Relatorio Annual

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Relatorio Annual
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Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste
Publication Date:

Subjects

Spatial Coverage:
Brazil

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University of Florida
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System ID:
AA00016359:00001


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RELATORIO












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SMovimento d Muher Trabhodora Rural do Nordeste Bras
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1^ Movimenio do Mulher Trabaihadora Rural do Nordeste Braisil





INDICE


1. Apresentafgo

2. Trabalhadora Rural, "novo jeito de pensar e agir"

3. Atividades Realizadas

4.. Nossa Participagao

5. Campanha Nacional de Documentagio

6. Eventos

7. Apoio Financeiro

8. Saldos Gerais


9. Anexos

















0











1. APRESENTAgAO








Este e o relat6rio do ano de 1997, onde registramos e divulga-
mos nosso trabalho de organiza dora Rural do Nordeste (MMTR-NE).
Esperamos que ele permit uma maior compreensao das nos-
sas aqoes e intervengoes no campo politico, econ6mico e social.
Tudo que fizemos neste ano fol de fundamental importancla
para todas n6s trabalhadoras rurais do Nordeste do Brasil.
Este relat6-io destina-se as trabalhadoras rurals, aos movimen-
tos socials, aos parceiros, a cooperacAo national e international.


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2. TRABALHADORA RURAL um novo jeito de pensar e agir


Desde a dccada de 80 que n6s trabalhadoras rurais buscamos
nossa participacao e organizagdo, passando por todas as dificuldades e
lutas para ver garantida nossa identidade individual e social.
0 MMTR-NE como ator politico integrado por mulheres traba-
lhadoras rurais passa por todas as consequencias que derivam da nossa
situacgo hist6rica. social e cultural. Apesar de toda nossa partlcipagao
na agriculture, ainda somos vistas como "ajuda na roca" e Isso e tao forte
que vem sendo ponto de discussao para powder conseguirmos sair dessa
posicao que nos colocam fora da product, que reduz nossa capacidade
de trabalhadora na agriculture.
Temos a certeza que conceitos, pensamentos, jeitos de viver
seculares nao se modificam corn 18 anos de organlzaco. Por isso estamos
firmes e conflantes da nossa importancia e das nossas dificuldades neste
novo cenario que ora participamos.
Cada conquista significa avangar para destruir a discrimina-
cao e a desigualdade de valores existentes.
Estamos comprometidas corn a promoqao da democracia, corn
a transformnaco das relacoes de genero, corn a participacao e organiza-
qao da mulher rural a partir da comunidade ate a nivel national e de
Am&rica Latina. Parece simples esses compromissos, mas para no6s que
temos pouca leitura, poucos recursos financeiros e grandes distancias a
enfrentar, eles sao verdadeiramente desaftadores, porcm nossa organiza-
cao a nivel de Nordeste nos fortalece e 6 un dos grandes sustentAculos
para enfrentar esses desaflos.
Estamos conseguindo visualizar as questoes nacionais e regio-
nals. Estamos conseguindo encarA-las corajosamente e conflantemente.
Estamos dando o grande e hist6rico salto que 6 sair do "privado" (minha
casa, minha cozinha, minha roca) e partir para o "ptiblico" (nosso movl-
mento, nossa organlzacao, nosso partido politico, nosso sindicato, nosso
conselho, etc) 6 al que estA nossa contribulcAo como mulher e trabalha-
dora rural que somos.
Estamos lutando por nossa emancipacAo, estamos repensando
as relagoes de genero e a producao conjunta. Como estamos pensando e
agindo diante da invisibilldade de todos os nossos trabalhos e como tornA-
los visivels e reconhecidos para n6s, para nossas famillas e para a socle-
dade.
Estamos dando passes importantes, cada uma no seu local, na
sua realidade diferenciada. Seja se capacitando e reproduzindo essa
capacitaqao, seja participando da campanha de document o que e umrn
grande passo na construcAo da nossa cidadania, seja na luta pela terra.
na preservacao da terra e da agua, ou na luta cotidlana de respelto;
visibilidade, reconhecimento, valorixa;ao e tantas outras para mudar a
situacao de vida e trabalho que nos foi imposta e que tantas vezes nao
nos deixaram opinar e por isso hoje tem tanta dificuldade de nos escu-
tar. Para n6s fica cada vez mais claro nosso papel neste moment que
fala de desenvolvimento e globalizacao e a importancia de nossa influen-
cia em todas as problematicas e disparidades existentes.


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3. ATIVIDADES REALIZADAS


ENCONTROS DA COORDENAQAO

Em 1997 nos reunimos tres vezes comn a finalldade de avaliar e
planejar nossas acoes e temaiticas para o Nordeste, discutir nosso materi-
al didatico e de divulgac&o, analisar o funcionamento instltucional e po-
litico do Movlmento. Esses encontros acontecem um dia antes dos en-
contros ampliados.


3.1 ENCONTROS AMPLIADOS

a) 17 a 19 de abril
Local: Sede do MMTR-NE em Serra Talhada, PE
Tema: Auto-sustentacao / AvaliaAo do 8 de maro / Parceras
Estados Participantes: PE, PI, MA, BA. RN, PB. / (

Resultados
Definico da realizacao da campanha de colaboradoras do
MMTR-NE
Discutir nos Estados a importancia do MMTR-NE, sua situa-
cao financeira e defender a contribuigAo annual para o Movi-
#nento.
Malor compreensao e o assumir das mulheres na tematica
da auto-sustentaCao
Continuar as discusses e pensar em propostas alternate vas
para as despesas instltuclonals.
Ampliar nossas parrcerias nos Estados e no Nordeste.



b) 12 a 14 de setembro
Local: Sede do MMTR-NE em Serra Talhad, PE
Tema: Sustentacao, Auto-sustentacao, Piano Trienal
Estados Participantes: PE, BA, PI. MA, SE, CE, RN, PB. 9

Resultados
Ampliaiao dos conhecimentos sobre a tematica trabalhada.
Inserir outros elements bAsicos como: metas, finalidades.
resultados, saber, conflanga, companheirismo, prazer e de-
saflos.
Definir as acoes a serem t6abalhadas no trienio.
Major entendimento da impossibilidade de funcionamento
da secretaria do MMTR-NE corn uma pessoa.
Maior entendimento sobre cooperacao intemacional e suas
political adotadas.











c) 10 a 12 de dezembro
Local: Sede do MMTR-NE em Serra Talhada, PE
Tema: Avallagao de 1997 e Planejamento 1998.
Estados Participantes: PE, BA. PB, MA. CE, PI. q


Resultados da Avallacao
Este Movimento 6 multo important porque:
Trabalhamos articuladas, corn metodologia diferenciada.
Unificamos as agoes de maior abrangenclia.
Trabalhamos as dificuldades pessoals e political.
Fortalece nossas ages na base e nos Estados.


