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Relatorio: encontro das mulheres trabalhadoras rurais do nordeste

HIDE
 Front Cover
 Index
 I. Apresentacao
 II. Objetivos do encontro
 III. Antecedentes do encontro
 IV. Programa do encontro
 V. Participantes
 VI. Desenvolvimento do encontr...
 VII. Encaminhamentos
 VIII. Avaliação
 IX. Anexos
 Participação das mulheres nos sindicatos...
 
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Material Information

Title: Relatorio: encontro das mulheres trabalhadoras rurais do nordeste
Physical Description: Mixed Material
Publication Date: 1987

Subjects

Spatial Coverage: Brazil

Record Information

Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
System ID: AA00016362:00001

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Title: Relatorio: encontro das mulheres trabalhadoras rurais do nordeste
Physical Description: Mixed Material
Publication Date: 1987

Subjects

Spatial Coverage: Brazil

Record Information

Source Institution: University of Florida
Rights Management: All rights reserved by the source institution and holding location.
System ID: AA00016362:00001

Table of Contents
    Front Cover
        Page i
    Index
        Page ii
    I. Apresentacao
        Page iii
    II. Objetivos do encontro
        Page iv
    III. Antecedentes do encontro
        Page 1
        Page 2
        Page 3
    IV. Programa do encontro
        Page 4
    V. Participantes
        Page 5
        Page 6
    VI. Desenvolvimento do encontro
        Page 7
        Page 8
        Page 9
        Page 10
        Page 11
        Page 12
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        Page 14
        Page 15
        Page 16
        Page 17
    VII. Encaminhamentos
        Page 18
        Page 19
        Page 20
        Page 21
        Page 22
        Page 23
    VIII. Avaliação
        Page 24
        Page 25
        Page 26
    IX. Anexos
        Pages 27-33
        Page 34
        Page 35
        Page 36
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    Participação das mulheres nos sindicatos de trabalhadores rurais: passos para a sindicalização da mulher
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        Page 53
Full Text



ELATORIO


o ENCONTRO DAS
SRABALHADORAS


MULHEREVI:.


RURAIS


NORDESTE.


M.AIO DE 1987.


PeD


JOAO PESSOA,


4 a 7 DE





)f 1' I I Q E







I ARPRESENTTKKO


I OBJETIVOS: DO ENCONTcRO


III ANTECDEINTES DO ENCONT-E


IV PROGRAM DO ENCONTRO


V PARTICIPANTS


VI ESENVOLVIfViENTO DO EiCO~0. 7PO


VII ENCAMINHAMEI~TO


VIII AVALI.IQIO


IX ANEXOS









E'ste Relatorio 4 dirigido especialmente as companheiras
trabalhadoras rurais, participants do 1 ENCONTRO DE MULHERES .'
TRABALHADORAS RURAIS DO NORDESTK, realizado am Joao Pessoa. Pb.,
no peri6do dE 4 a T de Maio de 1987, reunindo )companheiras, re
presentantes de 9 Estados, sendo sate do Nordesta a dois convida-
dos do Sul e Sudeste.

Ne-stas pa'ginas contem os objetivos que nos levaram a
nos reunir. Tentamos sintetizar nossas discusses, nossas dificul
dades, as lutas, nossas decisoes e programag es para se dar.conti
nuidade a nossa organizaSao como mulher a como trabalhadora.

Acreditamos que este Relat6rio possa servir para troca'
de experiencias corn outros grupos de mulheres em nossos Estados a
c.omo registro da nossa historic como mulher nordestina.

Agradecemos a participate e colaboragao de todos ue '
nos ajudaram para a realizaqgo deste Encontro, de modo especial '
as agricultoras do Nordeste.


A Comissao Organizadora.


I




I OBJET IVOS


1 Pazer um Isvantamento de grupos e organiza5es de mulherest
trabalhadoras existentes em cada Estado.


2 Troca de experidncias a fortalecimento de grupos a organize
6es de mulhares do Nordeste.
Tomada de consciencia do papal que cada ura tern como mulher
a como trabalhadora.


3 Maior articulaggo entra os Estados do Nordeste e do Brasil'
a fim d, encaminharmos as nossas lutas e reivindicag 6s uni
ficadas.





-/1/
III ANTECEDENTES DO 12.ENCONTRO REGIONAL DE MULHERES TRABALHA-

DORA S RUR IS DO NE.



Como surgiu a ideia de um 19 Encontro a nivel de Nordeste:


Deste o ano 1985 que os Estados de Pernambuco 6 Paraiba'
tem uma articulaggo a nivel de visits e participaggo de
Encontros conjuntos, havendo uma troca de experiencias e
metodologia.

Em margo de 1986, no Encontro Estadual da Paraiba, foram
convidadas companheiras de outros Estados (Pernambuco,
Bahia, Rio Grande do Norte, Ceara', Alagoas e Santa Cata
rina), com a preocupagao de se iniciar uma articulagao a
nivel de Nordeste.

Neste mesmo ano, em Agosto 1986, Penha, viajou para o
Sul e nos trouxe uma proposta, de participarmos de um En-
contro Nacional das Trabalhadoras Rurais, organizado pe-
lo Movimento dos Sam Terra e CUT Nacional, articulou 6
Estados do Nordeste para participarem deste Encontro que
se realizou nos dias 25 a 28 de Novembro em Barueri, Sao
Paulo.

Durante o Encontro em Sao Paulo, as companheiras do Nor-
deste percebendo que haviam varios Estados do Nordeste '
representados, sentiram a necessidade de se encontrarem'
(a parte, discutiram e decidiram realizar o 12 Encontro
do NE am Pe ou Paraiba. Escolheram uma Comissao Provisd-
ria de Trabalhadoras da Paraiba e Pernambuco, e assesso-
ria para articular e' organizer o Encontro do Nordeste..

A partir dai se realizaram duas r6unioes de prepara9ao '
corn a comissao escolhida.






Participants da ComiosEo:


1. Aldineuza Maria Andrade Coord.Gnago MMT Brejo Pb.
2. Maria da Penha Nascimento -Sup. de Diretoria do STR-
3. Maria Auxiliadora Dias Cabral Funcionaria do STR de
Belmente Pe.
4. Vanete Almeida Asscssora do polo Sindical Sertao '
Central Serra Talhada Pe.
5. Maria Carmelita Pedrosa Assessora Alagoa Grande-
Pb.
S6 Inez E. Bassanezi Assessora do MMT Paraiba.
7. Cerise Benedito da Silva Coordenaago do MMT Paraiba
delegada Sindical STR Duas
Estradas Pb.
8. Margarida M. de Sousa Pinheiro -.Assessora do CETRA -
Caara.
9. Maria Jose dos Santos Juca Suplents da Diretoria do
STR de Triunfo Pe.



1 Reuniao Data: 3 e 4 de Janeiro 1987 Joao
Pessoa Paraiba.


Esta comiss'o, fez um breve hist6rico do desen -
volvimento do movimento de mulheres em seus Estados e tiraram um
conjunto de questoes para os Estados responderem:

a) Quando a como comegou o trabalho cor mulheres?
b) Objetivos quG buscam alcangar.
c) Maioras dificuldades encontradas.
d) Materials utilizados.
e) Como tem sido a participaga'o das mulheres no'
sindicato.
f) Conquistas conseguidas.
g) Ha' assessoria e como tem contribuldo ?
h) Contam cam apoio d.e quem ( Igreja, Sindicato.'
e Outras Organizagces) ?
i) Como se organizam financeiramente ?





/3/


26 Reuniago Data: 27 de Abril de 1987'
Jo0o Pessoa Paralba.


A Comissao contactou a OXFAM para financial estc
encontro, qus responderam positivamente.
Dos Estados articulados, sctG (7) confirmaranl :i
participagao.
Alguns encaminhamentos haviam se dado par a rea
lizagao do Encontro, por6m havia duas dificulda-
des:

a) Faltavam poucos dias e nao tinhamos uma
boa preparagsao para alcangarmos os ob -
jetivos propostos.
b) Na Paraiba teriamos o Congresso Estadu-
al da CUT na mesa semana, as companhei
ras sc encontravam sobrecarregadas.

Mesmo assim, foi decidido realizar o Encontro das
Trabalhadoras Rurais do Nordeste, em respeito as confirmages '
Cas companheiras.






Obs.: SGndo que somonte 3 Estadoo rosponderam ao
questionario, nao foi possivel utiliza-los'
no Encontro Regional. Portanto-deixamos Gm
anexo nest: relatorio as respostas.






/4/
TV PROGRAM DO ENCONTRO

Data: 4 a 7 maio 1987

LOCAL: "Mosteiro S'o Bento", Rua General Osorio Joao Pessoa -
Pa raiba.

DIA 4 Chegada
a) apresentag o da pauta e objetivos do Encontro Maria
da Penha Nascimento G Vanete Almeida.
b) A noite: Abertura com Elizabeth Teixeira e Alice Fal-
cao.

DIA 5 Manha'
Apresentagao por Estados.
Cada Estado escolhe alguma experiencia para apresentar '
nos grupos.

Tarde
Contar as experiencias nos grupos dizendo como estao se
organizando e as dificuldades encontradas.

Filne: Cabra Marcado pra Morrer.
Debate corn Elizabeth Tcixcira.

DIA 6 Manha
Plena'ria Resultado dos grupos
Cochicho para Gncaminhar alguns dGstaques sur
gidos nos.debates (sindicalizagao, capacity -
9co, etc...)

Tarde
Cantos, brincadeiras.
Continuagn o des discusses em Plenaria (0 que 6 CUT ?)

Noite
Retomada das dificuldades, trabalhando em grupos.
Films e Slides.
DIA 7 ManhE
Plenaria
Trabalho em grupos por Estados para encaminhar o trabalho
a nivel local a regional.
Avaliagao Final.








