Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:20003


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Full Text
I
\
)
V
ANNO XLIX. MMERft 281
VAM.X A CAPITAL B IXGABES 0\DE SAO SB PAA POBTE.
Por tres mezes adiantados................ 69000
For seis ditoa idem.................. 139000
Por urn anno idem.................. 24$000
Cada numero avulso.................. Jao

SABBAD0 6 DE DEZEMBRO DE 1873
PABA smio ft *** *A PBOTISCI-.
Por tres mezes adiantados.
Por seis ditos idem. .
Por noTe ditos idem .
Por urn anno idem. .
f 4
* i I
W7M
189600
109360
379000
DIARIO DE PERMMBIM
PROPRIEDADE DE HANOEL FIGUEIROA DE FARIA A FILHOS.
Os Srs. Gerardo Antonio Alvesd Filhos, no Para; Gongs!ves & Pinto, no Maranhao; Joaquim Jose de OliveiradFiiho, no Ceari; Antonio de Leiuus Braga, no Aracaty Joao aria Jniio Chaves, no Assn; Antonio Marques da Silva, noRatal; Josd Jut
Pereira d'Aimeida, em Mamaaguape ; Augusto Gomes da Silva, na Parahyba ; Antonio Jose Gomes, na Vila da Penha; Belarmino dos Santos Bulcao, em Santo Antio ; Domingos Jose da Costa Braga, emNaiareth;
Antonio Ferreira de Agaiar.em Goyanna ; Joao Antonio Machaeo, no Pilardas Alagoas ; Alves d C., na Bahia ; e Leite, Gerquinho d C. no Riojde Janeiro.
PARTE OFFTClAl
torcriio tin proviiaeia.
eif BDIBNTE DO DIA 22 DE SETKMBMSE 1873.
1" seccao.
Officios :
Ao Exm. brigadeiro commandante das armas.
Sirva-se V. Exc. de mandar por era liber Jade o
recrula Manoel Jose" da Silva, ou Manoel Joao da
Silva que provou isencao legal.
Ao mesmo. Sirva-se V. Exc. da mandar por
em llberdade o recruta Antero Jose Pereira, visto
ser iacapaz do servico militar, segundo o termo de
inspeccio annexo ao seu offlcio de 20 do corrente,
sob d. 939.
Ao mesmo.De conformidade com o dispos-
to no aviso do minislerio da guerra, de 9 do cor-
rente, recommendo a V. Exc. a liel observancia da
circular de lo de novembro de 1871, deterrainan-
corpos do exerciio, sem que primeiro se examine
si 6 de condicio livre.
Ao mesmo. Transmitto a V. Exc. para seu
ronhecimento copia do aviso do ministerio da
guerra, de 9 do corrente, delerminando o destino
que devem ter varies objecios carregados ao almo-
xaritado do arsenal de guerra, cu}o termo de exa-
me acompanhou o offlciode V. Exc, n. 806 de 11
de agosto Undo.
A0 mesmo.A' vista do quo determina o
Exm. Sr. mioistro da guerra no aviso junto por
copia, datado de 10 do corrente, mande V. Exc.
rescindir o contracto celebrado com o Dr. Araerico
Vespucio Moreira do Almeida para coadjuvar o
servico medico da guarnicio; convindo que, no caso
de ser indispensavel mais um facultativo para esse
servico, proceda pelo mode indicado no liual do ci-
tado aviso.
Ao mesmo. Sirva se V. Exc de dar suas
ordens aara que o sentenciado civil, Sevorino Al-
ves da Santos, que se acha ao servi;o do deposito
de recrutas, me seja apresentado no dia 2'S do cor-
rente 4 1 bora da tar de.
Ao mesmo. Transmitto a V. Exc, para ser
untregue ao soldado do 9* batalhao de infantaria
Maximiano dos Pass us Alves, o incluso dioeumento
que me foi remettido pela presidencia da provin-
cia do Para, em deferimento do que pedio a referi-
da praca no requeriraento, que juato devolvo e
veto annexo ao offlcio de V. Exc, de 23 de abril ul-
timo, sob n. 421.
Ao inspector do arsenal de mariuha. -Deter-
mine V. S. a Joao Bent j Monie.ro da Franca quo
solicite na thesouraria de fazenda o titulo de sua
nomeacao de contra-mestre da officiua de ferreiros
desse arsenal.
Ao director de arsenal de guerra.Em solu-
cao ao seu offlcio datado de 30 de raalo proximo
tindo, sob n. i 19, transmitto a Vmc a inclusa co-
pia do aviso do minislerio da guerra, de 9 do cor-
rente, afim de que proceda pela forma n'elle esta-
belecida, com relacao ao destino a dar-se aos objec-
tos mencionados nas sete relacoos que acompa
nharam o citado offlcio.
Ao mesmo. -Mande Vmc recolher nesse ar-
senal, fazendo a despeza oecessaria com o seu
transporte os objectos a tarfo do almoxarife do
hospital militar, que por inserviveis foram dados
em consumo, conforme consla do incluso termo de
incapacidade.Do numero de leucoes dados em
consumo, que forem necessariosaextraccao de nos,
se fara mencjio em termo, cu.ia copia lhe sera trans-
mittida opportunamente.
Ao commandante interino do presidio de Fer-
nando de Noronha.Receba Vmc. opportunamente
nesse presidio, corao determina o aviso do minis-
terio da guerra, de 12 doc orrente, os condemna-
dos a gates perpetuas, Jose Furtado da Rosa, Jose
Maria do Espirito Santo, Belisario Joaquim e Jose,
todos vindos da provincia do Espirito Santo.
Ao consul de S. M Fidelissiraa.Transmitto
ao Sr. consul de 3. M. Fidelissiroa o offlcio junto
por copia, que sobre o falloeimenlo do portuguez
Bernardo Jose Gonealves me diriuio o juiz muni-
cipal e de orphaos do termo do Cabo.Reitero ao
Sr. consul de S. M. Fidelissima os protestos de rai-
nba perfeita estiraa e distinctaeons ideracjio.
2" seccao.
Officios:
Ao Dr. chefe de policia.Recommendo a V.
S. a expedicao de onions convenientes, atim de que
seja capturado o criminoso Jose Carolino das Ne-
ves, de que trata o sea offlcio n. 1049 de 20 do
corrente.
Ao mesmoPro videncie V. 3. para que, con-
forme solicitou a lllma. eamara municipal do Re-
cife em offlcio de 17 do corrente sob n. 82, junto
por copia, seja prestado todo o.auxilio de que
precisarem os fiscaes para cumprirem as posturas
da mesma 111m. eamara municipal.
Ao commandante superior da guarda nacio-
nal de Caruarii. -Faca Vmc. substituir por outras
as pracas da guarda nacional que se acham desta-
raias em S. Bento.
Ao juiz de direito da i' vara civel.Trans-
mitto a V. S. para os dovidos lins a guia junta do
sentenciado Anastacio Gomes Teixeira, que veio
com o aviso do ministerio da justi^a, de 13 do cor-
rente.
Ao juiz rattnicipal de Ingazeira.- Informe
Vmc. sobre o couteddo da representaclo junta por
copia, relativa ao destacamento dessa villa.Iguaes
ao delegado de Ingazeira e ao promotor pubheo de
Floras, recommenJando am esma informacao.
Ao commanlante do corpo de policia.Faga
\ inc. destacar em Capoeiras, a disposi?ao das au-
toridades policiaes, 1 inferior e o pracas do corpo
sob o sea commando.
3.' secgao.
Officios : ...
__Ao inspector da taesourarii de fazenda.
Declafando-rne o Exm. Sr. ministro da marinha
em aviso de 12 do corrente^que fica approvada
a delibera^ao que toiuei de rr.aadar entregar a
qiantia de 12:0004 ao commandante da corveta
Vital-de Ohceira, que tinha de sahir para conti-
nuar os trabalhos do cabo electric) submarino ;
assim o communico a V. S.para seu conhecimen-
lc. e em solucao ao seu offlcio, dirigido aquelle mi-
nisterio em 8 do corrente mez sob n. 796.
Ao mesmo. Transmitto a V. S. a inclusa
copia do decrelo de 3 do corrente, concedenlo ao
teii^ntecoronel Manoel Camello Pessoa Cavalcanti
d-spensa do lapso de tempo para tirar a carta im-
iM'rial de comraeudador da ordem da Rosa, afim
d aue seiam cobrado9 os respectivos impostos, de
ouformidade com o 93 da tabolla annexa
co
ao
decreto n. "i3o6 de 24 de abril de 1869 e 112 do
art. 13 do regulamento que baixou com o decreto
n. 't505 de 9 de abril de 1870.
Ao mesmo.Comtrmnico a \. S., pva os de-
vidos Ons, que a 20 do corrente concedeu o con -
aelUeiro pre*idente do tribunal da rela^io 30 dtas
d* lieenca. com ordenado na forma da lei, ao ba-
charel J )?e Elysi, do irvalh: into, jair mam
cip:.l e Je orphaos d-> t*n;i> da '. Bantu.
Ao mesmo.-Tendo nejta daU negado previ-
mento ao recurso interposto por Julias ruerstem-
I erg, no reqaerimento que lhe devolvo e a que se
refero a sua informacao de 10 do corrente sob n.
141 serie E, pedindo dispensa da mnlta em que
incorreu por nao haver dado a matricula,
denlro do praso legal, o sea escravo. visto ser a
materia, de que trata, contenciosa fiscal, e como tal
da'competeDcia dessa thesouraria; assim o declaro
:i v. S. para seu conhecimento e tins conve-
' Ao mesmo.Transmitto a v. S:, para os de-
vidos fins, a inclusa ordem do taeaoun nacional,
sob n. 177, e. bem assim urn offlcio expedido pela
secreuria da estado dos negocios da Uzenda em
13 do corrente, ao qnal a;ompanua um conheoi
mento da quantia de 30:000i de moeda de nikel
que veio do Rio de Janeiro no vapor Bahia.
Ao mesmo. Transmitto a V. S., para os de-
vidos fins, as pateutes imperiaes juntas, de refor-
ma do corenel barao de Utinga, do coronel Fran-
cisco Antonio de Barms e Sa o tenente Manoel
Antonio Alvares de Brito ; e bem assim a de no-
meacao de Marcionillo da Silveira Lins para coro-
nel commandante superior da guarda nacional do
munici^io de Santo Antao e Escada.
Ao mesmo. -A' vista das duas contas em
duplicata, que me remetteu o engenheiro das
obras milttares com offlcio de 10 do corrente sob
n. 17, a que se refere sua informacao tambem de
20 do corrente sob n. 271, mande V. S pagar a
Manoel Firmino Ferreira a quantia de 2274. pro-
veniente do concerto foito na entrada do arsenal
de guerra e da collocacao do apparelho para tirar
agua no poco do quartel do 9.* batalhao de infan-
taria do exem'ito ; como tuJo se ve das referidas
contas.
Ao mesmo.Transmitto a V. S., para os de-
vidos fins, o titulo junto de nomeacao de Manoel
Eduardo Lins Wanderley para o lugar de escri-
vao de capellas e residuos do termo de Goyanna.
Ao mesmo.Transmitto a Y. S., para os fins
convenientes, o incluso titulo nomeando a Joao
Bento Monteiro da Franca contra-mestre da offici-
na de ferreiro do arsenal de marinha desta pro-
vincia.
Ao mesrno. Transmitto a V. S.,"para seu
conhecimento copia do aviso do miuisterio da
guerra, de 9 do corrente, dando algumas provi-
dencias acerca do destino que devem ter varios
objectos carregados ao almoxaritado do arsenal
de guerra.
Ao mesmo. -Tendo sido, em data de 19 do
corrente reintegraio no exercicio de suas ordens
o Rvd. eonego vigario da freguezia do Rio For-
moso, Antonio Eustaquio Alves da Silva ; assim
o communico a V. S. para os devidos fins.
Ao mesmo. Remetto a V. S., para os fins
convenientes, a inclusa portaria de Jose Paulino
Munteiro, agente nomeado para o correio de
Floresta, desta provincia.
Ao mesmo. Transmitto a V. S., para os
fins convenientes, copia do aviso do ministerio do
imperio, de 4 do corrente, sobre os vencimentos
Sue competem aos lentes substitutos da faculdade
e diieito desta capital.
Ao inspector da thesouraria provincial.^
Sendon ecessario, a bem da arrecadacao das rendas,
da provincia Parahiba, conforme solicitou o Exm.
presidente em offlcio de 17 do corrente sob n. 2489
verilicar a existencia dos geueros da sua produc-
c5o, depositados em armazens desta praca, e qne
ainda nao pagaram os respectivos direitos, expeca
V. S. suas ordens ao c nsulado provincial para que,
avista das guias daagencia fiscal da referida pro-
vincia, archivadas na mesma reparti(io, proceda
com a possivel brevidade a semelhantoaveriguacao,
organisando um quad o demonstmivo dos mencio-
nados generos, com declaracao dos responsaveis,
afim de ser remettido aquella provincia, no intuito
de tornar effectiva a cobranca dos direitos corres-
pondentes, cujo pagamento tern sido alii relajrdado.
Ao mesmo.-A' vista do incloso prw enrdo'-
plicata, que m9 foi remettido pelo commandante
superior de Olinda com offlcio- de 9 do corrente,
mande V. S. pagar os vencimentos do destaca-
mento da .'guarda nacional da villa de Iguarassu,
relativos ao mez de agosto preterito.
Ao mesmo. Mande V. S. entregar ao por-
teiro da secretaria da presidencia, Silvino Antonio
Rodrigues, a quantia de 72*880, atim de poder
elle occorrer ao pagamento das despezas feitas por
Manoel Rufino da Lruz Cousseiro com os diversos
moveis da mesma secretaria, como se ve" da in-
clusa conta.
Ao mesmo. Recommendo a V. S. que, a
vista da inclusa conta em duplicata, que veio an-
nexa .ao offlcio do Dr. cbefe de policia, de 15 de
agosto ultimo sob n. 1447, a que allude sua infor-
mac,ao de 19 do corrente sob n. 419, mande pagar
a Justino Eugenio Lavenere, nos termos da citada
informacao, a quantia de 72*380, em que impor-
tou o curativo por elle feito em dous preso3 que
mutuamente ;e feriram na cadeia do termo do Bo-
nito.
Ao mesmo. Transmitto a V. S., para os fins
convenientes, as duas contas docum'en adas, an-
nexas ao incluso requeriraento, e provenientes do
gaz consumido com a illuminacao publica desta
cidade ; como se ve das mencionadas contas.
Ao mesmo. Annuiudo ao que expoz Urania
Nyrapha Granito, no incluso requeriraento sobre que versou
sua inforraacSo de 19 do corrente n 418, autoriso
V. S. a mandar adiantar a supplicante, mediante
fianca, a quantift de 400*030 para as despezas de
seu transporte, visto achar-se ella coraprehendida
nas disposifoes da lei n. 598 de 13 de maio de
1864.
Ao mesmo.Em additamento ao offlcio des-
ta presidencia, de 5 do corrente, mandando pagar
a despeza feita durante os mezes de junho e julho
deste anno, com o snstento dos presos pobres da
cadeia do termo de Caruarii, tenho a dizer a V.
S. que essa despeza importa em 1904000 e nao
em 904, como por equivoco foi mencionado no di-
to offlcio.
Ao me3iuo. Communico a]V. S., para os fjns
convenientes que, tendo sido rerategrado no dia
19 do corrente no exercicio de suas ordens, o Rvd.
eonego vigario d? freguezia do Rio Formoso, An-
tonio Eustaquio Alves da Silva, ficou na coadju-
toria o Rvd. Joao Vicente de Gonveia Accioly.
4.' secgao.
Officios :
Ao Exm. presidente das Alagoas.Seguirao
para o seujiestino, na primeira occasiao, os offlcios
que acompanharam o de V. Exc, de 20 do cor
rente, que fica assim respoodido
Ao Exm. bispo diocesano.Accuso recebido
o offlcio de V. Exc. Rvma., de 12 do corrente, e
fico inteirado de haver sido naqnella data reinte-
grado no exercicio de suas ordens o Rvd. eonego
vigario do Rio Formoso, Antonio Eustaquio Alves
da Silva, ficando na coadiuctoria o actual coadjuc-
tor proparocho, Joao Vicente de Gonveia Ac-
cioii.
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia.
Devolvendo o requerimento de Ignacio Franco
Caetano. dirigido a junta adminstrativa da Santa
Casa, que acompanhou ao offlcio de V. S., de 19
do corrente sob n. 367, concedo a mesma junta a
autonsaclo solicitada no seu alludido offlcio para
entregar-lhe o menor Joio da Cruz, educando do
collegio dos orphJos.
Ao mosmo.Communico a. VJS., para ps
fins convenientes, que nesta data defiro a peticao
de Francisco Maes'.nly, concedendo que lhe seja
entregue a sua filha Maria Magdaleua Maestraly
'dacandft pen'iorHsta no collegio das orphaaj, e
de aae trata a sua informacio de 19 do corrente.
Ao mesmo. Communico a V 3. para os
devidos fins, que, tendo em vista a sua in-
formacao de 19 do corrente, defiro a peticao de
Carlota Maria do Sacramento, permittindo que lhe
seja entregue o sen afllhado Manoel Izidro Peretti,
3ce a seu requerimento foi recolhido ao collegio
os orphans, afim de ser empregado em uraa casa
commercial.
Ao Dr. inspector da saude publica.-Com a
informacao por copia do gerente da companhia
Recife Drainage, dirigida ao engenheiro chefe da
reparticac das obras publicas, acerca do arromba-
quo "o:; 1'iz as materias fecaes das
Cinco- Pontas para a ilha do Pina, respondo o oflftlire pedras nos arrecifes, sem que exhiba nova li-
cio de V. S.. do do corrente, pedindo provide*- eeoija desta presidencia.
eias a respoito. 2' seccao.
Ao 1. juiz de paz da freguezia de S. Bent*. Actos :
Em resposta ao offlcio de Vmc, de 1 0 do cor-' 0 presidente da provincia, attendendo ao que
rente, tenho a dizer-lhe que flea designada a teiH "equereu o alferes do 9. batalhao de ialantaria
ceira dominga de novembro vindouro para \m~ la guarda nacional do municipio de Olinda, Fran-
iugar a eleicao de vereadores e juizes de paz im* :isco Pedro Celestino, resolve que se lhe de* a guia
se municipio; nao devendo concorrer para a orgfrJ le que trata o art. 45 do decreto n. 1130 de 12
nisacao da respectiva meza parochial os juizes da le margo de 1853 para o do Recife, onde fixou
paz residentes no territorio da freguezia de Santnla sua residencia.
Agueda, desmembrado desta, visto como os respect) 0 presidente da .provincia, attendendo ao
tivos habilantes so devera concorrer a actos eJei-ljaue reqaereu o bacbarel Gapar de Vasconcellos
toraes nessa freguezia na eltic&o de eleitores. penezes de Drummond, promotor pnblico da co
produzindo a desmembracao, inndependente da
approvacao da assemblea geral, todos os seur
effeitos n* eleicao de que se trata.
Portarias :
-----A' eamara municipal da eidade de Naza
reth.Approvo a arremata^ao dos impostos cons- Vmc. aojuiz de direito da I." vara civel a guia
tantes dos termos que por copia vieram annexes at do senteiciado Manoel Lopes Vidal, julgado nesse
area de Santo Antao. resolve concedor-lhe 15
icenca, com vencimentos na forma da lei, para tra-
tar de sua saiide onde lhe convier.
Offlcio:
Aojuiz municipal do Bom Conselho. Envie
offlcio da eamara municipal da eidade de Nazareth,
de 19 de agosto fiadc, e recommendo-lhe que man-
de cobrar por seu procurador os que nao foram
arreraatados.
Quantd a despeza com o fornecimento d'agua a
luz para a cadeia dessa cidade, concedo que seja
elevada ate 2004000.
A' eamara municipal da villa de S. Bento.
Sao tendo a eamara municipal da villa de S. Ben
to expedido as necessarias comraunicacdes ao 1'
juiz de paz, afim de ter lugar a eleicao de verea
dores e juizes de paz, marcada para a 3' dominga
de ontubro, conforme communicou o referido juiz
de paz em offlcio de 19 de corrente, designo no*
vamente a 3* dominga do mez de novembro par
o indicado lira. Cumpre, port an torque essa eamara
expeca em tempo as convenientes ordens; no sen-
tido de que se realise naqnelle dia a referida elei-
cao e nao se reproduza semelhanto falta.
5* seccao.
Offlcios :
Ao engenheiro chefe da reparticao das obras
publicas. Para satisfazero despacho do Exm. Sr.
ministro da agticultura, commercio e obras publi-
cas, do 1 do corrente, lanc.ido no incluso reqaeri-
mento, qne me sera devolvido, do barao do Rio
Negro e engenheiro Manoel Antonio da Silva Reis,
pedindo ao governo imperial >ara continuarem uma
estrada de ferro que ligue os dous pontos : de Pi-
ranhas na provincia das Alagoas, e deJatoba
nesta, mediante as clausulas annexas ao referido
requerimento, convem que Vmc presto as neces-
sarias informacoes, afim de que possa esta presi-
dencia dar cumprimento ao citado despacho.
Ao presidente da junta de. eraancipacao do
rauuicipio do Cabo.Inteirado do que expoe Vmc
em seu offlcio de 16 do corrente, autonso a proro-
gar por mais 30 dias os trabalhos da junta eman-
cipadora desse municipio, precedendo os corape-
tentes editaes, afimde qne possa ter lugar a ma-
tricula dos respectivos escravos ; como solicitou
em seu citado offlcio, que fica assim respon-
dido.
Ao da junta de emancipacao do municipio do
Bom Conselho.Expeco nesta data as convenien-
tes ordens ao inspector da thesouraria de fazenda,
afim de que lhe sejara enviados os livros para os
trabalhos da junta emancipadora desse municipio, citada informacao
4ermo.
3* seccao.
Officios :
Ao inspector da thesouraria de fazenda.
Declanndo V. S. am seu offlcio de 19 do cor-
rente, so!) n. 263 serie E, que nao existe credito
na verba-eventuaesdo ministerio da guerra, do
exercicio em liqnidacao, para o pagamento da
quantia le 134500, provemente das diarias tome-
cidas aos recrutas vindos do termo do Bonito para
esta capiial, com destino ao servico do exercito;
tenoo a c&zer lhe que mande effectnar esse paga-
mento sot responsabilidade da presidencia.
Ao mesmo.Em additamento ao offlcio desta
presidencia, de 12 de maio deste anno, declaro a
V. S. que o pagamento da quantia de 60*000,
que foi arbitrada a am dos agentes recenseadores
da fregueua do Brejo, deve ser feito a Manoel
Quintino d Siqueira Feitosa Cavalcante, e nao a
Manoel Quintino Feitosa de Siqueira, como por
equivoco foi mencionado no dito offlcio.
Ao mesmo.Inteirado de quanto expoz em
seu offlcio de 19 do corrente, sob n. 262 serie E,
relativamente ao pagamento dos vencimentos do
destacamento da guarda nacional existente na vil-
la de S. Bento, a contar de 28 de abril a julho ul-
timo, tenho a dizer a V. S. que mande pagar so-
mente a despeza relativa ao actual exercicio, e ao
exercrcio em liquidacao devera solicitar do minis-
tro da guerra o credito preciso, para assim poder
ser reilisado o pagamento de semelhante despeza
: Ao mesmo. -Providencie V. S. no sentido de
ser pago a Thomaz de Carvalho Soares Brandao
Sobrinho, a vista da conta junta em duplicata,
que mefoi remettida pelo engenheiro encarrega-
Jo das obras militares com offlcio de 11 deste
mez, sob i. 18, a qae se refere sua informacao de
20, n. 272 se ie E, a quantia de 2:8504000, por
quanto fonm arreraatados os reparos do quartet
das Cinco Pontas.
Ao mesmo.Danio provimento ao recurso
interposD pelo barao de Utinga, no requerimento
qiiel Itie devolvo e a qae se refere a sua informa-
caoide tuje datada, sob n.309, serie E, autoriso V.
S. imaadar releva-io da multa em que incorreu
por nao haver averbado no prazo legal os dous
escravos por elle comprados, constantes da sua
tSrt&Z** de 'he Serem entregues os livros de e ainda uma ordem religiosa que tem por missao
que trata.
EXPEDIENT!". DO SECRETARIO
IS seccuo.
Offlcio :
Ac engenheiro das obras militares.0 Exm.
Sr. presidente da provincia man la coramunicar a
V. S. qae expedio ordem a thesouraria de fazenda,
no sentido de ser paga a despeza, de que trata o
sea offlcio de 14 deste mez sob n. 18.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DE 4 DE DEZBM-
BAO DB 1873.
Antonio Jose" Alves de Brito.Encaminhe-se ao
Exm. Sr. ministro dz justica.
Antonio Victor do Sa Barreto. -Informe o Sr.
engenheiro das obras publicas.
Americo Nunes Correia.=Iaforme n Sr. inspec-
tor da thesouraria de fazenda.
Antonio Gomes Serra e Manoel Rodrigues do
Nascimento. Provem os supplicantes em como
deixaram no presidio estabelecimento com fazen-
das e generos alimenticios, e qual o valor das mer-
cadorias.
Companhia Pernainbucana.Passe portaria.
Hermenegildo Eduardo Rogo Monteiro.De*-se.
Joao Gomes da Costa. Deferido com offlcio
desta data, dirigido ao presidente da junta eman-
cipadora do municipio do Recife.
Joao Pereira do Nascimento.Ao Sr. comman-
dante superior da guarda nacional de Garanhuns
para inforraar, ouvindo o commandante do ba-
talhao
Major Joao iosi Gomes. -Forneca-se.
Jose Mariano de Albuquerque.Encaminhe-se
ao governo imperial.
Joao Luiz Beda.Informe o Sr. director geral
da instruecao publica.
Joao Diniz Ribeiro da Cunha. Informe o Sr.
inspector da thesouraria de fazenda.
Joao Jacintho de Medeiros Rezende.Informe o
Sr. inspector da thesouraria de fazenda.
Maria Joaquina da Conceicao.Informe o Sr.
capiiae do porto.
Paula & Mafra.-Informe o Sr. provedor da San-
ta Casa de Misericordia.
Paula \ MafraDe-se.
Thomaz de Carvalho Soares Brandao Sobrinho. -
Informe o Sr. director das obras publicas.
Virencia Alves de Carvalho Dacia. -Sim, nos
termos do art. 23 da lei n. 598 de 13 de maio de
1864, e com offlcio desta data a thesouraria pro-
vincial.
INTERIOR.
e de que trata Vmc em seu offlcio do 1 do cor-
rente.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
i' seccao.
Offlcios :
Ao Exm. brigadeiro commandante das ar-
mas. Sua Exc. o Sr. presidente |da provincia man-
da declarar a V. Exc. que ficam dadas as necessa-
rias ordens para serem recebidos no arsenal de
guerra os objectos inserviveis a cargo do hospital
militar, que foram dados em consumo, segando o
termo de incapacidade a que allude o seu offlcio
de 19 do corrente sob n. 933.
Ao engenheiro encarregado das obras mili-
tares.0 Exm. Sr. presidente da provincia manda
communicar a V. S. que expedio ordem a thesou-
raria de fazenda, afim de ser effectuado o paga-
mento da despeza de que trata o seu offlcio de 10
deste mez sob n. 17.
2' seccao.
Offlcios :
Exm. Ao conselheiro presidente do tribunal da
relacio.~0~Exm.Sr presidente da provincia manda
accusar o recebimento do'offlcio de V. Exc, de 20
do corrente, em que particina ter concedido 30
dias de lieenca, com ordenado na forma da lei, ao
bacbarel Jose Elysio de Carvalho Couto, juiz mu-
nicipal e de orphaos do termo de S. Bento.
Ao Dr. chefe de policia.-0 Exm. Sr. presi-
dente da provincia manda communicar a V. S.
que nesta data se expediram as convonieu|^ or-
dens, afim de destacar no districto ue Capoeiras 1
inferior e 8 pracas do corpo de policia, a disposi-
cio das autoridades policiaes.
Ao mesmo.0 Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda declarar a V, S. que fleam expedi-
das as convenientes ordens para serem substituidas
por outras as pracas que se acham destacadas em
S. Bento.
Ao mesmo.0 Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda communicar a V. S. que nesta data
acaba de autorisar a thesouraria provincial o pa-
gamento da despeza, de que trata o seu offlcio de
16 de agosto ultimo sob n. 1,447.
Ao commandante superior de Olinda. 0
Exm. Sr. presidente da provincia manda declarar
a V. S. qae expedio ordem a thesouraria provin*
cial, no sentido de serem pagos os vencimentos do
destacamento da guarda nacional, de que trata o
seu offlcio de 9 deste mez.
> Ao coronel Marcionillo da Silveira Lins.Por
esta secretaria se comrannica ao Sr. Marcionillo
da Silveira Lins que nesta data se remette para
a thesouraria de fatenda a pateole imperial, que o
nomea coronel commandante superior da guarda
nacional dos municipios de Santo Antao e Es-
cada.
Igual ao barao de Utinga, quanto a sua pa-
tent e de reforma.
Igual ao tenente-coronel Francisco Antonio
de Barms e Silva, quanto a sua patente de re-
forma.
Ao Sr. Manoel Eduardo Lins Wanderley.
Por esta secretaria se commnnica ao Sr. Manoel
Eduardo Lins Wanderley que nesta data se reraet
te para a thesouraria de fazenda o titnlo de no-
meacao para a serventia vitalicia do offlcio de es-
cri vao dos residuos e capellas do termo de Goy-
anna.
5" seccao.
Offlcio:
Aos agentes da companhia de navegac.io
brasileira.0 Exm. Sr. presidente da provincia
manda communicar a Vv. Ss-, em resposta ao seu
offlcio de hontem datado, que fica sciente de qae o
vapor nacional Bahia, chegado naquella data dos
portos do sal, seguira para os do norte hoje as 5
horas da tarde.
EXPEDIENTE DO DIA 23 DB SBTEHBRO DE 1873.
/." seccao.
Offlcios :
Ao brigadeiro commandante das armas.
Sirva-se V. Exc de mandar p6r em liberdade o
recruta Sebastiao Gomes de Moraes, qae foi con-
siderado iacapaz do servico militar, segundo o ter-
mo de inspeeclo, annexo ao seu offlcio de hontem
datado, sob n. 943.
Ao capitao do porto. Respondo ao seu offl-
cio de hontem datado, sob n. 153, dizendo qne
bem procedeu V. S. recommendando ao capataz
te Una quo nao c ;-a??ntis;c qae Antonio Augusto
Ao mesmo.Dando provimento ao recurso
J interposto por Jose" Ignacio de Mello, no reqaeri-
mento que lhe devolvo e a qae se refere a sua ra-
forraacao de hoje datada, sab n. 308, serie E, aa-
toriso V. S. a mandar releva-io da multa em que
incorreu por nao ter dado a matricula no prazo
legal o ingenuo Augusto, filho de sua escrava
Luiza.
Ao mesmo.Communico a V. S. que hon-
tem reassumio ojuiz de direito Francisco d'Assis
Oliveira Maciel o exercicio de juiz da vara espe-
cial desta cidade. .
Ao inspector da thesouraria provincial.
Autoriso V. S. a entregar a Joaquim Virissimo do
Rego Barros, contractante das obras dos reparos
da cadeia da Villa de Agua Preta, os 10 0|0 do
desconto que se lhe fez para garantir a conserva-
cao das mencionadas obras, visto terem sido ellas
definitivamente reeebidas, como informou V. S.
em sea offlcio de 20 do correale, sob n. 622.
4' seccao.
Acto : ....
0 presidente da provincia, attendendo ao que
requereu a Sociedade Franceza de Soccorros Ma
tuos de PernambucoB, resolve, de conformidade
com o disposto no % 1 do art. 33 do decreto n. 2711
de 19 de dezembro de 1860, approvar as estatutos e
conceder-lhe permissao para poder funccionar.
Offlcios: ..,,,-
Ao Exm. Sr. presidente da provincia de Mi
nas Geraes. -Accuso a recepcao do offlcio que V.
Exc. dirigio me era 29 de agosto proximo findo, e
bem assim dos dous exemplares, qae a elle vie-
ram annexos, da collecjao das leis dessa provincia,
promulgadas o anuo passado. >
Ao provedor da Santa Casa de Misericordia.
Accuso a recepcao do offlcio de 12 do corrente,
sob n. 557, em que V. S. declara que, desejando
a junta administrativa dessa Santa Casa concor-
rer para o leilao que deve lugar por occasiao do
assentaraento da primeira pedra do asylo de alie-
nados, remettia os objectos constantes da relacao
annexa ao citado offlcio, preparados pelas edu-
candas da casa dos expostos e do collegio dos or-
phaos. Em resposta cabe-me agradecer a mesma
junta esse vaiioso auxilio para a construccao de
um edificio tao importante e util.
Portaria :
A' eamara municipal da villa de Ouricury.
Com a informacao junta por copia, do inspector
da thesduraria de fazenda, de 20 do corrente, res-
pondo o offlcio que me dirigio a eamara munici-
pal da villa de Ouricury em 18 de julho ultimo,
relativamente a remessa dos caixSes de pesos e
medidas do svstema raetrico decimal, os quaes
foram enviados' a essa eamara desde 15 de junno
deste anno.
5.' seccao.
Officios : .
Ao presidente da junta de emancipacio de
escravos do municipio do Recife. Em offlcio de
17 do corrente consulta V. S. si devem ser classi-
ficados em primeiro lugar todos os escravos que
tiverem peculio, guardando-se a ordem do 1.* do
art. 27 do regulamento que baixou com o decreto
n. 5135 de 13 de dezembro do anno passado, ou
indistinctamente todos os escravos, qner tenham
esse peculio, qner nao, dandose, porem, nas res-
pectivas classes preferencia aos qae ottverera.
Em resposta tenho a dizer-lhe que, sendo pensa-
mento do governo imperial empregar todos os
meios tendentes a extinccao da escravidao, devem
as familias preferir sempre aos individuos ; pre-
ferencia essa que deve ser observada, mesmo a
rospeito dos que tiverem peculio.
Ao da junta emancipadora do municipio de
GranitoInteirado do qae expSe em sea offlcio
de 15 de agoste ultimo, tenbo a dizer-lhe que, se-
Sundo me communicou o inspector da thesouraria
e fazenda em 20 do corrente, ja foram reraettidos
os livros a que allude Vmc. em seu citado offlcio ;
podendo por isso proseguir nos trabalhos da junta
emancipadora desse municipio, p3ra o qae o auto-
riso a designar novo dia de reuniao.
Ao da de Ouricury,.Em resposta ao seu
offlcio de 8 do corrente, autoriso Vmc. amarcar
outro dia para a reuniao dessa junta, v'nto nao ter
ella podido comeear os seus trabalhos no tempo
apraauo. Quanto a segaada parte do seu citado
offlcio, declaro lhe qua nesta data expeco as ne-
cessarias ordens ao inspector da thesouraria de
BIO HE JANEIRO
CARTAS DE UM VERDADEIRO LIBERAL SOBRE
AS ORDENS REL1GIOSAS.
CART A Vlll.
Araigo.Continuemos a encarar os servicos que
a instituicio monastica tem por intuito prestar a
humanidade.
Eu nao acho na doutrina christa preceitos mais
sympatbicos do que os que verdadoiramente cons-
tituera o codigo complementar do decalogo, e se
coranendiam n'aquellas curtas palavras que se de-
nomlnam obras de misericordia, e qae todas se
fundem neste distico:
Visito ; poto; cibo ; redimo; tego ; colligio; condo.
Consule ; castiga ; solare ; remitte ; fer; ora I
Nao ha uma so destas leis, que ou todas ou al-
gumas das ordens nao scjam Jestinadas a execu-
tar.
Todas ellas dao ie coiner aos que hao foine, e de
beber aos que hao sede. Nunea o pobre sabio de
um mosteiro com as maos vazias; em sua casa
recebiara alimento os euvergonhados ; as porta-
rias o tomavan os. mendigos.
Todas vestiam os nus. A caridade engenhosa
levava aos mais humildes tugurios a roupa com
que o indigente cobrisse as carnes dos seus. Para
satisfazer a estes tres primeiros encargos, varias or-
dens se fandaram. A congregacio do SenAor Jesus
da Boa Morle e Caridade tinha por principal insti-
tute pedir em communidade para darem comida,
bebidare vestuano aos presos e necessitados parti-
culares, para cujo Qm percorriam as ruas, noctur-
ncimente, canlando o terco, e implorando era alco
fas esmolas aos Qeis.
Visitor os enfermos. As proprias ordens mili-
tares ( de Malta, de S. Lazaro, Teutonica, dos Tem
piarios, etc.) tinham ao lado de sua cavallaria
soldadesca, a cavallaria religiosa. Nao era so de
seu instituto corabaier infieis e defender christaos
mas tambem visilar enfermos, fundar hospitaes,
proteger os fracos, acudir aos pobres. Me S3
crearam ordens para tratar de certas molestias es-
peciaes : os conegos deS. Antao tiveram conven
tos, denominados Petitorios, dos quaes houvc
cinco em Portugal; estes religiosos curavam os
pobres, atacados da enfermidade de S. Antao, ou
fogo sacro. Pertence ao nosso sangue S. Joao de
Deus, o creador de uma ordem semelhante era seus
intuitos a que muito depois S. Vicente de Paula
instituio e que se alastrou por todo o- orbe, rece-
bendo bencaos geraes ; asslstiam aos enfermos nos
hospitaes, aos feridos nos campos de baUlha. A es-
tes hospitalarios de S. Joio de Deus entregaram os
reis alguns hospitaes para nelles curarem os en-
fermos ; e tal era o zelo, diz o citado aulor, com
que a esses pios exercicios se dedicavam estes re-
ligiosos portuguezes e hespanhoes, que mais de
cem se offereceram, quando o padre geral os con-
vidou para acudiram aos feridos da peste, que la-
vrava em Ceuta.
Dar pousaia aos peregrinos. Hojvc uma
c>ngregac,io, charaada de Roque Amador, como
diz Fr. Agostinho de Santa Maria, a qual comecou
pleos annos de 1166, reunindo-se alguns varoes
piedosos, que fundaram hospicios para peregrinos.
Os franciscanos, em toda a parte do mundo, mas
especialmente na Terra Santa (Jaffa, Ramie, Jeru-
salem, Bethlera, etc), tem destes hospicios, onde o
estrangeiro e acolhido como irmao, sem se lhe
perguntar o nome, nem se lhe exigir paga.
Remir os captivos. 0 successivo abranda-
mento das leis da guerra tem ido tornando cada
dia menos applicavel este preceito ; e e de crer
que s6 teriaraos de volur aquelles dias maos, se
Satanaz fizesse triumphar os communistas e os
monstros espingardeadores de santos captivos re-
fens. Permittlo Deus que outr'ora os judeus fos-
sem punidos com diversas escravid5e3: a do
Egyplo, de que Moyses os libertou, a dos tempos
de Salraanasar e Nabucodonosor, que conduzio
milheiros de hibreus para Babilonia. Os estados
barbarescos e especialmente Argel foram, darante
seculos, valhacouto de piratas que, como os Cili-
cios de Pompeu, infestavam os mares, e assoberba-
vam as costas; 8 pois que um dey nao era mais
que um chefe de quadrilha, e que muitas nacoes
poderosas legilimavara este direito de roubo, pa-
gando ao barbaro um ignominioso tributo, a es-
cravidao durou lougos annos, e nella cahiram
muitos christaos, mercadores, viaiantes, ecclesias-
ticos, soldados, a at* principes. Pelo resgate des-
tes captivos se empenhavam os trades por todas as
formas. Era esU a e3pecialidade da Ordem dos
Trinitarios. a quem el-rei D. Affonso II deu a or-
mida de Xossa Senbora, com um hospicio de cap-
tivos, fandado por el-rei seu pai; sendo dessa Or
dem qne procade a veneranda irmandade da Mise-
ricordia, de que tauto nos jactamoj, e que am-
pliou os norisontes da caridade.
Enterrar os mortos. -Onega a hora .-aprema, e
prestar ao homem os derradeiros offlcios. A con-
gregacio dos Clerigos Agonisantes, compunha-se
de varoes virtuosos que andavam dia o noite pelas
casas, assistindo aos moribundos; e reunio-se a
dos monges do hospicio dj S. Caraillo de Lelis, de-
nominados Mini*tro$ dos enfermos. Desde que a
alma se desatava do involucro terrestre, eram ain-
da ordens religiosas que se incumbiam de dar a
terra o que a terra perlencia ; e eis como se ex-
prime o sincero defensor do monachismo : Hoje
que a phitantraphia succedeu a caridade evange-
hea, ouscitam-se graniios difflculdades quando se
quer dar honrada sepultura a um ohnstao. Tem
o cadaver tempo para apodrecer, em quanto se
discute o modo porque se ha de fazer o enterrov e
se consulta a tabella, para ver, pela differenca do
caixao, a differenca dos reaes que o defunto ha de
pagar. Os trades... enterravara os mortos, sem
apparato de discussoos nem tabellas ; nao conten-
tes de haverera amparado os vivos, ainda depois
de finados os cobriam com e manto da caridade.
Grassando no Rio de Janeiro uma terriver peste no
anno de 1692, os carmelistas a toda a parte aeu-
diam com socorros espintuaes aos moribundos e
alimento aos enfermos queo podtara receber ; mas
nestas suas fadigas em beneficio dos vivos, nao per-
diam de vista os mortos ; iam pelas ruas da cidade
recolher os cadaveres dos apestados, para Ihes da-
rem sepultura nos seus cemiterios.
Dar bmt conselho. Neste preceito eni ram na
escala mais larga, a pregacao e as missoes. Foi
um dos mais notaveis cuidaaos das ordens religio-
sas em toda a parte, e especialmente entre nossos
avos. As admiraveis conqnistas defies por todo o
orbe foram menos devidas a fulgente espada que
ao despresado burel. Em cada armada liguravam
nautas guerreiros e trades; e estes, com serem os
menos exigentes, os mais humildes e menospresa-
dos. eram os que, sem colher louros, maiores ba-
talhas ganhavam ; nio raro seus santos offlcios se
consagravam, tanto a catechisar estranhos, como
a pecificar os nossos. Vasco da Gama levoacom-
sigo 5 trades. 0 que S. Francisco Xavier com
seus companheiros fez na India, leia-se em Joao de
Lucena. Que nao praticarani Ancbieta, V eira e
outros no Brasil 1 os jesaitas no Paraguay Bem
se comprehende que para tamanhos resultados era
precisa valente organisacao. 0 convento de Santa
Joanna em Lisboa foi hospicio dos trades de 3. Do-
mingos, que se destinavam para as missoes da In-
dia. Os jesuitas, qae tiveram muitos collegi >s, ca-
sas e noviciados, prestaram valiosissimos servicos
nas missoes do ultraraar. No convento do Vara-
tojo residiam os missionarios apostolicos, que le-
varam longe as suas pregacoes; e assim tantos e
tantos outros, qne a precisio de brevidade me nao
permitte enumerar.
Ensinar os ignorantes.Ii na anterior carta es-
pecniquoi os grandes servicos que os conventos
prestavam neste sentido, o que rae dispensa da ser
aqui mais prolixo. E era isto, como_ depois tem
sido, em ambos os sexos. Na educacao de meni-
nas se tem empregado as Dominicas irlandezas no
seu canvento do Bom Successo, as Saleiias, da or-
dem da Visitacao e outras.
Consolaros tristes.-Era esta a mais constante
missao dos trades. Conselbeiros na'uraes das fa-
milias, desde os pacos ale as choupanas, de quan-
ta? dores nio eram confidentes Por posicao, por
habito, por estado. nao pooiam aeixar de derra-
mar balsarao em todas as feridas ; dispondo aletn
desse, dos grandes recursos que para consolacao-
de infelizes a religiao proporcionava, elles raelbor
qne ninguem minoravam os pezares, ou promet-
tiam aos desditosos o allivio de suas penas em mun-
do melhor. Que adoraveis nao terao sido, por
exemplo, as praticas entre os portuguezes escra-
visados apos a perda d'Arzilla, e os Trinitarisa san-
tos, mandados por el-rei i. Henrique a Barbaria
para remi-los I Me$a-se a consola^ao destes tr-
tes pelo conceito que de taes enviados ficaram for-
mando os proprios mouros, que soltaram todos os
captivos, sob a conaicao de lhes deixarem os Tra-
des.
Castigar os que erram. Neste ponto sao menos
copiosos os exemplos; mas at6 por casa os hou-
ve. Por exemplo, a cmgregacao dos conegos de
S. Joio Evangelista, (Loyos) comecou por 6 sacer-
dotes, animado? todos do bom proposito de refor-
mar o clero; eram conhecidos pelos Bons liomens
de Villar, e tal foi a fama de soas virtudes, que o
papa Pio V Ihes pedio alguns para reformarem a
congregacio de Veneza. Comquanto seja esta, sem
duvida, nma obra de misericordia, comprehende-
se que dentre todas se tornasse a menos avida-
raente praticada. Um frade, um segundo pai, tem
pouco geito para castigar ; e 6 bera para elle que
Racine compoz aquelle bonito verso:
Un pere, en punissant, Madame, est toujours pere.
Finalmente perdoar as injurias, soffrer com pa-
ciencia as fraquezas de nossos proximos, rogar a
Deus pelos vivos e defuntos, era dever indistincta-
mente de todas as ordens religiosas. Na palavra
obediencia, um dos tres votos, comprehend la-se to-
da a idea de humildade. A summa. virtude do fra-
de (disse S. Isidore) 6 a humildade ; e seu vicio
summo a soberda. Na humildade se encerram.
aquelles dous primeiros preceitos. Quanto ao 3*.
referente ao culto, nunca mais se tornarao a ver
as solemnidades da igreja praticadas com gran-
deza, a uniformidado, a regularidade, o alto presU-
mo, com que o eram nos conventos, quando o seue
pessoal lnes permittia exalcar os canticos, como
convem a casa do Senhor.
D'est'arte, as ordens raonasticas, por sufc indole,
por sua organisacao, faziam sem alardo tudo que
hoje se imagina poder ser feito por simples ordens
terceiras, on por sociedades profanas, qae nunca
terao mais que um horisonte lim'tado; nem mes-
mo nos intuitos da sua corapetencia poderao estes
jamais equiparar-e as associa^des qae a todos os
incentivos profanos juntavam o caracter, o impul-
so e o alvo religiose
I'M VERDADEIRO LIIIEF XL.
(NacaoJ.
PERNAMBPf
REVTSTA DIARIA.
Colon in agricola. S. Exc o Sr. com-
mendador presidente da provincia, usando de au-
torisacle concedida pela assemblea legislativa d'es-
la provincia era uma de suas sessoes passadasr
para reformar o regulamento do collegio de or-
phaos ; e reconhecendo quao obscuro e nullo por
assim dizer, 6 o futuro que o regimen ate hoje
observado, offarece aos educandos desse estabele-
cimento, a falta de uma educaclo que, apropriada
as diversas vocacSes c capacidades, a cada uma
deltas assignalasse a applieacio devida, a direccao
natural, que nao pode ser uma e a mesma par*
todas as manifestaoojs da actividade haraana;
resolveu transformar o actual collegio de orphaos
em uma colouia agricjla, onde, a par da educa-
cao intellectual e moral, os menores ahi recolhidos
ohtenhamo que depois d'aqmllo6oessencialissinac,
a educacao technka, essa educacSo cemple-
uieniar que o menino, ao tornar-se homem. seote
que a ella deve a vida, qae o aaima, a glona, qae
, a indepenJencia que o eunobreee; a
edueaeio, que, preparando o mancebo para as.
bjtas do trabalho, faz com que o homem goze na
immensa esphera daste, sobranceiro a lii'weria pela
.;-;eiro ao scryiUsmo puU iujr


