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Curso sintese de pesquisa e externsao em sistemas agroflorestais (PESA).  Relatorio final

Material Information

Title:
Curso sintese de pesquisa e externsao em sistemas agroflorestais (PESA). Relatorio final
Creator:
Universitade Federal do Acre and University of Florida
Affiliation:
University of Florida
Universitade Federal do Acre
Place of Publication:
Rio Branco, Brazil and Gainesville, Fla.
Publisher:
Universitade Federal do Acre and University of Florida
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
South America ( LCSH )
Farming ( LCSH )
University of Florida. ( LCSH )
Agriculture ( LCSH )
Farm life ( LCSH )
Spatial Coverage:
South America -- Brazil -- Acre
South America
North America -- United States of America -- Florida

Notes

Funding:
Electronic resources created as part of a prototype UF Institutional Repository and Faculty Papers project by the University of Florida.

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Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
University of Florida
Rights Management:
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Full Text
JF I IN t IV ri I I)A PI I T r RA t 1 1 ACtZI IIFAC
U 11 IN I IN VERS IDAI)i INA FItOR I A IIr F'
I-IINI)AQA0 I ORD)'1 IIRN .1w tsr 1)m 1. r P[ i SOIIIA r rx rF.N sAo II I11 M AS ARO G 141 1 I IA I S ( PESA NlI I A I OR 10 1 1 NA 1,
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IINIVFIN-II)AI)F M)FIZAL DO ACRE IIFAC
IINIVLI\SII)Al)[ DA FORMA IIFFIINDAQ.AO FORP
Cill"SO PE. I'l-S-0111SA E EXTENSAO
FM 'SISILMAS AGROI 7 L I E,')TA I S( PESA)
11"FLATORiO FINAL
i
R 10 RRANCO ACRE
1111. 110/ 1 98's




APRESENTAqVAO
2 METODOLOGIA .................* * .......... ** ** *. *.** ... . .. 103. SEGMENTO COLONOS ........................................................ .. 11
3.1 Caracterizaga.o da unidade produtiva ............... 12
.3.1.1 Tanianho ...................................** 12
3.*1 .2 Area desmatada .. .. ............. ......... .... *** 12
3.1.3 Formas de acesso a terra ....................12
3.1.4 -Disponibilidade deagua.......................... 12
3.2 -Estrutura Famniliar ... .. .. .. .. .. .. .. ... .. .. .. .. 13
3.2.1 Origem ....................................... 13
3.2.2 Tempo de assentamento ....................... 14
3.2.3 Hiabitagao ................................. ....14
3.3 -Servigos b~.sicos ....o .......*.... ... .... o.... 14
3.3.1 Educagaio ................ o.. . . . . 14
3o3.2 Saiide .. . ................................ ........... o ... 15
3.4-0rganizago da produgjao ......... .......... 15
3.4-.1.-- Produgiio vegetal ...~15
3.4.1.1 Sistema de abertura de areas ...15
3.4o1.2 -Culturas anuais.. o-.........1
3.4.13 -Culturas perenes......... o. o.20
3.4..4-Futctrut....o......ura.. 21
34.5- 5-Hicltrtic...r 22
3o4.1.6 Controle de plantas daninhas 23
3.4.1. 7 Mao-de-obra .. o .. . ......... 23
3.4.2 -Produgao animal .. .. .. . . ............ 24
3.4.21 Peue nosanimaiss 24
3.4.2.2 G rsan dea s an...i 26 3.4.2.3 Manejo animal ...... .......... o 27
3.4.2.4 -Sanidade animal 28




A' ~~3.4.2.5 Pastagens ...... ... ... .. ..... .. 29
3.5 Floresta ............~...e.......... ........ ........ 30
3 *..2 Borracha . .. .. .. .. .. .... .. .. .. ... .. .. ..... 31
3.*5 .3 Castanha-do-Brasil .. .. .. ... .. .. .. ... .. .... *-32
3.5.4 Caga, pesca, frutas silvestres, plantas
medicinais........... .... .. ... .. .-.. .. .. ....* 32
3.5.5 Calendario ....... ** .... *** o*...o....-.. 3
3.6 -Economia........ ..... .. ....... 33
3.6.1 Aspectos economicos gerais: renda e emprego *33 3.6.2 Comercializagao .. ............... 34
3.6.3 Transporte................... 35
3.o6.4 Arrazeriamerito o.... ... .................35
3.7- Servigos -de apoio ..... .. . .. ... .. .. 36
3.7.2 -Assistncia tecnica........... o ......... 38
3.8 --Modelo simplificado do sistema do pequeno produtor ..39 3.9 -Fatores limitantes .... .............. ............. 39
3 .9 .1 -Fatores naturais .............. 39
3. 9 o1. 2 Pragas e -doengas................40
3.9o2 -Fatores institucionais e/ou politicos ..o..40 3o9.2.1 -Assistencia Tecnica ...........o......40
3.9.2-.2 Sementes.............o.......o... 41
3o9 .3 -Fatores sociais ........... o.......... ..4
3 .9 .3 .1"- Maqo-de-obra . . ...... .. 41
3.9.3.3 -Educagao............ .. .42
3.9. 3.4- Estrutura social................. 42
3.9.4 Fatores econo-micos .. ... .o ......... ... 43
3.9o4.1 Falta de recursos pro'Prios '43
3.9.4.2 Cre'dito ....... .. . . ..... 43




3.9.4.3 Armazenamento .......................... 43
3.9.4.4 Comercializagiio ......... 44
3.9.4o5 Transporte ... ........... 44
3. 10 Pretens3es dos pequenos propriety rios ... 44
3 11 Conc lus3e s . . . . . 46
04 SMENTO SERINGUEIROS .....................
4.1 Caracterizagao da colocaggo (unidade produtiva) ......... 50 4.2 Sistemas produtivos ...... 50
4.2.1 Atividades extrativistas ..... 6. 0 ............... 50
4.2.1.1 Borracha ............................. '. 50
4.2.1.2 Castanha-do-Brasil ......... 600000*#666 52
4.2.1.3 Caga e pesca ...................... 52
4.2.1.4 Outras atividades 54
4.2o2 Atividades agropecua'rias 0 a 0 a 0 0 0 0 0, 0 6 . 0 0 0 ..... 54 4o2.2.1 Agricultura ooo- o.ooo.0.6.0-60.00O.. 54
4o2o2o2 Pecuaria ...... o ....... oo 56
4o3 Aspectos socio-economicos 0 0 0 ... 0 0 ... 0 0 0 0 ... 0.. 58
4.3.1 Saude, educagao e lazer oo#oo..* o f o o 4 o 6 6 .... 58
4.302 Associag7to de classes ... o ...... 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 6 . 0 0 0 61
4o3.3 Fl ixo migrato'rio e posse da terra 0 0 0 6 0 0 0 .0 0 0 0 0 0 62
4.3.4 Mio-de-obra 0 0 6 0 0 6 0 11 0 0 6 0 0 6 0 0 a 0 0 0 0 6 0 0 0 0 0 9 0 0 0 0 64 RelaqSes com intermediaries ..o.o.o..oo,,o,..o ... o. 66
4.4 Diversificaggo.da atividade (Extrativismo X Agricultura).
4.5 ...... q*OO*O**o*O**.os 70
%5o RECOMENDAg6ES .0 00060of0*60.*904000.0 .... oo..*o#68.1046 600000*00 76
06. ANEXOS '0 0 0 0 .0 0 6 0 . . 0 0 0 0 4 0 0 0 0 0 0 0 a 6 0 0 0 a 0 6 0 0 0 4 0 0 0 6 0 0 0 0 0 6 0 0 6 79




APRESENTA9AO
0 presented documents resultado do sondeio realizado em dois projects de colonizaggo (Peixoto e Humaita') e
dois seringais (Pir5-de-r5 e Triunfo), localizados no Vale do Acre, em grea que arrange os munic:'pios de Rio Branco, Senador
Guiomard e Pl4cido de Castro, pelos integrates do Curso S:Lntese de Pesquisa e Extens5o em Sistemas Agro-florestais (PESA),
realizado em Rio Branco-Acre, no period de 20 de junho a 02 de julho de 1988.
0 referido Curso-4 -fruto de um convention celebrado entre a Universidade da Flo'rida-UF e a Universidade Federal do
Acre-UFAC, sendo patrocinado pela -Fundag5o FORD. Vale ressaltar que os objetivos propostos no mesmo est5o relacionados com a identificag5o de problems agro-econ6micos que interfere na produg5o e bem-estar das famflias de pequenos produtores rurais e seringueir6s, bem como recomendag6es para solug6es dos memos.
0 documents em tela 6 dividido em duas parties, onde .a primeira trata das questoes ligadas ao sistema de produg5o dos pequenos produtores rurais, localizados nos projects de colonizag5o e, a segunda trata da organizagao da produggo dos seringueiros nos seringais Pir5-de-r5 e Triunfo.
A sua elaborag5o foi um trabalho de todos os parti cipantes do curse a redag5o final foi realizada pelos participantes Alexandre Pereira de Bakker, Arn6bio Marques de A Junior, C:'Lcero Rodrigues de Souza, Djalcir Rodrigues Ferreira e Maria Salete inheiro Matos.




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J.,INTRODUgAO
A forma de ocupaggo econo^mica do Estado do Acre, via extrativismo da borracha e castanha-do-Brasil, determine a organizaggo da produgao agricola atualmente praticada, onde existed uma predominancia das cultures ditas de subsistencia e/ou bulturas brancas, tais como: fei*ao, arroz, milho e mandioca, sendo que as areas ocupadas com as mesmas nao ultrapassam a 5 ha por unidade produtiva. A forga de trabalho utilizada geralmente familiar e com um nivel teenologico considered rudimentary, impedindoassim, a expansao e/ou div ersificar,,qo da produgiio.
Na decade de 70, com os conflicts surgidos pela posse da terra, tanto no Acre, como em outros Estados brasileiros, surgiram os Projetos de Assentamento Dirigido, hoje chamados Projetos de Colonizagao, em areas de seringais desapropriados para tal finalidade. No Acre,.foram implantados os projects Pedro Peixoto, Redengao, Santa Luzia, Boa Esperanga, Quixada, Santa Quiteria e Humaita, onde foram assentados parceleiros, tanto do Acre como de outras regions do pails.
Vale nessaltar queembora tenha havido uma grande desarticulaggo dos seringais natives do Acre, o extrativismo representa ainda uma vital importance para a economic e ecologia local, mesmo quese constitua tambem ponto vulneravel no que diz- -respeito aos problems e custos.sociais decorrentes do mesmo, por falta de plans e programs consistentes que venham a direcionar o curso da economic acreana.
Os projects Pedro Peixoto e Humait e os Seringais Triunfo e Pira-de.-ra foram escolhidos para serem alvo de uma pesquisa informal PESA (Pesquisa e Extensao.em Sistemas .:Agro;.--:florestais), com o objetivo de identificar recomendag6es para resolugao de problems agro-economicos que interfere na produgao e




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bem-estar das famllias de pequenos produtores rurais e seringueirosnas referidas localidades.
0 project Pedro Peixoto foi implantado em 1978 e localizado no Km 61, da BR-364, com uma area de 408.000 ha, abrangendo areas rurais dos municipios de Rio Branco, Senador Gui amar
Placido de Castrocom um total de 3.714 lotes, onde estao assentadas 3.700 famflias oriundas das diversas regions do pais, com predominancia de pessoas do pr6prio Estado.
Os lotes do:referido project t m formats retangulares, nao obedecendo topografia da 'area, principalmente no tocante as nascentes de rios e igarap scom tamanho na maioria dos casos, variando entre 50 a 80 ha.
0 project Humaita, implantado em 1980 esta -localizado na AC-22, Km 33, no municipio de Rio Branco, numa. area de
63.000 ha, com um total de 951 lotes ja ocupados por pequenos produtores. E important ressaltar que ambos os projects possum em suas sedes infrastructure de apoio no tocante armazenagem, educagao, saude e outros servings.
Os seringais.,visitados Triunfo e Pira-de-rq,- f-icam localizados na AC-40, Km 77, e BR-317, Km 32, respectivamente, ambas asfaltadas.
Suas florestas caracterizam-se por apresentarem uma baixa agao antr6pic.a, sendo constituldas por: seringueiras, castanheiras e species madeireiras diversas, como mogno, cumaru, jatoba, centre outros; alem de frutiferas como agai, pataua, bacaba, bacuri, etc. A disponibilidade dos recursos hldricos seifaz presented, sendo,, portanto, um dos fatores favoravels a vida dos seringueiros nessa region. Outro aspecto"relevante e a grande diversidade faunistica existence nas reas.
0 sistema de produgao identificado nos citados seringais




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se constitui em uma familiar de seringueiro localizada no interior da floresta, habitando uma casa r stica, normalmente const ulda
I
de paxiuba e palha, denominada barrack.
Exploram em media tres estradas com seringueiras e coletamal m do latex, a castanha-do-Brasil,. sendo estas suas atividades principals enquanto fonte de renda familiar. Conjugada ao extrativismo da borracha, da coleta de frutos silvestres, plants medicinais, caga e pesca, desenvolvem nos seringais uma econ omia agricola voltada para a subsistencia (milho, arroz, feijao, mandioca, a1gumas frutiferas),driam animals de pequeno porte com maior frequ&ncia e raramente de grande porte.
Sua relaggo commercial mais intense com a sede do barracqo, com marreteiros as margins de estradas e, ainda, em menor
I
escala, nos-centro urbanos mais proximos.
Vale ressaltar que o grupo compost para a realizagao da pesquisa foi constitulrdo por professionals de diversas 'areas pertencentes as instituigoes ligadas ao setor agricola de organs federais e estaduais, situados em Rio Branco-Acre, bem como, por professors da Universidade Federal do Acre-UFAC, Universidade da F18rida-UF e estudantes p8s-graduandos desta iltima.




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2. METODOLOGIA
A metodologia utilizada teve como base alguns resultados
de experiences (feitas anteriormente) em diversas regi6es tropicais e a utilizaggo de te'cnicas de sistemas agro-florestais. Tanto os sistemas agro-florestais como os'sistemas agricolas sao metodos de "pesquisa adaptative" por responderem a problems concretos e complexes da realidade e n9o a quest6es de natureza puramente te6rica e/ou abstract. Para tal, utilizaram-se processes contfnuos de entrevistas e discusses, entre te'cnicos de diversas especializagoes e a populagao envolvida no-processo de pesquisa.
0 total de 36 participants foi dividido em dois groups de dezoito elements cada, um dos quais trabalhou com seringueiros
e o outro com colonos-. Efetuou-se outra division -em -grupos de tr s elements para o sondeio nas propriedades e seringais. Ap6s cada dia de entrevista, as equips se reuniram para discussao dos problemas encontrados na vista diaria. Ap6s a reuniao, novos groups de tr s pessoas foram formados para as visits do dia seguinte. 0 program de visits durou trgs dias e foram entrevistados 51 co?lonos e 13 serir)gueiros. Ap6s a avaliagao das informag3es obtidas, formaram-se equipes--para elaboragao dos itens c-amponentes do relatorio das atividades realizadas pelos groups.