Desaflos:
Dar condig6es humans e financeira a secretaria do MMTR-
NE e seu melhor desempenho.
Conseguir flnangas para o novo trienlo.
ImplementagAo da Campanha de DocumentaCAo.
Conseguir divulgar melhor nossas lutas e acoes,
Ampliar nossas parcerlas.






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3.2.ENCONTRO NATIONAL DE AVALIAAO 1 ENLAC


Realizamos em Brasilia nos dias 14 a 16 de junho o ENCONTRO DE
AVAUAQAO DA DELEGAQAO BRASILEIRA no 1' ENLAC.
Resgatamos desde nossa partlclpagco na preparagao at6 a realizacAo do
event.

Estados participants Nordeste: PB, BA. CE, PE, PI, RN q-
Sul: RS, SC
Norte: PA
Centro: GO

Movimentos Participantes
* MMTR-NE Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste
* AIMTR-Sul Articulaao de Instandas de Mulheres Tabalhadcras Rurais.
* CETRA Centro de Estudos dos Trabalhadores
* MAB Movlmento dos Assentados nas Barragens
= Movimento Sem Terra
SACTES Servico Alemao de Cooperacao T&cnica e Social
* CONTAG Confederacao Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
* MMNEPA Movimento de Mulheres do Nordeste Paraense



O QUE DISSERAM AS TRABALHADORAS

* Multas dficuldades na preparacao da delegacAo brastleira, n6s nao
estAvamos suflclentemente preparadas. corn os p6s no chao.
* Houve a dificuldade das duas linguas, porem dentro da lingua portu-
guesa (Brasil) teve problems, crelo que por problems politicos, a de-
lega&ao brasileira nAo consegulu se comunicar entire ela mesma, diver-
g6nclas politlcas que nao foram expresses antes. '
* Fol complicado os crit6rios de escolha da delegacao no Brasil. .
* Problems entire Sul e Nordeste, ninguem queria coordenar, ninguen
queria assumir nada.
* Dificuldade de compreender que este nao era um Encontrq do Brasil, e
que a coordenacao international tamb6m nao era o Brasil p Brasil era
s6 mais um pals no meio de tantos..
* Problems de conducAo do Encontro. Multas ansiedades e diversida-
des, diferentes concepgoes political, diferen.as afloradas dentra do
Encontro, diflculdade de sintonia dentro das nossas diferengas geo.
graflcas e political. Falta de respeito da realidade de uma e de outra.
* Fol multo dificil trabalhar mas 6 dentro da diversidade que se di a,
riqueza. ,
* Para n6s do CearA fol uma colsa mylto boa, todo mundo empenhado
para que o Encontro desse certo, 6 muito rico trabalhar diversidade
* 0 respelto as diferencas 6 fundamental.
* A importancia do apolo da CONTAG.
* Foi multo duro perceber a divisdo.
A repercussao deste Encontro dentro das organlzagoes mistas e aut6-










* A repercussao deste Encontro dentro das organizagoes mnstas e aut6- r
nomnas. o a- '1
* A reallza~Ao deste event para as trabalhadoras rurals, o entrosamento e
das delegacoes, o IntercAmblo. o grande esforco para articular para /1S
trazer todas bem Informadas.
* 0 esforco de todas, o local, a Infra estrutura superou nossas expectati-
vas. avangamos.
* 0 multo que se aprendeu por estar participando da coordenacao naclo-
nal e Internacional. o esforgo para ser melhor.


RESULTADOS
,,
* Multo esforgo e empenho na construg o e realizagao deste evento..
* Multo rico trabalhar a diversidade.
* Multo important todos os apolos e parcerias conseguldas.
* 0 encontro fol valioso apartir da divulgagao nas bases ate toda America
Latina.
* Deu malor visibillldade ao movimento e as liderancas.
* Coragem em avaliar a relacao e as dificuldades encontradas no proces-
so dos sels anos de construcao e realizagLo do 1i ENLAC. ..
* Reconheclmento de grande responsabilldade do MMTR-NE Brasil.
* Multa responsabilidade da coordenacao em trabalhar as diferengas.
* A uniao dos palses e Interesses pelas discusses.
* A discussao nesta avaliaqao sobre a secretaria e a construgao da rede. C''
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6 i.











3.3. AUTO-SUSTENTAqAO


Ha 2 anos o MMTR-NE vem trabalhando essa temtUca tanto a
nivel de reglao, quanto dos estados. municiplos e comunidades na pers-
pectiva de melhorarmos a nossa situacao flnanceira e do movimento.
Trabalhar geracao de renda e auto-sustentac&o tern possibili-
tado canals concretos de melhores condigoes de vida, tanto do ponto de
vista econ6mico quanto cultural e social.



AQOES REALIZADAS

Seminarios.
Encontro capacitag o da coordenagao.
AnAlise da realidade financeira do Movimento.
Campanhas de colaboradoras(es)
Discuss&o e deflniloes de taxas nos Estados.
Venda de material didatico, pedag6glco e artesanal.
Rifas, bingos, campanhas...
Parcerias corn outros movimentos de mulheres, movimento sindi-
cal e Universidades.
RoCas e hortas comunltarias.



RESULTADOS

*Visibilidade da contribul~Ao das trabalhadoras (dias de trabalho,
alimentagao de encontros e viagens, ajuda de passagens e outras.
Malor credibilidade em seu pr6prio trabalho.
50% das despesas da sede (aluguel, Agua. energia, telefone, fax.
correios) foram assumidas pelo movimento sem apolo da coopera-
cao international.
Elaboracao e negociacAo do Projeto de Capacitacao em Geragao de
Renda.
Malor clareza do que e sustentabilidade e auto-sustentagao.
Malor compreensao da political da cooperacao national e inte'na
clonal.











3.4. FORMAOAO PARTICIPATIVA


0 program de Formacao Partlcipativa que iniclamos em 1995,
corn a finalidade de capacitar liderangas rurals em metodologlas
participativas, construir uma rede de educadoras do MMTR-NE em pro-
cessos educatlvos tern se dado de forma sistemAtica de acordo corn a
realidade de cada comunidade, municipio ou Estado baseado tamb6m
nas condir6es humans e financeiras.
A cada passo dado novas descobertas sao feitas e novos desafl-
os se apresentam e dentro desse contrato 6 trabalhado a formacAo de
liderancas na perspective de melhorarmos cada vez mais nossas cpnscl-
enclas, nossas intervencoes e entendimentos sobre political puiblicas,
relaq6es de genero e dos problems do desenvolvimento regional do Nor-
deste no context da globalizagao.
Dessa forma estamos potencializando a n6s e o nosso movi-
mento, tornando-se cada vez mais dono de n6s mesmo e de nossa orga-
nizaqAo. A educagao 6 fundamental para o crescimento qualitative do
MMTR-NE: Todo process de globalizaao, as mudancas no mundo, as
ameagas aos direltos socials da classes trabalhadora rural, exige cada vez
mals nossas capacltacAo para o enfrentamento dessa nova realidade que
nos prime no mundo. Cada dia, cada moment sentimos mals
fortalecidas e conflantes na familiar. na comunidade, e organiza(ao. A
formacao contribul at6 para sentirmos mals gente. mals visivel e reco-
nhecidas cAmo mulher, trabalhadora e lideranga.
1997 foi multo dificil para todas n6s. Fol dentro dessas difl-
culdades diversas que buscamos contextualizar cada avango como fruto
de um process trabalhado e sistematizado por todas que participam
direta ou Indiretamente dos cursos, seminarios e oflcinas de capacltacao.











