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PROJETO KAIABI ARAA: RESGATE CULTURAL DA CESTARIA E TECELAGEM KAIABI NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU E NA TERRA INDÍGENA KUR...
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Title: PROJETO KAIABI ARAA: RESGATE CULTURAL DA CESTARIA E TECELAGEM KAIABI NO PARQUE INDÍGENA DO XINGU E NA TERRA INDÍGENA KURURUZINHO
Series Title: Relatorio Tecnico, 2004
Physical Description: Technical Reports
Creator: Athayde, Simone
Kaiabi, Jowosipep (Aturi)
Publisher: PDPI
Place of Publication: Canarana
Publication Date: 2004
 Notes
Acquisition: Collected for University of Florida's Institutional Repository by the UFIR Self-Submittal tool. Submitted by Simone Athayde.
Publication Status: Unpublished
 Record Information
Source Institution: University of Florida Institutional Repository
Holding Location: University of Florida
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1 ASSOCIAO TERRA INDGENA XINGU ATIX PROJETOS DEMONSTRATIVOS DOS POVOS INDGENAS PDPI PROJETO RESGATE CULTURAL DA CESTARIA E TECELAGEM KAIABI NO PARQUE INDGENA DO XINGU E NA TERRA INDGENA KURURUZINHO RELAT"RIO DE ATIVIDADES Perodo: 23/08 a 29/0 9/2004 Aldeia Tuiarar setembro de 2004

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2 ASSOCIAO TERRA INDGENA XINGU ATIX PROJETOS DEMONSTRATIVOS DOS POVOS INDGENAS PDPI PROJETO RESGATE CULTURAL DA CESTARIA E TECELAGEM KAIABI NO PARQUE INDGENA DO XINGU E NA TERRA INDGENA KURURUZ INHO RELAT"RIO DE ATIVIDADES Perodo: 23/08 a 30/09/2004 Equipe do Projeto: Parque Indgena do Xingu Coordenador geral do projeto: Prof. Aturi Kaiabi Coordenadora: Mytang Kaiabi Agentes Indgenas de manejo dos Recursos Naturais: Pirapy Kaiabi, Kaiabi e Tamakari Kaiabi Terra Indgena Kayabi, Posto Indgena Kururuzinho Coordenador: Eroit Kaiabi Coordenadora: Kujreajup Kaiabi Associao Terra Indgena Xingu ATIX Presidente: Makup Kaiabi Diretor administrativo: Ianukul Kaiabi Suy Assistent e: Tari Kaiabi Instituto Socioambiental ISA Assessora geral do projeto: Simone Ferreira de Athayde, pesquisadora associada do Programa Xingu ISA. Assessora de manejo dos recursos naturais: Ktia Yukari Ono, tcnica do Programa Xingu. Al Tiro Filmes Joo Sebastio Pavese cinegrafista Thiago Jock da Cunha Santos cinegrafista Ricardo Guarany Cunha Santos assistente Aldeia Tuiarar setembro de 2004 SUMRIO

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3 pg 1. Reunio inicial do projeto 01 2. Viagem do Xingu para o Kururuzinho 04 3. Reunio na aldeia Kururuzinho 04 4. Oficina de cestaria e tecelagem na aldeia 06 Kururuzinho 5. Pesquisa sobre o arum e coleta de 10 mudas no Par 6. Plantio de mudas no Parque do Xingu 14 7. Oficina de cestaria e tecelagem na Aldeia Tuiarar 14 ANEXOS 1. Fotografias 2. Mapa das Terras Indgenas Kaiabi no Brasil 3. Mapa da Terra Indgena Kaiabi PI Kururuzinho PA 4. Populao do Posto Indgena Kururuzinho

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4 1. REUNIO INICIAL DO PROJETO A primeira reunio foi realizada no Posto I ndgena Diauarum no dia 23/08/04, com os Kaiabi do Xingu. Participaram representantes das aldeias 3 irmos, Barranco Alto, Ilha Grande, Guaruj, Tuiarar, Moitar, Yekwawi, Posto Diauarum, Capivara, Kururu e PIV Manito. A maioria das pessoas comentou que seria interessante promover um novo modelo de ensino de cestaria e tecelagem entre o Povo Kaiabi. Antigamente, as pessoas aprendiam de acordo com o seu interesse, ningum obrigava as pessoas a aprenderem. Eles aprendiam com os seus familiares, acompanhand o as atividades do dia a dia da cultura do povo. Essa forma de aprendizado dos antigos era valorizada porque no existia o contato com os no ndios e tambm os Kaiabi moravam onde existiam recursos suficientes para fazer artesanato. Atualmente vem aconte cendo um impacto cultural devido a transferncia territorial do Povo Kaiabi para o Parque do Xingu e os Kaiabi que permaneceram no seu territrio tradicional tiveram uma maior influncia da cultura do no ndio como a lngua portuguesa, alimentao da cida de, religio, sade e outras atividades que vieram atravs do contato com os brancos. O povo que permaneceu na sua rea tradicional perdeu muito seu conhecimento e sabedoria sobre as atividades culturais do Povo Kaiabi. Os Kaiabi do Xingu foram transferido s para uma rea onde no existem recursos naturais suficientes para fazer o artesanato, como peneira, borduna, arco, flecha, cocares, colares de dentes de animais e tambm onde faltam frutas nativas, mel do mato e terra boa para o cultivo. Jywapan, da al deia Capivara, falou que este projeto poderia ter includo os Kaiabi que vivem no Rio dos Peixes, para ajudar o povo todo, sem deixar ningum de fora. No Rio dos Peixes os Kaiabi tambm enfrentam o mesmo problema dos Kaiabi que vivem no Rio Teles Pires, no PI Kururuzinho, incluindo a perda do conhecimento tradicional sobre a cestaria e a tecelagem. O pessoal falou que a maioria das mulheres do Xingu no sabem fazer rede, tem poucas que ainda sabem fazer. Jymoete, da Aldeia Capivara, disse

