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HIDE
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 Introduction
 Esquema geral
 Características das novas zonas...
 Cultura da cana de açúcar
 Cultura do milho
 Culturas e explorações acessór...
 Table of Contents
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Group Title: Relatorio sobre um projecto de rega e drenagem e outros trabalhos de engenharia agricola nos territorios da Companhia Colonial do Buzi
Title: Relatãorio sobre um projecto de rega e drenagem e outros trabalhos de engenharia agrâicola nos territâorios da Companhia Colonial do Buzi
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 Material Information
Title: Relatãorio sobre um projecto de rega e drenagem e outros trabalhos de engenharia agrâicola nos territâorios da Companhia Colonial do Buzi
Physical Description: 69 p. : ill., maps (some folded) ; 26 cm.
Language: Portuguese
Creator: Mayer, Ruy
Morais, Antâonio Trigo de
Companhia Colonial do Buzi
Publisher: Impresa da Universidade
Place of Publication: Coimbra
Publication Date: 1924
 Subjects
Subject: Irrigation -- Mozambique   ( lcsh )
Drainage -- Mozambique   ( lcsh )
Genre: non-fiction   ( marcgt )
 Notes
Statement of Responsibility: por Ruy Mayer e Antâonio Trigo de Morais.
General Note: "Separata nos Anais do Instituto Superior de Agronomiz, ano II, vol. II"--T.p. verso.
 Record Information
Bibliographic ID: UF00072134
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 53237303

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    Introduction
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    Esquema geral
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    Características das novas zonas de cultura
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    Cultura da cana de açúcar
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        Rega
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        Drenagem
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    Cultura do milho
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        Drenagem
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        Exploraçao da cultura
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    Culturas e explorações acessórias
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il) h








1* 11i. j H" ;,- *:1
'1, '-" # .


REL ATORIO ,
SSOBRE UM


PROJECT DE REGA E DRENAGEM

E OUTROS TRABALHOS DE ENGENHARIA
AGRICOLA
NOS ..

TERRITORIES 0A COMPANHIA COLONIAL DO BUZI
POR
RUY MAYER
Engenharo agr6.norr0, Professor de H.drul;ica Geral a Agrcola
no Instituto Superior de Aironora.
E
ANTONIO TRIGO DE MORAIS
Engenheiro civil, As.alnri e Encarregado do Curso de Topogr 'f
Sno memo Instituto












COIM'BRA
IMPRENSA DA UNIVERSIDADE
.1924




*'; .1 .
'-. .


* ~ ~! '*,;:r
.1..


SEPARATE

DOs .

Anais do Instituto Superior de Agronomia

Ano Vol. II























//. INTRODUQAO



Pela Conpanhia Colonial do Buzi fomos encarregados duma missao, que visava os
seguintes objectives:
a) Escolha e demarcagqo duma Area de 4,000 hectares, num s6 bloco, sendo possivel,
para a cultural de cana de aciicar, e-estudo dos respectivos sistemas de rega e drenagem.
Sb) Escolha e demarcacgo duma Area de 4,000 hectares, num s6 bloco tamb6m, sendo
possivel, e estudo da sua adaptag o A eultura do milho, com indicaggo dos processes de
trabilho a seguir na future exploragao.
c) Determinaggo da directriz dum caminho de ferro destinado a servir as zonas de
cultural de milho e cana de agicar.
Da forma como esta mission foi desempenhada dA conta o present Refat,'rio, que
resume os trabalhos e estudos efectuados no Vale do Buzi, no decurso dos anos de 1919
e 1920, pelos engenheiros Prof. Ruy Mayer e A. Trigo de Morais. JulgAmos convenient,
para maior clareza de exposigio, indicar em primeiro logar, num esquema geral, as splu-
0ges adoptadas para os diversos problems, considerando estes em conjunto, e tendo em
vista a forma como se relacionam uns cor os outros; resenhar em seguida as caracteris-
ticas mesol6gicas dos blocos de terreno estudados; tratar finalmente do modo de instalar
as cultures de cana de a.icar e milho, doutras cultures que porventura se podem associar
a estas (arroz, auranciAceas), e do caminho de ferro que deve servir a exploraggo (1).

Lisboa, 16 de Abril de 1921..








(1) A iltima parte do Relat6rio, relative ao caminho de ferro, nio figure nesta pu-
blicagao.















Relat6rio sibre um Projecto de Rega e Drenagem

e outros Trabalhos de Engenharia Agricola

NOB

TERRITORIES DA COMPANHIA COLONIAL DO BUZI




I) Esquema geral

1) Situagao e oonfiguragao das novas zonas de cultural

A plant que acompanha 6ste esquema indica a situag9o relative,
nros dominios de Companhia Colonial do Buzi, das zonas actualmente
em explorag9o que tom por centro as instala96es fabris da Nova Lu-
sitania e I]hoyo ( das duas manchas de terreno .que se project trazer
a cultural. As novas zonas estgo ambas localizadas na margem direita
do Buzi, estendendo-se desde a povoa9ao de Kanda ate a de M'Dundo,
onde se unem aos terrenos hoje em cultivo.
Esta lbcalizaqgo, benm como a configuragio em faixa estreitla que os
terrenos escolhidos apresentam, foram impostas por condigoes de ordem
topbgrafica e agrologica. Em t6da essa faixa, que abrange 8,200 hec-
tares, encontram-se solos de excelente qualidade, formados & custa de
nateiros carrejados pelo Buzi on arrastados pelas chuvas das encostas
das serras pr6ximas. 86 um planalto corn corca de 200 hectares de
extensao, que .denominAmos Terreiro da Luta, situado fora do alcance
das mAximas cheias, 4 inacessivel ao enateiramento.

2) Local da f&brioa e outras instalaqies

A exploragdo de 4,000 hectares de cana de agiucar exige a montagem
duma f~brica de bastante importancia. Essa fibrica deveri ser estabe-
lecid*, conjuntamente cor outras instalag9es, no Terreiro da Luta.








6


'Tdas as condiges justificam esta localizagao: trata-se dum ponto .qusi
a meio das zonas estudadas, nao aproveitvel para cultural, por nao
ser enateirado, mas muito pr6prio, em conseqiiUnoia da constituYigo
geol6gica local, para n8le se situarem ddificios.

3) Estag-o geradora de energia electrica. Irrigag5o

Coiro meio de obtencgo de agua para rega, foi necessirio adoptar a
elevagao mecanica, Seis grupos de duas bombas ,centrifugas de 15"
cada um, devergo fornecer a agua, que um sistema de canais de irriga9ao
distribuira pelos 4,000 hectares de terreno destinados & cultural de cana
sacarina. Essas bombs serao tocadas por motors el6otricos, cuja
energia sera produzida numa estayio geradora central a vapor, montada
no Terreiro da Luta, que serviri tamb6m a fibrica e t6das as instala-
95es que requeiram f6rga motriz.

4) Drenagem

STanto na zona de cultural de cana de acugcar como na de milho
haverA r6des de valas .abertas, afim de assegurar o enxugo das terras
ha 6poca das grades chuvas, e a evacuago das aguas usadas na rega.

5) Caminho de ferro

0 oaminho de ferro, cuja directriz se aoha indioada na plant junta,
constitui como que o eixo das novas plantag9es e cultures que se des-
tina a servir. Parte de Ilhovo, onde entronca cor a rede ferroviAria
ai existence, passa pelo Terreiro da Luta, e prolonga-se at- A Estaqui-
nha, tendo em vista servir a explora9co das ricas pedreiras de calocreo
que se encontram neste local. Vir-se ha assim a obter econ6micamente
pedra de alvenaria, e cal de muito 'boa qualidade, n0o s6 para constru-
9ges; como tamb6m para corrigir os terrenos graniticos, em que a per-
centagem de calcireo.1 sempre insuficiente.




















~I.


C.amo." aaooo
_^___. .' f4OOf poo


/ rple odo mi/f,
j^^^' <%% o&w,7 d'dwea |*| |
.:....... ~ a' 11..;... I'. "' T .


Esquema indicando a localizagl o das zonas de cultnra e das instalag6es projectadas nos terrenos da Companhia Colonial do Busi







8 -


II) Caracteristicas das novas zonas de cultural

1) Caracteristioas topogrAfioas

A considerago das condi9ges em que actualmente se efectua a ex-
ploragao agricola e fabril nos dominios da Companhia do Buzi, e m
primeiro reconhecimento a que procedemos, numa extensao de 120 qui-
16metros, ao long do Vale do Buzi, levaram-nos :rpidamente A con-
clusao de que as duas zonas de cultural a delimitar deveriam ser loca-
lizadas na margem D. do rio, estendendo-se a partir de M'Dundo, limited
dos terrenos actualmente em exploragdo.
Esta maneira de ver foi plenamente confirmada pelos- reconhecimen-
tos mais minuciosos que depois -se efectuaram e pelo estudo definitive
da regiao, e nao foi modificada.pela circunstancia que se deu, meses
depois do inicio- dos trabalhds, de ter a Companhia do Buzi adquirido
as propriedades da Ilhovo Sugar Estates Co. Com efeito, dos terrenos
da bacia do Buzi, s6 t8m apreciavel valor como solos araveis os que se
formaram A custa dos nateiro.s transportados pelo rio. E na margem D.,
onde predominam as cotas baixas, que asses nateiros se depositaram em
maior quantidade, originando uma extensa faixa, de largura variavel,
de excelentes terrenos, .em que apenas se reconheoe a escassez de um
element nobre: a'cal. 'Unicamente o Terreiro da Luta, como se vA
na plant, fica fora do alcance das maiores cheias, nao send portanto
acessivel ao enateiramento. A margem E., pelo contririo, 6 mais ele-
vada, dificilmente inundavel, e dai result numa acentuada pobreza dos
terrenos numa extensao considerivel dessa margem. Em Saussau e
Chindo, por exemplo, reduz-se a 400 metros apenas a largura da faixa
inundavel.
Assente pois que a area dos noyos terrenos a explorer deveria ser
escolhida ao long da margem D. do Buzi, restava fixar o seu desen-
volvimento. Conviria, evidentemente, reduzi-lo ao minimo, para redu-
zir tamb6m a extensao da linha ferrea a instalar nas futuras plantagoes
e cultures: como por6m a espessura do manto do nateiro deminui cor
a distancia A margem do Tio, decrescendo portanto tamb6m o valor agri-
cola dos terrenos, veio a suceder que a faixa que se demarcou tomou
uma forma alongada, deminuindo consideravelmente a sua largura entire
Kanda e Manguena, para s6 aumentar bastante, entire Manguena e
M'Dundo, na area destinada a cultural de milho, onde se aproveitou
t6da a largura das concess6es de M'Dundo e Tova.










Examinando a plauta geral e os perfis dos canais condutores iin.0 i
2, 3, 4 e 5, ficil 6 former uma idea geral da configuraqao topogrifica dos
dois .bloos ,de .terreao. Ab long do Buzi as cotas descem gradual-
mente, havendo, eutre a Estaquiiiba e M'Dundo, situados a dist&noia
S de 35 km,, uma diferen.;a de nivel de 15.428 m. A partir da margem
D. do Buzi, e numa direcyao normal A directriz deste, o terreno desce
em declive suave, para tornar de novo a subir, ainda na mesma direc-
9ao. Ha pois um talvegue, ou antes uma serie, -por vezes interrompida,
de linhas de cotas minimas, onde afluem as Aguas das chuvas, e as
Aguas do Buzi por ocasiao das- cheias. Essas aguas nAo encontram um
esg6to ficil, .o que original a formago- de pAntanos (languas) que so
escalonam, acompanhando mais ou menios as curvas do Buzi.
Estas condi96es mant6m-se, cnom poucas v.ariagces notiveis, em t6da
a regiAo estudada, havendo apenas, pr6ximo da povoaggo de Inhanjou,
um planalto, o Terreiro da Luta, com perto de 200 hectares de extensao,
onde a eleva9ao acima da margem do rio atinge 23 metros. Este pla-
nalto, completamente fora da acq9o das oheias maximas, 6 o linico
acidente notAvel de t6da a zona que, no seu coajunto, tem o aspect
duma vasta peneplanfcie, onde os trabalhos culturais e o amanho meca-
nico do solo nao encontrarAo dificildades de vulto a,vencer.
No levantamento topogrifico das zonas estudadas, empregou-se o
*metodo usado pelos servigos da Geological Survey dos Estados Unidos
em trabalhos similares. Todo o terreno foi dividido em quadrados por
dois sistemas de linhas paralelas distanciadas 100 metros, send depois
nivelados'com precisao os vortices dresses quadrados. Utilizou-se um
taque6metro Morin e um nivel de igault, sendo t6das as distancias
medidas A cadeia.
0 trabalho topogrifioo foi precedido dum reconhecimento cuidadoso,
que tinha por fim determinar as caracteristicas agrol6gicas e a provivel
aptid-o cultural dos terrenos, seguindo a extr6ma dos blocos estudados
o limited das manchas de solo considerado de boa qualidade. Como
dissemos, tornou-se por vezes necessario reduzir bastante a largura da
zona escolhida, sobretudo a monitante de Inhanjou: afigurou-se-nos
porem essential tender, de preferencia a tudo, A boa selec9Ao das ter-
ras de oultura, visto que uma elevada fertilidade relative 6, nas condi-
goes em que se opera a exploragqo da cana e do milho na regiao, o
factor mais important a considerar.










2) Caracteristicas geol6gicas

O solo aravel 6 de natureza granitica, desagregado na bacia de re-
cep9~o do Buzi, que se pode corsiderar umn exemplo tipico de rio tor-
rencial, na acepgao de Surell. Quanto ao sub-solo local, 6 constituido
por calcrreos seoundirios, como se verificou pelo estudo dos f6sseis
colhidos. Acima do terreno secundario existe uma assentada dq pos-
sanya variAvel cor os caracteres das formacges do Pgrmico, assinalada
pela presenga de conglomerados e gr4ses. Esta assentada reveste os
pontos mais elevados o Terreiro da Luta na margem D., e Chindo,
Saussau, etc., na margemp E.
Na Estaquinha, e tamb4m na Mutanda, encontram-se pedreiras de
calcareo-de notAvel riqueza e qualidade, cuja area se demarcou. Essas
pedreiras representam um recurso precioso, por isso que pbdergo pro-
porcionar pedra de alvenaria de excelente qualidade (comparivel a de
P6rto de Moz) para os edificios, obras de arte, etc., a estabelecer, cal
para essas constrdices e inclusivamente para abastecimento do mercado
da Beira, e finalmente ,o corrective essencial para as terras graniticas
do Buzi. Ja hoje a cal se fabric no Buzi, em pequena escala, com
6timos resultados.

3) Caracteristicas agrol6gicas

Os terrenos escolhid6s para as cultures e plantaQGes, embora todos
Ales de natureza granitica, podem classificar-se em quatro grupos per-
feitamente distintos, a saber:
Tipo A. Nateiros fortemente .argilosos, localizados ao long da
margem do rio e na sua proximidade imediata, anilogos aos das zonas
marginais da Nova LuzitAnia (Zingoda, etc.). Solos de primeira ordem,
relativamente ficeis de mobilizar e de grande profundidade: 6 vulgar
uma espessura de solo de 2 a 3 metros. Existem solos de id6ntica na-
tureza na Nova Luzitknia, acusando por6m uma percentage bastante
elevada de areia.
Tipo B. Terras argilosas tamb4m, mas quasi sempre encharcadas,
localizadas nas languas que se sucedem ao long do talvegue paralelo
ao rio. Estas terras, que a terminologia local abrange na designagao
de matopes, sao nateiros cuja textura fisica e composic8o quimica se mo-
dificaram sob a influuncia dum prolongado alagamento. A sua aptidao
cultural acha-se por asse facto consideravelmente reduzida; mas temos
a conviogo, baseada de resto na experienoia, de que 6 possivel regene-








11.

rd-las, por assim dizer, uma vez que se Ihes proporcione o ardjamento
de que tem estado privadas.
Tipo G.--Nateiros argilo-arenosos, carrejados pelps chuvas ao long
das vertent.es dos mnontes que se levantam ao S. do Buzi, muito diver-
sos dos que o rio transport, quanto A textura.
Tipo D. Terlas em que o nateiro carrejado pelo Buzi se mistura
cor uma plirceutA.gem variivel de area.








verbal II (nas onas d culture da Nteova Luitnia) A a dispose
\ ter)'enoodoo fC
\ fre/pao fdl
Esb89o da carta agrol6gica das zonas de ciultra de coana de aficar e mnilho

A forma como estes terrenos se distribuem acha-se indioada na carta
agrol6gioa, que foi levantada com bastante rigor, e no perfil transversal I
entiree Kanda e Mabambe). ]E interessante compara-lo corn o perfil trans-
versal II (nas zonas de cultural da Nova Luzitania). Ai a disposipao do
solo ar-vel 6 inteiramente diferente, espraiando-se o nateiro, pelo declive
suave que.se Ihe oferece, em manta, cuja.espessura deminui progressiva-
mente, at6 uma zona'de cotas minimas onde as Aguas afluem, dando
logar a formag'o gradual duma faixa de matope.







Perfil I Entre Kanda e Mabambe

0 estudo das amostras de solos colhidos no Vale do Buzi (em pon-
tos indicados nas. plants gerais) foi feito pelo quimico analista Enge-
nheiro Agr6nomo J. V. Gongalves de Sousa, sob os pontos de vista







S12

mecpnico, fisi o e quimico. tsse estudo incidiu s6bre 45 amostras di-
ferentes, numero mais do que suficieite, oomo os proprios resultados
das analises demonstram.


Perfil II Na Nova Lusitania


jistes resultados acham-se reiinidos nos quadros juntos:












TIPO A


Andlise meodnica

P8so de 1 litro de terra...............
Cacealho..............................
Areia ........ ........ ...... ........
Terra grossa ........................
Terra ina. ......... ................


Andilse fisica da terra final

Humidade................ ............
Areia....... ... ...... ............ ....
Argila...... .......................
CalcAreo ............................
Humus ..............................

Andlise quimica

Azoto...... ....... ....................
Potassa...........................
Cal. ..................... .......
Magnksia ...........................
Oxidos de ferro e alumina.............
Acido fosf6rico .......................


A


1.207
0.00
0.00
0.00
100.00



1.95
40.00
56.75
0.00
1.30



0.178
0.280
0.219
0.165
9.032
0.205


A-I


1.265
0.00
0.00
0.00
100.00



4.19
40.17
54.37
0.00
1.27



0.122
0.286
0.063
0.072
8.101
0.135


A-2


1.223
0.00
0.00
0.00
100.00



2.12
38.00
57.94
0.00
1.94



0.137
0.305
0.050
0.037
8.004
0.181


A-3
a/,

-1.187
0.00
0.00
0.00
100.00



3.25
42.50
52.39
0.00
1.86



0.105
0.290
0.070
0.086
9.030
0.142


A-4


1.304
0.00
0.00
1.50
98.50



1;60
41.00
55.94
0.00
1.46



0.185
0.293
0.319
0.213
9.412
0.297


A-5 -
/o

1.280
0.00
0.00
0.00
100.00



2.10
43.00
52.67
'0.00
2.23



0.201
0.280
0.162
0.140
9.800
0.263


A-6


1.293
0.00
0.00
2.61
97.39



1.80
39.70
56.36
0.00
2.14



0.197
0.301
0.273
0.068
8.126
0.212


A-7


1.287
0.00
0.00
0.00
100.00



1.75
38.21
58.04
0.00
2.00



0.172
0.275
0.119
0.047
9.003
0.224.


A-8
*/0

1.311
0.00
0.00
1.30
.98.70



2.24
42.00
53.69
0.00
2.07



0.184
0.303
0.100
S0.033
10.040
0.185


A-9 .


