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Metodo de sondeio para diagnostico e formulacao.  Um curso sintese de pesquisa e extensao em sistemas agroforestarias (PESA).  Relatorio preliminar.

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Title:
Metodo de sondeio para diagnostico e formulacao. Um curso sintese de pesquisa e extensao em sistemas agroforestarias (PESA). Relatorio preliminar.
Creator:
University of Florida and Universidade Federal do Acre
Affiliation:
University of Florida
Universidade Federal do Acre
Place of Publication:
Gainesville, Fla. and Rio Branco, Brazil
Publisher:
University of Florida and Universidade Federal do Acre
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
South America ( LCSH )
Farming ( LCSH )
University of Florida. ( LCSH )
Agriculture ( LCSH )
Farm life ( LCSH )
Spatial Coverage:
South America -- Brazil -- Acre
South America
North America -- United States of America -- Florida

Notes

Funding:
Electronic resources created as part of a prototype UF Institutional Repository and Faculty Papers project by the University of Florida.

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Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
University of Florida
Rights Management:
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Full Text
Metodo de'Sondeio
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b.it'gift "stico e Formulacao Um Curso S'
intense de Pesquisa e Extensdo em
Sistemas Agro-Florestals (PESA) ...........
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V4 11 .1,.;e
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R E L ATOR 10 PRELIMINARY
20 de Junho.de a 02 de Julho de 1988
Organizaq-ao:
University
Universidade &f Florida Federal do Acre
Pa trocin io: uF.'ndaqao Ford




SEGMENT COLONS




S U M A R 1 0
1. Introdug5o
2. Metodologia
3. Caracterizag5o da Unidade Produtiva
3.1 Propriedade
3.1.1 Tamanho
3.1.2 Area Desmatada
3.1.3 Formas de Obteng5o da Terra
3.1.4 Exist;ncia de Agua
3-2 Famllia
3.2.1 Estrutura Familiar
3.2.2 Origem
3.2-3 Tempo de Assentamento
3.2.4 Condig6es da Casa
4. Servigos B6sicos
4.1 Educagao
4.2 Saiide
5. Explorag6es Agrosilvipostoris
5.1 Produgao Vegetal
5.1.1 Sistema. de Abertura das Areas
'S.1.2 Culturas Anuals




5.1.3 Culturas Perenes
5.1.4 Fruticulturas 5.1.5 Horticulturas
5.1.6 Controle de Plantas-Daninhas
5.1.7 M5o-de-Obra
5.2 Produgao Animal
5.2.1 Pequenos Animais 5.2.2 Grandes Animais
5.3 Florestas
5.3.1 Madeira
5.3.2 Borracha 5.3.3 Castanha
5.3.4 Caga, Pesca, Frutas Silvestres, Plantas Medicinais
5.4 CalendArio
6. Economic
6.1 Aspectos Econ&micos Gerais: Renda e Emprego
6.2 Comercializagao
6.3 Transporte
.6.4 Armazenamento
6.5 Servigos de Apoio
6.5.1 Cr6dito




6.5.2 Assistancia T6cnica
6.6 Modelo Simplif icado do Sistema Produtor
7. Fatores Limitantes
7.1 Fatores Naturais
7.1.1 Agua
7.1.2 Pragas e Doengas
7.2 Fatores Institucionais e/ou Politicos
7.2.1 Assist&ncia T(Scr--cica
7.2.2 Sementes
7.3 Fatores Socials
7.3.1 Mao-de-Obra
7-3.2 Sa ide
7.3.3 Educagao
7.3.4 Estrutura Social
7.4 Fatores Econ&micos
7.4.1 Falta de Recursos Pr6prios
7.4.2 Cre'dito
7.4-.3 Armazenamento
- Comercializagao
7.4.5 Transporte
B. Pretensao dos Pequenos Proprietirios
9. Conclus6es 10. RecomendagBes




1. Introdug5o
A formag5o da ocupag5o econ6mica do Estado ..do acre, -via extrativismo da.borracha e castanha do Brasil, determinou-a organiza(;5o da produg5o agracola atualmente praticada, onde existed uma predominancia das cultures ditas. de subsist&ncia e/ou cultures brancas, tais como: feijao, arroz, Milho e mandioca, sendo que as areas ocupadas com as mesmas geralmente n5o ultrapassam a 4 ha, com um n'vel baixo de utilizag5o de insumos moderns.
Na d6cada de 70, com os conflicts surgidos
pela posse da terra, tanto no Acre, como tamb6m, em outros estados brasileiros, surgiram, os projects de assentamento dirigido, hoje cl7f6mados projects de colonizag-5o. Assim sendo, no Acre foram im. lantados os projects PAD: Pedro Peixoto, Redengao,
Santa Luzia,-Boa Esperanga,.-Quixad6,_ Santa Quite'ria e.-.Humaitg onde foram assentados parceleitbs, tanto do Acre como de outras regi6es do pals.
Os projects Pedro Peixoto e Humaitg* foram escolbidos para serem alvo de uina pesquisa informal PESA
(Pesquis6 e -Extens5o em Sistemas Agro-florestdis'Y. com o obje-, tivo de identificar recomendag6es para resolug5o de problems agro-econ6micos que interfere na produggo e bein estar das fami'lias de pequenos produtores rurais nos referidos projects.
0 project Pe'lxoto foi implantado em. 1978, e e localizado, no Km 61, da BR-364, com uma grea de 408.000 ha,




abrangendo greas rurais dos munic' Dios de-Rio Branco, Senador Guiomard e Pl6cido de Castro com um tot-al.de 3.714 lotes-, onde estao assentadas 3.700 -familias, oriundas das diversas regi6es
do pal's com predomingncia de pessoas do pr' 'o estado.
Os lotes do referido--projeto t;m formats retangulares,-n o-obedecendo 'a topograf-ia-da grea-, --principalmente no tocante as nascentes de rios e igarap6s com tamanho nas maioria dos casos, variando entre 50 a 80 ha.
0 project Humaitg, implantado em 1980, estg localizado na AC 22, Km 33, no munic:'pio de Rio Branco, com uma area de 63.000 ha, com um total de 951 lotes j6 ocupados por pequenos produtores. t important ressaltar que, ambos Qs projects, possum em suas sedes infrastructure de apoio, no tocante armazenagem, educagao, saude e out-ros servings.
Vale--ressaltar que o-grupo-composto para a realizag5o da pesquisa, foi constituldo: por professionals de
diversas greas pertencentes 'as instituig8es ligadas ao setor agr:Lcola de org5os If ederais e -estaduais, situado.s em Rio -Branco-Acre, bem como por professors da Universidade Federal do Acre-UFAC, Universidade da Fl'rida-UF e estudantes po's-graduandos desta.61tima.




2. Metodologia.
A metodoloaia utilizada teve Como base alouns resultados de experi&ncia (feitas anteriormente) em diversas
regi5es tropicais e a-utilizag5o de t6cnicas de sistemas agro.--- florestais.-'Tanto os sistemas agro-florestais Como os si'stemas agticolas sao m&todos de "pesquisa adaptative" por responderem a problems concertos e complexes da realidade e n5o L cuest6es de natureza puramente te6rica abstract. Pare
tal, utilizou-se processes continuos de entrevistas e discussoes, entre tennicos de diversas especializagbes e a populagao envolvida no process de pesquisa.
0 total de participzinteg-Toi dividido em dois groups de dezoito elements cada, um dos quais trabalhou Com seringueiros e o outro com colons. Efetuou-se outra divis5o em groups de tr s elements para o sondeio nas propriedades e
seringais. Ap6s cada dia de entrevista, tr;s com os colons e uma com seringueiros, as equips se reuniram para discussgo dos
problems encontrados na vista diaria. Apo's a reunigo, novos groups de ur&s pessoas foram forinados para as. visits do dia seguinte. 0 program de vis itas durou tr&s dias e foram entrevistados 51 colons e 13 seringueiros. Apos a avaliag5o das informag6es obtidas, formaram-se equips para elaborag5o dos
-itens components do relato'rio das atividades realizada pelos groups.




Caracterizag o da Unidade Produtiva
3.1 -Propriedade
3.1.1 Tamanbo
0 tamanho das propriedades varia entre 35 a 201 hiasendo que a maioria tem irea entre 60 e 80 ha. As maiores greas s5o re.sultado de ac imulo de .2 ou mais lotes -de
terra.
3.1.2 D&smatada
0 tarnanho da 6rez que j6 foi desmatada em cada propriedade 6 bastante varigvel, aspumindo valores entre 3 a 70 ha, com media entre 8 e 12 ha. As menores greas des..-,iribtadas.-pertencem -a'- T)es'soa.s _.que che.gara-m a pouco nos proje-,
tos de coloniza-g5o e as maiores est5o inclul'das nas proprie,dades que t&m 2 lotes ou mais e sao destinadas a pecuaria.
3--.l-.3--,- r5rmas-de-obtengao da'-,terra
0 lote pode ter tr s forms de obteng o: doag5o do MIRAD, compra ou troca. Aparentemente, a maioria das
pe8soas que receberam lotes doados -s5o origingrias.,,do Acre.
Muitas.destas pessoas t m vendido suas propriedades a outras que est5o imigrando para este estado nos 61timos anos, sendo .estas briundas'de v4rios estados das diversas regi6es brasileiras.
3.1.4 Exist&ncia de 9gua
A exist ncia de agua na propriedade constitui-se em um s6rio problema, assim sendo, fontes naturals como vertentes, e igarap6s s5o, babitualmente, usados, sendo que




pe f Ij r aE o d e po g o s: s e Ps t a s f on t e s n q s t eTr..
Em algumasproprie4ades!a 6gua seca totalmen
te na'6poita- de estio e 6 necessgrio busc6-la en, propriedades vizinb, s.
3.2- Famllia
3.2.1 Estrutura familiar
0 ndmero de pessoas vaxia muito. Os n6cleos
families t&m de 1 a 12 filhos, existindo casos em que o casal.ou o-homem adult vive s6 no lote e sua familiar vive na 6ree urbana. Em relag5o idade -dos filhos, a famllia tamb m varia muito: casais ovens t&m filhos de pequena idade, casais
Mais, madur6s t em Ii-11fos desde- pequeninos -a_ adults, e.,,.qasais mais idosas t&m filhos adults.
H9 fam:'lias que mant6m outras pessoas ne propriedade,- sendo,---em geral, pare-n-tes-e poclendo,_- inclusive,. existir outras famflias nucleares no mesmo lote.
3.2.2 Origem
Entre 26 fam:'lias estudadas no Projeto Humait9 tem-se 08 casos de famflias acreanas e 15 de. outros estados e 03 mists (mulher acreana e homem de outro estado) No projeto Pedro Peixoto h6 09 fam:'Llias acreanas para 16 de outros estados, entre 25 famflias estudadas.
No total da amostra (51 famflias) h9 17 acreanas, 3 mists e 31 de outros estados, sendo eles das seguintes regi3es: Norte 3 (AM), Nordeste-14 (7 CE, 3 BA, 2 PelPB e 1 RN), Centro-Oeste I (M), Sudeste 8 (5 MG, 2 SP, 1 RJ) e Sul
5 (3 PR e 2 SC) .




2. 3 Te.MT)o de t.-sentamenta
Como -os dois projetos'de colonizagao f orair, imDlantados recentemente -(Pedro Peixoto-1977 e liumait6-1980) em-se familias- com p oucos anos de instlalag6o, variando desde 1 a 7 anos. H6. alauns casos de families aue ;ocupavain a reqi5o anteriormente implantacgo do projeto de assentamento.3.2.4 Cc)ndi-(;6es da Casa
0 tipo de casa 6 um important indicator do n:lvel s6cio-econ6mico familiar. Assim sendo, observam-se que a construc5o das casas, em geral, 6 feita com materials da floresta (-Darede de paxi iba ou tAbuas serradas e cobertura de cavacos ou palha). Existem a1gumas com telhado de aluml'-nio e raras sao as casas de alver.aria com coberture de alumInio ou de amianto.
Normalmente, as casas S'5o -construgoes altas, havendo pequenos animals que vivem sob elas.
Nota-se o desejo e a disposigao que tem as pessoas que vivem em casas de paxi iba para COnstrulrem casas
de madeira serrada, sendo queem alQuns casos, ha' troca de Tuadei'i7a bruta por madeira serrada.
4. Servigos B6sicos4 .1 Educar5o
Aparentementehg escolas nos dois projects de colonizag o. Em certos casos, seria necesss6rio construir
mai- ; aigumas .-objetivando diminuir a distgncia m6dia aos 1-otes




que.1' atUalrrf nte,, p-)d e ch ea a r :--a ma i s, d e _4 km.
En, v6rios casos hC63, rec2ampg6es de aus&ncia do professor, tanto na escola'como um todo, coma pare o ensino err. aDenas. aigumas series.
Em relagao a merenda escolar, alguns dos en trevistados reclamavam de falta de merenda ou aus&ncia de merendeira.
Os pais, em suai* maibria, sac analfabetos ou semi-alfabetizados n5o.expressando desejo de continuer seus estudos.. nem de que seus filhos estudem mais do que as primeiras auatro series. Existerr! casos, entretanto,%en crue, apesar de existireir, escolas funcionando, as filhos n o s o rriandado's- pare es-tudar e, no outro extreme hC61 casos de criancas que estuaam na area urbane, n o se limitando as quatro primeiras series.
4-.2 Sa-6de
As condic6es de sa6de s o precarias. Alguns .f
ramais t m posts, mas h6 queixas sabre a horario de funcionamento, a distgncia da proprieda'de,- a aus&ncia de pessoal especializado e defici&ncia de equipment apropriado. Muitas das
fami'lias se dirigem -_ sedes dos projects, onde h6 enfermeiros permanentes e no project liumaitg, visits m6dicas peri6dicas. Outras fam:'lias, tamb6m deste project, v&m area urbane, inclusive pare acompanhamento de gestagao. Alauns casos de malgria foram relatados, aparentemente ocorrendo maior incid&ncia no project Peixoto.




