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PROJETO KAIABI ARAA: RESGATE CULTURAL DA CESTARIA E TECELAGEM KAIABI NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU E NA TERRA INDÍGENA KUR...
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Title: PROJETO KAIABI ARAA: RESGATE CULTURAL DA CESTARIA E TECELAGEM KAIABI NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU E NA TERRA INDÍGENA KURURUZINHO
Series Title: Relatorio Tecnico, 2006
Physical Description: Technical Reports
Creator: Athayde, Simone
Kaiabi, Jowosipep (Aturi)
Yukari Ono, Katia
Pimenta, Angelise
Publisher: ATIX e PDPI
Place of Publication: Canarana
Publication Date: 2006
 Notes
Acquisition: Collected for University of Florida's Institutional Repository by the UFIR Self-Submittal tool. Submitted by Simone Athayde.
Publication Status: Unpublished
 Record Information
Source Institution: University of Florida Institutional Repository
Holding Location: University of Florida
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1 ATIX Associao Terra Indgena Xingu PDPI Projetos Demonstrativos dos Povos Indgenas KAIABI ARAA Projeto Resgate Cultural da Cestaria e Tecelagem Kaiabi no Parque Indgena do Xingu (MT) e Terra Indgena Kayabi (PA ) RELAT"RIO DE ATIVIDADES 2006 Canarana Outubro de 2006

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2 Realizao: ATIX Associao Terra Indgena Xingu PDPI Projetos Demonstrativos dos Povos Indgenas Endereo da ATIX: Av. Mato Grosso, 607. CEP 78640 000, Canarana, MT. Telefone: (66) 3478 1948. E mail: at ix@brturbo.com.br ; atix@primeisp.com.br ; ou tkayabi@hotmail.com Apoio : ISA Instituto Socioambiental www.socioam biental.org Coordenao: Aturi Kaiabi Coordenador Geral Cacique e Professor da Aldeia Tuiarar Mytang Kaiabi Coordenadora do trabalho das mulheres Aldeia Tuiarar Eroit Kaiabi Coordenador dos trabalhos na Aldeia Kururuzinho Kunhreajup Kaiab i Coordenadora mulher dos trabalhos na Aldeia Kururuzinho Projeto Resgate Cultural da Cestaria e Tecelagem Kaiabi no Parque Indgena do Xingu (MT) e Terra Indgena Kayabi (PA) RELAT"RIO DE ATIVIDADES ANO DE 2006 KAIABI ARAA

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3 Diretoria da ATIX: Makup Kaiabi Presidente Alup Kaiabi Vice Presidente Tariaiup Kaiabi Diretor Administrativo Ianukul Kaiabi Suy Diretor de Projetos Tani Kaiabi Secretrio Mayur i Kaiabi Assistente Professores Indgenas Participantes: Awasiuu Kaiabi PI Diauarum Jawarete Kaiabi Aldeia Muitar Pikuruk Kaiabi Aldeia Tuiarar Sirakup Kaiabi Aldeia Capivara Sirawan Kaiabi Aldeia Kwaruja Agentes de Manejo de Recursos Natur ais: Kwaywu Kaiabi PI Diauarum Pirapy Kaiabi Aldeia Barranco Alto Tamakari Kaiabi Aldeia Tuiarar Professores de Cestaria: Awatar Kaiabi Aldeia Muitar Jamut Kaiabi Aldeia Kwaruja Jywafuku Kaiabi PIV Manito Karauu Kaiabi 3 irmos mar) Kaiabi Aldeia 3 irmos Kaiabi aldeia Tuiarar Takapeianim Kaiabi A ldeia Ykwawi Tamanauu Kaiabi Aldeia Ilha Grande Aldeia Tuiarar Tarumani Kaiabi PIV Manito Tuim Kaiabi A ldeia Samama

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4 Alunos de Cestaria: Parque do Xingu Mato Grosso Aritu Kaiabi Aldeia Kwaruja Awa Kaiabi 3 irmos Chico Kaiabi Tuiarar Muitar Jamanary Kaiabi Tuiarar Jar Kaiabi Tuiarar Jawakatu Kaiabi Yekwawi Jepyk Kaiabi Tuiarar Juporajup Kaiabi Tuiarar Jywa Kaiabi Tuiarar Tuiarar Kaiabi Tuiarar Maikatu Kaiabi Tuiarar Miarakaja Kaiabi Tuiarar Momot Kaiabi Tuiarar Kaiabi Samama Pasi Kaiabi Tuiarar Pawan Kaiabi Diauarum Pikuruk Kaiabi Tuiarar Piraete Ka iabi Tuiarar Piraju Kaiabi Tuiarar Kaiabi Muitar Pirapy Kaiabi Barranco Alto Sirawejup Kaiabi Tuiarar Tafuriup Kaiabi Yekwawi Tamakari Kaiabi Tuiarar Kaiabi Tuiarar Tymain Kaiabi Tuiarar Kaiabi 3 irmos Wyrakatu Kaiab i Tuiarar Wyrawat Kaiabi Samama Yarowy Kaiabi Tuiarar Kaiabi Ilha Grande Ywykatu Kaiabi Tuiarar

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5 Aldeia Kururuzinho Par Alessandro Kaiabi Daniel Kaiabi Elenildo Kaiabi Eroit Kaiabi Jawarejup Kaiabi Joo Kaiabi Josu Kaiabi Mundur uku Juporajup Kaiabi (Pop) Juvenildo Kaiabi Moiss Kaiabi Myrysi Kaiabi Paulo Kaiabi Roberto Kaiabi Kaiabi Tarawi Kaiabi Valdir Kaiabi Professoras de Tecelagem: Juaruu Kaiabi PIV Manito Kap Kaiabi Aldeia Samama Aldeia T uiarar Kujrop Kaiabi Aldeia Tuiarar Kwaryp Kaiabi Pi Diauarum Maru Kaiabi Aldeia Kururu Mara Kaiabi Aldeia Kururu More Kaiabi Aldeia Tuiarar Mytang Kaiabi Aldeia Tuiarar Rywete Aldeia Tuiarar Wisio Kaiabi Aldeia Kwaruja Zulmira Kaiabi Aldeia Tuiarar Alunas de Tecelagem : Parque do Xingu Mato Grosso Kaiabi Aldeia Tuiarar Aruata Kaiabi Aldeia Ilha grande

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6 Aru Kaiabi Aldeia Barranco Alto Aldeia Tuiarar A ruti Kaiabi Aldeia Tuiarar Kaiabi Aldeia Ilha Grande Kaiabi Aldeia Tuiarar Jakap Kaiabi Aldeia Tuiarar Jaupi Kaiabi Aldeia Tuiarar Kanat Kaiabi Aldeia Tuiarar Katu Kaiabi PI Diauarum Kuj Esage Kaiabi Aldeia Tuiarar Kujrop Kaiabi Aldeia Ilha grande Kwaryp Kaiabi Aldeia Sa mama Maria Kaiabi Aldeia Tuiarar Morajup Kaiabi Aldeia T uiarar More Kaiabi Aldeia Tuiarar Kaiabi Aldeia Tuiarar Moreaju Kaiabi Aldeia Tuiarar Poit Kaiabi Aldeia Tuiarar Reaju Kaiabi Aldeia Tuiarar Reakatu Kaiabi Aldeia Tuia rar Kaiabi Kaiabi Aldeia Tuiarar Rytee Kaiabi PI Diauarum Rywapo Kaiabi Aldeia Tuiarar Tamekatu Kaiabi Aldeia Tuiarar Aldeia Kururuzinho Par Jatuajup (Rebeca) Kaiabi Leidiane Kaiabi Lucimar Kaiabi Kaiabi Morejup Ka iabi Morejuwi (Aldenira) Kaiabi Morete (Claudinia) Kaiabi Reajup (Miriam) Kaiabi Rearejup (Leoneide) Kaiabi Rywesage Kaiabi Suzana Kaiabi Vera Lcia Kaiabi

