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Ere Kwa Te Taity Apoo? Voce Sabe Fazer Rede? O Livro da Tecelagem Kaiabi
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 Material Information
Title: Ere Kwa Te Taity Apoo? Voce Sabe Fazer Rede? O Livro da Tecelagem Kaiabi
Series Title: Kaiabi Araa Project - Xingu Indigenous Land Association
Physical Description: Educational Book
Language: Brazilian Portuguese
Creator: Athayde, Simone ( Author, Primary )
Publisher: Instituto Socioambiental and ATIX
Place of Publication: Canarana
Publication Date: 2007
Copyright Date: 2007
 Notes
Acquisition: Collected for University of Florida's Institutional Repository by the UFIR Self-Submittal tool. Submitted by Simone Athayde.
Publication Status: Published
 Record Information
Source Institution: University of Florida Institutional Repository
Holding Location: University of Florida
Rights Management:
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System ID: IR00000693:00001

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Athayde 2007 Kaiabi Textiles ( PDF )


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ASSOCIAO TERRA INDGENA XINGU PROJETOS DEMONSTRATIVOS DOS POVOS INDGENAS PDPI Projeto Resgate Cultural da Cestaria e Tecelagem Kaiabi no Parque Indgena do Xingu E na Terra Indgena Kayabi Aldeia Kururuzinho Ere kwa te taity opoo? Voc sabe faze r rede? O LIVRO DA TECELAGEM KAIABI Canarana Abril de 2007

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Ere kwa te taity opoo? Voc sabe fazer rede? O LIVRO DA TECELAGEM KAIABI Direitos Autorais Povo Kaiabi, representado pela Associao Terra Indgena Xing u ATIX e Associao Tapawi Aldeia Tuiarar. Projeto Kaiabi Araa Tecelagem Kaiabi no Parque Indgena do Xingu MT e Terra Indgena Kayabi Coordenao do projeto : Professor Aturi Kai abi, Cacique da Aldeia Tuiarar e Mytang Kaiabi Coordenadora do trabalho das mulheres. Professoras de tecelagem e orientadoras mulheres: Juaruu Kaiabi, Kwaryp Kaiabi, Maru Kaiabi, Mara Kaiab i, More Kaiabi, Mytang Kaiabi, Rypo Kaiabi, Rywete Kaiabi, Rywi Kaiabi, Wisio Kaiabi, Zulmira Kaiabi. Alunas de tecelagem: Parque do Xingu Eteuu Kaiabi, Helosa Kaiab Jakap Kaiabi, Jaupi Kaiabi, Jepooi Kaiabi, Kanat Kaiabi, Katu Kaiabi, Kuj Esage Kaiabi, Kujiro Kaiabi, Kujkatu Kaiabi, Kujrop Kaiabi, Kwaryp Kaiabi, Maria Kaiabi, Morajup Kaiabi, More Kaiabi, Morete Kaiabi, Nareajup Kaiabi, Kaiabi, Rywapo Kaiabi, Rywete Kaiabi, Tamekatu Kaiabi. Aldeia Kururuzinho Rio Teles Pires Jatuajup (Rebeca) Kaiabi, dete) Kaiabi, Morejup Kaiabi, Morejuwi (Aldenira) Kaiabi, Morete (Claudinia) Kaiabi, Reajup (Miriam) Kaiabi, Rearejup (Leoneide) Kaiabi, Rywesage Kaiabi, Suzana Kaiabi e Vera Lcia Kaiabi.