1.124
0.00
0.00
0.00
100.00



1.33
35.00
62.17
0.00
1.50



0.104
0.221
0.090
0.041
8.093
0.121


A-t10


1:205
0.00
0.00
0.00
100.00



3.00.
41.50
54.12
0.00
1.38



0.113
0.251
0.049
0.078
11.121
0.147


_____________________ I I I I _____ I ________















TIPO B

B B-I B-3 B-3 B-4 B-5 B-6 B-7 B-8 B-9 B-10
An6lise mecrnica /0 10 0 / / /V 0/ -1 / 1 / 0/ 1

Peso de 1 litro de terra............;.... 1.294 1.062 1.029 1.019 1.040 1.033 1.056 1.090 1.104 1.024 1.056
Cascalho.. ....................... 0.00 0.00 0.00 0.0 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Areia...:........................... 0.00 0.00 .0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 .0.00 0.00 0.00
Terra grossa......................... 0.00 1.25 2.20 1.73 3.70 0.00 0.00 0.00 0.00 6.00 0.00
Terra final .......................... 100.00 98.75 97.80 98.27 96.30 100.00 100.00 100.00 100.00 94.00 100.00

Andlise fisica da terra fina

Humidade.......................... 8.13 5.03 2.99 3.04 2.35 1.79 2.80 3.21 2.50 1.80 5.74
Areia .......................... 26.40 25.61 26.00 23.50 28.60 29.80 23.50 26.00 24 30 25.30 33.50
Argila ............................ 61.75 64.36 67.21 70.85- 64.73 63.89 69.35 67.07 70.20 71.90 56.07
CalcAreo................. ............ 0.00 0.00 0.00 stigio 1.21 1.67 vtesigios 1.72 vetgios 0.00 2.90
Humus ........................... ... 3.72 5.00 3.80 2.61 3.11 2.85 4.35 2.00 30 1.00 1.79

Andlise quimica

Azoto.............................. 0.308 0.493 0.304 0.289 0.392 0.306 0.480 0.264 0.290 0.111 0.200
Potassa............................. 0.269 0.302 0.267 0.240 0.257 0279 0.309 0.200 0.265 0.260 0.285
Cal.............. .................. 0.152 0.094 0.201 0.627 0.567 0.608 0.712 1.025 0.804 0.124 1.005
Magnesia........................... 0.075 0.121 0.094 0.106 0.198 0.101 0.190 0.130 0.127 0.077 0.112
Oxidos de ferro e alumina.............. 8.364 10.000 7,893 11.214 8.812 7.904 8.993 8.617 9.000 .8.999 9.123
Acido fosf6rico...................... 0.226 0.224 0.202 0.179 0.207 0.200 0.206 0.190 0.173 0.156 0.214
Alcalinidade total em c.c. de SO4 H2 N/10 0.40 0.52 1.20 1.00 1.60 1.75 1.64 0.30 0.48 0.25 0.43

















Andlise mecdnica

Peso de 1 litro de terra ...............
Cascalho. .........................
Areia....................... .........
Terra grossa........................
Terra fina...........................


Andlise fisica da terra final

Huriidade.........................
Areia...............................
Argila. .............................
CalcAreo ............... .............
Humus............. ........ ......


Andlise quimica

Azoto............. ...................
Potassa. .............................
Cal.................................
Magn6sia........................
xidos de ferro e alumina..............
Acido fosf6rico ....... ...............


TIPO C


C
0 /0

1.11,7
0.00
0.00
0.00
100.00



1.07
42.00
55.23
0.00
1.70



0.115
0.269
0.112
0.054
7.817
0.170


C--


1.030
0.00
0.00
0.00
100.00



2.62
37.00
58.28
0.00
2.10



0.180
0.247
0.306
0.099
9.007
0.134


C-2
0/0

1.012
0.00
S0.00
4.50
95.50



4.90
22.10
65.81
4.35
2.84



0.217
0.256
1.307
0.180
10.223
0.145


C-3


1.039
0.00
0.00
0.00
100.00



1.95
29.00
67.20
0.00
1.85



0.175
0.245
0.189
0.070
11.215
0.160


C-4s


1.020
0.00
0.00
0.00
100.00



3.00
23.00
70.00
0.00
4.00



0.470
0.262
0.104
0.081
10.800
0.173


I], -


.1.206
0.00
0.00
0.00
100.00



1.70
34.20
60.50
0.00
3.60



0.334
0.270
0.090
0.073
9.000
0.126


0-6


1.000
0.00
0.00
1.20
98.80



1.50
28.80
63.35
0.35
6.00



0.506
0.301
0.421
0.090
10.233
0.318


:-7


1.044
0.00
0.00
7.30
92.70



1.84
27.73
67.63
0.00
2.80



Q.197
0.293
0.116
0.070
0.144
- 0.144


C-S
/o

1.103
0.00
0.00
3.70
96.30



1.50
29.30'
66.20
0.00
3.00



0.304
0.250
0.094
0.051
8.090
0.218


c-0
C-1.1


1.025
0.00
0.00
0.00
100.00



4.77
27.00
64.11
0.00
4.12



0.236
0.192
0.148
0.071
8.289
0.218


C-F0


1.104
0.00
0.00
0.00
100.00



2.22-. /
39.00
56.86
0.00
1.92



0.180
0.266
0.104
0.047
8.122
0.163


- -'--
















TIPO D


Andlise meocnica

Peso de 1 litro 'de terra........
Cascalho.................
Areia .......................
Terra grossa..................
Terra ina....................


Andlisefisica da terra fina


Humidade.....................
Areia: ......................
Argila....................
Calcareo.....................
Humus.......................


Andlke quimica

Azoto....... ... ...........
Potassa .....................
Cal. .................. .......
Magnesia .................
vxidos de ferro e alumina.......
Acido fosf6rico................


1.007
1.50
2.62
3.70
92.18


0.97
38.00
48.70
6.12
6.21



0.344
0.325
3.810
0.294
5,789
0.180


D-2 D-3
0/0 /0


D-9 D-10
%/. %


I I I---~-- -I--I --- I --- I I--1- I- --I -


1.025
0.00
0.00
0.00
100.00



1.20
49.50
48.19
0.00
1.11



0.097
0.238
0.073
0.081
7.000
0.094


0.980
0.00
5.05
4.89
89.46.



3.00
50.00
37.52
7.35
2.13



0.184
0.273
3.420
0.214
6.520
0.132


1.104
0.00
0.00
0.00
100.00



1.05
50.60
47.35
0.00
1.00



0.090
0.221
0.061
0.049
6.874
0.081


1.214
0.00
0.00
7.50
92.50



1.24
27.90
65.71
3.80
1.35



0.120
0.268
1.092
0.185
5.823


1.408
0.00
2.12
3.80
94.08



0.75
63.50
34.81
0.00
0.94



0.077
0.220
0.050
0.060
5.970


0.102 10.067


1.226
0.00
5.50
4.70
89.80



1.29
30.00
66.14
0.87
1.70



0.175
0.270
0.701
0.092
6.824
0.102


1.010
0.00
0.00
0.00
100.00



2.84
33.50
60.67
1.60
1.39



0.105
0.210
0.936
0.097
6.111
0.100


1.024
0.00
0 00
0.00
100.00



1.25
40.20
55.57
0.93
2.05



0.209
0.234
0.812
0.036
,7.810
0.117


1.111
0.00
0.00
0.00
100.00



2.81"
47.00
49.16
0.00
1.03



0.102
III 4I I
0.062
7.105
0.119


D-"
13-A


-a"
-oa-


1.301
0.00
0.00
0.00
100.00



10.80
24.00
60.30
0.00
4.90



0.405
0.294
0.180
0.099
10.000
0.344


1.070
0.00
0.00
0.00
100.00



3.07
31.50
64.43
vesotio
1.00



0.094
0.217
0.421
0.048
6.825
0.123





---


. t









17

SDostes quadros, para maior clareza, extraimos os dados seguintes:

STIPO A


Andlise mec&nicd
Peso de 1 litco de terra........
Cascalho ........ .............
Areia............... ........ .
Terra gross ...... ...........
Terra fina....................
Andlise fcsica da terra final
Humidade..................
Areia.................... .
Argila......... ..... .. ...
Calcreo ................ ..
Humus.........................
Andlise quimica .
Azoto... ......... .........
Acido fosf6rico.................
Potassa .............. .......
Cal ..... .......... .... .... ..
S agn6sia............ .........
Oxidos de ferro e alumina ......


1.244
0.00
0.00
0.49
99.51


2.30
40.10
55.86,
0.00
1.74


0.154
0.192
0.280
*0.138
0.090
9.069


SMiximo
010


I-- I ~-- -


1.311
0.00
0.00
2.61
100.00


4.19
43.00
62.17
0,00
2.23


0.201
0.297
0.303
0.319
0.213
11.121


Minimo
"/o


1.124
0.00
0.00
0.00 (E 8 am.)
97.39


1.33
35.00
52.39
0.00
1.27


0.104
0.121
0.221
0.049
0.033
8.004


TIPO B


Andlise mec&nica
Peso de 1 litro de terra.........
Cascalho. ....................
Areia .......................
Terra grossa .................
Terra final ........... ........
Andlise fisica da terra fina
Humidade .....................
Areia ....................
Argila... ................
Calfc reo .......... ...........
Humus ................. ....
Andlise guimica
Azoto.........................
Acido fosf6rico.................
Potassa............ .... ....
Cal........ ..................
SMagn6sia....................
,xidos de ferro e alumina.......
SAlcalinidade total em c.c. de
'4. s H2 N/10 ..............


Mddia
S/0

1.703
0.00
0.00
1.35
98.64


3.58
26.77
66.12
0.68
3.02


0.312
0.198
0.266
0.538
0.121
8.993

0.87


Miximo
1*o
S1.294
0.00
0.00
6.00 -
100.00 (Em 6 am.)


8.13
33.50
71.90
2.90
.5.00,


0.493
0.226
0.309
1.023
0.198
11.214

1.75


Minimo
"0o

1.019
0.00
0.00
0.00 (E 6 am.)
94.00


1.79
23.50
56.07
0.00
, 1.00


0.111
0.156
0:200
0.094
0.077
7.893

0.25


'









18

TIPO C


SAndlie meconica
Phso del litro de terra.........
Cascalho. ................ .
Areia .........................
Terra grossa ...............
Terra fina.. ................

SAndlise fisica da terra final
Humidade..... .............
Areia..... ........ ...........
SArgila........... ............
CalcAreo......................
Humus.......................

Andlise qunica
Azoto.................. .......
Acido fosf6rico ..............
Potassa. ............. ........
Cal... .. ...... ..............
Magnesia............... ....
Oxidos de ferro e alumina.......


Mddia


1.064
0.00.
0.00.
1.52
98.75


2.46
30.83
62.65
0.42
3.08


0.265
0.159
0.259
0.272
0.080
9.327


Miximo Minimo
/0 A/o


1.206
0.00
0:00-
7.30
100.00 (E am.)


4.90
42.00
70.00
4.35
6.00


0.506
0.318
0.301
1.307
0.180
11.215


1.000
0.00
0.00
0.00 (Em 7 am.)
92.70


1.07
22.10
50.86
0.00 (Em 9 am.)
1.85


0.115
0.126
0.192
0.090
0.047
7.817


TIPO D

Mddia Mximo Mfnimo
% ": %
Antlise mec&niea
P~so de 1 litro de terra......... 1.123 1.408 0.980
Cascalho..................... 0.125 1.50 (E 4 a6 am.) 0.00 (E 44 am.)
Areia ......................... 1.32 5.65 0.00 (Em 8 am.)
Terra gross .................. 2.05 7.50 0.00 (Em 7 am.)
Terra fina....... ............ ,96.50 100.00 (Em 7 am.) 89.46

Andlise fisica dac trra fima
Humidade..... .............. 2.52 10.80. 0.75
Areia ................... ...... 40.47' 63.50 24.00
Argila........................ 53.21 66.14 34.81
Calcareo............ ...... 1.72 7.35 0.00 (Em 6 am.)
Humus...................... 2,07 6.21 0.94

Andlise guimiea
Azoto ........... ............. 0.167 0.344 0.077
Acido fosf6rico................. 0.130 0.344 0.067
Potassa....................... 0.153 0.325 0.210
Qal......................... 0.970 3.810 0.050
1Iagnasia. .................... 0.110 0.294 0.036
Oxidos de ferro e alumina...... 6.887 10.000 5,789








19

E. fcil.de fazer a comparado entire os quatro tipos de terras, oote-
jando os quadros que a seguir apresentamos:


Tipo A Tipo B Tipo C Tipo'D
ComfparaFgo das terras doe quatro tipos / /
sob o ponto de vista do resultado da
sua andlise meednica
Peso de 1 litro de terra............... 1.144 1:703 1.064 1.123
Cascalho. .. ...... ................ 0.00 0.00 0,00 0.125
Areia......................... ....... 0.00 0.00 0.00 1.32-
Terra grossa.................... .. 0.49 1.35 1.52 2.05
Terra fina........................ 99.51 98.64 98.75 96.50

Comparado das terras dos quatro tipos
sob o ponto de vista da sua compnosigdo
fisica
Areia............................... 40.10 26.77 30.83 40.47
Argila ...... ......................... 55.86 66.12 62.65 53.21
Calcareo................ ............ 0.00 0.68 0.42 1.72
Humus....... .. .................... 1.74 3.02 3.08 2.07

Comparaago das terras dos quatro tipos
sob o onto de vista da sua riqueza em
elemuirdos nobres
Azoto ....... ..................... 0.154 0.312 0.265 0.167
Acido fosf6rico ....................... 0'192 R.198 0.159 0.130
Potassa............................. 0.280 0.266 0.259 0.253
Cal ........... .................... 0.138 0.583 0.272 0.970
Magnesia............................... 0.090 0.121 0.080 0.110
xidos de ferro e alumina .............. 9.069 8.993 9.327 6.887


Estas tabelas fazem ressaltar bem nitidamente os caracteres dos
diversos solos do Vale do Buzi. Conv6m nao perder de vista que em
t6das as terras estudadas 6 elevadissima a percentage de terra final,
o que d6 um especial valor As indicayqes das andlises fisica e quimica.
Assim, nas 45 amostras analizadas, encontram-se 27 em que a percen-
tagem de. terra fina e de 1000/o; 28 em que nao existed terra grossa; 41
em que nao ha area; e 44 em que nao se encontra cascalho, que apa'-
rece, na percentage de 1.5, numa iinica amostra, dum terreno do
Tipo D.
A analise fisica dos quatro tipos de terrenos indica-nos, em todos
6les, uma alta percentage de argila, corrigida corn area em quanti-
dade suficiente nos Tipos A, C e D, e em quantidade um pouco menor
do que a normal no Tipo B, isto 6, nos matopes das languas. A quan-
tidade de humus 6 bastante inferior A que caracterisa as terras de com-










posig9o bem equilibrada. (10 o/o), o que nao 6 na verdade f6cil de expli-
car, dada a abundancia da manta florestal e a facilidade cor que, num
clima de chuvas torrenciais e temperatures elevadas, como 6 o do Vale
do Buzi, a mat6ria organica se decompoe. Quanto ao. calcireo, como
4 pr6prio dos terrenos feldspiticos quAsi extremes, figure numa percen-
tagem insignificant (0.00 a 1.72%/), em vez dos 30 /o dos terrenos
normals.
Desta composigao fisica, em que a argila tem um logar predomi-
hante, e da elevada percentage de terra fina a que fizemos referencia,
resultam solos sem duivida de alto potential produtivo, abundaut.ei em
particular minerals finamente pulverizadas, e muito adiantadas em de-
composigao- portanto fAcilmente utilizAveis na alimenta9co das plants
-retendo com facilidade a humidade, bem como os s6lidos e gazes dis-
solvidos na igua, mas apresentando, em compensag9o, resistencia no-
tivel ao trabalho dos instruments arat6rios.
Conv6m notar que os solos do Tipo A, embora. muito semelhaut.es
aos melhores terrenos da Nova LusitAnia, sao mais ficeis de mobilizar
do que estes. Os terrenos dos Tipos C e D sao tamb6m, em conse-
qiiUncia da razoavel percentage de areia fina que possuem, menos ade-
rentes do que os solos de Zingoda ou Chicumba, por exemplo. Quanto
aos matopes do Tipo B, sao, como sucede invariAvelmente As argilas
privadas de arejamento, extremamente dificeis de trarbalhar, tanto mais
que, como dissemos, a area entra neles em percentage um tanto in-
ferior A normal e o calcreo 6 extremamente escasso.
Examinando os resultados da anilise quimica dos diversos terrenos,
somos levados a c6ncluir sem hesitagAo que se trata de terras de ele-
vada riqueza em elements nobres, se exceptuarmos acal, cuja percen-
tagem, ainda que consideremos apenas a sua fungio quimica, 4 inferior,
e muito, A que deveria haver. De ac6rdo cor a, classificag9o do Prof.
Maercker, da Estagao Experimental de Halle, os terrenos de todos os
quatro grupos podem-se considerar a ricos em potassa, o que de resto
6 invariavel nas terras graniticas, Os solos dos Tipos A, Be C sao
a ricos ) em acido fosf6rico, e os do Tipo D ( normais >. Os terrenos
dos Tipos A e D sao < ricos ) em azoto, e os dos Tipos B e C < muito
ricos Em cal, as terras dos Tipos A e C sao < medianas apenas.
Quanto A dos Tipos B e D, acusam percentagens de cal a normais ,,
mas 6 precise notar que essa cal prov6m, na sua maior part, de man-
chas do solo aut66tono, abundando apenas nos pontos onde o manto
do nateiro 6 delgado, e portanto de mais reduzido valor agricola.
As elevadas percentagens de azoto, acido fosf6rico e potassa que a








21

analise quirmica revela sao- excelentes indicios quanto a capacidade pro-
dutiva dos solos do Vale do Buzi. t fact que as indica69es da analise
quimica tem apenas um valor relative, devendo, na grande maioria dos
casos, servir apenas de guia, e exigindo sempre verificagAo e contra-
-prova. Tri.ta-se, por6m, de solos virgens, e nestas condi95es os ni-
meros obtidlos pela analise tem um valor especial. Como diz o Prof. E.
W. Hilgrid, a maior autoridade de hoje em quest6es de Agrologia,-
virgin soils s hi,;,g high percentages of plant-food as ascertained by extrac-
t;lni w.ith strong acids (such as hydrol:hloric, nitric, etc.) invariably prove
highly. productive: provided only that extreme physical characters do not
ilter fere with normal plant growth, as it is sometimes the case with heavy
clays, or very coarse sandy soils. To this rule 'o exception has thus far
been found (1).
Nao hi, nos solos do Vale do Buzi, condi96es fisicas excepcionais
qub contrariem o desenvolvimento vegetal, a nao ser no caso dos mato-
pes, que, de resto, consideramos susceptiveis dum grande melhoramento.
Ha por6m, al6m da deficiencia da cal, uma circunstaneia que nao pode
deixar de se considerar desvantajosa, no que respeita A utilizagao dos
elements nobres: a existgncia duma percentage. bastante elevada de
6xidos de ferro e alumina. Essa circunstanoia 4 caracteristica de mui-
tos terrenos de cana de agicar, centre Ales alguns do Hawai. Referin-
do-se a alguns deles, cita o Prof. Hilgard 6 facto de, ao mesmo tempo
que acusam- uma percentage avultada de acido fosf6rico, beneficiarem
consideravelmente com a aplicag~o de adubos fosfatados. A explicagAo
reside no facto do hidrato' de ferro, quando finamente dividido (e em
especial quando escasseia o carbonate de cal), dar logar A formaygo de
fosfato de ferro, insoluvel, imobilizando e inutilizando assim grande'
quantidades de acido fosf6rico. Tudo leva a crer, alem disso,' que o
hidrato de alumina actua duma maneira semelhante.
Nao sAo, todavia, as percentagens de 6xidos de ferro e alumina nos
terrenos do Buzi tgo fortes como as que acusam as analises dos solos
do Hawai. A mais elevada que se encontra nos primeiros 6 de 11.2150/o,
ao pass que nos segundos atinge 53.65 o/o.
Examinandb assim, grosso mod6, as caracteristicas dos virios tipos
do solo do 'Vale do Buzi, torna-se interessante (uma vez que nao ha
centre Ales distin95es profundas, antes se pode considerar toda a exten-
sao das zonas estudadas como send duma notavel uniformidade) reunir

(1) E. W. Hilgard, Soils, their Formation, Properties, Composition, and Relations to
Climat and Plant Growth in the Humid and Arid Begions, New York, 1912.










ium quadro as medias das percentagens de elements nobres registadas
pelas analises das 45 amostras colhidas, bem como as perceutagens
maximas e minimas.

