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HIDE
 Front Cover
 Half Title
 Title Page
 Introduction
 A compreensao das missoes
 Responsabilidade missionaria de...
 As missoes na historia
 Accao missionaria dos Portugue...
 As missoes do ultramar Portugu...
 Guine
 S. tome e principe
 Angola
 Mocambique
 Goa-India
 Macau
 Dili - Timor
 A obra das missoes
 Actualizacao missionaria
 Portugal sempre missionario
 O futuro missionario de Portug...
 Bibliography
 Table of Contents














Group Title: As missoes ultramarinas
Title: As missäoes ultramarinas
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00072091/00001
 Material Information
Title: As missäoes ultramarinas
Physical Description: 79 p. : ; 21 cm.
Language: Portuguese
Creator: Pedro, Albano Mendes
Publisher: Sociedade ge Geografia de Lisboa, Semana do Ultramar
Place of Publication: Lisboa
Publication Date: 1970
 Subjects
Subject: Missions, Portuguese -- Africa, Portuguese-speaking   ( lcsh )
Missions, Portuguese -- Asia   ( lcsh )
Genre: non-fiction   ( marcgt )
 Notes
Statement of Responsibility: Albano Mendes Pedro.
 Record Information
Bibliographic ID: UF00072091
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: oclc - 52780245

Table of Contents
    Front Cover
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    Half Title
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    Introduction
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    A compreensao das missoes
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    Responsabilidade missionaria de toda a igreja
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    As missoes na historia
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    Accao missionaria dos Portugueses
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    As missoes do ultramar Portugues
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    Guine
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    S. tome e principe
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    Angola
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    Mocambique
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    Goa-India
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    Macau
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    Dili - Timor
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    A obra das missoes
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    Actualizacao missionaria
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    Portugal sempre missionario
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    O futuro missionario de Portugal
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    Bibliography
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    Table of Contents
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Full Text




ALBANO MENDES PEDRO
da
SOCIEDADE PORTUGUESA
DAS MISSES CATOLICAS ULTRAMARINAS
Consultor MissionBrio









AS MISSES ULTRAMARINAS


SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA
SEMANA DO ULTRAMAR
1970

















AS MISSES ULTRAMARINAS











































NO TAS

1 Os n6meros relatives a actualidades referem-se a 1969 e nao
tem rigor estatistico.

2- Os capelies militares em servigo no ultramar, em nimero de vd-
rias dezenas, umas vezes vem incluidos no total dos sacerdotes
das Dioceses, outras, nio.










ALBANO MENDES PEDRO
DA
SOCIEDADE PORTUGUESA
DAS MISSES CATMLICAS ULTRAMARINAS
Consultor Misslonarto






AS MISSES ULTRAMARINAS


SOCIEDADE DE GEOGRAFIA DE LISBOA
SEMANA DO ULTRAMAR
1970

















C--
I L

iI ,


COMPOSTO ~~OL j( nrinnriri rDAS MIS SOIS
cokp Ol 1N AE SCOA IIPOUAJrAi c uc sw Es

















INTROOUCAO


((A importhncia das Miss6es Religiosas, como
factors de civilizacao e de progress nos palses
ultramarinos, nao carece de ser ponderada. Cons-
tituiram elas talvez a principal das gl6rias portu-
guesas, porque, se aos nossos navegadores deveu
a Europa o conhecimento de regi6es inexplora-
das do globo, e a abertura de mares que os temores
supertisticiosos da media idade fechavam a todas
as investigagdes, e se aos nossos conquistadores
deveu a p6tria a dilatagao do seu imp6rio e o acres-
centamento do seu territ6rio, aos nossos missio-
n6rios deveu a civilizacao, deveu o cristianismo as
mais nobres e mais perduraveis conquistas.
Onde parava a aud6cia dos guerreiros, onde
estacava o ardimento dos descobridores, come-
gava a humilde mas intr6pida peregrinagao do
missiongrio. Para 6le nao havia portas que se fe-
chassem, nem sert6es por mais invios que fossem,
onde nao ficasse a marca das suas sanddlias.
Procurando o martlrio cor o mesmo afinco e te-
nacidade com que os soldados procuravam a
conquista e a vitdria, nao conheciam impossiveis,


* 7




















porque nao tem limits a audkcia, que nao s6 nao
receia a morte, mas que a procura e a cobica.
Era esse, por6m, o 'nico segredo da sua forca?
Naol Tinham a f6 que fortalece a vontade...)
(Pinheiro Chagas, 3-12-1884, preambulo do
decreto real que reform o Coldgio das Missoes
Ultramarinas de Cernache do Bonjardim).




< ddncia, misto de religiosidade e de sentido poli-
tico na luta contra o sarraceno, e da vocagao
apost6lica e universal do catolicismo que nos
estava no sangue, nasceu, cor o expansionism
das navegaopes, o ideal missiongrio. Pouco im-
porta que alto pensamento de political commercial
e maritima determinasse o escol dos dirigentes a
buscar novas rotas a descobrir outras terras; o
constant apelo a evangelizacao dos povos, a
par e pass das descobertas e da colonizacao,


S*





















marcaria, se nao a consciencia religiosa do po-
der, ao menos a mobilizap5o do sentiment pdblico
para facilitar a empresa e tornar suportlveis, atra-
vds do reconhecimento de alta missao spiritual,
os sacrif/cios que custava.

Assim se compreende essa arrancada para a
evangelizacao que multiplicava as forgas das or-
dens religiosas e gerava novas cristandades. ......
......... Povo descobridor, povo colonizador, povo
missiondrio tudo 6 revelapao do mesmo ser
colectivo... Quer dizer: nao pode p6r-se entire n6s
o problema de qualquer incompatibilidade entire
a political da nacao e a liberdade evangelizadora;
pelo contrdrio, uma fez sempre parte da outra>).
(Oliveira Salazar, na Assembleia Nacional, em
27-5-940).



((A fM catdlica, como foi em certo modo a linfa
vital que alimentou a Nap5o portuguesa desde o
bergo, assim foi, se nao a Onica, certamente a


* 9




















principal fonte de energia que elevou a vossa
patria ao apogeu da sua gl6ria de nacao civil e
nacao missionaria...

0 principle dos descobridores portugueses, Vas-
co da Gama, quando levantava &ncoras para
iniciar a sua venturosa viagem das Indias, levava
consigo dois Padres Trinitarios, um dos quais,
depois de ter pregado o Evangelho corn zelo apos-
t6lico aos povos da India, havia de coroar o seu
laborioso apostolado corn o martirio.

0 sangue deste e doutros her6icos missiond-
rios portugueses foi, naquelas remotas paragens,
como sempre e em toda a parte o sangue dos
martires, semente de cristaos; e os seus luminosos
exemplos foram, para todo o mundo cat6lico, mas
em primeiro lugar para os seus generosos com-
patriotas, chamamento e estimulo ao apostolado
missiondrio.

Viu-se entao precisamente quando uma s6rie
de funestos acontecimentos arrancava grande part


10 *


















da Europa do gr6mio da Igreja, que cor tanta sa-
bedoria e carinho materno a tinha educado -
viu-se Portugal, corn a naCao irma, a Espanha,
abrir B mistica esposa de Cristo imensas regi6es
desconhecidas e trazer ao seu regaco materno,
em compensapao dos miseramente perdidos, fi-
Ihos inumeraveis, nos vastos continents da Afri-
ca, da Asia e America. Dioceses e pardquias, se-
mindrios e conventos, hospitals e orfanatos sur-
giram e se multiplicaram, naquelas terras como
demonstrapco da perene vitalidade da Igreja Ca-
t6lica, pela Qual o Divino Fundador incessante-
mente intercede, e na Qual o Espirito Pariclito
opera incessantemente, mesmo nas horas mais
tr6gicas>>.

(Pio XII, Enciclica SAECULO EXEUNTE OC-
TAVO 3 8, Comemorac6es do 8.0 seculo da
Fundap5o de Portugal, de 13-6-1940).


* 11



















A COMPREENSAO
DAS MISSES



.As iniciativas peculiares corn que os pregoelros
do Evangelho, que vfo pelo mundo inteiro enviados
pela Igreja, executam o encargo de pregar o Evan-
gelho e implantar essa mesma Igreja entire os povos
ou grupos que ainda nAo cr6em em Cristo, dA-se
geralmente o nome de -miss6es-.... O fim pr6prio
desta actividade missionaria 6 a evangelizagio e a
implantaCao da Igreja nos povos ou grupos em que
ainda nao esta radicada-. Ad. G. 6).


1. Uma idea clara das Miss6es s6 poderd obter-se
conhecendo a sua natureza, as suas actividades, a sua his-
t6ria, os seus m6todos, os seus fins e a mistica dos seus servi-
dores, os missiondrios.
Este conhecimento faz parte do patrim6nio cultural do
povo portugues, povo cristio e povo missiondrio, atrav6s de
toda a sua hist6ria. Aprofundar,pois, e generalizar o conheci-
mento das Miss6es 6 um servigo & Obra Missionaria e h cul-
tura national.


* 13









2.o A doutrina missionaria da Igreja Cat61ica est6
contida no Evangelho e encontra-se nos ensinamentos de
Cristo. No s6culo XX tem sido sucessivamente iluminada por
novos estudos, tanto de autores especializados como do ma-
gist6rio official da Igreja, Papa e Santa SE. O Concllio Vatica-
no II aprovou em 7 de Dezembro de 1965 o decreto conciliar
AD GENTES (A Igreja enviada aos povos) no qual exprimiu
com autoridade, para os tempos actuais, os elements essen-
ciais da ciencia das Miss6es e da doutrina missionaria.
Embora o Concilio tivesse em mente delinear os princi-
pios da actividade missionaria el reunir as forgas missiondrias
da Igreja para o imenso trabalho que ha a fazer, comegou por
fixar no capitulo I os principios doutrinais e legou-nos assim
uma bela sintese de teologia missionaria.


3. As Missbes sao as actividades realizadas pelo
mundo al6m para cumprir a missio da Igreja de ensinar o
evangelho e de se tornar present como instrument de sal-
vacgo a todos os homes.
As Misses, expresso fundamental da Igreja, sao de
origem divina como a mesma Igreja. Foi Deus, Criador e Se-
nhor, nascente de amor, que,' em Seus designios eternos,
deu livremente a existincia b humanidade e chamou os homes
a participar dos seus bens e da sua gl6ria, pelas misses do
Filho e do Espirito Santo.
Cristo apresentou-se no mundo como enviado de Deus
para comunicar aos homes os ensinamentos de Deus. Re-
velou igualmente que a Sua mensagem era destinada a toda
a humanidade, sem limitag6es de tempo nem de espago.
A missao de Cristo nio podia confinar-se aos limits da


14 *









Sua existencia terrena. Para perpetuar essa missao instituiu
a Sua Igreja e confiou-lhe a missao salvadora da humanidade.
No dia mais solene da vida de Cristo e da hist6ria da hu-
manidade, o dia da Ressurreigco, o Senhor apareceu aos
seus discipulos reunidos no cen6culo e disse-lhes: ( seja convosco! Assim como meu Pai me enviou, assim Eu
vos envio a vdsD. (J. XX-21).
Antes da ascensAo ao c6u apareceu mais uma vez aos
discipulos e disse-lhes: (Foi-me dado todo o poder no c6u
e na terra. Ide, pois, e ensinai todos os povos, baptizando-os
em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo, instruindo-os
sobre a maneira de observarem tudo o que vos mandei..
(Mt. XXVIII-16-20) -S. Marcos, poucos anos mais tarde,
ao terminar o seu Evangelho, teve o cuidado de register: v(Eles
(os ap6stolos), pormm, partindo, pregaram o Evange/ho por
toda a parte)). (Mc. XVI-20).
A Igreja recebeu de Cristo a missao de perpetuar no mundo
a missao do Senhor. Est6 no cumprimento da sua missao.
Assim permanecer6 enquanto existir a humanidade. E exe-
cutar6 o mandate divino precisamente por meio das Miss6es
ou da Actividade MissionAria.


4. A razao da existencia da Igreja 6 a Missao que Deus
Ihe confiou. Igreja e Missao sio inseparaveis. ((A Igreja 6,
por sua natureza, missionaria...) (Ad G.-2). Uma Igreja mis-
sionaria 6 essencialmente peregrina, active, movimentada.
Os Ap6stolos, na sua curta existencia de algumas dezenas
de anos, percorreram, corn os lentos e dificeis transportes da
6poca, parties considerAveis da Asia, da Europa e da Africa.
A existencia das Miss6es deve-se a Cristo e 6 contempo-


* 15









rAnea da fundacao da pr6pria Igreja. As Miss6es sao o cum-
primento da missio da Igreja e a march da Igreja para o mundo
ao qual ainda nao chegou. A actividade missiondria da Igreja
nao 6 uma ocupagco accidental, secundAria, dos tempos li-
vres. sim, um ever indeclin6vel e urgente, uma exig6ncia
vital, uma tarefa fundamental. Pelas Miss6es brilha cada vez
mais a universalidade efectiva e a catolicidade da Igreja. Pio
XI afirmou hd mais de 40 anos, que a razio de ser da Igreja
6 levar a salvag5o a todos os povos, o mesmo 6 dizer que a
obra das Miss6es 6 a maior, a principal e a primeira das tarefas
da Igreja. (Rerum Ecclesiae, 1).


5.- A accgo mission6ria 6 essencial na Igreja. Se al-
guma vez renunciasse a essa missao, negar-se-ia a si mesma.
0 esforco missiondrio da Igreja precede da sua natureza
intima, da sua constitui9go, do mandamento de Deus e do
preceito formal de Cristo. Nao ha escusas possiveis, como
nao hU dificuldades invenciveis.
A forga missionaria da Igreja vem-lhe de Cristo que Se
comprometeu a assistir-lhe nestes terms: < que Eu estarei convosco todos os dias ate ao fim dos tem-
pos)>. (Mt. XXVIII-20).
A accGo mission6ria da Igreja 6 submissao ao preceito
de Deus, 6 fidelidade ao dever, 6 caridade sobrenatural para
cor os homes e os povos ainda privados do conhecimento
e do amor do verdadeiro Deus. Seria injustica considerar a
Obra Mission6ria uma manifestaqAo de paternalismo ou im-
perialismo da Igreja sobre povos ou nag6es. A Igreja recebeu
de Deus uma vocacAo irrecusAvel de maternidade spiritual
de toda a humanidade. nesta fonte misteriosa e nao em


16 *









nenhuma razao humana que se encontra a origem dos es-
forcos, dos trabalhos e das preocupacbes missiondrias da
Igreja. Ela 6 a MISSIONARIA UNIVERSAL!


