Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:20001


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XLIA. MJMEftO 279

-
P ABA A CAPITAL LL G ABES OSDB If lO SB PAA POBTE.
for tres mezes adiantados................ 69000
for seis ditos idem.................. 129000
For urn anno idem.................. S490O0
Cada numero atulso.................. 120
OLIMA FEIRA 4 DE MZEMBRO DE 1873
PABA DBSTBO FOBA BA PUOVISCIA.
Por tret mezes adiantados............ .
Por seis ditos idem..................
Por note ditos idem.................
Por um anno idem..................
69750
169500
109150
179000
MARIO DE PERNAMBUCO.
PROPRIEOADE DE MA NOEL FIGUEfflOA DE FARIA FILHOS.
s Srs. Gerardo Antonio Alvesd Filhos.no Para; Goncalves & Pinto, no Karanhao; Joaquim Jose" de Oliveira 4 Filho, no Ceari; Antonio de Lemo* Braga, no Aracaty : Joao aria Julio Cbavet;, no Assii; Antonio Marques da Silva, no Ratal; Jose" Just
Pereira d'Almeida, em Mamanguape ; Augusto Gomes da Silva, na Parahyba ; Antonio Josd Gomes, na Tills da Penha; Belarmino dos Santos Boleio, em Santo Antio ; Domtogos Jo6 da Costa Braga, em Nazareth;
Antonio Ferreira de Aguiar, em Goyanna; Joao Antonio Machaeo, no Filar das Alagoas; Alves AC, na Bahia; e Leite, Gerquinho d C. no Rio Jde Janeiro.
'
PABTE OFFICIAL
Ceverno da proviueiu.
EXPEDIENTS DO DIA 19 DE SETKSIBRO DS 1873.
/. seccao.
Gffleios :
Ao Exm.brigadeiro commandante das annas.
Sirva-se V. Exc. de mandar por em liberdade o re-
cruta Manuel Marques de Jesus, que provou isen-
i;ao legal.
Ao inspector do arsenal demarinha.Aulo-
liso V. S, coma solicila em suu oflicio de 17 do
-orrente, sob n. 723, a mandar demolir o barraclo
dizes marinlieiros, visto nao conrir a conservacao
desso editict j. aUento o estado de ruiua em que se
acha nao admitlir com proveilo qualquer re
pare.
Ao commandante do presidio de Fernando de
Noronha.Segundo oflicio do Dr. chefe de poli-
cia, n. 1638, de 18 do corrente, deixou de ser
apresentado ao mesmo chefe o sentenciado Marco
lina da Costa Nasciraento, constante da relacao
que veio desse presidio eonvindo que V. S. infor-
ms c que Iwnve a respeilj.
Ao director do arsenal de guerra.Mande
Vine, satisfazer o inciuso pedido, que fas o com-
niaudante da companhia de operarios militares, de
fardamentos vencidos a 31 de agosto ultimo pelas
respectivas praxis.
Aoengenheiro das obras militares.Mande
Vmc. com urgeneia fazer 09 concertos de que pre-
eisa a casa em que no quartet das Ciuco Pontas
estao os apparelhos da companhia Recife Drainage,
calculate em 28J8I0, segundo o orcamento
quo veio annexo ao seu offlcio de 30 de agosto
liudo, sob n. 13.
Ao conselho de compras do arsenal de guer-
ra. 1'romova o conselho de compras do arsenal de
guerra, para provimento do respectivo almoxari-
iado, a acuuisicao dos objectos constantes do in-
clusa pedido.
8". seccao.
Ados :
Designo para servirem de vogaes no conselho
de julgamento do 2* sargento graduado Francis-
Co Sergio Florencb da Cunha mais pracas, por
crime de fuga do preso, o capitao Francisco de Si-
queira Cavalcante, tenente Flavij Jose dos Santos
e Silva, e tenenle cirurgiao Joaquim Jose Alves
d'AIbuquerque, em substituicao ao tenente Camil-
lo Machado Freire, alferes Francisco Ignacio de
Moura Gondim e Marcoiino da Costa Raposo, que
< >iram para fora da capital.
Designo para vogaes na conselho de julga
nteulo do 2* sargento Thomaz d'Aqaino Alencas-
i 'o a mais praxis, por crime de sublevacao em
Kouique, o capitao Miguel da Fonceca Soares e
Silva, tenente Manoel Landido de Albuquerque e
tenente cirurgiao Joaquim Jos6 Alves de Albu-
querque, em s ulisiituici> ao tenente Camillo Ma-
rtiado Freire e alferes Autonio Joaquim de Barres
l.'ina e alferes Francisco Ignacio de Moura Con-
dim, que foram, por destacados, para fora da ca-
pital. .--
Designo para servirem de *ogaes no consolho
d<- julgamento do soldado Manoel Marlins do Nas-
cimento, por crime de tentativa de morte, o capi-
tao Miguel da Fonceca Soares e Silva, Alvaro Con-
rado Ferreira d'Aguiar, Camillo Augusto Ferreira
da Silva, tenente Flavio Jose dos Santos e Silva,
t*m labstitU'cao ao tenente Camillo Machado Frei-
re, alferes Francisco Ignacio de Moura Gondim,
Marcoiino da Costa Raposo e Manoel Antonio Ca-
millo.
Designo para vegaes no conselho de julga-
mento do soldado Laurentino Correia de Barros,
inrurso em crime de insubordinac.ao e ameacas.o
capitao Camil o Augusto Ferreira da Silva, Alvaro
I'.onrado Ferreira d'Aguiar. Miguel da Fonceca
Soares e Silva, tenente Flavio Jose dos Santos e
Silva, em substituicao ao tenente Camillo Machado
Freire, alferes Marcoiino da Costa Raposo, Manoel
Raynero de Barros, e Francisco Ignacio de Mou-
ra Gmdim, quesairam para fora da capital des-
t .cados.
Offlcios:
Ao juizde diroito da 1' vara.-Envio aV. S. o
(Uroesso junto do conselho de julgamento do ca-
i Polycarpo Barbozat da Silva, almi de ser sub-
mettido ao conselho que tem dc teunir-sc a 20 do
corrente.
3.' seci;ao.
Acto:
0 presidente da provincia, attendendo ao
(jue representou o inspector da thesonraria pro-
vincial em offlcio de taoje sob u. 415, e tendo a vista
as demonstraryes quo vieram annexas ao citado
offlcio, resolve abnr 2 creditos supplementares na
importancia de 384*720 para continuagao das
despesas decreladas pelo artigo 7 $ 11 e 10 2*
da lei do orcamento do exercicio proximo findo era
li.iuidack), e distribuidos da manc'ra seguinte :
Ao artigo 7- II.................. 224*032
Aoartigot02................. 160*688
384*720
lieios :
Ao inspector da thesonraria dc fazenda.-
I'ranssaitto a V. S. a inclusa conta em duplicaia
(jue me remetteu o superintendente da estrada de
terro doRecife a S. Fraacisco com oflicio de hontem,
alim de que mande pagar a despesa proveniente de
transportes effectuados nos trens da mesma estrada,
I or conta do ministerio da guerra, darante o mez
it.- agosto ultima.
Ao mesmo. -Mande V. S. pagar a Joao Joa-
quim da Costa Leite, a vista da inclusa conta em
iif.;;licata, a quantia de 30*000, por quanto foi com-
[rada para o palacio da presidenoia uma ftl-
treira.
Ao mesmo. Transmitto a V. S. para os devi-
(i-,.- fins, at notas juntas de filiacao do corne'ta c
do tambor que, segundo offlcios do commandante
superior da guarda nacional deste municipio ns.
695 e 700 de 15 e 18 do corrente, foram engajados
it da infanUria desta capital.
Ao mesmo Communico a V. S. para os de-
vilos tins que, segundo o offlcio do commandante
i agost
inf iQtaria, Marcoiino Barboza da Fonceca.
Ao mesmo.-Nesta data exp;o ordem ao ge-
i ..te da companhia peroambucana, nu sentido de
romparecer n'essa reparticao o commandante ou
t.'.imediato do vapor daquella companhia que tem de
siguir para o norte, afim de conduzir para a pro-
vincia da Parahyba a importancia da arrecadacao
dsaldo, alii racolhido, dosdireitos da referida
provincia, effectuada n i mez proximo findo; o que
communico a V. S. para seu conhocimento.
Ao mesmo.Tendo nesla data autoruado o
r-'.seJh) de compras do nrscpal do guerra j\ pro-
i:'. vcr u fomei'imenio d>s object"* constanle> do
para
lit.
Ao mesmo.Tendo nesta data autorisado o
r.geaheiro das obras militares a mandar fazer.
iela quantia de 128*810, em que esUo orcados, os
e, ocertos urgentes dequeprecisa o comparjimen-
t.- do quartol das Cinco Pontas, em que estao col-
l cados os apparelhos da companliia Reeife
(ainage, o qual ameaea desabar, asm o eommu
i!,co a V. S, declarando-lbe que niando effectuar
.-a do^p'-y t?b r.-snoa:aiilidad.3 rjapresilc
uma vez qne u3o ba para ella crcdito, segundo a
informacao da contadoria, a que se rei'ere a de V.
S., de 17 do corrente, sob n. 224 serie E.
_ Ao mesmo.Tendo-me declarado a commis-
sao encarregada de distribuir soccorros aos indi-
gentes accommettidos da variola na villa de Gara-
nhuns que desde o 1. do corrente dispensara os
servicos do cidadao Jose Tavares de Oliveira Gue-
des, a quern, por offlcio de 27 de junho ultimo, ar-
bitrei a gratincacao de 60* mensaes para encarre-
gar-se do tratamento do? mesmos indigentes, bem
como que, da quantia de 200* mandada abonar a
mesma commissao, somente despendeuse.......
174*600 ; assim o communico a V. S. para seu
conhecimeote e fins convenientes.
Ao inspector da thesonraria provincial.
Annuindo ao que solicitou o regedor ioterino do
gymnasio provincial em offlcio de 12 de agosto
ultimo, a que allude sua informacao de 17 do cor-
rente sob n. 408, autoriso V. S. a m-mdar pagar
ao padre Joaquim Pereira Freire a quantia de
30*, por quanto foram celebradas tres missas na-
quelle estabelecimento pelo mesmo reverendo, a
convite do dito regedor ; devendo semelhante pa-
gamento ser effectuado conforme indica na citada
informacao.
Aa mesmo. Recommendo a V. S. que, a
vista das contas juntas, mande pagar, conforme
solicitou o superintendente da estrada ie ferro do
Recife ao S. Francisco em offlcio de hontem data-
do, a importancia dos transportes dados por conta
da provincia nos trens daquella estrada no mez
de agosto ultimo, segundo indicam as mencionadas
contas.
Ao mesmo.A' vista des inclusos documen-
tor que me foram remeuidos pelo Dr. chefe de
Solicia com offlcio de hontem sob n. 1639. mande
'. S. pagar ao cabo do corpo de policia Joao Ca-
pistrano de Moraes a quantia de 30*000, em que
importoii a despeza feiu com seu trinsporte e
de mais tres pracas do porto de Piranhas para a
cidade de Penedo, visto terem vindo de Ingazeira
e nao poderem embarcar no vapor da companhia
bahiana, por nao poder este chegar ao referido
porto em consequencia de achar-se o rio com
ponca agua.
Ao masmo. Com a portaria junta por copia,
pela qual resolvi abrir dous creditos supplemen-
taresna importancia de 38i*72n, em virlude da
requisicao conMante de seu offlcio de hoje sob n.
415, Gca V. S. autorisado a mandar continuar com
as despezas decreladas pelos arts., 7.* g 11 e 40 $
2.* da lei do orcamento do exercicio proximo
findo, em liquidacio.
Ao mesmo.In lei ralo do que exp3e em seu
offlcio de hontem datado, expeco as convenientes
ordens ao ongenheiro fiscal da companhia Recife
Drainage, recommendando que remetta-lhe sem
perda de tempo as contas de que trata V. S. em
seu offlcio ja citado, afim de que quanto antes se
passe a dar ahi os respeciivos exames e vertfica-
cfles.
Ao mesmo.Communico a V. S., para seu
conhecimento e devidos fins, que em offlcio de 17
do corrente declarou-me o Exm. e Rvm. bispo
diocesano que na mesma data teve nor oecessario
suspender o Rvd. Luiz Ignacio de Moura, coadiuc-
tor da freguezia de Nossa Senhora do Bom Con-
selho de Papacaca, do exercicio de suas ordens.
Ao mesmo. Tendo-me declarado o Dr. di-
rector geral ioterino da iastruccao publica, em
offlcio de 15 do corrente sob n. 279, que o profes-
sor da 2.* cadeira de primeiras lelras da cidade da
Victoria, Olympio Francisco Honorato, offereceu
para a construccao do asylo de ahenados 5 por
cento de todos os sens vencimentos pelo tempo de
seis mezes, a contar do 1. do corrente ; assim o
communico a V. S. afim de proceder se a devida
arrecadacao.
Ao mesmo. Approvo a arrematacao da
obra dos reparos da ponte de Goyanna, feita por
Jose Matheus da Fonceca, com o abate de 18 por
cento sobro o oreamento da dita obra, recebendo
V. S. como garantia do respectivo eontracto, se-
gundo offerece o referido Fonceca, o deposito de
apolices da divida provincial. Assim fica respon-
dido o seu offlcio de hontem datado sob n. 413.
Ao mesmo.Pode V. S. effectuar o eontrac-
to da obra dos reparos da ponte do Desterro, na
estrada do norte, com J se Matheus da Fonceca,
com abate de 2 por cento sobre o respectivo orca-
mento, toman 1 por fianr-a o deposito de apolices
da divida proriocial, segundo propoe o mesmo
Fonceca e me communicou V. S. em seu offlcio
de hontem datado sob n. 414.
4.* secqao.
Actos :
0 presidente da provincia, attendendo ao
que requereu Joao Ferreira Villela de Araujo,
professor publico da cadeira de primeiras letras
do povoado do Cedro, e tendo em vista a infor-
macao do Dr. director geral interino da instruccao
pubica, de It dc corrente sob n. 273, resolve con-
ceder-lhe um mez de licence com ordenado'na
forma da lei, para vir a esta capital.
Offlcios :
Ao Exm. presidente da Parahyba.Commu-
nico a Y. Exc., para sen conhecimento e em res-
posta ao seu offlcio de 10 do corrente sob n. 2415,
que nesta data expeco ordem ao gerente do com-
panhia pernambucana afim de que o comman-
dante ou immediato do vapor que tem de seguir
para esse porto se encarregue da conduccao do
saldo recolnido na thesouraria de fazenda, prove-
niente da arrecadacao dos direitos dessa provincia,
effectuada no mez de agosto proximo findo.
Ao Exm. bispo diocesano. Nesta data dou
sciencia a thesouraria provincial de ter V. Exc.
Rvma., segundo declarou-me em seu offiiio de
corrente, suspendido do exercicio de suas ordens
o Rvd. Luiz Ignacio dc Moura, coadjuctor da fre-
guezia de Nossa Senhora do Bom Conselho de Pa-
pacaca.
Ao direclor geral interino da instruccao
publica.Nesta data communico a thesouraria
provincial que, segundo consta do offlcio dessa di-
rectoria, de 15 do corrente sob n. 279, offerecera o
professor da seguuda cadeira de primeiras letras
da cidade da Victoria, Olympio Francisco Hono-
rato, cinco por cento de sens vencimentos por
tempo de seis mezes, a contar do 1.* deste, para a
construccao do asylo de alienados; o que declaro
a V. S. para fazer constar ao referido professor,
agradecendo lue e louvando-o em nome desla pre-
sidencia por semelhante prova de sens senti-
mentos de patriotismo e caridade.
Ao Dr. Manoel Lopes da Cunha Maciel e
mais roembros da commissao encarregada de dis-
tribuir soccorros aos indigentes accommettidos da
variola no termo de Garanhuns.- -Accuso a recepcao
do offlcio de 6 do corrente, em que Vmc. e os
demais membros da commissao encarregada de
distribuir soccorros aos indigentes accommettidos
da variola nessa villa me comrounicam ja se
achar extiocto aquelle mal ; cabendo-me louvar,
nao so a mesma commissao, mas tambem ao capi-
tao Mancl Thomaz de Villa Nova, de que faz
inencao o sou citado offlcio, pelo esforco que em-
pregaram para alivlsr os softrimentos da humani-
dade desvalida dessa localidade.
Portaria :
A' camera municipal da villa do Liraoeiro.
Infonr.e a cjmara municipal da villa do Li-
moeiro em quanto orra a despeza a fazer-se com
o augrr.Snta ;:!icitado em sen ofScii de 29 do mez
findo, d'agua e luz para a cadeia dessa villa.
5.' srffSo.
Offlci',^ :
Ao en2enh?iro cliefe da reparticao das obr3
publicas.;^M?entanrlo o inspector da thesou
rarla r.;ova em offlcio de houtim aatado nao
the terem sido ainda apresentadas as contas do I cipal no termo do Bom Conselho ou Papacaca,
que se deve pagar a companhia Recife Drainage, mande V. S. pagar-Ihe a gratilicacao a qne tem di-
pelos apparelhos collocados no fim de cada semes- reito, em vista da lei n. 203 de 20 de setembro de
tre, bem como das respectivas annuidades, recom-
mendo a Vmc. que sem perda de tempo fa$a ex-
pedir as referidas contas, afim de que se possa pro-
ceder naquella reparticao aos respectivos exames
e veriflcacao.
Ao gerente da companhia pernambucana.
Expeca Vmc. suas ordens no sentido de compare-
cer na thesonraria de fazenda o commandante ou
immediato do vapor dessa companhia, que tem de
seguir para o norie, afim de conduzir para a pro-
vincia da Parahyba a importancia do saldo reco-
lnido naquella reparticao, proveniente da arreca-
dacao dos direitos da mesma provincia, effectuada
no mez proximo passado.
EXPEDIENTS DO SRCRtTARIO.
2' secgao. '
Offlcios:
Ao Dr. chefe do policia. -0 Exm. Sr. presi-
dente da provincia manda comraunicar a V. S.
que expedio ordem a thesouraria provincial no sen-
tido de effectuar o pagamento da despeza, de que
trata o seu offlcio de hontem, sob n. 1639.
Ao commandante superior do Recife. -0 Exm.
Sr. presidente da provincia manda declarar a V.
S. que tiveram o conveniente destino as notas
de filiacao do corneta e tambor, de que tratam
os sens offlcios ns. 695 e 700 de 15 c 18 do
corrente.
Ao commandante do corpo de policia.De
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
transmitto a V. S. as 4 portarias juntas designando
outros offlciaes em substituicao a ontros que des-
tacaram, a haviam sido desigoados para servir de
vogaes em conselbos de julgamento de varias pra-
cas do corpo sob o seu commando.
4." secfSo.
Offlcio:
Ao regedor do gymnasio provincial.0 Exm.
Sr. presidente da provincia manda declarar a V. S.
que nesta data autorisou a thesouraria provincial
a pagar ao padre Joaquim Pereira Freire a quan
tia de que trata o seu offlcio da 12 de agosto ul-
timo.
5* seccao.
Offlcio:
Ao superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco. -0 Exm. Sr. presidente da
provincia manda commumcar a V. S. qne acaba
de autorisar as thesonrarias geral e provincial a
fazerem os pagamentos das despezas de que trata
o seu offlcio de hontem datado.
EXPEDIENTS DO DIA 20 DE SETEMBRO DE 1873.
* /.* stccao.
Offlcios:
Ao Exm. brigadeiro commandante das ar-
mas. -Sirva V. Exe. de interpor o seu parecer a
cerca do inciuso recurso de graca, que a S. M. o
Imperador dirige e sentenciado militar Francisco
Maria do Lago, condemnado a pena de carrinho
perpetuo.
Ao mesmo.Sirva-se V. Exe. de mandar por
em liberdade o recruta Luiz Gonzaga, que provou
isencao legal.
Ao director do arsenal de guerra.Trans-
mitto a Vmc. par* seu conhecimento copia do ter-
mo do exame a que, na forma do aviso circular
do ministerio da guerra, do 1* de maio de (862, se
proceden nos 15 volumes remettidos a esse arse-
nal pela intendencia de guerra, no vapor Parana,
contendo armamento e outros artigos.
2.* seccao.
Actos:
0 presidente da provincia, a vista do offlcio
do Dr. chefe de policia, n. 1645 de 19 do corrente,
resolve exouerar dos cargos de e 3* supplentes
do subdelegado do districto de Capoeiras, do termo
de Bonito, os cidadaos Felix Athanazio de Villa
Nova e Joao Alves do Lima
0 presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de policia em offlcio
n. 1645 de 19 do corrente, resolve noraear para os
cargos de 1". i e 3* supplentes do subdelegado do
districto do Capoeiras, do termo do Bonito, os ci-
dadaos seguintes na ordem da collocacao : Antonio
Ferreira de Mello, Miguel Pinto Teixeira e Fran-
cisco Ribeiro de Salles Gouveia.
Para o conselho de julgamento do soldado Es-
tanislao Ferreira de Souza, do corpo de policia, por
crime de injurias, designo: presidente, o major
Joao Francisco da Cunha; auditor, o Dr. promoter
publico da capital; vogaes, os capitaes, Miguel da
Fonseca Soares e Silva, Francisco de Siqueira Ca-
valcante e Alvaro Conrado Ferreira de Aguiar, 03
tenentes, Flavio Jose dos Santos e Silva e Dr. Joa-
quim Jose Alves de Albuquerque.
Offlcios :
Ao Exm. presidente do tribunal da relacao.
Considerando esta presidencia, segundo o parecer do
desembargador procurador da cor6a, incompativel
0 exercicio simultaneo do offlcio do escrivao do
juizo de paz com o de solicitador de causas, para
obviar Is to, resolveu Alvaro Paulo Noblato, com
quern se dava tal incompatibilidade, optar pelo de
escrivao do juizo de paz, renunciando o offlcio de
solicitador, o que fez por meio de peticao, enviaodo
annexa a ella o titulo, que inciuso envio a V. S., a
quem communico em deliberacao do dito No-
blato.
Ao Dr. chefe de policia.Para que possa o
arsenal de guerra satisfazer o pedido que faz a ca-
sa de detencao, de Unas, baldes e cubos precisos
para esse estabelecimento, e necessano que man-
de as dimens5es one devem ter taes objectos.
Ao juiz de direito de Olinda.Informe V. S
de conformidade com a lei, o recurso de graca
junto, interposto por Jeremias, escravo, que se
acha cumpnndo sentenja no presidio de Fernando
de Noronha.
Ao juiz de direito de Cimbres.Informe Vme.
3ue destino teve o recurso de habeas-corpus, que
iz ter rerr ettido para o tribunal da relacao, pelo
qual foi posto em liberdade Jos6 Arara e outros, e
que, segundo seu offlcio de 13 de marco ultimo,
fora mandado para o dito tribunal, onde alias nao
chegou ate 2 do corrente ; providenciando para
que isso tonha lugar.
Ao juiz municipal do Bonito. Informe Vmc.
com urgeacia em que estado se acha um summa-
rio crime, iostaurado por denuncia do promoter
public-} dessa comarca, contra Pedro Lopes da Cos-
ta e outros por crime de moeda falsa.
Ao commandante do corpo de policia.Pole
Vmc. cngajar, sendo idoneo, do corpo sob o seu
commando os paisanos, Theogenio Jose Ferreira e
Joao Francisco das Chagas, dos quaes trata o seu
offlcio n. 541, de 18 do corrente.
Ao mesmo.Transmitto a Vmc. os iBclusos
1 processos de julgamento das pracas do corpo sob
o seu commando, Polycarpo Barboza da Silva e
Jose Victor da Silva, afim de que tenham exeeucao
as decisoes da junta, que os julgou em ultima ins-
tamia.
8.' seccao.
Offlcios :
Ao inspector da thesonraria de fazenda.
Em resposla ao seu offlcio de hontem n. 252, s rie
E, relativaraente a faita de credito que ha na ver-
baeventuaes do ministerio da guerra, para o pa
gamento da quantia de 22*680, despendida pelo
1871.
Ao mesmo.Dando provimento ao recurso
interposto pelo bacharel Chnstovao Xavier Lopes,
nos requeriment js que Ibe devolvo e a que se re-
ferent suasiuformacoes de 19 do corrente sob ns.
250 e 151 serie E, autoriso V. S. a mandar rele-
va-Io das inultas em que incorreu por nao haver
averbado no praso legal os escravos de que tra-
tam as ciladas informacd'es.
Ao inspector da thesouraria provincial.A'
vista das inclusas lelacoes e contas que me re-
metteu o Dr. chere de policia, com offlcio de 19 do
corrente sob n. 1,643, mande V. S. pagar a Luiz
Ferreira de Albuquerque ou a seu procurador a
Siuantfa de 123*000, em qne importou a despeza
eita duranie oa mezes de maio a agosto deste an-
no com osustento dos presos pobres da cadeia do
termo de Papacaca.
Ao mesmo.Expeja V. S. suas ordens, no
sentida de ser pago ao foraecedr dos presos po-
bres da cadeia do termo de Garanhuns, ou a seu
procurador Joao Baptista dos Guimaraes Peixoto,
conforme solicitou o Dr. chefe de policia em offlcio
de hontem sob n. 1,641, a quantia de 60*800, cons-
ume da relacao e conta juntas, e que fora despen-
dida no mez de agosto ultimo com o fornecimento
dos ditos presos.
Ao mesmo. Attendendo ao que solicitou Jolo
Luiz Victor Lieutier no inciuso requerimento, auto-
riso V. S. a mandar pagar ao supplicaate a grati-
licacao a qne tem direito na qualidade de fiscal in-
terino da companhia Ferro Carril ie Pernambu-
co, a contar do mez de Janeiro a 15 do cor-
rente.
Ao mesmo.Recommendo a V. S. que, a
vista dM relacao e conta juntas, mande pagar, con-
forme solicitou o Dr. chefe de policia em offlcio
de hantem sob n. 1,642, a quantia de 96*, pro-
veniente do sustento dado no mez de agosto ultimo
aos presos pobres recolhidos a cadeia do termo
de Bezerros.
Ao mesmo.Mande V. S. abonar por adian-
tamento, conforme solicitou o commandante do cor-
po da policia am offlcio de 18 do corrente sob n.
543, 4 mezes de vencimentos ao official do masmo
corpo, que se acha destacada na villa de Salguei-
ro, e bem assim 5 ditos a tO pracas que para alii
seguam ; sendo o abona do official a contar do 1* de
novembro ao ultimo deifevereiro do anno proximo,
a o das pracas do 1" de outubro ao ultimo tam-
bem |o referido mez de fevereiro.
4.' seccao
Oblcios :
Ao Exm. presidente da provincia da Ba-
hia. -*Passo as maos de V. Exc. as inclusas con-
tas das quantias em que importou o sustento nos
mezes de julho e agosto ultimos, dos presos po-
bres dessa provincia, recolhidoi a casa de deten-
cao nesta capital, afim de que se digue expedir
suas ordens no 3entido de ser realisado o paga-
mento das mencionadas quantias.Iguaes aos
Exms. presidentes das prpvincias de Minas Geraes,
do Maranliao. da Parahyba, das Alagoas, do Es-
pirito Santo, do Pianby e do Amazooas.
Ao Exm. oommendador 'Joao Jose Inno-
ceneio Poggi, 6* vice-presideote da provincia da
Parahyba.Accuso a recepcao do offlcio de 17 do
corrente sob n. 2,503, em que V, Exc. me com-
munica haver assumido a admmistracao dessa
provincia, na qualidade de 6* vice-presidente, por
ter sido exonerado o Exm Sr. Francisco Teixei-
ra de Sa do cargo de presidente da mesma pro-
vincia,
Portaria :
A' lllma. camara municipal do Recife. -Do-
claro a camara municipal do Recife, em resposta
ao seu offlcio n. 78 de 8 do corrente que, tendo
o cidadao Alvaro Noblato, optado pelo offlcio de
escrivao do juizo de paz da fresuezia da BOa-Vista
e renunciando o de solicitador de causas, cuja
provisao foi nesta data enviada ao conselaeiro pre-
sidente da relacao, cessa o motivo do incompati-
bilidade que havia com relacao a esse individuo,
flcando assim resolvida a duvida agitada por essa
camara.
5.' seccao.
Acto:
0 presidente da provincia, atteudendo ao
que requereu Thomaz de Carvalho Soares Braa-
dao Sobrinho, arrematante do 4 lanco da" estrada
de Mnrtbeca, e tendo em vista a informacae do
engenheiro chefe da reparticao das obras publi-
cas, de6do corrente sob n. 334, resolve prorogar-
Ihe por mais dous mezes o praso marcado para a
conclusao do aperfeicoamento do dito lanco.
Offifio :
Ao gerente da companhia pernambucana.
Fica seraeffeito a portaria de 17 do corrente, que
da passgem para a provincia do Ceara a Fran-
cisco Leonardo da Costa e Jacinih-o Pereira de
Mattos; visto ter nesta data concedido as referi-
das pass a gens pela agenda da companhia do na
vegacao brasileira. 0 que communico a Vmc. para
sen conhecimento.
Portaria :
Os Srs. agentes da companhia de navegacao
brasileira mandem tran>portar a provincia do
Ceara, por conta da mesma, a Francisco Leonardo
da Costa e Jacintho Pereira de Mattos, os quaes
d'alli vieram por ordem da relacao desta provin-
cia, o primeire como detentor do segnndo.
KM'EDIKNTE DO" SECRETARIO.
2' seccao.
Offlcios :
Ao Dr. ehele de policia. De ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia, transmitto a V. S. os
titulos juntos de nomeacao dosi*, 2- o 3* supplen-
tes do subdelegado do districto de Capoeiras, do
termo de Bonito, de conformidade com a propos-
ta de V. S. em offlcio de 19 do corrente sob n.
1,645.
Ao mesmo.-0 Exm. Sr. presidente da pro-
vincia manda commumcar a V.S. que a thesouraria
provincial foi antorisada nesta data a pagar a
despeza, de que tratam os seus offlcios de hontem
sob ns. 1,641, 1,642 e 1643.
Ao juiz de direito interino de Buique.Q
Exm. Sr. presidente da provincia manda accusar
o recebimenlo do offlcio de V. S. de 11 do cor-
rente, em que da conta dos trabalhos da 3' ses-
sao judiciaria do jury do termo do Buique, por
V. S. preaidida.
Ao commandante do corpo de policia.0
Exm. Sr. presidente da provincia manda declarar
a V. S. que expedio ordem a thesouraria pro-
vincial, afim de serem feitos os abonos, de que
trau o seu offlcio de 18 do corrente sob n. 543.
Ao mesmo. De ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, transmitto a V. S., a portaria junta,
designando os offlciaes que devem compor o
conselho de julgamento do soldado do corpo sob
o seu commando, Estanislao Ferreira de Souza,
enjo processo lhe devolvo.
3.* seegao.
Offlcio :
Ao. inspector da thesouraria provincial.0
Exm. Sr. presidente di provincia manda declarar
a V. S. que a peticao de Norberia Alves de Li-
ma e Jose Pergentino de Oliveira deve ser infor-
delegado do termo de Tacaratii com as diarias "for- mada com toda a urgeneia.
necidas ao deserter do exercito, Tnootonio Perei-
ra Xavier, tenho a dizer a V. S. que mande oflec-
tuar ease pagamento sob a responsabiliiade da
presideaca..
Ao mesmo. Conformando-me *om a sua
inforrracao de 10 do correnU, sobn. I'-T^neE,
relativa ;i petiejto de Pedro Cavalsanja dc Albu-
quorqne. 1 s:
;ercicio. d-> juiz mani-
DE OEZRH-
DKSPACllOa" DA PRSIDBNOECU DS 1
BRO DE 1873.
imaro Vieira Jos6 da Silva. Em vista da. in-
lurmacao nao ha que deferir.
Bacharel Celso Tertuliano Fernanda Quintella.
Deferido com offlcio desta data ao Sr, regedor do
^ymaasio provincial,
formaTi? *"* dS San,05SiWa- ~ Sha' na ontras nac5es,.aveitarei este propoeicao :-Eire
os nossos antepassados, o clero, mais que uutro
algum estado, Sat benemerito da religiao, da ja-
Iria, das leltras, do idioma. E do dero, o regular
e nisso ainda mais aliamente credor da gratidao
nacional.
Nao tenho seuao um modo de provar o que
afflrmo, que 6 deseendo da vaga these a enume-
racao miuda, que arraigue a coiriccao. Acalw
pois de proceder a um trabalho ingtorio, material,
mas que me parece eloquente em suas singelas con-
clusoes. Aqui te von submetter uma lista de
trades, que o consenso dos doutos canonisou
como classicosy ou mestres, da meUior nota. Om tto
innumeraveis outros, que teriam Jus a igual clas-
sificacao, para que esta relacao se nao tornasse
interminavel. Alim de poderes concluir qne em
todas as ordens religiosas de lingua porluguezi
houve d'estes sabios preceptores, dividi o men
trabalho por algumas das principaes. Aqui teas,
pois, do prazo om que mais floresceram, a separa-
cao pelas religioes, com a indioacao, em cada caso,
do anno aproximado do naseimento do ctassi;o,
e depois dlsso, do nome deile, das suas princi
paes obras, salvo qua ado tautas e tao variacas
sao, que nao cabem senao debaixo da rnbrica
Polygrapltia. Yao as ordens collocadas alphabo-
Ignacio Luiz de Brito Taborda. Entregue-se.
Padre Jose" Luiz Pereira de Queiroz. Como
requer.
Joao Baplisu de Mendonca. Informe o Sr. Dr.
chefe de policia
Tenente-coronel Joaquim Cavalcante de Albu-
querque Bello. Forneca-se.
Joaquim Tiburcio Falcao. Concedo o praso
de 15 dias.
Pergentino Netto de Azeredo Coutinho. In-
forme o Sr. commandante superior da guarda na-
cional do municipio de Olinda.
IHTEBIOB.
RIO KK JANEIRO
CARTAS DE UM VERDAD1JIR0 LIBERAL SOBRE
AS ORDENS RIX1G10SAS.
CARTA V.
Amigo.Denomiaam-se a si mesmos philoso-
phos, isto e, amigos da sabedoria, os antagonistas
dos frades. Ora, aqnella qualidade impoe deve
res. Os primeirns philosophos que passaram da
Grecia para Roma, distinguiam-se a legua pela
barba pendente, pelo mante negro e rocagante ;
estes genios da razio, tiabam por norma conlrapor
a natureza a lei, a razao ao uso, a sua consciencia
a opiniao, e o seu juizo ao que provaram ser
enro.
A philosophia da moda nac tem trajo particular,
porque se inflltra em todas ao camadas sociae*;
nao ha excepcao, nao ha distincc.io, porque os
philosophos andam ahi a tres nor dous ; luzes,
virtudes, sabedoria e lealdide, dispeosa-se tudo,
comtanto que seja espirito forte, isto e, incredulo.
A moderna sciencia das i :.eas, de Scheling ; do
absolute, de Hogel; da razao pelas ideas, de Kant;
da ligitimidade das operacdos da inteliigencia, de
Fichte, como a de Platao, Aristeteles, Cicero o
mais velhos ornamentos e definidores da philo-
sophia, tudo isso se funde n'uma so palavra, cujo
alcance Lamennais nos revela, qnando exclama :
L'm so crime se nao perpetra no mundo, de que
nao tenhamos direito de pelir contas a increduli-
dade. Philosophos assim sao como os moedei-
ros falsos, que applicam uma folba de ouro sobre
um pedaco de nickel.
Mas emlim os nossos philosophos substituem a
legitimidade e a propria suberania do povo, o
que .' a soberania da raz io. Cultores e admirado-
ivs das lettras, so a el las qusrem, so por ellas al-
mejam ; por benemerites de um paiz so recouhe-
cem aos grandes I um mares I.tterarios.
Seja assim, e encaremos por esse lado as or-
dens religiosas, iadependentemente dos multifor-
mes servicos a que ja alluJi.
Havia decahido a influencia litteraria da Roma
antiga. Alarico tinha ensinado aos barbaros o
caminho da grao cidade, e o segredo da impoten-
cia da antiga senhora do mundo ; o ferro e o fogo
eram os arbitros dos povos, que em todo a parte
oppreios, embrulecidos, pareciam volver ao estado
selvagem. Que dique oppuzeram a esta inunda
Cao de barbaric as seiencias e as lettras ? o clan*-
trp.
Nos conventos foram achar seguro refugio es-
sas lettras e seiencias; alii foram guardadas, cul-
tivadas, eslremecidas. Na religiao que em Roma
anteceden a de Chris to, havia uma corporacao sa
cerdotal, coinposta de virgecs, cada uma das quaes
alternativamente velava na conservacao do fogo
sagrado, alimentado dia e mite, perpetnamente.
Foram os monges que, depois das invasoes dos
Godos e Visigodos, mantiveram o fogo sagrado das
lettras ; a ellesdevemos a inmsmissao do vasto de-
posito dos conhecimentos, thesouros com que a
humanidade se tem opulentado e ensoberbecido.
Os principaes monumentos da litteratura, pelos
(rades foram conservados. Com paciencia inex-
cedivel copiaram, corrigiram centenares de obras
valiosas, reproduzindo, antes da imprensa, exem
plares, que sem isso houveram desapparecido.
E 6 a estes homens que irnputamos ideas retro
gradas, aspiracoes de embrutecimento I Quao in-
justa nlo e geralmente a divergencia nas opi-
nions I Os mahometanos denominam caes aos
se:tarios de Christo ; aos sabios da Europa cha-
mam barbaros e a si mesmos sabios e doclores os
mandarins na China. Dar-se-ha caso, que nos nos
estejamos igualmente ottomanisando e mandarini-
sando?
Sim, o mais insuspeito dos homens, Voltaire, o
reconhece. Foi durante largo tempo um consolo
para o genero humano hav.jr estes asylos abertos
a quanlos quizeram fugir as oppressoes do go-
verno ,Todo ou vandalo. Quasi tudo quanto n.i>
era senhor de castello jazia escravo ; so no re-
manso dos claustros se escapava a tyrannia e a
guerra. Nelles se perpetuaram os escassos co-
nhecimentos que entre os bj.rbaros restavam. Os
henedictinos transcreveram alguns livros ; pouco
a pouco, entraram a sabir dos mosteiros inven-
coes uteis. Quantas obras admiraveis uio publi-
caram principalmente aquailes benidictinos e os
jesuitas I
As bellas lettras e a historia sao era toda a parte
devedoras aos monges dos maioras servicos. E' as
chronicas religiosas, ou as obras delles que o his-
toriador vai geralmente procurar o meio de elu-
cidar pontos duvidosos ; os successos de penodos
importantes acham-se consignados nos seus per
garainhos com zela particular, e ficariam perdi-
dos se o historiador nao houvesse levado a sua
planta ate as frias abobadas dos mosteiros, com
a esperanca de encontrar alii, confundidas na
pi'i, riquezas de inapreciavel valor.
E se tamanbos servicos se devem em toda a
parte do mundo aos conventos, chamarei em ou-
tra carta a tua attencao p;.ra os que os nossos
antepassados lbes deveram neste genero, provan-
do assim que entre elles a copada arvore da scien
cia deu nao raenos cogiosos fructos, apezar de ser
tao escassa em extensao e povoacao a terra onde
elles todavia tao luminosos tracos deixaram.
Nao abusarei; tenbo um aproptiado e formoso
oxemplo, dando-te o meu pao parlido'em peque-
ninos.
CABTA VI.
Amigo.Estou hoje com medo de ti e de mini.
Eu, que ja, por impotencia de eslylo, sou pesado.
vejo-me agora assoberbado por um Pao d'Assu-
car, em consequencia do assurapto. Tao arre-
pendido estivesse eu dos meus peccados, como o
estou de te baver asseverado na minha ultima
carta que demoostraria e-pecificadamente o que
alii te alleguei. Eu mesmo nao iraaginava, quando
hontem commetti a imprudencia da u\ promessa,
que a sua realisacao me forcaria a applicar tama-
oho espaco a um simples catalogo. Roer a corda
com receio de ser enfadonho ? era feio, e auto-
risava-te a atlribmres a minha defeccio a impos
sibilidade de cumprir a palavra. Cumpri-la? 6
de antemao conqnistar a certeza de nao ser lido.
Todavia entre os dous arbitrios, nao ba que hesitar.
Eu antes quero me qualiliques de massudo do que
digas que as minhas promesaas sao de raposa,
ou penses que por iute ;esse as fiz, e por maior
interesse as esqneci. Nao senhor; so eta franoez
e que exUte o proverhia ; Pwmetter ciunprir,
consas diversas 3o ; ou c esorevo u portuguez.
Vamos a isto, a para liberuc de wcrupulos,
concedato amnistia pre via, e protesto alo Gear
amuado, se logo as primeiras linhas dares esta
missiva por lida.
Depois de ter alludidoaos grandes servicos pros
- polos claustros as lottras e as scieucias atf
ticamente.
A uguslittianos.
Caspar do Casai -Carta a raioha D.
1500.Fr.
Catharina.
1510.Fr. Diogo do S. Miguel.-hegra de S.
Agostinho.
1529.Fr. Thome de JesusTrabalhos de Jesis.
Oratorio monastico.
1547 e 1830.-Os dous Fr. Manoel da Conceiciio.
Sermoes.
1557.-Fr. Aleixo de Menezes Vida de Fr.
Thome de Jesus. Syoodo do bispado d'Angamile.
1568.Fr. Antonio Freire.Thesouroespiritaal.
Manual dos Evangelhos. Elogio do livro : Priiaor
e bonra da vida soldadesca na India.
1580. Fr. Philippe da Luz Tratado dsdesijo.
Dito da vida contemplativa. Sermoes.
1601.- Fr. Autoni i da Purilicacao-Chronca
dos eremitas de S. Agostinho. Antidote Augus-
tiniano.
1620.-Fr. Nicolau de Santa Maria. -Chronlca
dos conegos regrantes.
1628.Fr. Antonio Gouvea Jornada do Arce-
bispo de Gda as terras do Malabar. Relacao da
Persia e Oriente. Historia de S. Joao de Dens.
1700.Fr. Manoel da Assumpcao Vocabnlario
bengala-portuguez.
1721.Fr. Antonio CorreiaSermoes e pasio-
raes.
Jose Agostinho de MacedoPoly-
17ti.-Fr.
graphia.)
-Fr.
1574.
luzitana.
1.586. -Fr.
1590.-Fr.
Benedictinos.
Leao de S. ThomazBenedictina
Manoel CaladoValeroso lusilano.
Manoel da Aseencao Ceremo lial
dos monges negros. Exercicios espirituaes.
1615.Fr. Raphael do JesusCastrioto Lusit.mo.
Monarchia Lusitana. Vida-de D. Joao (V. Ser-
moes
1648.Fr. Joao dos Prazeres-Yida de S. Becto.
Instruccao de principes.
1766.Fr. Francisco de S. Luiz-Polygraphia.
1808. Fr. Manoel da Conceicio e Barros -E.'e-
mentos de logica e metaphysica.
Carnulitas
1514.Fr. Simao Coelho-Chronica da Virgem
do Carmo.
1530.Fr. Amador Arraes-Dialogos.
15S0.Fr. Gaspar dos Reis-Sermoes.
1610.Fr. Manoel de Azevedo-Pharol meli-
cinal
1648.Fr. Francisco da Natividade -Lenitivo
da dor.
Cistersienses.
1569.Fr. Bernardo de Brito Monarchia Lusi-
tana. Geographia antiga da Lusitania e chronica
de Cister. Elogios do3 reis de Portugal. Sy! via
de Lizardo.
1570.Fr. Bernardino da Silva-Defensao da
monarchia Lusitana.
1596.Fr. Goncala da Silva -Vida de S. Ber-
nardo.
Dominicanos.
1390.Fr.Andre Dias-Methodo para fazer bem
a conlissao."
1480. Fr. Diogo de LemosVida de S. Domin-
gos.
1498.Fr. Andre de RezendeAntiguidades
d'Evoras. Vida do infante D. Duarte.
1504.-Fr. Luiz do Granada. Compendio da
doutrina Christa.
1514.Fr. Bartholoraeu dos Martyres Cathe-
cismo da doutrina christa.
1520. Fr. Diogo do Rosario-Flos Sanctorum.
Summa Caietana. Avissos de confessores.
1550.Fr. Pedro Calvo-Defensip das religioes.
Sermoes.
1550.Fr. Gaspar da Cruz-Tratado da Chiaa
e de Ormuz.
1558.Fr. Luiz de Souza-Historia de S. I)o-
mingos. Vida de Fr. Bartholomeu dos Martyres.
Annaes de D. Joao III.
1560.Fr. Simao da Luz.Martyrio de 13 do-
minicanos. Sermoes
1560.-Fr. Jolo de Portugal -Sumraario da dou-
trina christi
1565. Fr. Joao dos SantosEthiopia Oriental.
Cousas nouveis do Oriente.
1570.Fr. Antonio Feo-Tratados quadragesi-
raaes. Festas e Vidas dos Santos. Sermoes.
1575Fr. Antonio RosadoTratado sobre os 4
Novissimos. Sobre a destruicao de Jerusalem.
Sermoes.
1585.-Fr. Antonio Coutinho-Serm5es.
Franciscanos.
1511.-Fr. Marcos de Lisboa-Chronica ios
menores de S. Francisco. Meditacto da paixao.
Vidas uos Santos.
1530.-Fr. Pantaleao d'Aveiro -Itinerario da
Terra Santa.
1540.Fr. Lourenfo Portal-Casos reservados.
1540.Fr. Agostinho da Cruz (irmao de Diogo>
Bernardes) Poeaias.
1570Fr. Gaspar de S, Bernardino-lliner.ri
da India por terra. Descripcao de Jerusalem.
1577.Fr. Damaso da Apresealacao Obn ja-
(ao do frade.
1578.Fr. Thomaz da Veiga -ConsideracSes so-
bre os Evangelhos. Sobre as lameutaciJes de Jere-
mias. Sermoes,
1580. Fr. Manoel do Monte Olivets -Rej;ra
de Santa Clara. Decisao de duvidas sobre o eju.d >
da ordem terccira de S. Francisco.
1580.Fr. Joao de Ceita Sermoes.
1580 -Fr. Luiz dos Antes-Mesa espiritual.
1580. -Fr. Fausliuo da Madre de Dens-Florile-
gio espiritual.
1580.-Fr. Pedro Gorrea-Conspiracao uni'.'er-
sal. Triumphos euchanslicos. Graca hebrea.
1590.-Fr. SimAo Maehado-Comedias portu-
guazas.
1595,Fr. Manoel dos AujosHistoria universal
Poiitica prcdicavei e doutrina moral do bom go-
verno do mundot
1800. -Fr. Antonio de S. BernardinoCaminho
dftcea.
16) '.Fr. Christovao de LisboaJardim da sa-
iada eseriptura. Santoral. Manifesto da ceguiira.
e'astella e dajusljca de Portugal. Consolijaw
de affiictos. Sermoes.
1G20.-Fr. Jacintho de Deus-Brachilogia de
ipos. Escado dos cavalheiros. Vergel de plaa-
Tas, et;.
i
IfStVR |
* I