4. NOSSA PARTICIPAgAO


Nossa participacao neste ano foi vivenciada com multo empenho, clare-
za e dedicacao, tanto a nivel das agoes localizadas, quanto as mats am-
plas, estaduals, regionais e nacionais.
Divulgando e reforgando nosso trabalho politico, organization e social,
procuramos participar de diversas atividades.



MUNICIPAL E REGIONAL

* Varias visits as casas das liderangas do movimento para reforgo e
apolo.
* Assembleias dos MMTRs
S pe: 24 a 26 de outubro
Piaui: 28 a 30 de outubro
M1ianhao: 13 a 16 de novembro
Paraiba: 22 e 23 de novembro
* Asseimbleas das Federag-es nos Estados PE/SE/RN/CE.
* Todas as reunites e encontros MMTR-Sertao Central de PE.
* Reunioes corn o SOS Corpo e Casa da Mulher do Nordeste.
* Reuni6es corn o CECOR Centro de Educagao Comunltaria e Rural
de Serra Talhada, PE.
* Reunioetdo Cs daMulher a nivel Municipals, Estaduals e Na-
clonal.
* Reunites e encontros sindlcalp de comlss6es estaduals de mulheres
trabalhadoras rurals RN/PE.CE/SE
* Encontros das Produtoras em Camaragibe, Recife, PE em 30 e 31 de
Julho e 2 de agosto (Casa da Mulher do Nordeste).
* Reuniao corn SACTES e SOS Corpo para avaliacao do nosso trabalho
e preparac&o para vinda de cooperante alema,. local: Serra Talhada
sede do MMTR-NE em 06 de novembro.
* ParticipaoAo nas reunites e assemblilas do SACTES.
25 de julho Dia do Agricultor
* Particlpac o em atos ptiblicos, celebragoes e assembleias do MSTR.
Participacao Latino Americana
* 89 Encontro Internacional Mulher e Safide
Data: 16 a 20 mar;o 97
Local: Rio de Janeiro
* Treinamento de Genero SACTES / MMTR-NE
Data: 26 a 28 setembro 97
Local: Capanema PA










NATIONAL


* Encontros da ANTR (Artlculacao Nacional de Mulheres Trabalhado-
ras Rurais) t encontros todos em Brasilia. DF.
* Primeira Plenarila Nacional de Mulheres do Nordeste Paraense em
Capanema PA de 12 a 14 de setembro.
* Reunioes e audiencia do CNDM (Conselho Naclonal do Direito da
Mulher) todos em Brasilia DF.
* Audiencias corn parlamentares do PT em Brasilia DF, 17 dejulho.
* Curso de formaado de llderan as mulheres promovido pelo IDAC. Rio
de Janeiro, agosto 97
* Encontro Nacional Feminista em Salvador BA, de 28 de outubro a 2
de novembro
* 1a Plenrria de Trabalhadoras Rurals CONTAG 19 a 22 de mairo de
1997




INTERNATIONAL

* II Congresso Latino Americano de Organlzacoes do Campo em Brasilia
de 3 a 17 de novembro (CLOC), Brasilia DF.
* Visita de uma trabalhadora do PI a ItAlia de 01 de abril a 23 de malo
* Reuniao para discutir a secretaria fevereiro a Junho 97.
* Comunlcacao corn paises Latino Americanos.
* Comunichago corn a coordenagao do 11 ENLAC.
Consulta aos paises sobre a secretariat.











5. Campanha Nacional de Documentaa6o
"NENHUMA TRABALHADORA RURAL SEM DOCUMENT"


No Nordeste essa campanha ficou a cargo do MMTR-NE que
participa como cordenaug idaANMTR (Articulagao Nacional de Mulhe-
res Trabalhadoras Rurals) cuja organizacao planejou e deflniu a campa-
nha.
O lancamento regional da Campanha de Documentacao no
Nordeste aconteceu no Recife PE no dia 20/11/97 corn a participacao
de mais de 600 pessoas de 06 Estados do Nordeste (RN / PB / CE / PE
/ SE / MA). Foi multo important para desencadear o process nos
estados, municiplos, comunidades. mostrando a importancia dessa busca
da cidadania e que a documentacao e decisiva para fortalecer o entendi-
mento no que diz respelto aos direitos primnrios.
Consegulmos envolver neste lancamento ONGs, Secretarias do
Governor, Movimento Sindical, Cooperagao Internacional e Nacional.
Desde o principle temos discutido esta campanha nao s6 entire
n6s rurals (coordenagoes regionals, estaduals e municipals), mas tam-
bem corn nossos parceiros(as) nesta luta. 'Tudo isso tern fortalecido o
entendimer4to malor da necessidade de implementacao da campanha e
ampliado nossas relacqes corn outros movimentos. Nas discusses poll-
ticas, organizatlvas e econ6micas temos delxado claro nao s6 a realidade
das trabalhadoras mas tambem do Movimento (MMTR-NE) corn todos e
todas que consideramos parceiros(as)".


a) Langamento da Campanha nos Estados

Maranhao
Romaria da Terra
Data: 08/09/97
Peritor6
Data 13/11/97
Participacao: 100 mulheres

Bahia Salvador
Data 03/10/97
Participagco: 200 mulheres
Neste mesmo dia reallzou audiencia corn o governor do estado, corn
o objetivo de apresentar a campanha de documentacao, discutir os do-
cumentos professionals e responsabilizar o governor frente a essa ques-
tao.

Sergipe Aracaju
Data 24/10/97
Partlcipacao: 60 mulheres

Plaui Teresina
Data: 28/10/97
Participagao: 150 mulheres












Rio Grande do Norte Natal
Data 31/10/97
Participagao: 100 mulheres

Paraiba Reglao do Brejo
Data: 06/12/97
Particlpagao: 80 mulheres



Na campanha Ja foram envolvidas mals de 5000 mulheres tra-
balhadoras rurals, participando dos langamentos, fazendo levantamen-
to da realidade, realizando palestras nas Escolas, Universidades, Sindi-
catos, Pastorals. Transmltlndo e agilizando as informagfes, mostrando
a importAncia e a possibilidade da realizagao da campanha qqe vem
proporclonando o reconhecimento das trabalhadoras e do seu trabalho.
permitindo malor envolvimento corn outros segments e movimentos
socals. Conseguimos espago na imprensa falada e escrita em todos os
Estados do Nordeste e maior visibilidade do Movimento das Trabalhado-
ras Rurals.


foram:


Os apolos financeiros a esta campanha a nivel de Nordeste

- OXFAM
- CESE
- SACTES
- CERIS
IFASE


Prooaio
MMTR NE
Coorderoaio
FETAPE
SS CORPO Gno I CidKia
Ca da Mklw doNoim0
Apoio lotitufciood
FASE NWcla
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LANAMENTO DA CAANMT PARA A
REGIAO NOROETE
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6. EVENTS



I- 8 DE MARCO



Historicamente o 8 de marco fol e continue sendo um marco
muito forte na luta de organizagao das trabalhadoras rurals do Nordes-
tc.
Alem de ser um moment de fortalecimento das trabalhadoras
apartir de suas bases e considerado como um grande moment de de-
nuncias, Lornando visivel a situacao de discrimlnacao e desigualdade
em que vivem as mulheres coin destaque para as rurals, mesmo em
pleno final de seculo XX. tamnbem 6 um grande moment para apresen-
tar em pfublico as conquistas obUdas ao long da nossa hist6ria e as
diflculdades vividas.
Em 1997, em todos os Estados do Nordeste a tematica aborda-
da foi: CIDADANIA, dentro dela destacamos safude e educafao.
Foram realizadas varias atividades desde reunites preparat6-
rias, articulagoes, divulgapoes faladas e escritas, manifestayges publ-
cas, audiencias, paradas nos INSS, bloquelo de estradas, caminhadas, :
celebracoes, apresentaqces culturais, passeatas e outras ... assim conse-
guimos envolver outros movimentos rurals e urbanos.
Cerca de 20..000trabalhadoras rurals partlclparam dessas
comemoraloes em todo Nordeste. 0 DIA INTERNACIONAL DA MULHER
para o campo continue sendo o moment de maior mobilizacao que
existe. E um dos grandes marcos da nossa caminhada de luta de orga-
nizagao.






''



13,











II 12 DE AGOSTO DIA DA MARGARIDA ALVES


Na cidade de Alagoa Grande, PB fol realizado um ato pfblico
corn a partlclpaao dos Movlmentos Socials da Parafba e do Nordeste,
parlamentares e Igreja.
Fol coordenado pela Artlculagao Nacional de Mulheres Traba-
lhadoras Rurals, corn o objetivo de mals uma vez denunclar a impuni-
dade dos assassinos de Margarida Alves e de tantas outras liderangas do
melo rural que tombaram na luta pela justica social e pela terra. Tam-
bem fol encaminhado campanha de telegramas e abaixo assinado para
as autoridades, exigindo que se aplique a lei para os ricos e poderosos
que assassinam liderangas no nosso pais.
0 DIA DA MARGARIDA ALVES a cada ano cresce e evolve
outros movlmentos de mulheres e movimentos socials tomando cada
vez male conhecida a sua hist6rla como tamb6m a tentativa da conquls-
ta pela punigco aos criminosos deste Nordeste do Brasil.











7 APOIO FINANCEIRO AO MMTR-NE


Cooperaao Intemaclonal
- OXFAM
- SACTES
- THE GLOBALFUND FOR WOMEN

CooperagAo Nacional
- CESE- BA
- CERIS RJ
- FASE RJ

Outros Apolos
- MSTR CONTAG
- CECOR PE
- SOS-CORPO PE
- CASA DA MULHER DO NORDESTE PE


Registramos a Importante colaboragAo das trabalhadoras (ru-
rais) e seus respectivos movimentos nos estados, na dificil fase financel-
ra que atravessamos neste ano de 1997, sem a qual terla sido tmpossivel
continuar nosso trabalho de organizer e a real7zago de todas nossas
atividadee comunlcapao.










8. SALDOS GERAIS


0 MMTR-NE na sua forma de organizarao contribulu para for-
talecer nossa autonomla, auto conflanra e auto estima tao necessarias
nas agOes political e nas nossas vidas de trabalhadoras rurals, dando
cada vez mais visibilldade a forma de organizayAo e reconhecimento da
importancia de luta da mulher rural.
Na nossa avaliagao 97 constatamos varios avangos: 0 reconhe-
cimento da nossa proflssao para n6s mesmas e para a sociedade. A
conquista de nossos direltos prevldenclArios, salArlo maternidade e apo-
sentadorla. 0 acesso ao credlto e ao titulo da terra. Melhor compreensao
da nossa participaCao na agriculture familiar e das relagoes de genero nro
campo .
Fortificamos nossas parcerlas em todos os niveis, desde a base
ate a reglto Nordeste, principalmente corn os sindicatos de trabalhado-
res rurals, ONGs e Pastorals.
E assim estamos construindo nosso reconhecimento ptiblico
na conquista de nossos direitos, at6 entao desconhecidos por n6s mes-
mas e sonegados pela socledade.












ANEXOS

























A ~ a


IaLZ*V~
r ~ ~a
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-* -


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0





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0.










RESUMO DO
ENCONTRO DE BEIJING

Na maior reuniAo jd realizada pelas Nac6es Uni-
das, 47 mil pessoas passaram a limpo as reivindica-
yoes pela melhoria das condio6es de vida de 2,8 bi-
Ihoes de mulheres, metade da populacqo do planet.
Enqcuanto o F6rum Paralelo, realizado em
Huairou reuniu a maior manifestaogo da diversida-
de feminine, a Conferencia Ofidal conseguiu com-
prometer governor de 181 pauses a combaterem os
obstaculos ao desenvolvimento das mulheres.
Do lado official, dois textos foram aprovados: a
Plataforma de AqAo e a carta de intencoes intitulada
"Declaraqio de Beijing".
A Plataforma de Aqao tern como "*reas critics
de preocupac.o": a pobreza, educacio, satide, paz,
violknca, partilha do poder, participaqAo econ6mi-
ca, direitos humans, meio ambiente, meios de co-
municagio, infincia feminine, mecanismos para o
progress da mulher.
A Plataforma de Acao recomenda: que gover-
nos e institui;6es financeiras analisem, na 6tica de
genero, o impact de seus programs e political, ga-
rantindo maior acesso das mulheres aos recursos;
garantia de educaAo bisica para todos c o desenvol-
vimento de educa4Ao nAo descriminat6ria; recomen-
da, aos governor, programs de saude sensiveis as
necessidades das mulheres; que os governor adotem
medidas para encorajar a presenga de mulheres em
cargos eletivos c nAo-eletiyos, na mesma proporni.o
que 6s homes: que governor e sindicatos devem
implantar ecrcforcar leis que garantam igualdade no
trahalho e que protejam as mulheres idosas de dis-
criminjaido e, entire outras reivindica6es, prop6c-sc
quc os governor orientem todos os ministerios para
que revejamn suas political sob a luz da perspective
de gencro e da Plataforma de As,.o.


