Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19981


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Full Text
s
JJPM
, i
AMO JII JOIIIO
^ i
P IR A A CAPITAL E L* GABIJ9 OiVDE SAO SK Pli PORTE
Por tres meses adiantadoB.....*.......... 60000
Por seis ditos dem................. litfOOO
Por um armo dem................. 23)5000
Cada numero avulso, do mesiio da............ (5100
LOMO 11 BE SBTBMBRO fifi 1381
PARA DENTRO FORA DA PRO VI Jila
Por seis meses adiantadoa. .'............. 13)5500
Por novo ditos idem................. 20)5000
Por um anno idem................. 270000
Cada numero avulso, de dias anteriores........... (100
WAMBCO
n*******
jPr0jmeira&t ir* latwel -Itftuctra *t Jnxia i iijo*
Oa Srs. Amede Prinee ti C
4e Parla, a j os nosioi agentes
exclusivos de aunuuclo* c pu-
blteaoSes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAHMAS
ssaviso ?ASTic?L&a so r.AB:
RIO DE JANEIRO, 10 de Setembro, s 2
horas da tarde. (Recebido s 4 horas, pela
linha terrestre).
>;<> houio boje iieitio na Cmara
do DepaCadoi.
Parlirim boje para o norte no pa-
quete nacional o inador Vicente
iHt's de Paula Pesada e os depata-
do* Jusf da Silva Hala. Francisco
Das Carnelro. Francisco de Paula
Uva Primo e Hento Ceclllano dos
Santo* Btnoi.
E nabar-roa no paquete Ingles MON-
DEGO o Dr. Cyprlauo Fenelon Alcofo-
rado e no GALLICIA o medico Dr. Joa-
quina Pires Portella.
RIO DE JANEIRO, 10 de Setembro s
5 horas e 15 minutos da tarde. (Rcoebido
s G horas e 10 minutos, pela linha terres-
tre).
Himie boje wesaao no Senado e fot
approvado em a." dlscnsso o re-
menlo do Ministerio do Imperio.
imin 3- .aci. uv.
RIO DE JANEIRO, 10 de Setembro, s
5 horas e 20 minutos da tarde.
O Senado votou em 3.' dlseassao o
ornamento do Ministerio do Imperio
com os addlflvos relativos aos ca-
me superiores.
Os enfadantes da Escola de Medici-
na uzeram urna grande evaco
Sr. isamnlho Orllgao, por oceaslao
da laangarafo da albllotbeea Por-
tuguesa que teve lugar boje.
OSr nanaalbo Ortlgaopronunclou
ana Importante dlaenrao.
VICTORIA, 10 de Setembro.
O cruzador IMPERIAL MARINHIRO
cba-se Intelramente perdido.
Fol atlrado a prala onde desman-
telou-se.
O navio ARARUAM* acolbeu todos
o nufragos.
S. PETERSBURGO, 10 de Setembro.
Voltaram aqu SS. MM. o Impera-
dor e a Imperatrls da Massla.
Agenda Havas, filial en l'ernambuco,
10 de S.tcmlro de 1887.
certifica-nos evidencia que, looge do seu eaturio
dever deaprezar se deve, pelo contrario, oropugnar-
se por elle, como indispenavel e essencial.
VI. Nada ha oais prejudicial ao horneo), do que
vver, aeja quol for o trbalo.) a que se entregar,
aem methodo, oa com metbodo errado.
Na acieneiis tambem succede assim. E p ie
dizer-ae, sem receio de errar, que as differentes
seitas philosophicas, de que a hiatorit da philoso-
phia nos d conta separam-se e oppem-se em vis-
ta do methodo diverso que empregam. E' assim
que Platio, abracando o methodo racionalista ch
gou a the iras oppostas escola aristotlica que
seguio o methodo experimental. T. raos o mesnn
exemplo na philosophia moderna em Bacon e Des-
cartes.
^ Pelo que vem a prop:siti perguntar : qiial o
methodo que devenios seguir em philosophia do
direito T
Antes de reapondermos a esta pergunta, digamos
quantos methodoa ha, e em que consisten).
Rigorosamente ha um methodo en, Tem porm
dous procesaos geraes : o inductivo e o deductivo.
Processo inductivo, o que parte de verdades
simples, singulares, para um principio, ama le
geral.
Exemplo : vejo que cm Lisboa um corpo qual-
quer deixado no espaco cai no vacuo, obedecendo
a gravidade. Repito a experiencia no Porto,
Coimbra, Pars, etc., e concluo por indcelo o se-
guinte principio geral : um corpo qualquer dei-
zado no espaco, cai no vacuo.
O processo deductivo pode dividir-se em dous :
primario e secundario.
O deductivo primario o que parte de verdades
evidentes em si mesmas, que o espirito concebe
independetemente de observacoea, e com as quaes
ebega a diversas consequencias, em harmona com
as suas leis.
Processo deiuctivo secundario d-se, quando se
parte de ama le geral, mas que se obteve pela la*
imale.
Os exemplos para estes dous casos silo obvios.
Poste isto, qual d-stes methodos devemos se-
guir ? o inductivo ?
{Contina)
IHSTRDCC10 POPULAR
PHLOSf HIA DO lfiBTi)
(Extrahido)
Ok BIBLIOTHKCA DO POVO K DAS ESCOLAS
PRELIMINARES
1) A PHILOSOPHIA DO DIBEITO NA HI3TOBIA.2) PHttO-
SOPHIA DO DIBEITO E DIBSITO NATOBAL SEBAO SYBO-
HTXOS? 3) DBFISUclo DB PHILOSOPHIA DO DIBEITO-
4) pabtes que as dhtivuobm ra philosophia dj
DIBBITO5) IMPOKTAKCIA d'bSTA SCIBIICIA6) ME-
TBODO A SBQIB KO 8*0 BSIODO7) BBLACAO DA
P3ILO80PHIA DO DIBEITO COM A HISTOBIA DO DIBEITO
E A POLTICA.
(CnliBuiifo)
3.) Em tereeiro lagar, o conbetimento da phi-
losophia do direito indispensavel a um bom ju-
risconsulto. Este nao deve a ter conhecimento
das leis. Dere saber a rasio dellas, o principio
de justica que as rege. Tem restricta obi igacio
de as saber bem interpretar.
E se algamas veses para perceber ama le,
bastante recorrer a leis anteriores qoe explica m
claramente a actual, a maior parte dellas, nao
isto suficiente. A le anterior Dode ter appareci-
do cm eircamstanciaes mui differentes, das que
se dio no momento em que vigora a lei que se
quer interpretar. E, neatas coodices evidente
que a nova lei nao podern applicar-se por analoga
as raines da antiga. Deve o interprete recorrer
aos principios que a philosophia do direito lhe
ministra.
4 ") Nos casos omissos tambem o direito nata-
ral serve de grande auxilio ao legislador, pois
aquelle que deve recorrer em muitas cireomstan-
ciaa. Assim o confirmam muitos dos cdigos das
nscoes caltas e nomeadamente o art. 16 do noaso
cdigo civil que dis : Se as qoestss sobre di-
reitos e obriga<,os nao podereuo ser resolvidas,
tem pelo texto da lei sem pelo sea espirito, sem
pelos casos anlogos prevenidos em outras leis,
serio decididas pelos principios de direito natural,
conforme as eircamstancias do caso.*
5'.) Emfim, a philosophia do direito, eontendo
em si os elementos para a resolacio de muitos e
importantes problemas, sobretodo de direito penal
e direito publico (cujas tbeorias dependan- abacia-
mente da que eeadoptar em philosophia do direito)
problema coja solacio interessa pelos beneficios
e vaatageu qoe pode traste a humanidade inteira
JARTE OFFICIAt
para evitar as aceas de escndalos que tanto im-
pressonam ao articulista.
Deus guarde a V 8. Illm. 8r. Dr. Francisco
Domingues Ribeiro Viauna, raui digno chefe de
polica da provincia.O administrador, Leopoldo
Borges Galv&o Ucfta.
Secretaria de Polica de Poroambaco, 6 de Se-
tembro de 1887 Conforme.O secretario, Joa-
qun Francisco de Arruda.
Co ve roo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 9 DE
SETEMBRO DE 1887
Antonio Jos Pelippe Santiago. Informe com
urgencia a Cmara Municipal do Recife.
Companbia de Beberibe.U4 se copia.
A mesma. D se copia
Caetano Bento de Araajo Pigaeiredo. Par se
portara na torro requerida.
Camilla do Carmo Torres e Auna Cesar de Al-
meiia Pessoa.Sim, provisoriamente sem accrea-
cimode vantagens para oa supplentes.
Congresso Dramtico Benaficente. Coma re-
qoer.
Eogenbeiro Djmingos Guilherme Braga Tor-
res.Informe o Sr. inspector da Thesonraria de
Faxeoda
Francisco Graedes de Barros.Sim.
Tenante-coronel Joie da Silva Cysneiros O ii-
mariea. Aguarde a deciaas do juio de orpbios.
Fre Jos de 8. Julia Boteiho.Confirmo a ce-
cisio do Thesoaro Proviocial por sea funda-
mento.
Padre Manoel (iones da Brido e outros. Nao
foi anda prestid a informacie a que su refer ;in
os snpplicantea.
Joaquim Flix Besetra Cavalcante. Sim com
os vencimentos a que ti ver direito.
Bac'uarel Lydio Marianno de Albuquerque.
Concedo.
Ludvico Gomes da 8ila.Informe com urgen-
cia a Cmara Municipal do Reeite-
Marcolino Soares Ferreira e Jos Tbeophilo.
Informe o Sr. inspector da Tbcsoararia de Fa
senda.
Manoel Bartholomeu de Lima.Infjrme o Rvd.
Sr. director da Colonia Orpbanologica Isabel.
Alferes Miguel Goncalves de Castro Maseare-
nhas. Paste portara concedendo a lioenca pe-
dida.
Thomas Antonio Guimaries.D se.
Secretaria da Presidencia de Pernara-
co, 10 de Setembro de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
d>-
1. seccio.N. 790 Secretara de Polica de
Pernambueo em 6 de Setembro de 1887.Illm. e
Exm. Si.Tendo ouvido o major administrador
da Casa de Detenerlo sobre a procedencia de um
artigo incerto no Jornal do Reci/e de 3 do cor-
rete sb a epigraphe Doudos foi me pelo
mearao administrador ministrada em data de 4
d'eate mes a infurmecio, junta por copia, que
sobmetto apreciacao de V. Exc, a quem Deus
guarde.Illm. e Exm. Dr. Pedro Vicente de Ase-
Vedo, mui digno presidente da provincia.O chefe
de polica, Fruncisco Domingues Ribeiro Viann i.
Casa de Detencio do Rectfe, 4 de Setembrc de
1887.N. 988.-Illm. 8r.Acensando a recepcio
do officie de V. S-, datado de hontem, sob n. 3868,
em que me ordena informe sobre o artigo que se
eocontra no Jornal do Recife na epigrsphe Dou-
dos, tendo em vista a parta que se oceupa do
recolhimeito de mulheres oo estabelecimeato, cum-
pre-me diser qae i (lectivamente temos aqni reco-
Ibidos 19 alienados, qae vierara para ter o conve-
niente destino o anda nio aegoiram em conse-
quencia de nio havsr vagas no respectivo Hospicio,
conforme communicon essa chefatura em oficio de
22 de Janbo altimo sob n. 2865. Os loaeos eatio
alojados as cllalas de 1.a ordem do raio do norte
onde sio tratados aenio com oa recursos apropia-
dos ao aeu triste estado, ao menos com os eaforcoa
de qae dispon o estabelecimento, empregando-se
siguas deteutos exclusivamente com elles.
E' eerto qae temos algamas molheres alienadaa
e no meamo pavimento, mas, quando d-se o caso
de algama d'ellas dilaeerar as roupas, mando fe-
char a porta de madeira, afim de nio ficar exposta
as vistas dos empregados e serventes, e, se o seu
estado inspira receio de vida conse vo sempre urna
detesta junto a ella, para diapensar-lhe todos os
cuidados.
Parece-me, segundo as proporeis de que do-
tado o Hospicio de Alienados, que elle tem capa-
cidade para receber grande numero desses infe-
lices, e que nio sendo excesaiv? o numero actual
doa que aqu eatio, aeriam do algum modo, all
accommodados mas disem que, lutaodo a Santa
Casa com ama divida superior a cem contos, prove-
niente de gneros alimenticios tornecidos aos esta-
belecimentos-A sea cargo, recusa se a receber para
nio augmentar aaaa deapezas, e di como causa a
a falta de accommodacoes.
Se o Hospicio de Alienados nio quer aceitar os
loaeos, a polica deve consentir que vsgaem pelas
roas d'etti cidade? E' exacto que nio tumos
accommodacoes para loaeos, ucn pessoal para se
eocarregar de sea tratamento nesta casa; mas,
reeonbecendo as difficaldadea com que ha lutado a
polica, para darlhes deatino, designei e ltima-
mente preparen mais ou menos aquelle pavimrato,
qae poseo frequemado, pois que nelle penetrara,
quasi lmente os empregados e serventes, afi o de
minorar oa soffrimentos dettes inteliaes. Pelo que
fiea dito, vi se qae bou ve exagero n'aqoeile artigo
do Jornal, quando tratou das mnlheres, Visto como
emprego abi mais vigilancia e cuidado, teado at
a cautela na escoiba dos serventes que sio tirados
d'entre os preses mais caritativo* o moralisado,
Promora do Dr. Freltas Henrlqae*.
1.* promotor pabllco em o processo
las) tarado contra o bacnarel
Eduardo de Barros Falrao de La-
cerda. Pranclaea do-Siqi*aclra Car-
nelro da Cnnhn e Victorino Tra
jano da Costa Pinino, ttiesoarelr
e Seis da Thesoararsa de Paseada.
I
A BESPOSTA DO SACBABBL EDUARDO DE BABEOS VALCAO
DE LACEBDA, THBSOCBEIRO DA THBSOUBABtA DE FA-
ZEDA.
O 1. promotor publico, signatario da denuncia
constaste dos autos, felicita-se, tambem por sua
ves, por haver chegado anual a opportuuidade de
ter andamento este processo, depois d ta.nanb.os bices, que para o retardar creara-lhs o
proprio querellado, como publi jo e notorio e ma-
nifesta-se d'eatea proprioa autos.
Emqoaoto o 1. denunciado nio dea-nganou-se,
que, em liberdsde, nio poda ser processtdo, envi
dando para isso os maiores esforcos com a aprii-
sentacao de requerimentos para diversas diligen-
cias nos autos, e fra d'elles, parante jaixes diffe
rentte ; e tambem mediante peticoes de habeas-
corpus, encaminhadas ao Egregio Tribunal di
Relacio d'esta capjtal, b?m como ao Venerando
Supremo Tribunal de Justina, a f ormaco da culpa
dos denunciados nio foi iniciada, apesar de ter
sido apresentada a denuncia em data de 25 de
Outubro do anno paseado.
Com effeito, nada menos de tres veses o 1." que-
rellado requereu as Coleodo Tribunal da Relacio
d'esta capitalpara ser posto em liberdade, me-
diante ordem de habeas-corpas, nio obstante
acnar-se suspenso do seu cargo e administrativa-
mente preso; ndamenos tambem de duas veses
isso requereu o mesmo denunciado ao Supremo
Tribunal de Justica, sendo sempre par ambos os
Venerandos Tribonaes indeferida a sua desar-
rasoda preteucio por ser nio e ojaridica, como
tambem Ilegal. (Documentos jautos).
Entretanto, a denuncia havia sido apresentada
contra os querellados dentro do praso de 5 dias,
embota se tratasse de um crime de responaabili
dade de tio alta importancia.
Entretanto, o 1. promotor publico havia respon-
dido longamente i peticio sobre a anga provisoria,
como tambem consta dos autos, o mais breve pos-
si vel.
Entretanto, finalmente, o 1." promotor publico
havia apresentado as rasos do recurso do des-
pacho, qae lhe negara flanea provuSHa, dentro do
praso legal de cinco dias, nio obstante ter re-
querido o dobro do prazo para as apresentar, como
era direito seu.
Eotretanto, n'esse mesmo periodo, o 1. promotor
publico, signatario d'esta parecer, assistio a di-
versas diligencias, dorante esse proprio praso,
requeridas todas por parte do 1." querellado, alm
de tet estado durante todo esse tempo sobrecarre-
gado de muitos outros trabalbos.
Em data de 30 de Novembro Jo anno prox:mo
paasado, no final daa rasdes do recurso por parte
do ministerio publico, recurso interposto pelo 1.*
querella lo, ji disia o 1. promotor publico, signa-
tario d'este parecer, sobre esse mesmo assumpto:
Se ha demora na formacio da culpa do recr-
reme, e sa isto acontece em resaltado de algum
plano, nem o digno juis formador da colpa, oem o
1. promotor publico teem para ella coacorrido.
O processo do recurso da flanea nio entnnde
com o da tormacao da culpa, visto nio tratar-se de
recurso de pronuncia ou nio pronuncia, (lei de 20
de Setembro pe 1871, art. 17, 1.*, e regulamento
de 22 de Novembro do meamo anno), pelo que, se
ha retardamento na instruccio da culpa, ou isto
o resaltado de difficuldade na extraccio das copias
do inquerito ou das repetidas diligencias, que se
teem requerido em nome do recorrente, de modo a
embaracir se o processo.
Eatio, ji tambem dizia o ministerio publico por
sua parte, que : A promotoria publica tinha o
direito de juntar a anas rato os de recurso os docu-
mentos e traslados que eatend-sse convenientes,
(art. 73 da lei de 3 de Desembro de 1811), c*mo
tinha a parte adversa, e o havia faito, toado tido
o tempo que Ihs aprouve para interpor e preparar
o recurso.
Alm de que,-teudo a promotoria publica re-
querido alguna" certidoje ao Tribuna! da Rela-
cio, afim de com ellas instruir as raides do re-
curso, espontneamente deaiatira do dobro do
praso, que para isto havia requerido, afim de abre-
viar o segu meato do recurso no interesse da jas-
tifa e no interesse da parte.
Indeferido ease recurso pela Veneran lo Tribu-
nal da Relacio, como consta dos autos, aiuda con-
tinuou o querellado, por seu advogado, a requerer
novas diligencias a seu bel prsser, perante alguna
juises d'esta capital, como a da visto ra por elle
proprio junta sua resposts, o que urna prova
cabal e ioconcussa d'isto, vistoria datada somente
de 22 de Jane.ro ultimo e a sua reaposta de 22 de
Max* prximo fiado, emquaoto que a denuncia
estova apreseutada desde 25 de Outubro do anno
pastado, do que resulta que ainda ltimamente
procurava o denunciado colligir provas para sua
defesa, ao paaso que a Justica nenhum obstculo
lhe creava para o andamento da formacio da sua
colpa.
Ainda assim, para o processo de instruccio se-
guir seus tormos, foi preciso qoe a promotoria pu-
blica proteslasse contra a demora da marcha do
processo e requoresse ao juis, afim de inarctr
praso ao escrivio para apresentar as copias pre-
cisas, como consta dos sotos.
O qoe incontestavel que, emquaato o Supre-
mo Tribunal de Justica, em sua alta sabedoria,
por accordio de 23 de Abril prximo passado, nio
indeferio a nltima peticio de habeas Corpus reque-
rida pelo primeiro querellado, declarando bao ha-
VER ILLESALIDADB HA COSIINTACo DA 60 4 FBI* >
ADMINISTRATIVA, APEZAB DE )L ESTAS SUJBITO AO
FOSO BIMIMAL, HOS TERMOS DO ART 6.' DO DECRETO
ds 6 de Desembbo db 1849, a formacio da culpa
nio teve andamento.
Nio poda, pois, haver maior publicidade do que
tem havido quanto aos motivos que determinarais
a prisio do querellado relativamente s ratoei
qoe teem retardado o andamento deste proe sso,
entretanto que o querellado, telicitaodo-se, no
priocDo de sua reaposta, por haver chegado a op-
portani iade de se poder defender do crime pelo
qual est sen lo processado, accrescentou : bm
saaaEDO 1..., somente para assim produsir effei-
to, o qoe nio conseguir em vista das considera-
coas expostas.
Nio tambe-a exacto, como ainda allegon o
querellado ao principio de sos referida reaposta,
que a lei, em relacio a si, teoha sido calcada, afim
de imperar o arbitrio e privar-se-lhe das garaa-
tias, que lhe eram conferidas pela legislacio pro-
ceaaual, quando a Verdadeira historia dos factos e
o proprio processo attestam o contrario com evi-
dencia.
Suspenso e administrativamente preso o querel-
lado, por ordem do Governo Imperial, foi coa f-
feto posto em inoommunicabihdade, por algans
das, pelo Dr. chefe de polica, porque, disse o
proprio querellado, disse o inspector da Tbeaou-
raria, em seo oficio dirigido presidencia da pro
viucia sobre o acontecimento, disseram logo todos
os inUreasados, qoe o crime era o resaltado de
um rroitoo e nio de um desjaique, crime inaaaooa-
vel, e nio o de pecnlato, crime aquelle que autori-
sava a prisio do querellada antes da culpa for-
mada.
A incommaaicabilidade dos presos nio auta-
gonica s leis do imperio, como tambem pretende o
querellado, pois que, ainda mesmo api a prono il-
gacio da nossa Constituicio, v-se na parto final
da 3.a parte do art. 181 do Cdigo Criminal, que
os jaises somente nio podem conservar ineommu
nica vel preso algum, alm do tempo que a lei
m irear.
A nossi legislacio criminal ainla nio desig-
non, at o presento, o praso durante o qual pode
ser consrvalo iocom nunicavel qualquer preso,
dee'"^', 'oojsjp-io, na pratica, at agora, do arbi-
tri'- e 'i'.'.'jidade da Incommunieabilidade, seeun-
doa inteliig'ncia dos magistrado*.
O alvar de 5 de Marca de 1790, 8 2, que se
refere ao de 1708, considera-se boje como obso-
letos, conforme o discurso do ministro da justica
oo Senado, oo correr da sessio do 22 de Setembro
de 1858
Verificado ser o caso em qaestio o resultado do
om peeulato e nio de uno rouoo, em vista de todas
ib documentos forneeidos pela propria Thesoura-
ria de Paseada e procedidas todas as diligencias
presenptas ao Decreto de 5 de Desembro de 1849,
conlinuou o primeiro querellado administra'iva
mente preso pelo crime em questio, e d'ahi vem a
raso dos Superiores Tribunaes do pas Iba bave-
rem nsbado cinco veses consecutivas para solt
poder sw processado.
Nio p tsmbem exacto que, como ainda allegou
o querellado, na 1.* parte de sua reaposta, sobre
o es|Msmemo do prazo e apj a apreaeitacio da
denuncia dada pela promotoria publica, devia fi-
car ella sujeito ao rgimen commom, para lhe se-
ren agplicadas as disposicoes do Cdigo do Pro-
cesso Criminal, d'entre as quaes figura a flanea,
qoe lie fora negada contra a Constituicio, visto
como ainla perduram os effeitos da prisio admi-
nistrativa, nio obstante ter sido o querellado poe-
to disp sicio do juiso criminal, conforme o art.
6.* do Decreto n. 657 de 5 de Desembro de 1849,
combinado com o J 4. do titulo 3." do alvar de
28 de Jooho de 1808, explicados pelos avisos do
Ministerio da Faxeoda n. 90 de 30 ds Jooho de
1850, n. 381 de 29 de Desembro de 1851, De-
creto n. 736 de 20 de Novembro da 1850, re-
ferivel ao titulo 5 da lei de 22 de Desembro da
1761, art. 36 da lei n. 627 de 16 de Sotombro de
1861, e mais legislacio em vigor, como j foi alle-
gado as rasdes por parte do ministerio publico
sobre a fiaoca, datadas estas de kO de Novembro
do anno paseado.
Se ha, porm, urna deciaio do Supremo Tribu-
nal de Justica proferida em sentido contrario, so-
mente por simples maioria de um ou dous votos
como tambem allegou o querellado na i.* parte de
sua reaposta, ha outras mais modernas, moderns-
imas, como as que temos alluiido, em diametral
oppoaicio a essa allegacio do respndante.
0 1 promotor publico, por sua parto, nio en-
trar tambem em tongas consideraedes, coaio al-
legou o querellado para demonstrar a legal ida Je
do iaquerito policial, inquerito que nio demonstra
a vinganca de algaem, nem a negacio de justica
a queovquer que seja, como em sentido contrario
pretende o primeiro querellado, no principio da
2. parte de ana resposta.
No dia 9 de Setembro do anno paseado, s 10
horas da manbi, pou?o mais oa menos, avisado o
Dr. rbefe de polica, pelo querellado, em aua qua
'dasidj? hesoureiro da Thesoararia de Fasenda
deatar^,Tucia, de que acbava-se violado o cofre
da mlglD1 reparticio, immcllatamente para all
dirija. _d j ioiciou aem demora as diligencias coo-
stani'.' do inqueiito, que tambem servio de base
denuncia constante dos autos.
Eatio, ainda achava-se solt o 1- querellado, e
nio s elle, como todos aquelles que se interesa
vam para que se acreditasse que o crime era o re-
sultado de um roubo, nio Ih'o attribuiam, e disiam
qoe a polica era a responsavel, como tarobem dis
se o inspector em o oficio dirigido a presidencia
da provincia, p>r uso quo ni prjodia os ladros,
qae iafestavam a capital.
Como aabe-se, a propria formacio da colpa pro-
cede-se em tegredo dejustici, (art. 147 do Cdigo
do Processo Criminal, aviso do Ministerio da Jos-
tica o. 295 de 3 de Julho de 1863), qaaudo a ella
nio assiste o delnqueme e seus socios, e at ba-
ti o primeiro querellado nio era ainda conside-
rado o autor do crime, assim como neahum dos de-
ntis querellados, pelo que o digno Dr. chefe de
polica estava em seu direito de ioiciar o inqueri-
to em segredo de justica.
E estes mesmos principios regem os inqu-ritos
policiaes e s posteriormente, ten lo sido adminis-
trativamente saspeaso e preso o primeiro oenuu-
ciado, coutiuuiu o luquerito em segredo, sendo por
essa rasio qua o Dr. chefe de polica indeterio a
peticio do primeiro querellado, por isso que oon-
touava elle em diligencias reservadas, s quaes
uinguem podia ser admittido, na incerteza de ser
ainda o caso de rouoo ou de desfalque, nio sendo
conhecidos os criminosos.
N'esse sentido tem se procedido sempre em ca-
sos idnticos, at n* propria Corte do Imperio, cs-
mo succedeu oa caso do assassinato dt Apucbo
de Castro e outros factos mais molernos, s.-m que
jamis fassem increpados de nuil os tae* inque-
ritos
S depois de conclu Jo o inquerito e depois dos
papis reineltidos pela Thesoararia para aervirem
de base denaosia, foi que verificoo-se qae o caso
era de desfalque e nio de roubo, como os querella-
dos anda pretenden.
A circumstancia de appareceretn cortadas al-
gemas folhas em bronco do inquerito, do quo tem
feto graade cabe Jal o querellado, nao tem im-
portancia algama, coma p-ovoi o resp-etivo ex-i
me que o proprio responiente s esso respeito re-
quereu, e como depox o escrivio respectivo, econ-
sta do proprio documento, qua o quorellaJo juntou
s suas allegacdea.
O referido inquerito, portanto, d-ve merecer in
teira te, nio s porque nio eacurra em si vicio al
um intrioseco oo extrioseco, como pelo espirto
de rectidio e justica, que e domiuou do principio
at o seo fim. Tanto assim que, todas as teste -
munhas qae foram chamadas para sereno interro-
gadas oo ioqaerto confirmaram, como teatsmu
nhas na formacio da colpa, o6 juramento, quanto
naviam referido em seos depoimentos no ioquer-
to, de lujo testemuoho o querellado nio ple
fu ir-
Cabe aqu referir qu", teodo-sedado o anno pas-
sado um tacto, mais so meaos idetico, na Tne-
souraria de Paaenda da provincia do Rio-Grande
do Sal, e at ltimamente nio se achanio conclui-
do all o processo por esse crime, o senador Silvei
ra Martina, que nio p Je ser suspeito aos qoerel-
latos. cenaur iu o governo imperial, em orna daa
sesses d i Senado este anno, por nio ter sido o
tbesoureiro d'aqoella reparticio logo preto, nem se
abrir mqueriio policial a re*pito, prisio e inque-
rito, que o primeiro querellado juiga illegaes com
relacio aua pessoa.
Acrescentou o illustrado senador, fossem os co-
fres da referida Thesoararia violados, em virtode
de uno roubo oo de um desfalque, o thesoureiro
devia logo ter sido administrativamente preso e
este tanto assim oesperava qae, a'aqoelle da tu
para a ana reparticio com a sos patente de ofi-
cial da guarda nacional ao bolso.
Em inferencia aos tpicos restantes da rosposta
do querellado, esforzandose elle para demonstrar
oestes, que nes autos nio existem provas para a
ua pronuncia, pois, preciso qae, para isso dar-
se em qualquer proceeso crime, baja certeza da
perpetracio do delicio e de quem seja o delin
quen'e, deixa o promotor publico, signatario des-
tas allegaces, apreciacio do illustrado magis-
trado, se com ex? 'o aeu-se um desfalque oa rouoo
aos cofres da Thesoararia de Fs vincia e quaes os respoacaveia por esse crime, em
vista dos tormos da denuncia, documentos qae a
acompaabaram e todos os mais documentos que o
ministerio publico, por su i prte, juntou aos aa-
tos para provara criminalidad; dos denunciados.
A vistoria que acompanha aa allegaces do que-
rellado, nio tem valor jurdica algum perante o
juizo criminal, por isso que foi requerida p'raute
o juiso dos teitos da fazenda para fias civis, p.lo
que a ella nio assistio o 1 promotor publico, si-
gnatario deste parecer, tendo em tempo protosta-
do contra a referida' diligencia, como consta dos
respectivos autos, proteato qua est ta.mb.-m no
dominio da publicidade.
A referida vistoria ainda nulla pleao jure -,
por iaso que 5i roqu-.-nda parante o juizo dos fei-
t03 d*a fasenda, que nio era o competente para
procede! a, apezar de ser tambem do 5 districto
criminal,ratione materim, ratione personal ratio-
neioci, estando j o querellado denunciado peran-
te o juizo do 2o districto crimiaal, desde 25 de Ou-
tubro do anuo pastado, em razio de ser o compe-
tente pira a formacio da colpa dos querellados,
ratione materia, ratione persona, ratione loci, em
quanto que a vistoria tambem, s teve cernee o a
21 de Janeiro oltim>. Non est major defectut,
quam defectus polestatis.
A ordem das competencias, sobretodo em ma-
teria crimiaal, cerno ensina o illuotrado seuador
Pimenta Bueno, depois Mrquez de S. Vicente,
do saudosa memoria, em seus apontameotos sobre o
processo criminal e brazileiro, 2' edicio, pag. 61,
de alta importosla ; protectora di honra,
fortuna, lib:rdade e vida do cidadio. e c mo tal
formal mea ta garantida pelo art. 179 11 da Con-
stituicio, e por muitas outras leis nossas : o c-
digo criminal arta. 137 e 139, pune a usorpacio
do poder publico.
a Aasim mam fes ta-se, que a inoompeteneia
urna infracc&o injusti/icavel das leis e om funda-
mento irrecusavel de oullidade do recurso.
II
A BESPOSM DE FRANCISCO DE SIQ.CSIBA CARNEIBO DA
CUHUA, FIBL DO THE30UBKIBO
O querellado Francisco de Siqueira Carneiro da
Cuaba, disse, em sua resposta constante dos au-
tos, que toado sido denunciado como incurso as
penas do art. 17 do cdigo criminal, e haveodo
recibido copia da denuncia e dos papis para res
poader nos termos do art. 399 do regulamento de
31 de Janeiro de 1842,allegava antes de tudo a
incompetencia do juizo para proeessal-o pelo refe-
rido crime, visto nio ser de reap losabilidade !
Em argida a esse primeiro trecho de sua res-
posta, transcrevea a integra do referido artigo do
cdigo crimiaal, qie assim se exprime :
Appropriar-ae o empregado publico, consumir oa
consentir, qae outrem se approprie, consama ou
extravie, em todo ou em parte, dinheiros, ou eSai-
tos pblicos, qae ti ver a seu cargopeuas......
Concluio o querellado daa palavras do Legis-
lador, que o crime de peeulato, definido em dito
art. 170 do cdigo criminal, nio de respoosa- ;
bilidade (!) como em tbese u|-miiu no fiaal do
primeiro periodo de sua resposta, e carece dos se-
guintes elementos para poder ser perpetrado :
qua o delnqueme aeja empregado publico e
tonba a seu cargo os effeitos oa dinheiros pblicos
sub'.rakidos ou extraviados.
Antes de tado digo tambem pir minha vez. que
uio trata-se de urna subtracc&o ou extravio de di-
aheiros pblicos, crime definido aos arto. 269 e
275 do codig csiminal, porCn, de um desfalque
verificado nos cofres da Thesoararia de Paseada
desta provincia, crime clarificado do art 170 do
mesmo cdigo, como reza a denuncia, cateada oa
referidos cutres a cargo do respectivo therntreiro e
do querellado, como um de seus fiis.
Entretanto, confeasou o denunciado que, o fiel
do thssoureiro de urna Thesouraria de Fasenda,
empregado publico, urna ves que para exercer esse
emprego oa muas publico depende de aomeacio
paaaada pelo inspector, tem de prestar juramento
para poder entrar na exercicio do cargo, e perce-
be veucimentos pelos cofres pblicos.
Confeasou mais que, no exercicio do referido
emprego, teve muitas veses a seu cargo, sem da-
vida como um dos guardas dos cofres daqoella re
particio, cujos deveres a obrigacoes estio detiui-
das no respectivo regulamento,dinheiros per-
tencentes a naci, o que aconteca sempre que
lhe eram coafiadas quantias, mais ou menos avul-
tadas, para contagem, troco de notas e outros mis-
teros, no seio da reparticio ou fra del I a, e pre-
tende sem apresentar prova alguma a sea favor,
nio tet tido parte em dito desfalque ?...
Compre tambem notar-se, que o coojuncto de
provas existeutes nos autos convencem a qual -
quer, como j se disse oa denuncia, e agora com
inuito maior fundamento, depois da prova teste
munhal e dos documentos juntos aps a apresen-
tacio da deoancia, que os tres denuuciados sio
os prncipaes respoasaves ou co-autores do crime
em questi >, todoa tres processado nos termos do
decreto n. 657 de 5 de Dozombro de 1849, como
empregados pblicos
Accresce tambem, que os crim?s contra o Tbe-
souro Publico e contra a propnedade publica, que
se ioacreve-n aob a expressio peculmto, em qual
quer das hvpotheses precisadas aos arta. 170 a
172 do cdigo criminal,quando commettidoa por
emoregados pblicos.jomo acootecd na bypo-
these dos autos, consideram-se cri-nes de respon
sabilidade, ratione materia ( Pimenta Bueno.
Apoutame.itos criminaos, 2 eiioii paginas 60 e
segmnte-), e nes ja qualidade devem ser proces
sados, como assim at j o declarou a Raaolucio
Imperial de 22 de Agosto de 1855, explicada pelos
Avisos n. 245 de 27 de Agosto do mesma anno
e de 19 de Jooho de 1857.
A competencia do juiso para o presente pro-
cesso, em relacio a t .dos os tres denunciados,
ainda tem lagar, ratione persona, por isso que os
jaises le direito sio compesoutes para processar
as empregados pblicos, nio privilegiados, como
expresso no art. 25 g 12 da lei de 3 de sem-
br de 1851 e no art. 200 do regulamento de 31
de Janeiro da 1842, de coutormUade com aa nor-
maa para ease fim estabelacidas no art. 396 e se-
guint-s do regulamento citado, como est aconte-
cendo com os querellados.
Carece, pois, de basa jurdica, para nio qualifi-
car de outro modo, a atfirmiva do denunciado,
3oe o crl ne de peeulato, capitulado no artigo 170
o cdigo criminal, como em referencia ao caso em
ques'i'i, capi'oloa a i -nuucia, emboca perpetrado
por empregado publico, erimo de natoreae com-
mum e deve ser processado no foro commum.
Nio est tambe n nudo o processo, como igual-
mente) pretende o querellado, qae estoja, porque a
denuncia uio est revestida de todos os requisitos
legaea, previstos no artigo 152 do cdigo do pro-
ssjsa criminal, porquaoto, de aeua proprioa tormos
e dos documentos, que a acompanharam, o contrario
evideucia-se.
Se nio est jurada e nem recoahecida a firma
do assignatario dalla p-r tobelliio, escrivio oa por
duas (estomanhas, como sabe-se, os promotores
pblicos, cootoraH o artigo 5.0 do regulamento de
31 de Jaueiro de 1842, explicado palo aviso de 28
de Junho de 18o7, em todos os actos em que a le
requer juram-nto, anda mesmo de denuncia, sio
praticados debaiio do juramento que prestara par..
servirem o cargo, e nio precisam recouhecer suas
firmas, com i acontece com o* solicitadores publ cas,
fiscaes, curadores pblicos, escrivi-s e tabwiii -s,
afim da que suas assigaaturas prodasam seas de-
vilos effeitos.
Cmcordo com o denunciado, porm, na parte de
sua reaposta, em que disse, que o crime de peeulato,
como na caso do autos, eonsistindo em om desfal-
que de dinheiros puolicoa, (uio cogita mais de or
rae de r >ub ), a cargo da um emp< egado publico,
prova-so cm doenmautos pelos quaes se mostr,
que boa ve desfalque e se fixe o deudo, exactamen-
te como ae prancou na Tsescoraria de Fasenda
dusta provincia e consta dos papis que serviram
de base principal para a denuncia.
Esses documentos, como anda disse o querella-
do em sua resposta, constituem a prova material
do delicto, e essa prova tio necessaria quanto
o corpo de delicto nos crimes, que deixam vestigios,
aio pode ser sabititaida por nenhuma entra, visto
como as tomadas de coatas, e outras equivalentes,
inclusive os balanc<>8, sio as que dio conhecimento
des dbitos doa empregados eacarregados da guar-
da, arreexdacao e dispendios dos dinhiiros pblicos,
actos que sao da exclusiva competencia administra-
tiva
Tudo isto foi exactamente ainda o qae se prati-
cou na Thesouraria de Fazenda desta provincia
para verificar-se o dA" que em qaestio, e segai-
rem-ae posteriormente odemais termos do decreto
a. 653 de 5 de Dozembro de 184?, antes de ser
apreseotaia a denuncia.
Por este motivo que, at o presente, o theaou-
reiro o nico administrativamente preso, como o
primeiro e immediato respeos i vel pelo referido dea-
falque, o que nio inhiba de ser o querellado depois
tambem denunciado pelo referida crime, como foi o
outro fiel, em vista das provas colhidas, ambos
como igualmente responsaveis pelo mesmo facto
criminoso, alm de outro que j est pronunciado,
como publica e notorio, para o sea processo cor-
rer no foro commum.
Nio exacto, finalmente, que a deauocia fui
aeompanhada, nicamente do inquerito policial
constante dos sotos, o que de seus proprios termos
ve-se, que assim aio acoatecea, e o mesmo processo
prova saciedad-' o ontrario. O artigo 38 do re-
gulamento de 22 de Novembro de 1871 declara
com effeito, que 1 >go que qualquer das autoridades
mencionadas em dito artigo tiver noticia de se ter
praticado algara crime commum, proceder em seas
districtos s diligencias necessarias para a verifi-
cacio da existencia do mesmo crime, descobrimen-
t de todas as suas circunstancias e dos deliquen-
tes.
Pois, o referido inquerito teve isso mesmo por
fim, porquanto, sendo chamado o Dr. chefe de po -
licia Thesouraria, em rasio de se diser roubado
o cofre da Thesouraria, o inquerito nio agradoo,
aem agrada, porque resultoo delle, qoe houve des-
falque e oio roubo, como ainda os denunciados sus-
tentara, contra a verdade sabida e a prava dos au-
tos.
Em todo o caao, embora trate-se, de crime de
responsabilidade nio ha artiga algara de lei, qae
prohiba qua em referencia a toes crimes se proceda
a inquerito para melhor descobrimeoto do mesan
crime e das criminosos.
Isto tanto mais quanto nos proprioa procesaos de
responsabilidade, alm das respostas dos querella-
dos, aio lgaos todas as deligencias que forero.
convenieites e aotorisadas para o processo ordina-
rio e eomraam, como as dos artigas 80 e 142 do
eodigo do processo crimiaal, bascas, apprehenses,
exames e outras (regulamento de 31 da Janeiro de
1842, artigo 400).
Em urna palavra, como fechou o querellada a
sua alludida resposta, o crime de peeulato de qoe
trata o artiga 170 do cdigo criminal, prova-se cam
documentos e om todos os mais gneros de pro-
vas, qu; a esse respeito se puderem obter, e acon-
teceu ueste caso.
III
A BE3POSTA DE VICTOBIHO TBAJAXO DA COSTA FIALSS,
FIEL DO THBSOCBBIBO
Este querellado disse em sua resposta, que a
denuncia nio o poda cornprehender de modo al-
gum, qualquer qae tenba sido o crime qae baja
dado logar ao desapparecimento da qnantia de...
793:145*387 do i cofres da Thesoararia de Fasen-
da desta provincia, a cargo do tbesooreiro, ten ha
sido esse extravio o resultado de um roubo oa de
um desfalque, bypothese esta admittida pela de-
nuncia.
O art. 170 do Coligo Criminal, accrescentou
aiuda o querellado, em qae a deuuucia o conside-
rou incurso, oio Ike applicavel, porquanto, nio
elle empregado publico, apesar de exercer o la-
gar de fiel de thesoureiro da referida Thesouraria.
Mas, aiuda qoe assim poJe.-ae ser considerado, nio
tinha sob sua guarda dinheiros cu < ffeitos pbli-
cos, para que poies.e estar sujeito saaccio pe-
nal do mesma art. 170 do oligo Criminal.
Estes (orara os dous oaicos pontos, nos quaes 0
denunciado tundtmentoa e desea val v-.-u a sua de-
fesa como della vi se.
Em ceatestacio ao primeiro ponto cima indi-
cado da resposta do querellado, a promotoria pu-
blica nio preciaava mais do que appellar e offare-
c t as proprias palavras cocstantes da resposta
do fiel, Francisco de Siqueira Carneiro da Cunos
sea companbeiro, sobre esse proprio assampto,
aiii do que a promotoria publica disse sobre esto
mesmo ponto em seu anterior parecer, em relacio
aquelle querellado.
< Nio cooteato, disse o fi'l Carneiro da Cinha,
qae o fiel da tbesooreiro de ama Thesouraria de
Fasenda empregado publico, urna vez que tem
titulo de nomeacio passado pelo inspector para
poder txercer o cargo, presta j iramento e peroebe
rencimeatos dos cafr-s pblicos .
Com effeito, desde que o cidadio exerce munut
pu lico, ou funccSos de carcter oa servico pabli-
co, precia .alo para as p,d r exercer de um titulo
ou nomeavio, aeja esta emanada do governo im-
perial ou doa poderes provinciaes, e tenba de pre-
star juramento, antes de entrar em exercicio e de
perceber vencimentos dos cofres pblicos, como
acontece com os fiis do., thesoureiros das Thesou-
ranas, ella empregado publico. (P.iaenta Bueno,
Apontamentos sobre o processo crimiaal brasileiro,
2* edicio, pagma 180).
Nao imparta, que o querellado nio seja funccio-
nario publico de nomeacio directa de governo ge-
ral, para nao poder ser considerado empregad*
publico, de utaneira que no entender do querellado,
pareos que nio se devem considerar os fuucciona
ros provinciaes, municipaes e todos os das pro-
prias repartices geraes, que nio sio de nomeacio
ao govern i geral, como empregados pblicos, o que
um tremendo absurdo, desde qae er rcem fanc-
cp-s do servico publico, prestara juramento e per-
cebem vencimeutos dos cotres geraes, provinciaes
ou municipaes.
Nio tambem exacto, que os fiis dos thesos-
reiros de Fasenda, nio pr-stam juramento, aem
Sanca para exercercm o cargo, admirand i como e
querellado tetn a c.ragem de assim i firmar em
sua reapoata, tendo entretanto o exemplo do con-
trario disto em aua propria pessoa.
Nio importa tambem que, no pessoal das The-
sourarias de Paseada, o cargo de fiel de thesou-
reiro foase ootr'ora n'ellas descoohecido, e somente
o rt. 27 do decreto n. 870 da 22 de Novembro
de 1851 os permuta as Tocsoorarias de primeirs
ordem para coadjuvar os th.-s .ureiros e servir em
auas faltas e impedimentos, visto como as The-
sourariss de menor cathegoria rio ha grande mo
vi ment ale entradas e aahidaa de dinheiros.
Em visto do expasto, manifest que o querella-
do na sua qualidac'e de fiel de thesoureiro da The-
souraria de. Fasenda desta provincia, empregado
ou funccioaario publico, e por conseguate, ssat
precedencia algama lgica oa jurdica, a allega-
cio por si feita em sua resposta a esse espeito.
Em referencia ao segando ponto da r-sp >sta de
querellado, sobre oio cab;r lhe responsabilidade
alguma pelo desfalque em questio, nio fui mais
telis do que quanto ao primeiro ponto.
A esse respeito paderia a promotoria publica
tambem limitar se a t anscrever o seguale perio-
do da r'-sposta do fiel Carneiro da Cunba Tra-
ta-se da subtraccio doa dinheiros recolhidos casa
torte da Thesoararia e desses dinheiros o deposi-
tario era o thesoureiro, Dr. Eduardo de Barros
Falcio de Lteerda, e nos seus impedimentos (sis)
o u,. ricTOBiso tsajax o da costa fumo, tome
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BfNW*IWN
Diario de fernambacoDomingo 11 de Setembro de 1887