5ferfe de Pefnambuco Sabtado 6 do Dezembro dc 1873.
dencia do valor pessoa'; artists, Industrial o
agriculMi', seja o qne for, o noraem do trabalho
o o homem do fuloro que alii esta ab9rto.
Para levar a eJfeilo acto dc tamanha magnitude,
do modo ma is proflcuo em sitas conseqnenciaa
praticas, S. Exc. nti'ltsou a concessao feita pelo
goveruo imperial de uma tegua quadrada de terra
da aatiga Colonia de Piraenteiras para gozo desta
provincia, desigoando-a para aquelle (Ira, attentas
opinides autorisadas do pessoas competenles a
quom ouvio a rcspeito
Por convito de S. Exc. atlcnciosamcnte aceito,
aeha-se o Rvd. Sr. Fr Fidclis Fogoano encarre
gaJo das obras do ediflcio apropriado ao mister
quefe tern em vista; devendoeffectuar se, quan-
to antes, as accommodacoes neeossarias a reniocfio
dos educaados.
No dta 8 do corrente prete-nde S. Exc. o Sr.
commendador presidente da provincia fazer assen-
tar a primeira pedra do ediflcio principal dessa
colonia agricola, para o que seguira S. Exc. para
Pimenteiras amanha pela -manna.
Obra de iramenso melhoramento futnro, somen-
te o futuro premiara devilameote os quo a pro-
mdveram.
Arsenal de gucrra. Por portaria do Sr.
major directtr do arsenal de geerra. e em vir-
tude do art. 331 combiuado com a 3'parto do
art 38S do regulamenio de 19 de outubro de
187J, foram nouteados : escrevcntes de t classe
Napolcao Olympio Prates, e Joao Ferreira Tava
res, sendo eslo para o almexarnado o aquelle
para a secrelada ; e escreventes do t" classe
Pausilippo Mariuho Pcreira dos Santos, para a se
crclaria, Joao de Souza Bandeira de Mello, para
o escriplorio, do ajudaute, e Joao Pedro Xolasee,
para o almoxarifado.
festividades religioaas da
do Maria Sanlissima na
Fcstivldades reKgio-sas.-Depots d'a-
manha cek'brain-se as
Immaculada Conceicao
igrejas seguintes :
No Canno, com missa solemne, Te-Denm c la-
dainlia de vespera ; nos dous priraeiros actos ora
o Rvd. Ixionardo J.iio'Qrfgo.
Na eapella do arco, com vesperas, missa sol em -
ne e ladainha ; ora ao Evangelko o llvd. vigario
Francis jo. Auniana de Souza Ar-anjo; oftlcia o
respectivo vigario-da freguoita do *Pedro Goo-
ealves.
L.m s Pedro, com missa solemne e ben..:ao do
^'inlUsimo Sacrarr.ento, as 7 horas da man" a ; e
orador o llvd. Antonio de Mello c Albuquerque ;
offieia o Ryrn. Sr. Dr. vigario geral.
Km S.'Joio de Manguiuho, eon missa solemne,
as 9 horas; a tarde o acto edirjeariie da bencao do
Santissimo Sacramento ; offlcia o respective vi-
gario.
E ii 5. Francisco, com missa solemne e Te
Deum, orauuo ao Evangelko o rtvm. Antonio de
Mello e Albuquerque, e ao Tc Deum o Rvm. Ju-
vencio Verissimo dos Anjns.
Xa P.-nha_, com missa solemne de madrngada e
lada/nba ,-i larde.
Ni -' e em S. Francis?) :le Olinda, cm ambas
missa solemne; ua primeira ofllcia o Rvd. chantre.
Em algumas dessas igrejas, como ja ahnuo'ia-
tnos, tern havido n ivenas, a quo ha enncorridu
graul!) iiuiiii'ro de ficjs.
Ai-cao iniliaiiu de OlinJ.i, peTo born exi'o do reiiro espi-
rjtull, que alii esiao f;iziT. !o os scinimnstas c ft\-
versus sacariloles : 6 tarabem no dia 8
>. Exe. Rvina. celebrairii missa, distribtiira a sa-
giaJa iMio'imnliao e Jara a ben^ao com o Santis
siioo5acraiaeiUo.
M.is iVstus Na matriz da cidide da Vic-
toria. I'iri gauto Aulao. tamben ha a fesiiviiade
de N >s-a Senhora da '".unceiclo, depois d'ama-
iiliA : praga ao Ec&ftepto o Itv.l froi Ignacio de
Santa Umpclina Medciros, nss vespens e no Te-
liu.n o Rvd. frel Angastj da ImmicataJa Coa-
'' i','M) AIVCS.
Aiada, depois d'amanliaa, na cespectiva igreja
il.i.-, I,i leb Iti i Fr.n no, fciteja-sc Nossa Scnlio-
ra tii Ri-'ario ; ha missa -olemrte e te-Denm :
no primetrb aei > prcga o Rvd. pfgiin'o da fre
guczia.
E' aiiidit depois d'amatihS a fesflyldade do .N'os-
sa Si-nbora da i'. )m:.'i;ao, na matriz da villa do
Cain, e a de os la villa de Gimeletra, lend) precedlJo ne.-ta as
respeclivai nQvenas ; oram na primeiia o padre
JuvoiieiO Verissimo dos Arijos, e na segnnda o vi-
ganq n niano de Queiioz Coutinho.
_ 3imla.-Ni fesfividade de JTossa Senhora do
jnalalupe, em sua igreja de Olinda, annnnciala
para amanha, sao pregadores, ao Ecangetki o
llvd. lavencio Veri-ymo dos Anjos, e ao Te-lieum
o Rv.l. frei Joao de Santa Thereza do Jesn?, viga-
rio da frcgnezla de S. Pedro Martyr.
Captiira dr eriiuiiiosits. Polo delegado
do term > d Kate, Joao Paub di Boa Hdrte, p.-uiiunciado no
termo Je Iiambd co-no Ineurso nas penas do art.
iO'i do codigo erimjoal.
X i dia !> di [lassado foi rantnrado puli de
lojjiicia ,1. terpio do Ouriciiry, depois de tenaz
resistencia, da Leanlro, crimmiso do merle na provincia das
Alagoas
Perimeonlo leva.- Nis immediar.o^s da
villa dj Exu, n. dia S de novembro, Manoel- Be-
nedieto feiio levemente a Jose Gomes, couseguindo
evadir-se,
Dito mnrCal.- No lugar Mulangit, do !er-
nia deCpnbres, no dia lido passado, Antonio
Jose rcirira, eonhecido nor Bacurao, ferio mor-
IjI nente. coin nm tiro de bacamaite, a Gervazio
Baptista dos Santos, pofido-se immediatamente em
fuci.
t.tit:t c I'uriinentu. Xo dia \ do comm-
ie, ;.s i boras da larde, no interior da padaria ua
Sra. D. Candida M.n-ira da Cosla, na rua Impe-
rial, da Ireguezia de S. Jose, travaram se de razdes
llanoel de Ba'arbs Braga e Joaquim da Silva Xetto.
por causa de uma vara para pe-caria e, passando
a luta cqrporea, o primeira ferio gravemente com
urn salpe d; enxada ao segundo. Tendo-se posto
ein toga, foi Uraga pcrseguido pelo clamor pu-
Mico, e presn na rua Vioal de Xegreiros, sendo
reeomidu a casa de delengJlo.
Attotitaiio.Acliando-se houlcra o Sr. Au-
gust.) Caadido de Athayde Seixas a conversar,
como eostoma: no annazem de (rates do Sr. Bay
iniindo Remiglo de Mello, a rua do Vigario n. II,
P '; :o mats on menos as II horas da manha, alii
li'garam iambem o, Srs. Joaquim Maximiano
Peslana e seu irmao Jose Francisco Peslana.
Sew que nada deixasaem snppor do desag ada
veL o segundo daqaelles senhores chamou a parto
o Sr. Seixas, c este accedendo, sobre clle Ianeon-
se de surpreza. preadendo-lhe os bVaCM, ao mes-
mo tempo que o primeiro m.iltralava o Sr. Seixas
on
capitio Joao Ferreira Vi1lola\f pa -sagem por moeda do goVerno, duranto as via-
J conuttendador Albino Joso da gees, evitandn o traastorno que podem vir a sof-
r os possnidores di,- somelhantes bilhctcj, por nao
llres see Facil ir a i escriplorio da eooipanTMa na rua
I H.tr.io do Tri'.ioipliii.
Careee waidado Do ultimo do corrente
mez cm dtante p.issam a Rear sem valor os bilhe-
tes de passagem, nas diversas linhas da companhia
Fern Gnnil, am vista das lerminantes ordens do
goverao imperial.
Oiarlo de Pcrnamltuco.Se chegarem
hoje os vapores inglez Britannia, e francexes Rio
Grande e Henri IV, distribuiremos amanha nosso
Rumero de terra feira, para que os leitorcs nao
soffram dumora' nas aoticias que devem esses va-
pores trazer da Europa e do snl do imperio.
Se, p-..'ri;ni, chegar amanha on depois algum va
por com ontras aoticias importantes, ou se occor-
rer na provincia algum facto notavel, daremos aa
terca feira nm supplemento.
Club I.itterario Hoje deve haver sessao
as horas e ne lugar do costame, para conclnir-ie
a disftissao ia reforma dos estatntos.
Pagadoria de razendn. Xcsta csta-
q3o pagam-se hoje as seguintes folhas :
Emprega los do rocenseaiaento, arsenal de ma-
rinha, companhia de aprendizes rrtarinheiros, pra-
gas de pret e reformados.
Os fnnccionarios que deixarem de receber nes-
te dia, so poderao faxe lo do oitavo dia util eat
d iante.
\n/.:relli. -Escrevcm-ttos dessa cidade :
i 0 nosso joven prelado nao allenden as snp-
plicas da^ populagao des'a cidade, impetrando a
conservaeao do nosso vigario o Rvm. Sr. conogo
Dr. Pelinca, causando com isso graves e profan-
dos desgostos.
A irmandade do Santissimo Sacrameeto teve
urn procedimento superior a todo o elogie. Rea-
nindo-se no dia 23 do passado no consistorio da
matriz, lavrou u:n solemne protesto contra o ao.o
do joven diocesano, e encerrou qs sevrt trabalhos
las; o cooselheiros
or. Cunha Salles, q
Silva.
S.niie.lmle patriotlea Doae de So
tenibro. Xo domingo (7 do correntej .is 10
horas da manha, devem reunir-s, uo ediOcio da
exposicao agricola. os diversoS membros das com-
raissoos julgadoras, alim dc formar-se o jury que
tern de classilicar os productos e conferir os pro-
mios estipulados.
Loja Segredo e Vmur da Ordcin. -
No dia 10 do corronte, as 7 horas da noite, deve
proceder esta sociedade beneficente a eleirao do
grao-mestre e seu adjunto.
Vapores a saliir. A G do corrente, Pa-
rchyba para Goyanna ; a 12, o Gnmripe para
Mamanguape; a 13, o Pirapama para Granja c
escalas, o Mandahu para AracajA e escalas, e o
Parahgba para Rio Formoso e Tamandare.
Ha Primeiro de Marco. Morado-
res deste rna se no* queixam de um visinho de
proximo do arco de Santo Antonio, que tern o mao
costume de lancar da varanda todas a3 manhas,
quanta a^oa scrvida reunio em rasa na vespera,
infeciando o ar durante muito tempo com os mias-
mas pntridos, alem da immundicia de restos de
comidas que licam na rua. Chamamos para isso
a altescao do Sr. fiscal respectivo.
Annlversarios. Completa amanha 6
annos de idade S. A. o Sr principe D. Angnsto,
lilho da fallecida princeza D. LeopoWina, duqneza
do Saxe.
Segunda-feira c o dia do 49' anniversario da
pro.:lamacao do dogma da Immaculada Conceicao
de Maria, e o % da installagJo do concilio do Va-
ticano.
Exposicao Agricola.-A exposicao loi
visitada de ante-hoatem as 8 horas da noite ate as
10, e de hontem, das G as 8 horas da noite, por
894 pessoas, que reunidas as 3,031 a mesma exposicao not dias preeedeutes, prefaz o
numero de 3 927. Durante o dia de hontem n.Va
esteve abiTta.
Companhia Santa Thereza. Che-
gou de Inglalerra no ultimo vapor o Sr. J. T. Bain
liirdge engenheiro contratado para direccao do
servi^o da empreza do gaz na cidade de Olinda.
A companhia vai satis/azendo perfpitameme os
seus encargos, nan so com relacao a illuminacao
publica c particular, que 6 excellentc, como Iam-
bem do atjastecimento d'agua potavel.
Tendo feito acquisicao do Sr. Bainbirdge, peri-
to engenheiro, flcou ainda mais habilitada a pres
tar os melhores setvicos aos habita'ntes daquella
cid'dc.
Exarnes pablieos.Hontem, pelas 10 ho
ras da manba, sob a presidencia do delegado lit
terario da freguezia da Boa Vista. Dr. Pedro Af-
I'oBso de Mello, foram examina-los os alumnus .da
1* cadeira publica de instrucgio primaria dessa
fregm zia, Manoel CavalcantO Bezerra de Menezes,
e Luiz Maximino Cavalcaute Cousseiro, os quaes
depois de concluidos os trabalhos, tbUveram ap-
provacab plena. Frara examioadores os Srs. pr^-
lessure.s Jom' Martiniano de Souza e Rodrigo Lobo
de Miranda.
Tambem hontem procedeii se aps exaraes
dos alu nnos da escoli pub'ica da Cruz das Al-
mas, regida pelo profes-or o Sr. Francisco.Car-
lis da Silva Fragoso. Correu o acto >db a presi-
denc'ia do respective delegado litferario o Rvm.
vigario Augusto Franklin Moreira da Silva, sendo
examinador oSr. professor Joao Landelino Dor-
nellas (iimara ; e avista das provas escriplas e
eraes, que apresentaraui os aTumQ0, foram ap-
provodos com distin-'cao Honorio Genlil da Silva
Fragoso, Jovino Jose do Livramento e Manoel de
Almeida Catao, e approvado plenamenlo AlVaro
llayl m da Silva.
Freguezia Devem hoje realisar-se os exame? publicos dos
alumnos d i ii." cadeira de in-trnc^io publica pri-
maria do sexo masculmo da freguezia de Panto
Antonio, que e regida pelo Ur. professor Joio Lan-
delino D.tih lias Camaia.
Assoeiucao PorTOgliezii delBeiien-
eoneia-Segunda-feira 8 do corrente deve ter
lugar o primeiro anniversario da Ihstallacao desta
sociedade, a qual funceiona no predio da nn d)
Imperador n. 3o, que estando elegarrtemente or
nad i, pi'ide sera tarde e a noite visifcido pelo pu-
blico de-la capital.
\*vios eneoiilradiH. -0 Sir. oinuun-
danle do lugre inglez P'ail, cliegado de Terra
Nova a i do corrente, communiea hOs ter falla-lo
com os seguintes navios, no mez passado : a 18
na lat. X. M; elong.O. de Greenwioh, 32' e 30',
Bom a gal.-ra americana Importer, coin 30 dias de
de nma vei o tern salvado do perigosa1!. bnpraSCas!
Quem conhecer, porem, a hislorta desses nau-
fragos politicos e"sna prevadis^mi incapacidade
para o bom regimen e admiifcifteao dos nego-
ci ,t do paiz, facilmente tera de dispensar o pre-
sent? desses novas gregos, .qnepensampoJer ainda
illaquear a boa Te dos nossos concidadaos.
Ja n5o e o presente, mas tambem o futuro que
se desenha sombrio e eontristador I
Entregnem a direccao da provincia a esses
transfugas do paitido conservador e nao lardara a
surgir uma aurora dc ri>goneraqao, promeltedora
de grandloso futuro e salvadora do presente.
A actual administracao. enjo balaneo deixara
enorriies brechas com relacao a moralidade, por
muito tempo legara vestigios das violencias, das
leviandades, dos poucos escrupulos e de nenhum
criterio politico.
Os homens que tdm a audacia de escrever lao
revoltantes proposicoes contra um presidente que
tern feito a admivacao de Mas as pessoas hones-
Us dcst| provincia, zeloso no cnmpiimento .to
seus altos deveres, sao jnstamente aquelles qae
nao.teai bastante moralidade para atirarem-lue a
pedra e cegos de odio e ralados de inveja inttmtam
marear asna illlbada repatacao.
0 Sr. Dr. Lucena vai galgando a estima publica
de todos os boos pernambucanos, que sabem
apreciar um caracter probidoso e austero, espirito
justiceire e devotado a eansa do seu paiz.
Sabem todos que um so acto de mjustica nao
veib ainda nodoar a sua administraijio, qn'o hade
passar as geracoes futurasa coiro um modelo de
honra a de patriotismo.
_ SSo variados e p iderosos os elcmentos delete-
rios, que tern aberto luia desnbrida contia a sabia
e justiceira adrainistracao e e nobre e animador
ver que o integro e inlrepido magistrado nao des-
aniina em sua elevadissima quanto ardna missao.
Um movjmentoincessante de enredos e perfidias
surge de todos os lados era que a immoralidade,
egoismo e todos os sentimentes ignobeis se con-
plo nrraial dos procincianos; se o trazemos algu-
mas vezesaarena, e p.,rque liguranlo como chefe,
nao o podemos por de todo a morgem ; jcontece-
Ihc o mesmo ipie se di com o crpituo de bandei-
ra, quo Ion a responsabilidade, son 03 proeettot do
oflicio.
E temos dito.
?*!
USLICACOES A PE9ID0
consignando na respectiva acta um vow de louvor regam paradarera desosperada batalha contra 0
ao digno ex-vigano Dr. Pelinca, pelos muitos e re- .heroico mo^o qne com a espada da lei vai dece-
'" panda as cem cabe^as da hydra, que onsa arcar
nesta terra contra a obra da jutiea e da lei.
Sabem todos que a situacao linanceira em qne
so acha a provincia foi um triste legado da* an-
teriores administragoes e que ao actual presidente
nao cabe a minima pane de responsabihdade por
ease tstado pcuco lisongeiro
0 que 6, por^m, admiravel e 0 empenho do
actual administrador que tem zelado com a maxi-
ma prudencia c parcimonia a receita da pro-
vincia
Nem um so acto de dispendio improlicuo ou
inulil the pode ser attribuido, pois qne tem gerido
o patrimnnio publicocom Isl reserva e prudeote
economia, como se proprio fora; entrelanto os
dyscolos da Provincia, em seu lonco desespero
dizem queo thesoaro ja nSo e nma area sa-
grada.
No emprego da calumnia e da perfidia nio exis-
te para elles objecto sagrado. B' incrivel tanta
proti'ivia I
. Os emregos provicciaes ja nao sao recompensas
ao merito e aos services; *4o favores aos amigos
do Sr. Lncena, socialises de nova ospecie. qne
professam n5o o direito ao liabalbo, mas 0 direito
ao emprego, a propina.
Sempre a falsidade, serapre a calumnia !
Em que epoea foi apreciado 0 merecimento e
mais galardoado ?
Os empregos provinciaes tera sido, como mais
nunca foram, a partilha do talento e da virtude.^
levantissimos servigos prestados durante tres
annosa causa da religiao, deliberando na mesma
oecasiao que foue tirado 0 seu retrato a oleo
para ser eoiloeado ro Ingar de suas reunioes.
a No dia 28 do passado encerrou-se a quarta
sessao do jury desta comarca, sendo julgadosi
Antonio Paulino Soares, accusado pelo cn;mo de
teutativade morte, e Jose Ribeiro, pelo d) homi-
cidio. Ambos foram absolvidos e pos/os cm li-
berdado, porter 0 jury reconhecido que elles ha-
viam commetlido 0 crime em defeza de suas pes
seas.
Itambe.Escrevera nos desla villa em :10 do
passado :
a A saude e tranqnillidade publicas .'ontinuam
sem alteracao. Sonienle cm Tibatiba eipie a va-
riola vai grassando p ir lal forma que ja sj contain
irintx e tantas pessoas atacadas d'esse lerrivel uul,
que, gra;as a ttivtna Prv>videncia, nao ;uiz ainda
yi.'ilar cs outros ponies principaes da comarca,
como sejam a villa e os districtos de Criangy e de
3. Vicente.
Coir uma licenca de dous mezes seguip ha
dias para essa capital 0 juiz de direilt Dr. Silva
Braga, sen lo substituido pelo respectivs juiz mu-
nicipal e deorphaos, Dr. Menelao dos Santos da
Foneeca Urs.
4
00m um viylento aoceo no rosto, do qual result
Hie Hear com 0 labio inferior bastante ferido.
Softvilufte Propti^adora da Ins-
truecao Publica. -A I do c .rrtnte reunio-
*oo consefto superior desla sociedade, achandose
pregenies oito de seus respeciivos memoros.
i.ida a act* da sessio anterior, foi approvada.
Foi hd um otHeiodo Sr.conegoLino.participan-
do nao poder comparecer por motivo de molesiia.
Inteirado.
Outro do Sr. Dr. Adeliito do Luna Freire. de-
^larando aceitar a commissao para a qual foi no-
meado.-Inteirado.
Outro do Sr. commendador Dr. Al.ili) Cesar
Borges, pondo a disposicSo da sociedade 900 exem-
plares de diversas obras de sua composljao, com
-am acto de adhesao aos fins quo tem ella em
vista. 0 conselho deliberon que se agradecesse a
olforia, uzendo se d'ella expiwsa menc'io. com
louvor, na acta, e que ao mesmo Dr. fosse confe-
ndo 0 titulo deso.'.io lionorario.
outro do conselho parochial de Santo Antonio
prestando as mt irmacGes que Ihc foram pedidas
quanto aos esiapeJecimeatos de instruccao perten-
centes a parochia. e trabalhos do dito conselho no
anno deeorrido. -DeliberoB o "conselho quese res-
pondesse louvandoo conseihu parochial pelo muito
que fez em pro! da realisaeao dos fins da socie-
dade, esi>erandp;que no n'ovo anno nao arrefera
o seu zelo e interest pela-insu-invao
0 conselbo pajpahoal do P.,co ^articipaaoconse-
II10 superior qua a 8 do correnta deve tor lugar a
eleijao dos swrnovos membr, c convida-o a
comparecer. Inteirado.
OSr. -2. Bocinario apresenta 0 balanceta da
receita e despeza do ultimo mez.
^ E deu-se ptr finda a sessao, ficando, por causa
das rerias, nnrcaqa a segunJa juiuta feira de Ja-
neiro proximo i'.itr. 0 para a rejoiao do eonselho.
Ni dia 3 do orrciite procedea-se a eleicao
dp conselho director da parochia de Santo Ao/o-
nio, como se acijava annoiiciado, e foram reeleitos
MjSrs. Dr. 'Jiympio .'arques, piesid-nte ; lapitao
tar.o; Cummendador
esjuroiro. Havenlo, 1
Joao Ferreira Villelo
Albino J, ,,, ..
If11'-11" Bscosa, e insist!-
d0 P?r ell I, q 10 de bom grado conti
J1U*", -- aoservicp >la socie-J; d era
2 sa atcance, "ora attendidos,
eiJ' ;e a outros escrutii:: assao
wmposto 0 n-ovo conselho : presidente, conego
Lino Jo Boato Carmell.. ; v.- presidente Dr
r J au L
viagem de Boston para Galhau de Lima ; a 21, na
lit. X. o e 38' e long. 26 e Id", com as barcas in-
glezas Ornate e Kale, mdo esta de Liverpool para
IIagoon, e aquolla de Londres para Melbourne.
Tudo ia bem a bordo de=ses navios,
Coneerto. -Deve reah-ar-se terca-fei'-a pro-
xima (10), no iheatro Santo Anlonio, 0 concerto
dado pelos dous artistas lyrieos os Srs. Vioira o
Clcerl, acerea dos quaes temos uo Diario 'le San-
tos :
A musica, que humilha e fortilica, que faz
rir e clmrar, que eleva e engrandece a alma,
abrandando os irapetos da cholera ; ipie abate as
feras e confunde os instincios perversos; a musica,
qne ainda ha lao pouco tempo miligou as dores
cruciantos da p breza alBicta, em favor da qual
prepara se um hospital, que symbolisa a caridade
universal ; a musica, que na phrase de oulrem,
alenta e vjceja a alma, e que n 1 harpa e no cravo
socegou as torturas de Saul e Wanner, 0 na voz
encantadora de Malvina, consolou a Ossian, nos
transes por que passou ante o tu.nulo de Fingal;
a musica, mais uma vez teve seu altar, pompo-a-
mente, erguido no Gremio Bavards.
Xa noite de terca-feira visitaram a sociedade
os artistas Vieira, barytono de nota, e Ciceri, dis-
tinco comico do El-Dorado, onde eiUre os priraei-
ros 6 considerado.
t As salas estavam illuminadas e 0 cgncurso
de socios era nu-nerm.-., quando 0 barytono Viei-
ra, logo a nos ao cha, aproximandose ao piano,
dcu comeco a sole.nnilade, e Guilherme Souto,
sympalhico e laborioso socio, acompanhava a
Mori a, quo 0 barytono canton, compungindo o
audilono.
Sua voz robusta, sen ar portento-m, e 0 gosto
com qne exhibio se, tornaram no creJor do repe
tidas palmas.
1 0 romance das Vesper as SjCJUanqf, mais fill-
gente tornou seu triumpho, e na verdalc, Vieu-a
e Oione da acoilaeao com que tem sido distin-
guido.
A' sua voz os pobres devem ja em parle a
miBoracao de seus sollrimontos.
0 eoacerlo da Beneficencia e seu attestado
de honra.
Quan lo 03 aoplausos ferviam, um Velhn Pro
lessor, de a.vancada idade, de oculos e munido de
um compendio, iranspSe o limiar do salao, debai-
X'o de es'repitosas ovagSes.
Era Ctceri, a artista intelligente, 0 mesmo
que vai no domingo fazer seu beneffcio.
Simulando ali>lar discipulos, e ioterrogan-
do-os, ello falla pur todos, usando de voz especial
para cada um.
n Sua voz molodiosa, sou ar sereno 0 alegi'e, .a
bellcza na expressao ea habilidade com que falla
por seis ou oito, mostram 0 grao cievadd do seu
mereeimcBto.
A admiracao via-se em todos, 0 prazer divisa-
va-ss nas manifesUi.oes do auditorio, c Ciceri,
com gosto carte, desenvolveu-se de modo admi-
ravel e sorprendente.
Desejoso de agradar, e avido de mostrar sua
gratidaoi sociedade que com elle distribuira seus
aflectos, depois di applauses prolongados e repc-
tidos, voltaa seu lugar munido de um tambor.
A presteza, forea e incrivel destreza com que
rufava, com duas vaqueiai, so a \ista podera 011-
vencer.
_ Xova admiracao apoderou-so do auditorio, e
nao se explica como Chert doniina 0 seu tambor,
que pareee obedoeer liie a raedida de seus raovi-
meutos.
Quem duvidar va ver, e eculeste se para Un-
to li ver engeu no.
U second mouvement, interassante caneoneta,
fez objecto da penultima pane, da fe?ta.
Ciccn possuido, e compynetrado de seu pa-
pel prommciando eooi a graca que Ihe e natural,
as It-Uas cosa toda a clareza, arraneou gargaHia-.
nas geraas, sobretudo quande tratavase dot pri-
menos, c seguudus ra^vimentus djs impuls s dos
painotas modemos.
tc Am" nadadeixou a dasojar, 0 6 fora de qnes-
tao quo os applausos com que lem sido distinaui-
do, estao a quem deteu merito artUtico '
Caitia uolicia.-Mradores das ruas Mar-
cilio Dias, Livramento e Peitha nos pedem para
chamar a attencao da autoridade c >mpeteaia para
a; scvicias que" sao praticad;i, quasi que diaria-
', n'uma pobre parda, escrava nessas pro-
ximidades, que do presente traz paleute n'um dos
oibos a prova do quasto ella tera soffiido e
SitTre.
Ferro Carril do Yevnttuiti*iij.Pe
ira lerabrar ao -5/a cm-
I'ltimamente esta servindo de pronotor publi
co iuterino 0 tenente Francisco Jose de Almeida.
Na noite de 23 do passad) chegonaqui d'essa
p.roeodencia o delegsdo de policia cafilao honnra-
rjo Graeindo Lobe, lendo conscguido da presiden-
cia trazer o armamento, correiame e municao ne-
cessana para 0 destacamento da gua'da nacional
que, ate entao, se achava armado a cacetes, e lo-
go assumio 0 exercicio dc seu cargo. E' dees-
perar que a sua delegacia seja uma eantinuacao
da que tez antes de para ahi seguir com licenca
do guveiii 1.
0 juiz dc dir-Mta intorino design ou 0 dia 10 do
proximo me', para ter ligar a i.* sessao Jo jury
deste anno. Xdo consta ainda ao certo 0 lumero
de processes que vao a julgamento ; o.oportuna
mcale tratarei d'este assumpto.
Hontem, a^ 10 horas da noite, partit d'asla
vi.la com destino a Lapa 0 delegado, acenpanha-
do pelo sundolegado Freitas, 0 destacameato da
guania nacioaal e um considera'.el aimcro de