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5 que muitas mulher es que tinham o conhecimento j faleceram e agora ela tem dificuldade para aprender e para ensinar os seus filhos. Ningum est mais fiando algodo e as mulheres esto meio paradas, no tem gente para animar o trabalho. Mytang, coordenadora do trabalho n o Xingu, falou que precisa da colaborao das mulheres do Xingu para ajudar os parentes da aldeia Kururuzinho, porque l as mulheres j esqueceram da tecelagem e elas precisam de ajuda para resgatar esse conhecimento. Os professores arteses perguntaram se ia haver um recurso para pagar eles para fazer este servio. Aturi respondeu que isso no vai haver porque isso uma contrapartida deles e que este conhecimento e aprendizado ficar sempre para o nosso povo, para o resto da vida. atravs deste conhec imento que eles vo conseguir recurso para benefcio deles, vendendo as peneiras. O que eles aprenderem, vai servir para sempre, depois que o dinheiro do projeto acabar. Falamos tambm sobre o manejo de recursos naturais usados para fazer artesanato, pri ncipalmente o arum, usado para fazer as peneiras. Aturi comentou que estava levando os agentes indgenas de manejo para o Kururuzinho para comear a ensinar como que pode manejar o arum sem destruir o recurso. Alm disso, falamos tambm da nossa idia de trazer mudas de arum para fazer um plantio experimental no Xingu. Nessa reunio tambm aproveitamos para falar de outros recursos como frutas comestveis (Castanha do Par, cco babau, cacau, patau), mudas de siriva e outros que poderamos aproveit ar a viagem para trazer para plantar aqui no Xingu. Falamos sobre os livros que esto sendo montados sobre as peneiras, o arum e a tecelagem, com a ajuda da Simone. Falamos tambm do vdeo do projeto, que ser distribudo para todas as escolas no final d e 2005. As pessoas interessadas em participar da viagem se manifestaram e foi feita a lista de participantes da viagem para o Kururuzinho: 1. Aturi coordenador

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6 2. Mytang coordenadora 3. Tamakari agente de manejo 4. Pirapy agente de manejo 5. agente d e manejo 6. Tarumani professor 7. Maru professora 8. Naiara professora 9. professor 10. Simone assessora 11. Ktia assessora 12. Joo cinegrafista 13. Thiago cinegrafista 14. Ricardo cinegrafista

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7 2. VIAGEM DO XINGU PARA O KURURUZINHO No dia 27 de agosto de 2004 aconteceu a viagem de 14 pessoas do Xingu para o Par. A sada foi as 4:00 horas da manh do Posto Diauarum de lancha para o Pierau. Continuamos a viagem via transporte terrestre, com o nibus da empresa Xingu, na linha So Jos do Xingu Peixoto de Azevedo. Chegamos em Alta Floresta as 4:00 hs da manh do dia seguinte. Em Alta Floresta, recebemos recado que a balsa que faz a travessia do Rio Teles Pires havia afundado. Fizemos tomada de preos e compra de comida, combustvel e materiais para a oficina. Fretamos um caminho de Alta Floresta para a beira do Rio So Benedito. Samos de Alta Floresta no dia 29/08 s 11:00 hs e chegamos na beira perto das 4:00 hs da tarde. O barco da aldeia estava nos esperando. Chegamos no Posto Kururuzinho s 20:00 hs. 3. REUNIO NA ALDEIA KURURUZINHO No dia 30/08 pela manh aconteceu uma reunio sobre a demarcao da Terra Indgena Kayabi, com participao de um representante do PPTAL, comunidade e do chefe de Posto, o Sr. Clvis. De acordo com o censo de 2004, existem 121 pessoas morando no PI Kururuzinho. Na parte da tarde, tivemos uma reunio com a comunidade do Kururuzinho para falar sobre o projeto da cestaria e tecelagem. A reunio comeou com a apresentao de cada pessoa, sua ocupa o. Eu, coordenador do projeto, apresentei o projeto, explicando qual a finalidade de minha chegada naquela comunidade. A maioria das pessoas se comunicaram na lngua portuguesa. Cada um comentou a importncia da realizao do projeto nesta comunidade, colo cando seus interesses com a esperana de aprender e resgatar o que eles j vinham perdendo. A participao das mulheres foi muito importante, pois elas falaram do seu interesse, que atravs do projeto elas aprenderiam aquilo que nunca tiveram oportunidade de aprender, pois as pessoas que sabiam fazer artesanato