robstituto legal do mesmo tbeaoureiro, o que con-
sta destes tuto*. ,
Accresce qne, esmo conat da denuncia, o que-
rellado foi indicado pelo pioptio Ihesouieiro para
nbstituil-o ( 'altas oo impedimentos, de
confoimidade esm aa lea e mais disposicoes doa
regolsmentis da fa senda em vigor, (artigo 27 do
regnlanunto citado de 1851, e maia legislacio
mencionada pelo proprio querellado cm ana defe-
,) e cense ntia qne o bacbarel Artbur de Barros,
filbo do (beacurciro, conaeivaaae na ac poder aa
chavea da caaa forte e a abrate, recbense di-
nbeiro, fiseaae psgaaatntoa, contesisse a caixa, e
detempt thssse teda* aa tacx,des do taestureir,
cemo conato de cena antea de perguntaa dla.
131 a fia. 1S2 v.; slm do que confeaaa na ana
propria reapoata junta, tndo contra oa seos dere-
rea, redunndo-ae aaaiin, senter, ao papel de mero
inatromento de orna pessoa estranba & Tbtsoura-
lia, verdadeiro intrnae e akeittr t criminakttr
responsavel por todos oa desfalques que ae deaaeaa
noa impedimentos tepetidoa e frequentes do the-
aoureiro, limitando ae nicamente neaaea mpedi-
mentoa aaaignatnra doa documentos, oque pare-
ce incrivel ae tenba paseado amiudadamente no
aeio da primera reparticio fiacal da faaenda na-
cional neata previucia, como ae diaae na metma
denuncia.
Tndo indica, como anda ae diaae fia denuncia,
que bouve um -plano combinado entre oa trea de-
nunciadoa para eaae enormiesimo extravio de di-
nheiroa pblicos, alm do bacbsrel Arthur de
Barros Fklcao de Laeerda e de ontraa pessoas que
poaaam ter nelle tomado parte, o que ainda um
misterio, cerno considerara o propno inspector, o
que Bomente o futuro podei desvendar completa-
mente.
Pois bem f o querellado Victorino FiaJbo de
nada disto se defendeu em so* respoaU e linntou-
se a contestar a soa qualidade de empregado pu-
blico e que nao lbe caba responsabilida.de pelo
desfalque verificado, visto como nao tinba appli-
cacio a ai o artigo 170 do cdigo criminal!. .
Verba, et verba, .pr^tetfa nihil i
Asaim, pois, estando demonstrado que o que-
rellada empregado publica e qne o crime, que Ihe
imputado, de responsabilidade, como o dos do-
mis denunciados, capitulado na artigo 170 do c-
digo criminal, por iaao que bouve desfalque e nio
ronco, como declaren o proprio querellado em um
dos periodoe de saa reeposta, e no diaer de todo*
os empregados da meama reparticio, requeiro a
ana pronuncia, assim como a dos dons outroe de-
nunciados, em dito artigo 170 do cdigo criminal,
de confoimidade com a peticao da denuncia, como
de inteia justica, em vista de tudo quanto con-
ato dos autos.
Recife, 9 de Setembro de 1887.
Joo Joaquim de rrita Henriques.
---------- Secretaria da Instruccio Publica de Peroambu-
oo, 10 de Setembro de 1887.
O porteiro.
/. Augusto de Mello.
DIARIO DE PERHAHBDCO
Repartlfo da Polica
2* sec$ao. N. 799.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 10 de Setembro de
1887Illm.e Exm. Sr. Participo a V.
Exc. que foram bootem recolhidos Casa
de DeteocSo os seguintes individuos:
__A' ordem do Dr. delegado do 1 diatricto da
capital Jos Gomes do Naacimento, preso em fla-
grante por crime de furto.
A'ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Je o Francisco Jos de Sant' Anna Joa Pereira
da La, Rosalino de Aaeumpco, Alfredo Ferreira
e Lenidas Joa Evangelista, por embriagues e
disturbios.
A' ordem do do 2a distrito da fregaeaia de S.
Jos, Ananias Francisco de tal por disturbios.
A' ordem do do 1 diatricto da fregneaia da Boa
Vista, Benedicto Bernardo doa Santos, por distur-
bios.
A' ordem do do 2* districto, Luis de Franca
Avelino de Albuquerque e Francisca Maria da
Ccnceicao. por embriagues e disturbios.
A' ordem do do 1 districto da fregneaia da
Qraca, Francisco Antonio de Salles, por crime de
furto a minha disposicio.
Participen-:i.e o delegado do termo de Correntes
que no da 28 do mea prozimo findo e no lugar
Corcunda do 2* districto d Alag de Emygdio
pertencente aquello termo estsvsm rtnnidoa die
versos individnoa em numero de 20, todoa arma-
dos a tapar orna casa, e tendo disto scieneia o ins-
pector de qoerteirio Agostinho Pinto Teixeir para
all se dirigi cerno fim de deearmal-o amigavel-
mente o que conseguio fcilmente a exeepcio pp-
rm do de nome Mancel Papa mel qne enveatio
contra o inspector e proenrou matal-o, travando
ae aessa oceasieo ama lucta daqaai resultou aahir
ferido gravemente o inspector- i
Nesse interim comparecen ao logar do conflicto
o filbo daquele inspector acompanhado de outraa
seseess e deu vet de priaao ao criminoso que des-
obedteru e resisti procurando novamente ferir
aquelles que a tiles ae^approximassem reeebendo
nessa occasiio um tiro do filbo do referido inspe-
ctor do qual veio a tallecer momentos depois.
criminoso evadio-se logo aps o crime e o sub
delegado do districto tomou conhecimento do fa-
do fes proceder a vestoria e prosegue nes demeis
termos do inqnerito policial.
No da 1 do corrate, no lugnr Qoeimsdas, do
teimode Quipap, o respectivo subdelegado tendo
(ciencia de que no sitie Caneca d'Anta, do meamo
districto, se acbava oceulto um grupo de ladros
de cabras e ovelhas, para all se dirigi acompa-
nhado de urna forca de paisanos e ae chegar ao
referido lugar foi recibido pelo chefe do grupo, de
nome Joaquim Alvcs Fetosa, coohecido por Joa-
5uim Henriqae, e os filhot deste, os quaes sima-
os de toice, faca e cceles resUtiram as ordens
legaes que bes foram dadas e investiram contra a
forca travando com a mesma luta da qual resultan
sabir ferido gravemente na cabeca o paisano de
nome Antonio Siu.ua da Silva, e levemente com
um tiro no braco o leferido Joaquim Atv.es Feitosa
que foi preso.
Aquella autoridade fes proceder a vistona e
prosegue a respeito nos tei moa da lei.
O cidadao Ignacio Alves da Silva, partcipou,
me ter no dia 2 do corrente entrado em exercicio
do cargo de delegado do termo de Quipap, na
qualidade de 2 supplente.
Pelo delegado do termo de Gloria do Goit, foi
no dia 27 do m-z prximo fiado remettido ao Dr.
jniz municipal reapectivo o inqnerite policial pro-
cedido contra Pedro Alves de Sonsa, conhecido por
Pedro Cato por ter na noite de 24 de Dezembro
de 1884, nn lugar Mofamb?, daquelle termo iou-
bado e ferido gravemente a Antonio Gomes de
Oliveira, que veio a fallecer dias depois.
Deus guarde a V. EzcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Aaevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe
de pliza, Francisco Domingues Ribeiro
Vianna.
BECIFE, 11 DE SETEMBRO DE 1387
O cosaMlhelro Manoel Portella
Ante-boaiea fioou encerrada no Senado a 9
diaeasso do i iijsj iitii do Ministerio do Impera,
cuja pasto aetnalxnente cecupada pelo honrado
c oaselheiro Manoel do Naacimento Machado Pr-
tela.
Temos centinaassente inteirado oa nossos leito
rea, por meio das eommoBicacoes tstegraphicas
recebidas, do modo brilhante e honroso pelo qnal
ti m naqnella cmara corrido o debate sobre o or
cemento do imperio e do pronunciamento altamen-
te lisongeiro para o nosso illustre comprovincii.no.
HoBtem, um nosso amigo e admirador das ele-
vadas qnalidadea, que ornamentam o carcter do
coneelheiro Manoel Portella, tranamittio-nos por
telegramma os trechos dos discursos dos senadores
liberaes, que se referen) particularmente peasoa
do honrado ministro.
Sao tio eloqoentes, to completas e to ezpres-
sivas as insospeitas manifestacoes, qne a opiniio
da Senado entandeu por dever e justica ao mrito,
faser ao ministro do imperio, que, publicando-as,
nao precisamos nada mais accrescentar.
Congratulamos-nos com e distincto pernambuca-
no, que tem sabido honrar sus provincia e que, es-
tamos certos, continuar a ser por ella honrado
cem a confianca que sempre demonstron ter em
quem sempre lbe tem consagrado todos os s:us
es torcos e patriotismo.
Eis o telegramma:
Communico os seguintes trechos dos discursos
pronunciados no Senado na diacuseao do orcamen-
to do imperio.
Sesean de 27 de Agosto:
O Sr. Franco de ataSanto eatisra^so
em dar a boa vinda ao nobre ministro do imperio,
que pela prisneira vea se aprsenla oeste recinto,
como memoro do peder ezecnUvo.
< Sado-o por sua merecida elevacao, e taco vo-
tos sinceros para qus seja prospera e fecunda soa
administra ci.
< Fui discpulo do nobre ministro na Faculdade
do Recite, e guardo grata recordacio de suas don-
tas licoes, assim como do espirito de justica e das
maneiraa, ao mesmo tempo gravee e benvolas, de
qne usava para com seus alumnos. Alm disto,
S. Exc. tem para mim, como em geral para os me m
bros da oppoaic&o, urna raeomaaeadacao valiosa; a
da administrscao moderada e justa...
O Sr. Ignacio MartinaApoiado.
que fes aa provincia
boa causa e accrescenton que sempre respeiton e
consideren es de sua provincia, entra os quaes
conta amigos.
A cansa publica nSo permitte aquelles que
por ella se sacrifican) fiquem merce dos elemen-
tos anarchieos (apoiados),
Mcatrou que snas eleicSes tem sido sempre o
resultado do apreco e confianca com que o honram
os seus comprovincianos e boje na posicao emque
se acba e em qne pode ser til a sua provineia,
espera continuar a ser distinguido com os snflra-
gios e certo de toes elementos nSo receia o resul-
tado do pleito.
KtviSTA DIARIA
8a..
Thesoaro Provincial
.DESPACHOS DO DIA 10 DE SETEMBRO
DE 1887
Jos de S Leitao e Catharina de SennaEn-
tregue se pela porta.
Manoel Feliciano Ladislao dos Santos, Amelia
Francisca da Costa e Amelia Augusta Alves de
Souaa.Informe o Sr. administrador da Recebe-
doria Provincial.
Sebastiao Tavares de Oliveira Brandao e Maria
da Conceicao Rodrigues de Mello.Registre-se e
racatn-ae os assentamentos.
Jos Augusto de Mello. Pague se.
Irmandsie de a. Pedro, officio do Sr. Or. che-
fe de polica, Harmino Francisco P. Malheiros e
Fieldeo Biothers.Informe o Sr. contador.
Punto da secretaria da asaemblaAo Sr. pa-
' gador para os devidus fina.
Rajmundo de Alineida Sampaio e Jos Pereira
BastosCertifiqese.
Iaspectoria Ce ral da lustrueco
Publica
DESPACHOS DO DIA 5 DE SETEMBRO DE 1887
Marcolioa Fnrtado da Silva Cabra!, professors
publica.Cumpra-se e registre-se.
6
Cosme Augusto Pereira da Lus, professor pu-
blico.Cumpra se e reg.stre-ee.
9
Joaquina das Uercs Ferreira Landim, viuva
do professor Jos Eduardo de Sousa Landim.
Justifico.
t rancisco Marques da Trindade, professor pu-
blicoAbono a falto dada no dia 3, e justifico as
que decorrem do da 25 a 31 de Agosto findo.
10
Maria Cavalcante de Albuquerque Rocha, pro-
ressora publica.A' 3* seceso, relator o Dr. Re-
Beira Costa.
Prd miniano Nilo dos Santos Fereira Barbos,
professor publico. Prejudicado.
O Sr. Franco de
de Minas-Geraes.
O Sr. Ignacio Martina E priacipalmente
muito honesta.
O Sr. Franco de 8aS. Exc. tinha sem du vi-
da, por sen valor peasoal, pelos seus servicios ao
sen partido e i cansa pnblica, direite a ser cha-
mado a alta administracio do Estado; e era na-
tural qne tivesse a legitima ambicio de servir e
sen pas nesse alto posto e de receber ss honras
de vario consular, aocrescentando os sens ttulos
para, na eventnalidade, que Deas remova por mui-
to tempo, de urna vaga neata casa, por sua pro-
vincia, temar aqu asenlo em urna cadeira curul;
maa B. Exc, qne nunca ae mostrou eoffrego na ad-
ministracio de subir mais alta posicio adminis-
trativa e poltica, esperando placida e dignamente
que lbe ebegasse a ana ves, nio se guin sinio por
motivo de alto interesa* poltico.
Seseio de 29:
Sr. Candido de Oliveira confessa
ter tido agradavel sorpresa com a entrada do so-
bre representante de Pernambnco para o gabinete
de 20 de Agosto, como ministro do imperio, por-
que S. Exc., romo presidente da provineia de Mi-
nas, den provas de moderacio, p.rtando-se com
certa iscnco.
a Refere-se o orador as tranqueras provinciaes
de qne o nubte ministro foi propngnador acrrimo,
e morando aoa gabinetes liberaes, aos quses por
isso multas vexes incommoden, a necessidade de
dar prompto andamento e solacio s problemas re-
lativos sos negocios previnciaes. S. Exc. nio
um desses illustres descoohecidos que nio tem
compromissos, e de quem nada se pode exigir.
Sao de recentissima data as suas declarscoes. a
Ssssio de 30 :
Sr. Luir Fellppe felicita o seu Ilus-
tre comprovinciano pela distinc<;io que lhe foi feita
ce m. o er chamado aos conselbos da corda. Era
justica devida ao sen talento c sua experiencia
dos negocios pblicos.
Nio o orador daqnellee qne s vem defei-
tos no adversario, e por isso folga de ter occasiio
de tributar esta bomenagem ao nnbre ministro ; e
estimara poder dirigir a 8. Exc. as felicitacoes
de sns provincia ao ver nessa alta posicio um dos
seus dignos representantes, que advogaase e pro-
movesse o sea bem estar.
Scstio do 1- de Setembro :
O Sr. Caalre Car. elra-Sr. presdan-
te, segando a regra estabelecida pelos preceden-
tes oradores, cmico o men discniso dirigindo ao
nebre ministro, meus cumprimentos pela sua pre-
senta neata casa, e, o face com tanta satisfsciu
quaato S. Esc. sabe que s-u um apreciador das
nobras qualidadea, que o distinguen}.
Sr. A Ionio Cela* dir-ihe-ha que vio
oom praser a ana aacencio aos cooselhos da cerda
por dous motives. O primeiro foi a prova dahi re-
aultante de nie ser fundada a crenca geral de
qne exista certo estremecimento, entre o ministe-
ne e a Ilustrada deputacio pernambucana, da
qual S. Ezc. tio conspicuo membra O segan-
do motivo do jubilo que sentio o orador, prende-se
aos precedentes de S. Ezc. na sua provincia,
que ae nio telicitou, por nio sobrar lbe tempo,
deveu-lhe todava, e j nio pouco, ama ac mi
nisti cio s reapeito da qual o insuspeito org j da
opposicio alli ainda recentemente pronuncio j-se
em termos que faz seus.
Sessio de 2 :
Sr, Melra de Vaaconcellos-O no-
bre ministro do imperio tem encontrado no sena-
do a reoepcio condigna ao sen merecimcnto, nio
lbe tem faltado encomios, eomprimentos amisto-
sos, e eu, eorrespondendo como amigo e apreciador
que son de S. Ezc. ftlicito-o pela posicio eleva-
da que oecupa, felioitando tambem o governo por
be ver adquirido tio distincto auxiliar.
O Sr. Tcixelra JanlorSr. presiden
te, nio principiarei felicitando o nobre ministro
por ter sido chamado alta posicio que digna-
mente ocupa no ministerio 20 de Agosto.
< Felicite, porm, o ministerio por ter adquiri-
do auxiliar tio prcetimoso, dedicado, como o no-
bre ministro do imperio. Sessio de 9.
Sr. a?. OctawlanoO honrado minis-
tro j deve ter reconhecido que es liberaes do Se-
nado aio de boa ssciedade : Um o habito de tra-;
tar com cortesa e reapeito a quem OS merece,
como o honrado ministro e alm etjsso sio espiri-
tes bem equilibrados, que nio t fasem juetica, ao
mrito de seus adversarios,'eomo at'mesmo o pro
clamam.
Todos estes dias o nobre ministro tem podido
recoobt-cer esta verdade, e portanto me dispensa-
ra de continuar a demonstrar-ibe a conaideracio
que meus collegas lbe tem manifestado, tanto
mais quanto S. Exc. sabe que lbe voto a maior
estima, e qne, se de mim dependesse organisar
um parlamento, sempre o nobre ministro tena nel-
le entrada.
O conselbeiro Portella iallou seis veses no
Senado, maniteston extrema coherencia com o seu
passado, reveou empenho em promover es inte
resses provinciaes de Pernambuce, e assegurou
que como ministro nio desmentir auss idss an-
teriores.
Occnpon se da Faculdade de Direito, do ca-
sino prufiesional, da instruccio aos artistas, do
melboramento do porto, dos imposto! provinciaes,
do desenvolvimento da viacio, e da eolouiaae'w.
No primeiro discurso agradeced ao parlamen-
to, i nprensa da corte e das provincias ss mani-
festacoes pela sua entrada no ministerio. Referin-
do-ae a eleicio de 1884 e aos acootecimentos de
8. Jos que ficaram impunes nio retponsabilisou
ao partido liberal e sim ao elemento de desordem
qne constitue nm perigo permanente.
O coaselbeifb ^IS Felippe em aparte disse :
felizmente esas elemento nio se fiiiava a ner.hum
doa partidos.
Proseguindo o oaselheiro Portella disse que
esperava encontrar ueste chefe liberal auxilio a
823:800*775
899:S81624
467:920*131
644:536*808
773:231*631
de Agosto
Proassoler de tarsnhnss-Por porta-
riada presidencia de 9 do corrente foi exonerado,
a pedido, o bacaarel Lydio Mariano de Albaqoer-
qae, do cargo de promotor publico da comarca de
Garanhuns.
Tabelllsto de Mmoetro por portara
da mesma data e de conformidade com o disposto
no artigo 1 do decreto n. 3322 de 14 de Julbo
ultimo, foi prtvido o eidadio Ernesto de Oliveira
Cavafeaate na serveatia vitalicia dosefteiesde
tabelliao do publico judicial e notas e escrivio
do jury e necncoes criminaos do termo do Li-
moeiro.
Pbaranacealleo de Fernando Por
portara da mesma data foi nomeado para servir
provisoriamente o pharmaceutico Bernardo Fio -
riano Correia de Britto na pharmacia do presidio
de Fernando de Noronha.
Auiorldade policial Por portara da
mesma data e proposta do Dr. chefe de polica de
7 foi demittido Joio Flix de Deus do cargo de 1
supplente do subdelegado do 2* districto do Rio
Formoso.
Permuta de cadeira Por portara da
presidencia de 9 do corrente foi provisoriamea te
autoiisads a permuta entre as protoosoraa Anna
Cesar de Almeida Peesoa e Camilla do Carmo
Torras, esta da cadeira mixta da Imberibeira e
aquella da do sexo femicino de Naaareth do Cabo,
sem accresoimode vantagens.
Blelefto de creador em Barrelroa
Em 9 da corrente expedio-se ordem i Cmara
Municipal de Barreiros afim de proceder-so ao dia
31 de Outubro vindouro a eleicio para preenehi-
mento da vaga do vereador bacbarel Manoel Oc-
oviano Quedes Noguera, que aceitoa emprego
publico retribuido.
Sletcd de weresdor en Csruar-
Na mesma data expedio-se ordem Cmara Mu-
nicipal de Caruai afim de ter lugar no da 31 de
Ootobro vindouro a eleicio de vereadoies e jai-
ses de pss daquelle municipio.
>oiiriaa da narlePele paquete norte-
americano Finanoe recebemos hontein ss seguin-
tes noticias :
Para.Datas at 3 do corrente.
A presidencia da provincia acaba de tomar
ama resolucio de interesse ao ser vico do nosso
porto, diz a Provineia do Para :
* Foi incumbido o Sr. capitio tenen!e Jos
Marques Mancebo, commandante da eanboneira
Quarany, do servico de sondagem e levantamento
de urna planta do porto, de modo a conbecer-se
cem precisio de sen estad e de sua eapaci-
dade.
O araonal de marinha auxiliar o Sr. eapitio-
tenente Mancebo, areatandoaibe nma lancha a
vapore outros recursos, para que seja levado a
cffeito aqueMe servico.
No da 25, as 5 horas da tarde, o portugus
sguadeiro Domingos Machado foi victima de um
accidente, que o matn qaasi instantneamente.
Entreva elle por nm porto oenjonctamente com
o carro, na estrada de Nasaretb, quando, impelli
do pelo varal do vehculo, foi de encontr ao
esteio-do mesmo por rio, sobre viado lbe urna eom-
rooeio cerebral.
Meia hora depois deste accidente, Domingos
Machado era aceommettido ds ama congestio que
o fulmnea.
Domingos Machad* era casado ; deixou mulher
e filbos esa Fartsjgai
A Alfnndeg rendeu no mes de Agosto ulti-
me 768:038*041.
A renda da mesma reparticio em igual mes no
ultimo quinqaennio foi o seguate
1882
1883
1884
1885
1886
A Recebedoria Provincial no mes
ultimo arrecadou :
Renda Provincial U1'7'c *513
Imposto de ver o peso 8.-oj 1819
Santa Casa i ^ge<*480
Diversss Cmaras t. J7 .326
Em igual mes do ultimo quinqaennio. a meama
reparticio arrecadou:
1882 192:701*893
1883 246:932*701
1884 155:943*656
1885 201:415*469
1886 315:322*166
Maranh&o.Datas at 3 do corrente.
A presidencia da provincia, no intuito de
fazer reconbecer o rio Paran, conlaente do Tury-
ass, commissicnou o Sr. capitio-tenente Jos
Antonio da Sil 7a Onimaries de verificar si o refe-
rido rio presta-se ou nio a navegaoio, e neste
caso, a que qualidade de embarcaeoes.
Como capitio do porto tem o referido cfficial ju-
nsdiccio sobre a navegacio dos ros e scientifi-
camente competente par estados relativos s con
dicoes de navegabilidade.
Igualmente informar acerca da existencia de
seringas as proximidades das margens do Pa-
ran.
As vantagens que resultario dessa commissio
sio obvias :abrir a navegacio desse rio de mode
que possa ter elle fieqaentado por vapores e
barcos, o qne ser para a provincia de grande
proveite, facilitando assim frsnca sabida para os
productos que por ventura forem alli colbidos.
Falleceram : na villa do Rosario o subdito
portugus Jos Joaquim Barroso e na capital a 4
o paraguayo Brigido Evani, meatre da banda de
msica do 5 batalhio, na occaaiio sm que tocava
esta em frente ao quartel, i tarde sendo aceom-
mettido de um ataque, fallecendo momento de-
pois.
A Alfandega rendera no mez passado......
197:224*848
Piauhy.Datas at 29 de Agosto. *
Passara e expediente do governo a ser pu-
blicado na Epocha.
Fora nomeado porteiro da Secretaria da Pre-
sidencia Manoel Felippe de Lemos.
A 23 de Julbo findo fallecen, depois de crueis
padecimentos, na Colonia de 8. Pedro de Alcnta-
ra, o eapitio Esmaragdo Jos de Sousa, moca ge-
ramente estimado pelo seu carcter sincero e
franco e outras ptimas qualidades, que o recom-
mendavam.
Falleceram na capital o alfares Vicente Fer-
reira do Nascimento ; no Burty dos Lopes Fran-
cisco Rodrigues de Oliveira Portella, chefe polti-
co all ; na cidade da Parnahyba Roberto Perei-
ra de Magalhies, as Barras, o coronel Jos An-
tonio Rodrigues ; e em 8. Jos das Cajaseiras, o
tenenW Serafim da Paixia Beserra.
ArribadaTendo bontem as 6horas da tar-
de seguido para o sol o vapor Jaguaribe da Cem-
panhia Pernambucana,ao chegar na altura do Cabo
de Santo Agostinho, comecoa a faser agua no com-
partimento da machina.
Em vista disto resolvea o commandante arri-
bar, voltando ao porto, que nio pode alcancar por
ter a agua apagado o fogo da machina, apezai de
estarem continuamente a funecionar as bombas.
Em frente a ilba do Pina o vapor ancorou a o
commandante fes arriar os cscaleres em que se
mettersm os passageiros que foram transportados
para o porto, chegando ao Arsenal de Marinha s
2 horas da madrugada.
O pratico mor da barra avisou immediatamente
ao Exm. Sr. capitio do porto do que ha va acon-
tecido.
Incontinente e por ordem do mesmo Exm. Sr.
capitio do porto, partiram para o lugar indicado
0 rebocador Imperador e o salva-vidas do Ar-
senal de Marinha com o respectivo patrio Fran-
cisco da Costa Veiga, indo neata embarcacao o Sr.
1 tenente Leopoldo Bandeira Qouveia, ajudante
do Arsenal e capitana e o Sr. Hereulano Jos
Rodrigues Pinhsiro, pratico mor, e naqnella o Sr.
Jos Antonio Mortira, os quaes pelas acertadas
providencias qne tomaren), coseguirsm salvar o
Jaguaribe*, que sem mais novidade eutrou no
porto a 5 1|2 horas da manas a reboque du la
perader.
Logo que o commandante reconhecea a impos-
sibilidade de continuar a viagem e teve de vol-
tar, ordenoa que fosse alijada a carga suffioiente
para alliviar o vapor.
A carga se compuoha de 120 fsrdos com zar-1
que, para Macei, 46 para Pcnedo o 400 para
Aracaj, e a que nio foi alijada, ficoa em grande
parte averiada.
Hontcm mesmo o Dr. juis do commercio fes vis-
toria no vapor e na carga, a requerimento dos
iuteressados.
Dlvertlmenlo em Olinda-Hoje, das
6 1|2 da tarde st ss 7 1|2 horas da noite, na ci-
dade de Olinda e no largo do Carmo, a philarmo-
niea Oito de Dezembro ezecutar diversas pecas
do seu repertorio.
llavera fogis elctricos.
Hootoso-A Aasociacio Commerual Agrioo-
la por sua directora mandou coliocar no sali de
suas sesadts o retrato do Eira. Sr. Dr. Francisco
de Asis Rosa e Silva, depotado pelo dcimo dis-
tricto desta provincia, em attencio aos relevantes
servicos que tem prestado a lavoara de Pernamba-
co; j aedindo na Cmara a aoprsssflo do imposto
de expattaaio do assncar, eomo o de 6 ( sobre as
mscbaaa qne forem:introdusidas no pais para me-
Ihoramento do fabrico do mesmo assncar.
A Aasociacio Agrcola assim procedendo i nsp-
rou-se no sentimento de Justina e grstidi^ para
com esse digno filbo de Pernambuco.
Dearalrcne da TSeaoararla de Fa-
aendaNa parte cfficial publicamos hojj a pro-
mocio dada peto Sr. Dr. 1 promotor publico
desta capital, Joio Joaquim de Freitas Henriques,
sobre o processo do Dr. Eduardo de Barros Fal-