^



ijtaA* d^^ernambuco Quinlaifeiia 4 de Dezembro de 187S.
i
=
=
1623.-Fr. Pedro de P.mres -fcariegyr id dciVdtire &Te! quo afive*eirWrii f) procnradoV fct
Barcellos. -Dieeionarw lasitanica i*tino.
*t30. -Fr. Ani-mw das Ghaga*. Sermoes. Car*-
tas espirituaes. Escota do peaAencia; Descngano
do mundo. Ramatnele.
<660.Fr. Mar el da .ConceicaoSermoes.
1731.Fr. Inao dc Soaz*.Laxicriu das paU-
vras portuguezas do origem arabica. Grammatica
arabica. Doesinentos am>ico.
1744. -Fr. Joaquina ie Santa Rosa da Viterbo.
Elucidario e dictjfaMrio portatil das palavras
antigas. Botiea rural. Historia 4a igreja *J Por-
tugal.
1789.-Fr. Mane* da CjejUsteao Argea.Ser-
ntGes.
'Frcires de nemttr.
Alefeo de Santo Antonio Phllsso-
Cimmeoterios sobre as Evaitge-
1541-Pr.
f.hia moral.
Hios.
1570.-Fr
Raque do Soveral Historia do rppa-
recimento de X'ossa Senhora da Luz.
1606.-Fr. Isidore de Almeida-Tratadu das
adantas referitias na sagrada escriptura. Rcgra de
3. Bcnlo.
1614.-Fr. Antonio Lopes Cabral -Panegyrico.
Pancarpia. Triumpho dos aaiinaes.
1673.-ft. Thomaz da Luz -Diccionaria latino,
etc.
Jtmmgmaa,
1497 fr. Braz de Barros -Epetho de perfoi-
^ao. ConstituigBcs e costumes dos eonegos dc S.
Agostinlw.
I5T6. -Fr. Alvaro de TorresDialogs espiri'ual.
Directorio de confessarcs.Regnw de S. Agosti-
nho.
ISJrt.Fr. Heitor Piule-Imagem da vida
efaristA.
1751.-Fr. Diogo de Moko e Menezes -Gram-
matica lalina moierua.
JesiMtm.
132\-Padre Marcos Jorge-Doutrina christa
1525.-Padre Gaspac Villela-Carlas de lap* e
India.
1531. -Padre Caspar Coiilbo CarUs do la-
pao.
1532. -Padre Amador abatlo-Cartas da ludia,
China, Japao, Angola.
t6i0.-Palre Ruarte de Sande-Itinerario des
prin:ipes jap mezes.
1542.Padro Joao Rehello Hiatoria dos mita-
gnt.
t.'ioO.-Padre Feraao Gutrreiro Helagao dos
paJros da companhia na India, Japao, Brasil, An-
gola, Cabo Vorde, Guine.
1650. -Padre Alvaro LoboMartyrologio roma-
n) Chronic* do car dial rei R. Henrique.
1550Padre Joiode LueenaVida de S. Fran-
'i-co Xavier.
1554.Padre. Antonio de VasconeellosAnace-
phalenses. Tratado do anjo da guarda.
1580. Padre Bartholomeu GuerreiroSermoes.
Cnnia dc religiosos. Joraada para reeuperar a Ba-
li ia
1560.-Padre Diogo Ribeiro -Doutiina christa.
1562.Padre Dioro Moolairo-Arte de orar.
Ileditaedes.
1573.Padre Prancisee de Mi/ndan^a Ser-
moes.
1374.Padre Laiz Figueira Grammaliea da
iiagna do Brasit
1574. -PaIre Andre sa..-.>.s de S. Ignaeio de Loyola e S. Francises Xa-
-vier
158 >.Padro Thimotheo Sflabra Pimentel
Bsorta&o militar. Bormats.
1390 Padre Antonio fio Andrade-Doscobri-
n^nto dos rrinos de Tliibor.
ISSJ5.-Padre Balihasnr Tolles Goronica da
i;npanhia. Ilxtoria da Elbiopia a Alia ou Preste
Joao.
1597.- Padre Simio de, Vasconeellos-Marayi
Hi k do Brasil. Chroniea da companliia n Krasil.
Vida de Anchieta. No'icias das cusas do Bra-
sil.
tS07. -Padre Francisco AyresRegiincnto os-
piritual. Bsann da orig-Mii e decadencia da* vir-
ludvft Relrato de pi udenies.
Mil). -Padre Antonio Gouto.Genlio de An-
gola.
ItUio.Padre Bento PereiraProsodia cthesou-
ro da lingua portogueza. Fiorilegio portogaec. ur-
llnigrajillia.
Mi'K -Padre Antonio VieiraPolygraphia.
Iti 17. Padre I'ernao de 'ioeiroz -Vida de Pe-
dra i!-1 Basto.
J620.Palre Pedro Dias-Arte da liDgua de
Angola.
I(i2'l. -Padre Alexandre de Gusmao-Escola de
Beletn. Ai to de croar bein os Clhos, 0 corvo e a
pomba.
1631V-Padre Manuel Goli.tho -Horaiioevange-
lico. Relacao do caminho da India.
1641.Padre Francisco do AmaralSennoes.
1676.Padre AndrS de BarrosVida do ;>adre
Antonio Vif-ira.
1713Padro Manoel de Azovedo Arle poati
ca. Faslos Anlonianos.
162.J. Pa*re BarUwIomcu dp QenUl-Uedita-
^**s. -rm5e.
ii4.Padre Manoel Bamardes-Luz c calor.
Nova FlorPsUj. Exorcicios, etc.
lt>7ii P idre Manoel Gohscieoeia -Novcnas. Go-
ioa angelic,'. SermSitf. Moralidade enganada e des-
.ngan'ada. Acadeinia de erudic4o sacra e profana.
Velhice instruraae deJruida. Floresla novissima.
17:5.Padre Antonio I'ereira de Figuciredo
Olnas sobre lalinidad.-, rheturiea, elo<|uencia, lin-
suagein nacional, historia, theologia e materias
ecclesiaslicas
1731).Padre Antonio Alvares Ortliographia
la!i;ia.
Tiinitartos
1370.Fr. Nicolao dc Oliveira-Grandezas de
Li-lma.
1374.Fr. Gliristovao Osorio.Pancarpia.
IC02.-1-V. Aii'.onioTeixeira-Noticiaj astrologi-
cas, necessarias para a medicina.
Basla poleria eu ainla duplicar, nao certa-
nioiite em riualidade, mas em nuantidade, os no
ines deste catalog* de mestres da BO'ssa lingua for-
inosa. Ecrire os aqui enumerados, ha os de 1* 2" e
3* plana, mas todos sao crassicos, ou de boa uota.
Eicriptures taw coino Autonio Vieira, Luii de Sou-
za, licit >r Pinto, Amador Arraes, Joao de Lueena,
Manoel Bernardee, la esses sab raros em tedas as
titteraturas ; e se nem todos os outros podem om-
brear com os luminares do patrio idiomn, e lam-
bein nao menos rerlo que aijuelles fora do claus-
tro ningntm j^mais excedeu.
Julgo, |Kirianto, haver demonstrado que da nos-
sa, coino das outras linguas, foram os frades alta-
mentn benemerilos; e que se a cultura das leltras
< litnto para 'ajnanhos applausos, ntDgem mais dig-
nos doHes qae as ordens religiosas.
Urn verdadeiro liberal.
( Nafoo.}
PEEMMBITCO.
REVISTA DIARiA.
Recebedoris de rendas internas
verses. -Pdr portariaf da presidencia da pro-
viacia, do 1 do corrente, foi nomeado Manoel Pe-
reira Magaihaes cobrador da recebedoria de ren-
das internas geraes, visto nao ter aceitado bsse la-
gar Joaquira de Gouvea Cordeiro.
Autoridade polieiaes.Por portaria da
presidencia da provincia, do 1* do corrente, foram
'notneados Raymund) GoB^alves Perente e Manoel
Concalves Dias Parente, e 2 sapptentes do sub-
deiegado do districto de Grasito.
Deantados aroviaeiaes. Recebotnos
faontem o resnltado seguinte do 5 districto :
Collegio da Boa-Vista.
Novaes 28
Ooelaalo 26
iiilva Bego 25
Arcondo 21
Alenear Rodovalhj 14
Fabio 13
Alves 12
Antonio Paulino II
Attico Leite 1
Tolentino 8
Resunn de todos os collegioJ, 2om excepIo
de Ouricaryj eom 48 eleitores :
Dr. Antonio Paulino Gavalcaote de Albuquer-
que 223
Dr. Areoneio Pereira d3 Silva 216
Df. Cineinato Alves Cavalcanta Camboim 2'4
Dr. Jos6 Nicolao Tolentino de Carvalho 211
Gonego Antonio Jose" F. de Novaes 178
Antonio Attico de Suuza Leite D3
Dr. Manoel da SilVa Rego Il
Dr. Francisco Alves da'Silva 98
Dr. Joaquim Francisco dc Barros Barreto
Dr. Fabio A. dos Reis e Silva 93
Gamara municipal do Recife.
Sundo lido hontem. em essao ordinaria desla cor-
poracJo um offlcio do Dr. jaiz substituto da I'
I'ara da comarca do Recife, pedindo informac5es
iBesma canwra em recoRhc.o.re observar o eK
press) na mandado 4c inaiirvnijao coaceli.l > a
ftivitr fles Srs. Paula <& Mafc*, na qucstao do ser-
vicp ortaario, alleganflo quelle eenprcfado ter
recebido ordens da anurra.para nao dar enmpri-
mento a tal manitado ; flepois de calorosa discas-
sao, era que toinaram pa?te a favor do acio do juizo|
os Sra. llieodoreSil*,NeveseCunhaGntmaraesjj
< contra ella oaSrs. Br. MoseofO e Rego de Albu-
querque, foi aaandado chamar o advogadoda casa,i
aiim de daraea ptrecer a rcspeUo.
Presente. aqacile-. opinou cobm lhe parocia, e
cm segaida a camara resulveu qua se aceitasse
o inaadado, eneskj sentiilo seoficiasse ao respec-
livo juice ; 'baseando-se essa del beracSo na se-
guinte votaejko : por ella, os Sra. Theedoro Silva,
Gunha Moaaaeo e Rege e AlbnqniTqse, que'vetaram qne
n.-io fosse aceito o mandado.
Itnntrtran)<-iilit No salie de honra da!
Faciddade de Dir 'ito, dense houteai a eollacio de
grae aos doatorandos Joao Vieira de Ar'aujo e Eli-
tea de Sonea Martins, servindo a l)os de para-
nympho oSr. Dr. Jose Joaquim Tavares Belfort.
Assistiram ao aclo, alem da corporacao dos Ion-
ics dessa faculdade, SS. Exes, es prcsideme da
provincia e commandante das arwas e um cres-
cido numero de convidades e cstudantes do curso
de dlreHo.
fflraram no acto os Srs. Drs. JJel/ort e Joao
Vieira.
Exposicao Auricula. A afflueacia de
visitamtes aexposifao agrijola, iaaogurada a "2 do
corrente, pda sociedade patrion'ca Doze de Setem-
bro, tem sido bastante animadora.
Ante-hontem, nao obstante a coplosa chuva
que cahio sltada por 935 pessoas.
Hontem, duranteo dia, viskaram na II", e das
3 ate as 8 horas da noite 700 aesseas,
Ao todo, ale 8 boras da noite de hontem, visita-
ram a expo ram alguma cousa ao cntrar no palacete.
Esses donatives voluntaries, cjibo ja tivnmos
occasiao dc dizcr, sao de-tinados a um auxilio
para a sociedade dos Artistas Mech?nicos e L'be-
raes, com applicacio especial ao ineportante edi-
ficio que ella esta ergnehdo na roa de Santa Isa-
bel, para o lyceu de arles e offlcios.
0 edilicio da expusicilo, illuiaiuado a noite,
apresenta um aspecto rauito agradatel e digno de
ser visto.
1I<>\ iiiM-iito postal. -Acomccar do dia 8
do corrente, as parttdas dos estafetas postaes se re-
gularaopela tabella que publicainos do lugarcom-
petente.
Trilhos nrbanos de OHndhv So dia
10 do corrente^ as 4 horas da tarde, deva haver
reuniao da asscmblea geral dos accionistas desta
companhia, para proseguimenlo da discussSo dos
trabalhos adiados.
.Hissa funebre.Hoje, as 8 horas da raa-
nba.mandao Sr. Antonio JosC Dnarte Goimbra,
propnetario do theatro Santo Antonio, celebrar ho
convento de S. Francisco, uma missa pelo descan-
r.o etern i da Exma. Sra. D. Amanda Paranagua.
Pa^adoria de fnzenda. Nesta es-
lagao pagam-ae hoje as segnintes folhas: justica
de I* instancia, capitani i do porto, recebedoria,
correio geral, empregados da estrada de ferro.
Os funccionarios que deixarem de receber neste
dia, so poderao fazc-lo do oitavo dia util cm
diante.
Carcec cuidado Moradores de Santo
Amaro das Salinas se nos queixam do estado em
que se acha o bond n. 9, que anda nessa linha,
tao mao que ameaca a cada momento um desastrc.
Chamamo< para isso a altenciio do Sr. gcrente da
companhia.
Illusiracao licspahola e ameriea-
na.Acaba de chegar o n. 40 deste jornat ina-
drilcno, contendo irravnras o artigos importantes.
Ctnenrso. Na semana passada precedeu se
o concurso para provimento da cadeira de lingua
pirtnguezada Faeuldide de l>:r;it>.
Formou-se a commissao do jnlgamcnto dos Srs.
Drs. OaeMo Rodrigues, I'into Junior, Jorge D ;rnel-
las e Franco de Sa.
Seis foram os concurrentes, que licaram a^sim
clasificados :
Em primeiro lugar, o Sr. Dr. Joaquim Moreira
de Barros Oliveira Lima ; em segundo i>, Sr. Dr.
Albino Goncnlves Mtira de Vasconeellos ; em ter-
ceiro o Sr. Dr. Jose Diniz Barreto ; em quarto, o
Sr. major Salvador Henrique de Albuquerque ;
em qninto, oSr Dr Luiz Emigdio Rodrigues viaa-
na ; em sexto, o Sr. Dr. Joai Baptista Pinbeiro
Giirte Real.
Olinda. Gom a magmflceacia condigna,
tera lugar a festa de Nossa Seahora do Guada-
lupe, que se vener* em sua igreja d'aquolla ci-
dade, no dia 7 do corrente. Orara ao evangelho
0 Rev padre Verissifflo, eao Te-Deum Fr. Joao dos
Martyres.
A'ova pnblieacao. Acaba de sahir.i lu-
e aeha-se a venda na bvraria Universal, na rua
do Imperador a. 34, a obra 0 Fim do M*lo, na
qual o seu autar, baseado nas prophocias de Da-
niel, Ezepiiel, etc., no apocalipse de $. Joao, e nas
epistolas de|S. Pedroede S. Paulo,procura demons-
trar qnc somos chegados aos tempos do reinado do
anti-Christo, quaes as suas coasequencias, e quan-
do deve vir o reinado dc Deus. E' obra digna de
ser Ma e recommondavel por muitos utulos.
inigueritos. Tiveram o conveniente destino
os seguintcs: o que effectuou a subdelegacia do 1
districto de S. Jose contra Manoel Ferreira Mendes
de Azcvedo, autor dos ferin entos recebidos por
Francisco Garlos Pedroso; e o que levou a elfeito
a delegacia de S. Lourenco contra Portunato Jose
ile Lima, pelo assassinto de Jose Damasceno de
Barros.
Bora eom bomNo povoado do Espirito
Santo, do districto da villa de Tacaratu, Jo?6 da
Silva dirigio se, em (6 d-i mez ultimo, a casa de
Manoel Belle e ferio o gravemcnle com uma pu-
nhalada. Este, pordin, nao quiz ser-lbe inferior ;
tomando o punhal daquelle, com o qual havia sido
ferido, ferio-o tambcm gravemonte com outra pu-
nhalada. Raramentc da-se um tao exacto ajuste
de contas.
Afo^ado. -Foi como falleceu o pardo Joa-
quim Jose da Conccicao, que desappareceu po dia
1 do corrente, na occasiao era qne se banhava na
camboa denominada do Retiro, no districto de Mag-
dalena, sendo hontem encontrado o sou cadaver,
poueo acima do lugar em que se havia sabnter-
gido.
A vistoria deu esse mesrao resnltado : que sue-
curabira a asphixia por submersao
Beneiieeate de (Himla. Para o proxi-
mo douvngo, 7 do corrente, esta combinada uma
reuniao dos membroi daquolla associacao. sendo o
ponto para ella designado a igreja dos Miiagres da
mesma cidade.
Tendo de tratar-so de negocios de surama im-
portancia a bem da associacao, e de esperar que
nenhum de seus membros falte.
Morte. -A's 6 horas da tarde do dia 1* do
mez corrente, Domingos, escravo do Dr. Francisco
do Rego Barros de Lacerda, assassinou, no enge-
nho S. Francisco, do districto da Varzea, a ama
sua parceira de nome Damiana, dando-lhe oito fa
cadas, e evadindo-se era seguida; mas com tio
pouca felicidade que no dia seguinte (i) foi captu-
rado pela subdelegacia do Poco da Pahella, das 3
para as 4 horas da tarde desse dia1.
Loterla. A qne se acha a venda e a 78.*
a beneficio do hospital da ordem teiceira do Car
mo, a qual corre no dia 10.
LeHao A manna, 5 effectua o agente Pinto
o leilao de algodoo-, rrsoados, chitas, madapolSes,
ferragens e chapels, em seu escriptorio, na rua do
Bom Jesus n. 43.
A's 10 1(2, em ponto, do dia sabbado 6 do
corrente, vendera o mesmo agente a botica da rua
do Barao da Victoria' h. 39. bem perteucente a
massa fallida de Jose Francisco Bitteneonrt.
gCasa de detea^ao.Movimento do dia
2 de dezembro de 1873:
Bxistiam presos 302, entron 1, sahiram 2, exjs-
tem 301.
A saber :
Naciomes 228, mulheres 9, estrangeiros 28,
e3cravos 29, escravas 7.Total 301.
Allraentados a ensta dos cofres pnblicos 241.
Movimento da enfermaria do dna l de dezem-
bro de 1873 :
Tiveram baixa :
EmiHano Jos6 da Penha, hemorrhagia.
Jesuino Corrda de Mello, sarnas.
Teve alta :
Seba-tiana, eserava de Belfarmmo Alves Aroeha.
Coralterio publleo Obituark. do dia 2
de dezembro :
Pedro, pardo. Pernambueo, 2 raezes, Santo An-
ton! ; bexigas.
Maria, branca, Pernambueo, 10 horas, graea ;
I'sp'i-IMO.
Fr 1'ieisca. parda, Pernamboeo, 6 mezes, S. Jo-
se1 ; e-|ia^m >.
Salv no, escravo, preto, Pernambueo, 38 annos,
S. J -e ; variolas.
Luiz, escravo, preto, Pernambueo, 61 annos, S.
; hepatite chroniea.
Maria Antonia Cecilia flos Santos, parda, Por-
^lamhuco. 30 anacs solleira, Boa-Vista; boxigaa.l Demado que as reform*? ( in ttomine) san pua^
llernardfi >Iap:c, branco, Ilcspanha, M aaaes, [nlk* Jp um fim, mas um nujiai.'gara subirem.
se'tejru, Boa-Vista, liospital Pedro II; variolas.
Gerrmoo Antonio deMoraes CarvalUo, Pcvn^m-l
Boa-Vista, hospital Pe
20 aaaes, solteiro,
buob, OS anaas, ^cHeiro,
drjjl; unihto.
Maio Jean, branco, Franca,
Boa-Vista; tebre amarella.
Antofflb _'ne da G.sta, preto, Man
rci, Santo Antonio ; eslupftr.
Eugenia Maria d*s Gand*as, preta. Pernarabn-
co, 60 annc s, aohena, Ma-Vista, nospital Pedro
II; tnberculos.
Ludovinji, toj^nca, PernanmBCO, 3 anno%
Antonio; besiga*.
lire NGW
LI
l.0O.O0O
60.01V)
4SO.0OJ
40.000
London & brasiliax bank
MITSB.
Capital de Banco...........
subsr ripto..........
u najpa...........-----
Pundo dereserva eontra dc-
preciagae do capital......
*L*N$e DA CAHA FILIAL KM PKHN.\MMUCO BM 29 D8
KoVtMSRO DE 1873.
Activo.
Letras descontadas.........
CredHosdiversos, outros ban
cos e caixas filiaes.......
Cafxa:
En> ineeda corrente
DaliiaBapossibilidaile da rca'.isacio pelos conser-
vadnrw. TTT~y
tfiplc menos Ihes inlerossa e*>fd"b paiz seja
am nao refunnado, com tanto ^fe tcntiain cllos
esse pe da caatiga.
Bern nos recordamos ajnda da ameaca que fa-
un:
se
AS TOfl
foraia an_
Santo bem eaeuii
a luz, porq
foi pihlica
os tolas defl
or nest
bees real
in irald
que ag.^a quereaj, esflo por tal
das, quo ningiieaapode enxergar
iz espera i\C sobre ..-Has se faca
politica dos liliardndeiros sempre
mgodo e de neijaga para apanliar
raes, que acredita* nos transfo*.
saber: -que de que se tra
uas rnforiuat, I'elas ex
^Ee, em vist
pe acham
enominai
(do codigo
wons coslutnt$
gas e aposBpfde todos a tempos.
.........
1,471:013*690
686OOU610
396:292*880
Rs.
2,533:338*210
Passive.
Depositos:
Em wmta cor-
rente......
Fivos e
aviso.
por
418:310*090
710:426*130
uTeditos diversos, outros ban-
cos e caixas filiaes..
Letras a pagar.......
----- I,t2*:76*220
Rs.
S. E. *0.
Pernambueo, 3 dc
1,408:9711990
15:899*000
2,533:3385210
dezembro d> 1873.
W. B. Hilton,
Acct.
PARTE POLITICA
WBUtttWES I reiiDB
PARTIRO < <>VSllt\ \IMMt
RtXCFE, '* DE DEZEMBRO DE 1873.
A pyraniide politica esti invertida, porqueo
podcr n.io sobe do povo, vem de cima do rei. n
Apregoaudo o principio falso, anarehico a anti-
constitucional, qua acima lieu transcript?, oe tiber-
dadeiros da Provincia declaram agora que elles
nao tiwram in menle se nao a exhibicao de um
f'ieto cootrario ao priacipio que adoptam : a saber
o da liberdade pj'ltica, do governo da nacio.
Qual &, porem, esse principio dogovernoda na-
cio e em que consiste elle, nio nos dizem o< pro-
oincianos, se nao por mouosyllabos. porque a sua
politica e um my'.ho, que so elles comprehendem.
E" a esta mesma constituicio, escrevem elles,
nossa lei fundamental, ijue nos succorremos para
clainar pelo goveroo da nacao a
Mis, se vos confessais ao mesrao tempo que a
constitui?So deu ao imperador o poder de eseoiher
Uvremente os sens ministros, bem como o poder
moderador, qua absorvo todos os outros prfere*,
dniid : resuita, que o poder nao sobe do povo, inns
vem de cima do rei, como pois quereis eurar o mal
com o proprio mal ? Somos ineptos e o qne entio
sois vos, wo "pazos de decifrar a meada, em que
pretenddis sempre on-volver este paiz, i|uc, por nSo
comprehwider vossos escriptos, Ua muilo vos tera
votado ao esqueeimento e ac desprezo f
Todos os .ioJeres no Brasil sao delegacies da
na^So mas vos nogais esse principio, dizendo
que a eleicao, unieo meio da deleglicao, c uma
mentira, porque a uraa esta entreguo nas maos
itnpuras da policia.
Para reparar esse grande mal propondas v>h ou-
tros o remedio heroieo da eleieao directs; m.is essa
eleigao directa que collocais nj ounia do todas as
refonnas o jii nao cootraria ao espirito e a lettra
da oustituii.ao ?
Em lodp caso como confessais que -a esta mes-
ma onstituicao, nossa lei funlamental, e que ha-
veis de soceorrer-vos para clamar p*lo governo da
nacao, quando e a essa fonte impura, que atlri-
buis os nossos males f
Vos estais am Jolirio eoasUnt* I
Sim, ou nil, publicistas provincianos, quereis a
reforma consiiiucional da eleieao ?
Sim ou nio, quereis essa reform* pelo meio or-
diaario de uma sei cornmum, ou por meio de uma
camara constituiute ?
Sim ou nio, quereis para essa eleieao as bases,
que alii estao consagradas nos artigos 92 S 4* a 95
1.'T
Eis ahi o que nao sois capazes de dizer franca-
mente ao paiz, porque estais persuadidos de que
podeis contiuuar a illudi-lo com as vossas fallacio-
sas promessas, vagas indelinidas e inysteriosas.
Desenganai-vos. senhores, quo o tempo da illusio
o da mentira osta passado c os inlluxos da opiniao
politica, que anhelara novos horisontes, vos con-
demnam de um raodo inexoravel e csmagador, a
vos, ociosos egoistas, que iu i tendo comprehendide
a nossa epoca, dispertais agora bem tardios dessa
lethargia pmfunda, a que entregastes o paiz dur.in-
te o impreiicuo e inutii dorainio do vessa adrainis-
traciio
Podeis contiuuar a assacar-nos todos os insultos
e a es*e bonemerito pernambucano, puro, imina-
culado em sua vida publica, mats do que o qual
nenhum tem honra Jo a cadeira presidencial; cha-
mai-nos incpizet, jornaleiros, alugados, ineptos,
que nos seguiremos avante a nossa estrada lumino-
sa, marcando com o ferro em brasa as faces dessa*
renegados politicos, e que hoje se iuculcam de
apostolos da liberdade, para mais faeilmenle illu-
di-la e atraieoa la.
Dizeis qua e necessario tirar ao imperador o po-
der de eseoiher licrenunte os seus ministros, e nos
vos pergu alamos a que outras maos pertendeis eon-
liar essa importantissima faculdade ; porem vos
nao respondeis uma so palavra, porque toda a vos-
sa politica e de palavrorio, para gaohar tempo e
illudir as mais serias questdes, que nao sois capa
zes de discutir e aprofunlar.
A opiniao, que vos enchotou do poder, ficai oer-
tos, nao vos applaudirajamai-, para correr as mes-
mas aventuras, de quo exiiibistes tao laraentavel
copia.
Todos estSo presenciando os vossos indecoroaos
manejos, pois que nao pode ser permittido a ho
niens, que se inculcam da dmtrinadores da politica
de um para aventurar proposigoos como estasde
que se deve supprimir ao imperador o direito de
eseoiher Uvremente os seus ministros, sera que
Ihes corra urn dever serio, qual o de declarar ao
mesmo tempo a quam deve passar ou deve ser
con ferido o mesmo direito, que se quer supprimir
ao imperante.
Ao paaso que esses provincianos arrojara-so a
semelhantas paradoxos com a malor sem ceremo-
nia deste mundo, preteadendo ate constituir o po
der judiciario pela via do sullragio popular, a ina-
neira dos Estados Unidos, procuram por outro
lado insinuar-se como muito amigos e devotadoa
da monarcbia, pot qunm mo'rrem de amores, mas
que quorem-na reduiida e cerceada ate o extreme
limi'e da descentralisacda politica administra-
tiva.
0 imperador e tambem de quando em vez o aiv
de todas as invectivas as mais puugentes.
Reprosentam no as raassas como' o poder petsoal,
absofuto, despotico de garras adoneas, que pela
sua omoipotencia conserva os ministras ; despola
disfargadp, que maotem no Brasil uma politica de
descoDllanca e restriccoes para eom os principle*
liberaes e aoqaal se deve aupprirrJir a litre tsco-
lha dos ministros e com esta o piano do mesmo
imperador de smiquifar os partjdoS ; qoe qtter
dividir para retnar; eni nma palavra awaro esses
estonteados escriptores a resDonsabindad> de tb-
oos oi males do paiz a eonta do imperador, que a
final 6 ale o culpado da desmoralisapao e do des-
credito e despfero, emqiie 16m cattiw' osliberda-
deiros da Provincia 11
0 mais extraordinario i que, depois de mil im
pr.iperi.is contra a pessoa inviolavel, volvem os
provineians muito rae'lgos a graciojos, dizendo-se
muito affe-.tnosos da rconarchia e aeonselhaado o
imperante, ja se sane, para chama-lbs ao poder,
aiim de salvarem a patria que se acha em perigo
ein:neiitissimo I
E e a nds outros que chamam ineptos 11
Para bem a\*aliar a politica de patriotismo dos
U':* bberaes ds. Propinch. transcrevemos o se-
g.i'iue da -eu domoro de hoje :
B-;t v mi a ''rovinda em, traces geraes e ia-
cisu'-i- o quadro da sff'ir.cae pobfca, apontando as
ins ijiiH nos -3e iirgenles- ^partz as quaes
o ptr' li lit ado.
X politica no alto sertao da Pa-
rafiyba.
Tatnbs obrtrvado que a-marcha da politica no
alto .sertao daquella provincia ^ sobre raodo lasii-
rriavel em relar;4o aos potentados de certas e de-
lerniinadas localidades, os quaes acoi>crtados com
o manto sagrado da lei pelas poslrSes, que ora in-
diguamente o'-cupara, coinraelleai as uaiores arbi-
trariedades, e fieatri impnites como entes necessa-
rios a um partido, que de tal gente bem podia
prescindir, pois nao e do partido conser .-a lor que
o Brasil espera semelhaoles dasraandos. Estamos
em umaepoca em que os scelerados, os reprobos
da opiniao publica, que deviain expiar em uma
masmorra seus crimes para o bem da sociedade,
sao estes que so aeham nos cargos publicos, de
posse da justica c do direit i. Podemos asseverar
quo o paiz tocaa sua decadencia, a'moralidade, os
bons costumes desapparec.eram da face da terra
para dar assento ao vicio, ao crime, a raalvadeza
eiiillm.
E' assim que o Sr. coroael Joao Dintas de Oli
veira, qje actual e hypocritamente se diz chele do
partido conservador na eidade do Pombal, arros-
tandb a justica publica, lanca-se unpotuoso contra
todos que procuram imp5r embaraej na carreira
de seus desatinos.
Dia apds dia, cahe a seus pe* uma vicliraa de
sua eolera e poderio, mao grado do partido cbn
servador, bem o sei. Nao ha muito, foi naquella
Comarca barbaramente assassinado o tenenta Bar-