V PARTICIPANTS DO ENCONTRO /5/




N2 NOME

01 Maria Madalena do Santana
02 Yolanda Ribeiro Aragao
03 Maria Helena dos Santos
04 Marlean Valeriano Teixcira Ferreira
05 Elizabeth Teixeira
06 Djanete Maria dos Santos da Silva
07 Maria Denise Leal
08 Laura Helenia
09 Rita Rodrigucs NunGs
10 Maria Pereira Lima
11 Maria Querubina dos Santos
12 Luzia Paranhos Monteiro
13 Maria NazarG do Sousa
14 Vera lucia Teixeira de Sousa
15 -Margarida Maria de Sousa Pinheiro
16 Maria SilvaneidG Silva,
17 01impia Maria da Silva
18 Maria de Lourdes Louroiro
19 Marilene da Silva Gomes
2'0 Joana Soares
21 Tania Gomes Silva
22 Tanete Almeida
23 KHtia Mapiyama
24 Elza Ferraz
25 Pedrina Noemia da Silva
26 Maria do Socorro ovaes
27 Alice Falcao
28 Maria Auxiliadora Dias Cabral
29 -Maria Carmelita Pedrosa
30 Cerise BenGdito da Silva
31 Aldineuza Maria de Andrad.e







/6/
32 -Maria da Penha do Nascimento Silva
33 Maria JosG dos Santos Juca
34 Cicern Soares da Silva
35 Inez Eunice Bassanezi
36 Maria de Lourdes Nas/pimcnto




Participaram deste Encontro, repre-
sentantes dos Estados do Nordeste:

Sergipe, Bahia, Maranhao, CGear, '
Piaui, Rio Grande do Norts, PGrnam-
buco a Paracba.

Foram convidadas duas.companheiras'
dos Estados do Espirito Santo a Rio Grande do Sul.



Total de participants: 36 mulharcs
Traunlhadoras rurais: 22
Mulheres sindicalizadas: 20
Total dc filhos das macs prcsentGS: 125


*. .0 . *o .o.. o o . 0 0 0S*0*@ e







/7/
VI DESENVOLVIDENTO DO ENCONTRO


A) APRESENTA Qo 0


No aprGsentoaQo a companheira Querubino do Cidc-
landia Imperatriz pediu umn oSpago para desabafar cor as com-
panheiros:

"0 STR estava complicado, os associados criaram curso
de Educoagfo Sindical.,Nas eleig5es houve muita fraud'
por part dos pelegos. A Oposiga'o ficou revoltada '
buscando um geito de agir. Foi feito Recurso Q DRT,pe-
dindo a anulagoo do eleigao. 0 Delegado nao agiu. 0 po
vo se.reuniu e disse que noo doixava o pelego tomar '
posse. Os trabalhadores, em 26 do foevreiro, ocuparam'
o Sindicato que daria posse 6 nova dirotoria no dia '
28. A pollcia foi chamada o intervir. 0 povo n.ao res -
peitou ninguem G nio nouve control. No mGsmo dia, foi
aprosGntada uma Junta Governativa (provisoria). Nessa'
Gleig6o havia 3 Chapas. A DRT n'o respondou ao Recurso
e-dois moses depois o pessoal arrombou o sindicato, '
fez ouditoria G constatou os roubos do dirotoria nntc-
rior."A DRT n6o age sob prGssao e os trabalhadorGs nao
saem, nao abandonam o sindicato".


Ainda na aprGsentagao:


Pelos relatos vimos a participagco da mulher Gm'
various areas:
alfbeotizag -o
participag9o sindical
movimonto do mulhGrGs
luta pela terra
barragcm
.CUT (Secretaria da Mulher)
PT
Oolonia de pesca
professor municipal
sadde do mulher
encontro de mulheres
violencia







/8/

Os grupos SG formaram primeiramcnte por Estodos, a t
fim de decidirem o que cada unma devia colocar depois is compa- '
nheiirs dos outros Estados.
Foi feita a divisao de 3 grupos, cor 12 mulhcrGs cm
cada um, porn refl6tir a partir das agoGo Ou problcmas jal Icv-n-
todos.
Fez-se as seguintes p6rguntas:


1- COMO AS MULHERES EST-O SE ORGANIZANDO ?
2- QUAIS AS DIFICULDADES ENCONTRADAS ?




B) RELATORIOS DOS GRUPOS PLENA'RIA


GRUPO I

1. Como as mulheres Gstao sS organizando:

No Sindicato
Na Escola de AlfabctizaQqo
No Luta pela Torra
No Reassentamcnto
No Partido
Nos Encontros ospccificos de MulherGs

2. Dificuldadcs Encontradas:

Fiannceira
Discriminag'o
Duplo jornada de trabalho
NQo saber ler
Dominagao do home
Viol^ncia no campo
Submissao da mulher








3 NIvel de ParticipaQao:


Producgo n'o participa do lucro
Nno participate das dire&-oes na-o decide

Apoio: CUT, CENTRU, ACR, SAR, SEDUP, PT, CPT, Mov. SEM
TERRA .


EM TODOS OS ESTADOS 0 VIMTR (Movimento de Mu -
lheres Trabalhadoras Rurais) esta ligado aos
STRs Sindicotos de Trabalhadores Rurais



GIRUPO II

1. Atrav's de:
Encontros
Manifestagoes (8 do Margo) Professoras Municipais (ru -
rais), lavadeiras, emprogadas dom'sticas
Encontros de parteiras
Salide da Mulher
Reunioes:

Discutir direitos da mulher
Lutar por terra, p6la sindicalizagao
Para descobrir forms do ajudar os marid.os
(mutirbo, roga, etc.)
Partido PT
Igreja construgao sala para reuniao
material para cursos corte-costura,
palha, etc.
Necessidades concrctas falta de terra, trabalho
dobrado.

2 Dificuldades:

Financeira
Ciume do marido ( e da mulher )
Falta de tempo para participar da luta










Os filhos
Falta de comproensao da familia 6 da comunidade
Nao poder so sindicalizar (finangas,.pelegos nao accitam
mulhores).
Machismo tanto do homom quanto da mulhor
Falta do comprGens'o dos companhiciias
Interfcroncia da EMATER FUNABED~ BEFMAM


GRUPO III

1. Como se organizam...
Na luta das barragGns
Luta pela terra e moradia
Encontros cspecificos
No STR sindicalizaqgo
-Encontro de Esposas (falam do educag.o, machismo, etc.)

2. Dificuldados...

Timidez / CR~TICAS
Os filhos
Submissao ao homem
Falta de transportG e de dinhGiro
Mulheres quo nao dovGm lutar
Medo de participar


Pontos Destaques: para continuarmos o Debate

Resistoncia das Mulheres nas lutas
Registrar a nossa historic
Sindicaliza Qgo
Se capacitar politicamente para assumir
c rgo s/coord nag .os
Refletir a questQ'o: RelagQ3o de dominmgao
Secretaria da Mulher (CUT)












C) D EBA T E -i L E ./ R : A


Como as mulheres es'ao ~ or-.' "i: r.d o.


Pa raiba:

1 Criou-es, dentro d.o ic:ismntio ~G :.-'-;Clir s,, vdriasClO comis-
s0es a n:i.vXl mun-1-.C -a, 4-^g.oa., e-cadu3 -- Fbo
2 Lutou-cc pia.ra que o iovui'ou.c:1niU :.1.'.i\: r: :;.ai)IO -
gifo, estad.o, sGja aor-iculad.do
3 Tsr cuid.dao com o caraior do cresccimento do movimento sa
nGcessor:io primeiro, lar13r organize r (o doG basG para Gc
scauida, criar an comir"onur,;
4 Foi criada na CUT, a SGcr'':aria d ulhcr -:-" mnitas mulht
a)- rGs estao.na dir.'gao da CiJT irnd'pendeirn da GscrGtaria'
da M ulhero
b)- Questionr.a: a C ; ::' .'... ,- 0hc-'
5 -- A articipagao da. :lhe -G _~ ecCre-t:cia l L- '>.... d:: a CUT
Isso aconti;GCCGU;. P G .,aiL. L7STar os oVuGrc EsTados. .



Escola Municipal / D.'jc ;''z2a.o
Experiencia das Prof-ogora Pi.... :b;


A Escola MIninicip pe .r. .c:~i ;Io ~'ro-'e;o"oa mal pagao
mGerndeira r3zcr :'-:" 3.0.
Reune1n-CC UC as p-O~c :'O co;JcOc. c.'i.c.. :~,. c,;'illo':,O o profGi-
to negou, 49 -ro' or;o:-a.. sc r.'-;;:in.j-. c fizCrau piarli
zaQ Oa o FizGcr ac .c:.l) .a ..Q '.,:. :. Gvo:'.aC .GrC.lcGS. c:
mnerndisiras). cil.G oc.CSt.cd11o CU1 foi le'joado ao prcfci
to para negociagco 50C' 15T, id g nuo accito
pelas professo::az, 20:, o p reeito cone&d-:u 1CO3% rCeoeb
ram os dias pa:rO0so






/12/
2 Pernambuco:

Coordensrco Municipal
Coordenaga'o d6 Polo
Coordencgoo Estadual
Camrpanha de Sindicalizagao.
Maior participca'o no Sindicato a n SociodadG
Discutimos os problems como MulhGr c como Trabalhadora /
Porque 6les acontecem, quais as consequtncias 6 o Quo fa-
ZGr.
Discuti.mos tambim.o desconhecimonto do nosso corpo, pro-
curando conhace--lo.
A questao da d.ominagao que permanGnte entire no'. Reflc-
tir muito nossa quGstao. Qu6m domina qucm ?


3 Rio Grande do Norte:

0 Goveno criou Secrotaria de Agao Social pega sobrotudoi
as mulheres nos clubss de maes.
Conselho Estadual da Mulh-rr cria-se al umn base electoral.
f dificil trabalhar a questao da mulher noutros niveis.
drgaos do govorno, cuc cooptam o movimento de mulhGrGs.
Tcndencias poltticas quo intorferrm.


4 Maranhao:

Clubes de maes apresentados nos povoados pelos deputadoa.
(Imperatriz)
as mulheres recebem esmalte, leite, maqui-
nas de costulras.
Sai muito dinheiro paternalismo.
-A Igreja apoia a.a qo dos politicos inclu-
sive com dinheiro.

Os Qlubes de Jovens, tambe'm sao identicos. As mulheres as -
tao muito envolvidas. No period electoral, se fazem liga -
goes d.e trompas mo mulhsres (300) inclusive nas gravidas.

0 sindicato, tamb'm recebe dinheiro dos politicos e fazem '
campanha politico/eleitoral.







/13/
5 -Rio Grande do Sul.: .As mulheres se organizam em...
Grupos d. mulheres na comunidade
Coordcna9go municipal de mulheres
CoordenagFo estadual de Movimento do
Mulhcrcs
rticulago Nacional.