"Plantei um p6 de margarida
foi Margarida que me deu.
Gaphei, planted e agoei no jardim
e ela floresceu."








promogao


MMT ASSOCwIAAO DO MOVIMENTO
DE MULHERES TRABALHADORAS DO BREJO






.-~apoio

OXFAM
SEDUP


Dia

International

da Mulher


PROGRAMAQAO
CONCENTRAQAO


DIA 9/3/1997
As 12 H
LOCAL: BANANEIRAS/PB "







Historico do
Dia Internacional da Mulher

C dia 8 de marQo surge no hist6ria o partir do
iuto do classes trabolhaaooora. Especiolmente
do luto dos mulheres trobolhoadoras.
Em 1857 as oper6rias de uma industrio textil de
Nova torque entraram em greve, ocupando a
fabric, em protest contra seus balxos sola ios
e reinvidicando a reduOo do jornada de
trabalho de 16 para 12 horas. Em repres611a, os
donos do f6brica Incendiaram o prddio cou-
sando a more de 129 trabalhodoras.
Em 1910, a socialista Clara Ztkin prop6e oDio
Internaclonal da Mulier para homenagear a
luta daquelas mulheres, vltimas do tiranla do
poder domlnante.
Hoje, n6s do MMT e v6ros movimentos de
mulheres do mundo inteiro coriemoramos
esse diao como um dio de reflexao. alegria,
luto e vtt6io de tantas mulheres que se
organizam.


Historico
da Associapao
"do MMT


A Associacqo do MMT Movi-
mento de Mulheres Trabalhadoras
do Brejo, inicialmente, se constituiu
como nocleo de mulheres do campo
(pequenas produtoras) e, aos pou-
cos, ao movimento foi se aglutinando
vArias categories de trabalhadoras,
tais como: professors, empregadas
domdsticas e assalariadas do campo,
entire outras.
Durante a sua existAncia foram
abordadas questoes relatives ao
mundo do trabalho. Posteriormen-
te, alargando seus horizontes, o
MMT passou a tratar de questbes
especfficas das mulheres, relatives a
saide, sexualidade e educaqAo.
Desde 1994 oficializou-se corn
Associaq o do Movimento de Mulhe-
res Trabalhadoras do Brejo, que estu
se estruturando como uma Direto-
ria Colegiada, composta por 13 mu-
lheres de diferentes municfpios da
regilo. E hoje o MMT expandiu-se
para a discussio de genero e classes,
em 18 munic(pios da regiao do Bre-
jo e Agreste da Parafba.


Reivindicoqoes do MMT


DP Decretar feriado o Dia Inter-
nacional da Mulher.

P Assistencia integral 6 mulhei
nas tres fases da vida.

p Garantia da aposentadoria
aos 55 anos, sem tanta buro-
cracla.

p 0 fim do burocracia para o
saOlrio maternidade.

p No privatizagco dos servigo
pblicos.


















Mulheres
Co.nquistan'do
Con q u i st a nd o
Seu espago,
Ex ercendo o
Sua c-idadania


NATAL/RN
Tel.: (084) 221-5832


MOVIMENTO DE
MULHERE5
TRABALHADORAS
RURAIS DO
RIO GRANDE
DO N ORTE
-MMTR/RN-







HISTORIC

S0 MMTR/RN surgiu nos anos 80, atraves da
presenga marcante da mulher na luta pela -
terra, sendo sinal de Snimo e resistencia.
organizagao das mulhere ,,du seus
primeiros passos atrav6s do trabalho do A o Meio
Rural corn reunites nas Comunidades, discutindo seu
papel na t la terra, os direitos, saide, corn a
estrutura o dos grupos de mulheres, ampliando-se
depois no campo de articulaqAo e formagio atraves de
intercambio de experdncias, encontros de regi6es e
estadual, seminArios e censos.
0 MMTR/RN esta organizado a nivel de Estado
e de Nordeste e se articula corn diversas entidades e
segments da sociedade civil: CETRA, SOS-CORPO,
SFO6RUM DE MULHERES DO RIO GRANDE DO
NORTE, CENTRO DA MULHER 8 DE MARqO,
Entidades Sindicais, Mandatos Populares e participa da
Articulago Nacional das MTR entire outras.
No process organizativo e de formaqgo sjo
priorizadas as quest6es de g.nero e classes, no sentido
de aprofundar a relaao entire homes e mulheres nos
diversos espagos que as mulheres atuam: Famnilia,
Sindicatos, Associag6es Conselhos Comunitarios,
Partidos Politicos, entire outros.
Outras temrnticas sao consideradas: Direitos da
Mulher e Cidadania; Mulher e Politica; Gera~qo de
Emprego e Renda, etc.


OBJETIVO

Ser um espago de articulag5o, formagao,
informag5o e de organizacgo das Mulheres
Trabalhadoras Rurais de forma a propiciar
SO0 resgate da identidade social-politica;
4 0 reconhecimento de suas capacidades
e direitos;
4 Valorizaqo de sua cultural, seus
sonhos e esperangas; *'
4 Construgao e reforgo dos lagos de
amizade e de solidariedade; ajudando-as
a despertar para uma participa go mais
consciente na sociedade, no pleno
exercicio de cidadania.


EIXOS DEAQAO

Formao6 e capacita5o.na 6tica de
genero;
SPoliticas Publicas e Geragao de Emprego
e Renda;
4 Genero e Agricultura Familiar;
4 Direitos da Mulher e Saide Reprodutiva.


-AREA DE
ABRANGENCIA

MMTR/RN est6 present na Zona Rural
do Estado, atingindo 25 Municipios totalizando
40 Grupos de Mulheres Trabalhadoras Rurais.


ESTRUTURA
OR ANI ZATIVA

Grupo de Base;
Subcoordenaq6es Municipaiis;
4 Equipe de Assessoria.











* *a* 0* 0 **O**. S* *0 0 0 0 0 0 0SSOOgSOO gOOO OO6 OOgeO.


P f.uisa


A mulher no sindicalismo rural
0 CMTR-PI realizou no ano de 97 urna pesquisa nos STRs para ver a
realidade da atua io das mulheres, e pensar alternativas para melhorar a
participaio de mulheres e jovens no Sindicato de Trabalhadores Rurais.
A pesquisa confirm que as mulheres ji somam um n6mero grande de
associadas e que slo fi&is no pagamento das assemblias mas que o ndmero cai
quando trata-se das mulheres nos cargos da diregio e quando analisa-se por
idade nioiquase mulberesjovens. Outrodadopreocupante6 que os Sinicatos
quase nio realizam trabalhos pensando a ser trabulbdora mulher.
VEJAMOS OS NMEROS *
Total de s6cias: 165.631
Total de mnlberes: 68.760
TOTAL DE MULHERES NA DIRETORIA:
President: 13 Vice 05
Secretria: 28 Vice 03
Tesourefra: I Vice 06
Conselho Fiscal: 67 Suplentes: 53
Outros cargos: 68


VAMOS EM FREN


PARTICIPA(.AO DAS MULHERES POR IDADE NOS STRS:
20 a 30 anos 7,46%
30 a 50 anos 30.15%
-- 50 a 70 anos 61,33%
TRABALBOS REAIZADOS PELOS STRS PARA COM AS MU-
LHERES:
30% realizam
70% no realizam trabalho nenhum
REGIOES PESQUISADAS:
Teresina: 20 STRs pesquisados
Bom Jesus: 08 STRs
S. Raimnndo Nonato: 07 STRs
* PIcos: 20 STRs
Floriano: 04 STRs
Regiio Norte: 20 STRs
Pesquisadoras: Aparecida, Lina, Vicxacia, Francisca Martins, Antonia,
Carmelita, Francisca Nunes.


