• TABLE OF CONTENTS
HIDE
 Front Cover
 Title Page
 Content
 Back Cover






Title: Descoberta de bronzes antigos na Guiné Portuguesa
CITATION PAGE IMAGE ZOOMABLE PAGE TEXT
Full Citation
STANDARD VIEW MARC VIEW
Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/UF00053123/00001
 Material Information
Title: Descoberta de bronzes antigos na Guiné Portuguesa
Physical Description: 1 v. unnumbered : ill, map. ;
Language: Portuguese
Creator: Mota, A. Teixeira da ( Avelino Teixeira )
Publisher: s.n.
Place of Publication: Bissau
Publication Date: 1960
 Subjects
Subject: Bronzes, Soninke   ( lcsh )
Bronzes -- Guinea-Bissau   ( lcsh )
Genre: non-fiction   ( marcgt )
 Record Information
Bibliographic ID: UF00053123
Volume ID: VID00001
Source Institution: University of Florida
Holding Location: African Studies Collections in the Department of Special Collections and Area Studies, George A. Smathers Libraries, University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier: aleph - 003461625
oclc - 37262933

Table of Contents
    Front Cover
        Front Cover
    Title Page
        Title Page
    Content
        Page 625
        Page 626
        Page 627
        Page 628
        Page 629
        Page 630
        Page 631
        Page 632
        Page 633
    Back Cover
        Back Cover
Full Text











DESCOBERTA DE BRONZES ANTIGOS

NA GUIN PORTUGUESA



por
A. TEIXEIRA DA MOTA


SEPARATE DO N." 59 DO ANO XV
DO BOLETIM CULTURAL DA GUINEA PORTUGUESA


BISSAU
1 9 6 0











4A 0 /4


DESCOBERTA DE BRONZES ANTIGOS

NA GUIN PORTUGUESA



por
A. TEIXEIRA DA MOTA





SEPARATE DO N. 59 DO ANO XV
DO BOLETIM CULTURAL DA GUIN PORTUGUESA













BISSAU
1 9 6 0



















DESCOBERTA DE BRONZES ANTIGOS

NA GUIN PORTUGUESA(')


por
A. TEIXEIRA DA MOTA




rni Guin com o objective de completar ou ao menos levar
mais longe- uma srie de pesquisas arqueolgicas que havia
empreendido quando da minha ltima estadia na Provncia,
em 1956 e 1957. Devido a circunstncias vrias, mas sobre-
tudo aos compromissos assumidos para com a Comisso Executiva das
Comemoraes Henriquinas, s agora foi possvel deslocar-me Guin
por algum tempo, embora limitado, cerca de 3 semanas. Procurei fazer
coincidir a minha vinda Guin com a inaugurao da nova sede da
Associao Comercial, a fim de poder assim aceitar o amvel convite
que me fez a sua Direco.

Sempre me interessou a histria antiga das populaes nativas,
tendo publicado algumas notas sobre o assunto e apresentado uma
sntese dos dados conhecidos na minha monografia sobre a Guin,
editada em 1954. Depois disso, no decurso dos trabalhos de campo ao


(1) Extracto de uma entrevista realizada na Emissora da Guin, Bissau,
Abril de 1960.









A. TEIXEIRA DA MOTA


servio da Misso Geohidrogrfica, tive ocasio de recolher novos
elements que vinham rectificar e completar as noes anteriores.
Por exemplo, quer atravs das tradies indgenas, quer atravs
da anlise da toponmia, verifiquei que antigamente o povo beafada
havia ocupado uma rea muito mais extensa que a actual, no conjunto
correspondendo a cerca de 1/4 de toda a Guin Portuguesa.
A par desta constatao, surge agora outra muito curiosa. Indgenas
beafadas e pajadincas afirmaram-me repetidas vezes que falavam lnguas
muito afins, a ponto de compreenderem mutuamente parte dos vocbulos.
Este facto acaba de ser cientificamente confirmado pelo linguista ingls
Wilson, que recentemente esteve trabalhando na nossa Guin.
Somos assim levados a concluir que grande parte do interior da
Provncia esteve povoada pelos Beafadas e pelos Pajadincas, e que
a invaso mandinga teria separado ou apartado mais essas duas
populaes afins.