Para se organizer, se particular, nfo pode se da seG dinhei-
ro. 0 pessoal criou a caixinha, cada comunidade. contribui '
com dinheiro para a caixa garantir os encontros G / ou reu-
nioes.
No orgamento do sindicato, vai uma part para o Movimento '
de Mulhares..
Tres espagos garantidos: journal de 17.sindicatos 1 pago '
por mulheras.
Program de -idio.



OUTROS PONTOS QUE FORAM DISCUTIDOS E COLOCADOS EM COMUM:



1. SindicalizaQ'o:

campanha para esclar4cer a importincia de se associar ,
dos direitos, papel da mulher na sociedade.
incentivar participago e associag-o.
envolver mais mIulheraa na coordenaogo para fazer sscla-
recimento.
forman grupos de mulheres, exigir seus direitos.
participar nas decisses, assembldias.
troca de experiencias com companheiras qus ja conquis -
taram o espago (dirigontes sindicais).

Propostas: Quanto A sindicalizageo.

troca de experienciaa de lutas de sindica-
liza9go.
A Paralfba ficou de enviar por escrito As '











companheiras, os passes dados para se conse -
guir a associagao nos sindicatos pelegos.
Incentivar as mulhsers a sindicalizar-se para
votar a scr votada.
Q Qu- as associaooes nos sindicatos palegos se-
jam feitas em bloco.
Direito a ser dclegada de base ou participar'
da direg-o do sindicato.
Outras vantagcn. da sindicalizag o:

poder de dscisao numa assembldia
sair como delegada para os Congrsssos ou En -
contros
ser reconhecida como trabalhadorz a valoriza-
da
participar a descobrir o valor como mulher...


2. HISTORIA IA MULHER

Registrar toda hist6ria da mulher na luta do camp, dssde
o inicio atravos de Relatorios, atas.
Retomar a hist6ria e colocar no papal.
Registrar 6 divulgar ver a participagao da mulher primi
tiva.
Registro da hist6ria das viUvas de cada trabalhador assas
sinado.
Divulgar o livro de.Margarida a Maria da Penha "Mao Ar-
mado do Latifindio".
Sugestao de so ler o livro: Sangue no Terra Maristela
Mafe i
3. CAPACITAGQO POLfTICA Resultado do Cochicho

Trocar experisncia procurar apoio dos grupcs
de apoio..
Encontros.


/14/






/15/
Nao basta campanha promover cursos. Former
uma articulagao a nivel de Kordeste. Se capa
citar para assumir corn condioes Escolao
Sindical.
Estudo do MAP Movimento do Agn"o Politicr -
aprendisado atraves de cursos de Educagao
Politica discussao, debates, eatudo sobre'
political em garal.
Valorizar-sa como mulh6r, reconhecer sau va-
lor a fi. de capacitar.
Cursos de formago na bas, .alguns grupos ja
estao desonvolvendo, por ex. o MMT utilize o
material do SEDUP. Participagso da mulher '
nos cursos, ocasigo em que ela vai descobrin
do seu valor, sua capacidade.

4. SECRETARIl IM MULHER (CUT)

Que fung-o tem a Secretaria da Mulher na CUT?
0 que E a CUT ?
0 que 4 sindicato ?


Precisamos nos preparar para conhecer as organizag$es dos
trabalhadores que existed Sindicato, CUT, CGT, USI. Inclu
sive, o que existiu no passado como movimento de trabalhado
res a que foram extintos pala repressao.


SE QUEREMOS AVANQAR, PRECISAMOS RENUNCIAR A
ALGUMAS PEQUITNAS COISAS COMO TAREFAS DO -
MESTICAS.


Para responder as perguntas acima, a companheira president
do STR de Borborema-Pb., Lourdes, nos dcu a seguinte expli-
cagao:
"CONCLAT 1 Conferencia Nacional da Classe '
Trabalhadora Sao Bernardo S.Paulo 1983.
Criou-se a CUT Central Unica dos Trabalhado-





/16/
res que tinha representanttes de todas as catch
gorias do campo e da cidade, de todos os Esta
dos do Brasil, o nunmro do participants era'
de 5 mil trabalhadores.
A CUT re~ne o conjunto do trabalhadorcs o sin
dicatos combativos, os nao pelegos. A ala re-
formista do movimento sindical brasileiro,que
nao queria fundar a CUT (pelegada) criou a
CGT Central Geral dos Trabalhadores, m '
1986.
A CUT,realiza um Congresso cada 2 anos. Na Pa
raiba, em fungao do trabalho com mulheres pro
p3os a criaga'o da Secretaria da Mulhor. Houve
resistencia por parts- da direaoa da CUT Esta-
dual Pb, mas as mulhares articularam a ple-
naria G a proposal foi aprovada. Essa Secreta
ria deve ser divulgada e tentar se particular
nos outros Hstados.


SECRETARIA DA MULHER CUT CONQUISTA DO
MOVIMENTO DE MtIBERES DA PB.
"-~Y~, ior.1r


POR QUE SECRETARIA E NKO DEPARTAMENTO ?

A Secretariat ten autonomia e pode realiar
eBus events, sem defender da autoriza9&'o previa da DirepGo.
Coompoea ssa secretariat 10 mulheres, do campo e da cidadae. Os
criterios de participagno 4 que tenham trabalho cor mulheres".

"E important a unidade dos trabalhadore .
que todos trabalham ipara o ben comumi".







/17/
Y DIFICULDADES TRABALHADAS EM GRUPOS:

FOzor liganao das dificuldades c as possiveis soluqges, I-C
brando-sc dan conquiota- ja' fcitan.

Resultado dos GRUPOS:

a) Finangas: fazGr caixa comunita'ria, bingos G rifas (nju -
dando as.companheiras mais neccssitadas para sc sindica-
lizarea).
coletas nIs Igrejas
forrIs, leiloes
criagQo de animais, artssanato
pequcnos projctos para trabalho dns mulhcrGS pain. pro-
duqgo altcrnativa c comunitaria
articular Gntidades G sindicatos para. resGrvnrcn partc
do orgaGento para o novimento de mulheres.

b) Dominamgo do homcm:

enfrGntar o marido, esclarecer sun posigao enquanto
mulher. Discutir o seu cngajamento.
abrir discussao da qucst6o fGninina con os homens no '
sindicato c GC todos os movimcntos
lutar no Partido junto con os honmns
impor respGito dos companheiros
nao pedir para sair, mas avisar G nunca recusar
creches no local do Gncontro
iniciur diocuooJ,5o ontro nos sobrc lcxuailidi'dc
a partir do luta so cresco...
estudar como funciona a dominagc o do sistema capitalism
ta sobre os trabalhadores.
Banco do Mulhcr (rccursos do BIRD) Procurar saber comn
funciona o financiaaento.

c) Timidsz: Ciune do marido:

participar mais das reunioes, encontros, cursos do for
mago sindical e political.







/ JO/
trocar sxperiencias.
via jar mais.
fazcr rais leituras sobre a mulher e os movinantos.

d) Dupla Jornada:

divisn'o do tarcfra on casa.
ajudar as conpanhoiras, nas.necossidados do sa&das -
dcsGnvolvGr a solidari6dade.
rcunir as famllias para o dialogo c dividir as tarcfas'
centre s,.
conscientizar os filhos sobre a exploramgo da sociGdadc.

G') Sindicalizaqa'o:

associaggo da mulher (so as conscientes), se associar em
bloco (se nao for possivsl, procurer recursos, inclusive
mandado de seguranga, so for o caso), desenvolver fornas
do obter rGcursos financeiros, na propria comunidade t
(aninais, generous) ou outras atividades.
denunciar os sindicatos pelegos quanlo nao quizerem asso-
ciar. Enviar cartas a todas as entidades que apoian c tiri
balhan con mulharcs, doputadas, etc...


E Resultado dos GRUPOS For Estado



VII ENCAMINHAMEITOS A nivel de Estado e NORDESrTE



Maranhro: Organizar as mulheres de cada lugar (comunida-
des).
Formar comissoes calendario de atividades.
Organizar mulhcrGs no sindicato.
Fazer encontros de mulheres 2 vezes por ano -
(Encontros. ver fls. 11).
Manifestagco 12 Agosto (aniversario do mortG
de Margarida Maria Alvos)
Escola Sindical
Participagao no Partido Politico









/19/
Pernambuco: Gontinuar o trabalho existent
fazer reuniao 6 repassar o que foi 6sse encontro
incentivar novas companheiras a pa-rticiparem do'
movimento
fazOr encontros nas conunidades, municipios
levantar a realidade do Polo cm relaqgo ao traba-
lho con mulherGS (Polo de Petrlandia)
fortalecor o trobalho do baso, propiciar cursos do
formag'o sindical (12 Encontro de Capacitacgo das
Liderangas)
trocar Gxpsriencias
incentivar a sindicalizagao
Realizar encontros regionqis c o 1 Estadual.

Rio Grande do Norte:

convidar mais companheiras para o Movimento de 1
mulheres.
campanha do sindicalizaga-o
caixas comunitarias venda de artesanato, peixe,
hortas conunitarias
realizar 2 Encontros do mulbsres ( 1 do base c 1
do regiao programag6o em conjunto)
continuar participando dos reunioes, sncontros
dias de estudos, cursos do capacitagSo, como for-
mas de manter a organizaggo
eastudar a realidade, considorando a questao esp6-
cifica da mulher a conjuntura, etc.
incentivar as companeiras no sindicato qus ten li
gaCo corn a CUT, para so informar melhor a respei
to da Central Unica.
a nivel do Nordeste, trocar experiEncias con ou -
tros estados (trocar material) sobre a mulher de'
forma a fortalGcer o Movinmnto de mulheres.








/20/
Piaui: EEta' comegando cor dificuldades.

organizer as mulheres para monhcear ra direitos.
incentivar a participaggo G filiagao no sindicato.
fazer mais encontros no comunidade.
fazer mais encontios por regiao.
conquistar mais companhoiras pari a luta.


