Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19986


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Full Text

I '
i
I
AMO Ulll fliliO 212
^aa
PARA A CAPITAL E LUCAJBJBM #II>E MAO *E PACA POKTB
Por tres mezes adiantados............... 60900
Por Beis ditos idem.......... ..".... l^iJOOO
Por uta armo dem................. 23fJO0O
Cada numero avulso, do mesnio da............ iJlOO
DIARIO
SABPADO II SETEHBBO D31881
PARA DES TRO CORA DA PROf IACIA
Por seis meses adiantados............... 13(5500
Por nove ditos idem................. 200000
Por um anno idem.................. 27JC0C
Cada numero avulso, de dias anteriores........... 100
NAMBUGO
proprte&afce tft Mmoel -ftfinctroa ttt Jara 4 S\l\os
Os Sr. Amede Prlnee <& C
c Pars, sil os nossos agentes
fixeluilvos* de annunelos e p u-
Wlleacdes na Franca e Ingl **.-
terra
TELEGRAMMAS
sss7i:: rASisus :: ims:
RIO DE JANEIRO, 16 de Setembro s
3 horas da tarde. (Rjcebdo s 8 horas e
25 minutos da noite, pala lioha terrestre).
O gabinete pi forte. Contina na
pacta do Imperio o connelnetro Mi-
noei do and ment Hachado Por
tella.
(orara nomeados para a suarda
nacional da comarca de Pao d'AIno :
Tstente-coronel commandante do
54 batalno da activa o rpita
Francisco Vidal Aranna Hontene-
srot
Tenente-coronel do 55 batalbo
da activa, o major Franco Vlolra de
ello.
Foi nomeado lente catnedratico
da *. cadelra do anno da Facal-
dade de Direito do aterir o Dr. *-
liiitn de Ittuqjuerqne narro Cul-
marM.
RIO DE JANEIRO, 16 de Setembro, a
i horas da tarde. (Recebido s 8 horas e
25 minutos da noute, pela linha terrestre).
Cosala qne o connelbeiro Manoel
do Murlmenlo Macbado Portella ae-
ra candidato a depatado geral por
ima las vasa exilente* no parla-
mento, continuando no gabinete.
acompanhado de rasoea concludentes, demonstra-
remoB eatei principios, independentemente do au-
xilio que autoridades da sciencia nos possam
traser.
Compre hendamos em primeiro lugar a proposi-
cSo. Diz-se nella : a todita aa lea. Que lea sao
estas ?
Sao tanto as consuetudinarias como as escripias.
Nas primeiras sociedades, quando as relacoes1 so-
ciaea eatavam no aeu comeeo e todas aa manifes-
tocoes da vida des povos eram espontaneas, a js-
tic-i, segundo os mesmos principias, tambem esp jii-
taneamente surgia a regular esses meninos povos.
Na-J bavia anda leis escripias. Os costantes re-
aanm tuda. E como 'obvio, ellei nao significa -
vam mais do que a revelacJo de um principio exis-
tente em todos os bomenso principio do justo,
que manifestado exteriormente, levava os povos
pratica uniforme de um certo numero de actos, em
conformidWde com a naturesa desse principio.
[Contina)

fia J3SSU 3*VAS
?ARTE OFFICMl
KIO DE JANEIRO, 16 de Setembro, a
'> horas da tarde.
Corre o boato de qae o Eim. Sr.
canaelbelro nanoel Portella. minis-
tro do Imperio. He apreaentara can-
didato a depatado geral pela vasa
aberta na provincia da Babia pelo
raiiei'im-nio do Baro de Villa da
Barra.
BERLIM, 15 de Setembro.
O Conde de Kalnockl retribnlo a vl-
nlla qae Ibe bavia feito o principe
de niamarck.
Acaba de fallecar o general de Ver-
der.
MESSINA, 16 de Setembro.
O cholera marbus fea dorante aa
Miman SI Doran 51 caaos e ** victi-
man.
LO >I)'.:: S 16 de Setembro.
I Co'li' de Par* mandn publicar
em diierwo* Jornaes un manifest
no <> o francs.
vente manif'-sio o preiendente ao
iiiiono de Franra declaroa qae ac-
reitarla o aAVaaio univernal. con-
cillar a monarcba com a democra
ca. entabelecera o verdadelro rgi-
men parlamentar, procurara levan-
tar a poltica exterior consersan-
do-a porm sempre paciOca. e pro
corar tornar o pan religioso cosa
urna boa organlsaco social.
Atiricia HavsE, filial em Pernambuco,
16 de Setembro de 1887.
1NSTRDCG10 POPOLAR
PHiWHIAJO
(Extrahid)
i
OA BIBLIOTHBCA DO PO70 K DAS RSCOLA8
CAPITULO I
PRINCIPIOS DE PHIIiOSOPniA
no DiaKlTO
(4) AHrEBIOB TODAS AS LEIS, nSSrC DIL-
U R DA VOSTADR ; B FUNDA HA NATCBJCZA HDKAIA
(CBinuiica i)
b) Material de Ugielacao
IV. Agora, aegnindo h ordeui das materias qne
uos propusimos rxpor, vatros demonstrar as quitr o
seguintes prop"Sici.B : 1.o diraito anterior a
todas as leis ; 2aiud-p-nd-ote dellaa ; 3inde-
pendente da voutade ; 4atunda-se na naturesa
humaos.
]. propoaico :--0 diraito anterior a todas
as leis.
. JSobre este assumpto, poderiamos, como fas, por
exemplo. o professor Ferrer h aeu compendio de
direito natural (seguido h je as aulas do 1* anno
de dir-ito ua Universalad de Conobra) recorrer
argumentas de autoridad* abaudonar as de-
monstrares scientifics. Attendendo, porm, a
que buje os argumentos fundados no ipse dixit, oo
magister dixit nij tesa valor .alguin, quando des- m"t, prufori h. je o seguate despacho:
doverno da provincia
XntDIENTJ DO DA 22 DE AOOOT0 DE 1887
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao qu
requereram os subditos portugueses Manoel Josn
dos Santos e Jos Francisco das Neves, residente
nesta provincia, resolve, de accordo com o disposto
no decreto n. 1950 de 12 da Julhs de 1871 e usan
do da autorisaco conferida pelo 'artigo 14 da le
n. 3140 de 30 de Outubro de 1882, naturalisar os
referidjs subditos portugueses Manoel Jos don
Santos e Jos Francisco das Neves, afim de que
poaaam goaar de todoa os direitos, honras e prero
cativas que pela coustituicao conrpetem aos cida-
dios brasileiros naturalisados.
O presidente da provincia, em virtude da de-
cisi.1 cuntida no officio que a 7 de Janeiro do cor
rente anno expedio ao inspector geral da Iastruc-
c:i > Publica e sttendo ao que requereo a protes-
aora avulsa Cordulina Amelia da Pas, resolve,|de
accordo com a informaoo do mesan inspector n.
209, de 9 do corrente mes, designar a cadeira mixta
de ensino primario de Pjrto de Gallinhas, na qual
dever ter exercicio a referida professora.Cjui
municou-se ao inspector geral da Iastruccao Pu-
blica e ao inspector do Tbesouro Provincial.
- O "presidente da provincia, tendo em vista a
propoBta do inspector do Tbesouro Provincial con
tida em officio de 17 do correte, n. 793 resolve
exonerar Q tintino Al ves da Silva Valei.cs, do car-
go de eacrivo dacillectoriade S. Bento e nimear
o cidado Coriolano de Paiva e Mello para substi -
tml-ti Comniunicoa-se ao inspector do Tbesouro
Provincial.
O presidente da Provincia, tendo em vista a
requisicao constante do officio do inspector da Th-t-
aouraria de Fasenda de boje datado, n. 538, resol-
ve abrir, sob sua responsabilidade, um crdito ds
importancia de 300*100, a verba Eventuaes,
do Ministerio da Marinba, exercicio corrente, afim
de occorrer ao pagamento da ajada de custo, a
qae tem direito o capital teuente, Francisco Au-
gusto de Paiva Bueno Braudo, director da offici-
na de machinas do Arsenal de Marinha desta pro-
vincia desigdado para servir no da corte.Remet-
teu-se copia ao inspector da Thesourariada Fa-
senda.
Officios :
Ao brigadeiro commandante das armas.
Sirva-se V. Exc. de nomear a commissao, qae,
na forma do aviso do Ministerio da Querr de 13
de Maio de 1881, tem de assistir A abertura de 41
voluntes remettidos pela Intendencia da Querr.
com artigos destinados ao Araenal de Querr.
Communiceu-ae ao director do Arsenal da Querr
Ao mesmo.De accordo com aintormacao n.
433 de 20 do corrente, autor no V. Exc. a conce-
der baixa do servico do exercito, mediante suosti-
tuico, ao sildado do 14- bitalb) de infantaria,
Flix Jos Ignacio.
- Ao inspector da Theajurara de Fasenda.
Em officio o 100 de 20 do corrente participou-me
o inspector do Arsenal de Marinha, que, em obser-
vancia ao avuo do Ministerio da Marinba n. 906 d-
10 do corrente, deixou n'aqaella data, o exereicio
de cargo de director das oficinas de machinas do
dito Arsenal, por ter sido transferid j para o da
corte, o capitao teneote Francisco Augusto de Pai-
va Bueno Brandan.B-spondeo-ae ao inspector dj
Arsenal de Mrinha.
Ai inesmo.Attendendo solicitacio cons-
tante do officio de V- S. de 16 do corrente, n. 529,
reni-tt '-Ih a cont documentada na importancia
de 9#010 ris, preveniente de passagens concedi-
das nos carros da estrada de ferro do Recife ao S.
Francisco, por couta do Ministerio da Justica, no
mes de Junbo do auno prximo passado.
Ao commandante sup-rior da guarda naci
nal da comarca do Rio Formoso.Informe V. 8.
que embarazo tem encontrado para o cumprime-.it i
d despacho desta presidencia de 26 de Agosto d-
1885, proferindo no regulamento do capital da 1
companbia do 7- batalha" > do servico da reserva da
guarda nacional sob seo commanlo superior, Ma-
nuel Jos M inteiro da Franca.
Ao director do Arsenal de Querr.Fi -a
Vmc. auroriaado a mandar satisfaser, na forma
das disp sico s em vigor, o incliso pedido de ar-
tigos de fardamento, destinados ao alferes da com-
panbia de infantina da provincia do Piauby, Joo
Pearo de Sousa.Communicou se ao presidente
da provincia do Piauby e r. met eu-se copia do pe-
dido a inspector da Tb-'souraria de Fasenda.
Ao juiz de direito da comarca de lugas -ira -
Para os bus convenientes commumeo a Vmc. que
no requeriuieuto do esenvao Migael de Que A mar al de que trata a sua intormaco de 13 de
Julho ultimo, profe'i boje o seguinte despacho :
A aiteraeio dos limites da parochia e muoici
pi<> d" 8. Jos do Egvpto determinada pela le o .
1,880 d. 30 de Julbo de 1886 tamu-m referente
h id itoa ju-iiciaes, segundo se evidencia do art.
Id | do acta addicional, sor isso nao pr.-cede a
recUmacio .
Ao promotor publico da comarca de Timbau
bn-^ltemetto em original, o recurso instruido e 8o-
cumentos a que, h je dei provimento, interposto
po capital Manuel Nunes Corris afim de que
Vmc. A vista das arguico s contra a Cmara Mu
nicipal de Timbauba, proceda nos termos da lei
com > couoer em suaa attri buicoea.
Tambem remeti cinco documentos que aquella
Cmara junt .u a iuformacio (copia inclusa) pres-
tada em 29 de Abril ultimo a respeito de re-
curso.
Ao 1* juis de pax presidente dajjntado
alistamento militar da parucba de S. Caetano da
Raposa -claro a Vsac. para os fias convenien-
tes e em resposta ao aeu officio de 3 do corrente
ue, p-Jio Dr. asase de polica, segond > consta de
iotormacao de 20Jieste mes, sob n. 730, fo.arn da-
das aa pr v'ieii-i-s uo sentido de se. em apresen-
tadas a junta de alistamento militar dessa paro
cft'a pelas auturiddes competentes as listas de
que trata o citado offi.-io.
Portaras:
__ Determino a cmara municipal da EBcada
queixpeca communicaco ais jnises d-i pas e d
as demais providencias do es y o afim de que se
proceda nesse municsjio no da 30 d' 8teuibri
vindouro A eleico de um vercador em substitui-
io de Francisco Napoleo da 8>lv Libo, quefal-
leceu, segaada declar.u me o presideote dessa c-
mara i m otncio de 18 do corrente mea
Para os deudos eff tos commuuico a Cama
ra Muiiicip-i de Timbeaba qae no recarso nter-
posto pelo capitao Manoel Nunes Corris de que
traUm as suaa iuf irmac -s de 29 de Janeiro, 29
de Abril, II de Jaibo al timos e 13 do corrate
< Doa provimeato ao recarso, para o fim de de-
terminar a cmara municipal de Timbsuba, que,
havendo crdito, eff actu o pagamento toqese
dever ao recorrente, observadas as djsposicoes dos
arto. 53, 56 e 57 da lei n. 1,791 de 27 de Julho
de 1883, remetiendo se, quanto as dentis allega-
enes, estes documentos ao promotor publico da co-
marca de Timbauba, para proceder como no caso
couoer .
O Sr. gerente da Companbia Pernambucana
de Navegaco mande dar passagens de r, at
Penedo, na primeira opportunidade ao Dr. Manoel
Ferreira Escobar Jnior, sua mi a ama irma, por
cinta das gratuitas de qae dispoe a provincia.
O Sr. gerente da Companbia Pernambaeana
sirva-se de mandar dar a Antonio Ladia 4o de
Mello passagem gratuita de r at MossouS.
0 Sr. gerente da Companbia Pernambuoana
mande dar passagens de r do porto do Aracaty
ao desta capital, na primeira opportunidade, ao
Dr. Jos Camilb Linhares de Albuqoerque e sua
seobora, por couta das gratuitas, a qne o governo
tem direito,
ExraDiaacs do db. sbsbbtabio
Officio :
As secretario da Assembla Legislativa Pro-
vincial.O Bam. Sr. presidente da provincia em
visto do art. 42 da lei de 1- de Outubro de 1828
combinado com o art. 10 4' do Acto Addicional
manda traasmittir a V. 8. afim de per submetti-
do a deliberacao dessa assembla, a copia inclusa
do offi:io de 6 do corrente mes un que a cmara
municipal do Cabo pede autorisaco para alienar
um predio, applicando o producto da venda a edi-
ficaco de urna casa paraacougue publico.Com-
muoicou-se ao presidente e vereadores da cmara
municipal do Cabo.
EXPEDIENTE DO DA 23 DB AGOSTO M 1887
Acto :
O presidente ds provincia attendendo ao que
requereu o promotor publico da comarca de Ouri-
cury, baeharel Luiz Alfonso de Oliveira Jardim,
resolve cooceder-lhe dous meses de licenca, com
os veocimcnto8 a que tiver direito, para tratar de
sua sao de, deven do o peticionario entrar no geso
da referida licenca no praso de cinco dias.
Officios :
Ao inspector da Tbesoursria de F- senda.
Remetto a V. S. a inclusa relacio dos objectos
que nio foram utilisados no enterrsmento de ca-
dveres de nufragos do paquete Baha, afim de
que mande proceder nos termos de sua informa-
cao de 16 deste mes, n. 528, urna ves quaos mes-
mos odjectos acham-se carregados ao almoxarifa-
dido Arsenal de Marinba. Communiceu-se ao
inspector do Arsenal de Marinba.
Ai mesmo. Communico a V. S. paraos
fina convenientes, que o baeharel Joaquim Cordei-
ro Alvim da Silva, em 15 do corrente mes, deixou,
por ter sido exonerado a pedido, o exercicio do
lugar de juis municipal e de orpbSos do termo de
Barreiros.
- Ao mesmo.Expeca V. 8. as convenientes
ordens no sentido de ssr despachado na Alfande-
ga, livre de direitos de consumo e expediente, nos
termos da ordem do Thesouro Nacional, de 21 de
Janbo ultimo, n. 81, o instrumental vindo da Eu
rop i por couta da admimstracao provincial e por
ioterinodio do negociante Emilio Roberto, para o
corpo de polica.
Ao juis de iireito da comarca do Lianoeiro.
Recommendo a Vmc. qae providencie para qae
seja apreseutads na secretaria desta presidencia
a certido do processo da r Luisa, liberto, que
nterpoz recurso de grac da pena de prisao per-
petua, qae Ihe foi impostt em 12 de Outubro de
1875 pelo jury do termo do Limoeiro. A' certi-
do deve acompanhr informaco do juis dacon-
demnaeao, oo de quena o substitu no cargo.
Aojuis de paz presidente da junta de alis-
tamento militar da parochia de Nossa Senhora da
Peuha de Qamelleira.Em resposta ao seu officio
de 16 do corrente, declaro a Vmc, para os fios
convenientes, que, em oficio de hootem, sob n.
732, participou-me oDr. chefe de polica haver
expedido as convenientes ordens, afim de que pe-
las autoridades competentes sejam apresentadaa a
essa junta as listas de que trata a nico do art.
14 do regulamento de 27 de Fevereiro de 1875.
A haudo-se impedido, por incommodo de sau-
de e fora dessa freguezia o respectivo parocbo, se-
gundo coosto do seu citado oficio, previno a Vmc
que deve elle ser substituido ,na mesmajunta por
um sacerdote brasileiro abi residente, e na falta
deste pelo eleitor qualificado votante, de canfor mi-
dade com a le eleitoral vigente, observando-se a
ordem numrica do alistamento eleitoral, na tor
ma do aviso do Ministerio da Guerra de 13 de
Julho de 1881.
Ao fiscal do canal de Goyanns. Declaro a
Vmc., em resposta ao sea oficio de 16 do corren-
te, qu- os venennentos que Ibe competen! pelo re-
uiamento de 16 de Setembro de 1865, devem ser
contados da data do sea exercicio.
Portaras:
Para poder resolver sobre o assumpto do of-
ficio de 16 do corrente convm qae a Cmara Mu-
nicipal de Seriuhem me transmitta copia do pro
j-eto de postaras caja pprovclo solicita.
Cabe-me porm deste logo prevenir a Cmara,
4 vista do qae consta de seu predito officio, que a
falta de toes posturas nao ioflue contra a arreca-
daco dos impostos municipaes, a qual regulada
pela respectiva I-i orcamentoria.
O Sr. gerente da Companbia Pernambucana
faca transportar provincia do Bio Qrande do
Norte, por couta do Miuis'erio da Marinba, dous
latoes e um caixao, medindo 172 decmetros cbi-
cos, volui.es estes que vo coniendo diversot ar-
tig is destinados ao pharol daquelia provincia.
Couoinuuieou se ao inspector do Arsenal de Ma
riuha.
IXF83IBBTB DO DB. SBCBBTABIO
Oficios :
Ao inspector do Tbesouro Provincial.O
Exm. Sr. presidente da provincia manda commu-
nicar a V 8, para os devidos effeit s, que nesta
data exarou o seguinte despacho no recurso de
Antouio Rodrigues Pinto, sobre o qual esse The-
souro informou em officio de 13 do corrente, n.
788:
< Tendo o recorrente s depois de cinco aaoos
r-'i-lao ado. nos term >s do art 270 do reg' lamento
d- 2 iie Julbo de 1879, a restituiv^o do imposto in-
debidamente pago, incorreu em prescripcao o seu
direito de ser considerado credor da tazeuda por
quaotia equivalente, c mo expresso no art. 261,
2* parte, do eitado regulamento, e art. 2 1 do
leer -to g rl n. 857 de 12 de Novembru de 185t,
pelo que confirmo a deciso da junta do Tbesouro
Provincial.
Ao mes me.O Exm. Sr. presidente da pro-
viocia manda c mmonicar a V. 8., para os devi
dos effeitos, que uesta data exarou o seguinte des-
pacho no recurso de Furia Sobrinho & C., sobre o
qual fiase Thesouro prestou a ioformacAo de 11
Ueste mes, n. 783 :
De accordo com o parecer fiscal, dou provi-
mento para considerar os recorrentes sujeitos un
c^m mte A Ia parte do 12 do art. 2* da lei n.
1860 de 1865, como commerciaotes em grosso oo
por atacado, em visto da prova que offerecerarx.
contra o lancamento do segando imoosto, prova
uai contestada em juiz > p-lo procurador dos fe-
tos, n-m fra ddle pela Thesouro Provincial. *
A. gerente da Companbia Pernau bucana de
NavegacAo a Vapor.De ordem do Exm. Sr. pre
sidente da provincia acenso o recebimento do offi-
cio de 22 do corrente, no qual V. 8. participa que
o vapor Francisco seguir amanba" para os por-
tos do norte, at Cami ssim, e para os do sul at
Aracaj, o vapor Maniahu, ambos As 5 horas da
tard e uio como foi proposto no oficio de 19.
Ao engenbeiro fiscal da estrada de ferro do
Recife a Casanga e Varsea.De ordsa do Exm.
Sr. presidente da provincia communico a V. S.
qae, no rsqaarimento do gerente dessa estrada de
trro a qae se refere a sua informaco de 19 do
corrente, sdb n. 183, foi hoje proferido o seguinte
despacho:
a Ni) posjsuer por emquanto ao menos, o que
requer, coafsndo qae se observe a tabella como
foi approvada. v
Ao engesneiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao 8* Francisco.Je ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia communico a V. S. que,
no requeriav|sto de J buquerqae^&rique se refere a sua intiruacao de
i) d) cacrwfe, sob a. 60, foi hije proferido o se-
guinte despacho:
O Instituto, a que se refere, foi creado, e ap-
provadi seus estatutos pelo decreto n. 2517 de 23
de Dssembro de 1859; pelo que nio tem lugar o
que requer. *
Ao jais de direito da comarca de Caruar.
De ordem do Exm. Sr. presi lente da provincia re-
commendo.a V. 8., em solacio de sea officio de 13
do conente mes, qae proceda s diligencias le-
gaes para o provimeato do officii de escrirao do
jury e execucoes criminses do termo do Altinho,
visto nio terem apparecido pretendentes dorante
o praso do concurso ltimamente aberto.
Ao juiz municipal e de orphos do termo de
Floresta.De ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia declaro a V. 8. em soluco da duvida
suscitada no sea officio de 20 de Maio ultimo, que
tendo sido o serventuario Tito dos Pasaos de Al-
meida Rosa prvido vitaliciamente por deereto de
14 do Novembro de 1868, nos officios de 1 tabel-
lio do publico, judicial e notas e escrivo de or-
phos, provedoria de capellas e residuos desse ter-
mo, acham-so vagos os de 2 tabellio do publico
judicial e notos e escrivo das execucoes civeis,
em vista do disposto no decreto de 30 de Janeiro
de 1834, que creou os citados officios.
Reitero, portan to, a ordem expedida em 11 de
Abril do corrente anno no sentido de ser aberto
por V. 8. o respectivo concurso, no praso de um
mez que Ibe fica marcado, a contar de hoje.Re-
metteu-ae copia ao juis de direito da comarca.
Ao promotor publico da comarca de Oaricu-
ry.O Exm. Sr. presidenta da provincia manda
eommuoicar a V. 8., em resposta aa seu officio de
3 do correte, qae, em am abano assigaado de
eleitores dessa comarca representando contra ir-
regularidades da eleico municipal ulti nameote
procedida, proferio a 18 deste mes o seguinte des-
pacho :
A' vista do art. 216 do regulamento expedido
com o decreto n. 8213 de 13 de Agosto de 18ol,
nao cabe a esto presidencia tomar coohecimento
da reclatnaco.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 16 DK
SETEHBBO DE 1887
Bscbarel Antonio Epaminondaa de Bar
ros Gotreia. Nao coasta ter sido liber-
tada a escra? a que se refere o suppli
cante.
Henrique Soares de Azevedo.Sim, em
termos
Henrique Jos Raymundo. Informe o
Sr Dr juiz do direito da comarca de Pao
d'Albo.
Secretaria d* Presidencia de Pernara-
oo, 16 de Setembro de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
que nada de positivo se tm colbido sobre
o autor ou autores desse monstruoso cri-
uie.
Acredita ao qae Paiva fora assassinado
palo soldado Joaquim de Mattos (xarjez,
que estava destacado em S. Benedicto, e
que d'ahi seguio com licenca, quanda pas-
sava a victima ; sendo certo que dito sol-
dado arribara do destacamento, acreditan-
se que fora refugiar-se para Buique, prin-
cipalmente pela circuinstancia de ter se-
guido para all no proprio dia do aconte-
uiotento a familia do mesmo soldado.
Fizeram se as diligencias de occasio e
procedem se outras no sentido de apachar-
se as circu instancias anteriores, concurren-
tes e posteriores que possam guiar a jus-
tica na punicao do criminoso, ou crimino-
sos, que porventura possam ter tomado
parte no facto.
Oeus guarde a V. Exe.IIIm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. -O chefe
de poliia, Francisco Domingues Ribeiro
Vianm.
RepartH'o da polica
2* seccSo. N. 814. Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 16 de Setembro de
1887Illra.e Exm. Sr.-Participo a V.
Exc. que foram bontem recolbidos Casa
de Detencao os seguintes individuos:
A' minha or tem, Joo Joaquim da Sil-
va, conhecido por Jlo H isa, viudo do
termo de Goyanna como alienado at que
tenha o conveniente destino, e Carlos ce
tal, como alienado.
A' ordem do subdelegado da freguezia
le Santo Antonio Arthur Pereira da Cu-
nta, a disposico do Dr. delegado do 1
districto da capital.
A' ordem do do 1 districto da fregue-
zia de S. Jos, Joo Alvos dos Santo* por
disturbios.
Na noite de 11 para 12 do corrente, na
ra do Bom Gosto do termo de Palmares,
os ladroes penetraram no interior da casa
de residencia de Mara Umbeliaa da Coa-
ceico, e uonduziram um bab, onde con-
tinha joias eroupas.
CJculou-se o prejuizo em cerca de oi-
tojentos mil ris.
O respectivo delegado tomou conbeci-
meuto do facto, e fez proceder a vistoria e
deligencia descobrir o autor ou autores do
arios).
Participou-me o cidadSo Elysio Alberto
Silveirs, em officio desta data, ter pas
sad o exercicio do cargo da subdelegado
do Io districto da ireguazia da Boa-Vista,
ao respectivo Ia supplente Joaquim de
Gusmo Coelho.
Communicou-me o. delegado do termo
do Brejo, que no dia 6 do corrente, acom
pfubaio do promotor publico, do escrivo
e do respectivo caruereiro, ter feito a visi-
u na cadeia publica, onde encontrou 22
presos, sendo: 20.sentenciados, 1 pronun
ciado e 1 inliciado.
Nenbuma reclamacSo fizeram.
Pelo subolegado do 2" districto da fre
guezia de S. Jos, foi rem-ttido ao Dr.
ui de direito do 3o districto criminal, o
inqaerito policial, procedido contra Flix
Jos dos Santos, conhecido por Feluca,
prer.0 em flagrante, por crime de ferimen-
tos.
No da H do corrente cerca de 3 horas
da tarde, no itio de Luiz de Oliveira Li-
ma, em Sant'Anna pertencente ao 1* dis
tricto di foco da Panella, Jos Luiz de
Franca conhecido por Jos Grande, foi fe-
n lo com um golpe de facao por Pedro
Ferreira de Azevedo conhecido por Pedro
0 bola, do que veio fallecer um dia depoia.
O criminosa evadio-se logo apos o crate
e o subdelegado respectivo tomaDdo co-
ahecimento do facto, fez prese er a visto-
ria pelos Drs. Jos Joaquim de Suuza e
Gama Lobo, abrindo sobre o mesmo facto
o competente inquerito policial.
Das coinmuuieac3i8 que tenbo a vista,
assigoadas p-lo delegado de polica de Ca-
nhotinho sobre o assassinato do tenante
B'larmino Pinto de Paiva, no lugar Luz
do refrido distrhto, na tarde do dia 9 do
corrente, deprehende-se por emquaato,
ir
Thesoare provincial
DESPACHOS DO DIA 16 DE SETEMBRO
Francisco de Mello Cavbante de Al-
buquerque, thesoureiro das loteras, Jos
pha Tbomr-zia de Santa Rosa, offiio do
Dr. procurador dos feitos e Domiagos
Jss Ferreira C.Haja vista o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Silva Braz d C. e Manoel Feliciano
Ladislao dos SantosInforma o conten-
cioso.
Pret da guarda cvica.Examine-se.
Lourenco d Primo e Misael da Silva
Guimares.Entregue se pela porta.
Joio Rodrigues de Almeida, Antonio
de faiva Ferreira e Djmiugos Jos Avila.
Informe o Sr. Dr. administrador da Re-
cebedora Provincial.
^ferino Manoel de Souza Caroeiro, of-
ficio do Dr. procurador dos feitos, Mara
Clara Sobreira, director das Obras Publi-
cas, Pedro Jorge da Silva Ramos e Nicas
da Silva Gusmo.Informe o Sr. conta-
dor.
Theotonio Flix de Mello, Pedro de
Souza Barbosa, Antonio Tolentiao de Fi-
gueiredo Lima e Francisco Corieiro Faloo
Brasil. Certifique-se.
Pret da guarda cvica.Pague se.
Joo Pinto da Silva.Facam se as no-
tas da portara de licenca.
Recebedoria provincial
DESPACHOS DO DIA 16 DE SETEMBRO
DE 1887
Baro de Albaaaerque, Henrique Ferreira Bal-
tar Sobriah i, J >s de Sonsa Aguiar d.- C, Jos-ph
Krause ft C, Wolff e O, Isaac Oouoalves Ma-
cbado, Miguel Macbado Ramos de Oliveira.In-
forme a Ia seceo.
Cyriaco Jos Clelh >, Joo Guerra de Carvalho,
Eleuterio de Lima dos Santos Escobar, Jos Ur-
cio P-.es Barretto, Jos Luis de Soasa Lsureiro.
Certifique-se.
Cardoso 4 C. A' Ia s.-ccao para os devidos
fias.
UlAillO CE gEggAjbjjgO
RECIFE, 17 DE SETE.VIBRO DE 1887
Noticias do Sal
Com as seguintes noticias, extrabidas das f libas
bontem recebidas pelo paquete ingles Mondego
e com a publicaci da carta do nosso correspon-
dente da corte, mserta sob a rubrica Interior,
completamos a reaenha das principaes noticias d
sul do imperio :
S. Paulo
Befere o Correio do Paalistano :
A pinta dos trilnis aa liaba Mogyana j est
distante da Franca 52 kilmetros, e bem aesim a
liaba felegraohica, que por ora, s funeciona em
servico da companhia.
Est quasi prompia a estaco do Jagu ira.
ponto inicial da liaba da Parahyba, cuja locaco
j& teve principio.
No mesmo lugar deu-se comeeo ao aodaime
da poots sobre o g Iph i, trabalho argeote, viato
ser preciso concluirem-n'o antes das eacbentes
que impediran! a contnuaco do servico.
As obras de desobstruc o do Bio Grande pro-
seguem com grande actividade, o vapir qae aa-
v-g as aguas do Bio Grande, j desee o Jagura
at a Bocea Grande duas leguas distante da .villa
de Santa Bita do Paraso. *
Li se no Diario deSmtoi :
a JA est produsindo msos efi'eitos a falta de
chava que se tem manifestado em diversas pro-
vincias do imperio.
Na nossa, de todos os lados clamam os agri-
cultores que as anas plantacoes esto seccan-lo, de
forma qae as colh-dtas sero exci-ssivameote di-
minuto!, contra as previses de abundancia qu
at aqui se tinbam sustentado.
Em Campias e outros muiros municipios do
oeste, bem como nos de Guaratinguet e diversau
cidades do norte de 8. Paulo, tem cah.do graude
quantidade de fl ires dos cafeeiros, e os fractos ma-
duros chegam a torrar com o inteoso calor que
ten feito.
No dia 29, parti de Piracicaba para a cola
nia midtar de Iiapura, a monco do Estado com
mandada p-locapito M. J. de Soasa, composta
de tres barcas, com as quaea foram mais tres, per-
tencentei ao negociante Joo Jos Vieira, que
tamoem regressou A colonia.
O ppssoal da tripolaco das G barcas composto
de 33 pesaoas, sendo 8 soldados de linha e 25 ca-
rneradas, quaSi todos ludios.
Com destino mesma colonia seguirsm, afim de
desempeuhar all incumbencia que levam do go-
vernp, o major Ernesto Jacques Ourique e tenen-
te Feliciano Heniles de Mor.es.
__ A Cmara Manioipal do Kibeiro Preto re
sol veo, pir proposta do vereador Dr Bodrigo Bar-
rete, crear um livro deoomiuado da Bedempcao
para receber as assignaturas das pessoaa qu.
qaiserem concorrer para a libjrtaco dos esc.a-
yos do municipio.
__ Faileceu em Araraquara, com 76 annos de
idade, o con mendador Joaquim Lourenco Cor-
roa .
JA consideremos a receita brota, j a renda
liquida dos eorreos da provincia de S. Paulo, pa-
tentea-se desenvolvimonto satisfactorio que tes-
temonha b m a vitalidad-- daquella importante
circumscnpco do imperio. Tal tem sido nos tres
ltimos exeicicos, o resultado financeiro do ser-
vico postal de 8. Paulo.
R-citabiuta Despexa Bendaliquid.
1886-87 438:753* 332.048* 106:705*
1885-86 390:210/ 317.498/ 72:712*
1884-85 352:658/ 303:101/ 49:554/
A renda liquida cima indieada nao representa
verdadeiro saldo com qae o correio de S. Paulo
tenba contribuido para a receita gerai do Estado,
porqnanto ha ni servico postal desposas de erdem
geral, quaes as da admioistraci central, transito
da correspondencia por paizes estrangeiros, e ou
tras de igual carcter, que nao poderiaa ser leva-
das em conta, pela qaota que a 8. Paulo deve ca-
ber, nos dados cima mencionados.
Se per outro lado, porm, houvesse de sar cont-
ootado nos elementos da renda o transito grataito
da correspondencia official, nao smente avultaria
de muito o saldo de S. Panlo, mas em geral, a
renda dos correios do imperio bastari sob jmen-
te a todo o seu custeio e deixaria mesmo alguma
renda liquida.
Bio de Janeiro
No dia 1- do correte, no Seo ado, depoia de
haver o Sr. Alfonso G Iso reclamado contra am
aparte que Ihe foi attribuido no discurso do Sr
Viristo de Medeiros, o Sr. Dantos justificou um
requerimento relativo a negocios das provincias
de Matto-Grosso e da Bahia. Oraram os Srs.
Baro de Cotegipe e Bibeiro da Lus e foi appro-
vado o requenmento.
O Sr. Baro da Estancia justificou outro reque-
rimento, pedindo informaedes aobre negocios de
Sergipe, o qual foi approvado depois de ter orado
o Sr. Bibeiro da Luz.
Justificou tambem o Sr. Fraocode S, pedindo
informacoes sobre a Faculdade de Direito do R;
cife, um requerimento que foi approvado sem de-
bate.
Na ordem do dia proseguio a 3> discusso do
orcamento do Ministeiio do Imperio.
A requerimento do Sr. Paulino de Soasa foi re-
tirada e substituida por outra urna emenda da
cammisso do orcamento relativa a exames na
Faculdade de Medicina. O Sr. Lima Duarte fea
obiervacoes referentes sub-emenda que apresen-
tora.
Oraram sobre a materia principal os Srs. Cas-
tro Carreira. Alfonso C-ilsi, Portella, (ministro do
imp rio) e Teixeira Jnior, ficanda a discusso
adiada pela hora.
Ni correr da discusso foi lido o decretoproro-
gando at ao da 20 do corrente mez a actual ss-
so da assemb a geral.
Na Cmara, no mesmo dia, depois de lida e
approvada a acta antecedente, foram lidos e ap-
provados dous requerimentod do Sr. Affooso Celso
Jnior, pedindo informaces aos Ministerios da
Fazeoda e da Agricultura, sobre roibos as Tbe-
souranas de Pernambuco e Bio Grande, e sobra
cumprimento de clausulas por parte das cimpa-
nhias de engenhos centraes.
Foi tamoem approvado um requerimento do Sr.
Lacerda Werneck, pedindo remessa de autos de
avaliaco de propriedade.
Foi adiado, por ter pedido a palavra o Sr. Al-
meida Nogucira. um requerimento do Sr. Ridri-
gues Jnior, sobre o encerramento da asseabls
provincial do Cear sem votar a lei orcamenterla-
0 Sr. Kodngo Silva (ministro da agricultura)
deu as loformaces pedidas ha dias pelo Sr. Pau-
la Primo sobre a a.-s--mblt da Parahyba.
O Sr. Araujo Pinho, commuaicaado Cmara a
noticia de haver tallecido o Dr. Pedro Caroeiro da
Silva, deputado pelo 13- d.atncto da Bahia, re-
quereu fosse consignado na acta um voto de pro-
fundo pezar pjr to doloroaa perda e se susp;a-
d sse a sesso.
Os dous reqaerimentos foram approvados un-
nimemente.
Por despacho d 1 foi nomeado senador por
esta provincia o Sr. Dr. Evaristo Ferreira da
Veiga.
Por decreto de 1 fai prorogada at o dia 30
do corrente a actual sesso da assembl i geral.
Por decreto de I foram agraciados ; com a
gr crus da ordem da Bisa o Sr. D. Jjs Vas-
ques Saiiistume, ministro da repblica Oriental
do Uruguay na Italia ; com a commeoda da mes-
ma ordem os maestros Arthur N*poleo e Jiseph
White e com o ofiicialato o Sr. Pandia Callo-
geras.
Por decreto
Souza Lob
desta secretaria d'estado
Em audiencia particular na sala do throno.
ao pico de S. Cbrlstovo, recebeu no dia 1- s
6 1(2 horas da noite, S. A. Imperial a Begente o
Sr. Dr. D. Jos Vazques Sagastume, acompaobado
do sicretario da leg.ci Sr. D. Julo Alvares y
Conde, apresentou a sua carta r> v c .toria de en-
viado i-xtraordinario e ministro plenipotenciario da
Bepubiica Oriental do Uruguay neste Imperio.
Em seguida o Sr. Dr. D. Carlos Mara Kami
res, aeouipanhado do secretario Dr D. Pedro
Saenz 2 uarn, e.presentou as suas creiencias de
enviado extraordinario e m mstro plenip tenciario
<*m mieso especial da referida Bepubiica nette
Imperio.
Estiverain presentes A recepeo S. A. B. o Sr.
Conde d'Eu e Os Srs. Baro de Cotegipe e veedor
Tosta.
Bnb o tituloFragata Arthuse lemos no
Jornal do Commercio ue 6 o seguinte :
Este navio de guerra da arm i la francesa, en-
trado h .ntern no n so porto, um cruzador da
piim-'ira classe nao coura$ado, tendo na pid-i ara
esporo de bronze.
o O seu cumprimento de 84 metros, a machi-
na de forc de 4,'00 cavallo e p ideado desen-
volver urna velocidad-- de 16 nJ por hora sendo
a sua deslocaco de 3 6X1 toneladas.
Tem todos os aperfeic >am lemj a vapor, systema aperfeicoado pa-a extiac-
co de incendio, daas lampadas pb .to-electrieM
grandes e urna pequ na, que podem funcci mar na
lancha a va or. Esta lancha est pr parada
(ira tancar torpedos. O navio dividido em di-
versos compartimeat a estanques e p le receber
500 ton-ladas de crv&<, gastando 25 por di*.
Foi construid) uo arsenal de Tiuton o pria-
cipiou a viajar ha dona aun n Os aposentos da
contra almirante sao de apurado gosto e de ama
largura pouco commum
Est armado com 26 canhoe-, sendi 22 de
44 c[m e 4 de 16 -roa J a ltimos m idel s. Aleta
disso possac dous p quinos caahoeo rm*dos para
desembarque e tem mais oito canho-a revolvers.
A tripolaco est armada com espiugardas de re-
petic..
A oficialidad> da fragata compo-se do con-
tra-almirante Bibell, commaudant da diviso na-
vil francesa da America do Sal ; o commandante
Escudier, capital de mar e guerra ; o segund
, fli j-al Pi, cipito de fragata ; um commissarie
de diviso, um m-dico, am capollo, dz ficiaes,
sete Hspirantes e 530 h .meus de manuuagein dos
quaes 30 p>nene m A rca africana. Devem ene-
gr brevemente p-.ra serem iiup ccion.doS pelo
Mlaiirante as cauhoaeiras Et ile e Gdb, esta ar-
mada com poderosa anilbari.i.
* Ao entrar saudou a trra e os navos cheles,
sendo corresp u tula pela f rialesa de Wme.'aig-
non, cros .'tur GuOnabara e corveta norte- .mor,ca-
na Lnnaxiter >
No .ia 5 as 7 1,4 horas da noite, o predi*
n. 12 da ru Eansto da Veiga, n< qual erara
esiaoelecidos a viuva Mana Jos da Costa e Sil-
va com I ja de eb-rutos e cigarros, e Jacintho
Carvalhi Crrela c m luja ae vidraceiro t gol
artificiaes, f d completamente distrado por aa
pavorosa inc-ndio.
D ua caixeir s de Jacin bo estavam a f .ser ma-
cos de bwrnole'ns e ue ncc-tsio em que um delles
aceudia um cigarro c nnmuuic iu-se o tog Aqael-
las, paasaudo <-m seguida a mais fogos qa esta-
vm ua armacx.
Jnciutho e sua senhora estavam auaeutes na oc-
casio do eiuiatro. O togo passou a s fundos da
preoio do sobrad) n. 14, mquil sao esub-iecidas
de 1 foi nomeado Augusto de
para o lugar de official archivista




