Citation
Diálogo

Material Information

Title:
Diálogo el foro militar de las Américas
Uniform Title:
Diálogo (United States. Army. Southern Command)
Portion of title:
Foro militar de las Américas
Translated Title:
Dialogo the military forum of the Americas ( eng )
Creator:
United States -- Army. -- Southern Command
Place of Publication:
Quarry Heights, Panamá
Doral, FL
Publisher:
Commando Sur de los Estados Unidos
United States Southern Command
Publication Date:
Frequency:
Quarterly
regular
Language:
Spanish
English
Portuguese
Physical Description:
volumes : illustrations (some color), maps ; 28 cm

Subjects

Subjects / Keywords:
Military relations ( fast )
Military relations -- Periodicals -- Central America -- United States ( lcsh )
Military relations -- Periodicals -- United States -- Central America ( lcsh )
Military relations -- Periodicals -- South America -- United States ( lcsh )
Military relations -- Periodicals -- United States -- South America ( lcsh )
Central America ( fast )
South America ( fast )
United States ( fast )
Genre:
Periodicals. ( fast )
serial ( sobekcm )
federal government publication ( marcgt )
periodical ( marcgt )
Periodicals ( fast )

Notes

Language:
Chiefly in Spanish or Portuguese; some English.
Dates or Sequential Designation:
Vol. 1, no. 1 (winter 1989)-

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
University of Florida
Rights Management:
This item is a work of the U.S. federal government and not subject to copyright pursuant to 17 U.S.C. §105.
Resource Identifier:
949661819 ( OCLC )
ocn949661819
Classification:
UA26.L29 D53 ( lcc )

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EDIO 2017 Brasil, Chile e EUA investem em pesquisa militar Os 20 anos da Iniciativa de Direitos Humanos A integrao de mulheres s foras armadas ganha flego O Exrcito da Colmbia se reinventa

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O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais do Brasil teve participao fundamental nas atividades de ajuda humanitria antes, durante e depois da passagem do furaco Matthew pelo Haiti, em outubro de 2016 (veja reportagem na pgina 58). A foto mostra fuzileiros navais perlados durante a cerimnia de comemorao dos 60 anos da Fora de Fuzileiros da Esquadra, realizada em fevereiro de 2017, no Comando de Operaes Anfbias, no Rio de Janeiro. The Brazilian Marine Corps Operational Group was instrumental in the humanitarian assistance efforts before, during, and after hurricane Matthew hit Haiti, in October 2016 (related article on page 58). The photo shows Brazilian marines in formation during a ceremony in honor of the Fleet Marine Squads 60th anniversary, in February 2017, at the Amphibious Operations Command in Rio de Janeiro, Brazil.VETERANO FRANCISCO ALVES/MARINHA DO BRASIL

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Superar preconceitos para mudar uma culturaOvercoming Biases to Change a CultureBombando nos cus, sem margem para errosBoomin in the Skies, with No Room for ErrorMulher de combate no ar e na vidaFemale Fighter in the Air and in Life22 28 34Carta de boas-vindas do Almirante-de-Esquadra Kurt TiddWelcome Letter from Admiral Kurt TiddSOUTHCOM comemora 20 aniversrio da mudana para Miami, FlridaThe 20th Anniversary of SOUTHCOMs Relocation to Miami, FloridaForas armadas e direitos humanos, duas dcadas de cooperao inovadoraArmed Forces and Human Rights Two Decades of Innovative Cooperation6 8 12NDICECONTENTS MARCOS OMMATI/DILOGO Uma ao conjunta entre a RDECOM-Amricas e o Exrcito do Chile busca minimizar os efeitos da chusca nos tanques usados no deserto de Atacama. A joint effort between RDECOM-Americas and the Chilean Army seeks to minimize the effects of chusca on tanks operating in the Atacama Desert.

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DILOGOFrum das Amricas Forum of the AmericasDilogo: Frum das Amricas uma revista militar prossional publicada pelo Comando Sul dos Estados Unidos na forma de um frum internacional para o contingente militar na Amrica Latina e o Caribe. As opinies expressas nesta revista no reetem necessariamente as polticas ou pontos de vista deste comando nem de qualquer outra agncia governamental dos Estados Unidos. Os artigos so escritos pela equipe de funcionrios de Dilogo, salvo indicao em contrrio. O Secretrio de Defesa americano determinou que a publicao desta revista necessria para a conduo de negcios pblicos, conforme requerimento judicial do Departamento de Defesa dos EUA. Dilogo: The Forum of the Americas is a professional military magazine published by U.S. Southern Command as an international forum for military personnel in Latin America and the Caribbean. The opinions expressed in this magazine do not necessarily represent the policies or points of view of this command nor of any other U.S. government agency. All articles are written by Dilogos staff, unless otherwise noted. The Secretary of Defense has determined that publication of this magazine is necessary for conducting public business as required of the Department of Defense by law. DILOGO9301 NW 33rd Street Doral, FL 33172 USA www.dialogo-americas.com Contate-nos Contact Us dialogo@dialogo-americas.com Brasil, Chile e Estados Unidos avanam no desenvolvimento de pesquisa cvico-militarBrazil, Chile, and the United States Advance in Civilian-Military Research and DevelopmentSubociais e subtenentes so a coluna vertebral das foras armadasNoncommissioned Ofcer Corps: The Backbone of the Armed ForcesFora Multimisso: um efeito do plano de transformao do Exrcito Nacional da Colmbia Multi-Mission Force: An Effect of the Colombian National Armys Transformation PlanAs aes cvico-militares na passagem do furaco Matthew no Haiti Civil-Military Actions in the Wake of Hurricane Matthew in Haiti Comunicao jihadista estratgica online Strategic Jihadist Communication OnlineEcos do terrorismo jihadista no Brasil Echoes of Jihadist Terrorism in BrazilNarco-Drones: uma nova forma de transportar drogas Narco-Drones: A New Way to Transport DrugsA campanha de desinformao pr-Rssia na Repblica Tcheca e na Eslovquia The Pro-Russian Disinformation Campaign in the Czech Republic and SlovakiaOs desastres ocorrem repentinamente. Agora agncias j podem responder de forma mais rpida a elesDisasters Happen Fast, Agencies Can Now Respond Faster Estados Unidos reforam parcerias em Belize e na Repblica Dominicana, um tijolo de cada vez U.S. Strengthens Partnerships in Belize and Dominican Republic One Block at a Time40 48 52 58 66 72 76 80 86 92 CAPA: Os Comandos de Foras Especiais compem a elite militar do Exrcito Nacional da Colmbia. Em cada uma das operaes estratgicas h uma unidade de Foras Especiais.ON THE COVER: The Special Forces Commandos are the military elite of Colombias National Army. All strategic operations include a Special Forces unit.

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com grande satisfao que apresentamos esta edio anual de Dilogo. Nestas pginas, voc encontrar artigos dedicados aos valores e princpios compartilhados que do base ao sistema interamericano de paz e cooperao. Agora, esses princpios so mais importantes do que nunca. No importa onde os homens e mulheres das foras de segurana do nosso hemisfrio estejam atuando, o ambiente de segurana que eles enfrentam passou por uma profunda transformao. Os desastres naturais podem apresentar consequncias interconectadas e frequentemente imprevisveis. Os atores no-estatais violentos podem e, de fato, desaam a soberania das nossas naes, a integridade das nossas instituies e a segurana dos nossos cidados. A segurana das fronteiras sofreu uma mudana essencial. Aquilo que at h pouco tempo se restringia aplicao das leis de comrcio e imigrao, passou a ser acrescido de uma nova e crescente srie de ameaas, como as redes criminosas e extremistas. Para muitas naes, a linha entre a defesa interna e a segurana nacional est se tornando indistinta. Para que as foras do nosso hemisfrio obtenham sucesso em futuras misses complexas, deveremos adotar quatro princpios bsicos: o respeito pelos direitos humanos; a institucionalizao de uma cultura aperfeioada de cooperao e integrao entre as partes; o desenvolvimento de um corpo prossional de subociais e subtenentes; e a integrao de mulheres nas operaes militares. Esses princpios so caractersticas interligadas, interdependentes e de apoio mtuo que so os smbolos das foras de segurana modernas. A capacidade e o sucesso baseiam-se na diversidade e no respeito e manuteno da legitimidade perante as populaes civis. Quando operamos, como uma equipe unicada, por toda uma gama de foras singulares e instituies governamentais, por diferentes gneros e patentes e norteados pelos valores que compartilhamos e pelo respeito aos direitos humanos, as nossas foras de segurana adquirem a versatilidade de que necessitam para terem sucesso em uma grande variedade de misses. A integrao entre as culturas e competncias de cada fora singular, a promoo do respeito pelas diferentes perspectivas e capacidades, e a consolidao da conana daqueles aos quais servimos garantem que nossas foras possam atender s demandas do ambiente de segurana do sculo XXI. Acompanhar tais mudanas exige uma liderana gil e adaptvel em todos os nveis, exige subordinados que desenvolvam iniciativas disciplinadas e tomada de deciso criativa, alm de lderes que tirem proveito do talento e potencial de todos os nossos homens e mulheres. E, coletivamente, isto exige mais das nossas foras: a boa-vontade para trabalhar em conjunto na defesa e promoo dos valores que compartilhamos. Como voc perceber nesta edio, ns alcanamos progressos enormes, tanto individualmente como naes, quanto coletivamente como hemisfrio. Teremos muito prazer em dar continuidade a esse progresso nos anos vindouros e em garantir que o territrio que compartilhamos seja sempre um modelo de prosperidade e estabilidade. Cordialmente, Kurt W. TiddCaros leitores de Dilogo,DOD PHOTO BY SENIOR MASTER SGT. ADRIAN CADIZ

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www.dialogo-americas.com 7 Frum das Amricas DILOGO We are pleased to present this annual edition of Dilogo. Within these pages, you will nd articles dedicated to the shared values and principles underlying the Inter-American system of peace and cooperation. ese principles are more important than ever before. No matter where the men and women of our hemispheres security forces are serving, the security environment they face has undergone a profound transformation. Natural disasters can have interconnected and often unforeseen consequences. Violent non-state actors can and do challenge the sovereignty of our nations, the integrity of our institutions, and the safety of our citizens. Border security has fundamentally changed. What was once conned to enforcing trade and immigration laws has been joined by an expanding new series of threats like criminal and extremist networks. For many nations, the line between internal defense and domestic security is blurring. If our hemispheres forces are to succeed in the complex missions ahead, we must embrace four basic imperatives: respect for human rights; the institutionalization of a culture of enhanced jointness; the development of a professional noncommissioned ocer (NCO) corps; and the integration of gender perspectives into military operations. ese imperatives are interlocking, Dear Dilogo readers,interdependent, and mutually supporting characteristics that are the hallmarks of modern security forces. Strength and success lie in diversity, and in honoring and maintaining legitimacy with our civilian populations. When we operate as one team across services and agencies, genders and ranks, guided by our shared values and respect for human rights, our security forces gain the versatility they need to succeed in a variety of missions. Integrating service cultures and competences, fostering respect for diverse perspectives and strengths, and deepening trust with those we serve ensures our forces can meet the demands of the 21st century security environment. Keeping pace with these changes requires agile and adaptive leadership at all levels. It requires subordinates who exercise disciplined initiative and creative decision-making, and leaders that tap into the talent and potential of all our men and women. And it requires more of our forces, collectively: the willingness to work together to defend and advance our shared values. As you will see in this edition, we have made enormous progress, both individually as nations, and collectively as a hemisphere. We look forward to building on this progress in the years ahead and ensuring our shared home remains a beacon of prosperity and stability. Sincerely, Kurt W. Tidd

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8 DILOGO Frum das Amricas H vinte anos, o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) transferiu sua sede do Panam onde permaneceu por meio sculo para o Sul da Flrida.SOUTHCOM comemora 20o aniversrio da mudana para Miami, FlridaESCRITRIO DE HISTORIOGRAFIA DO COMANDO SUL DOS EUA, COM A COLABORAO DE KRISTI OMUNDSON, DO DIRETRIO DE SISTEMAS DE COMUNICAO (J6) Dois eventos em 1997 marcaram o incio do perodo de maior mudana da histria do Comando Sul dos Estados Unidos: em 1 de junho, a expanso da rea de responsabilidade operacional para incluir o Golfo do Mxico, o Mar do Caribe e suas ilhas, e partes signicativas dos oceanos Atlntico e Pacco, com as misses associadas; e em 26 de setembro, a mudana da sede para Miami, depois de 50 anos no Panam. Entre os dois eventos, o presidente Bill Clinton nomeou e o Senado americano conrmou o Almirante-de-Esquadra do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA Charles Wilhelm como o novo Comandante-em-Chefe do SOUTHCOM. Era a primeira vez que um ocial general de uma arma que no o Exrcito americano passava a comandar o SOUTHCOM. Essa nomeao reetia a realidade de que o SOUTHCOM estava ento em fase de transio de um comando unicado sem acesso ao mar para um comando geogracamente diversicado. A nomeao reconhecia que um comandante do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA poderia formar uma ponte natural entre a misso tradicional do SOUTHCOM, focada nas operaes terrestres, e a sua nova misso diversicada, que exigiria a integrao das funes martima, terrestre, area e uvial. Em abril de 1995, o presidente Clinton j havia anunciado que Miami tinha sido escolhida como futura sede do SOUTHCOM. A cidade era o local ideal para um comandante e seu sta, que viajavam com frequncia. Nenhuma outra localidade oferecia tantas opes de voos diretos aos locais mais visitados pelos funcionrios do SOUTHCOM: Washington, D.C., e os pases do Caribe e Amricas Central e do Sul. Isto fazia com que Miami fosse o local mais econmico, seja quanto aos custos diretos (monetrios), sejam indiretos (tempo de deslocamento e viagens). Dois anos depois, foi realizada a mudana. Primeiro, houve a transferncia do pessoal de funes crticas, em maio de 1997; depois veio a mudana de todo o sta, em setembro. Ocialmente, o SOUTHCOM iniciou seu pleno funcionamento em Miami na segunda-feira, 29 de setembro do mesmo ano. A transferncia do Panam deu ao SOUTHCOM a oportunidade de se tornar um comando regional realmente unicado. Abaixo, apresentamos algumas datas marcantes destas duas dcadas de existncia do SOUTHCOM no Sul da Flrida.Setembro de 1997O SOUTHCOM foi transferido de Quarry Heights, Panam, para o bairro de Doral, Flrida. At 2011, o pequeno prdio de dois andares, que atualmente abriga as instalaes do jornal Miami Herald, foi a sede do Comando Sul dos EUA.Agosto de 2003Ocorre pela primeira vez o exerccio militar Foras Aliadas PANAMAX. Os representantes participam de cenrios de treinamento simulado, inclusive garantindo que as foras civis, navais, areas e de segurana terrestre pudessem operar como uma equipe eciente, coordenando recursos e trocando informaes para responder prontamente a uma variedade de situaes de crise e proteger a regio. PANAMAX um exerccio de treinamento anual multinacional, patrocinado pelo SOUTHCOM, cujo objetivo demonstrar a capacidade das naes participantes de realizarem operaes de coalizo em nvel operacional, sob o amparo de uma resoluo do Conselho de Segurana das Naes Unidas. O foco garantir a defesa do Canal do Panam.Setembro de 2007Em 6 de setembro de 2007, o furaco Felix, de categoria 5, atingiu a costa da Nicargua e de Honduras, deixando pelo menos 130 mortos somente na Nicargua. Junto assistncia prestada pela Agncia dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e pela Agncia de Assistncia a Desastres Naturais no Exterior o SOUTHCOM ajudou a montar clnicas e escolas, e forneceu 12.000 recipientes com capacidade para 10 litros de gua cada, alm de entregar 27,55 toneladas de alimentos s reas afetadas.Janeiro de 2010Um devastador terremoto de magnitude 7,0, cujo epicentro foi registrado a 25 km a sudoeste de Porto Prncipe, capital do Haiti, resultou em mais de 230.000 mortos e 300.000 feridos, alm de deixar mais de um milho de pessoas desabrigadas. A infraestrutura do pas foi dizimada. O Comando Sul dos EUA liderou o esforo humanitrio dentro de poucos dias do terremoto, criando a Fora-Tarefa Conjunta Haiti, cheada pelo subcomandante do SOUTHCOM, o General-de-Diviso Ken Keen, do Exrcito americano. A Fora Area dos EUA enviou 6.000 soldados e a Marinha dos EUA reuniu 33 navios carregados de alimentos e gua, bem como 19 helicpteros. Trs mil soldados do Exrcito dos EUA foram enviados de Fort Bragg, na Carolina do Norte, para estabelecer uma base de distribuio desses suprimentos. No terceiro dia da operao de assistncia humanitria e socorro, os helicpteros americanos j estavam distribuindo toneladas de alimentos e, dentro de uma semana da catstrofe, as Foras Armadas dos EUA j haviam destacado um total de 17.000 militares no Haiti. A eles se juntaram militares de 43 foras armadas de deferentes pases.

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Twenty years ago, the U.S. Southern Command (SOUTHCOM) moved from Panama its home for half a century to South Florida. The 20th Anniversary of SOUTHCOMs Relocation to Miami, FloridaOFFICE OF THE COMMAND HISTORIAN AND KRISTI OMUNDSON, J6 COMMUNICATIONS SYSTEM DIRECTORATE/U.S. SOUTHERN COMMAND Two events in 1997 marked the start of the period of greatest change in the history of SOUTHCOM: the expansion on June 1st, 1997 of the commands operational area of responsibility to include the Gulf of Mexico, the Caribbean Sea and islands, and substantial portions of the Atlantic and Pacic oceans, and its associated missions; and the relocation on September 26th, 1997 of SOUTHCOM Headquarters to Miami after 50 years in Panama. In between, President Bill Clinton nominated and the Senate conrmed U.S. Marine Corps General Charles Wilhelm as the new SOUTHCOM commander in chief. Symbolic of the changes underway, Gen. Wilhelm was the rst non-army general to command SOUTHCOM. is nomination reected the reality that SOUTHCOM was in transition from a land-locked unied command to a geographically diversied one. e nomination recognized that a Marine Corps commander could provide a natural bridge between SOUTHCOMs traditional mission focused on ground operations and its new diversied mission that required integration of maritime, ground, air, and riverine functions. President Clinton announced the selection of Miami as the future home for SOUTHCOM in April 1995. Miami was the ideal location for a commander and sta that traveled frequently. No other location oered as many direct ights to the places most frequently visited by the SOUTHCOM sta: Washington, D.C., and the countries of the Caribbean and Central and South America. RAYMOND SARRACINO/SOUTHCOM PUBLIC AFFAIRS OFFICEwww.dialogo-americas.com 9 Frum das Amricas DILOGO

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10 DILOGO Frum das Amricas Dezembro de 2010O SOUTHCOM se transfere para sua nova e ampla sede, que protegida por um fosso e conta com um amplo centro de conferncias, creche e uma academia de ponta. O prdio foi projetado para acomodar at 2.800 funcionrios.Janeiro de 2012Desde seu incio, em 15 de janeiro de 2012, a Operao MARTILLO, liderada pela Fora-Tarefa Conjunta Interagncias Sul apreendeu 693 toneladas mtricas de cocana e US$25 milhes em espcie; prendeu 1.863 suspeitos e apreendeu 581 embarcaes e aeronaves. Em apoio operao, navios e avies dos EUA, bem como de foras aliadas, mantm uma presena importante em reas especcas. Desde o incio das atividades da Operao MARTILLO, a fora-tarefa aprimorou seu conhecimento das tendncias do trco ilcito de drogas, as naes parceiras apoiaram 50 por cento de todas as operaes de interdio e desmantelamento, e as comunicaes tticas foram aperfeioadas para incluir esforos de coordenao e interdio.Outubro de 2016Em 5 de outubro de 2016, o SOUTHCOM estabeleceu a Fora-Tarefa Conjunta Matthew para coordenar as operaes de ajuda humanitria militar dos EUA no Haiti em consequncia do furaco Matthew, que havia atingido a categoria 5 quando do seu impacto no Caribe. Os estgios iniciais da assistncia ao desastre natural no Haiti foram coordenados pela USAID, com o apoio das Foras Armadas americanas, permitindo a entrega de mais de 600.000 toneladas de suprimentos a reas devastadas pelo Matthew. Alm disso, mais de 2.000 indivduos e 11 helicpteros apoiaram as operaes de socorro coordenadas pela USAID, a partir de uma das maiores embarcaes anfbias do mundo, o USS Iwo Jima, o que deu uma maior capacidade e exibilidade fora-tarefa. Devido localizao remota da Pennsula Tiburon, no Haiti, os materiais foram carregados em helicpteros CH-47F Chinook e UH-60 Black Hawk do Exrcito americano, e em helicpteros CH-53E Super Stallion do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, para que pudessem ser distribudos. Nos ltimos anos, o SOUTHCOM tem prestado assistncia ps-catstrofes ao Haiti, ajudando o pas caribenho a melhor se preparar contra desastres naturais, tais como o furaco Matthew e outros, inclusive com a construo de centros de operaes de emergncia, armazns para armazenamento de suprimentos, estaes de bombeiros, alm de centros comunitrios que servem tambm como abrigos. O comando tambm doou embarcaes de busca e resgate e veculos de transportes s agncias haitianas de resposta a emergncias, e outras agncias de proteo civil.Janeiro a abril de 2017A misso de treinamento Promessa Contnua foi introduzida pelo SOUTHCOM em 2007 para ajudar a fortalecer as parcerias regionais e, ao mesmo tempo, contribuir melhor qualidade de vida de milhares de pessoas dos pases da regio. A embarcao USNS Spearhead transportou pessoal militar mdico e de engenharia dos EUA e das organizaes privadas de assistncia para trabalhar junto aos seus interlocutores das naes antris em projetos de atendimento de sade e assistncia comunitria. Os programas mdicos, dentrios, veterinrios e de aes cvicas foram concebidos para assessorar cada nao antri participante no fornecimento s comunidades locais de uma ampla gama de servios de sade. A mobilizao de 2017 tambm permitiu aperfeioar a capacidade coletiva de resposta rpida em apoio aos esforos de assistncia humanitria e socorro e assistncia ps-catstrofes na regio, alm de ajudar a preparar o USNS Spearhead para servir como plataforma de resposta em qualquer parte do globo. O destroyer americano USS Lassen patrulha o Pacco oriental em apoio Operao MARTILLO. The U.S. Navy destroyer USS Larsen patrols the Eastern Pacic in support of Operation MARTILLO.MASS COMMUNICATION SPECIALIST 2ND CLASS HUEY D. YOUNGER JR.

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www.dialogo-americas.com 11 Frum das Amricas DILOGO is made Miami a cost-eective location in terms of both direct (monetary) and indirect (travel time) costs. Two years later, the relocation was executed, beginning with the rst movement of personnel in May 1997, and concluding with the mass movement of the main body of headquarters personnel in September 1997. SOUTHCOM ocially opened for business in Miami on Monday, September 29th of that same year. e move from Panama gave SOUTHCOM the opportunity to become a truly regional unied command. Below are some highlights from the last 20 years of SOUTHCOMs existence in South Florida.September 1997SOUTHCOM relocates from Quarry Heights, Panama, to Doral, Florida, renting a small two-story building, which is now leased by the Miami Herald newspaper.August 2003Fuerzas Aliadas PANAMAX takes place for the rst time. Participants take part in simulated training scenarios, which include ensuring civil, naval, air, and ground security forces can operate as an eective team, coordinating assets and sharing information to respond quickly to a variety of crises and protect the security of the nation. PANAMAX is an annual SOUTHCOM-sponsored multinational training exercise series with the objective of demonstrating the capability of participating nations to conduct coalition operations at the operational level while under the auspices of a United Nations Security Council resolution. e focus is on ensuring the defense of the Panama Canal.September 2007On September 6, 2007, Hurricane Felix makes landfall in Nicaragua and Honduras as a category 5 hurricane leaving at least 130 dead in Nicaragua alone. Along with support from the United States Agency for International Development (USAID) and the Oce of Foreign Disaster Assistance (OFDA), SOUTHCOM helped to set up clinics and schools, in addition to delivering 12,000 ten-liter water containers and 27.55 tons of food to the aected area.January 2010A massive 7.0 magnitude earthquake, centered 25 km southwest of Port-au-Prince, Haiti, kills over 230,000 people, injures another 300,000, and leaves over one million homeless. e countrys infrastructure was decimated. SOUTHCOM led the humanitarian eort within days of the quake, standing up Joint Task Force Haiti, commanded by its deputy commander, U.S. Army Lieutenant General Ken Keen. e U.S. Air Force sent in 6,000 airmen, and the U.S. Navy mustered 33 ships loaded with food and water, as well as 19 helicopters. ree thousand U.S. Army soldiers from Fort Bragg were sent to establish a base to distribute those materials. On the third day of the humanitarian assistance and disaster relief operation, U.S. helicopters were distributing tons of food, and within the rst week after the disaster, the U.S. military had a total of 17,000 military personnel in Haiti. ey were joined by over 43 militaries from around the world.December 2010SOUTHCOM moves to its new, moat-protected, sprawling headquarters which features a conference center, child development center, and a state-of-the-art-gym. e building was designed to accommodate 2,800 workers.January 2012Since its launch on January 15, 2012, the Joint Inter-Agency Task Force South-led Operation MARTILLO has seized 693 metric tons of cocaine and $25 million in bulk cash, detained 1,863 suspects, and seized 581 vessels and aircraft. In support of the operation, U.S., partner nation, and allied forces ships and aircraft have provided a persistent presence in select maritime zones. Since the inauguration of MARTILLO, the task force has increased its awareness of illicit tracking patterns, partner nations have supported 50 percent of all interdiction and disruption operations, and tactical communications have improved, to include coordination and interdiction eorts.October 2016On October 5, 2016, SOUTHCOM establishes Joint Task Force Matthew to oversee U.S. military relief eorts in Haiti as a result of Hurricane Matthew, which made landfall on the Caribbean as a Category 5 hurricane. Early stages of disaster assistance to Haiti were led by USAID, with support from U.S. military forces, delivering more than 600,000 pounds of aid to areas devastated by the storm. Additionally, more than 2,000 personnel and 11 helicopters supported USAID-led relief operations with one of the largest amphibious ships in the world, the USS Iwo Jima, which helped provide greater capabilities and exibility to the task force. Due to the remote geography of Haitis Tiburon Peninsula, the materials were loaded onto Army CH-47F Chinook, UH-60 Black Hawk, and Marine Corps CH-53E Super Stallion helicopters for delivery. Over the last several years, SOUTHCOM has provided disaster assistance to Haiti to help the Caribbean nation prepare for storms like Hurricane Matthew and other natural disasters, including the construction of emergency operations centers, disaster relief warehouses, re stations, and community centers that double as shelters. e command has also donated search-and-rescue boats, as well as transport vehicles to Haitian emergency-response and civil-protection agencies.January April 2017Continuing Promise (CP) is a SOUTHCOM training mission introduced in 2007 to help strengthen regional partnerships while improving the lives of thousands in the region. e USNS Spearhead transported U.S. military medical and construction personnel, and private aid organizations to work with host-nation counterparts to provide health-care and community-assistance projects in each nation. e medical, dental, veterinary, and civic-action programs are designed to assist each participating host nation in providing local communities with a wide range of health services. e 2017 deployment also improved the collective capacity to respond in support of humanitarian-assistance and disasterrelief eorts in the region and helped prepare USNS Spearhead to serve as a response-platform anywhere in the world. www.dialogo-americas.com 11 Frum das Amricas DILOGO

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12 DILOGO Frum das Amricas &Duas dcadas de cooperao inovadoraDIREITOS HUMANOS FORAS ARMADAS Iniciativa de Direitos Humanos (HRI, por sua sigla em ingls) do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM, por sua sigla em ingls) est fazendo aniversrio. Em 2017, celebra seu vigsimo ano de trabalho com as foras militares e de segurana da Amrica Latina e do Caribe para fomentar e consolidar o respeito aos direitos humanos. O programa de direitos humanos do Comando Sul existe h quase 30 anos, graas ao apoio e ao compromisso de uma srie de comandantes visionrios, disse Leana Bresnahan, chefe do escritrio de Direitos Humanos do SOUTHCOM. A HRI nasceu como consequncia de um compromisso especco, estabelecido pelo General-deExrcito do Exrcito dos EUA (r) Wesley Clark, comandante do SOUTHCOM entre 1996-1997. Fizemos grandes avanos no sentido da consolidao de uma rede de foras militares no hemisfrio, com o compromisso de respeitar os direitos humanos. No acredito que nenhuma outra regio do mundo possa dizer o mesmo. U.S. Southern Commands (SOUTHCOM) Human Rights Initiative is celebrating an anniversary. In 2017 it will celebrate 20 years of working with the military and security forces of Latin America and the Caribbean in order to foster and strengthen respect for human rights. e SOUTHCOM human rights program has been in existence for almost 30 years thanks to the support and commitment of a series of visionary commanders, said Leana Bresnahan, chief of SOUTHCOMs Human Rights Oce. e Human Rights Initiative was born as a consequence of a specic commitment made by U.S. Army General (Ret.) Wesley Clark, SOUTHCOM GERALDINE COOK/DILOGOArmed Forces and Human Rights Two Decades of Innovative CooperationFostering and respecting human rights has been a fundamental priority in the work of SOUTHCOM for more than two decades.A promoo e o respeito aos direitos humanos tm sido uma prioridade fundamental do trabalho do Comando Sul dos EUA h mais de duas dcadas. GERALDINE COOK/DILOGOA

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www.dialogo-americas.com 13 Frum das Amricas DILOGO MARCOS OMMATI/ DILOGO

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1996 Miami: Conferncia Hemisfrica sobre Direitos Humanos do Comandante do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), copromovida pelo Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH). 1997 Miami: II Conferncia Hemisfrica sobre Direitos Humanos do Comandante do SOUTHCOM, copromovida pelo IIDH. O SOUTHCOM se compromete a apoiar as foras armadas do hemisfrio na elaborao e consolidao de programas militares sobre direitos humanos A HRI ativada. Panam: I Seminrio Hemisfrico da HRI, co-promovido pelo IIDH. Primeira verso do Documento de Consenso. A Iniciativa de Direitos Humanos (HRI, por sua sigla em ingls) um modelo de cooperao interamericana para a consolidao de uma cultura de direitos humanos e do direito internacional humanitrio nas foras militares e de segurana do Hemisfrio Ocidental.A Iniciativa de Direitos Humanos celebra seu 20 aniversrioLinha Cronolgica TimelineThe Human Rights Initiative (HRI) is a model of inter-American cooperation for the consolidation of a culture of human rights and international humanitarian law in the military and security forces of the Western Hemisphere.Human Rights Initiative Celebrates its 20th Anniversary1996 Miami: SOUTHCOM Commanders Hemispheric Conference on Human Rights co-sponsored by the Inter-American Institute for Human Rights (known by its Spanish acronym IIDH). 1997 Miami: Second SOUTHCOM Commanders Hemispheric Conference on Human Rights co-sponsored by the IIDH. SOUTHCOM commits to supporting the hemispheres armed forces development and strengthening of military programs on human rights. The HRI is activated. Panama: First HRI Hemispheric Seminar, cosponsored by the IIDH. First draft of the Consensus Document.14 DILOGO Frum das Amricas Os avanos da HRI so amplamente reconhecidos na regio. A iniciativa contribuiu, de maneira importante, para o desenvolvimento da temtica de direitos humanos nas foras militares, em muitos pases do continente, e a Colmbia no foi exceo, disse o Brigadeiro da reserva da Fora Area da Colmbia, Juan Carlos Gmez Ramrez, professor convidado na Universidade Nacional de Defesa, em Washington D.C. Graas ao apoio tcnico, acadmico e econmico do SOUTHCOM e sua iniciativa, a Colmbia conseguiu realizar grande parte do trabalho em direitos humanos e direito internacional humanitrio nos ltimos 12 anos, acrescentou. A iniciativa valeu a pena para meu pas. O apoio da iniciativa mudana na atuao dos militares tem sido muito benco, disse Carmen Armidis Castellanos, diretora de Relaes Internacionais da Escola de Graduados em Direitos Humanos e Direito Internacional Humanitrio do Ministrio da Defesa da Repblica Dominicana. O apoio, sob a forma de material didtico e de pessoal capacitado para preparar nossas foras militares, tem sido fundamental Hoje em dia, notam-se resultados muito positivos.UMA INICIATIVA PARA AS FORAS ARMADAS O SOUTHCOM tem consolidado seu programa de direitos humanos desde a criao da Diviso de Direitos Humanos, em 1995, sob a liderana do General-de-Exrcito do Exrcito dos EUA (r), Barry McCarey, comandante do SOUTHCOM de fevereiro de 1994 a fevereiro de 1996. Em 1996, o SOUTHCOM promoveu a I commander from 1996-1997. We have made great strides toward the consolidation of a network of military forces in the hemisphere that are committed to respect for human rights. I dont think any other region of the world can say that. e HRI advances are much appreciated in the region. e initiative has contributed in an important way to the development of the topic of human rights in the military forces in many countries of the continent, and Colombia has been no exception, said retired Colombian Air Force Brigadier General Juan Carlos Gmez Ramrez, guest professor at the National Defense University in Washington, D.C. anks to the technical, academic, and economic support of SOUTHCOM and its initiative, Colombia was able to carry out a large part of the work in human rights and international humanitarian law over the last 12 years, he added. e initiative was worthwhile for my country. e support of the initiative in changing military personnel has been very benecial, said Carmen Armidis Castellanos, director of International Relations at the Dominican Republics Graduate School for Human Rights and International Humanitarian Law. e support, not only in educational material but also the trained personnel to prepare our military forces, has been fundamental Today we are seeing very positive results.AN INITIATIVE FOR THE ARMED FORCES SOUTHCOM has consolidated its human rights program since the creation of the Human Rights Division in 1995, under

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2000 Miami: Seminrio Hemisfrico da HRI, em colaborao com o IIDH. Terceira verso do Documento de Consenso. 2001 Repblica Dominicana: Seminrio Hemisfrico da HRI. Uruguai: Seminrio Hemisfrico da HRI. 2002 Guatemala: Seminrio Hemisfrico da HRI. Redao nal do Documento de Consenso. Lderes da regio solicitam apoio permanente do SOUTHCOM para a implementao do documento. Costa Rica: Ministros da Defesa da Amrica Central assinam documento ocial de apoio HRI. Bolvia: Reunio da HRI para a regio andina. 2003 O SOUTHCOM realiza o concurso internacional para a diretoria de apoio e acompanhamento. O Centro de Educao, Capacitao e Anlise em Direitos Humanos (CECADH), uma organizao nogovernamental, sediada na Costa Rica, assume a diretoria. 1998 Miami: Seminrio Hemisfrico da HRI, em colaborao com o IIDH. Segunda verso do Documento de Consenso. 2000 Miami: HRI Hemispheric Seminar, in cooperation with the IIDH. Third draft of the Consensus Document. 2001 Dominican Republic: HRI Hemispheric Seminar. Uruguay: HRI Hemispheric Seminar. 2002 Guatemala: HRI Hemispheric Seminar. Final revision of the Consensus Document. Regional leaders request permanent support from SOUTHCOM for implementation of the document. Costa Rica: Central American Defense ministers sign formal document in support of the HRI. Bolivia: HRI Meeting for the Andean region. 2003 SOUTHCOM holds the international competition for the directorate of support and monitoring. The Center for Human Rights Education, Training and Analysis (known by its Spanish acronym CECADH), a nongovernmental organization headquartered in Costa Rica, assumes the directorate. 1998 Miami: HRI Hemispheric Seminar, in cooperation with the IIDH. Second draft of the Consensus Document.www.dialogo-americas.com 15 Frum das Amricas DILOGO SOUTHCOMDa esquerda para a direita: Tenente-Brigadeiro-do-Ar da Fora Area dos EUA (r) Douglas M. Fraser, Comandante do SOUTHCOM (2009-2012); General-de-Exrcito (r) Fredy Santiago Daz Zelaya, chefe do Estado-Maior Conjunto das Foras Armadas de Honduras (2013-2015); James D. Nealon, ex-embaixador dos Estados Unidos em Honduras (2014-2017) e Leana Breshnahan, chefe do Escritrio de Direitos Humanos do SOUTHCOM, durante o dilogo civil-militar de 2015, realizado em Honduras. From left to right: U.S. Air Force General (Ret.) Douglas M. Fraser, SOUTHCOM commander (2009-2012); Honduran Army General (Ret.) Fredy Santiago Daz Zelaya, Honduran chief of defense (2013-2015); James D. Nealon, former U.S. ambassador to Honduras (2014-2017); and Leana Breshnahan, chief of the SOUTHCOM Human Rights Ofce at the 2015 civilian-military dialogue in Honduras.

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2004 Bolvia, Colmbia, Guatemala, Belize, El Salvador, Repblica Dominicana, Uruguai e Peru recebem a visita ocial da HRI. Costa Rica: Reunio Hemisfrica dos Lderes da HRI. Costa Rica, Bolvia, Guatemala e Uruguai assinam o Memorando de Cooperao entre os ministros da Defesa e de Segurana e o CECADH. Repblica Dominicana, Bolvia e Guatemala: Primeiras Conferncias Nacionais de Implementao da HRI. 2005 Honduras, Equador, Nicargua e Argentina recebem a visita ocial da HRI. El Salvador, Honduras, Colmbia e a Conferncia das Foras Armadas Centroamericanas (CFAC) assinam Memorando de Cooperao. El Salvador, Honduras e Colmbia: Conferncias nacionais de implementao da HRI. 2006 Panam, Paraguai, Argentina, Uruguai e Costa Rica recebem a visita ocial da HRI. Repblica Dominicana assina o Memorando de Cooperao. Paraguai e Costa Rica: Conferncias nacionais de implementao da HRI. Repblica Dominicana, Guatemala, Bolvia e Honduras: Seminrios de acompanhamento da HRI. Colmbia: Pas antrio da conferncia hemisfrica da HRI. 2004 Bolivia, Colombia, Guatemala, Belize, El Salvador, Dominican Republic, Uruguay, and Peru receive ofcial visit from the HRI. Costa Rica: Hemispheric HRI leaders meeting. Costa Rica, Bolivia, Guatemala, and Uruguay sign the Memorandum of Cooperation among ministers of defense and security, and CECADH. Dominican Republic, Bolivia, and Guatemala: First National HRI Implementation Conference. 2005 Honduras, Ecuador, Nicaragua, and Argentina receive ofcial visit from the HRI. El Salvador, Honduras, Colombia, and the Central American Armed Forces Conference (known by its Spanish acronym CFAC) sign Memorandum of Cooperation. El Salvador, Honduras, and Colombia: National HRI implementation conferences. 2006 Panama, Paraguay, Argentina, Uruguay and Costa Rica receive ofcial visit from the HRI. Dominican Republic signs the Memorandum of Cooperation. Paraguay and Costa Rica: National HRI Implementation Conferences. Dominican Republic, Guatemala, Bolivia and Honduras: HRI monitoring seminars. Colombia: HRI Hemispheric Conference host.16 DILOGO Frum das Amricas Conferncia Hemisfrica sobre Direitos Humanos, em colaborao com o Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH). Em fevereiro de 1997, o SOUTHCOM promoveu a II Conferncia Hemisfrica sobre Direitos Humanos, tambm em colaborao com o IIHD. A conferncia abriu caminho para a criao da HRI, que buscava apoiar os esforos dos pases na elaborao de seus programas de direitos humanos para suas foras militares, com o objetivo de traar uma poltica de tolerncia zero quanto aos abusos dos neste ramo. Entre 1997 e 2002, o SOUTHCOM promoveu seis seminrios hemisfricos para apoiar a elaborao de programas de direitos humanos para as foras armadas e de segurana da regio. Trinta e quatro dos 35 pases do hemisfrio participaram desses seminrios, bem como ociais militares e das foras de segurana, rgos governamentais, organizaes no-governamentais, organizaes regionais e internacionais e instituies acadmicas. O resultado nal no se fez esperar. Em 2002, os ociais generais de 22 pases participantes do seminrio hemisfrico na Guatemala deram por nalizado o Documento de Consenso, no qual trabalharam conjuntamente desde 1997. O documento estipulou a importncia do respeito aos direitos humanos na doutrina militar, o conhecimento do tema por parte dos militares e policiais, bem como a implementao dos mecanismos de controle interno e a cooperao e transparncia para a rigorosa observncia dos direitos humanos. Sua elaborao contou com especialistas acadmicos, a Organizao dos Estados Americanos, a Comisso Interamericana de Direitos Humanos, o Comit Internacional da Cruz Vermelha e organizaes da sociedade civil, como a Human Rights Watch, entre outras. A expanso da iniciativa exigiu uma secretaria de apoio para the leadership of U.S. Army General (Ret.) Barry McCarey, SOUTHCOM commander from February 1994 to February 1996. In 1996, SOUTHCOM backed the rst Hemispheric Conference on Human Rights in association with the Inter-American Institute for Human Rights (IIDH). In February of 1997, SOUTHCOM oversaw the second Hemispheric Conference on Human Rights, also in association with the IIDH. is paved the way for the creation of the HRI, which sought to support the eorts of the countries in their development of human rights programs for their military forces with the purpose of drawing up a policy of zero tolerance for abuse of those rights. Between 1997 and 2002, SOUTHCOM backed six hemispheric seminars in support of the development of human rights programs for the armed forces and security forces in the region. irty-four of the 35 countries in the hemisphere participated in these, as well as military and security force ocials, government agencies, nongovernmental agencies, regional and international organizations, and academic institutions. e nal result didnt take long. In 2002, the military ocials of 22 countries participating in the hemispheric seminar in Guatemala nalized the Consensus Document, on which they had jointly worked since 1997. e document stipulated the importance of respect for human rights in military doctrine, the education of the military personnel and police on the subject, as well as the implementation of the mechanisms of internal control, cooperation, and transparency for strict compliance with human rights. Academic experts prepared the document in collaboration with the Organization of American States, the Inter-American Commission for Human Rights, the International Red Cross Committee, and civil society organizations such as Human Rights Watch, among others.

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2007 Colmbia: Seminrio de acompanhamento da HRI. El Salvador: Conferncia nacional de implementao da HRI. Honduras: Seminrio de lderes da HRI para a CFAC. Panam assina o Memorando de Cooperao. Miami: Conferncia de planejamento para projeto de doutrina e capacitao em direitos humanos (HRIDAT, por sua sigla em ingls) para pases participantes da HRI. Bolvia, Colmbia, Costa Rica, Honduras e Repblica Dominicana: Recebem, por intermdio da HRIDAT, SOUTHCOM e CECADH, 24 cursos e eventos com 1.100 participantes. 2008 Bolvia, Colmbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Repblica Dominicana: Recebem, por intermdio do HRIDAT, SOUTHCOM e CECADH, 36 cursos e eventos com 1.750 participantes. Panam: Conferncia nacional de implementao da HRI. Repblica Dominicana: Conferncia de implementao para a CFAC. 2009 Colmbia: O Projeto HRIDAT concludo com seis cursos para 400 participantes. Guatemala e Honduras: Seminrios de acompanhamento da HRI. Guatemala: Conferncia hemisfrica da HRI. 2007 Colombia: HRI monitoring seminar. El Salvador: National HRI Implementation Conference. Honduras: HRI Leaders Seminar for CFAC. Panama signs the Memorandum of Cooperation. Miami: Planning Conference for HRI doctrine and training project (HRIDAT) for HRI-participating countries. Bolivia, Colombia, Costa Rica, Honduras, and Dominican Republic: Receive 24 courses and events with 1,100 participants through HRIDAT, SOUTHCOM, and CECADH. 2008 Bolivia, Colombia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, and Dominican Republic: Receive 36 courses and events with 1,750 participants through HRIDAT, SOUTHCOM, and CECADH. Panama: HRI National Implementation Conference. Dominican Republic: Implementation Conference for CFAC. 2009 Colombia: HRIDAT project concludes with six courses for 400 participants. Guatemala and Honduras: HRI monitoring seminars. Guatemala: HRI Hemispheric Conference.www.dialogo-americas.com 17 Frum das Amricas DILOGO seu acompanhamento. Em 2003, o SOUTHCOM realizou uma convocao internacional para outorgar esta responsabilidade a uma organizao de direitos humanos de carter regional. Foi um concurso aberto e foram convidadas para participar desta convocao as organizaes da sociedade civil, disse Daniel Baldizn, diretor executivo do Centro de Educao, Capacitao e Anlise em Direitos Humanos (CECADH), organizao no-governamental, sediada na Costa Rica, especializada em temas de capacitao e educao para policiais e militares na Amrica Latina. Ganhamos o concurso e, desde ento, temos participado da convocao em vrias oportunidades. Foi assim que o SOUTHCOM selecionou o CECADH para ser a secretaria de apoio e acompanhamento da HRI. A cooperao inovadora tem dado bons resultados. Ao chegar de mos dadas com os militares do SOUTHCOM, as portas dos quartis se abrem; SOUTHCOMe growth of the initiative required a supporting oce for its oversight. In 2003, SOUTHCOM carried out an international invitation in order to grant this responsibility to a regional human rights organization. It was an open competition, and organizations from civil society were invited to participate in this call, said Daniel Baldizn, executive director of the Center for Education, Training and Analysis in Human Rights (CECADH), a nongovernmental organization based in Costa Rica and specialized in training and education for police and military forces in Latin A Conferncia sobre Direitos Humanos, para membros das Foras Armadas da Colmbia, foi realizada em 2007. The Human Rights Conference for members of the Colombian Armed Forces took place in 2007.

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2010 Panam e Repblica Dominicana: Seminrios de acompanhamento da HRI. Guatemala: Primeiro dilogo cvico-militar entre as foras armadas e as organizaes no-governamentais, promovido pela HRI, sobre o tema de direitos humanos e segurana. Peru assina o Memorando de Cooperao e realiza a Conferncia de implementao da HRI. Chile recebe a visita ocial da HRI. 2012 Guatemala recebe a visita ocial da HRI. Peru: Conferncia especializada sobre a proteo dos direitos humanos em conitos sociais. Guatemala: Conferncia regional centroamericana sobre a proteo dos direitos humanos em misses no-tradicionais. 2011 El Salvador: Conferncia hemisfrica da HRI. Panam e Repblica Dominicana: Seminrios de acompanhamento da HRI. Honduras e Peru recebem visitas ociais da HRI. 2010 Panama and Dominican Republic: HRI monitoring seminars. Guatemala: First civilian-military dialogue under the HRI between the armed forces and nongovernmental organizations on the topic of human rights and security. Peru signs the Memorandum of Cooperation and organizes the HRI Implementation Conference. Chile receives ofcial visit from the HRI. 2011 El Salvador: HRI Hemispheric Conference. Panama and Dominican Republic: HRI monitoring seminars. Honduras and Peru receive ofcial visits from the HRI. 2012 Guatemala receives ofcial visit from the HRI. Peru: Specialized Conference on protecting human rights in social conicts. Guatemala: Central American Regional Conference on protecting human rights in non-traditional missions.18 DILOGO Frum das Amricas h uma boa e harmoniosa relao de ajuda e de cooperao entre o SOUTHCOM e os ministrios da Defesa de todo o hemisfrio, disse Baldizn. Desde ento, vrios ministros da Defesa assinaram o Memorando de Cooperao (MOC, por sua sigla em ingls) com o CECADH, por meio do qual se comprometem a trabalhar em favor dos direitos humanos. O pas trabalha na doutrina, nas relaes civis-militares, na capacitao e no controle interno, disse Baldizn. A Costa Rica, a Bolvia, a Guatemala e o Uruguai assinaram o MOC em 2004. El Salvador, Honduras, a Colmbia e a Conferncia das Foras Armadas da Amrica Central o zeram em 2005. A Repblica Dominicana o assinou em 2006, seguida do Panam em 2007, o Peru em 2010 e o Paraguai em 2015. At o momento, a HRI j realizou mais de 200 conferncias e seminrios nacionais e internacionais e capacitou mais de 10.000 pessoas. O mximo valor agregado que tem a iniciativa que um produto deles [os militares] O papel do militar, no que diz respeito sua relao com os direitos humanos, tem mudado muito na Amrica Latina, disse Baldizn.O NOVO PERFIL MILITARA Iniciativa de Direitos Humanos do Comando Sul tem desempenhado um papel-chave para alcanar o objetivo de progredir em conhecimento, experincia e qualidade das foras militares quanto abordagem do tema, disse o Brig Gmez. Hoje, as Foras Militares da Colmbia, em matria de direitos humanos e de direito internacional humanitrio, so muitssimo mais prossionais. O Brig Gmez explicou que as Foras Militares de seu pas elaboraram uma nova estratgia militar que intensicou os America. We won the competition, and since then we have participated in this invitation on various occasions. us, SOUTHCOM selected CECADH to support and oversee the HRI. e innovative cooperation gave good results. e doors to the headquarters open when you arrive hand in hand with military personnel from SOUTHCOM; there is a good, uid relationship of aid and cooperation between SOUTHCOM and the entire hemispheres ministries of defense, said Baldizn. Since then, various defense ministries have signed the Memorandum of Cooperation (MOC) with CECADH, by means of which they commit to working for human rights. e country works on doctrine, civilian-military relationships, training, and internal control, said Baldizn. Costa Rica, Bolivia, Guatemala, and Uruguay signed the MOC in 2004. El Salvador, Honduras, Colombia, and the Central American Armed Forces Conference did so in 2005. e Dominican Republic signed it in 2006, followed by Panama in 2007, Peru in 2010, and Paraguay in 2015. To date, the HRI has held more than 200 conferences and seminars, both national and international, and has trained more than 10,000 people. e highest added value the initiative has is that it is a product of theirs [the military] e role of the military in terms of its relationship with human rights has been changing a lot in Latin America, said Baldizn.THE NEW MILITARY PROFILESOUTHCOMs Human Rights Initiative has played a key role in achieving the objective of increasing the awareness, experience, and quality of the military forces with regard to the subject, said Brig. Gen. Gmez. Today the Colombian Armed Forces

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2014 Miami: Workshop de ociais da HRI. Jamaica, Haiti, Honduras, Belize e Repblica Dominicana recebem visitas ociais da HRI. Guatemala e Honduras: Dilogos cvico-militares. Colmbia: Intercmbio em direitos humanos com ociais da Amrica Central. 2015 Paraguai assina o Memorando de Cooperao e realiza a Conferncia nacional de implementao da HRI. El Salvador, Repblica Dominicana e Peru: Seminrios de acompanhamento da HRI. Honduras: Dilogo cvico-militar. Haiti: Conferncia regional da HRI. Colmbia: Intercmbio em direitos humanos com ociais da Amrica Central e do Paraguai. 2013 Honduras: Primeiro dilogo cvicomilitar da HRI entre as foras armadas e as organizaes nogovernamentais sobre o tema de direitos humanos e segurana. Guatemala: Seminrio de acompanhamento da HRI e dos dilogos cvico-militares. 2014 Miami: HRI ofcer workshop. Jamaica, Haiti, Honduras, Belize, and Dominican Republic receive ofcial visits from the HRI. Guatemala and Honduras: Civilianmilitary dialogues. Colombia: Exchange on human rights with Central American ofcials. 2015 Paraguay signs Memorandum of Cooperation and hosts the HRI National Implementation Conference. El Salvador, Dominican Republic, and Peru: HRI monitoring seminars. Honduras: Civilian-military dialogue. Haiti: HRI Regional Conference. Colombia: Exchange on human rights with ofcials from Central America and Paraguay. 2013 Honduras: First civilian-military dialogue under the HRI between the Armed Forces and nongovernmental organizations on the topic of human rights and security. Guatemala: HRI monitoring seminar and two civilian-military dialogues.www.dialogo-americas.com 19 Frum das Amricas DILOGO programas educativos destinados proteo, promoo e difuso dos direitos humanos, no s no mbito das tropas, mas tambm incluiu a populao civil. Esta estratgia conta com ferramentas educativas, cursos bsicos, intermedirios e avanados para soldados, subociais e ociais, escolas de formao e estudos avanados de ps-graduao. A Repblica Dominicana, por sua vez, tambm notou mudanas positivas. Temos evoludo favoravelmente com nossas foras militares Hoje, os soldados tm interesse em aprender sobre os direitos humanos, disse Castellanos. O Peru no ca atrs ao sentir a inuncia da HRI. Tem sido muito importante porque tem pretendido homogeneizar a tarefa realizada pelas foras armadas e pela polcia, respeitando os direitos humanos, disse o Coronel da reserva do Exrcito do Peru, Heriberto J. Viviano Carpio, ex-diretor do Centro de Direito Internacional Humanitrio e Direitos Humanos das Foras Armadas do Peru. Com o apoio da iniciativa, permitiu-se difundir estes temas dentro de nossas instituies e ao pblico civil. O Cel Viviano ressaltou que identicar os papis das foras armadas e sua atuao com a populao em caso de conito , abrir o dilogo e interligar as foras armadas com os setores da sociedade civil e difundir as experincias, tanto positivas quanto de conito em torno dos direitos humanos, so algumas das vantagens da iniciativa em seu pas. Temos capacitado o pessoal e mudado o modo de atuar e de pensar com relao participao das foras armadas em temas dos direitos humanos, disse o Cel Viviano. Capacita-se no s no mbito militar, mas tambm no mbito civil e, da mesma maneira, aos administradores de justia com a nalidade de se alcanar uma uniformidade de critrios para que eles tambm are much more professional on the subject of human rights and international humanitarian law. Brig. Gen. Gmez explained that the military forces of his country worked out a new military strategy that intensied the educational programs directed toward the protection, promotion, and diusion of human rights not only at the troop level, but also to include the civilian population. is strategy counts on educational tools such as basic, intermediate, and advanced courses for soldiers, noncommissioned ocers and ocers, training schools, and advanced post-graduate studies. For its part, the Dominican Republic has also seen positive changes. We have been evolving favorably with our military forces. Today soldiers take an interest in learning about human rights, said Castellanos. Peru is not left behind in feeling the inuence of the HRI. It has been very important because it has attempted to standardize the task carried out by the armed forces and the police in respecting human rights, said retired Peruvian Army Colonel Heriberto J. Viviano Carpio, former director of the Center for International Humanitarian Law of the Peruvian Armed Forces. With the support of the initiative, it has been possible to propagate these subjects within our institutions and the civilian public. Col. Viviano highlighted that distinguishing the roles of the Armed Forces and their actions among the population in cases of conict, initiating dialogue and interconnecting the Armed Forces with sectors of civil society, and propagating the experiences, both positive and those of conict with regard to human rights, are some of the advantages of the initiative in his country. We have trained personnel and changed the way we act and think with regard to the participation of the Armed Forces on

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2016 Guatemala: Dilogo cvico-militar. Honduras: Seminrio de acompanhamento da HRI. Peru: Seminrio da HRI para a Amrica do Sul. Guarda Nacional da Louisiana: Antri da conferncia de direitos humanos para o Haiti e os pases caribenhos. Miami: Conferncia regional para a Amrica Central, enfocada no fomento da cooperao entre as foras militares, o governo e as ONGs, na rea de direitos humanos. Repblica Dominicana: Conferncia de Exrcitos Americanos promove a primeira conferncia sobre proteo dos direitos humanos em operaes de assistncia humanitria e desastres. 2017 Argentina recebe visita ocial da HRI e planeja conferncia da HRI. Guatemala e Honduras: Intercmbios com especialistas civis e militares em direitos humanos. Haiti: Recebe visita ocial da HRI. SOUTHCOM: Celebra o vigsimo aniversrio da HRI. 2016 Guatemala: Civilian-military dialogue. Honduras: HRI monitoring seminar. Peru: HRI Seminar for South America. Louisiana National Guard: Host of the Human Rights Conference for Haiti and Caribbean countries. Miami: Regional conference for Central America focused on fostering cooperation between the military, government and NGOs on human rights. Dominican Republic: Conference of American Armies sponsors the rst Conference on protecting human rights in humanitarian aid operations and natural disasters. 2017 Argentina receives ofcial visit from the HRI and plans HRI Conference. Guatemala and Honduras: Exchanges with civilian and military human rights experts. Haiti: Receives ofcial visit from the HRI. SOUTHCOM: Celebrates the 20th anniversary of the HRI.20 DILOGO Frum das Amricas SOUTHCOMParticipantes da Conferncia Regional Centro-Americana da Iniciativa de Direitos Humanos em Miami, em 2016. Participants at the Human Rights Initiative's Central American Regional Conference, in Miami, in 2016.

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conheam as normas sob as quais as foras armadas atuam, no mbito dos direitos humanos. A Guatemala tambm tem progredido neste assunto. Educar as foras militares no tema de direitos humanos bem importante, disse o General-de-Exrcito do Exrcito da Guatemala, Byron Gutirrez, adido de defesa terrestre, naval e area da Embaixada da Guatemala, em Washington, D.C. Todos os soldados, em todos os escales, devem estar bem formados, no s para conhecerem seus direitos, mas tambm para serem agentes multiplicadores com seus companheiros e subalternos. O Gen Ex Gutirrez falou do papel integral que os direitos humanos tm na formao militar. Em todas as nossas atividades de treinamento ou capacitao militar, o tema de direitos humanos transversal. Cada instruo especca militar est acompanhada de uma instruo sobre direitos humanos relacionada com a atividade, disse.VIOLAR OS DIREITOS HUMANOS TEM UM CUSTO fundamental mais do que a capacidade militar ou policial de enfrentar uma situao violenta, criminosa ou de segurana o tema da legitimidade e da legalidade com que os militares enfrentam essa ao violenta. De nada serve ser muito ecaz operacionalmente se para alcanar esse objetivo no se respeitam os direitos humanos, disse o Brig Gmez. bom que as foras militares cumpram seu trabalho de combate delinquncia, aos grupos armados organizados, aos terroristas, mas de igual importncia que isso seja feito com legitimidade, transparncia e respeito s normas. Manter essa legitimidade e transparncia para as foras militares, um desao permanente. O respeito pelos direitos humanos absolutamente necessrio, disse Bresnahan ao falar sobre as misses que tm hoje os militares na regio. Algumas misses respaldam a polcia em aes de segurana e controle de fronteiras, enquanto outras oferecem assistncia humanitria e ajuda em casos de desastre. Os desaos representados pelos direitos humanos, em termos de polticas e normas para o uso da fora e liderana, tm sido peas fundamentais da existncia da HRI. A iniciativa abriu uma porta muito grande, expressou o Gen Ex Gutirrez. O trabalho da iniciativa tem facilitado o dilogo entre as foras militares e as organizaes no-governamentais, no que se refere aos direitos humanos. Felicito o SOUTHCOM e o CECADH por um trabalho louvvel e silencioso, ressaltou o Cel Viviano. Conseguiram que as foras armadas de muitos pases compreendessem e reconhecessem as normas que devem ser cumpridas ao atuarem em qualquer situao, respeitando os direitos humanos e sua constituio. Embora a HRI tenha aberto portas por duas dcadas, certo que ainda h muito a fazer, segundo Bresnahan. Espero que as foras militares e de segurana dos 35 pases do hemisfrio participem ativamente da HRI, acrescentou. Os militares e as foras de segurana da regio podem se converter em exportadores do respeito aos direitos humanos para o mundo, em misses de proviso de segurana, independentemente da natureza da misso. H muita necessidade deste tipo de competncia no mundo de hoje, concluiu. the subject of human rights, said Col. Viviano. ere is training not only in the military environment, but also in the civilian area as well as among administrators of justice with the purpose of seeking uniformity of criteria so that they are also aware of the standards under which the Armed Forces act with regard to human rights. Guatemala has also progressed on this subject. To educate the military forces on the subject of human rights is very important, said Guatemalan Army Brigadier General Byron Gutirrez, attach for ground, naval, and air defense in the Guatemalan Embassy in Washington, D.C. All the soldiers of all ranks must be well educated, not only to know their rights but also to be multiplication agents with their peers and subordinates. Brig. Gen. Gutirrez talked about the integrated role that human rights have in military education. In all our military training and instruction activities, the theme of human rights is crosscutting. Every specic military instruction is accompanied by an instruction in human rights related to the activity, he said.VIOLATING HUMAN RIGHTS HAS A COSTFundamental even more than the military or police capability to confront a violent, criminal or security situation is the subject of legitimacy and legality with which the military personnel [confront] that violent act. It doesnt do any good to be very operationally eective if human rights are not respected to achieve this objective, said Brig. Gen. Gmez. It is good for military forces to fulll their job in combatting crime, organized armed groups, and terrorists, but it is equally important that it be done with legitimacy, transparency, and respect for standards. Maintaining that legitimacy and transparency is a permanent challenge for the military forces. Respect for human rights is absolutely necessary, said Bresnahan in talking about the missions the military has in the region today. Some missions reinforce the police in security activities and border control, while others oer humanitarian assistance and help in cases of natural disaster. e challenges that human rights represent in terms of policies, standards for the use of the force, and leadership have been fundamental parts of the existence of the HRI. e initiative opened a very large door, expressed Gen. Gutirrez. e work of the initiative has facilitated the dialogue between the military forces and the nongovernmental organizations with regard to human rights. I congratulate SOUTHCOM and CECADH for their commendable and silent work, highlighted Col. Viviano. ey have gotten the armed forces of many countries to understand and recognize the standards they must comply with to respect human rights and their constitution when they take action in any situation. Although the HRI has opened doors for over two decades, there is still much to be done, according to Bresnahan. I hope that the military and security forces of the 35 countries of the hemisphere actively participate in the Human Rights Initiative, she added. Military and security forces in the region can become exporters of respect for human rights to the world, regardless of the nature of their mission. ere is a great need for this type of expertise in the world today, she concluded. www.dialogo-americas.com 21 Frum das Amricas DILOGO

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22 DILOGO Frum das Amricas MARCOS OMMATI/DILOGOpreconceitos para mudar uma culturaSuperar Ao percorrer um caminho longo e sinuoso, as mulheres ganham batalhas na guerra pela igualdade entre os sexos.A Contra-Almirante da Marinha dos Estados Unidos Martha Herb uma ocial de mergulho, salvamento e guerra de superfcie, parte da comunidade de neutralizao de materiais explosivos. Ela nasceu em Atlanta, na Gergia, e se formou bacharel em Artes pela Universidade de Lake Forest. Entre outros reconhecimentos, foi indicada para a Galeria da Fama das Mergulhadoras em 2007 e, em 2010, foi promovida a ocial general. Atualmente, como diretora do Colgio Interamericano de Defesa (CID), a C Alte Herb est usando sua garra e determinao para implementar mudanas em uma instituio tradicionalmente dominada por homens. Para se ter uma ideia, ela apenas a segunda ocial do sexo feminino a chear o CID desde sua fundao, em 1962. Para falar sobre os desaos que as mulheres ainda enfrentam dentro das foras armadas, Dilogo conversou com a C Alte Herb em seu escritrio, em Fort Lesley J. McNair, em Washington D.C., unidade militar que abriga o CID. IADC

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MARCOS OMMATI/DILOGOBiases to Change a CultureOvercomingWomen continue to win battles on the long and winding road to gender equality.U.S. Navy Rear Admiral Martha Herb is a diving, salvage, and surface warfare ocer in the Explosive Ordnance Disposal community. A native of Atlanta, Georgia, she graduated from Lake Forest College with a Bachelor of Arts. In 2007 she was inducted into the Women Divers Hall of Fame and in 2010 was selected for ag ocer rank. As commandant of Inter-American Defense College (IADC), Rear Adm. Herb is bringing her toughness to inuence changes in a traditionally maleoriented institution. Just as an example, she is only the second female ocer to head the IADC since its inception in 1962. To talk about the challenges women in the military still face, Dilogo visited Rear Adm. Herb in her oce at the IADC, in Fort Lesley J. McNair, Washington D.C. Dilogo: Out of the 64 students attending IADC, only six are women. Does that bother you? U.S. Navy Rear Admiral Martha Herb: Yes. Getting more female students has been my number one priority. When I rst got here [Rear Adm. Herb is serving her second two-year term at IADC], I added it to the IADC recruiting letter, and when I visit countries, I specically talk to senior military leaders and ocials about sending women to IADC. Dilogo: How do you try to convince these countries to send more female students to IADC? Rear Adm. Herb: Since each nation is at a dierent point in time in terms of their inclusion of women in the armed forces, I say to people, I recognize you might not have senior women in your military yet, but dont think that you cant send women to college. You have civilians serving in your government oces, you have police, and you have women with many dierent ocial skill sets within the government. You need to give these women the IADC opportunity. To be eective in our mission, it is very important for the senior students here at IADC to have experience with women. Why? Simply stated, in eight or 10 years, some of the IADC students will become the next four-star or rst general ocer, and you want them to be prepared to advocate for advancing womens issues in the military. Dilogo: e United States has come a long way in this matter, but senior military personnel in the country still recognize there is a lot to be done. How do you see this challenge women in the military in the countries you work with in Central and South America, and the Caribbean? Rear Adm. Herb: It varies by country. Sometimes issues about womens inclusion are driven by antiquated policies that make achieving the objective of female inclusion dicult. For example, a country, or even an organization, might establish an overarching objective of 50 percent female inclusion, but then the policies at the various levels throughout the country or organization might counteract the objective of inclusion. It takes a while to solve it. It is not only a policy issue, but female inclusion also involves changing a culture. Culture change is very slow, and some say it takes a generation or two! Policy and culture are two issues that make inclusion dicult. ere are also biases, and everybody has them. I have biases, you have biases. It takes a while to recognize your own biases, overcome them, and change them. And that is why it takes so long to change a culture. On a more practical level, it is important to set standards. Set the standard and then expect everyone to achieve the standard. When there are consistent standards, everybody is eligible, everybody is expected to get the job done, and at that point, it does not matter if you are a male or a female. It is not relevant to the standard. Dilogo: Do you think ethnicity plays a role in the U.S. military, in addition to gender? If she is a Latina, does that make her life harder? Rear Adm. Herb: at is a great question. I would imagine, yes. But it is probably also related to someones upbringing their cultural references, the way you were raised within your family, the value sets upheld in the family, and then your day-to-day behavior. I had a wonderful resource manager at IADC who was high-speed, really accomplishing great things and she will probably make general someday. She is Latina. She has been very, very successful, but I think she has worked at it. Shes been driven to stay true to herself and her culture while being the utmost professional in the military. Regardless of nationality, most women feel like others expect them to give 120 percent before it will be considered good enough. Dilogo: Do you think women still have to work harder than men, especially in the military? Rear Adm. Herb: Absolutely. And part of it is that we, as women, can be our own worst advocate demanding more of ourselves than others expect from us. I think women, for the most part, are still less than 25 percent of the population [in the U.S. www.dialogo-americas.com 23 Frum das Amricas DILOGO

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24 DILOGO Frum das Amricas C Alte Herb: Depende do pas. s vezes, as questes relacionadas incluso feminina so regidas por polticas antiquadas, que dicultam a realizao do objetivo desta incluso. Por exemplo, um pas, ou at mesmo uma organizao, pode estipular um objetivo amplo de incluso de 50 por cento de mulheres, mas as polticas presentes nos diversos nveis podem neutralizar o objetivo da incluso. Leva-se um certo tempo para resolver isso. No apenas uma questo de poltica; a incluso feminina envolve tambm uma mudana cultural. A mudana cultural muito lenta e alguns dizem que leva at uma gerao ou duas para acontecer. A poltica e a cultura so dois fatores que dicultam a incluso. Alm disso, h os preconceitos. E todo mundo os tm. Eu tenho, voc tem. Leva certo tempo para reconhecer seus prprios preconceitos e para super-los para que, mais tarde, ocorra a transformao. E por isso que leva tanto tempo para mudar uma cultura. Em um nvel mais prtico, importante estabelecer seus critrios. Dena o padro e depois exija que todo mundo o atinja. Quando os padres so coerentes, todo o mundo tem direito. Espera-se que todos completem o trabalho e, nesta altura, no importa se a pessoa for homem ou mulher. Isso no relevante para o padro. Dilogo: A senhora acha que se uma militar for latino-americana, sua vida ser mais difcil dentro das Foras Armadas americanas? C Alte Herb: Essa uma excelente pergunta. Imagino que sim. Mas provavelmente tambm tem relao com a criao de uma pessoa suas referncias culturais: a forma em que voc foi criado na sua famlia, os conjuntos de valores seguidos e o seu comportamento cotidiano. Eu tinha uma excelente gerente de recursos aqui no CID, que possua excelente ritmo de trabalho, alcanando grandes resultados e, um dia, ela provavelmente ser uma almirante-de-esquadra. Ela latino-americana. Ela tem sido muito bem-sucedida em sua carreira, mas acho que trabalhou para isso. Ela foi motivada a continuar sendo coerente consigo mesma, com a sua cultura, ao mesmo tempo atingindo o mximo prossionalismo no servio militar. Independente da nacionalidade, a maioria das mulheres acha que os outros esperam que elas se dediquem 120 por cento antes de serem consideradas sucientemente boas. Dilogo: Acha que as mulheres ainda tm que trabalhar mais do que os homens, especialmente nas foras armadas? C Alte Herb: Com certeza. E parte do problema que, como mulheres, s vezes somos as nossas piores crticas exigindo mais de ns mesmas do que os outros exigem de ns. Acredito que, de forma geral, as mulheres constituam menos de 25 por cento do contingente das Foras Armadas dos EUA; portanto, ainda somos pioneiras, tentando ser bem-sucedidas em um mundo prevalentemente masculino. Somos poucas. Voc pode entrar numa reunio e frequentemente ser a nica mulher presente. Como pioneiras, s vezes estabelecemos padres para ns mesmas que so, de forma geral, extremamente altos. Ns no nos concedemos muitos descontos. s vezes, os outros so menos severos conosco do que ns mesmas. Dilogo: Quando foi mais difcil para a senhora? Quando era uma jovem ocial ou aps ser promovida a contra-almirante? C Alte Herb: Acho que foi quando fui promovida a ocial general. Quando eu era mais jovem e nova no campo do mergulho, a maioria de meus colegas mergulhadores era bem aberta em relao s suas opinies sobre as mergulhadoras. Como nova ocial general, a Dilogo: Dos 64 alunos que atualmente cursam o CID, apenas 6 so mulheres. Isto a incomoda? Contra-Almirante da Marinha dos EUA Martha Herb: Sim. Conseguir mais alunas sempre foi a minha prioridade nmero um. Quando eu cheguei aqui [a C Alte Herb est em seu segundo mandato de dois anos como diretora do CID], acrescentei isto na carta de recrutamento do Colgio e, quando viajo ao exterior, falo especicamente aos ociais e lderes militares superiores sobre a possibilidade de enviar mulheres para estudar ou trabalhar no CID. Dilogo: Como realiza este recrutamento? C Alte Herb: Como cada pas est em uma situao diferente em relao incluso de mulheres no militarismo, eu digo: Reconheo que talvez ainda no existam mulheres nos altos escales em suas foras armadas; porm, no pense que no pode enviar pessoas do sexo feminino para o CID. Voc conta com civis servindo em seus escritrios governamentais, tem a polcia e tem mulheres com diferentes habilidades como ociais dentro do governo; voc tem de dar a essas mulheres a oportunidade de estudar no CID. Para a eccia da nossa misso, muito importante que os alunos do ltimo ano aqui no CID tenham experincia com pessoas do sexo feminino. Por qu? Simplesmente porque, em oito ou 10 anos, alguns dos alunos do CID iro se tornar os prximos ociais generais de seus pases e espera-se que estejam preparados para apoiar o avano das questes femininas nas foras armadas. Dilogo: Os Estados Unidos tm feito muito progresso neste sentido, mas os prprios militares do alto comando no pas ainda reconhecem que h muito a ser feito. Como a senhora v esta questo das mulheres nas foras armadas em pases das Amricas Central e do Sul, e no Caribe?A embaixadora dos EUA, Liliana Ayalde (dir.), conselheira de poltica externa do Comando Sul, participou do seminrio Perspectivas de gnero, realizado em maro de 2017 no CID. U.S. Ambassador Liliana Ayalde (right), foreign policy advisor at SOUTHCOM, participated in the Gender Perspectives Seminar, held at the Inter-American Defense College, in March 2017. IADC

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military], so we are still pioneers striving to be successful in a predominantly mans world. ere are just not a lot of us. You can go into a meeting and quite frequently, you will be the only woman there. As pioneers, sometimes we set standards for ourselves that for the most part are very, very high. We dont cut ourselves much slack, and sometimes people are less harsh on us than we are on ourselves. Dilogo: Was it harder for you when you were a young ocer, or after you became a ag ocer? Rear Adm. Herb: I think when I became a ag ocer. When I was younger and new in the diving eld, most of my fellow divers were very open about their thoughts regarding women divers. As a new ag ocer, it was about proving that you were selected for your capability, leadership, and professionalism, and not because you were a woman. And I have to add a caveat to that. It is an honor and a privilege to be selected for this position. I have learned so much from other generals and admirals. e other caveat is related to my background in counseling and psychology. Im a watcher I watch things, I watch dynamics, I watch people. I weigh facts in conjunction with what I see in people. Sometimes, this is not the norm or process for making decisions. Dilogo: When do you think we will be able to speak about someones career without putting the word female before it? Rear Adm. Herb: I think we have improved immensely in that area. We are getting there. Dilogo: Does the fact that we are talking about this in an interview prove we are not there yet? Rear Adm. Herb: ats true. I have been in the military long enough to say I have witnessed improvement. It is light-years from where we were back in 1979, when I rst started. So, I appreciate that the service has given me this tremendous opportunity to serve, have adventures, have fun, and do neat and dierent things. A lot of it was just timing and my little piece of history, so I think acceptance of women has changed enormously. Is that good enough? No. e acceptance of women is still driven by extraordinary women. Even today, many of the women in the military and police have a certain kind of personality they work very hard, they are determined, they dont give up, they are agile, they are adaptable and these are the women who continue to advance. Yet, behind closed doors, these same women share their frustrations and disappointments on the bias that still exists.Militares, policiais e lderes civis de todo o hemisfrio ocidental debateram temas relacionados integrao de gneros, no Colgio Interamericano de Defesa, de 7 a 9 de maro de 2017. Military, police members, and civilian leaders from all over the Western Hemisphere got together to talk about gender issues at the Inter-American Defense College, from March 7th-9th, 2017.IADCwww.dialogo-americas.com 25 Frum das Amricas DILOGO

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26 DILOGO Frum das Amricas questo era provar que eu tinha sido selecionada com base na minha capacidade, liderana e prossionalismo e no por ser uma mulher. E eu preciso fazer uma ressalva nesse ponto. uma honra e um privilgio ter sido selecionada para servir neste cargo. Aprendi muito com outros ociais generais. A outra ressalva est relacionada minha formao como terapeuta e psicloga. Sou observadora observo as coisas, as dinmicas e as pessoas. Pondero os fatos junto ao que observo nas pessoas. s vezes, esta no a norma ou o procedimento para tomar decises. apenas um procedimento diferente. Dilogo: Quando acha que poderemos falar sobre a carreira de algum sem acrescentar mulher ou feminino em frente a seu cargo? C Alte Herb: Acho que melhoramos muito neste ponto. Estamos chegando l. Dilogo: O fato de estarmos conversando sobre isto em uma entrevista prova que ainda no chegamos l, ou no? C Alte Herb: Isso verdade. Servi nas Foras Armadas por tempo suciente para dizer que acompanhei o avano. Estamos a anos-luz de onde estvamos, em 1979, quando comecei. Portanto, agradeo pelo militarismo ter me dado esta extraordinria oportunidade de servir, ter aventuras, divertir-me, realizar coisas interessantes e diversas. Muito dependeu do perodo e do meu histrico pessoal; ento, acho que a aceitao das mulheres mudou imensamente. Isto suciente? No! A aceitao das mulheres ainda impulsionada por mulheres extraordinrias. Mesmo hoje, muitas das mulheres no servio militar e na polcia tm um certo tipo de personalidade; so mulheres muito trabalhadoras, que so determinadas, no se rendem, so geis, versteis; e estas so as mulheres que continuam avanando a incluso das mulheres nestes meios. Porm, atrs de portas fechadas, estas mesmas mulheres compartilham suas frustraes e seu desapontamento com o preconceito que ainda existe. Dilogo: Qual a sua posio sobre mulheres em zonas de combate? C Alte Herb: Se elas forem capazes de desempenhar a funo, deixem-nas desempenh-la. Isto nos reconduz ao padro de que falei anteriormente. Algumas mulheres so muito talentosas. Eu tive sorte porque era uma atleta habilidosa. Ento, na poca em que ingressei na Marinha, tornar-me uma mergulhadora e realizar muito esforo fsico no era grande coisa para mim. A atividade fsica, o esforo fsico no era nada de mais [para mim]. Se as minhas capacidades fsicas so o dom que Deus me deu, deixem-me us-las. E acho que esse tem que ser o padro em todos os setores. Aqui est o patamar; e isto o que precisa ser feito para voc poder completar sua misso. Se voc pode atingir o padro, voc pode realizar a misso. Dilogo: Mas as pessoas dizem, por exemplo, que se colocarmos Novak Djokovic e Serena Williams na mesma quadra de tnis ambos grandes atletas, como sabemos Djokovic ganhar no nal, no porque ele seja melhor do que Serena, mas simplesmente devido s caractersticas fsicas do jogo. C Alte Herb: Eu no tenho problema algum com isso. Os homens e as mulheres so diferentes. Dilogo: muito difcil para uma mulher lidar com o assdio sexual nas foras armadas? C Alte Herb: um assunto de abordagem difcil. Mesmo aqui nos Estados Unidos, porque, como mulher, voc se sente dividida entre no querer criar confuso e car calada e aguentar. Mas, com o tempo, voc acaba cando desgastada. Voc simplesmente diz: Estou farta de aguentar e agora vou falar livremente. Qualquer lder, seja homem ou mulher, tem que prestar ateno s interaes interpessoais. No se trata do que lhe foi dito apenas, mas tambm daquilo que voc observa. Voc tem que observar e escutar. Isso tem a ver com aquilo que comentei antes: eu observo as pessoas. Porque observar as pessoas ir lhe revelar mais sobre o que est acontecendo no seu comando, por vezes alm do que expressado. Dilogo: O dia 8 de maro o Dia Internacional da Mulher. A senhora a favor ou contra este dia? C Alte Herb: Temos dias dedicados a todos. Temos o Dia das Mes, Dia dos Pais. Por que no um Dia das Mulheres? Dilogo: Mas no existe o Dia dos Homens... C Alte Herb: Eu sei, mas eles tm um Dia dos Homens todos os dias! Com toda a seriedade e isto revelar minha ignorncia comemorei meu primeiro Dia das Mulheres no Afeganisto, e foi um Dia das Mulheres muito importante, porque no consigo imaginar lugar melhor para comemor-lo do que numa cultura em que elas no tm oportunidades, em que enfrentam tantas diculdades e aguentam tanto. Portanto, eu comemorei com muita reverncia l. Agora, no Dia das Mulheres, aqui no CID, temos uma conferncia de gneros e, para mim, uma oportunidade para incentivar o dilogo no nosso hemisfrio. Por que no dar oportunidades s mulheres, por que no encontrar formas de dizer que tornaremos o campo de atuao mais equilibrado? E a as mulheres que quiserem exercer prosso militar ou de policial ou qualquer outra e tiverem a personalidade certa e a constituio fsica certa, pelo amor de Deus, que as mulheres tenham uma oportunidade! A Contra-Almirante da Marinha dos EUA, Martha Herb, preside uma mesa redonda durante o seminrio sobre perspectivas de gneros realizado no CID, instituio da qual diretora, em maro de 2017. U.S. Navy Rear Admiral Martha Herb, IADC commandant, conducts a roundtable during the Gender Perspectives Seminar at IADC held in March 2017. IADC

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Dilogo: What is your take on women in the combat zone? Rear Adm. Herb: If they can do the job, let them do the job. It comes back to the standard. Some women are very talented. I was lucky because I was a very gifted athlete. So, by the time I entered the Navy to become a Navy diver, doing a lot of physical requirements and activities was no big deal. If my physical abilities are the gift God has given me, then let me use them. And I think that needs to be the standard across the board. Here is the standard, and here is what you need to be able to do to accomplish the mission. Dilogo: But people say, for instance, if you put Novak Djokovic and Serena Williams on the same tennis court both great athletes as we know Djokovic will win in the end, not because he is better than Serena, but because of the physicality of the game. Rear Adm. Herb: And I dont have a problem with that. Men and women are dierent. Dilogo: How dicult is it for a woman to deal with sexual harassment in the military? Rear Adm. Herb: Its a very dicult thing to address. Even here, because as a woman you are torn with, I dont want to create chaos so I will keep my mouth shut and endure. But eventually, you get worn out. You just say, I am done enduring, and will speak up. Any leader, whether it is a male or a female, needs to pay attention to interactions between people. Its not just what you are told, but also what you see. You need to watch and listen. at gets back to what I said earlier, I watch people. Because watching people will tell you more of what is going on in your command, than what is communicated. Dilogo: What is your opinion on having an international day on March 8th designated to recognize women? Rear Adm. Herb: We have days dedicated to everyone. We have a Mothers Day, a Fathers Day. Why not a Womens Day? Dilogo: But you dont have a Mens Day Rear Adm. Herb: I know, but its Mens Day every day! In all seriousness and this will show my ignorance the rst Womens Day I celebrated was in Afghanistan, and it was a very important Womens Day because I can think of no better place to celebrate Womens Day than in a culture where they have no opportunity, where they endure such hardship and put up with so much. So, I celebrated it with great reverence there. Now, on Womens Day at IADC we have a gender conference, and to me its a way that I encourage the conversation in the hemisphereWhy not give women opportunities, why not nd ways to say we will level the playing eld? And then, those women who want to be in the military, or the police, or whatever profession, and they have the right personality, and the right physicality, by golly, let the women have the opportunity! U.S. Navy Admiral Kurt Tidd greets U.S. Navy Rear Admiral Martha Herb, IADC commandant, as she arrives at the Gender Perspectives Seminar, held at the institute in March 2017. O Alte Esq da Marinha dos EUA, Kurt Tidd, cumprimenta a diretora do Colgio Interamericano de Defesa C Alte, Martha Herb, ao chegar para participar do seminrio Perspectivas de gnero, realizado em maro de 2017 naquela instituio. IADCwww.dialogo-americas.com 27 Frum das Amricas DILOGO

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BOMBANDO NOS CUS, SEM MARGEM PARA ERROSU.S. AIR FORCE CAPTAIN MICHAEL BUTLER

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www.dialogo-americas.com 29 Frum das Amricas DILOGO Em dezembro de 2013, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, promoveu Christine Fox a vice-secretria interina da Defesa, a mulher com o posto mais alto de todos os tempos no Pentgono. Mas, apesar da carreira brilhante, Fox talvez seja melhor conhecida por muitas pessoas como a inspirao para a personagem da atriz Kelly McGillis, Charlie Blackwood, no famoso lme dos anos 1980, Top Gun no qual ela interpretou uma doutora em astrofsica, instrutora de voo e que acabou tendo uma relao amorosa com o personagem de Tom Cruise, o estudante de voo Maverick. Fox deu uma entrevista revista People em 1985 onde, entre outras coisas, disse: No sei nada sobre pilotar aeronaves, mas sei muito a respeito do cara no cockpit sua misso, seu radar e seus msseis. Era assim que muitas mulheres costumavam pensar naquela poca, ou seja, sabiam muito sobre avies, mas no pilotavam. Agora tudo mudou. Conhea Karen Rubin-Santos. Ela 1 Tenente da Fora Area dos EUA. Sim, eu assisti ao Top Gun, mas sabia antes do lme que voar era o que eu queria fazer. Eu sempre soube. Acredito que Top Gun tenha me inspirado no sentido de que no queria ser como Charlie. Ela sabia tudo de avies, mas no era piloto. Eu queria estar no controle de um avio, disse Dilogo a atual piloto-instrutora da Base da Fora Area dos EUA em Columbus, no Mississipi.Brasileira-americanaA 1 Ten Rubin-Santos nasceu em Miami, na Flrida, de pais brasileiros (Danilo e Enilda). Ela a primeira brasileira-americana da famlia, o que diz achar timo. Ela cresceu falando portugus em casa, enquanto aprendia ingls na escola. Como ainda no to comum que latinas entrem para as foras armadas em seus pases e muito menos que se tornem pilotos , a 1 Ten Rubin-Santos disse que foi um choque para a sua famlia quando decidiu ingressar na Academia da Fora Area. Mas eu sempre soube que queria me alistar. Eu queria retribuir tudo o que recebi deste pas, contou. Ela cursou a Academia de Tecnologia Cientca e Martima, mais conhecida como MAST (por sua sigla em ingls), que uma escola pblica de ensino mdio (magnet school), com currculo voltado para as cincias matemticas, na rea de Virginia Key, em Miami. Ali, a 1 Ten Rubin-Santos ingressou no Centro de Preparao de Ociais da Reserva (JROTC, por sua sigla em ingls), o que lhe deu a primeira noo da estrutura e disciplina militares, um encaixe perfeito para uma autoproclamada nerd.BOOMININ THE SKIES, WITH NO ROOM FOR ERRORA Brazilian-American pilot-instructor makes a difference at the Columbus Air Force Base in Mississippi.MARCOS OMMATI/DILOGOU.S. President Barack Obama in December 2013 promoted Christine Fox to Acting Deputy Defense Secretary, the highest-ever ranking woman at the Pentagon. But despite a brilliant career, Fox may be better known to a lot of people as the inspiration for Kelly McGilliss character Charlie Blackwood in the iconic 80s lm Top Gun, in which she played a Ph.D. in astrophysics, ight instructor, and love interest to Tom Cruises character Maverick. Fox famously told People magazine in 1985, I dont know anything about ying airplanes, but I know a lot about the guy in the back seat his mission, his radar, and his missiles. is is how many women used to think back then, meaning, they knew a lot about airplanes, but not about ying. Now, everything has changed. Meet U.S. Air Force First Lieutenant* Karen Rubin-Santos. Yes, I watched Top Gun, but I knew before [the movie], it [ying] was what I wanted to do. I always knew it. I believe the lm inspired me in a sense that I did not want to be like Charlie, I mean, to know everything but never y. I wanted to be in control of an airplane, the pilot instructor at the U.S. Air Force Base in Columbus, Mississippi told Dilogo. Brazilian-AmericanLieutenant Rubin-Santos was born in Miami, Florida to Brazilian parents (Danilo and Enilda). She is rst generation American, which she thinks is great. She grew up speaking Portuguese at home and learning English in school. Since it is not common for Latinas to join the military in their countries let alone to become pilots she says it was a shock for her family when she decided to Uma piloto-instrutora brasileira-americana faz a diferena na Base da Fora Area dos EUA em Columbus, Mississipi.MARCOS OMMATI/DILOGO

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O programa era patrocinado pela Guarda-Costeira dos EUA, permitindo que a 1 Ten Rubin-Santos cumprisse os seus trabalhos comunitrios exigidos pelo currculo da escola por meio do servio militar, em sua base, em Miami Beach. Eu me tornei uma parte da Guarda-Costeira e foi mais como uma aula extra que eu tive no ensino mdio. Eu ganhei bastante experincia militar por meio dos estgios e ter feito parte daquele programa foi fantstico, mesmo que eu estivesse apenas fazendo servio comunitrio nos nais de semana. No entanto, faltava alguma coisa. Eu queria ser como o meu tio [Bruno]. Ele era piloto comercial da [agora extinta] companhia area brasileira Varig. Ele costumava me levar a muitos lugares e deixava que eu casse na cabine do piloto, onde ele me mostrava todos os botes e o que eles faziam. Ele at me deixava fazer anncios como: Ateno todos os passageiros, vamos pousar em alguns instantes, no sistema de alto-falantes do avio, lembrou ela com carinho. Aps terminar sua formao no JROTC e, apesar de terem lhe oferecido uma bolsa de estudos para jogar futebol e estudar na Academia da Guarda-Costeira, ela, em vez disso, se dedicou ao seu sonho de se tornar uma piloto de avio. Eu sabia que, na GuardaCosteira, teria que pilotar helicpteros. Eu queria pilotar aeronaves de asa xa, explicou a 1 Ten Rubin-Santos. Durante uma visita Academia da Fora Area dos EUA, no Colorado, ela se decidiu. Aquela visita realmente conrmou tudo o que eu j sabia. Fiquei com outros alunos em seus dormitrios e eles me disseram como eram suas vidas. Eu assisti a aulas com eles. A verdade que, assim que cheguei l, pensei: isso.Uma experincia reveladoraO fato de que somente cerca de 20 por cento dos alunos da academia eram do sexo feminino s fez com que ela se sentisse mais determinada a realizar seu sonho. Todo mundo rasteja na lama, usa esses culos enormes... no algo muito lisonjeiro; portanto, no h tempo para pensar sobre diferena de gneros. Voc s faz o que deve fazer e bom que voc se sobressaia porque, no nal, s os melhores avanaro, independentemente do sexo. Talvez por isso, o fato de ser minoria nas salas de aula no tenha surpreendido a 1 Ten Rubin-Santos. Ela cou mais surpresa ao descobrir, durante sua visita Academia da Fora Area, que sua religio, o catolicismo, no predominante nos Estados Unidos, como sempre achou por ter crescido em Miami, uma cidade muito mais latino-americana e por consequncia muito catlica do que outra coisa. Voc poderia dizer que quei muito mais surpresa O Major da Fora Area dos EUA, Michael James Labarbera, supervisor de Boomin, diz que uma palavra que a dene bem excelncia. U.S. Air Force Major Michael James Labarbera, Boomins supervisor, described her in one word: excellence. MARCOS OMMATI/DILOGO30 DILOGO Frum das Amricas

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www.dialogo-americas.com 31 Frum das Amricas DILOGO join the Air Force Academy, but I always knew that I wanted to serve in some way. I wanted to give back to this country. She attended the Maritime and Science Technology Academy, commonly referred to as MAST Academy, a magnet public high school in the Virginia Key area of Miami. 1st Lt. Rubin-Santos joined the schools Junior Reserve Ocer Training Corps (JROTC), which gave her the rst sense of military structure and discipline, a perfect t for a self-proclaimed nerd. e U.S. Coast Guard-sponsored program allowed 1st Lt. Rubin-Santos to comply with all her required community service through the military service at their base in Miami Beach. I became a part of it, and it was more of an extra class that I took in high school. rough the internships, I got a lot of military experience, and being a part of it was fantastic, even if I was just doing community service on the weekends. However, there was something missing. I wanted to be like my uncle [Bruno]. He was a commercial pilot for [now defunct] Varig Brazilian Airlines. He used to y me to many places and allow me in the cockpit, where he showed me all the buttons and what they did. He even let me make announcements like, Attention all, we are arriving now, on the planes public announcement system, she reminisces. Upon graduation from JROTC, and in spite of being oered a soccer scholarship to attend the Coast Guard Academy, she pursued her dream of becoming an airplane pilot. I knew that in the Coast Guard I would have to y helicopters. I wanted to y xed-wing aircraft, she says. During a visit to the U.S. Air Force Academy in Colorado, her mind was made up. at visit really conrmed everything I already knew. I stayed with other students at their dorms, and they told me what their lives were like. I went to class with them. e truth is, as soon as I arrived there, I thought: is is it.An eye-opening experiencee fact that only about 20 percent of students at the academy were female only made her feel more determined to fulll her dream. Everybody crawls through mud, wears these huge glasses Its not attering, so theres no time to think about gender integration. You only do what you are supposed to do, and you better excel because, in the end, only the best will advance, regardless of sex. During her visit to the USAF Academy, 1st Lt. RubinSantos was surprised to learn that her faith, Catholicism, is not predominant in the United States, as it had been growing up in Latin America-inuenced Miami. You could say I was much more surprised with the fact that there are so many Protestants in the United States than with the fact that I was a [gender] minority in the classroom, she joked. e Air Force Academy has this beautiful chapel. I remember visiting it and going right to the top, to this huge, beautiful stained glass ceiling and thinking, is is so pretty. I cant wait to pray here and go to Mass. e person who was giving us the tour said, Oh no, this is the Protestant chapel, the Catholic one is downstairs. I went to the Catholic chapel, and it was much smaller but just as beautiful, and it became a huge part of my personal growth while at the academy. After graduating from the academy in 2013, 1st Lt. Rubin-Santos took a short hiatus to chill in the Caribbean and backpack through Europe. en, she began her two-phase, 13-month pilot training program at Columbus Air Force Base in Columbus, Mississippi. During the rst months of training, students learn the theory of ying, systems, about the aircraft they will pilot, how it works, and how it ies. After many hours in simulation machines, students move to the T-6, which is used as the training aircraft. In the practical training phase, students learn to land, do aerobatics, y with instruments and, in the end, do formation, where they y at a distance of 10 feet from another aircraft. A pretty cool experience, according to 1st Lt. Rubin-Santos. A very capable instructore jump from student-pilot to instructor is not so easy. eres no room for error in what we do. eres no room for second chances, said U.S. Air Force Major Michael James Labarbera, 1st Lt. Rubin-Santoss supervisor and chief of Standardization and Evaluations of the 37th Training Squadron, at Columbus Air Force Base. Known to him and their peers by her call sign Boomin, Maj. Labarbera considers her a very capable student and pilot. Now, [she is] also a very capable instructor. In the end, that is what is important. It is great that she is a female and can serve as an inspiration to young girls and I say it based on my own experience because I have three daughters at home but what really counts is that she is excellent at what she does. Actually, if I had to pick a quality to dene Lt. Boomin, it would be excellence.Demonstrating excellence at school and in ying is one thing. It is another to teach, and that is when Boomin feels her background played a major role in her career advancement. Ive always been really friendly and easy to get along with, but I think the dierent languages I speak help a lot, she explained. Here, at Columbus, we have a lot of international students, and sometimes the diculties come not from a lack of understanding the program, but they need some motivation to feel more at home, so when I speak to them in Portuguese, or in Spanish, or in French, you can see how their semblances change completely. The fact that shes a woman is an add-on value, since in my country there are no inspiration for women from all countries.PERUVIAN AIR FORCE SECOND LIEUTENANT RAFAEL HOYOS VSQUEZ

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com o fato de que existem tantos protestantes nos Estados Unidos do que com o fato de que eu era uma minoria [por ser mulher] na sala de aula, ela brincou. A Academia da Fora Area tem esta capela linda. Lembro-me de a visitar e de me dirigir direto ao topo, a esse enorme e lindo teto de vitral ... e de pensar: Isso to bonito. No vejo a hora de rezar e de ir missa aqui. Ao que nossa guia durante a visita respondeu: Ah no, esta a capela protestante; a catlica ca no andar de baixo. Fui capela catlica e ela era muito menor, mas nem por isso menos linda, e tornou-se uma grande parte do meu crescimento pessoal enquanto estive na academia. Aps se graduar na academia, em 2013, a 1 Ten RubinSantos fez uma pequena pausa para relaxar no Caribe e fazer uma viagem tipo mochila nas costas pela Europa. Em seguida, ela comeou seu programa de treinamento de pilotos, de 13 meses e duas fases, na Base da Fora Area de Columbus, no Mississipi. Durante os primeiros meses de treinamento, os alunos aprendem teoria de voo e sistemas sobre a aeronave que iro pilotar; como ela funciona e como ela voa. Depois de muitas horas em simuladores de voo, os alunos passam para a T-6, que utilizada como uma aeronave de treinamento. Na fase de treinamento prtico, os alunos aprendem a aterrissar, fazer acrobacias, voar com instrumentos e, no nal, a voar em formao, onde voam a uma distncia de 10 ps (3 metros) de outra aeronave; uma experincia muito bacana, segundo a 1 Ten Rubin-Santos.Uma instrutora muito capazA transio de aluna-piloto a instrutora no algo fcil. No h margem para erro no que fazemos. No h espao para uma segunda chance, disse o Major da Fora Area dos EUA, Michael James Labarbera, supervisor da 1 Ten Rubin-Santos e chefe de Padronizao e Avaliaes do 37 Esquadro de Treinamento da Base da Fora Area de Columbus. Conhecida por ele e seus pares por seu nome de guerra Boomin, o Maj Labarbera considera a 1 Ten Rubin-Santos uma aluna e uma piloto muito capaz. Agora, [ela ] tambm uma instrutora muito capaz. No fundo, isso o que importa. timo que ela seja do sexo feminino e possa servir de inspirao para jovens garotas e digo isso com base na minha prpria experincia, porque eu tenho trs lhas em casa , mas o que realmente importa que ela excelente no que faz. Na verdade, se eu tivesse que escolher uma qualidade para denir a 1 Ten Boomin, seria excelncia.Um tipo diferente de histria de vidaDemonstrar excelncia na escola e no voo uma coisa. Outra coisa bem diferente ensinar e nessa atividade que a 1 Ten Boomin sente que sua histria de vida tenha desempenhado um papel importante no avano de sua carreira. Eu sempre fui muito amigvel e tive facilidade para me relacionar com as pessoas, mas acho que falar diferentes idiomas ajuda muito, disse. Aqui, em Columbus, temos muitos alunos internacionais e, s vezes, as diculdades acontecem no por falta de compreenso do programa, mas porque eles precisam de um pouco de motivao para se sentirem mais em casa; ento, quando falo com eles em portugus, ou em espanhol, ou em francs, pode-se ver como seus semblantes mudam completamente. Espere a, francs?! Bem, tendo crescido em Miami, todo mundo l fala espanhol. Eu j usava o portugus em casa e quando passava os veres no Brasil. O ingls era bem natural para mim por causa da escola e dos meus amigos; ento, como eu queria aprender outro idioma no ensino mdio, eu escolhi o francs. Est explicado. Uma verdadeira inspiraoA opinio geral sobre a 1 Ten Boomin entre os alunos internacionais que falaram Dilogo, durante a nossa visita a Columbus, foi a mesma. um enorme privilgio estar aqui, mas ns sentimos saudade de casa, e falar com algum especialmente uma instrutora em nosso prprio idioma, ajuda tremendamente a aliviar esse sentimento, disse o 2 Tenente da Fora Area do Peru, Rafael Hoyos Vsquez, que cursa o Programa de Liderana em Aviao da Base da Fora Area de Columbus. O fato de ela ser mulher uma espcie de valor agregado, j que no Peru no existem pilotos de avio de caa do sexo feminino, por exemplo. Tenho certeza de que a instrutora 1 Ten Boomin uma grande inspirao para as mulheres de todos os pases. Tendo realizado tanto sendo ainda to jovem ela tem somente 25 anos faz com que a 1 Ten Boomin tenha s mais uma coisa pela qual esperar ansiosamente, num futuro prximo. Ela gostaria de viver mais perto do seu marido, o 1 Tenente da Fora Area dos EUA, David Miller, um piloto de KC-10. Neste momento, ele est servindo na Base Conjunta McGuireDix-Lakehurst, em Nova Jersey, diz a 1 Ten Rubin-Santos, com os olhos cheios de lgrimas. Eles torcem para que sua prxima misso seja na mesma base; com sorte, na Base da Fora Area Travis, em Vacaville, na Califrnia, perto de Sacramento. Mas eu ainda tenho pelo menos um ano e meio pela frente aqui, disse ela, sem pestanejar.No seria justo terminar este artigo sem explicar o nome de guerra de Karen. Acontece que, quando eu estou no avio fazendo acrobacias, eu gosto de surpreender meus alunos e dizer, Boom! quando eles fazem algo corretamente, ou fazem algo realmente bem. No sabia que eu dizia isso o tempo todo at que meus colegas me zeram notar isso e, da em diante, eu me tornei Boomin [algo como estrondosa]. Alm disso, meus colegas geralmente sabem quando estou no prdio, devido ao volume do meu booming [tom de voz] nos corredores, se diverte a 1 Ten Rubin-Santos. Mas h outro motivo interessante para o apelido. Para adicionar lista aparentemente interminvel de talentos da 1 Ten Rubin-Santos, ela tambm uma cantora semiprossional e j vimos que ela tem uma voz estrondosa. Se voc quiser ouvir uma pequena amostra, s fazer uma visita a Columbus, Mississipi, durante um dos eventos organizados na Base da Fora Area local. Karen Boomin Rubin-Santos, frequentemente, canta o hino nacional americano durante tais eventos. Dilogo ia comear este artigo, dizendo: Esta a histria de uma latina de 25 anos de idade, piloto-instrutora da Fora Area dos EUA, que se destaca em tudo o que faz, joga futebol e tambm uma cantora de qualidade, mas quem teria acreditado nisso? 32 DILOGO Frum das Amricas *Nota: Semanas aps Dilogo ter conversado com a Primeiro-Tenente Rubin-Santos, ela foi promovida a capit da Fora Area dos EUA.

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www.dialogo-americas.com 33 Frum das Amricas DILOGO Wait a minute, French?! Well, growing up in Miami, everybody there speaks Spanish. I already had Portuguese at home and from spending my summers in Brazil. English was just natural for me because of school and my friends so, because I wanted to learn another language in high school, I chose French, she explained. A true inspirationBoomins conjecture was common to the international students who spoke to Dilogo during a visit to Columbus. It is an enormous privilege to be here, but we do feel homesick, and speaking to someone especially an instructor in your own language, helps tremendously to alleviate that feeling, said Peruvian Air Force Second Lieutenant Rafael Hoyos Vsquez, who is taking the Aviation Leadership Program at the Columbus Air Force Base. e fact that shes a woman is an add-on value, since in my country there are no female ghter-jet pilots, for instance. I am sure instructor Boomin is a great inspiration for women from all countries. Having accomplished so much at such a young age she is only 25 results in Boomin having only one more thing to look forward to in the near future. She would like to live closer to her husband, U.S. Air Force First Lieutenant David Miller, a KC-10 pilot. Right now hes serving at Joint-Base McGuire-DixLakehurst, in New Jersey, says 1st Lt. Rubin-Santos with teary eyes. ey hope their next assignment will be at the same base, hopefully at the Travis Air Force Base in Vacaville, California, close to Sacramento. But I still have at least 1.5 years to go here, she says with no regrets about her life. Dilogo would be remiss to end this article without explaining 1st Lt. Rubin-Santoss call sign. It turns out that when I am in the airplane doing aerobatics, I like to surprise my students and say, Boom! when they do something properly, or do something really well. I did not realize I said it all the time until my peers pointed it out, and from then on, I became Boomin. Also, my colleagues can usually tell I am in the building due to my booming volume in the hallways, she said with a laugh. But there is another interesting reason for the nickname. To add to 1st Lt. Rubin-Santoss seemingly never-ending list of talents, she is also a quasi-professional singer with a booming voice. If you want to have a little taste of it, just pay a visit to Columbus, Mississippi, during one of the events organized at the Air Force Base. First Lt. Boomin often sings the U.S. National Anthem during such events. Dilogo was going to start this article by saying: is is the story of a 25-year-old Latina U.S. Air Force pilot instructor who excels in everything she does, plays soccer, and is also a singer, but who would have believed it? A 1 Tenente piloto-instrutora da Fora Area dos EUA, Karen Boomin Rubin-Santos, posa em frente ao avio que usa em suas aulas de voo e que estampa seu nome na fuselagem. U.S. Air Force 1st Lt. Karen Boomin Rubin-Santos, a pilot instructor at the U.S. Air Force Base in Columbus, Mississippi, poses in front of the airplane she teaches with, bearing her name on the fuselage.MARCOS OMMATI/DILOGO*In the months since Dilogo spoke to 1st Lt. Boomin, she was promoted to captain.

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34 DILOGO Frum das Amricas Major Mara Tejada Quintada no apenas a primeira mulher piloto de combate da Fora Area dominicana (FAD), mas tambm se formou na primeira turma de mulheres cadetes na Repblica Dominicana e a primeira instrutora de aviao daquele pas na Academia Interamericana das Foras Areas (IAAFA, por sua sigla em ingls) em San Antonio, no Texas. No entanto, a aviao nem sempre foi seu sonho. Quando era criana, ela queria ser mdica. Naquela poca, no sonhava em ser militar porque ainda no aceitavam mulheres na academia, disse Dilogo a Maj Tejada. Mas, ao ver seu irmo mais velho durante seu treinamento militar na Fora Area, ela se apaixonou pela aviao e surgiu um novo sonho prossional. Minha inspirao para ser o que sou foi meu irmo, que tambm piloto e militar da Fora Area. Foi ele quem me incentivou a chegar at aqui, disse a Maj Tejada. Seu exemplo foi o mais valioso para mim. Eu via o que ele fazia, via a disciplina que essa carreira impunha, via o lado bonito da aviao e fui me apaixonando por isso; ento, quando entrei na academia militar, decidi ser piloto, explicou. Quando decidi entrar na academia, disse: Nossa, vou para a Fora Area e vou ser piloto. A Maj Tejada iniciou sua carreira militar como cadete em 2002. Depois de quatro anos de preparao na Academia Militar Batalla de las Carreras, ainda como cadete do quarto ano, estudou na escola de aviao da Repblica Dominicana, onde cou por aproximadamente mais trs anos at se formar como piloto. Quando seu treinamento bsico terminou, ela optou por se inscrever no esquadro de combate, onde se tornou a primeira mulher de combate do pas. Foi um desao muito grande para mim, muito forte, porque uma responsabilidade enorme ser a primeira, ser pioneira, disse, j com mais de 500 horas de voo em sua bagagem. Voc precisa dar o exemplo e fazer o melhor que puder para que outras jovens possam se inspirar e aprender com voc. O exemplo da Maj Tejada foi transcendental para a FAD, para o pas como tal e para as mulheres de seu pas. Quando ingressei, eu no tinha esse exemplo a seguir, porque no havia mulheres. Ento, precisei traar meu prprio caminho como mulher, explicou a Maj Tejada, na sala onde ocorre sua aula de aviao instrumental TEXTO E FOTOS: CLAUDIA SNCHEZ-BUSTAMANTE/DILOGO A Major Piloto Mara Tejada Quintana, a primeira piloto de combate da Repblica Dominicana, um exemplo para as mulheres de seu pas e do mundo. Major Mara Tejada Quintana, the Dominican Republics rst female ghter pilot, is a role model for women in her country and around the world.

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FIGHTER ARTICLE AND PHOTOS BY CLAUDIA SNCHEZ-BUSTAMANTE/DILOGOajor Mara Tejada Quintana is not just the rst female ghter pilot in her country or in the Dominican Air Force (FAD, per its Spanish acronym); she is also in the rst class of female cadets to graduate in the Dominican Republic, and the rst Dominican ight instructor at the Inter-American Air Forces Academy (IAAFA) in San Antonio, Texas. However, ying was not always her dream. As a girl, she dreamed of becoming a doctor. Back then, I wasnt dreaming of becoming a soldier, because women were still not being admitted to the academy, Maj. Tejada told Dilogo. But after watching her older brother during his Air Force training, she fell in love with aviation and the dream of a new career grew in her. My brother was the inspiration for me to become who I am now. Hes also an Air Force pilot. He was the one who urged me to come this far, Maj. Tejada said. e example he set was the most valuable thing for me. I saw what he did, I saw the discipline that this profession entails, I saw how beautiful aviation is, and I fell in love with it. So when I entered the military academy, I decided to become a pilot, she explained. When I decided to enter the academy, I said, Wow, Im joining the Air Force and Im going to be a pilot. Maj. Tejada began her military career in 2002 as a cadet. After four years of training at Batalla de las Carreras Military Academy, while still a fourth-year cadet, she attended the Dominican Republics ight school, where she studied for approximately three more years to graduate as a pilot. After nishing basic training, she enlisted for the combat squadron, 35 Frum das Amricas DILOGO

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36 DILOGO Frum das Amricas na IAAFA. Porque se verdade que meu irmo me apoiou muito na minha carreira em geral, eu no tinha essa imagem de uma mulher piloto de combate, uma referncia do que teria que fazer e como, do quo difcil seria... Ento, o fato de eu ter escolhido este caminho foi bom para as outras mulheres, porque agora elas j sabem como . A Maj Tejada explicou que, quando est em seu pas, muitas aspirantes a piloto e jovens cadetes buscam seu conselho e consultam sobre suas futuras carreiras militares. Quando conversam comigo, sou honesta, digo as coisas boas e as no to boas, disse com honestidade. Elas viram at onde cheguei; portanto, no impossvel, porque estou aqui. Hoje em dia, h aproximadamente sete mulheres pilotos na FAD, mas ainda no entrou outra mulher no esquadro de combate ao qual pertence a Maj Tejada. Agora, tenho conhecimento de que h outra colega na escola de aviao, que ainda no se formou, contou orgulhosa. Dentre elas, h uma piloto que quer ir ao esquadro, mas ainda no terminou seu treinamento. Esperemos que sim, que ela se saia bem e que siga meus passos. Como de se esperar, a aspirante a piloto de combate condenciou Maj Tejada que ela decidiu entrar na academia militar para seguir seus passos. Ela me contou uma vez que entrou na academia basicamente porque me viu em algumas entrevistas, em alguns jornais e, de acordo com o que ela me disse, essa foi sua inspirao. Ela viu a minha histria e por isso decidiu ir escola de aviao. No entanto, a Maj Tejada est consciente de que ser uma referncia traz uma responsabilidade. um desao enorme porque, como mulher e como pioneira e, inclusive, se voc no for pioneira em algo, simplesmente como mulher, voc sabe que sempre esto olhando para voc, para ver quo bem ou mal voc faz as coisas. Ento, para mim, um grande desao e uma grande responsabilidade ter escolhido isto e eu o assumi desta forma. Embora a Maj Tejada tivesse que se adaptar vida em um ambiente quase totalmente masculino, eles tambm aprenderam com ela a adaptar-se nova realidade de conviver nas foras armadas, onde mulheres e homens se desenvolvem igualmente, por suas capacidades prossionais. Eles tambm tiveram que aprender a conviver comigo l, porque todo esse tempo eles estavam acostumados a estar entre homens e de repente eu cheguei... Eles tambm tiveram que se adaptar mudana, mudar muitas No intercmbio com a IAAFA, a Maj Tejada ensina os seus alunos, todos das foras areas de naes parceiras latino-americanas, a pilotar aeronaves somente com instrumentos. During her time as a guest instructor at IAAFA, Maj. Tejada teaches her students, all Latin American partner nation air force members, to y a plane only with their instruments. Quando ingressei, eu no tinha esse exemplo a seguir, porque no havia mulheres. Ento, precisei traar meu prprio caminho como mulher.

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where she became the countrys rst female ghter pilot. It was a huge challenge for me very tough because its an enormous responsibility to be the rst woman, to be a pioneer, she said, now with more than 500 ight hours under her belt. You have to set an example and youve got to give it your best, so that other young women might be inspired and might learn the best from you. Maj. Tejadas example has been groundbreaking for the Dominican Air Force, for the country at large, and for Dominican women. When I joined the military, I had no role model to follow, because there werent any women. So I had to blaze my own trail as a woman, Maj. Tejada explained from the classroom where she teaches instrument ying at IAAFA. Because even though my brother gave me a lot of career support in a general sense, I couldnt visualize what a female ghter pilot would look like, a point of reference for what it was that I should be doing, how to do it, or how hard it would be so the fact that I chose this path has been good for other women because they now know what theyre in for. Maj. Tejada explains that when she is back in her country, many female ight candidates and young cadets seek her advice and she counsels them on their future military careers. When we talk, Im honest with them. I tell them the good and the bad, she says candidly. ese women see how far Ive come, and that its not impossible because here I am. Today, there are about seven female pilots in the FAD. However, no other woman has yet to join the combat squadron that Maj. Tejada belongs to. I understand that there is now another class in ight school that has not yet graduated, she says with pride. Among those female students is one pilot who wants to join the squadron, but she hasnt nished her training yet. Lets hope that she does and that things go well for her and that she follows in my footsteps. As might be expected, the female ghter pilot candidate conded in Maj. Tejada that she had decided to enter the military academy in order to follow in her footsteps. On one occasion, she told me that she entered the academy basically because she had seen me in some interviews, in some of the newspaper articles there, and according to what she told me, that was her inspiration. She saw my story and thats why she chose to go to ight school. Maj. Tejada is aware that being a role model carries with it some responsibility. Its a huge challenge because, as a woman and as a pioneer and even if youre not a pioneer in something as a woman, you know that you are always being watched to see how well or how poorly you do things. So for me, this is a huge challenge and a great responsibility to have chosen this, and I have taken it on as such. Even though Maj. Tejada had to adapt to life in an almost entirely male environment, that environment has also adapted to her, and to the new reality of coexisting in a military where women and men develop equally, according to their professional abilities. e men have also had to learn how to coexist with me in the squadron, because all this time theyve been used to being among men, and suddenly I come in and ey also had to adapt to the change, changing many things. But given our adaptability as human beings, this process ran its course and soon her peers began to see her for who she was, just another colleague in the squadron. I think its also been a huge challenge for the men, but thank God Ive had their support, she says. I havent felt any discrimination for being a woman, not at all. My peers have always supported me in whatever Ive needed, so I think weve been overcoming this situation in the best way. Since her graduation and commission as a FAD ocer, Maj. Tejada has continued specializing in her eld and developing in her career through courses taught in her country and internationally. She has also shared her knowledge with others as an instructor. For example, she is an instructor specialized in the airplane that she graduated from ight school on, the T-35B Pilln. She is also the rst Dominican woman to pilot the A-29 Super Tucano, a light attack ghter that is in high demand in Latin America and other regions for its ease of use in air patrols. In the Dominican Republic, the Super Tucano is instrumental in Air Force programs for defending sovereign air space and interdiction. at was how one day Maj. Tejada got the news that after an arduous selection and qualication process based on her knowledge, experience, and rank, she had been chosen from among three nalists to report to IAAFAs 318th Training Squadron as a guest instructor for two years 2015 to 2017. is really feels like the most wonderful experience Ive had in my career. Im learning a lot. Ive been here for seven months now, and trust me, I feel like a completely dierent person than when I arrived, both personally and professionally, she told Dilogo in May 2016 during a visit to IAAFA. I have grown personally, as Ive had to be independent and look after myself since I live alone. Coming to a country thats not your own, with the language barrier, hasnt been easy. But Ive found support from people and from my colleagues as well, thank God. eyve really supported me here. In addition to her presence at the academy serving to foster the inclusion of women and their role in armed forces throughout the Americas, Maj. Tejada also teaches a course on instrument ight procedures to students from several nations across the two continents. When were in the classroom, we see how in one country they use a procedure that www.dialogo-americas.com 37 Frum das Amricas DILOGO

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38 DILOGO Frum das Amricas coisas. No entanto, devido adaptabilidade que temos como seres humanos, o processo seguiu seu curso e logo os colegas comearam a v-la como uma colega a mais do esquadro. Acredito que, para eles, tambm foi um grande desao, mas graas a Deus tive o apoio deles, garantiu. No senti qualquer discriminao por ser mulher. Meus colegas sempre me apoiaram no que precisei, portanto acredito que conseguimos contornar a situao da melhor forma possvel. Depois de formada como ocial da FAD, a Maj Tejada continuou se especializando em sua rea e aperfeioando sua carreira por meio de cursos, tanto no mbito nacional como internacional, e transmitindo seus conhecimentos como instrutora. Ela por exemplo, instrutora especializada da aeronave de voo na qual se formou, o T-35B Pilln. Ela tambm a primeira dominicana a pilotar o A-29 Super Tucano, uma aeronave leve de ataque, com muita demanda nos pases latino-americanos e em outras regies, por sua facilidade de uso no patrulhamento areo. Na Repblica Dominicana, o Super Tucano instrumental nos programas de soberania area e interdio da Fora Area. Foi assim que, um dia, a Maj Tejada recebeu a notcia que, aps um rduo processo de seleo e qualicao com base em sua experincia, conhecimentos e classicao, tinha sido selecionada entre trs nalistas para ir ao Esquadro de Treinamento N. 318 da IAAFA como instrutora convidada durante dois anos, de 2015 a 2017. Acho que esta foi realmente a experincia mais maravilhosa que tive na minha carreira. Estou aprendendo muito. Estou aqui h sete meses e, acredite, sinto-me uma pessoa totalmente diferente de quando cheguei, tanto pessoal quanto prossionalmente, garantiu, em maio de 2016, durante uma visita da Dilogo IAAFA. Cresci como pessoa, porque tive que ser independente e fazer minhas prprias coisas, pois moro sozinha. Vir a um pas que no o seu, com a barreira do idioma, no fcil. No entanto, encontrei apoio das pessoas, de meus colegas, que tambm me apoiaram muito aqui, graas a Deus. Alm de sua presena na academia servir para promover a incluso e o papel das mulheres nas foras militares americanas, a Maj Tejada d o curso de procedimentos de voo por instrumento a alunos de vrios pases das Amricas. Quando estamos nas aulas, vemos que em um pas usam um procedimento um pouco diferente daquele que usam em outro, ento todos esses conhecimentos se misturam e voc alcana a perfeio em uma determinada rea. importante que conheamos os outros pases. Sob seu comando, eles aprendem, por exemplo, a pilotar uma aeronave somente com o uso de instrumentos, no caso de uma tempestade no permitir realizar um voo normal, uma prtica que exige um nvel de habilidade muito maior do que em voos regulares. Pela sua evoluo na IAAFA, a Maj Tejada ganhou o Reconhecimento ao Instrutor de Nao Parceira para o perodo entre agosto e dezembro de 2016. O reconhecimento uma apreciao aos instrutores de naes parceiras por suas habilidades estelares de ensinamento, disse Dilogo a Coronel da Fora Area dos EUA Monica Partridge, comandante da IAAFA. A Maj Tejada tem sido um elemento vital para o nosso ncleo de instrutores, ressaltou. Ela nos ajuda a melhorar nosso contedo de instruo e o nvel de instruo de voo que a academia oferece a nossos alunos de naes parceiras. O intercmbio cultural e entre diferentes pases tambm fundamental no desenvolvimento da aprendizagem mtua. Quando voc ensina, tambm aprende com o intercmbio de conhecimentos de diferentes pases. Tenho a sorte de ensinar estudantes de diferentes pases da Amrica Latina; um intercmbio de conhecimentos, tanto com os alunos quanto com meus colegas instrutores, do meu ambiente e da cultura dos Estados Unidos. Por isso entendo que esta tenha sido, sem dvida, a experincia mais maravilhosa que tive em minha carreira militar. A experincia como instrutora convidada na IAAFA no signica apenas um marco na carreira militar da Maj Tejada, mas tambm lana um precedente importante para as futuras pilotos dominicanas e do mundo inteiro. Acredito que [esta experincia] me mudar de forma positiva, pelo crescimento prossional e pessoal. Sei que estes conhecimentos que estou adquirindo aqui na IAAFA sero transmitidos ao meu pas; vou poder ser comunicadora daquilo que aprendi e, portanto, no vai servir somente para mim, mas tambm para meus colegas e para as geraes que eu tiver que ensinar quando voltar ao meu pas. Depois de concluda a sua misso na IAAFA ao nal de 2017, a Maj Tejada voltar para a Repblica Dominicana cheia de lies obtidas por meio de desta oportunidade. Ela seguir sua vocao de instrutora, atravs da qual poder lanar novos conhecimentos s novas geraes de pilotos dominicanos. Antes de vir, j era instrutora. Mas, agora, volto com novos conhecimentos. Tenho a expectativa de continuar aprendendo e de continuar ensinando tambm. Vou poder ser comunicadora daquilo que aprendi e, portanto, no vai servir somente para mim, mas tambm para meus colegas e para as geraes que eu tiver que ensinar quando voltar ao meu pas.

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is slightly dierent from what they use in another country. So all of this knowledge blends together and you reach a level of perfection in a given area. Its important that we learn from other countries. Under her command, the students learn, for instance, how to y a plane using only their instruments in the event that a storm does not allow them to y as they normally would, with a clear view of the environment around them a practice that requires a far more demanding skill level than in regular ights. For her role at IAAFA, Maj. Tejada earned the Partner Nation Instructor of the Class Award for August-December 2016. e award recognizes the partner nation instructor and their stellar teaching skills, U.S. Air Force Colonel Monica Partridge, IAAFA commandant, told Dilogo. Maj. Tejada has been a vital addition to our instructor cadre, she highlighted. [She] continues to help improve our course content and the level of ying instruction the academy provides to our partner nation students. is cultural and international exchange is also instrumental in developing shared learning. When you teach, you also learn by exchanging knowledge from dierent countries. Im delighted to be teaching students from dierent countries in Latin America, and its an exchange of knowledge, both with the students and with my fellow instructors between where Im from and the culture of the United States itself. ats why I think this has been, without a doubt, the most wonderful experience that Ive had in my military career. Maj. Tejadas experience as an IAAFA guest instructor is not only a milestone in her own military career, but it also sets an important precedent for future female pilots in the Dominican Republic and throughout the world. I think [this experience] is going to change me in a positive way, from the growth that I feel on a professional and personal level. I know that this knowledge that I am learning here at IAAFA is something that I will transmit to others in my country. Im going to be able to be a communicator of what Ive learned, and its not only going to help me, but it will also help my peers back home and future generations who I will continue to teach when I return to my country. When her IAAFA assignment ends towards the end of 2017, Maj. Tejada will return to the Dominican Republic with an array of lessons learned through this opportunity. She will continue her career as an instructor, a vocation through which she will be able to impart new knowledge to new generations of Dominican pilots. Before I came here, I was already an instructor. But now Im leaving with new knowledge. My hope is to continue learning and to continue teaching as well. A Maj Tejada ensina o curso de procedimentos de voo por instrumento na Academia Interamericana das Foras Areas, na Base Area Lackland, em San Antonio, no Texas. Major Tejada teaches the Instrument Pilot Training course at the Inter-American Air Forces Academy, at Lackland Air Force Base in San Antonio, Texas. www.dialogo-americas.com 39 Frum das Amricas DILOGO

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Com uma presena bem estabelecida no Chile e agora com um escritrio no Brasil, o Comando de Engenharia, Desenvolvimento e Pesquisa do Exrcito dos Estados Unidos participa com ambos os pases em projetos que buscam melhorar a vida dos militares das naes parceiras.TEXTO E FOTOS: MARCOS OMMATI/DILOGO AVANAM

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A chusca, areia composta por um p nssimo que parece talco, um dos piores inimigos do Exrcito chileno no deserto de Atacama. Chusca, a ne, powder-like sand, is one of the worst enemies of the Chilean Army in the Atacama Desert. Desde o incio das operaes com os tanques Leopard 2, o Exrcito do Chile vem medindo e estudando seu funcionamento e comportamento em diversos cenrios geogrcos do pas, tais como os terrenos muito elevados, os nevados e os ridos. O Chile tem o deserto mais seco do mundo e certos elementos que o tornam nico, como a chamada chusca, um tipo de areia muito na e extremamente leve que existe no deserto de Atacama, onde os tanques tm que enfrentar a saturao e a abraso deste tipo incomum de p, que tem a consistncia parecida com a do talco. Os problemas com a operao de tanques e outros equipamentos militares em desertos tambm no nada novo para os Estados Unidos. Durante a Guerra do Golfo de 2 de agosto de 1990 a 28 de fevereiro de 1991, na sua fase de combate que cou conhecida como Operao Tempestade no Deserto, foram muitas as dores de cabea enfrentadas nas areias rabes ao serem utilizados os tanques americanos de terceira gerao M1 e os britnicos Challenger, mas que depois de vrios testes, melhoraram sobremaneira com o passar dos anos.Deserto de AtacamaPara ter uma ideia melhor deste tipo de dor de cabea, Dilogo viajou a Iquique, na regio norte do Chile, para ver de perto o trabalho realizado pelos militares e tcnicos americanos e chilenos ao tentar resolver o problema da chusca, alm de outros relativos ao funcionamento de equipamentos militares no deserto. Dilogo visitou o Centro de Treinamento de Combate Blindado (CECOMBAC, por sua sigla em espanhol), que uma unidade de formao pertencente ao Comando de Educao e Doutrina do Exrcito do Chile e que tem como propsito instruir e manter preparado o pessoal que opera o material blindado da instituio, alm de colocar sua disposio ferramentas que permitem aprender as tcnicas e tticas de manobra de guerra blindada, conforme nos informou o TenenteCoronel Jorge Maya Lado, chefe do Departamento I de Pesquisa e Desenvolvimento do Exrcito chileno. Depois de ver o trabalho realizado no CECOMBAC, ociais do Exrcito chileno convidaram Dilogo a embarcar num de seus tanques de guerra e ver mais de perto os efeitos da chusca sobre esses veculos, durante uma travessia pelo deserto de Atacama. Uma aventura nica e, de fato, fascinante. Os Exrcitos do Chile e dos EUA enfrentam atualmente situaes comuns, tais como as operaes em terrenos desrticos, tornando-se necessria a elaborao de um anexo ao Acordo de Intercmbio de Informaes com a nalidade de promover estudos e pesquisas at que se encontre uma soluo tambm www.dialogo-americas.com 41 Frum das Amricas DILOGO

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42 DILOGO Frum das Amricas comum, comentou o General-de-Brigada Hernn Araya Santis, que est em seu terceiro ano como diretor de Projetos e Pesquisa do Exrcito chileno. A instituio a seu cargo uma organizao do Estado-Maior do Exrcito do Chile, cuja funo principal assessorar o comandante-em-chefe em duas reas principais: a implementao de capacidades militares por meio de projetos e a rea envolvida em pesquisa e desenvolvimento das capacidades militares atravs da elaborao e gesto de polticas, explicou Dilogo o Tenente-Coronel do Exrcito chileno Alejandro Gomez.RDECOM-AmricasNos EUA, a entidade que corresponde a este organismo do Chile o Comando de Engenharia, Desenvolvimento e Pesquisa do Exrcito dos Estados Unidos, a RDECOM (por sua sigla em ingls), cuja sede principal na Amrica do Sul ca em Santiago, a capital chilena. A deciso de abrir a base no Chile foi tomada no incio dos anos 2000. Aproveitamos que j havia uma associao entre os militares chilenos e a Marinha dos EUA para apresentar a ideia ao Departamento de Defesa americano, o qual aceitou imediatamente a sugesto, disse o Generalde-Brigada do Exrcito dos Estados Unidos Anthony Potts, subcomandante da RDECOM. O Gen Brig Potts esteve no Chile no nal de maro para observar a elaborao de projetos conjuntos entre os dois pases. O Exrcito chileno me deixou uma impresso muito boa; trata-se de um excelente parceiro, com uma excelente capacitao de seu pessoal. Examinamos parte do trabalho que planejam levar a cabo na frica e tambm consideramos suas realizaes em cincia e tecnologia, disse o general. Um desses projetos o processamento de sinais para o reconhecimento de linguagens, um trabalho conjunto entre o Exrcito e a Marinha dos EUA, que inclui universidades chilenas. A melhor forma de comunicar-se conversar uns com os outros, sendo que esta comunicao ca muito melhor se pudermos reconhecer a forma de falar e o estilo de cada pessoa. Desta maneira, podemos ensinar uma mquina a reconhecer nossa forma de falar, para que um militar possa se comunicar com ela. Esta mquina, ento, pode atuar em nome deste militar, sem que seja preciso pressionar vrios botes, escrever sem parar ou mover uma alavanca de controle. Imagine se pudssemos simplesmente dizer mquina que operao desejamos que ela realize e, em seguida, ela a realizasse. Este tipo de cincia e tecnologia realmente ideal para se trabalhar em parceria. o caminho que nos conduz ao futuro, explicou o Gen Brig Potts.Novo escritrio no BrasilAo nal da mesma viagem, o Gen Brig Potts participou da cerimnia de abertura ocial do escritrio da RDECOM no Brasil, realizada no Consulado dos Estados Unidos em So Paulo. Temos um longo histrico de cooperao acadmica, no s em So Paulo, mas em todo o Brasil. uma histria de 60 anos de intercmbio acadmico que inclui o Programa de Bolsas da Fulbright, pelo qual passaram quase 7.000 brasileiros e americanos ao longo dessas seis dcadas. Entre os bolsistas guram autoridades importantes, como ministros de estado, lderes acadmicos, reitores de universidades e outros. Este um centro de estudos, ideias e colaborao. A RDECOM ser um ator central em todo esse processo, informou Dilogo o cnsul geral dos Estados Unidos em So Paulo, Ricardo Ziga. So Paulo um dos grandes centros de pesquisa das Amricas. Conta com algumas das melhores faculdades de engenharia e cincias das Amricas. Esto estreitamente vinculados s Foras Armadas daqui, tanto em aviao como outras reas e setores, sendo por isto muito importante ter um bom nvel de colaborao, no s em cincias bsicas, mas tambm nas reas das cincias que vo ser mais relevantes para a misso das Foras Armadas americanas. Como j temos uma presena aqui, podemos tentar aumentar essa colaborao e ver em que podemos trabalhar juntos, armou o Coronel do Exrcito dos EUA e diretor da RDECOM-Amricas, Allen Garrison. Os militares americanos e as universidades brasileiras j trabalham em conjunto em diversos projetos cientcos, entre eles o de nanotecnologia. A nanotecnologia tima porque aumenta a resistncia e reduz o peso dos materiais. Por exemplo, nossas protees balsticas (como os coletes prova de balas), usadas por soldados do mundo inteiro, tendem a ser pesadas, pois esta obviamente sua funo: deter o impacto de uma bala. Com a nanotecnologia, descobrimos como fazer coletes mais leves, com material mais resistente, explicou o Gen Brig Potts.Trabalho com as universidadesO trabalho junto s universidades latino-americanas fundamental para o sucesso dos projetos levados a cabo pelas Foras Armadas dos EUA na regio, como explicou Denisse Szmigiel, diretora de tecnologia e subchefe da RDECOM-Amricas. Sem o auxlio nanceiro proporcionado pelas bolsas e subsdios oferecidos pelo Departamento de Defesa dos EUA, muitos projetos que podem ser fundamentais para os militares, tanto dos EUA como de naes parceiras, nunca sairiam do papel. O Departamento de Pesquisa Naval Global (ONR, por sua Membros do staff da RDECOM-Amricas e da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil que participaram da inaugurao do novo escritrio em So Paulo. Members of RDECOM-Americas and staff from the U.S. Embassy in Brazil, who participated in the inauguration of the new ofce in So Paulo.

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ver since Leopard 2 tanks went into operation, the Chilean Army has studied and measured their performance and behavior in the countrys diverse geographic landscapes, such as snowy, arid, and high-altitude terrain. Chile has the driest desert in the world, the Atacama Desert, which features certain elements that make it unique, such as a very ne and extremely light sand known as chusca. ese tanks have had to face the saturation and abrasion characteristics particular to this unusual type of sand. Problems with tanks and other military equipment operating in deserts is nothing new for the United States. During Desert Storm, the combat phase of the Gulf War, waged between August 2, 1990 and February 28, 1991, the use of third-generation U.S. M1 and British Challenger tanks in the Arabian Desert caused many headaches, but upon further testing and evaluation, improved drastically throughout the years.The Atacama Desert To better understand the challenges, Dilogo traveled to Iquique, a region in northern Chile, for a close-up look at the work being done between American soldiers, technicians, and their Chilean counterparts to solve the chusca problem, as well as others relevant to operating military equipment in the desert. Dilogo visited the Armored Combat Training Center (CECOMBAC, per its Spanish acronym), a Chilean Army Education and Doctrine Command training unit whose mission is to teach the personnel operating the institutions armored equipment, keep them trained, and provide the tools that allow them to learn the techniques and tactics used in armored warfare, according to Lieutenant Colonel Jorge Maya Lado, the head of the Chilean Armys Research and Development Department. After seeing the work being done at CECOMBAC, Chilean Army ocials invited Dilogo aboard one of their battle tanks during a journey through the Atacama Desert to more closely see the eects chusca has on the vehicles a unique and truly fascinating adventure. e Chilean Army and the U.S. Army are currently facing some of the same challenges, such as operations in desert terrain, requiring to create an addendum to the Information Exchange Agreement, in order to research and study in pursuit of a common solution, commented Chilean Army Brigadier General Hernn Araya Santis, who has directed the Chilean Army Projects and Research division for three years. e institution under his command falls within the Chilean Army General Sta, whose main function is to advise the commander in chief in two principal areas: the implementation of military capacities through projects, and the area involved in research and development of military capacities through policymaking and management, said Lieutenant Colonel of the Chilean Army Alejandro Gomez.RDECOM-Americase U.S. counterpart to the Chilean institution is the U.S. Army Research, Development, and Engineering Command (RDECOM), whose South American headquarters is in Santiago, the Chilean capital. at decision was made in the early 2000s. We took advantage of a partnership established by the U.S. Navy and the Chilean military, which already existed, and presented the idea to the U.S. Department of Defense, which accepted it right away, said U.S. Army Brigadier General Anthony Potts, the deputy commander of RDECOM. Brig. Gen. Potts visited Chile at the end of March to observe the implementation of joint projects between the two countries. I am very impressed with the Chilean Army; they are a great partner and have great capacity, he said. We are looking at some of the work they are planning and preparing to do in Africa, as well as looking at some of their accomplishments in science and technology. One of the projects he mentioned includes signal processing for speech recognition, a joint eort between the U.S. Army and U.S. Navy, which includes Chilean universities. e best way we communicate is by talking to each other. It is best if we can recognize each others speech and language style. en, we can teach a machine how to recognize our speech, so you can have a soldier talk to a machine, and that machine operates on his behalf, instead of using a lot of buttons, typing, and joystick control. Just imagine if you could simply tell the machine what operation you want it to perform, and the machine can go and do that. is type of science and technology in this partnership is absolutely amazing because of where it will take us in the future, Brig. Gen. Potts explained.New ofce in BrazilAt the end of the same trip, Brig. Gen. Potts participated in a ARTICLE AND PHOTOS BY MARCOS OMMATI/DILOGO Brazil, Chile, and the United StatesIN CIVILIAN-MILITARY RESEARCH AND DEVELOPMENTADVANCE Ewww.dialogo-americas.com 43 Frum das Amricas DILOGO

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44 DILOGO Frum das Amricas sigla em ingls) oferece por ano mais de US$13 milhes que so divididos em 350 bolsas e subsdios, cobrindo mais de 50 pases. A maior parte do nanciamento se destina s universidades que levam a cabo pesquisas bsicas a serem publicadas em revistas de nvel superior deste setor. Em geral, temos trs tipos de fundos: um fundo de viagens para permitir que os pesquisadores da Amrica Latina, por exemplo, possam viajar aos EUA e apresentar seus trabalhos em alguma conferncia ou laboratrio do governo, ou em alguma universidade com a qual trabalhemos. Este fundo de viagens ajuda a fomentar o dilogo entre pesquisadores. O segundo um fundo para ajudar a consolidar as pesquisas mais recentes e de maior impacto em alguma rea em particular, explicou Bradley Goodrich, diretor-associado do escritrio no Chile da ONR, pertencente Marinha dos EUA. Achamos que estes dois tipos de bolsas so extremamente importantes para fomentar a comunicao que no pode ser feita apenas por e-mail ou Skype. Apertar as mos de algum, comprometer-se pessoalmente com algo, tomar um caf juntos, tudo isto sumamente importante para o progresso da cincia. O terceiro tipo de fundo o de pesquisa e corresponde de um a trs anos de capital inicial para colocar em marcha um projeto com o objetivo nal de public-lo em uma revista cientca, acrescentou. O consultor da rea de Cincia e Tecnologia da RDECOMAmricas, Jos Larenas, disse Dilogo que temos duas misses, uma que tem a ver com as relaes militar-a-militar, e a outra em cincia e tecnologia, sendo que em ambas essencial estabelecer relaes diplomticas. Primeiro, preciso que ambas as partes se sintam vontade para, ento, discutir os aspectos mais essenciais, ou seja, como usar a cincia, tecnologia e engenharia na busca de novos projetos de colaborao que beneciem ambas as partes. Por isto sempre procuro ressaltar a relevncia das relaes humanas ou relaes pessoais.Colaborao entre os pasesEstamos orgulhosos da colaborao entre os organismos tecnolgicos, em particular com os nossos amigos do Chile, Colmbia e Brasil. Desde o incio de 2004, quando as gestes para estabelecer os escritrios regionais comearam em Santiago, temos apoiado esta ideia. As conquistas destes 15 anos so impressionantes. Um bom exemplo so os acordos internacionais que permitem o desenvolvimento conjunto de novas tecnologias. A colaborao inclui a cincia bsica, a cincia aplicada e o desenvolvimento de prottipos avanados em reas tais como nanotecnologia, sensores, sistemas espaciais, aerodinmica, materiais, energia renovvel e combustveis alternativos. Mais do que tudo, estou muito entusiasmado com a perspectiva de futuros descobrimentos por nossos pesquisadores. Tenho certeza de que as novas capacidades melhoraro as condies de vida da populao da regio, disse Juan A. Hurtado, ex-assessor da rea de Cincia e Tecnologia do Comando Sul dos EUA.Duas foras areas, um s objetivoA Fora Area dos Estados Unidos (USAF, por sua sigla em ingls) considera que a Fora Area do Chile (FACh) uma parceira chave na regio e, como informou a Academia Nacional de Cincias em seu informe de 2014, o Chile o principal pas da Amrica do Sul para satisfazer muitas das necessidades do Departamento de Defesa americano na rea de Cincia e Tecnologia (CT). A FACh tem uma frota de mais de 40 avies F-16. o nico pas latino-americano que voa neste avanado avio de combate, junto com a USAF. O Tenente-Coronel Michael Martnez dirige o Escritrio Sul de Pesquisa Cientca da Fora Area dos EUA (AFOSR, por sua sigla em ingls), que ca na embaixada americana em Santiago. Ele explica que para abordar os desaos de CT, a FACh conta com o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Cincias Aeroespaciais (CIDCA); em 2015, a AFOSR subscreveu um documento com os Termos de Referncia, o qual dene as metas e objetivos comuns de CT com a FACh. As duas organizaes tm agora trs projetos de pesquisa e colaborao, perfeitamente alinhados com algumas das caractersticas naturais nicas do Chile: sua biodiversidade e os cus, to claros e to escuros. Um dos projetos a pesquisa de bio-corroso de ligas metlicas causadas por extremlos, que so microorganismos que prosperam em ambientes ridos como o da Antrtida. Este um esforo conjunto com a Fora Area tailandesa para formar uma pesquisa trilateral que busca formas de proteger equipamentos militares importantes, tais como os F-16. Um segundo projeto aproveita as cmaras de baixo custo chamadas de All-Sky. Depois de coletar mltiplas imagens com estes sensores, o grupo de pesquisa utiliza algoritmos matemticos para combinar as imagens e melhorar a resoluo, o que permite uma melhor observao dos satlites em rbita, ao mesmo tempo que permite monitorar uma ameaa cada vez mais perigosa, o lixo espacial. O Ten Cel Martnez disse Dilogo que est entusiasmado com estes projetos de colaborao e espera que surjam novas oportunidades no futuro prximo, uma vez que procuram juntar os recursos de CT para resolver os problemas comuns s foras areas de ambas as O Tenente-Coronel do Exrcito do Chile Jorge Maya Lado (esq.) explica ao General-de-Brigada do Exrcito dos Estados Unidos Anthony Potts as caractersticas de um projeto desenvolvido pelo Instituto Geogrco Militar chileno. Chilean Army Lieutenant Colonel Jorge Maya Lado (left), explains the characteristics of a project developed by the Chilean Military Geographic Institute to U.S. Army Brigadier General Anthony Potts.

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ceremony to mark the ocial inauguration of a RDECOM oce in Brazil, which was held at the U.S. Consulate in So Paulo. We have a long history of academic cooperation, not just in So Paulo, but throughout Brazil, U.S. Consul General in So Paulo Ricardo Ziga told Dilogo. We have a 60-year history of academic exchange the Fulbright Program through which almost 7,000 Brazilians and Americans have completed over the course of those 60 years, and they are some of the top gures, to include ministers, people in very high levels of industry, academic leaders, university presidents, and so forth. is is a center for that kind of thinking and collaboration. RDECOM is going to be a central player in that, he added. So Paulo is one of the great research centers of the Americas. It has some of the top universities with engineering and science programs in Brazil, and in the Americas. ey are very closely connected to the Armed Forces here, both in aviation and in other areas and sectors, so it is very important to have good collaboration, not just on basic science, but on science that is going to be relevant to the mission of the U.S. Armed Forces, said U.S. Army Colonel Allen Garrison, director of RDECOMAmericas. We have a presence here so we can increase the collaboration and see where we can work together. U.S. service members and Brazilian universities already work together on diverse scientic projects including nanotechnology. e beauty of nanotechnology is both strength and weight reduction, Brig. Gen. Potts explained. For instance, our ballistic protections (bullet proof vests), which soldiers use all over the world, tend to be heavy because they are obviously intended to stop the impact of a bullet. So, with nanotechnology, we gure out how to make it lighter and the material stronger.Working with universitiesWorking closely with Latin American universities is essential to the success of U.S. military projects in the region. Without the nancial assistance provided by scholarships and grants oered by the U.S. Department of Defense, many projects that might be essential to U.S. and partner nations service members would never get o the ground, Explained Denisse Szmigiel, the technical director and deputy director of RDECOM-Americas. To get a better idea, the Oce of Naval Research (ONR) alone grants more than $13 million per year, which is distributed in over 50 countries through 350 scholarships and grants. Most of the funding goes to universities to perform basic research for publication in advanced research journals. In general we have three grant types: a travel grant that helps bring scientists from Latin America to the U.S. to present their work at a conference, government lab, or a university we are working with. e second type is a conference grant to help consolidate the biggest and most recent research in a given eld, said Bailey Goodrich, associate director of the Department of the Navys ONR in Chile. We think those two grant types are absolutely important to foster communication that cant happen over e-mail and Skype. Shaking hands, making commitments, and having coee together are really important to advancing science; and the third is a research grant one to three years of seed money to get a project going with the ultimate goal of publishing in a journal, he added. We have two missions, military-to-military relations on the one hand, and science and technology on the other, and establishing diplomatic relationships is critical for both. First, both sides should feel comfortable so that later, hard aspects like science, technology and engineering may be debated in the search for new collaborative projects benecial to both parties, Jose Larenas, science and technology (S&T) advisor for RDECOM-Americas told Dilogo. is is why I always emphasize the relevance of human relationships, which are personal relationships.Partnership between nations Were extremely proud of the partnerships between technology enterprises, particularly with our partners in Chile, Colombia and Brazil. Since the beginning of 2004, when arrangements to establish regional oces began in Santiago, Chile, we have supported this concept, Juan A. Hurtado, former advisor to U.S. Southern Commands Science and Technology division told Dilogo. e achievements accomplished in these 15 years have been remarkable. For example, the framework includes international agreements which allow for co-development of new technologies. e partnership spans basic and applied science, as well as the development of advanced prototypes in areas such as nanotechnology, sensors, space systems, aerodynamics, materials, renewable energy, and alternative fuel. More than anything else, I am excited about what the next generation of innovators will discover in the future. Im certain that the new capacities will improve conditions for the regional population.Two Air Forces, a single objectivee U.S. Air Force (USAF) considers the Chilean Air Force (FACh, per its Spanish acronym) a key partner in the region, and, as the National Academy of Science reported in 2014, Chile is the main country in South America to meet many U. S. Department of Defense Science & Technology needs. e Chilean Air Force maintains an inventory of over 40 F-16 aircraft, making it the only Latin American country ying this advanced USAF ghter. Lt. Col. Michael Martinez directs the regional Air Force Oce of Scientic Research (AFOSR) at the American Embassy in Santiago. To address S&T challenges, the FACh has the Research & Development Center in Aerospace Science (CIDCA). In 2015, AFOSR signed a Terms of Reference document to declare common S&T goals and objectives with the FACh. e two organizations now have three research and collaboration projects, perfectly aligned with some of Chiles unique natural features: its biodiversity and its clear, dark skies, he explained. One project is investigating bio-corrosion on metallic alloys caused by extremophiles, which are tiny microorganisms that thrive in harsh environments such as the Antarctic. is eort is in conjunction with the ai Air Force, forming a tri-lateral investigation seeking to protect valuable military platforms, such as the F-16. A second project leverages low-cost All-Sky cameras. After capturing multiple images with those sensors, a research group uses mathematical algorithms to fuse the images and improve resolution, allowing better observation of orbiting satellites and the ever-growing threat, space debris.www.dialogo-americas.com 45 Frum das Amricas DILOGO

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46 DILOGO Frum das Amricas naes. Os custos so compartilhados, mas os benefcios tambm. Conforme disse Christopher Nyce, ocial de sade, tecnologia, cincia, meio-ambiente e energia da Embaixada dos Estados Unidos no Chile: Quanto mais os pases puderem avanar em termos de cincia e tecnologia, mais poderemos nos beneciar e aproveitar o que eles aprenderam para, assim, aplicar os novos conhecimentos tambm ao nosso prprio entorno. Podemos ver isto no Chile com a sismologia. No h melhor lugar para estudar a sismologia do que no Chile. O que signica isto para os EUA? Por que isto importa? Bem, podemos realmente aprender mais aqui no Chile e, em seguida, aplicar essa cincia nos EUA para ajudar, desta forma, a proteger a nossa prpria comunidade e salvar vidas.CEMSEDilogo visitou alguns centros de excelncia em pesquisa militar do Exrcito chileno na capital, Santiago. A primeira parada foi no Centro de Modelos e Simulao do Exrcito (CEMSE), cuja misso entre outras coisas, pesquisar, experimentar e apoiar a tomada de decises sobre a aquisio de sistemas de armas e treinamento de combate. O centro permite articular e formar projetos com universidades e empresas chilenas para alcanar resultados que sirvam defesa e sociedade como um todo. Aqui reforamos a pesquisa nas reas de cincias militares e tecnologias aplicadas, explicou o diretor do CEMSE, Tenente-Coronel do Exrcito chileno Vctor Cantillana Vera. Para cumprir o que promete, o centro emprega tcnicas e modelos de simulao e simuladores que abrem a possibilidade de efetuar o treinamento dos diferentes sistemas de armas, com a ajuda de modelos mecnicos e computadorizados. Estes equipamentos tornam possvel a prtica em um espao virtual e contribuem para o rendimento humano atravs do uso intensivo e reiterado dessas tecnologias. Alm disso, utilizam a inteligncia articial para recriar ambientes extremos que permitem ao aluno aprender, instruir-se, capacitar-se e receber treinamento, enquanto interage com outros para ganhar experincias e conhecimentos que, em seguida, sero aplicados na vida real.CEOTACDilogo visitou em seguida o Centro de Treinamento Operacional Ttico. O CEOTAC, um organismo parte da Academia de Guerra do Exrcito, um centro de treinamento onde empregam o que chamam de Simulao Construtiva, para desenvolver exerccios de conduo militar, de emergncias e desastres, e operaes de paz, contribuindo desta forma s trs reas estratgicas do Exrcito chileno: Defesa, Exrcito e Sociedade, e Segurana e Cooperao Internacional. O chefe do Departamento de Engenharia do CEOTAC, Tenente-Coronel Carlos Gmez Ortiz, disse que os sistemas em explorao j permitiram capacitar mais de 18.500 militares, tanto em espanhol como em ingls, e demonstraram ser ferramentas valiosas para o treinamento da fora terrestre militar e de outras organizaes civis, tanto nacionais como internacionais. Os trs sistemas de simulao: Sistema de Treinamento Ttico Computadorizado (SETAC3), Sistema de Gesto e Treinamento para Emergncias (SIGEN), e o Sistema de Simulao para Operaes de Paz (SIMUPAZ) foram concebidos e desenvolvidos por membros do Exrcito chileno, com apoio de universidades nacionais.SETAC3, SIGEN e SIMUPAZO SETAC3 um sistema de simulao que representa as diferentes variveis do campo de batalha e usado para o treinamento na conduo de unidades, desde um peloto at uma diviso, mediante a gerao de estmulos para o processo de tomada de decises dos nveis tticos, operacionais e estratgicos. O software conta com mdulos que admitem o desenvolvimento de novas ferramentas, bem como a preparao e criao de cenrios e exerccios. O SIGEN uma ferramenta de computao de alto nvel tecnolgico, concebida pelo CEOTAC para o treinamento em tomada de decises em situaes de emergncia. Atravs de um sistema de representao de papis e por meio de uma rede local, ele complementa os nveis de gesto, capacidade de reao e tomada de decises de colaborao entre as autoridades responsveis pela gesto das emergncias naturais, antrpicas, scio-organizativas e tecnolgicas. Por ltimo, o SIMUPAZ um sistema de treinamento desenvolvido como resultado de um projeto de desenvolvimento tecnolgico bilateral chileno-argentino, que conta com um componente de comando e controle e um Sistema de Informao Geogrca. Ele se destina a aperfeioar as competncias no processo de tomada de decises dos comandantes e ociais superiores que cumprem misses de paz, de acordo com as normas denidas pelas Naes Unidas.IGM e IDICDo CEOTAC, Dilogo se dirigiu ao Instituto Geogrco Militar (IGM), que h mais de 90 anos se dedica ao servio geogrco e cuja misso, nas palavras do seu diretor, Coronel Jos Riquelme Muoz, ser a referncia nacional em gerao de informao geoespacial. Ele disse tambm: Nossa misso dispor de informao cartogrca em diferentes escalas e formatos, da mesma forma que a orientada difuso do conhecimento geogrco nacional, alm de representar o pas em diferentes organismos internacionais relacionados com as cincias da terra. Por ltimo, Dilogo visitou o Instituto de Pesquisa e Controle do Exrcito do Chile (IDIC), que um centro de certicao de qualidade, assessoria e pesquisa, onde vericam todo o material ou suprimentos militares, os sistemas de defesa adquiridos ou que esto sendo usados pelo Exrcito chileno. Temos a relevante misso de inspecionar a qualidade com nfase na segurana de todos os explosivos, armas, acessrios e munies de uso civil sujeitos ao controle, nos termos da Lei Sobre Controle de Armas, declarou o diretor do IDIC, Coronel Rodrigo Sobarzo Vliz, do Exrcito do Chile. Depois de ver de perto os trabalhos desenvolvidos entre os militares e universidades do Brasil, Chile e Estados Unidos, difcil no pensar nas palavras do Gen Brig Potts. Sinto uma profunda admirao pelo trabalho em parceria que conseguimos realizar no Chile e Brasil. A emoo de trabalhar em parceria com nossos amigos sul-americanos algo que enche de orgulho a todos ns, sul-americanos e estadunidenses. Estou emocionado de ver o que podemos realizar com estas e outras naes parceiras.

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Lt. Col. Martinez told Dilogo that he is thrilled about these collaborative projects, and is hopeful that new opportunities will emerge in the near future. In the end, they link S&T resources to solve problems common to both nations air forces, sharing both the costs and the benets. e better the countries are at developing science and technology, the more we are able to also benet from learning from what they learn and applying it in our own space. We see that in Chile with seismology, for example. ere is almost no better place to study seismology than in Chile. What does that mean for the U.S.? Why do we care? Well, we could actually learn how to do better science here in Chile, and then apply it back in the U.S. to help protect our own people and save lives, said Christopher Nyce, a health, technology, science, environment, and energy ocial from the U.S. Embassy in Chile.CEMSEDilogo visited several Chilean Army Centers of Excellence in Military Research in Santiago. e rst stop was at the Army Center for Modeling and Simulation (CEMSE, per its Spanish acronym), whose mission is to research, experiment, and assist in the decision-making process regarding the acquisition of weapons systems and combat training, among others. e center allows us to dene and create projects with Chilean businesses and universities in order to achieve results useful both for defense, and for society as a whole. Here, we emphasize research in the areas of military science and applied technology, explained Chilean Army Lieutenant Colonel Vctor Cantillana Vera, CEMSE director. To fulll what it promises, the center employs techniques, simulation models, and simulators, which make it possible to undergo training in the dierent weapons systems, with the help of mechanical and computerized models. is equipment makes it possible to practice in a virtual environment and contribute to human performance through the intense and repetitive use of these technologies. Furthermore, articial intelligence is used to recreate extreme environments which allow students to learn and train while interacting with others to gain experience and knowledge that will later be applied in the real world.CEOTACLater, Dilogo visited the Tactical Operations Training Center (CEOTAC, per its Spanish acronym), an Army War College training center that uses constructive simulation to develop military, emergency, disaster and peacekeeping exercises, thereby contributing to the Chilean Armys three strategic areas: defense, army and society, and security and international cooperation. e systems in operation have enabled the training of more than 18,500 troops, in Spanish and English alike, and have proven to be an ecient and economic tool to train the military land force, as well as other national and international civilian organizations, said Chilean Army Lieutenant Colonel Carlos Gmez Ortiz, the head of CEOTACs Engineering Department. e three simulation systems include the Computerized Tactical Training System (SETAC3), the Emergency Management and Training System (SIGEN), and the Peacekeeping Operations Simulation (SIMUPAZ). ese simulations were designed and developed by Chilean Army personnel with assistance from national universities.SETAC3, SIGEN, and SIMUPAZSETAC3 is a simulation system that depicts the dierent battleeld variables used for training on how to lead units, from a squadron up to a division. is is accomplished through the creation of stimuli for the decision-making process at the tactical, operational, or strategic levels. e software features modules which allow for the development of new tools, as well as the design and creation of scenarios and exercises. SIGEN is a technologically advanced computational tool designed by CEOTAC for decision-making training in emergency situations. is software uses a role-playing system while a local network connection complements levels of user control, reaction capacity, and decision making, in collaboration with authorities responsible for managing natural, social, anthropogenic, and technological emergencies. Finally, SIMUPAZ is a training system developed from a bilateral Chilean-Argentine technological development project. e software features a command-and-control component and a geographical information system, and it is intended to perfect decision-making skills for commanders who carry out peace missions in accordance with the standards dened by the United Nations.IGM and IDICFrom CEOTAC, Dilogo moved on to the Military Geographic Institute (IGM, per its Spanish acronym), which has been dedicated to geographic service for more than 90 years. Its mission, is, to be the national standard in the creation of geospatial information, according to Chilean Army Colonel Jos Riquelme Muoz, its director. Our mission is to have cartographic information available in dierent scales and formats, just as the one focused on the distribution of national geographical knowledge is, while representing the country in dierent international organizations related to Earth sciences. Lastly, Dilogo visited the Chilean Army Institute of Research and Control (IDIC, per its Spanish acronym), a certication center for quality, consulting and research. is is where all supplies, provisions and acquired defense systems, or those currently being used by the Chilean Army are veried. We have the relevant mission to inspect the quality, with an emphasis on security, of all explosives, weapons, accessories and ammunition for use by civilians, which are subject to control under the Arms Control Law, said Chilean Army Colonel Rodrigo Sobarzo Veliz, IDIC director. After closely observing the work accomplished between the military and universities in Brazil, Chile, and the United States, it is dicult to forget the words of Brig. Gen. Potts, I am absolutely amazed at the partnerships we have in Chile and Brazil. e excitement of the partnerships with our South American friends is something that South America should be proud of, and the Americans should be proud of. I am excited to see what we can accomplish with these and other partner nations. www.dialogo-americas.com 47 Frum das Amricas DILOGO

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48 DILOGO Frum das Amricas Os suboficiais e subtenentes so a coluna vertebral de seu ncleo, de sua arma, disse o Subtenente do Exrcito dos Estados Unidos e Adjunto de Comando do Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), Bryan K. Zickefoose, aos subociais e subtenentes das Foras Armadas hondurenhas que participaram de um intercmbio entre especialistas dos dois pases. O evento foi realizado na Escola de Inteligncia Militar do Exrcito de Honduras, em Tegucigalpa, de 16 a 18 de maio. Os subociais e subtenentes fazem a diferena nas foras armadas, disse o S Ten Zickefoose. Acompanhado por uma delegao de subtenentes e subociais superiores do SOUTHCOM, o S Ten Zickefoose falou sobre a importncia do papel do subocial superior, sua relao com o comandante e sua importncia para as foras armadas. Os subociais e subtenentes so os olhos e os ouvidos do comandante; eles so responsveis por entender, reforar e explicar a inteno do comandante, acrescentou. So eles que fazem cumprir as normas e a disciplina, resolvem os problemas utilizando a cadeia de comando e so um exemplo para seus subordinados. E acrescentou: uma honra ser o adjunto de comando do SOUTHCOM. uma honra simplesmente poder trabalhar junto ao grupo de comando e entender como podemos levar esta unidade militar ao prximo nvel cada vez que fazemos algo. Este intercmbio faz parte de um programa promulgado pelo SOUTHCOM para aprofundar a prossionalizao dos corpos de subociais e subtenentes das foras armadas de naes parceiras. Entre vrios objetivos, o programa tem a inteno de mostrar como funciona a cadeia americana de comando e colaborar com os militares das foras armadas dos pases amigos para desenvolver corpos de subociais e subtenentes mais prossionais. As Foras Armadas de Honduras reconhecem a importncia de prossionalizar seus subociais e subtenentes. Um dos objetivos mais importantes conseguir uma aproximao maior com os subociais e subtenentes, disse o General-de-Brigada Ren Orlando Ponce Fonseca, comandante do Exrcito de Honduras aos participantes. Conhecemos perfeitamente o grande trabalho, a grande disposio, o nvel de liderana e a grande inuncia que tm os subociais e subtenentes, em todas as tarefas que desempenham, para nossa misso. Como parte da agenda de discusso do evento, os subociais e subtenentes das Foras Armadas de Honduras apresentaram os avanos e os desaos que enfrentam, em seu dia a dia, para uma prossionalizao completa.Participantes do encontro de subociais e subtenentes de nvel superior das Foras Armadas de Honduras e dos Estados Unidos em Tegucigalpa. Honduran and U.S. senior noncommissioned ofcers participated in a subject matter expert exchange in Tegucigalpa. O programa do Comando Sul dos Estados Unidos para profissionalizar os corpos de suboficiais e de subtenentes de naes parceiras avana com resultados positivos.GERALDINE COOK/DILOGO COLUNASuboficiais e subtenentes so a FORAS ARMADASVERTEBRAL DAS SOUTHCOM

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NCOs are the backbone of their corps, of their service, U.S. Southern Command (SOUTHCOM) Command Sergeant Major Bryan K. Zickefoose, told Honduran NCOs at a senior NCO subject matter expert exchange (SMEE) between the United States (U.S.) and Honduras. e event took place at the Honduran Armys Military Intelligence School in Tegucigalpa, from the 16th to the 18th of May, 2017. NCOs make the dierence in the Armed Forces, said Command Sgt. Maj. Zickefoose. Accompanied by a delegation of U.S. Senior Enlisted Leaders and senior NCOs from SOUTHCOM, Command Sgt. Maj. Zickefoose talked about the importance of the senior NCO, their relationship with the commander, and their importance to the Armed Forces. NCOs are the eyes and ears of the commander; they are responsible for understanding, strengthening, and articulating the commanders intent, he added. ey enforce rules and maintain discipline, solve problems using the chain of command, and are an example to their subordinate NCOs and enlisted personnel. Striking a personal tone, Command Sgt. Maj. Zickefoose said that it is an honor to be the commanders sergeant major. It is an honor to simply be able to work with the command group and understand how we can take the command to the next level every time we do something. e exchange between U.S. and Honduran NCOs is part of an overall program enacted by SOUTHCOM to further professionalize the NCO corps of partner nation armed forces. One of the many objectives of the Partner Nation NCO Development Program is to contribute U.S. experiences and collaborate with those serving in partner nation armed forces in the development of a more professional NCO corps. e Honduran Armed Forces recognize the importance of professionalizing their NCOs. One of the most important objectives is to achieve a greater closeness with NCOs, Brigadier General Ren Orlando Ponce Fonseca, commander of the Honduran Army, told participants. We are perfectly aware of the NCOs great work, great willingness, level of leadership, and great inuence on all the tasks they perform for our mission. As part of the discussion agenda for the event, Honduran NCOs talked about the advances they have made and challenges they face on a day-to-day basis as they move toward full professionalization.ProfessionalizationSOUTHCOMs Partner Nation NCO Development Program is part of the four military imperatives set by U.S. Navy Admiral Kurt W. Tidd, commander of SOUTHCOM, which represent the most important focus areas. If were going to eld the most capable security teams, we must harness the full potential of the qualied and capable Noncommissioned Ocer (NCO) Corps who play a critical role in the sustainment and operational eectiveness of our armed forces, said Adm. Tidd in his guidance. A strong NCO Corps equals a strong military, he added.A profissionalizao dos suboficiais e subtenentesO programa de desenvolvimento de subociais e subtenentes de naes parceiras do Comando Sul faz parte das quatro prioridades militares do Almirante-de-Esquadra da Marinha dos EUA, Kurt W. Tidd, comandante do SOUTHCOM. Se vamos enviar ao campo de batalha as equipes de segurana mais capacitadas, devemos aproveitar todo o potencial dos subociais e subtenentes qualicados e capacitados, que tm um papel preponderante na manuteno e efetividade operacional de nossas foras armadas, conforme declarou o Alte Esq Tidd em suas diretrizes. Um corpo de subociais e subtenentes forte equivale a uma fora armada forte, acrescentou. O desenvolvimento dos subociais e subtenentes a mais importante de todas as prioridades, disse o S Ten Zickefoose. Com um bom programa de subociais e subtenentes, as outras prioridades se alinham, todos trabalham lado a lado. As demais prioridades so a promoo dos direitos humanos, a integrao de gneros e um melhor trabalho conjunto ou trabalho em equipe. De acordo com o Subtenente Adjunto de Comando do Exrcito dos EUA, Philip Sloan, coordenador do programa de prossionalizao de subociais e subtenentes de naes parceiras, nosso principal objetivo auxiliar os pases amigos a avanar na prossionalizao de seus corpos de subociais e subtenentes por meio da educao e do treinamento de liderana militar formais, como tambm ajud-los a implementar estas capacidades e habilidades entre suas foras armadas. Intercmbios entre especialistas, como o realizado em Honduras, vm ocorrendo com muito xito h dcadas em pases das Amricas Central, do Sul e do Caribe. Alm de treinar, de maneira conjunta, os mesmos permitem que os subociais e subtenentes de naes parceiras compartilhem experincias e aprendam mutuamente com seus homlogos de outros pases. Alm de seminrios, o programa realiza ocinas e intercmbios contnuos entre lderes das foras, tais como comandantes de unidades, funcionrios de ministrios de Defesa e os prprios subociais e subtenentes. Tambm participam com alianas de cooperao e programas de intercmbio acadmico, como os do Programa de Associao Estatal da Guarda Nacional dos Estados Unidos, o Instituto de Cooperao para a Segurana Hemisfrica, a Academia Interamericana das Foras Areas e a Escola Naval de Treinamento e Instruo Tcnica de Lanchas Patrulheiras. A efetividade do programa evidenciada em vrios pases da regio. O S Ten Sloan acrescentou que a Argentina, o Chile, a Colmbia, o Peru e a Repblica Dominicana tm feito enormes avanos no tema. Por exemplo, a Repblica Dominicana U.S. Southern Commands program to corps in multiple partner nations makes progress with favorable results.GERALDINE COOK/DILOGO OF THE ARMED FORCES www.dialogo-americas.com 49 Frum das Amricas DILOGO

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50 DILOGO Frum das Amricas recm modicou sua constituio criando subociais superiores especcos para cada comando e consolidou um sistema educativo e de treinamento militar para seus corpos de subociais e subtenentes. E, na Colmbia, j h academias e cursos de liderana para subociais e subtenentes, que esto integrados aos corpos de ociais e desempenham funes de liderana com mais responsabilidade que antes. A Jamaica e Trinidad e Tobago, por sua vez, esto trabalhando para obter avanos similares neste tema. Embora exista um grande interesse, por parte das foras armadas, na prossionalizao de seus subociais e subtenentes, um dos maiores obstculos para levar o processo adiante a ideia equivocada do que um corpo de subociais e subtenentes forte pode oferecer, e tem ainda o fator nanceiro. Nas ltimas duas ou trs dcadas, as foras armadas centro-americanas, sul-americanos e caribenhas tm visto as vantagens de se ter um corpo de subociais e subtenentes muito forte, disse o S Ten Sloan. No entanto, infelizmente, no tm recursos nanceiros para capacit-los e pagar-lhes melhores salrios. O talento custa caro.Uma nova mentalidadeEm Honduras, existe uma mudana de mentalidade a respeito do cargo de subocial e subtenente e da relao entre ociais, sargentos e futuros subociais ou subtenentes. A carreira de adjunto de comando relativamente nova no nosso Exrcito [criada no ano 2000]. Mas, atravs desses poucos anos, temos aberto espaos... Estamos obtendo o reconhecimento de nossos ociais pelo trabalho que realizamos, disse o Subtenente Adjunto de Comando do Exrcito de Honduras, Carlos Enrique Valle Gutirrez. Quando o ocial planeja, ns executamos as tarefas. Fazemos nosso trabalho da melhor forma possvel, pensando em nossa instituio. Ser subocial um orgulho para mim, disse Lilian Antonia Morales Zabala, encarregada da seo de Assuntos Civis da Fora Area de Honduras. Somos os que movem as foras armadas em si e os que carregam o trabalho nas costas. O intercmbio entre subociais e subtenentes das trs armas de Honduras, com seus homlogos americanos, foi bem recebido por ambas as partes. importante conhecer as experincias dos demais subociais e subtenentes das Foras Armadas de Honduras e das Foras Armadas dos Estados Unidos, disse o Subocial Jos Santos Bonilla, assistente do diretor de Recursos Humanos da Fora Area de Honduras. Somos os que mantm os avies no ar, os que vo primeiro e regressam por ltimo, e somos o pessoal que trabalha com mais capacidades e com um grande altrusmo patritico. Os subociais e subtenentes americanos tambm manifestaram que cresceram prossional e pessoalmente com o intercmbio. Queremos compartilhar as coisas que aprendemos, de nosso prprio desenvolvimento, com o corpo de subociais e subtenentes de outros pases, disse o Subtenente do Comando de Operaes Especiais Sul Amil lvarez. Queremos enfatizar, s Foras Armadas de Honduras, o compromisso que tm os Estados Unidos e o Comando Sul, em particular, de trabalhar com elas para o desenvolvimento de seu corpo de subociais e subtenentes.Uma experincia a ser compartilhadaNo Exrcito da Colmbia, os subtenentes desempenham funes de liderana dentro da estrutura hierrquica. So os comandantes de batalho e peloto e so os assessores do setor administrativo dos estados-maiores, entre outros cargos de comando. O subtenente, no Exrcito da Colmbia, o eixo gravitacional de todas as aes e decises militares, disse o Subtenente do Exrcito da Colmbia, Argemiro Posso. O subtenente adjunto de comando a garantia de que o soldado adquira e obtenha o treinamento, a preparao e a disposio necessrios para enfrentar as vicissitudes da guerra, seja como for que elas se apresentem. Segundo o S Ten Posso, o subocial e o subtenente sabem e entendem a grande responsabilidade que tm, no apenas frente a seus superiores, mas tambm a seus subalternos. Assim como deve lealdade, respeito e acatamento ao superior, tambm deve lealdade, respeito e liderana aos subalternos, disse. A Escola Militar de Subtenentes Sargento Inocencio Chinc a instituio do Exrcito da Colmbia encarregada de formar os futuros subtenentes do Exrcito da Colmbia, com base em princpios e valores para liderar, comandar, instruir e administrar um peloto. A escola oferece diferentes especialidades, como tecnologia em treinamento e gesto militar, criminalstica de campo e promoo e aplicao do direito internacional humanitrio e dos direitos humanos no contexto militar. A escola tambm tem um curso de armas para mulheres. Os ociais e subtenentes participam ativamente, alguns em nvel estratgico e outros em nvel ttico e operacional, disse o S Ten Posso sobre o trabalho em equipe realizado entre ociais e subtenentes. Entendem a importncia de seu papel no cumprimento da misso militar, disse ele, pois o ocial sabe a concepo de delegao de poder e autoridade. Esse o segredo para realizar, com xito, qualquer misso. Ns a consideramos, efetivamente, a melhor equipe de combate, disse. O programa de prossionalizao de subtenentes tem contado com o apoio irrestrito do SOUTHCOM, disse o Subtenente Posso. Com a ajuda do SOUTHCOM, a Colmbia tem feito avanos no sistema educativo dos subtenentes. O curso de Sargento Instrutor Lder e publicaes como o Guia do Subtenente, alm de outros intercmbios entre especialistas, tm sido fundamentais para os avanos do programa. Aps trs dias de discusses sobre o papel e a importncia dos subociais e subtenentes, o S Ten Zickefoose encerrou o intercmbio com otimismo. importante para ns estarmos aqui, em Honduras, para compartilhar nosso programa de subociais e subtenentes porque ele mostra duas naes amigas fortalecendo-se juntas. O Subtenente Adjunto de Comando do Exrcito colombiano Argemiro Posso Rivera durante discurso aos alunos da Escola Militar de Subtenentes Sargento Inocencio Chinc. Colombian Army Command Sergeant Major Argemiro Posso Rivera addresses students from Sergeant Inocencio Chinc NCO Academy. COLOMBIAN ARMY

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NCO development is the most important of all the priorities, said Command Sgt. Maj. Zickefoose. With a good NCO program, the other priorities become aligned and everyone works hand-inhand. e other priorities include promoting human rights, gender integration, and enhanced jointness or teamwork. According to U.S. Army Master Sergeant Philip Sloan, the SOUTHCOM NCO Partnership Development Program coordinator, Our main goal is to assist our partner nations in further professionalizing themselves through formalized military leadership training and education, and also help them in further implementing those skills and abilities throughout the entire spectrum of their militaries. NCO SMEEs, like the one in Honduras, have taken place throughout Latin America and the Caribbean for several decades with measureable success. In addition to joint training, the exchanges allow partner nation NCOs to share experiences and mutually learn from their counterparts from other countries. In addition to seminars, the program conducts workshops and ongoing knowledge exchanges between force leaders such as unit commanders, defense ministry personnel, and the NCOs themselves. ey also share experiences through cooperation agreements and academic exchange programs like those hosted by the U.S. National Guard State Partnership Program, Western Hemisphere Institute for Security Cooperation, Inter-American Air Forces Academy, and Naval Small Craft Instruction and Technical Training School. Program eectiveness is evident in various countries of the region. Master Sgt. Sloan added that Colombia, Peru, Chile, Argentina, and the Dominican Republic have made enormous advances in this area. For example, the Dominican Republic has recently ratied its constitution to include the creation of component-specic Senior Enlisted Leaders (SELs) and an increase in their military education and training. And in Colombia, which already has NCO academies and leadership courses, enlisted personnel are integrated with the ocer corps and serve in leadership roles of even greater responsibility than in the past. In turn, Jamaica and Trinidad and Tobago are working to implement a similar course in their militaries. Although regional armed forces have great interest in professionalizing their NCO corps, some partner nations face an obstacle in fullling this goal: they have an incorrect notion of what a strong NCO corps can truly provide, not to mention the nancial aspect. In the last two to three decades, various Central American, South American, and Caribbean armed forces have seen the advantages of having a very strong NCO corps, said Master Sgt. Sloan. But unfortunately they dont have the nancial assets in order to train and pay them at a higher rate. Talent costs money.A new mentalityIn Honduras, there is a change in mentality about the NCO position and the relationship between ocers, sergeants, and future NCOs. e NCO career is relatively new in our Army [created in 2000]. But during these few years, we have been gaining ground We are gaining recognition from our ocers for the work we do, said Honduran Army Command Sergeant Major Carlos Enrique Valle Gutirrez. We are the backbone of the Army; while an ocer plans, we execute the tasks. We do our job in the best way possible, while thinking of our institution. For me, it is an honor to be an NCO, said Master Sergeant Lilian Antonia Morales Zabala, head of the Civil Aairs section of the Honduran Air Force. We are the ones who move the Armed Forces, and the ones who carry the work on our backs. e exchange between NCOs from the three service branches of the Honduran Armed Forces and their counterparts from the United States was well received on both sides. It is important to know the experiences of the other NCOs from Honduras and the United States, said Master Sergeant Jos Santos Bonilla, deputy human resources director of the Honduran Air Force. We are the ones who keep the airplanes in the air, who go rst and return last, and we are the personnel who work with more skill and with altruistic patriotism. e U.S. NCOs said they, too, grew professionally and personally with the exchange. We want to share the things we have learned from our own development in the NCO corps, said Special Operations Command South Command Sergeant Major Amil lvarez. We want to reinforce the U.S. commitment and SOUTHCOMs in particular of working with the Honduran Armed Forces to develop their NCO corps.Colombia: An experience worth sharingIn the Colombian Army, NCOs hold leadership positions within their hierarchy. ey serve in roles from squadron and platoon sergeants to administrative sta advisors, among other command positions. Colombian Army NCOs are the axis around which all military actions and decisions gravitate, said Colombian Army Command Sergeant Major Argemiro Posso. NCOs guarantee ocers training, preparation, and readiness, which are necessary to face the realities of war in any way that it presents itself. According to Command Sgt. Maj. Posso, NCOs know and understand the great responsibility they have, not only toward their superiors, but also toward their subordinates. Just as loyalty, respect, and obedience are owed to a superior, likewise loyalty, respect, and leadership are owed to subordinates, he said. e Sargento Inocencio Chinc NCO Academy is the Colombian Army institution responsible for training future NCOs based on the principles to lead, command, instruct, and manage a squadron. e school oers dierent specializations such as military training and management technology, eld forensics, and promotion and application of international humanitarian law and human rights in a military context. e school also has a weapons class for women. Ocers and NCOs participate actively, some at the strategic level and others at the tactical and operational level, said Command Sgt. Maj. Posso, describing the teamwork between ocers and NCOs. ey understand the importance of their role in the fulllment of the military mission, he said, since ocers understand the concepts of delegating responsibility, as well as authority. is is the secret to successfully completing any mission. We consider it, in fact, the best combat team, he said. e NCO professionalization program has had unconditional support from SOUTHCOM, said Command Sgt. Maj. Posso. With SOUTHCOMs help, Colombia has made progress in the NCO education system. e Sergeant Instructor Leader course, publications such as the NCO Handbook as well as NCO SMEEs have been essential to the development of the program. After three days of discussions about the function and importance of NCOs, Command Sgt. Maj. Zickefoose ended the NCO exchange with optimism. Its important for us to be here, in Honduras, to share our NCO program because it shows two partner nations getting stronger together. e next NCO exchange will take place in Jamaica. www.dialogo-americas.com 51 Frum das Amricas DILOGO

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52 DILOGO Frum das Amricas um efeito do plano de transformao do Exrcito Nacional da ColmbiaO Exrcito colombiano se transforma para enfrentar novos desaosFORA MULTIMISSO:

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The speed of change in the landscape is constantly increasing. Military and civilian institutions must adapt to a situation in which the present changes rapidly, and there is a high level of uncertainly about the future. e new technological revolution implies the transformation of humanity. We are at the beginning of a revolution that will change the way in which we live, work and relate to others, stated Klaus Schwab, founder of the World Economic Forum. Security and defense will certainly be immersed in these rapid transformations, as well as the threats. According to Marco Mancesti, researcher for the International Institute for Management Development, the current landscape can be dened as volatile, uncertain, complex and ambiguous, which creates new challenges for leaders and strategists. Peace processes, poverty, inequality, drug tracking, the presence of new illegal actors, and regional instability, along with other variables, aect the national reality. Consequently, they also aect the conditions in which the Colombian Army operates, which compels a break with paradigms and mandates change and innovation in the use of military force. In order for the institution to implement signicant change, it must face various challenges. e rst challenge concerns the budgetary restrictions prevalent in developing countries; the second is the amount of time required by the Colombian state to execute its strategic and budgetary planning, which on occasion has spanned more than three years from a needs assessment to a nalized project that is responsive to the changes in the landscape. e transformation plan was conceived for the purpose of closing the gap between the speed of change in the landscape and institutional response time for those changes. is plan allows the Colombian Army to act proactivelyanticipating and building change, thereby overcoming the reactive attitudes of the pastto the challenges aecting national security and defense by analyzing possible future scenarios and initiating preparations for them today. MULTIMISSION FORCE:An Effect of the Colombian National Armys Transformation PlanThe Colombian Army Changes to Face New Challenges MIKEL I. IBARRA F., COLOMBIAN ARMY CONSULTANT FOR TRANSFORMATION, PROSPECTIVE, AND PLANNINGPHOTOS BY THE COLOMBIAN NATIONAL ARMYA velocidade de mudana do ambiente cada vez maior e as instituies militares e civis devem adaptar-se a esta situao em que o presente muda rapidamente e h uma grande incerteza sobre o futuro. Como armou Klaus Schwab, fundador do Frum Econmico Mundial: A nova revoluo tecnolgica implica a transformao da humanidade; estamos no incio de uma revoluo que mudar a forma em que vivemos, trabalhamos e nos relacionamos uns aos outros. Alm disso, a segurana e defesa certamente ver-se-o imersas nessas rpidas transformaes, da mesma forma que as ameaas enfrentadas. O ambiente atual pode ser denido como voltil, incerto, complexo e ambguo, segundo Marco Mancesti, pesquisador do International Institute for Management Development [Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Gesto], gerando novos desaos para os lderes e estrategistas. Os processos de paz, a pobreza, a desigualdade, o narcotrco, a presena de novos atores ilegais e a instabilidade regional, entre outras variveis, afetam a realidade nacional. Portanto, afetam tambm as condies em que se do as operaes do Exrcito da Colmbia, obrigando-nos a romper os paradigmas, mudar e inovar no emprego do poder militar. Para poder aplicar mudanas signicativas na nossa instituio, devem enfrentar-se vrios desaos: o primeiro constitudo pelas restries oramentrias tpicas dos pases em via de desenvolvimento; e o segundo pelo prazo necessrio para executar os processos de planejamento estratgico e oramentrio do Estado colombiano; s vezes, passam mais de trs anos entre a denio da necessidade e a nalizao do projeto que permite responder s mudanas do ambiente. Visando a eliminar a defasagem entre a velocidade da mudana do entorno e a resposta institucional, surgiu o plano de transformao que permite que o Exrcito da Colmbia reaja de forma proativa, ou seja, adiantando-se mudana, promovendo-a, e superando as atitudes reativas do passado perante os desaos que afetam a segurana e a defesa da nao, analisando os possveis cenrios futuros e iniciando sua preparao a partir de agora.Como se faz isto?O Plano de Transformao um esforo institucional que comeou no nal de 2011, produto do Comit de Reviso Estratgica e Inovao (CREI), encarregado da concepo da campanha que deu origem ao Plano de Guerra Espada de Honra. Realizou-se um laboratrio de ideias que analisou os aspectos operacionais com o m de elaborar e implementar planos para consolidar a vitria obtida sobre as Foras Armadas Revolucionrias da Colmbia (FARC). O CREI realizou vrios estudos e alguns deles evidenciaram a necessidade de elaborar anlises mais completas que inclussem O Veculo Cobra 2.0 um desenvolvimento prprio, altamente exvel, que permite alta mobilidade e alto poder de fogo. The Cobra Vehicle 2.0 is a highly exible in-house development which allows for high mobility and repower. MIKEL I. IBARRA F., ASSESSOR EM TRANSFORMAO, PERSPECTIVA E PLANEJAMENTO DO EXRCITO DA COLMBIAFOTOS: EXRCITO NACIONAL DA COLMBIAwww.dialogo-americas.com 53 Frum das Amricas DILOGO

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54 DILOGO Frum das Amricas aspectos operacionais e no operacionais, com uma abrangncia distinta do combate contra as FARC, de tal forma que a instituio se preparasse para enfrentar os desaos do futuro, sem importar sua origem ou magnitude. Em 2012, desenvolveu-se a primeira fase do Plano de Transformao por meio do Comit Estratgico de Transformao e Inovao (CETI). Este comit foi encarregado de otimizar e fortalecer os processos e procedimentos que a instituio desenvolve no seu dia a dia, atravs do primeiro conjunto de iniciativas do plano. Posteriormente, nomeou-se esta perspectiva do planejamento como Gerador de Fora, j que presta suporte ao desenvolvimento operacional do Exrcito. No incio de 2013, ativou-se a segunda fase do projeto, liderada pelo Comit Estratgico de Concepo do Exrcito do Futuro (CEDEF). Esta fase foi orientada perspectiva operacional denominada Exrcito de Combate, inclusive o desenvolvimento, perspectiva e planejamento por capacidades. A perspectiva identicou os cenrios que deniriam o futuro contexto operacional. Depois, foram elaborados os conceitos operacionais e, para complementar, foram identicadas as capacidades operacionais exigidas para

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How Is It Being Accomplished?e Transformation Plan is an institutional endeavor that began toward the end of 2011 as a product of the Committee for Strategic Review and Innovation (CREI, per its Spanish acronym), which was responsible for designing the campaign that gave rise to the Espada de Honor War Plan. CREI is a think tank that analyzed operational aspects with the aim of designing and implementing plans to consolidate the victory over the Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC, per its Spanish acronym). CREI conducted numerous studies, some of which highlighted the need to develop a more complete analysis covering operational and non-operational aspects with a dierent scope than the war against the FARC, in such a way that the institution would be prepared to face future challenges regardless of their origin or magnitude. e rst design phase for the Transformation Plan was developed in 2012, through the Strategic Committee for Transformation and Innovation (CETI, per its Spanish acronym). e committee was responsible for optimizing and strengthening the processes and procedures that the institution develops during its daily activity through the plans rst set of initiatives. Later, this planning perspective was named Force Generator since it supports the Armys operational development. e second design phase was activated at the beginning of 2013, under the leadership of the Strategic Committee for the Design of the Future Army (CEDEF, per its Spanish acronym). is phase focused on the Combat Army, the operational perspective including development, prospective, and planning according to capabilities. e prospective identied the scenarios that will dene the future operational context. Subsequently, operational concepts were designed and used to identify the operational capabilities required to face future threats. is phase contributed to the transformation plans second set of initiatives. ese two perspectives are complementary and should smoothly evolve toward transformation. e combat perspective refers to those who respond to future threats through operational capabilities, which in turn demands improved processes from the force generator, which supplies required elements. e capacity elements supplied by the force generator are named DOMPILEM (per its Spanish acronym), with each letter representing a capacity: Doctrine includes the set techniques, tactics, and procedures; Organization is related to the structural organization of the force and of military units; Material and equipment refers to the basic and specialized kits; Personnel, for operations development; Infrastructure refers to real estate or installations; Leadership, as a characteristic of a military leader; Training of personnel and units; and Maintenance associated with equipment and infrastructure. In 2014 there was progress on two fronts. Budgeting for the two sets of transformation plan initiatives began, including a sustainability analysis within the investment plan. Concurrently, the Combined Arms Task Force (FUTAM, per its Spanish acronym), was implemented at Buenavista Fort, in La Guajira department. e Transformation Command of the Future Army enfrentar as ameaas futuras. Esta fase contribuiu com o segundo conjunto de iniciativas do plano de transformao. Estas duas perspectivas complementam-se e devem evoluir de forma harmnica em direo transformao. A perspectiva de combate que responde s ameaas futuras mediante as capacidades operacionais que, por sua vez, demandam do gerador de fora melhores processos que proporcionem componentes requeridos. Os componentes de capacidade entregues pelo gerador de fora so denominados DOMPILEM, e articulam-se para caracterizar uma habilidade: (D) Doutrina o conjunto de tcnicas, tticas O M1126 Stryker Gladiador, do Exrcito da Colmbia, um componente chave da Fora-Tarefa de Armas Combinadas, que atua na zona norte do pas. A Colombian Army M1126 Stryker Gladiator is a key element in the Combined Arms Task Force, located in the countrys northern zone.www.dialogo-americas.com 55 Frum das Amricas DILOGO

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56 DILOGO Frum das Amricas Tripulao de Operaes Especiais de Aviao do Exrcito, unidade lder de elite no planejamento, conduo e execuo das operaes especiais nos diferentes ambientes operacionais. Sua principal fora o voo com lentes de viso noturna. The Army Special Operations Aviation crew is an elite unit that plans, guides, and executes air special operations in different operational environments. Os Comandos compem a elite militar do Exrcito Nacional da Colmbia, sendo as Foras Especiais as unidades mais experientes e melhor treinadas. Em cada uma das operaes estratgicas est envolvida uma unidade de Foras Especiais. Commandos represent the military elite of the Colombian National Army, with the Special Forces being the most experienced and well trained units. There is a Special Forces unit engaged in each strategic operation. e procedimentos; (O) Organizao se relaciona com a estrutura organizacional da Fora e unidades militares; (M) Material e Equipamento faz referncia dotao bsica e especializada; (P) Pessoal para o desenvolvimento das operaes; (I) Infraestrutura composta pelas propriedades ou instalaes; (L) Liderana como caracterstica do lder militar; (E) Treinamento [Entrenamiento em espanhol] do pessoal e das unidades; e (M) Manuteno associada aos equipamentos e infraestrutura. O ano de 2014 trouxe avanos em duas frentes: iniciou-se a oramentao dos dois grupos de iniciativas do plano de transformao, incluindo a anlise de sustentabilidade dentro do planejamento dos investimentos e, em paralelo, foi aplicada a Fora-Tarefa de Armas Combinadas (FUTAM) no Forte de Buenavista, em La Guajira. Em 2016, ativou-se o Comando de Transformao COTEF e atualizou-se a transformao atravs do Plano Estratgico de Transformao Exrcito do Futuro (PETEF), o qual foi estruturado em trs prazos, iniciando com o T1.0 que termina em 2018, o T2.0 que termina em 2022, e o T3.0, com horizonte em 2030: PETEF 1.0: orientado para responder rapidamente aos desaos de curto prazo, acompanhando a consolidao dos acordos de paz e incrementando o poder de combate mediante operaes de armas combinadas. PETEF 2.0: um exrcito de transio capaz de enfrentar a evoluo das ameaas e de trabalhar para a estabilizao e consolidao do pas. PETEF 3.0: congura uma fora multimisso capaz de responder com capacidades convencionais e no convencionais a um grande leque de ameaas e desaos.Os principais avanos da transformaoOs avanos ocorreram nas duas perspectivas; a implementao do conceito das armas combinadas e a doutrina das operaes terrestres unicadas na FUTAM marcaram o incio dos ajustes do exrcito de combate. Quando for completada, a sua posta em marcha permitir a otimizao de recursos e a melhoria do emprego da fora militar em todo o territrio, articulando trs tipos de brigadas (pesadas, mdias e leves) com uma mobilizao territorial baseada em fortes e cantes militares. A transformao tambm gerou outros avanos:

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(COTEF) was activated in 2016. It updated the transformation through the Strategic Transformation Plan of the Future Army (PETEF, per its Spanish acronym). PETEF was structured in three stages beginning with T1.0, which concludes in 2018, T2.0, which concludes in 2022, and T3.0, which concludes in 2030: PETEF 1.0: Focused on quickly responding to shortterm challenges, accompanying the consolidation of the peace accords, and increasing ghting power through combined arms operations. PETEF 2.0: A transitioning Army capable of facing threats as they evolve and working to stabilize and consolidate the country. PETEF 3.0: Congure a multi-mission force capable of responding to a wide range of threats and challenges with conventional and non-conventional capabilities.Main Transformation Advancesere has been progress on both perspectives, implementing the concept of combined arms, and adjusting the Combat Army, beginning with the doctrine of unied land operations in FUTAM. When the process of implementation concludes, it will allow for resource optimization and an improved use of military power throughout Colombias territory by coordinating three brigade types (heavy, medium, and light) with a territorial deployment based on forts and military districts. e transformation has also produced progress in other areas: Updating and strengthening doctrine through the Damasco Plan A training program for force members A new sta structure reecting the two institutional perspectives and optimized communication channels Multi-mission Army Today, the force fullls a series of tasks complementary to its mission to serve Colombian people. e Army has faced natural disasters and humanitarian crises, and it has supported the construction of community interest building projects. However, consolidating a multi-mission force 3.0 requires additional eort because operational capacities being reinforced must still allow the force to address the threats and challenges present within the defense sector mission areas (National Defense Ministry, 2014). Some of these mission areas, such as national defense and public security, traditionally belong to the institution, but others are not as traditional, such as international cooperation and environmental protection. Volatile, uncertain, complex, and ambiguous scenarios that might be experienced in the future will include more diverse threats and challenges than ever. Each of the institutions decisions, projects, and initiatives will have to be considered taking this premise into account. is is the spirit of the Multi-mission Army: a force with an optimized force generator, highly ecient processes, and an operational element with eective capabilities that allow us to address a wide swath of all types of situations. Atualizao e fortalecimento da doutrina mediante o Plano Damasco; Plano de formao para membros da fora; e Nova estrutura do Estado-Maior, reetindo as duas perspectivas institucionais e otimizando os canais de comunicao. Exrcito MultimissoHoje, a fora cumpre uma srie de tarefas complementares sua misso bsica para servir o povo colombiano. O Exrcito j enfrentou desastres naturais e crises humanitrias e apoiou a construo de obras de interesse comunitrio, mas consolidar a fora multimisso no prazo T3.0 exige um esforo adicional, j que as capacidades operacionais que esto sendo fortalecidas devero permitir que a fora atenda s ameaas e desaos contidos nas reas de misso do setor de defesa. Algumas delas so tradicionais para a instituio, tais como a defesa nacional e a segurana pblica, enquanto outras nem tanto, como a cooperao internacional e a proteo do meio ambiente. Os cenrios volteis, incertos, complexos e ambguos que poderamos experimentar no futuro contm desaos e ameaas que sero mais diversos do que nunca; cada uma das decises, projetos e iniciativas da instituio ter que ser ponderado sob esta premissa. Este o esprito do Exrcito Multimisso: uma fora otimizada em seu gerador de fora, com processos altamente ecientes, alm de um componente operacional com capacidades efetivas que nos permitam atender a uma vasta gama de situaes de toda ndole. www.dialogo-americas.com 57 Frum das Amricas DILOGO

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AS AES CVICO-MILITARESNA PASSAGEM DO FURACO MATTHEW NO HAITI O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais do Brasil teve participao fundamental nas atividades de ajuda humanitria antes, durante e depois da catstrofe. CAPITO-TENENTE (FN) RAPHAEL DO COUTO PEREIRA, MARINHA DO BRASIL CPL. SAMUEL GUERRA, U.S. MARINE CORPS FORCES, SOUTH

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Um furaco de categoria 4, com ventos de mais de 235km/h, atingiu o Haiti violentamente em outubro de 2016, causando a maior crise humanitria do Hemisfrio Ocidental desde o terremoto de 2010 que devastou o pas. No entanto, a preparao e a rpida resposta proporcionada pela aplicabilidade do conceito da Coordenao CivilMilitar e a capacidade expedicionria do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais do Brasil (GptOpFuzNav) proporcionaram o posicionamento do efetivo militar na rea de maior risco e com populaes mais vulnerveis, antes da passagem do furaco, para aes preparatrias e de resposta ao eventual desastre. Como previsto, o furaco atingiu o Haiti devastando as regies costeiras do noroeste e do sul. A capital Porto Prncipe foi poupada de sua fora, ao contrrio do estado de GrandAnse. As cidades de Les Cayes e Jrmie passaram por grandes inundaes, deslizamentos de terra, e vrios prdios e estradas foram severamente danicados. Segundo dados do governo haitiano, relatados pelo Diretrio de Proteo Civil (DPC), o Matthew deixou um rastro de 546 mortes e 438 feridos. Estes nmeros poderiam ser bem mais elevados no fosse a mobilidade e a rpida resposta proporcionadas pela ampla conscincia situacional devido ligao entre civis e militares por meio das relaes interinstitucionais realizadas pelo conceito da Coordenao Civil-Militar e pela capacidade expedicionria do GptOpFuzNav. Grupamentos operativos de fuzileiros navais De acordo com Doutor Richard Oloruntoba, palestrante snior em temas de segurana do Watson Institute da Brown University da Austrlia, as foras armadas possuem habilidades e capacidades, tais como planejamento, logstica e comunicaes para as necessidades imediatas em respostas a desastres. Estas capacidades encontram-se reforadas com a formao de um grupamento operativo de fuzileiros navais. Um modelo estruturado como este proporciona ao seu comandante exibilidade e versatilidade ao mesclar em um comando nico as vocaes terrestres, areas e logsticas de uma tropa prossional. A sua aplicabilidade em situaes de emergncias e apoio a rgos de defesa e segurana civil trazem a capacidade logstica, inerente a este modelo, como um fator de grande importncia, assim como ocorreu nas aes em preparo e resposta ao furaco Matthew, pois a ateno logstica proporcionou independncia tropa militar por um certo tempo em relao sua base e a possibilidade de ajudar imediatamente os civis atingidos. Alm disto, esta capacidade logstica deu a possibilidade de se desenvolverem vrias medidas para a previso e o provisionamento de forma qualitativa e quantitativa com o correto dimensionamento de uso dos recursos humanos, materiais e servios. Ao termos uma estrutura montada como esta, a possibilidade de se projetar em locais mais distantes, em situaes desfavorveis, e estar preparado para o cumprimento de uma tarefa em tempo exguo tambm tem destaque. A possibilidade de atuar longe de suas bases e sob condies austeras foi tambm uma das motivaes para o deslocamento do GptOpFuzNav para realizar as aes preparatrias e de ligao com as agncias que iriam atuar em resposta ao furaco Matthew. A motivao de seu emprego encontrava-se na ausncia de condies ideais, e como j de praxe na metodologia de atuao, exige uma rpida adaptao a novas situaes. Conceito de guerra aplicado em tempos de paz Nas ltimas dcadas, a presena de militares atuando na resposta aos desastres naturais cresceu signicativamente, proporcionalmente ao aumento do nmero de sinistros em todo o mundo. Para a Organizao das Naes Unidas (ONU), o enfoque da Coordenao Civil-Militar estabelecido no relacionamento entre A Brazilian marine takes care of a Haitian girl who was one of over 400 wounded during Hurricane Matthew, in October 2016. Mais de 400 pessoas caram feridas durante a passagem do furaco Matthew, entre elas, esta menina haitiana, que foi atendida por um fuzileiro naval brasileiro. BRAZILIAN MARINE CORPS60 DILOGO Frum das Amricas

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www.dialogo-americas.com 61 Frum das Amricas DILOGO A Category 4 hurricane, with winds over 235 kilometers per hour, struck Haiti violently in October 2016, causing the Western Hemispheres greatest humanitarian crisis since an earthquake devastated the country in 2010. However, the rapid response and readiness provided by applying the Civil-Military Coordination Concept (CMCC) and the expeditionary capability of the Brazilian Marine Corps Operational Group (GptOpFuzNav, per its Portuguese acronym), which positioned troops in high risk areas with some of the most vulnerable populations before the hurricane hit, provided readiness and response activities for the imminent disaster. As predicted, the hurricane struck Haiti and devastated the coastal areas of the countrys northwest and southern regions. e capital, Port-au-Prince, was spared from the hurricanes wrath, but not the state of GrandAnse. e towns of Les Cayes and Jrmie suered extensive ooding and landslides, causing severe damage to many buildings and roads. e Haitian governments Civil Protection Directory reported that Hurricane Matthew left 546 people dead and 438 injured in its wake. e gures could have been much higher, but the high level of mobility and rapid response resulting from widespread situational awareness due to the close links established between civilian and military personnel through interagency relations promoted by the CMCC and the expeditionary capability of the GptOpFuzNav prevented it. Marine Corps operational groups According to Dr. Richard Oloruntoba, a senior speaker on security at the Watson Institute at Brown University in Australia, the armed forces have unique skills and capabilities, such as planning, logistics, and communications to handle immediate needs in response to natural disasters. ese capabilities are strengthened with the creation of a Marine Corps operational group. is structured model gives the commander exibility and versatility by uniting under a single command land, air, and logistical vocations of a professional force. Its applicability in emergency situations and support to civil security and defense agencies makes this models inherent logistical capability an element of major importance, as was the case during the readiness and response activities conducted for Hurricane Matthew. On that occasion, the attention to logistics allowed the military forces some temporary independence from its base and the ability to immediately help aected civilians. In addition, this logistics capability enabled the development of several qualitative and quantitative forecasting and provisioning measures as well as the correct deployment of human resources, materials, and services. By implementing a structure like this, troops are better able to deploy to more remote locations, act in unfavorable situations, and be prepared to accomplish tasks under limited time restrictions. e ability to operate far from their bases and under harsh conditions was an additional reason to deploy the GptOpFuzNav to carry out readiness and liaison operations with the agencies that would respond to Hurricane Matthew. e motivation for its employment was the absence of ideal conditions, and, as expected in its method of approach, it required a rapid adaptation to new situations. Concept of war applied in times of peace In recent decades, the presence of military personnel acting in response to natural disasters has increased signicantly, proportionately to the increase in the number of these disasters globally. For the United Nations (UN), a civil-military coordination approach is established in the relationships between humanitarian and military actors due to the characteristics inherent to these missions. is interagency interaction between civil and military personnel in humanitarian operations is gauged by the Guidelines for Complex Emergencies set forth by the UNs Oce for the Coordination of Humanitarian Aairs (OCHA). e Guidelines for Complex Emergencies are not solely intended to establish civilian-military relations in complex emergency situations, but also to provide guidance on the use of military and civil defense resources during UN humanitarian operations. In the case of Hurricane Matthew, as with the 2010 earthquake, humanitarian aid CIVIL-MILITARY ACTIONSIN THE WAKE OF HURRICANE MATTHEW IN HAITI The Brazilian Marine Corps Operational Group was instrumental in the humanitarian assistance activities before, during, and after the natural distaster.BRAZILIAN MARINE CORPS CAPTAIN RAPHAEL DO COUTO PEREIRA

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atores humanitrios e militares por causa das caractersticas inerentes a estas misses. Esta interao interinstitucional entre civis e militares em aes de cunho humanitrio balizada pelas Diretrizes para Emergncias Complexas, elaboradas pelo Escritrio para Coordenao de Assuntos Humanitrios (OCHA) da ONU. As Diretrizes para Emergncias Complexas no tm por objetivo somente estabelecer as relaes civis-militares em situaes de emergncias complexas, mas tambm dar orientaes para a utilizao de recursos militares e defesa civil nas atividades humanitrias da ONU. No caso do furaco Matthew, assim como ocorreu com o terremoto de 2010, a ajuda humanitria foi coordenada pela Misso da ONU de Estabilizao no Haiti (MINUSTAH). A MINUSTAH possui carter multidimensional, pois formada por trs componentes: militar, policial e civil. O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais (BRAMAR Brazilian Marines) encontra-se inserido no componente militar, e est sob controle operacional do Batalho Brasileiro da Fora de Paz (BRABAT Brazilian Battalion). Na estrutura do GptOpFuzNav existe uma Seo de Assuntos Civis (S9) que tem como um dos seus encargos estabelecer as relaes e coordenaes civis-militares. Esta seo relaciona-se com as Sees de Coordenao CivilMilitar do BRABAT (G-9), do Estado-Maior da MINUSTAH (U-9) e com o OCHA, que est presente na estrutura do componente civil da misso. Ela ainda pode ser considerada como uma estrutura ativa permanentemente que proporciona coordenaes antes, durante e aps a ocorrncia de desastres. Dentro do Componente Militar existem diversos contingentes de pases componentes das Naes Unidas, destacando-se os esforos nos trabalhos de engenharia dos contingentes militares chileno e paraguaio, da assistncia mdica prestada pelo contingente argentino e da segurana tambm provida pelo contingente peruano, que em conjunto com o Batalho Brasileiro tiveram seus trabalhos integrados e otimizados antes, durante e depois da passagem do Matthew. Os militares chilenos prestaram auxlio, mais especicadamente, nas localidades de La Borde e Jeremie. A proximidade entre as sees e atores responsveis pela coordenao civil-militar nos diferentes nveis foi fortalecida nos contingentes anteriores desde os esforos de resposta ao terremoto de 2010 e na dissoluo de conitos armados em comunidades haitianas. No caso do furaco Matthew, o contato entre estas agncias foi constante, com reunies dirias. Nestas reunies, havia a participao de diversas agncias humanitrias e de militares, e as demandas logsticas e de pessoal eram acertadas para serem executadas nos dias seguintes. O GptOpFuzNav contou ainda com a atuao de elementos do Componente Policial no preparo e resposta ao desastre. Policiais dos Estados Unidos e do Uruguai estiveram presentes e em coordenao com os militares brasileiros, para que houvesse o incremento da segurana dos comboios e das aes realizadas. Resposta ao furaco A preparao da regio do Caribe diante da iminente chegada do furaco Matthew se deu inicialmente com a Agncia Caribenha de Gesto de Desastres e Emergncias, compartilhando seus planos, com a atualizao de cenrios e projees de impactos. Logo aps, realizou-se o posicionamento de equipes de respostas para estarem em condies de prestarem socorro o mais rpido possvel. A ONU enviou para a Jamaica e para o Haiti equipes da Agncia de Avaliao e Coordenao de Catstrofes com o objetivo de tambm orientar os preparos destes pases e a troca de informaes. A Federao Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho enviou tcnicos em comunicaes e realizou a criao de um fundo para uso nas aes de recuperao das regies afetadas. J o Fundo das Naes Unidas para a Infncia enviou equipes de suporte emergencial relativo educao, gua e saneamento para os pases afetados, conforme relatrio do OCHA, em 2016. O governo do Haiti ativou o Centro Nacional de Operaes de Emergncia, bem como os centros de emergncia dos estados. A previso era de que 20% da populao (dois milhes de pessoas) fossem atingidos. De acordo com o OCHA, este nmero foi superado em 100 mil pessoas. A Agncia Nacional de Gerenciamento de Riscos proibiu todas as atividades martimas nas regies que poderiam ser afetadas pela passagem do furaco. O Escritrio de Coordenao de Assistncia Humanitria enviou equipes para dar suporte e coordenar o possvel envio rpido de ajuda e estabelecimento de comunicaes. O rgo organizou tambm uma reunio conjunta entre as suas equipes locais de ajuda humanitria e as de proteo civil para avaliar a situao e vericar as possveis lacunas que poderiam ser suplantadas. O escritrio da Organizao Internacional para Migraes no Haiti distribuiu seu pessoal pelas cidades do sul, e suas instalaes tinham capacidade para estocar gneros alimentcios. Posicionamento de tropas A fora militar brasileira recebeu ordens de alerta do comando da MINUSTAH para posicionar suas tropas em locais estratgicos, para que pudesse ser mantido um uxo logstico de ajuda humanitria e apoio aos rgos de Defesa e Segurana Civil. O GptOpFuzNav, valendo-se da sua estrutura modular e expedicionria, formou destacamentos conhecidos como Elemento Anfbio, com efetivo e U.S. MARINE CORPS FORCES SOUTH SGT. ADWIN ESTERS62 DILOGO Frum das Amricas

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www.dialogo-americas.com 63 Frum das Amricas DILOGO was coordinated by the United Nations Stabilization Mission in Haiti (MINUSTAH, per its French acronym). MINUSTAH has a multidimensional character, as it is made up of three components: military, police, and civilians. e Marine Corps Operations Group (BRAMAR Brazilian Marines) is part of the military component, and falls under the Brazilian Peace Force Battalions (BRABAT Brazilian Battalion) operational control. Within the GptOpFuzNav structure, there is a Civil Aairs Section (S9) charged with establishing civil-military relations and coordination. is section coordinates with BRABATs Civil-Military Coordination Section (G-9), under MINUSTAHs Sta (U-9), and with OCHA, which is also included in the missions civil component. It can also be considered a permanently active structure that allows for coordination before, during, and after disasters. Within the military component there are several contingents from UN component countries, highlighting the engineering eorts by the Chilean and Paraguayan military contingents, the medical assistance provided by the Argentinean contingent, and security provided by the Peruvian contingent, which, together with the Brazilian Battalion, had their eorts integrated and optimized before, during, and after Hurricane Matthew. e Chilean military provided assistance specically in La Borde and Jrmie. e proximity between the sections and actors responsible for the civil-military coordination at dierent levels was strengthened in prior contingents, since the 2010 earthquake response eorts, and during the eorts to end armed conicts in Haitian communities. In the case of Hurricane Matthew, there was permanent contact between these agencies through daily meetings among various humanitarian and military agencies to determine the logistics and personnel requirements to be implemented in the following days. e GptOpFuzNav also relied on the participation of elements from the police component for disaster readiness and response. Law enforcement ocers from the U.S. and Uruguay coordinated with the Brazilian military in order to increase the safety of convoys and operations. Hurricane response Preparation of the Caribbean region for the imminent arrival of Hurricane Matthew was initially conducted with the Caribbean Disaster Emergency Management Agency, and included sharing their plans and updating scenarios and impact predictions. Shortly thereafter, the response teams were ready to provide assistance as quickly as possible. e UN sent teams from the Agency for Disaster Assessment and Coordination to Jamaica and Haiti for the purpose of guiding these countries in their preparations as well as to share information. e Left: Approximately 270 metric tons of supplies, shelters, and medical equipment were delivered to the Haitian communities most affected by Hurricane Matthew in October 2016. Esquerda: Cerca de 270 toneladas mtricas de suprimentos, abrigos e equipamentos mdicos foram entregues s comunidades mais afetadas no Haiti pelo furaco Matthew. Right: Brazilian marines help a Haitian boy plant a tree in a display of affection toward the local population in Haiti. Examples such as this were common since the establishment of MINUSTAH in the Caribbean country in 2004. Direita: Fuzileiros navais brasileiros ajudam um menino haitiano a plantar uma rvore, numa demonstrao de carinho pela populao local que vem desde o estabelecimento da MINUSTAH, em 2004. BRAZILIAN MARINE CORPS

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meios redimensionados. Estas parcelas de tropas receberam a misso de, inicialmente, realizar o reconhecimento de cidades mais ao sul do Haiti, pela possibilidade de se ter maior destruio, e tambm de escoltar membros da Companhia de Engenharia do Exrcito Brasileiro, que com os seus equipamentos pesados estariam aptos a desobstruir vias e ajudar nos resgates. Os Fuzileiros Navais brasileiros reconheceram as cidades onde as equipes de ajuda humanitria e de Defesa e Proteo Civil da ONU pretendiam se posicionar com antecedncia para aguardar a passagem do furaco. Este destacamento militar possua em sua composio 36 militares e 10 viaturas e realizou a escolta e proteo dos meios da Companhia de Engenharia do Exrcito Brasileiro, que contribuiu para proporcionar a continuidade do uxo logstico humanitrio entre algumas das cidades mais afetadas. O primeiro destacamento de militares posicionou-se no dia dois de outubro (dois dias antes da passagem do furaco) na cidade de Miragoane, e seguiu posteriormente para Le Cayes e La Borde. A sinergia e integrao entre as agncias civis e militares ocorreram com as tratativas e entendimentos capitaneados pelos elementos da Coordenao Civil-Militar, realizadas pela Seo de Assuntos Civis do BRABAT. Aps a passagem do furaco os militares, civis, policiais, agentes de ajuda humanitria e defesa e segurana civil reuniam-se diariamente para coordenarem suas aes e apoios necessrios, otimizando estas aes e evitando a duplicao de esforos. Lies apreendidas O preparo e resposta a grandes desastres no uma equao de fcil soluo. No caso haitiano, pela presena da ONU com experincia no tema, as aes realizadas na passagem do furaco Matthew seguiram os processos que vo do preparo at a resposta. Como vimos, as fases de preveno e preparao so essenciais para o sucesso das respostas a este e outros tipos de desastre. As coordenaes antecipadas, seja por meio do incentivo a treinamentos conjuntos ou reunies entre militares e civis, podem ser estabelecidas pela coordenao civil-militar. Esta sinergia se faz por meio de estruturas institucionais que se relacionam harmoniosamente, havendo, assim, a necessidade da criao de instituies especcas de relacionamento com os militares no Sistema Nacional de Proteo Civil. A anlise deste caso deixa evidente tambm a importncia do planejamento conjunto na fase de preveno e aps a ocorrncia de desastres. MINUSTAH troops transported potable water to the most isolated areas of Haiti using water trucks. As tropas da MINUSTAH transportaram gua potvel em caminhespipa at as reas mais isoladas do Haiti. BRAZILIAN MARINE CORPS64 DILOGO Frum das Amricas

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www.dialogo-americas.com 65 Frum das Amricas DILOGO International Federation of the Red Cross and Red Crescent sent communications specialists and created a fund to be used the recovery eorts of the aected areas. e United Nations Childrens Fund sent education, water, and sanitation emergency support teams to aected countries, according to a 2016 OCHA report. e government of Haiti activated the National Center for Emergency Operations as well as state level emergency centers. Initial estimates indicated that 20 percent of the population (two million people) would be aected. According to OCHA, this gure was exceeded by 100,000 people. e National Risk Management Agency barred all maritime activities in the regions which could be aected by the hurricane. e Oce of Humanitarian Aid Coordination sent teams to support and coordinate the possible rapid delivery of aid and establishment of communications. e agency also scheduled a joint meeting between its local humanitarian aid teams and civil protection teams in order to assess the situations and verify potential gaps to overcome. e Oce of the International Organization for Migration in Haiti distributed its personnel in the southern cities and oered available space in its facilities to stock food items. Troop positioning e Brazilian military force received alert orders from the MINUSTAH command to position its troops in strategic locations in order to maintain a logistical ow of humanitarian aid and support to the defense and civil safety agencies. e GptOpFuzNav employed its modular and expeditionary structure to form scaled detachments known as the Amphibious Element. e initial mission assigned to the troop detachments was to conduct reconnaissance of the cities in southern Haiti to assess for more extensive destruction and to escort members of the Brazilian Army Engineering Company, which could use their heavy equipment to clear roads and help during rescues. e Brazilian marines conducted reconnaissance of the towns where the UN humanitarian aid teams and defense and civil safety teams intended to be stationed prior to the hurricanes arrival. is military detachment was composed of 36 troops and 10 vehicles, and provided escort and protection for the Brazilian Army Engineering Companys assets, contributing to the continuous logistical ow of humanitarian aid to some of the more aected towns. e rst military detachment was positioned in Miragoane, on October 2nd (two days before the arrival of the hurricane), and then proceeded to Les Cayes and La Borde. e synergy and integration among civil and military agencies was possible thanks to the agreements and mutual understanding in place under the leadership of the civil-military coordination elements from BRABATs Civil Aairs Section. After the hurricane, daily meetings were conducted among military, civil, and law enforcement personnel as well as humanitarian aid and civil defense and safety agents to coordinate their actions and support, thus optimizing these actions and avoiding the duplication of eorts. Lessons learned Major disaster readiness and response is an equation with no simple solution. Due to the UN experience in Haiti, the actions carried out during Hurricane Matthew followed the processes from readiness to response. As we have seen, the prevention and readiness phases are essential to the success of responses for this and other types of disasters. Early coordination, whether by promoting joint training or meetings between military and civilians, can be established by civil-military coordination. is synergy occurs through harmonious institutional structures and, thus, the need to create specic institutions that can foster relationships with the military in the National Civil Protection System. e analysis of this case also highlights the importance of joint planning in the prevention phase as well as after disasters. The Brazilian Marine Corps Operational Group helped improvise outdoor classrooms for the affected population after Hurricane Matthew. Salas de aula ao ar livre foram improvisadas por militares do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais do Brasil aps a passagem do furaco Matthew. BRAZILIAN MARINE CORPS

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66 DILOGO Frum das Amricas COMUNICAO JIHADISTAESTRATGICA ONLINE The command builds offensive and defensive capabilities Grupos radicais islmicos esto recrutando brasileiros na internet com o uso de pginas em portugus CORONEL (R) FERNANDO MONTENEGRO, FORAS ESPECIAIS DO EXRCITO BRASILEIRO*

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No dia 14 de outubro de 2016, Valdir Pereira Rocha, brasileiro, 36 anos, morreu em decorrncia de espancamento numa cadeia brasileira. Ele foi um dos 12 presos na Operao Hashtag, da Polcia Federal do Brasil, dias antes do comeo dos Jogos Olmpicos Rio 2016. A suspeita era de que o grupo tinha relaes com o Estado Islmico. A linha de investigao principal assinala que os agressores eram integrantes de faces do crime organizado. Esse evento mostra que ainda h diferenas e at mesmo disputas de espao na Amrica Latina entre jihadistas e o crime organizado. J faz algum tempo que o Estado Islmico criou a Nashir Agency, que vinha promovendo grupos de discusso em francs, ingls e alemo atravs do Telegram, aplicativo compatvel com celulares Android, iOS, Windows Phone, alm de verses para computador e Web que permite troca de mensagens de forma privada ou em grupo. Entretanto, importante ressaltar que o portugus um idioma estratgico, sendo a quinta lngua mais falada do mundo e uma das poucas com perspectiva de expanso, juntamente com o ingls, espanhol, mandarim e rabe. Dentro do processo de aperfeioamento de comunicao estratgica, poucos meses antes da Rio 2016, o Estado Islmico criou uma conta em portugus no sistema de troca de mensagens Telegram, o Nashir Portugus. Porm, vale lembrar que a jihad ciberntica no to recente assim no Brasil. Em setembro de 2009, o libans Khaled Hussein Ali foi preso na Operao Imperador, da Polcia Federal brasileira. Ele integrava o Jihad Media Battalion (JMB), unidade de suporte da Al Qaeda na internet para disseminao de propaganda simpatizante causa (mensagens de contedo racista, incitao do dio aos ocidentais, fomento de ideologia antissemita e publicao de vdeos de grupos extremistas). evidente que impedir a radicalizao em rede constitui-se numa tarefa praticamente impossvel. Nota-se apenas a possibilidade de preveno sobre os usos de novos meios de comunicao e difuso como plataforma de ao terrorista.www.dialogo-americas.com 67 Frum das Amricas DILOGO STRATEGIC JIHADIST COMMUNICATION ONLINERadical Islamic groups are recruiting Brazilians on the internet with the use of webpages in Portuguese.BRAZILIAN ARMY SPECIAL FORCES COLONEL (RET) FERNANDO MONTENEGRO* On October 14th, 2016, 36-year-old Brazilian citizen Vladir Pereira Rocha died as a result of being beaten while imprisoned in Brazil. He was one of the 12 people arrested during Operation Hashtag, conducted by the Brazilian Federal Police days before the start of the 2016 Olympic Games in Rio de Janeiro. e group was suspected of association with the Islamic State. e main line of investigation suggests that the oenders were members of organized crime factions. e event demonstrates that there are still dierences and even competition in the spaces occupied in Latin America between jihadists and organized crime. It has been a while since the Islamic State created the Nashir News Agency to promote discussion groups in French, English, and German by using Telegram, an application supported by Android, iOS, and Windows Phone mobile technology as well as by computer and web-based versions which allow the exchange of messages either privately or in groups. But it is important to stress that as the fth most spoken language in the world, Portuguese is strategic. Together with English, Spanish, Mandarin, and Arabic, it has the potential to expand. In an eort to enhance their strategic communication, and just a few months before the Rio 2016 event, the Islamic State created a Portuguese-language account in the Telegram message exchange system, the so-called Nashir Portugus. However, it is worth remembering that Cyber Jihad is not so recent in Brazil. In September 2009, Lebanese citizen Khaled Hussein Ali was arrested during Operation Emperor, conducted by the Brazilian Federal Police. He was a member of the Jihad Media Battalion (JMB), an Al Qaeda support unit on the internet that was used to disseminate propaganda in favor of the cause (messages with racist content, hate speech against Westerners, promotion of an anti-Semite ideology, and publishing videos from extremist groups).

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68 DILOGO Frum das Amricas RADICALIZAO Mas anal, de que se trata essa to falada radicalizao? Vamos aqui usar alguns conceitos e denies que foram apresentados no Seminrio Internacional de Estratgias de Comunicao no Contexto do Terrorismo, promovido pelo Instituto da Defesa Nacional de Portugal, pela Universidade Nova de Lisboa e pelo Sistema de Informaes da Repblica Portuguesa, em outubro de 2016. Neste evento, Nuno Rogeiro fez vrias consideraes e abordou o tema considerando a radicalizao como o processo individual ou grupal que leva a posies extremas, agressivas e de excluso, ou totalitrias, em matrias socio-polticas, ideolgicas e religiosas, implicando em geral a destruio ou submisso de qualquer entidade pressentida como adversa ou no concordante, a rejeio de meios paccos, gradualistas ou reformistas de mudana, e ainda a negao ao adversrio de qualquer sistema de direitos, liberdades e garantias. O primeiro relatrio cientco sobre o tema jihad ciberntica foi encomendado pelo Departamento de Polcia de Nova York, por meio da sua Diviso de Inteligncia, dois anos depois do 11 de Setembro e chamou-se Radicalization in the West: e Homegrown reat (Radicalizao no oeste: a ameaa domstica). O estudo foi confeccionado por Mitchell D. Silber e Arvin Bhatt, ambos da Diviso de Inteligncia da Polcia de Nova York. MATAR OU MORRER O documento estudava 10 casos de radicalizao violenta, metade dos quais nos EUA. No seu texto, procurava explicar a transformao de indivduos ou grupos de indivduos, at a considerados neutros, em militantes terroristas. Por m, conclua sugerindo que esse processo teria quatro fases: pr-radicalizao, intensicao, doutrinao e jihadizao. No estudo da pr-radicalizao, procura-se identicar o perl predominante das pessoas que se identicam com a sistemtica e com a ideologia. Na intensicao, busca-se mensurar a quantidade de mecanismos que levam uma pessoa a aproximar-se de um determinado objetivo e a identicar-se com ele. Depois temos a doutrinao, que implica um relacionamento bem mais personalizado e intenso com o candidato, incluindo tcnicas de contra inteligncia para identicar tentativas de inltrao. No coroamento de um processo de radicalizao bem sucedido, chega-se jihadizao que no fundo, a capacidade de levar uma pessoa deciso de matar ou morrer. Curiosamente, esse documento j no est mais disponvel no site da NYPD, sigla da Polcia de Nova York em ingls, mas ainda pode ser encontrado em outras plataformas. O estudo esteve na origem de vrias outras anlises estaduais, incluindo o famoso relatrio britnico Prevent, muito inuenciado pelas observaes do ex-agente americano da CIA Marc Sageman sobre o terrorismo ps-moderno.BUNCH OF GUYSEm seu estudo, Marc Sageman diz que a jihadizao no derivaria apenas do comando central de um grupo remoto, mas muitas vezes, da iniciativa de um bunch of guys (bando de caras), de um grupo local, auto-organizado, socialmente alienado, baseado em laos de amizade ou de sangue, que se diriam pr-ideolgicos. A expresso bunch of guys do prprio Marc Sageman, um acadmico, psiquiatra, ex-consultor da CIA. Ele trabalhou muito tempo no Afeganisto e em outras duas fronteiras sensveis e a expresso foi usada pela primeira vez no seu livro Understanding Terror Networks. Neste contexto de radicalizao, o ciberespao virou a principal fonte de recrutamento. Um verdadeiro mestre neste modo de cooptao algum que bastante conhecido pelos estudantes do assunto, Abu Musab al Suri, que muitos olham como um elemento ideologicamente mais importante na jihad ps-moderna do que o prprio Osama bin Laden. Ele foi o primeiro militante da Al Qaeda a denir a estratgia da jihad global com uso de toda a tecnologia possvel e imaginvel. Esta realidade fortaleceu-se e hoje conta com cerca de 90 mil mensagens por dia produzidas por meios jihadistas, desaguando nas chamadas redes sociais. REDES SOCIAIS O uso dessas redes (e essencialmente do Twitter, Facebook, Linkedin, Instagram e Youtube) tem aumentado em eccia pela expanso do mercado de comunicaes mveis e pela possibilidade de aceder aos mesmos de locais remotos, e em trnsito, muitas vezes com proteco de identidade. Observar os jovens de hoje, e mesmo alguns adultos que se permitem dependncia, ou tambm radicalizao, por meio de um smartphone, cando o tempo todo com os olhos vidrados nesse dispositivo de comunicao mvel, ajuda a compreender a facilidade com que esse universo instalou-se entre ns e faz parte do nosso dia a dia. RADICALIZAO ONLINE Dessa forma, a radicalizao online apresenta importantes questionamentos a serem respondidos: O radicalizado sofre apenas um processo de converso motivado por foras externas (a propaganda jihadista), ou j era propenso e apenas recebeu o estmulo que faltava? Pode o radicalizado ser, por natureza e origem, um radical? A radicalizao uma imposio ou uma escolha? (s vezes trata-se, sobretudo nos meios ociais, desse problema como sendo o radicalizado uma espcie de inocente que no fundo, motivado por uma fora quase sobrenatural que o leva a uma conduta anormal.) Qual o papel que desempenham os mecanismos internos (psicolgicos, de sociabilidade, familiares etc.) e externos (persuaso, induo, manipulao e coao)? A radicalizao sempre uma forma ofensiva ou defensiva? O que a auto-radicalizao ou converso voluntria? O estudo individual ou grupal da radicalizao uma consequncia da jihad sem liderana (ou sem um centro, como falava Marc Sageman)? H um perl objetivo do radicalizado que possibilite a preveno e o alerta?

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www.dialogo-americas.com 69 Frum das Amricas DILOGO It is clear that completely preventing radicalization on the net is a virtually impossible task. However, it is critical to prevent terrorists from utilizing emerging communications and broadcasting media as operations platforms. RADICALIZATION But what is this so-called radicalization all about? We will make use of some ideas and denitions presented by experts at the International Seminar on Communication Strategies in the Context of Terrorism, which took place in October 2016 and was sponsored by Portugals National Defense Institute, the New University of Lisbon, and the Portuguese Republics Information System. At the event, Portuguese geopolitics expert and journalist Nuno Rogeiro discussed the topic at length. He said radicalization is an individual or group process that leads to extreme, aggressive, and exclusionary or totalitarian positions on social-political, ideological, and religious matters generally involving the destruction or subjugation of any organization perceived as hostile or dissenting; rejecting peaceful, gradual or reformist means of change; as well as negating access by adversaries to any system of rights, freedoms, and guarantees. e rst science-based report on the topic of cyber jihad was commissioned by the New York Police Departments (NYPD) Intelligence Division two years after September 11. Titled Radicalization in the West: e Homegrown reat, the study was conducted by Mitchell D. Silber and Arvin Bhatt, both from the NYPD Intelligence Division. KILL OR DIE e study considered 10 cases of violent radicalization, half of them in the United States, and tried to explain the transformation of individuals or groups of individuals which until then had been considered neutral, into terrorist militants. In its conclusion it suggested that this process has four distinct stages: pre-radicalization, intensication, indoctrination, and nally jihadization. In examining pre-radicalization, it tries to distinguish the predominant prole of the individuals who nd themselves identied with the system and ideology. In the intensication stage, it seeks to measure the number of mechanisms that raise an individuals interest in a certain objective in order to identify with it. We then proceed to the phase of indoctrination, which implies a relationship with the candidate that is much more personalized and intense, including the use of counter-intelligence techniques to recognize inltration attempts. Finally, the culmination of a successful radicalization process is the jihadization, which really entails the ability of leading an individual to make the decision to kill or to die. Curiously, this document is no longer available at the NYPD website, although it can still be found in other platforms. e study served as a basis for various other state-level analyses, including the famous British report, Prevent, which was heavily inuenced by the observations made by former CIA operations ocer Marc Sageman about post-modern terrorism. A BUNCH OF GUYS In his study, Sageman says jihadization is not just the result of a remote groups central command, but sometimes it is carried out by the initiative of a bunch of guys, i.e., a local group that is self-organized, socially isolated, based on friendship or blood ties, who would present themselves as pre-ideological. e expression bunch of guys was used by Sageman himself, an academic, psychiatrist, and former consultant to the CIA, who worked extensively in Afghanistan and other conict zones in the region. e expression was used for the rst time in his book Understanding Terrorism Networks. In this context of radicalization, cyberspace has become the main source of recruiting. Someone who is a real expert in this type of enticement and very well known by those who study the matter is Abu Musab al Suri, who many regard as a more ideologically important element in the post-modern jihad than Osama bin Laden himself. He was the rst Al Qaeda militant to dene a new global jihad strategy, one that uses any and all possible and imaginable technologies. is scenario has become much stronger and now produces close to 90,000 messages a day through the jihadist media, overowing into the so-called social networks. SOCIAL NETWORKS e use of these networks (essentially, Twitter, Facebook, LinkedIn, Instagram, and You Tube) has become a lot more eective due to the growth of the mobile communications market and the possibility of accessing them from remote locations or while in transit, sometimes protecting the users identities. To understand how easily this new universe has been rmly established among us, thus becoming a part of our daily routine, it is enough to watch todays youth and even some adults who allow themselves to become dependent or radicalized through the use of a smartphone who are forever glued to these mobile communication devices. ONLINE RADICALIZATION Online radicalization raises important questions that need to be answered: Does an individual become radicalized simply because he/ she went through a conversion process motivated by external forces (jihadist propaganda), or was the person already inclined this way and nally received a stimulus that was missing before? Could the radicalized person have been a radical already by nature and/or origin? Is radicalization imposed or is it a choice? (Sometimes, especially in ocial circles, the problem is tackled by looking at the radicalized person as some type of innocent individual who, deep inside, is motivated by an almost supernatural force that pushes him to an abnormal behavior.) What is the role played by internal mechanisms (psychological, sociability, family members, etc.) and external mechanisms

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70 DILOGO Frum das Amricas Atualmente, dois lsofos franceses questionam: h uma radicalizao do islamismo (Gilles Keppel) ou uma islamizao da radicalizao poltica (Olivier Roy)? Percebe-se que no apenas um jogo de palavras. Para Keppel, trata-se de um desvio da forma do isl original para formas de interpretao perversas que desabonam a violncia. Para Olivier Roy, h um potencial em cada sociedade (seja no Canad, EUA, Brasil ou ndia) de radicalismo, que pode se exprimir de vrias formas, e o islamismo pode ser essa vlvula de escape. A descrio do processo de radicalizao pode ser instrutiva, interessante e necessria, mas a chave o momento de passagem para a fase letal, ou de ajuda construo de uma fase letal. A deciso de morrer e/ou provocar mortes o elemento de estudo fundamental. DA TEORIA AO Se quisssemos encontrar aqui a descrio de algumas formas empricas que temos vericado nos ltimos anos, poderamos identicar trs tipos diferentes de radicalizao: 1. O radicalizado tem acesso direto aos meios de comunicao digital/eletrnicos e decide, aps a consulta desses meios, atravs daquilo que alguns chamam um grupo de discusso invisvel, passar para o lado violento. 2. O radicalizado aconselhado por um elemento externo (no online) a ir at a consulta s informaes na internet, passando posteriormente ao; ou seja, a radicalizao faz-se em dois graus, um externo e outro interno. 3. A radicalizao se faz toda em rede, mas com intermedirios. A pessoa acessa a internet e depois disso acessa de forma eletrnica algum que serve de intermedirio que o radicaliza e este passa depois ao. Ainda de acordo com Marc Sageman, o processo ocorre progressivamente. Inicialmente so necessrias condies bsicas que normalmente so a alienao, a revolta e a necessidade de pertencer a um grupo que tenha uma experincia comum. No prosseguimento, identica-se a construo ideolgica de motivos e uma disponibilidade para a ao. Finalmente, quando o radicalizado tem acesso aos meios de planejamento, isto o leva realizao do atentado. ATIVIDADES CIBERJIHADISTAS Dentre as atividades desenvolvidas pelos ciberjihadistas, podemos listar algumas: Informao e discusso; Doutrinao e proselitismo; Ferramenta de treino terico e operacional, com instrues de uso; Salas de chat para trocas de mensagens; Transmisso de avisos e cdigos para emprego em operaes; Recrutamento; Seleo e vigilncia de alvos; Reivindicao de propaganda; Engodo e contrainformao; Comando e controle; Distrao, socializao e entretenimento, no caso de jogos eletrnicos, por exemplo; Juramento de lealdade, sobretudo no caso do Estado Islmico; Testamento post-mortem Proclamaes; Ameaas; Justicaes; Invenes e propostas; e Segurana interna, na identicao de quem so os dissidentes ou aqueles que no possuem uma disciplina de compartilhamento das informaes. Face a esse cenrio, podemos identicar algumas aes possveis de serem realizadas e algumas at mesmo j desencadeadas por alguns servios de informao e de segurana de vrios pases contra o terrorismo e grupos como o Anonymous, dentre outros; Ataque ciberntico a esses sites de forma a destru-los. Inltrao nos grupos de discusso para saber mais o que se passa. Spoong, ou criao de falsos sites eletrnicos ou identidades para tentar identicar quem quer ou no fazer o mal. Phishing, ou captura de informao operacional para uso futuro. Reunio internacional de servidores e meios de difuso para a criao de regras mais expeditas de forma a impedir a abertura ou levar ao fechamento de sites e contas. Criao de grupos e sites de discusso desradicalizadora. Possvel introduo de uma disciplina curricular optativa nas escolas, desde a educao bsica, para explicar quais os problemas e as armadilhas que se apresentam atualmente. Medidas de punio pelo uso ativo de sites e salas de discusso. Punio especial a mediadores, em rede ou oine. Destruio fsica de centros de produo e difuso, como aconteceu com a destruio da rdio Al-Bayan do Estado Islmico em Mossul. Como se pode notar, a ciberjihad um fenmeno complexo e de mutao acelerada. O que aqui foi apresentado pode ser passvel de diferentes interpretaes, bastando apenas que novas variantes sejam includas ou identicadas na equao, alterando completamente a dinmica do cenrio. Concluo dizendo que os servios de inteligncia so a primeira linha de defesa da sociedade e, sem eles, ser impossvel a antecipao e preveno ao terrorismo. *Ex-oficial de Inteligncia da Unidade de Contraterrorismo, pesquisador de ciberterrorismo no Instituto da Defesa Nacional de Portugal, doutorando em Relaes Internacionais, professor da Universidade Autnoma de Lisboa e Consultor de Segurana.

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www.dialogo-americas.com 71 Frum das Amricas DILOGO (persuasion, inducement, manipulation, and coercion)? Is radicalization always intended to be an oensive or defensive? What is self-radicalization or voluntary conversion? Is studying radicalization, either individually or in a group, a consequence of a leaderless jihad (or without a center, as Sageman mentioned)? Is there an objective prole of the radicalized individual which can enable prevention and trigger alarms? Today, two French thinkers debate the following question: Is there a radicalization of Islam (Gilles Keppel), or an Islamization of political radicalization (Olivier Roy)? It is not merely a play on words. For Keppel, the issue is that there is a departure from the ways of original Islam into a perverse interpretation of it, which can only lead to violence. For Roy, a potential of radicalization exists in any society (whether Canada, the United States, Brazil, or India), which can be expressed in dierent ways, and Islamism may just be the escape valve. Describing the radicalization process may be instructive, interesting, and necessary, but the key is the moment it passes on to the lethal phase or helps in the construction of a lethal phase. e decision to die and/or cause death is the fundamental element of study. FROM THEORY TO ACTION If we were to nd a description of certain empirical ways that have been observed over the last few years, three dierent types of radicalization might be pointed out: 1. e radicalized individual has direct access to the digital/electronic communication media and, after consulting these media through what some call an invisible discussion group, decides to move over to the violent side. 2. e radicalized individual is encouraged by an external element (not online) to retrieve information from the internet and then to proceed into action; in other words, radicalization is conducted in two levels, one external and the other internal. 3. e radicalization is carried out entirely on a network, but with intermediary parties. e individual accesses the internet and then electronically accesses someone who acts as an intermediary and radicalizes said individual, who then proceeds to act. Still, according to Sageman, the process develops progressively. Initially, some basic conditions are required; typically these are alienation, rebellion, and the need to belong to a group having a common experience. en the individual identies his or her motives and becomes ready for action. Finally, when the radicalized person has access to the means to plan actions, he or she will carry out an attack or assault. CYBER JIHAD ACTIVITIES Among the activities developed by cyber jihadists, the following are worth mentioning: Information and discussion; Indoctrination and proselytism; A training tool for theory and operations, with the user manual; Chat rooms to exchange messages; Transmitting notices and codes for use in operations; Recruiting; Selection and surveillance of targets; Claiming propaganda; Decoy and counter-information; Command and control; Distraction, socialization, and entertainment in the case of electronic games, for example; Swearing loyalty, especially in the case of the Islamic State; Post-mortem testament; Proclamations; reats; Justications; Inventions and proposals; Internal security to identify who the dissidents are or who does not have the discipline to compartmentalize information. In view of this scenario, we may point out some actions that could be undertaken some of which have already been used by information and security agencies from various countries against terrorism and groups such as Anonymous, among others: Cyber attacks to these sites in order to destroy them; Inltrating discussion groups to nd more information on what is going on; Spoong, or creating false electronic sites or false identities to try to identify who is/is not interested in carrying out evil deeds; Phishing, or capturing operational information for future use; Meeting among international servers and broadcast media to create more expeditious rules in order to prevent the opening of these sites and accounts or proceed to close them; Creating discussion groups and sites to promote de-radicalization; Possibly introducing an elective subject matter to be taught starting at elementary school, where the problems and traps we currently face are explained; Introducing punishment measures for the active use of sites and chat rooms; Introducing special punishment for intermediators, whether on networks or oine; Physically destroying production and broadcast centers, as with the destruction of the Islamic State Al-Bayan radio in Mossul. As seen above, cyber jihad is a complex trend that is always changing. What we presented may be subject to dierent interpretations, whenever new variations are included or observed in the equation, as these may completely change the dynamics of the scenarios. Let me conclude by saying that intelligence services are the rst line of defense available to a society; without their participation, it would be impossible to preempt and prevent terrorist actions. *Former intelligence officer at the Counterterrorism Unit, cyberterrorism researcher at Portugals National Defense Institute, International Relations doctoral candidate, and security consultant.

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No dia 4 de maio de 2017, a justia brasileira condenou pela primeira vez, baseado na Lei Antiterrorismo, oito integrantes de uma clula terrorista que planejava realizar atentados durante a Olimpada Rio 2016. Duas semanas antes da abertura dos Jogos Olmpicos, por meio da Operao Hashtag, a Polcia Federal (PF) brasileira cumpriu 19 mandados de busca e apreenso em 10 estados. A PF prendeu um grupo de 10 homens ligado ao Estado Islmico (EI) que preparava atos terroristas durante o maior evento esportivo do mundo. Foram as primeiras prises no Brasil fazendo uso dessa nova legislao, e tudo comeou quando a Diviso Antiterrorismo (DAT) da Polcia Federal recebeu um documento de sua contraparte americana, o FBI, informando sobre pers visualizados no Brasil em mdias como Facebook, Twitter e Google Plus. As investigaes da PF comprovaram que os elementos presos integravam o grupo Defensores da Sharia e haviam comemorado de maneira ostensiva o atentado terrorista de 12 de junho de 2016 na boate Pulse, em Orlando. Alm disso, manifestavam intolerncia religiosa, racial, de gnero e planejavam executar atentados violentos com uso de armamentos. Os acusados usavam codinomes rabes, tinham antecedentes criminais e idades entre 20 e 40 anos.NOVA LEI DE IMIGRAOA nova Lei de Imigrao do Brasil tem sido alvo de duras crticas por vrios segmentos da sociedade devido s facilidades oferecidas, segundo estes grupos, sem qualquer critrio, aos estrangeiros que querem se mudar para o pas e ao consequente possvel facilitamento de aes terroristas. Entre os benefcios oferecidos aos imigrantes, pode-se destacar: abertura de conta bancria, educao (inclusive universitria) e atendimento mdico gratuitos, alm de os refugiados passarem a ter o mesmo status de turistas, no sendo, assim, vericados seus antecedentes criminais. Este ltimo, o ponto de maior preocupao para aqueles que acreditam que terroristas podem tentar se fazer passar por refugiados polticos. No dia 3 de maio, um grupo que fazia uma marcha pacca em CORONEL (R) FERNANDO MONTENEGRO, FORAS ESPECIAIS DO EXRCITO BRASILEIROTERRORISMO JIHADISTAECOS DO NO BRASILUma sequncia de fatos nos dois ltimos anos conectando o Brasil e segmentos jihadistas tem chamado a ateno das agncias de inteligncia e foras de segurana no pas.72 DILOGO Frum das Amricas

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www.dialogo-americas.com 73 Frum das Amricas DILOGO n May 4, 2017, Brazilian courts used the Antiterrorism Act (13.260) for the rst time to sentence the members of a terrorist cell which had planned attacks during the 2016 Rio Olympic Games. Two weeks before the Games opened, the Brazilian Federal Police (PF, per its Portuguese acronym), under Operation Hashtag, carried out 19 search-and-seizure orders in 10 states. e PF arrested a group of 10 men connected to the Islamic State (IS), who were getting ready to carry out terrorist attacks during what is considered the largest sports event in the world. ese were the rst arrests ever conducted in Brazil using this new legislation, and it all began when the PF Antiterrorism Division (DAT, per its Portuguese acronym) received a document from its U.S. counterpart, the Federal Bureau of Investigation (FBI), providing information on proles viewed in Brazil through social media networks such as Facebook, Twitter, and Google Plus. PF investigations conrmed that the detainees were members of the group Sharia Defenders, which had openly celebrated the terrorist attack on Pulse nightclub in Orlando, on June 12, 2016. ey had also demonstrated their religious, racial, and gender intolerance, and planned to conduct violent attacks with the use of weapons. e defendants used fake Arabic names, had a criminal background, and varied in age between 20 and 40 years old.NEW IMMIGRATION LAWBrazils new immigration laws have been subject to harsh criticism from various groups of society because, in their opinion, the rules do not set forth any screening criteria and make it too easy for foreigners to move to Brazil, thus possibly facilitating future terrorist attacks. Many benets are oered to immigrants, such as: opening a bank account, education (including college), and free medical care. Also, refugees are given the same status as tourists, i.e. no checks are conducted for a criminal background. is last point is of greatest concern to those who think that terrorists may try to pass o as political refugees. On May 3rd, a group demonstrating peacefully against the new legislation was attacked in So Paulo with home-made bombs, clubs, and stones by another group comprising a few foreigners speaking in Arabic. Some of the assailants carried IS and Palestine banners and covered their faces. Soon after having been detained by the police, some already had attorneys who had been paid by non-governmental organizations and were ready to defend them. SUSPECT FOREIGNERSOn April 12th, law enforcement ocials arrested Saudi citizen Saleh Abdulrahman Alderabi in the state of Paraba, for carrying fraudulent immigration documents. e police discovered various photographs, videos, and chat conversations in his mobile phone showing his connections with extremist groups. After his arrest, police identied an international gang whose specialty was fabricating documents to expedite illegal immigration proceedings. Other individuals were detained afterwards, including Iraqi citizen Feras Ali Haussn, who was also a member of the ploy. As a result, the PF division responsible for fraud and counterfeiting contacted the international police organization, INTERPOL, to inquire on the suspects worldwide activities as well as request the PF to start the process of expelling the foreign nationals. Also, in order to contribute to international counterterrorism eorts, such information was promptly relayed to the U.S. Consulate in Recife, in the state of Pernambuco. On April 20, 2016, PF intelligence identied and immediately began monitoring a Pakistani group in Iranduba, located 30 kilometers from Manaus. e group, who barely spoke Portuguese, introduced themselves as missionaries of Islam. As they were being detained, they stated their purpose was to travel the country and proselytize their faith.NOT A NEW TOPICIn spite of these recent events, the possible presence of terrorists in Brazil can be traced further back historically. e Triple Frontier between Brazil, Argentina, and Paraguay is a region that has attracted the attention of the PF and INTERPOL due to the signicant volume of drug tracking, smuggling, and illegal immigration JIHADIST TERRORISMECHOES OF IN BRAZILA series of events over the last two years connecting Brazil and jihadist sectors have drawn the attention of security agencies and forces in the country.RETIRED BRAZILIAN ARMY SPECIAL FORCES COLONEL FERNANDO MONTENEGRO As in the case of Brazil and other countries, intelligence operations must be societys rst line of defense to counter terrorism. For this to happen, it is important for national and international intelligence agencies to continue to exchange information, such as in the case of Operation Hashtag. O

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So Paulo contra essa nova lei foi atacado com bombas de fabricao caseira, pauladas e pedradas por outro grupo composto por vrios estrangeiros que se comunicavam em rabe. Alguns dos agressores ostentavam bandeiras do Estado Islmico e da Palestina, e cobriam o rosto. Quando alguns deles foram presos pela polcia, j possuam advogados pagos por organizaes no governamentais prontos para defend-los.ESTRANGEIROS SUSPEITOSEm 12 de abril de 2016, no estado da Paraba, aps prender Saudita Saleh Abdulrahman Alderabi por falsicao de documentos para imigrao, a polcia descobriu no celular do mesmo vrias fotos, vdeos e conversas que caracterizam ligaes com grupos extremistas. Por meio dessa priso, foi identicada uma quadrilha internacional especializada em falsicar documentos para facilitar imigraes ilegais. Depois foram presas outras pessoas, incluindo o iraquiano Feras Ali Haussn, participante do esquema. Devido a isso, a Delegacia de Defraudaes e Falsicaes entrou em contato com a polcia internacional (Interpol) para consulta sobre os suspeitos em mbito mundial e a PF para que fosse iniciado o processo de expulso dos estrangeiros. Visando a colaborar com o esforo internacional de combate ao terrorismo, tambm foram prontamente passadas as informaes ao Consulado dos Estados Unidos no Recife (PE). No dia 20 de abril de 2016, foi identicado e passou a ser acompanhado pela inteligncia da PF um grupo de paquistaneses na cidade de Iranduba, a 30 quilmetros de Manaus (AM), que mal falavam portugus e se apresentavam como missionrios do islamismo. Eles declararam no ato da priso que pretendiam viajar pelo pas divulgando a sua f.UM TEMA ANTIGOMesmo com estes fatos recentes, o histrico do tema da possvel presena de terroristas no Brasil um pouco mais antigo. Um dos locais que sempre foi alvo de muita ateno da PF e da Interpol a Trplice Fronteira Brasil-Argentina-Paraguai, porque o volume de crimes envolvendo narcotrco, contrabando, imigrao ilegal, dentre outros muito grande aquela rea. Alm disso, estima-se que a comunidade muulmana ali seja de pelo menos 30 mil pessoas. Aps os atentados de 11 de setembro de 2001, o governo americano anunciou que destinaria um milho de dlares para que os trs pases adotassem medidas antiterroristas na Trplice Fronteira. Apesar de vrios alertas das agncias americana e israelense de inteligncia, o governo brasileiro nunca conrmou a existncia de clulas terroristas nessa rea. No entanto, em 2003, segundo a agncia de notcias France Presse, os servios de segurana brasileiros alertaram as autoridades sobre uma possvel viagem do ex-lder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, Trplice Fronteira para visitar uma mesquita na cidade de Foz do Iguau (PR). Membros da comunidade rabe no local negam tal fato. Da mesma forma, de acordo com uma reportagem da revista Veja, Khalid Shaikh Mohammed, que j foi o terceiro no comando da Al Qaeda, teria passado pela Trplice Fronteira posteriormente, mas est preso desde 2003 e se encontra na priso americana de Guantnamo, Cuba.POSSVEIS ATAQUES TERRORISTAS NO BRASILDesde novembro de 2015, quando o jihadista do Estado Islmico Maxime Hauchard anunciou em uma mensagem do Twitter que o Brasil seria um dos prximos alvos de possveis ataques terroristas, os servios brasileiros de inteligncia passaram a acompanhar mais de perto qualquer evento que possa ter ligao com a temtica inimigos do Isl. Logo aps o sancionamento da Lei Antiterrorismo no Brasil, em maro de 2016, foram deagradas operaes pelos rgos de segurana e inteligncia, tendo em vista a possibilidade de o pas ser palco de atentados terroristas durante os Jogos Olmpicos Rio 2016.APOIO AO ESTADO ISLMICOEm 29 de maio de 2016, utilizando-se do aplicativo de mensagens Telegram, o Estado Islmico lanou um canal de comunicao e propaganda em portugus, o Nashir Channel. A primeira postagem foi um discurso de 14 pginas de Abu Muhamad al-Adnani, porta-voz do EI, sobre os ataques de foras aliadas na Sria, Iraque e Lbia contra integrantes deste grupo terrorista. No nal do primeiro semestre de 2016, foi identicado pela Agncia Brasileira de Inteligncia (ABIN) Ismail Abdul Jabbar al-Brazili, integrante do grupo muulmano radical Ansar al-Khilafah Brazil, que declarou apoio ao EI em publicaes no aplicativo de mensagens Telegram e promoveu propaganda jihadista em ingls e portugus. Em 15 de julho de 2016, o fsico argelino Adlne Hicheur foi deportado do Brasil por no ter seu visto de trabalho renovado. Ele era monitorado pela Polcia Federal desde que havia chegado ao pas em 2013 e trabalhava legalmente como professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hicheur havia sido condenado por terrorismo na Frana aps os servios de inteligncia de l terem interceptado mensagens de apoio e simpatia entre o professor e a Al Qaeda, aps a organizao terrorista ter enviado um convite direto para que ele passasse a participar das atividades em territrio francs. Conforme tem ocorrido no Brasil e em outros pases, as aes de inteligncia precisam continuar sendo a primeira linha de defesa da sociedade e orientar as operaes de combate ao terrorismo. Para isto, tambm cresce em importncia o intercmbio de informaes entre as agncias nacionais e internacionais de inteligncia, conforme ocorreu na Operao Hashtag uma investigao em andamento pela PF, deagrada ocialmente em julho de 2016 contra uma suposta clula do grupo terrorista Estado Islmico que teve seu pontap inicial a partir de informaes fornecidas pelo FBI. 74 DILOGO Frum das Amricas Conforme tem ocorrido no Brasil e em outros pases, as aes de inteligncia precisam continuar sendo a primeira linha de defesa da sociedade e orientar as operaes de combate ao terrorismo. Para isto, tambm cresce em importncia o intercmbio de informaes entre as agncias nacionais e internacionais de inteligncia, conforme ocorreu na Operao Hashtag.

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www.dialogo-americas.com 75 Frum das Amricas DILOGO REUTERSSoldados do Exrcito Brasileiro patrulham o Parque Olmpico durante as Olimpadas Rio 2016, em 12 de julho. Brazilian Army soldiers patrol the Olympic Park in Rio de Janeiro, Brazil, on July 12th, during the 2016 Summer Olympics.incidences in that area. It is estimated that the Muslim community may reach 30,000 people in that particular location. After the September 11 attacks, the U.S. government announced it would appropriate $ 1 million for the three countries to adopt antiterrorist measures in the tri-border region. Despite many alerts from U.S. and Israeli intelligence agencies, the Brazilian government never conrmed the existence of terrorist cells in that area. However, in 2003, according to France Presse news agency, Brazilian security services alerted authorities about a possible trip that former Al-Qaeda leader, Osama Bin Laden, would make to the tri-border region in order to visit a mosque in the city of Foz do Iguau, in the state of Paran. However, members of the local Arab community rejected the allegation. Also, according to a story in Veja magazine, Khalid Shaikh Mohammed, third in command of Al Qaeda, was expected to visit the area after that, but he has been detained in Guantanamo, Cuba, since 2003.POSSIBLE TERRORIST ATTACKS IN BRAZILSince November 2015, when IS jihadist Maxime Hauchard announced in a Twitter message that Brazil would be one of the next targets of possible terrorist attacks, Brazilian intelligence services began to follow any event that might be construed as having a thematic connection with Islamic enemies more closely. After Brazil passed the Antiterrorism Act in March 2016, the security and intelligence agencies initiated several operations to thwart the possibility of allowing Brazil to become the stage for terrorist attacks during the 2016 Rio Olympic Games.ISLAMIC STATE SUPPORTOn May 29, 2016, using the Telegram messenger app, IS launched a Portuguese-language communication and propaganda channel called Nashir Channel. e rst post was a 14-page speech delivered by Abu Muhamad al-Adnani, an IS spokesperson, about attacks by allied forces in Syria, Iraq, and Libya against members of that terrorist group. By the end of the rst half of 2016, the Brazilian Intelligence Agency (ABIN, per its Portuguese acronym) identied Ismail Abdul Jabbar al-Brazili, a member of the Muslim radical group Ansar al-Khilafah Brazil, who declared his support for IS in Telegram posts and also promoted jihadist propaganda in English and Portuguese. On July 15, 2016, Algerian physicist Adlne Hicheur was deported from Brazil because his work visa had expired. He had been monitored by PF since his arrival in the country in 2013, but in spite of that, began to work legally as a professor at the Federal University of Rio de Janeiro. Hicheur had been indicted for terrorism in France after intelligence services in that country intercepted messages of support and sympathy between the professor and Al Qaeda, after the terrorist organization had directly invited him to participate in their activities in French territory. As in the case of Brazil and other countries, intelligence operations must be societys rst line of defense to counter terrorism. For this to happen, it is important for national and international intelligence agencies to continue to exchange information, such as in the case of Operation Hashtag an ongoing PF investigation that was launched in July 2016 against alleged IS terrorist group cells which initiated after receiving information from the FBI.

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UMA NOVA FORMA DE TRANSPORTAR DROGASNARCO DR NES

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www.dialogo-americas.com 77 Frum das Amricas DILOGO Uma tcnica de narcotrco usada pela primeira vez no Mxico agora se expande por outros pases das Amricas Central e do Sul. meados de novembro 2016, a polcia colombiana apreendeu 130 quilogramas de cocana e um veculo areo no tripulado (drone), usado por narcotracantes, na regio de Baha Solano, em Choc, supostamente para transportar cocana ao Panam. Esta uma informao importante, j que foi a primeira vez que drones foram identicados como um mtodo vivel de trco no pas, segundo a agncia colombiana de notcias La Prensa. Os drones que esto sendo utilizados podem transportar at 10 quilogramas de cocana e percorrer at 100 quilmetros em uma nica viagem. As autoridades tambm informaram que este mtodo foi provavelmente desenvolvido pelo Cl do Golfo (conhecido anteriormente como Cl suga), que a maior rede criminosa da Colmbia dedicada ao narcotrco. O uso dessa ttica pelo Cl do Golfo no de maneira alguma surpreendente, j que eles so conhecidos por seus diversos mtodos de trco, os quais variam, desde o uso de imigrantes ilegais para carregarem remessas pequenas para o Panam, por regies de orestas, at o uso de submarinos (semissubmersveis) que podem se deslocar at os Estados Unidos. No entanto, isso signicativo, uma vez que demonstra as capacidades dos cartis de ajustarem seus mtodos de trco s condies operacionais em evoluo, ou seja, no importa quais sejam os obstculos, os narcotracantes iro ultrapassar praticamente qualquer barreira colocada sua frente para circular seu produto e gerar lucros. Isto signica que as autoridades devem estar atentas, de forma a anteciparem as mudanas no trco, pois assim que um mtodo for coibido ou se tornar temporariamente inutilizvel, outro ser rapidamente encontrado para substitu-lo.TTICAS MEXICANASEmbora as notcias a respeito da utilizao de drones pelos cartis de drogas na Colmbia sejam um fenmeno novo, esta ttica tem sido usada pelos cartis mexicanos desde aproximadamente 2010 e provvel que o sucesso mexicano tenha motivado o Cl do Golfo a testar o mesmo mtodo em seu territrio. De fato, por volta de 2012, a utilizao de drones ao longo da fronteira era altamente prevalente, como foi demonstrado pela interceptao, pelos Estados Unidos, de 150 drones transportando um nmero estimado total de duas toneladas mtricas de drogas, principalmente maconha, cocana e herona. Na verdade, os mexicanos se tornaram to dependentes do uso de drones que agora esto utilizando empresas sediadas no Mxico para produzi-los em lugares como o Distrito Federal, Guadalajara, Monterrey, Quertaro e Tijuana. Isto interessante pois, antes de 2011, praticamente todos os drones possudos e operados por cartis eram produzidos no exterior, principalmente em Israel e na China. Os novos drones, fabricados no Mxico, so muito diferentes daqueles utilizados para uso pessoal pois, supostamente, podem transportar algo como 60 a 100 quilogramas de drogas em uma nica viagem. provvel que os engenheiros continuem a trabalhar para fabricar drones para o trco que sejam mais ecientes em termos do peso que podem carregar, da distncia que podem percorrer e dos mtodos para evitar sua deteco. Quanto ao uso atual, os drones utilizados para o transporte de drogas geralmente operam durante a noite e sequer chegam a aterrissar em solo americano. Eles simplesmente lanam a droga e retornam ao Mxico.A MULA DE DROGAS PERFEITA possvel supor que os drones estejam ganhando popularidade, tanto no Mxico quanto na Colmbia, por serem uma mula de drogas praticamente perfeita, na medida em que envolvem menos risco s organizaes de trco ilcito e aos seus trabalhadores. Alm disso, os drones custam signicativamente menos que os tneis para drogas e os semissubmersveis e so at capazes de transportar pacotes de dinheiro. Os nicos defeitos aparentes dos drones so que eles no so capazes, neste momento, de viajar grandes distncias ou de carregar remessas volumosas. Ainda assim, CAPIT DO EXRCITO DOS EUA, BRENDA FIEGEL, ANALISTA SNIOR, GABINETE DE ESTUDOS MILITARES ESTRANGEIROS, FORT LEAVENWORTH, KANSAS

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78 DILOGO Frum das Amricas provvel que o uso de drones por cartis de drogas aumente no Mxico e na Colmbia, especialmente se os fabricantes trabalharem no desenvolvimento de modelos mais geis, que possam carregar mais peso e voar distncias mais longas, em altitudes mais baixas. Outros aspectos que tornam o uso dos drones atraente aos cartis que seu uso multifacetado e no diz respeito, necessariamente, apenas a atividades de trco de drogas. Por exemplo, os drones podem realizar operaes de observao, desempenhar a coleta de inteligncia e, at mesmo, transportar dinheiro e mensagens importantes por distncias curtas, sem serem detectados. O FUTURO DOS DRONES NO MXICO E NA AMRICA DO SULAo compararmos fronteiras, o Mxico apresenta uma vantagem denitiva no que diz respeito ao uso de drones exclusivamente com a nalidade de tracar drogas, com base nos trs motivos abaixo. Em primeiro lugar, a fronteira ao sudoeste imensa e extremamente difcil de ser scalizada. Em segundo lugar, muitas vezes, os drones esto se deslocando de uma rea povoada diretamente para outra, o que ajuda a camuar suas atividades. Em terceiro lugar, os drones que esto partindo do Mxico para os EUA esto viajando distncias bem mais curtas do que aqueles partindo da Colmbia para o Panam, ou seja, h um risco menor de deteco e de mau funcionamento do equipamento. Esses desaos foram observados tanto pelo Mxico quanto pelos Estados Unidos e a Patrulha de Fronteiras dos EUA e as autoridades mexicanas esto utilizando seus prprios drones, ao longo da fronteira, em uma tentativa de impedir o uso destes aparelhos por cartis de drogas. Quanto aos drones na Amrica do Sul, sempre existiram problemas de segurana na fronteira entre o Panam e a Colmbia, pois sua geograa compartilhada uma rea de intensa atividade de trco de drogas, pessoas e armas, bem como de lavagem de dinheiro. Mais especicamente, o chamado Estreito de Darin (classicado pelas autoridades de ambos os pases como uma regio de orestas sem lei, ao longo das duas fronteiras) constitui um epicentro de atividades ilegais por estar completamente sob o controle de organizaes de trco de drogas e antes tambm das Foras Armadas Revolucionrias da Colmbia (FARC). Historicamente, como vizinhos, o Panam e a Colmbia trabalharam juntos para combater os problemas mencionados acima, mas agora esto buscando aprofundar esta cooperao. Como parte de seu compromisso de melhorar a segurana da fronteira, o presidente panamenho, Juan Carlos Varela, e o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, armaram que planejam instalar duas bases de segurana, em La Olla e La Balsa, alm de unicar dois outros postos avanados de segurana, em Alto Limn e La Unin. Todas estas bases estaro localizadas na regio de Darin e contaro com membros das foras de segurana da Colmbia e do Panam. Prev-se que estejam em funcionamento ainda em 2017. Como indicado pelo presidente Santos na Colmbia, espera-se que essa colaborao tenha resultados positivos para a diminuio de todos os tipos de atividades ilegais na regio, e possivelmente ir frustrar a nova aplicao do uso de drones na rea, antes que ganhe a mesma popularidade que tem no Mxico. NARCODRONES A NEW WAY TO TRANSPORT DRUGSU.S. ARMY CAPTAIN BRENDA FIEGEL, SENIOR ANALYST, FOREIGN MILITARY STUDIES OFFICE, FORT LEAVENWORTH, KANSASA narcotrafcking technique rst used in Mexico, expands to other countries in Central and South America. In mid-November, Colombian Police seized 130 kilograms of cocaine and a drone used by narcotrackers in the Baha Solano sector of Choc, allegedly used to send cocaine shipments to Panama. is information is of interest as it is the rst instance in which drones have been identied as a viable tracking method in the country, according to Colombian news source La Prensa. e drones being utilized can transport up to 10 kilograms (22 pounds) of cocaine and travel up to 100 kilometers (62 miles) in a single trip. Authorities also indicated that this method was likely developed by the Clan del Golfo (formerly known as Clan suga), which is the largest criminal gang in Colombia dedicated to narcotracking. e use of this tactic by Clan del Golfo is in no way surprising as they are known for their diverse tracking methods, which range from using illegal migrants to carry small shipments through jungle regions into Panama, to submarines that can travel all the way to the United States. However, it is signicant as it demonstrates the capabilities of cartels to adjust their tracking methods according to changing operational conditions, meaning that no matter what obstacles are placed in front of them, drug tracking organizations will overcome virtually any barrier put in front of them to move their product and generate prots. is means that authorities must be vigilant in anticipating tracking changes because as soon as one method is blocked or temporarily unusable, another will quickly be found to replace it.

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www.dialogo-americas.com 79 Frum das Amricas DILOGO MEXICAN TACTICSWhile news regarding drug cartels using drones in Colombia is a new phenomenon, this tactic has been used by Mexican cartels since around 2010, and it is likely that Mexican success motivated Clan del Golfo to test the same method in their territory. In fact, by 2012, drone use along the border was highly prevalent as evidenced by the U.S. interception of 150 drones carrying an estimated two metric tons of drugs; primarily marijuana, cocaine, and heroin. In fact, Mexican cartels have become so vested in drone use that they are now using Mexicanbased companies to produce them in cities including the Federal District, Guadalajara, Monterrey, Quertaro, and Tijuana. is is interesting because prior to 2011, virtually all drones owned and operated by cartels were produced abroad; primarily in Israel and China. e new Mexican-made drones are very dierent from the ones used for personal use as they can supposedly transport anywhere from 60-100 kilograms (132-220 lbs.) of drugs in a single trip, and it is likely that engineers will continue working to make tracking drones more ecient in terms of weight they can carry, distance they can travel, and methods to deter their detection. In terms of current use, drones used to transport drugs usually operate during the night, and never even land on U.S. soil. ey simply drop the shipment and return to Mexico.THE PERFECT DRUG MULEIt can be surmised that drones are gaining popularity in both Mexico and Colombia as they represent a nearly perfect drug mule in the sense that they involve less risk to drug tracking organizations and their employees. Additionally, they cost signicantly less than drug tunnels and semi-submersibles, and are even capable of transporting cash shipments. Drones only apparent aws are that they are not capable of traveling long distances or carrying large-scale shipments at this point. Regardless, it is likely that drone use by drug cartels in Mexico and Colombia will increase; especially if producers work on developing more agile models that can carry more weight and y longer distances at lower altitudes. Other aspects that make drones appealing to cartels is that their use is multi-faceted and does not necessarily pertain to just drug tracking activities. For example, drones can conduct surveillance operations, perform intelligence gathering, and even move money or valuable messages short distances without being detected. THE FUTURE OF DRONES IN MEXICO AND SOUTH AMERICAWhen comparing borders, Mexico has a denite advantage in terms of drone use strictly for drug tracking purposes based on the following three reasons. First, the southwest border is vast and highly dicult to monitor. Second, in many cases drones are moving directly from one populated area into another, which helps camouage their activity. ird, drones departing from Mexico to the United States are travelling much shorter distances than those departing from Colombia to Panama, meaning there is less risk of detection and malfunction of the equipment. ese challenges have been noted by both Mexico and the United States, and the U.S. Border Patrol and Mexican authorities are using their own drones along the border in an attempt to thwart drone use by drug cartels. As for drones in South America, border security issues have always existed between Panama and Colombia because their shared geography is a hot spot for drug, human, and weapons tracking as well as money laundering. More specically, the so-called Darin Gap (classied by authorities from both countries as a lawless jungle region along the two borders) serves as an epicenter of illegal activity because it is completely under the control of drug tracking organizations and previously by the Revolutionary Armed Forces of Colombia (FARC). As neighbors, Panama and Colombia have historically worked together to combat the aforementioned issues, but are now looking to further this cooperation. As part of their commitment to improve border security, Panamanian President Juan Carlos Varela and Colombian President Juan Manuel Santos stated that they plan to install two security bases in La Olla and La Balsa, in addition to merging two other security outposts in Alto Limn and La Unin. All of these bases are located in the Darin region, and will be staed with both Colombian and Panamanian security forces. ey are expected to be operational at some point in 2017. As indicated by President Santos, this collaboration is expected to have positive impacts in decreasing all types of illegal activity in the region and will possibly thwart the new imposition of drone use in the area before it gains the same popularity it has in Mexico.

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80 DILOGO Frum das Amricas Atualmente, ningum questiona o fato de Putin ter travado uma guerra de informao propagandista contra o nosso pas, arma Juraj Smatana, ativista poltico e anticorrupo da Eslovquia, referindo-se a um novo fenmeno, a campanha de propaganda pr-Kremlin nos idiomas tcheco e eslovaco, difundida pela mdia. Embora os dois pases possuam minorias russas relativamente pequenas e apenas alguns meios de comunicao no idioma russo, as campanhas de desinformao pr-Rssia parecem estar se alastrando. Na Repblica Tcheca e na Eslovquia, as campanhas de desinformao pr-Rssia se originam de fontes mltiplas. Suas mensagens pr-Kremlin so amplicadas por meio de extensas atividades nas redes sociais e da organizao de reunies e eventos pblicos. Estas atividades de desinformao apresentam narrativas que so usadas repetidamente e demonstram um alto grau de similaridade entre seus argumentos e mensagens. O objetivo das campanhas pr-Rssia direcionar a opinio pblica contra as instituies democrticas e apresentar um mundo no qual os Estados Unidos tm a pretenso de dominar o globo; todos os polticos com inclinao ocidental so corruptos; os meios de comunicao que no compartilham suas convices so tendenciosos; e o futuro sombrio, sem esperana e repleto de conitos. Neste mundo, a Rssia emerge tanto como salvadora quanto como autoridade moral, a garantidora da estabilidade poltica e da paz. Apesar das similaridades e da retrica enrgica, as fontes pr-Rssia no possuem vnculos formais com o pas. Seus motivos, origens, e estruturas organizacional e nanceira permanecem desconhecidos na maioria dos casos. At agora, os esforos dos jornalistas investigativos e ativistas no resultaram em provas diretas do envolvimento da Rssia. A falta de transparncia um de seus atributos mais poderosos, pois qualquer acusao de intenes escusas descrita como uma tentativa de suprimir as opinies alternativas, e qualquer pessoa que os desae intitulada marionete da propaganda americana. A funo mais importante da nova mdia pr-Kremlin e, especialmente, de seus canais nas redes sociais, disponibilizar plataformas vigorosas onde o criticismo e o descontentamento daqueles que professam as mesmas opinies podem ser partilhados, difundidos e amplicados.CAMPANHA RUSSA SECRETANa Europa, a abordagem russa para a manipulao dos meios de comunicao e das informaes especca para cada pas, com a criao de estratgias separadas para regies e pases diferentes, enquanto se aproveita das fraquezas e dos conitos internos. Conforme indicado no estudo de Ben Nimmo para o Central European Policy Institute [Instituto Centro Europeu de Poltica], a rede de propaganda russa sosticada e se utiliza de uma gama de autoridades, jornalistas, comentaristas simpatizantes e trolls da internet para divulgar suas mensagens. Tambm baseada na falta de transparncia, onde o pblico ignora que vrios dos porta-vozes, na realidade, trabalham para o Kremlin, explicou Peter Pomerantsev durante uma entrevista com Radio Free Europe (Rdio Europa Livre). Assim acontece na Repblica Tcheca e na Eslovquia, onde as mensagens de desinformao pr-Rssia se originam de fontes mltiplas que, frequentemente, so apoiadas por e interconectadas por meio de guras pblicas pr-Rssia. Por exemplo, Radka Zemanov-Kopeck fundador da organizao no governamental pr-Rssia, o Instituto de Estudos Estratgicos Eslovacos, que organizou uma discusso pblica no parlamento tcheco e um protesto no Castelo de Praga. Alm disso, Zemanov-Kopeck escreve artigos para sites tchecos pr-Rssia e para plataformas de idioma russo, atua nas Por Instituto de Estudos sobre Segurana de Praga(Artigo publicado originalmente pela revista Per Concordiam ) Tipos de mdia que divulgam propaganda pr-Rssia, suas caractersticas e narrativas utilizadas repetidamente DESINFORMAO PR-RSSIAna Repblica Tcheca e na Eslovquia A campanha de

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www.dialogo-americas.com 81 Frum das Amricas DILOGO Today, nobody questions the fact that Putin has waged an information propaganda war in our country, says Juraj Smatana, a Slovak political and anti-corruption activist, referring to a new phenomenon a pro-Kremlin propaganda campaign in the Czech and Slovak languages spread by media. Although both countries have relatively small Russian minorities and only a handful of Russian-language media outlets, the proRussia disinformation campaigns appear to be spreading. In the Czech Republic and Slovakia, pro-Russian disinformation campaigns originate from multiple sources. eir proKremlin messages are amplied through extensive social media activity and the organization of public events and gatherings. ese disinformation activities feature frequently used narratives and show high-level similarity of arguments and messages. e goal of the pro-Russian campaign is to shift public opinion against democratic institutions and depict a world in which the United States intends to overrun the globe, every Western-leaning politician is corrupt, media outlets not of their persuasion are biased, and the future is bleak, hopeless, and full of conict. In this world, Russia emerges as both the savior and moral authority, the guarantor of political stability and peace. Despite the similarities and strong rhetoric, pro-Russian sources have no formal links to Russia. eir motives, origins, and organizational and nancial structures remain unknown in most cases. To date, eorts by investigative journalists and activists have found no direct proof of Russian involvement. e lack of transparency is one of their strongest assets, as any accusation of ulterior motives is depicted as an attempt to suppress alternative opinions and any challenger is branded Americas propaganda puppet. e most important role of new pro-Kremlin media, and especially their social media channels, is that they facilitate vivid platforms where like-minded criticism and discontent can be shared, spread, and amplied.SECRET RUSSIAN CAMPAIGN In Europe, Russias approach to the manipulation of media and information is on a country-by-country basis, creating separate strategies for dierent regions and countries, while taking advantage of local inghting and weaknesses. As Ben Nimmo, information defense fellow at the Atlantic Councils Digital Forensic Research Lab, pointed out in a paper for the Central European Policy Institute, the Russian propaganda network is sophisticated, utilizing a network of ocials, journalists, sympathetic commentators, and internet trolls to deliver its messages. It is also built on the lack of transparency, where the public is unaware that various spokespeople, in fact, work for the Kremlin, Soviet-born British journalist Peter Pomerantsev explained in an interview with Radio Free Europe. Such is the case in the Czech Republic and Slovakia, where pro-Russian disinformation messages originate from multiple sources that are often supported by and interconnected through pro-Russian public personalities. For example, Radka ZemanovKopeck is a founder of the pro-Russian nongovernmental organization Institute of Slavic Strategic Studies, which organized a public discussion in the Czech parliament and a demonstration at Prague Castle. In addition, Zemanov-Kopeck writes articles for Czech pro-Russian websites, Russian-language platforms, is active on social media, and contributes to online discussions in response to articles. Another example is the former Slovakian Prime Minister Jn arnogursk, director of the Slovak-Russian Society, who is frequently cited and interviewed by pro-Russian media outlets, such as the Slovak magazine Zem & Vek and Czech magazine Vdom. In addition, he writes articles for various websites and has spoken at pro-Russian public discussions. e frequent and most visible disseminators of the pro-Russian disinformation campaign include numerous pro-Russian websites, informal groups and communities on social media, several printed periodicals, radio broadcasts, and nongovernmental organizations. In addition, these media sources amplify their discourses through extensive social media activity and the organization of public events and gatherings. Examples include a protest that was recently initiated by the Institute of Slavic Strategic Studies, public discussions regularly organized by Zem & Vek magazine, and anti-NATO demonstrations supported by the Slovak-Russian Association. Discussions regarding the pro-Russian disinformation campaign accelerated in February 2015 when anti-corruption activist Juraj Smatana published his List of 42 websites that intentionally or unintentionally help to spread Russian propaganda in the Czech Republic and Slovakia. e list continues to grow as more and more like-minded websites are discovered. Types of media spreading pro-Russian propaganda, their characteristics, and frequently used narratives.The Pro-RussianDISINFORMATION CAMPAIGNin the Czech Republic and SlovakiaBy Prague Security Studies Institute(Article originally published by Per Concordiam magazine )

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82 DILOGO Frum das Amricas redes sociais e participa de discusses on-line em resposta aos seus artigos. Outro exemplo o do ex-primeiro ministro eslovaco, Jn arnogursk, diretor da Sociedade EslovacaRussa, frequentemente citado e entrevistado pelos meios de comunicao pr-Rssia, como a revista eslovaca Zem & Vek e a revista tcheca Vdom. Alm do mais, ele escreve artigos para vrios sites na internet e se pronunciou em discusses pblicas pr-Rssia. Os disseminadores mais eminentes e frequentes da campanha pr-Rssia de desinformao incluem muitos sites pr-Rssia, grupos e comunidades informais nas redes sociais, vrios jornais impressos, rdio-difusoras e organizaes no governamentais. Alm disso, essas fontes miditicas ampliam seus discursos por meio de extensas atividades nas redes sociais e da organizao de reunies e eventos pblicos. Exemplos incluem: um protesto que foi iniciado pelo Instituto de Estudos Estratgicos Eslovacos recentemente; discusses pblicas organizadas pela revista Zem & Vek regularmente; e demonstraes de oposio OTAN, apoiadas pela Associao Eslovaca-Russa. As discusses sobre a campanha de desinformao pr-Rssia se aceleraram em fevereiro de 2015, quando Juraj Smatana publicou sua Lista dos 42 sites que, intencionalmente ou no, auxiliam na difuso da propaganda russa na Repblica Tcheca e na Eslovquia. A lista continua a crescer, conforme mais e mais sites que defendem opinies semelhantes so encontrados na Web. Durante os dois ltimos anos, comearam a surgir vrios jornais impressos questionveis. Eles incluem: Vdom, fundado pelo site AC24.cz (que tambm aparece na lista anteriormente citada) em 2014; Zem & Vek que deu incio s publicaes em 2013; e estaes de rdio como a Slobodn Vysiela (Transmissora Livre), eslovaca, fundada em janeiro de 2013. Enquanto espalham informaes que beneciam a Rssia, seus artigos so frequentemente baseados em teorias de conspirao e uma mistura de fatos, meias-verdades e mentiras imoderadas.PASES DIFERENTES, PROPAGANDA DIFERENTESegundo a ativista russa, Elena Glushko, a guerra de informao ingressou numa nova era em 2013, quando novos tipos de mdia que alegam nenhuma lealdade Rssia foram adicionadas ao conjunto de ferramentas da guerra de informao russa. Em cada pas, tipos diferentes de meios de comunicao esto sendo criados com contedo desenvolvido localmente. Consequentemente, pode-se presumir que a mdia pr-Kremlin na Repblica Tcheca e na Eslovquia ser, de alguma forma, diferente da mdia pr-Kremlin em outros pases europeus. Quatro dos meios de comunicao tchecos e eslovacos (trs dos quais alegam no ter conexo ou ligao direta com a Rssia, mas que aparecem na lista de Smatana) foram analisados, para determinao das narrativas e comparao da similaridade entre os argumentos utilizados por vrios disseminadores de mensagens pr-Rssia. As edies de maio de 2015 da Zem & Vek e da Vdom e as postagens de abril e maio de 2015 no portal de notcias Aeronet, de idioma tcheco, foram avaliadas. Para realizar a comparao desses meios de comunicao sem vnculos formais com o Kremlin, com os meios de comunicao controlados pelo Kremlin, o grupo de referncia incluiu as postagens da Web, de maio de 2015, lial tcheca da mdia internacional Sputnik News, fundada pelo governo da Federao Russa em 2014. Nos quatro casos, os argumentos e narrativas empregados pelos autores eram similares, seno idnticos, embora os canais sem vnculos com o Kremlin fossem mais diretos na apresentao de suas mensagens antiocidentais e, frequentemente, utilizassem teorias de conspirao, linguagem provocativa e palavras e imagens carregadas de sentimentalismo. No entanto, a agncia de notcias Sputnik, tcheca, utiliza um estilo jornalstico mais informativo e descritivo, citando especialistas e fontes ociais com frequncia. A maioria dessas caractersticas comuns se aplica aos sites e s redes sociais pr-Kremlin que surgiram recentemente na regio. Entretanto, as novas plataformas pr-Rssia tambm so caracterizadas por um alto grau de obscuridade seus motivos, origens e estruturas organizacional e nanceira so, na maioria dos casos, desconhecidos. A funo mais importante da mdia pr-Kremlin especialmente dos canais de mdias sociais a disponibilizao de plataformas onde criticismo e descontentamento similares possam ser compartilhados, difundidos e amplicados, beneciando a Rssia. Seu sucesso baseado na desconana pblica, existente e crescente, em relao mdia predominante e aos polticos tchecos e eslovacos, atormentados pelos escndalos de corrupo, s oligarquias e guras pblicas arrogantes. Finalmente, o objetivo da desinformao pr-Rssia reorientar a opinio pblica contra o Ocidente e as instituies ocidentais, de acordo com a estratgia dividir e conquistar que o Kremlin inige em toda a Europa, criando um mundo ctcio no qual os EUA pretendem dominar o globo e a Rssia emerge como a salvadora e garantidora de estabilidade e paz.DESINFORMAO PR-RSSIAA teoria da guerra de informao russa deriva diretamente da spetspropaganda (propaganda especial), primeiramente ensinada como disciplina no Instituto Militar de Lnguas Estrangeiras da Rssia, em 1942. Esta foi removida do curriculum nos anos noventa e reinstituda no ano 2000. Em um relatrio de 2014, para o Instituto da Rssia Moderna, Peter Pomerantsev e Michael Weiss fazem referncia ao assalto russo contra a mdia e suas atividades de desinformao, como a utilizao da informao como arma, conduzida concomitantemente utilizao do dinheiro e da cultura como armas. O discurso pr-Rssia j se inltrou na mdia predominante tcheca e eslovaca. Seu surgimento est correlacionado crise na Ucrnia; no entanto, muitos canais foram fundados antes de 2014, sugerindo que o estabelecimento do sistema j estaria ocorrendo h anos. Em 2013, a campanha Juveniln Justcia, ou Justia Juvenil, uma iniciativa para a proteo de crianas contra a violncia, foi descrita pelo site eslovaco pr-Rssia, Stop Auto-Genocide (Pare o auto-genocdio), como um sistema multinacional que se apropria de forma brutal e, injusticadamente, tira as crianas de famlias normais e sadias. Utilizando a violncia fsica, a autoridade social estatal sequestra crianas de suas casas ou escolas infantis. A campanha teve incio com um vdeo de 32 minutos no YouTube, que acusava a Frana, a Alemanha e os pases nrdicos da mais brutal tirania da histria da humanidade. Aparentemente, o vdeo de origem russa, utiliza o alfabeto cirlico, e faz referncias a fontes russas. O relato, acompanhado de uma petio contra tal abuso infantil

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www.dialogo-americas.com 83 Frum das Amricas DILOGO Over the last two years, a number of questionable print periodicals began appearing. ese included: Vdom, founded by the website AC24.cz (that also appeared on the aforementioned list) in 2014; Zem & Vek which began publishing in 2013; and radio stations such as Slovak Free Transmitter, founded in January 2013. While spreading information beneting Russia, their articles are frequently based on conspiracy theories and a mixture of facts, half-truths, and outright lies.DIFFERENT COUNTRIES, DIFFERENT PROPAGANDAAccording to Russian activist Elena Glushko, the information war entered a new era in 2013, when new types of media claiming no allegiance to Russia were added to Russias information war toolbox. In each country, dierent types of media outlets are being invented with content created locally. erefore, it can be presumed that pro-Kremlin media in the Czech Republic and Slovakia will be somewhat dierent from pro-Kremlin media in other European countries. Four Czech and Slovak media outlets (three of which claim no connection or direct link to Russia, but appeared on Smatanas list) were analyzed to determine narratives and compare the similarity between arguments used by various disseminators of pro-Russian messages. e May 2015 issues of Zem & Vek and Vdom, and April and May 2015 postings to the Czech-language news portal Aeronet were evaluated. To compare these forms of media with no formal links to the Kremlin with Kremlin-controlled media, the reference group included May 2015 Web postings to the Czech branch of international media outlet Sputnik News, funded by the government of the Russian Federation in 2014. In all four cases, the arguments and narratives employed by the authors were similar, if not identical, though outlets with no links to the Kremlin were more straightforward in delivering their anti-Western messages, and often use conspiracy theories, provocative language, and emotionally charged words and pictures. Czech Sputnik News, however, used a more informative and descriptive journalistic style, often citing experts or ocial sources. Most of these common characteristics apply to similar pro-Kremlin websites and social media that have recently emerged in the region. Yet, the new pro-Russian platforms are also characterized by a high level of opaqueness their motives, origins, and organizational and nancial structures are, in most cases, unknown. e most important role of new proKremlin media especially the social media channels is to facilitate platforms where similar criticism and discontent can be shared and, to Russias benet, spread and amplied. eir success is built on existing and growing public distrust toward Czech and Slovak mainstream media and politicians, plagued by corruption scandals, oligarchs, and arrogant public gures. Finally, the goal of pro-Russian disinformation is to shift public opinion against the West and Western institutions, in line with the divide and conquer strategy that the Kremlin pursues throughout Europe, creating a ctitious world in which the United States intends to overrun the globe, and Russia emerges as a savior and guarantor of stability and peace.PRO-RUSSIAN DISINFORMATION Russian information warfare theory derives directly from spetspropaganda (special propaganda), rst taught as a subject at the Russian Military Institute of Foreign Languages in 1942. It was removed from the curriculum in the 1990s and reinstated in 2000. In a 2014 report for the Institute of Modern Russia, Peter Pomerantsev and Michael Weiss refer to Russias assault on media and its disinformation activities as the weaponization of information, conducted alongside the weaponization of money and culture. e pro-Russian discourse has already entered Czech and Slovak mainstream media. Its appearance correlates with the Ukrainian crises; however, many outlets were founded before 2014, suggesting that the system might have been years in the making. In 2013, the Juveniln Justcia, or Juvenile Justice campaign, an eort to COMMON CHARACTERISTICS OF THE PRO-KREMLIN MEDIA AND WEBSITES: Claim no allegiance to Kremlin Send very similar messages and use similar arguments Are strongly anti-Western, most frequently targeting the U.S., Ukraine, and the West in general To a lesser extent, are pro-Kremlin and pro-Putin Heavily use conspiracy theories, combining facts and half-truths Have negative undertones, usually depicting moral, economic, political, and social degradation, and predict a bleak future, including the collapse or clash of civilizations Frequently use loaded language and emotionally charged words, stories, and pictures Are interconnected and supported by various public personalities that give the campaign credibility and public visibility Predate 2014, but their rhetoric and activities hardened and intensified with the crises in Ukraine

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84 DILOGO Frum das Amricas fabricado, espalhou-se rapidamente para outros sites na Web, nalmente alcanando a mdia predominante em maio de 2013, quando o canal de TV eslovaca, Markza, reportou o acontecido. Um ano depois, protestos em Praga e outros locais contra o presidente tcheco Zeman, um forte apoiador das relaes entre a Repblica Tcheca e a Rssia, resultaram em uma campanha similar; os sites pr-Rssia tchecos acusaram falsamente a Embaixada dos EUA em Praga de haver organizado os protestos. A histria foi ento obtida por outros canais mais respeitados da mdia, o que impeliu o respectivo gabinete do Exterior a, de fato, questionar sobre o envolvimento da embaixada. Tanto a Embaixada dos EUA quanto o organizador do protesto, Martin Pikryl, rejeitaram repetidamente tais alegaes falsas. O assalto contra os meios de comunicao vai alm da internet. A Televiso Tcheca (CT, por sua sigla em tcheco), uma difusora televisiva pblica, recentemente, alertou sobre o nmero crescente de reclamaes relativas sua cobertura de notcias estrangeiras. Esse novo fenmeno tem colocado presso sobre o nosso departamento de relaes exteriores, observou, em abril de 2015, Michal Kubal, diretor do departamento editorial de notcias estrangeiras da CT. Aparentemente, algum est tentando, propositalmente, buscar erros cometidos pela CT, que estejam de acordo com a propaganda russa voc no precisa conar no Kremlin, basta duvidar de todos.RECOMENDAESAqui so apresentadas algumas aes que os pases europeus podem realizar para enfraquecer as iniciativas da propaganda russa: Mapear o impacto da opinio pblica. Para avaliar, adequadamente, a eccia das campanhas pr-Rssia, necessrio estudar as mudanas de sentimento, regularmente, por meio de pesquisas de opinio, enquetes e estudos destinados s instituies e setores democrticos que so visados mais frequentemente. Desconstruir e expor a campanha pr-Rssia. Para entender de forma adequada e expor o sistema publicamente, um esforo maior deve ser empregado na pesquisa de seus vrios aspectos, especialmente revelando suas estruturas, personalidades e antecedentes. Informar os cidados. As iniciativas que visam a expor as tcnicas de propaganda, como um novo livro escolar da organizao no governamental eslovaca, Instituto dos Direitos Humanos, deve receber Caractersticas comuns da mdia e sites pr-Kremlin na Web: No alegam nenhuma lealdade ao Kremlin Enviam mensagens muito similares e utilizam argumentos semelhantes So fortemente antiocidentais, visando mais frequentemente os EUA, a Ucrnia e o ocidente em geral Em menor grau, so pr-Kremlin e pr-Putin Utilizam-se muito de teorias de conspirao, combinando fatos com meias-verdades Apresentam sugestes negativas, geralmente retratando degradao moral, econmica, poltica e social, prevendo um futuro obscuro, incluindo o colapso ou choque de civilizaes Frequentemente, utilizam linguagem pesada e palavras, histrias e imagens carregadas de sentimentalismo Esto interconectados e so apoiados por vrias figuras pblicas, que concedem credibilidade e eminncia pblica campanha Foram estabelecidos antes de 2014, mas sua retrica e atividades aumentaram e se intensificaram com a crise na Ucrnia THE ASSOCIATED PRESS

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www.dialogo-americas.com 85 Frum das Amricas DILOGO protect children from violence, was described by the Slovak pro-Russian website Stop Auto-Genocide as a multinational system that brutally steals and unjustiably takes children away from normal and healthy families. Using physical violence, the state social authority abducts children from their homes or schools. e campaign started with a 32-minute-long YouTube video that accused France, Germany, and Nordic countries of the most brutal tyranny in human history. e video appeared to be of Russian origin, using the Cyrillic alphabet and referring to Russian sources. e story, coupled with a petition against this fabricated child abuse, soon spread to other websites and nally reached the mainstream media in May 2013 when the Slovak TV station Markza reported on it. A year later, protests in Prague and elsewhere against Czech President Milos Zeman, a strong supporter of Czech-Russian relations, resulted in a similar campaign. Pro-Russian Czech websites falsely accused the U.S. Embassy in Prague of organizing the demonstrations. e story was then picked up by some more respected media, which prompted the respective foreign ministries to actually inquire about the embassys involvement. Both the U.S. Embassy and the protests organizer, Martin Pikryl, repeatedly refuted these false claims. e media assault goes beyond the internet. Czech Television (CT), a public television broadcaster, recently warned about an increased number of complaints regarding its foreign news coverage. is new phenomenon is placing pressure on our foreign aairs department, Michal Kubal, head of CTs foreign news editorial department, observed in April 2015. It appears that somebody is purposefully trying to search for errors made by CT that fall in line with Russian propaganda you dont have to trust the Kremlin, just dont trust anybody.RECOMMENDATIONSHere are some things that European countries can do to weaken Russian propaganda eorts: Map the impact on public opinion. To properly assess the eect of pro-Russian campaigns, it is necessary to study changes of sentiment through regular opinion polls, surveys, and studies directed at sectors and democratic institutions that are most frequently targeted. Deconstruct and expose the pro-Russian campaign. To properly understand and publicly expose the system, more eort should be invested in researching its various aspects, especially uncovering its structures, personalities, and backgrounds. Educate civilians. Initiatives that seek to expose propaganda techniques, such as a new school textbook by the Slovak nongovernmental organization Human Right Institute, should be supported. In addition, a public campaign should be introduced showing how disinformation and propaganda operate, and how methods to deliver such information to the broader public can be developed. Rebut and explain frequently used arguments. Complaints such as the West also uses propaganda or the world is collapsing should be quickly rebutted and discredited. Give information security the status of an academic science. Czech, Slovak, and other European institutions of higher education, think tanks, and government facilities should develop analytical capabilities and support research on how information, the internet, and propaganda can be used to achieve foreign policy goals. Esta a verso condensada de uma pesquisa publicada pelo Instituto de Estudos sobre Segurana de Praga, em junho de 2015. Sede da Radio Free Europe/ Radio Liberty em Praga Headquarters of Radio Free Europe/ Radio Liberty in Pragueapoio. Alm disso, uma campanha pblica deve ser introduzida mostrando como a desinformao e a propaganda operam e como os mtodos de divulgao de tais informaes para um pblico mais amplo podem ser desenvolvidos. Refutar e explicar, com frequncia, os argumentos utilizados. Reclamaes como o Ocidente tambm faz uso de propaganda ou o mundo est desmoronando devem ser refutadas e desacreditadas rapidamente. Conceder o status de cincia acadmica segurana de informao. Instituies tchecas, eslovacas e outras instituies europeias de educao superior, think tanks e instalaes do governo devem desenvolver capacidades analticas e apoiar pesquisas sobre como a informao, a internet e a propaganda podem ser utilizadas para alcanar os objetivos das polticas internacionais. This is a condensed version of a paper published by the Prague Security Studies Institute in June 2015.

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AGORA AGNCIAS J PODEM RESPONDER DE FORMA MAIS RPIDA A ELES OS DESASTRES OCORREM REPENTINAMENTE.

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www.dialogo-americas.com 87 Frum das Amricas DILOGO CENTRO DE DESASTRES DO PACFICOALGUMAS DAS REGIES MAIS PROPENSAS A DESASTRES DO MUNDO ESTO UTILIZANDO CINCIA E TECNOLOGIA DE PONTA PARA AJUDAR NA EMISSO DE ALERTAS E NA REDUO DO RISCO DE DESASTRES. Enquanto os eventos climticos extremos e desastres ocasionados por seres humanos continuam a causar um enorme sofrimento em pessoas de todo o mundo, o Centro de Desastres do Pacco (PDC, por sua sigla em ingls) est usando a cincia e a tecnologia para ajudar os pases das Amricas Central e do Sul, e do Caribe a enfrentarem os maiores desaos representados pelos desastres de nossa poca. Por meio de parcerias com o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) e naes em toda a regio, o PDC est realizando pesquisas cientcas, facilitando o compartilhamento de dados interagncias e provendo ferramentas para a avaliao de riscos, preparao, resposta e recuperao, com a utilizao de sua plataforma de tecnologia DisasterAware. A DisasterAware disponibiliza uma quantidade nunca vista de dados conveis e em tempo real, bem como as mais avanadas ferramentas de anlise preditiva para ajudar as autoridades a evitarem as catstrofes e salvarem vidas, disse o diretor executivo do PDC, Ray Shirkhodai, acrescentando que o objetivo do centro auxiliar as naes de todo o mundo a utilizarem a cincia e a tecnologia para proteger pessoas e propriedades, bem como fornecer apoio para que se alcance a prosperidade econmica. As extreme weather events and humaninduced disasters continue to cause immense human suering around the world, the Pacic Disaster Center (PDC) is leveraging science and technology to help nations throughout Latin America and the Caribbean tackle the biggest disaster challenges of our time. Partnering with U.S. Southern Command (SOUTHCOM) and nations throughout the region, PDC is conducting scientic research, facilitating interagency datasharing, and oering tools to assess risk, preparedness, response, and recovery using its DisasterAware technology platform. DisasterAware oers an unprecedented amount of reliable, real-time data and the most advanced predictive analysis tools to help decision-makers avoid catastrophes and save lives, said PDCs Executive Director, Ray Shirkhodai, adding that the centers goal is to help nations throughout the world use science and technology to protect people, property, and support economic prosperity.SOME OF THE MOST DISASTERPRONE REGIONS IN THE WORLD ARE USING CUTTING-EDGE SCIENCE AND TECHNOLOGY TO AID WITH EARLY WARNING AND DISASTER RISK REDUCTION.DISASTERS HAPPEN FAST, AGENCIES CAN NOW RESPOND FASTERPACIFIC DISASTER CENTER

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88 DILOGO Frum das Amricas COMPROMETIMENTO COM A MISSOComprometido com sua misso, o PDC tem estado presente e apoiado as atividades de resposta em quase todos os desastres de grandes propores, por mais de 20 anos. Quando o furaco Matthew um dos mais letais do Atlntico, em mais de uma dcada foi detectado pela primeira vez, em setembro de 2016, o centro comeou a oferecer apoio 24 horas a entidades civis e militares na Jamaica, no Haiti, na Repblica Dominicana, nas Bahamas e nos Estados Unidos. Nos dias que precederam o furaco, o PDC concentrou-se em providenciar s equipes civis e militares de ajuda para desastres o acesso instantneo a informaes essenciais, por intermdio da DisasterAware. O centro compartilhou mais de 1.500 produtos de conscincia situacional com os tomadores de deciso, permitindo que os prossionais que se encontravam no caminho da tempestade antecipassem os impactos, de forma rpida e fcil, e planejassem, efetivamente, a resposta e a recuperao. medida em que as condies climticas severas e tempestades devastadoras continuam a atingir todo o Caribe, o PDC est contribuindo no s com respostas, mas tambm com a atenuao proativa dos desastres, em pases como a Jamaica e as Bahamas. O centro concluiu, recentemente, uma Avaliao Nacional de Referncia para Preparao no Caso de Desastres (NDPBA, por sua sigla em ingls), em parceria com a Jamaica provendo uma avaliao detalhada e plurianual de pesquisa a m de identicar os riscos e as vulnerabilidades, bem como avaliar as capacidades de gesto de desastres. Nas Bahamas, o PDC tem estado envolvido em treinamento por quase seis anos, com o propsito de contribuir para o desenvolvimento da capacidade nacional de atenuao, preparao, resposta e recuperao de desastres.HABILIDADE DE FORNECER APOIO EM CASOS DE DESASTRESAlm de sua habilidade de fornecer apoio em casos de desastres, como o furaco Matthew, as capacidades do centro se estendem para alm dos eventos desencadeados pela me natureza. Mesmo antes de a Organizao Mundial de Sade ter declarado, pela primeira vez, que a doena causada pelo vrus Zika, que transmitido por mosquitos, era uma epidemia mundial de sade, o PDC comeou a mapear, usando a DisasterAware, informaes em tempo real, disponibilizadas pelos rgos de sade, mostrando as reas mais afetadas pelo vrus e as regies mais vulnerveis sua propagao. Durante a poca das Olimpadas de 2016, no Rio de Janeiro quando um surto signicativo estava se instalando na regio , o PDC compartilhou as informaes sobre o Zika, na DisasterAware, com as equipes de sade pblica e de emergncia a m de permitir que conduzissem suas prprias anlises de reas com grande volume de chuvas, centros urbanos populosos e reas em que houvesse gua parada, onde atividades de extermnio e de sensibilizao em sade pblica fossem, provavelmente, mais ecazes. Tambm previu a propagao do vrus por meio de visualizaes que mostravam onde as condies eram mais favorveis infestao por mosquitos. Fazendo avanar ainda mais o seu trabalho, o PDC elaborou mapas com detalhes sobre a localizao dos hospitais e acesso pblico aos servios de sade e tambm trabalhou com os rgos governamentais para avaliar as polticas que poderiam ajudar a melhorar as capacidades de resposta durante futuros surtos. Embora seu trabalho para auxiliar os rgos de sade pblica a lidar com o surto de Zika tenha atrado a ateno da mdia durante as Olmpiadas no Rio, o centro tambm apoiou, simultaneamente, projetos menos conhecidos para ajudar os rgos de segurana pblica a reforarem suas medidas de segurana. Quando os turistas inundaram a cidade, o PDC ajudou os rgos governamentais a integrarem cmeras ao vivo e contedos gerados por usurios de mdias sociais s suas plataformas de apoio tomada de deciseds. Estas conguraes personalizadas propiciaram o monitoramento contnuo de instalaes e espaos pblicos a parceiros domsticos e internacionais que estavam garantindo a segurana no local protegendo atletas e espectadores de potenciais ameaas.A EXPERINCIA DAS OLIMPADAS RIO 2016Eliezer Serrano Jr., gerente snior de fuso de dados do Centro de Operaes Conjuntas do SOUTHCOM, declarou que o apoio do PDC na regio de atuao do Comando Sul e seu comprometimento com a promoo da segurana pblica foram incessantes durante as Olimpadas Rio 2016. As conguraes personalizadas que ele proveu DisasterAware aumentaram sobremaneira nossa conscincia situacional e ofereceram uma profuso de dados teis e de informaes sobre monitoramento de segurana. As mdias sociais, cmeras de rua, relatrios sobre a situao militar vigente de determinadas reas e locais dos eventos encontravam-se entre os elementos mais teis. Ele continuou dizendo: nos dias que antecederam os jogos e durante a exploso de visitantes, a DisasterAware forneceu relatrios atualizados sobre a situao, os quais eram inseridos diariamente no produto, criando um quadro operacional comum entre parceiros como o Consulado dos EUA, o Centro Internacional de Coordenao Policial, o Departamento de Estado Americano, a Equipe de Conscincia Situacional Comando de Operaes Especiais (Sul), o Centro de Operaes de Emergncia da cidade do Rio de Janeiro e o Centro de Operaes Conjuntas e Expandidas do SOUTHCOM. Visto que a DisasterAware oferece ferramentas analticas e dados para uma gama to ampla de ameaas, a entidade fornece um apoio contnuo de treinamento a m de ajudar os rgos governamentais a tirarem o mximo proveito de suas capacidades. Ocinas, treinamentos e exerccios baseados em cenrios so oferecidos aos rgos de gesto de desastres, rgos de sade pblica, foras armadas estrangeiras e unidades militares americanas, como o SOUTHCOM. O treinamento especializado do centro ajuda seus parceiros a praticarem a resoluo de problemas da vida real, com a utilizao da tecnologia da DisasterAware. Por intermdio de workshops e exerccios, as equipes civis e militares

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www.dialogo-americas.com 89 Frum das Amricas DILOGO COMMITMENT TO THE MISSIONCommitted to its mission, PDC has been present and supporting response eorts for nearly every major disaster for 20 years. When Hurricane Matthew, one of the deadliest Atlantic hurricanes in over a decade, was rst detected in September 2016, the center began providing 24-hour support to civilian and military agencies within Jamaica, Haiti, Dominican Republic, the Bahamas, and the United States. In the days leading up to the event, PDC focused on providing civilian and military disaster relief teams with instantaneous access to critical information through DisasterAware. e center shared over 1,500 situational awareness products with decision makers, allowing professionals along the storms path to quickly and easily anticipate impacts and plan eectively for response and recovery. As severe weather and devastating storms continue throughout the Caribbean, PDC is aiding not only with response, but with proactive mitigation of disasters in countries like Jamaica and the Bahamas. e center recently completed a National Disaster Preparedness Baseline Assessment (NDPBA) in partnership with Jamaica, providing an in-depth, multi-year research assessment to identify risks and vulnerabilities and evaluate disaster management capacities. Within the Bahamas, PDC has been engaged in training for nearly six years to help build national capacity in disaster mitigation, preparedness, response, and recovery.ABILITY TO SUPPORT DISASTERSRemarkable in its ability to support disasters like Hurricane Matthew, the centers capabilities stretch well beyond events spurred by Mother Nature. Even before the World Health Organization rst declared the mosquito-borne Zika virus to be a worldwide health epidemic, PDC began mapping real-time information provided by health agencies into DisasterAware, showing areas most aected by the virus and regions most vulnerable to its continued spread. During the time of the 2016 Olympics in Rio De Janeiro when an explosive outbreak was taking hold of the region, PDC shared zika information in DisasterAware with public health and emergency teams to enable them to conduct their own analyses of areas with heavy rainfall, populated urban centers, and areas with standing water where extermination eorts and public health outreach were likely to be most eective. It also projected the spread of the virus through visualizations that depicted where conditions were most favorable to mosquito infestation. Pushing its work a step further, PDC produced maps detailing the location of hospitals, public access to health services, and worked with government agencies to assess policies that could help improve response capabilities during a future outbreak. Although its work to assist public health agencies with the zika outbreak attracted media attention during the Rio Olympics, the center was also simultaneously supporting lesser-known projects to aid public safety agencies with heightened security measures. As visitors ooded into the city, PDC helped agencies integrate live camera feeds and user-generated content from social media into its decisionsupport platform. ese customizations provided aroundthe-clock monitoring of public spaces and facilities to national and international partners who were securing safety on the groundprotecting athletes and spectators from potential threats as they might unfold.THE 2016 RIO OLYMPICS EXPERIENCEEliezer Serrano Jr., the lead data fusion manager with SOUTHCOMs Joint Operations Center said, PDCs support in the SOUTHCOM region and its commitment to promote public safety were unfailing during the 2016 Rio Olympics. e customizations it provided to DisasterAware greatly enhanced our situational awareness and oered an abundance of useful data and safety monitoring information. Social media, street cameras, situation reports (SITREPS), and venue locations were among the most useful features. He continued by saying, In the days before the Games, and throughout the visitor surge, DisasterAware provided up-to-the-minute SITREPS posted daily into the product, creating a common operating picture among partners like the U.S. Consulate, the International Police Coordination Center (IPCC), the Department of State, the SOCSOUTH Situation Awareness Team (SSAT), the City of Rio Emergency Operations Center (EOC), and SOUTHCOMs Emergency Joint Operations Center (EJOC). Given that DisasterAware oers analytical tools and data for such a wide range of hazards, the agency provides continuous training support to help agencies make the most of its capabilities. Workshops, training, and scenariobased exercises are oered to disaster management agencies, public health agencies, foreign military, and U.S. military organizations such as SOUTHCOM. e centers expert training helps partners to practice solving real world problems using DisasterAware technology. rough workshops and exercises, civil and military disaster relief teams can validate that national disaster preparedness plans work and that everyone understands their specic roles. Within SOUTHCOM, PDC oers training annually for Fuerzas Aliadas Humanitarias and TRADEWINDS, and has worked with the command to ensure the success of other exercises over the years. Planners, controllers, and participants with SOUTHCOM use DisasterAware tools and features to conduct exercises at multiple levels including tabletop exercises, command post exercises, and eld training exercises. Perhaps most signicant about PDC and SOUTHCOMs joint collaboration is their work with countries in the region to enhance existing disaster management capabilities through the NDPBA program. e program is a multi-year eort helping nations scientically evaluate disaster management capabilities while fostering interagency collaboration in support of national disaster management goals. Examining key elements of disaster risk reduction, disaster management organizations and foreign military partners work together with PDC and SOUTHCOM to exchange knowledge, identify strengths and gaps in existing

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de ajuda para desastres podem conrmar a eccia dos planos de preparao para desastres nacionais e todos podem se tornar cientes de suas funes especcas. Dentro do SOUTHCOM, o PDC tem oferecido treinamentos anuais s Foras Aliadas Humanitrias e ao exerccio TRADEWINDS, e tem trabalhado com o Comando para garantir o sucesso de outros exerccios ao longo dos anos. Os planejadores, controladores e participantes do SOUTHCOM utilizam as ferramentas e os elementos da DisasterAware para realizar exerccios em vrios nveis, como por exemplo: exerccios de simulao, exerccios de postos de comando e exerccios de campanha. Talvez o fato mais interessante acerca da colaborao conjunta entre o SOUTHCOM e o PDC seja seu trabalho, com os pases da regio, para aprimorar as capacidades existentes de gesto de desastres por meio do programa da NDPBA. O programa uma iniciativa plurianual que tem ajudado as naes a avaliarem, cienticamente, as capacidades de gesto de desastres e promovido a colaborao interagncias em apoio aos objetivos de gesto de desastres nacionais. O exame de elementos importantes da reduo do risco de desastres, de organizaes de gesto de desastres e parceiros militares estrangeiros dentro dos pases, age em conjunto com o PDC e o SOUTHCOM para o intercmbio de conhecimentos, a identicao dos pontos fortes e fracos nos programas existentes, a avaliao do apoio institucional e das restries de nanciamento, alm da criao de um modelo comum de desenvolvimento e investimentos em programas em andamento. At o momento, as atividades do programa de NDPBA j foram concludas no Peru, em El Salvador e na Jamaica. Neste momento, os projetos em Honduras, na Guatemala, na Repblica Dominicana e na Nicargua esto em andamento, e outros pases esto sendo priorizados.

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www.dialogo-americas.com 91 Frum das Amricas DILOGO programs, assess institutional support and funding constraints, and create a common framework for ongoing program development and investments. So far, NDPBA activities have already been completed in Peru, El Salvador, and Jamaica. Projects in Honduras, Guatemala, Dominican Republic, and Nicaragua are currently in progress, and prioritization of additional countries is underway.PARTNERSHIPSe partnership between PDC, SOUTHCOM, foreign militaries, and disaster relief agencies within Latin America and the Caribbean spans back to 2002 when PDC and SOUTHCOM rst launched the Integrated Decision Support System. Since that time, PDC has taken the technology lead to innovate the most comprehensive and reliable early warning system in the world. Its disaster information is being used by local, state, federal, and international agencies including U.S. government agencies [the U.S. Departments of Defense, State, Homeland Security, Health and Human Services, National Aeronautics and Space Administration, etc.], foreign military teams involved with humanitarian assistance and disaster relief, United Nations agencies [such as the Oce for the Coordination of Humanitarian Aairs, and the International Atomic Energy Agency], regional organizations [such as the Association of Southeast Asian Nations, Caribbean Disaster Emergency Management Agency, etc.], and numerous foreign government national disaster management agencies around the globe. e center has undertaken numerous projects worldwide to help nations mitigate disasters, reduce risks, and help direct humanitarian resources to the most vulnerable populations during times of crisis. e DisasterAware platform is currently used by nearly two million peopleincluding public, civil, U.S. and foreign military organizationshelping people and communities stay safe anytime, everywhere around the world. DisasterAware powers a free public web application and mobile application as well as a disaster information system for professionals. To learn more about Pacic Disaster Center, its products, or to see it in action, visit www.pdc.org. PARCERIASAs parcerias entre o PDC, o SOUTHCOM, as foras armadas estrangeiras e os rgos de ajuda para desastres, na Amrica Latina e no Caribe, remontam a 2002, quando foi lanado pela primeira vez o Sistema Integrado de Apoio Tomada de Decises. Desde aquela poca, o PDC tem tomado a dianteira com relao tecnologia a m de inovar o sistema de alerta antecipado mais abrangente e convel do mundo. Suas informaes sobre desastres esto sendo utilizadas por rgos locais, estaduais, federais e internacionais, entre eles as agncias governamentais dos EUA (os departamentos de Defesa, de Estado, de Segurana Nacional, dos Servios Humanos e de Sade, a NASA etc.), por equipes militares estrangeiras envolvidas com assistncia humanitria e ajuda a desastres, por rgos das Naes Unidas (o Escritrio para a Coordenao de Assuntos Humanitrios da ONU e a Organizao Internacional de Energia Atmica), por organizaes regionais (Associao das Naes do Sudeste Asitico, a Agncia Caribenha para a Gesto de Emergncias em Casos de Desastres do Caribe etc.) e por inmeros rgos governamentais estrangeiros de gesto de desastres nacionais em todo o mundo. O centro realizou diversos projetos, em mbito mundial, para ajudar as naes a atenuarem os desastres, reduzirem os riscos e auxiliarem na canalizao de recursos humanitrios para as populaes mais vulnerveis durante as pocas de crise. A plataforma DisasterAware tem ajudado pessoas e comunidades a permanecerem a salvo, em qualquer hora ou lugar ao redor do mundo, sendo utilizada, atualmente, por cerca de 2 milhes de pessoas, inclusive organizaes pblicas e civis, bem como organizaes militares estrangeiras e americanas. A DisasterAware prov aos prossionais um aplicativo mvel baseado na web, pblico e gratuito, bem como um sistema de informaes sobre desastres. Para saber mais a respeito do Centro de Desastres do Pacco ou de seus produtos, ou ver como funciona, visite www.pdc.org. O PDC treinou especialistas em administrao de desastres sobre o uso do DisasterAware, na Nicargua. PDC provided training on DisasterAware to local disaster management specialists in Nicaragua.FOTO: PDC

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Estados Unidos reforam parcerias em Belize e na Repblica Dominicana, um tijolo de cada vez Militares, ONGs e outras entidades civis trabalharam lado a lado durante os exerccios de assistncia humanitria e cvica Novos Horizontes e Alm do Horizonte de 2017Tatiana Escudero Diviso J7/9 de Exerccios e Assuntos de Coalizo do Comando Sul dos EUA

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www.dialogo-americas.com 93 Frum das Amricas DILOGO Desde a dcada de 1980, o Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), por meio das Foras Areas Sul (AFSOUTH) e do Exrcito Sul dos EUA (ARSOUTH), tem patrocinado os exerccios militares estrangeiros conjuntos de assistncia humanitria e cvica Novos Horizontes e Alm do Horizonte (New Horizons e Beyond the Horizon), nas Amricas Central, do Sul e no Caribe. Durante estes exerccios, militares americanos trabalham ao lado de diversas organizaes governamentais, no governamentais (ONGs) e do setor privado para treinar conjuntos de aptides em operaes civis militares, ao mesmo tempo em que fornecem assistncia mdica gratuita e apoio de engenharia s populaes locais.Novos Horizontes 2017A misso Novos Horizontes 2017 foi realizada nas provncias de Azua, San Juan de la Maguana e Elias Pia, na Repblica Dominicana, entre maro e julho de 2017. Na Repblica Dominicana, o exerccio realizou quatro projetos de engenharia: a construo de trs clnicas, em Hato Nuevo Cortez, Corbano Norte e Corbano Sur, e uma escola vocacional, em Arroyo Cano. Os membros das foras armadas realizaram outras seis misses mdicas, que iam desde medicina geral a cirurgias especializadas e assistncia odontolgica, quando foram tratados mais de 11.000 pacientes. Alm dos projetos de engenharia e da participao de equipes mdicas, os responsveis pelos Assuntos Civis da Fora-Tarefa New Horizons 2017 coordenaram uma srie de eventos comunitrios em conjunto com o governo da nao antri e o SOUTHCOM, tais como assistncia mdica, educao e iniciativas esportivas. Uma das mais importantes iniciativas esportivas durante a misso foi uma ocina de beisebol, realizada em San Juan de la Maguana. Os aviadores da ForaTarefa New Horizons 2017 e ex-jogadores das Grandes Ligas de Beisebol dos Estados Unidos serviram voluntariamente, oferecendo seu tempo para ensinar tcnicas deste esporte a mais de 200 crianas. A colaborao entre ONGs e membros dos setores privado e acadmico foi fundamental para o sucesso do evento. Mais de 400 membros da comunidade desfrutaram de refeies quentes, bebidas e lanches, e receberam doaes de kits de higiene e equipamentos de beisebol, doados pela Cmara Americana de Comrcio da Repblica Dominicana e das ONGs Food for the Hungry e Operation Smile (Operao Sorriso).Alm do Horizonte 2017A misso Alm do Horizonte 2017 foi realizada nos estados de Ladyville, San Ignacio e Dangriga, Belize, durante o mesmo perodo da Novos Horizontes. Este exerccio envolveu seis projetos de engenharia e trs colaboraes mdicas, de modo a incluir a construo de duas clnicas rurais, o Centro de Sade Double U.S Army Captain Emily Smith listens to the heart of a young girl during a free medical event held in Ladyville, Belize, as a part of Beyond the Horizon 2017. A Capit do Exrcito dos EUA, Emily Smith, durante uma consulta gratuita em Ladyville, Belize, parte do exerccio Alm do Horizonte 2017. U.S. ARMY STAFF SGT. FREDRICK VARNEYU.S. Strengthens Partnerships in Belize and Dominican Republic One Block at a TimeMilitary personnel, Nongovernmental Organizations (NGO), and other civilian entities worked side-by-side during New Horizons and Beyond the Horizon 2017 humanitarian and civic assistance exercises.Tatiana Escudero J7/9, Exercises and Coalition Affairs Directorate U.S. Southern Command Since the 1980s, U.S. Southern Command (SOUTHCOM), through Air Forces Southern (AFSOUTH) and U.S. Army South (ARSOUTH), has sponsored joint foreign military humanitarian and civic assistance exercises New Horizons and Beyond the Horizon in Central and South America, and the Caribbean. During these exercises, U.S. troops work alongside a number of governmental, nongovernmental, and private sector organizations to train in civil-military operation skills sets, while providing free medical care and engineering support to local populations. New Horizons 2017e New Horizons 2017 mission took place in the provinces of Azua, San Juan de la Maguana, and Elias Pia, Dominican Republic, between the months of March and July 2017. In the Dominican Republic, the exercise conducted four engineering projects: the construction of three clinics in Hato Nuevo Cortes, Corbano Norte, and Corbano Sur, and one vocational school in Arroyo Cano. Military members conducted an additional six medical missions ranging from general medicine to specialty surgeries and dental care that treated over 11,000 patients. In addition to engineering projects and medical engagements, New Horizons 2017 Task Forces Civil Aairs planners coordinated a number of community events in conjunction with the host nations government and SOUTHCOM, to include health care, education, and sports initiatives. One of the largest sports initiatives during the mission was a baseball clinic held in San Juan de la Maguana. New Horizons

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94 DILOGO Frum das Amricas Head Cabbage e a Policlnica Ladyville, uma expanso de uma sala de emergncia, a construo de uma rea para ambulncias, a instalao de um novo incinerador mdico para o Hospital Western Regional e o acrscimo de uma sala de aulas na Escola do Governo de Saint Matthews. Durante as colaboraes mdicas, as equipes trataram mais de 17.000 pacientes. Da mesma maneira que a New Horizons 2017, os projetos de engenharia traro um impacto positivo e melhoraro as vidas de milhares de famlias locais. A Diviso J7/9 de Cooperao Pblico-Privada e de Exerccios e Assuntos Conjuntos do SOUTHCOM colaborou com mais de 40 organizaes no-governamentais locais e internacionais, alm de empresas e instituies acadmicas no suprimento de materiais mdicos e escolares s novas instalaes de Belize e da Repblica Dominicana, e no fornecimento de servios essenciais de interpretao durante as inmeras colaboraes mdicas. Instituies acadmicas locais e internacionais forneceram mais de 100 alunos de medicina voluntrios para atuarem como intrpretes durante as misses mdicas a m de ajudar as equipes americanas. As organizaes locais e internacionais continuam a ser fundamentais para o sucesso das misses Novos Horizontes e Alm do Horizonte. As organizaes locais propiciam o sucesso a longo prazo e a manuteno das novas clnicas e escolas aps o trmino de sua construo. Ao proporcionarem uma assistncia de acompanhamento com a manuteno, a conservao das instalaes e o treinamento de pessoal, os grupos do setor privado garantem que as novas instalaes tenham um impacto positivo e de longa durao para a comunidade local. Se estiver interessado em participar dessas misses ou se quiser encontrar mais informaes sobre esses projetos ou qualquer outro projeto de assistncia humanitria que o Comando Sul dos Estados Unidos tenha planejado para 2018, entre em contato com: southcom.miami.scj9.mbx.omb-pt-ppc-oers@mail.mil ou envie uma mensagem no Facebook em www.facebook.com/southcomppc. U.S. Air Force Colonel Dana James talks with volunteer translators from NGO Sanar una Nacin at the end of New Horizons 2017, in Azua, Dominican Republic. A Coronel da Fora Area dos EUA, Dana James, conversa com tradutores voluntrios da ONG Sanar una Nacin ao nal do exerccio Novos Horizontes 2017 em Azua, Repblica Dominicana. U.S. AIR FORCE MASTER SGT. KAREN J. TOMASIKFormer Major League Baseball players teach baseball techniques to local children in San Juan de la Maguana, Dominican Republic, during the New Horizons 2017 exercise. Ex-jogadores da liga professional de baseball dos EUA ensinam tcnicas deste esporte a crianas em San Juan de la Maguana, Repblica Dominicana, durante o exerccio Novos Horizontes 2017. TATIANA ESCUDERO, SOUTHCOM J7/92017 Task Force Airmen and former Major League Baseball players volunteered their time to teach baseball techniques to over 200 local children. e collaboration of NGOs, private sector, and academia were key in the success of the baseball clinic. Over 400 community members enjoyed hot meals, beverages, snacks, and received donations of hygiene kits and baseball equipment donated by members of the American Chamber of Commerce of the Dominican Republic, and NGOs Food for the Hungry, and Operation Smile.Beyond the Horizon 2017e mission, Beyond the Horizon 2017, took place in the departments of Ladyville, San Ignacio, and Dangriga, Belize, during the same timeframe as New Horizons 2017. is exercise involved six engineering projects and three medical engagements, to include the construction of two rural clinics, the Double Head Cabbage Health Center and Ladyville Policlinic, an emergency room expansion, construction of an ambulance bay, installation of a new medical incinerator for Western Regional Hospital, and a classroom addition at Saint Matthews Government School. During the medical engagements, the medical teams treated over 17,000 patients. Similar to New Horizons 2017, the engineering projects will positively impact and enhance the lives of thousands of underserved local families. SOUTHCOM J7/9 Exercises and Coalition Aairs Public Private Cooperation Division collaborated with over 40 local and international NGOs, businesses, and academic institutions in provisioning the new facilities in Belize and Dominican Republic with essential medical and school supplies, and provided crucial support with interpretation services during the various medical engagements. Local and international academic institutions have provided over 100 medical student volunteers to serve as interpreters during the medical missions to assist U.S. medical team doctors. Local and international organizations are key to the success of the New Horizons and Beyond the Horizon missions. Local organizations provide long-term success and sustainment of the new clinics and schools upon completion. By providing follow-up assistance with maintenance, upkeep of facilities, and training of personnel, the public and private sector groups ensure the new facilities will have a positive, long-lasting impact on the local community for years to come. If you are interested in participating in these missions, or nding out more information about these projects or any other humanitarian assistance project U.S. Southern Command has planned for 2018, please contact: southcom.miami.scj9.mbx.omb-pt-ppc-oers@mail.mil or send a message on Facebook www.facebook.com/southcomppc.

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U.S. ARMY PRIVATE 1ST CLASS AUDREY WARD Alunos da escola estadual St. Matthews interpretam um nmero de dana folclrica no dia 12 de junho de 2017, durante a cerimnia inaugural de expanso desta instituio de ensino. O novo prdio foi construdo como parte do exerccio militar Alm do Horizonte 2017, em St. Matthews, Belize. Students of St. Matthews Government School perform a Creole dance during the ribbon cutting ceremony for the new classroom building expansion in St. Matthews, Belize, on June 12, 2017. The new building was constructed as a part of Beyond the Horizon 2017.

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