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Professores, alunos e agentes de manejo de recursos naturai s participantes na elaborao do livro: Aturi Kaiabi, Awasiuu Kaiabi, Awatat Kaiabi, Eroit Kaiabi, Iw Kaiabi, Jamanary Kaiabi, Janin Kaiabi, Jar Kaiabi, Jawakatu Kaiabi, Jawarete Kaiabi, Jawutari Kaiabi, Jemy Kaiabi, Jewyt Kaiabi, Juporajup Kaiabi, Juruk Kaiabi, Matarekatu Kaiabi, Matari Kaiabi, Maure Kaiabi, Moraiup Sirawejup Kaiabi, Sirawan Kaiabi, Tamakari Kaiabi, Tangeakatu Wyrakatu Kaiabi, Wyrawat Kaiabi. Aldeias : Tuiar are, Kwaruja, Capivara, Kururu, Samama, 3 irmos, Ilha Grande, Barranco Alto, Kururuzinho (Par, Rio Teles Pires), Muitar e PIV Manito. Assessoria, pesquisa em museus, organizao e editorao eletrnica do livro: Simone Ferreira de Athayde Universida de da Flrida/ Pesquisadora Associada Instituto Socioambiental (ISA). Colaborao: Angelise Nadal Pimenta, Ktia Yukari Ono, Geraldo Mosimann da Silva, Paulo Pedroso Junqueira e Paula Mendona de Menezes Programa Xingu Instituto Socioambiental. R ealizao: Associao Terra Indgena Xingu ATIX Diretoria: Makup Kaiabi Presidente Alup Kaiabi Vice Presidente Tariaiup Kaiabi Diretor Administrativo Ianukul Kaiabi Suy Diretor de Projetos Tani Kaiabi Secretrio Mayuri Kaiabi Assistente Apoio financeiro: Projetos Demonstrativos dos Povos Indgenas PDPI

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Apoio pesquisa e elaborao do livro : Fundao Rainforest da Noruega Museu das Culturas Basilia Sua Museu de Etnologia de Berlin Alemanha Museu de Arqueologia e Etnolo gia da Universidade de So Paulo MAE/USP Museu Nacional do Rio de Janeiro Universidade da Flrida Centro de Estudos Latino Americanos Fotografias: Simone Ferreira de Athayde, Geraldo Mosimann da Silva e Patrcia Di Philipi. Contato: Associao Terr a Indgena Xingu ATIX Av. Mato Grosso, 607. 78640 000, Canarana, MT. Fone: (66)3478 1948 e mail: atix@brturbo.com.br ; atix@primeisp.com.br Povo Kaiabi Proibida a reproduo parcial ou total do contedo deste livro sem consulta prvia e autorizao do Povo Kaiabi, representado juridicamente pele Associao Terra Indgena Xingu. Instituto Socioambiental ISA www.socioambiental.org P arque Indgena do Xingu e Canarana A bril de 2007

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APRESENTAO O Projeto Kaiabi Araa que tem por objetivo revitalizar o conhecimen to da cestaria e da tecelagem entre os Kaiabi do Xingu e os Kaiabi do Par, iniciou se em 2004 por iniciativa do Professor Aturi Kaiabi, atravs da Associao terra Indgena Xingu, com apoio do PDPI (Projetos Demonstrativos dos Povos Indgenas). Atravs de ste projeto, foram realizadas vrias oficinas prticas de cestaria e tecelagem nas aldeias Kururuzinho (Par) e Tuiarar (Parque do Xingu), com participao de homens e mulheres. Neste primeiro livro da tecelagem Kaiabi, foram reunidos textos e desenhos p roduzidos pelos alunos, alunas, professores e professoras Kaiabi durante a oficina de materiais didticos do Projeto Kaiabi Araa realizada na Aldeia Tuiarar em agosto de 2006. Tambm foram includas fotografias dos desenhos grficos representados nas red es, bolsas e tipias produzidas pelas mulheres Kaiabi que foram copiados das peneiras feitas pelos homens. Esta ainda uma verso preliminar, a ser revisada, corrigida e complementada. Esperamos que este livro sirva de apoio, incentivo e inspirao ao bo nito trabalho de tecelagem feito pelas mulheres Kaiabi.

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SUMRIO A HIST"RIA DA TECELAGEM KAIABI 01 NO PARQUE DO XINGU TENS DA TECELAGEM KAIABI 16 TUPAAM CORDA 16 AWANIFUAM TOUCA DE PENAS 17 FUSO 18 KWA FAAP CINTO 19 TAITY REDE 20 TAITY RETE REDE VERDADEIRA 21 TAITY RETYKAP TEAR DE MADEIRA 22 TAITY PYPYKAP PENTE PARA TECELAGEM 23 BOLSA 24 TUPAI TIP"IA PARA CARREGAR CRIANA 25 Levantamen to dos tens da tecelagem Kaiabi 26 ETAPAS DE CONFECO DA REDE 27 1. COLHER O ALGODO 27 2. FIAR O ALGODO 28 3. PREPARAR OS NOVELOS 29 4. COLOCAR OS FIOS NO TEAR 30 5. TECER 31 Etapas de confeco da tecelagem Kaiabi 32