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8 faleceram. Por este motivo, as jovens no tiveram mais chance de aprender e fazer o seu artesanato. Iracildo Munduruk, Presidente da Associao Kawaip Kaiabi, falou que eles vo iniciar o primeiro projeto da Associao deles no prximo ano, depois da demarcao da terra. Este projeto vai ser sobre resgate do artesanato e das festas e sobre plantas medicinais tradicionais. Valdir disse que tem alguns velhos que vivem no kururuzinho que no sabem f azer artesanato, por isso no ensinam os jovens. A nica pessoa que ainda faz um pouco de artesanato o Coronel, irmo do Tamanauu (Piau), que vive no Xingu. Joo Kaiabi falou que os turistas que passam na aldeia pedem muito artesanato para comprar, po r isso ele se interessou em aprender mais. Se fosse somente para uso ele no se interessaria, mas como ele pode vender, ele quer aprender mais e quer que os filhos deles aprendam tambm, principalmente o Paulo, que gosta de fazer artesanato e j sabe um po uco. O cacique Hatu falou na lngua Kaiabi, comentando sobre a importncia da cultura Kaiabi. Se ns no comearmos a segurar e reaprender o nosso conhecimento, podemos perder todo o nosso conhecimento. Ele disse que nunca foi alfabetizado, no sabe ler e nem escrever. Mas atravs da expresso oral ele vem ajudando o povo dele. Podemos valorizar duas coisas: coisas importantes dos no ndios, mas em primeiro lugar temos que valorizar a nossa cultura. Hatu falou sobre mim (Aturi), que eu nasci l mas depoi s quando eu tinha uns 10 anos eu fui para o Xingu com o meu pai. No Xingu, eu fui alfabetizado e participei da escola, onde eu aprendi a trabalhar com a cultura dos no ndios e a fazer alguns documentos, como este projeto, que para ajudar o pessoal de l . Na aldeia dele nunca teve algum projeto como este. Ns apresentamos o plano de trabalho para a oficina, que seria um ensino na prtica com arum coletado na regio e barbante trazido da cidade. Apresentamos os professores artesos que vieram do Xingu: o trabalho dos agentes de manejo e a preocupao com o jeito de usar e cortar o recurso, principalmente o arum, para nunca faltar.

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9 Apresentamos os cinegrafistas, que esto fazendo a documentao do projeto, e explicamos que o vdeo que ser feito poder ser usado nas escolas de todas as aldeias Kaiabi. Falamos tambm que est prevista a organizao de dois livros didticos, um sobre cestaria e outro sobre tecelagem, que sero distr ibudos no Xingu e no Kururuzinho depois do final do projeto. No final da reunio, Simone apresentou e entregou alguns livros didticos para a escola da aldeia e para o cacique: O Livro das guas; Catlogo de artesanato do Xingu; Livro: Os Kaiabi do Bras il central, histria e etnografia; Livro de sade na lngua Kaiabi; Livro de sade do Parque do Xingu; Livro O Manejo do arum / Uruyp Porongyta; Apostilas de apoio ao projeto, de cestaria e tecelagem. 4. OFICINA DE CESTARIA E TECELAGEM NA ALDEIA KURURUZI NHO A oficina aconteceu entre 31/08/04 e 07/09/04. Participaram da oficina 12 homens e 13 mulheres, alm das cozinheiras, beijuzeiras, mingauzeiras e pescadores. A oficina comeava s 7:30 s 11:30 e 14:00 hs s 17:00 hs. No primeiro dia de aula, come amos pela construo dos materiais, arrumando as madeiras para a construo do tear e as mulheres arrumaram os barbantes para o incio da aula. Todos os homens tiveram que aprender a tirar os talinhos do arum. Essa atividade durou dois dias. Depois da pr eparao dos materiais, comeou a aula de tranado. A awarapypot. As alunas comearam com o desenho awasiayj, mi do e grande. Foram comeadas duas redes e trs tipias. As alunas tiveram dificuldade porque tinham apenas duas professoras trabalhando com 13

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10 alunas. Isso durou uns 4 dias. Cada aluno homem trabalhou individualmente na sua peneira e as alunas trabalharam em conjunto nas redes e tipias. As mulheres no conseguiram terminar o seu trabalho at o final da oficina, apenas alguns homens conseguiram terminar as suas peneiras e somente Eroit conseguiu pintar a sua peneira. Quando a oficina terminou, um casal de 15 dias, para ajudar os alunos a terminarem o seu trabalho e aprenderem mais. Todos os colaboradores, como pescadores, cozinheiras, beijuzeiras e mingauzeiras fizeram um excelente trabal ho e nos atenderam com muito carinho e muita alimentao. A comunidade do Kururuzinho nos recebeu com uma festa tradicional Kaiabi, o Jowosi. Nos outros dias, teve tambm forr na escola para o pessoal se divertir na parte da noite. A nica coisa que no g ostamos foi a quantidade de piuns que tinha l. Ns do Xingu no somos mais acostumados com tanto pium.

