Arquidiocese de NATAL: movimento de mulheres trabalhadoras rurais do RN

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Material Information

Title:
Arquidiocese de NATAL: movimento de mulheres trabalhadoras rurais do RN
Physical Description:
Mixed Material
Language:
Spanish
Creator:
Movimento da Mulher Trabalhadora Rural
Publication Date:

Subjects

Spatial Coverage:
Natal, Brazil

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
System ID:
AA00016358:00001

Full Text






ARQUIDIOCESE DE NATAL .
MOVIMENTO DE MULHERES TRABALHADORAS RURAIS DO RN


RELATORIO DA REUNIAO DA COORDENA(CAO DO MMTR RN
CASA SANTA ZITA NATAL 24 E 25/02/00







RELATORIO DA REUNIAO DA COORDENA(CAO DO MMTR RN
CASA SANTA ZITA NATAL 24 E 25/02/00

Iniciamos a reuniAo da Coordenagao do MMTR RN corn a participagao de 12
(doze)mulheres das regimes de Mato Grande, Cana e Agreste corn o objetivo de elaborar o
planejamento e pensar estrategias de acgo para as regi6es. Escolhemos como mote deste
moment "cada um de nos comp5e a sua historia e cada ser em si, carrega o Dom de ser
capaz de ser feliz ". Logo em seguida, vivenciamos um moment de oragdo e reflexao
feitas por S6nia Maria SAR, que fez a leitura do Evangelho Lc. 24,13-35, depois
convidou as mulheres a caminharem duas a duas como os discipulos de Emaus. Era um
caminho de dialogo, elas conversavam sobre os ultimos acontecimentos de sua paroquia e
no MMTR. Apos a caminhada foi feita uma breve partilha de alguns dos acontecimentos
vivenciados em suas vidas. De mAos dadas cantaram Deus chamapra um moment novo.
Dando continuidade, Lauridete Santana dos Santos, Secretaria do MMTR-RN, fez a
abertura, acolhendo a todas e falando dos objetivos que as trazem aqui, solicitando que
buscassem em suas mem6rias e escrevessem em tarjetas: 0 quefizemos em 99 ? Tivemos
o resultado, conforme segue:

Realizagdo de 03 oficinas de formagdo de educadoras no assentamento S.
Sebastiao, Sitio Geral, Cajueiro e 01 oficina Estadual;
Curso de pintura e vidro;
Celebracao do "dia das Maes" e do "Agricultor";
Curso de gerenciamento Sebrae;
Curso de enxertia de cajueiro Emater/ SINE;
Campanha de documentagao;
Participagao de algumas mulheres nas reunites do PT;
Houve Encontro de Regiao;
Visita a alguns grupos;
Celebracao do "08 de Margo" na comunidade;
Continuagao das reunites do Grupo Rancho e Pureza;
Reunimos o grupo para falar com o Padre da Paroquia, para ele celebrar missa
todo mds na comunidade;
Luta por uma Escola para idosos, e nossa meta para 2000;
Estamos iniciando um grupo de idosos e um de jovens;
Lagoa Salgada, muitas reunites;
Pega teatral com as mulheres, retratando a violEncia e o analfabetismo que afeta
a mulher(Montanhas);
Comemoragdo do "8 de Margo"(Montanhas);
Mais esclarecimentos sobre "A Educagao na Familia";

Em seguida, S6nia Maria solicitou que identificassem os pontos fortes e fracos do
que fizeram em 99 e colocassem nas tarjetas(cor: branca/fortes e rosa/fracos), listados
abaixo:





Pontos Fortes:


Campanha de documentag o;
Participacao das mulheres no Sindicato;
Oficinas de Formaqao sobre G6nero/Identidade e Saude da Mulher;
A participagao do Presidente do Sindicato na oficina de Genero;
Fundagao do MMTR e registro do Estatuto;
A cartilha "0 que e Genero;
As maratonas de visits deram mais vida aos grupos;
Capacidade das mulheres em assessorar cursos;

Pontos Fracos:

Falta de financiamento para funcionar a turma de alfabetizagao para adults na
Baixa do Quinquim;
Falta de condiq6es para chegar ate as bases(dinheiro e transporte;
Falta da participagao das mulheres e jovens nas reunites;
1 Outras instituic6es querendo crescer com o nome do MMTR, dificultando a
caminhada dos grupos;
A ndo reaqao das mulheres do MMTR nas frentes de emerg6ncias;
Desarticulagoes dos grupos;