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7 Assessoria: Simone Ferreira de Athayde ISA/Universidade da Flrida Assessora geral do proj eto Ktia Yukari Ono ISA Assessora de manejo de recursos naturais Cinegrafistas Al Tiro Filmes: Joo Pavese Thiago Santos Ricardo Santos Otvio Roxo Organizao deste relatrio: Simone Athayde Aturi Kaiabi, Angelise Pimen ta e Ktia Yukari Ono mar o a outubro de 2006. Fotografias: Aturi Kaiabi, Angelise Pimenta e Simone Athayde. Direitos autorais das informaes e fotografias contidas neste relatrio: Povo Kaiabi, representado pela Associao Terra Indgena Xingu e Associao Tapawi.

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8 SUMRIO 1. Monitoramento do plantio experimental 01 de arum 2. Construo da Casa da Cultura na 06 Aldeia Tuiarar 3. Oficina de elaborao de Materiais 07 Didticos 4. Visita a Museus em Goinia 23 5. Trabalho de Reviso para a edio final do 25 vdeo Kaiabi Araa ANEXOS 1. Memria fotogrfica das atividades de 2006 2. Grficos do plantio experimental de mudas de arum. 3 Relao das peas de cestaria e tecelagem Kaiabi da coleo do Museu de Antropologia da Universidade Federal de Goi s 4 Contatos importantes

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1 1. PLANTIO EXPERIMENTAL DE MUDAS DE ARUM Organizao do relatrio e anlise de dados: Ktia Yukari Ono P erodo : Setembro 2004 a Maio de 2006 Fizemos a coleta de mudas de U ruyp l na Terra Indgena Kururuzinho para ser levado para a Aldeia Tuiarar no Parqu e Indgena do Xingu no Mato Grosso. As plantas que foram trazidas de l vieram de uma rea que fica a uma meia hora rio abaixo da aldeia Kururuzinho, seguindo no mesmo rio Teles Pires. Na terra indgena Kururuzinho vrias espcies de arum se desenvolvem nas vrzeas do Rio Teles Pires que faz parte da Bacia do rio Juruena. Na rea de coleta das mudas a altura mdia das rvores da floresta da floresta tinham pelo menos 20 m com a presena de muitas palmeiras: Paxiba, aa, buriti e patau(pinawaoo). O arum foi coletado de uma rea alagadia, num vale da terra firme, que no ms de agosto tambm estava alagada. Segundo os moradores de l mesmo no perodo da cheia o grau de encharcamento parecido. A coleta consistiu na retirada de touceiras inteiras, confo rme as com uma quantidade grande de substrato original. Esses materiais foram colocados em sacos grandes de mais de 10 li tros. Nesses foram feitos pequenos furos para as razes no ficarem sufocadas.

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2 Esses materiais foram transportados de barco at a aldeia onde ficaram acondicionados na sombra de uma rvore durante dois dias e eram regados pelos agentes de manejo duas vez es por dia. De l fomos at a cidade de Alta Floresta e depois para o Xingu. Essas mudas viajaram pelo menos por 4 dias at serem plantados na Aldeia Tuiarar. Essa parte do trabalho foi executada pelos agentes de Manejo Pirapy Kaiabi, Kuaywu Kaibi e Tama kari Kaiabi. Na aldeia foi feita uma reunio com a comunidade onde estavam presentes alguns dos velhos que vieram do Par da regio de onde vieram as mudas. L houve uma discusso para decidir o melhor lugar e o melhor jeito de plantar. O lugar que a com unidade decidiu plantar na margem de um crrego, que bem mido, onde h bastante banana brava e tambm o uruyp do Xingu. Alm disso bem prximo da aldeia. Como a comunidade falou o lugar perto da aldeia mais parecido com o ecossistema onde o Uru yp mora l no Par e alm disso existe o uruyp daqui do Xingu que gosta desse lugar ento talvez seja o melhor lugar para plantar. Outra deciso foi a de plantar as touceiras inteiras sem fazer a diviso por rizoma individual. A idia era a de deix las se fortalecendo para depois fazer uma diviso.

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3 Sendo assim, foram plantadas 24 mudas de duas espcies encontradas no mesmo ambiente no Par Uruyp piremi e Uruyp woo. Destas, 21 foram de uruyp piremi e 3 de uruyp woo. No plantio fizemos as medi das de dimetro e altura do primeiro n. Como as plantas foram cortadas na altura do primeiro n, no foram feitas as outras medidas do talo principal. Alm desses dados tambm foram anotados o nmero de talos vivos e de talos mortos. importante lembrar que esse plantio foi feito em Setembro de 2004, no comeo da poca das chuvas. Durante 1 ano e 8 meses foram feitas trs visitas de monitoramento para verificar como as plantas estavam se desenvolvendo naquele ambiente. Forma feitas duas visitas em 2005, uma em abril e outra em setembro. A outra foi em maio de 2006. Os dois monitoramentos de 2005 foram feitos pelo Tamakari Kaiabi com assessoria de tcnico do ISA (Ktia Ono) e no segundo

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4 monitoramento desse mesmo ano o Coordenador do projeto Jowosipep Kaiab i(Aturi) tambm participou. A ltima visita foi feita com a participao de Tarei Kaiabi agente de sade da aldeia Tuiarar fazendo as medidas e com a presena de muitas pessoas da aldeia junto com o coordenador do projeto. No perodo do primeiro seme stre de monitoramento verificamos duas touceiras mortas sendo que uma delas j se apresentava bem fraca na poca do plantio. As duas plantas mortas eram do tipo piremi. Entre o primeiro e o segundo semestre de 2005 morreram mais trs touceiras. Por fim no incio do ano de 2006 no monitoramento feito em maio logo aps o incio da vazante, verificamos mais duas touceiras mortas. Sendo assim ao longo de 1 um ano e 8 meses morreram 8 touceiras morreram e restaram 16 touceiras vivas, o que significa aproximadam ente 67% de toda plantao. Assim a maioria morreu no primeiro ano desde o plantio. Alm disso tivemos que mudar as muitas plaquetas dos talos onde estavam no ano do plantio para outros, pois alguns talos j tinham morrido. Foram 5 casos no primeiro seme stre e mais 4 no segundo monitoramento. Isso mostra que o nmero de talos vivos diminuiu muito no primeiro ano e s agora nesse ano que est comeando a aumentar novamente.