SEGMENT COLONOS
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3. SEGMENT COLONS
3.1 CaracterizagKo da Unidade Produtiva
3.1.1 Tamanho
0 tamanho das propriedades varia emtre 35 a 201 ha, sendo que a maioria tem rea entre 60 e 80 ha. As maiores reI
as resultam da reconcentraggo da terra, que ja omega a se fazer presented nos referidos projects.
3.1.2 Area desmatada
A rea desmatada em cada propriedade bastantt vari vel, assumindo valores entre 3 a 7 ha, com m dia entre 8 e
12 ha. As-menore:EOnpertencem a pessoas -com menor tempo que ocupam os lotes nos projects e as maiores pertencem as propriedades.destinadas a pecuaria, onde a reconcentragao da terra mais evidente.
3.1.3 Formas de access a terra
Para o produtor rural adquirir-o seu-lote--existem tr9s forms: via MIRAD, compra ou troca de terceiros. Aparentemente, a maioria das pessoas que recebem lotes do rgao responsavel sao originarias do Acre. Muitas destas t m vendido suas propriedades a outras, principalmente, as que estao chegando ao Estado nos ultimos anos, oriundas das diversas regi3es brasileiras.
3.1.4 Disponibilidade de agua
A ocupagao desordenada, quanto ao aspect topografico das areas onde estao os Projetos de Colonizagao, principalmente o--Pad Peixoto, vem se-constituindo em problems para os parceleiros, no tocante a obtengao de LLgua, tanto para o consume




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domestic, como para tender as necessidades produtivas como um todo. Dessa forma, e comum a exist ncia de propriedades com falta de abastecimento de agua, mesmo no period de maior intehsidade pluviometrica, em fungao do desmatamento realizado nao obedecer os crit6rios de preservagao de nascentes de rios e igarapes da region.
Em a1gumas propriedades a agua seca totalmente na epoca de estiagem, sendo necessary busca-la em propriedades vizinhas.
3.2 Estrutura Familiar
Os n tcleos families t m de 1 a 12 filhos, existindo casos em que o casal ou o homem adult vive s& no lotee sua famflia vive--na area urbana. Em relagao a idade dos-.filhos,- embora: exist bastante variagao entre as diversas famllias, -constata-se uma predominancia de criangas.
Ha fami-lias que mantem outras pessoas na propriedade, sendo, em geral, parents e podendo, inclusive, existir outras famflias nucleares no mesmo lote.
3.2.1 Origem
No total da amostra (51 famflias') ha 17 acreanas, 3 mists e 31 de outros Estados, sendo elas das seguintes regions: Norte 3 (AM),- Nordeste 14 (7 CE, 3 BA, 2 PE, 1 PB e I RN), Centro-Oeste 1 (MT), Sudeste 8 (5 MG, 2 SP, 1 RJ) e Sul 5 (3 PR e 2 SC).
Entre 26 famllias pesquisadas no Projeto Humaita, tem-se 08 casos de families acreanas e 15 de outros Estados e 3 mists (mulher acreana e homem de outro Estado). No Projeto Pedro Peixoto ha 0.9 famflias acreanas para 16 de outros Estados, enf
tre-25 families estudadas.




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3.2.2 -Tempo de Assentamento
Como os dois projects de colonizagqo foram implantados recentemente (Pedro Peixoto-1977 e Humaita'-1980)3tem-se famllias com poucos anos de instalagao, variando de 1 a 7 anos. Ha alguns casos de families que ocupavam a region anteriormente
a implantagao dos projects de assentamento.
3.2.3 Habitaggo
0 tipo de moradia e um important indicator do nivel socio-econ8mico familiar. Assim sendo, observa-se que a construgao das casas, em geral, feita com materials da floresta paradee de paxi Lba ou tc buas e cobertura de cavacos ou palhas'-. -Exi stem .,.algumas-,.c om telha-do de aluminio e raras- sao as- ca-.sas em alvenariacom cobertura-de aluminio ou de amianto.
Nota-se o desejo e a disposigao que tem as pessoas que-vivem em casas de paxi Lba para---construifrem casas de madeira serrada, sendo que, em alguns casos, h troca de madeira bruta por madeira serrada,. (Humait ).
3.3 Servigos B sicos
3.3.1 Educaggo
Existem escolas nos dois projects de colonizagao. Porem
necessa'rio a construgao de mais a1gumasobjetivando diminuir a dist. ncia media aos lotes que,- atualmente, pode chegar a-mais de
4 km.
Constatou-se reclamag3es em fungao da ausencia do profes-' sor, tanto na escola como um todo, como pelo ensino em arenas a1gumas series.
Em relagao a merenda escolar, a1guns dos entrevistados




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reclamaram da falta da mesma ou ausencia de merendeira.
Os pais, em sua maioria, sao analfabetos ou. ..semi-alfabetizadosnao expressando desejo de continual seus studios. Existem casos em que, apesar de existirem escolas funcionando, os filhos nao sao mandados para estudar e, por outro lado, ha casos de criangas que estudam na area urbana, nao se limitando as quatro primeiras series.
3.3.2 Sa ide
As condig3es de sa ide sao precarias. Alguns ramais t m posts, mas ha queixas sobre o horario de funcionamento, a distancia da propriedade, a aus9ncia de pessoal especializado e defici ncia de equipment apropriado. Muitas das famflias se dirigem s sedes dos projetcys-, onde ha enfermeiros permanentes e, no Project Humaita, visits m6dicas peri6dicas. Outras famflias, tambem deste project, v m a area urbana, inclusive para acompanhamento de gestagao. Alguns casos de malaria foram--relatados, aparentemente ocorrendo maior incid;ncia no Projeto Peixoto'.
3.4 Organizagao da produgao
3.4.1 Produgao Vegetal
3.4.1.1 Sistema de abertura de areas
De maneira geral, a aberturd das areas se da com a realizaggo de broca, derrubada e queima'da mata, visto que esta e a unica alternative viavel ao pequeno produtor para incorporagao da area ao sistema produtivo. Em seguida, o agriculture planta a lavoura branch (milho, arroz, feijao e mandibca), por um period que varia de 1 a 3 anos, apos o queefetua a implantagao de pastagem ou de cultures perenes. Ha casos em que o plantio da




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lavoura e feito arenas no primeiro ano apos a derrubada e logo implantado o pasto. Alguns agricultores, ap6s 3 anos de cultivo consecutivodeixam a terra em pousio (de 4 a 8 anos) para recuperagao natural da vegetaggo e, em seguida, retornam a brocar, derrubar e queimar para implantar uma nova sucessao de cultivos. A
rea de derrubada, praticamente anual, varia entre 1 a 4 ha. Este process de abertura de novas reas estaciona quando a m9o-de-obra e os recursos disponilves nao sao suficientes para tender a demand.
3.4.1.2 Culturas anuais
Nas duas reas de trabalho, tomando como amostra os produtores visitados, predomina o cultivo anual da lavoura de
subsi:stencia (arroz, f eijao, m:i lha---e mandioca) em proporg6es-,: m dias de 2,0 ha por produtor por ano, obedecendo o-seguinte sistema: arroz e milho consorciados ou solteiros, com frequ ncia maior
de- -cons6rcio, no primeiro -.ano.,-Apoaa- colheita destes, zultiva-se o feijao, e, a seguir, o produtor utilize a rea para
cultivar a mandioca, persistindo este process ate o prazo maximo de tr s ano's, quando-nao e interrompido pelo cultivo de gramineas para a formagao de pastagens.
Af m destas cultures, sqo plantados, ainda, o fumo e o abacaxi, que sao comercializados sem expressao econo-mica.
As segments e mudas para cultivo destas lavouras sao oriundasna sua maioria, de cultures anteriores e armazenadas em tambores segmentss), salvo em casos em que alguns produtores receberam segments e/ou mudas do Governo do Estado.
Arroz E, entre as cultures anuais, a de maior rea cultivada e, tamb;m, o de maior importance economic para os agricultores dos projects visitados. Poisnao so' represents a base alimentary dessas famllias, juntamente com o feijao e a fari-




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nha de mandioca, como tamb m 6 fator de renda, visto que sua comercializaggo no.mercado local, seja travel's de atravessadores ou diretamente em feiras lives, tem contribufdo, a curto prazo, com a receita familiar.
Apesar de ser cultivado em consorcio com o milho, na maioria das vezes, o arroz ocupa maior area de cultivo, dado o espagamento utilizado para o milho, o qual n9o 6 o recomendado pela pesquisa, conform foi observado. Este sistema de cultivo tende a desaparecer com o increments anual do cultivo solteiro, visto que em plantios de primeiro ano, quando em terras de derrubada nova, a maioria dos agricultores prefer plantar arroz, reservando o segundo ano para o milho. No entanto, muitos sao os agricultores que ainda cultivam o milho no primeiro ano, por m, em
sistema solteiro.
A produtividade do arroz no sistema consorciado chega a atingir os 1.500 kg/ha, enquanto que em sistema de plantio solteiro ultrapassa os 3.000 kg/ha.
A cultivar mais utilizada pelos agricu-1tores 6 a IAC-47, que present problems de acamamento devido ao seu--porte alto.
comum o arroz cultivado ne-stas reas ser atacado por pragas que deixam a plant amarelada e com a folha do meio solta, sinal prov vel da presenga do percevejo grande do arroz (Tibraca limbativentris) e do percevejo sugador (Deballus sp.) provocando grades perdas na produgao, caso nao sejam controlados logo apos a identificagao dos memos no arrozal.
0 control realizado por alguns produtores feito com uso de inseticidas quimicos, adquiridos no comercio de Rio Branco, sem que seja efetuada qualquer recomendagao tecnica.
No armazenamento, tamb6m e atacado pela "Borbole-




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tall (traga) (Sitrotoga cerealella) e o gorgulho (Sitophilus oryzae) que, juntos, provocam. grades perdas nos graos armazenados.
Alguns agricultoresna tentative de controlar as pragas, aplicam. inseticidas quimicos (MALAGRAN) na forma de P6 seco, jogando-o sobre os graos, sem os cuidados tecnicos devidos.
Este product ; armazenado no paiol em sacos de 50 kg, dentro de Casa a gravel ou ainda na forma de meda no Campo,
coberto ou nao, com palha.
Milho Embora represented pouca importance na alimentaggo familiar, pois o milho e pouco consumido pelos produtores e suas fam3flias, mas tem economicamente sua representatividade no volume produzido na propriedade, pois e a base alimentary das aves e pequenos animals (porco e caprinos) e, muitas vezes, supplement alimentary do gado.
Quando cultivado com o arroz, present baixa produtividade (em m;dia 1.200 kg/ha), sendo que em cultivo Solteiro chega a produzir at; 4.000 kg/ha, atendendo recomendagoes tecnicas da pesquisa.
Comumente, sao cultivadas variedades diversas sem que se tenha. conhecimento tecnol6gico das mesmas. Muitos produtores utilizam o milho hfbrido e, por nao conl- ecerem suas caractef
risticas gen ticas, guardam as segments em tambores lacrados e cultivam-nas em anos seguintes, obtendo, entao, uma baixa produtividade.
Nao foi verificado ataque de pragas ou doengas no milhoquando no campoque comprometesse a produgao. Entretanto, no armazenamento, em condig3es n&o adequadas ocorre a incid&ncia de pragas, pois, quando sao debulhados (trilhados), ensacados os graos, sao colocados em paiol nao protegidos dos ratos e insets (gorgulho e traga), (S. oryzae) e (S. cerealella), provocan-




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do uma grande perda na produgao, atrav s de deterioragao dos
grgos.
Feijao Geralmente cultivado na 'area do milho
e/ou arroz pela maioria dos produtores visitados. Represent uma fonte de protefna vegetal de baixo custo e tem bom prego no mercadoquando comparado com as outras cultures de cicloanual. Por m, present baixa produtividade devido 'a qualidade das sementes cultivadas, sistemas de cultivos e'a inside ncia de pragas e doengas. As cultivars mais utilizadas sao carioquinharosinha, jaule e mudubim.
No campo, o feijao comum (Phaseolus vulgaris)
cultivado em maior proporggo que o caupi (Vigna unguiculata), embora seja consider Lvel o n imero de produtores que est plantando esta esp cie, sem levar em consideragao suas characteristics varietais. Ambas tem sido atacadas severamente por pragas e doengas, destacando-se a I'vaquinhall (Cerotoma sp e Diabrotica speciosa), p.-aga bastante vorazque destrL as folhas, deixando-as rendilhadas. Entre as doengas, o I'mela" ou "murcha da teia micelicall, tamb m conhecida por queima, causada pelo fungo Thanatopharus cucumeris, que, quando ataca o fei*ao,, provoca o secamento das folhas, da-ndo'a impressao de que estas foram queimadas.
A species V. uiguiculata present uma certa resistencia a doenga, o mesmo nao acontecendo com o P. vulgaris, e, se nqo for controlado preventivamente o seu ataque, dizimara todo o feijoal; o que provavelmente, podera ter sido o que ocorreu com plantios de anos anteriores, conform depoimento de alguns produtores.
A armazenagem do feijgo feita exclusivamente para. o consume e plantio do ano seguinte, e em tambores de ago, pois
nxior parte e comercializada logo apos a colheita.




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Segundo informag3es de alguns produtores, neste tipo de armazenamento, nao se verifica ataque de pragas ou doengas.
Mandioca ou Macaxeira E bastante cultivada pelos agricultores entrevistados e tem grande importance no volume produzido na propriedade, porem sua transformagao em farina ocupa um contingent muito grande de mgo-de-obra, o qual nao e incluido no prego final do product, por se tratarna maioria das vezes, da propria familiar.
A mandioca tem sido, para alguns dresses produtores, um fator de poupanga, apesar do baixo prego do product final no mercado, visto que seu period de armazenagem no solo (at um ano), permit que a mesma seja colhida e processada quando houver necessidade imediata de recursos financeiros para solucionar problems de sa de ou de outra ordem.
_Al m disso, a mandioca e' insistentemente cultivada pelos colons visitados, por ser uma culture de f cil manejo, ocupar pouca mao-de-obra para sua conduggo no campo9 necessitar arenas uma camping e nao softer ataque de pragas e doengas que necessitem de cuidados especiais,
Sao different as produtividades informadas pel6s colons, por;m a media fic*ou em 25 toneladas de ralzes ha/ano. Nota-se que este valor esta acima da media no Estado que e' de 18 t/ha/ano.
3.4.1.3 Culturas Perenes
Em muitas propriedades visitadas,(aproximadamente 70%), os entrevistados manifestaram o desejo de implantar ou expandir a area plantada com a introdugqo de cultures perenes. 0 caf e o cacau s9o as cultures mais preferidas encontrando-se ]avouras com at6 7.000 covas dessas cultures. A maioria dos cafe-




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zais Sao novos e a produgao atual e utilizada arenas para consume. As lavouras de cacau ainda n9o estao em produgao e o mercado previsto para venda do product ; o Estado de Rondonia.
As entrelinhas do plantio do caf; e cacau Sao aproveitadas para o cultivo do arroz, feijgo e milho. Ja' a banana e o mamao, que tamb m sao-cultivados na mesma Area, Sao utilizados como sombreamento, ao mesmo tempo que fornecem uma renda extra para o produtor.
Um dos fatores limitantes para o. cultivo de culturas permanentes 6 a disponibilidade de mudas ou segments de boa qualidade para formagao de mudas, o que obriga os produtores a plantarem p6s f ranchos (caso de f ruteiras) e ., a f ormarem mudas com graos fornecidos por vizinhos, sem origem definida (caso do caf;).
No 61timo caso, o desenvolvimento das plants Sao. irregulars, bem como sua floragao, maturagao e produgao.
3.4.1.4 Fruticultura
Mediate dados obtidos e observag6es -realizadas, a fruticultura praticada pelos colons entrevistados resume-se a a1gumas frutfferas localizadas ao redor da reside ncia, as quais Sao basicamente utilizadas para o consume e, dependendo da disponibilidade de transported, o excedente ; destinado ao mercado consumidor. Os plantios Sao bastante diversificados e consisted, exclusivamente, em fruteiras tropicais tais como manga, mamao, jaca, cupuaqu, coco, maracujA, banana, citrus, abacaxi, graviola, abacate e outras.
Apenas cerca de 20% dos agricultores entrevistados possum plantios commercials (citrus, banana, maracuja, mamao e abacaxi). Observou-se que a1guns plantios Sao realizados apos a retirada das cultures anuais, e que outros sgo feitos com o obje-




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tivo de minimizer os customs de implantaggo de cultures perenes como o cacau e o cafe.
Foram detectadas a1gumas dificuldades quanto a implantaggo de pomares commercials ou n9o. Serious problems fitossanitarios foram encontradosnas mais diversas frut'feras. Os sintomas de amarelecimento e, enrijecimento do ponteiro e queda drastic da produggo siio citados em relagao ao mamoeiro. Em cl,trus e abacateiros foram detectados a queda das folhas e morte das plants. Na graviola, e comum. o ataque da broca, oqual danifica o fruto, reduzindo sua qualidade commercial. A maioria das fruteiras encontradas sao de pe's francs, pois existed dificuldade na obtengao e/ou produgao de mudas enxertadas.
A intengao de implantar ou ampliar o cultivo de plants frutiferas foi manifestada por alguns colons, apesar dos fatores limitantes anteriormente citados lembrando que ocorre ainda, o agravante da indisponibilidade e alto custo das segments e/ou mudas.
3.4.1.5 Horticultura
A atividade horticola tem pouca expressao no meio rural pesquisado, consistindo geralmente de uma pequena horta domestica, que visa a suplementagao alimentary com verduras e temperos- tais,.como couve, debolinha e pimento doce. Esta atividade ganha maior expressgo durante o verao, devido 'as limitagoes provocadas-pelas altas precipitag3es no inferno, que acarretam problems references a doengas e pragas, bem como o proprio impedimento f1sico do solo saturado pela umidade excessive e acamamento provocado pelas intensas chuvas tropicais.
A falta de tradiggo neste ramo por parte da maioria dos produtores, bem comoas dificuldades de transported, fazem com que a horticulture permanega como simples atividade caseira,