RESPONSABILIDADE
MISSIONARIA
DE TODA A IGREJA

6.0 -A Igreja 6 missiondria (Ad G. 35). Tem em si um
dep6sito divino de verdade, de amor e de graca para toda a
humanidade. Esta missao de salvag&o universal 6 extrema-
mente grandiosa, 6 Onica e superior a tudo o que se possa
imaginar. Por isso mesmo 6 uma missao de imensa respon-
sabilidade para toda a Igreja, para cada um dos cristios. 0
destiny eterno dos homes depend do minist6rio de salva9?o
de todo o povo de Deus. A Igreja, depositaria e administradora
dos tesouros da redentgo, nao pode tranquilizar-se enquanto
a luz do Evangelho e a verdade da doutrina crista nao forem
difundidas entire todos os povos do mundo.
Fala o Concilio Vaticano II (Ad Gentes, N 36) (Como
membros de Cristo vivo e nEle incorporados e cor Ele con-
figurados nao s6 pelo Baptismo mas tamb6m pela Confir-
mag5o e pela Eucaristia, todos os fi6is estao obrigados, por
dever, a colaborar no crescimento e na expansio do Seu Corpo
(a Igreja) para o levar a atingir, quanto antes, a sua plenitude
(Ef IV-13).
Por isso, tenham os filhos da Igreja conscidncia viva das
suas responsabilidades para cor o mundo, fomentem em
si um espirito verdadeiramente cat6lico, e ponham as suas


* 17









forgas ao servigo da obra da evangelizago. ............... Po-
r6m, para que todos e cada um dos fi6is conhecam plena-
mente o estado actual da Igreja no mundo e oigam as vozes
das multid6es que clamam (Vinde em nosso auxilio>> (Act.
XVI-9), oferegam-se-lhes, at6 pelos meios modernos de co-
municacgo social, noticias missiondrias tais que os tornem
sensiveis h actividade mission6ria e Ihes abram o coragao
a tao profundas e imensas necessidades dos homes, para
Ihes poderem valer...))
Apesar da march constant da Igreja no desempenho
da sua missao salvadora em relagco ao mundo, quando a
humanidade j6 atingiu tres bili6es e meio de series humans,
s6 um biliAo conhece Cristo e nem todos eles Ihe descobri-
ram a mensagem total. Resta um imenso trabalho missio-
n&rio por fazer.


AS MISSES NA HISTORIC

7 o As Missbes sao o cumprimento do dever apost6-
lico da Igreja Sao contemporAneas da Igreja e tem a mesma
duragco A hist6ria da Igreja 6, em grande parte, a hist6ria
das Miss6es.
As Misses levaram ao mundo a Igreja como mestra,
santificadora e salvadora das almas. A sua acqgo ilustra os
espiritos com a luz da f6 e enriquece as almas corn a graga
A acq5o interior e profunda das Miss6es renova os individuos
e as sociedades no comportamento, na moral e na virtude.
A doutrina do evangelho submete os homes a Deus a Quem
prestam culto spiritual e exterior; exige o exercicio da justi-


18 *









ga e da caridade; incute o respeito pela verdade, a dilig6ncia
no trabalho e a participag o generosa no bem comum e na
vida social. As Miss6es fomentam por toda a parte o progress
e a felicidade dos homes.


8- A enciclica MAXIMUM ILLUD (0 maior mandate
de Cristo) de 30-11-1919, traca um esbogo da hist6ria das
Misses que 6 oportuno transcrever aqui.
<(...Desde o moment em que os Ap6stolos partiram a
pregar por toda a parte a palavra de Deus, de tal modo que
a sua voz se difundia a toda a terra e as suas palavras at6 as
extremidades do mundo, nunca a Santa Igreja de Deus se
esqueceu do divino mandate. E nunca, no decorrer dos se-
culos at6 aos nossos dias, deixou de enviar, para todas as
parties do mundo, mensageiros da doutrina que divinamente
Ihe foi revelada, e ministros da eterna salvag o, alcangada
por Jesus Cristo para o g6nero human.
Mesmo no decurso dos tres primeiros s6culos, em que,
para oprimir a Igreja rec6m-nascida, o inferno suscitava, uma
ap6s outra, perseguicges encarnigadas, estando muito em-
bora tudo tingido de sangue dos cristios, a voz dos arautos
do evangelho chegou, ainda assim, at6 aos iltimos confins
do imp6rio romano.
Quando, por6m, o estado deu paz e liberdade A Igreja,
muito maior foi o avango do apostolado no mundo: obra em
que trabalharam, com imensa utilidade, varies ilustres pela
santidade da vida. Assim, Greg6rio o iluminador ganha a
Arm6nia para a religido crist5; Vitorino, a Estiria e Frum&ncio
a Eti6pia; Patricio conquistou os irlandeses para Cristo; Agos-
tinho, os ingleses, e Columba e Paladio, os escosseses. Em


* 19










seguida, o c6lebre Clemente Wilibrordo, primeiro Bispo de
Utreque, ilumina a Holanda corn a luz do Evangelho; Boni-
facio e Ansc6rio trazem B f6 cat6lica os povos da Germinia,
e Cirilo e Met6dio, os eslavos.
Muito mais vasto campo se jabriu aos ap6stolos, quando
Guilherme de Rubruque introduziu na Mong61ia o facho da
f6 e quando o B. Greg6rio X mandou os primeiros missiond-
rios A China. Bem depressa Ihes seguiram as p6gadas os fi-
Ihos de S. Francisco de Assis, que ali fundaram uma nume-
rosa cristandade, pouco depois dispersa pela tempestade da
perseguigao.
Descoberta a America, um rex6rcito de varies apost61i-
cos, entire os quais merece especial atencao Bartolomeu de
las Casas, honra e lustre da Ordem de S. Domingos, consagra
as suas forcas ao alivio dos desgragados indigenas, defen-
dendo-os da tirania de certos homes malvados e arrancan-
do-os h durissima escravidao do dem6nio.
Na mesma altura, Francisco Xavier, sem divida digno
de ser comparado aos pr6prios Ap6stolos, depois de ter tra-
balhado magnificamente pela gl6ria de Cristo e pela salva-
cgo das almas nas Indias Orientais e no Japao, expira as por-
tas do imp6rio chines, para onde se dirigia. Mas, cor a sua
morte como que abriu caminho a uma nova pregagao do
Evangelho naquelas regi6es imensas onde no future seriam
ap6stolos inflamados no zelo de propagar a f6, os filhos de
tantas Ordens Religiosas ilustres e de tantas Sociedades Mis-
sionarias, no meio de mil vicissitudes dos tempos e das coisas.
Finalmente a Australia, l1timo continent descoberto,
e a Africa central, explorada recentamente cor tanta aud6cia
e constancia, receberam jd mensageiros da F6 cristi. E quase


20 *









nao ha ilha na imensidao do Pacifico, aonde nao tenha che-
gado o z6lo e a actividade dos nossos missionarios>.


ACCAO MISSIONARIA
DOS PORTUGUESES

9.0 6 just dar o devido relevo h acqco dos Missiond-
rios portugueses na Obra Mission6ria da Igreja. Dela se falar6
em seguida.
A ocupagco de Ceuta, no norte de Africa, em 1415, abre
novos horizontes para a acq5o missiondria dos portugueses
no mundo. Ate entio j6 os seus missionarios tinham pene-
trado naquelas regi6es. Agora, por6m, livres da oposigio
do poder local, puderam organizer a vida cristA naquelas terras.
Em 1418 foi instituida a Diocese de Ceuta, abrangendo
a cidade e as terras vizinhas. Al6m da cathedral foi erigida a
c6lebre Igreja de Santa Maria de Africa.
Trabalharam ali principalmente os franciscanos e os do-
minicanos. A maneira que novas terras iam sendo ocupadas,
estabelecia-se nelas a vida religiosa crista, tendo sido criadas
vbrias dioceses no norte de Africa, devido aos trabalhos mis-
siondrios dos portugueses.

10.o-Pensando-se na Europa que havia algures um
reino cristao em Africa, cujo soberano era ao mesmo tempo
rei e sacerdote, o Preste Joao, tentaram os portugueses
descobrir esse reino. Conseguiu-o Pero da Covilh5 em 1494,
depois de sete anos de tentativas e viagens dificeis. Depressa


* 21










se deu conta de que realmente a Abissinia era crist5, mas de
um cristianismo diferente do ocidental.
A primeira missao da Abissinia comegou em 1557. Desde
entao at6 1638, ano em que foram martirizados o Patriarca
D. Afonso Mendes, o seu coadjutor D. Apolindrio e dois sa-
cerdotes, as misses desenvolveram-se ali.

11.0 Com a penetracgo por mais territ6rios avangava,
nas costas do continent africano, a acgco evangelizadora
dos mission6rios que acompanhavam regularmente os nave-
gadores.
A armada de Diogo Cao penetrou pelo rio Congo dentro,
em 1482. Os portugueses tiveram assim conhecimento do
reino do Congo. Estabeleceram-se rela96es de amizade entire
os portugueses e os natives. Alguns destes vieram nos navios
A metr6pole e foram confiados aos cuidados educativos
dos LOIOS. Os contacts entire os portugueses e o Congo
trouxeram imediatamente o cuidado da evangelizagAo da-
queles povos. Em 1490 partiram para 16 os primeiros missio-
narios, talvez loios, franciscanos e dominicanos.
Depois dos primeiros baptismos desenvolveu-se uma
verdadeira missao. A primeira igreja foi concluida em 1492.
A cristandade iniciada apressadamente nao chegou a ter
raizes. Muitos cristaos regressaram ao animismo e os missio-
narios foram expulsos pelo rei D. Joao.

12.o-0 period glorioso da missao do Congo comecou em
1506, prolongou-se at6 1543 e coincidiu com o reinado de
D. Afonso, monarca verdadeiramente cristAo.
Fez tudo quanto Ihe foi possivel para cristianizar o seu.


22 *









povo. 0 papa Paulo III elogiou-o num breve, em 1535, por
ter sabido exercer o seu munus cor sabedoria, prudencia e
z~lo cristAo. Seu filho D. Henrique veio estudar em Lisboa,
foi ordenado sacerdote, e mais tarde, por proposta do Rei
de Portugal, D. Manuel, foi nomeado Bispo titular de Utica.
Foi o primeiro Bispo de raca preta dos tempos modernos.
A cristandade do Congo atravessou diversas vicissitudes.
Os jesuitas dedicaram-lhe grande atencgo. Em 1596 foi criada
a Diocese de S. Salvador do Congo. A capital do reino era
uma terra crist5 em Africa. Possuia diversas igrejas.
Desde 1645 a missao do Congo foi assistida pelos mis-
sionarios Capuchinhos. At6 ao s6culo XIX trabalharam ali
400 missiondrios daquela Ordem, tendo cristianizado nume-
rosas popula9ces.


13.o As misses dos portugueses na Asia e na Ocea-
nia foram tamb6m muito importantes. E impossivel resumir
a sua acgao em poucas pAginas. Naqueles vastissimos terri-
t6rios trabalharam muitos missiondrios das varias ordens
religiosas, principalmente franciscanos, dominicanos, agos-
tinhos, e jesuitas. Alguns deles como S. Francisco Xavier
S. Joao de Brito e outros, elevaram-se muito alto e sAo figures
do maior relevo na hist6ria da Igreja.
A presenga dos mission6rios portugueses, acompanha-
dos pelos de varias outras nac6es, comegou pela India, em
1498 e estendeu-se aos diversos territ6rios aonde foi possivel
chegar: Ceilao, P6rsia, China, JapAo, Maldsia, Cochinchina,
Molucas, Silo, Celebes, Papuas, etc.
A accgo mission6ria cresceu at6 & criag9o sucessiva de
muitas Dioceses: Goa, em 1533, Malaca em 1557, Cochim,


* 23









em 1557, Macau em 1575, Funai, no Japao, em 1588, Cran-
ganor, na India, em 1599, Meliapor, em 1606, Nanquim em
1690, Pequim em 1690 e Dam5o em 1886.


14.0--A evangelizargo do Brasil comecou, pode di-
zer-se, corn a celebragco da prirneira Missa em territ6rio bra-
sileiro, por Fr. Henrique de Coimbra, em 26 de Abril de 1500.
Nesse local construiu-se uma igreja.
A evangelizagco nio foi fMcil nos primeiros anos, por
causa da aversio dos natives, a impossibilidade de Ihes fazer
compreender as verdades do cristianismo e certas attitudes di-
ficeis nas relag5es entire eles e os colonos.
A accgo missiondria do Brasil foi trabalho principalmente
dos jesuitas. Entre eles distinguiram-se os Padres Manuel
da N6brega e Jos6 Anchieta. Na missionacgo empregaram
m6todos seguros: o uso das linguas locais, o canto na oracao
e na catequese, os aldeamentos' cristios, o ensino literdrio e
professional, o artesanato, a tecelagem, a agriculture e a ele-
vagco civilizacional, etc. 0 P. Anchieta inaugurou em 25
de Janeiro de 1554, dia de S. :Paulo, um Col6gio, junto do
qual se ergueu depois um Seminlrio interracial para formagco
de sacerdotes. Daquela iniciativa teve origem, mais tarde,
S. Paulo, actualmente uma das grandes cidades do mundo.

15.o-0O desenvolvimentofdo cristianismo no Brasil, pela
accgo dos missionarios portugueses, manifesta-se pela ereccgo
sucessiva de Dioceses: Baia em 1555, Olinda, em 1676, Rio de
Janeiro em 1676, Maranhao em 1677, Para em 1720, Mariana
em 1745, S. Paulo em 1745, Goiaz em 1781 e Guiab6 em
1782.


24 *









A acqco das misses portuguesas no Brasil lancou os
principios da maior nag5o crista do mundo dos nossos tem-
pos, corn mais de 50 000 000 de baptizados.
A contemplacao da accGo missionaria dos portugueses
pelo mundo prova a f6 do povo portugues e a generosidade
na difusao da religion crista.
Mas a vocacqo missionaria de Portugal nao se extinguiu.
Para disso se ter uma idea deve ter-se uma nogao do pano-
rama missiondrio hist6rico e actual do Ultramar portugues.