cio de Laeerda e seus fiis, Francisco de Siqueira
Carneiro da Cunha e Victorino Trajano da Costa
Fialho, pero desfalque de 793:145*377, verificado
em 9 de Setembro do anno passado, nos cofres da
Thesonraria de Fasends desta provineia.
Dentro justamente do praso de um anno ficaram
os respectivos precessos concluidos, estando j
pronunciados o inspector Antonio Caetano da Silva
Kelly e o bacbarel Arthur de Barros Falcio ds
Laeerda, que ambos recorreram do despacho do
Sr. Dr. juis de direito do 2 districto crimina]
para o Superior Tribunal da Relacio.
A presteza com que o Sr. Dr. Freitas Henri-
ques deu cumprim-nto aos ardaos deveres de pro-
motor publico em tio importante questio, ama
prova incoiitf stavel do seu zelo, aetividale e in-
dependencia oo cargo que tio dignamente exeroe.
saalerla de i-oetaa paraeases-Do
Para recebemos hontein o 1 folbeto da obra qee
comate titulo est alli publicar o Sr. Dr. Mar-
ques de Carvalho. Trata do perfil litterario de
Paulino de Britto.
A Expoaleo e a Lamers Masica
querque Maranhio a 8. Exc. Rvma. agradecendo
as provas de smisade e consideracio que delie
tem recebido em diversos lugares, onde o tem
acompanhado.
Outro de S. Exc. Rvma respeitavel fami-
lia da (Juarita, representada no sea chefe o Sr.
Serafim Francisco de Araujo, a quem muito dese-
java conhecer pesaoalmente, e brindando a essa
distiocta familia nio poda deizar de levantar um
brinde a um de seus membros mais conspicuos, o
arcediago Dr. provisor do bispado, filho do vene-
rando anciio sentado i sua direita, eqae tem sido
o sea braco direito nos trabalhos e amargaras da
administracio diocesana, coafiando-lhe na maior
intimidade os negocios mais reservados da dio-
cese.
Outro do mesmo Ezm. e Rvm. Sr. sos sacer-
dotes presentes, seus dedicados auxiliares ao exer-
cicio do manas pos toral.
Outro de 8. Exc. Rvma. ao Sr. Maranhio e a
ana familia, que tanto se distinguen] polos seos
entimeatos religiosos.
Os Rvds. vigario Joas e Jos Alves brin-
daram tambem ao Rvm. arcediago Dr. Araujo,
seu bom amigo e a sua numerosa e honrada fa-
milia.
A' 5 horas da tarde do mesmo dia foi S. Exc.
Rvma. alvo de urna bella manifestacio por parte
da aula publica de ensino mixto deste povoado,
aqu creada esforcos de nosso prente e amigo,
o Rvm. arcediago Dr. Araujo, e que tem feito nm
bem immenso i mocidade deste lagar, porquanto a
matricula annoal do oitenta e tantos meninos e
a freqaencia diaria de sessenta de ambos os
sexos.
Os meninos trajando uniformemente de preto
esm grvate branca e as meninas vestidas de
branco, tendo urna fita cor de rosa a tiracollo, con-
dusindo pequeas bandeiras, em que se liam di-
versas inscripcSes apropriadas, acompanhados da
professora e da suas familias, ao som da m-
sica marcial e debaixo de foguetes, se dirigiram
casa da residencia de S. Exc. Rvma.
Ao chegarem, a a'umna Euphrasia Co'.inho
Meira, filha da professora, recitoa cm nome da aula
publica urna linda poesa, saudando a S. Exc.
Rvma., e offereceu-lbe urna bonita toa!ha de altar
e duas fronhas de crochet feitas pelas propras
alumnas.
S. Exc. Rvmi. respondeu agradecendo a mi-
nfestacio que recebia deesas criancinhas, e as
prendas com que o obsequiavam, e dirigi aigamas
palavras de animacio digna professora, para
Hontem foram distribuidos os ns. 4 da Expon-, que contiuuasse a desempenhar com dedicacio a
e&o, e 200 d* Lanterna Maf.ca, revistas criticas j sublime mssio de preparar pelo ensino das lettras
e humorsticas.
Estio ambas interessantes.
Realsjtenela e anorte Estando no dia 28
do prximo mez findo um grupo de individuos em
numero de vinte no lugar Corcunda do 2" districto
de Alago do Emygdio, pertencente ao termo de
Correntes, todos armados e oceupados em tapiar
ama casa, foi disso sabedor o inspector de qaar
teirio de nome Agostinho Pinto Teizeira, o qual
ao intuito de evitar desordene dirigise ao refe-
rido lugar e por meios bruios eonseguio desar-
mar a todos excepto ao de nome Manoel Papa-Mel,
que a nada quis attender e ao contrario pretendeu
matar ao inspector, conseguindo feril-o grave-
mente.
Acudindo nesta occasiio oro filho daquelle in-
spector e outras pessoas mais que teatoram reali-
sar a prisio de Papa-Mel o qual por modo neoham
se qaiz entregar e quando novamente procurava
ferir a aquelles que delle se approzimavsrm, rece-
ben um tiro que lbe dusfecbou o filho do inspector
de cujo ferimeoto veio Papa-Mel a tallecer.
O criminoso evadio-se e a polica abri o respec-
tivo ioqaerito.
FerisemosTendo scieneia o subdelegado
do 3 districto do termo de Quipap que oo sitio
Cabeca d'Anta bavia nm grupo de ladres, para
all se dirigi com aira forca de paisanos e ao che
gar sabio-Ibes a-> encontr o chefe da mesma qua
drilha, de nome Joaquim Alves Feitosa e seus fi-
lbos os quaes trivaram Iota com a forca, resul-
tando da lata sabir ferido na esbeca o paisano
Antonio Simoes da Silva o no braco o referido
chefe da aaadrilha.
A polica prosegue nos termos da lei.
Club da pa-----A' 11/2 bors da madru-
gada de hontem os industriosos da pa tentaram
penetrar no deposito do negociaute Joio da Silva
Santos, estabeleedo na ra de S. Joio n. 56, per-
forando com o terrivel instrumento de qne usam a
porta do mesmo estabeleci ment.
Sendo presentidos, deram as de villa Diojo.
Perro va de aslnelr&o a BonitaA
directora desta empresa, tas saber aos accionis-
tas que ainda nio realisaram a 5* entrada de
auas aeces, o facam at o da 15 deste mes, de
quando comeca a correr o praso de 30 dias para
tal entrada com a malta de 20 /0> como dispSe o
n. 1 do art. 9 dos estatutos da mesma.'
Bennldea aoclaesj -Ha hoje ss seguin-
tes:
Da Socedade Minerva Progresso Peroambuca-
no, s 10 heras d manhi, em sua sede, para cm
sessio de assembla geral ordinaria tratar de ne-
gocios diversos e argentes.
Do Monte-Po dos Typographos de Pernambuco,
s 11 horas da manhi, na Praca de Pedro II n.
75, 2 andar.
Do Gremio Recreativo Familiar, s 11 horas do
dia, em assembla geral, em sua sede ros do Im-
perador o. 19, 1 andar, afim de tratar-ae da re-
forma parcial doa estatutos.
Vlajlta episcopal-Em data de 30 do mez
prozimo findo remettem-nos da Guarita o se-
guate :
' No dia 20 do corrente mes de Agosto chegou
a este povoacio da Quarita 8. Exe. Rvma. o
Sr. D. Jos Pereira da Silva Barros, mui digno
bispo desta diocese, acompanhado, desde Tim-
bauba, dos Rvms. provisor do bispado areediago
Dr. Luis Francisco de Aranjo e vigario Antonio
Graciano de Araujo Guarita e de crescido numero
de cavalbeiros, que foram encontral-o.
No sitio Manoel de Mattos, distente da Guarita
legua e meia, o Sr. Jos Dantas de Bulh&es, cacha-
do do vigario Guarita, offereceu a S. Exc. Rvma.
urna chicara de caf, tendo sido S. Exe. Rvma.
saudado por amitos vivas e por diversas girn-
dolas de fogos.
Depois ds pequea demora segaic S. Exc.
Rvm. para esta povoacio, onde foi alvo das
maiores manifestacoes de apreco, notando-se nos
semblantes de todos extraordinaria alegra, ao ve-
rem sea amavel e bondoso pastor.
< A' entrada do povoado esperavam o eminente
viajante numerosos familias, a professora publica,
D. Candida Meira de Vaaconcellos, com seus alom-
aos e alumnas, o Rvd. vigario do Mogeiro, Joas
Vertalano Corsiaode Macedo, e a masica lugaen-
se, maadada vir pela Socedade Festival D. Jos
para festejar a recepcio de S. Exc. Rvma.
A roa principal esteva adornada de arcos en-
teitedos de flores e de bandeirss de differentes
cores, em algumas das quaes liam-se textos da
sagrada eacriptura e ioscripces, que marcavam
as datas mais memora veis da vida de S. Exc.
Rvma.
Ah foi S. Exe. Rvma. recebido por todo
esse povo, que socioso o esperava, e o Rvd. viga-
rio do Mogeiro ergueu diversos vivas a S. Exc.
Rvma., a S. S. Leio XIII, a religiio cathohea
apostlica romana e naci brasleira, que foram
entusisticamente correspondidos, e a msica to-
cn urna importante pega do seu repertorio, sendo
por diversas senhoras tiradas flores sobre 8.
Exc. Rvma.
< Ao som da masica e da repiques festivaes,
seguioS. Eic. Rvma., a p, acompanhado de
seis sacerdotes, dos cavalheiroa e do poto para a
casa devidamente preparada para a sua residencia.
Em ah chegando, foi S. Exc. Rvma. saada
do por ama salva de 21 tiros e p r div rsas girn-
dolas de fogos, sendo .atiradas sobre elle maitas
flores por algnmas senhoras, e de novo echoaram
diversos vivas, que foram calorosamente corres-
pondidos.
Em seguida S. Exc. Rvma. deu o annel a
beijar, e todos porfa e com o riso nos labios se
acerca vam do preclaro bispo.
a Depois de breve descanco, foi servido um
opparo almofo, trocando-se nesta occasiio diver-
sos brindes, a saber :
Do Sr. Serafim F. de Araujo a S. Exc.
Rvma. ; do Rvm. arcediago Dr. Araujo a 8.
Exc. Rvma., manifestando o immenso regosijo de
que elle e toda sua familia se acham possuidos
pels honrosa visita de 8. Exc. Rvma., que assim
quis dar urna prova de muita considerarlo a si e
a sua familia e agradecendo s S. Exc. Rvma.
por tio significativo obsequio.
Outro do vigario Guarita a S. Exc. Rvma.
agradecendo-lhe, como membro da mesma familia,
a distincta prova de considerscio dada por S.
Esc. Rvma. aos seus paren tes.
Outro do vigario Joas saudando a S. Exc.
Rvma. por si e seas parochianos.
Igual brinde foi levantado pelo Rvd. Jos
Alves de Alouquerque, pro par ocho do Inga.
< Outro do Sr. Fraucisco Lf ovigildo de Aibu-
e da religiio osjcoraooss desaas criancas, esparan
(as da socedade.
A' noite houve granle Ilumina?!) giorno,
tanto as casas particulares, como entre os arcos,
e queimou-se um lindo fogo artificia1, soltendo-se
um balio ; o que tudo foi promovido pela Soce-
dade Festival D. Jos, aqu instelUda para o fim
de promover as festes ti* recepcio do S. Ezc.
Rvma., durante os interrallos do fogo artificial a
msica Iagaense ezecuteva varias peyts do seu re-
pertorio.
No dia seguate (21) S. Ezc. Rvma., reesbeu
outra manifestaci>, nio m^nos importante, das mo-
cas soiteiras deste lugar, as quaes acompanhadas
de suas familias, ao som da msica e ao atroar dos
foguetes, iorsm cumprimenter a S. Ere. Rvma., e
nesta occasiio a joven D. Maroellioa Francisca do
NascimeDto recitou um3 interesante poeiia, sau-
dando ao inclyto bispo em nome d-- suas compa-
nheiras e itForeeeu Ihe um rico bouquat de flores
artitieae, feito a eaariebo, ds peona, com uos Isa
co de fita de setineta branca, adorando com fran-
jas de ouro e com a inscripcvo em lettras de ouro:
4' D. /otc um roquete de crochet. S. Ezc.
Rvma. mostrou-se muito peahorada por este prova
de apreco a si tributada p ir auas filhas etn Jess
Ohristo, e manifestou o sentimento de nao poder
dirigir-ihes oeste occasiio algumas palavras, por
achar-se iacommodado e bastante constipado.
< Em acto continuo foram entregues a S. Ezc.
Rvma. duas cartas de liberdade, concedidas, urna
pelo capitio Serafim Hereulano de Souza Msrinho
ao nico escravisado que poasuia, de nome Amaro,
a outra pelo Sr. Jos Justino dePaiva a saa eacra-
visada Catharina, com o fim de solemnisar a visi-
ta de S. Exc. Svma. a esta povoacio e eas hora :-
oagem ao jublea sacerdotal de saa saotidade
Leio XIII.
Nesta occasiio foram iaterrompidas as festas
que com tanta animacio eram celebradas em hon-
ra de S. Exc. Rvma-, porque, alm da coostipacio
com que chegou aqu, sobreveio-lhe hoje urna s
cope, quando enva misas, e outi
.horas da tarde desse mesmo dia.
i sya
, sS
O povo em maaaa ficou profundamente sentido
ao saber que o sea idolatrado pastor havia adoeci-
do, e de repente couverteu se a alegra em triste-
za, seado logo suspensos todos os sigaaes de festa
e de regosijo.
< Durante os das em que S. Ezc. Rvma. estove
iacommodado, a familia do arcediago Dr. Araujo
esforcoa-se para tratar do melbor modo ao Ilustre
enfermo, sendo lbe dispensados todos os cuidados
e remeiios muito apropiados para debellar o mal.
De dia para dia se via bem patente o melhora-
mento do incommodo de S. Exc. Rvma.; e afiaal,
em 26 do corrente completoa-se o sea restabeicci-
mento, com inezprimivel satisfscio de lodo esse
povo sem ezcepcio de grsnde ou pequeo, de rico
ou pobre. Tanto nos dias da con valescenca como
nos demais, em que 8. Exc, Rvma. demorou-se en-
tre nos, as familias deste povoacio o visitaram re-
petidas vezes, causando admiracio geral o modo
attencioso e ss maneiraa lhanas, com que elle cos-
turas tratar a todos sem accepcio de pessoas.
Nos dias 24, 25, 26 e 27, tarde, S. Exc.
Rvma. sabio a passeio, sempre acompanhado de
maitas senhoras e cavalheiroa. No primeiro desses
dias S. Exc. Rvms. visitou o cemiterio aqu cons-
truido pelo bemfeitor deste lugar, o nosso prente
e amigo arcediago Dr. Aranjo. 8. Exc. Rvma. de-
pois de ter orado polas almas dos fieic, cujos restos
mortaes alli repousam, mostrou se muito satsfeito
de encontrar um cemiterio tio bem construido,
aceiado e conservado. Depois elle visitou o afa-
mado rio Parabyba, quebanhaas nossaa vargens.
Nos outros dias visitou diversas casas, par. retri-
buir as visitas que havia recebido, sendo por todos
acolbdo com immenso contentamento, a par da
grande honra, que Ibes ere dada por um principe
da igreja, qne se digoava de entrar em suas cho-
panas.
Nio podendo S. Exc Bvma. volter para o Re-
cife antes do auspicioso dia 28 de Agosto, anniver-
sario da sua sagracio episcopal, couoe-nos a honra
e gloria de celebrar junto a elle essa memora vel
festa.
Ness-1 dia de grate recordacio para esta dio-
cese s 6 horas da manhi urna salva acompanhada
de urna girndola de fogos annuncioa o 6 aaai -
versario da sagracio de S. Exc. Rvma. A's 9 ho-
ras se ;uio elle acompanhado de muitos cavalhei-
roa, ao som de repiques e ao atroar das girndo-
las para a cspella provisoria, convenientemente
prepaiada no lagar destinado para a capel la-mo-
da igreja, que por iniciativa e estorbos do arcedia-
go Dr. Araujo comeoamos a edificar oeste povoa-
do, afim de celebrar ah o sanco sacrificio da mis-
sa. Qae bella e notavel coincidencia! Na igreja,
anda em construcoio, j foi celebrada a primeira
missa pelo Exm. Sr. bispo diocesano, precisamente
no da auuiversario de sua sagracio!
> Para perpetua memoria desse facto manda-
mos preparar ama lapide com a competente la-
scripcio, que ser gravada no frontospicio da
igreja, e servir de monumento perenne aos nossos
vindouros.
< Depois da missa, que foi muito concorrida, e
na qual servlram como capellies os RvJms. arce-
diago Dr. Araujo e conejo Antonio Aragio, au-
ziliados pelo parocbo desta fregu-zia do Pilar e
pelo vigario Guarita, voltou S. Ezc. Rvma. pare
a saa residencia, acompanhado de muitas familiis
e do povo, que foram felictal o pelo anoiversario
de saa sagracio, subindo aos ares ama salva de
21 tiros e muitas gyrandolas de fogos.
Ao jantar, que pela variedade de manjares
bem preparados foi um sumptuoso festim, troca-
ram se diversos brindes, sendo o primeiro levan-
tado pelo Rvdm. arcediago Dr. provisor a S.
Exc. Rvma f.-licitanJo-o p.lj sexto anniversario
de sua sagracio, tanto em nome de sua familia,
como em nome desta diocese, que o ama estreme-
cidamente.
Neste brinde o orador tornou bem frisante a
circumstancia de ser celebrada esta festa com a
pres-'nC'i de 8. Exc. Rvma. no lugar que Ihe deu
o berco e no seio de sua familia, o que era para
ai e seus parentes urna grande honra e motivo de
verdadeira alegra e satisfacio.
Conclaio este briade ergaeado um caloroso
viva ao prelsdo modelo, que governa antes como
psi, do que como-superior, ao bispo segundo o co-
racio de D--us, que com prudencis, tino e pericia
tem feito muito em pouco tempo e em todos os seus
actos procede com a mais recta e pura intengio.
O clero, as senhoras e cavalheiros que tomavam
parte neste festim, possuidos de grande enthanas-1 aegdintes jurados sappleates :
mo correspondereui a este viva e brindaram M
distincto prelado.
o "e- Ti8*,ri0 Prderico fel tambem um briade s
S. Exc. Rvms., que conclnio manifestando 01
sens sinceres votos, para que Deus prolongue por
muitos annos os preciosos das de 8. Exc. Rvma.
a beneficio dos seas diocesanos.
m 8. Exc. Rvma. agradecendo aos brindes qua
lbe foram feitos, em termos eloqaeates disse que
tendo querido Deas qae elle celebrasse esse dia'
o mais memoravel de saa vida, no meio desta im-
portante familia, de quem tem recebido tantos ob-
sequios, aproveiteva esta occasiio solemne para
brindar ao clero diocesano, que tanto o tem co-
adjuvado nos trabalhos ds administracio da dio-
cese, shi representado no seu chefe, o Rvdm. pro-
visor do bispado, sen dedicado amigo, e nos sacer-
dotes presentes; bem como sos seculares seos dio-
cesanos igaslmeote representados nos cavalheiros
qae o ouviam. E na pessoa do Sr. Seraphim
Francisco de Aranjo, pai do arcediago Dr. Araujo,
briudava ainda a sua numerosa e distincto fami-
lia, a quem significava a sua immensa gratidao
pelo bom acolbimento com que fra tratado ; e pe-
dia venia para juntar a este brinde outro, nio me*
nos importante, a D. Filonilla Francisca do Xas-
cimento, como prova de saa gratidao pelos muitos
cuidados e carinbos com que fra por ella tratado
durante os dias de sua enfermidade.
A' noite houve grande illuminacio a giorno
quer as casas, quer no quadro da ra principal
e por entre os arcos, qae esta vam embsodeirados.
A's 8 horas S. Ezc. Rvma. foi alvo de nma
esplendida maaifestacio da mocidade guaritense,
qae nio tendo podido fazel-a nos primeiros dias,
por ter S. Exc. Rvma. adoecido, reservou-a para
o dia de sua sagrario.
Os BMBOS solteiros, precedidos do Rvd. paro-
cbo deste tregaezia e de outros sacerdotes, debaixo
de fogos foram saudar a S. Ezc. Rvma.o Rvd. pa-
rocbo exprimi em poucas palavras o fim dessa ma-
nifestacio.
< Em seguid o joven Pelro iLuinho de Soasa,
em nome de seas collegas, recitou um b m elabo-
rado discurso, em que tornou salientes as virtudes
e nobres qialidades do nosso amado prelado, mani-
festou o nexcedivel regosijo de seus companaeiros
pela honrosa visite de S. Exc. Rvma. a este povoado,
econcluio agradecendo a S. Exc. Rvma. e de-
pondo aos seus ps ama linda toalha de labyrinto
e um grande aerstato, que transpondo os polos da
regiio etherea fosse annunciar aos povos distan-
tes a noticia do immenso prazer, de que a moci-
dade guaritense se sent possuida pela viada de
tio carinhoso e amante psi ao meio de seus que-
ridos o dedicados filbos.
Deram-se vivas a 8. Exc. Rvma. e ao da
28 de Agosto.
8. Exe. Rvma. acolheu com o maior agrada
e satisfacio esta prova de amor e reconhecimento
dos seus queridos filbos e em um improviso, que
attrahio a attencio de todos, agradecen a maai-
festacio e exhorcou a mocidade guaritense pra-
tica do bem, fazendo votos para que a fe desses
jovens, esperanzas da patria querida, va alm das
alturas, a que podesse chegar aquelle aerstato, e
chaguo at Deas, nosso ultimo fim.
Concluio S. Ezj. Rvm. o seu discurso,
abeocoaado a mocidade guariteuse e as suas fa-
milias.
Terminado o discurso, S. Exc. Rvma. le-
vantou diversos vivas mocidade guaritense,
provincia da Parabyba, Sua Saotidads Leio
111, leligio cathohea, apostoliza, romana,
Sua Magestade o Imperador, Sereoissima Prin-
cesa Imperial Regente e naci brasleira.
Estes vivas foram retribuidos com outros 4
S. Ezc. Rvma. e heroica provincia de S.
Paulo.
Cerno parte integrante desta manifeatacio, foi
.queuaado um lindo fogo artificial, mandado pre-
parar polos mocos deste lugar, e subiram os ares
diversas gyrandolas de fog03.
Depois de pequeo interv illo foram deposita-
das as sagradas maos de S. Ezc. Rvma. outras
qaatro cartas de liberdade em homeoigem so Ju-
bilen Sacerdotal do Santo Padre Leio XIII epara
solemnisar a visita de S. Ezc. Rvma. a este lagar.
< Estas libertacoea foram coacedidas : pelo Rvd.
parocbo Antonio Graciano de Araujo Guarita ao
escravisado Tranquilliao, que herdou ltimamente
por occasiio das pa'tilhas do inventario de seu fi-
nado pai, e de que s teve conhecimento agora ao
chegar neata lagar ; pelo Sr. Joaquim Marinho de
Souza Rolim a sua escravisada Esmera; pela
Exma. Sra. D. Celestina Florentina Meira escra-
visada Josepha, e finalmente peta Sr. Bartholomeu
Lucio Marinho saa escravisada Feliciana.
* No acto di entrega das cartas o Sr. Francisco
Maranhio fes um discurso anlogo, ao qual 8. Ezc.
Rvma. respondeu com outro discurso improvisado,
mas repassado de muita eloquencia e enthu-
siasmo.
a As suas ezpressoes frisantes e empolladas, a
saa voz sonora e retambaate, os seus acenos ar-
rebatadores, todos os movimentos, emfim, da sua
pessoa, tornarain bem patente que 8. Ezc. Rvma.
incontestevelmeate verdadeiro protagonista a
propagador incanaavel da sympathica e adiantads
causa da libertario dos escravisados, assim no si-
lencioso recinto do sea palacio, como as pracaa
publicas, onde elle recebe ruidosas manifestacoes
de adhesio e amor.
Neste improviso brlhantissimo S Ezc. Rvma.
declarou com muita emphasis quanto Ihe eram
sgradaveis essas libertacoes, e fez ardentes votos
para que, o miis breve possivel, desappareca des-
ta abencoada torra da Santa Cruz o negro estigma
da escravidio, essa nodoa abominavel, atirada pot
mi extranba sobre o nome bratileiro, pois est
convicto de que nio ha um s braslleiro que ni?
queira a abslicao da escravidio. Finalmente, S.
Ezc. Rvma. exhortou aos escravisados, que por
ventara o ouvissem, a qae aio se rebellassem con-
tra seus senhores, mas tivessem paciencia e re-
signados espsrassam o venturoso dia, que julgs
prximo, em que o patritico povo brazileiro en-
toar hosaaas pela extaegio total da escravi-
dio.
< Terminado este discurso, foi S. Exc. Rvma.
applaudido ealhusiasticamente e saudado com fre-
nticos vivas.
* Assim foi celebrado entre nos o jubiloso dia
28 de Agosto.
< Nio fizemos muito mais ainda, eomo era nosso
dever e desojo, per que as circumstancias locaes
nio o permittiram. Nio obstante, S. Exc. Rvma ,
bondoso com mostrou-se muito contente e sa-
tsfeito de ter passado neste lugar o sexto anni-
versario da saa sagracio.
Eiabora S. Exc. Rvma. tenha viado faser ama
visite particular familia da Guarita, com tudo du-
rante a sua estada aqu fes-se muito bem espiritusl.
< Houve crescido numero de confisses e com-
muuhoes, coavertersm-se dous apostates, qae nes-
sa capitel haviam abracado a seita evanglica,
baptisou-se ama adulta, ceiebraram-se muitos ca-
samentas, que, viveudo Ilcitamente recorran aa
eloso pastar, para que lhes facilitasse os meios de
sabirem de to infeliz estado. Nio falteram pa-
pis para o expediente diario, e nos das 27 e 2ft
do corrente, S. Exc. Bvma. administren e Sacra*
ment da confirmacao a urnas quatroceatas pes-
soas.
Durante estes dias abencoados contamos aqu
17 sacerdotes, seado a maior parte delles vigarios,
que das freguezias mesmo un. pouco distantes vio-
ram cumprimentar ao seu virtuoso e digno bispo.
* lijntem (29) depois do almoco 8. Ezc. Rvma.,
acomoanhado de alguna saberdotes e de muitos
cavalheiros regresssa para Timbaiiba, onde pre-
tende poasar dous dias, e d'ahi continuar a saa
viaeem para essa capital.
A' partida de S. Ezc. Rvma. comparecern
as principaes lamilias dista povoacio, que foram
dar-Ihe a ultima despedida, notando-se em todos
profundo pesar e sentimento pela separacio de tio
affavel e extremoso pai, sera sabermos ao certo,
quando taremos a incomparavel dita de aprecia!-
outra ves junto a nos.
Resta-nos, porm, a consolscio de conten-
plarmos, mesmo de longe, a sua nunca esquecida e
sympatbica imagom, que fica intimamente grava-
eos noasas almas, e conservamos sempre viva e
presenta nossa memoria, como agradavel lem-
branc* destes dias venturosos e como penhor pe-
renne do nosso amor filial e eterna gratido sa-
grada pessoa de S. Exc. Rvdma o primeiro bispo
qae se dignoa de honrar e immortalisar com saa
augusta pi esenca a este torrio agreste elardo, que
nos dea o berco.
Queira Deas prolongar por muitos annos a
preciosa existencia deS. Exc. Rvma., para sua
maior gloria e para santificacioeeterna felicidade
do desvelado paetor e do immenso rebaobo, qae
elle tio vantejosamente rege e apascenta; o che-
gue elle sio e salvo sua rea.dencia episcopal:
aiia rta nissAQ arran aa a oinA.irna vmtna _
t