Percentagens m6dias de elements nobres

Mddia.geral Maximo Minimo
."' % % %
Azoto.............. ......... ........... .... 0.224 0.506 0.077
Acido fosf6rico................................... 0.175 0.344 0.067
Potassa...................................... 0.264 0.325 0.192
Cal............. .................. ..... 0.479 3.810 0.049


Comparando as percentagens medias de elements nobres dos solos
do Buzi com as de terrenos de virias regi6es produtoras de cana, de
oag9car, chegamos a conclus6es de muito interesse:

ComparagAo das terras do Vale do Buzi corn as de outras regi6es
de cana de agicar
sob o ponto de vista da riqueza em elemen'tos nobres

Buzi Guiana-
Bzi Britnica Egito Hawai

Azoto........................... ... 0224 0.209 0.072 0.290
Acido fosf6rico......................... 0.175 0.072 0.175 0.268
Potassa... ............. .......... 0.264 0.425 0.228 0.366
Cal.... ....................... 0.479 0.212 2.490 0.693


Verifica-se que as terras do Vale do Buzi, no que respeita a azoto
e ioido fosf6rico, s6 sao excedidas pelas do Hawai; mas 6 para notar
que o Prof. Hilgard consider a percentage d8stes dois- elements no-
bres nos solos hawaiianos the highest on record (1), segundo a sua pr6-
pria expresso. A percentage de potassa 6 sensivelmente igual A das
terras de cana de agioar do Egito, e inferior As da Guiana Britanica e
do Hawai. A cal entra em maior quantidade nas terras do Vale do
Buzi do que nas da Guiana BritAnica, mas a percentage desse element
4 um pouco superior nas terras do Hawai, e atinge um valor quintuplo
nos solos do Egito, que assim compensam a sua inferioridade'no que
se refere a azoto.


(1) Hilgard, obr. cit.










Resumindo estas considerac5es, e: poindo de parte os mrntopes do
Tipo B, a que nos referiremos em especial, somos levados a conclusab
:de que 6 apenas a cal que escasseia nos solos do Vale doBuzi, podendo
ter-se como erto que, uma vez adicionado 6ste element, Asses terrenos
adquirirao uma elevadissima capacidade produtiva.
" ., E corm efeito importantissima a fungao que a cal tem a:desempenhar
nas argilas pesadas do Vale- do Buzi. Sob o ponto de vista quimico,
temos a considerar, principalmente, a sua acqEo na neutraliza9do dos
S\oidos formados pela decomposi9Ao da materia organica; a pronta con-
versao que ocasiona da substAncia vegetal em humus cuja quanti-
dade, como dissemos, 6 inferior nas terras estudadas A que seria de
esperar-; o fact de tornar assimiltvel; direota ou indirectamente, uma
Spare do azoto orgAnico, aoido fosf6rioo e potassa; e o de se op6r a in-
flUncia prejudicial dum excess de magnesia que porventura exist
nalguns pontos, e a dos 6xidos de ferro e alumina.
Fisicamente, a cal, soluvel como 4 na agua carbonatada do solo,
y actua nas argilas duma forma utilissima provocando a sua divisAo em
frocos, e conservando-a nessas condi96es ainda depois de evaporada a
agua capilar. D6ste modo, n5o s6 a terra se torna mais ficil de mobi-
lizar, como se deixa penetrar melhor pelas raises das plants, pelo ar,
e pela agua. Portanto e esta circunstincia 4 duma importancia pri-
macial, dadas as cultures que se project explorer aumenta conside-
rAvelmente o prdveito que advem da rega, e a drenagem sure tamb6m
o seu melhor efeito, uma vez que ao terreno argiloso tenha sido aplicado
o corrective calcireo.

OBSERVAgOES:

1) CORREcRlO DOS TERRENOS POR MEIO DA CAL.
Asse correctivo calcareo existed, por uma circunstancia muito feliz,
nas proximidades dos terrenos estudados. As pedreiras da Estaquinha
e Mutanda, a que jA fizemos referencia, podem corn efeito proporcioni-lo
em abundancia, e at6 sem que a sua exploraggo apresente qualquer difi-
culdade. ] corn efeito possivel empregar o carbonato calcereo, tal como
.4 extraido da pedreira, na correegao das terras, una vez que seja con-
venientemente pulverizado. Preferivel sera, por4e, em argilas pesadas
como as do Vale do Buzi, empregar cal, oomo se aplica em constru-
goes, depois de extinta e reduzida a p6.
Num e noutro caso, por4m, nao se pode dispenser uma miquina de
pulverizar o material. Recomendaremos, para taleefeito, o molnho deno-








24

minado Allis Chalmers Hummer, fabricad. pela llis Chalmers Mfg. Co.,
largamente usado, e'comr excelentes resultados, nas regimes agrioolas
dos Estados Unidos onde abunda a calcite. ]sse moinho, cujo rendi-
i. 'mento varia entire '1.5 e 3.5 tons. por hora,,exige uma potncia de cerca
'de 15 H. P. efectivos para o motor que o acoiona.
O oalcareo ou.a cal deverao ser aplicados a razao de 3,000 kgs. por
hectare, supondo que se misturam corn o terreno numa profundidade
de 20" cm. Desta forma, a percentage de cal no terreno elevar-se hA
de 0.5 o/oo, subindo a um limited acima do qual niO 4 provivel que seja
utilizada. Quanto A distribuig9o do corrective, poderi ser efectuada
em qualquer 6poca f6ra da das grandes chuvas, convindo fazer uso
dum distribuldor de cal para a espalhar uniformemente s6bre a terra,
que deveri star lavrada. Imediatamente ap6s esta distribuYgo pas-
,sar-se hi sabre todo o terreno a" grade de discos, afim de, numa profun-
didade de.20 cm., pelo menos, ligar a cal e o solo de modo a constitui-
rem um conjunto tao homog4neo quanto possivel.

2),CORREC9lo DOS IATOPES.
Os terrenos conhecidos pela designaeao de a matopes e, e que inclui-
mos no Tipo B, sdo considerados, na region, quasi inaproveitiveis para
a cultural. Temos, no entanto, a conviccao de que 6 perfeitamente pos-
sivel regenerA-los, iuma vez que se fa9am desaparecer as causes que os
tornaram diferentes dos outros solos, provenientes aliAs da mesma ori-
gem-dos nateiros carrejados pelo Buzi.
Entre essas causes avulta, de maneira a sobrep6r-se a quaisquer
outras, a falta de oxigenaqao ocasionada pela prolongada, permanAncia
S debaixo da agua que'as chuvas ou as cheias depositam, e que nao en-
contra esg8to. E pois de prever que, se aos matopes far forneoido .ar
em abundancia, circulando com facilidade entire as suas particular, por
outras' palavras, se uma drenagem bem executada permitir uma said
ripida das Aguas e conseqiiente acqAo do oxig6nio do ar, Ales readqui-
rirao uma convenient textura fisica e se.restabelecerA neles a actividade
biol6gica que e condi9ao primaria da produtividade dos solos agricolas.
Esta previsao 6 plenamente confirmada pela experiencia, como tive-
mos ocasigo de verificar na Nova Luzitania. Algumas mauchas de ma-
tope, que ai aparecem a uma certa distancia do rio, foram, a principio,
abandonadas, por se reputarem -e estarem, de fact insusceptiveis
de aproveitamento. Sucedeu por4m que. uma vala de enxugo veio a ser
langada por forma a cortar essas manchas: o resultado foi que, dentro
de dois anos, Asses terrenos estavam em condi95es semelhantes is dos








25

nateiros vizinhos, n so se distinguindo Luimi e noutros diferengas no
aspect das culltiiras. .Motra-ino, portanto 6ste exemplb o process a
seguir no melhpraimeuto dos terrenos alagados no Vale do Buzi, e os
resultados que dgle hi aesperar.
Al6m da drenagem, 4 ainda a correcgco calcirea que nos matopes
pode suttir efeitos bieufieos corn rapidez. A aloalinidade dos terrenos
de matope 4 cor efite:, elevjda, como a anilise demonstrou, e o m6todo
a seguir para eliminar as suas conseqiincias tern de ser, nas suas linhas
gerais, anilogo ao usado na, usar lands da India. Seria preferivel
empregar g6sso emvvez de cal; esta pode por6m, mais lentamente, atin-
gir semelhante objective. Uma perfeita mobilizagio de terreno, que
deve pelo menos'repetir-se tr6s vezes, complete os trabalhos a efectuar
para conseguir regenerar o matope, corrigindo-lhe a defeituosa estrutura
e utilizando a sua riqueza em elements nobres, que o aspect da vege-
tag9o espontAnea e das cultures dos indigenas (milho, cana, bananeira)
-demonstra ser'muito elevada.
Em resume, sgo estas as operag6es que 4 necessirio efectuar para
o aproveitamento dos matopes:
a) No ano em que se faz a abertura das valas de enxugo, um ama-
nho fundo, de preferencia cor escarificadores, sem revirar a leiva;
b) No ano seguinte, uma lavoura com charruas .de discos pesadas, a
30 cm. de profundidade. Seis mess depois, uma calagem forte, a sub-
seqiiente gradagem com grades de discos;
c) No ano seguinte, nova lavoura, e, dois a seis mess depois, uma
gradagem energica, a seguir A qual se podera comegar a cultivar o
terreno.

NOTA. E talvez convenient explicar desde jA a razio porque nao escolhemos
exclusivamente terrenos da melhor qualidade do Tipo A para a cultural da Cana de
agicar. Em primeiro logar, traria isso come consequencia espraiar-se a zona de cultural
muito para al6m de Kanda, tornando-se necessArio dar uma extensao muito maior ao
caminho de ferro, e esta circunstncia 6, s6 por si, dum grande peso. Em segundo logar,
seria talvez vantajoso cingirmo-nos ao terreno do Tipo A no case de se pretender culti-
var apenas cana de variedades finas, como a Green Natal, por exemplo. Nio ha, to-
davia, possibilidade de adoptar essa orientagAo, porque escasseia a mio de obra precisa
para dar a uma variedade delicada o tratamento cuidadoso que ela requere, e torna-se
necessario recorrer a uma Cana rdstica, robusta, tal como a Uba, que melhor resisted A
falta de amanho regular; nessas condigies, nenhum inconveniente ha em que o terreno
seja, em part, de qualidade um tanto inferior, visto que se pode ter como certo que a
Uba prosperarA nele sem dificuldade. HA a notar, de resto, que na Nova Luzitania se
tem registado, em terrenos de qualidade mediocre, produces de 130 toneladas de cana
Uba por hectare, e at uum pouco mais.


' T




4. 7J


26


4) Caracteristicas meteorol6gicas

NAo nos foi possivel recolher dados relatives aos elements meteo-
rol6gicos da regiio, uem n les seriam de utilidade apreciAvel, referiudo-se
mnicamente a dois anos. Quauto aos dados do Observat6rio Meteoro-
16gico da Beira, s6 abrangem tOmb4m nm curto period, e pouco valor
tm por por i por emquanto, embora a sua'exact.idao e o crit6rio scien-
tifico corn qu sSo coligidos muito hourem o Sr. Alberto Bizarro, chefe
daquele Observat6rio. Resumiudo os dados relatives A chuva, tempe-
ratua a evaporaico registados no Obsetvat6rio da Beira durante o ano
de 1919 e os nove primeiros meses de 1920, obtivemos os seguintes
quadros, dois dos quais traduzimos em diagrams:

Chuva

J919 19-0

Janeiro .................... ............................ 299.3 313.1
Fevereiro ...................... ............. ........ 319.5 485.1
M ar o ...... ........ ..... .. .................... .... 49.2 116.7
Abril .................................................. 55.0 103.0
M alo ............................ .................... 68.8 67.1
Jinho.. .............. .... ;............ .... .. ..... 48.6 22.5,
Julho................ ................... .... ...... .. 34.9 11.9
Ag8sto ................... ........ ................... 9.6 19.8
Setembro.............. ...................... 13.3 120.4
Outubro ................. .............. .... 8.8
Novembro ............................................ 40.5
Dezembro.............,.............. .... ............ 187.5 -






500

460

400
350

WO 0
6 bo -

280
200
'is


100

5 0M

f. M. n. N..,.. J. ,.,. o. N. 0., ,Z / ..A.'N. u/ ,I: o


-iPClin~


~Clrl~~Siii~l~-?









27

Temperature (a sombra)
Graus ceutigrados


Janeiro...........
Fevereiro. .........
Marqo....... ..
A bril........... ...
SMaio.............
Junho..............
- Julho.. ..........
Ag'ato ...........
Setembro...;.......,
Outubro.. ..........
Novembro........
Dezermbro............


U.diau Manma Miim% Varin:ioo

27.98 3-.40 240 2 ..06
27 93 32.04 24 03 7 8
26.82 31.13 22.65 8.48
26.16 3091, 2191 9.03
21.79 26.8S 17 26 9.30
20 73 2 5.25 16.23 8.5
20.56 25.82 16.51 9.31
20.2' 25.46 15.91 9.55
21 32 26.25 17,74 8.45
24.01 28.46 19.78 8.67
25.28 29.29 21.57 7.72
2649 30.45 23.27 7.18


1920

MAdia Miuma Miirma Variai5o

27.21 31.12 21i.2 6.84
27.36 31.01 24.01 7.03
26.38 29.65 23.95 5.70
23 6 27.88 20.52 731
2.5-2 27.47 19.05 8.42
20. 14 25.80 -15.90 9.91
20.56 24.84 17.14 7.70
21.04 25 57 17.33 8.54
23.23 27.28 19.75 8.12


/ A' M A M /. J A. S 0. N. 0. d9EM 4 A l A t/.
1919 1920
Evaporaglo


Janeiro. ............................................
Ferereiro......................... ...... ........
Mario........ i i ............... .........
Abril. ........... ....... ......................
Maio ...........................................
Junho................... ........ ............... ....
Julho ............ ...... .. ... ..................
Agdsto. ............... ..................
Setembro...............................................
Outubro.. ............ ............. ..............
Novenmbro....................... ..............
Dezembro................,... ...................


169.8
167.5
291.0
161.9
164.8
180.9
193.0
136.2
161.5
200.6
205.3
190.3


168.4
144.8
122.4
141.8
-101.5
110.2
116;6
, 113.6
184. '








28

O diagrama das chuvas 6 o mais interessante, por indicar a forma
como se distinguem nitidamente as duas estay6es, a *das chuvas e a
seca. Assim, em 1919, cairam 1138.5 mm. de chuva, send. 806.3, on
sejam 70 0/o, durante tr6s meses apenas (Dezembro, Janeiro e Feve-
reiro).
Que as chuvas s8o violentas e torrenciais, 6 fcil de ver: em Dezem-
bro de 1919 e Janeiro e Fevereiro de 1920, cairam 985.7 mm. de chuva
em 125 horas e 47 minutes. Em 2 de Fevereiro de 1919 cairam 154.2 mm.
em 6 horas e 5 minutes, on sejam 25.3.mm. por hora. Devemos ppis
contar com um coeficiente de escoamento elevado (apesar da evaporagzo
ser intense), em vista da natureza argilosa dos terrenos das zonas es-
tudadas.
Apesar da escassez dos dados.meteorol6gicos e hidrom6tricos, pud6-
mos fazer o estudo das redes de irrigagao e drenagem com uma segu-
ranga bastante grande, valendo-nos do 'qiue a experinncia tem indicadd
nas regi6es da Nova Luzitania e Ilhovo, que se encontram em cultural
e onde se pratica a rega e se opera o enxugo ha bastantes anos. Jul-
gamos por6m da maior conveniencia que se proceda A colheita sistemA-
tica de dados relatives ao clima da region do Buzi, nAo s6 para melhorar
a base s6bre que ,assentam os estudos de HidrAulica Agricola, como
ainda para orientar, duma maneira geral, a exploracao agron6iica das
concess6es da Companhia. Um posto meteorol6gico central e virias
esta9gas, localizadas em diversas zonas de cultural, devem quanto antes
ser instalados, a exemplo do que fazem t6das as grades companhias
aqucareiras da India, da America e das Indias Holandesas. 0 apetre-
chamento dum posto nas condicges necessirias acha-se indicado no livro
A.Irradiag&o Solar do Sr. Prof. F. E. de AlJeida Figueiredo (1).


III) Cultura da cana de aglicar

Os terrenos destinados A cultural da cana de agbcar, situados entire
Kanda e Manguena, constituem um bloco de 4,200 hectares, formado,
como a plant indica, por parte das concess6es de Begaja, Inhanjou e
Inhamita.



(1) F. E. de Almeida Figueiredo, A 1rradiago S1lar e sua Ae ao sobre a Terra e
sobre as Plantae, Lisboa, 1915.








29


A) Rega

1) Obtengao de Agua para a rega

Um reconhecimento preliminary das condic9es hidrol6gicas, top6gri-
ficas e geogu6sticas da iegiao conduziu-nos rApidamente a' recorrer &
Ehevagao Mecanica como inico process de obteng~o de agua para as
regas. -
A solugo Albufeira foi post de part pelas seguintes raz6es:
a) Em toidos os pontos onde se poderia estabelecer o dique da albu-
feira, a largura do rio regular, em media, por 300 a 400. metros, manten-
do-se centre 6stes limits at6 uma distAncia de 140 quil6metros para-mon-
tante de Mutanda; a obra seria, por oonseqii-ncia, dispendiosissima;
b) Na margem D. encontra-se um apoio s6lido para uma das extre-
midades do dique a construir; 6sse apoio falta por6m na margem E. e
s6 se poderia obter se se prolongasse o dique numa grande extensao.
Os dois enoentros ficariam, de resto, numa linha obliqua a directriz do'
rio, o que exigiria um desenvolvimento de muro muito superior ainda
ao que, s6 por si, a largura do Buzi imp6e;
c) 0-regimen torrencial do Buzi obrigaria a excepcionais precauc6es
na construgco do dique, afim de garantir a sua solidez, o que agravaria
ainda as dificuldades econ6micas;
d) A navegabilidade do rio ficaria prejudicada, se se construisse o
dique, tornando-se necessario compensar os farmers que fazem o trans-
porte dos seus produtos quasi exclusivamente pela via'fluvial.
Tampouco foi possivel adoptar a 'hip6tese Derivagao pelos motives
seguintes :
a) A cota a que seria liecessirio colocar a origem do canal derivado
s6 se poderia alcangar a uma grande distkncia para montante de Kanda,
a nao ser que se construisse um aqude de grandes dimensaes, o que
apresentaria inconvenientes iguais aos que hA a considerar na hip6tese
Albufeira;
b) Dada a disposi9io topogrifica dos terrenos da margem D. do
Buzi (duas vertentes convergindo num talvegue) o canal derivado s6
poderia irrigar uma das vertentes, quer seguisse junto ao rio, quer ao
long do limited S. das zonas de cultural; e, no primeiro caso, estaria
sujeito a obstrugBes por ocasiao das cheias, sempre dificeis de remediar
num canal de grande seccao;
c) 0 canal derivado,- ainda que a sua construQao fosse econbmica-
mente possivel, seria uma obra de grande vulto,' s6 exeqfiivel cornm








80-

auxilio de miquiuas.de grande capacidade de trabalho. Equivale isto
a dizer que s6 poderia ser levada a efeito em boas condig6es por em-
preiteiros, quando 4 certo que os sistemas de rega e drenagem deVem
ser executados por secGes, isto 4, em anos sucessivos, A media qpe
se v~o desbravando e trazendo A cultural, os terrenos que essas sec95es
servem,'.mtodo Uste que certamente aos empreiteiros nao poderia convir.