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O S DESENHOS DE PENEIRA FEITOS NA TECELAGEM 33 1 Awasiayj 33 2 Ipirien, Jarukang 34 3 Awarapypot 35 4 Jowiterian 36 5 Kwasiapiayj 37 6 38 7 Pirapek 39 8 Kwasiarapat 40 9 Yogajurat 41 10 Sem nome 42

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1 A HIST"RIA DA TECELAGEM KAIABI NO PARQUE DO XINGU Texto: Professor Awasiuu Kaiabi, a part ir de entrevista realizada em 24 /06/2006 na Aldeia Tuiarar com a s mulheres: Mytang Ka iabi, Wisi Kaiabi, Zulmira Kaiabi, More Kaiabi e Kape Kaiabi. A ntigamente o povo Kaiabi fazia a rede muito diferente no existiam os desenhos na rede como hoje. A armao da rede era feita com duas varas fincadas no solo, os fios eram colocados diret amente na armao. A tecelagem era certamente diferente da de hoje no havia rede colorida e tambm no havia outros modelos de tecelagem como bolsas e cinto. Com o tempo as mulheres Kaiabi foram vendo o trabalho que os homens faz em na peneira. Como p or exemplo: peneira desenha da as mulheres Kaiabi copia ram os desenhos da peneira que so feito s pelo s homens Da as m ulheres comearam a fazer rede desenhada. A nte s de iniciar o processo de fazer rede desenha da, alguns homens inicia ram para as mulheres d eles assim elas foram aprendendo conforme o processo tradicional de aprendizagem: observando e copiando. Elas f oram observando o desenho de todos os tipos de peneira porque acharam as figura s muito bonitas Alm disso viram outro s povo s fazendo a rede desenha da, as mulheres do povo Yudja faziam a rede desenhada. Ento as mulheres Kaiabi foram aprendendo com as mulheres Yudja as t cnica s de fazer a rede desenha da, ma s com o tempo as Kaiabi foram usando seus prprio s desenho s das peneiras. As mulheres apr ende m observando, olhando o que as outras fazem, assim o

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2 conhecimento vai passando entre as g eraes O s desenho s que so feitos na rede atu almente so: Awasia j Awarapypot, Kwas ojwi e J arukang. Temos alguns cuidado s para fazer os desenho s das peneira s Quando fazemos T aanga wakan ou Inimoeta na rede pode fazer mal, pode at leva r morte. Alis pode at faz er mal para nossas fam lias. Ento qualquer pessoa no pode fazer esse desenho. Primeiro tem que aprende r outros tipos de desenho como Awasi a j, Awarapypot, Kwasiara Por lt imo pode fazer Taanga wakan e inimoeta Assim no nos esquecemos de outros desenho s que aprendemos anterior mente Se os homens fizerem Taanga w akan e inimoeta primeiro a nunca vo aprender outra s figura s das peneira s A rede desenha da mai s bonita e chama mais a ateno das pessoas, alm de ser uma forma de resgatar a cultura do povo K aiabi: Antigamente no existia a rede desenha da ma s atualmente existe, ento importante ter a rede desenhada, para que no futuro esse conhecimento possa ser transmitido para as prximas geraes Para o Povo Kaiabi no per der os tipos de desenho da penei ra que existiam antigamente. Os tipos de algodo que so utilizado s pelos Kaiab i geralmente so 3: Awiwytang, Awising e Amyneju apimoko. Ante s j existia o algodo awising, mas atualmente existe m dois tipos como amyneju apimoko e awiwytang O algodo que existe agora awiw ytang ele foi peg o dos brancos. Alguns Kaia bi plantam algodo nas suas roas. Em algumas roas ainda podemos encontrar os 3 tipos de algodo, como por exemplo na Aldeia