pessoas do povo. A sua saliida para a.|iielle pon-
to calou no espirito dc quasi todos d'est* localida-
de, a conviccao de que 0 coito de criain sos que
alh se snppunha ainda estar, seria sorpreza, pelo
segredo que se guardou para a realisaeao d"essa
unportaute deligeneia, cjijo resultado fu impmti
.cuo. Os crimmosos, que na poucos dias tinnam
sjdo perseguidos por uma forga vinda le Getan-
na, ja se haviam refugiado.
A' di-tancia de rneia legua d'aquella poVa-
tao cnBoniraram-se 0 delegado Lobo e sua r.irca
com os destacamentos de policja de Timbauba e
Cruangy, que por ordens reservadas da mc>ma
autondade para alii te dirigiram, como Iambem
alguns patsanos mandados pelo delegado de
Goyanna em atixilio e a requisieao do deste termo;
0 distnbuida toda a forca om piifueles. tomar.m
estes todas as avenidas durante a noite para im-
.pedir que caso os criminosos ainda alii se achas-
sera, nao podessem escapar por lado nenhum.
quando recebessera qualquer aviso ou raesmo
presentissrm 0 movimento da forca que ia ao seu
encaljo, e ao amanhecer do dia (de hoje) cerea-
ram-se e varejaram-se todas as casas que sejul-
garam suspeitas, percorreram-se as maltas ou
capoeiras daquellas immediagoes, e infdizmente
todo^ esses esforcps foram baldados, pois um s6
crimmoso nao foi visto. Perto de trezentos ho-
mens. entre soldados e paisanos, e inclusive, cento
e tan,tos de^leJ 1"e acompanharara 0 subdelegado
de Timbauba, compareceram a essa diligencia,
que regressou hoje, as 11 horas da manha. tendo
estaJo em movimento durante 0 correr da noite.
Lonsta-ine que a delegacia emprehende ou
(ras dihgencias de ideutica importancia. A' pro-
porcio que ellas se forem realisando, tratarei de
seus resuludos. Ate a seguinte.
Loteria. a quo se acha a venda e" a 78a
a beneficio do hospital da ordem lerceira do Car-
mo, a qual corre no dia 10.
Casa de deteneao.Movimento do dia
i de dezembro de 1873:
Existiara presos 303, entraram 2, sahiiam3, exis-
tem 302.
A.saber :
Nacioriaes 230, raulheres 8, estrarigeiros
escravos 32, escravas 6.Tola! 302.
Alimentados .i custa dos cofres pnMlcos 210.
Movimento da enfermaria do dia i de dezem-
bro de 1873.
Tiyeram b.ixa :
Arminia Maria da Conceifio, gaslrile.
I inbelina, uscrava de Bernardino de Senna Tem-
poral, metrile.
Teve alia:
Emiliano Jose de Paula.
Ceiuitcrio publico. Obituario do dia 3
do corrente :
Manoel Autonio de Aguiar, branco, Portugal,
20 annos, solteiro, Boa Vista; bexigas.
Catharraa Franeisca dos Santos, branca, Per-
nambtco, 19 annos, solleira, Boa Vista; gastro-
hepatite.
Joaqnina Paula, preta, Africa, liO annos, soliei-
ra.Boa Vista, asylo ; diarrhea.
Uuiiherme, escravo, preto, Africa, SO annos,
solteiro, Afogados; peritoniio.
Theodora-Maria da Conceicao, ignorase a na-
turalidade, GO annos, casada, Santo Antonio ; be-
xigas.
Maria Franeisca do Espirito Santo, branca Per-:
nambuco, 29 annos, silteira. Boa Vista, hospital
Pedro II; tuborculos pulmonares.
Miguel Gomes, bntnw, Pernambuco, 38 annosi
casado, Boa Vista, hospital Pedro II; variolas.
Joanna August i ,le Santa Anna, branca, 19 an-
nos, casada. Boa Vista, hospital Pedro II ; va-
riolas.
Maria, branca. Pernarabueo, 5 annos, 8.
vermes.
26,
sem quo seja mister 0 empenho e as suggestoes do
hlbotismo.
Sao jusumenie esses nobres impnlsos do digno
administrador na distrihuicao dos cargos publicos,
3ue f .rmam um trace caracteristico de sua eleva-'
ajustica ejnteresse pelo bom desempenho da
administracao da provincia em lodo os seus varia-
dos ramos do servi^o publico.
. Se.esses procincianos fossem capaze.s de um
aijlo de lealdade, teriain confessado, ao menos
nesta parte, uma vertlade tao palpitante.
Tal e, porem, 0 odio e a desesperaoAo que nao
encontram entre os nouieados um so digno de 0
haver sido I
Sociajiitas de nova especie, que professam
nao 0 direito ao trabalho, mas 0 direito ao empre-
go, a propina.
Isto e uma parvoice digno mesmo de escriptoii-s
que an lam a cata de descompostara ; desses toli
neiros doja deerepilo leao.
A liberdade e as garanlias dos direilos indivis
duaes ja sap consideradas formulas (is de cousa-
que nao axisiem.
Dir-so-hia que esses estonteados procincianos
estao retracanloaepooa nefasta de sua administra-
cao. Goui elTeito, ipiem nao se recorda com tris-
teza e horror dessa omminosa quadra ?
A Piovideneia, que vela sobre os destinos liu-
manos, nao ha de permitlir segun la vez que tao
deploravel flagello caia sobre esta sociedade ja tao
casiigada e devastada por implaeaveis abutres.
A liberdade e" a palavra da paz dos tarlofos
politico*, para mais a salvo saltearem as victimas.
Foi era norae da liberdade que os despolas da
Provincia levanlarara 0 auto de fe ligueiro, com
que victimaram cruehncnle esta iunocente socie-
dade.
Horresco refer ens I
- Ja passaram entre nos mais de seis mezes de
proconsulado arbilrario e violento, e n5o foi ainda
restabelecido 0 regimen da liberdade.
0 Sr. Lucena e a incarna^ao do arbilrio.
Anarquisais a socidade, pregais na praca pu-
blioa as ideas mais subversivas, levais 0 incendio
a propr edade, violais 0 asylo sagrado e praticais
actos de verdadeiro canibalismo e quereis que a
autoridade, que deve velar pela paz e garantia da
sociedade, cruze os braces e se tome complice dos
vossos actos de perversao e de aparchia I
E' a isso que chamais 0 regimen da vossa liber-
dade, bem 0 sabemos.
Se 0 paiz se recorda das scenas de 16 de maio,
elle nao esquecera jamais 0 vosso heroismo de 1 i,
quando campeaveis, trepudiando dos factos atrozes
e iniquos, que para sempre deshoniaram a vossa
politica de sangne e de incendio e que tanto hor-
ror inspiraram aos cidadaos honestos e pscificos
que foram lestemunhas de tao grande perversao
moral.
Dysencadeai as vossas &deras, soprai de novo
0 fadio do incendio; raas ficai certos de que esta
socfHada vos tem para sempre condemnado e
odeia e abomina e detesta a vos*a trcda politica.
Continual a levantar voz em grita contra 0 be-
neraerito pernambucano, certos de quo grando e
a aureola, que cingo a sua froute, radianle pelos
nobres sentimentos de justica, de honra e de pa-
iriolisrao.
Imlii a <|iicsttto llascaro.
A- APRECIAgio PLBLICA.
Afllrmei em tnitiha carla ser pouco decoroso
0 fazej-se offerecimenlo de servigos medicos aos
hospitaes comomero inluito de preparar direito
de encartamento na primeira vacancia de encargo
rendoso.
Certamente que esta rainha nroposicio e tao
verdadeira, que nenhum homera de b>m s.enso c
de moralidade a irapngnara. 0 que se poderia
qnestionar 6 que ella expressasse um facto entre
uos havido. Isto e 0 que poderiam fazer ai|oelle,
que, tendo feito offeredmentos gratuitos aos hos
pitaes em occasioea cercadas de circumstancias,
que poderiam levar a crer serem seus offereci-
menus activaUos por aquelle movel, tinham sido
antes por uma intencao sa e louvavel.
X5o 6 0 facto de algum medico otTereceer seus
servifos gratuitament a um hospital, que eu cen-
snro em minha carla ; isto nao 0 fiz. nioo podia
fazer ; porque taes offerecimenlos teem side fe.itos
por medicos mui distinclos, como 0 Sr. Dr. Sar-
mento pai, e o cirurgiao Pinto. Eu mesmo offe-
reci mens servicos ao hospital portuguez ; e acon-
selbei ao meu amigo Dr. Cnrio, que 0 fizesse,
quando me consultou a tal respeito.
E' louvavel qne aquelle, que comeca sua vida
medica, e deseja um maior campo do estudo, ou
que na oecasiao de se instituir um hospital, cujos
recursos sejam escassos para poder maoterse,
faca_ olfereciment 1 de seus importantes servicos.
Nao 6 a estes facus qne me refiro em minha
carta ; pois que a elles nao cirenndam eireums-
lanciaS, qne nos levom a penetrnr no intnito na-
nanceiro do acto.
Eis 0 facto que argoi om minha carta.
A Santa Ca-a da Misericordia, estando na admi-
nistracao dos hospitaes. entndera augmentar 0
numero de seus medicos e cirurgioJ9. a remone-
rar taes cargos pecunianamente. Crcados os
novos lugares, tralava-se de preenche los. Era
razoavel, era de esperar que a nomeacao reca-
hisse nos que maiw merito tivesrem para pre
encher taes cargos ; se tivessemns uma sociedade
medica, que curando no interesse de todos os
associados no progresso da rnedicina entre nos
e no proveito da humanidade, sopoasse as aipi-
ra.-oes das gralhat. Per falla de semelhante as-
sociacJo e de presumir que fossem impossados
nos novos lugares os que melhore-- padr/Hhos ti-
vesscm. Nesta nossa terra de palrinbagem inda
isto nio acarretaria desdouro para 0 nomeado,
mas 0 que e pouco decoroso e qne medicos, que
ale entao nao haviam tide a idea pliilantropic
de prestar servicos gratuitamente a-ijhospital;
quo ate entao nao tinham aspirado obler nm
vasto campo de estudo, n'aquella ovasiAodese
fazerem nomeacoes pira cargos, qne iam ser es-
lincndiados, apparecessem com compelencia
nao de merilo, mais de maior ou menor tntnpo
de prestamenu do service sem eslioendio.
Xao invento factos. Eis a prova :
Illm. Sr. provedor da Santa Casa le Kisertcor lia.
0 Dr. Augusto Ctvmlre Monteiro da Silva
Santos, precisa, a bem de seu diroito que V. S.
mande pasar por certidao se con;ta dM a.-tas ou
do archivo da Santa Casa haver 0 suppli-Mnte re-
querido o lugar ou nm dos lugares de medico do
hospital Pedro II ou de qualquer outro BRHdtotWt
meuto sob a admnistiacao da Santa Casa. bem como
as eondicoes, com que outros facnl'.ativos require-
ram os cargos de medico nltimamente creados.
Xestes tennos pede a V. S. deferimento.E. It. M.
Recife, 3 de dezembro ue 1873.Dr Augusto
Carneiro Monteiro da Si I va'.Santos. -Pasc.Santa
Casa da Misencordia, 3 de dezembro de 1873.
Xeves.
Certifico em virtude do despacii0 retro, qne do
archivo desta secretaria nao eon.-ta haver 0 sup-
plicante requerido nenhum dos Ingare- de medico
0 cirnrgiao do hospital Pedro II, ou de qualqoer
outro estabelecimento, sob a administracao desta
Santa ~Casa. Certifico tambem que os cargo* de
medico e cirurgiao uliimamente creados no-hos-
pital Pedro 11 pela lei provincial n. 1,033 de i de
junho de 1872 requereram os dontores Malacnias
Antonio (ioncalves, P. e F. e F. e.F. e F. e e'.v F:
oitoao todo).......... ; sendo que depois os dou
'Ores F........e Malachias se otfercceram para
servir, 0 primeiro durante tres anno*, cedemlo
em beneficio do estabelecimenio 0 ord>.'nado que
liwsso de perceber : e 0 segundo sem prazo de-
lerminado ; e mais tarde os doutores F e F. e F.
vonha 0 s^u
d> !!...
0 cadaver
tesfemun*.
de urn
Um homem esbni
b xiguento esiava irosepull'i
em eslali" de putrcfarcso !.. Era picciso sepul-
la-lo.
Niaguetn porprga, por convite, ou pelido que-
ria conduzi lo u que fazer ?... Cumpria a
autoridade policiai tomir providencias e nestas
providencias foi ella obrigada a prender ura indi-
yidno pi r msultos este na ansencia do subdelegado
insubordinando-se contra a praca, que 0 condnzi*
levoula sen'empurrdes p r conla sua e de sua
inipmdencij : e 0 que tera 0 subdelegado com
isto ?! !
Voltaremo3 ao primeiro ponto.
(
0 soldado Bellarmino Alecrim, camprfa uma or-
dem legal; a desobediencia a esta ordem, era um
crime, crime ainda mais por ser uma infracjao
das leis mnnicipaes, e assim podia 0 moco ser
preso em flagrante delicio, como foi; mas esle ou
de proposito on casualmente atiruu tabicadas no
soldado e procurou tagir ou resistir a ordem de
prisao.por aquelle meio e pondo 0 eavallo a cor-
rer ; 0 soldado, por conseguinte, podia war da
arm 1 que entendesse necessaria para sua defeza e
para repellir aotfensa, a opposicao e realisar a
prisao, como 0 fez.
E se assim nao Kra, 0 que seriam as ordens das
auloridades ?!!....
Simples palavras, para 0 inglez ver ? Bio I
autoridade tem a lei cm seu favor 0 as suas or-
dens devem ser cumpridas c respeitadas.
Eis a lei :
0 art. 118 do codigo criminal diz :
Os nfflciaes da diligencia para effeetua-ia po-
derao repellir a forca dos resisteptes ate tuar-
Ihe a vida. quando por outro meio nao possam
consegui-lo. >
0 ail. 182 do codigo do processo diz :
Se 0 reo resistir com armas, 0 executor (da
ordem ou mandado ) lica aulorisado a usar
daquellas que entendernecesaria para sua defe-
za e para repellir a oppo icao ; e em tal conjunc-
tura u ienmento ou morte do reo e justificado.
0 art. 183 do dito codigo diz:
Esta mesma disposicao comprehende quaes-
quer terceiras pessoas, que derem auxilio ao offi-
eia! executor, e os que prenderem em fiagrante ,
ou que quizerem ajudar a resistencia a tirar >>
preso de seu poder no confficto.
Sobre esta justificative veja-se 0 aviso de 8 de
maio de 1302 e27 de julho de 1868.
A lei fatlada da reforma, teria revogado esta.-
disposi^oes, para qualquer pessoa, resistir e nao
ubedecer as ordens das auloridades legaes f !
Rospondarn, Srs. hberaes ?... Aonde esla 0 res-
oeilo as auloridades legitimamenle constituidas, e
as suas ordens !
Porque olamam tanto contra 0 Exm. bispo, por
nao ter querido respeitar e cumprir as ordens do
governo ?! I
Querem saber 0 que e escandak), peeanraoex-
juiz de um cerlo lugar, que publique a justiiica-
eao. ipie esta no cariorio do escrivao Varejao, do
contrario publicaremos.
0 Sr. Dr. Bacellar tal vez saiba que jostifteacai
seja.
Cafco, i de dezembro de 1873.
0 Forasteiro.
1 l< i< ao
Hos juizes, escrivRes, ll'iesoureiro que t*ni
(lo festfjar a Virgefn da Saude nesta igre-
ja matriz Jo P050 da Panella, no anno
de 187 V 0 publicada na festa do cor-
rente anno.
Iniz p*r eleicao.
0 Illm. Sr. Aristides Duarte Carneiro da C :nh.
Gama.
luiza por eleicao.
A Ex ma. Sra. D. Maria Franeisca Paes Barret-
Lin*.
luiz per devocao.
0 Illm. Sr. Prmeisco Joaquim Ribeiro de Briio.
Juiza por devocao.
A Exma. Sra. D. Raymunda Ursulina do* Sam. is
Almeida.
Escririo por eleicao.
0 Illm. ?r. tenente Antonio Pedro Cavalcante lit
Albuquerque.
Escriva por eloifao.
A Exma. Sra. consorie do Illm. Sr, Dr. loaquim
Moreira I'hn.
Escri"io por devocao.
t.
Jose;
.. 1.. preza a grande convenience pot,;;
-u^rnuiasLamara, luesourem, Dr. Jorge Dornel- conductdrea aulorisado* a U tes do
RECIFE, G Di; I)i:/,K>J8I10 DE (873;
A Provincia clelira !
Tendo esgotado 0 apsumplo politico e baiidos
por ura modo esmagador> ospraoiusiaiws atiram se
agora com jmulaeaval furia contra a pe-soa do
aaministridor da provincia.
Sempre itecJracBos quo esses preteasos elKfes
do liberalismo nao tinham ideas, nern O|)inioe8;
nem prinijipios gerios a realisar.
Toda a sua qucstao se reduz ;i possa do 1
enha elle por todos us 111e.es nos a'aml
naveis,
Voltam in alicaiitiiieiros a :
bru3 cores 0 islad > m ],r vinci-i, que
nliando 0 mv nm l.ri
grado de ventos-roptsasi
0 piloto dest"
aos afflc?!radoj puV
A E'riivinciu
Os gendarmes do Sr. barao commendador de
Villa Vicosa, moslraram se contrariados com a de-
claracao que lizemos d9 haver 0 illustre anstocra-
la escripto a um senador da provincia do Rio de
Janeiro, dando Ihe plenos poderes pant garantir
ao ministerio que os Hberaes tie Pernambiico se re
tirariam da qaestdo re/igiosa, se 0 Exm. Sr. Dr.
Lucena fosse demitUdo on removido para ivtra
provincia.
0 modo porque acudio a espora a Provincia
( papel) nos pareee uma confinnacao do rifao
quem se pica alhos come ; e tor isio se da exis-
tencia daquella carta podessemos ter duvidas;
ellas desappareceriam pela simples leilura da con-
testacao queoppoz em sua chronic 1 a Provincia
de 4 do corrente.
Em todo 0 ca-o a sua provacao, nao podo des-
truir o qne asseveramos.
A carta do Sr. Villa Vicosa foi escripta em con-
fiamja a um dos chafes liberaes da ciirte, e embora
este tivesae aceitado os poderes qne Ihe foram
conferidos, nao vira hoje dizer que a verdade 6 0
qua afflrmaoios. Per tanto, entre 3 nossa deqla-
ra^ao, e a negativa da Provincia, nao ha oairo
meio de averiguar a verdade, senao um appello a
honra do Sr. Villa Vicosa.
Elle que venr.a ao publico com 0 seu nome de-
olarar que nao assignou carta alguma, nem que tal
autorisa<:ao desse a alguem.
Assim, ainda qno.aos fos9e licito allegar que 0
Sr. barao podia ter assignado a carla sem ler, ou
nao saber o.que assignou, nao duvidamos confes-
sar-nos rhal informa toe.
Nao procurarenios maLs indagar se a carta exis-
te, ou nao : deixaremos esle trabalho a mlrem.
0 illustre senador a quem foi dirigida, que mora-
lise 0 laclo, a forme o seu juizo sobre 0 modo
porque um fidalgo resolve os pontos de honra.
A questao, pois, ficara assim liquidada, e a ella
nao joltaremos mi is.
Xao lemns 0 Sr. Villa Vicosa em conla de lao
poderoao porsonagein, que as suas cartas fa5am o
inenor peso no ospirito de alguem.
A posicag do illuslro jiiistoera'.a, em fi-ento dos
seus amigos, e" bem ennhecida ; e na phrase do Sr.
Silveira Lobo, a do chefe de palha, quo em tudo
figiira coinu o primeiro, menos no que e iniciativa
direccao do partido. Xeste ponto 6 0 ultimo dos
;>eid3dos,. oliedeoe a nio rrlijna, *ssigaa e nao es-
nao comprehende.
A visa disto, nao ha Je nossa ftarte desejo de
atlnbuir ao Sr. Villa Bella a autoria do que vai'
ja havendo, porem, a presidencia aceitado os
offerecimentos dos dous primeiros, raandou
aceitar os dosdous uliimos somente como auxilia-
res, ao que nao se qnizera.n elles sujeilar. Secra-
tarta da Santa Casa da Misericordia do Kecife. V
de dezembro de 1873.-0 escrivao, r'edno Ro-
drigues de Souza. Sellada com estamptlMl de
300 reis.
Xo lempo cm quo se crearam apielies cargos,
havendo o Sr. conego llochael, entao regedor dc
gymnasio e mordomo da Santa Casa me consul-
tado se eu aceitaria um delles, e respondendo-lne
que sim, me declarou cspontaneamente que por
si seria eu nomeado e que era convenienie que
me entendesse com mais algum mordomo; pelo
que me enderecei ao Sr. Manoel Alves Barbosa,
por elle lembrado, e que lendo sido meu com
panheiro de academia, me c inheeia de perto, e
porque me afflrmasse esle quo ja se aehava cora-
proraettido a dar seu veto a outrem, 3 licando
eu convencido que se dariam os cargos a afltha
dos e prolegidos, delles mais nao tratei, nem mes-
mo requeri ser provido em algum, como se evi-
deocia da certidao supra : porlanto que e uma
falsidade documenfalmente provada que eu fossa
um dos preleridos a semeihantes cargos por
forca do olTerecimento gratuito com iotuito da
encartamento que censurei em minha carta.
Allegar menliras e calumnias e facil "a jualquer
um, mas 0 homem do brio e dignldade so ahega
0 que pode dccuuientalmenle provar.
Kccile, a de dezembro de i873.
Dr. Carneiro Monteiro.
t I*i-o\ iiicin do -ft do eort'onte oi
o suhdelegado Jose Paulo I-'i-
r.rt-
cemo
Iho.
A mentira e a arma desta gentalha da P,
Oi'ft Hoje nos limitarenios a cootar os laclos
se passaram.
Era coslume os almcreces trausiure.n ppr
dentro da feira desta villa, correndo m-intados a
eavallo, pisando os trauseuntes e levandoe.que'
enconlravam-na* pi las de seus cavallos : 0 subde-
legado Jose Paulo Filho, altendendo as reoiainacoas
e lirraado no cap. 3 art. 10 das posiuras- tnunici
paes, prohibio esle costume, fazendo apeia-1os ao
eniiar da feira.
Esta ordem 6 intimada pelo soldado Bellarmino
Alecrim, 1 um almocrece, (moco na phrase da
Provincia) este nao obedece ; a atira ta&icsno
rosto do soldado e esporando 0 eavallo de-iia a
correr : 0 soldado Bellarmino da-ihe coz dc prisao,
o segue e afinal 0 prende : isto se passmi na-uu-
sencia do subdelegado.
Conduzido0preso a oresencadaaaloridade^fiizo!
soldado, prendi a este indmduo por ter, no intk-
mur a ordem qae recebt, deiohedecido e U^do-me
com a labica pelo rosto e posto a correr u ca-
collo : diz o almocreve :. en nao lupia que -,o
soidad-i campria ordem, boa descuipa I mo ike dei
por contade, melhor corria para tao st r preso,
0 soldado tambem den me. desculpou-se perfeita-:
mente nio se queixou do offensa phssica, ajgu :
ma ; 0 suhdelegadu Jose Paulo Filho, om vi-ta dal
insignificancia do fuel). reprehendi*u a amboa e
poz em liberdade 0 indiciduo.
0 digno promoter que presencioa 0 facto, nada
Sedio ao subdelegado, nada disse em f.,vor Jc la
ividuo, c appellamos para 0 seu testMiiuiiti.i e dei
outias pessoas.
Tudo estava acabado, so a intriga e a caUsania
n3o viessem em soecorro ; entao as 8 li.ras da
none, foram ao engonho Rosario (de eterna memo
ria para um ex juiz) e depois de arranjarem tiido-
a MR geito.as II horas, conduzem 0 aknoert, trans-
formndo em moco, a presenga do Dr. jui- r.-.unici
pal e tudo mais foi post0 em pratic 1 !'...
Qual a louea quo foi diibatada por ordem Jp|
suhdi legad 1 t
A Bulhftr que nesta tarde foi presa, 0 unja pre-
ta desvali la, qu*e tinha por costume embriagar-se,
e nes e Bstadd pondo-se nua, praticaou is a~.tos-
mail immorMs que se podem imaginar ; e' Juij
neste estad 1 quo :' > conduzida para a cadcia por-
duas pra.-as ; sendo Jupois remettida para 0 asv-
lo na cid.ule do Recife.
_ Quan i 1 a: f. -;; passavj, 0 subdelegado Jo.
se Paulo Filho estava em 11 cap;tao Jose"
Eloy, liberal; c ello que diga 0 quo se passon,
0 Illm. Sr. Dr. Ahtortfo Josd'da ffosta Ribeiro.
Escriva por deroc5o.
A Exma. Sra. consorte do Illm. Sr. Fran -i Ribeiro Pinto ("inimaraes.
Thesoureiro.
0 Illm. Sr. Jose Ribeirb da Cbrtha.
Juizes protec tores.
Os Illm*. Srs.:
Dr. Angelo Henri pies da Silva.
Dr. Antonio Joaquim de Moraes e Silva.
Dr. Felippe Figueiroa de Paria
Dr. Liberate Villar Barreto Coutinho.
Manoel Martins Piuza.
Anton-o Jose IIodrigues de Souza.
.lose Camell0 do Rego Batros.
Commendad>>r Albino Jose da Silva.
Jose Francisco do Rego.
Major Josi Cesario de Mello.
Major Joao Francisco do Rego Maia.
Antonio da Silva Xeves.
Manoel Jose Fiuza Lima.
Francisco Antonio dc Oliveira.
Joio Maria Cordeiro Lima.
Francisco Goncalvfts Netto. '
Juizas protectoras.
As Exmas. Sras.:
D. Halina Coclho da Silva.
D. Guilhermina da Gama Lobo da Silva.
D. Hortencia, coasorto'do Sr. Dr. Innocencio S^ra
phico de Assis Carvalho.
D. Clementina, consorte do Sr. Augusto Octaviano
de Souza.
D. Anlonia Hermilia Barbosa da Silva.
D. Cecilia MaWgnier
D. Anna, consorte do Sr. Dr. Bento Jose" da Gosta.
D. Marianna, consorie db Sr. Jose Felippe Nery da
Silva.
Oonsorte do Sr. Allredo Jos* Antunes Guimaraes.
Consorte do Sr. Gonrato lose" Affonso.
D. Cesarina Villar Barreflo Goutinho.
D. Rosa Goncalves da Silva.
Consorte do do Rego Barros.
Consorte do Sr. Francisco A'nionio de Alboqu.r-
qae Mello.
Consorte do Sr. Francisco Marinho do aWbqtier-
qoe Mello.
Preeoradores.
Os Dims. Srs. :
Alferes Pedro Arnerico da Gama Duarle.
Cosse Juvenal do Rego.
!d*d Francisco Pinto.
MfnervTno GuilhfrminFuza Lkna.
Procuradtr geral.
0 Illm. Sr. Dr. Lmoceneio Seraphlco dc Assis Cat
vatho.
Mordomos e nwrdomn todos os devolos da mesma
SeHh6ra.
0coadjuctor proparocho,
Padre Vicente Maria Ferrer d'Albuqaerga..
Ohrigai a que o cnbelf o crosca !
Debaixo da cutieula superficial d*uma cobeca
quasi calya existem quantldade de germens de ea-
neI|o, qae unica'mente reefnerem 0 estiranlo neces-
sano para os fazer productivos.
Para activar a estes elementos inertes e ajudar-
des a fazer crasser 0 cabello sobre 0 craneo, 0 me-
lhor geuero que a'chimica jamais ha dadoao mUR-
do 6 o-Toaicp Orientaltao jnstamente celebra-
do na America Hespanhola por suas propriedade-
de prnduzlr e aforrrlosear 0 cabello. Como prepa-
ra rlvel aos oleos e ppmadas que nao fazem senao ta-
.par e obstruir os poros'da cutis, e tornando se ran-
'qosos com 0 calor, actualmonte envenenam e ma-
ram 0 cabello.
Qual o motivo |>or Vos outros quejpadeceis de p'litysiea, asthma, ca-
tarrho, bronchites e tosso chraoica, respondci a e--
l* pergpnla.
Na admiravel e maravilhosa corapoa^So da
Anacahuifa Peiteral de Kemp se vos offercce .-.
remedio quasi infallivel, rapido e inteiramerite :n-
olTen^ivo. A sua preparacao e composla dos sac-
cos balsaralcos e nulritivos do uma arvore mexica-
ua chamada Anacahulta, admiravel ;.ntidoto esi-
gratuitamente iifl-Tepi lo pela natureza, para a cura
delodas as-enfermidades pulmonares. 0 raunj
pao encerra em si, cousa que com ella do lev
possa comparar. Os,proprios medicos teatificam
que, quando as suis melh.ires c mais poler
medic.nas, chegarain anr.ovar a sua inuliiidade
raotioacia, na dirajnuicao e cuVativo da tosse,
para alhvjar a rpnquidao c innamm.15.lo trach,
este excellnnto remedio, tSoagradavel como efBcsz-
com frequeneia resub,-b\-.e us pulmoes us. br
Chios 0 a laryngo *.
tnral.
Pi
i;rimJtivo
esWdo c