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5 Como j foi relatado nos trabalhos de pesquisa feitos antes, o pessoal contou que os talos que so cortados, quase sempre morrem e nascem outros em seu lugar. Ento esse um comportamento normal da planta. Assim nos primeiros monitoramentos haviam muitos talos mortos e agora no ultimo monitoramento diminuiu muito. A altura do pr imeiro n, na maioria dos casos se apresentou com uma diminuio nas medidas, talvez porque em nove das plantas as plaquetas foram trocadas de talos. Em 9 casos depois do primeiro ano essa distncia de comprimento do primeiro n comeou a aumentar. As outr as ficaram quase iguais. O comprimento do primeiro gomo no ltimo ano aumentou tambm na maioria das plantas e algumas plantas parecem que ficaram iguais. Assim a altura de 12 plantas s aumentaram de um ano para o outro. 2 diminuram depois aumentaram E 3 tiveram um comportamento estranho de aumentar e depois diminuir. Talvez na hora de preencher as fichas houve algum erro que pode acontecer. Em uma anlise simples os resultados das medidas mostram que as plantas sofreram mais no comeo do plantio e a maioria morreu nessa fase. Na ultima fase de chuva parece que as plantas que sobreviveram ficaram mais fortes e sadias com ramas novas com cor forte e viosa.

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6 Jowosipep nas visitas que ele fez junto, observou que as plantas que esto mais iluminadas com m enos sombra esto mais bonitas, cresceram bem. cobre de gua quando poca de chuva, as plantas ficaram bem bonitas e mais altas que as outras. Talvez o prximo plantio tenha que seguir essas con dies. Onde existem ambientes mais abertos com um pouco de luz, mas com umidade boa. Pode ser que se houvesse algum tipo de manejo como podar alguma planta que impede a passagem de luz nas mudas possa ajudar o crescimento de algumas plantas. 2. CONST RUO DA CASA DA CULTURA NA ALDEIA TUIARAR No ms de julho de 2006, foi construda a Casa da Cultura com a participao dos seguintes homens: Aturi Kaiabi, Aramut Kaiabi, Jamanary Kaiabi, Tamakari bi, Kaiabi.

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7 O trabalho foi muito difcil e pesado, e os materiais foram transportados de longe por barco. Conseguimos terminar o traba lho no dia 15 de agosto de 2006. 3. OFICINA DE ELABORAO DE MATERIAIS DI D TICOS NA ALDEIA TUIARAR Dando continuidade s atividades programadas no Projeto Kaiabi Araa para o ano de 2006, a quarta oficina do Projeto foi realizada na Aldeia Tuiarar, ent re 22 e 27 de agosto. O objetivo central desta oficina, de forma diferente das anteriores, foi de revisar e elaborar dois livros educativos, um sobre a cestaria e o outro sobre a tecelagem Kaiabi. Participaram da oficina professores indgenas convidados, idosos e idosas para orientar o trabalho e alunos e alunas da Aldeia Tuiarar e de outras aldeias do Parque do Xingu. Como assessoras, participaram Simone Athayde da Universidade da Flrida e do ISA e Angelise Pimenta do ISA. As principais atividades d esenvolvidas na oficina foram: 1) Reviso e continuidade da elaborao de dois livros educacionais sob re cestaria e tecelagem Kaiabi: Reviso das histrias e mitos sobre a origem da cestaria dos Kaiabi, com participao dos professores indgenas e orienta o dos mais velhos; Elaborao de textos na lngua materna e na lngua portuguesa para os livros; Elaborao de desenhos pelos alunos; Realizao de entrevista e mesa redonda com as mulheres mais velhas, que contaram a histria da tecelagem Kaiabi;

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8 Foi feito um levantamento completo de outros objetos que fazem parte da cestaria e da tecelagem Kaiabi, alm das peneiras desenhadas e das redes; Os alunos e professores fizeram textos e desenhos explicando as etapas de confeco da peneira pintada e ta mbm da peneira desenhada; Os alunos fizeram textos e desenhos sobre os recursos naturais utilizados na cestaria e na tecelagem Kaiabi 2) A comunidade assistiu o vdeo do projeto e fez comentrios e sugestes para a verso final. 3) Os alunos prepararam u ma exposio na escola com os objetos que foram produzidos nas oficinas de 2004 e 2005 do projeto: peneiras desenhadas, redes, tipias, bolsas e outros tipos de cestos. Os alunos aprenderam a elaborar etiquetas para as peas do artesanato. 4) Houve visita de dois professores Yanomami na aldeia, que estavam no Parque do Xingu fazendo intercmbio cultural com outros povos 5) Houve visita ao plantio de arum, para ver como as mudas trazidas da Aldeia Kururuzinho no Par em 2004 esto se desenvolvendo. 6) Houve p lanejamento da reunio de avaliao do projeto marcada para novembro de 2006.

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9 Dirio da Oficina 22/08 A Oficina iniciou com falas de apresentao da proposta e trabalho de organizao para a realizao da mesma. Simone Athayde a pedido do Cacique e Professor Aturi (Jowasipep) Kaiabi, iniciou sua fala fazendo uma breve retrospectiva Informou que esta IV Oficina tem como objetivo concluir o livro de registro desta cultura material to importante ao Povo Kaiabi. Contou sobre as visitas realizadas aos Museus de So Paulo, Berlim, Rio de Janeiro e Braslia com o intuito de identificar acervos da cultura Kaiabi, que atualmente est p lanejado visita ao Museu de Goinia. Retomou que desde 1999 esta idia do registro vem sendo construda. E agora o momento o de preparar este livro para a publicao. importante que todos digam como querem este livro. Ele pode ser usado nas escolas in dgenas, mas tambm, como uma maneira de divulgar a cultura kaiabi para outros povos. A Assessoria tem o papel de apoiar vocs nesta organizao. Temos que desenvolver mais a parte de tecelagem e talvez ampliar, como um catlogo, no s as peneiras desenha das mas, toda cestaria kaiabi. Esta uma oficina para fazer o livro. Tambm, vamos apresentar o vdeo sobre o Projeto e vocs podero fazer sugestes de melhorias. O Cacique pediu que eu, Angelise me apresentasse. Angelise : Apresentei me dizendo ter ini ciado meus trabalhos no ISA, junto ao Projeto de Educa o, como Assessora, desenvolvendo semestre, planejou aproximao de algumas escolas do Povo Kaiabi para saber como esto e como poderemos dar continuidade ao apoio s mesmas. Dentro desta p erspectiva, estava acompanhando Simone nesta Oficina dando incio as minhas atividades junto a este Povo. Agradeci o acolhimento da Aldeia Tuiarar e coloquei me a disposio para o desenvolvimento dos trabalhos. Professor Pikuru k : Fez sua apresentao di zendo achar uma boa idia este livro sobre peneiras, cestarias e tecelagens. Mas,

