plants para silagem em consocia9co com as mesmas legu-
minosas. Os grades inimigos desta cultural sao os pAssaros
que causam grandes prejuizos quando a semente se encontra
quase madura.
E necessario, portanto, nessa altura, grande vigilancia
sobre as aves, sob pena de em um dia ou dois se perder uma
important colheita de gr5o.

Girassol -- uma plant muitas vezes empregada no fa-
brico de -silagem. DA producSes quase sempre mais elevadas
que o milho ou os sorgos, mas 6 de menor valor alimentar e
menos apaladada para os animals. Costuma adicionar-se-lhe
algum sal na ocasido .de ser ensilada para atenuar este filtimo
inconvenience. Corta-se, geralmente, quando 30 a 50 por cento
das plants entram em floraco. Colhida mais tarde torna-se
muito fibrosa.
Associa-se em cultural muitas vezes aos sorgos para este
fim.


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Capim elefante Forragem de grande rendimento por
hectare 6 tambem bastante usada para silagem. N.a Estaco
Zoot6cnica costuma ser misturado com o milho para este fim,
na proporedo de uma part de capim elefante para o dobro ou o
triple do milho. Muito frequentemnente, a esta mistura ainda se
costume juntar alguma leguminosa, mas de forma que a propor-
c5o de milho nao seja inferior ao dobro daquelas duas forragens
juntas, para melhores resultados. A mistura mapira-capim
elefante-leguminosa tern, prhticamente, as mesmas vantagens.

Outras forragens De um modo geral, quaisquer plants
verdes, muitas das quais .constituem, per vezes, verdadeiras
pragas dos campos, podem ser utilizadas para ensilar, e a
silagem resultante, desde que tenha- sofrido a fermenta9go
convenient, pode ser empregada como alimento dos gados.
Se, por4m, por falta de ag9icar bastante nos sucos das plants,
essa fermentac9o for. prejudicada, basta adicionar 1 a 3 por
cento de melagos, que se diluam em uma ou duas parties de
agua, para que ela se produza .de maneira convenient a boa
conservaepo da silagem.
Os bons capins espontaneos, quando cortados no principio
da floragdo, sao muitas vezes usados para ensilar, quer es-
tremes quer associados ao milho ou a outras plants. Na
Esta'$Co Zootecnica 4 muito frequent juntar capins as res-
tantes forragens de' milho ou mapira no moment de ensilar.
O chamado capim do Limpopo (echinochloa piramidalis) tio
frequent nos lugares himidos, o capim dos passaros sorgoss
arundinaceum), bem como uma grande variedade de cun,s, o capim tempordo (uruchloa pululans), etc., todos tao
vulgares na Col6nia, sao pr6pries para ensilar.
Nas leguminosas, o feijao imascate, de produicgo tao elevada
em verde, a luzerna, o feijao cutolinho, a vulgar > e
tantas outras, sao sempre vantajosamente empregadas, como
atrds so disse, no fabric de silagem, visto que sao plants
muito ricas em proteinas, cAlcio e vitaminas, elements muito
valiosos, especialmente para os animals em crescimento ou
em func0o leiteira. DAo bons re-sultados quando usados nas
misturas j- indicadas com outras plants, mas tamb6m podem
ensilar-se estremes para o que conv6m adicionar-lhes os me-
lagos nas proporgaes jA referidas.


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Palha de milho e de outras plants Ainda por vezes so
aproveitam as palhas de milho ou deo sorgo para ensilar, depois
de colhido o grao, quando faltem outras forragens mais pr6-
prias para esse fim. Devido, no entanto, A ;sua deficient
humidade 4 necessario mistura-las corn outras forragens verdes,
ou, entao, rega-las cor n gua bastante para provocar *a fer-
mentagco desejada. A quantidade de verdura, de agua, ou
ainda de uma e outra, deve ser tal que a humidade total da
massa atinja un1s 70 por cento, mais ou menos. A silagem de
palhas e menos pr6pria para gado leiteiro do que para gado
de engorda.
Pode dizer-se que o que mais interests no fabric de si-
lagem 6 -a quantidado e o baixo custo da produago. Tratando-se
de vacas em funydo leiteira, por exemplo, podera poupar-se,
( certo, uma part da ra'io de concentrados se a silagem for
de mais elevado valor nutritivo, mas o criador saberA avaliar
o que mais lhe conv6m, isto 6, -so deverA preferir uma silagem
rica, de custo mais alto, ou, pelo contr6rio, uma silagem mais
pobre mas de menor custo,'embora exigindo um maior em-
prego de farinhas e bagapos para equilibrar convenientemente
os diversos elements da racao.


Estado de maturagao das plants

A fase mais pr6pria para en.silar o milho ou os sorgos
atinge-se quando as folhas inferiores das plants se encontram
jA secas e a part restante delas acusa um certo grau do emur-
checimento. Nesta altura o grao passou j6 do estado leitoso
ao estado pastoso, conservando bem os .sulcos que Ihe faqam
com a unha. O grau de humidade das plants nesta fase ndo
vai muito alim dos 70 por cento. Ao.contrdrio de muitas outras
plants, .o milho atinge a maior riqueza alimentar um pouco
antes ida maturagao se conipletar.. Outro:tanto pode quase
dizer-se dos sorgos. E, pois, quando a matdria seca, contida
nestas duas espdcies, anda A volta dos 30 por cento, que elas
estdo em con-diges de produzir a rmelhor fermentagdo e, por-
tanto, a melhor silagem. Em fase menos madura o milho
produz uma 'silagem mais Acida, menos apetitosa, alem de se
nao aproveitar grande part do seu valor alimentar.

17 -









0 espagamento da sementeira do milho tem a sua impor-
tincia no valor nutritive da silagem, porquanto esta depend
em grande parte da quantidade de grao quo a plant cofitiver.
Quanto mais elevado for a percentage do grao, tanto maior
serA o valor alimentar da silagem. Em todo o caso conv6m
saber que o valor alimentar dos caules e das folhas do milho
e um pouco superior a 25 per cento do valor total da plant.
Isto equivale a dizer que a palhia deste cereal, como *alimento,
vale, prhticamente, Vs da -semepte contida na magardca. Por
aqui se pode avaliar b grau de aproveitamento que se obtem
quando se ensila a plant complete.
0 espacamento mais favoravel a plantagco do milho desti-
nado a silagem'deve ser aquele em que cada plant produza
boas espigas corn grao, ou seja,i aproximadamente, o mesmo
quoe se usa quando a sementeira 6 destinada a semente. Uma
plantagco muito mais densa produzirA uma massa maior deo
forragem mas menor quantidade de cereal, portanto, menor
valor alinientar por unidade deipeso, ou de volume, da si-
lagem. Com o sorgo dd-se o riesmo. Quanto menor for a
quantidade de grao na silagem. menor tamb6m o seu valor
como alimento.
As restantes plants devem, pelo'contririo, ensilar-se em
estado menos adiantado de maturacao. Quase sempre se espera
que atinjam o inicio da flora9co, fase em que a plant 6 ainda
rica sem possuir urma percentage muito elevada de fibra.
Exceptua-se desta regra o capimielefante que deve ensilar-se
quando atinge 1 a 1,20 metros de altura. Depois disto, os seus
caules tornam-se duros em grand< part, a por isso nao serao
aproveitados devidamente pelos animals.
girassol, logo que 30.a 50 por cento das plants entram
em florac9o, deve ser cortado para os silos. Em estado mais
avangado de maturacso os seus caules passam a ser, tambem,
demasiado duros e fibrosos.


Silagem &cida e silagem doce

Conforme for o grau de maturac'a oe a humidade das plan-
tas a ensilar assim se podera preparar a silagem dcida ou a
silagem doce.


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Como alimento, qualquer das duas serA de grande valor
para os animals, embora, de umn modo geral, eles deem pre-
ferencia A silagem doce.
A silagem Acida exige plants bastante verdes e com um
grau de huniidade n~o inferior a 80 por cento. A temperature
da sua fermentagco nao deve exceder 32. centigrados.
Pelo contririo, a silagem doce deve empregar plants em
fase mais adiantada de maturaco e corn um grau de humidade
. que nao exceda 70 ou 75 por cento. A temperature melhor de
fermentagco serA a 500, mas pode atingir mesmo os 70, sem
risco de maior.
Para a primeira conv6m melhor as plants tenras de cau-
les finos e rhaleAveis, o que facilitarA a sua compressao. Para
a ultima podem empregar-se as plants de caules mais gros-
seiros e quase secas, sem qualquer inconvenient.

Silagem Acida Requer, como se disse, uma forragem
em estado pouco adiantado de maturagco, que rlao ultrapasse
demasiado a fase initial de floracio. Algumas plants, como
o capim elefante e outras, devem mesmo ser cortadas antes
que atinjam este estado.
Em climas de sol escaldante, come o nosso, e por vezes
muito secos, nao 6 o tipo-de silagem que mais se recomenda.
Todavia, quem a 'quiser praticar, deverd observer as so-
guintes. regras :
a) Plantar a forragem em terreno proximo dos silos para
que nao haja lugar a perdas por evaporagdo demasiado gran-
des, durante o sou transport.
b) Proceder ao corte no moment mais oportuno, isto 6,
quando o grau de humidade das plants ande a 'volta'dbs 80
por cento.
c) Carregar os silos de uma forma rApida e depois das
plants term sido cortadas em fragments nao maiores que 2
ou 2,5 centimetros. No nosso clima as melhores horas para -a
carga serdo: logo de madrugada ate as 8 horas e A tarde, ao
p6r do sol.
(i) Adicionar a mass, sempre que seja necessArio, o aguicar
(melago) bastante para produzir a fermentagoo, mais conve-
niente.


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e) Comprimir fortemente a forragem, por acalque a p6s,
A media que for entrando nos silos e de modo a evitar que
a temperature exceda os 320 centigrados.
f) As camadas de forragem que se metam didriamente nos
silos devem ter, pelo menos, 1i,5 de espessura.
Nao havendo estes cuidados poderd resultar uma fermen-
tacao irregular e, portanto, um produto mediocre.
Quanto mais cuidada for a compressao, maior serd a
quartidade do ar expulso da massa e mais abundantes os.
liquids agucarados.que dela iserao exsudados, os quais sdo
indispensaveis A propagacao dos bacilos ldcticoo:, ao mesmo
tempo que contribuirao para reduzir ainda mais o e olume do ar.
A fermentac9o ldctica, enlI meio fortemente hb mido e ao
abrigo do ar, impossibilitard, come atrAs dissem,,s, a multi-
plicagco dos fermentos acetico e butirico. 0 primeiro porque
sendo aercbico nao pode viver na ausencia do ar ao mesmo
tempo que a humidade tambmn Ihe 6 prejudicial; o.segundo,
embora anaerdbio, come seo jos bacilos ldcticos, nao resisted
ao meio dcido criado por estes.
Em comparagao com a silagem doce, podemos apontat
na silagem Acida as seguintes vantagens: maior rapidez no
'enchimento dos silos e uma fermentagdo talvez menos con-
tingente, desde que so observem as regras indicadas, em es-
pecial a que aconselha a compressio muito forte da forragem.
Como desvantagens podeoro notar-se-lhe: um menor apro-
veitamento da capacidade dos silos, visto que a uum maior
grau de humidade na forrago)e correspondera um menor teor
em mat6ria seca; a perda de alguns liquidos vegetais que fre-
quentemente se acumulam no fund dos silos cor o' corres-
pondente prejuizo das substancias alimentares neles diluf-
das;- a necessidade de mais pessoal para o corte, transporte
e acalque didrio da forragem e, finalmente, unia menor ape-
tencia para os -animais que apreciam mais as silagens de
tipo doce.
Trata-se todavia de um genero de'silagem que tem muitos
adeptos e que em muitas coridices tem razao para ser prefe-
rida, por exemplo quando 'as ilnicas forragens disponiveis
para os silos tiverem as caracteristicas apontadas e a quani-
tidade de gado a alimentar seja pequena. Em Portugal 6, tal-
vez, o tipo que mais so produz.