AS MISSES
DO ULTRAMAR PORTUGUES


16.0 CABO VERDE. Em 1460 foi descoberto o ar-
quip6lago desabitado de Cabo Verde. A seguir ao descobri-
mento comegou o povoamento, e a assistencia religiosa aos
povoadores. Em 1462 jA havia vigirio e coadjutor na Vila
da Ribeira Grande, Ilha de Santiago. A maneira que as ilhas
iam sendo povoadas instituiam-se par6quias e obras ecle-
sidsticas normais. Em 1466 chegaram dois missiondrios fran-
ciscanos portugueses. Em 1532 foi erigida no arquip6lago
a Diocese de Santiago, cujo territ6rio abrangia as ilhas e o
continent desde o rio Gambia at6 ao cabo das Palmas, com-
preendendo, por conseguinte, a actual Guinb portuguesa.
Numa 6poca de especiais dificuldades, em 1604, a Com-
panhia de Jesus enviou missiondrios para Cabo Verde. Desde
1656 a obra dos jesuitas foi continuada pelos Capuchinhos,
por long tempo.
Desde o s6culo XVI houve clero natural do arquipelago.


* 25









Em fins do s6culo XVII o Cabido da S6 era predominante-
mente de raga preta. Houve esforcos sucessivos para manter
na Diocese o Semin6rio para formacqo de sacerdotes. Desde
1866 existiu o Semin6rio-liceu que formou 50 padres at6
1899. Foi encerrado em 1917.
A Diocese de Cabo Verde 6 sufragAnea de Lisboa, a cuja
Provincia eclesi6stica pertence.
Nas primeiras d6cadas do s6culo XX a vida religiosa de
Cabo Verde entrou em declinio, por falta de sacerdotes. A
assist6ncia religiosa era feita s6mente por alguns sacerdotes
diocesanos.

17.0- Desde 1935 e principalmente desde a Concor-
data de 1940 a vida religiosa de Cabo Verde foi-se restau-
rando gradualmente.
Em 1941 foi nomeado Bispo um missiondrio da Congre-
gapao do Espirito Santo. Em 1942 foram trabalhar ali os Padres
do Espirito Santo: em 1943 chegaram 16 os Padres Salesianos;
em 1952 jA 16 estAo os Capuchinhos italianos. Em 1965 foi
nomeado Bispo de Cabo Verde, D. Jos6 Filipe Colaco, natural
de Margao, India, que trouxe consigo um bom nimero de
sacerdotes goeses.
A Diocese est6 dividida em 10 vicariatos forAneos ou
arciprestados, um em cada ilha, except na ilha do Fogo que
tem dois. H6 30 par6quias, servidas por 12 sacerdotes dioce-
sanos, 18 sacerdotes capuchinhos italianos, 14 sacerdotes da
Congregaqio do Espirito Santo e 3 sacerdotes Salesianos.
A Diocese disp6e do Semindrio de S. Jos6, na cidade
da Praia, desde 1957, e agora instalado em edificio novo,
para formacgo de clero diocesano.


26 *









Cooperam cor os sacerdotes no apostolado 2 irmaos
salesianos, 13 Irmas da Congregacao do Espirito Santo, 8
Irmas da Congrega~go do Amor de Deus e 4 Irmas da Con-
gregag5o das Missionarias Reparadoras.
Os Salesianos desenvolvem intense e ben6fica activi-
dade na Escola Salesiana de Artes e Oficios do Mindelo, ao
mesmo tempo que prestam servigo na accqo paroquial e no
ensino de Religiho e moral nos estabelecimentos de ensino
official secunddrio.
Nas diversas lihas ha 28 escolas primArias e 84 postos
escolares a cuidado dos servigos diocesanos.
As Irmas da Congregacao do Espirito Santo tem um pos-
tulantado para formacgo de futures religiosas na par6quia
de Santa Catarina, ilha de Santiago.
As religiosas daquela Congregag~o mantem uma creche
na Praia; As Irmas do Amor de Deus, um internato feminine
no Mindelo, outro em S. Nicolau. HA varios centros de for-
maCio feminine a cuidado de Religiosas. As Missionarias
Reparadoras desenvolvem a sua actividade na par6quia de
Nossa Senhora da Conceigco de S. Filipe, ilha do Fogo, na
catequese, na assistncia infantil e na formacAo feminine.
A Diocese de Cabo Verde ter 250 373 habitantes; 244 956
cat6licos e cerca de 3 000 protestantes, pertencentes aos
nazares e adventistas do 7.0 dia


GUINEA

18.0 -. 0 progress das navegag6es pelas costas do
continent africano, de norte para sul, levou 6 descoberta


* 27








das terras da Guin6, em 1446.| Este territ6rio esteve ligado
administrativamente a Cabo Verde at6 1879, e religiosamente
at6 1940, pois s6 pela bula Solemnibus Conventionibus de
4 de Setembro de 1940 foi separado da Diocese de Cabo
Verde e constituido em Missao independent, por sua vez
elevada a Prefeitura Apost6lica em 29 de Abril de 1955.
Os primeiros missiondrios prestavam ali assistencia reli-
giosa em 1460. Evangelizaram aqueles povos os franciscanos
e mais tarde os jesuitas. A chegada dos portugueses o isla-
mismo tinha jd penetrado naqueles povos. O clima, as crengas
tradicionais e o islao tornaram sempre dificil e lenta a accao
missionaria crist5 na Guinb. Depois de terem iniciado ali o
apostolado os capuchinhos franceses, e de os italianos nao pode-
rem dedicar-se-lhe por estarem ocupados na missao do Congo,
trabalharam ali com 8xito os capuchinhos portugueses. Na
segunda parte do s6culo XVII a acqco missionaria conseguiu
alguns frutos. Em 1669 havia 6 igrejas servidas por clero de
Cabo Verde. Em 1694 houve visit pastoral do Bispo de Cabo
Verde que administrou o crisma a muitos cristaos, como consta
de registos. Em Bolama havia 700 cristaos; em Geba, 1 200;
em Cacheu 700, e em Farim, 600. Em 1700 foram expulsos
todos os missionarios capuchinhos, por lutas entire interesses
materials e espirituais. A accqo missionAria e assistencia reli-
giosa ficou a cargo do clero diocesano de Cabo Verde. Du-
rante muitos anos quase nao houve assist6ncia religiosa nem
evangeliza(co, por falta de Missiondrios. A esta situagio
se procurou levar rem6dio, desde 1930.

19. Em 1933 chegaram h Guin6 os primeiros missio-
narios franciscanos e algumas religiosas Franciscanas Hos-
pitaleiras.


28 *









Posteriormente prestaram o seu concurso h evangelizac o
os missionarios italianos do PIME Instituto Pontificio das
Misses Estrangeiras, de Milio e os Franciscanos italianos
de Veneza. Ao mesmo tempo outros institutes religiosos fe-
mininos se prestaram a ir colaborar na obra missionbria da
Guin6.
A Prefeitura Apost6lica da Guin6 est6 dividida em 15
par6quias e Miss6es, agrupadas em 3 arciprestados, corres-
pondentes aos tres grupos de missionarios que ali trabalham.
H6 ali 12 sacerdotes e 4 Irmaos Franciscanos portugue-
ses, 4 sacerdotes e 4 Irmaos Franciscanos italianos, 11 sa-
cerdotes e 1 irmao do Instituto de Milio e 19 Religiosas Fran-
ciscanas Hospitaleiras de Nossa Senhora da Conceic5o. A
populag5o 6 de 550 192 habitantes; cat6licos, 28 676.
Al6m das actividades normals das Miss6es para assis-
tencia dos cristAos e evangelizacgo dos nao cristaos, a Pre-
feitura Apost61ica da Guin6 tem actividades e instituig6es
de relevo.
A imprensa esteve representada pelo journal 0O Arauto),
didrio cat61ico. A educacAo em nivel prim6rio 6 ministrada
em 83 escolas com 11 633 alunos. H6 escola de preparacao
de Catequistas em Bafat6, e frequentam o SeminArio 9 candi-
datos ao sacerd6cio.
As Religiosas dedicam-se h assistencia sanitaria no Hos-
pital central de Bissau. Na Missao de Cumura h6 nicleo de
assist6ncia a leprosos. Em Bor dedicam-se as Irmas A assis-
t6ncia h crianca, e h formaqco das jovens. Na Missao de Ba-
fatA as Religiosas dirigem um grande Centro de formacao
feminine.
O islamismo tem avancado sempre na Guin6. Os islami-


* 29









zados podem ser cerca de 200 000. Os cristaos dissidents
entraram tamb6m em acqAo na Guin6. Tmr 10 misses ou
filiais, servidas por 18 missionarios. 0 nrmero de adeptos
nao 6 grande.
O apostolado na Guin6 tem ainda sido condicionado
pelos iacontecimentos belicos que estgo em curso desde al-
guns anos. Com a paz vireo novas possibilidades para as
Misses.

S. TOME E PRINCIPLE

200. As ilhas de S. Tom6 e do Principe, descobertas
em 1470 comegaram a ser povoadas e assistidas religiosa-
mente a maneira da metr6pole, desde 1485. Em 1534 foi
criada a Diocese de S. Tom6, abrangendo alem das ilhas a
costa africana at6 ao cabo da Boa Esperanga.
A seguir ao Concilio de Trento, por 1560, foi fundado
na ilha de S. Tome um Semindrio para former sacerdotes na-
turais da Diocese. Viviam na ilha de S. Tom6, sacerdotes
seculares, agostinhos, dominicanos, franciscanos, jesuitas e
capuchinhos. Em 1597 havia em S. Tome, al6m da cathedral,
6 igrejas paroquiais. A pequena dimensao do territ6rio das
ilhas levou o clero a viver para si, sem zolo pela evangeli-
zagao dos nao cristaos.
O clero tanto diocesano como religioso teve a seu cuidado
a instrugao e exerceu uma accio cultural considerdvel.
A partir de 1599 os cors6rios n6rdicos perturbaram as
ilhas com os seus assaltos e a populaqgo diminuiu, fugindo
muitas pessoas para o Brasil. A vida religiosa passou por fases
de decadencia. Desde 1800 nunca mais houve Bispo a resi-


30 *









dir em S. Tome. O Bispado dependia do Patriarcado de Lisboa
que assegurava o governor spiritual por meio de vigdrios
pro-capitulares.

21.o Desde 1927 a assist&ncia religiosa e a evange-
lizagco esto asseguradas pelos Mission6rios da Congrega-
c9o do Sagrado Coracgo de Maria. Pelo Acordo Mission6rio
de 7 de Maio de 1940 a Diocese de S. Tom6 ficou unida a
Arquidiocese de Luanda, na pessoa do mesmo Bispo, que
assim passou a ser Arcebispo de Luanda e Bispo de S. Tome.
Posteriormente o Arcebispo de Luanda passou a presidir ao
governor spiritual da Diocese de S. Tome, na qualidade de
Administrador Apost6lico. Quer numa situacgo quer noutra
o governor spiritual local 6 assegurado por um Vigario Geral.
A Diocese est6 dividida em 10 par6quias, sendo 9 na
Ilha de S. Tom6 e 1 na ilha do Principe.
A assistencia religiosa 6 assegurada actualmente por
15 sacerdotes e 2 Irmios da Congregagco do Sagrado Cora-
c9o de Maria. Cooperam com eles 8 Religiosas Franciscanas
Hospitaleiras Portuguesas e 8 Irmas Canossianas.
Como a quase totalidade dos habitantes da Diocese 6
baptizada, a vida crist5 processa-se 6 maneira das cristan-
dades da metr6pole.
H6 no territ6rio da Diocese 63 690 habitantes, dos quais
sao cat6licos 59 780.
A assist6ncia religiosa 6 levada a todos os pontos da
Diocese por numerosas capelas, nas quais funcionam cape-
lanias para a celebrag9o de missa dominical, sacramentos e
ensino da doutrina crista. Podem enumerar-se 33 institui96es
desta natureza. S6 assim 6 possivel atingir os habitantes das


* 31









diversas ropas que nio t6m facilidade em se deslocar as igrejas
paroquiais.
A imprensa cat6lica estd representada pelo semandrio
(0 Dia do Senhor> e pelo mensdrio ((Luz do Evangelho), edi-
tados em S. Tome.
A educaggo das misses cat6licas ministra-se em 57 es-
colas primarias cor 926 alunos,; na Escola de Artes e Oficios,
num Jardim infantil e no Patronato, centro de formagAo fe-
minina, a cuidado das Irmis Canossianas. As Religiosas Fran-
ciscanas Hospitaleiras prestam servigo no Hospital da ci-
dade de S. Tome.
As obras cat6licas de apostolado estio representadas por
Irmandades, Confrarias, Associag6es, Confer&ncias de S. Vi-
cente de Paulo, Acqgo Cat61ica, etc.
Na drea da Diocese hd misses protestantes, evangelicas
e adventistas, com sede na cidade de S. Tom6 e filiais nou-
tras localidades. Sao servidas por 19 missiondrios e 20 auxilia-
res. H6 uma escola primbria adventista na cidade de S. Tom6.
Os fi6is sao 2 788.



ANGOLA


22.0- A evangelizagco de Angola comegou pelo Congo
(Vid. supra 12). A maneira que os portugueses penetraram
nos actuais territ6rios de Angola, fizeram-se acompanhar de
missionarios. A expedigio de Paulo Dias de Novais, enviada
para corresponder a um pedido do rei dos Ngolas, desem-
barcou em 1560 e levava 4 missiondrios jesuitas. Tendo tido


32 *










insuficiente 6xito, a expedigco regressou e os missionarios
tamb6m.
Poucos anos depois seguiu nova expedicao com padres
diocesanos e jesuitas que se estabeleceram e fundaram a ci-
dade de S. Paulo de Luanda.
Construiram-se igrejas e capelas e instituiu-se a Miseri-
c6rdia com a sua igreja, a paroquial de Nossa Senhora da
Conceigco. Comecou sem demora a penetraqco missionA-
ria para o interior, embora os frutos tenham sido minguados
pelas dificuldades das terras, do clima e das gentes.
No principio do s6culo XVII os missionarios fixaram-se
mais em Luanda, indo de vez em quando ao interior prestar
assistencia religiosa nas fortalezas e centros de cristandades.
Chegaram tamb6m a Luanda os Franciscanos. Os jesuitas
dedicaram-se ao ensino primario, de artes e oficios e eclesids-
tico para formac;o de membros da Companhia nativos. Iniciou-
Iniciou-se tamb6m a formacao de clero native, localmente,
no Brasil e na metr6pole.
Depois chegaram tamb6m a Luanda os Carmelitas que
ali permaneceram muito tempo, sendo testemunha da sua
presence a igreja do Carmo e as construg6es anexas que fo-
ram certamente o seu convento.
Em 1716 a sede da Diocese de S. Salvador passou defi-
nitivamente para Luanda, onde, alias, o bispo jA residia h6
bastante tempo, para estar mais perto das autoridades civis.
A Diocese passou a chamar-se de Angola e Congo, e assim
permaneceu at6 1940, quando o Acordo Missiondrio reviu
a organizacgo eclesidstica do Ultramar portugues.
Embora Luanda abundasse em clero a accAo mission6-
ria no interior era muito reduzida. Em Luanda era notavel a
obra educativa dos Jesuitas at6 h sua expulsoo, em 1770.