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3 Kwaruja. Para planta r o algodo as mulheres e os homens ajudam a plantar, da mesma forma que para colher as mulheres e homens trabalham juntos O homem tambm prepara o maia co um tipo de cesto usado para carregar o algodo que colhido na roa. O plantio do algodo feito na poca de outubro para ter bom crescimento para colher no ms de agosto. Para fazer uma rede de casal pode colher um maiaco cheio ou ento um saco d e algodo. Com esse saco de algodo a mulher faz uma bola grande. O algodo est correndo risco de extino porque antigamente toda s as mulheres fiava m e plantava m o algodo, mas a partir de agora est correndo risco de extino. Somente alguns Kaiabi que tem o algodo. Acho que muito importante manter a semente do algodo para continuar fazendo a rede tradicional de nosso povo Kaiabi. Antigament e ns no dorm a mos no cho ento porque deixa r nosso algodo ? A lm disso muito triste se agente deixa r de produzir. uma preocupao muito grande das mulheres em relao a o algodo que est diminuindo. Temos alguns cuidado s ante s de plantar algodo : no pode mos comer bolo de mutap e nem pode mos passar pena por cima do tea r porque assim a rede fica estreita. Q uando a mulher termina a rede no pode lavar logo seno pode causa r problema para os familiar es tem que deixa r algum tempo antes de lavar A l m disso quando aquela pessoa que fez a rede faleceu, no pode usa r a rede de falecido : pode queimar a rede ou ento colocar dentr o do tmulo Tambm perigoso se a pessoa coloca r

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4 crianas na rede de outra pessoa isso pode causa r um acidente. Para cons truir uma rede tradicional leva 2 a 4 meses para terminar Q uanto mais gente ajuda ndo, mais r pido para construir, mas quando a mulher tem outro servio ele leva mais tempo para terminar a rede O algodo vem de origem da Kupeirup a me das plantas da roa dos Kaiabi. Ento na histria da Kupeirup, cada parte do corpo dela foi se transformando em um produto d a roa. O algodo vem da parte do mio lo do crebro da Kupeirup. Roteiro para Entrevista 1. COMO ERA FEITA A REDE KAIABI ANTIGAMENTE? VOC CHEGOU A CONHECER A REDE TRADICIONAL DO POVO KAIABI? 2. COMO FOI QUE AS MULHERES KAIABI APRENDERAM A FAZE R A REDE DESENHADA? 3. QUAIS SO OS DESENHOS FEITOS NAS REDES DESENHADAS? 4. COMO O APRENDIZADO DA REDE? 5. QUAL A IMPORTNCIA DA REDE DESENHADA? 6. QUAIS OS TIPOS DE ALGODO CULTIVADOS NO XINGU? 7. QUEM PODE PLANTAR E QUEM PODE COLHER O ALGODO? 8. QUAL A HORA CERTA DE P LANTAR E COLHER O ALGODO? 9. QUANTO ALGODO PRECISA PARA FAZER UMA REDE? 10. EXISTE ALGUM TIPO DE ALGODO EM RISCO DE EXTINO? 11. TEM ALGUNS CUIDADOS NA HORA DE FAZER A REDE OU NA HORA DE FIAR O ALGODO? 12. QUANTO TEMPO LEVA PARA FAZER UMA REDE TRADICIONAL, DESDE A C OLHEITA DO ALGODO AT SUA CONCLUSO? 13. EXISTE ALGUMA HIST"RIA DO ANTIGO SOBRE O ALGODO OU A REDE?

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5 Amyneju sing Amyneju pytan Yrupem

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6 Kwasi da Aldeia Capivara tecendo uma rede tradicional, sem desenho

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7 Novelos de algodo: algodo marrom (amyneju pytang) e algodo branco (amyneju sing). Fusos para fiar algodo, Aldeia Capivara.

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8 Rede do tipo simples com algodo branco, marrom e linha colorida da cidade. Aldeia Capivara.

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9 Rede com desenho simples, e algod o marrom misturado com linha da cidade, Aldeia Capivara.

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10 Osmar ensinando as alunas da Aldeia Kururuzinho a passar o desenho de peneira para a tipia durante a oficina do Projeto Kaiabi Araa. Mytang ensinando as alunas da Aldeia Kururuzinho no Rio Teles Pires a fazer rede desenhada.

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11 Ensino de jovens na Aldeia Tuiarar durante as oficinas do Projeto Kaiabi Araa. Tipia desenhada, com desenho Jaruk ang ou Ipirien.

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12 Kujrop da Aldeia Tuiarar tecendo uma rede desenhada. Aruti e sua filha Tairejua usando uma rede desenhada.

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13 More, da Aldeia Tuiarar, passando o desenho de para uma tipia.