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10 ressaltou a necessidade de se pensar como trabalhar ele em sala de aula. Isto novo, me parece que vai ser demorado e que no fcil. Como trabalhar a teoria se a criana indgena no aprendem escrevendo e sim observando? Temos que pensar como desenvolver estes trabalhos com os livros em sala de aula, para alm da prtica. Este um momento aps o contato: pegamos o que vem de fora como importante e as vezes deixamos o que nos prprio. Acho que temos que envolver o professor, a comunidade e o historiador. Hoje vencemos algumas lutas, trouxemos as escolas para nossas aldeias, hoje temos nossa Escola Central. No um assunto que vai terminar com esta oficina, um trabalho mais demorado. bom isto ficar claro para a comunidade, pois muitas vezes no explicamos bem as nossas idias e elas acham que mais rpido. Acha que a oficina vai ser boa, tem muita gente que pode contribuir. O cacique perguntou a ele qual a importncia dos museus. O Professor pediu licena e respondeu na lngua. Professor Awasiu : Primeira vez que est participando. Acha muito importante esta ao para sua comunidade. Importante pensar neste livro. Se para a escola? Se para vender? Os museus so imp ortantes. Se vamos fazer uma apresentao, um intercmbio. J vi algumas peneiras que foram perdidas. Importante a participao dos velhos. Ainda no percebi como o livro vai ser usado. Vamos vender? Quero que a gente publique bem bonito. Precisamos saber a opinio de todos, principalmente dos velhos. Professor Sirakup : Agradecer primeiramente ao meu tio Aturi por me convidar. a primeira vez que vou freqentar este curso. Gostei de conhecer a Angelise, eu sou da Aldeia Capivara. Importante tambm conhece r os parentes. Acho importante este curso, pensarmos para no perdermos nossos recursos. Vale a pena este Projeto do meu tio, resgatar algumas coisas. Sempre vinha pensando se eu poderia participar, vamos ver mais para a frente depois que o curso terminar. Professor Sirawan : Primeiramente agradecer a organizao. Primeiramente Simone, Nosso Presidente e nossa professora Angelise. Pela primeira vez fui convidado e com muito prazer que venho. Temos que avaliar nosso Projeto e a continuidade de nossos trab alhos. Ns tambm temos o Projeto de Resgate, o que muda um pouco o financiamento. Quando do Curso do Magistrio, todos os

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11 professores tinham suas pesquisas. Parabenizo o Aturi que conseguiu juntar vrias pessoas para apoiar sua idia. A comunidade foi c rescendo com criatividade, vem aumentando o conhecimento de sua comunidade. Para mim no tem problema que toda a comunidade no esteja presente o importante que acontea em algum lugar kaiabi. Acho que devemos encaminhar uma carta aos Museus para tentar mos recursos e apoio. J temos uma associao. A prpria publicao e venda pode tambm gerar dinheiro que nos ajude. Planejamento das atividades da Oficina: 23/08 (Quarta feira): Reviso do Livro; levantamento de textos sobre tecelagem e cestaria / te xtos na lngua; Diviso dos grupos; reunir os itens da cestaria que existem na aldeia para serem fotografados ; a noite rever o vdeo e pegar as sugestes de melhorias 24/08 (Quinta feira): Entrevistas gravadas com os mais velhos sobre as histrias; Textos na lngua e desenhos 25/08 (Sexta feira): Proposta para o Museu da Sua; Textos na Lngua e Desenhos; 26/08 (Sbado): Visita ao Plantio de Arum pela manh; Organizao da recepo dos professores Yanomamis; Textos na Lngua e Desenhos; Conversar sobr o o Prmio. 27/08 (Domingo): Preparao da avaliao do Projeto PDPI; Apresentao da Pesquisa de Simone; Exposio dos Trabalhos e Avaliao da Oficina. Na parte da tarde, iniciamos o levantamento dos itens da cestaria e da tecelagem Kaiabi com os alu nos e outros participantes. Fizemos uma tabela no quadro negro, e cada participante foi ajudando a completar a tabela com as informaes sobre a cestaria e tecelagem. Enquanto isso, pedimos a alguns mais idosos que estavam participando da oficina para que eles fizessem alguns cestos

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12 para os alunos verem. Ento, Karauu e Tuim comearam este trabalho tranando alguns cestos para os alunos acompanharem. Karauu fez um tipo de ce sto (Yrufuku ) que quase ningum conhecia, parece que h muito tempo que no era mais feito este cesto. Tuim fez uma peneira grande de broto de folha de tucum. De noite, a comunidade assistiu a segunda verso do vdeo Kaiabi Araa, fazendo comentrios e sugestes para a sua correo. De modo geral, todos gostaram do vdeo, e as sugestes foram anotadas para serem encaminhadas aos cinegrafistas da Al Tiro. 23/08 Continuamos fazendo o levantamento dos itens da cestaria e da tecelagem Kaiabi. Em seguida, iniciamos a reviso do livro e foi colocado para o grupo a seguinte questo: Acham interessante termos as histrias do Arum e a da Peneira tambm em lngua indgena? O grupo avaliou ser importante esta iniciativa. Retomaram as histrias que compunham a Verso Preliminar do livro e o Relatrio do Manejo de Arum. O Cacique Jowosipep fi cou de trazer sua pesquisa para contribuir no resgate cultural destas histrias. Tambm alguns orientadores e historiadores ficaram de tranarem cestos demonstrativos, hoje no muito conhecidos, de fibras de fcil acesso na aldeia no decorrer das atividade s da Oficina. CONFECO DE CESTOS DEMONSTRATIVOS: Chico:Yrupejuap (23/08 tarde) Tuim: Yrupejuap (24/8 manh)

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13 Levantamento dos itens da cestaria Kaiabi. NOME DO OBJETO QUEM FAZ RECURSOS NATURAIS USOS Tapekwap / abanador Homens Juap / Broto de Tucum; 'Ypo / Cip; Inimo / Barbante; Amyneju / Algodo Mulheres usam para abanar o fogo e virar o beiju; Homens usam para abanar e os Pajs usam para rezar e espantar espritos maus. Tamakari / Cesto Cilndrico Homens Jua p / Broto de Tucum; 'Ypo / Cip; Amyneju / Algodo; Juy'Wi / Agulha de Palito de Palha Mulher guarda objetos pequenos. Muap / Borduna Homens Tukum / Tucum; Yp / Pau; Pino'Wa / Bacaba; Uruyp / Arum; Amyneju / Algodo; Jemore'Yp / Jequitib; Ywyjupe / T inta Guerrear, Danar nas festas, caar. Myayta / Maiaco Homens 'Ypo / Cip; Ywit / Embira Mulheres e Homens usam para carregar produtos da roa, rede, caa, frutas, peixes moqueados. Homens Ameywit / Imb Mulheres e Homens usam para c arregar produtos da roa, rede, caa, frutas, peixes moqueados. de Palha de Tucum Homens Juap / Broto de Tucum Fazem simpatias para o mudo e carregar coisas midas. Homens Pinop / Palha de Inaj Carregar caa e f ruta. Yrupewai / Peneira Homens Uruyp / Arum Paj usa para rezar e trazer a alma dos doentes. Tapekwajowai / Abanador de Dois Cabos Homens Wuy'wa / Cana Brava; Inimo / Barbante; Juy'Wi / Agulha Mulheres usam para tampar alimentos e abanar fogo. Kangyt aryta / Armao para Cocar Homens Uruyp / Arum; Amyneju / Algodo Para armao de cocar. Usado para enfeitar em festas e cerimoniais.