Sergipe:
reunioes G visits domiciliares.
Mais encontros comunitarios.
Estudo sobre a realidade sindicato.
Ocupar todos os Gspagos sindicato, escola sindical,
manifestagao a partir dc discusses aprofundadas '
conscientizagao.
Discussa'o nas delegacias con os honens, colocar
quest'o da organizagao da mulher (discutir politica-
mnnte).
ajudar as companheiras na oducagao diferenciada d.o '
menino G da meniina.
encontros de mulheres.
conseguir verbas do sindicato (viagens).
recursos para encontros Projeto Nordeste da Igre
ja, fazer caixa comunitaria.
pedir material a Igreja.
a nlvel de Nordeste crier comissao provisoria,
marcar o proximo encontro.
Bahia: A nivel de Nordesta:

Tirar uma comissao.
Continuar corn sses encontros por ano ampliar a
participag ao.
Quando houver Congresso, convidar pessoas de outros'
Estados. a participar trocar experiences.
Fazer carts para outros grupos do Estado para repas
sar o encontro








COara': 152 Municipios.
Levantamento dos municipios onde ja tem uma semntE
de organizag6o do mulhere.s
1. Canide, 2.,Itapipoca,.3. Trairi, 4. Tiangua, '
5, Itarema, 6. Sobral, 7. Crateus (UMC), 8. Amontado,
9, Aracaui, 10. Uruburetana, 11. Paraipaba-, 12. Itapr-
ge, 13 .Vicosa, 14. Camocim, 15. Massapo, 16. Tambo -
ril, 16. Crato e, 18. Fortaleza.


Propostas:

Abrir espagos para as mulhcres solteiras. (Itapipoca).
Realizar pequenos encontros de base (comunidades).
Cursos de formnago condigao da mulhGr
sindicato
Partido
Questao especifica do mrulhor
campanha de sindicalizag6o da
mulhar
tenter particular pelo menoa '
esses municppios listados, onde
existed comigcE do organizagao de
municlpi;s. Reunir esses munic"
pios eG Encontrof Estadual I .i
se realizar em Fortaleza, en
Margo de 1988.
organizer conissoes.locais, nu-
nicipais, estaduais.
tirar conissao Regigo Nord.estc.

Para{ba: Continuar a organizagao por categoria MMT.
Encaninhar reivindicag~os especificas.
Former associagoes profissionais.
Caanpanha de sindicalizagaQo.
Participagao do mulher dentro do sindicato.
Trabalho feito.atraves de uia coniss&'o por difcrGn-
tes categories.








/22/
- Iniciar trabalho con assalariados, fazendo encontros
especfficos, reivindicagoes.
- Seminarios sobre Constituinte.
- Forra~Qo sindical nas bases.
- Participapgo nas Qreas de conflito de TERRA.
- Oposigao sindical.
- Discuss6'o sobre o PT.
- Expandir o trabalho atraves da Secretaria da Mulhher.
- Criar comissao provisoria a nfvel de Nordesta.


F-PLANXEJA MEN O


G E RA L


I Datas de Encontros, que se realizarao nest- 1987, nos '
Estados do Nordeste.

Encontros:

15 a 17 /'Maio Santa Maria da Vit 0ria BA.
11 a 13 / Sotenbro- Imperatriz Maranhao.
"A Mulher no Sindicato"
(Historia da participagao da nulher'
no Sindicato resgatc).
10 a 13 /JUlho Sao Rainundo das Mangabeiras Mran-
nhao. Tema: Mulher e C'onstituinte -
muilhr rural,.
29 s 30 /Agosto 22 Encontro M. T. Polo Petrolandia.
DIezembro 12 Encontro Estadiual de Mulheres Tram
balhadoras Rurais Pe.
Setembro Itapipoca a nivel Diocesano 11
munic plos.


II ENGONTRO REGIONAL NORDESTE


Data a ser narcada para depois de n6aro 1988.
Formou-se una comissao provisoria de 8 trabalhadora~ ,
representantes dos Estados; con obje-tivo de preparer '
a proximo Encontro e fornecer o interc~ibio das lutas.






1. Maranhao
2. Pernambuco
3. R. G. Norte
4. Piaul
5. Sergipe
6. Bahia
7. Paraiba
8. Cear I


- Rita Rodrigues Nunes
- Pedrina Noneia Silva
- Maria das Dores Barachio
- Maria SilvanGide da Silva
- Iolanda Ribeiro Aragao
- Marlene Valeriano Teixeira
- Ald.ineuza Maria deAndrade
- Maria do Nazare do Sousa


Data: 24/25 Agosto Joao Pessoa


Foran apontadas 5 assessors, que estao a disposigao da
Comissao para contribuir no-E Encontros:

1. Margarida
2. D janste
3. Denise
4. NRnste
5. Inez


Outras datas: C'omissno de Trabalhadoras NE, ae rmunira
nos dias 24 e 25 do agosto de 87, on J,'
Pessoa., Mosteiro Soo Bento.
-A equipe de assessoria NE, se reunirr.cnm
Fortaleza-Ce, no dia 11 de junho 1987.


/23/






"24/
VIII A VA L IA 0


POSITIVE:

v 0 Encontro poder se realizar.
- Foi de grande inportancia, em terno de Nordeste a troca de 6x-
periencia con companheiras.d. outros Estados. Identificagco '
e. etodas sen discriminagao.
- Foi bon, rendeu nuito. Vai levar a experiencia. Destaqua. s '
mulheres da Paraiba.
- Encorajada para levar o.trabalho ao Piaui.
- Dedicag6o da assessoria.
- Grata por participar do Encontro so de mulhersa em nivel de-
Regi'o Nordeste.
- Gostou da mnneira de apresentar, oportunidade para os Estados.
- Se conhecer s trabalhar junto.
- Nao ficar dividida.
- Adquirir naita experiencia.
- Parabens para as trabalhadoras da Parafba.
- Interessante a luta da companheira do Ceara, sun coragem(Vern)
- Conseguir a proposta do encontro.
- Bompara desenvolver algumns bandeiras do luta sindicaliza-


Sugestoes: Aproveitar snehor o horurio.
Encaminhar as bandeiras de lutas das mulhares.
Juntar os trabalhos dos Estados.

NEGA TIVO

- Nem todas acompanhavam tudo, respeitar o nivel de participag6o
de cada urea.
- N6o se deveria amarrar a conissno, con t'o pouca discussao.
- As assessorias falanra mis que as trabalhadoras rurais.
- Desorganizagco de horirio perda de tempo.
- N6o deu pra entender quem era da coord.enaao Rodisio
- Desorganizagao nas falagoes.
- Nao houve discipline..
- Noo so aprofundou ben.







"25/


DEPOIMENTOS SURGIDOS N4A AVALIAQAO


(...) "A gentle p3de saber que a CUT e aquilo que a gents ta' fa-
zendo. 0 que mais marcou neste encontro foi conhec.er a lu
ta de Elizabeth Teiceira, mulher corajosa que nos deixa '
um exemplo de luta."
(...)"Digo con cinceridade, um Encontro assin de NE, para quGn'
vivir assin isolada so no Estado do Coara, se nmxendo num
pequeno nunicipio, i motivo do alegria ver o NE assign nos
sa luta no sifdicato e por terra. 0 que me marcou nmutto
foi a aizrade, garoce quo a gentle ja se conhecia, tanto '
da part das trabalhadoraa como da assessoria."
(...) "Achai positive a coragen do cada una das companheiras,
que osta agindo en suns conunidadesf de form combative ,
enfrentando nuita luta."
(...) "Eu ainda nao tinha participodo d.e un Encontro ao de mu -
Iheres, acho inportante fazer un Encontro a nivel de Esta
do porque eu s6 participGi do rounioes con mulhGros no '
neu sitio".
(...) "Eu gostei da realizagn'o deste encontro, poucas pessons ,
aos gostei da mnaoira con quo cada unm so aproasntou, do'
modo'.como foran divididos os grupos, G a oportunidode d.e'
falar das experiincias".
(...) "A gentle viu aqui equal a torefa nosmo quo c procido ron -
lizar, sainos daqui con um conpromisso de passar tud.o 1s
outras companheiras., para que possamos viver nun todo, on
un tod.o assign: do lutor por ossa libertagoo quo tanto a
gente- fala, assunir a luta porquc sonos nos aGsnas quc to
mos de 6nfrentor juntas son ficarmos divididas".
(...) "Conseguinos realizar este Encontro, porposta que ja exis
tia olgun tempo, juntanos os nossos trabalhos de vamrios '
Estados e vinos quo todas estn'o quorondo un trabalho nnis
aperfoiQoado e seguijo un camrnho conun cono por exanplo
a sindicalizag&o da mulher, ras a gents precise aprender'
a trabalhar mais os pontos fundamnntais de un Encontro".





/26/

(...) "Aprendi nuita coisa neste Encontro, por exemplo eu ouvia
falar na CUT, Ias eu nao sabia, cstou alegre de poder lc-
var estas coisas as ninhas companheiras Nos mulherca '
do nundo precisanos lcvantar a bandGira do sindicato G a
political conquistar, todas as mulheres do canpo e da cida
de. Vanos lutar con coragen que a Vitoria Ja Vent".






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/34/

A N E C / 5 / ABERTURA DO 12 ENCONTRO DE MULHERES TRABA-
EHADORAS DO NE.


FA LA Q E S:


1 MARI DA PENHA NASCIMENTO Paraiba

Gostei de todas estarem aqui con tantas dificuldades, cani -
nhando con tantas dificuldades, as vezes ate cor fome. Mas
e isso al, pra queen quer lutar pra nudar a sociedade. Se a
gentle ta' em casa so pensando, so pensando, nao vanos ani -
nhar. Isso pra nos uima satisfag'o, de receber aqui na Para
iba, todas as conpanheiras G saber tanbin que muitq gent '
nos ouviu por tGlefone e outras que n6n receberan conunica -
gao e esta'o aqui. Ja eostamos tgo acostunadas con as conpanha
ras, con a luta quo jja basta quAlquer conunicado pra gente '
vir participar de un Encontro.
Esse encontro nascou do una discussao da gentG no Encontro '
Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais que nos organize -
mos en Sao Paulo, en abril deste ano. Sentinos a necessidada
de organizer Gste Encontro aqui no Nordeste. 0 Nordeste G '
una regiao onde esta' se passando por naior nisdria. Acho que
tonaram tudo da gente. Nfo tenos mais alimnntaga'o, a gene
nao tafoznais sa'de non educagao. A gentle so ten a vida: e as-
sin nesmo estanos mortos so falta agora enterrar.
No Encontro Nacional as companheiras do Nordeste discutiram'
bastante sobre esta situag'o e decidinos organizer eate En -
contro. Por isso estanos aqui con o objetivo de so conhecer'
a de lever conjuntanente nossa luta 6 frente. Temos aqui pre
sent outras companheiras que participaran do Encontao Nacio
nal: as companheiras Vanete do Pe. e Alice do Rio Grande do
Sul.
Esta' present tanmbn a corpanheira Elizabeth Teixeira, espo-
sa de Joao Pedro Teixeira, assassinado en 1962, lider da Li-
ga Camponesa; conpanheira de luta inportante na ParaQba, que
ven dar seu recado na abertura desse Encontro.





