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A Caixa Mágica de Dinâmicas do Beija-Flor. Livreto de dinâmicas para trabalho em grupo.
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 Material Information
Title: A Caixa Mágica de Dinâmicas do Beija-Flor. Livreto de dinâmicas para trabalho em grupo.
Series Title: Educational Booklet to Support International Training Programs - Amazon Conservation Leadership Initiative
Physical Description: Educational Booklet
Creator: Athayde, Simone
Publication Date: 2011
 Notes
Acquisition: Collected for University of Florida's Institutional Repository by the UFIR Self-Submittal tool. Submitted by Simone Athayde.
Publication Status: Unpublished
 Record Information
Source Institution: University of Florida Institutional Repository
Holding Location: University of Florida
Rights Management:
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System ID: IR00000674:00001

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Curso Gesto Colaborativa de Siste mas Scio Ecolgicos Econmicos na Amaznia Brasileira M"DULO 2 A CAIXA MGICA DE DINMICAS DO BEIJA FLOR FERRAMENTAS E DINMICAS PARA APRENDIZAGEM EM GRUPO Atividades desenvolvidas no Mdulo 1 Universidade da Flrida UF Universidade do Estado do Mato Grosso UNEMAT Cotriguau, Julho de 2011

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Curso de Especializao em nvel de Ps Graduao Lato Sensu Gesto Colaborativa de Sistemas Scio Ecolgicos Econmicos na Amaznia Brasileira A CAIXA MGICA DE DINMICAS DO BEIJA FLOR FERRAMENTAS E DINMI CAS PARA APRENDIZAGEM EM GRUPO Atividades desenvolvidas no Mdulo 1. Professores: Robert Buschbacher (UF); Rosane Seluchinesk (UNEMAT); Simone Athayde (UF); Wendy Lin Bartels (UF); Solange Arrolho da Silva (UNEMAT) e Amintas Rossete (UNEMAT). Universida de do Estado de Mato Grosso e Universidade da Flrida, Programa Iniciativa Formao de Lideranas para a Conservao da Amaznia (ACLI) e Programa Conservao e Desenvolvimento Tropical (TCD). Participantes (em ordem alfabtica ) : Adriano Castorino (UFT); Alexandre Olival (IOV); Andr Baby (SEMA MT); Berenice Simo (Prefeitura de Porto Velho RO ); Dariane Sch tz (INDEA MT); Elison Marcelo Schuster (Consultor Autnomo Cotriguau); Itacir Blau (Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Assuntos F undirios de Cotriguau); Juliana Almeida (OPAN); Ledyany Gislon (SEMA MT); Mnica Grabert (SEMA MT); Paula Bernasconi (UNICAMP); Raissa Guerra (UF); Renato Fa rias (ICV); Ricardo Mello (UF); Ruth Silveira (UNEMAT); Thaissa Sobreiro da Silva (UF); e Walte rlina Brasil (UNIR). Realizao: Universidade da Flrida e Universidade do Estado do Mato Grosso Instituies Colaboradoras: Instituto Centro de Vida ICV; Secretaria de Estado do Meio Ambiente SEMA/MT e Prefeitura Municipal de Cotriguau. Organiza o e editorao grfica deste livreto: Simone Ferreira de Athayde. Fotografias: autoria dos participantes do curso. Apoio : Fundao Gordon e Betty Moore. Grupo de Pesquisa do CNPq : gua, Floresta e Gente. Local: Cotriguau, Julho de 2011.

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APR ESENTAO Desde o incio do nosso curso, temos desenvolvido vrias dinmicas de grupo que nos possibilitam conhecer uns aos outros, aprofundar os conceitos, nos divertir, desenvolver a nossa percepo, o nosso dilogo e a nossa reflexo. Decidimos reunir todas estas dinmicas e ferramentas neste documento e disponibilizar para o grupo. As pessoas podem usar este material para aplicar as dinmicas no seu trabalho pessoal, adaptando, melhorando e criando novas atividades a partir destas idias. Num segundo momento, podemos pensar em publicar este material junto com os nossos referenciais. Gostaramos de ressaltar que este ainda um material de carter preliminar, e que correes e sugestes aos textos das dinmicas so bem vindas. Ser importante que todo dinmicas que venham a usar em seu trabalho pessoal, alm do registro das dinmicas que iremos desenvolver no Mdulo 2, para que juntos possamos produzir os nossos materiais pedaggicos. Haver um espao no site par a esta construo colaborativa. Parabns a todos pelo trabalho, criatividade e inovao!

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SUMRIO APRESENTAO ................................ ................................ ................................ .. 3 SUMRIO ................................ ................................ ................................ ............ 4 DINMICAS RIO DA VIDA ................................ ................................ ................................ ........... 5 PRENDA PARA OS ATRASADOS ................................ ................................ .............. 9 CAF PAULO FREIRE ................................ ................................ ............................. 10 DINMICA DO BARBANTE ................................ ................................ .................... 13 DINMICA DO TELEFONE SEM FIO ................................ ................................ ....... 16 DINMICA DA DVIDA ................................ ................................ ......................... 18 AS SEMENTES E AS DIMENS'ES SOCIAL, ECOL"GICA E ECONMICA .................. 21 DINMICA DO QUEBRA CABEAS QUE NO ENCAIXA ................................ ......... 23 DINMICA MSICA E OBJETO ................................ ................................ .............. 25 MAPA DE TRAJET"RIA E HIST"RIA PESSO AL ................................ ........................ 26 ................................ ................................ ......... 28 SIGLAS E FONTES DAS ILUSTRA 'ES ................................ ................................ 30 MODELO PARA REGISTRO DE DINMICAS DE APRENDIZAGEM ......................... 31

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RIO DA VIDA Objetivos : Promover a integrao e familiarizao entre os participantes; Oportunizar aos participantes o compartilhamento de suas histrias e estrias pessoais; Promov er a reflexo pessoal dos participantes sobre suas histrias de vida e o momento atual em que se encontram, e o que os levou a participar deste curso ou treinamento. Incentivar a criatividade dos participantes no uso de elementos grficos e Materiais: cartolina, lpis de cor, tesoura, canetinhas coloridas, fita crepe. Tempo de durao : 2 2 horas e meia. Palavras chave : histria pessoal, conhecendo os colegas, introdues, reflexo pesso al, trajetria de vida. Procedimento : Os participantes so divididos em grupos de 4 5 pessoas. Cada pessoa recebe uma cartolina e caixas de giz de cera, lpis de cor, canetinhas e outros materiais de desenho. No incio, os participantes esto sozinhos d esenhando os seus rios. Isso dura em torno de meia hora a 45 minutos. Os participantes so instrudos a refletir sobre sua histria pessoal e sobre os principais acontecimentos que marcaram sua vida e o fizeram mudar de direo ou recomear um projeto de v ida, incluindo aspectos pessoais e profissionais, como casamento, entrada na universidade e outros acontecimentos. A vida dos participantes ser interpretada como um rio, em que os acontecimentos so registrados. A forma como cada participante escolher p ara representar o seu rio da vida livre, podem escrever, desenhar e soltar sua criatividade. Aps o trmino dos desenhos, as pessoas se juntam nos grupos para compartilhar os seus rios umas com as outras. Isso leva em torno de uma hora. Cada grupo vai pa ra o salo principal e cola os seus

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rios na parede, formando um grande mural. Todos so ento convidados a observar os rios das outras pessoas. Promove se uma reflexo no final, sobre sincronias e diferenas em relao s histrias de vida das pessoas e o que todas tm em comum, que as fazem estarem participando deste curso. Participantes/idealizadores : Wendy Lin. Bibliografia de apoio, links ou teorias exploradas: Livro de Robert Chambers Participatory workshops a sourcebook of 21 sets of ideas and a ctivities. London, Earthscan. pessoais individualmente; compartilhando rios em grupos menores e compartilhando e refletindo no grupo maior. Alta Floresta, J ulho de 2010.

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DINMICA DE APRESENTAO Objetivos : R elembrar nomes dos colegas que conhecemos no dia anterior, relembrar os momentos da atividade do Rio da vida e descontrair o grupo. Materiais: papel e caneta. Tempo de durao : 15 minutos. Palavras chave : reflexo, rio da vida, estrias pessoais, conexo entre o grupo. Procedimento : Pea para que todos fechem os olhos e relembrem as histrias de vida, emoes e sentimentos de cada colega compartilhados na atividade do Rio da vida. Se as pessoas t iverem crach pedir que todos entreguem a um integrante do grupo. Se no, escreva o nome de cada um em um papel. Misture os crachs/papis e chame uma pessoa para sortear um crach. Pea para que ela se apresente como se fosse o colega (com o nome no crach ) dizendo o seu nome, de onde veio e mais alguma informao desconhecida, por ex. prato de comida preferido. Isso feito, pea que a pessoa v at a dona do crach e devolva a ela. Essa sorteia outro crach e d sequncia ao processo. Participantes/ideali zadores : Paula, Juliana e Marcelo.

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EXPECTATIVAS, RECEIOS E ACORDOS Objetivos : Relembrar as expectativas e receios apresentados pelo grupo e os acordos de forma bem humorada. Materiais: cartolina e caneta. Tempo de durao : 10min. Palavras chave : expec tativas e receios, compromissos do grupo, estabelecendo regras e acordos. Procedimento : Dividir os papis (expectativas, receios, e acordo) entre os integrantes do grupo de monitoramento, ensaiar e combinar algumas cenas mas deixar solto para improviso. E ncenar o teatrinho de forma caricata e destacando as principais expectativas, receios e acordos do dia anterior. Participantes/idealizadores : Paula, Marcelo e Juliana. Dinmica expectativas, receios e acordos. Na foto: Paula, Marcelo e Juliana.

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PRENDA PARA OS ATRASADOS Objetivos : Incentivar os participantes a no se atrasarem para as atividades e descontrair o grupo. Materiais: cartolina, caneta e barbante. Tempo de durao : 5 min. Palavras chave : responsabilidades, horrio, descontrao do grupo. Procedimento : Recortar grandes crculos de cartolina e desenhar grandes relgios e amarrar, em cada um, um barbante para pendurar no pescoo (pendurar isso antes). No tempo com o grupo, convidar os participantes que chegaram atrasados para presente lo s com o relgio, que eles devem pendurar no pescoo, e solicitar que eles fiquem com ele at o fim do dia ou por um tempo determinado. Participantes/idealizadores : Paula, Juliana e Marcelo Dinmica prenda para os atrasados. Na foto, Andr Baby.

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CAF P AULO FREIRE Objetivos : Propiciar a aprendizagem experiencial dos grupos atravs da pedagogia construtivista; Propiciar a aproximao, conhecimento e dilogo entre as pessoas do grupo; Experimentar a metodologia de Paulo Freire, adaptada da idia dos cr culos de cultura; Trabalhar com palavras geradoras, construindo conceitos e refletindo a partir de experincias concretas dos participantes; Integrar os conceitos de ciclo de aprendizagem de adultos com a pedagogia Paulo Freire. Materiais: Cartolina, fl ip chart, canetas, lpis de cor, objetos variados, mesas, pratos, pequenas etiquetas de papel colorido(post it), fita crepe, tesoura, caf com leite. Tempo de durao : 2 horas. Palavras chave : Paulo Freire, aprendizagem experiencial, crculos de cultura, palavras geradoras, construtivismo. Procedimento : Esta atividade deve ser planejada com antecedncia, sendo que a escolha de objetos a serem utilizados para os temas ou palavras geradoras deve ter relao com conceitos e temas abordados no curso, ou r elevantes para os participantes. Faz se uma seleo de objetos e imagens, que no devero ser mostrados ou contados aos participantes previamente. Alguns exemplos de objetos/elementos: copo com gua, terra, remdio, dinheiro, fruta, imagem, semente. Os o bjetos so arranjados em duas mesas, sendo cada um colocado em cima ou ao lado de um prato. Pode se

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numerar os objetos e os pratos para facilitar. Para um grupo de 20 pessoas, pensando na subdiviso em 4 grupos de 5 pessoas, pode se selecionar 8 objetos, s endo que cada grupo recebe dois objetos para analisar aps a atividade inicial. Canetas e etiquetas de papel (post it) so distribudas para cada participante. Os participantes so distribudos em dois grupos e organizados em fila, cada grupo direcionado para uma mesa com 4 objetos. As pessoas so orientadas a observar cada objeto e escrever uma palavra que expresse sua idia ou relao com o objeto, de forma rpida, sem pensar muito, nem observar o que o seu vizinho est escrevendo. Os participantes escr evem a palavra na etiqueta e colam embaixo do prato, de maneira que no fiquem visveis. Ao final, divide se os dois grupos em 4 grupos, sendo que cada um recebe dois objetos e mais os pratos com as etiquetas para analisar. Cada grupo vai para um espao de terminado, onde uma das pessoas escolhida como facilitador. O facilitador organiza as palavras geradoras escritas pelas pessoas para cada objeto num flip chart. O facilitador ento pede as pessoas que reflitam sobre as palavras: quais so as palavras? Ex istem semelhanas? Diferenas? O que elas transmitem? Que conceitos podemos explorar a partir destas palavras? Como se relacionam com nossas experincias? Cada grupo deve ento sistematizar a sua discusso e apresent la ao grupo maior em formas variadas e livres, utilizando desde grficos, desenhos e diagramas at teatro, mmica e outras formas de representao. Os outros grupos so encorajados a comentar e complementar as apresentaes com suas idias. No final, realizada uma reflexo e discusso a par tir dos princpios e mtodo desenvolvido por Paulo Freire para a educao de adultos, praticados nos crculos de cultura. Reflete se na importncia da abstrao e concretizao, no dilogo, e na aprendizagem coletiva. Compara se este mtodo com o ciclo ger al de aprendizagem de adultos de Kolb (1971). Participantes/idealizadores : Simone e Wendy Lin.

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Ciclo de aprendizagem a partir de palavras ou temas geradores de Paulo Freire: Bibliografia de apoio: Freire, P. 1987. Pedagogia do Oprimido. 17. Ed Rio de Janeiro, Paz e Terra. _____ 2000. Educao como prtica da liberdade, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 24. Edio. Kolb, D.A. 1971. Individual learning styles and the learning process. Working Paper #535 71, Sloan School of Management, Massachusett s Institute of Technology. Gerao coletiva de palavra ou tema Concretizao da palavra a partir da experincia Reflexo simblica individual e coletiva, abstrao Dilogo e significncia coletiva Transformao pela aprendizagem coletiva

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DINMICA DO BARBANTE Objetivos : Re avivar os conceitos referentes aos estilos de aprendizado e da teoria de sistemas ligaes e conexes. Materiais: Rolo de barbante, cadeiras, tesoura. Tempo de durao : 20 minutos. Palavras chave : estilos de aprendizagem; sistemas scio ecolgicos co mplexos, ligaes, conexes, aprendizagem em grupo. Procedimento : Inicialmente a sala foi dividida em 4 partes, utilizando se uma fita colocado no piso, em forma de cruz. Prximo da interseo da cruz foram colocadas 4 cadeiras, uma em cada espao defini do para os 4 tipos de estilos de aprendizagem (ativo, reflexivo, pragmtico e terico). Em seguida foram colocadas cadeiras circundando o espao definido pela cruz, pedido a todos que sentassem. Foi solicitado aos participantes que j estavam sentados para que voluntariamente um de cada estilo de aprendizado ocupasse uma das quatro cadeiras colocadas no centro da cruz. Em seguida pegou se um rolo de barbante que foi entregue aleatoriamente a um que estavam sentados no centro da cruz e pedido que este escolh esse um colega para pegar o rolo de barbante de sua mo. Aps pegar o rolo e deixar a ponta de barbante com o colega, o participante escolhido voltava para sua cadeira e j sentado escolhia outro participante para pegar o rolo que estava em sua mo, mante ndo o fio de barbante consigo. Ento assim sucessivamente cada um escolhia um colega e repassava o rolo de barbante, mas sempre segurando o fio. Aps todos estarem com uma parte do barbante, pedia se que todos os participantes se agrupassem prximo cadei ra ocupada pelo representante do seu estilo de aprendizado.

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Nesta dinmica, ao tentar pegar o barbante com o colega, tem se um aumento do grau de dificuldade em transitar pelo crculo formado pelos participantes, pois a tendncia e que os fios se cruzem entre os espaos do crculo. E no final quando os participantes esto indo em direo ao seu estilo de aprendizado, tende se a produzir um emaranhado de fios. C oncluso : esta dinmica procura demonstrar que as pessoas quando se agrupam, por interesse ou ca Participantes/idealizadores : Amintas, Dariane, Itacir. Dinmica do barbante. Alta Floresta, Mdulo 1, Julho de 2010.

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DINMICA DO TELEFONE SE M FIO Objetivos : Reavivar a discusso sobre Redd; Demonstrar dificuldades, distoro e problemas de comunicao entre pessoas e instituies. Materiais: Cadeiras dispostas em crculo. Tempo de durao : 15 minutos. Palavras chave : telefone sem fio; comu nicao; Redd, atores sociais; diversidade social. Procedimento : Aps a formao de um crculo com cadeiras onde os participantes da dinmica devero se sentar, distribui se aleatoriamente um cartaz onde esto escritos os nomes de diferentes atores socia is que se relacionam com a temtica do REDD. Em seguida, o monitor se apresenta como REDD e faz uma breve explicao do que significa REDD. Aps esta fala, o monitor escolhe um ator e fala no ouvido dele uma frase, previamente escrita e solicita que ele re produza esta frase para o prximo ator, em um tom baixo e assim por diante, at o que todos tenham repassado a frase para o prximo. No final, pede se que o ltimo participante que escutou a frase pegue um papel e escreva o que entendeu. O monitor ento l em voz alta a frase falada inicialmente e a frase que foi escrita pelo ltimo participante Nesta dinmica a inteno demonstrar que quando se trabalha com um grupo diversificado de atores sociais a informao tende a ser distorcida e modificada a medida que ela vai sendo repassada. A concluso perceber a necessidade de uma linguagem adequada para cada tipo de ator social e que ela possa chegar diretamente a todos. Participantes/idealizadores : Amintas, Dariane, Itacir.

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Telefo ne sem fio:

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DINMICA DA DVIDA Objetivos : Instigar o grupo sobre uma reflexo das suas escolhas, desde o processo individual at a escolha do grupo. Dramatizar a dificuldade que encaminhar assuntos em um sist ema democrtico alm de demonstrar alguns comportamentos que observamos que componentes do grupo utilizaram que no ajudam na direo do encaminhamento. Materiais: Papel em branco (cartolina) em forma de colete e pincel piloto. Tempo de durao : 20 minutos Palavras chave : aprendizagem em grupo, conceitos, dvidas, tomada de deciso, escolhas. Procedimento : A atividade foi realizada atravs da dramatizao realizada por 4 integrantes. afixado em local visvel uma pergunta simples que precisa de encaminh amento. Cada integrante carrega uma jaqueta feita de papel cartolina onde esto escritas as dvidas que as pessoas tm quando so desafiadas a resolver no coletivo um encaminhamento, no caso a pergunta afixada. Para dar mais sentido de falta de direo, ca da um anda pela sala sem direo falando alto as dvidas. No mnimo trs e no mximo cinco pessoas inicialmente com uma interrogao ( ?) no peito circulam no meio do grupo, fazendo perguntas (Por onde vou? Como vou? Como chego l? O que tem l? O que vou fazer l? Voc pode me ajudar? Posso contar com voc?) que geralmente estaro ligadas ao processo de ensino aprendizagem (conceitos). Depois de algum tempo, vem a fase na qual cada um quer impor sua idia, montada sem interagir com a idia dos demais. A, os trs integrantes da dramatizao tentam montar um encaminhamento, mas sem sucesso. No final entra um 4 elemento que atua como moderador. A primeira comanda para virar do outro lado a jaqueta de

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papel que cada integrante tem, no qual est escrito previ amente parte da soluo. O moderador junta as trs pessoas e a soluo aparece, simples. Os membros que esto com os coletes com pontos de interrogao invertem os coletes (avesso) e nele est escrito: Aprendente Apenas um dos membros do grupo conclui a dinmica explicando que todos os indivduos do grupo so responsveis pelas suas escolhas, mas que neste processo de escolha individual, muitas vezes somos levados a escolher o que seria bom para outra pessoa ou um grupo maior, outras vezes somos induzidos a pensar que estamos certos e escolhemos a favor de apenas um grupo e seus interesses. O que importa fazer com que as pessoas pensem o quanto importante a tomada de deciso e suas conseqncias. Moral da histria. Co nsenso muito difcil. Porm mais difcil se no estamos abertos a discutir e, muito mais difcil ainda sem um processo de moderao eficiente. Elementos trabalhados: necessidade de moderador, abertura das pessoas para construir ideias coletivas, faz er os encaminhamentos o mais simples possvel. Participantes/idealizadores : Dariane, Ricardo e Solange.

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Dinmica da Dvida, desenvolvida por Solange, Ricardo e Ledyany, Cotriguau, Julho de 2010. Acima, Itacir, Adriano e Ricardo.

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AS SEMENTES E AS DIMENS'ES SOCIAL, ECOL"GICA E ECONMICA Objetivos : Integrar as dimenses social, ecolgica e econmica; Trabalhar os conceitos de ciclo adaptativo e sistemas scio ecolgicos complexos; Refletir sobre formas de ocupao e uso dos recursos naturais na Amaznia de forma integrada. Refletir sobre nosso trabalho em Cotriguau. Materiais: Saco de tecido com sementes de arroz, feijo, milho e soja. Tempo de durao : 30 minutos. Palavras chave : dimenses social, econmica e e colgica; sistemas scio ecolgicos; ciclo adaptativo; transgnicos; segurana alimentar; biocombustveis. Procedimento : Os participantes formaram um grande grupo, de mos dadas. Passamos um saco de tecido com as sementes. Cada um, de olhos fechados, esco lheu um gro. Chamamos para reflexo. Inicialmente, pedimos que imaginassem uma dimenso social relacionada semente escolhida. Logo aps, uma dimenso econmica. E, por fim, uma dimenso ambiental. Ao final, pedimos que fosse imaginada a insero das tr s dimenses no ciclo adaptativo, proposto por Gunderson e Holling (2002). Aps findar a reflexo individual, os participantes foram convidados para expor os contextos imaginados. Surgiram reflexes sobre transgnicos, monocultura, bicombustveis, segurana alimentar, contaminao ambiental, dentre outras. Os comentrios expuseram conceitos do ciclo adaptativo: crescimento, resilincia, colapso, reorganizao, etc. Ao final pedimos que aqueles que tivessem pego sementes de milho dessem um passo a frente e de ssem as mos. Em seguida, aqueles que pegaram sementes de feijo dessem dois passos a frente e segurassem as mos. Ao final, os com gros de

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soja, ao centro do crculo de mos dadas. No houve quem pegasse sementes de arroz. Seguiu Participantes/idealizadores : Marla Leci Weihs, Alexandre Olival e Berenice Simo. Sementes amaznicas. Fonte: Blog Permacultura Social Brasileira (PSB).

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DINMICA DO QUEBRA CABEAS QUE NO ENCAIXA Objetivos : Trabalhar com a possibilidade de relao e interao entre grupos diferentes; Refletir sobre a complexidade da integrao entre os diversos atores/setores com os quais o grupo trabalha. Materiais: 1 cartolina; 4 pincis atmicos; 1 tesoura. Tempo de durao : 20 m inutos. Palavras chave : atores sociais, dilogo, quebra cabea, sistema, relaes de interesse e poder. Procedimento : Recorte de uma cartolina ou papel de flipchart em formatos variados, e que, necessariamente, sejam retirados pedaos do meio, a ponto de no permitir que no haja re conexes perfeitas, isto , que a cartolina ou papel fiquem no formato original. A turma foi dividida em cinco grupos (representativos dos setores estudados): Pecuria, Recursos Hdricos, Indgenas, Agricultura Familiar, S etor Florestal. Cada grupo recebeu uma pea do quebra cabeas e em grupo se organizaram para falar de um momento significativo no trabalho de campo realizado nos dias anteriores. Solicita se que os grupos se agrupem para ligar suas partes, como se fossem montar um quebra cabea. Estima se um tempo, 10 ou 15 minutos, para que os grupos possam debater e procurar caminhos para unir suas partes. Um a pessoa do grupo de monitoramento fica responsvel por anotar as reflexes para posterior discusso. Aps vrias tentativas, o grupo chegou a concluso de que no era possvel unir as peas porque eram diferentes e no havia possibilidades de encaixe. Mesmo tendo a idia do cenrio perfeito isso nem sempre se materializa, ento o caminho mais rpido seria usar a tes oura e aparar as arestas. Entretanto, nem

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sempre este caminho possvel, ento necessrio estabelecer um dilogo respeitando as diferenas para continuar o trabalho. Mensagem: preciso aceitar as diferenas e entender o tempo de cada um no processo de dialogar entre os setores que formam o sistema. Participantes/idealizadores : Thaissa, Andr, Rosane, Renato. Dinmica do quebra cabea que no encaixa: Mdulo 1, Cotriguau, Fazenda So Nicolau, Rio Juruena, Julho de 2010.

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DINM ICA MSICA E OBJETO Objetivos : Fixar contedos, promover reflexo, sensibilizar atravs da msica. Materiais: Computador ou tocador de DVD/MP3. Tempo de durao : 10 minutos. Palavras chave : Sensibilizao, inspirao, reflexo. Procedimento : Escolhe s e uma msica que tem como palavras chaves o contedo que se quer atingir. Pedir que todos fechem os olhos e ouam a msica procurando relacion la aos significados que as palavras e sons vo inspirando durante a escuta. Ao final da msica, pedir que 3 pes soas comentem o que a msica trouxe de significado durante sua execuo. Participantes/idealizadores : Berenice

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MAPA DE TRAJET"RIA E HIST"RIA PESSOAL Objetivos : Promover o conhecimento mtuo entre os participantes; Entender a relao dos participantes com a Amaznia; Conhecer as histrias pessoais dos participantes, aprendendo de onde eles vieram e quais os eventos mais marcantes das suas vidas; Fortalecer e integrar o grupo; Trabalhar a temtica da Histria da Amaznia no curso. Materiai s: fita crepe, mapa mundi ou do Brasil para servir de modelo. Tempo de durao : 1 hora. Palavras chave : histria do Brasil, histria da Amaznia; histria pessoal; geografia, fortalecimento do grupo. Procedimento : Esta atividade uma adaptao da ativi para introduo dos participantes no incio de um processo de treinamento. Neste curso, utilizamos a atividade para demonstrar geograficament e de onde as pessoas so e sua relao com a Amaznia. Esta dinmica foi trabalhada juntamente com a temtica da histria da Amaznia, que teve atividades e leituras pr curso. Antes de iniciar, marca se o contorno do mapa do pas ou local que se deseja abordar com fita crepe no cho de uma sala ampla. Pode se usar um mapa real como modelo. Em seguida, or participantes so organizados em um crculo ao redor do mapa. Pede se aos participantes que andem ou dem passos no mapa, mostrando trs eventos marcant es na sua vida que fizeram a pessoa chegar onde chegou. A pessoa pode se mover no mapa, enquanto conta eventos marcantes da sua histria pessoal.

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Ao final, todos os participantes estavam concentrados na Amaznia, sendo muitos no Mato Grosso. Os particip antes so incentivados a refletir sobre como suas trajetrias se assemelham ou diferenciam, e sobre a sua identidade pessoal, pelo fato de nascer um um local mas sentir que pertence a outro. Participantes/idealizadores : Rosane, Simone, Wendy lin. Dinmica do mapa e trajetrias pessoais, Fazenda So Nicolau, Cotriguau, Julho de 2010.

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Objetivos : Ampliar a confiana para entrega e abertura em relao aos contedos apresentados no curso. Linguagem no verbal para trabalhar a percepo de si, do outro e do todo. Trabalhar os sentidos: tato, olfato, viso e audio. Integrao entre os participantes no sentido de tecer a construo da unidade e identidade do grupo. Concentrao por meio do uso de alecrim e olbano. Relaxamento pelo som auxiliando a concentrao e a entrega para os estudos. Materiais: sala ampla, msica utilizada foi Chidananda (Deva Premal). Tempo de durao : 25 minutos Palavras chave : confiana, sentidos, percepo sensorial, desperta r emoes, unidade do grupo. Procedimento : A criao da vivncia utilizada baseou se na observao do grupo de monitoria que em consenso verificou a necessidade de integrao entre os participantes do curso. O principal objetivo foi (re)conectar as pess oas, principalmente os novos participantes com os antigos. Solicitou se gestualmente aos participantes que compusessem um crculo, sentassem Deval Premal, os monitores aplicaram uma ene rgizao em cada participante utilizando a abertura da energia do universo atravs da imposio de mos e uso de leos essenciais para limpeza urica e conexo individual e em grupo.

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Aps a energizao, os participantes foram conduzidos (ainda de olhos fe chados) at a proximidade de outro participante (previamente escolhido pela monitoria); os monitores conectaram as duplas, sentando os um em frente ao outro. Quando estavam sentados, ainda de olhos fechados, ouvindo a msica, os monitores foram em cada d upla e demonstraram um movimento ondulatrio com as mos que os participantes executaram por alguns minutos, para que sintonizassem com o movimento do seu companheiro. Ao final dos movimentos solicitou se que os participantes abrissem os olhos e olhassem a pessoa a sua frente, sem desviar o olhar. Foi sugerido que as pessoas transmitissem suas emoes e impresses sobre os fatos ocorridos na aulas anteriores, para que o feed back do processo de aprendizagem ocorresse de forma no verbal, mas sensorial. Par ticipantes/idealizadores : Adriano Castorino, Ivaldo Moreira, Mnica Grabert, Roslia Barros, Ruth Albernaz Silveira e Walterlina Brasil.

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SIGLAS E FONTES DAS ILUSTRA'ES SIG LAS E ESTADOS DAS INSTITUI'ES DOS PARTICIPANTES ICV Instituto Centro de Vida MT UFT Universidade Federal do Tocantins TO IOV Instituto Ouro Verde MT UNEMAT Universidade do Estado do Mato Grosso MT SEMA/MT Secretaria de Estado do Meio Ambiente MT INDEA MT Instituto de Defesa Agropecuria do Estado de Mato Grosso Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Assuntos Fundirios de Cotriguau MT Sociedade Formigas MT OPAN Operao Amaznia Nativa MT UNICAMP Universidade Estadual de C ampinas UF Universidade da Flrida, Estados Unidos Prefeitura Municipal de Marcelndia MT UNIR Universidade Federal de Rondnia RO BIBLIOGRAFIA DE APOIO: Chambers, R. 2002. Participatory Workshops. A sourcebook of 21 sets of ideas and activities. Lon don: Earthscan. Freire, P. 1987. Pedagogia do Oprimido. 17. Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra. _____ 2000. Educao como prtica da liberdade, Rio de Janeiro, Paz e Terra, 24. Edio. Gunderson, L. H., and C. S. Holling, eds., 2002. Panarchy. Understa nding transformations in human and natural systems. Island Press, Washington. Kolb, D.A. 1971. Individual learning styles and the learning process. Working Paper #535 71, Sloan School of Management, Massachusetts Institute of Technology. Hewlitt, A. an d L. Lamoureux. Introducing Knowledge Sharing Methods an d Tools. A Facilitators Guide. New Dehli: IDRC/IFAD/CRDI.

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participatory learning and action. IIED Participatory Met hodology Series. London, IIED. FONTES DAS FIGURAS E FOTOS: Foto din mica apresentao: http://pt.dreamstime.com/fotos de stock diversidade image9712523 Foto sementes: PSB Permacultura Social Brasileira. http://permaculturabr.ning.com/group/b olsadenegcios/forum/topics/trocas e doacoes?commentId=2924465%3AComment%3A41564&xg_source=activity&groupId= 2924465%3AGroup%3A2296 Figura do telefone sem fio: Pgina de Bernardo Porto. http://www.bernardoporto.com/2011/02/telefone sem fio/ Figura dos pssaros no fio (dinmica da musica): http://asboascoisas.blogspot.com/2009/09/passarinho no fio vira musica.html MODELO PARA REGISTRO DE DINMICAS DE APRENDIZAGEM Queremos deixar as nossas dinmicas de aprendizagem registradas e sistematizadas, para que possamos juntos organizar um material de referncia que poder embasa r outras iniciativas educacionais na Amaznia. Portanto, pedimos que cada grupo de monitoramento ou grupo de trabalho registre as dinmicas desenvolvidas neste mdulo seguindo o formato abaixo, e nos entregue antes do final do curso. Obrigada! Ttulo: Obj etivos: Materiais: Tempo de durao: Palavras chave: Procedimento: Participantes/idealizadores: Bibliografia de apoio, links ou teorias exploradas (opcional): Ilustrao (opcional):