Esta digresso pela histria uma introduo indispensvel parte
arqueolgica de que passo a tratar. Em 1956 um indgena pajadinca
foi entregar na Administrao do Gabu uma srie de objects de ferro
e bronze que havia encontrado perto da tabanca mandinga de Sumacunda
(Tuman) ao lavrar o terreno. O sr. Administrador Gaspar, que a
prestava servio ao tempo, chamou a minha ateno para tais objects.
Atravs de um inqurito sumrio feito no local, verificou-se que os
indgenas da regio conservavam perfeitamente a tradio da existncia
de tais objects, os quais identificaram sem dificuldade. Esses objects
so constitudos por hastes de ferro de cerca de 1,20m de altura, com
vrios braos laterais terminando em esculturas de bronze, geralmente
pequenas cabeas humans, havendo no topo da haste uma escultura
maior, tambm de bronze, representando series humans e animals
vrios (1). Dos informes colhidos ento a e mais tarde noutros locais,
conclui-se que tais hastes com esculturas eram verdadeiros smbolos de
realeza dos antigos rgulos e simultneamente object de formas de



(1) Alguns dos sns,(sobretudo os que os indgenas designam por
sns machos) no tm esculturas de bronze, e terminal por vezes em pontas
ou lminas afiadas.









BRONZES ANTIGOS NA GUIN PORTUGUESA


culto animista, o que est de acordo com os caracteres das cultural negras
pr-islmicas.
A sua designao que verifiquei ser muito conhecida e geral-
sn, e, simplificando as coisas, os indgenas dizem que se trata
dos irs dos antigos Soninqus, isto os mandingas bebedores
e no islamizados.

Em virtude das primeiras informaes colhidas, supuz que havia
muitas probabilidades de se encontrarem outros sns. Por isso, ao
long de vrios meses, durante a campanha de 1956-57 da Misso
Geohidrogrfica, aproveitei o facto de estar a trabalhar na parte norte
da Circunscrio do Gabu para numerosas indagaes entire os indgenas.
Embora quase sempre houvesse o conhecimento traditional dos sns,
durante muito tempo resultaram infrutferas as tentativas de encontrar
outros. Finalmente, j em vsperas de regressar definitivamente metr-
pole, apareceu um resto de uma haste de um sn em Canquelif,
e os indgenas da afirmaram que os seus antepassados pajadincas
tambm possuiam sns. Sabendo j ento da grande afinidade entire
os Pajadincas e Beafadas, logo me ocorreu deslocar-me ao cho destes
ltimos a fim de a efectuar pesquisas. A minha suspeita viu-se confir-
mada, e em poucos dias tive a sorte de encontrar 3 sns, um deles
j sem a escultura superior, que os indgenas disseram haver sido levada
alguns anos antes por um branco.
Verifiquei assim que o uso e culto dos sns era um trao comum
aos antigos soninqus, beafadas e pajadincas, e colhi ainda mais infor-
maes sobre a possvel existncia de outros objects, mas j no me
foi possvel ir verificar ento o facto.


Em 1957 ainda, tive ocasio de trocar impresses, em Dacar, sobre
o asunto com Raymond Mauny, do IFAN, uma das maiores autoridades
sobre arqueologia africana, e, em Londres, com William Fagg, do
Museu Britnico, arquelogo especializado nos bronzes de Benim.
Ambos confirmaram que se tratava de uma descoberta de interesse,
e tive at pedidos de artigos para sairem em publicaes francesas
e inglesas da especialidade, mas decidi nada escrever sem levar prviamente
as pesquisas mais long.









A. TEIXEIRA DA MOTA


Foi para continuar essas pesquisas que me desloquei agora Guin.
Pode dizer-se que elas tiveram xito, embora no tanto como desejava.
Encontrei numerosos restos de sns em reas das circunscries de
Bafat e Farim, mas infelizmente s dois deles tinham ainda as
esculturas superiores que constituem a parte mais valiosa. Quer dizer,


**-4+ *. +++ +c+, + +4- + .- 4. 4-.4 ,
of \o~


o9 9


*
S2


Sns da Guin Portuguesa
1 Locais onde foram encontrados
2 Locais onde teriam existido, no sendo porm encontrados


no ponto de vista histrico confirmaram-se amplamente as anteriores
indicaes, isto que os sns existiram em todas as reas de
Soninqus, Beafadas e Pajadincas, mas no ponto de vista artstico os
elements novos obtidos foram diminutos. Tive no entanto a oportuni-
dade de recolher mais duas outras peas notveis, que haviam sido
descobertas pelos senhores Chefe de Posto Pedro Monteiro Duarte, na
rea de Cacine (mas provinda de outra zona), e Jos Doutel, numa
propriedade no Xime. A estas h ainda a acrescentar uma outra escultura
recolhida recentemente em Dandum (Gussar) pelo Sr. Dr. Castilho
Soares, da Misso do Habitat, que amvelmente m'a emprestou pouco antes
de eu partir de Lisboa. Em 1957 eu soubera dos indgenas de Dandum









BRONZES ANTIGOS NA GUIN PORTUGUESA


que no local teria havido sns, mas que estes se haviam perdido,
pelo que me congratulo pelo facto de um ter agora aparecido. Tambm
em Lisboa encontrei mais dois fragments de esculturas de sns,
um oferecido em 1940 Sociedade de Geografia, outro, que me confiou
o sr. General Carvalho Viegas, oriundo de local prximo dos rpidos
de Cusselinta. Ao todo as esculturas conhecidas so cerca de uma dzia,
mas as hastes de ferro encontradas so bastantes mais.