.txp) oracoc s--,Acirosi lyd pa stori s
5 1:, Produgao Vogetal
5.1.1 ----Si8tema de Abertura de Axeas
De maneire qeral, a aperture das areas se d6 com'b realizagEo de broca, derrtibada e queima da mata,- Vista
aue esta 6 a i1nica alternative vigvel ac pequeno produtor. para incorporagEo da grea ac sistema produtivo.- Em seguida, a auricultor plant a 'Lavoura branch fyp.ilho, arroz, feij o e Triandioca), par um period, cue varia de 1 a.3 anos, ap6s a cue efetua a implantagEio da pastagem ou de Qul.turas perenes. H casos em cue a plantio da lavoure feito arenas no primeiro ano
ap6s a .-derrubada e logo .6 .implantado- a pasto. Aiguns agriculto-res, ap6s 3 anos de cultivo consecutive deixam a terra em pousio (de 4 a 8 anos) para recuperag o natural da veoeLagao e, em seguide, tetornam a br-oc-ar-,:,- derrubar e -queimar para, -.,,,:Lmp-Lantar uma nova success o de cultivos. A grea de derrubada, praticamente anual, varia entre 1 a 4 ba. Este process de aperture de novas areas es I taciona quando a mao-de-obra e as recursos disponiveis n5o s5o suficientes para tender a demand.
5.1.2 Culturas Anuais
Nas duas greas de trabalho, tortando Como amostra as produtores visitados, predomina a cultivo anual da
de subsist&n'cia (arroz, feij5o, milho e mandioca) em proporg6es m6dias de 2,0 ha par produtor par ano, obedecendo a seguinte sistema: arroz e milbo consorciados ou solteiros, com freqEgncia ma ior--de cons6rcio, no. primeiro, ano. Ap6s a colbeita




Stes tu 1 4-:* -a -se f -po; desta Colhei ta C) r)roduo. e3 3ac, F_- dc.
tor u-iliza aa'ree pare cultivar a Triandioca, persistiri6o este process ate o prazo maxima de tr s anos, cruando n o interrom7p2do pelocultivo de gramaneas pare a. formagao de pastagens.
Al6m destas cultures, s o plantados, ainda, o
fumo e o a-Dacaxi, cue s o comercializados sem express o econ&mica.
As segments e mu6as pare cultivo destas Iavouras sEo oriundas na sue maioria, de cultures anteriores e armazenados em tambores, salvo em casos em. cue aiguns produtores receberam semenLes, do Zoverno do Estado.
Arroz entre as cultures anuais, a de maior grea cultivada e, tambem, o de maior impor-aDcia economic pare os acraPoi's neo -so rer)resenta.-a. base
alimentary dessas fam_- Llias, juntamente con o feij5o e a f"arinha de mandioca, como tamb6m 6 fiator de renda, visto que sue comercializag o_ no mercado local seja atraves de atravessadores ou diretamente em feiras lives, tem contribuldo, 1 curto prazo com a receita familiar.
A-Desar de ser cuitivado em cons6rcio com o milho, na maioria- des vezes, o arroz ocupa maior Crea de cultivo, dado o espagamento utilizado pare o milbo, o qual neo 4 o recomendado oela pesquisa, conform foi observado. Este sistema de cultivo tende a desaj5arecer com o increments anual do cultivo solteiro, visto cue em plantios de primeiro ano, quan-




do ,err'. "terras de Oerrubada novC'-w 6--majoria dos agricuatores, prefere plantar arroz, rLservando o segun.do ano para o milho. No entanto; muitos sao a I s aaricultores, que ainda cultivam o milhol, no primeiro ano, por6m, em sistema solteirc.
A produtividade do arroz no sistema consorciado chega a atingir os 1.500 kg/ha, enquanto que em sistema de plantio solteiro ultrapassa os 3.000 Kq/ha.
A cultivar mais utilizada pelos auricultores 6 a IAC-47, que apresenta problems de acamiameDtO devido ao seu T)orte alto.
comum ao aTroz cultivado nests greas, ser
---atacado por pragas que deixamia plant amare-Lada e cow, a -Folha do meic solta, sinal provgvel da presenga do percevejo grande do arroz (Tibrame limbativentris) e do percevejo suaador
vrovocandogKi ,ndes perdas,!-na produgao, caso nao sejam controlados, logo ap6s a identificagao 00S Mesmos no arrozal.
0 control realiza(5o por aluuns produtores feito com uso de inseticidas aulmicas, adquiridos no com4rcio de Rio Branco, sem cTue sejam efetuada qualquer recomendag5o
t4cnica.
No armazenamento, tamb6m 6 atacado pela "Borboleta" (traga) (Sitrotoga carealelia) e o gorgulho ( Sitophilus oryzae) que, juntos, provocam grades perdas nos graos armazenados.




Alguns agricultores na tentative de controlar I .
as pragas, aplicam inseticidas quimicos (MALAGRAN) na forma de p6 seco, jouando-c sobre os gr os, sem os cuidados t6cnicos devidos.
Este uroduto 6 armazenadc nc, er saccs
de 50 kq, dentro de casa a gravel oa, ainda. na forma de meda no campo, coberto ou n o com iDalha.
Milbo Embore represented T)ouca-imT)ortgnc--'La ne ailmentack familiar, pois o milbo e' pouco consumido pelos produtores e suas families, mas. tem econ6micamente, sua representatividade no volume produzido na propriedade, pois 6 a base alimental das aves -e pequenos animais--(porcos e caprinos) e, muitas vezes-, sur)lemento alimentary do gado.
Quando cultivado com o arroz, present baixe produtividade (em. m6dia 1.200 kg/ha); sendo que em. cultivo soltedro cbega a produzir at6 4.000kg/ha, atendendo recomendagbes t6cnicas da pesquisa.
Comumente, s5o:cultivadas variedades diversas sem aue se tenha conhecimento tecnol6gico das mesmas. Muitos produtores utilizam o milho hlbrido epor nao conhecerem suas
characteristics gen6ticas, guardam as segments em tambores lacrados e cultivam-nos em anos seguintes, obtendo, entgol uma baixa produtividade.
Ngo foi verificado ataque de pragas ou doengas no milho quando no campo que comprometesse a produggo.
Entretanto, no armazenamento, em condig6es n5o adequadas ocorre




a incid ncia de pragas, pois, auando sao debulhados (trilh&dos), ensaaados os gr os, s5o colocados em paio-L nao protecridos dos ratos e insets (gorgulho e traga), (Sitophilus zea) e S. cerealella), provocando uma grande perda na produgao, atrE:v6s da deterioraq o dos gr os.
F'ei'i5o Geralmente cultivado na grea do milho e/ou arroz pela maioria dos produtores visitados, o fe-Lj o 6 uma fonte de protein vegetal de baixo custo e tem bom preco no Mercado
quando comparado com as outras cultures de ciClo anual. Por6ir., present baixa produtividade devido a qualidade das segments
cultivadas aos sistemas de cultivos e a incid ncia de pragas e doengas. As cultivars mais utilizadas s5o carioca, rosinha, 3aule e mundubim.
No campoo feii5o comum (Phasclus vulgaris),4
cultivado em maior proporg o que o caupi (Vigna unguirulats) embora seja considergvel o n imero.de produtores que estg
plantando esta espeCle, sem levat em considerag5o suas caracter:Lsticas varietals. Ambas te" sido atacadas severamente por praaas e doencas, destacando-se a "vaquinha" (Cerotoma sp e Diobrotice speciosa), praga bastante rara que destr6i as folhas, deixando-as rendilhadas. Entre as doengas, o "mela" ou "murcha da teia mickica", tamb6m conhecida por queima, 6 causada pelo fungo Thanatopharus cucumbers; que, quando ataca o feij5o, provoca o secamento das folhas, dando a impressao de que estas foram queimadas.




A espec2e V. unguiculatas, present uma certa resist&ncia 'a doenga, o mesmo n5o acontecendo com 0 P. vulgeris, e F se nao f or controlado preventivamente o seu ataque, dizimara todo o feijoal; o que provavelmente., poderg ter sido o que ocorreu com plantios de anos anterioores, conforme depoimento de alguns produtores.
A armazenaqem do feij o 4 feita exclusivamente para o consume e plantio do ano seguinte, em tambores de ago, pois a maior parte 6 comercializada -logo* apos a colheita. Segundo informag6es de alguns produtores, neste tipo de ar.mazenamento, n5o se verifica ataque de pragas ou doengas.
Mandioca ou Macaxeira bastante cultivada pelos agricultores entrevistados e tem grande importgncia no volume produzido na propriedade, por6m sua. transformagao em farina ocupa
um contingent muito grande de mao-de-obra, o qual nao e' inclul'do no prego final do product, por se tratar na maioria das vezes, da pr6pria famflia.
A mandioca tem sido, para alguns dresses produtores, um fator de poupanga, apesar do baixo prego do product
final no mercado, visto que seu perlodo de armazenagem no solo por ateum ano permitir que seja colbida e processada quando
binecessidade imediata de. recursos financeiros para solucionar probl7emas de sa6de ou de outra. ordem.




A16u: -disso, a mandioca 6 insistentemente cultivada pelos colons visitados, por ser uma culture de f6cil manejo, ocupar pouca m o-de-obra para sua conduggo no campo,
necessitar arenas uma capina e n5o softer ataque- de pragas e doengas que necessitem de cuidados especiais, torque estas n5o t;m comprometido a produggo.
S5o different as produtividades informadas pelos colons, por6m a m6dia ficou em 25 toneladas de ralzes
-.bectare/ano. Note-se que este valor estg acima da media do Estado que 6 de 18,0 t/ha/ano.
5-:71--3 Cultura Perenes
Em muitas propriedades visitadas (aproximadamente 70%), os entrevistados manifestaram o desejo de implantar
ou expander a area plantada com a introduggo de cultures perenes. 0 cafe',e o cacau sao as cultures mais preferidas encontrando-se lavouras com ate' 7.000 covas dessas cultures. A maioria dos cafezais .-e novas. e a produggo atual e' utilizada apenas para consume. As lavouras de cacau ainda n5o est5 em produg5o e o mercado previsto para venda do product e' do Estado de Rond6nia.
Nas lavouras de cacau e caf6 se pratica o
cultivo intercalar de arroz, feij5o, milho e frutfferas como a banana e o mam9o s5o usados para o sombreamento do cacau. 0 abacaxi tambe' e usado como cultivo intercalar. Este tipo de
cultivo, ale'm de forne er products para coonsumo na col8nia, reduz o custo de implantagao e manutengao da culture permanente.




Outra culture, bastante solicitada pelos
agricultores, 4 a pimenta-do-reino, mas h6 muita dificuldade na aquisig5o de mudas.
Nas cultures permanentes, o fator limitante e a indisponibilidade de mudas ou segments para produg5o, de mudas. No cafe' existed o problema da colheita que se d4 em epoca chuvosa. Ha' necessidade de se obter uma culture adaptada s condig6es climaticas da region.
5.1.4 Fruticultura
Mbdiante dados obtidos e observagBes reali-,
zadas, a fruticultura praticada pelos colons .-entrevistados, resume-se a a1gumas frutlferas localizadas ao redor da resid&ncia da famllia, as quais s5o basicamente utilizadas para o consumo e, dependendo da disponibilidade de transported, o excedente destinado -ao mercado consumidor. Na f alta de rfieios de escoamento, este excedente 6 -perdido no campo. Os pomares que podem ser bastante diversificados, consisted, exclusivamente, em fruteiras tropicais tais como pe's de manga, mamao, jaca, cupuaqu, c6cof maracujg, banana, citrus, abacaxi, graviola, abacate e outras.
Apenas cerca de 20% dos agricultores entrevistados possum plantios commercials de frutlferas (citrus, banana, maracuja', mam5o, e abacaxi). Observou-se que a1guns plantios s5o implantados-ap's a retirada das cultures anuais., e que outros s5o feitos com o objetivo de minimizer os custos.de lmplantaqao.de' cultures perpnes como o cacau e. o cafe'.




Neste i ltimo tipo de manejo, c mamao, a banana e o abacaxi foram plantados entre as fileiras de cultures permanentes.
Foram detectadas alaumas dificuldades quanto
implantac5o de pomares commercials ou n5o. S6rio---- problems fitassanitgrios foram encontrados afetando as mais diversas frut'feras. Os sintomas de amarelecimento e enrijecimento do ponteiro e.aueda dr6stica da produg5o S-5o citados em relagao ao mamoeiro. Em citrus e abacateiros foram detectadas a queda das folha.s e morte das plants. Na graviola,6 comum o ataque da broca, o aual danifica o.fruto, reduzindo sua qualidade comercial. A maioria das fruteiras encontradas s5o de p6s francs, pois existed dificuldade na obteng5o e/ou produg5o de mudas enxertadas. A intenc5o de implantar ou ampliar o cultivo de
plants frutl'feras foi manifestada por alguns colons, apesar dos fatores limit antes_. anteri ormente citados--., lembrando que ocorre, ainda, o agravante da indisponibilidade e alto custo das segments e/ou mudas.5.1.5 Horticultura
A atividade olerl'cola tem pouca express5o
no meio rural pesquisado, consistindo geralmente de uma pequena horta domestic, que visa a suplementag5o alimentary com
verduras e tempers, principalmetite couve, control, cebolinha e pimento doce. Esta atividade ganha maior expressao durante o ver5o, devido s limitag5es provocadas pelas- altas precipitag3es no inferno, que acarretam problems referenteS a doengas e pragas, bem como o proprio impedimento. fls ico do. S010




devido sua saturag5o pela umidade excessive e acamamento provocado pelas intensas chuvas tropical.
A falta de tradig5o neste ramo por parte da maioria dos produtores, bem como as dificuldades- de transporte fazem com que a olericultura permanega como simples atividade caseira, sem nenhuma expressgo economic significa.-tiva.
Outros fatores que inviabilizam de f orma acentuada o cultivo de hortaligas s5o a car&ncia de insumos adequados segmentss, fertilizantes, inseticidas) e tecnologia compatIvel.-com a realidade edafoclimgtica regional.
5.1.6 Controle de Plantas Daninhas
Na quase totalidade das greas o control de plants daninhas 6 feito manualmente, tanto para os cultivos anuais como perenes. Alguns produtores utilizam herbicides, principalmente;em pastagens.
5.1.7 M5o-de-Obra
As atividades agropecugrias desenvolvidas
pela maioria dos produtores pesquisados s5o sustentadas freqUentemente pela m o-de-obra familiar, havendoem a1guns casos,
troca de servings entre as fami'lias. Em outros casos, maisrarOS, ocorre a compra de mao-de-obra de terceiros travel's do pagamento de diaries ou empreita ("empleita"). Nas areas onde existed mai-or organizaggo socialocorre a formagao de mutir6es, atraves dos quais, gruposde produtores realizam a s atividades




que apresentarn Maiores dificuldades, como broca, derruba, construgoesetc.
A m o-de-obra apresenta-se commented como fator limitante da expansgo agropecugria na 04rea -pesquisada, visto que o agregado familiar consisted, frequentemente, de um
number acentuado de criancas que, quando atingem a idade adulta, em grande parte, emigram para a cidade em busca de melhores condic5es de vida.
A m9o-de-obra feminine, na maioria dos casos,
utilizada nas atividades dom'sticas, al4m do semeio, colheita,
beneficiamento de mandioca e cana de agucar, criag5o de pequenos animals e horta domestic. Havendo, no entanto, casos de
participaggo feminine nas atividades de tratos culturais como: capina, control de pragas, etc.
5.2 Produg5o Animal
5.2.1 Pequenos Animais
Aves
Todos os agricultores visitados criam aves,
sendo que galinhas e patos s5o predominates, existindo em menor quantidade o capote (galinha de angola).
Tais animals s9o criados solos pela col6nia;
sendo que alguns tem galinheiro, mas este e' um local onde as aves:apenas dormemobjetivando evitar que outros animals se alimentem delas (por exemplo: a mucura).
Com este sistema de criaggo n9o se tem um control da produg5o de aves e n9o se sabe, com certeza, quan-




tas cabegas de aves possua caaa colony, sendo que pelas informacEes coletadas, estima-se que cada familiar tenha de 10 DO
cabegas de aves.
As aves s5o alimentadas, basicamente, com miInc, vroautos e su-b-Dro,:,utoE- dE col6naa tai-- comc, mancaiocF- E frutas.
0 aue excede ac consume familiar 6 vendido vara o marreteiro que passa em sua -Dropriedade esporadicamente ou, ainda, em feira.
0 fator limitante para tal atividade 6 o aDarecimento de doengas (tristeza, co'lera e perda de pena).
Tais doengas, quando atacam, chegam a provocar uma mortalidade de quase de 80% das cabegas.
Geralmente s5o os adults do sexo feminine e criangas que cuidam das aves.
Sulnos
Com maior freqU&ncia que o gado bovineo) e menos do que aves s5o eicontrados os suinos que, em a1guns casos, s5o criados solos mas geralmente permanence press. Muitos colons justificam n5o criar tais animals solos pelo fato desta atividade lhes caesar problems com vizinhos ou com suas cultures e de n5o cria'-Ios press torque n5o t6m agua nem raggo sufficient para os animals e que, nesta condi;go, tambeem ocorre morte por insolag5o.
.Alguns destes produtores produzem a banha epraticamente n5o compram_ oleo, outros nao consomem banha por achar que -esta e' prejudicial sa-'de.''-




Os suinos, assim como as aves, tamb n, se aliuentam de products e sub-produtos da colonial, tais comc) mandioca e milho.
0 excedente de sua produg5o para consume
levadc fcira ou vend.iido para o riarreteiro que passa, esimradicamente, em sua propriedade.
" raga de su:'Lnos criados n5o 6 definida. m5o-de-obra em seu cuidado familiar com predomingncia de adult feminine e criangas.
Caprinos e Ovinos
Em uma quantidade muito pequena -.de col6n3'-as foi detectada criaggo de caprinos e/ou ovinos, geralmente presos e a1gumas vezes so-ltos.
Estes animals se alimentam de products e subprodutos da propriedade, e, tamb6m de pastagem native e/ou cultivada.
Os produtores informaram que, devido 'a alta quantidade de,.chuvaseus animals, apresentam problems nos cascos. Tam-64m informal a ocorr&ncia de aftosa.
A produg5o destes animals destina-se ao consumo familiar e-n5o tem corridor venda pois a introduggo destes animals nas propriedades e recent.
Peixes
Poucos-colonos visitados possum aqudes em siias propriedades e criam peixes quegeralmente, s5o destina4 ao consume familiar sendo que, raramente, sao dispensados cuidados com imentaggo na qual se usa products e sub-produtos da propriedade.