i

i


2
Diario de ftrnamlNicoSabbado 1 c Setembro de 1887
ccm fabrica de objeto de. vime Lu Corroa
Medeiros e Manoel de Soma, e o sobrado habi-
tado por Manoel Jos do Paiva Jnior, que per-
deu quasi todos os sena movis e roopas, uada ten-
0^egceio d Jucntho est seguro por 3:000*
na companhia Vigilancia.
O predio n. 10, no qual tilo estabe ecidoa eotn
loja de sapateiro A. Gonres de Avila C, tam-
bem ficou avariado pela grande quantidade de
agua que o corpa de bombeiros laoeava para ex-
tinguir o fogo.
o sobrado deste predio moram Jos Agoatinho
de Araujo e sua familia, e nada soffreu, porque
os movis foram todos salvos e transportados para
a escola publica de S. Jos. As f imillas que mo
ravam ueste predio e no de n. 14 foram hospeda-
das na vizinhanca.
Os predios ns. 12 o 14 pertencem a fulo Ras
actualmente na Europa, o ostia todos seguros ; <
os de ns. 8 e 10 pertencem viuva Francisca Ca
rolioa de Mendouca Zises, e esto seguros na
companhia Argos.
Coinpareceram com promptidio o pessoal do
quartel dos Barbnos, as bombas do posto de
bombeaos do largo da Carioca, o alteres Cruz' e
momentos depois o corpo de bombeiros sob o cam-
inando do tenente-coronel Neiva, funccionando
com a habitual aetividade e cooseguiudo s 9 1|2
horas da uoite dar por extincto o incendio.
Estiveram presentes os Srs. ministro da agri-
cultura, desembargador chtf- de polica, Dr. Hei-
tor, 2- delegado de polica, subdelegado e inspec-
tor de quarteiro.
O bombeiro Octaviano R beiro da Fonseca e
mais dous ficaram ligeiramento feriios.
Os bonds da coaipanhit de Botatogo ficaram
parados cerca de 40 minutos por causa das man-
guearas das bombas.
O corpo de bomburos, o Sr. Coelho de Oliveira.
sub delegado do 2- districto de S. Jos, e o alferes
Cruz com o pessoal da 4a cstaeio policial, tra-
balharam enrgicamente para a_ extinccio do
incendio, que ia tomando proporcoes considera-
veis.
Scbre a igreja protestante, na mesma rna n Ib,
tambem foi laucada grande quantidade 'agua.
O predio incendiado ficeu guardado por pracas
do corpo de b>mbeiros e da polica.
No dia 9, s 7 horas da noite, Antonio JoB
da Piedade, commerciante em Guarapuava, pro
viocia do Paran, acbando-se de passagem nesta
corte e hospedado em casa dos seus corresponden-
tes Faria Costa & C, na ra da Quitanda n. 95
suicidouse com um tiro do revolver no ouvido
direito, indo a bala penetrar no encepbalo.
Piedade era muito estimado e suicidou-se por
ter sua senhora fallecido ante-hontem de be
xigaa.
Impreaaionado com a morte de sua esposa, re-
solveu praticar ease acto de desespero.
Piedade tencionava suicidar se no jardim do
campe da Acclamaea", porm para ahi dingindo-
se encontrn muita gente, e voltou para casa dos
seus correepondeotee.
Piedade deixou a seguinte carta :
lllms. Srs. Faria Cesta & CAmigos e tsrs.
Tenho procurado evitar o destino, porm nao
p^ssivel ; seja o que Deus quier. Nao resisto,
por isso ponho cobro i existencia dentro do jardim
do campo da Acclamacio e peco lhes cumprirem
o seguinte : Em minhas canastras existem aind-
600*000, mas ou menos, queiram creditar-me em
conta, e o resto que Ibes devo mandem receber
em Guarapuava no meu inventario. Peco-lbe
pagarem o funeral de minha mulher e paga-
rem mais as visitas do D.-. Brissay, ,a opeacao
de 500* j paguei e pagarem urnas tres on qoatro
receitas na botica dos Srs A. Carvalho & C, ra
de Marco n. 8 ; tudo isto debitom me.
Peco-Ibes remetter as minhas canastras e
bahu ao Sr. Jos Fernandas Loureiro & C, de
Curitiba para remetter para Guarapuava. Dea-
culpem os amigos estes incommodoa e me perdoesa
por tantos aborrecimeotos que lhes tenha au-
sado. .
o Adeis meus bons amigos, vou juntar-me a
minha mulher, visto que neste mundo com ella nao
pude viver. 9 de Setembro de 1887.
N. B.Nio realizoi no campo da Aceiama-
cio por estar muito cheio de gente, o que vim fa
zer em sua casa, do que lhes peco perdi.
Peco-Ibes ainda pagarem sos Srs. Campos,
Carvalho 4* O. urna continha o outra ao Srs. Costa,
Irmio & Soarea, dcbitando-me tudo.
As roupas minha e de minha mulher que es-
tio as canastras e no bahu tero a bondade de
distribuirem de esmola pela pobres* ; as joias de
ouro, tanto minhas como de minha mulher, tero
a bondade de remetterem aos Srs. J. E. Loureiro
& C, de Curitiba, para entregarem a meu irmo
Joio Torquato da Piedade residente em 8. Joe
da Boa-Vista, Paran, para procralas, e peco-
lhes darem aviso a este meu irmo, do que lhes
aerei grato. Perdoem tantos incommodos, porque
o ultimo. Adeus .
O Dr. Gumio 2 delegado de polica, tendo
scieneia do occorrido, compareceu'immediatamente
acompanhado do seu esenvao Pinella, fea arrola-
mento de objectos pertencentes a Piedade e man-
dou lacrar as canaslras e bahua.
O Dr. C. Grosa apresentou se e prestou os pn-
meiros soccorros.
I !!<
Datas at 15 de Setembro.
Por acto de 13 foi exonerado o bacharel Lua
de Franca Castro Barroca do cargo de promotor
de Porto Calvo por haver sido despachada juir
municipal e de orphios de Porto de Pedras, e no-
meado para substituil-o n'aquelle cargo o baeba-
rel Octaviano Bodrigues de Carvalho.
L se no Orbe de 12 :
No dia 8 do corrente, 23 propietarios dos
municipios de Santa Luia do Norte, Pilar, AU-
laia, Mueury e Macei, apresentaram ao Exm.
Sr. presidente da provincia em hora que tol por
S. Exc. designada, urna representacao pedindo
garantas ao seu direito de senboree de eacravos
contra u fuga dos escravos dos meamos para esta
capital. .
S. Exc. receben-os com especial agrado e
prometteu-lhes que providenciara i m oHem a ga-
rant! os em eeus direitos da propriedade .
No dia 10 embarcar no vapor bahianc
buahy para P sumir a ebetia da ferro-va Paulo Alfonso, o Dr.
Antonio Pedro de ieodonca, que ha poucos das
ebegara da corte do Imperio com sua seohora que
tambem seguio em companhia do seu esposo.
Foi aeompanbado por grande numen de ami-
gos e peasoas gradas que o ('atunara e conside-
ram
Lcmos na suoracitada f^lba :
No dia 8 deste ib-z o Exm. Sr. presidente da
provincia com sua Exma. familia, acompanhado
pelo Sr. Dr. chefe de polica o diversos cavalheiros
foram ver a estrada de f-rro Alagoas Railway, em
tre,n e, ecja| :it vil'* ia 1 ni'-r .trir, toaanda
as cstacoes de Urmga, Muney, tranquinha, oo-
serva:id > 6. Bxe. o frac;* i" ll(i eatr id, demorndo-
se DoJiotier, ni- ncJUSM aula9 de pnm-iras
lettr*s, sendo todos o oequialos na villa da Impe-
ratrix pelo Rvdra vigano Antonio da Purea* Vas-
emcellos, que a todos deixou r coubecidos pula
delicadeza e cortesa.
Na estaco do Muricy, S. Exc. foi recebido
pordiversos cavalheiros muif-8tando-se sigual de
coutentamento ; bem como ua estaco da Impera-
triz urna Banda de msica all se n^oav* eum mu-
tos cavalh-iros, notando se as Exmas. seohoms
dos noss municipal.
U trem expreaso que parti desta cidade a 7
hars e o mioutis da mauh e aqu che ou s 5 e
meia da tarde, t-ndo partido da Imperatna s 3 e
uin quarto da tarde
L se no Jornal, do Penedo :
Hi iabbaio dn semnna p .asada, em plena fei-
r fii asa ssin-do a caceta las nesta cidale um
soldado do destacamento da fronter* Vil'a N
provincia de Sergipp, tendo-se evadido os autores
d'esse brbaro erime.
To lamentavel aconteeimento e outros muito
depoem contra os nossos eostumes e demonstran!
oom videncia que vamos mal de seguranea indi-
vidual. >
No da 12 fallecer na capital o sexagenario
Benedicto dos Santos r*.-uh* e na cidad- do Pilar,
onde resida, l). Franc eco Past >ra Loureiro, mi
do profesBor Joaquim Ignacio Lonreiro a Dr. S I-
veatre Octaviano Loureiro, e irm do Rvm. Pedro
Lns de Vasconcllus. Era tambem sexagenaria.
INTERIOR
Correspond n ia do Diarlo de
l'eroaiulMK-o
RIO DE JANEIRO Corte, 9 de Setem-
bro de 1887
Stnnuia:-Uin artigo $entacional da Gavia de
Noticia*. Molestia do Imperador.
Cartas do {correspondente da mesma
Gattta sobre o estado de Saa Mages-
tade. r Prognostiuo dsase correspon
dente.O que elle affirma ter ouvid do
protessor Ptter, e como conseguid ou-
vil-o.Contestados na imprensa cesta
capital.Explicacoes pedidas as c-
maras.A eleicao no 1." dafricto cessa
provincia.Telegrammas que a ella se
referem.Como as cmaras e na im
prensa se tem apreciado as occu-ren-
ciaa que se prendem ao pleito.Noticia
da morte de um eleitor dada peloa Srs.
Boltro e Luiz Felippe Como este con-
sidera a informaoo dada pelo presiceute
de Pernambuco.iseuaso do crea-
mente do imperte no Senado.Traba-
lhoa da Cmara.
No seu numero de 6 do corrente deu-nos a ta-
uta de Noticiai um editorial verdaderamente en
sacional, que exciten em alto grao o espirito pu-
blico.
Sob o titulo o A molestia do Imperador, co-
mecando por fazer sentir quanto espinhoao era o
di!ver que se tem imposto de dizer sempre a ver-
dape, e fazendo largas consideracoes sobre o modo
porque tem procedido cm reanlo ao estado de
si.de de Sua Magestade, aanunciou essa folha
que no dia seguinte publicara urna carta que -tca-
bava da receber do seu correspondente, o Dr. Der-
meval, que acompanha o Augusto enfermo e desde
aqu, com reconhecida aptido, tem estudado tudo
quanto se refere sua molestia, e na Europa tnudo
ouvido os protessores que foram consultados, poda
agora indicar o mal de que aoffre o Imperador.
Publicando a ( carta) observava a Gazeta,
snbmettemol-a consideracao do governo, do
Parlamento, do pas inteiro, para que se cuide
do remedio. A' Augusta Senhora Prlnceaa Re-
gente, acreditamos que a carta do nosso coilega
infelizmente nao causar sorpreza ; o seu extre-
moso coracao de filha j presentio a verdade, e
nao pode deixar de a magoar profundamente a
idea da poaico falsa em que (icaria seu Augusto
Pal, si se prolcngasse indefinidamente, o actual es-
tado de cousas.
Sua Alteza sabia quo o Sr. D. Pedro II nao
um convalescente, um doente. O seu corncao de
filna impoe-lbe a obrigacao grata d: coocar o
doente oas condico.-a mais favoraveis ; o seu de-
ver de soberana consiste em olhar para os gran-
des interesses que ora tem em suas moa.
E' fcil de imaginar a ancieJade com que foi
esperada a aunon?iada carta, que efectivamente
vi o luz ; ou antes, vieram luz no dia imme-
diato, pois que sao duaa cartas, urna com data de
9 de Agosto e outra de 10
Na priuteira, que por muito extensa nao posso
aqu extraetar, affirma em conclusas o Dr. Der-
tncval que, pel que oolbea dos pareceres que vio
dos medi:os consultados em Pars, combinado
com observaeoes proprias e conheci ment de cor-
tos tactos que nao foram apreciados por taes m-
dicos, o Imperador se acha acommettiJo da moles-
tia perfeitamente descripta pelo protessor Regia
no capitulo La demence; resultando d'ahi que o
sogondo reinado parece estar terminado : o Se-
nhor D. Pedro II poder viver anda muito tempo,
e bem; reinar o que lheser talvez impossivel.
Na segunda carta refere aquello doutor a con-
versa que, depois de escrever a anterior, tiveri'
com o protessor Peter, a quem procurou no aeu
escriptorio, com o fim apparenteao que se col-
lige das proprias palavras de Dr. Dermevalde
consultal-o como doente que a buscar urna con-
sulta do medico, mas com o fim real de arrancar
ao velho professor o seu juizo verdadeiro e seguro
sobre a molestia do Imperador, com violacio de
segredo profissional que todo o medico tem o dever
di guardar.
O velho medico recebeu-me, diz o Dr. Der-
meval, em seu consultorio da ra Hamburgo n. 20,
com as maiores provas de consideracao e benevo-
lencia. Sabia que eu era medico; um seu disc-
pulo, que tivera a fortuna de citar, na tese inau-
gural de 1879, trechos do seu importante volume
de dioica, ento recentemente publicado. Demais
en tambem o procurava como doente, queria bus-
car cousulta de medico.
Foi durante esta conferencia que abordei a
questao, para mim a mais importante, da molestia
do Imperador.
O professor Peter, sem suspeitar que na pelle
d'aqueile seu collega, discpulo e doente estava
mettido o reprter astuciosoque para vencer
qualqu -r resistencia ou escrpulo do jelho me-
dico, antecipou-se em dizer-lbe queja tinha lido o
seu parecer, o que, a ser exacto, revela indiscnl-
pavel indiscrico da parte de Visconde de Motta
Mida, nica pessoa qn poda facilitar semelhante
leiturao professor Peter expandise, diaendo
que, em contrario opinio do seu collega Bju-
char, que mostr. u ligar mais importancia dia-
betes ifi que s lacunas da memoria, elle, precisa-
mente, julgava muito mais grave esta circumstaii-
cia ; que o Imperador um agitado, nao om
verdadeiro diabtico, visto ser a sua glycosuria
intermittente consequencia da congesto do bulbo
rachidiano, que convem combater; que fizeram
mal em nao applicar-lhe as pontos de fogo ao longo
da columna vertebral, e finalmente, depois de per-
guntar se c nao havia anda systema parlamen-
tar, pois que d'ahi que deveria vir a cousa
concluio, que si o Imperador voltar ao exercicio
de seu cargo e sobrecarregar o seu cerebro de
truoalbo, chegara demencia, de que tem os pri-
mearas symptumas.
a Vendo me triste por isso ouvir, accrescenta, o
Dr. Dermeval, perguntou-me :
O que farao voei l no Brasil ?
Eu sei Ser urna desgraca...
Elle l muito estimado?
E' estimadissimo.
s E reteri-lhe, para prova, os successoa do dia
da partida do imperador.
Pois pena... Eu.hei de procurar de novo
examinal-o. *
Nao podiam, como de suppor-se, fiear essas
cartas sem ser commentadas e contestadas na im-
prensa, por parte de escriptores, mais ou menos
mspirados pelo governo. O Dr. Dermeval, na
primeira deltas, mostrando-se conhecedor dos pa-
receres dos professores Peter o Bouchard, que nao
chgavam exactamente s conclueoea que elle de-
sejava, ou julgava aerem aquellas a que deviam
ebegar, procurou tirar-lhes todo o valor, dizendo
nao ser possivel, em um exame rpido, concluir-s
cousa alguma om seguranca, e accrescentav:
Os profeasores Peter e Bouchard referiram-ae
a urna amnera especial, a dos factes de data re-
cente ; que aimpleamente elles poderam verifi-
car di pessoa do doente. O professor Peter vio
S'ia Magestade como enfermo, apenas urna vez;
e quando inesmo o bouvesse visto por mais auaa
ou tres vezes, o Ilustre professor naj estara no
caso de e8tabelecer um seguro juizo a respeito,
e isto pela simples razioque o proprio Sr. P.;ter
ignora os factos que sao reveladores daquella am-
n-sia e sobre os quaes tinha de ouvir o doente.
S<- o Dr. Dermeval da Fonseca, pergunta um
d que'ies escriptores, no da 9 de Agosto estav
c uvencido desta verdade si, perfeitamente aeei-
tavel, de que ao professor Peter faltavam os ne-
cessarios elam'-nt ia para u*n juizo seguro e defini-
tivo ?oire a molestia do imperador, romo qu no
dia 10, isto 21 horas depois. ou viudo esse mes-
oao protessor, maud em carta techada para o 3ra
zi para ser divulgada pela impreuaa, urna outra
verdade alarmante, odiosa, e no fin de coritas
acerb* para o co aco da augusta re direnos .inviolabilidade dos bcus aff ctos filiaos
sao saer-itissimos diante da naturesa e da huma-
nidad?
Foi sobre esta contradii^S", que dcmonntia
uiua protuuda deturpicao da f ic-uKlide da memo-
ria, ou aut-s urna perfeita amnesia do autor das
Iludidas cartas, qu- baseou-se esta obra p*tn j-
tica de maud-r diz-r pira a nossa patria que Sua
Magestade um homem condemnado vida veg. -
tativa, que o seu reinado est fiado, a que o seu
ngresso ao tbrttno conluzl-o-ha dem ncia
Na sua primeira carta, o Dr. D-rmeval, para
r. forcar o sen juzo aexca do estado do impera
dor, cita palavrm e eonceitos de varias pesaoas
qie viram S Mag-stadeem Piris, duaa das quaes,
oh Srs .1 aquiiD Nabueo e Cruis. acham se acfii*l
inent- no Brasil. Do segundo affirma elle ter ou
vi do que o Sr Liis, ao r. tirar-se do Grande Hi
t-1, oude foi visitar o imperador, Ihe dissera rom
triateza : O imperador est com a memoria jier-
dda! >
O Sr. Cruis, acudiodo pela impreosa, diz que,
ttnlo Ihe sido apiesniado pelo Sr. de Motta M >ia
o Sr. Dr- Dermevnl, per^ untando-I he este das de-
pois, qual a impresso que o 8r. Liis havia rece-
bido de suas entrevistas com o imperador, det-ia-
rou-lbe ter .firmad')o Ilustre astrnomo que to
ataente notara o tact') de ihe haver S. Magestade
dirigido perguntof idnticas, entretautj que ref -
lava em conversacio variada a mais coiapleta la-
cidea e grande memoria.
T ve occastao, accrescenta o Sr. Cruis de
acomp.ohar S. Magestade' ua su visita ao Ob
s;rvatono de Pars, e don testemunho de queS.
Magestade nao deixou tranaparecer de" nenhuma
obaervaco, de nenbuma palavra, enfraquecimeuto
de faculdades. Djraute 15 das que tive a hour i
de ser admittido a presenca deS. Magestade no
Grande Hotel, a minha imprea8o foi'a mesma.
No Jornal do Commercit toem continalo di-
versos articulistas a oceupar-se com a caitas do
correspondente da Gazeta, mostrando, ora as con-
tradieces em que ello cabe, ora a incoherencia do
proftwot Putar, ora a inconveniencia da -cir-
cularlo dada a noticias do tal ordem, quando es-
tas, anda quando fundadas, nSo apreveitam ao
allegado fundamente de despertar os poderes p-
blicos sobre aa providencias tomar, visto como
taea providencias s podem ter opportuuidade
nos casos- previsto* e verificados segundo a
Constituicb. O que per emouanto se d que
o imperador, por doeate, acba-se com lcenca tra
tanda-se lora do imperio, sendo geral a esperanes
de que te restablecer ; e nio scrao certamente
os pareceres e opinioes antecpsdas dos reporters
e joinaliatss que hio de determinar o procedimen-
to dos poderes pblicos.
Tambem no parlamento, isto no Senado o Sr.
Lima Dnarte, e na C&mara o Sr. Alfonso Celso
Jnior, perguntaram ao governo o que havia de
real uas informacoes dadas pelo correspondente
da Gazeta de Noticias sobre o estado de saude do
imperador. E' bsm de ver que a respoata nao
poda ser outra seno que as noticias que o go-
verno tem recebido sio aatiafatorias e que o im-
perador continua a experimentar melboras e que
o seu actual estado i satisfatorio.
t'elo que dizem os correspondentes dos jornaea,
diffic.il formar juizo seguro, e por eso, o que se
de ve fnzer esperar pelo tempo.
Com data de 5 do corrente deu-nos o Jornal do
Commercio de 6 o seguinte telegrama, exp?dido
de Pars :
Ceaaaram algumas lacunas qu a<- nalavam na
.uemoria do Imperador. S. Magestade pataar e
invern em Canoea e Argel. >
Nease inesmo dia e com igual data den a Ga-
zeta de Noticias eete outro telegrammu expedido
de Badn-Badn, em completa contradeco com
aquclle :
O estada geral de Sua Magestade contina a
ser satisfatorio ; entretanto nao soffreu ltemelo
o estado de enfraquecimento da memoria, qua se
manifesta pir eaquecimentos repetidos.
Anda no Jornal de hoje o correspondente de
Pariz tranamitte um telegramma de Baden-BaJeu
desmentindo um outro publicado ua Republiqne
Frangaise, que diz que o impeador nao tem me
lhorado, e contina a acffrer do figado que est
fortemente ataoado.
Pasaemos, porem, a outro asaumpto.
O pleito eleitoral que corre ahi no primeiro dis-
tricto e que ha de ser decidido no dia 14, tem sido
motivo tanto para artigas de jornaea, como de
discursos e requerimentoa, quer na Cmara, quer
no Senado.
Aqu teem aido os Srs. Franco de S, uiz Fe-
lippe, Candido de Oliveira e Dantaa. Alli tem
aido o Sr. Beltro.
N? aesao de 5 apresentou o Sr. Luiz Felippe
um requerimento, para que o governo informasae
se tinha motivos para receiar que se perturba a
ordem publica em Pernambuco, viato constar de
telegrammas dos jornsea do da, a prohibicao de
reunios populares na cidade do Recite c compres-
so exercida pela torea publica contra o povo que
se congregava na povoaco de Afogados. E como
tivisae visto tambem, das antes, anuunciada a
partida de um navio de guerra para Per.iambuco,
queria saber ae eatavam suspensas as garantas
doa cidadoa uessa parte do imperio, parecendo-
Ihe que visto o governo querer por todos os modos
obter o triumpho da candidatura do Sr. ministro
do imperio, para o que cabaia-se at as reparti-
jes, mclhor o mais anmmario mandar lavra
um decreto dando entrada a S. Exc. narCamara
dos Deputados.
O Sr. Bario de Cotegipe, lendo o telegramma
que recebeu do preaidente dessa provincia, o qual
communica que tendo o Sr. Nabueo convocado
reunio da povo em Afogados, e tendo o chefe de
polica, para evitar perturbacio da orden publica,
prohibido ajuntamentos as ras e pracas, provi-
dencidenciou-se e nio hiuve reuaiio observa
que a probibicio limitou se a que a reunas ae
eftectuasse naa pracas e ras, e sabido que, pelo
methodo de elecio actual, sendo o corpo eleitoral
um pouco limitado, as reunoes eleitoraes as
pravas e ras t podem contribuir para aecumu-
lacio de pessoas adventicias, que semprs coneor-
rem a esses ajuntamentos provocando assuadas e
deaordens, no emtaoto que, a reuniio deve Laer de
eleitores. ^
O governo tem a responsabilidade de manten a
ordem pubca em taes casos, e o que psrece
que o facto ahi em Pernambuco nada mais, nada
menos do que urna parodia do qua se fez aqu,
pretendendo-se com meetutgs impor a demisaio do
Ministerio, como se deprehende do telegramma
expedido pelo Sr. Nabueo Serenissima Princeza
Imperial, assim concebido :
Princesa Imperial. Governo prohibi reu-
noes eleitoraes ; diante prohibco fllegal annun-
ce nio ter lugar reuniio convoque Afogados ;
apeaar declaracio praca ocenpada cavallaria, n-
fantaria ; pessoas inermes acutiladas, orden dis-
persar, atacar ; agora vi diversos feridoe ; com-
munico Vossa Alteza factos comoPoder Modera-
dor.
Ora, como Poder Moderador, observa o Sr.
Cotegipe, Sua Alteza a providencia qua tem a
tomar demittir o Ministerio, como aqu se pre-
tenda.
' O Sr. Dantas :Antes date pode ouvir o Mi-
nisterio, para exigir informacoes.
O Sr. Bario de Cotegipe :Note V. Exc. a ex-
preaaio como Poder Moderadornio como chefe
de poder executivo. L, como aqu, o fim a de-
miaaio do Ministerio.
O Sr. Dantas :E' para pedir ao Ministerio
que se modere.
O Sr. Bario ds Cotegipe :Para iaao nia era
preciso porque moderados somos nos.
Concluio o Sr. Cotegipe declarando que acaba -
va de tele^rapbar ao presidente de Pernambuco,
communicando-ihe o que c natava do telegramma
do Sr. Nabueo, e da respoata daria conhecmento
ao Senado.
De facto no dia seguinte S. Exc. leu essa res-
posta, a qual diz nio ser exacto qUJ tivessem sido
acutiladas peesoas inermes ; que os grupos dis-
solveram-se sem incidente notavel, e que aomente
maia tarde urna commiasao apres.-ntou ao chefe
de poiieia um individuo de cor preta. queixando-ae
de ter aido terido, verificando o chefe existir leve
esc--riacio na fronte e nio ceudo querido esse in-
dividuo sajeitar se a auto de corpo de delicto.
O Sr. Dantas, notando que esse telegramma do
preaidente de Pernambuco valia por um desmen-
tido ao que fora communicado a S. A. Regente
pelo Sr. Nabueo, um dos cidadoa brazileiroa maia
conbecidot e concei'uadoa, que a todoa infpira a
maior cinfianca, disse que nio poda admittir que
elle incorretse na falta, em que dever ter incur-
rido se verdadeiro f< r J telegramma do mesmo
presidente, a quem alias nio conbe -e pessonlmen-
te, e nem tem motivo para duvdar de sua pa-
lavra.
Pie bem ser que diversos cidadins. sendo fe-
ridus pt-la forca que diap-raou o pivo da reumio,
tenham-se rer Ihido s suaa casas, sem que disso
tenha conhecmento o preaidente, o qual nada af-
firma de scieneia prnpria ; e como na veapera,
segundo o 8eu entender, o "*r. Luis Felippe buu-
veaae discutido muito bem a materia, pasaou a
occupr-ee com o que dis era o Sr. Cotegipe a
reapei'o da inconveniencia das reunios, aehaado
que mais urna doutriua nova, e coucluindi por
concordar com um aparte do Sr. Paranagu, a sa-
ber : que pr cao alargar o vot) pira qie a in-
lerV'-nci n\a eleices pir parte dos cidados bra-
zileiroi s-j-i mais eficaz.
Na Cmara dos Depot.doa o Sr. Beltrio, cen-
surando a indifferenca do governo ante o que j
havia sid i denunciado quanto ao que se tem pas
sado no 1.' distncto dessa provincia, veio aioda
o oante do aangue derramado de um eleitor,
.liante do cadver de urna victima aacrificala
reeleico do Sr. ministro do imperio a dar conhe-
cmento cmara do aeguinte telegramma, din
gidi ao Paz pelo diatiucto pernambucano o Sr.
Antonio Cirios, o qual pedia redaccao desse jor-
nal i)U o m istrussii ao orador :
M r.eu o eleitor Eduardo Borges Siqueira,
em ceusequencia de c. ntusao abdominal profunda
felta pela t.opa no largo da Paz.
A commissio deu denuncia crime contra o
chtfede policii, e vai proc. asar o subdelegado de
Afogados, t neote Miguel, e o commandaute de
cavallaria Rocha.
A plicia oppa-ee ao exame cadavrico de
Eduardo, que mterrar o c^rpo occoltamente.
O povo est convidado para acompaubar o en-
terro.
Communique este ao senador Luis Felippe e
de potado Be tru. >
No meamo dia, no Senado, o Sr. Lus Felippe,
aproveitando a discussao do reamente, tomou a
palavra para r tambem esse telegramma e mos-
trar que razio tinha o Sr. Daotas para duvdar
da exactido da informaco cR Sr. Dr. Podro Vi-
cente.
Teleurammua posteriores publicados no Pait
e aa Gaztti de Noticias, diaem que o morto nio
era eleitor, mas prenla de i cliorea, o que nio
altera o concuito do mesmo Sr. Luiz Felope e de
outroa, de que o Sr. Pcrtella va ter, nao por g->a-
to aeu, um diploma salpicado de aaogue, e tam-
bem de lama, segundo o pensar de anda outros.
Na aeccio d;is tpicos do Pas firmigam
diariamente as apreciaedea j cosas dv Sr. Serra,
que acba inteira pandade entro o caso dado ah
no Ueeifo, com o d-- Caatro Multa, aqu na corte.
Einfim, at o dia 14 ha de on'iuuar assim, mesmo
.porque em sua ausencia, estimulante e excita o
appetite doa leitor. s.
- Os trabaihia das camnrae vio indo com
lentidio. Os feriados lie auto-houtem e hontem
foram motivi para quo talvez ninda hoje nio seja
votado no Senado o orcameno do ministerio do
imperio, e o Sr. Pertclla tenha anda de ser ar-
gido pelos factos allegad.s, em rolafao eleicao
do da 14, apezar das repetidas explicacoes e res
po.-tas j dadas por S. Exc., que teem sido com-
pletas, e deram occasiao ao Sr. Luiz Felippe, de-
pois de ter dito em aparte qua oa elementos de
perturbacio e desordeno, abi existentes pertencem
a ambos os partidos, declarar que nao pertenciam
a nenhum, quando o Sr. P irtelU fez-lne a seguinte
observaco :
O que lamento que ess a germens de per-
turbacio que alli produziram os factoa de S. Joa,
e que foram es meamos que, prmeo tempo antes,
occaaionaram a tentativa de aaaalto ao Tribuaal
da Relacio para arrastarem da cadeira em que
estava como presidente um irma do nobre sena-
dor, uao tenbam sido reprimidos. Mas aaaevero
ao nobre senador, como liberal e chete de seu par-
tirio, que ha de encontrar em mim um auxiliar po-
deroso para eliminacio d-asa mo fermento de con-
vulsio social, porque nio est no interesae do
partido liberal nem do conservador a minutencio
desae estado anmalo e pengoso.
Na Cmara, talvez hoje seja no- r-ida a 3.
discuaaio dos additivoa, continuando a do pro-
jacto sobre uao de armas proliibidaa, e vadios e
vagabundos.
Terminando tenho de fezer urna rectificacio.
A estrada de ferro a que alludio o Sr. Balisario,
como referi na paseada, nao a de Paulo Alfonso,
como se penaava ; a de Ciruar. Nao me resta
tempo para entrar na explicacao do facto.
1?^^^
OvlSIA DIARIA
Eleieio municipalNa prxima aeguuda
t-'i.-a, 19 do corrente m.'Z, deve realisar-se a elei-
(io para preenchime ito da faga aba.-ta ni verea-
o do maaieipie do Recite p-:lo fallecimento do
eidada-o Antonio da Silva Rano 's Neves.
Sio candidatos esse luifar :
Pelo partido conaervaH-jr o Sr. Demetrio de
Guarni Coelho;
Pelo partido lib-r.il, o Sr. Alexandre Americo
de Caldas Padiltw;
Polo partido republicano, o Sr. Angelo Tava-
res.
Escus.imc dizer, pois quo intuitivo, que ao
primeiro aeompanham os nossoa desejos de trium-
pho nease pleito, triumpho para o qual devem co-
operar todos oa amigos sinceras das douctrinae
conservadoras.
O Dr, Moreirsa Alte*No vapor Sergipe'
da Companhia Bahiana, ebegou hontem a eata ci-
dade o Exm. Sr. Dr. Jos Moreira Al vea da Silva,
que acaoa de deixar a presidencia da provincia
do Alagoas, por ter sido exonerado seu pedido.
O nosao estimavel amigo souba desempeubar
com independencia e dignidade a alta missio que
lbe fra confiada.
Nossos comprimeotos pela sua chegada.
CbeiarJaDa corte, onde exerce a nobre
profissio de medico, ebegou ante-hontem a eata
cidade no paquete inglez Galicia o nosso distincto
comprovinciano D.\ Joaquim Pinto I'orteila, que
pretende seguir brevemeute para a Europa.
Acompaoba-o a sua Exma. familia.
Cjmprimentamol-os.
Atlas de nol'tina da pelleO Dr.
Silva Araujo, distincto medico da Polycliuiea ge-
ral da corte, membro titular da Imperial Acade-
mia de Medicina acaba de publicar o 3 fascculo
do Atlas das mulestiaa de pelle, trabalho especial
sobre dermatologa e syphiligraphia.
A cada fascculo acompanha urna estampa pho
totypica, qua mostra os diversos estados da moles-
tia desde o primeiro periodo at a completa cura.
A do presente fascculo versa sobre a elepban-
tiaaia de um cliente da Polycliuiea.
E' um tr.ibalho muito intereaaante e que racam-
mendamos aos collegas do Dr. Silva Araujo.
Os pedidos de assitrnatur* devem ser acompa-
nhados de um vale postal de 000, ou carta re-
gistrada com esse valor deelarado, importancia do
primeiro fascculo, enderezando ao Dr. Silva Arau-
jo Rio do Janeiro 96, ra da Quitanda.
Agradecemos o exemplar que ae dignou enviar-
nos.
Tribunal do Jury do Recite Tendo
hontem comparecido neste tribunal 31 jurados nio
hoove eessio. ,
Foram sorteados os seguintos jurados supplen-
tes:
Freguezia de Santo Antonio
Joio Antonio de Mello.
Jovino Cassiano Maia e Silva.
Dr. Miguel Goncalves da Costa Mascarenhas.
Bicardo Los da Cunha.
Freguezia da Boa-Vista
Fabio Faustino Fernandes da Silva.
Joio Ferreira Tavares.
Jos Antonio de Araujo Livramento.
Jos Basilio de Farias.
Manoel Roberto Botelho.
Manoel Alves Vilella.
Miguel dos Santos Costa.
fVeoieziu da Graca
Luis Epiphanio Maurica.
Freguezia do Poco
Dr. Joio do Retro Barros.
Quirino Augusto Peixoto.
Freguexa de S. Jos
Bernardo Ferreira Loureiro.
Joaquim Gomes de S.
Dr. Pedro Jorge de Souza.
Foram multados em 20/000 os jurados, que fal-
taran) a chamada.
E' de lamentar, que estando aberta a quarta ses-
sao do jury deste anno desde o da 5 do corrente. e
anda nio se tenha podido obter a reuniio de 36
jurados, nio obstante j estarem sorteadoa para
mais de 300 jurados aupplentes !
O a*jaN*ioaio do teuenCe Paiva
Aa communicacocs do delegado de Canhotinho,
dirigidas ao Dr. chefe de polica, dizem que o t-
ente BelUrmiuo Piuto de Paiva fra aasaaaina-
do no lugar Luz e na tarde do dia 9 do corrente,
mas nada de positivo pie o mesmo delegado co-
lher acerca do autor ou autores de crime.
Acredita-se que o tenente r*aiva fra assassina-
do pelo soldado Jaaquim de Mattos -Jaree, que
estando destaca lo em S. Benedicto d'alli satura
com lcenca ua occasiao em que de passagem to-
cara em S. Benedicto o mesmo tenente.
O delegado continuava as diligencias neceaaa-
ras para o descobrimonte da verdade.
. AnnlversiarloEm comosemoracio do sep-
tuagsimo auniversario da emancipacio poltica
da provincia de Alag is e por iniciativa de alguna
acadmicos alagoanos foi destrbuido hontem o
numero nico de um jornal ntidamente impresso
com o titulo L/eseseis de Setembro.
Agradecidos pelo exemplar com que nos obae-
quiou a colonia alagiana.
Sela de OutubroDestribuio-sa hontem
eata iotereasante folha quinsenal, orgo da asso-
ciacio dos funecionarios provinciaes do Pernam-
buco.
Recebemos um exemplar qne agradecemos.
Hetlnta lllafttradaDo Rio de Janeiro
foi-nos enviado u n exemplar deeta revista que
tras a data de 3 do corrente.
Laiire*Na uoite d 11 para 12 do corren-
te, na ra do Bomgosto da cidade de Palmares, os
ladro 'a penetraram no interior da caea de resi-
dencia de Mara Umbelina da Conceicio e condu-
ziram um beh, que contiuha joias e roupas.
O prrjuizo calculado em cena de oito cenioa
mil res.
A autoridade local diligencia deseobrir os auto
res do crime.
s/erlnaento e morte No dia 14 do cor-
rente, cerca de 3 horas da Urde, no sitia de Luiz
de Onveisa Lima, em Sant'Aona, 1 districto do
p.coda Pnella, Jos Luis de Franca, conhecido
por Jos Grande foi farido com um golpe de fa-
ci por Pedro Fenwiaa de Asevido, conhecido por
Pedro Cebla, do que veio a f Ucer um dia de*
pa.
O delinqueute evadio-se apbs o crime.
Procederam aviatoria os Drs. Souza e Gama
Lobo e abrio-ae o inquerito policial.
SubJeteiiiii-ia d> Peres- Por est
delegicia foi apprahendido um haimjuiumque se-
r entregue a quem for proeural-o e der os sig-
naea do uocamo.
Qi-m aer--put>ir dono v buacal-o.
Ponte da Hoa-Vinia A 'luado so termi-
nadas as obras desta feate Li bontom franqueado
sito publico p.-la m-iaina.
Aa.anh5 a c ;in>anbia Ferro Carril restablece-
r allio trafego dos bonds di) liuhaa da Magda-
lena e Pernand -s Viaira cntr iodo de novo em vi-
gor i borario antigo.
O oond da linha de Santa Isabel pasaar a fa-
zer n antigo percurso at a esquina da ra For-
mosa, observando tamb m o primi'ivo horario.
Ordem Tercelra de M. Pranclaco
Hojo s 10 liorna da inauha haver profissio de
novir is nesta veneravel ordem, mas* solemne e
Te-Dsum nouteem commemoracio das Cha-
gas do -Santi Patri archa S. Francieco.
Na 'sta pregar o vigario da Victoria padre
Americo de Novaea e no Te-Deum o vigario
de Santo Antonio padre Manoel Moreira da Gama.
Tocar a banda do corpo de poiieia antes o de-
pois dos actos religiosos, que serio acampanhados
pela o-chestra sob a regencia do maestro Soarea
Rosas.
Das 6 1/2 horas da noute at s 9 os edificios
do hciapital e consistorio estario francos a visita-
c,o publica.
Bencao de imagen*Amanhi s 4ho-
ras da tarde ter lugar a bancao das imagena do
Senbor Bom Jess Jos AIB ctos, Nossa Senhora
das Angustiad, Soledade e S. Joio da Irmandade
do Senbor B -m J->sus doa AHI ctoa na igreja de
. Jos de R.bi-Mir, depois do que priucipiar o
setenario.
JMerecem Noccorro Vive na maior pe-
nuria, ua cusa terrea ru dos Guararapes n. 20,
bairro do R;cife, urna infeliz familia, digna da
proteccio das alm a candoaaa desta cidade, que
estamos certo?, nao lbe ha de faltar.
Compoe-ae de urna viuva com seis filboa meno-
res, sean-us e morrendo a f- A desditusa viuva chama-ae Anna de Oliveira
Fre tas.
K. cebaremos, para Ihe entregar, qualquerea-
in la qu-: vierem trazor ao noasa escriptorio.
Instituto .irriiru'-iiu'u e tronra-
pblro Pernambucaao Eftectuni-se no
di Io do corrente a seaso ordinaria anb a premi-
nencia do Exm. Sr. conselheiro Pinto Jnior, 5 1
hora da tarde presentes os Srs. Drs Baptista Re-
gucira, 1 oecreti.rio Lopes Machado, monsenhor
Arcoverde Cavalcante, padre Julio .Mara, Augusto
Costa, Augusto Cisar, D. Juan Bussm, tmj irea
Manoel Heraclito, Laopoldj Galvio e Coieceira,
2o eecretario, fei aberta a sessao e a acta da ante-
cedente lida c approvada.
0 r. Dr. Io secretario menciouou o seguinte ex-
pediente e offertaa :
Um offieio do Sr. 1 secretario Ja Sociedade de
G .'ograpn:a do Rio de Janeiro, aecuanndo a re
cep^o e a^radecendo o n. 32 da R.-vista do In-
atituto, e pediado para a bibliotbaca daquella so-
ciedade urna culleccao completa da meama re-
vista.
Uai dito do consocio conselheiro Minoel Pertella,
aecuaando a recepcao do ofcio do Instituto em
que Ihe agradeca o sorvic o por elle prestado na
(Jamara. Temporaria relativamente passagem da
am ida que concede um auxilio para a publicacio
dos documentos existentes uo archivo do mesmo
Instituto.
Um dito do Sr. secretario do Club Ayrcs Ga-
ma convidaud.) o Instituto a se fuer representar
na aeesao solemne auniv. raar a daquella club, que
ter lugar a 10 horas da manila Ja 7 do. cor-
rente.
Um dito do Exm. Sr. presidente da provincia
offertando 16 livros de Ordena RaC3 dos annoa
seguintos : 1655 a 1692, 1684 a 1742, 1693 a 1698,
1693 a 1701, 170) a 1704, 1711 a 1718 1717 a
1720, 1721 a 1731, 1726 a 1733, 1732 a 1737, 1745
a 1762, 1803 a 1811, 1805 a 1807, 1308 a 1816.
1808 a 1817, 1808 a 1818, 1815 a 1826, e um dito,
Registro dos bens dos jesuta organisado em
1765.
Pelo consocio Dr. Joaquim Pcrtella :
Viote dous vola.Quadroa geraes ia populadlo
das proviucias do imperio.
Tres ditosInformacoes dos agentes diplomti-
cos e cousulares do imperio, publicados em exe-
cuci i do decreto n. 4258, de 30 de Setembro de
1868.
Um ditoCatalogo da exposicio nacional em
1875, e os anpplementoa ns. 1 e 2 ao meamo cata
Quatro ditoaEstatistica do commercio mar-
timo do Brasil Exercicos de 18691870 e de
1870 -1871.
Um ditoGuia postal do imperio do BrasilPu
bin--.cao official.
Um dito Catalogo da exposicio de obras publi-
cas do Miuisterio da Agricultura.
Um dito Introducto retrospectiva da esta-
tistica do commercio martimo do Brasil.
Um ditoNegocios do Para, por G. F. Cruz.
Um dito -Catalogo da exposicio provincial da
Babia, em 1872, e muitos outros folhetos sobre di-
versos assumptos.
Pelo autor, por intermedio do Exm. Sr. conse-
lheiro Quintino de M rauda :
Um vol.O Biapo do Pare a Missio a Roma,
pelo Bario do Penedo.
Pelo consocio Thomaz Carneiro :
Um ebifre lavrado de um animal da Afriea.
Um ramo de coral cor de rosa, viudo da Italia.
Um caracol petrificado achado na estrada de
Santa Theresa de Olinda.
Um pi dac i de amiantbo do Rio Grande do Norte
e outro de mbar de Pernambuco.
Urna peca de um lampeio doa antigos jeauitaa.
Um batoque indgena de pedra verde e um fuco
perteocente a urna das lojas de serigueiro que ha-
via na antiga ponte do Recife, acbado as esca
varos que se fizeram para fundar os pilares da
meama ponte.
Pele Sr. P. Loques :
Um foi.Lq commerec exterieur de la France
et la concurrence trangre daa f Ammenque La-
tine et les Antilles, par r*. Laquea et E. Debau.
Pelaa respectivas redaccoes diversoa jornaea
deata e de outraa provincias.
Findo o expediente, o Sr. Codeceira, communica
ao Iustituto que o Exm. conselheiro Bario de Ma-
mte lbe participara ter recebido o ultimo nu-
mero da revista e que agradecendo a offerta pedia
para que Ihe fossem remettidos os nmeros ante-
riores que tem relacio com as materias contidas
no que recebeu o que havia satisfeito.
O meamo senhor disse anda que o consocio Dr.
Joa Hygino tendo obtido um retrato a oleo do fi-
nado senador Minoe! de Carvalho Paes de An-
drajo que possue um de seus parentes padia auto-
riaacio para mandar tirar urna copia a nankio
correndo a despeza por conta do Instituto.
Foi concedida a autorsacao pedida.
Paaaando-se a ordem do dia, lido, discutido e
approvado o parecer da commiasao de contas rea
tivo ao batanete do ultimo ti mostr.
O Sr. pr aiJente declarou que a comm>seio para
dar parecer definitivo sobre a oseada que se pre
aume ser de Joio Fernandes Vieira, foi eapeeial e
eomposta ios Drs. Lopes Machado, Jos Hygiuo,
Cicero Peregrino, inonsenhor Joaquim Arcoverde e
majar Codeceira,
O consucio Dr. Lopes Machado, obtendo a pa
lavra fes a leitura do parecer da commissio no
meada para o exame da referida oseada de Joo
Fernandes Vieira.
Fiada a leitura compnmentado pelos socios
presentes.
O Sr. major Codee.:ra propoe para que sejam
impreaaos o parecer e mais pecas que serviram de
subsidio ao meamo parecer sendo a discusao
adiada at que seja impresso : esta proposta ap
provada.
O Instituto deliberou que se agradeeesse ao
Kxm. Sr. presidente da provincia, bem cutoo ao
c naocio Dr. J. P. M. Portella, aa importantes
offertaa que acabam de fazer dos livroa cima
m ncionados.
Nada mais havendo a tratar-se foi levantada a
seaso.
Herebf derla eralEst se procedendo
por est reparticao, at o fim do corrente mes e
sem multa, o pagamento da laxa de everavos e 0
imposto de industrias e profiases, tambem aem
multa, at o fim de Outubro.
Garaobunn-Em 13Jo correte escruveo
nos o nosso correspondente^
Devido, em grande parte, trabalhos aos quaes
uio nos era licito abandonar, s agora nos p-ssi-
vel uoticiar-lhes os factos mais notaveis occorridoa
nesta cidade.
Entremos, pois, pela porta mais larga: R.-ali-
sou-ae no da 21 do mes prximamente findo a eu
trada da machina de lastro, pela primeira vez, na
eetacio desta cidade.
Na estaco foi enorme a afluencia de peaaoaa
qne foram ssistir a essa festa do progresso.
Ao chegar a locomotiva, foi recebida pela popu
lacio com vivas, foguetes e salvas reaes, tocando
a banda de msica Augusto Portella variadas pe-
cas de aeu grande repertorio.
Fizeram diseurtoa anlogos ao acto o Sr. Dr.
Joaquim Lordeiro Coelho Cintra, juiz de direito da
comarca, e o Rvm. vigario Pedio Pacfico, ccnclu-
indo por vivas a S. M. o Imperador, a Religio do
Estado, a Commissio de engenheiros, aa Sr. Au-
gu8to Portella Filho, subempreateiros daa obras da
3 seccio e ao povo de Garnhun8, aen lo todoa ca-
lorosamente correspondidos.
Foi em resumo bonita a festa que promoveram
oa hibitantes desta cidade, para receberem condig-
namente a primeira locomotiva que entrou em sua
estaco.
O dia 7, o immortal da 7 de Setembro, que a
data mais gloriosa da nossa historia patria, nio
passou felizmente, desapprreebido este anno aqui,
acodo pelo contrario magnficamente aolemniaado,
como nao ha exemplo nos atinaes desta comarca.
Tendo o Sr. Augusto Alves Portella Filha, dig-
no subempreiteiro daa obras da 3" aeccio, conclu-
ido completamente estes trabalhos, quiz propor-
cionar aoa habitantea deata boa trra urna agrada-
vel diveraio, para commemorar tao auspiciosa
data.
As 10 horas da manhi achavam-se preparados
vistosamente dous trens qu; deverkm conduzir o
que de maia notavel exiate em a nos a sociedade
at a estaco de S. Joio.
E, com effeito, as 11 horas da manba, diante de
um concurso enorme de pessoas, partiam os trens,
que regorgitavam de passageiroa, aoa sona dos
hymnoa da Independencia e Nacional, que eram
ejecutados pelas bandas de msicas Augusto Por-
tella, dea'a cidade, e S. Sebastido, de Canhotinho,
completa e lindamente umformis.das.
Innmeras gyrandelaa de foguetes e bombas
reaea aaudaram a partida e chegada daa locomo-
tivas, que uniam seus sibiloa estridentes, como urna
ovaeao supresaa, aoa hymnoa e acclam ices que se
erguiain d" todoa oa ngulos da cidade parasolem-
niaarein a Ja-a immortal da no8aa independencia.
A' noite realisou-se nos saines do Hotel Ditas
Naedes, um esplendido baile eflorecido pelo Sr. Por-
tella Filho, aoa seua umigos.
A reuniio comparecern! as mais diatinctae fa-
milias acata cidade.
O aervicu foi regulariaaimo, prolongando-ae a
danaa e o prazer a 3 horaa da rauihit, quando
todos se retiraram conaervando as maia agradaveis
reoordimoea. de to agradavel noite.
Ao Sr. Augusto Portella foram tributadas repe-
tidas provas de alta consideracao e merecido apre-
so-
Anda no dia 7 do corrente, abrio-ae nesta cida-
de o Hotel Ditas Naces importante estabelccimen-
to de que sfio proprietarioa os Srs. Ferreira, Mar-
tina & C.
O hot-l, que prximo a estaco, eat luxunsa-
mente m isil1, notaudo se, sobre tudo, muito
asseio e modiciJade de presos.
lnaugurou ae hontem o servico telegraphico, nes-
ta cidade, e por maia es'e melhoramente para a
provincia felicitamos a illuatrada redaccao do Dia-
rio.
Acha-se marcado o da 28 do corrente para a
imigraoai d-, oataco desta cidade.
Piep-ira-se grandes festejos populares para esta
da, aendo geral o coutentamento ios habitantea
da contarca, que vio final .-ente gooar daa altas
vantagena de um eatrada de ferro, que actual-
ii mas, naa conJcoea precarias em qui" se acha a
vasta zma sertaneja, pode servir de grande, im-
portante incentivo para erguel-a de tal abatimento,
abrindo novos boriaontes a03 aeua habitantea.
Acha-ta funccionando a 3 seasi) do jury qua
est aendo presidida pelo Dr. Coelho Cintra, oceu-
oando a cadeira da justici publica o Sr. Bellarmino
Dourado, promotor publico interino da comarca.
mllelo Pedem-noa para noticiar que al-
guna artistas dramticos preteudem dar um capec-
taculo em benefi to da viuva de Frauciaco de Pau-
la Sintoa no theatro Santo Antonio e no dia 2 de
Outubro prximo.
Heunloe* Noclaea -Ha amanhiasseguin-
tea :
Da Sociedade Minerva Progresso Pernambuca-
no, a 10 horas da manhi, em sua Rede, para em
sessio de assembla geral ordinaria tratar de ne>
gocios diversos e urgentes.
Do Monte-Po dos Typographos de Pernambuco,
a 11 horaa da manh, na Praca de Pedro II n.
75, 2 andar.
Da Sociedade Recreativa Juventade. na sede
social, s 4 horas da tarde, em assembla geral,
para eleicao de presidente e thesoureiros.
Folblnba* ecclenlaisllcaaJ choga-
ram aa de 188, e podem ser procuradas na secre-
taria do biapada.
Escola de Manto Amaro--A escola pu-
blica da '' cadeira do sexo maaculioo de Santo
Amaro, acha-ae funccionando na ra de Luiz do
Reg n. 74-B.
\ovo mineral do BraailTendo a aec-
cio de geologa do Muaeu Nacional remettido ao
profeaaor Rosenbuch varias colleccoes afim de se-
rem eatudadas peloa aspectos da mineraloga e
pctrographia, foi parte do trabalho commettida ao
professor Franz Graefi, de Heidelberg, o qual fez
publicar interessante nota a reepeito de novo mi-
neral que acbou as amostras de rocha? do Brasil
sujeitadas analyse.
As rochas em queato, pertencentes a familia
do? Elaeolito-Syenitos, e abundantes no Brasil,
aprtsentam multas variedades e grande copia de
elementos acceaaorios, entre os qua?a se cantam
mineraef raros e pouco eatudados, cuja determi-
na^o offerece grande dfficuldade por se acharem,
nio em grandes cryataea, maa em pequeos graos
de forma irregular e raramente distribuidos na
massa rochoai de granuLcio fina ou media.
Nio tendo anda ultimado as suas pacientes in-
vestigares, apreaaou-se comtudo o professor
Graefi a publicar a descoberta que fez em lami-
nas microscpicas da erra do Tingu, da provin-
cia do Rio de Janeiro, de um mineral transparen-
te, de cor amarellada, e de alto poder refractiva
e forte refracco dupla, o qual se acha nio mu
abundantemente em pequeos grioa, alguna de
contornea crjstallinos.
Em vrtude do seu g.'ande peao especifico foi
possivel separar alguns grioa do novo mineral da
p proveniente da tnturacio da rocha, completan-
do-se o procesao da eeparacio por euclh.. feita
dehaixo da lente.
Os graos sio um tanto transparentes, de lustre
vitreo, tendo dimeoao-s de 0,1 a 0,2o1.
O numero de taces crystalliuaa um cada exem-
plar de 6 a 9, em geral.
Aps vanas indicaces quanto orientacao p-
tica e compoaica chimca, couc.ue Graeff poderem
ser conaideradoa idnticos o alludido mineral e o
deacoberto por W. !. Brogger, em 1885, ao Elaeo-
lito-ayenito da ilha Laaven, e no qual fei im-
posta a denomnacio de Laavenito.
A interessante nota do professor Graeff acaba
de ser publicada pela Revista de Engenharia, ten-
do-lhe juntado o Sr Dr. Orville D rby a descrip-
co do Laavenito. feita por Brogger, com a ana-
lyse chimca do profeisor Cieve.
Eogenbo Central de BarcellOMO
Dr. Fredenco Mauricio Draener, professor de te-
chuoiogia di Escola Aercola da Bahae membra
da commiasao eocarrogada de assiatir experien-
cia da ditfuso neste engeoho, escreveu no dia 30,
ao Sr. Das da Silva Jnior, urna carta em que d
conta do seguinte resultado das primeiras apaly-
ses, feitas no ditoengeuho :
Canna Louzi- r com 14.67 /, de assucar
Cryatallina 16.3 i >
-alingor 15,30
de outra pro-
cedencia 17,91
Rosa (Disrd) 18,09
. Mulle 16.74
Roa 17.19
Cnyana 19,26
Roxa 18,81 .
de outra pro-
cedencia 16,47
Termina a carta informando que os preparativos
ara a diffuaio anda nao esto terminad js, mas
que esperava a commissio poder cmecar o estu-
do oeste procesao na manhi do dia 31.
immigraro para a provincia de
Inai-UeraesO preaidente da provincia da
Mmaa, sauceionou a lei, que organisa o servica
de imiiigracio e uoriaa pan ease fim operacoes
de crdito at 1,000:000000.
Por este motivo huuve grande manifestacao po-
pular em Ouro-Prete.
O povo dingio-ae primero ao paco da assem-
bla provincial, fallando por parte dos manifes-
tantes o Dr. Diogo de Vaaconcellos ao qual res-
ponden o presidente da assembla Dr. Srina
Barroso.
Fallaram depois alguas deputados provin-
ciaes.
Dall f ram os manifestantes ao palacio aaudar
o presidente da provincia, Dr. Horta Barbosa
.1
i
.

