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Military review

Material Information

Title:
Military review the professional journal of the US Army
Alternate title:
CAC military review
Place of Publication:
Fort Leavenworth, KS
Publisher:
United States Army Combined Arms Center
Publication Date:
Language:
Spanish

Subjects

Genre:
serial ( sobekcm )
periodical ( marcgt )

Notes

Statement of Responsibility:
publ. by Command and General Staff College.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
This item is a work of the U.S. federal government and not subject to copyright pursuant to 17 U.S.C. §105.
Resource Identifier:
67047476 ( OCLC )
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Classification:
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PB-100-18 -10 / 11 / 12 Headquarters, Department of the Army PIN: 203931-000 Approved for public release; distribution is unlimited EDIO BRASILEIRA QUARTO TRIMESTRE 2018 A U P hp://www.armyupress.army.mil/Journals/ Military-Review/Edicao-Brasileira/ hps://www.facebook.com/MilitaryReviewLATAM hps://twier.com/MilReview_LATAM

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EDIO BRASILEIRA QUARTO TRIMESTRE 2018 REVISTA PROFISSIONAL DO EXRCITO DOS EUA QUARTO TRIMESTRE 2018 CENTRO DE ARMAS COMBINADAS, FORTE LEAVENWORTH, KANSAS Os Veculos Areos No Tripulados dos EUA p12 Maj Zachary Morris, Exrcito dos EUA Guadalcanal p29 Chris Rein Modernizao para o Combate em Mltiplos Domnios p65 Maj Paul A. Lushenko, Exrcito dos EUA

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Capa 2 ARTIGOSFoto da Capa: Um sargento apresenta um relatrio da situao ao 2 Ten Randy Jozwiak ( esquerda) durante um exerccio de adestramento, como parte do grande exerccio Northern Strike 15, no Centro de Treinamento de Manobras Conjuntas no Camp Grayling, no Estado do Michigan. O sargento comandante de grupo de combate e Jozwiak comandante de peloto designados ao 1 Batalho, 126 Regimento de Cavalaria. (Sgt Seth LaCount, Exrcito dos EUA) 3 As Formas e Mtodos de Operaes Militares da RssiaOs Meios de Implementao de ConceitosTen Cel (Res) Timothy omas, Exrcito dos EUAEspecialista em estudos soviticos/russos dene e explica os termos russos formas e mtodos. Entender como os russos empregam esses termos pode ajudar os analistas ocidentais a compreenderem melhor como a Rssia pretende organizar e empregar suas foras. 12 Os Veculos Areos No Tripulados dos EUADrones Menores e Menos Capazes para um Futuro PrximoMaj Zachary Morris, Exrcito dos EUAOs Estados Unidos devem optar por empregar mais VANT de menor custo, ainda que essas aeronaves apresentem uma performance inferior. Essa linha de ao permitir que o Departamento de Defesa opere dentro dos limites oramentrios atuais, mantenha uma Fora exvel e desenvolva capacidades conceituais para expanso da frota no futuro.

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1 ndice Quarto Trimestre 2018Tomo 73 Nmero 4 22 Um Fracasso picoPor Que Lderes Precisam Fracassar para Vencer no FinalMaj Timothy Trimailo, Fora Area dos EUAA averso ao fracasso prevalecente nas Foras Armadas. Contudo, o vencedor do Concurso MacArthur argumenta que os casos de fracasso como um oficial subalterno ajudam no desenvolvimento de liderana e so necessrios para a melhoria contnua e a otimizao do desempenho. Este artigo conquistou o primeiro lugar no Concurso de Artigos sobre Liderana Militar Douglas MacArthur. 29 GuadalcanalUm Estudo de Caso para o Combate em Mltiplos DomniosChris ReinHistoriador do Combat Studies Institute utiliza o combate pela Ilha de Guadalcanal no Pacco durante a Segunda Guerra Mundial para demonstrar o conceito e os benefcios de se conduzir um combate em mltiplos domnios simultaneamente. O artigo consiste em um captulo da recm-publicada monograa MultiDomain Bale in the Southwest Pacic eater of World War II. 41 O Devido Cuidado com a Robotizao do Campo de BatalhaAs Limitaes Cognitivas dos Sistemas Autnomos de Combate e dos Seres HumanosMaj Jules Hurst, Reserva do Exrcito dos EUADurante as prximas dcadas, os combatentes iro entrar em uma era em que seus sistemas de armas acumularo progressivamente maior responsabilidade devido sua capacidade de aplicar a fora, com xito, contra alvos militares legtimos. Os conceitos ticos e as diretrizes precisam avanar em sintonia para garantir que as mudanas tecnolgicas no resultem em lacunas ticas. 53 O Grupo de Combate (GC)Elemento Bsico de Emprego da InfantariaMaj Viktor Potonik, Foras Armadas da EslovniaUm ocial de infantaria da Eslovnia analisa as capacidades, poder de combate e o emprego de grupos de combate da infantaria no campo de batalha, propondo mtodos alternativos para sua organizao, dotao de equipamentos e inovaes tticas, luz de novas tecnologias.

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2 THE PROFESSIONAL JOURNAL OF THE U.S. ARMY Terceiro Trimestre 2018 Tomo 73 Nmero 4 Professional Bulletin 100-18-10/11/12 Authentication no. 1822711 Comandante, Centro de Armas Combinadas: General de Diviso Michael D. Lundy Editora-Chefe da Military Review: Coronel Katherine Guormsen Editor-Chefe das Edies em Ingls: William M. Darley Editor-Chefe, Edies em Lnguas Estrangeiras: Miguel Severo Gerente de Produo: Tenente-Coronel Andrew White Administrao: Linda Darnell Edies Ibero-Americanas Assistente Editorial: Danielle Powell Diagramador/Webmaster: Michael Serravo Edio Hispano-Americana Tradutor/Editor: Emilio Meneses Tradutor/Editor: Ronald Williford Edio Brasileira Tradutor/Editor: Shawn A. Spencer Tradutora/Editora: Flavia da Rocha Spiegel Linck Assessores das Edies Ibero-americanas Ocial de Ligao do Exrcito Brasileiro junto ao CAC/EUA e Assessor da Edio Brasileira: Cel Alessandro Visacro Ocial de Ligao do Exrcito Chileno junto ao CAC/EUA e Assessor da Edio Hispano-Americana: Ten Cel Carlos Eduardo Osses Seguel Military Review Publicada pelo CAC/EUA, Forte Leavenworth, Kansas, trimestralmente em portugus e espanhol e bimestralmente em ingls. Porte pago em Leavenworth Kansas, 66048-9998, e em outras agncias do correio. A correspondncia dever ser endereada Military Review, CAC, Forte Leavenworth, Kansas, 66027-1293, EUA. Telefone (913) 684-9338, ou FAX (913) 684-9328; Correio Eletrnico (E-Mail) usarmy.leavenworth.tradoc.mbx. military-review-public-em@mail.mil. A Military Review pode tambm ser lida atravs da internet no Website: hp://www.militaryreview.army.mil/. Todos os artigos desta revista constam do ndice do Public Aairs Information Service Inc., 11 West 40th Street, New York, NY, 10018-2693. As opinies aqui expressas pertencem a seus respectivos autores e no ao Departamento de Defesa dos EUA ou seus elementos constituintes, a no ser que a observao especca dena a autoria da opinio. A Military Review se reserva o direito de editar todo e qualquer material devido s limitaes de seu espao. Military Review Edio Brasileira (US ISSN 1067-0653) (UPS 009-356) is published quarterly by the U.S. Army, Combined Arms Center (CAC), Ft. Leavenworth, KS 66027-1293. Periodical paid at Leavenworth, KS 66048, and additional maling oces. Postmaster send corrections to Military Review, CAC, Truesdell Hall, 290 Stimson Ave., Ft. Leavenworth, KS 66027-1293. Mark A. MilleyGeneral, United States Army Chief of Sta Ocial: Gerald B. OKeefeAdministrative Assistant to the Secretary of the Army 65 O Batalho de Inteligncia Militar do 75 Regimento Ranger (Comandos)Modernizao para o Combate em Mltiplos DomniosMaj Paul A. Lushenko, Exrcito dos EUAOcial de inteligncia militar do 75 Regimento Ranger sustenta que o recm-estabelecido Batalho de Inteligncia Militar no s contribui para a prontido do Regimento por meio da experimentao e inovao, como tambm oferece lies teis estrutura geral do Exrcito e novos conceitos operativos para ajudar a sobrepujar os adversrios com poder de combate quase equiparado. 77 ndice Anual

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3 As Formas e Mtodos de Operaes Militares da RssiaOs Meios de Implementao de ConceitosTen Cel (Res) Timothy omas, Exrcito dos EUA O Gen Valery Gerasimov ( frente), Chefe do Estado-Maior Geral da Foras Armadas da Federao Russa e Primeiro Vice-Ministro de Defesa da Rssia, e Nikolai Pankov ( esquerda), Vice-Ministro de Defesa da Rssia, comparecem recepo em comemorao do 70 aniversrio da vitria sobre a Alemanha nazista durante a Grande Guerra Patritica de 1941, em 09 Mai 15, no Kremlin, em Moscou. (Foto de Alexei Nikolsky, servio de imprensa presidencial russo/TASS/Alamy Live News)

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4 Ao conduzirem operaes militares ou empre garem tropas, as Foras Armadas da Rssia re corem ao que denominam as oras e mtoos de uera. A mesma terminologia vem sendo utilizada h mais de 40 anos, sendo constantemente atualizada para acompanhar os avanos da cincia e tecnologia militar. Por exemplo, o Chefe da principal diretoria de operaes do Estado-Maior Geral da Rssia, General Sergey Rudskoy, armou recentemente: As abordagens de organizao e conduo das operaes militares eo mudando, e vm surgindo novas formas e mtodos de criar, desdobrar e empregar tropas Embora j existam h dcadas e ocupem um lugar de deaque no pensamento militar russo, esses termos tm sido negligenciados pelos analistas ocidentais. Talvez sejam frequentemente ignorados no Ocidente por parecerem ter um carter quase neutro ou banal, como se no fosse necessria nenhuma explicao. A anlise adiante tentar mudar essa percepo por meio do seuinte mtodo: uma demonstrao do interesse do Chefe do Estado-Maior Geral da Rssia, General Valery Gerasimov, no tema; uma descrio de como as for mas e mtodos da Rssia foram denidos, alm dos antecedentes histricos dos termos; evidncias do repetido emprego dos conceitos na atualidade, envolvendo uma varieda de de operaes; e uma explicao sobre como eles eo relacionados ttica. O verbo tentar foi inserido de propsito, porque, mesmo aps exa minar inmeros artigos russos sobre formas e mtodos, ca claro que a verdadeira essncia dos termos permanece dicil de apreender e em constante evoluo. Com reeito a ee ltimo aecto, os avanos nos campos da inteligncia articial e computao quntica introduziro no vas formas e mtodos. Assim, a contnua pesquisa e observao continuam sendo necessrias. O objetivo dee artigo simplesmente, elucidar um tema muito importante para a considerao do leitor. Os termos so extremamente importantes, por serem os meios de implementao conceitual das ope raes. Entender formas e mtodos ajudar os analistas a visualizar mehor o modo pelo qual a Rssia pretende empregar suas foras. Tambm importante saber o signicado de formas e mtodos para que, ao se reuni rem para debater e trocar conceitos, os comandantes russos e da Organizao do Tratado do Atlntico Norte (OTAN) possam se entender mehor. Essa uma me hor abordagem para compreender as intenes russas do que aplicar modelos ou conceitos norte-americanos (ex.: combate em mltiplos domnios, uera hbrida, prolemas de rea cinzenta) aos empregos de fora russos, crendo que um lado entende o outro.Formas e Mtodos segundo o General Gerasimov, Chefe do Estado-Maior RussoO Chefe do Estado-Maior Geral da Rssia um forte defensor do conceito de formas e mto dos, o que ressalta ainda mais sua importncia. Em um discurso proferido na Academia de EstadoMaior Geral em 2013, intitulado Principais Tendncias no Desenvolvimento das Formas e Mtodos de Empregar as Foras Armadas e Atuais Tarefas da Cincia Militar Relacionadas ao seu Aperfeioamento (e no O Valor da Previso, como muitos creem), Gerasimov observou que existem formas e mtodos assimtricos de operaes As aes assimtricas, afirmou, possibilitam equipa rar-se superioridade de um inimigo em uma luta armada e tm sido amplamente disseminadas. As foras de operaes especiais e a oposio interna es to entre as foras que conduzem aes assimtricas, que criam uma frente de luta em constante movi mento em todo o teritrio do Estado oponente. As formas e mtodos de efeitos informacionais tambm esto sendo constantemente aprimorados. O EstadoMaior Geral da Rssia vem trabahando em formas e mtodos para o emprego das foras aeroespaciais, e Gerasimov convocou a academia a participar ativa mente desse esforo .O Ten Cel Timothy L. omas, da reserva remunerada do Exrcito dos EUA, serviu durante mais de vinte anos como analista snior no Foreign Military Studies Oce, Fort Leavenworth, Kansas. bacharel em Engenharia pela Academia Militar dos EUA e mestre em Relaes Internacionais pela University of Southern California. Durante sua carreira militar, foi ocial da rea de servio exterior, especializado em estudos soviticos/russos. autor de vrios artigos e livros, incluindo trs sobre a Rssia: Russia Military Strategy: Impacting 21st Century Reform and Geopolitics; Recasting the Red Star: Russia Forges Tradition and Technology through Toughness; e Kremlin Kontrol.

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5 Um ano depois, na mesma instituio, Gerasimov delineou a estrutura do futuro complexo cientco militar das Foras Armadas da Rssia Formas e mtodos da luta armada eavam sendo estudados no Centro de Estudos Militares e Estratgicos do Estado-Maior Geral, armou ele, enquanto organiza es de cincia e pesquisa examinavam novas formas e mtodos de uera adequados a eecialidades ee ccas. Por exemplo, as foras terestres pesquisavam como implementar o desenvolvimento de formas e mtodos de emprego de foras terestres, armas e equipamentos militares convencionais em benefcio das foras terestres e aeroterestres por meio de trs instituies centrais de cincia e pesquisa. A pesquisa da Fora Area no campo de desenvolvi mento de formas e mtodos, realizada na Instituio de Cincia e Pesquisa da Fora Area, inclua como empregar sistemas, armas e equipamentos militares areos e aeroespaciais. Por fim, a Marinha conduzia pesquisas no campo de desenvolvimento de formas e mtodos de emprego de sistemas militares navais e criava e desenvolvia armas e equipamentos militares em benefcio prprio, em seu Centro de Treinamento e Pesquisa Militar Em um discurso proferido na academia em 2015, Gerasimov no mencionou formas e mtodos. Entretanto, ele as mencionou em 2016 e 2017, no mes mo local. Na apresentao de 2016, declarou que, hoje em dia, em uma era de globalizao, fracas fronteiras eatais e novos meios de comunicao e informao, a mudana das formas de resolver conitos intereatais passou a ser um fator muito importante, dando mpeto ao desenvolvimento de mtodos de operaes militares. Nos conitos contemporneos, os mtodos de conito utilizados eo mudando em direo ao emprego abran gente de medidas polticas, econmicas, informacionais e outras medidas no militares implementadas com o apoio da fora militar. Gerasimov acrescentou que, ao discutir a introduo de novas formas e mtodos de luta armada, no se deve esquecer a experincia do pas na Grande Guera Patritica, na luta contra os muaeins no Afeganisto, em atividades de manuteno da paz e no combate pirataria. Alm disso, as experincias na Crimeia e na Sria deveriam ser de eecial interesse Finalmente, em 2017, Gerasimov declarou que os atuais conitos militares diferem dos conitos do passado com reeito composio de participantes, armas empregadas e formas e mtodos de atividades das tropas. Acrescentou: Gostaria de me alongar sobre as tarefas prio ritrias da Academia de Cincias Militares e da cincia militar como um todo. Em pri meiro lugar e o estudo de novas formas de enfrentamento intereatal e o desenvolvi mento de mtodos efetivos para combat-las. preciso dedicar eecial ateno denio de medidas preventivas para combater o desencadeamento da uera hbrida contra a Rssia e seus aliados. necessrio estudar, efetivamente, os elementos dos conitos mili tares contemporneos e, a partir disso, desen volver formas e mtodos ecazes de opera es de tropas e fora sob vrias condies.DeniesSeundo o icionio ncicoico iita russo [oenn ntsiloeicesi rova ], de 1983, formas de operaes militares so empregadas em conformidade com o escopo ou escala do combate. Incluem operaes, engajamentos, combates e ataques. Tambm incluem capacidades das armas combaten tes, os objetivos das operaes militares e a natureza das misses atribudas Um artigo pulicado na revista iitar fout 25 anos depois demonstrou o desenvolvimento adicional do conceito. Em 2008, os autores O. V. Korol e N. L. Romas armaram que o signicado do termo forma descreve a organizao da substncia das modalidades de aes de combate. preciso dedicar especial ateno denio de medidas preventivas para combater o desencadeamento da guerra hbrida contra a Rssia e seus aliados.

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6 Representa as restries baseadas em objetivos, orga nizacionais (incluindo aectos de comando e contro le), espaciais, temporais e quantitativas do emprego das Foras Armadas. o lado organizacional das aes das tropas As unidades de uera eletrnica se enquadram nesses critrios, assim como unidades de combate de todos os tipos, incluindo organizaes conjuntas e inter-Foras. (Assim, entendo que formas sejam a organizao das operaes, engajamentos, combates e ataques.) Seundo o icionio ncicoico iita de 1983, os mtodos incluem a combinao de formas, tcnicas modernas e procedimentos empregados em uma sequncia lgica eecca, com o intuito de obter solues ecazes para prolemas da cincia militar. Essa uma rea aplicada da metodologia da teoria e prtica militar. Pode ser geral e utilizada, assim, para pesquisas de qualquer tipo ou pode ser mais eecca, como no caso de determinar o proce dimento para resolver um prolema em particularr. Quase 27 anos depois, esse conceito tambm foi atua lizado. Um artigo de 2010 da revista iitar fout descreveu uma denio apresentada pela pulicao em 1997, seundo a qual os mtodos consistiam em uma sequncia e tcnica para empregar foras e meios a m de cumprir tarefas em uma operao. Por no earem totalmente satisfeitos com essa denio, os autores M. G. Valeyev e N. L. Romas deniram mtodo de uera como uma maneira eecca pela qual as tropas cumprem sua misso mediante o em prego de aes carafersticas da essncia, tcnicas e regras para seu uso e combinao de processos de um mtodo Por exemplo, uma tcnica poderia ser pegar um oponente de surpresa. Sua anlise sugeria que os armamentos das tropas (isto o desenvolvimento de armas) e os princpios da arte militar (que poderiam ser aes simultneas ou consecutivas envolvendo estratgia, arte operacional ou ttica) tm o maior impacto sobre os mtodos. Portanto, a meu ver, oras arece se ora nizaes, ennuanto mtoos se reere s aras e arte miita Os analistas ocidentais devem continuar a acompanhar esses dois termos e verificar se h atualizaes ou esclarecimentos. Em outras pala vras, ainda h um pouco de ceticismo quanto ao seu significado exato, embora no haja dvida de que eles continuam a ser utilizados.Antecedentes HistricosConforme observado anteriormente, h uma longa srie de evidncias quanto ao uso de formas e m todos pela Rssia. Por exemplo, em 1971, o General Aleksandr A. Strokov foi o autor de Mudanas nos Mtodos e Forma de Conduzir Operaes Militares, no livro oennaa tstoi (Histria Militar). Armou que o carter violento da uera predeterminar seus objetivos e os mtodos e formas de conduzi-la. Em 1984, em um artigo na pulicao iitar fout o autor N. N. Kuznetsov observou que as leis da luta armada incluem a dependncia de seu desenrolar e resultado com reeito corelao de poder de combate entre as foras dos lados adversrios; [] a dependncia de formas e mtodos de operaes com reeito s armas, equipamentos e pessoal; e a in terdependncia das formas e mtodos de operaes sendo conduzidos em diferentes nveis. Em 1991, o General I. N. Rodionov escreveu que a conduo ecaz de operaes estratgicas impossvel sem um conhe cimento das leis objetivas da uera, coreta previso da evoluo das operaes e escoha das formas e mtodos mais efetivos de operaes militares Em 1997, S. A. Komov escreveu Dos Mtodos e Formas para a Conduo da Guera de Informao. Armou que as formas e mtodos de obter a superioridade de informaes sobre um inimigo so elementos-chave da disciplina uera de informao. Em 2002, o General V. V. Bulgakov escreveu Conito Armado: Formas e Mtodos de Operaes de Tropas. Armou que as formas e mtodos para empregar diferentes for as e meios so variados, desde as operaes clssicas at as aes no convencionais, que diferem em opera es (em termos de escala, objetivos, misses e foras e meios utilizados). Formas de operaes englobam aes ofensivas em que os mtodos incluam manobra, ataques frontais, assaltos, cerco; escoltas de colunas em que os mto dos incluam seurana da marcha, busca e destruio, seurana de instalaes; aes tticas eeciais em que os mtodos incluam emboscada, vareduras de tereno, isolamento de reas; e proteo da fronteira eatal em que os mtodos incluam busca, vareduras, isolamento, manuteno de posio, etc. Formas de operaes de combate incluem as conduzidas em zonas de responsabilidade em que os mtodos sejam isolar reas e destruir o inimigo; ataques de surpresa em que

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7 os mtodos incluam manobra, capturar instalaes, destruio de foras inimigas; tomada de reas edica das em que os mtodos incluam operaes de assalto, vareduras, perseuies de criminosos, isolamento de reas; cessao de distrbios em massa e manuteno da lei marcial em que os mtodos incluam a imposio de toque de recoher, patruhamentos de rea, bareiras tticas; e servios de bareira ttica em que os mtodos incluam sentinela, patruhamento, etc. Formas e mtodos so introduzidos, muitas vezes, como uma maneira de abordar temas que cobrem vrias armas, quadros e servios. Em 2006, V. N. Zaritsky expressou sua opinio sobre as operaes em um artigo intitulado Formas e Mtodos de Empregar Tropas e Artiharia de Msseis em Operaes de Armas Combinadas. Em 2011, A. V. Dolgopolov e S. A. Bogdanov escreveram A Evoluo das Formas e Mtodos para Conduzir a Luta Armada em Condies Centradas em Rede. Em 2016, A. P. Korabelnikov es creveu Tendncias Promissoras no Desenvolvimento de Formas e Mtodos de Defesa Aeroespacial na Federao Russar. Esse breve resumo representa apenas uma pequena amostra da quantidade de artigos e apresentaes que incluem o conceito de formas e mtodos. Trata-se, evi dentemente, de uma abordagem-padro de implemen tao da estratgia e arte operacional, tanto na poca sovitica quanto na atualidade.Evidncias da Importncia e Uso Continuado dos ConceitosA recente Estratgia de Seurana Nacional da Rssia observa que os objetivos so alcanados com a implementao da poltica militar mediante a dissua so estratgica, preveno de conitos armados, aper feioamento das organizaes militares e de formas e mtodos para o desdobramento das foras armadas e aumento da prontido para a mobilizao. A nova Doutrina de Seurana da Informao da Rssia ob serva que as tarefas de organizaes eatais incluem aprimorar as formas e mtodos de interao entre foras prontas para prover a seurana da informa o. At mesmo os servios de Inteligncia da Guarda Nacional da Rssia herdaram as mehores tradies O Presidente da Rssia, Vladimir Putin, assiste apresentao de um rob de combate durante visita ao Instituto Central de Pesquisa Cientca em Engenharia Mecnica de Preciso, Klimovsk, entorno de Moscou, 20 Jan 15. (Foto cedida pelo site ocial da Presidncia da Rssia)

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8 e adotaram formas e mtodos modernos de opera es Assim, o termo utilizado em uma variedade de circunstncias quando se refere aos meios militares e de seurana do Estado. Os ministros e comandantes militares russos utilizam os conceitos com frequncia. Por exemplo, o Ministro da Defesa Sergey Shoyu, em um discurso proferido em um congresso de educao em novem bro de 2016, observou que o treinamento adquire especial importncia em condies de um rearma mento de larga escala do Exrcito e da Marinha e de desenvolvimento de novas formas e mtodos de operaes de combate. Em um outro exemplo, os comandantes do Distrito Militar Ocidental relata ram estudar a organizao das atividades militares para o desenvolvimento de novas formas e mtodos de conduzir as operaes de combate. As perspectivas de dois renomados tericos russos conferem um foco adicional ao debate. Entre 2010 e 2017, S. G. Chekinov e S. A. Bogdanov escre veram artigos sobre uera assimtrica, uera de nova gerao, futurologia, a arte da uera e previso da futura uera. Em cada artigo, eles enfatizaram as formas e mtodos de combate. Por exemplo, obser varam, em seu artigo sobre uera assimtrica, que as operaes assimtricas so caracterizadas por dife renas qualitativas no emprego de novos (no tradi cionais) meios de luta armada e formas e mtodos de conduzi-la, sendo, no entanto, prximos, em conte do, estratgia de operaes indiretas. Medidas assimtricas incluem a implementao de aes para provocar apreenso nos meios militares mais vulnerveis e outras instalaes estrategicamente importantes de um oponente (rgos de comando e controle; importantes organizaes industriais; represas, abastecimento de ua, usinas nucleares; e instalaes de comunicaes cruciais). A estratgia de operaes indiretas caracterizada pela multipli cidade de formas e mtodos de operaes, incluindo a conduo de confrontos informacionais e remotos (sem contato), o uso segmentado de fogos e ataques (terestres, areos, martimos) e, em um futuro no muito distante, operaes antissatlite Em um artigo de 2012, armaram que novas tecnologias e conceitos como operaes centradas em rede desempenham um papel signicativo nas formas e mtodos de futuros conitos. Em seu artigo de 2013 sobre uera de nova gerao, asseveraram que novas formas e mtodos de emprego das foras conjuntas em operaes e combates evoluiro. Ao discutirem a futurologia, armaram que as inovaes devem ser levadas em considerao, juntamente com mudanas nas formas e mtodos de combate. Em um artigo sobre a arte da uera, opinaram que a arte militar do sculo XXI ter diferentes formas e mtodos de combate, em que predominaro as aes no militares e indiretas, com os estratagemas e a surpresa ajudando em sua aplicao r. Chekinov e Bogdanov asseveram que as formas e mtodos so as tarefas mais importan tes da arte militar Por m, armaram que previses de futuras ueras requerem uma hbil combinao de medidas militares, medidas no militares e medidas eeciais no violentas, utilizando uma variedade de formas e mtodos e uma mistura de medidas polticas, econmicas, informacionais, tecnolgicas e ambientais, principalmente mediante a explorao da superiorida de de informaes. Naturalmente, muitos outros lderes e autores russos discutem as formas e mtodos para imple mentar conceitos. Por exemplo, em um artigo de 2015, o General A. V. Kartapolov observou que estavam sendo desenvolvidos formas e mtodos no tradicionais. O novo tipo de uera da Rssia inclui mtodos assimtricos para confrontar um inimigo Por fim, observou-se que a Academia de Estado-Maior Geral e a Fundao de Pesquisa Avanada da Rssia ( semehana da Defense Advanced Research Projects Agency, dos EUA) organizaram uma competio, que resultou no rece bimento de 351 trabahos; um dos trabahos premia dos foi Gueras do Futuro: Formas e Mtodos.TticaNa edio de junho de 2016 de bresi roni (evista o xcito ), os autores V. Kuznetsov e V. Veremev abordaram as formas e mtodos de aes tticas em tempo de paz, em um perodo de ameaa direta de agresso e em tempo de uera. A abordagem conceitual dos autores em relao a aes tticas foi apresentada aos leitores da revista como um frum de discusso para anlises adicionais. So relacionados a seuir os elementos do esquema dos autores para os trs perodos em queo seundo tipo, forma e mtodo de emprego ttico.

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9 Ttulo : A Teoria e Prtica da Preparao e Conduo de Operaes Tticas em Vrios Perodos Aes tticas: tipos, formas e mtodos Em tepo de paz Os tipos so: resgate, liquidao, reconstruo, desdobramento regional, evacuao, apoio, marcha e contra terorismo; as formas so: eecial, ataque, manobra, combate e no tradicional; e os mtodos so: liquidao, evacuao, lana mentos, acompanhamento, ataque, isolamen to, emboscada, loqueio e transporte. Em um peoo de aeaa direta de agreso Os tipos so: seurana, desdobramento regional, apoio, mobilizao, marcha e contraterorismo; as formas so: especial, ataque, combate, manobra e desdobramen to; e os mtodos so: isolamento, embos cada, acompanhamento, ataque, loqueio, lanamentos e transporte. Em tepo de uea Os tipos so: ofensiva, defensiva, combate de encontro; retirada, desdobramento regional, aes de cerco e marcha; as formas so: eecial, ataque, combate e manobra; e os mtodos so: ata que, penetrao, ataque de surpresa, assalto, emboscada e desbordamento. As armas no parecem ter sido abordadas na discus so dos autores.ConclusesAssim, os termos aparentemente inofensivos formas e mtodos de aes so, na verdade, muito importantes, porque se referem maneira que a Rssia utilizar para implementar conceitos em busca de vitrias em futuras ueras. uees eeccas, como o modo de emprego da desinformao, os princpios da uera, o uso da en genhosidade e outras aes militares, podem ser encon tradas nesse mbito. Formas e mtodos tambm incluem mtodos no militares, indiretos e assimtricos. O Gen Ex Makhmut Gareev armou que ataques cibernticos velados, que podem provocar graves complicaes nos sistemas energtico, bancrio e nanceiro de pases oponentes, confundem as mentes dos inimigos sobre contra quem declarar uera. Alm disso, as foras podem incluir o uso de foras de operaes eeciais e da oposio interna para a criao de uma frente em contnua operao em todo o teritrio do Estado oponente, bem como a inun cia informacional, cujas formas e mtodos eo sendo continuamente aprimorados. A ea altura, deve ear mais claro por que a palavra tentar foi utilizada em relao a descrever o signicado do conceito de formas e mtodos para as Foras Armadas russas no incio dee artigo, assim como a importncia que esse conceito parece ter para elas. H muitos signicados contraditrios que pare cem oscilar entre os dois termos. O mais fcil de en tender, do ponto de vista do presente autor, continua sendo a denio de formas (organizao) oferecida por Korol e Romas e a denio de mtodos (armas e arte militar) de Valeyev e Romas. Assim, ao depor perante o Comit das Foras Armadas da Cmara sobre operaes de informao russas, em maro de 2017, utilizei formas e mtodos para explicar as aes russas no ambiente informa cional, oferecendo a seuinte explicao aos congres sistas presentes: Uma forma uma organizao, o que, com reeito uera de informao, pode incluir elementos da mdia internacional, como usia oa ou rutni ou avanos militares, como a criao de companhias cientcas de uera ciberntica e eletrnica; um corpo ciberntico, que foi anunciado em 2013, mas para o qual no foi fornecida ne nhuma informao adicional; foras de ope raes de informao, anunciadas em 2017; e a Fundao de Pesquisa Avanada, equi valente russo Defense Advanced Research Projects Agency, dos EUA. Essas formas ou organizaes implementam mtodos. Os mtodos se dividem em duas partes: ar mas e arte militar. As armas incluem acers tcnicas de controle reexivo, tros desin formao, capacidades de dissuaso, satlites assassinos e outros agentes de destruio ou inuncia. A arte militar inclui o empre go de capacidades indiretas e assimtricas para cumprir objetivos eeccos, como a explorao da livre imprensa do Ocidente ou um ataque indireto contra a infraestru tura ciberntica de outra nao. O excelente contingente de criadores de algoritmos da

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10 Rssia garante que a nao permanecer forte por muitos anos com reeito criao de soware que sirva como armas capazes de espionar, persuadir ou destruir. Independentemente de meu entendimento do conceito ear certo ou no, as denies de Korol, Valeyev e Romas oferecem, com efeito, um modo de pensar sobre as operaes russas. Pensar sobre o modo pelo qual uma fora seria organizada e sobre que tipos de arma (tradicional, no tradicional, cognitiva, etc.) e elementos da arte militar (dissimulao, tipos de mano bra, etc.) poderiam ser utilizados ajuda a eabelecer, no processo de reexo do eado-maior, a forma pela qual uma fora poderia ser disposta contra ele. Claramente, a Rssia utilizou e continua a desenvolver, com base nas diretrizes de Gerasimov, formas e mtodos de uera que se adaptem aos atuais avanos situacionais e tcnicos. Esses so indicadores-chave sobre como a futura uera ser organizada e, possivelmente, at mesmo conduzida. Os analistas ocidentais se beneficiariam de estudar mais a fundo as definies dessas duas palavras. Deixar de faz-lo seria to imprudente quanto se os russos no buscassem entender termos norte-americanos como hbrido, rea cinzenta e combate em mltiplos domnios. Referncias1. Sergey Rudskoy, Generator of Ideas and Schemes. Russian Fe deration Armed Forces General Sta Main Directorate for Operations is 316 Years Old on 20 February, Red Star Online, 18 Feb. 2018. 2. V. V. Gerasimov, Principal Tendencies in the Development of the Forms and Methods of Employing Armed Forces and Current Tasks of Military Science Regarding eir Improvement, Journal of the Academy of Military Science 1 (2013): p. 24. e Value of Foresight (O Valor da Previso) foi o ttulo de um artigo sobre a apresentao de Gerasimov em 2013 no Military-Industrial Courier (VPK), e no o ttulo real de seu discurso. 3. Ibid. 4. V. V. Gerasimov, e Role of the General Sta in the Organization of the Countrys Defense in Accordance with the New Statute on the General Sta, Journal of the Academy of Military Science 1 (2014): p. 14. 5. Ibid. 6. V. V. Gerasimov, e Organization of the Defense of the Russian Federation under Conditions of the Enemys Employment of Traditional and Hybrid Methods of Conducting War, Journal of the Academy of Military Science 2 (2016): p. 19. 7. V. V. Gerasimov, Contemporary Warfare and Current Issues for the Defense of the Country, Journal of the Academy of Military Science 2 (2017): p. 9. 8. Voennyy Entsiklopedicheskiy Slovar [Dicionrio Enciclopdico Militar], ed. N. V. Ogarkov (Moscow: Military Publishing House, 1983), p. 782. 9. O. V. Korol e N. L. Romas, Form of Military Actions: On the Meaning of the Category, Military ought: A Russian Journal of Military eory and Strategy [em russo] 3 (2008): p. 149. 10. Voennyy Entsiklopedicheskiy Slovar, p. 440. 11. M. G. Valeyev e N. L. Romas, Choosing Methods of Warfare, Military ought 6 (2010): p. 4. 12. Ibid., p. 5, p. 6, p. 8. 13. A. A. Strokov, Changes in the Methods and Form of Conduc ting Military Operations, Voyennaya Istoriya [Histria Militar] (Mos cow: Voyenizdat, 1971), p. 340, excertos, apud Harriet Fast Sco e William F. Sco, eds., e Soviet Art of War (Boulder, CO: Westview Press, 1982), p. 222. 14. N. N. Kuznetsov, On the Categories and Principles of Soviet Military Strategy, Military ought 1 (1984): p. 34. 15. I. N. Rodionov, On Certain Problems of the Development of Military Science, Military ought 11 (1991): p. 46. 16. S. A. Komov, On the Methods and Forms for the Conduct of Information War, Military ought 4 (1997): p. 18. 17. V. V. Bulgakov, Armed Conict: Forms and Methods of Troop Operations, Military ought 1 (2002): p. 39. 18. V. N. Zaritsky, Forms and Methods of Deploying Missile Troops and Artillery in Combined-Arms Operations, Military ought (2006), sem informao sobre edio e pginas (O Foreign Military Studies Oce no recebeu o exemplar da revista que continha este artigo). 19. A. V. Dolgopolov e S. A. Bogdanov, e Evolution of the For ms and Methods for Waging Armed Struggle under Network-Centric Conditions, Military ought 2 (2011): p. 49. 20. A. P. Korabelnikov, Promising Trends in the Development of Aerospace Defense Forms and Methods in the Russian Federation, Military ought 1 (2016): p. 70. 21. Interfax News Agency (comunicado imprensa), 3 Nov. 2016. 22. Shoygu Told About the Role of Military Education under Rearmament Conditions, RIA Novosti, 23 Nov. 2016. 23. Ministrio da Defesa da Federao Russa (comunicado imprensa), 30 mai. 2017. 24. S. G. Chekinov e S. A. Bogdanov, Asymmetric Actions in Support of the Military Security of Russia, Military ought 3 (2010): p. 16, p. 19. 25. Ibid., p. 21-22. 26. Ibid., p. 19-20. 27. S. G. Chekinov e S. A. Bogdanov, Initial Periods of War and eir Impact on a Countrys Preparations for a Future War, Military ought 11 (2012): p. 19. 28. S. G. Chekinov e S. A. Bogdanov, e Nature and Content of a New-Generation War, Military ought 10 (2013): p. 13.