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11 Peneiras feitas pelos homens durante a oficina Nome Idade Desenho 1.Paulo filho de Joo 14 Awarapypot j sabia alguma coisa ant es 2.Valdir 39 primeira vez que fez peneira 3.Eroit 36 Awarapypot j sabia fazer peneira antes 4.Joo 44 j sabia fazer peneira 26 primeira vez que fez peneira 6.Roberto 26 primeira vez que fez peneira 7.J awarejup filho Eroit 13 Awarapypot primeira vez que faz peneira 8.Elenildo filho Valdir 18 primeira vez que fez peneira 9.Tarawi 21 primeira vez que fez peneira 10.Alessandro 18 primeira vez que fez peneira 11.Juvenildo 21 I primeira vez que fez peneira 12. Juporajup (Pop) 21 primeira vez que fez peneira Alunas: 1. Vera Lcia 14 anos 2. Lucimar 18 anos 3. Reajup (Miriam) 15 anos 4. Rearejup (Leoneide) 21anos 5. Morete (Claudinia) 12 anos 6. Suzana 12 anos 7. Morea 17 anos 8. Morejup 16 anos 9. Jatuajup (Rebeca) 14 anos 10. Leidiane 14 anos 11. Rywesage 21 anos 12. Morejuwi (Aldenira) 23 anos

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12 Durante a oficina, os agentes de manejo junto com o coordenador Aturi e com as assessoras Simone e Ktia, reali zaram uma pesquisa em cada casa, entrevistando os moradores homens e mulheres sobre os produtos da roa Kaiabi. Ns descobrimos que eles haviam perdido muitas variedades de plantas da roa que os Kaiabi do Xingu ainda cultivam. Os moradores do kururuzinho fizeram um pedido de sementes que ainda existem no Xingu. Os agentes de manejo se comprometeram a enviar algumas sementes do Xingu para o kururuzinho para eles resgatarem as suas sementes. No dia 08/09, tivemos uma reunio com a comunidade para fazer a av aliao da oficina. Primeiro ns ouvimos os professores. Eles falaram que alguns alunos estavam aprendendo a fazer o trabalho, mas que os alunos precisavam de mais tempo para aprender como comear o tranado da peneira sem pedir a ajuda do professor. Os pr ofessores comentaram tambm que o aprendizado no rpido, que leva tempo mesmo para a pessoa aprender. a mesma coisa que o ensino nas escolas dos no ndios, leva tempo e tambm tem aluno que tem mais dificuldade e tem aluno que aprende mais fcil. A professora Mytang falou que o nico desenho que ela sabe, ela ajudou as alunas a fazerem. Era para mais mulheres professoras terem vindo, mas infelizmente conseguimos somente uma professora, por isso talvez as alunas tiveram dificuldade para aprender. No incio da oficina, muitas mulheres participaram, com muita alegria e esperana de aprender. Porm, com o passar dos dias, algumas mulheres foram desistindo e no apareciam mais na oficina, talvez porque estavam achando difcil e at mesmo porque tinham que cuidar dos filhos e da casa. O professor Osmar falou que apenas 8 alunos comearam a entender sobre o tranado da peneira. Na parte do aprendizado das mulheres, 5 pessoas estavam aprendendo, e o restante estava enfrentando muita dificuldade. O velho Cor on falou que a rede que os Kaiabi do Xingu aprenderam no da cultura tradicional, veio depois. A rede do antigo era diferente. Mas isso

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1 3 no significa que roubamos o conhecimento do outro povo. Os desenhos que so feitos na rede so prprios do povo Kaia bi, copiados das peneiras. Algumas pessoas falaram que no tinham aprendido nada, porque foi muito pouco tempo. Eles queriam que o trabalho durasse mais tempo para eles poderem aprender. Mas mesmo assim eles gostaram e disseram que era isso que eles espera vam. Eles esperam que esse trabalho continue por mais tempo. Esse projeto foi o incio da experincia de ensino prtico de cestaria e tecelagem kaiabi. Caso o resultado seja positivo, escreveremos outro projeto para continuar este trabalho. No fim da reu mais 15 dias ensinando os alunos na aldeia Kururuzinho. Os professores no podiam ficar mais tempo l porque no so acostumados e tambm porque tinham outras atividades para fazer no Xingu. 5. PESQUISA SOBRE O ARUM E COLETA DE MUDAS NO PAR Ns, agentes de manejo, fomos no mato juntamente com alguns alunos e velhos fazer pesquisa sobre o arum na regio da aldeia Kururuzinho. Fizemos uma pesquisa com o velho Coron, para saber como a forma de colhei ta tradicional Kaiabi. Ele nos explicou que eles cortam antes do primeiro n e sabe quando est pronto para colher pela cor do caule e da folha, que fica verde. Vimos tambm que o arum fica mais na beira do crrego nos morrotinhos de terra. So 3 tipos di ferentes que no tem no Parque do Xingu: uruyp pirymi uruyp ete uruyp wuu No lugar que ns vimos tinha muito buriti e patu. O tipo do mato diferente do Xingu, as rvores so mais altas e grossas. O lugar do arum parecido com o do Xingu, com bastante entrada de luz e solo mido do pantanalzinho. Decidimos tirar as mudas neste local onde tinha mais arum, e achamos que iria dar certo o plantio no Xingu.