ros, official de policia, distiocto por seus servicos,
bemquisto e chorado por todos os grupos politi-
cos. E lica impuno o Sr. coronel, porque assim
apraza.seus protectores E'pena que sejam
conservadores, ao menos in nenine I E para maior
facilidade desta impumdade, diz-se ter o presidente
da provincia se prestado a nomeiar promotor da-
qnella comarca. ao bacharel Jos^ Ferreira Sobre
Formiga, o qual por ser ra*gad> de origem e de
convicjao, facilmente se prestsra a pacttur com os
desvarios de coronet.
Gonsta que novas victi mas sao indigitadas para
seu bacamarte malfadado, porque conta quo a pre-
sidencia nio procothra como o Exm. Sr. teixeh'a
deSa, que nao da guarida a assassinos, por mais
que blazonem de prestar a pohtica e ao paiz rete-
vantes servicoi 0 que avancamos esta provado
pelas paries ofneiaes do Exm. Sr. Teixetra de Sa ;
a rcsponsabilidade a qoe fez sujeitar membros de
sua familia, e por um offtcio qua a propria vicliraa
lhe dirigira nos paroxistnos da morte, e como as-
cusa em sua defeza.
Nao obsiante, tantos documents ijae desabo-
nam a conducta do Sr. coronet, que dao Ltdtcio de
queciprichosamente d co-participante em taes de-
lictos, continda elle a gozar da induljencia de seus
protectorcs e importancia do governo I
E' a maior prova de qae a jtistica em nossa ter-
ra (' uma burla, uma historia de fadas com que se
alimenta a inuginacSo dos parvos e ignorantes
Porem, sobre tolo, o qne e mais friste, e qua-n-
do se apresenta um magistrad) no camprimento
de seus deveres, os iirotectorcs dos scelerados pro-
curam snpplantal-o, ate qne nao quereirdo dosmo-
ralisar-se, retira-se, quando etles proprios nfn o
ameacam com a faea de ponta em punho ou o ba
camarte a frente de sua casa.
0 Sr. coronel leva sempre a habilidade de con
servar coins go bons instruments para manejar
esta arma (sna favorita) que deu cabo do infeliz
tenenteBarros I E' alrozmente calnmniadj por
seu orgao na imprensa o Dr. Francisco Jos6 dc
Souza, jnrz municipal e interino de direito daqael-
la comarca, por na> commungar com sua3 idCas,
por nio qnerer tomar parte em seus actos de ca-
nibahsmo, por dizer a lei o o direito sao a mi
uha rotjna. Coqsidera o instrumento do Dr.
Jose" PaatTno de-Pigneircdo distnrcio jmz da d ret-
to da comarca de Souza. E>te integro magisirado,
saiba o queoi quizer, desd-J muKo tempo, qao rtlo
lerabrando-so do Sr. coronel pela degradaeao a qne
o tem arrastado o seu estado alcoplfco, pouco
se lhe da que o Sr. coronel viva ou nao era politic*.
Se alguma cousa o Sr. Dr. Francisco Jose de
Souza fazia a bem da justica, era pelo sea carae-
ter probo e de moco ainda nao corrompido por
iniluencias inesquinhas e anastardas de pequ^nas
localidades. Trabalhava pelo bem de todos, e so
queria o cumprimenlo da lei, e iguil distnb'iiao
da justiga.
Allega ainda o Sr. coronel cm sua defeza in-
serta no Jornal di Parahyba n. 1010, que este ma-
gistrado alhciado pelo professor Valpes alba da
lamiha Costa, sua inimigi, engrenlava toda
sorte de meios para persegui In. inexacto tudo
quanio apresenta S. S. para livrar-se do mao
conceito que nestes ultimas tempos volunta-
riamente tem adquirido. Em toda sua defeza pare-
ce resentir se bastante do Sr. Dr. Jose Paulino,
Sue demonstra visivelraente assombrar-se com
lie, dizendo que quando o homem nao pode em
sua bcalidade dirigir convenientemente uma poli-
tica, nao so intromette com a dos outros terraos.
E' um recelo vao sem fondamento qne tem o
Sr. coronel, e ao mesmo tempo uma injustica que
lhe faz,visto como em toda comarca de Souza reina
a paz e tranquillidade, e 6 istb devtdo ao seu lino
politico, e as suas maneiras brandas e agradaveis,
com que sabe conlentar e cooler a todos os seus
correligionarios. E" forija confessar, Sr. coronel,
qua o Sr. Dr. Jose Paulino o qne tera deve a sua
conducta e lalento, e felizmente e conhecido ate
no parlamento, e qualquer pecha que lhe queira
inculcar para sahirse defeeu drama sanguinolento,
reverters como bala de lodb a aqueJle que de or-
dinario a arremessa.
0 Sr. Dr. Jose Paulino esta rauito (era de sua
alcada, Sr. corooel,_ contente-sp V. S. com sua
sorte de mao cidadao c iaconscieate politico.
0 Sr. Dr. Souza, pela razao raesnw de ser da
eecola do Sr. Dr. Jose" Paulino, gyra em odtra orbi-
ia mais nobre do qoe a que lhe e attribuida por
V. S. no Jdrnal da pHrahyba, orgio do partido
conservador II
Recife, 3de de dezembro 1873.
Om cottservador sertatujo.
QiicstAo
HAZOES OB
Hatrnrii e Hamin^iiex
APPELI,Ai,:\0 POR PART* DOS AP-
PELL.VNTES
A sentenea appellada declara nullo todo o pro
cesso pela iltegitimida Ie dos appellanles para de
nunciarera no caso sogello, porquanto, se a queixa
tem logar em todos os' crimes, erti que hoover
um offendido, uma vez quo seja por este intentada,
ou pelas pessoas menciooadas nos arts. 72 e 73 do
codigo do proeesso criminal-, nio suecede o mas-
mo a respeito da denuneja, que nao scnSo nos crimes espeeidcados no art 74 do mes-
rao codigo, duando dada por qualquCr do povo,
sen to que so o promotor denuncia em maior es-
icala, pornue a sua atrribuicao, aletn do ar,t. 74,
d ampliaaaaos casos Aj art. 37 do mesmo codigo,
e, nao estando (diz a seritehca appeltada) os cri-
mes policiaes cOmWehendldds no citado art. 74,
'riio podein 6s particalares denuncialos, nem a
autoridadd processarite aceitei' essa denuncia para
a iosiauragao dq proeesso.
Quando os arts. 20J5 do codjgp dq proeesso (con.
tinua a sftntensa appfllada) e1 48 ito re|fuIamento
de it de noVenibrb de 1871 fallam de queixa, ou
de denuncia, deVem ser entendidos em terrao
babels com respeito as dispbsicoes, que regara as
nateria, peis a esta hypothese tera toda a applica-
^io a doutrina do art. TO do mesmo regularaento.
A sentenea appellada nao tem fundaraento jiiri
dlco, e, pbis, deva ser reforniada, porque:
!. Considera <> crimp, de que se trat3, como po-
licial, quando o nio 6;
1* Porque n<-ga o direito de denuncia a parti-
calares. porque o crime e po'icial, quando, uma
vez provad'V que o n io seja. cabe por certoo di
reito de denunciar am partKiilares;
3.* Porque, inda mesmo 11 svja crime poticial,
eabend a denuncia em tal caso eihslusivaraeiite
aos promotores, pp;" |rprje precessase evideneia
qne foram respeitad4tUdos 'is r-qiisitos legaes;
4.e Pinalmen'e, porque, *oftifo crime poticial,
cabe, porlanto, prtcoJiinento ex-offlc.io, c conse-
gaintemente davia o proeesso em todo o caso
proseguir, sendo que, se nallidades houvesse, de-
vlam esta? ser sa'ri.idas, e, a nla qtiefeT' mandat1
sana-las, o que e-arbitiie, ordenar que noyo pro
cesso se instaurasse, o que ne;n siquer o djsse a
sentenea appellada.
Aprc'cienns desonvolvidaiiente estasdifferenles
raions.
-------------:
t
.Primeiramcn
appellada, o caso
do ao juiz de paz quo se tera infngido ptMura'*,
lei p licial on terao de-nim viver -'n ..hnmades
ias. e-|iecies e oisiIlc-da ho ruiige criminal como
crime policia I) mainlara furmar auto ciremmaa-
ciaflo do facio com decla"rc!to da* lesieniuDlia.'*,
que n'elle liaO de Jurate enftr o delinqaenle n*
forma do artigo antecedente.
Oijarfe os cateos de contra"ea de po.-luras,
infraecdes de leWnos de .epuraaja e bem viver a
ile regulainentoa do governo nio se acham cotn-
j-ehendldos no art. 'J" % 1." -1 codigo do proeesso
criminal, que apdbas da ao pfomotor direito ex-
clusivo de denuMalH- dos crime* pflticaes; se nio
-e acha comprehendida a denuneto de taes crimes
cos casos do art. Ih do codigo 'do proeesso c:i-
minal, porque jftit s* se estabefcci o direito de
denonciar cm reUcTio a erimea previstos no co-
digo criminal, pois eue os outros proveem de liis
especiaes, que os regulam; se, tratando de.^es
crimes, acima ditos, nos arts. 203 e 206 do codigo
do proeesso, se emprega a expressao dennncia a
se presupde que o proeesso de taes crimes comeee
por esle meio, por queixa, ou ex officin ; se a de-
nuncia, aqni prevista (nos art. 205 e 206 do :>
digo do proeesso), nio esta expressamente com-
prehendida nos casos do art. 37 t. do codigo
do procesio c nos do art. 71 do raesrao codigo,
pois qua este trata dos crimes a'que se referem w
citados arts. 203 e 206 especialmente, segue-sa
que a denuncia c ahi tomada em sentido geral
como de facto o e, e que cabe, portanto, aos par-
ti rulares denunciar no caso d i proeesso em ques-
ts*.
0 governo imperial proferio a proposilo de ma-
teria idemics alnossa* as.jgumtedecisao : -
Imperio Aviso n. 557.
SaseceSo.Rio de JaneiroNinisterio des ne-
gocios do imperio. em 27 de novenbro de 1882.
Illm. e Exm. Sr. -Foi presented Sus Magsstade o,
Imperador, uma represeniagao da imperial a;ade-
mia de melieina, naqual exooa qoe, teado chegado
so seu conheciinenlo, por communicaeao de sens
membros, diversos factos dc individuos, que intUu-
lando se medicos, pliannaceutices, e aprosentandD-
se oomo possuidoros de elixiree infalliveis oontia
toda a sorte de moleslias, procuram loeupletar se
a cusla dos doentes.incautos, pondo muitas vezs
em Pisco a vida deste, solicitoa da junta eenlral
de hygiene publica, que, como aalori lade saoilaria,.
concorresse com os meios, que lhe facutta, o seu
regulamanto para extinc-.-ao de taes abuses e >,ue
a referida junta me respondera por o'Hcio A; 17
deabril que, compoanlo reconhecesse a veran'ida-
de de toaos os factos e proposicoos emiltidas pela
academia, todavia nada podia faze entre otuma
raw?s. porque a lei de sua creajao nao lhe dava
direito para nerseguir o charlataiiismo, tendo dado
a outras autoriaades os podcras para esse (i iu
E o mesmo Augosto Senhor, tendo se conlornw-
do por sua immediata resolucao de 22 do eorreme
inpj com o pareeer da sec^ao dos negocios do im-
perio do consclho de estado, exarado era eoasolla
de 28 de ontubro proximo passado, de ]ue trans-
mitto co|a a V. Exc, Houva por bem mandar sVi-
elarar a juota central de hygiene poblica que os
arfs. 4 e 5 da lai a. 598 de 14 de setembro *le
18-30 e o regul. n. 828 de 29 do setembro de 8ol,
eajas disposicoes Hie recommendo que cumpr* fiel-
MIHb, ronf-'iiram a mesma junta os meios nc-
cessarios para occorrer aos casos de qua se toata.
E, porque os cimes previstos no reg. n. 8SX dt 2t
de setembro de 1S51 tSo pubticot, dos que teem ax-
casa^so por parte da justica, e sen julgaawnto
eompeteaos d:!legados na forma do art 77 demes-
in i regulamente, nesta data soiicito do mtnisterio
da justiga que recommende as aatoridadas poli-
ciaes a execuefio do mesmo regulamento.
Deas guarde a V. Exc
(Assiguadoj Marquez do Olinda. Sr. prttateavv*
do junta central de hygiene pnblica.
Assim quan lo o citado regulamento n. 42?4 diz
denuncia devese entender em tcrmos habea, nir.i.
eonw snmente quer a seotenga appellada, aeaerii)-
do se a crimes policiaes e como tal cabeadoa de-
nuncia exclnsivamonto a proreotoria, pois qne essa
denominagto de proeesso dos crimes policia**, a
gonslderar estas expresses como classiheagao u-
taes crimes, dcrrenea, como ja vimos, devondo ser
entendida cone atirangendo crimes da algads po-
lieial. uias como meie de eomecar os proresaos,
sendo nos crimes publicos, que ceuberem na asf*-
da, dada pelo promotor, ou por particnlarSs,
os erimes policiaes pels promotoria,nos crinvs
de infraccoes dos regnlamentos do governo'por
p^rticnlares e pela promotoria, na f6rma d' arts.
205 e 2lf> do codigo do proeesso criminal, qne es-
tabelece rasos diversos dos dos arts. 74 e 37 1 do
mesmo codigo; conviado ainda notar que ate w go -
verno imperial sob coosulta do conselho de estju-o
considera o crime, de qoe se trata, como punlsjo.
E no emiant > a sentenea appellada julgou nuilo
o processado pela illegitimidade das parteJ para
denumiarem !
z a sent;i
me pol
crimes policiaescntendem
leis, somente os crimes, que
inidos sob a expreasa e especial
crime poliehri na tereeira parte
al e taes sio : effensasia moral.
e religiao soctcdaies sea eta*
'nj nut nine ntor illicitos vodtot e mudigo$nso
de armas defesa-i fabrisu e *$n de instrumento*
ara roubar*USO dt names suppostot e titalos in-
idoe-uso iniendo di inprensa : logo, pois.
que o crime do exercicio illegal da medicioa nio
se aena CuBiprehendldo em qnalquer das hypothe-
ses snpraditas dos crimes policiaes, e evideiite que
nio pode ser classificado crime poticial, pois esta
fitassilteaeao so cabe aos crimes especificados,
como taes, no odigo criminal, e, portanto, nao
lhe e applicavcl a disposi;lo do art. 37 i.'do
codigo do nrocesso, que so da o direito de denun-
eiar dos erlnes policiaes ao^ promotores.
0 codigo criminal exccptt.a no art. 308 das suas
disposicdes certos factos, criminosos 6 certo, mas
cstabelecidos, como taes, por leis especiaes, quo
sio as que o regem, e nJo o mesmo codigo.
Ora, as contravcncocs das posturas muni ;ipnes,
quebraraento dos tcrmos de segnranga e bem
viver, infracgoes de regulanuntos do governo, sao
crimes estabeleeidos ?or leis especfacs, rcgidos
por estas e qne nao se acham comprehendidos no
eodigo criminal, mas sim ia excepegao do seu
ert. 308: logo, ha em taes crimes infracca) de lei
poticial, ini'racclo que const.tue um deticto, mas
que nao 6 crime policial, pois nio esta classificada
como tal no codigo criminal.
Vcjamos, de-de que e verdade inconcussa que
infracgao de regulamentos do governo nao seja
crime policial, pois nao se acha, como tkl, codift-
cado no codigo criminal, qual seja a forma de pro-
eesso para essa infracgio.
Antes de tndo precisemos condigdes.
Osappellados estavim sendo proccssados pelo
crime de exercicio illegal da medicina, isto e, pela
infraceio do art. 23 do decreti de 29 de setembro de
1851 e'este decreto regulamonlar no art 77 dispoe
que as Infraccoes do mesmo regulamento serio
processadas e punidas pela fcrma raaroada nos arts.
205 a 2^1 do eodigo do proe-isso criminal : conse-
guintemente a forma de proicssso para o caso em
quertSa-6 a estabeleeida no codigo do proeesso cri-
minal dos arts 2 '5 a 211.
O codigo do proeesso criminal, od art. 12 7,
diz :
Compete aos jtmes de piz j rigar as contra
vengdes as postnras municipals ; 2* os crimes a
que n*j csteja imposta pena msior que a mnlta
ate tOOlOOO, prizao, degredo, ou desterru, ate 6
mezes com mufta correspondente a metade desta
tempo, ou sem ella e 3 mezes de casa de eorreeeJo,
iu offleinas publicas, onde as houver.
0 regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de 1842),
dado para a execucSo da lei da 3 de dezembro de
484i, diz:
Os competentes para o conhecimento e deeisao
final deste proeesso (os do codigo do proeesso art.
12? 7) sao o chefe de polieia ( art. 53 6), os joi-
aes municipies (art. 6i com referenda ao 5816),
os delegados e sufe-delegados de policia ( arts. 62
a 63 com referenda ao art. 58 61, sendo que o
process} a observar (art. 12* do citado regnlmien-
to) e o mesmo do art. 205 ao .vt. 211 do eodigo do
proeesso criminal.
Pela nova reforma judiciaria (lei n. 2053 de 20
da sotembro de 1871), art 2, aos juizes de paz,
alem de suas antiga-> attribuigoes, neoo compe-
tjedo it jalgamento das rafraseoes de posturas mu-
nieipaes com appeilnrao para os juizes do direito,
lleando porem supprimida a competaneia para jifl-
gar as infraccoes dos termo* do segnranga e bem
viver ; e aisj'uizes mnicipnee, nas comarcas ge-
raes (art 3 da lei) e aos juices da direito (art. i)
las comarcas especiaes ficou exclivivsmente per-
teneendo o julgamento nos crimes, de qne trata o
re/erido art lt$~ do eodigo do proeesso criminal
a o da infraegao dos termos de seguranga e bem
viver, podendo ser anxiliados peloj seus salistitntos
no preparo e erganisa;ao do;; respectives proeessos
ate o julgamento exelasivamenie e com a mesma
limilagio pelos delegados e sub-delegados de po-
licia qnanto ao proeesso dos erimes do citado art.
12 | 7 do codigo do proce-so criminal, sendo pela
dita lei (nova reforma judieiuria), arf. 9, extkicla a
jufisdiagao dos ehefes de policia, delegados e st>-
oteiega-J9 no <\a* raspeita ao julgamento dos eri-
mes, da qae trata o art 12 !S 7 do codigo do pro-
eesso criminal, assim .-mo o;uaoio ao juUaraonlo
das mffaeedes dos termos de hem viver e segu-
ranga e das infracgoes das posturas munici-
paes.
0 art. i da rngqlamenlo n. |8li dc M de no-
venAr 3 de Iff* die :
Os chews, defegados e sab-delegados de poli-
cia, os sopplentes dos jnizes ivonicipaes e os subs-
titutes dos juizes de direito, nas comarxw espe-
ciaes, oFganisarfo o processa preparatory das in-
fracgoes dos termos de seguranga e Item viver e
dos crimes a qoe nao esteja imposts pena maior
que a multa de 109*000, prizao. degredo, ou des-
terroated mezes com ran!la, on sem ella, e 3
mezes de casa de correc^ao ou olHciaas pu-
blic.ts.
Ainda uma observagao.
N*o 6, como bem o determ'm a lei e o declara
expressamente o aviso de 2 de setembro de 1849,
a natureza do crime e sim o grao maxim? da pena
quern regula e distingue as algadas da policia cor-
reccional e da justiga criminal, sendo qua ainda
dentro dessa algada a jurisdic^ao policial nio se
estende aos que teem guizo privilegiado, nem aos
dalictos de responsabilidade, que teem juizo pri-
vativo e nem a outros, qae por lei expressa se-
jam commettidos a alguma jurisdiccao especial.
Conseguintemente incluemse na algada da po-
licia correccional, e, portanto, sao processaitos pela
forma prescript* nos art*. 47 e 48 do regulamento
u. 4824 de 22 de novembro Ie 1871, nao todos os
crimes policiaes, como paroce pela denominacao,
que da o citado regulamento ao proeesso dos refe-
ridos arts. 47 e 48, mas sim alguns erimes publi-
cos, particalaroje policiaes, uma vez qne tambem
a pena ahi prevista.
Assim os crimes publicos estabeleeidos nOS ar-
tigos 98, 100 e 128 do codigo criminal ; os crimes
particulars determinados nos artigos 188, 18t,
191.20-9-, 210, 213, 215, 216, 817, 22), 233,238'
237, 3, 238, 240, 241; m crimes policiaes dos
artigos 276, 270, 279, 280, 281, 282, 283, 2*4-, 292,
203, 294, 3, 296, 297, 301, .103, 304, 307, tutfb
dp mesmo eodigo criminal, 4o da coirpelencia ds
policia correccional e deveni pois ser processados
I>cla forma dos artigos 47 e 48 de citado rfegu-
lamento, n. 4824, sendo que os crimes pojlciaes,
que tiverem penalidade superior a estabelecida alf,
serao processados pda maneira commnm.
Ora, lamento, n. 48, acham-se crimes publicos, par-
liculares e policiaes, nffla vez que a penalidade
parir elles seja a mesma prevista n'esse artigo
tambem acham-se eomprehondidbs o proeesso pre-
paratorio das infraccoes dos termos de segurahca
e bem viver e o das infracgoes dos regula mentos
do governo, uma vez que ; pena destes caiba na
algada, sendo que somente c proeesso das infrac-
goes de posturas, em virtude do art. 45 do mestm
reg. hoje compete" aos jui^s de paz.
1 Ora, se assim e, e, se o direito de denuncra stf
compete ao promotof, era vista do art 37 J 1 $ mente que o crime < policial e no emtanto julga
codigo do proeesso criminal, nos crimes prttcia.es, Inullo o processado, quando a lei de 20 de seteoi-
e, so estes, uns sao processados pela forma do?
arts. 47 e 48 do citato regulamente, n. 4824) e.ou-
tros o s26 pela forma comcurn ; se por esses1 arti
jijos devem ser proccssadas as infrae;oes do* regu-
Taineotos do governo, infr^c j3es, que sao naaitras,
.mas qua nao sio. crimes policiaes, pois nSo fi^tao,
como taes classiflcados no ccdigo criminal e s36 es-
labelecidas e punjdas por let especial, era vista
da excepgao do art, 3tH. do mesmo eodigo ; desds
quo Se provar que a denu icia sc cabe ao prqrao-
tor nos crimes policiaes e qae, portanto, 0 casoi.do
que se trata, nab sendo crin? policial, independen-
,te de denuncia da promot.ria, como ia fof dlto e
Srovado, e, se sc demonstrar que pela lei a denpn
a cabe.aos panicufaras, pocasoem que-tab, cahe
por terra o pretendido fandimento da illegitimida-
de das paries para dcuanciarcm, era que se fda-
dou a scnHn;a appellada.
0 reg. n. 828 de 29 de setembro dc 1851 man-
da qua so observe.no nroceiso de suas in/ra^gSes
0 disposto nos arts. 205 a 511 do codigo dd pro-
eesso criminal.
Piz o codigo do proeesso criminal no art. 2 a Apresajtada ao juiz do paz umad-nunqia de
a cootravengao as posturas municipals, on qu-ixa
a da crime, cnjo .conhecim^ntoe deeisao final ibo
< compete, mandara citar o delinquent*; p
AdmiUamos inosmo que o crime, dc que se o.i
i:i, seja policial, como quer a sentenea appellaiia v
que, C' im tal, so caiba dceunciar a p.omotoiia.
Ainda neita hypothese a sentenga appollada e is
sastentivrtl c o que mais e foi proferida contra *>
que se acha c-jcripto nos autos.
Os appellantcs levaram na forma do art 279 do
codigo do proeesso criminal a exposigao a in<-
trucgoes do crime em queslao com declaragao do
tempo, do lugar e das testemunhas prosenciaes ao
acto donunciado aoconheciinentj do juizo c termi-
mmaram a sua peticao da segainte forma : (ve-
ja-se a fls. 3 dos autos) conlucimento iis Sr. Dr. 2 promotor public; para
offerecer esta denuncia, como propria, ou dar no-
va, basead-i nos esclarecimentos mimstrados.
proceder aos demais termos da formacdo da evA-
pa, attcnta a natureza do crime.
Sejfasseenlertdido pelo juizo, como crime policia-.
o crime em questao, pela forma da peticao provo-
cavam os appellantes que a denuncia fosse da^u
por quern competia, isto e, pela promotoria ;
se fosse, porim, caso de denuncia particular, com
manna de razao o seria pela promotoria, e, pois,
estava por todos os lados mais que segura e legal
a base do proeesso.
0 jute ddferio o requerido pelos appellantes e a
promotoria pnblica, a quern foi presente a referi-
da peticao, dense pot^ciente, coraparecou nas au-
dieocias, fez observa.-oes verbaes, assigoou os de-
poimentos das testemunhas e, portanto, acceitou
a denuncia dos appellantes, nio como base de
Informacao, mal como denuncia propria.
; Oca, pelos autos ha duvida do que, sendo poli-
cial, coaio quer o juiz a quo o crime-, de que so tra-
ta, pels intervengao directa da promotoria, provoea-
da seguado o art. 279 do codigo do proeesso ri-
Fminal, eta o proce=so competenlemente denuu-
iciado, lit forma do art 37 do codigo do pro-
eesso criminal ?
Se hoje pela lei a promotoria assiste a todos m
"'proeessos mesmo aos provocados por crimes parti-
'cularee, tambem e certo que os particulares aja-
dam a justica publica nos crimes em que caiba
denuncia. e, portanto, tambem nos policiaes; e, mna
vez que a promotoria esteja era juizo, neste ultimo
oaso, pode a parte, que provocar por via de repre-
jsentacao o proeesso, coadjuvar a justica na iuda-
'gaeio d veriflcagao do crime e punigio dos cnlpa-
do.
Poi o que effectivameote se deu.
No emtanto, apezar destes factos publicos e cons-
itantes dos autos, foi nullo o processado I
Onde se evideneia sobre todo a illegalidade ala
fjsentenca appellad* e axactamente na apreoiack'
'dos motives, em qne ella so randa; e do que a-
jpoe.
A sentenga appellada diz expressa e terminanle-
a sua prtmeira andi. ncia,
mesmo dia da citagSo.
que
nun~a seraTado
Art W?.
Nao bavendo queixa ou denuncia, mas constan-
)brO dt 1871, no art 13, e o regulamento de 25 d*
;novembro do mesmo anno, no art. 49, dizera :
Roa abolido o procedimento dos jnlzes fornia-
dores da culpa excepto nos casos de flagrante ite-
M licto, nos crimes policiaes c nas especies dos Nl
i 0 e 9'do citado art. 49.
b wraj mo caso epor disposlcao expressa da lea
;de prooWimento official, dadmissivel qae se jal-
5ae naino o proeesso pela ftiao de illegitimidade
as panes para dennnclarem ?
' Os proeessos crimes comecam Dor qdeixa, cte-
1nonei,> ou ex-offlcio, e, se oeste ultimo caso inae-
pendem de" queixa on denuncia, com maioria de
racac-., qnando for julgada a denuncra iltegitima e
couber o procedimento official, deve o process
continnar, morraente bavendo ja nos autos provas
robustas da existencia do crime.
Went siquer. jalgado nullo o proea^sado, a sea-
tenea appellada mandoo instanrar novo proeesso I
Mas, adrailtaiTjos que houves<- nnllidade.
A lei n. 201 de 3 de dezembro ie 841, an 26
| 3, assim diz :
AifliiHies de direito das cmnar n, alem das ai-
tribuipSes; qoe teem pelo es-ifg d proeesso iti-
minal, compete:
o Proceder ou mandar priciii -< >ljiciu,quin-
- do frrb f8r presente por qu qne.r maneira
gam proeesso crime, >m q > i nh-i -araac-
cusacao por parte da justi(ja, a t. V"
ctai lecessariat, ou para sanr qwlpur nuOi-
t ia.de, ou para mais arupto conheciinento da ver-