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14 NOME DO OBJETO QUEM FAZ RECURSOS NATURAIS USOS Arapi / Enfeite da Flecha Homens Inimo / Barbante; Juy'Wi / Agulha Caar. Pinosing / Esteira Homens Pinop / Palha de I naj Fazer Cermica. Yrupemeauu / Peneira de Malha Grossa Homens Uruyp / Arum; 'Ypo / Cip; Amyneju / Algodo Mulheres coam massa de mandioca, Pajs usam para tirar espritos maus. Yrupemeai'i / Peneira de Malha Fina Homens Uruyp / Arum; 'Ypo / Cip; A myneju / Algodo Coar lquidos, massa de mandioca e milho. Homens Pokop / Banana Brava; Uruyp / Arum; 'Ypo / Cip; Amyneju / Algodo Carregar rede e comida. de Tucum Homens Juap / Palha de Tucum Guardar algodo, fuso, barro. Araa / Peneira Desenhada Homens Uruyp / Arum; Amyneju / Al godo; 'Ypo / Cip; Jemore'yp / Tinta de Jequitib Usam para fiar algodo, guardar barbante e bola de barro. Comprido Homens Juap / Broto de Tucum Mulheres usam para guardar objeto. Cesto para guardar amendoim Homens Juy 'wi Ywit / Talo de Inaj Mulheres e Homens usam para guardar amendoim. Yrupefuku / Peneira oblonga Homens Uruyp / Arum; 'Ypo / Cip; Ameneju / Algodo; Para preparar os alimentos; pegar peixinhos na pescaria. Jesi'a / Armadilha para Peixes Homens Juy'wi / Talo de Inaj; Ywit / Embira; 'Ypo / Cip; Armadilha para pegar peixe.

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15 Levantamento dos i tens da tecelagem Kaiabi. NOME DO OBJETO QUEM FAZ RECURSOS NATURAIS USOS Tupai / Tipia Mulheres Amyneju / Algodo; Ywewujyp / Madeira; Ywit / Embira M ulheres usam para carregar crianas. Taityrete / Rede de Casal Mulheres Amyneju /Algodo; Ywewujup / Madeira; Ywit / Embira Para deitar Mulheres Amyneju / Algodo; de Pau Serve para carregar objetos midos. E'ym/fu so Homens Yrip / Siriva; Jowosipewa Py'Afet / Casco de Tracaj Mulheres usam para fiar algodo. Taityjewak / Redes desenhadas Mulheres e Homens Amyneju /Algodo; Ywewujup / Madeira; Ywit / Embira Para deitar homens e mulheres. Taity Pypykap / Pente par a Tecelagem Homens Ypirangi / Madeira Pororogi' yp / madeira Usam para fazer trama da rede e tipia. Ku'afaap/cinto Mulheres e Homens Amyneju / Algodo; Tapi'ira Pyp met / Unha de Anta; Y'wa Pefet / Casca de Semente de Castanha Homens usam para festas Tupaam/corda Homens Ywit / Embira; Ama'yp / Tipo de Embira. Usam para amarrar rede. Awanifu'am/peruca Homens Wyraap /Penas de aves; Amenaju / algodo; Enfeitar Home ns para as festas. Taity Retykap Homens Taity Jep Mulher

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16 Depois de finalizado o levantamento dos itens da cestaria e da tecelagem, cada aluno escolheu um objeto para trabalhar: escrever um pequeno texto sobre aquele objeto na lngua indgena e fazer um desenho acompanhando o texto. Segue abaixo as escolhas feitas: Araa / Peneira Desenhada Arapi / Enfeite da Flecha Pikuruk Kane Kangytaryta / Armao para Cocar Awasiu Muap / Borduna Jamanary Myayta / Maiaco Tare'i Mairosing Jawarete Sirawan Pinosing / Esteira Juruky'a Juru Tamakari / Cesto Cilndrico Morea'at Tapekwajowai / Abanador de Dois Cabos Aype Tapekwap / abanador Kwaryp Jowosipep Tamakari Yrupefuku / Peneira oblonga Yrupemeai'i / Peneira de Malha Fina Wyrawat Yrupemeauu / Peneira de Malha Grossa Mata rekatu Yrupewai / Peneira Popo Simultneamente foi sendo trabalhado o texto sobre as Licenciatura em Lnguas, Artes e Literatura UNE MAT Barra do Bugres MT/2006. Foi realizada a leitura do Cap. I Arum e a Histria do Povo Kaiabi. Durante a mesma o Cacique e Professor Jowosipep, Orientador Tuim Kaiabi e o Historiador Xup analisavam seu contedo tendo sido acompanhados pela escut a atenta da Orientadora Wisio Kaiabi e a Coordenadora do Projeto de Tecelagem, Mytang Kaiabi.

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17 Nesta tarde o Velho Professor de Artesanato Karauu iniciou a testemunharam pela primeira vez sua elab orao. Tambm o Orientador Mo'yt, tambm conhecido como Chico iniciou a cestaria de nome Yrupejuap. 24/08 Prosseguiu se nas atividades do dia anterior. Foram sendo concludos os desenhos da cestaria e os professores presentes foram digitando as pequenas frases dos itens na tabela pertinente. Yrupejuap ) e o Professor de Cultura Tuim Kaiabi, da Aldeia Samauma, iniciou o tranado do Yrupejuap. Desenhos e pequenas frases da tecelagem foram realizados,conforme abaixo: Tupai / Tipi a Aype Taityrete / Rede de Casal Morajup Kwaryp E'ym Tare'i Taityjewak / Redes desenhadas Mairasing Taity Pypykap / Pente para Tece.lagem Popo Ku'afaap Wirawat Tupaam / Corda Matarekatu Aps a concluso dos desenho s da cestaria e tecelagem os alunos presentes realizaram desenhos sobre a histria contada. O cacique pediu para as Orientadoras e Orientadores fazerem levantamento, junto as casas da aldeia, sobre os artefatos de cestaria e tecelagem existentes para orga nizar a futura exposio. Na parte da tarde, o Cacique Aturi e Simone Athayde complementaram e corrigiram a Histria do Povo Kaiabi, iniciada no dia anterior.