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14 Fizemos uma pesquisa para saber quantos caules de arum so necessrios para fazer uma peneira. Na hora da colheita no mato, medimos a grossura e o comprimento de cada caule coletado em duas touceiras. Na aldeia, os feixes foram partidos e contamos quantas talas cada pedao de feixe rende. Depois de secas, contamos quantas talinhas cada tala rende depo is de preparada. Contamos tambm quantas talinhas so usadas para fazer peneiras com desenhos diferentes e tamanhos variados. O resultado encontrado foi que com 7 canas de arum de altura aproximada de 4 metros, temos um feixe de 28 pedaos de canas de a proximadamente 1 metro. Estes 28 pedaos, rendem cerca de 230 talas antes de tirar o miolo. As 230 talas rendem umas 300 talinhas preparadas. Com estas 300 talinhas, possvel fazer uma peneira de 50 cm de dimetro. Assim, uma cana de 4m de altura, rende cerca de 45 talinhas preparadas com mais ou menos 65 cm de comprimento. Nmero de canas de arum necessrias para fazer uma peneira Canas ou caules Roletes cortados Talas sem preparar Talas preparadas 7 canas de 4 m de altura 28 roletes de 1 m 230 300 (uma peneira dimetro 40 cm

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15 Ecossistema de pantanalzinho (yataran) onde o arum gosta de morar, no Par. Desenho: Pirapy Kaiabi. Pesquisa sobre o rendimento das talas de arum. 1) Medio da touceira, 2) medio das canas nos feixes, 3)das talas antes da secagem, 5) das talas prontas e 6) das talas utilizadas em cada peneira. Desenho: Tamakari Kaiabi. 1 2 3 4 5 6

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16 Nmero de talas de arum usadas nas peneiras: Samos para o local do arum para colher as mudas para levar para o Xingu. Fomos em 11 pessoas no total, agentes de manejo, alunos, velh os, assessoras e cinegrafista. Os velhos e os alunos estavam tirando as canas para a oficina do Xingu e ns agentes de manejo tiramos as touceiras para fazer mudas. Colocamos uma camada de folhas e o solo do local para forrar os sacos antes de por as touce iras. Enchemos 25 sacos com touceiras e colhemos o solo do local para fazer anlise. Transportamos as mudas at a aldeia, colocamos na sombra e ficamos regando as mudas duas vezes por dia. As mudas foram transportadas para o Xingu de barco at a beira do Rio So Benedito e depois de caminho at Alta Floresta. Em Alta Floresta, ficamos por 2 dias e deixamos as mudas na casa do ndio, e ficamos regando duas vezes por dia. Depois, continuamos a viagem de caminho pela BR 080 at no Piarau, onde pegamos a lancha para a aldeia Tuiarar. Dono Desenho Nmero de talas Dimenses (cm) Elenildo I' yp 228 34x33 Valdir I' yp 425 58x60 Eroit Awarapypot 409 54x54 Tarawi I' yp 333 51x48 Joo Kururu'i 382 48x45

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17 6. PLANTIO DE MUDAS DE ARUMNO PARQUE DO XINGU Na aldeia Tuiarar, ns e algumas pessoas da comunidade levamos as mudas para o local escolhido para fazer o plantio. No primeiro dia, levamos 16 sacos de mudas e no seg undo dia, levamos mais 9 sacos. Chegamos no local na beira do crrego que fica a uns 30 minutos de caminhada da aldeia, onde j existia arum. Antes de fazer o plantio, medimos a altura total e o dimetro de cada touceira e contamos o nmero de brotos. De pois plaquetamos as mudas. Ento cavamos as covas para colocar as mudas e plantamos. A entrada de luz era meio aberta e o solo mido. Ns no dividimos as touceiras para plantar. Foi assim que terminamos de fazer o plantio das mudas de arum trazidas do Kururuzinho. 7. OFICINA DE CESTARIA E TECELAGEM NA ALDEIA TUIARAR No dia 20/09/2004, houve uma reunio com a comunidade na Aldeia Tuiarar, Parque Indgena do Xingu. Estavam presentes os representantes das aldeias Yekwawi, Moitar, PI Diauarum, 3 irmo s e Kururu. O restante dos representantes de outras aldeias Kaiabi no compareceram nesta reunio, por motivo que as pessoas tinham outros compromissos na sua comunidade. O ms de setembro no uma boa poca para fazer oficina, porque tempo de plantio d a roa. O projeto atrasou muito por causa dos problemas com o Banco do Brasil, por isso, muitas pessoas no compareceram na oficina. Comeamos a reunio com 40 pessoas. Eu, como coordenador do projeto, comecei a comentar sobre a oficina no Kururuzinho, c ontando como foi o trabalho l. Quando terminei de contar sobre o trabalho que aconteceu no Kururuzinho, falei que a gente iria comear um novo trabalho aqui na Aldeia Tuiarar. Os alunos e alunas falaram do seu interesse com desejo de aprender sobre a ces taria e tecelagem. Eles falaram que isso muito