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sem nenhuma expressao economic significative.
Outros fatores que inviabilizam de forma acentuada o cultivo de hortaligas sao a car ncia de insumos adequados segmentss, fertilizantes, inseticidas) e tecnologia compact vel com a realidade edafoclimatica regional.
3.4.1.6 -Controle de plants daninhas
Na quase totalidade das areas o control de plantas daninhas feito manualmente, tanto para os cultivos anuais como perenes. Alguns produtores utilizam herbicides, principalmente em pastagens.
3.4.1.7 -Mqo-de-obra
As atividades desenvolvidas pela maioria dos produtores pesquisados sao realizadas pela mao-de-obra familiar, havendo, em alguns casos, troca de servings entre as famllias. Em outros casos, mais raros, ocorre a compra de mao-de-obra de terceiros atraves do pagamento de diaries ou atraves de empreitada, ("empleita"). Nas areas onde existed maior organizaggo social, ocorre a formagao de mutir3es, atrav6s dos quais, groups de produtores realizam as atividades que apresentam maiores dificuldades, como broca, derrubadas, construg3es, etc.
A mao-de-obra apresenta-se commented como fator limitante da expansao agropecua'ria na area pesquisada, visto que o agregado familiar consisted, frequentemente, de um n mero acentuado de criangas que, quando atingem a idade adult, em grande parte, emigram para a cidade em busca de melhores condi, oes de vida.
A mao-de-obra feminine, na maioria dos casos, al m das atividades dom6sticas, 6 utilizada tamb m no semeio, colheita, beneficiamento de mandioca e cana de agucar, criagao de pe-




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quenos animals e hortas dom sticas- Havendo, no entanto, casos -de participaggo feminine nas atividades de tratos culturais It, Como capina, control de pragas, etc.
3.4.2 ProdUggo-Anitnal
3.4-2.1 Pequenos Animais
A criaggo de pequenos animals, -... principalmente aves, foi constatada em todas as propriedades visitadas, com uma
I
predomina ncia para galinhas e patos, em number que varia de 10 a 100 cabegas por unidade familiar.
A forma de criaggo e' extensive, sem a utilizagao de manejo adequado que venha evitar a proliferagao de doengas, que che.ga as vezes a dizimar quase todo o planted, como 6 o caso da cholera.
Como os:demais-animais, as aves significant para os produtores rurais, uma forma de complement alimentary e, principalmente, uma forma de poupanga, que e' utilizada nos moments mais critics, principalmente quando se trata de problems ligados a saude de algum member do agregado familiar.
A forma de!criagao extensive, significant para 0 produtor rural uma diminuiggo na quantidade de forga de trabalho a disposigao da atividade, bem como, uma redugao na alimbntagao dos referidos animals.
A forga de trabalho empregada na criaggo de aves e, geralmente do adult feminine, que utilize na alimentagao 0 milho, mandioca e frutas.
A criaggo de suinos e' tamb6m uma atividade considerada bastante relevant junto dos produtores pesquisados, embora, em menor frequeneia que a criagao de aves.




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0 sistema de criagaona maioria dos casos.6 extensivo em fungao da limitagao da mao-de-obra, alimentagao e ate mesmo a falta de agua para matter os animals em cativeiro em algumas das propriedades.
Por outro lado, as ragas nao definidas dos suinos, inviabiliza investments maiores para a referida criaggo, dado que, como as avesp os suinos siio r6sticos e sao utilizados para suprir necessidades nutricionais da famllia, venda do excedente e, principalmente, utilizagao da banha para substituir os 6leos vegetais, embora com certa restrigao por parte de alguns produ-;tores.
A forga de trabalho utilizada para a criagao de quinos e compost por todo o agregado familiar, com predominancia do adult feminine e criangas, que utilizam mandioca, .. milho e frutas para alimentaggo dos memos.
A criagao de caprinos e ovinos, como foi constatado,. ainda esta' em fase embrionaria, ..e poucos produtores desen\ olvem essa atividade, embora ela venha a representer uma nova alternative..
JA .ekx i s t..e m trabalhos preliminaries realizados pela UEPAE/Rio Branco com vistas a criagao rational
dresses animals, adaptados as condig3es da region.
A criagiio i;le -P-uinQs. e.caprilnos destina-se ao consume da unidade familiar, em fungao da pequena quantidade ora ekistente, nao se constatando portanto, a venda para o mercado consumidor.
A alimentagao dresses animals e realizada com subprodutos da propriedade e pastagens nativas'ou pIdntadas para tal finalidade.
Os poucoscolonos visitados que possum aqudes em suas propriedades e criam peixts geralmente os utilizam no




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consume familiar sendo que, raramente, aos peixes s5o dispensados cuidados com alimentagiiona qual se usa products e sub-produtos da. propriedade.
3.4-2.2 Grandes animals
Os produtores entrevistados que desenvolvem atividades de criagao de bovines podem ser divididos basicamente em tres groups.
No primeiro, encontram-se produtores com limitag3es no tocante a recursos financeiros, mao-de-obra e cr dito, bem como, baixo nivel de conhecimentos na criagao de bovines.
A quantidade de animals por propriedade no citado grupo pequena, variando de 2 a 5 animals de ragas mists, sem padrao racial definido, compreendendo cruzamentos de Gir, Holand;s e Nelore, ocupando areas de pastagens entre 2 a 5 ha, plantadas e natives.
Como so pode observer, a criagao de gado bovifto realizada pelos citados produtores represents. uma. forma de ocupar as areas antes plantadas com cultures de subsistencia, para fornecimento de protein animal, e principalmente, server como "poupanga" para necessidades eventuais.
Grande parte dos produtores aqui considorados costume vender sua forga de trabalho para vizinhos, como forma de aumentar suas rendas e fazer face aos gastos com materials de construgiio de cercas e, mesmo, para aquisiggo de animals.
No segundo grupo estqo os produtores com maior mao-de-obra disponivel, caracterizados por famllias maiores, com various filhos homes e adults na propriedade. Estas famllias possum um melhor n'vel educational e tem access occasional a programas de cr dito do governor e juros subsidiados- Geralmente, di-




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versos members da familiar vendem sua forga de trabalho em operag6es de. broca e derrubada da floresta para produtores vizinhos. Esta renda extra permit former 'areas mais extensas de pastagens e adquirir maior n6mero--. .de animals com padr9o racial ligeiramente superior ao do grupo anterior.
0 rebanho, geralmente, conta com 6 a 20 animals e a area de pastagens ocupa de 6 a 15 ha. Este grupo. n9o potsui animals de montaria equinoxs e maress, em funggo do elevado custo de aquisiggo e da pouca disponibilidade destes animals na regiao. Vale ressaltar que alguns destes produtoreg possum currais rudimentares.
0 terceiro grupo comprehend produtores que tem ou pretended ter a boviftocultura como principal atividade a ser desenvolvida na propriedade. Geralmente sgo families provenientes do sudeste do Brasil, com boa disponibilidade de recursos financeiros (resultado da venda da propriedade no local de origem), mgo-de-obra e nlvel educational me'dio. Suas areas, geralmente, sao mais extensas em funggo da aquisiggo de propriedades vizinhas. Estes produtores utilizam cre'dito ocasionalmente e contratam mao-de-obra para as operagoes de broca e derrubada da floresta. 0 rebanho pode ser leiteiro (Girolanda) ou de corte (Neloi e) e conta com mais de 20 cabegascom area de pastagem variando de 16 a 40 ha. Geralmente possum animals de montaria equinoxs e mares) e infrastructure de manejo dos animals corrall).
Grande parte dos colons entrevistados podem ser incluidos no primeiro e segundo groups, sendo que arenas um pequeno numerosde produtores podem ser incluidos no terceiro grupo.
3.4.2.3 Manejo animal
No primeiro e segundo groups nao ha divisao do rebanho em different categories animaisem funggo da inexiste-n-




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cia de divisao de pastagens .e dos limitados conhecimentos destes produtores sobre a criagao de bovines. Portanto, verifica-se a ocorr ncia de bezerros com idade acitna de 8 meses ainda em amarmentagao, prejudicando as matrizes e resultando num maior intervalo entre os parts. Tambem verifica-se a ocorrencia de tours cobrindo matrizes de sua descend ncia, o que result na degeneragao do rebanho. No terceiro grupo, o manejo animal e mais adequado em funggo de maior disponibilidade de pastagens divididas e dos melhores conhecimentos t cnicos dos produtores.
3.4.2.4 Sanidade Animal
No primeiro grupo de produtores, as praticas de vermifugagiio, control de carrapato e vacinagao contra febre, aftosa e brucelose bem como o fornecimetno de sal mineral praticamente inexiste, sendo que alguns fornecem sal branch ocAsionalmente.
No segundo grupoa vermifugagao e vacinagao do rebanho ocorre ocasionalmente e com maior intensidade no period chuvoso. Com frequencia os produtores fornecem sal branch ou..sal mineral ao rebanho.
No terceiro grupo, com raras excegoes, a vermifugagiio, vacinaggo e o fornecimento de sal mineral sgo praticas system ticas.
Tanto no segundo como no tercei:ro groups, as formas minerals, as quantidades e as forms de administragao da mineragao nao sao as mais adequadas. Frequentemente, a vermifigagcqo
efetuada com products e dosages a intervals inadequados, 0 que result em perdas significativas.
Em pastagens de Brachiaria decumbens verifica-se a ocorr ncia de intoxicaga-o de bezerro (especialmente durante a




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estagao chuvosa), cujo sintoma caracterfstico e' a diarrhea.
3.4.2.5 Pastagens
As pastagens sao formadas com gramfneas introduzidas, com predominancia do gentry Brachiaria (B. decumbens e B. brisantha). Em menor escala ocorrem pastagens de jaragua' (Hyparrhenia rufa) e pastagens natives que consisted em uma mistura de gramineas do g w ro Paspalum e leguminosas dos g9neros Desmodium, Centrosema, Aeschynomene, Calopogonium e Zornia.
A mudanga do ecossistema diversificado da floresta tropical umida para o ecossistema homogeneo das pastagens cultivadas cria condig6es que favorecem a propagagao de oi-ganismos (bacte'rias, nematodes, fungus e insets) existences na floresta em condig6es de equilibrioque se transformam em doengas e pragas das pastagens.
A ocorrencia de cigarrinhas-das-pastagens (Deois incomplete e Deois flavopicta) nas pastagens de B. decumbens (que predominam nests areas) constitui um s6rio fator limitante a produtividade e a persistencia das pastagens. Este fato, associado a implantagao e ao manejo inadequado (superpastejo),tem resultado na degradaoao do. solo e das pastagens. Como consequence, ap6s 2 a 3 anos de implantagao, h 'a um aumento gradual de plants invasoras, caracterizando uma tendencia a regeneragao da vegetagao native, mais adaptada as condigoes de baixa fertilidade do solo. Isto reduz a capacidade de suporie e onera o process de manutengao devido a maior m9outilizada no control das plants invasoras. Alguns produtores incluidos no segundo e terceiro groups utilizam o herbiq ida Tordon (2-4-D) no control de invasoras. A poca de aplicagao do product, no period chuvoso, reduz a eficacia deste me'todo




30
de control.
Os produtores estiio substituindo as pastagens de B. decumbens formando novas reas com a B. brizantha)
considered como resistente a cigarrinha-das-pastagens.
A maiorias dos criadores de bovines de todos os
tr s groups 'desconhece a utilizagao de leguminosas como forrageiras e o potential das leguminosas natives.
3.5 Floresta
As areas visitadas encontram-se em regloes antePiormente ocupadas por seringais. Com o advent da colonizagao.oficial foi registrada uma redugao consideravel da produgao de borracha e castanha naquelas reas, principalmente em decor ncia da divlsao das estradas de seringueiras entre as parcels demarcadas, provocando decrescimos consideravels na receita do seringueiro. Grande parte dos antigos seringueiros abandonou as colocagoes e dilrigiu-se para outros seringais localizados na Amaz nia. Uma raZo
avel parcel destes seringueiros deixou a exploragao da borracha e passou a ocupar parcels dos projects de colonizagao.
Apesar disso, a flore*sta continua sendo uma potential lOnte de, recursos para uma parte dos habitantes da area. No entanto, pode-se verificar, atualmente, que grande parte dos c6lonos realize extrativismo. Dentre os products florestais mais
Uti- :-,ados nas atividades extrativistas pode-se citar .madeira, bor-'.,:-;ha e castanha, al6m de ou-tros recursos que tamb;m sao retiradc-;.da floresta, porem em uma escala menor, tais como caga, pesc.-... frutas silvestres e plants medicinais.
3.5-l Madeira
A exploraggo de madeira e uma .&ti- ridade* muito




questioned no Estado do Acre, tanto pelas leis florestais que regulamentam a exploraggo, como pelo custo da retirada da madeira e tambem o baixo prego pago pelos comerciantes aos proptieta'rios e, ate mesmo, pela defesa dos ecologists na preservagqo da floresta Amaz6nica.
Todos os produtores entrevistados utilizam a madeira para construg3es rurais residenciess, cerca, pails, currais e outros). No project Humaitae, a maioria dos parceleiros entrevistados obt m madeira serrada da serraria da COLONACRE, em troca de varies arvores para uma pequena quantidade de madeira beneficiada. Alguns propriety rios cortam a madeira, com o auxflio de motosserra para seu uso pr prio e, em raras vezes para venda. Grande parte dos produtores utilizam a madeira diretamente Como
combustlvel e poucos a exploram para produgiio de cargo;
Vale ressaltar que a maioria dos agricultores entrevistados, corta e queima a floresta quando da limpeza da
area para a implantagiio de suas lavouras. No sistema do cultivo itinerant, observa-se que esta pr tica contribui, ainda mais, para a redugao da floresta primaria em cada propriedade. Dentre as vantagens alguns produtores demonstraram a preocupagiio com o desmatamento de acima de 50% de sua propriedade e expressaram que a floresta, em parte, deve ser preservada para o future. t importante mencionar que fai encontrado someone um proprietario que plant esp cies florestais em sua propriedade.
3.5.2 Borracha
A prodtigao de borracha ainda continua sendo uma razo vel fonte de renda para alguns produtores, desde que tenham expe.riencia em tal atividade. Observou-se que alguns dos colons, mesmo contando com um razoavel n imero de seringueiras em sua propriedade, nao realizam a exploraggo do latex, por --desconhecerem




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as t;cnicas (muitas vezes por f alta de tradigaO na region de 6rigem), ou por falta de mao-de-obra. Constatou-se que, centre estas pessoas, a1gumas utilizam exploragao de seringueiras atrav;s do sistema de meieiro. V rios nao tZm interests por tal atividade. A mao-de-obra utilizada para exploragao do 1 tex acentua-se nos meses de abril a julho devido a ;poca seca na region, decrescendo a partir de agosto at november. Com a introdugao do novo m todo de coagulagao do 1 tex, sem a utilizagao do process de defumaggohouve a racionalizagao de mao-de-obra.
3.5.3 Cast anha-do-Brasi 1
A castanheira uma rvore que est presented em quase todas as parcels visitadas. Os frutos sao destinados ac proprio consume e para o mercado. Vale ressaltar que alguns produkores, que t6m experience na coleta da castanha realizam esta atividade. Aqueles que nao conhecem a pratica utilizam o sistema de meieiro ou, at mesmo, nao aproveitam o product*, facilitando que estranhos invadam a rea para coletar. A coleta da castanha est concentrada nos meses de janeiro e fevereiro.
3.5.4 -Caga, pesca, frutas silvestre, plants medicinais
As pr ticas de caga, pesca, 6oleta de frutas silvestres e plants medicinal I sao exercidas.-por.poucas pe! soas, centre as entrevistadas. A caga destina-se a obtenrao de cares para consume da famllia, sendo que para alguns parceleiros constituiu-se em atividade de lazer.
Alguns produtores entrevistadosque disp3em de igarap;s na propriedade ou em 'areas proximas a floresta, realizam a pesca pelo menos uma vez por ano. Este product tamb;m destinado ao consume familiar. Poucos colons utilizam os frutos silvestres como complement da dieta familiar. Dentre eles, os mais