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-
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eis oa nossos arden es e sinesros votos.
Tribunal da Jury Iloniem comparece-
rain neste tribunal 2 jurados pelo que aio hou-
ve sessio.
Fez-se o sorteio sendo designados pela sorte os
i
[MIM


Diario de PerflambucoDomingo 11 de Setembro de 1887
Vcniesia do Rcrtfe
Antonio Cetario Moreirt Din.
Carlos F. Martina Ribeiio.
Joa Antonio Qoncalves Penna Judo*.
Jos Alves Barbota Jnior.
Jote Botelbo Pinto de Meaquit*.
Preguma da Boa-Vista
Antonio Vicente da Silva.
Carloa Angnito Lms de Sonta.
Dr. Ceciliaoo Maraede Airea da Fonaeca.
Dr. Celso Tertuliano Fernandos Quintella.
Dr. Eduardo Candido de Oiiveira.
Domingoa Pinto de Magalbaes-
Francisco Oroncio de Araujo Lina.
Joaquim Domingos de Carvalho.
Dr. JoSo r'edro Maduro da Fonaeca.
Jos Alfonso de Araujo.
Joaquim Ignacio de Siquaira.
Dr. Joaquim Jos Rodrgaos Villares.
Justino Casado Lima.
Freguei do Poco
Alipio Jos Feliz doa Santos.
Bmjamin Alfonso do Reg Birros.
Dr. Salustiano Jos de Oiiveira.
Freguex\a de Afogados
Feliz Bibeiro do Amaral.
Joa Thomas Cavaleante Pessoa.
Frequaia de S. Jos
Luis Eloy Miranda UurSo.
.Freoiietia da Grata
Jos Carneiro Ferreira Rabello.
Foram multados em 20/ 03 juises de facto que
nao ce ni parecer m.
aMreetorlm tas obra* de conserva
Sao loa porto*Boletim meteorolgico do
a 9 d- Setembro de 1887 :
Horas
6
9
12
3
6
m.
t.
246
27-3(
28*81
28"-8t
2681
Barmetro a
0*
762*48
7S3ni58
763-01
76124
761i23
Temperatura mxima29*,75.
Dita mnima24,75.
Evaporaco em 24!horas ao sol: 7",4 ; i som-
bra: 3-,6.
Chavamilla.
Direcc" o do vento: SE variavsl entre SSE e
ESE de meia noite s 9 horas e 55 minutos da
manh; SE at aos 4 minutos da larde; SS at
10 horas e 55 minutos ; E at meia noite.
Velocida.de media do vento : 2m,41 por segundo.
Nebulosidade media: 0,38.
Boletim do porto
S => i Da Hora* Altara
F. M. B. v. r. m. B. M. 9 de Setembro 1) de Setembro 8 46 da mandil 225 da tarde 926 3 9 da manha 1,96 0,88 1,90 0,94
De Ceara : com o premio grande de 2 >0:000#
(novo plano) ser extrahida boje 11 do corren-
te (domingo).
Bllbelea de lotera*Em mi do agen-
te Bernardino Lopes Alheiro acham-se a venda os
bilbetes das seguintes loteras:
Do E-.plrlto-Sanco : A 3* parte da 4* lote-
ra, cajo premio grande de 50:0004, pi lo novo
plano, ser ext.ahida n da 16 de Setembro, im-
preterivelmente.
Do Ceara : coa nm importante plano, cujo
premio grande de 250:000/000, ser extrahida
boje 11 de Setembro.
De rao-Par* : A 5a parte da 12* lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de 120:000/
ser extrahida no da 14 do corrente, im] reten -
vel mente.
De saata-Catnarlaa: A 1' parte da 2*
lotera com um importante plano, cujo premio
grande de 50:030/000, ser extrahida quando
for annunciada.
De Alago** 1 A 1.* parte da 20.* lotera,
pelo novo plano, cajo premio grande de........
40:000/000, ser extrahida no da 15 de Setem-
bro, (quinta-feira), s 12 horas da manha mpre-
terivelmeote.
Lotera do ti rao- Par A A 1* parte da
13 lotera desta provincia, pelo novo plano, cnjo
premio grande 120:000/000, ser extrahida
no da 14 do corrente (quarto-feira) impreterivel-
mente.
Os bilhetoa acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco 11. 23, de Martina
Fiuia & C.
Lotera do Espirito Santo A 3* par-
te da 4a lotera desta provincia cujo premie gran-
de 50:000/000 ser extrahida no dia 16 de
Setembro.
Os bilbetes acham se venda na Casa dt For
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
sa A C.
Lotera do CearEsta acreditac a lote-
ra sujo premio matar de 250:000/000 ser ex-
trahida he je 11 de Setembro.
Os bilbetes acham-so a venda na Casa di For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiusa & C.
Lotera de AlagoasA 1.a parte da 20*
lotera, pelo novo plano, cnjo premo grande de
40:000/000 ser extrahida no dia 15.de Setembro,
q(uinU-feira) ka 12 horas da manha, impreterivel-
mente.
Os bilbetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiusa & C.
Lotera da provincia do Paran-
A 26 lotera desta provincia,pelo novo plano, cu-
jo premia grande de 12:000/000, so ext ahir
no da 13 de Setembro.
Bilhotes a venda na Casa da Fortuna, ra
Primeiro de Marco numero 23, de Martins Fin-
ta & C.
Cent I terlo Publico*Obituario do dia 9
de Setembro:
Rufina Mxria da Conceicao, Pernambuco, 20
annos Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Jos Francisco, Poruambuco, 100 annos, viuvo
Boa-Vista; velhce.
Loentina, Pernambuco, 11 metes, Olinda ; diar-
rha.
Honpitul roiusuet-O movimento das
enfermaras deste hospital na semana fiada foi o
seguinte :
Existam em tratamento...... 19
Entraram durante a semana.. 4
Sahio curado........
Fallecen............
Ficam em tratamento.
23
7
1
21
23
Carlos
t;
Entrou de semana o Sr. mor Jomo
telho de Arroda.
Proclama de casamento* Foram
lidos no da 8 do corrente na freguezia de Santo
Antonio os seguintes :
Tenentc Albino Leite de Faria com Marcio-
nilla Domicia da Silva Neves.
Lell*eEctuar-se-hao:
Ananha :
Pelo agesto Modesto Baptista, s 11 horas,
ra Duque de Caxias n. 82, de movis e vi-
dros.
Pelo agente Pestaa, ao me:o da, ra do Vi-
gario n. 12, de um bom terreno e predios.
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, a ra do
Marques de Olinda n. 19, de apparelhos de louca,
talheres, mobilias, etc.
Tercafeira :
Pelo agente M)desto Baptista, s 10 horas, rna
do Vigario Tenorio n. 10, de gneros existentes
na mesma casa, em lotes.
Paaaacelroa Caegados da Europa no va-
por americano Financ :
Mary G. Raiolnison, Annie W. Parcell, L.
Welsore, Marshall, um filhj e um cralo, F. B.
Earglish, A. R. Hipaian, O. R. Nial e su a senho-
ra, Joaquim da Silva, Rayoaundo W. da Costo,
na senhora, 5 filho3 e 3 criados, Revi. G. A.
Nogueira.
Sahiios para o sal no mesan vapor :
G. Ricbauv, O Belbcnf, Emilio A. Falco, Dr.
Irno M M. Guerra, J. V. A. Matheus e um fi-
lho, Augusto Silva Leal.
asa de DetenciloMovimento dos pre-
sos da Casa de Detencao do Reciie no dia 9 de
Setembro de 1887 :
Exialiam 401; entraram 11 ; sahiram 10 ; exis-
ten) 405.
A saber :
Nacionaea 370 ; mulheres 16 ; estrangelros 11;
escravos sentenciados 6 ; dem processado 1;
idem de correccao 1Tetal 405.
Arracoados 374, sendo :
Boas 350 ; doentes 24.Total 374.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Jos Couto da Silva.
Lotera do sSro-ParAEis es premios
da 1 parte da 13' lotera do Grao-Para, extrahida
em 10 de Setembro:
19650 120:000/000
6505 30:000/000
12422 12:000/000
19755 6:000/000
4531 3:000/000
Esto premiados com 1:500/000 os seguintes
nmeros:
5891 12133 13676
Estilo premiados com 600/000 os seguintes:
2775 7321 7593 13034 14387 18418
Esto premiados com 300/000 os seguintes :
665 4863 8989 14433 18450
6826 10658 14455 18905
Approximacoes
1:500/000
1:500/000
600/000
600/000
150/000
150/000
Os na aeros de 19641 a 19650 esto premiados
eom 150/000 exclusive o da sorte graade.
Os nmeros de 6501 a 6510 esto premiados
com 90/0J0 inclusive o da sorte de 30 contos.
Os nmeros de 19601 a 19700 esto premiados
eom 90J10X
Os nmeros do 6501 a 6600 esto premiados
eom 60/O.K).
Os nmeros terminados em 50 esto premiados
com 60/000.
Os nmeros terminados em 05 esto premiados
com 60/000.
Todos os nmeros terminados em 0 c 5 esto
premiados com 30/000 excepto os terminados em
50e05.
A seguinte lotera corre no dia 14 do corrente,
pelo plano de 100:00J/OOJ.
Lotera* dnvevaaaA Casa Felit, de A.
A- dos Santos Porto, na praca da Independencia
as. 37 e 39, tem a venda os biihetes das seguinves
loteras :
Espirito-Santo : A 3 parte da 4 lotera,
cojo premio grande de 50:000/000, pelo novo
plano, se extrahir no da 16 de Setembro impre-
tenvelmente.
Aiagdas: Al. parte da 20. lotera, pelo
nevo plano, cujo premio grande de 4^:000/000,
g.r extrahida no dia 15 de Setembro, ao meio
dia, mpreterivelmente.
__Provincia : A 10 lotera, pelo novo plano,
cujo premio grande 12:UOO#9uO, se extrahir
asado f or annnuciada, s horas da Urde em
raeficio da Santa Casa da Misericordia do Re-
stife.
Santa-Catharina: A 1 parte da 2 otleria
cujo premio grande de 50:000/ ser extrahida
brevemente.
3426
^,19649
19651
6504
6506
12421
12423
INDICARES DTE1S
Dedico*
Dr. Barros Sobrinho d consulta da
meio dia 1 1/2 na ra do Barita da Vic-
toria n. 25 por ciea da Pharmacia IVan-
ceza, e das 2 a 4 na ra do Vigario 11. 4.
l.o andar*
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia ne
oxercicio de sua profissao. Consltuae das
10 s 12 horas da manha. Especala ades
eperajoes, parto e molestias de senboras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra i o Barita da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o aeu coisul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Qama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do B. de S. Borja n. 26.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Especialidadc : molestias e opera-
joes dos orgaos genito-urinarios do homem
a da mulher.
Dr. Joaquim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, Io
andar, de 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro"
O Dr. narro fialtaarAe*
Pode ser procurado no escriptorio deste
Diario das 11 horas da manha s 5 da
tarde, todos os das.
Bacharel Antonio Atines Jacome Pires'
praca de Pedro II n. 6.
bacharel Bonifacio de Aragdo Faria
Rocha continua a encarregar se, mediante
previo contrato, de questoes perante os jui-
aes desta cidade e os das comarcas tisi-
nhas. Poder ser procurado em sea es-
criptorio ra do Duque de Caxias n. 50,
1. andar, das 10 horas da manh s 3 da
tarde.
Colleaclo Spencer
Estabel-icimedto de eiucaco primaria e
secundaria em Jaboato, sob a direceo de
Jos de Oiiveira Cavalcanto.
Drogara
Francisco Monoel a Svi <& C, deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, productos chimi-
eos e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Drogara
Faria Sobrinho 4 C, droguista por
atacado, ra do Marque de Olinda n. 41.
serrarla a vapor
Serrara a vapor e officinas de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Capibsribe n. 23. Neate grande estbale-
cimento, o primeiro da provincia neste ge-
nero, comprase e vende-se niad-iiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, asum como ae preparam-
obras de carapina por machinas e por pre-
50 sem competencia Pernambuco.
JURISPRUDENCIA
Questojudiciaria
Os artigos que, sob esta epigrapbe, foram por
mim publicados nos Diario de 20, 24 a 25 do mes
prximamente findo, e no de 2 do correte, escla-
recer suficientemente o motivo da precatoria,
expedida a r.quenmf oto do Sr. Dr. Jos Domin
gus contra o Dr. Barros de Lacerda, e rectificara
os engaos commettidos na exposico dos factos a
que se refere a minuta do aggravo interposto para
o Superior Tribunal da Relacio, e que narrados
infielmente, como foram, pidi.im determinar urna
deciso injusta, inspirada por urna falsa apre-
ciacao.
Por esta simples considerado, abster me-hia
de vir boje a imprensa, segundo declarei em outra
occasiao, seo Sr. Dr. Jos Domingos, na sus ulti-
ma publicaco, nao me coagisse a villar essa pro-
messa.
Desta ves S. S. nao seria contestado, se, no sea
artigo, nao eacrevesse as seenintes palavraa :
Ihe pediret talvez alguna explicaooei acerca das
escripturas de hypotheoa e venda do enijenho
mercet.
Cmtenda estas palavras urna nsinuaco, que
desperta a suipeita sobre a legitimidade do titulo
de crdito do Baro de Mor i beca, parece-me con-
veniente nao adiar a esposta que ellas exigrm,
afim de pulverisar os falsos conceitos que podem
originar.
Desde que o Sr. Dr. Jos Domingos revela
apprehensoes tobre a procedencia do debito de
mu finado to, o Bario de Mercet, me impoe a
obrigaoo de ministrar Ihe os esclarecimentos de
que necessita, para sahir desse estado de duvida
em que se achu.
O crdito do Bsro de M un beca, garantido pela
bypotheca do mencionado eogenno, provm de
letras aceitas pelo Baro de Mercet e seu irmo
Domingoi Jos da Costa, do pagamento da hj po-
theca do Baro de Natareth e de urna letra paga
ao Baro de Albuquerque, que a receben por he-
ranea do Visconde de Camaragibe.
Antecipo essas explicao5es para qua S. S. des-
terre de seu espirito todas as hesitaces que por
ventura o assaltem ; caso, porem, nao sejam suffi-
cientes, protesto na) recusar-lbe todas as infor-
males que julgar necesearias para o inteire co
nhecimento da verdade.
Podera aqu concluir a presente publcaco, se
nao quisesse prevalescer-medaopportundadepara
oppor ligeiras consideraos a duas proposicoss
emittidas por S. S. na parte de sua resposta aonde
affrma hsver en confundido o despacho do Jnis
de Direito, julgando por sentenca o lanoamento
do praso assignado ao Dr. Barros de Lacerda
para consigaar em juiso a quintia de 47:000/ ;
com o do Dr. Juit Municipal, mandando passar
precatoria para effectaar se a priso ; e quo mal
interpretada fora por mim a seutenca de 18 de
Marco, que ordenou a adjudicaco da parte do en-
genho mercet ao Dr. Barros de Lacerda.
O que S. S. all eixpendeu, no intaito de provar
o que allega, apenas urna coojectura ou antes s
resaltado de urna errnea apreciaco das mnhas
anteriores pablesces.
O Sr. Dr. Jos Domingos nao aventurara cr-
eamente a primeira deasas proposiodes se tivesse
attendido a que eu nao aggravei em tempo alguna
desses despachos, como Ihe parecen, e urna ligeira
obsejvaco sntHeiente para patentear o eogano
em que S. S. labora.
Se eu tivesse, como me conceda a le, de recor-
rer de alguma deciso que decretosse a priso de
mea constituate, o despacho aggravado, na hypo-
tbese que disentimos, seria aquelle que o Dr. Juit
de Direito proferto em 1 de Jnlho, julgando por
sentenca o lancamento do praso sos as comhikx-
foss leoks e j publicado pelo Sr. Dr. Jos
Demingos no Diario de 21 do mes passado. E
tanto assim devia ser que, na ptica 1 transcripta
na precatoria, S. S. para provar que esta devia
ser expedida, argatnentou somente com aquelle
despacho, dizendo ser comminaco legal a
priso. Mas, se essa pena tivesse sido imposta
nessa sentenca e eu quisesse aggravar dalla, nao
ignora S. S. que nesse caso o recurso so poda ser
interposto para o Superior Tribunal da Relacao, a
menos que eu desconhecesse os principios mais ele-
mentares do procesaJ.
Nao tendo eu interposto, segundo fica demon-
strado, o recurso de aggravo dessa deciso, evi-
dente que nao poda ter querido tental-o aute o
Dr. Juiz Municipal, quando elle mandava execu
tal-a e expedir a precatoria, visto ter a sentenca
passado em julgado e nao ha ver aggravo de des-
pacho algnm para o meamo Jais q'ie o proferio,
como nesse cago viria a sacceder, si o Dr. Te-
xera de S tivesse de conhecer do que tosse in-
terposto de ana propria deciso.
Em vista do exposto, incontetftavel qua o re-
curso a que se refere o Sr. Dr. Jos Domingos,
so podia ser determinado pelo despacho do Dr.
Juiz Municipal, que me deaegoa vista dos autos
psra embargos de nullda le execuco, como se
evidencia da minuta do mesmo aggravo e da sen
tonca que lbe negou provimento, j publicada
neste Diario.
Se o Sr. Dr. Jos Domingos qniser reconsiderar
o que escreveu, conbecer afiml a verdade do que
tenho allegado, e nao continuar a affirmar que
recorr de nma pena que nao foi comminada na
citaco, c-imj era easencial, nem decretada por
sentenca alguma, mas, simplesmente dedntida de
doatrina verdadeira, verdade, mas inappllcavel
especie, por nao se tratar de arrematante, nem
de credor adjudicatario, como j provei em outro
artigo.
Passarei outra parte da publicaco do Sr. Dr.
Jos Domingos.
Transcrevi no Diario de 24 a seguinte sentenca
do Dr. jais de direito : Nao tendo havido lanza-
dor ao immovel penhoradj e levado praca pelo
exequente, na qualidade de credor hypotbecario
dos fiuados Baro do Mercs e sua mulher, adju-
dico o pelo proco da avallaco ao Dr. Francisco
do Rrgo Barros de Lacerda, seu adquirente
PARA 03 EFFBITOS DA BEM1S3AO O EXPBOPBIACAO JO
dil'ial : d-se-lhe a carta de adjudicaco qceresdo,
depois de pago o imposto devido e custas. Cabo,
18 de Marco de 1887.Francisco Teixeira de S
Em vista dessa sentenca pareceu-me que ao Dr.
Barros de Lacerda era facultado remir o im novel
ou soffrer a expropriaco, segundo preferase ; en-
tretanto o Sr Dr. Jos Domingos opina por modo
diverso e conclue alHrmando que ella exclue a ea-
colba e coudemna irremissivelmente o executado a
coasignar cm juiso, para lbe ser entregue, o va-
lor do immovelQuod volumus facile credimus.
Eis como S. S. se exprime :
O qae a sentenca qaer diser, o que nella est
decretado, dispensada atol 1 uterpretaca), queao
Sr. Dr. Lacerda foi adjudicado o immovel adqui-
rido para que se produxadi os effeitostda axcussio,
urna ves que S. S. nao usou no praso legal do
meio que a le Ihe fornecia para evtal-a (art. 333
do Reg. cit.) ; isto ,a sentenca que nao pode
PERMiTTra a BBMisso, porque esto s a permitte a
lei, no praso por ella prescrpto, alluoe simples-
mente X BKMIS30 O.DB PJDENDO TEB SIDO FEITA SAO
ro,
..... Para os effeitos da remisso ou da ex-
propriaco judicialisto quer diser sem contra-
dieco de especie alguma: p.vra oseffi;o dabe-
misso (A EXCUSSAO) que podera ter sido feta
no devido tempo e que nao o foi ; e pasa os da
expropriaco qub se beausou bm vibtode db nao
sb tbb procedido a sua bbmisso.
Que hermenutica II..
Conformar-se ha, porm, o Sr. Br. Teixeira de
S com essa iotelligencia que se attribue ou em-
presta sua sentenca? admittir elle essa nter
pretaco ? E' o que resta ao Sr. Dr. Jos Domin-
gos provar.
Qoanto ao Memorial que e Sr. Dr. Jos Domin-
gos julgou dever publicar com o seu ultimo artigo,
observarei apenas que, quando discut pela pri-
meira ves, na imprensa, a presente questo, de
monstrui que o despacho aggravado nao causava
damno irreparavel, como 8. S. allegara, urna vez
que o juiso estova seguro com a penhora feta e
os seua dovedores eram responsaveis pelos juros
at o pagamento integral da qnantia demandada.
At hoje nao lu contestado nesse pooto ; parece-
me, pois, escasado insistir na m asn a demonstra-
cao.
Teodo vinlo imprensa, antes para dissipar as
davidas do Sr. Dr. Jos Djmingos sobre a proce-
dencia do debito de seu finado tio, o Baro de Mer-
cs, do que para disentir a materia do aggravo
que pende de deciso do Superior Tribunal da Re-
laso, aqu termino, abstendo-me de mais demora-
das apnciacoeg.
Nabaco, mostroa as sympathias de que gosa no
1 districto, derrotando esta.
Mostr o Sr. Nabaco qaaes, as familias inteiras
qae se tem reduiido a miseria, como dis ter en-
contrado, afim de eleger-se o ministro do imperio !
Diga e aponte qaaes os empregados qae tea
ndo dsmittdm por qaererem dar-lhe o voto.
Nao v o Sr. Nabaco que o feu manifest nao
pasta de um amsotaado de palavras, sena realida-
de e opposto a verdade ?!
O aetnal ministerio, dis o Sr. Nabueo, duas
vesos coudemnado pslo senado como fabricador
da matrcula de escravos, convicto parante o paia
de manipular a divida publica para proteger os
seua amigos, toi moralmente deposto pelo exercito,
e, para viver, para realizar as negociatas de que
est cheio o seu arcamento, precisa da un pretex-
to de desordem. *
O .^.r- .Nabaco, era desespero de causa, desvair
e vai injuriando, sem qua sossa demonstrar ama
so de suas asserces.
E' o primeiro, o Sr. Nabueo, que tem a coragem
de diser qae o actual ministerio tem manipulad)
a nalk P01'0* Par* proteger os seus amigos !
O Sr. Nabaoa aupaa que anda estamos sob o
rgimen liberal quando a advosacia administrati-
va enriqueceu a maitos, e os cofres pablicos es-
tavam abarfos para os sustentadores, na imprensa
da corte, ao gabinete Dantos !
E' a costo dos anotinadonei e turbulentas qae
vivem os especuladores da bolsa, nao o esque-
gais *
O Sr. Nabaco parece estar contaado a historia
do dominio liberal!
Quaes sao os asiotinadore* e turbulentos, os
3uaes procurara manter a ordem, ou os quj min-
am propositalmante insultar a foro publica, e
aconselhar a faca e o ccete contanto qao sa ven-
es a eleico de 14 de 8etetnbro 1 ?
Quaes sao os arnotmadoris e turbalenlos, os
quaes confiam na independencia do eleitorado,
que, por mais de urna ves tem eleito o Sr. Portel-
la, ou os que propalara qae ha de se derramar at
sangue, afim de espeoular-se ento com a desor-
dem, e recebe rae um diploma ainla qae man-
chado ?
Quem o amonador e turbulento, o Sr. Por-
tella que a 4 de Desamoro do 1834, dirigiodo-se
ao eleitorado do Io districto, disse :
Noconfiei njtilmente no digao corpo eleto-
ral ; elle corresponden ae meu appello, dando de
si a mais significativa e eloquente prova de inde-
pendencia, qua maito e maito eleva o nonas per-
nambucano ;
Eu preferira a minhasepultura poltica -
anda que o meu competidor Ihe escrevesse o epi-
tophio, contonto que elle e o seu companheir, po-
deroso auxiliar na campanha, nao houvessem coa-
corrido para que no cemiteno desta cnpitol fos-
sem abertas as sepulturas qae reeboram os cada-
veres, anda nao de todo fros, do mea amigo ma-
jor Ferreira Estevas e seu sobrinho, poupando-me
a delorosa misso do escrever-lhes por epitaphio
as seguintes palavras : a luto eleitoral cornecou
pelo annuncio de minha sepultara, e terminou pe
gente quando passavam por aquella
1, sendo que ama linha de bonds en-
Recife, 8 de Setembro de 1887.
Dr. Joaquim Corra de Araujo.
PIBLICACOES A PEDIDO
o
manifest do Sr. loaqulm
VlliHCO
Continuaremos na trela que nos imputemos
de analyaar o celebre manifest do Sr. Natouco.
O candidato da opposiejo nao tem o direito
de fallar aos sens eleitores, mas o ministro tem o
direito de mercadejar o voto as repartcoes do
Estado de crear orna agencia de eolonsaco na
provincia, espalhando os dioheiros pablicos, ou
em realidade ouem promssa, entre os alugadoies
de votos, encuendo por outro lado de colonos as
obras do porto, a altaodega, as estradas de ferro !
O Sr. Nabuco suppoe que estamos em 1884,
quando pretenden ser eloito pelo 1 districto, e
para aqu veio c m o presidente o Sr. Sancho.
Quem ignora que depois de terminado o pleito
eleitoral de 84, s na ponteBuarque de Macedo
baviam mais do cera empregados supra-numera-
rios? !
Quem nao sabe qaa o Sr. Sancho sahia a noite
de brac c im o Sr. Nabnco para pedir votos ?
Quem ignora as iinposicoes ento teitas aos
empregados pablicos ? I
E o Sr. Nabaco qae falla em compressS> '.
E, no entonto, nao ba quem posea apontar um
facto praticado por qualquer das autoridades da
provincia que demonstre imposicio aos emprega-
dos pblicos com relt.cao a eleico do Ilustre per-
nambucano, que to dignamente tem representado
o 1 districto.
E, nem n^cessidade ha de semelbante imposi-
eo. desde qde o Sr. Portella, a de paito dos es-
cndalos praticados em 1884 para ser eleito Sr.
la effectivasepulturados meas amigos, victi-
mas de ama aggreaso brutal ;
ou quem procurou especular com a desordem e
com o sangue para se faser eleger, e nao teve ao
menos urna palavra de condolencia para aquellas
que saccambiram victimas de sua ambicio pol-
nica? 1
Parece-no3 estar anda onvndo as palavras
sanguinarias cono qaa um dos sustentadores da
eleico do Sr. Nabco, em 1884, concluio o seu
discurso, na vespera do pleito, no th atro Santa
Isabel :
amanh o grande dia ; o povo arma-se e v
para a praca publica eap-rar o resaltado da elei-
co, certo de qua Nabaco dave ser o eleito !....
Todo o pais sabe quaes foram as con3equen-
cias de taapacifico, sa'iutar ordeiro eonselbo I...
Oh Sr. Nabuco, pelo amor da Deus, quando
quizer fase:- seus manifest*, publiqua-os em in-
gles, mas nao qaeira ridicularisar este pobre
povo !
Comprovincianos ( conclue o Sr. Nabaco o
seu manifssto.) Por mais doloroso que seja ver-
mos supprmido o direito de reuaio publica a as
vesperas da eleico, em que est em jogi a sorte
da governo.... *
O Sr. Nabuco tem e ostenta una vaidada incri-
vel, a nao ser urna hypoerisia incomparavel.
Pea estar o Sr. Nabuco convencido que a sorte
do governo depende da reeleco do Ilustre mi-
nistro do imperio !
Derrotado este, a provincia de Pernambuco
que ficar privada de quem defeada, nos conselhoa
da eorfia, os seus le^itim >s interasses, mas o ga-
binete continuar forte e com o apoio da repre-
sentadlo nacional.
A provincia, porm, nao perder o sea defen-
sor, porque o eleitorado do 1 districto ter bas-
tante patriotismo para nao preferir o Sr. Nabaco
ao digno Sr. Portella, que, se p le afirmar, um
dos pernambucanos mais diatinctos da pooa,
um d'aquelles qua mais esforejadamente procura o
engrandecimiento da sus pro vi acia ; mas nao se
persuada o Sr. Nabuco qae a derroto do Sr. Psr-
tella importar a queda do patritico gabinete de
20 de Agosto.
E' preciso que o Sr. Nabuco se compenetre da
que nao um hornera aecessario ; ter manos pre-
tenco, e ser mais modesto.
Nao queira elevar a sua candidatura a altura
de um prcipicio, e dar-lha a importancia que ella
nao tem e nem pode ter.
Convenca-se o Sr. Nabuco que nao querendo
illudir o povo, fingndo um patriotismo que ns tem,
dsfarcando urna amablidade que contrasta com a
sua natural altivez e orguiho demasiado, que con-
seguir grangear as sympathias do independente
eleitorado do 1 districto.
Em conscienca o Sr. Nabnco deve estar con-
vencido qua nao vale o Sr. Portella, e, se sentase
gn'alma incendiada p:lo fogo sagrado ao patriotis-
mo seria o primeiro a aconselhar a reeleco ao mi-
nistro do imperio, afim de que esta providencia
tenha nos conselhoa da cerda, quem defenda os
seus interesses e trabalhe pelo seu engrandec-
meato !
Coniinta agora, o Sr. Nabuco, que parodiando-o,
conuluamos a analyse de seu manifest :
Concidados preparaivoa para o dia 14 de Se-
tembro ; e, nesso da, mostrai ao candidato revolu-
cionario, qaa cima de tudo sabis collocar os in-
teresses de vossa provincia, representada pelo pa-
triota que hoatem mereceu os vossos suffragios, e,
que, agora mais que nuaea tem se tornado mere-
cedor de vossas sympathias, o Ilustre Sr. ministro
do imperio l
E' nesse dia (14) que de veis justar as vossas
contas, por meio de vossos sufiragios, oom o candi-
dato abslicionsta revolucionario, que trabio a sua
propria bandeira, que s aqu vem qaando precisa
de votos, e que depois de ha ver en 1884 provocado
desordena, das quaes resultaram as mortes de vos-
sos compatriotas, tem a coragem de querer concor-
rer para a reproducen o das mesmas aceas de san -
eue!!
A alma de Bode.
Os farrista*
Nao convem qui passem desapercebidos
os aleives, falsidaies e mentiras da opps-
sigao nestes ltimos dias.
Logo que foram prohibidas as reunioes,
o Sr. Nabuco e a commiisao que dirige o
seu pleito protestaram em avulsos que nao
teria lugar a que fora convocada para Afo-
gados e annunciada no domingo pela Pro-
vincia para hora mais ce lo do que no con-
vite em nome do candidato republicano
liberalabolicionista (?)
Ao mesmo tempo a coramissao ejecuti-
va da eleigao denunciaba do chafe de po
licia, publicando a denun.-io antes de apre-
sental-a ao tribunal.
A' hora antes da marcada e em frente
da casa do reraador Luiz Bocha no largo
da Paz ae reuniam grupos de diversas pro-
cedencias, depois augmentados por ontros
que tomavam os bonds desta oidado para
aquella arrabalda.
O facto explicado pela Provincia e
Jornal de modo muito interessaate.
As pe*88oas qae para all iam desta cida-
de ignoravam a prohibigaj, alias j canta-
da aqui em prosa e vorso nos protestos e
manifestos dos seus chefej.
nao poJeram regressar logo porque
com a fasta da Peuha, cuja igreja fica mia
legua a quam dos Afogados, aquellas tu-
n cenes nao aohavam lugar nos bonds de
Afogadoa que partiam vasios e s toma-
vam
grej
tre esta cidade e aquella looalidade nao
iassa por aquella igreja e por ambas as
inhas podiam voltar os assuadeiros.
Nao admira esorever assim a historia
quando o Sr. Nabaco nega que haveria
reunio porque elle a seus amigos protesta-
ram nao fasel-a
Eabjra fosse encontrado alli um grande
agrupamento tendo como guarda arangada
sujeitos mal encarados de faca de ponta e
ccete, mas qua a Provincia affrma, e
quanto basta, estar all a servio. > do sub-
delegado e sargento sua, como ss esta acti-
va e zalosa autoridad* tendo forja sufi-
ciente disp33cio pracisassa armar paisa-
nos o qua atia podara fazar muito legal-
mente, a rauaiao nao se verificou oomo
ajuntamento illicito f
Emquanto taea factos sa passaram o Sr.
Nabuco e 03 seus amigos e corresponlen-
tes de jornaea passavam telegrammas no
ticiando cutiladas em horneas inermes, isto
, talvez com armas oocultas, ou nao usan-
do dallas na phraae pitoresca do Sr. Nabu-
oo, e que inscientes da prohibicao desciam
tao pacificammte dos Atogados como os
que tinham ido e fcado na Penha para ver
a festa.
Um infeliz qua victima de sua impru-
dencia e desaso faz no dia seguate objec-
to de luto publico e apontado nos tele-
grammas e jomaos sucjumbindoa cutiladas
da cavallaria.
Od telegrammas dizam para a corte qu3
a polica impede o ezame cadavrico.
A polica, poroo, manda forja para im-
pedir o enterro sam sa fazar a exama.
No camiterio grande numero de adversa-
rios fra da qjalqmr exjapjao, guiados
pelos Srs. Nabuco e directores psliticos e
em cujos rostos si desenhava o desespero
da dor, acotuvelam sa para lobrigar o pri-
maro golpa da guma ou furo da ponta de
espada, mas despido o cada ve', o sau ha-
bito externo est intacto : tableauv.
Dizem que o Sr. Nabuco resmuagara
centra os saus.
Duvidamos,
Faz-se a autopsia no dia seguate e os
profiasionao3, j os dous peritos, j qua-
tro ou cinco intaressados em descobrir o
corpo do delicio da polica, opiaam qua
estava eliminada a hypothasa de pancada
ou golpa, masmo com prancha da espada.
Mas os meamos apistrophes e objurgato-
ras continuam tenio como tema ai patas
forradas dos cavallos, as espadas amolalas
dos anisaros do poder, e outras chapas de
ferrugem carcomidas a favor de cidadaos
que sa antrincheiram e iaolf:a3vo3 ata-
cam a pedradas em plana ra Imperial
urna forja armada e oom ella trava con-
flicto, como aconteceu em seguida dis
perso do ajuntainento, sendo impossival
verificar se lgum turbulento soffreu con-
tusocs na disperso do aj unta meato, ou na
lucta em seguida empenhada com as dez
pragas da guardas cvica qua se reco'hiam
estaco.
Nao morrer ninguem nestes dias por
aquellas paragens, que com certeza nao
seja victima da disperso.
Deus queira que nao tenhamos de ver
alguma exhumajao depois de dias ou ma-
zes para verificar causas de bitos.
Entretanto a polica j comejou e dave
continuar a mandar examinar e autopaiar
morte do esilavagismo e nada aa. se de
facto suecumbio de padecimentos chronicos
adquiridos desde Setembro de 1850 e ag
gravados em 1871.
O Ilustre tonriste que vinha oom o el-
fa;to apurado, senta logo a atmosphera
viciada, to adiantada estava a putrefac-
clo r
Rio-so da comedia e ordenou que fosse
quanto antes sepultado o cadver o que sa
fez sendo o enterro a capucha.
At, ah, muito b in ; mas depois ?
Eis o Ilustre oandidato acreditando na
metempsychose, suppeor que a alma do
esclavagismo transmigou para os cornos
do que elle chama landlords !
R.-Qjvou a luta e agora o que mais o
preoecupa matar pela segunda vez o es-
clavagismo, aquelle mesmo, que elle en
controu cadver e mandn enterrar na
vaU commum .'
O eleitorado do Reoife, diapensou o il-
lustre candidato inglaz de solicitar pessoal-
mente votos. Trata-sa de un compromisso
de 1 honra > da opposijao que de re pedir
por elle e para elle !
E' o qoe sa l em urna circular que a
c Provincia estampa todos os dias em
columna privilegiada.
Nada mais commodo !
O celebre dictado popular quem tem
bocea nao manda soprar -perdeu, poli-
ticamente a razo de ser.
O candidato inglez, que segundo a clas-
sifieajao de Linnao pertance conjuac
tamente oom os macacas ordam dos pri-
matas, e conforme o modo de ver de cBlu-
menbachs, ordem distincta dos Dimanes,
tem bastante desenvolvido a orgo de que
o sopro urna das fu celas, no entantc
seu3 congeneres que esto soprar por
elle I
Nada mais commodo, repetmos
Pois o illustre candidato inglez est com-
pletamente desobrigado de ir de pessoa a
pessoa eleitoral angariar votos, ficando
assim livre da dar aos curiosos, que vo-
tam, explicares sobre os conceitos pouco
lisongoiros, que de seus campatriotas faz
na Europa.
E pana-.. e ainda mais porque quise-
ramos vel o medir b3m a differeaja, qae
vai entro flinar a vida em Regent's
Park em St Jamas Park a estafar de can-
eado percorrenlo 03 bairros de S. Jos,
Racifa, Santo Antonio e dependencias elai-
toraes, onda esto as secjojs do Io dis-
tricto.
Mas o que teria influido no aino do
eleitorado do Racife para tomar aquella re-
?oluy3o, sem audiencia dos eleitores de do-
mis coUcgos?
Eis um qaestionario, que urge por solu-
jao !
Consta-nos, qu3 o Ilustra candidato in-
glez chegou a iniciar pessoalmente a cabal-
la da porta em porta.
Por infelicidada a primeira porta, em
que batau nao foi abarla por alguma das-
sas creaturas privilegalas, que vo ter a
fortuna da depositar chapa na urna eleitoral
que est em gastaco. Appareceu Ihe urna
seDhora gorda o nervosa qua deu-lha in-
gresso.
Era a digna consorte do eleitor procu-
rado.
O illustre candidato inglez, quem a
senhora fez de vida mente as honras de re-
os cadveres daquelles que poderam ser- j oepsjo;expoz-he"o3'motivo8~d"a"'vsit"ee"-
vir de fonte ae eapeculajo, por serem de | tora[ e 00^,uu pof padr qu, eajp,aha839
todo valimento paranta o esposo eleitor no
pessois fallecidas nos Afogados e mme-
diajojs, quando o io da mentira e de
tudo mais quanto se segu est na impren-
sa bem conbeoida na trra.
Em todo caso a polica mantara a sua
dignidade desmascarando os embusteiros.
Nanfraga um navio de guerra destinado
a fazar aondagens as aguas da provincia
do Espirito Santo, o que os jornaes ha-
viam j annuneiado com tanta anteceden-
cia, e os telegrammas para a Provincia
noticiam que o navio vinha com destino
apparante para Fernando, mas com ordem
de arribar aqu para alliviar o bojo que
trazia cheio de soldados para a el-gao,
o qua seria una inepcia para desmentir a
arribada. g _g
Est parecendo a historia do Cavallo de
Troy.i, cheio de abolicionistas, da qua fal-
lou o Sr. Nabuco n'O Paiz para soltar
dentro do Directorio Liberal qua descon-
fiando do bicho fez mallograr a empresa,
danda tudo em vasa barris, e nao se sa-
bendo que imprensa representa hoje o
partide liberal e qual o bou chefe.
Si houvesse nacessidade de navio de
guerra nanhum melhor do que a Lamego
que sendo de pequ-.no calado podera su-
bir ao longo da praia de S. Jos e ir at
os Afogados.
Ingrata tarefa a de mentir insensata e
intilmente.
Argt$.
Jogos polticos
Registra a historia qua Nelsou, ao par-
tir com a esquadra ingleza para os mares,
onde so ferio a memora vel batalha do
Cabo de Trafalgar, ao povo que agglo-
merado as margena do Tamisa aoclama-
vam-o como ponto convergente das espe-
rances da patria, asBegurava que a In-
glaterra havia de cumprir o seu dever.
Nao desmentio o futuro o compromisso
de honra cvica e pratriotica do celebre
almirante inglez I
A victoria custou Iba a vida, mas a es-
quadra franceza e a esquadra haspanhola
foram destrocadas, cobrndo se de gloria a
Inglaterra e desde ento fieou firmada a
supremaca da marinha britannica.
Outra nao podera ser a promessa do il-
lustre candidato touriste quando ao despe-
dirse das oonsocios da AnteSlavrey So-
ciety, tomou o portlo do vapor que teria
de transprtalo s plagas americanas em
luta pelo diploma do 1 districto.
Mas oomo tem cumprido o seu dever o
illustre pretndante inglez ?
Enoontrou o esclavagismo cadver e em
torno os abolicionistas em luta oom... o
cadver.
Todos os domgos nm lutador escalava
a tribuna das Variedades e batia-sa com
o... cadver.
O ultimo dos lutadores designados era
um mdico. Estava armado para a luta
como Achules e disposto a desenvolver
prodigios de forja, de que s um Hercu-
les seria capaz !
Tudo isto perfeitamente dispensa vel,
bastando apenas, um bistori.
O que se precisa saber a causa da
intuito de obter-iha o voto em prol da cau-
sa abolicionista
Nao se des3reve, imagiaa-se, apaas a
phrase sentimental e o estylo dolente e ly-
rico na solieiiajao do voto.
A digna senhora, que ao que parece,
pelos la jos de amor conjugal, exerce deci-
dida influencia sobre ocara-metade, alvoro-
jou-sa com urna festa ao saber qua trata-
va passoalmante com o chefe do abolicio-
nismo e nao teve duvida em garantir e vo-
to, pediado Ihe apenas, em retribuijo urna
l fineza, nica, sommta a de fazer em ca-
sa dola urna conferencia pois deaejava ou-
vil o e nao podia ir s Variedades.
lableau !
Seria por esta motivo que o eleitorado
de Racifa tomou a doliberajao de dispen-
sar o Ilustro touriste de cabalar ?
Very proper I
JapofJaps.
s
Recursos eletoraes
Tristes e ignobeis recursos sao os de qae teem
lancado mao os hbaraes, como arma de combate
para o pleito eleitoral.
Inventar factos, que s ezistem na imaginacao
excitada e apaixonada dos cabalistas, negar a
evidencia reconbecida e patente a todos, attribair
aos seus adversarios procadimento de qae s os
cabalistas abolicionistas sao capases, calumniar
e insultar, como qualquer garto, eis os princi-
paes recursos liberaes de que se tem incumbido
de por em pratica a Provincia e o Jornal, e
os amigos do Sr. Nabaco.
Apezar de serem sempre desfeitas as artima-
nhas e desmentidas s balelas com que pretendem
armar confianca publica, nao teem pejo ou ver-
gonha de continuar na mesma empreitada, como
se esta trra fosse povoada de cegos ou beocios.
Passemos demonstrado pelos factos.
Ao conselheiro Perlella tem se attribuido a re-
tirada temporaria do Dr. Alfredo Lisboa para a
corte, como meio poltico; foi contestada essa n-
ter teugao do conselheiro Portella, mas a Provin-
cia insiste em affirmar que foi precisa a retirada
desse engcnhero para se ageitar empregos no me-
Ihoramento do porto, secundando o Pais, que
tambem segu o mesmo systema.
O proprio Dr. Alfredo Lisboa, revoltado com
to mentirosa assercao, desmente-a polo Jornal
do Commerco de 30, declarando qne pedio ao Mi-
nisterio da Agricultura para ir i corte, e qae
este pedido foi feito antes de ser chamado para
faser parte do ministerio o conselheiro Portella !
O Dr. Beserra do Mello, chefe do trafago da
estrada de trro de Caruar, pedio urna licanca
para tratar de sua sade, e -logo a Provincia
consideroa isto como exigencia eleitoral !
lio Sr. Or. Joaqaim Cona de Araujo disie a
Provincia qae mandoa elle chamar sua pre-
senta os empregados da Santo Casa, qae so elei-
tores, e Ihes impoz que votossem no ministro do
imperio.
Comecando a ser desmentida polo Sr. Jos
Thecdoro, qae veio imprensa declarar nao ser
isto verdade, a Provinc:a mudou de rumo e af-
firma agora, qae aquelle- empregados esto sendo
obng .dos a attestar que o Dr. Corra de Aranjo
nunca fes semelhante cousa .'
A Provincia julga os ontros pelos sentimen-
tos dos seus redactores.
Porque a forja pnblica dispersou uns insolentes
que em votenas insulUvam as autoridades e des-
respeitavam as iaatituicocs o as leis, a Provincia
e o Jornal com a coragem dos mentirosos nao
dnvidaram assegurar, qua o governo mandoa as-
sassinar, que o povo foi assassinado, que o sangue
corren, que em urnas tontos casas, qae s ellea
conbecem, existem feridos, tspancades e espalde-
rados, que se acham 4 beira do tamulo !
Porque um homem corre e batendo com o ven-
tre em ama carrooa, morre em eonsaquenoia da
pancada, lembram se a Provincia e o Jornal
de denominar essa facto um aasassinato, e respon-