*
r iibbh j


-i_
^
Di&i* dePw^H^cp ^t^b^do .6 de Dezenioro de 187a.

r& todos.
_ A. casa mortatna de PauU & Mafra con-
tintia a bem srwr to publico, em quantos
sous proprielarios ou sao deferidos no re-
eursb qua interpoem ao conselho d'estado
couira o moaopolio concedido a outrem, ou
sio a contento indomnisados pelos monopo-
lisms. E para que ninguem se illuda a res-
peita, scientificarn ao respeitavcl publico que
9e aeham profidos do material necessario e
com. carros novos.
:0MMEBS*&.
!2,SEL-
PtlACA DO REGIFS 5 DE DEZEMBRO
DE 1873.
AS 3 1/SHOBAS DA TARDE
Cota^Oes oflttciues.
Alg .daode I* sorte 80O0 per 15 kilos, fconlem.
Cwibio sobre Londres a 90 djv. 26 1|1 d. por
1*000, honlem e hoje.
OaDonrcq
Presidente.
Leal eve
Secretario.
daMimnto'' fdu do dil 3
ALFANDEGA
dia~l at: .
20!:40J*83i
19:170^341
230:o73j37o
Desearregain hoje 6 do dezembro.
Vapor inglez Student (atracado) mercadorias
para alfandega.
Barc. ingleza Jane Maria mercadorias para
alfandega.
Hiite neeional -Wktr do Jardim geaeros nacio-
naes para o trapiche Dantas.
Hrigue portuguezSobemno -vinho para deposito
nos trapiches Barbosa e Canlia.
Pataclio inglez Ariel bacalhao ja despachado
para o trapiche Conceicao.
lmporlftcuo
lii.ite nacional Flor do Rio Grande, cn'.rado do
Rio Grande do Norte em 4 do corrente e consigna-
do a Gomes de Matt >s & Irmaos, manifeslou :
AljoJao 100 saccas, assucar 639 saeeos e cobie
velao 4 barricas aos consignatarios.
OESI'ACHOS DE EXPORTACAO NO DIA 4 DE
DEZEKBRO DE 1873.
Pttra os portos do exterior.
No vapor inglez Britania, para Liverpool,
carregaram : D. P. Wild 51 abacacbis e 1 caixa
com i2 kilos de doce ; W. I. Oummack JO aba-
cachis ; R Sclimmetlau & G. 1,279 saccas com
116,100 kilos de algodao.
No vapor inghz Student, para Liverpool,
carregaram : J. Pater & G. 1,003 saccos coin
75,003 kilos de assucar mascavado ; R. Lima_&
Gaimaraes lol saccas com 9,804 ditos de algodao
No vapor fYancez Sphere, para Liverpool,
carregaram : M. L; than & G. 2,000 saccos com
150,000 kilos de as>ucar mascavado.
No lugar inglez A. Sophie, para o Canal, car-
regou : A. P d.i Sifva fleiris 3,000 saccos com
225,090 kilos de assucar mascavado.
No lugar ;.llema> Altimanh'i, qara o Canal,
carregaram : G. Niesen & C. 201 saccas com
-{7,191 kilos 1e algodao
Nobriguc lu-spanhoi Silcidir, para Rarcel-
lont, cartegoi : A. Loyo 151 saccas com 10,753
li2 kilos de algodao.
No navij portuguez S. Manuel II, para o
Porto, carregaram : A, F. Balthar 79 saccos com
5.923 kilos de assucar branco e 38 ditos com
2,850 ditos de dito mascavado ; L. J. da Silva
Gaimaraes 75 ditos com 5,623 ditos de dito e 25
ditos com 1 875 ditos de dito branco ; R. Lima &
Guimaraes 137 saccas com 9,488 ditos de algodao.
No lugar portuguez Julio, para Lisboa, car-
regaram : T. A. Fonsuca & C. Su:cessores 100
saccas com 7,417 kilos de algodao; Oliveira, Fi-
Ihos & C. l-'iO sa-'cos com 11,250 ditos de assu-
car branco e 25 ditos com 1,87? ditos de dito
mascavado
Na barca portngneza Gratidao, para Lisboa,
carregoa : A Gordeiro 244 couros salgados com
iJSOt kilos.
No navio portuguez D. Anna, para Lisboa,
'A.-regou : A Cordeiro 800 saccos com 60,000
kilos ie assucar mascavado.
No hrigue americano Galino, para S. Mi-
guel, carregou : J. dos Santos c Silva 12 toros
3e jacaranda.
No pataclio hespanhol Elisabeth, para o Rio
da Praia, carregaram : P. Carneiro & G. 400 bar
si .as com 17,305 kilos de assucar branco.
No patacio allemao Amalia, para o Rjo da
Prata, carregaram : Amorim Iriraos 4 C. 2
barricas com 3,209 kilos de assnear branco.
Puru os pjrtos do interior.
Fara o Aracaty, no biate nacional Graciosa,
carregaram : A. Quintal & C. 20 barricas com
1,132 kilos de assucar refinado ; Carneiro & C. 10
p:pas com 4,800 litrus de :iguardente.
Para o Para, na barca portugueza Recife,
.regou : J. G de Bastos 300 barricas com
22,461 1|2 kilos de assucar branco e 3 pipas com
1,440 litres de aguardente.
Para o Bio Grande do Sul, na escuna por
tugueza Ayuia, carrtgaram : Amorim Irmaos &
G. 100 saccos com 7,500 kilos de assucar branco.
Para o Rio Grande do Sul, no navio h^spa-
nb.pl Joanita, carregou : H. B. Oliveira Junior 73
barricas coin 6,470 l|2 kilos de assucar branco.
Para -o Rio de Janeiro, no patacho brasileiro
D. Francisci, carregou : A. Loyo 600 saccos com
3,000 kilos de assucar branco.
Para Maceid, no vapor nacional Goncalves
Martins, carregaram : Bartholomeu & C. 1 barril
com 80 litros de alco >l.
Para a Parabyba, na barcaca Flora, carre-
garam : Bartholomeu & C. 2 bar'ris com 160 li-
tros de alcool.
Para a Parahyba, na barcaca S. Joao, car-
i'garam: J. T. Cordeiro & C. 1 caixa com 40
kilos de doce.
Para Mamanguape, na barcaca Pradencia
carregaram : B. Gomes & C. 10 caixas com 15
kilos de doce.
Para o Rio Grande do None, na barcaca
U ias Irmns, carregou : M. I. Rodrigues 3 barri-
cas com 120 kilos de assucar branco.
Para Maceio. na barcaca A. de Maria, car-
regou : J. V. Paiva Junior 10 barri? com 85 litros
de alcool.
CAPATAZ1A DA ALFANDEGA
i^ndimento do dia 1 a 4 3:6584016
:Ua do dia o.....1:022*881
4:680*897
VOLUMES SAHIDOS
l a 1 a 4......
No dia 5
Pnmeira porta ......
Uganda porta.....
Tveeira porta ....
Quarta poru ......
t- ipiche Conceicao .
SERVigO MARIT1MO
aj -n'eiuas descarre^adas no tfapicb*
olfandesa do dia 1 a i .
No dia 5
.< vvos alracados no trap, da alfandega
Alvareugas........
rapiche Conceicao.....
3,413
5,159
rtiGEBEaOIUA DE REND AS 1NTERNAS 8E-
RAES DE PERNAMBUCO
^'oadinento do m'a 1 a 4 7:998i452
do dia'5...... 1:772*131
9:7?0*5
cossuLADo paovmcuL
Heaa.menta do dia I a 4 24:781*393
' 1*n do 4ia 5 .* ..... 8:982*385
33:76'#778
RSCIFE DRAINAGE,
(tenoimcoto do dia 1 a 4 5:057*629
idem do dia 5 ....... 484*054
5;5ii*683
RgND.WEN'Bp DO C0RREI0 NO MEZ DE
0VE\1RR0 PiNDO
Sell*; .... % 2:383^9D
Cartas....... 2:4405501
I'remio de sa |ues .... *S^aS
Assignataras 60*000
Multas....... 142*000
Agenciis...... 767*J22
Extraordinario .... 45*625
MOVfMENTO DE PONDO
Recebido de particulares para saques 2.'274*409
8:159*108
DO PORTC
Naviot sahidos no dia 5. .
MontevideoSumaca hespanbola Juanita,
capitfio Guillierme Bascet, carga assu-
car.
LiverpoolBrigue inglez Balcluta, capitao
W. J. Boig, carga assucar e algodSo.
Obs$rva$do.
Nao liouve entradas.
(DiTAES
Consulado provincial
Para sciencia dos contribaintos do imposto da de-
cima nrbana e os effoitos legaes, era seguida publi-
cam-se as allerarfles veriflcadas no langamento do
mesme imposto no corrente anno flnaBceiro de
1873-1874, ficando aberto o prazo as reclaraa-
coes, que porventura possamlera fazer osinteres-
sados, na forma da lei e regulamentos respec-
tivos.
AlteracSes verificadas pelo lancador Joaquim de
Gusmao Goelbo, no lancamento da decima ur-
bana da fregaezia da Boa-Vista no anno cor-
rente de 1873 a 1874.
Rua do Progresso.
N. 9 Vicenle Jose de Brito, uma
casa terrea com solao, arrenda-
por
N. II. Joa)Carlos Bastos de Oli-
veira, uma dita por
N. 13. Juaquim Ferreira dos San-
tos, mil portao que da eatrada
para 7 casinhas por
X. 17. 0 me.-mo, uma casa terrea
por
N. 27. Alexandre Jcsd da Silva,
uma dila por
Rua da Conquista.
N. 6 A. Joaquim Fernandes dos
Santos, uma casa terrea por
S. 3. Filhos de Hypolito Antonio
da Silva, uma dita por
N. 7. Alexandre Rodngues de Al-
meida, uma dita por
N. :5. Joaquim dos Santos Coelho,
uma dita por
N. 29. Luiz da Costa Santos, uma
dita por .
N. 31. 0 me*aio, uma dita por
N. 31 A. Antonio Feneira dos
Santos, uma dita por
N. 33. 0 mesino, urn portao que
da entrada para 7 raeia aguas
arrendadas por
Rua de Joao Fornandes Vieira .
N 24 A. Luiz Jose da Gosta Amo-
rim, uma dita por
N. 31. 0 mesino, uma dita por
ft 44. Viuva de Manoel Ferreira
de Araujd Castro, uma dita por
N. 46. A raesma, uma dita por
N. 50. Pastoiina Maria da Sole-
dado c seu liliio, uma dita por
N. 52. Luiz Jose da Costa Amo-
rim, uma dita por
N. 60. Jose FernanJes Lima, uma
dila por
N. 66. Jose Aulunes Guimaraes,
uma dita por
X. 68. 0 mesmo.uma dita por
N. 70. Jose Lourenco Gonvalves.
uma dila por
Beeco de Joao Fernandes Vieira
N. 2. Andre de Abreu Porto,
um sobradinho por
N. 6. 0 mesmo, uma meia agua
por
N. 8. 0 me.-mo, uma dita por
N. 10. O mesmo, uma dila por
N. 14. 0 mesmo, uma dita por
N. 16. O mesmo, uma dila por
>J. 18 0 mesmo. uma dita por
N. 30. 0 mesmo, uma dila por
N. 32. 0 mesmo, uma dita por
N. 46. U mesiio, uma diia por
N. 48 0 mesmo, uma dita por
Travessa de Joao Fernandes Vieira.
N. 3. Bernardino Ferreira de Mel-
lo, nma casa terrea por
N. 5 Luiz Jose da Costa Amo-
rim, unu dila per
N. 7. Bernardino Jose Monteiro
e outros, uma dita por
Pombal.
N. 2 A. Joao Carneiro Rodngues
Campello, uma dila por
N. 10. Visconde de Suassuna, uma
dila por
N. 12. 0 mesmo, uma dita por
N. 14. 0 mesmo, uma dita por
N. 18. Maria Carlota da Encarna-
cao, jima dila por
N. 20. Herman Walter, uma dita
por
N. 22. Joao Baplisla Andr6 Man-
daim, nma dila por
N. 21. Manoel Maria, uma dita
por
N. 31. Maria Theodora da Penha,
uma dila por
N. 5 A. Dr. L. E. Vianna, uma
casa terrea dividida em 6, ar-
rendadas 3 a 144*030 cada uma
e 3 em obras
3." Beceo das Nymphas.
N. 1. Joao Luiz Ribeiro, uma
meia agua por
N. 3. 0 mesmo, uma dita por
N. 5. 0 mesmo, uma dila por
N. 7. 0 mesmo, uma dita por
N. 9. 0 mesmo, uma dita, por
N. 11. 0 mesmo, uma dita por
Rua das Nymphas.
N. 20. Alexandre Rodrigues de Al-
meida, uma dita por
N. 26. Joaquim de Souza Silva
Cunha, uma dila com solao por
Estrada do Cemiterio.
X. 4. Maria Alexandria de Car-
valbo, uma dila dividida em 3
arrendadas por
Travessa do Costa.
N. 12 Manoel Goncalves Ferrei-
ra da Gosla e oulro, uma casa
terrea por
N. 18. Jose Goncalves Ferreira da
Costa, uma dita por
N. 24. Francisco de Paula Goncal-
ves Ferreira, uma dita por
N. 28. O mesmo, uma dita por
N. 30. 0 mesmo e Felippe Nery
Goocalve.s Ferreira, uma dita
por
N. 36. Felippe Nery Goncalves
Ferreira, uma dila "por
N. 42. Vicente Goncalves Ferreira.
uma dita por
N. 1. Jose Goncalves Ferreira da
Costa, uma dita por
N. 3 0 mesmo, uma dita por
N. 5. 0 mesmo, uma dita por
N. 7. 0 mesmo, uma dita por
N. 9. 0 mesmo, uma dita por
N. 11 0 mesmo, uma dita por
N. 13. 0 mesmo, uma dita por
N. 15, 0 mesmo, uma dita por
N. 17. 0 mesmo, uma dita por
N. 21 0 mesmo, uma dita por
N. 23. 0 mesmo, uma dita por
N. 25. 0 mesmo, uma dita por
N. 27. 0 mesmo, uma dila por
N. 29. 0 mesmo, uma dita por
N. 31. OTnesmo, nma dita por
N. 33 0 mesmo, uma dila por.
N. 37. 0 mesmo, uma dita por
N. 39. 0 mesmo, uma dita por
N. 41. 0 mesmo, uma dita por
N. 43. 0 piesra >, nma dita por
N. 45. 0 mesmo, uma dita por
N. 47. 0 rnesm >, u na dita por
Rua do Capita i A .; ,\j. de Lima.
N. 14. D on i; is J is* 11 t:,sta
Quimara;-, u na I
N. 28. Guilherme Par.vll, uma
43?
Gusto '" da
Co?'
1:200*000
1:603*000
768*000
300*030
180*0 '0
240*000
192*0)0
360*000
120*'M)0
210*030
3GO*000
312*000
672*000
500*000
1:500*000
192*000
168*0 K>
192*000
168*000
48i*000
800*010
300*000
300*000
192*030
96*00 i
96*000
90 000
96 if i0
96*001)
96*000
96*000
96*0t)0
96*00)
96$0ii0
96*000
300*000
210*000
192*003
120*00)
1204000
120*'100
1925000
240*000
120*000
120*000
300*000
432*000
180*00 i
72*003
72*003
72*0,10
72*030
72*H)0
300*000
1:200*000
264*003
'156*000
144*000
144*000
96*030
144*000
144*000
144*000
144*001
144*000
120*000
120*00'
120*000
144/000
120*000
120*000
120*1100
Il4i0i0
144*000
144* 420*000
120'0 XV
120*000
12i*0;il)
1204-00
120*003
120
12i*03)
120*0(10
.120, 0
X. 54. Frucluoso Jose da Silva
Oliveirjt^nma X. 64. Joao Friocisco Pfegu, uma
dita por 2i0J0|0, f njafe dnas
casinhas no fWwpor 1W* ea-
da uma,lulo por 600*000
N. 7. Jose Goncalves Ferreira da
Costa, uma casa terrea por 114*000
H. 9. O mesmo, uma dita ppr 300*000
N. lO.iTheodoro Ramepack.oma di-
ta por 300*030
X. 50. Cbristiane Krugor, uma dita 2 l6*0i0
Rua da Fundicao.
N. 2. Jose Goncalves Ferreira da
Cosla, uma dila por 480*000
X. 10. Guilherme Purcell, uma di-
ta por 300*000
N. I. Jose Goncalves Ferreira da
Casta, uma dita por 360*000
X. 3. 0 mesmo, uma dita por 360*000
N. 5 0 mesmo, uma dita por 312*000
N. 7. 0 mesmo, uma dita por 360*000
N. 23. Jose Uaymundo da Nativida-
de Saldanha, uma dila por 192*000
X, 25. 0 mesmo, uma dil* por 192*000
X- 3! Manoel Maria da Sdva, uma
meia agua avaliada por 96*003
e mais uma casa no fundo ar-
rendada por 192*000, tudo nor 288*000
Estrada Velha de Santo Amaro
X. 12. Vicente de Paula de Oli-
veira Villas Boas, uma casa ter- nnn
rea por 600*000
N. 12 A. Joao Carneiro Redrigues
Campello, uma meia agua por 9*"x?
N. 12 B. Of mesmo, nma dita por 96*000
N. 12 C. 0 mesmo, ami ditapor 96*000
N. 12 D. 0 mesmo, uma dita por 96*000
X. 12 E 0 mesmo, uma dila por 96*000
N. 11 F. 0 mesmo, uma dila por 96*000
X. 12 G 0 mesmo, uma dita por
N. 12 H. 0 mesmo, uma dita por
X. 12 I. 0 mesmo, uma dita por
X. 12 J. 0 mesme, uma dita por
X. 24. 0 mesmo, uma dita por
N. 26. Joaquim Colario, uma meia
agua por
X. 28. 0 mesmo, uma dita por
Estrada de Luiz do Rego.
X. 20. Francisco Martins Raposo,
uma casa terrea por
X. 22. 0 mesmo, uma dila por
X. 24, 0 mesmo, uma dita por
X. 26. 0 mesmo, uma dila por
N. 30. 0 mesmo, uma dita por
N. 32. 0 mesmo, uma dila por
N. 31. 0 mesmo, uma dita por
X/36. 0 mesino, uma dita por
N. 40 C. Camillo Barbosa de Olivei-
ra, uma dita por
N. 40 D. Vicente A. da Costa, uma
dila avaliada por
X. 46. Kermenegilda Candida da
da Fonceca Soares, uma dita
por
X. 13. Joaqaira Barbosa de Olivei-
ra, uma dila por
X. 15. 0 mesmo, uma dita
X. 23. Anlonio Jose Gomes do Cor-
reio, uma dita por
X. 33. Ursula Crdoliua da Rocba
Almeida, uma lita por
X. 33. Manoel Gomes da Cruz, uma
dita por
X. t5 A. Antonio Alves da Costa,
uma dita por acabar, occu-
pada pelu mesmo, avaliada por
X. 17. Francisco de Miranda Leal
Scve. uma dita
X. 41. Dimingosda Silva Ferrei-
ra, nma dila por
X. 43. Marianna Gertrudes Vian-
na, um dila p jr
Primeira travessa de Luiz do Re^
N. 13. MartinhoJose deSant'Anna,
uma meia agua de madeira, di-
vidida em ires, por 216*003
X. 15. O mesmo, uma dita por 96*000
X. 17. Mariinho Jose de Sant'An-
na, uma meia agua por 965000
N. 19. O mesmo, uma dita por 96 000
N.-21. 0 mesnn, uma dita por 96*000
X. 23. 0 mesmo, uma dita por 96*000
X. 25. 0 mesmo, uma dita por 96*<>00
X. 27. 0 mesmo, uma dita por 96*000
X. 29. 0 mesmo, uma dila por 96*000
X. 31. 0 mesmo, uma dita por 96*000
Becco d'Oliveira.
N. 12. Joaquim Barbosa d'Olivei-
ra, uma casa terrea por
esto MacIialv.Kieiro Pereira da Silva.
SebaitiSd do Rego Barren de Ltcerd i.
Ao se)lo 300 reis.-V S. S ex- causa.
__________ Jiiuroa He Lacerda.
A camara municipal desta cidade, ten-
do de proceder -ao dia 9 do corrente, a" apu-
r*s4o dos volos para os nove membros &
assembles provincial pelo 1. district, con-
vida pelo presente e de couformidade com
o que esUl dispostono 12 do art. !. do
decreto n. 842 de 19 de setembro de 1855,
e art. 25 do decreto n. 2,621 de 22 de agos-
to de 1860, aos eleitores dos collegios que
compde o mesmo districto, para assistirem
referida apuracuo, no mencionado dia.
Paco da camra municipal do Recife, 5 de
dezembro de 1873.
Manoel Joaquim do Rego Albuquerque,
Presidente.
Pedro de Albuquerque Autran,
Secretario.
;---
Pela thesouraria provincial se convida o
Sr. trancjsco Avilade Mtndon.a para ultimar o
contrato da renda ao sitio dos RemeJios, cuja ar-
rematacao foi apprevada pelo Exm. presidente da
provipcia por oflkio de 21 de uovembro ullirao.
Secrelaria da thesoararia provincial de Per-
nambuco, 3,de derrqt>ro de 1873.
.0 official maior
____________________Miguel Alfonso Ferreira.
96*o2S Sociedade patriotica Doze
96*000
96*000
81*030
de Setembro
120*000
laojMp
141*000
144*000
144*000
141*030
120'000
156 000
144*000
114*000
300*000
200*000
264*000
301*003
300*000
300;000
600*000
600*000
200J000
628*080
400*000
500*000
10.
i:\|n>M'ao agricnla.
Sao convidados os membros da direccao desta
sociedade e os das commissdes nomeadas para dar
parecer sobre 6s prodnctos a reunirem-se no edi-
Ucio da exposi^ao, aiim de constituirem n jury
que tern de julgar os productos e conferir pre-
mios domingo 17, as 10 horas da manhl.
Lamenha Lins,
___________________1.* secretario.___________
- Por ordem do Dr. juiz de direiio da I.' va-
ra civei desta cidade, lem ie ser arrematados no
dia 1! do corrente, depois da audiencia, diversos
objectos de padaria, maceira, tendeira, relogio,
baluao, caixilio, panacum," suadeiras, e oatros :
os qiiaes se a?h m penhoralos por Antonio Joa
Suiin Salgadn : quem os pretender diri a se a rua
e Vidal de Regreiros n ,29, onde exislem ditos
objectos, a arrematacdo sera feita na sal* das au
dienciencias.
A GHor.\ do 8up.-. Arori.'.
do Uni.\
I.'j Cap.'. Sl'^i-jnIu e Amor da
ordem.
Tendo-se de proceder no dia 10 do corrente a
eleicao dos SSp.-. Grao-Mestre, e seu adjunto cqn
vido a todos os RKe-p.*. Hr." membros activos pa-
ra comparecerem no referido dia as 7 horas da
noite no nosso Aug.-. Temp.-, a r.ua do Barao da
Victoria. Ouln sim, previno aos mesmos RResp.-
Dr.-. qua por justo motivo nao puderem compa
recer, mandarem suas listas em pranco.-. ao Resp.
Jrm.-. Ven.-. o qual espera o fiel cumprimenlo do
reKUlamento especial para a referida eleicao, do
que se deu sciencia a todos llr.\ em tempo.
Secret.-, da Aug.-. L->\.\ Gap.- Segredo e Amor
da Ordem, 4 de dezembro de 1873, era vulgar.
0 secret.*.
Joaquim M. Peslana.
I R
120*003
Primeira soccio do consulado provincial, 4 de
dezembro do 1873.
0 chefe,
Eduirdo Augusto d'Oliveira.
Cunsuladu da Austria Hun-
gria em Pernamliuco.
Pede-se ao Sr. Tomaso Bassick, subdito -aus-
triaco, de comparecer a este onsulalo, que se
1 e deseja comniumcar n--goclo de sen interesse,
pois trata-se de uma herauca que Ihe perlence.
Pernambuco, 4 de d.-zembro de 1873.
Jos6 Saporili,
___________________Gercnte do consulado
Santa Casa da Misericordia
do Recife.
192 Q
I no
192*0
i
0 Dr. Sebasta > do Rego Barros ae Laceiua, juiz de
direito especial do commercio da cidade do Re-
cife de Pernambuco, por S. M. Imperial, quo
Deus guarde, etc.
Faco saber pelo presente que Antonio dos San
tos Oliveira, "por seu procurador, me dirigio a
peii.io do theor seguinte :Illm. Sr. Dr. juiz de
direiio especial do commercio. Diz Antonio dos
Santos Oliveira. ;om estabelecimento n'esta praca,
que senlo Hie deve-lor Joao Baptisia do Athayde
Siqueir.i.da quanlia de dous conto3 trezentos e oi
tnnla e cinco mil novecentos e vinte reis, impor-
tanciade suasduas letlras juntas.sendo nma de seis
centos e seti-nta e um mil setecentos e vinte reis.
vcicula em sei* do dezembro de mil oitocentos e
sessenta e oito. e outra de um conto setecentos e
3naturae mil duzentos e trinta reis, vencida em
ezoito de abril de mil oitocentos e sessenta e
nove e achando-se proxima a prescripcao das
m>-sinas lettras e o supplicaole tern em vista o
artigo qualroc-ntos e quarenta e tres do codigo
commercial,vem por isso proteitar perante a V..,
na conformidade do artigo quatrocentos e cincoen-
ta e tres, paragrapho terceiro do mesmo codigo,
afim de que fique interrompida a prescr1pcao
contra o supplicado, licaudo ao supplicanle em
todo o tempo o direito de accao contra o mesmo
supplicado e seus her leiros na cobranca das
rcleriias letlras, e seus jnros, levando se em con-
la qualquer quanlia que o dito supplicado liver
pauo por conta; assim pois vem o supplicate re-
iuerer a V. S. se digue mandar-lhe tomar por
termo o seu proiesto, vjndo este intimado por car-
la de edictos, ao supplicado, em razao de se achar
elle ausente em lugar incerto e nlo sabldo, para o
que pretende o supplicante juslificar na forma da
lei e do estylo. Nestes termos pede a V. S. defe-
rimento, e recebera merce\ Recife, onze de no
vcmbro de mil oitocentos o setenta e tres. 0 pro-
curador, Bernardino de Sena Dias. Estava uma
estampilha de du enlos rdis, legalmente inuti-
lisada.
Despacho.Distribuiia, como requer.
Recife, tide novembro de 1873.- Barros do
Lacerda.
Em virtude d'esle meu despacho fora feila a
distrihuicao ao escrivao deste juizo, Ernesto Ma-
chado Freire Pereira da Silva, depois do que
dando o supplicante suas testeraunhas que de-
pozeram conyenientemente acerca da ausencia do
supplicado, d respeclivo escrivao fazendo-me os
autos conclusos, nelles dei a sentehca do theor
seguinte :
Hei por justificada a ausencia do supplicado,
de Mbas dnas e por editaes com trinta dias de
prazo, affixados e publicad is, se Ihe intime o pro-
testo requerido, e que dive ser lavrado, < istas
ox-causa.
Recife, 2t de novembro de 1873.Sebastiao do
Rezo Barros de Lacerda.
E nada mais se continha m dita sentenca.e jpox
forca da' mesma, o respectivo escrivio lavrou
o termo de proiesto do theor seguinte t
Termo de proiesto : -Aos vinte de novembro de
mil oitocentos 'A setenta e tres, nesta cidade do
Recife, em meucartorio, perante mim e as tesfe-
munhas infrA assignadas, compareceu' o Suppli
cantc e por elle foi dito que reduzia a termo o
proiesto constante da peticao inlcial, e cornd flisse
a--ign-n, depois de lido.
Eu, Ernesto Machado Freire Pereira da Silva,
escrivao, --screvi. Bernardino de Sena Dias, Ma-
noel Martins da Cmz, Francisco Xavief de- S- uza
Ramos.
E nada mais se continha em dito protesto e era
virtude de minha ?eutenca o respectivo escrivao
f 7. passar n pre-ente, pelo theor do qoal charao,
cito. e nei por ciWdo o ropplicado anseBte, Jfio
is iptista de Ailiayde Siqueira, para que dentro do
referido termo de trihia dias, cimpareca ante este
juizo, por si e por >tus orocuralores/lallegando
e provand) o qua for a bem de sea direito
tiea.
Pirtinto tod.i e nialquerpessoa, parentes,
i'\p.'inliil".
F, pan :
inan I
Corieio g'efal.
Pela admialstjacio dos correios desta provltidla
se faz publico que do dia 8 em diante as partidas
dos pedestres, conduzindo malas para as agendas
do loterio da provlncla. regular-sebio de confor-
midade com a tabella abaixo mencionada, fechaado
as respectivas malas ao meio-dia.
TABELLA dos dias das partidas dos pe-
destres DA ADMlNISTHAgiO DOS
CORREIOS DE PERNAMBUCO PARA OS
LUGARES ONDE EXJSTEM AGENCIAS.
Recebedoria de Pernambuco, 5 de dezembro de
1873.
Manoel Carneiro -de Souza Lacerda.
A junta administrateva da Santa Casa de Mise
ordia do Recife, ; mpetentemente autorisada
la pre-ldencia, em data de 3 de setembro do
anno proximo findo, e de conformidade com o que
dispSe o % 9.* art. 52 do seu cora.romisso. per-
mula por apolices da divida publica a fazenda de
criar gados que possue o patrimonio dos esla-
belecimentos de caridade a seu cargo denomina-
da Carnauba sita no termo de Flores desta
provincia, com terrenos para criar e plantar, e
com algum gado cavallar e vaccum.
Recebe para isto propostas nesta secretaria ate
o dia 10 de dezembro do corrente anno.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife, 10 de outubro de 1873.
0 escrivao,
__________________Pedro Rodrigues de Souza.
Western and Brazilian Tele-
graph Company Limited.
0 vapor Hooper, agora ancorado neste
porto, vai immergir a segunda secQ&o do
cabo que ha de figar Pernambuco a" Bahia e
Rio de Janeiro, e espera-se que a commu-
nicagao por toda a extensao do cabo, desde
o Rio da Janeiro ao Para" sera* aberta ao
publico no proximo mez de Janeiro.
As taxas pelos telegrammas expedidus do
Pernambuco serSo as seguintes ;
Para o Para*..........15>000 cada palavra
a Bahia .....1000
o Rio de Janeiro. 1$500
Os nomes e o endere^o dos destinatarios
e remettentes serao incluidos no numoro das
palavras a pagar.
Telegrammas para lugares dentro do po-
rimetro d'um ltilometro da osiagao tele-
graphica serSo entregues livres de despezas,
mas os que excederem pagar3o 500 rs. por
cada kilorae'ro ou fracgao.
Quando qualquer telegramma forentregue
por meios especiaes, a despeza feita correrd
por conta do recebedor.
A sonima de 200 rs. sera* cobrada para
portes do correio nos telegrammas destina-
dos aos portos do Brasil e a de 500 rs. na-
quelles destioados ao estrangeiro.
0 remetiente do telegramma tern a esco-
lba de pagar a resposta qiie desejar seja
dada pelo seu correspondente, se este quizer
que a resposla s6 conste de 10 palavras, as
palavras (resposta paga) serao inseridas no
telegramma e cobradas, mas se elle desejar
que conste de maior ou menornumero, entSo
o numero de palavras sera* declarado em se-
guida a"s palivras resposta paga, porexem-
plo : resposta paga.'quatro palavras e estas
serto igualmente cobtadas; se o remettente
para maior seguran^a quizer queo seu tele-
gramma seja repetiao b podera" faze-, pagaa-
do a metade do custo do mesmo.
Estao feitos accprdos em virtude dos quaes
podem expedir-se telegrammas para todas as
partes do mundo: do Pard pelo vapor ame-
ricano que sahe daquello porto para 6. Tho-
maz a: 5 de cada mez e dalll serSo tetegra-
phados ao seu destino, os pregos para taes
telegrammas que agora podem ser pagos
adiantados. ate' ao seu destino, pode.m ser ob-
tidos, procurahda*e nas respectivas estar;6es
.telegraph ioas.
Por accordo feitoentre duas companhias,
a linha da Platino Brasileira Telegraph
cT^Uk Com^anylser^.trflbalhada por esta empreza, e
no coutplemeolo das linbas, o que se espera
"~-* f dentro em noucos mezes haverS communi-
- ,hes torao sjnte4.:>tod*p j^^o teteftrakhic('dir ao conhecimeoie,4e todos, :cidades..dQ^rasil,^OQtevjijeo,Bu--iius,-A^res
te edital que sera afflxado e cosla, do, Pacifico.
LUGARES
DIAS DA PART1DA
Agua-Preta..............
Iguarassf'................
Goyanna.................
ltambe..................
Victoria.................
Gravala.................
Bezerros.................
Caruaru................
Brejo...................
Ipojuca....'..............
Serinhaem..............
Rio Formoso.............
Barrreiros...............
Paod'Alho.............
Nazareth...............
Limoeiro..............
Bom Jardim.............
1. 4, 7, 10,
16, 19, 22, 23 e
13,
28
1, &, ,
2S e 89
13, 17, 21,
Floresta..
Gabrob6.
Boa-Visla.
Petrolina.
2, 6. 10, L'i, 18, 22.
2 e 30.
'2. 7,
27.
12, 17, 22 e
3, 8,
28.
Panellas..............
Bonito................
Garanhuns...............
Bora Conselho...........-. ( Z7'
Aguas-Bellas............
Villa Bella...............
Salgueiro................
Granilo.................
Ouricury.............. .
S. Bento............
Buijue.............
Tacaratii............
Altinho.............
Pcsqueira..........
Ingazeira............
Afogados de Ingazeira.
Flores ..............
Triumpho............
3, 7, II, l.N, 19, 23
13, 18, 23 e
^4, 8, 12,
e 28.
10, 20, 2i
Olinda...................| Todos os dias.
Cabo..................
Escada.................
Frecheiras..............
Gamelleira..............
Ribeirao...............
Estaqao de Agua-Preta-----
Tromhetas...............
Todos 03 dias uteis.
Correio
1873.
de Pernambuco, 3 de dezembro de
0 administrador,
Aflonsc do Rego Barros.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO "
RECITE.
A lllma. junta adminisfativa da santa casa da
visericordia do Recife, manda fazer publico que
aa sala de suas sessoes, no dia 11 de dezembro
pelas 3 horas da tarde, tem de ser arremaladas a
quem mais vantagens offe"ecer, pelo tempo de um
a tr s annos, as rendas dos predios era seguida
declarados.
ESTABELECI\1EXT3S DE CARIDADE
Rua de Hortas
Loja do sobrado n. 41. 306^000
Rua da Viracao
Casa teorea n. 7 (fechala) 312*000
Travessa de S. J >.-'.
Casa terrea n. II........ 20U000
PATRIMOMO DOS ORPHAOS.
Rua da Senzalla velha.
Casa terrea n. 16.......209*000
Becco das Boias.
Sobrado n. 18.......421*000
Rua da Cruz
So*rido n. 11 (fechada) .... 1:000*090
Rua d.i Guia
Casa terrea n. 25.......200*000
Ruo do Pilar.
Casa terrea n. 98.......241*000
Casa tereea n. 99 (fechada) .... 35i*000
Idem n. 100.........241*000
Idem n. 102........2il*00
Idem n. 108........207*000
Rua do Rosario da Boa Vista
Case terrea n. 58.......245*000
Os pretendentes deverm apresentar no acto da
arrematacao as suas fiancas, ou comparecerem
ico-ppanhados dos respectivos fiadores, devendo
pagar alem da renda, o premio da quantia en
que for seguro o predio que contiver estabeleci-
mento commercial, assim como o servico da lim
pcza e precos dos apparelhos.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife, 5 de novembro de 1873.
0 escrivao
Pedro Rodrigues de Souza.
na e publica do pelos jorf-
la do.Rjcife.de Per
- 0 a Irainistrador da recebedoria de nm
das internas geral faz publico que, em virtu-
de da disposicaodo art. 12 eda ultima parta
do art. 22 da lei do or$amento vigente n.
2,348 de 25 de agosto ultimo, a multa de
que trata o art. 30 da lei n. 1,507 de 20 de
setembro de 1867, que e" de 6 % a" que es-
tao sujeitos os seguintes impostos, a saber:
decima addicional, imposto pessoal, dito
sobre industrias e profissOes e taxa de es-
cravos, sera" elevada a 10 /0. do dia 21 do
corrente em diante, pelo que previno a to
dos os contribuintes dos referidos impostos,
relativos ao exercicio de 1872 a 1873, em
liquidac,ao, que s6mente ate" ao dia 20 des-
te mez e* que podem e devem realis?.r o pa
gamento ou em mao dos cobradores ou nes
ta recebedoria, certos de que se nac Gzerem
ate- ao referioo dia 20, serSo obrigados a
pagar judicialmente es supraditos impostos
com a multa de 10 %
Reeebedoria de Pernambuco, 1 de dezem-
bro de 1873.
Manoel Carneiro de Souza Lacerda.
Sociedade Propagadora da
Instruccao Publica em
Pernambuco.
No dia 8 do corrente, pela 5 horas da tar-
de, devera" ter lugar a eleicao dos membros,
que devem compdr o conselho parochial da
fregueziado Poco da Panella, no anno vin-
douro, para o que s5o convidados todos os
socios, que pertencem a referida parochia.a
comparecerem no edificio da escola, no po-
voado do Monteiro, no dia e hora supra
menciados.
Fica desde ja1 enteadido que n5o se reu-
nindo numero sufBciente de socios no dia
annunciado, a eleicao teri lagar impreteri-
velmente no dia 14 do mei corrente, com o
numero que coroparecer.
P. d'Oliveira,
Presidente.
A. Lins,
__________________ Secretario._________
Perante o Dr. jniz substiluto da 2* vara
civel desta cidade, depois da audiencia de 10 do
corrente, serao arremitados os vasos, objectos,
dregas e armacao da pharmacia de Saraiva & C,
sita a rua de Marsiiio Dias n. 118. conforme o
edital em poder do porleiro .das audiencias a re-
querimento do D. Abbale do U03teiro de S Ben-
to da cidade de Olinda. As pessoas que pretende
rem os objectos precilados, entendam-se com o
deposiiario Vicenle Silva.
COMPANHIA
DOS
TMLHOS URBANOS
1,0
Recife k Olinda.
E Bcberibc.
Esta companhia contrala com quem por
menos o Gzer. a collocar;8r> de 40 & 50 pas-
tes, de madeira de quaiiiade, como seja :
ombiriba preta, sapucaia ,etc, para iiotelc-
grapbico da estajao da Aurora a Fnruzi-
Ihada, com 25 a 30 polmos de all lira e 5
pollegadas degrossura. Com a respcct'iva
gerencia se entenderao os proponents.
De ordem do presidente d'assemblea geral
da mencionada companhta, faz-sescienteaos
acciopistas, que, c ta mesma c^ntorqndpde
do art.'11 dos estatutos, visto 'proceder-se
em continuarao da sessao adiada, no dia 10
do corrente mez, pelas 4 horas da tarde, no
lugar do costume, prosegoira- a assembled
geral nos trabalhos adiados "da sessao nrdi-
naria, que ffira convocada para o dia .'{( de
outubro proximo passado.
Recife, 1 de dezembro de 1873.
0 secretario,
Luiz Lopes Castello Branco.
Alem dos trens da tabella em vigor, liave-
rd nos sabbados, a"s 9 1/2 heras da noite,
trem para Bebenbe, ticando cm todos os
pontos.
0 gorenle,
Laurentino Josd de Miranda.
CO.NSULAUO PROVINCIAL.
Pela adrainistracSo do consulado provincial faz-
se publico aos respectivos contribuintes, que do
1 do dezembro vindouro coraecaa eorrer o prazo
dos 30 dias uteis, marcado no art. 21 do regula-
mfnto de 16 de abril de 1842, para a cobranca do
primeiro semestre dos impostos da decima urba-
na e 5 0|0 sobre a renda dos bens de ralz perten-
centes as corporacoes de mao m Tta, no corrente
exercicio de 1873 a 1874, incorrendo na multa de
0 0|H aquelles dos contribuintes que nao os salis-
fizerem neste prazo
''ansulado provincial de Pernambuco, 25'c
novembro. de 1873.
0 administrador,
A. Carneiro Machado Rioa.
Pela mesa d; consulado provincial
se faz publico quo foi prorogado por raais-
30 dias, de conformidade com a portaria do
Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
(K- hoje datada, o prazo marcado para o-
rccebimento, independento da multa, da
contribuicSo indemnisadora dos apparelhos,
e servic/) dos mesmos, pertenceutes a" com-
panhia Drainage, correspoidente ao ultimo
semestre de 1872.
Consulado provincial, 1. de dezembro
do 1873.
Antonio Carneiro Machado Rio:,
Administrador.
CO.N'SELIIO DE COM PR AS DO ARSENAL
DE MARLNUA.
0 conselho pro nove no dia 0 do corrente mez,
a vi-ta de propostas recebidas ale as II horas da
manha,e sob as condic5>s do estylo,o fornecimen-
to do viveres, dielas e oatros objectos de consume
aos navios da armada e estabelecimentos de mari-
nha, no trimestre proximo vindouro de Janeiro a
marco de 1874.
OBJECTOS.
Assucar branco grosso, assucar branco refkado,
arroz do Maranhio, aguardente de 20 graos, azeite
doce de Li-boa, aletria, araruta, bolacha, bolachi-
nha americana, bacalhao, batatas, bois vivos e
paste para os mesmos, cafe era grao, cafe niuido,
carne verde, carne secca do Rio Grande do Sul,
chii hysson, cevadinha, carnauba em velas, con-
servas pr-paradas, cebolas, doce, feijao, farinha de
mandioca da terra, gallinhas. lenha, malte, rnan-
teiga ingleza, manleiga franceia, miiho pilado, pio,
sal, sabao mrissa, steannas em velas, stearinas em
velas de 8 em libra, proprias para lanlernas, tou-
cinho de Lisboa, tapioca, tijolos de alvenaria gros-
sa, telbas, vinho de Lisboa e vinagre de Lisboa.
Sala das sessoes do conselho de compras de
marinha de Pernambuco, 3 de dezembro de 1873.
0 secretario
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
CONSULADO PROVINCIAL. "
Para sciencia da compauhia ferro carril de
Pernambuco, so faz publico a relacao dos impos-
tos a que se acha obrigada a mesma companhia
no corrente exercicio de 1873 a 1874, ficando
aberlo o prazo as reclamacoes que por ventura
possa ter a fazer na forma da lei e regulamentos
respectivos
Imposto de companhia anonyma 500*000
Idem de 8 0[0 sobre a rendo de escrip-
torio 24*000
Idem de 4 [. e idem de coxi'ira 2i0*000
Idem para criacao de companhia de
bombeiros 10*000
Idem de 25* por 31 bonds 7754(100
1 lem de 6* por 6 carroeas 30*600
Consnlado provincial, 3 de dezembro de 1873.
0 chefe,
Edaardo Augusto de Oliveira.
CONSULADO PROVINCIAL
Pela -nesa do consulado provincial se avisa aos
devedores da contribuicao indemnisadora dos ap-
parelhos e.servico dos mesmos relativo ao pri-
meiro semestre de 1872, pertencentes a compa-
nhia Drainage, que a arrecadacjio proveniente
dos referidos debitos ja liquidados com a multa
de 9 0|0- contimia a ser cobrada nesla repartijao
com o prazo de 60 dias, segundo determinou o
Illm. Sr. inspector da thesouraria por portaria de
haje datada.
Consulado provincial, 1 de dezembro de 1873.
Antonio Carneiro Machado Rios,
Administrador.
THEiVTRQ
Santo Antonio
Sabbado 6 de dezembro
Ultima recita
DA
EMPREZA
Em beneflclo do mesmo.
Representar-se-ha a co-nedia-drama em. tres
actos :
US

= 0 adntuistralor da recebedoria de reo
internas geraes faz sciente aos contribuiut
decima ad I'm .m', quo 6 no corrente mez d i
Peraambuao,^ de^ezembro de 1873. Eultro | ie tem L ser pago, sen multa, o pri
lft4berio"M. Hy'l1. When exercicio de 1873-74, ei
' m "Geropte do trafego; j multa da 6 OrO depois do referido mez.
I ilVI l
a camedia em I acjo :
li;ua "cxperienria
e outras muiias cousas que con-tarao do enorme
e explendido programma qoe sera dbtribnido ao
dia do espectacnlo.
0 empreza-n. lendo concluido 16 mezes de tra-
balho cum nma granie c-mipanhii. tlca nor
di-pens.i'l > de fazer a apcriojji i d i illustrado e hos-
pitaieiro publico .|ue o manieve dura Ion-
go tempo, reslan ln-lhe apenas a de
in.nil'estir a sua gratidao.
A's irtistas-da eomp nhi sens bons dollegas
agnit m o emprezario o --i v
; !
li 111 viver ho.
. na epui-.i em qae as in
I
1 foi o ex'
I
[ IlffllMO I