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18 Deu se continuidade a confeco dos cestos demonstrativos, tendo sido iniciado pelo Orientado r de Cultura Jurupere'wi, da Aldeia Tuiarar, o cesto Myayt e pelo Orientador de Cultura Miaraka'ja, Foi elaborado roteiro de entrevista para ser realizada com as mulheres sobre a tecelagem: 1. CO MO ERA FEITA A REDE KAIABI ANTIGAMENTE? VOC CHEGOU A CONHECER A REDE TRADICIONAL DO POVO KAIABI? 2. COMO FOI QUE AS MULHERES KAIABI APRENDERAM A FAZER A REDE DESENHADA? 3. QUAIS SO OS DESENHOS FEITOS NAS REDES DESENHADAS? 4. COMO O APRENDIZADO DA REDE? 5. QUAL A I MPORTNCIA DA REDE DESENHADA? 6. QUAIS OS TIPOS DE ALGODO CULTIVADOS NO XINGU? 7. QUEM PODE PLANTAR E QUEM PODE COLHER O ALGODO? 8. QUAL A HORA CERTA DE PLANTAR E COLHER O ALGODO? 9. QUANTO ALGODO PRECISA PARA FAZER UMA REDE? 10. EXISTE ALGUM TIPO DE ALGODO EM RISCO DE EXTINO? 11. TEM ALGUNS CUIDADOS NA HORA DE FAZER A REDE OU NA HORA DE FIAR O ALGODO? 12. QUANTO TEMPO LEVA PARA FAZER UMA REDE TRADICIONAL, DESDE A COLHEITA DO ALGODO AT SUA CONCLUSO? 13. EXISTE ALGUMA HIST"RIA DO ANTIGO SOBRE O ALGODO OU A REDE? A s entre vistas com as mulheres f oram iniciadas em um formato de mesa redonda, onde cada professor fazia uma pergunta e as orientadoras presentes respondiam. A s entrevista s foram feita s na lngua indgena e aps as resposta o professor fazia uma breve traduo para o portugus. As orientadoras presentes foram: Mytang Kaiabi, Wisio Kaiabi, Zulmira Kaiabi, Kape Kaiabi e More Kaiabi. As entrevistas foram gravadas para depois serem transcritas em forma de texto pelo Professor Awasiuu. Este texto ser includo no livr o sobre tecelagem Kaiabi que est em fase de elaborao

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19 25/08 Retomamos o planejamento e readequamos as atividades do dia da seguinte forma: 1. Concluso das entrevistas com as mulheres sobre a Histria da rede desenhada; 2. Terminar os desenhos e frases pa ra os itens da cestaria Kaiabi; 3. Fazer desenhos e frases na lngua indgena explicando as etapas de confeco da rede desenhada; 4. Fazer desenhos e frases na lngua indgena explicando as etapas de confeco da peneira desenhada (araa). Organizou se os grup os de trabalho para melhor aproveitamento da Oficina. Ficou sob a responsabilidade do Professor Awassiuu a histria da tecelagem no P IX; Os desenhos Jesi'a por Jamanary, Juy'wi por tare'i e Aepojy por Aype. Listamos as etapas de confeco da rede e dividimos os desenhistas responsveis por cada uma: 1 Colher e preparar o algodo (Morajup); 2 Fiar o algodo (Kwaryp); 3 Preparar os novelos de linha (Morea'at); 4 Montar o tear (Apurin); 5 Fazer a trama do tecido (Wyrawat); 6 Usar para deitar (Tizil). Tambm listamos as etapas de confeco da peneira desenhada (Ar aa) e dividimos para os seguintes alunos: 1 Buscar arum no mato (Jawarete); 2 Preparar os talinhos de arum (Jari); 3 Fazer a peneira (Matarekatu); 4 Amarrar e colocar a borda na peneira (Muap); 5 Pegar Tinta no mato ( Mairasing); 6 Pintar a pe Deixar secar no sol (Tymakari); 8 Raspar a peneira para mostrar os desenhos ( Juru Kyat). A confeco dos cestos demonstrativos deram continuidade, tendo sido iniciado pelo Orientador de Cultura Maikatu Kaiabi, pioneiro da Aldeia Tuiar ar, o cesto Jesi'a e as peas Jesi'i e Iw que so utilizados como armadilhas para pesca.

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20 Foi dado continuidade e concluda a entrevista das mulheres sobre a tecelagem K aiabi. O Professor Awa siu u fez a transcrio da entrevista e organizou um texto em p ortugus. Na parte da tarde, iniciamos os trabalhos organizando 3 subgrupos, que desenvolveram as seguintes atividades: O Grupo 1 teve como objetivo elaborar as etiquetas dos artefatos de cestaria e tecelagem que seriam expostos na visita dos Yanomami Nas etiquetas constaro as seguintes informaes: Nome do Artefato, Quem Faz, Recursos Naturais, Usos e Artesos. Participantes : Morajup, Matarekatu, Popo, Muap, Tare'i e Kujmet. Monitoria : Professor Sirawan. O Grupo 2 teve como objetivo trabalhar as pectos do Intercmbio Cultural com os Yanomami preparando informaes sobre a cultura Kaiabi e organizando perguntas a serem feitas aos visitantes. Participantes Monitoria : Professor Pikuru. O Grupo 3 teve como objetivo trabalhar sobre os recursos naturais usados nas confeces dos artefatos, desenhando e fazendo pequeno texto sobre o tipo de ambiente, a pa rte usada e se tem muito ou pouco na regio do Tuiarar. Participantes : Kwaryp, Jurukya, Mauri, Timakari, Jamanari e Jawarete. Monitoria : Professor Sirakup. 26/08 Iniciamos os trabalhos dando continu idade aos trabalhos dos 3 grupos do dia anterior. Foi feita mudana na programao, transferiu se a visita area de plantio do Arum para a manh do dia seguinte. O Orientador da Cultur a, Mo'yt, prosseguiu confeccionando a Orientador da Cultura, Tuim, iniciou o tranado de um Tapekwap / Abanador Depois do caf foram realizadas as apresentaes dos 3 grupos e feita a preparao para a recepo d os professores Yanomami.

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21 Grupo 1 : Professor Sirawan deu bom dia a toda turma, disse que iriam apresentar os trabalhos que foram realizados desde ontem. Os alunos foram mostrando os diversos artefatos escolhidos para a exposio e lendo alguns itens das etiquetas como dia da confeco, arteso, nome do objeto. Ressaltou algumas cestarias que no tinham visto antes e que foi resgatada durante a Oficina atravs da feito pelo Orientador de Cul tura Karauu. Grupo 2 : Professor Pikuru k chamou os integrantes do grupo e fez uma breve apresentao de como foi realizado as atividades: elaboraram um texto na lngua para apresentarem aos visitantes sobre a cultura kaiabi e tambm uma lista de perguntas a serem feitas eles. Cada aluno se apresentou dizendo seu nome e a aldeia em que mora. Depois foi lido o texto, na lngua indgena, sobre a cultura kaiabi e na seqncia lido as perguntas elaboradas pelo grupo. Grupo 3 : Professor Sirakup em conjunto c om os alunos participantes deste grupo deram bom dia a todos e informou que cada aluno escolheu um recurso para desenhar e escrever um pequeno textos. Cada aluno falou seu nome e mostrou seus trabalhos. Os alunos mais experientes tambm leram seus pequeno s textos. Neste momento chegou Paulo Junqueira, coordenador adjunto do Programa e Katia Ono, Assessora do Manejo que vieram acompanhar brevemente os trabalhos da oficina O Professor Pikuru k deu prosseguimento na organizao do grupo para a recepo dos parentes Yanomami O Professor Awasiu deu prosseguimento atividade de redigir texto sobre a tecelagem atravs das en trevista gravadas das mulheres K aiabi. Os professores Edgar e Batista Yanomami chegaram na aldeia por volta do horrio do almoo, acom panhados pelas a ssessoras Clris da Secoya ( Servio de Cooperao com o PovoYanomami), Rosana Gasparini e de Paula Menezes, da equipe de educao do ISA. Os Yanomami almoaram e na parte da tarde houve a recepo formal dos parentes vindos de longe na esco la. Os alunos