r

LM
Vs)aBk^HsWsiV



V
Diario de PernambneoSabbado 17 de Setembro de 1887









que agradecen sendo levantados eutSo diversos
viva.
Popolaraa eicrava de UoyaiRe-
sultado 4 nova matricula dos diversos munic:-
pios da provincia de Goyaz :
Do sexo masculino
Da sexo L minino
T*tal
a saber:
Menores de 30 annos
Da 30 a 40
De 40 a 50
De 50 a 55 ^H
De 55 a C
9.480
2.52 5
4.955
2,68 i
1,270
681
237
84
O valor dnolarado dos meamos escravos o se-
guate :
Menores da 3J annos 2,074:513*000
De 30 a 40 867:789*000
De 40 a 50 349:015*000
De 50 a 55 80:940*000
De 55 a 60 14:700^000
Valor total
3.386:997*060
Eco toda a provincia foram tao gmente arrola-
dos SO libe.tos sexagenarios, ficando por este mo-
do deaobrigadu do ouus de servic) tolos os anti-
gua Mcravaa de 60 annos cu maiores desea ida-
de.
A estatisrica anterior, abrangendo o movimen-
to da populaeo escrava at 30 de Junbo de 1885,
acensara a existencia de 7,788 escravos na provin-
cia de Goyaz.
Comparado este algarismo ao da nova matricu-
la verfica-se nesta adifferenea de 2,833 indivi-
duas para menos, o que em grande parte para
ser attrbuido a tacanas do autigo registro.
Olreciorla d*a oOraa ae conner*'
fo itttm partoaBoletim meteorolgico do
din 1j da Setembro de 1887:
floras as o o c -ti isa J3 Barmetro a 0* Teasao do vapor o a -3 a 9
r- H
6 m. 24o3 763*33 21,39 94
9 26'3 764067 16.61 65
12 2608 764">ll 17,01 64
8 t. W -9 762"50 18,57 71
352 762>87] 17.81 76
Temperatura mxima27,75.
Dita mnima24",25.
vaporacao em 24 horas a-i aol: 6,4 ; som-
bra : 3,5
Cbuva0"',5.
Direce" o do vento : S de meia noite s 9 boras
e 45 minutos da maulla ; E at 1J horas u 3J m-
n.itos ; SE at 7 bor-ig a 25 minutos da tarde ; E
t 7 horas t 37 minutos; E at meia uoitc.
Velocidade media do vento : 2">,86 por segundo.
ia: 0,63.
Boletim do porto
3 S O, - Db Horas Altur-i
B. S. P. M. B. P. M. ldoSet mbro 16 de Setembro 859 da mauha 3 6 da tardo 912 331 da manha 0,-33 2.-1S 0,">38 2,">52