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18 importante, porque muitos jovens esto deixando de fazer este trabalho com o material de uso do dia a dia que muito importante para as mulheres prepararem alimentos. Sem este conhecimento, as pessoas so c onsideradas como analfabetos, que no sabem de nada. Maiari falou que apesar do pessoal do Xingu ainda ter o conhecimento, eles no tem como usar o seu conhecimento por falta de material para fazer peneira, o arum. Algumas mulheres falaram que estavam int eressadas em aprender a tecer a rede usando os desenhos, que gostariam de ampliar o seu conhecimento atravs desta oficina. Depois da reunio, fizemos o planejamento do trabalho da oficina. Horrio das aulas, caf, almoo, janta e merenda. Na parte da ta rde, a oficina comeou. Cada aluno preparou os seus talinhos de arum e as mulheres enrolaram os barbantes e montaram os teares. Os professores chegaram somente no segundo dia da oficina. Participaram da oficina 24 alunos homens e 10 mulheres. Os profess foram Juaruu e Kujyat. Os professores iniciaram o seu trabalho ensinando os desenhos mais simples para os alunos que nunca tinham feito peneira antes da oficina. Com os outros, que j tin ham algum conhecimento antes, comearam os desenhos mais difceis. As mulheres discutiram entre elas que elas j sabiam fazer os desenhos mais fceis, ento elas queriam aprender um desenho mais difcil que elas nunca fizeram. A esperana delas era de apre nder coisas diferentes. Nem as professoras sabiam alguns desenhos mais difceis, ento elas pediram para o professor Awatare comear a rede com o desenho kwasiarapat. Depois, elas comearam outra rede com o desenho jowosiape, mas era muito difcil, ento e las desmancharam e resolveram fazer um desenho mais simples, awasiayj. As tipias foram comeadas com desenhos mais fceis que as mulheres j sabiam, e algumas conseguiram terminar. No total foram comeadas duas redes, 5 tipias e 1 bolsa, sendo que as mul heres terminam trs tipias e uma bolsa durante a oficina.

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19 Taity (rede): 1. Awasiayj Rywete, Rywi 2. Kwasiarapat Mytang, Juaruu, Zulmira, Poit Tupai (tipia): 1.Reakatu Jarukang 2.Aru Jowosiape (More ensinou) 3.More Typyrum (bolsa, terminou), des enho awarapypot (Kujyat ensinou para More) awasiayj (terminou) 6.Vrias alunas (trabalho em grupo) kwasiapiayj Foram feitas 30 peneiras durante a oficina na aldeia Tuiarar As redes e tipias que no foram acabadas durante a oficina, vo ser acabadas depois. Durante a oficina, o arum trazido do Kururuzinho no foi suficiente para fazer o trabalho, ento alguns alunos resolveram ir buscar um pouco de material que existe per to da aldeia. Foi assim que eles conseguiram terminar as peneiras que haviam comeado.

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20 Peneiras feitas na oficina da aldeia Tuiarar: Nome Aldeia Idade Desenho Data que terminou 1. Jar aluno Tuiarar 21 primeira peneira 23/09 2. Jar, se gundo trabalho 27/09 3. Wyrakatu aluno Tuiarar 19 primeira peneira 24/09 4. Wyrakatu segunda peneira 5. Sirawejup aluno Tuiarar 27 primeira peneira 24/09 6. Pikuruk Tuiarar 24 primeira pene ira 24/09 7. Pikuruk, segundo trabalho Awasiayj, segunda peneira 28/09 8. Jawakatu (Majari) Yekwawi 35 Awarapypot, yrupefuku 24/09 9. Ywykatu Tuiarar 16 primeira peneira 25/09 10.Ywykatu, segundo trabalho segunda pe neira 27/09 11. Piraete Tuiarar 18 primeira peneira 25/09 12. Piraete, segundo trabalho segunda peneira 28/09 13. Awatare professor Moitar 29 j tinha muita experincia 25/09 14. Tuim professor Diauarum 60 Inimoeta 26/09 15. Wyrawat aluno Diauarum 17 primeira peneira 26/09 16. Juporajup aluno Tuiarar 21 primeira peneira 26/09