-O0-








Silagem doce 0 m6todo de preparagao desta silagem
4 bastante diferente do anterior. A forragem deve possuir uma
percentage de humidade a roda de 70 por cento, no moment
de se meter nos silos. A temperature da fermentacao pode su-
bir a 500 e 600 centigrados e o enchimento dos. silos faz-se, ge-,
ralmente, por camadas diArias que n~o devem exceder muito
os 80 centimetros ou 1 metro de espessura. Nlo 6 necessdria,
pelo menos de principio, uma compressao forte da forragem,
precisamente para forgar a subida da temperature que serA
activada, primeiro pela respiraag9o dos tecidos, a seguir por
acqdo das didstases, como atrAs vimos. A fermenta9go lac-
tica, verdadeiramente, s6 se produz quando a temperature,
depois de ter atingido o nivel mais alto, volta a descer aos
500 e a menos, o que se da geralmente ao fim de dois ou tr&s
dias.
Deste tipo a melhor silagem 6.aquela cuja fermentabAo
nao excedeu os 500. A concentragdo do Acido lctico 6, neste
caso, mais elevada, mas a destruigAo de proteinas 4 bastante
reduzida. A producgo de Acido buritico 6 tamb6m pequena
com a fermentagdo a esta temperature. A coloragdo desta
silagem 6 de um castanho-esverdeado cor aroma intense e
agradAvel.
E o process que temos adoptado na Estag9o Zoot6cnica
desde 1941, em silos adreos, cor os melhores resultados. Nos
silos subterraneos em vala que tambem se usam na Es-
taQRo, jA 6 mais dificil manter esta temperature, especial-
mente nas camadas superiors mais em contact cor o ar.
Todavia, pode .subir a 600 e a 700 sem perigo de maior como
j4 vimos. Acima dos 700 6 que nao conv6m deix6-la subir,
pois ha o perigo de so estragar. Anualmente preparam-se aqui
para cima de 200 toneladas de silagem doce, nos silos de di-
versos tipos, sem que at6 agora se tenha registado qualquer
insuoesso.
0 m6todo de.trabalho que usamos 6 muito simples..A for-
Tagem usualmente empregada tem por base o milho que, mais
,ou menos, misturamos corn outras plants, tais como: capim
elefante ou outros capins espontaneos e diversas leguminosas,
mais frequentemente o feijRo mascate que produz abundante
massa verde. Com frequ8ncia associamos na mesma semen-
teira este legume cor o milho. Outras vezes substituimos o


-21-










milho pela mapira native de grande porte com identicos re-
sultados.
Estas forragens sEo cortadas na plantagao, geralmente
de. nianha, ate as 11 e meia horas, e logo transportadas para
junto dos silos, a encher. Na part da tarde cortam-se pela
'mAquina ensiladora munida do ventoinha que as faz chegar
ao interior dos silos, em pedacos de 1,5 a 2 centimetrps. Nesta
ocasiio 6 feita a mistura 'das diversas forragens, mas de forma
que a proporygo de milho para as outras plants nao seja in-
ferior a dois para um (dois'de milho, um das outras plantss.
A massa cortada 6 espalhada no interior do .silo at6 atin-
gir uns 80 centimetros ou 1 metro de altura, mas sem acalque
demasiado no primeiro dia para que a temperature suba ate
uns, 500, o que sucede geralmente ao fim de 12 a 20 horas
- isso depend .do estado do maturag o e humidade das
plantas. So a temperature nao subir por falta de humidade,
visto que as vezes ha necessidade de utilizar plants dema-
siado secas, junta-se-lhe Agua com um regador na quantidade
calculada necessaria para atingir aquela percentage,
De principio usAvamos term6metro para regular as tem-
peraturas, mas com a pratica nao julgamos este aparelho in-
dispensAvel. A mao metida na profundidad6 da forragem dd-
-nos, depois de alguma experiencia, uma indicac8o muito
aproximada da temperature convenient. Atingida esta, fa-
zemos comprimir bem a massa antes de colocar nova camada.
Se, pelo contrArio, for inferior, que desejamos, aguardamos
algumas horas mais. Junta-se entao nova camada- igual A an-
terior,' que ndo serA t.amb6m muito comprimida, ate que a
temperature chegue ao nivel desejado, o que agora sucederi
em menos tempo, uma vez que os fermentos entraram ja em
grande actividade. Novo acalque no moment oportuno e no-
vas camadas se Ihe vao adicionando at6 que o silo fique com-
pletamente cheio.
Aproveita-se quase sempre para comprimir bem a forra-
gem o pessoal indigena empregado nos diversos services da
Estacfo, antes de seguirem ou regressarem dos diferentes tra-
balhos. De certa altura em diante dA-se, diAriamente, um
grande abatimento na forragem por efeito da grande com-
pressRo que as camadas inferiores vao sofrendo. E necessArio,
per isso, demorar um pouco o fecho dos silos, atestando-os diA-


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riamente para que a sua capacidade seja aproveitada ao mA-
ximo. As camadas dos iiltimos dias sao, por consequencia,
menos espessas e podem, a seguir A .sua carga, ser fortemente
comprimidas por esta razdo. Atingida a carga desejada, tapa-
-se a forragem cor uma camada de capim seco ou, melhor,
de ervas verdes, de uma mdo travessa mais ou menos de es-
pessura, a qual, depois de bem regada, se cobre cor uns
30 centimetros de terra, apertando-a bem a mago. Nos dias
imediatos vigiar-se-A a cobertura dos silos para que a tempo
se possam tapar as fendas que sempre aparecem, voltando
a comprimir a terra corn o mago.
Nos silos subterraneos, em vala, em que a superficie de
exposi9ao 4 relativamente grande, faz-se subir a massa ao
nivel mais alto das paredes onde a compressed serA sem-
pre mais cuidada -, deixando-se um abaulamento da for-
ragem no centro, formando calote, cor uns 60 centimetros de
altura, a qual, antes de ser tapada, deve s'er bem calcada tam-
bbem. Esta elevagco ao fim de uns dias quase desaparecerA
com o abatimento da forragem e aperto a mago. Neste silos a
vigilancia da cobertura devera ser maior.
Neste process de fabric ndo sao necessarios, em geral,
mais de uns 10 a 12 indigenas por dia, para o corte da for-
ragem e carga dos silos cor ajuda da mAquina ensiladora,
unia vez que a opera9go 6 feita muito lentamente.
Como se vW, 6 muito simples a prepa'racqo deste tipo de
silagem. Basta um pouco de prAtica para qualquer ser capaz
de fabricar boa silagem doce que os animals come avida-
mente logo que a ela se habituam.
As maiores. vantagens deste tipo de silagem sao: melhor
aproveitamento das plantas- grosseiras e em estado mais
adiantado de matura9co, condi9ces que sao impr6prias & pre-
para9~o da silagein Acida; um aroma mais agradAvel ao pa-
ladar dos animals que. a preferem a qualquer outra; menos
pessoal necessArio para o corte da forragem e carga dos silos,
visto que so enchem mais lentamente; ausencia de acumulacdo
de liquidos no fundo dos silos, portanto, menor desperdicio dos
elements solhveis que aqueles arrastariam; finalmehte,
maior aproveitamento da capacidade dos silos visto que, sendo
a forragem menos hfimida, maior serA a quantidade da ma-
t6ria seca que entrarA neles.


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Como desvantagens poderemros citar: destruicQo um tanto.
mais elevada das mat6rias proteicas tanto maior quanto
mais se elevar a temperature da fermentago prejuizo que
eni part .serA compensado por iuma menor perda de energia
no trabalho de digestdo e assimilagio dos animals; mAior de-
mora no carregamento dos silos.

Silagem de leguminosas Estas plants sao bem conhe-
cidas pela forma especial dos seus frutos, em vagem. Um
grande .nunero delas compreende as forragens de mais
alto valor de que dispomos, tanto no estado de verdura ou
de feno, como pelas suas sementes que., quando moidas, for-
necem magnificas ragoes concentradas. Desta familiar a lu-
zerna, a soja, a fava, a ervilha, os trevos, o feijAo mascate, o
feijao cafreal e tantos outros, gozam de reputacao bem justifi-
cada comro alimentos preciosos que sao dos gados. Muitas delas
vegetam em Afrioa a'dmirAvelmerite nos terrenos mais variados,
considerando-se ate como natives deste Continente o chamado
(vigna sinensis)i de quo hA algumas varieda-
des, e o feijo cutelinho> (dolichos lablab) ou < Atd nao hA muitos anos, pouco se usavam estas plants,
estremes, no fabric de silagem, pelo simples motive de ser
dificil obter um produto de bomiaspecto e conservagdo. A in-
suficiencia de substancias acucaradas nos sous tecidos ao
mesmo tempo que possuem uma percentagem elevada de al-
bumin6ides (proteinas) nao favoreciam a multiplicagao dos
fermentos 1Acticos e, portanto, ido respective Acido, motive
por que so propagavam melhor, os fermentos causadores da
putrefac9ao, estragando-a cor frequencia.
Mais recentemente adoptou-so o artificio de adicionar so-
lupe5s de melagos a estas plants e, desde entao, foi possivel
activar as fermentacbes favorAveis A produiao dos Acidos con-
servadores, send portanto 'fAcil preparar, agora, silagem
de leguminosas simples sem quebra apreciAvel dos seus corn-
pofientes nutritivos. Este alimento magnifico pode ser dado
a quase todas as classes de animais, os suinos e os pr6prios
galinAceos inclusive, sobretudo se para estes 6iltimos houver
o' cuidado de a picar mifdamente.
0 process de preparar esta :silng-im nao difere dos ante-
ribrmente descritos. O important 6 adicionar o melaco na


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altura de se carregarem os silos e na proporgao do duas a
tres parties de melago para cem de forragem (em peso). 0 me-
laco deve ser diluido em duas a tres parties de Agua, conform
* as plants contiverem mais ou. menos humidade, e aplicado
por meio de um regador ou por dispositivo especial ligado ao
tubo de carga da mAquina, ensiladora.
Como anteriormente indicamos, as leguminosas, so mistu-
radas ao milho ou aos sorgos, na proporiao de 1: 3 ou 1: 2
*nao necessitam de melagos para produzirem silagem de 6ptima
qualidade. 0 carregamento dos silos, s6 coin leguminosas, tern
o senao de ser uma operagdo um tanto trabalhosa. A maior
finura e elasticidade dos seus caules e folhas nio permit um
corte tao perfeito nem um rendiminto tao grande das mA-
quinas cortadoras-elevadoras usualmente empregadas no en-
chimento dos silos. Com material tao macio e tao domAvel 6
muito frequent entupir-se o tubo de carga das mAquinas,
obrigando a constantes paragons destas a fim de o desobstruir.
0 rinico rem6dio esta em nao carregar demasiado de forragem
.o tabuleiro rolante da ensiladora, o que represent um rendi-
mento mais reduzido no trabalho de carga dos silos.
Nos diversos tipos de fabric descritos bh, como se v4,
vantagens e desvantagens a considerar, de modo que cada.
um deve adoptar o m6todo quoe he pareqa mais c6modo ou
econ6mico. O essential 6 que cada criador produza a silagem
suficiente seja de que tipo for para manter os seus
animalss em estado.razoAvel de nutrigao nos periods menos'
.afortunados de pastagem.
Certo 6 que hA diferengas por vezes muito acentuadas no
valor nutritivo das silagens e ao criador inteligente nao
pode ser indiferente a produgao de boa ou mA silagem, sobre-
tutlo se, comn um pouco mais de cuidado ou um pequeno au-
mento de despesa, puder fabricA-la cor muito maior poder
slimentar. Uma fermentag9o mal regulada pode .contribuir
para a destruicao de part important dos seus components
nutritivos. Por outro lado a adigoa de plants leguminosas
farA aumentar muito o seu valor em proteinas, visto serem
muito mais ricas nesse element nobre da nuiri9go que o
comum das outras plants. Ora um poucp de cuidado durante
.a operaago do ensilamento e um ligeiro dispdndio cor a cul-
tura de algum feijao cafreal, por exemplo, nao s6 evitarA


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perdas como fard ainda elevar de forma muito sensivel o va-
lor nutritive desta forragem. Especialmente quando ela for
destinada ao gado leiteiro, o criador vera os seus cuidados e
esse pequeno aumento de despesa transformados em lucros
largamente compensadores.
De uma maneira' geral, nos passes quentes, 6 de preferir
o fabric das silagens de tipo doce. A silagem acida 6 mais
dificil de preparar nestes climasi em que a evaporagdo 6 grande
e as.fermentagoes sao sempre muito activas devido h tempe-.
ratura ambiente.