5-2.2 Gr5ndes Animais
Os produtores entrevistados que desenvolvem atividades de criac5o de bovines nas greas pebquisadas podem ser agrupados basicamente er tr&s grupos: No primeiro grupo se encontram produtores com recursos financeiros, m5o-de-obra e access a cr6dito limitados e baixo n'vel educational. Muitos destes produtores nic
-bFm tradir5c fia criaggo de bovines e portanto, carecem de coonhecimentoE relatives a esta atividade. Estes produtores t&m, na criag5o de bovines, uma reserve de capital para situag6es de emerg&ncia (principalmente em casos de doengas graves) e, tamb6m, uma fonte de protein animal para a familiar (leite). No entanto, o alto custo dos bovines e dos insumos (arame para cerca e segments de capim) limitam ou retardam o desenvolvimento da bovinocultura, por estes produtores. Muitos colons t&m pastagens cultivadas formadas, mas encontram dificuldades na, aquisig5o dos animals e do arame para a construggo de cercas. Alguns produtores trabalham como assalariados para os colons vizinbos em operag5es de broca e derruba da floresta, a fim de conseguir os recursos necessaries para a construgao de cercas e aquisig5o dos animals. Neste grupo, o rebanho 6 de aptid5o mista, sem, padrio racial definido, compreendendo um6 mistura. das ragas Gir, Holand9s e Nelore. 0 rebanho, geralmente, conta com 2 a 5 animals e a grea de pastagens oocupa 2 a 5 ha. Estes produtores n5o possum animals de montaria para condu(;go do gado (equinos, e mares) sendo quQ am sua maioria, es-




tes colons n5o possum infrastructure de manejo corrall).
No segundo grupo estao os produtores com maior m9o-de-obra disponi'vel, caracterizados por famflias maiores, com various filhos homes e adults; na propriedade. Estas fami'lias possum um melhor n1vel educational e t&m acesso occasional a programs de cr4dito de cr6dito do governor a juros subsidiados. Geralmente, diversos members da fam'lia trabalham como assalariados, em operago6es de broca e derruba da floresta para produtores vizinhos, em ocasi6es, de baixa
demand de mgo-de-obra na propriedade. Esta renda extra permit former areas mais extensas de pastagens e adquirir maior n imero de animals com padr5o racial ligeiramente superior ao do grupo anterior. 0 rebanho, geralmente, conta com 6 a 20 animais e a grea de pastagens ocupa de 6 a 15 ha. Este grupo, a' semelhanga do primeiro, nao possui animals de montaria equinoxs e muares),em funggo do elevado custo de aquisig9o e da pouca disponibilidade destes animals na reg-x*ao. Alguns destes produtores possum currais rudimentares.
0 terceiro grupo comprehend produtores que
t&m ouipretendem ter a bovinocultura como a principal atividade a ser desenvolvida na propriedade. Geralmente. s5o fam'lias provenientes: do sudeste do Brasil, com boa disponibilidade de recursos; financeiros (resultado da venda da propriedade no local de origem) e m9o-de-obra e n:'vel educational
m6dio. Suas greas, geralmente, sao mais extensas em funggo da aquisiggo de propriedades vizinhas. Estes produtores utilizam




cr6dito ocasionalmente e contri3tam m5o-de-obra para as operagbes de broca e derruba da fluresta. 0 rebanbo pode ser leiteiro (Girolanda) ou de corte (Nelore) e conta com mais de 20 cabegas e a grea de pastagens ocupa de 16 a 40 -ha. Geraamente possum animals de montaria equinoxs e mares) e infraestrutura de manejo dos animairL corrall).
.Grande parte dos colons entrevistados podem ser inclul'dos no primeiro e segundo groups, sendo que arenas
um pequeno numero de produtoref; podem ser incluidos no terceiro grupo.
Manejo Animal
No primeiro e segundo groups n5o ha divis5o do rebanho em different categories animals em funggo da inexist;ncia de divis5o de pastagens e dos limitados conhecimentos destes produtores-sobre a -riag5o de bovines. Portanto,
verifica-se a ocorrencia de bezerros com idade acima de 8 meses ainda em amamentag5o, prejudicando as matrizes e resultannum maior intervals entre os parts. Tambe'm verifica-se a o'corr ncia de tours cobrindo matrizes de sua descendgncia, o que
result na degenera 5o do rebanho. No terceiro grupo, o manejo animal e' mais adequado em fungio da maior disponibilidade de pastagens devididas e dos melhores conhecimentos te'cnicos dos produtores.
Sanidade Animal
No primeiro grupo de produtores, as pr6ticas de




vermif uqacao, control de carrapato e vacinag5o contra f ebre af tosa e brucelose s o raros ou inexistentes. S o raros os produtores que fornecem sal mineral ao rebanho. Alguns fornecem arenas sal branch ocasionalmente. Embora os produtores nao
reveled ou desconhegam, existed defici&ncias minerals, problemas de verminoses e aftosa, esta iltima ocorre principalmente, durante a 6poca. chuvosa, que afetam oidesempenho produtivo e reprodutivo do rebanho.
No segundo grupq a vermifugag6o e vacinag-ao do rebanho ocorre ocasionalmente com maior intensidade no per:Lodo chuvoso. Com. freqt&ncia os produtores fornecem sal branco ou sal mineral ao rebanho.
No terceiro grupo, com. raras excesses, a vermifugaggo, vacinag5o e o fornecimento de sal mineral S90 praticas sistematicas.
Tanto no segundo como no terceiro grupo, as forms minerals, as quantidades e as forms de administraggo da mineralizaggo n5o sgo as mais adequadas. Fregdentemente, a vermifugag5o 6 efetuada com products, dosages e a intervals inadequados, o que result em perdas significativas.
Em pastagens de Brachiaria decumbens verifica-se a ocorrgncia de intoxicaggo de bezerro (especialmente durante a estaggo chuvosa), cujo sistema caracter.'stico e a diarrgia.




Pastagens
As pastagens s5o formadas com graml'neas introduzidas, com predomingncia do g&nero-Brachiaria(B.decumbens e B.brisantha). Em menor escala ocorrem pastaqens de jaragug (Hyparrhenia rufa) e pastagens natives que consisted em uma mistura de gram:'neas do Q nero Paspalum e leguminosas dos a neros Desmodium GentrosemaAeschynomene, Calopogonium e Zornis.
A mudanga do ecosistema diversificado da
floresta tropical 6mida para o ecosistemahomog&neo das pastagens cultivadas cria condig6es que favorecem a propagaggo de
organisms .(bacte'rias, nemat'deos, fungus e insets) existentes na floresta em condigbes de equillbrio que se transformam em doengas e pragas das pastagens.
A ocrr ncia. de cigarrinha-das-pastagens
(Deois incomplete e Deois flavopicta) nas pastagens de B.decumbens (que predominam nests greas) constitui um se'rio fator limitante. produtividade e a persist;ncia das pastagens. Este fato, associado 'a implantag5o e ao manejo inadequado das
pastagens (superpastejo) tem resultado na degradag5o do solo e das pastagens. Como conseqdencia, apo's 2 a 3 anos de implantagiio das pastagens, ha' um aumento gradual de plants invasoras, caracterizando um tend&ncia a regenerag5o da vegetaggo native,
mais adaptada il condiqBes de baixa f ertilidade d6 solo. Isto, reduz a capacidade de zuporte e onera o promEm cb number ao cbs pasurpm device 6nnicr m5o-de-obra utilizada no control das plants invasoras. Alguns produtores inclu'dos no segundo e terceiro groups utili-




zam o herbicide Tordon (2-4-D) no control de invasooras. A 6poca de aplicag5o do product, no perlodo chuvoso, reduz a ef icacia deste me'todo de control.
Os produtores est5o substituinddo- as pastaaens de B. decumbens formando novas greas de pastagens com a B. brizen.tha considered como resistente %ai cigarrinha-daspastagens.
A maioria dos criadores de bovines de todos
os trgs groups desconhece a utilizaggo de leguminosas como forgeiras e o potential das leguminosas natives.
5.1 Floresta
As-Areas visitadas encontram-se em, region anteriormente coppErbs-por seringais. Com o advent da colonizag5o official, foi registrada uma redug5o considera'vel da produg5o de borracha e castanha naquelas areas,, principalmente em decorrgncia da divisgo das estradas de seringueiras entre as parcels demarcadas, provocando decr6scimos considera'veis na receita do seringueiro. Grande parte dos antigos seringueiros
abandonou -as colocagBes e dirigiu-se para outros seringais -localizados na Amaz&nia. Uma razo6vel parcel destes seringueiros, deixou a exploraggo da borracha e passou a ocupar parcelas dos projects de colonizag5o.
Apesar disso, a floresta continua sendo uma important fonte de recursos para uma parte dos habitantes do Estado. No entanto, pode-se verificar, atualmente, que grande
parte dos colons n5o realizam extrativismo. Dentre os produ-




tos florestais mais utilizados nas atividades extrativistas pode-se citar: madeira, borracha e castanha, ale'm de outros recursos que,_: tambem s5o retirados da f loresta, porem, em uma escala menor, tais como: car pesca frutas silvestres e plants medicinais.
5.3.1 Madeira
A exploragiio de madeira 6 uma atividade muito questioned no Estado do Acre, tanto pelas leis florestais que regulamentam a explorag5o, pelo custo da retirada da madeira, pelo baixo prego pago pelos comerciantes aos propriet6rios e, at6 mesmo, pela defesa dos ecologists na preservag9o da floresta Amaz6nica.
Todos os produtores entrevistados uttilizam a madeira para construgoes rurais (-resid&nc*ias, cerca, paio':*S, currais e Doutros). No Projeto Humai.tci, a maiorici dos parceleiros entrevistados obtem madeira'cerrada da serraria da COLD~ NACRE em troca de varies arvores para-uma pequena quantidade
de madeira beneficiada. Alauns propriet6ri-os cortam a madeira, com o auxilio de motosserra, para seu uso proprio e, em raras vezes para venda. Grande parte dos produtores utilizam a madeira diretamente como combustivel e poucos exploram para produggo de cargo.
Vale.ressaltar que a maioria dos agricultores entrevistados, cortam e queinam a floresta quando da limpeza- da grea para a implantagio de suas lavouras. No siste-




ma do cultivo itinerant, observa-se que esta pr6ticacontribLli, ainda mais, para a redug5o da floresta prim6ria em cada propriedade. Dentre as vantagens, alauns produtores demons-traram a preocupag o com o desmatamento de acime de 50% de sua pr-opriedade e expressaram Que a floresta, em parte, deve ser preservada para o future. important mencionar cue fo4 encontrado someone um proprietario que plant esp6cies florestais er sua propriedade.
5.3.2 Borracha
A produggo da borracha ainda continua sendo uma razoavel fonte de renda para a1guns produtores, desde
que tenham expert ncia em tal atividade. Observou-se que a1guns dos colons, mesmo contando com um razoavel n imero de seringueiras em sua prop77iedade, n5o realizam a explorag5o do litex,
por desconhecerem as tecnicas (muitas vezes por falta. de trag5o, da regigo de origem), ou por falta. de mio-de-obra. Constatou-se que, centre estas, pessoas, a1gumas utilizam explorag5o de seringueiras atrav4s do sistema de meieiro. various nao tem interests por tal atividade. A uiao-de-obra utilizada para
explorag5o -do l9tex acentua-Se nos meses de abril a julho devido a e'poca da seca na regiZo, decrescendo a partir de ai psto ate november. Com a introduggo do novo metodo de coagulag73o do latex, sem a utilizag5o do process de defumagZo houve a racionalizagZo de mgo-de-obra.




5.3.3 Castanha
A castanheira 6 uma grvore que esti presente em quase todas as parcels visitadas. Os frutos s5o destinados ao pr6prio consume e para o mercado. Vale ressaltar que alguns produtores, que tem expert ncia na coleta da castanha realizam esta atividade. Aqueles que nio conhecem a pratica utilizam o sistema de meieiro ou, at6 mesmo, n5o aproveitam o product, facilitando que estranhos invadam a grea para coletar. A apanha da castanha estg concentrada nos meses de janeiro e fevereiro.
5.3.4 Caga, Pesca, Frutas Silvestres, Plantas Medicinais
As piaticas de, caga, pesca, coleta de frutas silvestres- e plants medicinais, s5o exercidas por poucas pessoas, das entrevistadas. A caga destina-se a obteng5o de carnes para consume da familiar, sendo que para alguns parceleirog, constituiu-se em atividade de lazer. Alguns produtores entrevistado---. que disp7e' de igarap6s na propriedade ou em greas pr6ximas 'a floresta, realizam a pesca pelo menos uma vez por ano.-Este product tambem 6 destinado ao consume familiar.Pelas entrevistas realizadas pode-se observer que poucos colons utilizam os frutos silvestres como, complement da dieta familiar. Dentre, eles, os mais comuns s5o: agai, patog, buriti e coco auricuri. Em relaggo as plants medicinais poucas pessoas utilizam, recurso da floresta. 't important frisar que




quando os frutos silvestres e plants medicinais sao co-Letadas.
I
geralmente, os. produtores s5o acreanos ou de outros estados, por6mT)ortanto adaptados 'a region.
5.z Calenc ,61ric.
De acordo com as atividades relatadas pelo-produtores visitados foi. possIvel construir um calend6raioacracola, como 6 mostrado na figure 1.
6. Economic
6.1 Aspectos econ6micos gerais: renda e emprego
Em terms econ6micos, as propriedades, dos-colonos s5o definidas como unidades produtivas onde os -produtores _=desenvolvem atividades que constitute o seumeio de vida. Para tanto entra em considerag5o different fatores tais como a forga de trabalho, uso de insumos, de capital, que caracterizam o-universo produtivo.
Wo entanto, as different atividades --desenvolvidas servingss) e os resultados obtidos (produtosagro-pecuirio beneficiados ou n9o), mesmo tendon significado- economico n5o s5o expressos, necessariamente, em terms moneta'rios, ou melhor, n5o d5o origem a renda em dinheiro. Isto deve-se i import5ncia do consume pro'prio na economic agr r cola regional.
Neste sentido, a propriedade rural e' uma fonte de emprego e de obteng5o de renda. 0 fato desta U'Itima n9o




ser contabilizada exclusivamente em dinheiro n o impede que seja classificada como renda e de ter significado econ&mico no process de produg5o e reproduggo s6cio-econ8mica.
As atividades s;o desenvolvidas pelo trabalhos familiar preponderantemente, sendo que, em alquris casos, se recorre ao trabalho assalariado, pelo menos para certos tipos de servings. t o pr6prio n icieo familiar, atrav6s da e--trutura de relagbes de hierarquia (esposo, esposa, filhos), que mant6m o sustento de todos. Isto n5o significant, obviamente, que o n'vel do sustento seja adequado ou respond a um. m:'nimo satisfat'rio. Assim sendo, o sustento em. a1gumas fam3lias 6 precgrio, sendo que em outras apresenta-se melhor que o anterior em terms de moradia como de alimenta(;50.
0 n:'vel adequado)do sustento vai defender da quantidade da m5o-de-obra, do grau de capitalizaggoo da
efic6cia e eficiencia destes fatores posts em -obra na propriedade, no_ esforqo de produzir para o pr'prio ou para a venda no mercado.
Nesse process, as different atividades
(servigos-da m5onde-obra) bem como os products obtidos, contribuem, de um modo ou de outro, para a manutang5o do grupo familiar.
Vale frisar, finalmente, que a propriedade do
colony, de modo geral, constitui-se, tambem, em um patrimo-nio que, para a1guns produtores, -esta sujeito venda ou bipoteca para fins de cre'dito.