lit'ilueiilitk'.tuar-se-hao:
Hoje :
Pelo agente Grusmao, s 11 horas, na ra do
Mar |ues Je Oliuia n. IV?, de papel de cor e laucas.
P; II i Bipiista, 'is 10 1|2
hor^s, i ra do Vig.r u. 10, de gneros Ue es-
tiva.
Pelo ajenie Stepple, as 11 horas, no Trapi-
che Conoeieio, do pecas de seda, cai-ir^o, itc.
Segunda-feira :
Pelo agente Brito, s 10 3(4 horas, ra do
Capilao Lima, de armac-io e utensilios ah sito.
Terca-feira :
Peu ag i I' .;.. s 11 horas, ra do Mar-
ques de Olinda n. 52, de um motor, buhar u :
sobrado.
Pelo abaste (osmio, s 11 horaa, no aran-
zera da ra do U r i z de Olinda n, 19, do pre-
dios.
Pelo ag. nte Stepple, s 11 horas, ra da Con-
quista n. 6. de boas movis, pUno e Ioucj.
Vi a* fnebre*Serio celebradas :
loje :
A's 7 h.ras, ni igreja de S. Joa do R:b Mar,
pila alma de J.aquim Periri Pcnaa
Scgunda-teira :
A's b horas, na igiej* de S. Goncilo, pela alma
do capitao Joaquim Leocadio Viegas.
Pansagelroa Cbegados dos portos do sul
no vapor ingles Afojidego :
Joao d" Vleira Lias, Evaristo Teixeira Pinto
Gomos, Dr. Feneloa Alcoiorado, Aa:.oni > Goncal-
vea de Oveirs, Arthur Cortar, .Man >el Ferreira
de Arauj i, Leen M -y i, Vidria de Araujo, Jjsepha
de Araujo, Joo de Araujo, Antonio de Arauj %,
Arthur L G. William.
Sahidos para a Europa no mesmo vapor :
Jos Joaquim Pereira da I Iho, Jos Vasqui's Araujo, Beuite Vasquei Ro-
drigues, Manoel Tari nao Blanco, Antonio Goncal-
ves de Oliveira e C. G. Lind.
Sahidos para o sul no vapor nacional Para:
J. M. Ferreira, Augusto C. de A. e Silva, Pier-
re Birutante, GricilianoM. Sobrinho, Antonio I.
Heitor, Jos M. Ferreira, sua senhora e 5 filhos,
Joi) R Bubosa, Miguel P. Jnior, Antonio C.
Nunea, Jos C. de Mederos, Jos I. da Silva, Ray-
mundo P. Caldas, Dr. Antonio M. Cauva, Anto-
nio J. da 0. Gue les, cadetes Antonio B. de B.
Correia, Emilia P. de A. Filbo, Basilio N. Ber-
ckth e sua sr-nhora, capitao Ernesto A. Pacheco,
sua senhera e 1 filha, alfares SebastiSo D. ie To-
ledo e sua senhora, Manoel J. P. de Bntto, Se-
bastian M. dos Santos, Henriqueta C de Olivei-
ra, Domingos Romandora, Antonio C Bustaman-
te, Jos da Costa, Manoel C. Teixeira, Salviana
M. da Conceico, Isaas C. A. de Almeida, Sebas-
tiana I. de Azevedo, Mariano Jos Felippe, Ma-
noel Joaquim, Fausto J. da Conceico, Jos Fla-
nes Antonio da R. Leal, Francisco Pereira, Jos
Mara, Jos Francisco, Manoel Antonio, Manoei
Jos, Cosme da Rosa, Jos A. Sabino e 2 pracis.
Chegados dos portos do sul no vapor nacio-
nal Sergipe :
Dr. Antonio Teixeira Fontes, sua senhora e 1
criada, Dr. Jos Domingues Macedo data, Ma-
noel da Silva Mmente, Dr. Samuel Vaz e sua
senhora, xm. Dr. Jos Moreira Alves da Silva
sua senhera e 1 criado, padre Miguel Archaojo
Masallo, J. R. Smith, sua senhora e 2 filhos, Ju-
v.ntiuo M. da Silva, commeudador Cupertino
(iuimaraes Bastos, Jos de Albnquerque Pontea,
Leo: oldina da Silva, Bell&rmino Ferreira Liberal,
Temistocl s de Barros Le te, Tbeopbiio Cmara,
sua senhora e 2 criados.
(ata de DeteucoMovimento dos pre
sos da Casa de Dteneao do Recile no dia 15 de
Setembro de 1S87 :
Existan) 406; entraram 4 ; sauiram 15 ; exia-
t3m395.
A saber :
Nacionaes 362 ; mulheres 15 ; estrangeiros 8 ;
escravos sentenciados 6 ; dem processado 1 ;
Total 395.
Arracosdos 377, sendo :
Bons 347 ; doentes 30Total 377.
Movimento da enfermara :
Tev baixa:
Lucas Antonio Evangelista.
Teve alta :
Theodoro Rodrigues da Silva.
liUlertaadlveisan-A Jasa Feliz, de A.
A. dos Santos Porto, na praca da Independencia
ns. 37 e 3?, tem a venda os bilhetes das seguintes
loteras:
Espirito-Santo : A 4 parte da 4 lotera,
cojo premio grande de 60:000*001), pelo novo
plano, se extrabir no dia 23 de Setembro impre-
tenvelmente.
AUg^as: A 2. parte da 20. lotera, pelo
nevo plano, cujo premio rande de 4(1:000*000,
aera exirabida no dia 22 de Setembro, as 3 ho-
ras da tarde, impreterivelmente.
Provincia : A 10* lo-eria, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:000*000, ae eatrabir
quando for aonunciada, s 2 horas da tarde em
beneficio da Santa Caaa de Misericordia do Re-
cite.
Santa-Catbarina: A 1* parte da 2* otleria
cajo premio grande de 50:000* ser extrahida
bceveeaente.
De Cear : com o premio grande de.......
40:000* (novo plano) ser extrahida neje 17 do
cer rente.
Slbeles le loteraKm mao do agen-
te Bernardino L ,pea Alaeiro acbam se a venda os
bilhetes das seguintes loteras :
Do Esjpirilo-Ssiiaio : A 4* parte da 4* lote-
ra, cujo premio grande de 50:000*, palo novo
plano, ser extrahida no dia 23 de Setetr.bro, im-
preterivelmente.
Ifo Ceara : con nm importante plano, cujo
premio grande de 40:000*000, era ei.'rahida
h je 17 de Setembro.
o linio-Para : A 6' parte da 12 lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida hoje 17 do corrente, apreter-
velmente.
De tauta-Catbarlaa : A Ia part) da 2"
lotera com um importante plano, cujo premio
grande de o0:030*000, ser extrahida quando
for annnnciada.
De AI aguas: A 2.'parte da 20. lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de........
40:000*000, ser extrahida no dia 22 de Setem-
bro, (quinta-feira), s 3 horas da tarue impre-
terivelmente.
Lotera do Grao-Para A 6" parte da
13 lotera desta provincia, pelo novo plano, cujo
premio grande 100:00J*000, ser extrahida
hoje 17 do correte (sabbado) impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa (.a For-
tuna ra Primeiro de Msrco n. 23, de tfartins
Fiuza & C.
Lotera do Espirito SantoA 4' par-
te da 4* lotera desta provincia cujo premio gran-
de 50:000*000 ser extrahida no dia 23 de
Saumbro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna ra Primeiro d.e Marco n. 23 Martin Piu-
sa A C.
Lotera do CearaEsta acreditada lote-
ra cujo premio ma>or de 40:000*000 ser ex-
trahida hoje 17 de JSe*embro.
Os biihetea acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco u. 23 do Martina
Fiuza & C.
Lotera de AlasroasA 2.a parte da 20*
'a, pelo novo plano, cujo preme grande de
40:000*000 ser'extrahida no dia 22 de Setembro,
q(uinta-teira) s 3 horaa da tarde, impret'rivel-
meute.
Os bilhetes acham-so. v^pda na Casa do,
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martina
Fiuza & C.
Lotera da provincia do Paran
A 26 lotera desta provincia,p-^lo novo plano, cu-
jo premio grande de 12:000*000, se extrahir.i
no dia 20 de S tembro.
B:tbtes a venda na Casa da Fortuna, ra
r*rimeiro de Marco numoro 23, de Martina Fiu-
za & C
Lotera de W. Panlo Eata lotera cujo
premio s,ias)ll de 9:000*000, sr extrahida m-
pretr-rivelmente no dia 19 do corrente, (segunda-
feira) .
Os bilbetesacham-se venda na Casa da Fortu-
na ra Primeiro de Mire) n. 23, Martina
Pinza di C.
Centilerio publicoObituario do dia 15
do corrente :
L.n i Jia Licate Martina, Parabyba, 20 annos,
casada, Afogadis ; tubrculos pulmonares.
Geraldo, Pernambneo, 8 mez9, Santo-Antonio ;
espasmo.
Jos Afi'onso da Silva, Pernambuco, 32 annos,
solteiro, Recite; insufticiencia artica.
Petrnilla, Pernambuco, 3 mezes, S. Jos ; anc
appellaio
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr. i palaTmso, no arraejo de responsavel para o bapba-
'ro asaassinato.
Nio catar longc, talvez, que isso se diga no
intuito de nos emprestar carcter odioso e ma-
ligno.
E preciso, pois, cortar esse ignobi! recurso, que,
porveotura, se levante a altivez de nosso carcter,
e pureas de nossoa sentimentos, fszoado robus-
tecer a crenca publica nos conceitos da prova.
E, por isso, uo nos limitaremos a dizer, qae o
subdelegado Manoel Ignacio fra assassinado per
mandado de Manoel Carnero, que preparara o
desgrasado plano, e 0 levara effeito uo braco de
um misero 'acravo, que, sem a men>r h>tai{o do
bem, senta a ausencia de preceitos moraes.
Nao.
Nos despresames alflgacoea, e imputacoes va-
gas : queremos que o espirito publico tambem as
despi.se; acceitando smente a realidade do ficto,
e formando segur.) jeizo de sua responsabildade,
quando provas b atantes foram proluzidas.
D uhi eutramos hr.je no inquento policial, que se
proceder por occaaio do aa-.aasinato do infeliz
Mauoel Ignacio, para claramente ficar na con-
scieneia publica a prova colhda sobre a respon-
aaoilidade do mandanteJoao Carnero.
E se motivos historeos, antes do delicto, no mo-
mento do delicto e depois do delicto, iodusiam a
vehemente presumpco da responsabildade de Joao
Carnero ; hoje tudo urna realidade, que se pro-
vou fcilmente, eom os depoimeotos de testemunhae
Guvidas no inquerito policial.
Oifo foram hs tostt-inunhas, e cada dep :mento
a prova ineoncussa da responsabildade de Joao
Carnero.
D ahi se origina a necestidade, que levamos, de
publicar os depoimentss na parte, que estabelecem
a veracidade do que temos avancado.
Eis os depoimentos :
1.' testemunha. -Francisco Honorio Vieira de
Mellodiise-----que. em occa3io de pedir o
fogo ao eseravo Joaquim.........o escravo dan-
do-lho o fogo fo com a mi ao qu.rto e e:le cabo
(testemunba) ouvio um estallo como o de pistola,
o por isso em virtude da ordein recebida, e por que
tambem lhe constava que o referido escravo tmba
tido ordVm da Joo Carnero para atirar e MA-
TAR qnando fosse cercado pela Doloia local as-
seguraud se-lhe ii'eesa occasio que seria defen-
dtd e sol ewta do dinheiro que tinha para
livral-o, elle cabo (tes(emunha) declaren nio ter
effeetuado por esses motivos referidos a prisao,
retiraodo-se com dous outroa paisanos que o acom-
panharam.
Disse mais que Joaquim Anselmoantes de as-
sassinar ao Capitao Manoel lanado perguntira :
E' vsmic o senh .r Mineo ? : e cendo resposta
affirmativa deu a puuhalada.
Dase finalmente, que vos publica no lugar
ter sido man i.int i do assassi jato Joo Carnero da
Hotta Silveira pela INIMISAOE que votava a
victima de milito tempo, nao sabenao elle testemu-
nha a causa da inimisadi-. .
Disse
Pedro Jos, Pernambuco, 50 anao, casado, ery-
sipcla rrcolhida.
H :nnqu :ta Carvalhi de Audrade, Pernambuco,
36 annos, casada, Boa-Vista ; eclampsia.
Zefenno Jos Spiodola, Pernambuco, 37 annos,
solteira, Boa Vista ; lesao cardiaca.
Joaepha Mara das Dores, Pernambuco, 35 an-
nos, casada, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Isabel da Conceico, Pernambuco, 60 annos, slI-
teiro, B a-Vista ; diarrba.
CHRONICA JUDICIARIA
Trlbnaal da ltel;i;o
SESSO ORDINARIA EM 16 DE SETEM-
BRO DE 1887
PHE8IDENCIA DO EXM. SB. CONSELHEIRO
QUIMTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's boras do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em numero legal, fo aberta a sessoo,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetoa deram-se os
seguintes
JULO AMKS'TOS
Habeas corpus
Pacientes .
Antonio Jos Mendes Bastos.Negou-se a or-
dem, cintra os votos dos Srs. desembargadores
Alves Rmeiro c Monteiro de Andrade.
Recurso crime
De Igaarast tecorrente Tbeotonio Amancio
da Silva Cavalcante Relator o Sr. desembar-
gador Alves Ribeiro. Negoa-se provimento,
unnimemente.
Appellacoes crimes
De MaceloAppellante Manoel de Souza Leo,
appellada a justica. Relatir o Sr. conselheiro
tueiroz Barros.Mandou-se a novo jury, uuani-
m. meute.
De Bim JardimAppellante Valentim Fran-
eiso Du.rtc, appellada a justica. Relatero Sr.
desembargador Tavaresde Vaaconcellos.Confir-
mou-se a sentenca, unnimemente.
De Macei Appellante o promotor publico,
app.dlado Elias Ribeiro dos Santos. Relator o
Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos.
Confirraou-se a sentenca, unnimemente.
Da Palineira dos Indios Appellante Manoel
Limeira da Silva, appellada a justica. Relator o
Sr. conselheiro Queiroz Barros. Deu-se provi-
mento o appellacio, contra o voto do Sr. desem-
bargador Tavares de Vasconcellos.
De Nasaretb Appellante Antonio Joaquim
Francisco do Nascimento, appellada a justica.
Relator o Sr. desembargador Alves Ribeiro.
Mandou-se a novo jury, contra os votos dos Srs.
desembargadores Pires Ferreira e Del fino Caval-
cante.
De S. JooAppellante Joia Manoel Rodrigues
da Silva, appellada a Justina. Relator o Sr. con-
selheiro Queiroz Barros. Deu-se provimento a
appellacio, unnimemente, para se impor ao reo o
medio da pena.
Do PilarAppellante Lourenc) Alves da Ar-
ruda, appellada a justica. Relator e Sr. desem-
bargador Tavares de Vasconcellos.Confirmou-se
a sentenca, unauinemente.
De TaquaretingaAppallante o juizo, apoel-
lado Jos Claudino dos Santos. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira. Maudou-se a ao-
vo jury, unnimemente.
Appellacoes civeis
Da ParabybaAppellante Antonio Pereira Vi-
nagre, appellada Mara Umbelina Cavalcante de
Albuquerque. Relator o Sr. conselheiro Qu tiros
Barros. Revisores os Srs. desembargadores
Buarque Lima e Toscano Barreto.=Confirmou-se
a sentenca, contra o voto do Sr. desembargador
Toscano Barreto.
De Gravat Appellante o juiso, appellaio
Jos Franciscs de Castro, seohor de Lourenco.
Relator o Sr. desembargador Pires Ferreira.
Revisores os Srs.. desembargadores Monteiro de
Andrade e Alves Ribeiro.Dau-se provimento a
app- llaco para se julgar livre o escravo Lou*
renco, unnimemente.
Appellacio commercial
Do RecifeAppeliantes Luiz Goncalves da
Silva & Pinto, appellado Levy Hermann. Relator
o Sr. dcsembtrgador \lves Ribeiro. Revisores
os Srs. desembargadores Tavares de Vasconcel-
los e conselheiro Qoeiroz Barros.Confirmou-se a
sentenca, unnimemente.
PA88AGEN8
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacio crime
Do ReeifeAppellante Augusto Mauricio da
Silva, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
desembargador Delfino Cavalcante :
Appellacoes crimes
De Timbaba Appellan-e Jos Thom Fer-
reira, appellada a justica.
De S. Miguel Appellante Antonio Bernardo
dos Santos, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Delfino Cavalcante ao
Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Appellacoes civeis
Do Recife Appeliantes Ernesto & Leopoldo,
appellado o tenante-coronel Jos de Oliveira Cas-
tro.
De Bom JardimAppellante Antonio Bernar-
do de Moura, appellado Joo Alvos Canillo de
Araujo I ertira.
desembargador Monteiro de Andrade :
Appellacio crime
De Nazareth Appellante o juiso,
Honorio Francisco de Paula.
Appellaco civel
De JtambAppellante Joaquim Monteiro Gae-
des Gondim, appellado Virginio .Horacio de Fre-
tas.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires lonc;'
Appellacio crime
> LimoeiroAppellante o promotor publico,
appellado Manoel Francisco Tavares.
O Sr. desembargador Pires Goncalves,como pro-
curador da corda o promotor da justica, deu pa-
recer nos seguintes fetoa :
Appellacio civel
Do RecifeAppellante Dr. Paulo Jos de Oli-
veira, appellada D. Josepha Francisca Pessoa de
Mello.
Appellacoes crimes
De Alag-! Grande Appellante o juizo, ap-
pellado Mantel Mimdes da Silva.
De MuricyAppellante o juizo, appellado Ar-
thur do Siqueira Joaquim Diaa.
De Nazareth Appellante Antonio Ferreira
Pinto, appellada a justica.
Da ParabybaAppeliantes Genuino Francisco
de Mello e outros, appellada a justica.
De Taquaretingi Appellante o juiso, appella-
do Jos Antonio de Mello.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
desembargador Cavares de Vasconcellos :
Appellacoes civeis
Do Ca ioAppeliantes D. Caliope Pires Faleo
de Azsvedo e outroa, appellado o juizo da prove-
doria.
Do Recite-Appeliantes Joo Antonio Pinto e
outroa, appellados Antonio Pinto Pereira e seu fi-
lbo menor.
DI8TRD3I95E8
Aggravos de peticio
Ao Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos :
De orpbos do RecifeAggravant Mauoel de
Alcntara Velho Barreto, aggravado o juizo.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
D) ReeifeAggravaute Jos Vidal de Negre-
ro, aggravado Dr. Joao Augusto do Rigo Barros
Appellacoes crimes
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
Do RecifeAppallante Tito Cardozo de Olivei-
ra, appellada a justict.
Ao Sr desembargador Tavaresde Vasconcellos :
De GravatApptllante Jos Jacintho da Cos-
ta, appellada a juatica.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De Bezerroa Appellante o juizo, appeiiado
Manoel Vieira da Siiva.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Da EscadaAppellante o juizo, appeilado fe-
dro Flix Antonio.
Ao Sr. desembargador Toscauo Barreto :
De QuebranguloAppellante o juizo, appella-
do Francisco Antonio Brazileiro.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
D Atalala Appallante Joio Eluuteno da Sil-
va, appoilada a jwtfoa.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do Recife = Appellante o juizo, appellado
Florencio da Silva do Siqueira Varejo.
Enccrrou se a se:Sio as S boras da tarde.
i 800 e tantos acadmicos fosse cum-
primentar o Sr. Nabuco. Pois assim nao
aconteccu, apezar de ser a passeiata ama
cousa anonyma, que nao deixa responsa-
bildade nlguma.
Pareca que, nao deixando os passeian
tes seus nomes em letra redonda, nao ha-
va reccio de, concorrendo ao passeio, afu-
gentar as prom ttorias. Fcamos conren-
cdoa do contrario.
Recife, 1G d-i Sitembro a 1887.
Um dos 69.
Partido republicano
ELEigi.0 MUNICIPAL
A committdo executiva do partido republicano
n'esta provincia vem apresentar aos eleitores seus
curreiigionarioa o nomo do ci Jadi anublo tavabbs,
candidato designado para a eleicio de um verea-
dor por esto municipio, a qual se tem de realisar
noxlia l'J prximo.
A commisao recomraenda a todos os eleitores
repblica-ios o referido candidato, pedindo-lhee em
n me da disciplina e unidade de vistas necessarias
em um partido novo que concorram as urnas, afir-
mando assim a exis'eucia de um poderoso elemento
republicano n'este municipio.
O partido republicano nada pede s duas par-
cialidades monar. histas ; mas lenta co,n a isencio
de animo das diversas mesas eleitoraes, e acre-
dita que nao serio fraudados 03 in'.eresses repu-
blicanos pelas buixas tricas que sao de uso nos
proceasoB eleitorats da monarebia.
C^ucorram pois todos os eleitores republicanos
do 1. o 2.a districto3 suffragar o nome do nosso
correligionario Angelo Taoares, que de accordo
)Som a nosaa le o-ganica, foi previamente desig-
nado para reunir eaaea aaffragios.
Recife, 15 de Setembro de 1887.
Isidoro Martina Jnior.
Nilo Pecanha.
Antonio M. Veras.
Dr. Aibiu Meira.
Dr. Pinto Pessoa.
Cabella
IHDICACES TEIS
Medico
Dr. Barros Sobrinho d consultas da
raeio dia 1 1/2 na ru do Bardo da Vic-
toria n. 25 por cima da Pharmacia Fran-
cesa, o das 2 s 4 na ra do Vigario n. 4.
1.' andar*
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagera ao Rio de Janeiro, conntia no
oxercicio de sua profssSo. Consltuas das
10 s 12 boras da raanha. Especiald-.des
eperaces, parto e molestias de sen horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr Barreto iSampaio d consultas de
meio-dia s 3 boras no 1. andar da casa
[a ra 19 Baro da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra du Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, roa do Bom-Jesus n. 23,
aoorado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
tero, residencia ra do B. de S.Borj a n. 26.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
v"es dos orgos genito-urinarios do bomem
e da mulher.
Dr. Joaquim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1
andar, de 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro1
t unir a medica
O Dr. Matheus Vaz, do volta de sua via
a rrquerimento a promotoria qus Joo
Carnero ucoitava a Jotiquim com scencia de sua
condicio, titulo de libertal o mais tarde.
2.' testemunha.Angelo Martniano da Silva
disse que... Joo Carnero era difterente com o
subdelegado Mineo, e que o povo dizia que elle o
tinha mandado assassiuar.
3, testemunha. Francisco Angelo dos Santos
d:sae que... Joaquim antes de perpetrar r cri
me perguntra : E' vsmic o senhor Mineco su-
bdelegado, nao ?... tendo espoeta sfflrmativa,
e logo aps a punhalada............
Disse mais que segundo tem iuvdo dizer por
Pede se ao digno promotor publico do Io dis-
tricto desta capital, que tenha toda vigilancia,
para que nao se qualifique mais phosphoro, basta
os que se qualificaram o anno pasaado as fregue-
zias do Rsife, Afogados e outros individuos que
nunca moraram em ditas freguezias inteiramente
desc mhecidea neilas, pois consta que vieram da
freeupzia di Pjc > de 100 a 200 as orde-ns do Dr.
Jos Marianno e que s-'guram na maior parte
para Affogadoa i- otros para o Recite, e muitos
outros que vieram de fra, basta de tantos phos-
phores e taquistas, o que p.issa por certo que fo-
ram qualifieados muitos neste gosto, pois no
sentido dos libones, era preciso matar a forca dos
conaervadsres no 1" districto, e esse fo o meio ;
ac continiar assim br. vemente estario as eleicoes
entregues a um eleitorado de m ndole, deixando
de comparecercm as seccoes o cleitorado pacato e
ordeiro.
Toda esta bandnlh'irn que se deu na eleicio do
dia 14 por causa dos phosporos, pode-se bem veri-
ficar, e anda arresiediar-se o presente e o fuUro.
gem, contina no exercicio de sua profis"
sao, para o que ser encontrado de 11 ho-
ras da manha s 2 da tarde na ra do Ba
rao da Victoria n. 32, 1. andar e em ou
tra qualqner hora ra da Princeza Isa-
bel n. 6.
O Or. Barros (.iiluianii*
Pode ser procurado no escriptorio deste
Diario das 11 horas da manha s 5 da
tarde, todos os das.
O baeharel Bonifacio de AragcLo Faria
Rocha continua a encarregar se, mediante
previo contrato, de questSes perante os jai-
Mi desta cidade e os das comarcas visi-
nhas. Poder ser* procurado em seu es-
criptorio ra do Duque de Caxias n. 50,
1." andar, das 10 horas da manha s 3 da
tarde.
ColleRio Spencer
Estabelecimedto de educajao primaria e
secundaria em JaboatSo, sob a direegao de
Jos de Oliveira Cavalcante.
tirotearla
Francisco Monoel da Suva & C, deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, productos chimi-
cos e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Drogara
Faria Sobrinho & C, droguista por
atacado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Serrarla a vapor
Serrara a vapor e officinas de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capibaribe n. 23. Neste grande estabele-
cimento. o primeiro da provincia neste ge-
nero, comprase e vende-se madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, asbim como se preparam-
obras de carapina por machinas e por pro-
co sem competencia Pernambuco.
PIBLICACOES A PEDIDO
Pau d'Alho
Assasflnata do (enente manoel
Ignacio Cavalcante de Albu-
querque
II
O inquerito
No primeiro artigo, que eacrevemos sob a epi-
grapheO crime, deixamos bem accentuada a
responsabildade criminal do perverso, Joio Car-
nero da Motta Silveira, no lamentavel facto, que
se concluir pelo asaassinato do infeliz subdelega-
do, Manoel Ignacio.
a lus da evidencia, o espirito publico, somen
te pela historia do delicto, se convencen de pres-
tar-se o escravo Joaquim cgo nitruniento da
vontade de Joio Caraeiro, nico inmigo de Ma-
noel Ignacio.
aconselhara a Joaquim para resisdr a qualquer
prisao, que lbe quizessem fazc-r asse^urando-lhe
que se matarse seria solt a custa de dinheiro, que
para isso tiuha.
Dase mais que Mauoel Cirnero apoj o facto
delictuoso vlitara da cisa de fea irmio Joio Car-
nero diz ii i i que a'.li tinha id> a chamado delle
para trat.ir de urna bolsa que o mesmo seu irmio
estava promovendu en favor daaltorria de Joa-
quim.
Delarou ainda haver iuimisade entre o infeliz
capitio Manoel Ignacio e Joio Carnero aceres
centando a tvstemunha ter ouvido dizer que
quando se effectuou a prisao de um tal Manoel
Flix, Joio i.'aiueiro lamentara nio ter ou nao ser
um paasarnho para fazer chegar as mais do dito
Manoel F>-lix urna pistola com que elle se oppo-
S2sse_a prisao que fora feita pilo subdelegado.
E finalmente que voz publica que o escravo
Joaquim proceder no assassinsto conforme ordem
que Joio Carnero lhe haua dado.
4 testemunha.Manoel Jacintho de Vveiros
disse.... que a nio ser urna inimisade exis-
tente entre o infeliz, qu- deiiara d^ existir, e Joao
Carumro da Motta Silveira, nao tinha outra desaf-
ecto.
Que tanto na occasiio do delicto como de entio
para c s ae diz que Joaquim matara ao infeliz
subdelegado por mandado de Joio Carnero quo
lhe dizia sempre que hajas de sar preso, n'esta
occasiio faze tudo, mata, que eu te livro.
E' isto voz publica quasi unnime na locali-
dade.
5 tettemun'ta. Manoel Carnero de Albuquerque
disseque... Mineco tinha muitaa inimisades,
entre estas com um seu irmio Joio Jarneiro por
motivos particulares.
6* testemait'ia. Joaquim Martniano da Silva
disse.___que ouvindo todas as lamentaedea pea
morte do subdelegado ouvia tambem dar como
tendo mandado assassinar o capitio Manoel Igna-
cio a Joio Carnero, que estando em sua propna
casa procurara approximar-se do lugar do delicto.
o que nao fizera ou nio levara a efieito, porque ao
.hegar a urna baixinha perto do terreiro da casa,
ahi soubera por um menino de nomeJQraciano, em-
pregado ou creado do dono da casa, que tinha sido
morto pelo preto Joaquim o subdelegado capitao
Manoel Ignacio, sabendo tambem que quando
viera Joio Carnero troaxera comsigo urna facca e
urna pistola.
Disse anda que Manoel Ignacio era geral-
mente estimado, e ao que lhe constava s tinha
inimisade com Joio Carnero da Motta Silveira.
7* testemunha.Jeronymo Jos dos Santas
disse.... que o finado ra geralmente estimado
e que a nao ser urna inimisade que tinba com Joio
Carneiro da Mo.ta Silveira, nico capaz de lbe
foser qualquer cousa de nioguem mais se re-
cis va....
Disse ainda por ouvir dizer a Jos Angelo que
Joio Carneiro dissera quando foi cercada a casa
de Manoel Flix, e preso este que senta muito nio
ter urna pessoa da confianza que levasse armas ao
dito Manoel Flix para [matando a polica poder
escapulir-se.
Disse finalmente que vos publica na locali-
dade que o preto Joaquim matando Manoel Igna-
cio proceder em rirtude de instruc^oes ou ordem,
qus lhe dera Joio Carneiro.
Disse a requerimente da promotoria que as
armas usadas por Joaquim eram f-mecidas por
Joio Carneiro para o mesmo Joaquim oppor resis
tonoia a qualquer priaio que aoffresae.
8' testemunha. -Jos Martniano de Barros
diss que tinha sabido, por ouvir dizer que .Joo
Carneiro tinba aconselhado ao preti Joaquim a
que matasse oiufeliz capitao tianoel Ignacio.
Disse finalmente que j ha tempos, quando foi
preso um parceiro de J.aquim, conhecido por Ma-
noel Flix. Joio Carneiro se indignara a ponto de
diser a elle testemunha que se tivesse urna peasna
de confianca na occasiio do cerco da casa de Ma-
noel Flix mandarla urna arma para elle resistir.
semelhaute ill^ahade us quaes j si) bem 80-
nhecidos, e saber ae que o deputado eleito por este
meio nio o legitimo representante do electorado
mais sim por falsificacio, na qualificafajLilludindo
a lei e seus funecionarios, estrategia indigna dea-
coberta por aventureircs,; preciso liquidar-se isso
e haver toda cautella.
Recite, 16 de Setembro de 1887.
Um pernambucaoo indignado.
>
Perante ests depoimentos, que offereeemog ao
juno publico, manifesta a responsabildade cri-
minal de Joio Carneiro, no carcter, de mandante
do asaassinato do infeliz Mauoel Ignacio.
Basta por boje.
Pao d'Alho 12 de Setembro de 1887.
Themis
Mas essa conviocio pod.a producto resal- < q inda "
de paro elemento' falsao. esperaTam qae
tanto de ama cena de efeito, oa de paro
Usna olida exagerada
O Jornal do Recife aifirma em sua Ga-
zetilha de hoje que em regoaijo pela victo-
ria que alean;ou ante-hontem o Sr. Dr.
Joaquim Nabueo os estudantes da Facul-
dade de Oireito foram bontem tarde
cumprimental-o.
Nao podemos deixar de admirar a sem
ceremonia do Jornal. Os estudantes da
Faculdade ?.'-'! Quantos ? Quasi todos,
responde ingenuaments a Provincia.
Vimos a passeiata e notamos que conta-
ra ella, avali; ndo pelo mximo uns cem
acadmicos. Foi ama verdadeira shin-
Jrineira. Os 69 que aasignaram o manifec-
de assumpto
o resto dos
Sonhel comt'go-----
OFFEttECIDA AO MEU PU1MO E AMIGO JOA
QOIM MEDEIBOS DE VASCONCELLOS.
Era noite, a la aorria linas,
A sua luz crystalina,
To pura, clara, argentina,
Se esparzia prateanio
A extensio dos areiaes,
Onde haviam palmeraes.
E o silencio divagava
Das montanbas ao mar,
Ninguem o vinha quebrar ;
Apeuaa se ouvia de leve,
Naa montanbas cor de nev,
O vento romurejar.
E all haviam palmeiras,
Onde o vento, na carreira,
Pareca suavisar ;
Eia que'surge de repente,
Para o lado do Oriente,
Urna virgem que desee ao mar .'
Vou p'ra ella com firmeza.
E mirando eua belleza,
Belleza ingente, sem par ;
Fiquei como extasiade
E logo um pouco apaixonado,
Por esta virgem do mar
A sua veste cor de nev,
To macia e tio leve,
Neohum ruido faca ;
Seus ondr.losos cabellos
Formavam aneis tio bellos
Qu'eu pasma va do que via...
Sua fronte peregrina,
D'uma belleza divina,
Regehu-me o coracio...
Suas faces eram formosas
Quaes as pet'lss d'uma rosa
Quando est inda em botio,!...
Sua bocea era pequea
Qual a bocea d'Helena
Que das damas foi rainha;
O seu eolio um pouco erguido
Qual o da mii de Cupido
Que a belleza em si coutinha...
A sua cintura delgada,
Tio elegante e delicada,
Me fazia fasciuar ;
Os seus braciohos mimosos
Er.in bracos tio formosos
Que jamis posso olvidar !.. .o
Seus pea celeste, divinos,
Mu lindos e pequeninos,
Me faziam deslumhrar ;
Seu andar era mui lento;
Em sua veste gema o vento
Que a quena perfumar.
Quando a la illuminava
A fronte della que corava,
Ergu os olhos ao ceus !...
Baixando-cs, nio vejo-a mais...
Sumir se entre os ramos !...
Illuso I Senhor meu Deus I .'
Recife, 1224887.
Jos A. Cesar de Vasconcellos
lcni'o de magens
A- me3a"re,' dora da irmandade do Senhor Bom
Jeaus dos Atfiictos erecta na igreja de S. Jos de
Riba-Mar, convida s Exmas. lenboras e senhores
araoymphoa das imagens que teem de receber a
beocio solemne, no domingo 18 do corrente, pelas
4 horas da tarde, se dignem de comparecer para
tomarem parte na solemuidade do mesmo acto,
os quaes foram communicados por oficio desta
asesa.
Imagem do Senhor Bom Jess dos Affiictos
Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo.
Exm. e Revm. Sr. D. Jos Pereira da Silva Bar-
ros.
Exm. Sr. brigadeiro Jos Ciar i ndo de Queiroz.
Tenente-corooel Manoel Goncalves Pereira Lima.
Jos Bras da Conceico e Silva.
Paulo Vicente Camello de Miranda.
Dr. Jos Osorio de Cerqueira.
Gaspar Jos de Me do.
Antonio Arthur Mbreira de Mendonca.
Jos Lopes Ferreira Maia.
Revm. psdre Valeriano de Alleluia Correia.
Antonio Ferreira de Oliveira.
Antonio lugusto dos Santos Porto.
Capitio Antonio Samico de Lvra e Mello.
Jos Castor de Araujo Souza.
Imagem de Nossa Senhora das Angustias
Exmas. Sras. :
Vise >ndessa de Tabatinga.
Espnsa do Illm Sr. major commsndador Thomaz
Antonio Ramos Ziny.
D. Maria Carolina da Costa e Silva.
Esposa do Illm. Sr. Dr. Jos de Miranda Curio.
Esposa do Illm. Sr. capitio Manoel Antonio Ri-
beiro.
D. Francisca Thom de Mello.
D. Francisca Eufrosina da Costa Gomes.
Filha do Illm. Sr. teuence Bento de Souza Mira.
D. Dorotha Francisca de Souza Castro.
Esposa do Illm. Sr. Victoriano de AragioEbla.
Esposa do Illm. Sr. Francisco Fabiio do Mente.
Esposa do Illm Sr. Vicente Jote da Silva.
D. Lui/.a de Franca Lins de Lacerda.
D. Mara Francisca da Silva Girio.
Esposa do Illm. Sr. J^s Antonio da Costa.
Imagem de Nossa Senhora da Soledade
Exmas. Sras. :
D. Mara Francisca Lisbt Esteves.
D. Enedina Marques da'Costa.
D. Mana Adelaide de Moraes Mello.
D. Lenidas de Maijalhaes Carmioondas.
D. Joanna Anauiaa de Ai.drade Lima.
D. Belmira Mana de Lima.
D. Mana da Conceico Ribeiro da Silva
Esposa do Illm. Sr. Alameda Paula de Albu-
querque .
D. Maris, filha do Il'm. Sr. Pedro Jos Correia.
Filha do Illm. Sr. Raymundo Ildefonso Jos do
Sacramento.
Esposa do Illm. Sr. Joio da Motta Botelho.
Esposa do Illm. Sr. Francisco Antonio da Silva
Oliveira.
D. Francolina, esposa do Illm. 8r. Diogo Bao-
tista Fernandes.
D. Philomena, esposa do Illm. Sr. Antonio Gal-
dino da Silva.
Esposa do Ilm. Sr. Joe Joaquim de Azevedo.
Imagem de S Joao
Capitao Joio Justiniano da Rocha.
I Dr. Joio Pires Machado Portelia.
Joo Luiz de Araujo.
Joio Ansberto Lopes.
Joa> Baptista de Lina.
Antonio Outtes Martina.
Antonio Luiz da Costa.
Ep-minonda Marianno de Souza Gocvi.
Bellarmino"aj-ursnc) da .Silv-i.
Baltbazar Jos d;s Res.
Fraiehco Basilio Carneiro da Qunhi Miranda.
M -n I de Boosa Koeha.
Manoel Bmto Pinhiro.
Manoel Fern ira.
Miguel Muniz de Sousa Borges.
Consistorio om mesa, 15 de Setembro de 1887.
O escrivii ,
M ga I i s Santos Costa Jnior.
Elixir depurativo vegetal
Formula de
Angelina Jos dos Santos Andrade
Approvado p<-ia mweeta, g-ral de hy-
hiene publica do Rio de Janeiro, em 20 de
Julh) rio corrente ;:nno (1887).
Este depurativo de grande effioauia as
molestias lypbilitieM e impureza do sangue
e encontrado venda, por ora, ra do
Darlo da Victoria n. 37 e ra estreita do
Rosario n. 11.
Para provar a grande eficacia ou quasi
prodigios, do preparado do Sr. Andrade,
basta apresentar o cres^ido numero de at
testados expontaneamen'.e prestados por
rauitos cavalheiros que tem feito uso della
dos quaes publicamos alguns de pessoaa
conheoidas e residentes nesta cidade.
Documento n. 16
Pernambuco, 1 de Dezembro de 1833.
Illm. Sr. Angelin-) Jos dos Santos An-
drade.E' bem aif&cil descrever o estado
em que me ach-wa, quando me informa-
ran) do seu elixir denominado Preparado
Nacional, dirig me ra do Barao da Vi-
ctorii n. 37 e all encontrei um do Sr.
Arruda o qual ficou horrorisado de ver
nao s o meu rosto como em todo o meu
corpo, porque tinba urna horrivel erupcao
de pelle tal ponto que, aquelles que olha-
vam para mim me julgavam inteirameate
morphetico, alm disto tinha grande incha-
gao no corpo que me privava nao s de
andar como de fallar. J estava desani-
mado, n'esse estado precario e abandona-
do pela medicina, obtve urna licenga sem
tempo de meu emprego na capatazia da
Alfandcga desta cidade, principiei a usur
o su precioso Purificador do Sangue, no
nm do terceiro dia appareceu-me urna
grande reacSo em todo corpo que me as-
sustou, mas como estava prevenido pela
pessoa que me entregou o seu preparado
soceg'uei. No quinto dia foi desappare-
cendo essa reacio e fui melhorando no nm.
da garrafa.
Apresentei-me ao medico que me tinha
tratado, o que muito se admirou do meu
bom estado de sade, e me disse que esta-
va quasi bom, mas que continuasse com o
mesmo remedio, por 8 das, e no fim delles
voltasse p ra me -'ar outro e segurar a
minha cura, pois, julgava que me estava
tratando com sua receita ; logo que sahi de
seu cousultorio fui buscar outra garrafa
para continuar meu tramonto, faltaram-me
os recursos, ped passagem para a provin-
cia das Alagoas onde sxiste minha familia,
ah com o uso da segunda garrafa do seu
santo e maravilhoso remedio e banhos .sal-
gados tive a felicidade de me restabelecer
cabindo-me por fim todas as unhas e a
pollo de todo corpo.
Remocei inteiramente, regressei, no fim
de 4 mezes esta cidade e apresentei-
me ao medico com grande admiracSo
tocou-roe todo corpo e me disse, nilo te-
nha receio, est completamente curado,'
em seguida fui casa onde comprei
seu Elixir e dando-me a conhecer levou-
me em casa do Sr. Arruda e contando o
lea tratamento ficou admirado
No emtanto tem decorrido dous annos e
nio me tem apparecido cousa algums, do
que dou muitas gracas a Deus, o ente su-
premo, fayo esta cxposicSo para mostrar a
pura verdade, pena que todos nilo conhe-
cam este precioso remedio porque deixaria
a humanidade de soffrer horriveis males.
Portanto poder fazer o uso que mclhor
lhe aprouver desto meu escripto, summa-
mente lhe agradeco e felicito o pela sua
feliz descorberta e sou de V. S, respeitoso
e ob igado.Daniel Pereira dos Santis.
Estara sellado com urna estampilha de
200 rs. devidamente ioutilisada.
Reconheco a firma supra. Recife, 14 da
Fevereiro de 1884. Em testemunbo de
verdade (gnal) o tabelliSo publico inte-
rino, Jos Carlos de S.
N. 17
Francisco Evaristo de Souza, cavalhei-
ro das Imperiaes Ordena da Rosa e Chris-
to, condecorado com as medalhas ger&l da
oampanha do Paraguay, e outras, tenente
4o exercito, por Sua Magostado o Impe-
rador, etc.
Attesto que, estando soffrendo do figado,
aconselharam-me que usaase do preparado
denominado Elixir depurativo e restaur




:



1


\ I
Diario de PernambanSabbado 17 de Setenibro de 1587
dor do Sr. Angelino Jos dos Santo An-
rade, e applbando-o consegu fioar radi-
ealmente corado pelo que repato aquello
Elixir, am poderoso especifico para a refa
rida molestia; o qoejurarei se preciso fr.
Recife, O deNovembro de 1884. Fran-
cisco Evaristo de Sousa.
Estava sellado oom urna estampilha de
300 rs. e inutilisada da maneira seguinte :
Reconbeco a firma supra. Recife, 26
ie Janeiro de 1385. Era testemunho da
verdade (signal) o tabelliao publico, Apo-
Bnario Florentino de Albuquerque Mar-
He.
N. 18
Pernambnco, 12 de Marco de 1886.
Sr, Angelino Jos dos Santos Andrade.
-Soffrendo, ha mezes de urna terrivel go-
orrha e usado de oivers >s medicamea-
tos, o resultado foi nullo.
Acons-lhado por algaem a tomar o seu
Elixir Depurativo d Sangue, o qual me
restableceu completamente com duas gar-
rafas.
Aconselbo, pois, isso quelles que ti ve
rem o mesmo soffrimento, que usem seu
Elixir, pois que o tasia effioaz medica-
mento paru doensas ideticas.
Snm mais bou de Vmc. muito attencio-
io criado e obrigado.J. Nunes da Silva.
Estava sell,.da com urna estampilha de
duzentos ris devidamente inutilisada.
Reconbefo a firma supra.
Recife, 10 de Agosto de 1887.
Em testemunho de verdade (signal) o
tabelliao publico, Apolinario Florentino de
Albuquerque MaranhSo,
N. 19
Illra. Sr. Angelino Jos dos Santos An-
drade.Tendo soffrido muito de erysipela
bo espago de 18 annos e experimentado
am grande numero de depurativos que an-
nnn 'iam os jornaes desta cidade, nao tive
a felicidade de encontrar ao menos um le-
nitivo peridico ao mea soffriraeoto. Acon-
selhado a fazer uso do seu preparado
Elixir Depurativo depois da algumas
garrafas, encontrei o lenitivo ao soffrimen
to deixando de appareeer os acceesos cons-
tantes, desapparecendo a indisposicao que
me assistia, tornndome torte e disposto
para a minha vida artstica : craio mesmo,
at a corople'.a cura se nao fosse a inter-
vecc2o do uso que ta, porem anda con-
tinuarei a usar, e o resultado obtido de
ovo lhe participarei.
Reconheco a excellencia da seu prepa-
rado e pode fazer o nao que lhe convier
desta minha narracao.
Son oom estima e consideracJb de V.
S. attencioso criado e obrigado. Jos Joa-
quim de Freitas Tavares.
Recife, 23 de Abril de 1887.
Estava devidamente sellado com urna
estampilha de 200 rs.
Reconhejo a firma supra. Recife, 9 de
Agosta de 1887. Em testemunho de ver-
dade (signal) o tabelliao qublico, Apolina-
ri Florentino de Albuquerque MaranhSo.
N. 20
Recife, 26 de Maio de 1887.
Illa). f. Angelino Jos dos Santos An
drade -Tendo um pessoa de minha familia
sidoaccommettida ha 3 para 4 annos de
satoroago e outros incommodoa na laringe
ponto de scffrer horrivelment, o tendo
agotado a medicina, bem como remedios
easeiros e nSo tendo ebtido resultado al-
guna, a conse.lhus de amigos lanoou m&o do
seu Elixir Purificudor do Sangue -com
tanta felicidade, que somonte 2 garrafas o
restabeleceu de tSo perigoaa enfermidade
Destas poucas linhas que someate di
zem verdade, pode Vmc. fazer o uso que
lhe aprouver.
De Vmc. criado e obrigado, Agapito
Innocencio Poggi.
Estava devidamente sellado com ama
estampilha de 200 rs, devidametne inuti-
lisada.
R'conhego a firma supra. Reuife, 10 de
Agosto de 1887. Em testemunho de ver
dale (signal) o tabelliito publico, Apolina-
rio Florentino de Albuquerque MaranhSo-
Qaalquer p -ssda que tiver neoessidade
de infrmac8-a relativas a este preparado
pode dirigirse ra do Barao da Victoria
n. 37 que encontrar quem d todas as
explicacS-is necessarias.
Cuidado com as flaificac5es.
Oleo paro medira*! de Osado de
baeaiho, de Lmnan V Lemp
SOS
Tanto o figado como os pulmoes acbam -se ex-
postos e sujeitos s rem consumidos por urna en-
fermidade e ambos estes ergios, podem ser curados
m'diante o mesmo tiatameato. Os jornaes d<* me-
dicina nos asseveram que nada ha como o oteo de
figado de baeaiho para as molestias do figado.
Pjrm dada mesmo que a -utoridae medica Be
e nst-rvasse moda, os factos fallariam por si mes-
mo. Dentro do etpac l de n.ui poaco tempo muiros
casjs de eonsumico do figado, assim qualifieados
pelos princioaes mdicos foram curados com o ole i
puro roed ciual de figado de bacalhio, de Lanuian
4 K/'inp.
Nao nos cabe a nos o decidir se nos casos men-
cionados, o figado se achava ou nio ulcralo. O
certo que os mdicos assim c-rtificaram e tam-
bem que os dueates se poseram bong. Comtudo,
aconselhariamoa todos, que nao deixaesem para a
ultima oor* o tomarem este rem-di em considera-
cao das suas grandes virtudes medicinaes, seutpre
e todas as vezes que se apres 'ntem os symptouias
de desarranjos pulinoneres < u hepticos, deve-se
immeliatamrnte faZT uso d'elle. Obrando assim
pde-se flanear a salvaco do doente e a cura se-
r rpida.
O oleo puro medicinal de figado de baeaiho, de
Lsnman az Kemp encontra se venda em todas as
tojas de drogas as mais acreditadas, e na se de-
teriora d'-baixo de clima algum.
Encontra-se venda em todas as pharmacius e
drogaras.
Agentes em Pi-rnambuco, Henry Forster s C.
ra Uo Commerco n. 8.
O alano de eilraclo de ligado de
baeaiho de Cbevrler. no qual se acbam
todos os elementos efficazes do oleo de figado de
baeaiho, possue ao mesmo tempo as propriedades
teraputicas excel lentes dos preparados aleooli-
cos. Oom o alcool sustenta o poder vital, excita-o
e foroece mateiiaes de primeira escolba recon-
stituido orgnica ; em urna palavra refaz a tra-
ma animal e anima-a. O seu uso pais indicad >
as numeras circumstancias patbologicas que re-
sultam do empobrecimento do sangue.
R-comineulamol-o especialmente aos nossoa lei-
tores.
{Revue Medcale).
Toase con carros de amague
Um honrado negociante do Cerro Pellado, muni-
cipio de Pelotas (Rio Grande do Sol), achindo-se
gravemente atacado de urna enfermidade pulmo-
nar, tossindo c instantemente e algomas vezes com
escarroa de sangue, vio sua s..de recuperada com
o use de algum frascos dj Paran&AL dr Cambaba.
Esta maravilboaa cura assim attestada pelo
ex enf-rmo, que hoje gosa a mais mvejavel saude:
IIIid. Sr. Jos Alvares de Soasa Soares.
Pelotas.
Sutfrendo ha tres annos de urna toase pertinaz
com e^carros de sango;, com carcter de urna mo-
lestia pulmonar, e depois de todo o mundo aqui
julgar me perdido, resolv tomar o sea grande re-
medio Peoral de Cambar, e logo a toase foi de-
clinando, deixando de dt-itar mais sangue, as tor-
ca foram revigoraodo-se e hoje, gracas a Deas,
acho-me perfeitamente curado.
Pode faxer o uso que quizer desta minha irn
ca declaraco e creia-me, etc., etc.Antonio Luis
de Oliveira.
O referido medicamento cha te venda na
agencia a cargo dos Srs Franciaco Hanoel
da Mil va d; C, roa Marqu-z d'Olinda n. 23.
Franco 24500, meia duza 13* e duzia 244.
A agencia remette a quem ptdir, condicOes :m-
pressas para as vtndas por atacado.
--------------------.O----------------_
to portugaezes
A satiafacSu com que hoje vivo pela
saude recuperada, faz com que venha
imprensa agradecer aos coa, de vir en
contrar o v ^rdadeiro e nico remedio que
curou-me da terrivel enfermidade que ia
me consumindo ha mais de 20 annos, em
Portugal, onde fui tratado com esmero e
spmpre doente ; vi n para c em procura
da sauae, que recoperei tomando os verda-
deros pos ante hsmorrlioidarios do phar-
maesutico Lniz Carlos, e que se vendem
na corte, na drogara de Silva Gomes
&C.
A minha terrivel doenca era toda kemor-
rhoidas, fazendo esta publioacSo, guiando os
doentea para verdadeiro remedio, creio ter
eumpridoum dnver d-gratidSo a Deus pela
minha saude recuperada.
Santa Rosa, 28 di Janeiro de 1886.
Jos Lopes Esteves.
Deposito: Francisco Manoel de Silva
t C, droguistas a ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
EDITAES
Olinda
COMERCIO
Boimu mmerclal
OOTA^IH OFFICIAK8 DA JUNTA DOS COR-
RECTORES
Recife. 16 de Setembro de 1887
Cambio sobre Para, 60 d/v. com 1 3(8 0(0 de des.
cont.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigue*.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Hollnenlo nanearlo
asare, 16 de setembro db 188?
PRAQA DO RECIFE
Os bancos abrram com a taxa de 22 3/4 d. so-
bre Londres, notando-se poaco movimento.
Em papel particular fizeram transaccoes a 22
?/8d.
PRAC& I>0 RIO DE JANEIRO
Nao houve alteraco na taxa, que coutinuou a
ser de 22 3/4 d. sobre Londres.
Nada constou em papel particular.
As tabellas expostas aqu foram estas :
Do IaTuaacioiui.:
90 ijv oi#
-odres....... 22 3/4 22 1/2
Pans........ 418 422
Italia........ 422
Hamburgo...... 517 522
Lisboa e Porto..... 234 236
Priocipaes eidades de Porta-
gal.......... 241
tew-York...... 2220
Do Lohdoh Bajoe :
.90 dio visla
Londres....... 22 3/4
Paria........ 418
Italia........
Hamburgo...... 618
Portugal...... 234
Sew-York......
Do EaoLisu Bajik :
90 djv
Londres....... 22 3/4
Pars........ 417
-'Ulia........
Samburgo...... 517
Lisboa e Porto..... 234
Priocipaes cidadea de Porta-
gal........
Iba dos Acores .... .
liba da Madeira ....
22 1/2
422
422
'i3
236
2*220
vista
22 1/2
421
421
522
236
241
244
241
2f20
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva, ca-
valheiro da Imperial Or iem de Christo,
juz de direito do civel da comarca de
Olinda, por Sua Magestade o Imperador
a quem D'us guarde, etc
Paco saber aos que o presente edital virem, que
fiudas os dias da lei e pracas nos dias 6, 13 e 20
Ao8 moradorea de Olinda a directora do futuro mes d Oatubro vmdo-jro, se h.i de ar-
do Club 1 de Julho pirtifipa que tendo rematar por venda a quem mais der em prac* pu-
fiuu n r o it blica deate uizo, depois das respectivas audien-
contractado com a Corapanhia Ferro Car- cia8i Qg bJa Begaiatea \
ril, o transporta de passageiros do Keiit (jHg terrea sob n. 1, travessa de S. Jos de
a Olinda e viceversa, a mesma companhia Agua Fria de Beberibe, solo proprio, com 2 salas,
do Io de Setembro em diante estabelecer 2 quartos cozinha com copiar ao lado desta tendo
. .... j a casa 2 aoellas de frente, entrada lateral, com
um servico de diligeacias, que partido do pirtio deJ ferr0j frete de p(>dra e csIj com 22
Varadooro era Olinda a se encentrare a i pa|,n0s de largo e 55 de fundos, oites e reparti-
com os bonds em Santo Amaro, custando I mentos de taipa, coberta, precisa de reparos dos
cada viagem do Recife a Olinda OU vLe- Kaibros e o copiar de urna terca, tendo. casa um
... terreno ao lado que limita-se com a casa n. 2,
versa 300 rs., n-.lusive o transporte no
bond, e para os meninos at a idade de 12
annos 200 rs.
Os bonds da linba de S .nto Amaro em
corresponden ia com as diligsncias levarao
urna bandeira azul-
Certarae.ita os Dassadores de festa e mo-
radores de Olinda darlo preferencia as di-
ligencias nao s por economa cono tam-
bera por commodidade, tendo alm disso
a vantagem de saltar era qualquer ponto
at a estacao da ra do Brura.
Em outro lugar vai publicado o horario
das part las dos bonds e diligencias.
EXTERNATO
Para 19 meninas
21 RA DO HOSPICIO 21
Licoas particulires de trancis e d'aoglais
Entradas de assaear e alKodo
MRZ DE SBTEIIBBO
Asnucar
Entradas Das Sacc-as
E nao havendo lancador que cubra o preco da
avaliaco, a arrematacao se far pelo preco da
sdjudicaco, na forma da lei.
E para que chegue ao conhecimento de todos
maadei passar o presente edital, que ser publi-
cado pela imprensa e afiliado no lagar dos cos-
tume.
Cidade de Olinda, 10 de Setembro de 1887.
E eu, Joao Theodomiro da Costa Mooteiro, es-
ciivo, o eacrevi.
(Estava sellado com duas eatampilhaa de 200
ria).
Jos Antonio Correia da Silva.
com 92 pal'jio8 e ao lado do nascente ie dita czsa
um terreno de 26 palmos, e fundos 225, divertaa
arrores do fruto, cacimba commum s casas ad-
j a.lentes, aval i ad a por fiOaXX 0.
Casa terrea sob n. 2 da mesma trawcssa, com 2
janellas 1 porta de frente, 2 salas, 2 quartos,
coainha, tudo em mau estado, oobe/ta soffrivel,
frente itos d--
teipa, tendo o oito do lado do ascente cabido
ni aala da frente, com 25 palmos da freaM u 56
Je fundos, com teireno ao tundo na largara da caca
com 225 palmas de fundo, arvoroa d %icito
avallada em 100*000.
Casa terrea sob o. 3 da mcsina taavessa, cem
frente de pedra e cal, oitoes e rep taipa, com 2 salas, 2 qusrtoa, cosinba e copiar.
necessitando de alguna reparos, com 2 janellas de
frente, entrada lateral, oom 18 palmos de frente e
55 de fundos at o limite do terreno adjacente
mede 400 pal us de trente a limitar-se com urna
ra projectada e fuados 225 palmos, arvores de
fructo, avliada por 1:000*000, penhorados por
execucSo de Jos Mara Maciado contra a viuva
e herdeiroa de Domiugoa Jas Fcraaudes.
Barcacas ...... 1 15
Via-ferrea de Caruar 1 15
Aaimaes...... 1 15
Via-ferrea de 8. Francisco 1 14
Via-ferrea de Limieiro 1 14
Entradas
Somms.
Algoiao
3 358
190
544
4.484
1.152
9.728
Dias Sacca
Barcacas.....
Vaporea.....
Via-terrea de Caruar .
Animaos.....
Via-tenea de 8. Francisco
Via-ferrea de Limoeiro .
4 15
a 15
15
15
a 14
14
1.611
3.309
92
2 468
325
1.087
Sorams.
8.892
Frelamentus
Foram fechados bontem os do patacho aueco
/duna e lugar ingles Vidonia, o primeiro para car-
regar carocas de algodo na Parabyba, com des-
tino a Liverpool, na razo de 28/9, e o segundo
para carregar no Rio Grande do Norte, com dea-
tino aos Estados-Uuidos, asaucar a 25/.
Paula da alfandeca
SBHAHA DI 12 A 17 DB SETEMBRO DB 1887
(Vide o Diario de 11 de Setembro
navios a eara
Barca nacional Mar'ianninha, para o Ri Grande
do ai-
Barca noraeguense Union, pan Santos.
Patacho ingles Tiber, para os Estados-Unidos.
Vapor allemao Baumwil!, para Liverpool.
Vapor nacional Giqui, para Fernando de Noro
Colaran de aaiurar
(Para os agricultores)
Por 15 kiloe
tranco, os melborea que
apparecem do mercado,
regulara de ....
i.* aorte boa.....
3.a regalar.....
Hmidos e baixoa .
Smenos......
Msscavado.....
Bruto.......
Rtame......
2*200 a ^400
1*900 a 2*100
1*700 a 1*8)0
1*500 a 1*700
1*300 a 1*400
1*040 a 1*100
nha.
*Vavio A deseara
arca noraegaense Nina, carvio de pedra.
Barca noruegaenae fetrus, madeira.
Barca nacioual Mara Angelina, gorduras.
Barca nacional Marinho XI, gordaras.
Barca DOrueguense JSxpedit, varia gneros.
Barca noraeguenae Viva, carvo de pedra
Barca noruegnenae F. A. Muneh, carvo de pe-
dra.
Bngue noraegaense Hardi, carvo de pedra.
Lugar ioglez Wanderer, varios gneros.
Lugar iugles ary Ann, carvo de pedra.
Patacho ingles -few Dominion, baeaiho.
Patacho nacional Francoln, xarque.
Patacho alternad Anlelope, varios gneros.
Va^or nacional Mandahu, varios gene os.
Memorial
Est marcado o da 29 da corrate para ter lu-
gar a reunio da aasemb companhia doa Tbilhos Ubbanos do Rbcivb i
Olibda e Bbbebibb, na qual sero apreseotadas as
cuntas, lidos o relatorio da directora e o parecer
da cominisao fiscal e eleita a nova commisso fis-
cal que fuaccionar por um anuo.
Colaro de alajadao
Houve offertaa de 6*400 por 15 kilos para o de
1 aorte do serto.
Em 23 do corrente, termina o prazo de 30 diaa
concedido aos subscriptores da nova emiasao de
actes para o levaotamento da fabrica na Torre,
perteucente a Compahhia db Fugo b Tbcidos db
, Pebbambdco, para nagamenta da segunda presta-
*90t a 1*000 ^so na razo de 25 0/0.
*700 a *S00 _
At o dia 29 do corrate, devem os accionistas
da Companhia lb EditicacIo entrar com a oitava
prestaco. na raaa de 10 0/0 sobre o valor das
respectivas accoes.
Aos accionistas da Estbada de Febbo do Ribei-
bo ao Bohito foi marcado o praio de 60 dias, a
coutar de 4 de Agosto, para realizarem a 7.' en-
trada de 10 0/0 de suaa acedes.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setemb-o
vindouro, sero substituidas na Thesoubabia db
Fazenoa as notas do valor de 2*000 da 5.* estam-
pa, 5*000 da 7.* e 10*000 da 6.
ImportUico
Vapor nacional Seryipe, chegado da Baha e es-
calas, em 16 do correte e consignado a Domingos
A Ivs Matbeus; utaniestoii :
Asaucar 2356 saceos a Pereira Carneiro & C.
A'godo em rama 150 saccaa a Jos de S Lei-
to.
Birricaa vasias 370 4 ordem.
Couroa seceos salgadoa 584 a Pereira Carneira
& C, 144 a H. Nuscb 6 C.
Pelies com cabello 33 amarrados a H. Land-
gree 4 C. .
Sola 420 1|2 a H. Nusch &., 450 a Ferreira
Rodrigues & C 360 ao consignatario.
Tamancoa 5 fardos a Soarea d'Amaral & Irmoa
Paquete inglez tiondego, chegado de Montivida
e scalai, em 16 do corrate e coosignado a Amo-
rim Irui is j C ; manifestou :
Xarque 1663 fardos a Pereira Carneiro C,
416 a Maia &. Rezende, 418 a Amorim Irmos
*C.
Patacho allemo Anlelope, chegado de Hambur-
go. em 15 do correte e consignado a Guimares
ce l'enn-iii; manifestjn :
Auaoatraa 1 volume ordem.
Barras de Ferro 727 a Albino Silva & C.
Brabante 4 fardos ordem.
Camas de Ferro 1 volme a Carloa A. Vaader
Linden.
Cimento 500 barricas a V. Ferreira de Albu-
querque Naacimeoto.
Cevadioba 23 garrafoea a Carvalho Orveja 50 caixaa a Ferasndea t lrinios, 70 a
ordem, 80 a Paiva Valente C, 60 a Affonso
Oliveira & C, 40 a Joo Fernandes de Almeida,
25 a Esoaty Rodrigues 4 C, 100 aos consigna-
tarios.
Espoletas 1 caixa a A. D. Carneiro Vianaa.
Ervilbaa 15 garratoe a Cirvalbo & C.
Qenebra 45 canas a ordem, 20 a Esnafy Ro-
drigues 4 C, 30 a Paiva Valente z C-, 30 a
Costa S Medeiros.
Oarrafoea vasios 1,299 Jaos consignatarios.
Mercadorias diversad 1 rolume a Cmrad Was-
ksman, l a Affooao Oliveira & C.
Plvora 200 barra a W. Htlliday 4 C-., 25 a
Prente Viaaoa Papel 2 caixas a Esaaty Sodrigues 4C.
Phosphoros 45 caixas a ordem, 20 a Soasa
Casto Amor i m 4 C, 10 a Fernandes da Costa 4
C, 10 a Atfonao Oliveira & C. 5 a Antonio Duar-
te SimSea 4 C, 25 a.Prente Vianaa & C., 15 a
Soares do Amaral Irmos A C.. 5 a Esnaty Ro-
drigues <5c C, 30 aos consignatarios, 10 a Fer-
reira & Irma, 5 a Costa Lima 4 C.
Papel de embrulho 315 fardos a Affonso Olivei-
ra ce C, 322 a Joaquina Ferreira de Carvalbo 4
C, 23 a Esnaty Radrigues 4 C, 5 a Guimares
Cardoao ce C., 5 a ordem.
Pimenta 10 caixaa a Costa & Medeiros.
Sag 15 garrafoes a ordem, 20 a Francisco
Quedes de Araujo.
Vidroa 11 volamos a ordem.
Velas 6 caixas a Esnaty Rodrigues -fe C.
Exportaco
aacira, 15 db setembro db 1887
tora o exterior
Nao houve despacho.
Para o interior
Na barca nacional Marianinha, carrega-
ram:
Dom Jos Pereira da Silva Barros, por
Mert de Deus, e da Santa S Apnsto-
lici, Bispo de Olinda, do Conselho de S>
M. O Imperador etc.
Pasemos saber, que resolvemos pdr em concurso
as segaintes freguezias vagas deste Bispado : San-
tissimo Sacramento de Santo Antonio do Recife,
Noesa Senhora dos Prazeres de Marangu i e, Nossa
Seuhora da Conceicode Itamarac, Nossa Benbora
do D 'aterro de Itamb, Nossa Senhora da Luz,
Sanl'Anna de Gravat, S. Miguel de Ipojuca,
Nossa Senhora do O' do Altinho, S. Jos do Kie
Formozo, Nossa Senhor-i da Conceico de Alagt
de Baixo, Nossa Senbora da Sade de Tacaral,
S. Jos de Belmente, Boin Jess dos R> med-os de
Atogados de Ingazeira, Nossa Seuh >ra da Conei'i-
co do Paje de Flores, Bona Jess dos Aflictos de
Fazeoda Grande (Floresta), Santa Uaria Raioba
dos Anjos de Peirolina, Nossa Senbcra da Assump-
Co e S. Goncaln de Ci.br. li, Santa Mara d* Boa
Vista (alto serto), Nossa Senhora das Montanhas
de Cimbres, Sant'Aona de Leopoldiua, Sauto An
finio de Salgueiro, Nossa Senbora da Conceico
da Pidra, Bom Jess dos Aflictos do Ex, Nossa
Senhora do 15 m Conselho de Granito, Nossa Se-
nhora da Conceico do Beile Jardim, Nossa Seuho-
ra da Conceico de Aguas Bellas, Jess Mara
Jos de Papacaca, e Nessa Seobora da Conceico
de Correntes ; nesta provincia de Pernambuco :
Bom Jess do Pasao de Camaragibe, S. Luiz de
Quituode, Nossa Senbora da Conceico de Matta
Grande, Sant'Anna de Ipnema, S. B-nto de Por-
to Calvo (Vlaragogy), Nossa Senhora da Apresen-
laco de Porto Calvo, Noeaa Senhora da Csweaioao
de Porto Keal do Collegio, Bom Jeaus do Boin Fim
da Asaembla, Nossa Senhora do Bom Couselho a
Laga Funda, S. Joo Baptista da Egreja Novae
S. Francisco de Borja de Piassabuss, na provin-
cia das Alagdas : Nossa Senhora da Conceico
da Villa do Conde (Jacocx), S. Miguel da Babia da
Traic', Nossa Senhora d.i Conceico de Gurinbem,
Nossa Senhora da Boa-Viagem de Alagoa Grande,
Nossa Senbora da Conceico o Brejo de Areia.
Nossa Senbora da Luz '!- Independencia (Gu->ra-
bira), Nossa Senbora da Luz de Pedra Lavrada,
Nossa Senbora da Guia de P.Uos, Nossa Senbora
ds Milagrea do Brejo do Cruz. Nossa Senbora
dos Remedios do Catle do Rocha, Nossa Senhora
do Bom Successo de Pomoal, Santo Antonio de
."ane, Nossa Senhora da Conceico de Piauc
Nossa Senhora do Bona Conselbi de Plane. Nasas
Senbora da Conceico de Misericordia, S. Jos de
Piranbas, Bom Jesas do Bjui Fim de Serra da
Kaiz, Nossa Senbora da Conccica de C Grande, e S. Seba.-tii de Picuby, na provincia
da Parabyba: Nosst Seuhira da Conceicj de
Macabyba (out'ora S. Goncalo de Amarantbo),
Nossa Seuhora da Conceico de Mac tu, Saat'Anua
de Mattos, S. Joo 13 prista do Ass, Nossa Se-
nhora da Conceico io Azcvedo (Jardim),S-ol'Au-
na do Sendo (Priucip ). S. Joo Baptista de Por
to Alegre, Nossa Senhora da Cmceifa de Pao dos
Ferros, S. Miguel de Pao dos Ferros, S. Joo Bap-
tista de Ares, N-ssa Seuhora da ijonceico de Nova
Cruz, e Sant'Anna de Curiaes Novos, na prjvincia
do Rio Grande do Norte.
Todo o Reverendo Sacerdote ou Clrigo, que
preteuder alguma destas fregueziaa, dever apre-
sentsr o seu requerimeuto instruido com documen-
tas, na forma de direit que comprovm as suas
habiliUcot's, vid, costume, e servic-s; e na nos-
sa Cmara assignsr termo dentro do prazo de
60 clas a contar desta data, findo o qual ueohum
documento aera mais recebido : o no da 30 do
mee de Kbvetnbro drsfe auno se proceder ao coo-
curso, no qual os concurrentes faro um exposi
klo ou homila sobre e texto do Evangeiho, que
laiguarmos, e retp.udrro a 9 casos de Moral e
(.'oBSOiencia. leito o concurso, propoiemcs os mais
iupos dos appruvadB a S. M. Imperial, na lo m
do o. stuBie. Dado, ra nosso Palacio da noledade
da cidade do Recife, ao 1 de Setembro de 1887
Ca padre Valeriano de Alleluia Correia, escrivo
da Cmara Eccleaisstica, qua-o eacrevi.
^i Jos, Bispo Diooesan,
O Dr. Joaquim da Costa R beiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Re-
cite e seu termo, capital da provincia
de Pernambuco, por Sua Mag-sude I u
perial e Constitucional o Sr. D. Pedro
II, a quem Deus gu.rcle, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
dVlle noticia tiverem, que findos os dias de pre-
goes e as pracas legaes e na audiencia deste juiao
do dia 24 de Setembro prximo, ir praca por
venda a quem maia der e maiar lance cfl'erecer, o
bem constante do respectivo auto de avaliaco, a
saber : A parte do sebrado de um andar ra
da Penha n. 31, com duas portas de trente, tendo
o 1.* andar c m varanda de ferro, 2 salas, 2 quar
ios, coznba fra, medindo de comprimento 80 me
tros e 6 centmetros e 10 metros ae largura, sen-
do o andar terreo um armazem com 2 portas, pe-
queo quintal morado, ca-inba. avaliado todo o
predio ua quantia de 4:0 "*, sendo a parte do
executado uo valor de l:450fo68.
E nao bavendo lancador que cubra o preco da
avaliaco, proceder-se-ba nos termos da adjudica
cao na forma da le. A parte do predio cima
descripto foi peohorada e vai ser vendida em has-
ta publica para pagamento da aeco execativa
que move a mesa reg'dora da veneravel Ordem
Terceira de Nossa S> nbora do Carmo, contra Luiz
Antonio Pereira e sua mulher.
E para que chegue a noticia a todos mandei
passar o presente edital, que aera afiliado no lo-
gar do ostume e publicado p ta impreasa.
Dado e pnssado nasta cidade do R-'Cife, aos 13
dias do mea de Agosto do anno do Naacimento de
Nosso Senhor Jess Cbristo de 1887.
Eu, Felicissimo ae Azeredo Mello, escrivo, fiz
escrever e subscrevi.
R*cife, 13 de Agosto de 1887.
Joaquim da Cesta Ribeiro.
Para Pelotas, F. M. da Silva t C. 20 caixas
com 500 kilos de leo de ricino.
Na barca Dorueguenso Union, carregaram :
Para Santos, F. Casco oz Filho 301 saceos
com 22,800 kilos de asaucar cuascavado.
No vapor allemo Rio, carregaram :
Para Santos, P. Alves ce C. 70 barricas com
4,20'J kilos de assucar refiuado.
No vapor nacional tara, carregou :
Para Babia, M C Lopes Viauna 2 caixaa com
120 kiloa de doce.
No vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
Para Manos, II. Oliveira 30 barricas ora
2,226 kiloa de assucar braaco e 20 barris com
1,920 litros de agurdente.
Para o Para, C. Burle 53 barricaa com 4,460
kilos de assucar branca.
No vapor allemo Baumwail, carregou :
Para o Para, J. H. Boiwell 2,192 saccoa com
164,400 kilos de asaucar mascavado.
No vapor nacional Jaeuhype, carregaram :
Para Bahia, P. Alves 4 O. 12 loUs com 720
kiloa de assaear refinado.
Olabelro
BBCBBIDO
Pelo vapor nacional Sergipe, de Penedo, para :
Rodrigues Faria 4 C. 340*000
Pelo vapor ingles Mondego, do Rio de Ja-
neiro, para :
London and Braailian Bank 50:000*001)
Manoel Teixeira < C. 2:000*000
2" seceo. Secretaria da Presidencia de
Pernambuco, em 13 de Setembro de 1887.
Por eBta secretaria se faz publico de cinformi-
dade com o art. 137 do regulamento annexo ao
decreto n. 9420 de 'S de Abril de 1885, o rditsl
abaixo toanscripto pondo em concurso com o
prazj de 30 dias os officios de 1 tabelliao de
notas e esjrivo do civd crime, capellas e resi-
duos do termo de Garanhuns.
Pedro Francisco Correia de Oliveira.
EDITAL
O tenente-coroncl Joo Correia Brasil, juiz mu-
n eipal segundo substituto do te mo de Gira-
uhuus, comarca do mesmo nome, nomeado em vir
tude cita le, e em pleno exercici", por estar no
goso de licenca o actual Dr. juiz uauuicipal,
etc.
Paz saber aos que o presente edital virem e
delle noticia tiverem e a qu-m interessar possa,
que acbando-se o cartorio de primeiro tabelliao do
publico judicial e notas, e escrivo do civel, crime,
e-.pei.as e esiduos deste termo, creado em virtu-
de da lei provincial n. 22 de 6 de Janeiro de
1836, vago por falle ment do respectivo serven-
tuario, alteres Ag istinho Ferreira da Silva Aze-
vedo, convida os pretendentes aos respectivos ofH-
cios a apresentarein Seua requenmentos dentro do
praso de 30 das, como dispoo o art. 1* do decrete
u. 3322 de 14 de Julho do corrente anno, combi-
i lo om o art. 11 do decreto n. 817 de 30 de
Agosto de 1851. e art. 7 do deirelo n. 9344 de 16
de Dezembrode 18 4.
Outrosim, faz maia saber tambem aos preten-
dentes que seus requerimentjs devem vir instrui-
dos com rmme de sutScieocia, de conformidade
com o dispoto no decreto n. 8276 de 15 de Outu-
bro 1881, e mais formalidades exigidas no art. 14
do citado decreto n. 817 do 30 de Agosto 1851.
E para que cheque ao conhecimento de todo9,
mandei passr o presente, que ser nffixado no
lugr mais publico e do Costume, e delle se extra-
bir copia para asr remettida ao Exio. Sr. presi-
dente da provincia para o fim indicado no art.
157 do decreto n. 9120 de 28 de Abril de 1885,
com declaraco do dia da affixacao e publicaco
do presento -dital, o que ser certificado pelo
porteiro dos auditorios, como determina o art.
153 do citado decreto e 28 de Abril de 1885.
Dado e passado nesta cidade de Garanhuns, aas
5 de Setembro de 1847.
Eu, Theophilo Ferreira da Silva Azevedo, es-
eiivo interiuo o eseravi.Joo Corma Brazil.
E uada mais s^ ecnrioha em dito editU aeun co-
piado do propno origiual ao qual me reporto e dou
fe. Eu, Tnecpbilo Ferreira da Silva Azevedo,
escrivo interino o escrevi.
Cerlifico iq iis que pelo porteiro interino dos
auditorios me foi entregue a certido da affixieo
do edital retro, a qual do theor seguinte :
Joaquim Evaristo Bezerra dos Santos, ofHcial
dejustica e porteiro interino dos auditorias de
O.raiihuns,' m virtude da lei, etc.
Certifico que affixei na porta da casa da Cma-
ra Muuic;pa desta cidade, boje, o edital con vi
dando os pretendentes aos otfieos de justica. vagos
por fallec.ni nto do serventuario, alteres Agosti-
obo Ferreira da Silva Azevedo. O referido
verdaie. Doa f. G*ranhua*, 5 de Setembro de
1887. O porteiro interno dos auditorios, Joaquim
Evaristo Bezerra dos Santos.
B nada mais se continba em dita certido cima
transcripti do prnprio original, ao qual me re-
porto. D u f. Escrevo e assigno. Eu, Tbeo-
philo Ferreira da Silva Azevedo, escrivo inte-
rino o escrevi. Couforme. O escrivo interino,
Tbeopbilo F. da Silva Vzo/edo.
SB^^S^^^MBMBBB^^
IitlLARACOES
2 seccio. -Secretaria da presidencia de
Pernambuc., em 15 de Setembro de 1887.De
ordem do Exm Sr. presidente da pr .vinea fago
publico, para os devidos effeit.>a, que ao provi-
mento dos oflieos de escriv. de orpbos, ausen-
tes, da pr^vedoria de capel las e residuo, do ter-
mo do Brejo, concorreram, no prazo legal, os Srs.
Tbomaz de Aqui o M>ciel de Almi-ida e Elias
Francisco Bastos Filho ; fra do citado prazo os
Srs. tenentes Belmiro Alves d Carvalho Azevedo
e Joaquim Cordeiro FalcAo.
Pedro Francisco Correia de Oliveira.
Recebeduria Provincial
O administrad ir da Recebedona Provincial faz
publico para scieocia dos respectivos contribuin-
tea, que por determiuaco do Illm. Sr. Dr. inspec-
tor do Tbesouro, Sea prorogado at o fim do cor-
rete raez, o prazo concedido para o pagamento,
livre de multa, das anuuidades e mais servicos
da R-cife Drainage Company, relativos ao 2* se-
mestre do exercieio de 18^6-87.
Rccebedoria Provincial de Peruambaco, 15 de
Setembro de 1887.
Francisco A. de Carvalbo Moura.
Sania casa da misericordia do
Recife
A Illraa. junta administrativa d-s!a santa cata
contrata cam quem m-ihon-s vant>.gens offerecer,
o tornccimenta dos gneros abano declarados,
para o consumo dos estabeleciinentos A seu cargo
durante o trimestre de Oulubro Dezembro do
corrente auno.
Aletrla, kilos.
Arroz, dem.
Agurdente, litros.
Azeitc doce, dem.
Araruta, kilos,
'ssicar de X, 2a e 3 sarte e turbinado, kilos.
B-Cilho, dem.
Baoba de porco, idem.
Batatas, idem.
Cb, dem.
Caf em grao, idem.
Carue secos, dem.
Cbala, cento.
Farn ha de mandioca da provincia, litros.
Feijo, idem
Fumo do Rio, kilo.
i-it. lita.
Dito iuexplosive!, idem.
Milbo, kilos.
Manteiga francesa, dem.
Potassa, idem.
Pao e bolacha, idem.
Rap, dem.
Sabo, dem
Sal, litros.
Tapioca, kilos.
r uciubo, idem.
Velas de carnauba, dem.
Ditas st urinas, dem.
Viuho brance, litros.
Diio fi >;ueira, dem.
Dito do Porto, idem.
Vinagre, idem.
As propostas devero ser apreseotadas na sala
de suas sessoes, em carras fechadas, devidamente
selladas, at as 3 hora? da tarde da dia 20 do
corrente, declarando os oropjn-'ntes sujeitarem se
a u na mulla de 5 0/0 sobre o valor total do for-
uecimeuto, se no prazo de tres dias nao compare-
cerem a esta secretaria para assignar oe respecti-
vos contratos.
Seeretana da santa casa de misericordia da
Recife, 16 de setembro de 1887.
O oflicial interino,
Fr^icisco Gomes Castellao.
46 columnas a 600 ria 27*600
42 compartimentos de farinha a
500 ria. 21*000
42 ditos de comida a 500 ris 21*000
116 ditos de legumes a 400 ris 46*400
56 ditos de faaendas a 400 ris 22*400
36 ditos de suioo a 700 ris 25*200
22 ditos de tressuras a 600 ris 13*200
2'.I talbos a 2* 40*000
16 ditos a 1* 16*000
A Oliveira Castro 4 C.:
108 talhos a 1* 108*000
: leve ter sido arrecadada neatts dita
a quautia do 386*280
Reudimeuto dos dias 1 a 14 2:872*060
Foi arrecadado liquido at hoje 3:258*340
Preyoa do dia :
Carue verde de 20J a sOO ris o kilo.
Carueiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ria idem.
fanuba de 240 a 320 'is a cuia.
Milbo de 240 a 320 ris idem
Feijo de 640 a 1*000 idem.
Coiupunhla dos Trilhos Irba
nos do Recife a Olinda e Ke
beritee.
De oredem do Exm. Sr. Dr. Pi 'dente da As-
semb'a Geral, convido os Srs. accionistas a as-
sistirr'in. uo dia 29 do corrente mez, no lugar o s
horas do costume, sesso da assembli geral or-
dinaria, na qual, segundo os nossos Estatutos,
sero apreseotadas as contas, lidos o relatorio da
directora e o parecer da eoinmisso fiscal o eleita
a nova commissa fiscal que fuaccionar por am
anuo.
Secretaria da Assembla Geral da Companhia
de Trilhoa Urbanos do Recife a Olinda e Bebe-
ribe, 13 de Setembro de 1887.
Jos Antonio de Almeidt Cunha,
Secretario.
HeadlmeuloN pblicos
MBS DB SBTBBBBO
Aljandsya
Renda a-eral
Oe 1 a 15
dem da 16
Renda provincial
De 1 a 15
Idaat de 16
Rscebedoria geral
e 1 a 15
dem ue 16
473:1014283
42:873*001
515:974*284
43.922*931
4:221*018
------------------86:1431949
20:318*054
236*131
tieoebedoria p.vtfiaitu
Oe 1 a 15
dem da 16
Recite Drainage
Oelalb
Ideo da 16
9:340*378
258*989
35:459*791
984*934
564:118*233
20:354*185
9:599*367
36:444*725
Herrado Wuuirlpal de S* Joe
O movimento deate Mercado uta dias 15 e 16 de
Setembro foi o seguinte :
Kniraram :
70 bois pesando 10,712 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 38 ditos de 1* qualidade, 4 ditea de
2* e 28 ditos particulares.
704 kiloa de peixe a 20 ris 14*080
81 carga* de farinha a 200 ris 16*200
24 ditas de fructaa diversas a
300 rs. 7*200
15 taboleiros a 200 ris 3*000
25 Sainos a 800 ria 5*000
Foram ocenpadoa :
Foram abatidas uo Matadouro da Cabanga 92
rezea para o conaumo do dia 17 de Setembro.
Sendo: 64 reses pertencente a Oliveira Castr<,
je C, e 28 a diversos.
F.mbarrar6ea artas* ato porto em
de Setembro
ACIOHAX8
Ceciliaconaig. Pertira Carneiro & C.
Francoliu Amorim Irmos 4 C.
Giqui Companhia Pernambucana.
Jaguaribe Companhia Pernambucana.
Lamego(canhooeira de guerra).
Marianninhaconsig. Saltar Oliveira 4 C.
Marinho XI Jos da Silva Loyo & Filho.
Mara Angelina Loyo 4 Fi.ho.
Mandaba Companhia Pernambacana.
Pirapama Companhia Pernambucana.
Sergipe Domingos Alves Matbeus.
BSTBANOEIBAB
Anne Branschweig- conaig. ordem.
Aune Mario ordem.
Antelope G. Perman.
Banmwall J. H. Bowxell.
Cbristine Baltar Oliveira & C-
Darpa ordem.
Expedit Fonaeca Irmos 4 C.
Erato Johnaton Pater 4 C.
Pides ordem.
Garfield- Niemeyer Cahn 4 C.
* Idona Hermn Luudgrin 4 C.
Hardi Wilaon Sons de C.
Jorgen J. Iots ordem.
Lurliae ordem.
Moodego Amorim Irmos 4 C.
Mary Aun Baltar Oliveira 4 C.
Nina ordem.
Nelly ordem.
New-Dominion ordem.
P. A Munch Henry ForBter & C.
Petras Pereira Carneiro 4 C.
Tiber a Saundera Brotbera 4 C.
Taritta Hermn Lundgrin 4 C
Union H. Landgrin 4 C.
Vibilia Hermn Lundgrin.
Vedania Saundera Brothers 4 C.
Viva Wilsou Sons 4 C.
Wanderer Fonaeca Irmos it C.
' O signal indica ter a embarcaco sabido.
Vaporea m entrar
DOS POBTOS DO StTL
Sergipehoje.
PernamOucohoje.
Portugalamanh.
Ville de Cearauiauh.
Marinho Viacondea 25.
Fnancea 26.
Camilloa 27.
Tagusa 29.
DOS POBTOS DO BOBTB
Espirito Santoa 23.
A BDBOFA
Ville de Pernambuco 21.
Nevaa 24.
Aconcaguaa 25.
DE HAMBUBQO POB LISBOA
Riohoje.
DE LIVBBPOOL
Authora 19.
DB HEW-POBT
Alliancaa 4 de Outubro.
Vaporea 4 aablr
Portugal amanb, ao meio dia, para Bordeaux t
escala.
Ville de Cearamanb, as meio dia, para o Ha-
vre.
Roamanb, s 4 oras da tarde, para Santos e
escala.
Giqui a 20, ao meio dia, para Fernando de
Noronha.
Sergipea 20, s 5 horas da tarde, para Bahia e
escala.
Ville de Pernambuco a 22, s 4 horas da tarde,
para Santcs e eccala.
Navio* 4 entrar
Charityde Cardiff.
Concordiade New-Castle.
Catherinede Cardiff.
Germaniade Memel.
H. Ingersel Justinedo Rio de Janeiro.
Ibisde New-port.
Josvade Cardiff.
Kronsdo Rio de Janeiro.
Kaffir Cbieffde Cardiff.
Mariedo Ro de Janeiro.
Mariettado Rio Grande ds Sal.
Marinho Ido Rio Grande do Sol.
Manjanillade Montevideo.
li o violento do porto
Navios entrados no dia 16 de Setembro
Buenos Ayres e escala15 dias, vapor idgkes
Mondego de 1464 toneladas, commandaote J.
D. Spooner, eqnipagem 72, carga varioa gene-
ros ;a Amorim Irmos & C.
Lourenco Marques (frica)32 dias, patacho sue
co Ilnaa de 193 toneladas, capito J. A. Ar
vidwon, f quipagcm 1, em lastro ; a H. Lana
gren K C.
Babia8 das, brigne inglez Auna Maras de
243 toneladas, capito R. H. Fitzwalter, eqai-
pagem 9, em lastro; ordem.
Rio de Janeiro13 diaa, brigae noraegaense
Taritta de 281 toneladas, capito K. Kound-
sen, eqaipagem 9, em lastro ; a H. Landgrren
4 C.
Londres 53 dias, barca inglesa Lurbine de 761
toneladas, capito J. Sibbons, equipagem 19,
carga varios genoros ; ordem.
Sahidos no mesmo dia
Southsnapton e escala Vapor ingles Mondego
commandente J. D. Spooner, carga varios g-
neros.
MacuEscuna dinamarquesa Fides, capito
C. Jenseo, em lastro. .
Parahyba-Patacho aueco Idnna, capito J. A-
Arvidsoo, em lastro.
Observac3o
Procedente de Londres e com "H 'gn'
arriboa a este porto hontem aa 4 horas da tarde a
barca inglesa .Lubine. por achar-se doente o sea
re"ata navi*Pdestnaxa se a New aVidudia.
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Diario de PernambncoSabbado 1T ae Setembro de 1SS7
ir
t


Obras Publicas
De ordem do lllm Sr. eng>-nb iro director geral
das Obras Publicas e de conf .irinidadi- com a an-
toiisaco de S. Exe. u Sr. presidente da provincia
de 13 e 20 do c .nenie, faco publico que oo dia 15
de Setembro, ao mei') da, na mesma repan ic.i,
recebe se propost >s para exccuco do reparos da
cadea da cid .de de Nasar.-tb, oreados em......
426*800, do predio provincial que serve de escola
publica na villa de Birreir a, na importancia de
506*1)00 e dos de que necessita a cadeia as cidad-
de Ujyauna, no valor do 2:9774806.
Os orcamentos e clausulas speciaes para os
respectivos contratos a -hau se nesta secretaria
para serem examiuados por aquellos qae pret.-u-
derem arrematar ag -neJia obras, de accordo com
o que dispS- os artigos 70 73, 89, 90, 92, 97
101, 106, 115 116 do r. guUmento de 20 de Junho
do correte anuo.
Secretaria da repart,ao das Obras Publicas de
Pernambuco, em 27 de Agosto de 1887.
O engenbeiro secretario,
Joaqun) Gonv s de Oliveira e Silva.
Diligencias k Olintla
Horario
3