* 33









Em 1834, quando foram extintas as Ordens' Religiosas,
Angola ficou s6mente com 1 padre portugues, 1 brasileiro
e 21 angolanos. Em 1854 havia em Angola unicamente 5 sa-
cerdotes angolanos,.
Na segunda metade do s6culo XIX conjugaram-se os es-
forgos da Igreja e do Governo para dotar Angola com missio-
n6rios e meios necess6rios para uma evangelizag o eficiente
Entraram ao service da evangelizagco de Angola os Pa-
dres de Cernache do Bonjardim e os Mission6rios da Congre-
gagco do Espirito Santo. Misses entao fundadas vao cele-
brando agora o seu 1.0 centendrio, sem interruppgo de acti-
vidades.

23.0 O panorama actual das Missoes e da Igreja cat6li-
ca em Angola 6 muito animador.
Angola tem perto de 5 500 000 habitantes, 2 520 000 ca-
t6licos, 555 missionarios, 173 IrrmAos missiondrios e 734 Re-
ligiosas Missiondrias, 1 700 professors das misses, mais de
10 000 catequistas, em 214 Par6quias e Miss6es, integradas
em 7 Dioceses.
Angola 6 um dos territ6rios de Africa mais evangelizados
e cor maior nimero de catdlicos. Nova Lisboa 6 a Diocese
do continent africano com maior n6mero de cat6licos, 900 000,
e uma das que tem mais clero native, 46 sacerdotes. O terri-
t6rio da Diocese atingird normalmente, em 1970, uma das
maiores percentagens de cat6licos de todas as Diocesesl de
Africa, ou seja 66 % da populac;o. Em 12 de Margo de 1970
foi divulgada a nomeacgo do Rev.mo C6nego Eduardo An-
dr6 Muaca para Bispo Auxiliar de Luanda.
As Misses de Angola, em conjunto, representam uma


34 *








estrutura s6lida para a cristianizagco das populapCes. Desen-
volve-se nelas constantemente um esforco simultAneo de
expansio e de aprofundamento, ao servigo dos povos, de
modo a nio deixar sem a luz do evangelho nem grupos nem
individuos. I necessdrio criar ali novas Dioceses.
A cultural e a promocgo das populacies tem constituido
program das Miss6es e atingiram j6 um nivel considerav.l.



Arquidiocese de Luanda

24.0 Pelo Acordo Missiondrio de 1940 Angola passou a
ter uma nova Divisio eclesi6stica. A antiga Diocese de Angola
e Congo e algumas divis6es eclesidsticas existentes cederam
o lugar h Arquidiocese de Luanda e as Dioceses de Nova
Lisboa e Silva Porto. Posteriormente outras Dioceses foram
criadas.
A Aquidiocese de Luanda compreende, al6m do distrito
de Luanda, os de Cabinda, Cuanza Norte e Cuanza Sul.
Ter 1 300 000 habitantes, 688 000 cat6licos, 41 par6-
quias e misses, 111 missionarios, 30 irmaos missionarios, 184
Religiosas missiondrias e alguns leigos missiondrios.
Este pessoal missiondrio comp6e-se de 49 sacerdotes dio-
cesanos, 31 sacerdotes e 14 irmaos da Congregaqco do Es-
pirito Santo, 23 sacerdotes e 5 irmaos capuchinhos, 2 sa-
cerdotes e 1 irmao do Verbo Divino, 3 sacerdotes Redentoris-
tas, 1 Beneditino, 1 sacerdote e 4 Irmaos de S. Joao de Deus,
1 sacerdote espanhol das Vascongadas, e 6 Irmaos Maristas.
As religiosas Missionarias pertenciam aos seguintes Ins-


* 35









titutos: S. Jos6 de Cluny, 55; Missiondrias Reparadoras, 20;
Missionarias de Maria. 8; Dominicanas Portuguesas, 22; SS.mo
Salvador, 13; Carmelitas, 12; Doroteias, 10; Dominicanas do
SS.mo Rosario, 8; Merceddrias da Caridade, 7; Filhas do
Coracao de Maria, 5; Bom Pastor, 5; Amor de Deus, 7; Mise-
ric6rdia de Verona, 4; Religiosas de S. Francisco de Sales, 4;
Escravas da Eucaristia, 4.
Hd na Arquidiocese 1 Semin6rio menor em Cabinda e o
Semindrio maior e menor de Luanda. A Ordem dos Capuchi-
nhos tem tamb6m o seu Seminario em Luanda. 0 clero dio-
cesano native presta relevantes services h Arquidiocese.
O ensino e a educac8o sao ministrados em 1 Instituto do
Service Social, 4 bons ColBgios e 76 escolas e postos escola-
res, frequentados por 18 130 alunos. H6 1 Escola de Habili-
tapio de Professores de Posto.
As Religiosas missiondrias prestam service em varios hos-
pitais. A cuidado das Missbes ficam ainda 33 dispens6rios
nos quais num ano se fizeram 190 000 tratamentos. Os Ir-
mios de S. Joao de Deus prestam os seus servings no hos-
pital psiquiatrico de Luanda.
A assist6ncia social 6 prestada em 2 Centros de formagco
feminine, entire os quais o hist6rico Asilo D. Pedro V, de Luan-
da, agora em transformacao, conform os processes actuais.
As Irmas do Bom Pastor dedicam-se h recuperacao de pes-
soas em situa9oes dificeis, na idade juvenile.
O Institute de Servigo Social 6 uma notdvel instituicao
ao service das populaces de Angola e principalmente de
Luanda, pela preparacao de pessoal qualificado para o ser-
vigo social e pelas experi6ncias que lanca nos meios menos
favorecidos.


36 *









A imprensa cat6lica tem em publicag o o bissemandrio
0O Apostolado, o <(Boletim Eclesiistico de Angola e S. Tom6e,
trimestral, e a revista dos Seminarios ( A emissora cat6lica (Radio Eclesia) 6 um meio de comu-
nicagbo social de grande importAncia para a obra mission6ria
e religiosa de Angola. Os pianos de desenvolvimento j6 em
execupco permitirAo que as suas emiss6es cheguem a toda
a Provincia em boas condig6es e que a programag5o seja
cada vez mais acomodada h formagco religiosa dos povos.



Diocese de Carmona- S. Salvador

25.0 Esta Diocese foi criada pela Bula ((Apostolico
oficio) de 14-3-67, com os territ6rios dos distritos de Zaire
e Uige, subtraidos a Arquidiocese de Luanda.
A Diocese ter uma populacio de 405 000 habitantes,
91 545 cat6licos, 11 par6quias e misses, 26 sacerdotes
missionirios, 7 Irmros missionarios e 47 Religiosas missio-
n6rias. Prestam service missionario na Diocese 30 leigos
missionarios do Movimento Afris, com sede na vila de Ne'gage.
O pessoal missionario distribuiu-se do seguinte modo:
Capuchinhos, 21 sacerdotes e 6 irmios; Congregaqao do Es-
pirito Santo, 2 sacerdotes e 1 irmao; Jesuitas, 2 sacerdotes.
As Religiosas pertencem aos seguintes Institutos: Irmrs da
Miseric6rdia de Verona, 12; Irmas do Amor de Deus, 11; Mis-
sion6rias de Maria, 10; S. Jose de Cluny, 7; S. Francisco de
Sales de Padua, 4; Missionarias Filhas de Jesus, 3.
Na Diocese ha o SeminArio menor dos Capuchinhos, na


* 37









Missao de Congola, 2 col6gios de ensino secundario, 2 Es-
colas de Habilitacgo de Professores de Posto escolar. H6 349
escolas ou postos escolares dependents da Diocese, cor
19 435 alunos.
I not6vel a acqco dos Leigos Missionarios do Movimento
((Afris)) na catequese, no ensino, na assistincia e na promo-
9co social.'
Na area da Diocese h6 mais de 30 000 cristios separados
e muitos filiados em seitas sincretistas nativas.
A Diocese esta a edificar as bases essenciais de trabalho,
tanto no campo material, como no pastoral. Procedeu-se B
construpco da resid6ncia episcopal e de edificios para os ser-
vigos centrais diocesanos. Mais tarde se erguer6 tamb6m a
cathedral. Actualmente serve de cathedral a igreja paroquial
de Nossa Senhora da ConceicAo do Uige.


Diocese de Malange

26. A Diocese de Malange foi erigida em 25 de No-
vembro de 1957 e teve existencia efectiva a partir de 11 de
Fevereiro de 1958.
Foram-lhe atribuidos o Distrito de Malange que antes
pertencia A Arquidiocese de Luanda e o da Lunda que per-
tencia h Diocese de Silva Porto.
A populacao 6 de 771 132 habitantes, dos quais sho ca-
t6licos 142 321. A Diocese estd dividida em 18 par6quias e
Misses e tem ao servigo 51 sacerdotes, 5 irmaos missiond-
rios e 66 Religiosas missiondrias. A distribuicao por Institutos
6 a seguinte: Sacerdotes diocesanos, 12; sacerdotes espa-


38 *








nh6is das Vascongadas, 9, com 3 irmaos missiondrios; da
Congregacio do Espirito Santo, 28 sacerdotes e 4 Irmios;
Beneditinos, 2 sacerdotes e 1 irmao. As religiosas repartiam-
-se pelos seguintes Institutos: S. Jos6 de Cluny, 26; Missio-
nArias de Maria, 15; MercedArias da Caridade, 14; Domini-
canas do SS.mo Ros6rio, 11; da Fundacho Auxilium, 2 Lei-
gas MissionArias.
A Diocese ter o Semin6rio Col6gio de Malange, muito
bem instalado e em pleno rendimento. Tern tamb6m 2 col6-
gios de ensino secund6rio, 1 Escola de Habilitacgo de Pro-
fessores de Posto, 11 escolas de ensino professional e 237
escolas e postos de ensino prim6rio com 17 454 alunos.
A assist6ncia sanitaria 6 prestada em v6rios dispens6rios
que registaram num ano 569 262 tratamentos.
Hd vArias instituig6es de piedade. H6 um 6rgao da im-
prensa, mensal.
Estabeleceu-se nos arredores de Malange 1 casa da Obra
da Rua do P. Am6rico.
A Diocese de Malange ter j6 as estruturas principals
para funcionar com pleno rendimento, se dispuzer de maior
n6mero de mission6rios.
Hd Misses protestantes bem montadas e em actividade.
Sao numerosos os fi6is, desde h6 muito, na drea de Malange.


Diocese do Luso

27.0- A Diocese do Luso foi criada em 1 de Julho de
1963. Tern como territ6rio o distrito do Moxico, anteriormente
integrado na Diocese de Silva Porto.


* 39









Esta diocese tem 176 654 habitantes e 22 347 cat6licos.
Est6 dividida em 12 par6quias e Miss6es e tem ao serving 31
sacerdotes mission6rios e 5 irmbos Beneditinos e 17 Reli-
giosas Missiondrias tamb6m Beneditinas. Recentemente en-
traram ao servigo da Diocese os MissionBrios da Congregagco
do Sagrado Coracto de Maria. O ensino da Diocese 6 minis-
trado em 1 ColBgio, 1 Escola de Habilitagco de Professores
de Posto e 66 escolas e postos de ensino prim6rio, com 5 687
alunos.
A assistencia 6 dispensada em 4 internatos e 1 creche.
Nos dispensarios houve em um ano 91 207 tratamentos.
A 6rea da Diocese tem varias misses protestantes, como
Lucusse, Luonze, Mui6, Boma, Calunda, Cavungo, Cazombo
e Moxico.
Assirn que desaparecam as dificuldades do terrorism,
a obra mission6ria poderA ter maior desenvolvimento.



Diocese de Nova Lisboa


28. Quando foi erigida, em 1940, a Diocese de Nova
Lisboa abrangia os distritos de Huambo, Benguela, Huila e
MogAmedes. Em 1955 os dois tltimos foram separados e
constituiram a Diocese de S6 da Bandeira.
A Diocese de Nova Lisboa, com os distritos do Huambo
e de Benguela, tem 1 457 300 habitantes, dos quais mais de
900 000 sao cat6licos.
Esta diocese estA dividida em 68 par6quias e Miss6es e 6


40 *










servida por 173 sacerdotes, 52 Irmaos Missiondrios e 205
Religiosas Missionarias.
O pessoal mission6rio pertence aos seguintes Institutos:
Sacerdotes seculares, 74; Congregagco do Espirito Santo, 73
sacerdotes e 16 Irm5os; Missionarios de La Salette, 14 sacer-
dotes e 3 irmaos; Cistersienses, 10 sacerdotes e 28 irmaos;
beneditinos, 2 sacerdotes; Irmaos de S. Pedro Claver, 5 ir-
maos; S. Jos6 de Cluny, 51 Religiosas; Teresianas, 47; SS.mo
Salvador, 43; Doroteias, 45; Espirito Santo, 16; Servas da
Familia, 3.
H6 na Diocese 2 Seminarios, maior e menor; 2 Escolas de
Formagco de Professores de Posto, 9 Colgios de ensino se-
cunddrio, 44 escolas de ensino professional, e 601 escolas e
postos de ensino primario cor 40 026 alunos.
As Religiosas missiondrias prestam servigo em 18 hospi-
tals, 25 dispensarios, 2 maternidades, 2 creches e 1 asilo.
Num ano houve nas instituic6es assistenciais 1 243 183 tra-
tamentos a doentes.
A imprensa cat6lica da Diocese tem as revistas <(O Pere-
grino de Fatima> e (Miles Christi>, Haver6 uma filial de Radio
Eclesia.
As obras de piedade e apostolado da Diocese sao mui-
tas, desde o Apostolado da orapco at6 ao Escutismo.
Esta 6 a 6nica Diocese do Ultramar e uma das poucas
de Africa que tem uma Trapa ou convento de monges Tra-
pistas. Fica no concelho da Bela Vista. Junto do convento
est6 uma casa de formaco ou Semindrio de Trapistas. Os
alunos mais adiantados frequentam o Semin6rio maior de
Nova Lisboa.


* 41










Diocese de S 'da Bandeira


29.-A instituicgo desta Diocese data de 27-1-1956.
Abrange os distritos da Huila e de Mogcmedes que anterior-
mente pertenciam a Diocese de Nova Lisboa.

A area da Diocese tem 725 000 habitantes e 330 722
cat6licos. Hd nela 37 par6quias e Miss6es, servidas por 94
sacerdotes, 7 irmaos mission6rios e 133 Religiosas missiond-
rias.