Diario de PernambacoDomingo 11 de Setembro de 13S7
HMMin o ehefe de polieia e presidente da pro-
^Naufraga um navio d. anuda no deKmpenho
da uu immi.a bydrographica e logo a .Pro-
Tinda. inventa un historia de arribada, ordena-
da de aatemo pa'a desembarcar tropa era Per-
nambnco ,
E como estes, outros muitoa factof, que seria
longo enumerar, inventados e forgicados pela ima
ginaeo frtil doa cabalistas do Sr. Nabuco, esta >
tendo diariamente lmpingidos para honra e glo
Ha da candidatura liberal.
O Joinal, que lib-ral na "Columna, abol-
cioniita a geito do agricultores dentro e lora da
columna, nem liberal nem abolicionista em re-
laclo ao Sr. Nabuco, fas-se echo da condidatura
deste quando preciso affirmar alguma cousa para
viglez ver.
E tanta miseria, tanta baizesa, tanta mentira
para que !
S e nicamente pera fazer crer a quem fr to
beocio, quaato o forem os que assim intentam
mystifiear o publico, que o Sr. Nabuco um ho-
rnera grande, que deve ser eleito, que o ministro
deve ser derrotado, quo esta trra deve ser domi-
nada pelos arruaceir-s, agitadores e perturbado-
res do eoceg > publico.
Nao o couseguirao, descancem, procuren! outro
officio, o povo j4 eoohece o pao de larangetra de
que sao fetos es dolos que se querem impr.
S2o sempre os mesmos, ou assassinando, como
em S. Jos, ou calumniando, quando passam pelo
desgosto de nao encontrarem nos aaversarios as
qualdades, que os caracterisara. .
Meros recurios e'.eitoraes, mas recursos ignobeis
indignos, sao os tactos mentirosos, de que ta-
xem arma de combate os sequiles e cabalistas do
Sr. Nabuco.
Ninguem se Iluda, as calumnias e as ameacas
dos agitadores nao chegam 4 altura do desdem
dos hamens de bem.
A verdade.
Km lila da cerildao abalxo a peti-
cionarla esiia liberta
Illm. Sr. admini.tra-'or da Kecebedona de
Rendas Geraes de Pernambuco. Donata, eecrava
de Antonio Jos Pedro Goncalves precisa a bem
de sua liberdade que V. S. se digne de mandar
Ihe passar por certido o theor de sua matricula
de crrente anno.
AssmpoisE. R. Merc.
Recife, 9 de Setembro de 1887. A rego de
DenataD"lmiro Sergio de Farias.
_ Certifique se. Recebedoria de P-mambuco,
9 de Setembro Je 1887,-Pereira do Carmo.
__ Certifico, rm cumprimento do despacho retro
e em vista do livro da nova matricula dos cscra-
vos deste municipio, que a de nome Donata de
que trata esta petico nao foi matriculada por
Antonio Jo Pedro Guncaives.
E para constar, eu Ulyeses Fragoso de Alba
qnerque, 3o cscripturario da R.cebederia de Per
ntmbuco paBsei a presente em 9 de Setembro de
1887. O sjudanteJos Fe'ippe N. da Silva.
A virgen e a creanca
(necio)
No saio eu vi-a Era do sol a cor da vestimenta
Quan 'o, capeado de gyrar, tende 4 dormecer ;
No eolio urna creanca ella acalenta,
Sandando o abrolhar d'um tenro alverecer.
Lembrei me ento. O dia do anniversario della
Era aquelle justamente. A creanca quebranta,
Como que sonhando : Minha irm, doocella,
Dame o perfume virginal, que encanta.
E a virgem, dir-st-his, retorquir sorrindo,
Em archangelico gesto, as ptalas abrindo :
D-me creanca, tambem, a lyrial essencia !
Em qusuto ella pedia da creanca o aroma,
E o anjo escutava, ate elles Deus assoma,
E murmura aos vel-os : Eis mmha omnisciencia.
Recife, de 1 Setembrs de 1887.
Gutnnes Jnior.
Eotrei na maconaria ; divid-a !
Etrei no culto ; piofanei-o !
Entrui no templo; assaasinei 1
Eotrei no abolicionismo ; fi da ideia pilhagem !
Juutei-me ao commercio ; asphiziei-o !
J un ti i-me a democracia ; eebandalhei-a !
Junta-me aos leoes ; escaadalisei-o* !
Liguei me ajEparaDondas; c .hio !
Liguei-me a Nabuco ; ensenguentei-o I
Tive caiza no correio ; suicidoo se 1
Tive caiza no prolongamenco ; fogio !
Ti ve caiza na Thesouraria ; preso !
Tive caiza na lotera ; em <-rise!
Quantas victimas no caminho de minhas gloria*?!..
?
E de Justina
O Sr. Jos Antonio Moreira (vulgo Cazusa Pa-
trio) acaba de prestar mais um importante serv
co alem dos muitos que j nao tem contas, salvan-
da desta forma centenas de vidas.
Eran 2 horas da madrugada de honteca quando
Ibes foram pedir soccorrojpara o vapor Jaguaribe
que se acbava em perigo, e cheio d'agua, confron-
te a Bos-Viagem.
Sr Moreira den as previdencias, pondo
disposicao do Sr. pratico mor o vapjr Molique, o
segnindo immediatamecte no vapor Imperador par*
o lugar do sinistro cem signos tripolantes da
Companhia Pernambncana; chegando ainda a
tempo de prestar is soceorros precisos salvando
assim muitas vidas preciosas.
O Sr pratico itr de boa vontae se prestou a
r ao lugar do sinistro prestando relevantes ser-
V90S.
As 5 horaB da manhJ ja esta va o vapor Jagua
rile defroute da Companhia Pernambucana. Uomo
4 temos dito o Sr. Casuza Patro era digno de
melhor recompensa pelo nosso governo o que iofe-
litmente para es'as cousas nao vn.
Aos Srs. Livramento 4C. apreciamos p>r ter
um administra'or que tem sabido pe muitaj
vezes desempenhar com toda bravura o lugar quo
oceupa com bonra e dignidade.
Urna testemunha ocular de todo occorrido.
----------------*-------------
Companhia de Edificado
Val a que 111 (oca
Ser possivel que nao esteja ainda fechado o
balaceo comecado em 20 de Julbo prezimo passa-
do de modo a ser levado ao conhecimento da as-
sembla geral para qne esta conbec/i o verdadei
ro estado da cempanba ? eu pretende.'-se-ha oc-
cultar a sua prosperidade lsongeiramente co-
nhecida do publicocem o fino de emittir se no-
vas aecoes ?
Ped" a boa razio que os se.rni*tas e o publi-
co sejam devidameotc esclarecidos sobre o estado
da companhia para evitar-se novas victimas, que
suostituiro os victimados, F. F. Borges, Flavio
Beserra, Sebastiao Lopes Guimares, Vicente do
N-scimento e tautes outtos que nella queimarsm
seus cobres.
Um pobre accionista.
Voto livre?
Sobre a pergunta que debaixo da epigraphe
cima, foi publicada no Jornal do Recife, de bon-
tem, e que refere-89 i mira, tenbo responder
que na estacio de Cinco Pontas nunca impus e
nem ped a empregado algum que votasse neste
ou naquelle aandidato, porque havendo na referida
estaco eleitores liberaos e conservadores, eu en-
tendo que quanto k estes nio precisa-se de pedir,
e quanto a aquellos appello ptra os seus testemu-
nbos.
Ha poucos i*ias per^uotandj-me o empregado
Maooel Moraes a quem devia dar o scu voto, res-
pond Ihe que quem elle qunesse, como poderi
provar o proprio Moraes que ainda acha-se no
meemo emprego.
Nunca p-'di votos, repito, para este ou aquelle
candidato; e, ae pedisse, estava no meu direito,
pois tenho visto at empregados pblicos caba-
lando contra o governo.
Recife, 11 de Setembro de 1887.
Hermenegildo Coelho da Silva.
Eiei^ao
Fatalldade
Aos qne me junto ; aniquilo 1
Onde penetro perturbo !
Entrei na Cmara Municipal; desrooraliasi-a !
Entrei oa Provincia (joras!); mate a 1
f.OMMERGIO
TELE6RAMt9
Serviqo da Agencia Ha vas
LIVERFOOL, 9 de Setembro.
ASSOCAR. He. cado calato.
O do Pernambuco u. 9. veoiese 4
1/9 por quintal. %
ALGOBAO: Mercado poaeo activo.
O FAIS de Pernambuco ende ae
*M d. por libra.
Venderam-se boje Jurante o da
cerca de lOtOOO fardo.
NEW-YORK, 9 de Setembro.
ASSUCAR .-Mercado flriae.
0 FAIR REFIN1NG de rernambnro
ende ae a 4 / cent, por libra.
Agencia Havaa filial em Pernambuno,
10 de Setembro de 1887.
Bolaa eommerclal
COTAgB8 OFFICIAK8 DA JONTA DOS COE-
BECTOKK8
Recife. 10 de Setembro de 1681
Algodao e Mossor 1' sorte, 6350 por 15 kilos.
Dito de dito mediano, 54350 por 15 kilos.
Dito de dito 2" sorte, 4350 por 15 kilos.
Apolices geraes de 5 0 0, valor de 1:0004 | a 9504
Ditas ditas de 5 0/0, valor de 600*000 | cada
Ditas ditas de 5 0/0, valor de 4004000 | cont
Ditas ditas de 5 0/0. valor de 20>400 | de ri=
'ambio sobre Londres, jj d|V. 'Si 15/16 d. pir
14, bontem e hoja.
Dito sobre dita, '.10 d/v. 22 Sil d. por 1*000, do
banco, baje.
Cambio acore t'ria vista, 421 tb. o franco, do
baaco, hontem e b >je
Cambio sobre Lisboa, vista 136 0,0 de premio,
do banco.
Na hora da bolsa
Vende ram-se :
1 apelice geral de 1:000*.
% ditas idem de 600*.
1 dita idem da 40u*.
5 ditas idem de 200*000.
< rre*!3enta,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secrestarlo,
Eduardo Dubeuz.
Muvimenio bancarlo
acira, 10 DE SETEMBRO SE 4887
PRAA DO RBCIFE
O mercado de cambio estevd boje firme taza
de 23 3/4 d. sobre Londres e m.is 1/16 para di-
nheiro de prompto.
Em papel particular honre transad-oes a 22
15/145 d.
PBAQA IK) RIO DE JANEIRO
Os bancos mantiveram firme, a taza de 22 3,4
. sobre Londres.
Ai tabellas expostas a-ju forsm estis :
D ISTEJUUCIOMIL :
00 djo vista
-ndres....... 22 3/4 22 1/i
t'aris........ 418 42J
talla........ 422
Hamburr...... 517 ^
/Jsboa e Porto..... 234 236
l'rincipaes eidadea de Portu-
gal.......... 211
New-York...... 2*220
Yoto livre
Os abaizo assignados eleitores c cmpregalos da
estac2o das Cinco Pontas, protestara contra a per-
gunta inserida no Jornal do Recife da hoje, acer-
ca da impjsico feita pelo ch"fe da mesma esta-
gao aos seus empregados, afim de obter votoa para
o goveruo, porquanto a neohum d>s absit as-
signados, o Sr. chefa tem so dirigido a tal res-
pe i to.
Recife, 10 de Setembro de 1887.
Francisco Pacs Barretto.
Pedro Luiz de Oliveira.
Olympo de Sousa Galv&o.
Pedro Barretto de Gusraao.
Jote Luiz P..-reir de Mello.
Andr Dias Gomes Perras.
Manoel Mana de Mor es.
Telegraphista Francisco Asis Ferrtira Maga-
Ibaes.
Estevo Lanrindo Co'lho da Silva.
Henedno B. Nogneira Lima.
Boaonio Correia.
Aoisio Talles de Souaa.
Alfredo Leal Ferreira.
J anuario Jos dos Santos Bernardos.
Francisco Cavaleante de Albuquerque.
Jos C-ivalcanta da Costa Varejio.
Manoel Alves da Silva Caldas Filho.
Do LoaooM Hh : ----.-------- -----
80 d,'v vista
Lioudres....... 22 3/4 22 1/2
Pars........ 413 422
Italia........ . . 422
damburgo...... 518 523
Portugal...... 234 236
2*220
Uo Caoi.uu Bahk :
SOdJc d vista
22 3/4 22 1/2
417 421
Italia........ 421
tlamburgo...... 517 522
Lisboa e Porto..... 231 236
Principaes cidades de Portu-
gal........ 341
liba dos Acares .... 244
lina da Madeira .... . 241
Sew-Jfork...... 2*220
Cetarao de Mancar
(Poro os oqricultores)
Por 15 kilos
2*400
2*100
148U0
1*700
1*400
1*100
1*000
*800
Branco, os melhores que
apparecem no mercado,
regulan de .... 2*200 a
3. sorte boa ..... 1*900 a
3 regular..... 1*700 a
Hmidos e baizoa 1*500 a
1*300 a
1*040 a
*900 a
4-00 a
Cutai&o de algoil i
Foi hoje vendido um lote do de 1.a sorte do ser-
tao a 64350 por 15 kilos ; o mercado, porm, f :-
cbou tronzo, cotaado-se uomiuii a 6*300.
Entradas de aassaear e algodfto
MEZ DE SETEMBRO
Asmcar
Entradas Das Sacias
DOS DEVOT03 E DEVOTAS QB TEM DE CON-
COBREK COM AS SUAS ESMOLAS PARA A
PE8TA DA SOSSA MILAGROSA PADROEIRA
NOSSA SENHORA DAS MERCES EM S. JOS
DE RIBA MAR NO ASNO DE 86 A 87.
Juisa por oleico
A Ezma. Sra. D. Olegaria da G*ma C. d esposa do Ezn. Sr. Dr.'Jos Marianno Carneiro
da Cuoba.
Escriv por cleicao
A Eiras. Sra. Flora de Seizas.
Juisa da bandeira
A Ezma. Sra. D. Mara Heruiina de Senna, esposa
do Illin. Sr. Antonio Hurmino de Seuna.
Juma por devoco
Os Ezms. 8^ nhores :
Bispo D. .los Pereira da Silva Barros.
Presidente da Provincia.
Dr. chefede p.licia. Domingues Vanna.
Desembargador Conselhero, presidente da Rela-
tio Quintino JotC Je Miranda.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pi tang, presidente
da Cmara Municipal.
Commendador Antonio Gomes de Miranda L-al,
pr- m lente da Junta Commercial do Recife.
Jote Mara ie Andrade, commercianta.
(;ommcndador vigario de Santo Antonio, padie
Manoel Moreira da Gama.
Coni-go Eustaquio A. da Silva.
Conego vicario do S. Jos, padre Joo Jos da
C09U Ribeiro.
Visconde de M^cejana.
Visconde da Silva Loyo.
Bario de Caiar.
BarSo de AgJM-Bellas.
Bario de Petrolina.
Biraoil-. Soledade.
B.rao de Itapissuma.
Barao de Araripe.
Dr. Ignacio Joaquim de Souza Lea.).
Dr. Antonio Domingos Pinto.
Dr Sigismundo A. Goncalves.
Dr. Ulyeses M. Pereira Vanna.
Dr. Miguel de Pigneira Fari.
Dr. Jos Joaquim Seabra.
Brigadeiro cammandante das armas Jos larindo
de Quciros.
Dr. Malaquias A. Goncalves.
Dr. Ignacio de Barros Barreto.
Capitlo Joio Jos de Amorim.
Juisas por devocj
As Exmsa. Seohoras :
D. Amalia Guerra de M. Pinheiro, esposa do Illm.
Dr. Luiriudo de M. Pinheiro.
Vis :ond'8sa do Livramento.
!\ Constancia L. Mcbado, esposa do Illm. Sr.
commendador Joaquim Lipes M icbado.
D. Mara Tbomasia de Asevedo Castro Tav^res,
esposa do Illm. Sr. majur Antonio Vilella de
Castra Tavares.
D. Mnria Msgdaleoa Nunes Biptista, esposa do
Illm. Sr. Dr Franciseo do Rego Baptsta.
Esposa do Illm. Sr. Dr. Aotomo Clodoaldo de
Souza.
D. Generosa de Siqueira Silva Baptsta, espssado
Illm. Sr. Celerino do Rego Baptsta.
D. Francisca Mara da Cunetelo Rugo.
D Mara da Gloria Costa Santas.
Esposa do negociante Jua Antonio dos Santos.
D. Joaquina Lopea M. Ritmos, esposa do Illm.
Sr. negociante Mmocl Lopes Machado Ramos.
Caf restolho (kilo) .
Cachaca (litro) .
Carnauba (kilo) .
Caritos de alfodo (kilo)
Carvio de podra de Cardiff
Farinha de mandioca (litro)
Folhaj de jaborandy .
Genebra (litro) .
Mel (litro).....
Mimo (kilo) ....
Taboadoe de amnrcllo (duzi
toa.)
)
600
00
US
14
16*000
30
i 0
200
40
40
100*000
Baroscas.....
Via-ferrea de Caruir .
Animaes .
Via-frrea de S. Francisco
Via-ferrea de Limoeiru .
14 9 2 628
14 9 92
1 4 10 286
14 7 1 836
14 7 280
Entradas
Somma.
Algoiio
5.122
Barcaoas.....
Vapores.....
Via-terrea de Caruar .
Animaes.....
Via-tenea de S. Francisco
Via-ferrea de Limoeiro .
Oias Saccas
1 4 10 877
14 9 1.829
14 6 84
1 4 10 2.376
14 7 138
1 a 7 479
5.783
SullCi .
Vaporea dcapaebadoa
Vapor ingle: Tomar, sabido antehontem, levou
para :
Montevideo : 40 pipas com agardente.
Carregaram Pereira Cameiro at C.
Vapor americano Fiaance, aihido bontem, lovou
para :
Hio de Janeiro : 100 sacos coa cc;s (tructa).
Carregou J. L. de Barros.
Pauta u Airaadeca
sbmai* na 12 i 17 de setembbo vb
Aasucar retinado (kilo) ....
Assucar brauco (kilo) ....
Assncar mascavado (kilc) .
Aleool (litro) .......
Arros com cosca (kilo) ....
Algodo (kilo)......
Borracba (kilo) ......
Couros seceos salgados (kilo) .
Couros seceos pichados (kilo) .
Couros verdes (kiiui -
Cacao (kilo).......
Caf bom (kilo)......
1S87
175
126
66
I&5
65
363
14066
455
522
260
400
ao
avio A carca
Barca nacional .tfarianriin'ia, p-.ra, o Bu Grande
do Bar
Patacho ingles Tiher. para os Estudos-Unidcs
Vapor aemao tfaumwT.il. pira L'verpol.
Vapor ingles Orator, para Liverpool.
loa navios a descarta
Barca n -rueguense fina, carvio de pedra.
Barca norueguense fetrus, madeira.
Barca noruegueose Vernica, madeira.
Barca nacional Mara Angelina, gorduras.
Barca nacional Marinho XI, gorduras.
Barca norueguense Expedit, varis gneros.
Baraa norueguense Vn-a, carvo de pedra
Barca norueguense f. A. Munch, carvao de pd-
dra.
Brigue ioglez Ephrutah, carvao d- pedra.
Escuna dinamarquesa Fides, xarque.
Lugar norueguense Mr.ai, varios gneros.
Lugar ingles Vidorra, bacalho.
Lar inglez Nelly, bacilbo.
Lg.r ioglez Wanderer, varios gneros.
Lugar iuglez Siary Ann. carvao de pedra.
Patacho din%marq>ies Anne Charlotte, sal.
Patacho ingles Ntw DomSnon, bacalho.
Vapor nacional Jacuhype, varios generes.
Vapor naconal Mrquez de Casias, algodo.
Memorial
Em 23 do correte, termina o prazo de 30 diis
conced lo aos subscriptores da nova emisso de
aec-'s para o levantnmento da farorica na Torre,
uerteucente a Co>ir.v!:ii ms r\aolo a Tecidos db
Pereambdco, para jiagameuto da segunda presta-
cao na raza o de 25 0/0.
At o dia 29 do corrente, devem oa accionistas
da Compaibia rs Eoiricaco entrar oom a oitava
preataco. na razai de 10 0/0 go^re o valor das
respectivas aecoes.
Aos accionistas da Estboi db Ferbo do Bjbbi-
alo ao Bonito foi mareado o prazo de 60 dias, a
contar de 4 de Agosto, para realizarem a 7.' en-
trada de 10 0/0 de suas actes.
Com o descont de 4 0/0 e at 30 de Setemb-o
vindouro, serio substituidas na Tuesoubabu de
Fazbhda as notas do valor de 2*000 da 5.* estam-
pa, 5*000 da 7.* e 10*000 da 6>
luiDOrt.ifTi'j _____
Vapor ingles DryJou ihegado Jde Montevi-
deo a. escala ino 7 do corrente e consignado a
Saonders Brotbers i C, miuifestou :
Jfc'iq'ie 600 fardo3 a Amorim 1 maos i C, 60 >
a Maia r. R.zende.
Patacho ingl :z N^w Dotuiniuc, thegido de
Caspe t.n 3 do corrente e consignado u Johnston
d tter Bacalho 1,638 tiaasl e 77 caizas 4 ordem.
Hi>te nocioal D, us ta SJv<., ebegado de
Maco em 9 do corrente e consignad o a Bartho-
lunu'u L^urenco, manifestco ;
Sal 300 alqueires ao consignatario.
U i m 8 do c.-rrente e consignado a Bsrtbolomeu
Liur-rco, manifestou :
Sal 300 alqueues ao consignatario.
Vapor nacional Marqu? do Gaiiaa, chegado
dos portos do avrta eu> 9 do corrento e consigna-
do a Domingos Alves Matheus, manifestou :
Algooo em rama 02 saccas a Rodrigues Lima
6* C, 308 a Jou Vctor Alves Matheus & C, 221
a Gomes de Mattos Irm.s, 417 a Maia & Besen-
de, 38 a Cunba Irtnaoa Si C, 83 a Joaquim da1
Esposa do pratico mor Herculano Rodrigues Pi-
nheiro.
Esposa do Il'm. Sr. capito Agostinho Beserra.
D. Amalia Coimbra, filba do Illm. Sr. Aurelio dos
Santos Coimbra.
Esposa do Illm. Sr. coronel, Jos do Livramento.
Esposa do I!lm. Sr. Dr. Joo de Oliveira.
Esposa do Illm. Sr. capito Augusto Fernandes
do Rego.
Espesa do commendador Albino da Silva Leal.
D. Maria da Silva Gyrio, esposa do Illm. Sr. com-
mendador Antonio da Silva Gyrio.
D. Elisa Virginia dos Santos Pinto, osposa do
Illm. Sr. tenente AUredo Ferreira Pinte.
Escrives por devoco
Os Illms. Srs. :
Dr. Manoel do Nascimento Machado Portella.
Dr. Jos Osorio de Cerqueira.
Dr. Oympio Marques da Silva.
Dr. Jaciotho S. de Souza Bosa.
Dr. Antonio de Siqueira Carnero da Cunba,
Dr. Manoel Clementino de Barros Carneiro.
Dr. Augutto C. Vas do Oliveira.
Coronel Manoel Martina Fiuza.
Coronel Manoel Goncalves Ferrtira da Cesta.
Coronel Fredorico Christiani Bruy.
Vlajor Jote Elias de Oliveira.
Capito Antouio Samico de Lyra e Mello.
Capito Joo Bodligues de Moura.
Capito Grataluno dos Santos Vital.
Cipito Clavo Antonio Ferreira.
Negociante Antonio da Silva Cunto.
Negociaste Joaquim Arlhur dos Santos.
Negociante Jos Augusto Alvares de Carvalho.
N' gociaute Joo R Negociante Carlos Botelbo de Arruda.
Negociante Joaquim Nic;lau Ferreira.
Negociante Antonio Soares Baposo.
Negcciantc Carlos Ljureugj Gomes.
Coronel Augusta Octavian de Souza.
Capito Jos Vicente de Torres Bandeira.
Escrivs por devoco
As Limas. Sras.:
D. Mara Foliemina Sodr da Mstta, efprsa do
Illm. Sr. Candido Sodi da Motla.
D. Gnciliana Cabral, esposi do Illm Sr. com-
mandante da guarda cvica Joo B. Cubra!.
D. Brasilina Luicach de Mello.
Esposa do Dr. Alvaro A. Carneiro L lo
D. Leonor Porto, esposa d'Illm. Sr. Antonio Au-
tonio Augusto dos Santos Porto.
D. Francisca Ferreira Bamos, espoaa do Iilm. Sr.
negociante Guilberme F- rreira Bamos.
D. Francisca de Paula, esoosa do Illm. Sr. Joo
Cmaco dis Santos Bernardes.
I). Amelia Ebla, esposa do Sr. Victoriano de Ara-
go Ebla.
D. Eugeni Lina, esposa do I loo. Sr. Candido Jo-
6 deGes Telles.
D. Candida Bosa, esposa do Illm. Sr. Antonie Ma-
ranbo.
Mordomo)
Tenente Jes Antcnio de Sousa Silva.
Antonio Arthur M. de Mendonc*.
Tenente coronel Manoel G. rVftira Lima.
Pharmaccutico o Illm Sr. Alfredo Ferreira.
Capito Jos de Mello Albuquerque Monte Ne
gro.
Manoel de 8 usa Bocha.
Bt'larraino Lonrenco da Silva.
Capito Ignacio Pedroea Neves.
Bernnrdo Joc da Bocha.
J ." Gomes Perreira.
los Lopes Ferreira Maia.
Tenente Heleodoro Babello.
Jote Gomes Ferreira.
Major Estevo Jos Ferros.
Commendador Jj- Uandido de Moraes.
Tmente Bento de Souza Mira.
Antouio Carlos Ferreira da Silva.
Dr. Antonio Pereira S moes.
Graciliano O. da Cruz Martina.
Commendador Jos Antonio Pinto.
Isidoro Bastos de Oliveira.
Caetano da Silva Prezado.
As E
D. Mar
tins.
Esposa
Esposa
Esposa
Gap sa
Espesa
Esposa
raes.
Espesa
Esposa
Moidumas
(xinas. Sras :
la R Martins, esposa do Sr. Joo Mar
do Sr. Alvaro Jcs Pereira.
do Sr. Jos dos Santos SMva.
do 8r. Cussy Juvcnal do B-'go.
do Sr. Jos Marques da Trindade.
do Sr. Dauiel Bcnto Pinheiro.
do Sr. Autonio da Silva Santos de
Mo-
do Sr. alferes Lino Machado Dias.
do Sr. major Joo do Bego Lima.
Silva Oirneiro, 22 a Jos Feij de Albuquerque,
>? a L'iis Ai.tuuio Sequeira, 103 a Machado &
Pr-reira.
C uros seceos salgados 71 a Joaquim da Silva
Carneiro, 86 a Jote Feij de Albuquerque.
Cera de Carnsba 20 saceos a Cunba Irmos.
Eiteiras de palha 10 amarrados a Martins Vie-
gas & C.
Espanadires de dita 1 vol irae aos meimos.
Vasscuras 13 frd<-s a Jos V. Alve Matheus.
Vellas 5 caizas a Martina Vicgas & C.
Piquete inglez Tainar, chegado dos portos
da Europa em 9 do correte e consiguado a Aao-
ricn Irmos 4 C, manifestou :
Amostras 59 volumes a diversor.
Cabos 19 volumes 4 crdem.
Cb 4 caizas 4 ordem.
Estopa 4 fardos a Julio Irmos < C, 17 a Ma-
noel Joaquim da Bocha.
Eovelopes 14 caizas 4 ordem.
Ferragens 4 volumes a Simu.l P. Johnston.
Fio 5 tardos a Oliveira Basto St C.
Linguas 2 caizas 4 ord'm.
Mcrcadorias diversas 6 volumes 4 ordem, 2 a
Submarino Telegraph Company, 2 a Prente
Vanna & C.
Objectos para escriptorio 1 caiza a Luiz Anto-
nio Sequeira, 1 4 ordem.
Presunto 5 caizas a Carvalho 6c 2., 2 4 ordem.
Queijos 7 caizas a Alheiro Oliveira ft C, 24 a
J. B. de Carvalho 4* C, 5 a Guimares Rocha &
C, 2 4 ordem.
Toucioho 2 caizas 4 oidem
Tecidos diverses 118 volumen 4 ordem, 1 a
Francisco Lauria t C, 2 a Albino Amorim & C-,
10 a Manoel 8. Gu'mares, 8 a Narciso Maia *
C, 9 a Guerra St Fernandes, 9 a Jonqum Agos-
tiuho 4 C, 9 a Andrade Lps C, 7 a Loureiro
Maia 4 O, 6 a Guimares limaos & C, 131 a
Machado & Pereira, 24 a Couto Santos & C, 74
a Luis Antonio Sequeira, 7 a Alves de Brtto C, 14 a Olinto Jardim & O, 7 a A. Viera, 19 a
A. L Guimares, 1 a D. P. Wild & C, 1 a Ro-
drigo de Carvalho & C.
;. Tinta 1 barrica 4 orden
Vinho 2 barricas 4 ordem.
Vaper nacionsl Jacuhype chc'alo de Mos3or
em 8 do corrente e c asignado t Compaenhia Per-
nambncans, manifestou :
Algodo era rama 300 saceos a B.-ratelmann &
C, 413 a Luis Aut-nio Sequeira, 212 a Souza
Nogueira & C, 555 a Machado de Pereira.
Couros seceos salgad; s 16 a Borstelmann & C
Gtrgelia 59 isccos a Sout-t Nogueira & C.
Barca norueguense Viva chegada da CardiS em
9 do corrente e consignada a Wilson Sons & C ,
manifestou:
Carvao de pedra 534 toneladas 4 ordem.
D. Maiia Escholastica, esposa do Ezm. Sr. Jos
Alezandre dos Santos.
D. Anna Ignes da Silva Bamos, esoosa do Sr. al-
feres Fclicio Antonio de Alcntara.
D. Isabel Candida, esposa do Sr. Joo Pereira da
Silveira.
D. Justina Bibeiro, esposa do Sr. alfredo Caval-
eante Bibeiro da Silva.
D. Maria Magdalena, filba de Margarda Iras
Bruno Villelu.
1). Maria do Carooo, filha do capito Francisco
Jos da Costa.
D. Isabel, tspisa ds Sr. Julio Falco.
D. gueda de Jess Mata, esposa do Sr. nego-
ciante Minoel Jos Miia.
D. Leopoldina da Silva Bamos Maia, esposa do
Sr. Antonio da Silva Maia.
D. Lnu da Silva Bamos Pedrosa, esoosa do Sr.
negociante Joi das Neves Pedrosa.
D. Possidonia, esposa do Illm. Sr. negociante An-
tonio Lo.rPUQo Ferreira da Luz
D. Branca, esposa do Illm. Sr. negociante Joa
quim da Silva Salgueiral.
D. Isabel Cartella, esposa do Illm. Sr. Joo Anto-
nia da Cunha Cartella.
Esposa do Sr. irmj -r Hemetcrio M. da Silva.
Esposa do Sr. n-gociante Jos Dourudo.
Esposa do Sr. Engracio B de Mello.
Esposa do Illm. Sr. Manoel B.ndein Filho.
Efuia. filba do Sr. Themistocles Canuto do Aguiar.
Espesa do Illm. Sr. Jcs Ferreira da Silva Ba
BKM.
D. Msria d'Oliveira, filha do Sr. Napoleo Olym-
pio Frates.
D. Francisca H.-nriqueta, cuposa do Sr. Emil.o
Bozendo da Silva.
D. Syreua Petronillu de Albuquerque Machado,
espesa do Illm. Sr. Dr. Jos Fraucisco Bibeiro
Machado.
D. Enedma, filha di Victoriano L:ns Frinco.
D. .Maria, filha do Sr. Antonio das Mer. l'rot-
t s.
D. Maria da Penha, filha do Sr. Manoel Joo Das
de Amorim.
D. Bicirda Olympia Cesar, esposa do Sr. tenente
Antonio Pedro Dionisio.
D. Bellarmina de Abreu, espisa do Sr. capito
Francisco Mauricio de Abreu.
Secretaria da devoc) de Nossa S-nhora das
Meris em S. Jote de Biba- ar, aos 2 dj Setem-
bro de 1887.
O Secretario,
Manoel Dantas Bastos.
Sungue do pulmoeM
a
As qualidades slypticas].e salutferas do oleo dr
figado de bacalho, o tornam perfeitamentc in -
apreciavel nos casos de hemorrhig Nao iia na materia medica oua* alguna que o
p-iesa substituir; porque ao pisso que estanca *
hem.rrhagia e cara a ruptura doa vasos sangui-
no)?, fortifica ao mesmo temp i os nrgos da reapi-
raao e o 6yotemi em geral. C untudo, tudo de-
pende da li-gilimiiadd e pureza do remedio, e por
sta raso, os mdicos mais cimientes iccommen-
dam o oleo puro medicinal de figado Jo bacalho,
de Liuman & Keinp, como um artigo garantido,
que leva a marra corara.-rcial de urna casa respei-
tavel e d:gna do- toda a confianza.
Os benficos cffeiios d.-ste remedio sobre os
dontes de lyiea e as pessoas iub padecem de af
fec(5--s escrofulosas e do figado. complicados com
ouiioi males, sao tilos entre oa resultad o mais
extra rJinari s deste tratam-.'nto m d -ru.
Ene ntra se 4 venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Ageutes em Pernambuco, Henry Forster t C
ra do Commercio n. 8.
Porque me sinto eu f<
mlseravel ?
To fipaeo e tao lnguido ? Qual ser a
causa de tal Sfi< e dores de estomago, do
tal acrioj*onia e de tal sabor desagridavcl
na bocoa '? Porque ser que alguma ve-
zea sinto uno apetite devorador e depois mu
dissabor tal por todas as comidas? Porque
quo o raen animo tilo froqueateracute
irrita vi, desesperado, melanclico e aba-
tido? Porque que s vezes nos p.-rsua-
dirai s de algum perigo imaginario o nos
amedranta qualquer rumor inesperado, tor-
nando-nos agitados como ae urna grand
rienda provincial :
De i a 6 27:888(447
dem de 9 3:241; 650
------------------31.130097
calamidaio estivesse imininente r qu
igoieam esta-3 desagrada veis meloncoli-
cas dores "de cabeca; estas palpitares vio-
lentas do coraclo, este desasoseg febril,
estes suores nocturnos; este inquieto e
imaginativo somno que nao nos d repou-
so refrigerante, mas apenas Iamentac5e8 e
palavras inarticuladas e os horrores do pe-
sadelo ? A resposta : Estes sao apenas
os symptomas de indigestao ou Dyapepsia,
o cornejo o progn^stico de quasi todas aa
doen^as humanas. Iudigeatao a fraqueza
ou falta de poder dos fluidos digestivos do
estomago para converter o alimento em
subslaucia s.udavel para o proprio alimen-
to do corpo. E' causada a maior parte
das vezea pela irrpgularidade de dieta ou
alimento improprio, falta de ejercicio sau-
davcl e ar livre puro. Pode ser derivada
por affluco mental, o choque do alguma
grande calamidad*. Tambem p.le ser, e
muitas vez-s aggravada e intensificada,
se nao originada, por flaqueza coqsq-
quento de applicacao mental intensa, de-
masiado trabalho physico, apoquentaedes
domesticas, anciedade em negocios, ou dif-
ficullades finnjciras. ?e c estomago po-
desse conservar sa sompre era erdem, nao
seria a raorta jamis um assumpto de tor-
rivcl anciedait) tanto para os novos como
para os adultos, mas lira seria contemplada
como visita do um amigo que se espora ao
lindar urna idade feliz e pacifica. Oomtu-
do, o primeiro invasor hostil no dominio da
sa !e p. felicidade a indigestao
Ha por ventura algum alivio, algum re-
medio, alguma cura ? E' esta a pergunta
trae faz o infeliz paHecent; de dyspepsia.
O que se reqaer una medicina que re-
nov". completamciit'! o estomago, entranhas,
rins, e que preste as3stencia prompta e
ligados e effiiaz a8 orgaos digestivos, e
que restaure aos systemas nervoso e mus-
cular a sua energa original.
Tal medicina felizmente obtivel. Nun-
ca na historia de dcs^obertas medicas, co-
mo o evidencia a prova da urna duzia de
annos, se cncontruu remedio contra indi-
gestio tito rpido, tao seguro e tao sur-
prehen i uto nos seus resultados como o
Xarope Curativo da Mai Seigel, porm
hoje um remedio modelo para aquella af-
fliscao qu^si que univrsal em todos os
paizes civilisados da Europa, Asia, Afrija
e Amrica. Pblicos testomunhos e cartas
particul-res de offi-iaes de exercito, ban-
queiros, negociantes, capitiles de navios,
mechanieos, lavra lores e suas raulheres e
flhas, todos confirmara os seus poderes cu-
rativos.
Acha-se venda om todas os boticas,
lujas de medicina em toda a parte do mun-
do e em casa dos proprietaros A. J.
White, Liiiited, 35, Farrindon Road, Lon-
dres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co puf atacado : Francisco M. da Silva
d C na cidade do Recife
Vendedores a retalho, na cidade do
R cife, Bar'.holomeu & C, J. C, Levy
4C..A. M. Veras & C, Rouquerol Fi-
res, Faria Sobrinbo & C. e T. S. Silva ;
em Palmares, A. C. do Aguiar e em S.
Jo3o da Igreja Nova, J. A. da Costa e
Silva.
fjoc2VI-ra geral
Oe 1 a 6
dem de 9
15:0594393
2:377*826
RecelMoria p o-jtndai
De 1
Id-m
a 6
fe 9
6:327/414
383*351
Recife Drainagt
Um l a 6
dem de 9
21:8161637
1:884*621
345:626; 366
17:437*219
6.-710J767
23:7014298
Eiporiato
aaenra. 9 db setkmbbo di 1887
rtira o exterior
__ Xo vapor ingles Orator, carregaram :
Para Liverpool, Borstelmann & U. 1,5 X) saecas
com 110,071 kilos de slgod4o ; J. Pater & C 2,400
saceos com 180,000 lelos de assucar mascavado ;
Amorim Irmos & C 4,72 saceos com 372,900
kilos de a sucar mascavado.
Para o interior
= No vapor americano Ftnance, carregou :
Para o Rio de Janeiro, L. A. da Costa 10,000
ecos, fructa.
No vapor austraco 2"ior, carregaram :
Para o Hio de Janeiro, Mondes & i ereira 160
meios de sola.
__ No vapor allemo Baumwall, carregou :
Para o Para, J. H. Boiweil 6,0u0 saceos com
450,0v0 kilos de asuoar mascavado.
__ Ho vapor nacional Guahy, carregaram :
Para 'J-hia, Maia 6c Kezende 5 barricas com
800 kilos de sebo.
Pora Pcnedo, Fernandes da Costa & C. 1 bar-
rica com ilO kilos de assucar refinado.
Hendisenlos pblicos
HEZ DI SBTEunno
Alfandeya
Benda geral :
Uls6" 292:733*213
Idm 0 9 31:763*056
314:496; 26
aerrsilo Muulrlpal de Jos
O movimento deste Mercado no dia 10 de Se-
tembro fci o seguate:
Kncrarain :
381/2 bois pesando 5,390 kilos, sendo de Oliveira
CaBtro, 25 1/2 ditos de 1 qualidade e 13 di-
tos particulares.
448 kilos de pcize a 20 ris 8960
94 cargas de farinha a 200 ris 18*800
21 ditas de fructaa diversas a
300 rs. 6*300
10 taboleros a 200 ris 2*000
23 Sainos a 200 ris 4*600
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*490
21 compartimentos de farinha a
500 ris. 10*50J
22 ditos de comida a 500 ris 11*000
60 ditos de legumes a 400 ris 24#0OO
28 ditos de fazendas a 400 r:s 11*200
19 ditos de suino a 700 ris 13*300
11 ditos de fressuras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2< 20*000
8 ditos a 1* 6*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* 54<00ti
Deve ter sido arrecadada oestes dits
a quantiada 213*660
Reodimento dos dias 1 a 9 1:865*140
Foi arrecadado liquido at hoje 2:078*8C0
Presos do dia :
Ourue verde de 283 a 00 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris dem.
farinha de 200 a 240 ris a cuia.
Milfao de 240 a 320 ris idem
rVijo de 640 a 1*000 idem.
Uatadunro Pabilco
Foram abatidas m. tfatadouro da Cabanga 88
rezes para o consume do dia 10 de Setembro.
Sendo : 63 roses pertencente a Oliveira Castro,
fz C, e25 a diversos.
Embsrcseies aurcaa ao porto en
de seiembro
UfoaMsM
Giquiaconsig. 4 Companhia Pernambucana.
Jacuhyps Companhia Pernambucana.
JaguaribeCcmpinhia Pernambacana.
Lamego(couhoneira de guerra).
Marqaes de Cazas 4 Domingos A. Matheus.
Marianninha cons*. 4 Baltar Oliveira 4 C.
Manuho XI4 Jos da Silva Loyo & Filho.
Mara Angelina4 Loyo 4 Fi.ho.
Pirapama Companhia Pernambacana
STKANOBIBS
Anno Charlotteconsig. 4 ordem.
Baumwalli J- H. Bowzell.
Expedit4 Fouseca Irmos 4 C.
Ephratah4 ordem
Fides4 ordem.
Fars n--4 ordem.
* Fiuance4 Henry Fornter St C.
Jorgen J. Litz4 ordem.
Maiy Ann4 Baltar Oliveira & C.
Niua ordem.
Nelly4 ordem.
New-Dominion4 ordem.
Orator4 L. S. Johnston.
P. A- Munch Hury Forster & C.
Petrus Pereira Ctrneiro 4 C.
Sirius4 H'-rra inn L'.indgrin tt C.
Tioer 4 Saunders Brothers 4 C.
Tibor4 Johnston Pater & C.
Uuion4 II. Laudgrn 4 C.
Vernica4 ordem.
Vedmia4 Saunders Brothers 4 C.
Viva4 Wilson Sons 4 C.
Wanderer 4 Fonseca Irmos & C.
O signal indica ter a embarcaco sahido.
vapores 6 entrar
DOS rOBTOS DO Sl
Mondegos 14.
Sergipea 14.
Galiciaa 15.
Pernambucoa 16.
Portugnla 18.
Marinho Viscondea 25.
Cimilloa 27.
Taguaa 29.
DOS PORTOS DO KORTB
Paraa 13.
Espirito Santoa 23-
1A EUROPA
Nevaa 24.
Aconcaguaa 25.
DB HAMBCKOO POB LISBOA
Rioa 15.
DE LIVERPOOL
Authora 19.
Vaporea st aanlr
Mrquez de Caxias a 14, 4s 2 horas da tarde,
para C-ear e escala.
Mondegoa 14, ao meio dia, para Southampton e
escala.
Galiciaa 15, ao meio da, para Liverpool e es-
cala.
Xavloa entrar
Antelopde Hambnrgo.
Charityde Cardiff.
Citodo Rio de Janeiro.
Farward de Liverpool.
Hardi-de Cardiff.
Ibisde New-port.
Josvade CardiS.
Kaffir Cbieflfde Cardiff.
Lidador-do Rio Grande do Sal.
Mariedo Rio de Janeiro.
Msrietta-do Rio Grande ds Sul.
Marinho I-do Ro Grande do Sul.
Positivodo Rio Grande do Sul.
Stellade Liverpool.
Temerariodo Porto.
Withelminede Hamburgo.
Wild Rosede New-port.
Hovimcufo do porto
Navios entrados no dia 10 de Setembro
New York63 dias, barca norueguense P. A.
Munch, de 418 toneladas, capito J. Christo-
ferseD, eqnipsgcn 10, carga varios gneros ; a
a Ueory Forster & C.
Cabo da Ba Esporanoa35 dias, baria norue-
guense Farsan, de 284 tonrladas, capito O
Olsem, equipegem 9, em lastro : ordem.
Alto Mar9 horas, vapor nacional Jaguaribe-,
de 412 toneladas, commandante Antonio Maria
F. Baptsta, equipagem 30, carga varios gene-
ros ; 4 Companhia Pernambacana.
Ntw York e escala20 e meio das, vapor ameri-
cano Finan de 1,919 toneladas, coman-
dante E. C. Balker, equipagem 62, carga va-
rios gneros ; a IJeury Forster 4 C
Sahido8 no mesmo dia
Ro da Janeiro e escala-Vapor mer,^nr a
nance, commandaatc E O. B.kr, carga va-
Santoi?caTa-Vapor austraco .Tiboi, com-
mandants Morovch, earga varios gneros.