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11 29. S. G. Chekinov e S. A. Bogdanov, Military Futurology: Its Origin, Development, Role, and Place within Military Science, Military ought 8 (2014): p. 26. 30. S. G. Chekinov e S. A. Bogdanov, e Art of War at the Beginning of the 21st Century: Problems and Opinions, Military ought 1 (2015): p. 42. 31. Ibid., p. 36. 32. S. G. Chekinov e S. A. Bogdanov, A Forecast of Future Wars: Meditation on What ey Will Look Like, Military ought 10 (2015): p. 44. 33. A. V. Kartapolov, Lessons of Military Conicts and Prospects for the Development of Means and Methods of Conducting em, Direct and Indirect Actions in Contemporary International Conicts, Journal of the Academy of Military Science 2 (2015): p. 35. 34. Authors of Best Military Research Determined, Advanced Research Foundation ( site), 3 Nov. 2016. 35. V. Kuzentsov e V. Veremev, Contemporary Tactics: What Are ey?, Armeyskiy Sbornik [Revista do Exrcito] (Jun. 2016): p. 6. 36. M. A. Gareev, Anticipate Changes in the Nature of War: Every Era Has Its Own Kind of Military Conict, and its Own Constraints, and its Own Special Biases, Voyenno-Promyshlennyy Kuryer Online [Correio Militar-Industrial On-line], 5 Jun. 2013. 37. Ibid. 38. On Russias Information War Concepts, Before the House Armed Services Commiee Subcommiee on Emerging reats and Capabilities, 115th Cong., 1st sess. (15 Mar. 2017) (depoimento de Timothy L. omas, analista snior, Foreign Military Studies Oce, Fort Leavenworth, Kansas), acesso em 26 fev. 2018, hps://www.gpo.gov/fdsys/ pkg/CHRG-115hhrg25048/pdf/CHRG-115hhrg25048.pdf Edio Brasileira Edicin Hispanoamericana @MilitaryReviewLATAM @MilReview_LATAM As edies brasileira e hispano-americana da Military Review lanaram sua pgina no Facebook e no Twier, sempre visando a estimular o debate e intercmbio de perspectivas sobre importantes temas para a comunidade de defesa.Gostaramos de contar com sua participao e saber sua opinio.

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Os Veculos Areos No Tripulados dos EUADrones Menores e Menos Capazes para um Futuro PrximoMaj Zachary Morris, Exrcito dos EUAO Departamento de Defesa vem fazendo uso de veculos areos no tripulados (VANT) em quase todas as operaes militares des de os anos 50, para proporcionar reconhecimento, observao e Inteligncia sobre as foras inimigas. Eles tm sido denominados drones, avies robticos, aeronaves sem piloto, veculos remotamente pilotados e outros termos que descrevem aeronaves capazes de voo controlado sem um piloto a bordo. Atualmente, o Departamento de Defesa dene os VANT como: Veculos areos motorizados que no tm um operador humano a bordo, usam foras aero dinmicas para proporcionar levantamento ao veculo, podem voar autonomamente ou ser pilotados remotamente, podem ser descartveis ou recuperveis e podem portar uma carga letal ou no letal. Os VANT so descritos, tipicamente, como um ni co veculo, incluindo os sensores de observao acopla dos, ou como um sistema geralmente composto por trs a seis veculos areos, uma eao de controle terestre, ligaes de dados, equipamentos de apoio e pessoal. Embora haja uma longa histria dos VANT, apenas durante os ltimos 10 a 15 anos, devido aos avanos na tecnologia, foi feito possvel uma variedade das mis ses atuais dos VANT. Tanto em termos operacionais quanto de design, os sistemas de VANT se assemeham s aeronaves que os precederam, pois se inserem em um perodo de grandes inovaes, no qual a tecnologia e a doutrina evoluem em um ritmo rpido para explorar as novas capacidades. O uso dos VANT, desde os anos 50, tem apresentado vantagens, como a eliminao de risco s vidas dos pilotos e o aprimoramento de capaci dades aeronuticas ao remover as limitaes humanas. Atualmente, os sistemas no tripulados so mais bara tos de se obter e operar do que as aeronaves tripuladas, embora isso possa mudar no futuro. Conforme os sistemas de VANT consumam uma crescente parcela do oramento da Defesa, eles continuaro a atrair mais interesse do Congresso e das prprias Foras Armadas. Devido s limitaes oramentrias atuais, o Departamento de Defesa possui duas opes realsticas para os programas de VANT em um futuro prximo, e a escoha entre elas depende, em grande medida, das percepes dos am bientes estratgico e operacional. A primeira opo recomenda o menor emprego dos VANT que so mais caros e mais capazes, como o Global Hawk e o Reaper. A seunda opo abrange o maior emprego de VANT menores que so de custo baixo porm de menor capacidade. Com base em projees futuras dos ambientes estratgico e operacional, incluindo o espao areo em disputa, os Estados Unidos devem adotar a seunda opo. A limitao da propenso das Foras Armadas de adquirir sistemas mais avanados e caros ir faci litar a pesquisa e o desenvolvimento de sistemas com uma capacidade de sobrevivncia mais avanada para o futuro, manter a capacidade atual de alta qualidade e permitir que o Departamento de Defesa adquira vrias capacidades adicionais de baixo nvel, para criar maior exibilidade operacional.

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14 A justicativa para adotarmos a seunda opo ser abordada nas quatro sees dee artigo. A primeira seo analisar o ambiente es tratgico e as limitaes enfrentadas pela tecnolo gia de alta qualidade dos VANT nos ambientes disputados. A seunda examinar a evoluo da estrutura da fora dos VANT e a nfase militar nas capacidades de alto nvel no futuro. A terceira seo explicar a evoluo oramentria dos programas de VANT e os desaos futuros sob o prisma nanceiro. A seo nal analisar as solues potenciais para os desaos oramentrios e estratgi cos do futuro.O Ambiente EstratgicoNo atual ambiente estratgico, os VANT tm se tornado essenciais para a estratgia de seurana nacional dos EUA, que combina a contrainsurgncia no tereno e o contraterorismo no ar Os VANT foram desenvolvidos originalmente para fornecer Inteligncia ttica e operacional, reconhecimento e observao. Mas, desde 2003, eles tm se transforma do nas feramentas de contraterorismo preferidas do Departamento de Defesa e do Governo dos EUA. A partir de 2002, quando os VANT Predator foram armados pela primeira vez, os Estados Unidos tm en fatizado, progressivamente, os ataques areos contra nossos inimigos Estima-se que, em 2016, os Estados Unidos eliminaram 4.000 combatentes inimigos usan do os VANT fora dos campos de bataha tradicionais Desde 2003, nenhuma outra nao tem feito tamanho uso dos veculos areos no tripulados para imple mentar suas polticas externas. Os Estados Unidos foram capazes de empregar drones dessa forma, sobre tudo, em virtude do espao areo no disputado e de sua dominncia tecnolgica em termos de VANT. No entanto, a crescente pro babilidade de ambientes areos disputados e de incremento da uera eletrnica, devido maior disponibilidade de tecnologia no mercado mundial, indica que muitos dos sistemas VANT de alta qualidade eo se tornando cada vez mais inadequados para os conitos futuros. Embora os VANT atualmente desempenhem um papel proeminente nas opera es contrateroristas, a natureza da expanso das contramedidas aos VANT limita, potencialmente, sua utilidade futura. Atualmente, os VANT carecem de manobrabilidade, velocidade, capacidade evasiva e armamento para sobreviver em espao areo disputado. De fato, o nico engajamen to ar-ar entre um VANT Predator e um caa com piloto, em maro de 2003, resultou na destruio do Predator r. Alm disso, em 2015, um VANT Predator dos EUA foi abatido na Sria pelo deteriorado sistema de defesa antiarea do Presidente Bashar al-Assad. Finalmente, as perdas dos VANT caros de alta capa cidade na Ucrnia tm forado a Organizao para a Seurana e Cooperao na Europa a retirar seus sistemas de observao no tripulados dos cus. A maioria dos VANT empregados com sucesso na Ucrnia era composta por aeronaves pequenas (com uma envergadura de 3m ou menos, equivalente ao VANT Shadow dos EUA) visando a aumentar sua capacidade de sobrevivncia ao minimizar suas carafersticas observveis, alm de reduzir os custos associados sua destruio. O valor unitrio de um MQ-9 Reaper, que era de aproximadamente US$ 30 mihes em 2011, representa mais da metade do preo de um caa F-16, que custa US$ 55 mihes. Uma comparao simples identica o F-16 como uma aeronave de combate muito mais verstil com a capa cidade de portar quatro vezes a carta til e desempe nhar muitas misses que o Reaper no pode fazer. Por isso, com base na tecnologia atual dos VANT, pa rece que as aeronaves tripuladas proporcionam uma capacidade de combate mais valiosa nos ambientes areos disputados. Considerando que os ambientes disputados provavelmente limitaro a utilidade dos Tabela 1. Estrutura da Fora, Fevereiro de 2003 Veculo Areo No Tripulado Nmero Total de Aeronaves Global Hawk 4 Predator 48 Pioneer 47 Hunter 43 Shadow 21 Total 163(Tabela pelo autor)Pgina anterior: Captura de tela do comercial microdrone, publicado no YouTube em 21 Nov 16. (Exrcito dos EUA)

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15 grandes VANT atuais, os Estados Unidos devem se concentrar na pesquisa e desenvolvimento, enquanto limitam os custos de aquisio at as capacidades dos VANT amadurecerem mais.Estrutura da ForaDesde 2003, o Departamento de Defesa tem dependido, cada vez mais, dos VANT para uma infinidade de misses e aumentado significativa mente a estrutura disponvel e capacidades cores pondentes aos vrios programas. Naquele ano, o Departamento de Defesa dispunha somente de 163 VANT corespondentes s cinco plataformas areas diferentes, como mostrado na Tabela 1. Na po ca, esses 163 VANT representavam apenas 1% do nmero total de aeronaves dos EUA. Entre 2003 e 2012, a estrutura da Fora de VANT expandiu at 7.494 aeronaves. Devido expanso dos VANT, as aeronaves tripuladas diminuram de 99% de todas as aeronaves do Departamento de Defesa, em 2003, para 95%, em 2005, e caiu at mais, em 2012, para 59%. A expanso acelerada dos VANT entre 2007 e 2012 reflete o mandato do ento Secretrio de Defesa Robert Gates e sua nfase nos VANT para as mis ses de combate no Iraque e no Afeganisto r. O aumento da estrutura da Fora dos VANT reflete, tambm, a nfase das Foras Armadas na ampliao da gama de capacidades disponveis, aumentando os programas dos VANT de cinco, em 2003, para mais de 17, em 2012. Atualmente, o Departamento de Defesa mantm uma estru tura de fora e uma capacidade significativas, incluindo mais de 7.500 VANT, proporcionando vantagens tticas, operacionais e estratgicas por todo o mundo. No presente, as Foras Armadas dos EUA organizam os VANT em cinco grupos, com base na capaci dade, tamanho, misso e custo. A Tabela 2 mostra a aproximada estrutura da Fora dos nove maiores programas de VANT, organizados nos grupos do Departamento de Defesa. O Grupo 5 representa os de maior custo e ca pacidade, e o Grupo 1 representa a extremidade infe rior. A estrutura atual mantm uma mistura rela tivamente equilibrada de capacidades de baixo e alto nvel, com a Fora Area e a Marinha enfatizando a capacidade de alto nvel, e o Exrcito e o Corpo de Fuzileiros Navais favorecendo as capaci dades na extremidade inferior Considerando que os sistemas de VANT foram original mente planejados para um tempo de vida de 15 a 20 anos, aluns siste mas de Predator e de Global Hawk esto se aproximando do final de (Tabela pelo autor)O Maj Zachary L. Morris, Exrcito dos EUA, estudante no Command and General Sta Ocers College, no Forte Leavenworth, Kansas. bacharel pela Academia Militar dos EUA, em West Point, Nova York e mestre pela Georgetown University. Seus postos anteriores incluem trs turnos de servio em apoio da Operao Enduring Freedom. Grupo Sistema de VANT Nmero total de veculos Estaes de controle terrestre Custo aproximado por sistema (US$) 5 RQ-4 Global Hawk 36 7 $140.9-$211 milhes MQ-9 Reaper 276 61 $28.4 milhes 4 MQ-1 Predator 108 61 ~$20 milhes MQ-1 Grey Eagle 26 24 ~$20 milhes 3 RQ-7 Shadow 364 262 $11,1 milhes 2 Scan Eagle 122 39 $100.000 1 RQ-11 Raven 5346 3291 $167.000 SAUS Puma 39 26 $250.000 gMAV/T-Hawk 377 194 -Tabela 2. Atual Estrutura da Fora (Aproximada)

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16 sua vida til Contudo, a maioria dos sistemas, obtida entre 2006 e 2012, relativamente nova. Alm disso, considerando que os VANT no portam um piloto, extenses vida til so mais viveis porque so menos ariscadas e caras que os sistemas tripulados. No futuro, o Departamento de Defesa planeja mudar de uma mistura de alto e baixo nvel e enfatizar predomi nantemente as capacidades dos nveis mais superiores, o que aumentar signicativamente os custos das opera es dos VANT ao longo do tempo. Na Fora Area, os planos atuais envolvem a retirada da frota de Predator e a obteno de mais 75 VANT Reaper, antes de 2021. Embora o custo de aquisio dessa mudana seja apro ximadamente US$ 2,1 bihes, o gasto verdadeiro vem dos crescentes custos de operaes e de manuteno. Hoje, os esquadres Reaper custam anualmente US$ 160 mihes, em comparao com os US$ 70 mihes dos esquadres Predator Uma mudana da estrutura da Fora de Predator para Reaper cria um aumento no custo de operaes e manuteno de, potencialmen te, mais de US$ 550 mihes por ano. Alm disso, a Marinha tem investido mais de US$ 1,4 biho no progra ma Unmanned Combat Air System Demonstration (UCAS-D), para avaliar a viabilidade tcnica de operar sistemas VANT dos navios aerdromos. A Marinha, tambm, continua no desenvolvimento do programa Unmanned Carier-Launched Airborne Surveilance and Strike (UCLASS), a m de determinar como incorporar em um VANT muitos dos aectos de um caa tripula do A expanso desses outros programas de VANT do Grupo 5 aumentar o oramento de operao e manu teno at mais do que somente a expanso do Reaper. A nfase nos VANT no futuro indica um desejo de mehorar vrias capacidades eeccas, incluindo a in teroperacionalidade, conabilidade, autonomia, sistemas do motor, capacidade de combate ar-ar e movimento furtivo r. Essas carafersticas provavelmente aumentaro marcadamente tanto a capacidade dos VANT quanto seu custo. Em 1998, uma pesquisa do Departamento de Defesa sobre o Darkstar indicou que aperfeioar somente as carafersticas do movimento furtivo de um VANT custaria mais de US$ 1 biho (em dinheiro do ano scal 0 $50 0M $1.0B $1.5B $2.0B $2.5B $3.0B $3.5B $4.0B $4.5B Figura 1. O Oramento de Aquisio Total dos Sistemas de VANT em Milhes de Dlares(Grco pelo autor)

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17 1998) para o tempo de vida de um veculo. O acrscimo das outras capacidades indicadas anteriormente pode facilmente fazer com que os VANT se tornem mais caros que aeronaves tripuladas no futuro. Contudo, essas capa cidades futuras so provavelmente necessrias para que os VANT sirvam como feramentas viveis, aptas a sobrevi ver em ambientes disputados futuros.OramentoA denio do oramento dos sistemas de VANT por todo o Departamento de Defesa permanece dicil por vrias razes. Primeiro, considerando que os VANT operam como parte de um sistema que inclui eaes de controle terestre, operadores e tripulaes teres tres, ligaes de dados e de comunicaes e mltiplos veculos areos, os custos so frequentemente engano sos Muitas capacidades necessrias para os VANT, como redes de comunicaes baseadas em satlite, no so includas nos custos dos VANT. Seundo, os custos de monitoramento e de avaliao so mais complicados devido aos diversos mtodos ora mentrios entre as Foras Sinulares e ao fato de que uma parte do custo dos VANT abrangida pelo oramento de Inteligncia, em vez do Departamento de Defesa. Terceiro, os custos de operaes e de manuteno so diceis de determinar e frequen temente dizem reei to apenas aos maiores sistemas no tripulados Finalmente, um indeter minvel oramento sigi loso existe para os VANT, como o programa do RQ170 Sentinel, que veio tona quando uma unidade caiu em teritrio irania no Este artigo, portanto, geralmente se concentra apenas nos custos diretos dos maiores VANT. Entre 1989 e 2017, o oramento de aquisio par te signicativa do oramento geral para os VANT aumentou notadamente, corespondendo expanso da estrutura da fora e prioridade concedida aos sistemas no tripulados, ao longo do tempo. A Fiura 1 mostra os custos de aquisio dos VANT entre 1989 e 2017. O governo Reagan solicitou nveis de dinheiro considera velmente mais altos para os sistemas VANT do que os governos anteriores e marcou a transio dos VANT de meros projetos de experimentao para programas de aquisio A Fiura 1 ilustra, tambm, a progressi va importncia dos sistemas sem tripulao depois da invaso do Iraque, em 2003, e o aumento considervel aps a nfase nos sistemas de VANT pelo Secretrio de Defesa Robert Gates, em meados de 2007. Ao todo, o Departamento de Defesa gastou mais ou menos US$ 4 bihes nos sistemas de VANT entre 1989 e 2000, aumentando em aproximadamente US$ 39 bihes em aquisies desde 2001. Em 2011, o oramento Figura 2. Estimativa de Despesas Aproximadas com os Grupos 4 e 5 segundo o Future Years Defense Program (Programa de Defesa nos Anos Vindouros) 0 $2B $4B $6B $8B $10B $12B 20 17 2018 2019 2020 2021 Aquisio Pesquisa e Desenvolvimento Operao e Manuteno (Grco pelo autor)

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18 dos sistemas VANT representou apenas 8% de todo o dinheiro destinado aquisio de aeronaves dos EUA, apesar dos crescentes custos. O que no mostrado aqui so os crescentes custos de operao e manuten o, que podero, com o tempo, excluir vrios progra mas de pesquisa e desenvolvimento. O oramento atual, at 2021 no Future Years Defense Program FYDP (Programa de Defesa nos Anos Vindouros, em traduo livre), mostra inmeros desaos para os programas no tripulados. A Fiura 2 mostra os gastos aproximados no FYDP com os VANT apenas dos Grupos 4 e 5r. Primeiro, os custos de ope raes e manuteno para os esquadres dos sistemas de VANT tm comeado a dominar o oramento anual de aproximadamente US$ 10 bihes. A mudana continuada para os VANT maiores e mais capazes so mente ir aumentar essa relao de custo, considerando que cada esquadro de Reaper custa US$ 160 mihes anualmente, em comparao com os US$ 70 mihes em custos anuais por um esquadro de Predator. Alm disso, as unidades de Global Hawk custam apro ximadamente US$ 440 mihes, por ano, pela operao e manuteno O Departamento de Defesa prev custos operacionais semehantes ou mais altos para os sistemas de VANT do Grupo 5, como o UCLASS da Marinha. Os crescentes custos de operaes e manu teno signicam que os planos atuais para aumentar as capacidades de nvel superior no so viveis sob as limitaes oramentrias atuais. Seundo, o Departamento de Defesa acredita que as deesas em pesquisa, desenvolvimento e aquisi o cresam constantemente ao longo do FYDP, com custos aproximados entre US$ 4 e 5 bihes por ano. Tambm, essa deesa provavelmente proporcionar menos plataformas a cada ano ao longo desse perodo, conforme as encomendas sejam reduzidas e a tecnolo gia se torne mais avanada. Outros programas maiores, como o Long Range Strike Bomber (LRS-B) da Fora Area dos EUA, complicaro a situao e podem excluir programas menores e mais novos de pesqui sa e de aquisio. A crescente competio da Fora Area por dlares destinados pesquisa e aquisio provavelmente ir exacerbar a tenso j existente no oramento projetado pelo presidente, que excede os li mites da Lei de Controle Oramentrio de 2011 (2011 Budget Control Act) em um total de US$ 107 bihes (em dlares de 2016) por meio do FYDP. Um exemplo signicativo dos crescentes custos de pesquisa e aquisio giram em torno do conjunto de sensores nos VANT de nvel superior. A carga de sensores de seunda gerao do Global Hawk repre senta aproximadamente 54% do valor da aeronave. Os custos de sensores eo aumentando devido lei bsica da oferta e da procura. A crescente demanda e o desejo do Departamento de Defesa por maiores capacidades, combinados com uma falta de sensores comerciais equivalentes, signica que os fabricantes de sensores dos VANT enfrentam pouca competio para manter os preos baixos. Alm disso, a reduo do volume das encomendas, devido aos custos cres centes e oramentos limitados, aumenta o custo por plataforma. No oramento para o Ano Fiscal 2012, a reduo das aquisies da aeronave Global Hawk de 22 para 11 fez com que o preo por cada unidade dessa plataforma aumentasse em 11%.Solues PotenciaisO prolema futuro se concentra nas limitaes scais ao crescimento do oramento imposto pela Lei de Controle Oramentrio de 2011, assim como na propenso das Foras Armadas em obter capacidades de sistemas de VANT de alta qualidade que so cada vez mais sosticadas. A no ser que os oramentos se jam aumentados, duas opes razoveis existem para o desenvolvimento futuro dos VANT. A apropriada sele o depende em grande parte de como os tomadores de deciso deniro o ambiente operacional e os requisitos dos sistemas de VANT. A primeira opo recomenda o emprego de um menor nmero de VANT dos Grupos 4 ou 5, que so mais caros e mais capazes, como o Global Hawk e o Reaper Atualmente, o Departamento de Defesa planeja implementar essa opo, expandindo a estrutura da fora Reaper por mais de 25%, com o acrscimo de 75 aeronaves antes de 2021. Para compensar o aumento dos Reaper, a Fora Area planeja retirar todos os 108 VANT Predator, antes de 2018r. No obstante, para manter o oramento de operao e manuteno em equilbrio com os US$ 630 mihes por ano destinado ao Predator, a Fora Area pode manter menos de qua tro esquadres de 12 Reaper. Alm disso, o marco de quatro esquadres no leva em conta o custo de aqui sio de aproximadamente US$ 350 mihes por cada esquadro de Reaper Assim, se os limites mximos de

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19 deesa permanecerem xos, a Fora Area provavel mente s comprar dois ou trs esquadres de Reaper ao longo do FYDP. Em geral, essa opo resultaria em uma reduo de 108 Predator e um aumento de, no mximo, 36 Reaper. A primeira opo provavelmente permanecer vivel se a misso principal continuar sendo o con traterorismo em espao areo no disputado. No entanto, considerando que os VANT atuais no so adequados para ambientes disputados, uma misso alternativa contra um adversrio capaz limitar a utilidade dessas plataformas. A seunda opo recomenda o emprego de muitos sistemas de VANT menores, mais baratos e menos capazes que so controlados por comandantes tti cos e operacionais locais. Vrias medidas sob essa linha de ao iriam garantir a atual superioridade norte-americana, bem como permitiriam a contnua expanso potencial no futuro. Primeiro, a maioria da frota de Predator permaneceria em servio por todo o FYDP. Combinada com as aquisies restritas do Reaper e com o objetivo de substituir apenas os vecu los perdidos durante servio, a expanso limitada nos VANT de nvel superior proporcionaria os recursos nanceiros necessrios pesquisa e continuidade dos tees relacionados aos programas de VANT mais avanados. A pesquisa continuada dos programas de VANT sosticados facilitaria o desenvolvimento de sistemas adequados para os ambientes disputados do futuro e forneceria aos Estados Unidos opes viveis no momento em que os limites oramentrios dimi nurem. Alm disso, a expanso limitada dos VANT de nvel superior permitir que os Estados Unidos se man tenham concentrados na ampliao da estrutura e das capacidades dos programas de VANT tticos menores. Essa opo provavelmente seria a soluo econ mica coreta se os tomadores de deciso acreditam que os ambientes operacionais futuros abrange ro espaos areos disputados e uera eletrnica semehante ao que ocore atualmente na Ucrnia. Os eventos recentes mostram que os maiores e mais sofisticados VANT so vulnerveis devido s suas maiores caractersticas observveis e dependncia das redes de comunicaes complexas. Em 2011, o Ir alegou que tinha abatido o VANT sigiloso de movimento furtivo RQ-170. Alm disso, em junho de 2012, uma equipe da Universidade do Texas, em Austin, sequestrou um VANT Predator do Departamento de Seurana Interna, por menos de US$ 1.000. Finalmente, em agosto de 2016, a Organizao para a Seurana e Cooperao na Europa parou todas as operaes de VANT na Ucrnia aps trs VANT equivalentes ao Grupo 4 serem abatidos em junho e juho. Embora os VANT maiores tenham se provado custosos e menos capazes de sobreviver, os VANT menores tm continuado a demonstrar sucesso na Ucrnia, provendo informaes sobre alvos e conhe cimento ttico aos comandantes. Assim, at que a tecnologia de alta qualidade (e.g., movimento furti vo, velocidade, autonomia e facilidade de manobra) mehore, os VANT menores e mais baratos propor cionaro uma mehor opo nos ambientes disputa dos, considerando que so menos observveis e mais baratos quando destrudos. Independentemente de qual abordagem for escohida pelos tomadores de deciso, h vrias opes comuns entre os dois cenrios. Primeiro, o Departamento de Defesa no pode continuar com a expanso planejada nos VANT de nvel superior sob os limites oramentrios atuais. Os efeitos imediatos provavelmente incluem uma expanso reduzida dos sistemas Reaper e a vida til prolongada de pelo me nos alumas unidades Predator. Seundo, a crescente semehana entre os sistemas das diferentes Foras Sinulares pode poupar muito dinheiro. Por exem plo, o Grey Eagle do Exrcito e o Predator da Fora Area atualmente tm 80% em comum, e a nica diferena so os sensores mehores e mais caros no Predator da Fora Area. Alm disso, o sistema Navy Broad Area Maritime Surveilance (rea Ampla de Observao Martima da Marinha) e o Global Hawk da Fora Area so essencialmente o mesmo sistema com sensores diferentes No entanto, a Marinha e a Fora Area possuem seus prprios depsitos, estaes terestres e processos de treinamento para a aeronaver. Ao padronizar as vrias plataformas, o Departamento de Defesa poderia reduzir os custos na pesquisa e desenvolvimento, aquisio, operao e manuteno, considerando que as peas de reposio, as estaes de controle terestre, o treinamento e as ligaes de redes podem ser consolidados e intercambiados por todas as Foras Sinulares.

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20 ConclusoConforme um crescente nmero de atores eatais e no eatais obtm capacidades sosticadas de defesa antiarea e de uera eletrnica, os VANT de alta qualidade atuais se tornam menos econmicos e capazes. Os Estados Unidos devem se concentrar em manter as capacidades atuais e mehorar as capacidades na extre midade inferior enquanto enfatizam a pesquisa e o desenvolvimento das capacidades futuras. A adeso a esse programa permitir que o Departamento de Defesa opere dentro dos limites oramentrios atuais, mantenha capacidades exveis e desenvolva capacidades conceituais para expanso no futuro, se necessrio. At que os avanos tecnolgicos e oramentos ampliados proporcionem a capacidade de criar os VANT de alta qualidade que apresentam alto ndice de sobrevivncia, a maioria dos programas deve se concentrar nos VANT menores, mais baratos, mais descartveis e que tm chances mais altas de sobrevivncia. Os Estados Unidos no devem deerdiar as distintas vantagens potencial mente fornecidas pelos VANT menores e mais numero sos de baixa capacidade empregados nos nveis ttico e operacional nos conitos futuros. Referncias 1. Congressional Budget Oce (CBO), Options for Enhancing the Department of Defense Unmanned Aerial Vehicle Programs (Washington, DC: CBO, September 1998), p. ix, acesso em: 11 dez. 2017, hps://www.cbo.gov/sites/default/les/105th-congress-1997-1998/reports/uav.pdf 2. Jeremiah Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, CRS[Congressional Research Service] No. R42136 (Washington, DC: CRS, 3 January 2012), p. 1. 3. Ibid. 4. Ibid. 5. Ibid., p. 6. 6. Ibid., p. 1. 7. Iran G. R. Shaw, e Rise of the Predator Empire: Tracing the History of U.S. Drones, Understanding Empire (blog), 2014, acesso em: 13 dez. 2016, hps://understandingempire.wordpress. com/2-0-a-brief-history-of-u-s-drones/. 8. e General Atomics MQ-1 Predator (Predator A) Unmanned Aerial Vehicle (UAV)/ISR Drone, MilitaryFactory, ltima atualizao 1 Dec. 2017, acesso em: 12 dez. 2017, hp://www. militaryfactory.com/aircra/detail.asp?aircra_id=46. 9. Shaw, e Rise of the Predator Empire. 10. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 5. 11. Missy Ryan, U.S. Drone Believed Shot Down in Syria Ventured Into New Area, Ocial Says, e Washington Post (website), 19 Mar. 2015, acesso em: 23 jan. 2018, hps://www. washingtonpost.com/world/national-security/us-drone-be lieved-shot-down-in-syria-ventured-into-new-area-ocial-says/2015/03/19/891a3d08-ce5d-11e4-a2a7-9517a3a70506_ story.html 12. John Hudson, International Monitor Quietly Drops Drone Surveillance of Ukraine War, Foreign Policy (website), 28 Oct. 2016, acesso em: 11 dez. 2017, hp://foreignpolicy. com/2016/10/28/international-monitor-quietly-drops-drone-sur veillance-of-ukraine-war 13. Patrick Tucker, In Ukraine, Tomorrows Drone War Is Alive Today, Defense One, 9 Mar. 2015, acesso em: 11 dez. 2017, hp://www.defenseone.com/technology/2015/03/ ukraine-tomorrows-drone-war-alive-today/107085/. 14. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 22. 15. Ibid., p. 23. 16. Christopher Bolkcom e Elizabeth Bone, Unmanned Aerial Vehicles: Background and Issues for Congress, CRS No. RL31872 (Washington, DC: CRS, 2003), p. 5. 17. Ibid., p. 7. 18. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 8-9. 19. Ibid., p. 9. 20. Robert M. Gates, Duty: Memoirs of a Secretary at War (New York: Alfred A. Knopf, 2014), p. 129. 21. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 8. 22. Dyke Weatherington, Current and Future Potential for Unmanned Aircra Systems, Oce of the Under Secretary of De fense for Acquisition, Technology, and Logistics (OUSD [AT&L]), Unmanned Warfare brieng, 15 Dec. 2010, p. 4. Veja tambm o Department of Defense (DOD), Unmanned Systems Integrated Roadmap FY2013-2038 (Washington, DC: DOD, 2013), p. 5. 23. Os dados na Tabela 2 foram obtidos de vrias fontes visando a conseguir o retrato mais preciso possvel. As principais fontes divergem em alguns nmeros, mas cada fonte listada abaixo. Os vrios grupos e quais VANT pertencem neles procedem de Weatherington, Current and Future Potential for Unmanned Aircra System, p. 4. Os dados sobre os Grupos 1-3 procedem de Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 8. E, os dados sobre os Grupos 4-5 vm do Congressional Budget Oce, e U.S. Militarys Force Structure: A Primer (Washington, DC: CBO, July 2016), p. 125. Os sistemas Reaper e Predator compartilham uma estao de controle terrestre comum. 24. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 6. 25. CBO, Unmanned Aerial Vehicle Programs, p. xiii. 26. Jeremiah Gertler, e Air Force Aviation Investment Challenge, CRS No. R44305 (Washington, DC: CRS, 17 Dec. 2015), p. 2. 27. CBO, Militarys Force Structure, p. 100. 28. Jeremiah Gertler, History of the Navy UCLASS Program Requirements: In Brief, CRS No. R44131 (Washington, DC: CRS, 3 August 2015), p. 3. 29. Ibid. 30. Informaes provenientes de Weatherington, Current and

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21 Future Potential for Unmanned Aircra System, p. 7; Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 16. 31. CBO, Unmanned Aerial Vehicle Programs, p. xviii. 32. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 13. 33. Ibid. 34. Ibid., p. 31. 35. Teal Group Corporation, World Unmanned Aerial Vehicle Systems, Air Force Magazine (2014): p. 1, acesso em: 11 dez. 2017, hp://www.airforcemag.com/DRArchive/Documents/2014/July%20 2014/UAV_study.pdf 36. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 2. 37. Gates, Duty, p. 129. Os dados para a Figura 1 so prove nientes de vrias fontes. Para os anos 1989-2007, veja Ed Wolski, Unmanned Aircra Systems, OUSD (AT&L) Unmanned Warfare brieng, 9 Jan. 2009, p. 4. Para os anos 2008, utilizei o OUSD (Comptroller)/Chief Financial Ocer, Program Acquisition Cost by Weapon System (Washington, DC: DOD, 2010). Para determinar esses nmeros, usei o mais recente Program Ac quisition Cost by Weapon System que contm os ltimos dados para um ano apropriado. Por exemplo, a publicao de 2017 contm os dados desde 2015. Os nmeros de pgina variam em cada publicao. No entanto, todas as publicaes podem ser encontradas em hp://comptroller.defense.gov/Budget-Mate rials/Budget2017/. en-year se refere aos gastos de um ano scal especco, no levando em conta a inao. Por vezes, so chamados dlares atuais. Quando as publicaes do Departamento de Defesa no dizem dlares constantes do ano scal, geralmente usam dlares atuais mas raramente explicitam isso. Os valores constantes so ajustados ao valor do dlar em um determinado ano. Os dlares de anos anteriores sempre sobem em valor, quando convertidos em dlares constantes, reetindo a eroso de inao do valor da moeda norte-americana. 38. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 13. 39. Ibid., p. 14. 40. Os dados para a Figura 2 foram encontrados em vrias fontes e foram comparados com outras fontes disponveis. Contudo, a maioria dos custos de operaes e manuteno foi calculada usando o Congressional Budget Oce, Militarys Force Structure, p. 100, 125. As despesas projetadas de aquisio e pesquisa e desenvolvimento provm, principalmente, da Teal Group Corpo ration, World Unmanned Aerial Vehicle Systems, p. 2. 41. CBO, Militarys Force Structure, p. 100. 42. Ibid. 43. Gertler, e Air Force Aviation Investment Challenge, p. 3. 44. CBO, Long-Term Implications of the 2016 Future Years Defense Program (Washington, DC: CBO, 2016), p. 2. 45. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 15. 46. Ibid. 47. Ibid., p. 10. 48. Ibid., p. 15. 49. Gertler, e Air Force Aviation Investment Challenge, p. 2. 50. CBO, Militarys Force Structure: A Primer, p. 125. 51. Ibid. Cada um dos esquadres atuais de Predator custa US$ 70 milhes por ano, ou US$ 630 para todos os nove esquadres. Cada esquadro de Reaper acrescenta US$ 160 por ano aos custos de operao e manuteno. Assim, quatro esquadres que custam US$ 160 por cada um resultam em US$ 640 milhes adicionais de custos de operao e manuteno. 52. O custo de aquisio estimado usando o custo estimado atual de um nico sistema do Reaper por US$ 28,4 milhes. Cada esquadro nocional contm 12 sistemas, resultando em aproximadamente US$ 340,8 milhes por esquadro. 53. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 15. 54. Clay Dillow, Iran Puts Its Captured RQ-170 Drone on Display, Popular Science (website), 8 Dec. 2011, acesso em: 11 dez. 2017, hp://www.popsci.com/technology/article/2011-12/ video-iran-puts-its-captured-rq-170-drone-display 55. Colin Lecher, Texas Students Hijack a U.S. Government Drone in Midair, Popular Science (website), 28 Jun. 2012, acesso em: 11 dez. 2017, hp://www.popsci.com/technology/ article/2012-06/researchers-hack-government-drone-1000-parts 56. Hudson, International Monitor Quietly Drops Drone Surveillance of Ukraine War. 57. Tucker, In Ukraine, Tomorrows Drone War Is Alive Today. 58. Gertler, U.S. Unmanned Aerial Systems, p. 6. 59. Ibid., p. 29. 60. Ibid.