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comuns sgo agai, pato buriti e coco auricuri. Em relaggo s
plants medicinaispoucas pessoas utilizam recursos da floresta. t im ortante frisar que os frutos silvestres e plants medicinais sao coletadas, geralmente, por produtores acreanos.
3.5.5 Calenda'rio
De acordo com as atividades relatadas pelos produtores visitadosfoi possivel construir um called rio agrfcola, como e mostrado na figure 1. (ANEXO)
3.6 Economia
3.6.1 Aspectos econ6micos gerais: renda e emprego Em terms economicos, as propriedades dos colons sqo definidas como unidades produtivas onde os produtores desenvolvem atividades que constitute o seu meio de vida. Para tantoentra em consideraggo different fatores tais como a forga-de trabalho, uso de insumos, de capital, que caracterizam o universe produtivo.
No entanto, as different atividades desenvolvidas (servigos) e os resultados obtidos productss agropecu rio beneficiados ou nao), mesmo tendo significado economic nao sao expressos, necessariamLnte, em terms monet rios, ou melhor, nao dao origem i renda em dinheiro. Isto se deve a importance do cunsumo na propria unidade produtiva,
Neste sentido, a propriedade rural represents uma fonte de emprego e de obtengao de renda. 0 fato desta Lltima nao ser contabilizada exclusivamente em dinheiro, nao impede que seja classificada comorenda e de ter significado economic no process de produgao e reproduggo socio-economica.
As atividades sao desenvolvidas pelo grupo familiar pre-




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ponderantemente, sendo que, em alguns casos, se recorre ao trabalho assalariado, pelo menos para certos tipos de servings. E o proprio nucleo familiar, atrav s da estrutura de relag3es de hierarquia (esposo, esposa, filhos), que mant;m o sustento de todos. Isto nqo significant, obviamente, que o nlvel do sustento seja adequado ou respond a um m-inimo satisfatorio.
0 nlvel adequado do sustento vai defender da quantidade da mao-de-obra, do grau de capitalizagao, da efici ncia e efic cia destes fatores L disposigao da propriedade, no esforqo de produzir para o auto-consumo ou para a venda no mercado.
Nesse process, as different atividades, bem como os products obt.-Jdos, contribute para a manutengao do grupo familiar.
Vale frisar, finalmente, que a propriedade do colony, de modo geral, constitui-se, tamb m, em um patrim3nio que, para al,guns produtores, est L sujeito venda ou hipoteca para fins de
cr dito.
Co-i-iiercializagao
A comercializaggo constitui-se em uma etapa decisive da atividade do colony torque atrax,;s dela que os memos se apropriam, em maior ou menor media, dos products obtidos ou dos excedentes gerados.
Os colons se vinculam com o mercado pela venda de seus
I
produt-1-ot e subprodutos agrlcolas, pecuarios, extrativos e pela compra ..de mantimentos, utensilios, insumos e combustlvel.
Ainda ; comum a ligagao com o mercado atrav;s do atravessador ou m1arreteiro. Entretatto, existed alguns colons que comercinliz=z seus products diretamente, sob o sistema de associa Ro de produt---.ores. Outros o fazem diretamente em veiculos aluga-




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dos ou, inclusive, em velculos proprios.
3.6.3 Transporte
0 transported 6 um dos fatores mais impcrtantes na realizagao da produgao dos colons da region. Os dois projects de colonizagao sao servidos por rodovias estaduais e federals, que o Humait est localizado as margins da AC-10, Rio Branco-Porto Acre, (que *a se encontra asfaltada), embora existam trechos que requer.em manutengao devido a erosao e ao uso, ja 0 projeto Pedro Peixoto est localizado as margins da- BR-364, Rio Branco-Porto Velho, que ainda n9o est asfaltada. Em tempo de chuvas a trafegabilidade torna-se dificil.
Os ramais dos projects oferecem, geralmente, P ssimas condig3es na ;poca de chuvas e, em alguns casos, na estiagem.
A importance das estradas reside no fato delas permitirem o access ao mercado e aos servings p6blicos, especialmente aos servings de extensqo e assistgncia t;cnica.
Algumas famllias disp3em de animals de servings, bem como carroga.para transported de insumos e products ate o ramal ou, ainda, ate a estrada principal. Os produtores vendem seus produtos a marreteiros e atravessadores e, em a1gunsicascs, diretamente aos consumidores, nas feiras lives.
Existed um sistema de transported particular, com omnibus, em a1guns ramais dos projects. Ha tamb6m caminh6es e pick-up pa.ra transported de products. Alguns colons usam o service de caminh3es da SDA (Secretaria de Desenvolvimento Agrario), que-cobra Cz$ 40,00/kni rodado. 0 custo do transported represents um.. gasto significative no orgamento familiar.
Armazenamento
Observou-se dois tipos de armazenamento nas areas visitadas(.




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primeiro e relative parte de products que a famllia tisa para a sua alimentagao e para utilizar como segment para. a safra seguinte. A maioria armazena- os seus products em latas
("tambores") Neste caso nao ha' muitos problems de incid ncia de pragas e doengas.
0 seguncto caso e o armazenamento do excedente quo. vai pal
ra o mercado. Neste caso, os products sao guardados em "paiois" e logo ensacados.
Em ambos os casos, os products estao sujeitos ataque de insets e outros animals. Porema maior incidencia ocorre no segundo casoonde grande parte do product se perde antes da Venda.
No project Humaita, os produtores podem utilizar-se do armaz6m-da CAGEACRE, localizado na sede do Projeto. Por m a utilizagao e pouca. por parte dos produtores, devido aos problems gerais do armazenamento, obrigando os produtores a vender os seus products t9o r pido quanto possilvel, n9o podendo aproveitar as flutuag3es de pregos no mercado.
3.7 Servigos de Apoio
3.7.1 Cr dito Rural
A maioria dos proprietarios visitados nos dois projects nao utilize o cr6dito rural, embora considered o mesmo como um dos fatores limitante s para realizagao de suas produg3es.
A raz9o dessa nao utilizagao, Prende-se ao fato do custo do dinheiro ser elevado, tanto na rede banc ria official como na particular, que praticamente, inviabiliza. a produgao agrfcola com o uso do referido mechanism. Assim sendo, o cr dito ora exis6ente, sem uma diferenciagao para. o setor rural, principalmente para o pequeno produtor, nao permit, que a renda gerada. na




37
atividade agricola possa fazer face aos juros e corregao monet ria, cobrados pelo mesmo.
A experience frustrada vivenciada por um grande n Lmero de produtores que utilizaram cr dito rural nos Lltimos anos, tamb m vem contribuindo para que haja restrig3es ao mesmo, principalmente pelo medo que eles t m de perder suas propriedades.
A pequena quantidade detectada de produtores que fazem ou fizeram uso do cr dito rural, o faz para atividades ligadas aquisigao de motosserras, animals (geralmente bovines) e formaqgo de pastagens. Por m, os colons tiveram, ou estao tendo dificuldades para guitar seus d bitos junto a rede bancaria, principalmente os que contralfram emprestimos no period do plano cruzado.
Mesmo assim, foi patented que se o cr dito fosse subsidiado para os pequenos produtores, seria uma alternative para a sOlugq6 de grande parte de seus problems, uma vez que o nlvel de capitalizagao dos memos, geralmente, baixissimo, o que torna muito diffcil a expansao de suas atividades.
Nas areas de studio, al m de quest3es ligadas ao cr;dito direto com a rede bancaria, constatou-se, tamb m, a exist;ncia de um n mero razo vel de pr'odutores que fizeram proposals para o Programa de Credito Especial para Reforma Agraria-PROCERA,
via MIRAD-BASA, para aquisigao de gado de leite e animl de trabalbo, de arame para cercas, de material para construgiio e/ou reform de habitagao e, ainda, para a construgac de aqudes. Constatou-se, ainda, que alguns produtores fizeram proposal para o Programa de Microempresa.Social da Legiao Brasileira de Assist-encia-LBA, para desenvolver atividades ligadas a produgao agrlcola e criagak de pequenos animals.
Vale ressaltar que do total de produtores que fizeram proposals tanto para o PROCERA como para a LBA, rar-cs sao os




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que ja receberam o dinheiro correspondent, o que vem causando um certo descr4dito por parte dos memos, quanto 'a consist&n cia de ambos os programs.
3.7.2 Assist&ncia T6cnica
Dentre os servings prestados pelo Estado' s greas em studio, um dos que chegou a apresentar a1gumas informag6es conflitantes foi a assist&ncia t6cnica realizada pelo serving de extens5o rural, em fung5o da visgo do produtor quanto a sua finalidade, e_- efi6i ncia. Assim sendo, um n6mero considergvel de produtores, em ambos,,os projects, chegou a afirmar que n9o s5o-beneficiados pela assist ncia tecnica e outros chegaram a critical a forma como ela vem sendo realizada.
Mesmo assim, ficou claro que apesar das limi tagoes evidentes para tender 6 content todos os produtores JI poucos deles n5o foram beneficiados direta ou indiretamente pela Assist&ncia T6cnica e Extens5o Rural, uma vez que, a quali dade das segments utilizadas, as proposals de financiamento PROCERA e LBA) e a organizag5o de produtores s9o trabalhos de sempenhados pela empress.
Na realidade, o que se percebe 6 que existed um certo descompasso entre a forma de organizag5o da produg5o nas referidas 4reas e o tipo de serving oferecido pelo 6rg5o -_-_ responsAvel tanto na qualidade como na efici&ncia.
Outro fato que foi constatado quando das entrevistas e' que, devido s dificuldades enfrentadas pelos produtores, a Assist&ncia Tecnica represents, para eles, a solug5o de .grande parte de-seus pFoblemas, quando na 37ealidade el a 6-apenas um dosgompopentes necessaries para tanto.
Finalmente, constatou-se que nas duas areas em




39
studio, existed escrit6rios da EMATER-AC, empress response vel pela assist;ncia t;cnica e extensao rural no Estado.
3.8 Modelo simplificado do sistema do pequeno produttor
Constatada a-realidade do pequeno produtor, na rea dos projects Humaita e Pedro Peixoto, procedeu-se' montage do modelo simplificado do sistema socio-economico que e mostrado na figura 2. (ANEXO)
3. 9 FATORES LIMITANTES
Os fatores limitantes aqui listados s9o, na realidadeos problems qu-e mais afligem os proprietarios visitados durante 0 sondeio nos projects Humaita e Pedro Peixoto. Eles podem ser agrupados em quai-ro tipos: economics, socials, naturals e institucionais e/ou politicos que se interrelacionam, conform mostra a figure 3. (_AN'_--XO)
,.9.1 Fai_.ores Naturais
3. 9. 1. 1 Kgua
Foi constatado que grande parte das famillias tem d gua no perf odo de verao na region
if cil. access a pois suas
fontes (por,,o, 'vertente, igarap;s, etc)' escasseiam.
Este fator ; resultanteiido mal planejamento quando da divisRo dos lotes, nao considerando a rede hidriografica
exisI"ente.
A deficit ncia de gua no vergo (perfolo 11secoll) fam co,-zi que o tk,.empo e a distancia para sua coleta aumente, interferindo na dIspcnibilidade de-mao-de-obra, tendo em vista as suas




40
necessidades em relagao ao consume familiar e ao animal e sua utilizagao em a1gumas cultures.
3.9.1.2 Pragas e doengas
Muito embora o tipo de pesquisa, bem como o seu universe, n9o permit uma identificagao mais precise quanto
aos tipos de pragas e doengas encontrados nas reas em studio, ficou evidenciado o ataque de I'vaquinhall (Cerotoma sp e Diabr6tica speciosa) e I'mela" ou I'murcha da teia de mic liall tamb m conhecido por queima, no feijao (Phaseolus vulgaris); percevejo grande do arroz (Tibraca limbativentais) e percevejo sugador (Debollus sp) no arroz; no armazenamento, o arroz sofre ataque de "borboleta" (SitrotoDa cereallela) e o gorgulho (Sitophilus orizae); no milho foi.constatado ataque apena-- quando do armazenamento em "paiol", atrav s do "gorgulho" (S. oryzae), e (S. cerealela).
Nas pastagens, foi constatado a presenga da "cigarrinha das pastagens" (Deois incomplete) e (Deois flavopicta),
principalmente nas f ormadas por B. decurbens.
Foi constatado tambem, um tipo de doenga que ataca as aves, chegando a dizimar, em certos casos, acima de 80% do planted.
Ha poucos casos em que existed a utilizagao de insumos para o combat e.controle, principalmente dos insets, tanto por falta de recursos financeiros como por ausgncia de assist&ncia t cnica.
3.9.2 Fatores Institucionais e/ou politicos
3.9-2.1 -Assist ncia T cnic[i
Em a1gumas entrevistas ficou evidenciado que a




41
extensqo rural, embor& existindo nas reas de abranggncia dos projects de colonizagao, ; deficient tanto em n'mero de t;cnicos, como pela qualidade dos servings colocados disposigqo dos produtores. Cox. isso, granCe n Lmero de parceleiross que desejam ter access s novas technologies, fice alijado do process.
3.9.2-2 Sementes
A oferta de segments selecion.adas, pelos 6rgaos responsaveisn5o-atendea's necessidades do produtor, que pela n5o produg5o dessas segments no Estado, como o caso do feij o, quer pela inexist&ncia de variedades mais adaptadas region,
como 6 o caso do milho e arroz.
Dessa forma, a maioria dos produtores n9o tem preocupacao corrente de substituir as suas segments por outras de melhor qualidade, preferindo guardar gr2ios de safras --anteriores para novas plantar,3eso que result em baixa produtividade. Outros adcuirem I'sementes" de vizinhos e, posteriormente, sac) identif i cadas coma de meno r qualidade o que tambem prejudice a safra.
3-9-3 -Fatores Sociais
3.9.3.1 Mgo-de-obra
A forga de trabalho utilizada para realizag o da
produggo, nas propriedades visitadas, geralmente ..'a. familiar, o que acarreta limitagao na expansao ou diversificagao das atividades desenvolvidas.
A mKo-de-obra como fator limitante determine a extensFo das atividades da propriedade e da produtividade !'(.desde a derrult-ada a colheita, criagao, uso da floresta).
Em alguns casos:& utilizado o sistema de mRo-de-obra er .nutir6es e adjuntos, porem, em geral, a falta de h&bitos




42
comunitarios, faz com que o mutirao nao seja bem aceito e, no caso do adjunto, a niio disponibilidade de troca em 6poca de maior necessidade.
3.9.3.2 Sa6de
Algumas das fam:lias visitadas informaram que a1guns de seus members ja tinham sido aoometidos pela mal ria, o que veio a reduzir drLLsticamente a mgo-de-obra da unidade produtiva.
Por outro lado, houve informag6es que ainda
grande a incid ncia de mal ria, em reas que nao foram abrangidas pelo sondeio, por m, pertencentes aos projects de colonizagao.
Alguns posts de sa ide nas areas visitadas, na maioria das vezes, encontram-se fechados e, em outros, o atendimento nao satisfat6rio. Com isso ha perda de tempo para em locomogao para outros posts, obrigando-os a ir a sede do projeto ou a Rio Branco.
3.9.3.3 Educagiio
. Em alguns ramais das reas visitadas, costa"
tou-se a falta de escolas pr6ximas s propriedades, bem como, a ausencia de professors em sala de aula.
Al6m dos problems citados, outro que tamb m foi
constatado diz respeito falta de continuidade do ensino at a 89 s rie, provocando uma salda dos filhos para a zona urbana, diminuindo a forga de trabalho na unidade produtiva.
Vale ressaltar que a educagao ministrada para a zona rural n9o leva em consideragao a forma de organizagao da produgao dos pequenos produtores.
3.9.3.4 Estrutura Social
A incipient forma de organizagao de -produtores