S I


yU,


ELTA:NTE












Informe


uulher


PREVIDiNCIA, SAtDE E EDUCACAO


Conquistamos o dircito A aposentadoria desde 1988,
corn a nova constituigao. Entretanto, ainda hoje, nao
estamos conseguindo nos aposentar. Na pratica, o INSS
coloca inumeras dificuldades, como a exigdncia de provas
materials, muitas vezes exageradas. Essas dificuidades
existemporque sempre fomos consideradas dependentse"
de nossos maridos. Temos que lutar por nossa cidadania.
) A saude piblica 6 caso de polfcia, pois nAo beneficia os
trabalhadores rurais, especialmente n6s, mulheres. NAo
) ekistem programs especiais para o campo, aumentando os
jA alarmantes indices de mortalidade de adults e criangas. 0
p6ssimo atendimento e a falta do estrutura, aliados ao descaso
dos govemantes, constituem um grave desrespeito a nossa
cidadania.


0 indices de analfabetismo, que chega a uma m6dia de 60%
na Area rural, professors despreparados, escolas sem
condigues de funcionamento e umrn calendario fora da
realidade, constituem umrn espelho da educaAo no campo.
"Desenvolvimenlo d isso? "
vamos refletir:
1. Como estA nossa participao nos conselhos municipals
dq sai'de e educa*o? Eles sAo urn instrumento que podem
ser eficientes na implantagao de political que nos
beneficiem.
2. Voq6 jA despertou para a importancia de sua
participaqAo no MSTR na luta pelo desenvolvimento
rural?


Esse informed foi produzido especialmente para o Dia Internacional da Mulher.
pela ComissAo Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais
Secretaria de OrganizagAo e FormaAo Sindical da Fetape








Dia international da mulher!

Tua forga na luta, evitoria da

mulher!











BOLETIM INFORMATIVE DO CMTR PI
ANO Q
JUNHO/JULHO 97


MULHER:
Compromisso
corn a VIDA
Quando ela fala, parece
estar sempre buscando as
melhores palavras.
Quando cala, usa seu
sil6ncio em favor daqueles
que ama.
Talvez nem ela mesma
tenha nopio de seus
dominios.
E e essa simplicidade que
explica sua proximidade
corn a vida e a torna mais
Mulher.
















ANO 1 N 03 fevereiro/maro I9798-

DIA INTERNATIONAL DA MULHER.

tee docamento i ua quest
de acdadanda
o dia 06 de margo, mulheres, homes e criangas do
campo e da cidade, antecipam a comemoraqAo, ao Dia
international da Mulher nas ruas e pragas de Aracaju. A
realizagao e do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais
de Sergipe MMTR/SE, Federagao dos Trabalhadores Rurais
de Sergipe FETASE, Movimento de Trabalhadores Rurais
Sem Terra MST, Central de Movimentos Populares CMP
corn a assessoria de Centro -- -.- -- --
Dom Jos6 Brandao de Castro iNa'.
- CDJBC.
Aldm de dar-continuidade
a campanha, "Nenhuma
Trabalhadora(o) Rural Semr
Documento, o event tern
tambdm como proposta .
reivindicar a problematica i
das(os) diarittas(os), a

Notas Ao Produtor(a) e
melhoria na derea da Saude.
Durante a manifestaqao do *Mari 4O esa f~Ios ao pNi do INaS.
ano de 1997, foi entregue a Mar,,o 7
Superintend.ncia Estadual do INSS/SE, reivindicagSes dos
direitos previdenciirios e dendrncias da defici&ncia de atuasgo
deste 6rgao. Um ano depois, as trabalhadoras e trabalhadores
rurais continuamn enfrentando as mesmas dificuldades, por conta
do descaso do INSS, que, at6 entao, nAo tomou nenhuma
provid~ncia. Agravando, mais ainda este quadro, com as (6timas
reforms na Lei da Previdancia.
Preocupados corn esta situagao, 6 que virios segments da
sociedade civil organizada, realizam no pr6ximo dia 06 uma
grande passeata, com o objetivo de sensibilizar a populagAo e
respaldar uma comissao que irA entregar documents
reivindicat6rios a Superintenddncia Estadual do INSS/SE e a
Secretaria de Estado da Satide.
A passeata sairA da Praga Princesa Isabel, na avenida Jodo
Ribeiro, is 10:00, em dirego a Praga Fausto Cardoso aonde
estard acontecendo, durante todo o dia, apresentaqges culturais
e uma feira para exposigdo e venda de produtos agricolas e
artesanais.


ff,1 k ,Vi ii~'


EDITORIAL-

Somo4 dierenes,
Arewm temos


Para explicar sobre os
comportamentos de mulheres e
homes em nossa sociedade,
g6nero 6 urn conceito 4til para nos
ajudar a compreender grande
parte dos problems e
dificuldades que as mulheres
enfrentam no trabalho, na vida
political, na sua vida sexual e
reprodutiva na familiar. E 6 por
isso que o movimento de
mulheres discute tanto sobre este
assunto.
O conceito de genero so refere
as rela9ges entree mulheres e
homes. A nossa sociedade cria
virias desigualdades nestas
relaqOes, fazendo corn quo alguns
tenham mais poder, .sendo
considerados mais importantes e
respeitados do que outros.
Um dos elements funda-
mentais de .ransformar o modo
como ha muito tempo vem se
organizando as relagOes entire
homes e mulheres nas
sociedades, nAo 6 simplesmente
trocar os lugares de quer domina
e de quem 6 dominado, nem 6
achar que se vai acabar corn
mulheres e homes o ficar tudo
uma s6 coisa.
O que precisamos acabar
totalmente 6 corn a idgia de que
diferenaas nos corpos, sejamr elas
sexuais, raciais ou de idade, sejarn
justificativas de desigualdades,
opressAo, discriminagao e
injustiga.
Podemos ser bern iferentes, e
na verdade somos, nao hi no
mundo duas pessoas que sejam
identicas, mas o que somos e o
que fazemos term e devem syenpre
ter o mesmo valor.
*FONTE: Cartilha 0 QUE t
GENERO? Urn Novo Desaflo para a
Afdo da Mulheres Trabalhadoras
Rurais MMTR/DED/SOS CORPO
Genero e Cidadania









LA GOA NO VA

Revolta corn a Morosidade
do Poder Judiciatrio e INCRA


Na comunidade Lagoa
Nova, municipio de Pacatuba,
54 families v6m lutando hA
quase sete anos pela
regularizagao da terra, da
Fazenda Santana, medindo
2.812 hectares.
A Area foi desapropriada em
agosto de 1994, depois de
varias presses no INCRA, por
parte dos trabalhadores e da
sociedade civil que se
sensibilizou, principalmente
corn a aqdo violent dos
jagungos da fazenda que fez
vitimas trabalhadores(as) que
ja moravam e produziam na
Area ha mais de 40 anos, junto
a agents de pastorais que
apoiam a luta dos trabalhadores
rurais.