/35/


2 ELIZABETH TEIXEIRA:

i um prazer conpanheiras, star aqui junto a todas voces da'
Paraiba, Pernanbuco, do Maranhao, do Ceara, de outro qualquer
Estado, queremos saber que somos brasileiras, quo sonos nor -
destinas ou sulistas, estamos numa luta unidas para conquis-
tar a Reforma Agraria. Sabemos companheiras quo em nosso Pnao
enquanto n'o for conquistada a Roforma Agraria, atraves da lu
ta dos companheiros a companheiras canponeses, a situagao de
nis6ria continue. Cada dia mais families do campo, as crian -
gas norrendo de fone, sen sadde, s6m alimentag~o e sen Gduca-
gao. 0 honem da poriferia na nesma niseria, porquoe 6le ven do
canpo e na cidade ja' encontra o desenprego. Chegando do canpo
na periferia da cidadc, E una tristeza; 6le vai ficando cada'
dia aais marginalizado, sOus filhos con fone, sen nnraumn con
digao e, NdS MULHERES e os companheiros nos organizer; contra
a situagao que ten dentro de nosso Pais. Porque so assign con-
tinuar, companheiras... a situa-gfo do Nordeste, 4 do miseria,
o do foms, o' a nais dificil possivol, sabemos quo o salario
do hosen do canpo 4 una miseria e qugndo ele.encontra. aquale'
dia pra ganhar de 30 cruzadoa, 50 cruzados... e como pode es-
so homnm sobreviver ? Ele sobrevive ? Ou esta' sa em cina da '
terra vegetando ? una tristeza Chegar no canpo e ver as '
families canponesas, nossos irm~os e nossas irna con tainta
foen, tanta miseria E dificil tanbon conpanheiras chegar na
peiferia da cidade, como eu fui ha' duas senanas atr4s, 300 '
fanilias nuna periferia aqui de Joao Pessoa !
Companheiras, 4 trist6e 0 casebrinho ten quE se entrar desn-
tro acocorada Coberto de palha e en volta tapado de palha ,
dentro da lama e aqueles honens a mulheres que ali estgo, ven
do campo, despejados do canpo E una niseria, onde eu vi una
criancinha con 1 ano e 6 nesea, tava nortinho ( A nMe acocor
da dentro daquela lana, e outra senl.ora vizinha da barraqui -
nha encostada, tanbe' acocorada olhando a crianga, 6 all eu '
iniciei a falar con aquele povo, e aquoles honens G nulheres'
que estavan ali no dia, dizian: "Eu sou de Sape !", "Eu sou '
de Itabaiana'!, "Eu sou daquela regiao, eu lenbro das lutas de
1958 a 1962".. Depots da visit no dia seguinte fiqui doonto.








/36/
Sauna infelicidade o que eu vi na periferia do Jardin Samari
tamo em Joao Pessoa; isso e por todo Pais. Sabenos que o au-
mento do prego diarianente, e a rGdugao do salario. Sabe -
nos tanben quo os lucros do nosso Pais estao nas naOs de una'
ninoria? estao doninando tudo. Sabenos tanbrn quo a Oara quc'
nos temos O lutar, enfrentar a luta con corpo e alma, confi-
ando mn Deus primeiranente pa.ra que.possanos um dia dizer quc
sainos desta miseria en que vivemos. Eu acredito que 6U ate
va morrer 6 nao ver a vitoria das companheiras o dos compa. -
nheiros do nosso Pais, porque eu ainda vejo tao dif6icil,
principalmente no campo. Sao pouquissimas liderangas que tem'
no canpo. Porque temos quo falar pare o honnm e a mulher do '
canpo a verdade: nos nao podemos dizer que o president Sar -
ney vai fazer a reforna agraria. Ha' poucos dias un jornalis -
Sta perguntou pra' mni isso "NIo acredito que president vai fa
zer reform agra'ria, onde ele e un dos latifundia'rios do nos-
so Pais. Quqntos dos pianos de reform agraria ten so na prao
paganda."
Na realidade o que nos tanos precisando 6 de una Reiorna Agra
ria que vai melhorar a situaggo de emprego e que o homn do '
campo que trabalha aa terra sendo dono desta terra con assis-
tencia necessaria para quo ele possa produzir na terra pra '
nanter sua fanilia e a nagafo. 9 o honen da terra quo trabalha
' ele que nanda de tudo para a cidade, para os supermercados;
e este home hoje esta onde ? Na periferia da cidade, sen ter
ra; e quando esta' no campo e como assalariado, so ten direito
detrabalhar na cana do patrao, principalnente- aqui no Nordes
te. Nao 6 possfvel conpanheiras, nos tenos que enfrentar a du
reza, dependendo da regi'o de cada uea das companheiras; nao'
podenos ficar en casa vendo nossos filhos con fome, analfabe-
tos e sen saude, sen noradia. Nunca houve umn victoria sen lu-
ta, todas as vit6rias ten que ser con luta, principalnente a
Reforna Agra'ria ten que ser con luta, con.nuita garra, quo d'
dos companheiros e quae das companheiras.






/37/
Temos regioes que os Sindicatos estao fortes, s'o autentmcos,
nas tamnbn tenos regioes, nesno aqui na Paraiba que os sindi-
catos sgo pelegos. As pessoas que esta liderando o sindicato,
ele nao quer nada. o que acontece ? 0 honem, as mulheres do '
canpo fican la sme tor una lideranca, ate con nedo do ftilar
1 preciso se ver isso, 6 so tomar a frentG, se colocar gents'
nos sindicatos que tenha vontade de trabalhar, que seja gente
que ta' no canpo, entrar en contato con o home do canpo e a
mulher do campo e falar a verdade,nao esperar nen de Partodo'
nen de governor, que a reforna agra'ria ven e con a luta do po-
vo. E aqui conpanheiras, a ninha solidariedade a todas as con
panheiras quo esta'o na luta reverencio a nenmria de todas as'
companheiras o companheiros quo tonbaran a sua luta que era '
pela liberdade e justiga



3 VANETE ALMEIDA Pernambuco
Esss Encontro e um acontecinento nuito inportante para nos.
Sa prineira vez que as mulhores trabalhadoras rurais do Nor-
deste so encontran. Aqui nessa sala a gentle ten representagao da
Paraiba, R.G. do Norto a Pernanbuco, do Bahia G de varios outros
Estados.
Eu quero lenbrar a nin e as companheiras de cono e inportante as
sa reuniao. De quoe muito diflcil a gentle so encontrar
con conpanheiras de tao distant. A proposta deste encontro saiu
do Encontro a nivel national que a gente participou em Sao Paulo
e a partir dai a gents ficou batalhando pra' realizar esse oncon-
tro e nos vinos que ele nao podia ser an de dois dias porque as'
companheiras vindo de tgo long, a gente levantar as questoes o
nao dar tempo de aprofundar diicava ruin; por isso a gente pensog
que a abertura seria hojo, teria dois dias completos c no dia 07
a gents terminaria con o alnogo. Entao Gu espero qus esse encon-
tro seja o inicio das trabalhadoras rurais se organizaren no Nor
deste, 6 queen ja esta mais organizada ajude aquelas que non come
aran ainda. Ten nuitos Estados que ja' ten um trabalho con nulhe
res G ten nuitos quo ainda nen iniciou e a proposta esta, a '
gente juntas aqui.no Nordeste a queen tivsr mais na front ajuda'






/38/
quetr ta comegando.

4 ALICE FALCXO (Rio Grando do Sul)

Foi aqui no Nordeste que qa nulheres do Sul tiveran ura gran
de inspiraggo pra comegarom a so organizer e gostaria do di-
ser pra voces que da Paraiba nesno a Margarida a figura quo'
conseguiu despertar as nulheres do Rio Grande do Sul e tan -
bGn a Penha quindo 6stev la'. Eu acho que a Margarida d o'
sinbolo da nossa luta e da nossa organizagao nos Estados do
Sul e acho que tanbin podmnos dizer a nesna coisa a nivel de
Brasil. Foi no ano passado dia 12 de Agosto que fora- feitos
va'rios Encontros no Rio Grande do Sul 6 Santa Catarina pra' '
lenbrar o assassinate e o dia da norte de Margarida. Pra' n6a
ela ten un sifnificado profundo G do nuita osperanga de que '
as mulheres possan participar cada vez mais na luta do povo.
Eu gostaria agora de colocar pra' voces un pouquinho de cono'
6 a vida no Sul do Pais, e como G que estamos participando '
dentro disso. Quqndo vinha vindo pra' ca', olhava os grades
canaviois que voces ten aqui nesta regio'o. La' naDo a cana,~
a soja. Voces nao come a cana aqui. Nos la' tanbdn nao cone-
mos a soja e no entanto 6 terra, trra, terr a perder de vis
ta con este tipo do plantangco. Nos la' estanos caninhando pr'
chegar no quo voices estgo hoje aqui, onde a pesa. e dona do '
grades extensoes de terra ou o povo nao ten nada. La no Sul'
do pais ainda existed o pequeno proprietario quo ten o seu pe-
dago de terra e ali plant mandioca, o fGijai, a batatinha, '
etc pra' si e pra' sua fanmlia e plant tamnbc' pro' aliMGntnr'
o povo da cidads. A political do govsrno esta' muito clarm en
relagao a isso, e.pro' acabar con os pequenos produtores quo '
existen no Brasil.
No Sul a luta pela Reformn Agrarria comegou no ano de 1980 '
mais organizada porque, ate entao, nos anos de 77 o pessoal '
quO tava nas reserves indigenas e que foran expulsos das re -
servas a comegaram ent~o a exigir do govcrno outro pcdago dc
terra, mas a partir de 1980 c-on a encruzilhada natalina, una.'
luta que ficou conhecida no Brasil inteiro. 600 fanilias acan
T"''