T



Diario de PernanibucoDomingo 11 de Setembro de 1887
Faculdade. de Direito
Sao convidados todos os acadmicos con
servadores eoropareoerem domingo (11)
ao nieio-dia, casa n. 20 da ra dos Coe-
Ilios, afim de tratarse de negocios que
inuito ioteressam ao partido.
------------- a
Ao Dr. inspector da hyg'ene
Braz Goocalo dos Santos, pbarmaeeutico esta-
beiacido oa cidade di- Oaranbuns, tendo de faier
urna viagein ao earlo para tratar de eua sade,
pede a V- S. que nao coosinta pratioo algum eata-
be|eeer-M nesta cidade, durant" sua ausencia, via-
to como coutiui so pharmacia a gyrar aob ana
reapousabilidade.
Granhuus, 5 de Set-mbro de 1887.
Braz Gonzalo do* Santo.
S K. J.
Pomqueira
ATrKSr.l0 NECESSARIA
O pbaruaceutico pratico, propiietaiio da phar-
un. ca e dr garia establecida na cidade de Ps-
queiru, aviba aos aeua ..Jii^oa e freguezea, que,
tende-ae ltimamente aberto nesta cidade urna
segn la drogara, o Novico proprietario avia re-
ceitai e vende medicamentos de qualquer nature-
za a r.tulho, isto com procedencia, nao mostrando
onde aviada ou vendida a mercadura !
U abano .asignado, conbecsndc quaota res-
potisibilidade ebt sujeita a sua profissao, em vis-
ta do regulamento di servico sanitario a que s1
refere o decreto n. 9,554 de 3 de Fevereiro de
188G ;
Declara qu\ da preaeuto data em diante, tudo
quuiro r vuudido esa -ui pharmacia, por mais
himples que seja a dr.-ga ou medicamento, qual
quer que lr a qoaotidaJe, leva unpresso o no-
me do abaixo (asignado (a que j fazia antes, po-
loi nao imprss ).
O presente avia 1 para evitar engaos e cutras
quer Cota -idcncias que no presente cu 110
iuturo se p'ssam dar.
Pesqueira, 1 de Setembro de 1887.
MigU' 1 L. R. da Fcnseea.
EXTERN A.TO
Para 12 meninas
21 RA DO HOSPICIO 21
Ljcons part.culirea de trancis e Jd'aoglaia
ED1T4ES
Sociedade Recreativa Inveotade
P r ter fallecido o preatimoao consosio Manoel
Julio Soares do Amar&l, rcaolveu a presidencia
tiesta s ciedade suspender o expediente at segun-
da-feira 12 do corrate, inclusive
Secretaria da sociedade Recreativa Juvntude,
deSiteinoro di 1897.O l- sejrecari i,
Manoel Joaqnim Baptista.
Sociedade luiu CommeirUi asene-
flcente do* Mereleiroa
Sessao de -iosso
De rdem do Sr. presidente, convido es s^nhores
socins e'eitos a reunireo-ee na sede social, domin
go 11 do correte, s 4 horas da tarde, afim de
tomarcm parte dos respectivos cargos.
Sala das esssoes da assembla geral, 9 de Se
tembro de 1887.O 2 secretario,
Justino Vieira.
Estrada de ferro do Re-
cife a Cantar
Da ordem do Il'ra. Sr. director, fago publico
que at o meio dia de 50 do correte rec-b'm-6e
propostas para a c nslrueeao de um aimazem na
estacSo da Scrra, u.-ta estrada de ferro, de eon-
formiddde coio o piano e cinjica que os propo
n ntes podc-rao examinar u> escnp'orio do cuge-
uhein residente, em J-iboato, onde aerado reeeb-
das as proponas e abertas no dia e bora cima
indicados.
Secretaria do prolongameoto da eatrad* de fer-
ro d) Recife ao S. Francisco e estrada de ferro do
Recite Caruai, em 9 de S'tembro de 1887.
Pelo secretario, o esciipturario
Victahauo P. Ribciro de Soma.
Companhia de difi
Ca^o
Coxmunieo a.-.s crs accionistas que por deli-
berado da directeria foi resolvido o recolhimento
da oitava prestaco na raiio de 10 por cinto sob
3 valor das respectivas actes, o quf.l devei rea-
lisar-se at o dia 29 de Setembro prximo futuro.
Recife, 29 de Agosto de 1887.
Ricardo Menezes,
Gerente.
I De ordem do Iilm. 8r. Di. inspector,fa$o pu-
[blico que no da 15 do correule ir i praca, peran-
te a jnnta de e mpras, o foruecimento de -0 keps
de olead i com ventiladores, para a guarda civica.
Os senhores concurrentes devem habilitar se na
sessao da j ma da tazenda do mesuio dia e aprc-
sentar saus propoetas em carta fechada por oeca-
sio da respectiva junta, acompaobadas de nm
exemplar dos referidos keps.
Secretaria o Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 5 de Set< mbro de 1887.
Lindolfo Compeli
k
O capitSo Jos Vsente Ferroira da Silva
Jnior primiiro juiz de paz em ex^rctcio
da ireguezia do S. Frei Pedro GrJDCal-
ves do Recife.
Fus saber, pelo presente, que por parto de Leo-
poldo Jos Pe.'ipjie Santiago, ilie foi dirigida ama
petico no seutido de justiriear a ausencia de g 'u
devedor Jos F.rreir.i Cimpoa, afim de ter elle
citado por elitseg, n compsrecer peranto este juixo
e aonlliu so eo'n o supplieante aerea do paga-
mento da qaintia de 120500', importancia de 4
anuos ce foros dj um sitio rus do Maxix, fre-
glica'ti do Afo'idos, do qual o supplicado forci-
ro ; sob paaa de, revelia deste, ser tilo por nao
concillado e coidemnado nis custas.
E porque justiGeou o de usid) em dita peticSo,
passou se o presente, con o prsso de 30 das, pelo
qual cita se e chaina se a Jos Ferreira Campos,
afim de que cempareca na priineira audiencia
deste juiz>, depoia do iudieado pras>, e allegue o
que enteuder a bem de s. u direito e jostici, s^b
pena Je revuiis e custas.
E para que chegu: a noticia ao cotih cimeulo
de quem lut-reasar pOMa, paasou-sc o preaent*
edita!, que ser pub'icado e elualo.
Dado e pnal!o neata freguezia de S. frei Pe
d/O Gonyalves do Recife, sos 9 da Setembro de
1887.
Eu, Beujamim Amos-Jos do. Fonseca, esorivo,
escrevi.
Jos Vicente Ferreira \t Silva Jnior.
DtLRACOES
Obras Publicas
De crdem do Illm. Sr. eogenbeiro director goral
das Obras Publicas e de conformidade com a or-
dem da presidencia da provincia de hontem da-
tada, fa$o publico que no dia 22 de Setembro pr-
ximo viudonro, ao nieio da, na mesma reparticao,
recebe-se rr ,p staa para execugo doo reparos pre-
cisos na Casa de Deteuvio, oreados em 11 :fi85100.
O orcimento e as clausulas especiaos para o
contr icto acbam-se nesta secreta'ia e sero apre-
seutado a aquelles que pretenderem arrematar a
mesma *ohra, de accjrdo com o que dis^o os arta.
70 a 7d, 89 e 90. 92. 97 a 101, 106, 115 e 116, do
reffulameoto de 20 de Juoho do correte a ino.
Seeietaria la Reparticao daa Obras Publicas
em 30 de Agesto de 1887.
O eegenheiro aecretario,
Joaqnim Gomes de Oliveira e Silva.
DO
BRASIL
Capital io.oooiooo.:
dem reallsado lo.000.000*
A caixa filial d'e3'e Banco friccionando tem
porarismonte ra do Commero n. 38, aaca,
vista ou a piazi, contra os seguintes correspon-
dentes no estrangeir^ :
L indres......... s/N. M. Rothschil a Sons.
PariB........... De Rothschild Frres.
Hamburgo.......\
"*rlim..........I Deutsche Bank.
linmente........(
Frankfurt s/ Main
Antuerpia.......
Roma...........
Seno va.........
aples.........
Miio e mais 340
cidades de Ita-
lia............
Madrid..........
Barcelona.......
(Jadiz...........
Malaga.........
Tarragonp......
Valencia e entras
cidades da les
paiiha e ilhas
Canarias......
Lisboa.........
Porto e mais ci-
dades de Por-
tugal e ilhas...
Buenos- Ayres... .
Montevideo......
Nova York
Banque d'Anvers.
Banct Genrale e anas
agcncins.
Banco Ilypotcsario de
Espaa e auna agen-
cias.
Banco de Portugal
sus agencias.
MVALUIL8TEA1 PACKET
GOIPANY
O paquete Mondego
esperado
do aol no dia 14 de
corren te aeguinje
depoia da demora
necessaria para
. Vicente, Lisboa, Vlgoe ou
thampton
Reductfto de passagens
Ida Ida e volta
A' Pouthampton 1 elasse 28 42
Camarotes reservados para os passigeiros de
Pernambaco.
Para paaaagen8, fretea, etc., tracta-ae SUR t
Consignatarios
Aniorim Irmos &C.
S. 3- RA DO BOM JESS N. 3
COMPANHIA
DamprschilTfahrts-rieselIschan
O vapor Mi
Ri-
A.P. B.
Axaociaro Porlataeaa de rncli
ceucia 111 Periiamliuc
Serviejo medico
A director-a lesta avaoeiacSo communica aos
Srs. eoeiot, que teudo o Illm. Sr. Dr Raymundo
Bandeira pedido exooeracao do cargo de medico
d mesma, etntraton este servio) com o Illm. Sr.
Dr. Manoel Clementino do Barros Carneiro o qaal
tem o seu consultorio e residencia ra Duque de
Caxiaa n. 88, 1' andar, onde dar consultas de 1
s 3 h ras da tarde, e acudir aos chimados dos
que se presentaren! com os documentos exigidos
nos 5'S 1- e 2' do art. 70 dos estatutos.
Secretaria da directora, 5 de Setembro de
1887.O 1- aecretario,
Eraeato da Silva Arauj 1 Guimar2e?,
Obras publicas
Be ordem do Illm. Sr engeaheiro dirattor gc-
:il da obras publicas e do conformidad* com a
autorisa.'o de S Exc. o Sr. p-etidente da provin-
cia de 3 do corrate, f 1 pbiico que ao du 29,
ao meio dia, ua referida repartioio, recebi-se
t ropostas para a exeeucio da obra de reparo da
ponte dos Carvalhoa, sobre o rio Jb-ato, otea-
dos em 4:48#48 i.
0 orcamento e aa clausulas especiaes do con-
trato cbam ae nesU secretaria para aerem exami-
nados por aquelles que pretenderem arrematar a
meama obra, de accoido com o q je diape oa arta.
70 a T3, 89 e 90,92, 97 a 101, 106, 115 o 116 do
regulamento de 20 dt Junbo do corrate sano.
Secretaria da reparticao daa obras publicas, em
9 de Setembro de 1887.Oeogenheiro acerttario
Joaquiu Gomes de Oliveira c Silvu.
O administrador d* Ricebeloria Provincial
4z publico, para c nhecimeuto dos iaU-resaados,
qae por portara n. 1141, expedida pelo Min. Sr.
Dr. inspector do Thesouro e o 31 de Agosto ulti-
mo, Sea proregado at o dia 15 do corr-nte o pra-
ao da cobranca, livre de multa, das anouidades e
neis servicoe do Recife Drainage Compaoy rela-
tivos ao 2o semestre doexereicio de 188i.
Francisco A. de Carvalbo Moora.
Tlfandega de Pernambaco
De orlem da inspectora se f iz publico que no
dia 17 do correte, s 11 horas da manh e naa
portas do trapiche Couceicio, aera) arrematadaa
cm leilo aa mer^adoriaa abaixo declaradas, con-
tidaa em dous escotes com a m.rca 11. Luodgren,
qae foram apprehendid-ja a birdo d> ;ar orac-
gneus: So'.cka. no dia 2 de Outubro do auuo
rarsado, a 1 1, -' hora da tarde :
8 parea de meias de II pi*-a aeohord.
12 ditos de ditaa para homem.
1 gorro de borraeh 1.
6 caixiobaa com cornetes.
2 pe?as de seda.
1 dita de cadarzo de seda.
2 ditaa de linho.
3< aecfo da Alfandega de Pcrnambuco. 10 de
Sctembroo de 1837.O chefe,
Cicero B. de Mello.
Estrada de ferro de Ri-
beirao ao Bonito
Fajo saber aos senhores acci mistas desta em-
presa, que apenas ralisaram a quarta entrada de
10 0 0 de ama aceea, cooatantea daa cautellaa
na. 6, 10, 11. 29, 87,109, lile 131. qae em face
do que diapoe o n. 1 do art. 9 dos estatuto.', fica-
Ihes marcado o praao de 80 das, a contar de 15
deate mes, para raliaarcm a quinta entrada com
a multa de 20 0/0.
O acciouista, que nVi realisar suas eiitiadaa oa
terma determinada, perder cm bcueficio da em-
a aa eutrndaa que j tenha teito.
Recife, 10 de Setembro de 1887.
Joa Bellarmiuo ereira de Mello
DireJtOf secretario.
Companhia jjde Edifi
ca^ao
Por ordvm da directora e de acord com o art.
r dos eatatutoe, communico aoa senhores accio-
riataa poaanidorca daa acues de ns. 1111 a 1155
e 183o a 1845, que o ultimo praao para o recolhi-
mento da stima prettacao, termi a no dia 14 do
orrente. Kecife, 10 de Setembr de 1887.
Ricardo Menezes,
Gerente.
\rsenal k (nerra
De ordem do Illm. Sr. major director, diatribue-
N costuras nos das 10, 12 e 13 do corrate mes,
s eoatureiras e ns. 351 150, d* cooformidade
-com ssdisposicO.s d,a aonuncioa anteriores.
S ceao daa costuras do Arsenal de Guerra de
Pemambuso, 10 de Setembro de 1887.
Fei Antonio de Alcntara.
Alfe es adjunto.
Engliah Bank of the
ver Pate, Limited.
G. Amsick & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do eetrangeiro.
Recebe dinheiro em conta corrate de mov-
meato com juma a lazao de 2% ao anno e por le-
tras a praao a juros convencionados.
O gerente,
Wi I liana M. Webster_________
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco
publico que no dia 15 do corrente ir praca,
peraote a junta da fazenda provincial, o pedagio
da barreira de Timb at 30 de Juoho do anno
prximo viodooro, aervindo de baae a quantia de
400*000.
Secretaria doTheaouro Provincial de Pernam-
buco cm 5 de Setembro de 1887.
Lindolfo Compeli.
Diligencias de Olioda
llorarlo
Espera-se de HAMBURGO,
por LISBOA, at o dia 15 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para paasagcros e carga a frete trata-se com oe
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C,
RA DO COMMERCO N. S
1* andar
Pacilic Sleam Navigationiompan)
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
PES.\.lll|l'CX
DE
NavegacSo costeira por vapor
r-ORTOS DO SUL
Hacei, Penedo, Aracaj e Baha
0 vapor Jacnhype
Commandante Esteves
Segu no dia 13 de
Setembro a 5 horas
da tarde.
, Recebe carga at o
dia 12.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
3 horas da tarde do da 13.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Ptmambucana
___________________n. 12_________________
Rio Grande do Sul e Pelotas
Segu cum brevidade para as portes cima a
barca nacioaal Marianinha ; para o resto da car-
ga que falta trata-ae eom Baltar Oliveira & C.
4s
LEiLUB
Seguoda-feira 12 deve ter lugar o leilo de
aovis de juoce. espelbos, quadros, tapetes, loucas
e vidros no 1 andar do sobrado da ra Direita
n. 82. _____________^__
Terga-feira 13 o de um rico eapelbo oval
grande, 1 piano, movis, electro-plate, lofs e
vidros no 2 andar do aobrado da ra Nova n. 52.-
A eutrega erctuar-se-ha no mesrao dia.
_
o;
Estrada te ferro do Ribciro ao
loiito
Pelo prasente ao saber aos Sra. accionistas
'desta empresa, que apenas realisaram a 3.a en-
trada do 10 % de suas acces, constantes daa cau-
tellaa na. 19, 28, 29, 34 e 35, quq em virtude do
disposto no n. 1 do art. 9 doa estatutos, fica-lhes
marcado o praao de 30 diaa, a contar de 16 do cor-
rente mea, para realiaarem a 4 eutrada de auas
aecoes com a multa de 20 "/-
Odtroaim, o accionista que nao realiaar suas en-
tradas no praao determinado, perder um beneficio
da empresa aa entradas que j tenba feito.
Recite, 11 de Agosto de 1887.
Jo ellarmino Pereira de Helio,
O director secretario.
EilisH M o i u Janeiro
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realiaado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,00C
A contar desta data e at ulterior reso-
lujao, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre os saldos do dinheiro
depositado em conta corren'e de movimen-
to no mesnio Banco.
Recebe-se tamben dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso pi vio de triota das para ser
retirado, mediante as condicB's de que se
di-r conhecimento aos ioteressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
Henry K, Qregory,
Gerente.
4* scelo. Secretaria da presidencia de Peraam-
buco, em 3 de Setembro de 1887.
Por esta secretaria coovidado o Sr. Antonio
Justino Ferreira da La, afim ae prestar eaclare-
cimentoa acerca de um requerimento que diriaio
ao goveroo imperial, o qual exigi infomacoea
sobre o o jeito do mesa leqnenmento
Pedro Francisc) Correia de Oliveira,
mor lar Ao daa funrclonarloa pro-
iciaea de Pemaaasbaeo
Eleicio para o conaelho deliberativo
De ordem do Illm. Sr. preaidente desta aaaocia-
c'>, convido os aenborea aaociadoa a eompareoe-
rem no da 7 do corrente, pela 10 hoas da ma-
nha, n. sle social, roa do Imperador n. 71, 1-
andar, para de couiormidade com o diapoato no
art. 11 do acto da leforraa doa estatutos, proce-
der-se a eleicao do conselho deliberativo que tem
de dirigir a mesma asaociscao no anno de 1887
188 i. Recife, 2 de Setembro de 1887.
O 1- aecretario,
Alfredo Rodrguea des Anjoa
Precos
Recife Olinda e vico-vena iacluaive
o bond......... 300 ra .
Meninos at 12 annos incluaive o bond. 200 rs.
0
8. n. J
Sociedade Recreativa Juventude
f
A presidencia desta sociedade, tmdo recebdv a
noticia do infausto passatnruto do a.cio diatiaeto
Manoel Julio Soares do Amara', de accordo com o
art. 58 dea estatutos, manda celebrar ama misas
pela sua alma, na segunda ftira 12 do corren v,
s 7 1|2 horas da maob3, na igreja di Penba.
Convida, poitanto, a todoa oa conaocioa. paran-
tes e smigoa a acaiatil a.
Secretaria da sociedade Recreativa Jnventude,
9 de Setembro de 187.O 1 secretario,
Manoel Joaqnim Baptista.
De ordem do Sr. Dr. inspector gerai, ae declara
profeaaora publica Cordolina Amelia da Paz,
remsvida por portara da presidencia da provincia
de 22 de Agosto fiado, da cadeira de Viceocia
para a do Porto de Gailinbas, que Ihe fica mar-
cado o praao de 60 diaa, a contar da data da dita
remocio, afim de aaaumir o respectivo exercicio.
Secretaria da insti ueco publica de Pernarabu-
eo, 2 de Setembro dit87.O aecretario,
Perg!ntino 8. de Araojo Gaiv.
Msica ao ar livre
No lar {o do Carmo em Olinda se exhibir dsa
51/8 horas a 71/2 da noute a excellente banda
particular da rociedade
8 de oezeiBBO
a qual tocar entre os melhores trechos do sen va-
ri; difamo repertorio aa aeguintea pecas :
Carnaval de Veneza
Grande aria de Ernani
O Frade e o Msico
Romanza da opera Marta
A Cig^na, grande valsa
Telephone n. 347, dobraie
Ao anoittecer aera o largo lliuminado de ves em
qnando por
Fogos elctricos
a imitacao doa que sao usados em campanha para
descobrir o inimigo.
A feata dever rcr muito concorrida visto
ser
GRATIS
BIRTiMOS

IOHP4KHIE DEM MENNAtiS
RE lIAItlTIMFN
LINIIA MENSAL
O paquete
PORTUGAL
C'ommaadante f-ron
E' esperado dos portos do
aul at o dia 18 do corrente,
seguindo, depoia da demora
do costme, para Bordeaux
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aoa eenhorea paasageiros de toda
aa elaeses que ha lugares reservados para tat>
ugencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimonto de 15 /0 em favor das fa
milias composta de 4 pesaoaa ao me>oa e que pa-
garem 4 paatagena inteiraa.
Por excepcao oa criadoa de familiaa qae torna-
ren) buhe tea de proa, goaam tambis d'eate a bati-
mento.
Os vales postaos s se d3o at e da 1G paos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e d:nh?ir
a frete : tracta-ae com o
AGENTE
logaste Labille
9-RA DO COMMliRCIO-9
Eapera-ae dos portos do
sul at o da 15 de Se-
tembro seguindo para
a Europa depois da
demora ao costuras.
Estepaqaetc e os que dora
em diante segurem tocarn em
Plymonth, o que facilitar che-
gareni os passageiros com mai
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta se coro os
AGENTES
Wilson Nons *ft J., Limited
N. 14 RA DO COMMERCO -N 14
COMPAVIl PKB.IAIinil.U
DE
avegaco Costeira por Vapor
Fernando de Noronlia
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no da 16 de
Setembro pelas 12 ho-
-ras da manh.
Recebe carga at o
Pdia 15.
''.aras da raanha do dia da
ESCRIPTORIO
* Compaahia Peraif>ii
cana o.
CUABGEUfiS RE US
Companhia Francesa de Navega-
cio a Vapor
Linha qainzenal entre o H-'vre, Lia-
boa, Pcrnambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
0 nw Wi ii PnDiico
Coumandunte Chancerel
E' esperado da Europa
at o dia 21 de Setembro, se-
guindo depois da indispen
aavel demora para a Ba-
ha. Rio de Janeiro
e Sanio
Roga-se aoa Sra. importadores de carga pHot
raporea desta linha,quciram apresentar dentro de 6
diaa a contar do da desca.'ga daa alvareng. ,...i;-
quer reclama^So concernente a volumes, que po-
vntm a tenham seguido para os portos do iul,afirii
de se poderem dar a tempo aa previdencias neses-
iarias.
Espirado o r iferido prasa a companhiioa a ae
responsabilisa por extravie*.
Para carga, pusig-ns, e;ico>Doeadaa e dinheire
a frete : trata ae com o
AGENTE
O vapor Vile de Cear
Commandante Simn t
Espera-se dos oortoa do
sul ateo da 18 de Setembro
aeguindo depoia da indis
peasavel demura para o Ba-
l-re.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece exccllentes commodos e ptimo passa-
dio.
Aa paacagenspoderao ser tomadas de antemao
Recebe carga encommendas e passageiros para
oa quaea tem excellentca acoommodafdea.
Para carga, passxgens, encommendaa dinheir
a frete: trata-ae com o
AGENTE
Augustc Labilie
9 -RA DO COMMERCO9
Companhia Banlana de navega-
Cao a Vapor
PORTOS DO NORTE
Naco, Mossor, Aracaly c Cear
0 rapor {larwz de Mmi
Qammandante J. J. Coelho
Eate vapor aahi
r para oa portos
cima indicados,
no dia 11 do cor-
ente, aa 2 horas
da tai de.
Recebe carga nicamente at ao meio da do
referido dia 14.
Para carga, paaaagens, encommendaa e dinhei-
ro a trate, trata-se na
AGENCIA
7tua do Vigario7
Domingos Alves Hatheus
Segunda-feira, 12 do corrente
A'S 11 HORAS
No 3- andar do sobrado n. 82 da ra do
Duque de Caxias
O agente Modesto Baptista, autorisado por orna
familia que se retira para o sul do imperio, far
leilo do seguate :
Urna m.bilia i.e mrgno, 1 cama para casal, 1
meaa de jantar, 11 cadeiras de junco, 1 dita do
balanco, i banquinha, 3 carnes para meni.o, 1
berc 1, 1 cominoin, 1 expeliente carteira de ama-
relio, 2 cadeiras para menino, 2 aparadores, 1
cama de vento, jarros, quadros, copos, talheres,
colberes, machio' de costura, loug, trem de co-
sinhae outros artigos de casa de familia.
Agente Pestaa
Leilo definitivo
De um importante terreno com 400 palmos de
frente e bastautea fundos, bem arborisado, cum
boa cacimb 1 e excellente banheiro, aito na Tama-
rineira, freguezia da Qraca, pert- ncente ao es-
polio de Minoel Duarte de Figueiredn.
SEGUNDA FEIRA, 12 DO CORRENTE
Ao meio dia em ponto
No armazem ra do Vigario n. 12
O agente Pestaa, autorisado por mandado e
asaisten a do Exm. Sr. Dr. juis de orphao?,
vendi-r a quem mais dr o terreno cima men-
cionado.
Agente Pestaa
Leilo deniliYo
Da casa terrea sita no neceo do Quiabo n. 71,
freguezia de Atogados, pertencente ao inventario
de Bernardi 10 Francisco dos Santos Oliveira.
Segnnda felra 1S do corrente
AO MEIO DIA EM PONTO
No armazem da ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Peatana, autoriaado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juis da provedoria de residuos e ca-
pellas, vender;'! no dia e hora cima mencionados,
cem assistencia do mrsmo Exm. Sr. Dr. juiz, urna
casa terrea ao bzceo do Q'liabo n. 74, com porta
e janella de frente, 2 salas, 2 quartos, cosinha ca-
cimba e quintal cercado, a qual aera entregue a
quem mais dr.
Agente Pestaoa
2* e definitivo leilo
De duas partes da casa terrea sita ra do
Toyiy n. 7, pertenjentea ao inventario de Custodio
Joa Vianna.
Segunda-feira, 12 do correte
A'a 12 boraa em ponto
No armazem ra do Vigario n. 12
O agente Peatan, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphoa e com assistencia
do mesmo, vender a quem mais dr aa duaa partea
da caea cima mencionadaa.
1 sef, 1 jardineira e consolos com pedra, 2 cadel
raa de braooa e 12 de guarni?!-^ 2 ditas de balan-
co, 1 candelabro de cryatal, 3 larcas e 3 pares de
cortinados, 2 caadieiroa para kerosene, 6 jarros
para florea, 1 rico espelho oval grande e doursdo,
1 quadro grande a ole", quadroa menores, 2 cta-
gers, 2 escarradeiraa, tapetes e cap.choa.
Gabinete
Urna mobilia para gabinete com lampo de pedra,
1 estante, 2 banquinhaa, i quidroa dourados e 1
relogia.
Primeiro qaarto
Um santuario, 1 commoda de Jacaranda, qua-
dros, 6 cadeiraa e 1 bah de flandrea grande e
forte
Segundo Quarto
Urna cama franceza, 1 cpula e cortinados, 1
enmmoda, 1 tapete, 1 guarda roupas, 1 toilet, 1
lavatorio, 1 cabide, 1 meza de cama.
Sala de Jantar
Urna meza elstica, 1 guarda-Ioucas, 2 apara-
dores, 1 relogio, 12 cadeiraa de junco, 1 quarti-
nbeira, 1 meza com pez torneados, i cadeira alta
pira menino ir a meza, louc.a para cha e jantar,
cepoa, clices, garrafas, campoteiras, talheres,
colberca, 4 caixaa com garios, faccas e outros ob-
jectos, de electro-plate, b cas, latas, fraacoa de
boccaa largas, mezas, pratileires c trem de co-
sinha.
Terrado
Gaiolas com passaros cantadores, jarros e vszos
com plantas, crtos e outros objectos.
O leilo principiar
As 10 1\2 horas
Leilo
Terga-feira, 13 do corrente
A'a 10 horas en- ponto
Iva ra do Vigario Tenorio n. 10
O AGEETE MODESTO BAPTISTA por man-
dado e com assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz do
commereio, far leilSo (a retalho) das mercaduras
e utencilios existentes no armazem n. 10 da ra
do Vigario, pertentes a masea fallida de Alberto
Rodiigues Jlran o, assim como de 350 caixaa de
vinho do Porto c 13 harria de quinto de vinho
branco, (xiatentes do trapiche alfandegado da
Companhia Pernambucana, pertencentea a mesma
raassn fallida.
Leilo
De50caixas com ce-
bolas
Terc(i feira i3 do corrente.
a'k 11 horas
No armazem do Sr. Annes
DEFRONTE DA ALFANDEGA
Em lotes a vontade dos compradores.
Por iotervencJo do agente
Gusmo
Leilo
De uma casa terrea tua do Coronel Suas-
suna n. 57, a qual rende 40-5.
Um sitio cm cbo proprio, em Beboribe
de Baixo ra da RegenerscSo, com 50
palmos de frente e 4i0 de fundo.
luiii felra, 15 do corrente
AO MEIO DIA
Agente Pinto
No armazem ra do Mrquez de Onda
n. 52
P rr occasio do leilo de movis, quadros, vidroa
uma caixa com latas de manteiga.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8IM) no oeeco dos Cuc-
hos, junto de S. Goncalio : a tratar na ra da
Imperatria n. 56.
Aluga ae por 10*000 a caaa n. 21 n
sea, defronte da eatacao, com armaoSo ; a
na ra da Imperatriz n. 56.
aar-
IrWar
De um piaa de Pie yl, de urna moblia de jun-
co branco torcido de Tonel com sof 2 cngolos 2
cadeiras de b acos, e 12 de guarnicao, 2 cadeiras
de balanco, 1 eapelbo oval de cryatal e dourado, 6
quadroa, 3 parea de jarros, 1 lustre para centro
da sala, etagera, 1 tapete de sof, 6 de porta,
2 escarradeiraa, 1 mea* para jogo, 1 candieiro
para centro de meaa.
Um toilet de Jacaranda, 1 guarda roupa, 1 la-
vatorio, 1 commoda, 1 lavatorio, 4 jarros para Ai-
rea.
Doua lindoa apparelhoa de fina porcelana paral
cha e jantar, 1 guada louca. 1 mesa elstica, 1
aparador, guarda cernida com rame as portas
e nos lados, 1 retogio, 12 cadeiraa, copos, clices,
cama garrafas, cadeiraa, e outros mu toa moveia
exiatentes.
N. 1' andar do sobrado da ra Direita n.
82
Segunda-feira 12 de Stembro
Alvaro Diniz da Costa Maia, retirando-ae para
Ribeiriocm sua familia faz leilo por interven-
to do agente Pinto, dea movis existentes na
caso em que residi roa ir. ira n. 82.
O leilo principiar s 10 1|2 horas
Em continuado
Vender o m su o agente 1 mobilia de Jacaran-
da msaaico, 1 guarda-veatidoa, 1 toile, 1 lavatorio
com lampo de pedra, i eaaticaea c->in uiaogia e 1
commuda grande.
Aviso mariliuio
. No da 10 do corrate ir a leilo no porto de
Mace, onde eat presentemente ancorada, a car-
ca norueguense Mortart, de 302 toneladas, forra-
da de cobre e construida em 1863, a qual aera
vendida por conta e risco de qii'm pertencer, no
ea'ado em qua ae acba, com todo o aeu appare'ho,
veame, ancoran, botes, inatrumentoa nuticos e
mais pertcn^as.
De apparelhoi de louca para almoco, pratos,
chicara*, copos, clices, garrataa para vinho, ea-
peihoa, quadroa, jirroa, taloeres, mobiliaa, pan a,
mezas com ptdra, camas, guarda pratos, guarda
lou^a, guaida vealidus, lavatorios, bataneas, ar-
mnicos, candieiros grandes e pequeos, caixas
com cerveja, ditaa com genebra, miudezas e
grande quantidade de movis avulsos.
SEGUNDA FEIRA 12 DE SETEMBRO
Va II horas
No armazem a ra do Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERVESCAO DO AGFNTE
Gusmao
Leilo
oval
can-
Do movis, crystaes, 1 rico espelho
grande, 1 piano forte, quadros, 1
dieiro de cryatal de 2 bicos para c*rbo-
nico, jarros paraflires, objectos de elec-
tro-plate, plantas e jarros.
Terca feira, 13 do corrente
No 2- andar do sobrado da ra do Barao
da Victoria n 52
O agente PINTO autorisado p_r uma familia
que retirou-se para o sul Ur leilo doa movis e
mais objectos de casa de su reaideneia a ra Nova
n. 5inor cima da Photographia A Ueoscbell.
P A SAB.-.R
Sala de viaita
Um piano forte de Sasseohifi; 1 mobilia com
Compra-te nma caaa terrea na rna da Aa-
aumpcao ou Santa Cecilia ; a tratar na sua do
Mrquez de Olinda n. 3, loja.
Aluga-se por 25|l a casa terrea n. 127 d
ra daa Cinco Pontaa, com 3 quartos o grande
quintal, a ds ra do Apollo n. 71 por 12/000 : a
tratar na ra de S. Jrge (Pilar) n. 56.
= Prccis-.-se de um feitor que tenha pratica
i : a, prefei e ae portugus ; a tratar no hotel
Be beribe, daa 6 a 8 horas da manh.
Precisa-se de duas amaa, de ccainba e de
engommar ; no largo da Penba n. 8.
Vende- ae a casa da ra da Conceico do
povoado da Torre n. 2. com um terreno ae cento e
tantos p timos de frento e 300 di toa de fundo, tea-
de diversas arvores fructferas, cacimba e bomba ;
a tratar na mesma.
Aluga-se o aobrado n 81 ra de Marcifio
Diaa, e o 2* andar do sobrado n. 22 ra estieita
do Rosario ; a fallar com o Pinheiro ra da Paz
numero 42.
Precisa ae de uma ama para coainhar em
caaa de pequea familia ; na ra Imperial nume-
ro 128.
Alaga ae por 16/500 a casa terrea n. 5 i
ra doa Pescadores, limpa, com 2 talas, 2 quartos,
cosinha fra e quintal pequeo.
Aluga-se quartos mobiliados, ra de Joa-
qnim Nabuca n. 9, Capunga; tambero ae recebe
pensionistas.
Precisa-se de uma perita cosinheira que v
comprar e que durma em casa ; ra de Joaquim
Nabuco n. 9, Capuoga.
Precisa-se de uma cosinheira, na ra da Ma-
triz da ri i Viata n. 9
= Entre duaa estsces Cruz das Almas, alu-
ga-se uma caaa propria para eatrangeiro, com to-
das as a^commodacoes em frente da chcara do
Sr. Thon : a tratar na ra Io de Marco n. 25,
loja de joias. ________________________^^^
Quem precisar de uma senhora habilitada
para ensinar bem prmeiraa lettras, portugus,
franees, msica, piano, florea e tapetara, dirja-
se ra do Mrquez do Serval n. 23, loja, que
achara coa quem tratar. Na mesma caaa vnde-
se cines quadroa muto bonitoa da historia roma-
na ; tambm se dir quem aluga a caaa do pateo
de S. Pedro, em Olinda n. 2, com commodos para
grande familia, muito frisca, com gaz e agua, em
excellente poaicao.
= O abaixo aaaignado, tendo de retirax-se
para o centro da provincia, ven le um grande a'tio
no Salgalinho com uma legoa de trra, com duas
casas de pedra e cal e uma de taipa coberta de
telhaa ; aa casas de pedra e cal, uma tem 2 aalas.
4 quartos, despensa e ccinha ; a outxa tem 2
salsa, 4 quartos, soto com 3 quartos e um miran-
te com 5 jsnellas, concertadas, caadas e pinta-
das de novo, grande estribara, cacimba com duas
bombaa, um viveiro, gran les baixaa para capim,
trea rioa, grande quantidade de arvorea fructfe-
ras, sendo aopotas, romeiras e outras fructas.
O aitio principia doa trilhoa urbanos de Olinda
e fiada eiu Beberibe, no do Pcixinho, o qual
proorio para | liot^coea, criacSo e soltas de gado,
e eat todo cercado.
O mrsmo abiixo assigiado veods um graude
sitio n'Ajua-Fria de Beberibe, cem uma casa de
pedra e cal e quatro ditaa de taipa cobertas de
teihas, aendo trea acibadaa de novo e anda nao
habitadas ; a caea de pedra e cal tem 2 aalas, 1
gabinete, 4 quartoa, dtapensa, coanha, eatribaria,
cacimba com muito boa agua de beber, riacho
corrente e banheiro, grande baixa de capiro, gran
de quantidade de arvorea fructferas, como laran-
jeiraa, romeiraa, sspotaa, abacates e outras fruc-
taa, todo cercado, teudo na frente g-adeamento
de ferro e p^rto.
Vende um grunie sitio na estrada d s Afflietos,
com caaa de pedra e cal, teudo 2 salas, 6 quartos,
despensa e cosinha, cacimba, um grande pomar
de laranjriraa e outros mu:t a arvoredoa de dver-
sas fructaa : quem pretender ditos sitios, dirijam-
se ao sitio de Agua- Fra, a tratar cora o abaixo
aaaignado.
Flavio Ferreira Catjo^
\>'



I




6
Diario Ri anemia nico reeontainte Agua de
Caja pura .
Quera deizar d> oonvaleaeer croar appetite, a
acordar para evitar gMtar alguna mil ru na
delicio bebid Agua de Caj pura.
A agua pan de Oj (o oorae o di) nao ten
drog nenhuma nociva, 6 apenas o sumo da me-
dicinal frocta conserrado.
Nao ha quem nSo saiba qaa no tempo do caja
familia intairas aetaapam debaixo dos csjaeiros
d'onde sahem nedio e cafados, nutrinde-se ex-
ctasivamente de producto do meamos cajueiros.
\o commercio
Jos Joaquim Pereira da Luz, tendo da seguir
pata Poitugal em 14 do corrate, declara nada
de ver a pessoa algn nesta prsca, e se porm
alguem se julgar credor do mesmo, aprsente seas
ttulos, que depois de conferidos serao pagos at o
dia 12 do correte. Aproveita a opportuoidade
para agradecer a boa confianca que esta praoa
me dispeosou, assim como ata meus bons amigos
o fregueses __________^^^
"Aviso
Emilio Billion, Engenbeiro Mecnico, engarre-
ga-se de montar novos apparelhos, dos melhores
fabricantes francezes, e os mais apperfeicoados,
pelas condicdes e precos segaintes :
O assucar ser fabricado pelo svatema Bro-
oheton e Billion igual ao da Usina Pinto.
Qarante-se no mnimo 9 % de assucar cris-
tatiisado de todos os jactos, e 10 /. com moenda
de repressao, augmentando os precos abaixo de-
clarados.
O trabalho dos apparelhos ser por 24 ho-
ras, se aproveitaro os edificios existentes, com
pequeas reformas ; os proprietarios darao todo
material, como : tijolos, cemento, cal, areia, ma-
deira, etc. ficando por conta do empreitorio todo
mais trabalho.
Proco dan l alnan
se
5
a
30
I 3
3
o -
3 <
8
100 tonnel.
125
150
200
9.000 k
11.250
13.500.
18.000 .
I1
I
sS
110 eae.
140
168
225
i