43
e mesmo a ausencia de associag6es em determinados ramais, tem contribuldo como fator limitante para a produgao, uma vez que a1guns colons compreendem que atraves dessas organizagoes, -:-,problemas como aquisiggo de ferramentas, transported e uso de ma'quinas e equipamentos poderiam ser resolvidos.
Embora exist clareza por parte da maioria dos 'produtores quanto aos entraves causados:pela falta de organizagao dos memos, outros acham que, em fungao das diversas origins dos
f
produtores dos projects de colonizagao, ; impossivel a consolidagao das associagoes que venham a ser formadas.
3-9-4 Fatores Economicos
3.9.4.1 Falta de recursos proprios
As families de colons que vieram descapitalizadas para os projects de colonizagao senate dificuldades em aumentar suas atividades economicas,-por falta de recursos proprios e, consequentemente, de obtengao de novos recursos, dificultando a contratagao de maoLde-obra, aquisigao de ferramentas, insumos e animals.
3.9. 4. .2- Predito
Ha various casos de colons que ja utilizaram 0 sistema de cr dito, sendoque parte deleshojetem receio.de utilizL-lo devido s condig6es de pagamento que muitas vezes nao lhes .sao explicitadas,' e ao elevado custo do dinheiro-.
Percebe-se que os colons tem pretensgo de expandir suas atividades mas que esbarram na falta de oferta de financiamento compativel com suas condig3es..3.9.4.3 -Armazenamento
As condigoes precarias existences no acondiciona-




44
mento de graos em paioispelos colons, confirmam os problems por eles identificados, existindo, portanto, a incid;ncia de insets no milho, feijao e arroz, al m da presenga de roedores.
3.9.4.4 -Comercializagao
A comercializagao represents para os -produtores dos projects de colonizagao- um dos points de estrangulamento em fung o de que., o resultado da pr.odug5o geralmente e adquirido pelo marreteiro e/ou intermediLLrio,. figures consideradas como um I'mal necessarioll dentro da estrutura da pequena produgao.
A falta de uma estrutura para escoamento e armazenamento forga o produtor a procurer compradores pr ximos a sua propriedade, podendo ser a CAGEACRE e/ou marreteiros. Por ouLro lado, existed produtores que levam seus products para serem vendidos a atravessadores ou diretamente nas feiras lives.
3.9.4.5 Transporte
Na. grande maioria das col3nias constatou-se problemas de transported que se evidenciam em dois nlveis: em primeiro lugar o ac esso aos ramais no perfodo chuvoso e, em segundo a dificuldade e/ou as condig3es de locomogiio (prego e ..disponibilidade).
Esta nao trafegabilidade nos ramais durante 0
1
inferno (perlodo chuvoso) e resultado tambem do fato de ter sido ignorada. a topografia, da region, quando do tragado da rede. rodoviariaa qual deveria seguir as curves de nivel.
,S.10 Pretensocs dos pequenos proprietarlos
As preters6es detectadas junto aos produtores durante o




46
do matter a sua forma de vida, sua renda de origem florestal, oou at mesmo para uso em moments crfticos, atrav;s da venda de madeira de lei.
Dentre outras pretens3es colocadas pelos entrevistados as mais relevantes sao:
.Implantagao de eletrificagao rural;
.implantagao de escolas de 12 grau que atendam at; a 89
serie;
.implantagao e/6u efetivagao de associagao de produtores;
implantagao de serraria e benef iciadora de graos;
.produgao de mudas diversas;
.construggo de a,rmaz6ns;
.implantagao de hortas;
.melhoria das condigoes de moradia e
.implantaggo de apiario.
3.11 Conclus3es
Os problems dos colons dizem respeito a um conjunto de ques"Zoes estreitamente ligadas e interdependence cujas solug3es, para serem. efetivas, exigem ag3es integradas e complementares dos diversos agents socio-economicos envolvidos,- poder public a ni.vel federal a estadual, atraves de different estruturas institucionais e.os proprios produtores rurais.
Como muitos dos problems apontados sKo de ordem -estrutural, as ag3es do poder pu'blico sgo condigoes necessaries para a superac,,ao da referida problematic. Cita-se, a seguir, alguns pcntos importance:
No que tange a-q-uestao dos recursos naturals, consta-




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do matter a sua forma de vida, sua renda de origem florestal, oou at6 mesmo para uso em moments crlticos, atraves da venda de madeira de lei.
Dentre outras pretens3es colocadas pelos entrevistados as mais relevantes sao:
.Implantagao de eletrificagao rural;
.implantaggo de escolas de 12 grau que atendam ate' a 82
serie;
.implantaggo e/ou efetivaggo de associagao de produtores;
implantagao de serraria e benef iciadora de graos;
.produgao de mudas diversas;
.construgiio de armaz6ns;
.implantagqo de bortas;
.melhoria das condig3es de moradia e
.implantagao de apiario.
3.11 Conclus3es
Os problems dos colons dizem respeito a um conjunto de quest3es estreitamente ligadas e interdependence cujas solug3es, para serem efetivas, exigem agoes integradas e complementares dos diversos agents socio-econ3micos e'nvolvidos_ poder public a nivel federal a estadual, atraves de different estruturas institucionais, ewos proprios produtores rurais.
Como muitos dos problems apontados, sao de ordem estrutural, as agoes, do poder p Lblico sgo condigoes necessaries para a -,uperarao da roferida problematic. Cita-se, a seguir, alguns points, importance:
No que tange a-iduestqo dos recursos naturals, consta-




47
ta-se, em muitos casos, um 6esconh-ecimento do potential destes recursos e de-, seu manejo inadequado Do mesmo modo, oz sisI I
II-emas agropecuarios desenvolvidos nKo sk compativeis, sobretudo a m;dio e a longo prazo, com as characteristics do solo;
os projects de colonizagao, quando foram, implantados.
-11-ambem nao levaram em considering o a disponibilidade de L.gua em
cada propriedade;
os produtores nem sempre disp6emno mercado ou nos rgaos 'de foment. cbsinsumos necessarios tais como as serrientes;
I
os servings de assisL.encia tencica realizados pela extensgo rural, mesmo presents em muitas reas, sao insuficiei-ites no atendimetno aos produtores:
I
o inadequado estado de manuteng o do sistema %r- ario vicinal significant condic3es precarias ae trafegabilidade, especialmente na Doca das chuva.s. Isto incite neE ativamente na fluidez das atividades s cio-econkicas, tais como 'Gransporte de product os e passageiros e access aos servings do governor;
o transported, em ve : culos nem sempre adequados, e C
armazenariento precario 'provocam grades perdas;
o sistema de comercializagao represents, ainda, uma cadeia de intermediagao que distancia o produtor do mercadc consumidor. Assim, os pregos do mercaao nao repercutem, em sua totalidade, sobre a renda dos colonos',
o cr dito rural, sobretu5o da rede particular, n em sempre oferece condigoes aceitave-isracionalmentepara os Pequenos produtores. Assim sendo, o cre dito, como instrument de desenvolvimento, nao tem contribuido para c aumento da producao. Restam as ag3es creditlcias do governor, no PROCERA e J BA cue. mesmo vantajosas, ocasionar, temor ou relutancia;
os services de sa de rural sao precarious, sobre-tuoo




4?'
la fal,a de agents especializados, equiparriento-s- e med*Lcamentos.
a oferta educational, apesar do esfforco ja empreendido, continua sendo um problema nos projects de colonizag io.




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50
4. SEGMENT SERINGUEIROS
4.1 Caracterizagao da Colocagao (unidade produtiva)
A unidade produtiva de refer9ncia no seringal, colocagao diverge inteiramente da unidade padronizada nos projects de assentamento vigentes no Estado; ela prov m de outra forma de organic 'agao de produrao, onde nao se leva em conta a area ocupada e sim o n imero de estradas de serving por colocagao; o tamanho das estradas, por sua vez, varia muito, dal a dificuldade em se precisar o valor m dio, em hectares, da rea ocupada por uma colocaggo (que, em media, possui tres estradas de serving).
4.2 Sistemas Produtivos
4.2.1 Atividades Extrativistas
4.2.1.1 Borracha
Perlodo de exploragao As atividades de sangria, coleta do 1 tex e fabric da borracha compreendem uma jornada-de--t-rabalho entre nove a dez horas/dia, no intervals de 05:00 s 15:00 horas, iniciando-se estas ag6es em abril e prblongando-se at6 dezembro, havendo casos em que este tempo se reduz aos meses de abril a agosto.
0 n tmero de seringueiras (Hevea brasiliensis), por estradaesta em torno de 110 a 200 arvores sendo a m dia de tr s estradas por "colocagiio", com produgao variando de 30 a 70 quilogramas por semana. A pratica de limpeza ou rogagem das estradas realizada anualmente durante o m s de margo.
Tecnologia de corte e processamento do
1 tex As seringueiras na sua quase totalidade apresentam deformagao (necrosidade) e ataque de microorganisms diversos, altura normal de corte. Vale salientar que a deformagao do panel




51
ocorre devido'a exploragao prolongada e excessive da madeira; 'a rotagao frequent de seringueiros nas colocag3es e'a falta de manejo adequado na sangria. Dessa forma, os seringueiros mudam 0 sistema de sangria, passando a explorer o sistema de corte ascendente, usando o p -de-burro, mut ou pontao. Em consequ ncia, surge o problema de baixa produtividade e implica num maior gasto de tempo na exploragao do 1 tex.
Observa-se a adogao de duas forms de processamento de coagulagiio da borracha: Coagulagao natural ou espontanea 0 1 tex coletado no dia da exploragao e colocado em depo'sito de madeira (cocho)q que recebe a produgao dos dias de corte da semana. Com este process a borracha coagulada transformed em pranchas que embora apresentando um. alto teor de umidade e comercializada imediatamente.
Coagulagao estimulada Neste process sao'utilizadas duas forms de estimulagao: .Estimulaggo com substance vegetal
0 1 tex e' coletado no mesmo'dia das exploraq3es e deposi-tadc, tam----b m, em um. recipients de madeira (cocho) onde 6 aficionado a .substgncia vegetal (latex de caxinguba), que function como acelerador da coagulagao. A partir da adiggo da substgncia coagulante, as demais tapas sao iguais as utilizadas no process de coagulagao natural ou e-spontgnea.
.Estimulaggo quimica E uma tecnologia que foi introduzida pelo serving de Extensgo Rural a nlvel de demonstragao, em alguns seringais do Estado na d6cada de 70, sendo praticadas ainda hoje pelas mesmas colocagoes originalmente, contempladas com a tecnologia. Neste processor seringueiro utiliza uma pequena quantidade de solugao de acido acetico a 4%, po-




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JL dendo ser colocada na tigela, no ato da sangria ou no deposit
(cocho),' junto com o latex colhido no dia.
Quando a soluggo colocada na tigela a coleta 6 feita no dia do novo corte. Neste casoa borracha toma a forma de co gulos denominados biscoitos. Os biscoitos recolhidos sgo levados para retirar as impurezas (insetosfolhas, etc'), bem como o excess da solugao. Apo's a limpeza sao arrumados um a um em camadas sucessivas num deposit, de madeira chamado de prensa. As camadas de co gulos sao representadas pela produgao de cada corte que s9o, prensadas para posterior comercializagao.
Embora o, teor de umidade dessa, borracha seja inferior as de coagulaggo espontgnea ou 'as de estimula99o com substance vegetal, nao ha diferenga significative de
prego.
Observou-se, com a excegao da borracha coagulada quimicamente, que e usual a adigRo de
parte de latex de caucho (Castilloa ulei), para dez parties de latex de seringueira como forma de aumentar o peso da borracha.
4.2.1.2 Castanha-do-Brasil
Pe-rfodo, de extraggo A coleta e quebra da castanha sgo realizadas de janeiro a fevereiro. Esta atividade 6 uma fonte de renda no perlodo da entresafra da borracha.
A produggo m dia varia em torno de 110 latas de 18 litros/safra
/famflia.
4.2.1.3 Caga e Pesca
Caga Constata-se hoje que existe-baixa incid ncia, desse recurso clevido a various f stores, entre os quais desta-ca-se. o crescimento populacional tanto nas colocagoes, como pela formagao de projects de assentamento em areas circun-




53
vizinhas; o tempo de exploragao do seringal e a pavimentagao de estradas, que facilitou consideravelmente a caga predatoria, por pessoas que moram nas cidades vizinhas para comercializar ou para auto-consumo.
Vale ressaltar que o uso de cies de caga tamb m contribui para afugentar os animals para regi3es Mis
distances, onde a influence do homem ocorre em menor escala.
Embora existindo poucos animals para a caga, o seringueiro ainda mantem esta atividade por todo o ano, sendo mais frequent em 6pocas de frutificagao de a1gumas plants silvestres ou cultures existences no rogado, que possam atrair uma ou outra species, sendo as de maior frequencia: tatu, paca, cotia e alguns macacos. Eventualmenteconseguem matar porco do mato, veado-roxo, inambu e jacu. Conv m salientar que esta atividade 6 realize ada, principalmente, pelos homes adults e so' acontece com a finalidade de complementagao alimentary e n9o com fins commercials.
Pesca Devido a escassez de curses d'agua nas areas visitadas constatou-se baixa atividade pesqueira. Com esta configuraggo a populagao ressente-se da falta de peixe na sua alimentaggo, tendo em vista que as varies families existent es naquelas colocagoes utilizam-se dos igarapes Rapirra (Seringal Triunfo), Pira-de-rg e Cafezal (Seringal Pira-de-ra), para*conseguirem alguns pescados, sendo portanto, insufficient para atenderem a procura.Embora seja grande concentragao de pescadores nesses igarapes, facea pouca incid ncia de peixes, podem ser encontradas ainda esp cies como curimati, branquinha, piau, mandim e Ls vezes o surubim.
Esta atividade dentro da colocagao e realizada principalmente pelas mulheres e criangas, no perlodo se-




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co (vergo), devidoa facilidade de access aos locals, bem como a formagao de pequenos pogos no curso dos igarap s, onde h concentragao de peixes.
4.2.1.4 Outras atividades
.Frutos silvestres sgo explorados como base para a complementagao alimentary. Os mais usados sao agai (Euterpe oleracea), bacaba (Oerocarpus distichus), patau (Oenocarpus pataua), buriti 'Mauritia vinifera).
. Plants medicinais o seringueiro, pelas dificuldades de access a medicamentos farmacguticos, recorre a plants da floresta consideradas com poderes medicinais.. Dentre as variedades mais usadas, destacamos: andiroba (Carapa guianensis), copalba (Copaifera langsdorfii), jatob (Himenaea courbaril), cumaru (Dipteryx odorata).
Madeira apesar da riqueza da floresta em madeira de leio seringueiro usa muito pouco dessa alternativa, arenas a exploragao para construgao de habitagao, lenha e carv io,-aproveitadas das reas brocades para rogados.
4.2.2 Atividades Agropecuarias
4.2.2.1 Agricultura
Cultures anuais -7 As cultures anuais predominates nos seringais visitados sao mandioca, feijao, milho e arroz. Todas preenchem um papel important na alimentagao do agregado familiar.
Com relagao a' comercializagao do excedente da produgao, a farina de mandioca tem maior representatividade, em fungao da sua alta produtividade por ha, em relagao
s demais cultures, gerando uma produgao maior que o consume f a-




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miliar.
0 milho (Zea mays) e' plantado por todos logo apos a derrubada. Serve de alimento para o agregado familiar e aos pequenos animals. Nao foram detectadas doengas que pudessem comprometer a produggo.
0 arroz (Oriza sativa) utilizado na reglao de sequeiro, semeado no inicio da epoca chuvosa. Dois tipos de arroz, agulhinha e agulhgo sao os mais cultivados.
0 feij9o (Phaseolus vulgaris L.) cultivado-por todos os seringueiras visitados, existindo a predo--minancia das variedades rosinha e carioquinha.,
0 sistema de plantio, na maioria dos
..casos,- intercalado 'com milho. ou -mandioca.
A I'semente" utilizada para o plantio oriunda de safras anteriores e guardadas para tal finalidade.
Quando nao posslvel tal process --e-necessario recorder aos vi,zinhos, utilizando-se o sistema de empr stimo ou compra do referido insumo.
Quase rrao foram mencLonados proble-mas com o feijao, quanto ao armazenamento (acondicionamento), a n'vel de propriedadee a incid&ncia de ragas e doengas .-det-ectadas, restringe-se vaquinha (Diabrotica speciosa) e mela.ou murcha da teia mic lica (Thanatephorus cucumbers). Por m, sem apresentar grades danos a produgao.0 feijgo de corda (Vigna unguiculata)-tamb m foi encontrado em a1gumas rogas. A rea cultivada normalmente menor que a do Phaseolus.
A mandioca (Manihot esculenta) normalmente plantada no primeiro ano agricola, _ap6s_- o cultivo do milho-arroz-feij5o.