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14 Tipia com desenho Awasiayj (gro de milho). Autora Mytang, Aldeia Tuiarar. Alas de bolsas com desenhos (esquerda para a direita): inimoeta, awasiayj, kwasiarapat, awasiayj, awarapypot, kwasiarapiayj, ipirien ou jarukang (duas l timas). Bolsa feita por Kujesage d a Aldeia Tuiarar, com desenho Kwasiarapiayj

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15 Owapewat fazendo cintos na Aldeia Capivara, 2003. Cintos

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16 I TENS DA TECELAGEM KAIABI TUPAAM CORDA Texto e desenho: Matarekatu Kaiabi

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17 AWANIFUAM TOUCA DE PENAS Texto e desenho: Tamakari Kaiabi

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18 FUSO Tex to e desenho: Tarei Kaiabi

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19 FAAP CINTO Texto e desenho: Wyrawat Kaiabi

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20 TAITY REDE Texto e desenho: Mairasing Kaiabi Taityretea ae riaitya futat, ae iapawa jau

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21 TAITY RETE REDE VERDADEIRA Texto e desenho: Thizil Kaiabi Taity jewaga apowa ae seawa jau.

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22 TAITY RETYKAP TEAR DE MADEIRA imamana ee.

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23 TAITY PYPYKAP PENTE PARA TECELAGEM Texto e desenho: Juporajup Kaiabi

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24 BOLSA Texto e desenho: Kwaryp Kaiabi Tepy te ae iparui anga.

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25 TUPAI TIP"IA PARA CARREGAR CRIANA Texto e desenho: Pyrejawat Kaiabi Tupaja kuj remiapoa kunumi rupiawa tupaja.

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26 LEVANTAMENTO DOS ITENS DA TECELAGEM KAIABI. NOME DO OBJET O QUEM FAZ RECURSOS NATURAIS USOS Tupai / Tipia Mulheres Amyneju / Algodo; Ywewujyp / Madeira; Ywit / Embira Mulheres usam para carregar crianas. Taityrete / Rede de Casal Mulheres Amyneju /Algodo; Ywewujup / Madeira; Ywit / Embira Para deitar Te Mulheres Amyneju / Algodo; de Pau Serve para carregar objetos midos. E'ym Homens Yrip / Siriva; Jowosipewa Py'Afet / Casco de Tracaj Mulheres usam para fiar algodo. Taityjewak / Redes desenhadas Mulheres e Homens A myneju /Algodo; Ywewujup / Madeira; Ywit / Embira Para deitar homens e mulheres. Taity Pypykap / Pente para Tecelagem Homens Ypirangi / Madeira Pororogi' yp / madeira Usam para fazer trama da rede e tipia. Ku'afaap Mulheres e Homens Amyneju / Algodo ; Tapi'ira Pyp met / Unha de Anta; Y'wa Pefet / Casca de Semente de Castanha Homens usam para festas Tupaam Homens Ywit / Embira; Ama'yp / Tipo de Embira. Usam para amarrar rede. Awanifu'am Touca de penas Homens Wyraap /Penas de aves; Amyneju / algod o; Enfeitar Homens para as festas. Taity Retykap Tear de madeira Homens Para tecer rede, tipia, cinto e bolsa. Taity Jep Mulher Aepojy

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27 ETAPAS DE CONFECO DA REDE 1. COLHER O ALGODO Texto e desenho: Morajup Kaiabi Amynejua kyn a wapinok uj.

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28 2. FIAR O ALGODO Texto e desenho: Kwaryp Kaiabi Amynejua kyw opo nan uj

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29 3. PREPARAR OS NOVELOS Texto e desenho: Moreaat Kaiabi

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30 4. COLOCAR O FIO NO TEAR Texto : Dag o Wasi Kaiabi Desenho: Wyrawat Kaiabi Awa kuja taitya wetyk erekau. Naitxi e amuapau erekau ajeupe.

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31 5. TECER Texto e desenho: Sirakup Kaiabi

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32 ETAPAS DE CONFECO DA TECELAGEM KAIABI 1 2 3 5 6 7 8 9 Fotos: 1 a 3 Wisi colhendo o algodo com sua filha, Aldeia Kwaruja. Parque do Xingu. 4 a 6 Wisi fiando o algodo com o fuso. 7 Novelos prontos. 8 Rebeca Kaiabi montan do os fios no tear, Aldeia Kururuzinho. 9 Mulheres tecendo tipias na Aldeia Tuiarar. Fotografias: Simone Athayde 2004 4