Esta provado qua o trabalho honesto e bem re-
gulado dispeasa o patronalo.
THEATRO
ENCRUZILHADA.
SOCIEDADE PARTICULAR
RECREIO DRAMATICO.
ESTRKA
Domingo 7 de dezembro
As 8 Horns em ponto.
Depots que a orchestra dirigida pelo maestro
Francetino hoaver executado ama liada ouvertu-
ra subira a scena o muito applaudido drama em
i actos :
PODER DO OURO
com a muito chislo
Terminara o espectaculo
eoraedia em i acto :
Maldita exposfe-fto.
Havera trem depois de e*pectaculo.
N. B.<)s Srs. socios podem mandar buscar no
ibeatro e das 4 as 8 da tarde os bilhetes que lbes
toearem ; guardadas porem as restriccoes do art.
9 dos estalutos.
cimento
cica.
Tejn alem disto o primeiro homem do rnuado,
Adao, perfeitamente semelhante ao Adao, que
nos pinu a historia. Eva com todos os altrattvos
que deveria ter a primeira mulher, imponente
Eor sua belleza, o seduz a comer da fructa pro-
Ibida ; seduceao que custou bem cara a huma-
nidadc t
Apresenta Adao, sentado n'ura roehedo, pedin-
do a Deus proteccao para Cairn, seu primeiro flllio,
emquanto Eva, descancada do pario, ora e o
comcmplava amorosamente.
Urn trabalho especial em rrreeanica consisiindo
M'um clown fazendo no ir.iper.io os mais difficeis
equilibrios, bem como um turn, fumando, as>o-
viando, tocando e convcrsando com ti pnblieo,
serao tambem postos em exposirao. .
Um magnilico orgao realojo fara as delicias
auriculares dos respectivos concurrent's, executan-
do as melodiosas ouverturas do Guilherme Tell,
Diamantes da Corda, Stabat Mater, Noel, Domino-
noir e varias outras pocas de escolhidos maestros.
Brevemente annunciara o dia da abertura e
umdetalhado pro-gramma.
Preparem-se para admirar!
0 bom o bello e o
extraordinario.
Rua da Imperatriz n. 15.
Alierlura no dia 15.
PERNAMBUCANA
DE
\ave^aco costelra a vapor.
UAMANGUAPE.
0 vapor Coruripe, con>
mandante Santos, seguira par*
o porto acima no dia 12 d<
corrente, as 5 horas da tarde
Recebe carga, encommen
das, passageiros e dinheiro a
frete ate as 2 horas da tarde do dia da sabida
escriptorio no Forte do Matto? n. M.
AVISOS MARITIMOS.
SANTO ANTONIO.
Domingo, 7 de dezembro
Grande baile semi-carnava-
lesco, nos saloes d'este
theatro...
O bem conhecido Cunha, conhecendo as neces-
sidades da epoca, propoz-se a dar um esplendido
baile, para distraccao e folia da rapaziada amiga
de dar de garabias.
< OHIVt \HI\ Hit t .lI I 11| \
DE
NAVEGACAOAVAPOR
Portos do norte.
CEARA'
O vapor Ceard, esperado ate o dia 8 do corrente,
dos portos do sul, seguira para os do norte de-
pois da demora do costume.
Para carga, encommendas, valores, passageiros
e mais informacdes, dirijam-se a rua do Vigario
o. 7, escriptorio da agencia.
Pereira Vianna k C.
Agentes.
Para Lisboa
Cheguem rapazes, que nao terio de arrepen-
der-se.
Havera de tudo e com a maior proi'usao.
Tudo danga!..
Tudo pula!..
Tudo brinca!..
O madamismo prepara-?e para voa receber com
am sorriso diabolio t...
BAILS RAF.AZ2ADA III
Priucipiara as horas do costume.
AO
Santo Antonio
Quinta-feira 10 de dezembro
Grande concerto vocal e instrumental, com o
valioso comurso do dislincto maestro pianista M.
R. Poppe, no qual estream os artistas, Joaquim
Francisco Vieira, cantor da opera italiana e Geor-
ges Ciceri, primeiro comico excenlrico do El-Do
rado de Paris.
seguira brevemente a barca portugueza Graiidao,
para carga e passageiros trata se torn E. R Ra
bello 4 L, ma do commercio n. 48.
0 capitao J. WullTdo brigue allemao Cell-
mar, entrado neste porto na sua receiite viagem
do Hio de Janeiro para este porte, para receber
ordens, com agua aberta, precisa contratar com
Suem por menos fizer os concertos necessarios no
ito navio, conforme as declaracdes dos peritos, as
quaes podem ser examinadas no cousulado do
imperio germanico desta cidade, aonde so rece-
bem propostas em cartas fecnadas ate ao meio
dia de 10 do corrente.______
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
iVavcsacSo contciru a vapor.
RIOFORMOSO ETAMAIVDAR6.
0 vapor Parahyba;
commandante Olivei-
ra.seguira para ospor-
tos acima no dia 15 do
corrente, as 9 horas
da noite.
Recebe carga, encommendas, passageiros e di-
nheiro a frete : escriptorio no Forte do Mattos
n. 12.
COMPl\HIA
MESSAGERIES MARITIMES
I.inlia mensal
MENDOZA
Espera-se dos poi tos do sol ate o dia 6 do co r
rente, seguindo depois da demora do costa
me para Bordeos, tocando em Dakar (Goree) e
Lisbda.
Para condicoes, fretes e passagens, trata-se cor*>
OS AGENTES
Harismendy a Labille.
9 Rua do Commercio 9
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
*avegucdo costelra a vapor.
MACEld, ESCALAS, PENEDO E ARACAJU'.
0 vapor Mandaku,
commandante Julio,
seguira para os por-
tos acima no dia 15
do corrente, as 5 bo-
ras da tarde.
Recebe carga ate o dia 12 do corrente, encom-
mendas ale o dia 13, paswgens e dinheiro a frete
ate as 2 horas da tarde do dia da sabida : es-
criptorio no Forte do Mattos n. 12.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
lWavegaeao costelra a vapor.
.ARAHTBA, NATAL, MACAO, MOSSORO', ARACx-
TY, CF.ARA, MANDAHU, ACARACO'. E GRANM.
0 vapor Pirapama,
commandante Silva,
seguira para os por-
tos acima no dia 15
do corrente, as 6
horas da tarde.
Recebe carga ate o dia 12 do corrente, encom-
mendas ate o dia 13, passageiros e dinheiro a fre-
te ate as 2 horas da tarde do dia da sahida :
escriptorio no Forte no Mattos n. 12._________
COMPANHIA PERNAMBLCANA
BE
Navegacao costelra a vapor.
OOYANNA.
0 vapor Porakyba, com-
mandante Oliveira, segui-
ra para o porto acima
no dia 6 do corrente,
as 9 horas da noite.
Recebe carga, encom-
mendas, passageiros e di-
oneiro a frete : escriptorio no Furte do Mattos
n. 12.
DA
arnwijao, ilrogas, vasilbames, moveis e
mais pertencas da bolica Ja rua do BarSo
da Victoria n. 30, pertencento a massa
fallida de Jos<5 Francisco Bittencourt,
bons avaliados em 15:077??985.
A's 10 1|2 horas em ponto.
O agente Pinto, levara novamente e pela ultima
vez a leilao, servindo de base a proposta obtida
a pharraacia da rua d Bario da Victoria n 30'
pertencente a massa fallida de Juse Francisco Bit-
tenconrt, sendo ipie naquella occasiao effectnar-
se-ha deflnitivaiiientediia venda com quern melhor
offer la luer.
O leilao teralugar as 10 1|2 horis em ponto do
oia fabbado 6 do corrente. na referida botica.
ama carxa com 144 cbapeos de sol de seda,
I dita com botmas para senboras e meni
na?, 1 dita com borzeguios (obra da ter-
ra) para homens e meninos, i dita com
perfumarias, 15 para vestidos, cbalesde
merinO, I grande sonimeoto de cbapeos
de muitos e variados gostos, para bo-
mens, senhoras e meninos, e ontras faz-
endas avariadas, qae esUr5o patentes aos
Srs. coDcurrentes
Tenja-feira 9 do corrente
as 11 horas
No armazem o. 24 da rua do Marquez de
Olinda (outr'ora Cadeia).
O agente Pinho Borges levara a leilao as fazen-
das acima mencionadas, por conta e risco de
quera pertencer.
AO ARMAZEM
DO
VAPOR FRANCEZ
RUA DO BARAO DA VICTORIA
fcf. 7Outr'ora NovaN.
7
Calfailo
fraocez.
LEILAO
MESSAGERIES MARITIMES
H
l.inha mcnsnl
Progr a in in a.
I. PARTC.
Madame Badouillet en sioree graade scena
excentrica executada com danga ; composta
por Mr. Ciceri. ninsica de Lecog.
Grande aria da opera Attila cantada a carac-
ter pelo Sr. Vieira. i
Oh !... Pauvres Homtnes, scena da vida do
grande mundo, cantada por Mr. Ciceri, musica
de Oflembach.
L'amor Funesto. lindo romance de Donizetti,
concertante com clarineta e orchestra, irantado
pelo Sr. Vieira.
2.a PARTE.
L'ENFLAMME ?!.' scena coroiea militar, com
tambor, cantada em Paris por Mr. Ciceri, mu-
sica de Villebichot. *
I.' Phantasia para piano por Mr. Poppe.
3." Grande aria dramatica da opera -Maria de
Rohan, cantada em costume pftlo Sr. Vieira.
Le Vieux Professeur Grande successo
parisicnsc) ccna de imitacao, composta e erea-
da por Mr. Ciceri no theatro do El-Dorado de
Paris, musica de Ofi'embach.
Principiara as 8 horas.
FRECOS.
classe*
is
2.*
3.'
4.
I.
L<
Espera-se dos portos do sul no dia 10 do cor-
rente, seguindo depois da demora do costume pa-
ra Bordeaux, tocando em Dakar (Goree e Lisboa.
Para passageiros, encommendas etc., a tratar
com
OS AGENTES
Harismendy ALabille
9 Rua do Commercio 9
LISBOA
Para o referido porto pretende seguir com a pos-
sivel brevidade o brigue portuguez D. A nna, por
ter ja alguma carga engajada ; e para a que Ihe
alta, que recebe a frete commodo, trata-se com
os consignatanos Joaquim Jose Goncalves Beltrao
4 Filho, a rua do Commercio n. 5.
jBRieUK
Ligeiro 111
i
Para o Rio de Janeiro pretende seguir com a
possivel brevidade o brigue Ligeiro III,- de 1'
classe, por ter parte da carga engajada, e para a
que Ihe falta, trata-se com os consignatarios Joa-
quim Jose Goncalves Beltrao & Filho, a rua do
Commercio u. 5.
Para Lisboa
?egnira com brevidade o brigue portuguez Bella
Figueirense; para carga e passageiros trata-se
oiauiE. R. Rabeilo & C, rua do Commercio nu-
tuoo 48.
CHAMitS RELMS.
Companbia Franecza de Navega-
0o a vapor
IAnha menscd entre o
Havre, Lisboa, Pernanibuco, Rio de
Janeiro, (Santos, soniente na vol-
ta ) Montevideo, BnenosAyres,
(com baldcacao para oRosario)
STEAMER
T. B. Metcalf, capitao do brigue inglez Cog
nac, vindo de Pisagux com carregamento de ni
trato de soda, com destino para o Canal, com or
dem para de?carregar n'ura porto do Reino-Uni
do, entrado ne.'te porto com agua at'erta, preci-
sa para occorrer is despezas do concerto do ires-
mo navio a risco maritimo da quantia de cinco
contos dc reis pouco mais ou menos, sobre o cas-
co, frete e carregamento do dito navio. Offertas
em carta3 fechadas serao recebidas no consulado
bntannico ate o dia 6 do corrente mez de dezem-
bro ao meio dia.
DE
30dnzias de marroqtiitn avariado, 50 per;as
de camb:aia branca para forro, 8 itag
dealgodaoazu1, 9 ditas de brim branco
(perleitas), e outras fazendas
TERQA-FEIRA 9 DO CORRENTE
O agente Pinho Borges levara a leilao as fazen-
das acima declaradas e moveis, como : 1 raobilia
completa, de amarello, 1 bonito aparador de mog-
no, 1 cofre de ferro, prova de fogo, 1 fiteiro de
amarello, envidracado, e outros avulsos, carteiras,
cadeiras, mochos, etc.
A's 10 lt2 horas
no armazem n. 24 da rua de Marquez de Olinda
TERQA-FEIRA 9 DO CORRENTE
LEILAO
DA
laverna sitaana de Mariz e Barros n. 4,
antiga tua do Cordoniz
Ter^a-feira do corrente.
A'S 11 HORAS EM PONTO.
O preposto do agente Pestana fara leilao, por
conta e risco de quem pertencer, da armagao,
utensilios e mais generos da taverna sita a rua de
Mariz e Barros n. 4, antiua rua do Cordoniz, livre
e desembaracada de qualquer debito, o balanco
acha-se em mao do referido preposto, terca-feira
9 do corrente, as 11 horas em ponto.
AVISOS DVERS0S
Aluga-se umas meia-aguas novas, na tra-
vessa das Barreiras (becco do Aquino) : a tratar
ra rua do Cotovello n. 25.__________
Casa em Beberibe.
Aluga se uma exceliente casa com bastantes
commodos e bom sitio, propria para estrangeiros :
a tratar na rua do Marqaez de Olinda n. 36.
quem
Cadeiras de
Geraes
i-
^000
1*000
AS IMCIIS 4DHITTIDAS
EXPOSING
DE *^
Vienna d'Austria.
O proprietario desta importanie eolleccao de Fi-
gures de Cera, o mais nerfeito trabalho deste ge-
nero que tem apparecido na America, verdadei-
ro primor d'arte, ja pela perfeicio dos contornos
e naturalidade das posicSes, como pela expressao
qae relatiMmente apresenta ; sem outra recom-
3sendacao, que nao seja a veracidade do que dilo
flea, tem a honra de participar ao muito apre
ciador publico desta Flor da America, que muito
breve pora em exposicao as*mais importantes de
snas flguras.
Para as vesperas e dias da solemnisada festa
de Natal, tem elle conseguido reunir as mais bel-
ias preduccdes da arte ceramica, e que bastante
conenrrencia devem ter nestes dias, por constitut-
rem urn qnadro completamente analogo e muito
novo entre nos. E' elle composto de 9 figuras e
representa o nasclraento do Messias.
A Santissima Virgem,
Seu amado Filho,
S. Jos6 e Santa Isabel,
S. Joao Baptist a,
Um pastor,
e os tres Reis Magos -compoflm o qua
dro.
Expora tatobeiii nm grupa repreaentando o nas-
E' esperado dos portos do sul ate o dia 6 do
corrente, seguindo depois da demora precisa para
o Havre com escala por Lisboa.
Recebe carga para Antuerpia em direitura, e
para Liverpool, por baldeacao as expensas da com-
panhia.
Commandante Capelle
Relativamente a fretes, encommendas, passagei-
ros, para os quaes tem excellentes acommodacoes
por preoos reduzidos : trata-se com
OS CONSIGNATARIOS
AUGUSTO F. D'OLIVEIRA 4 C.
*2Rua do CommercioEntrada pela rua
do Torres.
Pacific Steam Navigation Companj
E,"cilia quinzennl
0 PAQUETE
esnera-se aqui da Europa ate o dia 15 de dezembro,
e depois da demora do costume seguira para o sul
do imperio, Rio da Prata e costa do Pacifico, para
onde recebera passageiros, encommendas e dinhei-
ro ajfrete. *
OS AGENTES
Wilson Rowe A C.
14 rua Do COMMERCIO14
So nao sera proprietario
nao quizer.
Vislo que vende se palmos de terra a 800 e
if. As terras sao proprias e com 400 palmos de
fundo, que e regado pelo amenissimo rio Jordao.
Sao muitas as vantagens da compra e entre ellas
- a da pureza do ar e da de ter passagem gratis
por dez annos offerecida pela companhia da
viaferrea do Recife a S. Francisco, a quem nas
ditas immediacoes ediflcar. Quem quizer deve
dingir-se a thesouraria das loterias, a tratar com
Tristao Francisco Torres, que pede a aquellas pes-
soas para as quaes ja separou terras que quan-
to antes apparegam, pois que, pelo preco a con-
currencia e lmuiensa. Todos os domingos e dias
tantos, acho-me no lugar.
Ao publico.
COMPANHIA
MESSAGERIES MARITIMES.
I.inlia mensal
RIO GRANDE
Epera-se da Europa ate o dia 8 do corrente,
seguindo depois da demora do costume para Bue-
nos-Ayres, tocando na Bahia, Rio de Janeiro e
Montevideo.
Para passageiros, encommendas, etc., a tratar
com
0AGENTES
Harismendy a I.abille
9 Rua do Commercio 9
Rio de Janeiro
0 pataebo portuguez Rival segue para o Rio de
Janeiro por ter ja parte do sea carregamento en-
gajado, p para o resto da carga devem os preten-
dentes entender-so com ~SHva & CascSo, escripto-
rio a rna do Marquez de Olinda n. 00, andar.
rnmmk bahiam
DE
PrYQllETCS \ \APOR
LDIITADV
Macelo, Penedo, Araeaja
e Bahia.
E' esperado dos portos do sul ate o dia 9 do
corrente o vapor Goncalves Martins, o qual segui-
ra para os portos acima no dia secuinte ao de
sua chegada.
Recebe carga, encommendas, passageiros e di-
nheiro a frete.
AGENTES
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo A C
57Rua do Bom Jesus57
LEIL0E&
Agenda de leiloes.
RUA DO MARQUEZ DE OLINDA N. 37, i* ANDAR.
0 abaixo assignado tem a honra de scientiflcar
ao respeitavel publico, com especialidade ao corpo
commercial desta praca, que acaba de ser nomea-
do agente de leil5es, em enjo exercicio, promette.
se esforcara para bem "merecer a confianca de to-
das aquellas pessoas que se dlgnarem honra-lo,
encarregando-lhe de negooios tendentes a sua
proflssSo.
DesAe ja o abaixo assignado anteclpa os sens
agradecimentos para com aquetiet qne o proenra-
rem : o qne poderao faaer dirigindose a rua do
Marquez de Olinda n. 37, !. andar
Recife, 7 de novembro de 1873
Joaquim Dias dot Santos.
Tendo sido discutido pela imprensa o contrato
que fizemos com a Santa Casa de Misericordia para
o service mortuario e de carros funebres, e aldm
disso procurando se fazer crer que nao promove-
mos a indemnisacao a qne nos obrigatnos pelo
mesmo contrato, somos forcados a publicar a cer-
tidao abaixo, para que com justica seja julgado o
nosso proceder neste negocio.
Nao determinando o contrato quo a indemnisa-
cao fosse anterior ao dia em que devia comecar o
privilegio, somente nesse dia recorremos aos msios
judiciaes, pois que, antes aquelles a quem ella 6
devida, podiam preferir continuar a servir-se do
seu eslabelecimento a receber a mesma indemnisa-
cao. Antes, porem, de usarmos desse recurso pro
curamos amigavelmente, e por intermedio de al-
guns amigos, que disso poderao dar testemunho,
cumprir o que tratamos com referenda a mesma
ndemnisacao.
Agra & C.
Illm. Sr. juiz de paz .da frcguezia de Santo An-
tonio.Agra 4 C. precisam que V. S. mande que
o escrivao deste juizo lhes certifique : 1, em que
dia, mez e anno foram citados Paula & Alafra para
conciliarem-se com os supplicantes sobre a indem-
nisacao de que-trata a lei provincial n. 1121 de 17
de junho do corrente anno; 2', em qae dia teve
lugar a audiencia para a conciliacao, e se os sup-
plicados comparecam.
Assim pedem a V. S. deferimento. E R. M.
Recife, 5 de dezembro de 1873.0 procurador
Antonio Joaquim Pereira de Oliveira.
Corioliano de ALreu, escrivao de paz da freguezia
de Santo Antonio da cidade do Recife de Per-
nambuco, em virtude da lei etc. etc.
Certlfico, em virtude do despacho retro: 1, qae
em vista da peticao de conciliacao que me foi
apresentada, que os supplicados Paula & Mafra fo-
ram por mim intimados em o dia 1 de dezembro
do corrente anno para se conciliarem com os sup-
plicantes relativamente a indemnisacao de qne tra-
ta a lei provincial n. 1,121 de 17 do junho do cor-
rente anna ; 2, qne a audiencia tivera effectiva-
mente lugar no dia 3 tambem do corrente mez de
dezembro de 1873, nao tendo a ella comparecido
os supplicados pelo que procedea-se a inconciliacao
a revelia destes.
E por mais nao me ser pedido passo a presente
em que me assigno e dou fe.
Recife, 5 de dezembro de 1873.
Subscrevo e assigno. 0 escrivao, Coriolano de
Abreu.
A' Gl.\ do Sup.-. Arch.*,
do Univ.-.
De ordem do Hesp. Ir.*. Yen.*, sao convi-
dados todos os oobr. *. da loj. Symb.. Luzei-
ro da Verdade a comparecerem em n< sso temp. *.,
no dia 10 do corrente, as 6 horas da tarde, afim de
proceder-se a.eleic. *. dos SSnp. -. Grao-Mestr. -.
e sen adj...: outro aim, o mesmo Resp. Ir. .
Yen.*, manda declarar aos Ilr. que nao po-
derem eomparecer, que enviem as suas listas em
prancn.*., em observancia ao regnlamento espe-
cial para a referida eleic. .
Secrt.*. da Aug.-. loj.*. Symb.*. Luzeiroda
Verdadia,ao8 6 de dezembro de 1873(e.-. v.-.)
0 secret.*.,
Gnarino de Sou-a Peixe 3. *.
Na rua do Visconde de Albuquerque n, 13l,
se precisa fallar ao Sr. ManoeI di Costa Diniz, a
negocio que lhes diz reapeito.
Para homem.
BOTINAS de bezerro, cordavao, peHica, lustre i
de duraque com biqueira, dos melhores
. fabricantes.
SAPATOES de bezerro, de cordavao' e de case-
mi ra.
SaPATOS de lustre com salto.
SAPATOES atamancados com sola de pao, pro-
prios para banhos, sitios e jardins.
SAPATOS de tapete,- chariot, castor e de tranca
francezes e portnguezes.
Para senhora.
BOTINAS pretas, brancas e de cores difTerentes,
lisas, enfeitadas e bordadas.
SAPATINHOS de phantasia com salto, brancos,
pretos e de cores differentes, bordados.
SAPATOS de tapete, chariot, castor e de tranca.
Para meninaa.
BOTINAS pretas, brancas e de cores differentes,
, ___ lisas, enfeitadas e bordadas.
ABOTTNADOS de diversas qualidades.
SAPATOS de tranca portnguezes.
Para meninos.
BOTINAS de bezerro, lustre e de cordavao.
ABOTINADOS e sapatdes de bezerro, de diversas
qualidades.
SAPATOS de tranca francezes e portuguezes.
Botas de montaria.
Lotas a Napoleao e a Guilherme, perneiras
meias perneiras para homen-, e meias perneiras
para meninos.
No armazem do vapor franeez, a rua do Bario
da Victoria n. 7.
Mobilia de vimes.
Cadeiras de balanco, de braco, de guernicdes,
sofas, jardineira9, mezas, conversadeiras e costu-
reiras, tudo isto muito bom por serem fortes e
levos. e os mais proprios moveis para saletas e ga
binetes de recreios.
No armazem do vapor francez, a rua do Barao
da Victoria n. 7, outr'ora Nova.
PIANOS.
Acabam de chegar muito bons pianos fortes e
de elegantes modelos, dos mais notaveis e bem
conhecidos fabricantes ; como sejam : Alphonse
Bldonel, Henry Hers e Pleyel Wolff & fj.; no
vapor francez, a rua do Barao da Victoria, ou-
tr'ora Nova n. 7, a precos muito commodos.
Perfumarias.
Finos extractos,[banhas, oleos, opiata e pos den-
trifice, agua de flor de laranja, agua de toilete,
divina, florida, lavande, p6s de arrez, sabonetes,
cosaeticos, muitos artigos delicados em perfuma-
ria para presentes com frascos de extractos, cai-
xinhas sortidas e garrafas de differentes tama-
nhos d'agua de cologne, tudo de primeira quali-
dade dos bem conhecidos fabricantes Piver e Cou-
dray.
No armazem do vapor francez, a rua do Barao
da Victori?, outr'ora Nova n. 7.
Quinquilharias.
Artigos de difTerentes gostos e
phantazias.
Espelhos dourados para salas e gabinetes.
Leques para senhoras e para meninas.
Luvas de Jouvin, de flo de Escocia e de camurca.
Caixinhas de costura ornada com musica.
Albuns e quadrinbos para retratos.
Caixinhas com vldro de augmentar reiratos.
Diversas obras de ouro bom de lei garantido.
Correntes de plaque muito bonitas para relo-
gios.
Brincos a imitacao e botoes de punho9 de pla-
que.
Bolsinhas e cofres de seda, de velludo e de cou-
rinho de cores.
Novos objectos de phantazia para cima de mesa
e toilette.
Pincinez de cores, de prata dourado, de aco e
de tartaruga.
Oculos de aco flno e de todas as guarnicoes.
Bengalas de luxo, canna, com castoes de mar-
fiui.
tlengallas diversas em grande sortimento para
homens e meninos.
Chicotinhos de baleia e de muitas i'-nalidades
diversas.
Esporas de tarracha para saltos de betas.
Ponteiras de espuma para charutos e cigairos.
Pentes de tartaruga para desembaracar e para
barba.
Ditos de marfim muito fines, para limpar ca-
beca.
Escovas para roupa, cabellos, unhas e para den-
ies.
Carteirinhas de medreperola para dinheiro.
Gravatas brancas e de seda preta para homens
e meninos.
Campainhas de mola para charaar criados.
Jogos da gloria, de dama, de bagatellas, de do-
mind e outros muitos differentes joguinhos alle-
maes e francezes.
Malas, bolias e saccos de viagem de mar e ca-
minhos de ferro.
Argolinhas de marfim para as crianoas morde-
rem, bom para os denies.
Bercos de vimes para embalar crianoas.
Cestinhas de vimes para braco de meninas.
Carrinhos de quatro rodas, para passeios de
criancas.
Venezianas transparentes para portase janellas
Reverberos transparentes para candieiros de
gat .
Estereoscopos e cosmoramas com escolhidas
vistas.
Lanternas magicas com ricas vistas de ceres em
vidros.
Vidros avulsos para cosmoraina.
Globos de papel de cores para illuminaeoes de
festas.
Baloes aereostaticos de papel de seda mui facil.
de subir.
Machinas de varios systemas para cafe.
Espanadores de palha e de pennas
Tesourinhas e canivetes flrfos.
Tapetes com vidrilhos para mangas e lanternas.
Tinteiros de louca branca, modelo bonito e bom.
Tiras de molduras douradas e pretas para
quadros.
Quadros ja promptos com pavsagens e pbanta-
zia.
Estampas avulsas de santos, paysagens e phan-
tazias.
Objectos de magicas para divertimentos em fa-
milia.
Realejos pequenos de veio com lindas pecas.
Realejos barmonicos on accordions de todos os
amanhos, e outros muitos artigos de quinquilha-
rias difflceis de mencionar-se. No armazem do
vapor francez, rua do Barao da Victoria, outr'ora
Nova n. 7.
Medidas de 40 a 100 metros,pes e palmos
medir terrenos.
Precisa-se de uma ama
que engomme e faca outros
servicos domesticos, em casa
de pequeua familia; na rua
do Capibaribe numero 40.
- Precisa m de uma escravi para cozinnar
e comprar : na rua Primeiro de Marco n. 2^1
loja.
Aos senliores negoeiantes.
Continda-se a fornecer comedoriu para fora
por precos commodos ; algum senhor negociante
qne tenha de retirar suas familias para ir passar
a festa e quizerem deixar os sens caixeiros bem
servidos, quanto ao fornecimento de comida, diri-
ja-5e a rna estreita do Rosario n. 35, primeiro an-
dar.
JORNAES DA EIROPA
AKli.-%ATi:il.4N PARA 189-1
Acham-se abertas conforrne o respectivo
catalogo
LIYlUIilA FRiJSCEZA.
Aos calliiijicos. ma^deseprofanos
Bonitas bugias enfeitadas
proprias para oratorio no
grande dia de N. S. da Con-
ceicao. a 2^000 e2|500 a
caixa, com seis bugias deboa
cera: so na rua do GabugS.
n. 5.
DESCOBERTAS MEDICLNAES ,jjj&
rEI.O BACHAREL ^P
Manoel de Siqueira H
^ Cavalcanti. Q
1* o Preserrativo da ery- j>*
sipela : para curar com certeza, e ^g>
en. poue tempo, qualquer ataque de j-b,
erysipela. e prevenir o seu reappare ^P1
cimento.
Este medicamento tambem e muito *^
poderoso para o rheumatismo. 43^
S' o Rcgulador da mens- W
truacao : para falta, irregularida- Jk
de, suppressao repentina da meostrua- 'W*
cao, e dos lochios, assim como para .a,
tocio? os sofTrimentos devidos aquellas 9
affeccoes. Ambos estes medicamentos Ay
t ja sao rruito conceituados, e procura- <$Ef
dos nesta provincia, e na do Rio de irS*
Janeiro. %8f
Acham-se a venda somente em casa i*
do autor, das 9 horas do dia as 3 da f
tarde, e a qualquer hora em casos ur- M
gentes. W-
gratis aos pobres im
Rua da Imperatriz n. it, 2 andar. ^5
m
w>



9
AVISO
para
Brinquedos para meninos.
A maior variedade que 3e node desej'ar de todos
os brinquedos fabricados em differentes paries
da Europa para entretenimento das criancas tudo
a precos mais resnmidos que e possivel: no ar-
mazem do vapor francez, rua do Barao da Vic-
oria, outr'ora rna Nova a 7.
Cestinhas para costura
Grande sortimento de bonitos modelos chegados
ao armazem do vapor francez, cua do Ba-ao da
Victoria (ontr'ora Nova) n 7.
0 Sr. Carlos Scbleicber em Schontbal, perto de
Langerwehe nS Prussia-Rhenana, fabricante de
superiores qualidades de agulhas para costura,
tendo recebido encommendas de Pernambuco por
outros correspondemes sobre agulhas para costu-
ra de sua fabrica en cartonages, e tendo dellas
um deposito para vender, no armazem do corres-
pondente especial dellu, o Sr. Otto Bohres, roga
aos senhores cjmmerciantes de Pernambuco que
querem comprar dellas, oa farer encommendas
sobre outras, de dirigir-se a mesma casa, na rua
do Vigario n. 8, onde se darao todas as explica-
tes nece-sarias.
Os abaixo as>igoado declarara ao publics
e com especialidade ao respeitavel corpo do com-
mercio que dissolveram amigavelmente a socie-
dade qne tinham no estabeleci.uento de moloados
sito no pateo da Ribeira de S. Jose n. 11, a qual
gyrava sobre a firma de Campos & Pimenlel, fi-
cando todo 0 activo e passivo a cargo do ex-socio
Pimentel.
Recife 28 de nitveml ro de 1873.
Antonio BenW do Campos.
________Joao Jaqaini l'imeatel Pereira.
40 I'UBLiCO
Adelaide Mercina de Siqueira Salles faz publico
que so existem letlras de seu aceite e de seu pri-
rao 0 Sr. padre Vicente de Faria Gurjao, em pa-
der dos Srs. jos Doraingues Maia e Rodrigues,
Almeida 4 C, e quaesquer outras que possara
apparecer, nao s.io de sua firma.e pelas quaes nao
se responsabilisa.____________
Pernambuco Amalieur
Dramatic Club
A general Meeting of the members of
this club will be held at n. 11. Corpo Santo,
on Saturday afternoon at 4.
_____________________________Q'Clock.
MoleijHC LiiNHiir Junto Onarik
Desappare-
ceu do enge-
nho Califor-
nia, de Seri-
nhaem, 0 mo-
leque Lino, lm preto, representa ter de 20
a 25 annos de idade, e natural da Bahia,
cuja direc$ao pa rece ter tornado. Condu-
zio um burro preto, tendo no quarto esquer-
do 0 seguinte ferro F A C, quem o apprehen-
dersera generosamente recompedsaao, a en-
tender-se no mesmo engenho acima.
Engenbo California, 6 de dezembro de
1873.
Joao Florentino C. d'Albuquerqne.
AttencAo
Francisco de Paula Cavalcant* Wanderley faz
sciente ao respeitavel pnblieo em geral e parti-
cularmeate ao corpo commercial deste provia-
cia, que attendeudo a coincidencia da haver duas
pessoas de igual norae, asjignar-se-ha desta data
em diante :
Francisco de Paula WanderJey
QRecife, 4 de dezembro de 1873.______________
Ao fiscal do Recife.
Pergunta-se ao Sr. Correia porque mSo con^
sente uma das tavernas do largo do Forte do
Mattos, .vender pela porta da escada a quem
qaer, nos dias santificados e conservando jogo de
"iupora com uma formidavel roda.
^ Um espectador.
Ansentou-se da casa do seu senhor, a pre-
ta crioula, de nome Ignacia, de estatura regular,
falta de denies na frente, cor fula, cabeca algu-
ma consa chata, nariz grosso, falla pesada, levou
um vestido de ganga verde, andar vagaroso e
cdxo, proveniente de dores rheumaticas, e costu-
ma aigumas vezes andar ie ap^rcatas aos p^s :
roga se 4s autoridades p^lici .w e capitSes de cam-
po que a capturem e Usfeiu a rua dos Pescadores
n. 6, qne sera recompivsado ; assim isome'ro-p
o^ta contra quem a tfver *c !:^ij ecu "a casa. I
Casa na Boa-Viagem.
Aluga-so on vende-se ama naqnelle larrabalde,
send a primeira do lado direito, indo da eetacao ;
tem 6 quartos, 4 salas, co inha fora, muito fresca
e com sitio arborisado : na rna do Sebo, hoje Ba-
r5o da S. Borja n. 5't, ge dira quem aluga.
Frecisa-se
de nm moeo que tenha mnlta pratica de servir a.
mesa nos hoteis : a tratar no hotel de Bordeaux.
_ A pessoa queannunciou precisar de 2:000*
a juros de um e meio por cento, dando sufficient
garantia.t'node dirigir-se & rna do Hospicio a 14,
das. 7 as. 9 horas da nanha ou das 4 as 6 da
Urda.
1
<
1
1


Diano de Peraambucu Sabbado 6 de Dezembro de 187&
.si.'
FUNDICAO DO BOWMAN
RUA DO BRUM N. 52
(Passando o chafariz)
PEDEM AOS senhores de engcDho e oalros agricuhoicS, fe enjp/egsddVua de a,
ihinismo o favor de ama visita a sea estabelecimento, psra verem o boyp fortimentc
wmpleto qoe ahitetn; sendo todo superior em qoalidade e forUdSo; q qr.ecom a tat.
Otcfio pessoal pode-se veriflcar.
ESPECIAL ATTENCAO AO NUMERO E LUGAR DE SUA FI^NDigAO
VftnnrAR A rnHna ri'flOTift dos mai8 no',wl-*'S systemas eem ta
V ttpurUS O TUUilS U agua mailbos conveniejies para as diversas
circamstancias dos senhores proprietaries e para descaro$ar algodao.
MoendaS de Caiina det0d8 08UmanhV4. aOelhores qoe aqoi
existem.
para animaes, agaa e vapor.
Bodas dentadas
Taixas de ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques e fundos de atambiques.
Kachinismos
Bombas
para mandioca e algodao, j
e para serrar madeira.
Podendo"todos
)ser movidos a mio
por agaa, vapor,
oa animaes.
Todas as machinas *** **m **".-"'
Fai qualquer concerto de nMChii-Un>0'a Pre mai -*o*
Forma8 dfi f BrrO tem aa m6'QOrei e ma'8 l>mtas existentes do mer-
fEflAnmmAiniloa lncnmbe-se de mandar vir qnatqner machinismo a von-
juvummouuao. ude dog C]ientei) lembrando-lhes a vantage- de fazerem
(oas compraa por intermedio de pessoa entendida, e qoe em qoalqoer necessidade p6de
has prestar auxilio.
iradoB americanos e in,trnm6nt0' ****
RUA DO BRUM N. 52
PASSANDO O CHAFARIZ
FUiVDICAO DE FERRO
it
\' rna do Barao do Trinmpho (ma doBrnm) ns. 100a 104
CARDOSO & IRMAO
RECEBERAM de Inglaterra completo sortimento de ferragens e machinas para en-
genhos, as mais moderaas e melhor obra que tern vindo ao mercSdo.
V aporeS de for$a de 4, 6, 8 e 10 cavallos.
UaiueiraS <*e sobresalente para vapores.
JlOendaS lllteiraS e meias moendas, obra comofjunca aqai veio.
J aixas ilUndldaS e batidas, dos melhores fabricantes.
itOuaS (J agua COm cubaje de erro, fortes e bem acabadas.
Rodas dentadas de todos os tamanhos e qualidades.
Rel0gi0S e apitOS para vapores.
Bombas
Arados
de ferro, de repucho.
de diversas qualidades.
FormaS para aSSUCar grandes e pequenas.
OoncertOS concertam com promptidto qualquer obra ou machine., para o que teem
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
EnCOmmendaS man(^am v'r Por encommenda da Europa, qualquer machinismo,
para o que se correspondem com uma respeitavel casa de Londres
e com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
ditas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas. t
Rua do Barao do Triumpho (rua do Bram) ns. 100 a 104
FUNDICAO DE CARDOSO & IRMAO.
PECHINCHAS
So o n. 20
RUA DO CRESPO
LOJA MS J PORTAS
ontinua a vender muito barato para apurar
muito dinheiro.
CASSA LA
Chegoa esta fazenda,sendolindo9padroes, even-
de-se pelo diminuto preco de 200 rs. o covado, e
pechincha t! dao-se amostras.
METINS
Proprio para vestidos o qne ha de mais gosto,
padroes novos, pelo prejo do 400 rs. o covado, e
pechincha I I 1 do5-se amostras.
LAS ESCOCEZAS
Lasinhas escocezas, padrdes bonitos, a 240 rs. o
ovado.
Ditas com listras, padrSes modernos, a 280 rs. o
ovado.
Ditas la e seda, padrSes modernos, a 640 rs. o
ovado, e pechincha I I dao-se amostra3.
ALPACAS DE CORES
Alpacas de cores, padrdes bonitos, fazenda de
1*600 a 400 o covado, e pechincha I dao-se
amostras.
CRETONE
Cretone em pecas peqaenas, com bonitos pa-
IrSes, pelo diminuto pre$o de 400 rs. o covado, e
pechincha I I dio-se amostras.
Cortes de casemira di cores, a 5^(00 cada nm.
Cambraia de linho de coresi, a 360 rs o covado.
Ditas pretas para luto, a 240 rs. o covado.
Fustio branco para roapa de meninos, a 560 rs
o covado.
Brim pardo e de cores, a 400 e 440 rs. o co-
vado.
Cobertas de chita adamascada, a 3/500 rs.
Colchas brancas e com barra de cores, a 3*500
e 4*000.
Lencoes de bramante, a 2*000.
Dites de algodao, a 1*400.
Toalbas alcochoadas, aI6|000 a dnzia.
Ditas felpudas, a 6*500 a duzia.
Lencos de cassa com barra, a 1*000 a duzia.
Ditos de cassa abanbados, a 1*000 a duzia.
itos de esguiao finos, a 3*500 a duzia.
Cambria lisa transparente a 3*000 e 4*500 a
Gswnfcraia Victoriaa a 3*80a
Atoalbado adamascado, a 2*000 a vara.
DHo trancado, a 1*400 a vara.
Fustde* 4e cores, a 1*000 o corte.
Chales de merind liso, a 2*000.
Oitos estampados, a 3*500,4*000 e 4*500.
Ditos com listras muito linos, a 5*800 e 6*000
Esguiio muito fine, a 2*000 a vara.
Brim preio tracado, a 2*000 a vara.
.Bramante de ateodio, a 1*600 a vara.
Dito de linho 4e 9 e 10 palmos de largura, a
2*300 e 2*800 a yar*.
Algoda marca T, a 8*000 a peca.
Dito domestico, a 3*0W a peca.
Brim de algodao eom Ihtras propno para cami-
sas, a 400 rs. o covado.
Nanzuc cambrau de corea nM*) nna, pe'o di-
minuto preco de 400 rs. o covad S6 na raa do Qrespo n. 20.
Loja de '
Guilherme <& C.
8 Consullorio medico
a do
Jk Dr. lIuE-Hlo.
B RUA DA CRUZ N. 26, 2.. ANDAR.
Q Recem-chegado da Eurepa, (>nde fre-
C/ quentou os hospitaes de Paris e Londres
) pode ser procurado a qualquer hora do
dia ou da neute para objecto de sua pro-
fissao.
Consultas do meio dia as duas horas
da tarde.
Gratis aos pobres.
Etpecialidade$.=]&o\es\.v*s da pelle, de
crianca e de mulher.
Emprega no tratamento das molestias
de sua especialidade as duchas frias e
n banhos a vapor, para os quaes trouxe
jw os apparelhos mais modernamente em-
m pregados na Eurof a.
ft Tambem applica com grande proveito
ft, no tratamento das molestias do utero a si
m, electricidade, pelo processo do Dr. Tre- '
'g pier. Cura por um processo inteiraroente
jj dovo as blennorrhagias e sobre tudo a
@ (gotta militar) dispensando as injecjoes.
u mm
0 abaixo assignado, liquidatario da extineta firma
de Antonio Joaquim de Sa & C, declara pelo pre-
sente que julja nada dever a pessoa alguma, com
relacSo a dita firma, e se algnem se julgar cre-
dor queira apresentar suas contas no prazo de 3
dias a contar desta data.
Recife, 5 de dezembro de 1873.
Manoel dos Santos Palcio.
Julius Puerstemberg tendo perdido uma lo-
tra de 1:186*400, aceita em sen favor pelo Sr.
Cristovao de Hollanda Cavakante, a veneer no
dia 10 de dezembro de 1873, declara pelo pre-
sente que a dita letra nao sera paga senao ao seu
dono legitimo.
2:0008
Precisa-se tomar a juros de um e meio
por cento ao mez, e por espaco de quatro
mezes: quern tiver e quizer fazer este ne-
gocio annuncie para ser procurado.
Precisa-se de nm caixeiro de 10 4 12 annos
de idade, que tenha pratica de taverna e de Oador
de sua condncta : na reflnacSo do Monteiro.
A TORRE
Aluga-se para passar festa um sitio com
excellente casa de habita$ao e banho no rio
a frente desta: quem a pretender, pode
procurer a* rua de Gervasio Pires n. 24.
Aluga-ae a casa terrea a rna Direita n.
114, propria para estabelecimento : trata-se
a* raa Nova de Santa Rita n. 55.
CHAMADO
[Thar
turas
-"jja-se
,'dar.
Offerece-se uma senhora para traba-
ar em qualquer casa de familia, em cos-
turas por machinas : quem pretender diri-
ao pateo da Penha n. 19, 1. an-
Precisa-se
Os Srs, Jovino Fernandas da Cruz e Joaquim de um on moleques para um trabalho muito
Cleraente de Lemos Duarte, sao cnaraados A
rna do Coronet Saassuna n. 282, a negoclo do
particnlar interesse.________________
0 abaixo assignado faz setante ao respeita
vel corpo do commercio qua vendeu a sua taver-
na sita na rna do Barao do Triunpho n. 39, ao
Sr. Antonio Vieira.
Recife, 2 de dezembro de 1872.
Joao Gomes da Cruz.
leve : a trataT no hotel de Bordeaux.
- Silva BairocJ Klho teem para vend
seu amazem, 1 rua J^Marquez do Olinrt-
seguinte :
Polha de Flandres.
Estanho eui verguinhas.
Machinas para descarucar algodao.
Cerveja escosseza branca e preta.
Fiheie para bandeira.
r cm
NOVAS PUBLICACDES MUSICAES.
A. J. 1" %/."<'lo- Kuu \o\ a u. 11.
Acabam de publicar-se, e acham-se a
venda as seguinlts musicas :
PIANO SO'.
Danseespanhola, por Ascher 25000
Arabella, mazurka, por G. Wer-
theimer 15J500
Valsa do Fausto, por Croyzes 1J?000
Sonho de uma virgem, por Alber-
tazzi 15000
Anna la Prie, cavatina 15000
AoClair de la Lune, por Bussmeyer 15500
ESTRELLA DO NORTEln.n u_-ii____. tvuxen
SaudaqAo ao BAHiA[Polkabr,lhante m0
Cricket, por Seixas, offerecida aos
chrickets club pernambucano e
babiano 15000
PIANO E CANTO.
Desespero, muito Undo romance
por I. Smoltz 25000
Non m'amava, romance por Guercia 15000
Tambem recebeu da Europa grande sor-
menide musica para piano, piano e
antoudos, methodos, etc. etc.
Escravos fugidos
Felippa, negra, cabra, ja idosa, cozinheira, alta
e secca, foi escrava da viuva do fallecido Jacin-
tho Botetho, tem um Glho escravo do Sr. Jose
Antao de Souza Hagalhaes, qne andava fngido,
e qne veio seduzir a mai para acompanha-lo ;
esta ausente desde o dia 6 do corrente.
Roga-se a policia e capitaes de campo a cap-
tura das mesmas escravas que sao do engenho
Sapucaia de Beberibe.
Desappareceu ao amanhecer do dia 4 do cor
rente, do engenho Serigi, comarca de Goyanna, o
escravo de nome Jose Borges, mestre de assucar,
tendo os signaes seguintes: cabra, idade 30 annos
poueo mais ou menos, boa figura, um tanto grosso
e espadaildo, sendo o signal mais visivel uma
gomma na junta do pe esquerdo : roga-se a todas
as autoridades e capitaes de campo queiram ap-
prehender dito escravo e levalo ao referido en-
genho, ou nesta praca a Oliveira Filhos & C, lar-
go do Corpo Santo n. 19 que serao generosamente
recompensados.
Recife, 19 de novembro de 1873.__________
Escravo fugido.
100$000 de gratificagao
Desappareceu de novo, de bordo da barca bra-
sileira S. Jose, o escravo Joaquim, preto de na-
;ao, o qual anda bem vestido e calcade, deixaa-
do crescer os cabellos a mode de meia cabelleira.
Esse escravo pertenceu ao fallecido Dr. Olym
Marceliino da Silva, que o havia comprado na
provincia de Minas fern S. Joao d'El rei ou Ouro-
Preto), e com elle seguio para o Rio de Janeiro e
d'alli para esta provincia, donde foi para Maceio,
tendo o vendido alii a Justino Epaminondas Ne-
ves, a quem o compraram 03 abaixo essignados.
Sabe cozinhar, occuna^ao a que estava dedicado,
e conhece se pela falla que 6 afneano.
Offerece-se a gratificacao acima a quem 0 ap-
prehender e roga-se a todas as autoridades a sua
eaptura.
Recife, 6 de outuiro de 1873.
___________Jose da Silva Loyo & Filho.
Carros de luxo.
inque^tionavel que a cocheira da rua do Bom
Jesus n. 15, de Joaquim Paes Pereira da Silva, 6 a
que tem as melhores berlindas, calecas, meias ca-
lecas e victorias de luxo, proprias para qualquer
noivado, visitas de etiqueta, bailes e actos da aca-
demia, sendo os mesmos ajaezados de excellentes
parelhas de animaes, arreios luxuosos e boleeiros
com fardanientos do ultimo gosto, para 0 que se
convida ao publico a vir por si mesmo scientifi-
car-se da verdade do que deixamos dito, certos de
que nao encontrarao pomada, e sim realidade e
commodos precos.
Casa de banhos em Olinda
A companhia Santa Thereza abre no dia 3 do
corrente uma casa de banhos que acaba de eons-
truir defronte da igreja dos Milr.gres, na cidade de
Olinda. 0 estabelecimento achar-se ha adisposi-
cao do publico durante o verio. diariamente, das
5 as 9 horas da manna, e das 6 da tarde as 9 da
noite, e nos domingos e dias santificados desde 5
horas da mauba as 9 da noite-
PREgO DOS BANHOS
Um banho (sEm toalha) rs. 200
Dito (com toalha) rs. 300
Assignatora mensal (30 banhos) tera um abaii-
mento de 20 0|0 ; pagamentos adiantados. Olinda,
1 de dezembro de 1873.
0 gerente.
________________Justino 1. de S. Campos
AVISO
0 secret. da Aug. loj. trapit. Uniao e
Benef. III.*, ao sap. gr. Oriente Unido do
Bras. ., avisa a todos os seu's ch iir. ., a com-
parecerem a sess. especial de eleicSes, do sab...
graomest. grande comm.*. e do sob.*, grao-
mest.*. adj.-. lugar tenente comm. ., no dia 10
do corrente, as 6 horas da tarde, em 0 nosso
aug.*. tempi.-., a rua de Marsilio Dias n. 31,
como determina 0 art. 2. do regulamento especial,
com referenda ao decreto n. 9 de 23 de setembro
de 1873.
Ajuga se a casa n. 11 da rua da Ponte, na
povoacao do Monteiro, muito propria para pas-
sar a testa : a tratar na rua do Dujue de Ca-
xias n. 71.
*&*-8**8tt*S-*8
EMO I
DE
* PHILOSOPHIA, GEOGRA- 0
PHIA e HISTORIA
Durante as ferias
POR *
M ELIZEU MARTINS 9
0 Rua da Imperatriz n. 6
&#***& m<$m--&#m
AInga-se uma excellente casa na povoaclo
de Duarte Coelho, em Olinda, com bons commo-
dos para familia; a tratar com Jorge Tasso, rna
Amorim, a. 37.
Philotimia.
Esta sociedade convida a sens associados para
assistirem a se.ssao extraordinaria que celebra
quartafeira 10 do corrente, as 6 1|2 horas da tar-
de, afim de elegerem-se as dignidades da ordem,
de coaformidade com as disposijoes do decreto de
2" de setembro deste anno. E' permittido aos se
nbores socios que nao pnderem assistir a sessao,
enviarem suas mapas em carta fecbada ao presi-
dente da mesma sociedade, explicando todavia os
motivos por qne deixam de comparecer.
Socretaria da sociedade Philotimia. 3 de dezem
bro de 1873.
0 secretario
______ Boaventura Rodrigues de Amorim.
E' l^r e aproveitar
0 inverno nSo quer dcixar-nos. Muito papel
alliniafnado em risco de perder-se. Se ha de ha-
ver prejoizo de um, haja proveito para todos.
APROVEITEM.
61000 por vma drzenn i/<* rrtrat/u fin wildest
Avhase atjuemse quizer retrainr em caiioes
le visila, <|ue na imptriiti pholnfii iivhin. a rna do
Oihu.M n. !8. ,ii vjfc'i |i;.r, .i'|nie>> liniin-se rriraiu* mii caitOes cada dezena.
APROVEITEM 1
0 que i bom dura peuco...
Todos os dias uteis ou tantilkados, chova on
faca sol, das 9 horas da manna as 4 da tarde ti-
ram se retratos.___________________
Roga-se
A um certo Dr. que alngou 0 sotio do sebrado
n. 35 da rna estreita do Rosario, 0 obseqnio de
vir ou mandar receber unj trastes que a mais de
seis mezes existem no primeiro andar do mesmo
sobrado; assim como satisfazer 0 pagamento do
alugael do mesmo, isto no prazo de 3 dias Undo,
os qoaes serao vendidos ds mesmos trastes para
pagamento dos alugueis.
ATTENCAO
0 abalxa assignado nartlclpa ao respeitavel pu-
blico qne tem grande deposito de vinhos de fruc-
tas do paiz, como seia 0 de cajd, em quatro quali-
dades, os qnaes venae por precos razoaveis, e ou-
tros mais de diversas fructaa, qne a visu fara fe.
0 proprietano deste estabelecimento pede aos do-
nos ou rendeiros de sitios que tiverem as fructas
de cajii, genipapo e abacaxi, e as queiram vender,
comparecam 4 ma Vidal de Negreiros n. 144, ou-
tr'ora Cinco Pontas, aflm de se tratar dos precos.
___________ Joao do Amaral Rapdso.
Fugio a 10 de setembro proximo passado, a
escrava Maria, crioula, idade de 35 a 40 annos,
cur fula, olhos grandes, rosto comprido, quando
anda eavergapara traz : quem a pegar, leve a ao
Caes do Ramos n. 42, que sera generosamente re-
cempensado.
. iloNupr.- Arcb.*.doI;ni.*
Cap.*. Rr^encractEo.
AGI
L.SVM.1,
Em viriude do regulamento promulgado por
decreto de 9 de setembro do corrente anno, sao
convldados todos os RR.*. membros da Sob.*.
L.*. Cap.'. Regeneracid a uma reuniao no dia
10 de dezembro do corrente anno, pelas 7 horas
da noite, no recinto de seu Aug. Tem. ., afim
de se proceder a eleiciodos SSaps.-. Gram -Mes-
tre e Gran-Mestre adj.-., sendo faculiativo aos
que por molivo lusto nao poderem comparecer, 0
enviarem suas fistas em carta fechada ao Pod.*.
Ir. Vea.-.
Seir. .da Sob. L. *. Cap. *. Regeneracao,
1 de dezembro de 1873, era vulg. .
OSecr.-. V. deM. Mello.