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Cultures perenes As plants frutiferas de um modo geral nRo represents uma fonte de ingresso economico, no entanto entram como complement alimentary na dieta do seringueiro e de sua famllia. 0 sistema de plantio geralmente nao segue uma orientagao rational. Na maioria das vezes sk plantadas proxima da casa ou nos rogados as seguintes species: abacate (Persia americana), graviola (Amona muricata), goiaba .(Psidium guayaba), citrus sp, urucum (Bixa orellana), banana (Musa sp), mam9o caricaa papaya), cafe (Coffea arabica), manga (Mangifera indica), caju (Anacardium occidental), Inga jp, cacau (Thebbroma cacao), cupuagu' (Theobroma grandiflorum), jaca (Artocarpus ihtegrif6lia), entre 6utras.
Todas estas frutas sqo consumidas ""in naturallcom excegiioldtt urucum, que e' utilizado, macerado na culinaria.
A banana, embora apresentando grande importance para alimentaq-(ioda familiar e pequenos animals e' ciiltivada em pequena escala, porem sendo frequent em todas as propriedades.
4.2.2.2 Pecu ria
Animals de pequeno..potte (Aves. suinos e ovinds ) A criagao de animals de pequeno porte, como'galinhas,
patos, ovelhas, porbos, se c6nstitui nurda importante- f orite de proteinas alem de reserve para complementar'a renda familiar. Diferenciarfdo-se muito pouco na-produgab.de.uma ou outra species, todas as propriedades possued criagao destes animals.' Galinha Os seringueiros se assemelham quanto a forma de. criagiio.de galinhas (soltas -no pai po), produzindo sempre um n nero de cabegas sufficient para abastecer
La famflia com- ovQs,.__e rnes_._ O;E uida-dqs, com -esse- animal se res-




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tringem alimentaga'-o base de milho, residues de mandioca, rests de comidas e frutas produzidas. na Colocagao, ale'm do control aos ataques de gavi6es e outros animals predadores. 0 Indice de mortalidade e geralmente baixo, nao ocorrendo doengas que representem maiores prejulzos.
. Patos Criados em menores quantidades que as galinhas, os patos _s6oap enas'mais um components na .criag5o de pequenos animals em aigumas colocag6es,-n5o Ihes sendo destinado manejo especial de criag5o. Os cuidados portanto, n5o se diferenciain daqueles dispensados s galinhas
.Porcos A exemplo da criagiio de patosos porcos siio produzidos em baixfssima escala, com a finalidade principal-de compor o potential, de alimentagao da familiar e. em raros casos, destinados venda, Siio criados solto.s e s vezes press em chiqueiros.
Ovinos A produgao bastante reduzida, niio sendo posslvel, generalizar a sua presenga em todas as col-ocagoes. Nos.casos em que.ocorremsao-criados solos junto Com o rebanho bovine. Fazem parte da reserve alimentary do agregado familiar.
Animals de grande porte Varios fatores determine a criagiioembora pequena, de animals de grande porte pelos seringueiros. Um dos principals a se consider uma condigao estavel, advinda de boas produgoes durante o ano, forn6cendo saldo para aquisigaiio de animals de carga, de sela, ou gado de aptidao mista.
Gado bovine 0 gado criado na reglao em studio e uma mistura de ragasbastante adaptada as condig6es do ambience, apresentando alta rusticidade e resistgncia a




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varies zoonoses comunsa esp;cie.
0 manejo destes animals consisted na adoqao de pastoreio livre. Os pastors sao formados geralmente com capim nativoa partir de reas de cultivos abandonadas apo's 0 periodo de uso de 3 4 anos.
A melhoria do rebanho, feita comumente atrav;s da troca de animals machos por f&measpromovendo, as-. sim, um consequence aumento deste rebanho.
Na maioria dos casos, a mulher e os
ovens se encarregam, dos tratos aplicados ao gado tais como arrebanhar para o corral e fazer a ordenha.
Equinos e Muares Sao animals criados com o fim exclusive de server ao transported de products. e pessoas. A criagao 6 feita em pastoreio livre. Os pastors sao formados a.semelhanca do que ocorre nas colocag6es que t9m gado. Sendo animals r isticos nao exigem tratos muito refinados.
4.3 Aspectos socio-economicos
4.3.1 Saude, Educagao e Lazer
Sa ide As revelaco'-es dos seringueiros nas colocaq6es visitadas quanto a doengas apontam no sentido de que, na atualidadeas incid;ncias sao poucas.
Contudo, os memos tem conscigncia dos reflexes negatives que podem acontecer nas Colocagoesnos casos -concretos de se adquirir qualquer doenga, pois represents diminuigao da
mao-de-obra do agregado familiar e consequentemente no process de produgao.
Para os seringueiros, das doengas mais graves a




59
malaria continua sendo a de maior incidencia, seguida de outros tipos de febres, gripes e diarrLas, onde ao contrary qualquer
destas, restam-1he tr s opg6es que sao: recorder a propria. floresta na busca de colder ervas medicinais capazes de sanar o mal, isto, nos casos ncio graves; compare rem6dios farmaceuticos no
Barracao; ou entao, abandoner o seringal por determined perfodo e partir para as cidades. mais pr6ximas buscando assist ncia m6dica, principalmente nos casos graves, o que nem sempre e possivel devido a problems de transported ou ate mesmo pelas condig6es financeiras (o prego do 6nibus 6 alto para os seringueiros).
Revelam ainda os seringueiros a inexist ncia de qualquer preocupagao por parte do s seringalistas ou. do governor quanto ao process de melhoria no atendimento de saude nas areas de seringais. Por sua vez, sozinhos acham-se "incapazes" de poder chegar a quem de direito,"as autoridades governamentais",para que possam. cobra os direitos possuidos, basicamente, acarretado pelos tramit.es burocraticos existences nas cid-ades, e ate mesmo, no proprio poder de ingerencia pelos seringalistas junto aos governantes, visto que podera diminuir seus lucros pela nao venda. dos remedies no Barracio,-entre outros aspectos.Dos servings de saude hoje existences, o unico a aparecer nas colocagoes ; o da SUCAM, que na opinion de alguns se,ringueiros, as aplicagoes procedidas, as vezes, Sao Ma's Prejudiciais as pequenas criagoes de galinhas e patos que aos insets que sao o objetivo fim. Deve ser ressaltado, que apesar dessas declarag3es, ao mesmo tempo sao unanimes em afirmar que a incid9ncia de malaria e pequena. quando comparada. a outras epocas.
Entendem os seringueiros que a instalagao de posts de saGde nas colocag6es ou em areas proximas do seu. alcance, em muito poderia contribuir, pois nests, alem da. orientagao m dica quanto a doengas e servings odontol6gicos, poderiam rece-




60
ber melhores orientagoes de hygiene, trazendo reflexes positives na m cio-de-obra do agregado familiar.
Educagao Embora seja consider vel o number de criangas nas colocagoes, assim como o interests pelo aprendizadoconforme revelaram seus pais, o que predomina nests a
aus ncia de escolas onde sequel possam aprender a alfabetizagiio.
V rios fatores t m colaborado para a manutengao deste problema, destacando-se a dificuldade imposta por alguns seringalistasinviabilizando a abertura de escolas, provavelmente pelo que estas poderiio provocar, tais como, diminuigao da mao-de-obra na colocagao, exodo rural no future e possiveis conflicts com estes a partir do moment que passam a ter melhor compreensao das condig6es internal do seringal e das condig6es external do mercado (pregos principalmente). Constatou-se inclusive seringueiros dispostos a sair do seringal em busca de melhor condigiio de ensino para seus filhos.
Mesmo com dificuldade, possivel ser encontrado, em alguns seringaisestruturas que funcionam como escolas, na maioria das vezes arenas para alfabetizagao "aprender a fazer: 0 nome", onde o professor uma pessoa do meio rural, tambe'm pouco esclarecido. Mencionam os seringueiros que em tais casos sofrem
presses contraries a manutengao do ensirfo por parte dos seringa.listas (seringal Triunfo).
Acreditam os seringueiros que a criagao de escolas, al m de possibility conhecimentos para os filhos, evitaria a saida destes s cidades (no caso de ocorrer),em moments precisos, bastando que para tanto fossem obedecidos certos crit rios como exemplo, called rio de ensino condizente com a realidade do
meio em que vivem.
Apesar de esforgos que Vem sendo empreendidos pe-




61
los seringueiros na posslvel conquista de escolas, em alguns casos contando com o apoio dos indicators (Como verificado para sa ide), os seringueiros tamb;m esbarram na
burocracia dos stores governamentais, faltandoportanto, ainda encontrar os caminhos mais viaveis a sua implementagao.
Lazer Entre as atividades destinadas a pr tica do lazer, o futebol e o mais adotado nas colocag6es, verificando-se esporadicamente fiestas nos dias de folga, assim Como arraiais(por ocasiao das fiestas juninas),santo padroeiro, natal., ano novo, feriados nacionais. Tamb;m nos finals de semana deixam suas colocag6es para procederem visits uns aos outros ou vao at as cidades mais proximasconstituindo-se isto como lazer.
4.3.2 Associagao de Classe
Os seringueiros entrevistadosem sua quase totalidade, senate a importance de sua participagao nas reunions dominicais do indicator, onde reconhecem os espagos adquiridos em relagao a outroraonde o indicator nao se fazia presented. 0 domfnio das terras pertencia ao seringalista, que concedia ao seringueiro a posse da colocagao, e lhes comprava toda borracha produzida, alem de cobra uma renda.
Esse sistema perdurou durante muitas decadaspo.r m com a implantagao da agropecuaria, a expulsao do sering0eiro tornou-se intensive. Dai surgiram agoes que vieram a dotar os seringueiros de instruments vitals para sua sobrevivencia e posterior criagao dos indicators de trabalhadores rurais. "
Conform revelag6es de seringueiros, com a criagao do indicator dos trabalhadores rurais, os memos passaram a usufruir das melhorias trazidas por esta entidade, onde cada seringal possui mais de uma Delegacia Sindical e que estao




62
sempre trabalhando em conjunto com as comunidades eclesiais de base.
As tomadas de decis6es aleat;rias porppatte do patrao ja' sofrem resistgneia por parte dos seringueiros, influenciados pelo sindicatosendo desta forma um grande aliado para perman ncia na colocagaocom direito de posse, vit6ria esta conseguida atraves da luta de resist ncia conjunta indicator e seringueiro tornando-o mais seguro em sua terra.
A atuaggo do Sindicato se faz presented na preservagao do meio ambience, visto que seringueiros ao presenciarem desmate de reas, partem para denunciar ao indicator, com o objetivo que seja paralisado o desmatamento, ficando o indicator restrict em sua atuagao a determinadas reas, sofrendo sempre :,resist ncia d o patr9o.
No seringal Triunfo, apesar de constants reinvidicagoes por parte do indicator, ainda nao se conseguiu instalar uma escola e posts de sa ide.
Encontramos por;m casos em que o seringueiro salientou que o indicator nao trazia melhorias, e sim divers ncia entre os proprios seringueiros, visto que nas reunioes estao sempre presents as Comunidades Eclesiais de Base.
4.3.3 Fluxo migrat6rio e posse da terra
No espago amostral em que trabalhamos ..(seringais
Pirg-de-ra e Triunf o) verif icou-se no Triunfo 'razoavel incidencia de seringueiros procedentes do municipio de Tarauac ; a maioria se encontra na area ha pelo menos 14 anos, havendo alguns que nasceram la mesmo.
Existem seringueiros que migram para a Bolivia onde existed latex e caga em maior quantidade, por m, em fungao de
isolamento, sao mais explorados e o atendimento a sa de. e' pior ain-




63'
da, o que os leva a retornar e trabalhar nas mesmas condig6es do seringal de origem; outros tentam a sorte indo para as cidades, ou trabalhando nas fazendas em derrubadas (principalmente), tamb m retornando, na maioria dos casos. Existem ainda os casos de filhas de seringueiros quena perspective de poderem estudar, vao para a cidade trabalhar como dom sticks, e, em geral, nao retornam mais ao seringal.
No Pira-de-ra o corte de serving foi retomado este ano, pois fora suspense ha cerca de 10 anos; dos seringueiros que la estao*.trabalhando, quase todos j haviam trabalhadoanteriormente no mesmo seriftgal em atividades outras, como vaqueiros, derrubadas, diarists, etc.
Neste seringal o seringueiro nao paga nenhuma.esP- cie de renda ao seringalista, como antigamente, por m se obrigando a vender-1he toda sua produgao.
Aqui, existed a peculiaridade do sbringalista (um dos poucos que.iniio tem posseiros em suas terras), sistematicamenteevitar a permanencia do seringueiro ou outros durante muito.tempo num mesmo lugar para evitar a caracterizagao da possb da terra. Nessas condig6es, a perspective do seringueiro'af inst vel em relagao a posse; no que diz respeito L educag9o, existed escola no seringal e como as colocag3es nao se localizam muito longe, nao h L problems com a educagao de criangas.
No seringal Triunfo, em fungao das alterag3es que vem ocorrendo na maneira de explorer o seringal (narelagiio patriio X seringueiro) o seringueiro vem parcialmente alterando sua atividade. t que anteriormente, o seringalista centralizava tudo no Barracao, enquanto que, de uns tempo para ca, esta relagao vem sendo esfacelada em razao da construgao de estradas que permitem o access do seringueiro a outros mercados (o seringueiro comegan-




64
do a se organizer enquanto classes atraves de indicators, alargando sua visao do mundo, esbarra em necessidades que na cbndigao anterior nao havia), a queda na produgao de latex das seringueiras, a questao da sobrevivencia, a queda do poder aquisitivo, isso tudo o leva a diversificar suas atividades.
Tendo isso em mente, o seringueiro, no geral, tembomo perspective continual explorando o seringal, cobrando por m infra-estrutura educational e de sa tde como points fundame ntais.
-No seringal Triunfo a posse, da terrace complicada: o seringalista arrendat rio do seringal e os seringueiros admitem que a posse dos u'ltimos, nao tendo estes, vinculos com o s.eringalista, inclusive vendem sua produggo para quem quiser e compram tambem de quem quiser. Ja houve tentative de despejo em a1gumas colocag6es, por6m nao se concretizando em fungao de intervengao do indicator, atrav6s de advogado. Legalmente existed empecilhos; a media padrao dos lotes do INCRA nao e adequada as condig6es das estradas de serving, visto ser a area ocupada pbr estas, bem maior. Dessa forma, juridicamente, o seringueiro Pao tem a posse da terra. Vale ressaltar que os memos dominam muito bem as suas estradas, por6m nao sabem dizer exatamente os limits das suas terras.
Aqui entendemos que o grau de organizagao do seringueiro ainda incipient, podendo melhorar bastante desde que se trabalhe na diregao de technologies de processamento do 1 tex, eliminagao de atravessadores (marreteiros, seringalistas e usineiros), necessitando que se organized em cooperatives e, atrav;s destas, conseguir vender o seu product diretamente para Sao Paulo, como ja acontece no Icuria, na region de Brasileia.
4.3.4 Mao-de-obra




65
Foi' observado que a forga de trAbalho efetiva em quase..toda a.totalidade e a mao-de-obra familiari.onde o chefe de family aze replete com a sua forga de trabalho emztodasas tarefas'.-,
.do agregado., tais como corte e coleta da 'seringa.,l,-da castanhaf derrubada da mata para posterior cultivo, caga e pesca. A -mulhers al6m de servings dom6sticos,6 a forga de trabalho mais expressive no trato com pequenos animals e tambem coAtribui em quase todas-:,,
as taref as de: cultiv.o de culturas permanentes -e temporarlas. Os c filhbs dos: seringueirds i -na! maioria7-lcriarigas ajudam'.: ia mae-, en I'i quanto os-jovens.:seguemo pai no corte-,da.seringa,:,ou':emx ,.outras atividades.
Nai maioria das vezes.e-ssa mao-:de-obra limitada, ocasionando desta'maneira,,a trbca-de dias-de trabalho,-ou s e j a,':., quando;exi.ste'a necessidade;de cultivAr produtot para sua ubskstencia ,.,--recorre iao -seringueiro -mais proximb -de: sua colocargaopara ajuda-1-o no desenvol.vimento'dessas -atividades:. -Em menor escala, .ze verific t a...compra.-da,- -orga de -t.rabal-hof..-onde .--se -.--proe-essa---a, troca
do .dia: trdbalho por.,I-diari-a'e a diVisao' -das': e strddas --de seringa com-, oi meieird ( ficando,.,o) product: dA-vididb.I- entr6-,as doiis .'A maximizagqo,-do bso,.-pro-duttLVbz,,damao-,-;-de--Obr&,n-os:,: seringais foi*motivada pela introduggo-de novas-tecnologias no processamento do latex. 0 uso de coagulates (caxinguba ou cido ac tico) permitiu a redugao da jornada de trabalho no fabric da borracha, possibilitando o deslocamento destas horas para outras atividades, principalmente para a agriculture.
Outros fatores.que, provocam a escassez da mqo-. --de-obra ;siiai7,c
Ausencia-ideescol-ai-.;, -.--motivando -o) exada--de zmembros-odo agregadot familfdr a prqcura,.di !:-Iestudo nos aentrr s- urbano-s.
Precariedade doatendimento, de-.sa LdeI-nos ,,,se-




66
ringais visitados, com excegao da SUCAVI, nao existed nenhum outro
I
tipo de sa6de preventive e o atendimento curative e' precario. A ocorrencia de doengas, sempre frequent no agregado familiar, resulta em:
I
a) perda de mao-de-obra por period longo; b) deficit ncia da mao-de-obra (aleij6es, dores constants ou instabilidade do estado de sa, de);
c) perda de mgo-de-obra com altos indices de mortalidade.
4.3.5 Relagoes com intermediaries
Uma caracterfstica do sistema social de produggo gumifera no vale do Acre a quebra dos lagos de depend ncia do
I
seringueiro, produtor direto, com o patrao, o intermediario.
0 resultado do dilaceramento do sistema de aviamento traditional, no entanto, nao resultou em um model u'nico.
No caso (micro region formada pelas margins da rodovia AC-40), pode se observer trgs forms de relagiio seringueiro/intermedia'rio, ou melhor dizendo, tres novels de depend'encias.
a) Relag3es de Autonomia Os seringueiros aut3nomos encontram-se nas marf .
gens da rodovia majoritariamente ou, em pequenissimaquantidade, no centreo" quando possum animals de carga.
Vendem o product (borracha, castanha e, eventuf
almente, excedentes agricolas) ao I'marreteiro da estrada" semanalmente. 0 pagamento e em dinheiro e a vista.