2) Quantidade de agua neoessaria para a rega

Segundo verificamos nas planta,9es da Companhia do Buzi e de
outras companhias vizibnas, unra bomba de 15", dando um caudal m4-
dio de 0.300 m. c. por segundo, fornepe Agua suficiente para irrigar, em
24 horas, 15 hectares de terreno. Se se empregarem duas bombas deo
156, teremos pois que 1 hectare ser4 irrigado em

24
= 0.80 hora= 2,880 segundos.


Como o caudal medio das duas bombas 4 de 0.600 m. c. por segundo,
a agua empregada na'rega de 1 hectare sera

0.600 x 2,880 =1,728 m. c.

estando ji incluidas neste nimero as perdas devidas A evaporacao e
infiltragio..
Supondo que a..variedade- de cana a cultivar e a Green Natal, que
exige uma rega de quatro em quatro semanas, a quantidade de agua
empregada por hectare correspondent em media ao caudal continue de

1,728,000 (litros)
1-,728, 000 ( ro 0.716 litros por segundo.
28 (dias) x 24 (horas) x 3,600 (segundos)r

Se supozermos que a cana a cultivar nho 4 a Green Natal ou outra
,variedade fina, mas sim a Uba para a qual 4 bastante uma rega de
oito em oito semanas (segundo informagqes obtidas dos chefes de campo
das Companhias que mais cultivam esta variedade), teremos o caudal
continue reduzido a 0.357 litros por segundo, tornando-se portanto
dispensavel uma das bombs.
Preferimos por6m, para maior seguran9a, cingir-nos A primeira hi-
p6tese,











3) Disposigao geral do sistema de rega

Adoptinmos trs tipos de canais: canals priacipals, que denominamos
condutores, canals primdrios e canais secunddrios. Em rigor, tanto estes
como os cauais terciarios e os regos de rega no' deveriam ser incluidos
no project, visto o seu estabelecimento pertencer j A armaggo do ter-
reno para a rega. Julgimos no entanto convenient calcular os canais
secundArios e determinar as iuas direotrizes, para dar uma idea com--
pleta da organizacio do sistema.
A irrigagto dos terrenos a montante do rio Mocuruva far-se hi pela
deriva9ao das Aguas da Ribeira de Kanda, cujo caudal, abastecido por
nascentes 'pr6ximas, 6 sempre suficiente para alimentar os canais pri-
mirios no 1 e 2 .(Kanda) que dela partem. A juzante do Mocuruva,
entire 6ste rio e o Terreiro da Luta, a agua do Buzi elevada pelas bom-
bas centrifugas 6 conduzida aos pontos de cota mais alta do terreno
pelos condutores 1, 2 e 3. A seguir existem quatro canais primarios,
tendo os n:1~ 1 e 2 (Terreiro da Luta) fun95es. de canal principal, e
'conduzindo a Agua debitada pelo quarto grupo de bombs. Seguem-se
ainda os condutores 4 e 5.
A rede de rega 6 pois constituida pela forma seguinte:

Quadro indicative da organizagdo do sistema de rega

Canals principal Canals primirios Ag
Canals principles que a bles se ligam Toma de agna

Canais primirios de Kanda
1 e 2 ................... .................... Mocuruva.
Condutor 1.......... ..... 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 ........ 1.0 grupo de bombas.
Condutor 2................ 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10 .. 2. grupo de bombs.
Condutor 3............... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,,9 e 10.. 3.* grupo de bombs.
Canais primArios do Terreiro
da Lata 1 e 2,....... 3 e 4 .... ... ....... 4. grupo de bombs.
Condutor 4............... 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.......... 5.0 grupo de bombs.
Condutor 5............... 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10 .. 6. grupo de bombs.


4) Canais de rega


Adoptimos, para os tris tipos de canal acima enumerados, a secqao0








32

trapez6idal mais econ6mica, corn taludes inolinados a 450. As dimen-
sdes da secqio foram calculadas da forma seguinte;

a) CAleulo dos condutores


Dados fundamentais:
Caudal............
Velocidade mddia.....
Secge o ............
Perimetro molhado ..
Raio medio..........

Inclinagao por metro..
Inclinagdo por km....

Dimensdes da secgao:
Altura ...........
Largura no fundo ....
Largura a .superficie..


Q=0.600m. o./s.
U= 0.25 m./s.
Q 0.600,
S -=U = 2.40 rm. q.
X= 2.704 x V/= 2.704 x V2 40= 4.244 m.
S 2.400
R= -== =0.565 m.
X 4.244
U_ 0.252 .
i 0 0.00011 m.
S= R = 31.62x 0.56 00011 m
I= 0.11 m. apr6ximadamente.


h=0.74 =0.74 =1.146 m.
1= 0.613 xVS = 0.613 x V2.40= 0.950 m.
L= 2.092) =2.992) =3.240 m


b) CAlculo dos canals primfrios
A secqao d6stes canais foi calculada de modo a poderem comportar
metade do caudal que passa nos condutores.


Dados fundamentals:
Caudal.............
Velocidade media (1)..
Secqo .............
Perimetro molhado ...
Raio mddio .........


Q= 0.300 m. c./s.
U=0.30 m./s.
,Q 0.300
U 0.300 = q
X= 2.704 x VS = 2.704 x VT= 2,704 m.
S 1.000
R= Y = 0.37 m.
^- --


Inclinago por metro.. i= 27.9 0.00031 m
C x R 27.92 x 0.37
Inclina9co por km.... I = 0.31 m. aprbximadamente.


(1) As velocidades m6dias foram fixadas de modo a nio excederem os limits marea-
dos por Kennedy para os seus non-scouring, non silting canals. Da mesma forma se pro-
cedeu para as velocidades m6dias da Agua nas valas de enxugo.









33


Dimeus6es cda see n:
Altura.' .. ..
Largura no finidi)..
Largura ei superficie..


h= -0.74'
1= 0.613
L = 2.092


==0.74
x /S=0.613 x
= .092


= 0.740 m.
V1-= 0.613 m.
= 2.09 m.


c) CAleulo dos canais secundArios
A seapAo dastes canais Toi calculada de modo a comportarem cada
um unm ter9o, do caudal transportado pelos canais primarios.


Dados fundamentals:
Caudal ............
Velocidade media....
Secg o ....... ......
Perimetro molhado ...
Raio medio ..........

Inclinagdo por metro..
Inclinagdo por km....

DimensSes da seogo:
Altura................
Largura no fundo....
Largura & superficie..


.Q= 0.100 m. c./s.
U=0.40 m./s.
Q 0.100
S= 0.400 0.25 m. q.
X = 2.704 x /S= 2.704 x O.2 = 1.352m.
S 0.250
R =32=0.185 m.
X 1,352'
U2 0.252 ,
Oi=0 R 21.22 x0.185
I=1.9 m. apr6ximadamente.


h=0.74
1=0:613 x
L = 2.092


=0.74
Vs =0.613 x
= 2.092


=0.37m.
V2-0 =0.30 m.
= 1.05 m.


Em todos os canals de rega devera deixar-se uma folga, que serb de
0.10 m. para os condutores e canais primirios, e de 0.05 m. para os
oanais secundarios.
5) Obras de arte

As obras de arte a. executar s8o extremamente simples, sendo des-
necessarias quaisquer indicagces s6bre elas, alem das que constam dos
desenhos respectivos. Consisted em rdpidos, ligagSes dos condutores
com os oanais primarios, e pontes canais, a construir em todos os pon-
tos onde os:condatores e os canals primirios passam em aterro.

a) Rtipidos
HaverA rapidos de t.rs tipos: um de 1.60 mi., outro de 0.75 m.,
outro de. 0.50 m. Serao construidos de alvenaria de tejolo com arga
3 ,/ -









'34

massa hidrAulica, revestida de reb6co de cimento de 0.04 m. do espes-
sura.
b) Liga.oes
As ligagbes dos condutores con os canais primarios far-se hso por
meio de obras cor a disposiygo e dimensies indicadas nos desenhos,
de alvenaria. de tejolo corn rgamassa liidriulica, revestida- dereb6co
de cimento de 0.04 de espessura.
Sc) Pontes canais
Sergo construidas de madeira, corn as dimens6es indicadas nos de-
senhos, diferindo o tipo adoptado para os condutores do adoptado para
os canais primarios mnicamente na sec o' das longarinas, que nestes
iltimos se reduz a 0.17 x 0.04 m.
SOs suportes verticais assentam sobre pequenos maci9os de cantaria,
firmados s6bre sapatas de areia.
As pontes canais foram calculadas da forma seguinte:

Caudal............. Q= 0.600 m. c./s.
Velocidade m4dia. .... U 1=1.10 m./s.
Q 0.600
Secs&o............. S =- 1 -0.545 m. q.
Inclinagdo por metro.. i =0.001 m.
Inclinaqo por km... I= 1.00 m.

6) Elevagao mecnica da Agua de rega

a) EstaqAo geradora central
Para a elevaggo mecanica da agua projectamos uma estacgo central
geradora .de energia, que sera localizada no Terreiro da Luta, e servira
tamb6m a fAbrica e t6das as instalag9es que requeiram f6rca motriz.
A vantage duma estagio rinica 6 manifest, tanto- sob o ponto de
vistat6cnico como sob o ponto de vista econ6mico; Poderia a tal res-
peito haver dividas se nao houvesse forma de utilizar a energia durante
o period em que se nao opera regas; todavia a fabrica de acutcar,
uma serragao de madeiras, uma fabrica de cimento, e outras instala-
95es de carocter industrial cuja montagem estA indicadissima, sao mais
do que sufioientes para absorver a energia produzida durante a 6poca
em que as regas se nAo efectuam, e nos intervalos que decorrem entire
elas.
Para accionar os motors da geradora, poder-se ha utilizar o vapor
-j











on o gaz pobre. A nossa opiniao pessoal, firmada na experiencia, levar-
.nos ia a pronunciar-nos a favor da maquina a vapor, possivelmente do
tipo UnCfo ij se em tal assunto tiv6ssemos de intervir. E muito discu-
tivel, corn efeito, se o motor a gaz pobre reune vantagens apreciAveis
em Africa, desde que 6 combustivel empregado nao seja a antracite
ou o, coque. Ha de resto a acrescentar que esti quasi sempre long de
possuir a seguranga de fincionamento e a facilidade de conduao que
caracterizam a mrquina a vapor, o que certamente 6 ur dos pontos a
que mais convem tender.
b) Bombas
Quanto As bombas, serao centrifugas de 15", do tipo i Robey D, dis-
postas 'em seis grupos de duas bombas cada um, e instalar-se hao junto
a origem dos canais principals que alimentam, ou sejam os condutores
1, 2 e 8, os dois canais primaries do Terreiro da Luta, e os condutores
4 e 5. Cada bomba sera tocada por um motor el6ctrico, de preferencia
conjugado com ela, accionado pela energia produzida na central e
conduzida por uma linha a tres fios at6 aos transformadores, que serao
montados perto das moto-bombas.
E facil de ver a dupla vantagem que por 8ste process se realize:
tanto os corps da bomba como os motors e os transformadores pode-
rao ser -rpidamente retirados das respectivas fundagoes nas proximi-
dades da 6poca das cheias, e recolhidos no Terreiro da Luta at6 se
avizinhar o period de rega; per outro lado, a instala9go geradora de
energia'e os.alternadores estarao permanentemente ao abrigo das cheias,
e em local servido pelo caminho de ferro, portanto f6cil de abastecer
de combustivel, 6leos, e todo o material necessario.
HA ainda a notar que se atinge per este modo a maxima economic
no que respeita a pessoal t6cnico, que s6 tera de concentrar a sua
atengao na central do Terreiro da Luta, visto que, se os motors
el6ctricos form convenientemente. escolhidos e de bom fabric, quasi
nao requerem vigilAncia.

c) Transporte de energia; alternadores; eleotromotores
Para o transport da energia recomendamos a corrente trifAsica e a
tensao de 10,000 voltios, com a freqUincia de 50 periods. Utilisariamos
motors asincronos- trifasados a 190 voltios cor arranque por meio de
reostato .









36

d) Cileulo da poliucia necebssrin

As difelengas eutre as cotas do nival da E6u-I nos cinais principais
e as cotas da altura minimi a d.,igua do Buzi s;o a s3:guiutes:

Conditor 1. ................... ...... .... 14.280 m.
Conditor 2............... .................... 14.118 m.
Condhitor 3.............. ................. 13.230 m.
Canali. prirmdrios do Tenreiio da Lut.o.......... 13.341 m.
Coitdttor 4 ......... ................ ...... 12.245 m.
Codutor 5............................. ..... 11.9.i9 m.

Cingir--nos hemos ao caso nanis desfa.vorcviel, on s-ja o do gtiopo de
bombas qua abastece o condutor 1. Neste ca.o, a altiua total Ici.ii,a-
cdo, elevarco e pierdas de carla nas tubagees), 6 de 15.10 m., selnd0o o vo-
lume de agua a elevar por segundo de 0.300 m. c., e teremos

Poltncia exigida por ura bomba:

S300 x 15.16
60.64 H. P.
75

Potancia eaxigida por um grupo de bombas:

S2 x 60.64= 121.28 H. P.

Potgncia eaig;da por seis grupos de bombas:

6 x 121.48= 727.68 H. P.

Sou sjam 54,576 kgm.
Supondo que "os rendimeutos s3o os seguintes:

R endimento dos motores.. ........... ............. 0.90
Sdos alternadores....................... 0.90
D dos transformadores.. ....... .......... 0.2
da linzha................... ....... 0.90
Si* .dos electromotores.................... .. 1 '.65
S, das bombs. .... ......... ...... 0.80

a potcncia efectiha necessaria sera'
727.68
727.81,595 H. P.
0.90 x 0.90 x 0.92 x0.90 x 0.85 .80=1




I.. --




37


BI Drenageni

1) Quantidade de Agua precipitada

0. elementos meteoiol6gicos fortye-idos pelo Observat'iio da Beira,
o. mais pr6ximo dot terrenos estiidado.', s, socomo j6 tivemos ensejo de
Sizer, extremamernt es.cassos ,Por 8sse motivo, tivemos ,de adoptar
como base, para olculos a quantidade maxima de agua pluvial caida
ldurliit.e 24 horias aip:1s um peri6do. j6 prolongado. de chuvas. Essa
quantidade; registacdn uo: dia 12 de Fevereiro de 1918, foi de 141 mnm.,
tendo id. cudi:e, ui.idauiteeiin desde o principio do m6s. Houve mais
tarde chuvadas ainda mais violentas e copiosas (nomeadamente em 1919),
mas foi pouoo depois da 6p'oca a que nos referimos (primeira d6cada de
Fe-veei o) que se deu a maior cheia do Buzi de que h.mem6ria. Admi
timos, o que represent uma precaugao talvez exagerada, que serit ne-
S -cessario dar eig';to a t6da a chuva caida, por os terrenos se encontrarem
inundados, afluindo t6da a agua precipitada As valas de euxugo a esta-
l : elecer.
SA: area estudada tem 4,1000 hectares, mas prolonga-se pelas vertentes
das serras qie se erguem ao long do Buzi, e que fazem part da
mesma bacia de apanhamento. Supomos, cometendo um. rro por ex-
cesso, que a area total a enxugtr se eleva a 5,500 hectares..
De acordo corn osdados meteorol6gicos acima iudicados, podemos
calcular a quantidade de Agua caida num hectare de terreno, isto e,

: q=l10,00 (m. q.)x 141 (mm.)= 1,410 mn, .,

A quantidade de agua caida num segundo num hectare serA:

q 91,410
Q q 1,410 =, 0.016 m. o./s.
; '. .T =24 x60x60 0 .

2) Disposigao geral do sistema de drenagem'

Come se v6 pela plant, ao long da faixa dos terrenos estudados,
e pouco miais ou menos a meio dela,, ha umra zona de cotas minimas,
para c'ide o:tivergem as aguas pluviais e as aguas do Buzi por ocasiao
das ii.lu:,l-rd-e', u1i0 encontrando part delas escoante, e dando origem
A formayao de languas pantanosas. Esta disposigao topografica, e a;
simplicidade que car'.ctpriz?. o sistema de irrigae9o tornamr muito sim-
ples 0 Lintimeulto da r.de de valas de enxugb.









38

Estal.,ele:.eemo; quatro tipos :le valas, conform a extens..o da super-
ficie de terreno que enxugam, a saber:
1) VarIs que euxugam areas iguals on inferiores a 50 hectares;
2) Valas que eoxugam areas de 50 a 200 hectares;
3) Valas que enxugam areas de 200 a 500 hectares;
4) Valas que enxugam areas atL 800 hectares.
A rele de drenagem 6 conutituida pela forma seguinte:

Quadro indicative da organizagio do sistema de drenagem


Valas do tipo 1 .................. ..... ..... .. .. .....
Vala 6.
Primeiros 820 m. da vala 7.
Vala 11.
Valas do tipo 2.........................................
Vala 1.
Primeiros 1,954 m. da vala 5.
Primeiros 224 m. da vala 9.
Vala 8.
Valas do tipo 3............. ......................
Vala 2.
Vala 3.
T1timos 433 m. da vala 7.
Utimos 1,125 m. da vala 9.
Vala 10.
Valas do tipo 4................................
Vala 4.
Ultimos 400 m. da vala 5.


Superficie que enxugam
(hectares)


at6 50



'50 a 200




200 a 500




S 500 a 800


3) Valas de enxugo

Adoptimos, para os quatro tipos de valas de enxugo aoima enume-
rados, a secco trapezoidal mais econ6mica cor taludes inclinados a 45.
As dimens5es da secyao foram calculadas da forma segiLinte:

a) CAleulo das valas do tipo 1

Dados fundamentals:


Superficie a drenar..
Caudal a drenar.....
Velocidade media ....


A =,50 hectares.
Q = 50x0.16= 0.80 m. c./s.
U = 0.27 m./s.




* ,r


39


Seccio .............
Perimetro molhado.
Raio ,tddio ... ....

Inclinagdo por metro.
Inclinagdo por km...

Dimensoes.da secc0o:
Altura..... .. ..
Largura no fundo ...
Largyra n srer.i'fidL .


Q 0.80
S0.7 2.97 m.
X =2.704 x VS =2.704'x V2.97= 4.64 m.
8 2.97.
R= = 0.64 m.
X 4.64
U2 0.272 .
_i = 0-0001 m.
Ox R 33.38 x 0.64
I=0.1 m. aprbximadamete .


h=0,74 =0.74 =1.273 m.
1= 0.613 x V= 0.613 x .97 = 1.054 m.
L= 2.092 =2.092 = 3.612 m.


b) ('lculo das valas do tipo 2
Dados fundamentals:


Superficie a drenar...
Caudal a drenar.....
Velocidade media....
Secgao ......... ..
Perimetro qmolhado...
Raio medio,.......

Inclinagdo por metro.
Inclinagdo por km....
Dimens6es da secqao:
SAltura..: ........
Largura no fundo...
Largura A superficie.


A = 200 hectares.
Q =200 x 0.016 = 3.20 m./s.
U= 0.40 m./s.
Q 8.20
-8 -= O 8.00 m. q.
X = 2.704 x/VS= 2.704 x /8.00= 7.65 m.
S : 8.00 ,.

U2 0.40 .
O x R 38.22 x !.06
I= 0.1 m. aprbximadamente.


h=0.74 =0.74 =2.090 m.
1 = 0.613 x VS= 0.613 x /8.00= 1.735 m.
L 2.092 = 2.092 = 5.943 m.


c) C&leulo das valas do tipo 3
Dados fundamentals:
Superficie a drenar.. A 500 hectares.
Caudal a drenar ... Q 500 x 0.016 = 8.00 m. c./s.
Velocidade media.... U =0.50 m./s.
Q 8.00
Secgdo. ............ S=- 16.00 m. q.
Perimetro molhado... X = 2.704 x VS-= 2.704 x /16.00=10.816 m.











Ratio m 'tdi; .........

Inclinca'eo por ietro.
IncliiagLao por km. ..

Dimens6es da secgo:
Altura ......... ....
Largura no fundo ...
Largura & superficie.