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22 organizaram uma exposio de textos, desenhos e artesanatos produzidos nas oficinas dos projetos para os parentes Yanomami verem. Houve uma reunio com troca de informaes entre os Yanomami e os Kaiabi. 27/08 No ltimo dia da oficina, hou ve visita de todo o grupo, inclusive dos parentes Yanomami, ao plantio experimental de arum prximo a um crrego que fica cerca de 40 minutos de caminhada da aldeia. Pudemos observar que as mudas esto se desenvolvendo bem, e a maioria est com um aspecto saudvel. Na parte da tarde, houve a av aliao da oficina, com participao de todos. Colocamos algumas perguntas no quadro, para que os participantes pudessem comentar durante a avaliao: 1) O qu mais gostou? 2) O qu pode ser melhorado? 3) Sugestes para a co ntinuidade do trabalho: 4) De que forma os professores indgenas participantes da oficina podem aplicar e dar continuidade a este trabalho nas suas comunidades? Durante a avaliao, o pessoal da aldeia comentou que este trabalho iniciou se h cerca de 7 anos atrs, e agora possvel perceber o resultado e os frutos deste projeto. Comentaram tambm que a idia da construo da casa da cultura justamente de poder dar continuidade a este trabalho, ampliando para outros tipos de artesanato dos Kaiabi que esto correndo o risco de serem perdidos. Palavras do Cacique Aturi em sua Monografia Este trabalho muito importante para a minha experincia na produo de material didtico, como pe squisador da prpria comunidade. O livro ser utilizado na sala de aula, como leitura, sendo pesquisado pelos futuros alunos Kaiabi e tambm para a revitalizao do conhecimento da etnia Kaiabi. A realizao das Oficinas despertou os velhos, os jovens e as mulheres em valorizao e querer reconstituir os conhecimentos tradicio nais dos Kaiabi. A maioria dos ancios ficaram emocionados por ver o trabalho de cestaria e tecelagem. Eles lembraram de seus tempos passados e fizeram discurso falando para os jovens continuarem valorizando os conhecimenmtos tradicionais da etnia Kaiabi.

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23 4. VISITA A MUSEUS DE GOINIA Aturi, sua esposa Mytang e seus filhos Apurin e Mapawi, acompanhados pela assessora Simone Athayde, fizeram uma visita aos Museus entnogrficos da cidade de Goinia no perodo de 17 a 20 de setembro de 200 6 Esta visita, que j estava programada no Projeto Kaiabi Araa, teve como principais objetivos: Dar continuidade ao levantamento das peas da cultura material dos Kaiabi depositadas nos museus brasileiros e internacionais; Conhecer o acervo de fotos e documentos que Jesko Puttkamer deixou na Universidade Catlica de Gois (e conhecer as possibilidades e requerimentos para obter cpias dos materiais (fotos, vdeos, gravaes) para o Povo Kaiabi. Estabelecer contatos e verificar a possibilidade de desenvolver trabalho s em parceria com instituies de ensino e pesquisa em Goinia. O primeiro museu que ns visitamos foi o Museu Antropolgico da Universidade Federal de Gois. L fomos bem recebidos e tivemos uma reunio com a diretora do Museu Profa. Nei Clara de Lima e tambm com a coordenadora de intercmbio cultural Profa. Maria Joana Cruvinel Caixeta e a an troploga Roseli de Ftima Brito

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24 Netto Barreto. Nesta reunio, contamos sobre a nossa visita e sobre o projeto que estamos realizando para o resgate cultural da ce staria e da tecelagem Kaiabi. Depois da reunio, fomos no depsito onde esto guardadas as colees de artesanato de vrios povos indgenas. Ns conseguimos separar algumas peas de artesanato do Povo Kaiabi que estavam l, coletadas pelo Prof. Acary Pass os de Oliveira na dcada de 1970 no Parque do Xingu. Fizemos um trabalho de fornecer informaes para o pessoal do museu, sobre as peas dos Kaiabi que esto guardadas l. Na parte da cestaria, Aturi falou o nome de cada pea, os recursos naturais que so usados para fazer as peas, os usos, se feito pelo homem ou pela mulher e os nomes dos desenhos grficos de cada peneira. Ns tiramos fotos dos objetos da cestaria e tecelagem que estavam l e tambm registramos cada pea para completar a pesquisa que e stamos fazendo nos museus. No segundo dia, visitamos o IGPA Instituto Goiano de Pr histria e Arqueologia da Universidade Catlica de Gois, bem como o Centro Cultural Jesco Puttkamer. Fomos bem recebidos pelo diretor do IGPA, Pro. Jzus Marco de A tades e tivemos uma reunio com ele e com a Profa. Maria Eugnia Brando Contamos sobre o trabalho que estamos fazendo e sobre as atividades que gostaramos de fazer l. O Diretor do IGPA nos presenteou com vrias publicaes do

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25 Instituto. Fomos visitar a sala onde so guardados os slides de fotografias que Jesco Puttkamer tirou h 40 anos atrs. Tem muitas fotos antigas dos Kaiabi depositadas l. Na parte da tarde, primeiro fizemos uma visita casa de Jesco, onde agora um pequeno centro cultural. L conhecemos detalhes sobre a vida de Jesco e tambm informaes sobre outros povos indgenas que vivem em Gois. Depois, voltamos ao IGPA para assistir um filme original da transferncia do Povo Kaiabi para o Xingu, que foi muito emocionante para ns. N s fomos as primeiras pessoas que assistiram este filme. O Professor Mrio Arruda da Costa a pessoa responsvel pela manuteno do acervo de filmes do IGPA. Depois do filme, convidamos o pessoal do IGPA para eles comparecerem na aldeia Tuiarar na reuni o de avaliao do projeto, no final de novembro. 5. TRABALHO DE REVISO PARA EDIO FINAL DO VDEO KAIABI ARAA Nos dias 20 a 23 de setembro, estivemos reunidos (Aturi, Mytang, Simone, Ianukul, Tariajup e Alup) em Canarana, junto com Joo Pavese, cinegr afista da Al Tiro, para fazer um trabalho de reviso do vdeo do projeto. Fizemos algumas entrevistas que estavam faltando e tambm discutimos detalhes de mudanas a serem feitas no vdeo.

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26 MEM"RIA FOTOGRFICA ATIVIDADES DESENVOLVIDAS EM 2006 1. Monitoramento do Plantio Experimental de Arum PROJETO KAIABI ARAA Monitoramento do crescimento das mudas de arum trazidas da Aldeia Kururuzinho no Par, plantadas na regio da Aldeia Tuiarar. Fotos: Ktia Yukari Ono

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27 2. Construo da Casa da Cultura na Aldeia Tuiarar, julho e agosto de 2006 Fotos: Aturi Kaiabi

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28 3. Oficina de Elaborao de Mater iais Didticos Aldeia Tuiarar, 22 a 27 de agosto de 2006. Fotos de Simone Athayde com exceo das indicadas na legenda. Professor e Cacique Aturi Kaiabi, coordenador do Projeto Kaiabi Araa, com sua esposa Mytang Kaiabi, coordenadora do trabalho de tecelagem. Aturi est mostrando o seu trabalho de concluso de curso sobre a Cestaria e Tecelagem Kaiabi, que realizou para sua graduao no Terceiro Grau Indgena da UNEMAT MT, em junho de 2006.