Corte da forragem e carregamento dos silos

Das plants destinadas aos silos, os de elevado porte e cau-
les grosseiros, como o milho, sorgo ou capim elefante sao
cortados, na plantagco, A mAo, com facas pr6prias (catanas);
as de caules mais finos por meio da ceifeira, da foice ou da
gadanha. Para maior economia-nos transported convtem que a
distancia entire o local da plantagco e os silos seja a menor
possivel. 0 carregamento dos silos 4 feito usualmente com
o auxilio de maquinas accionadas pola forca motriz de um
tractor, locom6vel ou pela electricidade. A elas compete a
fragnpentagco da forragem em pequenos pedacos de 1 a 3
centimetros e, ao mesmo tempo, a sua elevagao a alturas que,
nos silos a6reos ou em torre, chegam a ultrapassar os 20 me-
tros. Na AmBrica fala-se de urr silo corn 30 metros de altura!
Chamaremos a 4stas maquinas ensiladoras-elevadoras. Com-
poem-se essencialmente de um tabuleiro de fund rolante ondo
a forragem inteira 6 colocada a mao e que por este tabuleiro
4 conduzida a entrada de uma cdmara de corte. Aqui, duas a
tr&s navalhas que dikriamente deverao ser cuidadosamento
afiadas movimentam-se em volta de um eixo e cortam-na
nos tamanhos ji indicados, conform. a regulagdo dada aos
'carretos qde imprimem as navalhas maior ou menor veloci-
dade. Ao mesmo eixo estA ligada uma roda, tipo de turbina
que impulsiona violentamente a forragem cortada, obrigando-a
a sair pelo tubo de carga dos silos. A extremidade deste tubo
penetra em. uma abertura pr6pria, feita na part mais-alta
dos silos a4reos, a qual se terminal por uma caleira curva que
faz projectar a forragem para a parte interior destes. .Para


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facilitar a distribuicao da forragem dentro dos silos usa-se
um funil suspense & caleira, cuja said se dirige, por sua vez,
para outros tubos largos, tamb6m suspensos aquele. Cor a
ajuda de uma corda comprida fixada ao tubo inferior faz-se
cair a forragem para um ou outro lado do silo, conform
melhor convier.
Os silos em poco, ou em vala, carregam-se com a mesma
mdquina, mas para isso interpie-se entire a mdquina e o tubo
de carga um outro tubo constituido'por varios segments arti-
culados que podem former ourva permitindo orientar a said
da forragem em qualquer direceo.
As mAquinas ensiladoras. so indispensAveis nas explora-
06es que fabriquem' anualmento um volume razoAvel de si-
lagem. Em pequenas propriedades que ndo precisem mais,
digamos, de duas a tres dezenas de toneladas .deste alimento
o corte das plants pode ser feito por uma maquina cortadora
vulgar, manual ou accionada' por pequeno motor.
Algumas vezes a silagem nos silos e nos
silos em <(medas>> 6 preparada -sem ser cortada, dispensando,
portanto, as mAquinas. A forragem 4, entao, acamada inteira
de modo a deixar, dentro dela, a menor quantidade possivel de
ar. Claro estA que, em tais casos, maiores cuidados deverao ter-
-se.no carregamento destes .silos, sob pena de grades estragos.
0 custo das mdquinas, ainda que 'um tanto elevado, serA
rkpidamente amortizado se' tomarmos em linha de conta o
nimero de trabalhadores que ,seriam necessarios para encher
os silos com algumas dezenas de toneladas de capacidade,
apenas h mao. Em tais condicses'o. uso da silagem seria im-
praticvel porque ficaria por im custo demasiado elevado.
Uma ensiladora-elevadora, se for cuidada, durarA muitos anos
e o criador avisado -nao deverA hesitar na sua compra. 0 facto
do 'se ndo usarem estas mAquinas em certos processos de fa-
brico nao significa que a silagem seja feita mais econbmi-
camente.


Maturagao da silagem e sua conservagdo
A silagem tinge o estado de mitura.gao quando dentro do
silo se forminaram jA os fen6menos de fermentacao. Isto su-
cede, em geral, ao fim de quatro a cinco semanas da carga do


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silo ter sido completada. A forragem estd, entdo, apta a ser
consumida. Em muitos casos sucede haver necessidade de a
utilizar sem esperar pela maturagao, podendo at6 comegar a
ser consumida tdo depressa o silo fique cheio.
Como ja tivemos ocasido de dizer, este alimento dos gados
conservar-se-a varios anos sem se estragar, mas sbmente en-
quanto .estiver livre do contactoo corn o ar. Logo, por6m, que
este penetre nos silos,- um grande prejuizo poderA sobrevir do
desenvolvimento dos bolores, que "logo passam a ataca-la,
fazendo-a apodrecer.


Abertura dos silos e consumo da silagem
SPara ;se abrirem'os silos, se estes sao circulares, retira-se
toda a camada de terra o de palha da sua cobertura junta-
niente com alguma silagem subjacente quse s encontre im-
pr6pria, por ter sido menos b6m defendida do ar; se sao em
ou em grades numa adas extremidades, on no sou bordo, que se irA alargando
h media que for sendo necessArio. Qualquer que iseja o tipo
de silo, deve retirar-se diariamente uma camada de silagem
que nao seja inferior a uns 4 ou .5 centimetros de espessura
e em toda a superficie que'tenha contact corn o ar, sob pena
de ser rApidamente atacada pelos bolores.
Uma vez abertos os silos a. silagem deve, per coisequencia,
ser consumida 'sem interrup9co. A .capacidade dos silos deve,
por isso, ser regulada de conformidade corn o consume diArio
que tiver a forragem. Comn silos de grande capacidade, ha-
vendo pequeno consume de silagem, part dela ficarA sem
aproveitamento, visto que depois de ter isido exposta ao ar jA
se nAo podera guardar.


0 valor alimentar da silagem
Sendo um bom alimento a silagem preparada com as plan-
tas mais usuais nao 4, por6m, um alimento complete, devido
ao seu baixo teor em protein, o element fundamental da
produgdo da care e do lite. P6r isso, nao deve .ser adminis-
trada s6 especialmente quando se trate de animals jovens
ou em produqao de leite mas' associada a outros alimentos


- 28 -








silo ter sido completada. A forragem estd, entdo, apta a ser
consumida. Em muitos casos sucede haver necessidade de a
utilizar sem esperar pela maturagao, podendo at6 comegar a
ser consumida tdo depressa o silo fique cheio.
Como ja tivemos ocasido de dizer, este alimento dos gados
conservar-se-a varios anos sem se estragar, mas sbmente en-
quanto .estiver livre do contactoo corn o ar. Logo, por6m, que
este penetre nos silos,- um grande prejuizo poderA sobrevir do
desenvolvimento dos bolores, que "logo passam a ataca-la,
fazendo-a apodrecer.


Abertura dos silos e consumo da silagem
SPara ;se abrirem'os silos, se estes sao circulares, retira-se
toda a camada de terra o de palha da sua cobertura junta-
niente com alguma silagem subjacente quse s encontre im-
pr6pria, por ter sido menos b6m defendida do ar; se sao em
ou em grades numa adas extremidades, on no sou bordo, que se irA alargando
h media que for sendo necessArio. Qualquer que iseja o tipo
de silo, deve retirar-se diariamente uma camada de silagem
que nao seja inferior a uns 4 ou .5 centimetros de espessura
e em toda a superficie que'tenha contact corn o ar, sob pena
de ser rApidamente atacada pelos bolores.
Uma vez abertos os silos a. silagem deve, per coisequencia,
ser consumida 'sem interrup9co. A .capacidade dos silos deve,
por isso, ser regulada de conformidade corn o consume diArio
que tiver a forragem. Comn silos de grande capacidade, ha-
vendo pequeno consume de silagem, part dela ficarA sem
aproveitamento, visto que depois de ter isido exposta ao ar jA
se nAo podera guardar.


0 valor alimentar da silagem
Sendo um bom alimento a silagem preparada com as plan-
tas mais usuais nao 4, por6m, um alimento complete, devido
ao seu baixo teor em protein, o element fundamental da
produgdo da care e do lite. P6r isso, nao deve .ser adminis-
trada s6 especialmente quando se trate de animals jovens
ou em produqao de leite mas' associada a outros alimentos


- 28 -









suficientes naquele element para que produza os melhores
resultados. econ6micos. Isso consegue-,se usando, ao mesmo
tempo, as leguminosas em verde, ou em feno, e as rages dos
chamados alimentos concentrados as farinhas de peixe e
de cereais; 'os bagacos de oleaginosas, etc. Pode mesmo afir-
mar-se que os melhores. resultados se obtam quando na ragao
alimentar das vacas leiteiras, ou de outros animals, se juntam
estes tres elements: silagem, feno de legumes, e farinhas de
cereais ou bagapos do oleaginosas. SerA esta, a ra9go ideal,
porque as deficiitcias de alguns elements em uns deles serdo
corrigidas pela abundancia nos restantes.
Deve dizer-se que a silagem pela sua suculencia e relative
valoi alimentar contribui para former races nro s6 higi6ni-
cas, porque facilitam a digestdo de outros alimentos nos pe-
riodos secos do ano, mas tambem muito econ6micos para
algumas classes de animals. E'esta economic serA tanto mais
evident quanto mais bem equilibrada for nos diversos ele-
mentos proteinas, gorduras, hidratos de carbon, sais mi-
lierais e vitamins -. da rapgo em que ela tomar part. Nos
periods de abund.ante verdura evident que a silagem nao
deve ser usada, visto que 6 essencialmente um alimento das
4pocas secas, falhas de outros alimentos suculentos.


Quantidade de silagem a usar nas ragqes

Variam cor as especies animals e com a qualidade da
silagem as quantidades que devem ser dadas, deste alimento.
Mas, em geral, podem considerar-se normais as quantidades
diArias seguintes, em quilogramas:

Vacas leiteiras em lacta9do 12 a 25
Vacas de alfeire 8 a 15
Vacas manadias com crias.. 12 a 18
Vitelas .... 5 a 10
Bois de trabalbo. 10 a 15
Touros (a) . 7 a 8

(a) A silagem s6 deve ser dada aos tours, em funp5o de reprodugao,
'em pequenas quantidades. Atribuem-se-lhe propriedades anafrodisfacas
al6m de provocar 'um exagerado aumento de volume do venture quando
dada em exoesso.


:29 -









Cavalos e muares ... 4 a 6
Suinos (b) .... ... 4 .a 5
Ovinos ....... la 2
Aves (b) ........40 a 50

Como regra, a quantidade de. silagem para cada animal
deve ser aquela que ele puder comer. Todavia deve sempre
comegar-se por quantidades pequenas que se aumentarao pro-
gressivamente, de modo que ao ;fim de seis ou sete dias jA se
Ihe possa dar a racgo complete sem inconvenient. MAudando-se
bruscamente de racao ha sempre a possibilidade de provocar
desarranjos gastro-intestinais nos animals.



.Tipos de silos mais usados

Os silos comumente usados para .conservaeao de forragens
sdo de niodelos diferentes comoidiferentes sao s' materials de
que podem ser construidos.
A escolha de um tipo de silo pode Qbedecer a factors
Svrios, mas centre eles deve preponderar .sempre, e para cada
local,. a economic da, sua constru96o. Isto ndo significard,
bem entendido, que silos econ6micos sejam apeoas os do custo
reduzido.
Um silo barato mas que seja de duragao limitada ou em
'que a forragem so deteriore, devido a defeitos de construngo,
estA long de ser econ6mico. Por silos econ6micos subenten-
der-se-~o, apenas, aqueles quo, embora construidos cor os
materials de menor custo local, proporcionem, todavia, uma
perfeita conservacao da forragem, sejam -de longa durac o e
possuam uma capacidade. ajustada As necessidades diArias .do
consume da silagem.
Os tipos mais usados sao:
Os silos aereos ou em torre, por possuirem' toda ou quase
tdda a sua estrutura acima do solo.



(b) Para suinos e aves conv6m as silagens com elevada percentage
de leguminosas. As outras sno mal digeridas por esta classes de animals
por serem muito ricas em fibra.


- 30-








Os silos subterrdneos, que sao construidos abaixo do nivel
do solo.
Os silos em meda, de todos os mais simple, por serem
constituidos apenas por grande's amontoados de forragem dis-
postos sobre 6 solo. Na maioria das vezes estes silos nao em-
pregam quaisquer materials espociais de protecgao e nao
constituem, por isso, uma construgao, no verdadeiro sentido
*do termo. Mas alguns hA que usam ligeiras construcses do
madeira e atW de rede guarnecida por um papel impregnado
de substgncias especiais que Ihe asseguram certa impermea-
bilidade ao ar e resistencia a ac9co do tempo e dos sucps da
silagem. E muitq possivel que- este filtimo dispositivo permit
a generalizaago dos silos em media por toda a Africa, especial-
mente-se o material usado for de econ6mica aquisigio.

Silos a6reos ou em torre ,So os de sistema mais modern.
Embora de construcAo mais complex.a e, por isso, de custo
mals elevado, proporcionam, no entanto, um funcionamento
simples e uma conservacao perfeita da silagem. Quando bem
construidos cor bons materials sao, tambem, de duragio quase
ilimitada. Em muitas condigces, especialmente quando se
destinam a servir animals de alto reodimento, serdo, a despeito.
do seu custo, os mais econ6micos.
Nos silos aereos hA, quase sempre, tambem, uma part sub-
terranea que se aproveita ainda para armazenamento da
forragem. Corresponde ao elspago que fica entree os alicerces
e o nivel do solo, o qual tem, geralmente, '1,80 de profun-
didade. Os alicerces sao ,assentes, as mais.das vezes, a 2 me-
tros ou 2m,20 de profundidade. Em certos casos, pode nao
existir esta part subterranea se os silos tiverem sido cons-
truidos em velhos edificios, aproveitados para esse fim ou at6
encostados a eles, para.evitar a construico de algumas paredes
jA existentes.
0 format dos silos aereos 6 quaseseempre cilindrico, para
maior resistencia das paredes e mais fAcil descida da massa
forraginosa ao long destas A custa .do seu pr6prio peso. Mas
podem ter qualquer format prismAtico, de seccdo poligonal -
quadrada, hexagonal, etc. -, o' qual, quando varies silos
sao construidos em bacteria, torna o seu custo mais economic
visto que, assim, se pouparao algumas paredes. Nestes casos,


- 31 -








recomenda-se que os cantos das paredes internal sejam arre-
dondados, em curva de raio nado inferior a 1",20 (Fig. n.0 1).
A altura destes silos varia corn a sua capacidade, mas e
convenient que seja, pelo menos, igual ou .superior ao'dobro
do seu diametro interior.
Os materials usados na construgao dos -silos em torre, tanto
podem ser: o cimento armado, oou 'a pedra, como a chapa de
ferro, o tijolo o o bloco de cirento. Nalgumas regimes da
America a pr6pria madeira 6 empregada. com este fim, por

dier-oifornmtao de sdos



ooo5Em
,Fig. n. I

ser muito barata. Mas, aqui em Africa, nem a chapa de ferro,
nem a madeira sdo materials recomendiveis, visto que estao
sujeitos a variances bruscas de temperature e consequences
dilata9ces e contracqoes, inconvenientes .dos menos desejaveis,
por impr6prios, A boa conservagco da silagem. A pedra, o
tijolo e o cimento armado sao os iinicos materials recomen-
,dAveis neste clima.