Monitoramento da
GestAo do Pro4etoTrienal

Nos dias 06 e 07 de fevereiro,
em Itaporanga, o CDJBC deu
inicio ao process de
Monitoramento corn o
Planejamento de 98. A assessoria
6 do CENAP/Recife, Alvaro
Pantoja.
O Monitoramento tern como
objetivo contribuir em uma
avaliagao permanent para que
possamos corn nitidez perceber
os impacts que o trabalho do
Centro vai ocasionar nos grupos
trabalhados.

"O0 Gomo Amargo
da Laranja"

Ufa, at6 que enfim!!!
O Video sobre a problemAtica
da RegiAo da Laranja serA
langado no mes de marob.
Com humor, os bonecos
Maricota e Severino, apresentam
a dura realidade desta regiao:
falta de political agricola governa-
mental, exploraqao de trabalho
infantil e a precarizagAo da
Azaldia


ii
n
d
d
q
d
R

f
s

b
ii
d
C

1
e
a


SAcampensnto
pm pressionan
a qlUiacdo
do procuse
de daprepritado.

Ojuiz federal de Sergipe deu Trabalhadores/as tmn investido
missao de posse provis6ria em na area por conta pr6pria e
narcode1995,sendosuspensa apoios conquistados no
e imediato por uma aqAo j u- process de sua organizaqao.
icial da Destilaria Santana 0 que revolta os
ue nao 6 proprietaria atraves trabalhadores e a assessoria 6
o Tribunal Regional de a morosidade do poder
lecife. j udiciArio e a falta de iniciativa
Em janeiro de 1997, o juiz do INCRA em alguns
federal de Sergipe, na ocasiao moments, que alem de causar
ubstituto, nomeia o perito da prejuizo A comunidade, gasta
ustiga para avaliar as dinheiro publico sem
enfeitorias da area que foi necessidade. S6 para
mpugnada pela procuradoria exemplificar, o Engenheiro
ol NCRA, porserEngenheiro Civil, apresentou a sua
2ivil. proposta para pericia de
Essa lentidAo beneficia a avaliagdo da Area, no valor de
)estilaria Santana que cria 24 mil reais.
mpecilhos e emperra mais Imaginemos o montante
inda o process. Contudo, os gasto no decorrer do process.



Amigo(a) Leitor(a)
Esta selAo estA aberta para suas manifestag6es. Escreva
dando noticias de sua comunidade, sua regiao. E se voce
tambdm gosta de fazer versos, poesia, contos... envie
para o Informativo Rural.
Sua carta 6 muito bem-vinda.


INFORMATIVO RURAL 6 uma publicacAo mensal do
Centro Dom Jose Branddo de Castro I CDJBC
Rus Laranjeiras, 450 Salas 01/02 CEP.49.010.000 Aracaju / SE
Telefax: (079) 224-7429 E-mail: cdjbc@infomet.com.br
Equipe Ticoic: Maria la idosSamaiS oaSecrctiria Eecutiva
Mara Qca a dos Samos Ioca Mari Margareoe L locke. Joas Amoo Pries do bAuAsaoria.
Equipe d apoio: Aiuilz de Sd lboa/AwUL Adounistraiva, Mdrc Meae Nairw*a&stwgi&ri
Journalists Repoaavd:Lie Maria raga Guianardes DRT/SE 668.
Designer Grifco: Marcel Gaspr.
IattuiaOa qu ap6iam o CDJBiC: BILANCE(Holanda OXFAM (Recifck CESE (Salvador)
SAAP/FASE (Rio de Janeiro).


p

















Natal Rio Grande do Norte, sexta-feira, 31 de outubro de 1997 1


CIDADANIA


Trabalhadoras rurais fazem

encontro no Centro Pastoral


"Nenhuma trabalha-
dora rural sem documen-
to" Este 6 o tema do d6ci-
mo quarto Encontro Esta-
dual de Mulheres Traba-
lhadoras Rurais, quc:ini-.
ciou ontem no Centro Pas.
toral do Parnamirim.
Muitas mulheres no
campo ainda nao 16cm
nem a certidio de nasci-
mento c isto i um grande
problcma, quando aconto-
cc qualquer acidente ou
quando chega a hora da
aponsentadoria, qyc difi-
culla muito a vida da tra-
balhadora rural, disse a so-
cretLria do Movimento3si
TraFall.adoras Rurais,
Lauridete Santana, 37
anos. qua mora em Riacho
do Sangue, no munic(pio
de Macalba.
A campanha visa ts-
clarecer da necessidade do
ti- irar os documenlos hisicos, como a cer-
tidlo do nascimento, carteira de iden-
lidade, Iftulo de elcitor, carteira de traba-
Iho e CPF, quc nos d5o o Iftulo do cidada-
nia e nos permit lular por nossos dirci-
Ins e terms respeitadas comn cidad5es.
disso Lauridetc.
0 movimento pretend fazer um tra-
balho de parceria corn os sindicatos ru-
rais, associaf~es, conselhos comunitiri-
os para ajudarcm na divulgaqio da cam-
panha. Como suponre idcnico exislc uma
cartilha ilustrativa, qua fala da importin-
cia do cada document, elaborado pela ar-
liculaqao national do movimento. 0 dni-
co problems do divulgaq;o das cartilhas
6 qua class sAi vcndidas a R$ 1,00 c o
movimento no tern dinheiro para
compri-las c distriuii-las junto as traba-
lhadoras rurais.
Esli se tentando convenccr os sindi-
catos da import ncia das cartilhas c da
campanha, para quc cies comprem o ma-
Icrial e fatam sua divulgaq5o.
'0 Movimento lamnbm esti procurqn-
do as prcfcituras do interior para financia-


rem a compra das cartilhas, ji quo os seto-
res pdblicos tamb6m slo afctados pela falla
de documentacio, ji quo at6 para se on-
tregar uma certidlo de 6bito 6 necess4rio
de documents e os stores ptiblicos pcr-
dcm muitn tempo fazendo isto, quando de-
veriam fazer uma campanha para evitar
csle problems, doclarou a secrcttiia. *
E bom so esclarccer quo o objetivo
nao 6 vender as canilhas e sim divulgar a
campanha, para nio pensarem que
estamos ganhando alguma cQis cornm isto,
disse Lauridetc.
0 Encontro Estadual contari corn
mais de 100 trabalhadoras rurais. oriun-
das dos 40 grupos de mulheres cxistentes
no Eslado, permanccendo aid o dia pri-
meiro do novembro, onde tambdm discu-
tirio a question da cidadania e da
descriminaglo da mulhcr no campo, quo
tem uma tripla.jornida do trabalho: Ira-
balha no campo, trabalha fora c traballia
cm casa. Muitas vezes 6 cda quem garance
o sustento da famflia, falo ocasionado.'
principalmenie quando a homcm vai icn-
tar a vida na cidadc, Icmbrou Lauridcte.