S 16.000
R= = 1.48 m.
1U 0.500
i .2 0.0001 nm.
C: R 42.12x 1.48=
I= 0.1 m. aprbximadamente.


h=0.74
1=0.613 x
L =2.092)


= 0.74 = 2.960 m.
V/S 0.613 x 16.00= 2.452 m.
==2.092 8=.730m.


d) Cdleulo das valas do tipo 4
Dados fundamentals:.


Superficie a drenar.. A= 800 hectares.
Caudal a drenar .... Q = 800 x 0.016 12.80 m. c./s.
Velocidade mddia.... U = 0.60 m./s.
Secg9o............. 8= 12.8021.33 m. q.
U 0.60O
Perimetro molhado... X = 2.704 x I/S= 2.704 x 21.33 = 12.45 m.
S 21.33
Raio mdio ......... R=-= -- 1.71 m.
X '12.46
U2 0.60 -
Inclinacao por metro. i= U2= 1 0.0001 m.
C. xR 43.62 x 1a71
Inclinagao por kcm. .. I 0.1 m. aprbximadamente.


Dimens6es da secgAo:
Altura ............
Largura no fundo ...
Largura i superfine.


h=-0.74
1= 0.613 x
L = 2.092


=0.74 -3.411m.
= 0.613 x =1/21.3 2.826 m.
=2.092 = 9.631 m.,


4) Rapidos


Nao hi obras de arte a eoecutar. Haveri apenas rApidos, corn as
dimensoes indicadas para os do sistema de rega, mas simplesmente
talhados no berreno, devendo a pr6pria ac9Ao da Agua corrente estabe-
lecer a concordancia entire as superficies que ~les separam,











C) Exec-iuci~ o dos sistemas de rega e drenagem

1) Empr6go de maquinas esoavadoras

Para o estabelecimento das redes de rega e drenagem dos terrenos
destinados. A cultira da cana de ag9icar, e bem assim da rede de drena-
gem a. instalar na area onde se cultivars o milho, torna-se necessario
recorrer ao empt6go de uma ou mais maquinas escavadoras de rendi-
mento bastante grande, afim de se realizar o trabalho duma maneira
rapida,e econ6mica. A rapidez de trabalho. muito para considerar,
visto que, quanto mais depressa se concluir a armagyo para a rega e
.enxugo das diversas seco9es, tanto menos haveri que esperar pela amor-
tizag~o. das despesas e pelos lucros da exploragAo.
Os estudos que qualquer dos engenheiros eaoarregados da elaboragao
dsste project temr tido ocasiko de efectuar das miquinas para abertura
de canais e valas, quer. nos Estados Unidos, quer em Portugal, onde
uma escavadora pertencente A firma Monteiro Gomes, Limitada, se acha
executando, sob a direcego dum d6sses engenheiros, uma empreitada de
bastante importAnoia, colocam-os em condiqOes de manifestar uma opi-
niao segura quanto ao tipo de material a adoptar. A nosso ver, e uma
escavadora do mod6lo Drag Line, dum dos tipos fabricados pela Bucy-
rus Co., de Milwaukee, Wis., E. U. A., a que maiores vantagens refine
para o g6nero de trabalhos que se tem em vista executar.' Esta mi-
qiiina tem a recomendA-la o facto de trabalhar, nao no fundo do canal
que escava, mas .sbre a margem. Sendo montada s6bre o rasto do
tipo Caterpillar, como sucede aos models de menor potnncia tipss 7,
9 /2 e 14), tem ainda a conveniencia. de se deslocar com muita facili-
d'ade, e exercer uma pressaomuito reduzida s6bre o terreno, nio impor-
tando pois que 6ste se encontre alagado, o que 6 dum especial inter6sse
para o caso da abertura das valas destinadas a enxugar as languas.
Quanto ao mod0lo a escolher, centre os virios que a Bucyrus Co. cons-
troi, deixamos ao crit6rio da direcgAo da 0. C. B. optar entire os tres
que acima citamos. Qualquer deles 6 suficiente para executar todo o
trabalho projectado, permitindo os maiores, naturalmente, um maior des-
pacho de trabalho, o que 6 important tomar em linha de conta, tendo
em vista, nao s6 a tarefa da construgio, como os services de conserva-
9.o quo, evidentemente, hio-de' adquirir um desenvolvimento bastante
grande, e ainda outros que acidentalmente possam surgir (desassorea-
mento, construgao de diques, etc.). E tamb6m para 'ser considerada a








4A

intervengao da escavadora no estabeleoimento dos aterros para o cami-
nho de ferro llhovo-Kanda.
Para facilitar a comparagao dos tres models supra mencionados,
indioaremos em resume as suas caracteristicas principals:


Mod61o 7 Modglo 9 '/ Modglo 14

Diametro da base girante .......... 71 91/21 147
Comprimento de lana .............. 42 45' 60'
Ct pacidade do balde............... 1 jarda 1 /2 jardas 2 jardas
DiAmetro do cabo................. 11 I" 1 l/s8
Difmetro do tambor de enrolamento
do cabo......................... 18I 21 t/ n 26 1/
Cilindros (mAquina principal)....... 7/' X 8X 8"X 8"11 8sr X10/
Cilindros (maquina auxiliar) ........ 5" X 6"/ 5" X 5w 5 1/211 X 6"
Dimensies da caldeira............ 48" X 97" 50" X 1000" 54" X 97"
Modo de alimentaggo da caldeira.... 2 injectores 1 injector, 1-injector,
1 bomba Duplex 1 bomba Duplex
Capacidade do dep6sito da Agua (lit.) 1500 1700 2200
Peso da maquina complete (montada
s6bre ( Caterpillar a) (toneladas).. 42 52 85
Peso da maquina encaixotada para
embarque (toneladas) ............ 46 54 88
Volume aproximado (pes cibicos) ... 3500 3900 4600


Qualquer destas m6quinas pode ser accionada a vapor, a gazolina on
eloctricamente. No nosso caso, e fora ode divida que conviria mais, de
com9,o,, uma maquina movida a vapor, com disposiggo para queimar
lenha, como a que actualmente se encontra em servigo nos terrenos da
Companhia das Lezirias. De future, quando porventura se adquirisse
outra mxquina, depois de instalada a estacao geradora, seria entao
preferivel o tipo movido a electricidade.
Conv6m notar que, utilizando-se uma escavadora dum dos models
mais pequenos, torna-se impossivel abrir algumas das valas numa s6
operagao. Nesse caso a miquina farL dois caminhos em sentido con-
trario, talhando de oada vez metade da seoeao da vala.
A justifica9go da escolha da casa fabricante quo indicamos faz-se
pela simples enumera9io das miquinas (s6 do tipo Drag-Line),que a
Buoyrus Co. tem fornecido para os trabalhos mais importantes que o
United States Reclamation Service e algumas Juntas Aut6nomas tem
actualmente em yia de execugpo. SAo elas as seguintes:

Junta de Engenharia do Alaska
1 escavadora typo 9 1/ a vapor.









43

Junta do Rio Missssipi
10 escavadras 'tipo-9 1/ a vapor.
'1 escavadora tipo 7 a vapor.
8 escavadoras tipo 180 a vapor.
2 escavadoras tipo 230 a vapor.
Total... 21

U. S. Reclamation Service
1 esoavadora tipq 9 I/2 a vapor.
7 escavadoras tipo 9 1/2 el6ctricas.
8 escavadoras tipo 9 1/2 a' gazolina.
1 escavadora tipo 14 a vapor.
1 escavadora tipo 14 el6ctrica.
8 escavadoras tipo 14 a gazolina.
4 escavadoras tipo 30 B a gazolina.
Total... 30

Eleva-se portanto a 52 o nuimero total de esoavadores Drag-Line
que o GovArno dos Estados Unidos adquiriu A Bucyrus Co.
E igualmente interessante analisar a f6rma como o Gen. Goethals
se referee ao material Bucyrus' no seu livro (1) s6bre a construgpo do
Canal do Panama, obra que 6sse ilustre engenheiro dirigiu.

2) Modo de execango dos trabalhos

Conforme dissemos no 1 desta part do nosso relat6rio, afigura-se-
-nos que, embora a 0. C. B. entregue a empreiteiros a execug8o do ca-
minho de ferro Ilhovo-Kanda, das obras de arte e porventura da fibrica,
estag&o geradora e outras instalaq9es, deverA reservar para a sua admi-
nistra9ao e direc9go t6cnica direct a execugpo das r6des de irriga9ao e
drenagem: PoderA assim conduzir os trabalhos da forma mais conve-
niente sob o ponto de vista agricola, e da maneira mais adequada A
organizagio econ6mica geral das suas explorag9es, procedendo A valori-
zagdo dos seus terrenos por sec95es, de modo que se vao equilibrando
as despesas cqm os proventos resultantes das cultures que se instalam.
Dum modo geral, e muito embora esse assunto terha de constituir o

(1) Goethals, George N. The Panama Canal Prepared for the International Engi-
neering Congress, San Francisco, 1915, 2 vols.









44

object dum estudo especial, u5o abrangido deutro dos limits diste
relat6rio, essas seccoes, no que respeita a zoua de cultivo da cana de
aqicar, deverao ter cinmo eiso s:, c au.iis priucipais de irriga go, desde
Kanda at6 Manuglenz, a ew em :-da umia delas se procurari o est.zbelecer,
duma form t.at.o quanto l:p-'.sLivel iniidepiend:' te, as eorrespoudentes
partes do sistema gecal doie reg'a e enxugo, ao que :s :ou:]ices de ordiem
topoglafic-a nuo oplpom obstic-ul,:s do:l mota. E estj a razio porque,'
ao referirmo-nos s Iniquin:u es:-avdlora., couidtrmios c-rta a aquisi-
c-io dunm., ou t.alvez de duas, :p-a C. C. B. De rest.:, aiimda qJe se entre-
gas-e a empleiteios a exe-ou,;'o di s v.las d:i inriia;5.o e dienagem, de
nmodo algum ploderia icir a ca1go F:ll]es todo o tra.,balLo de repiacai,3es,
limpesas, etc., que tde tutu o havei.41 a eltectuar, e i-sse trabilho, sL' por
si, imllica a uecessi-ide de lanai a1 o0 dO iuioi mec-an.icos basta.nte
poderosos.

IV) Ciiltura do milho

A) Drenalagemn

Os terrenos destinados a cultural do milho, situados como dissemos
e a respective plant indica, na,.continuagao dos destinados & cultural
da cana sacarina, constituem unm bloco de 4,000 hectares formado por
part da concessio do M'Dundo 'e part da de Inhamita. Da mesma
origem que os solos de montante, devenx manifestar um potential pro-
dutivo aproximado do das terras destinadas A cana. E portanto de
prever um rendimento elevado, que em parte da area- no deve ser
inferior ao que se obt6m no Grudja.
Embora tiv6ssemos, na plant, todos os elements necessarios para
o estudo dum sistema de rega nesta zona, nao o levAmos a efeito pela
razio de que, na regiao onde estdo compreendidas as concess6es da C;
C. B., a irrigagao do milho 6 perfeitamente dispensAvel, o que de resto
caracteriza t6das as zbnas tipicas deste cereal, a comegar pelo Middle
West Americano, e a acabar na vizinha region de Chimoio. Econbmi-
camente seria at6 um Arro tentar a rega do milho nesta zona. J. Burtt-
Davy, o bem conhecido especialista da Africa do Sul, afirma terminante-
mente que a ... ;rigy,lq:.- land is too valuable to be devoted to this crop,
except ... where climatic conditions do not permit maize to be grown other-
wise, and then only if the cost of importation exceeds the local value of the
crop n. E hi ainda a notar que a irrigagao do milho, como a de qual-
quer outro cereal, 6 umna operagao delicada, de forma que s6 numa regiao









44

object dum estudo especial, u5o abrangido deutro dos limits diste
relat6rio, essas seccoes, no que respeita a zoua de cultivo da cana de
aqicar, deverao ter cinmo eiso s:, c au.iis priucipais de irriga go, desde
Kanda at6 Manuglenz, a ew em :-da umia delas se procurari o est.zbelecer,
duma form t.at.o quanto l:p-'.sLivel iniidepiend:' te, as eorrespoudentes
partes do sistema gecal doie reg'a e enxugo, ao que :s :ou:]ices de ordiem
topoglafic-a nuo oplpom obstic-ul,:s do:l mota. E estj a razio porque,'
ao referirmo-nos s Iniquin:u es:-avdlora., couidtrmios c-rta a aquisi-
c-io dunm., ou t.alvez de duas, :p-a C. C. B. De rest.:, aiimda qJe se entre-
gas-e a empleiteios a exe-ou,;'o di s v.las d:i inriia;5.o e dienagem, de
nmodo algum ploderia icir a ca1go F:ll]es todo o tra.,balLo de repiacai,3es,
limpesas, etc., que tde tutu o havei.41 a eltectuar, e i-sse trabilho, sL' por
si, imllica a uecessi-ide de lanai a1 o0 dO iuioi mec-an.icos basta.nte
poderosos.

IV) Ciiltura do milho

A) Drenalagemn

Os terrenos destinados a cultural do milho, situados como dissemos
e a respective plant indica, na,.continuagao dos destinados & cultural
da cana sacarina, constituem unm bloco de 4,000 hectares formado por
part da concessio do M'Dundo 'e part da de Inhamita. Da mesma
origem que os solos de montante, devenx manifestar um potential pro-
dutivo aproximado do das terras destinadas A cana. E portanto de
prever um rendimento elevado, que em parte da area- no deve ser
inferior ao que se obt6m no Grudja.
Embora tiv6ssemos, na plant, todos os elements necessarios para
o estudo dum sistema de rega nesta zona, nao o levAmos a efeito pela
razio de que, na regiao onde estdo compreendidas as concess6es da C;
C. B., a irrigagao do milho 6 perfeitamente dispensAvel, o que de resto
caracteriza t6das as zbnas tipicas deste cereal, a comegar pelo Middle
West Americano, e a acabar na vizinha region de Chimoio. Econbmi-
camente seria at6 um Arro tentar a rega do milho nesta zona. J. Burtt-
Davy, o bem conhecido especialista da Africa do Sul, afirma terminante-
mente que a ... ;rigy,lq:.- land is too valuable to be devoted to this crop,
except ... where climatic conditions do not permit maize to be grown other-
wise, and then only if the cost of importation exceeds the local value of the
crop n. E hi ainda a notar que a irrigagao do milho, como a de qual-
quer outro cereal, 6 umna operagao delicada, de forma que s6 numa regiao










de propriedade .muito dividia, onde o agriuihtor s6 tenm que exeroer a
sua vigilancia sbele poucos hteeitres. ela pode ser efeotuada corn xito.
Ainda que a mao de obra fosse abunudant.e ea muiLobemn adestrada, hunca
uma Compa.hia teria meio de executar 6sse melindroso trabalho em
grades e-toensOcs; 6 pois de prever que a irrigaigo, a efectuar-se, viria
a ser, nao s6 inut.il, como prejudicial. Lembremo-nos, de rest, que
uma producgo de 20 a 25 sacos por hectare e amplamente remuneradora,
e 6 possivel obter 45, em certos talh6es de Gruddja, sem irrigagao.
Se a irriga9po 6 dispensavel, o mesmo nao sucede por6m ao enxugo
das terras, da zona estudada. Com efeito, embora ela seja, no conjunto,
duma regularidade manifesta, como o exame da plant denota, nio deixa
de haver, em alguns pontos, depresses, onde as Aguas afluem e donde
nao encontram said, originando-se assim languas e pantanos que nao
s6 roubam espaco A cultural como afectam consideravelmente- a -salhbri-
dade da region. E 6bvia portanto a necessidade duma r6de de valas
de enxugo.
1) Quantidade de agua preoipitada

Os elements meteorol6gicos que tomamos para base para o estudo
,dessa rede, sao os mesmos que adoptnmos para o project do sistema
de drenaegem das terras destinadas ao cultivo da cana de agucar. Ser6
pois
q = 10,000 (m. q.) x 141 (mm.) =1,410 m. c.

a quantidade de Agua caida por hectare, e

1,410
60Q 60- 0.016 m. c.
24 x 60 x 60

a quantidade de agua caida por segundo e por hectare.

2) Disposigao geral do sistema de drenagem

O exame da plant torna dispensiveis quaisquer elucidao6es. Adop-
taram-se quatro tipos de valas, conform a extensao do terreno enxugado
pelas mesmas,. a saber:
1) Valas que enxugam areas iguais ou inferiores a 50 hectares.
2) Valas que enxugam areas de 50 a 400 hectares.
3) Valas que enxugam Areas de 400 a 800 hectares.
4) Valas que enxugam areas de 800 a 2200 hectares,




''
I


A rede de drenagem 6 constituida pela forma seguinte:


Valas do tipo 1................ ......... ........... ....
Primeiros 820 m. da vala B.
Valas do tipo 2........ ......................................
Valas A, C, E e G.
Valas do tipo 3. ................ ........... ..............
Ultimos 2015 m. da vala B.
Vala F.
Valas do tipo 4............... .... .......................
Vala D.


Superryie que rnxugam
(theiclrea)

at6 50

50 a 400

400 a 800


2200


3) Valas de enxugo

Adoptamos, para os t.res primeiros tipos de valas de enxugo acima
mencionados, a secgao trapezoidal mais econ6mioa eom.taludes inclina-
dos a 450. Quanto a vala do quarto tipo, demos-lhe uma secgao apro-
priada para o trabalho da miquina escavadora se efeotuar da maneira
mais prAtica. Apesar/de ser a maior vala que hi a construir, as suas
dimensbes pouco excedem a da vala mestra que uma escavadora Drag-
Line Bucyrus No. 7 esti abrindo nos terrenos da Companhia das Lezi-
rias, na Ponta da Erva.
As dimensSes da secgpo dos diferentes tipos de valas foram calcula-
das da form seguinte:

a) CAleulo das valas do tipo 1


Superficie a drenar..
Caudal a drenar ....
Velocidade mddia....

Secgdo .............

Perimetro molhado...

Raio medio........

Inclinago por metro.


A = 50 hectares.
Q = 50 x 0.016 = 0.80 m. c./s.
U = 0.27 m./s.
Q 0.80
8=- 7 = 2.97 m. q.

X = 2.704 x = 2.704 x 2 = 4.64 m.
8 2.97
R 0.64 m.
X 4.61
US 0.272
i 2 = X 3 x 0.64
Otx R 88-3.82 x 0.64


Inclinaoao por km. I- 0.1 m. aprbximadamente,


____ ~ __ ~ 1


a.










Dimeinses da seogo-: .:
S Altura ............. h=0.74 =0.74 =1.273 m.
Largura no fando... 1= 0.613 x /=0.613 x .97=1.054;m.
Largura & s.iperficie. L = 2.092 =2.092 =3.612 m.
b) IC&leulo das alas do tipo 2
Dados fundamentals :
Superficie a drenar.. A =400 hectares.
Caudal a drenar .... Q 400 x 0.016 = 6.40 m. c./s.
Velocidade.mddia.... -U=0.44 m./s.
Q 6.40
Secdao............ S = = 14.55 m. q.
Perimetro molhado... X 2.704 x VS= 2.704 x 114.55 = 10.26 m.
8 14.55
Raio mddio......... R = -i =1.41 m
X 10.26
.. .U 0.44
Inclinagao por metro. i= = .40001 m.
C2 x R 41.42 x 1.41
InclinagSo por km. .. I=0.1 m. aprbximadamente. *
Dimens6es da secg.o:
Altura. ............ h=0.74 =0.74 = 2.810 m.
Largura no fund .. 1 = 0.613 x VS = 0.613 x V14.56= 2.340 m.
Largura A superficie. L = 2.092 = 2.092 =7.930 m.
c) CAleulo das valas do tipo 3
Dados fundamentals :
Superficie. a drenar.. A = 800 hectares.
Caudal a drenar .... Q= 800x0.016= 12.80 m. ./s.
Velocidade mddia... U = 0.60 m./s.
Q 12.80
Secgao............ S=--= =21.33 m. q.
Perimetro molhado... X=2.704 x VS=2.704 x 21.33 =12.45 m.
8 21.33
Raio medio ......... R=== = 1.71 m.
X 12.45
Ut3 0.602
Inclinagao por metro.' i= C R 43.6 x1.71=0.0001 m.
Inelinagdo por km... I=-0.1 apirximadamente.
Dimensoes da secy o:
Altura. ............ h=0.74 =0.74 = .411m.
Largura no fund ... I=0.613 x S=0.613 x l21.33= 2.826 m.
Largura a susperfici L =,2.092 = ,092 9.6Q0 m,








48

d) CAlculo das valas do tipo 4
Dados fundamentals:


Superficie a drenar..
Caudal a drenar ....
Velocidade media....
Secado......... ....
Perimetro molhacdo...
Raio mddio.......