Regras gerais para a construgao de silos aereos

As condic9es fundamentalist a que dove obedecer a cons-
truc.o de um bom silo sao a sua impermeabilidade ao ar e a
facilidade corn que a massa da forragem possa deslisar ao
long das paredes, assegurando a sua compressao cor a
ajuda do pr6prio peso. As paredes serao, portanto, tam lisas
quanto possivel: Claro estA qu6i a resistencia destas ter igual-
mente .uma, importancia graride porque garante uma mais
long durangco ao silo...
O m6todo de construc9o a empregar variar, .consoante
as condices quo o terreno oferecer a consolida9go dos ali-
cerces e a capacidade exigida' ao silo, portanto, A carga que
ele tera de suportar. /


--32-








Mas, de uma maneira geral, estas construcges obedecem
as regras seguintes:
CABOUcos Sao abertos, mais ou menos, a uns 2',10 de
profundidade. Para isso faz-se uma escavacqo, redonda,
quadrada, sextavada, etc., conforme o format do silo, mas
de diametro superior ao deste e cor as paredes bastante
aprumadas ate aquela profundidade. Para um silo, por
exemplo, corn 4m,50 de diametro exterior, ou de lado, a esca-
vacao terd 5 metros mais ou menos. Marca-se o centro da
escavacao cor precisZo e abre-se uma pequena cova para
nela se. aprumar uma vara redonda, ou melhor, um tubo de
ferro que ira servir de guia a construcao das paredes. Este
tubo serA bem fixado com cimento.
No fundo da escavacpo marcam-se, em seguida, os peri-
metros intern e externo do alicerce.
Abre-se a escavacao correspondent ao alicerce que terA,
nos silos redondos, a forma de um anel, e cuja profundidade
e largura sera calculada de conformidade com o tamanho do
silo. S6 muito raramente se fazem os alioerces dos silos em
sapata por serem muito dispendiosos.
Para um silo de uias 100 toneladas, se for construido em
terreno favorAvel,' este anel basta que tenha 35 a 40 centi-
metros de largura e 30 a 35 centimetros de profundidade.
ALICERCES Quando houver necessidade de construir o
alicerce em sapata enche-se esta com betao, ao trago de 1: 3: 5
(respectivamente area, cimento e brita),- melhor sera se levar
uma armadura com 4 ferros de /, unidos por estribos de
verguinha. A areia sera muito bem lavada e de. grao bas-
tante grosso e a brita nao deve ter mais que 4 a 5 centimetros
de diametro. 0 betao nao deve ter Agua em demasia e o ca-
bouco, antes de se .aplicar aquele, deve ser bem humedecido
mas sem que nele fique empogada a Agua. 0 alicerce em anel
6 cheio com o betao ao mesmo tra9d, e o seu reforgo com uma
armadura de ferro 6 sempre convenient. 0 betao sera entdo
bem apertado atW ao nivel. superior 'do respective cabouco, ou
seja, prAticamente, atW ao fundo do silo (figs. n."0 2 e 3). *
Deixa-se repousar a sapata ou o anel assim cheio durante,
pelo menos, umas 24 horas para que as paredes possam co-
mecar a erguer-se. Ate l1 cobrir-se-A cor sacos ou area,
himida para sazonar convenientemente.

33 -









Se as paredes do silo forem ifeitas em tijolo ou em blocos
<,e cimento 6 convenient que a parte inferior, at6 uns 10 ou
15 centimetros acima do solo, seja de betao. iMas se esta part


caLACos


Icdda DC aber
ie. caioucajcsj


Fig. n.o 2


subterranea tiver que ser feita em -tijolo deve ser rebocada
tamb6m pelo lado de fora.
PAVIMENTO Em terreno absolutamente -impermeAvel
nem sempre 6 necessArio, mas quando este,'pelo contrArio,

Cor-tr Lccjo da p areas
e do czrc2 de be~zo.


cOrc2ct


I- -


. ,wfi -7






" .f ^ Cne -Ldo.


SFig n. 3 ,


deixar passar bastante humidade far-se-A um enrocamento de
cascalho, sobre o qual se deitard uns 8 a 10 centimetros de
betao. A espessura do cascalho e betio, juntos, basta que
tenha uns 20 centimetros. Algumas vezes nem de cascalho


- 34 -


_yr:L~

/w .AJ









necessitarA uuma camada de 10 a 15 centimetros de betao 6
quanto basta.
PAREDES Como jA dissemos, podem ser feitas de tijolo,
blocos, ou betio, e serdo reforgadas com ferro, ou nao, con-
forme a carga que tiverem de suportar e a natureza do terreno
onde se fizer a construcIo. Em terreno de pouca confianca 6
SiZo con2 parede- de. Secc,;o vzriauelZ
co e/ore. ac. car9v a. juporClr a


















-- 7
LI















Fig. n." 4
sempre convenient reforear as paredes de tijolo ou blocos,
nem que seja cor arame de ferro n.0 10, 12 ou 121/21, o qual
se coloca por entire as fiadas desses materials. Mais adiante
so descreverA como se utiliza o arame como reforco dos silos.
A espessura das paredes calcular-se-A de harmonia con
a carga que estas terio de suportar e o genero de materials de
que forem feitas.

35, -








Se forem de pedra ou tijolo terdo de possuir maior espes-
sura do que se forem de cimento armado. Geralmente variam
de 25 a 50 centimetros, quando sejam de tijolo ou pedra, mas
nos silos Van Meerten, que adiante descreveremos, nao ex-
cedem os 14 centimetros, incluindo os rebocos.
O tijolo terA de ser de muito boa qualidade e, ao colocA-lo
nas paredes, todas as suas juntas deverAo ser tomadas a ar-
gamassa de cimento e area ao traco de 1: 4.
Alguns silos a6reos sao construidos cor paredes de es-
pessura variavel, em tronco de cone, de base mais larga ou,
e.nto, cor as paredes em sec5es de diametro exterior cada
vez menor, a media que vao subindo em altura (fig. n. 4).
Os silos assim construidos apresentam-se como uma s6rie
de cilindros, sobrepostos uns aos outros, em que os maiores fi-
cam na part inferior. Interiormente, o diame'tro de cada cilin-
dro nao pode variar, qualquer que seja o modelo adoptado.
JANELAS --Sao indispensAveis Inestes silos, como ficou
dito, para facilitar a descarga da forragem e a entrada do
pessoal que neles trabalhe. Cada uma delas tera 60 x 75 cen-
timetros, dispostas unas por cima das outras cor intervals
de 75 centimetros. Assim, a distancia entire parapeitos sera
de 1~,50, aproximadamente. Mas, quando o silo for assented
em local em que o terreno possua vArios planss. pode acontecer
que haja mais conveniencia em colocar as janelas de har-
monia cor a disposico do terreno para mais fAcil acesso ao
interior do silo. A janela mais inferior deve ficar colocada
a uns 20 centimetros acima do nivel do solo, pelo menos. Todas
elas devem fechar-se de dentro para fora, como um postigo
de um tonel, e fixar-se-Ao por meio de uma tranca que, por sua
vez, sera atravessada por um parafuso, preso por unm fado ao
taipal, pelo outro a uma poroa que se aperta contra a tranca.
(fig. n. 5).
Nos silos que nao sejam em ~imento armado colocam-se
nas janelas vergas deste material ou, melhor, cin'tas armadas
em toda a sua volta.
Na parte mais alta do silo, e do lado mais favorAvcl ao
trabalho da mAquina ensiladora, deixa-se uma pequena fresta,
ou janela, onde se adaptarA o tubo de carga d6sta maquina
quando em servigo. Os aros das portas podem ser de boa ma-
deira da terra ou, entfo, em cantoneira de ferro, e as tAbuas


- 36 -










dos taipais conv6m que sejam ligadas por malhetes a fim de
vedarem cdmpletamente a entrada do ar.
REBOCOS Pelo menos interiormente, as paredes dos si-
los devem'ser rebocadas com cimento e area ao trago de 1: 4,
ou melhor 1: 3, e alisadas bem A colher.
ESCADA DE ACESSO Nos grades silos a6reos necessi-
ta-se de uma escada para acesso do pessoal As janelas'e sua
entrada neles. Esta serA feita do madeira ou de ferro, fixada
As paredes, ao lado das janelas, ou entao As paredes da manga








/Ivcz u Cwo ie 4/44 a






Fig. n. 5
de descarga, se este a tiver. Quase sempre slo forimadas per es-
tribos de ferro em U, do 1/2 de dihmetro, cujas pontas se dei-
xam embebidas na parede.
Por baixo de cada janela conv6m deixar tamb6m um es-
tribo para maior seguranga do pessoal que entrar no silo e,
no alto deste, por cima da 'iltima janela, conv6m deixar um'
gancho de ferro, salient da parede uns 15 ou 20. centimetros,
para fixar a roldana que hA-de facilitar a subida dos baldes
da Agua necessAria A silagem, quarido e-ta for feita com plan-
tas demasiado secas.
COBERTURA Nem sempre 6 colocada nos silos pequenos,
mas tanto pode ser feita de palha, como de chapa ondulada
oiu de cimento. Nas propriedades que precise de Agua para
abastecimento dos edificios, a cobertura dos silos pode ser
constituida por um reservat6rio deste liquid. Embora os ali-
cerces e as paredes tenham de ser um tanto reforgadas para
aguentar com mais esta carga adicional, resultard numa.


- 37 -









grande economic fazendo do silo, ao.imesmo tempo, suporte
para um destes reservat6rios. Nos silos ,em bacteria a cober-
tura serA tamb6m mais economic se os abranger a todos ao
mesmo tempo.
AIANGA DE DESCARGA Pode ser dispensada ,nos pequenos
silos, mas 6 prAticamente indispensivel nos de grande capa-
cidade, visto que torna muito Ocon6mica a descarga da si-
lagem. Consiste numa esp6cie de largo tube, ou chamin6, quoe
envolve todas as janelas do silo e que terminal a 1",50, mais'
on menos, acima do terreno, a fim de permitir que os carrots
apropriados ao transported da silagem para os estibulos sejam
carregados directamente, colocando-se per baixo dela.
Nos silos da Esta9ao Zoot6cnica Central, as mangas de
descarga sao de zinco fixado a cantoneiras de ferro press
S:parede. Em outros sao constriidos de alvenaria ou de ci-
mento armado.

Sao estas, na generalidade, as regras quo devem oirientar
a construdao dos silos a6reos em alvenaria. Para os que forem
construidos em cimento armado exigem-se formas apropriadas,
em ferro ou madeira, constituidas, pelo menos, por dois an6is,
um cor o diametro exterior, o outro corn o diametro interior
do silo e cuja altura pode variar entire 60 centimetros a 1 me-
tro. Os an6is sao constituidos por varias sec5ces que so ligam
por meio de cavilhas quando dispostos para o trabalho. Para
maior rapidez da construcao conv6m que haja dois pares des-
tes an6is, um par interior, outro exterior, de forma que en-
quanto um deles estiver a moldar a parede o outro.possa ser
colocado em cima dele e, assim,'passando sucessivamente o
que estA debaixo para cima, .se vai construindo rapidamente
a parede.
S0 alicerce destes silos 6 construido tambem em betao ar-
mado, em forma de anel, ao traco de 1: 2: 6 corn uma largura
ultrapassando, para dentro e para fora, a largura da parede.
Em silos m6dios tem, em regra 60 x 30 kcentimetros, colooado,
come ji se indicou, a 2",10 de profundidade do solo.
Para moldar as paredes ajustam-se as formas interior e
exterior sobre os alicerces, tendo, previamente, na altura de
preparar estes, fixado ja os ferros da armadura da parede,
-que hao-de ficar no sentido vertical, aos ferros dos alicerces.