Dada a designao dos sns e a sua evidence relao com o nome
dos antigos mandingas no islamizados, ser-se-ia levado a supr que
o uso de tais objects foi trazido do antigo imprio do Mali, no alto
Niger, para oeste. Alis muitos indgenas forneceram precisamente esta
indicao. A ser assim, os Sns teriam especial interesse, pois consti-
tuiriam um testemunho raro da antiga arte animista do Mali. Por outro
lado, os objects recolhidos na rea dos Beafadas, do Colufi ao Corubal,
so bastante mais notveis no ponto de vista artstico. No se pode por
isso pr de parte a hiptese de uma origem meridional dos sns,
tanto mais que a rea de distribuio dos bronzes africanos se estende,
sobretudo junto do litoral, desde o Congo at Libria. O achado de
bronzes na nossa Guin, muito ao norte de tal rea, oferece por isso
especial interesse e pe novos problems. O que certo que os indgenas
do nosso territrio no sabem hoje moldar o bronze, enquanto em certas
reas, como entire os Ashantis (Ghana), se conserve a prtica de moldagem
conhecida genricamente pelo nome de mtodo da cera perdida. por
isso premature emitir opinies definivas sobre o assunto. Vou profundar
os estudos bibliogrficos sobre os bronzes africanos, e possivelmente
irei a Paris e Londres examiner as coleces do Muse de 1'Homme
e do British Museum e falar com os especialistas.
Em minha opinio, os achados feitos na Guin Portuguesa cons-
tituem por enquanto o incio de uma descoberta cujos desenvolvimentos
ulteriores so ainda imprevisveis.
Por um lado estou certo de que ainda existem bastantes mais
sns na nossa Provncia. Com efeito, recolhi numerosas declaraes
de indgenas que afirmam terem visto, h um nmero varivel de anos,
objects desses em vrios locais onde no pude chegar ou onde no os
encontrei j. De tudo o que apurei conclue-se que o nmero de sns
deve ter sido considervel, embora muitos se tenham perdido por
abandon, por efeito das queimadas que derrubaram as rvores sagradas









A. TEIXEIRA DA MOTA


junto dos quais estavam colocados e por terem sido levados por indgenas
que desconheciam o seu interesse e os perderam ou fundiram para utilizar
o bronze noutros fins mas estou convencido de que ainda existem
muitos. Por outro lado, os sns existiram certamente, por motivos
evidentes, em reas vizinhas do nosso territrio. Penso em primeiro lugar
no Casamansa, Gmbia e zonas fronteirias da Repblica da Guin;
mas, ou para sul, ou para leste, em reas j mais afastadas, muito
possvel que tambm tivessem tido uso. Uma vez que se empreendam
pesquisas nesses territrios, e elas dm resultado, como de prever,
poder comear a ter-se uma noo mais concrete das origens e difuso
dos sns. Em qualquer hiptese, podemos desde j manifestar
a nossa satisfao por ter tido origem na nossa Guin a descoberta de
uma nova rea de bronzes africanos, at aqui completamente desconhecida.

No que respeita aos meus projects de trabalho, alm de prosseguir
no estudo dos objects encontrados, pesquisas bibliogrficas, contacts
com especialistas e exame de bronzes de outras reas, vou preparar um
livro sobre os materials j recolhidos e os resultados do meu estudo.
Embora no faltem organismos e editorials da metrpole e de outros
pases interessados na sua publicao, penso confiar o meu trabalho ao
Centro de Estudos a fim de o fazer sair na sua coleco de memrias.
Dados os compromissos j assumidos com outros trabalhos para as
comemoraes henriquinas, no poderei escrever porm a obra sobre os
sns antes do comeo do prximo ano.

Os objects que eu encontrei e os que me foram confiados sero
oportunamente depois do seu estudo e restauro entregues a coleces
pblicas; penso sobretudo no Museu da Guin. Alis a legislao que
criou este ltimo probe a sada do territrio de objects de interesse
arqueolgico.
Seja-me permitido a este respeito deixar aqui um apelo e apontar
um exemplo. O exemplo o dos srs. Pedro Monteiro Duarte e Jos
Doutel, que sabendo que estavam em curso investigaes sobre os
sns, expontneamente, sem qualquer pedido da minha parte, me
confiaram os objects que haviam recolhido para que eu fizesse a sua
entrega ao Museu. Para alm de egoismos pessoais, manifestaram assim
uma elevada compreenso perante a defesa do patrimnio histrico
e artstico da Guin, attitude que merece os maiores elogios. O apelo que