110:000/000
130:000*000
150:000*000
180:000*000
Para qualquer explicacao, dirigir se di praca
Aripib u Usina Bosque.
VLXII0 DE JURUBEBA
COI I0DIRET0 DE PttTASSIO
Tnico, deparatlvo e nmtj-
rheum*tlc*
PREPARADO POR
Bartfiolomea & G. SaccBssor
Approvado pela Junta Qeral de Hygier.e
da Corte e autorisada pelo governo
Oe repetidos pedidos que no foram feito por
muites dos nossos illustrado clnico para junta -
rao ao nossoVioho de Jarnbeba,j* ** ?anto-
josamente conbeeido no domo pas, como no Mtran-
geiro, ama dose exacta sempre determinad de
iodureto de potassio, creando assim un medica-
mento certo e inalteravet, de immensas virtudes
medicinaes, nao nos deixaram hesitar um in-
stante, e boje temos a satisfacao de apresentar so
Ilustre corpo medico do nosso paix e ao publico
em geral esse aovo preparado, cuja accio curam a
e certa em grande numero de molestia incou-
testa vel, como seja no rbeumatismo agudo >u
chronico, as obstruccSes do ligado e baco, mi
anemias, as oloroses, hydropeaias, molestias uri-
narias, debilidade do estomago e na de origen
sypbilitica.
A jnrubeba, essa pianta preciosissima, tao cheia
de virtudes medicinaes, associada assim ao iodi-
reto de potassio, o depurativo de um valor im-
menso, fas com que o nosso preparado seja usado
de preferencia, como um medicamento certo e in-
fallivel para a cura das molestias que cima dei-
xamos descriptas.
#Seu uso de fcil spplicacao, podendo por isiio
ser tomado pelo doenta: todava recemmend
a direccao de um medico, e ti elle deve modifict.r
a Ba acco, elevando ou diminuindo a dose se-
gundo o effeito que julgar preciso em face ds.s
molestias a combater.
O nosso vinho de jurubeba e iodureto de potas-
sio puro tem urna dose exacta de iodureto repre-
sentada em ama colher de sopa por qoatro graiB
de iodureto, podendo por sso ser tomado peh.s
adultos na dose de 8 colberes de sopa por dia e
pelas creancas na de 3 das de cha, momentos an-
tes ou no acto das refeices.
BARTHOLOMEU & C. SUCCESSORE3
DEPOSITO
34Rua Larga do Rosario-,"),
PERNAMBUCO
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CURA CERTA
de U>4*8 s Affeofdes palmoMures
^y CAPSULAS
Creosotadas)
fdc Dr. FOURNIERl
nica. Premiada
Ha EtpQiicto d$ Pariz em 187$
*
mX:JA-ll A RA!)A DI
eULAUTIA rillMADA
Sr m\%^
Todos aquelles que sofrem
do peito, devcrn experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarlos em Pernm6uoo :
KAMISOO M. d SILVA O^______
Ama
Preeisa-se de urna ama pata engommar e taier
servieM de casa ; na typograpbia do Diario, no
3- andar, n. 24, ra Duque de Caxiaa.
Ama
Precisase de urna asta para o aervieo de casa
de familia e que tenha boa conducta ; a tratar na
ra do BaiSo da Victoria n. 46. loja.
28$08ft
Aloga se a casa terrea da ra de S. Francisco
n. 27, est limpa, no becco das Carvalkaa n. 1.
Aluga Be o sitio da estrada de Joao de Barro
n 27, com bom sobrado, tendo agua e gas enca-
nados ; trata-se na loja Annel de Oaro.
Sitio para alugar
O sitio n. 9 da estrada do Rosarinho, com boa
casa para familia, bastantes commodos, boa agua
e pasto para gado, por preco commodo ; a tratar
com Frederico Chaves, no pateo de Pedro II n.
75, 1' andar, ou na estrada dos Aflictos n. 17.
Para pequea familia
Aloga-se por 4000 o sotao do 1 andar n. 63
da roa do Visconde de IUparca, antiga do Apol-
la. No mesmo preeisa-se de um menino para fuer
compras, d-se roupa e bam ordenado.
Coctaeira Norte-Pernambncana
Com este titulo acaba de se fuodar na cidade de
Govanna, um grande estabelecimento de carros
de aluguel, pertencente a firma social Aranba,
Ucha que se propde servir ao publico oom
a maior regularidade, presteza e por precos m-
dico.
D'ora em diante partirlo todas sb quintas-feins
de Goyunna, s G boras da maob e s 3 da tarde
para Olinda, e de Olinda para Oojanna aos sab-,
bados, s 6 horas da tarde, e aos domingos s 7
horas da manea. Os carros nao admittiroo nu-
mero de passageiro superior a saa lotacao.
O prego de cada viagem de ida e volta sera
12*000.
Viagem de ida en volta sement, ser 6*000.
O passageiro tera direito a a asento reservado,
pagando maia 2*000
Espera a empresa que nSo lbe faltar o auxilio
do publico, com especialidade do commercio de
Goynna, auxilio que promover retribuir, esfor-
cando-Be para que o aervieo se fac com a maior
regularidade possivel.
Logo que o tempo e a estradas mtlborarem,
era redusido o preco das passagens.
Leia-se os impressos que Be est distr buindona
Pnarmacia Americana.
38Ra do Imperador38
Nesta gnnde pharmacia avia-se receitaa e pedidos com promptidao,
solicitado e modicidade.
As prescripf 5es em linguas estrangeiras sao fielmente
despachadas
O pharmaceatico pernambucano JOS FRANCISCO BETTENCOURT
convida os clnicos desta cidade que qaeiram hnralo com sua confianca
para qualquer trabalho profisaional e ao publico. Garante 89 a mais atten-
ciosa e coDB-'ienciosa execuySo.
Esta casa recebe seas productos cbimicoa e drogas directamente
das melhores casas da Europa, especialmente eccommandadas para sea
receituano.
ESPEOLUDADE
(i
Preparado pelo pharmaceutico JOS FRANCISCO BETTENCOURT,
de ama efficacia verdadeiramente maravilboaa as molestias dos orgSes
respiratorios.
Bronchiles, asthma tosse, coevolsa, etc.
-:o: -
Essencia depurativa. Formula do distincto clnico Dr. Ramos.
Depurativo por ezcellencia para todas as molestias que tem a origern
na impureza do saogue.
, etc., etc.
:o:
Tinta preta para escrevernalteravel, fabricada com muito cuidado
por urna formula inglez, especial para escriptaracfto mercantil e repartidos
publicas, secca de preasa, perfeitamente preta, nSo corroe as peonas, nao
deposita e d lopia.
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar e
cozinbar em casa de familia: na ra Da-
que de Caxias n. 14 se dir.
Ama
Precisa-se de orna ama que saiba cosinhar : na
ra de Domingos Jos Martina n. 104 se dir.
Al
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; no lar-
go do Paraso n. 14^______________
Ama
Precisa-Be de urna ama para todos os servicos
de casa de familia ; a tratar na ra do Bario da
Victoria n. 7. 2' andar. ______^^^^
" Precisa-se de urna ama para cosinhar em casa
de pequea familia ; na ra Duque de Caxias n.
86, 3- andar.____________________________
AMA
Precisa se de urna ama para casa de pouea fa-
milia ; a tratar no becc3 do Peixe Frito n. 9, se-
gundo andar.
Ama de hite
Precisa-se de urna ama de le te ; na rna da
Restauraco n. 3, 1- andar, antiga ra da Guia.
Aluga-se barato
Sua Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Ra Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Ra do Tambi n. 5.
Largo do mercado com agua n. 17.
Ra do Calabouco n. 4, loja.
ratk-se na ra do Commercio n. 5, 1' andar
es-Tiptorio de Silva Guimare & C^___________
Alug-se
a casa terrea da ra Lomas Valentinas n. 40*
freguezia de Santo Antonio, com bons commodos.
quintal e cacimba so, e est liujpa ; a tratar na
roa velha de Santa Rita n. 14, sobrade, das 8 ho-
ras da manh a 1 da tarde.
Caxang
Aluga-se qusrtos mobiliados a 15* mensaes,
com commodos para familia e cosinha ; no hotel
do Farofa.
Mu la a I lenca 6
Na ra Sete de Setembro (outr'ora becco dos
Perreiros) n. 6, fat-ss plises e reeorta-ae babados
largos e estreitos.
AttenQo
Vende-se as partes dos engenhos Cachoeirinha
e Indepeodente da comarca do Rio Formoso : quem
pretender dirija-se ao escriptorio da ra Duque
de Caxias n. 50, que achara com quem tratar.
Leiaffl
Na roa do Baro da Victoria n. 2, primeiro an-
dar, preparara se capellaa mortuarias de flores
naturaes e artificiaes, de diversos gostos e precos,
e mais artigoa desta prefisso. como sejam : bou
quets para casaaientos e offertas, com disticos
bordados a ouro e pnta.
*ala paraalugar
Aluga-se a sala do 1 andar do sobrado da ra
do Marques de Olinda n. 62, a qual fresca, cla-
ra e est limpa ; a tratar no armasem do mesmo
sobrado.
Peitoral de Cambar
<*)
PRECOS
frasco 2*500, lr2 duaia 18*
as agencias
duzia 24*000.
as sub agencias : frasco 2*800, Ii2 dusia
15*000 e duzia 28*000.
Agentes e depositarios geraes em toda a pro-
vincia Francisco M. da Silva & C, roa do
Mrquez da Olinda n. 23
Atten Offorece-se um typographo especialista em obras
avolsas,- composicoes corridas, paginaces e im-
presaoes, etc., etc. : tratar nu ra do Vigario
Tenorio n. 12.
Ao commercio
O abaixo nssrgoado retirando se boje para o
norte do Imperio temporariameote, a tratar de
saa sa le, deixa na gerencia de todos os sens ne-
gooios o sen amigo e socio o 8r. Miguel Lopes
GuimarSes e como scus procuradores os Sra. Jio
Custodio Martina Leite e Ouilh rice Spill. r, e pede
debculpa aos seus smi^oa por i a p.der despe-
dir se pessoalmeate, cffenceud. ftiee seus fracoa
prestimos na provincia do Ceai.
Recite, 7 de Setembro de 1887.
Jote de Sampaio Coelho.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
afamad* ha rMis de um scnlo; excd todas
s outraspelo stuperfume delicado e exquisito.
tku Medai.hai dr Ocho
tariz 1878, cat.cutta 1884
pe'.z extra-fina excellencia de ma qualidade.
Perfumes moderno* de Atkioson
FilliSi k CTMBIBim
lo de un raro e peculiar perfumes, tendo do
registrados so podem ser obtidos por intermedio
[gvealow ou seus Agenle*.
locao e isnno de atiusoj
Mm r i ral par* fonal -cor e embelecar os cabllot
Garantida inoffensira.
A6A IXOlIBi BE ATUIUH
perfume xrepeion.il para o lenco; distiUado
da mais exquisita escolka.
beoitrt-u m Cau t W n Kineiutes t Fabrcutu
J t E. ATKINSON
34, Od Bond Street, Londres.
fc Marca de Fabrica U ma Rosa branca "
obra una Lyra de Ouro."
0 Remedio do Dr. Ayer
CONTRA SKZliS.
K' um tnico forte puramente vegetal, c,
pelo conheclmento practico dos seus eflei-
toe, Gauantiko eomo remedia certo para
as febres malignas. Estas desorrlens de-
vora a sua origem n um veneno miasmtico
que penetra no sangue julos pnlasea, sisara
o ligado e motiva as (ifferentes classes de
febres couluriihis por Terciarias e
Quatrenarias, Internas, de Fri,
Malignas, Intermitientes, "Remit-
tentes, Biliosas, e Typhoide.
O Hf.medio no Dr. Ayeu nentrallsa o
venino miasmtico e cxpclo-o do systnin.
Kio conten quinina nem lugroalianta al-
gum mineral; 0 seguro e inott'ensivo. t;
nunca Alba se se usa segundo as dircecoes.
l'III'PAADO PF.I.O
DR. J. C. AYER e CA.,
'Lowell, Mass., K. U. A.
A' venda as principaes pliarmacias o
drogaras.
Fumo carioca
Preparado pela acreditada fabrica do Rio, de-
nominada Fonte Limpa ; vende se em pacetinhos
em todos os estabelecimeotos de retalho.. nico
deposito, na fabrica Veneza, arco da Conceico
nmeros 4 e 6.
Cromos em relevo
e cartoea para felicitaces e pre-
sentes
Novo e esplendido sortimeoto
Na livraria PARISIENSE
3 i Hu Prlmrlro de Mrco= A
NENIIUM
f>eltora adqulriu urna reputacio mais merlctda
do que a da Pasta e do Xmrmf de Saf da
J>*lr.
8ua roitn universal, funda-at:
1o Sobre sua supertorldade e poderosa eacacta
- verlllcadas pelos Mdicos d todos os hospiUior
de Pariz e membros Franca conlia os Deflnxoi, Broncblte, Xrvtr
tafe do Polto e da Oarjama.
2 o Sua oomposto, cuja base ofructo do araJf
da Arabia (Hlbiscus esculontus de LlnnJ
que relavo alguma tem com oe outros peltoraes.
3o Sobre as analymea dos Srs Barrukl a
Cottbreau, chlmlcos da Faculdade de Parii,
que demonslro nao conter nem Opio, nem Mor*
phina, nem Codeina pelo que podem ser dados a
crianzas com xito e seguranca quando atacaaca
de Too ou Tone conruli.
m A f C! sao os ttulos authentl cseme recom
X ALij mendao a Paata e o rtrope d
Saf connanca dos mdicos e do publico,TKulo
que nunca forto conceendos peitoral algum antlgo
ou moderno.
DELAMKENIER, SS, rtt Vlriinne, PABIM
sts>MtiSiil|sitfssraaM4>tartriikirinl
Fabrica de chapeos
Antonio Jos Maia & Q.
DEPOSITO
roa do Baro da Victoria ns.
Osproprietaiio deste estabelecimento scienti-
cain aos seos numerosos fregueses e ao respetavel
pablico, que continan) a ter grande sortimento
de chapeos de todas as qnalidades e formatos,
manufacturados com toda a perfeico e por precos
mais ventajosos que em outra qualquer parte.
Sitio c casa para ala
gar-se
Aluga se o grande sitio do Abrigo, em Oiinda,
nos Arrumbados, com grande casa terrea e sobra-
do, cocheim, qi artos para criado, seis viveiros,
mais de 600 pes de oqui iros, moitos cajaeiros,
sapetiseiros, mangueiras, com pasto para vaccas e
tendo mnito fcil transporte por om lado pela
via-ferrea de Olinda, e por outro ado pelas dili-
gencias e bonds, arrenda-se por commodo preco :
trata-se na roa Primeiro de Marco a. 17, primeiro
andar Aluga-se tambem a cata da ra do Prin-
cipe n. 4, no mesmo escriptorio.
EXP0S1TI0N
Mdiiile d'Or
UNIi* 1878
CreiXd.Ckefaliar
tt hu HttiTti ttoaaruttt
PERFUMARA especial
LACTEINA
B. CODRAY
Pfatooiiad* priu Cl*bridadai lliieu i* Paris
pam todas as ecessidades do t0uca0oi
productFespeciaes
rUlde UUI t UCTOIl para tranquear a pebe.
JABO de UCTEUA strs toncidor.
CBEIE e tH de SABAO de UCHIRA para a barba
f 01ADA de LACTEDU para a belleza dos cabillos
AGUA de LACTEIIIA para o toucadsr.
ILEI de LACTEIIA para embellezar os cabelle.
ESSEICIA de LACTEINA para lencos.
r e ACIA DUTirUCIOS de UCTEUA.
tBEH LACTEIIA chimada selim da seJl.
UCTElllllA para branquear a pelle.
ISTtl Almos *C M-8E IM FAIRIG* m\
pars 13, rae d'Eighiei. 13 pars
aa Udr< ai Perfnnarias, PhtriHeiii
CabeWereiroi 1 j Amrica.
P Aluga-se o 1 andar do sobrado n 46 da rna
eatreita do Rcsario, er m bins commodos pxra la-
milis, muilo fresco, est pintado de novo, boa es-
cada, quintal e quarto para criado ; a tratar na
ra Duque de Caxias n. 85, loja.
SEMOLLW
De Brons i C, de Glasgow
Este artigo, preparado por am novo processo
de trigo da melbor qualidade, posaue os elemen-
tos necessarios para nutrico de crianca e doen-
tes, e maito se recommenda*por ser de fcil di-
gesto e gosto muito agradavel ; tambem pode-se
tazer ama ezcellente papa, misturado em parte
iguaes com a maisena dos mesmos fabricantes,
addicionando-se-lhe algum leite. nicos agente
nesta praoa, Saunders Brothers & C, la/go do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
ib
Chegon a primeira remeasa do precioso farello
de caroco de algodao, o mais barato de todos os
alimentos para animaes de raes cavallar, vaccam
suino, te. O caroco de algodao depois de ez-
trbida a casca e todo o oleo, o mais rico ali-
mento que se pode dar ao animaes para o forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
No Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle empiegado (com o mais feliz re-
sultado) de preferencia ao milho e outros farellos
que sao mnito mais caro e nio sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no ateclfe con Fravaasactaa
A' EXCM.' SHA. D.
ANNA LTDIA FRAGOSO DE ALBU-
QUERQUE
Felicita, boje, pelo seu feliz anniversario, sua
sincera amiga
C. C. M. O,
6 de Setembro de 1887.
Antonio Doarte
receben directamente do Porto vinho verde, dito
do Douro, salpicSes de fumeiro, ditos em calda, e
vende por preco mdico em seu estabelecimento,
ra da Uniao n. 54, confronte a estaco.
1GUAKASSU'
Francisco Xavier Paes
Barreto
Advogado
Encarrega-so de cobranzas, mediante
ajuste muito razoavel.
:
Criado c cosinheira
Precisa-se de criado e cosinheira ; a tratara
terceiro andar, por cima da typographia deste
Diario.
yendas"
Vende-se o sobrado de diua andares e sotia,
em bom estado, em chao proprio, ra de Agaas
Verdes n. 22 ; a tratar com o leiloeiro Martin*.
Para acabar
Os segnintes artlgos:
Madapolao americano com um metro de largara,
de 13* por 6*500.
Fu a toes br socos de 500 rs a 249 rs.
Setioetas de quadrinbos de 500 rs., a 240 ra.
Lavas de linho de 800 rs., a 320.
Cretones americanos, superior qualidade, de 400
rs., a 240.
Casemira telpou para vestido, de 800 rs., a 24".
Cambraia victoria, de 4*500, a 2*500 a peca.
Cortes de cambraia branca, bordados e de so-
res, com nm pequeo toque de mofo, de 8*001 a
a 4*500 e 5*''00.
Atoalhados, bonitos desenbos, com pequeo to-
que de mofo, de 3*000, a 1*200.
Ouardaoapos de 4*, a 2*000.
Linn de todas as cores, de 610 rs., a 240.
Toile de Vichy de 500 rs., a 240.
Meias inglesas para senbora de 12* por 6*.
Toalhas acolchoadas, de 3*500 por 2*200.
Merinos de todas as cores, de lJ200por 5W.
Lencas com barra de cor, de 2* por 1*200 a
dusia.
Nanzuks lisos de 280 rs., a 160.
Leques de setim de 800 rs. e 1*.
E muitos outros artigos que deixam-se de men-
cionar, assim como retalbos de diversas qualida-
des de fazenda.
56Loja das estrellas56
Ra Boque de Caxiaa
Telephone210.
Modista Franceza
Mme. Fanny Silva da volta de t-ua via-
gem a Europa, scientiica as Exraas. fa-
milias e as 8iias freguezas, que reabri o
sea atelier He modas e costuras a ra do
BarUo da Victoria n. 15, 1." andar. Par-
tipa tambem que trouxe de Pars completo
sortimento de artigos de modas, e novida-
des, etamines, moscovites, corsades plas-
trars, guaroigSes de vidrilho e seda, etc.
Espera quo as suas antigs freguezas con-
tinen! a dispensar-lhe sua generosa pro-
tecc2o e pede as mesmas visitar seu ate-
lier, onle encontrarlo tambem um lindo
sortimento de chapeos. (Alta novidade de
Pars.)
15-RA BARAO DA VICTORIA15
1." andar
Quem quizer alugar a casa n. 8 ra da Uniao
com muitas accommodacoes, podera entender-se
com os Srs. Negreiros ra do Imperador n. 24.
Sementes de carrapato
Compram se pequeas quantidades ; na droga-
ra de Francisco M. da Silva C, ra do Mar-
que de Olinda n. 23.
Lavadeira de brrela
Precisa-se de ama lavadeira de brrela, que
d conhecimento, para lavar para casa de fami-
lia ; na ra Augusta n. 274.
Hotel Doas \^m. em Gara-
nhnns
Ferreia Monteiro & C. dispondo de um pessoal
habilitado em tudo que diz respeito arte culina-
ria, convidam aos seus numerosos amigos e fre-
guezes urna visita ao seu estabelecimento, Sm-
ceridade e modicidade absoluta em preco o
nosso progrmala.
Hospedara mediante previo sjusto
A' ra do Imperador.
Mt -Ra do Baro da VictoriaIB
DmiSo L das Exmas. familias para seus pregos :
Pecas de bicoa de cores a 3*500.
Ditas de ditos brancos a 2*500.
Ditas de ditcs a 1*500,1*800 e 2*000.
Botoea de madreperola finos a 1320, 400, 600 e
800 ris.
Bolsas para meninos, de 1*500 a 5*000.
La para bordar a 2*800.
Dita mesclada a 3*800.
Meias para sechora a 320, 400, 600 e 800 ris.
Baleias a 320 ris.
Arqumhos a 120, 160 e 200 ris.
Lencos de seda a 1*000.
Fitas modernas a 5:0, 600 e 1*000.
Passarinhos de tia a 500 ris.
Apparelhos para crianca a 1*200 e 1*500.
Ditos de metal a 1*500 e 2*000.
Finos cbapeusinhos a 5*.
Sapatiiihos de setim a 3 e 4*000.
Modernos espartilbos a 6*000.
Bonitos collarinhos a 500 ris.
Puchos todos os nmeros a 900 e 1000.
Touquinhas a 2*000.
Leqaes transparentes a 2*500
Ditos de sada a 5*000.
Ditos de setineta 1*500.
Ditos de papel a 400, 500, 600 e 800 rea.
Caixas com 3 sabonetas a 500 ris.
Urna barra de sabio a 700, 900 e 1*200.
Lu\as de ceda a 2*500.
Bonitos jarros a 5*, 10* e 15*000.
Invisiveis grandes a 320 ris.
L abas 200 jardas a 80 ris.
6-Ra do Raro da Victoria16
Taverna
Caixeiro
Precisa-se de um menino ; na rna da Palma
numero 37.
Sitio
Aluga-se o sitio n. 22 no Chacn, em que mo-
rou o Sr. engenheiro Makentosh e ltimamente o
Sr. Lorur, com muito bons commodos, caiado e
pintado, jardim e muitos arvoredos fructferos, pas-
sando o sitio do Sr. coronel Brilo ; a tratar na ra
Pedro Affonso n. 23.
Pira passa a Testa
Aluga-se urna excellenta casa com agua egaz,
com bastantes commodos para familia, na travessa
da ra de ?. Bento n. 4, ou largo de S. Pedro no-
vo em Olinda : a tratar na ra do Commercio n
26 A, Recite. gg
Cepoiitos as principaes Pharmaolas.
Em Pernambuco i
FRANoo M. da ai UVA a O*.
Piano
Vende-se um ezcellente piano do afamado autor
A. Bord, grande formato, com 3 cordus, 7 octava
e ezcellenUs votes, tendo o cepo foliado com me-
tal, obra btm acabada e esta como novo ; vendr-
se em conta, cas cffieiaas de piano de Carlos C.
Tresse, ra da Imperutriz n. 79.
Mademoiselle totinha
Roa do Imperador n 55, segundo andar.
Modista
Banlios salgados
Aluga-se urna casa em Olinda, no pateo de 8.
Pedro, com agua e gas encanados ; trata-se com
o thesoureiro da Recebedoria Provincial.
fVende-se urna taverna propria para principian-
i te por ter poucos fundos, na ra dn Capito An-
tonio Lima n. 68 ; a tratar na mesma.
Papel para impresso
Vende-se papel para impresso, do formato Dia-
rio e Jornal do Recife ; na ra do Marques de
Olinda n. 31. _________^^^
Falla de carnauba
Vende se em grosso e a retalbo ; na ma do
Hortas n, 41, e na ra da Petencaj n. 9.
Carros usados venda
Vende-se victorias e carros fechados em bom
estado ; a tratar na taverna de Vieira & Silva,
sita ra de S. Francisco, esquina da raa da
Florentina. _____________________^______
A FLORIDA
Boa Duque de Casta n. 103
Grande sortiorento de objectos para pre-
sentes, sendo: carteiras, porta joias, l-
bum de madreperola para baile, idem de
tnarnu), estojos para agulbas, lapiseiras,
broches de madreperola, idem de marnm
desenhando em alto relevo florea e um mo-
lho de trigo.
Casacos bordados para senhoras a 5|J000.
Leques transparentes pretos e de cores a
2000 e 20500.
dem de setineta a 10500 e 20000, um.
dem de papel a 500 e 800 rs., um.
Agua Florida verdadeira em guarrafi-
nbas a 500 rs., urna.
Contas lapidadas pretas e de cores.
Missaogas pretos e de cores.
Lindo sortimento de fitas e bicos bran-
cos e de cOres.
Grande sortimento en botoes de ma-
dreperola e phantasia.
Luvas de pellica a 20500 o par.
dem de seda a 20000, 20500 e 30000.
Cape lias, veos e ramos para noivag.
Suspensorios americanos a 20500.
Linba para machina 'a 800 rs. a dona.
Meias de cores, escocia, para senhoras
10500 c par.
Caixas de jogo para salao a 50000.
Sabonetas a 120 200 e 500 rs.
Boleas de couro, de chagrn, de pelluoia
e de pellica para senhoras e meninas.
Espartilhos a 30000, um.
Lindas pastas de couro, chagrn e pe
lucia a 500, 10000, 20000, 30000 e 50000.
Carteiras para sedulas com os reparti-
mentos de 100000 a 1000000.
dem para letras com os repartimentoa
dos mezes de Janeiro a Dezembro.
Estrados corylopsis do Japao, nexis do
Japao, Bouquet' de exposijao, Theodora,
Rita Sacgally, Porte Veine, Ixora Brione,
Roger, Gallet, Briza da Serra, Paris-Boa-
quet, Estrado Dodeur, etc.
Luvas de seda bordada com missangaa-
Idem bordadas com vidrilho dourado,
bronzeado e granad.
dem com palmas da nesma seda.
dem arrendadas a xadrez.
Anquinhas a 10300, 10500 e 20000,
urna.
103-RUA :.DUQUE DE CAXIAS-103
Mobilia
Vende-se urna mobilia ; na ra da Floreotua
numero 2. ______
Vende-se
um bom cabriolet, a tratar na cocbelra de Jos da
8ilva Moraes, ra de Santo Amaro u. esqua
da ra da Roda.


Diario de PernambncoDomingo 11 de Setembro de 1887
OLEO de FIGADO de BACALHAO
DEBILIDADE
BERTH
RACHITISMO
nico approvado pela Academia de medicina de Paria.
Os relatnos apresentados Academia de medicina pelos profes-
ores Trousseau, Bussy, Bouchardat, etc., demostram a superioridade
do oleo de Orado de bacalbo de Berth.
Este oleo natural nao submitido a tratamento chimico algum.
Dtve ** exigir a asignatura
49, ra Jacob, Paria.
(VENDA a RETALHO NA MAIOR PARTE das PHARMACIAS.)
> _
De urna grande parte de fazendaa existente! na acreditada casa ra Duque
de Casias n. 59: apresentamoa em seguida urna lista do alguna artigo* que realmente
alo baratissiraos. ^^^
Esplendido sortimento ^de caobamirss para vestidos, de 400 ra. a 1^1000 o
corado.
Merinos de cores a 600 e 800 rs., duas larguras I
dem pretos desde 800 ra. a 2,5500 o ovado 1
Setinetas lindissimaa a 280 ra. o dito!
Riscadinhos para vestidos, corea lindas, a 160 e 200 rs. o dito !
Crotones claros, superiores, a 240 e 280 ra. o dito!
Damascoa de 12, duas larguras, proprios para capa da piano a &JW o cuto 1
Camisas inglezas, branca, a 360000 a duzia !
dem de cretones finos a 240000 a dita i
Ceroulas de bramante, bordadas a 120000 a 140000 a dita 1
Meiaa superiores a 20800 o 30800 a dita !
Cambraia Victoria com 10 jardas a 30000 a peca!
Madapolao pelle de ovo, 24 jardas, a 60500 a dita !
Dito ameriaaao, superior, a 50800 a dita I
Bramantes de linho puro, 4 larguraa, a 20000 o metro 1
dem de algodao superior a 800 rs. o 10200 o dito 1 ^^
Cortes de casemirae e meia-casemiraa a 20500, 30000, 50000 e 60000
Casemiras diagonal para roupas de enancas a 800 rs. 1
dem de duaa larguras a 10800, 20000, 20200 e 30200 o covado!
Bros de cores e pardos para todos os precos.
Guarmces crochets para cadeiraa e sof a 800001
Cortinados de bordadoa a 70000 o par !
Col.haa e cobertores a 20000, 20500 e 30000 1
Sortimento de fiohs, luvas, leques, enxovaea para Exmas noivas.
Deposito de fazendaa e as vendaa em groaBO damos descont da pra;a.
[J
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um remedio mfalHvtl para o males de pemas e do peito tambe pm
as ferkiaj antigai chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para toda* as enfermi-
dad de neito n&e se rconhece eeual
'j ungucnuJ uc uoiiuway o um re
as ferala* antigs chagas e ulceras. .
dades de peito na ce reconhece egual
Para os males de garganta, bronchltes resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os meml
contrahidos e junctnras recias, obra -orno por encanto.
bu mediara >lo preparad tmente no Esubeleci ment do Profesor HoueWAY,
T8, HEW 0XT0BD STBEET (antes 633, Oxford Street), LORDAES,
E venderme em toda a pharmaoas do universo.
mcoabioa

'Os compsmdoree alo conrkUe ratpeitotanuote a examiur et rtulos de cada etica e Me, M ato
direcSo, 5,3. Oxford Street, tto adisflqqoe.
teta a
&&tt.3SXtt.J & XWXA.G-J50X3CAKS
SUCCESSORES DE
CARJNEIRO DA CNHA & C.
59--Rua Duque de Caxias--59

TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOdoStorJOHANNO
Quina, Coca, Extracto de Carnee Hypophosphito
Bccommondfcenao nos casos que necessitao tontee* para recoastltnlr e recenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natnreza do clima, Asmala, cniorosls.
Amenorroea, Oacbezlm, nozo braaeo, que tanto arruino a saude das mulncrea,
Vebresa de tuiue, ftaaaa cersO, PeblUde.de, etc.
S.V1VLB2T, Srogrolata, SO, Soulevard de Strasboursr, em FA&IS
EUXIR DESOBSTRUENTE
Eupeptico de Gervo
Preparado pelo pharmacentlco
JOS' FRANCISCO B1TTENC0UB.T
O (iervao tem urna accSo desobstraente extraordinaria para os incommodos
do figado, baco e estomago, conforme o desereve Dr. Mello Moraes.
Um grande numero de peaaoaa que tem usado delle considera-o infallivel.
Levados por estas iuformacoss e por muitas experiencias presenciadas por
nos mesmos apresentamos aoa clnicos e ao publico em geral, um Elixir deata planta
de um sabor delicioso e de um effeito verdaderamente benfico para os pobres despep-
ticos, splenetiooa e aquellea que aoffrem do figado.
Os propietarios da Pharmacia Central
nEPCSITD HA PHARMACIA CENTHAL
N. 38 Roa do Imperador -N. 38
PERNAMBUCO
VINHO 1YIARIANI
DE COCA DO PER
O ?tinao acAmrAjrx que fot experimentado nos bospltaes de parla,
enserlpto diariamente com xito pira combater a Anemia, enflorse,,
Mecatees moa. Molestias das ras respiratorias o nftmameet- i
mearlo do ors*o rocal.
Osistlsssreoeieiirirfri MiPfoai/rmetutdeUeadat.tmhqutmi ilesa
oo Viko t CriCHtgo.
tr o Kaesrsdor des PertareeeSes digestivas
o FOBTXPXOAMTB por OCOlTT.T.MWIXIXeV
O VINHO MARIANI SI SUCOSTRA iu C4SA DI
lar. KABXAirx, rt- Varis, 41, toebnrt Issssbui ; Wew-Tork,ll,lsst,ll-.l
Em Pemombuco : atinis sn ac. da arxva A O".
!VyyWrVWWs'^VW s 4 %>#* ls%*e*r>sVr>r>r>^s^s^s^s?^s4

FUNDICAO DE FERRO
CARDUZO 8: IRMO
Kua do Bara do Triumplio os. 100 a 404
Deposito a rna do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sempre em deposito todos os machinismos e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locomoveis, semi fiaos, com caldeira
ckornis ou para fogo de assentamento, moendas de todos os tamanhos, tachas batidaa
e rundidas, etc.
Mandara vir por eucoramenda qualquer machinisrao, encarregam-se de sental-os
se respnsabilisam pelo bom trabalbo do mesmo.
Vendem a praeo ou a dinheiro com descont e a precos resumidos.
GRAGEAS
" Copthfb, Cubaba
Saanh/a Ftrro, Blsmutho
Ucitrto, Tribtnthim, *
FORTN
IINJECCO
lUrgiuitoa t tYissrwalaf
$m causa/'
I accxsfrt arfltM.
sj ORAQEAS POP^in. torio a primelras que obtiveraaa a tpproraelo da J **a>ia
de wndtema (1830j < io> (^ittrain-ee nos Hospitaes. Cnraxn aa moleatla sssrataa,
msds rebelde a**u fatigar os estmagos mala delicados.
A INJECCAU FORTN i sempre recomroendada como o complemento da edieaelo.
ms rimi erratasastee/ ntAeT-H. da silva. o, e bsm prinoieees Ptermasar
jiii'i mu k
Ra I de Marco n. C.
i'iaV ipam ao respeitavel publico que, tendo augmentado sen
edtabelockrncnto de JOIAS com mais urna seclo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidam aa
Exmas. familias e seus numerosos fregueses para visitar seu estabele
cimento, onde enrontrarao um riqnissimo sortimento de joiaa de ou' J
prata, perolas. brilbantes e outras pedras preciosas, e relogioa de aro,
prata e nikel.
Os artigos que recebem directamenta por todos oa vapor a&o
executados pelos mais afamados eepaoialistaa u fabricantea da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharao urna grande variedade
de objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes do
caaamentos, baptisados e anniversaries.
Nem em relaco ao prego, e nem qualidade, oa objectos cima
mencionados, encontrarSo concurrencia n'esta praca.
Licenciados pela Inspectora de Hygiene do Imperio do Brasil.
lura rpida ti certa pelo
ARSENIATOdeOURO DYNAMISADO
CAJURMEBA
PRAPERADO VIMIIISII DEPURATIVO
iPPBOfADO PELi JUNTA DE HTGIRR6 PUBLICA DA GORTE
Antorisado por decreto imperial de 20 de Jonho de 1883
Composicao de Firoiino Gandido de Figueiredo
EMPBEGADO COM A MAIOR EFFICACIA NO RHEUMATISMO
DE QALQOER TATREZA, EM TODAS AS MODESTIAS DA PELLE, AS
LECCORRHEAS OU FLORES BRANCAS, NA A8THMA
bbonchites (molestias da vjlas respiratorias), nos sofprimentos
OCCASIONADOS PELA IMPUREZA DO SANGUE E FINALMENTE
AS DrFFERENTES FORMa8 DA SYPH1XIS
PropagadorA. P da Cunha
As importantes curas, que este importante medicamento tem produzido, attes-
tadas por pessoas de'elevada posicto social, fazem com que de toda parte seja elle
procurado, como o melhor e mais energiqo depurativo d<> sangiie.
Depurar o sangue, como condicao de urna circula^ao benfica e efficaz, eis em
que consiste prineipalmante omeiounis seguro de conservar a sade e de curaras
molestias que a impureza do sangue occasiona.
O Cajrubba, pela sua socio tnica e enrgicamente depurativa, o medica-
mento qae actualmente pode conseguir esse resultado sem prejudicar nem alterar aa
funccSea do esoiaaga e dos intestinos, porque nSo contim 8ubstanea,s nocivas, apesar
do vigor depurativo dos productos que constituem a base principal d'este medicamento.
As muitas curas que tem Jeito, estSo comprovadas pelo teatemunbo dos dis-
tinctoa a ooubecido oavalleiros que tirraam os attesUdos, qije este JProal tem publica-
do em sua Beqc&o ineditorial
Deposito central, Fabrica \pollo, na Hospicio 79
apaeB.3Nrjusa:DBXJGa
ida ene amaliae pbarmaclrs do Hraxii e do eai
A' vest
eairangelro
ti, m, hm Vm*nUn*, '*
O, JIKsr^sisneeirle., rm Cw.Me.H-i, ^^' _
OLEO FIGADO BACALHAO H0GB
Sem chiro nem geuto dos leos d tgudo deBmXmlhmO ordtnMiOB.
Lsie Oleo nsturai e ouro e de na efflcacKlaiVi certa, contra aa aaeleatiaa ae yeito,
. .^^"^tt!^-*^*-. TSMSI ohre-lc^ Tumores HasOlarlMI
4 tamban fflcaa para annnt aa Oslumas rraoas e delieeaas
------- ,mMe o srir U MOM.de mais o certificado do afir lesueuh, Ctor* lcs\
Tr*b*i&CHmi4M TTncLft es Utd^**UPi*.QP*rtnnvr<^aoT ^^^^tr^^^mMmwm'm^m> m todas as principas. PbnnscUs. I
ATI, mmlm,ss w t-eUssa He m*ni *e
juoQ o vigor para todos
ESTOMAGO, FIGADO e INTESTIN
VINHO E XAR0PF. DE JURUBEBA
BARTHOLOMEO & C
PRakM. pehnambuco
nicos preparados de Tnrabeba, epprovadot pela Academia de Medicina, el
recommtndados pelos Medios contra as Molestias do Estomago, Perds da *pps-1
tile, Dlgsstoss dlfflceis. Dyspspsla e todas as Molestias do flfsdo, e do Baco,|
na Oiarrhsa chronica, na Hydropesia, etc.
OUHJADO OOM AS PALSnTOAOOESI
EXIGIR W.t tf~*-~&
.,
i
do ooutor ^KX3X>ig^J>r
' da Chloros*. Anemia, tedas u Molestias do aystema nerroeo, mismo
mais rebeldes, Molestias cbronicas dos Pulmoes, to., eto.
A malores illaftrsooej medies tm sttetterlo o poder eurstlTO dests medlcsmeato s deolartm-a'o ;
o primtiro e o tnaie tntrgito dos reeonstituiniet.
O F-AOCO e FRANCOS ? ^^ ftMunH
I Todo frasco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a autgndturih-Cf^e*^
dore ser rigorosamente recesado.
ravis, Fbarmacla CBIiZir, rus sXocbecbouart, S8.
Depositarios em Femamlmeo: FBANC- M. da
m-n rm
(a SILVA ac*. y
irq
LIQUIDAQO
D.
Vende se por todo preco, a retalho, todas as f-^udas existentes na loja a ra
da Ra ge! n. 53, para acabar
Sem competencia
Popelines de seda de listras a 500 rs. o covado
Toalbas alcochoadas a 3*500 a duzia 1
Tecidos transparentes para soire a 500 rs. o covado.
Entremems tapados e transparentes a 500 rs. a peca.
FusiSes braneos, mui finos e largos, a 700.rs. o covado)
Lencos abainhados a 2^000 a duzia 1
Cretones finos a 300 e 360 rs. o covado I
Setins largos a 15200 o covado !
Lequea transparentes a 26500, um 1
Bicos de cores, com 6 jardas, a 2)5000 a peca!
Laa de quadrinhoa a 300 rs. o covttdo I
Atoalhado de linho adamascado a 3/5000 a vara I
Vestidos de cretones, em cartao, a 86000 e 105000, nm I
Gravatas pretas de gorgorao e de setim 500 e a 600 rs., urna I
Camisas de meia, si vas e mni finas, a 15000, urna 1
Agua Florida a 600 rs. a garrafa I
Brim pardo a 320 rs. o covado I
Zephyro de urna s cor a 300 rs. o covado 1
GuardanapoB de linho com barra de tr u 45500 a duzia !
Colchas de gorgoarSo de 12 para noiva a 285000, ama.
Cobertores de 12 a 35500, um, bem larges 1
Sotinetas estampadas a 400 e 5C0 rs. o cavado !
Algodao trancado de duas larguras a 16000 o metro e muitos outros artigos
qae oonvm aproveitar a qaadra
4 Ra I.* de Narco n. 20 A (esquina)
Yeuda de sitio
Vende-se ou permata-se por predio nesta cida-
de nm bom sitio com boa casa, muitas fructeiras,
xccllente baoho do rio, boa agua de cacimba,
extenaSo de terreno para baixa de capim, tolo
mnrado na frente, com port&o e gradeamento, com
caminbo de ferro e eatacao junto ao dito sitio, no
Porto da Madeira, connecldo pelo sitio do JoSo
Selleiro, junto ao Dr. Ernesto de Aquino Fonse-
ca : qoem pretender dirija-ge praca da lude-
pendeocia n. 40, das 11 horas s 4 da tarde.
Vio de algodao da fabrica CatlUna
t a(r. da amia
Vendem Machado & Pereira, ra do Impe-
rador n. 67, por commodo preco. \
PBir
Diariamente debate-se na imprensa a crise
aterradora porque esto paseando as proviicias
do norte deste imperio ; s2o innmeros os recla-
mes de todas as claaseg, sem qae sejam atteodidoa
os seus j natos pedidos, de qne se gloriara as na-
cescivllisadas.
E para qae se pessa dar impulsos aos desejados
progresos qae certamente trarflo o bem estar de
todos, resolveram Martina Pires ce C. eatabele-
cidos com armasem de molhados roa Ea-
treita do Boaurio ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos oa artigos concernentea ae sen ramo
de negocio, que certamente constitne ama eco*
norma diaria e onde se acha nm completo sor-
timento dos gegnintes artigos, qae pela soa qua-
lidade e precos sao recommendaveis, como ge-
Jam :
Vinhos finos do Porto
Madeira
Sherrj
Chambern
Bordeaax
Moscatel
Collares a Bu calas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter,
licores, doces, bolachinhas nacionaes e eatrangei-
ras.
Qaeijos frescos da serUo, prato, Minas e fla-
mengo.
Aceite de coca, mate do Paran, formicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ba Estreita do RosarioNs. 1 e 2
Marlins Pires & C.
Urna mobilia completamente nova, de urna fa-
milia eetrangeira que se retira no primeiro vapor
para Europa ; na ra do Marques de Olinda a.
59, 1- andar.
Attencao
Vende-se especial farinha de milho e de arroa,
feita vapor, e preparada para bolo, caugica,
cuscus e outras diversas especies de comedorias,
qne neoessitem destes mesmos gneros, sendo a
240 rs. o kilo da de milho e a de arros a 320 rg.,
assim como farinha para tender o pao cerveja a
2/000 a arroba : na padaria da travessa do
Pombal n. 1, pertencente a Pereira de Pinto.
Telephone296.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excedente Whisky Escossez pre-
ferivel ao cognac oa agurdente de oanna,
para fortificar o corpo
Vende-se a retalho nos melhores arma-
zena de molhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cojo nome e emblema alo registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Cobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 4 roa da aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; auem pretender,
pode entender-se com o cirrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
Livraraento & C.
vendem cimento port'and, Jmarca Bobina, de 1*
qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
Sitio do Arraiai
Vende-se a casa terrea com 7 quartoa, 3 salas,
cosinha, quarto com banho de chuvisco, depen-
dencias para criados, cacimba com mnito bta
agua e bomba, um lindo jardim, paaaa um riach >
pelo centro do sitio, tendo nraa pequea ponte
com bancos para recreio, arvores fruotiteras, co-
qoeiros, laranjeiras, sapotiaeiros, mangueiras, ja-
3aeiras e outras diversas, roa da Harmona,
ividindo com o sitio do Sr. Baduem : a tratar
com o Sr. Domingos Gomes Gorreia, na asa ama-
relia, oa na ra da Paz n. 42.
Vinhos da Gan&feira
Finos
Carca vellos.
Madeira.
Moscatel.
Uva Bastarda e de Pasaas.
PABA MESA
Genuino do Lavradio a 500 a. a garrafa.
Na merceana de Manoel Corris & C.
Praca do Conde d'Kn n ir>
Terreno
Vende-se nm terreno confronte a estacSo de
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fondos, e oem alicorees
para 3 casas; tratar na roa d'Apollc-n. 30, pri
airo andar.
Barato
Vende-se orna casa de taipa, coberta de telha,
na ra da Palha, freguesia do Poco da Panella,
esta edificada em terreno proprio, e qoal tem 47
palmos de frente e 150 de fundo, e com cacimba:
quem pretender dirija-se ra das Fiares n. 18.
4 Revoluto
48-Rm no Die Je Caxias-48
Recebe aa seguintes fazendas de novida-
de:
Cachemira de listrinha a 600 tis o co-
vado.
dem broche borda a 1^500 o dito.
dem pretas 700,800, 10000, 1*200,
10400, 10600 e 20000 o dito.
dem de todas as cores a 800, 19000 o
10200 o dito.
Ricas guarnicSes de veludilho a 60000
urna.
Setins lisos a 800, 10000 e 10200 o co-
vado.
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lindos metins com listrnbas a 400 ris
o dito.
Faile com palminbas a 400 rs. o dito.
Setinetas escossezas a 320 rs. o dito.
I Ditas com listrinhas e palminbas a 320
o dito.
Lionay-se com palminhas de retros a
140000 peca.
Organdir bordado a seda a 150000 a
dita
Etamine tecido transparente a 100000
a dita.
Cambraia bordada a 50000 50500 e 60
a dita.
FustSes branoo a 360, 400, 440. 500,
600 e 640 rs. o covado.
Lindas alpacas de cores a 320 o covado
Sintos de chagrem a 10500 um.
Camisas inglezas a 360005 a duzia
Colarinhos e punhos para senbora.
Sabidas de baile 30500 urna.
Fechus de 13 a 20, 20500 30 o a 80000
nm.
GuarnisSes de crochet a 80 e 100000
urna.
Leoooe de esguito a 203CO e 30500 a
duzia.
Grande sortimento de madapo&ode 40
a 100000 a peca
Leques de papel 500 rs. um.
Cortes de cachemira para vestido a 200
lum.
Toilet para baptisado a 90000 e 140000
um.
Veludilbos lisos, lavrados e bordados a
retroz a 10000 e 10800 o covado.
Anquinbas a 10800 urna
Colchas bordadas a 50, 60000 e 70800
urna.
Cobertas com dons pannos a 20800 ama.
Grande sortimento de casemiras, brina
brancoss o de cores, punhos, colarinhos,
.grvalas, meias e lencos e artigos para
hornera e aenhora.
S na loja da Revoluto
Henriqne da Silva Moreira
Os GRANULOS
ANTIMONIO-
FERROSOS
DPAPILLAUD
oonttltuem o Preparado ferro sino o
mai ffioei merend esla ummidaSM medica oom l*o ha ejeie e
ao A-rnsro
Contra a Anemia, ChU>roae {Pites coulebrs), Jfevratgtai, Ajfeecte da erWN
MLATORIO FAVORAVEU POB PARTE DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
Buija-s tobr cada frj:o o nom et JE. Mausnier L. Papillaud,
Deposito ohkal:Parmacln GIQON, 25, rnaCoauiUira, PARI2
Em Pernamburo : FRAN" M. da SIL.VA & 0\
FUNDICAO GERAL
AEL4N PATERSON ft C
N.44--Bua do BrumN. 44
"UNTO A ES fApAO DOS BONDS
Tem para vender, por pre, o mdicos, as segu tea ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Criva$os de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra cireoax
Gradeamento para iardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de Hados modele a
Portasd fcrnalha.
Vapores de Torca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavaos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de padadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertes, e assentamento de maobinismo e execatam inm*-
trabalho com perfelcao e presteza.
Lotera da Provincia
Acha se venda a 10.* lotera a fcene
ficto daS. Casa de Misericordia do Recife, que
ter logar no consistorio daigreja de Nossa
Senhora da Conceifao dos Militares, onde
estar expostas as espheras em ordem nn-
merica, para seren examinadas.