- 38 -









Desta forma ficarao colocados entire o espaco limitado pelas
formas interior e exterior, ou seja o da future parade.
Ligados aos ferros verticais, que terAo 1/4" de diametro e
que serdo distanciados uns dos outros 45 contimetros, sao colo-
cados os ferros horizontais da armadura, os quais, .pr sua
vez, formario circulos distanciados 20 centimetros, uns por
cima dos outros, mas de modo que os ferros verticais fiquem do
lado de dentro destes. Nesta part da armadura, em.lugar de
ferro, pode empregar-se arame n. 8, para maior economic..
Completada a armadura at6 A altura da forma, enche-se
o espaco desta con betio, ao traco de 1: 2: 4, que so apertara
bem. Volta-se a fazer mais um pedaeo da armadura, ligando
com arame, proprio os ferros verticais que vao subindo, bem
como se:fazem mais alguns aniss horizontais, e coloca-se, ha-
vendo, o outro par de aneis da forma por cima dos primeiros
corn a mesma disposigao e cujo espago voltard a encher-se e
assim sucessivamente, mudando constantemente os andis in-
feriores para a part superior at chegar A altura requerida.
Para servir de mestra As formas apruma-se, como jA indicA-
mos, um mastro central-.no fundo do cabouco ou, melhor,
um tubo de umas 4", o qual se fixarA com cimento at que
find a construgao da parede. Se o trabalho for interrompido,
devem colocar-se sacos hiimidos por sobre a parts feita da
parede, a fim de evitar a sua secagem rApida. As janelas
vao send colocadas, corn osespagos quo ja indicAmos atrds,
- media que as paredes form subindo. A cobertura serA de
zinco, palha, etc.
Em sistema cooperative, a construgpo destes silos ficaxr
hnuito econ6mica, ja porque -se pode educar pessoal operario
que acabara por .possuir grande piAtica,- j porque as forms,
servindo para'moldar um grande nimero de silos, constituirao
um encargo muito reduzido para cada proprietdrio. que as
utilize.
Na vizinha Uhiao da Africa do Sul, o preco destes silos
oscila entire 100$ .e .150$ por cada tonelada de capacidade.
Assim, um silo de -100 toneladas custaria uns 15.000$, no
mniximo, em period normal.
Os silos agreos matis econ6micos sao os estudados pelo en-
genheiro do Departamento de Agricultura e Florestas da
Uniao da Africa do Sul, E. Van Meerten, os quais, por serem


-39 -




I



de construgao muito simples, qualquer criador, mesmo que
nao seja muito entendido neste g6nero de trabalhos, poderA
construir nas suas propriedades, com a ajuda, apenas, de
alguns operdrios indigenas.
Por nos parecer que possam a vir a interessar aos nossos
criadores, vamos dar uma rApida descrig o da forma como
sao construidos estes silos.
0 principio adoptado pelo autor 6 o mesmo que adoptou
para os seus benm conhecidos tanques para agua, do sistema
< serem as paredes construidas de tijolo, a meia vez, cor o re-
forgo apenas de arame de vedagAo.
Os' silos Van AMeerten seo, da mesma forma, -construidos
de tijolo, a meia vez, coin reforgo de arame n.o 10, 12% on
1312 e argamassa de cimento e area, du, ainda, de cal, ci-
mento e areia e rebocados interior e exteriormente com
cimento (fig. n. 6).
Um .silo do 4m,50 de diametro interno por 9 metros, do
altura, incluindo 1m,80 subterraneo, tera uma capacidade
um pouco superior a 90 toneladas.de silagem. Em tempo nor-
mal, o custo dos materials nao ira alem de 50 libras. Mas
desde que.o tijolo seja falbricado pelo proprietArio sergo ainda
mais liaratos. Depois de concluidos, o seu prego,- por cada
tonelada de capacidade, andava A volta de 55$ (11 xelins)'.
Entre n6s 6 natural que fiquem por um custo um tanto
mais elevado, mas em todo o caso serao-sempre muito econ6-
micos, razao porque achamos aconselhAvel o seu .uso.



Silos Van Meerten
(Para 90 toneladas Tipo m6dio)

CABOUCOS E ALICERCES Sao em tudd semelhantes aos
atras descritos. Os daboucos sao abertos a 2m,10 de, profundi-
dade do terreno.
Aprumam-se bem as paredes da escavagco atW essa pro-
"fundidade, mantendo-se im diametro.regular de 4m,90.
Nivela-se bein o fundo da escavapco e, depois de .batido
a maco, faz-se uma nova escavac9o em anel, corn 25 a 35 cen-


-40-













timetros de profundidade, 45 centimetros de largura,, e cujo
diametro exterior terA 4m,90 e o interior 4m,30. Para marcar
este anel e depois servir de, guia a construco das paredes,


' I-2


Z Ao .VA / MEERTEAN


co'n2pleo


Fig. n.O 6


coloca-se no centro da escavapdo um mastro redondo ou um
tubo de ferro forte e tragam-se os dois circulos corn aqueles
di&metros. 0 anel, cheio de beteo bem comprImido, constitui
o alicerce das paredes.


- 41 -


--4

~


- .tS-


au- ALBO^iB











Usa-se o betao ao traCo de 1:3: 5, mas de forma quo a
areia, de preferencia, seja de grao grosso, bem lavada, e a
pedra nao seja maior do que ovos de galinha.
Depois de repousar umas 24 horas, durante as quais a sa-
pata 6 protegida corn sacos himidos, passa-se A construg9o
das paredes..
PAREDES Adoptou-se o tijolo, .quo deve ser cuidadosa-
mente escolhido entire os mais resistentes e de bor toque,
especialmente aqiele que former a part subterranea da
parede.
Os tijolos sao colocados, depois de imersos em dgua, a meia
vez, formando um circulo sobre o alicerce, de 2m,25 de raio
(4m,50 de diametro depois de colocado o reboco). A argamassa
de cimento e area a 1: 4 costume 'estender-se por urn espago
quo abranja uns 5 a 6 tijolos de cada vez. Estes assentam-se
em redondo com o auxilio da marca que gira em volta do mas-
tro central, e as juntas entire eles fecham-se cuidadosamente,
metendo o cimento com a ajuda da ponta da colher. Concluida
a primeira fiada de tijolo, coloca-se por cima dela a primeira
fiada de arame- para reforco das paredes e, assim, se vai
interpondo entire cada duas fiadas de tijolos uma fiada de
arame ate 45 centimetros abaixo do nivel do terreno. 0 aramo
6 cortado em comprimentos de 15,50, mediaa que.permite dar
uma volta complete ao silo pela part m6dia da parede e,
ainda, sobrep8r as duas extremidades per um espaco de 50 a
60 centimetros, as quais se torcem entire si com algumas voltas
frouxas. As pontas sao depois dobradas em forma de gancho
com os ramos horizontais, para melhor assentamento das cama-
das superiores de tijolo. E costume assentar,o tijolo na parede,
a partir da ligapao das extreinidades do arame para um e ou-
tro lade, at6 terminar .na parte oposta a esta ligagco. Se o
arame quiser afastar-se dh parte m6dia da parede vai-se em-
purrando cor a ponta da colher de forma a que fique bem
embebido na argamassa-entre os tijolos. As pontas das outras
fiadas de ararhe v.d sendo rematadas sempre em pontos' dife-
rentes para que nAo haja resistgncias menores num sitio que
noutro, das paredes. A partir de 45 centimetros abaixo do ni-
vel do solo, por cada 30 centimetros de parade, em altura, a
quantidade de arame de reforgo passa a ser variavel. Mais fia-
das na parte inferior, menos a media que a parede vai subindo.

42 -

e









Na base do silo a carga 6 maior, motive porque os arames tkm
de ser em ntimero mais elevado.
Per meio de um engenhoso grAfico ideado pelo autor'o nm-
mero de arames requerido per cada 30 centimetros de parede
do silo 4 rapidamente encontrado.
Assim, para o silo que escolhemos, de 90 toneladas de ca-
pacidade, s5o necessarios seis arames por cada 30 centimetros
at6 atingir lm,20 acima do solo, ao todo 24 arames, ou seja o
equivalent a mais de dois arames por fiada de tijolo, so cada
tijolo tiver 8 centimetros de altura. Entdo, nas duas primeiras
fiadas p8r-se-do tr6s arames e, nas restantes, dois arames; de
1m,20 aos 2",40 do altura sao necessarias cinco fiadas de
arame, pelos's mesmos 30 centimetros, ou sejam vinte fios de
arame no total; dos 2m,40 aos 3m,60 quatro arames, total de-
zasseis arames; dos 3m,60 aos -4m,80, tres arames, total doze
arames; dos 4m,80 aos 6 metros, dois arames, total oito arames;
no 1,20 restante, um arame, .total quatro arames.
Em silos de maior capacidade e altura o nimero de ara-
mes sera proporcionalmente mais elevado. A. maneira de colo-
car as fiadas de arame na part da parede ao nivel das janelas
serA descrita mais adiante.
Na parte subterranea, as'paredes devem ser rebocadas
exteriormente. a cimento, para maior duracao e resistencia con-
tra a humidade. 0 traco da .argamassa deve ser de 1: 4 ou
melhor de 1: 3.
PAVIMENTO DOS SILOS Serd feito come atrAs se des-
creveu, em betao, com 10 -a 20 centimetros de espessura e corn,
ou sem, enrocamento de pedra grossa por baixo deste.
MANGA PARA DESCARGA E ESCADA Descreve-se tambdm
neste project a construcgo da manga para descarga da si-
lagem em alvenaria de tijolo. 0 seu. alicerce 6 feito logo quo
a parede do silo atinja o nivel do solo. Para isso, abre-se na
part exterior deste, e na face destinada As janelas, uma esca-
vacgo em vala com uns 25 centimetros de profundidade e
30 centimetros de largura, formando um U comr 90 centime-
tros de lado, a qual se enche com betio ao traco de 1. 3: 5 e
depois se cobre, em toda a superficie limitada pelo alicerce,
com uma placa tamb6m de betao que ficari saliente do ter-
reno uns 7 on 8 centimetros. A placa servirA de pequeno
pavimento a manga (A da fig. n. 6).


- 43 -










Sobre este alicerce erguem-se as paredes laterais da manga
em tijolo, a meia vez, at6 1',80, altura em que comnepa a
manga a ser fechada.


cde I, 2 ou3


PA2edeJ a. naein tvi, com,.-e/goro
arwnnes <9 ou /0, eni3eC ccdaa.
larcrIL i?6&.o


/J Ode oc,,-e /- 8 o0. /O0








o,2o
~ ~ m. '"


CorJZb'uccc daC. mrcz a de de.-cac
-oJ dtosA A"l/V WEE "&V.

Fig. n. 7


Na parte internal das paredes laterais e a um 1l,45, mais
ou menos, do solo, hi quem deixe uns -salientes em. alvenaria
-- ou, talvez, umas rTguas de madeira ou cantoneira de ferro
sirvam o mesmo firm -- bastante inclinados para o lado de
fora da manga, para serviremi de suporte a'um pequeno taipal
de ferro on madeira.


- 44 -








Quando este 6 ali colocado para .servigo, forma um verda-
deiro piano inclinado para fora, o qual permit o escorrega-
mento da silagem, facilitando, assim,. o carregamento dos
carrots que a transported para os estdbulos. A manga, a partir
de. 1,80, comega a ser fechada por todos os lados, deixando
no seu interior as janelas para acesso ao silo e descarga da.
silagem. 0 reforgo das suas paredes 6 tamb6m feito coin um
arame que fica interposto entire cada duas fiadas de tijolo e
cujas pontas vao ser ligadas aos arames que. reforgam as
paredes do silo (fig. n. 7).
No alto da m'anga costuma deixar-se uma pequena janela,
ou postigo envidracado, para a iluminar e, atW certo ponto,
iluminar o interior do pr6prio silo.
A escada de acesso as janelas e h parte superior do silo
- indispensavel tambem, costumando colocar-se ios silos deste
tipo. em um'a .das paredes laterais da (fig. n.0 8).
Diz o autor quoe preferivel colocar duas escadas, uma
em cada parede lateral da, manga. Elas devem ficar bem
fixadas A parede para seguranca do pessoal que ali trabalhe.
Por baixo de cada "janela, em minha opiniao, conv6m fixar
um estribo de ferro, que auxiliary ainda melhror o acesso &s
janelas, e, na parte mais alta da manga, um s6lido gancho
de ferro 6 tamb6m muito convenient que seja fixado na
pr6pria parade do silo come atrAs ja referimos.
A manga, a meu ver, tamb6m podera ser feita de dchapa
de zinco, como sao as dos silos da EstacAo Zootdcnica, e
fixada a cantoneiras de ferro em forma de U, ou em semi-
-circulo, cujos ramos fiquem-metidos na parede do silo. Nestas
condi9ces, a manga comegara a ser feita a 1-,60 ou 1m,70 do
solo, ficando com a abertura para o lado do baixo, de modo
que os carros possam receber a silagem directamente, enchen-
do-se sem maior trabalho.
JANELAS A 12 ou 15 centimetros acima do nivel do ter-
reno, coloca-se a primeira janela e, dai para cima, na mesma
linha vertical, as restantes cujos parapeitos ficam distancia-
dos 1",50 uns dos o utros. Cada janela tendo de largura 60 cen-
timetros e de altura 75 centimetros, os intervals entire a part
superior de uma e a part inferior da que Ihe fioa imediata-
mente acima serAo, tamb6m, de 75 centimetros (fig. n.0 9).


- 45 -









6Uoj 11/AA' MEI9 TEN


Fig. n." S







sdos t'A'W NZEETEIV


Prorr~dafr F cw. n.-. 9
Fig. n.o 9


X"""1~~









Os silos do tamanho que considerAmos nesta descriqao,
necessitarao de cinco janelas.
Os aros sdo .feitos em cantoneira de ferro galvanizado,
como a usada nos moinhos de vento, de 1 1/2" por face.