Confeiteiros e pasteleiros
culinarios e conserveiros
Mem todos estao na altura de visar qnal a mis-
in desses quatro artistas one pnduin ealar cen-
irifi'.'adis em nma >6 pefsoa.
K se ii.i'i vi'sl-' :
0 Dibsu re'.elH'e Ipxm- praphii P. liitmt, cre-
!iin< qne f- i 11:11 pratili' (.nl'is.1
f. m divii.'ai--, k*it-r mu \-iuja. Limlicin iji
ga do dote, que nus esiais lend", .\Uri u toiuo 2."
do supplemento ao graad* voralmlario, e ahi no
vocabulano dos synonymos e phrases, a pagina
108,eneontrareis a proposito da palavra confettet-as,
nao menos de 22 culumnas, uu 11 pagiuas de fo-
lio, em elogio dos esmerados arti-tas, que a cada
passo nos seduzem com as suas famozas got us
dices.
Senao vejamos : chama-lhes entre outras desig-
nacoes que nos levariam muito longe se as qui
zessemos enumerar :
Artifices de comestiveis do cura.
Administradores da suavidade.
Engenheiros saborosos.
Philosophos naturaes.
Anlipodas da amargura.
Illnstres propagadores do imperio Pomana.
Dulcissimos ministros da suav.'dade.
Amabilissimos senhores do imperio da docura.
. Pacificos moradores e bons vtsinhos.
Nobilissimos artifices, cujas obras nao sao para
a boeca do vnlgo.
Homens que no mundo se dao a conhecer mais
suavemente qne todos os mais.
Benignos hospedeiros que das suas lojas fazem
asvlo.
Exterminadores dos corpnsculos heterogeneos,
e peritos collectores das panes homogeneas da mais
pura substancia do assucar.
Jae I
Ja se v6 quando dissemos aciraa que os qnatro
artistas podiam estar cenlrificados em uma so pes-
soa, 6 porque podemos dizer por experieucia pro-
pria e se quizerdes verificar iue
A COXFEITARIA DO CAMPOS
Encommendai por exemplo :
1 fhmbre.
1 rovast been*.
1 erapada.
1 pudim.
1 bolo inglez fino.
1 pao-de-lo.
1 toru de fructa.
pasteis, bolinhos, amendoas, doces e confeitos.
Qne tndo 1 I I tndo alii se prepara a conteuto
Carlos Pinto de Lemos, administrador da
massa fallida de Joaquim Silverio de Souza & C,
roga aos devedores da referida massa, queiram
quanto antes saMar seus debitos a rua do Mar-
quez de Olinda n. 1, sob pena de recorrerse aos
meios iudiciaes. Recife, 21 de de novembro de
1873.
AInga-se a casa da rna de S. Jorge, outrora
rua do Pilar n. 12, tendo 6016a assobradada para
grande familia : a ver e tratar na rua dos Gi'.ara-
rapes n. 14, taverna. t______________
(I (|:i I h
11. '.
r i'.i 1111 .1, Ma ,:' <' 0 ... 1
Refinacao.
N'a rua do Range) 11 i\ prucisa se de baieJo-
res de assucar, buns.___________________
Banhos eares saudavcis do
Monteiro.
Aloga-se alii duas pequenas casas mnito em
conta para quem precisar de bons ares e b>.nhos
frescos : a tratar a rna do Barao da Victoria, ou-
tr'ora Nova n. 7.______________________
Escravo fugido
Acha-se fugido desde 0 dia 18 do corrente 0
escravo Gregorio, crioulo, cor fula, baixo, lendo
nm dos dedos pollegares do t e cortado : (|uem
prende-lo, queira dirigir-se ao pateo do Carmo, em
Olinda, sobrado n. 2, que jera generosamente gra-
tificado.
Aluga-se
Antonio Gailhernac da Silva.
Os amigos de Antonio Gui-
lherme da Silva mandam ce-
lebrar na igreja de S. Francisco,
Idomingo, 7 do corrente, pelas
horas da manha, algumas mis-
sas pelo seu eterno repouso._____________
ATTENCAO
Precisa-se alngar uma ama de meia idade, po-
rem que seja preta, que nao tenha vicios nem
achaques, e que affiance sua condncta, para com-
prar e cozmhar para uma familia de 3 pessoas :
a tratar na cidade d^ Olinda, sitio do Amparo, ca-
sa terrea grande, com portao ao lado. ______
Aluga-se uma grande casa na povoacJLo
do Monteiro, em estado de asseio, que tem
excellentes commodos para grande familia :
a tratar na rua 1. de Marco loja n. 18, ou
no Monteiro com o Sr. JiicolAo, com esta-
bjelqcimento fronteiro a dita ca?a.
-4 H. J. Canaan, gerente da casa commercial de
Adamson Howie A C, avisa que tendo de fazer
viagem a Europa deixa encar.'egado dos negocios
da dita casa, em 1* lugar 0 Sr. Wiliam M. Wibs-
ter c em 2* 0 Sr. Thomaz J. Harding. Recife, 29
de novembro de 1873.
Hotel duas nacoes alliadas.
No becco do Padre n. 28 faz-se comedorias com
todo 0 asseio e perfeicSo, e se uianda levar em
casa de qualquer pessoa que quizer ser assignan-
te por mez ou mesmo avulso, pelo preco muito
commodo de 30* e 354 por mez para um pessoa:
os Srs. que se dignarem obzequiar-me dirijam-se ao
mescmo hotel qoe achara com quem tralar. Tam
bem havera no mesmo hotel, papa de leite todos
os dias as 5 1|2 horas.
AMA
Precisa-se de uma ama que saiba
e engommar para duas pes
lavar
soas :
ro50.
aa rua do Hospicio numc-
AMA
Precisa se de uma ama pa-
ra eomprar e cozinhar : na
- rua do Imperador n. 79, loja.
A^nq Precisa-se de uma ama para en-
Aiucto gommar e outra para cozinhar : a tra
tar na rua Nova, loja n. 7. __________
lui Na rna da Cadeia n. 59 precisa-se de
AIllA nma ama qne saiba cozinhar bem, para
casa de rapazes solteiros.
um sitio na Torre, pelo tempo da festa od an-
nualmente, com excellente casa de moradia para
grande familia, quartos fora para escravos e mag-
uifica agua de beber : trata-se no sobrado v 10,
da rua estreita do Rosaiio, 3." andar. '______
Roga se ao Sr. Theodoro Meet Pereira da Sil-
va, 0 favor de vir a raa do Barao da Victoiia n.
"2, a negocio de seu particular interesse.
Am Precisa se de uma ama qne
VI \ compre e cozinhe para casa de
I'l. l\. pouca familia : a tratar na rua
.itraz da matriz de Santo Antooio n 18, tcgundo
andar.
AMA
Precisa se de uma ama para
casa de rapaz solteiro : na rna
de Pedro Affonso n. 42.
Precisa-se de duas araas, uma
para andar com meninas e ou-
tra para engommar : a tratar na
rua Direita, pada'ia n 26.
AMA
Ama _*r
TJrespo n. 20.
de uma ama para cozi-
para rapaz solteiro : na rua do
COZINHEIRO
preeis-a-se de um em 8. Jose
do Manguinho, <*it n. 2, niu-
ro cinzeuto antes da igreja.
Antonio Domingos Pinto, querendo resumir
o seu negocio de mobilia, tem resolvido fazer um
tbatimento de 23 por cento nos precos de suas
mobilias, as quaes sao : ricas mobilias do jaca-
randa a Lniz XV, fabricadas em Franca, ditas de
nogueira e de anable, gnardas-roupa de jacaran-
da de mogno e de anable com eapelho, ricos
guardas vestidos de amarello, rieos guardas-lou-
Sa, toillettes de jacaranda e de mogno, aparador^s
e mogno com tampo de pedra, ditos de amarello
com armario, mesas elasticas para jantar, dit-s
de mogno com abas para almoco, mesinhas de
mogno para costnra, e nma infinidade de objec-
tos que seria enfadonho mencionar ; tem um
grande sortimento de cadeiras de muitas qualida-
des : A rna do Barao da Victoria n. 57 e 58.
Fugio, ao amanhecer do dia 16 de outubro
do corrente anno, do engenho Paraizo, do :ermo
do Rio Formoso, b mulato Cyrilo, de idade dc 23 a
24 annos, escravo do padre Miguel Peres dt Aze-
vedo Faicao.
0 referido mulato e de estatura regular, cor
riixa, cabellos pretos, nae soltos, porem nao muito
pegados, com estrada de liberdade, ja tem buco
de barba e pouca baiba no queixo inferior, ( bem
parecido, sabe lSr, porem escreve mai, 6 mui:o fal-
lante, bom montador em burros, traballia de oleiro
em forraas e e canholo.
Ao amanhecer do dia 9 do corrente (novembro)
fugio do mesmo padre o escravo Themotheo, criou-
lo, idade 26 annos, estatura regular, bem preto,
pouca barba, denies liinados : ha prababi idade
ile que fugissem para a capital com o intento de
assentar praca. Quem os apprehender sera bem
recompensado, e os podera entregar ao Sr. major
Jose Antonio de Brito Bastos, no engenho do Meio
da Matriz da Varzea ; e sendo preso em outro lu-
gar fora da capital ou seus suburbios. sejam con-
duzidos para o referido engenho Paraizo, que se
recompensara bem, d-vendo ser conduzido* com
toda a cautela, porque sao muito ardilosos, maxi-
me o mulato.
Casa de campo
Offerece-se a quem quizer fazer os concertos
necessaries, o arrendamento por alguns annos, de
graca, da excellente casa sita na Porta d'Affua,
que foi do finado Dr. Joaquim Pires Carneiro Mon-
teiro, passando-se escriptura para maior segnran-
ca. A localidade e muito salubre, e a casa mui'.o
fresca, tem magnifico banho de agua doce em
frente, e e muito commodo visto que o trem passa
lefronte : quem pretender pode dirigir-se no Sr.
Francisco Carneiro Monteiro. em Apipucos, ao
Sr. Francisco Ignacio Pinto, na rua do Bom Jesus,
ou ao Sr. Cannan, a rua do Commercio n. 40.
Attengao
Aluga-se uma casa terrea, com sala de frente,
dous quartos, sotao interno, sala de jantar sepa-
rada da cozinha, muito fresca, proxima dos ba-
nhos salgados, sita na cidade de Olinda, a traves-
sa da ladeira da Se, outrora Xavier de Santa Ro-
sa quem a pretender dirija-se a mesma cidade,
rua dc S. Joao, casa n. 17.
H. J. Cannan, lestamenteiro do finado" ('.'.
Starr, avisa que tendo de lazer via.iem a Europa
deixa encarregado dos negocios do dito fallecidj >>
Sr. William M. Wibsttr. Recife, 29 de novembm
de 1873.
DE
No hotel de Apipucos precisa-se de um oaixeiro
de 14 a 16 annos de idade, que tenha alguma pra-
tica deste negocio.
A pessoa que annunciou precisar de 500*
premio sob hypotheca em bens de raiz, appareca
rua do Hospicio n. 25, das 4
diante
horas da tarde em
Fugiram do engenho Jatoba, freguezia do
Bonito, um casal de escravos, sendo : um crioulo,
com 50 e tantos annos de idade, cabellos bastante
brancos, nariz afilado e pes grandes : a escrava
mulata, cor vermelha, nariz grande e grosso, olhos
vivos, cabellos grandes e cacueados ; ambos sao
do servico do campo e sahiram no dia 16 de no-
vembro proximo passado, desconfia- se que viessem
para esta pra;a ou seguissem para o sertSo :
quem os apprehender pode leva-log a seu senhor
Joao Lniz Jacintho, no mesmo engenho, ou no
Recife a seu correspondente Gabriel Antonio de
Ca3tro Quintaes, que recompensarSo generosa-
mente. ____________________
Aiuga-se
o sitio da Ponte de Ucbda n. 35 : a tratar no mes-
mo sitio, ou na rua do Rangel n. 7, 1" ou 2
andar.
I
ft
m
E' ja bem conhecida
a pontnalidade com
qne faz-se em casa dos
Negreiros um concerto
com preteza
ranca.
Rna do Imperador
N. 30.
Offerece-se uma mulher de boa conduct*
para cozer em casa de alguma familia ou mesmo
em casa de madame : na travessa do Forte n. 6.
Quem precisar alugar nm escravo, com tan
to qne nao seja para servico de peso, dirija-se a
rua do Hospicio n. 61, que encontrara nm bastan-
te intelligento, e rapaz de encarregar-se do traba-
lho de jardim ou de bortalicas.
AlugS W nm sitio com casa nova, no Ar-
raial, perto da estatSP da casa amarella, com bas-
tantes fructeiras e agaa o\j bher : qnem preten-
cle-ia, dirija sea taverna junto a mo3Lu estacao,
que achara com quem tratar.
AVISO
AO COMMERCIO
Os abaixo assignados declaram pelo presente
que dissolreram ainigavelmeato a soclec.de qne
gyrava sob a firma social de Antonio Joaquim
de Sa & C. desde o dia 28 de outubro proximo
passado com negocio de geheros de estiva no pa-
teo do Paraizo n. 30, ficando todo activo e passivo
a cargo do socio Manoel dos Santos Faicao, reti-
rando-se o socio Antonio Joaquim de Sa, livre e
desembaracado de qualqner responsabilidade da
dita firma.
Recife, 5 de dezembro de 1873.
Antonio Joaquim de Sa.
'_______Manoel dos santos Faicao.
Aluga-se o arraazem e o primeiro andar do
sobrado da rua do I'om Jesus, outr'ora da Cruz,
n. 20, proprios para estabelecimento commercial:
a tratar na rua do Marquez de Olinda n. 52.
ffi A. B. da Silva Maia. 0
Rua do Visconde de Albuquerque n.
11, outr'ora rua da matriz da Boa-Vista
,. n. II.
5f Chamados : a qualquer hora.
O' Consultas : Aos pobres gratis, das 2 as
ffl 4 horas da tarde.
Consullorio niedico-cirurgico 6
*w
I
a
Uma senhora perfeita engoraadeira offerece-
se para esse servico, incumbindose de mandar
buscar e levar a ronpa em casa de seus donos ;
a tratar a rua das Calcadas n. 1.
3 i
I
6
Em S. Jose do Manguinho, sitio do Jose Duarte.
das Neves, precira se de um bom feitor e de um
criado para tratar de dons cavallos e mai:. al-
gum servico no mesmo sitiio.
X
Vendem :
Que lindas voltas com tres
fios, Hcando separados e por
12* ?
So indo ver a rua do Impe-
rador n. 30.
I

FIGADOdeBACALHAU
FERBUGiPiOSO. CLARO E TRIGUEIRO
DECHEVRIEB
CnvaUriro de Legido de Ilonra, Official do
Medjidii e Commendador da ordem cClza-
bel a Catholica.
Ooleo teChevrier deve o sen aroma
a suhtancias balsamicas que ninda aug-
mentso as suas propricdades therapenti-
cas ao mesmo tempo rriv o tornio agrada-
vcl ao tomar se.
O senhor Cnevrier completou a sua
descuberta associando o Iodureto de ferro
ao sou oloo de flgado de Bacaihau. Este
oleoile flgado dpbocftlhau ft-rrn^ino-
o possue todas as propriedades dooleo
e rlc ferro, e de facil digestJo e nunca
causa pris'io do ventre.
Todas as celebridades mp ferem 4s outras prpparac8p!* ferrngfno-
sas. Convem em toiios os casos cm que
se emprega o ferro : Tlt plon.-.
Brourliltrs, Rach'tUmo, KerofalM,
Emplt;en>, ioa, Bh-un :.<-ao, I>5
prpsia. STonTalecencIn" ii4m *
JPraqufia de rnatltulrii.
deposito em paris: Pharm CHBVRHR
2t, Faubourg Montmartre.
Na mesma pharmac.'a achiose o Vwno
e Elixir de Coca, excellentes prepara-
c8et tonicas. Or granulos dp Bismuth
compostos contra as dnrrneii 1ypen-
terias, dores de estomiiuo. etc.
IMPERIAL
FABRICA DE CIGARROS
DE
S. JOIO OE NICTHEfiOY
Kio de Janeiro
Consiando ao abaixo assignado, unico agente
nesta provincia, da imperial fabrica de cigarros
de S. Jooo de Niclheroy, no Rio de Janeiro, que
existe no mercado cigarros que flio vindos *6mo
fabricados em dita fabrica, imitando para isso a
etiqueta em que vem elles envoltos, apressa-se a
prevenir a todos os sens freguezes que os unicos e
verdadeiros cigarros de exposicao de dita fabrica
so sao vendidos nos armazens dos Srs. Francisco
Guedes de Araujo, Manoel de Souza Cordeiro Si-
moes Junior e Faria & Filhos, unicos deLositos de
dita fabrica. Recife, 22 de novembro de 1873.
Domingos Alves Matheus.
Aluga-se metade da casa n. 16, no lugar
dos Qnatro Cantos, na Capunga Velha : quem a
pretender dirija-se a mesma casa.
Escravo fugido
300#000 de gratificacao
Ausentou-se desde o dia 13 de maio de 1872 o
preto de nome Alfredo, representa ter de 30 a 40
annos de idade, t perfeito cozinheiro, alto bastante,
6 bem magro, pouca barba, olhos grandes, 6 muito
ladino, consta que tem pai no engenho do Sr. Lulu
de Caiara, em S. Lourenco da Malta. Este preto
foi cozinheiro dos negociantes Adriano 4 Castro e
Sr. Jose Joaquim Goncalves Bastos, e julga-se
qne esteja alugado em algnm hotel on casa parti-
cular nesta cidade, como forro : pede-se a todas
as autoridades e capitaes de campo, que o desco-
brindo, o tragam a rna Dnque de Caxias n. 91, loja
de miudezas do rival sem segundo, que serao gra-
tificadns com a quantia acima.
Aluga-se um excellente sobradinho com bolas
de vidro, na rua de S. Pedro Novo n.... com com-
modos para grande familia, o melhor lugar para
quem quizer fa*er uso dos banhos salgados: a
tratar na praca do|Corpo Santo n. 17,1 andar.
. o oooooo ***
I
1
i
*
I
Negreiros k Iriuaos
Vendeni :
Quereis eomprar lindas pnl-
ceiras de coral lapidado com
2 e 3 fios por 61 f ide a rua
do Imperador n. 30.
1
*
*
8
*
ft
ft
***-* *ftftftft-*ftftft
= 0 Hr. Jose" Antonio de Figueredo, testamen-
teiru e inyentari.inte do epolio do finado Dr. An-
tonio da Assumqcao Cabral, convida os credores
do mesmo spul.o, para que de.ntro de 48 horas
pipM)feqi ?na contas, ou tituios para serem
- em c raca i na respective pariilha
llinw it i se. ^
i.h/o dfl !7J.
- Al.ica-SM o I ;m'->r Ao ,-obrado da rus, Di-
reita n. 8 : aa loja do mesmo.
i .i -um, Mlm-inif'tntm;-


jft.1

~~'7... T^ "~-------------.....77 -
Di&m te Pc^iambuco Sabbado'6 de DwewbiG de lt73;
Acredilarao veodo
Retalha se ura vasto e hello terreno a
roargem do rip, nos fundos da povoagao de
Beberibe, ainda nao vislo pela maior partc
da populagao, por fer si Jo ha pouco derru-
bado os mattos que cobriam dito terreno, o
qual consta de uma grande planicie, pro-
pna para edificagSo, e distancia de 3 minu-
tos ''a ultima cstagao da via fcrrea, achan-
do-se jd cliviJidlo em ruas, com approvacSo
da camara de Olinda
yuem pretender p6de ir ver que sem du-
yida ficara- agradado, e entender-se com o
Sr. Jose Honorato Medeiros (Zumba), en-
carregodo ou com o proprietors, junto a
ponte da dita povoagao.
Aluga-se melade de uma casa no pateo do Ter
cp a pequena familia : a tratar no paleo do Pa
raizo n. 26. "
0 Consultorio homeopa-
thico
5 .Do ?r *a*s Meiio
Wt, 4I_-Rua do Imperador------4f '
0 tarde 8 ^^ *.das I! i t
andr'dn^ia/ rua T0Ta n- 7- se8n ~ S* 2e daconsulta8 das 6 as 9 da
% manha e das 3 as 5 da tarde.
Lhamados a qualquer hora.
I Trastes. I
A. Lompra .'e e vendo-se trastes novos
w- e usados no- armazem da rua do Im-
ty perador d. 48.
fruW> jfv. jnu ,1Tb. -*%.- -^iks/^tj, a
Compia se cm uma das trei fregnezias, San
to Antonio, S. Jos6 ou Boa- Vista, ura sobrado de
uni andar ou uma casa terrea que etteja em ban
estado : a pessoa que quiaw vender dirijarge a
esta typograpbin, que se Hie dira qoera preteade
comprar.
#
Aluga-se
J4CA RANDA'.
Tern para vender Joaqaim Jose" Goncalves Be-1
a" o Filiio.: a tratar no sen escriptorio a rua
do Commercio n. 3._________________
PREDILECrA
V*N0AS.
CASA
.Vende-se a casa terrea da rua das Trincheiras
n?l : a tartar ua rua de Santa Tliereza a 42.
rffl Iru,andar *> sobrado da rua d> Duqne de
tAi2!?' *.' PrP"opara escriptorio, on rapaz
a tratar bo mesmo, loja
solteiro
AVISO
a h^A {*1}vm Clementf de Lemos Duarle tenha
a oonuade do vir ou mandar a rua do Coronel
smsanna n: 283 a negocio fon caiT.wiros.
rt,Hia5a,'se. 5? ''-rreoD murado, na rua da Star-
,->,n i q m com Pa'mos de frente e 300 da
m? ,' Com. Pe'iuna casa e teIheiro para aoi-
S.MT12 ''ara #* : a '"tar a rua
j^ejrojlejlarfo^. 23, |0ja. ___________
, CKIADU"
, T^.S2^edeu" cria(fn' que seja b om copeiro
'!__: nna rua da Unifto n. 17.
Yaya tu ja vistes t
0 que!
As las de duas patneas que esta venaVido a
loja da Kosa Branca.
Eu nao Rosinha.
Pois olha que sao bonitas e tern urn brilho qne
parece seda, e o que mais admire c que d noite
ainda sao mais liuda* e o pre^o e de aprovai-
tar-se a orcasiao, se quizeres comprar mania
buscar as pecas ou as amostras na rua da Impr-
ratriz n. ofi. I"ja da A^-a Rr.inea.
Alien
cao
Vende-se barato-a. armaoio da taverna n. 60Tsf-
,i a rua Direila las Afogados : a tratar na pada-
ria de junto n. 86.
ESTABELECIMENTO THERMAL
mo
(France, uepdi-tciucuu' do .ii
PRIED1BE BO ESTIB* F
til
AmnniTSi;Io i PAR1Z. U, boduti> Sfwrnukni.
ESTAfJAO DOS BAHHOS.
Noestabeleeimeniodt Vichy,um dot melho-
res da Europa, etchar-sc-ha Bankos e Embroca-
f Ses de tnda a sorte para a cur a das doencas dv
fiUnuso, do gado, da kcal(S, arrlas,
dlabotla goto, eoaerefoea calculoaaa,
ou pedraa naa aarlnaa, etc.
Cada dia,dssds1S db Maioati 16 dsSsptdibio:
Teairo a Concertos no Cutno. Hastes no Paraae.
Sa'Sn de leltnra. Salio r^scrrado para at Sonhoraa.
SalOek dejogoa, eonveraacaoe bllbav
TOD0S OS CallNHOS 01 FERHO LEV** YICHT.
Aiuga-se o 2" andar e sotao, corn todos os
commodoi para grande familia, do sobrado d. 12,
sito a rua do Hortas : i tratar na rua do Trapiche
n. 13, armazem de assucar. Tanibem se vende
rcace de 3)4 partes do mesmo "bradu.
(^ompanhia do Gaz.
A empreza do gaz tern a honra do annunciar
aopublico que recebnu ultirncnte um esplen-
dido sorliinento de lustres de vidro, candiei-
ros, araudelss e globos, cujas amostras ostao
oscript 7. ;i rua do Imporador n. 31,
e seruo veodidos aos seus freguezes pelo
j'c:o iiiais i zoavel possivel.________
Aluga-so andar do si.brado a rua
io da Victoria it. 31, com commados para
amili : a tratar na loja do mesmo___________
- ; a pessoa enjeita, co>n mi>ito poaca idade,
> eanha 2 r dia, precisa de 40011 para aua
:..,. obi gandose a dar Rador. e a enirar
;. ,....in 4'5 rs. at''1 realisar o paga
,ili prii -el da< a< mais despeza3
- .:. ctiras,e lato isso por raeio d>' uma escripta-
Qi '.n e liv.r em cireomstancias de fazer
ncg- ci'i, ai nun 'io.___________
Uma parda e9craa, boa c .stureira, precisa
IJ3W4 para biw liber lade, offereeendo en
deata quantia os sens servirjos pelo temp i
.-.: conven.'! >n r : quem qmzer fazer este ne-
Jirija-si! a rua da Imperalriz n 30, scgnndo
...
Depoaito em Ptrnambuco, TlSSET !":-
edaaaalii I
BES0RD. *

GRANDLOS ANTI10RUES
BO
or. PAPILLA0D
Nora medicacao contra as molestiu do cora-
cSo, asthma, catarrho, coqueluche, tisica, ate.
QRANULOS ANTIMONIAES FEHRUGI-
nosos con Ira anemia, chlorate, amenor-
rhea, nevralgia, nenosa e molestias esero-
phulosas.
GRANULOS ANTIMONIAES FERRUOI-
nosos com bismuth, contra as molestias
nervtosas, das vias diseslitas.
Pharmacia E. MOUSNIER cm Saujon, (Cha-
rcnle-lnferieure;, Francia.
Depo-ilo em Hernumbuco : A- REG0RD j
MAURER, pharmaceutics.
ill
i
Pivi'isa-se de um homem porlnguez recente-
. rite chegadu, que tenlia boa cmdueta e pratica
para feitor de engenlio : quem estiver n otaj con-
di^oes, queira apparccer no largo de Corpo Santo
n. 19, escriptorio.
Vende-se
earrns d' man mallo bmse por commode preco :
na pra^a do Cnnde d'Eu n. 10. e no beeco $' Tarn -
bia n.
Crheoo
ggande-: il
maos &
o verdadeiro de Pi.rtianil
400 kil-is : n > armazem de Taeeo
. caes io A poll i
A' rua do Cabu^a n. 1 A.
Os proprietaries da Predilecta* no intuito de
conservar o bom conceito qne teem merecido do
respeitavel pablico, distinguindo o seu estabeleci-
mento dps mais que negociam no mesmo genero,
veem scieniiiicar aos seus bons freguezes que pre-
veniram aos seus correspondeft^es-nas diversas par-
cas d'Eoropa para Ibes enviarem por todoa os pa-
queU-s os objetlo; de luxo e bom gosto, qyue se-
jam mais bem aoeitospelas sockdades elegautes
daqueliee parse*, vislo aproxiraar se o tempo de
fasia, em q*w o helk) sexo desia Jinda Veneza
mais osteota a riqneza de suas toiileites; e co-
ma ja recebessem pete paquote francez diversos
aittigos da ultima raoda, veem patentear alguns
d'eufre eHes qoe se tomam mais reeommendaveis,
esperando do respeitavel publico a costumada
concurrence.
. Aajirtfos i,de urtaruga os mais lindos que teem
viado ao menpado.
AJibiins com, ricas capat de. madreperola e de
velludo; seado diverts tamanlhtf e baraws pre-
cos.
Aderecos. completes de bprracaa pr, prios para
Icto, Jambem se vettdenB; meios adere^osmuito bo-
nilos.
Botoes.de seSm prle e;de cores-para, ornate de
vestidpg.de seofeora; tambem tein para collete e
pflitot.
Bol*as para seuberas, existe um beHo sortimen-
iq de seda/de palha, de chagrim. c, etc., por
barato prefo.
Bocecas de todos os tamanhos, tanto de Jouja
como de cgra, de borracha e (ft massa ; clmma-
mos a atten'iSo das femas. Sras. para esp artigo,
ppis as. vezes torpam-se as criancas um poflco im-
pertip#tfflB ,Rpr, faite. de um-ptyfteio qn. as en-
tretenhanj..
Camisas de lin.ho (isas e com peitos bordados
para liometD, vendpm-seyor precu coramodo.
Cerjulas d, linno e de algodary de diversos pre-
CO9-
' Caixinhas com musica, o que ha ds mis lindoi-
com distiecs nas tampas e proprios parapresen-
tes.
Coques os mais modernos e de divenos forma-
tos.
Chap6os para sephpra^Recoberam um sor|imento
danltima modaj' tirnto para senhbra, como para
meninas.
Capellas simples e com v6o, para noivas.
Calcas bordadas para meninas.
Entremeios estampados e bordados, da lindos
desenhos.
Eico'vas' electricas-para dentes, tem a proprie-
dade de evitar a carie dos dentes.
Franjas de seda pretas e de cures, existe am
grande sortiniento de.divercas largaras e barato
prec,o.
Fitas do sarja, de gorgurao, de setim e de cba
malote, de diversas larguras e bonitas cores.
Fachas de gorgurao muito lipdas.
Fteres artiliciaes. A Predilecta prima em con-
servar sempre um bello e grande sortimento des-
tas flo es, nao so para enfeite dos rxbeljos, como
tambem para oroato do vestido do noivas.
Galoes dealgodao, de la e.de seda, brancos, pre-
tos e de diversas cores.
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Lacos de cambraia e de seda.de diversas cores
para senhora.
Ligas de seda de core; e brancas bordadas para
noiva.
Livros para ouvir missa, com capas de madrc-
perola, marflm, 6>o e velludo, tudo que ha de
bora.
Pentes de tartaruga e marfim para alisar os ca-
bel'os ; teem tambem.para tirar casp.a-*.
Port bouquet. Dm bello sortimento de madre-
perola, marlim, osso e dourados por barato prego.
Perfumarias. Nesie artigo esta a Predilecta bem
Crovida, n5o so em extractos, comu em oleos e
anhas dos melhores odores, dos mais afamados
fabricantes, Loubin, Piyer, Sociedade Hvgienica,
Coudray, Gosnel e Rimel ; sao iadispensaveis para
a festa.
Saias bordadas para senhora, por commodoi
preco.
Sapatinhos de la e de setim bordados ,para bap-
tisados.
Tapetes. Recebau a Predilecta um bonito sorti-
mento de diversos tamanhos, tanto para sofa co-
mo para entrada de salas.
Vestimentas para, baptisado o que ha de melhor
. gosto e os mais modernos, recebeu a Predilecta e
n i ca| vende por Darl0 prsco. para Bear ao alcance de
r~l qualquer bolsa.


-
LI0TJ1DACAO DE FAZENDAS
NA
Rua da Imperatriz n. 60
Vende fazendas para liquidar, por baratissimo preqo como
abaixo se ve: '

Pereira da Silvd dGuimarSes tendo em ser uui grande depojit.* d fezendas,
tem resolvido fazer uma liquulagao das rnesmas com grande abatimento nos pre^os,
eom o unico fim d; jpurar diniteir', para o que convidam nSo sd os seus nuiaerosos
j freguezes, como o respeitavel pubaico, a vir surtir-so de muit?s fazendas, bo;s ebaratas
no seu estabelecimento denominado o Pavao-arua da Imperalri? n. ^0.
DE
iquer pesa que seja neceswxto. EsUs ma- cortes de vestidos a uso da corte, trazendo
diims trabalham com toda a perfrir;.ao de! cada c6rte todos os enfcites necessarios-como
um e dous pospontos, frarrae e borda toda' 8ejam : babadiohos, entro-meios, rendas,
qualquer coatura por Una que seja, seus requeOfes,e vende pelo barato prego da 12JJ
prerjos sao da segumte qaahdade : para tra-!Cada um, assim eomo, cli os a 2 de kilho
balhar a mao de 309000, 4Jf00. 45JW00 com todos os enfeites a 10;?. cortes de cam-
e 50$000, para- trabalhar com o pc sSo de braias brancas abertas, com listras e lavi.res
80C000, 905W0, 100JJfJOOr HOjJ900,!a 6?>, ditos finissimos a 8, ditos de cam-
1205000, 1305000, 1505O0O, 2ot)00O e braia branca com listras de cores> para aca-
25035000, emquaoto aos autore* nao ha al-jbar 33J1SOO, e pochineba.
teragSo de preoos eos compraeb'ref poderSo
CAMBRAIAS A 4*, ipoi, ^p,-^f> 19.
0 Pavao vende um niagnirico soHifnento
das mais finas cambraias brancas transpa-
j rentes, tendo 10 jardas cada pega, pelo ba-
Rllfl ill. R'lPiiu fill ViPttlPia n 9* fat0Pretde45P, 45500,55P, 69, tendo lam-
&' bem das mais finas que custuniam vir ao
mercado, assim como um grande sortimento
de ditas tapadas e victorias que vende de 45
ate 85, sendo fazenda que valle muito mais
dinbeiro.
com salpicos de cores a 55.
0 PavSo recebeu um elegante sortimento
aureuna-: ^ camDraias brancas com bonitos saloioui-
dos alttmanentoD. Europa, eiijas iMehinas; nhos miudinhos de cores> tendo 10 f ?das
g^o garanudas por um anno-, e tendo um ; cada corte de vesti(lo 0 ende ^ g^
perfe.to a***, m eiyinar as mesmas, em de ^ sep hincba Pditas ^
qualquer parte oesta cidade, como bem as-; ^icos ^ franco sendo fazenda finissima
Caroeiro Viaima.
A;' este grande estabelecimento tam che-
gadb um bom sortimento de machmas para
cosfura, de todos os autore? mais acredita-
stm coneerta^las pelo tempo tambem dam a 7^300 e ditM a ^QQQ
anno sera despendio algum do comprador,
Heste estabelecimeatc timbem lie pertencas
para as mesroas maehinas e se suppre qual-
VESTIDOS A USO DA CORTE 125
0 Pavao vende um bonito sortimento
de
visitar este estabelecimento, que muito de-
verSo gostar pela variedadc de objector que
ha sempre para vender, como seja in : cadei-
ras para viagera, itudas para viagem, cadei-l
ras para salas, ditas-de baianco, drtas para
criauga (altas), ditas para .escoks, costurei-
ras nquissimas, para senhora, despensaveis
para criangas, dotodas as qualidades, camas
de ferro para homem e criancas, capachos,
espelhos dourados para sala, grandes e pe-
quenos, apparelhos de metal para chi, fa-
queiros com cabo dc metal e de marfim,
ditos avulsos, colheres de metal fino,condiei-
ros para sala, jarros, guarda-cornwias de
arame, tampas para cobrir pratos, esteiras
para forrar salas, lavatorios completes, ditos
simples, objectos para toilette, e outros mui-
tos artigos que muito devemagradar a todos
que visitarem este grande estabelecimento
que se acha aberto de^de as 6 horas da ma-
nha ate as 9 horas da ncute d
Rua do Barao da Victoria- n.
22.
9
SAQTJES
Carvalho & Nogmira, na rua do Apollo
n. 20, accam sobre o Banco Commercial
Vianna e suas agendas em todas as ci-
dades e villas de Portugal, a vista ea prazo
por todos os paquett^___________________
50*000.
Fugio do engenho Araqnara, do tormo diEs-
cada, no dia 26 do eorrente, o escravo, Antonio,
crioulo, de 35- aonos de i lade, cm os signaes se-
gninte9 : altura regular, falla de dentos na (ren-
te, pes apalhetados e tocador de vmla ; foi c >m-
prado ncsU praca e julga-se andar pela fregue-
zia da Varzea, ondu tem mai e irmas : Quem o
pegar lovc-ona estacao das Cinco-Pontas : a tratar
com Olympio de Sooji Galvio, i.u no dito enge-
nho a seu Sr. Antanio Juse Gomes Junior.
Recife. 27 de novembr./de 1873.____________
Gaianhuns.
Na rua do Barao da Victoria n. 36, precisa-st
a!!ar aos Sre. I'edro d- Rego Ctiaves Peixoto e
ose Paee oa Silva, a negocio de particular mtf
--^se.______
1
J
Fiimos especiaes
para o fabrieo d.>s melbores cigarros tinos df eda
e linho, e para caximbo, a ^aber :
II veriad'iro fumo d> Daniel.
Hen d i liici Novo desHado.
Idem cabello s e picado.
Idem de rtaepen I..
Idem da n tyax.
hli'in dePomba.
Mem do Mmeiro.
Idem dj S. Paul).
Mem de Minas.
No armazem de fumo a rua ua Madre de Deus
n. 10 A, de Jo e Duminguej do Carmo e Silva.
0 propnetario deste estabelecimento tem tido o
maior caprieho pos-ivel em obter do Rio de Ja-
neiro as qualidades de fumns mais especiaes,
alguma- ate me-mo nao conhecidas neste merca-
d" ; porcin mnito apreciado em outras provin-
cias do impeno, ir ceiver pel i vap'-r nacional B'thia. entrado em 6
do eorrente e p ir isso envida a t dos seus fre-
guezes e amigos para verem e examinarem as
melbores qualidades de fumos fiio-, e prometto
conservar sempre em sen armazem o que houver
de melhor neste artigo, desde 55 arroba at6 8* a
hbr.i ; toio" a contentodos seus uumei\.soi fre-
gnezes eamigos._________________________
Vende-se
A tvaerna da rua da Penha n. 6, bem afregue-
zada tanto para a terra como para o mato ;a tratar
na mesiita.______________________________
= Vende se a taverna da rua Imperial n. 51,
propria paraprincipiante, por ter poucos fundos:
a tratar na mesma.________________
- Vendo-se no lugar das Areias uma casa com
todos as p'Tlengas d" padaria em ponto pequeno,.
ou tambem vende-se a proprie lade somente, far-*
setodn negocio : a tratar na mesma com Jcao,'
Manoel de Souza.
Rua do Gabugd n.-1
Amaral Nabuco & C, vend m por barato
preco, cortes de vestidos de IS, de ehaly do seda e
de gase de cores, vestimenta de caseroira, fustao
e brim para raenin.>s, no Bazar da Moda n. 2
rua do Barao da Victoria,
V:
u
n
ill
Cbitas a 2i0 rs. o eovado.
A 240 rs o eovado. -
A 2i0 rs. o eovado.
S6 na rua Duque de Caxias n. 60 A, loja da
esquina.
A 280rs. o eovado!
Lazinhas de cores para vestidos : so na rua do
Duque de Caxias p. 60 A, loja da esquina,______
Est& encouraijado 11 1
Agua mole cm pedra dura
Tanto da ate Roga-se ao Illm. Sr. Ignacio Vieira de Meiio
escrivao na cidade de Nazareth desta provincia, o
favor de vir a rua Duque de Caxias n. 36, a con-
cluir aqnelle negocio que S. S. se comprometten a
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
fins de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou a fevereiro e abril de 1872, e nada ejnupria,
e por este inotivo e de novo chamado para dito
flm, pois S. S. se deve lembrar que este negoeio e
de mais de dito annog, e quando o Sr. sen fllho se
achava nests, eidade
Veale-se dons bons eseravos para qualquer
servic, sendo um carreiro : na rua do Imrerador
n. 50.
4TTE\a.
Vende-se seis ca'as terreas, na cidde de Olinda,
todas bem construidas e era boa localidade: quem
as pretender, dirija se a rua do Aljube n. 65, na
mesma cidade.
Lisboa.
Solla c cordavoes.
Castanhas verdes c passas.
47 Rua da Moeda-47.
Na rua de>||irai)da Victoria n. 36 precisa-s
allar ao Sr. vlgario Andre Curcino de Araujo Pe
eira, a negecio de sen interesse._____________
SOBRADO PARA ALUGAR.
Aluga-se o prirpeiro andar do sobrado da ma
do Marquez do TIerval n. 31, com muito bons
commodo* para familia : a iraiar ua rua do Mar-
quez deCmnila n. 52, _________
Bernardo Gomes de Smiza e Germaim Mar
tins Pedra agradecem cnrdialmente a irinandade e
a todas as pessoas que aeuinpanharam ao eemite-
rio os restos mortaes de saa aiil >ada e irm^ *-
ria Martha Pedra, e de-novo convidam a twins
para asslsttrem a mi-a in -. Hmii dia qne uan-
clam c-ilebrar terca-foira 9 do r irrent
to da Gloria s qaatro h d i
j a se con/essiMn eteroame
de religiao e caridade.
Aluga-se a casa n. 61
'Vende-se ou permutta-se por ura mo-
leque de 12 a 14 annos, uma escrava moca,
sem viciosesem acbaques, do serviop domes-
mestico : a tratar a rua do Mondego n.
129, casa de azulejo.
0C^>O i>WKQS!!QO OOaX>
I
Caixdes
Vende-se quatro eaixoos proprios para estabe-
Iccimentos de molhados, a rua de Marcilio ias
n. 76.
Bolsas7 malas indispensa-
veis
Amaral, Naboco & C receberam completo sor-
timento de bolcas, malas e mdispensaveis de coq
ro, madeira e chagrin : vende-se no Bazar Vic
toria, nla do Barao da Victoria, n. 2.
; 11. C. Doyle,
Tem para ve i i -.
Cognac de Hennessy, superior e verdadeiro
Vinho Xeres das melhores qualidades.
Bitters de Angostura.
Whisky.
Cha preto em lattas de 1Q libras.
Todas as prepara$es cbimlcas do Dr. Ayer : n<
armazem da rha ao ComtnerCio' h .18.
Para aeabar I
Ricos chapios para senhora : s6 na rna Duqne
de Gaxias n. 60 A, loja da esquina.
CusiprtUBas.
Amaral Nabucp 4, C. vendem os mais commo-
dos cosmoramas cbih vistas! 'actual'mente novas .
ter Victoria, rua do Barao da Victoria n. 2.
*i So quem vende b rato
i """"
e
PAOO^
s:reiros A Irmaos
(-IRIVKS
Ho a do linpera'lor n. 30.
1 cassoleliriha, forma de co-
I- r 3J.
1 pi-ie ir para Tjanca ( uro)
p ISA.
1 .!,i i |.. ra, capa de
dit
nodos e fresca
Iriz n. 30/