-'
dPS


___.*-<
Qfttao te fcwawittfiuco QtfSnt-a kwa 4 d* Deaeaww^r .
lugar a aecusa-
leri faier a re
dade e circa
julgamento.
c5o por parti
t querimento
0 regalamento n 0 de 31 de Janeiro da 1812,
diz no art. 2tJ0 2 o mesmo cine o citaSo art. 23
i 3 da lei de 3 do dezembro de 1811.
R. no art. 205; diz o mesmo regulamento n. 120.
Nos i;roc2ssos pendentes, cujo julgamento final
nao compete aosdelegados, subdclegados ejuizes
municipaes, que Ainda nae estiverem subniettido*
a (lecisao do jury, e n,2quelles cojo definitivo jutga-
mento compete as referni*5 auloridades e am que
ainda n3o houver sentenca, emsndura o juiz de di-
reito todos os erros e irregularklauos, que encon
trar, para sanar nullidades e coDseguir o perfeito
conhecimento da verdadc, mandando faz-r inter-
rogatorlou, acareacoes, exames e mais diliaencias
prcoisas na forma' do art. 200 g 2 deste fegula-
rnento e proecdondo contra juizes, escrivles e offl
ciacs de justija, qae achar em culpa, como fdrde
dirf-ito.
A lei do 3 de dezembro de 181!, no art. 50,
diz:
OSiunea munieipaes, qoando lhe forem pre
sefltes os processo* com as pronuncias para serein
por elles sustenta las, ou revogadas, poderao proee
der a todas as diligencias, que julgarem precisas
para a ra :tilL-aoao (las (|tieins, eu deaun<*ias, para
e.inendas de algornas faltas, quaindnzanj nullidade,
para esclarecimenios da verdade do facto e suas
circumstancias, on a re arts. 290 ate 292 do Keg. n. 120, dispGem o mes-
mo).
0 aviso' dc 20 de agosto de 1831 d.z qne aos
jakes de direlto nao compete annallar os proces-
sos, quando Hie forem presontes para submettel-
ofao jury, mas uBieameote mand?r proceder as
diligencias necessarias para supprirern as nullida-
des.'Ou para melhor esclarecimento da verdade.
Eslas disposicoes garantidoras, que ainda persis-
ted) 6 devein ser convenientemente applicadas de
acoardo com as jurisdiecoes e cumpeiencias creadas
pela no\a refortna judiciara, foram esquecidas pela
senlenca appellada, que, se nullidade houvesse, de-
vendo mandar sanal-a, julgou mais arertado sob
l'alsosmotives auuullar urn proeeiso, eai que cabe
proeedimonto official t
E' extraordinario o desrespeito a lei, que tem
havido a proposito dos appeilados I
Os appellanies osperam, pois, a vista do cxposto,
ou que sejam, como legaimento sao, cohsiderados
Siartea legitimas para denunciarem e pojtanto sem
uodamento a senlenca appellada; ou,caso se con-
sidere crime policial o facto, de que se trata, se
juigue o processo devidamente denunciado e ac-
cu-ado pela promotoria, como se evideneia dos
autos ; ou que, flnalmente, em obediencia a lei,
pelo raenos ja que se diz que o crime e policial, e
quo como tal seja considerado, se ordene que o
processo prosiga, visto como cabe nos crimes poli-
ciaes procedimento ex-offlcio.
Negar todas as hypotheses, aqui previstas e
sustehtadas legalmenl'e pelos appellaotes, e dar o
exemplo da maior arbitrariedade e da mais escan-
dalosa protecgao a dous r6os convictos e conressos,
quaes os appeilados.
Os appcllaates e-perara ju-tiga.
Dr. Tavares Belfort.
luila a f|uos(3o Hascard
A consciencia accusa o crime, o delicto, a vilesa
praticada ; o espirilo inda nao alYeito as expro-
bafoes desie juiz severo abato-se, e apparece a
contricfao que ennobrece o homem ; mas o espi-
rito entorpeeido peia diversidade de aceusacojs
de actt s ignomioiosos vocifera quando despertado
d'aquelle entorpeeimento.
0 Sr. Mataqiiias me injuria vindo no Jonial do
Recife de hoje fazer conlissao publica de ser autor
ile alguns factos ergonhosos qae eslando no do-
minio publico, d'elle fez referenda na carta que
endcrecei ao Sr. Dr. Sarmento, jusliflcando por-
que nao conorria com o meu veto de adbesao a
partilhar da aceusacao e denuncia dada contra os
Sn. Dominguez e Maseard.
A mulii j icidude de trabalhos, que de presente
me preoceujiam, nao me permilte dar a devida
resposta hoje mesmo : nesles dias o farei.
Dezembro 3 de 1873.
Dr. Ganuiro Mmteiro.
n inlluir nqj| da igjiorancia de oumpi^r devef||do sabdei'i?!?^ I
" Volterei .Kllll^l JKVl
J ie Belem.
Recifp, 3
de dezembro de 1873.
* Sastvs.
Nociedadc Propadora da Ins-
Conselho director da parochia de Santo A nionio
do Recife, 15 tie novembro de 1873. films. Srs.
Accusamos o recebimento do officie de V^. Ss.,
nao datado, a > qual rspondeino3 com o' pre-
sente.
Junto remettemos a lista dos.socios da Propaga-
dora, que corap5em esta parochia, e assim satisfa-
semos o primeiro pedido de que trata o citado of-
lieio.
Quanto as inforraac:5es que se dignaram pedir-
nos. o que temos a dizer e o segainte :
Desdo a eleitjao do actual conselho director, o
que teve lugar em 11 de novembro do anno proxi-
mo passado, tern os seas membros procurado com
zelo e dedicacao correspnder a conQanca de que
osjulgaram dignos, e empregado os meios a sou
alcance para realisar, quanto fo fins a que a sociedade se propoz em sua organisa-
cso.
Examinando e esludando as circumstancias es-
peciaes desta parochia. e reconh cendo que nella
^e acnam estabelecidas muitas escolas primarias,
qaer publicas, quer particulares, para ambos os
sexos, julgou o conselho director, que o melhor
servico a prestar seria a creacao do um curso
normal aonde so educassem e preparassera boas
professoras para o sexo feminino, neeessidade ur-
gente e incontestavelmente, de grande futuro para
a provincia.
Apezar dos sCrios obstaculos que se oppunham a
reilisa^io de uma instituicao tao importante e des
pendiosa, ella e hoje uma realidadu, e felizmente
t^m correspondido as vistas e empenho deste con-
selho. .
.Esta Undo o primeiro anao tectivo desse curso,
no ^ual se matricularam 180 senhoras. Como
fractos colhidos de tio promeltedora nesse temos
daas professoras regularmente habilitadas em to-
das as malerias, qae se ensinam no cafso epromp
Us a concorrer ao- exames publicos de habilita-
cao para o magisterio, alein dc 31 alumnas qae li
zerafn com felici lade o exame das materias, qne
constitaem o primeiro anno do curso.
No segundo anno do curso apenas se haviam
nntriculado 5 senhora3. Perdemjs 3 por diversas
caasas, mas aproveitamos duas, o que certamente
( um bello resultado.
No 1* anno cm que se matricularam 175 se-
nhoras, havendo uma frequeucia durante o anao
de dous tercos, desse numero, tambem por diver-
sas circuinstaocias, perdemos rauilas alumnas, mas
aproveitamos todas aqaellas de que acima fallamOs,
a'emjde muitas qne se reservaram para fazer exa-
me nojprincipio do futuro anno lectivo.
Com o que ahi flea escripto, pensamos ter res-
phndido a ultima parte do offlcio de Vv. Ss. com
aquella precisao e minuciosidade quo nos exigi-
ram.-
I'ode ter certeza o respeitavel conselho superior
di Propagado-ad; que este conselho parochial se
:vha animado dos melhores desejos em beta da
instraceio publtea da provincia, e que espera mni-
io breve realisar outros beneficios, qae a falta de
t3ipo, os mingaados racursos e os maitos afaze-
r ; do curso lhe nao permitlic sitisfazer no attno
qae esta a findar-se.
Dens goarde a Vv. S>.Illm?. Srs. presidente e
membros do conselho superior da Sociedade Pro-
piiadora da Instruccao Publica em Pernaarbdco.
Qlympio M-irquet da Silva, presidente. Joao
Fe reira ViUela, secretario.
Srs. reiactores. Hontem tronxe ao conheei1
mento do publico um facto altamente illegal, pn,
tuado pelo subdelegado de Belem ; hoje, porem
i irnc a voltar para mostrar oatro ainda mais !!
legal.
0 inbdelegado de Belem, deeasperado por nao
ter-me feito perder a paciencia e ter eu ao con-
trario procurado no recurso da lei desaggravo a
violacao de raeus direitos ; tornou a voltar ao
siu> da Taeamna, nio s6 com prapas de policia,
mas sira cercado de maitos paisanos, e que a
seu chamado co npareceram, e nova entrad.i em
minhaipropriedade fez e nova btfsca, ainda sem
ter sido preenehidas as formalidades legaes.
Nie para ainda ahi as vistas do subdelegado;
porque, m* eonsta que adrede: procura teste-
manhas para forgicar-me am novo processo, Uo
menMraoso come, os quatro com uue procurou
desprestigiar-me no lagai Gampo Grand', onde
teow> tambem propnedade
Fique, pctrunto, registrado mais ease faeto
do subdelegsd* do Belem, e espero de S. Ewr. e
Sr. presidente da provincia, provideneias no sen-
tido de ser garantido meus direitos e- para isso
ja dirigi uma peticao ao mesmo^ Exra. Sr.
Peranto a publico e autoridades protesto contra
tido e.qaalquer mi! qu A freguezia da Varzea estava nas mios da Pro-:
vhloocia, em relacsio a)$ ncgocios poliiria. Os
crimes raproduziarasa, eenire elles llageHavam
par domais a populaeSo os repetido- furtos Tailoi; hoje, porfm, assim nai3 aeontece, grac^W
a nomeacao do Sr. tenente do corpo de policia,
Manocl Candida de Albuquerque, para subdele-
gado desla freguezia.
Tao acertada nomeacao concorreu para que este -
jam todos tranquillos, a exeepcio dos criminosos
que vivera foragidos oimpuaemente nfio praticam
suas facanhas.
Mil louvores sejam dados ao Sr. tenente Manoel
Candido, pelo modo porque tern desempeuhado
sens deveres.
Prosiga V. S. naardua larefa que tomou sobre
seus hombros ; estenda suas vistas para a Estra-
da Nora, onde bem bons services ja tem prestado,
e todos ja gratos bem dirao a sua obra.
Varzea, I.* de outubro de 1873.
Um Varzista.
Agradeoimete.
Manoel Barbosa da Silva, pungido de amarga
e profunda dor, pela irreparavel perda do seu1
sempre cnorado fllho Manoel Barbosa da Silva Ju-
nior, vicrhna de uma molestia, cujo trata mento
talvez nao fosse bem comprehendido. prevalece-se
da intpfensa para agYadecer eordiafmente a todas
aqneltas pessoas que se dirigiram ao eoflegio de
Santo Amaro, onle se achava o mesmo seu infeliz
filbo, affmo> vfsita-lo, com e?pecial?dade aos qne
tiveram o incommodo de com elle passar algnmas
noites de insomnia, procurando mitigar-lhe os
sens dolorosos soffnmentos, sobresahmao o presti
mios e humanitario Sr. Francisco Lneio Coelho, e
ao generoso Sr. Jose Moreira da Silva, que espon-
taneamente offereeeu uma sua casa a rua Imperial
pelo tempo qae fosse preciso, para onde foi condu-
zido o mesmo men sempre tembrado filhi, nos
dous ultimos dias de sua vida, para lhe ser satis-
feiio o ardente desejo qae mostrava de desnedirse
de sua chara m5i.
Assim, pois, pede venia a essas pessoas de quern
se confessa maitisshno agradecido, para lhe fazer
publico o sett reconhecunerto e offerecer-lhe o
sea pouco pfestimo no ettgenho Penanduba, ou
em quaiquer parte cm que se ache.
Srs. redactores.Lenio no lornal do Recife da
ldocorrente Oma notieia de Agua-Preta, na
qual se diz que o subdelegado do districto de Car-
suipe nao cumprio o seu dever, com relacao a
morte de uma preta, cujo cadaver fdra Fcontra-
do no engenho Illia Gmnde, esondo eu o subdole-
gado de Carmipe, pode-se entender que a mim
caiba a censura feita em dita publicacao : entre-
tanto, sem negar ou afflrmar cousa alguma so-
bre tal facto, porque delle nao tenho sciencia ple-
na, devo d 'elarar que o subdelegado a quern se
refere aditi notieia o o l. supplente Petronillo
Pita de Albuquerque, e que a elle portanto enm-
pre explicar o facto, se explicacao tiver. Devo
tambem declarer que deixei o exercicio de sub-
delegado de policia por impediment legitimo,
qual o de outros servigos publicos, como juiz de
paz, que, sou.
Siivam-se Vv. Ss. de fazer a presente publica-
cao, a bem da cerdade.
Engenho Camorirazinho, 2 de dezembro de
1873.
Hercutano Francelino Cavalcante de Albuquerque.
THE
III
i$nta|,
('undo
Seguro coalra-fogo
arikiaMKasac SW{
11Corpo Santo11
NORTHERN.
r. M.' ,0&0:000M4rt
reserva. 8,000:000ji00('
Agsntes,
Mills Latham d C.
RUA DA CRUZ K. 38.
kilos
carne
It
i -' Ml.....ii
i; A J. Fen-elraJ jmianiM com 90 kilos dej hora, como nos demais dia* seguia
J OI.ve.ra,F.lhW#C. 20 saccas com l,m\'^tirniem, sboii ^ESp:
'WSWjawodao. e para aue cheeue a notieia a
de
Pheni
IA
uoana.
Totna riscos rharitiFnos em mercadorias,
iretes, dinbeiro a risco e finalmente de qual-
>ara o Havre,
1 couro/sal
uer natureza, em vapbi barcacajf a premios muito modicos.
RUA DO COMMEttCIO N1. 3*.
MAWTIMOS
COOTRA 0 FOGO.
Acompanhia Indemnisadora, estabelecida
nesta praga, torn a seguros maritimos sobrt
navios e seus earregjamentos e'eontra fogo
sm edificios, merCadorias e mobilias: n
rua do Vfgario n. 4, pavimento terreo.
fendimento do
Idem do dia 3
ALFANDEGA
dia 1 .
7i:266A926
71:3i0il0i
H
5:607*050
A Glorz
do Sup.-,
do Uni/.
Arch.-
Tem lugar hoje o espectaculo anuunciado em
meu beneiicio co;n o magnilico drama A Graga
de Deus e nio me tendo sido possivei convidar
pessoalmente todos os meus Car.-, e Resp.-. Ir.-.,
uns, par nao te los encontrado, e outros por ig-
narar suas resiJenclas, veaha dest'arte pedir-lhos
o seu prestimo3o concurso a ininha festa artistica,
certo d3 que serei attendido.
A mim, pois, car.-. fl!h.\ da viu.-.
0 mesmo appello faco aos meus araigas e affei -
coados pelas razoes que levo de expor.
4, de dezembro de 1873.
Vosso Ir.-.
Francisco L. Colas.
Os curados aos doentes : enl'cr-
nidades da flgado.
Alguns dos factos os mais notaveis relativamen-
te a incomparavel efh>acia das pilalas assucaradas
de Bristol, nas molestias do figado, foram recen-
temente publicados. 0 Sr. Adoniram Sedgwick,
de Hartford, faz sciente que ellas -o curaramjd'a-
ma congestao do (igado (obstando a ictericia) e isto
dentro em tres dias. Richard M. Phelps, o bem
conhecido machinista de Pittsburgh, Ohio, escreve:
Os doutores me tinham como um caso desenga-
nado, quando principiei a fazer uso das admira
veis pilalas antibiliosas e alterativas de Bristol.
Elles, chamaram a minha molestia degeneraijao do
figado, e eu sentia grandes ddres do la Jo dircito,
o qual so achava inchado, prisao obstinada do ven-
ire e perda total do appetite. Um curso das pila-
las restabeleceram minha saudo, e hoje acho-me
perfeitamente bom ; eu as recommenda a todos
03 quo padecem iguaes incommodos. A Sra. Sa-
rah Jane Deraing, da cidade da Jersey, conclue
assim a carta dirigida ao Ur. Bristol. So a vossa
medicina (as pilulas assucaradas de Bristol) e que
devo o restabelecimento de minha saude depois de
haver soffrido d'uma maneira a "mais cruel, du-
rante o espaco de tres mezes d'uma febrc biliosa
e sesoes.
As pilulas acham se meltidas dentro de vidri-
nhos e por isso a sna conservacao e duradoura
em todos os climas. Em to los os casos aggravalos
ou provenientes de impureza do sangue, a salsa-
parrilha de Bristol deve de ser usada conjuncta-
com as pilulas.
Descarregam hoje i de dezembro.
Vapor inglez Student (atracado) mercadorias
para alfandega.
Barca ingleza Jane Maria mercadorias para
alfandega.
Sumaca hespanholaAnita -couros para deposito
no trapiche Guana.
Barca franceza Fedetite materias inflamma-
veis para o trapiche Conceicao, para des-
pachar, e tljolo ja despechado para o
caes do Apollo.
Brigue portuguet Soberano -vinha para depasito
nos trapiches Barbosa e Cunha.
^alsaparrilha de Bristol.
Os inventcres de poderosas machinas de des-
truicao, taes {como Armstrong, Whitney, Dahl
graen immortrlisaramse. 0 Dr. Bristol, que com
a sua prepara ;ao tern salvado mais vidas de quan-
ta? se perdem em um dezena de batalhas, merece
por certo um altar tao alto ao menos como o da-
quelles na templo da Fama. Quando os tranquil-
los fleugmaticos observadores, e os medicos os mais
distinctos de todas as paries do paiz, voluntaria
mente se apresentam a qualificar os effeitos di
salsaparrilha de Bristol, como verdadeiramente
milagroso, 03 mais incredulos nao podem refutar
esse testemunho com desdem, dizendo nao o creio.
Pelo espaco de 35 annos, tem este remedio, o
maier e o melhor dos modernos, alcancado taes
victorias sobre as enfernidades e^crofulosas, can-
cerosas e erdptiveis e o rheumatismo, etc., que o
mundo uunca os honvera crido possiyeis. Tern J
triumphadamente prbseguido a sua marcha por
sobre decadentes tumulos de cem falsificajoes
e imita(5es diversas, e cada vez adianta e aug-
menta mais.
Para todos.
A casa mortuaria de Paula & Mafra con-
tiniia a bem servir ao publico, em quantos
seus proprietarios ou sao deferidos no re-
eurso que interpSem ao conselho d'estado
contra o monopolio concedido a outrem, ou
sao a contento indemnisados pelos monopo-
listas. E para que ninguem se illuda.a res-
peito, scientificamao respeitavel publico que
se acbam providos do material necessario e
com carrosnovos.
*9H
sa
COMMER0W
Iinportat'ilo.
Barca ingleza fane Maride, enlrada em
2 do correute e consignada a Johnston Pater
& C, manifimtou ;
Amostras 2 embrulhos e 2 barricas A or-
dem, 2 ditas aos consignatanos, 1 volume a
Otto Bohres, 1 a Sd Leiiao & Coimbra. Ar-
roz 50 saccos a Antonio F. Corga, e 200 6.
ordem. Arcos de ferrj *02 a Samuel P.
Johnston & C.
Barro preparado 2 barris ci companhia
do gaz. Barras quadradas de ferro 790 a
S. P Johnston & C. Barras de ferro 299 e
238 fuixes aosmesmos. Biscoitos 5 cai-
xas a" ordem, 18 a Pereira Carneiro & C.
Cimento 100 barricas & ordem, 50 i com-
panhia de esgoto, 100 a Tassj Irmaos. Car-
vao de pedra 113 toneladas aos consignata-
rios. Chumbo miudo 100 barris a Joao
Jose de Carvalho Moraes. Dile em chapa
1 fardo a companhia do esgoto. Cerveja
200 caixas a Barstelmann &C, 70 a ordem.
Canos de ferro 500 a compauhia de esgoto,
78 a Simpson & C. Curvas 50 6. compa-
nhia de esgdto. Contas de vidro 2 caixas a
Basto Oliveira '& C. Cutelaria 2 caixas a
Silva & Atves, 1 barrica a S. P. Johnston &
C. Caldeiras 2 aos mesroos. Chamine" 2
idem. Chumbo 20 caixas idem. Canos 2
fardos idem. CaixQes d'encaixotar 7 idem.
Ca^arolas 100 idem.
Estanho 50 caixas a Silva & Alves. Es-
topa 1 fardo & companhia d'esgoto.
Ferragem 2 barris a Von Sohsten & C, 2
a M. Halliday & C, 16 a S. Power Johns-
ton & C. Formas do assucar 6 volumes aos
mesmos. Ferro batido 2 fardos aos mesmos.
Folhas de ferro 7> feixes 3 barricas com fer-
rrgem a Silva & Alves. Fazendas 2 e 10
faidos aos consignatari >s, 5 pacotes a Otto
Bohres e 16 a S4 Leit3o & Coimbra. Frigi-
deiras 398 a Samuel Power & C.
Lou^a 200 gigos & ordem e 100 aos con-
signatarios.
Mercadorias diversas 150 amarrados, 5
rolos, 35 barris, 1,2 caixas, 1 pacote e 22
barricas a Shaw Hawkes & C. Mechanismo
para moinho 16 feixes aS. Power Johnston
& C.
Objectos diversos 8 barricas aos mesmos.
Oleo de linhaga 10 barricas a A. Caors e 4
a Joao da Silva Ramos.
Pdo de ferro 40 feixes a S. Power Johnston
& C. Papel pardo 1 fardo aos mesmos.
Peijas mechanicas 181 aos mesmos. Perten-
c,as de gaz 1 caixa & companhia do gaz.
Por'as de fornalba 4 d mesma companhia.
1 barrica & companhia d'esgoto.
Retortas 5 caixas a companhia do
S6da 50 barricas & ordem. SiphSes 6 cai-
xas d companhia do gaz.
Tijolos 3,150-a Simpson AC, 500 d
companhia do gaz. Tampas de ferro fun-
dido 2 barricas a Samuel P. Johnston
dC.
Varas de ferro 25 feixes a Samuel P.
Johnston & C.
rtoorjuWek Juiio, para Listoa, car
Jn^ird fett)guelra 380 Jaecos com
ijjtnoxm de assucar braneo'e i;030 com 78,730
tnos dp dito mascavado.
Naescuoa prtugueza F\wm1a, para Lis
boa carregaram : T. A. Fonsoca & C. Success>res
t.ooo saccos com 123,730 kltos de assucar masca-
vado e 570 ditos com 42,250 ditos de dito branco.
No navio portuguez S. Manoet II, para o
forto, carregaram : H. J. da Cunha Sobrinho 165
saccos com 12,375 kilos de assucar branco; J. M
de Araujo 11 volumes com 443 ditos de dito.
r No navio americano Krenelino, para New-
York, carregou : Viuva Bastos 1,200 saccos com
90,000 kilos de assucar mascavado.
No brigue americano Uilino, para S. Mi-
guel, carregou : M. J. dos Santos 50 barris com
7,208 litros de mel.
-No lugar francez Bio Crank
Ba*<^aVafci\ feltf Buife & C. F,
gados com 14,496 kilos..
Na polaca bospaahoii Anita, para Barcelo-
na, carreg ,u : A. Cordeiro 306 saccas com 22,438
kilos de algodao
No patacho hespaBhol Prtdito, para Barcel-
lona. carregaram : B. Oliveira & C. 252 saccas
com 18,402 kilos de algodap.
Pari os fartoiio inlenor.
-^t JjPa^p brea portu^uer.a Recife,
carregdfr: ^CoTOiro 114 barricas com 8,Gi9
kilos de assucar branco.
Panto RyQra*e'db Smj nrrbrtgae brasi-
leirp Providencia, carregou : L Duprat 50 pipas
com 2T.000 litros de a'guardenle.
Para o Aracaty, no hiate brasileiro Maria
Amelia, carregou : J M. de Araujo 10 barricas
com t,U52 kilos de assucar branco e 5 barricas
eom 31 dito* de dito refinado.
Parao Rio Grande do Stil, no navio hespa-
nhol Joanita, carregaram : B. Oliveira & C. 500
barricas com 30,403 kilos de assucar reflnado e
50 ditas com rV,098 ditos de dito mascavado.
Para o Natal, na barcaca Tres Irtnas. carre-
ganm : J. Bruao 24 volumes om 1,318 1|2 kilos
de assucar branco ; A. Cordeiro 4 saccos com 300
ditos de dito ; Bartholomeu 4 C. 1 caixa com 3i'
litros de alcool.
Para Mrriti, da barcaca Adelino dos Anjos,
carregaram : A. G. Pi res C. 1 sacco com 30
kitos de assucar branco.
Para Mamanguape, na barcaca Amizade
Pernambucana, carregou: B. J. Coelho 1 sacco
com 75 kilos de assucar branco.
nles. em quanto
, se faftareni.
para que chegue a notieia a todos,' mandei
passar o presente qi*i sera lido e aftxado nos lu-
gares mais publicos a publicadu pela imprensa, e
tambem remetter iguaes aos respeclivos subdeie-
gad.)S para publica-los, e mandarem fazer as noiifl-
cac.oes necessarias aos jurados, aos cnlpados, e as
temunhas quese acha.n em seus districtos.
Cidade do Recife, 3 de dezembro de 1873.Eu,
Fiorencio Rodriguez le Miranda Franco, escrivao
do jury, o escrevi.
Francisco Alves da Silva.
CAPATAZ1A DA ALFANDEGA
ilendimento do dia
(deal do dia 3 .
I .
1:177*651
1:294*345
2:472*196
VOLUMES SAHIDOS
No dia 1.....
No dia 3
Prirneira porta.....
Uganda porta.....
Tbrceira porta.....
Quarta porta .......
fiapiche Conceicao .
SERVICO MARITIMO
vlvareng-is descarregadas no trapichs
alfandega do dia 1 .
No dia 3.
Sa\us atracados no trap, da alfaniega
Vo trapiche Conceicao ...
Navio atracado.......
304
179
10S
132
3
824
1,730
ctECEBEDORIA DE
RAES DE
tendimento do dia 1
dera do dia 3 .
RENDAS INTERNAS GE
PERMAMBUCO
. 1:074*500
. 2:864*922
3.939*122
,-teadimeato do
I l-*m do dia 3
CONSCLADO PROVINCIAL
dia 1
Pregos
Patacho inglez Ariel, entrado de Terra
Nova na mesma data e consignado a Saun-
ders Brothers & C, manifestou .
Bacalhd*o 1,620 barricas aos consigna-
tarios.
i
RECIFE
ndinicnto do dia 1 .
SJem do dia. 3 .
DRAINAGE.
10.272*031
8:408*026
18:680/079
3:294*793
763/036
4:039*831
.'v.MENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 3.
Terra-Nova38 dias, patacho inglez Ariel,
de 104 toneladas, capitdo James Franch,
equipagem 7, carga 1,620 barricas com
bacalhdo ; a Saunders Brothers & C.
Navio sahito no mesmo dia.
Havre"Lugre francez Rio Grande, capitao
Vialla, carga couros e algodao.
fOITAES.
COMPANHIA ALLIANCA
seguros maritimos e terren-
tres estabelecida na. Bahis
em 15 de Janeiro em 1870.
CAPITAT. 4,O00:000?W0O.
Toma seguro de mercadorias e dinheiro i
isco maritime em navio de vela vapors
(fpXB..dentro e fora do imperio assim como
contra fogo sob redios, generos e fa
ronrlis.
_Ant6 : -S^Go.,/
rVdo!" -, Is
)E3PACHOS DE EXPORTACAO NO DIA 1 DE
DEZEMBRO DBfi873. .
Para os porlos do exterior.
No-patacho americano Negreta, pata Hamp-
ton Roads, carrepram : H. Fersfcr. *' C 5,000
saccos com' 375JOOO kuoe de assicalr mascavado
. No patacho inglez Kremlin*, para New York,
carregaram : H. Forster & C 3,800 saccos
285,000 kilos de assucar mascavado.
No patacho-hespanhol Elisabeth, para o Rio
da Prata, carregaram : P. Carneiro & C. 330 bar-
ricas com 40,411 kites de assucar branco.
No brigue heepanhol Amelia, para o Rio da
Prata, carregaram : Amorira fraiSos & C 5w
barricas com 60,541 kilos de assucar branco.
No navio inglez Leander, para o Canal, car
regaram : J. Pafcr & C B50 saccos com 41,230
kilos de assucar' maseava*r; M. Bastos 300 ditos
eom 22,500 ditos de dito.
No navk)inclezBloomerM para o CanaLjCart
regaram : A. Howe C. 1,200 saccos com 90,00
kilos de assdear mascavado,
Na eseow. ingleza Wmyarrtka para o Canal,
carregaram : J. Pater 4' C. 1,250 sascos com
93,750 kflbs"de assuoaf jaiAttiatf:
No vapor ingtel BNlam para Liverpool'
carregou: F. G. Torred 3-sMcas com 29,419
kilos de algodSo.
tW brigue pamsartfrMMrmm Pa
Lisboa, eirre^ram lE* K'RIMb*G-4W-sac-
oin 7^00 kilos de ambtWmriH*', Fr-
. & Casc^o 201 couros salgados cam 3,132
0 Dr. Francisco Alves da Silva, juiz substituto da
segunda vara desta comarca do Recife, por S.
M. o Imperador, etc.
Faco saber que pelo Exm. presidente do tribu-
nal da relacao, me foi communicado ter designs do
o dia 12 de dezembro do corrente anno-, pelas 10
horas da manna, para ter lugar a 6' sessao do ju-
ry, que trabalhara em dias consecntivos; e ha-
vendo boje procedido ao sorteio dos 48 jurados, que
teem de servir na mesna sessao,em conformidade
do art. 328 do regulamento n. 120 de 31 de Janei-
ro de 1842, foram sorteados e designados os cida-
daos seguintes :
Recife.
Antonio Francisco da Costa Pernarabuco.
Jose da Silva Loyo Junior.
Francisco Jose James Galvao.
Manoel Osmundo da Camara Pimentel.
Jose Joaquim Dias Fernandes Junior.
Manoel Jose Goncalves do3 Santos.
Francisco Joao de Barros Junior.
Dr. Jose Antonio de Almeida Cunha.
Santo Antonio.
Antonio de Souza e Sa.
Januario de Sa Barreto.
Jos6 Candido de Souza Castro.
Joaquim AntSo de Souza.
Antonio Martins Seabra Lemos.
Vicente de Mello Wanderley Maeiel Pinheiro
Antonio Pires Ferreira.
Dr. Manoel Jose Pereira de Mello.
Au gusto Xavier de SouzftFonccca.
S.Jbse.
Manoel Jose Pinto.
Joao Jose de Carvalho Moraes.
Joaquim Alves Maebado.
Boa-Vista.
Dr. Nylo Rodrigues de Miranda.
Manoel de Miranda Castro.
Henrique Ednardo da Costa Garaa.
Joaquim Francisco do Rego.
Francisco Angusto de Aranjo.
Joaquim Pedro Barreto de Slelkj Rego.
Eduardo Frederico Banek?1.
Manoel Gomes Viegas.
Caetano Mendes da Canha Azevedo.
Jqs6 Marcelino ATves da Fohceca..
com Br. Jose Antonio de- Pinbo Borges.
Alfredo de Albuquerque Martins Pinheiro.
Dr. Miguel Jose da Costa.
Antoni Annes VWira de Souia.
Dr. Virgilio de Gnsmaff Coelho.
Manoel de Caldas-Bawetc.
Luiz Goncalves da Silva.
Jose Carlos Teixelra.'
Dr. Francisco Amintas de Carvalho Moura.
Dr. Pedro Affonso de1 Mello.
Dr. Manoel Gomes Viegas Junior.
Joao Tiburcio, da Silta Gulmarae-
AnTsrilo Cesarto Mor'eli'a DJas
Franelsco da Pinho
Jose Goncalves de Albuquerque.
Jose Bernardino Perefra de Brilo.
Df. AXfriA tr**lsco dlffihad i.
Varzt a.
Firmmo dec Saatos Vlaona.
A'todo'oe"tJBa8 e a effla um de per sL bem
como a todos oil inwessados em geral, se oonvida
para comparecerem no i aodar da caaa qtie fo
cadeia, ua ealar do* JJUT, anJ0 no referido dia e
0 Dr. Luiz Ferreira Maeiel Pinheiro, juiz
substituto do juizD especial do commercio
nesta cidade do llecife, capital da provin-
cia de Pernambuco, por Sua Magestade o
Imperador, quo Itous guarde, etc.
Fajo saber aos qae o presente edital virem e
delle notieia tiverem que no dia 4 de dezembro do
corrente anno, se ha de arremalar por venda a
quern mais der em praca publica deste Juizo de-
pots da referida audieucia, a arremaUcao dos ob-
jectos e mercadorias ententes na loja de miude-
zas de moda a rua do BarSo da Victoria n. 63,
o segninte :
1 armacao de amarello, envernisada e envidra-
cada. com um mostrador, dous balcocs e candiei-
ro a gaz, por 400*000.
1 fiteiro do dito dito com tres gavelas por 50|.
1 dito dito, por SOJOW.
I armacao de ferro e vidro, ior 33*000.
1 mesa de pinho com pes de amarello tornea-
dos pof W*.
1 dita de amarello com duas gavetas, por 2*.
i banquinha de dito, porr 3*.
1 cabi ie, por 3*.
4 portas chapeos, a 13000.
1 espelho por 6#.
5 cadeiras de faia a ii
1 mocho de pao por I*.
1 machina de ferro |ior 40*.
2 abridores de luvas a 500 rs.
1 panno para vidrapt por Si,.
1 relogiu de parede quebrado por 5*.
1 repetidor de dito por 3*.
23 enfeiles de metal dourado a 1*200.
3 almofadas de setim a 500 rs.
13 pares de grampos pretos de .vidro a 600 rs.
10 diademas de dito azul a 500 rs.
2 aderecos de dito a 1*500
i, pares de brincos d tos ditos a 400 rs.
6 alSaeles pretos ditos ditos a 500 rs.
3 gargantilhas pretas de contas a 600 rs.
54 ditas de contas encarnadas a t'00 rs.
2 ditas de perolas brancas ordinarias a 500 rs.
2 pares dc pulceira- de contas encarnadas a
GOOrs.
6 pares de brincos de cores a 500 rs.
6 port-monay de metal a 200 rs.
'24 pares dc botoe3 de metal para punhos a 200 r.
1 boneca por 1*.
12 calungas de borracha a 200 rs.
8 duzias de eollennhcs para bomem a 4*.
13 carreteis com retro de cores a 600 rs.
1 quart* de retroz preto por 1*.
5 cartoes com diversas fljre3 era mao estado
por 10*000.
1 veslido de blond branco por 305
1 veo com capella por 10*. ,
3 veos brancos a 8*.
2 ditos ditos a 3*.
4 ditos biancos em mao estado a300 rs.
3 ditos pretos de filo a 3*.
3 manteletes ditos de dito a 25
2 ditos ditos ditos de dito a 2*.
6 vestuario- de cambi'aia e de fustao para bap-
tisadisa 10*.
8 ditos de la de cores para meninos a 3*.
11 ditos de fustao branco e de c res para ditos
a 2*500.
1 dito de dito por 5*.
20 metros de Hid de seda branea a 1*500.
193 ditos dc ease liso de cores a 1*.
116 ditos de dito com listras a 1*200.
29 ditos de fazenda de 15 de differentes padroes
a 800 rs.
45 ditos de setineta de diversas cores a 1*,
13 ditos de seda a 1*
18 ditos de dito preta lavrada a 1*300.
5 metros de fiI6 de seda a 800 rs.
7 peitos de camisa para homem a 1*.
1 camisa bordada para dito por 4*.
62 jardas de filo de liribo liso a 600 rs.
29 ditas de cambraia para forro a 300 rs.
8 metros de KUipure preto a 200 rs.
37 chapeos de seda e palha para senbora e mc-
nina a 3*.
fl ditos de palha por enfeitara 1*.
44 armacoes para ditos a 320 rs.
20 chapeos para baplitados de meninos a 1*200.
4 ditos ditos inferiores a 800 rs.
13 toucas de filo a 15
2 espariilbos para senbora a 3*
1 bolea de marroquim verde para senhora, 4*
7 pares de ligas de seda com barracha a 1*500.
2 cintos de seda com lacos grandes a 4*000.
3 ditos dc couro a 2*.
1 dito de seda por l *
47 la>;os para peito a 500 rs.
6 cintos com lacos eUreitos a 500 rs.
4 gotlas de cambraia e filo a 800 rs.
7 ditas de filo de seda e bicco a 600 rs. i
43 ditas de cambraia oordadas com punhos a
6 (i rs.
1 dita e 1 par de punhos de gros preto por 2*.
4 pares de collarinhos e punhos bordados para
senhora a 1*300.
42 leques a 3*.
7 pares de luvas de pellica branea para senhora
a 1*000.
8 ditas de ditas de cores 160 rs.
3 ditos de ditas de fio de Escocia para homem
a 500 rs.
2 manias de seda para dito a 1*.
M gravaias de dita pretas para dito a 5*.
20 ditas de cores para dito em mao estado a
200 rs.
7 ditas de seda branea para dito a 1*.
33 ditas de cambraia dita para dito a 600 rs.
3 coques a 2*
1* enfeites de cabello para senhora a 3*.
1 crescente de dito por 6*.
15 redes de vidrilho para coques a 240 rs.
5 ditas de seda para dito a 1*.
7 chapeos de sol de seda para senhora a *.
6 1|2 grozas de boloes de seda para senhora
19 metros de correntes pretas de borracha a
600 rs.
132 correntes de chana a 500 rs.
27 plnmas para enfeiles de chapeo a 200 rs.
1 par de cdquitos por 1*.
6 vasos com pos de arroz a 1*500.
7 vasos com pos de arroz a 1*.
16 frascos com perfumarias a 500 rs.
12 ditos formaado uvas por 1*.
20 latas com banha a 100 rs.
6 paos com pomada deteriorada por 40 rs.
27 sabouetes a 160 rs.
16 pentes de travessa 200 rs.
1 escova para chap6o por 1*.
1 tapete pequeno por 3*.
39 pecas de entreraeios bordados a 609 rs.
32 ditas de babados ditos a 8"0 rs.
1 dita dita de bico de blond branco por 4*.
19 metros de dito dito dito a 200 rs.
25 pegas de dito de Undo preto a 2*.
1 porcao de dito dito em retalhos por 10*.
1 cartao com retalhos de bico de seda e de
linho branco por 6*.
2 peeas de flta de borracha branea a 400 rs
3 pecas de dita para debrum a 460 rs.
12 metros de dita de seda de diversas larguras
a 600 rs.
10 pecas de dita de velludo idem a 800 rs.
1 porcao de retalhos de seda por 2*.
1 cartao com retalhos de fita nor 2*.
40 metros de froco de seda a 200 rs.
23 ditos de tranca de seda a 400 rs.
2 pecas de dita dit a a 4*.
54 ditos dc gal5es a 800 rs.
6 ditas de cascarrilhas a 500 rs.
4 ditas de franjas a 4*000
15 metrosde tranca preta com vidrilhos a 200 rs.
1 cartao com retalhos de franjas de tranca
preta por 2*.
1 dito com ditas de tranca e babadinhos por 1*.
2 naantas do' gase para pescocu a 1*.
1 panno de crochet (para cadeira por 1*.
27 metros de setim de cores a 1*200.
1 corpinho de setim branco para senhora em
mao estado por 1*.
G dito-de combraia a 2*.
1 porta charutos de madeira por 6*.
19 diademas de metal a 500 rs.
10 duziss demeias para meninos a 2**
12 caixas com elasticos aromaticos a 100 rs.
1 violao por 5*.
1 bandeja por (*.
Somma total 2:412*560, penhoradoi por exe-
cucio de Maturiuo Barroso de Mello, contra Joao
Remigio de Albuquerque,
R nao havendo laucador que cobra o prcco di
avaliac,ao. a arrematacio. sera feita pelo precu <...
adiudieaclo oa fortes da
E tara que! chegue at V-onhecimeolo, de talo*
mandei passar o presente edital, que sera p
cado pela imprensa e aShado nes fugares do cos-
tume.
Eh, Manoel Maria Rodrignes do Nascito.
escrivao, o aubscrevi.
Recife 19 de novembTC de 1873.
Luiz Ferreira Maeiel Pinhetro.^
Pela secretaria da camara municipal ap piin-
da se faz publico para eonheehnento dos fnteres-
sados, que nao tendo-se effectual*) a arredaattcao
dos loipostos annunciada para o dia de boje, f'i
transferida para o dia 4 pe dezembro proximo vic-
douro.
Secretaria da camara municipal <*e Otinda, ft
de novembro de 1873.
O secretafkv
Marcolmo Dias de Araujo.
De ordem do IIIid. Sr. inspeetorda ftasou-
raria de fazenda desta provincia se faz public t
para conhecimento dos interessados, que o tribu-
nal do thesonro autorisou o pagameote de divide
de exercieios, cujos credores sao os saguiatej :
Agostinho Moreira Guerra 440*839 ; Aiatha Ju-
viana de Albuquerque Lessa- 728*357 ; Dr. Esfci-
vao (^avaleaDte de Albuquerque 78*159 y Eugenio
Jose Martins 256*530 ; Fauslo Ferreira de Carva-
lho 200* ; Fehx Amado da Silva 17542*1; Fra-
celioa Perpetua da Ponse;a 216* ; Hilario Qaraae-
li'ano da Poreiuncula 6i 4*434 ; Jose Pedro-do*
Passos 458*4730; Manoel Caetano Nunei Piati-
62* ; Manoel Joaquim do Nasdmento 43*300 .
Maria Suzana Cavalcante de Albuquerque UNO* ;
Vicente RavmundD de Siqueira 82*08t>: \ ictori -
no da Silva'Azevedo 168*310. .
Secretaria da tbeseuraria de fazenJa -de.Per-
nambuco, em 29 de wovembro de 187.1
0 secretario da junta
Jeaoino Rodrigues Cardoso.
mm
0ECLABMHK1
Correio geral.
Pela administrajao dos correios desta provincia
se faz uublico que do dia 8 em diaote as partidas
dos pedesires, conduzindo malas para as ageucias
do interio da provincia, regnlar-seuao de confor-
midade com a labella abaixo mencionada, fechaado
as respectivas malas ao meio-dia.
TABEILA DOS DIAS DAS RMtTIDAS JpOS PL-
ESTRES DA ADMI>StRA<;io DOS
COKREIOS DE PERNAMBUCO PAKA OS
LUGARES ONDE EXISTED! ACENCIAS.
LUGARES
DIAS DA PARTIDA
Agua-Preta..............
Iguarassu...............
Goyanna.................
ltainbe..................
Victoria.....
Gravata.....
Bezerros....
Caruaru. ...
Brejo.......
Ipojuca......
Serinhaem..
Rio Formoso.
Barrreiros...
Paod'Alho...
Nazareth. ...
Limooiro. ...
Bom Jardim..
. 1, 4, 7, 10,
16, 19, 22, 23 e
1, 5, 9, 43, 17, 21,
23 e 29.
' 2, 6. 10, 14, 18, 22,
1 26 c 30.
Floresta...............
Cabrobo...............(2.
Boa-Vista...............> 27.'
Petrolina...............
Ob
12, 17, 22 e
Panellas.....
Bonito.......
Garanhuns___
Bora Conselho.
Aguas-Bellas..
Villa Bella.
3, 7, II,
e27.
13, 19, 23
Salgueiro................(3, 8, 13, 19; 23 e
Gran i to
Ouricury.
S Bento............
Buiiue.. ...........
Tacaratd............
Altinho.............
Pesqueira..........
Ingazeira............
Afogados de Ingazeira.
Ftores ..............
Triumpho............
28.
,4, 8, 18, lti, 20, 24
e 28.
Olinda...................| Todos os dias.
Cabo..................
Escada.................
Frecheiras..............
Gamelleira..............
Ribeirao...............
Estacao de Agua-Preta-----
Tronibetas...............
Todos os diaj uteis.
Correio
1873.
de Pernambuco, 3 de dezembro de
0 administrador,
_______ Affonso do Rego Barros.
Santa Casa da Misericordia
do Recife.
A junta administrate da Santa Casa de Mise-
ricordia do Recife, mpe'.entemente autorisada
pela presidencia, em data de 3 de setembro do
anno proximo findo, e de conformidade com o que
dispdo o | 9.* art. 52 do seu com romisso. per-
mula por apohces da di vida publica a fazenda de
criar gados que possue o patrimonio dos esta-
belecimentos do caridade a seu cargo denomina-
da Carnauba sita no termo de Flores desta
provincia, com terrenos para criar e plantar, e
com algum gado cavallar e vaccum.
Recebe para isto propostas nesta secretaria ate
o dia 10 de dezembro do corrente anno.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife, 10 de outubro de 1873.
0 escrivSo,
Pedro Rodrigues de Souza.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DO
RECIFE.
A Illma. junta administrativa da santa casa da
Misericordia do Recife, manda fazer publico que
oa sala de suas sessoes, no dia 4 de dezembro
pelas 3 horas da tarde, tem de ser arrematadas a
quem mais vantagens offerecer, pelo tempo de um
a tres annos, as rendas dos predios em seguida
declarados.
ESTABELECIVIENTOS DE CARIDADE
Rua de Hortas
Loja do sobrado n. 41.....306*000
Rua da ViracSo
Casa teorea n. 7 (fechada) 312*000
Travessa de S. Jose.
Casa terrea n. 11........ 201*000
PATRIMONIO DOS ORPHAOS.
Rua da Senzalla velha.
Casa terrea n. 16. ...... 209*000
Becco das Boias.
Sobrado n. 18 ....... 421*000
Rua da Cruz
Sobrado n. 14 (fechada) .... 1:000*090
Rua da Guia
Casa terrea n. 23......200*000
Ruo do Pilar.
Casa terrea n. 98.......241*000
Casa tereea n. 99 (fechada) .... 351*000
Idem n. 100.........241*000
Idem n. 102........241*00"
Idem n. 108........207*000
Rua do Rosario da Boa Vista
Case terrea n. 58. .. .. 245*000
Os pretendentes dever arrematacio as suas fianeas, ou comparecerem
acompanhados dos respectivos fiadores, devende
pagar alem da renda, o premio da qnantia em
qne for seguro o predio qua contiver estabeleci-
menio commercial, assim como o servijo da lim-
peza e precos dos apparelhos.
Secretaria da santa casa da misericordia do Re-
cife, 5 de novembro de 4873.
0 escrivao
' Pedro Rodrigues de Souza,
0 a lminist.rador da rooebedoria de ren-
nternas geral faz publico quo, em virlu-
1 Hsposicjlo lo >irt. 12 eda .ultima parte
22 da lo ornament vigente a.
i! lo 25 <1 multa '
de 20 dc
oV
de "
IllGlVEl
,Sk


.-*\
*etembro de 1867, que d de 6 / t&o sujeitos os seguintes iropostos, a saber:
deciina addicional, imposto pesioal, dito
sobre industrias e profissoes e taxa de es-
cratos, sera elevada a 10 /, do dia 2t do
corrente em diante, pelo que previne a to
dos os contribuintos dos reforidos. impostos,
retotivos ao exercicio de 1872 a 1873, cm
liquidacao, que soraente ate ao dia 20 des-
*e me* e que podem c devem realisnr o pa
^amento ou em mao dos cobradores ou ne-
ta reeebcdonn, ccrtos de que se nao fizerem
ate' ao referiao dia 20, serao obrigados a
pagar judtcialmente es supraditos impostos
com a multa de 10 */0-
Recebedoria de Pernambuco, 1 de dezem-
bro de 1873.
Manoel GarneirO de Souza Lacerda.
Qumta-fsira, 4 de deeembro proximo vindou-
ro, depots da audiencia ds Dr. juiz substituto do
de diretto da proveduria de capeMas e residuos,
irao ipraoa para serem arrematados diverso-
objeotos pertencentes -ao espolio do finado Dr. An-
tonio de Assumpcao Cabral, os quaes se acham
avaliados pelos preens seguintes:Uma banqui-
nha de anarello 4 JMO, 1 chapeo de pasta 2*000;
1 par de escarradeiras 31008; 1 jarra 2*000; 1
mesa de cosinha, srdinaria 1*000 ; i fogareiro e
ama caaleira de ferro 2*000 ; 1 lavatorio de forro
i*00d- 1 mappa -vellio 1*680 ; 1 estante de pinbo
3*088; 1 caixa de amarelle para serventia secre
U 2*000; 1 trancelim e uma medalba de ouro,
pesndo 33 oitevas a 3*090, 99*000; 1 trancelim
fine com nma etiave de relogio, pesando 7 oilavas
a 3fllCO, 2IJC00 ; 1 par de botoes de puoho, urn
alfciete de peito e urn botao de abertura, tudo
com 4 oitovas a 3*C00, 1 2*000 ; 1 relogio com
csixadeowo por 70*000; 22 colberes de prata,
endo uma de tirar arroz e as demais para s6paJ
cha, pesando todas 425 oitavas a 240 reis, 54 J.
Para essa arrematacao convidam-se os preten-
denies, nm de que-compare cam no referido dia
e hora ma saia das audiencias, onde tera ell a de
ser eftectuada.
Hospital portuguee de bene-
licencia em Pernambuco
De eonfermWade com o que dispde a primeira
pirtc do art 48 dos estatutos, sao convidndos o>
sockw elTectivos a reunir-se em assemMea geral,
no domingo 7 do corrente, as H boras do dia, na
secretaria do hospital, athn do se prcceder a elei
cao da junta adtmnistratiTa e da csinmissSo de
contas que tem de ftmeciouar no pruxrno r'.nno
de 1874.
Hospital porlugaet de benefieeacia em Pernam-
buco, 2 de dezembro de 1873.
Luiz Duprat
Secre tari'.
Pela esa d consulado provincial
se faz putol'ico que foi prorogado por mais
30 dias, de conformidade com a portaria do
Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
de hoje datada, o prewo ma read o para o
recefeimento, independente da multa, da
contribnicdo indemrrisadora dos apparelkos,
o servigo dos mesaaos, pertencetites a oom-
juabia Drainage, cerrespondente ao ultimo
sumestre de 187 j.
Consalado provincial, 1.* de deierrifero
do 1*73.
Antonio Carneiro Machado Rws,
Administrador.
Terminals o espectaculo com a muito chislosa
contcdia ira t acto :
Malilila exposttfo.
Hawa trem depois de epectacttl.
M. B.-O* Srs. soofos podem mandar buscar no
theatro e das 4 as da tarde os brlheWii que Ihes
lecarem ; gn.-irdadaa porea as restiiecoes do art.
9 dos ultofcw.
THEATRO
Santo Antonio
C01P&NHIA
DO
BEBERIBE
O caixa deSta companhia o Sr. (..orbenia-
oo de Aquino Fonceca, acha-se autorisado
a pagar no eu escriptorio rua do Vigario
Teoorio n. 19, das 10 hnr* do dia a"s 3 da
tarde o 51 dividendo da ra#ia companhia,
na razao de 3-?()00 por apolice.
Escriptorio da companhia, 22denovem-
4>ro de 1873.
0 secretario,
Luiz Manoel Rodriques Valenga.
COMPANHU
DOS
TRILHOS URBANOS
DO
Recife a Olinda.
E Beberibe.
Esta companhia contrata com quern por
menos o fizer, a colloca^ao de 40 a" 50 pos-
tes, de madeira de qualidade, como seja :
embiriba preta, sapucaia ,etc, para fio tele-
grapbico da estai}ao da Aurora a Encruzi-
lhada, com 25 a 30 palmos de altura e 5
pollegadas de grossura. Com a respectiva
gerencia se entenderao os proponentes.
0 gerente,
Laurentino Josi -de Miranda.
De ordemdo presidente d'assemblea geral
,;l-BlH?ncionnda companhia, faz sesciente aos
.aiicionistas, que, e ua mesma conformidade
do art. 11 dos estatutos, visto proceder-se
em continuacSo da scssao adiada, no dia 10
do corrente mez, pelas 4 horas da tarde, no
lugar do costume, proseguira a assamblea
geral nos trahalhos adiados da sessSo ordi-
naria, que fora convocada para o dia 31 de
outubro proximo passado.
Recife, 1 de dezemhro de 1873.
0 secretario,
Luiz Lopes Castello Branca.
CONSELHO DE COMPRAS DO ARSENAL
DE MARINHA.
0 conselho promove no dia 6 do corrente mez,
a vista de prooostas recebidas ate as 11 horas da
manha.e sob as condicSes do estylo, e fornecimen-
to de viveres, dietas e oatros objectos de consume
aos navios da armada e estabelecimeatos de mari-
nha, no trimestre proximo vindouro de Janeiro a
marco de 1874.
OBJECTOS.
Assncar branco grosso, assucar eranco refinado,
arroz d 1 Maranhao, aguardenie de 28 graos, azeite
doce de Lisboa, aletria, araruta, boiacha, boiacbi-
nha americana, bacalhao, batatas, bois vivos e
pasto para os raesmos, cafe em grao, cafe muido,
carne verde, carne secca do Rio Grande do Sul,
cha hyssop, cevadinha, carnauba em vela*, con-
servas pr^paradis, cebolas, doce, feijao, farinha de
mandioca da terra, gallinhas, leaha, matte, man-
teiga ingleza, manteiga franeeea, milho pilado, pao,
sal, sabio massa, steannas era velas, stearina- em
velas de 8 em libra, proprias para lanternas, tou-
cinbo de Lisboa, tapioca, tijotos de alvenaria gros-
ea, telhas vinho de Lisboa e vinagre de Lisboa.
Sala das sessoes do conselho de compras de
marinha de Pernambuco, 3 de dezembro de 1873.
0 secretario
Alexandre Rodrigues dos Anjos.