6 25
7.L-5
8.25
9.25
10.25
12.25
2.20
3.20
4 20
.,..'<>
6.2J
7.40
8.40
9.40
> GQ
< <

B
,
6.45 6.45
7.45 7.45
8 45 8.45
9.45 9.45
10.45 10.45
12.45 12.43
2.40 2.40
3.40 3.40
4.40, 4.40
5.40 5.40
6.40 6.40
8.00 8 00
9.0J 9.00
10.00 10.00
te
7.05
8.05
9.05
10.05
11.D5
1.05
3.0
4.00
5.00
6.00
7.00
0.20
9 SU
10.20
a
Thesouraria de Fa-
zenda
Pgame.ito de costuras
De o.-dem do lllm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 21 do crreme mes, s II horas da
manha, serao pagas uo Arsenal de Guerra as oe-
Qis costuradas para o memo, duiante a segunda
quinzena do mes da Agosto ultimo.
Thesouraria de Pazenda de Pernambuco, 15 de
Setembro de 1887.
J. Herm>eene8 de Oliveira Amaral
Companhia de Edifi
Cago
(Jornianico ais Srs accionistas que por deli-
beraco da directora foi resolvido o recolhimento
da oitava prestacao na razio de 10 por cento sob
o valor das respectivas accoes, o quildever rea- l
lisar-se at o dia 29 de Setembro prximo futuro.
Recife, 29 de Agosto de 18->7.
Ricardo Menezes,
Gerente.
S. II. J.
I
ret;os
Recife Olinda e vice v.r.-a inclusive
o bond ......... 300 rs.
.Mininos at 12 annos inclusive o bond. 200 rs.
Estrada de ferro de Ri-
beirato ao Bonito
Fago saber nos senbores accionistas desfa im-
presa, que apenas rpalisHram a quarta entrada de
10 0,0 de su.s kccoes. constantes Jas ciutelias
ns. 6, 10, 11. 29, 87, 109, 111 e 131, qu em face
do que disude o n. 1 do are. 9 dos estatuto*, Sea-
Ibes marcado o prazo de 20 dias, a contar de 15
deste mez, para rvalisarem a auinta entrada c m
a multo de 20 0/0.
O acciouista, que ua > realisar suas eatiadas na
forma determinada, perder em beneficio da em-
presa as entrad ij que j tenba teito.
Recife, 10 de Setembro de 1887.
Jos Bellarmiuo ereira de Mello
Director secretario.
Estrada de ferro do Re-
cife Cariar
inrledade Recreativa Jiivrniude
Assembla geral extraordinaria em 18 do
correte
Sao envidados tolos os soci >s a se reonirem na
ede social, pelas 4 horas da tarde de domingo 18
do Crrente, afirn de reunid cligerem presidente, tbesoureiro e vice-tbesourei -
ro, vito ter o eleito para o primeiro cargo recu-
sado c os outros pedido demisso
Secretaria da eoei''dade Recreativa Juventude*
15 de Setembro de 1887.0 1 secretario,
Manuel Joaqun) Baptista.
Secretaria da venernvel orden* ter-
ceira do aerapblco padre Fr
clara do Becife, 14 de Setembro
de I *
De ordem do nosso carissimo irmo ministro,
convido a todos os senhores candidatos, opprova-
dos para entraren) de irmaos, e aus ossos caris-
simos irmaos novicos approvado para professa-
rem, a comparecerem uns e outros no dia de sab-
bado 17 do corrente mez, petos 10 horas da
manb, na igreja de nossa veneravel ordem para
realisarem suas entradas e profiatoes.
Igualmente convido a todos os nossos carissimis
irmaos em geral a c mparecerem nos dias 16.
pelas 6 1|2 horas da noite, e no da 17 pelas 10
he ras da manb e 6 1(2 da noite para, levestidos
He seas hbitos, assistirem as vesperas, missa so-
lemne e Te-Deum Laudamus que se cele rarjlo
em commemuraco a impreseo d s chagas do
nosso Santo Patriarcha S. Francisco.
Ao respeiaval publico fazemos sciente que o
serm) da testa ser pregado pelo Ilustrado pre-
gador o Revm Sr. vigario da Victoria padre
Americo de Novaes, e o do Te-Deum pelo nao
u.euoi illusirado pregador Revm. Sr. viga'io de
Santo Antonio padre comineo ador Manuel Mo-
reir da Gama, que a banda marcial da polica
sob a batuta de maestro Candido Fibo tocar na
veapera e dia, antes e depois de todos os actos,
que a msica da orchestr seb a regencia do
maestro Soar. s Koeas acuirpanlii rt jdos os ac-
tos religiosos, tocando na missa parte da missa
da ordem, c mposico do finado maestro Santos
Pinte, sendo os solos ixecutados pelos melhores
cantores dota cidade.
Finalmente, que os edificios do hospital e con
sietorio estars franco* visitaco publica no dia
17 das 6 1/2 s 9 horas da noite, s pessoas que
se apresentarem decentemente vestidas.
Artbur Augusto de Almeida,
Secretario.
ferido prazo se proceder cobrsnca executiva-
mente.
Recfe, 25 de Julho de 1887.
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Relace dos devedores da contribuicao da R-cife
Dramage da fregu-sia da Boa-Vista, relativo
ao 1* semestre de 18821883.
Tambi n. 18. Manoel Jos Barbosa
Dita n. 3. Mara da Conceco Teixeira
de Carvalbo
Vizconde d'Albuquerque n. 68. Manoel
Antonio dos Passos e Silva
Dita n. 129 Manoel dos Santos Nones
de Oliveira
Ponte Velban.36. Manoel Ferreira An-
tones Villana
Dita n 68. 0 mesmo
Dita n. 127. Mauoel Jos de Aievedo
Bastos
Pateo da Santa Craz n. 24. Manoel
Bnrbcsa da Silva
Conde da Boa-Vista n. 2. Maria de
Castro Almeida
Riachuelo n. 41. Miguel Archanjo de
Figueiredo
15*325
17*363
15*325
154325
154325
164764
15*325
444079
154325
(jnued Ni^s A Brasil I 8. S. C
0 paquete Finance
Obras publicas
Por deliberacao da directoiia sao chamados os
Srs. aeciniatas desta empresa, para no praso de
60 das a cootar de 4 do corrente mez, realisarem
a 7' entrada de 10 % de suas accoes nos termos
do S nico do art. 4 dos esta tato?.
Recife, 3 de Agosto de 1887.
Jos Bellarmiuo Pereira de Mello,
Director-secretario.
* De ordem do lllm. Sr. director, faco publico
que at o neio dia de 20 do corrente reetbem-se
prepostas para a c 'iistruceSo de um armazeni na
rstacao da Serra, Beata estrada de ferro, de con-
aorraidade com o plano e condic?s que os propo-
n.ntes podero examinar no escriptorio d, enge-
nbeiro residente, em J ibiatao, onde serio recebi-
das as propostas e bertas no dia e hora cima
indicados.
Secretaria do prolongameoto da estrada de fer-
ro do Recife ao S. Francisco e e-rcada de ferro do
ttecife Caruat, em 9 de Setembro de 1887.
Pelo secretario, o 1- escripturario
Vctaliano P. Ribeiro de Seuta.
Ski a (a Casa de Misericordia d
Hecfe
Por esto secretaria sao chamados os parentes
ou protectores das menores abaixo declaradas,
pare, at o dia 30 do corrente, apresentol-as no
oollegio das arphs, afirn e serem ahi admittidas.
visto Hcharero-be inscriptas em primeiro lugar, no
respectivo quadro.
Laura, filba de Miguel de Seusa Galvo e Isa-
bel Maria da Silva Galvo.
Sj-dronia, filba de Cosme Damio Felippe da
Silva e Constancia Maria do Carmo.
Secretaria da Santo Casa de Misericordia do
Recife, 16 de Julho de 1887.
O escrivo interino,
Francisco Gomes Castellao
Cotupan&tu
DE
Fia$o e tecidos de
Pernambueo
A directora tal sciente aus senbores subscrip-
tores da nova "misado ie accoes para o levanto-
mento da fabrica na Torre, que tica marcado o
prazo de 30 dias, desto data, psra o pagamento
di segunda prestacao de 25 0/0, e autorisado o
Sr. tbesoureiro Jos JoSo de Amorim Jnior, para
o recebimento, ra do Bom Jess n. 3.
Recife, 23 da Agosto de 1887.
Os directores
Manoel Jos da Silva Guimares.
Henrique Saraiva,
Secretario.
Jos Joao de Amorim Jnior,
Tbesoureire.
Bank o Pii U J
lilil
Capital do Banco....... 1.000,000
Capitel realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,000'
A contar desta data e at ulterior reso-
i'jcSo, conceder-se-ha juros de dous por
;ento ao anno, sobre os saldos da dinheiro
iepositado em coiita corrente de movirnen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambe n dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou sa-
jeito ao aviso previo de trinta dias para ser
.curado, mediante as condicSes de que se
dar conbecimento aos interessados.
Pemamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Oregory,
Gerente.
Companhia do Beberibe
Achando-se j approvado pelo Exm. Sr. presi-
dente da provincia, o regulamento das peonas
d'agua, vai esto companhia faser o fornecimento
d'agaa a alto pressao, como se obrigou com a pro-
vincia, pelo que convida aquellas pessoas qae
juizerem agua em anas casas, na primeira secgo,
entre Dous Irmios e Apipocos, a virem se inscre-
ver neste escriptorio.
Ao mesmo tempo esta companhia mudar a sua
costo os encanamentos das antigs peonas d'agaa,
a a porta da casa, e far a transforjiscao do
-ystecna, nos termos das disposictes do novo re-
f-olamento.
Logo que fique concluido o trabalho da primei-
ra scelo, na semana egninte psssar-se-ha para
a segunda at M nteiro.
Neste escriptorio distribne-se aos interessados
. rn;ulamenio de peonas d'agna.
Recite, 16 de Setembro de 1887.
Ceciliano Msmede Alves Ferreira
Director gerente.
Sociedade Allianfa
De ordem superior, participo a todos os asso-
- iados que a renoio qae deveria ter lu^ar segn
la teira 19 do corrente, fica transferida para o
lia 20. Recife, 16 de Setembro de 1887.
O secretario
Jos Jeaquim Dias do Reg.
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Hecife, 2 de Setembro de 1887.
O gerente,
Fe&no D. Ferreira Coelho
Monte de Soccorr* de
Pernambueo
Sao convidados os posauidores das cau-
telas dos nmeros abaixo, a virem resgatar
as mesmss at o dia 17 do corrente, avi-
s..u -s vllics de que fiado este prazo se-
rlo ellas imprcteriveimente levadas a lei-
lo publico.
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14747
14775
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De ordim do lllm. Sr engenbeiro director ge
ral das obras publicas e de coutormidade cos a
autorisa;:lo de S. Exc. o Sr. p-esidente da provin-
cia de 3 do carrele, fnc; < pub.ico que ao dia 29,
ao meio dia, na referida repartirlo, recebe-se
propoatas para a xecucao da obra de repnroa da
ponte dos Carvalbos, sobre o rio J.-ib ato. orea-
dos em 4:48**48j.
O orcameuto e as clausulas espeeiaes do con-
trato tebam se nesta secretaria para serem exami-
nados por aquelles que pretenderem arrematar a
mesma obra, de accordo com o que dispe os arts.
70 a 73. 89 e 90,92, 97 a 101, 106, 115 e 116 do
regulamento de 20 de Junho do corrente anno.
Secretaria da repartico das obras publicas, em
9 de Setembro de 1887.O engenbeira secretario
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
Alfandega de Fernaoibnio
De ordem da inspectora se faz publico que no
dia 17 do corrente, s 11 horas da manha e as
portas do tra.icbe Conceico, serio arrematadas
em leilao as mercaderas abaixo declaradas, co-
udas em dous pacotes com a m.. rea II. Luadgren,
que foram apprebendidos a birdo do lujar norae-
guense Solcha, no da 29 de Outubro do anno
parsado, a 1 1/2 hora da tarde :
8 pares de meias de la para seohora.
12 ditos de ditas para horneo).
1 gorro de barrach.
6 caxiobas com colcnetes. i
2 pecas de seda.
1 dita de cadarco de seda.
2 ditas de linho.
3* scelo da Alfandega de Pernambuco, 10 de
Setembroo de 1887.O chefe,
Cicero B. de Mello.
NL
l'*tJtal
15*3*5
16*tttf
15*325
15*325
15*325
15*3 5
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
45*976
15*325
45*976
15*325!
20*361
15*3 '5
20*361
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
:j*760
15*325
23*949
15*325
15*325
DO
BRASIL
0.000:000*
UP iBEiCllO
De hojepor diante os presos
dos materiaes da (Mara a Vapor,
sero regalados pela tabella se
gainte, sera descont:
Tjolos grossos frmalo com-
muro, milheiro 18$ Ditos for-
mato pequeo 16$ Telbas, mi-
lheiro .'iS, Ladriibos de diver-
sos formatos 300000,
Recife, de Agsoto de 1887.
Antonia V. Nascirneuto Fetosa.
GERENTE INTERINO-
Obras publicas
De ordem do lllm. Sr. engenbeiro d-reetor ge-
ral, fscfc publico que oo da 26 do con eate. ao
meio dia, na mesma reparticeo, recebe-se propos-
tas para execuyo dos reparo* da cadeia da cidade
de Nsxareth, oreados em 420*800. e dos do jre-
dio provincial que aerve de osela publica na villa
de Barreiros, oreados em 506/000.
Oa orcamentos e clausulas espeeiaes pam oa
respectivos contratos acam-se nesta secreiaria
para serem examinados por aquelles pne preten-
derem arrematai as metmas obras, de accordo
com o qae dispoe os arto. 70 a 73, 89 e 90, 95, 97
a 101, 106, 115 e 116 do regulamento de Ode
Junho do corrente anno.
Secretoria da repartico das obras publicss de
Peraambuco, em 16 de Setembro d- 1887.
O engenbeiro secretorio
Joaquim Gomes de Oliveira e Silvs.
dem realfsad* 10,*00:000
A caixa filial d'es'e Banco funeciooando tem
poranamoute ra do Commereio a. 38, saca,
visto ou a praio, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangeira :
Londres......... s,N. M. Rothschil & Sons.
Paria........... De Rothschild Frrcs.
Hamburgo.......\
Berlim..........
Sremente........
Frankfurt s/ Main
Antuerpia.......
Soma...........
orenova.........
aples.........
Vlilio e mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
Cadis...........
Malaga.........
Tarragon?.......
Valencia e outras
cidades da Hes I
panba e ilbaa |
Canarias....../
Lisboa.........\
Porto e mais ci-l
dades de Por-/
tugal e ilbas... )
Buenos-Ayres... .)
Montevideo......)
Nova York......
Compra saques sobre qualquer
rio e do estrangeiro.
Recebe dinheiro em conto correte de movi-
mento com juros a raxao de 2% ao anno e por le-
tras a prazo a juros convencionados.
O gerente,
Wlliam M. Webster
Obras Publicas
De ordem do lllm. Sr. engenbeiro director geral
das Obras Publicas e de cooformidade com a or-
dem da presidencia da provincia de hontem da-
tada, faco publico que no dia 22 de Setembro pr-
ximo vindouro, ao meio da, ua mesma repartico,
recebe-se propostas para execuco dos reparos pre-
cisos na Casa de Detenoo\ oreados em 11:585*100.
O orcameuto e as clausulas espeeiaes para o
contracto acbam-se nesta secretaria e serSo apre-
sentado a aquelles que pretenderem arrematar a
mesma 'obra, de accordo com o que dispoe os arta.
70 a 73, 89 e 90, 92. 97 a 101, 106, 115 e 116, do
regulamento de 20 de Junho do correata armo.
Secretaria la Repartico das Obras Publica s
em 30 de Agosto de 1887.
O engenbeiro secretorio,
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
Deutsche Bank.
Banque d'Anvers.
Banca Genrale e suae
agencias.
Banco Hypctocario de
Espaa e suas agen-
cias.
Banco de Portugal t-
suas agencias.
English Bank of the Ri-
ver Pate, Limited.
G. Amaink & C.
praca do impe-
(3. pracs)
De orden, do Ilm. Sr. inspector ee faz publico
que s 11 hojas do dia 20 do corrente mez sero
vendidas em praca porta desto repartico as se-
guintes mercadorias :
Marca diamante C P em cima e V D em baixo.
Urna caixa, n. 1, vinda de Liverpool no vapor
ingles AutKor, entrado em 25 de Junho do corrente
anno, conferido 07 kilos, peso nos envoltorios de
annuncios impressos em mais de urna core 17 kilos
de annuncios impressos em urna cor, abandonada
aos direitos por Guimares & Perman.
Marca diamante C P em cima e V D em baixo.
urna dito, o. 2, idem idem, contendo 119 kilos,
peso liquido legal, de annuncios impressos em urna
cor, abandonada aos direitos por Guimares & Per-
man.
Marca M S & C e T em baixo.Urna dito, n. 1,
idem idem no vapor ingles Merchant, idem em 27
de Maio idem. contendo 27 kilos de catalogo, aban-
donada aus direitos par Jo.quim C. Rou>ru de
Brito.
3. seceo da AHindega de Pernambuco, 16 de
Setembro de 1887.
O chefe,
______________________Cicero B. de lidio._____
O procurador dos feites da tazenda provin-
cial, tendo reeebido do Tbesouro Provincial a re la-
co abaixo transcripta dos devedores da contri-
buicao da Recife Drainage, da freguraia da Boa-
Vista, relativo ao 1* semestre a 18821883, que
deixaram de pagar a mcima contribuicao no tem-
po competente, declara aos mesmos devedores
que Ibes fica marcado o prazo de 3'J dias, a con-
tar da publieaco do presente edital, na coofor-
midade do diBposto no art. 53 da lei n. 891, para
recolberesa a importancia de aeua debites na
Recebedoria Provincial, certos de que, findo o ra-
Dita o. 43. O mesmo
Dita n. 45. O mesmo
Dita n. 47. O mesmo
Sete de Setembro n. 1. Manoel Joa
quim M reir
Dita n. 3. O mesmo
Dita n. 5. O mesmo
Camaro n. 7. Marianna de Parias Bo-
telho
Dita n. H. Manoel Luiz Cardoso e ou-
tros
Dita n. 13. Os mesmos
Rosario n. 52. Manoel Jos Monteiro
Dito n. 19. Manoel Ferreira Aatunes
Villaca
Dita n. 17 O mesmo
Dita n. 35. Dr. Manoel Ferreira da
Silva
Dita n. 51. 0 mesmo
Dita n. 53. Manoel Luiz Ribeiro e ou-
tro
Dilan. 55 Marianna de Farias Botelho
Gervasio Pires o. 1. Dr.Mauoel da Trin
dade Piretti e cutro
Dita n. 61. Maria das Nevos de Mi-
randa
Dita n. 77. Maria Adelaide de Avellar
Layme
Dita n. 10. Manoel Luiz Kib.ro
Socego n. 22. Manoel Joaquim Freir
Santa Cruz n. 62. Mana do Carmo da
Casta Monteiro
Dita n. 5. Marianna de Farias Botelbo
8. Goocalo n. 23. Manoel Gentil da Cos-
ta Alves
Coelhos n. 6. Maria Porcinncula das
Neves
General Seara n. 15. Maaoel Joaquim
Freir
Coronel Lameoha n. 13. Padre Manoel
do Monte C Almeida
Travesea das Barreiras n. 3. Manoel
Tavares de Aquiuo
Alegra n. 38. Dr. Manoel Ferreira da
Silva
Dita n. 19. Marianna de Farias Botelho
Dito n. 21. A mesma
Leo Curoado n. 4. A mesma
Dita o. 28 Maria da Luz e outra
Baro de S. Borja n. 26. Maria Ber-
nardiua Monteiro
Dita o- 28 A mesma
Soledade n. 35. Maria do Carmo Perei-
ra de Crus
Travessa do Palacio do Hispo n. 20 Mi-
guel Archanjo de Figueiredo
Dita n. 22. O mesmo
Dita n. 24. O mesmo
Dito n. 26. O mesmo
Visconde de Goyanaa n. 38. Maria Lui-
za do Reg Barros Gomes
Dita n. 99. Maria Florenaia de Sonsa
Pinto
Dita n. 129. Manoel Ferreira Bartbolo
Hospicio n. 26. Dr. Nab .r Carneiro Be-
serra Cavaicante
Dita n. 51. O mesmo
Praca do Conde d'Eu n. 14. Ordem 3a
da Carmo
Visconde d'Albuquerque n. 46. A mes-
ma
Ponte Velba a. 81. Porfiria Rosa de
Mello Guimares
Visconde de Albuquerqae n. 178. Rosa
Carolina Viterbo dos Santos Ramos
Rasarlo n. 29 Rita Maria da Concei-
go Paiva
S. Goncalo n. 8. Rasa Antunes de Oli-
veira Martias
Dito n. 10. A mesma
Camaio n. 2. Scbastio Jos Gomes
Peuna e outros
Riachuelo n. 6. Simphronio C de Mo-
raea Silva
Dita n. 6 A. O mesmo
Coelbo n. 5. Dr. Sebastio Goncalves
da Silva
General Sera n. 41. Segismundo da
Costa Mello
Visconde de Albuquerque n. 132. Tho-
maz de Aquino Chaves
Riachuelo o. 13. Thomas Barbosa
Coimbra
Leo Coroado n. 20. Therea Alves da
Conceico Ferreira
Impeatnz n. 24. Uinbelina Candida
da Silva Ase vedo
Ponte Velba n. 20. Uinbelina Leoncia
Borges Dioiz
Coronel Lsmenha n 2. Umbelina Uar-
te Porcinncula Menezes
Tambi o. 8. Viuva e herdeiroa de
Jos da Matta e Souza
Dito n. 12. Os mesmos
Dita n. 16. Os mesmos
Visconde deAlboquerquon. 70. Vicen-
cente de Paula Oliveira Villas-Boas
(Aurora n. 29. O mesmo
Hospicio n. 7. O mesmo
Dito n. 9. O mesmo
Dito n. 15. O mesmo
Dita n. 17. O mesmo
Dito n. 19. O mesmo
Dita n. 21. O mesmo
Dita n. 23. O mesmo
Leo Coroado n. 6. O mesmo
Dita n. 8. O mesmo
Visconde de Albuquerque n. 158. Viu-
vi e herdeiros de Joo Pereira da
Racha
Dito n. 65. Wenceslao H. da Paixo e
outroa
Aurora n. 43. Dr. Virgilio de Gusmao
Coelho
Conde da Boa-Visto n. 4. Dr. Virgilio
de Gusmo Coelho
Dita o. 6. O mesmo
Unio n. 8. O mesmo
Riachuelo n. 4. Dr. Vicente Pereira do
Reg
Larga do Rosario a. 37. Visconde do
Livrameoto e oatro
Hospicio n. 11. Zeierino de Almeida
Pioto
Seceo do Contencioso do Thesouro Provincial,
25 de Julho de 1887.
O 1 escripturario,
C. M. de Faria Neves.
15*325
15*325
15*125
15*325
E' esperado dos portos di
su I at o dia 26 de Setembro
depois da demora necessaria
seguir para
HaraohSo, Para. Barbados, A
Thomaz e .\ew-York
Para carga, passagens.e ic ui Beodas jd.nheir
4 frete, tracta-se com os
AGENTES
0 rajor Alliaica
spera-se de <'.v-' >r
News, at odia 4 e Outu-
bro o qual seguir )epo;* d
demora ecas ana pia
Babia, Rio de Janeiro e Mantos
fara carga, passagens, e encommendas tracto
e com os
AGENTES
BOYAL MAIL STEAS PACKET
C0MP4NY
0 paquete Neva
Espera-se da Enropa no dia
23 on 24 do corrente segum-
depois da demora necessaria
para
Babia, mo
video e
,'ara passagens
Henry Ptosier k C.
* 8 RIJA'DO COMMERCIO
1 anda
N. 8
18*682
15325
15*326
15*325
15*320
15*325
15*325
30*650
15*325
15*323
15*325
15*325
15*3^5
15325
15*325
15*325
15*325
15*325
16*325
15*325
15*325
15*325
15^325
58*903
45*976
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
30*650
15*325
15*325
15*3*5
15*325
15*325
15*325
15*325
15*325
18*203
15*325
15*325
45*976
18*203
15*325
15*325
l*35
15*325
15*325
tilAKMlRS El
Companhia Franceza de Navega
cao a Vapor
Liaba quinzenal entre o Hpvro, Lis
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santo3
0 nw 7I!b de Mm\m
Commandnte Chancerel
E' esperado da Europa
at o dia 21 dt Setembro, se-
guindo depois da indispon
savel demora para a Ha
bia, telo de Janeiro
e Sanio*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p-toi
vapores desto linha,queiram apresentor dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarenj,.
quer reelamaco concernente a volumes, que po-
ventnitenham seguido para os portos do s'ul.aiu
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
arias.
Expirado o referido prase a compashioa n se
responsabiliza por extravos.
Para carga, pai sagens, encommendas e diuhtirc
a frete : trato se com o
O vapor ViUe de Cear
Commandante Simn t
Espera-se des Dortos do
sul at o dia 18 de Setembro
seguindo depois da indis
penaavel demora para o Ha-
vre.
Conrluz medico a bordo, de marcha rpida
e ofFerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens pdenlo ser tomadas de antemo
Recebe carga encommendas e passageiros para
oa quaes tem excellentes accommodacoes.
Para carga, paesgen3, encommendas dinheiro
a frete: trato-se com o
AGENTE
Afuste Labiile
9-RA DO COMMERCIO-9
Pacific Seam iavigaUon nompanv
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Aconcagua
de Janeiro Uontc
Bueno.*'Ayres
trefes, ere, tracta-se t- os
Consignatarios
Amorim Irmaos &C.
S. 3- RA DO BOM JESS N. 3
Porto por Lisboa
Com destino sos portos indiexdos secrue csiu
brevidade a burea nacii>ual Mar aho XI; para
carga e paasageiro?, trato-se com ts coosignata-
lioa JoE da Suva Loyo & Filbo.
LBiLOBS
Leilao
Sabbado 17 do corrente
A'S101|2 HORAS
No armazem da ra n. 10
De vinbos, vinagre, alconl, sardinhas, pipas e
barris v isios, essencias, carnauba e outras merca-
dorias existentes no armssem cima declarado,
perten'entes massa fallida do Alberto Rodri-
gues ISranco e mandadas vender pnr mandado e
com assistencia do Exm. Sr. Dr. juir do commer-
eio. pelo agente de leiloes Modesto Baptista.
LOlilO
De 2 pecas de seda, 1 dita de cadarco de seda,
2 ditos de linho, 8 pares de meias de l para se-
nhora, 12 ditos para boniem, 1 gorro de borracha,
6 caixinba8 com eolchetes, apprehendidas a bordo
do lugar noruegnense Solcha.
*aado. I 9 do corrente
A's 11 horas
POS INTERVENCO DO AGENTE
Agente Stepple
Trapiche Coaceigao Alfandega
raSlao
Agente Brito
O agente cima devidamente autorisado levar
a leilao a armaco eovidracada, utensilios e bons
gneros do estabelecim'-nto de molhados sito ra
do CapitoLima n. 6S,,em um ou mais lotes, voa-
tode dos Srs. licitantes.
Garante-se 8 casa.
Segunda feir 19 de Setembro
As 10 3(4 horas
E' esperado da Enro-
pa at o dia 25 de Se
tembro, e seguir de-
pois da demora do cos-
e para Valparaso
eom escala por
Baha, Ro de Janeiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommendas e din
Seiro a frete tracto AGENTES
Wilfton Sons ufe V., Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N 14
De um piano, movis, espelbos, etc.
O agente Britto devidamente autorisado levar
a leilao os objectos abaixo pertencentes a nm es-
polio : 1 piano, 3 cordas de Bord, 1 mobilia preta
completa, 2 espelbos, 1 cama fraBesa, 2 cmo-
das, 1 marquesa-) 1 marquesa, 2 machinas de eos-
tusa de mo, 1 berco, 1 bidet, 1 guarda-Iones, 1
meza elstica, 6 taboas, 2 aparadores, 1 qoarti-
nbeira,2 cabides, 1 basquinba, 1 carrinh < para 1
carneiro, jnrros, quadrof, escarradeiras, etagers,
louca para alm ico e juntar, vidros, copos, colberes,
treos de cosinha e diversos objectos avulsos.
A's 11 horas
T erga-feira 20 do corrente
No 2 andar do sobrado ra Di-
reita n 133
Leilao
MARTIMOS
Companhia Baha na de navega-
r a Vapor
PORTOS DO SUL
Macsi, Villa Nova, renedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Qcmmandante Pedro Vigna
Segu impreter i vil-
mente para os portos
cima no dia 20 dt Se-
tembro, ai 4 horas de
tarde. Recebe carga
'nicamente ate ao 1(2
dia do dia 20.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trato-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario7
os Alves Matheus
COHPAMIA PEH.'VaHBIJCANa
OE
SavegaeSo Costeira oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Segu no dia 28 de
Setembro, a 5 horas
tarde. Recebe
gaato dia 22
Encommeadas passagens e dinheiroa a frete at
a 3 horas da tai de do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambuama
n. 12
lONPtMin: des nissK.i:
R.IES BAR I I Til S
LINHA MENSAL
O paquete
riiiiiiL
Commandante Grou
E' esperado dos portos do
sul at o dia 18 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senbores paasageiros de todat
aa classea que ba lugares reservados para esto
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Fas-se abatimonto de 15 /0 em favor das fa-
milias composto de 4 pessoas ao met,os e que pa-
garen) 4 passagens inteiraa.
Por excepeo os criados de familias que torna-
rem bilhetes de proa, gosam tombem d'este a bati-
mento.
Oa vales postaes s se das at e dia 16 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dmh?ir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
Auguste Labiile
9 RA DO COMMERCIO9
De um motor vapor movido com alcool ou gaa,
dovo e perfeito com torca suficiente para mover 9
machinas de cojtu'a.
Um bilbar com todos seus pertencee, quasi novo
perfeito.
Um grande lindo quadro feito de cera.
Um lostre gaz cem 4 bicea.
Duus planos e urna serafina.
Urna mubilia de junco preto.
Urna dito de Jacaranda.
Ter$a-feira, 20 do corrente
A's 11 b ra
Agente Pinto
No armazem ra do Mrquez de Olvida
n. 52.
Por occasio do leilao de predios
Leilao
Do sobrado da ra de S. Rento n. 10, em
Olinda aervindo de base a tuerta de 321*000, da
casa terrea da ra Coronel Suassuna n. 57, e de
um terreno em Beoeribe de baixo, ra da Rege-
neraco.
Terca felra, O do corrente
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem da ra do Mrquez de Ondt
n. 52
Por occasio do leilao de mobilias, pianos
bilhar e serafina
Leilao
cwariiH'a priahiici*
DE
HavegacSo Costeira por Vapor
Fernando de Noronba
O vapor Giqui
Comandante Lobo
Segu no dia 20 de
Setembro pelaa 12 ho
-ras da manb.
Recebe carga at o
Idia 15.
, js at as 10 hars da manha do dia da
ESCRIPTORIO
4 Companhia l*er*amhn
eana n. i
I't i sitio todo murado com cssa de vivenda n.
11 e de urna pequea casa terrea n. 9 A depen-
dencia d'aquella, sita ra do Coronel Francisco
Jacintbo fregnesia de Nossa Senbora da Grasa e
bem como um terreno de 52 palmos de frente e
250 ditos de fuudo, todo murado e fas parte do
referido predio.
Da casa terrea n. 166 sita roa Imperial fre-
guesa de S. Jos, junto toverna do Sr. Joa-
quim Netto, e defronte do ssbrado da viuva do
Valdevino, nova e edificada em solo foreiro ma-
rinha, com frente de asuleje tendo porto, janella,
3 quartos, 2 salas, cosinha externa, cacimba e
grande quiutal murado at a mar, onde existe um
solido caes.
Terca felra, < o do eorrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Barquea.
de Olinda n 19
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gusmo
Leilao
Passag,
partida.
cae
De bens movis, piano e lou$a
vacca Dgleza tourioa e diversos pea
de croto.
Terca felra, do corrente
A's 11 horas
Ra Ha Conquista n. G esquina da ra das
Nymphas em frente ao palacete do
Sr. Pereira Carneiro
O agente Steple au'orisado pelo Exm Sr. Dr.
Jos Angosto de Asevedo Marques que retirou-se
psra o Rio Grande do Sul como guarda mor da
alfandega do sul com una Exma. familia levar u
leilao os movis em bom estado de conservadlo
como tejsm :
Urna mobilia de Jacaranda feitio de medalbo,
commodas, espelho oval novo, piano, jarro", qua-
dros, topetes, etagers, guarda-vestido, 1 cama de
vinhatico e Restow para cas!, ditas para meni-
nos, toilet de cito com perira, cadeirss de vime,
ditos de junco, mesa elastic.*, 2 importantes apa-
radores de vinhatico com pedra, maiquesis, guar-