Burros-& venda
J. Deiro avisa a seus freguezes que esta em
viagem para as provincias de Alagdas e Pernam-
buco, cooduzindo excellenle tropa de borros
passari por Penedo, Pilar, Castanha-Grande, Por-
to Calvo. Barreiros, RVkSftlgW0, Eseada, Cabo e
provayelmente. por Sajito Amar6 de Jaboatao a
^azaret'i ; por i%>j]M% sdV affcpdo ou eneon-
tfado em qualquer destes iugares
__ Larangeiras, 20 de. Qfl>tttyO dj? I87g._______^
- Veadese uma HVernacom poocos fundos e
S=m afregnrzada : a tratar na ria do Visconde
0 Albuqner^e n. 131.
uma casa na villa de Barreiros, na rua do Oom-
m&rcio, por prcfo modko : a tratar com Tasao
Irmaos & C.
AO tolQ. DXO.
Gusoiao 4 Leal receberam ricos cortes de gaze
do.setft ft7->r.da mHr'Ismlli^apTa, e vendem
bin*1 pw ^\MilHi >,ejlw,,at#
? W&fM:: so ui ^-- 4% to? KrHHetfo *
"CO Q Ifi
Nao ha mais cabellos
brancos.
T1KTURAR1A JAPQMEZA.
S6 e unica approvada pelas acad^mias-de
sciencias, recpnhecida superior a toda que
tem apparecido ate hoje. .Deposito princi-
pal a rua da Cadeia do Recife, hoje Mar7
quez da Olinda, n. 51, i. andar, e em
todas as boticas e casas de cabellei-
reiro.
CORTES BORDADOS A 2051 E35.
0 Pavao vende ricos cortes de cambraias
brancas delicadarnente bordados, pelo ba-
rato prero de 20-? e 355.
CASSAS FRANCEZAS
a 300 rs, o eovado
0 Pavao recebeu um grande sortimento
de cassas francezas com delicados padrdes e
cores fixas, que vende pelo barato preco de
300 rs, o eovado, organdy branco e lis-
tado e de quadriohos a 6'i0 rs. a vara fi-
nissimo fi!6 branco- liso e de salpicos, e tarla-
tanas de todas as cores.
RORNOUSA 12.
0 Pavao vende um bonito sortimento dos
mais modernos bornous corn bonitas listras e
vende pelo barato prego de 12$ cada um,
assim como um elegante sortimento dos mais
bonitos cbales demerin6 e com listras do seda.
LAZHSA8 A 320
y 0 Pavao vende bonitas lazinhas lisas,
s^jido verde e cor do lyrio, pe o barato preco
de 320 reis o eovado, assim como delicadas
lazinhas de quadrinhos a 280 reis, 6 pe-
chincha.
Gi'anadliscs a 0 Pavao vende um elegante sortimento
francez tnyito lino a 3|H)00, a|ena* precis*
1, */* mevo para um leiiQel.
GBALES. RAMIES
a t9, 2^500, 4.
0 Pavao vende cbales a emitagao de rae-
riu6 a 25>, ditos de rherind lisos de todas as
cores a 2^500, ditos demeriudestampados,
muito flnos a VQ, ditos finissimos com lis-
tras de seda a 6?'600, ditos muito- fiuos de
ercpoma'iOjPe 12J>.
AlapdSo enfeMtado m 1 1 ?y 80
O Payio vende algodio ettjesj^uio com 8
palmos- de largura, proprie" para lengoes
sendo donaais encor^ado que tem vindo ao
mercado, liso a 13> a'vara e trcadoa.....
19880.
ATOAIHADO A t600, 2?T, 50.
0 Pav v^de atoalhfdp trangado com 8
palmos de largura a tj?30 o 10600, dito-
adamascado 25, dito de linho adamasca
doa3f>e5.
SEDA PARA. YISUIDOS
a W(M)e29.
0 Favao vende jm bonito sortimeftlo de
sedas com lislrinhas proprias para vesti-
dos de meninas e dc aeuhqra a 45>60Q o eo-
vado, ditaslavradir.basa 2, os padrdes sao
muito bonitos e vende-se por este preco para
aeabar.
Itotin.iN f & jOOO
0 Pavao tem um completo, sortimento de
botinas muito bem enfeitadas para senhoras
e vende pefo barato prego Je Sft, artigo que
em outra qu,alquer parte custa t.|i e *#.
LSNCOS RRANCOS
a 21500..'.
O Pavio vende lengos brancos ab intn-
dos, tanto p ira hqmetis como para senhoras,
a 2 e 2?J5i;0 a duzia, ditos de esguiao e
cambraia de Ueho t mbem ab^inhados a
33J500, 45>, 5$, d tos.francczes escuros, par
rape a 6$, a duzia.
CAMISAS PARA HOMEM.
0 Pavao vende ricas camisas com peitc
dc linho bord das, proprias p ra. noivo e
10)5e 12}> cadi uma,ditas de linhosi.n se-
rem bor 1 tins 45, 45500 e Sf,. ditas corr-
peito dealgodao mwito finas a 25, 25500 e
35, ditas dacnita fina miudinha a 25, 25500,
e 35, kssirocomo grande sortimepto de ce-
roulas francezas ta^ito de linho como deal
godao de 15600 ate 35, gr nde sortimento
ie mci-s eras inglezas de 45 ate" 85000 a-
duzia
FAZENDAS PARA IATO.
0 Pavao tem um grande sortimento de
fazendas pret s para luto comu sejam : css-
s s, las, ou lazinhas lisas que vende a 400
*
De forca de d-ms a seis cavattos : a venda no
armazem dc Joaquim Lopes Hachado & C, tr-a
veasa do Corpo Santo n. 25". _____________
Vende-se a armacao e utensilios da taverna do
pate do Terco n. II, barato, e propria para quem
se quizer estabelecer naquelle lugar : a tratar na
mesma.
das mais bonitas granadines ou gazes de e ^00 reis o eovado, bornhazinas de 15600
seda para vestidos. tendo de todas as cores aU* *?. eovado, cantao a 15 e 15200,
e vende pelo barato prego de 6i0 reisoco- 8"nadine lisa com listras, cassas e chitas
vado e granadine prcia com listras de seda t0, protas cora llslrase-salpicos, -Ipacas
a 15800. todas Pretas c lavradas de branco, merin6s e
outrasmuitas fazend-s apsopri das, qpe sr
LAZLNHAS A 360 0 CO VADO. V0'Jde por menos do que em outra qualquer
0 Pavao vende bonitas lazinhas transpa- Parle-
rentes com palminhas a 360 re"is o eovado, MADAPO-LOES ENFESTADOS
ditas ditas indianas com lindos dezenhos,' a 35000
tanto em listras como em quadros a 280 rs. ^ Pavao vende pegasde madapolao enfc s
o eovado, e grande sortimento de alpacas e tadocom 12 jard-'sa 35, dito a 35500, ditc
lazinhas de 400 a 800 reis.
com 20 jardas a 55> 55500 e 6500Q, dito
com 24 jardas de-55 ate 85: e 105, sendo- o?
mais finos que tem- vindo ao mere do.
AlgodiaziiiIio a 1-rOOO.
0 Pavao vende pegas de algodaozinhc
CU1TAS DE CORES
a20:, 240, 280 e 320 rs.
0 Pavao vende um grande sortimento de
bonitas chitas tanto claras como escuras e
vende de 200 ate 32.i rs., assim como ditas
com listras ao lado muito finas a 360 e 400 mmt0 tncorPado a 45; dito a 55 e 65-
rs., finissimas percales miudinhas com lin-
dos dezenhos a 360 e 400 reis, garantindo
serem todas de cores fixas.
CORERTAS A 25, 25500, 35, 45-
0 Pavao vende bonitas cobertas de cbita
TAPETES
CORTES &E CASEMIRA A 55.
0 Pavao vende um grande sortimento de
Xarope d'agriao do Para
Antigo e conceituado medicamento para
cura das molestias dos orgSos respiratorios,
como a phtysica, bronchites, asthma, etc.,
applicado ainda com optimos resultados no
escorbutQ.
Oleo de linha^a.
Vendem Cunha & Mania, em barris: rua do
Marquez de Olinda n. 23.__________________
Mobilia
Na rua do Barao da Victoria n. 36 vende-se uma
mobilia de jacaranda, nova e de gosto, por prego |
commodo.
com ramagem grauda, pelos baratos pregos I cortes decasemira para calgas, com bonitos
de 2?, 2550 i, 35 e 45, ditas encarnadas gostos, claros e escuros a 55, ditos de 65,
forradas a 55, ditas de fustao branco e de cor
75, 85, ate" 105, superiores casemiras fran-
com barras a 45 e 55, ditas de creche" para cez-se inglezas^ pjara eovado, de 35500 atf
cama de noivo a 65, ditas muito ricas a 165> 60, paunos pretes ede c >resdos raais bara-
Boni negocio
Vende se muito barato uma casa de taipa, com
2 salas, 2 quartos e cbzinha foja, com um terreno
de 72 palmos de frente e 200 de fundo, com algu-
raas fcucteiras em ponto pequeno, sito no lngar
das Areias, freguezia do3 Afogados; a tratar no
pateo do Carmo n. 8._______________________
Asunicas verdadeiras
Bichas hamburguezas qne vem a este mercado-
na rhr Barqnez de olinda n. SI__________
Wil-on Rowe & L. vendem no seu armazem
4 rna de Commercio n. 14 :
0 varia&iro panao de algodao azul amencano.
Excellente no de vela.
Cognac de 1* qualidade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidades.
no I&K
LGOB40D4BAHIA
Xbhi para vender em seu escriptorio Joaqnin
Jose Gongalves Beltrao cy.fi^-'_______________________________
Vwida-sesaldD^Assii a bi.vdo'do hiate Jo$o
Fa/fe, coi fronte ao do Cunha, caes Couyjai'' ParnambL. coin Jo4o Jos6
.da Cunha Ugea ou con. a bordo.
ditas de damasco a emitagao de seda a 105
e 145.
Fustdes
0 Pavao vendefustfies brancos ede cores,
sendo as mais bonitas cores que tem vindo ao
mercado, tanto para roupa de criangas como
para vestidos e roupas de homem,^e vende
pelo barato prego de 560 ate 15, o eovado.
BRAMADJTE6
a 15600, 2^(200 e 25500.
0 Pavao vende bramantes de algodao com
fO palmos de largura para leogdes, pelo ba-
rato prego de 156i0, dito de liuho com a
mesma largura a 25, 25200 e 25500, dito
Cortes decuiiaa 3", %5MM> e
34000
0 Pavao vende cortes de chitas ascuxas e
claras com 10 covados cada coite, pelo ba-
ratismo prego de 2, 25500e 35000.
CORTES DE BRIM A 15400.
0 Pavao vende c6rt.es de brim pa-rdo. para
calga, a 15400. Ditos de c6r, fazenda mui-
to boa, a 15600.
Espartillios a 3# e 4^000.
.0 Pavao vende os mais modernos esparti-
lh'S, proptios para senhoras e meninas,.
nelos baratissimos pregos d.i 35 e 45000.
Ditos muito superiores, brancos e de c6r, a
55 e 65O00.
Ceroulasfrincezas de linho e algodao, par-i todos os pregos e qualidades, *S6im
como grande sortimento do meias cruns, camisas,' c lermhos, quo t.ud ) se ve~"
pregos muit r^zoaveis.
tos e mais linos que tem vindo ao mercado.
por pregos muito razo" veis.
Iteupa Teita
0 Pavao, tem constantemento um grande
sortimento de roupas feitaspera homem, que
vende por prego njuito em conta, como se-
jam :
Calgas do Iwim de cores de 255C0 ate 6.
Ditas do casenaira escura a 35500.
Palitots da mesma fazend- a 45500.
Calgas de brim pa.rdo de 29ate*5^(.
Dit s.de esemira de cdtde 1&.&1& i2j5.
Ditas de casemira preta de 75 ate" 140.
Palitots de panno p_ret> de 45 ate 125.
Fraques de panna preio fipo de 205 att-
355000.
Calg-s brancas ds linho de 45. at6,7.
Colletes de casemira de ce de 39M0 ate
55000
DitosdeditipretMe45a#75.
Corie* 4e lit a 45QO.
f> Pavao vendwiwtiitos cortes de lasinhas,
padroes miudinijps com. hrjilas core*."tendo-
15 cuvadoscada'cArfo, pelo barato prfetfo dr
45000.
CORTF^DEOIv&A^ A^opp e^
0 Pavao vende corte de organdy braiji^
com listras e quadr.ydJOS>.S9nd fazenda ajui-
Kfina. pelos hafatfssimos pregos aVo^e
500 o c6rte.
I r
Paaao de algodao da
Bahia.
Ha para wnder das .-egnintes fabricas :
S Salvador.
Conceica >.
Valenca.
Modelo.
No 0; iiiprat, a :
nercio n, si, f
-
esc< cezas a 280. rs, aQflSafe
ffitiu iiuailo
I
ma moflj Vii
ado ; li/to
fMei !77T^
ILEBNEl
\


V
>

'
)
\ ;

Qiario \le PernambucD Sabb'aao 5 de Ddzeighro de 1*
7 b.
HOWE
SOARES LEIIE, IRfflAOS
UWIEOS ACENTES
Rua fc twit da Yitliiria n. 28
V8
vs mais simples, as fltais baratas e as melhores do nmndo!
Na exposieio de Paris, era 1867, foi concedido a
Elias Ho-we Junior, a raedalha de ouro e a condecora-
N. 4Rua do Gafcugaft 4
JOSEPH KRAUSE & C.
GOMES DE MATT0S & IRMAO
Avisam ao respeitavel piiblico dcsta cidade queo sortimento dejoias, de subidb
' lor, que existia em seu estabelocimento, esta" completamcnte reforcado com o mais ele
1 gante sortimento de novas joias, que receberam directamente pelo ultimo vapor da Eu
ropa, constando elle do mais variado sortimento de aderegos a* Boulevard, pulseiras dt
ultimo gosto com pedras precfosas-e stem ellas, brincos d'argola, agraffes para relogic ck
senhoras, delicados adereijos p8ra meninas, meios aderegos de camafeu Iindissimos, voltas
de nogordios para senhoras, correntes inglezas de ouro e de plotina, variada quantidade
de botoes para punhos e peito, com erableroas maconlccs.de oriix, tecidb de ouro, caixa-
fea, etc., brilhantes monstrosde rarissimas agoas, em anneis, rozetas, pulseiras, alfhe-
tes e botdes, e outros muitos objectos de ouro de melhores fabricantes de Paris, que se1
vonderao com grande reduccao de precos, por serom ellos recebidos directamerite de seu
committentes.
, Os proprietaries do acreditado MUZ El' DE JOIAS, tendo seu estabelecimenlo abertt-'
clo da Legiao de Honra, por serem as macbirJas mais per-; ate' 8 horas da noute, convidam as familias que se quizerem prover de lindas joias
feitas do mundo. virem escolbe-las & vontade, para o que csii em exposicAo uos moslradores.
E. Howe Junior, nos
da machifla de cos-
A medalha de ouro, conferida
Eatados-Unidos por ser o inventor
ttira.
A medalha de ouro na exposicSo de Londres acreditam
estas macbinas.
A VERDADEIM
rp
YIOLETA
A
JOSE FERREIR A DA SFLVA
SUCCESSOR
Era seus armazeus a rua do Amorim
n. 37 e caes do Apollo n. 47,
tem para vender por precos commodos
Tijolos encarnados sextavos para ladrflho.
Cauos de barro para esgoto.
Cimento Portland.
Cimento Hydraulicc.
Machinas de descarocar algodad.
SaCtrmas de padaria.
Pottfisa da Russia cm narrfl
FhophoT09 de cera.
Sagii em g.irrafoes.
Sevadinha era garrafSes.
Lentilhas era garrafiks.
Rhflm da aJmaica.
Vinho do Parto \elho engarrafado
Vinho do Porto superior, diio.
Vinho de Bordeaux, dito.
Vinho de Scherry.
Vinho (h Madeira.
Potes com lioguas e dobradas inglem
Licetee ifmos sortidos.
Cognac Gaulhier Freres.
Latas de toucinho 'mgleu
Barris com repolho era snlmnura
DE
Cabe-Qos o dever de annunciar que a companhia das machinas de Howe de 3ova- y
fork, estabeleceu nesta cidade d rua do Bar-go-da Victoria n. 28, um deposito e agenciaj "Z~
cwal, para em Pernambuen e mais provincias se venderem as afamadas machinas de cos- *
-a de Howe. Estas macninas sao justamente apreciadas pela perfeigSo de seu trabalho,!
-apregando ursa agulha mais curta com a mesma qualidade de linha que qualquer outra,
U introducQ&o dos mai aperfeico.idos apparelhos, estamos actualmente habilitados a i
*>recer ?- p.sum. publicc as melhores machinas do mundo.
As v&ntagms'de&tais machinas sdo as segumies: a
franeira.0 pubKco-satw que ellas sao duradouras, riara isto prova incontestavel, aj ^S
ArcurastancU de nunca te^em atmarecido no mercado machinas d Howe emsogun-1'
* txrlo.
Serunda.-^Crtnfdrn'b tnatorlal preciso para reparar qUalquer desarranjo.
Tercuira.fla neltas meridr fricrjgo entre as diversas pegas, e menos rapido estrago '
o que rilis dutras.
Quarta.Forrnam b pohto corno se Mra feito i mao.
iuinti.Permitte que se'etanrirte o tfabalho de ambos os flos, o que se nao consegn
ai'o'titr'as.
Sexfa.-^Firzem pohto miudo em casemira, atravessando o fio de ura a outro lado,
logo era Sffguida, sera modificar-'se a tensao da linha, cozera a fazenda mais
'01.
Setima.0 comprcssfjr & levahfado com a maior facilidade, quando se tem de mudar
'igulba ao comecar nova costUra.
Oitaya.Muitas c'Ompanhiaa de machinas de costura, t'em tldo epocas de grandeza e
Va'dencia. Machinas out^Wa pdpulares, s5o hoje quasi descoi.hecidas, outras sciffreram
ndangas fadicaes1 partjpddereni siibstituir : entretanto a companhia das machinas de Howe
Wcptando a Opiniao de'Elias HoWe, mestre em artes mechanicas, tem constanteraente
af meritadb o s*u'fa'brico, e "hoje nSo attende a procure, posto que faga 600 machinas
P.a'rla machina a'companlia lftretos com instrucgSes em portuguez.
Ammh a 90*000
SCARES LEITE, IRMAOS
SANTOS NMVES
CoiKinua a vender a verdadtira linia vioieta cxh-a-liua de .Mont'
ro, em meias botijase quartos, a retulho c
Em grosso com vantajoso desconto
ANiIGO

(
DE
NA
as II na;
IA
Rua l. de llai'coii. 1 A.
Agua fiorida, de Guislaiq;-
para fazer os cabellos pre-^
tos.
A aftiia'trartf*, a'nra'tluque'^e Caxias n. 50,
aoaba de recebennvai remessa da' apreriavel agua
r> tlafHktrpara- far.or os cabeHos.. pi-fc. 0' Um re-
DE
Cordeiro ISimoes A'
'do Barao da Victoria n. 2 8.
\m
A 30^000 e 30#000.
BOOS NSPOHTl.
Xalojade Boares Leitelrmaos, drua do Barao da
'Victoria n. 28.
pellica cOm poqueno toque,
';nvas de
200 rs.
Abotoaduras para collete, grande sorti-
aiento a 1^0 rs.
Caixa de linha de.marca, a 200 rs.
Laraparinas d gaz, dando uma luzrauito
ooa, a i^OOO.
Dazia de pegas de xordao imperial, a
0 rs.
Caixa de botdes de osso para cala, a
WO rs.
Duzia de carreteis de linha, 200 jardas, a
600 rs.
idem idem 60 jardas, a 240 rs.
Haco de fita chineza a 800 rs.
Caixa dp linha cera *0 nereHes, a 500 rs.
Meios ilerecos com camafeu, a 500 rs.
iarrafa de tinta roxa ejitra-nna a 49000
Potes com dita ingloza, preta, a 100 e
100-rs.
Caixa 3e pennas Perry, moito boas,
19000.
Idem idam.a W)Ors.
Caixa deenrejoppeaterjados, a500 rs.
Idem idem-forrtdosi a700 rs.
Cti. de papel aaiisade, beira dourada,
i 800 rs.
Idem idem idem lisa, a600 rs.
Duaia detaiberea take branco,
450O0
Resma de papel, paotado, a i*000
e5B00.
tderr, idem liso,aa800,a800e 59000.
Ooques roodernos, .a 3000.
Duzias de pecas de trancas de caraeol
branca, a AOO rs.
Idem ideraltSaa, s*200 k.
Leqces de osso 'e sandolo,' a" 2&O00, 49
Espelhos demoldura dourada,
os'tamanhos e precos.
"BWfTTMfrMtf E Mil."DEZAS.
Frasco com oleo Onza verdadeiro,
19000.
Idem coratunico de Kemp, verdadeiro, a
15000.
Garrafade agua florida verdadeira a 19200
Garrafa d'agua japoneza, a 19000.
Idem idem divina, a 19000.
Idem idem Magdalena 'noviiade) a
19200.
Caixa de p6s para dentes, a 200 rs.
Idem idem de p6s chinez, muito bom, a
500 rs. e 19000.
Pote eomopieta de Rieger, Rimel e Gros-
nel, 19C00.
Duzia de sabonetes de. araendoa, a
E' esta casa, sem davida, uma das tjna imje.
pdde com i>rimazia abresentar aos seus fregueaes
um vaiihdi'simo soriimehlo de faiendas fhlfl* pa-
ra grande toilette; assira como, pora omsoordi-
nario de todas as classes, e por precos vaolajo-
sos para os campradores, de cujas fazefn ua> pe-
queno resumo.
Maniflmi fazendas as casa9 dos prftenA'Mes-:
para o nue tem o pes-oal neresMrio e (Mo Oroos-
. nras mediante peniior.
Cortes Ritos de gnrgurao de e6res.
Grosdenaple de todas as cfiri-s
GorgurSo braneo e prelo.
Seiim Macau preto 0 de c'res.
Gnsdenaplcs idem idem. .
Veluda preto.
flr.madlne. ?eda preta e coiismasrt de *0res lin-
(hssimas padrOos e fazenda da ultima mada
Po|>eliiis de lindos padroos.
. Filo de seda branco e preto.
Rioas basquinas de =eda.
de todos 'Mamas hrasileiras.
] Coichas de seda para-noivos.
j Corles de eainhraia tranca com lindos tJordados.
, Capellas c manios para n ivas.
iRfquissimo sortimento de las com lislras de ?eda.
a 'Cambraias de cores
: Ditas maripozas, brancas e de cores.
Nansuek de lindt.s padrues.
.Baptista de padrdes mui delicados.
'Pcr.-alinas de quadros pretos e brancos, de lis-
lras, etc.
Brins do linho de cdres, proprios para vestidos
I coin barra e lislras.
( Fuslao de lindas cores.
, Casaquinhos de la e de todas as cdre^, para se-
I nhoras.
Saias bordadas para senhoras
CaPMBaa idoni idem
Vc.-tu;'.nos para meninos.
Ditos para baplisados.
\ Chapeos para ditos.
Toalhas 0 guardanapos atfamasrados de llntio'de
I icires para mesa.
Colelias de U.
jsu^tado" colhido ,por ipiem teiu feito uso dessa
(itfoffensiva.prcpaj-acao aWmfattarrtentc conceftua-
do, c'por'l*so apenis sefarlembrar a qRm no-
vameote dettai'protiwe o-quuira sa aprovertar de,
s-Kunlilldade. laotbem vaio agua 4e topasio e
aiao floride,'para 0 mesmoinsoe Mo acreditadoff
como aque.fla. KtUK
Yoltas e brincoSoe
grossos
a^oferes de-c6res.
A aguia branca, a'fiia:do DuqueJdj Caxias n.
30, recebeu novas e bonitas vbBas^e brinces de
grosso.- .-.Ijwfftres Ue core*, e como sempre conli:
ta ven.de-l9,,poc prec.P commodo.
i^Svos diademas dourados e
cr>tti'|ydras
A aguia branca, a rua do Duque de Caxias n!
30, r^ceoeu tiovo sortimento de bonitos diade^
mas itooradts- e cera pedra*j tauto para Meninas
como patVk-^teations.
Goileer^oes ide traiadrS ou
nonaas,para .^screv^^se.
A afUMkhrjuw^ nw-Ou^ro de Caxias n. fiO,
reeebeu novas oll*cejOes Winornas para as crian-
casa^renderem aescrever por si mesmo, hoje lio
usadas nas aulas 6 collegios; e como'sempre ven1
ie-as por prerr/ commodo.
Meias eraas firms, para meni-
nas e senhuoras
Tinta, clia e km
AmaralNiihiTCo & C. vendem Hulas orisaline-
Lotion vegetnle para lingir de pretes cabellos, a
que se corrhecc de mais util e commod.i, nao so
no modo de emprega-lo, como no resuitado que
seobtem. Clia verde e preto ehegado ultimameno
*te, e fumo inglez e frarcez, para cigarros e ca-
e him bos : vendem no Basar Victoria, rua do Ba-
>ao da Victoria n. 2.
Iloiipa cslraiigeira.
Amaral Nabuco A C. vendem costumes de brim
branco e de cores (a marujo e a puriianos] para
meninos, paletots e colletes para homem, ditos de
alpaca-c de casemira para homem e meninos, ca-
misas bordadas 0 lisas para st-nhora, homem, me-
nino e otenrna : no Bazar Victoria, a raa do Ba-
rao da Victoria n. 2.
Preto e branco.
Branco e preto.
I.iaias para lulu, preta com listras
li < iran-M cum Irstr.-.s pretas, gostos do-
' r*!la da tmueratriz n. 16, loja-da Rosa
Branca.
Para aboaconservaqao
DE
VOSSO CABELLO
}
vENDE-SE
4i rfJogiaiiovo win cadeia, para senhora, que
veio gera d*'Lisboa para upia encommenda, cu
jfl pessoa que encommeudeu falleceu, e p>r isso
se veDde : na roa da Conce 5I0 n. 2i.
O-jardim da Nova Esperanca, a rua Duqne de
Caxias n. 63, esia replecto-de flores a? mai*de-
ljcadas que e possrvel ima^inar se, desde 0 mais
singello ramalhete a ruais elegante rosa, (inteir
novi.Iiide) : ao hello sexo cimpcte, quanto antes,
vtrem eofhe las emquanio eit&o vicosas.
Ii
Cortinadus bjrdaios.
i 39600.
a I Duzia de sabonetes de anjinho trarijparen- ''Camisas* bordadas para homem.
1 tes a 29200. Meias de cores para homens e meninos.
fm idpm* ram flAre<5 a i#100 Complete sortimento. de cliapRos ^0 sol para ho-
Mem wem com- tiores a lCOOU. mens e seBlKira^ cora raba deraarfirs
babonetes Glycenno transparentes, a Mexino de cores para vestidos.
19000. Dito preto.
Caixa com sabonetes, formate de fructas,' Atoajhado de Imho e algodao para toalhas
. laooo p l3*SnO Atealhado parda.
a i5iwu e nwuu. Bfin3 (le linho branc e de c6pM
Cosmeticos, graudes e pequcnos, a 100 e Seiimde lindas c6resecom listra*
2 B.,a 800 rs. Chaies de merin6 de cores e pietos.
Frasco com agua de colagne, a 200, 320, 'Ditos de casemira.
500 rs. e 10000. Ditos' deseda preta e de cores.
A loja (Tagnia ttrenca, a rnaDuqoe de Caxias-
n. 30, FeesbeuiOMo aovtiuento daquell&s tao pro-
euradas meias eroas l*r> senhora, vindo igual-
rr.ente para meninas, e continria a vende-las por
preQos commodos.
Yeos ou-,oiantiah,as pretas.
A loja da agoia teanfla.,?a,|rua Jo Dqque de Caf,
xias n. SO, recebea; bonitoa veoe ou inantinhas
pretas'de seda com flores, e outras a imitacao de
croche, evenae-aspelos barates preeos ae 3,
it a 6^000. A faaeada e boa. e esta em peifeito
estado, pelo que coTQlinria a tor prompta extrac
1o
Perfeifca novida^e.
Grampos com'br>br)letas,' berOnros e gafa-
flbotos drjtrridos'e cbloridos.
A loja da aguia branca, a rna ilo Omjoe-de
Vende-se
no eslado em que se acha 0 sitio cxistente no
lugar dos Remcdios, rreguezia dos Afogados n.
21, hoje becco da travessa dos Remedies n. 18,
em ehao preprio, quern 0 pretender entenda-se
com 0 seu proprietario na rua de S. Francisco,
gomo qnem vai para a rna Bella, sobrado n. iO,
que se fara rode negocio
'Farraha de mandioca nova
TV em para vender Joa,;i:im Jort Gonrjalves Bel-
tnh) er Frlho, a bordo do patacho Sopho, ehegado
de Santa Tatharina, fuadeado defroDle do trapiche
Capias'n, m->;ree*8U'Bovw frampos, own bor-i &rae,do,Iiyramento ; e para tratar a bordo,ou
' no seu es'criptorio a rua do Commercio n. S.
Ciinlaria de Urn*
Hembrenas.
Ca pi lets.
S.-leiras.
A' venda noarmazem n. 25, a travessa do Corpo
^nntn.______________________________________
Las para vestidos de gente
sinh:i.
Fazcnda'de 800 rs., vendc se a .">00 /s. na Rosa
Branca 0 dao se amoslras: :\ rua da lmperolriz n.
oU________________________________________
Vende-se
Tma eba ferrea na ma de S. Stole] 11 (ii,
coipmido preeo : a tratar na rua do Imperador
n. 7H.
(n\i iziiihiiS c: pmtbos
Anwrat Nabuco %C, vendem camhinhas a pu-
u*i>s para -i-iili'iras, brancon de algodao, de linho
bordados e de cores, no Ba ar Victoria rua do
Bario Vic tana n. 2.
Matricida para cavallos.
A' venda na livraria das ica, s rua do Impera-
dar.n. 73. Pr?o 40 rs
NOVIDADE
A Predilecta acaba de receber um lindo sorti-
mento de iilas c^cocezas achamalotadas, proprias
para facias ; assim crmo um lindo sortimento de
Jeqoe* de madreperola; a elles antes qne se steo.-
beai, a rua do Cabuga n. 1 A".
Elle e um preventivo seguro e certo contra
a calvice.
Elle da- e restaura forga e sanidade a* pelle d>
cabega.
Elle de prompto faz cessar a queda prema-
tura dos cabellcs.
File da" grande riq-ueza de lustre aos ca-
bellos.
Elle doma e faz preservar os cabellos, em
qualquer forma ou posigSo que se dese-
je, 11'uin cstailo lonroso, liso e macio.
Elle fuz ci ester os otbellos bastos e compri-
e os.
Elle conserva a pelle e 0 casco da cabeca
limpo 0 livre de toda a especie de caspa.
Elle previne os cabellos de se tornarem bran-
cos.
Elle conserva a cabec,a n'ura estado de fres.-
cura refrigerante e agradavel.
Elle nao e demasiadamente oleoso, gorda-
rentj ou pegadic.0.
Elle nao deixa 0 menor chciro desagrada-
vel.
Elle e 0 melhor artigo para -os cabellos das
criangas.
Elle e o melhor e o rrrak apn.sivel artigo
para a boa conservaeao e arranjo dos ca-
bellos das senhoras.
Elle e 0 unico artigo proprio para 0 peutea-
do dos cabellos e barbas dos senhores.
NENHUM TOUCADOR DE SENHORA SE
PODEC.ONSTDERAR COMO COM-
PT.ETOSEMO
TOMCO 0R11LNTAL
0 qual prcserva, limpa, fortilica e a/ormdsea
O CABELLO.
Acha-se & venda nos estabelecimeatos de
H. Forster & C, agentes. E em todas as
principaes lojas de perfuiiwrias e b9ticas.
Triumpho da
#^f^
69000.
'fittr d"TcUadb a> todas vs. Uma grande tabolota
Micr^jscopios edm 12TrtetaS^fa 69000. quer, loja.
Frasco com oleo, para machmaa 400 rs.
/Roa do Barao da Victoria n. 28.
, ,, Dito de touauim.
Exlractos muito linos dos mdhores an-' Camisas de linho.
tores. i rites de chita.
Lindas e elegantes caixinhas com perfuma- "Mat de flanelbi.
Has proprias para pre*entes, dos autores^^J- J^ta.;*,
b. Lodray,.Rieger, delle breres.etc. Pannos de crochet para cadeira, *ofa e consollos.
Quadros com santose eatampas s*pfira-,Colcha3 dediio.
j r r Tarlafana de todas as c8res.
an!; | Espartilhos lisos e bordados.
Entrcmeios e- babados transparentes e .a- Foulard' de seda.
Casacos a n-icot.
Wtos cortcs de vestidos de linln. para
propria para qual-
B-x iraorddrmria peehicha.
'3*500
G.k\\i3 de. ,alfndaV- adan>aad*s.'para cama
OkIj baraiisw'mo oreco.da.2WOO na loja dos
areos, do G'uKef'(Lj'Amaraj C. a raa Primeiro
de M-wianiV^ rj0CieSpe) n. A.
Vende-se uma ex^OfenWreasa cum nm pequene
itio: sita,no An-aiatjuofo acasa Jo Sr; ADselrao :
a tratar pa nwmia ca uverna do Queimado n. 3, andar
Hadapolao francez
a 6#500 a pecal!
Madar olio franeez flno com pouco snjo a 6 a peca; 6 pechincha I na rua dn Qaeimado nu-'
mero 43. '
-----------------,----------__^,-----------------------------~-i
Os verdladeiros
Vinhos de Bourgogne
das mvm
Chambertin
Pommard
Virits
Volnay
Beanne
Monthelie
. Dito Bordeaux em quartollas.
Vende-se \m baralo \m$
PARA LIQUIDACAO DE COMAS
NA
Raa E-nrga do ResArio 34.
Botica.
Serihora,
de di ersaa-cdrea, com -os competentes efffei
tes, ultima moda.
Caseniiras prela e de.cdvea, chitas, whdapoloes.
cambraias, panno flno preto e azul, collarinnos.
punhos, gravatas, luvas de pellica, ditas'd* flio
de Eseocia, braneas e de dores, tapetes de- todos
os tainanhos, bolsas de viagero, etc etc.
Na: loja, do Paapo, raa Praneiro i de i Ha(p n.
A, aaliga do Crespo.
Aguas AkiiliiiMiaz(i.sa>i (las IV
dras S^ute.
Villa Rouca de Agaiar.
BICARBONATADAS-Sr-rirCSS
Analyses An Dr. Jos* .Tnrlio Rorlrl
frttes, lente da escola Polyte-
elinlca de I.ishoa.
Esta excellente, agua usada com vantafem n.-^
padecimentos das vias digestivas, uririartas. d
estomagii etc., etc.
Vende-se
NA
Pharmacia e drosarla
DA *
Rua larga do Rosario n. 34.
Vpnde-se na rua it n. 1'* :
Cognac da mplhfoT q
ftefroz do Porto
Villas v eers.
Vinho do Porto engarrafado em duzias,
baletes, ntznuros e, igaltjtkutos, o qne de oerto e
nitty
Bara.
perfeita nevid-de. A quanbdade e pepuena, e
em Breve se a'r-a~
Al^aeiana
A 400 RS. 0 COVADO.
Fazenda intciramente nova e propria para a pre-
\seal**Btaeao, plo baratissimo prejo de 400 rs o
jcovado, a loja i dos areos de Gurgel do Amaral &
C, a rua t' de Marco, antiga do Crespo n. 20 A
no. sine no iarge da Casa Forte, com 620 palmos
fit (new* e 370-de (undo pouco ma>s ou msnos,
Li'OTft casa de pedra e cal, 7 quartos, 3 saias, co-
zhirfa' T6ra, I cacirabas e diversos arvoredos de
tra-
qne vii
para o>Awaial, am casa de pedra e car, com 4
uiLirtos, coziuha lora, cacimba e al^uns alvondos
iwTrucro : no pateo do Cirmon. .3, ou narua
das Trincheiras n. 1.