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2015 DEPUY CONTEST2015 DEPUY CONTEST2017 MACARTHUR AWARD 2017 MACARTHUR AWARD Um Fracasso picoPor Que Lderes Precisam Fracassar para Vencer no FinalMaj Timothy Trimailo, Fora Area dos EUA

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uando um reprter he peruntou como se sentiu ao fracassar mil vezes, nomas Edison replicou, Eu no fracassei 1.000 vezes. A lmpada foi uma inveno de 1.000 passos Para Edison, o fracasso no era apenas uma opo, mas uma exigncia para o xito nal. Sem os muitos reveses que enfrentou durante o processo de inveno, Edison no teria aprendido com os seus eros e, com o tempo, entreue uma lmpada comercialmente vivel humanidade. Infelizmente, a sociedade moderna tende a minimizar o fracasso, negar sua ocorncia ou ter vergonha quando outros o reconhecem primeiro. Nas categorias esportivas juvenis, por exemplo, os or ganizadores das competies entregam trofus de par ticipao a todos os participantes em vez de encarar o fato de que alumas pessoas vencem e outras perdem. Mesmo alumas das universidades mais prestigiosas nos Estados Unidos tm relutncia em conceder notas baixas aos estudantes que cam aqum das expecta tivas. Ao formar-se nessas instituies, esses estudan tes no eo preparados para as cruis e impiedosas realidades do mundo. Os responsveis por essas ligas esportivas juvenis e essas universidades impedem o desenvolvimento desses jovens devido a uma distoro da linha entre o xito e o fracasso. Resumindo, a sociedade atual mima os futuros lderes da Nao e eabelece condies para que eles tenham fracassos mais signicativos no futuro ao no deixar que eles experimentem o fracas so na fase inicial da vida. A tendncia moderna de averso ao fracasso pre valecente, tambm, nas Foras Armadas. Os coman dantes e os mentores no permitem que os ociais subalternos fracassem no incio de suas careiras. Esse

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24 fenmeno se deve, provavelmente, a diversos fatores. Primeiro, a careira militar uma prosso dicil e impiedosa que envolve a morte e a destruio, ento uma averso ao risco e ao fracasso um subproduto eerado. Seundo, os comandantes superiores so submetidos a uma grande quantidade de escrut nio pelo Departamento de Defesa, Congresso e pela opinio plica, provocando que microgerenciem os ociais subalternos mais do que nunca, para impedir fracassos que possam ter repercusses negativas para eles. Alm disso, os comandantes so, geralmente, per sonalidades tipo A, que exigem o controle mximo sobre as variveis operacionais. Em consequncia, aluns desses comandantes superiores punem, frequentemente, os pequenos fra cassos com gravidade, s vezes degradando o potencial para promoes futuras de ociais subalternos que seriam, em outros contextos, promissores. Semehante ao mundo civil, essa poltica de tolerncia zero para com os fracassos afeta negativamente a prxima gera o de comandantes nas Foras Armadas, ao reprimir a iniciativa e fazer com que eles sejam aversos ao risco. Ou eles no so permitidos fracassar e se recuperar na fase inicial da careira ou deixam as Foras Armadas devido s reduzidas possibilidades de promoo determinadas por um fracasso anterior, pelo qual eles percebem que no podem se recuperar. Alm disso, em um mundo de ampliado escrutnio externo e aces so a novas feramentas de microgerenciamento, por meio de novas tecnologias, a tendncia institucional de averso ao fracasso e o medo de punio apenas se tornam mais acentuados. Isso extremamente lamentvel, contudo, porque o desenvolvimento da liderana demanda um pouco de fracasso. O fracasso, quando ocore no contexto apro priado, permite que indivduos aprendam com os eros, promove a resilincia e a coragem moral e desenvolve a capacidade de equilbrio entre o risco e a recompensa na tomada de decises futuras, sob as condies mais srias das operaes reais, incluindo o combate.Fracassar e Aprender Cedo ou Fracassar com Maiores Consequncias mais TardeEm setembro de 2013, o Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais afastou dois generais por falta de capacidade de exercer o nvel de julgamento esperado de comandantes do seu posto, aps 15 insurgentes romperem a seurana em uma base no Afeganisto e destrurem vrias aeronaves A vali dade da deciso de substituir esses comandantes e o carter e a experincia dos oficiais em questo esto alm do alcance deste artigo, mas a preveno desse tipo de fracasso nos nveis superiores deve ser um objetivo primordial medida que as Foras Armadas desenvolvem seus lderes. Infelizmente, provvel que ee exemplo no seja o ltimo grande fracasso cometido por um ocial americano de alto escalo. uer seja no desenvolvi mento de um mtodo para interagir com os subor dinados, na seleo de uma misso ttica apropriada durante o planejamento operacional ou na adminis trao de um plano de treinamento da unidade, o fracasso de um ocial subalterno em tais empreendi mentos proporciona o frum prtico necessrio para ensaios e eros. Conforme comandantes ascendem na hierarquia das Foras Armadas, eles utilizam um con junto pessoal de feramentas para evoluir conforme os prolemas que enfrentam se tornam mais complexos. Outra razo pela qual o fracasso inicial facilita a aprendizagem pelos prprios eros pode ser derivada de uma anlise da alternativa. Em aluns casos, um histrico de sucesso contnuo garantido pode resultar em fracasso no nal, porque a aprendizagem signica tiva no ocore sob circunstncias de xito constante. Por exemplo, o fabricante italiano de motocicletas Ducati comeou a entrar em coridas no circuito competitivo em 2003. Aps aluns sucessos iniciais alcanados quando empregaram a aprendizagem obtida dos resultados decientes das coridas iniciais, os engenheiros deixaram de continuar a analisar os dados das coridas para mehorar progressivamente seu design de motos para o futuro Como Francesca Gino e Gary Pisano observam, o sucesso inicial de Ducati limitou a necessidade de continuar a apren dizagem organizacional, causando que a empresa falisse depois, devido a uma cultura de complacncia acumulada Quando aplicado ao desenvolvimento de Pgina anterior: Um sargento apresenta um relatrio da situao ao 2 Ten Randy Jozwiak ( esquerda) durante um exerccio de ades tramento, como parte do grande exerccio Northern Strike 15, no Centro de Treinamento de Manobras Conjuntas no Camp Grayling, no Estado do Michigan. O sargento comandante de grupo de combate e Jozwiak comandante de peloto designados ao 1 Batalho, 126 Regimento de Cavalaria. (Sgt Seth LaCount, Exrcito dos EUA)

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25 lideranas nas Foras Armadas, esse cenrio demons tra a condio natural do xito. Em suma, sucesso em demasia pode levar conana excessiva e letargia, que, por sua vez, impedem a aprendizagem e a meho ria continuadas. Por outro lado, os lderes precisam aceitar o conceito de que aprender com o fracasso uma necessidade inevitvel para a mehoria contnua e a otimizao do desempenho. O aecto nal do fracasso como um catalisa dor para a aprendizagem que ele ajuda os lderes a identicar as indicaes e os avisos do fracasso antes de que ele possa ocorer. Kathy Maloch e Tim Porter-OGrady armam que os lderes altamente bem-sucedidos se preocupam com o fracasso porque esse faz com que eles se concentrem nos minuciosos detahes e lidem, de forma rpida e decisiva, com os indicadores do fracasso O fracasso proporciona um meio para analisar todos os aectos do indivduo e da organizao para ajudar a identicar os fatores crticos que levaram ao fracasso. Ao analisar esses indicadores aps um evento malogrado, o lder pode identicar indicadores semehantes no futuro para evitar proativamente o fracasso. Com referncia ao exemplo anterior, sobre os dois generais dos Fuzileiros Navais no Afeganisto, possvel que aprender com os eros tticos cometidos no nvel subalterno pudesse ter ajudado esses indivduos a identicar, de antemo, os indicadores de uma inltrao da base, assim evi tando o fracasso em to grande escala. Existe uma condicionante no arumento que o de senvolvimento da liderana deve incentivar a apren dizagem com os prprios eros, no nvel subalterno. O foco no deve ser confundido com um esforo para garantir que ociais subalternos fracassem, mas, em vez disso, que seja proporcionado a eles um ambiente que tolera eros, em um contexto onde esses eros levam autoavaliao, aprendizagem e coreo, para evitar fracassos no futuro. Como o lsofo George Santayana armou e Winston Churchil reiterou de pois, Aqueles que no conseuem lembrar o passado eo condenados a repeti-lo Embora o fracasso seja necessrio para que o pensamento em profundida de possa ocorer, aqueles que no aprendem de uma forma diligente com os eros so bem mais provveis de repeti-los. Consequentemente, para o militar, o fra casso no contexto e no ambiente apropriados deve ser considerado como uma oportunidade para aprender com os eros, evitar as armadihas do xito perptuo e identicar, em uma escala maior, os sinais indicadores dos fracassos no futuro.Fracassar, Recuperar, RepetirAlm de aprender com os eros, superar a adver sidade e se recuperar dos fracassos so passos impor tantes no desenvolvimento de um lder. Como os dois estudiosos da Liderana, Waren Bennis e Robert J. nomas, observam, as habilidades necessrias para superar a adversidade e emergir mais forte e mais determinado do que nunca so as mesmas que contri buem para criar lderes extraordinrios A maneira como um lder em desenvolvimento reage a situaes diceis corelaciona-se diretamente com a sua ca pacidade de superar a adversidade no futuro. Essas experincias proporcionam ao lder um entendimen to recm-adquirido dele prprio e uma aumentada capacidade de lidar com diculdades futuras. Contudo, se os lderes em desenvolvimento no re cebem uma chance de se recuperar da adversidade porque so protegidos do fracasso, eles permane cem no teados e so mais provveis de enfren tar as situaes futuras diceis de maneira nega tiva. Em outras palavras, esses lderes no desen volvem o que Bennis e nomas se referem como a capacidade adaptativa, porque no tm a opor tunidade de fazer isso Por outro lado, os lderes que desenvolvem essa capacidade e constroem a resilincia individual so bem mais provveis de promover esse com portamento nos seus subordinados e unidades conforme eles sobem a escada organizacional. O Maj Timothy Trimailo, da Fora Area dos EUA, ocial de estado-maior no Escritrio de Ligao ao Poder Legislativo do Secretrio da Fora Area, em Washington, D.C. bacharel em Cincia Poltica pela Academia da Fora Area dos EUA e mestre em Administrao de Empresas pela University of Nebraska. Seus postos anteriores incluem operaes espaciais e funes de aquisio na Base da Fora Area Schriever, no Estado do Colorado; o Centro de Sistemas de Espao e de Msseis, em El Segundo, Califrnia; e o National Reconnaissance Oce (Gabinete de Observao Nacional), em Chantilly, Virgnia. Foi graduado, em 2017, no Command and General Sta College do Exrcito dos EUA, em Fort Leavenworth, Kansas.

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26 Alm de construir a resilincia individual, o fracasso como um ocial subalterno ajuda, tambm, a desenvolver a coragem moral. Um aecto chave da coragem moral a capacidade de admitir os eros sem medo de humihao ou de passar vergonhar. A disposio de admitir os eros no uma qualidade natural, eecialmente para os eereotipados lderes competitivos dentro das Foras Armadas. Dito isto, a capacidade de se adaptar e superar o fracasso como um ocial subalterno ajuda a construir a conana necessria para se sentir sucientemente confortvel em admitir os eros mais tarde na careira de um lder. Como Peter Olsthoorn arma, a unidade de coe so que constri a coragem sica nas Foras Armadas o mesmo elemento que faz com que os indivduos sejam mais provveis de conformar-se cegamente e, assim, menos provveis de iradiar a coragem moral. Alm disso, a nfase no xito da unidade combinada com a tendncia para mitigar o fracasso individual im pede o desenvolvimento de coragem moral em lderes militares em formao. Embora o desenvolvimento de equipes e a unidade de coeso sejam essenciais para o sucesso operacional, os comandantes superiores precisam, tambm, se concentrar no desenvolvimento de qualidades individuais nos subordinados, incluindo a coragem moral. Os crticos do arumento que sustenta que fracassos que ocorem cedo na careira fomentam a resilincia e a coragem moral talvez armem que essas carafersti cas so inerentes, ou ausentes, em todos os indivduos e no so qualidades que podem ser desenvolvidas. Os princpios ticos tradicionais de Nicmaco, por exemplo, armam que se pode aprender a maioria das habilidades, mas no se pode adquirir as virtudes morais acima e alm do que j inerente do indiv duo Embora cada ser humano certamente possua um certo nvel de moralidade e resilincia individual, as provaes e as tribulaes dos fracassos durante os anos de formao podem ajudar na construo da aptido para essas carafersticas e da disposio para empre g-las no futuro. As Foras Armadas precisam que seus lderes superem o fracasso no incio de suas careiras para desenvolver a resilincia individual e a coragem moral. Essas capacidades no apenas ajudam os lderes a se comportar pessoalmente no futuro, mas tambm a incentivar essas carafersticas nos subordinados, que fomenta uma cultura de emprego da coragem moral.A Tnue Linha entre o xito e o FracassoAprender com os fracassos e desenvolver a resi lincia e a coragem moral diante da adversidade so extremamente importantes no desenvolvimento da liderana, pois os lderes militares precisam, no nal das contas, corer riscos em quase todas as decises tomadas como comandantes superiores. A doutrina do Exrcito declara que a aceitao de riscos calcula dos ajuda os comandantes a aproveitar uma oportu nidade para obter e manter a iniciativa no campo de bataha Em outras palavras, o Exrcito aceita o fato de que as operaes militares envolvem risco e que comandantes precisam assumir quantidades aceitveis do risco para facilitar o sucesso em conitos. A capa cidade de identicar riscos calculados, contudo, uma habilidade desenvolvida como um ocial subalterno. Independentemente de uma anlise minuciosa, a ma neira mais ecaz para realmente entender qual risco calculado e aceitvel atravessar a linha e experimentar o risco inaceitvel, a um dado momento. Quando um lder assume um risco inaceitvel, o fracasso bem mais provvel de ocorer. Essa experincia refora mais a capacidade do lder de discernir entre o risco calculado e uma aposta inaceitvel e empregar o juzo formado para tomar decises crticas no campo de bataha. O objetivo de aceitar o risco calculado aumentar a probabilidade de obter grandes recompensas. O risco frequentemente considerado negativo e algo que pes soas devem evitar, mas a assuno de riscos bem pen sada e constante na realidade, um requisito para o xito de alto nvel. Tim Kane se refere a essa qualida de em lderes como a propenso a agir que empreen dedores possuem, ou um desejo de assumir riscos proa tiva e cuidadosamente para maximizar os retornos. A nica maneira para obter o mximo retorno em qualquer negcio corer riscos. No contexto militar, os lderes que assumem riscos calculados no campo de bataha so aqueles que contam com os maiores suces sos no conito. Como o Gen Ex David Perkins armou no Army Mission Command Symposium (Simpsio de Comando de Misso do Exrcito), de 2013, manter uma posio de vantagem no campo de bataha dicil porque essa vantagem sempre relativa ao inimigo e sempre temporria, j que o inimigo constantemente se adapta ao ambiente operacional evolutivo. Em outras palavras, a tomada de riscos calculados um

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27 requisito para a execuo de uera na era moderna. No entanto, se os lderes militares no corerem riscos, experimentarem fracassos e aprenderem com os eros cedo nas suas careiras, eles no iro entender comple tamente as carafersticas da aceitao de corer riscos calculados e aproveitar as vastas recompensas dispon veis pela assuno desses riscos. Em outras palavras, a assuno de riscos e o fracasso podem reduzir o risco futuro. Os lderes militares merecem seus salrios quando efetivamente controlam os riscos e maximi zam as chances de sucesso. Um ponto de vista alternativo sobre o risco e o fra casso que a natureza violenta das operaes militares exige que comandantes minimizem o risco a todo cus to para evitar fracasso e subsequentes perdas de vida. A mdia e o plico americano criticaram os lderes militares dos EUA depois da interveno no Iraque, em 2003, pelo desdobramento de um nmero insu ciente de militares e por no ter um plano razovel para o esforo de eabilizao ps-conito. Seundo esses crticos, esses lderes tinham calculado eronea mente o risco envolvido nesse tipo de operao militar. Contudo, esse exemplo no valida a armao de que o risco deve ser evitado a todo custo. Pelo contrrio, pro va que o risco mal entendido perigoso, mas a assun o de riscos calculados pode produzir recompensas altas. Embora os mritos da campanha no Iraque no sejam o assunto dee artigo, o arumento que lderes precisam corer riscos diante de informaes imperfei tas e que os eros de clculo do risco no incio das suas careiras podem inuenciar a capacidade de realizar o equilbrio entre o risco e a recompensa, para mehorar julgamento mais tarde, como um comandante supe rior. Se esse equilbrio adquirido por meio do fra casso nos egios iniciais, os comandantes superiores podem evitar a perda de vidas e manter uma posio de vantagem relativa nas operaes militares, por meio da tomada de deciso bem informada e do controle dos riscos calculados.ConclusoO desenvolvimento da liderana exige um certo n vel de fracasso. Ele permite que lderes aprendam com os eros passados, constri a resilincia individual e a coragem moral; e desenvolve a capacidade de equili brar o risco e a recompensa no processo decisrio para promover sucesso no futuro. Aprender com os eros uma exigncia humana, mas, tambm, necessrio para o desenvolvimento da liderana. Facilita o cres cimento pessoal e ajuda lderes a entender e visuali zar o xito e os sinais de aviso do fracasso, e tambm reduz a inevitvel complacncia promovida por uma percepo do sucesso perptuo. O fracasso pode, tam bm, produzir a resilincia e a coragem moral, porque ensina o lder a superar a adversidade, reconhecer os eros e sair das diculdades com renovada autoesti ma, conana e resistncia. Embora essas qualidades sejam inerentes a cada pessoa, desde o nascimento, elas so ensinadas pelas provaes e tribulaes. Finalmente, a prosso militar exige lderes que pos sam equilibrar o risco e a recompensa com preciso. Sem a assuno de riscos calculados, no h retorno sobre o investimento e os lderes militares precisam incorporar o esprito empreendedor para aproveitar uma oportunidade e manter a posio extremamente varivel de vantagem relativa sobre o inimigo. Por outro lado, a soluo para a tomada efetiva de riscos a anlise e a prudncia. Todos esses trs pontos mos tram por que os lderes militares precisam fracassar na fase inicial da careira para serem lderes organiza cionais efetivos, nos escales superiores. O ambiente operacional atual complexo, perigoso e impiedoso. A doutrina conjunta arma que o coman dante o aecto central da arte operacional, devido no apenas formao e experincia, mas tambm porque o julgamento e as decises dele so necessrios para orientar o eado-maior durante o processo. Atualmente, a liderana militar atual exige formao, experincia e tirocnio que alimentem o processo decisrio de maneira razovel. Infelizmente, os coman dantes atuais no permitem que seus ociais subalternos coram riscos calculados e aprendam com o fracasso nos escales subordinados. Embora essa prtica possa mehorar as chances de operaes bem-sucedidas hoje em dia, isso impede o crescimento de ociais subalter nos que sero incumbidos da defesa da Nao, no futuro. Esses ociais precisam experimentar e aprender com os fracassos hoje, para tornarem-se mais resisten tes, mais conantes em sua coragem moral e mais aptos para realizar o equilbrio entre o risco e a recompensa nas futuras operaes. Da mesma forma que Edison respondeu a um reprter sobre seus fracassos no caminho para a inveno da lmpada, o lder militar tambm, uma inveno com mil passos.

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28 Referncias 1. Pauline Estrem, Why Failure is Good for Success, Success 25 Aug. 2016, acesso em: 30 ago. 2017, hp://www.success.com/ article/why-failure-is-good-for-success 2. Michael Zuckerman, Failing to Fail?, Harvard Magazine online, 23 Dec. 2013, acesso em: 23 ago. 2017, hp://harvardmagazine.com/2013/12/failing-to-fail 3. Rajiv Chandrasekaran, Two Marine Generals Fired for Security Lapses in Afghanistan, Washington Post online, 30 Sep. 2013, acesso em: 23 ago. 2017, hps://www.washingtonpost. com/world/national-security/two-marine-generals-red-for-se curity-lapses-in-afghanistan/2013/09/30/b2ccb8a6-29fe-11e3-b 139-029811dbb57f_story.html?utm_term=.3534743a944e 4. Francesca Gino e Gary Pisano, Why Leaders Dont Learn from Success, Harvard Business Review, April 2011, acesso em: 23 ago. 2017, hps://hbr.org/2011/04/ why-leaders-dont-learn-from-success 5. Ibid. 6. Kathy Malloch e Tim Porter-OGrady, e Quantum Leader: Applications for the New World of Work (Burlington, MA: Jones and Bartle Publishers, 2005). 7. George Santayana, e Life of Reason; Or e Phases of Human Progress (New York: Charles Scribners Sons, 1920). 8. Warren G. Bennis e Robert J. omas, Crucibles of Leader ship, Harvard Business Review (September 2002), p. 39. 9. Ibid. 10. William Ian Miller, Moral Courage and Civility, cap. 16 in e Mystery of Courage (Cambridge, MA: Harvard University Press, 2000). 11. Peter Olsthoorn, Courage in the Military: Physical and Moral, Journal of Military Ethics 6, no. 4 (2007): p. 270. 12. Ernst M. Conradie, Morality as a Way of Life: A First Introduction to Ethical eory (Cape Town, South Africa: Sun Press, 2006). 13. Army Doctrine Reference Publication 6-0, Mission Command (Washington, DC: U.S. Government Publishing Oce [GPO], 2014 [Change 2]), p. 1. 14. Anne Kreamer, Risk/Reward: Why Intelligent Leaps and Daring Choice Are the Best Career Moves You Can Make (New York: Random House, 2015). 15. Tim Kane, Bleeding Talent: How the U.S. Military Mismanages Great Leaders and Why its Time for a Revolution (New York: Palgrave Macmillan, 2012). 16. David G. Perkins, Understanding Mission Command, You Tube video, do simpsio, de 2013, da Association of the United States Army, postado pelo USArmyCAC Fort Leavenworth, 29 Oct. 2013, acesso em: 23 ago. 2017, hps://www.youtube.com/ watch?v=Rw6lcaqA5MM 17. Paul Yingling, A Failure in Generalship, Armed Forces Journal (1 May 2007), acesso em: 23 ago. 2017, hp://armedfor cesjournal.com/a-failure-in-generalship/. 18. Joint Publication 5-0, Joint Operation Planning (Washington, DC: U.S. GPO, 11 August 2011), p. XIX.

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29 Guadalcanal Um Estudo de Caso para o Combate em Mltiplos DomniosChris Reinota o ito: texto a seui consiste e um ca tuo a rec-ubicaa monoraia e istoe ein, uti-omain atte in te routwest aciic eate o orl a tI ( omate e tios omnios no eatro e eraes o ruoeste o acico na reuna uerra unial), etalano receentes ara o comate e mtios omnios ereaos eas oas biaas contra as oas braas tmeiais aonesas no teatro e oe raes (O) o ruoeste o acico urante a reuna uerra unia. ora reaizaas eves ateraes ara aata o texto ao estio a Military Review. Fuzileiro naval norte-americano de guarda no PCot 80 em Edsons Ridge (tambm conhecida como Bloody Ridge), Guadalcanal, em 1942. A foto mostra a vista na direo sul, de onde os japoneses atacaram durante a Batalha de Bloody Ridge em setembro de 1942. (Foto cedida por Wikimedia Commons)

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30 A bataha pela Iha de Guadalcanal, no Pacco, entre agosto de 1942 e janeiro de 1943, ofere ce um claro exemplo histrico do conceito e dos benecios de se conduzir um combate em mltiplos domnios simultaneamente. Embora tenham surgido novos domnios, como o espacial e o ciberntico, desde o trmino da Seunda Guera Mundial, capacidades e multiplicadores de poder de combate a eles relacio nados afetaram a luta pelo controle da iha em 1942, como, por exemplo, superioridade de informaes, comunicaes seuras, vigilncia de rea e apoio econ mico e popular em uma economia de uera totalmente mobilizada. As foras terestres, incluindo elementos do Corpo de Fuzileiros Navais CFN (aines ) e do Exrcito dos EUA, acabaram conquistando a iha no incio de 1943, mas seu xito dependeu fortemente do apoio naval e areo direto, que forneceu um apoio logstico essencial e efetivamente interditou os esfor os japoneses para aumentar seu poder de combate e prover suas foras. A aluma distncia dali, tnderes de hidroavies conduziam constantes patruhas de reconhecimento para fornecer informaes vitais sobre os movimentos e intenes da frota japonesa; bom bardeiros pesados executavam incurses contra bases japonesas como Rabaul, na Iha de Nova Bretanha; e submarinos interditavam o uxo de matrias-primas para a economia japonesa, possibilitando que os Aliados vencessem a disputa logstica. Embora repre sentasse apenas um passo na longa marcha rumo libertao das Filipinas e derota do Imprio Japons, Guadalcanal foi o combate de desgaste crucial, que mudou o rumo da situao e eabeleceu o padro de cooperao em mltiplos domnios, que levou, por m, vitria dos Aliados na Seunda Guera Mundial. No nal da primavera de 1942, as foras japone sas dominavam o Pacco. Com a rendio das foras norte-americanas e lipinas em Bataan e Coregidor em abril e maio, os japoneses haviam, de modo ge ral, concludo a conquista da rea de Recursos Sul. Haviam forado as foras navais britnicas a recuar para a costa lee da frica aps bem-sucedidos ata ques a partir de navios-aerdromos contra bases da Marinha Real na iha de Ceilo (Sri Lanka), logo ao sul da ndia, e as foras norte-americanas e australianas sofreram com pesadas incurses areas ao se empenha rem em manter o controle sobre a Nova Guin, ltima bareira entre o Imprio Japons em expanso e a prpria Austrlia. Somente a bataha naval no Mar de Coral em maio um empate ttico, mas uma vitria estratgica, pelo fato de ter repelido uma fora anbia com destino ao centro de suprimentos aliado em Port Moresby interompeu a sucesso contnua de xitos japoneses at ento. Um acontecimento no nal de abril colocaria os japoneses em um curso bem mais perigoso. Em 18 de abril, o Tenente-Coronel James H. Jimmy Doolitle comandou uma fora de 16 bombardeiros mdios -25, das Foras Areas do Exrcito* (AAF, na sigla em ingls), que saram do convs do SS ornet rumo ao arquiplago japons, antes de seuirem para reas da China em posse dos nacionalistas. A incur so, fonte de constrangimento para as foras armadas japonesas, convenceu-as de que sua bareira defensiva tinha de ser ampliada ainda mais, principalmente pela conquista das Ihas Aleutas, perto do Alasca, e Midway, no Pacco Central. A Marinha dos EUA, alertada por hbeis criptgrafos na sede da Frota do Pacco, previu coretamente as intenes japonesas, possibilitando que seus navios-aerdromos resistissem, efetivamente, invaso planejada de Midway. A vitria resultante demonstrou ainda mais o valor de informaes coretas de Inteligncia para as operaes militares, qualquer que seja a tecnologia que possibilite sua obteno. Em 04 Jun 42, decolando da iha sitiada de Midway, o Capito de Corveta Lobon R. Henderson, comandante do Esquadro de Reconhecimento e Bombardeio VMSB-241, do CFN, liderou 16 bom bardeiros de meruho rBD em um ataque contra a fora de navios-aerdromos japoneses que escoltavam a fora de invaso. A patruha area de combate dos navios-aerdromos destruiu o avio de Henderson, que recebeu, postumamente, a medaha a ros por seus esforos para incapacit-los. Apesar de no ter destrudo nenhum alvo, seu esquadro forou os navios-aerdromos japoneses a manobrarem e contribuiu para um atraso na recuperao, reabaste cimento e remuniciamento de suas aeronaves. Esse e outros ataques facilitaram a destruio de todos os quatro navios-aerdromos japoneses por um ataque executado pouco mais de uma hora depois, quando bombardeiros de meruho dos navios-aerdromos [* Componente do Exrcito dos EUA que, mais tarde, deu origem Fora Area como Fora Singular. N. do T.]

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31 norte-americanos nterise e ortown encontraram os conveses dos navios-aerdromos japoneses cheios de avies caregados com combustvel e bombas. Esse combate proporcionou Marinha dos EUA certa liberdade de ao, por ter reduzido a diferena em nmero de navios-aerdromos no Pacco, permitindo que os Aliados assumissem a iniciativa no TO. Sem o controle dos cus sobre Midway, ou dos mares ao seu redor, a fora de invaso japonesa teve de retornar, poupando os defensores sitiados da iha de um assalto anbio e conservando o campo de pouso como senti nela para a base em Pearl Harbor Guadalcanal, perto do extremo sul do arquiplago das Ihas Salomo, tem uma rea de aproximadamente 145 km por 50 km. Samuel Eliot Morison, que visitou a iha e escreveu, posteriormente, a histria ocial da Marinha dos EUA, qualicou-a como fecaloide, que uma descrio adequada para seu formato olongo e composio. Situada a apenas cerca de 100 km ao sul da Linha do Equador, sua costa era coberta por uma mata densa e manuezais, que apresentavam vrios obstculos habitao humana, incluindo o mosquito transmissor da malria. No interior da iha, recifes de corais que emergiram do fundo ocenico abrigavam densos grupos de rvores frondosas, que impediam a observao area, e as nicas clareiras eram cobertas por tufos de capim agree de quase dois metros de altura e bordas aadas. As reas mais densamente povoadas eavam situadas ao longo da costa, onde as poucas aldeias nativas e as plantaes de coco dos colonizadores salpicavam o litoral. Em abril de 1942, as tropas japonesas desembarca ram em Guadalcanal e deram incio construo de um campo de pouso na plancie costeira perto de Lunga Point. Sem equipamentos pesados, o trabaho avanou lentamente e no passou deercebido pelos avies de reconhecimento aliados baseados nas Novas Hbridas, hoje o pas insular de Vanuatu. No dia 23 de juho e, novamente, no dia 25, os -17 das Foras Areas do Exrcito realizaram um reconhecimento fotogrco de Guadalcanal, utilizando cmeras da Marinha operadas Aeronave Douglas SBD-3 Dauntless, da Marinha dos EUA, sobre voa os navios-aerdromos USS Enterprise (CV-6 ) (frente) e USS Saratoga (CV-3 ) em 19 Dez 42, perto de Guadalcanal. A aeronave provavelmente realizava um patrulhamento antissubmarinos. O Saratoga escoltado por seu contratorpedeiro de resgate. O conjunto de antenas e radares no Enterprise foi obscurecido por medidas de contrainteligncia da poca de guerra. (Foto cedida pela Marinha dos EUA)

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32 por fotgrafos do CFN, e descobriram que as tropas japonesas eavam prees a concluir a construo do campo de pouso. A ameaa que bombardeiros basea dos em tera japoneses eacionados em Guadalcanal representavam para o transporte martimo at a Nova Calednia, no Sul, e a capacidade da nova base para negar acesso s Ihas Salomo estimularam os plane jadores a iniciarem preparativos para retomar a iha e concluir o campo de pouso inacabado. A 1 Diviso/ CFN saiu de San Francisco rumo Nova Zelndia em junho, com o 1 e o 5 Regimentos/CFN, mas nenhum dos dois dispunha dos nveis de suprimento sucientes para o combate. O terceiro regimento da Diviso, o 7 Regimento/CFN, uarnecia Samoa na poca. Os planos iniciais previam um desembarque pre paratrio na Iha de Tulagi, cerca de 30 km ao norte de Lunga Point, com o objetivo de fornecer um anco radouro seuro, seuido do assalto principal prpria Iha de Guadalcanal. Os planejadores no esperavam que as tropas japonesas de engenharia, da uarnio e de comunicaes fossem oferecer grande resistncia, mas a ameaa de uma forte resposta naval e area, seuida de contradesembarques por tropas de outras reas das Ihas Salomo, exigia que o campo de pouso fosse conquistado rapidamente, a fim de preparar uma defesa em todas as direes contra ataques a reos, terestres e navais. Apesar do planejamento apressado, os desembar ques iniciais obtiveram xito, sem grandes difi culdades, pois os fuzilei ros navais se apossaram tanto de Tulagi quanto do campo de pouso, re batizado de Henderson em homenagem aos esforos do comandan te morto em Midway. Contudo, os desembar ques desencadearam uma resposta agressiva por parte das foras a reas e navais japonesas, ameaando os vulner veis navios-transporte que ainda estavam desembarcando os estoques de munio, alimentos e equipamentos pesados dos fuzileiros navais. O Vice-Almirante Frank Jack Fletcher, que co mandava a fora de cobertura dos navios-aerdromos, hesitava em ariscar os trs navios-aerdromos da esquadra que he reavam dentro do alcance das aeronaves baseadas em tera japonesas e, assim, deci diu retirar-se na noite de 7 de agosto, deixando uma pequena fora de supercie composta de cruzadores pesados para proteger os navios-transporte ainda espa hados pela cabea de praia. Na noite de 8 de agosto, a Marinha Japonesa lanou a primeira do que se tornaria uma srie de investidas reulares atravs da Fenda entre os arquiplagos paralelos que compem as Ihas Salomo, a qual cou conhecida como Ironbotom Sound (Baa do Fundo de Fero), devido ao nmero de navios afundados no local. No combate noturno prximo Iha de Savo, a Marinha dos EUA sofreu uma das piores derotas de sua histria, quando sete cruzadores pesados japoneses afundaram cinco cruza dores aliados, deixando os navios-transporte pratica mente desprotegidos. Somente a retirada antecipada do Almirante Mikawa para deixar a rea antes do alvorecer, quando decerto haveria aeronaves sua bus ca salvou os navios-transporte da destruio. O sub marino norte-americano r-44 obteve a nica vingana dos Aliados ao afundar um cruzador. Sem proteo area ou naval, os navios-transporte se retiraram com quase a metade dos suprimentos dos fuzileiros navais ainda a bordo, incluindo valiosos equipamentos de radar e rdio. Conforme observado na histria ocial do Exrcito dos EUA: A partida das Foras de Apoio Areo e Anbias deixou a 1 Diviso/CFN sozinha na rea de Guadalcanal-Tulagi, exposta a ataques japone ses, sem cobertura area ou apoio naval. Sem apoio areo ou naval, os fuzileiros caram, com efeito, por conta prpria, at que comboios de ressupri mento e reforo pudessem chegar at a iha. Enquanto isso, a uarnio suplementou suas raes com o aroz japons apreendido, e os Batahes de Construo da Marinha (reaees ) se empenharam em concluir os trabahos no campo de pouso Henderson, a m de ajudar a defender a iha mediante a interdio do uxo de reforos e suprimentos japoneses. Ao mesmo tempo, os japoneses tentaram, em vo, interomper o uxo de suprimentos e reforos para a uarnio sitiada. Com o domnio do ar, os norte-americanos podiam operar Christopher M. Rein, Ph.D., historiador do Combat Studies Institute, Army University Press, em Fort Leavenworth, Kansas. Concluiu seu doutorado em Histria em 2011 pela University of Kansas e autor do livro e North African Air Campaign, publicado pela University Press of Kansas, em 2012, e diversos artigos. tenente-coronel da reserva remunerada da Fora Area dos EUA, tendo servido como navegador areo a bordo de aeronaves E-8C Joint STARS durante as Operaes Enduring Freedom e Iraqi Freedom.

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33 com seurana durante o dia e, assim, trouxeram comboios de Nouma, na Nova Calednia, supreen dentemente sem nenhuma oposio dos submarinos japoneses, que preferiam, com base em sua doutrina, concentrar seus esforos contra navios de combate. noite, porm, quando a escurido mantinha as aero naves em tera, os japoneses, com sua propenso para o combate noturno, controlavam as uas volta de Guadalcanal e movimentavam comboios, apressada mente, de sua base em Rabaul, na Nova Bretanha, at as tropas terestres na iha. Esse vaivm na disputa en tre os dois lados continuou durante meses, porque ne nhum deles conseuiu defender, totalmente, suas linhas de comunicao, levando a uma prolongada campanha de desgaste ao redor do permetro do campo de pouso. Os japoneses desferiram o primeiro golpe, quan do mais de mil homens de seu 28 Regimento de Infantaria (RI) desembarcaram logo ao lee do permetro dos fuzileiros navais norte-americanos em 19 de agosto. No confronto, que cou conhe cido como Bataha do Tenaru, fuzileiros navais norte-americanos entrincheirados atrs do rio conseuiram conter, facilmente, o que se tornaria o primeiro de muitos contra-ataques contra o perme tro, aniquilando praticamente toda a fora atacante. At esse momento, o inexpressivo esforo japons representava um entendimento faho de exatamente quantos soldados norte-americanos eavam na iha, bem como os perigos de informaes inexatas. Os comandantes japoneses pensaram, inicialmente, que K o l o m b a n g a r a V e l l a L a v e l l a C h o is e ul B o u g a i n v i l l e San C r i s t o b a l G u a d a l c a n a lM u n d a P o i n t R a b a ul T u l a g iBloody Ridge L ung a P o int G u a d a l c a n a l NCabo E s p er a na Ironbottom Sound M a l a i t a S a n t a Is a b e l Ilha FlridaIlha B u k a Nova Irlanda Nova Guin Nova BretanhaBaa da Imperatriz AugustaNova GergiaMar de CoralBaa M ilneCampo H e n d e r s o nIlha de Savo Ilha FlridaIlha de SavoRio TenaruA rea Terrestre Naval Campo de pouso dos EUA Campo de pouso japons EUA Japo Operaes em Guadalcanal e nas Ilhas Salomo(Figura da Army University Press)

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34 a operao consistia apenas em um ataque de surpre sa para destruir o campo de pouso, e no eeravam, na verdade, que os norte-americanos fossem tentar mant-lo com todos os seus efetivos. Ao carem ple namente cientes do total de efetivos da uarnio, os japoneses resolveram enviar uma fora bem maior em meados de setembro. No dia seuinte, 20 de agosto, o campo de pouso Henderson entrou em operao ao rece ber 19 aeronaves ilcat do Esquadro de Caas VMF-223 e 12 aeronaves rBD auntes do Esquadro de Reconhecimento e Bombardeio VMSB-232, ambos do CFN, procedentes do navio-aerdromo de escolta on tsan. Relutante em ariscar os lentos e caregados navios-transporte em uas disputadas, a Marinha colocou seus con tratorpedeiros rpidos em operao, para trazer combustvel de aviao, bombas, e o pessoal de tera dos esquadres do CFN dos EUA. O ressuprimento areo complementou o esforo, e bimotores ( -47) do Grupo Areo 25 do CFN trouxeram pro dutos bsicos essenciais e evacuaram os casos mdi cos mais graves. Esses avies realizavam voos dirios de Espiritu Santo a Guadalcanal, geralmente trazen do cargas teis de 3 mil libras [1.360 kg] e evacuando 16 pacientes de maca por viagem Em 22 de agosto, navios trouxeram o que reava de um terceiro regimento para a 1 Diviso/CFN o 2 Regimento/CFN com o objetivo de reforar o bataho que havia tomado Tulagi. Naquele mesmo dia, as Foras Areas do Exrcito zeram sua primeira contribuio, quando cinco caas -400 (a verso de exportao do -39 biracora) do 67 Esquadro de Caas chegou, reforado por outras nove aeronaves em 27 de agosto. O esforo da Marinha no foi to talmente planejado, e bombardeiros de meruho do SS nterise chegaram em 24 de agosto, aps seu navio-aerdromo sofrer graves avarias na Bataha das Ihas Salomo Orientais. Em 31 de agosto, fo ram reforados com o efetivo do raratoa aps aquele navio-aerdromo ser avariado por torpedos ao patruhar a rea ao sul das ihas. Esse conglome rado de trs Foras Sinulares foi designado Fora Area CACTUS (CACTUS era o codinome de Guadalcanal), todas sob a direo da 1 Ala Area do CFN, comandada pelo deemido Almirante Roy Geiger. Conforme observou um historiador: Pilotos do CFN, Marinha e Exrcito voaram juntos em misses, sobreviveram juntos durante bombardeios areos, e muitos moreram juntos em voo ou em abrigos. A Fora Area CACTUS forneceu um modelo para o emprego moderno do poder areo em um TO. Contudo, o ndice elevado de perdas ameaava a sobrevivncia da Fora Area CACTUS. Depois de apenas quatro dias, reavam apenas trs dos -400 originais. Alm disso, as aeronaves no dispunham de um sistema de oxignio, restringindo os caas a opera es em altitudes mais baixas. Em consequncia, sua misso mudou de superioridade area para ataques ao solo, graas, em parte, ao armamento disponvel em cada aeronave (canho de 37 mm e seis metrahadoras de calibre .50). Ironicamente, apenas os caas ilcat do CFN podiam alcanar as grandes alturas onde os bombardeiros bimotores japoneses Bety operavam, fazendo com que em uma mistura de papis contem porneos a aviao do CFN desempenhasse a misso de superioridade area enquanto as Foras Areas do Exrcito executavam o Apoio Areo Aproximado. Os onipresentes bombardeiros de meruho do CFN e da Marinha, que haviam afundado todos os quatro navios-aerdromos japoneses em Midway, eclipsaram os esforos de ambos os caas. Conforme observado na histria ocial das Foras Areas do Exrcito, o bom bardeiro de meruho, apesar de sua vulnerabilidade, mostrou ser uma arma mortfera contra todos os tipos de navio a um raio de 320 km de Henderson. A Fora Area CACTUS entrou em operao em um momento decisivo, em que contratorpedeiros e navios-transporte japoneses tentavam introduzir um regimento reforado para destruir a cabea de praia. Esses esforos precipitaram a Bataha das Ihas Salomo Orientais em 24 de agosto, a qual demonstrou que nenhum dos dois lados controlava os mares volta das ihas ainda. Ataques areos executados naquele dia impediram o desembarque de 1.500 tropas japonesas e, dois dias depois, bombardeiros de meruho afunda ram outro navio-transporte com mais de mil homens a bordo, repetindo essa proeza ao repelir outra fora de desembarque a bordo de contratorpedeiros dois dias mais tarde. Finalmente, no dia 1 de setembro, os japoneses conseuiram introduzir mais de mil homens s escondidas da Fora Area CACTUS, que eava enfraquecida pelas perdas decorentes de incurses areas dirias. Reforos adicionais chegavam todas as

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35 noites nos contratorpedeiros rpidos do Expresso de Tquio, ampliando essa fora para quase 6 mil ho mens at meados daquele ms, incluindo o reante do 28 RI e o 124 RI, da 18 Diviso japonesa, todos os quais agora representavam uma ameaa imedia ta para operaes que partissem do campo de pouso Henderson. Felizmente, o descaregamento apressado havia impedido as tropas japonesas de trazer qual quer arma pesada, e a vantagem dos fuzileiros navais norte-americanos na artiharia desempenhou um papel decisivo, entre 12 e 14 de setembro, na Bataha de oo ie [Cume Sangrento], rebatizado, posterior mente, de Edsons Ridge, em homenagem ao coman dante do bataho de comandos (raiers ) do CFN que manteve o tereno durante o combate. Apesar de terem sido forados a recuar at quase o limite do campo de pouso, os comandos, em situao de inferioridade nu mrica, defenderam o permetro e destruram a fora atacante. O intenso combate, aliado a ndices elevados de doenas na iha pantanosa e assolada pela malria, esgotou o efetivo terestre do CFN dos EUA, exigindo reforos (substituio, na verdade) em 18 de setem bro, com a chegada do 7 Regimento/CFN. Alm das perdas em combate, mais de mil homens haviam sido evacuados devido a doenas incapacitantes. O reforo imps um pesado custo Marinha dos EUA, pois, em 15 de setembro, o submarino japons t-19 torpedeou e afundou o navio-aerdromo SS as, enquanto ee cobria o comboio de tropas do 7 Regimento/CFN. A ameaa mais grave ao controle sobre Guadalcanal surgiu no nal de outubro, quando os japoneses envia ram s ihas a maior parte de duas divises, a 2 e a 38, apoiadas por peas pesadas de 150 mm. Bombardeios areos dirios procedentes de Rabaul contriburam para o aumento no nmero de casos de fadiga de combate entre os pilotos da iha. Os pilotos conduziam mltiplas surtidas todos os dias, em aeronaves que os mecnicos mal conseuiam manter em condies de operar, seuidas de noites agitadas, interompidas tanto pelos mosquitos quanto pelo Washing Machine Charley um bimotor japons que conduzia ataques noturnos, circulando o campo de pouso e lanando bombas antipessoal a intervalos aleatrios. As per das em combate resultaram em um elevado desgaste na Fora Area CACTUS. A maior parte das duas divises japonesas conseuiu penetrar na rea no nal de setembro e incio de outubro, mas as tropas tiveram de arastar materiais pesados e suprimentos por vrias mihas atravs de uma selva sem trihas, at chegarem ao permetro volta do campo de pouso Henderson. Ao mesmo tempo, a 1 Diviso/CFN foi, gradati vamente, chegando aos limites de sua resistncia, j que os reforos mal podiam repor as constantes per das, resultantes, em sua maior parte, de doenas, entre os regimentos que defendiam o permetro. Em conse quncia, o General de Brigada Milard Harmon, que comandava todas as foras do Exrcito no TO, deter minou o emprego de elementos da Diviso Americal para reforar os fuzileiros navais. Composta de trs regimentos de infantaria rfos, que haviam sobrado da transformao de todas as divises de infanta ria em divises ternrias logo antes da uera e sido despachados como reforos para a Nova Calednia, a diviso recebeu seu nome como uma abreviao de bmei cana edonian Division, em homenagem iha onde havia sido ocialmente formada. Seus trs regimentos eram o 132 RI, anteriormente da 33 Diviso de Infantaria (DI) da Guarda Nacional do Estado de Ilinois; 164 RI, da Dakota do Norte, ante riormente da 34 DI; e 182 RI, de Massachusets, an teriormente agregado 26 DI. Harmon enviou o 164 RI primeiro, aumentando o efetivo de Guadalcanal para aproximadamente 23 mil homens, chegando a tempo de ajudar os fuzileiros navais a repelirem um grande assalto japons. O comboio que levava o primeiro regimento da Americal para Guadalcanal desencadeou uma nova bataha naval, a Bataha do Cabo Eerana, em 11 de outubro, quando a fora de cobertura travou combate com uma considervel otiha japonesa que tentava introduzir suas prprias foras terestres. Os Aliados contavam com uma superioridade numrica em cruzadores sobre os japoneses, com uma margem de 4 para 3, e se beneciaram do maior uso de radares para neutralizar a vantagem japonesa em operaes noturnas, combatendo-os at uma situao de empa te. Contudo, ambas as foras alcanaram seu principal objetivo, que era o de escoltar os navios-transporte que levavam foras terestres para a iha. Mais de mil tropas japonesas desembarcaram ao mesmo tempo que prosseuia a bataha naval, enquanto os homens do 164 RI chegaram a salvo dois dias depois. Em face da indenio dos combates navais, o combate teres tre de desgaste continuou.

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36 Os navios de uera japoneses receberam o 164 RI em Guadalcanal com o que cou conhecido, simplesmente, como O Bombardeio. Na noite de 13 de outubro, dois encouraados japoneses escol taram o Expresso de Tquio noturno, mas, com o objetivo de garantir certo grau de seurana para futuras viagens, eles se desviaram e bombardearam o campo de pouso Henderson com quase mil projteis de 14 polegadas, tirando de ao cerca da metade dos avies no campo de pouso e destruindo praticamen te todas as reservas de combustvel da Fora Area CACTUS, exigindo outro transporte areo de emer gncia pelos -47, caregados com 12 tambores de combustvel cada. Durante as duas noites seuintes, cruzadores japoneses repetiram o feito sem nenhuma oposio, impedindo que aeronaves aliadas inter ferissem com os desembarques. O bombardeio de aeronaves baseadas em tera a partir da costa foi mais um emprego criativo de fogos em mltiplos domnios, pelo qual sistemas de armas projetados para operar em um domnio inuenciaram um outro de modo decisivo. No decorer de toda a campanha, a sorte das foras terestres mudou conforme os xitos ou fracas sos das foras navais de apoio em trazer suprimentos e reforos. Esses comboios dependiam, fortemente, da proteo area, fornecida por aeronaves baseadas em tera ou em navios-aerdromos. O emprego japons de foras navais pesadas contra aeronaves baseadas em tera foi uma tentativa de neutralizar a vantagem que os Aliados tinham no emprego de suas aeronaves para controlar o domnio martimo. O fato de os fuzi leiros navais no terem uma artiharia de costa capaz de alcanar os navios de uera japoneses impediu-os de interferir com o bombardeio da costa ou interditar os navios-transporte japoneses, o que sujeitou as for as areas no campo de pouso Henderson ao bombar deio por artiharia baseada em tera tambm. Cada domnio dependia do outro de modo vital para obter a vitria, conforme observado pelo historiador ocial da Marinha: A campanha de Guadalcanal nica pela variedade e multiplicidade de armas empregadas e pela coordenao entre poder martimo, poder teres tre e poder areo A 2 Diviso japonesa nalmente iniciou seu ataque na noite de 24 de outubro, mais uma vez no acidente geogrco conhecido como oo ie onde se chocou contra o esgotado 1 Bataho do 7 Regimento/CFN, do Tenente-Coronel Chesty Puler, apoiado por dois batahes do 164 RI. Durante a bataha, os fuzileiros do 3 Bataho do 164 RI e os fuzi leiros navais do bataho do Tenente-Coronel Puler (7 Regimento) combateram juntos, com homens de ambas as unidades muitas vezes compartihando a mesma posio de combate. A experincia dos fuzileiros navais nos ataques anteriores, reforados por efetivos do 164 RI, todos apoiados pela artiharia e munies trazidas sob o fogo cruzado dos ataques areos e navais japoneses contra a iha, mostrou-se decisiva, pois as foras ata cantes sofreram, mais uma vez, um elevado nmero de baixas em assaltos frontais simples. Enquanto o combate terestre prosseuia, a frota imperial japonesa mais uma vez conduziu surtidas de apoio, engajando uma fora de navios-aerdro mos norte-americanos em combate areo e marti mo na Bataha das Ihas de Santa Cruz, entre 25 e 27 de outubro. As unidades navais norte-americanas incluam dois novos encouraados rpidos, apoiando dois navios-aerdromos com mais de 170 aerona ves embarcadas e outras 60 disponveis em tera. Os japoneses enviaram quatro encouraados e quatro navios-aerdromos (incluindo dois navios-aerdromos de escolta, menores), com mais de 200 aeronaves refor adas por outras 200 nas vrias bases terestres do TO. Durante aquela que seria a bataha naval mais cara de sua histria at Okinawa, a Marinha dos EUA perdeu o ornet que, felizmente, foi o ltimo navio-aerdromo de esquadra afundado na uera, e sofreu graves avarias no nterise o que disponibilizou outra ala area de navio-aerdromo Fora Area CACTUS. A 1 Diviso/CFN ainda detinha o campo de pouso em Guadalcanal, mas eava se esgotando ao tentar mant-lo. Conforme resumido na histria ocial do Exrcito dos EUA: At esse ponto da campanha, as foras areas e navais aliadas haviam combatido valoro samente, mas no haviam alcanado ainda o resultado que um requisito para um bem-sucedido desembar que em uma iha hostil: a destruio ou efetiva inter dio do potencial martimo e areo do inimigo, para impedi-lo de reforar suas tropas na iha e de romper a linha de comunicao da fora atacante. Os trs meses de combate, incluindo o assalto de grande vulto em outubro, ameaavam minar a fora ofensiva dos quatro regimentos de fuzileiros navais. Em novembro, os dois regimentos remanescentes

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da Diviso Americal chegaram iha, assim como o 147 RI da 37 Diviso (Guarda Nacional de Ohio). Os fuzileiros navais comearam a enviar a 2 Diviso/CFN, cujo 8 Regimento chegou com o 147 RI em 4 de novembro. Esses reforos permitiram contra-ataques limitados a partir do permetro, que inigiram um elevado nmero de baixas aos extenuados japoneses que padeciam na selva, gerando maior seurana. Com o Hava agora protegido contra ataques, Harmon solicitou, formalmente, em 3 de novembro, que a uarnio das ihas, a 25 DI, tambm fosse transferida para Guadalcanal. A 25 DI havia sido alertada sobre a movimentao em 14 de outubro, mas no recebeu ordens formais do Estado-Maior Conjunto at o dia 30 de novembro. Ela reforou a Diviso Americal, j enfraquecida pelos combates de desgaste e pelas enfermarias de bordo cheias de soldados de Dakota do Norte, que sucumbiram rapidamente ao calor insupor tvel e s doenas fatais do ambiente tropical. Reforos constantes tornaram-se necessrios s para manter o efetivo: Entre 19 e 25 de novembro, 117 integran tes do 164 RI haviam sido mortos, e 208, feridos. Trezentos e vinte e cinco haviam sido evacuados da iha devido a ferimentos ou doena, e 300 outros homens, incapacitados por ferimentos, malria, disenteria ou neuroses, foram mantidos nas reas de retauarda. Aps o insucesso do assalto em oo ie em outubro, os japoneses comearam a duvidar de sua ca pacidade para tomar o controle do campo de pouso das mos dos norte-americanos, percebendo que eavam, agora, presos em um brutal combate de desgaste, o qual eava minando os efetivos de sua fora area e naval nas Ihas Salomo. Incapazes de romper o contato, eles continuaram a inquietar Guadalcanal com novos ataques a partir da selva, incurses areas e surti das do Expresso de Tquio atravs de Ironbotom Sound. O crescente efetivo naval norte-americano nas Ihas Salomo tornou essas operaes de reforo e inquietao noturnas ainda mais perigosas. Na noite de 12 de novembro, dois encouraados japoneses mais uma vez atravessaram a Fenda, com a eerana de causar sucientes danos ao campo de pouso Henderson para permitir que 11 navios-transporte de grande porte levassem 7 mil tropas para Guadalcanal. Alertado pelo sempre presente reconhecimento areo e submarino, o Almirante Halsey despachou uma forte fora de cru zadores para deter os japoneses e escoltar os reforos Em 2016, o General de Exrcito David Perkins, ento Comandante do Comando de Instruo e Doutrina do Exrcito (U.S. Army Training and Doctrine Command TRADOC) delineou um conceito de guer ra do futuro que ele denominou Combate em Mltiplos Domnios. O conceito enfatiza uma expanso do nmero de dimenses em que um conito poderia ser conduzido, acrescentando as dimenses espacial e ciberntica s area, terrestre e martima do modelo de guerra vigente. Tambm enfatiza que o xito em futuros conitos depender, em grande parte, da capacidade de uma fora para sincronizar, estreitamente, as atividades ofensivas e defensivas entre essas dimenses de um modo complementar, que otimize os efeitos dos esforos combinados contra um inimigo. O conceito de Combate em Mltiplos Domnios estimulou a pesquisa histrica sobre as causas e precedentes com base nos quais ele foi elaborado. Na monograa Multi-Domain Bale in the Southwest Pacic eater of World War II (O Combate em Mltiplos Domnios no Teatro de Operaes do Sudoeste do Pacco na Segunda Guerra Mundial), o estudioso Christopher M. Rein examina precedentes histricos para o emprego sincronizado de capacidades areas, terrestres e martimas durante a Segunda Guerra Mundial na evoluo das campanhas aliadas conduzidas contra as foras imperiais japonesas no Pacco. Para visualizar esta monograa, acesse hps:// www.armyupress.army.mil/Portals/7/combat-studies-institute/csi-books/ multi-domain-bale-in-the-southwest-pacic-theater-of-world-war-II. pdf RECOMENDAMOS

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38 terestres norte-americanos. O combate resultante demonstrou que os norte-americanos ainda no ha viam conquistado o controle sobre os mares, pois todos os seus cinco cruzadores sofreram graves avarias o btanta foi afundado e, mais tarde, o avariado uneau foi torpedeado e perdido. Em contrapartida, os cruza dores causaram grandes danos ao encouraado japons iei o qual aeronaves da CACTUS terminaram de destruir na manh seuinte. O combate impediu que os navios-transporte japoneses chegassem at a iha, exigindo uma outra tentativa duas noites depois. Dessa vez, Halsey, cansado de levar facas para um tiroteio, enviou seus dois modernos encouraados rpi dos, o asinton e o rout aota para enfrentar os cruzadores de combate japoneses. O rout aota con tribuiu pouco e sofreu graves avarias, mas o asinton em uma das duas nicas aes de encouraados na uera, afundou o encouraado iisima poupando o campo de pouso Henderson de outro bombardeio como o que havia sofrido em outubro. Ao afundar um seundo encouraado japons, a fora acertou as contas pelos dois encouraados norte-americanos perdidos permanente mente em consequncia do ataque contra Pearl Harbor. No dia seuinte, avies da Fora Area CACTUS loca lizaram e afundaram todos os 11 navios-transporte, mas aluns deles j haviam abicado e comeado a descaregar, permitindo que 4 mil homens alcanassem a margem, mas sem seus materiais pesados. Com a Marinha agora empenhada em proteger o campo de pouso, a eerana japonesa de conduzir um outro assalto como o de outubro foi frustrada; a Bataha de Guadalcanal havia atraves sado um ponto crtico. A incapacidade de encaminhar, com seurana, os 11 navios-transporte completamente caregados at Guadalcanal sinalizou o m dos esforos japoneses para invadir o campo de pouso Henderson ou neutraliz-lo a partir do mar ou ar. Desejando evitar maiores perdas, os japoneses comearam a construir um novo campo de pouso em Munda Point, na Iha da Nova Gergia, com o objetivo de criar um obstculo adicional entre os norte-americanos e Rabaul. Duas semanas depois, na Bataha de Tassafaronga, a Marinha Imperial Japonesa demonstrou que ainda tinha alum poder, quando contratorpedeiros equipados com os letais torpedos Long Lance destroaram uma fora de cruzadores norte-americanos, afundando um e avariando trs outros. A Inteligncia norte-americana havia permanecido tragicamente aheia s capacidades dessa arma, que iam muito alm dos fahos torpedos norte-americanos. Com os reforos terestres, a Fora Area CACTUS tambm recebeu apoio adicional. Nos combates de novembro, reforos areos haviam chegado de Espiritu Santo, incluindo os primeiros avies de longo alcance -38 do 339 Esquadro de Caas, assim como outros trs esquadres completos. As novas aeronaves e a capacidade de produzi-las deacam a possibilidade que indstrias ainda no expostas espionagem ciber ntica tinham de desenvolver novas armas e o apoio de um plico cujo moral no sofria o impacto de invasivas operaes de informao. A CACTUS agora contava com um total de 41 aeronaves ilcat, 30 rBD auntes 19 BF-1 bvene, as 2 -400 que rea vam, mais as sobreviventes da ala area do nterise assim como as primeiras aeronaves de apoio da coalizo, quando 12 ochee uson do Esquadro N 3 da Fora Area Real da Nova Zelndia chegaram em 24 de novembro. A fora adquiriu uma capacidade de bom bardeio de maior alcance no nal de dezembro, com os primeiros -26 das Foras Areas do Exrcitor. No ms seuinte, elementos precursores da 25 DI substituram os exaustos fuzileiros navais. Como o comando divisionrio de Vandegrib passou a contro lar um efetivo equivalente a duas divises completas, o Exrcito dos EUA enviou o novo XIV Corpo de Exrcito do General de Diviso Alexander Patch para dirigir o combate. Ao ser ativado, em 22 Jan 43, com trs divises completas, o Corpo de Exrcito controlava mais de 50 mil homens, uma evidncia da capacidade norte-americana para mobilizar potencial de comba te no TO, devido, em grande medida, ao controle do domnio areo e linhas de comunicao martimas. A incapacidade de encaminhar, com segurana, os 11 navios-transporte completamente carregados at Guadalcanal sinalizou o m dos esforos japone ses para invadir o campo de pouso Henderson ou neutraliz-lo a partir do mar ou ar.

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39 O Corpo de Exrcito de Patch continha a Diviso Americal inteira e se beneciou de chegadas quase se manais ao longo de sua agora desimpedida linha de su primento. O Escalo de Combate do 35 RI/25 DI che gou em 17 de dezembro, seuido do 27 em 01 Jan 43 e do 6 Regimento da 2 Diviso/CFN em 4 de janeiro, para reforar o 2 e 8 Regimentos/CFN que j ea vam na iha. Os mesmos comboios que traziam novos soldados evacuavam os exaustos fuzileiros navais, com o 5 Regimento/CFN saindo em 9 de dezem bro; o 1 Regimento/CFN em 22 de dezembro; e o 7 Regimento/CFN em 05 Jan 43. Os planejadores japoneses perceberam que no conseuiriam mais sustentar suas foras em Guadalcanal e comearam a planejar uma evacua o. Contudo, no abririam mo facilmente da rea que mantinham, particularmente o tereno elevado volta do Monte Austen, do qual se podia observar o campo de pouso Henderson e as novas pistas de pouso sendo construdas no permetro em expanso. Encaregando a Diviso Americal de defender o pe rmetro, Patch determinou que duas divises condu zissem um assalto contra as foras japonesas a oee, com a 2 Diviso/CFN avanando ao longo da costa e a 25 DI liberando o Monte Austen e um complexo de montes, conhecido como Cavalo Galopante com base em sua aparncia em fotos areas, mais para o interior. O assalto do XIV Corpo de Exrcito recebeu apoio da Fora Area CACTUS, agora conhecida como AirSols (Fora Area, Ihas Salomo), sob a direo da 2 Ala Area/CFN. Em meados de ja neiro, as Foras Areas do Exrcito eabeleceram a 13 Fora Area em Nouma, na Nova Calednia, para coordenar seu crescente emprego de foras. As formaes a oc criadas durante a crise do combate inicial eavam sendo nalmente formalizadas, orga nizadas e reforadas. Em um ataque que comeou em 10 de janeiro, o Escalo de Combate do 27 RI expulsou os defensores japoneses das encostas, incluindo um bolso de resis tncia conhecido como Gifu, nome de sua Provncia de origem no Japo. Em seu avano para o Cavalo Galopante, a 25 DI descobriu que a logstica, e no os japoneses, constitua o maior obstculo. Em um certo momento, a escassez de ua, nas palavras de um co mandante de peloto do 27 Regimento, levou direta mente desintegrao do ataque em 11 de janeiro, em parte porque a ua que comeava a ser transportada adiante era geralmente consumida antes de alcanar as companhias na linha de frente. Como recordou um aluno da Escola de Infantaria em 1947, Capito Winston Olson: o intenso calor tropical eava causan do grande dano. Os cantis eavam vazios e o esgota mento pelo calor devastava o bataho [] os homens se estiravam prostrados devido falta de ua. Ainda em 2008, a falta de ua continuou a dicultar operaes em locais to distantes como Wanat, no Afeganisto Foram usados lanamentos areos para buscar sanar a decincia; bombardeiros pesados da Fora Area foram empregados para executar o servio. Em 13 de janeiro, um -17 lanou mais de 3 mil kg em quatro voos e, dois dias depois, um outro lanou quase quatro toneladas. As raes resistiram relativamente bem ao lanamento; 85% dos alimentos permaneceram aproveitveis, mas apenas 15% da munio pde ser utilizada e quase todas as latas de cinco gales de ua foram destrudas. As foras terestres sofreram terivelmente duran te toda a campanha. Combate, doenas, desnutrio, neurose de uera, micoses, disenteria e inmeras outras enfermidades reduziram o efetivo de combate. Mais uma vez, a capacidade norte-americana para suportar e repor as perdas e para negar o mesmo ao inimigo proporcionou a margem da vitria, conferindo 25 DI uma vantagem que ela foi capaz de explorar no ltimo ms da bataha. As tropas japonesas no tinham alimentos porque os poderes areo e naval as haviam isolado quase totalmente de suas bases. Conforme declarou o General Miyazaki: A superioridade e contnua atividade da fora area norte-americana foi responsvel por nossa incapacidade de executar nossos planos. A superioridade dos avies do Exrcito dos EUA tornou os mares mais seuros para a movimenta o norte-americana em todas as direes e, ao mesmo tempo, imobilizou o Exrcito japons, como se tivesse as mos e ps atados. Depois de conquistarem os pontos carafersticos do tereno, a 25 DI e a 2 Diviso/CFN avanaram rumo ao Cabo Eerana na extremidade ocidental da iha. Utilizando pequenas embarcaes que se inltraram furtivamente sob o manto da escurido, os japoneses evacuaram sua uarnio inteira de 11 mil homens nas noites de 1, 4 e 7 de fevereiro. Operando com reduzidos recursos logsticos, os defensores s

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40 puderam oferecer uma resistncia mnima, e o rpi do avano da 25 DI he conferiu o indicativo rdio Lightning (Raio), que seria imortalizado mais tarde tanto no distintivo da diviso quanto no apelido de seu comandante, Lightning Joe Colins. A experincia japonesa em Guadalcanal demonstra que uma estratgia de antiacesso/negao de rea pode levar a combates de desgaste, e o lado que mehor puder efetuar sua sustentao logstica e repor suas perdas acabar prevalecendo. A campanha custou Marinha dos EUA dois navios-aerdromos de esquadra, a mesma quantidade perdida nas Batahas de Midway e do Mar de Coral juntas. Ambas as marinhas contribu ram, fortemente, para os naufrgios que cobrem o Ironbotom Sound a Marinha dos EUA contribuiu com mais de 20 navios de uera de grande porte frota fantasma no leito marinho, junto com mais de uma dzia da Marinha Imperial Japonesa. Nenhum dos dois lados pde manter mais do que alumas centenas de avies no TO. As aeronaves recm-chegadas rapida mente se transformavam em baixas, em combates ar-ar, devido a contratempos ou ao serem destrudas no solo. Embora os soldados do CFN tenham se tornado os cones da Bataha de Guadalcanal, imortalizados em obras como it te l ree, de Eugene Sledge, e uaacana iar (intitulado iio e uaacana, no Brasil), de Richard Tresgaskis, sua sina e a dos soldados da 25 DI e Diviso Americal muitas vezes caram nas mos dos pilotos, que sofreram muitos dos mesmos prolemas vividos em tera, mas enfrentaram perigos adicionais no ar. Esquadres de caas e bombar deiros de meruho do CFN formaram o grosso da Fora Area CACTUS durante toda a sua existncia, e seus esforos determinaram se as foras terestres enfrentariam uma quantidade sobrepujante de agresso res bem abastecidos ou enfermos e sobreviventes enfraquecidos de uma jornada extenuante atravs de matas e pntanos tropicais. O controle de cada domnio terestre, martimo e areo aliado superioridade de informaes, fora econmica e capacidade de desdobrar e sustentar foras: tudo isso forneceu a margem de vitria nal em Guadalcanal. Referncias1. Um relato completo do combate, incluindo uma cronologia detalhada, consta de Jonathan Parshall e Anthony Tully, Shaered Sword: e Untold Story of the Bale of Midway (Washington, DC: Potomac, 2005). 2. Wesley Craven e James Cate, e Army Air Forces in World War II, vol. 4, e Pacic: Guadalcanal to Saipan: August 1942 to July 1944 (Chicago: University of Chicago Press, 1950), p. 29. 3. John Miller Jr., Guadalcanal: e First Oensive, United States Army in World War II: e War I the Pacic (Washington, DC: Oce of the Chief of Military History, 1949), p. 81. 4. Ibid., p. 87. 5. Samuel Eliot Morison, History of United States Naval Operations in World War II, vol. 5, e Struggle for Guadalcanal, August 1942-February 1943 (Chicago: Lile Brown, 1949), p. 75. 6. Craven and Cate, e Army Air Forces in World War II, p. 91. 7. Morison, History of United States Naval Operations in World War II, vol. 5, p. ix. 8. Miller, Guadalcanal, p. 169. 9. Ibid., p. 209. 10. Craven e Cate, e Army Air Forces in World War II, p. 59. 11. Captain Winston L. Olson, e Operations of the 27th Infantry (25th Infantry Division) on Guadalcanal, Solomon Islands 10 January 1943 13 January 1943: Personal Experience of a Rie Platoon Leader (trabalho no publicado, Donovan Research Library, Fort Benning, Georgia, 1947), p. 16, p. 19, p. 25, acesso em 23 mai. 2017, hps://www.benning.army.mil/library/ content/Virtual/Donovanpapers/wwii/STUP2/OlsonWinstonL%20 %20CPT.pdf 12. Olson, e Operations of the 27th Infantry, p.16, p.19, p. 25. 13. U.S. Army, Combat Studies Institute, Wanat: Combat Ac tion in Afghanistan, 2008 (Fort Leavenworth, KS: Combat Studies Institute, 2010), p. 91, p. 108, acesso em 23 mai. 2017, hp:// usacac.army.mil/cac2/cgsc/carl/download/csipubs/Wanat.pdf 14. Miller, Guadalcanal, p. 289. 15. Ibid., p. 230. 16. Ibid., p. 337.

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41 O Devido Cuidado com a Robotizao do Campo de BatalhaAs Limitaes Cognitivas dos Sistemas Autnomos de Combate e dos Seres HumanosMaj Jules Hurst, Reserva do Exrcito dos EUA A imagem retrata artisticamente a evoluo de autoinvestigao e de identidade dos seres humanos conforme eles determinam como incorporar a tecnologia progressivamente mais sosticada. O autor do artigo analisa como a responsabilidade do jus in bello ter que mudar radicalmente na medida em que os sistemas de armas autnomos crescem em sosticao. (Foto cortesia de Pixabay)

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42 Durante a Seunda Guera Mundial, os pilotos dependiam dos clculos analgicos e da heu rstica para uiar suas bombas ao alvo. J na dcada de 80, os computadores de rastreamento de al vos noticaram aos pilotos exatamente quando deviam lanar suas munies. O fracasso do piloto de soltar as munies no momento certo podia resultar na faha do alvo por grandes distncias, tudo dependente da altura, velocidade e orientao da aeronave. Atualmente, as grandes reas aceitveis para lanamento das munies uiadas de preciso requerem que os pilotos exeram muito menos habilidade para colocar as bombas no alvo. Se uma munio uiada de preciso faha um alvo positivamente identicado, a culpa provavelmente, da ogiva, no da tcnica de lanamento do piloto. A proliferao dos sistemas semiautnomos no campo de bataha aumentar essa tendncia. Na me dida em que os computadores assumirem mais res ponsabilidades de combate, as avarias de equipamento corespondero a uma maior porcentagem de fahas do emprego das armas. Os militares podem facilmente assimilar as taxas de ero e os provveis eros recor rentes das armas de preciso, mas os eros que um rob militar semiautnomo poderia cometer podem ser mais diceis de serem descobertos. Uma anlise coreta dessas fahas pode exigir conhecimento tanto dos algoritmos que conduziram s decises do rob, quanto o cdigo que as executou. Um caa F-35 oint rtie ite j exige oito mihes de linhas de cdigo para controlar seu voo, mas os sistemas semiautnomos futuros requerero ainda mais A complexidade do processo decisrio dos robs de combate no futuro far, potencialmente, com que as tentativas de exercer as responsabilidades do us in eo a conduta justa na uera sejam progres sivamente mais diceis. Em paralelo com sua capaci dade, os robs de combate exercero mais liberdade no campo de bataha, e os parmetros do seu processo decisrio sero eabelecidos, em grande parte, an tes de sarem da fbrica, potencialmente inalterveis pelos militares que os empregam. A sociedade impe a responsabilidade tica proporcionalmente capa cidade de um indivduo ou de uma organizao de controlar as aes em queo. Quando os sistemas autnomos letais proliferarem no campo de bataha, os combatentes talvez no sejam a fora dominante no controle das suas atividades. Em vez disso, os ociais responsveis pelas aquisies do material blico e os engenheiros que obtm e constroem esses sistemas provavelmente tero a maioria da inuncia sobre o comportamento dos robs militares no campo de bata ha. Consequentemente, aluns conceitos do us in eo precisam ser atualizados para levar em conta a maior responsabilidade que os no combatentes na cadeia de aquisio dos sistemas de armas tero sobre o compor tamento tnico no campo de bataha.Quais Sistemas Autnomos?Nem todos os sistemas de armas autnomos letais (eta autonomous eaon sstes AWS) iro complicar as tentativas dos militares de exercer res ponsabilidades ticas no combate. Se os avanos nas redes neurais e na informtica fornecem aos LAWS as capacidades de tomada de deciso e a percepo sensorial semehantes aos seres humanos, lgico que as preocupaes sobre o us in eo no sejam piores do que as enfrentadas pelos combatentes humanos. Independente disso, sem dvida haver um perodo de transio entre a consecuo da inteligncia articial (IA) de nvel humano e o surgimento de robs de com bate no campo de bataha. As estimativas periciais variam muito sobre quando aparecer a inteligncia articial semehante dos seres humanos. Em 2012, analistas do Machine Inteligence Research Institute examinaram 257 previses literrias, feitas por eecialistas e no eecialistas, sobre quan do as mquinas atingiriam o desempenho cognitivo comparvel aos seres humanos. As previses variam entre 1980 e alm de 2100. A maioria cou entre 2020 e 2060. Nenhum consenso de peritos existe sobre a data da chegada da IA comparvel aos seres huma nos, tampouco h uma denio precisa do termo. Alm disso, a criao de mquinas com inteligncia semehante dos seres humanos no necessaria mente coincidir com as mquinas atingindo uma capacidade comparvel aos humanos de perce ber seus ambientes. A inteligncia e a percepo sensorial so capacidades independentes; seria de licado peruntar alum O Maj Jules Hurst, da Reserva do Exrcito dos EUA, serviu como o ocial de operaes da Seo de Inovao Analtica e de Tecnologia do Comando de Operaes Especiais dos EUA e como analista civil superior do 1 Batalho, 75 Regimento de Ranger.

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43 com decincias de perda auditiva ou ceueira sobre isso. A IA semehante aos seres humanos pode perma necer muito distante e, at com a sua chegada, ela pode ser alcanvel somente pelo uso de um computador de tamanho de uma sala ou processadores qunticos em temperaturas abaixo de zero. Alm disso, provavel mente levaria muitos anos para miniaturizar, de forma rentvel, a IA de nvel humano para o emprego nos sis temas de armas tticas, como levou dcadas para que os computadores pessoais se tornassem viveis nanceira e tecnologicamente .O Perodo de Transio entre a IA de Nvel Humano e os Robs Militares Capazes de CombaterIndependentemente de quando os robs atingiro a paridade intelectual e sensorial com os seres humanos, quase com certeza haver um perodo de transio an tes da IA ser exatamente equivalente do ser humano, no qual as naes empregaro os LAWS no campo de bataha devido s vantagens das mquinas em desem penhar tarefas restritamente denidas Com poucas excees, as mquinas tm um desem penho superior aos seres humanos em qualquer papel restritamente denido. A utilizao dos sistemas de armas automatizados em tarefas rotineiras e bem de nidas j oferece grandes vantagens tticas aos Estados Unidos e a outras foras sosticadas. Essas vantagens crescero em paralelo com os avanos tecnolgicos e a tendncia de a cultura militar aceitar mais naturalmen te seu emprego. A capacidade de empregar mquinas com nveis subumanos de inteligncia articial em tarefas estruturadas (IA restrita) j afeta a capacidade militar de uma nao. A longo prazo, tornar-seainda mais importante Ser enorme a tentao de naes concederem autonomia letal aos robs antes de atingi rem os nveis humanos de cognio e percepo. A diretriz atual dos EUA restringe o desenvolvi mento de veculos robticos queles que permitem que comandantes e operadores exeram nveis apropriados de julgamento humano sobre o uso da fora, mas as Foras Armadas dos EUA podem abandonar essa dire triz durante um conito por razes prticas. A menos que a comunidade internacional imponha, com sucesso, um regime de controle de armamento que proba os ro bs assassinos ou limite seu uso por leis internacionais ou normas eabelecidas, as naes beligerantes podem facilmente justicar os LAWS como uma necessidade em um conito prolongado, ou at limitado. Mesmo se a comunidade internacional eabelecer um regime de controle de armamento ou uma legislao que reja o emprego dos sistemas autnomos, a Histria mostra que os Estados violam esses acordos quando h a neces sidade ou o desejo. Nos anos 30, tanto o imprio japo ns quanto o Terceiro Reich se retiraram, ou violaram, das provises relacionadas s armas do Tratado Naval de Washington e do Tratado de Versahesr. Os regimes mais liberais tendem, tambm, a ignorar as provises ou os acordos internacionais quando conveniente para eles. H apenas 15 anos atrs, o Presidente George W. Bush retirou os Estados Unidos do Tratado de Msseis Antibalsticos assinado com a Unio Sovitica, em 1972, para comear a construo de um sistema nacional de defesa antimssil. Quando um participante signicativo de um tratado de controle de armamento se retira por uma vantagem militar, os adversrios potenciais dele e os signatrios do tratado perdem os incentivos para cumprir com as prescries contidas no tratado; uma oveha negra estraga o rebanho. Se a vantagem militar de empregar sistemas letais com IA restrita parece sucientemente grande, os pases podem rapidamente modicar as res tries internas ou ignorar os tratados e normas. Essas mudanas polticas podem at surgir de usos militares bem intencionados. O mundo ocidental continua a des dobrar dezenas de mihares de militares para combater s ameaas teroristas na frica, na sia e no Oriente Mdio. O emprego dos LAWS, em vez de soldados humanos, pode agradar os regimes eleitos democra ticamente que precisam equilibrar as demandas por seurana nacional com a vontade plica de aceitar baixas em tempos de uera. Se a comunidade internacional no conseuir efe tivamente impor as proibies dos robs assassinos, os sistemas autnomos ainda podem ter oportunidades de tomar decises letais no campo de bataha. Se as naes utilizarem sistemas robticos ofensivos, mesmo com a participao humana dentro do seu ciclo de emprego, os robs militares podero sofrer ataques eletrnicos ou cibernticos (inimigos ou amigos) que os isolem de seus controladores humanos. As foras armadas em todo o mundo tm aceitado, em todos os escales, a expanso das capacidades da uera eletrnica, estimu lada, em grande medida, pela dependncia moderna

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44 dos dispositivos explosivos improvisados e os veculos areos no tripulados (VANT). A China e a Rssia, em particular, aspiram loquear as comunicaes tticas de uma fora oponente, um prolema potencial para as foras dos EUA que eo acostumadas ao coman do e controle desimpedido Os robs militares que percorem o campo de bataha podem ser facilmente isolados do controle humano por um ataque eletrnico ou modicados por meios cibernticos. Por outro lado, os danos aos robs militares podem torn-los incapazes de receber ou processar as aes de controle dos seres humanos. Os robs de combate ou os sistemas autnomos com avarias que eo separados dos controladores podem agir como elefantes de uera do Sculo XXI, sistemas de armas capazes de inigir grandes danos aos amigos e inimigos quando sob con trole tnue. uer seja danicado ou sob ataque eletr nico, dispositivos de seurana podem ser instalados para forar que os sistemas autnomos cessarem as atividades letais caso o contato com os controladores humanos seja perdido, mas outras naes podem no adotar as mesmas regras de engajamento. Se os robs de combate se tornarem essenciais para o xito militar, a negao de uma forma de autoridade letal autnoma pode ser uma razo de perder ueras. A colocao de seres humanos dentro do ciclo ou acima do ciclo talvez no reduza drasticamente o risco de violaes do us in eo pelos robs de combate porque os humanos tendem a se submeter ao julgamen to das mquinas quando as informaes so limitadas ou durante situaes estressantes. Os controladores humanos dos robs de combate, assim como os opera dores atuais dos VANT, podem tomar decises letais com base em informaes fornecidas a eles por meio de sensores remotos ou at de leituras no visuais em uma rea limitada pela larura de banda. Os robs militares Um Standard Missile 3 (SM-3) lanado do contratorpedeiro USS Decatur, da classe Arleigh Burke, que equipado com o Sistema de Combate Aegis, durante um teste areo de mssil balstico da Missile Defense Agency (Agncia de Defesa contra Msseis), 22 Jun 07. Logo depois, o SM-3 interceptou um mssil balstico lanado do Campo de Provas de Msseis no Pacco, Barking Sands, Kauai, Hava. Foi a primeira vez que tal prova foi conduzida de um contratorpedeiro da Marinha dos EUA equipado com uma defesa antimsseis balsticos. O Sistema de Combate Aegis possui um mdulo automtico que permite que os computadores de controle de fogos identiquem e engajem alvos, sem seres humanos no ciclo. (Foto cortesia da Marinha dos EUA)

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45 futuros podem talvez at possuir uma capacidade de explicar concisamente a seu operador o processo que o levou a chegar a uma determinada concluso, mas isso no remover necessariamente o risco de subordinao humana s mquinas se os operadores no possurem a experincia de combate ou do sistema. Como o Dr. John Hawley observa em seu artigo Patriot Wars: Automation and the Patriot Air and Missile Defense System (As Gueras do Patriot: A Automatizao e o Sistema de Defesa Antimssil e Antiarea Patriot, em traduo livre), um sistema automatizado nas mos de uma tripulao inadequadamente treinada de fato, um sistema completamente automatizado Outros pesquisadores tm observado o mesmo tipo de con ana nas mquinas durante as emergncias. Em um estudo, de 2015, do Georgia Institute of Technology, os participantes seuiram um uia rob a uma sala de conferncias e o observaram cometer muitos eros de navegao durante o trajeto. Depois de chegar sala de conferncias, os pesquisadores acionaram o alarme de incndio. Apesar de observar o rob cometer eros de navegao apenas aluns minutos antes, todos os participantes do estudo escoheram seuir o rob para sair do potencial prdio em chamas. Apesar das dvidas dos EUA sobre o emprego futuro das mquinas autnomas letais, os sistemas de defesa antiarea j tm entrado um perodo de transio em que as armas inteligentes possuem a capacidade e a autoridade de tomar decises letais. O Patriot Air Defense System, o Aegis Combat System e o Close-In Weapon System contm mdulos auto mticos que colocam os sistemas de classicao e de engajamento de alvos nas mos dos computadores de controle de fogos. Todos os trs j foram usados em combate, e cada sistema j classicou eroneamente e engajou um alvo amigo ou neutro, resultando em ferimentos em aliados ou no combatentes. Em mui tos desses casos, o fratricdio ou os danos colaterais resultaram da falta de entendimento dos algoritmos do sistema de defesa antiarea pelos humanos ou dos operadores que conaram demasiadamente na identicao de alvos do sistema de controle de fogos. Esses eros no so limitados aos sistemas dos EUA. O abatimento do Voo 17 da Malaysia Airlines por um SA-11 controlado pelos separatistas ucranianos provavelmente caraferiza o mesmo tipo de ero entre humanos e mquinas r. Os sistemas autnomos letais do futuro enfrentaro situaes signicativamente mais complexas dos que os sistemas automatizados de defesa antiarea atuais porque eles tero a capacidade de mover-se autonoma mente e sero distribudos atravs de uma maior gama de ambientes (areo, terestre, martimo e espacial). Os sistemas de armas autnomas interagiro, tambm, com uma maior diversidade de ameaas e, mais impor tante ainda, com seres humanos em um maior nmero de cenrios Alm disso, os LAWS podem operar grandes distncias dos seus controladores e supervi sores humanos. Essa mobilidade conceder aos robs militares a capacidade de se colocar em circunstncias imprevistas, magnicando a probabilidade de que eles enfrentaro situaes fora do seu entendimento lgico, alm do alcance ou da capacidade de ser resolvido pelos algoritmos internos.A Diculdade dos Robs Militares de Seguirem os Princpios da Guerra JustaO reconhecimento e o emprego da fora letal contra alvos potenciais indiscriminadamente no campo de bataha exigem muito menos clculos cognitivos do que o emprego justo da fora. No importa se o combatente humano ou robtico. Os combatentes humanos que se preocupam em seuir os princpios do us in eo distino, proporcionalidade e necessidade mili tar recorem ao conhecimento cultural, terico e prtico para evitar inigir sofrimento desnecessrio aos no combatentes. Tambm, desenvolvem inconscien temente heursticas e integram rapidamente as infor maes que parecem no relacionadas no seu processo decisrio. Em geral, as mquinas tm diculdade em criar seus prprios modos de agir ou relacionar dados divergentes to bem quanto os seres humanos e talvez nunca possam obter uma capacidade semehante aos humanos de fazer isso. As sees abaixo explicam trs dos princpios do us in eo e a razo que os robs militares podem ter diculdade em aderir a eles. A distino. Uma vez comeada uma uera, os militares e combatentes sicamente aptos so sujeitos a ataques, em qualquer momento. Quando um indi vduo pega em armas, ele perde a imunidade civil que o impede de se tornar alvo da fora letal. Conforme esses combatentes perdem seus direitos civis, eles obtm outros, por sua vez. Agora tm a liberdade de

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46 atacar outros combatentes. Os combatentes somente readquirem sua imunidade dos ataques quando per dem sicamente a capacidade de fazer mal a outros (ao car severamente ferido) ou renunciam perma nentemente ao seu papel. Se o perodo de alistamento termina e ele volta para casa, esse indivduo j no um alvo militar legtimo. Se for incumbido com a identicao de alvos, um LAWS provavelmente ter diculdade em diferenciar entre combatentes e no combatentes fora da uera convencional, da mesma forma que os soldados huma nos. Na grande quantidade de conitos que vm sendo travados por todo o mundo (e.g., Sria, Ucrnia, Iraque e Afeganisto), grande parte dos combatentes e fora das estruturas militares convencionais. Os uniformes homogneos ou os sistemas de armas idnticos no os identicam como combatentes. Atualmente, o sobware de reconhecimento de objetos permite que mqui nas detectem e classiquem objetos ao compar-los a fotograas mantidas em bancos de dados internos os robs de combate podem classicar um fuzil AK-47 ou um caro de combate T-72 e concluir que os indivduos associados com eles so uma ameaa. O sobware, contudo, no pode chegar a essas mes mas concluses se o combatente no e usando um sistema de armas tradicional ou um objeto de dupla utilizao um insurgente usando um telefone celular para detonar um dispositivo explosivo improvisado pa rece muito como uma pessoa enviando uma mensagem de texto. O poder de processamento da mente humana necessrio para fazer isso. Para fazer esse tipo de jul gamento, um infante jovem tem que avaliar as inten es pelos sinais visuais do insurgente e conduzir uma anlise do estilo de vida dos civis e da atividade insur gente na rea, recorendo rapidamente a informaes obtidas de experincias e treinamento passados. Tudo isso ocore em poucos seundos. Os sistemas de armas autnomos letais no desempenharo bem essa tarefa ou outras que exijam os modelos heursticos complica dos das mentes biolgicas. s vezes, o caro autouiado do Google tem diculdade em atravessar uma inter seo de quatro ruas porque incapaz de decifrar as intenes dos outros motoristas humanos. Essas microanlises so importantes. Se um LAWS se deparar com um combatente ferido, como ele deter minar se ele e incapacitado? Como uma mquina aceitar uma rendio de militares que portam armas para que os prisioneiros de uera sejam tratados justamente? Algoritmos podem ser escritos visando a fornecer s mquinas aluma capacidade para fazer isso, mas eles provavelmente caro aqum dos nveis humanos, em um futuro previsvel. Os robs de uera podem identicar os combatentes em agrante com facilidade, mas tm diculdade em distinuir entre no combatentes e soldados ireulares. A proporcionalidade. Alm da diferenciao do emprego da fora, a teoria da uera justa exige que a destruio necessria para atingir um objetivo mili tar seja proporcional vantagem de realiz-lo. Em resumo, usar a fora apropriada para o alvo no h necessidade de lanar uma bomba de 220 kg contra um insurgente portando um AK-47 quando um car tucho de 5,56 mm seria suciente. A faha de acatar a esse princpio aumenta a probabilidade de danos co laterais desnecessrios e de perdas excessivas de vidas dos combatentes. Os robs de combate tero diculdade em tomar decises sobre proporcionalidade, sem a contribuio humana Os desenvolvedores de sobware podem projetar que um LAWS siga as regras de engajamento pr-programadas: restries sobre o calibre das armas empregadas em zonas urbanas, zonas onde no podem disparar, etc., e comandantes podem aplicar vrios tipos de limites geogrcos e medidas de controle do apoio de fogo para evitar o uso excessivo da fora e o fratricdio pelos robs. No entanto, mesmo com essas restries, inevitavelmente os LAWS caro aqum das expectativas se os controladores humanos no conse uirem prever quais tipos de medidas de controle sero necessrios. No combate voltil, isso tear severamen te a capacidade de previso humana. Uma estimativa dos danos colaterais, elemento essencial da proporcionalidade, exige uma innidade de previses e premissas. As mentes humanas apenas fazem com que parea fcil. Se um infante recebe fogos de um prdio em um ambiente urbano, ele automatica mente considera a funo dessa estrutura e a presena potencial de no combatentes antes de retaliar. Os seres humanos analisam inconscientemente o material es trutural, o design e a sinalizao do prdio entre outros dados antes de compar-los a um arquivo de informa es arquitetnicas desenvolvido ao longo da vida. As mentes humanas possuem uma grande capacidade de armazenamento e capacidades de lembrana incrveis,

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47 que permitem que eles possam rapidamente recoher as informaes que parecem no relacionadas e aplic-las a novos prolemas. Os sistemas de computadores atuais no fazem isso. As determinaes de proporcionalidade exigem mais do que identicao estrutural. Sem muito esfor o, os seres humanos analisam os efeitos do tempo do dia, dos ambientes culturas e dos dias da semana nos padres de vida de civis improvvel matar muitos civis por meio de um bombardeio a meia-noite de uma tera-feira durante a maioria do ano, mas pode matar vintenas de pessoas se fosse a vera de Natal. A capa cidade dos LAWS de chegar a esses tipos de concluses sob os cronogramas de combate permanece em dvida. Os progra madores podem escrever algorit mos para aproximar esses ciclos de deciso humanos, mas representar todas as variaes possveis ser quase impossvel. As diferenas entre as capacidades sensoriais robticas e humanas apresentaro diculdades Alm disso, os robs militares de nvel ttico talvez no possuam uma memria suciente para acomodar os bancos de dados necessrios ou a capacidade com putacional para fazer uma refern cia cruzada deles, sem ter um baixo custo-benecio ou ear conectado a uma nuvem prxima. A necessidade militar. Os alvos da violncia na uera precisam ser legtimos, atacados para cumprir um objetivo que contribuir para a derota de uma fora inimiga. Mesmo o assassinato de combatentes por nalidades independentes de um objetivo militar pode ser desnecessrior. Essa exigncia representa diculdades para combatentes, tanto no nvel estratgico quanto no ttico. O curso da uera imprevisvel. Frequentemente, dicil avaliar se um ataque necessrio ou no. Os sistemas de armas autnomos letais, tambm, tero grande diculdades nessa determinao. Imagine que um LAWS localiza um terorista que e plane jando conduzir um caro bomba contra uma embaixa da dos EUA, nos prximos dias. Seu ho de oito anos de idade e ao lado dele. uma necessidade militar que o LAWS o ataque agora? Ou deve eerar at que o terorista eeja sozinho, mesmo que isso possa deixar que o ataque de caro bomba ocora. Decises como essas so prolemticas, mesmo se o contexto maior que exige ao seja entendido. Um tomador de decises humano pode fazer clculos sobre a probabilidade do terorista executar exitosamente o ataque via caro bomba ou das foras terestres capturarem o teroris ta se o rob de combate no atacar. Um rob de nvel ttico provavelmente no ter acesso s informaes externas ou ao conhecimento da situao mais ampla para fazer uma estimativa. Atualmente, os soldados humanos tm diculdade em cumprir perfeitamente suas responsabilidades do us in eo Os robs de combate, com inteligncia subu mana, provavelmente tero mais diculdade. Se os con troladores e supervisores humanos eerarem prevenir que os LAWS violem as regras de distino, proporcio nalidade e necessidade militar, precisaro ser completa mente versados nos parmetros que orientam a seleo e o engajamento de alvos. Ser pedido aos militares a assuno de responsabilidade pelas decises feitas pelos sistemas de armas automatizados no campo de bataha. Os sistemas de defesa antiarea e as munies do tipo Um pesquisador de material analisa dados experimentais sobre o planejador de inteligncia articial do Autonomous Research System (ARES). O sistema desenvolvido pelo Laboratrio de Pesquisa da Fora Area usa inteligncia articial para projetar, executar e analisar experimentos em um ritmo mais rpido do que os mtodos tradicionais de pesquisa cientca. (Foto cortesia do Departamento de Defesa dos EUA)

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48 dispare e esquea tm fardos semehantes atualmente, mas a maior autonomia dos robs militares de manobra automtica aumentar esse nus. Embora imperfeitos, os ces de uera proporcio nam a analogia mais prxima. Quando o condutor solta um co de uera no campo de bataha, ele no dispara uma arma. Ele emprega um sistema de armas que toma suas prprias decises de engajamento. Para garantir a eccia do co de uera no combate e evitar as violaes ticas e o fratricdio, o animal passa por meses de treinamento intensivo ao lado de seu condutor. O condutor depende desse treinamento para orientar o animal pelas tarefas simples e apren de a entender os pontos fortes e fracos do seu co de uera Os controladores dos robs militares passam por um perodo de treinamento semehante aos LAWS em ambientes virtuais e sicos, mas podem ter mais di culdades em usar essa experincia para obter discer nimentos sobre os comportamentos do rob. Apesar das diferenas em escala, os sentidos compartihados (e.g., viso, audio e olfato), os padres de pensamen to e as emoes (e.g., medo, excitao) proporcionam aos seres humanos e ces uma base evolucionria para entender um ao outro. Um ser humano pode obser var um co interagir com seu ambiente e entender, pelo menos parcialmente, sua inteno, motivaes e pensamentos. As diferenas ntidas entre a percepo e a cognio humanas e mecnicas frustraro os esforos humanos de desenvolver esse mesmo nvel de entendi mento com os robs de combate.Entendendo o Processo Decisrio dos Robs MilitaresOs algoritmos processos denidos por codicado res para que computadores possam resolver prolemas so os componentes bsicos de sobware. Os progra madores podem combinar centenas ou mihares de al goritmos para criar um programa de sobware que toma decises sem o conhecimento do usurio. Os usurios manipulam a interface grca que executa os scripts de uma linuagem de programao de um nvel superior, que por sua vez, traduzida em entradas binrias para a unidade central de processamento. Esses nveis de abs trao escondem do usurio o processo decisrio real da mquina e as vrias heursticas, premissas e fahas que os codicadores incluem, intencional ou inadvertida mente, dentro dos programas. Conforme os eecialistas em IA usam progressivamente mais a aprendizagem mecnica e as tcnicas de aprendizagem profunda para permitir que as mquinas elaborem seus algoritmos, essas propenses podem tornar-se at mais obscuras. As tcnicas de aprendizagem mecnica permitem que algoritmos criem generalizaes e analisem padres com base na avaliao de dados de treinamento. De uma forma ecaz, os algoritmos ensinam a si prprios por meio de ensaios e eros. A dependncia dos dados de treinamento por parte da aprendizagem mecnica permite que os cientistas da computao insiram, in conscientemente, propenses signicativas nos algorit mos por meio de sua seleo de entradas de dados. Por exemplo, um algoritmo de reconhecimento facial que usa o anurio do ensino mdio do meio-oee america no como dados de treinamento pode ter diculdade na identicao de minorias tnicas quando usado devido falta de exemplos nos dados de treinamento [e regio dos EUA na maioria, composta de brancos N. do T.]. No contexto comercial, esse tipo de propenso, que resulta da seleo humana dos dados de treinamento, embaraoso. Com reeito aos LAWS, letal. Imagine o design de um algoritmo para identicar um homem armado, de idade militar. Os programa dores podem cumprir isso com uma variedade de maneiras. O sobware pode usar sensores para medir a altura de um alvo potencial para conrmar a idade adulta; buscar por pelos faciais ou medir a relao ombro-cintura para avaliar o gnero; e estimar a massa corporal do alvo potencial para comparar com as mdias de adultos e crianas. Quando a preciso dos sensores permite, o programa pode at medir objetos seurados pelo alvo potencial, para determinar se esses combinam com as eecicaes das armas armazena das na memria do rob militar. Cada uma dessas determinaes exigiria a execu o de algoritmos que comparam e aplicam os dados obtidos pelos sensores do rob militar nos bancos de dados internos e nos algoritmos pr-desenvolvidos. Esse algoritmo pode fahar na sua tarefa de identicar os homens de idade militar, de vrias maneiras: (1) Pode faltar a preciso necessria para a tomada da deciso pelo rob; seus sensores podem ser incapazes de identicar objetos ou medir alturas alm de uma certa distncia; e o algoritmo pode for-lo a tomar uma deciso de qualquer maneira. (2) Os bancos de dados do rob de combate podem conter informaes

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49 insucientes; o alvo, por exemplo, pode ear seurando um modelo de uma arma de fogo que no e dentro dos dados de treinamento do algoritmo ou ela pode ter alteraes que fazem com que ela seja ireconhecvel pela mquina. (3) As heursticas ou as premissas do programador para a tomada de uma deciso podem ter fahas ou fazer premissas falsas. Se o algoritmo tentar identicar objetos como masculino ou feminino, com base na altura e na massa corporal, pode encontrar pro lemas se ele deixar de considerar a nacionalidade e/ou a aliao tnica do alvo potencial a muher escandi nava mdia mais alta do que o homem chins mdio, e provavelmente pesa o mesmo. Alternativamente, um algoritmo que identica armas pode classicar um fuzil de caa como uma feramenta e um AK-47 como uma arma, com base na opinio de um engenheiro de sobware, embora os dois so letais. Quase todos os algoritmos contm os juzos de valor e as propenses inerentes das pessoas que os criam e dos dados de treinamento escohidos por eles Os militares incumbidos com o monitora mento e o controle dos sistemas autnomos letais precisaro ser familiarizados com as propenses e os juzos de valor incutidos no software do sistema de armas, para evitar acidentes e violaes das leis de conflito armado. O entendimento desses juzos de valor e o reco nhecimento de quando esses iro afetar o desempenho operacional talvez seja mais fcil do que parece. Os algoritmos que alimentam os LAWS sero incrivel mente densos. Os robs de combate podem depender de mihes de linhas de cdigo para operarem, e cada um deles ter propenses e premissas incutidas dos engenheiros humanos de sobware que o criaram. O vo lume de cdigos far com que seja muito dicil enten der as complexidades de cada deciso algortmica em sua plenitude e seu efeito em um rob militar, durante tempos de combate. Tambm, o uso das tcnicas de aprendizagem mecnica aprofundar, potencialmente, essa ambiuidade. Um tcnico de munies guiadas de preciso, do 23 Esquadro de Manuteno, examina as munies de ataque direto Joint Direct Aack Munitions (JDAM), na Base da Fora Area Moody, Gergia, 11 Jan 18. Esse conjunto converte as bombas normais em munies inteligentes que so capazes de engajar autonomamente os alvos designados. (Cb Eugene Oliver, Fora Area dos EUA)

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50 Os militares podem experimentar at mais dicul dade em entender esses algoritmos porque eles no possuem os antecedentes tcnicos dos engenheiros de sobware, que iro criar os LAWS operados pe los soldados. Os controladores dos robs militares talvez nem tenham acesso aos algoritmos devido s preocupaes sobre a seurana; os governos podem proteg-los como segredos privados ou nacionais. Essa dissimulao pode ser prolemtica. Os conceitos atuais de us in eo responsabilizam os combatentes e os comandantes pelo emprego tico dos sistemas autnomos letais, embora as decises tomadas pelas autoridades que os adquirem e pelos engenheiros de sobware tenham um impacto iual, ou maior, no com portamento dos robs militares.A Extenso das Responsabilidades do Jus in BelloConsiderando que a maioria dos combatentes que proporcionam orientao aos LAWS ser incapaz de entender completamente como seus robs de combate tomam as decises letais, os engenheiros de sobware e as autoridades responsveis pela aquisio e colocao desses equipamentos nas mos dos controladores de vem assumir uma parte da responsabilidade tica pelas violaes do us in eo dos robs militares no campo de bataha. Os sistemas legais ocidentais no responsa bilizam criminosamente os acusados se so incapazes mentalmente de entender seu crime, ento a sociedade no deve responsabilizar somente os combatentes pelas decises tomadas pelos LAWS no campo de bataha, que cam aqum da sua capacidade de compreender. Em vez disso, a sociedade responsabiliza os indiv duos pelos eventos em proporo sua capacidade de mold-los. Embora os combatentes sempre tenham responsabilidade pelas violaes do us in eo que re sultam de eros do operador, os criadores dos sistemas e as autoridades de aquisio devem assumir a culpa em proporo sua responsabilidade pela violao. As autoridades responsveis pela aquisio tm o dever tico de determinar as exigncias dos sistemas autnomos letais que minimizem a probabilidade que eles violem as leis do conito armado. Eecicamente, os representantes do governo precisaro eabelecer padres rigorosos para os algoritmos de treinamento e para o tee dos sistemas robticos em ambientes reais e simulados, para evitar eros provveis. Os contratados de defesa, por sua vez, tm a obrigao de fornecer os robs militares que satisfaam essas exigncias at o nvel tecnolgico mais alto possvel e informar os gover nos sobre as vulnerabilidades conhecidas do processo decisrio algortmico e da percepo dos sensores. As empresas que fabricam os caros autouiados so res ponsveis pelos acidentes causados pelas fahas de de sign Por isso, as empresas que produzem as mquinas de uera com fahas negligentes devem, devidamente, enfrentar penalidades civis e, potencialmente, crimi nais. Finalmente, tanto os lderes civis quanto militares tm responsabilidades para determinar polticas e re gras de engajamento que minimizem as oportunidades que os combatentes tm para colocar sistemas autno mos letais em situaes fora da capacidade analtica e lgica deles. Independentemente da diculdade, os lderes mili tares precisam se esforar para preparar os soldados a entender os riscos do emprego de sistemas autnomos letais em situaes de combate previsveis. As foras armadas futuras que empregarem os LAWS podero descobrir que muitas das vantagens econmicas da au tomatizao dissipam luz dos aumentados custos de treinamento de operrios e dos tees necessrios para aprimorar os algoritmos da IA. A automatizao das tarefas no campo de bataha desempenhadas pelos seres humanos provavelmente forjar foras armadas com um menor nmero de combatentes que possuam maior aptido tcnica. As foras armadas devem considerar a criao de classes eeciais de militares semehantes aos contro ladores areos tticos conjuntos que recebem treina mento avanado sobre as complexidades dos sistemas autnomos. Os comandantes podem, potencialmente, limitar o controle dos robs militares, alm de situaes de emergncia, at que a inteligncia articial amadu rea mais r. Uma variedade de metodologias e pessoal eecializado existem para orientar comandantes no emprego de ataques areos e de fogos de longo alcance, como identicadores de alvos, controladores areos tticos conjuntos e observadores avanados. As foras armadas que empregam os LAWS devem considerar a criao de posies semehantes. Os eecialistas em ro btica devem acompanhar os comandantes de campa nha e ajud-los a tomar as decises diceis em relao ao emprego de robs militares no campo de bataha, da mesma forma que identicadores de alvos ajudam

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51 comandantes a determinar o risco de danos colaterais durante ataques areos. Tambm, as foras armadas podem precisar formar clulas de tee e avaliao que armazenem dados de treinamento e criem simulaes que permitam que os LAWS sejam calibrados para tea tros de operaes e regras de engajamento eeccos. As metodologias para estimar o risco do emprego dos LAWS podem, tambm, ajudar comandantes nas suas decises de desdobrar os robs de combate e eabele cer normas sobre seu uso. Durante as prximas dcadas, os combatentes iro entrar em uma era em que seus sistemas de armas acumularo progressivamente maior responsabilida de devido sua capacidade de aplicar a fora, com xito, contra alvos militares legtimos. Os conceitos ticos e as diretrizes precisam avanar em sintonia para garantir que as mudanas tecnolgicas no resultem em lacunas ticas, ao distribuir proporcio nalmente as responsabilidades do us in eo aos atores humanos envolvidos. Referncias 1. 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O Grupo de Combate (GC)Elemento Bsico de Emprego da InfantariaMaj Viktor Potonik, Foras Armadas da Eslovniab tecnooia a inorao te se tornao to imortante e eini o oe miita nue ea omina nuase too o resto. b ina e rente est esaarecen o a uerra. s excitos recisa se ocuta. b coe tura e a isimuao se torna roceimentos usuais. b itia ai ene ara o ao nue osui mais inlun cia sore a tecnooia e melo aceso inraestrutura eetrnica o muno.Bruce Berkowitz, fe ew ace o a (A Nova Face da Guera, em traduo livre)