Sabbado 6 de dezembro
I Itinaa rcitA
DA
EMPREZA
Km beneBcio do mesma.
Representar-se-ha
actos:
a co-uedia-drama era tres
CONSUL ADO PROVINCIAL.
Para sciencia da compauhia ferro carril de
Pernambuco, se faz publico a relacao dos impos-
tos a que se acha obrigada a mesma companhia
no corrente exercicio de 1873 a 1874, ficando
aberto o prazo as reclamacoes que por ventara
possa ter a fazer na forma da lei e regulamentos
respectivos
Imposto de companhia anonyma 300*000
Idem de 8 0(0 sobre a rendo de escrip-
torio 244000
Idem de 4 "j. e idem de coxeira 210*000
Idem para criacao de companhia de
bombeiros 10*000
Idem de 23* por 31 bonds 77o*000
Hem de 6* por 6 carrocas 30*000
Consulado provincial, 3 de dezembro de 1373.
0 chefe,
Eduardo Augusto de Oliveira.
a camedta em 1 acto
(ma experieocia
e outras muitas consas que constarao do cnorme
e explendido programma que sera distribnido no
dia do espectacnlo.
0 emprezanlo, tendo concluido 16 mezes de ira-
balho com uma grande companhia, lica por isto
dispensado de fazer a apologia do illustrado e hos-
pitaieiro publico que o raanteve durante essse Ion-
go tempo, restaqdo-lhe. apenas a obrigacio de
manifestar a sua gratidao.
Aos artistas da com panhia,Jseus bons collegas
agradece tambem o emprezario o sen valioso con-
curso e boa vontade no trabalho, que e a divisa
dos que sabem viver honestamente. Ja nao esta-
mos, felizmente, na epoca em que as inlrigas e
dissencSes occupavam no theatro o primeiro lu-
gar. So pequeao foi o lacro que es artistas do
Santo Antonio tiraram do seu laborioso trabalho,
grande por certo foi o exemplo que deixaram da
sua conducta.
Esta provado que o trabalho honesto e bem re-
gulado dispeasa o patronato.
m m ^
PACIFIC S1UM NAVIGATION COM
PANY
Uiiha quinzcnal
0 PAQUETE
mmm.v rw amia
espsra se dos portos do sul ate o dia 4 le dezem-
bro, e depots da demora do costume, seguira para
Liverpool, via S. Vicente e Lisboa, para onde re-
cebera passageiros, encommendas e carga a frete.
E'-jiera-sp Tambem dos purtos do sul denlro dos
jreximos oito dias, txiraordioariameote, o vapor
CHILI
a qua) depois de uma peqoena demora neste per-
to,-seguira para Liverpool e escalas.
OS AGENTES
Wilson lowe dk C.
14RUA DO COMMERCIO----14
seguira brevement* a barn* pottugueza Gratidao ,
para carg* e passageiros irau se i -m E. R. Ra
hello k C., rua do comraercio n. 40.
iiisco tui nno
Domhnco Copelk), capitio do vapor italiano
Gkmanmx (A. 1. 20 annos) devidaroente segum.
de 794 toneladas de registo, procedente de Macao
(CWna) com destino a Havana (Cuba) conduzmdo
7S0 passageiros chinezes, tendo sido obrigado por
foroa maior, a arribar a este porbi, para prover-se
de carvio, agua, viveres, etc., alim de proseguir
ma viagem ; e precisando para isso de cerca de
%900 libras esterlinas a risco maritimo sobre o
casco e passagens, segundo a carta de fretamento)
do itferido vapor, cujo reembolso sera feilo em
Havana ; convida as pessoa? a quem convier, para
apresentarem suas propostas em carta fechada no
vice-consulado de Italia ate o dia a do corrente,
as 11 horas da manna, afim de serem abertas em
presenca do regio vice-consul, e aceita a que mais
convier aos interesses do vapor.
COMPANHIA PERNAMBL'CANA
BE
\avegardo costciram vapar.
GOYiNRA.
0 vapor Paraht/ba, com-
mandante Oliveira, segui-
ra para o porto acima
no dia 6 do corrente,
as 9 horas da noite.
Recebe carga, encom-
mendas, passageiros e di-
nheiro a frete : escriptorio no Forte do Mattoi
n. 12.
Pacific Steam Navigation Company
Li nil a quinzennl
0 PAQUETE
CAPITANIA DO PORTO DE PERNAMBUCO, 28 DE
BOVEMBRO DE 1873
Para sciencia dos interessados faz se publico a
seguinte nolicia maritima :
MINISTERIO DA. MARINHA
Pela secretaria de estado dos negocios de mari-
nha se publica a seguinte noticja maritima :
(Traduccao do cap. ten. P. B. de Cerqueira Lima.)
JUNTA DO COMMERCIO
Whichall Gardens, 28 de dezembro
de 1871.
A junta do commercio recebeu do secretario de
estado dos negocios estrangciros copia de um des-
pacho do encarregado de negocios de Sua Mages-
tade, em Bogota, acerca de um decreto do governo
colombiano, em virtude do qual todos os mani-
festos e relacoes de generos, que chegarem aos
portos francos do Istlimo de Panama, devem ser
certificados pelo consul boliviano, residente no
porto do embarque ; e diz qne o governo co-
lombiano expedira orden3 aos consules para da-
rem taes documentos livre de Jespeza, quanto aos
generos em transito. Os que forem para consumo
no Isthmo, como 09 que forem para os portos co
lombianos do Pacifico, de Buena-ventura e Tuma-
co, devem pagar como ate entao.
(Traduccao do cap. ten P B. de Cerqueira Lima.)
JUNTA DO COMMERCIO
Whitcliall Gardens, 29 de dezembro de 1811
A junta do commercio recebeu um despacbo do
consul geral de Sua Magestade, em Consiantino-
pla, informando-a de que o governo ottomano de-
clarou franca a passagem dos estreitos dos Darda-
nelles e do Bosphoro, deade 13 de dezembro de
1871 em diante.
O seguinte aviso aes capitaes de navio,_acorapa-
nhado da necessaria iniorraacao, foi publicado
pelo consul geral :
Consulado geral britannico. Cosstantinopla, 12
de dezembro de 1871.
Todos os navios pjdem de hoje em diante
passar pelos estroitos do Bosphoro e dos Darda-
nelles aqualqner hora do dia ou da noite.
Para evitar que os navios parem afim de ob
ter os sens passaportes (Firmans) em Constant!
nopla, na passagem do Mar Negr para o Mediter-
raneo, os ca pi ties de navio podem prover-se, ao
chegarem do Medherraneo, dos dous precisos pas-
aaportes, isto e, um para o Bosphoro e outro para
os Dardanellos. Estes passaportes devem ser en
tregues, d'ora em diante, pelos navio9 que vao
para o Mediterraneo a bordo de um navio de guer
ra ancorado na ponta Galata, em frente de Gal-
lipoli.
c Afim de que os capitaes de navio possam
aproveitai-se da vautagem de nio se demorarem
em seu regresso, devem prover-se dos passaportes
para a Bosphoro e para os Dardanellos ao me9mo
tempo, -em cujo caso deverao pagar os direitos e
emelumentos, e tomar os recibos em Constantino-
ple antes de seguirem para o Mar Negro.
a Por este meio evitarao a necessidade de parar
no Bosphoro em seu regresso do Mar Negro, ex-
epto em Cavan ou Buykdere para tomar pra-
tieo.
Esta conforme. .
0 secretario da eapitania
Decio de Aquino Fonseca.
CONSULADO PROVINCIAL.
Pela administracao do consu'.ado provincial faz-
se publico aos respectivos contribuintes, que do
1* de dezembro vindouro comeca a correr o prazo
dos 30 dias nteis, raarcado no art. 21 do regula-
mento de 16 de abril de 1842, para a cobranca do
primeiro semestre dos impostos da decima urba-
na e 5 0|0 sobre a renda dos hens de rafz perten-
centes as corporacoes de mao morta, no corrente
exercicio de 1873 a 1874, incorrendo na multa de
6 |0 aqnellesdos contribuintes que nao os satis-
fizerem neste prazo
Cansulado provincial de PerDambuco, 28 de
novembro, de IW8.
0 administrador,
A. Carneiro Machado
CONSULADO PROVINCIAL
Pela mesa do consulado provincial se avisa aos
devedores da contribuicao indemnisadora dos ap-
parel lios e servico dos mesmos relativo ao pri-
meiro semestre de 1872, pertencentes a compa-
nhia Drainage, que a arrecadacao proveniente
dos referidos debitos ja liquidados com a multa
de 9 0[0, continda a ser cobrada nesta reparticao
com o prazo de 60 dias, segundo determinou o
Illm. Sr. inspector da thesouraria por portaria de
haje datada.
Consulailo provincial, 1 de dezembro de 1873.
Antonio Carneiro Machado Rios,
Administrador.
Correio geral
lietagdo dos objectos registrados exislentes
na administracdo dos correios desta pro,-
vincia, para as pessoas abaixo decla-
ration :
Antonio Clementino Accioly Lins.^Anna Josepha
Pereira dos Santos, Brilhandina Gertrudes Wan-
derley (i), Doraingo3 de Souza Barros, Eugenio
Telles da Silveira Pontes, Francisco da Fonseca e
Silva, Francisca Candida da Silveira Cardoso, Fir
mino Theotonio da Camara Santiago, Francelina
Paes Barreto, Francisco Socrandino, Henrique da
Cunha Rodrigues, Jo5o Cavalcante de Albuquer
que, Joaquim Augusto Ferreira Jacobina, Jose An-
tonio de Oliveira, Joaquim Antonio Pires, Laurinda
Maria Rigueira, Leandra Joaquina do Sacramento,
Manoel Dejoces da Silveira, Maximino de Aguiar
Montarroyos, Manoel J. da Silva Vianna, Rufino
Augusto de Almeida, Raphael Estefano, Umbelina
Rosa e Lima Pinho, Ulysses Segismundo de A-
raujo Batinga.
Administracao do correio de Pernambuco, 2 de
dezembro de 1873.
Jose Candido de Barros
Encarregado do rgisatro.
P
Santo Antonio
EMPREZA-VICENTE.
Penult!mo espectaculo nestc
theatro.
Quinta-feira 4 de dezembro.
BENEFICIO DE
Subira a scena o drama
em S actos :
de grande espectaculo
GRACA DE DEUS
Desempenham os principaes papeis a Sra. D.
Manuela, Bahia, ( o de Loustalot) Vicente e D.
Olympia Valladas.
0 Sr. Bahia cantara por obzequio, no 1. acto,
um romance que se intitula :
Amor paternal
Doesia do illustrado Sr. Dr. Celso Magalbaes,
musica do benaficiado.
Terminara o espectaculo com a scena comica
desempenhada pelo artista Camara:
Pedro Guerreiro Recife
concluindo com o applaudidissimo
Aiigii musical
A banda do corpo de policia executara nos in-
tervallos, as melhores pe;as do seu repertorio.
N'um dos intervallos o beneficiado ira agrade-
cer as familias qne re dignarem obsequiaslo.
N. B.A numeracao das cadeiras de 1.* classe
sobe ate 118, todas as mais sao avulsas.
Principiara as 8 l|2.
THEATRO
DA
ENCRUZILHADA.
SOCIEDADE PARTICULAR
RECREIO DRAMATICO.
ESTRF1
Domingo 7 de dezembro
Am 8 horas em ponto.
Depois que a orchestra dirigiaa pelo maestro
Franceltno houver execntado uma linda onvertn-
ra snhiri a scena o muito applaudido drama em
& actos ;
SANTO ANTONIO,
Domingo, 7 de dezembro
PR0L0GO
DO
a-se aqui da Europa ate o dia 15 de dezembro,
epois da demora do costume seguira para o snl
do imperio, Rio da Prata e costa do Pacifico, pan
onde recebera passageiros, encommendas e dmhei-
ro a I frete.
OS AGENTES
Wilson Rowe A C.
14 RUA DO COMMERCIO----14
Grande
lesco,
baile semi-carnava7-
nos saloes d'este
theatro...
0 bem conhecido Cunha, conhecendo as neccs-
sidades da epoca, propoz-se a dar um esplendido
baile, para distraccao e folia da rapaziada amiga
de dar de gambias.
J
terao
de
arrepen-
Cheguem rapazes, que nao
der-se.
Havera de tudo e com a maior profusao.
Tudo danga!..
Tvdo pula!..
Tudo brincal..
0 madamismo prepara-se para vos receber com
um sorriso diabolisD I...
AC BAILS RAFAZEADA III
Principiara as horas do costume.
msm MARfTIMOS
PARA'
HAR0EI1RS REli\
Companhia Franceza de Na\ega-
C-SaO a vapor
IAnha menscd entre o
Havre, Lisboa, Pernambaeo, Rio de
Janeiro, (Santos, soniente na vol-
ta ) Montevideo, BuenosAyres,
(com baldea^ao para oRosario)
STEAMER
E' esperado dos portos do sul ate o dia 6 do
corrente, seguindo depois da demora precisa para
o Havre com escala por Lisboa.
Recebe carga para Antuerpia em direitura, e
para Liverpool, por baldeacao as expensas da com-
panhia.
Commandante Capelle
Relativamente a fretes, encommendas, passagei-
ros, para os quaes tem excellentes acommodacoes
por precos reduzidos : trata-se cem
OS CONS1GNATARIOS
AUGUSTO F. D'OLIVEIRA 4 C.
42Rua do'CommercioEntrada pela rua
do Torres.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE
llavegacdo costeira a vapor.
MAMANGUAPE.
0 vapor Coruripe, com-
mandante Santos, seguira para
o porto acima no dia 12 dc
corrente, as 5 horas da tarde.
Recebe carga, encommen-
das, passageiros e dinheiroa
frete ate as 2 boras da tarde do dia da sahida :
escriptorio no Forte do Mattos n. 12.
LEILOES.
Agencia de leiloes.
RUA DO MARQUEZ DE OLINDA N. 37, 1* ANDAR.
0 abaixo assignado tem a bonra de scientificar
ao respeitavel publico, com especialidade ao corpo
commercial desta praca, que acaba de ser nomea-
do agente de leilSes, em cujo exercicio, promette,
se esforcara para bem merecer a confianca de to-
das aquellas pessoas que se dignarem honra-lo,
encarregando-lhe de negocios tendentes a sua
proQssao.
Desde ja o abaixo assignado antecipa os seus
agradecimentos para com aquelles que o procura-
rem : o que poderio fawr dirigindo-se a rua do
Marquez de Olinda n. 37, 1. andar.
Recife, 7 de novembro de 1873
Joaquim Dias dos Santos.
LEILAO
DE
moveis, louca e erystaes
COMPANHIA BAH1WA
DE
LINITADA
lluceio, Penedo, Aracaju
e Bahia.
E" esperado dos portos do sul ate o dia 9 do
corrente o vapor Goncalves Martins, o qual segui-
ra para os portos acima no dia seguinte ao de
sua chegada.
Recebe carga, encommendas, passageiros e di-
nheiro a trete.
AGENTES
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo & C,
57Rua do Rom Jesus57
Kio de Janeiro
0 patacho portuguez Rival segue para o Rio de
Janeiro por ter ja parte do seu carregamento en-
Sajado, epara o resto da carga devem os preten-
pntes entender-se com SUra 4 CacSo, escripto-
rio a rua do Marquez dftQlinda n. eo, andar.
COMPANHIA
MESSAGERIES MARITIMES
l.inliu mensal
MENDOZA
Espera-se dos poi tos do sul ate o dia 6 do cor
rente, seguindo depois da demora do costu
me para Bordeos, tocando em Dakar (Goree) e
Lisboa.-
Para condicoes, fretes e passagens, trata-se com
OS AGENTES
Harisniendy A Labille
9 Rua do Commercio 9____
IIltlC.il K
Ligeiro III
Para o Rio de'Janeiro pretende seguir com a
possivel brevidade o brigue Ligeiro III, de 1'
classe, por ter parte da carga engajada, e para a
que Hie falta, trata-se com os consignatarios Joa-
quim Jos6 Goncalves Beltrao & Filho, a rua do
Commercio n. 5.
MESSAGERIES MARITIMES.
I.inhu mensal
RIO GRANDE
Espera-se da Europa ate o dia 8 do corrente,
seguindo depois da demora do costume para Bue-
nos-Ayres, tocando na Bahia, Rio de Janeiro e
Montevideo.
Para passageiros, encommendas, etc., a tratar
com
OS AGENTES
Harismendy & Labille
9 Rua do Commercio 9
COMPANHIA
MESSAGERIES MARITIMES
Llnha mensal
ERYMANTHE
Espera-se dos portos do sul no dia 10 do cor-
rente, seguindo depois da demora do costume pa-
ra Bordeaux, tocando era Dakar (Goree e Lisboa.
Para passageiros, encommendas, etc., a tratar
com
OS AGENTES'
Harismendy a Labille
9 Rua do Commercio 9
LISBOA
Para o referido porto pretende seguir com a pos-
sivel brevidade o brigue portuguez D. Anna, por
ter ja alguma carga engajada ; e para a que the
alta, que recebe a frete commodo, trata-se com
os consignatarios Joaquim Jose Goncalves Beltrao
& Filho, a rua do Commercio n. 5.
Para Lisboa
segnira com brevidade o brigue portuguez Bella
Figuetrmu ? para carga e passageiros trata-se
oi'etoB. R. Rabeilo 4 C, rua do Commercio nu-
0209 48.
as 11 horas
NA
FEIRA SEMANAL
Mi--Rua doIiuperador-IG
Trastes avulsos, louca, crystae?, e muitos arti-
gos do uso domestico; 1 cabriolet de 4 rodas,
com arreios, coberto, com 4 assectos, objectos de
ouro, etc
?
loja de fazendas sita & rua da Imperatriz n.
48, pertencente a massa fallida de Paulo
Fernandes de MelloGuimaraes.
HOJE
as 11 horas da man-hi
0 agente Pinho Borges levara a leilio, por man-
dado do Illm. Sr. Dr. juiz especial do commercio,
a armacio envidracada e envernisada, espelhos,
fazendas, roupa feita, calcas, colletes, palitots, a-
roulas, camisas, moveis, 1 mobilia de jacrranda,
constando de 12 cadeiras de guarni;ao, 1 sofa, 2
consolos, 1 jardineira, 2 cadeiras de braco, 2 ditas
de balanco, lanternas, flguras, copos, aparadores,
commoda, mesa para jantar, cabides, cama, ban-
cos, 1 cofre de ferro, 1 piano, candieiro a gaz, e
muitos outros artigos que se acham patentes no
dia do leilao.
Os pretendentes poderao desde ja examinare
tratar com o agente; no seu escriptorio, a rua do
Bom Jesus n. S3, primeiro andar.
LEILAO
DE
25 1/2 barris com manteiga franceza ns. 1 a
20, marca R V. C, 20 barris com man
teiga ingleza de ns. 1 a 20, marca B.
AS 11 HORAS DA MANHA.
0 preposto do agente Pestana, fara leilao por
conta e risco de quem pertencer, de 2"j 1|2 barris
com manteiga franceza de ns. 1 a 20, e 20 ditos
inteiros com manteiga ingleza de ns. 1 a 20, vindos
do Ceara no vapor Para, desembarcados ultima-
mente, quinta-feira 4 do corrente as 11 horas da
manha, no armazem do Annes, defronte da alfan
dega._________________________________
Leilao
DE
ferragens
SEXTA-FEIRA 5 DO CORRENTE
as 11 1(2 da manha
Por intervencao do agente Pinto, rua do Bom
Jesus n. 43.
Precisa-se de uma ama
que engomme e fa servicos domesticos, em casa
de pequena familia: na rua
do Capibaribe numero 40.
Preeba se de uma escrava para cozinbar
e comprar : na rua Primeiro de Marco n. 13
Inja.___________________________________
Aos seniiores negociantes.
Conunuase a fornecer comedoriu para fora.
por precos commodos ; algum senhor negoeiaote
que tenha de retirar suas familias para ir passar
a festa e quizerem deixar os seus caixeiros bem
servidos, quanto ao fornecimento de comida, diri-
ja-se a raa e?treita do Rosario n. 33, primeiro an-
dar.
CASA D4 FORTH
AOS 4:000#000.
BILHETES GARANTIDOS.
1' rua Primeiro de Marco (outr'ora ruaJa
Crtspo) n. 23 e ctuas do costume.
0 abaixo assignado tendo vendido nos seas le-
llzes bilhetes, dous meios n. 13*7 com 4:000*,
um inteiro n. 3129 com 700J, um inleiro n.41
com 200*. um meio n. 78 com 100*. e outras aor-
tes de 40* e 201 da loteria que se acabou de ex-
trahir (77*), convida aos possnidores a virsm rece-
ber na conformidade do costume, sem desconta
algum.
Acham-se ivenda os felizes bilhetes garantidox
la 10* parte das lotenas a beneiicio do hospital
da ordem terceira do Carma (78*), que se extra-
hira na qnarta-feira. 10 do corrente mez,
PRECOS
Bilhete inteiro 1*000
Meio bilhete 24000
EM PORgAO DE 1008>000 PARA CIMA.
Bilhete inteiro 3*500
Meio bilhete 1*750
_____________Manoel Marlins Fiuza______
Odilon Duarte & Irmao avisam as pessoas
que lhe sao devedoras do pagarem contas somen-
te a elles ou a empregados de sua 'casa ja conhe-
cido? ; fazem a presente declaracao, para que
o individuo que se arvora seu ccbrador nao
continqe a receber sem elles o conhecer e an
torisado a tal.____________________________
Na rua do Visconde de Albuquerque n, 131,
se precisa fallar ao Sr. Matux I d i Costa Diniz, a
negocio qne Uies diz respeito.________________
J0RN4ES D4 EDR0P4
ASSIGN AT UR AS PARA 894
Acham-se abertas conforme o respectivo
catalogo
L1VBARIA FRANCEZA.
Pernambuco imatieur
Dramatic Club
A general Meeting of the members of
this club will be held at n. 11. Corpo SaDto,
on Saturday afternoon at 4.
__________________________O'Clock.
Aos calhulicos, urd^eseprofanos
Bonitas bugias enfeitadas
proprias para oratorio no
grande dia de N. S. da Con-
ceicao, a 2^000 e 2^500 a
caixa, com seis bugias deboa
cera: so na rua do Cabuga
n. 5.
Piioto.
0 capitao da Anita, precisa de um para a sin
viagem deste porto a Barcelona : trata-se com o
mesmo a bordo on a run doTommcrcio n. 5.
Feitor.
Precisa se de um portuguez que entenda deai-
voredo e jar dim, que tenha boa conducta.preferin-
do-se casado sen. familia : na rua das Cruzes n.
34, primeiro andar.
Leilao
DE
um completo e variado sortimento de cha-
p^os do Chile e feltro
SEXTA-FEIRA 5 DO CORRENTE
A's lit horas.
Por intervencao do agente Pinto.
Rua do Bom-Jesus n. 43.
Leilao
DE
fazendas variadas
CONSTANDO DE :
madapoloes, algoddes e chitas
SEXTA-FEIRA 5 DO CORRENTE
A's lO 1| horas.
Por intervencao do agente Pinto, em seu es-
riptorio a rua do Bora Jesns n. 43._________
LEILAO
DA
armagao, drogas, vasilhames, moveis
mais perten$as da botica da rua do Barao
da Victoria n. 30, pertencente a massa
fallida de Jose" Francisco Bittencourt,
bens avaliados em 15:077^985.
^ SABBADO 6 DO CORRENTE
A's 10 1|2 horas em ponto.
0 agente Pinto, levara novamente e pela ultima
vez a leilao, servindo de base a proposta obtida,
a pharmaoia da rua do Barao da Victoria n. 30,
pertencente a massa fallida. de Jose Francisco Bit-
tencourt, sendo que naquella occasiao eflectuar-
se-ba deflnitivamente dita venda com quem melhor
offerta fizer.
0 leilao tera lugar as 10 l\t horas em ponto do
dia sabbado 6 do corrente, na referida botica.
avisos (jrfrKSos
Aluga-se umas meia-aguas. novas, na ira
vessa das Barreiras (becco do Aquino) : a tratar
pa rua do. Cotovello n. 25.
Casa eiu Beberlbe~*
Aluga se uma exceliente casa com basuntes
commodos e horo^H^^mrla p:ira esfllH
a tratar na rua do Marqaez de Olinda n, 35.
9
^i

s

DESCOBERTAS MEDICINAES
PEI.0 BACHABEL
Manoel de Siqueira
Cavalcanti.
1' o Prescrvativo da ery-
sipela : para curar com certeza, e
em pouee tempo, qualquer ataque de
erysipela, e prevenir o seu reappare
cimento.
Este medicamento tambem e muito
poderoso para o rheumatismo.
" o Re^ulador da mens-
truacao : para falta, irregularida-
de, suppressao repentina da menstrna-
cao, e dos locliios, assim como para
todos os soffrimentos devidos aquellas
affeccoes. Ambos estes medicamentos
ja sao muito conceituados, e procura-
dos nesta provincia, e na do Rio de
Janeiro.
Acham-se a venda somente em casa
do autor, das 9 horas do dia as 3 da
tarde, e a qualquer hora em casos ur-
gentes.
GRATIS AOS POBRES
Rua da Imperatriz n. 14, 2 andar.
,4ff
0 Sr. Carlos Schleicher era Schonthal, perto de
Langerwehe na Prussia-Rhenana, fabricante de
superiores qualidade; de agulhas para costura,
tendo recebido encommendas de Pernambuco por
outros correspondents sobre agulhas para costu-
ra de sua fabrica oen cartonagesn, e tendo dellas
um deposito para vender, no armazem do corres-
pondente especial delle, o Sr. Otto Bohres, roga
ao3 senhores commerciantes de Pernambuco que
querem comprar dellas, ou fazer encommendas
sobre outras, de dirigir-se a mesma casa, na rua
do Vigario n. 8, onde se darao todas as explica-
c8es necessarias.________________
Aviso.
Perdeuse o 1 volume da obra intitnladaOs
Dous Mundos-de Alexandre Dumas : quem o ti-
ver achado e querendo restitui-lo, dirija-se a rua
do Torres n. 10, que s ra gratificado.______^^
Attencao.
AInga-se um sobrado ia esquina da travessa dos
Remedios, na Passagrm da Magdalena : o preten-
dente dirija-se ao armazem do sal na Passagem da
Magdalena, que achara com quem tratar.
Aluga se o armazem e o primeiro andar do
9obrado da rua do Rom Jesus, outr'ora da Cruz,
n. 20, proprios para estabelecimento commercial:
a tratar na rua do Marquez de Olinda n. 52.
Os abaixo assignado declaram ao pnblico
e com especialidade ao respeitavel corpo do com-
mercio que dissolveram amigavelmente a socie-
dade que tinham no estabelecimento de roolbados
sito no pateo da Ribeira de S. Jos6 n. 11, a qual
gyrava sobre a flrma de Campos & PimenleJ, fi-
cando todo o activo e passivo a cargo do ex-socio
Pimentel.
Recife 28 de dezembro de 1873.
^ Antonio Bento de Campos.
Joao hti Pimentel.
i
" 1
m