6.2 Comercializag5o
A comercializac o constitui-se em uma etapa decisive da atividade do colony torque 6 atrav6s dela que os mesmosise apropriam, em maior ou menor medide, dos products obtidos ou dos excedentes aerados. Por comercializac o, considera-se a troca monetgria que ultrapassa os limits do consumo pr6prio.
Os colons se vinculam com o mercado pela venda de seus products e subprodutos agr'colaspecugrios, extivos e pela compra de mantimentos, utens3'lioos, insumos e combustIvel.
A.quest o n5o 6 a compra e venda, mas o sistema do tipo de comercializag5o. Ainda 6 comum a ligag5o com o mercado atrav6s do atravessador ou marreteiro. Entretanto,
existed alguns colons que comercializam seus produtoos diretamente, sob o sistema de associag5o de produtores. Outros 0 fazem. diretamente em ve-'culos.alugados ou, inclusive, em ve3'culos pr6prios.
6-3 Transporte:
0. transported 6 am dos f stores mais importantes na economic dos colons da region. Os dois projects de colonizag5o sEo servidos por rodovias principals, sendo que o
Humaitg estg localizado c s margins da Ac-10, Rio Branco-Porto Acre, (que j6 se encontra asfaltada) embora existam trechos que requerem manutenggo devido a eros5o 6 ao uso e o project Pedro




Peixoto estg localizado s margins da Br-364, Rio BrancoPorto Velho, que ainda n9o estg asfaltada. Em tempo de chuvas a trafegabilidade torna-se dificil.
Os ramais dos projects oferecem, geralmente, p6ssimas condig6es na 6poca de chuvas e mesmo na estiagem.
A importgncia das estradas reside, no fato delas permitirem o access ao mercado e aos servings P'ublicosespecialmente aos servings de extensgo e assist ncia t6cnica.
Algumas families disp6em de um ou dois bois, bem como carroga para transported de insumos e products ate' o ramal ou, ainda, ate' a estrada principal. Os produtores vendem, ent5o, seus products a marreteiros ou os leva em velculos at6 o mercado.
Existed um si-stema de transported motorizado com 6nibus para transported p iblico de passageiros. H6 tamb6m caminh6es e pick-up para transported de products. Alguns Colonos us am o serving de caminh6es da-SDA (Secretaria de Desenvolvimento Agrgrio) que cobra Cz$ 40,00/km rodado. 0 custo do transported represents um gasto significative no orgamento faliar.
6.4.- Armazenamento
Observou-se dois tipos de armazenamento na area visitada.
0 primeiro e' o armazem familiar de products que I a fam'lia usa para a-sua alimentaggo e no armazenamento




de segment para o ano seguinte. A maioria das families armazenam os seus products em latas ("tambores"), Neste caso n o h6 muitos.problemas de incid&ncia de pragas e doengas.
0 segundo caso 6 o armazenamento de colbeita que vai para o mercado. Neste caso, os products s o quardados em pai6is e logo ensa::ados.
Em ambos os casos, os products est5o sujeitos a ataque de insets e outros animals. Em a1guns casos grande parte do product se perde antes da venda.
Uma soluggo em relaggo ao armazenamento oferecida pelo governor. No caso do Humaita', os produtores podem utilizar-se do armaze'm da CAGEACRE, localizado na sede do Project. No caso de n5o utilizarem este sistema e devido aos problems gerais do armazenamento, osprodutores se veem na n6cessidade-de vender os seus.,.produtos t5o r6pido quanto possivel, n5o podendo aprov6itar as flutuag6es de pregos no mercado. Assim, nao ganham o que poderiam ganhar se tivessem um bom. armazenamento.
.6.5 Servigos de apoio
6.5.1 CriiditoRural
A maioria dos proprieta'rios visitado.-- nos dois projects nao utilizaram o cre'dito rual, embora considered o mesmo Como um dos f6tores limitantes para realizag5o de, suas produgoes.
A raz5o dessa n9o utilizagao, prende-se, ao




fato do custo do dinheiro ser elevado, tanto na rede bancgria official como na particular, que praticamente, inviabiliza aprodug5o agr:'cola com o uso do referido mechanism. Assim
I
sendo, o cr6dito ora existence no mercado, sem uma diferenciag5o para o setor rural'ou, mesmo para o pequeno produtor n5o
permit, que a renda gerada na atividade agr:l'cola, possa fazer face aos Juros e corregao monetgria, cobrados pelo meesmo.
A ekist&ncia frustrada vivenciada por um grande n6mero de produtores que utilizaram cr6dito rural nos 61timos anos, tamb6m vem contribuindo para que haja restrig6es ao mesmoprincipalmente pelo medo que eles t m de perder suas propriedades.
A pequena quantidade detectada de produtores que fazem ou fizeram uso do cr6dito rural; o fizeram para atividades.ligadas aquisig5o de motosserras, animals geralmente bovines) e formag5o de pastagens. Por6m,. 05 colons tiveram, ou estao tendo, dificuldades Para guitar seus d6bitos, junto rede banca'ria, principalmente os que contralram empr6stimos no perlodo do Plano cruzado.
. Mesmo assim, foi patented que seo cr6dito fosse subsidiado para os-pequenos produtores, seria uma alternativa para solugao de grande parte de seus: problems, uma vez que o nivel de capitalizagao dos memos, geralmente, 6 baixisssimo, o que torna muito dificil a expans5o de suas atividades.
Nas greas de studio, alem de quest5es li-




gadas ao cr6dito diretocom a rede banc6ria, constatou-se,
tamb6m, a exist ncia de urn- n6mero razoavel de proutores que fizeram pr6postas pare a program de cr6dito especial pare
reform agrgria-PROCERA, via MIRAD-BASA; pare acruisig o de gedo de leite e trabalho, de arame pare cercas e at6 mesmpo,' para construe o e/ou reform de babitageo e, ainda, pare a construg5o de agude. Constatou-setamlbem, que alcruns produtores rizeram proposal pare a program de microempresa social da Legi5o Brasileira de Assist ncia-LBA, pare desenvolver atividades ligadas produce o agr'ic,.ola e criacao de peauenos- anamais.
Vale ressaltar que do total .d e produtores Clue fizeram proposals tanto pare a PROCERA como pare a LBA, raros sea as crue j6 receberam a dinheiro correspondent, a que Vem -causando um certo descr6dito par parte. dos. memos, quanta consist ncia de ambos as programs.
6.5.2 AssistLncia t6cnica
Dentre as servings prestados pelo Estado s
greas em studio, um dos que chagou a apresentar algumas informa oes conflitantes, foi a assist&nci6 t6cnica realizada pelo serving de extens o rural, em fungao da vis o do produtor
finalidad-e, efici&ncia e efic6cia da mesma. Assim sendo, um n imero considergvel de produtores, em ambos as projects, chegou
* afirmar que n5o s5o beneficiados pela assist ncia t6cnica
* outros chegaram a critical -a forma de coma a mesma vem sendo realizada.




Na realidade, o que se percebe 6 que existed um certo descompasso entre a forma de organazagao da produg o nas referidas areas e o tipo de serving oferecido, tanto em quantidade, como em qualidade e em efici ncia pelo orgao I jiesponsavel pela referida atividade.
Mesmo assim, ficou claro que apesar das limitagoes evidentes para tender a content todos os produtores, DOUCC deles n5o foram beneficiados direta ou- indiretamente vela assist ncia t6cnica e extens5o rural, uma vez que, por exempla, a qualidade das segments utilizadasp, a proposals de financiamento (PROCERA e LBA) e a organizar,5o de produtores sao traba-lhos desempenhados pela mesma.
Outro fato que foi constatado c7uando das entreV4StaS 4 que, devido s dificuldades enfrentadas pelos pi odutot'eS, a aasi5-t ncia t4cn.ica represent, .-para oF memos, a soluc5o de grande parte de seus problems, quandoo na realidade, a mesma 6 arenas um dos components necessgrio5 para tanto.
Finalmente, constatou-se crue nas duas greas em studio, existed escrit6rios da EMATER-AC, empresa responsavel pela a ssistencia t4cnica do estadc.
6-6 --Modelo simplificado do sistema. do pequeno produtor Constatada que foi a realidade do pequeno produtor, na grea dos projects Humaitg e Pedro Peixatc, procedeu-se a montage do mode3_'L simplificado do sistema s6cioque 4 mostrado na figure 2.




7 Fatores. limitantes
Os fatores limitantes auui listados s o, ria
I
rc lidade os problems que Tnais. afligem os propriet6rios visi tados durante o sondeio nos TDroletos Hunnaitg e Pedro Peixoto. Eles podem 'ser agrupados en! cruaLro tapos, sendo eles: econmicos, socials, naturals e ins-li-ucionais e/ou pola ticos Oucpodern se interre3acionar-, conform mos-cra &fiaura 3.
7.1 Fatores naturals
7.1.1 Abua.
Foi constatado cue gra7-)de parte das f a Til 3' la.as teiri d4flcil access acrua no per'odo de ver5o da' regiac pois suas fontes (Pogo, vertente, iqarar)6 etc) escasseiam.
Este -Eazor 9 resultant do mal planejamento
auanoo das. divl soes OCS iotes, crue nEo consider a rede hidrogr9fica existence.
1. de--FiciEncia de 6gua no ver o faz com que o teippo e a distc 2ncia Para sua cooletta aumente, interferindo na dispordbilidade de m o-de-obra, tendo em vista as suas necessi(3ades ew re. -1 F r c o r, m,- l I e U liti
lizagao em a1gumas cultures.
7.1.2 Pragas e doerigas
'Um dos --ato--es que tem, !-Lmitado a produtividade dos colons 6 a incid ncia de aigumas pragas, e doengas. em cultivos e em animals.
Os mais evidenciados foram insets em pasta-




gens; uma doenga nas aves, que provc q.a, em certos casos, uma mortandade de at6 80%; insets no feij9o, -arroz e borta e doengas em arroz, feij9o e fruteiras.
Estes. fatores se tornam forte limitag o poj-_atingir a base de toda produg5o do colony.
Ha poucos casos em que existed uma utilizaggo de insumos para o combat para o combat e control, principalmente dos insets; tantd por falta de recursos financeiros como por aus ncia de assist&ncia t6cnica.
7.2 Fatores Institucionais e/ou politicos
7.2.1 AssistLncia T6cnica
Em a1gumas entrevistas ficou claro que bg
falta de atendimento por parte-de t6cnicos da extens5o rural. Es 'te fato tem se 6gravad-o n6! j 'casos-em que o -colono n5o temformagao nem. pratica agricola com expert ncia em outras atividades, alem do fato de muitos terem origem em Out ras regiBes com characteristics -'e praiticas agri-colas different.
_H6 casos em que a assist&ncia te'cnica se
faz presented, por6m n5o responded aos problems levantadospelos colons.
Algiins produtores senate a necessidade de
maior-acesso as technologies que normalmente n9o, utilizam, tambe'm percebe-se que h9 uma certa passividade na busca das mesmas. N5o foi possIvel aprofundar, nas entrevistas, os motives
que levam a esta passividade dos colons Ituanto, a busca de as-




s s t -.enfrentados
tenci6 e-cnic bem cbmo dod problems pelos
t6cnicos'da.extens o no atendimento aos colons.
7.2.2. Sementes
Dentro do sistema produtivo a- segment tem um papel fundamental.
A oferta de segments selecionadas nem sempre responded 6s necessidades do produtor, sendo que em, alguns casos, n5o attend tamb6m a demand de variedades mais adaptadas, ale'm da implantag5o de novos cultivos.
Alguns produtores n9o t m uma p-reocupaggo corrente, de substituir as suas semeptes por outras de melhor Itualidade, fazendo a guard de gr5os para novas plantagoes 0 que result uma menor produtividade. Outros tem adquirido sementes que,, poster-iormente s-5o identify cicadas como de-- me.nor qualidade, o que prejudice a safra.
7.3 Fatores socials
7.3.1 Mao-de-obra
A estrutura da familiar dos colons 6 um. dos f-t-tores, limitantes das a-ti%.,,idades -da- propriedade., Aliado- a, este, temos a falta de.recursos, que impossibility meios alter[nativos (contratag5o de mgo-de-obra, mecani2ar5o) para tender a produg5o da propriedade.
A mao-de-obra como fator limitante determina a extensgo das atividades da propriedade e, da produtividade desle a--derriibada 'a colheita, criag-go,-uso da floresta).




Houve casos de utilizag o do sistema de mao-de obra em mutir6es e uso de adjuntos, por6m, em geral, 0 '-s'. istema n5o'6 'igvel devido o fato de n5o exist6r uma for mac5o comunitAria para o mutir;o e, no caso do adjunto da n5o
-disponibilidade de troca nas.-6pocas de maior necessidade.
7.3.2 Sa6de
Algumas fami'lias apresentam problems de acometimento por malaria o que influence na produg o, uma vez aue reduz a m5o-de-obra.
Alguns posts de sa ide mais pro'ximos das colonies na maioria das vezes podem-se encontrar fecbados e, em outros, o atendimento nac e satisfat6riwo para o colony. Com. isto a perda de tempo para locomog5o para autos posts, obrigando-os a ir sede do project ou a Rio Branco.
7.3.3 Educag5o
Em alguns casos evidenciou-se a falta de escolas e/ou- professor proximo, a propriedade.. Em, outros, o problema da continuidade dos studios at6 a BE s6rie provoca a alda das criangas da col6nia para a cidade gerando a evas5o da m5o-de-obra.
Com relagao, a educagao, informal (definida
como conhecimento/aprendizagem das atividades ligadas atividade=ecofi6mica e aproveitamento -do's recursos naturals) deparou-se com dificuldades por parte dos colons em pr6ticas
agrIcolas, pecugrias, extrativismo, em fung5o, de sua origem.