67
Os products de consume dos'seringueirds, produzidos'na colocagao, scqo comprados diretamentena cidade mais'
pr6xl'ma (Pla'd ido de Castro) garantindo hiuitAd -vezes pregos. mais vantajosbs,
A relagao do seringueiro.- autonomyo com o "mar- i---reteird de.estradall."
.e rica em mechanisms de defesa do Primeird em decorrencia-..do fator concorrencia.' Na'estrada transitam various
marreteir6s j :_-podendo, o seringueirb procurar o melhor cprego ou .-:01 deixalr, de fVender_ aquele 'que;; rouba. no peso, por exemplo.
mais f rbtliente 'entrEi os, ser-i...ngueircis-, autonomos-a exi-steri6ia,4desaldo. Sobre. eles incide-tambem -o maior number ,de sindi-cdlitddos'.
Um dos:; elementos,_rhaVe-.-.. do sistema, trAdibibrialj a diviid6j.' terd- bo6L,-acolhfda por,;parte !dos" P.Md'rreteirds". Os.adiah-..i. tamento8 sgo. ao-, so f acili-tados, como indentiVados' para assegurar,, ...,,., ao --intetmediai _io algwq_ control. 'sobre. a 11-f regue-siall Um ip-onto ide bstrdngulamento lpara osserintueirost., auto-homos. e; o transported :parearos centers urbanos .- A tIttilo, de ,,-.hc i lu:S t rag iiOl,,para se :.rorap-er -umamdi stanc'i a, ide ,--'22:. kin'; asf alt;2 dos.' os seringueiras- pagaip ,7atuEt-lni36nte. Cz$;-2,50 ;DO,,C,.'b)'.Relagao-de autonomia relative Frequentemente as relagoes de autonomia relative ocorre entre marreteiro, que no passado foi seringalista ou : arrendatario de -um seringal---.e. os seringueirosz-dos 11.centros,1,1-, ou aquele:s. que-Inesmo morando:na imargerq., ,cjevbm.-lIfAvorezl! -ab -lpdtriioll Alia8.,:i -p, f atb,.'de chamarem co marretefmi de cjxatl!RoT(c,&mo era -f eito com-os seringalistas), expli-eltd a manutezigiioaie fortes, -lagos....,-de dependentda.*.-, .
Predominantemente nesb--- tipo .,de relagiio," ps se-,., _




6'8
ringueiros possum saldo. Quando ocorre, o manteni com pequena folga, insufficient para cobrir despesas de doengas ou outras necessidades eventuais. Nestes casos, o recurso o ''I'adiantamento" do "patrao", que nem sempre ocorre.
A transagqo commercial caracteriza-se pelo monopolio do "patrao" na compra e venda de products. Entretanto, esta relagao nao se fundamental em amarras rigidas ou leis formalizadas. A dependencia e mantida por sutis mechanisms.
No seringal Triunfo, onde este tipo de relagao mais frequent, a exist ncia de um enfermeiro-dentista. pr tico, numa regi o desprovida de atendimento m dico function como um dresses mechanisms. Da mesma forma, a realizagqo de fiestas no Barracgo, a concessao de favorses, o adiantamento de dinheiro ou mercadoria e, sobretudo o control de um comboio de burros, por
parte do "patrao", para transporter as mercadorias, funcionam na manutengao do I'lago invisivel" de submissao.
Estes elements fortalecem a figure do "patrao", fazendo com que a relacao com seus "fregueses" ultrapasse a mera compra e venda de marca.dorias. Ele procure impedir o funcionamento de escolas no seringal, favorece a retirada de madeiras das colocagoes de seus fregueses a revelia), mant&m uma diferenga de ate quatro quilos por prancha de borracha em sua balanga ou, simplesmente, procure expulsar seringueiros de colocagoes. Agoes desta natureza o aproxima, em autoridade, do model 'tradibionAl.
Mesmo por que os "patr3es" ainda mant m forga junto Ls autoridades das pequenas cidades (politicos, 6rgiio Publicos e forga policial), ficando em suas maos as decis3es, sobre a liberagqo de professors, ameagas de prison ou, como ocorreu em passado recente, bloqueio da venda direta da COBAL a seus fregueses.
Estas medidas nqo ocorrem sem resistgncia, fato que define elements de autonomia dos seringueiros. Muitos vendem




69
seus:produtos,-ao!-"marreteiro 'da estrada 11 mesmo.a contra gosto -do "patrgo". Ou para compensar o prego das mercadorias e o roubo, no peso..c.olocam-na borracha',as "imundices'll. ,(pilhao-:maizenai..,.caucho) para aumentat-o peso -cAtualmente a resistencia dos s-ringiielros ganha novos:-contornos coma atuagao do Sindicato dos Ti lalhadores Rurais -Articulado,'c-orml-entidades'.Ingo goiLernamentais como o Centro de(Def)aEVa-,, dos7,cDif-eit'd.8,cHum; Lnost .,, zqmp-r ,endei,,'ag6es contra tentativas de (b cpx: Az,7z a,, c)ont)a-bd)e deadeiina, tem tpo ses;t.de c7ser-ingueiros.
c) 6neiDa43eg,-de.dependerf6i-aipleria.nqocon%,encionalt l Verific'd se no seringall,.Pirg-de-ra .-a ekist ,ncl_ de drelaq3e s d!e c3depeqdenc.la :plenai qu, seja,,';-rela9-Lo_( IZ, que,. teM bate,-o, us(m,.da,_tCorca cde dl,,raba-lJ=hde -s.eringueiros-(-queLtnao. poq, :de duasl..fc-olada)g&gii 9
Trata--:se -p)or, n,,ded=a -releLqaq.,,diferente-. ,-do:!',sis-. twaf.,de ,-Ikviamentoi- Tradiciona:,l-,zi.11.
Em, primeird ; lugar.,,-os (_,seringue4iros --renda e o-, seringal nao-tem vidacprodutiva ,conticriii.aii!- ,Parai.,.evk-..tar..:,,que,,
os csemingueirds tadqui;ram.,o direito ide:po: ze ,o, serlngal ._-jel -.-itLtivadofoe deslativeido peri odicamente.:'.,, Em:segundor-ugar'-i.iiosi--seringueiros,(-n go ; (., possum a, i-nf ra-estriltura que, o sistema -tradicional, granted, comomao,7de-obra contratada pelo seringalist&;para limpar varadouros e rogar estradas. A16m disso, nao existed o aviamento pr;vio de todos os utensflios necessaries em uma colocagao. 0 seringueiro
f
deve possul-los previamente, recebendo do Barracgo arenas as tigela!t_.u.
Nesteicaso,,detectou-se um.maior indic'Ode explo-.i..
i- _)-ro obnkgado, .do
ragaq' A borraalia -recebe.'o. menor. prego. e (i meringue, a rea-upe-rar asncolocag3eg abandonadas:.por,-8- 10 amos tpor,, ), contact',. pr'p'* i.-contraindodfvidas no aarracao., t6 -comegar a produzir.:




70
MODELS
TIPO DE SERINGAL
INTERMEDIARIO
RELAgk PREgO/Ku (CR)
.Autonomia I'Marretedro de Estrada" 170,00 180rOO
.Autonomia Relativa Birroque ("patrao") 150,00
.Dependencia Plena
nao Tradicional Damasceno (patrao) 120,00 140,00
Fonte: Sondeio Junho/88.
4.4 Diversificacao da Atividade (Extrativismo X Agricultura)
N o foi deuectado no geral um desejo de troca de atividade, ou seja, abandon do extrativismc pela atividade agrfcolae simuma tentative de conciliagao de ambas as atividades visando uma melhoria das condic es de vida destas pessoas.
A opgao pela introdugao da agriculture, se mostra Como uma atividade mais de subsist ncia que visa uma amenizagao da despesa na compra de g neros alimenticios, fazendo com que a geragao do capital promovido pela venda do latexseja direcionado para outras necessidade dentro do agre.gado familiar.
Entre os v rios fatores response veis por esta lopgao agricolall esta o baixo rendimento da extragao do latex em virtue dos sucessivos anos de uma exploracao intensive das estradas. H tamb;m o baixo prego que pago pelo product extraido, associado a um certo monop;lio do barracgo e 'a agao dcs atravessadores.
4.5 Conclus3es
Fatores S cio-economicos




71
Relagao com o intermedi rio Um dos fatores limitantes mais graves na geragao de recursos do seringueiro est na exist ncia de uma cadeia de intermedi rios na comercializagao dos products, aumentando a desproporcionalidade entre os pregos de venda e os pregos de compra.
0 dilaceramento do sistema de aviamento traditional no Vale do Acreresultou em different forms de exploragao comercial do seringueiro. Na region pesquisada verificou-se tr9s maneiras distintas:
a) I'Marreteiro da estrada" ccm o seringueiro aut3nomo;
b) "patrqo" (antigo arrendat rio do seringal) com seringueiros relativamente aut3nomos;
c) patrao (seringalista nao traditional) com seringueiro
dependent (nao pcsseiro).
A complete car ncia dos seringueiros a direitos b sicos da cidadania (sa6de, educaggo, transported, cr dito, amparo legal), delineia as duas faces da submissao: uma, velada e marcada pelo control por parte dos intermedi rios da infra-estrutura de obrigaggo do Estado; outra, desvelada, marcada pela coergao direta com a invasao de colocag3es para a retirada de madeira, expulsao dos seringueiros para evitar o direito de posse, ataque ac indicator, etc.
Mgo-de-obra A mao-de-obra utilizada e' essencialmente garantida pelo agregado familiar. De un., mcdo geral as tarefas
-iio diVididas da seguinte forma:
- Corte/coleta/processamento do 1 tex A.M. (+), C.M.
- casa/beneficiamento,'de arroz/pequenos anima.is A.F.
C.F. '(+), C.M.




72
derrubada A.M.;
demais atividades todos.
Eventualmente a mgo-de-obra external utilizada:
- Formagao do rogado
Contratagao ou troca de dias de trabalho;
- fabric da borracha
meieiro.
A escassez de mao-de-obra tem nas doengas e no xodo dos ovens, pcr falta de escolas, as suas principals causes.
A redugao da jornada de trabalho no fabric, da borracha e a consequence liberagao de mao-de-obra para outras atividades produtivas garantiu uma estabilidade no pe.drao de vida do agregado, com relative melhoria.
Fluxo migrat6rio De um modo geral os seringueiros fiI
zeram parte de correntes migratorias internal e external. Desta.1 f
cam-se os que ja passaram pelos seringais da Boliviatendo ccmO origem o municilplo, de TarauacL
A precariedade dos direitos de posse da colocagao, o declfnic, da produgao, gumlfera, aus;ncia de escolas, posts de sa ide e a indefinigao quanto ao future sao elements chave ne. compreensaic, dos constants deslocamentos.
Educagao Na region pesquisada verificcu-se
uma escola em funcionamento. Esta carencia de escolas e resultante da conjugaggo de various fatores ccmo descaso das autoridades, objegao de a1guns patr3es e fragilidade das organizag6es da classe.
Da falta de escolas result:




- Fluxo migratorio do-s ovens;
- deslocanento dos seringue'Lros de mechanisms da comercializacgo;
- desinformacao generalizada (legislagqo, pregos, orientagoes sindicais, etc.) e
- ausencia de registry da memorial da comunidade.
Sai de inexistem posts de sau'de por mctivos semelhantes falta de escolas: descaso das autoridades, objecao QE patrolss" quando Ihe foge ao control e f-ragilidade das orgarizac3es de classes.
Alguns "patr3es" se utilizam do control dc atendimento de m dicos pr ticos e vendas de rem;dios para garantir a submissac, de seus fregueses.
Os resul-lu-ados sqc:
- Traz.2inento ineficazes com o abandon do u -) de plants
medicinais;
- escassez de mao-de-obra e
- reforgo da subm:issao.
Lazer Os seringueiros possum poucas alternatives de divertimento. As mais frequented sao: forr;s, futebol e arraial.
Associagao de Classe 0 Sindicato dos Trabalhadores Rurais tem sido a organizagao de classes meds proxima. Existence desde a segunda metade da d cada de 70, uomporta ainda aigumas fragilidades. Mesmo assimtem sido o element de apoio dos seringueiros contra as expuls es, roubc ae madeiraS, implicag6es JUridicas e nas tentativas de criar eECc-las.




74
A borracha o pi-oduto que ainda tem maior importance economic para o seringueiro.
A exploragao extensive e a alta rotatividade do seringueiro t m levado a aplicagao de t;cnicas inadequadas de corte e processamento, prejudicando a qualidade final do product, bem comci reduzindo o perfodo de vida &il da seringueira. Embora a apliCF!Cao de.. t;cnica inadequada resulted num product de inferior qualidade, isto tem trazido certos beneficios ac seringue-iro, reduzindo a sua jornada de trabalho em aproximadamente 509v, propici-ando ccndiQ3es pe!ra que eledesenvolva atividades agricolas. Estes fatores tk propiciado reflexes negatives nc pi-ego oferecido pelo product eultimamentenao acompanha o prego dos insumos e alimentos.
Castanha-do-Brasil 0 exterminio das castanheirasdecorrente dc. desmatamento indiscriminadotem levadc a uma grande procure da castanha eff. reas ainda n9o desmatadas, ou seja, nas colocag3es. Desta maneira, os seringueiros concorrem com os que v m de fora a procura de product para fins commercials.
A castanha 6 o segundo product em importance na economia do seringueiro. Pela impossibilidade de corte da serving;, nc, pEtriodo chuivoso, dedica-se quebra de mesma para garantir 0 sustento do agregado familiar.
Outros; products extrativos Outras esp;cies, como 0 agai, tucuma, bacaba, pettaua, copaiba, entre outras, tambemtem. certa importance na dieta alimentary e na medicine caseira do agregado familiar.
Caga e pesca A-caga e a pesca sgo atividades que




75
-.contribuem para diversificar a dieta. de proteirnas dc agregado familiar.
DE-vido a grande procure. e a pouca. existence. de igarapes esta atividade est cada vez mais diffcil.
Sistema agropecu rio -' 0 sist ma agropecu rio desen-' volvido pelo agregado familiar dos seringueiros e muito diversificado.
cultures anuais,- No que toca. as cultures anuais, as essenciais sao mandioca., milho e arroz. Destas cultures, o feijao e o arroz (agulhinha) sofrem, pcr vezes, grades perdas de rendimento, devido a problems fitossanitarios. 0 arroz e o milho tem sofridc alguns problems de armazenamento.
Animals No que diz respeito a arimaisas families de seringueiros criam animals de pequeno porte e, eff; POUCOS casos, bovines. t extremamente diflcil aos seringueiros adquirir anime.is de grande pcrte devido a dificuldade de aumentar o capital necessary pa.ra este fim.