i
s
.;
Diaho de Pemambueu Quinta
_J-'
de Dezembro ae 1873.
FUNDICAO DO BOWMAN
RUA DO BRUH H. 52
(Passando o chafariz)
PEDEM AOS aeahorei de eogeoho outrun agncolioien, tew pre gabies de m
iftinismo o favor de ana viaiu a see ettabeleciaeotu, para verem o lovo aortimento
wmplet) qae abi tem; aeodo todo aaperidr em qaalidade e fortidao; o qoe com a ids
MGgio pessoal pode-se verificar.
ESPECIAL ATTENCAO AO NUMEROE LUGAR DE SUA FUNDICiO
'{Tatm-ar a rnilftft A'sterna. do8 mai* -1erno y8tema
tt^Utoa O lUUaB U agUa manbos convenientea para aa diveraas
circamstanciaa dot lenhorei proprietaries e para descaro^ar algodao.
Moendas de canna **; "Ua"Qh0'****** qoe ,qoi
Rodas dentadas *"animM,: ,goa e vapor
Taixas do ferro fundido, batido e de cobre.
Alambiques e fandos de alambiques.
pan mandioca e algodSo, I Podendo; todoa
e para serrar madeira, "ser movidos a mio
Hachinismos
RnmhnA (v* agai, vapori
OUIUUOi de patente, garantidai........ f oa ammaea.
Todai a8 "MliinM p^ i6 PreciMr
Pai qualquer concerto *-*** *w remido.
Form as da ferro tem **m*lhoroi e mail b,riUS exi8tenlei no mer-
VnAnmrnon^oa Incambe-ae de mandar vir qnalqoer macbinismo i von-
StUl/UIIlLlloIlUaB* ^^ dos clientea, lembrando-lbea a vantagem de fazerem
itaee prestar anxilio.
Arados americanos fl in,tra,neDl0, *****
RUA DO BRUM N. 52
PASSANDO O CHAFARIZ
FUNDICAO DE FERRO
A' ma do BarSo do Triumpho (rna do Bruin) ns. 100 a 104
CARDOSO & IRMAO
RECEBERAM de Inglaterra completo sortimento de ferragens e machinas para en-
genhos, asmais modernas e melhorobra que tem vindo ao raercSdo.
VapOreS de forga de 4, 6,8 e 10 caYallos.
(jaldeiraS de sobresalente para vapores.
Moendas lnteiraS e meias moendas, obra como iiunca aqai veio.
laiXaS ilUnaiuaS e batidas, dos melhores fabricantes.
XvOdaS d aglia COm cubaje de erro, fortes e bem acabadas.
xiOdaS dentadaS de todos os tamanhos e qualidades.
Rel0gi0S e apitOS para vapores.
15 OHIO as de ferro, de repucho.
AradOS de diversas qualidades.
r OrmaS para aSSUCar grandes epuquenas.
Concertos concertam com promptidao qualquer obro ou machina., para o que teem
sua fabrica bem montada, com grande e bom pessoal.
EnCOniniendaS man(*am vir Por encommenda da Europa, qualquer macbinismo,
para o que se correspondem com uma respeitavel casa de Londres
e com um dos melhores engenheiros de Inglaterra ; incumbem-se de mandar assentar
ditas machinas, e se responsabilisam pelo bom trabalho das mesmas.
Rua do Barao do IWumpho (rua do Brum) ns. 100 a 104
FUNDICAO DE CARDOSO d IRMAO.
Wer-
2JP000
19500
19000
NOVAS PUDGES MUS1CAES.
A. J. d'\zv\-ciloItua lieva _. It
Acabam de publicar-se, e acham-se a
venda as seguintbs musicas :
PIANO SO".
Danse espanhola, por Ascher
Arabella, mazurka, por G.
theimer
Valsa do Fausto, por Croyzes
Sonho de uma virgem, por Alber-
tazzi 19000
Anna la Prie, cavatina 19000
AoClair de la Lune, por Bussmeyer 19500
ESTRELLA DO NORTE p ,fc, Drjlhante m0Q
SaudacAo ao Bahia (
Cricket, por Seixas, offerecida aos
chrickets club pernambucano e
bahiano 19000
PIANO E CANTO.
Desespero, muito lindo romance
por I. Smoltz 29000
Non m'amava, romance por Guercia 19000
Tambem recebeu da. Europa grande sor-
menide musica para piano, piano e
antoudos, methodos, etc. etc.
E' 16r e aproveitar
O inverno nao quer deixar-nos. Muito papel
alburolnado em risco de perder-se. Se ha de ha-
ver prejuizo de um, haja iimveito para todos
APKOVEITEM.
GIOOO jior wnn teiema ifr rrtnitn* tm cnrldr*!
Avisa s- a guem se uuizT retri;.i em rartiies
.! vi>ii;i, (|u^ ua 'Wfi'i"jl fjliuU^f "phid, a rua do
(.ahnga ii. IK. a vi liar para > pali-o da u>:iiru.
luaiii-v r. liaU.s^i'111 lar'Oft de vijii* a 4>i000
cada detenu. ,\l"# *
APROVEnEV I
O qne e bem dura peueo ...
Todos os dias uteis ou saulificados, chora ou
faca sol, das 9 horas da n.anha as 4 da tarde li-
ra rose retratos.
Sociedade medica.
Os medicos, cirurgioes e pharmaceutieos exis-
tontes neta capital, que qnizerem pertencer a so-
ciedade medica que se esla organi?ando, devem
comparecer no dia 3 d eorrente, as 7 horas da
unite, na matin linprrailor n. J; sala onde fuhc-
iii>na a sori1..ib! l/i-Hrti^>l n.
ttocitt, J!.; de/.inbi- i.. ik;:i.
i) M P-Teira.
xVluga-se
o terceiro auJar e ;otao da rua Duque de Qxias
57.
Roga-se
A um certo Dr. que alugou o sotao do sobrado
n. 35 4a rua estreita do Rosario, o obsequio de
vir ou mandar receber unj trastes que a mais de
seis mezes existem no priroeiro anuar do mesmo
sobrado; assim como satisfazer o pagamento do
aluguel do mesmo, isto do prazo de 3 dias lindo,
os quaes serao vendidos da mesmos trastes para
pagamento dog alagneb.______________________
AHENCA0
O abalxo assignado participa ao respeitavel pu-
blics que tem. grande deposito de vinhos de fruc-
tas do paiz, como seia o de cajii, em quatro quali-
dades, os quaes venae por precos razoaveis, e ou-
tros mais de diversas fructas, que a vista fara fe.
0 proprietano deste estabelecimento pede aos do-
dos ou rendeiros de sitios que tiverem as fructas
de cajd, genipapo e abacaxi, e as qneiram vender,
comparecam a rua Vidal de Negreiros n. 144, ou-
tr'ora Gnco Pontas, afira de se tratar dos precos.
______ Joao do Amaral Raposo.
PECHINCHAS
S6 o n. 20
RUA DO CBtlSPO
LOJA DAS 3 PORTAS
:ontinua a vender muito barato para apurar
muito dinheiro.
CASSA LA
Chegou esta (azenda.sendolindospadroes.even-
de-se pelo diminuto preco de 2W) rs. o covado, e
pecbincha 11 I dao-se araostras.
METINS
Proprio para vestidos o que ha de mais gosto,
padr5es novos, pelo preco de 400 rs. o covado, e
pecliincha I I I doa-se amostras.
LAS ESCOCEZAS
Lasinbas escocezas, padrSes bonitos, a 240 rs. o
covado. ao_
Ditas com listras, padrSes modernos, a 280 rs. o
covado. ,
Ditas la e seda, padrSes modernos, a 640 rs. o
covade, e pechincha I I I dao-se amostras.
ALPACAS DE CORES
Alpaeas de cores, padrSes bonitos, fazenda de
J J000 a 400 o covado, e pechincha I I I dao-se
amostras.
CRETONE
Cretone em pecas pequenas, com bonitos pa-
droes, pelo diminuto preco de 400 rs. o covado, e
peehincha 1 I 1 dao-se amostras.
Cortes de casemira d3 cores, a S^COO cada um.
Cambraia de linho de cores, a 360 rs o covado.
Ditas pretas para luto, a 240 rs. o covado.
Fustao branco para roupa de meninos, a 560 rs
o covado.
Brim pardo e de cores, a 400 e 440 rs. o co-
vado.
Cobertas de chila adamascada, a 3ia00 rs.
Colchas brahcas e com barra de cores, a 3*500
r 4*000.
Lencoes de bramante, a 2*000.
Dites de algodao, a 1*400.
Toalbas alcochoadas, a{6*000 a duzia.
Ditas (elpudas, a 6*500 a duzia.
Lencos de cassa com barra, a 1*000 a duzia.
Ditos de cassa abanbados, a 2*000 a duzia.
Ditos de esguiao finos, a 3*500 a duzia.
Cambria lisa transparente a 3*000 e 4*500 a
^Cambraia Victoriaa a 3*800.
Aioalhado adamascado, a 2*000 a vara.
Dito irancado, a 1*400 a vara.
FustSes de cores, a 1*000 o corte.
Chales de merin6 liso, a 2*000.
Ditos estampados, a 3*500,4*000iei*MO.
Ditos com listras muito finos, a 5*800 e t>*uw
Esguiao muito fino, a 2*000 a vara.
Brim preto trancado, a 2*000 a vara.
Bramante de algodao, a 1*600 a vara.
Dito de linho de 9 e 10 palmos de largura, a
2*500 e 2*800 a vara.
Alwdao marca T, a 5*000a peca.
Dito domestico, a 3*000 a peca.
Brim de algodao com listras proprio para cami-
as a 400 rs. o covado. ...
rianzuV cambrai- de cores muito fina, pelo di-
minuto preco de 400 rs. o covado.
So na rua do Crespo n. 20
Loja de
Guilherme & 0.
Aluga-se o 1 andar do sobrado da rua da
Imperatriz n. 53 : a tratar na rua do BarSo da
Victoria n. 57, loja^__________________________
"CASA DO 0110
Aos 4:0009000
Bilhetes garantidos
Rua do Bardo da Victoria (outr'ora JVcua
n. 63, e casa do costume.
0 abaixo assignado acaba de vender nos seu3
muito felizes bilhetes a sorte de 100*t)00 em dous
meios de n. 3236, alem de outras sortes menores
de 40*000 e 20*000 da loteria que se acabou de
extrahir (77*) ; convida aos possuidores a virem
receber, que promptamente serao pagos na f6rma
do costume.
0 mesmo abaixo assignado convida ao respeiu
vel publico para vir ao sen estabelecimento com
prar os muito felizes bilhetes,que nao deixarao de
tirar qualquer i remio, como prova pelos mesmes
annuncios.
Acham-se a venda os muito feliies bilhetes ga-
rantidos da 10" parte da loteria a beneficio do
hospital da ordem terceira do Carmo, que se ex-
trahira no dia 10 do eorrente mez.
Precos
Inteiro 4*000
Meio 2*000
De 1009000 para clmtt.
Inteiro 3*500
Meio 1*750
Recife, 3 de dezembro de 1873.
Joao Joaqmni da Cotta Leitt.
% Consullorio medico
M D0
S! Dr. Mnrillo.
RUA DA CRUZ N. 26, 2.. ANDAR.
Recem-cbegado da Eurepa, onde fre-
quentou os hospitaes de Paris e Londres
pode ser procurado a qualquer hora do
dia ou da noute para objecto de sua pro-
fissao.
Cons jJtas do meio dia as duas horas
da tar-ie.
Gratis aos pobres.
Especialidades.=Ho\e&tiiA da pelle, de
crianca e de mulher.
Emprega no trataroento das molestias
de sua especialidade as duchas frias e
banhos a vapor, para os quaes trouxe
os apparelhos mais modernamente em-
gaaos na Europa.
Escravos fugidos
Felippa, oegra, cabra, ja idosa, cozinheira, alta
e seccs, foi escrava da vinva do fallecido Jacin-
tho Botelho, tem um filho escravo do Sr. Jose
Antao de Souza Magalhies, que andava fugido,
e qae veio seduzir a mai para acompanha-lo;
esta ausente desde o dia 6 da eorrente.
Roga-se a policia e capities de campo a cap
tura das mesmas escravas que sao do engenno
Sapucaia de Beberibe.
Desappareceu ao amanhecer do dia 4 do eor-
rente, do engenho Serigi, comarca de Goyanna, o
escravo de nome Jose Borges, mestre de assucar,
tendo os signaes seguintes: cabra, idade 30 annos
pouco mais ou menos, boa figura, um tanto grosso
e espadaudo, sendo o signal mais visivel uma
gomma na junta do p esquerdo : roga-se a todas
as autoridades e capitaes de campo qneiram ap-
prehender dito e?cravo e leva lo ao referido en-
genho, ou nesta praca a Oliveira Filhos & C, lar-
go do Corpo Santo n. 19 que serao generosamente
recompensados.
Recife, 19 de novembro de 1873.
Escravo fugido.
1001000 de gratificacao
Desappareceu de novo, de bordo da barca bra-
sileira S. Jose, o escravo Joaquim, preto de na-
cSo, o qual anda bem vestido e calcade, deixan-
do crescer os cabellos a modo de meia cabelleira.
Esse escravo pertenceu ao fallecido Dr. Olym
Marcellino da Silva, que o havia comprado na
provincia de Minas (em S. Joao d'El rei ou Oure-
Preto), e com elle seguio para o Rio de Janeiro e
d'alli para esta provincia, donde foi para Maceio,
tendo o vendido alii a Justino Epaminondas Ne-
ves, a quern o compraram os abaixo essignados.
Sabe cozinhar, occupacao a que estava dedicado,
e conhece se pel) falla que e afneano.
Offerece-se a gratificacao acima a quern o ap-
prehender e roga-se a toaas as autoridades a sua
captura.
Recife, 6 de outubro de 1873
____________Jose da Silva Loyo & Filho._____
Carros de luxo.
iuquestionavel que a cocheira da rua do Bom
Jesus n. 15, de Joaquim Paes Pereira da Silva, -6 a
que tem as melhores berlindas, calecas, meias ca-
lecas e victorias de luxo, proprias para qualquer
noivado, visitas de etiqueta, bailes e actos da aca-
demia, sendo os mesmos ajaezados de excellentes
parelhas de animaes, arreios luxuosos e boleeiros
com fardamentos do ultimo gosto, para o que se
convida ao publico a vir por si mesmo scientific
ear-se da verdade do que deixamos dito, certos de
que nao encontrarSo pomada, e sim realidade e
commodos precos.___________________
Fugio a 10 de setembro proximo passado, a
escrava Maria, crioula, idade de 35 a 40 annos,
cor fnla, olhos grandes, rosto comprido, quando
anda envergapara traz : quern a pegar, leve a ao
Caes do Ramos n. 42, qne sera generosamente re-
compensado. _____
t'aviiiigii
Alnga-se uma casa na povoarao do Casanga, no
prlncipio da cstrada do Ambole : a tratar ua rua
do Imperador a. 54, loja de livros.
n.
Aluga-se a 5*1 da roa de S. Jorge, outr'ora
rna do PiUr n. 12, tmido v>n;a .issobradada para
L'r.in.li'fiinilu : I vp. iraUr im rua dos Gnara-
),i|n^ n. l\t.tvi'iju. ______^
I'loprio \y.mi noivo.
Wujp h: <> v .;iil.n >i > fiobrado da roa da Im-
peratriz n z4, com o\celleules commodos ; teflm
como. e.Meirado e forradu a pa|h-l, tendo *gua e
gas, a qucin iudeiimi-i.r alguuus despezas que io-
ram feiUis : a tratar na inesouraria das loterias.
Irgeicia
Precisa-se alugar por dous mezes um
piano de armario, de bora autor ; quem ti-
ver annuncie.
Guilherme Frederico de Sou-
za Carvalho.
Maria Carolina da Silva Carva-
lho convida aos parentes e amigos
de sen prezado marido Guilherme
Frederico de Souza Carvalho, falle-
cido em Bnenas-Ayres a 4 de ou-
tubro passado, para assistirem as
missas qne manda celebrar no con-
vento da Gloria, no dia 4 do eorrente, pelas 7 1|2
horas da manha.
AndrS Bezerra de A. Metto.
Felix de Albuquerque Mello agra-
dece do fundo de sua alma a todas
as pessoas qae se dignaram assis-
tir as exequias e acompanhar a ca-
pella do engenno Arandu os restos
mortaes de seu sempre lembrado
pai Andr6 Bezerra de Albuquer-
3ue Hello, fallecido no dia 30 de novembro, certo
e que jamais serao esqnecidas.______________
Casa de banhos em Olinda
A companhia Santa Thereza abre no dia 3 do
eorrente uma casa de banhos que acaba de cons-
truir defronto da igreja dos Milagres, na cidade de
Olinda. 0 estabelecimento achar-se ha a disposi-
fao do publico durante o verao, diariamente, das
5 as 9 horas da manha, e das 6 da tarde as 9 da
noite, e nos doraiogos e dias santificados desde 5
horas da mauba as 9 da noite-
PRECO DOS BANHOS
Um banho (SEm toalha) rs. 200
Dito (com toalha) rs. 300
Aisignatura mensal (30 banhos) tera um abaii-
mento de 20 0|0 ; pagamentos adiantados. Olinda,
1 de dezembro de 1873.
0 gerente
Justino I. de S. Campos
V iil.'.doSupr.' Arch.-.dol'ui.'.
L.-.Cap.*. RegeneracSo.
Em virtude do regulamento promulgado por
decreto de 9 de setembro do eorrente anno, sao
convidados todos osRR.". membres da Sob.-.
L.*. Cap.*. Regeneracao a uma reuniao no dia
10 de dezembro do eorrente anno, pelas 7 horas
da noite, no recinto de seu Aug.. Tem. ., afim
de se proceder a eleicaodos SSaps.*. Gram-Mes-
tre e Gram -Mestre adj.*., sendo facultativo aos
que por molivo lusto nao poderera comparecer, o
enviarem suas fistas em carta fecliada ao Pod. .
Ir. Ven.-.
Sesr. da Sob.'. L.-. Cap.'. Regeneracao,
1 de dezembro de 1873, era vulg. .
0 Seer. V. de M. Mello,
EEdBS Wil 'llll l>n jtm- V- ** as.
D. liiiaiulii Paranasua
Antonio Jose Duirle Loimbra, ex-
tremamente gralo a caridosa me-
moria da Exma. Sra. 0. Amanda
Paranagna, esposa do Exm. Sr. con
selhelro Joio Lustosa da Cunha Pa-
ranagua,fallecida na cfirte do impe-
rio manda celebrar uma missa de
requiem pelo descanso eterno daqueila virtuosa se-
nhora, no convento de S. Francisco, as 8 horas da
manna do dia 4 do eorrente, e para assistirem a
esse acto de caridade christa, convida aos seus
amigos e aos daquelle Exm. Sr. conselheiro,protes-
tando desde ja a todos o seu profundo reconheci
mento. ____________....._________________
^^iKBn
Antonio Cuilherme da Silva.
Os amigos de Antonio Gui-
lherme da Silva mandam ce-
lebrar na igreja de S. Francisco,
omingo, 7 do eorrente, pelas
horas da manha, algumas mis-
sas pelo seu eterno repouso.________
CHAMADO
Os Srs. Jovino Feraandes da Cruz e Joaquim
Cleraente de Lemos Duarte, sio chamados a
rna do Coronet Suassnna n. 18z, a negocio de
particular interewe._________________
0 abaixo assignado faz sciente ao respeita
vel corpo do commereio qoe vendeu a sua taver-
na siu na rua do BarSo do Triunpho n. 39, ao
Sr. Antonio Vieira.
Recife, 2 de dezembro de 1872. t
Joao Gomes da Cruz.
pre
ega
Tambem applica com grande proveito
no trataraento das molestias do utero a
electricidade, pelo processo do Dr. Tre
pier. Cura por um processo inteiramente M
novo as blennorrhagias e sobre tudo a s/
_ (gotta militar) dispensando as injeccdes. Q
1
Si
AO PUBLICO
Os encarregados da devoeao de Nossa Senhora
da Conceicao da travessa da rua da Roda, fazem
sciente ao respeitavel publico qne no d>a 8 do
eorrente tera lugar a sua festividade do custume,
havendo no domingo ao meio dia, diversas gyran-
dolas de fogos ; a noite tocara a musica do i." ba-
talbao de artilharia ; na segunda-feira havera
uma missa no convento de S. Francisco a mes-
ma senhora ; a tarde, no mesmo dia havera di
versos baldes de differentes gostos; a noite have-
ra ladainha, sendo a joia do muito digno professor
de musica Joao Paulo Carneiro; finda a mesma
| havera Togo artificial, dando fim a todo acto e a
I esta festividade que os encarregados teem por cos-
I tume fazer todos os annos. Os mesmos encarre-
I gados pedera a ajuellas pessoas qne ainda estao
pal concorrerem com suas joias, com algum re-
ceio, q^e contribuam para mais brilhantNmo do
'Cou^iantino Antonio Ramos,
Enearregado.
Pn cisa-se de uma metade de casa, para um ra-
az solteiro, em ruas publicas, na freguezia de
anto Antouio : quein liver para alugar, dirija-se
a rua do Fogo n. 20, taverna.__________________
Confraria doN. S. da Soledade da freguezia
da Boa-Vista.
De ordem da mesa regedora desta confraria con-
vido a todos os irmaos a eomparecerem no consis-
torio da respectiva igreja, no domingo 7 do eor-
rente mez pelas 10 horas da manha, afim de pro-
ceder-se a eleicao da mesa regedora que tem de
fuccionar no anno corapromissal de 1874.
0 irmaa secretario
E. Tamborim.
AVISO
0 secret. da Aug. loj. capit. Uniao e
Benef. fill. ao sap. gr.. Oriente Uuido do
Bras. ., avisa a todos os seus ch iir. ., a eom-
parecerem a sess. *. especial de eleicoes, do sab._..
grao-mest.*. grande comm.-. e do sob.', grao-
mest.'. adj. lngar'tenente comm. ., no dia 10
do eorrente, as 6 horas da tarde, em o nosso
aug.-. tempi.-., a rua de Marsilio Dias n. 31,
como determina o art. 2." do regulamento especial,
com referenda ao decreto n. 9 de 23 de setembro
de 1873.___________________________________
Aluga-se a casa n. 11 da rua da Ponte, na
povoacao do Monteiro, muito propria para pas-
sar a testa : a tratar na rua do Duque de Ca-
xias n. 71.
Alnga-se a casa n. 77 da rua de S. Joao e a
loja do sobrado n. 25 da rcia nova de Santa Rita :
a tratar na rua Duque de Caxias n. 44, on na rua
do Range! n. 41, S* andar.
Jornaes da Europa*
Assignaturas para 1874.
Acham-se abertas conforme o respectivo caU-
f EMO *
* DE g
PHILOSOPHIA, GEOGRA- I
PHIA. e HISTORIA
Durante as ferias
W POR
f$i Rua ila Imperatriz n. 0 ?
Aluga-se uma excellente casa na povoacao
de Duarte Coelho, em Olit; s commo-
dos para familia; a tratar ogui ., rua
Amorim, h. 37.
ST. .
ATTENCAO
Precisa-se alugar uma ama de meia idade, po-
rem que seja preta, aue nao tenha vicios nem
achaques, e que affiance sua conducts, para com-
prar e cozinhar para uma familia de 3 pessoas :
a tratar na cidade d". Olinda, sitio do Amparo, ca-
sa terrea grande, com portao ao lado.___________
Muita attencao.
Exposicio de figures de cera admittidas na
exposic&o de Vienna d'Austria.
0 proprietario desta exposicao tem a honra de
participar ao respeitavel publico pernambucano,
Sue semelhante trabalho nunca foi exposto a vista
o publico em parte nenht ma da America.
Para semelhante prima d'obra chamo a atten-
cao dos amantes das artes, principalmente dos ar-
tistas pintores, escnlptores e poetas, no qnal en-
contrarao dados para estolos profundos,_ como os
homens scientificos para uma recordacao de tra-
balhos analomicos.
Um dos grupos representa a natividade de Nos-
so Senhor Jesus Christo, bem como a adoracao
dos Ires reis magos, Caspar, Belchior e Bal-
thazar.
Formam um oulro grupo, o filho de Dens, a
Santissima Virgem, S. Jose, Santa Isabel, S. Joao
Baptista, um pastor e os trss reis magos.
Em um outro grupo de cera mascica re presen-
ta-se o nascimento de Cairn.
Temos alem disto, Adao, como o primeiro ho-
mem, seduzido e attrahido pela encahtadora bel-
leza de sua mulher, esqnecendo-se um moraento
da prohibi;ao de Deus, e peccando, por ter comi-
do a fructa prohibida, d'onde Ihe resultou a terri-
vel sentenca de ser expulso do Paraizo e de se
tomar sujeito aos vai-vens desta vida e obrigado
a procurar o meio de sutuistencia.
Vdr-se-ha tambem AdSo s;ntado n'um rochedo,
pedindo a Deus proteccao para o seu primeiro fi-
lho, Cairn, e Eva descancada de parte, olhando
cheia de prazer e de amor para seu filho tao que-
rido.
Tambem sera exp.sto um trabalho mechanico
extraordinario que const;.ra de um cloun, fazen-
do no trapezio os exercicios mais difflceis, e um
znavo, rnfando tambor, fumando e convorsando
com o publico.
Havera nos iotervalios e durante a estada do
publico um magnifico oigao realejo, tccando as
ouverturas completas de Guilherme Tell, de Hos-
sini, Diamantes da Corda i'Auber, Stabat Mater,
de Rossini,, noel de Adao, Domino noir d'Auber e
varias ou tras pecas.
Confeiteiros e pasteleiros
culinarios e conserveiros
Nem todos estao na altura de visar qual a mis-
sao desses qnatro artistas que podem estar cen-
trificados em uma so pessoa
E se nao vede :
0 nosso celebre lexicographo P. Bluleau, cre-
mos que foi um grande guloso. I
E se duvidais, Teitor ou leitora, tambem arni-
ca do doce, qne nos esta s lendo, abri o tomo 2.*
do supplemento ao grand'! vocabulario, e ahi no
vocabulano dos synonyrnos e phrases, a pagina
108,eneontrareis a proposito da palavra confeiteiros,
nao menos de 22 columnas, ou 11 paginas de fo-
lio, em elogio dos esmerados artutas, que a cada
passo nos seduzem com as suas famozas got us
dices.
Senao vejamos : chama-lhes entre outras desig-
nates que nos levariam muito longe se as qui
zessemos enumerar :
Artifices de comestiveis do cura.
Administradores da suavidade.
Engenheiros saborosos
Philosophos naturaes.
Antipodas da amargnra.
Illnstres propagadores do imperio Pomana.
Dulcissimos ministros da suavidade.
Amabilissimos senhore? do imperio da docura.
Pacificos moradores e bons vtsinhos.
Nobilissimos artifices, cujas obras nao sao para
a bo:ca do vulgo.
Homens que no munda se dao a conhecer mais
suavemente que todos o;i mais.
Benignos hospedeiros que das suas lojas fazem
asvlo.
Exterminadores dos corpusculos heterogeneos,
e peri tos collectores das jiartes homogeneas da mais
pura snbstancia do assucar.
Jae I
Ja se ve quando dissemos acima que os qnatro
artistas podiam estar centrificados em uma so pes-
soa, ii porque podemos dizer por experieucia pro-
pria e se quizerdes verificar ide
A CONFEITAIUA DO CAMPOS
Encommendai por exemplo :
1 flambre.
1 rovast beelf.
1 empada.
1 pudim.
1 bolo inglez fino.
1 pio-de-16.
1 torta de fructa.
pasteis, bolinhos, amendoas, doces e,confeitos.
Que tudo I I I tudo alii se prepara a contento.
Carlos Pinto de Lemos, administrador da
massa fallida de Joaquim Silverio de Souza & C,
roga aos devedores da referida massa, queiram
quanto antes saHar seus debitos a rua do Mar-
quez de Olinda n. 1, sob pena de recorrer-se aos
meios judiciaes. Recife, 21 de de novembro de
1873.
C\SA.
Aluga-se metade de uma casa no pateo do Ter
co a pequena familia : a tratar no pateo do Pa
raizo n. 26.
U quarto andar da
lua do Marquoz de Olinda
Refinaeao.
Na rua do Rangel n. 43,
res de assnear, bons.
precis* ?e de batedo-
hililiciicao lillcraria
0 FIM DOS TEMPOS
BO
A PROXIMA VINDA DO PEINO
DE DEOS,
tudo inostrado pelos f?ctos que se estao passando
no mundo, e que se acham claratnente annun:ia-
dos na propheeia de Daniel, Ezequiel, no apoca-
lypse de S. Joao, e nas epistolas de S. Pedro e de
S. Paulo Acha-se prompta esta inleressante obra
e a disposicao do publico, na livraria universal, a
rna do Imp'eradoi n. 54. Na mesma livraria po-
dem os senhores assignantes procurar os exom-
plares que subscreveram._____________________
Banhos eares saudavcis do
Monteiro.
Aluga-se alii duas pequenas casas muito em
conta para quem precisar de bons ares e banhos
frescos : a tratar a rua do BarSo da Victoria, ou-
tr'ora Xova n. 7.____________________________
Escravo fugido
Acha-se fugido desde o dia 18 do eorrente o
escravo Gregorio, crioulo, cor fula, baixo, tendo
um dos dedos pollegares do re corlado : q.icm
prende-lo, queira dirigir-se ao pateo do Carmo, em
Olinda, sobrado n. 2, que sera generosamente gra-
tificado.
Aluga-se
um sitio na Torre, pelo tempo da festa ou an-
nualmente, com excellente casa de moradia para
grande familia, quartos fora para escravos e inag-
niGca agua de beber : tratase no sobrado n. 10,
da rua estreita do Rosario, 3. andar._________
Precisa-se de uma ama para en-
gommar e outra para cozinhar : a Ira-
tar na rua Niva, loja n. 7.____________________
Roga se ao Sr. Theodore Nicet Pereira da Sil-
va, o favor de vir a rua do Barao da Victoria n.
?2, a negocio de seu particular interesse._______
Amas
Aluga-se uma grande casa na povoacao
do Monteiro, em estado de asseio, que tera
excellentes commodos para grande familia i
a tratar na rua 1. de Margo loja n. 18, ou
no Monteiro com o Sr. Nicolao,' com esta-
belecimento fronteiro & dita casa.
CASA DE CAMPO
Aluga-se por festa, ou por anno, uma casa com
bastantes commoodos para uma familia regular,
com sitio bastante grande e arborisado com agua
de beber na estrada do Monteiro, perto do esta
cao do Caldereiro: a tratar no mesmo.
- Antonio Vieira faz sciente a quem convier
que comprou a taverna sita na rua do Barao do
Triumpho n. 39, ao Sr. Joao Gomes da Cruz, li-
tre e desembaracada de qualquer onus; se al-
guem se julgar com direito a qualquer reclama-
cao, queira apresentar-se no prazo de 3 dias, a
contar de boje, findo os quaes nao terao mais di-
reito algum. i
Recife, 2 de dezembro de 1873^______________
H. J. Cannan, gerente da casa commercial de
Adamson Howie 4 C- avisa qne tendo de fazer
viagem a Europa deixa encar/egado dos negocios
da dita casa, em lugar o Sr. Wiliam M. Wibs-
ter e em 2* o Sr. Thomaz J. Harding. Recife, 29
de novembro de 1873.
Criado
Precisa-se de am que tenha pratica de todo o
servico de casa de familia o qne seja de boa con-
due la, preferindo-se escravo : na rua da Impera-
triz n. 15, 1 andar. ____________
Hotel duas nacoes alliadas.
No.becco do Padre n. 28 faz-se comedni:;_ com
todo o asseio e perfeicao, e se manda luvar em
casa de qualqner pessoa que quizer ser assjgnaa-
te por mez" ou mesmo avulso, pelo preco muito
commodo de 30t e 33| por mez para umi pes-oai
os Srs. que se digrrarem obzequiar-me dlrijam-so afl
mescmo hotel que achara com quem tratar. Tarn
bem havera no mesmo'hotel, papa de Icite todos
os dias is 5 i|_ horas.
i ALU&A-SE
o segnndo e terceiro audares do sobrado da rua
da Moeda n. 11: quem os pretender dirija-se ao
caes da Companhia Peraa,_bueana, armazem nt
mero |.
Malriciila dos cavallos.
Acham-se a venda em todas as livrarias map-
pas impresses para matricula dos cavallos con-
forme determina a lei provincial de 17 de junho
de 1873.
Precisa-se de uma.ama que saiba
ivar e engommar para duas pes
soas : na rua do Hospicio nume-
ro50.
klk'i
Fugio, ao amanhecer do dia 16 de outubro
do eorrente anno, do engenho Paraizo, do tarmo
do Rio Formoso, b mulato Cyrilo, de idade de 23 a
24 annos, escravo do padre Miguel Peres de Aze-
vedo Falcio.
0 referido mulato e de estatura regular, cOr
roxa, cabellos preto?, nao soltos, porcm nao rauito
egados, com estrada de liberdade, ja tem buco
e barba e pouca bai ba no queixo inferior, e bem
parecido, sabo ler, porem escreve mal, e muita fal-
lante, bom monlador em burros, trabalha de oleiro
em formas e 6 canhoto.
Ao amanhecer do dia 9 do eorrente (novembr .
fugio do mesmo padre o escravo Themotbeo, criou-
lo, idado 20 annos, eslatura regular, bem ureto,
pouca barba, dentes limadus : ha prababilidade.
de que fugissem para a capital com o intento de
assentar praca. Quem os apprehender sera bem
recompensad'o, e os podera entregar ao Sr. major
Jose Antonio de Brito Bastos, no engenho do Meio
da Matriz da Varna ; o sendo preso em outro lu-
gar fora da capital ou seus suburbios. sejam con-
duzidos para o referido engenho Paraizo, que se
recompensara bem, d*-vendo ser conduzidos com
toda a cautela, porque sao muito ardilosos, maxi-
me o mulato._____________________________^
Casa de campo
Offerece-se a quom quizer fazer os concertos
necessarios, o arrendamento por alguns. annas, de
graea, da excellente casa sita na Porta d'Agua,
que foi do finadoDr. Joaquim Pires Carneiro Mon-
teiro, passando-se escriptura para maior seguran-
ca. A localidade e muito salubre, e a casa muito
fresca, tem magnifico banho de agua doce em
frente, e c muito commodo visto que o trem passa
iefronle : quem "pretender pode dirigir-se ao Sr.
Francisco Carneiro Monteiro, em Apipucos. ao
Sr. Francisco Ignacio Pinto, na rua do Bom Jesus,
ou ao Sr. Cannan, a rua di 'ommercio n. 40.
AttenQao
Aluga-se uma casa terrea, com sala de (rente,
dous quartos, sotao interne, sala de jantar sepa-
rada da cozinha, muito fresca, proxima dos ba-
nhos salgados, sita na cidade de Olinda, a traves-
sa da ladeira da So, outr'ora Xavicr de Santa Ro-
sa quem a pretender dirija-se a mesma cidade,
rua de S. Joao, casa n. 17.
AMA
Precisa-se de uma ama pa-
ra comprar e cozinhar : na
rua do Imperador n. 79, loja.
Antonio Domingos Pinto, querendo resumir
o seu negocio de mobilia, tem resolvido fazer um
abatimeuto de 25 por cento nos precos de suas
mobilias, as quaes sao : ricas mobilias de jaca-
randa a Luiz XV, fabricadas em Franca, ditas de
nogueira e de anable, guardas-roupa de jacaran-
da de mogno e de anable com eapelho, ricos
guardas vestidos de amirello, rieos guardas-lou-
ca, toillettes de jacaranda e de mogno, aparadorts
ae mogno com tampo de pedra, ditos de amarello
com armario, mesas elasticas para jantar, dits
de mogno com abas para almoco, mesinhas de
mogno para costura, e nma infinidade de objec-
tos que seria enfadonho mencionar ; tem um
Srande sortimento de cadeiras de muitas qualida-
bs : a rua do Barao da Victoria h. 57 e 58.
Aluga-se um excellente sobradinho com bolas
de vidro, na rna de S. Pedro Novo n.... com com-
modos para grande familia, o melhor lugar para
quem quizer faier uso dos banhos salgados : a
tratar na praca do!Corpo Santo n. 17,1 andar.
asa para alugar.
Aluga-se a casa n. 63 da raa do Hospieio, com
bastantes commodos eagna, propria para uma
grande familia : os prelendentes que queiram
examina la, acharao a chave na mesma rua n. 55,
collegio de Santa Genoveva.___________________
-- Precisa-se de um caixeiro de 16 a 18 annos
de idade, qne tenha pratica de taverna, dando
conhecimento de sua conducta : no Recife, rua do
Bem Jesus n. 29.
pi5i_>3QQes3e |Q_o*v_i_Q^
J Consullorio roedif c-cinmrico *
DE
Q
I
A. B. da Silva Maia. fi
Una do Visconde de Albuquerque n. _
outr'ora rua da mr.iriz da Boa-Vista
Chamados : aquaiq>-. imra.
Consultas: Aos pobi-s gratis, das 2 as
4 boras da tard*.
8 A.
Vi Rua
M 11, on
yt n. tl.
?
4
ajQg|e|QS!OWtO*^XV^XX> %
Uma senhora perfeita eisgoinadeira .T
se para esse servico, Lncumbindo-^i d mandar
buscar e levar a roupa em casa de sens don.s ;.
a.tratar a rua das Calcadas n. i, t
Caixeiro.
Precisa se de um caixeiro de 14 a 18 i.nnos,
com pratica de taverna, dando conhecimento de
sua conducta : a tratar na rua do Rangel n. ii.
H. J. Cannan, testamenteiro do finado C.
Starr, avisa que tendo de fazer viagem a Europa
deixa enearregado dos negocios do dito fallecido o
Sr. William M. Wibsttr. Recife, 29 de'ndvembr~>
de 1873.
Feilor
Em S. Jose do Manguinho, sitio de Jose Duarte
das Neves, precisa se de um bom feitor e de um
criado para tratar de dous cavallos e mais al-
gum servico no mesmo sitiio._________^^______
*
IMPERIAL
FABRICA DE CIGARROS
DE
S. JOiO DE NICTHEROY
Rio de Janeiro
Constando ao abaixo assignado, unico ugenle
nesta provincia, da imperial fabrica de cigarros
de S. Jooo de Nictheroy, no Rio de Janeiro, que
existe no mercado cigarros que sao vindos como
fabricados em dita fabrica, imitando para isso a
etiqueta em que veih elles envoltos, apres>a-se a
prevenir a todos os sens freguezes que os ui i os e
verdadeiros cigarros de exposicao de dita fabrica
?6 sao vendidus nos armazens dos Srs. Francisco
Guedes de Araujo. Manoel de Sonza Cordf iro Si-
miies Junior e Faria A Filhos, unicos detO'i." de
dita labrica. Recife, 22 de novembro de 8"i.
Domingos Alves Malheus.
- Aluga-SH metade ila casa n. 16, no lugar
dos Qnatro Ct-. na Capnnga Velha : quora a
pretender uiuja-e a ni-snia casa. ^^^
Silva Barri"'a \ H"i*li '"em para Ter sen a ma/em. > -:\ii d" V r i"ftz do Olinrf'
iv. Flan.':-. :,
Estaahu ;m verguinha
Machina: pa
Cervoja es8c# ..rani
F irs
...
Gomehoa para k r.*
I 111
f%


Boa casa para a festa.
Aluga-se uma excellente casa no Monteiro, tra-
ves^B do Xisto, a qual so acha era muito Lorn es-
tado de limpez.-, : a tratar na rua Primeiro do
Marco, antiga So Crespo n. 20 A, loja de Gorge!
do Amaral & C.__________________________
Acreditarao veiido
Retalha-se um vasto e bello terreno &
margem do rio, nos fuudos da povoacao de
Beboribe, ainda nao visto pela maior parte
da populacao, por ter sido ha pouco derru-
bado os mattos que cobrlam dito terreno, o
qual consta de uma grande ptanicie, pro-
pria para edificaQSo, e distancia oe 3 minu
tos ''a ultima estacao da via ferrea, achan-
do-se ja" dividido em ruas, com approvacSo
da camara de Olinda.
Quem pretender p6de ir -ver que sem du-
vida ficara" agradaJo, e entender-se com o
Sr. Jose" Honorato Medeiros (Zuraba), en-
carregodo, ou com o proprietorio, junto &
ponte da dita povoacao.
Consultorio homeopa- 0
thico
Do Dr. Santos Mello
4*------Rua do Impera lor------41
Consul tas todos os dias das 11 a 1 da
tarde.
Gratis aos pobres.
Resideneia a rua Nova n. 7, segundo
andar, onde da consultas das 6 as 9 da
manna e das 3 as 5 da tarde.
Chamados a qualquer hora.
8
i