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29 Livros e relatrios produzidos sobre a cestaria e a te celagem Kaiabi e sobre o Projeto Kaiabi Araa. Abaixo, Aturi e Simone Athayde, assessora do projeto.

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30 Professor Pikururk Kaiabi, da Aldeia Tuiarar, orientando o levantamento dos itens da cestaria e da tecelagem Kaiabi no incio da oficina. Grup o de professores e idosos convidados para a oficina, revisando as histrias para o livro sobre Cestaria Kaiabi. Foto: Angelise Pimenta.

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31 Orientador Karauu da Aldeia 3 irmos e Professor Sirawan, da Aldeia Kwaruja Orientador Tuim, da Aldeia Samam a, orientando o Professor Aturi sobre a Histria de Origem do Povo Kaiabi.

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32 As mulheres More e Jepyk torrando farinha.

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33 Rywete fazendo uma tipia na casa de cultura. Zulmira oferecendo beij de amendoim em uma peneira de broto de tucum (yrupejuap)

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34 Orientadores mais ve lhos convidados para a oficina (Karauu e Chico) elaborando cestos para demonstrar para os alunos.

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35 Professor Awasiuu, do Posto Indgena Diauarum, elaborando desenho e texto sobre itens da cestaria Kaiabi. Alunos trabalhando durante a oficina.

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36 Entrevistas com as mulheres sobre a histria da tecelagem Kaiabi. Menino tranando um cesto paneiro de cip imb.

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37 Preparao de exposio de artesanato na Escola da Aldeia Tuiarar. Alunos faze ndo etiquetas para as peas de artesanato para exposio.

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38 Visita dos Professores Yanomami na A ldeia Tuiarar: Batista e Edgar Yanomami, acompanhados por Cleris, da Secoya.

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39 4. Visita a museus em Goinia Reunio com a diretoria do Museu Antropo lgico da Universidade Federal de Gois. Visita ao acervo de peas, onde est depositada a coleo Kaiabi, coletada pelo Prof. Acari de Passos de Oliveira no Parque do Xingu em 1970

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40 Aturi, sua esposa Mytang e seu filho Apurin observam um cesto carg ueiro (panaku) da coleo, que j est em vias de desaparecimento no Xingu. Aturi orientando as tcnicas e professoras do museu, fornecendo informaes sobre as peas da coleo Kaiabi.

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41 Rede e peneira da coleo Acari de Oliveira do Museu Antropolgi co da UFG.

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42 Visita ao IGPA Instituto Goiano de Pr Histria e Arqueologia. Acima, o diretor do IGPA, Dr. Jzus de Atades, doando publicaes do IGPA para a Aldeia Tuiarar. Abaixo, Profa. Maria Eugnia Nunes, coordenadora do Projeto Acervo, mostra ndo coleo de fotos de Jesco Puttkamer para Aturi e sua famlia.

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43 Profa. Maria Eugnia mostrando ampliaes de fotos de Jesco Puttkamer sobre o Povo Kaiabi, tiradas na dcada de 1960.

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44 Visita ao Centro Cultural Jesco Puttkamer. Grupo assistin do o filme de Jesco sobre a transferncia dos Kaiabi para o Xingu no IGPA.

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45 ANEXO II Grficos do monitoramento do plantio de mudas de arum.

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48 ANEXO II I Relao das peas de cestaria e tecelagem Kaiabi da coleo do Museu de Antropologia da Universidade Federal de Gois Coleo Prof. Acary de Passos de Oliveira Parque Indgena do Xingu, 1970. 207 peas ao todo. Relao das peas separadas para fotografar: 1) Cesto para guardar amendoim munowi ir Registro 70.02.25. 2) Borduna para festa muap. Registro 71.01.38. 3) Rede simples com corda de embira, para criana, sem desenho. Taity. Registro 70.05.03. 4) Rede simples amarrada. Taity. Registro 83.03.32. 5) Armao para cocar. Kangytat reta. Registro 70.02.29 Materiais: arum e algodo. 6) Suporte para cabaa. Tapawi. Registro: 71.01.89. 7) Colar de dente de cutia. Registro: 74.01.45. 8) Colar de argolas de inaj com osso de tat. Registro: 74.01.40. 9) 74.01.4 0. 10) Peneira grande de arum com desenho de pegada de raposa (awarapypot). Araa. Registro: 74.01.22.

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49 11) Peneira pintada com desenho gro de milho (awasiayj). Araa. Registro: 69.03.01. 12) Registro: 74.01.34. 13) Pen de (jowosiape). Registro: 79.01.1075. 14) Registro: 74.01.23. 15) Peneira sem pintura grande com desenho inimoeta. Registro: 69.01.29. 16) Peneira pintada grande com desenho de gente tayt). Registro: 69.03.03. 17) Peneira de buriti com desenho gro de milho (awasiayj), para secar algodo no sol. Registro: 79.01.1081. 18) Peneira sem pintura, desenho inimoeta. Registro: 79.01.1076. 19) Registro: 69.03.04. 20) Peneira sem pintura, desenho Jarukang. Registro: 71.01.77. 21) Peneira pintada com desenho awarapypot (parece que no de arum). Registro: 70.02.51. 22) Cesto cargueiro pequeno

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50 ANEXO IV CONTATOS IMPORTANTES 1) Museu Antropolgico da Universidade Federal de Gois: Av. Universitria, 1166, Setor Universitrio. Goinia, GO. CEP 74605 010. Fone: (62) 3209 6010 Diretora: prof. Nei Clara de Lima neiclara@yahoo.com.br Coordenadora de Int ercmbio Cultural Prof. Maria Joana Cruvinel Caixeta joana@museu.ufg.br Coordenadora de Museologia Barreto roselimuseu@bol.com.b r Antroploga (Povos Terena e Karaj) Rosani Moreira Leito. rmleitao@terra.com.br Linguista Christiane de Oliveira (Linguista, Povo Apinaj) Coordenadora dos Colquios Lingusticos do Museu Antropolgi co. Setor de Etnolingustica do Museu Antropolgico. Christianedeoliveira1@yahoo.com Estagiria interessada em trabalhar no Xingu: Aline Lopes Murillo estudante de Cincias Sociais UFG. E mail: alinemurillo@gmail.com ; alinelua_bg@hotmail.com

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51 2) Instituto Goiano de Pr histria e Arqueologia IGPA, Universidade Catlica de Gois. Praa Universitria rea 2 Bloco F Telefone: (62) 3946 1221 ou (62) 3261 1020 Prof. Jzus Marco de Atades Diretor jezus@ucg.br Profa. Maria Eugnia Brando Alvarenga Nunes Coordenadora do Projeto Acervo. mebanunes@ucg.br Prof. Mrio Arruda da Costa acervo de videos/imagens. Prof. Paulo Csar Mendona Coordenador do acervo. pcesarmendonca@gmail.com Fernanda Costa tcnica de material audio visual fernanda@ucg.br 3) Centro Cultural Jesco Putt kamer: Responsvel: Sr. Adelade Generoso de Freitas. Av. T 3, n. 1732 Setor Bueno CEP. 74.210 240 Goinia Go Fone: (62) 3251 07 21.