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54 Bruce Berkowitz eava quase certo. Na verdade, contudo, as ueras no Iraque, no Afeganisto e na Sria tm nos mostrado que o acesso mehor tecnologia e a uma forte infraestrutura eletr nica so, simplesmente, insucientes e continuaro assim por muito mais tempo. Embora a tecnologia a tecnologia da informao em particular e o acesso infraestrutura eletrnica sejam importantes, eles no so decisivos. Os sistemas de armas de longo alcance e o uso extensivo da tecnologia fazem com que esqueamos um princpio bsico da uera: a uera um empreen dimento humano. Ela provm de interesses e emoes humanos, e motivada por eles. Este artigo se dedica ao estudo do elemento bsico de emprego da infantaria, o grupo de combate (GC) de fuzileiros, em termos de suas capacidades, potencial de sobrevivncia, poder de combate e emprego no campo de bataha. Levando em considerao o histrico do GC, discutiremos aluns dos mtodos alternativos para sua organizao, sua dotao de material e suas princi pais tticas. Por m, analisaremos os impactos da nova tecnologia no GC da infantaria.As Origens Histricas da Composio do GC e seu Papel no Campo de BatalhaPodemos buscar antecedentes para unidades to pequenas como um GC de infantaria moderno na legio romana. L, um conturnio consistia em oito legionrios que compartihavam uma baraca e eabelecia o compo nente bsico de uma centia Contudo, um conturnio no era uma unidade de combate independente, e seu co mandante apenas desempenhava deveres administrativos. O GC apareceu, pela primeira vez, durante a Primeira Guera Mundial. As armas automticas no campo de bataha, com seu enorme volume de fogos, causaram uma paralisao na frente ocidental, fazen do com que as tradicionais formaes de infantaria da poca cassem incapazes de manobrar. Ao mesmo tempo, o peso relativamente grande das antigas metra hadoras restringiam a mobilidade dos GC no campo de bataha. No entanto, isso mudou quando os alemes introduziram uma metrahadora leve na infantaria. A partir de ento, pequenos grupos de fuzileiros organiza dos em torno de uma metrahadora leve podiam atacar um objetivo e conquist-lo. O grupo de combate se tornou a unidade ttica bsica. A partir dessa experincia, os exrcitos ocidentais reorganizaram suas infantarias e constituram os GC em torno de metrahadoras leves ou fuzis automticos. Porm, desde o incio, uma queo surgiu em relao ao emprego de um elemento de infantaria organizado em torno de uma metrahadora leve: ele deveria atuar apenas como base de fogo ou ele seria um elemento de manobra; ou, talvez, realizasse ambas as tarefas simulta neamente? Nos anos aps a Seunda Guera Mundial, diversos mtodos e teorias lidaram com a queo do elemento bsico da infantaria e sua misso. Contudo, es ses arumentos perderam prioridade nas discusses pro ssionais porque os exrcitos, como um todo, eavam se tornando progressivamente mais complexos, caros e limitados em efetivo A maioria dos exrcitos ociden tais se preocupava com a capacidade do GC de fazer manobras sob fogo, em preparao para um assalto nal contra posies inimigas para conquist-las. Contudo, h uma outra abordagem para o emprego de um GC no campo de bataha que merece ateno.Consideraes-Chave no Campo de Batalha para Determinar o Elemento Bsico de Emprego da InfantariaNa medida em que procuramos denir o elemento bsico da infantaria, devemos, antes de tudo, denir aquilo que ele deve ser, de fato, capaz de realizar. Nos exrcitos ocidentais, a noo amplamente aceita que o papel do GC aproximar-se do inimigo e destru-lo. Ele realiza essa tarefa por todo o eectro de operaes ao fazer manobras para capturar um objetivo, com a inteno de conquistar e manter o tereno. O advento da plvora e dos explosivos no campo de bataha levou crescente letalidade das armas. As unidades, que se confrontavam com armas e explosivos cada vez mais sosticados, foram foradas a se dis persar, alm de frequentemente atuarem sem contato direto com outras unidades amigas. Hoje, essa carafe rstica se tornou ainda mais marcante, graas ao uso de munies modernas de alto poder explosivo e de maior preciso. Os exrcitos so forados a adotar formaes tticas menores e mais diersas, at o ponto em que Pgina anterior: Militares da Guarda Nacional do Exrcito do Es tado de Nova Jersey da 114 Brigada de Infantaria (Assalto Areo) fazem um ensaio em seco, antes de realizar um exerccio de tiro de frao na Base Conjunta McGuire-Dix-Lakehurst, Nova Jersey, 9 Abr 18. (SO Ma Hecht, Guarda Nacional Area dos EUA)

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55 uma frao de tropa ou um indivduo j no represen tem um alvo economicamente vivel para as munies explosivas de alta preciso. Por outro lado, a psicologia sugere que o contato sico entre os companheiros de armas durante combate extremamente importante O contato sico, como um componente da coeso e da moral da unidade, at mais importante para o xito do que a preciso no tiro. Alm disso, pesquisas da [empresa] RAND salientam as mui tas vantagens de se ter pequenas fraes de combate mais robustas, como maior resistncia, mehores tcnicas de fogo e movimento e maior facilidade de serem reorga nizadas em elementos de assalto, apoio ou seurana. As outras carafersticas essenciais do campo de bataha moderno que precisam ser consideradas ao se determinar os aectos do elemento bsico da infanta ria so a crescente importncia e o emprego da tecno logia; a complexidade e a variedade dos ambientes ope racionais; e a presena de civis, alm de muitos outros atores conitantes no campo de bataha. Finalmente, na medida em que analisamos o componente bsico da infantaria, devemos, tambm, considerar as limitaes polticas e econmicas impostas s foras armadas em termos de custo-benecio.A Denio do Elemento Bsico de Emprego da Infantaria nos Exrcitos OcidentaisA composio das unidades de infantaria e o pro cesso de formao dos GC variam signicativamente entre os integrantes da OTAN. Seuem trs exemplos distintos de como so denidos e organizados os GC em trs exrcitos diferentes da OTAN. O GC do Exrcito dos EUA. Para o Exrcito dos EUA, a esquadra do GC projetada para lutar como uma equipe e o elemento de combate dentro do peloto de infantaria. ... Atualmente, h apenas um tipo de GC de fuzileiros e seu papel principal de um elemento de manobra ou de base de fogosr. Tambm, o Exrcito dos EUA divide as esquadras em duplas de soldados chamadas duplas de cangas. Dentro dos GC do Exrcito dos EUA h duas esquadras equilibra das. Qualquer uma delas pode servir como base de fogos ou elemento de manobra. No nvel peloto, h, tambm, um grupo de apoio (G Ap), cuja nalidade principal proporcionar a base de fogo para a mano bra do peloto. O GC das Foras Armadas da Eslovnia. O seundo exemplo da organizao do GC o das Foras Armadas da Eslovnia (FAE), como denido pelo ma nual de campanha do comandante do grupo de comba te das FAE. A misso do GC destruir ou incapacitar combatentes, sistemas de armas e material blico inimi gos. O GC a menor unidade de infantaria das FAE, e ele no se subdivide. Apenas sob circunstncias extre mas, ele conduziria operaes de combate independen tes No entanto, h vrios tipos de GC na infantaria (e.g., fuzileiros, reconhecimento e metrahadora). O GC do Exrcito Francs. O terceiro exemplo o GC de fuzileiros do Exrcito Francs. composto por duas esquadras com base no alcance efetivo de seus sistemas de armas uma de 300 m e outra de 600 m e uma tripulao de veculo. O Exrcito Francs organiza seus GC em torno de clulas de trs comba tentes, com a opo de acrescentar eecialistas a elas. Dependendo da fonte, a composio das esquadras desembarcadas varia entre equipes de dois, trs e qua tro integrantes. Um comandante do grupo de combate comanda as duas esquadras desembarcadas, alm da tripulao do veculo O Exrcito Francs considera o GC como o elemento bsico da infantaria, j que as clulas so constitudas de acordo com seu papel duran te combate e, assim, se mostram incapazes de atuar de forma independente. Todos os exemplos acima mencionados descre vem os GC da infantaria com uma forte propenso para solues organizacionais e de poder de fogo fixas. No entanto, aluns especialistas advogam que existem outras manei ras de se organizar as menores fraes.Os Grupos de Combate dos Exrcitos OrientaisOs exrcitos orien tais, at o nal da Guera Fria, no pos suam a mesma tecno logia militar moderna disponvel aos exrcitos ocidentais Contudo, isso no signicava que O Maj Viktor Potonik ocial de infantaria das Foras Armadas da Eslovnia (FAE), servindo atualmente no Estado Maior-Geral das FAE. mestre pelo Command and General Sta College do Exrcito dos EUA, em Fort Leavenworth, Kansas. Serviu anteriormente como ocial de operaes (E/3) de uma brigada de infantaria das FAE e comandou peloto de infantaria, companhia de infantaria e companhia de morteiros.

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56 eram incapazes de rivalizar o poderio militar ociden tal. Embora os exrcitos orientais no fossem capazes de projetar poder militar por todo o mundo, eavam aptos a enfrentar as vantagens tecnolgicas e de poder de fogo no seu prprio tereno, por meio de acurada execuo ttica e de solues organizacionais sinulares nos menores escales tticos. O GC do Exrcito Iraniano. Quando analisamos a infantaria iraniana durante a Guera Ir-Iraque (seundo H. John Poole), vemos um GC composto por um comandante de grupo de combate, um caador, uma equipe de lana-rojes de dois combatentes e trs esquadras de quatro combatentes dotados de fuzis automticos. Nota-se a falta de uma metrahadora leve para fornecer fogo de coberturar. Isso implica um mtodo diferente de combater, que enfatiza a surpresa e a mobilidade acima do poder de fogo. Vale observar, tambm, o tamanho do GC, com 16 integrantes distri budos em seis funes. Considerando que esse nmero transcende aquilo que geralmente considerado a ca pacidade usual de comando e controle, esses GC devem ser bastante independentes e bem treinados. O GC do Exrcito de Libertao Popular. Um outro exemplo o GC do Exrcito de Libertao Popular (ELP) da China. As informaes sobre essa tropa so raras, mas uma fonte de um frum de discusso prossional indica que o GC do ELP possui nove ou dez soldados organizados em trs clulas. Vale mencionar que h um nmero relativamente grande de armas anticaro e a natureza desiquilibrada dos elementos do GC chins (em termos de efetivo e de sistemas de armas).O Modo de Guerra OrientalAs retiradas e as batahas de posies xas simula das tm caraferizado o modo de uera oriental. Os exrcitos orientais preferem escoher quando e onde lutar, e dependem do movimento furtivo e da surpresa ao invs do poder de fogo. Eles, tambm, tendem a se desengajar da bataha quando percebem que a vitria e fora do seu alcance. Seus mtodos tticos variam muito e so muitos para serem abordados em detahes aqui. Contudo, eles no fazem necessariamente uma distino clara entre a uera de ueriha, a uera de manobra e a uera de posies xas. Na verdade, eles podem conduzir a uera de ueriha e a uera de ma nobra ao mesmo tempo. Com base nos ensinamentos de Mao Ts-tung e da losoa taosta, eles podem fazer essa transio entre os diferentes estilos de uera com relativa facilidade. Ao contrrio dos seus homlogos ocidentais que se movem em direo ao som das ar mas, os comandantes orientais exibem um maior grau de pacincia, adaptabilidade ambiental, planejamento, exibilidade e bom senso mesmo no nvel GC. Os exrcitos orientais eo avanando em tecnolo gia e poder de fogo. Excelncia ttica junto com parida de tecnolgica tm o potencial de mudar o equilbrio de poder militar que tradicionalmente tem favorecido o Ocidente. Talvez, o Ocidente deva incorporar alumas tcnicas orientais para manter sua vantagem.Equilibrando Requisitos ConitantesEntre 1946 e 1966, os estudos do Exrcito dos EUA foram orientados com a nalidade de proporcionar a resposta ao que deveria ser o GC ideal. Devido deni o varivel do GC ao longo do tempo, pode ser dicil comparar os resultados dos estudos, mas eles ainda nos do uma boa referncia quando tentamos deter minar os requisitos essenciais do elemento bsico de emprego da infantaria. Em geral, os estudos avaliaram o GC usando os critrios de controle, sustentabilidade, exibilidade e letalidade. Controle. A Conferncia sobre a Infantaria de 1946 determinou que um comandante de grupo de com bate tem diculdade em controlar um efetivo maior do que nove integrantes, mesmo quando assistido por outro graduado. A conferncia determinou, tambm, que a natureza do combate de infantaria impede o uso efetivo de esquadras subordinadas. Como resultado, foi eerado que um GC disparasse ou manobrasse, mas no zesse as duas coisas ao mesmo tempo. O 1966 Infantry Rie Unit Study (O Estudo de Unidades de Fuzileiros da Infantaria de 1966, em traduo livre) de terminou que o controle facilitado quando se reeita a proporo de 1/4 ou 1/5 entre comandante e subor dinados Ou seja, geralmente aceito que um coman dante pode controlar at cinco subordinados ao mesmo tempo. Contudo, a remoo do comandante do GC da posio de comandante de esquadra (mudando a proporo para 1/2) aumenta sua capacidade de tomar decises em tempo oportuno e obter maior eccia do que se estivesse exercendo simultaneamente o comando direto de uma das esquadras.

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57 Atrito. Um GC precisa ser pequeno para ser con trolado pelo seu comandante, mas, ao mesmo tempo, precisa ser sucientemente grande para absorver as baixas. Os GC com menos de sete integrantes no po dem sofrer uma baixa e continuar lutando. Se isso vier a ocorer, mehor reorganizar o peloto em menos GC e, por conseuinte, ajustar o seu emprego ttico. Ter menos de nove integrantes impede que os GC realizem fogo e movimento. Foi reconhecido, tambm, que, ro tineiramente, um GC em campanha opera com menos do seu efetivo autorizado por vrias razes, no somen te devido s baixas em combate. Portanto, o tamanho doutrinrio de um GC deve, de aluma maneira, levar em considerao todos os tipos de atrito. Poder de fogo. Para conduzir efetivamente fogo e movimento, o GC precisa de poder de fogo supressivo proveniente de metrahadora leve orgnica. Contudo, a partir de um determinado nmero, as metrahadoras limitam a capacidade do GC de conduzir outras tarefas. Foi determinado que no mximo 30% dos integrantes do GC devem ser equipados com uma metrahadora leve. A mehor combinao de armas para um GC foi determinada a ser uma nica metrahadora leve para a tea da coluna e a execuo da base de fogos; um nico lana-rojo; que junto com fuzis de assalto se prea para o combate aproximador. Embora as metrahado ras leves e os lana-rojes sejam teis para conquistar e manter tereno (a misso principal do GC), quando se trata do combate aproximado, o fuzil automtico a arma ideal. Portanto, uma unidade bsica de infantaria dever ter uma preponderncia de fuzis automticos. Tradicionalmente, cada fuzileiro individualmente transporta munies adicionais para as armas de apoio do peloto ou da seo, dessa forma mehor reduzir o nmero de armas de apoio no GC a m de proporcio nar maior mobilidade. Ao contrrio das descobertas mencionadas ante riormente, o consenso que ainda prevalece no Exrcito dos EUA permanece o mesmo: o tamanho ideal do GC de nove integrantes, divididos em duas esquadras ho mogneas. Contudo, seundo Timothy Karcher, isso se deve mais s limitaes oramentrias e de pessoal fora do controle do Exrcito dos EUA do que do reconheci mento da organizao ideal. Espao nos veculos. Outro fator importante na or ganizao de unidades de infantaria o espao dispon vel no interior dos veculos para transporte de tropa. Os militares frequentemente aceitam o espao do veculo como fornecido, sem questionar seus efeitos doutri nrios e sua razo ttica. O espao na viatura no deve determinar o tamanho da frao de infantaria; deveria ser justamente o contrrio. O tamanho da frao deve ser determinado por sua nalidade doutrinria. Os exrcitos tendem a compensar o tamanho reduzido do GC aumentando o poder de fogo. Contudo, um incremento no poder de fogo significa um aumento na quantidade de equipamentos trans portados pelo GC, com isso a perda de apenas um combatente no GC coloca um crescente nus fsico naqueles que permanecem Em tese, o nus extra compensado pela premissa atual de que os GC de fuzileiros estaro sempre prximos de seus veculos, que podem hes proporcionar maior poder de fogo, bem como recurso para evacuao mdica. Assim, quando operam ao lado de uma viatura, os infantes podem portar cargas mais leves. Os veculos so, sem dvida, um multiplicador do poder de combate. Eles proporcionam maior mobili dade, proteo e poder de fogo (em termos de volu me, alcance, preciso e letalidade); mehor comando, controle, comunicaes, computadores e Inteligncia (C I); alm de capacidade adicional para transportar suprimentos e equipamentos. Contudo, uma vez de sembarcada, a infantaria engajada no combate aproxi mado nem sempre pode depender do apoio da viatura. Ademais, a infantaria desembarcada muito sensvel ao atrito e nem sempre pode manobrar efetivamente quando separada dos seus veculos A tropa a p deve ser otimizada para o combate aproximado, j que a infantaria desembarcada deve lutar quando as viaturas no estiverem disponveis. Tecnologia. Como existe hoje, os novos recursos tecnolgicos para a infantaria requerem manuteno e treinamento apropriados para seu emprego algo que e alm dos equipamentos padronizados que um infante j possui No entanto, essencial que a tecno logia no diminua as capacidades do soldado individual no combate aproximado, mas aprimore-as. Se o infante tem que se preocupar com a vida til da bateria, o peso excessivo do material, a possibilidade de danos ou ava rias nos equipamentos e se isso diminui sua capacidade cognitiva para se manter alerta ao seu entorno, aquela tecnologia no tem lugar na infantaria. Como obser vado por Victor Satler e M. OLeary, O fator-chave

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58 no desenvolvimento e na extenso do apoio da rede ao infante equilibrar os requisitos de habilidades adicio nais e as exigncias cognitivas de tal forma que esses recursos no se tornem as responsabilidades principais em si mesmos. As mehorias tecnolgicas proporcionam tanto oportunidades quanto vulnerabilidades. Por exemplo, os avanos no processamento alimentar e no armaze namento de ua so muito bem-vindos, j que dimi nuem o peso geral dos equipamentos. Da mesma forma, os sistemas terestres no tripulados no papel de apoio logstico podem reduzir a carga do infante para 25 ou 30 kg, um peso mais aceitvel. Os localizadores GPS nesses sistemas terestres no tripulados e nos sistemas de veculos areos no tripulados podem assistir aos in fantes, fornecendo-hes informaes ou provendo-hes o apoio logstico. Os veculos autouiados/autnomos podem reduzir a exigncia por motoristas e, assim, permitir que mais pessoal desembarque da viatura. Ao mesmo tempo, os avanos em informaes e em tecnologia de controle remoto podem reduzir a necessi dade de que os atiradores das metrahadoras veiculares permaneam embarcados, permitindo que mais pessoal deixe a viatura. Os avanos no design de armas, como tiros que dobram a esquina, podem aumentar a prote o e a letalidade. Por outro lado, a dependncia de energia de todos os dispositivos eletrnicos representa um calcanhar de Aquiles, j que amara os combatentes aos eixos de suprimento e s fontes de energia (e.g., um vecu lo ou uma base) mais do que qualquer outra coisa. Ao mesmo tempo, os domnios cibernticos e espa ciais exercem um papel cada vez mais importante. A tecnologia da informao tem a capacidade de permitir maior dierso entre os combatentes e as equipes, por meio do chamado efeito da mdia social no campo de bataha. Contudo, considerando que toda tecnologia baseada em informaes vulnervel a ataques cibernticos, permanece aberta a queo acerca do que ocoreria se, ou quando, tal ataque for Uma seo de metralhadora mdia das Foras Armadas da Eslo vnia conduz treinamento de fogos reais, em 2015, no Polgono de Tiro e rea de Treinamento Central (OSVAD), em Postojna Poek, Eslovnia. (Foto cortesia das Foras Armadas da Eslovnia, 1 Brigada, 10 Regimento de Infantaria)

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59 bem-sucedido. Como combatentes que so incons cientemente dependentes da tecnologia da informa o se portaro na ausncia dela? No obstante, os avanos tecnolgicos a curto prazo no mudaro signicativamente a natureza ou o carter das operaes de combate, tampouco mudaro signicativamente as armas orgnicas do GC. Os novos sistemas de armas podem fazer com que o combatente individual seja mais letal, mas o GC continuar a reali zar fogo e movimento. No entanto, h possibilidade de alterar a maneira que o elemento bsico de emprego da infantaria lida com as situaes de combate. A tecno logia da informao talvez no resulte em uma reduo do nmero real de combatentes. Permitir, contudo, aes mais independentes e diersas do GC e dos seus integrantes. Dessa maneira, contribuir para aumentar sua letalidade e capacidade de sobrevivncia.A Robotizao do Elemento Bsico de Emprego da InfantariaA robotizao tem o potencial de reduzir o nmero de combatentes em um GC (se presumirmos que os ro bs no so considerados soldados). Contudo, os robs podem trazer consigo muitos prolemas legais e morais semehantes queles enfrentados pelos sistemas de veculos areos no tripulados, porm mais complexos em situaes de combate aproximado, como descrito na pulicao oots on te aeel (Robs no Campo de Bataha, em traduo livre), de 2014, do Combat Studies Institute (Instituto de Estudos de Combate). Ao mesmo tempo, existe a possibilidade para come armos a tratar o soldado individual, apenas, como um coletor de informaes e uma plataforma de armas, em vez de um uereiro propriamente dito. Como explicado por Poole, todos os sistemas de alta tecnolo gia no realmente mehoram o soldado individual; em vez disso, eo transformando-o em uma extenso do quartel-general superior. Em vez de fazer com que seja adaptvel, inovador e consciente ao seu entorno, eles eo fazendo-o passivo.Tcnicas de Ao Imediata No So TticasO GC precisa ser capaz de realizar fogo e movimen to para executar as Tcnicas de Ao Imediata (TAI). Introduzido no Exrcito dos EUA durante a Seunda Guera Mundial, as TAI tm expandido, desde ento, para a maioria dos exrcitos ocidentais em diferentes graus, tanto que tm comeado a simbolizar a pr pria ttica dos menores escales. Vale observar que a Conferncia sobre a Infantaria de 1946 se ops ao con ceito de TAI como tticas eereotipadas. No entanto, as TAI no so um equvoco, mas um primeiro passo. Elas so uma feramenta til para infantes treinados em engajamentos curtos e intensos, geralmente com bastante incidncia de fogos de apoio externos. Porm, funcionam apenas em combates a distncias muito curtas e em engajamentos muito breves e intensos. Existe, contudo, uma ampla gama de situaes que no se encaixam nessa categoria, e um GC precisa enfren t-las por meio de opes tticas diversicadas, no se limitando apenas a procedimentos militares padro nizados r. Isso exige que o comandante do GC com preenda o ambiente sico a sua volta, antecipe as aes provveis do inimigo e controle ativamente o desdobra mento dos elementos de apoio de fogo e de assalto para enfrentar tais ameaas.Uma Proposta para o Elemento Bsico de Emprego da InfantariaVimos anteriormente como diversos exrcitos definem um elemento bsico da infantaria. Contudo, considerando que as definies de um GC geram aluma confuso e so limitadoras, uma mehor opo seria defini-lo em termos de suas capacidades. Portanto, o GC deve ser definido como a meno ra o e troa caaz e ai e ora ineenente, a im e connuista e mante um oetio urante o comate aroximao e nuanue tio e oerao ou aiente. A capacidade essencial do GC na infantaria condu zir manobras independentes. Com base nas informaes acima descritas, uma organizao mais exvel do GC no somente neces sria, como tambm possvel. O GC deve ser pequeno ou organizado de tal forma que permita a dierso e a convergncia rpidas. Tambm, deve ser pequeno o su ciente para permitir o emprego imediato em situaes inopinadas ou de pronta-resposta, mas dotado de poder de combate suciente para se engajar em confrontos de maior intensidade. Os fatores polticos e econmicos sempre exercero um papel importante, mas j que o elemento bsico de emprego da infantaria representa a base do poder de fogo de um exrcito, deve ser otimi zado em sua organizao, e no minimizado. Se um

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60 exrcito fracassar no nvel GC, nenhuma quantidade de batahes, brigadas e divises lograr xito, j que todos sero escales ocos. Em termos doutrinrios, devemos nos afastar do conceito de fogo e movimento durante o combate aproximado como sendo a principal tarefa do GC. Em vez disso, devemos considerar sua capaci dade de manobrar como uma das tarefas do GC no necessariamente a mais dicil ou a mais importante. Devemos, tambm, levar em considerao os resultados das pesquisas do Exrcito dos EUA durante as dcadas de 50 e 60, vinculando essas descobertas quilo que podemos aprender do modo de uera oriental. O atual sistema de dupla de cangas deve ser substi tudo por clulas de trs combatentes. Satler e OLeary observam que com um mnimo de trs, os combaten tes compartiham as tarefas centrais de movimento, mantm-se em condies de fornecer fogo de cober tura para o soldado em movimento e conhecimento da situao do seu entorno at onde isso pode afetar as aes do grupo de assalto como um todo. Trs combatentes podem cobrir 360 graus mehor do que dois soldados apenas (veja a Fiura 1). Isso importan te nos campos de bataha modernos no contuos onde o perigo provm em todas as direes. Alm disso, uma clula de trs combatentes pode lidar mehor com o atrito Essa clula tem, ainda, maior capacidade para operar de forma independente quando necessrio. Contudo, uma clula, por si s, no poderia ser considerada o elemento bsico de emprego da infan taria porque no possuiria a capacidade de conquistar e manter o tereno durante o combate aproximado. Mas, vrias clulas eecializadas poderiam formar tal elemento: uma clula de comando, uma clula de apoio de fogo e duas clulas de assalto, em um total de doze soldados (veja a Fiura 2). Seria exigido do comandante do GC controlar no mximo cinco elementos (as ou tras trs clulas e os dois fuzileiros de sua clula), que se encontra dentro dos limites aceitveis de controle. O subcoman dante do GC, tambm, seria o comandante da clula de apoio de fogo. O GC no deveria ser subdivido em esquadras predenidas, mas composto de clulas como os elementos-chave. A clula de comando pro porcionaria, tambm, seurana e, quando necessrio, reforo s outras clulas. Porm, no seria aconsehvel que fosse usada para as nalidades de reconhecimento, uma vez que haveria um alto risco de o comandante de GC car engajado e, portanto, incapaz de controlar a manobra do reo do Grupo. Em vez disso, uma das clulas de assalto poderia ser empregada para esse m, sempre que necessrio. Quando julgado conveniente, as clulas poderiam formar esquadras. Elas no teriam rigorosamente a mesma composio, mas isso no comprometeria consideravelmente a capacidade do GC de manobrar por esquadras. Ao contrrio, permitiria mais flexi bilidade ao comandante do Grupo, para reforar a clula de apoio de fogo ou uma clula de assalto, de pendendo da situao ttica. Embora o uso de duas esquadras homogneas possa ser a soluo ideal para um GC de infantaria conduzindo um assalto dire to contra uma posio inimiga, no deixa de fazer sentido dispor de esquadras desequilibradas/especia lizadas para atender outras aes tticas. A proposta de um GC a 12 soldados conseue absor ver consideravelmente mais baixas, sem degradar sensi velmente sua efetividade no combate. Ainda, permite uma mehor distribuio do peso extra de material, que consideravelmente grande no combate moderno. Em termos de poder de fogo, o GC ora propos to seria dotado de duas metrahadoras leves, um lana-rojo e sete fuzis, no incluindo o comandan te e o subcomandante do Grupo. Alm disso, um 1 2 0 1 2 0 1 2 0 1 2 0 1 2 0 Dupla de cangas Equipe de trs (clula)3 5 3 5 Campo de viso horizontal do olho humano = 120 (binocularestereoscpico) Campo de viso monocular = 35 (adicional a cada lado) Figura 1. Campos de Viso(Grco pelo autor)

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61 fuzileiro seria equipado com uma arma anticaro (veja a Fiura 2). Dessa forma, o nmero de armas de apoio (metrahadoras leves, lana-rojo e arma anticaro) coresponde a 30% do GC, limite m ximo aconsehvel de dotao das armas de apoio. Sobretudo, o nmero de fuzis automticos faz com que um GC seja letal no combate aproximado.A Proposta de Reorganizao do Peloto de FuzileirosAo aceitar o GC ora proposto, o Exrcito dos EUA e todos os exrcitos com as mesmas caracte rsticas ou solues organizacionais semehantes devem, tambm, repensar a sua atual organizao do peloto. A doutrina atual do Exrcito dos EUA declara, o G Ap da infantaria proporciona a prin cipal base de fogos para a manobra do peloto. Todavia, na prtica, o comandante de peloto do Exrcito dos EUA frequentemente distribui os elementos do G Ap entre as esquadras de fuzileiros com base na situao ttica. Por esta razo, em vez de trs esquadras e um G Ap, um peloto poderia ser mehor organizado em dois GC e um grupo de apoio de fogo (Gp Ap F). Doutrinariamente, no h necessidade para a existncia de um terceiro GC, considerando que o comandante de peloto poderia empregar o Gp Ap F como base de fogos, enquanto um GC manobra sobre o objetivo e o outro fica em reserva ou em condies de reforar. O Gp Ap F pode ser composto por quatro clulas (ou turmas): uma de comando, uma anticaro e duas de metrahadora mdia (veja a Fiura 2). A clula an ticaro deve ser equipada com uma arma uiada anti caro do tipo Javelin. Levando-se em considerao que a misso principal do Gp Ap F fornecer uma base de fogos para a manobra do peloto, torna-se evidente que se trata de um grupo que goza de menor aptido para realizar aes independentes, sobretudo, devido a seus equipamentos mais pesados. No entanto, ainda assim, poderia manobrar de maneira semehante a um GC, mantendo as duas peas de metrahadoras mdias na base de fogos, enquanto a clula anticaro EnfCaador Seo de Comando de Peloto Grupo de Combate Grupo de Apoio de Fogo Pea de metralhadora mdia Turma de comando Turma do Adjunto de Peloto Pea de morteiro Turma do Cmt de peloto 2 Sgt 3 Sgt Enf Equipe de assalto Equipe de apoio de fogo 2 Sgt 3 Sgt Enf 2 Sgt 3 SgtRadioperador2 Ten/ 1 TenEspecialista de informaes1 Sgt 2 Sgt EnfCaadorPea de metralhadora mdia Equipe de assalto Equipe de apoio de fogo Pea de morteiro Turma de comando Turma de comando Equipe de assalto/esclarecedores Pea de mssil antitanque Equipe de assalto/esclarecedores 1 TenPrimeiro Tenente 2 TenSegundo Tenente 1 SgtPrimeiro Sargento Lana-rojo (anticarro) Lanador de granadas Metralhadora Leve Morteiro (60 mm ou menor calibre) Metralhadora Leve Fuzil de assalto semiautomtico Lanador de msseis antitanque 2 SgtSegundo Sargento 3 SgtTerceiro Sargento EnfEnfermeiro Legenda Figura 2. Proposta de Organizao de um Peloto de Fuzileiros(Grco pelo autor)

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62 (sem os sistemas de armas anticaro) junto com a turma de comando manobram at o objetivo. Alm disso, morteiros podem ser designados no nvel peloto, proporcionando a seu comandante apoio de fogo imediato e fazendo com que o pelo to se torne muito mais independente no campo de bataha (uma desvantagem pode ser a incapacidade de um comandante de peloto inexperiente coman dar e controlar dois GC, um Gp Ap F e uma seo de morteiros ao mesmo tempo). A seo de comando do peloto pode ser organizada em clulas ou turmas: uma clula do comandante de peloto, uma clula do sargento adjunto e duas clulas de morteiros leves (veja a Fiura 2). Nesse caso, o sargento adjunto teria a atribuio adicional de conduzir o combate do peloto no domnio informacional, com a assistncia de um eecialista em tecnologia de informaes/ mdia Isso outra capacidade importante que deve ser introduzida no nvel peloto, considerando que a vitria ou derota no combate atual depende mais da percepo na mdia independente do que dos resulta dos reais da bataha. Uma grande desvantagem dessa proposta que tal peloto seria composto por 48 combatentes. Este nmero incompatvel com o padro de quatro veculos geralmente disponveis para um peloto. As maiores viaturas de transporte de pessoal em uso tm espao apenas para 10 militares, o que pode impor limites ao efetivo do peloto. A composio proposta portanto, apenas adequada para uma frao de infanta ria leve com apoio de caminhes, ou caso o peloto nunca atue como um todo, mas sempre adaptado a cada misso eecca, com o reo sendo deixado para trs como uma reserva em prontido. Ou, ainda, o grupo de comando do peloto pode ser reduzido para uma nica clula ou turma composta pelo comandante de peloto, o sargento adjunto e um fuzileiro (preferen cialmente, eecialista em informaes/mdia). Referncias Epgrafe. Bruce Berkowitz, e New Face of War: How War Will Be Fought in the 21st Century (A Nova Face da Guerra: Como a Guerra Ser Travada no Sculo XXI, em traduo livre) (New York: e Free Press, 2003), contracapa. 1. Benjamin J. Nagy, Maniple to Cohort: An Examination of Military Innovation and Reform in the Roman Republic (tese de mestrado, Command and General Staff College, Fort Leavenworth, KS, 2014), p. 31, acesso em: 8 fev. 2018, http:// www.dtic.mil/dtic/tr/fulltext/u2/a611719.pdf Uma centria era composta por 80 homens organizados em dez contubrnios. 2. Paul E. Melody, The Infantry Rifle Squad: Size Is Not the Only Problem (monografia, Fort Leavenworth, KS: School of Advanced Military Studies, 1990), p. 3, acesso em: 8 fev. 2018, http://www.dtic.mil/dtic/tr/fulltext/u2/a225438.pdf 3. Victor Sattler e M. OLeary, Organizing Modern Infantry: An Analysis of Section Fighting Power, Canadian Army Journal 13, no. 3 (Autumn 2010): p. 23, acesso em: 8 fev. 2018, http://regimentalrogue.com/blog/caj_vol13.3_06_e.pdf Como descrito pelos oficiais canadenses Sattler e OLeary, O desenvolvimento da estrutura da seo [grupo de combate] parece ter sido feito mais no contexto de novos equipamentos que exigiam o tamanho do efetivo, em vez da maior anlise coerente do batalho como um sistema de combate em um contexto operacional. 4. Ibid. 5. Robert C. Johnson, Fighting with Fires: De centralized Control to Increase Responsiveness (monografia, Fort Leavenworth, KS: School of Advanced Military Studies, 2000), acesso em: 8 fev. 2018, https://www.hsdl. org/?view&did=727039. 6. Robert H. Scales Jr., The Army and the Future of Irre gular Conflict (transcript of presentation), Warfare in the Age of Non-State Actors: Implications for the US Army, eds. Kendall D. Gott e Michael G. Brooks (Fort Leavenworth, KS: Combat Studies Institute Press, 2007), p. 258. 7. Ibid. 8. John Gordon IV et al., Comparing U.S. Army Systems with Foreign Counterparts: Identifying Possible Capability Gaps and Insights from Other Armies (Santa Monica, CA: RAND Corporation, 2015), p. 80. 9. Ibid., p. 77-82. O estudo da RAND reconheceu que os grupos de combate de infantaria no so padronizados e po dem ter entre 8 e 13 integrantes, subdivididos em duas ou trs esquadras. Ainda, podem ter nomes e estruturas diferentes, dependendo do pas de origem. 10. Army Techniques Publication (ATP) 3-21.8, Infantry Platoon and Squad (Washington, DC: U.S. Government Publishing Office [GPO], 2016), p. 1-11 a 1-12. 11. Como sugerido pelo nome, uma dupla de cangas composta por dois soldados que cooperam e dependem de si mesmos no campo de batalha. 12. Cada esquadra composta por um comandante de esquadra, um atirador de metralhadora leve, um granadeiro e um fuzileiro. 13. ATP 3-21.8, Infantry Platoon and Squad, 1-13. O G Ap um grupo especializado dividido em duas esquadras de