Este pessoal mission6rio 6 assim distribuido: Clero dio-
cesano, 39 sacerdotes; Congregagco do Espirito Santo, 41
sacerdotes e 7 irmaos; Congregagco de La Salette, 6 sacer-
dotes; Das Vascongadas, 8 sacerdotes. As religiosas de S. Jos6
de Cluny, 34; Doroteias, 63; Congregacao do Espirito Santo,
12; SS.mo Salvador, 8; M6dicas Mission6rias de Maria, 8;
Caridade do S. Coracao de Jesus, 8; Auxiliares do sacerdote, 3.

O ensino diocesano 6 ministrado em 1 SeminArio.menor,
3 ColBgios de ensino secundArio, 1 Escola de HabilitacGo de
Professores de Posto, 25 internatos, 37 oficinas, 164 escolas
e postos de ensino prim6rio, com 12 752 alunos.

A assistencia sanitaria e social 6 prestada em 3 hospitals,
3 maternidades, 3 creches, 1 asilo, 1 leprosaria e 20 dispen-
sarios. Em um ano houve 455 623 tratamentos.

H6 numerosas instituic6es de piedade e apostolado. O
nivel cultural da cidade, na qual a universidade ter uma fa-
culdade, estimula estudos eclesiasticos elevados.


42 *









Diocese de Silva Porto


30.0 Esta diocese foi criada pelo Acordo Missiondrio
de 1940. Abrangia quase metade de Angola e foi durante
vdrios anos uma das mais extensas dioceses do mundo. Em
1957 diminuiu pela cedencia do distrito da Lunda B nova dio-
cese de Malange, e em 1963 cedeu o distrito do Moxico a
nova diocese do Luso.

Actualmente a sua Area 6 ainda de 263 730 km2. e com-
preende os distritos do Bi6 e do Cuando-Cubango. Tem,
600 000 habitantes, dos quais 243 743 sao cat6licos. As pa-
r6quias e Miss6es sao 27. Tern ao seu servigo 56 sacerdotes,
22 irmaos missionarios e 82 Religiosas. Este pessoal
missiondrio divide-se do seguinte modo: Clero diocesano,
12 sacerdotes; Congrega9co do Espirito Santo, 26 sacerdotes
e 7 irmaos; Redentoristas, 12 sacerdotes e 5 irmaos; Benedi-
tinos, 4 sacerdotes; Irmaos do P. Faucaul, 2 sacerdotes e 3
irmaos; Irmaos Maristas, 8. Institutes femininos: S. Jos6 de
Cluny, 25; Teresianas, 11; Servas Reparadoras, 20; Espirito
Santo, 8; Dominicanas do SS.mo Ros6rio, 6; SS.mo Salvador,
5; Beneditinas, 5.
Tern 1 Semindrio menor na cidade de Silva Porto, instalado
em edificio condigno, 3 Col6gios de ensino secund6rio, 1
Escola de Habilitacao de Professores de Posto, 9 escolas de
ensino professional, e 190 escolas e postos de ensino pri-
mdrio com 19 627 alunos.

A assistincia social e sanit6ria 6 prestada em 22 interna-
tos, 5 asilos, 2 creches, 4 hospitals, 3 maternidades, 23 postos


* 43









sanitArios e 18 dispensarios. Em um ano de actividades houve
472 812 tratamentos.
A imprensa cat6lica est6 representada pela <(Voz do Bi6).
Entre todas as obras distingue-se o Hospital do Vouga de
grande valor.

PROTESTANTISMO


31. As Miss6es cat6licas enfrentam em Angola
desde o seculo XIX a accgo das Missbes cristis dissidents
ou protestantes. Nao se pode considerar complete o quadro
da evangelizacgo angolana sem aludir a estas misses pela
competicgo, estimulo e dificuldade que representam para a
obra missionaria cat6lica.
S6 quem estude este aspect de vida angolana se poderA
dpr conta do relevo e da influencia que aquelas misses tem
na Provincia.
Apontamos aqui os grupos, os nomes e os indices da
sua ac9ao.
Adventistas Chilata e Quingenge (Benguela), Atome
(Quanza Sul) Bongo e Nova Lisboa (Huambo) Quilenges e
SA da Bandeira (Huila), Luz (Lunda), Cuale (Malange),
MoqAmedes (Mogcmedes), e Lucusse (Moxico).
Baptistas. Cabinda e M'boca (Cabinda), Etunda (Huam-
bo), Zaire, Calambata, Quimpondo e S. Salvador (Zaire).
Congregacionistas. Benguela, Lobito e Monte Belo
(Benguela), Camudongo, Chilesso, Chissamba e Silva Porto
(Bid), Bailundo, Dondi, Elende e Nova Lisboa (Huambo) e
Bundjei (Huila).


44 *









Evang6licas filafricanas. Caluquembe (Huila), Ebanga,
Cassua e Sussangue (Benguela).
Metodistas Luanda, Caxito, Caxicane (Luanda), Dondo
e Salazar (Quanza Norte), Cota e Malange (Malange).
Missao Central da Africa do Sul- Catota (Bi6), ModA-
medes), SA da Bandeira (Huila), Luonze e Mui6 (Moxico).
Plimutistas.- Capongo, Chilondo, Chitau, Hualongo e
Monte Esperanga (Bi6), Bila, Nhama e Luma-Cassi (Lunda),
Quirima (Malange), Boma, Calunda, Cavungo, Cazombo e
Luso (Moxico).
A mais important de todas 6 a do Dondi, cor mais de
8 sucursais, pelas instalac6es, pessoal e accao religiosa, cul-
tural e social. Servem estas Miss6es 209 missionarios e 2729
auxiliares. Tem 535 869 fi6is.
Para o ensino disp6em de 2 semin6rios, 1 col6gio, 145
escolas primarias e postos escolares, 1 escola de enfermagem,
5 escolas profissionais e 5 internatos. Tem tamb6m 4 hospi-
tals, 2 leprosarias, 1 sanat6rip, 5 postos m6dicos, 1 creche,
1 orfanato.



MOZAMBIOUE

32.0 Desde o principio do s6culo XVI, a presence dos
portugueses em Mogambique levou consigo a religiho crist5
e a accgo missiondria. Sofala, primeiro centro commercial, foi
a primeira localidade com assistencia permanent de missio-
n6rios. Seguiu-se-lhe a Ilha de Mogambique, onde se esta-
beleceram os servigos necessdrios para assistencia aos na-


* 45










vegadores que se dirigiam para a India e muitas vezes tinham
que esperar ali a ocasiao pr6pria para a travessia do Indico.
A evangelizagco das populacges nativas oferecia espe-
ciais dificuldades por jd all haver mugulmanos hd mais de
5 s6culos. A missionagco das populac6es do interior comegou
efectivamente a partir de 1559, com a chegada de 2 jesuitas
a Sofala, a pedido do capitio Sebastiao de Sa, para cristiani-
zarem o rei de Inhambane e o poderoso rei Monomotapa,
entao o maior senhor da Africa austral. Um dos missionarios
era D. Goncalo da Silveira, fidalgo bem conhecido e estimado
na corte portuguesa.
Depois da conversao do rei de Inhambane, partiu D. Gon-
calo da Silveira para as terras do Monomotapa. Devido ao
seu zelo e diplomacia o rei converteu-se e foi baptizado. Houve
muitas conversbes mas os novos cristaos recebiam uma ins-
trugao catequ6tica superficial. A falta de firmeza na f6 facilitou
uma onda de aversao aos portugueses e aos cristaos. D. Gon-
calo da Silveira foi morto. S6 em 1629 se converted o novo
Monomotapa, vivendo em paz corn os portugueses e permi-
tindo o desenvolvimento da acgao missiondria nas regi6es
do Zambeze ou Zamb6zia. Mogambique pertenceu & arqui-
diocese de Goa at6 1612, ano em que foi ali erigida uma vi-
gararia pelo Papa Paulo V. Em 1783 o territ6rio passou a cons-
tituir uma Prelazia governada por um Bispo titular. A vigararia
teve a sede em Sena. A Prelazia fixou-se inicialmente na Ilha
de Mogambique e posteriormente em Lourengo Marques at6
ao Acordo MissionArio de 1940, que dividiu a Provincia de
Mocambique em Dioceses.
Na evangelizag5o de Mocambique, do s6culo XVI ao s6-
culo XVIII, trabalharam os jesuitas, os agostinhos e o clero
secular. Mas mais important foi ainda a obra missionaria dos


46 *









Dominicanos. Frei JoAo dos Santos, na Cristandade na Etid-
pia, diz que em 1591 tinham os dominicanos baptizado 20 000
natives, amparando-os e fortificando-os continuamente na
f6, com a sua assistencia. Em 1624 j6 ha catecismos em lingua
native. Foi notivel a cristandade da Zamb6zia nestes s6culos,
por obra principalmente dos dominicanos. Em pouco mais de
meio s6culo a Ordem Dominicana desenvolveu-se naquele
vastissimo territ6rio erguendo conventos, par6quias e mis-
s6es. A l6tima e veneranda reliquia desse ex6rcito de missio-
ndrios foi Fr. Ant6nio Nunes da Graca que regeu a igreja de
Tete de.1820 at6 1838.
De 1834 at6 1875 decorreu o period mais sombrio das
misses de Mogambique. Entao comecaram a chegar missio-
narios e deu-se inicio h nova era da evangelizagco naquela
Provincia ultramarina portuguesa.
0 verdadeiro ressurgimento das misses deu-se de 1940
em diante.

33. Mogambique, corn 7 330 636 habitantes, tem,
1 300 000 cat6licos, 245 Par6quias e Miss6es, 599 missio-
narios, 187 Irmaos missionarios, e 1 111 Religiosas missioni-
rias. Al6m da Arquidiocese de Lourengo Marques ter as
Dioceses da Beira, Nampula, Quelimane, Porto Am6lia, Inham-
bane, Tete e Vila Cabral. Outras surgirao oportunamente.
O territ6rio tem uma divisao eclesiAstica actualizada,
correspondendo quase cada Diocese a um distrito. As Dio-
ceses procuraram estabelecer as estruturas necessarias para
a actividade do future e conseguiram-no. Seminarios, Casas
de formacao religiosa, estabelecimentos de educagAo secun-
daria e de formagco professional, instituic6es de assistencia,
imprensa, radio, centros de promogbo humana e de especia-


* 47










lizacao pastoral constituem j6 um equipamento apost6lico
consideravel, cujo rendimento surgiri naturalmente, cor o
tempo.



Arquidiocese de Lourenco Marques

34 A Arquidiocese de Lourengo Marques teve exis-
tincia official e efectiva em 18 de Janeiro de 1941, pela exe-
cug5o do decreto da nova divisio eclesi6stica de Mogambique
Abrangia entAo os distritos de LourenCo Marques, Gaza e
Inhambane. Desde a criacho da Diocese de Inhambane, em
3 de Agosto de 1962, ficou s6mente corn os dois primeiros
distritos.
Tem actualmente uma populacgo de 1 295 000 habitan-
tes, dos quais 435 275 sao cat6licos. Est6 dividida em 58 pa-
r6quias e misses. Tem ao service 107 sacerdotes, 38 irmaos
missionarios e 411 Religiosas.
O pessoal missiondrio pertence as seguintes organiza-
c6es: Clero diocesano, 39 sacerdotes; Provincia portuguesa
da Ordem Franciscana, 27 sacerdotes e 5 irm5os; Sociedade
MissionAria, 14 sacerdotes e 3 irmaos; Sacramentinos, 9 sa-
cerdotes; Sociedade Salesiana, 10 sacerdotes e 7 irmaos;
Jesuitas, 2 sacerdotes; Ordem de S. Joao de Deus, 1 sacer-
dote e 9 Irmaos; Congregacgo dos Sacerdotes do S. Coragao
de Jesus, 2 sacerdotes; Dominicanos, 1; Carmelitas 2 sacer-
dotes; Irmaos Maristas, 5.
As Religiosas pertenciam as seguintes Congregac es:
Franciscanas Missionarias de Maria, 108; Franciscanas de
Nossa Senhora das Vit6rias, 36; Franciscanas de Nossa Se-


48 *









nhora da ConceiGio, 19; Franciscanas de Nossa Senhora, 13;
Apresentacgo de Maria, 69; Filhas da Caridade de S. Vicente
de Paulo, 54; Preciosissimo Sangue, 23; Filhas de Maria Au-
xiliadora, 32; Carmelitas, 11; Carmelitas Mission6rias, 10; Sa-
grado Coracao de Maria, 13; Dominicanas, 11; Hospitaleiras
do S. Coragco de Jesus, 12.
H6 na Arquidiocese 1 Semindrio menor, 1 Semindrio
Maior interdiocesano, 2 Escolas de HabilitacAo de Professores
de Posto, 5 ColBgios de ensino secund6rio, 22 internatos,
7 escolas profissionais, e 581 escolas e postos de ensino pri-
m6rio, com 81 519 alunos. Para a assistencia ha 2 hospitals,
3 maternidades, 2 creches, 6 asilos. Num ano houve 373 122
tratamentos.
A imprensa consta do didrio ((Di6rio) e do semandrio
(Oriente). H6 variadas e numerosas obras de piedade e apos-
tolado.

Diocese de Inhambane

35. Diocese recent, erigida em 1962, tem a 6rea do
distrito de Inhambane, que pertenceu at6 entbo a Arquidio-
cese de Lourengo Marques.
Tem 759 352 habitantes e sao 160 186 os cat6licos.
EstA dividida em 20 par6quias e misses e 6 servida por 38
sacerdotes, 18 irmaos mission6rios, 55 irmis e 2 leigas missio-
n6rias.
Pertencem aos seguintes institutes: Ordem Franciscana,
24 sacerdotes e 11 irmaos; Consolata, 12 sacerdotes e 4 ir-
maos; clero secular, 2 sacerdotes; Franciscanas Mission6rias
de Maria, 18 irmas; Franciscanas Hospitaleiras de Nossa


* 49









Senhora da Conceiglo, 27 irmas; Franciscanas de Nossa
Senhora, 3 irmas e Congregagoo da Consolata, 13 irmas.

Os candidates ao sacerd6cio frequentam os Seminarios
da Arquidiocese de Lourengo Marques.

A Diocese ministry o ensino em 2 col6gios de ensino se-
cundArio, 1 Escola de Habilitagco de Professores de Posto,
6 escolas de ensino professional, 404 escolas e postos de
ensino primdrio, com 46 055 alunos.

A assistencia 6 prestada em 16 internatos, 1 pensionato,
1 lar, 3 asilos, 4 maternidades e 16 dispens6rios. Em um ano
de actividade os estabelecimentos de assistencia diocesanos
fizeram 613 162 tratamentos.