7.3.4 Estrutura social
A falta de organizaq o em associag-ooes
tem contribuldo como fator limitante. para a produggo, uma vez que a1guns colons compreendem que atrav6s dessas oorganizagoes a1guns problems como aquisig5o de ferramentas, transpote e uso de'tratores poderiam ser resolvidos.
Enquanto alguns percebe m esta falta de organizagao, outros achamque esta 6 impossi'vel por terem caracterlftt icas e origins different (a-creano, nordestino, paulista, mineiro, paranaense). A p'oced ncia da famflia tem importAncia nas relagoes entre colons, no conhecimento das
atividades e, ate.IL me9m'o no- apt6veitamento -de recursos ---naturais.
7.4 Fatores econ6micos
7.4.1 Falta de recursos proprios
As families de colons que vieram para os projects descapitalizadas senate dificuldade dm aumentar suas atividades econ8micas, por falta de recursos pr6prios e, conquentemente, de obteng5o de novos recursos, dificultando a contrataggo de m5o-de-obra, aquisig5o de ferramentas, insumos e animals.
7.4.2 Cre'dito
H6 v9rios casos de, colons que j6 utilizaram o sistema de cr6dito, sendo que parte deles hoje tem re-




ceio de utiliza-1-0 devido as condig6eslde paqamento que mu:1tas vezes n9o s o ---expl:'citas para ele, e ao elevado custo do dinheiro.
Percebe-se que o colony tem pretensgo de expandir suas a-tividades mas que esbarra na falta de oferta de financiamento compaiivel com suas condic5es.
7.4.3 Armazenamento
As condi oes precarias existences no armazenamento de gr5os dos colons confirmam os problems por eles identificados, existindo, portanto, a incid ncia de insetos no milbo, feijgo e arroz, al6m da presenga de roedores.
7.4.4 Comercializag5o
Um dos aspects que se verifica em decorr;ncia do problema de transportes-e a busca de um mercado intermedigrio ( CAGEACRE, marreteiro) na proximidade da colania. Por outro lado, a pro'pria organizag5o do, mercado leva os produtores a terem a sua comercializagao via intermedigrios, como se verifica com a maioria dos colons do project Humaita e com a1guns do Pedro Peixoto, que vendem ao mercado de Rio Branco que, d este modo, se sujeita a um prego mais baixo do product mercado, contribuirido, para uma menor renda. Entretanto, tamb6m a casos em que os produtores levam seus produtos para serem comercializados diretamente ao consumidor, atrav6s de feiras i'nstaladas para este fim.




Outro aspects important e o fato da comer-cializaggo ser feita na 6tioca%,oferta, tendo Como consequencia um menor prego. Isto ocorre pela defici&ncia das condigoes de armazenamento, pelac-necessidade de recursos na epoca e pela falta de recursos para.pagamento do armazenamento adequado para uma comercializag5o future.
7.4.5 Transporte
Na grande maioria das col6nias encontrou-se um grave problema de transported que se evidencia em dois n:Lveis; em primeiro lugar o access aos ramais no perlodo de inverno e em segundo a dificuldade e /ou as condig3es de locomoggo (prego e disponibilidade).
Esta n5o trafegabilidade nos ramais durante o inferno 4 resultado tamb6m da falta de consideragao da tografia da region, quando do tragado da rede rodovigria a qual deveria seguir as curves de n:'vel.
Em fung9o destes problems a1guns colons procuram ter uma relag5o de com6rcio mais proxima a sua propriedade (marreteiros Colonacre).




Pretens2io-sAos pequenus prpprietiAriols
Os proprietirios v: sitados-dilrante o-sondeio se manifestavam sobre suas perspectiva-,s -para o future, sendo que suas preteng8es foram:
ExT)ansiin da-pecuiria: em a1guns casos a pecuairia e' a
maior fonte de renda, mas para a maioria 6 uma forma de poupanga. Outros produtores identificam a pecu6ria como forma de valorizagao de sua propriedade.. Assim sendo, a expansgo da pecua'ria uma forte pretengio dos produtores, al6m do,,desejo de melhorar o rebanho.
DiV6-tg3-ficarao-cl6-"-:7is-, e -'Drodutivo: uma par.te coxiside-rcivel dos produtores verifica a necessidade de diversificar as suas fontes de renda, acomodando-se Ls condig6es de investment
mao-de-6bra,_ incluiindo ds -ctxf-ti Nibs-perenes e a criagEiode -ani-mais.
introduce de cultures verenes: uma perspective de va'rios produtores 6 a expans5o e/ou introdugiio de cultures perenes em suas propriedades (caf6, cacau, pimenta-do-reino e fruticultura).
Expansgo de cultures anuaisr a1guns produtores pensam em. expander as suas cireas de cultivos anuais e ate' em. uma posV I p __ - - :; -- - 71 T -: elnecarrizagiio para su erar.o-problema.da escassez de m2io-de-obra. A16m de expansao, hi a perspective de melhor adequar as suas cultures tanto em. qualidade como em produtividade.




Construcao de -acude: em funrao das dif iculdades of erta de 6gua, uma boa parte dos produtores pretend construir aqu7 des em sua propriedade parai garantir o abastecimento nas 6pocas de estiagem, alem da facilidade de tender, diariamente, a criacao de porcos, patos e peixes.
IntrodugEo de pisciculturas: uma das pretens6es verificada nas entrevistas-6 a implantagao de um sistema. de piscicultura. em sua propriedade, tanto como forma de Otimizagao de recursos h1dricos na oferta. de alimentos para o seu consume .como tamb6m se constituindo uma-nova fonte de renda.
Reserve da floresta: Alguns propriet6rios t&m claro a.
necessidade dd-hanter -uma. rege-tva-f loresta-1 -para o future, -como forma de matter a sua. forma de vida., de matter a sua. renda. de origem florestal, de ter alternatives de future e at6 de reserve
de made a de lei para. uso em Tffomentos cr'ticos.
Dentre as'demais preteng5e colocadas pelos entrevistados c ita.-se, aqui, as de maior inportincia.:
.Implantaggo de eletrificagao rural;
.implantag o de escolas de 12 grau que atendam ate' a
89 s6rie;
.implantagEo e/ou efetivagao da. associagao de produtores;
.-implantagao de serraria e beneficiadora. de grgos;
.produgao de mudas diversas;
.construgao de melhores armaz4ns;
.Implantagao de horta.;
melhoria. das condig5es de moradia., e
.implantag5o de apigrio.




09-. Con-clus6es.
Os pr6blemas dos colons dizem respeito a um conjunto
de quest6es estreitamente ligadas e interdependence cujas solugoes, para serem efetivas, exioem ag6es integradas e complementares dos divdj sos agents s6cio-econ6micos envolvidos: poder P6blico a nivel federal e estadual, atrav6s de different estruturas institucionais e os pr6prios produtores rurais.
Como muitos dos problems apontados s5o de ordem e-Istrutural, as ag6es d&'pod6r-p iblico s5o condigBe-b- necess6rias para a superagao da referida problematical. Cita-se, a seguir, aiguns points important:
No que tange c questao dos recursos naturals, constata-se, em muitos casos, um desconhecimento do potential destes recursos e do manejo inadequado dos memos. Do mesmo modo, os sis' temas agropecuarios desenvolvidos nao sao compatxve3-s, sobretudo a m6dio e a longo prazo, com as characteristics do solo;
o.s-,projetos-de colonizagao, quando foram implantados,,_tambem nao levaram em conssiderag&o a disponibilidade de 6gua em cada propriedade;
os produtores nem semprd--dispoem no -.mercado ou nos org2ios de foment os insumos necessaerios tais como as segments;
os servings de assist ncia te'cnica realizados peia extensao rural, mesmo presents em muitas greas, sao insufficient no atendimeto aos produtores;
o inadequado estado de manutengao do sistema viArio




vicinal significant condi(;Ees prec6rias de trafegabilidade, especialmente na 6poca das chuvas. Isto inside negativamente na f luidez dds atividades s6cio-econ6micas, tais como transported de produe passageiros e access aos servings do governor;
o transported, em velculos nem sempre adequados, e o
armazenamento prec6rio, provoca.-A grades perdas;
o sistema de comercializag5o represents, a-inda, uma
cadeia de intermediagao que distancia o produtor do mercado consumidor. Assim, os pt6gos do mercado nao repercutem, em- sua totalidade, sobre a renda dos colons;
o credit rural, sobretudo da rede particular, nem*,
sempre oferece condigbes aceita'veis racionalmente para os pequenos produtores. Assim sendo., o cre'dito, como instri Lmento de desenvolvimento, nao tem participado do meio do colony. Restam as ag6es credit'cias do governor, na PROCERA e LBA que, mesmo vantajosas, ocasionam temor ou relutancia;
os servings de sa6de rural--- siio-precirios, --sobretudo pela falta de agents especializados, equipamentos e medicamentos e
. a oferta educational, apesar do esforgo ji empreendi7 1 '66nt-inud: sendo. um problem n-o-s projects de colonizagiio.




10. Recomendag6es
As recomendag6es apresentadas a seguir buscam tender as
necessidades ou fatores limitantes levantados pelo-s produtores das cireas pesquisadas. Entretanto, 6 essential que se tenha em mente os aspects ecol6gicos e de se buscar que os produtores tenham melhores cohdig5es de vida que garantam a sua fixagao na area rural:
Implantar um serving contl'nuo de construgao de aru-, des com prioridade para propriedades com r.ecursos hidrogrificos limita:dos;
criar linhas- de' cr4dito agrl'cola acessiveis aos pequenos agricultores, cuja liberagao obedega ao calend6rio agricola regional;
incremental o program de produgao e 'distribuircio de segments e mudas de boa qualidade de cultures adaptadas as condi-. q6es edafoclim6ticas do Estado;
incentivar ou de'senvolver agBes objetivando sensibilizar e conscientizar os produtores da necessidade e importancia do associativismo como forma de organizagao;
treinar formalmente extensionistas em cooperative ismo lassociativismo) a fim de permitir uma ag5o maior e melhor para uma poss3-vel organizagEo dos produtores em associagoes que lhes permitam superar problems;
adequar o sistema educational. de primeiro grau c realidade e Ls necessidades do meio rural Jpor exemplo: programs, e calendgrio);
desenvolver atividades no sentido de incentivar ag6es




integradas e multidisciplinares pelas instituig6es ligadas ao setor agroflorestal buscando atender as necessidades dos product res;
melborar o serving de transported flcondigiio e access) tornando-o acessi'vel e disponi'vel.aos produtores. durante todo o ano,
desenvolver pesq uisas em sistemas agros -lvipastorls;
desenvolver m4todos pr6ticos e--econ6micos para o controle de pragas e doengas de arroz, feijao, fruteiras, pastagens e hortaligas;
. identificar doengas de pequenos animals, estudando, com &nfase, aquelas--.de maior incid ncia nas ave:,s;
. desenvolver e adapter m4todos pr6ticos e econ6micos de control de doengas em pequenos animals;
..--adaptar. e introduzir. m6todos apropr-iados de.-armazenamento a nl-vel de propriedade;
estudar e aplicar ,6todos praticos e economics de control de pragas e armazenamento de segments, e graos;,.,--. incentivar e adapter m4todos de criagao apicola adequados c realidade do pequeno produtor;
incentivar a piscicuLtura, a f i-m de otimizar a utiliza.!-gao de recursos hi'dricos;
incentivar a pesquisa e a utilizagao da biofertilizagao na agriculture;
. desenvolver studios objetivando maximizer a utilizagao dos recursos e o rendimento dos sistemas de cons6rcio existences e




integradas;
desenvolver studios de utilizag5o e manejo rational dos recursos naturals;
incentivar a participag6o de extensionistas rurais e pesquisadores nas escolas, obj-etivando o ensinc sobre nutrigio, sa ide, agriculture, pecu6ria e utilizacao de recursos naturals.




A N E X




I -Colc-ndar ;u Agriculj p,11.) urr.Si>lcm.j Agrupt,cuariv nus P.C liumiitj e Pt-ixutt) Mus du C L I M A
Jrlu vhLIVOSU-invernu -i u
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Prepare da rca Broca, derrub.) c: gutLimj
cu I hei ta dorjra cu I fie i to colhel ta
Mi lhu P Lint if) -i i verde,
Arruz culheita e plont i Q
plantiu e
I-tindi tj(-.i Processament u co I hei to
f c j j.-j u pl,jnt i Iculhei a
prepare dc mud.)s e
C.)(..Iu plan t i i colheit a plantio
pla nt u volheit'i paro rit mud;v r pl;lnti(-)f
frutciras .-Colheita d v, rjas Lsp! cies ri- 'rylud.-Is F. ilintio
Hurta Intensidide Plantio e colheifa Intensidade 1ntensidade
Burracha Prepare e c o r t e (sangria)
limpezo
Castanho Culeta Coleta
Madej ra C o r t e e V e d
P.1stagem Limpezd Plant.j u
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Animals Atividades genera'lizadas
P.C. Prujetu de Colunizag5u.




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SEGMENT SERINGUEIROS




S U M A R 1 0
1. Introdug6o
2. Objetivos
3. Metodologia
4. Sistemas Produtivos
4.1 Atividades Extrativistas
4.1.1 Borracha
4.1.2 Castanha-do-Brasil
4.1.3 Caga e Pesca
4.1.4 Outras
4.2 Atividade Agropecugrias
4.2.1 Agricultura
4-2.2 Pecuiria
5. Aspects S6cio-Econ8micos
5.1 Sa6de, Educagao e Lazer
5.2 Associagao de Classe
5.3 Fluxo Migrat6rio e Posse da Terra
5.4 M o-de-Obra
5.5 Relag io com o Intermediario




-6. Diversificag5o da Atividade (Extrztiv-isnio x Agricultura)
7. Conclus o
8. Recomendag6es
9. Anexos
- Model do Sistema Produtivo
- CalendArio do Sistema de Produg5o do Seringueiro
- Mapa de localizag5o




1. Introdug5o
Nos dias 23, 24, e 27 de junho de 1988, uma
equipe multidisciplinary e inter- institutional 1, compost por 16 tecnicos e 03 orientadores desenvolveram atividades de campo, em treze colocag6es de seringueiros, sendo dez delas pertencentes ao SeriDgal Triunfo na Estrada AC 40, Km 77, e as outras tr&s no SeriDgal Pira de Ra, na BR 317, a 32 Km de Rio Branco.
As' greas visitadas caracterizam-se por apreuma floresta de baixa acgo autr6pica, constituldas por
.-Tigueiras, castanbeiras e esp6cies madeireiras diversas, Como mogno, cumarv, jatobL dentre outros; al6m de frut'feras comc agai, pataua, bacaba, bacuri, etc. A dispor..,-bilidade dos recursos hi'dric-L; se faz presented, sendo por-Lanto, um dos fatores favor veis vida dos serincTueiros nessa regi o. Outro aspect relevant a grande diversidade faun2'stica existence nas reas.
Quanto ao tipo de solo predominapTe, em I Dora n o seja conbecido suas characteristics qui'micas, iDode ser mencionado que suportam plantios conta'nuos por mais de tr s anos com produg6es razoavelmente satisfat6rias.
0 sistema. de produg io identificado nos seringais visitados, se constitui em uma familiar. de seringueiro localizado no interior da floresta, habitando uma casa r6stica, normalmente construlda de paxi iba e palha, denominada barraca.