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21 Nome Aldeia Idade Desenho Data que terminou 17. Tamakari aluno Tuiarar 19 primeira peneira 26/09 18. Tafuriup aluno Yekwawi 21 Awarapypot terceiro desenho, j fazia peneira 26/09 19. Segundo trabalho Tafuriup Jowosiape 28/09 20. Jamanary aluno Tuiarar 28 primeira peneira 26/09 21. Awa aluno 3 irmos 20 primeira peneira 22. Jywa aluno Tuiarar primeira peneira 25/09 aluno Tuiarar 19 primeira peneira 27/09 24. Pasi aluno Tuiarar 64 primeira peneira 26/09 25. Piraju aluno Tuiarar Awasiayj primeira peneira, segundo desenho 26/0 9 professor Tuiarar 27 Yogajurat j tinha experincia 28/09 27. Pirapy aluno Barranco Alto 24 j fazia peneira 28/09 28. Miaracaja Tuiarar 40 j fazia peneira 27/09 29. Chico Tuiarar 53 j fazia peneira 27/ 09 Tuiarar 12 primeira peneira 28/09

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22 No dia 29/09/04, a oficina da aldeia Tuiarar terminou. Fizemos uma avaliao com os participantes, perguntando como foi o trabalho. A maioria dos alunos comentaram que gostaram muito da oficina e aprenderam o primeiro para eles, porque fazia parte do conhecimento que estava faltando para os jovens que nunca tiveram a oportunidade de aprender. Comentaram tambm sobre o trabalho dos professores, que tiveram muita pacincia de trabalhar com eles. Disseram que gostariam de continuar com este trabalho tentando aprender individualmente em sua casa para quando acontecer a segunda oficina, ele j tenha um pouco mais de conhecim ento, para eles aprenderem mais desenhos diferentes que eles queiram aprender futuramente. Os professores artesos tambm comentaram que gostaram do trabalho, que era isso que eles esperavam e disseram que foram bem recebidos pela comunidade desta aldeia Falaram que os alunos tiveram pacincia com eles, e que se eles estivessem errados os alunos e a comunidade poderiam reclamar com eles para que na prxima oficina eles vo tentar melhorar na parte do ensino. Eles pediram para os alunos continuarem fazend o as peneiras que eles aprenderam e tentando aprender outros desenhos que no tinham sido ensinados para eles. Se comprometeram, caso acontea novamente oficina, eles esto dispostos para vir ajudar novamente. Nem sempre os professores sabiam de tudo, eles trocavam sua experincia e conhecimento entre eles e com os alunos que j sabiam de algumas coisas que eles no sabiam. A nica coisa que os professores e alunos no gostaram foi que o material no foi suficiente para terminar o trabalho na oficina. Tam bm, algumas pessoas comentaram que o trabalho poderia ter sido melhor organizado, principalmente o trabalho na cozinha. Faltou preparar mais comidas da aldeia antes da oficina, como polvilho para beij car, macaxeira ou batata para o pessoal merendar. Ta solto, que as pessoas chegavam e saam a hora que queriam e que faltou mais controle e organizao.

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23 As mulheres falaram que gostaram da oficina, acharam o trabalho bom, mas para algumas delas foi difcil, porque elas no dominavam os desenhos que o professor havia comeado para elas. Por outro lado elas se sentiram bem, porque uma aula diferenciada que fazia parte da cultura. Essa oficina foi feita mais para as jovens, que nunca tiveram essa opo rtunidade de estar aprendendo com os seus pais e parentes. Isso faz parte das atividades de casa. Antigamente, a gente no fazia este trabalho em conjunto, cada famlia fazia as suas atividades em casa. Elas disseram que s assim a gente pode segurar as jo vens em casa, arrumando atividades para elas fazerem em casa, tendo momentos para elas trabalharem e tambm momentos para elas brincarem. Atravs do seu conhecimento e aprendizado que a gente continua levando a nossa vida para frente, passando o que voc a prendeu para os filhos e netos. Esse o nosso jeito de ensinar. A esperana delas continuar fazendo isso, ensinando outras coisas tambm, no s na parte da tecelagem. Elas tambm comentaram como que elas vo continuar com o trabalho. Fizeram uma con sulta com a professora Kujyat, se ela vai continuar aqui na aldeia acabando o trabalho, ou se elas parariam por aqui mesmo. A professora falou que ela poderia ficar, mas que ela tem que ajudar o marido dela a plantar a roa, ento ela disse que o professo ajudar elas a terminar a rede que estava feita pela metade, porque ele conhece o desenho. A assessora Ktia agradeceu por tudo, disse que a oficina estava boa apesar dela ter participado dos ltimos 3 dias, mas go stou de ver os desenhos que ela nunca tinha visto, nas redes e nas peneiras. S observou que o recurso que foi trazido do Kururuzinho no foi suficiente e sugeriu que na prxima oficina eles poderiam usar mais substitutos e avaliar qual o jeito de usar e f azer manejo. Ela mostrou tambm as plaquetas que esto marcando as plantas e pediu para as pessoas respeitarem e no colherem essas plantas, porque elas tambm vo servir para aumentar essas plantas se eles quiserem no futuro e tem a idia de fazer o mane jo do arum que tem aqui no Xingu.