Je~os, cZreloc.


Figs. n.0t 10 e 11


Os angulps dos aros sao reforcados corn cantos triangu-
lares de ferro, cravados, mas corn as cabecas dos rebites ni-
.velados corn a face onde devem assentar depois os taipais das
janelas (fig. n.0 10).
Tanto por debaixo da .parte do aro que corresponde ao
parapeito, como por cima da que correspond a verga da


- 48 -









janela, sao cravadas aos aros duas chapas de ferro de 3/8" de
espessura, 62 .milimetros de largura e,95 centimetros de com-
primento, corn as cabecas dos rebites tambr m rebaixadas. para
nao prejudicarem o ajuste das janelas. As duas chapas ficam
cor a parte mais larga disposta no sentido horizontal e
assentes no tijolo da parade. A 12,5 centiinetros da,s extre-
midades destas chapas sdo abertos furos por onde passam.dois
pedagos de ferro de 3/4" que. ligam, ao alto, as duas chapas
entire si.
E a estes ferros que irao fixar-se as pontas dos arames que
servem de reforco a parede, ao nivel das janelas (A da fig.
n.0 11).
As extremidades dos arames, dando volta aos ferros, sao
depois enroladas ao proprio arame com algumas voltas, numa
extensdo de 50 a 60 centimetros, e dobradas em gancho para
ficarem como ja descrevemos iatrd.s. Ao assentar o tijolo ao
nivel das janelas comeca-se por um dos lados destas, de modo
que o arame enrolado e o gancho que as suas pontas formam
fiquem bem assentes e embebidos' na argamassa de cimento
que liga as camadas de tijolo. 0 arame nao deve aqui ficar
demasiado frouxo.
Os taipais das janelas sao feitos de madeira, mas cor os
bordos das tAbuas unidos por entalhes de macho coin femea.
Para maior solidez, sao compostos por duas ordens de tdbuas
sobrepostas em sentido perpendicular uma a outra. A face do
taipal que assentar na cantoneira que serve de batente dave
ajustar-se-lhe perfeitamente, para nio permitir que o ar comu-
nique cor a silagem quando os silos estiverem cheios. 0 peri-
metro dos taipais deve ser um pouco inferior ao perimetro
maior- dos aros para que nao se d6 o facto de a madeira in-
char sob a accAo da humidade da silagem e empenar, dificul-
tando a remocpo dos taipais e provocando possiveis frinchas
por onde entraria depois o ar. Para conservagao dos taipais,
devem ensebar-se ou. impregnar-se cor 61eo de motor, etc.,
o que evitari a entrada dos sucos da silagem nos poros da
madeira. As janelas feelfam-se de dentro para fora, come em
todos os silos. Para isso, os ares devem ser convenientemente
aplicados na parede do silo, e os taipais, que a meio sao atra-
vessados por um parafuso forte com a ponta para o lade de
fora, sao fixados por meio de uma tranca, come os ja descritos.

49 -









Acima da filtima janela devem colocar-se ainda umas duas
ou tris fiadas de tijolo para former o frechal do silo, as quais
Sserao assentes com argamassa de cimento ao traco de 1: 3.
ANDAIMES A media que as paredes do silo forem su-
bindo, irao subindo tamb4m os andaimes para os operdrios
poderem trabalhar.
No interior do silo, serido precise, podem colocar-se bar-
rotes para os andaimes com as pontas apoiadas em pequenas
aberturas que se deixam nas paredes a diversas alturas e que
no final da obra so tapam.
COBERTURA DO SILO Concluida a parede do silo, cujo
topo deve ficar bem nivelado, podemos colocar-lhe a cober-
tura, que pode ser em chapa ondulada de zinco, ou mesmo em
palha. So for deste ultimo material, dove ficar com uma incli-
naQao de 45 para facilitar a descida das Aguas das chuvas.
Mas se for de zinco, ainda que ndo seja necessAria tanta incli-
naQAo, nada perderA se a tiver, porque quanto maior for o
espaco comr que ficar no centro tanto melhor se completarA
a carga do silo. Alguns deixam um ventilador na cipula
da cobertura. A fim de facilitar a colocapo, e fixago da
cobertura recomenda-se colocar uma especie de brapadeira
feita de chapa do ferro de 7 a 8 centimetros de largura e 8/s
de espessura podem para issoa servir os aros de velhos ro-
i dados de carroca.s a today a volta da part superior do silo
e de forma que'sobrepasse em cerca de 2 a 2,5 centimetros
o bordo superior da parede deste. Para ser mais fAcil a colo-
cacao deste verdadeiro. colar, ou grande braeadeira, faz-se
esta em quatro secqces, cujas pontas voltadas para fora, for-
mandd quase um gngulo recto, se encostam duas a duas e se
ligam por parafusos com porca. 0 diametro da bragadeira
deve ser ligeiramente inferior ao diAmetro exterior do silo,
para que fique bem apertado contra este corn o auxilio desses
parafusos.
Nos barrotes da cobertura marcam-se ranhuras que devem
Scoincidir com o bordo desta bracadeira e A qual ficam fixados
por-esse process do encaixe con relative seguran9a (A e B
da fig. n. 9).
Algumas' pessoas s6 colocam a cobertura dos silos quando
estes estiverem cheios de forragem, para maior facilidade do
trabalho e menor risco para os operdrios.


- 50 -











ABERTURA PARA CARGA DO SILO Na pr6pria cobertura
deixar-se-A um dispositivo que permit a entrada do tubo do
carga da mrquina ensiladora, a fim de se poder meter a for-
ragem no silo.
Para se segurar o tubo da mdquina ensiladora deixam-se
-parafusos de %" metidos na parede, cor as respectivas bra-
cadeiras (B da fig. n. 8). Isto poupara, 6 certo, a construyco
de uma outra escada para fixar 6 tubo de oarga sempre que o
silo seja cheio, mas obrigard este tubo a ficar sempre ali, ex-
posto ao tempo. Ora quem tiver mais de um silo tera de ser-.
vir-se forcosamente do mesmo tubo de carga, e, por isso, s6 6
de vantage colocar uma outra escada, feita, por exemplo,
cor estribos de ferro fixados tambem A parede, para se colocar
ou retirar a tubagem da maquina ensiladora sempre que seja
necessario.
N6s consideramos esta escada de grande comodidade, pelo
que, entendemos, sera bem compensada a pequena despesa a
que der lugar.
REBOCOS Interiormente o silo deve ser rebocado cor ci-
mento e areia ao trace de 1:4, ou melhor de 1:3, o qual
dever6 sor bem alisado A colher. Exteriormente, pode ser re-
bocado tamb6m a cimento ou a. argamassa de cal.
Os materials requeridos para a construcao das alvenarias
de um silo Van Meerten de 4m,50 de diametro interno e 9 me-
tros de altura, dos quais lm,80 abaixo do nivel do solo ca-
pacidade 90 toneladas -, sao, mais ou menos, os seguintes:

STijolos .. .... .. 8 :00
Cimento .. 60 sacos
Pedra britada 5"3,5
Pedra grossa .. 9m3
Arame n. 10, 12 ou 121/2 5 rolos

Os silos deste tipo de constru5ao podem ser de maior ou
nmenor capacidade do que o aqui descrito. No entanto, conside-
ramos que. esta capacidade de 90 toneladas 6 a mais conve-
niente para a media dos criadores locais. Entre fazer um silo
de grande capacidade ou dois silos, cada um cor metade
desta, 6 sempre preferivel construir os dois silos desde que a
isso se. no oponham fortes razbes de economic. Um silo pe-


- 51 -










queno enche-se mais rApidamente que um grande e quando a
forragem a ensilar ndo 6.muita aproveitar-se-A melhor ha-
vendo silos pequenos disponiveis. Por outro lado, uma chuvada
inesperada pode dar lugar a uma boa rebentacgo do capim,
e se um silo grande tiver sido aberto pouco antes o consume
da silagem, sendo mais reduzida, pode dar lugar a que al-

Jd/os del eCcod1a
CS4GA


Fig. n.- 12


guma dela so estrague. Cor um silo de
risco nao serA tio grande.


menor capacidade este


Silos de encosta Nas propriedades que disponham de ter-
renos comn bastante declive 6 costume construirem-se os cha-
mados < vantage de dispensar o emprego das mdquinas cortadoras-
-elevadoras, indispensaveis, no entanto, quando os silos
a6reos sejam de grande capacidade.


- 52 -


Garre~clmehCo



.I











Aproveita-se, geralmente, o maior declive do terreno ou
uma verdadeira escarpa que exista, de altura apropriada ao
tamanho dos silos a construir, de modo que a part superior
destes fique encostada e quase ao nivel do piano mais alto
do terreno, e a base no piano inferior do mesmo terreno.
Trata-se, como se v6, de verdadeiros silos a4reos com a
dupla vantage da sua carga e descarga se fazer cor a
maior comodidade e economic (figs. 12 e 13).

DESCAR A'


Fig. n.o 13


0 transport da forragem 6 feito, assim, sem dificuldade,
para junto dos silos, no ponto mais alto destes, e qualquer
mrquina cortadora manual a pode dividir em pequenos pe-
dacos que logo so despejam de cima para o interior do silo.
0 uso dos silos de encosta 4, todavia, mais indicado
quando haja apenas um pequeno nfimero de animals a ali-
mentar cor silagem.
Quando estes sejam em grande nuimero serA mais econo-
mico o emprego de silos de tamanho apropriado a um grande


- 53 -










consume, os quais devem ser cheios corn as miquinas ensila-
doras de grande rendimento.

Silos em s6rie ou bacteria Sempre que haja necessidade
*de construir mais do que um silo no mesmo local, conv6m,
para maior economic, que estas iconstru9bes sejam contiguas.
Adoptando-se os silos de secgoi quadrada, por exemplo, em
cada dois silos poupar-se-a a construego de uma das paredes.
MAas ainda que sejam de secco 'hexagonal, octogonal ou cir-
cular tamb6m se economizarA uma razoavel porgao de parede
reduzindo-se apreciavelments o sou custo.
Os silos em s6rie, ou bacteria, podem tomar, assim, qual-
quer dos formats indicados na fig. n.0 14.









Fig. n.o 14

SSilos subterrAneos Podem ser em cova, ou poo, e em
vala, ou trincheira.

Silos em cova, ou em poo Tgm, como o nome indica, o
aspect de pogos vulgares, circulares, abertos em terra, de
paiedes bem aprumadas. Os de tamanho mais correntemente
usado tem 2 a 2,5 metros de diametro e 2,5 metros de profun-
didade.
iMuitos deles nio possum qualquer revestimento nas pa-
redes, mas os melhores tnm as paredes revestidas, total ou
parcialmente, de alvenaria, betio, pedra ou de um simples
reboco aplicado directamente sobre a terra.
Quando revestidos com bons materials podem elevar-se a
1",80 acima do solo, aumendo-se assim a respective capa-
cidade.
Fazer aumentar a sua capacidade a custa da profundidade
nao ter qualquer vantagem, antes pode ter s6rios inconve-


-54-









nientes. Nos silos muito profundos pode haver s6rio risco para
os trabalhadores, empregados na sua carga e descarga, de se
intoxicarem mortalmente pelo gAs carb6nico, um dos produtos
que abundantemente se produz na fermenta9go da silagom.
Por outro lado, o alto prego porque. fica a escavagpo do silo
e a extraccao da silagem, a qual terA de ser elevada ainda
que com o auxilio de um balde, uma corda e uma ioldana,
tornarA o disp6ndio com estes silos igual, senso maior, ao
dos silos agreos em alvenaria.
Para a abertura dos silos em cova 6 condigco fundamental
que o terreno seja um tanto compact e seco. Por isso, quase
sempre se escolhe para estes um sitio alto em que a humidado
seja fraca.
Quando as paredes se deixam em simples terra as perdas de
silagem podem ser elevadas se nao houver o cuidado de as
manter bem lisas, a fim de que a forragem deslise sem esforeo
de maior ao long delas, sempre que se acalque.
S6 poderosos motives de economic devem obstar a que per-
maneaam muito tempo sem serem revestidos por qualquer dos
materials impermeaveis usuais, ou seja o tijolo, a. pedra, o
betao, etc., os quais devem depois ser rebocados a 1: 3 e ali-
sados A colher. Usa-se tamb4m, as vezes, por ser menos dis-
pendioso, construir um anel em betao de lm,20 a 1m,80, de al-
tura para former a boca do silo, metade do qual se deixa en-
terrado ficando o restante fora da terra. Tal como so fosse para
um poCo vulgar, depois de colocado o anel continua-se a esca-
vacao para o silo por baixo deste, mas de modo que o anel
nao seja deslocado da posiiao initial que Ihe foi dada. Para
isso apruma-se a parede da esoavaaeo com a do anel. Quando
se atinge a profundidade de 1m,50 desbasta-se uns 2 a 3 centi-
metros de terra em toda a volta das paredes, .a qual se subs-
tituirA por um reboco, aplicado directamente por sobre a
terra.
Esta operagao ficarA mais perfeita se o cimento for apli-
cado por tr6s vezes, em tr6s camadas diferentes. A primeira
camada cor 1,5 a 2 centimetros de espessura e as outras mais
delgadas, mas de forma quo a espossura total do reboco nao
seja inferior a 2,5 ou 3 centimetros. A ftltima camada serA
bem alisada A colher. Cada uma .das iltimas camadas s6 serd
aplicada depois de a anterior ter secado um pouco (fig. n.o 15).