Exploram em media-,- tr s estradas com seringue3-ras e coletam ale'm do 19tex a castanha-do-Brasil, sendo
estas, suas atividades principals enquanto fonte de renda familiar. Conjugado ao extrativismo da borrocha, da coleta de frutos silvestres, plants medicinais, caga e pascal desenvolvem
-nos seringais uma economic agr1cola voltada para a subsist ncia (milho, arroz, feijgo, mandioca, a1gumas frutiferas, criam animals de pequeno porte -com maior frequiiencia e raramente de grande porte).
Sua relaggo commercial 6 mais intense com a sede do barragSo, do marreiteiro s margins de estradas e ainda,
em m6 cFr 'escala, "nos centre urbanos mais- pr6ximos.-




2. Objetivas
Examiner os sistemas de produggo do seringal em correlaggo com aspects socials para determiner suas varia'veis 'as limitag6es mais significativas e, uma vez caracterizada as pr9ticas mais comuns, as circunstgncias em que acontecem organiza-las em doml'nios de recomendaggo e identificar a necessidade de introduggo ou melhoria de technologies, definir linhas de p6squisas e ag6es culturais que influenciam tanto a infra--estrutura (relag6es de produggo) quanto a super estrutura ideolo'gica, apontando para um saldo qualitative na vida de seus habitantes.




3. Metodologia
Como metodologia do sondeio no campo, foram estabelecidas os seguintes passes:
1. Foi-constitu'do um-grupo de 16 professionals de diversasinstituig6es;
2. dividiu-se o grupo em equipe menores de cireas distintas,
havendo para cada sondeio alterngncia na composiggo dessas
equips;
3. previamente foram selecionados dois seringais para realizagao do sondeio (entrevista.);
4. as entrevistas foram realizadas em 13 colocag6es durante
tr&s dias i iteis nos serinaais Pirg de Ra e Triunfo;
5. ao final de cada sondeio as equips se reuniam para discussao, visando a-identificagao e corregio d.e problems comuns que podessem interferir na avaliagao seguinte;
6. vencidas as tapas de sondeio, as quatro equips inicia- ram a fase final de discuss9o, avaliag5o---e --elabora-ggo do
model representative do sistema. produtivo do seringu-eiro;
7. ap6s definido o inodelo (sistema produtivo do seringueiro) -- e tlaborado o rel-at6r-i-o- estes foram apresentadQs. -,em
plengria, para. discussao e ana'lise das conclus5es e recomendag6es.




4. Sistemas Produtivos
4.1 Atividades Extrativistas
4.1.1 Darracha
Per'odo de explorac o Nas atividades de sa ngria, coleta do latex e fabric da borracha, gasta-se up. periodo de nove a dez horas/dia, compreendendo um turno de trabalho 6as 05:00 horas Ls 15:00 horas, iniciando-se estas agF)es em abril e prolongando-se ate' dezembr, navendo casas em que este tempo se reduz aos meses de abril, a-agosto.
A concentraQ o de seringueiras por estrada esta em torno de 110 a .20.0. arvores (madeira) sendo -a :, m4d-La de tras estradas por colocag;o com producao variando de 30 a 70 quilogramas por sertana. A pr9tica de limpeza ou rocagem 4das estradas -e- realizadc- anuamImente durante o mes de maTgo-.
Tecnologia de corte e processamento do l9tex As seringueiras na sua quase totalidade apresentam deformagao (necr6sidades) e ataque de microorganisms diversos, altura
normal de cortes. Vale salientar que a deformagao do panel ocorre devido a exploragao prolongada e excessive da madeira;
a rotaggo freqUante de seringueiros nas colocagoes e a falta de manejo adequado PE sangria. Dessa forma, os seringueiros mud Eir, o system de snagria, jassando a explorer sistema de 6orte ascendenteusanwdo o p4-de-burro, mutii ou pontao. -Em consequ;iicia, surge o. problema-de b i a produtividade e implica numniai0r gasto de* tempo na exploraga6 extrait33-vista, do -litex.




Observa-se-a- adog o_ de duas forms de process
samento de coagulag5o'da borracha atrav6s, dos m6todos natural e estimulada.
CoaqulaQ5o Natural ou Espontanea
0 l6tex 6 coletado no mesmo dia da. exploragao e colocado em deposito- de- madeira (caixote) que recebe a produg o dos dias de corte da semana. Com este process a borracha coagulada 6 transformed em pranchas que embora,-apresentando um,
alto":teor d-e umidade 6 comercializada- imediatamente.
Coaqulacao Estimulada.
Nesteca.processo s5o uti-lizadas duas forms de estimulagaot uma com uso de substgncia vegetal e outra. com produto qu'mlco.
"'Estimulagao -c on. -susbtAncia -veg.etal o l6tex _. e colocado no mesmo dia das exploragao e depositado tamb6m, em um recipients de madeira (caixote) onde 6 adiconado a substgncia vegetal (lz;tex-de -caximguba)--que- function. -como -acelerador da. -coagula(;5o.. A
partir da adigao da. substance coagulante, as demais tapas s o iguais as utilizadas no process de coagula o natural ou espontanea.
Estimulaggo quimica. 6 uma. tecnologia. que f oi introduzida pelo serving de Extensao Rural a n1vel. de demonstragao em alguns serving, is do Estado na T cddade 70- sendo praticadas ainda. hoje pelas mesmas colocagoes originalmentes contempladas com a tecnologia. Neste process, o seringueiro utilize uma. pequena
quantidade de solug2io de acido acetico a 4%, podendo ser colo-




cada na-tigela no ato-da sangria ou no depo'sito (caixote) junto com o l9tex colhido no dia. Quandoa-,solugao 6 colocada na tige..-'la a coleta e' feita no dia do novo corte, neste caso -a borracha coagulada toma a forma de coagulos denominados biscoitos. Os
biscoitos recolhidos s9o 1-avados para retirar as impureza (insetos, toolhas etc) bem como o excess da solugao. Apo's a limpeza s5o arrumados um a um em camadas sucessivas em um deposito de madeira chamado de prensa. As camadas de coagulos sao representadas pela produr5o de-cada corte que s5o prensa.das, para-,
posterior comercializag5o. Embora o teor de umidade dessa.borracha seja inferior as de coagulag5o espontanea ou as de eszt-imulag5o d 6m :--subs tanCia- veg- e-ta 1- -, :nao hi- diferenA;a7 significati-:va de prego.
Observou-se tambem que com a excessao da borracha coagulada quimicamentenas demais e usual a adigao de uma parte de l9tex de caximguba para dez p4rte de litex de seringueira como forma de aumentar o peso da borracha.
4.1.2 Castanha-do-Brasil
Perlodo de Extragao A coleta e quebra da t7astanh& 'siio -reaaizada rrcfe juneirola-, f evereito. Lsta- --e-tividad.e participate na geragao de uma fonte de renda no perl'odo da. entre-safra da borracha.A produgao media varia em torno de 110 latas
de 18 litros por saf ra.-




4.1.3 Caga e Pesca
a) Caga
Constata-se boJe que existed uma escassez desses recursos devido a vgrios fatores, dos quais podemos considerar: o crescimento populacional tanto nas colocag6es, Como pela formagao de projects de assentamentos em greas circunvizi'nbas, o tempo de explotagao do seringal e a pavimentag5o de estradas, que facilitou cons iderave lmente a caga predat6ria, por pessoas que moram nas cidades vizinhas e Triatam os animals, muitas vezes para -comercializar ou para o pro'prio consume, fase a subnutrig o que vivem na cidade. 0 uso de c5es de caga, tamb6m contribui para afugentar os animals a outras regi3es mais distantes, onde a interfere ncia d-o homem ocorre em menor escala.
Embora existindo poucos animals para a ca(;a,, os
seringueiros ainda mant6m esta atividade por todo o ano, sendo mais freqU nte em 6pocas de frutificagao de a1gumas plants silvestres ou cultures existences no rogado, que possam atrair uma ou outra espe cie se I ndo -as de -maior freqii nclz: tatu,- paca, cotia e a1guns macacos. Eventualmente conseguem matar porco do mato, viado-roxo, inambu e jacl. Conv6m salientar que esta atividade 4 -realizada, princ-i-pa--mente, pelos bomens adult.os-. e- s6 acontece com afinalidade de complementagao alimentary e nao com fins commercials.
b) Pesca
Devido a escassez de curses dla'gua nas areas visitadas constatou-se uma baixa atividade pesqueira. Com esta




confiqu'ra(;5o a populag5o ressente-se da falta de peixe na sua alimentagio tendo em vista que_ Ls Vgrias f am'lias eiistentes naque las colocag6es utilizam-se dos igarape's Rapirrg (Seringal
Triunfo), Pira-de-rg e cafezal (Seringal Piri-de-Ri), para. conseguirem alguns pescados, sendo portanto, insufficient para
a demand.
Face a grande concentrag5o-de pescadores nesses igarape's, ja e pouco a inci.d&ncia. de peixes, podendo ainda ser"&m -en&-6ntreidas -algumas espe-cies-como:--durimatE -branquinha,
piau, mandim e 'as vezes o surubim.
Vale salientar que esta. atividade dentro da.
colbda -afb -e- -re.,-al-izada--principarlmbrife pelas mulheres -e-.; .ria.n(;a..s-,e se faz no perfodo seco (verao), devido a facilidade de access, aos loc-ais, bem como a formaggo de pequenos pogos no curso dos
igara.p4s, onde h6 concen-tragao de peixes.
4.1.4 Outras
*il- stre ex lotados---c7omo -base para- -a com le
mentagio alimentary. Os mais usados sao: agai, bacaba., patua' e
buriti.
-P-1-antasmedicinais-, -o ser-inguelro, Pe.las dif iculdade-s .-de,
access a medicamentos f armacguticos, recorre a plants da. f loresta consideradas com poderes medicinais. Dentre as variedades
--l i -61W uscd8fg ,"d-st-a ff4aiiddt:-andiroba,-c opa3'ba, jatoba7l---:cumaruquinino.
MadeIra apesar da. riqueza da. floresta, em madeira de lei,




o.-seringueiro usa muito pouco dessa alternative, resumindo
arenas a exploraq o para construg5o de habitaggo, lenha e carv5o, aproveitada das greas brocades para rogados.
4.2 Atividades Agropecua'rias
4.2.1 Agricultura
Cultures Anuais
As cultures anuais predominates nos seringaisda region visitados, sao a mandioca, feijao, milho e arroz. Todas preenchem um papel important na alimentacgo do agregado familiar.
A culture anual xnais important de mercado a mandioca, cujo excedente da farina quando ocorre vendida.
0 milho (Zea mays) 6 a cuitura utilizada por
-e de alimento para ,_o agregadotodos, logo ap s a derrubada.-Serv familiar e aos pequenos animals. Nao foram detectadas doengas
que pudessem comprometer a produgao.
0 arroz :(Oii.z-a---satina) utilizado na region e de sequeiro, semeado no inicio da 4poca chuvos. Dois tipo de
arroz, agulhinha e agulhao, s9o os mais cultivados.
0 -:f 6i j-97b em L-t odos--- -os rorado um plantio, de Rosinha e/ou Carioquinha (Phqreolus vulgaris) 6 cultivado. 0 cultivo intercalado, com milho ou mandioca, 6 freqU&nte. A semeh-te- -de 2 f e1j,5o provem- da-collfeita-do ano- anterior- oul- --em --casosonde existed. problems de armazenamento, de segment, esta 6 comprada ou -emprestada por vizinho. Os problems de armazenamento




forarr. raramente mencionados. fitosanitgrios mais comuns s5o 'a mela e a va'quinha. N o foi posisIvel determiner se estes dois fatores reduzem ou n o a produgao de feijao.
0 feijao de corda (Vigna unquiculeta)tambem foi encontrado em a1gumas rogas. A area cultivada normaimente
menor que a do Phoseolus.
A inandioca (Manihot esculenta) normalmente
plantada no primeiro ano agricola, a seguir ao rnilho-arrozfeijgo.
Cultures Perenes
As plants frutl'feras de um modo geral nao represents uma fonte de in4resso economic, no entanto entram como complement alimentary na dieta do seringueiro e de sua fam'lia. 0 sistema de plantio geralmente n5o segue uma orienta(;Eio rational. Por vezes sao plantadas par volta da casa. ou intercaladas com cultivos anuais ou 4 comum encontrar nas pequenas propriedades, em -menor ou maior quantidade, as seguintes esp4cies: abacate (Persis ame'ricana) graviola (Amone muricata) goi-aba (Psidium guayaba), citrus sp, urucum (Bixa orellana), banaTia (Musa sp), mamao .(Conica papaya), caf6 (Coffe-a arabica), manga (mangi-fera indica) caju' (Anacardium occidental), Inga sp, .cacau (Thsobreme cacao) c.upua(;u (Theobrame grandiflonum), jaca (Artacorpus integrifolia),entre outros.
Todas estas frutas sio consumidas "in natural' com excegao do urucum, que 6 utilizado macerado na culingria.




A banana, embora apresentando crane importancia. para alimentag5o da familiar e pequenos animals cultivada em pequena escala, porem sendo frequent em todas as propriedades.
4.2.2 Pecu ria
Animals de Peauenos Porte ( Aves, Suirias e ovinos) A criac5o de animals de pequeno porte, como galinhas, patos, ovelhas, porcos, se constitui uma important fonte de proteinas ale'm do reconhecido e f cil valor de reserve para complementary o rendimento econ3mico da. familiar. Diferericiando-se. muito pouco na pro6ug o de.,uma ou outra esp6cie, todas as propriedades possum criat6rios destes animals.
Galinha Os seringueiros se assemelham na forma de criagao de galinhass soltas no campo,. produzindo sempre uIr ni mero de cabegas su'icientles para abastecersistemgticarnente de ovos e
carne, a despensa da fami'ilia. Os cuidados se rest-ra-noem ac ma-nejo da alimentac o a- base de milbo, rcsiduos.de mandioca e restos de comidas e frutas produzidas na colocac&o, al6m de controlar os ataques de gavi3es e outros animals predadores. 0 ind4ce de mortalidade 16 cferalmente -baixo-, n io ocorrendo doengas que represented ma-iores preju'Zos.
Patos -- Criados em menores quantidades que as galinhas, os patos-s-e-tvam- arenas -de componentes-complementares na criag5o de animals de aigumas colocag3es, nao lhes sendo destinado mais tempo e oferecidas melhores condig3es de desenvolvimento do que aos demais. o manejo nao se diferencia daquele dispensados as galinhas.




Porcos A exemplo da criaq o de patos os porcos sZo produzidos em baixi'ssima escala, com a finalidade principal de compor o potency al de alimentagao animal da familiar e em raros casos destinados venda. S5o criados solos e s vezes press em chiqueiros.
Ovelhas A produgao de ovinos 4 bastante reduzida., n o
sendo poss'vel. generalizar a sua presenga em todas as colocag6es. Nos casos em que ocorrem sao-criados solos junto com o rebanho bo-vino. Fazem parte da resevra alimentary do agregado familiar.
Animais de Grande Porte
I
Various fatores dbt6rminam a criagao de animals de grande porte peels seringueiros. Um dos principals a se consider 6 uma condigao est vel advinda. de boas produg6es durante o ano, fornecendo saldo para. aquisig&o de animals de carga, de sela,
ou gado de aptidao mista.
Gado bovine 0 gado -criado na recri5o em studio, uma mistura de raga. bastante adaptada. is condig6es de ambience, aprensentando alta. rusticidade e resist ncia a varies zoonoses comuns a species.
0 manejo destes animals consisted na adogao de pastoreio livre. Os pastors sao formados a partir de -greas de cultivars abandonadas apo's o perxodo --de uso de 3 _4 a.pos. qe
-7
ralmente a species de capim. utilizada. a Brachiarie sp.




A melhoria do.rebanho 6 feita commented atrav6s d a troca de animals machos po-r f &meas promovendo assim tambem um consequence aumento deste rebanho.
Na maioria dos casos a mulber e ovens se encarregam dos tratos aplicados ao gado como arrebanhar para 0 corral e fazer a ordenha.
.Equinos e Muares Sao animals criados com o fim exclusive de server ao transport de products e pessoas. A criag o 6 feita em pastoreio 'livre. -Os pastors sao formados L semelhanga do que ocorre nas colocag6es que t m gado. Sendo animals r6sticos n5o exigem tratos muito refinados.
Nem-todos os seringueiros-possuem animals de grande porte, se restringindo a pr6tica da pecugria aqueles
que t&m um mi"nimo de condig6es, como recurso para sua aquisic o, direito -de posse da t-erra., mao-de-obra dispon-'vel.




5. Aspects s6cio-econ&micos
5.1 SaiAe, educagao e lazer
.Sal6de
As revelac6es dos seringueiros nas colocac6es visitadas
quanto a doengas, apontam no sentido de que na atualidade as incid ncias sao poucas.
Contudo, os memos t&m consci&ncia dos reflexes negativos que podem acontecer nas colocagoes nos casos concertos de se adquirir qualquer doenga, pois represents diminui(;5o da m o-de-obra do agregado familiar e consequentemente no process de produgao.
Para os serincTueiros, das doencas mais graves a mal4lria continua sendo a de maior incid&ncia, sequida de outros t-:Lpos de febres, gripes e diarrea-as, orfde ao contrary qualquer des-, tas, resta-lhe tr&s opg6es que sao: recorder a propria floresta na busca de colder ervas medicinais.capazes de sanar o mal, isto, nos casos nao graves; compare rem6dios farmac&uticos na sede do barracao; ou entZo, abandoner o seringal por determinado period e partir c s cidades mais pr6ximas buscando assist ncia m6dica, principalmente nos casos graves, o que nem sempre e
poss3-vel devido a problems de transported ou at6 mesmo pelas condig6es financeiras Ilpre(;o do 6nibus 4 alto para os seringueiros).
Revelam ainda os seringueiros, a inexist ncia de qualquer preocupagao por parte dos seringalistas ou do Governo quan-




to ao process de melhoria no atendimento de sa6de nas 6reas de seringais. Por sua vez, sozinhos acham-se "incapazes" de poder chegar a quem de direito "as autoridades governamentais" para que possam cobra os direitos possuldos, basicamente, acarretado pelos tr9mites burocr6ticos existences nas cidades, e at4 mesmo,
no pr6prio poder de inger&ncia pelos seringalistas junto aos governantes, visto que poder6 diminuir seus lucros pela n5o venda dos rem6dios na sede do barracao entre outros aspects.
Dos servings de sa6de hoje existences, o Inico a aparecer nas colocagoes 6 o da SUCAM, que na opinion de alguns seringueiros, as apiicag6es procedidas s vezes s o mais prejudiciais as pequenascriag6es de galinhas e patos do que aos insets
que s5o o objetivc fim. Deve ser ressaltado entretanto, que apesar dessas declarag&es, ao mesmo tempo sao unanimes em afirmar
que a inc-id&Ticia de malciria. 6 pequena. quando comparada a outras.., 6pocas.
Entendem os seringueiros, que a instala(;ao de posts
-de sa ide nas colocag6es ou em-- greas proximas do seu alcance,em muito poderi-a contribuir, pois nests, al6m da orientagao m6dica quanto a doengas e servings odontol6gicos, poderiam receber melhores ori-entag8es de hygiene, trazendo reflexes positivos na m5o-de-obra do agregado familiar.
Educagiio
Embora seja consider6vel o n6mero de criangas nas colocag6es, assim como o interessepelo aprendizado conform revela-




ram seus pais, o que predomina nestasi a aus&ncia'---: de escolas onde sequel possam. aprender a alfabetizagao.
Vgrios fatores t m colaborado para a manutengao deste problema, destacando-se a dificuldade imposta por alguns seringalistas inviabilizando a abertura de escolas, provavelmente pelo que estas poder o provocar, tais como, diminuigao da mao-de-obra na colocagao provocando o xodo rural no future e possiveis cnflitos com estes a partir do moment que passam a ter
melhor- comprreenqEo das condi;oes anteriTas do seringal e das rondl(;6es external do mercado .preqos principalmente). Cons ta-t-ou-se inclusive seringueiros dispostos a sair do seringal em busca
melhor- condig o de-en-sino para seus filhos.
Mesmo com dificuldade, 6 possivel ser encontrado em a1guns seringais estruturas onde funcionam como escolas, na maioria das vezes arenas para alfabetiza(;Eo "aprender a fazer o nome"
onde o professor 6 uma pessoa do meJo rural, tamb6m pouco esclarecida e pago pelos pr6pr-Jos seringueiros. Mencionam os seringueiros que em tais casos sofrem. presses contr6ria L manutengao do ensino por parte dos seringalistas.
Acredita os seringueiros que a criagao de escolas, al6m de possibillar conhecimento para os filhos, evitaria a saida
destes Ls cidades ( no caso'de ocorrer) em. niomentos precisos, bastando que para tanto fossem obedec-i-dos certos crit4rios Como exemplo, calendgrio de ensino condizente com a realidade do meio que vive.




Esse sistema perdurou durante muitas d6cadas, onde com a
implantagao da agropecu6ria, a ex ulsao do seringueiro de seu
habi-r-at tornou intensive. Da surgiu aq6es que vieram a defender as seringueiros de instruments vitals para sua sobreviv&ncia e
posterior criagao dos indicators -de trabalhadores rurais.
Conform relag6es de seringueiros com a criaq o do sindicatos dos traalhadores rurais, as serinqueiros nassaram a usufluir das melhorias trazidas par esta entidade, onde cada seringal possui mais de uma Delegacia Sindical e que est o sempre trabalhando em-conjun-o com as cornuniciades eclesials de base.
As tomadas de decisSes aleat6rias par parte do patrao
4
--ja. sofrem resist&.ncia par parte do8-ser-Lngueiros, influenciados
Dele sindicato sendo desta forma urr; Qrande aliado para perman&ncia na colocag o com direito de pa--se, vit6ria esta conseguida atraves da luta de resist&n-cia entre indicator e seringueiro
tornando-o mais seguro em sua terra.
A atuac o do Sindicato se faz presented na preservac o do
meio ambience, visto cTue serincTueiros a presenciarem ireas desmatadas partem para denunciar ao indicator, com o objetivo que Seja paralisado a desmatament-, ficando a indicator restrict em sua
atuag o a determinadas 6reas, sofrendo senpre resist&ncia do patr o. No seringal apesar de constants reinv--'Ldicagoes par parte
do indicator ainda nao se conseguiu instalar uma escola e pastas
de sai de.
Encontramos por6m casos em que o'seringueiro salientou




Apesar de esforgos que vem sendo empreendidos pelos seringueiros na poss'vel conquista de escolas, em alguns casos contando com o apoio dos -sindicatos, como verificado para sa'de, na questEo educational os seringueiros tamb6m esbarram na burocracia dos-setores governamentais, faltando portanto, ainda encontrar os carhinhos mais vi6veis a sua implementagao.
.Lazer
..Entre as atividades destinadas a pr4tica do lazer, o futebol 6 o mais adotado nas colocag6es, verifican'do-se esporadicamente fiestas nos dias de folga, assim como arraiais por ocasiao das fiestas tradicionais (santos pradoeiros, natal, ano novo, feriandos-nacionais). Tamb6m nos finai-s de semana deixam suas co--locag6es para procederem visits uns aos outros ou vao at4 as cidades mais pr6ximas constituindo-se isto como lazer.
5.2 Associagao, de classes
No sondeio realizado com os seringueiros entrevistados em sua quase totalidade, senate a sua importance de sua participagao nas reunites dominicais do indicator, onde reconhecem os espagos concebidos em relagao a outrora. onde o indicator nao se fazia presented. 0 dominion das terras pertencia ao seringalista,
que concedia ao seringueito a posse efetiva sobre determined. rea denominada de colocagao, para.que produzisse a borracha, recompensando o seringalista pelo uso da terra com a borracha produzida pelo seringueiro.




que o indicator nio trazia melhorias, e sim uma diverg&ncia entre os pr6prios. seringueiros visto que nas reunites' estao sempre presents as Comunidades Eclesiais de Base.
5.3 Fluxo migrat6rio eorigem/perspectiva) Tipo de posse da.
terra
No espago amostral em que trabalbamos 11seringais Pira-de-rao e Triunfo) verificamos no_-,Triunfo razo6vel incid ncia. de seringueiros proc -dentes do municipio de Tarauacg; a maioria se encontra na grea-hg pelo menos 14 anos havendo alguns que nasceram 19 mesmo.
Existed seringueiros que migram para. a Bolivia onde ex-istem 16tex e caga em amior quantidade, por4m, em fungao de isolamento, s o mais explorados e o atendimento sadde pior ainda,
o que os leva a retornar e trabalhar nas mesmas condig6es do seringal de origem; outros tentam a sorte inC para as cidades, ou indo trabalhar nas-fazendas em derrubadas 1. rincipalmente), tamb6m retornando, na maioria dos casos. Existindo ainda os casos de filhas de seringueiros que na perspective de poderem estudar, vao para a cidade trabalhar como dom4sticas e, em geral, nao retornam mais a seringal.
No Pira-de-r5 o corte de serving foi retomado este ano, pois fora suspense hi. cerca de-10-anos; dos seringueiros que 16. estao trabalhando, quanse todos j9 haviam trabalhado anteriormente no mesmo seringal em atividades outras, Como vaqueros,




I
derrubadas, diarists, etc.
Neste seringal o seringueiro nao paga nenhuma especie de renda ao seringalista, como antigamente, por6m se obrigando a vender-1he toda sua produgHo.
Aqui existed a peculiaridade de o seringalista :.Ilum dos poucos, dos antigos, que n o tem posseiros em suas terras) sistematicamente evitar a perman&ncia do seringueiro ou outros durante
muito tempo num mesmo lugar para evitar a caracterizaq o da posse-,da terra. Nessas condig3es,-a perspective do seringuei,-ro a e e inst6vel em relacao L posse; no que diz respeito a r-e a de educacao, existed escola no seringal e como as colocag6es nEo se localizammuito longe, nac h6 problems com relacao a educagEo de criangas.
No serinoal Triunfo, em fung o das alteraq6es que vem
ocorrendo na maneira de explorer o seringal ((na relagao patr o x empregado) o seringueiro vem parcialmente alterando sua atividade.
que antiga, o seringalista centralizava tudo no Barrac io, enquanto que, de uns tempos para c6, esta rei-ag o vem sendo esfacelada em razao da construQ o de estradas que permitem o access do seringuiro a outros mercados (o seringueiro comegando a se orqanizar enquaryto classes atrav6s de indicators, alargando sua
visao de mundo, esbarra em necessidades que na condigao anterior nao havia), a queda, na produgao de 16tex nas seringueiras a
questao da sobreviv&ncia, a queda do poder aquisito, isso tudo leva a diversificar suas atividades.
Tendo isso em mente, o seringueiro, no geral, t em como




perspectivea continual esplorando o seringal, cobrando por6m infra-estrutura.educ-acional e de sa6de como points fundamentals.
I
No seringal Triunfo a posse da terra e complicada: 0 seringalistas arrendatgrio do seringal e os seringueiros admitem que a posse 6 dos 61,:imos, n o tendo estes, v nculos com
* seringalista, inclusive vendem sua produq o para quem quiserem
* conipram tairibe'm de quem quiserem. JC42 houve tentative de despejo em alqumas colocag6es, por6m n o se concretizando em fung o de intervengao do sind-i-cato, atrav6s de advogado. Legalmente existed impecIlios; a media TDadrao dos lotes do INCRA n o 6 adequada
as condigoes das estradas de serinqas, vistc ser a 6rea ocupada
-por estas bem maior. Dessa forma, jur'd4camente, 0 serinQueiro .nac teri- a -ocsse da terra. Vale ressaltar cue os serlnaueilros doTnLnam muito bem as suas estradas, por6ir, nao saberr, dizer exatamente os limits das suas terr Ls.
Aqui entendemos que o grau de organizagao do seringueiro c'Ln6a 6 incipient, padendo melhorar bastante desde qu e s e trabalhe na direc o de tecnologias de processamento do atex, eliminarao Cie a- .-ravessadores.limarrete ---os, serincialistas e us neiros), necessitando que se organized em cooperatives e, atrav6s destas,-conseccuir vender o seu product diretamente para Sao Paulo, como Da acon-tece no Icuria, na region de Brasil4ia.
5.4 Mao-de-obra
Foi observado que a forga de trabalho efetiva em quase
toda a totalidade a mao-de-obra familiar, onde o chefe' de fa-




m Ilia se replete com a sua forga de trabalho em todas as tarefas do conjugado, tais como, corte e c.oleta da serving, da castanha,
derrubada da mata para posterior cultivo, caga e pesca. A mulher al6m de servings dom4sticos 4 a forga de trabalho mais expressiva no trato com pequenos animals e tamb6m contribui em quase todas as tarefas de cultivo de cultures permanentes e tempor6rias. Os filhos dos seringueiros, na maioria criangas, ajudam
a mao, enquanto os ovens seguem o pai no corte da serving ou em outras atividades.
Na maioria das vezes essa mao-de-obra 6 limitada ocasionando desta maneira a troca de dias de trabalho, ou seja, quando existed a necessidade do agriculture cultivar products
agricloas para sua subsist&ncia nao tendo mao de obra disponivel, recorre ao seringueiro mais pr6ximo de sua colocagao para
ajud -Io no desenvolvimento,.de suas, a.tividades. Em menor escala,se verifica a compra da forga de trabalho, onde se process a troca do dia de trabalho por di4ria e a divis o das estradas de
serving com o meieiro, ficando o product dividido entre os dois.
A maximizagao do uso produtivo da mao-de-obra nos seringais foi motivada pela introdug o de novas technologies no processamento do 16tex. 0 uso de coagulantes--Ilcaximguba ou 6cido), permitiu a redugao da jornada de trabalho no fabric da borracha, possibilitando o deslocamento destas horas para outras atividades principalmente para a agriculture.
Outros fatores que provocam a escassez da mao-de-obra S50:




Aus&ncia de escolas, motivando o &xodo de members do agregado familiar procure de studio nos centers urbanos.
. Precariedade do-atendimento de sa6de nos seringais visitados, com excessao da SUCAM, n o existed nenhum outro tipo de sa6de preventive, e o atendimento curative 6 prec6rio. A ocorr&ncia de doenga, sempre freq iente em um agregado familiar, resulta em:
a) perda de m o-de-obra por period longo;
b) de'ici&ncia da mao-de-obra (alej6es, dores constantes ou instabilidade do estado de sa6de);
c) perda de m o-de-obra com altos indices de mortatalidade.
5.5 Relag6es com intermediirios
uma character stica do sistema social de produq o goI fera no vale do Rio Acre 4 a quebra dos lacos de deLend&ncia do seringueiro, produtor direto, com o..patr o, o intermedi rio.
0 resultado do dilaceramento do sistema de aviamento
tr&6iclonal, no entanto, nEo resultou em um model inico.
No caso.(Imicro--regi o formada pelas marcrens da, rodovia AC-40) pode se observer tr&s forms de relagao seringueiro, intermedi6rio, ou melhor dizendo, tr&s niveis de depend ncias.
a) Relag6es de Autonomia
Os seringueiros aut6nomos encontram-se nas margins da rodovia majoritariamente ou, em pequen'ssima quantidade, no "cem-




tro" quando possum animals de caga.
Vendem o produto.l borratha, castanha e, eventualmente, excedent-es agricolas) ao "marreteiro-da estrada" semanalmente.
0 pagamento 6 em dinheiro e vista.
os products de consume dos seringueiros, n5o produzidos na colocagao, Sao comprados diretamente na cidade mals proxima
AP16cido de Castro) garantindo muitas vezes pregos mais vantajoSOS.
A relagao do seringueiro aut6nomo com o "marreteiro de estrada" 6 rica em mechanisms de defesado primeiro em decorr&ncia do fator concorr&ncia. Na estrada transitam virios marrete-iros, p-odendo o seringueira- procurer o melhor pr-ego ou- deixarde vender quele que rouba no peso, por exemplo.
mais freqi ente entre os seringueiros aut6nomos a exist&ncia de saldo. Sobre eles inside tamb6m o maior ndmero de sindicalizados.
Um dos elements caves do sistema traditional, a divida, tem boa acolhida por parte dos "marrteiros". Os adiantamentos sao nao s6 facilitados como incentivados para assegurar ao in-E-ermedi6rio algum control sobre a "freguesla".
Um ponto de estrangulamento para os seringueiros aut6nomos 6 o transported para os, centers urbanos. A t'tulo de ilustragao para se -romper uma-distgniia. de 22 km asfaltados-os seringueiros pagam at almente Crz-250,00.