76
5. RECOMENDAgbEQ
As recomendag3es apresentadas a seguir buscarp tender as necessidades ou fatores limitantes levantados junto aos produtores e seringueiros das reas pesquisadas, levando-se em conta os aspects de conservagao do meio-ambiente e melhoria das condig3es de vida, crarantindo sua fixagao terra.
01. Implantar um service con-L-,lnuo de construcao de agudes (col3n*Las) e Dequenas barrages (seringal),com prioridade para as propriedades com recursos h1dricos limitados, estimulando a
piscicultura community ria:
02. Estudar sobre a viabilidade da criacao de linhas de cr dito
agricola acessivel aos colonos/seringueiros, cuja liberal o
obedega ao called rio agrlcola regional;
C,
03. Desenvolver atividades no sentido de incentivar ag es integradas e multidisciplinares pelas instituigoes ligadas ao setor agroflorestal buscando tender Lsnecessidades dos produtores;
04. Realizar:- studios sobre legislaggo agrarian, objetivando
ag3es jur'dicas a fim de garantir a pos se de seringueiros localizados fora dos assentamentos extrativistas, sem que haja
o desmembramento dos seringais em pequenos lotes;
05. Incremental o program de producao e distribuigao de segments
e mudas de boa qualidadede cultures adaptadas Ls condigoes
edafoclim ticas regionals.;
06. Criar- viveiros community rios de castanha e outras frute4
ras natives visando melhorar a die-'L.-a do agregado familiar com
possibilidade de venda do excedente;
07. Promoter o habit de cultivar hor"Cas dom sticks;




77
08. Estudar a possibilidade de criagao e implantagao de sistemas
agroflorestais que sejam. autosuficientes em exigencies nutricionais, ecologicamente aceit veis, destinados a repovoar capoeiras ou reas de pastagens degradadas;
09. Promoter a apiculture como forma de contribuigao na. melhoria
da dieta alimentary, na medicine caseira e aumento da produggo
agricola, via aumento da polinizagao;
10. Melhorar o serving de transported, tornando-o acessivel e disc
ponivel aos produtores durante todo o ano;
11. Desenvolver m todos pr ticos e econ3micos para o control de
pragas e doengas de arroz, feijgo, fruteiras, pastagens e hortaligas;
12. Tdentificar doencas de pequenos animals (com nfase nas incidentes sobre as aves), adaptando m todos pr ticos e econ6micos para o seu control;
13. Adaptar e introduzir m;todos apropriados de armazenamento a
f
nivel de propriedade;
14. Estudar e aplicar m;todos pr ticos e economics de control de
pragas no armazenamento de segments e graos;
15. Desenvolver studios objetivando maximizer a utilizagRo dos
recursos e o rendimento dos sistemas de cons;rcio existences
e cultures integradas;
16. Incentivar a pesquisa e a utilizagao da biofertilizagao na
agriculture;
17. Desenvolver studios de utilizagqo e manejo rational dos, recursos naturals;
18. Verificar a possibilidade de criar pesquisa com a finalidade de aumentar o adensamento das seringueiras, podendo assim garantir a manutengao das colocagoes para seus descenden-




78
tes;
19. fa p-r.estodo.etnobot5nico da f loresta, objetivando diversify icar as
atividades produtivas de maneira auto-sustent vel tanto para
seringueiros como para colons;
20. Incentivar a participagao de extensionistas rurais e pesquisadores nas escolas, objetivando o errsino sobre nutrigao, saide, agriculture, pecuaria e utilizagao de recursos naturals; 21. Desenvolver mechanisms de conscientizaggo dos seri'gueiros e
colons, tendo como base as organizag3es de classes Ja existentes, incentivando pra?'ticas menos predat6rias, bem como 'a supressao do intermedi rio com a criagao de cooperatives Agro-Extrativistas, assegurando melhor qualidade dos products e
melhores pregos;
22. Fazer um studio no campo educational objetivando a :-apropriagao de experiences de escolas adaptadas ao modo de vida dos seringueiros e colons, paria a elaboragao de um model para
uso na rede official de 19 grau e
23. Desenvolver um trabalho de restate da historic oral dos seringueiros em suas manifestag6es culturais, forms de resistencia, praticas seculares do uso de plants medicinais, mediante comprovaggo em studios cientfficos, para uso e reco,.;mendagao por parte de agents de saude de seringueiros.




06. ANEXOS




figure 02
M E R C A D 0 SERVIqOS EDUCAQAO
I
POBLICOS: SAUDE
INTERMEDIARIO COM9RCIO EXTENSAO,
ASS.TECNICA
TRANSPORTED TRANSPORTED
COMUSTiVEL AGREGADb'
FAM AM
ILIAR
TP071-SSA- A'
mm PRO=AIROCESSAMU,
MENIO- rn
DEFUMAg O MATMIAL DE CUVMU$O FARUITIA LErM
SEPRARIA DERIHO QUEIJO
BANHA
AM
AF
FLORESTA 4 CULTIVO co ANIMALS
SERINaEIRA M GALINHA
ARROZ k GALDHA DE ANMIA
CASTANHA I
MILHO -0, PATO
FRUrAS FEIJAO -P PORCO
CAgA BANANA
PEIXE ABACAXI c
A AF
= AS GADO
LWZTRA
PAS 70




CALLNDARIO DO SISILMA DE PRODUCAO DO SERINCULLRO
CIIUVA SLCO CHUVA
RIODOSIMLSLS
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Cur c oaqu t I I.; t I x
rad.15
Cult-ta d.i Castanha Pitpart) d(Ari oz
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Mi tho AIA 07
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Obs( rvaq.-m: dubra da p lanta do mi Iho f icando no rurado at .1 cullicit.j.




figure 03
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PRAGAS E RECURSOS N
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LIMITED DE
m CaVEPCIALIZACAO,
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S SUMS SIS IEWIA T aa- LIMITE DE
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CREDIT LIMITED DE POINTS DE INTERVEN..w
-TRAUSP-ORTE gXO(PARA ORGANIZAqXO
T DE AGRICULTORES -E
6RGAOS DE APOIO
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figure 04
14-E R C A D 0
BARRACAO MARRETEIRO CIDADE
DA ESTRADA
32RAO
III A 1111
I ASTAN
$ UTENSfLIOS,
ENEFICIAMENTO I ICOMBUSTIVEL, EXCEDENTE7
REMEDIOS,
VESTIMENTAS ETC bjRESfDUOS
CULTURES ANIMALS
ARROZ 10 AGREGADO GALINHA
141 LHO FAMILIAR
PORCO
FEIJAO ETC.
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MAO DE OBRA
- EXTERNAL MEEIRO 'o
FRUTAS CAQA E LENHA MATERIALDE BORRACHA CASTANHA
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3.5.5. U" "U" P'( IILJM.l i I'( i Jitit v
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RELAqAO DOS PARTICIPANTES DO CURSO.
01. Aldenor Fernandes de Souza -UFAC
Eng.2 Agronomo
02. Alexandre Pereira de Bakker -INPA
Eng.2 Florestal
03. Angelina Rosado MIRAD
Eng. Agronorna
04. Antonio Francisco da Silva -UFAC
Eng.2 Agronomo
05. Antonio Pacaya Ihuaraqui -IBDF
Biologo
06. Arnobio Marques de A. Junior CTA
Licenciado em Historia
07. Cicero Rodrigues de Souza--- CEPA-AC
Economista
08. Denise Regina Garrafiel CIM1
Sociologa
09. Djalcir Rodrigues Ferreira UFAC
Fisico
10. Emigdio Flores Calpineiro
Sociologo
11. Fatima Conti -UFAC
Biologa




12. Francisco Rildo Car.axo Nobre I14PA
Eng.2 Agr nomo
13. Ivandir Soares Campo EMBRAPA/UEPAE/AC
Eng.2 Agr8nomo
14. Joao Aramis Dourado Cordeiro UFAC
Eng.9 Agronomo
15. Joao Ferdinando Barreto EMBRAPA/UEPAE/AM
Eng.2 Agr3nomo
16. Jorge Hugo I. Martel INPA/AM
Eng.2 Agr3nomo
17. Jorge Washington de Souza UFAC
Eng.2 Agr3nomo
18. Judson Ferreira Valentim EMBRAPA/UEPAE//AC.
Eng.2 Agr nomo
19. Luana Maria Castro Macedo SDA
Economist
20. Le3nidas Dantas de Assis EMATERAC
Eng.2 Florestal
21. Maria do Carmo Cunha Forneck UFAC
Bi;loga
22. Maria Emilia Scares Dantas 1MAC
Tecn6loga em Heveicultura
23. Maria Salete Pinheiro Matos CEPA/AC
f
Estatistica




24. Mauro luiz Aldrigue UFAC
Qufmico.
25. Nilson Trindade de Queiroz EMATER/AC
Tecn6logo em Heveicultura
26. Ronaldo da Rocha Braga FUNTAC
Eng.2 Agr6nomo
27. T9mara Cl6udia de Ara6jo EMBRAPA/UEPAE/AC
Eng.@ Agr6noma
28. Connie Campbell UF
Antrop6loga
29. Karen A. Kainer UF
Eng.9 Florestal
30. Mona Habasch UF
Economic Agr:'cola
31. Miguel Matos Proenga UF
Eng.2 Agr6nomo32. Paul BarteL UF
Economic Agr-I'cola
33. Sondra Wentzel UF
Antrop6loga
34. Jonathan Dain UF
Antrop6logo




C03RDFNA;W NA UFAC 01. Mincio Lima Cor6eirc
FA-Reiror de Fcsquisa e Ws-Gyaduaq& 02. Vicente Cruz Ceraueira
Ass. de Cooperaggo interinstitucionaa 03. Luchia Maria Farra Pastro
Ass. de Cooperaggo interinstitucional 04. hntonio Francisco da Silva
Department de COncias Q&Ka 05. joic Aramis Dourado Cordeirc
Department de Hancies AgrAria 06. Maurc Luis Aldrluue
Deparnamenro de CAnclas da Natureza
COORDENAgAO NA UF 0!, Marianne Schimin):
Center for Latin American Studies
PESSOAL DE APOI0
01. Ana Maria de Oliveira UFAC 02. Maria des Gragas 6e Castro de Scza UFAC
03. Vilma Maria Besse Lopes UFAC
DATILOGRAFIA
OL. Walker Luiz Gadelha Maia




TREINADORES
01. Marianne Schmink UF
Center for Latin American Studiens
02. Peter E. Hildebrand UF
Food e Resource Economies Dept.
03. Ken Buhr UF
Agronomy Department




GLOSSNIO
ALQUEIRE media agriria utiliza6a pcr aEricultores 6cs Esta6cs
Ceniro-Geste, Sul e Sudeste dc Brasil.
Alqueire Faulista ou ANqueirinho equivale 2A ha.
Aiqueire Mineirc ou Alqueiric equivale 4,6 ha.
BROCA Corte das plants arbustivas e cipos centre da floresta:
fase pieparat6ria. para a derrubada da maza.
CAUPI Lspicie de feijio Cvigna unguiculava); tamb&m canheNdo
como feijho-de-corda e fCijiC MWagar.
CAVACC Fe6agc 6e lasca de ma6eira !eve, utilizada para cobertura de casa; comum na zona rural amssinioa e aigumas cL606es.
CAPOTE Ave dcmistica conhecida per galinha 6e angoaa ou guine.
CABECA Unidade utilizada para qoantificar c nNein de animals
damisticos (godc, aves, caprinos, suinos e ouvinos'.
CAVTANHA-DO-DRASIL Amindca produzida pcr irvores natives (Bertholeta excelsa), muito homum na region.
CARRO"A Velculc de mLdeira en duas roday, movido ek, trag&o andmaD
CONSbRCIO Plantic intencalado do duas ou mais cultupas em um
MeSM i f
area e pemodc.
COLOCA&C Area defini6a para atnagac dc seriogueiro, on6e estao
localizados an esira6wn A serinEueiras




CO I .(,)NC! Prod u tor rura-i inEt a 1 F 6c er..,.. col c-, i a s COLONIA Peqvena propriedade rural DEREUBADA Atividade de corte e tombamento cas arvore& para incorporacao asl area ac sist.eMa de procugac agropecuaria.
DESCJ,,NSO Pousio; per-Jo(lo de recuperacac, natur ,.!- do. terra apos 0
cultive da lavour ,,, geralmen-te enLre 4 e 8 anos, a-z;raVeS aa -zgeneracac; n._-tiva.
ESTRADA 0 carninho /rcta di ria de um serdyipueiio em, um de-erm!n a d c i num e r o d e s c _- I n gu e a 1" a s
AGREGADO _FAIAILlAR ReunJ.ao ak todos cs member& que Nrivem n U IT I ouer,
Mesmc local? al-le Conil-rit n com AC2%Y_,fiJlEN9'G Tombarriento da plant no caTmpc.
TAQUIIOIA -inseto cue a-._-E;cz c, fe1jao e hor-t.al-i-cas.
SACO Embalagem utilizada para acondicionajT;ento fe, prCdutos aE,ric o a
HE CTARE Medida agrarlia eauJivalente a 10,000 m,2. CURRAL Inst-ala-_qc, Dara mane-o de animal. VERAO Perlodc, aniia. de ba-xa Pluviosidade no Estadc d. Acre corr,
pi,6,,erldendo 0_ mc.ses de junlic a. set.embro.
!jIR7PPNC_) Per 1 odc, anaai,7 de al a p uvJ c-i dade comp, een-dendo cs nle
ses: de oul ubj-c a maj o.
Lk-TEX Seiva de seringueira usada para produc9c de boi-racha.




IGARAH Pequeno cursw dQua, o mesmo que Arrege, riacho. AgUDE Reservat6rio artificial parv armazenamento de Agua. MONOCULTURA Cultivo de arenas uma A cWtura numa mesma propriedade.
TAMBOR Recipiente de metal usudo para condicionamento de grios. ADJUNTO troca de mao-de-obra entre trabalhadores rurais, normalmente denominaCa um dia de service.
EMATER Empresa de AssisOncia Trcnica a Extensao Rural. EMBRAPA Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuiria PROBOR Programa de Incentivo a Produgao de Borracha Vegetal DCBRA Quebra da plant de milho ac meio, visando soa melhor conservagao no Gampo
EKPREITA Compra de servings de terceiros, definindo-se atividades a serem realizadas em determined irea e tempo.
Tambim denominada "empleita".
GORGULHO Praga de elevada ocorrgncia nes graos armazenados. INTEPMEDIARIO Comerciante situado entre o produtor ce, wereado
consumidor.
LENHA Medeira utilizada comc combustive! atravis de sua queima. LkTA Unidade de 18 litras utilizada para media quantificativa
da castanha colhida na floresta.
MARRETEIRO Comerciante que-compra a produggo do colony ou scringueiro e vende-lhe determinados products ou insu-




mos wob6m f, hamados de interme.d 1
ME] EIRO Individuc, qi-,,-; ver, -;tlrvi.( ,c-s atrav s da obteng9c: de
&i ii-4as de outros, OS !Iquais
permanence
MUTIRAO Agrupamento dr, pessoaF visando a realizaqia; de determinadas tarefas de 'iflcil execuggo ou de acentuade urgencia eni sues proprias propriedades.
PAIOL Construggo rustic para. fim, de armazenamento do produtro
agricola.
POUSIO Perlodo de descanso de-q a 10 anos dado as areas cultivadas, visanclo a recuperaggo de sua fel-tilidade natural. QUEimi&A Atividade incorporada ao sistema de prbduqac) agl'OPE'CUaria visando a limpeze- da area travel's da utilizac;qo dc
fogo.
SERINGUEIRO Trabalhador que. desen-volve atividade do latex.
PDRI Projeto de Desenvolviment.o Integr&do CEPA Comissgo Estadual de Plarejamento Agricola. IBDF Instituto Brasileiro de Desenvolvimerito Florestal. COLONACRE Companllia de Colonizagao e Desenvolvimento Agrario dc'
Estado do Acre.
MIRAD Ministe'rio da Reforma e Desenvolvimento Agra'i-Jo.
CAGEACRE Ccutparihia de Armazens Gerais do Estado do Acre.