V





. -'
5?
I mana i



*>kario e reruaui4i^o Sabbado 17 e Setembro de 1887

da-louca, lous para alm^go e jantar, tretn de co-
sinha, champagne, vnoos tinos, e muitos objectos
de caaa de familia.
Partir da estucho da ra do Brnm s 10 1/2
horas em ponto mn bond que dar pasaagem aos
Srs. concurrentes-
AVISOS DIVERSOS
Ns anemias nico reconatituinte a Agua de
Caj pura .
Alaga-ae casas a 8/000 no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Goncal'.o : 11 tratar na ra di
Imperatris d. 5(1.
Aluga se por 104000 a casa n. 21 na Var-
sea, defroute da estafa, com armaco ; a tratar
na ra da Imperatris n. 56.
Compra-te urna casa terrea na ra da As-
sumpcac Cecilia ; a tratar na ra do
Marqut; le Oliada a. 3, loja._______________ _
Nao ha quem nao saiba quo no lempo do caj
familias intuirs campam debaixo dos cajui-iros
d'onde tabem nedi i e wnafadas, nutrinda-se ex-
clusiva: t de producto dos m,-smoa eajueiro
A! 115a se por 164500 a casa terrea n. 5
ra dos P. cidores, limpa, com 2 salas, 2 quartos,
cosinba K o quintal pequeo.
Pie isa-as de urna perita cosinheira que v
comprar .' q;ie durma em casa ; ra de Joaquim
Nabuev u. 9, Cnpunga.____________________^^
= Entre duas estayes L'rui das Almas, alu-
ga-se um>i casa propria para estrangeiro, com to-
das as a : mmodayoes em frente da chcara do
Sr. Thon : a tratar na ra 1 de Marco n. 25,
loja de jotas._____________________________
A agua para de Caj (o nome o dis) uao tem
droga nenhuma nceiva, apenas o sumo da me-
dicinal fructa conservado.
PrecisH-se de criado para vender taboleiro
n ra da matriz da Boa-Vista o. S.
__ Oommait urgencia precisa-se de um cai-
xeiro oim prafi de molhactoi : a tratar na rus
do Raugel n. 87._______________________________
Alugum-se ai casas na. 6 e 6-A estrada da
Tore ; as chaves junto, e trata-se na travesea de
Corpo Santo n. 25.
ALUGA-SE ama caaa em Santi.
Amaso, ra do Lima. n. 30, propria pan.
familia grande ou ecliegio. Tem 7 salas
15 quartos, agua e gaz encanado, appare
!ho e quintal: a tratar na lytographia do
J. E. Purcell, roa Mrquez de Olindt.
n. 8._________________________________________
' = Aluga-se o 1- andar n. 9 ra do Coronel
Suassuna ; a tratar na ra da Soledade n. 30, 011
na ra Imperial n. 19, 2- andar.________________
__ Vende-se um estabelecimento de funileiro
com todas os perteoces ; a tratar uo mesmo esta-
belecimento, ra do Vigarie n. 29._____________
O socio gerente da casa commereial Jos Pei-
.xoto e Silva & C. declara para os devidos fina,
que teodu-se completado os nove annos do sen
contrato, est a mesma sociedade dissolvida.
Villa do Granito, 30 de Acost de 1887.
O socio gerente,
Jos Peixoto e Silva.
Quem deixar de convalescer crear appetiti', e
engordar para evitar gustar alguna mil ris na
deliciosa bebida Agua de Caj pura.
Aluga-se o grande predio n. 3 roa do Viv
eonde de Itaparica ; bem locasado por ter duas
frentes e de grande commodidade ; fs pretenden -
tes podem entender-se ra do Imperador nu-
mero 69. _______
Precita H de urna pessoa de idade par o
servico de uma casa de familia eompost 1 de mari-
do e inulher ; a tratar na ru da Queimado n. 46,
_________________________
' Quem precisar de uma aenbora habilitada
para ensinar bem primaras lett--, portugus,
franeps, msica, piano, flores e tapeetiis, dirja-
se ra do Mrquez do terval u 23, loja, que
achara com quem tratar. Na ui-sma casa venae
se cinco qnadros muit> bi itos da historia roma-
na: tambm se tiir:i quem alaga a casa do pateo
de 8. Pedro, em O inda n. 2, com commodoa para
grande familia, muito frtsca, com gaz e agua, em
excellente pnsifo.
Criada
Precisi-se de uma criada para coainhar e com-
prar para um casal ; a tratar no pateo do Para:
so n. 8, 2* andar.
Mobilia
Vende-se urna mobilia complots, em bom esta
do ; na ru* das Trincheiraa n. 16, loja.
Gaz jneiploslvo
De Loazmaa A Martines;
Vendem Abrntes t C, mua barato que em
outra qualquer parte, en latas de 1, 2 e 5 galoes ;
este gal recommendnvel para as casas de fami-
lia porque evita aexplobj. Vendem tambem cal
de Lisboa, oleo de mocot, pata da Hussia erj
atas de 10 kilos, azeite da 1 trrapato e grixa em
bexigas ; ra do B>m Jhuj o. 48.
28$30
Aluga-se a casa terrea da ra de S. Francisco
11. 27, est limpa, no becco naa Carvalhas n. 1.
Restauran! Doria
O proprietario deste estabelecimento pede a
seus devedores queiram vir a lver seas debites
ern brevidade, porque do contrario verao eeus
nomes publicados neste Diar\o.
LOTERA do ceara
XOVO ll. %\o
40:000*000
Cora :iminuti quantia 25400 habilita-se a tirar 8:000,5000 c com 120Q
0*000.
CORRE IMPRETERITBLMENTE
Sabbado lo ebrrente
^iihiivSi
50:000^000
Corre sexta-feira, 16 do corrente
ESTA LOrERIA NUNCA FOI TRANSFERIDA
O portador ae um Liiete est habilitado a tirar id ais de UM PREMIO I
Cada numero pode ser repetido duaa ou tres vezeB, prevalecendo todos premios
que sabir.
BUlietRS renaa as casas 0o costume.
manaMHaim
1 Tlstsru
JUtAla**
Este msiOAHEBTO de na gusio agradavel. adoptada com rrsaicle exm na
lata ae ao anaos pelos melbona feelcos de Pars, cara os Dapuaso, fnp, Tosm,
feas ato f aramia ftnsrri s*-- ^-~>j 4o asHa dea rtm wmrm 4 Darts
iet:
Na ra i- de Marco n. 20
(junto ao Louvre)
APROVEITEV!
Zephires de cores lindos desenhos, a 140, 200 e 240 o covado.
Cretones claros finissimos, a 320 rs. o eovad#.
Ditos escuros cores fixas, a 360 rs. o dito.
Cbitas claras e escuras a 200, 240 e 280rs o tito.
Percalioas a 240 rs. o dito pichincha t
Merinos de cores e pretos, todo de 12, com 2 larguras a 800 ra. o dito.
Cachemira de lislras, a 400 dito, aprovekeat '
Completo e vriado sortimento de I5s para vestidos.
Cambraias de cores com salpicos a f>)J000 a peja.
Ditas brancas a 5500.
Fusto branco a 400 rs. o covado.
Dito branco rendndo a 200 ra. o dito.
Esguiao de linho par io para vestidos e vestuarios de criauoas e 320 ris
o dito.
Bramante de liolio com 10 palmos a 15800 o metro.
Ditoa.de algudao mm 4 largaras a 800, 10KX) e 15300 o dito.
Panno do Costa para mesa a 1(5000 e 1 Atoalhado de linho muito fino a 2*$400 o metro.
Ditos de algodao a 1200 e 15300 o dito.
Guardanapos a 2/5200 e 25800 a duzia.
Bordados de 500 a 25000 a pega.
Cortinados bordados a 125000 e 155000 um.
Fichus de 12 a 15500 um.
Tonlhas para bnbos a 1500 ama.
Ditas alcoehoadas para rosto a 35500 a duzia.
Colchas de cores a 25000 uma.
Meias de cores para sen hora a 45500 e 5(5000 a dusia, convem '
Ditas para bomem de 35600 a 8500U a dita.
Camisas de meias para horneas, muito finas a 15000 ama.
Para banhedenar
Costume para seoboras a 105000 un.
Dito para homens a 85000.
Ditos para meninos a 55000.
Sapatos e bolsas para o fim e muitos outros artigos a preciacSo publica.
A RLA 1 DE MARfO N. 20 (JUNTO AO
LOUVRE)
AMARAL&C.
CUIDADO COM
AS FALSIFICACOES!
HAR
o LEN90 o ToucAoon
E O BANHO.
Ama
Preciaa-se de urna ama pai-i eogommar e tazer
servicos de casa ; na typographi do Diario, no
3- andar, n. 24, ra Duque de Caxiag.
Ama
Precisa-se de urna aaoa para o servico de casa
de familia e que tenha boa conducta ; a tratar na
ra do BaiSo da Victoria n. 46. loja.
AMA
Precisa-se de uma ama para comprar e
cozinhar em casa de familia: na ra Du-
que de Caxias n. 14 se dir.
Ama
Precisa-se de uma ama para todos os eervicos
de casa de familia ; a tratar na ra do Baro da
Victoria n. 7. 2- andar.
Precisase de uma ama para casa de pouca fa-
milia ; a tratar no becci do Peixe Frito n. 9, se-
gundo andar.
Ama
Precisa-pe de uma ama para cosinhar ; na ra
de Pedro Affonso n. 58, ntiga da Praia.
Ama
Precisa-se de uma rapariga para cuidar de
uma cri&nca ; na ra das Crioulas (Capunga) nu-
mero 2-B.
Amas
Precisa-se de uma ama para coainhar
do Rangel n. 44, 2' au lar.
na ra
nNa ra Duque d
uma para cosiuha.
Ama
! Cai'-.s n. 58, necessita-se de
Alugr >arato
Sua Visconde de Itaparica n. 43, armaiem.
Ra Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Becco da Bomba n. 8.
Coredor do Bispo
Baixa verde n. 1 C.
Largo do merend com agua n. 17.
Ra do Calabonco n. 4, loja.
' vatj.-se na ra do Coii.inr-rcio n. 5, 1* andar
torio de Silva (Juimaraes & C
Mula allencao
Na- raa Sete de Setembro
Ferreiros) n. 6, faa-se plises
largas e estreitos.
(outr'ora becco dos
e recorta-se babados
Attenco
Vende-se as partes dos engenhos Cachoeirinha
e Independente da comarca do Rio Formoso : quem
pretender dirija-se ao escriptori > da ra Duque
de Caxias n. 50, que achara com quem tratar.
NICA H TNICA
OE FILLjOL D FIS.LIUL.
IHSTANTANEApr>. o.rba. i IUDA ii-t i,r>o. tlkt!
S qb nr>. Mm prptr^ f I Vidco
em liTtgen. ( sua Cor primitiva
fefQtftocenl ea Parla: TIVXOJ., 47, 111 ltll1 Pili
la ftmaouncQ: Fbjln u da silva o.
Plalas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparafo puramente ve
^etal, teem sido por mais de 2 annos aproveitadae
com os melbores resultados as seguintee moles-
tias : affeecdes da pelle e do figado, s^pbilis, bon
b5ea, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de uMi-ss
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
Bendo-se aps cada dse um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras tome-se nm pilula ae jantar
Estas pilulas, de invenco dos pbarmacenticoi
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum do*
Srs. mdicos para sua melbor garanta, tornande-
je mais recommendaveis, por seren um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
asadas em viagem.
ACHAM-SE A' VEfDA
* drogara de Parla Sobrlnlio k
^l -RBA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Precisase fallar ao Sr. professor Anacleto Pu-
blio de Moraes Carvalho a negocio de sea inte-
resse : na ra do Waiqu z do Herval n 12.
Leiam
Na roa du Barao da Victoria n. 2, primeiro an-
dar, preparara se capel las mortnarias de fl naturaea e srtificiaes, de diversos gost^s e preyoe,
e mais artigos desta pr ifiseo. como sejaai : b.u
quets para casamentos e offertss, eora disticos
bordados a ouro e nraln.
Coinpanhia ferro carril de PfT-
namboco
Estando concluidas as obras de reparaco da
ponte da Boa-Vista, declaro que no prximo do-
mingo. 18 do corrente, ser restahelecid 1 o trafego
das liabas de Magdalena e Fernandes Vieira pela
dita ponte, entrando de novo em vigor os hora-
rios antigos. O carro da linha de Santa Isabel
paasar a f- zer c antigo prcnrso at a esquina
da rna Formoga, observando tumbem o primitivo
horario. Rtcife, 16 de Setembro de 1887.
DIGE6TOIB DIFFICKIS
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia
Ferda de Appetite, Vomito, Diarr'bea
Debilidad das Criancas
GT/HA SBOUBA SPIDA PBXO
ELIXIR GREZ
O Vigor
do
Cabello
do
Dr. Ayer.
Preparado Sob
Bases Scientiflcaa
B Physiologicas,
para o
Toucador-
0 Vigor do Cabello
Do Dr. Ayer.
Bevolve.. C">m o lirilho e frescura da juventude, ao
cabello griHalho Ofl hrnnco urna rica cor natu-
ral, castanho ou preto, como se desoja. I'elo seu
Uso, ao casco claro ou roxo io.Ie dar-se urna cor
escura, e grossura ao cabello fino, emqujinto que
fn-qui :itt iih iite cura a calvicie, pon DO nein sempre.
I ni pede a queda do cabello, estiiuulando o dbil e
ciierino 8HM06V vigorosamente. leprime o pro-
greseo cura a tinha e caspa, curando qua.nl todas as
aoencas peculiares do pericraneo. Como Cosmti-
co para aformoM-ar o cabello das Scnhoras o
Vigor nao tem rival: nao conten nziu- ou tinta al-
Kuma, tora* o rabello nav, briUnnte wd
apparncia, e -orfimunica-lho um pi-rf uiuc delicado,
agradivol e [
ricKPAKADO RBO
DR. J. C. AYER e CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' veuila uas prncipacs pharmaciae c 'Irogariae.
Fumo carioca
Preparado pela acreditada fabrica do Rio, de-
nominada Fdnte Limpa ; vende se em pactinhos
era todos os estabelecimeutos ue retalbo.. Uuico
deposito, na fabrica Veneza, arco da Conceicao
nmeros 4 e 6.
Cocheira Korle-PernaDibncana
Com est.- titulo acaba di se fuimur na eiJade de
Guyanna. um grande estabelecimento de carros
de uluguel, pertencente a firma social Aranha,
Ucha & C-, que se propSe servir ao publico com
a maior regularidade, predteza e por procos m-
dicos.
D'ora em diante pnrfirSo to de Qoyanns, s ti horas da manba e lis 3 da tarde
para Olinda, e de Olinda para Goyanna aos sab-
bsdos, s 6 hor.is da tarde, e aos domingos s 7
horas da manhil. Os carros nao admittirSo nu-
mero de passxgeiros superior a eua L'acao.
O pre^; de cada viagem de ida e volta ser
125000.
Viagem du ida ou volta sement, se r 600>.
O pasaageiro tera direito a sssento reservado,
pagando mais 24C00
Espera a empreza que nao lbe faltar o auxilio
do publico, com especialidade do commcrcio de
Goy candi-se para que o servico se tac.a C3m a mi >r
regularidade possivel.
Logo que o tempo e as estradas melhorarem,
sera reduzido o pre9o das passagens.
Ao commercic
Declaro que comprei ao Sr. Manoe! de Azevedo
Cruz a taverna sita ma de Gervasio Pires n.
139, livre e desembarazada de qualquer ontis ou
debito ; se alguem se julgar credor, queira spoa-
recer no prazo de tres das. Recife, 12 de Setem-
bro de 1887.
Miguel Marcelino da Costa.
' Licenciado pela Inspectora Geral
de Hygine do Imperio do Brazll.
XaropeZed
(De CODEINA a TOLO)
O Xarope Zod emprega-se contra, as
Irritafocs do Teito, Tosse dos Tsicos, Tosst
convulsa [Coqueluche), fflronchitis.Constipafoes,
Catarrhos e Insomnios persistentes.
VARIS. 32. roe Drouot. c n FBABlUOUr
Ama e criado
Precisa-se de uma boa cosinheira e um criado
que entenda do servico de cop'iro ; a tratar na
ra do Mrquez do Herval n. 37.
Precisa-se de uma tma para casa de pouca
familia ; a tratar no becco de Pedro Alfonso n 9
AMA
SEMOLIXA
De Broas 4 C, de Glasgow
Este artig'.i, preparado por um novo processo
de trigo da melbor qaalidade, possue es elemen-
tos ueeessarios para nutricio du criancas e doen-
tes, e muito se recommenda/por ser de fcil di-
gesto e grsto muito agr iiivel ; tambem pode-se
faaer uma tzcellente papn, misturado em partes
iguaesc.m a maizena dos mesmos fabricantes,
addicionandt-se-lhe aigum leite. nicos agentes
nesta orafa, Saunders Brothers & C., la/go do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
13
Chegou a primeira remessa do precioso farellc
de caroco de algudao, o mais barato de todos os
alimentos para animad* de ruca cavallar, vacjum
iuini, etc. O caroco de algodao dep>'is de ex-
trabida a casca e todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animaos para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle t-m; regado (com o mais feliz re-
sultado) de preferencia ao miiho e outros fareibs
que sao muito mais caro e nao sac de tanta sus-
tancia.
A tratar no Bectfe com Frs;aBucba
Quem quizir'alugar a casa n. 8 ra da Unij
com muitas accommodacoes, pjderi entender-se
com 03 Sr<. Negieiro3 ra do Imperador n. 24.
Senienlsdecarrapato
Comprara se pequeas quantidadea ; na droga
lia de Francisco M. da Silva & C, ra do Si-;-
quez de Olinda n. B8.
Layadcira de brrela
Precisa-se de uma lavadeira de bsrrela, que
d conhecimento, para lavar para caaa de fami-
lia ; na ra Augusta n. 274.
Criado e cosinheira
Precisa-se de criado e cosinheira ; a tratar no
terceiro andar, por cima da typographia deste
Diario.
Silio
Aluga-se o sitio n. 22 no Chacn, em que mo-
rn o Sr. engenheiro Makentosh e ltimamente o
Sr. Lorur, com muito bons commodos, caiado e
pintado, iardim e muitos arvoredos fructferos, p-is-
sundo o sitio do Sr. coronel Bnii, ; a tratar na ra
Pedro Affonso n. ?3.
P ra passa a Testa
Aluga-se uma excedente casa erra agua e gaz,
com bustantis commodo3 para familia, na travessa
da ra de P. Bento n. 4, ou iargo de S. Pedr 1 no-
vo em Olinda : a trnlar na ra d. C^mmercio n
26 A, Recite.________________
Mademoisellc otnha
Ra do Itroerador n fif, segundo andar.
.Hotiisa
Seni dieta e sem aiodiii-
caf oes de costunies
Laboratorio central, ra do Viaconde
Rio Brmco n. 14
Esquina a ra do RegenteRio de
Janeiro
Espeeiflcos preparados pelo phar-
niaceulico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvadps ptlas juntas de bygiene da
Corte, Repblicas do Prata e Academia de
Indubtria de Pars.
Elixir de imbiribina
Restabelece es dysp< pticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeefdes difii.
ViuJio lie aiiam 1. fe: nmiuusii e
quinado
Para es chloro-anemiCos,1 debella a hypoemie.
intertropical, rrcunstitue oa bydropiccs e beribe-
ricos.
Xarone de flor de arueira e niu-
laniba
Muito reccmmend'io na br, nehife, na hemop-
tyBfl e as torses agudas ou eoronieaa.
Oleo de textadUN terruElnoso e vnn
cas de laranjaw amargan
E' o primeiro reparador da fraquesa do orga-
nismo, na tysica.
Pilulan nnte-periodieaN, preparada
rom pereriaa. quina ejanorandy
Cu. ;.. re.
milti.'iiti as.
Viobo de Jurubeia himplen e (am
bem rerrueinowoa preparados
em viniio de < aj
Efficazes as infl'.ma^Ses do figado e baco agu-
das ou ebronicas.
Vinbo tnico de cnpilaria e quina
Applicado as coaval-.'sceuyad das parturientes,
retico auti' febril.
m laiesi la Un k fl,
RA DO MRQUEZ DS OLINDA
PILULAS
Ferruginosas
/JURBEBA'
Sitio
l
Aluga se n sitio da estrada djelo de Barros
n. 27, com bom sobrado, tendo agua e gaz enca-
nados ; trata-se na loja Annel de Ouro.
BARTHOLOMEQ a C
P/iarm. Pernamuco.
Curao a Anemia, Flores brancas,
Falta de RXcnstruapo, ,.
. DebiUdado Pobrezadef"
i assignatura,
01,6$
VfNKO
EUPEPTICO/
mvial de PA-RIS\
Contando os tres formamos
da ciigosto :
Pepsina, Diaslaie e Pancretica
kicmtabo roa roooi
OB MEDIC03, :i'i i Dl(Pl6.-i
L tardas c laboriosas. Syspep- 1
Isla, CardalKla. Cas tro dy na, |
lOastralrla.Calmbras de esto-f
' mas/o. Vomito, ConTalescen-
gas lentas, etc.
Depnjito ftnl : H. VIVIEN
60, Bool4 de Strasbourg. em Paria
E EM TODAS AS PHAUAC1AI
Fabrico ue assucar
Apparelboo econmicos para o cozimen-
3 e cura. Proprio para engenhof peque-
nos, sendo modlct* em preco o ef-;
fectiTo em operaco.
Pode-se ajuntar aos engenbos existentes i
do systeraa velbo, melhorando muito a I
quaiidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos eentraes,
ma^binismo apereiyoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especifica55es e informaeas com
Browns C.
5-RUA DO COMMERCIO-b
MMIKt
Momtis^
P CLERY
VENDAS
Vende-se em toda a parte
Pcitoral de cambar
Agentes e depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO M. DA SILVA & C.
No armazem de drogas ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
Precos : Fraseo 2*580, 1/2 duzia
1SJ000 e duzia 245000
Agencia de cobranzas
So pateo do Livramento
Eocarrega-se de oobrancas.
n. 8i
Costiirciras
No pateo do Litruniento n. 27, {- andar,
se com perfeicao r.iupas de alfaiat--, e asaim
vestidos por figurn o.
cose-
como
Precisa-se de uma ama para easa de pouca
familia ; a tratar na ra do Peixe Frito n. 9, pri-
teiro andar.
Ama
TNICO-DIGESTIVO
com Quina, Coca t JPepmina
Adoptado em todos os Hoapitaea
MEOALHAS AS EXPOS15OES
PA11S, r. La Bmyre.34, nm tes u PluraKiis.
Precisa-se de nica
;anto n. 17, 3- undar.
ama: no largo do Corpo
Caixeiro
Precisase de um meiino para praticar em ta-
verna, que d fiador de ana conducta : na ra da
etencao n. 85.
Pontos de francez
Estao venda na livraria Econmica o I. II. e
III. pontos de francex, segundo o proaramma de
1887.
Juaquiin l'ereira l'eona
Ventura Pereira Penna (apente) e Jos Perei-
ra Penna, convidam todos os seus amigos e os
amios de seu fallecido irmSo Joaquim Pereira
Penna, para assistirem a missa que por soa alma
mandam resar no dia 17 da convnte, 7 horas
da manbS, na igrejn dp S. -los^ de Riba-mar
Alugj
a-se
a casa n. 4 da travessa do Freitas (antiga la
Trindade) em S Jos, a de n. 6 o a de n. 8 junto,
com bastantes comandos e limpar ; a cbave acha
. se no n. 26 para ver, e trata-se na roa da Guia
' numero 62.
Caplto ioaqnlm L.e Vleca*
Os irmaos do finado Joaquim Leocadio Viegaa
mandam celebrar missas na igreja de S. Qoncalo,
as 8 horas da manba do dia 17 de corrente, 1'
anniversario de sea falieciaento, para o que
convidam os parentea e amigos
Itl liTiihiriilMIsM
usa
EI1
16-Rna do Baro da Victoria16
DamiSo Luna & C. chamara a attenco
das Exilias, familias para seus prec.os :
Pecas de bieos de cores a 34500.
Ditas de ditos brancos a 24500.
Ditas de ditrs a 1*000, 1SS00 e 2*100.
Boloes de madreperola finos a 320, 400, 600 e
800 ris.
Bolsas para meninos, du 1/500 a 0/000.
L para bordar a 2/800.
Dita mesclada a 3/800.
Meias para ser-hora a 320, 400, 600 e 800 ris.
Baleias a 320 ris.
Arquinhos a 120, 160 e 200 ris.
Len(os de seda a 1/000.
Fitas modernas a 5 0, 600 e 1/000.
PassanuLos de teda a 500 ris.
Apparelhos para crianc* a 1/200 e 1/500.
Ditos de metal a 1/500 e 2/000.
Finos cbapeasinhos a 5/.
Sapatinhos de setim a 3/ e 4/000.
Modern; s espartilhos a 6/000.
Bonitos collarinhos a 500 ris.
Punhos todus os numiros a 900 e 1/000.
Touquinhas a 2/000.
L'-qnes transparentes a 2/500
Ditos de sJa a 5/000.
Ditos de setin ta 1/500.
Ditos de papel a 4t.O, 500, 600 e 800 ri.
Canas com 3 aab n. tes a 500 ris.
Uma barra de sabio 700, 900 e 1/800.
Luyas de s/da a 2/500.
Benitos jarros a 5/, 10/ e 15/000.
Iovisiveis grandes a 320 ris.
L abas 200 jardas a 80 ris.
1 Ko doRaro da Victoria-Id

Y
Vende- ae a cara da ra da Conceicao do
povoadT da Torre n. 2. com um terreno ae cen:o e
tintos pslmos de frente e 300 ditos de fundo, ten-
de diversas arvorea fructiferaf, cacimba e bomba;
a tratar na mesma.
, Vende-se o sobrado d^ d.-us andares e sotas,
cm bom estndo, em ch: i proprio, ra de Agaas
Verdes n. 22 ; a tratar com o leiloeiro Martina.
Vende-se a c3a terrea n. 19 roa da Ponte
Velha, freguezia da B.;a-Vista ; a tratar n? rna
do Hospicio n. 29.
Fabrica de chapeos
Antonio Jos Maia & Q,
i DEPOSITO
roa do Baro da Victoria m
343fi
Os proprietsi ios deste estabelctiinenlo scicnti-
cain aos seus numerosos freguezes e ao respeitave!
publico, que centinuam a ter grande sortimento
de chapeos de todas as qualidades e formatos,
manufacturados com toda a perfeiy-ao e por prec,08
mais vantajesos que em outra qualquer parte.
Para acabar '
Os segu otes artigos:
Madapoln americano com nm metro de largura,
de 13/por 6/50D.
Fustoes braocos dn 500 rs a 240 rs.
Setinetas de qua riubos de 500 rs., a 240 rs.
Luvas de linho de 800 rs., a 320.
Cretones americanos, superior quaiidade, de 400
rs., a 240.
Casemira telpou para vestido, de 800 rs., a 240.
Cambraia victoria, de 4/500, a 2/500 a pega.
Cortes de cambraia branca, bordados e de co-
res, com um pequeo toque de mofo, de 8/001 a
a 4J500 e 5/' 00.
Atoalhados, bonitos desenhos, com pequeo to-
que de mofo, de a/000, a 14200.
Guardanapos de 4/, a 2/000.
Linn de todas as cores, de 640 rs., a 240.
Toile do Vicby de 5C0 rs., a 240.
Meias inglesas para senhora de 12/ por 6/.
Toalhas auolcboadas, de 3/500 por 2/200.
Merinos de todas as cores, de 1200 por O.
Lene/s com barra de lr, de 2/ por 1/200
duzia.
Nanzuks lisos de 280 re., a 160.
Leques de setim de 800 rs. e 1/.
E muitos outros artigas que deixam-se de men-
cionar, assim como retalhos de diversas qualida-
des de fazenda.
56Loja das estrellas56
Ba Buque de (avias
Tclephone210.


f
i



Diario de PerimmbucoSabbado 17 de Setembro de 1887
Rv
VINHO 6ILBERT SEGUIN
?sprcrrado cU Aoadml 4* Tufaba trina, de. BVampa.
AIS D* SEMENTA ANNO DE EXPERIENCIA
Vinho de nma efficacia 'ncontestavel como Antiperiodico para cortar as Futres,
e como Fortificante as ConnaUntcencas, Dbil utade do Sanuue,
Falta de SienstruavOo, Mtutppeieaeia, Digestes diffleeis
Knferniidades nervosa, Debilidad*.
Pkarmacia G. SEGUIN, 378, ra Salnt-Honor, PARS
jw. FRAH M. da SILVA e C*.
T,.....................iiiiimi...............iimnmy
Belleza Hygiena Saude
Marr-t rcpismula
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fe nuii n. da Babia
Vendem Machado 3fc Pereira, ras do Impe-
Vcnie-se ou permuta-s por predio aesta cida- rador n. 57, por commodo pre.90.
1 de um b"m sitio coro bou casa, umitas frocteiras, --------------
. excdleute banho do rio, boa agua de cacimba,
i-xtenrj de terreno para baixa de capim, to 'o
murado ua frente, com ,-orto e gradeamento, com Urna mobilia completamente nova, de urna fa-
caminho de ferro e ertaco junto ao dito to, ae m]ia estraogeira que se retira no primeiro vapor
Porto da Madeira, c >nhccido pelo sitio do Joao para Europa ; na ra do Marques de Olinda n.
Selleiro, junto ao Dr. Ernesto de Aquino Fon se- 59, 1- andar.
ca : quem pret-nder dirija-se praca da Inde- ------------------
pendencia n. 40, das 11 horas as 4 da tarde.
oov-Ho
De urna grande parte de fazenias existentes na acreditada casa ra Duque
de Caxiaa n. 59: aposentamos em seguida uma lista da alguna artigos que realmente
3X0 !-.ratissiinoB.
Esplendido sortimento de cachemiras p*ra vestidos, da 400 rs. a 1*000 o
t.
Merinos de cores a 600 e 800 rs., duas larguras !
dem pretos desde 800 rs. a 20500 o corado !
Setiri'tss lin^issiraas a 280 rs. o di'ol
RiscaHinbos para vestidos, core lindas, a 160 e 200 rs. o dito !
Cretonas duros, superiores, a 240 e 280 rs. o dito !
DamascoB de l, duas larguras, proprios para capa de piano a 20000 o dito
Camisas inglesas, branca, a 36*000 a duzia !
dem de ere tunes finos & 240000 a dita !
Ceroulas de bramante, bordadas a 12*000 e 140000 a dita !
Meias superiores a 20800 o 30800 a dita !
Camhraia Victoria com 10 jardas a 30000 a peca I
Madapoln palle de ovo, 24 jardas, a 60500 a dita 1
Dito araerisano, superior, a 50800 a dita I
Bramantes de linbo puro, 4 larguras, a 20000 o metro 1
dem de algodao superior a 800 rs. o 10200 o dito!
ortes de casetciras e meia-casemiras a 20500, 30000, 50000 e 60000
Casemiras diagonal para roupae de criancas a 800 rs. I
dem de duas larguras a 10800, 20000, 20200 e 30200 o covado!
Brins de Gutrnicoes crochets para cadeiras e sof a 800001
Cortinados de bordados a 70000 o par !
Col has e. cobertores a 20000, 20600 e 30000 1
Sortimento de ficbs, luvns, leques, eaxovnes para Exmas noivas.
Deposita de fas era grosao damos desmonto da pra.a.
ir
Ulenca,
3PDe3B.DeX3B.JK. & XVX^.&A.303KCJ^3eS
Sl^CCESSORES DE
CARNEIRO DA CNHA & C.
Falta de ssjspe
'Ms dk
Voraiti


oN-Rua Duque de Caxias59
IPLLAS DIGESTIVAS DE PANCREATINAj
de DEFRESNE
Pharmaceutico de i" Classe, Fornecedor dos Hospitaes de Pars
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Paris, o mais poderoso |
stivo, que se conheca, visto como tem a propriedade do digerir ed
loroar sesitailavetS nao smente a carne e os corpos gordurosos, mas
tambem o pata, ssaista c as fculas.
Qualqucr que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alterarSo, ouj
ausencia de si 'neo, inllammacao, ou ulcera^ues do estomapo, oui
do intestino, 3 a 5 pilulas do. Pancreatina de Defresne depois da oo-j
mida, Ecmprc a os mclliores resultados e sao por seo prescrptasj
pelos liliron aoasra as nguntes alToccoes:
Anemia. \ Gr-strclf-'a^
Diarriiea. i Ule
Dysenteria. F.nie:
Flatulencia estomacal. Gastri \ Emraa'jrer-.ijntnuD.
Somnolencia depois ;co:::er, :v." mitos ;-=acouipu..iiiim a graviex
PA?C^EAT1SIA DEFRESNE em frasqulahos com
radaziebas depois da comida.
Em c;-3 de DEFRES&E, autor da Peptona, PARS, i ~
FUNDICAO DE FERRO
CARDOZO 8r IRMAO
Ba do BaraO do Triumpho ns. 100 a 104
Deposita a roa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sempre era deposito tndos os machinismus e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locomoveis, semi fixos, com ca.deira
ohornis ou para fogo de assentamento, moendas de todos ob tamanbos, tachas batidas
e fundirlas, etc.
Mandam vir per encbmmeuda qualquer machinismo, encarregam-se de senfal-os
ei- respnsabilisam pelo bora trabalho do mesmo.
Vendem a prazo oa dinheiro com descont e a precos resumidos.
.18lina de Imperador38
Nesta gr: nde pliarmacia avia se receitas e pedidos com promptidao,
solicitude e modiuiJade.
As prescripfcs em linguas estrangeiras sao fielmente
despachadas
O pharmaceutico pernambucano JOS FRANCISCO BETTENCOURT
convida os clnicos desta cidado que queiram honral-o com sua confianca
para qualquer trabalho protissioaal e ao publico. Garante se a mais atten-
ciosa e consciencio8a execu^So.
Esta casa recebe seus pr ductos chioii "os o drogas directamente
das nielhor?s eswaa da Europa, especial jents encommeodadas para seu
receituario.
ESPEOIALTOADE
A*-Ke->
_-_^vjEs
IITUIT JAPQNAIS
A^a para fazer Crescer os Cabellos
Esta AGUA, inventada pelo celebre Chimico
H. ROTHE, impede instantneamente a cahida dos
cabellos e fortalece de tal forma o seu crescimento
que basta applical-a durante alguns mezes para pro-
porcionar .s Senhoras cabellos de 110 centmetros
de comprimento. Pelo emprego d'esta ACHIA, os
calvos reciperaro em breve os seos cabellos ja
cabidos.
Esta producto nao contera substancia aigmma
nociva pora a maude.
Deposito geral: H. ROTHE, Chimico, 11, B das Italiens, PARS
Em fentambuco: Francesco SC. da 8ZX.VA a O*.
Preparado pelo pbarmaceurico JOS FRANCISCO BETTENCOURT,
de urarj efficacia VFrdadeiramenfe ,-naravilhop ras molestias dos orgles
respiratiios.
Bronchites, aslhma km, convalsa, etc.
Essencia depurativa. Formula do distincto clnico Dr. Ramos.
Depurativo por ex silencia para todas as molestias que tem a origem
na impureza do sangue.
,, arta. turas, ernugoes Mmaticas, ate-, ate.
Tinta preta para escreverinalteravel^ fabricada com muito cuidado
por urna formula ingleza, especial para escripturayao mercantil o repartijSes
publicas, secca de pressa, perfeitamente preta, nlo corroe as pennas, nlo
5-vj deposita e d '.opia.
A BEVOLIJ AO
43-Bnd ao Baaae as
GRANDES NOVIDADES
Esplendido sortimento de cambraia com salpicos, brancas e de coras a 50000,
50500, 60000 e 60500 a pega.
Metins eacocezes e de hstras, combinacao, a 440 rs. o covado.
Lindos cortea de cretone cora barra, alta novi iade, a 80000.
Lencos de seda, linios gostos, a 10000. 10500, 20000.
Las de quadros, o que ba de mais novo no anreado, fazenda larga, a 600 e
800 rs. o covado.
Cachemira acolohoada, lindas cores, a 500 rs. o covado.
Colchas de c6res, esplendido sortimento, a 20000, 20500, 30000, 30500
e 40000.
Ditas de crochet muito grandes a 60000 e 8000 uma.
Cortinados bordados a 60000, 70000, 80000, 90010 e 100000, o par.
Ditos de crochet, completo, a 450000.
Lindas guarnijSes de crocbet para cadeira e soph a 6J000, 80000 e 100000.
Merino, lindas corea, a 700, 800 e 10200 o covado.
Guarnicdes de veludilho bordados a vidrilho para enfeites de vestidos a
60000 um
Cachemira broch ultima moda a 10500 o covado.
Ditas pretas, sortimento completo, a 600, 10OOO, 10200, 10400, 10600, 10800,
e 20000 o covado.
Ditas assetinadas a 1$500 e 10600 o covado.
Vestuarios para baptisado ricamente enfeitados a 90000 e 130000.
Colarinhoa e punhos para senhoras, ultima novidade a 20500.
Camisas bordadas para senbora a 30000, 40000 e 10500 uma.
Sabidas de baile, linios gostoa, con, pequeo defeito s 2)5000 e perfeitas
a 30000.
Leques com lindas paisagens a 500 e 20500.
Bordados e entremeios de cambraia baratissiroo
Sintos de chagrn para sonhora e criancas a 10000.
MadapolSo Revolucao, fazenda muito boa com 20 varas a 60000 a peca.
Muitas outras fazendas que s con a presenca das Exmas. familias e respeita-
vel publioo se poderSo apreciar.
ue d Silva or ira
U
de Marco n. 6.
Pa* ipatn ao respeitavel publico que, tendo augmentado seu
estabeljci;Hito de JOIAS coro mais uma sec^ao, no pavimento terreo,
com esp..liJadea em artigos de ELECTRO-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele
cimento, onde en. ontraro um riquissiruo sortimento de jolas de ou* o
prata, p-rol-a. brilhantes e outras pedras preciosas, e relogios de uro,
prata e nik>-l.
Oa artiges que recebem directamente por todos os vapor sao
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa o
D
A p r 10% j ias de subido valor acbarao uma grande variedade
'ate, pripri-.a para
p e nniv
Nem ero reli.co a- pr< co, e neu; onelidade, < b)e-:tos
mencionados, encontrarao ce -.ir: en ia n'esta pra^
Chlorose Anemia Cntnarro autmonar, -Bronchite chronica,
.atoarro da Bexiga, Phtisica, Tvsse conoulsa, Dyspepsia, Palito
Pardas seminaes, Catharrcs antigs e complicados, etc
Soolevard Senaln. 7, em PAJUZ, e nita principa*. Pharmaotaa.
Heoriqi
SUSPENSORIO MILLERET
Elstico, sem Cordoes
. Para evitar as Contrafacde
Exigir a mareo do Inventor imprimida
em cada mupemorio.
Metas para Variae*
depos Toados eiscos lgod-
MILLERET,
e sedt.
FUNDAS MILLERET
A Casa MUlerat rtcemmenaa u
nun Funda anatmicas
nat Fundas inrisireim, par. I
eonter u herniai e guebradura4 ai maii"
^^ cnrrimis par barib i o dhbiso.
LSalDEC, Succemsor, 49, ra J--J- Rousseau, PARS
DEPSITOS KM TODAS AS PRINCIPABS PHARMACIAS____________
Lotera da Provincia
A cha se vciida a 10.a lotera a bene-
ficio ter lugar no consistorio da igrej i de Xossa
Senhora da Conccifo dos Militares, onde
estar expostas as esphers em ordeiw nu-
mrica, para seren examinadas.
fai e vigor para todos
ESTOMAGO FIGABO e INTEST!!^
VIMHO E XAROP^ DE JURUBEB
BARTHOLOMEO & C*
PHinM. PKBNAMBUCO
uniooB preparados de xnmiseba apprortutos pela Academia e Mediana, cj
rccommenados pelos Mdicos contra aa Molestias do Ei.oms, o, Parda da Appe-
tlta, OigestSes dHllreis, Dyspepsia e todas as Molestias lo fljido, e co Bty?,
aa Diaerhsa chronica, ua Hydrooesia, etc.
CTTUDAJDO COK A-S FAX-SIFIOA-OCI:
Barato
Vende-se especial farinha de milho e de arras,
Diariamente debate-se na imprensa a crise feita vapor, e preparada para bolo, cangica,
aterradora poi qae esto passando as proviacias cuscas e outras diversas especies de comedorias,
do norte deste imperio ; sao innmeros os recia- que aeeessitem destes mesmos gneros, sendo a
. mes de todas as classes, sem qne sejam atteodidos 240 rs. o kilo da de milho e a de arros a 330 rs.,
os seus justos pedidos, de que se gloriam as na- assim como farinha para tender o pao cerveja a
coes civilioadas. 2^000 a arroba : na padaria da travessa do
E para que se possa dar impulsos aos desejados Pombal n. 1, pertencente a Pereira flt Pinto,
progresos que ctrUmente trarao o bem estar de Telephone296
todos, resolvern) Martina Pires ce C. estable-
cidos com armazem de molhados roa Es-
treita do Ros ;rio ns. 1 e 2, a vender por precos ;
mdicos os artigos coneerDentes ao sen ramo Vende-se urna casa de taipa, coberta de telha,
de negooo, que certamente cnnstitue ama eco- M m& da Palh8i fregaeZia do P090 da'Panella
nomia diana e onde su acha um completo sor- eata edificida ew terreno proprio, o qual tem 47
tomento dos segrales artigui, qae pela sua qaa- ,m08 da frente e l50 de fund0j e com ^g,^.
lidade e precos sao recommendaveis, oomo ae- em pretender dja-se ra das Fkres n. 18.
jam .
Vinhoa fios do Porto
Madeira
Sbeiry
Cbambertin
Bordoaux
Moscatel
Callares eBacalas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter,! Vende-se sementes de cacao novas ; no caes 22
licores, doces, bolachinbas nacionaes e estrangei- de Novembro, armazem da bola amareila n. 36.
Qaeijos frescos do sertao, prato, Minas e fla- II | I t(I
Azeite de coco, mate do Paran, formicido ca- Vndese ou permota-se por pequeas casas em
panema. qualquer das fregueziaa do Recife, a casa n. 22
Precos sem competencia. ladeira do Varadouro, com commodos part
Ns. Ie2Ra Estreita do RosarioNs. 1 e 2 grande familia, pois tem quatro salas, seis quar-
tos, gabinete e boa cosinha, com grande quintal
! todo murado, c:.cimba e de muit> boa agua, e
I sabida para o becco da Poeira ; a tratar na ra
velha de Santa Rita n. 14, sobrado, das 8 horas
' da minhii a 1 da tarde, oa das 4 s 6.
Telhas de zinco
Vende-se telhas de zinco, usadas ; no caes 22
! de Novembro, armazem da bola amareila n. 36.
Sementes d cacao
Martins Pires & C.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VTADO x?-
Este excelleate Whisky Escossez pre- V eiltle-SC
ferivel ao cognac ou agurdente de canna, 0 bem afreguezado dep08to 8to rna do vgario
para fortificar o corpo
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cojo nome e emblema bSo registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Sitio no Arraial
Vende-se a casa terrea com 7 quartos, 3 salas,
n. 15 : a tratar na ra larga do Rosario n. 18.
cosinha, qutrto com banho de chuvisco, depen-
dencias para criados, cacimba com muito boa
agua e bomba, um lindo jardn), passa um riacho
pelo centro do sitio, tendo uma pequea ponte
com bancos para recreio, arvores fructferas, co-
queiros, laraoj.iras, sapotiseiros, mangueiras, ja- marfam, estojos para agulbas, lapiseiras,
Papel para impresso
Vende-se papel para impresso, do formato Dia-
rio e Jornal do Recife : na ra do Marques de
Olinda n. 31.
A FLOIUM
Ra Duque de Caxiaa n 193
Grande sortiorento de objectos para pre-
sentes, sendo: carteiras, porta jotas, l-
bum de madreperola para baile, dem de
ijueiras e outras diversas, roa da Harmona,
dividindo com o sitiu do Sr. Badaem : a tratar
com o Sr. Domingos Gomes Correia, na casa ama-
reila, oa na ra da Paz n. 42.
Yiilios da Gan&feira
Finos
Carc vellos.
Madeira.
Moscatel.
Uva Bastarda e de Passas.
PARA MESA
Genuino do Lavradio a 500 rs. a garrafa.
Na mercearia de Manoel Correia & C
Praca do Conue il'Ra n. 19
Terreno
Vende-se nm terreno confronte a estacSo de
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicerces
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri-
eiro andar.
VERMIFUGE COLME!
CHOCOLATE oozu SANTONINA
aFlUira san utrilr u LIMBBJ6A
Ma Verznlfug-o reeoauuaMi pala (L/$ |
su aator iradisel e coiaerTi^a iacaaiUa. jff
Eligir a isinturi i
rirta.PB"C01JgT-a,tlL taNnirtir. r4-ll. :M
Vende-se
ama raverna na travessa do Pombal n. 16, bem
atreguezada, propria para principiante ; a tratar
na ra da Aurora n. 35
DAY& MARTIN
Fornicadora de Sui Mijuttde a Rtlnhi di Istlittrri,
do Enrcito 1 di Mirinhi bnlmnlci.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXA..pastaUNCTUOSA
OLEO para ASBZZOS
tUaooQuenecesuno Mnaminutaicaao ewre
:oa todas as formas.
DEPOSITO GERAL KM LONDRES:
97, tTigh Holborn, 97
b Pemamlraco : FRA5C" M. Di SLTi 4 V.
broches de madreperola, idem de marfim
desenbando em alto relevo florea e um mo-
lho de trigo.
Casacoa bordados para senhoras a 5,-)0O0.
Leques transparentes pretos e de cores a
2^000 e 2*500.
dem de setineta a 1*500 e 2*000, um
dem de papel a 500 e 800 rs., um.
Agua Florida verdadeira era guarrafi-
nhas a 500 rs., uma.
Contas lapidadas pretas e de cores.
Missaogas pretos e de cores.
Lindo sortimento de fitas e bicos bran-
cob e de edres.
Orando sortimento em botries de ma-
dreperola e phantasia.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
dem de seda a 2*000, 2*500 e 3*000.
Capellas, veos e ramos para noivas.
Suspensorios americanos a 2*500.
Linha para machina "a 800 rs. a duzia.
Meias de cores, escocia, para senhoras
m 1*500 p par.
Caixas de jogo para salao a 5*000.
Sabonetes a 120 200 e 500 rs.
Boleas de couro, de chagrn, de pollucia
e de pellica para senhoras e meninas.
Espartilhos a 3*000, um.
Lindas pastas de couro, chagrn e pe
lucia a 500, 1*000, 2*000, 3*000 e 5*000.
Carteiras para sedulas com os reparti-
mentos de 10*000 a 100*000.
dem para letras com os repartimentos
dos mezes de Janeiro a D<-zembro.
Estrados corylopsis do Japao, nexis do
Japao, Bcuquet de exposifo, Theodora,
Rita feacgally, Porte Veine, Ixora Brioae,
Roger, Gallot, Briza da Serra, Paris-Bou-
quet, Estrado Dodeur, etc.
Luvas de seda bordada com missangas.
dem bordadas com vidrilho dourado,
bronzeado e granad.
dem com palmas da mesma seda.
dem arrendadas a xadrez.
Anquinhas a 1*J00, 1*500 e 2*000,
uma.
103-RUA DUQUE DE CAXIAS-103
.iivraniento & C.
veudem cimento port'and, marca Robins, de 1*
qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
ELIXIR DESOBSTK UESTE
Eupeptico de Gervo
Preparado pelo pharmaeeulleo
JOS' FRANCISCO BITTENCOURT
O ti. rvao tem uma i cao desobstruente extraordinaria para os incommodo
do ligado, bco o rstomrgo, confor?ia o desereve Dr. Mello Moracs.
Um grande numero de pessnas que tem usado delta considera-o infallivel.
Levados por estas inrmiigo^s e por muitas experiencias presenciadas per
nos mesmos presentamos aos clnicos e ao publico em ger.d, um Elixir desta planta
de um sabor di-liejoso e de u n eff->to verdadeiramente benfico para os pobres deepep-
ticos, spleneticos e aquellos qu si.ffrem do figado.
Os propriefarinB d Pha-maeia Ceutral
DSPQSITC NA PHARMACIA C21TTHAL
N. 38 Ra do Imp-rador N. 38
fERNAMBUro
XAROPEo REINVILLIER
Laaraado pala Academia o> Madiclaa
^to
'^oQ
Gawavastre ssLsgiosi
dsCAZi
^H-a.TO
q.S3X*>-
jXSJ*
O0O
O Ptiosphato de em a substancia mineral naads aooadaaf a>> ot^anlsmo toda val i
quar-SJade noroal uimls-: resnita umaa^glo orgnica (rave.
Mais c cinco mil curas, a mor parte 'waluVjada pelos Profeisores e MeUoos da* 1 .
fcrao oDtiaa> uhlmamenle o flzeru com quo Xisesps da a> Stotiaa^lHer tete) daniarmiV)
couio u especifico uro cusir a Tislea pnlmoaiar. Stevnonit* c-hronlca, anezota,
Iach.iiimij, Debiltale do Organismo. O Tarop as W IteiKvUiiQr admints'raao
aiarlaiuc-i.te asci'aii<;a:- laciUta a dentlea! e o creectmento:ne mies e amas de leste torea c
lalto naalhor; oipede a -x.
carie queda dos dantas Uto friiaiaaf aspois aa prenota.
atnsai
E:n
Dfutto: rbamsataia ?nUBIVOtrSa, ,
Pernambuco: FltAlt" U. tta MITA d>
O, ti
u\m

yi)a* ZvCerm







*

.