-.
{


8
Diario de PcrnainbncoDomingo 11 de Setembro de |SS7
SSE16LEA GERAL



Ms, feito o maior saerifi io, com..... nada produzem. A mesma vaatidao um
IAN1KA DO DBPCT1DO
DISCURSO PRONUNCIADO NA SES-
S^O DE 23 DE AGOSTO
OBCAHENTO DA DESPEZA DO MINISTERIO DA
FAZENDA
,'2o quero desculpar rae hoja com os
erroB de que aecusei aoa meus adversarios;
mas quero provar, pela administrado que
fizerain, que nao podem exigir o impossi
vel.
O nobre deputado eotrou para um mi-
nisterio quando todos os problemas actuaes
existan); elles os conbecia, estavam deca
radoB pelo seu partido, como acabei de
provar e notorio. Entretanto, o nobre
deputado tevo a iufelicidade de obter um
orgamento dos mais irregulares.. queria
dizar, dos mais extravagantes, que tenho
conhecido. Nesae orgamento crearam se
despezas de toda a sorte, organsaram-se
repartieres e servigos novos com despezas
excessivaB.
Crearam-se, em summa, despezas ordi-
narias, e votaram-se obras publicas e toda
a aorte de despezas sem conta, nem me-
dida.
O Sr. Pedro Luia:E levantou-se a
questao dos impostos provinciaes.
O Sr. F. Belisario :-Nio posso fazer
agora o inventario completo, mas lembra-
rei o aeguinte ; deram garantas a engenhos
centraos no ministerio do nobre deputado,
nao como so fazia anteriormente, urna a
urna, concedendo-se aoa lavradores e in-
teressados, mas por atacado, a empresarios
de engenhos centraes, cousa de que nio-
guem tinha cogitado : concederam-se ere
ditos extraordinarios para portos, e eu nao
censuro o que fzeram, por exemplo, no
porto do Cear, a cuja empresa concede-
ram garanta de juro ; comegaram as gran-
des despezas cora a barra do Ro-Grande
do Sul ; autorisaram a estrada de ferro de
Quarahim a Itaqui, que s produz dficit,
e nao se poda esperar outra cousa ; e a
de D. Pedro I, um dos mararas erros que
se pode imaginar, desaatre infallivel, caso
tivesse Bido construida ; e deram garanta
de juros ao prolongamento da estrada de
ferro Mogyana em S. Paulo e ao ramal do
Timb na Babia ; e creio que tambera de-
cretaran! ou comegaram a construccao do
ramal de Ouro Preto um dos maiores erros
da nossa vago frrea. Nio fallo de obras
executadas pelo eBtado e despezas de outra
ordem.
Acousam-mo por ter concordado em um
crdito para estradas de trro ; mas aocu-
sagao deve ser feita quelleB que iniciaram
essas obras tilo despendosas, tao njustifi-
cavois, sendo que em algamas Se verifica
este resaltado pela sua execugao e em ou
tras se poda prevl-o antes de estarem ex-
ecutadas, e nao aquellos que concorda m
em que se conclua a estrada de ferro da
Babia j encetada ; porque, senhores, in-
questionavelmente (e dou a mnba inteira
adhesao) nao possvel que essa estrada
pare nos areiaes de Villa-Nova, a. Rainha
depois de atravessar urna zona iramensa e
estril.
O Sr. Andrade Figueira : -Para ir aos
areiae3 do S. Francisco ; sempre ques-
toes de areiaes. (Riso.)
O Sr. F. Belisario : -Responderei a V.
Exc.
3,000:0000000 mais, eata estrada de ferro
uhegar raargera do S- Francisco. Nio
pens que encontrar all um Eldouraclo,
nem que se rao abrir vastas r'gioes pura
alimentar essa importante estrada ; us
cumpre confessar que a estrada de ferro
vai ter um prolongamento natural, que nao
ser inferior a 250 ou a 300 leguas de aa-
vegacao j completamente franca.
Ora, nao me parece necessario explicar
e justificar um sacrificio, relativamente pe-
queo, para alcaocar um posto que vai
por em contacto este centro immenso com
a porte civiliaada, e com um porto de mar.
(Apoiados.)
Eu, se tivesse de comegar a obra, nao
o faria, mas no ponto em que se aha, e
com o sacrificio relativamente tao pequeo
nao posso deixar de concorrer para ae ob-
ter um resultado tao grande.
(Ha oulros apartes.)
Tem sido opiniao dos noBBos horneas po-
lticos, em geral, que nao podemoa f.zer
parar estas obras; que sem encetar obras
novas, nao podemos desar de concluir as
astradas j comegadas e que precisam de
complemento, taea como a da Baha ao S.
Francisco, de D. Pedro II e as do Rio
Grande do Sul.
Como disse, para comecar ama obra no-
Sao apenas necessaros 3,000:000* para provado as difficuldadeB de obter
7 .-, .__ 1 __ ...l.;<.4 .= nnn3n ria nrp.am
va, eu seria absolutamente contrario, jias
nao tenho o direito de me oppOr realiza-
cao daquillo que fo planejado e resolvido
em varias leis, e que tem a opiniao favo-
ravel de quasi t jdos os homens politcoE de
um de outro partiio. R-firo-me s estra-
das do Rio Grande do Sul.
Examinei esta questSo com a mxima
atteogao; acredite a cmara que estudei
esta obra como se eu fosse o ministro que
a tiveese de mandar realizar; li os parece-
res dos crnselheiroB de Estado dados em
varias circumstaucias, procurei bem conhe-
cer o espirito com que foram votadas as
leis, e, por mais que me repugnarse sobre-
carregar o Estado com despeza, pareieu-
me que nao poda oppr a miaba opiniao
Jj tantos que pensaram de maneira dif-
ferente.
O Sr. Andrade Figueira: -Nao s po-
da como devia. As circumstancias finan-
eeiras do paiz nao o permittem.
O Sr. Pendo : Apoado.
O Sj. F. Belisario : -O crdito est sub-
mettido conaderagao da cmara, ella jal-
gal-o ha.
Davo lembrar que nee nao est indica-
do nenhum systema de construccao, nao
somos obrigados forcosamente, que ha de
desequilibrar o orgamento, pederemos ob
ter o mesmo fim por outros meios ; mas
no ponto em que se aobam e no intuito
com que foram creadas, embora eu duvi-
de da eficacia de tal intuito, nao posso
oppor, repito, a minha opiniao ds tantos
bomons notaveia e entandein que esses ea-
tudoa devem ser concluidos. ^Apartes.)
Sr. presidente no meu rotatorio des te
anno, disse que se nos limtassemos a sus-
tar as depezas esperando o crescimento da
renda podamos chegar ao equilibrio do
orcamento. Declarei, porem, mais, e ad-
mira-me que o nobre deputado nio me
houvesse comprebendido; que nao bastava
esta poltica e que deveriamos exigir mais,
deveriamos operar a grande restriega as
d apozas publicas. A experiencia me tem
essas
completar a estrada. E devo notar ca
mar a singnlaridade, que vou referir, em
louvor das admnistrag'es anteriores : para
esse prolongamento, que nao esta va decie-
tado, j se acham desde muito tempo com-
prados todos os trilhos at margem do
S. Francisco!
O Sr. Theodoro da Silva : -E' exacto,
exactissimo.
(Ha outros apartes.)
O Sr. F. Belisario : Noto este erro de
administragao, impardoavel, injustificavel,
de se terem comprado os trilhos at mar-
gem do S. Francisco, quando esta va tao
longe a realizagao deBse trecho e quando
nem anda as cmaras o tiaham autori-
aado.
restriccS'S na votacao dos orgamentos
Nao possivel supprimir servigos, nao
possivel fazer esses cortes, que se afigaram
tao faoeis na oppoaigad, quao di meis no
governo. E' preciso um system, um me-
tbodo, na suppresaao das despezas. Nao
basta fazer peqaenos cortes, que apezar
de pequeos s vezes prejudicam servigos
que se querera conservar. Nos nos alar-
gamos demasiadamente as despezas.
Temos toma te a extensao do nosso ter-
ritorio e a vastidao do nosso paiz como
sigaal de riqueza quando antes um obs-
tculo para a sua administragao.
Infelizmente esse territorio que tem par
tes na verdade ferteis e productivas en-
cerra tambam regio s vastissimas, que
onus e urna difBeuldada para a adminis-
tragao ; mas enthusasmaios por essa gran-
deza n3 nos temos entregado a planos
ohimericos que excedem s nossas torgas.
Fago tengao, e j oombinei com os meus
collegas, de apresentar nesta ou na outra
cmara a idea de ama commissao mixta
qua de aooordo com o governo, ou como
sa entender mellhor, proceda a um exame
na aiministi'agb total para ver aquillo que
pode ser eliminado ou redozido. E' pro
ciso que o parlamento o o governo se unam
neste pensamento para varmos o que d >
vemos supprimir.
Senhores, no ministerio do imperio de-
mos desenvolvimento extraordinario ins-
truegao publica ; mas se quizermos fazer
alguna cortes, mesmo no superfiu), sur-
gen objeccSes : uSo de ve ser por aqu que
ha da comecar a economa, aoodem logo.
Sa qnizermos fazer cortes ao ministerio
da justiga, oade a despeza avulta com os
despropsitos, desculpe-me a cmara a ex-
pressao, das assemblas provaoiaes a croa-
reis termos e comarcas, nilo s inuteis,
oomo prejudciaes, allega-sa immediata-
mente a prerogativa das assemblas pro
viuciaes, segundo o acto addicional. Ah
vom logo as franquezas provinciaes e es-
plendidas theorias de dcacentrcdisacao para
cohonestar abusos.
Sa qnizermos oortar o que ha de intil
na marinha e na guerra, dizem : enfra
quecemos a defeza na contingencia de con-
flictos intarnaconacs.
Nao possivel qua na discussao atrope
lada do orcamento ae posaam fazer crises
apropriadas e justas; preciso estuiar
t ,da a nossa administracao para verraos o
que deve permanecer e o que oonvm eli
minar. (Apoiadoa).
O Sr. Alfonso Celso Jnior:Reorg-
nisar o imperio como tem dito o nobre de-
putado pelo municipio neutro.
O Sr. F. Belisario:-Em materia de
inatruegao publica, anda que eu seja favo
ravel a grande expansao,yalgo que temos
excedido muito os limites do razoavel.
(Apoiados e apartes)
Temos obegado, neate ponto, ao verda-
deiro socialismo do Estado, pdese dizer.
(Apoiados.)
Por todas as formas protegemos ou pre
tendemos proteger a crianca ; tomamos
conta da sua aducaclb moral, intelleotaal
e at phyaica. Na marinha e na guerra,
por oxemplo tomamos conta do menino
om tenra idale e nao o deixamos mais ;
dando-lhe nstrucgSo, morada, alimento e
at um pequeo sold, que bera depressa
vai crescendo, e ainda contando llie o pri-
prio tempo de estudo para a reforma '
E nem na sepultura cessam as obriga
c3es do Estado, porque aa o oficial deixa
viuva ou filhas, estas ainda reoebem pen-
sSo repartidamente e com direito rever-
sivo.
Nio neg a conveniencia, contesto a
possibilidade, atientas as forjas do nosso
paiz, de multiplicar e annllar escolas, que
deveriara ser concentradas e reduzidas.
As escolas e os asylos angmantam e at
creamos cursas litterarios da quatro annos
para surdos-muJos, aos quaes o amparo
mrterial e alguroa nstraccSo seria iuffi-
ciante.
Nao deixo de conhecer a necessidade,
mas a exageraclo patente.
As esolas de direito, pola tacilidade dos
exames, ou antes palo ralaxamento delles,
releve-me a cmara que eu assim me pro
nance, proiazara grande numero de ha-
chareis, o preciso dar-Ibes emprego;
dahi o augmento prpgreasivo de numero
de termos e comarcas, onde se accommo
dera as turmas annaaes, cada vez mais nu-
merosas.
Quando o termo nao d par* a subsis
tencia do juiz j est dada a providencia
na lei; revesa a lo tagua e o Estado preen-
ebe a diffarenca de emolumentos que nao
exiatem, e possa viver o bacbarel sem tra-
balho, mas custa do thesoaro.
Neste* ltimos annos pode se dizer que
tem dobrado o numero de termos e comar-
cas, e davo lembrar-vos, emb>n todos sai-
FOLHETIM
VICTIMAS E ALGOZES
POR
EMILIO DE KICHEBORG
PROLOGO
(Continuagao do n. 2 06)
VI
Paulo afastou-se e o seu assobiar fo pou
zo a pauco diminuindo ; mas quando jul-
gou que oj nao podiam ver, voltou es
ueirando se como urna cobra para o lado
M praia.
Cbegado perto do rochedo, escondeu se
2 manuira que nSo perdesse urna palavra
da conversa dos dous.
Estava deitado de barriga para baixo e
as suas formas delgadas faziara urna pa-
c ena aaliencia cima do slo.
Sim, meu velbo, dizia Daraase, con-
tinuando a fallar, o negocio dte ve-me na
. idade mais tempo do que eu o queria.
o motivo porque tardei ; o que o ex-
joz a urna acea desagradavt-i. Mas o ami
o sabio se da aventura ventajosamente.
Dovo dizer-lbe que a sua attitude produ
zio um excellente effeito.
Estou encantado de saber que con-
quistei a estima dessa amavel gente.
Como deve suppor, fallou-se muito a
seu respeito, depois que o amigo sabio.
Respond pela senbor, como por mim mes-
mo, garantindo a tua dscrpgSo absoluta,
qner aceite, quer recose as propostas, que
estou enearregado de lh'o fazer.
E preciso, pcis, que tome um compro
misio do honra, do nada revelar do que
vio e do que ouvo, c do que possa ver e
. .wir mais tarde, com relag^o s opora-
^"es desaes senhores.
Tomo este compromisso.
Muito bem, mas nao em nome de
Fraud.
Heim 1 dBse o marido de Gabriella,
muito espantado.
Meu velbo, disse Darassa, Fraud
nao o seu verdadeiro nome.
Quena lh'o disse ?
Ninguem m'o disse, adivinhei-o. Mas,
meu velho, a om hornera, como eu, qaa
tem habito dos homens da sociedade, basta
vel-o e observal o, por alguna instantes,
para adquirir a certeza de que o senbor
pertence a urna grande familia. E' verda-
de, o senbor n,". c- o bomem que pretenda
ser, por motivos que sao desconhecidos.
E' um fiJklgo, e digo mais conde ou vis
conde.
Ah est a pedra do sea annel, o que
tem ella ? As suas inicaos, encimadas por
urna corda de visconde.
Ora, permtta-me que lhe diga, e sabe-o
to bom como cu, que nao se pide tomar
um compromisso de honra senao com o no-
me verdadeiro.
Como que. sendo eu seu amigo, posso
mesmo dizer seu melhor amigo, o senhor
nao teve confian; em mim ? Como se po-
desse duvdar de seu amigo Daraase.
Certamente, qud ha direito de se envol
ver em myatero, de oceultar os seus sa-
grados a indiferentes, a desconhecidos, a
estranhos, mais nunca a um amigo. Digo-
go lh'o que fique': muito admirado, que me
tratasse como se desconfiasse de mim.
Fez rae p<*na, moimo muita pena 1
Escute, Da.'asse, mesmo a um ami-
go nao se pile dizer tuda.
Sim, comprehendo, ha cousas...
Vou-lhe dizer ruern sou, man ha de
prometter-me. .
Juro lhe que bel de guardar segredo.
Pois bem. Oarajse, chamo-me Ernes-
to de Mtalle c tenho o titulo de viscon-
de. Dexei o icsu nome para o respaitar,
visto qua j ata esttTS em relagao com a
mnba fertuna.
Basta, nomprabaodo, disse Darasse.
D'pois de ttn illflBSM continuou :
Fz sobre .- >. da Morulla as mes-
mas observag"-, la sobre o senbor e
dvinhdi igoalmente, que sua querida
Gabriella parten :" t. urna familia nobre.
E no a. enj -;cou. Gabriella fi-
Iba de um marques.
Sim ? .::'aicd. o marselhez.
Agarrou na mi do visconde e tendo o
ar muito comxov^uo.
O qn que somos nos !
raurmuruu elle
lliave um nove si.'ecjio.
bam que em muas dessas comarcas nada
ba abs lulamente que fazer. O bacbarel
nomeado juiz de direito condemnado
inercia, ignorancia, at entrar as Rela-
g3as. Ha immensidade de comarcas em
que durante anno intero nao se aprasenta
um feito s a julgar
Ora, possivel continuar esse estado 7
Entretanto, observe a cmara foi o mi-
nisterio actual o primeiro que arrostou com
esta difliculdada e qua sustou a continua-
gao de semelhante abuso ; at enfilo todos
os annos o nosso orgamento cresca de
200:000(5 a 300:0000 s nessa verba.
Fo o ministerio actutl qua resolveu obstar
estes desperdicios, apezar dos grandes cla-
mores qae se tam levantado.
O Sr. Alfonso Celso Jnior : A solugao
nao era essa : era a reatauragSo do acto
addicional.
O Sr. F. Belisario : A solugao havia
de ser outra I. .. E' sempre assim J
esperava pelo acto addicional. Entendo
que a solugSo nao devia sor outra senao
cortar despezas inuteis e obstar extrava-
gancias reconhecidas.
O proprio ministerio de estrangeiros, Sr.
presidente, que faz urna pequea deBpeza,
suBceptivel de economas, que nao ca
bem, entretanto, na dejretagao das verbas
do orgamento. E' evidente que remitas lo-
gacoes inuteis nos manamos, o qua algu-
mas poderiam ser reunidas.
Nos ministerios da marinha e da guerra
immeasas economas podariam fazer-se.
Como ministro da fazenda, tenho sido obri
gado a examinar as diversas rubricas dos
orcamentos desses ministerios, e estou con-
vencido de que, mantida a organisagSo ac-
tual dessas repartigSes e suas dependen-
cias, ssrSo insignificantes as economas a
fazer nelhs. E' preciso, senhores, entrar
mais fundo, preciso supprimir estabele-
cimontos inuteis (apoiados), mas providen-
ciando sobre o material, sobre o passoal e
as respectivas fuocgSes. Com alguma cou-
sa poderia o governo acabar ou transfor-
mar, mas deveria ser segundo um systema
geral. Como por exemplo, continuar com
essas flotilhas que temos no Amazonas, no
Alto Uruguay, em Matto-Grosso ?
Senhores, tenho Udo por vezes as rea-
gues dos officiaes qae se acham em Matto
Grosso em taes oooimissojs e visto que
elles reconhecem qae o material de guerra
que all temos, longo de ser ama forga
motivo de fraqaeza; que s guarnigoea,
sempre desembarcadas, falta o espirito mi-
litar e a disciplina, que os vapores ancora-
dos se estragam e se arruinara.
Um Sr. Deputado : Porque nao tomou
o governo a iniciativa de corrigir isso ?
O Sr. F. Belisario : -Vamos discutir
um pouco sem apartes.
O Sr. Andrade Figueira di um aparte.
O Sr. F. B lisario :Qual seria o acto
do governo ? O que faria V. Exc. doa
arseoaes que l existem ? O que faria do
material e dos empregados nessas commia-
B38 ?
O Sr. Andrade Figueira : Supprimam
as commissocs e mandera bons emprega-
dos.
O Sr. F. Bi lisario : V. Exc. como cor-
tador de despezas em orgamento p le por
um trago de penna supprimir : mas nao o
far como governo ; ter de dar destino
aos individuos que se aobem nessas com-
missSes e de dar outras muitas providen-
cias que nao cabera em ergameato.
Era ama das medidas fazer retirar a
forga militar qae se acba em Matto-Gros-
so, a, em minha opiniao, supprimindo-a.
Na verdade, nao sapponho ama neceasida
da conservar os 1,500 ou 2,000 homens
qae alli mantenaos. E' ama inutilidade
perfeita. Nos nos limitamos com as na-
ges que confinam com aquella provincia
ptr deaertos inaocessiveis.
E' sera davida ama fronteira, mas defen-
dida palas condigSaa naturaes. Para al-
guma cousa nos deve servir a experiencia
a essa tivemoB na guerra do Paraguay.
Mandamos ama columna per trra para de-
fender'Matto Grosso ; ella l uSo chegou e
os paraguayos nao se lambraram tambara
de atacar o centro da provincia: nao ti
nham meios para l ir, e nao podiam fa-
zel o pela via fluvial, sem urna columna
que por trra protegessa os navios.
Por con8equencia, essa forga que ah te-
mos urna inutilidade e um elemento de
fraqueza. Todos os mezes quando techo
de mandar dinheiro para Matto-Grosso,
vejo bem qua dinheiro que sa derrama
em Cuyab e vem pslo rio abaixo, sem
deixar vestigios naqueila provincia. Como
no tempo em que eramos colonia enten
dia-se quo as provincias front -iras deviam
ter exer.-ito, continuamos e continuare moa
indefinidamente do mesmo modo, embora
a nossa experiencia nos mostra a inutili
dada de semelhante pratica.
Com relagao ao ministerio da agricultu-
ra, muito ha a economisar Quinto a
mim, j tenho dito neata casa, entregarla
o mais possivel as estradas de ferro a em-
prezas particulares ; resgataria as actuaes
para fazer novos contractos, pois foram pes-
simos os primitivos, e arrendara todas.
Os governos sao mos administradores em
toda a parte, e no Brazil ainda com
maior raz3o, pois faltara-nos meios de ao-
gao e de fidcalisagao.
A cargo do Ministerio da Agricultura
tarabem nao possivel eontinuarem os te-
legrapbos.
O Sr. Affonso Celso Jnior : O nobre
ministro est fazendo un discurso de op-
posigao.
O Sr. F. Belisario : V. Exc. ouga
at o fim, faga depois como os advogados
que aproveitam o til. (Trocam-se ami-
tos apartes )
Como se ha de continuar com o servigo
como se acha e em que despendemos
2.300:0000*00 por anno e s vezes muito
mais, para arrecadarem se duzentos o tan-
tos contos de renda bruta ? Isto impos-
si vel; preciso estudar esta questao e re
solvel-a.
Quantas repartigoes inuteis J o recor-
dava o Sr. senador Affonso Celso no tre-
cho que li. A secretaria da agricultura
parece m, desculpe a Cmara a compara-
ca">, urna colmes, da qual de vez em quan-
do se desprende am enxame que vai fazer
vida parte. Ha urna porgao da reparti-
gSes annexas, espalbadas por toda a parte
e das quaes muitas pideriam ser suppri-
midas.
tra cousa, continuou Darasse. Pobreza nao
vicio, mea caro Fraud, e acerescento
que nSo ba profisaSo tola. Antea que tu-
do, preciso viver a azer viver os seus.
A este respeito, ais aqui aa propostas que
lhe sao feitaa a qae estou enearregado de
lhe tranamittir.
Os homens, que o senhor vio no Caf
dos Catalaes sao, como deve ter pereebi-
do, contrabandistas ou antea horneas que
corrigem as iojustigas do fisco, permittiado
ao publico comprar barato diversos pro-
ductos a que urna mal entendida legisla-
gaa exagera os pregos. Naturalmente ten
os lucros correspondentes ao trabalbo e aos
perigos a qae se expSam.
Esses lucros sao consideraveis ?
Variara conforme as occasiSis. Com
um pouco de geito e experiencia nao dif-
fieil asssgurar ama bonita fortuna para a
valhioe, levando ao mesmo tempo urna vi-
da muito agradaval.
A gante da alfandega eaperta, maa ha
quera seja mais esperta ; poderia citar nu-
merosas partidas que se lhe tem feito a
em que Acarara perfectamente embagados.
O contrabando por trra d bom resul
tado, o que ae faz por mar ainda mais
vantajoso. A gente da alfandega por mais
que faga nao pJe vigiar todos oa pontee
da costa. Agora, nesta ocoasiXo, um bar-
co oarregado de mercodorias do Levante
est para fundear a dous kilmetros daqui
Espera s pelo sigaal. Quando se fizar a
divisio dos lucros entre os contrabandis-
tas, cada am delles poder metter no bol-
so mil e quinhantoa a dous mil francos.
E' bonito 1
Pois bera, mea caro Fraud, estou
enearregado de lbe offereoer de entrar pa-
ra a associagao.
Da que o senhor faz parte T
Da que fago parte, nao o devo oocul-
tar.
O que me aconselha ?
Que aceite.
Mas...
Doa muito aprego ao sea concurso.
Nao vejo qae servigo posso prestar
Ihes.
Serao muito importantes. Os ho-
mens que acaba da ver deve-o ter notado
nao brilham pela (distinegao de maneiras
nem pela elegancia da linguagam ; orno
elles veodem aa suas mercadorios, mais a
gente da classe baixa do que aos da classe
elevada, a associagao tem precisab da pea
soa qae pelos seus modos e eduoaglo ae
M dex*mo sso e fallemoa d'ou-[aohe ana Tontada em um salto a no ga-
Sr. presidente, nao quero mais fallar do
ponto principala decretagao e adminis-
tragSo das estradas de ferroporque j
aqui toquei neste assumpo o anno passado
e desagradei a quasi toda a oamara. Mas
para mostrar como a adrainistragao mar-
cha no Brazil, oitarei sempre um facto.
Quiz saber como se crcoa e construio
certa estrada de ferro, qae castou e cos-
tar omito dinheiro, e que produz grande
dficit. Nao digo qual seja para que os
deputidos da provincia nao se ncommo-
dem.
O Sr. Theodoro da Silva: Elles advi-
nbam logo.
O Sr. Francia:o Belisario: Qaem a de-
cretan ?
Na aecretaria da agricultura nao consta,
nem houve um acto legislativo.
Nao fallo daquellas estradas de ferro
que a secca justificou ou escasou nSo
destas. Digo isto para nao se pensar que
alo aquellas explicadas para dar qaa fa-
zer aos retirantes da secca.
O Sr. Theodoro da SilvaPar* Per
nambuco houve a lei de 1877.
O Sr. Francisco Belisario N^o houve
um acto legislativo, nao ha na secretaria
da agricultura ara estudo, nao ae aabe
como ae creou essa estrada e que estados
a just i acarara l
O Sr. Affonso Celso Jnior : O par-
lamento deve ser informado desse facto
grave.
O Sr. F. B-lsrio : Pois lie data do
tempo dos ministerios dos amigos do nobre
deputado.
O Sr. Aff raso Celso Jnior : -Nao obs-
tante, o pirlamento deve ser informado.
O Sr. F. Belisario: Emfira, senhores,
na secretaria nao consta cousa alguma.
Anda este anco ped, com permisBo do
nobre ministro respectivo, ao digno direc-
tor da raesraa secretaria qaa me mandassa
os pap :a relativos a essa estrada, pois eu
os quaria estuiar; nao sabia-se de nada,
nada coostava I
O Sr. Henrique Salles: A quanto mon-
tou a despeza da construegao ?
O Sr. F. Belisario : A muitas railha-
res de cootos.
O Sr. Pedro Luiz : Portanto, ao pe-
der exeecutivo cabe principalmente o mo
tetado de nossas fin angas.
(Ha outros apartes.)
O Sr. F. Belisario:Vou terminar,
Sr. presidente, este ponto das despezas
publicas de qua fallava.
O nobra deputado a quera respondo, no-
tou que tomadas em globo as despezas or-
dinarias e extraordinarias, o orgamento
actual conaigoa urna despeza excedente de
dous mil e tantos contos sobre o anterior.
Eis aqui os algarumos totaes :
Votado em 1884-1885 138.000:0000,
despendendo 14 3.000:000*000.
1885 -1886, votados 142.000:000,5000,
despendidos 140.001:000,51000. primeiio
orgamento da situagao actual.
1886- 1887, votado 137.000:000^000.
A despeza ainda nao conhecida, mas,
como vos assegurei, o dficit ser menor
do que foi calculado.
Actnalmente est votado pela Cmara,
creio'eu, salvo algum engao que se passa
ainda corrigir, a quantia de 140.000:000/1,
quasi o mesmo que tem sido nos tres lti-
mos exercicio*. Mas devo notar que neste
orgamento que estamos votaulo acha-se
consignada, para o servigo da divida con-
trahila no exterior e interior, a quantia de
5.962:000^01)0.
Esta quantia deveria figurar nos orea
mentos anteriores, pois que ella devia ser
paga como juros de divida fluctuante en-
tao existente, mas por urna irregal ridade
do orgamento de 18841885 nao se con-
signara m juros para a divida fluctuante se-
nao na quantia de 800:000^000 como se
eta divida nao excedesse de 16.000:0000.
Se a Cmara tomar nota deste facto
ver que o orgamento actual, apesar do
augmento de certas servigos, como estra-
das de ferro, telegraphos, augmento de
uros com garantas de estradas de ferro
que sa tem construido e outras despezas
indispensaveis e imprescindiveis, conserva-
se entretanto a quem do que foi ha 3
annos.
Nao proaeguire nos outros pontos dos
discursos dos nobres deputados, reservar-
me-hei para occasiao em que caibam ob as-
suraptos de qae se oceuparam, porque nao
quero aloogar-me com questSas que sao
diversas d'aquella de que especialmente
me tenho ocoupado.
binete de am hornera da alta sociedade.
E' aaae papal qae lhe destino. Ser re-
presentante de urna importante casa de
Smyrna o* de Damasco. O que tem que
fazar nao nem trabalhoso nem destituido
de distraegao.
Como eu lhe dizia ainda agora, meu ve-
lho nao ba profissao tala e 4 preciso antes
de tado viver e fazer viver os seus.
Portento eis aqui o que lhe offerego, o
que responde ?
O visconde ficou por momentos calado
com a cabega baixa, depois responden :
Aceito.
Ora, ainda bem, disse Darasse, e
tem razSo, caro amigo.
Ser preciso dizer que o marselhez, re-
cejando oa escrpulos do marido de Ga-
briella tinha esperado qaa ella tivesse ca-
bido na mais profunda miseria para lhe
propor que ae alistasse no bando de aven
tureiros de quo elle era o chele prinoipal ?
Daraase tinha o sen plano e punha o em
axecugao.
Com paciencia caminhava para o fim que
queria chegar.
Meu caro, disse elle, se estou bem
informado, o senbor est sam recursos, j
nao tem nem para comprar o pSo de ama-
cha. Pea bem, o aeu amigo Darasse o ti-
rar dessa melindrosa posigio. Olbe, aqui
esto dan sotos francos, am mdiantamento
que Iba faga.
O mais tarde amanhl mudar de casa o
nao ha de perder. Muito perto da costa,
dissimulada entra dous montculos ha ama
cata pequea, maa muito bonita, onde ir
morar com a Sra. de Mrulle, quero dizer
com a Sra. Fraud. Passarao por doua
reoera-casado8, vivendo doa seus randimen-
tos e que vera oceultar os seas amores aa
solideo e no espectculo do bello Mediter-
rneo.
Os raros passaiantes que virem n sua
graciosa cabana in vejarlo a sua ventura e
nSo suspeitario que o Visconde Ernesto de
Mrulle amigo do contrabando e dos con-
trabandistas.
- Tudo isso muito bom, disse o ma-
rido do Gabriella, mas tenbo preoaSo de
instrucgSes
- Ento, como at aqui, nao o hei de
ter frequentes vezes T E depois porei par-
tiularment) sua dispjsigij um peroua
gera, qua lhe preatar numerosos servigos :
Paolo.
Maa ama crianga.
Que vale doua homens. E' esperto
como am macaco a gil como um esquilo,
tem o talento de se metter por toda a par-
te e de arranjar preciosas informagoea.
Quando se trata de trabalhar, pomol-o
em observagae, tem olbos de lyoce ; com
signaos convencionaes avisa-nos se deve-
nios ter cautela ou se nada temos que re-
celar.
Estao segaros delle ?
Tem interesee em nos servir e sabe
que entre nos a traigao punida com a
mor te.
Os doua homens levantaram-ae e afasta-
ram-se.
Quando tinhara desapparecido na escu-
ridSo, Paolo levantou-se e marmuroa, como
se fallasse comaigo :
N2o se chama Fraud, chamase Er-
nesto ae Mrulle. visconde, casado e a
mulber filha de um marquez.
VII
Tre8 dias depois o senhor e a senbora de
Mrulle, aempre com o nome de Fraud,
estava a completamente installados na oasa
da praia.
Era urna habitagao pequea, simples,
mas commovente. Construida em ama de-
pressao do terreno, ficava encobarte, antes
de l chegar, ato ae suspeitava da sua
existencia.
Bosques de pinbeiros martimos planta-
dos na vizinbanga, contribuaos ainda para
a envolver de roysterio.
Estava encostada a am montculo, que a
preserva va dos ventos de leste e que o ti-
nham cavado para alli praticar urna adega
profunda, cuja entrada era hbilmente di-
simulada.
Duas pegas compunham o rez do -hao e
o nico andar tinha igualmente dus. Da
janella de ama deltas va-se o mar, que ro-
lava ao longe as ondas zoes.
Por tras da casa, havia o jardimznho,
onde as arvores, posto que rachiticas, cur-
vadas palo vento do mar e queimadas pelo
sol, davam ama sombra suficiente.
Nenhum retire poda ser mais agradavel
a Gabriella.
Alli teria ama existencia que, o rai-
do de tora nao ira perturbar.
O marido tinba-lhe dito que entrara em
negocios e que agora o sea futuro esteva
s guro.
Aquella palavra negocios era para el'a
um enigma.
Eduoada na opulencia da ama grande
caaa, nunca aa tinha familiarisado com o
outros nemes dados a oceupagoes tao di-
Reconhego perfeitamente qu mais ae
poda f- zer, declaro com toda a franqueza
Cmara que deaejaria ter feito mais, maa
fiz o que pude, e acredito que a liquida-
gao do exerceio que corre com a respon-
sabilidade do governo, e portanto, com a
minha reaponBabilidade, ha de demonstrar
a energa dos nossos esforgoa em conter aa
despezas publicas; porque se o dficit de
1884-1885 foi de 36.000:0000000, o de
1885-1886 foi de 25.000:0000000 o
dficit do exrccio actual ser a metada
desta quantia e tal vez seja menor do que
se me augura ainda boje.
Emfim, senhores, nao me satisfaz o que
se tem realizado ; eu desojara obter muito
mais, pois, as circumstancias exigem sacri-
ficios maiores.
Ha, porm, urna cousa que me confort:
que tenho feito tudo quanto me tem
sido possivel, as condiges especiaos em
que se acha a nossa sociedade e em qne
se desenvolve a nossa vida poltica. (Muita
bem I Muito bem !)
(O orador felicitado.)
versas daqnelles que alo obrigados a lutar
contra aa diffi cuida dea da vir'a.
Com tudo, Ernesto tinha-lhe dado por-
menores bastantes praciosos sobre a nata-
reza das suas oocnpagSes. Alm disao, pa-
reca tao feliz, tSo confiante no futuro I
Gabriella nao poda deixar de ficar satis
feita.
Por outro lado, Darasse confirmava-lhe
o que lbe dizia o marida e elle ti aba con
fianga em Daraase.
Este ia raras vezes casa da praia e a
sua linguagem era sempre respeitosa.
A moca acreditava na sua dedicagao, na
sinceridade da sua amizade e era lhe pro-
fundamente reconbecida, pelo que tinha
feito pelo marido e por ella.
Oa das decorriam pacficos. A folicida-
de tinha entrado na casa. O marido le
vava frequentes vezes malher algum oh
jecto de proveniencia estrangeira, cujo
prego consista sobretodo na attengao. Er-
nesto provava assim a Gaqriella qne conti-
nuava a estimal-a.
Se algamas vezes dolorosas recordacoe
despertavam as apprehensSes e as descon-
fiangas da muga, ella as afastava. Tinha
ne ceesidctde de acreditar, que tinha chega-
do ao termo das suas privagSas.
Durante ob grandes calores do da, fi-
cava junto da filha, que comegam a andar
e a fazer oavir aquella encantador pairear,
quo torna urna mSi tSo feliz e cuja sauda
se fortfioava ao sopro vivificante do ar da
mar.
Quando a temperatura era mais amena,
ia algumaa vezes sentarse junto de am ro-
chado e alli respirava com prazer o acra
perfume martimo, que lhe enviava a brisa.
Um da, em que estava sentada no la-
gar do costume, Paolo trouxe-lhe ama, car-
ta do marido.
Era retido por ura negocio importante a
prevena que nao poderia entrar em casa,
senao hora adiantada da noite, como lhe
aconteca algamas vezes.
A moga tinha j reparado naquelle ra
pazola, de formas elegantes, de olhar vi
vo, de fronte inteligente e que trepava a
montan has oora p gil. Ella fl-o fallar a
elle estava disposto a isso. Sam affecta-
gSo, disse-lhe que tinha dexado o Sr. F-
raud com uns homens de dado, muito se-
rios e que tinham ar de pessoas respeita-
veis.
^Continuar teha)
I

_
,
Typ. do Diario roa Dwjee oe Oaxias n. 48.
B
l mam i


Full Text
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