/39/
acamparan na beira da estrada all comegaran a se organizer '
pra reivindicar terra, exigir a terra do governor atraves do
Estatuto da Terra que garante isso. A partir daf mM vnriosa.
Estados do.Sul o possoal ja conowouTa.ficar na terra, a ba -
ter o pd..."nos querenos terra, terra no Rio Grande do Sul ,
chega de nos ir pro norte...", porque nos anos 70 foi feito'
a Transanazonica, foi muito pessoal do sul iludido con os '
projetos do governor, que dizia quG o pGssoal no Norte nOo -
trabalhava, que era vadio e preguigoso e que os sulistas sin,
esses trabalhan, quo tinham qus ir para o Norte- que c era '
terra que produzia,(alguen diz... que foi para o norte con '
essay cabega de enriquecer).
Nos anos 80 o pessoal conegou a ver quo o Norte nao cra solu
96o, que tinhan muito sen terra, que precisavw se organizer'
pra conquistar a terra aqui, que nao era nos sair do sul '
pra solucionar o problena. Entao, o pessoal conegou a se or-
ganizar nos Estados do Sul e exigir terra la' que ten terra a
vontade. Ten terra pra nos viver e sobra ainda terra! pra nui
tas outras families. Entao nos anos 80 conegou a organizagao
dos Sen Terra a crescer mis e mais e a se expandir e a s- '
organizer en outros Estados do Brasil. Os pequenos propriety
rios, mais de 100 nil pequenos proprietarios que est'o sunin
do no sul porque o prego do produto nao vale nada. 0 juro do
banco cada vez. ais alto. 0 pequeno proprietario que vai '
no banco tira o dinheirinho pra' poder conprar o adubo, a se-
nente, nro consegue pagar o banco e t4 perdendo a terra.
A Fazenda Anoni que 4 uma luta talvez conhecida de voces, la
sao duas nil fanmlias acampadas hi quase dois anos. Eles exi
gem un pedago de terra e at4 agora nao foran assentadas nan
duzentoas fanalias. Enquanto isso nun so nunicipio ten nais'
de duas nil propriedades sendo colocadas el leilao porquc.os
pequenos proprietarios nao ten dinheiro pra' p~gar o banco.
Esta'o nM luta j7errivel e medonha ja' norreu nais de 15 pes- '
soas por falta de condicQfo de viver nos acanpanentos, nas ''
barracas, porque o frio e inenso. Ten gentle que norre de .
frio nesmo, Por un lado houve nil fanilias resistindo con '







/40/
todo apoio la do povo exigindo um pedago de terra e por ou-
tro os que ate perdendo a terra. Os pequenos proprietarios'
se deran conta de qus temn qu se organizer tanben. La' havia
muito choque centre os pequenos proprietarios a os SEM TE2RA,
porque os grades colocaran na cabega dos pcquenos proprie -
tarios que a reform agraria era conunismo, que os peQuenos
proprietarios ian perder as terras pros Sen Terra, G os pe-
quenos proprieta'rios inves de se juntar aos Sen Terra prd'
lutar ficaram contra os Sen Terra e pensavan que eran un '
bando de bagunceiros e que eran todos vadbs que ficavam na'
beira da estrada, ao inves de iron trabalhar. Ent'o hojo o(
pequeno proprietario esta se dando conta de que se ole nTo'
se organizer ele vai acabar na beira da estrada, debaixo do
barraco tanben pedindo terra Entao, por isso, a luta ago-
ra dos pequcnos proprietarios do sul do pais pra garantir '
aquele pedago de terra que ele ja' ten.
No dia 05 de mar9o houve un bloquoio dc bancos nos 5 Estados
do Sul: Mato Grosso do Sul, Sao Paulo, Parana, Santa Catari-
na c Rio Grande do Sul que 6 onde ten ainda o pequeno pro -
prietario que ta' mais ou eanos organizado 6 ali ja' deu pra'
ver a situagco terrivel que esta'o passando as pequenas pro-
priedades. Se o governor nafo reduzisse os juros, nao desso '
una moratoria pros agricultores pagaren essa divida que es-
ta'o devendo pros bancos en quatro anos eles ian perder essa
terra pros bancos. 0 governor nao deu nonhun sinnl, nos dias
30 e 31 de margo comegou o bloqueio das estradas; neio nilhac
de pessoas foram pras estradas, pras rodovias, pros princi-
pais entroncamentos da produgao akricola.
Os agricultores hoje esta'o se dando conta de que esta Nova
Republica nao ten nada, non o nne, continue igual a velha
a-e pior, a isso nos estamos aprendendo a quanto mais nos se
organizer inais avangar na nossa luta a repressfo aumenta.
En vez de dininiur ta' aunentando cada veG nais. Nunca os a -
gricultores no Sul do pals tinhan visto o Exdrcito. Urutu
caninhao de guerra... e agora cmn a Nova Repiblica tanos co-
nhecendo... 0 Exercito en peso pra' cina do agricultor, no






/41/
bloqueio das estradas. E pra nos tamben foi una grande tris
teza de perder tres companheiros nessa luta. Una companhei-
ra, a Roseli, da Fazenda Anoni que foi a prineira. Ela dGu'
a luz ao prineiro bebe que nasceu na Faaenda Anoni 72 horas
depois da ocupagao da fazenda. Ela disse: "eu nao you esco-
lher o nome, que vai escolher o aome vai sGr o povo do acn:I
pamento". E o povo escolhsu: MARCO ITIARAZJU, Marco porque'
a ocupagao da Fazenda Anoni era um pass na conquista da Re
forna Agraria e Itiarazju, porque o primeiro indio que dou'
o grito contra os espanhcaB e os portugueses se chamava '
SAP~ ITIARAZJU, 6le dizia que assa terra do Brasil tinha do
no e que essa terra era dos indios, entao o nome do filho '
de Roseli e: Marco Itiarazju... A Roseli era una das tentas
mulheres que participaram do bloquerio das estradas, is 7,30
hs da nanha, quqndo o pessoal tava chegando pr' faz.r o
bloqueio, um caminhao em disparada avangou contra o povo G
so nao natou mais de cen agricultores porque tinahan tres
tratores parades, na velocidade em que o caminhq'o vinha a-
norteceu com os tres tratorea. Espatifou os tries tratorss,
as tries norreram na hora, ficou nais de 10 pessoas feridas
no local.
A luta do pequeno proprietario no Rio Grande do Sul td cada
vez mais acumulando luta pros Sme Terra, porque os Sen Ter-
ra tamben senten que nao basta so conquistar un pedago de '
terra e que tenha un prego que garanta a ele depois pra' so-
breviver. Precisa de credito para que ele possa produzir, '
precise quG os jurors do banco sejan un juro que de pra' elc'
pagar, soGno els vai ocabar perdendo a terra tamnbmn;
Bon, dentro dessa luta deu pr' sentir a grande participagro
das mulheres, de 83 pra no Rio Grande do Sul e no Sul do
Pais. As mulheres conegaram a sentir que so elas ficarem '
dentro de casa, trabalhar na roga e ficaren en rods da pa-
nela daqui a pouco tavn el a o narido la, trabalhando nas
fabricas; de que era preciso.tlas participar da litta, na con
quista da terra, e pra sobreviver tanbOn no pedaco que ti -
nhbn. Enta o essa necessidade por un lado, e por outro lado







/42/
as mulheres tomando consciencia de que sao gente cada vz '
mais. Foi con a morte de Margarida justanente, que conmgou'
a dar ide'ia pra's mulher, mais una mulher por dentro do sin-
dicato; porque ate' entgo as mulheres nao eram sindicaliza -
das. Entao isso conmgo a dosportar nns mulhcros a conscicn-
cia de que elas precisan participar dos sindicaaas, das lu-
tas do povo trabalhador a chegar ate' a direcgo do sindicato
6 de outras ferranentas de luta da classes trabalhadora. En-
tao de 83 pra ca' as mulheres comngan a participar cada vea'
mais, a so organizer formando grupos nas comunidados, conis
sao municipal e comissao regional ate chegar a uma coordena
cgo estadual. Mas tambom nos vimos que na hora de resistir'
contra a policia era a mulherada la' na frante; Na hora de
ocupar a terra era as mulheres que ia na frente, so que de-
pois quo passam aqueles moments nais fortes da luta as mu-
lheres voltam pra' tras de novo e ficam os honens se reunin-
do, discutindo vomo fazer e tal. Hoje nos tanos sentindo '
que precisamos qualificar a participaa'o das mulheres; nos'
precisamos star nas direoges dos sindicatos; estar. na di
recgo do Movinentos dos Sen Terra. Nds precisamos entendoer'
cono e que a burguesia s tao pouco, cono que elas organi-
zados eonseguen nanter 6xplorados milhoes de trabalhadores'
do pals. Entao, isso ai comegou agora con a organizagao das
mulheres, a pensar que precisan nao so participar na luta '
cono nds precisamos nos organizer em cada municipio en cada
comunidade, e de que nos precisamos estudar, nao en faculda
de mas sstudar esse geito de cono 4' que funciona a socieda-
de,, cono 4 que una classes to p6quena da burgusia nantein
explorada toda a classes trabalhadora ? E isso nos coneganos
a perceber de quo a divisc'o nossa nao-. 4 so de Partido Poll-
co, quo a divisao e una so na sociadade. f a burguesia de '
un lado e os trabalhadores pra' outro. 0 quo 4 qua aconteceu
ate hoje ? ebs tudo na hora da discussion do poder politico'
qua pass pelo Partido Politico, n6s se dividinos en tudo
que 4 Partido, nos clegenos so os burgueses; nos na oleigoo
da Constituinte nao elegenos nonhum trabalhador rural; de
- "" t