Inclinagdo por metro.
Inclinagdo por km. ..

Dimens5es da secgco:
Altura:............
Largura no fund ..
Largura & superficie.


A = 2200 hectares.
SQ = 2200 x 0.016 = 35.20 in. c./s:
U=-0.75 m./s.
Q 35.20
S 0.75 -46.90 m. q.
U 0.75
X = 2.704 x /S = 2.704x V46.90 = 18.47 m.
S 46.90
-- 47= 2.54.m.
X 18.47
U2 0.752
i .72 0.0001 m.

I=0.1 m. aproximadamente.


h- 3.50 m.
1= 9.90 m.
L== 16.90 m.


4) RMpidos


Estabelecer-se hao ripidos anAlogos aos das alas de enxugo dos
terrenos destinados a cana de 'a9ioar.

5) Exeoug.o do sistema de drenagem

Na construg9o das valas de drenagem dsste sistema, empregar-se hao
as mesmas miquinas utiJizadas na instalaqio dos sistemas de rega e
drenagem dos terrenos da cana de a9icar, ou outras do mesmo tipo.


B) ExploraVoo da cultural

1) ConsideragSes gerais

Os factos, ja citados, da zona destinada a cultural de milho se encon-
trar incluida numa regiao onde, numa extensaio vastissima, essa culture
tem tido um complete sucesso, e de, na concessAo de Grudja, onde os
terrenios tem exactamente a mesma origem e caracteres dos da zona
estudada, se atingir a produyao de 45 sacos de cereal por hectare, tor-
Ram inuteis quaisquer considerag6es quanto a maneira como a mesologia










local favorece a ex ploraclgo do milho em larga escala. A produg9o me-
dia por hectare :,que normalmente se alcanga na are 'que se estende
desde Chimoio atf costa 4 de 20 a 25 sacos .por hectare, o que repre-
senta um erxcesso de 30 0/os6bre a produgio unit.ria m6dia dos iltimos
dez anos lios Estad.os Unidos. HA a aorescentir, de resto, que tais
resultados s8o obtidos, quer em Chimoio quer no Grudja, usando-se
m4todos de cultural e amanho muito deficientes e nao se cuidando quAsi
da selec9g6 e melhoria-da semente. Equivale isso a dizer que,'recor-
rendo a bons processes de t4onica cultural, se torna possivel aumentar
considerhvelmente o rendimento em grdo por hectare, e manter a cultural
em condig6es recomendaveis ainda que baixe sensivelmente o prego do
cereal nos mercados do mundo.
SAo de duas ordens os principals factors de que depend a intensi-
ficag9o da pro.dugao unitiria e portanto da produgo total do milho na
regiao estudada: uma criteriosa escolha das variedades a..cultivar, com-
pletada cor uma aplicag9o inteligente dos m6todos correntes de melho-
ramento; e uma preparayao cuidada e um amanho perfeito 'do solo.

a) Variedades aadoptar
Guiando-nos pelo que a experiencia tern indicado na Africa db0.Sul
e na Africa Oriental, restringiremos a nossa escolha das, variedades- .
adoptar a um grupo constituido pelas oito seguintes:

Hickory King;
Hickory Horsetooth;
Salisbitry White;
'.Louisiana Hickory;
Iowa Silver-mine; '
SBpone County;
Ladysmith ;
Natal White Horsetooth.

Embora nao haja forma, por emquanto, de avaliar as -vantagens e
inconvenientes que estas oito variedades podem vir a apresentar em
relacQo urnas As outras quand'6 cultivadas numa vasta area no Vale do
Buzi, 6 de prever que duas on trAs, pelo menos, se adapted bem as
condices locais. O que 6 sem divida indispensavel, 4 iniciar, tao de-
pressa quanto possivel, a cultural experimental das variedades acima
mencionadas, afim de que, na altura de principiar a fazer a cultural em
.grande, se disponha de elements de informagAo.seguros a tal respeito,
4










0 Hickory King 4 a ,variedade mais conhecida er mais largamente'
cultivada na Africa do Sul. E um pouco tardia na maturagoo, a sua
resistencia A seoa nio 4 grande, mas, em compensagno, nao 6 muito,
exigerite no que se refere A fertilidade do solo. 0 grao 4 grado, de
excelente aspect, e dai prov4m em grande part o aprego em que .6
tida. E cultivada com bastante intensidade na regigo que ter por cen-
tro Chimoio, com resultadds satisfat6rios, se puzermos de parte a rapidez
comr que degenera. Em todo o caso, dada a diferen9a que existe entire
os solos de Chimoio e os do Vale do Buzi, 6 nossa impressao. que hi
mais a esperar dontras variedades.
*O0 Hickory Horsetooth e o Salisbury White, tamben importados em
proporgEo relativamente elevada para a Beira, tem dado resultados
variaveis, e em certos casos contradit6rios. .Torna-se dificil, de resto,
apurar dads positives na regiao, em conseqUiincia da ripida degene-
rescencia dos tipos, e da multiplicidade de cruzamentos que em toda a
parte se nos depart.
,Na Iowa'Silver-mine n0o. fundamos grandes esperangas, em conse-
qiincia da sua bem conhecida falta de resistgncia A hbmidade. Conv4m
no entanto nao deixar de a enusoir, dada as suas qualidades de pro-
dugpo, que sao excelentes.
Temos pelo contrario a convic9io de que a Boone County se adaptara
perfeitamente a region do Buzi, a avaliar pelo que observimos no Natal
e na Rhodesia. As condig9es que prevalecem em regra na zona tempe-
rada da Africa do Sul nao lhe sao muito favoriveis, e. isso explica o
nao ter sido introduzida na Beira, pelo menos em escala apreciAvel.
Desenvolve um extenso sistema radicular e consome uma avultada
quantidade de principios nutritivos, o quie restringe muito a sua area
de oultura, mas que nos terrenos pesados e ricos do Buzi, nao 6 muito
para recear. Em compensagAo e uma variedade robusta e ristica, cor
uma notivel resistencia as doengas criptogamicas, vantage esta que 6
para considerar no primeiro piano.
Atendendo apenas ao estado actual do mercado e as tendencias que
Mle manifesta, somos de parecer que a cultural do Vale do Buzi se de-
vera orientar no sentido de produzir, uma vez que as condicoes meso-
16gicas sejam favoraveis a 6ste piano de ac9ao, as seguintes variedades
de milho:
a) Uma qualidade tgo apurada quanto possivel de Hickory King,
numa proporgao pequena (10 a 15/o) da colheita total, para exportaQao,
destinada sobretudo. ao mercadolingl6s, onde poderia ter uma alta cota-
9Ao, visto ser a mais apropriada para .a preparagpo de produtos espe-










oiais (grit, flakes, brcalkfust foods) e para a' induitstrin da cerveja e do
whisky; (a exporta.gio -da Africa do Sul ngo.6 por enquanto suficiente
para abastecer 6ste mercado).'
b) TTma variedade boa de milho branch, bastaute rustioa, como poderA
ser a Boone County, a Hickory Hor'etooth ou a Ladysinithj para exportagao
geral.
c) Urma variedade de milho amarelo (cultivada em talh6es bern sepa-
rados do resto da zona) para consumo local e, acesastiamente, para
exportagao.
b) Melhoramento
Seria de maior conveni6ncia proceder a trabalhos sistematicos do
melhoramento das variedades de milho'. cultivadas 1ad Vale do Buzi.
Rsses trabalhos requerem porem conhecimentos scientificos especiais,
apoiadob numa longa experi-encia, de forma que, ao mesmo tempo' que
fripamos a sua vantagem, ndo aconselhamros a 0. 0. B. a empreend4-los,
a menos que consiga valer-se dos services dum trematologisfa.

2) Processos de oultura
a) Escolha da semente
Se os processes de apuramento fitotc.uico s'o dificeis e delicados,
6iltro tanto nao sucede ao trabalho de escolha da semente, que, send
duma grandissima importAncia, 6 duma simplicidade extrema. Referi-
mo-nos, claro estA, nao s6: escolha do stock inicial da semente, como
ainda A que ha a fazer para a semente de cada aiob.
No que respeita A escolha da primeira semente, conv6m acentuar
que a compra de milho em exposig9es agricolas conduz com freqiiUncia
a decep96es. As sacas de milho que obtm ,as melhores classifica66es
nos concursos cont6m grao de grades dimens6es, mas quie nem sempre
prov6m das melhores massarocas, no. devendo por s'se motive atri-
buir-se-lhe um po9tencial produtivo elevado. Por outro lado, tambem
nem sempre as maiores massarocas produzem semente de mais aprecia-
vel qualidade. Uma colheita excelente de grao, sob 6 ponto de vista
commercial, pode provir de plants que de modo algum se deveriam esco-
iher como produtoras de semente, por estarem, por exemplo, cruzadad
cor variedades inferiores; a adoptar essa semente a degenerescencia
sobreviria dentro de pouco tempo, senao no primeiro ano, com certeza
no ano imediato. Em resuimo, 6 nos pt6pfios tenrenos que se ctiltivam
que melhor se condegue fazer unia escolha cuidaddsa e acertada. A
primeira importaya' estA sempre sujeita a ddvidas, que s6 se poderto










atenuar, ate certo onto, recorrendo as EstagSes Experimentais do
Transvaal ou da Rhodesia.
Vejamos agora quais os processes a seguir na escolha do milho para
semente, uma vez obtida a primeira colheita.
Antes de mais nada, acentuemos que conv6m dar a 6ste trabalho
uma verdadeira importAncia, considerando-o uma tarefa especial, e ndo.
operg-lo ao mesmo tempo que se descamisa e debulha o milho. Na 6poca
em que a colheita chegue A maturaio,' deve-se encarregar um empregado
branch em cada talhao de percorrer as cearas,, e colher as massarocas
mais bem conformadas dos p6s que manife'stem maior vigor e producti-
vidade, sem que tivesse havido .aa favorec-los vantagens especiais de
espago disponivel, humidade ou riqueza de solo. E precise evitar a
escolha de massarocas de grande diuwensoes provenientes de p6s que
se encontrem rodeados de muito espaQo livre, dando a preferAncia aos
pes que produziram abundantemente, em comparagco cornvirios outros
situados a pequena distuncia. NAo s6 as dim.i-uls s da massaroca sao
para ser tomadas em linha de conta, como ainda, e principalmente, a
qualidade e aspect do grao, que se deve apresentar. sao, seco e bem
unido.
Os p4s cuja maturacio foi tardia, e em que as massarocas sao pesa-
das por conterem um excess de seiva, devem ser postos de parte. Os
,. pi cujos.colmos sejam curtos e grosses sao, em regi6es quentes como
a do Vale do Buzi, preferiveis aos restantes.
SNo mesmo dia ou dias em que se fez a colheitadas massarocas para
semente, devem elas ser descamisadas e recolhidas em logar s8co e onde
o ar circle livremente, dispondo-se de maneira a nAo tocarem umas
nas outras. A nio ser tomada esta precaugao, todo o trabalho ficaria
inutilizado.
A melhor forma de .s arrecadar e suspend--las cor fio de sisal,
por exemplo, ou entao disp-6las s6bre prateleiras, em curadouros cons-
truidos de madeira e. revestidos de rede de arame. No caso de apareoer
gorgulho, ou qualquer outro parasite, procede-se a uma desinfec9ao
cor sulfureto de caribone, contido em pratos que se colocam na part
superior do curadouro. ]ste deve estar perfeitamente fechado enquanto
se opera a fumigagio, isto 4, durante um period de 48 horas. Meio
quilograma de sulfureto de carbon 6 suficiente para desinfectar uim cura-
douro de 3 metros de aresta.
Ao fim de oito meses de exposiggo ao' ar nos curadouros, as massa-
rocas devem estar perfeitamente secas.. Durante a epoca das chuvas 6
iAdispensavel defendg-las da humidade de tidas as maneiras, ainda qua









se tone necessario eucerra-las em caixotes on barrioas. E preferivel
Mgte uiltimo process, para a semente fioar ao abrigo dos ratios, e 6 boa
precaugao juntar-lhe uma certa quantidade de naftalina, para combater
So gorgulho.
A quantidade de semente a esdolher pela forma que acima se indicou
deve exceder bastante a que se julgue necessiria para a sementeira, de
modo a poder-se proceder a mais outra selecygo antes de a entregar ao
terreno. Esta segunda selecg9o 6 feita logo que terminal a epoca das
chuvas: transportam-se as massarocas para uma casa bem arejada e
domr bastante luz, espalham-se. sobre mesas, e examinam-se cuidadosa-
mente uma por uma, analizando-se nao' s6 a espiga como os graos, para
o que de cada uma se separam alguns. T6das as massarocas defeituosas
quanto a pureza do tipo (tanto quanto o aspect pode indicar), estado
de maturaQio, dimensaes e uniformidade, ou qualquer outro ponto, sgo
regeitadas.
As massarocas escolhidas convem classific~-las em tres giupos (l.a,
2. e. 3.a qualidade) empregando-se as do primeiro grupo na sementeira
e s6 recobrrendo as outras para preencher as falhas, etc.
NAo ha razao para que a semente escolhida desta forma nao germine
bem, mas em todo o caso o mais seguro 6 fazer um ensaio de germina-
9ao. Esse ensaio pode executar-se corn o auxilio duma simples caixa
de madeira de 50 cm. x 50 cm. X 7,5 cm., cheia at6 meia altura com
serradura humedecida. Cobre-se a serradura corn lm pano branch,
dividido em quadrados de 5 cm. de lado por meio de riscos tragados a
lIpis; podem-se ensaiar ao mesmo tempo 100 massarocas nesta caixa de
germinagao, para o que de cada espiga se tiram 6 graos, que se colocam
em cada um dos quadrados, marcando, estes e as massarocas, cor nu-
meros correspondents. Os seis grios sgo escolhidos dois de cada ex-
tremo da massaroca e dois da part media, e em cada par deve cada
grio ser tirado.de lado oposto da massaroca. Feito isto, cobrem-se os
graos com outro pano que se.prega aos bordos da caixa, e enche-se o
espaqq que nesta fica livre cor uma nova porgio de serradura molhada.
Ao fim de cinco ou seis dias, deve-se ter dado a germinagao: obser-
vando-se entAo os diversos quadrados, e v6-se como germinaram os
respectivos seis graos de milho. Desde que dois ou mais tenham fa-
lhado, a massaroca correspondent deve ser post de part.
Em rigor, t6da a semente deveria ser ensaiada por esta forma. Se
por6m dois ou tres ensaios de germina9go indicarem percentagens satis-
fat6rias, podem-se considerar suficientes 6sses ensaios.
A uiltima operagAo a executar para completar a escolha da semente







54

consist em cebulhar A mao as massarocas apartadas, escolhendo os
grAos da part media de cada uma, de modo a obter a major uniformi-
dade posshiel, on en.to empregar um desearolador munida de aparelho
de selecciouar, o que 6 com certeza mais prt.ico tratundo-se de grades
quantidades de semente.
Os processes de esc6lha que ficam indicados slo, como se vB, duma
simplicidade extrewa, mas da sua conscienciosa execucAo depend, numa
larguissima part, o sucesso da exploracao. Podeir objectar-se que, na
grande cultural, 6 dificil p6-]os em pritica corel o cnidado que se exige:
afigura-se-nos porum que, seudo, coomo 6 natural, dividida em talhoes a
zona destiuada A cultural do milho no Vale do Buzi, e ficando um em-
pregado branco A test da exploraCao de cada um tdies, as coudiW6es
em que 6sse empregado so encontra sdo similares As de qualquer tfrmer
da Africa do Sul on do Middle West dos Estados Unidos. Nao hi por-
tanto razAo para que nAo d, conta dum t.rabalho que esses farmers
normalmente execut.am, send; para mais, esta t.raballo, repetimos, de
primacial importancia para o ksito da cultural.

b) Trabalhos de mobilizacio do solo
com o fim da prepara-aho da cania para a semente
i Tllage is manure. Utma terra bemn preparada, onde o ar e o calor
entrem com facilidede, oujas particular bernm mobilizadas nao oponham
gbstaculos ao desenvolvimento do sistema radioular das plantas,- onde
a huinidade se conserve bemn, sem ser em excess, onde se estabelegam
Seondigses favorAveis para.a actividade das bacterias, de modo a tornar
Srapida a decomposigao da materia organici, e a conduzir rapidamente
ao estado assimilavel as substAncias nutritivas que o solo cont6in-6
condigao essential para o bom resultado da cultural.
E necess6rio,- em primeiro logar, obter urma cama para a semente
profunda e bern pulverizada, com o fim principal de assegular As plants
umr ffcil desenvolvimento do raizame. A f6rma de a con-seguir difere,
6 claro, cor os climas e corn os solos: vejamos quais os metodos mais
aconselhaveis nas argilas pesadas do Buzi, e sob um clima caracteristi-
oamente tropical ,coeo 6 o da regiao.
: E preciso, antes de mdais nada, nao perder de vista que a lavoura
da vasta extensAo de terreno que se project trazer A cultural s6 pode
S, ser efeotuada recorrendo-se a meios mecanicos de grande potancia, e
.. isto por duas razoes principais-: primeiro, a mro de obra que se con-
seguir alcangar terA de ser principalmente empregada'no amanho e
colheita da ciza de agioar, que nao 6 possivel realizar mecanicamente;








55

por outro lado, nuo s6 o gado nao abunda na explora9eo, como ainda
.seria- impossivel, com o emprego da trac5ao animal, fabricar, cor a
coiveniente: opo'tunidade, ulra irealde algmunas centenas ou minlhares
:de-hectares. E estoe umr ponto s6bre que 6 initil insistir, tanto mais
quo, a nao se eiaprieggaEin charruas robustissimas e e "construgAo espe-
cial, e tractors ou m6quinas de trac9ao por boabo potentes, nao hU forma
Sde aprofundar as lavouras,' dada a grande compacidade da maioria dos
terrenos do Buzi, al6m dnm limite que dezforma alguma pode ser con-
:siderado satisfat.6rio. 'Acresce que as lavouras de preparacao, corres-
pondentes ao que em Portugal se chana alqueive e nos Estados Unidos
fall plowing, sdo executados em Ag6sto ou Setembro, logo.a seguir a
colheita, e portanto na 6poca em que o solo se tornou extremamente
duro, dificilimo de penetrar.e revolver.
Ao referirmo-nos a necessidade- de proceder a uma mobilizacAo
s fund i' do terreno, conv6m fixar desde ja a nossa maneira.de ver s6bre
um ponto que se nos afigura de capital importancia,. Se 6 facto que
se deve" aumentar tanto quanto possivel o cubo da terra onde se desen-
volvem as raises, nao 6 menos certo que, apesar da grande espessura
que geralmente caracteriza os solos do Buzi, pode ter os mais graves
riscos trazer A superficie as camadas relativamente profundas do terreno,
como sucede quando se praticam lavouras a maneira ordiuiria. Com
efeito, embora a riqueza quimica -do terreno seja mais ou menos uni-
forme, outro tantb nao sucede A sua actividade biol6gica, que decresce
muito rapidamiente corn cada centimetro que se acrescenta A profundi-
dade da lavoura. Este facto, alias conhecido em terras exploradas du-
rante largos periods, torna-se particularmente sensivel nos .solos vir-
gens, e explica numerosos casos de insucessd devidos a ter-se lavrado,
logo de comego, a uma profundidade exagerada, stm tomar. em conta
os inconvenientes que advem de se misturar terra inerte, a morta por
assim dizer, comr o solo meteorizado, e por isso aotiv6, da superficie.
Assim sucede que, em mais dum exemplo, cultures efeotuadas em Africa
corn o auxilio da alfaia aperfei9oada tem falhado completamente, ha-
vendo, a pouca distancia e em condi95es id6nticas, cultural dos indige-
nas da regiao prosperando perfeitamente, apesar do insignificant ama-
nho que a terra recebe.
Quer isto dizer, por conseguinte, quo a profundi-dade das lavouras
S ordinArias s6 muito lentamente deve progredir, devendo-se, a nosso ver,
lavrar pela primeira vez a 15 centimetros, quando muito, e, em cada
ano, aumentar essa fundura 2 centimetros apenas.
Este trabalho nao daria resultados bastante rp6idos se f6sse 61oe