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24 Alem disso ela falou do plantio do patu que foi feito no mesmo lugar do arum, como era l no lugar dele no Kururuzinho. A assessora Simone disse que ela estava gostando muito de ajudar e participar deste trabalho. Par a ela, era um sonho ver esse projeto acontecendo, a viagem para o Kururuzinho e a oficina aqui na aldeia. Falou que ficou contente de ver a apostila que ela vem organizando h muitos anos com as fotos dos desenhos de peneira, sendo usada na oficina, todos consultando a apostila, que isso era uma recompensa para ela. Tambm disse que isso que estava acontecendo era um exemplo de modelo de escola indgena, onde a cultura trabalhada e resgatada na prtica. Que isso foi uma iniciativa do Professor Jowosipep ( Aturi) que agora aconteceu e que representa o incio de um trabalho muito bonito que est acontecendo com o povo Kaiabi. Falou tambm dos recursos naturais, da importncia de buscar recursos substitutos para fazer as peneiras, para que os jovens e alunos n o percam o seu conhecimento. Comentou sobre os livros que vo ser feitos atravs do projeto, e disse que estar aqui no prximo ano para continuar assessorando as atividades. Agradeceu a todos e se despediu. Eu, coordenador do projeto, na parte final, re spondi para algumas pessoas que estavam questionando alguma melhoria na parte da coordenao. Eu falei para eles que esse o primeiro trabalho que eu estou fazendo e espero que no prximo seja melhor, cometi alguns erros mas que no foram muito graves. Pr ocuramos atender as pessoas da melhor forma possvel e pedi para eles me ajudarem a melhorar o trabalho para a prxima oficina. Falei que isso aconteceu porque eu no estava aqui para organizar antes da oficina, e enquanto isso no tinha ningum para organ izar este trabalho para mim, que no ficou bem do jeito que a gente queria, mas deu para trabalhar. No prximo ano a gente vai se organizar para planejar a oficina e receber bem o pessoal que vem do Par.

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25 FOTOGRAFIAS Fotos de Simone Athayde, outros au tores com nome na legenda. Reunio inicial do projeto no PI Diauarum, dia 23/08/04. Foto: Ktia Ono. Acampamento esperando o nibus na beira da BR 0 80, no Piarau.

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26 Pegando o nibus no Piarau, linha Redeno Peixoto de Azevedo, totalm ente lotado. Grupo em Alta Floresta, pegando o frete de caminho para a beira do Rio Teles Pires, rumo a TI Kaiabi Kururuzinho.

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27 Travessia de balsa sobre o Rio Teles Pires. Jowosipep/Aturi, sua mulher Mytang e filhas Pauni e Mapawi. No barco da comunidade do Kururuzinho, indo para a aldeia Kaiabi no Par. Na frente, os cinegrafistas Thiago, Ricardo e Joo.

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28 Reunio do projeto com a comunidade no Posto Kururuzinho, Par. Jowosi no Kururuzinho, para receber o gr upo que veio do Xingu. Koron Kaiabi est cantando para as mulheres.

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29 Incio da oficina nde tecelagem e peneira no Kururuzinho. A professora Mar e as alunas esto enrolando os barbantes para comear a fazer rede. Aturi, coordenador do Projet o, explicando como vai funcionar o trabalho da oficina de cestaria e tecelagem.

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30 Professor Tarumani e Eroit escolhem na apostila os desenhos que vo ser feitos na oficina. Professor Takapeianim orientando Jawarejup, 13 anos, filho de Ero it.

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31 Professora Mytang orientando a aluna no tranado da tipia. Paulo Kaiabi, aluno, fazendo uma peneira durante a oficina.

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32 Eroit, coordenador do trabalho na aldeia Kururuzinho, pintando a sua penei ra. Professor Osmar (Kwaywu), durante a reunio de avaliao da oficina no Kururuzinho.

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33 Expedio para coleta de arum e para a pesquisa do rendimento de talas de arum. Koron est orientando Pirapy como cortar o arum, vendo qual est maduro para cortar.

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34 Pesquisa sobre o rendimento das talas de arum. Acima, medio das canas no mato; abaixo, os agentes de manejo Pirapy e Tamakari esto contando o nmero de talinhas usadas nas peneiras.

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35 Coleta de mudas de arum para levar para o Parque do Xingu. Touceira de arum.

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36 Professor Tarumani com um feixe de arum para levar para a oficina do Xingu. Transporte das mudas de arum no barco.

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37 Plantio de mudas de arum no crrego da aldeia Tuiarar. Pasi est ajudando no plantio. Ao lado, arum brotando.

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38 Oficina de cestaria e tecelagem na escola Itauu da Aldeia Tuiarar, no Parqu e do Xingu, de 20 a 29 de setembro de 2004.

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39 O professor Tuim est orientando o aluno Pikuruk, que professor da escola indgena Itauu.

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40 Mulheres e meninas fazendo tipia e rede na oficina da adeia Tuiarar.

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41 Pirapy e Aturi recebendo treinamento para fazer o relatrio do projeto no computador. Abaixo, reunio de avaliao da oficina na aldeia Tuiarar.