b) Relagao de autonomia relative
Freqiientemente as relag6es de autonomia relative ocorreentre marreteiro, que no passado foi seringalista ou arrendatgrio de um seringal e os seringueiros dos centerss" ou aqueles que mesmo morando na margem, devem favorse" ao "patrao". Ali s,
o fato de chamarem o marrteiro de patr o ( como era feito com os seringalistas) explicit a-manutengao de fortes lagos de depend ncia.
Predominantemente neste tipo.de relagao, os seringueiros possum saldo. Quando ocorre, o mant6m com pequena folga, insuficiente para cobri-la as despesas de doengas ou outras necessidades ev.entuais. Nestes casos-, -o recurso 6 -o- -"adiantam&nto - do
"patrao", que nem sempre ocorre.
A transagao commercial caracteriza-se pelo monop6lio do
11patrao-" na compra e venda de products. Entretanto, esta relagao n o se fundamental em amarras r'gidas ou leis formalizadas. A depend ncia 4 mantida por sutis mechanisms.
No seringal Triunfo, onde este tipo de relagao 6 mais freqiiente, a exist ncia de um enfermeiro-dentista pr tico, numa
regi2io des-povida de atendimento in6dico- function como um classes mechanisms. Da. mesma forma,.a realizagao de fiestas no Barracao a confess o de favorses, o adiantamento de dinheiro ou mercadoria e, sobretudo o control de -um comboio de bur-ros, por parte do "patrcio", para transporter as mercadorias, funcionam na manutenr,(io do "lago invisivel" de submission.




Estes elements fortalecem a figure do "patr o", fazendo com que a relagao com seus "fregueses" ultrapasse a mera compra e venda de mercadorias. Ele procure impedir o funcionamento de escolas no seringal, favorece o roubo de madeira das coloca;6esIde seus fregueses, mant4m uma diferenga de at6 quatro, quilos por prancha de borracha em sua balanga ou, simplesmente,
procure expulsar seringueiros de colocagoes. Ag6es desta natureza o aproxima, em autoridade, do model tra,,Jicional. mesmo porque os "patr6es" ainda mant4m- junto s autoridades das pequUIICI::S cidades.0poll'ticos, 6rg cs p6blicos e forga policial), ficando em suas maos as decis6es sobre a liberagao de professors, ameagas de prison ou, como ocorreu em passado recent bloqueio da venda direta da COBAL a seus fregueses.
Estas medidas n o ocorrem sem resist&ncia, fato que define elements de autonomia dos seringueiros. Muitos vendem-seus products ao .Mmarretiro da estrada" mesmo a contra gosto do "patrao". Ou para compensar o prego das mercador ias e o roubo no
peso colocam na borracha as Pimundices" -Qpilha, maizena, caucho) para aumentar o peso. Atualmente a resist ncia dos seringueiros ganha novos contornos com atuagao do Sindicato dos Trabalhadores Rura-is'. Articulado-com entidades-nao governamentais Como '0 Centro de Defesa dos Direitos Humanos, empreende ag6es contra tentativas de expulsSo e o corte de madeira em posses de seringueiras.
c)Relag6es de Depend&ncia Plena nao Convencional
Verifica-se no seringal Pira-de-ra a exist&ncid de re-




lagSes de depend&ncia plena, ou seja, relag6es que tem como base o uso da forga de trabalho de seringueiros que n5o det6m a..,-,. posse de suas colocag6es.
Trata-se por6m de uma relagao different do sistema de Aviamento Tradicional.
Em primeiro lugar os seringueiros n5o pagam renda e o seringal nao tem divide redutiva contl'nua. Para evitar que os seringueiros adquiram o direito-de posse o serirfgal 6 ativado e desativadc,-periodic-amente. Em segundo lugar, os seringueiros nEio possum a -infra-estrutura que o sistema traditional granted, como mao-de-obra contratada pelo seringalista para limpar varadouro-B e rogar-estrada-s.. Al4m disto. n o_ existed o -aviamento -:npr6vio
de todos os conci'lios necess6rios em uma colocagao. 0 seringueiro
deve possu'-los previamente, recebendo do Barracao arenas as tigelas.
Neste caso detectou-se um maior indice de exploragao.
A borracha recebe o menor prego e o seringueiro 6 obrigado a recuperar as colocagoes abandonadas por 8-10 anos por conta propria, contraindo divides no Barracao at6 comegar a produzir.
TIPO DE SERINGAL
RELAqAO INTERMEDIARIO PREQO/KG (CR)
.Autonomia. "Marreteiro de Estrada" 170,00 180,00
Autonomia Relativa Birroque-- 150,00
.Depend&ncia Plena
nao traditional Damasceno 120,00 140,00




6. Diversificagao da Atividade (Extrativismo X Agricultura)
Nao foi detectado no geral, um desejo de troca de atividade, ou seja, abandon do extrativismo pela atividade agricola-e sim uma tentaiva de conciliagao de ambas as ativi-.,
dadesvisando uma melhoria das condig6es de vida destas pessoas.
A opgao pela introdugao da agriculture, se
mostra como uma atividade mais de subsist&ncia que visa a uma aminizagao da despesa na compra de g&neros alimenticios, fazendo com que a gera rao do ca-pital promovido pela venda do 19tex seja direcionado para outras necessidades dentro do agregado familiar.
Entre os v6rios fatores respons6veis por esta Itopgao agricola" estg o baixo rendimento da extra o do 16tex em virtue dos sucessivos anos de uma exploragao intensive das estradas. H9 tamb6m o baixo prego que 6 pago pelo product extraido associado a um certo monop6lio do barracao e a a(;ao dos atravessadores.
Neste context podemos apontar a1gumas solu-go s Como:
Uma melhor e mais efetiva da Assist&ncia T6cnica, no componente agricola da colocagao, visando uma produrao- associada a uma maior produtividade das cultures praticadas.
. 0 fim do monop6lio 'do barracao, bem como da agao dos atravessadores.
.Um prego mais justo para o product extraido (19tex).
Posse da terra.




Cr6dito subsidiado.
Linha de pesquisa na grea de Manejo Florestal visando um enriquecimento das greas onde h9 seringueiras mais ovens.
Assist&ncia social, visando um enriquecimento maior da dieta b6sica, de acordo com os recurso dispon'veis na colocagao.




7. Conclus o
Fatores S6cio-Econ6micos
Relagao com o Intermedigrio
Um dos fatores limita:,-% 2 ',' ,.,:"; ,,-,,,,L graves na geragao-de recursos do seringueiro estg na exist ncia de cadeia de -i.ntermedi rios na comercializag5o dos products, aumentando a despro-r-,-porcionalidade entre os pregos de venda e os prego.s de compra
0 dilaceramento do sistema de aviame-nto tradicional no Vale do Acre resultou em different forma-s- de exploragao commercial do seringueiro. Na region pesquisada verificou-se tr is maneiras distintas:
a)"Marreteiro da estrada" com 0 seringueiro aut6nomo;
b)"Patr o" antigo arrendat4rio do seringal) com seringueiros relativamente aut6nomos; c) patrao (seringalista nao traditional) com seringueiro dependent (nao posseiro). A complete car ncia dos seringueiros a direitos b sicos-da cidadania ( sa6de, educagao, transported, cr6dito,
-,amparo legal) decline as-duas faces-da submissao: uma, velada
e marcada pelo control por parte dos intermedigrios da infraestrutura de obrigagao do'Estado; outra, desvelada, marcada
pela coerg5a direta com a invasao. d a retirada
e--colocagoes para
de madeira, expulsando os seringueiros para evitar o direito de posse, ataque ao indicator etc.




M o-de-Obra
A mao-de-'obra utilizada 4 essencialmente garantida pelo agregado familiar. De um modo geral as tarefas s9o divididas da seguinte forma:
- Corte/ col e ta/proc e ssamento do l6tex A.M.
C.M.
- Casa/beneficiamento de arroz/pequenos animals A.F (+), C.-F.(+), C.M..(-);
- Derrubada A.M.
- Demais ati-vidades Todos.
Eventualmente a mao-de-obra external 6 utilizada:
Formag5o do rogado
Contratag o ou troca de dias de trabalho; Fabric da borracha
Meieiro.
A escassez de mao-de-obra tem nas doengas e no exodo dos ovens por falta de escolas as suas principals
causes.
A redugao da jornada de trabalho no fabric da borracha e a consequence liberagao de mEo-de-obra para outras atividades produtiva garantiu uma estabilidade no padrao de vida do agregado com relative melhoria.
Fluxo Migrat6rio
De um modo geral os seringueiros fizeram. parte




de correntes migrat6rias intexnas e-externas. Destacam-se os que j6 passaram pelos seringais da Bolivia tepdo como origem o municipio de Tarauacg.
A precaribdade dos direitos de posse da colocag o, o declinio da produg5o gumifera, aus&ncia de escolas, posts de sa6de e a indefinig o quanto ao future s5o elements caves na compreensao dos constants deslocamentos.
Educag o
Na regi o pesquisada verificou-se arenas uma escola em funcionamento. Esta car ncia de escolas resultant da conjugagao de v9rios fatores como: descaso das autoridades, oibjegao de a1guns patr6es e fxagil-idade -das organizagaes., de classes.
Da falta de escola result:
- Fluxo migrat6rio, dos--jovens;
- desconhecimento dos seringueiros de mecanismos da comercializagao;
- des inf ormagao- general izada (legislag5o, pre.gos, orientag6es sindicais etc.);
- aus ncia de registry da mem6ria da comunidade
Sa6de
Inexistem posts de sa ide por motives semelhantes a falta de escolas: descaso das autoridades, objegao de
11patroes"quando lhes foge ao control e fragilidade das organizag6es de classes.




Alquns "Patr6es" se utilizam do control do
atendimento de m4dicos pr9ticos e vendas de rem6dios para garantir a submiss5o d6,seus fregueses.
Os resultados s o:
- Tratamentos ineficazes com 0 abandon do uso de plants medicinais;
- escassez de m;o-de-obra;
- reforgo da submi--sao.
Lazer
Os seringueiros possum poucas alternatives de divertimento. As mais freqa6ntes s o: forr6s, futebol e arraial.
Ass. de Classe
0 Sindicato dos Trabalhadores Rurais t&m sido
a organizag o de classes mais pr6xima. Existence desde a segunda jpetade da -d6cada de 70, comporta ainda,,,,,-algumas f-ragi-lidades. Mesmo assim tem sido o element de apoio dos seringueiros contra as expulsSes, roubo de madeiras, implicag6es juridica e nas tentativas de criar escolas.
A borracha 6 o, product que ainda tem maior importancia econ )mica do seringueiro.
A explorag o extensive e a alta rotatividade do seringueiro t m levado a aplicagao de t6cnicas inadequadas de corte e processamento, prejudica.nc3o.a qualidade final do produto, bem como reduzindo o per'odo de vida 6til da seringueira.
Embora a aplicagao de t4cnica inadequada resulted num product de




inferi-or qualidzide, isto tem trazido certos beneficios ao serinqueiro, reduzindo a sua jornada de trabalho em aproximadamente 50'r, propiciando. condicoes para quet-se desenvolv C atividades agricolas. Estes fatores tem propiciado reflexes negatives;
no prego oferecido pelo product, e ultimamente n o acompanha o prego dos insumos e alimentos.
Castanha-do-Brasil
0 exterminic das castanheiras decorrente do
desmatamento indiscriminado tem levado, a uma grande procure da cas-anha em greE s ..ainda n5o desmatadas, ou s,,-ja nas colocac6es. Desta maneira, os serinqueiros concorrem com os que v m de fora
_-a, prapp-r-a do product pa ra f in s comers ia i s.
A castanha 4 c segundo product em importance na economic do seringueiro. Pela impossibilidade de corte da seri.D-ga, no,,periodo chuvoso,,-, aca-se'a quebra da castan -para garantir o sustento do agregado familiar.
Outros Produtos Extrativos
Outras esp4cies, como o agai, tucum2i, bacaba, pataug, copalba, entre outras, tamb6m t m certa import ncia na dieta alimentary e na medicine. caseira do agregado familiar.
Caga e Pesca
A caga e a pesca s o atividades que contribute para diversificar a dieta de protein do agregado familiar.
Devido a grande procure e a pouca exist&ncia de igarap6s esta atividade estg cadavez mais difi'cil.




Sistema Agropecugrio
0 sistema agropecugrio desenvolvido pelo agregado familiar dos seringueiros 4 muito diversificado.
- Cultures Anuais
No que toca as cultures anuais, as essenciais sao: mandioca, milho e arroz.-Destas cultures, o feijao e,-o, arroz (agulhinha) sofrem,--por vezes, grades perdas de rendimento, devido a problems fitossanitgrios. 0 arroz e o milho tem
sof rido- alguns pro-blemas- de armazenamento.
- Animals
No que diz respeito a animals as fam'lias de
seringueiros criam aves, animals de pequeno porte e. em poucos casos-bovinos. t extremamente dif-Icil. aos seringueiros adquirir animals de grande porte devido a dificuldade de aumentar o capital necessgrio para este fim.




B. Recomendag6es
Estudar forms para suprimir o interm6digrio com a criag5o de cooperatives Agro-Extrativistas,,-assegurando melhor qualidade dos products e melhores pregos;
desenvolver mechanisms de conscientizagao dos seringueiros e reforgar os existences tendo como base as organizagoes de classes no sentido de incentivar a adogio de pr6ticas.menos predatorias;
fazer um studio noicampo educational objetivando a apropriagao de expert ncias de e.5colas adaptadas- ao modo de vida dos seringueiros para a elaboragao de um model para uso na. rede
-oficia-1--rural-extrativista;
. resgatar priticas seculares de uso de plants medicinais, mediate comprovag5o em studios cient'ficos, para uso e recomende-T-:agErites..,de-,--sa6de--de. seringueziros;-:-Tazer um studio da legislagao agrgria. experimentando ag5es jur'dicas a fim de garantir a posse de seringueiros localizados
foraz- dos assentamen'tos- extrat-ivi stas sem que- haja o de! imenbra-mento dos seringais em pequenos lotes; Cw 130
desenvolver um trabalho de restate da hist6ria oral dos seringueiros--em suas -manif estag6es bultura is, f ormas-, do rosistgncia, pr9ticas medicinais etc;
estudar forms pelas quais os seringueiros podem diversifisuas atividades agropecuiria-s sem que esta divetsificagao tenha o efeito de alterar o desmatamento;
a borracha.,_,pela. sua. importance na. sobreviv ncia -do se-