A evangelizagco de Inhambane tem antecedentes hist6-
ricos muito antigos. 0 jesuita P. D. Gongalo da Silveira mis-
sionou ali. H6 em algumas localidades reminiscencias de cris-
tianismo dos tempos passados.
O movimento commercial vindo do oriented e do norte, pela
costa de Mocambique, trouxe at6 ali os mugulmanos. 0 isla-
mismo tem ali focos de alguma importAncia.

O protestantismo estA ali present desde o s6culo XIX
e tern muitos milhares de fi6is.

As populac6es nativas conservam lembranga de lutas
antigas entire potentados locals e mant6m certas rivalidades.
As populaces jovens emigram para as minas do Transval
ou para a cidade de Lourengo Marques.

Estas situag6es condicionam desfavoravelmente as Mis-
sees.


50 *










Diocese da Beira


36.0 Esta Diocese existe em virtude do Acordo Mis-
sion6rio de 1940, cor organizagao efectiva desde 1941.
Abrangeu a princlpio os distritos de Manica e Sofala,
Tete e Zamb6zia. Actualmente, depois de criadas as Dioceses
de Quelimane e Tete, ficou reduzida ao primeiro daqueles
distritos.
Tem uma populacgo de 905 127 habitantes, sendo cat6-
licos 119 449. Estio ao serving da Diocese, dividida em 34
par6quias e misses, 87 missionarios, 24 irmaos e 190 reli-
giosas missionarias. Ajudam alguns leigos.
A distribuicgo por institutes 6 a seguinte: Clero dioce-
sano, 10 sacerdotes; Ordem Franciscana, 30 sacerdotes e 10
irmaos; Padres Brancos, 25 sacerdotes e 7 irmaos; Padres
dos Sagrados Corag6es, 9 sacerdotes e 1 irmao; Jesuitas, 5
sacerdotes e 1 irmao; Missionarios de Burgos, 5 sacerdotes
Combonianos, 3 sacerdotes e 1 irmao; Irmaos Maristas, 11
Os Institutes Femininos estio assim representados: Fran-
ciscanas de Nossa Senhora das Vit6rias, 49; Franciscanas
de Nossa Senhora, 49; Franciscanas Missionarias de Maria,
29; Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceigo, 13;
Franciscanas da MWe do Divino Pastor, 13; Mission6rias Re-
paradoras do S. Coraqao de Jesus, 11; Filhas de S. Paulo, 6;
Merced6rias de S. GervAsio, 5; Associatco por um Mundo
Melhor, 2 leigas.
A Diocese est6 dotada de numerosas instituig~es e orga-
nizap6es em ordem ao desenvolvimento do trabalho missiondrio.
Os seminaristas frequentam o Semindrio menor do Z6bu6
e o Semindrio maior de Lourengo Marques.


* 51









O ensino diocesano 6 ministrado em 2 boas Escolas de
Habilitacao de Professores de Posto, 4 col6gios de Ensino
secunddrio, 12 escolas de. ensino professional, 1 escola de
Catequistas. H6 tamb6m na Diocese 475 escolas e postos de
ensino primArio com 52 735 alunos.
Na missao de Amatongas existe o Semindrio franciscano
com elevada frequencia. Na Beira existe a R6dio PAX, dos
franciscanos -A assistencia 6 prestada em 25 internatos,
2 creches, 3 asilos, 2 leprosarias, 6 maternidades e 17 dispen-
s6rios, com. 366 713 tratamentos em um ano.


Diocese de Quelimane


37 o A Diocese de Quelimane foi constituida em 6 de
Outubro de 1955, por desmembramento do distrito da Zam-
b6zia da Diocese da Beira.
Tem 1 481 571 habitantes e sao cat6licos 103 668 deles.
Encontram-se ao service da Diocese, dividida em 32 Par6-
quias e misses, 82 sacerdotes, 23 irmaos e 130 Religiosas
mission6rias.
A distribuicio por Institutos 6 a seguinte: Clero diocesano,
9 sacerdotes; Padres Capuchinhos, 32 sacerdotes e 9 irmaos;
Sacerdotes do Sagrado Cora5ol de Jesus, 33 e 5 irmaos;
Ordem de S Joao de Deus, 1 sacerdote e 3 Irmaos; Jesuitas,
2 sacerdotes; Congregago da Missao, 5 sacerdotes; Irmaos
Maristas, 6 Institutos femininos: Religiosas do Sagrado Corapao
de Maria, 52; Amor de Deus, 33; Franciscanas Hospitaleiras
de Nossa Senhora da Conceicao, 12; Nossa Senhora das
Vit6rias, 19; Dominicanas do SS.mo Rosario, 10; Agostinhas


52 *








de Nossa Senhora da Anunciagco, 4; Servas da Sagrada
Familia.
A Diocese est6 dotada de numerosas instituig6es orien-
tadas para uma accao missionAria eficiente.
Tem 1 semin6rio menor, e Escolas de Habilitacio de Pro-
fessores de Posto, 4 ColBgios de ensino secund6rio, 11 escolas
de ensino professional e 618 escolas e postos de ensino pri-
mArio com 63 837 alunos.
Na 6rea da Diocese ha o Seminario dos Sacerdotes do
S. Coracao de Jesus de Nauela, a casa de formagco de Irmaos
Maristas do Alto Molocu6, a leprosaria de Nauela, o Noviciado
das Religiosas do S. Coracao de Jesus de Quelimane, etc.
A assist&ncia sanit6ria e social 6 prestada em 2 hospi-
tais, 5 maternidades, 1 creche, 1 asilo e 15 dispens6rios. Num
ano de actividades houve 317 627 tratamentos.
Entre as obras de Apostolado distingue-se ((0 Apostolado
pelo livro), centro de difusao de literature religiosa, desde a
iniciag o cristW at6e cultural doutrin6ria elevada.
Pertence a Diocese o seman6rio trumento muito Otil de evangelizagco.
Na irea da Diocese existed misses protestantes O is-
lamismo 6 traditional e tinha na 6rea da Diocese 84 500 fi6is.



Diocese de Nampula


38. A Diocese de Nampula foi instituida em 1940,
em virtude do Acordo Mission6rio. Constando inicialmente
dos'Distritos de Mogambique, de Cabo Delgado e do Niassa,


* 53









esta presentemente confinada ao distrito de Mogambique,
corn sede em Nampula.
Tem 1 437 146 habitantes, dos quais sao cat6licos 211 367.
As par6quias e misses sao 44. Estio ao servico da Diocese
88 sacerdotes, 28 irmaos e 112 Religiosas mission6rias, com
7 leigos auxiliares.
Este pessoal missiondrio pertencia as seguintes organi-
zagces: Clero diocesano, 17 sacerdotes; Sociedade Missio-
ndria, 39 sacerdotes e 11 irmaos; Missionarios Combonianos,
29 sacerdotes e 13 irmaos; Dominicanos, 1 sacerdote; Ca-
puchinhos, 1 sacerdote; Irmaos de S. Joao de Deus, 1 sacer-
dote e 4 irmaos. Institutes femininos: Irmas de Nossa Senhora
das Vit6rias, 60; Pie Madri della Nigrizia, 20; Apresentacao
de Maria, 18; Hospitaleiras de Nossa Senhora da Concei9go,
6; Terceiras Carmelitas do S. CoracAo de Jesus, 8; AssociacAo
por um Mundo Melhor, (dois sexos) 7 leigos missionarios.
A Diocese ter os seguintes estabelecimentos de ensino:
1 Semindrio menor, 2 Escolas de Habilitacgo de Professores
de Posto, 3 Col6gios de ensino secundArio, 11 escolas de
ensino professional e 944 escolas e postos de ensino prim6rio
com 156 878 alunos.
A assistbncia 6 prestada em 39 internatos, 3 asilos, 1 cre-
che, 4 maternidades, 4 hospitals e 23 dispensarios. Os trata-
mentos, num ano de actividade, foram 501 778.
A Diocese tem tamb6m um Centro de Formaa9o de cate-
quistas. Na sua area situam-se as Casas de formag5o de Irmas
Vitorianas de Mutuali e o Seminario da Sociedade Missiondria
de Malatane Ant6nio Enes.
Na area da Diocese nbo h6 misses protestantes. O isla-
mismo, por6m est6 muito difundido. Na area da Diocese fica


54 *








a antiga cidade da Ilha de Mocambique, sede official do isla-
mismo mogambicano hd muitos s6culos. Na Area da Diocese
havia h6 poucos anos 260 000 mugulmanos.



Diocese de Porto Am6eia


39.0 Esta Diocese foi fundada em 5 de Abril de 1957.
Tern como territ6rio o distrito de Cabo Delgado no extreme
norte, litoral, de Mogambique.
A populacao 6 de 632 158 habitantes. Destes sao cat6-
licos mais de 100 000. A Diocese esta dividida em 23 par6-
quias e misses. Tern ao seu servigo 48 sacerdotes, 8 irmaos
mission6rios e 58 religiosas.
Este pessoal mission6rio distribui-se pelos seguintes Ins-
titutos: Clero diocesano, 4 sacerdotes; Sociedade MissionAria,
24 sacerdotes e 5 irmaos; Monfortinos, 20 sacerdotes e 4
irmaos. As Religiosas Mission6rias pertenciam h Congregag9o
da Consolata, 26, e Filhas de Maria Auxiliadora, 9. Existe
na Diocese a Congregacgo diocesana das irmas nativas que
tem j6 as primeiras religiosas formadas.
O ensino 6 ministrado em 2 Semindrios, 1 menor e 1 maior.
2 Escolas de HabilitaqAo de Professores de Posto, 1 Col6gio
de ensino secund6rio, e 377 escolas e postos de ensino pri-
m6rio, com 24 983 alunos.
A assistncia sanitaria e social 6 prestada em 19 interna-
tos e 12 dispens6rios. Num ano de actividades houve 303 104
tratamentos.
0 islamismo na drea desta diocese estd profundamente


* 55








radicado. Em 1964 havia ali 256 328 mugulmanos. A proximi-
dade de Dar-es-Salem e de Zanzibar permit intercambio
espontaneo por via terrestre entire o islamismo de Mogambi-
que e o daqueles territ6rios, donde vem apoio de v6rias ma-
neiras, principalmente no campo social e intellectual.
Na drea desta diocese h6 povos de grupos 6tnicos dife-
rentes, frente a frente, macuas ao sul e macondas ao norte.
A existancia destes povos ainda bem estruturados tribalmente
p6e problems de unidade que representam novas exig6ncias
para as Missoes.
Nos 6ltimos anos os povos do norte entraram em situacao
de guerrillas contra a autoridade estabelecida, o que vem
perturbando a evangelizagpo. Uma vez pacificadas e harmo-
nizadas as gentes, as Miss6es avancario decisivamente.


Diocese de Tete


40. -A Diocese de Tete foi institulda em 19 de Maio
de 1963 cor o territ6rio do distrito de Tete, destacado da
Diocese da Beira.
Tem 543 487 habitantes, dos quais 85 136 sao cat6licos.
A Diocese estd dividida em 20 par6quias e Miss6es e 6 servida
por 59 sacerdotes, 28 irmaos mission6rios e 70 Religiosas
Missiondrias.
A distribuicgo deste pessoal missionArio 6 a seguinte
por organizag6es: 4 sacerdotes diocesanos; 23 sacerdotes e
24 irmaos e escoldsticos jesuitas; 5 sacerdotes e 1 irmao dos
Padres Brancos; 18 sacerdotes do Instituto de Burgos; 9 sa-
cerdotes e 7 irmaos dos Mission6rios Combonianos. Institutes


56 *









femininos: S. Jos6 de Cluny., 29; Filhas do Calv6rio, 13; da
Congregapco da MWe do Divino Pastor, 10; Doroteias, 6;
Merced6rias de S. GervAsio, 5; Filhas de Maria Auxiliadora,
5; do Instituto Regina Missionum, 3.
O ensino diocesano 6 ministrado em 1 Semindrio.menor
1 Col6gio de ensino secundArio, 2 Escolas de Habilitacgo de
Professores de Posto, 7 escolas de ensino professional, 652
escolas e postos de ensino primArio, com 44 795 alunos.
A assistencia sanitaria e social 6 prestada em 19 interna-
tos, 1 asilo, 3 creches, 7 maternidades e 9 dispens6rios. Num
ano houve 52 075 tratamentos.
Algumas notas se devem acrescentar. O territ6rio desta
diocese foi evangelizado desde o s6culo XVI. Actualmente
renova-se a penetrapco mission6ria de outros tempos, cujos
restos mal se podem encontrar.
Nesta diocese fica um planalto de povo angone, porven-
tura o mais bem disposto e o mais capaz de cristianizaqio em
plenitude: 6 a Ang6nia.
Finalmente, Tete, pequena mas hist6rica povoagAo e ci-
dade, vai agora entrar em fase de muito progress por motivo
da construcAo da barragem de Cabora-Bassa. Todas estas
condic6es sao um apelo a uma missionapao correspondent
as exigncias que necesshriamente se porio.


Diocese de Vilu Cabral

41.0 -A criapco desta Diocese data de 21 de Julho de
1963. 0 seu territ6rio 6 o do distrito do Niassa.


* 57









A Diocese tem 276 795 habitantes e mais de 60 000 sao
jA cat61icos.
Estao ao serving das Miss6es e par6quias, em nimero
de 16, missionarios do Instituto da Consolata, em nimero de
24 sacerdotes e 10 irmbos. Ha tamb6m 7 sacerdotes dioce-
sanos. Prestam serving na Area da Diocese varios capelAes
militares que colaboram na obra missionaria.
Ha tamb6m na Diocese 64 Religiosas, sendo 29 da Con-
gregag o da Consolata e 35 da Congregagco diocesana de
Nossa Senhora da Conceico.
Recentemente comecaram a prestar serving na Diocese
as IrmAs de S. Doroteia.
O ensino diocesano 6 ministrado no ColBgio Semina-
rio, em 1 Escola mista de HabilitagAo de Professores de Pos-
to, em 4 escolas profissionais e 138 escolas e postos de ensino
primario, com 24 983 alunos.
A assistencia 6 prestada em 3 internatos, 1 maternidade,
1 creche e 6 dispensarios, nos quais se fizeram num ano 303 104
tratamentos.
Na Area da Diocese ha misses protestantes e uma ele-
vada percentage de muculmanos. Em 1964 seriam 193775,
o que represent cerca de 65% da popularAo. O povo aiaua
adoptou em maioria o islamismo.
Nos iltimos anos a Area da diocese foi afectada pelo
terrorism.
No meio de um condicionalismo tgo adverse a Diocese,
orientada por um Prelado dinmico e atento pode levar por
diante uma obra missionaria consideravel, principalmente
pela pastoral actualizada, pelo ensino e pela ocupaqco mis-


58 *









siondria do territ6rio, a despeito das adversidades e da falta
de pessoal missionario.
Com paz e pessoal mission6rio a Diocese, orientada como
at6 agora, efectuara uma evangeliza9bo de m6rito extraor-
dinario.
SAo conhecidos os esforgos ecum6nicos em rela9Ao aos
irmaos separados e aos adeptos do islamismo.


MISSES
PROTESTANTES
EM MO(AMBIQUE

42. Os cristgos dissidents evangelizam em Mo-
gambique desde o s6culo XIX. Apontam-se s6mente as igrejas
e as localidades onde actuam.
Missao Baptista Escandinava: Lourengo Marques;
Missao Suipa da Africa do Sul: Lourenco Marques, Cheda-
-Maputo, Antioca-Magude.
Metodista da Africa do Su/: LourenGo Marques.
Anglicana: Lourenco Marques; Anglicana de S. Cipriano:
Lourengo Marques; Anglicana de S. Bartolomeu: Messumba -
- Maniamba.
Suiga de Mausse: Muchopes. Nazarena: Muchopes -
- Tavane.
Metodista livre: Inhamachafo Inharrime, Nhaloio Mas-
singa.
Metodista Episcopal: Chicuque Homoine, Cambine Mor-
rumbene.


* 59









Plus ultra International Holiness Mission: Camanula Fu-
rancungo Macanga.

Advwntista do s6timo dia: Munguluni Lugela.

Estas misses tem ao serving 127 missiondrios e 386 au-
xiliares. Em 1964 tinham 272 324 fi6is.
Ministram o ensino em 26 escolas e postos de ensino pri-
mario corn alguns milhares de alunos. A assist6ncia sanitaria
6 prestada em 2 hospitals, 3 dispensarios, 3 postos medicos,
1 maternidade.
As energies, os recursos e os m6todos empregados dao
valor social a esta actividade missiondria, muito influence nas
populac6es.



ISLAMISMO


43. Talvez j6 houvesse com6rcio 6rabe em MoCam-
bique antes de existir o islamismo. E certo que tal com6rcio
favoreceu a expansao daquela religiao em territ6rio mocambi-
cano desde o s6culo IX. A chegada dos portugueses e cristios
no fim do s6culo XV colocou frente a frente as duas religi6es.
A religion mugulmana desenvolveu-se muito em Mo-
cambique nos 6ltimos 100 anos, no seguimento da ocupagio
administrative, das vias de comunicacao modernas e do pro-
gresso geral. Nas d6cadas mais recentes o islamismo mogam-
bicano tern recebido influencias favoraveis dos fen6menos-
politico--sociais em curso. Em :1964 havia em Mocambique
816 530 muQulmanos.


60 *









PATRIARCADO DE GOA -INDIA


44.0 Na armada de Vasco da Gama chegaram a India
sacerdotes para a evangelizacgo daqueles povos. Pedro Al-
vares Cabral levou mais 9 sacerdotes diocesanos e 8 francis-
canos. Em 1503 chegaram I os dominicanos.
At6 1514 as cristandades sucessivamente fundadas de-
pendiam eclesiasticamente da Ordem de Cristo, com sede em
Tomar. Desde 1514 passaram a ficar integradas da Arquidio-
cese do Funchal entio instituida. Em 31 de Janeiro de 1533
o Papa Clemente VII erigiu a Diocese de Goa ficando a igreja
de Santa Catarina a servir de Catedral. A Area da Diocese
abrangia os territ6rios africanos e asi6ticos entire o Cabo da
Boa Esperanga e a China. Em 4 de Fevereiro de 1557 a Dio-
cese de Goa foi elhvada a arquidiocese e deixou de pertencer
B provincia eclesidstica do Funchal.
Em 15 de Marco de 1572 Goa foi elevada a PrimAs
do Oriente, e em 23 de Junho de 1886 o arcebispo de Goa
foi elevado h dignidade de Patriarca das Indias Orientais.
Goa tem sido chamada a Roma do Oriente. O fundamento
de todas estas disting6es 6 real. Goa foi cristianizada, man-
teve-se crist5 e apost6lica. Dela irradiou o cristianismo para
os diversos paises do oriented e do extreme oriented.
A Arquidiocese tinha adquirido uma maturidade e uma
estruturacao semelhante as das grandes dioceses da Europa.
Alem da organizacAo total segundo os moldes do direito ca-
n6nico, a arquidiocese de Goa estA dividida em 18 varados
ou arciprestados e 144 par6quias e 1 missho.
Na Area da Arquidiocese viviam em 1961 625 831 habi-


* 61









tantes e os cat6licos eram 278 759. Os cat61icos goeses sao,
por6m muito mais, pois emigraram para diversos pauses da
Asia e Africa mais de 100 000. Em qualquer parte onde se en-
contram costumam testemunhar fielmente a sua qualidade
de cat6licos. Trabalhavam na Arquidiocese 625 sacerdotes.
Mas a Arquidiocese tinha cedido dezenas deles a Europa, a
Africa e a outros paises da Asia.
Apesar de todas as dificuldades Goa continue sendo
crist. /


Diocese de Macau


45.0 primeiro chefe spiritual cat61ico de Macau,
D. Belchior Carneiro, chegou ali em 1568. Nao era bispo da
Diocese porque esta ainda nAo existia. Fundou a Santa Casa
da Miseric6rdia e os Hospitals de S. Ldzaro e de S. Rafael.
A Diocese de Macau, primeiro bispado do Extremo Orien-
te, foi fundada em 23 de Janeiro de 1576. Abrangla a principio
Macau, terras e ilhas adjacentes, China, Japao e Tonquim.
No decurso dos tempos ficou reduzida h Provincia portuguesa
de Macau, parte do territ6rio da China, com comunidades de
Singapura e Malaca.
Tem 250 000 habitantes em territ6rio portugues. Os ca-
t6licos sao 23 000.
Esta dividida em dois vicariatos gerais, o de Macau e o
de Shiu-Hing. Ter 9 par6quias fora da China. O pessoal
missiondrio 6 composto por 147 sacerdotes 9 irmaos e 199
Religiosas.
A distribuipbo por organizacges 6 a seguinte: Clero se-


62 *








cular 57; Salesianos, 23 sacerdotes e 14 irmaos; jesuitas, 13
sacerdotes e 2 irmaos; Franciscanos, 2 sacerdotes. H6 vdrios
outros mission6rios em situagio transit6ria.
As Religiosas estao assim distribuidas: Canossianas, 41;
Franciscanas Mission6rias de Maria, 96; Preciosissimo San-
gue 10; Carmelitas, 11; Filhas de Nossa Senhora dos Anjos,
10; Filhas de Maria Auxiliadora, 11; Dominicanas do SS.mo
Rosbrio, 11; Filhas de S. Paulo 4; Perp6tuo Socorro IrmAzi-
nhas de Jesus e Anunciadoras do Senhor, 3 e 2.
O ensino diocesano 6 ministrado em 1 Semindrio, 17
Col6gios de Ensino secunddrio, 1 Escola de Magist6rio, 2
escolas profissionais, 29 escolas primArias e 28 escolas in-
fantis, corn 20 456 alunos, ao todo.
A assistincia sanit6ria e social 6 prestada em 7 orfanatos.
3 asilos, 8 creches, 2 hospitals, 1 leprosaria e 7 dispensarios.
Os tratamentos foram 234 613. A imprensa cat6lica tern
O Clarim, o Boletim eclesidstico e as revistas OBsis, Rosette,
etc.
Em Macau h6 protestantismo e comunismo.


Diocese de Dili- Timor

46.0 A diocese de Dili foi criada em 1940 pelo Acordo
Mission6rio entire a Santa SE e o Governo Portuguis. O seu
territ6rio pertenceu anteriormente a Diocese de Macau.
Ter 615 741 habitantes dos quais 155 356 sAo cat6licos.
A Diocese tern ao seu servigo 57 sacerdotes 10 irmaos
missionarios e 45 Religiosas. Pertencem as seguintes orga-
nizag6es:


* 63









Clero secular, 34; Sociedade Salesiana, 7 sacerdotes e
9 irmaos; jesuitas, 6 sacerdotes e 1 irmoo. Os institutes fe-
mininos sAo os seguintes: Canossianas, 29; Dominicanas do
SS.mo Rosario, 10; Servas de S. Familia, 6.
A Diocese est6 dividida em 15 Par6quias e Missoes cen-
trais. H6 ainda 68 esta9ges missiondrias, muitas das quais
passarao a misses assim que haja sacerdotes suficientes.
0 ensino diocesano 6 ministrado no pre-semin6rio-Cole-
gio de S. Francisco Xavier e no SeminBrio de Dare, no Semi-
ndrio de Macau ou nos da metr6pole, em 8 col6gios e em
138 escolas e postos de ensino prim&rio, com 23 962 alunos.
A assistencia 6 prestada nos dispens6rios das Miss6es.
H6 na Diocese um boletim; trimestral intitulado .
A diocese recomp6s-se depressa dos prejuizos sofridos
de 1940 a 1945 corn a invasaoijaponesa. Alids j6 em outras
6pocas Timor teve cristandades numerosas. A populacgo aceita
f oilmente a evangeliza~go. Na Diocese de Dill a cristandade
aumenta em mais de 10000 baptizados por ano. Havendo
pessoal missiondrio suficiente e jmeios de trabalho, pode en-
trever-se uma obra mission6ria not6vel.
Na Diocese h6 milhares de chineses corn cultos pr6prios.
H6 tamb6m muculmanos corn a sua mesquita.
Em um campo tao distant, de longa data evangelizado
pelos' mission6rios portugueses, d6-se continuidade ao seu
labor corn entusiasmo.


A OBRA DAS MISSES


47.0 --:- Enviada por Cristo' a manifestar e a comunicar
a todos os homes e povos a caridade de Deus, a Igreja re-


64 *









conhece que ter de levar a cabo uma ingente obra missio-
n6ria>. (Ad. G. 10).

((As iniciativas peculiares com que os pregoeiros do
Evangelho, que vAo pelo mundo inteiro enviados pela
Igreja, executam o encargo de pregar o Evangelho e im-
plantar essa mesma Igreja entire os povos ou grupos que
ainda nao cr&em em Cristo, dA-se geralmente o nome
de missbes>. ... O fim pr6prio desta actividade missio-
n6ria 6 a evangelizagco e a implantacao da Igreja nos
povos ou grupos em que ainda nao est6 radicada). Ad. G. 6),

A Igreja cat6lica tem nas misses 200 000 mission6rios.
sacerdotes, Religiosos e Religiosas. No Ultramar portugues
haverS 1 500 sacerdotes, 400 religiosos e 2 200 irmas mis-
siondrias. Sao ap6stolos em acgco.
As actividades sao as mesmas, embora os condicionalis-
mos conduzam a variedades de m6todos.
Os ap6stolos de Cristo, os mission6rios, pugnam sempre
entire todos os povos e em todas as civilizag9es, h custa de
todos os sacrificios inclusivamente o do pr6prio sangue, pela
religiao do Deus inico da revelacgo crist5, pela caridade e
respeito mrtuos entire os homes, pela paz e conc6rdia entire
os povos, pela supressao dos vicios nos individuos e nas so-
ciedades, pela defesa e inviolabilidade da pessoa humana,
pela cultural e bem estar das populac6es, pela libertacgo das
tiranias do erro, da ignorancia, do 6dio e da opressdo.
Os d6beis, os pequenos, os pobres, os anciaos, as crian-
gas, a mulher, nunca encontraram, na hist6ria da humanidade,
o respeito, o carinho, a dedicacgo e o amor que o cristianismo
Ihes consagra. Por isso as Miss6es, nascidas do amor bene-

65









volente de Deus pela humanidade procuram levar aos povos
e aos individuos, as benemerencias de que estAo privados.

48.0 Ao anincio do Evangelho, acompanhado do tes-
temunho da f6, da caridade e da virtude, junta Deus a graga
da iluminagco e da conversao. Os missionarios ensinam as
verdades e os preceitos cristaos, formal os convertidos na
vida crista, instruem-nos na prAtica das virtudes e dos costu-
tnes evang6licos e introduzem-nos na comunhao de f6, de
liturgia e de caridade do Povo de Deus (Ad. G. 14).
SimultAneamente organiza-se a comunidade crista cujas
expresses tradicionais sao as par6quias ou misses e as
Dioceses.
Os novos membros do Povo de Deus devem constituir
uma comunidade de religiao, de virtude, de caridade e de
espirito apost6lico. NWo se tem considerado possivel a sobre-
viv&ncia de tais comunidades sem estruturas de pessoas,
instituigoes, actividades, instalac6es e meios de subsist6ncia
que Ihes permitam bastar-se nas suas necessidades.
A primeira necessidade das misses 6 a preparagAo de
cristfos convictos, ilustrados e apost6licos. S6 uma cristan-
dade fervorosa, culta, dinimica; 6 viveiro de elements para
todos os services e minist6rios; necessArios a vida da comu-
nidade. 0 apostolado dos leigos, vocacAo de todo o cristio,
em virtude da f6 e do baptismo, tem hoje um lugar de relevo
nos pianos mission6rios. VWo surgindo as instituic6es, os
cursos, a literature, e os ap6stolos que se devem dedicar a
tal trabalho. Os atrasos serao apontados no future como erros
graves.
Os primeiros elements de escol a recrutar entire o laicado


66 *









cristao sao os catequistas. A Igreja dedicou-lhes o N.0 17 do
Decreto missiondrio Ad Gentes. Tudo ali estA previsto: forma-
pco, recursos para ela, actividade, retribuicao e seguranga
social. A forma9go dos catequistas comp6e-se de program
cultural, com doutrina catdlica, biblica, liturgia, catequ6tica,
pastoral e moral, e de program spiritual, pela piedade, a
perfeig5o crista e a santidade de vida.
A comunidade crista necessita de ministros da doutrina
e do culto, os sacerdotes. A formacgo do clero 6 obrigacgo
grave dos missionarios. Uma I6cida pastoral missiondria afirma
que o mission6rio tem mais obrigacio de former ap6stolos
do que evangelizar e baptizar. Quem evangelizar e nao former
ap6stolos, nao implanta a Igreja. Falta a meio dever mis-
siondrio.