.inijco a ser efeLc~!ndo. Sucede, por4m, que b. form de o completar com
putr.o, que o precede, e que podemos chamar a a escarificagpo v do terreno.
Epta operagao 6 executada pela maquina a que os Americanos e os
Ingleses chamam Subsoiler (subsolador), mas que, em terrenos tio pro-
fundos ,como os do Vale do Buzi, se limitaria, na maior parte dos casos,
a fazer a primeira mobilizaqao do solo. Quando dizemos a mobilizaggo D,
referimo-nos ao rasgamento da terra, A. abertura de fendas no terreno,
sem que haja qualquer cortese reviramentao da leiva. Desta forma, hao
se realize a mistura das camadas inferiores corn as superficiais, e evita-se
portanto o inconveniente a que acima aludimos: dA-se porem a meteo-
rizagao' do terreno, por isso que o ar e a chuva penetram ficilmente
pelas fendas abertas, pondo-o em condig9es, o que 4 essential, de arma-
zenar humidade que a capilaridade conduzira depois As camada.s supe-
riores onde se desenvolvem as raizes das plants.
O pr6prio objective d6ste trabalho indica a 6poca em que" 6e deve
ser feito, ou seja em;Ag6sto ou Setembro, imediatamente ap6s a colheita.
Nessa 6poca as argilas do Vale do Buzi est~'o s6eas, requeimadas pelo
sol, endurecidas ao .mximo, e corn tend6ncia natural para abrir fendas:
,a passage do escarificador, trabalhando A profundidade de 60 cm.,
deixa, cor um intervalo de 45 cm., rasgbes verticais que, sem se revol-
ver, o solo, o deixam aberto A acgao dos agents mete6ricos. Assim
deve ficar, durante uns dois ou tr6s meses, at6 cairem as primeiras chu-
vas. Na regigo do Buzi ha em. geral e esta circunstancia 6 altamente
favoravel- alguns chuyeiros intensos, mas de curta duragao, nos fins
de Outubro; passados Ales, volta a haver um period seco, atW prin-
cipiar, por volta do final de Novembro, a estagio das chuvas. Ora
acontece que, terminados'8sses aguaceiros de Outubro, a terra fica e
isto 6 regra nos terrenos argilosos em excelentes condigces para ser
fabricada. 0 trabalho da charrua de discos, sobretudo, e facilimo, e a
pulverizagao que se obtim quasi perfeita. A ac9ao., exercida logo a
seguir, das grades de discos e dentes, complete essa pulverizag~o, des-
fazendo os torr6es, e reduzindo a terra a particular finissimas.
Fica portanto o, terreno constituindo uma 6ptima. cama para a se-
mente, que os semeadores mecanicos depositarao a:espagos regulars e
a uma profundidade uniform.
As operacGes a efectuar serao portanto, em resume, as seguintes:
Imediatamente a seguir A colheita s6bre o restolho:
1.1 operagoo:
.(a) EscarificaFao do terreno a 0.60 m. de profundidade, por meio de
subsoladores de 5 ferros.'










Depois das primeiras ,guas, e logo a seguir a estas, de forma a ficar
livre para estes trabalhos e para a somenteira o period que decorre at6
ao comego da estaqao'das ohuvas.

2.a operacro:
(b) Lavoura a 15 cm. de profundidade (aumentada 2 cm. oada ano),
por meio de chaituas pesadas de 5 discos.

3." operagno:
(c) Gradagem do terreno lavrado por meio de grades de discos.
(d) Grradagem do terreno: por meio de grades de dentes (1).

NOTA. -A partir do quinto on sexto ano, comega a esearificaclo a ser menos ne-
cessAria, podendo fazer-se em anos alternados, e mais tarde s6 de dois em dois anos.
Nestas condigaes, nos anos em quo so nio escarificar o terreno, serA 6ste lavrado em
A.g6sto-Setembro corn as charruas de discos'a 25 ou 30 cm. de profundidade, e gradado
mais tarde, imediatamente antes da-sementeira.

Material

Indicamos a seguir os tipos de miquinas, que em nossa opinito, fun-
damentada numa larga experi-~ucia, se devem adoptar. Apontamos a
composieNio dum grupo -porque somos de opiniao que o, material deve
ser adquirido a pouco e pouco, conform se vai ampliando a exploragao,
e sempre por grupos iguais ao primeiro.
Assim (salvas quaisquer modificagaes que a pritica aconselhe) sera
por inidades similares- ( (unit plants come dizem ds Americanos-,
que o material ira aumentando, process 8ste que dard em resultado
obfer-se uma grande uniformidade e redugto no numero de tipos de
miquinas empregadas, 6 que 6 duma 6bvia vantage, quant.o A instruc-
90o-do pessoal, composigao dos stocks de sobressalentes, etc.

(I) Composigao de urm Grupo Unidado de material para escarifioagao,
lavoura e gradagem

(A) Tractores
2 tractores ]Holt Caterpillar de 10 Ton. (40-60 H. P.), fabricados pela
Holt Mfg. Co., de Peoria, U. S. A.


(1) As operaqoes (c) e (d) sio efectuadas ao mesmo tempo.







58

Acess6rios para os mesmos (capota, tambor de transmission e far6is).
SSobressalentes para os mesmos.

(B) Eseariflcadores
2 esoarificadores de 5 ferros (Five Standart Automatic Subsoiler),
fabricados pela Killefer Mfg. Co., de Los Angeles, Cal., U. S. A.

(C) Charrnas
2 charruas La Crosse Texas Beeter de 5 discos de 28", fabricadas pela
La Crosse Plow Co., de La Crosse, Wis., U. S. A.
(D) Grades
4 grades J. I. Case Extra Heavy de 32 discos de 18", fabricadas pela
J. L. Case Plow Works Co. de Racine, Wis., U. S. A.
4 grades J. I. Case Critic de 75 dentes de 9/16", fabricadas pela
mesma Companhia.
Sobressalentes para as eharruas e grades.

NOTA. Em trabalho de gradagem, cada tractor de 10 Ton. reboca 2 grades de
discos e 2 grades de dentes, umas e outras atreladas a par, e as grades de dentes atras
das de discos.
c) Sementeira
A sementeira, que, claro est,, tem de ser operada meoanicamente, 6
convenience, a nosso ver, que seja simplificada o mais possivel. Equi-
vale isto a dizer que nao vale sequer a pena. referirmo-nos ao check
row method, apesar da economic que proporciona quando as areas a
cultivar sao pequenas e se dispae de pessoal t6cnico hAbil.
0 tipo de semeador a empregar deve ser, em nossa opiniao, o Corn
and Bean Planter, No. 6, fabricado pela J. I. Case Plow Works, Co.
As suas vantagens essenciais sao uma grande simplicidade e solidez,
e o facto de se poder ajustar a largura das carreiras que semeiam desde
0.60 m.,at4 1.20 m. 0 tipo vulgar acha-se munido de patios (runners)
mas podem-lhe ser aplicados dois pares de discos, de modo a armar a
terra em camalhlo., sendo insignificant a diferenga de prego.
Empregando sste mod6lo de miquina, fiar-se hb habilitado a adop-
tar a orienta9go que se quiser no que respeita A densidade da seinenteira
e ao modo de armar o terreno, orienta9go que por enquanto naq 6 pos-
sivel definir. 'Com efeito, relativamente ao afastamento das carreiras,
e das sementes na mesma carreira, nao.hi actualmente dados que nos
possam elucidar, porque certpmette npo &os remo guigr ,prges 'pelo










que- se term obtido nos Estados UTnidos e no Transvaal. Por outro lado,
.so a drenagem for bemn executada, a terra pode sem inconvenient
4 gumn fioar ((a rosa ), isto ', plaua, sem camalhses; se, pelo contrario, o
.stenma geral de enxigo far defiriente, por mal executado, convirA entgo
completar.a sua aca0:o fazendo que os pFs de milho nasgam s6bre com-
bros, e deixando, entire estes, regos para o escoamento das aguas super,
abundantes.
Tampouco temos elements de informa90o relatives a profundidade
a que mais cou'vita entericar a semente, embora a natureza do solo indi-
que que, provavelmente, devera estar compreendida entire 2 e 5 cm. E
6ste outro ponto a investigar experimentalmente, embora isso em nada
. afecte a escolha do tipo de,semeador, visto que as extremidades dos
tubos condutores da semente podem descer at6 10 cm., se precise fOr.

Material

(II) Composiqgo de um Grupo -Unidade de material para sementeira da area
fabrioada pelo Grupo I -

15 semeadores de 2 oarreiras J. I. Case Corn and Bean Planter, No. 6.
Scorn on sem Disc Furrowing Attachment, fabricados pela J. I. Case Plow
Works Co., de Racine, Wis., U. S. A.
Sobressalentes para 8ste material.
d) Amanho
A importancia dum amanho cuidadoso das cearas de milho 4 bem
evidenciada pela experiencia seguinte, feita durante 3 anos na EstaqLo
Experimental do Ohio: Em terreno f6rtil e de qualidade uniform, ten-
do-se feito a mobilizag8o do solo cor igual cuidado, semeiaram-se various
talh6es da mesma variedade de milho, sendo a semente rigorosainente
escolhida. Alguns talh6es foram devidamente saohados; nos restantes
nAo se faz amanho algum, deixando orescer livremente a herva: a dife-
rena .de .produg9o entire uns e outros foi de 3,883 kgs. (43 sacos) por
hectare, send a dos primeiros 4,647 kgs. (51.5 sacos) e a dos segundos
764 kgs. (8.5 sacos).
A rapidez cor que a herva se desenvolve em Africa impoe a neces-
sidade de amanhos repetidos. Somos de opiniao que asses amanhos
devem ser feitos de duas forms: pouco depois da sementeira, quando
o milho comepa a romper, far-se hao, cor um certo intervalo, duas
gradagens rapidas, de prefernncia cor grades loves do tipQ Acme; logo










que as plantas comecem a -desenv6lver-se (desde que atinjam oito ou
dez centimetros de altui'a) passar-se ha a fazbr uso do cultivador. No
primeiro amanho comn Sate instrument, a profundidade deve ser muito
pequena; depois, pbderA aumentar-se progressivamente, sem' todavia
exceder uns 8 a 10 cm. Convm, corn efeito, nao perder de vista que
o fim essential do amanho 6 destruir o capim, e nao mobilizar o solo,
que o fabric que precedeu a sementeira deve ter pulverizado suficien-
temente.
Quanto A amont6a, 6, a nosso ver, uma operag9o inutil, desde que
aquelas a que nos temos referido at6 aqui sejam cuidadosamente exe-
cutadas. A experiAnciE dira se 6ste modo de ver 6 justificado on noo.
0 tipo de cultivador que indicamos 6 o New Texas Corn Cultivator,
fabricado pela J. I. Case Plow Works Co. Tern a recomendA-lo uma
exceptional robustez, que o torna apto para traballos em terras novas
e solos pesados, o que em regra nao sucede aos instruments d6ste
tipo, construidos para operar nos terrenos, leves do Middle West. As
rodas podem colocar-se a uma distAncia uma da outra variAvel entire
0.90 m. e 1.40 m., amanhando-se de cada vez dois intervalos entire car-
reiras. Tem ainda a vantage de poder ser conduzido, on por um
home sentado na cadeira, on por dois homes a pB, conforme se dis-
'p6e ou nio de pessbal adestrado.


Material

(III) Composiglo do Grupo -Unidade de material para amanho da area
fabrioada pelo Grupo I e semeada pelo Grupo II

30 grades Acme, de qualquer fabricante, podendo servir as que se
encontram A venda na Rhodesia (Salisbury, Bulawayo, etc.).
30 cultivadores J. I. Case New Texas Corn Cultivator, No. 736, de
4 ferros, fabricado pela J. 1. Case Plow Works Co., dp Racine, Wis.,
U. S. A.
Sobressalentes para 6ste material.

1NOTA. Cor o empr6go hibil do material que comp5e os grupos I, II e III, deve
com facilidade cultivar-se uma Area de 300 a 500 hectares. Supondo que, da Area total,
se chegariam a explorer anualmente 3,000 hectares, ficando 1,000 para pousio, seriam 6 a
10 grupos (I) e outros tantos grupos (II) e (III) os necessArios. HA a notar porem que,
acidentalmente, poderiam as mAquinas Fowler e respective material, que habitualmente
servem a cultural da cana de ag~car, ser empregadas em concorrencia cor os tractores
Caterpillar nas terras de milho.










e) Colheita
Nos.paragrafos precedentes temos indicado sem hesitacgo various tipos
de maquinas; de cuja eficAcia estamos completamente seguros. Outro
tanto nao sucede as miquinas, de variados tipos, que se ter estudado
e construido.para fazer o c6rtoe colheita do-milho, quer este se destine
a forragem verde, quer a ensilagem, quer A produgoo de grao. T6das
estas maquinas (corn binders, corn shockers, shock loaders, corn pickers,
etc.) sao complicadas e ficeis de avariar, de forma que o seu empr8go
em Africa esta sujeito a tdo variadas conting8noias, que se torna dificil
recomendi-lo. No folleto intitulado The Use of Machinery for cutting
Corn (Farmer's Bulletin 992), acham-se descritas algumas dessas miquinas
e discutida a sua utilidade. S8bre 6ste ponto, por6m, nio tomaremos
qualquer responsabilidade, influindo para isso bastante o facto de, na
Africa do Sul, nao terms encontrado um s6 exemplo de bom trabalho
realizado corn elas, nao faltando alias as regimes onde a escassez de
-mro de obra as tornaria muito desejaveis, se o sen funcionamentof6sse
satisfat6rio. Julgamos pois que s6 a brago se poderi fazer a colheita,
o que de resto serA sempre ficil, se se dispozer da mao de obra que,
em certas 6pocas do ano, a cultural da cana de agiicar reclama. Tra-
tando-se de cortar p6s de milho para ensilagem, achamos vantajoso
que se use, como vimos fazer no Natal, a navalha cor que habitual-
mente se corta a cana. Ainda neste caso o stalk-cutter, miquina que
na America se emprega para este fim, se nos afigura ineficaz em Africa,
por isso que a velocidade dos bois, muito reduzida, em rela9go A dos
cavalos que se. utilizam nos Estados Unidos, nao 6 suficinte para im-
primir as facas dos aparelhos a rapidez suficiente para o corte se poder
fazer regularmente.
f) Debulha
Feita a colheita das espigas e a sua conduggo para as plataformas
s6bre estacas do tipo usado em t6da a Africa do Sul, resta, assim que
as massarocas estejam completamente s8oas, descamisA-las e debulhi-las.
0 material que'para 8ste fim aconselhamos, 6 o de qualquerdos seguin-,
tes fabricantes: Marshall; Clayton & Shuttleworth; Ruston, Proctor &
Co., Ransomes, Sims & Jefferies; ou Garrett & Sons.
Algumas destas maquinas podem descamisar e debulhar um saco de
milho,por minute, e os models mais aperfeiqoados fazem a limpeza e'.
selecg9o do grao. Para economic e bomr aproveitamento de transpor-,
tes achamos por6m preferivel, a uma maquina de, grade rendimento,
diversas miquinas de dimensees medias, adstrita cada uma a um talhaO









de oultura. 0 grao seria expedidd, depois de terminada a debulha, para
um armaz6m central.
g) Armazenagem
Para a arrecadagoo do grao debulhado, que conv4m reiinir num s6
ponto, torna-se indispensivel a construqao dum armaz6m em perfeitas
condiq5es, que se localisar6, ou no Terreiro da Luta, ou junto do local,
que se- venha a fixar para embarcadouro. Anexo ao armaz6m, conv4m
estabelecer uma instalaao para secagem do .milho, de modo a ficarem-
prevenidas t6das as.hip6teses'desfavoriveis.
Em nossa opiuiao, egtas instala9oes devem assumir uma importincia
grande, por isso que nao 6 de esperar que, por um largo period, o
porto da Beira esteja convenientemente apetrechado para fazer a expor-
tag&o de cereais com todos os cuidados que ela requer. Alm disso,
muito terA a lucrar a 0. C. B. em so tornar independent de quaisquer
entidades estranhas no que respeit.a a said dos seus produtos. Se o
milho, quer seja ensacado quer expedido a granel, f6r. carregado em
baroagas (barges) no pr6prio rio Buzi, nada se oppe a que seja condu-
zido directamente aos navios, send portanto baldeado uma Anica vez,
e nao trAs vezes, como sucederia se tivesse de ser enviado para o cais
do porto da Beira.
Assente esta orientag9o, temos de discutir (a) a conveninncia de ex-
portar o milho a granel, e nao em sacos, e (b) a vantagem de se proce-
der a secagem do cereal antes de o armazenar.
(a) A superioridade da exportagio do milho a granel s6bre a ensaca-
gem depend de tres factors principals, quais sejam: (1) a economic.
no custo dos sacos; (2) a economic nos fretes, visto perder-se menos
tempo nos dois extremos-da viagem maritime, por a carga e a descarga
se fazerem cor maior rapidez;. (3) a maior uniformidade que se obtem
no cereal carregado a granel, porque no milho nessas oondi9ges t&das
as diferengas pequenas so obliteram.
Todo o milho da Russia e do Danubio que sai pela barra de Odessa
6 exportado a granel, e da mesma forma o da Am6rica do Norte. O
milho argentino 6 expedido em sacos on a.granel, predominando larga-
mente esta Altima forma.
Sir Thomas Price, no seu Report on the Storage and Handling of Grain
in Europa, United States of America and Canada, chega a conhcusao de,
que a economic total no free maritime da Africa do'Sul para a Europa
obtida pelo transport do milho a granel, se pode computer emn 5 .
por tonelada (isto em 1911-), a que hi ai jtntar 3 s. 4 d. (metade do valo,








6G

dos; sacos) por tonelada; 6stes- s nmeros esfto hoje alterados, mas a
diferenga presumivel a favor da exportag9o a granel 6 ainda mais pro-
nunciada. Este relat6rio, ouja autoridade 6 reconh.cida por todos os
t6cnicos do assuuto, e de todo o ponto favorivel a construg&o de ele-
vadores em todos os centros produtores de bastante importAncia, afir-
mando inclusivaimente que, nos elevadores de grande capacidade, o
custo do trabalho 6 apenas 1/4 do que seria se o milho estivesse ensa-
cado, e f6sso baldeado A maneira, bdinaria.
A questAo a, que vimos fazendo refer6ncia tem, al6m do lado t6cnico,
o aspect commercial, e por 6sse, motive nio nos pronunciaremos s6bre
o assunto duma maneira definitive. Quanto A construaio dum elevador,
6 da competAncia de engenheiros especializados e de companhias cons-
trutoras especializadas tamb6m, tornando-se indispensivel recorrer a
uns e a outras, a entender-se convenience faz6-las. Pela nossa part
diremos apenas que 6 possivel construir-se um armaz6m em excelentes
condig9es embora duma estrutura muito simples como. o que existed em
Mariannhill, Natal, e que represent a transigb o entire o armaz6m vul-
gar e o ap.erfeigoado. Trata-se dum edificio de beto. armado, con-
tendo eineo grandes compartimentos revestidos de cimento, corn a
capacidade de 45 toneladas cada umr. Q edifioio tem 12 metros de
altura, e as paredes sao duplas, ficando as paredes mais distantes a
1 metro. IUma disposig9o muito simples, que consta de dois parafusos
de Archimedes e dum elevador de alcatruzes, permit transportar-se o
milho duma maneira continue, duma tulha para a outra, ou faz6-lo sim-
plesmente percorrer duas vezes o comprimento e a altura do edificio,
regressando A tulha de onde saiu. Por Aste process efectua-se meca
nicamente, sabre uma grande quantidade de cereal, uma- opera9qo cor-
resporidente ao padejamento que se pratica nos pequenos celeiros, e que'
6 suficiente para eliminar- o perigo que possa advir do gorgulho, da hu-
mindadef etc.
Ainda porem'que a eonstrugAo tenha um cartiter de grande sim,
plicidade, 6 convenience confiA-la a engenheiros especialistas do assuntoi
oomo se se tratasse dum grande elevador. Spencer & Co., de Melksham.
Wilts, e Henry Simon, Ltd., de Manchester, s0o as duas firmas-inglesas
mais importantes da especialidade, tendo qualquer delas agents t6cnicos
na Africa do, Sul (Port Elisabeth). Dentre as firmas americanas pode-
remos citar a Mac Donald Engineering Co., a John Metcalf Co., a
Burrell Engineering and Construction Co., t6das de Chicago. Qual-
quer destas obmpanhias, sendo-lhes fornacidos os dados que constant
date relt6rio, podera elaborar um projeoto de armaz6m perfeitamento




'J


64

adaptado ao fim que se preteude obt.er, e porventura, nao diremos um
orgamento exact, mas uma estimativa mais on menos aproximada do
respective custo.
E claro que um armaz6m cor a capacidade do de Mariannhill seria
insuficiente quando ji houvesse uma extensao grande de terreno a pro-
duzir. Ha pois a prever de future a construyao doutros armazens
semelhantes, ou, o que sera provAvelmente mais prtico, a amplia9~o
do primeiro armaz6m. E esta uma das raz6es que aconselham a edi-
fica9go dum armaz6m dsste g6nero, de praferencia ao elevador tipi-o,
que seria. necesssrio construir com' a capacidade definitive, imobilizan-
do-se portanto um avultado capital. Um elevator capaz de arrecadar
t6da a produ9go que possa vir a haver, teria de ter uma capacidade
de 6,000 tons., e custaria perto de 4100,000, ao passo que armazens do
g6nero que indicmos, cor a capacidade de 250 tons., devem importer
em 41,200 cada um.
(b). Outro ponto que se torna necessario considerar coin a maior aten-
9io e o que se refere ao emprAgo de secadores.
E efectivamente urna absolute necessidade que o milho esteja, antes
e na ocasiao do embarque, suficientemente sco para que nao corra o
risco de se avariar antes d8ste, e durante a viagem maritima.
Demonstram as, experinncias a que o Sr. J. Burtt-Davy procedeu
em Durban que o milho pode center 12.5 a 13.5 por cento de humidade
a chegada A Europa, sem que por isso deixe de estar perfeitamente s0o.
Como porem adquire em trAnsito 1.5 a 2 O/o, em mrdia, de humidade,
nio deve center mais de 12 O/o ao sair dos portos africanos. Verificou-se
que uma amostra cor uma percentage de humidade de 12.7 na ocasiao
do embarque chegou ligeiramente avariada ao p6rto do destiny, isto
devido a ter adquirido mais 1.70/o em transit, o que elevou a percen-
tagem a 14.2.
Notou-se que o milho contend 16 0/o de humidade pouco mais absorve
(0.02 a 0.86 O/o) em transit. So porem a percentage for mais baixa,
absorve sensivelmente mais, como se disse. Em resume, a conclusao
e que 12 O/o 4 a maxima percentage de humidade admissivel para que.
nao haja risco de se .avariar o cereal a b6rdo.
Para a secagem do milto I$ vArios aparelhos em funcionamento nos
portos da Africa do Sul e da Africa Oriental Portuguesa. Somos de
opiniao que se deve preferir o modelo intitulado The Hess Grain Drier
and Cooler, construido pelos Srs. Henry Simon, Ltd., de Manchester.
I grande a perfeigCo do trabalho d6ste aparelho, que opera a secagem
por meio de ar quente, que envolve cada grao, send depois efectuado











0 arrefecimento por meio duma corrente de ar frio. As duas operacges
realizam-se automAticamente, sendo facilimo regular e conduzir o apa-
relho.
Somos de parecer de que devera haver uma instalagao d6ste tipo,
corn a capacidade que os fabricantes aconselharem, anexa ao armaz6m
ou elevador de milho, devendo 6ste passar pelo secador antes da arma-
zenagem, e, se f6r precise -o que nao 6 de modo algum para prever-
imediatamente antes do embarque.

h) Ensilagem dos pes de milho
Feita a colheita das massarocas, 6 precise aproveitar o residue, a
part das plants que fica no terreno, que os ingleses e americanos
chamam stovers.
Uma das formas de o fazer consist simplesmente em deixar no ter-
reno os p6s do milho, e entreg-los .ao gado (especialmente bovine) que
consome as massarocas que se perderam durante a colheita, e parte do
restolho. Este process estA, nos Estadods Unidos, inteiramente con-
denado, em virtude do grande desperdicio que implica: os p6s do milho
secam tAo rApidamente depois da colheita das espigas, que uma grande
.parte dos seus principios nutritivos desaparece antes que o gado a possa
aproveitar; as qualidades sipidas da mat6ria vegetal decrescem, de
forma que uma proporg.o considerivel nao 6 consumida, antes de inn-
tilizada, pelos animals. Em Africa somos levados a pensar duma ma-
neira bastante diferente. E precise notar que os residues da ceara,
embora o gado ndo os aproveite bem, nao sdo inteiramente perdidos,
por isso que a lavoura de alqueive, quando se pratique logo a seguir
A colheita, os incorpora no solo, fazendo assim uma restituicdo que,
embora incomplete, 6 para apreciar em terras onde- nao se project
fazer adubages. 0 process, apesar de agron6micamente defeituoso,
nao 6 portanto para se p6r inteiramente de part nas condic6es espe-
ciais que prevalecem nos terrenos estudados.
Conv6m todavia que uma part dos residues da ceara seja mais
cuidadosamente aproveitada, e isto principalmente porque 4 indispen-
sAvel fazer uma important reserve dos alimentos para o gado bovino
de trabalho. Esse gado tern necessriamente de ser numeroso, para
os servigos da sementeira, sacha e transportes por ocasigo da colheita;
e, se 6 facto em que h' uma larga 6poca em que o seu custeio 4 insigni-
ficante, nao 6 menos verdade que, no period mais seco, 4 dificilimo
sustenti-lo convenientemente. Essa criseperi6dica 6 o grande mal dos
farmers de Chimoio, e a C. C. B. tamb6m nao o desconhece de todo.
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", .portanto da maior conveniancia constituir uma boa reserve i:e ali-
mentos para quando, as dificuldades se levantem, e isso pode conse-
guir-se, melhor do que por qualquer outro process, ensilando stoves.
A nossa opiniSo 6 que, junto aos centros dos diversos talhaes que
se demarquem na Area a cultivar, devem estabelecer-se silos de secgAo
circular, construidos de ciiento armado. E esta uma obra muito simi-
lar, sob virios pontos de vista, ao elevador do cereal, e por issd se nos
afigura vantajoso entregar a sua edificagAo aos empreiteiros que se
encarreguem do elevador. Nao quer isto dizer que a construgo dos
silos oferega quaisquer dificuldades t6cnicas: Anicamente sugerimos o
process de levar a cabo essas obras que julgamos mais pratico. Outro
caminho a seguir seria importar silos metilicos, identicos aos. que o
Governo Portugues adquiriu na AmBrica e instalou em virias Escolas
Agricolas, munidos de corta-ensilagem e aparelho de eleva9po. A capa-
oidade d8sses silos poderA orcar por 50 tons.; referimo-nos, 6 claro, A
ensilagem de p6s de milho cortados, e nao inteiros, como os lavradores
sul africanos gera.1mente os deixam.
SPara a colheita de p4s de milho para ensilagem feita a bra.o, como
dissemos na alinea f), e usando-se a navalha de cortar cana de agicar
bastara reservar uma Area, variavel corn o nuimero de cabegas de gado
de trabalho existentes, relativamente pequena em relag9o & Area total.
Na restante superficie, o rest6lho sera enterrado pela lavoura de al-
queive, ou pela lavoura de sementeira nos anos em que se proceda a
escarificaggo (alinea b)]. E claro que o talhao onde se corba o material
para ensilagem deverA ser deslocado todos os anos para um ponto
diferente.
Sao os mktodos que acabamos de citar os que reputamos mais apro-
priados para a exploragao do milho em grade que a C. C. B. project
executar, e nao hesitamos em afirmar que, a serem postos em pritica
cor bom crit6rio t6enico e perseveranga, conduzirao a Companhia a
um logar da maior importancia entire os produtores d6 milho, nao dire-
mos s6 da provincia, mas de t6da a A~frica.


V) Culturas e explora5ses acess6rias


Neste capitulo desejamos aludir rhpidamente A vantage de instalar
ou, desenvolver algumas cultural e explora95es, que nAo fomnos encar-
regados de estudar, mas que se integram no piano geral da explora9go,,'










e que certamente contribuiriam duma maneira notavel'para equilibrar e
completer Psse plano.' '
1) Cultural do arroz

Uma .das cultures, que em nosso entender, deve ser olhada com
aten9ao, 6 a do arroz, n~o s6 pelas boas condig9es do mercado de ex-
portagao, como ainda pela vantage que 6sse produto oferece para a
alimentagao do pessoal indigena que a C. C. B. emprega.
Torna-se na verdade necesslrio atrair a mro de obra, cuja obtenqgo
vai sendo cada vez mais dificil; e se, eoonomicamente, houver maneira
de fornecer ao pessoal alimento variado e que l8e aprecie, com certeza
se ter copncorrido para chegar a soluguo dum problema de capital im-
portancia.
Tem a 0. C. B. terrenos muito apropriados para a cultural do arroz.
Entre 6les estao os que a langua da Tova hoje cobre em grande part
atravessando as concessoes de Tova, M'Dundo e Inhamita numa exten-
sgo de, apr6ximadamente, 6 quil6metros, e uma largura m6dia de 200
metros. Sao pois 100 hectares, pouco mais ou menos, que sem dificul-
dade se poderiam afectar A cultural orizicola, supondo que os sistemas de
rega e de enxugo ocupariam 20 hectares. Esses sistemas reduzir-se-iam
a dois canais de rega bordando a langua de um e doutro lado, e uma
vala de drenagem ao centro. Entre as duas valas de irrigag9o armar-
-se-ia o terreno em, canteir6s A maneira ordinAria.
A cultural do arroz ainda se poderia ampliar, alargando-se pela con-
cessao da 0. C. B. que confina a montante corn os terrenos da: Ihovo,
e a juzante cor a Chipafa, cor 1,000 hectares de superficie. Ha ainda
uma concessdo de 3,070 hectares que em parte se poderia aproveitar
para o mesmo fim. HA; 0 certo, um factor restritivo, cujo alcance n'o
temos dados. para avaliar: o grau de salsugem das Aguas de rega nesta
regiao, que 6 j6 bastante para tender.

2) Cultural das auranoikceas

Pelo que vimos e averiguamos em muitas farms vizinhas' das con-
cessoes da C. C. B., nao temos receio de afirmar que a cultural em
grande das auranciaceas (sobretudo laranjas e toranjas), seria altamente
lucrative, se a exportaqao fOsse convenientemente feita.
Estas frutas poderiam entrar nos mercados da Europa mais cedo
que as da Africa do Sul, em condic6es portanto de grande superioridade
sobre o concorrente mais perigoso.







68


A Uarea destinada a exjplora9ao das auraunciiceas distribuir-se-ia por
talh,5es interc.alados na superfti:ie destinada a cana de aqi.-ar na zona
mais vizinha do Terreiro da Luta. 0 sistema de irrigag9o respective
iria entroncar con o da cana sacarina, abastecendo-se nos canals pri-
mArios do Terreiro da Luta, por exemplo.

3) Cultura do algodao

Da ,r'ea total da Concessao de Tova, 1,000 hectares estio incluidos
na zona destinada A cultural do milho, e 100 hectares poderao,, cmo
dissemos, ser aproveitados para o cultivo do arroz. Restam 880 hecta-
res de 6ptimo terreno, servidos directamente pelo caminho de ferro,
que conviria aplicar a uma cultural remuneradora. Caso as circunstAn-
cias o permitam, seria vantajoso tentar a explora9Ao do alg6dao. I
facto que esta cultural delicada, e.exige um tratamento cuidadoso; o
exemplo, por6m, dos resultados obtidos em regioes vizinhas (Farm Ataide,
etc.) sao muito animadores, e tornam sste assunto digno de atenygo.

4) Criagao de gado suino

A transformaggo em came de porco do milho que por qualquer cir-
cunstancia se tenha tornado impr6prio para a venda 6 um indispensAvel
complement duma explorag9o bem montada diquiele cereal. Ha tam-
bemr a notar que se poderia tirar um grande partido do stove que nao se
quizesse aproveitar doutra forma e da ensilagem superabundante. Os
melagos residuais da indistria do aglcar teriam tambem, na engorda dos
suinos, uma excelente utiliza'go.
E nossa impressAo que o porco care ter de ser inteiramente p6sto
de part, e que se deve ensaiar a introdugao do tipo alentejano, cuja
robustez e rusticidade 4 de molde a iinspit'ar maior confianga.

5) Indiistrias diversas

Varias indfistrias se poderiam instalar nos dominios da 0. C. B. com
grandes probabilidades de 8xito. Entre elas citaremos:
1) A indistria da serra9eo, conservacao e tratamento de madeiras,
quer para marcenaria e construgco, quer para travessas de caminho de
ferro e esteios para minas;
2) A indistria da cal, essa nao s6 vantajosa, mas indispensivel;
3). A indistria do cimento, de exito seguro visto haver excelente
mat6ria prima, energia barata e mercado. seguro;




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69

4) A ind-tstria do tejolo, telha, etc., jA hoje moutada em pequena
escala, mas suscteptivel de grande apertfieioameut.o e ampliaqao.
liOdas estas indristiias poderiam localizar--e, construindo um impor-
S taute centro fabric, no Terleiro da Luta, nas proximidades da esta9eo
geradora central, corn exceppao do forno de cal, que melhor ficara em.
Kanda, e da instala9o' da serragyo de madeira, que, pelo menos em
parte, deve ser m6vel, e trabalhar de preferencia no Chindo, Saussau,
e outras zonas florestais da margem.
SE possivel tamb6m que valesse a pena aproveitar para a indcstria
do tejolo ou do cimento, fibrica velha da Nova Luzitnia.










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I T o o r o... ....... .... .... .. ..... .. ............ .... ...... ......... 3

I) Esquema geral .................................... 5
1) Situaggo e confgurago das novas onas de cultural ................ 5
2) Local da fibrica e outras instalagbes ............................. 5*
3) Estaggo geradora de enefgia elbetrica. Irrigapgo .................. 6
5) C.ainho de ferro ... ................. ....... 6














II)- Caracteristicas das-novas zonas de ordtura .................................. 8
1) Caracteristicas topogrAfeias ..................................... 8




2) Corree o dos matopes ....'................ ...... ..... 24
4) Caracteristicas meteorol6gicas;;- .......................I......... 26.
SN3DIC + E "























III) 'ultu a da cana de a..ar................................. ........... ... 28
) R eg ......... ... ...... .............. ............ ................. 29
I) tenE deuem Agua para a rega .................................. 29
) uantidado e onguaneceso d as novas onas de cutura..................... 50
2) Dispoal da fbea e otras instead rega..s............................ 5
3) CEsao geradora ....de enegia ectrica. Irrigao.... .............. 31
4) Drenagem dos ........dutore ................................. ... 6
) Ca lcunho dos canals pri.. rios ................................. 32
II) Caraerstica u dasnovas zonas de culturand os............................... 8
1) Cars de arteia opog....... as...................................... 38
2) Carateristica geo...... ..... ......... ........ ............ 10
3) Caracteristicas agroldgicas.................................. 10 .
Observaoes :
1) CorrecVao dos terrenos por meio da cal..................... 23
2) Correc o dos matopes ................................... 24
4) Caracteristicas meteorol6gieas ................................. 26

r III) Cultura da cana de ae|car .................................. 28








) ig e ........................ ................ ......................... 84
1 ) eno de cua para a re .... ..... 1............. ....... 29
2) Quantidade de gua necess ria para a rega........................ 30
,3) Disposio geral do sistema de rega ................... ....... 31
4) Canais de rega......................... ....... ................ 31



5) Obras de are. ................. .............. .......... 38

b) Ligaqoes..... .................. ................. 84
o) Pontes canais,..,.............. ,,,,,,,,,,.. %,.,.,,,,,,, 4










72

Pag.
61 Eleval-,o lmei iuici a aigua de r-ga ... ... ........ ........... 34
a) Esta.iv o gerndora central ..... .............................. 31
bl B om ba. ....... ...... ........ .... .......... .... ......... 35
, c) Transporte de -uergia; lterinadore; ; eletr.m otores ........... 35
d) CAlculo da potncia necessAria .............................. 36
B) Drenagem........ ..................... ... ............... .... 37
., 1) Quartidide de Agua precipitada ............... ............... 37
2) Disposil'o geral do sistema de drenagem...................... 37
3) Valas de enxugo ............................ ................. 38
a) CAlculo das valas do tipo 1................. ................. 38
: ) CAlculo das valas do tipo 2......... ......................... 39
S) CAlculo das valas do tipo 3................................ 39
d) CAlculo das valas do tipo 4.................. ............ 40
4) REpidos ......................... ..... : ................ 40
C) Execuqgd dos sistemas de rega e drenagem.................. ......... 41
1) Emprego de maquinas eseavadoras........................ ..... 41
2) Modo de execug.o dos trabalhos'... ........................... 43

IV) Cultara do milho........................ .... ........................ 44
A) Drenagem ................................ ..................... 44
1) Quantidade de Agua precipitada.... ...................... 45
2) Disposigqo geral do sistema de drenagem ........... .....4....... 45
3) Valas de enxugo............. .............. ................ 46
a) CAlculo das valas do tipo 1........................................ 46
b) CAlculo das valas do tipo 2.....,..;......................... 47
c) CAlculo das valas do tipo 3.................................. 47
d) CAlculo das valas do tipo 4.............................. 48
4) RApidos... .... ............... ..... ... ................. 48
5) Execugao do sistema de drenagem .................... .......... 48
B) Exploracao da cultura............................................ 48
1) Considerag5es gerais....................... ................... 48
a) Variedades a adoptar........................... ..... ... 49
b) Melhoramento.. .. .......... ....... ................ 51
S2) Processes de cultura............................................. 51
a) Escolha da semente..................................... 51
b) Trabalhos de mobiliza9go do solo corn o fim da preparageo da
cama para a semente........... ..................... 54
Material............... ....... ...................... 57
c) Sementeira.................................. ............ 58
M material .... .... ........... ., .............. ... 59
d) Ananho.......... ... .................................... 59
M material ..................... .. .... ....... ...... ... .. 60
Ie) Colheita ..... ...........................*. .......... 61




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S 73

S PAg.
f) Debulha..... .......... .... ........................... 61"
q, g) Armazenagem ......................... .................... 62
A) Ensilagem dos ps de milho ................................. 65

V) Culturas e explora<5es acess6rias .......................................... 66
1) Cultura do arroz ............................................... 67
S2 Cultura das auranciaceaq ................... ................ 67
3) Cultura do algod 0o ............................................. 68
4) Creac'o do gado suino....................................... 68
51 Indi'strias dirersas............................. ........... 68


4,




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