BRONZES ANTIGOS NA GUIN PORTUGUESA


eu fao para que, seguindo o seu exemplo, outras pessoas, que porven-
tura possuam ou venham a recolher sns ou fragments, por pequenos
que sejam, dm do facto conhecimento ao Museu da Guin e confiem
a este a guard de tais objects. Poderemos assim constituir uma
coleco, susceptvel de alargamento, que ficar a ser um dos mais valiosos
funds do nosso Museu. nossa obrigao defender e conservar para
a posteridade o patrimnio histrico e artstico das populaes da
Guin Portuguesa, sobretudo tratando-se de uma manifestao to original
das velhas cultures africanas.
A este propsito seja-me lcito apontar um caso passado que ilustra
a necessidade que apontei. No decurso das minhas pesquisas na rea da
circunscrio do Gab, recolhi numerosas informaes dos indgenas
que me permitiram concluir que, h cerca de 25 anos, o falecido admi-
nistrador Veloso da Veiga, que ento chefiava a circunscrio, soube
da existncia dos sns e recolheu pelo menos os que se encontravam
junto de Nova Lamego, em C Siss (Cancumba), Candungurel
(Chanha) e Pai-Ai, fazendo igualmente pesquisas nas reas de Man,
Pachisse e Bassi, sem que tivesse apurado qual o seu xito nestas zonas.
Apesar de todas as diligncias feitas junto da famlia e de pessoas
suas conhecidas, algumas das quais ainda residem na Provncia, no
consegui encontrar algum que tivesse sabido desses objects nem do
seu destino. Perderam-se assim, possivelmente, quase todos os sns
,da rea do Gab, e isto mostra os inconvenientes de no confiar os
obectos arqueolgicos s instituies que tm por fim guard-los. Apro-
veito a oportunidade para deixar aqui mais um apelo s pessoas que
-estejam de posse de qualquer informao a respeito dos sns recolhidos
por Veloso Veiga ou qualquer outra pessoa, no sentido de a transmitirem
.ao Museu da Guin.

Creio que esta entrevista j vai excessivamente longa, o que parece
ir-se tornando pecha minha quando falo. Resta-me por isso testemunhar
aqui o meu reconhecimento e agradecimento a todas as pessoas que me
tm ajudado ou me prometeram a sua ajuda para ulteriores pesquisas.
A Sua Ex.a o Governador, Comandante Peixoto Correia, devo um
agradecimento muito especial pela maneira generosa como me acolheu
e pelas facilidades que me proporcionou para levar a efeito as minhas
pesquisas. Entre outras pessoas destaco e agradeo sinceramente a ajuda
que me deram os srs. Administradores Agostinho Gomes Pereira e Joa-









A. TEIXEIRA DA MOTA


quim Moreira, Secretrio Augusto Barros e os Chefes de Posto Pedro
Monteiro Duarte e J. Artiaga.
A todos, muito obrigado.
Por ltimo, e j fora do assunto desta entrevista, desejo aproveitar
esta oportunidade para agradecer a todas as pessoas que durante a minha
estadia na Guin me deram mltiplas provas da sua amizade e estima.
Na impossibilidade de a todos agradecer pessoalmente, deixo aqui
registado, por esta forma, o meu profundo reconhecimento.




ADrTAM\E-NT Quando esta pequena nota se encontrava j prestes a ser
impressa o Professor Th. Monod teve a gentileza de me dar conhecimento d2
um artigo publicado em 1939 na revista Sierra Leone Studies e no qual se
trata de alguns bronzes existentes na rea de Ro-Ponika, os quais, segundo as
tradies locais, teriam sido oferecidos pelos portugueses, cerca de 1700, ao rei
Bulom da rea.
Em face das fotografias desses bronzes, foi-me dado constatar a sua pro-
funda semelhana com um que recolhi este ano prximo de Farim. Este facto
vem confirmar aquela tradio dos indgenas da Serra Leoa. Por outro lado,
a anlise de alguns trechos da Descripo da Guin de Francisco de Lemos
Coelho permit apurar que a ida desses bronzes para o local onde se encontram
est intimamente relacionada com o activo ccmrcio martimo de cola que os
portugueses ento faziam entire Farim e a Serra Leoa.
Tal facto sugere que no sculo xvIi os portugueses tiveram conhecimento
da existncia dos sns e promoveram a ida de alguns para outras reas, o que,
de certo modo, revela uma attitude de interesse para com as manifestaes
artsticas africanas, attitude de que, a propsito dos marfins, W. Fagg acaba de
apresentar alguns testemunhos curiosos no livro Afro-portuguese ivories.





























































Partes superiors de .*Sno. macho ( esquerda) e *Son- fmea ( direita)
(Rgulado de Badora)







University of Florida Home Page
© 2004 - 2010 University of Florida George A. Smathers Libraries.
All rights reserved.

Acceptable Use, Copyright, and Disclaimer Statement
Last updated October 10, 2010 - - mvs