/43/
559 constituintes nenhun 6 trabalhador rural; entao vejan '
aonde nos andanos, en qua pa esta ainda a consciencia nossa.
por mais que nos ainda ja tens avangado na nossa luta ?
Ja' conmea'nos a entender que sonos explorados e entao cone-
ganos a ver que os ininigos sao es nesnos n' ? G comneanos'
a perceber de que a diforenla nao esta' mn nos trabalhadoras
n6o entree os nordestinos "preguigocos" o o sulista "traba -
lhador",c de nos todos trabalhamos. nos tidos danos duro '
proa viver, agora isso interessa pra' burguesia colocar, pra"'
have una rivalidadG entire o pessoal do Norte o pe.s.soal '
do Sul. Isso interessa a burguesia, nao interessa a nos tra
balhador por isso hoje nos tanos nuito interessadas on cada
vez nais unificar nossa luta e conhecer e integrar a nossa'
lute pra' pod.er nos un dia construir essa sociedade socia -
lista, seja o none que for que nos querenos. Esse trabalho'
d.e formaqao qua hojs as mulheres Jl no Sul tfo pensanddi qu
o pass qua ten qua ser dado: de qua nos tenos qua clarear'
nossas iddias; do mulher qua precisa de ter a clareza do '
luta, de quae una luta de classes, a una lute do povo traba
lhador contra ossa burguesia political qua explore; de qua '
essa consciencia de classes a ssa consciencia political ten'
qua avangar nais porque o enfrentanento qua hoje nos esta -
nos vivendo e cada vez maior e nos aI tanos preparados.
A explorago no Sul 4 difarente da exploragao que acontece'
con vocss aqui; aqui a na base do pistoleiro e la' 4 con -
prando as pessoas ou entro "natando a n~ngua". anatando o
pequeno proprieta'rio atrava's do juro do banco; do prego do'
produto. A nossa organizaga-o precisa avangar nais a so uni-
ficar no Brasil.inteiro pra ficar e snfrentar as UDRs dae vi
da, a burguesia. So a nossa organizaa9o e qua vei mudar a
a sociedade; 4 so a nos trabalhadores qua interessa nudar ,
pr' burguesia o Bradil vai nuito ben, obrigada os que'
tanto passamos fone e nao adianta so rezar, vinos qua so dce
joelho no resolve a situango, qua a riqueza noo cai do ceu
nao sai da terra por enquanto, a riqueza acontece porque '
nos trabalhanos; quen produz a riqueza no Brasil c o povo '





/44/


que trabalha, s6 qge na hora de repartir essa riqueza nds fi-
camos s6 con o farelinho, quem come o bolo 6 a burguesia. 0
trabalhador ten qus ver qye sozinho nx'o adianta, preciao
ter una organizageo que saiba qual g o runo que vai, sao es '
trabalhaadores qus ten que se organizarrn. A importancia, do '
Encontro de vocss aqui a cada una levar de volta e organizer'
milhares a mIlhares de mulheres. Voc*s que ten que se organic
zar. i a mulher opera'ria, a agricultora que ten que levar es-
so lute, que deve ir a fra.te anfrentar as lutas, a organiza-
g9o da classes trabalhadora vai defender nuito de cada una de
voces qe esta'o aqui hoje.








/45/


A N XK 0 / 6 / Contribuig9es do RN, Al. e SE.


Subsidios para o relat6rio:


I SERVIgC DE ASSISTPNCIA RURAL SAR
PROGRAM DE EDUCAQKO POLTICA
PRAQA PIO X 335 CENTRO NATAL/RN


01 No Rio Grande do Norte, o trabalho de apoio e organiza-
9ao da Mulher Rural, vei se dando atr3av's do SAR nas
areas de atuagao. Cono form de estimulnr e dar condi -
Goes Oara a formaago 6 organizageo de grupos de mulhe -
res trabalhadoras rurais.

02 -0 B JET I V 0 :

Fazer corn que a mulher tome consciencia do seu papel'
na sociedade enquanto Mulher e Trabalhadora.

03 ORGANIZA.Q'0 DAS MULHERES TRABALHADORAS RURAIS:

Considerando a questao da muller trabalhadorm rural co-
no factor deterninante no reforgo a luta dos trabalhado-
res rurais como un todo;
Considerando ainda que este reforgo s6 seria possveal '
mediante a comprlensa'o da questfo da nulkir por ela
propria; e acreditando que este despertar ja' cornea a -
contecer, qme o SAR foi levado a considerar o tra-
balho corn ulheres a fin de poder responder as porpecti
vas acima relacionadas.
0 trabalho con mulheres,- desenvolveu-se a partir de
dois eixos:

a) DA QUESTNO CULTURAL: Dando enfase 9 dominagao, sub -
nissao e exploraco da mulher, no decorrer da histo-
ria;








/46/
b) DA QUESTNO ECONOMICA: Descobrir formas concretas das
mulheres conquistaren neios de reforgo a sobreviven-
cia.
Estes dois eixos foram trabalhadoa simultaneanent ; a
o trabalho se desenvolveu dentro da area de atuaaao'
do SAR atigindo 06 grupos: Pureza, Rio do Fogo, Sao'
Rafael, Touros (geral e Cajueiros) a Sao Bento do
Norte.
Alsn dos acompanhanentos feitos a estes grupos, foi'
iniciado un trabalho de notivaggo, em Taipu e na co-
munidade de Reduto (Touros).
04 DIFICULDADES ENCCNTRADAS:

Discriminagao (Marido/Sociedade)
Subnissao (inpos a)
Excesso de trabalho acumulado (Jornada Dupla).
05 MATERIAL UTILIZADO:
Subsidios, Slides, Cartazes, Canticos, Discussoes,
Reunioes e Encontros.
06 COMO TEM SIDO A PARTICIPAQOC NO SINDICATO:

Algumas filiagoes a participagao embrionaria.
07 CONQUISTAS:
Fornagao de pequenos grupos;
Experiincias con hortas comunitarias;
Experiincias com confecgoes de redes a labirinto;
Participagao nas lutas pela posse da terra: CTajueiro
-Lagoa do Sal, Geral e Sao Rafael;
Luta por a'gua Pureza Garavelo.
08 ORGANIZAQfO DO TIRBALHO:

No Estado existed os Conselhos: Estadual e Municipal
e 01 Federagao.
Grupos de Mulheres: Con iniciativa das mulherea
Clubs de lMes: Corn iniciativa do Estado







/47/


OUTRAS EXPERIENCIAS COM MULHERES:

Pernanbuco: Atravis de Encontros
Paraiba: Atrave's de Encontros
Ceara Informativos
Caico: Mulher Scrtao Program de radio

09 ASSESSORIA :

Gontribui con orientagao tecnica e political,
elaborao5o de subsidies e apoio geral aos grupos.
10 REQURSOS: Convgnios caixinhas pronogSes de fiestas -
vendas de trabalhos artezannis.
11 APOIO:
Igreja Sindicato Espago para associarem-se
estinulo quqnto organizaao
apoio nas reunioes e encontros
Igreja SAR/Par6oquias
A sessoria
Financeiro Projetos

S.X.X.X.XO *X.X.X.X*XX.X.X.XXX.XX*. X.X X X *XoX.-*

II RESULTADO DA ORGANIZAQgO.DAS M LHERES TLRAALHADOIRS DE
ALAGOAS.

1 Troca de experiincia Resuno do Historia do traba-
Iho con mulheres no Estado:
a) Quando e cono comngou ?
Maio de 1985. As froiras conemaran conversando
para fazer un grupinho de mulheres dentro do '
sindicato.
b) Objetivos que buscon alcangar ?
Sober qugis os direitos dos lmulheres e, dentro
dos direitos, participor dos lutas.
c) Maiores dificuldades encontradas ?
Falta de tenpo para participar dos reuni~os e'
encontros, os naridos nao dcixon as nulhcrcs '








48/
participarcn das rouniocs, dist.ncia, n,3o ton con qucn
dcixar os filhos ncnorcs, narido docnte, a nulhcr fice
so nn roga.
d) Material utilizado ?
CartazGs, cantos a poesias fGitas pclas nulheres.
e) Cono ton sido p participac:'o das mulhores no sindicato?
Pra co.
f) Conquistos conseguidas ?
Mais prego para o feijoo, neranda Gsdblar, farda grotis
para queen nao pode conprar, apostila de renmdios casei-
ros.

ORGANIZAQEO DO TiABlALHO:

a) Ten trobalho de nulhares no seu Estado ? Cono Gst or-
ganizado ?
Sin. Con rounioes nmnsais.
b) 0 quo vocek conhece do trabalho de nulheres an outras
droas (municp oIs, sindicatos, conunidades, etc.).
En Delniro Gouveia, nunicipio vizinho, funcionn do nes
no modo que Inhap.
c) Existed assessoria e cono ten contribuido ?
As freiras e una costureira, quo ten ajudado nuito.
d) Contan cono apoio de Igreja, sindicato, conunidade ou
outras organizagoes ?
Igreja, sindicato, algunas conunidades e Mov.Sen Terra.
e) Como se organizan financeiranente ?
Ainda nao existed nada.

POSSSIBILI)ADE DE ELABCRAR UM PL"NC DE TRABALHO
CCONJUNTO ?
Vale a penr fazcr un plano de trabalho conjunto,
Foran escolhidas para ir ao Encontro do Nordeste:
Maria de Lourdes Soares delegada sindical
Josefa Maria Filha suplente do diretoria do STR de
Inha pi.







III EXPERTENCI DO SERGIPE /49/


1 Troca de experiencia r6sumo do historic do trabalho con
nulheres no Estado:

a) Qunndo e cono conegou ?
En fevereiro de /1986, or ocasi5o da ocupag o de 2
FPzendas na regi-0 '
b) Objetivos que buscan alcangar ?
Participagqo ativa da nulher, no luta de classes, con-
tra o capitaliamo.
c) Maiores dificuldades encontradas ?
Falta de conpreensao dos conpanheiros e naridos, fal-
to de boa vontade das conpanheiras nulheres, falta de
finheiro, na'o ter con quen deixar os filhos pequenos,
falta do nateiral, falta do tenpo, etc.
d) Materal utilizado ?
Cartazes, Jornal Sei Terra, relatorio dealguna encon-
tros de nulheres trabalhadors rura-is, bandcira de lu
to, aprovada no 19 Encontro da M-ulher Trabalhadora '
Rural, realizado en Sgo Paulo.

e) Couo ten sido a participagao das mulheres no sindica-
to ? Fraca.
f) Conquistas conseguidas ?
Tirar a nulher de casa, e participar das reunites.
2 ORGANIZ.AgEO DO TRABALHO:

a) H5 trabalho de nulheres no scu Estado ? Cono esta '
organizado ?
Na'o tenos conhecinento so ha outras mulheres trobnilh
doras no Estado se organizando.
b) 0 quo conhece do trabalho de nulheres en outras 'roas
(nunicipios, sindicatos, conunidanes, etc.)
Nao existe nada.
c) Existed assessoria e cono ten contribuido ?
Nao existed assessoria,
d) Contan con apoio de ICrejan sindic.tos, conunidades,






ou outres organizaoes. ?/
Movinento Sen Terra do Estado, no nunicipio de N. S. Gloria.
e) Cono se organizan financeiranente ?
NKo tenos nada.

3 Possibilidade de elaborar un plano de trabalho conjunto:
& interessante se fazer est- trabalho, tanto vai ajudar
a quen esta' Conegando, cono fortalecer a organizago '
das nulherest


Conpanheiras delegadas para o Encontro do Nordeste:
Iolanda Ribeiro Aragao coordenadora e do Conselho fis
cal do STR de Gloria.
Maria Elena dos Santos coordenaggo da articulaggo das
mulheres.
Maria do Carmo dos Santos participate da articulagco.