e~g4\
itaL i




Diario de PcrDainbiicoSabbado 17 de Setembro de 1887
ASSEMBLEA GERAL
enado
discurso pronunciado na ses.
SAO DE 29 DE AGOrO De 1887
# ttr. Haaoel Portella (ministro
do imperio) : Sr. presidente, sendo a
primeira vez que uso da palavra nes
ta casa do parlamento, peco permisslo
a V. Ezc. para antes de tudo fazer utna li
geira observarlo.
Ao concluir o nobre senador pela pro-
vincia do Maranhao o sen brilhante discur-
so, um dos nobres aenadores notou demo-
ra de mirha parta em pedir a palavra,
qualficando-a de falta de cortezia para com
o Senado.
Embora este ponto j tonha sido debida-
mente explicado pelo nobre senador pela
provincio do Paran, curapro um dever
para com esta respeitavel corporaclo decla-
rando que nlo podia nunca estar em m-
nba intenclo tallar cortezia para com o
Senado, sobre tudo no carcter em que
aqui me apreseoto. Quando outras razSes
nlo tossem bastantes, seria suffiaiente a
consideraclo que presto a cada um dos 1-
lustres senadores e o muito respeito que
tributo ao sen digno presidente.
A opposicao do Senado nao podia ter
e8Colhido um orglo mais autorizado e ao
mesmo tempo mais sympatbico do que
aquella que hontem occupou tito brilhante-
mente a attencSo desta casa. Embora eu
tivesse percebido que no espirito do S.
Exo. paira como^ue um resto de resenti-
mento ou de queixa, por observares por
mim feitae na Cmara Temporaria, quan
do o nobre senador era ministro da cora,
observares referentes reforma das Fa-
culdades de Direito, s obras do Lazareto,
e a um aviso por S. Exc. expedido na oc-
casiao de tratar-se da apurarlo da minha
penltima 61615119, folg que S. Exc. ini-
ciasse o debate porporcionando-me assim
o ensejo de fazer dissipar este resto de
queixa, continuando as noesas relceles Co
mo dantes.
Ao iniciar S. Exc. o debate, foi-me ?gra-
davel vl-o recordar os tempos em que co-
mo meu diBcipulo, tive ensejo de apreciar
sua ntelligeneia superior e seu amor
estudo, qualidades estas que pude
mais fcilmente reconhecer quanto
ao
tanto
eram
estreitas as minhas relaces com dous Ilus-
tres membros de sua respeitavel familia.
Estas relayS :s de amisade adquiridas nos
tempos escolares nao se esquecem.
O Sr. Franco de S: Nao tenho re
sentimento algum.
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio) : Recebam, S. Exc. e o seu dig-
no colleja, representante da briosa provin-
cia de Minas, que tito brilbantemente oceu-
param a tribuna, os meus sinceros agrade-
cimentos pea benevolencia com que me
acolheram e o Ilustre senador mineiro que
ante hontem apresentou una re ^crimento,
receba os tambera pelos votos que faz pela
filicidade de minba administrarlo.
Faltara a um dever si nao me prevale -
cesse desta opportunidade para tornar ex-
tensivo acs digaos aembros da opposisao
liberal, deputados pelo 3. o 20 distrioto
da provincia de Minas, e muito especial-
mente ao digno representante do 4. dis
trete das Alags o meu cordial agradec
ment pelo juizo que manifestaran a roei
respeito.
Folgo tambem em pateotear meu reco-
hecimento imprensa desta capital e das
provincias do Imperio que, com relac2o
miaba entrada para e gabinete de 20 da
Agosto, mostrou-se extrema nante ben-
vola.
Todas estas manifestarles, que mnta
me honram, constituem para mim um gran-
de estimulo avigorande o meu_ esforro no
intuito de corresp rader coofianga da co-
ra, do parlamento o do digno chefe do
ministerio de 20 de Agosto.
O Sr. Lima Duarte : V. Exc. esta
collocado em siuacao delicadissima.
O Sr. Affonso Clao : E' preciso can
talla com este ministro, elle perigosi.
(RiQ.)
O Sr. Manoel Portella (ministro do ini-
ppno:. O lustre senador honra me s>-
brernodo coto o seu aparte, si eatendo >
meus agradecimentos a tantos, nlo pos jo
deixar ueste mom-nto de dirigil-os a
S. Exc.
Neste seu aparte vejo mais um incenti-
vo para o deseropenho da ardua icisslo de
que* me acho incumbido. Porque o perigc ?
Ser porque me curvo agradecido mani-
festado de juizos que respeito ? Ser por
qun expr-sao com vardade o meu pena 1-
mento ? Si aesim. inc-luo o nobre sea 1-
dor no numere d'aquellesa quem rendo es-
pecial agradecimiento. (Riso.,
O Sr Affonso Celso : J estou rendi-
do (Riso.)
O Sr. Manoel Pornella (ministro do im-
perio) : O brilhante discurso do Ilustre
senador pela provincia do Maranhao Um
urna grande parte referente minha pessia
e s minhas isas com relacao politiza
dominante, e outra especial aos diversos
ramos da administrarlo a meu cargo.
E' bem diffi lil a resposta a urna parte
do discurso do honrado senador, porque
isto me obrigaria a fallar da minba pessoa
Para nao roubar tempo ao Senado, res-
tringir-me-hei o mais possivel, sera todava
faltar ao nobre senador com a cortezia de-
vida, acorapanhando nesse ponto o seu d s-
curso de algumas observarles.
Si fosse exacta a apreciadlo que S. Ex
faz de diversos factos antigos e recentas,
muito obscurecido ficaria o j uizo favora /el
que a meu respeito se digoou manifestar.
O nobre senador, cuja delicadeza nao
desconhego, enunciou-se por tal forma so-
bro miaba vida politica nestes ltimos tem-
pos, que, a acompanhal-o nesse terreno,
tria eu de rememorar, sera necessidade,
factos j por mim apreciados na outra ca-
sa do parlamento.
De certo, senhores, o que lucrara o Sena-
do era ouvir-me a respeito do ministro de 6
de Junho, presidido pelo honrado senador
o Sr. cooselheiro Dantas ? O que lucrara
em ouvir-me a respeito do gabinete pren-
dida pelo eminente Sr couaelheiro Sarai-
ua ? Haveria vantagem para a causa pu-
blica ou para mira em entrar agora no
confronto, a que pareceu querer sujeitar o
nobre Benador um e eutro gabinete, no
que respeiti liberdade do voto e olo
intervenclo no processo eleitoral ?^
Alera de tudo. como hornera poltico, te-
nho a qualidade de esqueccr as offensas
para s mo lembrar do bem que aquelles
que me offendem podem fazer causa pu
blca; e nlo vejo que se posad ucrar coas
alguma repotindo argiras, que toram fei-
tas em certas pocas em que tiohara cabi
ment, para constituir um objecto constan-
te de mortificarlo, quer para aquelles que
comraettem faltas e as ieconbecem, quer
para aquellos que sao injusta Mente accu-
sados.
E' por isso que, lamentando que o no
bre senador se referisse minha penlti-
ma eleicao, em 1884, nlo devo apreciar o
que disse S. Exc. a respeito da nao in-
tervencao do governo nesse pleito, apezar
da affirmativa de ter a administrarlo na-
quella poca si conservado quasi inactiva,
nao se tendo serviio mesmo do telegrapbo
pare dar instroccSas ao sau delegado.
D.'ixi todo isto como urna verdade no
espirito do nobre senador. O paiz j j ul-
pos existente no animo da popularlo da
capital de Pernarabuco excitacSo devida
ao que S. Exa. cbamou o roubo de um di
ploma e presente delle ao candidato conser-
vador pelo 2o distrioto.
Comprehende V. Exc., que para oceu-
par me destas proposites, seria eu forga-
do a entrar em apreciacSia a 1ae aempre
me esquivei. Ante a propria comalia >,..j
da cmara, que teve de julgar da minha
eleiglo, evitei referirme aquello a quem o
nobre senador suppoe expoliado de um di-
ploma pelo 2o distrioto.
Neste ponto, segurado o exemplo da-
quelles que te d sabido dar provas de pru
dencia, procurei seoilo desprezar, ao me-
nos esqueeer a offensa.
Nlo sera cabivel que tivesse proced
ment difieren te, hoja no cargo de ministro
e fallando ante tao eminente corporaclo.
O nobre senador quiz convencer ao Be-
nado de que as observares por mira fri-
tas outr'ora sobre actos de sua administra-
rlo foram devidae ou ao desejo de moles-
tal o ou ao de faz;r-lhe urna represalia pjr
haver S. Exc, como ministro do Impe-
rio, em Dezembro de 1384, expedido um
aviso.
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio) :Ou telegramma.
O Sr. Franco de S: Ha differenca.
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio) :Por muito sigaificativo que fosse
o telegramma dirigido por S. Exc. ao pre-
sidente de Pernarabuco, declarando ao juiz
que tinha de presidir junta apuradora da
eleicao pelo 1* distrioto daquella provincia,
que nlo apurasse a eleicao de S. Jos,
nao poderia isso ser motivo para que eu
procurasse moles al-o.
Muito antes, em 1879, eu appareca pe-
rante a cmara com um diploma que re-
putava conferir-me a qualidade de legiti
mo representante da nago pela provincia
de Pernambuco, e apezar do nobr> sena
dor, fazendo parte commissao de inquerito,
ter dado parecer contra a validade da mi-
p.>-
de
gou esta questao. Nao devo voltar a ella,
mesmo porque me obrigaria a fallar do meu
adversario era sua ausencia, o que me re-
pugna : seria ter o mesms proceder que
teve elle out'rora para commigo, mcorren-
do eu na mesma censura que entilo lhe
fia_______
Referindo-se o nobre senador | appro
ximacao do dia era que as urnas vio se
pronunciar na eleicao a que se tem de pro-
ceder para preenebimento do lugar de de-
putado, que perd por eff ito da aceitojao
do cargo de que me|acbo revestido, sup-
F0LHET1M
VICTIMAS E ALGOZES
POR
EMILIO DE MCHEBOURG
eleicao, nao me mostrei resentido com o
seu procedimento.
Ao contrario. Quando em 1882, o no-
bre senador compareca na qualidade de
ministro, na outra Cmara, para ser inter-
pellado sobre urna questao internacional
por um seu co religionario e era quasi
abandonado pelos seus amigos, viu me a
seu lado prompto]a auxilalo.
Quaas o- actos de S. Exc. por min
apreciados e em que termos o fiz ? Quan-
to reforma das facuidades de direit) an-
da ha pouoo o Ilustre senador que me
precedeu na tribuna leu palavras minhas,
nenbuma das quaes podia ser desagrada
vel ao nobre senador. Limiteime a criti-
car dous pontos : as propinas e a distn-
buicSo dos substitutos por especialidad-
de materias. Accrescentei que se a refor-
ma tinha ideas que nao me pareoiam boas,
consagrava outras que considerava aceita-
veis.
Quanto ao Lazareto nao proferi palavra
offrasiva a S. Exc. ; estranhei o facto de,
concedido o crdito de 300:0009, pedr-se
no anno aeguinte igual quantia para a
mesma obra. Nao entre na apreciaclto do
modo pelo qual o nobre senador usou do
crdito : proiguei o systema prejudicial
de pedidos de crditos sem estudos suffi
cientes,
J disse que dSo pretenda tomar o
precioso tempo do senado oceupando-me de
minha eleiclo de I8d4.
Os factos entSo occorridos n5o podem
ser e8quecidoa por aquellas que se iate-
ressam pela caus* publica. Nao reapoosa-
bilis-i nem poderia responsabilisar o parti-
do liberal de miaba provinoia pelos atten-
tados commettdos na freguezia de S.
Jos. Consta sto da expasico que en tito
fiz em defeza de minha eleicao perante a
commissao julgadora da cmara, dos de-
putados.
O Sr. Dantas : Foi oousa qne nos to-
dos deploramos.
O Sr. Mauoel Portella (ministro do m
perio) : Responsabdiso aquelles que,
dendo, n3o suffocam esses dementas
desorden) que constituem um perigo per
manente na capital de minha provincia
O Sr Luiz Felippi : Esses elementos
sSo coramuos a ambas os partidos.
O Sr. Manoel Portella (ministro do ira-
nerio) : O que lamento qua esses gir-
j"ns de perturbacSo que all produzirara
os tactos de 5. Jos, e foram os raasmos
que, pouco tempo antas, ocaasion^ram a
tentativa de assalto ao Tribuaal da Rala-
cjto para arrastarem da cadeira em que
3va como presidente um irmSo do no-
Uci senador, nlo teahara poliio ser re
primidos
Mas assevero ao nobre senador, como
liberal e chefe di seu partido, que ha de
encontrar era mim auxiliar poderoso para
elimioacao deste rao fermento de convul-
bo social, parque nao est no interesse do
partido liberal nam do conservador, a ma
nutenclo desse estado anmalo e perigoso.
Respeito e considero os libaraes de mi-
nba provincia, entre ellas tenho amigos
que muito merecera, mas a causa publica
n3o pode permittir que aquelles que por
ella sacrifican!, estojara merc de ele-
mentos anarchicos. (Apoiados.)
O nobre senador saba que o meu pan
samento com relacao nossa provincia,
sabe o porque me conhece, nlo de boje,
mas do tempo da raocidade.
O Sr. AfTonso Celso : E' pana que V.
Exc. nlo tenha iofluanciado na sua pro-
vincia nos ltimos tempos.
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio) : Tenho influido nos negoaios de
minha provincia, tanto quanto a\ minha
esphera de acclo me tara sido pormittido,
por meio da palavra, do exemplo, da dedi-
carlo a tudo quaoto interessa causa pu-
blica. Esta influencia tem-se manifestado
no meio das associaerjas agrcolas, indus-
triaes, artsticas, e de instrucjlo em que
tenho cooperado.
O Sr. Affonso Calso : E- pena que os
amigos do nobre mii.istro nlo o deixassem
governar mais tempo como presidente de
parque o nobre ministro nlo entrara con-
trariando o Sr. Jlo Alfredo
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio):-V. Exa. anda ha piuco disse
que eu era um ministro perigosi; raas
p^lo seu aparte vejo que V. Exc. o se-
nador m-us perigoso que conheoo !
O Sr. Bario de Cotegipj (prasidente do
coasvlho) :Pode coavencer-se de que .
O Sr. Affonso Celso: O qua digt ape-
nas qua esto hoja salidarios, o governo
e o nbre senador pjr Pernarabuco.
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
parto) : A minha entrada para o gabine-
te tem urna explieaclo natural, nada tem
de estraahavel.
O nobra senador pelo Maranhlo pare-
me e menos proprio para fazer-me esta
a'guiclo ; pois j o vimos ministro da um
gabinete escravouata, dando-lba um grande
elemento de forca, e depois membro do
gabioeta abolicionista, presidido pelo hon-
rado Sr. conselbeiro Dantas.
O Sr. Franco de S : Esse gabin te
s o seu chata assim
da Cunha :Venho
iuvir-tt.e e ver que nlo estou em doaao-
edruo.
Si faco o Mimile nlo para molestar
nobre sea tdor pelo M.ranhlo nem para
expliaar o meu pracadiajnto.
O n>bra senador palo Maranhlo tando
sido successivamente membro de dous ga-
oinetea, u n esoravocrata o outro abilicio-
osta, pode perfailameata explicar e seu
procedimento pela transformaclo natural
das ideas. Na) lhe fago por isso in-repa-
glo. Pola S. Exc. a este respeito recor-
dar o que acontacau ao seu Ilustra co-re-
ligionario Jos Booifa.'io qua era 1867 da-
clarava que nam raesrao nestes 40 anuos
se poderia tratar da extincelo da escravi-
dlo e ao depois tornou-aa um dos mais
iaaaasaves defensores da dea abolicio-
nista.
Craio qua V. Exc. nlo tom razio para
estranhar a minha entrada para o gabiaett
20 de Agosto, vendo para isto ora minhas
id is um obstculo.
provincia.
O Sr. Manoel Portella
(ministro do im-
perio) :Seria melhor nlo fallar do passa-
do, nlo desejo fazer recrim)oac3es, direi
apenas que a resposta a S. Exc, no que
respeita a legalidade do seu aviso ou tele
grarama est dada no discurso do honrado
senador qua acabou de fallar, citando dis-
posico expressa da lei em virtude da qual
o governo nlo linha compatencia para in-
tervir daquelle moda na processo de apu-
raclo eleitoral.
E pergunto : em qna disposicSes de lei
se firmn o nobre sanador, entila ministro
do imperio, para responder consulta di-
rigida ao governo polo presidente dajun
ta apuradora. S. Exc disse qua se eu me
achasse em condicl idntica nlo teria pro-
cedimento diverso. Respeito muito a intel-
igencia do honrado senador, mas reserv-
me o direito de obedecer antes lei enten-
tendia em sua letra e era seu espirito.
Senbores, o nobre sena lor e o sau Ilus-
tre oollega, julgaram conveniente apreciar
a minha entrada para o gabinete de 20 de
Agosto, parecendo dar crdito ao boato de
haver eu em outra o .-casilo racusado fazer
parte delle.
Ainda quando, de outra vez eu ma ti-
vesse excusado, nlo seria isto razio que
ma privasse de fazer agora parte do gabi-
nete. Circumstancias da ordens diversas
poderiam determinar a recusa eotito e a
aceitadlo agora. Posso entretanto garantir
que nunca estive em divorgancia com o ga-
binete a que hoja pertengo. Para proval-o
basta o facto de ter sido seu delegado na
provincia de Minas.
O Sr. Franco de S: Tambem o Sr
Jlo Alfredo foi delegado do gabinete e
declarou que tinha ura programma dilTe
rente.
O Sr. Affonso Celso :Mas agora ha
de estar de acedrdo com o do governo ,
nlo era escravocata :
se declarou...
O Sr. Fernandes
aprender mais isto I
O Sr. Franco do S :... por sua can-
ta o risco, era seu uorae individual.
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio) :Perdoerno o nobra senador; ha
de permittir que faca um dof -sa ao Ilustre
presidente desse gabinete.
O Sr. Franco da S :Elie nunca de-
clarou que o gabinete era escravocata.
O Sr. Manoel Portella (miuistro do im-
perio) :Fica sa ajuizando. .
O Sr. Franco de S: Eu nlo faria
parte do um gabinete si tivesse esta deno-
minarlo.
O Sr. Manoel Portella (ministro do ira
perio) :. mal dos sentimento3 do che
fe deste gabinete, quando se diz que elle
era escravocata.
O Sr. Franco de S :Nlo sa cogita va
entlo da questao ; e fui elle apenas quem
sa declarou escravocata, fallando indivi-
dualmente.
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio) : Aquelles que nlo coubeceram o
bellissima carcter do honrado conselheiro
Martinbo Campos, se suspeitarem qua elle,
quando se declarava escravocrata da gem-
ina exprima um sentimento individual
contrario liberdade, nlo fazem, justica
memoria do Ilustre cidadlo.
Chamando ao gabinete presidido pelo
honrado senador Martinbo Campos de es-
cravoarata, nlo me retiro aos seus sent-
meutos pesioacs mas ao peosamento do
gabinete de que elle era a personificarlo.
Figurou a esta respeito o nobre senador
urna bypothesa iraposaivel.
Ainda bam que foi S. Ex;, o primeiro
a confessar qua nlo lha podia dar crdito.
(Continua)
VARIEDADES
PRIHEIR \ PARTE
A ?AL!ILIA LldXTNST
( Continuaciio do n. 211)
Arrepeadlaeolo creoaorao
A Sra. de Saulieu aprsente a imagem
da dr inexoravel, que se recusa a toda e
qualquer consolaclo.
O tempo, passando, deixou nella os
seus duros vestigios. Os cabellos ti-
nham a brancura da nev, o rosto era de
urna magreza asctica e tinha a cftr 00
Toarfim velho. A boaca, contrahida por
urna prega dolorosa, havia perdido o habi-
to de aorrir. S os oibos, onde comtudo
se va constantemente os vestigios das la
grimas que tinhsm conservado a vivac
dade. A expresslo do olhar era a um tem-
po triste e bondosa.
A's vezes via-se-lhe nos olhos, que pa-
recaos perscrutar profundezas desconhaci-
das, como que um rato de esperanca.
A' primeira vista, raconhecia-se que a
marqueza tinha aoffrido muito, mas reco
nhecia-se tambem que o soffrimento ol
tinha originado nella, nem fel nem azedu-
me.
No dia em que penetramos no interior
do palacio de Saulieu, a marqueza esteva
sentada eacrivaninba e abria a corres
pendencia. Dorotha ajudava-a nesse tra-
balho.
A marqueza leu attentajnente muitas
cartas, urna dellas deteve mais particular-
mente a sua atteoclo.
Dorotha, disse ella, v mandar bus-
car nma carrungem, leve dinheiro e dirja-
se 4 morada que esta carta indica. F. um
pobre moga que me recommendam. J nlo
tem mli, e o pai pola fra de caaa.
seja verdaderamente digoa do seu inte
resse ?
Porque motivo havemos sampre sup-
p6r o mal ? A infelicidade nlo titulo suf
ficiente p*ra aquelles que, como eu, podem
secgorrd-a ?
Sam duida, Sra. marqueza, mas a
senhora tem sido tantas vezes engaada I
__ Que importa ? Contar com o reco-
nbeeimeuto, quaido se faz bem, perder,
em parte, o mrito da sua aceve. Urna pa-
lavra, um auxilio, que chegue hora exi
gida, podem aalvar um deagragado do des-
espero, protegel-o o ratra as ms tentajSes.
Mesmo quando temos que deplorar a iogra-
tidlo, quem nos diz que, mais tarde, a re-
cordarlo do beneficio ala despertar sen-
ii:nentos que nlo estavam senlo adormeci-
dos, quando os julgavamos mortos !
A Sra. marqueza to boa, a sua
caridade to inexgotavel, que nao posso
deixar de me indignar quando sei que a
sua generosdade foi perdida.
__ Ci o bem que fago perdido para al-
guna, nlo o para mim. Alera dissa, en-
tre aquelles que estamos dispostos a con
demnar, quantos ha que poderiam invocar
ttulos nossa indulg ncia l -
Se eu tivesse sido outr'ora ndulgent-s
como sou boje, nlo seria condemnada a ar-
rapendmentoa iouteis era Uria o corarlo
despedacado polo remorao.
A velba senhora suspirn e os olhos fi
xarara se-lhe em um delicioso retrato da
mora, emmoldurado por alguna ramos de
jasmins coloides de fresco.
Du.-.s lagrimas correram-lhe lautamente
pelas faces pal lid s e emmagrecidas
Es ava abysmada as suas recordabas
e Dorotha conservando os olhos baixos,
re8peitava as dolorosas meditarSas da araa
__Ou meu D.;us murmuroa a Sra.
de Saulieu, o que ser feito della T
Ao cabo da um instante coutinuou era
alte voz, mostr-ndo o retrato :
Dorotha, boje o anniveraario do
seu nascimento, ah! nlo basta que tenha
idos oruado o sen retrato, com as auaves
flores perfumadas de que ella tanto gosta-
/, quera oeste dia poder espdhar meus
beneficios sobre todos os desgrarados da
Saulieu abanou triste
depois de pequeo si-
A marqueza de
mente a cabera e,
lencio, continuou:
Quando a minha filha, a meus joe-
lbos, iuaplorava o seu perdi e esteodia as
ralos suppliceB e me dizia : c piedade, per-
di perdi I repelli-a e, quando quiz
lancar-se nos meus bracos, amaldroei-a I
Que borri.el demonio, se tiuba apodera
do de mim, para abafar assim, no mea co-
rarlo, todos os sentiraeatoB de rali 1 Era
clpala, verdade; mas era minha filha e
ou ulo tiaha senlo ella neste mundo e re-
pelli-a E esmaguei-a com a miaba maldi-
cjto I
Cousa vergonhosa, horrivel, foi s no
fim de tres anuos, que a minha colera ae
apaaiguou. Ms antes o que era eu ? Uraa
madrasta, um mostr que tinha o corceo
petrificado. Do repente, todo o meu amor
por minha filha despartou mais arde o te do
que nuaca tinha sido E, d'alli em diante,
a m.ruueza de S.ulieu ficou sendo uraa
O Sr. Fernandes pa Cunha : Apoiado.
O Sr. Manoel Portella (rainiatro do im-
perio) :Nlo pode o nobre senador apezar
da suas ideas adiaotadas fazer parta da-
quelle gabinete ? Nlo eatranho seu pro-
cedimento pois temos visto qua em muitas
quastSas sociaes e especialmente na do
elemento servil a acclo do tempo tam pro-
duzido grandes transformarles
Ha, porventura, quera se auime a cen-
surar o senador Jos Bonifacio pela tran-
sformarlo produzida no sau grande espiri-
to ? J huuve quem nesse paiz profera-
se como elle um discurso to formal em
defeaa da escravidlo ?
(lando o Ilustre senador Zicharias de
Ges e Vasconoellos, em 1867, agitava a
questlo do demento servil, entlo encon-
tr i va formal opposiclo no deputado Jos
Bonifacio, manifestada naquelle discurso
revelador do seu grande talanto e Ilustra
rio. Entretanto, foi depais acclamado e
saudado como um dos mais denodados che-
fes abolicionistas.
O Sr. A ffonso Celso : Mas o simile
prova que S. Exc. est em opposiclo ao
nobre presidente do conselho era muita
cousa. _
O Sr. Manoel Portella (ministro do im-
perio) : -V. Exo. tenha a paciencia di
a filha : Daus vingou a
trra, afim de obter da Dcus o perdi da
minha crueldade
__Ha muito que Elle lhe perdooo, Sra.
marqueza.
Dorotha, Dens mrsaricordioso, e
ea, fui sem piedade l Nlo, Elle nlo me
perdoou, visto que apazar de todos os meus
esfergos, continao a nlo saber nada ao
certo.
A Sra. mrqueza ea' certa qae ella __Continu a eaperar, Sra. marqueza.
queza
martyr.
A mli esraagou
alba.
No dia om que a vi, pela derradeira vea,
no dia era que lhe fechti os braros, reti-
rei-lbe o direito de rae chamar rali Que
raiservel que eu fui !
Soffre I soffre, poit, mli desnaturada ;
aasira o mereceste.
Sra. marqu -za, a senhora ju'ga-se,
com deraaaiada aeveridade.
Fui aem piedade para ella, sou sem
piedale para mira
Ficou ura moraento calada continuou
Era Saulieu, tudo me lembrava a au-
sente, as alamedas, onde passeavamos, as
floras qua ella prefaria, os brinquedos, m-i
quebrados, que tnbaai deleitado a su 1 in-
fancia, a roupa que ella tinha usado ; por
toda paite e sera c^ssar, a su> imagera se
ergua diante de mim e vi a sempre cho-
rosa, curvada aos meus ps, pedindo-me
que loe perdoaase.
Cahi doente e, no delirio da febra, ap-
pareciara me viaSes tarriveis : via a minba
filha, debatendo-se, no meio de todas as pro-
vaco '8 de uraa existencia desgrarada, tra
zendo, como stygraa indelevel, a maldiclo
maternal p .aiudo de urna decepclo para
outra, vi a agonisante, vi-a morrer e como
se eu estivesse junto dell, perto do seu
l -ito, ouvi-a pronunciar estas palavras ex-
balando o derradeiro suspiro.
c Morrro na flor daidade, porque mi
nba mli foi aera piedade para mim.!
Deixei S.ulieu porque teria morrido se
l fic4X8. E nao quera e nlo quero mor
rer I Eraquanto existir em mim a esporan-
ca de saber o que feito de minha filha,
quero viver I
Vira para Pariz me entregar mais fcil
menta a pesquizas que tm sido constan-
tes. Sim, procurei, procuro e nlo deixa-
rei da procurar. E' preciso que eu saiba
o que foi feito da minha filha. Se vier a
saber que ella nlo existe, exclamarei com
os olhos levantados Dar o cc ;
Senhor, j nli tenho pracislo de vi-
ver, podis dar-me a morte.
Mas ha qualquer cousa que me diz que
a minha Qabriella nlo morrea.
Ah I mea Deas, ee ella me fosse resti-
tuida, com enthusiasmo gritera :
Minha filha, quero que sejas feliz ;
tua mli carece da tua ventura.
A marqueza passou a mo pela testa,
deixou escapar um gemido.
Sra. marqueza, disse Dorotha, deve
ter esper*neis as informabas qua o Sr.
marquez de Prraorin ha de ter obtido.
Sim, porque foi ja grayas a elle que
pude saber alguma cousa-
E tambera pela Sra. condessa de
Poelfy. -
Souba cora effaito pela condessa, que
um dia em Lucha tinha encontrado Ga-
briella, que ltte havia participado que era
mli. Era cerca de um anno depois do
casamento.
Mas a coodessa nlo sabia senlo isso.
Ura dia era que o meu velbo amigo de
Pr uorin se achava em um dos castellos
Jos arrabal les do Marsalha, onda resebia
muita gente, a Sra. Frugre, mulher de
un engenheiro de Marselha, que a conb-
cia na mocidade e que era ura pouco ami-
ga de minha filha perguntou por mim ao
marquez sabeu 10 que elle era da minba
araizade.
O Sr. de Prmoria respondeu-lhe, qu
muito inquieta pala sort > de minha filha
viva mortificada e cboranda.
Entlo Sra. Frugre contou ao mar-
quez que Gabriella tinha ido procural-a
misteriosamente ara dia para pedir que
se interossasse por ella e pelo marido, o
Visconde de Merulle que por causas que
ella nlo fez eonbe.-er inteirameate tinha to-
mado o nome de Fraud.
A Sra. Frugre guardando segredo que
lhe tinha pedido Gabriella, tinha fallado ao
marido a respeito do Sr. Fraud e este re
oomraendado pelo engenheiro tima entrado
como empregado na corapanhia Message-
ries Martimas. Mas tinha ficado l ape-
nas siguas mezas ; tiverara que e despedir
ma cousequencis de descuidos graves no
Icrviro.
A SrtgFrugre nlo taba tornado a ver
Gabriella, coratudo disse ao Sr. de Prrao-
rin que a acreditar em certos boatos que
tinbam corrido na cidade naquella cidade,
o Visconde de Mrulle, conhecide nica-
mente pelo nome da Frau I, fra as-
sasdioadi pelos contrabandistas.
Com estes indicarles o marquez dirigi-
se a Marselba e dirigi as suas pesquizas
para todos os ladea com urna paciencia que
infelizraunte pouco conseguir
Graciosos
Eu tenho una olhrahos castos
Q le me derara de presente
Uus olhos de fazer tebre...
Uns olhos de malar gente '
Quera m'os deu... ura raysterio..
Daus rae livra de o contar !
Slo olhiuhos s p'ra ver-sa
Cora muito geito... e guardar.
Quando eu panso que possao
Uas olhos de tal magia,
Sioto o co entrar-me n'alma
N'uraa enchente de alegra '
Pelo thasouro mais rico
Dos objectos mais raros
Eu nlo dava um pedacinho
Dosses olbinbos to charos.
Sli mesmo uas olhos divinos,
D'uma ternura sem fira :
Uns olhos que Daus formou
S, de encommeada, p ra mira !
As veze3 teem a docura
Dura brilhar meigo e sereno,
Qual estrellas qua fluctuam.
N'ura firmamento moreno!
Outras vezesrutilantes
Parecer filhos do sol,
Saltitendo no horizonte
Iunundadoa da arrebol !
Se Castro Alves surgisse,
Sa Varilla inda cantease, I
Se Gonralves existisse,
Sa Abreu resuscitasse ;
Eu faria junta potica
P'ra decidir do valor
Desses olhinhos tito raros,
Desses mimos de primor.
SI. mesmo uns olhos divinos, -5>)
D'uma ternura sem fim :
Uos olhos que Deus formoa
S, de encommenda, p'ra mim '
Mas como nlo tenho estro,
Nam de poeta a inspirarlo,
Erig para esses olhos
Um altar no corarlo.
Joao Pessoa
cabera, o rosto tomou lhe urna exprsale
de meiguice e de bondade intraduzivel.
Av I pronunciou ella com voz vi-
brante de commorlo ; fui av Sl-o-hei
ainda ? Av Ah Dorotha, nlo sei di-
zer o que experimento tudo quanto se pas-
sa em mim quando pens na filba de mi-
nha filha, pr quem tambem o meu ora-
rlo transborda de ternura.
Como comprebendo perfaitamente agora
Confirmaram-lbe que com effaito o per- essa especie de idolatra das avs pa!o3 na
sonagem conhecido pelo noma ds Fraud, toa.
lanrado ao mar Mnh
tiaha sido assassmaao
pelos contrabandistas.
Mostrarara-lbe na praia urna casinha.
qua tinha sido a morada de Fraud, da
mulher e de uraa fiibinba de cerca de de-
zoito mezas e bonita como um eberubim.
O assassioato tinha sido comraettido de
noite e no dia seguiote a casa da praia ti-
nha sido encontrada desarta. A mli e a
filba tinbam desaparecido. Suppoz-se que
a poOre mora tendo sabido do assassinato
do marido, n'um accesso de desespero ti
nha-se deitado ao mar com a '-nanea.
Comtudo nlo tiaha encontrado nem o
cadver da mli, nem o da menina, nem o
de Fraud.
Era consequencia disto disserara ao Sr.
de Priuorin, pode adraittir-se at certo
ponto qua a pobre mulher nlo se tenha sui-
cidada.
Mas entlo, o que feito da mli e da
filha ? Onda ae refugieu a pobre Ga-
briela ?
Fallaran tambem ao marquez de dous
individuos que talvez podessem fornecer
informabas raais oompletas ; um chamado
Darasse, antigo chefe do contrabandistas,
tinha silo ao que parece o mo genio do
infeliz Fraud ; um outro rapaz de origem
italiana, com o nome de Paolo e que tiaha
por G-briella e pela filha graade tffer!o.
Mas havia anuos que tanto um como ou-
tro tinbam desapparacido de Marselha.
Ab se eu soubesse onde elles esto !
Erafira, Dorotha, nada at agora prova
da maneira absoluta que a minha infeliz
filba tenha pasto fira aos saua das e levado
com ella sua filha para o tmulo
E eis aqu o motivo porque apezar de
toreo decorrido tantos unnos. Sim, Do-
rotha, sim, ha o quer que que me diz
aem cessar, que um dia minha filha e mi-
nha neta me serlo restituidas.
A marqueza deixou pender a cabera as
mos e ficou por alguna instantes pensativa.
II
Dou cora$6ea deapedacadoa
Quando a Sra. de Saulien levantou a
filha, minha neta Que Daus per-
mitta-me se jara restituidas ambas I
O que a senhora fez e o qua faz to
dos os dias, Sra. marqueza, ha de tornar-
lhe o co f.voravcl. Nesta casa de refu-
gio que a senhora fundou. mais da cem me-
ninas orpbls ou abandonadas, dirigem to-
dos os dias a Daus preces farventes pela
sua felicidade. As suar vozes aobem at
o co e Deus ouve-as.
E' verdade, ellas estiraam-ma, essaa
queridas creaturas, e s quando me ache
no meio dellas que eu encontr um instan-
te de repouso dos meus soffnraentos. Pro-
digalisaado-lhes a minha affeicao, parece
rae que a miuha filha e a minba neta tm
nella o seu quiahlo, e que o bem que eu
f*r<> essas creaturas recolhidas por mim
pago por outros aquellas que eu lamento.
Nlo tendo a minha neta para acariciar,
para adorar, taro-me av das orpbls e das
abandonadas.
E quando ellas me mostram o testema
nho do seu reco ihecimento, digo Ihes :
Minhas ninas, para pagaren a sua
diviia de gratidl, nlo Ibes peco senle
urna cousa : orem por minba filba e minha
aete !
A marqueza fez um esforro para reagir
contra os dolorosos pensamantos que a as-
saltavao o cont nuou o exame da corres-
pondencia.
Eram recommendarSes para miserias a
alliviar; inforraacSas sobre pessoas j soc-
corridas e que a maqueza cootinuava a cer-
car da sua solicitude ; agradecimentos for-
mulados era expressoas ingenuas.
A Sra. de Saulieu agarrn em seguida
em um pesado saoco de dinheiro, que ea-
tregau a Doroth t associada na ana missie
de caridade e despedio se della depois de
lhe ter dadr. as suas instruccSes quer ver-
balraente quer por escripto.
Assim que ficou s, a marqueza voltou-
se para o retrato da filba e# contemplle
por longo tempo.
(Continuar Be-Ha)
V
I
<
i
Typ. do Diario roa Duque oe Gaxias n. 41.


Full Text
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