CIDADANIA Campanha regulariza profissio de trabalhadora rural em PE



Mulher garante 60% da


agriculture familiar


milhoes de mulheres tra-
balhando no campo, mas
apenas tries milhoes tmr
profissao reconhe-cdiapor docu-
mentos como carteira de trabalho.
Embora nao haja estaisticas para
Pernambuco, sabe-se que no Nor-
. deste sao elas que garantem 60%
da agriculture familiar. Os n6meros
sao da Articulaqau Nacional de
Mulheres Trabalhadoras Rurais
(ANMTR) que em parceria corn a
Federaq o dos Trabalhadures na
Agriculture de Pernambuco
(Fetape) liana amanhli a campa-
nha "Nenhuma trabalhadora rural
sem documents" corn apoio do
SOS Corpo e Casa da Mulher do
Nordeste. 0 encontro serai as 19h
no Centro de ConvenqOes e rei-
nirA cerca de 500 trabalhadoras
rurais. t
"Querenios mobilizar a socie-
dade e o poder p6blico em prol do
reconhecimento da profisso",
informa a trabalhadora rural Maria
Aparecida Souza, da coordenagao
regional da ANMTR. Ela alerta que
o preconceito e, sobretudo, o
machismo no meio rural sao obsti-
culos para que muitas trabalhado-
ras rurais assumam suas profissoes
na hora de adquirir documents
basicos como a certidao de casa-
mento.
"Ao se apresentarem simples-
mente como domdsticas perante
os 6rglos p6blicos, elas perdem
direitos previdenciarios e de
heranqa de terras", revela a coor-
ien-adaora-di-Co iissao Estadual de
Mulheres Trabalhadoras Rurais da
Fetape, Maria Jose Carvalho. Ape-
sar da ANMTR registrar que as
mulheres chefiam tres em cada dez
famflias no meio rural, a legislaVao


Garantem 60% da a rulu famiaeMo 1

ridf a. Urla 0 est6 em home do mulheres
80% das meninas a partir de 10 anon ajudam os adults na roga
.,,',.. -4 ., ,-.
a q ~j, :-ae:


privllegia o humem V
do campo, ao exigir K
que o repasse dos
titulos dos assenta-
mentos s6 seja feito
no nome do pal ou L
do filho mais velho.
Em Pernambuco, JI
segundo a Fetape,
existem sindicatos
rurals onde quase
70% dos associados
slo mulheres. "No
Piaui, 13 dos 88 sin-
dicatos tem uma
mulher na presiden-
cia", revela Apare- .
cida Souza, que tra- AGRICULTO
balha em roqas de AGRIULTOE
Piripiri, cidade do interior piaui-
ense. Langada nacionalmente em
agosto 6ltimo, a campanha vai
distribuir 80 mil cartazes aldm de
panfletos em sindicatos e organi-
zagbes de tnulheres do Estado ori-
entando sobre a aquisiqAo de


AS Direitos da mulher

documents como a idenfidide,
CPF, titulo de eleitor, carteira de
sindicato ou'associaio da classes.
"A meta 6 que no ano 2.000
nenhuma trabalhadora rural esleja
sem documents"
















,. .-- .- ---. ,.


Mulheres trabalhadoras;.

reivindicam document a)
Uma campanha pela docu- que 2% doe produtos comerai.
mentacAo das mulheres traba. alizados sAo descontados coio
lhadoras sera lancada hoje, As contribuiCAoprevidenciAiUa, no
14h, na sede do Sindiqulmica, Ambito do estado. Tambl^eo
em Nazar6. 0 movimento terA, Ambito federal, no Docum'nto H
pela manhA, audibnoia corn o da Terra emitido pelo Inca, 6
governador Paulo Souto. mulher 6 ignorada ou apenap
Areivindicacaoprincipaldo citada como esposa. "
Movimento das Mulheres Tra- Um doe aliados do MMTR,
balhadoras Rurais 6 o bloco de o deputado federal Jaques
notas de mulher trabalhadoras, Wagner (PT.BA) tern buscado
poisoblocodoprodutorrural 6 soluqoes junto As autoric[ades
traz, atualmente, o nome do para a questao. 0 parlan)eb-
homem como chefe da familiar e tar acompanha a comissao'dps
dificulta a comprovacAo do tra- mulheres na audiencia corM o
balho realizado pelo sexo femi- governador Paulo Souto ae j6
nino. marcou encontro na pr6xirDa
7A documenta~Ao, para n6s, semana corn o president; do
6 um~ instrument de cidada. Incra, MiltonSelligman. do-
nia', assegura a coordenadora cumentagQo das mulherea,,no
national do movimento, Maria caso do Incra, pede uti; to
Madalena dos Santos. JA im. administrative para que'd-t'.
plementado em outros estados b6m seja incluido o nopm io
do Sul e Sudeste, o Bloco de Documento da Terra.. :: *
Notas da Mulher vem a ser o Segundo Wagner, esta.;
(nicocomprovante legal do tra. uma das mais importantek con
balhorealizadopelas mulheres quistas do MMTR, que oJ.tBrh
no campo. 13 anos de existencia. "Pars~xi4
Corn a funQio de registro da ta da dificuldade de compro.al4
comercializa go dos produtos CAo do trabalho rural, muites
gerados na agriculture famili- aposentadorias de mulheies
ar, o document sera avaliado estAohojeengavetadas", dea.'
pela Secretaria da Fazenda, jA ca o deputado. .
i,^ '






Promroiao
MMTR NE

Coordenaq2o
FETAPE *
SOS CORPO Gdnero e Cidadania
Casa da Mulher do Nordeste

Apoio lnsfitucional
FASE Nacional
Cais do Parto
Centro das Mulheres do Cabo


Garantir. a cidadania da mulher
trabalhadora rural 6 resgatar
sua identidade e a sociedade
reconhecer qual o significado
de 50/o% da populagAo passar
a ser agent e sujeito da historia


CAMPANIHA NATIONAL DE DOCUiMENTACAO
DA TRABALHADORA RURAL


C
0'


V


LANgAMENTO DA CAMPANHA PARA A
REGIAO NORDESTE
DATA: 20 de novembro de 1997
HORA: 19hs
LOCAL: Audit6rio Tabocas Centro de ConvenWes-PE
Movimento da Mulher Trabathadora Rural
do Nordeste MMTR/NE





























































Este relat6drio fol felto
Maria Auxlliadora Cabral Secretaria Executiva do MMTR-NE
e Vanete Almeida Assessom dp MMTlR-NE

Projeto Grafico Oficina de Iddias Serra Talhada PE




Full Text
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