-55-









Querendo-se aumentar a profundidade do silo, volta-se a
proceder de idgntica maneira, fazendo primeiro a escavacgo
e a seguir aplicando-se o reboco pelo sistema descrito. 0 fundo
do silo pode ser ou nao rebocado. Isso dependerA da natureza
do terreno e do seu grau de humidade ou de secura. Desde que
seja aplicado, conv6m fazer previamente um pequeno enroca-

SiZo e/2 poco


Fig. nde 16
rdtz "ziuda~.
Fig. n.0 16


mento de pedra que se apertarA bem a maco. A forragem deve
ser cortada antes de ser deitada nestes silos.
Em alguns paises e costume construir silos deste format
em s6rie, mas para maior economic de paredes ld-se-lhes a
forma rectangular. Os silos tomam, assim, a disposicao de
verdadeiras tulhas, mais ou menos enterradas no solo. Por
cada dois destes silos que fiquem contiguos poupar-se-A uma
parede. A cobertura tambem se tornarA mais econ6mica
quando feita de forma que .os abranja a todos.


- 56 -









Para se aproveitar ao mAximo a capacidade destes silos
pode colocar-se um taipal de madeira, de 50 ou 60 centimetros
de altura, em toda a volta da abertura, mas bem A face das
paredes do silo, dispositivo que farA aumentar temporAria-
mente a altura deste.
0 taipal encher-se-a a toda a sua altura, tamb6m, cor
forragem que se comprimird o mais possivel. Logo que o aba-
tiniento desta, por efeito das fermenta9ges e do acalque, atinja
o nivel da boca do silo, retira-se o taipal, tapa-se a forragem
cor uma camada de palha e, depois, cor uma'camada de
30 a 40 centimetros de terra, comprimindo-a bem. Este pe-
queno artificio permitirA que se aproveite mais 15 a 20 por
cento da capacidade destes pequenos reservatdrios.
A cobertura 6, as vezes, formada por algumas chapas.le
zinco colocadas na boca e por forma que a Agua das chuvas
possa escoar-se sem dificuldade. HA quem fa9a uma das pa-
redes da boca mais alta um pouco que as restantes, para dar
A tampa do silo um certo declive.

Silos em vala e em trincheira Podem ser, como os ante-
riores, abertos apenas em terra ou serem revestidos, no fundo
e nas paredes, corn materials impermeAveis.
Na Estacdo Zoot6cnica usam-se, cor os melhores resulta-
dos, silos deste tipo uns em terra, apenas, sem cobertura,
outros s6 corn as paredes revestidas de alvenaria de tijolo,
rebocados, cor os cantos arredondados e com cobertura a
zinco. Como 6 de esperar, nos silos em terra, as perdas de si-
lagem sao sensivelmente maiores do que naqueles que tin as
paredes revestidas de alvenaria. E por isso de aconselhar
que se procure, de prefergncia, usar os silos deste tipo reves-
tidos, despesa que, final, ndo 6 demasiado elevada. As me-
didas destes silos aqui usadas sao: 2 metros de profundidade
- send 20 a 30 centimetros acima do solo, nos construidos
cor as paredes em alvenaria 3,60 a 4 metros de largura.
e 10 a 12 metros de comprimento. Claro estA que estas me-
didas podem variar um pouco, para mais ou para menos, em-
bora nao seja de vantage .aufmentar-lhes sensivelmente a
profundidade pelos motives jA apontados (Fig. n. 16).
Quando feitos apenas em terra, as medidas do fund sao
mais reduzidas uns 40 a 50 centimetros que as da superficie,


-57 -









de forma a que fiquem com um certo jorramento nas paredes,
o qual se, por um lado, evita a melhor compressao e descida
da forragem, por outro dificulta os desabameritos das mes-
mas paredes. Mesmo nos silos em terra os cantos devem ficar


Jfediacrs UCuais ros. "lso de vcaLc,


Fig. n.o 16


arredondados, para melhor se comprimir a forragem. Quando
de alvenaria, as paredes podem ser perfeitamente apruma-
das, o que 6 de grande vantage para a boa compressao da
massa, mbora haja quem aconselhe tamb4m a deixA-las cor
um certo jorramento como se fossem simplesmente de terra
(fig. n.0 17).


- 58 -


'~--yc~cb-









Estes silos em vala tambem podem ser construidos aos
pares, o que pouparA parte da despesa cor as paredes inter-
mrdias, ainda que seja convenient faze-las um pouco mais
fortes que as restantes. Assim, se as paredes exteriores corn a
largura do um tijolo, dio, na prAtica, bons resultados, a pa-
rede intermrdia a dois silos, construidos a par, conv4m que
tenha de espessura tijolo e meio.

a*i&cdat usuai noa' "ajibsw cd fr-ckebro


3.60 a 4. I2.


Fig. n.- 17


Os silos em vala, da Estagdo Zootecnica, em alvenaria,
tmr as paredes aprumadas, com um tijolo de largura, refor-
gadas cor arame de vedaggo pelo process atrAs descrito nos
silos Van Mfeerten. Interiormente sao rebocados a cimento.
Para suportar a cobertura foram erguidas, cor interva-
los de uns tres metros, e a partir da base, colunas tamb4m
em alvenaria do tijolo e cimento, .quadradas, corn a largura
ainda de um tijolo. Foram tambem reforcadas com duas ver-
guinhas que se colocaram no centro e cujas extremidades su-


- 59 -









periores serviram, depois, para fixar os frechais da cober-
tura. Esta fez-se em zinco, mas o pr6prio colmo pode servir
de razoAvel cobertura.
A escavagao da terra foi feita de modo que a part supe-
rior tivesse medidas maiores que as do fundo, o que permi-
tiu um certo jorramento As paredes do cabouco. Erguidas as
paredes em alvenaria, a prumo, o intervalo entire estas e a
terra foi cheio cor areia bem comprimida, a fim de evitar
que os constantes aumentos e rodugCes de volume, que se veri-
ficam nos terrenos demasiado argilosos --conformne estejamn
mais ou menos impregnados de humidade se transmitam
as alvenarias, danificando-as ou prejudicando de qualquer
modo a sua resistencia. Esta precaugAo, bem como o cuidado
de colocar uma camada de areia de 20 ou 30 cantimetros,. ou
mesmo de maior espessura, .por debaixo dos alicerces dos silos,
quando construidos em solos demasiado argilosos, 6 de grande
utilidade, visto que pode evitar serios contratempos. A areia
permit nao s6 um melhor equilibrio As construg es que hajam
de fazer-se nesses terrenos falsos, mas tamb6m contraria o
trabalho daninho da formiga branca que procura cor maior
frequencia os terrenos compactos para viver. As galerias e os
ninhos que estes insects cavam muitas vezes por debaixo das
construg5es, dio lugar a frequentes assentamentos dos seus
alicerces, originando fendas nas paredes que, nao raro, as
levam a ruina.
Quando so trate de terrenos enxutos e de certa compaci-
dade, nao 6 necessArio que o pavimento destes silos seja feito
de materials impermeAveis. A pr6pria terra bem batida Ihes
servird. No case contrArio convym revestir o pavimento con 5
a 10 centimetros de betdo, melhor se for aplicado por cima de
um enrocamento de pedra bem apertada a maco.
Os silos subterraneos tanto podem ser cheios cor a forra-
gem inteira mesmo que se trate de milho ou de outras
plants de grande porte e caules grosseiros como depois
de cortada. Claro estA que neste filtimo estado a formentagdo
6 sempre mais perfeita, como sabemos. Tsando-se a forragem
inteira dove haver o cuidado do a colocar em camadas bem
apertadas e cor as plants orientadas sempre no mesmo sen-
tido, como adiante descreveremos quando tratarmos dos < em trincheira.


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Em uma propriedade vizinha da Estaqyo Zoot6cnica foram
jd construidos quatro destes silos em. vala, dois dos quais a
par, separados, portanto, por uma s6 parede. Nio incluindo
a cobertura, cada silo, segundo informou o seu proprietArio,
ficou por 9.000$. A capacidade de cada um deles anda a
roda de 55 toneladas. As paredes exteriores sdo de tijolo, a
uma vez, reforgadas com algumas fiadas de arame de veda-
c5o, colocados por entire a argamassa que e de cimento. A pa-
rede intermedia aos dois contiguos tern tijolo e meio e o pavi-
mento 6 de betao, assente em enrocamento de pedra e caco.
Interiormente sao rebocados a cimento, tendo sido arredonda-
dos-os cantos das paredes.
Uma variedade de silos subterraneos sao os chamados
<. Muito parecidos. corn os anteriores di-
ferem deles, apenas, porque no lugar das paredes mais estrei-
tas, das extremidades, foram feitas duas rampas corn o fim de
permitir que por uma delas entrem os carros carregados corn a
forragem e depois de descarregados possam sair pela rampa
oposta (fig. n. 17).
Estes silos sao, portanto, preparados para utilizarem for-
ragem nao cortada, mas sbmente acamada, e de modo que
os caules das plants quase sempre o milho, a mapira,
o girassol, simples ou com pequenas porcaes do outras plants
- fiquem orientados no mesmo sentido. Isto fadilitard
melhor a sua compressor e a reduCdo das bolsas de ar. Os
carros carregados e os animals que os rebocam, passando por
cima da forragem, ajudam a comprimi-la cor o seu pr6-
prio peso.
Seudo a silagem preparada nestes silos destinada mais a
gado do engorda e de criagio do que a gado leiteiro, para o
qual 6 menos pr6pria por ser quase sempre de qualidade um
tanto inferior, olha-se aqui mais ao baixo custo da produ9co
que, prbpriamente, A sua qualidade. Nesta conformidade,
procura-se quo os silos em trincheira, muito usados pelo
criador argentino de gado de corte, sejam abertos dentro das
pr6prias plantacoes de milho a ensilar ou, entao, muito pr6-
ximo destas, a fim de reduzir tanto quanto possivel o tra-
balho com o transport da forragem.
Para tornar a descarga da forragem mais r6pida usam
um dispositivo simples que consist em empregar uma corda


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comprida, que serve ao mesmo tempo para amarrar as car-
radas de forragem, a .qual 6 dobrada em duas e estendida
a todo o comprimento do leito do carro, mas de modo que as
duas pontas fiquem para a part traseira onde sao amar-
radas, cada uma de seu lado. A forragem 6 entao colocada
por sobre os dois ramos da corda cuja extremidade anterior
forma o V em que foi dobrada. Agora a part dianteira da
corda, que tern prhticamente dois ramos, faz-se passar por
cima da carga, de diante para tris, mas corn os dois ramos um
tanto afastados para melhor so fixar. O V da corda amarra-se,
a seguir, por meio de uma lacada a um gancho de ferro que
se tenha fixado na parte media da traseira do carro.
Ao chegar a carga ao ponto 'desejado do silo, para ali ser
descarregada, faz-se soltar a corda do gancho da carroga e
fixa-se rap.damente a dobra, em V, a um outro gancho forte
que, por sua vez, se tenha pr6viamente fixado, por meio de
um pedaco de cabo, a uma forte estaca ber firmada no chao
e colocada A entrada e a um dos lados do silo. Os animals
arrastando o carro obrigam a corda a arrastar tambem a for-
ragem que por ela era envolvida e, assim, esta 6 despejada sem
maior'esforeo e sem necessidade de muito pessoal (fig. n.0 18).
Um on dois homes 6 quantos se necessitam para arrumar,
agora, da forma mais convenient, as plants dentro do silo,
procurando preencher o melhor possivel todos os espagos va-
zios com pedagos delas ou de outras plants mais maleAveis.
Os carros que entram pela rampa de menor declive sairao,
depois de descarregados, pela rampa oposta.
As plants, como jA referimos, serAo dispostas de maneira
que fiquem com os caules no sentido transversal atraves-
sados -, e ndo ao comprido do silo, at6 que atinjam, pelo
menos, o bordo superior das paredes. Daf para cima, isto 6,
para. se fazer o abaulamento que conv6m deixar sempre no
silo, as plants serao dispostas no sentido longitudinal, por-
tanto cruzadas com as camadas inferiores. Assim, quando o
silo for aberto para se dar consumeo A silagem s6 haverA que
cortar esta com faca bem afiada na part correspondent ao
abaulamento. As camadas que ihe ficam por baixo extrair-
-se-do sem dificuldade alguma.
Carregado o silo corn a forragem e comn aqueles cuidados
que temos indicado, cobre-se pela forma jA descrita.