49. Promopgo humana. Muitas vezes as Miss6es en-
contram povos ainda pouco desenvolvidos. o que acontece
em quase toda a Africa negra e em quase todo o Ultramar
portugu6s.
A palavra do Evangelho leva o home a descobrir a sua
dignidade, a razio de ser da sua vida e o seu destiny eterno.
So fermento da renovacao da humanidade. As misses nao
se resignam a deixar as popula96es necessitadas de desen-
volvimento frustradas nas esperancas descobertas. E nascem
por toda a parte iniciativas como as que no passado merece-
ram um lugar na hist6ria, ou conforme as exigencias dos tem-
pos actuais.
Cada MissAo s6 pode considerar-se apta para atingir o
seu fim quando al6m do temple expand a sua vida pela agri-
cultura e pecudria, pelas oficinas, pelas escolas e pelas activi-


* 67









dades assistenciais. Mais que uma vez, nos tempos actuais,
as nossas misses tem constituido o centro dinamizador de
um progress que ultrapassa o 8mbito local e se project em
vastas regi6es.

50. Educacao. A juventude constitute um motive de
solicitude especial das Miss6es e da Igreja por nela se pre-
parar o future e por estar sujeita a influencias negatives e
prejudiciais.
A alfabetizacao das massas, forca de arranque para o de-
senvolvimento human, deve as Miss6es no mundo e no nosso
Ultramar esforcos e sacrificios generosos. Para al6m do en-
sino prim6rio as Miss6es desenvolvem com cuidado o ensino
secundario e o ensino professional, embora nao disponham
de meios pr6prios para isso. Ha, sim, vontade de ajudar e pro-
mover.

51.0 Assist6ncia. A ciencia e a t6cnica tnm j6 recursos
para vencer ou aliviar muitos males fisicos ou morais da hu-
manidade. Ficam, por6m, fora do alcance de muitos povos,
pela elevacao do seu custo. Dos tres bili6es e meio de series
humans que existem, quantos morrerao sem nunca terem os
beneficios da assistencia modern? Os curandeiros pouco
puderam fazer!
E este o motivo que leva os missionarios e as Irmrs e os
IrmAos a debrucar-se para todos os doentes, mesmo leprosos
e loucos, e a derramar nas suas feridas, vezes sem conta, o
bilsamo da caridade em carinhosos cuidados, j6 que Ihes
nao podem levar as preciosidades dos espacialistas e das
especialidades m6dicas que enchem o mundo, mas que nao
chegam a todos.


68 *









52.0 Programa geral. A hist6ria encarrega-se de trans-
mitir factos que revelam os caminhos da Providencia no de-
senvolvimento das Missoes. Em Portugal foi factor de valo-
roso apoio as Miss6es o acordo entire a Igreja e o Estado, no
campo mission6rio.
0 journal official portuguIs j6 descreveu as actividades
das Miss6es. Ali se disse que o program geral das Miss6es
6 desenvolver o progress moral, intellectual e material do
ultramar, em toda a possivel extensio do seu significado,
conforme o permitirem as circunstancias de cada Missao.
Fazem parte do program: a educapco e instrucAo do
native portugues, home e mulher, procurando aperfeico6-la
pela morigera(co dos costumes, pelo abandon de supersti-
c;es e selvajarias, pela elevacgo moral e social da mulher
e pela dignificagco do trabalho; o ensino da lingua portugue-
sa, coadjuvado provis6riamente pela lingua indigena; a edu-
cap5o e inst uAo geral, para a cultural e engrandecimento
das provincias; o ensino agricola, fundando e desenvolvendo
hortas, jardins de ensaio, granjas ou herdades, nos quais o
indigena possa aprender prhticamente as variadas cultures
por m6todos de progressive evolucao, melhorando gradual
e progressivamente os seus processes de trabalho, dando-lhe
noc6es de novas cultures, de aperfeicoamento das usadas,
de selecGco de sementes, de silvicultura e outras igualmente
6teis.
0 ensino da pecu6ria feito, quanto possivel, com ensaios
de novas e melhores racas ou cruzamentos aperfeicoados;
o ensino professional, fundando ou dirigindo escolas de artes
e oficios ou simples oficinas; o ensino dom6stico, procurando
fazer da mulher indigena cuidadosa dona de casa e boa mae
de familiar.


* 69









A assistincia sanitaria ao indigena, j6 realizando-a pela
acg~o domiciliria nas povoap6es, j6 colaborardo com as
autoridades na extingco das epidemias e no ensino pratico
da higiene, abrindo dispensarios, hospitals, enfermarias, asi-
los, creches, gafarias ou outros estabelecimentos de caridade
e de beneficencia, ou cuidando de quiasquer institui96es
desta natureza.
H6 ainda refer&ncias a colaborazpo nos campos da me-
teorologia, da etnografia, da geografia, da hist6ria e da eco-
nomia. (Decreto 12485, de 13-10-1926).
0 campo do apostolado missionario, essencialmente
religioso, alarga-se assim por tudo o que interesse h vida, a.
prosperidade e h felicidade do home. Assim as Miss6es,
dispuzessem de pessoas e meios para poder tender a tantas
necessidades.


ACTUALIZACAO MISSIONARIA


53.0 A evolugco da vida, em todos os sectors, atinge
tamb6m as Miss6es. Pouco a pouco surgem luzes e ideias
consideradas aproveitaveis para uma acq8o missionaria mais
certa e mais eficiente. 0 Concilio Vaticano II organizou num
corpo 6nico, o Decreto Ad Gentes, o que de melhor se tinha
alcangado no pensamento mission6rio. Mas aquilo que para
uns era actual, para outros estava ultrapassado e ainda para
outros 6 fantasia que nao conseguem admitir na vida real
das misses.
Ora os tempos actuais e futures serao sem d6vida mar-
cados pela generalizagco da cultural e pelo avango da t6cnica.


70 *









As investiga(;es cientificas levarao a novas azuisiq6es na
antropologia, na etnologia, na sociologia, na psicologia e
nas ci6ncias religiosas. 8 certo que o pensamento human
vai evoluir e as sociedades sofrerao transformagces acen-
tuadas. normal que a accao missiondria, conservando o
mesmo objective e o mesmo ardor que vem de Cristo, se re-
vista de novas facetas e se encaminhe por processes diferentes.
Haverd mais planificacao da accqo, mais coordenacgo de
actividades, mais especializacAo de pessoas, conforme as
exig6ncias.


PORTUGAL
SEMPRE MISSIONARIO


54.0 J6 se afirmou que Portugal foi sempre mission6-
rio. A hist6ria national e a hist6ria das misses provam-no
abundantemente. Ficaram nas p6ginas anteriores alguns apon-
tamentos e a literature acerca da mat6ria est ab disposigao
de toda a gente.
Deixando o passado, rico de gl6rias mission6rias e pesado
de responsabilidades, e passando ao present, verifica-se o
esforgo feito para operar a renovacgo mission6ria de Portu-
gal. Basta fixar dois indices seguros da actualidade missionaria
portuguesa: Nos l6timos 40 anos os cat6licos do ultramar
portugues aumentaram de duzentos mil (200 000) para quatro
milh6es e meio (4 500 000). O pessoal missiondrio subiu de
800 para 4 000, incluindo sacerdotes, irmaos e irmis, portu-
gueses e estrangeiros, nativos e idos do exterior das pro-
vincias.


* 71










Este progress extraordinArio 6 devido, principalmente,
ao auxilio divino e invisivel, e aos beneficios da Provid8ncia
atrav6s das realidades temporais.
Neste period de tempo a Igreja Cat6lica desenvolveu
muito a actividade missionaria no mundo. Portugal gozou de
paz e de sentido de dedicacAo pelo Ultramar. O Governo por-
tugues continuou e excedeu at6 as suas benemer6ncias an-
tigas para corn as Miss6es. O Episcopado, o clero, os religio-
sos e os cat6licos activos fomentaram o amor pelas misses
e desenvolveram o espirito missiondrio em Portugal. O au-
mento de mentalizaCao mission6ria permitiu o florescimento
de mais voca(;es mission6rias e o crescimento da contribui-
9co spiritual e material dos portugueses para a Obra Mis-
sionaria.
Portugal estA long de ser o pais mais missionario do
mundo. Mas tamb6m nao 6 o 6ltimo. Em accao e cooperagao
missionaria, principalmente em relarao ao ultramar, tem o lu-
gar que conquistou e os nimeros provam.
As possibilidades missionarias de Portugal e dos cat6-
licos portugueses ainda nao aproveitadas, sbo imensas. Nao
6 dificil entrever um fututo mission6rio venturoso, em favor
da seara do Pai do c6u, o mundo!


O FUTURE
MISSIONARIO DE PORTUGAL


55. As Miss6es sao as actividades da Igreja para
levar o Evangelho, a fe e a religiao cat6lica a todo o mundo.
Mentalidade mission6ria que nao abrange o mundo mis-


72 *









sionArio inteiro 6 defeituosa e errada. t muito natural e muito
just que os portugueses sintam preocupag6es principal-
mente pela obra missiondria do Ultramar. Mas 6 necess6rio
que tenham mentalidade cat6lica e que olhem com interesse
verdadeiramente cat6lico para as misses de todo o mundo.
A acgao mission6ria ter uma finalidade a atingir: evan-
gelizagco de um povo e a implanta(co da Igreja e da religion
nesse povo. Obtido esse objective, o equipamento missiondrio
deve ser transferido e instalado onde h6 a mesma tarefa a exe-
cutar. O progress da acgao missionaria no Ultramar, ante-
riormente referido, permit pensar na cristianizacgo de todos
os seus povos e na liberta9go da vitalidade mission6ria de
Portugal para auxilio a outras regi6es mais necessitadas.
Nao faz mal observer horizontes distantes embora tarde
atingi-los. Na verdade o ultramar ainda absorver6 o esforgo
mission6rio portugus por muitos anos.
Esta realidade 6 um apelo a que se nbo esmoreca e se
nAo deixe perder a mais pequena parcela de trabalho missio-
nario j6 feito, tanto nas Miss6es como na rectaguarda da
metr6pole.
SIgreja da metr6pole, Bispos, clero, religiosos, povo cris-
tao, Governo central e autoridades locais, entidades oficiais
e pessoas singulares, tnm j6 o seu lugar na obra missiondria.
Nao hesitar, nao afrouxar, mas avangar e crescer, tal 6 a pa-
lavra de ordem para o future,. Ensina a hist6ria que as inter-
rupq6es do trabalho mission6rio inutilizaram, no passado,
feitos gloriosos, uns registados, outros -perdidos na voragem
do tempo. Evitar nova cat6strofe 6 obrigacgo de quem rece-
beu as ligbes do passado.


* 73









56.o 0 ideal missionario deve ser ensinado a todas as
criangas nas families, nas escolas, nas catequeses, nas igre-
jas. A problem6tica, as necessidades, as esperancas das mis-
s6es devem ser anunciadas largamente pelos meios de comu-
nicacAo de massas, de modo que a todos chegue uma e mui-
tas vezes o clamor de Cristo, bom Pastor: ((Tenho alias que
Me n5o conhecem; 6 precise chamA-las). Toda a humanidade
deve ser congregada na unidade de um s6 Povo de Deus,
sob o dominio de um s6 Senhor, Cristol
0 despertar de verdadeiras vocac6es missiondrias 6 o
mais important trabalho missionario da metr6pole, no qual
toda a Igreja esta comprometida e responsabilizada. Ou Por-
tugal dd Missiondrios ao ultramarie ao mundo ou nao 6 pais
missiondrio no future. No passado enviou milhares de missio-
n6rios para todos os continents onde havia misses.
A fecundidade vocacional de um povo cristio 6 indice
da autenticidade da religiAo nas pessoas e nas families. Onde
ha f6, amor de Deus e amor das almas, h6 vocac6es mission6-
rias. Em meios diversos, nao as h6.

57.0 Nao basta enviar mission6rios para as misses.
Sem o apoio da oraico, da espiritualidade, da santifica qo, a
sua fecundidade apost6lica est6 diminufda. Sem meios ma-
teriais os missionaries ficam de mAos atadas, contemplando
im6veis a march vertiginosa do progress e da felicidade de
que os homes vio disfrutando.
As Misses do Ultramar portugufs nao sao as mais pobres
do mundo, gracas ao apoio da naqAo atrav6s de subsidies
governamentais. Mas as receitas provenientes de ofertas dos
particulars sao modestas. Os portugueses estao muito long


74 *









de dar um escudo por ano cada um para as Miss6es. Como
expresso de cumprimento de um dever de cristao 6 muito
pouco.
HA muitas iniciativas em curso. As directrizes e pistas ofe-
recidas pelo Concilio ainda nem sequer sAo conhecidas, quanto
mais seguidas. Deve surgir um verdadeiro MOVIMENTO
NACIONAL MISSIONARIO que sirva de centro national
ao servigo das Miss6es, com estruturas suficientes para cor-
responder A necessidade de receber e distribuir auxilio as
Misses. Sera um grande pass para PORTUGAL SER
SEMPRE MISSIONARIO.


* 75















BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL


Acqao Missiondria no period henriquino,
P. Ant6nio Brdsio, C. S. Sp. Lisboa 1958.

Curso de Missionologia,
Prof. Dr. Silva Rego- Agencia Geral do Ultramar-1956-Lisboa

Dados informativos, 4,
Ag~ncia Geral do Ultramar 1968 Lisboa.

Missao da Igreja,
C. Couturier Livraria S. Pedro Lisboa.

Para o ressurgimento do sentido missiondrio,
Editorial Logos Lisboa.

Vaticano II,
Docutmentos Conciliares Unido Grdfica Lisboa.

Agenda MissionAria 1970,
Editorial MissJes Cucujies.

Anuario Cat61ico de Portugal,
Secretariado de Informado Religiosa 1968 Lisboa.

Anuario Cat61ico do Ultramar Portugues,
Junta de Investigacjes do Ultramar 1965 Lisboa.


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INDI CE





Introducho .... ..... 7
A compreensdo das Miss6es ... . ........ 13
Responsabilidade missiondria de toda a Igreja . ... 17
As Misses na hist6ria .. . .. ..... .. 18
Acqao Missionaria dos portugueses . . 21
As Misses do Ultramar Portugues ... . .. 25
Cabo Verde ..... . ... ...... .. .. 25
Guin~ . . ... . ... .. 27
S. Tome e Principe . .. .. 30
Angola .. ... ................ ... 32
Mogambique. ................. ..... 45
Goa India ......... .............. 61
Macau ........ ....... .. ....... 62
Dili Timor .. .... . . . . 63
A Obra das Missoes ......... ... ....... 64
Actualizagdo missionaria ........ . .. 70
Portugal sempre missiondrio. ......... ... ... .71
0 future missiondrio de Portugal .. . . ... 72


* 79




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