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63 metralhadora M240 e duas esquadras de msseis de combate aproximado Javelin. 14. Prirocnik za Poveljnike Oddelkov [Manual do Comandante de Grupo de Combate] 811-11-1/97, Taktika [Ttica] (Eslo vnia: Ministrio de Defesa, 14 dez. 1998). Os atuais quadros de organizao e de distribuio de material do GC de fuzileiros das Foras Armadas da Eslovnia (FAE) uma cpia do GC do Exrcito dos EUA, mas a estrutura organizacional antiga do GC das FAE ainda doutrinariamente vlida. Segundo o Manual do Comandante de Grupo de Combate das FAE, o GC de fuzileiros deve ser doutrinariamente composto por um comandante de GC; um atirador caador; um atirador de metralhado ra leve e seu auxiliar; um granadeiro; um especialista anticarro e seu auxiliar; e quatro fuzileiros. Ao todo, 11 integrantes que no so subdivididos organicamente em esquadras. 15. Ibid., captulo IV. 16. Gordon IV et al., Comparing U.S. Army Systems with Foreign Counterparts. A esquadra de 300 m composta por um comandante de esquadra e dois fuzileiros, geralmente reforada com foguetes anticarro. A esquadra de 600 m composta por um comandante de esquadra, um operador de morteiro de assalto 51 mm, um atirador de metralhadora leve e, opcionalmente, um caador. 17. Ibid.; French army organization, Armaholic, aces so em: 2 mar. 2018, http://www.armaholic.com/forums. php?m=posts&q=10420. 18. Para os fins a que se destina este artigo, o termo exr citos orientais se relaciona aproximadamente aos da China, Vietn, Coreia do Norte e algumas organizaes insurgentes/ terroristas do Oriente Mdio (e.g., Hezbollah). 19. H. John Poole, Phantom Soldier: The Enemys Answer to U.S. Firepower (Emerald Isle, NC: Posterity Press, 2001). 20. H. John Poole, Tactics of the Crescent Moon: Militant Muslim Combat Methods (Emerald Isle, NC: Posterity Press, 2004), p. 25. 21. Norfolk, The Rifle Squad/Section-What Should It Do and How Should It Be Organized?, SinoDefenceForum (website), 12 Aug. 2007, acesso em: 9 fev. 2018, https://www. sinodefenceforum.com/the-rifle-squad-section-what-should-it-do-and-how-should-it-be-organized.t3379/. O responsvel por esta discusso profissional on-line indica que o GC do Exrcito de Libertao Popular composto por uma esquadra de quatro integrantes (incluindo o comandante do GC e uma arma anticarro), uma esquadra de trs integrantes com uma arma anticarro e uma esquadra de trs integrantes com uma metralhadora leve. 22. Poole, Tactics of the Crescent Moon. 23. Poole, Phantom Soldier, p. 33. 24. Melody, The Infantry Rifle Squad. Os estudos incluam a 1946 U.S. Army Infantry Conference (Conferncia sobre Infantaria ocorrida em 1946), o 1956 Research Study of Infantry Rifle Squad (Estudo de Pesquisa sobre o Grupo de Combate de Infantaria de 1956), a 1961 Optimal Composition of the Rifle Squad and Platoon (Composio Ideal do Grupo de Combate e do Peloto de Fuzileiros de 1961) e o 1966 Infantry Rifle Unit Study (Estudo de Unidade de Fuzileiros de 1966). 25. Ibid. Isso foi desconsiderado anteriormente pelo Exrcito dos EUA, mas vale observar que a Conferncia sobre a Infantaria de 1946 foi o resultado da experincia norte-americana durante a Segunda Guerra Mundial. 26. Timothy M. Karcher, Enhancing Combat Effectiveness, the Evolution of the United States Army Infantry Rifle Squad since the End of World War II (tese de mestrado, Command and General Staff College, Fort Leavenworth, KS, 2002), p. 85, acesso em: 12 fev. 2018, http://www.dtic.mil/get-tr-doc/pdf?Lo cation=U2&doc=GetTRDoc.pdf&AD=ADA407058. 27. Sattler and OLeary, Organizing Modern Infantry, p. 40. 28. Ibid., p. 32. 29. Melody, The Infantry Rifle Squad. O ndice mdio de baixas durante o combate de alta intensidade est entre 20% e 30%, mas temos que considerar que o efetivo do GC em qualquer momento afetado, tambm, por doenas, frias, cursos, etc. 30. Ibid. 31. Michael OLeary, The Canadian Infantry Section Attack Part One: Attrition Training in a Manoeuvre Army, The Regimental Rogue website, 1999, acesso em: 12 fev. 2018, http:// regimentalrogue.com/papers/sect_atk.htm Rotineiramente, os integrantes do GC portam fitas extras de metralhadora, bombas de morteiro e foguetes anticarro leves. 32. Karcher, Enhancing Combat Effectiveness, p. 9. A questo de padronizao para toda a infantaria (unidades pe sadas e leves) finalmente levou os planejadores a estabelecer um GC de fuzileiros composto por nove integrantes, ao mesmo tempo que manteve a organizao por esquadras ... Assim, ao longo dos ltimos 25 anos, se pode observar uma reduo na capacidade do fogo e manobra no nvel GC devido, principalmente, s limitaes de pessoal. 33. Melody, The Infantry Rifle Squad, p. 1. Cargas mais pesadas reduzem a mobilidade do combatente e dificultam sua capacidade de reagir a eventos inesperados. 34. Karcher, Enhancing Combat Effectiveness. Como ressaltado por Karcher, o conceito da BFV [viatura de combate Bradley] fornecendo a base de fogos para permitir que o GC de infantaria blindada manobre fundamentalmente defeituo so, e faz com que o GC de fuzileiros seja incapaz de executar fogo e movimento; tambm, veja Melody, The Infantry Rifle Squad, p. 41. O elemento desembarcado da viatura Bradley, seis pessoas, demasiadamente pequeno e pesadamente armado. 35. No necessariamente uma proposta simples, curta ou barata. 36. Sattler e OLeary, Organizing Modern Infantry, p. 35. Em outras palavras, em termos de conscincia situacional, no existe nada que diga a um combatente ou seu comandante o que est ocorrendo em um setor adjacente e que proporcione discernimento da viso do todo de que eles no esto sendo capazes de processar e reagir a um inimigo que surge do esgo to sua retaguarda. 37. Online and Social Media Division, The United States Army Social Media Handbook (Washington, DC: Office of the Chief of Public Affairs, April 2016, j revogado). Among other things, the Army Social Media Handbook discute como a mdia social faa com que a famlia do Exrcito dos EUA, por todo o mundo, se mantenha em contato e relate a verso de eventos do Exrcito dos EUA. A frase essencial para nossas finalidades mantenha-se em contato. O efeito da mdia social no campo de batalha se relaciona ao sentido de conexo na ausncia de contato fsico. Por meio do uso da mdia social no campo de

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64 batalha, o Exrcito pode at certo grau mitigar o impacto negativo da falta de contato fsico causada pela maior disper so de unidades e indivduos. 38. Ronan Doar et al., Robots on the Battlefield: Contempo rary Issues and Implications for the Future (Fort Leavenworth, KS: Combat Studies Institute Press, 2014). 39. Poole, Phantom Soldier, p. 223-27. 40. OLeary, e Canadian Infantry Section Aack Part One. O autor cita o Cel Arjun Ray: O fetichismo para as Tcnicas de Ao Imediata (TAI) tem sido principalmente responsvel pelo saneamento da imaginao, criatividade e mobilidade mental nas leiras da infantaria. As TAI so ... um conjunto de reaes ... Por outro lado, as tticas so um plano bem pensado para superar a ameaa. Portanto, as duas so coisas diferentes. 41. O objetivo pode ser um setor de uma trincheira inimiga, uma casa, uma casamata ou um alvo de tamanho semelhante; Army Doctrine Reference Publication (ADRP) 3-0, Operations (Washington, DC: U.S. GPO, October 2017), p. GL-2. O combate aproximado denido como aquela parte da guerra realizada no terreno em um combate de fogo direto, apoiada por fogos diretos e indiretos, alm de outros meios; Joint Publication 3-0, Joint Operations (Washington, DC: U.S. GPO, January 2017), GL12. A manobra denida como o emprego de foras em uma zona de ao por meio de movimento em conjunto com fogos, a m de proporcionar uma posio de vantagem sobre o inimigo. 42. Saler e OLeary, Organizing Modern Infantry, p. 41. 43. Dois militares so muito mais capazes de tratar e evacuar um soldado ferido do que um nico soldado amigo. Ainda, no caso da morte de um combatente, a integrao do substituto em uma clula mais fcil do que construir uma nova dupla de cangas. 44. Os smbolos usados na gura so da ADRP 1-02, Terms and Military Symbols (Washington, DC: U.S. GPO, November 2016), table 5-1. 45. Uma soluo organizacional pr-denida tende a determinar as opes tticas; assim, uma organizao exvel no nvel GC preferida. Duas esquadras homogneas signica, tambm, duas metralhadoras leves e dois lana-rojes, segundo os estudos tm demonstrado no so as armas mais desejadas no combate aproximado (e.g., combate urbano, limpeza de trincheiras e assalto a casamatas). 46. O GC conseguiria sustentar baixas em 33% (quatro inte grantes) antes de ser incapaz de realizar fogo e movimento, em vez de baixas em 11% (um integrante) do GC de fuzileiros atual do Exrcito dos EUA e das FAE. 47. O suprimento de combate no se limita apenas a munies e explosivos, inclui tambm gua, raes e itens de suporte vida, bem como outros recursos como os veculos areos no tripulados, dispositivos biomtricos, baterias, dispositivos de observao, armas no letais, escadas, dispositivos para abrir brecha, etc. 48. ATP 3.21-8, Infantry Platoon and Squad, p. 1-13. 49. Considerando que os avanos na tecnologia das comu nicaes produzem rdios menores, mais leves e automatizados, j no necessrio designar um soldado apenas como operador de rdio no nvel peloto ou GC.

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Soldado realiza comando crawl (com via equipada) durante a fase de instruo em operaes de montanha da Ranger School em Camp Merrill, Dahlonega, Estado da Gergia, 21 Fev 11. Os integrantes do Batalho de Inteligncia Militar do 75 Regimento Ranger recebem o mesmo treinamento que os militares das armas combatentes designados aos Batalhes de Comandos, incluindo os cursos de paraquedis tas e de comandos do Exrcito dos EUA. (Foto de John D. Helms, Exrcito dos EUA) 65 O Batalho de Inteligncia Militar do 75 Regimento Ranger (Comandos)Modernizao para o Combate em Mltiplos DomniosMaj Paul A. Lushenko, Exrcito dos EUA

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66 O foco dado s operaes de contrainsurgncia e contraterorismo desde os atentados do 11 de Setembro reduziu a prontido da Fora, seundo o General de Exrcito Mark Miley, Chefe do Estado-Maior do Exrcito dos Estados Unidos da Amrica (EUA) [equivalente ao Comandante do Exrcito no Brasil N. do T.]. De acordo com a de nio de Miley, prontido de modo geral, a capaci dade do Exrcito para executar seu propsito organi zacional e cumprir sua misso. A misso doutrinria do Exrcito dos EUA consiste em combater e vencer as ueras da nao por meio do combate terestre continuado, como um componente da fora conjunta. A consequncia mais grave do dcit em prontido do Exrcito sua incapacidade de sobrepujar a letalidade de adversrios com poder de combate quase equipara do, incluindo as chamadas quatro grandes ameaas: China, Ir, Coreia do Norte e Rssia. A estratgia de modernizao do Exrcito dos EUA, pulicada em 03 Out 17, foi formulada com o intuito de garantir que todos os militares e unidades eejam preparados para enfrentar essas e outras ameaas. Esse objetivo principal depende de diversas prioridades, incluindo a otimiza o do desempenho humano e criao de uma rede habituada a ambientes operacionais caraferizados por um eectro eletromagntico negado ou degradado. Um exemplo recente da modernizao do Exrcito dos EUA foi o eabelecimento do Bataho de Inteligncia Militar do 75 Regimento ane (Comandos)*, ou BIM/Rgt, em 22 Mai 17 em Fort Benning, no Estado da Gergia. A meu ver, alm de contribuir para a prontido do Regimento ane por meio da experimentao e inovao, o BIM/Rgt tam bm oferece lies teis estrutura geral do Exrcito e novos conceitos operativos para ajudar a sobrepujar os adversrios com poder de combate quase equiparado. O mais avanado entre esses conceitos possivel mente, o Combate em Mltiplos Domnios. Seundo o ento Comandante do Comando de Instruo e Doutrina do Exrcito dos EUA (.r. br rainin an octine oman RADOC), General de Exrcito David Perkins, esse conceito permite que as foras norte-americanas tirem proveito dos pontos fortes em qualidade e adestramento de pessoal, para superar adversrios em manobra de modo sico e cognitivo, empregando armas combinadas entre e den tro de todos os domnios [domnios terestre, naval, areo, espacial e ciberntico N. do T.] Por um lado, em consonncia com o conceito de Combate em Mltiplos Domnios, o BIM/Rgt estimula novas pr ticas de obteno, explorao e anlise, para capacitar as operaes eeciais, incluindo ataques letais, incur ses e operaes cibernticas ofensivas que apoiam a letalidade do Exrcito [Cabe observar que o Ciclo de Intlg no Brasil composto de 4 etapas (orienta o, obteno, produo e difuso) N. do T.] Por outro lado, o BIM/Rgt oferece conjuntos de capaci dades adaptveis, distribuveis e interdependentes ao Exrcito e fora conjunta. Suas fraes congregam indivduos e equipes e seus reectivos equipamentos seundo os requisitos de misso identicados, que abrangem o eectro dos conitos e possibilitam uma resposta de mltiplos escales, conjunta e/ou multi nacional Deacamentos organizados por conjuntos de capacidades constituem um til paradigma opera cional para apoiar o objetivo do Exrcito de projetar poder em mltiplos domnios, a m de derotar, de modo decisivo, as ameaas seurana nacional dos EUA e contribuir para a seurana global A anlise a seuir se divide em trs partes. Primeiro, examina-se a formao peridica de unidades de Comandos pelo Exrcito dos EUA, com o objetivo de contextualizar a importncia do Regimento ane e seu novo Bataho de Inteligncia Militar. Em seuida, o artigo esmia o BIM/Rgt, enfocando sua abordagem quanto obteno, explorao e anlise, visando ao in tercmbio de prticas com as foras convencionais que possam ajudar o Exrcito a preencher sua lacuna em prontido. O artigo conclui com uma breve descrio sobre a contribuio central do BIM/Rgt ao conceito de Combate em Mltiplos Domnios: os deacamentos organizados por conjuntos de capacidades.Rangers Abrem o CaminhoEmpregado por uardas-oreais ingleses no sculo XIII, o termo ranin (percorer, explorar) descrevia a atividade de patruhamento com o intuito de im pedir a caa ilegal e proteger-se contra saqueadores. Colonos rebeldes, incluindo o Coronel Daniel Morgan e Francis Marion, adotaram a prtica durante a Guera [* Equivale a uma brigada de comandos e composto, atualmente, de um batalho de tropas especiais e trs batalhes de comandos. N. do T.]

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67 de Independncia dos EUA, para superar as vantagens em equipamentos, adestramento e efetivos do Exrcito britnico. O Coronel nomas Knowlton, que serviu sob as ordens do General George Washington e conside rado o primeiro ocial de inteligncia rane eabele ceu uma rede de informantes para possibilitar embos cadas e incurses contra os britnicos. Essas tticas de uera ireular representavam um importante pilar da estratgia de Washington de desgastar a determinao dos britnicos por meio de aes graduais e persistentes contra a periferia de seus exrcitos. Alm da incon tee derota da Gr-Bretanha em 1783, devido, em parte, s prticas no convencionais das foras reulares e ueriheiras de Washington, o comando do Exrcito dos EUA criou unidades de comandos em momentos decisivos da histria da Fora. Embora os exrcitos da Confederao e da Unio houvessem feito uso de aes do tipo comandos durante a Guera Civil dos EUA entre 1861 e 1865, o Exrcito no constituiu organizaes semehantes at a Seunda Guera Mundial. O General de Exrcito George C. Marshal, ento Chefe do Estado-Maior, formou uma unidade calcada no modelo dos coman dos britnicos para adquirir experincia em combate antes de invadir a Europa. A ativao do 1 Bataho ane em junho de 1942 pelo Tenente-Coronel Wiliam O. Darby marca a era moderna dos comandos no Exrcito dos EUA. Em funo de seu xito durante a Operao oc no norte da frica em novembro de 1942, o General de Exrcito Dwight D. Eisenhower instruiu que Darby eabelecesse mais dois batahes. Os ars aners ( aners de Darby) foram unidos ao 3 e 4 Batahes para formar a 6615 Fora de Comandos. Tragicamente, ela foi dizimada na Itlia, na Bataha de Cisterna, em janeiro de 1944r. Cinco meses depois, o 2 e 5 Batahes participaram da invaso da Europa conhecida como Operao vero Os historiadores atribuem ao 5 Bataho o lema do 75 Regimento ane aners Abrem o Caminho, quando o subcomandante da 29 Diviso de Infantaria (DI), General Norman Cota, ordenou que aquele ba taho abrisse caminho a partir da Praia de Omaha, em meio forte resistncia alem. O Exrcito tambm havia criado o 6 Bataho ane no Pacco, e foi formada uma unidade pro visria com remanescentes de outras fraes, a 5307, pelo General de Diviso Joseph Vinegar Stilwel em janeiro de 1944, com o objetivo de interomper as linhas de suprimento do Japo no Teatro de Operaes (TO) China-Birmnia-ndia. Os Merils Marauders (Saqueadores de Meril), cujo nome alude ao co mandante da unidade, General Frank Meril, eram a nica fora terestre norte-americana no TO. Como tal, arma Barbara Tuchman, ela atraiu uma parcela maior de ateno por parte da imprensa e da histria do que qualquer unidade de dimenso semehante em qualquer outro local Isso inclui a dramati zao de suas aes em um lme de 1962, eis arauers [intitulado Mortos ue Caminham no Brasil N. do T.], que, seundo aluns historiadores, encobriu fahas no comando da unidade, culminando na conquista do campo de pouso Myitkyina em maio de 1944 a um custo consideravelmente alto para os extenuados comandos remanescentes Considerado a joia estratgica do norte da Birmnia, o campo de pouso proporcionava ao Japo uma ponte entre a China e a ndia. Os batahes de comandos foram dissolvidos aps a capitulao da Alemanha e Japo em 1945, mas surgiram de novo durante as Gueras da Coreia e do Vietn. At ento, as unidades de comandos eram for madas ocasionalmente e possuam carter ef mero. No dispunham de um enquadramento organizacional xo ou de programas de instruo padronizados, e seu em prego se dava, sobretudo, de forma emprica. O General de Exrcito Creighton Abrams rea tivou o 1 e 2 Batahes ane em 1974, durante sua geo como Chefe do Estado-Maior. Sua inteno era a de que os batahes suprissem as decincias em prontido aps a Guera do Vietn, ao incutir maior pros sionalismo por meio do treinamento centrado O Maj Paul Lushenko, do Exrcito dos EUA, o ocial de operaes do Batalho de Inteligncia Militar do Regimento, tendo servido em todos os escales no 75 Regimento Ranger (Comandos). Formou-se com distino pela Academia Militar dos EUA e cursou a Australian National University como bolsista Rotary Ambassadorial Scholar, da Fundao Rotary, onde concluiu o mestrado em Relaes Internacionais e Diplomacia. Recentemente, concluiu, com distino, o mestrado em Defesa e Estudos Estratgicos pelo Naval War College. Serviu em diversas misses no Iraque e Afeganisto, com foras convencionais e de operaes especiais.

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68 no desempenho A Abrams Charter (Carta de Abrams) idealizou esses batahes como um modelo a ser seuido pelo Exrcito, exigindo que os coman dantes treinados na unidade retornassem ao Exrcito convencional para passar adiante sua experincia e exertise O General de Exrcito John Wickam Jr. e o General de Exrcito Gordon Sulivan, que ser viram, reectivamente como 30 e 32 Chefes do Estado-Maior, codicaram a inteno de Abrams em suas prprias diretrizes. Alm disso, identicaram o 75 Regimento ane cujo quartel-general foi eabelecido em 1984, junto ao 3 Bataho ane como um importante ponto de inexo entre as foras convencionais e de operaes eeciais. O Regimento ane evoluiu desde ento e hoje re presenta a opo mais gil em operaes de entrada forada* para as Foras Armadas dos EUAr Est preparado para conduzir operaes nos escales pelo to a regimento em qualquer parte do mundo, dentro de um prazo de 18 horas aps seu acionamento. O regimento demonstrou, recentemente, sua capaci dade para conquistar campos de pouso inimigos, por exemplo, no Afeganisto e Iraque. O acrscimo de um Bataho de Inteligncia Militar constitui o mais recente ajuste estrutural do Regimento, destinando -se a asseurar letalidade em meio ao que constitui, possivelmente, uma mudana no carter da uera. Isso confere maior preciso em mltiplos domnios, possibilitada por uma proliferao de sensores.Criao do Batalho de Inteligncia Militar do 75 Regimento RangerEntre 1984 e 2007, o Regimento ane dividia o treinamento e as operaes de inteligncia entre sees de inteligncia dos batahes e um Deacamento de Inteligncia Militar incorporado ao quartel-general regimental. Os ciclos alternados de adestramento e desdobramento restringiam a capacidade do ocial de inteligncia do Regimento para sincronizar mlti plos escales de operaes de inteligncia em apoio s demandas prioritrias do comandante. O eabeleci mento de um bataho de tropas regimentais em 2007 reuniu a maioria das funes, efetivos e capacidades de inteligncia do Regimento em uma Companhia de Inteligncia Militar. Contudo, a ativao do Bataho e da Companhia no mehorou a superviso admi nistrativa do treinamento e operaes de inteligncia do Regimento conforme o pretendido. s vezes, as unidades exacerbaram a tenso entre a inteno do ocial de inteligncia do Regimento, de padronizar o recrutamento e treinamento de analistas, e o interesse dos batahes em manter sua autonomia. Esse desao organizacional, aliado a vrias consideraes adicio nais, estimulou o ento Comandante do Regimento, Coronel Marcus Evans, a recomendar que o Comando de Operaes Eeciais do Exrcito dos EUA ativasse, provisoriamente, o BIM/Rgt. Primeiro, o BIM/Rgt capacita o Regimento a enten der e operar mehor no domnio ciberntico. Seundo, ao possibilitar um comando de misso [comando e controle] mais amplo da funo de combate intelign cia, o BIM/Rgt confere ao Comandante do Regimento maior exibilidade para ajustar, rapidamente, o foco analtico contra ameaas emergentes, integrando, ao mesmo tempo, lies das operaes corentes. Por m, o BIM/Rgt facilita uma coordenao mais constante com o setor institucional de inteligncia do Exrcito dos EUA e suas principais entidades, incluindo o Centro de Excelncia de Inteligncia e o Comando de Inteligncia e Seurana. Caso aprovado pelo Departamento do Exrcito, o BIM/Rgt ser ocialmente ativado em 2019 sob o comando de um tenente-coronel e um coman sereant mao [graduao sem equivalente no Exrcito Brasileiro N. do T.], selecionados por uma comisso de unidades de misses eeciais. A misso do BIM/Rgt recrutar, treinar, desenvolver e empregar comandos altamente treinados e eecializados para conduzir operaes de in teligncia, vigilncia, reconhecimento, ciberntica e uera eletrnica no amplo eectro, com o intuito de aumentar a conscincia situacional do Comandante do Regimento e contribuir para o seu processo decisrio. Algo crucial para a misso do BIM/Rgt incutir a cultura centrada nos pa dres do Regimento ane codicados no ane ree (Credo dos Comandos), formulado pelo 1 Bataho ane em 1975. A conformidade com esse etos, que enfa tiza a disciplina, a resilincia e o aprendizado, capacitar o [*Segundo o DOD Dictionary of Military and Associated Terms: Conquistar e manter, contra oposio armada, uma rea designada, em uma regio hostil ou potencialmente hostil, que permita o desembarque contnuo de tropas e material e fornea espao de manobra para operaes subsequentes, ou forar acesso em uma rea negada para possibilitar movimento e manobra, a m de cumprir a misso. N. do T.]

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69 BIM/Rgt a equilibrar competncias tcnicas e tticas, para gerar a conana em todos os Batahes de Comandos, outras foras de operaes eeciais e o corpo de intelign cia do Exrcito dos EUA. Isso signica que a designao do pessoal de inteligncia ao BIM/Rgt depende de que os indivduos em queo sejam aprovados no ane bsesment an reection rora (Programa de Avaliao e Seleo de Comandos), que consiste em uma comisso de avaliao para ociais e graduados. Aps a nalizao desse processo de credenciamento, o pessoal do BIM/Rgt passar pelo mesmo tipo de treinamento que os militares das armas combatentes designados aos Batahes ane incluindo os cursos de paraquedistas e comandos. Quando for eabelecido formalmente, o BIM/Rgt compreender trs companhias e manter um efetivo total equivalente a um bataho de inteligncia convencional designado a uma das trs brigadas de inteligncia militar expedi cionrias da Ativa do Exrcito dos EUA (veja a ura). Atualmente, o BIM/Rgt consiste em um deacamento e duas companhias. O eado-maior e grupo de comando so incorporados ao Deacamento de Comando. O Deacamento dirige o recrutamento e geo dos ociais e soldados de intelign cia do regimento; sincroniza o treinamento e as opera es de inteligncia em toda a unidade e junto a outras foras de operaes eeciais e convencionais; e funciona, ainda, como sua seo de inteligncia. Isso signica que o comandante do bataho tambm atua como ocial de inteligncia do Regimento; o subcomandante e ocial de operaes do bataho servem como assistentes; e todos os trs so designados como principais ociais de intelign cia de uma fora-tarefa conjunta de operaes eeciais. A Companhia de Inteligncia Militar, procedente do bataho de tropas regimentais, o alicerce do BIM/Rgt. Possui a maior quantidade de efetivos e capacidades em todo o Bataho, incluindo analistas de todas as fontes, analistas geoespaciais, agentes de obteno de intelign cia humana e sistemas areos remotamente pilotados (SARP). Isso permite que a companhia efetue a obteno multidisciplinar e a anlise de todas as fontes, alm de prover uma capacidade expedicionria de obteno e de O Comando do Regimento Ranger se prepara para desfraldar a bandeira do Batalho de Inteligncia Militar do Regimento, durante a cerimnia de ativao do Batalho em Fort Benning, Gergia, 22 Mai 17. (Foto cedida pelo 75 Regimento Ranger)

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70 processamento, explorao e difuso (PED) de imagens, para possibilitar o treinamento e operaes do Regimento. A Companhia de Atividades Cibernticas e Eletromagnticas (Ce-ectromanetic bctiities EMA) integra e sincroniza a ciberntica, uera eletrnica, inteligncia de sinais e vigilncia tcnica em apoio aos objetivos do Comandante do Regimento. Os efetivos e capacidades pertencentes a essa companhia cam, normalmente, separados e distribudos entre mltiplos escales, sem um agente de coordenao. Essa subunidade e, portanto, na vanuarda com reeito ao cumprimento da inteno do Exrcito dos EUA, de eabelecer uma capacidade de atividades cibernti cas e eletromagnticas dentro das formaes tticas. Conforme demonstrado em operaes contra o Estado Islmico (EI) no Oriente Mdio e sia Meridional, ela tambm promove a capacidade do Exrcito para combinar a uera eletrnica e a inteligncia de sinais em apoio seleo de alvos para ao letal por meio de tecnologias e tticas diferenciadas. A misso da Companhia CEMA possibilitada pela unicao dos efetivos e capacidades de uera eletrnica, inte ligncia de sinais e vigilncia tcnica; introduo de pessoal da rea ciberntica; e parcerias mais amplas com o Comando de Inteligncia e Seurana; Comando Ciberntico e outras foras de operaes eeciais.A Abordagem Ranger Quanto ao Ciclo de IntelignciaEmbora projetada para as operaes eeciais, a abordagem do BIM/Rgt com reeito ao Ciclo de Inteligncia que consiste em etapas de obteno, explorao e anlise pode ajudar o Exrcito a sobrepujar adversrios com poder de combate quase equiparado, devido maior interoperabilidade do Regimento com as foras convencionais. Vejamos as prticas inovadoras do BIM/Rgt em cada fase do Ciclo de Inteligncia. Obteno. O BIM/Rgt continua a inovar tticas, tcnicas e procedimentos com o intuito de acelerar a capacidade do Exrcito para localizar e xar combatentes inimigos. O treinamento e as operaes contra o Estado Islmico (EI) demonstram vrias contribuies para a prontido do Exrcito. A Companhia de Inteligncia Militar conduziu experincias, recentemente, com um pequeno SARP, o uma para proporcionar vdeos u-motion conveis e em tempo hbil aos comandantes de peloto e companhia, frequentemente localizados em terenos inspitos, longe do comando. Embora aplicvel ao eectro das operaes, o uma particularmente rele vante para as operaes de entrada forada realizadas pelo Regimento e outras foras de resposta global, incluindo a 82 Diviso Aeroterestre e a 173 Brigada Aeroterestre. Figura. Organograma simplicado do Batalho de Inteligncia Militar do Regimento R CEMA R MICO R MI R HHCHHCCompanhia de Comando MIInteligncia Militar Aeroterrestre CEMACompanhia de Atividades Cibernticas e Eletromagnticas MICOCompanhia de Inteligncia Militar R Ranger (Comandos) (Figura do autor)

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71 A Companhia de Inteligncia Militar testou sua capacidade para integrar dois operadores para lanar o uma de paraquedas com comandos durante um cenrio de adestramento de conquista de campo de pouso. Os operadores acionaram o uma dez minutos depois da ateragem e proporcionaram ao comandante da fora terestre uma conscin cia situacional quase instantnea do tereno e do inimigo. Evidentemente, o uma apenas uma das solues disponveis, e existem aeronaves mais compactas. Contudo, o uma fornece aos coman dantes das tropas desdobradas no tereno maior alcance e capacidade de sobrevivncia, o que faz dele o recurso de obteno ttica mais vantajoso atual mente, seundo os testes. Para facilitar treinamen tos e operaes semehantes por todo o Exrcito, a Companhia de Inteligncia Militar est trabahando junto ao Maneuver Center of Excelence (Centro de Excelncia de Manobra), para formular a doutrina que servir de base para o emprego de pequenos SARP. A Companhia tambm desenvolveu uma capacidade expedicionria de PED essencial ao emprego dos sistemas pertencentes ao seu peloto de SARP. Esse avano foi idealizado para superar um prolema que ameaa prejudicar a imagem das clulas de PED do Exrcito. difcil estabelecer um entendimento compartihado entre os comandan tes de misso, operadores de aeronaves e analistas geoespaciais. A capacidade de PED da Companhia de Inteligncia Militar consiste em dois analistas geoespaciais equipados com um sistema porttil que inclui feramentas geoespaciais e analticas. O posi cionamento de analistas geoespaciais no mesmo local que o comandante da misso permite que ambos se mantenham cientes de todos os fatos da mis so, fornecendo um contexto fundamental, muitas Dois rangers da Companhia de Inteligncia Militar lanam veculo areo no tripulado Puma, em fevereiro de 2016, proporcionando conscincia situacional a um comandante ttico no terreno, durante exerccio de adestramento em Dahlonega, Gergia. (Foto cedida pelo 75 Regimento Ranger)

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72 vezes no disponvel. Uma companhia de intelign cia militar convencional pode adotar essa prtica, presumindo-se que ela tambm possua um peloto de SARP, tenha acesso a analistas geoespaciais e em preue sistemas de anlise expedicionrios. A Companhia CEMA tambm rene disciplinas distintas de obteno, concebidas para operar no eectro eletromagntico. Ela exerce essa capacida de mediante a integrao de agentes de obteno de inteligncia das reas ciberntica, de uera eletr nica, de inteligncia de sinais e de vigilncia tcnica em uma fora-tarefa de reconhecimento eecial. A fora-tarefa capaz de inltrar teritrios hostis para possibilitar a busca e explorao de informaes sigi losas e operaes seletivas contra as redes de compu tadores e de comunicaes do inimigo. Recentemente, a Companhia CEMA aumentou o realismo de um adestramento de conquista de campo de pouso para um Bataho de Comandos ao reproduzir as conu raes de rede e protocolos de comunicao empre gados por adversrios com poder de combate quase equiparado. A Companhia CEMA tambm integrou sua fora-tarefa de reconhecimento eecial no ades tramento. A fora-tarefa empregou capacidades ee ciais, fornecidas por rgos nacionais, para executar buscas nos sistemas de comando e controle do inimigo e facilitou a operao aeroterestre do Bataho de Comandos. Essa abordagem de treinamento oferece um modelo til para os vrios centros de adestramen to em combate do Exrcito. Explorao. Se a inteligncia uia o processo deci srio militar, ento o enriquecimento de dados explo rados de materiais do inimigo decisivo para a meto dologia de seleo de alvos de alto valor do Regimento conhecida como F3EAD na sigla em ingls, que signica: localizar, xar, nalizar, explorar, analisar e disseminar A experimentao com o chamado aprendizado de mquina possibilitou que o BIM/Rgt identicasse, rapidamente, conexes entre dispositivos de mdia, personalidades e reectivas redes sociais aparentemente sem relao. Esse avano reduziu o tempo e a mo de obra necessrios para lidar com o aumento sbito no volume de dados conscados du rante as operaes de combate desde 2001 e resultou em operaes contra pontos de inuncia centrais para as organizaes insurgentes e teroristas, incluin do facilitadores, patrocinadores e mensageiros. As lies extradas dessas operaes possibilitaram aes contra ameaas mais graves seurana nacional dos EUA, exemplicadas pelos ataques areos da coalizo que eliminaram Faruq al-Qatani em outubro de 2016, no norte do Afeganisto. Sendo um dos principais lderes da Al Qaeda, responsvel por planejar ataques contra os EUA, al-Qatani talvez pretendesse inuen ciar a eleio presidencial de 2016. Para enriquecer ainda mais os dados, o BIM/Rgt integrou a explorao de informaes disponveis ao plico em seu treinamento e anlise sobre todas as fontes de inteligncia. Ainda que incipiente, essa pr tica ajudou a ampliar o entendimento da comunidade de inteligncia dos EUA quanto letalidade do ramo Khorasan do EI, caraferizado por sua capacidade de inspirar, acionar e comandar ataques externos a partir do Afeganisto. Um ataque executado em 2016 em um trem alemo por um solicitante de asilo de 17 anos, que resultou em cinco passageiros feridos, demonstra essa tendncia. Os recursos digitais de adversrios com poder de combate quase equiparado implicam que a integrao do aprendizado de mqui na e informaes disponveis ao plico nas operaes de explorao por parte do BIM/Rgt iualmente relevante para os conitos intereatais. A identica o, por Miley, de uma decincia em prontido com reeito s quatro grandes ameaas tambm signica que a transferncia das operaes de explorao do BIM/Rgt para foras convencionais talvez possibilite maior rapidez no entendimento e nos esforos para desorganizar o ciclo decisrio do inimigor. O uso, pelo BIM/Rgt, de elementos de ligao dentro de departamentos e agncias do governo co mumente chamados de interagncias ser, possivel mente, sua maior contribuio para as operaes de ex plorao do Exrcito. Os representantes do BIM/Rgt, independentemente de eecializao e abrangendo de graduados a ociais intermedirios, so colocados em agncias, incluindo a Clula de Explorao de Mdias Nacionais, ressaltando a abordagem de explorao baseada em redes do Regimento. A proximidade permite que os elementos de liga o estabeleam relacionamentos que geram vrios benefcios. Primeiro, eles adquirem acesso a dados sem os quais o entendimento do Regimento sobre a inteno e capacidades do inimigo ficaria prejudi cado. Os elementos de ligao tambm influenciam