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process de d scwara. cz

Jizo de irz62cAer- .


posici-o da. corda nzo ca ro uesm czrfccz








posLCzI dcO cord. no co rro corn cfa
Fig.n." 18









A vigilancia. da cobertura durante as primeiras semanas
6 indispensvel. Qualquer fenda quo apareca deve ser tapada
com mais terra e novamente batida.
Sempre que a silagem 6 feita corn plants cortadas A ma-
quina as particular mais jecas e leves tim tendencia a
acumularem-se em determinado ponto do silo, arrastadas
pela mais love brisa que sopre. Deve haver, por isso, o
cuidado -de as misturar corn outras mais verdes e pesadas
e acalcA-las o melhor possivel, s6b risco de, ao abrir-se o
silo, se encontrar essa parte da silagem completamente dete-
riorada.
A secaio transversal destes silos em trincheira tem a
forma de um trapezio cor a base menor para baixo. A figure
n.0 17 indica as medidas mais usuais dos silos deste format.
Em toda a volta dos silos subterraneos e a uma dis.thncia
convenient deve tomar-se a precaugao de se abrir uma vala
que possa desviar para long as aguas das chuvas. Embora
fiquem cor as paredes. um tanto elevadas da superficie da
terra, esta vala evitarA que alguma torrente inesperada possa
entrar neles ou que, pelo menos, forte huIiidade atinja os seus
alicerces, escoando-se entire as paredes o solo, pondo em ]e-
rigo a sua solidez e a silagem que neles se encontre.
A escolha do local da sua construgao deve ser feita comi
cuidado. As situacoes de encosta sao as'menos convenientes,
a menos que se tomem as maiores precaugees contra a
entrada da Agua das' chuvas e quanto a solidez da cons-
trucao. Os terrenos de pequeno declive sao os que mais Ihes
convem.
Por serem de construcao muito econ6mica os silos em vala,
mesmo quando tenham as paredes revestidas de alvenaria,
podem. servir de model aos nossos criadores para assim se
iniciarem nos pequenos segredos do fabric da silagem. Tendo
adquirido suficiente prdtica, podordo em seguida abalancar-se
A construcao de silos a6reos, os quais, embora do custo mais
elevado, sao de manejo mais simples e mais adequados ao
fabric de um produto de melhor qualidade.
Na escavagio dos silos em trincheira usa-se 'com grande
economic a pa de cavalo de tracqfo a bois. A existencia
das duas rampas permit um trabalho rapido por este
process.


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Silos em meda JA nos. referimos, sucintamento, aos silos
deste tipo ou,. mais prbpriamente, a forma de fazer silagem
seic que haja necessidade de construgoes para o efeito. Um
terrado, em terra bem batida ou plataforma de cimento, laje
ou tijolo, 6 tudo quanto so necessita para erigir o silo, o qual
nao 6, final do contas, mais do que a pr6pria forrageon
acumulada em monte, e que foi send bem acamada em ca-
madas de pequena espessura, sobrepostas. umas As outras.
Aqui, a forragem fica, em part, em contact com o ar, es-
tragando-se, bem entendido, uma cinta a toda a volta da meda,
que terA maior ou menor'profundidade conform o cuidado
que tenha havido no acamar da forragem e no respective
acalque. Em geral, 30 a 40 centimetros da part exterior es-
traga-se. S6 a part internal da media se aproveitarA por dali
ter sido mais foil expulsar o ar.
E convenient ripar um pouco a camada exterior da for-
ragem, corn a ponta da forquilha, de forma a alisA-la, a fim
de que a Agua das chuvas so escoe mais 1It. ilin- nlao pe-
netrando tUo profnndamente na massa.
Estas medas podem ter a forma quadrada ou rectangular,
nmas a forma redonda 6 a que oferece melhores garantias.
Podem fazer-so de qualquer altura, mas em geral nao exce-
dem 2 a 2,5 metros nos lados e 2,5 a 3 metros no mAximo do
altura, no centro, que formarA cuipula. Cobrem-se, como todos
os outros, com uma camada de palha e depois com terra, sobre
a qual se colocam paus pesados, pedras ou outros pesos. HA
ainda quem faga uma esp6cie de grosseira armadura corn
paus que so coloca em cima da meda. Nos intervalos desta
armadura, qiue final, constituida per paus ligados uns aos
outros colocam os pesos disponiveis que tiverem para man-
ter a meda bem comprimida (fig. n.0 19).
Ainda que o desperdicio da silagem feita por este m6todo
seja considerAvel, condi9ces hA que justificam o seu fabric.
A parte quo so deteriorar pode transformar-se om esplendido
compostt> para adubagao das terras, e a silagem aproveitA.-
vel, nas 6pocas de fome, ajudarA a aguentar as manadas
do gado.
Para gado leitoiro em producgio costa esp6cio do silagem,
do uma maneira geral, nio convdm. Quaso sempre a forra-
gem usada para o fabric da silagem 'enm meda, 6 o vulgar


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capim espontaneo, o qual, para melhores resultados, pode ser
misturado cor algum milho na fase mais pr6pria ou, entdo,
corn algum melago diluido nas percentagens jA atrAs des-
critas.

0 engenho de cada um poderA arranjar, segundoas con-
di9ces que .so Ihe oferecerem, a forma mais prAtica e econ6-


Silo e,12 72e2'a.. cof72 C/Lsp/OO3 d 0o
9en2ro oa^Q12JZoL .. x -a (aczld&ar cz






















Fig, n. 19

mica do fabricar boa silagem nas suas propriedades. Quer se
trate de medas, de silos subterraneos ou mesmo a6reos, im-
provisados em velhas casas, que outro aproveitamento melhor
talvez nho tenham, muito pode ser feito para resolver o pro-
blema important da alimentaAo dos nossos gados e furtA-los
aos prejuizos t5o frequentes das secas de que a 6poca decor-
Srente constitui exemplo bemrn flagrant.


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Intoxicag6es pelo gas carb6nico
acumulado nos silos

Descritas as regras mais gerais relatives aos silos e h si-
lagem, resta-nos falar dos acidentes graves que podem- surgir
durante as operagces de carga e descarga dos silos provocados
polo gas carb6nico e a forma de os evitar.
Tais acidentes, felizmente muito raros, sao inteiramente
andlogos aos que por vezes se tmr produzido durante a fer-
mentaQco dos mostos nas cubas dos lagares de vinho.
Na fermentagao da silagem o gas carb6nico 6 produzido
iambimm em olevada quantidade, e como 6 mais pesado que o
ar acumula-se quase todo na part inferior dos silos que nao
possuam janelas por onde ele se escape.
Os silos muito profundos, em cova, sao os mais peri-
gosos..
Recomenda-se, portanto, que o pessoal trabalhador s6 desca
ao fundo dos silos profundos, para remover ou carregar a
forragem, depois de so assegurar que nao ha, ali, gAs carb6-
nico capaz de p6r em perigo a sua vida.
Este gas actua cor grande rapidez, por isso dove haver
todas as cautelas. Sempre que qualquer pessoa que so encon-
tre dentro de um silo sinta qualquer amea9o de vertigem,
deve abandonA-lo sem demora, procurando respirar cA fora
um ar mais carregado de oxigenio.
Nos silos a6reos as janelas quo estiverem em plano supe-
rior ao da forragem devem conservar-se sempre abertas.
Portanto, durante a carga do silo, s6 serdo fechadas a me-
dida que a forragem for atingindo as resp.ectivas soleiras e
ir-se-do abrindo.
Quando haja suspeita de haver demasiado gAs carb6nico
no fundo dos silos, dove tomar-se a seguinte precau9ao : faz-se
descer, suspense por um fio do arame, atW quase ao fundo
do silo, um candeeiro aceso. Se o candeeiro se conservar aceso
6 porque o oxig6nio existence 6 bastante para qualquer pessoa
ali permanecer sem perigo. Mas se, pelo contrArio, o candeeiro
se apagar, hd perigo de more para quem tente a descida.
Nesta ltima hip6tese deve'agitar-se o mais possivel o ar con-
tido no fundo do silo por meio de um balde, por exemplo, que
se fa9a subir e descer bruscamente, repetidas vezes, pro-


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curando, por essa ou outra forma semelhante, fazer expulsar
o gas perigoso. Isso verificar-se-A repetindo a prova do can-
deeiro tantas vezes quantas as necessArias at6 que a luz se nao
apague.
Quando se use a miquina ensiladora, munida de ventoi-
nha para carregar os silos, o ar agitado pela ventoinha du-
rante uns minutes 6 suficiente para expulsar todo o gis pre-
judicial.
.Tomando estes cuidados, tho simples, nao haverA possibili-
dade de so sofrer qualquer acidente devido a este gas t6xico.



Capacidade dos silos

JA atrAs fizemos refergncia a necessidade que o criador
tem de regular a capacidade dos seus silos corn as exigencias
alimentares dos animals que possuir. Assim, mostrAmos a
conveni8ncia de diAriamente fazer retirar dos silos, logo que
estes tenham sido abertos, uma camada de silagem nao infe-
rior a 4 ou 5 centimetros de espessura, e em today a superficie
exposta ao ar, pelo risco quo ha da part nao retirada, ou nao
consumida, ser rhpidamente atacada pelos bolores, estragan-
do-se.
Por outro lado, quem nao queira sujeitar os seus animals
as alternatives de abundancia e do fome, cor os projuizos
quo dai resultam nao s6 para o sou crescimento regular mas
tamb4m pela mortalidade a quo estgo sujeitos nos anos mans e
a grande redupAo das produ9ges, a leiteira muito em especial,
tera de proporcionar as quantidades de silagem a fabricar
ao nAmero de cabegas e aos periods em que tiver de as ali-
mentar .em cada ano.
JA indicdmos as quantidades que devem ser dadas destas
forragens, dihrianente, a cada classes animal. Desde que sai-
bamos, tamb6m, qual o peso, por volume, da silagem, o nil-
mero de cabegas a alimentar e o nmimero de dias por ano que
elas precisam deste alimento, fAcil so torna calcular as quan-
tidades de silagem a fabricar poi ano e, consequentemento,
a capacidade mais convenient a dar aos silos que hajam de
ser construidos.


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'A densidade da silagem varia, como 6 6bvio, de confor-
midade com a maior ou menor profundidade a que se encon-
trar nos silos. Calcula-se que, & superficie dos silos, cada
metro cuibico de silagem pese, em m6dia, 533 quilogramas.
A uns nove metros de profundidade, nos silos a6reos, o pesp
desse mesmo volume aumentara para 720 quilogramas, em
media. Mas, para facilidade dos cAlculos, podemos fixar em
650 quilogramas o peso m6dio de cada metro ciubico de sila-
gem nos silos a6reos e de 600 quilogramas nos silos em vala,
ou em popo, cuja profundidade nio exceda mais de uns tres
metros.
Tomando por base estes elements podemos agora estabe-
lecor as seguintes tabelas que auxiliarao melhor o criador nos
seus cAlculos quando pretend utilizar silos aereos cilindricos
ou silos de seccQo quadrada:


TABELA I

SILOS CILINDRICOS

Extraindo eamadas diArias de silagem corn 5 cenflinetros
de espessura


DiAmetro interno dos silos Peso de cada camada Nfimero de vacas quo podem
dmetro silagem alimentar-se
Mer- A razio de 15 quilogramas
etros Quilogramas por dia


1,5 57,5 4
2,0 102. 7
2,5 159,5 11
3,0 229,5 16
3,5 312,6 20
4,0 408,5 27
4,5 516,8 34
5,0 638 42
6.0 918 61


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TABELA II


SILOS DE SECAO QUADRADA

Extraindo as calnadas diArias de silagem
corn um minimo de 5 centimetros de espessura


Dimensaes da seiglo horizontal Peso de cada camada Suimero aproximado de vaoas
Sde silagem que podem ser alimentadas
Metros A razio de 15 quilogramas
Quilogramas mais ou menos por dia

1,50 > 1,50 73 5
2 X 2 130 8 a 9
2,5 X 2,5 203 13
3 X3 292,5 20
3,5 X 3,5 398 26
4 X 4 520 34
4,5 X 4,5 657 43
5 X 5 812 51
6 X 6 1170 78


Estas tabelas mostram, como se v6, as quantidades mini-
mas quo devem ser retiradas dihriamente de cada um dos si-
los indicados e o nfimero de vacas que com elas podem ser
alimentadas.
Desde que se possa prefer agora o nimero de dias quo em
cada ano estes animals nec(ssitem do silagem, fdcil e, a qual-
quer, corn a ajuda destas tabelas, calcular a seccao mais con-
veniente a dar aos seus silos a6reos e a altura que eles devem
ter para armazenarem as. quantidades necessArias daquele
alimento.
Assim, por exemplo, so um proprietArio com vinte vacas
tiver necessidade de as alimentar corn silagem durante cento
e oitenta dias por ano, pode construir um silo eilindrico cor
um diametro de 3,5 metros e cor 9 metros de altura uitil ou,
entRo, um silo quadrado corn 3 metros de lado e 9,5 metros de
altura, ou ainda, o que seria melhor, dois silos cor a mesma
superficie internal e metade, apenas, das alturas indicadas.


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Estasio Zootecnica Central
Silos aereos, em torre, e silos Eubterraneos


.7,3







t.


Silos asreos, em torre


-
























BIBLIOGRAFIA



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Botelho de Macedo 0 silo.
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Silage.
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