PARTICIPAAO DAS MULHERES NOS SINDICATOS DE TRABALHADORES RURAIS:

passes para a sindicalizaCio da mulher.
( MOVIMENTO DE MULHERES TRABALHADORAS DO BREJO PARAIBANO ).

Quando as mulheres trabalhadoras do campo comegam a se descobrir e
a se valorizar como mulheres e como trabalhadoras, passam a ter um maior in
teresse na participagao aos sindicatos dos Trabalhadores Rurais.
Porem, muitas mulheres nao sao sindicalizadas, per isso o Movi.men-
to das Mulheres Trabalhadoras do Brejo Paraibano levantou a questao em suas'
reunites, que motivou as agricultoras a se apresentarem nos sindicatos para
se associarem.
Nos sindicatos mais combativos elas nio encontram grandes proble-
mas, porem aqueles Sindicalistas que percebem a agio combative das mulheres'
e nao estao dispostos a mudangas, principalmente os pelegos, nao aceitam a
sindicalizaqio da mulher alegando que a lei nio permit ", que a mulher e
" dependent do marido ", que nio hi necessTdldeei associar porq ue-ti-tem
os ben'efTcios garantidos, que a mulher nao e trabalhadora rural. E por aT a
fora vio as desculpas para afastar as mulheres do seu orgao de classes. Os pe
legos chegam ao absurdo de caracterizar a campanha de sindicalizagao como um
conflito entire home e mulher, fazendo propaganda rue se os maridos deixam '
as'mulheres entrar nos sindicatos estio arriscando a por um fim no casamento
Nesses casso procuramos a alianga dos homes mais conscientes para descarac-
terizar o conflito home x mulher, e afirmar que o objetivo do movimento e
fortalecer a luta dos trabalhadores, e ativar os sindicatos, e estar junto
cor os companheiros...
Em nossa regiao ( Brejo da ParaTba ) j5 encontramos dificuldades '
em pelo menos quatro sindicatos, mas as mulheres nao desistiram: ficaram ate
seis meses insistindo com reunites, documents e idas a capital, ate conse-
guirem o direito a sindicalizagCo.
Diante dos problems, conseguimos uma pritica e adquirimos uma ex
periencia. A seguir relatamos alguns passes que achamos importantes para a
conquista de espagos dentro dos sindicatos e da participacao efetiva das
mulheres:

1 Promover uma discussao corn os grupos de mulheres. Utilizar
dois recursos para que as pessoas se sintam documentadas e se-
guras: resolucoes do IV Congresso dos Trabalhadores Rurais de
1985, e o Estatuto Sindical.

2 Quando as mulheres estiverem munidas de informagces, seguras e
dispostas devem levar a proposta de sindicalizag C em uma
assemblgi'a ordiniria do sindicato. Neste moment estaramos tes
tando a aprovagio ou nio associados e da diretoria, que na sua
grande maioria sao homes.

Uma vez que a proposta foi aceita, continuar colocando as vanta
gens de participagao das mulheres nos sindicatos, para se conseguir uma par-
ticipaqgo mais oficializada dentro do S T R, neste sentido deve-se envol
ver mais a diretoria e os socios, nas assembleias, nas delegacias sindicais
e nas comunidades rurais.
Se a associago for negada is mulheres, pela diretoria, tentar uma
votacao por aclamagao para assegurar a confirmagao dos associados. Importan-
te nessa ocasiao ter em maos o document com as conclusoes do IV Congresso '
de Trabalhadores Rurais (1985) e citar os artigos que dizem respeito a sindi
calizacao da mulher.









Lembrar de registrar a assembleia em ata e ficar cor uma copia: mais
tarde essa ata poderi servir como um bom document.
Sabemos que, para a mulher se associar no sindicato nao precisaria
lancar mao de discussao em assembleia e muito menos votaqgo. Porim achamos um
recurso bor, porque na media em que se da o debate estaremos desarmando o jo-
go do pelego, os companheiros homes ficarao mais cientes do que se trata e
teremos a aprovacao dos associados. Se a diretoria continuar a negar o pedido
das mulheres, teremos que dar um pass adiante, recorrer as instancias adminis
trativas e legais do sindicato, (veremos a seguir):

3 Formar pequenos grupos de mulheres e se apresentarem a um membro
da diretoria cor um pedido por escrito.

Levar o pedido em duas copias, dar para a pessoa da diretoria ler e
assinar em baixo. Se este exigir por escrito uma explicagao do porque da recu-
sa.
No caso desse director se recusar a dar explicacao, colocar no momen-
to as assinaturas das companheiras que estiverem presents como testemunhas.
0 document deve ser guardado e se juntar com os das outras compan-
heiras. Esse document 6 important no caso de haver necessidade de provar a
recusa da diretoria do sindicato.

4 Preparar uma folha escrita contando os fatos e levar i imprensa,
radio, distribuir c6pias para os grupos e orgao que se interes-
sam pela a questko da mulher, divulgar os fatos, pedir apoio e
solidariedade.

5 Preparar documents para serem levados a Delegacia Regional do
Trabalho como:
Descrever os fatos e pedir uma solucao do Delegado Regional do Tra
balho, anexar.
Declaracao de associado afirmando que as mulheres sao trabalhado-
ras rurais.
Xerox da ata da assembleia do STR.
Xerox dos pedidos individuals, que foram recusados.
Observacao: esses dois Gltimos documents nao sao de fundamental im-
portancia, porem quanto maior a documentacio melhor sera, pois os
pelegos utilizam todos os artificios para justificar suas attitudes.

6 Marcar uma audiencia cor o Delegado Regional do Trabalho e orga-
nizar uma comissao que levara toda documentaqao.
Na media do possivel ir juntamente corn um advogado. E importan-
te que nesta audiencia se pega um prazo par a D R T encaminhar
a solucao.

7 Se dentro do prazo previsto a D R T nao tomar nenhuma providin-'
cia procurar um advogado e entrar cor um mandate de seguranca na
JUSTIQA FEDERAL, anexando toda documentacao necessdria. Alguns '
locais se recusam a aceitar o mandate de seguranca contra o STR
porque alegam que o fato e de competencia do D R T ou da JUSTIQA
FEDERAL.

OBSERVACDES GERAIS QUE PODEM AJUDAR
Apos uma avaliacqo dos caminhos percorridos concluimos que:
0 mandado de seguranga deveri ser o Gltimos recurso, e bem percorrer
e esgotar antes todos os recursos polTticos, os tramites administrativos sindi
cais, que permitem uma maior mobilizaqgo dentro do sindicato e criam opiniao a
respeito.








Esta nos parecer ser uma forma educativa que envolve muitos trabalha-
dores. Mas chegar a vit6ria 6 important, se nao hi outro modo, sendo contra o
pelego, vale a pena recorrer tambem a DRT e a justiqa.
Oservamos, tambim que e muito important a participaiao das mulheres
interresadas em todo o process: Nao se deve dar passes sem que estes sejam
discutidos com elas.
0 papel dos assessores 6 indicar os virios caminhos, dar informagoes
mas somente as mulheres envolvidas escolherao a forma de luta que querem abra-
car.
Queremos finalmente deixar bem claro que esses passes poderao mudar
na media em que os eststutos sindicais serao modificados. Em particular, com
o fortalecimento da AUTONOMIA SINDICAL, o recurso a D R T, devera ser sempre
menso necessario.
Cada caso deve ser estudado e avaliado, conform diferente realida
.des.

RESOLUCOES DO 49 CONGRESS DOS TPABALHADORES RURAIS DE MAIO

1985 A RESPEITO DA PARTICIPACAO SINDICAL DA MULHER:
Tr ENQUADRAMENTO SINDICAL
PAopomos que a mulher integrada no regime de ecomLomia 6aminliaA
(ou seja, que traba-han o qgado da _amnLia ou outra ativuidades
ag,.cola6 junto a sua 6am la) seja e.conhecda como TRABALHADORA
RURAL, eliminando a di&cAiminaao de cnsider-taa como domestic
ou d-pendente( en.tende-se do matido ou do pai).
29 PAPEL DO SINDICATO NA AMPLIAqAO DA PARTICIPACXO SINDICAL DAS
MULHERES CONSIDERANDO:
- QUE a paAticipaaio das mutheAes ainda nmao e suficiente paAa as necessidades
das f tas do Movimento Sindicat;
- que a mulheh vive p/oblemas espelZicos de di6criminnaqao geral como muther,
como tam6bm disciminaao como .tabathadota patiucpante, dire-ta' ou iLndi'te-
tamente, da ptodu..o;
PROPOMOS:
- que os indicators devem encaminhat e coordecnav. progAaymaIo especdlica dirui-
gida a& mutheAes:
a) corn Encont'wb de MuiheAvz Trabathadouas Ruwais;
6) com tteinamento de tideanCas demininas paA. que estas auxiZiem o Sindi-
cato no desenvouvimento da paticiparao indicate dab matheAes;
c) com Levantamento e eneaminhamento dabs eivindicaBs es pecZficas das mu-
theie .
E&sa pawgAamaio ativarAv o grande potenci.t de paAticipaio dab munheiLe
no foatalenmento do Movimento Sindical e nas t&ansfomaomaes sociais do PaTs.
- que .eja estimutada a sandicatizaao da mulher e que a meinsaeidade social da
muthet, que vive em regime de economia 6amiLLaA (az Aorado com suae amilia) ,
Abea, paa de. oAma vincutada a do marido po paiLquando eis ja pagam a mensa-
Ldade sindicaZ, RESPEITANDO A SUA DECISAO VE ASSOCIAqAO SINDICAL e repeltan-
do a sobetania de de.ciso do Sindicato, como previsto pelats eolurouy deste '
49 Congneso.
Ebsa pAopo&ta nao impede que quaquer trabathadoAa page a sua mesa
tidade social de oftma autonoma.

OBS:
Fica claro, portanto, que o Congresso dos Trabalhadores Rurais resol
veu que todas as mulheres casadas ou ainda sob a responsabilidade do pai, que
trabalham na agriculture:
A MULHER TEM TODO DIREITO DE SER SOCIAL DO SINDICATO, mesmo quando o
home 8 associado.
0 Congress consider importantissima a participagao da mulher e quer
que a mulher assume lideranga e responsabilidade no Movimento Sindical.