Apesar de ainda terms parte da agenda para cumprir neste dia, resolvemos encerrar
as atividades, tendo em vista o horario ja ter sido extrapolado. Maria Ver6nica SAR,
convidou todas a dangar "Forga da Paz", buscando internalizar a paz que precisamos para
nos, para nossas families e para o mundo.
Retomamos as atividades no dia 25-02-00, com oragao inicial coordenada por Maria
das Dores Cajueiro, que chamou todas a refletirem sobre as nossas responsabilidades,
diante do que iremos planejar e que teremos que colocar em pratica. Logo em seguida, foi
feita a leitura do Evangelho Lc. 24, 36-52, com reflexao partilhada; tivemos um moment
de louvor a Deus por todas as conquistas e de pedidos por forga para perseverar e trazer
novas liderangas ao MMTR; encerrando este moment corn Pai Nosso e Ave Maria.
Ap6s um delicioso caf6 da manha, preparado com ajuda das mulheres, demos
continuidade com a danga "Forga da Paz". Este moment foi coordenado por, Maria
Ver6nica, que fez um breve comentario sobre os conceitos:
Contexto interno: Slo aspects internos a organizaqAo que favorecem ou
dificultam seu desempenho, desenvolvimento e crescimento. Exemplo: como e feita a
divisao do trabalho, com sao tomadas as decis6es e distribuidos os recursos, etc...;
Contexto externo: Sao instituic6es e aspects da sociedade que afetam nossa
organizacgo. Mais important e verificar que tipo d& influ6ncia esses aspects exercem, de
modo a conhecer riscos e oportunidades...
Ap6s o entendimento dos mesmos, solicitou que definissem diante da avaliagao que
foi feita, quais as influencias internas(que favorecem ou dificultam nossa caminhada) e
externas(que sao oportunidades ou ameagas para a mesma) e que colocassem em tarjetas.
Obtivemos o seguinte resultado:





Contexto Interno:

0 que favorece?


- Troca de experi6ncia entire os Estados e grupos;
- Os Encontros, Cursos e Planejamentos
conhecimentos;


realizados favorecem novos


O que dificulta?

Questao financeira impede a caminhada;
Acomoda9ao de algumas companheiras;
Tarefas concentradas na Secretaria;
A distancia entire as comunidades;


Contexto Externo:

O que e oportunidade?

Igreja: influ6ncia quando apoia o MMTR, quando da oportunidade de caminhar
junto as trabalhadoras rurais;
AACC: oferece oportunidades ao MMTR, quando incentivam as mulheres a irem
a luta e quando da um acompanhamento tecnico no campo, promove cursos, etc;
SAR: quando acompanha o MMTR (assessoria) e promove cursos de
capacitagio para as trabalhadoras rurais;
SEAPAC: quando faz encontros, cursos e financial pequenos projetos;

O que e ameaga?

Movimento Sindical quer subordinar o MMTR;
Projeto da Previdencia Social, que tira o direito da mulher;
Emater no valoriza trabalho da mulher;
A Igreja quno e conservadora;
SAR quando tem uma equipe que nao se preocupa corn a formanao political do
MMTR(equipe anterior, ano 97);
Foi solicitado, ainda no plenario, que dessem solug es para veneer as ameagas, o que
sugeriram:
Levar relat6rio do Planejamento ao Bispo (para que tome conhecimento da
caminhada do MMTR);
Igreja trabalhar homes e mulheres com direitos iguais;
Sensibilizar as mulheres a participarem mais;
Fazer uma reunido de sensibilizagao com Sindicato e Emater para faz6-los
perceber a importfncia da participagao das pessoas nos mesmos, pois queremos
somar;
Ato PNblico envolvendo a sociedade para sensibilizar para a previd6ncia;






- Enviar fax para Deputados Federais do Nordeste sobre Previd&ncia;


Para encerrar este moment ouvimos a m6sica "Tocando em Frente" cantada por
Renato Teixeira, que e o mote de nosso encontro e que nos incentive a continuar a
construgao da nossa historia.
Lauridete (MMTR) deu continuidade apresentando o quadro: "Onde Estamos?"