i
*
I

*mmmi 00000 000
Aluga-se
0 primeiro andar do sobrado da rua do Duque de
Caxias n. .44, proprio para escriptorio, ou rapaz
solleiro : a tratar an mesmo, loja.
0
0
0
0
0
0
AVISO
0 Sr. Joaquim Clemcnte de Lemos Duartc tenha
a bondade de vir ou mandar a rua do Coronel
Suassnna n. 282 a negocio de sen interesse.
Para caim'eiros.
Aluga-se um terreno murado, na rua da Sm-
dado, que tem com palmos de frente e 300 de
f undo, pot. pequena casa e telheiro para ani
maes, pr.i>rio para plantacoes : a tratar a rua
Primeir,, <* Marion. 23, loja.
;biado
Preeisa-m: de uit- criado, qae s^ja bom cjpeiro
easseiadn nna rua da Uniao n. 17.
Atieneao
i
Vende-se baralo a arma;ao da taverna n. 60, si-
a a rua Dircita fas Afogaios : a tratar na pada-
ria de junto n. G6.
A pessoa qne annundou precisar Ha 500J a
premio sob hypotheca cm bens de raiz, appareea a
roa do Hospicio n. 15, das 4 horas da tarde em
diante
, ATTEKCAO.
De novo pede-se aos cred'res da massa fallida
tiiulos a rua do Vigario n. 19, 1 andar, afim de
serem conferidos.
Quein precisar alugar am escravo, com tan
to que nao seja para servipo de peso, dinja-se a
rua do Hospicio n. 61, que encontrara um bastan-
te intelligento, e capaz de cncarregar se do traba-
lho de jardim on de hortalicas.
COZINHEIRO
precisa-se de um em S. Jose1
do Manguinho, site* n. 2, mo-
rocinzento antes da igreja.
Offerecese uma mulher de boa conducta
para cozer cm casa de alguma familia ou mesmo
em casa de madame : na travessa do Forte n. 6.
Cozinheira
Quem precisar por aluguel, de uma escrara ex-
cellente cozinheira. dirija-se a rna do Hospicio n.
61, 2 andar, onde tambem na um mulatinbo de
13 annos, bastante entendido em servi(o de casa
e de rua, que se prefere alugar na mesma casa
em que for alugada a referida escrava.
Cakeini.
No hotel de Apipucos preciiase de um oaixeiro
de 14 a 16 annos de idade, que tenha alguma pra-
tica deste negocio. v
Aluga se um moleque de 13 annos : a tra-
tar na rua Duque de Caxias n 44.
COMPRAS.
Trastes.
Compra se e venJe-se trastes novos
e usados no armazem da rua do Im-
perador n. 48.
m
m
Compra-se
@#
um sitio nos arrabaldes desta cidade. onde passe
linha de bonds : a tratar na rua do Imperador a.
48, armazem.
Compia-se em uma das tres freguezias, San-
to Antonio, S. Jose ou Boa-Vista, um sobrado de
um andar ou uma casa terrea que esteja cm bom
estado : a pessoa que quizer vender dirija-se a
esta typography, que se lhe dira quem pretende
compra r.
Tem para vender Joaquim Josd Gon<;s?ves B"-I
L
do Commercio n. 5.
i o "ilho : a tratar tlo sau escriptorio a rua
n K
Aiuga-se o 2 andar e sotao, com todos os
ccmmu,K |t;;ra graude familia, do sobrado n. 12,
8ito ;. raa dc Ilortas : a tratar na rua do Trapiche
n. 13, armazem do assucar. Tambem se vende
dejli'i ;:aries do mesmo nbrado.
Companhia do Gaz.
A ompreza do gaz tem a honra de annunciar
p iblico que recebeu ultimeute um esplen-
sortimento de lustres de vidro, csodiei-
ros, nraadelasfe globoa, cujas amostras estao
-. ei:rtplorio ;i rua do Imperador n. 31,
.,'. i vendidos aos seus freguezes pelo
mais r^izoavel possivcl.
A ijja-s- o segundo anJar do sobrado a. rua
Bari i!a Victorian. 3i, com commados para
: a tralar na loja do mesmo.
- Uma pessoa sujeila, com muito pouca idade,
ganba :'> por dia, preeisa de 4003 para sua
de, obrigando-se a dar flador. e a entrar
is mozea com 40/ rs. ate realisar o paga-
' i do principal, jams e t>;das as mais despezas
as e in la isso por meio de uma esenpta-
: Qieffl etiver em circumstancias de fazer
a! )'- tci >, annqpeie.
- I na parda escrara, boa costureira, preeisa
' I Oil'/ r.ar.i sua liber lade, offerecendo era
desta qnaalia os seus services pelo ttmpi
- coofeucion.ir : quem quizer fazer esle ne-
i, diiija-sc a rua da Imperatriz n. 30, segundo
andar.
CASA
.Vende se a casa terrea da rua das Trincheiras
21 : a tartar ua rua de Santa Thereza n 42.
Yaya tu ja vistes ?
0 que!
As las de duas patacas que esta vendendo a
loja da Rosa Branca.
Eii nao Rosinha.
Pois olha que sa> Li.ni'as e tem um brilho que
parece seda, e o que mais admira 6 que a noite
ainda sao mais liada* e o pre.;o 6 de aprovei-
tar-se a oeea'iao, se quiZeres comprar manda
busear as pegas ou as amostras na rua da Impe-
ratriz n. 5 lnja da Aosa Rrani-a
X
iTTENCA
Precisase de um homem portuguez recente-
:bega>to, que tenha boa conducta e pratica
para feitor iiu engenho : quem estis-er nestas con-
dgoes, queira apparecer no largo do Corpo Santo
n. 19, escriptorio.
(JiilX^iro
Precisa-se de um menino de 14 a 16 annos, com
ratica de taverna : na rua do Amorim n. 62.
SAQUES
Carvalho & Nogueira, na rua do Apollo
n. 20, accam sobre o Banco Commercial
de VianiK. e suas agendas em todas as-ci-
djdes e villas de Portugal, & vista e a prazo
por todos os paquetes.
50$000.
Fugio do entrenho Araquara, do termo dt Es-
oada, n i dia 2G do corrente, o escravo, Antonio,
crioolo, de :ii annos de idade, com os signaes se-
guint'"! : altara regular, falta do dentos na fren-
te, pes apalhetadte e tocidor de viola ; foi cora-
pratlo nesta praoa e julga-se andar pela fregue-
zia da \' rzea, nnde tem mai e irraSs : Quem o
pegar leve ona ostacao das Cinco-Pontas : a tratar
com Olymnio de Souza Galvao, ou no dito tnge-
nhn a sen Sr. Antonio Jose Gomes Junior.
Recife. 27 de novembro de 1873.
VINde quinquina
FER.miNEUXdeMOITIER
Coiu Malas Pyropho.phnto r
ferro. Esle yinho foi precooizado por tod a
empreosa medical como sendo o mais poderoso
tomco empregado para curar a Chlorosis,
ANEMI4 0 EXHHSTCAO BO S1NCDC.
Deposito geral em Paris, 14, rue des Lom-
bards, i.aurrnn-l, pharmacenlico.
Pernamlmco, A. REGORD, e nas
paes puarmacias.
princi-
DOENQAS SECRETAS
Gh. ALBERT
CUBA I.ADICAl, PUiMPTA HQDBA PSLO
VINHO DE BALSAPASRILEi : Impigena, I
alporcas, borbulhaa, ulceras, ricios dej
| sanguc, debilidade, tnmorea.
BOLOS ARHENios : Corrimentoa recentea I
ou antigos; flores brancaa, cores pallidaa. |
ParU, 18, r. Montorgoell. Folbeto graOf '
Depoalto em PernambUCO. A. REGORD. I
MASSA peitoral e XAROPE
de Mt de DELANGRENIER
Purig, if>, rue Richelieu.
M Medicos dns Hospltacs de ParU conslinm !
n i soperlorldade sobrc todoftosmattpeitora^s
p. t-ua poderosa tjficacia nas IOMM, asthmas, .
Krippc, cr.queiv.che {taste convulsa), tnflam '
ina^ao dot broDCblOk, irritagdes do peito e
da gargantat etc. {Caufela contra as falsifica-
r"' s' Depositos nas pharmaalAs acredltadaido
Braiil.
Yende-se
carros de mao muito bons e por commodo preco :
na praga do Conde d'Eu n. 10, e no becco do Tam-
bia n. 9.
PREDILECfA
A' raa do Cabnga n. 1 A.
Os proprietaries da Predilecta, no intuito de
conservar o bom conceito que teem merecido do
respeitavel publico, distingnindo o seu estabeleci-
mento dos mais que negociam no mesmo genero,'
veem scientificar aos seus bons freguezes que pre-
veniram aos seus correspomleiifes nasdiversaspar-
ca d"Enropa para Ihes enviarem por todos os pa-
qwetes os object >f de Inxo e bom goslo, ffoe se-
jam mais hem aeeftoa petes soeiedkidws etegawes
daqnelles patees, vi-to aproximar se o tempo de
festa, em que o bello sexo desta Wada Veaeza
mats ostenia a riqueza de suas toilleltes ; e co-
mo ja reeebessea* pels paquete francei divereos
artigos da ultima moda, veem patentear algons
d'entre elles que se tornam mais recommendaveis,
esperando do respeitavel puaticd a costumada
concurrencia.
Aderecos de tartarnga os mate llndos qne teem
vindo ao mercado.
Altrans com rieas capas de madreperola e de
veflado, sendo diversos tamanhos e baratos pre-
cos.
Adsreeos compTetos de borracha pn-'prioypara
lcto, tambem se vendem meios aderecos muito bo-
nilos.
Botdes de setim preto e de cores para ornato de
vestidos de sechora ; tambem tem para collete e
palitot.
Bolsas para senhoras, exirte nnr ttello sortlmen-
to de seda, da palha, de chagrim. etc, etc., por
barato preco.
Bonecas de todos os tamanhos, tanto de louca
como de cera, de borracha e de massa ; chama-
mos a atten. hi das Exraas. Sras. para eate artigo,
pofs as vezes tornam-se as criancas um ponco im-
pertinentes por falla de um obiecto que as en-
tretenham.
Camisas de linho lisas e com peitos bordados
para homem, vendem se por preco commodo.
Ceroulas d? linho e de algodao, de diversos pre-
QOS.
Caixinhaa com musica, o que ha de mais undo,
com distieos nas tampas e proprios para presen-
tes.
Coques os mais modernos e de diversos forma-
tos.
Cbapeos para senhora..Receberam um sortfmento
da ultima moda, tanto para senbora, eomo para
meninas.
Capellas simples e com veo para noiras.
i'.aleas bordadas para meninas.
Eolremeios estampados e bordados, de lindos
desenhos.
Escovas electricas para dentes, tem a proprie-
dade de evitar a carie dos dentes.
Franjas de seda prelas e de cores, exiite um
grande sortimento de divercas larguras e barato
preco.
Fitas de 'sarja, de gorgurao, de setim e de cba-
malote, de diversas larguras e bonitas cores.
Facbas de gorgurao muito lindas.
Flores artificiaes. A Predilecta prhna em con-
servar sempre um bello e grande sortimento des-
tas flo es, nao so para enfeite dos c^bellos, como
tambem para ornato de vestido do noivas.
Galoes dealgodao, de IS e de seda, brancos, pre-
tos e de diversas cores.
Gravatas de seda para homem e senhoras.
Lacos de cambraia e de seda de diversas cores
para senhora.
Ligas de seda de cores e brancas bordadas para
noiva.
Lfvros para ouvir missa, com capas de madre-
perola, marlim, r.s-o e velludo, tudo que ha de
bom.
Pentes de tartaruga e marQm para alisar os ca-
bel os ; teem tambem para tirar caspas.
Port bouquet. Urn bello sortimento de madre-
perola, marlim, osgo e dourados por barato pre^o.
Perfumarias. Neste artigo esta a Predilecta bera
provida, nao so em extractos, come em oleos e
banhas dos melliores odores, dos mais afamados
fabricantes, Loubin, Piver, Sociedade Hygienica,
Coudray, Gosnel e Rimel ; sao indispensaveis para
a festa.
Saias bordadas para senhora, por commodo
preco.
Sapatmhos de la e de setim bordados ,para baiP'
tisados. ,
Tapetes. Recebeu a Predilecta um bonito sorti'
mento de diversos tamanhos, tanto para sofa co-
mo para entrada de salas.
Vestimentas para, baptisado o que ha de melhor
gosto e os mais modernos. recebeu a Predilecta e
vende por baralo prepo, para Bear ao alcance de
quajquer bolsa.
Rua do Cabusra n. 1
Amaral Nabuco & C., vend m por barato
preco, cortes de vestidos de IS, de chaly de seda e
de gase de cores, vestiraenta de casemira, fustao
e brim para meninas, no Bazar da Moda n. 2
rua do Barao da Victoria.
Rua da Imperatriz n. 60
lfV3l
Oi&M
BAZAR
Rua do Barao da Victoria n. 22.
OE
CafBeiro Ymm.
A' este grjmde estabelecimento tem che-
gado um bom sortimento de machinas para
costura, de todos os autores mais acredita-
dos ultimamentena Europa, cujas machinas
jsSo garantidas- por um anno, e tendo um
perfeito artista para ensinar as mesmas, em
qualquer parte dosta cidade, como bem as-
sim concerta-las pelo tempo tambem d'um
anno sem despeudio algum do comprador.
Seste estabelecimento t- mbem ha pertencas
para as mesmas machinas e se suppre qual-
quer pega que seja necessario. Estas ma-
chinas trabalham com toda a perfeigao de
um e dous pospontos, franze e" borda toda
Vende fazendas para liquidar, por baratissimo prego como
abaixo se ve:
Pereira 6*a Silv.i d GuimarSes tendo era ser iimgfamie depozilo to faxendas,
tem resolyido fazer uma liquidacao das mesmas com grande abatimento nos pregos,
com o unico fim di apurar* dinheir.\ pafa o'que convkllm no s seu*numerosos
freguezes, como o respeitavjl publico, a vir surtir so dfi muitas fazendas, boas ebaratas
no seu estabelecimentodenominado o>Paio-a ruat da Imperatriz n. 60.
CAMBRAIAS k 49>, 49300, S, ft 19. y
0 Pavao vende um magnifico sortimento
das mais finas camLraids brancas transpa-
rentes, tendo 10 jardas cada pece, pelo ba-
rato preco de 45J, 45300, 5*. 69, tendo tam-
bem das mais finas que custumam vir ao
mercado, assioi como um grande sortimento
de ditas tapadas e victorias que vende de 49
ate 89, sendo fazenda que valle muito mais
dinheiro.
COM SALPICOS DE CORES A 59.
0 Pavao recebeu um elegante sortimento
de cambraias brancas com bonitos salpiqui-
nhos miudinhos de cores, tendo 10 jardas
cada corte de vestido e vende pelo barato
preco de 59, por ser pechincba, ditas com
salpicos todo branco sendo fazenda finissima
a 79500 e ditas a 59000.
VESTIDO* A ESO DA CORTE -ftp
0 Pavao vende urn bonito sortimento de
cortes de vestidos a uso da corte, trazendo
cada c6rte todos os enfeites necessarioscomo
sejam: babadinhos, entre-meios, reodas,
qualquer costura por fina que s.-ja, seus requefifes, e Teode pelo barato preco de 129
precossaodasegumtequalidade: para tra-(cada um, assim como, di os a 2 de julho
balhar a mao de 309000, 409000, 159000 'com todos os enfeites a 109, cortes de cam-
e 509000, para trabalhar com 0 pe sao de braias brancas abertas, com listras e iavuros
809000, 909000, 1009000, 1109000, a 69, ditos finissimos a 89, ditos de cam-
1209000, 1309000, 1509000, 2009000 e braia branca com listras de cores, para aca-
nfr.r,.c ns K i_ I bar 3JJ50O, c pecbincha.
Garanhuns.
Na rua do Barao da Victoria n. 36, precisa-se
.-allar aos Srs. Pedro do Rego Chaves Peixoto e
ose Paes da Silva, a negocio de particular inte-
fesse.________
MOPINA
Esta encouracado!! I
Roga-se ao Illm. Sr. fgnacio Vieira de Mello
eserivao na cidade de Nazareth desta provincia, 0
favor de vir a rua Duque de Caxias n. 36, a con-
cluir aquelle negocio qne S. S. se comprometteu a
realisar, pela terceira chamada deste jornal, em
fins de dezembro de 1871, e depois para Janeiro,
passou a fevereiro e abril de 1872, e nada cumprio;
e por este motivo e de uovo chamado para dito
fim, pois S. S. se deve lembrar qne este negocio e
de mais de oito annos, e quando 0 Sr. sea fllho se
achava nesta eidade.
Na rua do Barao da Victoria n. 36 precisa-s
fallar ao Sr vigario Andre Cnrcino de Araujo Pe-
reira, a negocio de sen interse.
N'a mi Sete de S^te nbro n 36. ou no becco
da Lingoeta n 3, ba para alugar uma criada boa
er.gommadeira, e qne e I todo n servi(:>
de casa.
SOBRADO PAl";
A'uga-se 0 primeira ai
do Marquez do Herval n ?'
commodos para familia : a '-
quez de Olinda n. 52,
Yende-se uma negrinha de 16 annos de ida-
de, crioula, muito sadia e com habilidades:
a rua do Cor.mel Suassuna, antiga de HorUs, n.
138, l. andar.
I)
'.LU<
l
A'
I
Chegou 0 verdadeiro de Portland ; barricas
grandes de 400 kilos : no armazem de Tasso Ir-
maos & ('.. caes do Apollo.
Fiimos especiaes
para 0 fabrico dos melhores cigarros linos de seda
e linho, e para caximbo, a saber :
0 verdadeiro fumo de Daniel.
Idem do Rio Novo desnado.
Idem cabello s e picado.
Idem de Baependy.
Idem de Goyaz.
Idem dePomha.
Idem do Ifioeiro
Idem de S. Pan!-..
Idem de Minftsi
No arma/em de fumo a rua da Madro de Deus
n. 10 A, de Jo e Domingues do Carmo e Silva.
0 proprietario deste estabelecimento tem tido 0
maior capricho nossivel em obter do Rio de Ja-
neiro.as qualiJades de fumos mais especiaes,
alguma* ate mesmo nao conhecidas neste merca-
do ; porem muito apreciado em outras provin-
cial do impeno; como os fumos que acaba de re.
celier pelo vpt>r nacional Bahia, entrado em 6
do corrente <-. por isso convida at-des seas' fre-
guezes e aBvigas para verem e examinarem as
n.elhores quaiidades de fumos fioo', e promette
ronservar sempre em seu armazem 0 qne hoover
d.- til] 1 ; -ste nrllgo, d"?de 5* arruba ai8f a
I1 bra ; tudo a contento dos seus numerosos fre-
s e amigos.
* Rua do Brum n. 79
pure de superior quaHdade,
dp cr-ss, -mpdinao !! pat'
.'. de largo, pr-prej^ mnlto
Chitas a 240 rs. o covado.
A 240 n o covado.
A 240 rs. o covado.
So na rua Duque de Caxias n. 60 A, loja da
esquina.
A 280 rs. o covado!
Lazinhas de cores para vestidos : so na rua do
Duque de Caxias n. 60 A, loja da esquina,
Caixoes
Vende se quatro caixSes proprios para estabe-
lecimentos do molhados, a rua, de Marcilio i ias
p. 76.__________________________________
Bolsas, malas indispensa-
veis
Amaral, Nabuco & C receberam completo sor-
timento de bolcas, malas e indispensaveis d-, cou-
ro, madeira e chagrin : vende-se no Bazar Vic
toria, rua do Barao da Victoria n. 2._________
J. 0. C. Doyle.
Tem para ve i c" :
Cognac de Hennessy, superior e verdadeiro.
Vinho Xeres das mefhores qualidades.
Bitters de Angostura.
Whisky.
Cba preto em lattas de 10 libras.
Todas as preparacoes chimicas do Dr. Aver: n<
armazem da rna do Commercio n 38.
Para aoabar!
Ricos chapens para senhora : so na rna Duqne
de Gaxias n. 6 > A, loja da esquina.
2509000, emquanto aos autores nao ha al-
teragSo de precos. e os compradores poderao
visitar este estabelecimento, que muito de-
verao gostar pela variedade de objectos que
ha sempre para vender, como sejam : cadei-
ras para viagem, malas para viagem, cadei-
ras para salas, ditas de balanco, ditas para
crianca (alias), ditas para escolas, costurei-
ras riquissimas, para senhora, despensaveis
para criancas, de todas as qualidades, camas
de ferro para homem e criancas, capachos,
espelhos dourados para sala, grandes e pe-
quenos, apparelhos de metal para cha\ fa-
queiros coin ca bo de metal e de marfira,
ditos avulsos, colheres de metal fino, condiei-
ros para sala, jarros, guarda-comidas de
arame, tampas para cobrir pratos, esteiras
para forrar salas, lavatorios corapletos, ditos
simples, objectos para toilette, e outros mui-
tos artigos que muito devemagradar a todos
que visitarem este grande estabelecimento
que se acha aberto de>de as 6 horas da ma-
nha atd as 9 horas da noute a*
Rua do Barao da Victoria n.
__________22.__________
Nao ha mais cabellos
brancos.
TINTURARIA JAPONEZA.
S6 e unica approvada pelas academias de
sciencias, reconhecida superior a toda que
tem apparecido ate hoje. Deposito princi-
pal i rua da Cadeia do Recife, hoje Mar-
quez de Olinda, n. 51, 1 andar, e em
todas as boticas e casas de cabellei-
reiro.
CORTES BORDADOS A 209 E 359.
0 Pavao vende ricos cortes de cambraias
brancas delicadamente bordados, pelo ba-
rato preco de 209 e 359.
CASSAS FlUNCEZAS
a 300 rs, o covado
O Pavao recebeu um grande sortimento
de cassas francezas com delicados padrdes e
cores fixas, que vende pelo barato preco de
300 rs, o covado, organdy branco e lis-
tado e de quadriuhos a 640 rs. a vara fi-
nissimo fil6 branco liso e do salpicos, e tarla-
tanas de todas as cores.
BORNOUSA 129.
0 Pavao vende um bonito sortimento dos
mais modernos bornous com bonitas listras e
vende pelo barato preco de 129 cada um,
assim como um elegante sortimento dosmais
bonitos cliales demerin6 c com listras de seda.
LAZINHAS A 320
0 Pavao vende bonitas lazinhas lisas,
sendo verdo e cor de lyrio, pe'o barato preco
de 320 re'is o covado, assim como delicadas
lazinhas de quadrinhos a 280 reis, 6 pe-
chincha.
Granailiues a 640
0 Pavao vende um elegante sortimento
das mais bonitas granadines ou gazes de
seda para vestidos. tendo de todas as cores
e vende pelo barato prejo de 640 reis o co-
vado e granadine preta com listras de seda
a 19800.
_*
De forca de d >us a seis cavallos : a venda no
armazem de Joaquim Lopes Machado & C, tr-a
vessa do Corpo Santo n. 2o.
Vende-se a armacao e utensilios da taverna do
pate" do Terco n. 11, barato, e propria para quem
se quizer estabelecer naquelle lugar : a tratar na
mesma.
LAZKNHAS A 360 0 COVADO.
0 Pavao vende bonitas lazinhas transpa- Parte
rentes com palmiuhas a 3(50 reis o covado,
ditas ditas iudianas com lindos dezenhos,
tanto em listras como em quadros a 280 rs.
o covado, e grande sortimento de alpacas e
lazinhas de 40u a 800 reis.
francez muilo lino a 390C0, apenas preeisa
1, y metro para um lencol.
CHAI.ES B.4RAT(
a 29, 29500, 4$.
0 Pavao vende cbales a erokaclo i
riu6 a 29, ditbs de merin6 lisos de todas as
cores a 29300, ditos de merin6 estampados,
muito finos a 49, Jditos fiaissimos com lis-
tras de seda a 69500, ditos muito fiuos de
crcpom a 109 e 129.
Al^oilao enfestado a 19 e 1-rSSO.
0 Pav5o vende algodao eutestado com 8
palmos de'largura, proprio para lenr^ces
sendo do mais encorpado que tem vindo ao
mercado, liso a 19 a vara e trancadoa.....
19280.
ATOALHADO A 19600, 29, 59.
0 Pav*o" retide atoalrtodo' trang'ado com 8
palmos de Urjgura a 19*00 e 19600, dito
adamascado a 29, dito de linho adamasca-.
do a 89 e 59.
SBDA PARA YESTTOSS
a i^moe 2.
0 ra6o>,vauile um bonitovsortrmi
sedas com lislrinhas proprias para vesti-
dos de meninas ede senhora a 19800 o co-
vado, ditas lavradinhasa 29, os padrdes sao
muito bonitos e vende-se por este pre$o para
acabar.
liotiaa* a 5;jOOO
0 Pavao torn um completo, sortimento d
botinas muilo bem enfeitadas para senhoras
e vende pelo barato preco Je 59, artigo qae
em outra qualquer parte custa t>9 e 79.
LENCOS BRANCOS
a 29000. .
0 Pavao vende lencos-brancos ab.'inhjr
dos, tanto parahomens como para senhoras,
a 29 e 295w0 a duzia, ditos de esguiao e
cambraia de linho t mbem ab inhados a
39500, 49, 59*d tos francezes escuros, para
rape a 69, a duzia.
CAMISAS PARA HOME*!.
0 Pavao vende ricas camisas com peiu
de linho bordadas, proprias p ra noivo a
10)J e 129 cada uma, ditas de linbosen se-
rem bor 1 das > 49, 49500 e 59, ditas corr.
peito de algodSo muito finas a 29, 29500 e
39, ditas decbita fina miudinh< a 29,29500,
e 39, cssira como grande sortimento de ce-
roulas francezas tanto de linho como deal
godao de 19600 ate" 39, gr ndc sortimentc
Je mei s cru s inglezas de 49 ate" 89000 a
duzia
FAZENDAS PARA LLTO.
0 Pavao tem um grande sortimento de
fazendas pret s para luto como sejam : cas-
s s, las, ou lazinhas lisas quo vende a 400
e 500 reis o covado, bombazinas de 19600
ate 29 o covado, cantao a 19 e 19200,
granadine lisafcom listras, cassas e chitas
todas pretas com listras e salpicos, lpacas
todas pretas e lavradas do braneo, merinos e
outras muitas fazend s apropri das, que s;
veudo por menos do que em outra qu^lquer
Xarope d'agriao do Para
Antigo e conceituado medicamento para
cura das molestias dos orgSos respiratorios,
como a phtysica, bronchites, asthma, etc.,
applicado ainda com optimos resultados no
escorbuto.
CHITAS DE COBES
a 20", 24b, 280 e 3*0 rs.
0 PavSo vende um grande sortimento de
bonitas chitas tanto claras como escuras e
vende de 200 ate 32irs., assim como ditas
com listras ao lado muito finas a 360 e 400
rs,, finissimas percales miudinhas com lin-
dos dezenhos a 360 e 400 re'is, garantindo
serem todas de cores fixas.
COBERTAS A 29, 29500, 39, 49.
0 Pavao vende bonitas cobertas de chita
MADAPOLOES ENFESTADOS
a 39000
0 Pavao vende pecasdemadapolSo enfes-
tado com 12 jardas a 39, dito a 39500-, dito
com 20 jardas a 59, 59500 e 69000, dito
com 24 jardas de59 ate 89 e 109. sendo Oi
mais finos que tem vindo ao merccdo*
Al^oiltloziuhu a 49000.
0 PavSo vende pecas de algodSozinho
muito tncorpado a 49, dito a 59 e 69.
TAPETES
CORTES DE CASEMIRA A 59.
0 Pavao vende um grande sortimento dt
Cosmoramas.
Amaral Nabuco & C, vendem os mais commo-
dos cosmoramas com vistas actualmente novas :
Bazar Victoria, rua do Barao da Victoria n. 2.
FIO iE
y;(WAftDAMIA
Tem para vender em seu escriptorio Joaquip
Jose Goncalvoj Rpitrao & Fitho, a rna do Cnmmet
Oleo de linhac;a.
Vendem Cuaha & Mania, em barris : rua do
Marquez de Olinda n. 23.__________________
Vende-se uma taverna na cidade de Olindal
a rna de Mathias Ferreira n. 59 : qu<>m pretender!
dirija-se a mesma, qne achara com quem tratar.
""Mobilia
Na rua do Barao da Victoria n. 36 vende-se uma
mobilia de jacaranda, nova e de gosto, por preco
commodo.
cm

Bom negocio
Vende-se muito barato uma casa de taipa, com
2 salas, 2 quartos e cozinha Ibra, com um terreno
1 de 72 palmo-i de frente e 900 de fnndo, com algu-
I mas frucjeiras em ponto pequeno, sito no lugar
das Areiss, fneguezia dos Afogados : a traUr no
pateo do Carmo n. 8.
eom ramagemgrauda, pelos baratos prec.os cortes de casemira para~calc,as, com bonitos
de 29, 2950n, 39 e 49, ditas encarnadas gostos, claros e escuros a 59, ditos de 69,
forradas a 59, ditas de fustao branco e de cor 79, 89, ate 109* superiores casemiras fran-
com barras a 49 e59, ditas de croche" para cez-^se inglezas, para covado, de 39500 att:
cama de noivo a 69, ditas muito ricas a 169, 65, paunos pretos e de c ;res dos mais bara-
ditas de damasco a emita^ao de seda a 109 tos e mais finos que tem vindo ao mercado,
e 149" por preos muito razo veis.
ItaMH Ronpa feita
0 PavSo vende fustoes brancos ede cores, 0 Pavao, tem constantemente um grande
sendo as mais bonitas cores que tem vindo ao! sortimento de roupas feitaspara homem, que
mercado, tanto para roupa de criangascomo j vende por prego muito ein-conta, como se-
para vestidos e roupas de homem,fi vende
pelo barato preco de 560 ate" 19, o covado.
* UMA BSPKCIB Ml
POS de FLOR di ARROZ
Especlalmenteprepradoson MMWTHl
nor onnmgninto d'um mm saudavel
obre a pella.
SIVKVdwdo A pU ua- fwwura e
ATBludado natoaes.
t P*Eii* 5*^* oo borU S fr., en
? 9,raed4J?a%*'ARa.J
Deposito em Pernamtmee, A. REGORD. I
Asunicas verdadeiras
Biehas hamburguezas qne vem a este mercado-
na rnr Marquez de olinda n. 81
Wll-on Howe & C. vendem no seu armazem
a rua de Commercio n. 14 :
0 verdadeiro panoo de algodao azul amencano.
Excellente flo devela.
l^ignac de 1' qualldade
Vinho de Bordeaux.
Carvao de Pedra de todas as qualidades._______
Pegdes ecenomicos.
Balance* decirnaes.
oasa de Staw Hawkes k C,
- Vendfrse sal do Assii a bordo do hiate Jm>
Valle, confronte ao trapiche do Cunba, caes da
Companaia Pernambncn, a tratar com Jo-Jo Jose
Ida Cunba Lages ou com o mestre a bordo.
BRAMANTES
a 19600, 2,5200 e 29500.
0 PavSo vende bramantes de algodao com
10 palmos de largura para lenc6es, pelo ba-
rato prego de 196U0, dito de liuho com a
mesma largura a 29, 29200 e 29500, dito
Cortes decbita a *9, r50O e
mini
0 Pavao vende cortes de chitas ascuras e
claras com 10 covadoscada c6rte, pelo ba-
ratismo preco de 29, 29500 e 39000.
CORTES DE BRIM A 19400.
0 Pavao vende c6rtes de brim pardo para
calca, a 19400. Ditos de c6r, fazenda mui-
to boa, a 19600.
Espartilhos a 3$ e 4#000.
0 PavSo vende os mais modernos esparti-
lhos, proprios para senhoras e meninas,
pelosbaratissimos precis de 3Jf e 49000.
Ditos muito. superiores, brancos e de- c<3r, a
59 e 69000.
jam
Calcas de brim de cores de 29500 ate" 6?.
Ditas de casemira escura a 39500
Pali tots da mesma fazenJ.a 49500.
Calgas de brito psrdo de 29 ate* 5^
Dit s de casemira de cOr de 7|J ate* t%&.
Ditas de casemira preta de 79 atd 144.
Pali tots de panoo pret. de 49 ate 129.
Fraques de panno preto fino de 209 ate
359000.
Calc. s brancas de linho de 49 ate79.
Colletes de casemira de cor de 39000 alt
59000.
Ditos de dita preta.de 49at4 79.
Crtc de 1ft a 49000.
0 PavSo vende bonitos cortes de lisinhas,
padrdes miudinhos com- lmdas cores, tendo
15 covados cada corte, pelo barato preco de
49000._
CORTES DE ORGANDY AJ.39d00 e 39500.
0 PavSo vende c6rte de organdy branco,
bom listras e quadrinhos, sendo fazenda mui-
to fina, pelos baratiasUnoa precos de 39 e
39500 o c6rte, .
Ceroulas francezas de linho e algodSo, para todos os precos e-qfcaKdadeSi assim
como grande sortimento de meias cruas, camisas, colenqfaos, qu do se vende por
preeos muit rizoaveis.
Panno de algodao da
Buhia.
Bipara vendf iotes fabricas :
S% Salve.
Coi
Vai .
1M
No escript ->
mercio n. 3i, I
~
eseoeezap a280rTsto oovada
Rua da Qnetaaiid* *
\ LJzinhas escocezas, padroes mnito, bonit'is, njrj-
~da do Vil!e de Paris, pelo, diminuto p
I Jo 2X0 rs. o covado ; dSo se auiostras : na rda ao
"adoB.M.
\
lltfilVfl


1
I
'! .
i
y
\
y
Diario Je PeTnambueo Qulnta teiml de mimhtfi ue l&K.

HOWE
SOARES LEITE,IRMAOS
mm ACENTES
Rua \.s mala simples, as mais baratas e as melhores do mundo!
Na exposicao de Paris, era 1867, foi concecHdo a
EGas ffowe Junior, a medalha de ouro e a condecora-
00 da Legiao de Honra, por serem as machinas mais per-
feitas do muado.
a E. Howe Junior, nos
da machina de cos-
A medalha de ouro, conferida
Estados-Unidos por ser o inventor
tura.
A medalha de ouro na eiposicAo de Londres acreditam
estas machinas.
A 908000
-,
Csbe-nos o dever de annnnciar que a companhia das machinas de Howe de Nora-
ork, estabelecea^nesta cidade a rua do Barao da Victoria n. "28, um deposito e agencia
ral, para em Pernambu'co e mais provincias se venderem as afamadas machinas de cos-
r*,$e Howe. Estas macmnas sao justamente apreciadas pela perfeisSo de seu trabalho,
"aipregando uraa agulba mais curta com a mesma qualidade de linha que qualquer outra,
,'**! mtroduccao dos msi aperfeicoados apparelhos, estamos actusflmente habilitados a
ferecer ?< oxanu publico as meftiores machinas do mundo.
As vdnfagens destas macMnas sao as seguiriles:
Prfmpira. O publico s*e que ellas sao duradouras, para isto prova incontestafel, a
^rcamstancia de iinnca teren; sun a recido no mercado machinas d Howe em segun-
* mao.
Segunda.Coutera o material preciso para repirar qualquer desarranjo.
Tercefra.Ha nelTas raen'or fncc;8o entre as dirersas pegas, e menos rapido estrago
qde rits outras.
Quarta.Forraam o ponto como se fora feito i mao.
^uirita.Permitte que se examine o trabalho de ambos os fios, o que se nao consegu
4t outras.
Uexta.Fazem ponto miudo em casemira, atravessando o fio de um i ootro lado,
logo em seguida, sera modificar-se a tensao da linha, count a fazenda mais
a.
^Setima.O compressor & levantado com a maior facilidade, quando se temde mudar
igaliia ao comecar nova costura.
Oitaya.Muitas companhias de machinas de costura, tern tido epocas de grandeia e
ecadencia. Machinas outr'ora populares, sao hoje quasi descoi:hecidas, outras soffreram
^atfan^as radicals parapoderem substituir : entretanto a companhia das machinas de Howe
optahdo a opiniao ae "Ettas Howe, mestre em artes mecbanicas, tem constanteraente
i-gmentado o seu fabrico, ehoje nao attende a procura, posto que faca 600 machinas
or 4ia.
N. 4Rua do
*
COMES DE MATTOS & IRMAO
Avisam ao respeitavel publico desta cidade que o sortimemo de joias, de subido
lor, que existia em seu estabelecirhcnto, esti completaraente reforcado com o mais ele
gante sortimento da novas joias, que receberam directamente pelo ultimo vapor da Eu
ropa, constando elle do mais variado sortimento de aderegos & Boulevard, pulseiras ultimo gosto com pedras preciosas e sem ellas, brintos d'argola, agraffes para relogic de
senhoras, dclicados aderecos para meninas, raeios aderecos de camafeu lindissimos, voltas
de nogordios para senhoras, corrontcs ingleas de oaro e de platina, variada quantidade
de botoes para punhos e peito, com embleraas maijonicos, de onix, teddo de ouro, cau-a-
feu, etc., brilhantes monstrosde rarissimas agoa9; em anneis, rozetas, pulseiras, alfiie-
tes e botoes, e outros mnitos objectos de ouro de melhores fabricantes de Paris, qqe se
venderio com grande reduecio de precos, por serem elles recebidos directamente de $ei^
committentes.
Os proprietarios do acreditado MliZEU DE JOIAS, tendo sea estabelecimento aberti
ate* 8 horas da noute, convidam as families que se qoizflrem prover de lindas joias, i
virem escolha-las d vontade, para o que es'l3 em exposicSo nos mostradores.
-----
_____
MCHIMS PARA COSTURA
A 30#000 e 30P(yO.
doos pospofrros ^
Nalojade Soares Leite Irmaos, a rua do Barao da
Victoria n. 28.
pellica
Em sens armazens a* rua do Amorim
n. 87 e caes do Apollo n. 47,
tem para Vender por precos cnmmodos
Tijolos Cncaniados ^extavos para ladrilho.
Canos de barro para esguto.
Ciihento Portland.
Cimeftto Hvdraulicc.
ITichmas de de.car)car algodao.
Machinas de padaria.
Pofassa da Russia em barril.
Pho'sphoros de cra.
Sagd em garrafSes.
SevadiDha em grraR5es.
. Lenti'has em garrafSes.
Rhum da aJmaica.
Yinbp do Parto \elha eugarrarado
VirinO do Porto superior, di;o.
Vlnhd'de Bordeaux, dfto.
Vinho de Schewy.
Vinfto da Madeira.
Potes com linguas e dobradas ingieia*.
Liceres finos sortidos.
flipac Oaulhier Freres.
Utks . Barria com repoiho em salmonra__________
tinla, (ha e fiiiiio
Amaral Nabuco & Tl. vendem tiatas orialinc-
.Lotion vfegetale para tingir do pretes cabellos, o
I fraei se cnriffeee de miiis Htil c commodo, nao so
no modo de emprega-lo, corao no resnltado que
se obtem. Clia verde e preto chegado ultimameno
te, e fumo inglez e fraocec, para cigarros e ca-
chimbos : vendem no Basar Victoria, rua do Ba-
i5o da Victoria n. 2.
Annazen do fumo
Rua da Madre de Deus n. 10 A.
Jose Domingues do Carmo e Silva participa aoa
_jas fregneies e amigos qne no sen arniazem a
' rua 4a Madre de Deus n. 10 A, se acha um com-
: pleto sortimento de fumo em fardos de patente t.",
; 1' e 3.* sortes, dos melhores fabrieantes da Sahia,
; e bem assim a flor de todos os fumos de corda
[ em rolos, pacotes, htas grandes e pequenas, tam-
' bem dos nmi acreditados fabnVantes Tcrres 4
jAranjo, Lizaur, Adolpho Schmdt A C, Lizaur
i Schmidt 4 C, Veigas 4 Arauio, Trindade A Ave-
lar, Teixeira Pinto 4 Portella (garantido pelos
' mesmos) e de outros ainde nao conhecidos pelo
I publico desta capital. 0 annmiciante declara que
I todo fumo que for vendido em sna casa s>*i pelo
' seu justo valor, e .qne quando garantir a respecti-
va. qualidade, sera sinoero, mui particulannenta
' com as pessoas qne pouco entcn lam da materia ;
' pois para bem servir a todos, tem o annuncianta
aioaa prttica de 15 annos deste eomffiercie.
Vende-se
com poqueno toque, Espelhos de moldura dour'ada,
! bs tamonhos e precos.
para collete, grande sorti- ^MVMXKUS
Luvas de
t 200 rs.
Abotoaduras
nonto a 120 rs.
Caixa de linha de marca, a 200 rs.
Lamparinas a" gaz, dando uma luz mutto
10a, a 18H)00.
Duzia de pe^as de cordao imperial, a
tiO rs.
Caixa de botoes de osso para cal 100 rs.
Duzia decarreteis de linha, 200 jardas, a'
500 rs.
Idem idem 00 jardas, a 240 rs.
Ma^o de fita chineza, a 800 rs.
Caixa de linha com 40 novellos, a 500 rs.
Meios adere^os com camafeu, a 500 rs.
oleo
E HIU0EZAS.
Oriza verdadeiro,
Amaral Xabnco 4 C. vendem costumes de brim
braneb'e de core* (a marojo e a pnrltanosi para
meninos, paletots e collctes para bomem, aitos de
de todos4a'-Pac* e.^e .casemira para bomfm e mcninos, ca-
misas bordadas e lisas para senhora, homem, me-
nlno e (henlrta : no Bazar Victoria, a rua do Ba-
rao da Victoria n. 2.
Frasco com
13000.
Idem com tonico de Kemp, verdadeiro, a
19000.
Qfcrrafadeaguotooridaverdadeira al*800
(iarrafa d'agua japoneza, a 1000.
Idem idem divina, a 19000.
Idem idem Mhgdaieiia (novidade) a
t200.
Caixa de pos para dentes, a 200 rs.
'Idem idem d& p6s chinez, muito bom, a
5(W rs. e W>0.
Pote com opiaxade Rieger, Rimel e ftros-
'n*da mHchirfa acomnariha Irrretos com instruc^oes em portuguei.
A90l>000 A 90^000

Garrafa detinta roxa extra-fitia a MH)oO tie!, 19T06.
Potes com dita ingleza, preta, a 100 e Daz ^aboitetes de amendoa, a
60 rs. |39600.
Caixa de pennas Perry, muito boas, a Uuaia deaabouctes de auiinho transparen-
A*
do Barlo da Victoria n. 2 8.
Extraord'iiiafia'peohinoba.
3^500
lolchas fle alg >dao adaraasea'dis para ca'tria
:-Io baratissimo precp de 3^500 na loja dos
arcos.de Gurgel do Amaral A t. raa Primeiro
Oe Marco (antiga do Crespo) n. 20 A.
Veadese uma excellente casa im nm pequeno
i-ltio. sita no Arraial,junto a casa do Sr. Anselmo :
a tratar na mesma casa, e para Informacoes na
-averna do Qutiraado n. 3, 1* anaar
plapolao francez
a 6^500 a pe MaSapofeo franeez hno com pouco sujo a 6^50
a peca ; e pecbinctia I na rua do Queimado nu-
rnero 43.
6s verda^iros
Vinhos de Bourgogne
das mai'cis
Cbamber#u
Ptftginprd
ffrtte
Volnay
Beanne
Monthelie
Dito Bordeaux em quartollas.
Yeode-se por liaralo preco
PARA LIQUIDACAO DE COHTAS
NA
Lar^a do R0ri 34.
Botica.
muito boas,
19000.
Idem idem, a 400 rs.
Caixa de enteloppes tarjdefos, a 500 H.
Idem idem forrados, a 700 rs.
Caixa de papel amisade, beira 9MAM
800 rs.
Idem idem idem lisa, a 600 rs.
Duria detalberes cabc brnnco, '8(B., a
S9000
Resma de papel pautado, a 4&00
i S9800.
Idem idemliso, a-29900, 39800e9000.
Coqdes modernos, a 39000.
Duzias de pecas de trancas de caracol
nranca, a 400 rs.
Idem idem lisas, a 200 rs.
Leques de osso e sandalo,
69000.
tes, a 29200.
Mem idem com flfires, a t9500.
Sabonetes Glycerino transparentes, a
19000.
Caixa com sabonetes, formato de fructas,
a 19000 e19600.
Cosmeticos,grauJes e pequenos, a 100 e
800 rs
Frasco com agua do colagne, a 200, '320,
500 rs. e 1#660.
Extractos muito finos dos melhores au-
tores.
Lindas e elegantes caixinhas com perfuma-
rias, prtipnas_para.presentes, dos autures
E. Codray, Rieger, Oelle Freres, eHc.
Quadros com santos e estampas separa-
Rwopa eslrangeira.
Preto e branco.
Bianco preto.
Sao cambraias para luto, preta com listras
^braneiB >e bVan "a eom listras pretas, gostos no-
vos : na rua da Imferatriz n. 56, loja da Rosa
Branca._______________________________
r VENDE-SE
tj-om reiogio novo com cadeia, para senhora, que
veio igora de Lisboa para uma encommenda, eu-
Ja pessoa que encommendou falleceu, e per isso
se.veode : na rua da FLORES
a 29000, 49 das.
' Entremeios e babados transparentes e ta
Fita de veil u do de tod as as cores e Ia#o- pkis.
its. man
Microscopios com 12 vistasja 69000. quft k^a
frasco corfioleopai%ma,eTiiriaa400Ts.
grande taboleta prapria para qual-
Rua do Baraoda Vicloria n. 28.
Burros a venda
J. Demi avisa a -.eus freguezes qua esta em
viagem para as provincias de Alagoas e Pernatn-
baco, cooduzindo excellente tropa de burros
ptssara por Penedo, Ptlar, Castanha-Grande, Por-
to Calvo. Barreiros, Rio-Furmoso, Escada, Cabo e
pruvavelmeute por Santo Atnaro de Jahoatao a
Nazareth ; por isso pode ser avisado ou eneon-
trado em qualquer Sestes iugares.
Larangewas, SO de outuhro de 1873.
Vende-se uma taverna com poncos fundos e
bem afreguezada : a tratar na rua do Viscoude
de Albuquerque n. 131.
ama easa na villa de Barreiros, na rua do Com-
mercio, por precp moiiico: a tratar com Tasso
Innaos 4 C.
Ao be'flo sexo.
Gusmao 4 Leal receberam ricos cortes de gaze
de seda, fazeoda iuteirain^iite nova, e vendem
pelo barato precp oe 4#>000 o corte : a elles, antes
que seacabem: s6 Wt loja-fla rui Pr'roeiro Se
Marco a. 14.
Ojardim da Nova Espefdnca, a rua Duque de
Caxms n. 63, esta repieeto de flores a* mais de-
lieadas que e possivcl imajiinar se, desde o mais
singello ramalbote a mais elegante rosa, (inteir
novidado) : ao bello ier.o compete, quanto antes,
vfrem cnlhe-las emquanlo rstio vigosas.
r.iinlaria de Lislwa
Hombreiras.
CaAlteis.
Soieiras.
A' venda no armazem n. 23, a travessa do Corpo
Santa
no eslado em %ae se acha o sitio exirtttnte no
lugar dos Remedios, freguezia dos Afogados n.
iChojo bfecco da travessa dos Remedies n. 18,
em chao pmprio, quem o pretender enlenda-se
com o sen proprictario na rua de S. Francisco,
como quem vai para a rua Bella, sobrado n. 10,
que se fara todo ucgociq
Farinha de mandioca nova
Teem para vender Joaqaim Jose Goncalves Bel-
trao 4 Filho, a.bordo do patacho Sapho, chegado
de Santa ailiarina. fundfado defronte do trapiche
Barao do Livramento ; e para tratar a bordo, ou
no sen escriptorio a rua do Commercio n. .t.
Agaas Akalino-Gazosas das Pe-
dras Salgadas.
Villa Rouca de Aguiar.
BICARBONATADAS-S' DICAS
Vn;il j se ; do Dr. .lose Julio IUodri-
giirs, lente da escolu Poly te-
' elm lea de I.ishoa.
Esta excellente agua usada com vantagsm no i
padecimentos das vias digesiivas, urinanas, do
estomago etc., etc.
Vende-se
NA
Pharmacia e dro^aria
DA
Rua larga do Rosario n. SI.
Alcaciana
A 400 RS. 0 COVADO.
Fazenda inteiramente nova e propria para a pre-
senle estacio, pelo baratissfmo preco de 400 r= i p
covado, a loja dos arcos de Gurgel do Amaral 4
C, a rna 1. de Marco, antiga do Crespo n. -20 A
Vende-se
um sitio no largo da Casa Forte, com 520 -palmos
de frente e 370 de fundo pouco m.s Ou menos,
rom casa de pedra e cal, 7 quartos, 3 salas, co-
tinha fora, i cacimbas r diversos arvoredos de
fructos ; assim coiro, um eutro menor na tra-
vessa da mesma, vullando para a estrada que v*i
para o Arraial, com >"asa de pedra e cal, com i
Suartos, cozinha fora, eacimba e al^uns alvoncl)s
e fructo : no pateo do Carmo n. 3, cu na rua
das TfincheiYas n. I.
Vende-se
Las para vestidos de gente
sinha.
Kazeada de 800 rs., vende se a 300 rs. na Rosa
Branca c daose amo-i a-: a rna da Imperotriz u.
56.__________. .
Vende-se
Uma casa terrea na rua de S. Miguel n 64,
commodo pre>;o : a tratar na rua do Imperador
n. 7K.
Camizinlias e pimlios
Amaral Nabneo & C, vendem camizinhas e pu-
nhos para senhoras, branees de algodao, de linho
bordados e de cores, no Ba Barao Victoria n. 2.
Matricnla para cavalios.
A' venda na livrarla classica, a rua do Impera-
dor n. 79. Preto 40 ra.________________
NOVIDADE
A Predilecta acaba de receber um lindo sortt-
mento de fitas escocezas achamalotadas, proprias
1 para fatfhas; assim como um lindo sortimento de
[ leques de madreperola; a elles antes qne se aea-
bem, a rua do Cabuga n. 1 A.
A tvaerna da rua da Penha n. 6, bem afregue-
zada tanto para a terra como para _o mato;a IMar
na mesma.
rLanzinlias com listras estampadas pelo dimiuulo
!eco de 400 rs. o covado.
Ditas com listras assetinadas a lfCOO o co-
vado.
Grauadinas pretas com listras de cores a 300 rs.
.o covado.
Metin? traneados proprios para vestido, a 320 rs.
o covado.
Alpacas de quadros, proprias .para veslidos, a
410 rs. o co*adn.
Brim branco, lona, para cad.-as a 14300 a vara.
Dito irancado a Ii&OO a vara.
Dito de cores, linho puro, a 1J400 a vara.
rediiiiclia
Chapeos de sol de seda, cabo de canna, a 8JS00
cada um, isto tudo so no n. 20 da rua do Crespo,
loja das 3 portas. de Guilherme i\ C.
Banhos emOlinda
Camisas e calcas de fazenda de boa qualidade,
proprias para os banhos em Ollnda : na loja dos
arcos a rua Primeiro de Marco (antiga do Cre-po)
n. 20 A, de Gurgel do Amaral & C.
Vende-se na rua do Vigario n. 19 :
C if nac da melhor qualidade.
Relroz do Porto.
Vellas de ci'-ra.
Vinho do Porto engarrafado em duzia?.
I
LISTA GEML
77
U
DOS PREM10S DA 1* PARTE DAS LOTER1AS CONCEBIDAS POR LEI PROVINCIAL N. 402 A BENEFIOO DA .^UTR^Z DE *0M-JARDIM, EXTRAH1DA EM 3 DE DEZEMBRO DE 1873.
SS. PKEMS. NS. PREMS. NS. PRKMS. NS. PREMS.1NS. PREMS. NS. PREM.
2.
7
25
41
49
50
Oil
78
79
8*
toe
i
12
19
II

31
32
39
41
4*
45
49
53
57
C2
08
72
78
79
- 82
88
9i
96
99
203
m
-4
1005
*!

m
2d7
9
U
19
23
32
33
35
87
HO
84
75.
HI
91
SOS
i*
M
3
24
31
35
45
ft
4*
45>
438
Hi
54
57
59
61
68
80
83
84
86
99
5O0
5
6
,26
87
83
88
42
*8
Ti
; 5
53 a 77c 86
55 * 66 U 9
7! P
72 . i 14
78 %m 4
86 4* 1?
4C0 38
3 45
4 52
6 . 84
9 88
20 92
26 I 707
i
43
H 7K)
17
19
21
25
31
41
42
48
52
61
62
-66
68
72
81
-806
40
13
19
21
33
45
1S9
62
81
82
85
91
04
96
97
98
904
6
11
14
26
"
,i
m
-
.. !
it
628
40
41
43
49
50
54
55
58
M
71
92
95
,1003
13
20
52
24
38
42
44
TJ9
63
65
"66
79
86
Ifrnoo
2
7
8
14
16
30
43
45
49
84
57

*%
U


INS. PREMS. ;NS
4169
74

80
84
85
95
1201
9
12
23
34
38
40
42
52
53
64
67
74
85
89
-J>302
6
12
14
24
27
31
43
a
48
5
58
64
66
70
74
75
w
1378
80
83
90
1414
16
21
24
30
31
33
36
37
43
46
161
53
57
60
61
2
65
70
82
2
99
'500
4
PRBMS./NS. PREMS. NS.
40
,
2637
38
41
46
S3
54
64
81
92
93
9-7
98
2704
16
30
47
to
44
?6
70
80
J2805
6
29
34
40
46
49
82
94
!t902
5
<*
14
29
31
49
68
75
iii
.mti
3008
IS
24
24
28
32
33
38
44
SO
53
1
19
86
91
6101
17
29
32
46
48
'55
59
68
74
63
88
PREMS. INS.
PREMS
hi
~; i