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73 as prioridades de explorao interagncias com base nas linhas de esforo de seleo de alvos do Regimento. Na mehor das hipteses, eles orientam a coordenao interagncias que, seundo a Pulicao Conjunta 1, outina as oas braas os UA ( P 1, octine o te bre oces o te nite rtates ) forja o elo vital entre os militares e os instru mentos diplomticos, informacionais e econmicos do poder nacional. A capacidade dos elementos de ligao do BIM/Rgt para descrever o impacto de operaes de contraterorismo sobre a legitimidade do governo do Afeganisto e o estabelecimento da ordem de seurana regional contribuiu para justifi car a continuidade de assistncia da coalizo, abor dada no discurso do Presidente Donald Trump sobre a poltica em relao sia Meridional, no final de agosto de 2017. Anlise. A abordagem do BIM/R em relao gesto de talentos gera profissionais de inteligncia capazes de proporcionar, com confiana, informa es coretas em tempo hbil ao Comandante do Regimento, para converter suas decises em respos tas de sim ou no. Tambm possibilita que os pro fissionais de inteligncia das unidades de comandos justifiquem, de modo prudente, ou advirtam contra o emprego de fora letal. Essa competncia advm de uma abordagem disciplinada em relao a efetuar a anlise probabilstica do grau de certeza quanto lo calizao de um alvo; avaliar, criticamente, seu valor para foras inimigas e amigas; projetar o risco para a misso; e prever o impacto para o prestgio dos EUA no mbito internacional. O programa de gesto de talentos do BIM/Rgt, que equilibra as Necessidades de Inteligncia (NI) do Regimento com os interesses de cada rane individualmente, baseia-se em duas consideraes inter-relacionadas. Primeiro, o adestramento realista e as misses operacionais permitem que o coman dante e o sereant mao do bataho de comandos se certifiquem de que os profissionais de intelign cia dominam as operaes bsicas e os modelos de planejamento de inteligncia. Em aluns casos, os oficiais de inteligncia das unidades de comandos que no tenham sido obrigados a servir, previa mente, nas armas combatentes, participaro do aneuve atains aree ourse (Curso de Manobra para Capites) [equivalente ao CAO no Exrcito Brasileiro N. do T.], a fim de obter um entendi mento mais profundo sobre a rigorosa execuo da Preparao de Inteligncia do Campo de Bataha, para evitar que um esquema ttico de manobra deixe de considerar importantes fatores, que possam re sultar em baixas ou no insucesso da misso. O curso tambm enfatiza uma linuagem em conformidade com a doutrina, que facilmente compreendida por comandantes de manobra, alm de conferir-he legi timidade. Seundo, adestramentos e misses especia lizadas e exigentes permitem que o BIM/Rgt amplie o entendimento e a capacidade de pensamento crtico de seu pessoal, especialmente seus graduados e oficiais tcnicos-especialistas. As oportunidades incluem funes de ligao para os analistas de todas as fontes e oficiais tcnicos-especialistas; instruo tcnica avanada para os agentes de inteligncia hu mana, e adestramento em interoperabilidade para os agentes de inteligncia de sinais junto a outras foras de operaes especiais. O BIM/Rgt tambm explora os talentos de mi litares da Reserva do Exrcito, a fim de possibilitar maior conscincia situacional e a anlise rigorosa, essenciais para preencher a lacuna em prontido do Exrcito. semehana da Capacidade de Operaes de Prontido de Inteligncia do Exrcito, concebida para apoiar um elemento avanado ou um inte grante da comunidade de inteligncia a partir de uma rea seura, o BIM/Rgt estabeleceu o ane tntelience erations ente IOC (Centro de Operaes de Inteligncia de Comandos). O RIOC tem como foco o adestramento em ambiente real. Isso amplia o escopo e o plico da gesto de treina mento, de modo a incluir militares com qualificaes militares menos comuns que apoiam as operaes de inteligncia, englobando analistas, equipes e capa cidades. Como pilar do ambiente de treinamento integrado, o adestramento em ambiente real por meio do RIOC tambm apoia as operaes em curso do Regimento ane Ao integrar analistas de inteligncia da Reserva, o RIOC tem o benefcio adi cional de contribuir para o cumprimento da diretriz Total Force Policy do Exrcito dos EUA [que re quer a integrao de todos os componentes da Fora, incluindo Ativa, Reserva e Guarda Nacional N. do T.] Essa poltica visa a organizar, adestrar e equi par os componentes da Ativa e Reserva como uma

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74 fora integrada O 335 Comando de Comunicaes (TO), responsvel por fornecer unidades cibernticas e de comunicaes em apoio ao Terceiro Exrcito, Comando Central do Exrcito e misses de seuran a nacional, enviou, recentemente, dez analistas da Reserva do Exrcito dos EUA ao RIOC, para cum prirem requisitos anuais de adestramento ao mesmo tempo que apoiam as NI operacionais do Regimento.Destacamentos Organizados por Conjuntos de Capacidades: A Contribuio do BIM/Rgt para o Combate em Mltiplos DomniosEmbora tenham sido tratadas separadamente, as abordagens inovadoras do BIM/Rgt em relao obteno, explorao e anlise compem o ciclo de inteligncia. Tambm apoiam um modo promissor pelo qual o BIM/Rgt pode contribuir para o conceito de Combate em Mltiplos Domnios: os estacaen tos oranizaos o conuntos e caaciaes O enten dimento do BIM/Rgt quanto composio, dispo sio e propsito dos destacamentos organizados por conjuntos de capacidades procede das equipes multifuncionais que participaram das operaes de contrainsurgncia no Iraque e no Afeganisto. Essas equipes, compostas de agentes multidisciplinares que obtinham, exploravam e disseminavam inteligncia de combate para os comandantes do nvel ttico, forneciam exertise para concentrar o poder de com bate, bem como sequenciar e sincronizar operaes letais e no letais Os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades, que conjugam os agentes de obteno e os analistas com os equipamentos necessrios, repro duzem as qualidades adaptveis e passveis de disse minao das equipes multifuncionais. Possibilitam a expanso ou diminuio de capacidades conforme surgirem mudanas na ameaa e nas NI e objetivos prioritrios do comandante. Ao descentralizarem pessoal e recursos, os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades tambm maximizam o comando de misso, definido pela Pulicao Doutrinria do Exrcito 6-0, omano e iso ( bDP 6-0, ision oman) como o exerccio da autoridade e direo pelo comandante, valendo-se das ordens de misso, de modo a permitir que a iniciativa disciplinada ocora dentro da inteno do comandante, habilitando comandantes flexveis e adaptveis Na prtica, os destacamentos orga nizados por conjuntos de capacidades so foras de pequeno efetivo, at valor peloto, que operam de modo descentralizado por perodos prolongados, com base em orientaes gerais. No caso de uma uera contra um adversrio com poder de combate quase equiparado na regio Indo-sia-Pacfico, por exemplo, os comandantes poderiam compor vrios destacamentos organizados por conjuntos de capaci dades para conduzir a obteno, explorao e anlise de inteligncia multidisciplinar ciberntica, hu mana, de imagens e de sinais a fim de possibilitar a conduo de operaes que sobrepujem a capacida de do inimigo para reagir. Os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades do BIM/Rgt oferecem outras duas vantagens essenciais ao conceito de Combate em Mltiplos Domnios. Primeiro, eles geram a intero perabilidade entre foras convencionais e de opera es especiais em todos os componentes do Exrcito. A integrao do 335 Comando de Comunicaes (TO) no RIOC pelo BIM/Rgt estabelece as condi es para o emprego de analistas da Reserva em apoio a necessidades operacionais especiais. Seundo, os destacamentos organizados por conjuntos de capacidades do BIM/Rgt facilitam a interoperabili dade conjunta e multinacional. De acordo com o antigo Comandante de Operaes Navais, Almirante Jonathan Greenert, isso implica uma rede mais poderosa de vnculos organizacionais, mehor combinao de capacidades no nvel de sistemas, disposio para valer-se de capacidades compartiha das e contnuo compartihamento e coordenao de informaes A incorporao, pelo BIM/Rgt, de analistas do 17 Esquadro de Tticas Especiais, que fornece controladores aerotticos ao Regimento, representa um avano rumo a uma interdependncia mais ampla da fora conjuntar. Enquanto isso, os exerccios do BIM/Rgt junto a foras armadas estrangeiras so importantes para a eventual ativa o de teatros de operaes que contem com tropas, bases e acordos necessrios para a conduo de operaes no nvel regional. Com uma interopera bilidade maior no Exrcito, e uma interdependncia mais significativa na fora conjunta e com foras aliadas e parceiras, os destacamentos organizados

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75 por conjuntos de capacidades prometem ampliar a conscincia situacional de um comandante, conser var a liberdade de manobra e confrontar o inimigo com mltiplos dilemas. Assim, podem servir como um ponto de partida til para constituir a fora-ta refa de mltiplos domnios idealizada pelo General de Exrcito Robert Brown, Comandante do Comando do Pacfico do Exrcito dos EUA, e pelo General de Exrcito David Perkins, da Reserva remunerada, ex-Comandante do TRADOC auto araece a ios revisores o suas aiosas oservaes e suees e erses anteiores ee artio. ntre ees eo o en a ar onston, en a oert aters e en (G) ose artman; antios comanantes e eimento e atales e omanos, incuino o e acus vans; antios ociais e inte incia e eimento, incuino o e osua ume e en e ran ooe; e o stao-aio o atalo e tnteincia iita ane e enuies e comano e comania, eeciamente o Sergeant Major ee acia. Referncias 1. Cap David Darling, e-mail ao autor, 5 nov. 2017. O Gen Mark Milley definiu a prontido organizacional em um discurso proferido durante o simpsio Captains Solarium de 2017, que contou com a participao de cerca de cem capites, incluindo o prprio Darling, oriundos de todos os componentes do Exrcito dos EUA; veja, tambm, Rick Maze, McCarthy Gets Tough on Armys Priorities, Army Magazine 67, no. 10 (Oct. 2017), p. 11. Ryan D. McCarthy, ex-Secretrio interino do Exrcito dos EUA, define a prontido como a capacidade de colocar soldados em um avio para resolver uma prioridade imediatamente e preparao para combater amanh. 2. Army Doctrine Publication (ADP) 1, The Army (Washington, DC: U.S. Government Publishing Office [GPO], September 2012), p. 1-8. 3. Ryan D. McCarthy e Mark A. Milley, Modernization Priorities for the United States Army, 3 Oct. 2017, acesso em 7 mar. 2018, https://admin.govexec.com/media/untitled.pdf 4. David Perkins, Multi-Domain Battle: Joint Combined Arms Concept for the 21 Century, Association of the United States Army, 14 Nov. 2016, acesso em 7 mar. 2018, https://www. ausa.org/articles/multi-domain-battle-joint-combined-arms 5. Paul Lushenko e Anthony Williams, Defeating the Islamic State: Reconciling Precision and Pressure High Value Targeting, Counter Terrorist Trends and Analysis 8, no. 9 (Sept. 2016): p. 10. 6. Paul Lushenko, Intellectualizing the U.S. Armys Rebalance Within Asia, U.S. Army Intelligence Center of Excellence, Military Intelligence Professional Bulletin 40, no. 3 (July-September 2014): p. 53. 7. U.S. Joint Chiefs of Staff, The National Military Strategy of the United States of America (Washington, DC: U.S. Joint Chiefs of Staff, June 2015), p. 7, acesso em 21 mar. 2018, http://www. jcs.mil/Portals/36/Documents/Publications/2015_National_Military_Strategy.pdf 8. Dominic J. Caraccilo, Forging a Special Operations Force: The US Army Rangers (West Midlands, UK: Helion, 2015), p. 19. 9. Russell Weigley, The American Way of War (New York: MacMillian, 1973), p. 15. 10. William O. Darby e William H. Baumer, We Led the Way (San Rafael, CA: Presidio Press, 1980), 156. 11. Caraccilo, Forging a Special Operations Force, p. 26. 12. Barbara Tuchman, Stillwell and the American Experience in China 1911-1945 (New York: MacMillan, 1970), p. 432. 13. Gavin Mortimer, Merrills Marauders: The Untold Story of Unit Galahad and the Toughest Special Mission of World War II (Minneapolis: Zenith Press, 2013). 14. Ibid., p. 28. 15. Ralph Puckett, Ranger: A Soldiers Life (Lexington, KY: The University of Kentucky Press, 2017); veja, tambm, Michael Lanning, Inside the LRRPs: Rangers in Vietnam (New York: Ivy Books, 1988). 16. Ken Keen, th Ranger Regiment: Strategic Force for the 21 Century (strategy research project, U.S. Army War College, 1998), p. 9, acesso em 7 mar. 2018, https://www.dtic. mil/get-tr-doc/pdf?AD=ADA341454. 17. Caraccilo, Forging a Special Operations Force, p. 37-45. 18. Keen, th Ranger Regiment, p. 5. 19. Ibid., p. 6. 20. Joint Publication (JP) 3-18, Joint Doctrine for Forcible Entry Operations (Washington, DC: U.S. GPO, July 2001), I-1. 21. Caraccilo, Forging a Special Operations Force, p. 153. 22. Scott R. Gourley, Interview: Col. Marcus S. Evans, Defense Media Network, 29 Jun. 2017, acesso em 7 mar. 2018, https://www.defensemedianetwork.com/stories/interview-col-marcus-s-evans-75th-ranger-regiment-us-army-rangers/. 23. O Ranger Assessment and Selection Program RASP (Programa de Avaliao e Seleo de Comandos) consiste em dois cursos paralelos. O RASP 1 treina e avalia sargentos e graduaes subordinadas. O RASP 2 treina e avalia subtenentes e graus hierrquicos superiores. O Small Unit Ranger Tactics SURT (Tticas de Comandos para Fraes) um curso obrigatrio para integrantes do Regimento Ranger que estejam se preparando para cursar a U.S. Army Ranger School (Escola de Comandos do Exrcito dos EUA). 24. Lessons Learned from Cyber Support to Corps and Below, Journal of Asymmetric Warfare 2, no. 2 (Aug. 2017): p. 43; veja, tambm, US Army to Unleash New War Tactics, Now Cyber Soldiers Will Lead the Combat on Battlefield, India Times, 14 Dec. 2017, acesso em 7 mar. 2018, https://www.indiatimes.com/news/world/

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76 us-army-to-unleash-new-war-tactics-now-cyber-soldiers-will-lead-the-combat-on-battlefield-335597.html A situao mais prxima Companhia CEMA foi a recente integrao, pelo Comando Ciberntico do Exrcito dos EUA, de especialistas cibernticos 3 Brigada de Combate junto 25 DI no Hava. 25. Maj Matthew Sheftic, conversa com o autor, 12 dez. 2017. Sheftic oficial de inteligncia de brigada de combate. Serviu, anteriormente, como observador tcnico/ins trutor no National Training Center, em Fort Irwin, Califrnia. 26. John Hardy e Paul Lushenko, The High Value of Targe ting: A Conceptual Model for Using HVT against a Networked Enemy, Defence Studies 12, no. 3 (Sept. 2012): p. 413. 27. Paul Lushenko, Reconsidering the Theory and Practice of High Value Targeting, Counter Terrorist Trends and Analysis 7, no. 9 (Aug. 2015): p. 23. 28. Ananya Roy, Pentagon Confirms Death of Senior al-Qaeda Leader Faruq al-Qatani in Latest Strike in Afghanistan, International Business Times, 5 Nov. 2016, acesso em 7 mar. 2018, https://www.ibtimes.co.uk/pentagon-confirms-death-senior-al-qaeda-leader-faruq-al-qatani-latest-strike-afghanis tan-1589987. 29. Kim Hjelmgaard, Islamic State Says Its Behind Ger man Train Attack, USA Today ( site), 19 Jul. 2016, acesso em 7 mar. 2018, https://www.usatoday.com/story/news/ world/2016/07/19/afghan-train-attacker-germany-had-islamic -state-flag/87279220/. 30. J. M. Boyd, Destruction and Creation (trabalho no publicado, 1976). 31. JP 1, Doctrine for the Armed Forces of the United States (Washington, DC: U.S. GPO, Mar. 2013), II-13. 32. Donald Trump, Remarks by President Trump on the Strategy in Afghanistan and South Asia, White House (site), 21 Aug. 2017, acesso em 27 mar. 2018, https://www.whitehouse.gov/briefings-statements/ remarks-president-trump-strategy-afghanistan-south-asia/. 33. Philip E. Tetlock e Dan Gardner, Super Forecasting: The Art and Science of Prediction (New York: Broadway Books, 2015). 34. Brian Murphy, The Evolution of Intelligence, Army. mil, 29 Jul. 2013, acesso em 7 mar. 2018, https://www.army.mil/ article/108209/the_evolution_of_intelligence 35. Paul Lushenko e David Hammerschmidt, Back to the Future: Managing Training to Win in a Complex World, Military Review 95, no. 1 (Jan.-Feb. 2015): p. 55. 36. John M. McHugh, Army Directive 2012-08 (Army Total Force Policy), 4 Sept. 2012, acesso em 7 mar. 2018, hps://army pubs.army.mil/epubs/DR_pubs/DR_a/pdf/web/ad2012_08.pdf 37. Lushenko, Intellectualizing the U.S. Armys Rebalance within Asia, p. 55. 38. ADP 6-0, Mission Command (Washington, DC.: U.S. GPO, May 2012), p. 1. 39. Jonathan Greenert, Navy Perspective on Joint Force Interdependence, Joint Force Quarterly 76, no. 1 (2015): p. 11. 40. Craig Savage, th SOW Re-designates 17th ASOS, Air Force Special Operations Command, 28 Aug. 2013, acesso em 7 mar. 2018, hp://www.afsoc.af.mil/News/Article-Display/ Article/495171/24th-sow-re-designates-17th-asos/. 41. Vincent Brooks, Rebalanced and Beyond, Army Magazine 64, no. 10 (Oct. 2014), p. 108. 42. Robert B. Brown e David G. Perkins, Multi-Domain Bale: Tonight, Tomorrow, and the Futu re Fight, War on the Rocks, 18 Aug. 2017, acesso em 7 mar. 2018, hps://warontherocks.com/2017/08/ multi-domain-bale-tonight-tomorrow-and-the-future-ght/.

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77 NDICE 2018 PARTE I TTULOSTTULOS PG TRIMESTRE Aes e Mtodos Russos contra os EUA e a OTAN, As 47 2Maj Colins Devon Cockrel, Exrcito dos EUAApoio Ciberntico nas Operaes de Combate da Coreia do Norte, O 31 11 Ten Scot J. Tosi, Exrcito dos EUABataho de Inteligncia Militar do 75 Regimento Range (Comandos), O 53 4Maj Paul A. Lushenko, Exrcito dos EUABrasil 11 1 Comando Conjunto de Preveno e Combate ao Terorismo na Seurana dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos Rio 2016Cel Alessandro Visacro, Exrcito BrasileiroCapacidades Emergentes de Geoinformao no Exrcito Brasileiro 80 3Ten Cel Osvaldo da Cruz Moret Neto, Exrcito BrasileiroCentro de Gravidade, O 12 2 Ainda Relevante Depois de Todos Esses Anos?Cel (Res) Dale C. Eikmeier, Exrcito dos EUACiberntica o Novo Domnio Areo, A 66 2 A Superioridade nos Domnios em MegacidadesMaj Austin G. Commons, Exrcito dos EUAColocando Limites no Comandante-Helicptero 41 1 Como Superar a Averso ao Risco e Estimular a Iniciativa Disciplinada no Exrcito dos EUAMaj Lynn Marie Breckenridge, do Exrcito dos EUAComando de Misso no Estado Islmico, O 61 1 A Desconstruo do Mito sobre Lobos Solitrios no Combate em Profundidade1 Ten Michael P. Feruson, Exrcito dos EUACombate em Mltiplos Domnios Impulsionando a Mudana para Vencer no Futuro 3 1Gen Ex David G. Perkins, Exrcito dos EUA

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78 Compreendendo o Papel do Japo na Seurana do Pacco Ocidental 22 1Ten Cel (Res) Peter D. Fromm, Exrcito dos EUADevido Cuidado com a Robotizao do Campo de Bataha, O 41 4Maj Jules Hurst, Reserva do Exrcito dos EUAEfeito Pagonis, O 11 3 Uma Futura Doutrina para o Posto de Comando de rea de ApoioGen (BG) Michael R. Fenzel e Cap Benjamin H. Torgersen, Exrcito dos EUAEm Defesa do Exrcito de Campanha 50 1Ten Cel Nicholas R. Simontis, Exrcito dos EUAFormas e Mtodos de Operaes Militares da Rssia, As 3 4Ten Cel (Res) Timothy nomas, Exrcito dos EUAGeoeconomia 24 3Cel (Res) John F. Troxel, Exrcito dos EUAGrupo de Combate (GC), O 66 4 Elemento Bsico de Emprego da InfantariaMaj Viktor Potonik, Foras Armadas da EslovniaGuadalcanal 29 4 Um Estudo de Caso para o Combate em Mltiplos DomniosChris ReinGuera Contempornea e os Prolemas Atuais para a Defesa do Pas, A 42 3Gen Ex Valery Gerasimov, Chefe do Estado-Maior Geral das Foras Armadas da Federao RussaInteligncia Militar Espanhola na Contrainsurgncia, A 38 2 Contribuies para a Doutrina Militar BrasileiraCap Victor Almeida Pereira, Exrcito BrasileiroLies Prticas Aprendidas para Lidar com Lderes Nocivos e 56 2 Chefes Incompetentes, AsJames W. Shufelt Jr. Clinton O. LongeneckerLinuajar Verde-Oliva no Ensino de Portuus para Militares Estrangeiros, O 31 2Cap Clia Regina Rodriues Gusmo, Exrcito BrasileiroPoltica em Relao Coreia do Norte Um Regime Transformado, A 73 1Cel James M. Minnich, Exrcito dos EUA

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79 MILITARY REVIEW Quarto Trimestre 2018 Preparao para o Combate de Hoje Noite 4 2 O Combate em Mltiplos Domnios e o Manual de Campanha FM 3-0Gen Ex David G. Perkins, Exrcito dos EUAue Tipo de Vitria a Rssia Est Obtendo na Sria? 48 3Michael Kofman Mathew RojanskyRepensando os Grupos de Combate da Infantaria do Exrcito dos EUA 70 3Maj Hassan Kamara, Exrcito dos EUARetorno do Manual de Campanha FM 3-0, Operaes O 3 3Gen Div Mike Lundy Exrcito dos EUA Cel Rich Creed, Exrcito dos EUAUm Fracasso pico 22 4Maj Timothy Trimailo, Fora Area dos EUAUma Aliana Dividida? 22 2 Cinco Fatores que Poderiam Fragmentar a OTANTen Cel Aaron Bazin, Exrcito dos EUA Dominika KunertovaVeculos Areos No Tripulados dos EUA, Os 12 4Maj Zachary Moris, Exrcito dos EUAViaturas Blindadas Stryker no Campo de Bataha Moderno, As 78 2Cap Stephen Petraeus, Exrcito dos EUA Cap Daniel Reynolds, Exrcito dos EUAPARTE II AUTORESAUTOR PG MS Bazin, Ten Cel Aaron Uma Aliana Dividida? 22 2 Cinco Fatores que Poderiam Fragmentar a OTANBreckenridge, Maj Lynn Marie Colocando Limites no Comandante-Helicptero 41 1 Como Superar a Averso ao Risco e Estimular a Iniciativa Disciplinada no Exrcito dos EUACockrel, Maj Colins Devon Aes e Mtodos Russos contra os EUA e a OTAN, As 47 2

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80 Commons, Maj Austin G. Ciberntica o Novo Domnio Areo, A 66 2 A Superioridade nos Domnios em MegacidadesCreed, Cel Rich Retorno do Manual de Campanha FM 3-0, eraes O 3 3Eikmeier, Cel (Res) Dale C. Centro de Gravidade, O 12 2 Ainda Relevante Depois de Todos Esses Anos?Feruson, 1 Ten Michael P. Comando de Misso no Estado Islmico, O 61 1 A Desconstruo do Mito sobre Lobos Solitrios no Combate em ProfundidadeFenzel, Gen (BG) Michael R.Efeito Pagonis, O 11 3 Uma Futura Doutrina para o Posto de Comando de rea de ApoioFromm, Ten Cel (Res) Peter D. Compreendendo o Papel do Japo na Seurana do Pacco Ocidental 22 1Gerasimov, Gen Ex Valery Guera Contempornea e os Prolemas Atuais para a Defesa do Pas, A 42 3Gusmo, Cap Clia Regina Rodriues Linuajar Verde-Oliva no Ensino de Portuus para Militares Estrangeiros, O 31 2Hurst, Maj Jules Reserva Devido Cuidado com a Robotizao do Campo de Bataha, O 41 4Kamara, Maj Hassan Repensando os Grupos de Combate da Infantaria do Exrcito dos EUA 70 3Kofman, Michaelue Tipo de Vitria a Rssia Est Obtendo na Sria? 48 3Kunertova, DominikaUma Aliana Dividida? 22 2 Cinco Fatores que Poderiam Fragmentar a OTANLongenecker, Clinton O.Lies Prticas Aprendidas para Lidar com Lderes Nocivos e Chefes Incompetentes, As 56 2Lundy, Gen Div Mike Retorno do Manual de Campanha FM 3-0, eraes O 3 3

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81 Lushenko, Maj Paul A.Bataho de Inteligncia Militar do 75 Regimento ane (Comandos), O 53 4Minnich, Cel James M.Poltica em Relao Coreia do Norte Um Regime Transformado, A 73 1More Neo, Ten Cel Osvaldo da CruzCapacidades Emergentes de Geoinformao no Exrcito Brasileiro 80 3Moris, Maj ZacharyVeculos Areos No Tripulados dos EUA, Os 12 4Pereira, Cap Victor AlmeidaInteligncia Militar Espanhola na Contrainsurgncia, A 38 2 Contribuies para a Doutrina Militar BrasileiraPerkins, Gen Ex David G. Preparao para o Combate de Hoje Noite 4 2 O Combate em Mltiplos Domnios e o Manual de Campanha FM 3-0Petraeus, Cap Stephen Viaturas Blindadas Stryker no Campo de Bataha Moderno, As 78 2Potonik, Maj ViktorGrupo de Combate (GC), O 66 4 Elemento Bsico de Emprego da InfantariaReynolds, Cap Daniel Viaturas Blindadas Stryker no Campo de Bataha Moderno, As 78 2Rein, ChrisGuadalcanal 29 4 Um Estudo de Caso para o Combate em Mltiplos DomniosRojansky, Mahewue Tipo de Vitria a Rssia Est Obtendo na Sria? 48 3Shufelt, James Jr.Lies Prticas Aprendidas para Lidar com Lderes Nocivos e Chefes Incompetentes, As 56 2Simontis, Ten Cel Nicholas R. Em Defesa do Exrcito de Campanha 50 1omas, Ten Cel (Res) Timothy Formas e Mtodos de Operaes Militares da Rssia, As 3 4

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82 Torgersen, Cap Benjamin H.Efeito Pagonis, O 11 3 Uma Futura Doutrina para o Posto de Comando de rea de ApoioTosi, 1 Ten Sco J.Apoio Ciberntico nas Operaes de Combate da Coreia do Norte, O 31 1Trimailo, Maj Timothy Um Fracasso pico 22 4Troxel, Cel (Res) John F. Geoeconomia 24 3Visacro, Cel AlessandroBrasil 11 1 Comando Conjunto de Preveno e Combate ao Terorismo na Seurana dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos Rio 2016PARTE III ASSUNTOSAMEAASAes e Mtodos Russos contra os EUA e a OTAN, As 47 2 Maj Coins Devon Cocre, Excito dos EUA Comando de Misso no Estado Islmico, O 61 1 A Desconstruo do Mito sobre Lobos Solitrios no Combate em Profundidade Feruson, 1 Ten Micael P. Excito dos EUA Formas e Mtodos de Operaes Militares da Rssia, As 3 4 Ten Cel (Res) Timothy omas, Excito dos EUAREA DE APOIOEfeito Pagonis, O 11 3 Uma Futura Doutrina para o Posto de Comando de rea de Apoio Gen (BG) Micael R. Fenzel e Cap Benjain H. Torgersen, Excito dos EUA

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83 ASSUNTOS LATINO-AMERICANOSBrasil 11 1 Comando Conjunto de Preveno e Combate ao Terorismo na Seurana dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos Rio 2016 Cel Alesandro Visacro, Excito BrasileiroBRASILBrasil 11 1 Comando Conjunto de Preveno e Combate ao Terorism na Seurana dos Jogos Olmpicos e Paralmpicos Rio 2016 Cel Alesandro Visacro, Excito Brasileiro Capacidades Emergentes de Geoinformao no Exrcito Brasileiro 80 3 Ten Cel Osvaldo da Cruz More Neo, Excito Brasileiro Inteligncia Militar Espanhola na Contrainsurgncia, A 38 2 Contribuies para a Doutrina Militar Brasileira Cap Victo Almeida Pereira, Excito Brasileiro Linuajar Verde-Oliva no Ensino de Portuus para Militares Estrangeiros, O 31 2 Cap Clia Regina Roiues Gusmo, Excito BrasileiroCENTRO DE GRAVIDADECentro de Gravidade, O 12 2 Ainda Relevante Depois de Todos Esses Anos? Cel (Res) Dale C. Eimeie, Excito dos EUACOMBATE EM MLTIPLOS DOMNIOSCombate em Mltiplos Domnios 3 1 Impulsionando a Mudana para Vencer no Futuro Gen Ex Daid G. Perkins, Excito dos EUACOREIAAes e Mtodos Russos contra os EUA e a OTAN, As 47 2 Maj Coins Devon Cocre, Excito dos EUA

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84 Poltica em Relao Coreia do Norte, A 73 1 Um Regime Transformado Cel Jaes M. Minnic, Excito dos EUACOMANDO DE MISSOComando de Misso no Estado Islmico, O 61 1 A Desconstruo do Mito sobre Lobos Solitrios no Combate em Profundidade 1 Ten Micael P. Feruson, Excito dos EUACONTRAINSURGNCIAInteligncia Militar Espanhola na Contrainsurgncia, A 38 2 Contribuies para a Doutrina Militar Brasileira Cap Victo Almeida Pereira, Excito BrasileiroDOUTRINA E ADESTRAMENTOEfeito Pagonis, O 11 3 Uma Futura Doutrina para o Posto de Comando de rea de Apoio Gen (BG) Micael R. Fenzel e Cap Benjain H. Torgersen, Excito dos EUAEDUCAO MILITARLies Prticas Aprendidas para Lidar com Lderes Nocivos e Chefes Incompetentes, As 56 2 Jaes W. Shufelt J. Clinton O. Longenece Linuajar Verde-Oliva no Ensino de Portuus para Militares Estrangeiros, O 31 2 Cap Clia Regina Roiues Gusmo, Excito BrasileiroESPANHAInteligncia Militar Espanhola na Contrainsurgncia, A 38 2 Contribuies para a Doutrina Militar Brasileira Cap Victo Almeida Pereira, Excito Brasileiro

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85 EXRCITO DOS EUAColocando Limites no Comandante-Helicptero 41 1 Como Superar a Averso ao Risco e Estimular a Iniciativa Disciplinada no Exrcito dos EUA Maj Lynn Maie Brecenidge, do Excito dos EUA Lies Prticas Aprendidas para Lidar com Lderes Nocivos e Chefes Incompetentes, As 56 2 Jaes W. Shufelt J. Clinton O. Longenece Repensando os Grupos de Combate da Infantaria do Exrcito dos EUA 70 3 Maj Hasan Kaara, Excito dos EUA Retorno do Manual de Campanha FM 3-0, eraes O 3 3 Gen Di Mie Lundy Excito dos EUA Cel Ric Creed, Excito dos EUAFORAS ARMADASEm Defesa do Exrcito de Campanha 50 1 Ten Cel Nicolas R. Simontis, Excito dos EUA Preparao para o Combate de Hoje Noite 4 2 O Combate em Mltiplos Domnios e o Manual de Campanha FM 3-0 Gen Ex Daid G. Perkins, Excito dos EUA Um Fracasso pico 22 4 Maj Timothy Timailo, Foa Area dos EUA Viaturas Blindadas Stryker no Campo de Bataha Moderno, As 78 2 Cap Stehen Petraeus, Excito dos EUA Cap Daniel Reynolds, Excito dos EUAGUERRAS NO EXTERIORGuadalcanal 29 4 Um Estudo de Caso para o Combate em Mltiplos Domnios Chis ReinGEOECONOMIAGeoeconomia 24 3 Cel (Res) John F. Troxe, Excito dos EUA

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86 GRUPOS DE COMBATEGrupo de Combate (GC), O 66 4 Elemento Bsico de Emprego da Infantaria Maj Vito Potoni, Foas Araas da Eslovnia Repensando os Grupos de Combate da Infantaria do Exrcito dos EUA 70 3 Maj Hasan Kaara, Excito dos EUAGUERRA MODERNADevido Cuidado com a Robotizao do Campo de Bataha, O 41 4 Maj Jules Hurst, Reserva do Excito dos EUA Guera Contempornea e os Prolemas Atuais para a Defesa do Pas, A 42 3 Gen Ex Valery Gerasimov, Chefe do Estao-Maio Geral das Foas Araas da Federao Rusa Preparao para o Combate de Hoje Noite 4 2 O Combate em Mltiplos Domnios e o Manual de Campanha FM 3-0 Gen Ex Daid G. Perkins, Excito dos EUA Veculos Areos No Tripulados dos EUA, Os 12 4 Maj Zacary Mois, Excito dos EUA Viaturas Blindadas Stryker no Campo de Bataha Moderno, As 78 2 Cap Stehen Petraeus, Excito dos EUA Cap Daniel Reynolds, Excito dos EUAHISTRIAGuadalcanal 29 4 Um Estudo de Caso para o Combate em Mltiplos Domnios Chis ReinINTELIGNCIABataho de Inteligncia Militar do 75 Regimento ane (Comandos), O 53 4 Maj Paul A. Lushenko, Excito dos EUA Inteligncia Militar Espanhola na Contrainsurgncia, A 38 2 Contribuies para a Doutrina Militar Brasileira Cap Victo Almeida Pereira, Excito Brasileiro

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87 JAPOCompreendendo o Papel do Japo na Seurana do Pacco Ocidental 22 1 Ten Cel (Res) Pete D. From, Excito dos EUALIDERANAColocando Limites no Comandante-Helicptero 41 1 Como Superar a Averso ao Risco e Estimular a Iniciativa Disciplinada no Exrcito dos EUA Maj Lynn Maie Brecenidge Lies Prticas Aprendidas para Lidar com Lderes Nocivos e Chefes Incompetentes, As 56 2 Jaes W. Shufelt J. Clinton O. LongeneceMEGACIDADESCiberntica o Novo Domnio Areo, A 66 2 A Superioridade nos Domnios em Megacidades Maj Austin G. Comons, Excito dos EUAOTANUma Aliana Dividida? 22 2 Cinco Fatores que Poderiam Fragmentar a OTAN Ten Cel Aaron Bazin, Excito dos EUA Dominia KunertovaRSSIAAes e Mtodos Russos contra os EUA e a OTAN, As 47 2 Maj Coins Devon Cocre, Excito dos EUA Formas e Mtodos de Operaes Militares da Rssia, As 3 4 Ten Cel (Res) Timothy omas, Excito dos EUA Guera Contempornea e os Prolemas Atuais para a Defesa do Pas, A 42 3 Gen Ex Valery Gerasimov, Chefe do Estao-Maio Geral das Foas Araas da Federao Rusa ue Tipo de Vitria a Rssia Est Obtendo na Sria? 48 3 Micael Kofman Mahew Rojansky

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88 SEGURANACompreendendo o Papel do Japo na Seurana do Pacco Ocidental 22 1 Ten Cel (Res) Pete D. From, Excito dos EUATECNOLOGIA DA INFORMAOApoio Ciberntico nas Operaes de Combate da Coreia do Norte, O 31 1 1 Ten Sco J. Tosi, Excito dos EUA Ciberntica o Novo Domnio Areo, A 66 2 A Superioridade nos Domnios em Megacidades Maj Austin G. Comons, Excito dos EUA Devido Cuidado com a Robotizao do Campo de Bataha, O 41 4 Maj Jules Hurst, Reserva do Excito dos EUA Veculos Areos No Tripulados dos EUA, Os 12 4 Maj Zacary Mois, Excito dos EUA USPS Statement of Ownership

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Cover3 O Coronel Alessandro Visacro assumiu a funo de ocial de ligao do Exrcito Brasileiro junto ao Centro de Armas Combinadas do Exrcito dos EUA e redator assessor da Edio Brasileira da iitar eview em Fort Leavenworth, Kansas, em 20 de junho de 2018. Natural da cidade de Belo Horizonte, foi declarado Aspirante a Ocial da arma de Infantaria pela turma de 1991 da Academia Militar das Auhas Negras. Exerceu as funes de ocial subalterno no 29 Bataho de Infantaria Blindado (Santa Maria RS) e no 26 Bataho de Infantaria Paraquedista (Vila Militar RJ). Comandou a 3 Companhia de Foras Eeciais (Manaus AM) e o 1 Bataho de Foras Eeciais (Goinia GO). Foi ocial de operaes do 2 Bataho de Infantaria de Fora de Paz do 17 contingente brasilei ro no Haiti, desdobrado na capital Porto Prncipe entre dezembro de 2012 e junho de 2013. Ao ser designado para a atual funo, era o Chefe do Estado-Maior do Comando de Operaes Eeciais.Coronel Alessandro Visacro