AREAS REGIAO REGIAO REGIAO DA REGIAO
MATO VALE DO CANA AGRESTE
GRANDE ASSU
DESARTICULA Rio do Fogo Macau Canto Canguaretama Macaiba Reta
DAS Bento do Papagaio Santo Antonio Tabajara,
Fernandes Carnauba Varzea Cajazeiras e
Parazinho Itaja Ares Riacho do
Aracati S. Rafael Sangue
Ipanguaqu
Assu
ARTICULADAS Pureza - Canto Grande Montanhas lelmo Marinho
Rancho Espirito Santo Lagoa Salgada
Tabua do (Taboca)
Reduto Georgino
Touros Avelino
Carnaubinha, Carnaiba
Geral, Boa
Cica, Baixa do
Quinquim, S.
Sebastiao e
Cajueiro

Apos apresentag9o do quadro, Lauridete explicou a proposta para a Coordena9ao
apresentada em Cajueiro, visando facilitar o trabalho de acompanhamento as regioes que as
demais coordenadoras ajudariam a equipe que foi revista, conforme segue:
Mato Grande: Rosane, Dorinha, Ana e Ivone;
Vale do Assu: Anilza e Quinha;
Agreste: Edite, Lauridete e Ivaneide;
Cana: Ana Lucia, Da Paz e Da Luz;
Logo apos, Sonia Maria distribuiu um quadro de Planejamento das atividades
contend o que ja foi pensado em encontros anteriores, solicitando que se dividissem por
Regiao e pensassem atividades para a Coordenaqio e para a Regiao, com o seguinte
resultado:


Encaminhamentos e Resultados Finais:








Comemoragao do 8 de Marco, Pureza, dia 10/03/00 as 9h 30 m, organizado pela
ComissAo Estadual de Mulheres Trabalhadoras Rurais;
Abaixo-assinado: luta pela aposentadoria, foram distribuidos copias para que as
mulheres recolhessem assinaturas nos grupos e comunidades e enviassem para a
Secretaria;
Foi feita votagAo para definir period para reunites da Coordenaggo, ficando
definido que sera de 2 em 2 meses, no 1ultimo final de semana do mes, e que os
grupos ajudassem financeiramente na locomocgo;
Participagao do F6rum das Mulheres, Lauridete e uma das Assessoras;
Curso modulado sera Estadual corn participagco dos representantes das regi6es;
Assembleia devera ser ate 30 de julho de 2000, por causa do Estatuto e fundagao
do MMTR, que define que deve ser annual, sendo aprovado;
A Secretaria, Lauridete, vai encaminhar carta sobre as decis6es do MMTR c
relat6rio corn planejamento para as que faltaram e tambem para as presents;
Quanto ao Estatuto, a Secretaria vai visitar as regi6es para colher assinaturas das
mulheres que estiveram presents na ultima assembl6ia, ate 19 de margo,
procurando aproveitar viagens de outros stores da Arquidiocese;
Visitar os grupos desarticulados;
Para a participagao em Cursos, Seminarios, Congressos sera selecionada uma das
Coordenadoras por Regiao;

Para finalizar, Maria Ver6nica, solicitou que as mulheres escrevessem em tarjetas,
em forma de folhas, uma palavra que expressasse como foi esses dias para nos( ao som da
music "Tocando em Frente"). Depois, as mesmas, na media que iam falando, formavam
uma margarida no centro da sala:

Eu gostei muito;
Otimo;
Proveitoso(02);
Foi bom(02);
Maravilhoso(02);
Conhecimentos;
Me sinto forte;
Ansiedade;
Ideias;
Important;

Veronica, convidou todas a darem um abrago e beijo coletivos, para que
pud6ssemos sair mais fortalecidas e na certeza de que nAo estamos s6s. Apesar das
dificuldades, temos companheiras com quem podemos contar sempre.











PROGRAMA(AO DA REUNIAO DA COORDENACAO DO MMTR
LOCAL: CASA SANTA ZITA
DATA: 24 E 25/02/00
OBJETIVO: Elaborar o planejamento e pensar estrategias de agao para as regi6es
Mote: cada urn de n6s compoe a sua hist6ria e cada ser em si, carrega o Dom de ser capaz
de serfeliz



Quinta feira 24/02/00

18:00 Jantar
19:30 Oragdo e dinimica de entrosamento S6nia
Abertura/acolhida/objetivos Lauridete
Musica Tocando em frente Ver6nica
20:30 Memorizacao do que fizemos em 99 (tarjetas) Lauridete
21:00 Identificar pontos fortes e fracos do que fizemos em 99 (tarjetas 2 cores) Sonia
21:40 Influencias internal e externas (no plenario) Veronica
22:00 Danga : Forga da Paz




Sexta feira 25/02/00

07:00 Cafe
08:00 Oraqio (mulheres e S6nia)
Dinimica danga na roda
08:20 Onde estamos? (apresentagao do quadro) Lauridete
08:30 Planejamento rever as atividades jA planejadas para elaboragAo do
planejamento(o que? Quando? Onde? Como? Quem? Responsavel? Sonia e Lauridete
10:00 Lanche
10:15 Apresentagao
11:00 Avaliagao Ver6nica
12:00 Almogo