Arnrazem db ftnw
Rua da Madre de^Dcus n. to A.
Jose^ rv)rnigne3 Jb'-Caraio-e'Sllva- partrcipa-ioff
^sMadreihwzea &amlgo.r|njiie aeu -vrnaaem' i
rua aa Madre de Define .4(k A,, se & nleto sortunento de faino eflj Xajrdos, de. pateate l.\
2.' e 3.' sortes,das melhores ratnirantes da 3ahia.
bem assim a-flw de todss os tomos- de ,crda
t >em ndns.^aaetBBt^atas'gMBdesj, o peqnenaa,,lam-
bem dos mui acreditados fabricantes Torres,. 4
Araujn, Lizaar, Adolnbo Sch,mdt A C-, Lizain
Schmidt 4 C, Veigas A Arauio, TtfmJade 4 Aj?e-'
tar, Teixerra Pinto ft Porteila (garaBttdo pews
rnesmes) e de outros ainde nao conheeidos pelo
pnbliendesta ejmital. 0 annunciante declara que
todo funio i|Ue for vendido em sua casa sera pelo
-se
por isso em breve se acanara.
'KavasigoQuahaa osnadaacQin,
pe^hicta oai armmho
A loja diguia branca a rua "Baque de Caxias
- W),- rerjeheu onra pequena qnantidftdede btmi-:
s e novas'golHnhasi- trabattio de I* o s.-da, eo-
neitadas cam arndabo/ ,ebraa estas-de- murto gosto
e iateisaaienta novas.
Grampos, brinoos* ie rozetas
dourados.
A loja da- aauia-iraaca, a xui do Duque
Caxias, nrMrecebea novamente bonitos cram-" ***s ; assim eomo, um eutro menor na
pos,-t)rrncos e Toretas dotrractos.; assfm corner 'mesma, vnltando para a estrada qm
novos diademas de aco, e como.sempre coBti*
mix a -vearie^ioi por precos razeaveis
Oaixmhas com p^s parados
e iprateaidoSy.para.'Cabeilos. '
Vende-se na loja da Aguia Branca a rua dDn-:
|UedaLai1n.'60.
Luvas de pellica pretas o- outras mm.
A loja da Aguia Branca, a roa Duqne de Ca-
xias n. SO, ceceben.;npvo,s9r^mento de luw da
peflica, pretas e lie otrtras cores.
Iliiratissimo
rfcm zlrrhas com listras estampadas pelo diminuto
ytco de 600 ra. o oopado.
J, Bitas com. listras asseiiuadas a liCOO o co-
vadb.
, G^anadinas pretas com listras de cores a 500 rs.
t o wado.
".. .^vtias tnnrados pioirrios para vestido, a 320 r3.
,(i cpvado.
Alpacas de quadros, proprias para vestidos, a
Tirj rs. o covado.
-t ''Brim brwieo, loua,para esl?as a UWOa-vara.
riito uancado, a ti600 a vara.
'liurlqde. ooxe9,iioho puro, a UiOO a vara.
Cr>apeos de sol de scda.cabo de carma, a 8*500
cad.v run, ieto-tado >6 mi n. 10 da rua do Cre-pa,
fc*ja das: 3 poi\tas. de G-uilher.no & C.
J mm 1
-eu iosto valor, e que quando garantir a respecU-
va 'rfliaHdade, sera slBcera,nm particulartnente
peis para bem servir a todos, tem o annuneiante-i
alonga pratica de 15 annos deste commercio.
Banhos em Olinda
C-Hpisase caljas de fazenda i boa qu.-.lidade,
preprias para os" banh is em Olinda : na loj i d >s
arcs a rua Primeiro de Marco (antiga do Crespo)
'. t A, de Gurgel do Amaral C.
Rua do Brum n. 76
Vende se ziaco puro de superior qualidade,
proprio para cubertas de e;isas, medindo 11 pal-
mos de comprido e 4 de largo, por prejo mnito
emeonta.
Em tem pos modernos nenhum dy.;ul-i-
mentoopeuromaior rev(durj8o no mody -ie
curar anterin-mente, em voga do que o
rmAL de MMunuri J
TANTO NO mVl'AML.NTO
I'osse, Crupo,
Asthma, Thisica,
Rouquidao, Resfriamenlos.
BFOnoliites,
Tosso Convulsa,
Dores de Peito,
l^pesturacdo de Sai>guc.
Como em toda a grande serie de enfeiun-
dades da >arganla, do iPeiiaedos
Or^rtos da i'CM|ira^Ao, que tanto
atormentam e fazem solTrer a humanidade.
A maneira antiga dc curar consistia geral-
mente na applicacao de vesioatorios, San-
grias sarjar ou npplicar exteriormente un-
gunitos fortissimos compostos de substan-
cias vesicantes, afim de prnduzir empolhas ;
cujos ilifferentes inodos de curar, nao faziara
sendo ent'raquecer e diniinuir as lor pobre.doente, cunlirliiiindo por esta fornia
d'uraa maneira mais facil e certa pora a en-
fennidade a ilestrnfcJo inivitavel dn sra
victima Quam differente e" pois o effefto
admiravel do
PBiiOEAL de mzmui
Em vez do irritar, memficar e cauzai :iiau-
liiossoflrimenios ao doeijto,
Caima, moilifiaa e'suavisa a dor,
Atlivia a irrita^fio,
DeseiiTOlveo entendimento,
Portifica 0' corpo
e faz com-que o sjsterna
desaloje d'uma maneira prompts e i;.-. i la
ate o ultimo vesligio. da unfcrmi!a:!-> Os
melhores volos em medicina da Europu, (os
entes dos collegias dty'ntedicina do Bet'lim)
testificam serem enotas e verdadeiras estas
relates analogicas, enale'm disso a ejp<>
riencia de milhares:de;pessas- da America
Hespanhola, as quae&ioram curadas com
este maraxilhoso remedib, sao mais que sufli-
cienles para sustentarem a opiitiao do
PKITORAL DE AMeAfltTTA !
De*o-se notar que este rcmedio se acha
inteiramente isento de venenos, tantoi min-j
raes, como vegetaes, .emqnanto que ^Tguns
destes uhimos, o particnlarmente 'aquelles
que sto dados sob a forma de opio, e aci-
do hydrocianico, formam a base da maior
partePdos Xaropes, com os quaes tao fa-
cUmente se engana a credulidade, do pu-
bficO. A composiglQ'dB anacahuita peitct-
ral acha-se linda e curiosamente engarrafada
em frascos da rrredida de cerca de meio
quartilho cada um, e como a d6se que ;e
toma e so d'uma colher pequena, basia
geralmeute & applicacao d'um ou dons rrair-
cos para a offoituagAo de qualquer cura.
Acha-se a venda em todas as boticai.
H. Frosters AC, agentes.
Unicos agentes nesta provincia osSrs. J-
0. UpCoyle, rua do Commercio n. 38.
VENDi^SE
acasa terrean 36, sita a rua da.Soli-1 am
commodos seguiutes: 2 saias, 2 qaartosT^^BK^
independenie, qnlntsl nmrado e boa caeiraD* : i
tratar na mesmj.
Vende se uma negrioba de 16 annos de
de, crioula, umito sadia e com habilidades:
a rua do Cnr-nel Suassuna, antiga de Hortos. 3.
138, !. andar. ______________________
Lindas liis escocezas.
De varios padrdes, e inteiramente moderf> 360 rs o rovadn : na rua Primeiro de Mrf
antig;> do Crespo n. 13, loja das colnmaas, de
tonio Correia ue Va-concellos,
JDATA INCORRETAl



i
Diario de Pernambuco Sabbado 6 de Dezembra do 1873.
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LITTERATTOA.
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DlSCURSO IR01ER1DO NA FACCLDADE DE DI-
KE1TO DO RECIFE, PELO DOUTORANDO JOAO
VIEIRA DE ARAUJO, POR OCCASIAO DE LUE
SER CONFERIDO 0 GRAO DE DOUTOR EM
SCIKSCtAS SOCIAES E JURIDICAS, NO DIA 3
DE DEZEMBRO DE 1873.
. {ConclusSo).
E' um principio erroneo suppor quo a
pratica habilita um individuo completa ou
rcgularmcnte para as profissoes que exigem
conheciinentos e aptidoes scientitkas.
A inertia ou a necessidade imposta por
itnperiosas circumslancias fazem erigir em
system* substuutivo do verdadeiro eusino a
pratica simplesmente, que sd pdde produzir
charlataes, ainda nos mais insignificantes
officios ou artes.
A preocupagdo da applicagdo pratica que
reioa nas escolas, lisonjeia e verdade, o
prejuizo tao vulgarisado de quo a sciencia
theorica e va e que se nao deve aprender
seuio as cousas suseeptiveis do uma utilidade
directa, mas este pnsma estreilo por onde
se encara tal questpo e a negagao de todo
progresso scientifico.
Haveria engano manifesto Umbem, como
diz um escriptor, se suppozessemos que os
eursos superiores poderiam ser substituidos
por clegaDtes confurencias ou ter por fim
entreter no publico o gosto da bella litte-
ratura. Conforme o seu destino o alto en
sino c todo scientifico e nio corresponde as
exigencies do nosso tempo, seuao quando no
dominio das sciencias physicas e moraes
ministrarsabios capazes dc fazer a seu turno
avangar a sciencia e de ser os chefes de quo
a sociedade tern necessidade.
Eis, senhoros, esbocado, embora muito
desalinhadarnente o eosino superior, e por-
tanto do direito cujas materias temos estu-
dado durante a mais belia parte da nossa
vida.
Aprociando os altos estudos por largos
tracos em sua coraprehensSo histories e
philosophica, julgamos ter visado em sua
verdadeira o merecida altura o estudo do
direito e conseguintomento. do maior grdo
scientifico que p6de dispensar esta douta
faculdade.
AUudimos. ainda que muito incompleta-
mente a antiga universidade de Paris, por-
que ella encerra a bistoria das origens das
universidades europeas e do velbo conti-
nente nos tem vindo a luz.
0 apostolado tem glorias e provangas
alegrias e soffrmientos, mas elie contini'ia
sem interrupgao deplorando muitas vezes
0 sacriicio daquelles que tem sido victimas
da religiao de dever, martyres de sua fe
ern Deus, na patria, nas ieis e em si mes-
mos.
A benevolencia deste illustre e egregio
auditorio deve estar eegotada com tao dura
prova : Ihe imploranos desculpa e agra-
decemos tao bondadosa assistencia.
Illms. e Exms. Srs. Drs. Lentes desta
Faculdade : Verdadeiros Oraculos da Scien-
cia, Lumiuares da sabedoria I
Resta-nos agradecer-vos com os mais pu-
ros sentimentos de affceto e gratidao a in-
dulgencia e animagdo que nos dispensastes
com a ganerosidade que dd o vasto saber,
nas provas difliceis porque passamos.
A' vds llllm. Sr. Dr. Jose Joaquim Tava-
res Belfort, que vos tendes revelado pelos
raros dotes de vosso elevado espirito, soli-
dos e variados conheciinentos reunidos a
outros bellos requisites, uma gloria da tri-
buna e do fdro e notavel ornamento desta
Faculdade, onde a proficiencia com que
ensinaes jd demonstraram assds o rigor do
vosso talento o a somraa a vultada de vos-
sa illustragdo, vos rendemos nos;os since-
ros e cordiaes agradecimentos pela missao
de que vos incumbistes, accedeudo ao nos-
so pedido, e que ides desempenhar brilban-
jemente.
Finalmente a vds., Illm, e Exm. Sr. Vis-
conde de Camaragibe, a quem nos acostu-
inamos a respeitar e admirar na sabia e
justa direcgio desta Faculdade desde que
nella tivemos ingresso, diri nossas homeoagens e reconhecimento ; pe-
dimos que vos digneis a vista da approva-
gao que obtivemos e na forma dos respecti-
vos estatutos a c nferir-nos o grau de Dou-
tor em sciencias jundicas e sociaes.
Discurso proferido na facuidade dedirei- Tal era a idea, que os antigos gregos fan
to do Recife aos 3 de dezembro de 1873 ziam da virtuda de um juiz, que'attribuiaoi
por occasiao do doutoramento dos srs. com a mais robusta convicgio aos tres grao-
JOAo vieira de araujo e elyseu de souza des homens, que entre elleji foram modelos
martins pelo padrinho dos doutorandos, completos e perfeitos de magistrado, uraa
o dr. jose joaquim TAVARF.s belfort. origem celeste Rhadamanto, Eaco e Mi-
Srs. Drs. Elyseu de Souza Martins e nos eram tido| e havidos cotno fllnos do
Jodo Vieira de Araujo. Congratular me soberano dos deuses.
comvosco pelo feiiz resultado dos vissos es- Na oragao, em favor de Cluento Avito,
forces ; dirigir-vos palavras de applauso e dlzia >mortal Cicero : Todo o juiz deve
de louvor pelos triumphos, queobtivestes no kmbnjr-se que pode absolver a quem odeie
importante certameu intellectual em que e conden"'ir a quem ame, quando e*te
ultimamente vos empenhastes, e o primeiro culPaJo seJa 5 que e" preciso decidir, nio
e grato dever, que gostoso cumpro nesta segundo o quo se deseja, mas como a justiga
solemne occasiao. e a consciencia soberanamente o exigem ;
Para aquelles que devidamente apreciam que Juiz deve bem examinar a lei pela
o que de nobre, elevado e grande ha nesses qual ccusado 6 citado, pela qual o ac-
arrojados commettimentos, em que a intel- cusador o persegue e por que especie de
ligencia e o estudo sao as annas com que d,,1,cl e ccusado levado aos tnbunaes ;
luctarr. os combatentes, a victoria, que al- erQurn JUIZ na dehberacao nunca deve
Canutes, Srs. Drs., honrando-vos assas, e Pepder de vista a le, a equidade e a sin-
tambem gloria para n6s. N6s, a quem cabe cendade, e repelhr para bem longe de si
a diflicil e ardua missao de ensinar a im- toda a extranha influencia, o odio, a am-
portante, profunda e util sciencia do di- bl reito, damos parabeus d nossa sorte, porque afio so aquelles, que recompensam os jui-
somos pelo cora^o e pela razflo tambem ms .imquos, mas ate" mesmo a aquelles,
donos desta explendida e brilhante festa da que Pan&ra os magistrados integros. >-
intelligencia, de que sois, Srs. Drs., os pro- Em que consiste, (continiia ainda o
togonistas o que applaudiraos e o resul- ei,m, orador) a sabedoria do juiz T
tado do vosso aproveitamento, mas esse' Consiste em nSo examinar somente o que
vosso proveito e obra de nossa fadiga. me- Pode' rnas que deve ; em nao se lembrar
thodo e conhecimentos, esclarecendo e ani- aPnas de qual seja a extensio de sua au-
matido o vosso zelo e dirigindo os vossos toridade, mas at<5 que ponto lhe 6 permit-
trabalhos. itldo fazer uso della.
Felizes'as occasioes em que a satisfacSo 6 A mopl de um e principio incon-
geral, em que as aleg'ias transbordam de c todos os cora^oes. Como nao es'armos
possuidos, mis, vossos mestrus, do mais
justo orgulho ao ver que chegastes ao ulti-
mo grdo academico pela vossa singular dedi-
cag.ao ao estudo do direito, pelo vosso acry-
o refugio
definitivo, da santidade dos costumes.
D'Aguesseau dizia que um juiz, que nao
fosse um perfeito modulo de probidade, nao
era mesmo, neiu siquer, um homem hones-
to a moral impoe deveres mais austeros
fundar a vasta sciencia, que professaes ?
Sinceramente, Srs. Drs., vos manifesta-
mos nosso contentamento, cordealmente vos
comprimentamos, cheios de jubilo, ao mu-
mento em que sois com razao laureados
pelos vossos mestres,
E' facil, Srs. Drs., patentear-vos senti-
solado amor a" sciencia do justo, pelo vosso dqueIles q"e da exemplo, que aquelles
nobre exforco e tenaz perseveranca em apro- que recebem.
0 estado, essa grande machma politica,
diz um publicista distincto, tem por mola
principal a justica, por mcio conservador o
patriotismo e por principio de destruic,ao
a ansrehia, ou o arbitrio.
Respeitar e fazer respeitar a lei para con-
jurar o arbitrio ; ser sempre justo nas de-
cisoes para garantir os direitos individuaes
mentos reaes, determi'nados por justa causa, e, de5t'a,:tf proporcionar o desenvoly.mento
do individuo e o da sociedade ; alimentar
o patriotismo, elevar esse nobre sentimejito,
pela consciencia geral da legitimidade e
excellencia da conducta dos dispensadores
da justica publica, tal e", em synthese elo-
quente, o que vos cumpre fazer, Sr. Dr.
Vieira d'Araujo, e que espero o fareis, ex-
cedendo ate & ininha lisoojeira expectativa
a vosso respeito.
FOLHETiM.
LUCBECIA BOE&IA
MEMQRIAS DE S&TANAZ
POR
D. IIanoeI Fernandez y Gonzalex
PRIM ElRA PARTE
0 GRAN-CAPITAO.
XXI
Qt'E TRATA PRINCIPALMENTE DA niSTORIA
DAQUELLE TEMPO.
(Continua?ao do n. 277)
Alexandre VI nio era homem quo se dei-
xasse influir, a nao ser por uma forca in-
contrastavel; e, homem de estado e profun-
do politico, obrou de tal modo, que em
breve se tornou mais forte que os rebel des e
soberbos vigarios da igreja. Excitou-os a
rebelliao, accommetteu os, desorganisou-os,
perseguio-os, confiscou-lhes os bens, ou por
outra, reivindicou-os nosestados da igreja, e
com elles constituio os pingues estados de
Lucrecia, de Giovanni, de Cesar e de Jor-
ge, debaixo do titulo de ducados.
Pode dizer-se que dous annos depois da
e'.cvagfio de Rodrigo Borgia ao throno pon-
tificio, os seus quatro filhos foram outros
tantos principes soberanos.
Os Borgias, haviam despojado os espolia-
dores da igreja em proveito proprio, o que
queria dizer que a igreja contiuuava sendo
roubada.
Isto attrahira sobre os Borgias iounigos
innumeraveis e terriveis, dos quaesy se li-
bertavam como podiam, mais & trai$8o do
aue de outro modo, valendo-se do punhal e
do veneno.
A corrupsao dos costumes chegdra a um
eitremo inaudito ; multiplicaram-se es cri-
mes ; os campus do Roma estavatn infesta-
dos de bandidos, a ponto de S3 nao poder
sahir da cidade sem correr um grande
risco.
Estavam imminentes a anarcbia e o
scisma.
Os principes soberanos.e as republicas de
Italia clhavnra hostilmente para Roma, na
como seja essa por que agora me regozijo e
vos felicito ; e facil applaudir o que por si
mesmo provoca merecidos applausos a ale-
giia, reflexo da sinceridade, e em taes casos
como que instinctiva, vem espontanea, e
naturalmente expansiva ; diflicil seria por
certo indicar-vos, como me cumpre, segun-
do os estatutos, que regem esta faculdade,
o uso quo deveis fazer de vossas lettras, se
as luzes de que dispondes e a maneira van -
tajosa e digna por que jd desempenhaes as
profissoes, que abracastes, nao me facilitasse
o trabalho.
Vossas vocajoos est5o, Srs. Drs., com
proprio Jade escolhidas ; vossas predilec^oes
intellectuaes por de nais manifestas que
mais me cumpre dizer-vos, ou indicar-vos?
Continuae, continuae nessas mosmas pro-
fissoes, que, bem inspirados, eocetastes,
sempre illustrando o vosso espirito, sempre
justos e honestos, como corn razSo o espero
e m'o garantem vossas bellas qualidades e
exccllentes precedentes.
Nao ha, Sr. Dr. Vieira d'Araujo, posicio
mais importante na sociedade ; nSo ha aos
olhos do homem papel a desempenhar mais
util a espinhoso que o de juiz, que seja o
do orgdo vivo da lei.
A virtude, a liberdade, a igualdade, a
razao e a justica, diz u.n pensador pro-
fundo, sao os attributes distinctivos da es-
pecie humana, e toda a associacao politica,
que n8o tiver por objecto a conservacao
desses preciosos bens, achando-se entdo em
diametral opposicSo ds inclinagoes naturaes,
as faculdades intellectuaes e condigdes so-
ciaes, e portanto immoral e fatal aos direi-
reitos, relacoes e interesses do individuo e
dos individuos entre si.
Um juiz i: o dispensador da justica na so-
ciedade ; e a garantia viva e eilicaz de
nossos direitos ; 6 pela missao, que exerce,
o legitimo representante da Divindade na
terra ; e deve, pois, ter abundante provisSo
de profunda sciencia e de uma recta e escru-
pulosa consciencia : da aptidao, ou igno-
rancia dos juizes ; da sua coragem, ou co-
bardia ; de sua corrupcao, ou integridade,
dependem seguramente a felicidade e bem
estar dos povos, ou a sua dosgraca, e a
prospendade, ou a ruina dos imperios.
qual viam um perigo para a Italia ; e o
nome de Borgias era amaldiroado por todos
como a causa de tantos males.
Em Florence, rebelldra-se uma criatura
terrivel, Die contra Alexandre II, nem con-
tra o rei de Roma, mas contra o papa, con-
tra a igreja, pregando doutrinas que nio
eram outra cousa senao o prologo da refor-
ma de Luthero.
Sem a influencia dos reis catholicos, sem
a presenca em Italia do gran-capitdo, so
Deus sabe a que terriveis consequencias te-
ria levado a igreja e a Italia, a insaciavel
ambicao dos Borgias.
Todavia, a presenca em Italia de um exer-
cito hespanhol, debaixo das ordens de um
heroe como Gonzalo de Cordoba, annulla-
va a influencia que o ambicioso Carlos VIII
pretendia exercer sobre o papa, aterrava os
inimigos de Alexandre VI, e mantinha um
slato quo, certamente para lastimar, mas
preferivel a todos oslrespeitos ao que teria
acontecido sem a poderosa influencia hespa-
nhol e em Italia.
Ndo sabemos o que era que movia mais
os reis catholicos a manter em Italia um
exercito com grandes dispendios, a annullar
as pretengoes do rei de Franga d soberania
do reino de Napoles, ou defender a igre-
ja de um grande e lamentavel escan-
dalo.
Os reis catholicos prescindiam de Rodri-
go Borgia; nao viam nelle sendo o vigario
de Christo, o successor de S. Pedro, o so-
berano pontifice, e prestavam-lhe todo o seu
poder, nao em proveito de uma pessoa, nem
de uma familia, mas em servico da igreja,
Nao podiam fazer outra cousa ; nio lhes
pertencia intervir no procedimento do papa
como homem ; isto pertencia a Deus; nao
deviam ajudar o scisma, que teria produzi-
do resultados funestissimos, na ordem reli-
giosa e politica da Europa ; deviam evita-lo
e evitavam-no.
Para isso tinham enviado d Italia o gran
capitdo.
Como era natural, Gonzalo achou-se en-
volvido naquella atmosphera infocta, accom-
mettidopel'i corrupfao, eombatido pela ten-
tajflo.
Trcs mnlheres se lhe haviam atravessa-
do no caminbo, e das Ires s6 urns, Angio-
A missao do juiz pede, como necessario
complemento, a profissao de advogado ; pede
a assistencia, a intervene^ de quem em
sua presenca faca vaFer os direitos em liti-
gios compromettido3, de quem discuta as
questdese asesclareca, de quem, emfim, de-
monstre a necessidade da lei e da sua exacta
e propria appliagao aos casos occorrentes
o papel de um advogado, diz bem a lei
romana, e o de um homem de bem, versado
no conhecimento das leis e na arte da pa-
lavra.
Quao importante e bella nao d, Sr. Dr.
Elyseu Martins, a posicao que desempenhaes
ua sociedade I ?
Uma profissao, que tem, como essepciaes
condicoes sciencia e independent e,
como attributos proprios coragem ~ dos-
interesse, e por sem duvida dieaa do mnior
respelio e da mais silbida consideracdo.
0 advogado deve encontrar em cada con-
troversia, em que se veja empenhado pela
confianca immediata e cega de seus clientes,
materia prima e vasta para o seu talento ;
deve com cuidado, escrupulo e sagacidade
perscrutar as razoes, as causas da diver-
gencia, conhecer bem o seu passado e pre-
ver com fundamento qual seja o seu futuro ;
deve com curiosidade, interesse e aturada
paciencia indagar as circumstaucias de que
os factos se revestem, quer para fazel-as
valer, quando favoraveis forera, quer para
contestal-as, quando prejudiciaes sejam l&
causa que defender; deve promover com
precisdo e propriedade a applicacSo da lei
ao caso, de que tratar, abracando as inter-
pretacoes, que mais favoraveis forem ao fim
que tiver em vista ; emfim deve tirar par-
tido de todos os elementos, combinal-os
com calculo e finura, procurar a occasiao
opportuna de desenvolver devidamente os
seus pensamentos e de exprimir com propo-
lina Crespi, usdra com elle de boa fe*; ella
so, acordada bruscamente de um sonho de
amorespor Giovanni Borgia, sentira por Gon-
zalo o que quer que fosse a que se podia
chamar amor.
Emquanto a Lucrecia e a Isabel, haviam-
se impressionado por elle, porque Gonzalo
de C6rdoba tinha muito valor, grandeza, al-
tivez e formosura ; porem sobre Gonzalo nSo
pesava uma maldic&o, nem o arrastavam as
emprezas aventurosas, nem as mulheres
o faziam osquecer da sua ambicao de glo-
ria ; prudente sempre e sempre forte, vacil-
lava ante a tenta^ao, mas nio cahia.
Isto acabou de irritar Lucrecia, e de a
fazer empenhar-se de um modo gravissimo
pelo gran-capitio.
XXII
EM QUE APPARECE BONVINETTO COM OUTRO
NOME E OUTRA CONDICAO.
Eram os primeiros dias do mez de setem-
bro.
Escondera-se o sol no horisonte ; come-
gava a escurecer, e a lua cheia inunda-
va de uma luz branda e poetica, os tristes-
campos de Roma, nas raargens do Ti-
ber.
Roma occultava-se por detraz das colli-
nas.
0 rio, turvo e silencioso, atravessava um
J pequeno valle por entre duas margens dri-
das.
Quebravam aquella aridez tao somente al-
guns dlamos negros e frondosos que rodea-
vam uma casa de pedra que mais parecia
! uma torre.
Nio se via nella sendo uraa estreita porta
era arco, fechada por um postigo e uma se-
teira na parte superior da torre pela qual se
via o reflexo de uma luz.
Tudo era sileneio ; nio se ouvia senao o
sussurrar do vento nas folhas dos dlamos, e
0 piar de um mdcho que partio do cimo da
I torre.
De'repente, e quando a noite se cerrava
do todo, ouvio-se um rumor longioquo, que
augmentou aproxiraando-se rapidamente, e
deixou conhecer afinal, o galope de um ca-
vallo.
Nio tardou muito em apparecer entre as
duas collinas um cavalheiro, que avangou
pra a torre, chegou d porta e fez soar tres
sito os seus sentimentos, exfor^ando-se por
todas as forraas para persuadir ou conven-
cer da verdade e justica do feito por que
propugna.
Tudo 6 de apreciar na profissdo de advo-
gado quer a fonte em que vae beber as
suas ideas e conceitos ; quer os raeios varia-
dos de ataque e de defeza, que desc bre e
apresenta ; quer a serie dos logicos raccioci-
nios, que formula e emprega ; quer a ira-
portancia e procedencia dos argumentos,
que desenvolvo ; quer o valor moral e real
das provas.que exhibe e fornece.urnas tiradas
com cuidado da propria causa, outras devi-
das ao genio e raethodo do meSmo advo-
gaio; quer os meios oratorios, qu) emprega,
ora para captar a benevolencia dos juizes,
movendo lhes o coracSo pelo pathetic em
que deverd revelar a ternu^a, essa gra^a da
sensibilidade, no dizer de um philosopho,
ora para encher os juizes da mais justa e
merecida indignac,ao; quer a f6rma clara e
concisa da narracio, ou da exposicao dos
factos e das suas circumstancias ; quer a
disposigao, ou colloeac.ao das materias; quer
a moderacao, e atd mesmo o estylo, que deve
primar pela simplicidade, que tem nobreza e
elegancia e n3o e por certo a chata triviali-
dade
Tal era o poder da palavra nos antigos
tempos que os advogados eram elevados,
honrados sempre pelo favor, applausos e
sympathias populares, aos mais altos car-
gos da sociedade ; tal era a importancia
extraordinaria dessa profissao, em que
grandes vultos ganharam as palmas da glo-
ria e da i ninortalidade, que em Grecia e
Roma, nesses povos habituados, nos bons
tempos da liberdade, ds luct is da palavra,
ds discussoes publicas e que tambem tinham
feito da persuasdo uma deuza, os advoga-
dos foram por leis prohibidos, cada qual a
si se defendia, pelo receio de que a elo-
quencia raascula e arrebatadora dos Demos-
thenes, Eschino, Hyperide, Cicero e tantos
outros destruisse a necessana imparcialida-
de dos juizes, os seduzisse completamente,
fazendo com que mal decidUsem, ora des-
envolvendo excessiva severidade, ora mos-
trando nimia indulgencia, segundo fossera
levados pelas impressoes do momento.
Jd Eschino reconhecia o grande poder
da palavra, quando dizia de Demosthenes,
seu rivale o homem per verso que julga
destruir as leis com palavras.
Imaginae agora, Sr. Dr. Elyseu Martins,
que poder ndo serd hoje o da palavra, ho-
je em dia que a imprensa centuplica-lhe
as forcas e augmenta-lhe a expansao.
0 talento, a sciencia, a eloquencia, a de-
dicacio, o heroismo nas perigosas epochas,
a lealdade, a probidade, a uoherencia, o
desinteresse, o respeito de si e de outrem,
taes sao, Sr. Dr. Elyseu Martins, as quali-
dades, que devem ornar o advogadofol-
go era descobrir em v6s muitas dessas qua-
lidades, que vos sao naturaes, e espero que
adquerireis as ouUas pelo trabalho o com
o tempo.
Agora, Srs. Drs., que jd apreciei, embora
em largos tracos, as profissoes, que adop-
tastes e que espero as honrareis sempre por
vossa conducta e talentos, permitti que, sa-
hindo do quadro estreito de vossas carrei-
ras especiaes, vos considere, como cida-
dios de um paiz livre, e ahi vos acorapa-
nhe nas vossas generosas aspira^oesa mo-
cidade e a idade propria de todas as virtu-
des, pois o snrdi'lu egoismo tenpo nio te-
yo ainda para corromper-lhe o corac3o.
e subornar-lhe a razao.
Todos os dias se apreg6a, diz um dis-
tincto pensador, e em expl >soas do mais
vivo onthusiasmo, que a civilisacao che-
gou ao seu mais alto ponto, que o pen-
samento humano tem tudo devassado,
que em todas as cousas os verdadeiros
principios tem sido descobertos; entretan-
to a pura verdade 6 que essa luz immon-
sa, resultado das locubra^oes da industria
e do pensamento, e apenas a aurora dos
dostinos humanosa civilisacio moral
ainda estd em seu berco, a tal respeito tudo
estd por conseguir.
Ndo fagas a outrem o que ndo queres
que te seja foitoeis, Srs. Drs., o principio
de etema justica : faze a outrem o que
quererias^que a ti, ou por ti, se fizesseeis
o melhor dote da alma :a virtude.
A justica o a virtude reinam, porem, na
humanidade, exislen por ventura na nossa
sociedade ?
Que o individuo seja sempre justo para
vezes com forga a aldraba.
Desappareceu da seteira o reflexo da luze
pouco depois abrio-se a porta apparecendo
nella um homem com uma lampada na
mdo.
Aquelle homem era Bouvinetto.
Entra, Dominico, disse elle.
0 cavalheiro apeou-se, eutrou na torre,
metteu o cavallo no andar terreo e subio ao
superior, segaindo Bonvinetto, por uma es-
cada estreita e escura.
0 aposento onde entraram era quadrado,
de pa redes ennegrecidas e mias.
A raobilia consistia n'ura mdo leito, dous
bancos e uma mesa sobre a qual se via um
tinteiro e papel.
Em um dos angulos viam-se amontoadas
as pecas de uma armadura completa.
Por sobre a mesa, pendia da parede uma
bozinade metal.
Sobre a cama via-se uraa capa, um gorro
e umaespada.
Bonvinetto transforradra-se completamen-
te ; vestia ura saio de anta com guarnicGes
pretas, calcdes roxos, botas altas de caraur-
ca, e apertavalhe a cintura ura tala-
barte de couro cru com grande fivella de
ago.
As mangas curtas do saio deixavam ver
umas outras mangas de raalha.
Bonvinetto, com a sua phisionomia mo-
rena e anergica, com os cabellos abundan-
tes e eraraaranhados, e aquelle simples trajo
militar, deixava de ser o poeta, o musico
ambulante, o saltimbanco, para converter-se
em condotiero, ou por outra, em capitdo de
aventuras.
Dominico era aquelle infame criado do
duque de Gandia, que, ser vindo Savonaro-
la, atraigodra o sau senhor, abandonara-o e
'desapparecera.
Julgara-se que fdra assassinado tam-
bem ; porem, como vemos, nio succedera
assim.
Trazia um capacete redondo e liso, cou-
raga, saio de anta, calgSes escuros, botas
altas com esporas, punhal, manto pardo com
capuz e luvas de camurga.
Sr. Roberto, disse Dominico, pelas
noticias que lhe trago merego que me d6 al-
guma cousa de beber.
0 Tiber leva muita agua e podes cs-
com seu semelhante e para com a socie-
dade e qu a sociedade seja por seu
turno sempre justa para com o indivi-
duo e para com as outras sociedades
eis o dever universal : que o indivi-
duo tyranise, ou a seu semelhante, ou a
sociedade, e que a sociedade por sua vez
tyranise o individuo, ou as outras socie-
dades,ois o crime.
Pois bnm, Srs Drs., acaso presencia
mos a razdo sempre opposta ds paixoes e
dominandoas, a coragem, qualidaded'alma,
d fortuna, obra da sorte, a natureza moral
aos maus costumes e conformada; sempre
as acgoes, quer dos individuos, quer de
seus governos, aos salutares e necessarios
principios do justo e do honesto ?
A blasphemia de Brutoa virtude ndo e
sen3o um nomeparece realisar-se, tal o
estado de degradagao moral d que temos
chegado, e, por outro lado, homens pu-
blicos, cultores assiduos e enthusiastas da
exotica jurisprudencia politica do imperio
romano, chymistas enveneuadores, na qua-
lificagao propria por um apreciador, levados
por ambigao, manipulando desembaragada-
mente a especie humana unicamente no in-
teresse do poder, por seus conselhos, acgoes
e escriptos preconisam, acceitam e consen-
tem que se pratique a maxima t8o absurda,
quio fatal ds liberdades individuaes e pu-
blicas : o homem e apenas umi creatura
que obdece d uma outra creatura que
quer.
Dizia o profundo Bavoux : o repouso com
a lei e o primeiro bem, mas a liberdade peri-
gosa e de certo preferivel d calma na es-
cravidao.
A politica, Srs. Drs, na sua accepgao
legitima e honrosa, diz um grande mora-
lista, e a arte de applicar a moral d sciencia
do governosem moral nio ha politica
justa e honesta, sem a liberdade ndo ha
moral.
Nossas liberdades, Srs. Drs. estao con-
culcadas, nossos direitos sao desconhecidos;
nio ha, pois, moral na nossa sociedade,
porque n3o ha liberdade, que 6" a mesma
moral.
- 0 corpo social, como o corpo humapo
tem, portSm, uma alma o espirito publico,
e esta alma pensa, sente e obra e sabe a
bem do seu proveito e dignidade reinven-
dicar os seus direitos.
Dilatar a solug&o de promessas salvado-
ras com ridiculos pretextos e calculadas
evasivas e de certo um supino erro, e de
ordinario o castigo dos erros, medido pelos
costumes do tempo, e" demasiado severe
Ahistoriade todas as eras e especialmente
dos ultimos tempos demonstra, t-rabora as-
peramente, por meio dos mais eloquentes e
frizantes exemplos, que a tyrania sempre
succumbe, que o arbitrio provoca vielen-
tos tempestades, que o derrubara, e lhe
quebram o audaz orgulho de passadas van-
tages e que s6 a justiga, isto e, a liberda-
de, prepara o garante a paz e a felicidade
dos povos.
Os grandes coragoes, Srs. Drs., abragam
e aninham sempre os altivos pensamentos e
repellem com bizarria e denodo a hypocri-
sia da lealdade ; e, pois, nada de desalen-
tar e de descrer, ao contrarin, continue-
raosno esforgo e na constancia, bellos e
edificantes exemplos de encrgia moral, sem-
pre resignados,para que sentimentos, no-
bres em si, n3o se tornem cegos e excessi-
vos.
Emquanto nao chegsrem esses felizes
tempos, que to Javia se avisinham, derra-
memos mutuamente nos nossos seios as nos-
sas profundas, justas e sinceras maguas e
articulemos tambem as nossas fagaeiras e
risonhas esperangas.
0 que o pensamento humano p6de con-
ceber da Divindade, o que a raz?o humana
piide rainistrarnos a proposito das relacoes
sobrenaturaes, foi escripto em grandes e
douradas leitras no frontespicio do magesto-
so templo de Sais
Eu sou tudo o que tem sido, tudo e
que 6 e tudo o que serd.
Deus se manifesta e sa impoe por suas
grandiosas obras : Cali enarranl gloriam
dei.
A sabedoria eterna preparou a nossa rege-
neragdo eo Homem-Deus,enviado ao mundo
par seu divino Pai, nao foi somente o meio
dessa regeneragdo, e tambem, como Deus,
que e, o seu fim : ego sum via, veritas et
vita,
Um ensino de verdade fdra conGado pelo
gota-lo d tua vontade, replicou Bonvinetto,
d quem acabamos de ouvir chamar Ro-
berto.
Consi-tia isso em que, variando de trajo
e de oflicio, Bonvinetto variava tambem de
nome, e chamava-se Roberto Robisti, capi-
tdo de aventureiros, ou por outra, de ban-
didos, ao service do grande capitdo de faci-
noras espalhados pelos campos de Roma,
que se charaava Genaro Orsini.
E' cousa singular, proseguio Domini-
co, qne se ndo recorde que os seus leaes
servidores podem ter s&ie. Vive mais so-
litariamentedo que qualquer eremita santar-
rao, e isto nem e justo nem commodo para
aquelles que o vem visitar, meu bora Sr.
Roberto.
Donde vens? pergunlou Reberto, nome
que continuavem daodo a Bovinetto.
Das visinhangas de Veletri, do con ven-
to das Santas Virgens.
Eentio?
A senhora duqueza de la Romania
sabe que o general hespanhol tem noticias
de que a senhora Angiolina Crespi estd es-
condida nos subterraneos das ruinas do con-
vento das Santas Virgens, e que se propde
liberta-la.
Levas-te a carta de Angiolina a Gonza-
lo de Cordoba ?
Sim, senhor, por signal que esse ca-
valheiro me deu pela carta este annel do dia-
mantes.
Visto isso ama Angiolina ?
Nio lhe sei dizer se a ama ou nio, o
que sei e que se alegrou quando leu a
carta.
E nio te perguntou quem eras ?
Certamente quo sim.
Que respondeste tu ?
A verdade em tudo, menos no meu
nome ; nio me convinha que elle soubesse
3ue eu fdra criado daquelle pobre diabe do
uque de Gandia.
Disseste-Ihe queservias Orsini?
Sim, e conlei-lhc tambem o modo
porque haviamos dado com Angiolina
Crespi.
E ella? perguntou Bouvinetto.
A' qual dos tres so refere esse ella?
Lucrecia Borgia, Isabel de Gonzaga on An-
giolina Crespi ?
Redemptor^d igreja, quefundara, e d quem
dera a sublime missio de proporcionar-nos
a regeneragio e a salvagio eterna, e ura
novo culto abriu sobre a terra, regada pe-
lo sangue de tantos martyres, fontes peren-
nes e copiosas de pureza, forga moral e
amor.
A caridadee", como sabeis, Srs. Drs., o
grande principio do christianismo ; mas o
que e a caridade sera a tolerancia, sua ex-
pressio a mais natural e eloquente ?
Soccorremos o pobre, o doente, o orphao
desvalido e a viuva honesta, que lucta com
a necessidade ; estendemos uraa mdo pro-
tectory ao cego, a quem servimos de guia
no bora caminho, e todavia nio deveraos
ter compaixio e misericordia para com os
cegos e pobres de espirito ?
0 Evangelho proclama bem alto : amae
o proximo, como a vis mesmo, amae os
vossos inimigos, fazei bem a aquelles, que
vos odeiam, supplicae por aquelles que vos
calumniam, orae por aquelles que vos per-
seguem; e essas santas e morae s pres-
cripgdos, lilhas de uma religido de paz,
amor e de concordia, sio praticamente aca-
tadas, sio por ventura realisadas, por quem
tem dever rigoroso de realisal-as para que
o exemplo fructifique ?
Tudo o que e verdade estd no Alco-
rao e tudo que ahi ndo estd e erro e men-
tira ; e e baseado n'este raciocinio, pouco
logico e hello, que os zelosos theologos da
seita mahometana, na mais fervorosa e
frenetica intolerancia, sustentando sua im-
pia crenga, argumentam corn o positivismo
barbaro e horroroso do sabre em punho e
da langa em riste e incendiam a bibliolheca
de Alexandria.
Essa pia crueldade, Srs. Drs., essa atro-
cidade santa, essa calculada intolerancia,
que de certos tempos para ci vemos, con-
tristados, na igreja de Christo, nio se coa-
dunam por certo com as doutrinas e maxi-
mas do divino martyr do Golgotauma
coma de ouro nio bastou ao vigario d'A-
quelle, que apenas cingira uma e de espi-
nhos, e a tidra, desenvolvendo grande:;
ambigdes temporaes, hoje contrariadas po-
tantos modos e forraas, faz com que o mun-
do civilisado, agitado e convulso, preseu-
cie, tranzido de pezar e justamente alarma-
do, essa gigantesca lucta, travada por toda
parte, e tao fatal d fe e ao prestigio da ver-
dadeira religiao.
Os incansaveis pelejadores, sujeitos d um
bem organisado systeraa de associagao re-
gular, disciplinados per uma escala hie-
rarchica, e subordinados d um poder forte,
infalivel o centralisado, estribando pre-
tensaraente seus grandes previlegios, direi-
tos, imraunidades Id nas alturas do ceu, ji
nio entram mais somente em singulares
torneios, dio ao presente batalhas cam-
paes e forraidaveis, offerecem reacgdes ener-
gicas, persistentes e compactas: o gladio
espiritual, so reservado a casos raros e dig -
nos de lastima, jd estd embotado com o uso
excessivo, que delta se faz e se tem feito, e
se promette ainda fazer, e a antinomia socu 1
e o poderio ecclesiastico cada vez e mais
patente e se torna mais necessario.
A igreja por ventura agonisa sob os pc-
zados, rudes e desapiedados golpes do sen
vigoroso rivalo poder civil?
Como terminar a lucta?
Fago appello, Srs. Drs., aos vossos sen-
timentos religiosos, e espero que contribui-
reis para sal var a igreja de Christo, esforgaci-
do-vos por vossa vez, para que Ella, des-
prendida de todas as suas pretengocs e in-
teresses mundanos, soberana e independen-
te na sua esphera propria, realise a st.a
grandiosa missao, segundo a indole, os prij-
ceitos, a humildadc, a liberdade, a cari-
dade, a tolerancia, ensinadas e praticadus
por seu Divino Fundador.
Quando, Srs. Drs., vim aqui receber os
mesmos louros, que hoje com toda a razao
vos sio deferidos, uma palavra autorisad a,
(*) um espirito justo, um coragao genero-
so, que entao desempenhava o papel, que
por vossa bondadosa escolha ora curapro
para comvosco, deu-me a nobre divisa,
que devia adoptar e pela qual devia sem-
pre e com todo o esforgo pugnar.
Deus e a liberdadeHal foi, Srs. Drs., a
divisa, que me foi dada, e que com satisfagiio
vol-a transmitto, cheio de confianga nis
vossas crengas, luzes e dignidade.
(*) Sr. Dr. Aprigio Justiniano da Sil-
va Guimaries.
Angiolina.
Estd triste e chora.
Logo, araa. Ora, porque razao hio
de amar esse homem toaas as mulhere) ?
Verdade e que a gloria lhe serve de aure'ola,
que e rico, poderoso, que lhe chamam o
gran-capitio e Lucrecia ama-o.
Creio que sim, Sr. Roberto.
Conta-me o que sabes.
Da senhora Lucrecia nio posso dizt r-
Ihe nada directamente, sendo pelo que rae
disse Farfarello. Recordemos, porem, o
que o Sr. Roberto me disse ha tres dias, para
que veja que curnpri lealmente a sua cora-
missio, porque servindo-o d si e servindo
Genaro Orsini, sirvo o meu mestre Jerony-
mo Savonarola. 0 senhor disse-rae: Ouve,
Dominico, os meus homens seguirara Angio-
lina Crespi, a quem Lucrecia Borgia fez trss-
ladar de noite para as ruinas do convento
das Santas Virgens, proximo de Veletri; tu
es melbor do que ninguem, o mais proprio
para a missio que te vou confiar.
Adiante, adiante, nio necessito que
me repitas o que eu disse. Vejamos como
desempenhaste a tua commissao.
Antes de hontera, ao escurecer, cfae-
guei a Veletri: antes de entrar cobrira o
rosto com uma mascara, receiando encon-
trar alguem que me conhecesse ; porque
rae convem passar por morto e que creiam
que me devoraram os peixes do Tiber.
Apeei-me na estalagem, deixei nella o ca-
vallo, sahi e encaminhei-me para as rui-
nas. E'necessario advertir, Sr. Roberto,
que ndo ha em todos os estados romaros
muitos homens que se atrevam a apro.ti-
mar-se de noite das ruinas do convento,
nem mesmo penetrar nellas de dia. 0 se-
nhor sabe o que se conta daquellas ruinas:
dizem que ba duzentos annos, cangado Deus
dos vicios dos habitantes do convento, os
abandonou ao diabo e que um dia amanl e-
ceu o convento em ruinas sera que se sc u-
besse o que fdra feito daquelles que o habi-
tavam.
Dizem isso.
Dizem isso ?
i

(Conlinuarse-ha.)
TYl\ DO DIARIO. -HI"A DUQUE DE CAXJ.vS
I WUTIIAH |
m' m t


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