5
44
99i
3240
45
50
56
66
62
69
ft)
3302
44
19
26
24
41
46
69
61
67
68
70
88
86
92
96
PREMSINS. PfiHMS

4*
16
48
29
34
34
36
39
*9t
u
OA
8*4
II
24
23
M
81
36
71
96
3505
47
53
64
65
j
45
78
84
89
93
95
98
3662
7
8
10
12
13
23
38
40
41
47
57
61
71
74
76
83
84
93
98
3718
28
33
34
37
40
42
45
48
m
44
8750
68
84
86
97
3802
5
6
8
12
14
20
27
49
51
53
59
67
88
90
98
fA390O
V*
0

40
- S
32
37
48
49
54
86
58
66
70
72
74
75
84
85
- 95
44
\ wimnni 1


ILtbl It


^w
8
Diario de Pernambuco Quinta feira 4 de Dezembrd do 1873.
VARIEDADE
J
DADOS ESTATISTOS DO IMPERIO.Da
obra intitulada o Brasil na exposicdo de
Vienna, extrahiraos os seguiotes dados es-
tatUticos, sendo o calculo ate o fim de
1872.
Populagio: 11,680,000, sendo l,i00,000
escravos e 500,000 selvagens.
Divisao administrative* :20 provincias,
tendo 6V2 municipios. uos quaes contam-se
209 cidades e 433 villas.
Divisao polilica: Sio 46 os districtos
eleitoraes, com V08 ollegiose 1,451 assem-
blers parochiaes.
Sao 58 os senadores, 122 os deputados
geraes e 578 os deputados provinciaes.
O numero de votantes qualilicados era
de 1,097,698 e o dos eleitores 20,020.
0 numero de eleitores esti na razio de
1,054 votantes; ode deputados provinciaes
de 1,033 eleitores; o de deputados geraes
de 1,164 eleitores, e o de senadores no de
1,345 eleitores.
DivisSo ecclesiastica :12 dioceses, sen-
do uma archiepisenpal e metropolitana, sub-
divididas em 1,476 parochias e 28 curatos.
Divisao judiciaria : Sao 11 as relates
creadas e ate dezembro de 1872 erain 296
as comarcas, alem de 30 varas de juizes de
direiro, sendo 11 em comarcas ospeciaes,
5 destinadas a negocios orphanologicos, 5
do comrnercio, 4 de capellas e rcsiduos, 3
i fazenda nacional e 3 a auditorias do guerra
e marinha.
0 prirueiro tribunal do imperio e" o su-
premo tribunal de justiga.
Os termos eram 418, e os districtos de
paz 1,502.
Exercito: 16,000 pragas em tempo do
paz e o dobro e ma is no de guerra. No
Paraguay tern o imperio uma guarnigao
permanente de 1,500 homens.
Marinha de guerra: 3,000 pragas nas
circumstancias ordinarias, e mais um bata-
Ihao naval de artilhrria com 1,000 pragas.
Arsenaes :0 arsenal de guerra da ctirte
tern um pessoal de 600 operarios.
Teem arsenaes de guerra as provincias do
Pari, Pernambuco, Babia, Rio Grande do
Sul e Matto-Grosso. As outras teem depesi-
tos de artigos bellicos.
Ha laboratorios piroteebnicos nas pro-
vincias que teem arsenaes e em outras.
A fabrics de polvora na raiz da Serra da
Estrella, no Rio de Janeiro, e um estabele-
cimento importante. Fabrica 5 qualidades
de polvora, e tern capacidade para dar dez
mil arrobas por anno, como provou durante
a guerra do Paraguay, quando, em 1869,
fabricou 11,000 arrobas.
0 governo projecta montar outra fa-
brica em Matto-Grosso.
Sao 6 os arsenaes de marinha. O da
cCrte, era que trabalham 3,006 operarios,
podc construir todo material fluctuante e a
maior parte do de guerra.
Pharoes .Tern o Brasil 21 pbaroes na
costa e 19 pharoletes nas entradas das
barns
Os pharoes eslao assim distribuidos ;
Dous no Para, 2 no Marnhio, 1 no
Piauby, 1 no Ceari, 1 no Rio Grande do
Norte, 2 em Pernambuco, 2 em Alagoas, 3
na Babia, 2 no Rio de Janeiro, 1 em S.
Paulo, 1 em Parana, 1 em Santa Catharina,
e 1 no Rio Grande do Sul.
Os pharoletes7 no Para, 3 no Maranhao,
1 em Sergipe, 1 na Bahia, 2 no Rio de
Janeiro e 5 no Rio Grande do Sul.
Fazenda nacional : A reuda geral do
imperio.que no anno de 1831 a 1832, pri-
meiro do actual reinado, foi de......
Il,118:759i5000, e no de 1840 a 1841,
primeiro da maioridade do actual impera-
dor, foi de 16,133;1703W00, elevou-se a
6i,776:843>000 em 1866 a 1867, e no
exercieio de i871 a 172, ainda nao de
todo liquidado.chegou a 100,954:0005?000.
A renda provincial em 1867, foi de cerca
de 14,000:000^000 e hoje sobe a .
10,035:9070769.
A renda municipal em 1867 de tres mil
contos e" hoje de cerca de cinco mil.
Divide publica :A divida publican
consolidada e fluctuante.
A da primeira especie e interna e exter
na; esta procedente de emprestimos levan-
tados na praga de bond res, em virtude de
diversas autorisagoes legislativas; e aquella
de apolices emittidas nos termos da lei de
15 de novembrode 1827 e decreto n. 9,244
de 15 de setembro de 1868.
.A externa importava em 30 de junho
deste anno (1873) em 135,601:7779*78;
a interna em 286,157:200#000, sendo .
157,468:7803000 das apolices da lei de
1827, e 28,688:5009000 das do empresti-
mo de 1868.
A divida fluctuante compoe-se da an-
terior ao anno de 1827, dos depositos, bi-
lhetes do thesouro e papel moeda.
A anterior a 1827 esti reduzida a ....'
343:5300000.
Os depositos, que procedem de empresti-'
mos do cofre dos orphaos, bens de ausen-
tes e outras origens, elevaram-se nas datas
do ultimo relatorio do ministerio da fazenda
a 29,146:6859000.
Os bilhetes do thesouro, cuja emissio
pode subir a vinte e oito mil contos, impor-1
tavam em 30 de julho deste anno em .
11,728:9009000.
O papel moeda em 20 de marco d'este;
anno estava reduzido a 249,578:7329000;
algarismo que tem de diminuir, porque
alem da amortisagao proveniente do troco
de moedas de bronze e subslituigio de
notas, esta" o governo autorisado a applicar
os saldos da reteita ao resgate d'essa divida. j
Recapitulando, e esta divida do Brasil:
Externa.
Interna fundada ...
Anterior a 1827
Depositos.........
Bilhetes do thesouro,
135,601 7789000;
256,167:2009000
344:5309000
29,146:6859000
11,728:9009000
Papel moeda....... 149,578:7329000
612,557:8259000
Comrnercio : Importagio media do
quinquenio de 1866 a 1871 792,467:6599
Exportagao, idem..... 917,222:4059
Saldo a favor da expor-
tacao................ 124,754:7469
O comrnercio de cabota-
gem de 1870 a 1871 era
calculado em........... 130,300:0009
O fluvial em........ 19,000:0009
4,451,187
9,666,078
99,933 alqueires
174,929
1,285,447
1,480,525


1,369,695 canadas.
2,119,957
F0LHETIM.
1UCBECIA BORGIA
MEMGRIAS DE SATANAZ
POR
D. Manuel Fernandez y Gonzalez
PRIMEIRA PARTE
O GRAN-CAPITAO.
XX
DE COMO, DEPOIS DE VENCER GENARO ORSINI,
O GRAN-CAPITAO TEVE UMA ENTREVISTA COM
O REI DE FRANCA, NA PRESENgA DE LUGRE-
CIA.
(Continuagio do n. 275)
Gonzalo sabia demasiado que represen-
tava os seus senhores, e Carlos de Franca
e Gonzalo de C6-doba, sabiam que naquel-
la situagio improvisada,, que era cora-
pletamente politica, Lucrecia, pela sua po
sigio, representava o papa.
0 rei de Franga foi o primeiro a tomar a
palavra.
Minha senhora, disse elle, os meus ca-
pitaes viram do monte Palatino luminarias
no seu palacio, e em seguida tiros de ar-
cabuz ; o seu palacio estava sendo atacado
e eu apressei-me vindo em pessoa soccor-
rela.
Muito obrigada, senhor, respondeu
l.ucrecia ; a Hespanba ja me havia soccor-
tido, o que nao quer dizer que deixe de
agradecer de toda a minha alma a sua boa
\ ontade.
Tinham-me dito, proseguio Carlos
VIII, que o duque da Sessa defendera em
pessoa o seu palacio, porem isso deve ter
silo um.engano porque encontro o duque
tlesarmado.
Vim como estava, para chegar mais
depressa, replicou Gonzalo ; de outro modo.
teria vindo muito tarde.
Carlos VIII franzio ligeiraraente as so-
brancelhas.
Queira sentar-se, senhor rei de Fran-
ca, disse Lucrecia. '
Queira sentar-se primeiro, miuha se-
nhora, replicou Carlos VIII.
Lucrecia sentou-se no centro do ostrado
como poderia terse sentado n'um throno.
0 rei tomou logar i sua direita e o gran
ca::itao permaneceu de pe\
. Sente-se cavalheiro, disse Carlos VIII;
149,300:0009
Nos 17 annos de 1854 a 1871 o comrner-
cio de cabotagem augmentou 133, 4 / ou
de 7, 8 % annualmente.
Navegafdo : A navegagao de longo
curso foi em 1870 a 1871 feita, em entra-
das e sabidas, por 6,324 navios com.....
3,408,403 toneladas e 122,391 pessoas
de tri polar ao ; e a de cabotagem por 9,893
navios, com 2,402,305 toneladas, e a tripo-
lagio de 139,235 pessoas.
A fluvial em 1872 foi de 8,771 navios
com 15,238 tripolantes.
Na pesca empregaram-se raatriculadas
4,808 embarcarOes de toda especie, e 5,301
pessoas-
Agricullura : A producgio do algodio
foi a que mais progredio no decennio findo,
confrontada com a do cafe*, assucar, aguar-
dente, tabaco, gomma elastica, couros, etc.
Em 1860 a 1861, foi a produccio do
algodao de...... 670,860 arrobas.
Em 1871 a 1872.. 3,648,048
Assucar em 1860 a
1861 ..........
Em 1871 a 4872 .
Farinha de man-
diocaem 1860 a 1861
Em 1871 a 1872 .
Couros em 1860 a
1861........
Em 1871a 1872..
Aguardente em 1860
a 1861 ..........
Em 1871 a 1872
Gado vaccum :Calcula-se haver no im-
perio cerca de 15,000,000 cabegas de gado
vaccum, representando um capital de .
150,000:0009000.
ASSIM NAO FUGIA. Ha poucos dias, o
commissario de policia do 13." arrondisse-
ment de Paris, tomou conheciraento de um
oaso mui pouco vulgar.
ji que em outra occasiio o consideraram
seu igual o rei Luiz de Franga, meu augus-
to ascendente, e o serenissimo rei de Ara-
gao e das Duas Sicilias, quero eu tam-
bem considera-lo meu igual. Queira sen-
tar-se.
0 gran-capitao sentou-se sera affects^ao
nem acanhamento.
Corri em seu auxilio, minha senhora,
disse Carlos de Franca com galanteria af-
fectada, mais como cavalheiro do que
como rei; tinham-me dito que o seu pala-
cio era atacado por esses foragidos que obe-
decera a Carlos Orsini.
Que apesar de ser um condutiero, ata-
lhou Lucrecia, e perdao se o interrompo,
teve a honra de ser seu alliado e a fortuna
de ser seu protegido.
As flores de Luiz de Franca, replicou
vivamente Carlos VIII, nSo podem baixar
ate aos ossos do brazae dos Orsini; meu pro-
tegido, sim. Era uma complica^ao para o
papa, e eu sou franco, sou inimigo da poli-
tica que se encobre sagazmente. Que o
diga a republica de Florenca, queo diga a
historia desta segunda campanha que tenho
feito em Italia, sem encontrar inimigo com
quem combater.
Quando um nao quer, dous nao bri-
gam, senhor rei, disse o gran-capitao que
estava arrebentando por fallar e nSo pdde
conter-se excitado pela altivez vaidosa de
Carlos VIII.
E com quem poderia eu brigar ? per-
guntou vivamente o rei de Franca.
Podia ter brigado comigo e com os
meus, respondeu gravemente o gran-capi-
tae, com as langas de Hespanba e de Na-
poles que ficaram em Terracina respeitan-
do Roma, evitando que se creia que os
reis, meus senhores, querem exercer uma
presslo sobre o santo padre ; e posto, se-
nhor rei, que diz agradar-lhe a fraoque-
za, ou ser franco, em nome dos muito al-
tos e muito poderosos reis catbolicos, meus
senhores. Eu nio vim a Roma ameacar o
papa, mas sim prestar-lhe for^as para que
obre livre e espontaneamente e com justica,
sobre o reino de Napoles. 0 rei Frederico,
descendente da casa de Arag&o, sera" coroa-
do rei de Napoles dentro de tres dhs, mn-
tendo-se assim, de facto e de direito, a in-
vestidura do reiuo de Napoles na casa real
do Aragao. Vossa raagestade veioaauipara
o impedir, e o seu impedimeuto reduzio-se
a entrar com as si|as tropas em Roma,
acampando no raonlo I'ulatino. Folgo com
isso, porque escusa/nos do maodar con-
Um refinador de assucar, rapaz ainda,
casara com a filha lie um companheiro do
mesmo officio, por este assim o querer,
posto que a noiva, booita rapariga de 17
annos, detestasse o noivo, que o pai i forca
lhe quiz impdr. Este horaem 6" dotado ae
genio violento e brutal, e por isso muito
temido da filha.
0 noivo apaixonou-se profundamente da
noiva; o casamento realisou-sa; estabele-
ceu-se o thalamo ; portm a rapariga co-
tinuou detestando o raarido.
Este, reconhecendo que n&o consegaia
tornar-se amado, e sendo, como o sogro,
bruto, raal criado e md rez, comecou a
maltratar a pobre victima, sendo frequentes
as sevicias.
A rapariga tentou uma vez fugir de casa,
por ver ahi o unico meio de pdr termo ao
seu tormento. 0 marido soube das tengOes
da mulher, e d'alli em diante, tao depressa
estava na officina como em casa, afim de
observar o que oceorria.
L'ltimamente comprAra uma corrente de
ferro e dous cadeiados de lettras; e todas
as reies que ia para o trabalho ou passeiar,
prendia com a corrente a mulher por ain-
bas as pernas.
N'uma bella manha, por occasiau de
acorrentar a infeliz, deu lhe tambem uma
sova, por desfastio, deixando-a muito ma-
goada.
Ella entao, logo que o marido sahio,
fechaiido a porta e levando comsigo a chavo
como de costume, comecou a soltar desafo-
gadamente os gemidos, que antes o raedo
fazia suffocar no peito.
Um policia ouvio os gemidos, gritou per-
guntando quem assim mostrava a sua an-
gustia, e de dentro alguera lhe respondeu,
que nao podia abrir a porta, por nSo ter
chave, e porque uma corrente de ferro nao
deixava que se arrastasse ate a" mesma
porta.
A principio cuidou o policia que estava
fallando com uma louca, mas depois con-
venceu-se.
Dando parte ao commissario de policia,
este compareceu e mandou deitar a janella,
que era de primeiro andar, uma escada de
mio.
Penetrando na casa, tomou conheciraento
dos factos; e para logo mandou buscar &
officina, sob custodia, o marido, que pen-
sava poder tratar a mulher como lhe aprou-
vesse, tendo sobre ella, como nos tempos
barbaros, direito de vida e de morte.
Os tribunaes encarregaram-se de dar ao
malvado algumas licoes de direito civil e
criminal.
JURISPRUDERGIA.
Relatorio
A RESPEITO DO NEGOCIO DO MARECHAL BAZA1NE
EX-COMMANDAXTE EM CHEFE DO EXERCITO
DO RHENO.
PRIMEIRA PARTE.
Opera$des activas anteriores ao cerco ati
ao /.* de setembro de 1870.
CAPITULO I
Rorapimento da guerra ; batalha de
Forbacb.
,(Continuacao)
A divisao Montaudon, que se poz em rao-
vimento logo que chegou a ordem de mar-
cha, apezar de um despacho ineiplicavel
do major general, em que lhe annot ava
que ia ser atacado, parte de Sarregueoiines
as 5 horas ; chega a noite a planicie de
Bonsbacb; e sabendo que o 2 corpo ostava
era plena retirada, retrocede A hora e raeia
para Puttelange. O general de Castagny,
sahindo pela segunda vez de Puttelange is
6 horas, dirigindo-se para Forbach. soube
que estava evacuada, e voltou ao romper
do dia para o seu bivac de Puttelange.
Quauto ao general Mont maun, que s6
respondeu &s 7 horas ao primeiro chama-
mento de Frossard, chegou as 9 horas da
noite a Forbach, donde partio de *novo pa-
ra se dirigir a Puttelange, ao romper da
raanhS.
Foi assim que depois de se terem posto
era movimento muito tarde. para servirem
certar algumas lancas que por ventura se
quebrassem.
Quer isso dizer que se eu tivesse raar-
chado sobre Napoles, o duque sahir-me-ia
ao caminho? disse com voz convulsa e cen-
tendo-se a custo Carlos VIII.
Te-lo-hia atacado em campo, e teria
sido o que Deus quizesse, respondeu tran-
quillamente o gran-capitao. Algum dia
succedera isso; tenho ordem terminante
de marchar para Civitavechia e embarcar-
me com os meus hespanhoes, no momento
era que se effectue a coroacfto do rei Fre-
derico, comtanto que vossa magestade te-
nha evacuado Roma e posto em marcha
para o seu reino de Franca. Vossa raages-
tade esta empenhado em cingir a corOa de
Napoles, 6 um rei guerreador, e tardo ou
cede, acabar-se-lhe-ba a paciencia e vira so-
bre Napoles. Entio, se eu viver, e os reis,
meus senhores, depositarem em mim a mes-
ma confianca do que ate* aqui, vereraos se
sera ou nao rei de Napoles.
Callou-se o gran-capitao que pronunciara
estas palavras de um modo pausado e gra-
ve, e Carlos VIII, sorprendido e irri-
tado, guardou silencio por alguns raomen-
tos.
Lucrecia olhava extasiada para Gon-
zalo.
Na reabdade, disse afinal Carlos VIII,
o rei Luiz soube o que fazia considerando-o
como rei, Sr. duque, mandando-o sentar e
tomar a palavra ao seu lado e ao lado do
seu rei D. Fernando.
Deus paguea suas altezas, replicou in-
clinando-se o gran-capitao; fallei entao
como fallo agora; disse lealmente o que
pensava convir & paz do mundo e aos inte-
. resses de dous monarchas tao poderosos
como o rei Luiz e o rei D. Fernando ; dis-
se-o com lisura e com as menos palavras
| possiveis, como digo tudo o que sinto, e
' suas altezas dignaram-se approvar o que eu
pensava se devia fazer. Mas, desculpe-me,
senhor rei, aquelle caso e este nio sio
iguaes entao; Gonzalo de rdoCdba nio
era nem mais nem menos do que Gonzalo
de Cordoba ; agora Gonzalo de Cordoba &
mais do que Gonzalo de Cordoba, e tanto
como vossa magestade, porque representa,
em virtude de amplos poderes que apresen-
tei ao santo padre, eque apresentarei ama-
nha a vossa magestade, sa fdr da sua von-
tade, os poderosos reis catbolicos, meus se-
nhores, e sao elles que fallam pela minha
boca.
Carlos VIII inclinou-se ceremoniosamente
de algum auxilio, aquellas desgracadas di-
visdes, nao tendo recebido ordens de nin-
guem, andaram errantes toda a noite na
planicie, e foram agrupar-se na manha se-
guinte com todo o segundo corpo em Put*
telange.
Se, prevendo um movimento de retirada
do V corpo, o raarechal tivesse designado
como ponto de reuniao para as o seu exercito
a posicSo de Cadonbornn, para immediagdes
da qual, segundo os movimentos ordenados,
se iam dirigir as suas tropas, as consequen-
ts desgraijadas da derrota de Spickeren,
devidasa desordem que se produzio em
virtude do combate, e que lancou o exer-
cito na confusao, teriam podido ser facil-
mente conjuradas. Este primeiro encon-
tro, que testemunhou tao altamonte a soli
dariecladc das nossas tropas, longo de com-
prometter a sua moral, teria dado ao nos*
so exercito o sentimento do seu valor. Tal-
vezmesrae que a luta tivesse podido reco-
megar no dia seguinte, sustentada por tr.tpas
frescas formadas em uma posigao de gran-
de forga, e tudo em uma segunda linba o
4* corpo da guarda, o qual, na manha de
7> devia chegar a Saint Avoid.
Tal parece ter sido a impressao que sen-
tio o inimigo a julgar pela prudencia da
sua marcha na manha immediate. Foi so
passado alguns dias que o estado geral que
se seguio ao encontro de 6 lhe revelou toda
aextensao da vantigera que acabava de al-
cancar. ,
Em resumo, nao dando em tempo con-
veniente ordem ds tropas que se achavam
sob o seu commando, permanecendo afas-
tado do ca npo de batalha, e por cousequen-
cia na impossibilidade de dirigir o combate,
nio in licando o ponto de concentragao do
seu exo-cito, o marechal Bazaine assumio
plenamente a responsabilidade da perda da
batalha de Spickeren da desordem quo tor-
nou notaveis os dias seguintes ; da desani-
inagao profunda que resultou para as nossas
tropas, e da exaltagao extraordinaria quo
esses acontecimenlos inspiraram ao ini-
migo.
Nao se encontra explicagio plausivel ao
procedimento do marechal, senao na resolu-
gao que tomou de nao comprometter as
tropas que se achavam debaixo das suas
ordens directas, conservando-as intactas.
A exactidao desta apreciag&o resulta de um
escripto a proposito por um testeraunho.
Expressando-se a respeito da posigao tao
fierigosa do general Frossard, o marechal
ez a reflexao de que nio tinha julgado dever
erapenhar as suas divisdes depois das do ge-
neral.
E' singular; o marechal parecia conside-
rar a sua responsabilidade como desligada
nesta circurastancia : Ha tres annos que
a o general Frossard estuda a posigao de
Forbach, e que a acha suberba para dar
batalha, disse elle a um official que de-
poz; pois bera, ahi torn agora essa bata-
lha.
Quem coramandava, porem, essa bata-
lha, senio o marechal Bazaine 1
0 marechal nao negou formalmente a
primeira destas proposig6es ; quanto & se-
gunda, declarou nao poder lembrar-se das
palavras pronunciadas talvez em ura mo-
mento de raau humor ; mas em todo o ca-
so, declarou tambem, que nio se podia ver
nas suas expressdes, e rauito menos no seu
pensamento, um sentimento hostil ao general
Frossard, nu que ennegrecesse oque aca-
bava de se passar.
Retirada de exercito para Metz.Sn
mesmo tempo que a noticia do triste resul1
tado do combate chegava ao quartel impe-
rial, sabia-se alii a derrota de Reichshof-
fen, e a retirada precipitada do marechal
Mac-Mahon.
0 imperador, prevendo que a barreira
dos Vosges ia ser forgada e desalojado o
exercito da Lorena, resolveu retirar para
Metz e Verdun ate Chalons, para erabara-
$ar ao vencedor o caminho de Paris. Este
projecto ia Rear sujeito a hesitagoes rauito
naturaes. Era effectivamente, duro, depois
de ter provocado a guerra, recuar ate" ao
coragio do paiz logo nas primeiras hostili-
dades e abandonar assim o inimigo, quasi
que sem trabalhar, a Lorena |e a Cham-
pagne.
0 exercito poz-se em marcha a 7 para
Metz. 0 corpo do marechal Canrobert, ja
em caminho para Nancy, onde chegou a en-
trar a primeira das suas divisoes, recebeu
ordem de se concentrar de novo era Cha-
lons onde deviam juntar-se-lhe os corpos
Frossard e de Failty, e a reserva geral de
artilharia.
Da mesma maneira que todas as combi-
nagSes que se tinham feito ate" entao, tam-
bem aquelle projecto foi abandonado ape-
nas concebido, A 8, em preseoca das
observagOes do Sr. Emihe Olivier, em no
me do couselho de ministros, a respeito
dos perigos politicos de um movimento de
retirada, surgio um novo- piano.
Os 2, 3 e 4s corpos, e a guarda foram
tlestinados para formar em Metz os elemen-
tos d'um forte exercito, que, apoiando-se
naquella praga, devesse roanobrar de ma-
neira a suspender a marcha do priucipe
Frederico Carlos, ou a cair sobre o seu
flanco, ou sobre a retaguarda dos que iam
penetrar por Savernc. 0 marechal Mac-
Mahon, e general de Failly nio deviam ul-
trapassar Nancy sem instrucgdes do impera-
dor. EmGm o marechal Conrobert tinba
por missio ir formar em Paris um novo
exercito.
A 9 de agosto, os 2\ 3 e 4* corpos, e
a guarda, sobre as ordens do marechal Ba-
zaine, occupavam as posigoes de Nied, que
dominam o.rio e o Seille ; e o imperador,
prevendo uma grande batalha, charaou a
reserva geral de artilharia, a divisio du
Barrail, e po-las igualraente a disposigao do
marechal.
A 10, prevenido pela imperatriz de que
a juncgio dos dous exercitos prussianos ia
fazer cair sobre elles 300,00 homens, o
imperador resolveu-se a mandar vir o raa-
rechal Canrobert de Chalons. A infanteria
de marinha e o corpo de Failly deviam di-
ngir-se para Metz.
A esperanga de ver proximaraente estas
novas tropas proraptas, reauimou a con-
fianga no quartel imperial, e nesse dia o
major general telegraphou : 0 impera-
doi- conta tomar a offensive dentro em
poucos dias.
Durante o dia 10, activaram-se os movi-
mentos determinados ; mas, como ao mes-
mo tempo as informagdas que cbegavara de
diversos lados eram todas accordes em esta-
belecer a grande supenoridade numerica do
inimigo, o imperador decidio-se a ir occu-
par no dia 11 posigdes mais proximas de
Metz, debuxo da artilharia dos postos da
raargem direita do Mozelle.
0 marechal Bazaine i nomeado eom-
mandante em chefe.Em presenga dos re-
vezes inesperados que acabavara de nos fe-
rir, das hesitagoes continuas do imperador,
que trahiam uma inexperiencia absoluta so-
bre a maneira de conduzir exercitos, e da
desaniraagio que era a consequencia desta,
a opiniio publica sobreexcitada pedia que
fosse colloca lo i frente do exercito um che-
fe capaz e resoluto.
A medida, que tinha desde 6 de agosto,
collocado is ordens do marechal Bazaine os
quatro corpos reunidos na Lorena, mas
deixando ao soberano a direcgio geral das
oporagoes militares, deu & opiniio publica
uma satisfagio incompleta. Desta maneira,
sob a impressao de um sentimento geral, e
segundo os conselhos dos que o cercavam, o
imperador, obdicando officialmente todo
o poder, decidio-se a 12, a investir o ma-
rechal no commando supremo dos exercitos
do Rheoo, collocanJo sob a sua direccio os
corpos que iam reunir-se no campo de Cha-
lons is jrrdens do marechal Mac-Mahon.
O incidente que vamos referir precipitou
sem duvida este desfecho.
No seu depoimento perante a corarais.
sio da assembled nacional, instituida para
proceder a um inquerito sobre os actos do
governo da defeza nacional, depoimento que
foi impresso, Mr. de Keratry affirmou que
quinze ou vinte dias antes da revolugio de
4 de setembro, a marechala Bazaine tinha
ido procura-lo da parte do marechal, para
lhe dizer que a presenga do imperador no
exercito compremettia as operagoes milita-
res, que o marechal nio aceitava a respon-
sabilidade, e que desejava retirar-se. Mr.
de Keratry accrescentou q le, de accordo
com Mrs. Julio Favre, e Picard, delegados
pela opposigio, tinha ido & casa do ministro
da guerra para lhe ifazer esta declaragio, e
que este tinha respondido, que na confor-
midade dos desejos da camera, o marechal
Bazaine ia ser investido no commando su-
premo.
Tendo o general Palikao tornado posse do
ministerio a 10 de agosto, e tendo o mare-
chal sido nomeado a 12, a intrevista referi-
da por Mr. de Keratry deve ter tido lugar
a 11.
Mr. de Keratry confirmou estes diversos
factos no sea depoimento, recebido pela
coraraissaO rogatona. Accrescentou que a
senhora marechala, tendo conheciraento
deste depoimento, viera encontra-lo em
Marselha no dia 28 de agosto de 1872, que
nunca o marechal o tinha encarregado de
fazer uma declaragio ao governo daquella
que se achava forraulada nos termos do de-
poimento ; que a sua visits antes de 4 de
setembro nio tinha sido mais do que uma
visita de boas relacoes em momentos criti-
cos. Tinha-se explicado mat a Sra. mare-
chala ? disse Mr. de Keratry ; foi ella alem
do seu pensamento? Dei eu i sua inter-
vengio pessoal um alcance que ella recusa ?
Affirrao que foi interprete das suas palavras,
e continuo aestar persuadido, por isso que
o marechal o affirma, que elle foi comple-
taraente estranbo aquella maneira de pro-
ceder.
(Continuar-se-ha).
e disse :
Queira fallar.
Eis, pois, o que os meus reis lhe di-
zem agora, e lhe diriam amanha, se uma
casualidade e a sua vontade me nio tives-
sem collocado na presenga de vossa raages-
tade: o serenissimo rei de Franga levanta-
ra depois de amanha, 18 de agosto, o seu
campo da cidade de Roma ; dentro de tres
dias passari as Ironteiras dos estados pon-
tificios e dentro de quinze nio havera um
so soldado franeez em Italia. Nao succe-
dendo assim, em nome de Deus e de Santa
Maria, esti vossa magestade em guerra com
os reis meus senhores.
Sio essas as instrucgdes terminantes
que lhe foram dadas? perguntou Carlos VIII
pallido pela colera.
Sim, meu senhor, respondeu o gran
capitao.
E se eu repellir essa intimagio vio-
lenta ?
Encerrar-me-hia com o papa e com os
meus homens de armas no castello de Sant'
Angelo, ate" que chegassem de Terracina os
meus esquadroes.
E se eu o prdndesse aqui, neste mes-
mo logar T
Sobre o nio ser isso facil, porque alii
fora esta Hugo de Moncada que vale tanto
como eu, e que nio se da muito nos france-
zes, poderia ser vossa magestade o prisio-
neiro, e nSo eu. Dado o caso que me pren-
desse a mim e a Moncada com as duzentas
langas que tenho em Roma, reduzir-se-hia
tudo a duzentos hespanhoes presos e nada
mais. Teria vossa magestade que entender-
se com os que ficaram em Terracina, que,
affirmo-lhe, sio duros de roer, e flnalmente
teri sempre de encontrar-se frente frente
com o melhor capitao do mundo, com o
rei D. Fernando. Fa$a, pois, vossa ma-
gestade o que lhe parecer melhor; a paz,
sahindo de Italia, ou a guerra permanecen-
da nella.
Respooderei de Paris: aos reis, seus
aenhores, disse Carlos VIII, aprazarei a rei-
vindicagio do meu direito sobre o reino de
Napoles ; sou batalhador, mas nio impru-
dente ; o duque dispoe de seis mil langas,
e seria iima loucura que eu aceitasse bata-
Iha : licaria vencido pelo exces6o-.de nu-
mero.
Ah I nio, nao admitto a desculpa ;
batalharei com um tergo menos de gente; e
ainda assim terei pelo meu lado a razSo e
justice-
Adeos, disse Carlos Till.
LOTERATURA.
O Irabalh*
1LLUSTRE ASSOCIACAO PATRI0T1CA DOZE BE
SETEMBRO, POR OCCASIAO DA EXPOS1CAO
AGRICOLA QUE PROMOVEO NESTA PROVINCIA
E FOI 1NAUGURADA EM 2 DO CORRENTE.
0 seclo e do operario. Ao pensameato livre
Seguiu-se (atalmeale o braco libertado.
Senhores, e o que ha : do mundo do trabalho
Ahi vein a cruz nas maos do povo emancipado.
A cruz, da qual ninguem fara paliblo infame,
A cruz, que, do future alevantando a Igreja,
Hade viagar a cruz tombada do Caivario
A' mao ponliiical, que tudo tnercadeja.
Que Deus amor e paz, coacordia e caridade,
0 Deus misericordia, o Deus do desgracado,
E' o Deus da geragao presente, que caminna
Pregando a nova lei do novo apostolado.
0 fabulismo acaba: a Niobe se agita ;
.Sisypho assenta a pedra em cima da montanba
A tunica de Nesso ao fogo foi despida...
0 fructo cae do ramo, e Taotalo o apanha t
0 seclo 6 do operario. 0 privilegio... a raca..
Do velho muado o po nao cega o mundo novo.
A humanidade e Deus se explicara, se conapletara.
Jesus e o Deus que morre,oDeus que vence o povo.
0 esforco unido a idea, a acgio ao pensamento,
A collaboracao dos dous seres do homem
Em busca do ideal que os arrebata e leva
A' quietacao feliz das dores que os consomem,
Eis o destino dado a actividade humana
Pelo trabalhador que a lux coadensa em astro;
0 operario que ten no sol a-sua tenda,
Segundo disse um dia o velho Zoroastro.
0 obreiro etemo erguendo o obreiro da igualdade
Do mais humilde lar, do lar d'um operario,
A' humanidade imprime as format todas delle
Tendo por malbo a cruz, por incude o Caivario.
O seclo e do operario. Esta completa a escalla.
U ultimo se ergueu ; nao ba ninguem de joelhos.
Do sangue reaemptor vingoa a gotta extrema.
Da-se a aumanisacio dos livros Evangelhos.
E a lei da evohicao, que a humanidade arroja
Dos tempos atravez pelo inflnito espaco,
Bern como nos aclara e nos fecund* o craneo,
Hade trazer-nos forca e direccao ao braco.
Agora, e so cuidar que a chamma nao se apague
No sacrosanto altar do templo do trabalho,
Teraplo, que e toda a terra aberta aos nossos bracos,
Onde a agua do snor floreja mais qae o orvalho.
Agora, e so cuidar que a porta da officina,
A' porta do future, a porta da alvorada
Cbeguemoa pela eschola, a via lactea tmmeasa
Que a revlucto abriu co a mao ensangaentada.
Amanha irei dizer-lhe solemnemente,
no meio da sua cdrte, o'que i s6s lhe
disse esta noite, na presenga desta nobre
senhora.
Amanhi a minha cdrte nio estari em
Roma.
Nesse caso, senhor rei, disse Gonzalo
de C6rdoba levantando-se, porque o rei
de Franga se tinha levantado, ate" i vista ;
espero que Deus nos dara vida para que nos
encontremos outra vez.
Assim seja, redarguio Carlos VIII.
Seri o que Deus quizer, coratudo, se
se de> esse caso, procure nio ficar prisio-
neire, senhor rei, apesar de que pelo
que me diz respeito s6 me importa ven-
eer.
Nos olhos de Carlos VIII brilhou uma
ameaga, e teve que conter a mio que pro-
curara o punho da espada.
Depois, aproximando-se de Lucrecia, pe-
gando-lhe na mio e beijando-a, dirigio-se
com impeto para a porta por onde havia en-
trado.
0 gran-capitao acompanhou-o.
Fiq'ue, por Deus I exclamou Carlos
VIII voltando-se colerico ; deixou' ji de re-
presentar os seus reis, e eu nio quero que
me aocompanbe.
E sahio.
Que o rei de Franga se retire em boa
hora, disse Gonzalo cortezmente. Quasi
que o vi praticar uma asneira, porque,
a!6m de ser muita a gente que tenho em
Terracina, e- toda experimentada na guerra
e valentes como lefas. Eu mesmo, Lucre-
cia, ardo em desejos de afiar a minha espa-
da em arnezes inimigos.
Oh I porque nio & rei, Gonzalo I ex-
clamou Lucrecia.
Nio nasci rei, e basta-rae e sobra-me
0 que sou.
Tem razio, Gonzalo, porque mesmo
sem coroa, 6* mais rei do que muitos reis
coroados. Carlos VIII...
Garlos VIII, Lucrecia, e um grande
rei e um perfeito cavalheiro, porem esti
louco de ambigio e de orgulho e d mio
capitao. Vance-lo-hia tao sdmente com as
duzentas langas que tenho em Roma, nio
nor mais valente porque de sobra o 6" o rei de
Franga, mas por mais experimentado. Que
sua magestade se retire em paz; fara mui-
to bera em sahir de Roma, porque o lenh'i
em xeque, em terracina, e quando se nio
retire, basta-mo mover os meus esquadroes
para lhe dar xeque-malc. Elle bom o sabeft
(: prudente pela primeira vez na sua vida.
2 de dezembro de 1873.
Victoriano Palhares.
Tenho que queixar-me de si, Gonza-
lo ; a pobre rainha de Roma, nio teve oc-
casiio de dizer uma unica paiavra ; verdade
e qae o duque disse tudo quanto eu pode-
ria ter dito e muito mais ainda. Sabe que
me divertia ver o semblante do rei de Fran-
ga mudar de cdr a cada uma das suas pala-
vras, e que sentia cada vez mais orgulho
em ama-lo e possuir o seu amor 1 Oh I re-
pita que araa-me, diga-me que se galenteou
Angiolina Crespi, que se foi amante uma
hora da duqueza d'Urbino, foi porque pre-
tendia curar-se do meu amor. Repita-me
que se esqueceu deltas, Gonzalo; a rainha
de Roma, a irmi cheia dd dor, converteu-se
na mulher.
Serei tao franco comsigo, como o fui
com o rei de Franca; mio grado meu, con-
tra a minha vontade, contra a minha razio,
contra a minha consciencia, amo-a tanto,
que chego a sentir medo, e como quem
tem medo foge, aquelle que nunca fugio,
foge de si, miaba senhora.
E para onde fugiri que eu o nio per-
siga 1 disse Lucrecia. Tem medo e descon-
fia de mim 7 Pois bera, vira* um dia em
que deiiard de temer e de desconfiar, em
que necessitari ver-rae para nio desesperar,
em que araar-me-ha. Sei que me ama ji,
mas pode lutar ainda com o seu amor;
amanhi nio bastari, affirmo-lh'o eu, seri
completamente meu. Agora Gonzalo, adeus,
e* ji tarde, nspera-o a sua gente e nio d-'
logar a qaese murmurede mim. Em bre-
ve nos tornaremos a ver.
Adeus, minha senhora, e ate* i vista,
disse Gonzalo.
E sahio.
Ah I sim, 6 meu, completamente meu,
disse Lucrecia ; nio seri necessario busca-
lo, elle voltari.
Entretanto o gran-capitio murmurava
descendo as escadas:
-= Kssa mulher 6" o diabo, mas eu farei
que todos os dias o meu capellio me faga
uma aspersio de agua benta para que o
diabo nio carregue comigo.
Quando sahio do palacio, disse a Frances-
co Ruotti :
Desappareceu tudo quanto ameacava a
sua senhora ; os de Orsini debandaram e
o rei de Franga retira-se. Eu volto com
n minha gente para o meu acampamen-
to, e se.Jno.uver alguma no.idade, avi-
se-me.
E Gonzalo voltou com os seus para e
acampamento. (Continuar-se-ha]
YYl>. bo DIARIO.-RlTliUore W CAXIaS N. 43
I ,
] MWniMfl 1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E9TMEEA8T_C31DAN INGEST_TIME 2014-05-28T16:05:42Z PACKAGE AA00011611_20001
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES