Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19974


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Full Text
1>

aiio iiin nma
PARA A CAPITAL JLUsBAJRK OSBE SAO *J5 PAtiA PORTE
Per tres mezes adiantadoa............... 6000
Por seis ditos dem.......... ...... 1*0000
Por nm anno idem................. 23,5000
Cada numero avulao, do mesmo da............ 0100
mk-mk 2 mmn 22 mi

PARADElTnO B PORA DA PROTIMCIA
Por jefe' meaea adiantadoa.- .........
Por nov ditos idem... ..........t [
Por am anno idem. .........* *
Cada humero avulso, de dia* anteriores..........
130500
200000
270COC
01OU
DIARIO DE
i*
JprapriefcaiK t Manoel SxQnckta ot *ria & Silbos
TELE6BAIUS

<*Vs*y
rUTKft.... 23 SiSIO
RIO DE JANEIBO, 1 de Setembro, 1
hora e 15 mautoa da tarde. (Recebido
as 3 horas, pela lnia terrestre).
Valieren o Dr. Pedro Carnelro da
Silva, (iopula-lo plu 13' diMrlcto
da prr.vlncia da Cintila.
* Cmara do* reputado wuapen-
deu bfije aneHnito em dcmMlrarfio
de peiar or evo' fallerlmenls, Hien-
do consignado na arta um voto de
entntenlo.' iue tal unnimemente
arreilo.
Aanaal anatmo lexialatlvafol pro-
rog-nda at o di* SO do corrate.
iiiJ DE JANEIRO, 1 de Setembro, s
2 horas da tarde. (Rcebdo s 3 e 40 mi-
nutes, pela linha terrestre).
Oconnelbeiro txnuoel Portclla. por
orca> da diiluo do HtalNterio do Imperio, no Sena
do. juvtiii.'uu a nomeaco de um Ina-
perlor de colonisacao em Pernam-
buco. moNtrando que dede o anno
paattado promova eaaa nomeaco.
como meto de reallaar a coloniza-
ran. (|i.ir nacional, quer enlraagei-
ra nea provincia, pennamenio ente
que nempre manifeat&ra e defende-
r em Pernambnco deade 1856.
O Senado acolbeu ravoravelmen-
te ia justificara.
A pag. 27 das noces geraes de jurisprudeociu
dissem i :
Direito natura! aqnclle cujis princioini *>
i'ik utrara na consciencia de todos os horneas ecuja
lasaata na natureza humuu l
Direito positivo uo outra eousa raais do que
uro conjuncto de priucipios do direito natural des-
envolvidos e determinados pelo trabalho doa ho-
meus qua se dedicara ao estado da scieucia jur-
dica.
Qualquer homem pode, apresentando-ae-lhe ux
faci qualquer, discriminar logo o justo do injusto
E urque ? porque ha um quid uu sua natureza,
que loe dis o que o b:m e o que mal. '
o estudo dos ph enomenns juridicosj a'aliad ja se-
gundo a cons~ieiiem humana, Constitue oCStudo do
i do directo natural.
Ocpois appnrecem individuos que se dedicas1
aos eatudoa jurdicse, tendo era vista os princi-
pios desae d;reito natural, deternia i.ido-se e des
erv, Ivendo-os, terraam o direio positivo.
Us principios da philosophia de direito sao, por-
tante, o priuieiro elemento, d- que devera estar
seavpre manidos os que se dedicara sciencia do
direito.
A philosophia do direito estudando na natureza
huirr'ua e a tace da razo os pbenomenos jurdi-
cos, sendo (como v.unos ver) anterior e indepen
dente das leis, deve ser estudada em primeiro lu-
gar, antes d'estas, como precedente essencial ao
direito positivo, que nao mais do que urna con-
sequencia dos principios establecidos pelo direito
natural.
Sao estes os motivos pirque nos vamos cecupar
j da philosophia do direito.
(Continua).
'>
3 &
aU7AS
RIO JE JANEIRO, 1 de Setembro, a
0 horas e 20 minutas da tarde.
/
A Cmara dos Ueputadoa tuspen-
den a aeaaao em tierno nMraeo de
pesar pelo ralleclment o do Eia. fir.
Sr. PeJro Carnelro da Silva, depn-
tndo pelo 13.a ltntctcto da provincia
da Baha.
No Senado contina a dlacuaao do
orcamenlo do Ministerio do Impe-
rio.
DUBLIN', 31 de Agosto.
ta desorden* ausmentam em gran-
des proporcaea em toda a Irlanda.
sWeatoia Havat, lial m lornaabuco,
1 da Setembro i 3 1887.
IMSiRCCO POPULAR
PHtLOSJfHlA 00 0I8EITJ
(E.rtrahido) ___
.)A Bi^IOIHSCA DO POVO E DAS ESCOLAS
INTRODCCCAO
Cjin a ub c.:"- deste novo lirrinho, mais urna
MH I 0 Fovo e das Escolas mostra
boj o procura o sempre seguir
u n : t sto o modo por
,,.iL tratado daa vastas mi-
'.i 3u programen.
Aaaiin, i.-.tau.ii i, a primeira cousa
iaes da sciea
ei. qia nua proponhamoaeatn
E, u publicado o
vol. XVHI Ja ojssa c^ilecco .n.-rija geraes de
|unspruie.iiia).
epois, eaap i um das par-
tes era que ficou dividida a scieucia jurdica.
Cnsul- iicao luisortante fez, todavia. com que
este aMWmpta fo^>" ntecedidj pit aqu'-lle deque
tratamos ao vol. XXXVI1 da uossa cdlecco sob
o titulo l?r:ito Romano.
E' que a le^islaca romana, como tonte impor-
tantiesima donosso direito vigoaU, nao poda dei-
xardenos merecer especial atten^lo, constltuindo
pois nm preliminar indispensavel para o estudo
da nossa legislaclo.
Estas ideas j por nos foram expendidas na in-
troduces > que antepuiemoi ao supra-mencionado
opsculo de Direito Romano.
Em harmona com o programen* estabelecido,
compre nos agora em veluminhos especiaes tratar
de cada urna das partes em que dividimos o direi-
tp, equesacr ____
?ABTE OFFlClAi
Gaverac da Provincia
DESPACHOS DA PEESIDESClA, DO DIA 31 DE
AGOSTO DE 1887.
Auna Carolina de Barros Luna.Deferi-
do cora o offi.-io desta data ao Theaouro
Provincial.
Io tenente Antonio Bjtelho Pinto de
M -squita. Aguarde a concessSo do cr-
dito que teo de aer solicitado pela The
zouraria de Fazenda.
Cbristovo Ucha.Encaroinhe se, do
vendo ser pago na repartieao dos correios
o competente porte.
F-lix Joaquiui Ferreira de Carealho.
Sim, mediaute recibo.
CapitSo Firiiino Theotonio da Cmara
Santiago.Concorra, se lhe convier, a pra
ca que determino boj;.
Florencio Domiogu:s da Silva.Infor-
mo o Sr. inspector da Thesouraria do'Fa-
zenda.
Joaquira Martins de Moura. Deferido
com o offi.-io desta data a Thezouraria de
Fazenda.
Manoel Francisco dds Santos.Informe
o Sr. inspector da Thezouraria de Fa-
zenda.
Martinho LopeB da Cota. Por ora n3o
pode ser o que requer, em vista da infor-
madlo.
Bacbarel Tito Celso Correia Cezar.
Deferido com o officio des a data a The-
souraria de Fazcnda.
Secretaria da Presidencia de Pernambnco, 1
de rietembro de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Sub telegaoia de polioia da fregtizia de
Santa Antonio em 31 de Agosto de 1867.
Illm. Sr. -Em cumprim ma do officio de
V. S. di hootam datdo e aob o n. 3806,
no qual puda-me que iuforme sobre o qu-i
publieou o Jornal do Recife de hontem,
sob a epigraphe raais urna arbitranedade
da policas, ten'uo a informar o seguinte :
Cu i na noite do dia 28 1 hora da noite,
pouco mais ou raen-os, quan io en regres-
sava do quartel, soube era caminho que na
ra Bella tinha havijp amor i en s promo-
vidas por ftadetes h. t i'h
dirigi-me ao quartel e z seguir para l
urna patrulha do quatro pracas sob o com-
raando do 2- sargento n. 3. para onde tam-
bero segui.
Ao chegar a referida raa j nSo encon-
tr os cadetes, visto se terem retirado,
encontrando purera, presos pela patrulha,
os iodiviiuos Amaccio do Carvalho e Ma
noel Primitivo Pereira, sendo qu ao che-
gar a patrulha encontrou um grupo e co-
mo fosse corrido pela patrulha, insultavam
as praca3, dando lugar a que casas os pren-
derse ni.
Chegando eu nesta occasio e sendo me
exposto o occorrido pelo commandante da
patrulha, raand.i seguir pura o quartel os
dous presos, e me informando dos motivos
de sua prisSo verifiquei, nlo s pelo dizer
do coraoi&ndant: da patrulha, como de
pessoas que es acompanhavam,, que Prirai
tivo fora um dos que raais sggredio a pa-
trulha, sendo immediatamente recolhido a
Casa de Detencao e Amancio da Carvalho
posto em liberdade, sendo que este pouco
e aquelle bastante embriagado.
a ias apilijes, dipjis de pro-
tza de Berrea,
rpo de.pjcut e da guarda
listrndor do tbr.atro da Siut-t
ni da iufjrraaclj do
;rfi--* i .V Burl
iv.j' peio.de'jitfl &atei
do-se a tra^^Hj
vado o paga^^m
Prets e folbj
cvica.Pagu#Be.
Marcolin da Souza IJraiji, Vctor Mar-
ques S nv J.,:, Peiicaijo da Mosta' e Al-
Duquerqu-, IHkiao i' rre;ra d'Anuu:ieia#i>, di-
rectora da saBbade J03 artiit;.-, Mru M.noeU
do LivramenlM|avares e vijnrio Dr. Manoel (Jou-
calves Sjar^fc-Auorim. -t aforra a o Sr. oata-
>'iotas daj
Isabel.A .,.
Sr. Dr
K
rido, "..
novo inquiii'D aas estabel^cr se ni predio n. 3
ra do Vise jada de Itaparica, e n. 59 ra do Una
Je=us, cuja desuceupaejo se prova.
Manoel Bzerra de Vaacoucollo.i Cavalcante e
Ros.--liiii Oiympa Bzerra de Mello. e iacam-so os asseotamcutoi.
Poutos da Secretaria da I-iatrucclo Pablca e da
Casa de Dctonclo.Ao Sr. nagador para os devi
dos fins.
Ildefonso Joj Pereira Simo's. -Indcfendo, vis-
to que o debito exigido retere-se cjneertos de
appareiiios, d cuj-i despezanai ll i iasaode*.
.Diogo Augusto dos Riis. Deferido, daudo-se
baixa na nanea e seudo entregues as letras que a
constituirn).
Eadoxia Peregrina.Deferido, ficando isenta da
contribuida) da dcima a casa de qiA se trata, vis-
to achar-se as condicoes da le n. 1,544.
"f

Reoebetloria Provincial
>)ESPAOflOS DO OU 31 DEAOOSTO DE 1887
Aibuquerque & Iraiiioa, Moreira Ileis <; Fiiho e
Andr Santos.Informe a 1' spcqo.
Manoel or Santos Vi Haca, Mello & Irmaos e
Jos Monteiro Torres de Castro. A 1* secgio
para informar.
Eduardo Freir de Aibuquerque. Ortifi ^ue-se
DESPACHOS DO DIA 1 DE'SETEMBRO DE 1887
M. da Rosa de C. Francisco Barb za & C,
QuantO ao espaneamento de que trata 6 Carvalho Irmos 4=C., Domingos Jos Ferreira
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Por qual deltas partes deveremot dos prioci-
aiar?
N. 771. Ia se.;r;So-Secretaria de Po-
lieia de Pernambuco, em 31 de Agosto de
1887.
Illm. e Exm. Sr.Cumpriado o que
por V. Exc. me foi detsrminado em offi-
cio datado de 26 do corrente, relativamen-
te ao assumpto da noticia publicada pelo
Jornal do Recife daquee dia, mandei ou
vir ao subdelegado do districto do P050 da
Panella, que em data de hontem prestou-
me a inforra.igSo junta por copia, referindo
que o distribuidor daquella fulia prestou os
seus seruiyja n-tirando d'igua o cadver
de Alfredo Gonfalves Maia, se ai que para
sao fosse constrangido.
D-us guarde a V. Ekq.Im. e Exra.
Sr. Dr. Peiro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente desta provincia.O che-
fe de polica, Francisco Do.ningues Ribei-
ro Vianna.
Subdelegacia do 1 districto do Poco da
Panella, 3U de Agosto de 1887.-Illm.
Sr. Em cumprimento ao que me or-
dena V. S. em officio de hontem datado,
com rela^il a urna noticia dada pelo Jor
nal do Recife, e com a epigrapha t Atten-
tado policial tenho a informar que
inexacta tal noticia, pois que o facto dera-
so da forma seguate : Tendo eu, as 8
horas da manh do da 25 do corrente, co-
nhecimento de que no lugar Pojo se acha
va margem do rio Capibaribe, o cadver
de Alfredo Goncalves Maia, msico do 2*
batalbSo de lofautar, que se b-.via affo
gado no dia 23 as 6 1[2 horas da tarde,
immediatamente, acompanhado de algumas
pragas, me dirig aquella lugar e trafsi de
fazer retirar d'agua o cadver de Alfredo,
o que cons'gui com o auxilio de diversas
pessoas que all se achavam e de outraa
que mandei convidar, pelas mesmas pra-
gas, sendo que s 8 li2 horas j so acta-
va o cadver na igreja do Monteiro, para
ser vistoriado ; e foi entao quando soube
ser urna daquellas pessoas, distribuidor do
Jornal, e isso mesmo por me haver elle
dito, ao perguntar se aiada precisava de
seas servicos, servicos estes quo foram
prestados por elle de boa voutade.
Me compra anda inforrc.r a V. S. que
o cadver s foi enterrado a 5 horas da
tarde e por outros individuos.
Deus guarde a V. S. -Illm. Sr. Dr.
Francisco Domingues Ribeiro Vianna,
muito digno chefe de polica da provincia.
Affonso Moreira Temporal, subdelega-
do.Secretaria de Polica de Psrnarabuco,
31 de Agosto de 1887. Conforme.Pelo
8eoreUrio, JFranci$cy Geraldo da Silva
Barroi.
referido Jornal, n2o exacto, visto que
elle nl-i se deu, nem na minha ausencia e
nem na minha presenta, como me decla-
raran] na> s os guardas da patrulha, co-
mo Joo Alfredo de Oliveira Quintal e o
alteres Luiz Carlos de Souza, a quem
ouvi.
Deus guarde a V. S. Illm. Sr. Dr.
Francisco Domiogaes Ribeiro Vianna, dig
no chefe de polica da provincia. O sub
delegado, Luiz Jos Antunes.
Repartieao da Polica
2* seegao. N. 772.Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 1 de Setembro de
1887Illm. e Exm. Sr.-Participo a V.
Exc. que foram hontem recolbidos Casa
de Deteoglo os seguintes individuos:
A' ordem do subdelegado do 2o districto
da fregnezia de S. Jos, Santiago Jos de
Oliveira, Antonio Manoel do Espirito San- j
to e Manoel Joaquim de Sant'Anna, por
disturbios.
a' ordem do do Io districto da Boa-
Vista, Jlo Baptista do Sacramento, por
disturbios.
Communicou-me.o cidadao Jos de S e
Sousa, t3r em data de hontem reassumido
o exeroicio do eargo de subielegado do
2 districto da freguezia da Boa-Vista.
Hoje apresentaram-se voluntariamente
afira de aerara recolbidos Casa de D<-
tengao, visto acharem-se pronunciados no
art. 201 do Cod. Crim., pelo Dr. juiz de
direito do 4* districto criminal os indivi
dos de ames Gregorio Anastacio da Sil-
va e Aatonio Anastacio da Silva,
Participou-me o delegado do termo de
Gr.-wat, em offioio datado d 23 do mez
prximo finio ter naquella data o subdele-
gado do Io districto respectivo, feito re-
messa ao juizo competente, dos ioqueritos
policiaes procedidos contra Pedro Lopes
de Oliveira e Mi noel da Silva, por terem
no dia 12 do mez passado e no lugar Casa
Nova, daqu "lie termo, assassinado dentro
de sua propria casa, a Flix Jeronymo B*-
ratinha e sea filho Joo Flix dos Santos;
e Jjo Elias dos Santos, preso em flagran
te no referido dia 12 e no lugar Riauho,
tambe m do meamo termo, p)r tentar of-
fender com urna faca de ponta a duas me-
cioas, filhaa do Pedro Ferreira da Cruz.
Durante o mez de Agosto prximo lindo,
foram por esta repartigo remettidos para
o hospital Pedro II 42 desvalidos, para o
Hospital dos L'iz iros 1, para o Hospicio
de Alienados 2, para o Asylo de Mendi
cidade 10, e com destino a Escola de Apren-
dizes Marinheiros 11 menores abandona-
dos.
Deus guarde a V. ExcIlra. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O ch*fe
de polijia, Francisco Domingues Ribeiro
Vianna.
& C-, bacbarel Manoel Ferreira da Silva, Ma-
noel da Silva Farias, Pinbeiro Silva c U.. Martina
Pires C, Fontes ot C, Leonardo Magalhaes &
C, Alfredo Baptista de Si Das Silva rj C,
Joaquim Gonculvt-s & C Manoel Mirtina Torras,
Francisco Ferreira Vidal, Silva Se Santos, A.
Costa & C-i Francisco Cardozo d* Silva Pinto, Joao
Francisco Ramos da Silva e Manoel de Cirvalho.
Informe a I> seceso.
Das & C1 Antonio Francisco Arcias, Martins
Capitao 4 C, Martins Pires & CA 1* seceo
par os devidos fina.
Bernardo Amancio d > Santos.Certifiqese.
diaria B. de Lima Coutiubo e Elvira B. de Lima
Coutinho.Jnnte conhccimcnto de decima relativo
ao ultimo semestre.
Joao Barboza Lima.Sellados os dscumentos
ter despacho.

INTERIOR
Theaouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 1 DE SETEMBRO DE 1887
Prets e folhas dj corpa de polica e da guarda
cvica. E xaminem-se.
Costa & C, e Jos de S Leito Deferido, fi-
cande irresponsaveis os supplicantes p io debito
anterior do estabelecimento ruado Cabug n.l C
e ao largo do Corpo-Santo n. G, primeiro endar,
visto provar-se nao terem succedido nos mesaos
estabelecimentog.
Officio do Dr. procurador dos feitos e Jos Pe-
reira de Araujo.Informe o contencioso.
Anna Apridio Minervina Costa, Manoel Joaquim
das Neves e'Maria Bita do Livrameoto Cavalcan-
teDeferido, nos termos das iniormneoes. ^
Jos Bras da Conccco e Silva.Certifique se.
Manoel Antonio L^iti, Vulpiano Jos^de Melloe
Ordem Terceira de S. Francisco de Olinds. 8a
tisfaca a exigencia da cootadoria.
Lourenco 6t Primo, Luia de Franca Padilha,
Eugenio Ooetschel, Sebastio Antonio Cavalcante,
Manoel Cardoso Jnior, herdeiros de Manoel An-
tonio de Jess, Jos Crispiniano da Silva e Joao
Gomes da Cesta.Ha ja vista o Sr. Dr. procurador
fiscal.
_ Vigaro Dr. Manoel Goncalves Soares de Amo
rios.Deferido, tomaodo-se por termo a flanea of-
ferecida.
Beato de Freitas Guimaraai.-Oafsrido, tksea-
EKADO
ESSf^MlSDE AGOSTO DE 1887
PKRDAO DK UM COS DEMADO
O r. Mario de Coleglpe (presidente do
conselhc)Sr. presidente, com coustrangimouto
que tomo parte na discussSi deste requenmento,
nao tant > porque o s-'ii assumpto dcixe de ser im-
poitante, como porque uo desejo que, por minba
causa, se demorem por qualquer forma os traba-
los do Senado, razio pela qual doix-i passar mul-
tas vetes acensado 'j e censuras, de que me posso
defender cabalmente, resignado a sacrificar qual-
quer vsidada minha convenieucia maior do iq
teress-i publico.
Mas nao posso nesta occasio, Sr. presidente,
deixar de ratificar minha opinio ; porque a dis-
cussao tomou urna direcQao tal, que de um caso
especial passou a um principio geral, principio j
muito debatido em outros re-npos.
Devo tamoem detender-me das arguices, eta-
bora envolvidas em delicadas expressoes, dj no-
bre senador, contrariado pelo meu emp-rrameoto
para que meibores principios nao prevaUcam ;
principios que sao a garanta da liberdade
O honrado senador, meu collega, apostropbou-
me individualmente.,.
O Sr. Dantas A tout seijmur .
O Sr. Baro de Cot-gipe (pres dente do eouse-
lho)... depois de taxar, com p.rrmissito minha, que
delicadim-ute pedio, as minhas opiuio ts de es-
trondosairense absurdas. Ta'nbem pcci permisso
ao nnbra senador para cootrapor a este seu juizo
o meu, denominan io esta pirte do seu discurso-*-
urna estrondosa declamaco.
Nao vejo em que psrigut'm as l.berdades publi-
cas, nem que os principios que sistentt-i teudam
ao absolutismo, de que os actos do poder modera-
dor nao attao sujeitos respoossbilidade criminal
dos ministro*.
O Sr. I)ratas E" una questio que, pratica-
mente resolvida em outro seutido, vai cciceur mui-
to as nossae attnbuicoes.
O Sr. Barao de Cofeg^pe (pres dente do conse-
ibo) Entr ir em grandes desenvolvimentos que
esta queifli demanda, pur occasio da diacusso
le nm requtrimento, quando j a materia tem si-
do discutida ni lon uos, de a!ums forma urna pre:nclo exagera-
da de traz i a eeta discusso lus nova, que possa
mais ilustrar qualquer das opmices divergentes.
O que segue-se que ba urna profunda diver-
gencia entre as duas escolas, entre os dous parti-
dos em qua se divide o pais. Segando urna ex-
preaso espirituosa do Ilustre Vwconde de Uru-
guiy, esta questio apoarece e desappareee orno
o relampagt; vem trasida como que a mirtello esa
discussd's que nenhuma relac) i n com ella, co-
mo na diacusso da le de foreas e mesmo agora
que, sendo obj 'cto de um requerimento, traospur-
tuu-se para a diacusso do Ministerio da Jnstica.
O Sr. CanJid., da Oliveira Tinha todo cabi-
mento
O Sr. Bxrac de Cotegipe (presidente do conse-
ibo)N.. dii;j que nio ; digo que fosee um ver-
dadeiro transporte... |
JO Sr. Candido de OliveiraMuito natural.
O Sr. Baro de Citegipe (presidente do conse-
IhoAntes de chegar o ponto especial que foi
ongem. uest 1 diacusso geral, rssumirei alguns
puaeipios para que se cunbeca que a liberdade
ntio periga...
O Sr. Dant sPeriga, e muito.
O Sr. Baro de U.tegipe (presidente do conse-
ibo)... pelo3 que a professam; ao contrario,
es.es principios estilo encaraados na nossa Cons
tituivo e nem podom de modo uenbum levar-nos
aos resultados que o nobre sead jr e seus amigis
igualioeuC-3 t uiein.
O poder moderador um poder p.litic, princi
pi est-i que nio p le ser contestado. A oessa
Coostituicio moiarcbica, a segunda em idade em
todo muods, separando se da classificaco adop-
tada em "airas coostituiedes, dos diferentes po-
deres poltico, creou mais um, que considerado
um p^der neutro, a quem confiou a missao de
h-q cr o equilibrio ntreos cutres diversos po
deres e o delegou privativamen e ao imperador.
As attnbuicoes que a iste poder foram da-
das, todas aio attribuicet conservadoras, om o
fim de evitar o cb .que entre diversos outros pode
res Assim que o poder moderador o evita
quaado ha qma soisio, urna falta de accordo cot-
tra os poderes legiisUtivo e execativo, trasendt
ambos.40 caminho da coucordi 1, quer .sjolvend
a liimara dos Deput^d?], quer despedindo o mi-
nisterio.
E' direito do poi r ti; lerador susp'inter ma'
giscrados, sujeitinio os a ft/jaesso ; raii abi e o
pidor^judici^rio que .sarria, e definitivament
decide ; jp ^oder mi l;-idornda m lis tem com
o proceffs. O pade( m, lerador que taiqb-m
cb'tfe d> pjer exafBUvb, taaett teto o direito de
uimear livrcmeutu os miuistros do Estado. De
qneoutras attibu^oes res 'lustituicaj ao
p- ler que J m )ini lei c >n*erva lor ? A escjlha dos
senadores. On a eseolha dos seuvdjres fiz-se
em lidta tripHi'
da in.
io ri>s rwjaos do p ser confiada ao p)d:-r executivj '.-
Q 1 il a ootra attribaiaSj ? O perdi e am-
nista. A amnista eoBsidarada como acto pj-
lirico que faz esqneoar as faltas ea c.-imes patsa-
dos ; e o perdo teui por fin cu animar o arre-
peadimento djs res condeinlados ou reparar al-
gum erro que a justioa tenha cojimettido, o que
muit) commu-n.
V se, pois, senhores, que estas attrbuicoss sao
de natureza tal que, para dizer-se que del!as se
abusa de modo a perigaren as lber Jados publi-
cas, preciso figurar hypjthoses que para so rea-
lisarem, ou qua s so poiem realisar, quando em
poca de urna revoluco que perturbe todos os or-
goa do movmento poltico.
Esta orgauisac!) do poder aoieradir consi-
derada p;r todos 03 publicistas ciai urna iouo-
vacio de grande vantagetn.
O Sr. Slveira da M ttaPor aiguna.
OSr. Candido de OliveiraE' mais escolstica
, do que real.
(Ha outros apartes.)
O Sr Baro de Cjtegipa (presidente di conse-
ihj) Sr. presidente, ouvi o nobre snnador pila
provincia da Babia, sem dar uti apa: te.
O Sr. Candido de Oliveira Nao darei mai3
apartes.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do consc-
Iho) Sao por isso ; que um argumentaco
de principios, cortada por apartes, nao e 10; que-
bra o neio queeu quera guarda/ na argumeuta-
co, como tamb.m perturoa-me, apezar do habita
que tenho de fallar aqu peraute roeus collegas,
que sempre me descuipa n os erros ou qualquer
falta que pissa commetter.
O Sr. Slveira Martins Nao perturbaos o ora-
dor, perturb&in a argumentaco.
O Sr. Baro de'Cotegpe (presidente do conse-
ibo)Esta organisaco de que eu fallav e que
foi contestada em aparte, muito elogiada por es-
criptores de nota. Os nobres senadores sabem
que isso foi quasi copiado de Benjamn Constant.
A argumentaco com que este illustre escriptor
fuudamenta a opinio da rmalo desse p >Jer, que
elle chama neutro, a meu ver a mais procedente
possivel.
Eu poderia citar suas palavras, mas resum) as-
bei : esse poder neutro deve C3tar superior a to-
dos os outros ; como que a chave, exprcsso em-
preada pela nossa constituico, para, pela sua
aefao propria, rnanter ou restubclecer a harmona
que porventura tenha desapparecido entre os ou-
tros poderes.
Confiar, portanto, esta attribiico ao poder eje-
cutivo qus 6 a opinio sustentada pelo nubre
senador, porque tanto equivale o nio terem exr-
cico as medidas do poder moderador -se*!.- 4-,
ponsabilidade dos ministros tornar o mesjo
poder executivo preponderante, mais forte o mais
poder iso do que qualquer outro poder, e dissolver
absolutamente o equilibrio que deve existir entre
todos elles. O poder executivo, armado com as
attribuicoes do moderador toma-se irresistivel.
S boje, com es principios que adoptamos, dia-
riamente se proclama que a aeco do poder exnnu-
tivo irresistivel, o que nao seria si este, por
efieito da lei, pudesse tornar sua accio anda mais
efficaz ?
Os perigos, Sr. presidente, provenientes de se-
melhante doutriua saltam aos olbos.
E' o ministro responsavel pur todos os actos 5
poder moderador...
O Sr. Da tasE' urna bypothcse.
O Sr. Bario de C'tegipe (presidente do coac-
Iho) J quo so figuram hvpotheses, eu fcrmula-
rei sl^umas.
Suppouba-33... (nao diga bem, um facto que
j se realisou) que o poder moderador tem de fa-
zer a escolhi de um senador do imperio em lista
trplice, apresentada pela naco; o ministro qua
dfz-sp responsavel mesmo criminalmente por eota
esolhi, recusa assignal-a; qual -o recursa que
tem o pjder moderador '
O Sr. Dantas--J ti vemos un caso desses.
O Sr. Baro de Citegipo (presidente do conse-
Iho)Isto vem mostrar que a doutrina do nobre
senador io tem applcaco real.
U"i Sr. SenadorE' exactamente o que mostra
o facto.
OSr. Bu-i) de Cotegipe (presidente do conse
IhojQ lal a coosequencia? O que pode fazer o
poder moderador?
Espero a resposta.
O Sr. DantasO que j se tes.
O Sr. Slveira MartinsE o que se tem fcito
mais de urna vez. (iii outros apartes).
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conje
Iho)Nao fallo do miuisteno, que retira-se, mas
daquelle que nao pede exoneradlo.
O Sr. Silvera MartinsPode mudar a escolha,
como j ten mudado.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do consc-
Iho)Nao me respondem.
Supponham que o imperador n) quer mudar a
escolba.
O Sr. Silveira MartinsDamitte o ministerio.
O Sr. Baro do Cotegipe (presidente do conso-
IhoEis a resposta que eu osperava.
O Sr. Slveira MarcinsFoi o que fez o Sr. con-
selbeiro Z cebaras.
O Sr. Bario de Cotogipa (presidente do conse-
Iho)Mas o ministerio, que responsavel por to-
dos os actos do poder moderador, pode dizer tam
bein: eu euteudo que nao con vem a demisso do
ministerio.
O Sr. Silveira MartinaO outro que organisa-
se assume a resp^osabilidade.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conse-
Iho)lias, si o ministerio aio se demitte, o que
ha de acontecer ?
O Sr. Jagup.ribeE' a revoluco.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do conse-
Iho)E' justamente a hypothese que figuram :
ser a revoluco. A doutrina do nobre senador
falha.
A Coustituicia dis que 04 ministros s) nomea-
dos e demittidos livremente pelo poder modera-
dor.
O Sr Slveira MartinsE no emtanto na C-
mara dos Deputadoa que elles cabem.
O Sr. Bario de Cotegipe (presidente do couse-
Iho) J v o nobre senador que me dests apai-
te que as regras e os eatylos podem estabslec-r
um modas vivtndi sem anuuilar esse poder d sti
u-do a m>nter a harmona entre os demais pode-
res: mas nioo que ae pretende a preponde-
rancia do p-'der executivo sobre o moderador, ou
antes a absorpe* de-ite por aquel,e.
Si o uobre senador, no caso do requerimento, fi-
gura a bypolhese d que o abuso pude ebegar ao
ponto de o poder moderador mandar abrir todas
as prisoese alguns j figuraram a hypothese de
suspeuder todo o poder juiiciario, e isto para
apoiar a sua opimasaquella que ea figuro pode
ser mais realisavel, pirque os ministros sio parti-
darios, l'j paixes..
O Sr. Candido da OliveiraMas tem responsa
bilidade.
O Sr. Bario de Cotegipe (prssidsots do conse-
!h- )A noss lei fundamental consiierou o poder
moderador mais altamente colhesdo e menos ac-
J c>'8Bvel s todas estss paixoes partidarias, e, po
de-ae dizer, a essas grandes paixoes de inte-
rsse.
N, Sr. presideut, nao copiamos a Constitu-
?; be'ga e nem a francesa e muito menos a in-
: toas r c:uhece se aellas o inconveniente
de emfnudir o poder real coom o ministerial;.e no
ta^ripto, quo ct<"i, Benjamn Cuatant e outros,
apobtain cju.0 consquencia dessaconfuso exten-
- iv ao ra resp RuabUidede que cab-i aos mi-
a. Nissa Cnstituica, p-'loc ntraro, reves-
tio o poder nr lerador, na p^ssoa do imperador da
tes qu podeui ;j bw-lie. nao
MB^#jisdics.ea, laaado era ^eri!,'salva hjpo-
I abus 1.
E nio tratando nos do jare consiiiwndo mas
sim dejare consliluto, peco ao noore sen idor que,
procurando interpretar nossa onatituiclo pjr
inoio de artgss da Constituico belga e franceza,
lei 1 intes o que diz a noss 1.
O Sr. DantasDiz que todos os poderes sio
emaoHco da naci.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conse-
ibo)Note qu.- a Cmstit'iico faz distir o impertior, como podr moderador, e o impera-
dor, chefe do poder ex-'cutivo. No titulo 5, que se
inscrevedo imperadorao capitulo V que se
inscrevedo pder moderadortrata atuente des-
te poder e delega-o privativamente ao imperador
como chefe supremo da naca) e seu primeiro re-
prese itaate.
No capitulo seguinte, que se ossrevedo po-
der ex-cutvodiz : o o imperidor o chefe dj
poder executivo e o exercita pelos seus miaistros
de estado ; e no art. 132 : Os ministros do
estado referendario ou a signarlo todos os a 1
do poder executivo, sem o quo nao poder.'.j ter
execucio < ; mas quando trata do poder modera-
dor nio dispoe o mesmo.
Vejamos mais e art. 135, a respeito da respoa-
sabilidade ministerial. E' escusado que eu leia o
artigo, porque 'st na lembranc, dos nobras sena-
dores ; dis elle que nio salva aos ministros da
reepoosabilidade : ordem vocal ou por escripia
dada pelo imperador.
Ora. senhores, ai na aos3a Cointituico estio
definidas clara, pos'tiviment, 03 easio3 da refe-
ren-a e d. rc8p)u3ablid'de dos ministros, por
que principio se a quer estender aos actos do po-
dsr moderador, sobre os qua>"i a Constituico
absoluta'ueuM silenciosa, nao ,lio bem, quaado, a
contrario teiuu, se v que ella n) fez daoenden-
te da ministros a execuco dos actos do poder mo-
d-rador 'i
Meu honrado collega, que, generalisanda, to-
mando, como costuma, e no mais alto ponto, estas
questoes, considera-as como o Evangelha, nio di-
ei o Alcoro do partido liberal...
O Sr. DantasE' d gma politic* para nos.
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conse-
Ihoi attribuo, uo *. foi s, mas especialmente
a mim, um emperramento de natureza tal que ao
rproprio honrado s:nador aorprendeu ; foi ah que
elle, dirigmdo-se directameute a mim, perguntou :
Que daquelle Cotegipe de outraa pocas ? e
eu respondo : Que daquel'a Dlatas de outraa
eras ? (Riso).
O Sr. Dantas -Sempre assim.
O 8r. Baro de Cotegipe (presidente do coase-
lh;)Ha urna dffercnca toda tavoravel ao nobre
senador, eu o cjnfeasoaue S. Exc. caminhou...
-O Sr.- 0 O Sr. Barao de Cotegipa fpresraelsvYo' cTn3e-
lh))... nao seise j tocara meta; eu, mais
d-oso, nao podendo mais manu3ear esaas obras
modernas, que podum esclarecer meu espirito, fi-
quei com aquellas opui -a que enfo tinbi, c,
quando ouco o nobre .-nador e outros arguirem-
me por rasa tenacidade que em outros um elo-
gio, forjadamente, com diificuldade, vou rever, s
nao nos livros, no meu espirito, eases principios
que assim sio alcunhados de retrogradse abso-
lutistas ; e ento que culpa tenho de fie.ir anda
mais Convencido da verdade das minhas c inio's V
Acaso ser um privilegio de mu 3, adversarios a
posse da verdade verdaieira? Pe 'o menos
de vem fazer justica aos seus adversarios e acre-
ditar que, si elles susteutam cartas idis, porqus
tambeui est o convencidos de sua verdade.
Levado Cbristo i presenta do Pilatos, pergun
ton-lhe Pilatos : Quem sois ? R-spondeu-Ihe
o Divino Mestre Sou a verdade. S elle, Sr.
presidente, a verdade, s elle conhece a verda-
de. Mas Pilatos, pensativo, sabindo da pretorio,
disse : O que a verdade ? Anda hoje Sr.
presdeute, esta o solacio que a bumsnidade pro-
cura ; o que a verdade ? Sajamos, portanto,
um pjuco mais tolerautes ; sajamos, portanto, am *
pouco mais modestos e nao tazemos de erro e de
absurdo as opiuioes daquelles que diverem das
aeasas.
\.

Citou o nobre senador autrdedes que coafirma-
vara o su modo de encarar a questio.
Eu nao pr icisava deesas autsridades, porque a
do uobre senador, para ram, vale tanto quanto
a daquelles a qu-m se referi. M*s j que lan-
50U mi desta arma do ombate, pe^o-lbe permis-
so para contrapor autoridades a autoridades.
Nao contraporei a autoridade daqnelles que pen-
sara como ou pumo, coma pralicou o nobre sena-
dor ; a-..resentarei daj,uelles coja memoria o no-
bre senudor iovoeoa, para que, pelo seo procedi-
men*', uo, BSSM successores, nos seus filhos, p*u-
tassemis o noaso.
Seubaros esta epocha, que, proporco que de-
correin os annon, vai-se tornando urna especie de
legenda ; essa poca em que as opimoes eram
considerad .3 as mais sinceas, onde o patriotismo
era mais fogoso, onde as paixo-is, como sa diz hoje,
eram menos exaltadas, essa epocha vem em s>c-
corro da opiaiao que este marej miliario est ago-
ra sustentando.
Citou o honrado ministro algumns leis para
comprovar a responaabilidade dos ministros pelos
actos do poder moderador.
S. Exc, capaz de resolver duvidas anda maio-
res, foi procurar em ast-os especiaes doa ministros,
em tactos que sao considerados Crimea ou delictos
pelas proprias leis, argumento pira appiicar i
respousabilidade resaltante da referenda dos mi-
nistros em actos de diversas naturesas.
Vou lhe citar precedentes das cmaras e dos li-
beraos, desses, cuja memoria nos trasida para
espelha e para exemplo.
A primeira vez em que suscitou-se esta questo
no seio das cmaras fi logo depois da revolucis
d 1831, contempornea de alguns nobres senado-
res que se achara neste recinto.
Surgi na diacusso da le da Regencia, tratan-
do-se de limitar os poderes, que seriara confiados
Regencia permanente. Alguns oppuzeram-se a
qae fossem limitados os poderes da Regencia, oa-
iros entenderam o contrario. Os que entendan), e
foi o que passou, que devism ter limitados os seus
poderes, estab.lccoram justamente as limitacoes a
algumas das attribuicoas do Poder Madurador.
Ah se det-larou qae raes e taes actos ao Poder
Moderador nao serian) exereidos pela RegenciV e
outros /icaoam deptndenU$psra sua publcaos e
execacaoda retereuJa dos ministros.
Por esta forma, si nio fosse feka a declaradlo,
n parte dti Poder Moderador exercda p-la Re-
gencia continuara a ser exercda sem a referenda
io ministro.
Jouveopiuioes pro e. contra, mas ninguem aex-
cepcio do Sr. Paula e Souza, sustentou, como sem-
pre depois sustentou, a responsabilidade do mi-
nistro pelos actos do Poder Moderador.
A duvida veraou sobre a referenda, opinando
uus que devia ser dada por algum conselheiro da
Estado, outros que peles miaistros.
Reapparcceu a questio par occasio da reforma
da Coaatitntcio e chamo a attenco do nabre s-

1 aHHE 1
1



---

"IW

'-:

Diario d4? fernambiiroSexta-feira 2 de Setembro de 1887
as histoneoa;
wj.mu na Cmara ^* a npP'*? d
. r Moderador e M suas aUrbuicoea ejercidas
ele Poder Ejecutivo.
Esieceram mai loeico ; (irmtrniram o poder
de eutio ero diante credo com a re
^Oaccbilidde do. mimsiro*.
Cabio no senado ceta emeuia e na tosi dai
escara* foi approvada a opmiao do Stmado, slo
i que o Poder Executivo ato leria interferencia
so* actos do Poder Moder
/ O Sr. Chritiano UctoniE' bom dicerpor nao
VOtO.
O Sr. Bario de Cotegipe (presiden'a o* conse-
]ko) Eate aparte demanda urna uta; por um
Teto, voto que valia 20 ou 30, porque toi dado de-
baxo da prselo ae mi rrvulncij, quando o se-
nado eatava por assim diznr itiado ; para eme-
Jhante decisi'i foi mister uoaita eoragem...
O Sr. Cbristiano OitoniNao apoiado ; a tropa
Je Wnba.que tmba feito a revulucio estavadisaol
-vida. E' um eng-.no de spreeiacio de V. Exc.
O 6r. Barijo de ( otegipe (presidente do e mae-
)V> Qaem sustenten Cbie opioioes, que boje sao
laxadas de retrogradas, de conterem em seu b( jo
t fnturo absolutismo do Brasil ?
O Sr. Candido de Oliveira -Disto eu nio tenho
JMto.
Or. Baria de C>te?ir>e (presidente do conso-
~Mi Qiem nao tem siist, ?
O Sr. Candido do OliverBu n:vo tenho.
. Sr. Bario de Cotegipe (prtsidente do conse-
a>Bem; tomo nota.
Contino ; quaes f ram os sustcntaaores dessa
fnioiao? Lino Coutinho e outros liberaes, esp*-
-ccimente Alvea liranco, cujo discurso, Sr. pres;-
ejsntv anda boje li. arpcnddo das grande lu-
je* nao eoBtinba aqaella raude caneca. (Apoia-
0>
' cm monumento csae discurso, Sr. prca: fute
e, si eu o podesse 1er neste memento, evitara ao
iiiado a fadiga de estar me ouviudo, e, demais,
recio enfranquecer eseeaos d'aquella grande v-wi,
>eado mal o que tao eioquetstesaente foi preferi*
pelo finado s-nador.
Tive vontade, e t Ivea Hind o faca, da mandar,
ara eedarecimeoto da geiauio presente, impri-
mir eese discurso e debuixo da ma gide ampa-
TBT-ae dos botes que mu atirou o nobre senador
tos lamina tai Ha*.
Si tees priueipi' s fjram sustentados, j nao
Mo por Vasconcelloe, mas por homeos da cate-
gmm de Alves liranco ; e si isto nao convence,
pelo menes deve-se admittir que eu o aquellos que
oigo pensam hoje procedemos de boa f com
S fin de manter nossas insttuicd-s,em sua elva-
a pnreza, semsopuismas, sem interpretacOes con-
;i*rias a natur-ca de nussa orgauisaco poltica.
Imindo com clirs aujeito me eondemnvi >
Si no presente esta injustica me far teita e a
seas amigos, nio fstar, talvec, muito distante a
ipeca em que o juiso o* poeteridade me far jus-
.- .^
B. presidente, desde que assim peaso; desde
ne eslas sao as minhae c onviccoes e de muito
airaos, que estranhcia poda caacsr ao nobre se-
aador que pergunta qae me foi dirigida d'a-
qaella bancada : Qn'm respcnaave ? eu
jespondesse : Nm^uem .' ^
O Sr. Danti^Eis aquesta).
O Sr. Barao de Cotegipe (presidente do conse-
jtjo)__Acabei de tratar oella. Sao se segu qua os
aietro8 nao pcBsam e nao devam aconselhar a
Corda ; nao significa que o Podei Moderador pro-
ceda sem regras i os netos de taa competencia ;
aae apenas que nao ha responsabilidade criminal
por taes actos.
O Sr. Dantas Ser e vio ser.
O Sr. Silveira Martins d na aparte.
O Sr. Barju de C ' Tssj E' o dem per dem ; o aparte urna peticao
Je principio : prenso provar primeiro que exis-
te a responsbilidade ; do contrario reaolver a
aoestao pe* questo. Si cu contesto o principio,
toca* qoerem s BeahtTe ceta elle prevar o qae
usan?
O Sr S.l/eira da Mott O qae V. Exc. ata
trovando que ba o abaolntism.
' O Sr Bario de Cotegipe (presidente do cnse-
J)Seaboree, ba diflereaca eatre reaponsabiK-
2ad com referenda : a referenda autbentica o
eto, a responsabilidade o sujeita i accao crimi-
uj
6 peder moderador, por si, tal sua neutrali
iade, nao pode faxr executar soas deliberacoea ;
?reem, por exemplo, da aec.ao do poder exocuti-
70 para a execucao de actos adminietrativoe d
-ompetencia deste ; asnisn como preei da iater-
lifio di poder jadieiario para ordenar qua te-
aba o nevido eutnprimento. S>-m sarea preaacbi
M as fonnalidadee legaas, o perdi oj torna te
fccJivo. (ApWadoa) Troeam-se vacie* apartes!.
&to precisas, porm, Sr. presidente, formulas e
mftmaacOes pira que os actos do perdi sejam
vado ao conhecimento do poaer moderadar 7
Estara o poder legislativo na sna plana eosnpe-
Jtneia de prescrever regras ; pader determinar
H deve ser ouvido o coneelho de estado ou nao;
safen, establecer toda as frmalas qne jnlgar
aveniente para os eaeo oceorrentes.
l> Sr. Craz MachadoApoiado.
O Sr. B*rao de Cotegipe (proaidente do cense-
Maa d'ah a exigir -as qae um minietro que
ao appreva sem reprova o acto de clemencia do
^oder moderador, seja por elle responsvel, vai
oita distaocia. .
a, na primeir vez que aqui fallei, profer pa-
ivras, que nio retirei pr urna espcie de pejo.
Tinb j dito que nao emeadava o qae proleri,
w nao tiuha o costme de o fer. Mas, si a
odersse, alterara ; foi qaando disse : Oppo
Bbo-me pasiagem dorequeriatato. Fiqu
irrenendido, porque isto poda de alguma forma
jeaiidlisr es nobres aeuadores, de cujo votos
cu preciso. (Riso.) Devie ter JiU Acho ineon-
snieote ; bom que a materia aeja melbor esta-
cada : substitua-se o requerimentu por entro, que
4 c ma.issao de constituicao ou d,e legislacao
-5*r dar seu parecer formal : o goeerno dari a*
xplicacoe commissio e assim tudo eoncilia-
Mas acontece* a mun, v^lba, o que por veaea
acontece aos mecos, e, obedeceudo ao pnmeiro im-
eto, disse -poonho-Bie.Isto mostrava a mi-
aba eaavicca* de que o requermeuto as devia
jer approvado pelo aenado e ainda espero que
aseiat llili. Depais de quebradas etas lan
-na en pedira lieaoea para levantar urna expres-
o'que talvea eseapasae a alguus nobres sena-
dsiw, cojo come nio recordo-me, e, aind i que me
jeeordaase. nio o referira, e toi a de que preti-
avaeaos dietas ee*i>d,J ulo s para cnsurar
i niiniitrs como tambem para puuii-os, si crime
xisse cominettido.
Ora, esta ilUstre corporacio deve ser muito e
anito prudente ella o juis dos mioUrros, nio
.aecueadors ella ni) pai notn mesmo mdirec-
sameote provoc .r accuacij dos minisrros. Esta
ettribuici) que todos i.s especialmente os zd i-
dores ca aurijui<0>8 da Cmara dos Deputaaos,
aato acatamos, deve do lh-: ser deixada intacta.
Jbzcs que proounciam sentencas autes de 1er o
mdc-sso, antes de : r os reos, antes de
Wivir sua defeza, taes juiz-s, senhores. seriam
ma especie daquelle CeWsWJaia de Jacques U
ae que falla a historia.
Veja V. xe. at onde pode chegar esta ncita-
cio donsomeDto; a eu, tr.zeado esta circumstaocia,
5o quero censurar, quero pedir perdi pelo meo
opponho me. Cuutin ,, pois, a considerar B r -
nerimento as meamas OSWieoei do meu curto
i substancial discurso, na ptarase do nobre sena-
ir. Fallei pouco, mas disse muito; foi o resu
mo, o enltnco dos principios que professo.
Acabo de dar ao nobre seuador algumaa, nao
tedas as razoes, porque seria mister urna ses=ao
iateir'a, em que fumlameoto a mmha conviccao.
Si estou em erro, p-co perdi ; mas nio posso ar
epender me emquanto nio lor convenciao. v .
fixe., Sr. presideute, apnta para o relogio ; ve)e
que enganei-me pensando que faltavam alguns
minntos.
Ubedeca. (Mmto bem)
s resoi*
rucia da |
nterpcstOB
. aa snevme. Ca-
- !- Jigg
- > fim es
pi'ClH i
recurso t.
mar
(I Sr. Dr. Praxo ill ao reqnoruo '< L i'i ra
e declarou que seria feta a coavocav'' i r>querida,
pelo que d i ainauba fceseio extraordinaria
O* C mar i'.tinicipal.
ra li > kMi Ursta provincia receaemos lion-
tem tolbas alcancaado at 31 do mez de Agosto
fiodo.
No da 29 distribuira-se na capiUl um ma-
nifeote aceitado pelos 15 depuUda lberuaa,
protestando centra o acto de S. Exc. o Sr. P""
d. nte da provincia, pejo qual aoira para 15 de
ntubro as seesSe da asnenibla provmeial.
% Moeta IlltsctraiaaUeeteexeellente.ter-
oal de incoes farsasea ja cheeB para a Lacra-
ra Fluminense a rea do Bario 4a Watoria o m.
207 do Io do corrate mez.
Alm de muitas e finas gr.ivuras intercalladas
no texto, tra urna esUmpa de moldes e bordados
e um fiurino col rido.
Pa>aeiu militar e cxerolcloNa tar-
de de quarta-feira, o 14 batalhio de intantaria,
sob o commau.do do Sr. uiajor EstevSo Ferrar, di-
rigio-se ao lugar denoinioado Olaos, onde
aenard-iu a ch'gada do Exm. Sr. general conunan-
dante das armas. D'abi, precedido do msalo
Exm. Sr., marchou por diversas roa at o pateo
de Santa Cruz, onde fez difl'erentes manobras.
O batalhao trabalhon bem, diz*rn os atendi-
dos : estava asseiado e mostrju baataate fir-
m-za.
Em todo esse trajecto, nao se dea o menor inci-
dente.
K recuestas em conrartio Em outro
lug?.r publicamos um edital do Exea, c Bevm. Sr.
bispo diocesano, datado de hontem, pendo em
concurso 71 treguetias vagas, sendo 29 desta pro-
a, il das Alsgas, 19 da Parabyba e V do
R'o-Grande do Norte.
O prazo para a apresent5*.o dos requerimentos
de 60 das
No da 3 i de Novembro se proceder ao eon-
KerolberamseHontem Bpreeentaram-
so vclnntarismeute afim de serem Tecolhidos
Casa de Detencio por ae acharem pronunciado
no rt. 201 do eod. criminal pelo Dr. jaie de di-
reito de 4* districto, os individuoscGregorio Anas-
tacio da Silva e Antonio Anastacio da Silva.
Hemalldo*-Durante o mee de Ag sto pr-
ximo fiado a Repartica.) da Polica reasetteu para
o hospital Pedro II 42 desvalidas, para o dos La-
zaros 1, para o Hospicio de Alienados 2. para o
Asylo de Mendicidade 10 e com destino 4 escola
de aprendizes marinberos 11 menores abandona-
dos.
s em pa, ma* rom olho vivo 0 Sr.
Pojas Meudes, estab. l'Cido ra Estreita do Ro-
sario n. 9, acaba de ser sorprehendido com a exi-
gencia de pagamentos de diversas contas de eb-
jectos, que nao comprou e de que nao tmba co-
nhecimento.
Foi o caso, que os indwlruiosos, e alguns at
enancas, em nome do Sr. Pocas Mendes, pediram
em diversos estabelecinnntos objectos, que ia.n
sendo laceados a conta este ; agora que esees
estabelecimenios quizeram ajusfar contas que
deram p-l logro,
Mas tambem houve muita ingenuidade da parte
desque se deixaram illadir.
crejn da Posma Ti-.n sido feitas com
toda a pompa e bnlhantibmo as novenas, que pre-
cedem a grande festa, que tiesta igreja se reali-
sar no prximo domingo.
O programms, que desea festa publicamos em
outra seccio. mcatra que os incarrsaveis religio-
sos capuchiahos nio tem poupado esforcos para
que a festa doete auno seja digna do fervor e de-
vocio com que venerada a Senhora da Pcnha.
Morlalidade Nocemiterio publico de San-
to Amaro foram epultados em Agoste :
de 1887 242eorpos
de 186 226
de 1885 "95
de 1884 281
de 1883 250
A media diana dos eoterraiaeotos no mez de
Agosto fiado oi de 7,25.
Os das de maior numero sVe *neerr>im 26 em que houve 15, e 15 e 22 em que bouve 12
em cada um. Nos das 6 e 27 houve apenas 4 en-
terramentos.
Club Iliterario A y rea fiamaNo dia
7 desie mea, a 10 horas da maaoa e n'um dos
sales da Escola Normal realisar-se-ha ama se -
sio solemne cemmemorativa do 2* anniveraano
da tfuudacio do club' iitteraiio Ayres Qama.
Ctloe da aaaurnrSociedade Auxiliadora
da Agricultura de Peraambuco, em 31 de Agosto
de 1887.
Srs. redactores.As probabilidades, relativas
aos precos que po lerao obter oe nastos asaucares
nos graades mercado consumidoras duraute a sa-
fra que est a priocipiar, ainda sao aa mesmas de
que dei parte aos leitores do Diario as minhas
cartas de 13 de Junhoe 15 de Julbo prximos pas-
eados. O augmento do consamo aos diversos pai-
tes f''Z mais que compensar oexcessode produevio,
q ie apresentou a ultima safra compaiada a de
1885-86, e que Mr. Licbt avalia em 441.000 to-
neladas, excesso alias devido em sua totaldade a
beterraba, pois.jscguodo o m amo especialista, a
producen i j aesucar de caima soffreu no metmo
aeriods urna diminuicio de 75 mil toneladas, como
v-je da tabella infra, que aqu reproduzo sub sua
nica responsabilidade, visto duvidar mnits da
exactidio dos dados sobre os quaes ella fji oraani-
sada
HtvSTA DIARIA
Anloridades p.Mlrlaes) ror portara
da presidencia da pr.vinea de 31 de Agosto ul-
timo e prep sta do Dr ehefe de polica de igual
data t .1 nomeado delegado de polica do termo de
Floresta, o alteres Francisco Alfonso do Reg>
Jarros, o qual foi exonerado de igual cargo no
termo de Leopoldina.
Por portara da presidencia tambem de 31 de
Agosto e propostx do Dr. ebefe de polica de 30
oi exonerado, a pedid", do carg) de subdelegado
do 1' districto da Boa-Vista, o cidadio Josu Be-
xerra de Carvalho.
Cascara Matcletoal-Eei eio de a te
aootein da Camar Munieip! d-^ita cidade o va-
reador Dr Francisco do Rgo Barros de Lteerda
vaquerea, que fosse eonvoead para aabbado
Producgo tm toneladib i
Paizes

188586 188687
Cuba. 701.00J 620.000
Porto Rico. 40.000 50.0.0
Triudade . 51.(i 00 70.030
Barbados . 44.00 54.00
Jamaica . 19.000 19.O
Aotigoa . 2D.I-00 20.000
Martinica . 33 000 41.00
Guadalupe. 38.00-t 40 000
Demerava. 111.000 120.000
Reuniio 34.000 29.000
Ylauritins . 114.(00 105.000
Java .... 366. iOi 360.000
Brazil 190.000 260.OJO
Pilippinas. 200.800 145.000
Luisuna . 128.000 85.0X)
P^r .... 35.000 35. OJO
Egypto . 65.000 55.0 U
Totaes. 2.189. OK) 2.114 000
a teda
rrdtgitsm
lio na c
vw ajove:
Por isso, no da 30 de Junbo prximo passade,
os depsitos vsiveia da Europa e America do N ir-
te, i lid parados aos que existiera na mesma epocha
em 1886 e em 1885, patenteavam urna diminuicio
de 200 mil toneladas, facto que, junto a probabili-
dade de maior ou menor dficit na firura colheita
de beterraba, permittia contar-s- cora melhoria da
procos no correr da safra de 1887 -88.
Eutretaoto, at a data da partida do ultimo pa-
quete da linha de Soutbampton (9 de Agosto) o
luovioiento de alca aiudn nao ae mauifestara, pelo
menos de um modo definitivo. Sob a influencia
d&s previio s deque acabo de fallar, e da perma-
nencia de circunstancias atbmosphericas pouco
fnvoraveis a limpa e crescimento da beterraba, cu-
j s plantaderes achavam-se a braco com a se.ee
em toda a Europa occidental e central, os precos
dos assucares aliemes base 88, que sio assetne-
Ibado aos nossos brutos bous, tinbam dudo um
pulo para frente e alcancado 13 schs. e 13 sebs 3
d; nns pouco se haviam d.morado n'aquella co-
taco,voltand logo a 12 sebs. e at a 11 schs. 9 d
dep 'IB de algamas chuvas, emboba parciaes e io-
suffieientes, que astignalaram a segunda quincena
de Jnlho e de avultadas remessas, para os merca-
do da Grande Bretanba, de assucares allemes
que qaiserais aproveitar o i te< > de lo schj.
A eapecalaco escarmentaia pela permanencia.
4 quasi tneanal, de pr c s baixos, anda nio
ereou animo; qualqaer desC'nfiauca a faz esmore
ce' e r:cuar, mas as circomstancias si> taes, qae
todos os ergio da imprensa ep> cu lista concor-
dam em vaticinar urna alca jiuiio prxima.
Q'iautoa questio dos pr< mos, qu- deve eccupar
o primeiro lugar n.s preoecupxcoeB de todos os
paites cajos as^Bcare* coucorrt m para os merca-
dos geraer, pea a existencia de taes premios e a
causa prxima da produecio e ceuseguiuie des-
cida dos precia abaixo do cuato d prodcelo,
devo diser, que ae esta ecentuando cada ve mai
o movimeuto tndente a Ba diminuicio e suppres-
eio provavel n'u:o futuro pouco distante de :i^.
As repres niacSes e me t'ngs contra as foreigns
ftimfir de qae tratei na miuba ultima carta, e
pucarm-te na Gr I
hra recente d" i a de
Londres. Mr. J. Bdrsranr, e i
que venficc u se n s al-
ea, tivrmn o natural d
rno de S. M. a laitibc Victoria a oceupar se
uovaae nte dista qaectAo, que boje euv Ive a
nao tmente da importante industria dos refina
dores da metropc le," ci mo tambem de todas as eo
loniac productoras de assuear.
Assior, ein principio de Julbo, mandou o cever-
so mglet, AUiosanha, Au.tro-Hun .ria, Blgica,
Franca e HoMnats, ama circular, convidando
aquellas pMcssaaae para urna conferencia deetina-
dc a regacee de cwenmuin accordo o etommercio in-
Daciiacionat do acsacar, em ordena de chegar a re
daeeSo e absequciite suppressio dos premios.
iza one o convite ser aceito e al
uviS das notabili.lttdes que fignra-
neia com-1 delegados dos respeoti-
noee pede puroi esperar, contereocia traga unmediatumento o desojado re
soltado ; p.iis, se nos paitos productores de assu-
eai de better^ba os interessea do Thesourp sio
contrarios oa premios, 1A enitem itmustriaes pu-
dorosos, coja oppoHicin no ser fcil debellar e
por outro lado ser muito cuatoso achar uina com-
binacao aeettave] por todas as micoae, a deep-'ito
Ja varicaiiao daa peculiares cireumstaucias de
cada urna.
A qaestao nao nova ; pois j de.ra lugar em
18G4 i convenci de 8 de Novembro*, na qual eroia
partea .a Ca li.'i-tanha, a Pranca, a Blgica e a
Ilollanda, e fiudoa em 1876 sem ter aitiiig'di o
almejado resaltado, a despeito das repetidas coo-
fereocias b-.vidf- para interpreta! a ou melho-
ral-a, em 1872, H73 e 1875, em Londres, Paris e
Bmxcllas. Por isto, os promotores da actual ten-
tativa nio parecem depositar muita f na Ci'nse-
cuciu de um eonveso etficaz firmado por toda
as partes inteicsadas, a que hoje seriam muito
mais num rosas que em 1801 ; c auno o alvo a
que todas tendea a conquista 'o esplendido
mercado de Reina Unido, qaeruii'i que este, caso
falbem as negociaco.'s, recorra no compelle -.ntran,
eatabeleceudo direitos compensadores, que destroem
o t licite dos proiui' s nos mercados ingleses.
Os devotos do frtt trade rcpellem com energa
esta solu\!, alias efficac, como contrnria aos
principios econmicos que a Gri-Bretauba tem
luetc-ntado ha cerca d meio seeulu, e alcn-
nbam seus adversarios de prsteccioms'as !
Estes, pela sua parte, sustentara com argure-ntos
plsusiveis, que es direitoB compensadores sio ne-
eeaBarios para restabelecer o fair-play. base es-
seneihl do frtt trarit, destruido pelos premios es-
tran^eiros ; mas, anda quan 1. ,: I i.-i a estivesee
do le.do dos impugnadores, nao esruesna adinira-
r;io ver-se a Iu.;laterra aceitar esta derogaclo
aos principios ; pois o seu governo tem mostrad)
sen pre dimiuut- apego 9 theoriaw, quaade eutas
lppocm-se a um interesse publico de grande mon-
ta, como d se no caso vertente.
No dia 13 de Julho, n'ama sessit i extraordina-
ria da (Jamara de Commercio de Liverpool, tra-
vouse animada dieenesao sckre o assumpto na
orden do dia, a proposito de ama moflo apresen-
tad* por Mr. J. Ernto Tinne presidente da
West Indian Association Livrpool a qual, coo-
demnando o system de premios, como fonte de
prijuito para aa industria e commercio da Gr-
Bretanba e de suas colonias, felicita va o goverui
por ter tonudo a iniciativa de urna conferencia
internacional relativa s condigoss das indus'riaa
que teem por base o assuear ; acouselhava-lhe qu*
em dita conferencia advogasse o systema do fabri-
co e rifiuavio in Unid, rrcommendado em 18b0
pela Lommissao especial da Cambra dos Communs,
e que se bubilitasse o mais depresaa possivel,
eom os poderes necessarios para ncutraliear nos
mercados ingleses os premios que porventura fos-
Bem coacervados sobre o assuear exportado polas
diversas nacoes productoras.
Es a ultima parte da rancio alludia claramente
aos direitos compensadores ; e por isse os secta-
rios intransigentes do frtt trade a combateram
com toda a energa, ao pasco que os partidarios d
Caes direitos detendiam es como iodispenaavea a
manutencic do mesmo frtt trait. De ambos os
lados cboveram citicoes de Adsm Sroitb, Cibden
e ontras ootabilidndes econmica, vencendo a
final os campeos dos direitos compensadores, que
fizeram rejeitar por 31 votos contra 8 a emenda
presentada pelos seus adversarios, e sendo appro-
vada por grande malcra a mocio de Mr. J. Er-
nesto Tinne.
Quatro das depois, em 22 de Julbo, urna depu-
taeao representando ec nmes operaras (trade
uaions) de Londres, Belton, Swaaoca, Accriugton,
Buratem, Brrmingttam, Barrow ia Furness, Man
ebester, Liverpool, Bristel, Crdlff, Hyde, Glas
cow, Derbishere, Lajuaarar, L^eds, Sa'ford, New-
caatlc, Seh -Ittii'ld, Ipswicb, Nottmgham Diruam,
Warrington, South Sbields, Caraarvon e Dundee
foi apreesutada no Foreign-OtSce ao presidente
do conaelbo Lord Salisbary, per varios membros
da casa dos commuoe e pedio iastantemeute, em
nome dos operarios da velha Inglaterra, que o
governo, por roces das medidas mais acertadas,
uuciliac no mercado naciooal os desastrado effei-
t'i dos premios do exportacio concedidos pelas
nauoi'a coBtineotaes. Declarou tambem, por parte
dos seus cnaatituintes, que de accordo com a de-
clareci votada em 188 palo coagresso da Tra-
de unrops, os operarios da Gri-Bretaoba nio que-
reos para si proteccio neto privilegio, etiosomente
o campo livre (fair field), principio fundamental do
frtt trade, violado boje pelos premios estrangeir
con detrimento das industrias naconaes.
Lord Salisbury leapondeu com pslavras anima-
doras aos oradores da deputacio M. Mrs. Tu. lint.
M. P., J. Ingles de Glascow e Councillor
Grainger de Birmingham. <
A agitagio continua e, como disse Lord Salis-
bury, nao ba duvida alguma, que as palavras
tradasir-se-bio em acto, logo que a opimio pu-
blica ingleza se houver pronunciuda claramente
naquellc sentido ; mas, pelo que me toes, sem
negar a eficacia das medidas indigitadas, confio
mais, para a dimianicio rpida dos premios, aos
esforcos dos ministros da tazeada dos diversos
pases productores de assuear de betterraba, que
mostram-se justamente horrorisados 4a extensa)
dos sacrificios que exigem os premios actuaos.
A tendencia a dimiuuaicio geral ; j de
ha muito a Austria-Hungra estabelecers um
limite a importancia total de seos premio;
agora o parlamento trance, por meio de urna re-
solucio sauccionada e publicada no dia 4 do pas-
eado, elevou de 6,25 a 7 10 o rendraento legal
em assuear sobre o qual cobrado o imposto da
betterraba, o que equivale, para as usinas mal
montadas, a siipprcssio de qualquer premio e
para as outras a urna diminuicio dos meamos pre-
mios nao ioferior a 12 mil conloa de nossa moeda ;
ao mesmo tempo qae o artigo 6 da nova le, con-
cedendo um abate de impoeto correspondente a
14 |. do peso de seus meis, aquellos fabricautes
que oa exportam ou entregara aos disiilladores,
obsta ao deseovolvimento da nova industria das
sucrateries, que muito tem concorrido para a sua
produecio e sua desastrosas consequencias -
Cinco dias depois da pubhcacao da le francezi
de 4 de Jclho, era publicada em Berlim a nova
le allemi, malifiuaudo a que fra votada o anuo
passado para o rgimen da iodustna assucareira
Esaa le, que s entrar a vigorar do 1 de
de 1888 em diaute, tem igualmente em vista adi-
ninuicio dos premios, que para os fabricautes
obtendo 12 "|, do peso da caona, (termo medio dos
resultados das dus ultimas safras) ficario redu-
zdos a R. 918 da nossa moeda por cada cera
kilo do assuear eiportado, em lugar de Ha. 544
jue Ibes proporciona a legialacio vigente.
Aqui fiado, Srs. Redactores, pedindo desculpa
aos leitores da Revista, pela massada que acabo
de dar-Ibes, e avisando aquelles des racus ex-colle
gas da Lavouru, que seducidos pela propaganda
instaurada intimamente no Jornal do Rtcife a fa-
vor d- diffssIo, possam ter velieidade de aceitar
ds i ftereciuieulus dos fabricantes de apparelbos
d'aqunile novo systema, que, segundo l bu no
Dtmtrara Argosy, importante peridico publicad.:
na capital d. Goyaua iaslesa, os ensaios iodos-
triaes do proceoo da diffosio feitos ultimaraeote
no eugeub i Sonpareil, c un apparelbos forneci
aos pela Sangu rhausen 'iram insiallados e din
gidos pelo representante d'aquella firma, nao de
ram melbores rcsultadjs, quer debaixo do ponto
de vista financeiro, quer ao da regulandade dos
trabalh s, que os dirigidos em D ircellus pelo re-
presentante da sudeuburg-ta bride de Magcburga
eom os seus apregoados apparelbos,
L como c f i preciso recorrer a moenda para
acabar de tirar a safra : pelo que rico cada ves
mais firme na miuha opiuiao re per. das veces pa
teuteada, de que o proeesso da diffuao appucado
a canna de aesucar anda est ua phase das eX-
pernoeutacoe e devem ser estas feit a expensa
dos goveruo, como as do Dr. W ley era Pert
Siolt, ou fintas censeatidas por numerosos pro-
pietarios cao em DjattiWaogee.
Preteudo mandar-ibes qualquer dia um r< sum-
da conferencia que fes, a 27 de Jr.uUo proxiaio

parados aos qo. ,.
ihea peeopai.i umnaa da
8* pagina.
' Va. 8. venerador o or
obriga I Wau \uiet.
BraaneipnruiL. ,\n nueralura-En
i que pelo Ott-Bat lrrigio a Sna viagestaje
u Imp rador o rea Ua propnedade litteraria, es-
creveu L 'Uis Uibach :
Sel que o vosso amor pelas lettras, o voaso
liberalismo, o vosso arden) de ac;elerar a
civilisaco no Brasil, que vos badas a maotar
absolul dicaito de eonquista >reo,
p asadores a la Europa,
. Pencar Voasa Magostado que, sendo
dado nmaawtode Ja iatelligMicia,a arol Aa liber
dade cucnpxv trabalbar, a^ceNando teda* a
.loras ncwtee'ua-s para dietHeail-ac aos peejas
sem litteratura.
Erro generoso, Senhor, mas erro manifest,
(lestes este raciocinio paradoxal no dia em
que abolistea no Brasil a escravidao. Entio pen-
saste que, emancipando o trab-.lhador, astgmen-
aveis a digmdade ao trabalbo, e substituindo
bestas 4e carga vergadas debaixo da azorrague,
por alaais capazeB do disutir os seus direitoa,
legitiraaveis de novo a proprie.dade e eariquecieis
o Brasil com grande riqueza moral.
O que vos pedimos, Senhor, a cmancipacao
da litteratura de todos os povos, que uo mais deve
conservar-se eacrava em pas que aboli a escra-
vidio e que cera lida, prezada e ouvida com tanto
maior proveito moral ae lhe reconhecerdes os di-
reitos ao respeito e inviolabilidad-.
>vo emprecc da nntrpjrinn-L se
n ) lirazil Medico, a. 30. de 13 de Agosto eorrenta,
o scguiutc artigo devido ao profesor Dr. Pereira
Goimaries :
J sao |Kor demais conbecidos es resultados
obr Jos por esse agente therapeutico, em diffrontes
estados febns. ltimamente aiadn, irracas sobre-
tu.io aos estudos do Sr. professor Se, ama oatra
propriodada foi encontrada ni antepynua, a t
um excellente analgsico, propriedade que temos
tido occasiio de ver confirmada em nua de um
caeo. A' antepyrina, parecem, porm, estar anida
resrvalos novos horizontes. E' o rjue se acaba
de dar era urna doeute de urtieiria, quo tratamos
nos priraciros das do mez de Agosto, a qual 6
acommettlda, com intercallo de poueoa mezes, de
lyraphstit.es do membro abdominal direito, segui-
das, aps a cessao do estado febril, de urna urti-
caria generalisaia, acompanhada de um prurido
intoleravel, rebelde, dando lugar a insomnia tenaz
e s cedendo dilficilmente sub a accio de forres
dses de morpliina (internamente e em inj?cc5ea
hypodermicas), de chlcral e urethana.
Em um dos ltimos accesso?, lembruu-oosem
pregar a antepyrina, oe intuito de combater o
prurido, e fizemol-o mandando vir urna gramura
deesa substancia, dividida em tres doses, para
9orea tomadas, as duas primeiras, com iotervailo
de amo hora, e a ultima, si houvesse indicac.ii.
Logo depois da primeira dose, a doente saa-
tio grande allivio, e com a segunda nio s cessou
o prendo, come teve lugar o desapparecimento
completo da urticaria. Por precaucao, anda o
fizeraos administrar a terceira die, tres b-oras
depois. O resultado sorprendente, obtido neste
caso, qae publicamos com todas as reservas, leva-
nos a proper o emprego da antepyrina, nio s na
urticaria, como em todus ae ad'eocoes de faado
prunginoso.
Aos pralicos compete a confirmacao dessa
nova propriedade da antepyrina. a
Uappa Fui mostrada aa corte Ja pessea
competente uaw ntida carta de parte da provin-
cia de oliaas-Geraes, prestes a seguir para Leip-
zig, onde tem de ser gravada.
A folha que tivemos occasiio de examinar diz
a noticia, apenas a qoarta parte de am mappa
mural que ser de l",i0 sobre 10,9o.
Representa isto aturado labor do engenheiro
Dr. Joo Crockett de S Pereira de Castro, que
tem trab&lfaado nao menos de cinco annos sem ou-
tro auxilio otiL-ia! que nie fosee o da assearbla
provincial de Minae-Qeraes, eotn a aequisi^ao de
500 exrmplares. Nessa tarefa houve o Sr. Dr.
por collaborador e deseahUta o Sr. Eduardo
Thompson.
E' sabido que, alm da autiquada carta de
Gerber, nenbuma outra digna de coufianca existe
da importante provincia de qae se trata. A do
-r. Dr. S nao ser mera repeticio da prece-
dentes, pois que rectificadas se acham as posicoes
d* muitas localidades, delimitadas os terrenos dea
colonia, assignaladas^aa vtas-fcrreac,etc. Nada
finalmente, ana parece omittido para que posea fi-
gurar este trabalho de par com os mais acredita-
dos do mesma genero.
Crdito Para liquidacao 'do erercicio de
1885 a 18S6 acJicitou do parlamento a mmiatario
da faceada o crdito de 6,829:631*547. Trata-
se tio somente de legalisar despeza feita e j le-
vada em conta na estimativas do thesoaro refe-
rentes aquello exwroieio, nenhuma sendo, por tan-
to, a importancia do facto para a apreciadlo ge-
ral do estado da fasenda. A demnnstracio oa
justilicaeao do crdito est feita tecindum arttm,
verificaudo-ce que oc copprimentos pertencem
categora daqaellee que independem de qu.ilquor
arbitrio ministerial. Os excaesos de desposa so-
bre as verbas decretadas versara aa |maior parte
sobre juros e amortisacio das dividas interna e
externa, avaltaado os da divida fluctuante que,
previstos pela quantia de 800;000|000, vierara a
realisar-se na importancia total de 4,440:010*345,
tornando n^cessario o sapprimento de...........
3,640:010*345.
A quem qaer que coubesse a tarefa de liquidar
o i xereieio, caberia tamben o dever sempre ingra-
to de tornar patente por tal modo a imprevisio do
orcameoto, e, bem ponderado o ceso, nenhuma
a responsabilidade actual por tao sensivel excesso
de despeas. Nfnhum reparo, pois, temos que fa-
cer quanto ao pedido. O facto, porm, anda
qae muito repetido, ou por isto mesmo que se re-
pete na liqaidacio de cada exercicio, suggere ob-
servacoes que nao sio de mediano internase.
Or carnea to previsio e, coma tal, ha de achar- \
se exposto a despeito de toda a sua perfeicio, a
pert menos graves. Redazil-as o mais possivel deve
de sei empenbo de organisaco. S-ja, porm, por
defeito de methodo, seja pela tendencia, muitas
vezes exprobada ao rgimen parlamentar, de dis-
farcar por estimativas transpareatemente fall veis
a aituacio real do negocies, a verdade qae
aquellas perturbaces occorrem na exeuuQio dos
nossos orcamentos com frequencia que os torna
mai saspeitos para base de apreciscea seguras.
Ora, se impossivel sujeitar o imprevisto a re-
gras absolutas, nio se d o mesmo em relacio a
grande numero de tervieoa para os quaes sobre-
veai todos oe anuos a necessidade de sapprisBen-
tos. Evidentemente, esta materia exige estudo
ou antes a energa necessaria para encarar o de-
ficj pelas suas proporcoes re es, sejam quaes to-
rera. Este NoCe tt ipsum a primeira condicao
Ja todo o orcameuto verdadeiro.
Preferimos, dis ama folba da corte), dizor em
poucas palavras o que pederiamis dzer era mul-
tas Em ambas as casas do parlamento eatio h ,-
meas eminentes a quem nio ser neeessari > re-
cordar principios ou regras rudimentarias da or-
gaaisacao dos orcameatos, para que ge coaven-
c*m de quanto interessa gerencia da fasenda a
estimativa exacta dos seas encargos.
Vacrlna animal C-mmoicaram a ama
foiha da corte que < o ministerio do imp rii ni)
dea commissio alguma ao Sr. Dr. Henrique D >
dsW rth afim de ir Europa adqui ir o material
oreeiso p ra o desenvolvimento da cuitara da vac-
ciaa animal.
Tend > o Dr. Pedro Affo iso Franco dirigido
em 8 do correte m- z offieio provedoiia da San-
ta C isa da Misericordia uo seutido de obter am
auxilio pecuniario, bfira de cousegar fornecer gra-
tuitamente ao pablieo desta capital e Jas provin-
cias grande quantidade de vacciua de boa qaali-
daie, e uio disoonlo a mesmt Santa Casa de
mei .s para aqueil fim, resol veu o ministerio do
imperio auxiliar o dito medie > mandando entre-
gar lhe a quantia de 2:000*0)0 por urna $4 vez,
pJa verbaSocorros Pubu osira J.U-- mu jus
tamente >- classifi>:a a despesa t vista dos ben-
ficos fesultados que podem provir aauJe publica
do imperio.
Assim, pois, ncahama comraissio asm insti-
tuicio se creou.
Etirada de ferro Leepolillaa-Rece-
bemos, dis o Jornal do Commeraio de 18 d ra z
fiado, b ntera le lauta Liziado CiraugjU a se-
gjiote commuaicacio :
A estacao de Santa Lucia do Carnngola, do
ramal d Ait> Muriab, da E. P. Leepoldiuti iuau-
gu' a la n > da 14 Jo correute, s.tuada margera
Jir.il do rio Carangila, em frente cidade de
Santa Lucia do Caraugula, s le do municipio do
uxMuio uoraa, asta a 300 metros cima da ui vel do
9?
to de Porto-Novo 21S kilo-1
.
O I eo s 4
",o de
linha e loeomooi i
' Mi. k e l.4i
gramle numer.) d.; p-issons grad ;j qae foram ce
. comitiva.
. Ua estadio de Capivara foi tao grande a af
H tea 11 'le pessoas q M htm ascistir a asan testa
d> prognes", e felicitara directora por mais este
cervino prestado a, provincia de Mina:, qae os
Carris s .: eneh rara litteralmnt,e, i-ligaoJoo trem
uiaurural a Sania Lucia e-ra 500 j.sso.
Oa iornaea Folha de Minas, Povo, Jos Boni-
fitoio c l'ombense se fizeram representar.
Na eotaya de Santa Lusia foi receido o treai
oral pele populacio da cidade ean as OMto-
rus dmo;iBtracri le jubilo O presdante da mu-
moipaliJade, IJr. Pedro Martins Pereira e o repre-
sent'.nte ia Fota de Minas, Fragoso, era nome
da impreusa, alli rapreeutada, eaudaram a direc-
i da Comnanhia Leopoldina, pelo graude
desenvolvimento que tem dado viacao frrea de
cftnaa.
O director Bario de S. Garaldo, agradeceudo
em seu uome e no do seu coLegas ausentes, as
aaiidicoea que esaa dirigidas compaubia que
re presenta va, por sua vez saudou o povo de
Santa Luca e a imprensa, na pessoa do presidente
da municipalidade e dos reprcseutanl.es da m
pretiaa alli presentes, e a classeda eug.mh.iria, na
pessoa do eagenheiro d empresa constructora r.
Peasoa Filbo
Declarou que a Companhia Leopoldina jolgava-
sejargameute compensadados esforcos queserapre
litera era prl da viacio-ferrea de Minas, pelas
repetidas privas de animacio e conside
que recebia das populac" aldea centros
qne servia, q*e sempre fizsram justica a umi era-
preza nacional que tem sempre feito os maiorea
sacrificios para dotar o paz cora uma v
de eaminhoa da ferro.
O municipio de Santa Luzia. limitropbe das
provincias do Rio de Jaoeira e Eapinto-Santo,
tem diante de si o vasto mu opio de S. L i i '00
:a Mauliaus-ii, eom uma luparfl ti l Bca ou
menos de 60 leguas sobre 45, por sua vez limitro-
phe da provincia do Espirito Santo.
Os contractos cora a provincia de M
planos j approva los, dio a seguate direccj
linha em seu prolongamen i i le .-- ata Lacia
proc ira o rio S JoSo, Cabeceira do !-.
e subindo o mesmo rio, eucosti-se serra ao Cc-
para, e abi apsnhando as caoeceiras do Rio
Pedro, vai descerni o mesmo, e depois o rio Man-
ta mssi de que tributario este ultim >,
fea com o Rio U)ce, ao lugar denomina le Nati-
vidade, as divisas da provincu do Espirito-
Santo, ponto j uavegavel. Ahi terminava a I,
nha da Victoria, cu i
governo gerai e im Waring Brothers, c deqa
sultj.i a indemaisar;io dfl 700,030.
O trecho a construir ealcala-se npjro.tiiii i
ente em 30 kilmetros : e issportantisa
porque indo sempre pelas dlVSM da provincia
m Minas com E to, vai servir os imp
Untes municipios de S. Loureaea de Uaban
e Cacbo-.ira de I'.ap in-'i-nn. onde se notara mal
tas secular., <; reiito) termios levoiut is.
Jase encontram aiguns ncleos de oolbooc
suissjs, i Jos d '. Cantagalo o Friaargo, pelos v .
dos nos S. Luiz e Juquitib : e a -.moa
id. r.e, com o avaufaraent > Ja lioha f i[aldilia_
tem emigrado para aquellos mattas grande nume-
ro de proprietarioa, que tem abaud^nado a pro-
vincia do Rio ; e, nrricnilj muitas familias de tra-
balhsdoros uackmaee.
Oa primearas tra alli adquirid) trras por
compras feitas ao listado ou particuUrca, e oa
ltimos vio se embrenhanJo pelas mattas e com
o machado e o fogo estabelecem as posses do ter
renos e pequeao nueieos ruraes.
E' mu.to comraum e mesmo prax: alli seguida,
os nacionaes que estio mais habituados con as
derrubadas e servicos mais pesados, fazerem essas
abertas, e depois venJerem aao as trras, que
nio reputara suas, mas os seroifos que alli fie-
ram.
Era de palpitante neeeasidade, qae o governo
mandasse medir e demarcar essas mattas era pe-
quenos lotes, c fosse cedendo por mdicos precoi
aos nacionaes que M quizarem explorar, porque
esse seria o meio de psvoar essas avittas aevoia-
tas, e, sobretudo, de cncaminhar a colonisafio es
trangeira, que, como est verificado, nio apta
para essea primeiros servicos de desbravaaientos
do terreos, e, sobretodo, nio despejar dos terre-
nos apropriados esso grande numero de nacionaes,
muitos dellea com numerosas familia* : qualqaer
medida de eqaidade seria de grande vautagem, ou
am accordo, dandu-se-lhes longos prasos para os
pagamentos dos praso* que Ihes foaaem medidos.
< No parece que actualraeote no parlamento
pende uma lei sobre este assumpto ; mas sem lar-
gas concessoes, e mesmo certa proteccio esses
nacionaes nada se lucrar com ella.
E' preciso que nao cuidemos s da colooisacio
estraugeira ; otas tambem dos desprotegidos na-
cionaes.
Em todo eatejterritorio do Manhaass i mar-
gem direita do Rio Doce, nio ha iadios elles fo-
ram se rceolbeado a margem esqaerda do dito
rio, e 1 protestam nio dar entrada a intrusos,
visto j terem cedido a margem direita para quem
quisesse occupal a.
A provincia de Mina, alm da viacio frrea
que vai a pasaos largos desenvolvendo o sea pro-
greso em todos os ramo da aotividade humana,
tem na Compauhia Leopoldina am poderoso au-
xiliar para a arrecadacio de suas rendas ; ainda
o anuo prximo passado arrecadou 1,05J:OOJ*O)'J,
o que ir progressivameute augmentando, pro
porcio qae se torera es tendea Jo seus trilhos. Em
virtude de am contracto celebrado com a provin-
cia de Muas em 1882, e a instancias do presi-
dente da provincia, a companhia se encarregou
de arrecadar as renda? da provincia, e o faz pelos
seus praprios agentes as estacees. Oxal sai-
bam os poderes proviaciaea reconbecer eases im-
portantes servicos e aproveita- o preatimo de tao
aportante empreza.
Como trecho inaugurado completa a compa-
nhia Leopoldina 798 kilmetros em trafega, sendo
a mai extensa, nio s deste pais como da toda
America do Sul. (-egue-se a descripcao tecbmea
do trecho inaugurado.)
O trecho inaugurado de Faria Lemos a Santa
Luzia acorapaoha o valle do ribeirio de S. Ma-
theus, que atrsveaaado no kilmetro 134 por
uma ponte com dous vios de 10,">0, dous de 9m,0
e am de 7",0, empregaudo-se nelia superstructura
de madeira.
E' uma bellissima e elegante obra d'arte com
4 pilares, teudo os doas do centrj a altara de
10,"JO e todos elles sobre rocha viva.
>< Atravsssado o ribeiro, a linba demanda a
garganta do Monte- Verde no kil. 139,2, sendo esse
o ponto mais alto e a 386,0 cima do nivel do
mar.
No kilmetro 142,5 a linha apanha de novo o
valle do Carangola, que aprsenla ahi um bello
panorami, em cujo fundo ostenta-se a cachoeira
do Berto, que, pelo desenvolvimento da linha,
vista por todas os lados.
As condiyea tecbnicas do trecho entregue ao
traf'go ai) : em curvas 62 /0, em tangentes 38
/a, em rampas 45 /0, em contra-rampas 24 /0, em
nivel 31 /
Conta o trecho i ponte com 45,0 de vios li-
me, 3 pootilhoes de 4",0 e 1 de 30; 26 boeiroa
eapeados, 8 boeiros abertos e 8 fossos para parti-
culares.
< O movimeuto de trra foi de li",47 por me-
tro correte.
O servico esteve a cargo do ebefe de seccio
Dr. Paula Pessoa Filho, que o dirigi, sendo en-
g- nbeiro ehefe da empreza o Dr. Jos Das May
uard e fiscal por parce da compinhia o Sr. Dr.
Manuel Autouio da Silva Keis.
bAllaenEttetuar-se-aio:
H,e :
Pelo agente Stepple, s 11 horas, roa do Im-
perador a 22, de Cists terreas e ara terreao.
Pelo ageut- Martiaa. s 11 horas, ra do
Imperador a. 16, J- um sitio ora caaa, no Luca.
Pelo ageate Guarni, s 11 horas, a ra do
VI arquee de OuuJa u. 19, de ura cofre e mo
veis.
Pelo agente Pinto, ra do Marques de Olnda
a. 52, de piaao e movis.
AUaUhi :
Pelo agente Martina, s 11 horas, roa do Ira
pe.rador a. 16, do um terreao ra do Mrquez
erval.
Pelo agente Modesto Baplista, s 11 horas,
ro< Ltrga do Rosario o. 42, de um cofre e ar-
raicao Ja I ja de cig rros ah sita.
Segn la feira :
Pelo ageuie Modesto Baptista, s 11 hra, no
largo d) Arsenal le Minaba, de 4 cavallisel
burro ; e aa ra do Vigano Temrio n. 10, das
mercaduras e nteasia de armasen ah sito.

Iaai raaebrea -Serlo ce!
11
(h-u-ac, nasi-; dq
nr. pela alma '
Scirundi-ieira:
, 7 l|2 horas, na matriz d* Bia-Vista, pila
alma de J.,. Martina do Uio a 8 h .ras na mes-
ma rna'riz, pela auna do conselb-iro Custodio Ma-
a Silva Grnna'Sea ; s8hiras, na matrc
do Corpo Santo, pela alma de Daniel Cesar Ra-
mos.
PancjagelroChegados dos portoa do nor-
te no vapor nacional Iptjuca :
Oapitao Januario da Silva A^sumpoSi, sua se-
nhora, 8 filhos e 1 criada, Joaqaim Ferreira Ra-
mos Filbo, Francisco FernunJes da Roeha, eapi-
i.i) Tnoinaz Jamos, Dr. Aot.mio Ferreira Bran-
dio, Antonio Ledo de Alaeida, J*s Juaquita de
mensa e J '3o Maaoel de Miran
Chemtdos dos portos do sul no vapor nacio-
nal Giquia :
Maj .r Joaqaim Francisco Dinii e 1 criado e
Joaquim Francisco da Craz.
Directora dan obras ae eonnerwa-
o don portnBoietim moteorologica do
i 31 d- Agosto de 1887:

doras
2-^3
J2a
H-
6 rn. 22-9
9 26'5
ia
j t. 26-9
6 2.V3
Baxeiaetn a
0
Z61>7
7S2">G
76256
760-51
.
T.BSVO
do vapor
17,27
17,20
17,19
o
-o
a
o
a

65
6S
66
61
2d*,0J.
i>i:a mi:. 7").
Kvnpoenf, '.: 7,0 ; som-
r: o,i.
Di recejo .ora.
int ihi SE ate i hora 24 mi-
nutas ; SI" .oite.
rento: U--, 16 por segando.
Kiloa :
im do porto
5 ' Ijras Altura
i. M. ?. M. !. A. P. M. 31 d agosto m m m l de Setembro la ... 10-14 431 da r-iaob* 0,-49 2,">15 0,58 2,4t
Keuuli"! cuclaea Ha domingo aa se-
i :
Da Sociedade Minerva Prcgresso Pcrnambuca-
i, i. 10 manba, em sua sede, para cm
inaria tratar de ne-
livet argentes.
Do Moni : Typ'.-graph-.s de Pernambuco,
. taanlia, na Praea, de Pedro II n.
eteicio do 2o orador. Pede-
se o eonepar
Do lostitato Litterario Olindense, s 10 horas
do dia, na sede social, em asserabla gral, para
' as.
Cana de llelenciloHovimento Jos pre-
sos da Casa de DeteneSo do Beeiia no Jia 31 do
Agesto do W87 :
Czisliam eVMI i cntraram 4 : sahieasi 9 ; exig-
iera 397.
A saber :
Nacionaes 3oJ ; mulhores IS ; es*raajiros 12 "
escravos seatencrados 5 ; dem processado 1;
idem de eorreccii 1Total 337.
Arrie lados 364, sendo :
Bons 336; doentes 29.Total 304.
Movimeato da eofermaria :
Tiveram bana :
Joio Nunes da Silva.
Pedro Antouio Tavarea.
E A. dos Santos Porto, na praga da Io;;pordencia
na. 37 e 89, U :z a venda es bilhetea Jas segaiates
loteras :
Espirita-Santo : A 1J parte da 4- lotera,
cujo premio graude de 50:000000, relo oco
plano, se eztrahir boje 2 de Setembro impre-
terivelmonte.
Cear: premio grande 250:000/004 se er -
trahir no dia 7 de Sentembro.
Bllbeten de loteraKm m.V do agen-
te Bernardina Lopes Alhe.ro acham se a venda os
bilhetes das seguiutea loteras:
Do Eapirlto Santo : A Ia parte da 4 lote-
ra, cujo premio grande de 50:000/. pelo novo
plano, ser ext.ahida hoje 2 de Siembro, im-
preterive'.uuate.
Do Cear : com nm importante piano, cujo
premio grao-ie de 25J:J0J000, reri ttrahida
no dia 7 de Setembro.
Do Uro-Par : A 4'parte da 12 lotera,
pelo novo plano, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahiia amaohi 3 do corrente, impreteri-
velmente.
Loieria do Gro-Parn A 4' parte da
12* lotera desta proviocia, pelo novo niaao, cajo
premio grande 100:000/000, ser extrahida
amaabi 3 do corrente (sabbado) imrreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Gas da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 23, de Martins
Fiaza & C.
Lotera do Enpirlto-SantoA Ia par-
te da 4* lotera desta provincia cujo premio grao-
de 50:000/000 ser extrahida boje 2 de
Setembro.
Oa bilhetes acham-se i venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fin-
ca & C.
Lotera do CearEsta acreditada lote-
ra cajo premio mor de 250:000/000 ser ei-
trahida no da 7 de Setembro.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna roa Primeiro de Mareo n. 23 de Martins
Fiaza & C.
Lotera de Alagoan A 5.* parte da 20*
lotera, pelo novo plauo. cujo premo grande de
40:000/000 ser extratiJa nodia 8 de Setembro
(quinta feira) s 12 horas da manh, impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Caca da For-
tuna roa Primeiro de Marco n. 22, de Martina
Fiasa & C.
Lotera da provincia do Paran
A 25 lotera desta provincia.pelo novo plano, ca-
jo premio grande de 12:000/000, se extrahira
no dia de Setembro.
Bilhetes a venda n i. Coca da Fortuna, ra
Primeiro de Marco numero 23, de Martina Fin-
ia &C.
Cenalterlo Publico. Obituario do dia 3*
de Agosto:
Mana Mocambiqu, frica, 93 ancos, aolteira
Boa-Vista ; senilidade.
J ie Martina Rio, Pernambuco, 47 annos, ca-
sado, Grava; nephrite intersticial-
Josepha Mara da Conceicao, Pernambaco, S
sanos, viava, Boa-Vista ; cachera palustre.
Josepha Mara d.Coooeicio, Pernambuco, 27
annos, solteua, Boa-Vista ; diarrba.
Manann*, Pernambaco, 3 meces, Boa-Vista ,
enavuloes.
31 de Agosto
Pedro Botelbo de Mello, Portaga'. 84 annst,
solteiro, Boa-Vista ; anemia.
Mana Felippa MoBtero da Franca, Alagoas,
70 auno, casada, Recife ; encephalite.
Paulina Mara da Conceicao, Pernambaco, 4fl
annos. 8olte:ra,|Graca ; parte laberoao.
Janeara Carolina dos Aojos, Pernambaco, 61
annos, solteira, Santo Antonio ; tubrculos palme-
nares.
Severiano Franciaeo de Naacimento, Pero ta-
buco, 30 annos, solteiro, Boa-Vista ; hemoptyse.
Mauoel dos Santos Soasa, Pernambaco, 0 ac-
nus, viuva, Boa-Vista ; djarrha.
Manoel, Pernambaco, 2 meces, Boa-Vists; en-
tente.
INDICARES OTIS
Medican
Dr. Barro Sobrinho d consultas d
meio dia 1 1/2 na raa do Bario da Vic-
toria n. 25 por cima da Pharmacia Fran-
jeas, e das 2 s 4 na rna de Vigario n. 4.
1.a andar*
O Dr. Lobo Mtu*,
de volta de sica
JIO
mmmtm^mmm
i


a
i,'


M
Diario de PernambiiroSexta-fcira 2 de Setembra de 1887
viagevc ao Rio da Janeiro, conntia no
oxt-.r sua pro Oonsltuas das
10 s 12 horas da manh.T. Eapecialdades
aperadles, parto o molestias de sen horas e
meninos. Ra da (Hurta n. 39.
Dr. Barret Gampaio consultas de
o-dia as 3 horas no 1. andar da casa
a ra I Bario da Victoria, n. 51. Resi
donuia ra Seto de Setembre n. 34, en-
trada pela ra da Saludada n.
O Dr. Castro Jess tem o sea consul-
torio mediso, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo meo e par-
teiro, resitencia ruado B. da S. Birja n. 2ij.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das l horas da naohS s 2 da
tarde. Eepecialidade: molestias e opera-
cSes dos orgos genito-ur:aarios do homem
e da mulher.
Dr. Joa Consultorio ua ra do Cabogi n. 14, Io
anJar, de 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro-
* Dr. Barro* {.ainaarea
Pode ser procurado' no csjnptorio deste
Diario das 11 horas da manba s 5 da
tarde, todos os das.
O Dr. M et mudou scu eaeriptorio de
advocada para a ra do Duque de Cazias
n. 50, Io andar.
Bacharel Antonio Aunes Jacome Pires'
praca ao Pedro II n. 6.
O bac/tarel Bonifacio de Aragao Faria
par o Superior Tribu. '.'"l,i wi ato nao
poder case recurso ser interposto para o propriu
jilil que pruferio a sentenga.
Ora, nao tendo havido recurso pura aquel le
tribunal, a que se reduz a aaeeverato de o. S.
quando affirma que, em virtude la re.f-i
cao, fji interposto um aggravo para a juiz do di-
reito, que u proviujeiito V Era pos
que eu aggravasse de um despacho para o inesmo
juiz que o proferto, e que este oouh-eesae de se
melhanto recorso, apaar de tua manilesta incom-
petencia ?
Unstim estas considerag5s para que o leitor
Rocha continua a encarregar se, mediante
previo contrato, de quesees perante os jui-
zes desta cidade e os das comarcas visi-
nhas. Poder ser procurado em sea es-
criptorio ra do Duquj de Casias n. 50,
1. andar, das 10 horas Ja inanh s 3 da
tarde.
Colieario Spencer
Estabeieuitnedto de ed jcacao primaria e
secundaria eu Jaboatao, sob a direcgo de
Jos de Oliveira Cavalcante.
Drogara
Francisco Monoel da Silva & C, deposi-
tarios de todas H especialidades pharma-
euticaa, tintas, drogas, producios cbimi-
cos e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Droaaria
Faria Scbrinho & C, droguista por
atacado, ra do Mrquez de Olala a. 41.
errarla a vapor
Herrara a vapor e officinas de carapina
de Francisco dos Sauto3 Macedo, caes do
Capibsrib; n. 23. Neste grande estabele-
cimento. o primeiro da provincia neste ge-
nero, comprase e vende-se madeiraa
de toda as qualidades, serra-se madeiras
de canta alheia, asbim como se preparam-
obras de carapina por machinas e por pre-
50 sera competencia Peraambuco.
JURISPRUDENCIA
tyucsti judie aria
Nao pretenda voltar imprensa antes da dc-
eiso do aggravo interposto pelo Sr. Dr. Jos Do-
mingos ; mas o seu artigo, publicado no Diario de
t, demoveu me desse proposito, c cbngou-me a
insistir oa dcmcustraco do engao em qae 8. S.
continua a laborar, inspirando-se em falsos juicos
para justifical-o e levado per urna interpretado
que contrasta eom o espirito e a letra da lei qae
regula a materia.
Para nao alongar demasiadamente a reepotta,
resumil-a-hei taoto quanto me for possivel, limi-
ando-me manta aquellas coosideragoes que jud-
iar necennrias ao esclareclmento do assuaipto.
Sao infundadas todas ss apnrehensoes do Sr.
i)r. Jos D.usingM sobre a opportumdade da pre-
sente di8o, que, segundo parece a 8. S., foi
originada i lo desejo de miaba parte, de insinuar
a decisao do recurso interposto para o Superior
Tribunal da Re gao.
Se o meu illustre collega confiasse na justica
da causa que defende, em v z de revelar-se apre-
hensivo pela su discussa na imprensa, devia
congratn!ar-sa comigo pelo ensejo que lhe deparei
para justificar a su* pretenco.
Alem diaeo, ae S. S. r nhecer que, ala me sendo permitfiii rectificar
nos utos equvocos comidos na sua minuta, nem
possivel explicar a todos a causa di precatoria
expedida coutra o Dr. Barros de Lacerda, nao me
restava outro recurso se nao discutir a qnestSo
pela imprima, para habilitar, qner ao Tribunal,
uer ao publicj a julgal-a cim inteiro conbeci-
mento.
O alvitre, portanto, que adoptei, nao conatitue
urna suggestaT, nem devia sorprebeader qa com qusm discuto.
O tne-i intuito, prevocando o debate na impren-
r a cjnsummacao de nma grave in-
justic, e p^tentear a tem raisio de nma precato-
ria qae ojng o meu coostitainte. sob p^n de
prisao, a depositar a quantia de 47:0J040O) pela
nal nao respuusavel.
Insibte o t. Dr. Jos Domingo* em afirmar
que, do despacho mandando expedir carta preca-
toria para eTectuar-se a prisilo, foi interposto o
recurso de axgravo que nao teve provimento.
J paUiqaei as doas deciEoea proferidas pelo
Di. juiz da Jireite nos doua aggravos qae para
elle foram interpestos ; nessa occasiao, deavns-
trei que em neohuma di lias a? allndio ao meaos a
essa precatoria, on ao despacho ordenandj que
fosse ella expedida.
Se eu tivesse aggravado, como se affirma
'eadverto desse despacho, os autos attest! o-
hiam ; e nao era hoje diiHcil ao Sr. Dr. Jos Do-
mingos publicar a minuta daqaelle recorvo e a
ieciaao que o ju'gou.
Na ausencia, pois, deasa pualicacao, subsiste
tudo quaoto anteriormente expend, e jamis S. S.
conseguir provar quo eu nao eslou, oamo todo
mundo pauan'e, sujeito lia purits'ima da evi-
dencia.
A referencia que faz S. S. a fl. 21C dos antos de
execucao, oudu est o requerimento em que o sol
titador aggrav pedida para ea.bargos execucao, e allndio ao
despacho m nJauio passar precatoria para reah-
sar-se a pnse, em nada aproveita. Em ves de
referir se aos autus, S. S. devia ter publicado o
aaeu reeursi, e a s.-ntenca que lhe negon crovi-
mento, para provar qne a materia j foi discutida,
e julgada em aggravo.
O primeiro dos aggravos por ma interposto foi
motivado pelo indef rimunto da pe tifio na qual
reqneria qu^ fooM tomado por termo o protesto
qne nelU fazia o mea constituinte ; e o segn o,
pelo despa.-h* qne denegon vista dos autos para
ernbar^.s a ex* eucao.
Foi ni ir.'i'rp,s.fa.> deste ultimo aggravo qne o
solicitador rufe.u-se excusadamente i.1, mnuciouada
precatoria.
Iessa patelo, secundo declara o Sr. Dr. Jote
Domingos, iniimi o solicitador as aeguintes pa
lavras havend j V. S. indelerido ou denegado a
v;st-i peda 11 ka PBTicIo aknf.xa e mandado expedir
aarta prrotomt pra a prisau, etc ; e c'ton o art
*j i'J g$0 e 11 di regulameuto n. T'7 de 25 de No-
vembro d l'idC, que concede o recurso de ag^ra
vo dos depavn m p I ib quaej se ordena a prit >,
e se con ale ou se deneg ao execntado vista para
embargos,
Destos palavras infere o Sr. Dr. Jos Domin-
gos que, >< "do o 6 do citado art. 669 referente
ao caso d p-' arao que nau toi pr-
vido, era Jet-rminaUo pelo despacho que ordenou
a exp' dio^o da precatoria. O que tiuha a opp r a
essa comiueao d. s. S i expua no artigo pnbli
ado n i Dtarto d 24. au conteste!, m-m contes-
to que o s laartadot tivesse citado o 6 .lo art.
(j69;ms > W foi interposto do deopach,
proferido na pbticIo hbexa (em qne ae pedia viata
para embargar). qaar na minuta, quer na aeu-
tenca, nao se trata de outro aaanmpte.
Releva -iu ia ootar que, Mudo a com'r.in.cl.
sob sp as da lesido julgsda pelo Dr. juu de
direito, svaana expreesamente declara u Sr. Dr.
Jos Domiii.; .s e ae evidencia do despacho quo pu-
blique* no LHurio de 24, e^podia haver aggravo
mparcial conbeca qual de nos f jge lu pursima
da evidencia.
ia, refere o Sr. Qr. Jua Domingos que,
proenrando eu evitar a diffiouldadu resultante da
posieio em que mal aveuturaiamonte me cullo-
quei, disse: 1 que a comminacao de prisao nao
rp.-essamente juigada por sentenfa, como de-
termiaa a Urd. do L. B tit. 53 j 18 ; 2 qu j a
commir.acao legal, no caso, nao a de prialo, mas
sim a de xpropriacao; e transcreven.lo deesa rd.
as palavras que Iba convieram, concluio que ella
eia inpplioavel bypotheae dos ancos.
S. S. nao enteudeu, sem duvida por falta de
clareza de minha parta, o argumento de qne me
serv.
Kis o que em outra oi*casiao escrevi : Ninguem
ignora que essa pena (a de prisao), c-mo qual-
quer outrB, dave ser commihao-i txpaESSAMBTB, se-
gundo ensinam os praxistas, fundados na Urd. do
lo. o tit 53 13 ; e que s considerada subiis
tente depoiafde expbessaise.nte indicada, e de jul-
gada por sentenea a comminac i:.
A citada Urd., tratando dos artigos sobre que
as partes sao obrigadas a depr, determina :
se a parte contra que sao offerecidos os ar-
tigos e lhe mabdado pelo Julgador, que depooha
ades... recusa de o lazer... ser havido por
confessado se ki.le hahoab dizbb parte que
dsaonha e que se nao dopuzer, o hatbba pob cob-
fessado ... bem assim se o Julgador o mandar
citar per o porteiro que ve o ha a juizo perante elle
a depor, deve-lhk isto mesmo uasoau dizbb que
NAO VIBtlJ O UAVEK POB CONPBSSAOO a .
Destas paluvras se evidencia que a pena de
contesso deve ser expressamente indicada porque
requer a citacao, e que, nao sendo ella eommi-
nada, nao pode ser imposta na occasiao do lauca-
ment ou na occasiao em que aquella aecuaada.
E' essa a doctrina corrate, nao s quanto a
esta pena, como a de revalia, prisao, etc. Use
'Jlil XAMICM BECESSDM EST, UT HUEO' l iNrumuu:
POtBA, QOD PBO COSFESSO BT COXVICrO UABENDll
ciTATiosi iNSEKATua.Lobio. Seguudas hutas
Vol. 1 pag. 345 nota 443.
Ora, leudo o Dr. Barros de Lacerda sido inti-
mado soint-nte para consignar em juizo a quantia
de 47:009^000, sob as pesas da le, visto se ter
recusado a remir o bem que adquiri, onorado eoiu
a bypotheca do Sr. Dr. Jos Domingos, nao lici-
to aifirinar-se que, caso nao realisasse o deposito,
ticava aujeito prisao; porquaoto nao eita a
pena da le que manda expropriar o adqairenta do
immovel qae de deixa de libertal-o dos oous a que
est obrigado. tanto a expropriacao a nica
ssnecao legal que o.Sr Dr. Jos Domingos, em vez
de invocar a lei hypjtbecaria quando requeren a
referida precatoria, preferio argumentar com a do
etnna de Leite Velho, que em nada o favorece,
visto nlo ser o r. Barros de Lacerda arrematan-
te, nem creder adjudicatario, como alias era ne-
cessari o para que fosse contra elle decretada a pena
de prieao, conforme insina o mesmo praxista.
Nao considerei, pois, inapplicavel a pena tanto
pela falta de sua Jeclaracao no julgamento, como
pelo silencio qae se guardn a seu reipeito na ci-
tacao, onde devia ser expressamente comminada.
Agora exsminarei se a pena de prisao poda ser
decretada contra o meu constituate.
O Sr. Dr. Jos Domingos, no proposito de jns-
tifii:al-a escreveo o seguintc : J demonstrc
com a citacao de usa t-oobo da monographia, sobre
ExecueOes de Leite Velho, com Laffiyette, que
o Ilustrada patrono do Sr. Dr. Lacerda cita con-
traproducentemente e com argumentos que nao
foram at agora refutados, que a pena jue a sen-
teaca de fia. 211 csaaoinou, nao outra que a de
prisio .
>sa demonstracao de t ido improcedente, como
deixei patente no artigo publicado no Diario de
21, onde provoquei o Sr. Dr. Jos Domingos para
provar que citei contraproducentemente o Sr. con-
si-lhHu-o L-.Sayette.
Em sua resucita limitou se S. S. s anteriores
asBeveracoes, c nao indicou ao menos o lugar da
obra d'aquelie jurisconsulto, onde se podia encon-
trar a refutsc4o da doutriua que sustento, ou a
justiticacao da pena com que hoje se ameaca o ad-
quirente do immo?cl bypotbecado, quo nao o remio,
e subjeita-ae expropriacao.
Diga S. S. onde o Sr. conselheiro Laffayette,
na hypithese que ora se discute, insina que deve
sor preso o adquirente que deixar de consignar em
juizo a quantia pedida.
Ditas esta* palavras em reiposta ao que oppoz
o Sr. Dr. Jos Domingos citacao do Sr. conse-
lheiro Liaffayette, apreciare! a questo sob um
outro ponto de vista, afn de ver ae consigo con-
vence!-o do falso supposto em que permanece.
Na sentenea que publiquei, disse o Dr. juis de
direito : Nao tendo havido lancador ao immo-
vel peahorado e levado praca pelo exequente, na
qualidade de credor bypotbecario dos finados Ba-
rdo de Mercez e sua inalher, adjudico o pelo prego
da avaliaco ao Dr. Franeisco do liego Barros do
LoCerda paba os efkeitos da aamisso O BXPBO-
pbiaqao judicial ; dc-st-Ibe a carta de adjudica
cao qleusndo, depois de pago o imposto devido e
cosas. Cabo 18 do Mirco de 1887.Francisco
iVueira de S.
Foi em virtud* deasa aentsnc que o Dr. Cir-
ros do Licerda foi citado para consigo ir em juizo
os 47:OOOJOUO, em que imp rtou a avaliaco.
Antes de baver sido intimada essa dectaao,
submetti a despacho um rcquerimenti onde de
clarava que meu conatituiote nao quena remir o
immovel, e sujeitava-ae expropriacao com o pro-
testo do em tempo discutir a preferencia que re-
sultava de seu titula; e do qual despacho inter-
pnz o aggravo que toi julgado pela sentenea que
j pubUquei.
Pela decisao cima transcripta v-se que o im
mowl foi adjudicado para os effeitos da bbmissao
00 exprofbiaqo JUDH ial, resuitaudo d'ab para o
execulado o direito de optar por urna dVliaj con
forme julgasse mais conveniente. Este, portanto,
podia escolher a primeira, cujo effeito seria a con-
tinuacao do immovel em seu poder, ou subjeitar-se
a segunda por forca da qual perda a propriedade,
que passaria a oatn m.
Eis o que expressamente consagra a sentenea
cas paUv-as -pabao arrEtios da bkmissao oc f.a-
PEOPBIACAO JUDICIAL.
Eui viola, pois, dos termos claros e precisos di
id smo julgado, cortamente urna viol< ocia m-
qu >liticavei a exigencia que agora se pretende fa-
zer -fleetiva do deposito do prego da avaliaco.
Depois da declrac4> feta pelo executado, qne
nao quer remir o immovel, nada mais resta ai exe
quente seuo enmprir a outra parle da aenteuca,
que prescreve a expropriacao.
Qualqu -r oulra deliberago importar pobterg .-
cao ostensiva da propria sentenea que ae t-ata
execntar, e alternativa.
A dontnna, pois, sustentada pelo Sr. Dr J is
Dimingoj na iui iic" d? privar que a expropria-
gao o resultado orno ultimo term da adjadicagi",
implcitamente c ademoada p la uieaiua s um-.u-
ca ; porquanto a disjuoctivaoonella eaapre^a-
da, indico qoe a remissao e a expropriacao s fa
otos distinctoi e que nao podem operar-sd conjuu-
ctimente, exclusivos, com) ea>, um do oatro, visto
a priin ira realisar-se pea aoju licacao do imm ivel
ao adquireote, e a segunda, psia entrega do bem
s tereeiro
Seguud pensa o Sr. Dr. Jos Domingos, o Dr.
lirroi de Lce'da est irremi-iiuvelineate oiriga-
do ao pagam'-nto do v .lor do loim -ve quer .piue
pela remissao, qas pela exprupriagio, coatonne
facultou-lbo a seut. uci, o que abiurlo, po-que,
i *sta alternativa; ob eftMtua jurdicos das
don bTp ithoaiw n lia aatab ili aidaa, ato podeui ser
u BMna c mi sue-l'iia. s em quaiquer dos
casos se op rai-e a adjudicacao forcada do im uo-
vel a adquireote.
E' elro, diz S. S qu- tenlo sido em virtade
pria i i Invade prafa e aljuiCilO ai 8r.
lir luiros de bastarda o immovel p>r elle adquin-
d e nao remido em tempo. nao podia esta B)
lei mandar iuc hexeuteinente que f.8e agora tira
seu p.d-r pira ser novamente levado
praya.
Para esclarecer este ponto, de nonstrarei que
a arguineutaco le S. S nao c nc nd ufe, nem
irrenp iu live, como Ib' p-r
fi depois da pr-ica, e de verificad* a tlta de
lancador que quise- ar a parte do ap
\l rces (Jijeo dt oyj.ib c^), toi qu' o O
Barios de L.eTia apresuot. u i inU.rgoS de terjei
ro waer e possui lor.
Ou, si at os data o Mftjatt nao t ih
anda intervindo de forma itiguiaa na ri iUf.ii,
claro que o imm >vel devia ter sido adjudicad ao
credor exequente. O comparecimento posterior do
embargante, a quem ae permiti rnente o direito
de discutir a preferencia que por ventura resul-
taste da priori iade do titulo do credor bypotheca-
riii em cujos dire.itos fiuon subrogado, nao impeda
a continuadlo do processo da execucao, visto nao
terem sido recebados es seus embargos, nem pro
un ver elie nessa occasiao a remissao do bem, pe-
uborado pelo Dr. Jos Domingos para o seu pag i-
Os embargos, por tanto, do Dr. Barros de La
cerda, apresentados depois de ser levado praca
o immovel para o qual nao appareceu lancador,
ala iavorecem ao Sr. Dr. Jos Domingos, cuja si
tuacao juiid'ea, ua qualidade de credor exequente,
coutiiiuoa a ser a mesmo..
Sj o devedor hypothccario (BarSo de Mercez)
tivesse comparecido em juizo, o declarado que ha-
via alheado o immovel, ficando o adqairente obli-
gado a libertal-o do onus que o gravava, compre-
heuder-se-hia hoje a responsabilidade deste para
com o Sr. Dr. Jos Domingos, de quem se bavia
constituido devedor.
NIo tendo, assim acontecido, e estando, ao con-
trario, provado quo o preco da venda fui pago ao
Barao do Muribeca, tambem credor bypothecario
do alheaate, por ttulos de datas anteriores ao
do Sr. Dr. Jos Domingos, o deposito da mesma
quantia em juizo, para o pagameato da S. S.
urna exigencia sem qualificacao.
Se o iotmoval foi levado praca. como proprie-
dade do devedor (riaro de Mcrcz), aem citacao,
nem iniervenco do adquirente, como aconteceu,
devia ter sida adjudicado ao credor exeqnente, a
nunca ao Dr. Barros de Lacerda, que optou pela
expropriacao, como lhe permittio a sentenea ; con-
seguntemeuto a su?, adjudicacao forcada ao ultimo
com o encargo de pagal-o novamente, sob pena de
prisao, dispensando-o da expropriacao, o condemna
a urna iciquidade anda maior, sem qne tenha elle
contrahido alguma obrigaco pessoal distincta da
qae lhe cabe propter rem, que por aatim dizer
real, na phrase do conselheiro Laffayette.
Nao podia a mesma lei, diz o Sr. Dr. Jos Do-
mingos, mandar inconercnteinenre que fosse agora
tirado o immovel do poder do Dr. Barros de La-
cerda, a quem [foi adjudicado, para ser novamente
levado prafa.
A lei que prescreve a adjudicacao do immovel
ao adquirente que o comprou, e conserva em seu
poder o respectivo preco para a remissao, nao co-
gitou do caso em que 8 pagamento feito a nm
credor por titulo bypothecario anterior ao do exe-
quente.
Em vista da propria sentenea em qne se funda
o Sr. Dr. Jas Domingos, nao se pode considerar
i xtravagante ou incoherente a pretenco de ser
levado novamente praca o mesmo immovel, j
adjudicado ao Dr. Barros de Lacerda e de sua ad-
judicacao a S. S.; porquanto nessa sentenea en-
contram-so as seguales palavrasadjcdico-o pelo
paoao da avaliaco ao Da. Fsaxcisco do Bboo Bab-
eos DB LaCBBOA, SEO ADO.UIBE.NTB PABi OS BfFEirOS
DA BEMUSAO OU EXPBOPBIACo JUDICIAL.
Ora, sendo contradictorios esses eSeitos, isto ,
nao podendo existir simultneamente, pois que op-
poem-se, incontestavel que ee o adquirente re-
cusar-so remissao de immovel, deve ser expro-
piado.
A incoosequencia ou incoherencia que so augura
ao Sr. Dr. Jos Domingos, resulta da sentenea e
nao da lei, segando a qual a adjudicacao na hy-
pothese de que se trata, devia ser leita ao exequen-
te, provado, como estava em vista dos autos qne o
preco da acquisicao fora recebido pelo Baro de
Muribeca, credor bypothecario par ttulos anterio-
res ao do Dr. Jos Domingos.
Nem se diga que a lei subjeita o adquirente
execucao judicial, nao lbe permittiodo largar ou
entregar o immovel; porquanto esta disposico
consagra apenas urna providencia para garantir o
direito do credor contra as deterioraco^s que o
immovel tenha soffrido por culpa d'aquelie que o
adquiri.
Insiste o Sr. Dr. Jos Domingos em afirmar que
A ADJUDICADO 0 ULTIMO TEBMO OU RESULTADO Da
EXPB0PBIACAO OU QUE ESTA BEALISA-BE E ULTIMA-SE
POB MEIO DAO.UBLLA.
Nao consumir! mais o tempo na refutacio deise
conceito, que considero, nao s falso, como sin
guiar.
Depois de analysar o argnmento que deduzi do
o do art. 10 da Lei n. 1,273, de 24 de Setembro
de 1861, o Sr. Dr. Jos Domiogos concluio do se-
guinte modo: isto quer dizer que no caso ver-
lente en s teria direito a recebar do Dr. Lacerda
7:O0j\40OO, diierenca entre o preco da avaliaco
(47:0OuJ e o da alicnacao (40:00J/J) .
O Sr. Dr. Jos Domingos nao mi entendeacer-
tamente, e por esse motivo aou obrigado a insistir
uo que alli eaerevi.
A lei, dase eu, concedeudu ao adquirente a ac-
co regressiva para haver do alienaute a differen-
c-t smente entre o preco da compra e o da aliena
gao considera o valor da avaliaco em poier do
primeiro, pois se outra fossea sua previso, cunee-
der-lhe-hia tambem a mesma aeco para haver do
ultimo a importancia integral do immovel.
Eis o que ento expend, e que continuo a man-
ter; podendo acaatecei, porm, que anda desta
vez nao seja entendido por S. S apresso-me em
declarar que, segundo pens, o Dr- Barros de La-
cerda s responde pelo damno que por ventura ti-
ver causado ao immovel; urna vez que nao pode
ser ordenada a adjudicacao forcada delle ao ad-
quirento que pagou, no momento de realisal a, o
proco da compra. Se o bem nao poda ser veudi-
do, perder o adquirente a quantia que despen-
den, seo alienante nao ti ver meios de pagar-lhe,
e abrir mo delle em favor daqaelle a quem por
direito perteocer; mas, nunca poder softrer ou-
tra pena em razo do facto da acquisico.
Subrogado nos direitos do credor a quem pa-
gou o prego da venda, o Dr. Barros de Licerda
naosa obrigou a remir a parte doengenho M-rcz,
e nem podia ser a isto constrangido, porque nao
eonservavaem seu pider o respectivo preci
Nao disse,' pois, que o Dr. Lacerda estava r-.-s-
ponsavel snente p ir 7:O00i.H), nao. Se elle ti-
vesse fieado com aquella quantia para fazer a re-
missao, e se esquivasse depois a pagar aos credo-
res do vendedor, respondera nessa caso, nao s
por aq ella quantia, como pola diff arenca que bou-
Vi ase entre o preco da venda o o da avaliaco ;
mas, nao tendo elle se respousabiliaado pelo paga-
mento de qualquer dos credores do vendedor, nao
podem es'es exigir delle outra cousa sena o mes-
mo immovel para a satisfacao dos onus que o gra-
varen), ficaodo-lhe sexpre salvo o direito de dis-
cutir a preferencia de que trata expressamente a
sentenc, que passou em julgado.
Todas as ciusiderac-s, pois, feitas pelo Sr. Dr.
losa Domingos, na falsa convieco de que eu con-
siderad o L)r Barros de Lacerda obrigado a pa-
gar sinen'e a quantia de 7:000OOO, ao destitui-
das de fundamento.
Applicada a lei, como dev: ser entendida, ou an-
tes juigud) se impertinente e incabivel a adjudi-
cacao uo cas> venente, nada mais restar ao Sr.
Dr. Joe Domiogos do que o prego por que o immo-
vel lhe tr adjudicado, e este anda subjeito pre-
ferencia que disputaren) o credores.
Para ou testar as nullidades que arg, resul-
tantes la falta de intimaco dos despachos ao Dr.
U irr ia de Lieerda, adjudicando-lhe o immovel, e
joigan 11 por seuteuca o lancam-nto do praxo para
consignar b a juizo a quantia de 47:000UOO, alie
aa o mea c iliega que, em virtute do art. 722 do
Keg. n. 737 de 25 de Novemiro de 1850, s ne-
ceaa-ina a ciraco pessoal uo principio da causa e
da rxecuco.
Nao proce :e essa consideradlo, porquanto o Dr
Jarros de Licerla nao foi cuado nem no principio
da cama, intentada contra o Ba.o de Mere z,
nem uo p. iucipioda exocuuo, tambem contra esie
prom vida.
#Jalg.nd ;--c, como aa julgoo, que a execucao
devia continuir coutra o Dr. Barros de Li :erd.,
a lq urente do uninov I, paree- que n> juslifi-
cav I falta da sitacao pess ial do executad) e de
sua muiber. urna vez que se tr.itava de bem 4-
raif.
A preralecer a doutrina sustentada pelo exequeo
te, p idera re .lix r se inmt >s vezes a alhacito de
um beUi',de rail, na c uiotincia d i sociedade c ijj
gal, sea a citagai previ* da uiulher. confr-. o q n
exo'essameate oii,0'a Ord. do L. S tit 86 J 27.
proer-ss-iin tambam as causas quo txcedem a essa
Ij'an' uigHjcato fatal cabs aos juiaes de
direito, que deciden) os aggravos de petico nellas
nterposfcs, conforme preoeitna a lein 2033 de
20 de Satembro de 1871 e dcretos na 4824 de 22
de Novetnbro de 1871 e 647 de 12 de Novombro
de 187*.
Nessas demandas de alor superior a 500*000,
os juizes municipaes b afto podem preferir deei-
ees que terminpm o proeaeso ou adaittam o re-
curso de appel:,
Ora, o despacho pelo qual se adjudica o bem
que fui a praca ou se jnlga por sentenea o lenca-
mente de um prazo aasignao, dSo produc rrenhum
desses effeitos : logo deve aempre ser proferido
pela juiz municipal pata qne a parte nao fique pri-
vada do aggravo de petico.
Anda nao tem razo S. S. quando diz que pros
crevi com urna pennada os aggravos de instru-
mento.
Esses recursos continuarn em vigor para os
despachos iuterlocuterios quo os admittirem, pro-
feridos pelos juizes de direito, como por exemplo,
nos casos de incompetencia. Taes despachos,
posto sejam nterlocnforios, nao podem comtudo
ser proferidos pelos juizes manicipaea, porque po-
dem importar a terainaclo do feito e aduiittem
sempre o aggravo de instrumente, si elle inter-
posto eu> lugar qne esteja distante mais da cinco
leguas do Tribunal da Eelsco.
Se o Sr. Dr. Jos Domingos lr o decreto de 12
de Novembro de 1873 arts. 2 a 5, convencer-se-ha
do seu engao.
Comprehendo perfeitamente o enpenho que ha
no deposito da quantia de 47:000^000 da qnal nao
devedor, por titilo algum, o Dr. Barros de La-
cerda. Se assim vier a acontecer o ella for le-
vantada, a preferencia ressulvada pula sentenea
que passou em julgado, ficar de todo frustrada ;
e o meu censtitainte pagar irremissivelmeote
87:000000, isto mais do duplo do prego porque
comprou urna parte do engenho Mercas, que boj-;
nao seria talvez vendida por 20:000000, atienta
a dopreciaeao da propriedade agrcola.
No intento de realisar-se esse empenho, foi aprc-
sentada urna carta precatoria, onde nao se eocon-
tra a sentenga em virtude da qual foi requisitada a
prisao e apenas se argumenten em urna petigo para
provar que fra aquella a pena comminada.
Terminando, aguardo o julgamento do Superior
Tribunal da Kelago protestando nao vir antes a
a prensa, para que o meu collega nao continuo a
pensar que procuro crear opinio que reflicta nessa
deciso.
Kecile, 30 de Agosto de 1887.
Dr. Joaqun Correa de Araujo.
que acreditaran) nj ter o deoer de, como amigos,
impedirem que eu fosse molestado, n>-0 podem hoja
ler o dirril le impedir que eu ropilla a ag-
gresso.
Si a essns amisos foi inlifierente que o sen eel-
lega d redaccio me molestas-e jem molivunem ne-
cestidade. licito que tambem a mim seja nulc-
rente qae a minea replica os podesse molestar ;
tanto mais quanto eu ignoraba quem fessem esses
redactores.
Dito isto, passo ao Sr. Dr. Arthur Orlando.
Duas p'Javras.
Em primeiro logar, agora que sei com quem
trato, c,nvido-o como cav^lh- iro a que retire
aquellas expressoes (hanalinades etc), queme mo-
lestaran), e eu farci o mesmo com ae miabas. E'
melfcor assim.
S. S. continu a pensar, que as questoes por
mim propostas nao eato na altara le nm concurso,
cu continuo a pensar de modo diverso : e esta dito.
Entretanto devo notar 80 Sr. Dr. Arthur Orlan-
do, que os Ilustres Drs. Tobas eClovis Bevila-
qu i, em quem ae quer apoiar para a critica que
me faz, u;Io o favoreeem.
O Dr. Tobas foi, si nao rae engam, o primoiro
que provocon na Faculdado a discussao sibre a
origem do homem e sua posigo aa naturesa, afir-
mando cathetrorieamente que a solugo den qnes-
tao tiuha influencia decisiva sobre o conceito do
direito, que esse estalo inlispensavel cerno in-
trodugo c preparo para o estado do direito.
Ora, da eolugao desta questo, affirmo eu, depen-
de a solugo dest'outra: S o homem capaz de
terSdireitosjV
Suponba, que alguem resol ve aquella primeira
questo affirmando, qne neubuma "iistincgio es-
Bi-ncial existe entre o homem e certas oalras es -
pjcies animaos. Desde logo estava contestado o
pretendido privilegio da raga humana.
O talentoso Dr. Olovis anda mais ex.licito.
Na sua importante revista, Archivo Brasileiro,
n. 1, pag. 5, nota, referindo-so aos cotudos de
A tribuna s- prado, ser oceupada pelo BauHie-
nario Capuchnilio Fre Celestino de Iciaroii;
antes do arrao a orchestra executar "~n liada
tyinphouia intituladaRoprezaa. '
Fni-'a a missa cantada fer lagar anda no -al-
tar de Nossa Si nbora da Penba urna miaaa rraarW.
para C'iimnodo dnqueJlea que nao tivesaem ptiiiz
assistir soieu.
A tari,-, s 6 horas, depois do sermo que tari
proferido pelo ili^no irtfei;o da Peuha, eataar-
se-ha solomo Te Deten com a bella msica t
maestro Luzauy, e findar-ae-ha o acto com afrea-
co d> antssimo Sacramento,
8. Exc Revo.;j. o Sr. bispo diocesano se tema-
r flieiar neste aeto. Tanto na misaa "niw aa
Te Deten, assistiro as prime ras autoridades da
provi'icia com suas Exmas familias ; prestar aa
continencias do tstylo a guarda de honra do 1#
Ce linha ; diversas msicas marciaes, postadas eai
vanos pontos do pateo da Penha, tocando alter-
nadamente as melhores pegas de seus respectivas;
repertorios, mantero altura do cnthusiaeiua
brllh .iitismo da solemnidade.
as noites de vespera e dia da testa a freate
do mag.stoso templo de Nena Senbora da Pea*
ser lluminado a giorno, apresentaodo asaiai a
linda e ussombrosa vista apreciada j em oeCroc
anuos.

Errata
FLBLICACOES A PEDIDO
0 Sr- J. NaDaco lente
Illustre escriptor portuguez, esbogando o Sr. J.
Nabuco escreveo :
Nao ha maior descoco do qu; escre-
ver nm livro a proposito do Tue-la e offe-
recel-o ao autor da Vida de Jess !
Lombroso, Lacassagne e Ferri diz : NIo sena,
pois, fra do proposito que, tranipoudo as barrei-
ras da humanidade, fosseroos estudar a embrio-
genia do direito a comegar pelis associ igo s dos
animaos chamados infiriirc3. Acer ase que al-
gumas dessas organisagoas associativas offerecem
muitos pontos de semeihaoga com as nossas. Quan-
to a um direito cbjeetivo, iuegavel que I o en-
contramos pob a forma de costumes imperiosa-
mente obrigatorios.s
Exis ahi: O Dr. Clovis acha muito seria a ques-
to, e affirma que certas outras especies animaes,
alm do homem, sao capazes de pratcar e possuir
um direito costumeiro.
Continu pois o Dr.iArthur Orlando na sua opi-
nio,|eu contauarei na minha : e quando)rivermos
neceasidade, veremos qual de nos ae apoia em m ;
I liores razes.
Setembro 187.
Dr. A. Mehra.
No artigo publicado hoje com a oprigrapae.
|| aovo EDiFioiedeve ae tr naiiubao5 em vez de
piidera poder ; na buha 87 nn vez de urna kjbx-
sida.de real e constitucional urna ueessidade real c
iucoutestavel; e na iiuba 12.1 (2-" columna) ew
vez de conseguirn conseguirao.
As outras correegoes sao de pouca npart&acia.
Ao publico
Em outra occsio, esp-ro dis -utir, uos propnoi
aulu da x.'ruca i, esta ^uesii ., e por rase moti-
vo nmito-me, por or*, srg otrar a declaraga da
ttlta de c.taga i p.'si)-,!.
Qu nt i fin mina indicada, em con, q i ueia da incompetencia
do jnixd- direito nara p feur iesp,cbo- ampies-
meute luterlocut rio-, diaB- o Sr. Dr. Jije Dooiu-
g 8 que se tratava de urna e a 5O^iKIOe coiis'gniu'ein iiil q ie nio Cania na
leuda d jum muuie piin 8 | 3 lo D. n.
5647 de 12 le X vwbr aa I87:
Ess a^fKlnufc nao p oe>- ien'ef atreadendo-se
a que a rompe ncla dos j lis n muu c p^ea n' e
restricta ao pr.-e vto e ju gam at i aumente das
causas de valor de luO a ouiifdOO e a qne elies da redaego da c-Aunna liberal: mas e.-a. a amigos,
A colonia<;o em Peraambaco
A proposito da minha nomeago psra o
cargo de inspector de trras e colonisaflo,
alm dos muitos comrnentarios que a ilus
Conta-se que lienan, recebendo o!tre redaego da Provincia, faz em sentido
livro e consultado sobre seu merecmento,' desfavoravcl a minha peasoa e do Ex:n.
unCoelual8b0mbrOBemU^ma^a^a-C:e8t|S^ conselh9ro Pottella, l-se no seu arti-
Melhor tTia^aTaiada pintoa esse mogo, quejS0 de hoJ9. sob a epigraphe A colonisa-
todaa aa vezes que apparece para ser o alvo do Sao em rernambuco oe trechos seguin-
reparo da sociedade em que vive. | tas :
um original'. Metteu-se-lhe na cabega que E o Sr. Jos Ozono est por ora e
sua autoridide de publicista equivala um ukage j -.
do czar de todas a. Euasias. Falla imperiosa- estara por mmto tempo p^roebeedo longos
mente. Pretende ter dito a nltima palavra sobro | vencimentos.
E mais < Quando lhe fr precito fa-
i zer qualquer cousa como inspector da
a colooisacjlo, vel o-hemos abandonar, no
ti a a lvo:acia, mas essa inspectora por
< ora nulla e ficticia, que smente lbo ter
i deixado no bolso apeDas centenas do mil
< ris, o na reputarlo algumas arranha
Permita a illustre reJac^io da Provin-
cia, que a tudo isto e ao mais que se quei-
ra dizer, ou responda de urna vez por to-
das o seguinte :
Nao estou por ora percebendo ven;imen-
to algum, como affirma a illustre reda^ao
da Provincia, porque como esta compre-
hende, a gratieago em taes casos
importa o pagamento do trabalho, e a este
se deu comeco o que S3 i'ar
brevemente.
Nao acredite tambem a illustre redac-
cao, que abandonarei o lugar, logo, que
for preciso crear e desenvolver o oervico
crevia naquelle tow d igmatie) que faz as delicias r >
do seuhor Anlr Rsbogas-mastre na Polytechni- de coloniaar^o n esta provincia.
todos os assumptos. E todava quem o I conclue
cem urna sentenga que est na consciencia de
todos. Est muito dtate o 1. Nabuco.
E ceta. Aquelle espirito embutido por desillu-
8088 tremendas, excitado peio accelerado atvejar
dos cabellos, irritado contra si mesmo por nao ver
realisada ama s das suas aepiragoes, est atfecta-
do de urna nevrose que tirou-lhe a calma., a re-
florxo e o criterio por fin.
E' um original disse Kenau ; i un doentei-
zemos nos.
Anda nao o era quando o conheeeu o escriptor
portuguez que, tratando do physico do j ,ven
dizia :
.......O sen gesto adornado, os ador-
nos femniuos com que enfeitava os pnlsos,
a ulieetago de britanismo e a contentura
desigual e vacilante de um discurso ex-
clusivamente rhetsrico, diaposcrain o ani-
mo do auditorio contra elle. Os rapazes
principalmente, juig^ram logo que naquel-
le g-ti'obi:via. muito seboingleze pouca | anra n>J0
fibra brasileira.
A esse tempo, v se, o nosso homem apenas da-
va se a disfructe ; mas boje J oom o correr dos
anuos omteebl o plano de reformar a sociud ido e
modificar as 'eis di universo. Outro dio elle es
O abaixo assignado communiea que retira s
temooranamcute da cidade de Olinda para a ee-
marca de Nazareth, por grave incommodo de aco-
de de pessoa de sua familia.
Olinda, 31 ie Agosto de 1887.
Hereulano Cavalcante de AlbuqaerqM.
Em I sao de Lanman
& Kemp
A Ktnulsao de oleo de ligado de ktov
Ibo com os hipopbosphitos de cal, sovia <
potassa, preparada pela acreditada caca.
de Lanman di; Kemp de Nova York,
melhor, a mais pert'eita, e a mais effica e
agradavel que at agora se tem offerecs
ao publico.
K' um regenerador poderoso das cooaoS-
tui<;oes debis e um remedio certo paca
t jdas as affeesoes do peito, da garganta
dos pulmSes.
Use-se s a Emulsao de Lanman >
Kemp nao confundindo-a com as oatraa.
Vende-se em todas as drogaras e phar-
raacias.
ca : Eu ae nm I lio o Imperador------
Pobre mogo A vaidade cegoa o para sempre,
e ceg, adoeceu.
A mania que se apolereu de seu espirito expoe-
n'o dinam nte critica severissima ssno ao motejo
de todos.
' esla urna questo que partea -o a to-
dos que se interessa pela causa publica,
liberaes e conservadores, e para a qual
peco desde j o concurso e luzes dos Ilus-
tres redactores da Provincia, que nao se
Anda bontem foi obrigado a lr amas tantas recusarlo a prestar to importante service.
hberdades escriptas eon azoduin'; sobre o seu ar-
tigo de censura a um acto que o diguo Sr. ministro
da agricultura ni) pratieou-
E' qae o nosso doente, persuadido de que podia
assentar-se a beira da estrada e ahi soltar a liu-
gua contra os que vo seu caminho sem dar pela
pi ssoa d'elle, ulr.imimente un poueo descuidado
na toilette e na correcgo, excedeu em imprope-
rios a tudo que at ento navia publicado ; elle
que aoda a alrmar que s-Moeate os f actos, e nao
as pessoas o imressina Ouvio o que nao desejava. Mo certeira enter-
rou toda folna do bistur naquelle descriterio que
o impul'iona para o poste em que to mal o ve-
mos cada dia.
E' um doente que est a pr -eiaar de um grande
clnico.As eafermidades do espirito (deforman)
tambem o paciente. E' suficiente lr o que elle
produz para fazer o diagnostico.
A pretengaieic sai va, a ousadia da phrase, a
irascibilidade ni argumento, o desdeo com quo a
todos ae refere s > evidentemente symptoma ca-
racterlsador densa molestia atrophiadora, cuja bi-
se a vadiagem em que elle vive ha tantos lem-
pos.
E se foramos medico e tivessemos a responsabi-
lidade d'aquelia existencia, qua to til cie an-
da vir a 8-r, receitariamos somanteOccupago
seria e effectivatrabalho quantun satis para vi-
var casta d'elle. garantimos o resoltado fe-
liz da cura, nao obstante a gravidade da mo-
lestia.
Trabalho serio e decente.
H. P.
(Do Jornal do Connercio,)
? ----------------
Faeultl na de Direito
Confeeso, que nao foi escripticom mel e artigo
cora que h .nt'm pr.eurei mostrar a sem rasi da
critica que o Dr. Anhur Olanlo fez ai questoe,
que eu apresentei para serein discutidas no prxi-
mo paasado c ocurso. Mas, -e alguma asp'resa
houve na mmhi phrase : l'cliad indo nenhum
devm ter mo estado ana Drs. S>gismuuio e U ys-
aes Viauna; 2o tamb m n devit ter molestado
ajtoda a redi.ei.ao da colunna liberal; 3<\3i a alguem
ella podia mol siar, ase n tiuha o direito de
queixa, p is que eu asei de justBoima represalia.
S' certe qu.-, pouco tamiliansado Com o uiovi
mente plitico actual 'to Pernamouco, eu cria que
a co'umna liberal c mia s ib a exclusiva respon-ia-
bilidiae aos Srs Drs. U ysses e Sigismundo: mas
acreditan lo Bineernmente, c rao das, que elles
tiohaio sido albeos aquella pnolic-igl e nao ten
u na ; eu e elles, sino motivos para reciproca
estima e couai lerago, el iro que o meu re.T-nti-
mento nao p da dirigu ae a S> Ss., e que alguu.a
,-ousa de aapero qu bavia na mnba phrase nao
os p'dia ter pur >.lv ..
Qoan'H ledaaaia da colamna. i oera/Jignorando
eu absolutamente que elia Ilrtiate com tse cara-
ctei, n p-idia ta em mente qu .ndo eaerevi o
artigo de b iuc-m. Se existe esaa re lacea ni
ohaa palavras nao involvem a tida ella coil ciiva-
meiit mas sim, e to aom lea que tivesaem esenpto o artigo a que eu respon-
da.
Mas esse algu-m, qne en igaorava quem toase,
uo p dia gritar aqu d'El Hei por i-a ter qoa iti
cado d-' di ate parv uce e seu dito, quando em
plena pie sem previa leclaraclo de uerra e'le
me hav a axure ud ijqualific n lo Je b a .ei, e u r s
saa i quivaieiirva, a dulxte e parvoice, aa quea-
i-.'s por mim pr. postas. E' n .toral a quem vai
jaf levar o aeu taeo para p>uhar.
Folgo muito d' sib^r, que cuito amigos no se'0
Rcife, Io de Setembro de 1887.
Jos Ozorio.
\ t Provincia desvair
Por amor a candidatura do Sr. Jotquim Nabuco
veio hontem a Provincia com estirado artigo con-
tra a reoutagio e crditos do illustre Sr. Bari
de Arariba ; anda, referindo-s? ao qm disse Sa-
lisbury no Diario de ante-hontem, a respeito da
conterencia uo theatro das Variedades, contestn
que os liberaes ostentem ter muito diuheiro para
a cempra de votos.
Console-se, porm, o Sr. Arariba, lembrando-se
que a Provincia redimida por uos juizes avalsos
emprestados para a obra da aboliga a todo tr.ms .
A columoa do Jornal nao representa o partido
liberal, como afirma o or/So revolucionario, mas,
o que certo, que a candidatura do Sr. Joaqun)
Nabuco repelhda pela parte sensata e selecta
do partido liberal.
E a razo simples ; porque o partido liberal
tem comprehendido que uo se deve preferir o Sr.
Joaquim Na'iuco que aqui vem quando precisa
de votos, e que abertamente propala que esta
trra de negros o pobre, a um homem circuins-
pecto, amigo de aua trra natal, e quo diariamen-
te d sooej.is provas de seu patriotismo e de seu
desinteresse.
Quanto a compra de votos nao ha quem nao sai-
ba que os cabalistas do Sr. N ibuco ost otam ha-
ver muito dinheiro para comprar-se votos, isto
consciencias.
Dizem at que o club abolicionista da=cre
enviou lUtiiU.f para a eleigao do Sr. Nabuco !
Nao para admirar d'esde que a trra de po-
bres !...
Contiuue a Provincia na sua nefanda tarefa, cer
ta de que o eleitorado sabe prfeitamen'e que nao
ser em nome da idea abolicionista que se ha de
alcatifara victoria as uru s ; e que, verdad-iro
nome n ple merecer, seno de traidor, aquelle
que deix u de conparecer na cmara, para Votar
sobre a leiSara -ca.
0 imparcial.
FRUUKVMiii
DA
Fesla de Yissa Seahora da Penha
Anida este auno a excelsa virg m Seuhora da
P.-iiH. ree-b r do caiholioo povo de PeruainDuco
as mais significativas provas do sua nunca dea-
meotada devogj e amor.
A'a i horas da madrugada do da 4 do Corrate,
domingo pr i'ui o vastisaimo templo da Peuha
regoritara de "is que preaaur>a s iro p:estao
lioineiiKg m a virgeta santa, assistindo ao Saiit i
Sacrifici* Ca Misaa, que"ser celebrada em tengo
dos oemfeiiores qu- eontribuiam com seu obul i
Ko r. sp'eudor da fasta; lame netamente depois
de" a entrar outra missa rezla.
A'! hoa-i la manba haver urna mieaa acoiopa-
ohada do ory e ilia'ribuigao da Sagrada Eucba-
riati-i em c nuuouubao g -rl aoa fies qu para este
acto mimiu nte de masa rellgido se apreseotar-m
trazen o aa devidas disposgcs da alma e do
coro)
Tocar nos lotervall ia a msica marcial do 2
de linha lindas pee. ,a ; em a uid i a co nmuubo
geral r zar-ae-ha o^tra miasa eoi acgo d- gragat.
A misaa foemne entrar depois d i cantad as
tercias, a ll horas di da, e execUCar a--ba a"b
a regencia do dialiueto pr oteas r rt isaa a graadi
orch atr> do c le ore aau, com credo do immorlal
Mercidaute.
Ao povo pernambncauo
Bem quizara boj^ possuir urna sonara
lyra de Um Voltaire, ama ligeira panac
de Um Homero, urna sublime phosopbi*
de um Vctor Hugo, para melhor paam-
tear os meus desejos ao heroico povo per-
narabucano. Bibendo eu no regado pater-
no as boas ligoes da moral, que at boje
tem-me servido como pbanal no grande
ocano da vida, tenbo-as observado ae&v
pre com o maior interesse, e e.-tou eawvem-
cido por experiencia propria, que s u
virtude existe a felicidade do homem.
Entretanto, sentindo eu desde a infante
um extremo desejo em instruir me eot
sciencias juriJicas e sociaes, e nio podeaia
por mim s levar ao cabo to brilhaate
carreira, venho pela imprensa invocar t
valiosa proteego do benemrito povo per-
nambucano, e especialmente a mocidatk
acadmica do Recife, am de conceder-m*
as suas honrosas assignaturas, para a pts-
bcacao de um trabalho litterario, offere-
cido a mesma a.:ademia, para cujo produc-
to ser applicado aos meus estudos, e a
fundacao de um Asylo para 30 crian desvalidas.
Portanto, espero ra philantropia do B
lustrado povo peruambucano, e na mooi-
dade acadmica desta provincia, que km
nao bao de desamparar nos primniros pas-
sos que dou no camp3 das letras, visto eec
apenas um obscuro preceptor da infancit
percambucana, e ii'ho de um bamem que
prestou reievantisaimos servijos a patria,
um dos mais dedicados collaboradores dt
Independencia do Brasil, um dos mais be-
nvolos educadores da mo ,'idade academi
ca, c um dos mais distinctos cultores de
nossa litteratura brasileira, o finado De.
Jos Soares do Azevcdo.
Em casa de minha residencia, rui
Velha n. 3iJ, acha se o prospecto para ac
assignaturas, e igualmente a sala das aulas
exposta a aquelles que se assignar ne
prospecto, para examinarem a ordem dot
trabalhos, e o projecto para o Asylo de
Ra Velha n. 36
Julio Soares de Azevedo.
OD
Piarmaria Americana
Eis o movimento do receitaario
Agosto :
B. Carneiro 235, Carneiro da Cunhi
147, Coelho Lite 84, Joao Paulo 47, Loa
reiro 47, A'nao 43, A. B^ltrlo 38, Pon
tual37, Cysneiro34, A. Costo 24, Andrade
L ma 22, Carneiro Leo 22, Carraire da
Silva 22, Domingues 22, ArgolIol9, Ferret-
ra 18, Berar lo 18, A. Gaspar 18, Ferreira
Alve3 18, Maia 15, S. Barbosa 15, Jos
Flix 14, Cerqueira Leite 13, E. Coat
nho 12, Carnauba 12, B. Sampaio 11, La
grec. 11, Pitonga 11, A. Velloso 10, Ban-
deira (J, Seva 8,- Pessoa 8, Maduro 8
Santa Rosa 7, S. Ferreira 6, Curio 6, Ma
laquias 5, B. Sobrinho 6, Mello Gomes 5.
Soares 6, Valenca 4, Costa Gomes 4, B
Moraes 3, Paula L;pos 4, Virginio de Oli-
veira 2, P. Moreira 2, Raymundo 2, A.
Gomes 2, C. Beltrao 2, M. FaLaoS, Tke
mudo 2, L. Mjscoso 2, O. Jess 1, Bawi-
Ur l, Camar; 1, Nei. 1, Chaves 1
C timbra 1, Tacques 1.
Total 1.151.
Cognac bias Elixir corminativo tnico.
Elixir dentifricio antiseptioo.
A M. VERAS & C.
57Ra Duqu de Casias 57
roiisuHurio medico*
cirurgico
O r Castro Jess, coutaado mais de 12 asna
le escrupulosa observago, reabre consultorio aeae
ta cidade, ma do Bom Jeans (antiga da Crai
n. 2d, 1. andar.
Horas de consultas
De dia : dasl ii .' i i -irlo.
De noite : das 7 s 8.
as dentis horas da noite ser encontrado ac
'tio lavessa da liemudios n. 7, priui iiro per-
o esquerda, alm lo portao do Dr. Coaae.




.i

i
IlaflO


^
- m
^
Diario de PernambocoScxta-leira 2 de Sctcmbro de 1S87


Oliada
Aos moradore de Olinda a directora
do Club 1 de Julho participa que tendo
oontractado com a Companhia Ferro Car-
ril o transporte de paaaageiros do Reiir
a Olinda e viceversa, a mesma companhia
do 1 de Setembro em diante estabelecer
um servico de diligencias, que partirn do
Varadouro em Olinda a se encentraren
com os bonds em Santo Amaro, custando
cada viagem do Recife a Olinda ou vice-
versa 300 rs., inclusive o transporte no
bond, e para os meninos at a idade de 12
annos 200 rs.
Oa bonds da linba de Santo Amaro em
correspondenaia com as diligencias levarlo
ana bandeira azul-
Certamenle os Dassadoras de fasta e mo-
radores de Olinda darao preferencia as di-
ligencias nao so por economa como tam-
bem por commodidade, tendo alm dsso
a vantagem de saltar em qualquer ponto
at a estacao da ra do Brum.
Em outro lugar vai publicado o horario
das partidas dos bonds e diligencias.
* Imprenta e o peltoral de Cam-
bar (4)
D'entre aa muitas apreciacoet que este impor-
tante medicamento tem continuamente merecido
do joroalismo de quasi todo o imperio, offerecemos
agora ao publico a opinio insuspeita de ana Ilus-
trado orgo qoe v a luz da poblicidade na cida-
de do Eio-Qr nde do Sul.
Eil-a:
Sabemos de um asthmatico, dis o Artitt r, qoe
regularmente, urna ves por mes, era accommettido
de ataques que o inutilisavam por aiguns dias.
Entretanto, no espaco de oito mezcs que tem osa-
do do Peitoral de Cambar do Sr. Jos Alvarea
de Souia Soares, o seu estado de sade nao tem
continuando a soffrer os rudes golpes daquePa in-
oamodativa enfermidade.
Escrevendo estas linbas, o faremos na crenca |
de que prestamos um servico humanidadc aof-
fredora. \
Apontamos-lhe o Peiloral de Cambara, que |
nocontendo nasua preparaco cousa a. gama no-
civa, tem produzido curas admiraveis.
Grinaura, modista
39-RUA DUQUE DE CAXIAS-39
( andar)
Fas, por fi gur nos, vestidos para senboras e n e-
ntnat, com promptido e preeos mdicos.
Recebe mentalmente da Europa jornaes la
modas.
Clnica do Dr. Silva Ferreira
Especialidades, molestias de Senboras e de
pella.
Consultas de 1 s 3 horas.
Ra da Cadeia n. 53.
Residencia temporariaPonte d'Ucba n. 55.
TELEPHONE417
Humanidade
Os repetidos desastres occasionados pelos tr&i-
coeiros caodieiros de vidro para kerosene, devi m
despertar -vas o desojo d acuutelar vossas vidt.s,
fasendo acquisico de candieirjs de metal, uucjs
solidos e inexplosivos.
A' venda oa ra Duque de Caxias n. 86, Fer-
reira Guimaraeg c C.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. -4 5
Primeiro andar
Contina a ezecatar os mais difficeis
figurinos recebidoa de Londres, Pars
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeiciiode costura, em bre-
vidade, modicidade em precoz e fino
mato.
Lyceu de Artes e
Officios
Dr. Cerpira Leite
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque de Cazias
n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmoestias de senboras e crian-
cas. Tolephone n. 326.
Cal virgeni de Jaguaribe
REGS
TRADA
A norte no anju'
81
Sim, no sangue onde se gera as sementes das
entermidades e da morte. Atacuemol-as, p>is, com
jase detergente, o mais poderoso de todos a salsa
parrilha de Bristol, e a sal vacio certa. Pouco
importa que molesca sejtpois quer tejain cscro-
uias, erysipellas, cancros, humores salitrosos, fe-
bres tercans, molestia do figado ou febre biliosa e
sezoes, a origem dellas todas deve-se buscar no
sangue, aNcando-se para logo a caust irritante.
Este grande antidato nentralisa a materia morbosa
que se acha derramada as veas e a qu.l da ori-
gem aos desmanchos e desordena as mais terriveia
e os alimenta e aggrava. Destre a hy.lra oceulta
no syatema venoso, e a extermina com a rapides e
certeza com quo Hrcules dcstruio a serpete de
em cabjcis de cujos ataques imrtaes elle o an-
tagonista mais t'jrmidavel. L mbreoi-se disto os
que soffVem, porquanto isto urna verdade incon-
testavel.
Encentrase venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C.
ra do Commercio u. 8.
O corpo medieo de Pariz acolheu benvola-
mente o vinbo de extracto de Usado
de bacalnos a sua administraban fcil col-
locou-o entre as oaos de todas as inis; a su* ac-
olo prometa e poderesa tornoo-o precioio para os
anmicos e para os individuos cujo sangue se acha
viciado pela tuberculoae, escrfula e racbitismo ;
a sua dosag;m perieita assegurou-lh cm lugar
dos mais honrosos na classe dos agentes therapeu-
ticos, cuja eficacia indiacutivel satists ao mesan
tempo experiencia e ao raciocinio.
(Tr.bune Mid.cale).
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de rneio da s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Bario da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia ra Seto de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Mello Gome>
MEDICO PARTEIRO
44 Roa Larga do Rosarlo -4 4
Onde tem consultorio e residencia, e ple ter
procurado a qualquer hora do lia e da uoite.
Eapecialides : Febres. molestias de senboras e
do pulmi, byphilis e cstreitamentos da uretbra.
Consultas : 10 ao meio dia.
Telephone n. o74
A Imperial Sociedade dos Artistas Mecbanieos
e Liberacs de Pernambuco, que tem a sea cargo
o Lyceu de Artes e Officios, no intuito de Ilustrar
as classes artsticas e manufactureras, mantm
como j bem conbecido em seu palacete, lio
Campo das Princesas, aulas de diversas lingoas e
scieucias, as qnaes funecionam em todos os das
uteis, das 6 as 9 horas da uoite.
Com o meemo utuitomantm ella urna pe-juena
e m.dista bibliotheca, que com patriticos dona-
tivos, augmenta-Be de dia para dia, e franque i-
da ao publico em geral diariamente, s nvsnus
horas cima, e assim como um pequeo mus^u
artstico.
Assim. pois, com o mui applaudido atento de
tornar bem conbvcidj o progresso das artes e
officios entre ni, a perfeico e utilidade de seus
productos, fazer conbecido seus autores, bem
como os lugares de seus estabelecimento*, afiui de
facilitar a sahida e o consumo delles, promove
todos os annos, para o dia de seu annivrrsario,
segundo dispon o 6o do art. 2 dos seus estatu-
tos, urna rxp .sifao dos trabalhos d'artea e officios
einauufacturas.
E' para a consecuoo de to aperfeicoado quo
vantajoso fim, que a directora da Sociedade vem
palo presente solicitar de todas aquellas pessons
que possuem por pergaininbo o trabalno, sua effi-
cas concurrencia expoiicio que em Novembro
deste anno se effoctuar em sua tde, Lyceu de
Artes e Officios.
Cumpre tambem a ella f.iser conhecedores ot
Ilustres s-.'iihores e senheras qu o quizerera hon
rar com seus productos, os seus dircitos e
Deven-
l.o De verlo at 15 do dito mez enviaren) as
amostras de seus ven lavis productos para o dito
Lyceu.
2.a Em todos os objectos deverao acoinpauh:;r
o nome Jo autor^ ou propietario dos mesmos.
3. Ser imprescindivel em todo e qualquer
oujecto a deciara$o do precio e lugar de su* fi-
brina oa deposito.
4.* Que os objectos para a t xposicao de vem sei
tal qual os costuma fazer e vender.
Ol-elfo
Art. 8" do regulameuto da Exposicio Artsticos
industrial :
Somente aos expositores permittido abrir as
vitrinas para mostrarem aos visitantes os seus
productos.
A directora; coisca d^- que muito se esforen-
rao para o fuustoso resultado des;a certamcu tao
proveitoso e lisongeiro a todas as classes ndus-
trieB, antecipa seus devidos agradenimentos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mecbanieos o Liberaes de Pernambueo, em 30 de
Junbo de 1887.
O 1 secretario,
Paterniano Barroso.
Avisa-se aos senbores de engeubo e
mais consumidores desta excedente cal,
que contioua ser o seu deposito ge^al a
rui do Bom Jess n. 23. Perfeitamente
e~barricada e em podras, como a que nos
vtn do eitrangeiro e em nada inferior a
esta, continua a str vendida pelo preyo fixo
de 6^000 a barrica.
Alm do deposito geral j indicado, sSo
tambam vendedores della os senbores :
GuimarSes & Valente6 Pateo do Cor
po Santo 6.
Lopes & Araujo38 Ra do Livrameo-
to38.
Bento de Freitas Gaimaraes Rna do Viscondo de Itaparica 51, Recife
i MEDICO HOMEOPATHA i J
"Dr. Balihazar da Silveira
i!
I!
Especialidadesfebres, molestias das
eriancas, dos orgaos respiratorios e das
senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para (|
ora da capital.
){
AVISO
Todos ob chamadas
dos pharmacia do Dr
Baro da Victoria n. 43, onde se
sua residencia.
devem ser dingi I \
'. Sabino, ra da ) (
indicar ( j
H
CClinica medlco-cirnrgica
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspnciadadePartos, molestias de senhoras e
eriancas.
Residencia
andar.
Ra da Imperatriz n. 4, segnnds
Telephone n. 226.
Dr- Lopes l'essoa
Medico e operador
Residencia Ra Larga do Rosario n.
38 Io andar.
Consultorio Ra do Bom Jess n. 37
1* andar.
ConsultasDas 12 s 2 horas da tar
de.
Chamados-A qualquer hora, por es-
cripto.
EDITAES
f-GMIERCIG
Boina 'onsiiteri'ln!
LOTA^OKS OFFICIAKS DA JUNTA DOS COR-
RECTORES
Re'.. I de Setembro de 1887
Cambio sobre o forto, 90 d/v. 132 U/0 de premio,
particular.
> presidente,
Antonio L'-onardo lodri^ucs.
U secretario,
Eduardo Dubenx.
Wovlxnento banrarlo
REC1TK, 1 DE 3KTEMBR0 DI 18S
PRAQA DO RECIFE
O mercado de cambio fechoa 6rme, maniendo os
bancos a taxa de 22 3'4 .. sobre Londres.
Fizeram transaccoca cm pipel particular *2
7/8 d.
PRAQA DO RIO DE JANEIRO
A taxa para todos os bancos j hoja a de 22
3/4 d. sobre Londrt-s, s-m havar tomadores.
O papel particular esteve escasso, constando al-
jamas trau8acces a 22 7/8 d.
As tabellas expostas a^ui' foram estas :
Do Itbuiaciosai. :
SO d. v vUtm
Clnica do Dr. Simo.-s Barbosa, Espe-
cialidades : parto?, molestias de senhoras
o de eriancas.
Consultorio ra do Mrquez de Olin-
da n. 64 consultas de 1 s 3 horas da
Urde.
Residencia ra da Soledade n. 78.
T-loohone n. 213.
Colar de Murar
{Para o agricultores)
Por 15 kilos
Branco, os melhores qne
appsrecem no mercado,
r.-gulaio de .... 2*200 a J400
1* aorte boa..... 19<>0 a 2*100
3> regular..... 1*700 a l*8ii0
Hmidos e baixos 1*500 a 1*700
Smenos...... 1*300 a 1*400
Mascavado..... 1*040 a 1*100
Bruto....... *900 a 1*000
Rtame...... *700 a *800
Colara de algoil ?
Nao bouve alteracao no mercado, mantendo-se
o de 1.* sorte do serto a 6*400 por 15 kilos.
uondres....... 22 3/4
Paris........ il-
ttalia........
Hamburgo......
Lisboa e Porto..... 284
principaes eidades de Portu-
gal........
New-York......
Do Losos Ba.NK :
ao i.v
Londres....... 22 3/4
Paria........ 418
Italia........
Eamburgo......
Krtugal...... 234
New-York......
o Eaousii Bina :
22 1/2
i.2i
422
:,
388
241
2*220
vista
28 1/2
422
421
',3
Entrada de aisurar e alsixt
MEZ DE AGOSTO
Assucar
Entradas Dias
Uarcacas...... 1 27
Va-terrea de Caruar 1 31
Ammaes...... 1 31
Via terrea de S. Francisco 1 30
Via-forrea de Limoeiro 1 29
Somma.
lgodo
Entradas Dias
Barsaeas...... 1 27
Vaporea...... 1 27
Via-fer/ea de Caruar 1 al
Ammaes...... 1 a 31
Via tenea de S. Franc-sco 1 30
Via-ferrea de Limoeiro i 3J
Somma.
Juizo des Fe i tos da Fazenda
Escriixlo Cintra
No da 9 do correnta mez depols da audiencia
do Sr. Dr. j'iiz substituto dos jeitos da fazenda,
Liodolpho Hisbello Correia de Araujo, se ha de
arrematar a quem mais der.
S .uto Antonio
A armaco e balcao de madeira de muan lio,
existente no es'-ibelecimento n. 4 raa estrei'a do
Rustri, avaliada em 50*, para pagamento do que
de ve fazenda provincial Jos Ta vares Carreiro.
Recife
Os alaguis do predio n. 10 i. ra do Pharol,
avallado e.n 12*, para pagamento do que deve
ines.ua fazeuda Joo J' aqui-n de Santa Anna.
Armtfo e balcao com todos os utensilios exis-
tentes no eHabelecimento ra do Mrquez do
Uerval n. 64, avahada em 120*, para pagamento
do que deve mesma fazenda Jos Antonio do
Monte.
Boa Vista
O predio n. 5 ra de Luis do Seg, com 7 me
tros' e 20 ceotimetros de frente e 22 metros e 30
centmetros de fundo, com 3 janellas de frente, '
poitas 3 janellas no oitao, 2 salas, 4 quartos, sa-
leta, cosinba lora, sotao intimo com 3 janellas no
Saceos
2.055
336
318
3.857
259
6.825
Saccas
1.126
4.742
18
3.024
885
1.497
90 djv i vista
Londres .......
Pars........
Italia........
Uamburgo......
Lisboa e Porto.....
Principaes cidadss de Portu-
gal........
liba dos Acores .
(iba da Madeira .
Sew-Ycrk ......
22 S/4
-U7
98a
22 1/2
421
421
236
241
244
-41
10.966
B?re!amentoa
Foram fechados bootem os do brigue sueco
Jfritz e patacho iuglez Silvia, para carregarem no
Rio Grande do Norte, com destmo aos Cstados-
Uuidos, assucar na razio de 25/ e 5 0/0.
Vapor despachado
Vapor allemao Kiel, aatHdo hontem, lovcu psrs :
New-York : 90 saccis com assucar mascava-
do e 190 fardos de courinbos.
Carregaram J. H. Boxwj.
.Vawlo & carga
Brigue portugus A rmando, para o Porto.
Patacho inglez Tiber, para os Estados-Unidos
Vapor ioglez Merchant, para Liverpool.
TVavioa descarta
Barca nacional Maanninha, xarque.
Barca norueguense Nina, carvSo de pedra.
Barca dinamarqueza Jorgen J. Lots, carvao de
pedra.
Barca noraeguense Petras, madeira.
Barca noruegaense Vernica, madeira.
Barca nacional iaria ngelmn, gorduras.
Barca nacional Marinho XI, gorduras.
Barca norueguense Kxpedit, varis gneros.
Brigue inglez Ephrutah, carvao de pedra.
Escuna dinamarquesa Ftdes, xarque.
Lar norueguenbe Sirias, varios gneros.
Lugar inglez Caledonia, varios gneros.
Patacho dinamarqus Atine Charlotte, sal.
Patacho portugu-z Tentativa, gorduras.
Patacho inglez Silvia, bacalbo.
Vapor inglez Orator, varios gneros.
Vapjr nacional Giqui, varios gneros.
Vapor nacional Ipujuca, varios gneros
Pauta da Aifandeca
semana db 29 db aoosto a 3 de seteubbo
db 1887
(Vide o Diario de 28 de Agosto
Sensorial
Em ?3 do crreme, termina o prazo de 30 diis
conced .o ao subscriptores da nova eimssao de
accoes para o levaotamento da fabrica na Torre,
pertencente a Coxpakhia de PiacIo e Tbcidos de
Pbbnamboco, para pagamento da segunda presta -
cao na raxao de 25 0/0.
At o dia 29 do corrente, devem os accionistas
da Cohpahhia lb EdificacIo entrar com a oitava
prestacao, na razio de 10 0/0 sobre o valor das
respectivas accoes.
Aos accionistas da Estbada de Ferro do Ribei-
bo ao Bonito foi marcado o prazo de 60 dias, a
contar de 4 de Agosto, para realizarem a 7.a en-
trada de 10 Q/0 do snaa accoes.
Com o deiconto de 4 0/0 e at 30 de Setembro
vindooro, serio substituidas na Thbsoubabia db
Fazenda as notns di valor de 2*000 da 5, estam-
pa, 5*000 da 7. e 10*000 da 6.
Exportaco
Bicerra. 31 de aqjfto de 1887
Para o exterior
No vapor inglez AtercVjn, carregou :
Para Liverpool, C. P. de Lemos 60,000 kilos de
carocos de algodo.
No vapjr allemao Kiel, carregou :
Para New-Yjrk, M. J. da Roch 200 saceos
com 15,0 K) kilos do assucar mascavado.
No vapor francs Ville de Macelo, carre-
gou :
Para o Havre, A. Labille 3,0C0 couros verdes
com 63,000 kilos.
No brigub portugus Armando, carrega-
ram :
Para Lisboa, S. 3. Bri'o 161 coaros salgados
com 1,978 kilos.
Para o Porto, A. C. da Silva 173 couros salga-
dos cem 2,076 kilos
Para o exterior nao houve exportadlo dos g-
neros quo se coatutna publicar.
Hendioientosi pblicos
MEZ DB SETEUBBO
Alj andera
Reada eeral :
oito, sitio todj murado, jardim ao lado, avallado
em 4:000*, para pagamento do que deve mesma
fasenda Jus Vital de Negreiros.
Afogados
A casa terrea n. 5 A. estrada do Giqui a
Jaboato, com 1 porta e 1 janella de frente, 2
talas, 2 quartos, cozioba fra, tendo 5 metros de
frente e 12 metros e 50 centmetros de fundo, ava-
llado em 800*, para pagamento do que deve
mesma fasenda Lourenco Gomes de Oliveira.
Os alugueis do predio n. 103 A 4 estrada do
Giqui a Jaboato, avahado em 5* mensaes, para
pagamento do que deve fasenda Tbomas de
Aquino Cesar.
Os alugueis do predio n. 35 oa travessa dos Re-
medios, avaliado em 1* mensaes, ptra paga-
ment de que deve mesma fazenda Francisco
Sabino de Araujo.
Peco
Os alugueis do predio n. 2, com 2 portas de
frente, no lugar denominado Dous Irmos, ava-
liado fin 60* annuaes, para pagamento do que
deve mesma fazenda Francisco Firmino de
Araujo.
Varzea
Os alugueis do predio n. 9, ra do Sol, va-
Hado em 3* mensaes, para pagamento do que
deve mesma fazeuda Galdino Ferreira da
Silva.
Os alugueis do predio n. 7, S. Francisco da
Paulo, avaliado em 10* mens&es, para pagamento
do que deve mesma tazenda Vicente Ferreira da
Costa Miranda.
A casa terrea n. 12 ra das Larangeiras, com
4 metros e 50 centmetros de frente e 7 metros e
70 centmetros de fundo, 2 salas, 1 quarto, quin-
tal cm abero. 1 telbriro, avaliado cm 100*. para
pagamento do que deve mesma tazenda Hilari
Rodrigues Curado.
As casas terreas ns. 2 e 4, no lugar denomina-
do liba, tendo cada urna 5 metros e 48 centmetros
de largura e 9 metros e 53 centmetros de compri-
mento, com 2 janellas e 1 porta de frente, 2 quar-
toi, cozmba interna, avaliada cada urna em 101*.
para pagamento do que deve mesma tazenda
Jos Domingues.
8. Lourenco
A ca_-a terrea no Largo da Matriz n. 4, de cal e
tijollo, com 1 porta e 2 janellas de frente, 2 salas,
2 quartos, coziuha tora, medindo de frente 6 me-
tros e 48 centmetros e de comprimento 9 metros
e 53 centmetros, avaliada em 50*, para paga-
mento do que deve mesma fazenda Luis de Pau-
lo Gusmo Colho.
A casa terrea n. 15 Estrada Nova, com 1 por-
ta e 1 janella de frente, tondo 6 metros e 6 cent-
metros de frente e de comprimento 9 metros e 20
centmetros e com 2 quartos, 2 salas, coziuha ex-
terna, av- liada em 50*, para pagamento do que
deve mesma fazenda Mara Theodora Mun-
teiro.
Olinda
Os alugueis do predio no povoado de Bebrib",
com 6 janellas de frente, 4 portas nos oitoes, 2
saletas, coziuha. avaliado em 30* mensaes, para
pagamento do que deve meama tazeuda Jos de
S Leito Jnior pelo Dr. Jos dos Santo Nunes
de Oliveira.
Recito, 1.' de Setembro de 1887.
O solicitador da fazenda provincial,
Rolilio Tolentino da Figueiredo Lima.
O Dr. Manoel da Silva Reg, <-tii -i.-l da imperial
ordem da Rosa e juiz de direito do 4o dstricto
criminal desta cjmarca do Recife, etc.
Faco saber pelo presente edital, que tendo de
proceder-se a reviso do alistamento eltitorsl das
freguezias que compoem este distric'o, Boa-Vista
e Orraca, em cumpriuieuto do disposto do art. 16
do decreto d. 8_'13 de 13 de Agosto de 18S1, con-
vido a todos os cidados que tiverem di requerer
a sua inclueao ou eliminacao de outros, a apresen-
tarem seus requerimeotus no prazo de 30 dias, 1 h
30 de Setembro, na ra larga do Rosaiio n. 10,
2* andar, primeiro cartorio deste juizo, das 10
boris da manba s 4 da tarde.
E para que ebegue ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente, que ser publicado pela
imprensa e affixado Das retpeotivas reguezias.
fiecif.-, 31 de Agosto de 1837.
Eu Luiz da Veiga Pesaos, escrivo, o subscrevi.
Mauoel da Silva Reg.
Dam Jos Pereira da Silva B arros, por
Merca de Deus, e da Santa S Ap sto-
lioa, Bispo de Olinda, do Conaelho do S.
M. o Imperador etc.
Fazemos saber, que resolvemos por cm concurso
as seguintes freguezias vagas deste Bspado : San-
li.-Bimo Sacramento de Santo Antonio do Recife,
Nossa Senhora dos Prazeres de Murangu i r, NossJ
Seuhora da ConceiQaodeltumarac, Nossa Senhora
do Desterro de Itamb, Nossa Senhora da Luz,
Sanl'Anna de Gravat, S. Mignel de Ipojuca,
Nossa Senhora do O' do Altinho, S. Jos do Rio
Formozo, usca Si-nbcri da Cooceico de Alag i
de Baixo, Nossa Sentara da Sade de Tacarat,
5 Jote de Belmonte, Bom Jess dos Remedios Oa
togados de Ingazeira, Nos>a Senh>ra da Concei-
cSo do Paj' de Flores, Bom Jess dos Aflictos de
Fazenda Grande (Floresta), Santa Mara Raiuha
dos Aojos de Pe'.rolina, Nossa Senbcra da Assump-
cao e S. Goncalo de Cabrcb, Santa Mara da Boa
Vista (alto sertn), Nossa Seuhora das Montanhas
de Cimbres, Sant'Anna de Leopoldina, Santo An-
tonio de Salgueirc, Nossa Senbora da Concei^o
da Pedra, Bom Jisus dos Aflictos o Ex, Nossa
Senhora do B.m Conselho de Granito, Nossa Se-
uhora da Conceivo do Bello Jardim, Nossa Seuho-
ra da Ccnceic,ao de Aguas Bellas, Jetus Mara
Jos de Papacaca, e Nessa Senbora da Cooceico
de Correntes ; nesta provincia de Pernambuco:
Bom Jess do Passo de Camaragibe, S. Luiz de
Quitunde, Nossa Senbora da Conceicao de Matta
Grande, Sant'Anna de Ip&nema, S. Bento de Por-
to Calvo (Maragogy), Nossa Senhora da Apresen-
tacas de Porto Calvo, Nossa Senhora da Cooceico
de Porto Real do Collegio, Bom Jess do Bom Fim
da Assembla, Nossa Senhora do Bom Conselho da
Laga Funda, S. Joo Baptsta da Egreja Nova e
8. Francisco de Borja de Piassabuss, na provin-
cia das Alagas : Nossa Senhora da Conceicao
da Villa do Conde (Jacoca), S. Miguel da Babia da
Traico, Nossa Senhora da Conceifo de Gurinhem,
Nossa Senhora da Boa-Viagem de Alagoa Grande,
Nossa Senbora da Conceicao 'o Brejo de Areia.
Nossa Senhora da Luz de Independencia (Guara-
bra), Nossa Senbora da Lnz de Pedra Lavrada,
Nossa Senhora da Guia de Patos, Nossa Senbora
das Milagrea do Brejo do Cruz, Nossa Senbora
dos Remedios do Catle do Rocha, Nossa Senhora
do Bom Successo de Pombal, Sauto Antonio de
Pianc, Nossa Senhora da Conceicao de Pianc,
Nossa Senhora do Bom Conselho de Pianc, Nossa
Senbora da Conceicao de Misericordia, S. Jos de
Piranbas, Bom Jess do Bom Fim de Serra da
Raz, Noss8 Senhora da Concedi de Campia
Grande, e S. SebastiSo de Picuhy, na provincia
da Parabyba : Nossa Senhora da Conceicao de
Macabyba (out'ora S. Goncalo de Amarantho),
Nossa Senbora da Conceicao de Macau, Sant'Anna
de Mattos, S. Joo Baptsta do Ass. Nossa Se-
nhora da Conceicao do Azcvedo (Jardim),Sut'An-
na do Sendo (Priucipj), S. J> o Baptsta de Por
to Alegre, Nossa Senhora da Conceicao de Pao dos
Ferro, S. Miguel de Pao dos Ferros, S. Joo Bap-
tsta de Ares, Nossa Senhora da Conceicao de Nova
Cruz, e Sant'Anna de Curraos Novos, na provincia
do Rio Grande do Norte.
Todo o Reverendo Sacerdote ou Clrigo, que
pretender alguma dcstas freguezias, dever apre-
oentar o seu requerimento instruido com documen-
tos, na forma de direit que comprovm as suas
habiliUco.'S, vids, costume, e servicos ; e na nos-
sa Cmara assignar termo dentro do prazo de
60 das a contar desta data, findo o qual nenbum
documento ser mais recebido : c no dia 30 do
mez de Novembro deste anno se proceder ao con-
curso, oo qual os concurrentes farao um exposi-
(o ou homila sobre e texto do Evangelho, que
assiguarmos, e respondero a 9 casos de Moral e
Conscieocia. Feito o concurso, propoiemos os mais
dignos dos appruvados a S. M. Imperial, na l<< in-
do costume. Dado, em nosso Palacio da Soledade
da cidade do Recife, ao 1 de Setembro de 1887.
Eu padre Valeriano de Alleluia Correia, escrivo
da Cmara Eclesistica, que o eacr< vi.
%? Jos, Bispo Diocesano,
O Dr. Jote Antonio Correia da Silva, ca-
valheiro da imperial crdem de Christo,
juiz de direito da comarca de Olinda,
por Sua Magestade o Imperador, que
Deus guarde, ct'!.
Fas saber sos que o presento edital virem, que
deve comeyar hoje a reviso di alstamento elei
toral das paroebias de S. Salvador, Beberibc e
Mardnguapi-, em cumprimento do regulamento do
artigo 16 do decreto n. 8,213, de 13 de Agosto de
1881, pelo que sao convidados os interessados a
apresentarem suas pticas no praso de 30 dias, a
c ntar desta data, na ra de S. Podro Martyr n,
16, das 10 horas ua manha -j 3 da tarde, para in-
clusas, elimilMUjao, alteraco c declara^SeB quanto
as ludanc a de domicilios, devendo as petices
para a incln.'o st-rem acompanhadas dos docu-
mentas legaes, escriptas e aasignadas pelos pro-
prios peticonarijs e a firma e letra reconhecida
por tuhellio.
E para constar mandei passar o presente que
ser afiliado em toias as parochias e publicado
pela imprensa.
Olinda, 1 de Setembro de 1887.
bu, Jo": > Tbi-odamiro da Costa Monteiro, escri-
vo, o escrevi.
Jos Antonio Correia da Silva.
BELARJ
Del
Renda provincial
Del
R.vxbedoria geral
Del
tiecebedoria p.ovincu
Del
Recife Druinage
Del
45:052*784
5:149*561
5u:34o*0Jl
334*915
87*144
2.206*311
Gabinete Portuguez de
Leitura
De ordem do Exm. Sr. Visconde da Silva Loyo,
presidente da ciinmisso executira, encarregada
de erigir o novo edificio para o Gabinete, con-
vocada urna reuna} dos seohores subscriptores do
rmprc9timo contrabido pra ess-' tim, a qual ter
lugar em noosa sede, pelas 11 horas da manh de
quinta-feira 8 do crrante, para trarar-se de as-
sumptos e. ucerneiif.es ao mesmo edificio.
Secretaria do Gabinete Portuguez de Leitura
em Pernambuco, 1 de Setembro de 1887.
Francisco Cousseiro,
S rvindo de 2- secretario.
Imperial sociedade
DOS
Artistas ^lechanicos
Liberaes
De ordem do irmo director, convido a todos os
irmos que se acbam no goso de seus direitos a
reunirem-se em nossa sede sexta fera 2 de Se-
tembro, p.'las 6 horas da tarde, afim de ter lugar
a assembla geral do corrente mez, que deixou de
tunecionar por falta de numero, devendo esta ter
lugar com o numero que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mecbanieos e Liberaes do Pernambuco, em 31 de
Agosto de 1S87. O 1- secretario.
Paterniano Barroso.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro director in-
terino, e de conformidade com o art. 19 da lei n.
3013 de Novembro de 1880, fiVa aberta nesta se-
creta! a at o dia 9 de Setembro prximo, t
hora da tarde, a concurrencia para a impresso da
lista geral dos alu anos matriculados nos diversos
annos desta Faculdade, com a declaraco da fiiia-
co e naturaldade.
As pessoas que pretenderem contratar essa im-
presso, devero apresentar proposta em cartas
fechadas e competentemente selladas at referi-
do dia 9. Nesta secretaria se podero dar iofor-
maces e esclarecirneutos de que prteisarem os
concurrentes.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife,
31 de Agosto de 1887.O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
Mercado Municipal de S. Joa>
O movimento deste Mercado ao da 1 de Setem-
bro foi o seguate:
Entraram :
46 boia pesando 6,722 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 25 1/2 ditos de 1* qualidade, 4 de 2*
e 16 1/2 ditos particulares.
452 kilos de peixe a 20 rea 9010
65 cargas de fannha a 200 ris 13*000
25 ditas de fructas diversas a
300 rs. 7*500
11 Uboleiros a 200 rit 2*200
8 Sumos a 200 ris 1*600
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*000
24 ditos de comida a 500 ris 12*000
60 ditos de legumes a 400 ris 24*000
30 ditos de fasendas a 400 r's 18*1000
19 ditos de suino a 700 ris 1 J*30o
11 ditos de fresa-aras a 600 rit 6*600
10 talhos a 2* 20*000
8 ditos a 1* 8*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos al* 54*001
Jeve ter sido arrecadada nes'rs di*.s
a quantiado 208*640
Preeos do dia :
Carne verde de 200 a 400 ris o kilo,
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Su i no t de 560 a 640 ris dem.
Farinha de 160 a 240 ris a cuia-
Milho de 210 a 320 ris dem
Fcijo de 640 a 1*000 idem.
MaiadourogPubilco
Foram abatidas nc Vlatadouro da Cabanga 73
reata para o consumo do dia 2 de Setembro.
Sendo: 46 rezes pertencente a Oliveira Casrr->
& C, '27 a diversos.
Das 46 rezespertencentes aos Srs. Oliveira Cas-
tro & C, 1 foi para a caldeira.
EmbarcacCes aunan ao porto
1 de Meietnbro
HACIOBABS
Armandoconsig. Loyo i Filho.
Giqui Companhia Pernambucana.
Ipojucai Companhia Pernambucana.
Jaguaribe Companhia Pernambucana.
em
Lamego(canhoneira de guerra).
MarianninhaconBig. Baltar Oliveira & C.
Marinho XI Jos da Silva Loyo & Filho.
Mara Angelina L yo & Filho.
Pirapama Companhia Pernambucana.
ESTKASQEIBAS
Anne Charlotteconsig. ordem.
Celedonia Livramento & C.
Expedit Fonseca Irmos & C
Epbratah ordem
Fides ordem.
Fritz H. Lundgrin & C.
Fiorence Saunders Brothers & C
Freidig ordem.
Jorgen J. Lotz crdem.
* Kiel Boxwell & C.
Merchant S. L. Johnstou.
Nina ordem.
# Noi-seman Companhia Thelegraphica.
Orator S. L. Johnaton.
Petrus Pereira Carneiro & C.
Seiprig ordem.
Sirius HermaDo Lundgrin & C.
Silvia Saunders Brothers & C.
Tentativa Amorim Irmos & C.
Tiber Saunders Brothers & C.
Union H. Lundgrin & C.
Vernica ordem.
O signal indica ter a embarcaco sahido.
vaporea entrar
DOS POBTOS DO 801.
Corrientesa manh.
Ville de Maceiamanh.
Guabya 4.
Drydona 5.
Advaneea 5.
Manosa 6.
Tales a 11.
Galiciaa 12.
Mondegoa 14.
Pernamaucoa '6.
Marinho Viscondea 25.
Camlioa 27.
Taguaa 29.
DOS POBTOS do kobtb
Camlioamanh.
Paraa 13.
Espirito Santoa 23.
DA EBOPA
Girondeamanh.
Ville de Bahiaa 6.
Tamar 10.
Neva* 24.
Anthora 19.
Financea 9.
Tibora 4.
DE LIVEBPOOL
DB HBW-PORT
DE IUIESTE
Vaporea a aablr
Gironde amanh, ao meio dia, para Buenos-
Ayres e escala.
Gamillo aina&h, s 5 horas da tarde, para os
portos do sul.
Manta Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Casa arrenda-se os se-
guintes predios :
Ra d Bom Jess n. 13, 3- sudar.
dem dem n. 44, 1- andar e roja.
dem do V:g..r; i Thenorio u. 22, 1- andar.
dem dem n. 25. sobrado.
dem do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
Ide;o do Apollo ii. 24, 1- andar.
I se o da Mofa n. V.
Ipem 1em n. 47.
dem idem n. 49.
dem idem n. 37.
dem da Liogoeta n. 14, 1' aodar.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
Secretaria da Santa Casa de Miseroordia di
Recife, 25 de Maio de 1887.
0 escrivo iotrino,
Francisco Gomes Castellao
Companhia de Edifl-
cago
Communico aos Srs accionistas quo por deli-
bcracao da directora foi resolvido o tecolbmento
da oitava prestadlo na ruzilo de 10 por cento sob
o valor da3 respectivas accoes, o qual dever rea-
lisar-se at o dia 29 de Setembro prximo futuro.
Recife, 29 de Agosto de 18S7.
Kicardo Menczea,
Geronte.
Compaahia
DE
Fiayo c tecidos de
Pernambuco
A directora t>z scienta aos senbores subscrip-
tores da nova fmisso de accoes para o i. vanta-
mento da fabrica na Torre, que tica marcado o
pr.izo de 30 dias, desta data, para o pagamento
da segunda prestacao de 25 0/0, e autorigado o
Sr. tbesoureiro Jos Joao de Amorim Jnior, para
o recebimeoto, ra do Bom Jesu3 n. 3.
Recife, 23 di Agosto de 1887.
Os directores
Mancel Jos da Silva Guimares.
Henrique Saraiva,
Secretario.
Jos Joo de Amorim Jnior,
Thesoureiro.
Irmandade do Senhor Bom Jcn
dos Pa*au da Matriz do Corpo
Manto.
Eleijao
De conformidade com nosso compromisso, convi-
do todos es nosscs irmos a reunircm-se em nosso
consistorio sexta-feira 2 de Setembro pelas 5 ho-
ras da tarde, afim de em mesa geral eleger-se os
novos funcionarios para o anno ompromissal de
18*7 a 1888.
Recife, 30 de Agosto de 1887.
O escrivo
Francisco Antonio Ccrreia Cardo.
Vilie de Maceia 4, s 2 horas da tarde, para o
Havre.
Aivance a 6, s 5 horas da tarde, para New-
York e escala.
Ipojuca a 6, s 5 horas da tarde, para Cear e
escala.
Ville de Babia a 7, as 5 horas da tarde, para
Santos e escala.
Manos -a 7, s 5 horas da tarde, p :ra C3 portos
do norte.
Jaguaribe a 9, s 5 hora3 da tarde, para Bahia
e escala.
Financea 10, s 9 horas, para Rio de Janeiro e
escala.
Tamar a 10, 1 hora da tarde, para B'jeaoi-
Ayres e encala.
.\at io entrar
Antelopde Hamburgo.
Charityde Cardiff.
Citodo Rio de Janeiro.
Farwardde Liverpool.
Hardi de Cardiff.
Ibisde Ncw-port.
Jos vade Cardiff.
Kiffir Chitffde Cardiff.
Lidador do Rio Grande do Sul.
Mariedo Rio de Janeiro.
Mariettado Rio Grande da Sol.
Marinho Ido Rio Grande do Sal.
Mary Annede New-port.
Positivo do Rio Grande do Sul.
P. A. Munch -de New-port.
Stcllaie Liverpool.
Temerariodo Porto.
Withelmnede Hamburgo.
Wild Rosede New-port.
Wandererde Liverpool.
no vi me uto do porto
Navios entrados no dia 1 de Setembro
Cear e escaia13 du9, vapor nacional
Ipojuca, de 360 toneladas, comroandante
Alfredo Monteiro, equipagem 30, carga
varios generes; Companhia Pernaaa-
buxana.
Tamandar e Rio Formoso6 horas, va-
por nacional Giqui, de 22 toneladas,
comujandante Souza Lobo, equipagem
29, em lastro ; Companhia Pernam-
bucana.
Saludos no mesmo dia
New-YorkVapor allem2o Kiel, eomman-
danlc H. N. Tompson, carga varios g-
neros.
Alto MarVapor iuglez Norseman, com-
mandante W. L>cy, carga apparelhos
telegraphicos.
Terra NovaLugar ingloz Fiorence, capi-
tao Samuel Facey, em lastro.
Diligencias de Olinda j
Dorarlo
S i
o s > * a a O CQ ce
O < < 3 21 w s -
4* 5
E c*
09 J3 = \ ^"
B. :- o 1 2
6 25 6.45 6.45 7.05 1
7.25 7.45 7.45 8.05 %
8.25 8.45 8.45 9.05 2
9.25 9.45 9.45 10.05 2
10.25 10.45 10.45 11.05 1 .
12.25 12.45: 12.45 1.05 1
2.20 2.40 2.40 3.0 2
3.20 3.40J 3.40 4.00 2
4 20 4.40' 4.40 5.00 2
5.20 5.40 5.40 6.00 2
6.20 8.40, 6.40 7.00 2
7.40 8.00 8 00 8.20 1
8.40 9.0J 9.00 9.20 1
9.40 10.09, 10.00 10.20 1
Preeos
Recife Olinda e vice-verta inclusive
o bond......... 300rs.
Meninos at 12 annos inclusive o bond. 200 rs.
a


w




Diario de Pernambnco---Seita--feira 2 de Setembro de 1887
SiJCO INTBMACIONA
DO
BRASIL
Capital io.ooo:ooo^
dem realizado 8,000:000*
Acaixa filial d'eate Banco faneconaado tem
porarianviute rua do Commercio n. 38, saca,
vieja ou ; prazi, contra os seguintes correspon-
sales no eatrangeiro :
Londres......... / N. M. Rothschil & Son.
Ptrs........... > De Rothschild Frres.
Hambnrgo.......J
fttrlim..........f
Brcmente........t
Prankfurt a/ Main /
Antuerpia.....
Borna.........
"itenova.......
Napolea.........\
M.i e niaia 340
eidades de Ita-
lia ............
Madrid..........
Kjvreeloua.......
Cdiz...........
Malaga.........
Tarragcn?......
\5ai30.i\ e outraa
eidades da He
pauha e ilbae
Cunaras......
Lisboa.........\
Ftste. e nuil ci- f
da Jes de Por-t
tngal e libas... /
'o'ot'iios-Ayr.'a... .)
Jont.vJo......)
N*va Yi.rk......
Compra saquea aobre quilqucr
t e-arrangeiro.
ecebe dinbeiro em conta corrente de movi-
ttKntu eom ttmi a lazao de 2% o anno e por le-
":# a prazo a juros convencionadoa.
O gerente,
William M. Webster
Deutsche Bank.
Banque d'Anvers.
Banca Genrale e
agencias.
Banco Hipotecario de
Espaa e suaa agen-
cias.
Banco de I
auas agencias.
R:
English Bank of the
ver Pate, Limited.
G. Amaink & C.
praca do iinpe
I
De Iioje por diante os presos
dos maleriaes da Olaria a Vapor,
sero regulados pela tabella se
gointe, sem descont:
Tijofos grossos formatocom-
miw, nilieiro 18$. Ditos fr-
malo poqneno 16$ Telhas, mi-
iieiro 35$, Ladrilhos de diver-
sos formatos 30^000,
Recife, 1 de Agsolo de .887.
ltoMt
GRENTE INTERINO-
ADMIMISTIAQO DOS CORRESDE PER
SAMBDCO, 31 DE A'iOSTO DE 1887
Relacao da correspondencia registrada (sem
valor) que existe tiesta repartidlo, por
nao terem sido encontrados seus destina-
tarios.
\ ii:.i!Lo C.J1D03 freir.
Aiit ni -i Carlos de Moura A.
Vbundancio Jo Juduino.
Ant-Mii j Paulino de Soma.
i. da C toba Bueno.
iio Puuliuo de Smza.
tnatacio Alexaodrino de Salles Djtra.
Adelinj Jos Ferre'ra Lino.
fi: >.jio Carneiro Rodrigue Catcpello.
il > l'h 'jioro da C3sta.
Garateaste Pereira da Silva.
IkBkVriea T lies de Menezcs.
Artbor da Silva Csta.
isto FreJerico Foelch.
'cimo Ridrigues Rocha.
Beteiro Cupertino da Miranda.
.>"rrtaodo Berario Lima.
irio Jos de Almeida.
ulomeu Rodriguen Cielho.
ettto Benedicto Coelho de Alm:ida.
una Mara da Couceiclj.
Oatbarina.
Carrol t.
rolides Ribeiro Vianca.
i Augusto de Oliveira & C.
Francisco Guursand Araujo.
francisco Cari a Caldcante de Alhuqu.'rque.
Fmaciscd Candida Pacheco dos Santos.
i isc-o Hipoliio da Cuuha.
:0loriano P. aso.
Jos Ant nio da Silva.
Jos Francisco Cardoao.
Jo ilos Santos Pereira (2).
Juan Fernanda Candaue.
Jos da Silva B'aga.
i ild.) Pereira Lima.
Vieira Braga.
Jjaquin Silviuo de Andrade.
oj Innocencio Nazaretb.
\ rreia de Oliveira.
loaquim Jos do Almeida.
Jo&o Jos da Silva.
Jc Vieira Leite.
iom.s Francisco Rodrigues.
Ha o.l Menlesda Cunha Arevedo (2).
Joar Antonio Gonjalve.
Laii Piren a dos Santo?,
lxmreaco Gcmcalves da Silva.
Lorjo Peraich.
Lin > Antonio de Miranda.
Modesto Gomes de S.
Jjria Francisca de Jess.
Moreira 6c Irmao.
Uacoel Francisco de Mattos.
tiaria Cyriaca da Suledade.
''Haaoel Bent-j de Almeida Machado.
Manoel da Silva Moreira.
'ilaiiadas Merea D. Lins.
MavasJaiio Qierino Rodrigues da Silva.
ira iS C
Pedro Muim.
Paua rVnnciaca de Jeaus.
Peiro Cyr.aco.
Mana de Miranda.
Rosa Mara da Couceico.
lio d.i Cmara Barreto.
Katornino Generoso Fernandez y Alonso.
.. > de S Gonzaga.
alvauor Pires de Carvalho e Albuquerque.
,r L>pes da Cunha.
aoo ce Moura e Vaecancellos.
O 1 rfficial,
Deodaio Pinto do Santo.
Club D. Jos
De oideui do Sr. presidente scientifico aos Sis.
xenbroa da directora que no dia 4 de Setembro
apoainio a:-, deverao reucir ao mrio dia na caaa do
pateo da Cuimo desta cidud-3 im que actualmente
rtzide o Sr. ibeaoareiro L)r. Antonio Pereira Si-
*i-s afim de deliberaren! sobre asaumptoa de in-
Kres'e.
O linda, 29 de Agosto de 1887.
O 2 secretario
Jos Candido da Silva Pessoa.
Monte de Soccorro
t.iraolldo pelo toiirno Imperial
i j de verificar-ee neste meza prescripcao
calaos de penhores vendidos em leilao de 21
.letub.-o de 1882, correspondentes aa cantelaa
3 5071.5076,5083, 50S5, 5106, 5112, 5113,
, > .,175,5183, 5210. 5211, 5214, 5231,
13, 0355, 5358, 5401, 5415, 5429, na foima
10 do regulameoto de 2 de Abril do 1887,
u pjssuiloreg da refjridas cautelas a
i receber ditas saldos antes de dar-ge cum-
riito disposicao do supra citado regula-
ae 1 de Setembro de 1887.
O gsrente.
Felino D. Ferreira Coelbo.
Obras Publicas
De ordem do lllm. Sr. engenheiro director geral
dns Obras Publicas e de cooformdade coma tu-
to, isacao de S. Ezc. o Sr. presidente da pruviccia
de 13 e 20 do orrente, fajo publico que no dia 15
de Setembro, ao meio da, na mesma repartirlo,
recebe ae propostas para eiecuco dos reparos da
cadea da cid de de Nazareth, oreados em.....
4264800, do predio provincial que serve de escola
publica na villa de Barreiros, na importancia de
50fc'U00 e dos de que neceaaita a cadeia da cidade
de Goyanna, no valor de 2:977J806.
Os orcamentos clausulas e;-peciaea para oa
respectivos contratos acbam se nesta secretaria
para serem examiuadog por aquelles que preten-
detem arrematar as mesmas obras, de accordo com
o que dispd es artigo 70 73, 89, 90, 92, 97
101, 106,115 e 116 do regutamento de 20 de Junho
do corrente anao.
Secretaria da repart,ao das Obrag Publusa de
Pernambuco, em 27 de Agosto de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim G imes de Oliveira e Silva.
Obras Publicas
De orden do lllm. Sr. engenheiro director ge-al
das Obras Publicas e de conformidade com a or-
dem da presidencia da provincia de hontem da-
tada, fajo publico que no dia 22 de Setembro pro-
zimo vindouro, ao meio da, na mesma reparticao,
recebe-se j.ropestas para execuco dos reparos pre-
cia ia na Casa de Detenvao, oreados em 11:585^100.
O o cimento e aa clausulas especiaes para o
contracto acham-se nesta secretaria e serio apre-
srntados a aquelles que pretenderem arrematar a
mesma obra, de accordo com o que diapoo 08 arts.
To a 71, 89 e 90, 92. 97 a 10), 106, li e 116, do
regulameoto de 20 de Junho do correte aano.
Secretaria 1a Reparticao das Obras Publicas,
em 30 de Agosto de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim Gome de Oliveira e Silva.
Companhia de Edifica-
rn
Tendo aaaumido heje a gerencia desta cimpa-
nha, aaaim o faco constar para os fiua convenien-
tes.
Recite, 29 de Agosto de 1887.
Ricardo Meneses,
Gerente.
liFANHIA DE EDIFICAR
O escripterio d'esta
companhia a cha-se
futiccionando no largo
de Pedro II, n. 77, 1.
andar.
Imcumbe-sc median-
te contrato t a paga-
mento em prestares,
de construcfftcs c re-
construcfdcs de pre-
dios, cujos projectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se cn-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendo sem-
pre yenda: tijolos
massifos de alvenaria,
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
lhas romanas, francs
zas, de capote com en
caixe, de crista; cano-
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fun-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas, no escripto-
rio central.
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelcida em 18&&
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
li 31 de dezembro de 1884
Martimos..... .,110:000^000
Terrestres,.- 3!6:000$000
44Rua do C'ommreio --
NORTUERX
U> Iiondre e 4berdeen
ronlruu nniio"ira (Hezembro !**&)
Capital oubsciipto
Fundos accuoiulados
Beeella animal i
Dj premios contra fogo
De premios sobro vidas
De juros
3.000,000
3.134,348
577,330
191,000
132,000
Pacific Steam taigalioniompany
STRATTS OP MAOELLAN LINE
Paquete Galicia
Espra-se dos porto do
sulatodia 12 de Se-
tembro seguindo para
a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete eos que dora
em diante segnirem tocaro em
Plymoath, o qae facilitar che-
garem os passageiros com mal
brevidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
'leiro a frete tracta-secom os
AGENTES
Wllson Sons tft J., Umlted
N. 14 RUA DO COMMERCIO -N 14
W
Par oa portos cima ndic.-.dos seguir breve-
mente o brigue portugus Armando.
Para carga e psasageiroa trata-ae com os con-
signatarios Jos da Silva Loyo &, Filhe
LE1L0ES
Hoje 2, deve ter lugar o leilio de mobilia
pianos, quadros, jarros, crystaes e 1 cofre provade
fogo existentes no armazem da roa do Mrquez
Olinda n. 52.
2' leilao
John. H-
O AGESTE,
Boxtotll
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RUA DO BOM JESS-N 7
Hearuron marilltno erreatrea
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
.jue concede sos Srs. segurados isempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anua, o que
equivale ao deir-onto annual do cerca de 15 por
cento em favor dos segurados.
v a do a fc Brasiiiaa Bank
Roa do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
sa do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, rua dos Capellistas n. 75. No
Porto, rua dos Ingleses.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenlx Per-
nambucana
Hua do Commercio n. 8
BA DO COMHBltCIO N. C 1* IXD4B
SEGUROS
CONTRA FOGO
The Liverpool k London & Olobe
INSURANCE C0MPANY
Salto Brota k C.
W.iata Casa de Misericordia do
Recife
Por esta secretaria sao chamados os parentes
ou protectores da menorea abaixo declaradas,
par:, at o dia 30 do corrente, apreaental-as no
collegio dus srphs, afim e serem ah admittidas.
visto acharem-ae inscriptas em primeiro lugar, no
respectiva quadro.
Laura, filna de Miguel de Seusa Galvo e Isa-
bel Mana da Silva Galvao.
Sydronia, filba de Cosme Damio Felippe da
Silva e Constancia Mura do Carmo.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 16 de Julbo de 1887.
O escrivo interino,
Prancisco Gomes Castellao
(OMPANHIA
MPERIA
DE
GsLiCRON contra FOGO
_ EST: 1803
Edificio e mercadoriat
Taxa baixas
i'rompto pagamento de prejuiaoB
CAPITAL
ts. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. h Rua do Commercio N.
Hilisii Bel o u Janeiro
Lirt
Capital do Banco....... 1.000.0G0
Capitel realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,000
A contar de6ta data e at ulterior reso-
lugo, conceder-se-ha juros de dous por
cento ao anno, sobre oa saldos o^ dinheiro
depositado em conta corrente de movimen-
to no mesmo Banco.
Recebe-se tambem dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de trinta das para ser
retirado, mediante as condicSis de que se
dar conbecimento aos iiteressados.
Pernarocuco, 23 de Maio de 1887.
ttenry K, Qregory,
Gerente.
BtTIIOS
COXTRA FOGO
Cortil Brilish & ilcrcanle
CAPITAL
1:000.00o de libran sterlinas
A GEN 7 ES
Adomson Howie & C.
Companhia Bahlana de navega
cao a Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O vapor Guahy
Commandante Martins
E' esperado dos oortos aci
ma at o dia i de Setembro
e regreasar para os mea-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para carga, paisagens, encommendas e dinhei -
ro a frete, trata-ae na
AGENCIA
7Rua do Vigario7
Domingos Alves Malbcus
BOYAL MIL STEAM PACKET
COMPANY
0 paquete Tamar
E' esperado da Europa no dia
9 do corrente, seguinde
depois da demora necessaa
ra para
Macci, Babia, Rio de Janeiro, Santos,
e Rio da Prata
Para passagens, fretes, etc., tracta-se cem os
Consignatarios
morim Irmos &C.
S. 3 RUA DO BOM JESS N. 3
('OMP4WH1E DE* HKMNAWK-
RIES IIAKSTIME*
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Commandante Minier
Espera-se da En
ropa at o dia 3 de
Setembro, seguin
do depois da de
mera da costume
para Buenos-Ay.
nie-
COMP1XHIA PBBS4IIHlCt>t
DE
%aTeg:eo Costelra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahi/ba, Natal, Macdu, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojua
Commandante Costa
Segu no dia 6 de
Setembro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 5.
Encommendas passageng e dinbeirog afrete at
g 3 horas da tai de do dia da gahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pernamivca'w
______________n. 12______________
COMPANHIA l'KK\ lHHltA.'VA
DE
Wavegaco costelra por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaj e Bahia
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 9 ae
Setembro s 5 horas
da tarde.
Recebe carga at e
dia 6.
Encommendas, passagens e dinheiro frete at
3 horas da tarde do dia 9.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Pin\ambucana
n. 12
f lAK.tlHS KMS
Companhia Franceza de IVavega-
co a Vapor
Un ha quinzenal entre o IIa vre, Lia-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
0 vapor Ville de Bahia
Commandante Sebire
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Setembro, se-
guindo depois da indinpen
savel demora para a Ba-
bia. Ble de Janeiro
e Samo
Koga-se aos Srs. importadores de carga ploe
vapores desta linha,queiram apretentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng.. | >;
quer reclamacao concernen te a volumes, quo po-
ventm a tenham seguido para os porto do aul,aim
de se poderem dar a tempo as previdencias nese-
ar!as.
Expirado o referido prase a companhiaoa n se
reaponsabilisa por extravio.
Para carga, pat sagena, eucommendas c dinheire
a frete : trata-se com o
0 yapor Ville b Macei
Do sitio do Luca com casa de pedra e cal
n. 12
Kevta felra. *< de Setembro
As 11 horas
Rua do Imperador n. 16
O agente Martina tara leilio per mandado do
Exm. Sr. Dr. juis de dir^ito do civel em aua pre-
cnca de nm grande sitio e casa de pedra e cal no
lugar do Luca, multo perto da estacas dos bonds,
o qual fui penhorado a Antonio Domingas de Al-
meida Pocas, por Joaqiim Francisco de Medeiros
2. leilao definitivo
De casas terreas e um terreno
Sexta felra, 9 de Setembro
A's 11 hora
Rua do Imperador n. 22
O agente Stepplc por mandado e asaiatencia do
Exm. Sr. Dr. jais de direito privativo de orphoa
e ausentes a requerimento do inventariaute doa
bena deixados pelo finado Joaquim Fernandes da
Silva Manta, levar a leilao as seguintes casas :
Urna casa terrea rua do Fogo n. 3, em solo
proprio ; urna dita rua de Vidal de Negreiros
n. 73, em solo proprio; urna meia-agua na travs
sa do Peixoto n. 20, em sois foreiro e um terreno
estrada de Joo de Burros.
Os Srs. pretenden res desde j podem examinar
as ditas casas, e para qualquer inf ormacao o mes-
mo agente dar.
Leilao
is
De urna mobilia de Jacaranda, 1 piano, quadros,
jarros, relo^ios, p'anbas, 1 mesa elaatica, cad' iras,
gnarda-lonca, copos, clices, vidroa, 2 casticaes e
mangas, 2 candieiros, 12 cadeira de junco, mesos
com gavetas, 1 cama, 1 berco, 1 marquezao, 1 ca-
ma para menino, 2 commodas grandes, 1 guarda-
roupa e muitos outros movis.
Sexta feir 2 de Setembro
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem rua do Mrquez de Olinda
ebrochet, 3 transparentes, 2 escarradeiras, pan-
nos de ebrochet para cadeira, 1 cspelho oval dou-
rado grande, 4 quadros dourados, jarros para flo-
res e arandellas gar.
Akva
Urna cama francesa de Jacaranda, 1 cpula e
cortinado, 1 guarda-vestido, 1 lavatorio e 1 toilet
de Jacaranda, guarnicoes de porcelana, 1 bidet, 4
jarro, 4 casticaes com manga, 1 mesa de cama,
1 tapete de cama enfeites de mesa e 6 cadeirsa.
Sala de jantar
Urna mesa elstica com 5 taboas, 1 gnarda-lou-
ca euvidracado, 2 aparadoree torneado, 1 quarti-
nheiro e quartinha, 1 filtro, 12 cadeira de junco
1 relogio, apparelho8 de porcellana para cha e'
jantar, copos, clices, garrafas, compoteiras, fruc-
teira, galheteiro, bandeijas, teliieres, colheres,
objectos de electro psete, salvas e cutros objectoa
de casa de familia, existentes no
! andar do sobrado da rua do Rangel
n. 25
Segunda-feira 5 de Setembro
Alvaro Joe Pereira, tendo de fnzer ama via-
gem Europa com sua fumilia, faz leilao, por in-
tervenco do agent Pinto, doa movis e mais ob-
jecteg existentes em casa de sua residencia rua
do Rangel n. 25.
Os referidoa moveia acham se em bom estado
de conservado por ter ai lo montada dita casa
ha poucog meses.
O leilao principiar a 10 1/2 horas.
Leilao
De 4 cavallos e 1 borro proprio
para sella
SEGUNDA FEIRA, 5 DO CORRENTE
A's 11 horas
No Largo do Arsenal de Marinha
Em frente a coche!ra do
Bnltazar
LcUo
n.
52
Leilao
De um cofre prova de fogo, 1 dito francs, i mo-
bilia de j -caranda, 1 dita de pao carga a Luiz
XV, guarda-vestidos, guarda-louc8, commodas
de Jacaranda, diversas miudezas para liquida-
cao, Jouca, vidros, machinas novaa para costura
e muitos outroa objectos existentes no
No armazem da rua do Mrquez de Olinda
n. 19
Sexta feir 9 de Setembro
A'S 11 HORAS
Por Intervenco do agente
Gusmo
Segunda felra, 5 do corrente
A'S 11 HORAS
Na rua do Vig*rio Tenorio n. 10
O agente Modesto Baptista por mandado e com
aasiateacia do Exm. Sr. Dr. juiz do commercio,
far leilao das mercadorias e utenclios existentes
no armazem cima declarado pertencente massa
fallida de Alberto Rodrigues Branco, e de 350 ca-
xa com vinho do Porto e 13 barris com vinbo
br.nco existentes no armazem alfandegado da
Companhia Pernambucaca, pertencentes a mesma
massa fallida.
Leilao
Commau fiante
Esper,
no i
do
Panchvre
tos portos do sul
e Setembro seguin-
s de indispenaavel
d-mora oUAYBE, tocando
era LISBOA havendo nu-
mero suficiente de pasaagei
ros de 1* classe.
O VAPOR ENTRARA' DENTRO DO
PORTO
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece eicellentes commodog e ptimo paaga-
dio.
As passagens poderao ser tomadas de aatemao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
a quaea tem excel lente accommodacoes.
Para carga, passagens, encommendas dinheira
a frete: trata-se com o
AGENTE
Augusta Labille
9-RUA DO COMMERCIO-9
Unned Slates k Brasil M S. 8. C
O vapor Advance
re,tocando na
Bahia. Rio
de Janeiro e 1
video
Lembra-se aos acnborea passageiros de todat
as classes que ha lugares reservados para este
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao8 genhore recebedorcg de merca
dorias que s se attendor a reclam aces por fal-
tas no volumes que forein reconhecidas na occa
a 2o da descarga,
Para carga, passagens, cncommenda e dinheir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
kpstc Lable
9- RUA DO COMMERCIO-9
E' esperado do porto de
sul at o da 5 de Setembro
depois da demora neceasaris
seguir para
aranhao, Para. Barbados, S
fhoiuaz e \c\v Vork
Para carga, passagens.eae mme-ndas 3 dinheir
frete, tracta-se com o
0 paquete Finance
Espera-se de M- .-cor.
New, at o dia 9 e Setem-
bro o qual iieguir iooj a d-
dsmora nec.osan.. pjra
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ic cem 08
AGENTES
lleurv fmltf & C.
8 RUA DO COMMERCIO -N. 8
1 alida
i: leilao definitivo
Da casa terrea n. 68 em solo proprio, rua
de Dias Cardoso, antiga do Caldereiro,
servindo de base a ofdrta de 2:3605000.
Nexta felra, 9 de Setembro
A's 11 horas
Rua do Imperador n. 22
O agente Stepple por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr juiz de direito da provedoria de capel-
las e residuos, e a requerimento do inventariare
dos beus do finado Nicomedes Mara Freir, levar
a le las a casa cima.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
a dita casa.
Lelio
Agente Bruto
De movis, espelhos e um cofre
O agente cimo, a mandado do lllm. e Exm. Sr.
Dr. juis de direito da provedoria, far leilao dos
movis e mais objectos abaixo mencionados, per-
tencentes a um grande espoli a saber :
Umaa mobilia de Jacaranda com 1 sef, 1 jardi-
neira, 2 c naoloa com tampos de pedra, 4 cadei-
ra de bracos e 12 de guarncio.
Urna outra mobilia do Jacaranda com 1 sof, 1
mesa redonda, 2 consol com tampos de pedra,
2 cadeira de bataneo, 2 dita de braco e 12 de
guarnicao.
Urna outra de Jacaranda c:m 1 sof, 1 jtrdine-
ra, 2 cou.'ulos com pedra, 2 cadeiras de bracos e
16 de guarnicao, 1 guarda roupa, 3 aparador' s, 1
fiteiro, 2 guarda-comidas, 1 secretaria de Jacaran-
da, 3 carteiras de aurerello, 2 grandes espelhos,
14 cadeiras de faia, 1 meaioha franceza para jogo,
2 veneaianas iiuvn, 3 cabidea paia parede, 5quar-
tinheiraa, 1 marquezao de amarello, 1 machina de
amolar facas, 1 mesa de pinho nova, 1 cama de
Jacaranda e 1 cofre de ferro.
O leiio ser efiectuado no armazem do sobrado
da rua do Bom Jetes n. 54, para onde foram
transferidos ditos objectoa.
Sabbado 5 de Setembro
A'S 10 1[2 HORAS
De um sobiado do um andar e sotao praca do
Conde d'Eu n. 8, em solo foreiro ; urna casa ter-
rea rua da Conceicao do Boa-Vista n. 45, eni
solo proprio; urna casa terrea rua do Rosario
da Boa-Vista n, 84, em solo foreiro; ama casa
terrea rua do Bemfica na Paasagem da Magda-
lena n. 6, solo pr< prio ; um teireuo rna do Ria-
chuelo freguezia da Boa-Viata, com 22 palmo,
limitaodo-ae pelo fundo com o quartel do Hoapicio
e tendo direito a meiaco ds oito da casa terrea
que com eile limita-se.
Terca felra de Setembro
A's 11 horas
Rua do Imperador n. 22
O agenie Stepple por mandado e assistencia do
Exm. Sr, Dr. juiz de direito privativo de orphaos
e ausentes a requerimento de D. Francisco da
Silva Lima Beiriz inventariaate dos bens que ti-
caram por fillecimento de sen marido Domingos
Antonio da Silva Beiriz, levar a leilao as caaas
acims, podendo desde j i os Srs.rpretendentes exa-
minarem as ditas casa e para qualquer esclarec-
ment o mesmo agente dar.
Leilao
De nm terrano na rua do Mrquez do Her-
val fazendo esquina para a rua de
S. Joan, com 14 metros de frente e 30
ditos e 50 centmetros de fundo.
Sabbado, 3 de Setembro
A's 11 horas
No armazem rua do Imperador n. 16
O agente Martina far leilao, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da provedoria em sua
presenca, e a rrquerimento do inventariante dos
bens deixados pe > finado ccronel Francisco Ca-
mello Pessoa de Laceria do terreno da rua do
Marques do Ilerval cima descripto.
DJE MOVIS
A saber :
Urna mobilia de Jacaranda massica com 1 sof,
2 mesas, 2 cadeiras de bracos e 10 de guarnicao,
1 espregucadeira e 1 de balanco, 1 piano de Blon-
del, 1 mesa redonda, 4 quadros, 2 estantes para
livros e escarradeiras.
Urna mesa elstica, 2 aparadoras, 12 cadeiras,
1 relogio, copos, clice?, bandejas e loucas.
Dous gnarda-vestidos, 1 commoda, 1 toilet,
lavatorio de vinhatic-', cadeiras e mais objectos de
casa de familia
Terca felra, do corrente
A's 11 horas
Xa rua Direita n. 31
O agente Pinto, levar a leilao por conta de
urna familia jue retira se para o sul, os movis e
mais objectos existentes n. 1 andar do sobrado da
aua Direita a 31.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-BO casas a bGO no becco do Coc-
hos, junto de S. Ooncalo : a tratar na roa da
(mperatriz n. 56.
Alnga se por 1000 a casa n. 21 na Yar-
eca, defronte da estacao, com armacSa ; a tratar
na rua da Imperatrz n. 56.
Compra-ee urna casa terrea na rua da As-
sumpcao ou Santa Cecilia ; a tratar na rua do
Mrquez de Olinda n. 3, luja.
Novaa coilecQes de artigoa pretos para en-
feites de vestidos, bonitos modelo e elegantes.
Outrosim, modernos botoes de metal para enfeites
de vestidos ; na rua Duque de Cuxias n. 63, Nova
Esperanca.
Precisa se de urna ama que saiba engoman r
para caaa de pouca familia e b;m aasim faser ou-
tro qualquer servico de casa, na rua das Calcadas,
hoje Domingos Theotonio n. 2.
Precisa-be de urna ama que lave e eoiinh-j,
c que durm cm caaa de sius patioes ; rua da
Matiiz da B ja-Vista n. 3.
-= Precisa se de urna ama de meia idade par i
tedo servico de urna casa estrangeira, aasim coujj
de nm menino de 10 a 12 sunos, para criado ; a
tratar na rua de Joaquim sabuco n. 9, Capunga.
Precisa-ae de urna
fazer aervicos domestico
mero 155.
ama para engommar o
na rua da Aurora na-
M
Aviso martimo
No da 11 do corrente ir a leilao no porto de
Macei, onde est presentemente ancorada, a bar-
ca norueguense Morzart, de 302 tonelad, forra-
da de cobre e construida em 1H68, a qual ser
vendida por conta e risco de quem pertencer, no
estade em que se acha, com todo o seu apparelho,
veame, ancoras, botes, instrumentj nutico e
mais perten^ae. _______^^^^
Ro Grande do Sul e Pelotas
Segu cem brevidade para es portes cima a
barca nacional Marianinka ; para o resto da car-
ga que falta trata -se com Balta* Oliveira & C.
a
Sabbado. 3 do corrente
A'S 11 HORAS
Na rua Lirg* do Rosario n. 42
O agente Modesto Baptista autoraado pelo Sr.
Jaciotho Duarte Pereira, iar leilao do seguate :
1 cofre prova de fogo, 1 armacao para loja de ci-
garroa <;u outro qualquer stabeltcimento, cartei-
ras de diversas qualidudea, ponteirss, cachimbos,
fumo, palhas para cigarros, ptpel de arroz, rotu-
lo, espelhos, sortea, mortalhas para cigaros, 22
pare de roseta, 2 taboleiro e outros artigo ;
garntese as chaves da casa ao comprador da ar-
macao.
Alugam-te as casas rua do Fogo nmeros
5 e 13 ; i tratar na rua da Aurora n. 85, mer-
cearia.
Oft'erece-se urna ama para engommar ; a
tratar na ruada Iinper. triz n. 16, 1- andar.
, Precisa-ee Ge perfeita costnreira ; no Ete-
lier de%iadame Fanny Silva, rua Nova n. 15, pri-
meiro andar.
Lelib
= Presisa-se de urna cosohiia ; na rua da
Matriz da Boa-Viata n. 9.
Para escriptorio, aluga-se a sal i da frente
do 1 andar n. 73, entrada pelo pateo de Pedro
II ; a tratar na loja.
Aloga-ae por 25 a casa terrea n 127 da
rua das Cinco Pontas, cem 3 quartos e grande
quintal, a da rua do Apollo n. 71 por 12/000 : a
tratar na rua de S Jorge (Pilar) n. 56.
Vcnde-se u>na taverna bem afregaezada,
propria par principiante, oiu pouecs f judos, im
freguezia
da Boa-Vista : a ratar na rua de Ger-
vasio Pires n. 139.
Natal
Segu para o porto cima o hyate Deus te
Guarde no da 6 do corrente, pjr j ter prtedo
carr. gamento contractado, par o resto, trata-ge
na rua da Madre de Deus o. 8 ou ao caes do Loyo
brd).
De movis, lonja, vidro?, crystaes, objec-
tos de flectro pate, jarros, quadro3 e
outros objectos
A sab.r
Sila de visita
Um piano de Erard fort- e novo, 1 cadeira para
0 mesmo, 1 mobilia de jacarsud com 1 o:, 2 ca-
deira. de braco e 12 de goarnicao, 2 cngolo e
1 jardineira com pedra, 2 cadeirs de balanco, 6
jarro para fl Te, 1 lustre da crystal com 3 bicos
para gas carbnico, 1 tapate grauda de sof, 6 di-
tos de porta, 3 tancas e 3 pares de cortinados de
AMA
Precisa- de urna ama que engomrae com per-
teicao : no largo do Mercado n 12.
Attenc,o
OffcTtce-teum typographo especialista em obras
avulsss, cempoaicoes corridas, paginacoes e im-
preates, etc, etc.: tratar nu rua do Vigario
Tenorio n. 12.
avadeira de brrela
Precisa se de urna lavadeira de brrela, que
d cenbecimeoto, para lavar para casa de fami-
lia ; na rua Augusta n. 274.




j mam 1



"*f*~
~, ** ~
'W."'-
6
Diario ^erua-'---Sexta-eira 2 e Setembro de 1887
Modista Franceza
Mme. Fanny Sil de volta de Ma via-
a Europa, scientifica as Exroas, fa-
milias e as suas frecjuazus, que reabri o
geu atelier He modas e costuras a ra do
Bario da Victoria n. 15, 1." andar. Par-
lipa tambero que trouxe de Pars completo
iortimento de artigos de modas, e novida-
es, etamiues, moaeovites, corsades plas-
trars, guarnicSes de vidrilho e seda, etc.
Espera que as suas antigs freguezas con-
tinen a dispensar-lhe sua generosa pro
teccjlo e pede as mesmas visitar seu ate-
lier, onie encontraro tarobem uro lindo
sortimento de chapeos. (A'ta novidade de
15^-RUA BARA DA VICTORIA-15
1. andar
PILULAS
'JURUBEBA
ik
YINHO^JURUBEBA
BARTHOLOMEO 8 C"
Pharm. Pemamtmco
nicos preparados de JURUBEBA re-
commenclados pelos Mediros Contri ">
Somii do Bato e lateatlnoa, Parda do Appet'tr. le.
15 Aanos de bom ixito!
EXIGIR A ASSIOMATUR/:
Aluga-sc barato
Kua Viaconde de Itaparica n. 43, armazeu .
Roa Coronel Suassuna n. 141, quarto.
Roa do Tambi.i o. 5.
Largo do mercado com agua n. 17.
Ra do Calabonco n 4, luja.
Orata-se na rua do Cowmercio n. 5, 1 indar
es -nptorio de Silva Huimares & C.________^^^
BARTHOLOMEO
Pharm. Pe-ntmbuco
\Cnrao
laterxuitscata.
.C"
J
as Tal
15 ANNOS
kWS
de suesettt!
aBusnatura/
lJ(*/rrTt**>
16S000
Aluga,
se
Aloga-se a casa terrea n. 8 travesa do Fre-
tas, em S. Jos, com 2 salas, 3 quartos, corredor
separado, cssinba, quintal murado, cacimba, e tata
limpa : a de n. G junto, 14*000 ; a den. 4, com 2
salas, 2 quartos, cosinba, um sotao, cacimba, quin-
tal murado, 16*000, est limpa ; a chave no mes-
no correr n. 26 para ver, e trata-se na ra da
Guia n. 62.
a casa terrea na travesea da Ponte de Ucfii n.
12, com bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio murado e arborisado, b a ag a po-
tavel para beber, deposito e banbeiro de cimento
e bomba, fca a dita casa margem do rio Capi-
baribe, com banho doce temperado e salf-ado :
quem preteuder drija-se ao mesmo sitio, dan 6_s
10 horas da raaab, que encontrar o pn prie-
tario.____________________________________
Aliig-se
a casa terrea da ra Lomas Valentinas n. 40'
freguezia de Santo Antonio, eom bons comn.sdos.
quintal e cacimba so, e est limpa ; a tralar na
rua velha de Santa Rita n. 14, sobrada, das 8 ho-
ras da manh a 1 da tarde._____________________
Aluga-se
o sobrado de um andar e sotao, com 7 quartos e
quintal, com agua, gas, caiado e pintado, rua
dos Guararapes n. 90 : o 2o andar e sotao do so-
brado a rua de Domneos Jos Martins n 54,
caiado e pintado ; a tratar os rua de Don ingos
Jos Martins n. 50.
/
/
3
0
,4.
*>_
Precisa-se de urna ama pas eogommar e lser
servicos de casa ; na typographia do Diario, no
3- andar, n. 24, rua Duque de Caxias.
r
Ama
Precisa-se de urna ana para o gervico de casa
de familia e que tenha boa caadaeta ; a tratar na
rna do Baio da Victoria n. 46. toja.
~SMa-
Precisa-se de urna ana para cemprar e
cozinhar em casa de familia : na rua Du-
que de Caxias n. 14 se dir.
Alugnel barato
Quera quizer alugar a casa n. 8 rua da Uniao
com muitas accommodacoes, poder entender-se
com os Srs. Negreiros rua do Imperador n. 24.
Nenenles de carrapato
Comprara se peqaenas quantidades ; na droga-
ria de Francisco M. da Silva & C, i rua do Mar-1
qoea de Olinda n. 23.
iviso ao conimercio
A firtna de Adamson H.wie 5c C, entra boje
eai Ikroidscao.
A companhia de Segaros North British & Mer-
cantil continua a funecioosr sub o cargo do Sr.
JamM E. Smethnrsto aatigo guarda-Irvros em '
casa do Sr. chnH. Bcxwell.
O mesmo Sr. James E. Smethurst fica encarre-
gado da brancadas coaras e letras ainda devi-
das a firma de Adamson Ilcwie & C.
As seguintes agencias e conaignacoes ficam
transferidas par* os Srs. Samuel Power Johnston
A C.
Os remedios e medicamentos de Ayer.
Vinbos do Porto em garrafas e quintos.
Whisky irlanez <*e Duwille.
Aguas mineraes.
Tinta de impressao.
leos vegetaes para machiniemo.
Agencia de hnUasde W. Waller & C, Manches-
ter.
Agencia de drogas de Burgoyne Burbidges.
Cynax e Farries.
Para o Sr. Luiz Antonio de Siqueira :
Os brins brancos de linho do fabricante Mars
hall.
Recite. 31 de Agosto de 1887.
Plalas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve
tal, teem sido por mais de 2 annos aproveitadas 1
com os melhores resultados as seguintes moles- :
tias : affeecoes da pello e do figado, sypbilis, bou '
bes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Maso de nal-a*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por da, be-
bendo-se aps cada dse um poueo d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras tome-se nm pula ao jantar
EsUs pilulas, de invencao dos pharmaceuticoi t
Almeida Andrade & Filbos, teem veridictum doi
Sra. mdicos para sua melhor garanta, tornanda- ;
83 mais recommendaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que poden, se;
otadas em viagem. .
AC&AM-SE A VENDA
3Vs* drotcari- de Karia Mostrlnb* di
41BHA DO MABQCEZ DE OLINDA 41
Alaga-seo segundo andar rua da Roda o. 17,
com eice I lentes cou.modos : a tratar no lar ;o do
Mercado n. 12.
Para bandos salgados
c ares salitrosos
Aloga-se em Olinda, rua de S. Francisco,
urna casa eom 4 quartcs, cosinba fra e gas enca-
nado, muito Lesea e tro1 bonita vista para o
mar, fica perto dos banhos e do trem : a iratar
na rua do Imperador n. 31, armasen do gas. As
chaves acham-se na taverna junto a estasSo do
Carino para quem qaiser ver.
4viso ao commercio
A firma de tsamson Ro wic & C entra
boje em liqnidacao.
A companh-'n de Segures Cortil Brillis &
WerB-tile csatina a funecionar aob o *ir-
gs do Sr. Janea H. iineinunl (o antigo
guarda livrot) em casa do Sr. Jobo H. Bowoll.
O mes^io Sr. Janeo K. Smclhuril fica
encarregdo da (branca d^is contas e letras an-
da devidaa a Irsna de da'cssn Howie As aeguinU-s agencias >'. consigna^es licam
transferidas para os *r Samuel Power
Jobnslon A C.
Os remedios e medicamentos de Ayer.
Vinbos do Porto em garrafas e quintos.
Whitk y irlands de Duwille .
Aguas mineraes.
Tinta de impressao.
leos vegetaes para marinismo.
Agencia de l'.nhss de W. Wallor C., Mscches-
ter.
Agencia de drogas de Burgoyne Burbidger.
Cyriaz e Farries.
Para o Sr. Luis Antonio de Siqueira ;
Os brins brancos de linho do fabricante Mario
hall.
Reeife, 31 de Agosto de 1887.
Ama de leite
Precisa-sede urna ama que tenha bom o abun-
dante leite : a tratar na roa do Marque* de Olinda
n. 12, 3- andar.__________________^^
Aia para crianza
Precisa-se, para Gsranhons, de ama ama para
cuidar de enancas, exige-se atteetuao de pessoa
conhecida e paga se bem : a tratar, com urgen-
cia, roa dos Pires o. 03, esquina do Corredor do
Bispo. ________________
Caixeiro
Precisa-se de nm menino
. 37.
OPEITORALdeCEREJA
Do Dr. Ayer.
As cnfemililnilM mais l
gauta fl
resaltad
os Real
resultado de Laringitis, Aartuna, Bioasfellls^
Arr.rt,So Polmonar e 1 j-i
Xoiias as l'.'nniliaii'Hic-tcm ci. :i ter
0 Peitoral de Cereja do Dr. Ayer
1 o usar om caso ido. A
le nm odii
]. r tanto nao se devo
[mentando re
loaa, emqaanto qi
dade so apodera do "funda-
ontao que se neeeaiu tonar nesae Instante.
111 durida algUBia 0 l'i:iTuiiAL m:
| ; i DO Dtt. AVES.
l'RKPAKAU.) Ill.'i
DE. J. C. AYI1R e CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' venda as principies pbar naciaa e drogariai.
i SEM0LINA
De Brons & C, de Glasgow
Este artigo, preparado por um novo processo
de trigo da melhor qualidade, possue os elemeu-
tos nueeasarios para nutriyao di- criancas e doen-
tes, e muito te recommenda'por ter le fcil Ui-
ge&to o gosto muito agraavel ; taicbcm pode-S8
fazer urna eicellente papa, misturado eio partt-s
iguaes com a maizena dos meamos fabricantes.
addiconando-Be-lhu algum leite. nicos agentes
nesta praca, Saundera Bruthcts c C., la' go do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
19
VENDAS
__ Vendc-se o sobrado df d .us andares e sotas,
em b im esl -do, em chu propno, rua de Aguas
Verdes n. 22 ; a tratar cou> o leiloejro Martina.
__ .i bem afreiruesada tav roa da roa
de Luz do Kego n. 19 ; a tratar C u. Mullo* C,
i rua da Detenfao n. 9, taverna._______________
Fumo carioca
PreDarado pela acreditada fabrica do Rio, de-
nominada Fonte Limpa ; vende se em pacetinhos
em todos os eatabeleciraeatoe de retalho.. Uoioo
deposito, na fabrica Veneza, arco da Conceicao
nmeros 4 e 6.
A
Dl-Kull DWB He
Cbegou a primeira remessa do precioso farello
de caroco do algodao, o mais barato de todos os
alimentos para animats de raca cavallar. vacsum
suino, ate. O caroca de algodo depois de ex-
trabida a casca e todo o oleo-, o mais rico ali -
ment que se pode dar sos animues para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte o na
Inglaterra elle empregado (com o mais feliz re-
sultado) de preferencia ao milho e outros farellos
que sao muito mais caro e nao so de tanta sus-
tancia.
.4 tratar no tteclfc casis t> rafaBotna
"Tabrica de chapeos
Antonio Jos Maia & G
DEPOSITO
rna do Baro da Victoria ns.
Vi e 56
Os proprietaios des te estabeiecimento scienti-
esm sos seus numerosos freguezes e ao respeitavel
publico, que contiouam a ter grande sortimento
de chapeos de todas as qualidades e formatos,
manufacturados com toda a perfeicSo e por precos
mais vantajosos que em outra qualquer parte.
Conaelbelro Cuntoiiio Manuel
da Silva tuimare
Manoel Joaquim Silveira e sua mulher, filhos e
genros, convidam seua parentes c amigos a assis-
tirem a mista de stimo dia que pela alma de sen 1
sogro, pai e av, ooonaelheiro Custodio Manoel da
Silva Gaimaraes, fallecida na corte, mandam ce-
lebrar na matriz da Boa-Vista, pelas 8 horas da
manh de segunda f^ira 5 do correte, protestan-
do-lhes o rnaior reeorjliecimento.
E barato
Aluga-so na Boa iagem urna casa coa vas-
tantes commodos, potto da estacao da via-ferrea e
dos bonds ; a tratar na rua larga do Rosario nu- I
mero n. 34.
Antonio Duarfo
recebeu directamente do Porto vinho verde, dito
do Douro, sslpicoes de fumeiro, ditos em calda, e
vende por preco mdico em seu estabeiecimento, 4
rua da Uniao n. 54, oonfronte a estacao.
sucisan
P CLERY
vande-se em tosa atarte
ICUAiUSSU'
H
Attendile
PILULAS
Ferruginosas
rJURBEBA,
BARTHOLOMEO
Pharm. Pemamtiuco.
Curio a Anemia, riores brancas,
Falta de ISenstrua^ao,
pyblUaadea; Pobrria de aoeney
HJacisrix si aasignatura
Joo Martina do Rio
D. gnea Martins do Rio, Joao Martins do Rio
Jnior. Maria Amelia Martins do Rio, Amelia
Mara Martins do Rio e Julia Augusta MsrtinS do
Rio, agradecem a todos es seus parentes e ami-
gos que se dignaram acompanhar 4 ultima mora-
da os restos mortaes do seu sempre lembrado e
cnorado esposi e pai, JoSo Martins io Rio ; e de
novo os convidam para asaistirem as missas que
mandam eelebrar pelo eterno repoaso do sua alma,
segunaa-feira 6 do corrate, na ni-tris da Boa-
Vista, pelas 7 1|2 horas da manba, stimo do sea
fallec ment.
f
1:0000000
5006000
200^000
500000
os afortunados
na
Juo de Soasa nanee!
Thomas de Aquin Cordeiro, sua esposa,
sogra e seus cuuhados agradecem do intimo d al
a todas as pessoas que se dignaram acompanhar
ultima morada os restos mortaes do son sempre
lembrado srgro, pai e esposo, Joao de Sonsa Ran-
gel, e de novo convidam a todos os seus parentes
e amigos, e besa assiia aoa do finado para assisti-
rem as missas que por alma do mesnv mandaos ce-
lebrar, na igreja de S. Jos de Riba Mar s 7 ho-
ras da manh de dia 3 de Setembro prximo, 7
dia de seu passament.-1.
Rua i de Narco n. %.
Pw*i para ao respeitavel publico que, tendo augmentado sen
eatabelet iu.mto de JOIAS com mais nma secSao, no pavimento terreo,
com esp^.lidades em artigos de ELECTRO-PLATE, conv.dam aa
Exmas. familia, e seus numerosos freguezes para visitar aeu estabeie-
cimento, onde en.ontrarao um riquiwiaio sortimento de joiaa de our
pri.ta, perofas, brilhantes e outras pedras preciosas, e relogios de .aro,
prata e nikel. _
Os artigos que recebem directamente por todos os vap~ sao
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos. j i
A par das Joias de subido valor acbarSo urna grande vanedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, propriaa para presentes de
pasamentos, b^ptisados e anniversariea.
Nem ero rclar;flo ao tirapo, e nem quaKdade, oa objectos cima
mencionados, encontraro concurrencia n'esU praca.
c.bf e tigor para wdos
3DOEJsrg_^.s
EST0MA60, FIGADO eINTESTIN
VINHO E XAR0PE DE JURUBEBA
BARTHOLOMEO & C
PbAnM. PEa.NAnnijco
[ (Juicos preparados de yarebeba apprmados pela Academia Ae ifeHetma, el
reccmmenadot petos Mate cont.-a as Molestias do Estomsgo, Psrds da *PPH
tle, Oigsstoes drnceis. Dyspeps'a e todas as Molestias do ligado, eaoBacc.l
na iarrhea chronica, na Hydi"ooia, etc.
OTjXDAaDO COM A.S FALSEnOAgES!
LIQUIDAQAO
f
adealde de Olivelra Basto
Domingos TVizeira Basto, sua mulher, seus fi-
lhos e genro agradecem a todas as pessoas que se
dignaram acompanhar ao Cemiterio Pub it-o, os
restos mortaes de sua mu i presada filbs, irma e
cunhada e de novo convidam aos seus parentes e
amigos para assietirem as mieaas que mandam ro-
sar ns matriz de Santo Antonio as 8 horas da ma-
nba do da 3 de Seteubro, 7- do seu passamento.
Conf"88ndo-M terriMiri- n'e agradecido.
Bouquets de divesass medelos pata casamento,
etc., e tambem capellas mortuarias de perpetuss,
fabricados por Jos Samuel Botelho ; proclamas
para casamento ; a tratar na na Nova, oja n. 20,
e na roa da Cadeia do Reeife, leja n. 43.________
"CASA DA FORTUNA
4os 12:000$000
Hete* garantidos
23-RUA PRIMEIRO DE MARQO -23
Da 9a lotera da provincia venderam
Martins Fiuza & C. os seguintes premios
garantidos .*
3726
2566
3101
2932
Acbam-se venda os afortunados bi-
Ibetes garantidos da 10a lotera da provin-
cia em beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Reeife, que ae extrahir quan-
do fr annuciada._____________________
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos para o coaimen-
te e enra. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo nodieo eu preeo e ef
fcetlvo em operacSo.
Pode-se ajuntar aos sngenbos existentes
do syste-a velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e aa^wataado a
quantidado.
OPERAQAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenbos centraes,
macbinismo aperfe9oado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
EspecificacSes e informa^Ses com
Browns C
5RUA DO COMMERCIO-5
fldemuisellc (etinha
Rua do Imperador n 55, segundo andar.
Modista
Francisco Xavier Paes
Barreto
Advocado
Encarrega-se de oobraBcaa, mediante
ajuste muito rasoavel.
AtteiiQo
Na engwAota Betnfica, a rua Real da Torre
precisa-se de nm bom carroceiro.
Na mesma engenhoca se aegeciam, por troca,
boas vaccas teurinas, por vaccas da trra, sendo
boas leitriras.
TINTURA POMADA
NICA TNICA
Recebe as seguintes fazendas de novida-
de :
Cachemira do listrinha a 600 eis o co-
vado.
dem brocho borda a 15500 o dito.
dem pratas 700,800, 15000,1*200,
1^400, 1600 e 20OO o diio.
dem de todas as cores a 800, 18000
1200 o dito.
Ricas guarnijoes de veluJilho a 6J00O
urna.
Setina lisos a 800, 1$000 e 1*200 o co-
vado.
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lindos metins com listrinhas a 400 ris
o dito.
Faile com palminhas a 400 rs. o dito.
Setinetas escossezas a 320 rs. o dito.
Ditas com listrinhas e pal.-uinhas a 320
o dito.
Lionay-se com palmichas de retroz a
145000 pe$a. _
Organdir bordado a seda a 150000 a
dita
Etamine tecido transparente a 10$00(1
a dita.
Cambraia bordada a 5*000 5*500 e 6#
a dita.
Fustoes branco a 360, 400, 440. 500,
600 e 640 rs. o covado.
Liadas alpacas de cores a 320 o covado
Sintos de cbagrem a 1*500 um.
Camisas mglezas a 36*005 a duzia
Colarinhos e punhos para seahora.
Sabidas de baile 3*500 urna.
Fechas do a a 25, 2*500 3* e a 8*008
um.
Guarnicoes de crochet a 8* e 10*00t
urna-
Lencos de eeguiao a 2*3C0 e 30500 a
duzia.
GrraoSa sortimento de madapolaoae 4#
a 10*000 a pera
Leques de papel 500 rs. um.
Cortes de cachemira para vestido a 20*
um.
Toilet para baptisade a 9*000 e 14*00i
um.
Veludilhos lisae, lavrados e bordados a
retroz a 1*000 e 1*800 o covado.
Anquinhas a 1*800 urna
Colchas bordadas a 55, 6*000 e 7*00
Cobertas oom dous pannos a 2*800 ama
Grande sortimentj de casecciras, bnn
brancoss e de cores, punhos, colarinhos,
gravatas, meias e lensos e artigos para
horneen e senhora.
S na loja da Revolucao
Henrique da Silva Mor eir
Livramento & C.
vendem cimento port'and, Jmarca Robins,
I qualidade ; no caps do Apollo n. 45.
de 1
DE FILLIOL O Fl-LiOU
IBSTANTANEApirm. Darba. i SUMADA PVI dar >ss<
ralcea. i sua Car primitiva
tueiMftnl ea I>arl: FIU.IOX,, 47, ra tii'an, PJX1
la fantamue: ra_w- M. da klva a a>.
Ao commerco
O absixo assigaado seientifioa ao corpo com-
mercial desta praca, que aesta data oomprou .
8-a D. Maria Umbelina da Conceicao o estabe- n. 180; a tratar na :ua larga do Rosarw n. 18,
lecimento de molbadoi sito estrada do Miiduro taverna.
n 6 A, livre e desembaraeado de todo e qualquer |
onus. Sealguem se julgar com direito a protes- I
tar, qoeira fael-o no prazo de tres diaa, a contar !
desta data : podendo entendi-r-se com Franco!
Ferreira & C, ao pateo do Paraso n. 16, esqoioa I
da rua de S. Frsnciaco. Reeife, 31 de Agosto de
1887.
?v
V> ii 'e --e pur taau pr^^o,
do Rang-l n- 53, para aesbar
DE
a retobo, toda* as faz.ndas existentes na loja rua
Joao le Sonsa Bangel
D. Maria Franciscn de Alcntara e JoJo de
Sonsa Rangel Jnior, seua filhis, parentes e ami-
gos, agradecem di intimo d'aima todas as pes-
soas que auxi iaram e diguaram-se de acompanhar
,10 cemiterio publico o e*jrp-> de seu esposo, e pai,
Joao de bouza ttangel; e de novo as convidam
para assistirem a sniss.i de stimo dia, que sei
celebrad1! em 3 de Ser. mbr i vindouro, a 6 horas
d ma'h3. na lerrf* da l'i'nh.___________
O conselheiro Jo i- Joa* i-Viruira de Aguia r
sua mulh r, filos, cauros e ner.g, mandam retnr
missas na matriz d Boa-Vista, e guii iM-fnni 5
do i-orren'e m-s, s 8 hora d* maiiha, prlo eterun
deecanco d'aima de i-eu -uohaiio, nnai e to. o
finado oneelhi-ir > lAsstocKo Man il da Silva (iui-
maie, dsd j i protesta a linaMa era ti fia.)
aquelles que sa diguarem de assislir a esse acto
de caridade.
.
aniel (>ar amos
Joao Pereir Reg- r Mn <*\ a Cunhs L .bo
mandam ceiebrr rossas no dia 5 do correte, s
8 b> ras da manh, na tris do Uurpo Sant, por
alma de sen primad aroier"! 1'aniel Cesar rm>s,
tallecido na (Cite em 30 "le gosto pnximo pa-
sado. CtBvidH'M f*t% iss<^ acto de religiao os
Hu< fi.iMd-j aott-eipando sinceros
\raa para lavar e engommar
a tratar aa roa do Arago
Precisa se de urna :
numero 35.
DOENCASdcfSTOMAGO
BIGE8TH DII-FICIH
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia,
Pera de Appetite, Vmitos, Diarrhea,
Debidade das Criancas
CORA. SEGURA K APiHA TELO
ELIXIR GREZ
TNICO-DIGESTIVO
eom Quitm, Coca t Pepnina
Adoptado em todos on Hospitaes
MEOALHAS HAS EXPOSIQOES
PARS, r. La Bruyre.34, i em tedas as Phar_cij.
Criado
Preciea-se de um criado ; no largo da Peaha n.
33, h.ifel.____________________________________________
Para a esla df Nossa Senhora da
IVnia
R e s io
Muito bonita Imaa de seaa boiddas a retros p
mierang-a dt-uradas, g ndo de cores e pret.a, con-
tas pier.n e de c ires para e .testes d- vestidof.
bonitas utas de todas ag cores e lardaras ; e aluda
mais um .p.iidido aullUs*!!* guanreoes pre-
tag para feStW >, 'iii.loa i^qu-g diapnano -le eto-
gnutes coi*g e muitos mitro* artigot que -aln-
in> b ra viupi ai le-brados oaa un ele^a- ti-
tiilete. -mpi- Ornas f-'idro Autu.."s C, ru-.
1 Duque de Casi n. 63, Nova Esperaoea.
Garrote novo
Vende-se nm garrote novo de para raca tauri-
na e inglesa ; a tratar na estrada do Monteiro,
sitio de Candida Alcoforado.
Vende-se
o bpm afreguezado deposito, sits __raa Augusta
Vinhos da (an&feira
Finos
Sesrto Jas Ferrei
VERMIFUGE COLME!
. CHOCOLATE oom SANTNIN A
nFiLUTEL para teitrslr as LMBHIG1S .
ble Vermlfis;o C rutasMOaidg pelo (L/l
ssa salar scdare! i MBSfrTujio iiielnUa. Jf/ <. .
Eligir t attigntturt: (J VJ/ J* j
l_t>_ Wljm-S"AA6E. stmatri ^lt~*ASn^TAe
Cay al lo roubado
Appsreceu no dia 26 de Agosto, no engenbo
Riacbo do 2- districto do termo da Escada, um
cavallo ruco pedrs : qBern se julgar cem direito
ao dito cavallo, poder apresentar-se a> delegado
no engenho Refrigerante, que ser entregue.
Feiior
Precisa-se de um feitor que eutenda de jardim
e plantado -s de capim, prefrrindo-se estrangeiro :
a tratar na rua de Pedro Affjnso n. 58, antiga
rua da Praia. ______________^^
proveitrm
Cortes de caaemira indiana ; na rua Duque de
Caxias b 80, Lima Coutioho & C.
Na rua da Uuiaj n. 13, preciea-se de nssa co-
sinheira
Peitora 1 de Cambar
(S)
PUBQOb
as ag'neas : frasco "500, 1[2 duzia 13# e
duzia '4*000.
Nks sub gencias : frasco 2*800, 12 duzia
15*OtK) e duzia H0<>0.
Agentes e depositarios geraes em toda a pro-
vincia Francisco M. da Silva & C, rua do
Mrquez da Olinda n. 23
Carc- vellos.
Madeira.
Moscatel.
Uva Bastarda e de Passas.
PARA MESA
Genuino do Lavradi.< a 500 rs. a garrafa.
su mercearia de Mauoel Curreia fc C.
Prara do Conde d'Ru n. 15
Barato
Vende-se ama casa de taipa, eoberta de telhs
na rua da Palba, freguezia do Poco da Panella^
esta edific-.da eu terreno propno, o qaal tem 4""
palmos d-i frente e 150 de fondo, e com cacimba
quem pretender dirija-se rua das Flores n. 18.
_- *

^ todMMflonMqa- ^
friegan ragancu
'FRANGIPNN1
Opopena- o Psldlui
Oarlaalma Coradla
Vendt-se em toda .
mi Per/umaf4m$ %p
-% eDr.varia* ^TS.
"??Od Stre^T '

DAY& MARTIN
Forntcedom Sua Majtstid a Rtlnh da Inglaterra,
do Ejercito e di Harinha britannica.
GRMXA BR1LHANTE LIQUIDA
GRAIXAeBpasT_UNCTUOSA
OLEO para AHEEI0S
Etudooqjsnecesuna Mraama'ute-fiodo cosrs
soj toaas as formas.
DEPOSITO GERAL BM LONDRES :
97, High Hotborn, 07
Ca Pf raunteeo : ntaJ~ M. 0A SB?* C".
Alti^a-sc
nina cas* muit) beses em Onda, na entrada da
ruH do Cnrn Km muito perto dos banhos e da
setaoto, tem 4 |aartoa, 2 s-i'xs, c n-inha fra,
,|U ii'-I cer.a'lo i g.z HSSSSii : a tratar na roa
i. [aperad* n 81, armnsein do gas : as cbves
se n ti-etua juuto a t
para qttcul a^aisfr ver.
M--Bu do Baro da VictoriaIS
DamiSo Lima & C. chamara a attenU
das Exmas. familias para seus precos :
Pe$ss de bicos de cores a 3*500.
Ditas de ditos brancos a 2*500.
Ditas de dit-.-s a 1*500. 1*8(0 e 2*> 00.
B'itoes de madreperola finos a 320, 400, 600
B ilsas para meninos, de 1*500 a 5*000.
La para bordar a 2*809.
Ditn meselada a 3*800.
Meins para senhora a 320 40. 600 c 800 ris
B-leias a 320 ris.
Arqumhos a 120, 160 e 200 ris.
Lei.cjs de seda a 1*000.
F.ta modernas a b> 0, 600 1*000.
Pasaurinhos de teda a 600 ris.
Apparelhos para crian?* a 12"0 e 1*500.
Ditos de metal a 1*500 e 2*.
Finos chapeasinhoa a 5*.
8aptinho8 de setim a 3* e 4*000.
M. d'Tii- s 'spartilhus a 6*0>0
Bonitos collarinhos a 500 ris.
Puuh )8 todos os nmeros a 900 e 1*0JO.
Tooquinhus a 2*0( 0.
L' qO'-3 transparentes a 2*500
Hit t d<> tia a 64000.
Ditos de setinta 1*500.
D.t.,8 de papel t> 4i 0, 500, 6' 0 e 0 ris.
Chizbs com 8 safe netes 500 .
Urna barra de sabio a 700, 900 e 1*.W.
Lu\ -e de eda a 2*500.
Bmi.t.,8 jarros a 5#, lOf e 15#00.
Iuvisivi is grandes a 320 re*.
L abas 200 srdss a 80 ris.
.t^odoctm:: |6-Ko? dotooda Victoria-1
I mam l
fc i ; i i ~*



Diario de Peroambiieo-- Sexta--fcira 2 de Setcmbro de 1887
\
~W& ^Kz^. SE3BB rtSSE 1
?ILUUS BWESTIVAS DE PANCREATINA
d; DEFRESNE
1* CUt*a
A Pancreatina empregada nos hospitaes de I',
i lo con mi I |
I j smente a carne c os o |
"las.
i intolerancia di
trico, Inflammaco, ou ulcen I
i le Pancreatina da Defrc i
|
I
[Falta de appetits. f Anenv J Gastralgi
'Ms digest Diarrb Dlceraces caucare.
Vomitr j. | Dyser-ter^a. } Enferniidaies to libado.
Flatulencia estomacal.! Gaatri'c f^
I Somnolencia de imer,e vomite
fPAKCRE ATINA SEFRESNE em r-
1 DEFRESNE autor da Peptona, PARS. .
^catfHA^
DE
ALBERTO HENSCIIEL & C.
52Ra do Bario da \ doria-32
Este acreditado estabelecimento photographico participa ao respeitaval publico,
que coDtina a executar os mais aperfVicoados trabalhoa pelo aystema maia moderno e
mais apreciado. Acha-se habilitado a satisfazer as mais difficeia exigencias, quer em
trabalhos photographicos, quer era pintura a oleo.
Alera de seus trabalhos photngraphicos que sao por demais conhecido enoorre-
ga se tambem de retratos a oleo para o que j se acha entre nos de volta de sua via-
getn a Vienna d'Austria, onde fintea as principies galeras o eximio pintor Ferdinand
Piereck, bastante conhecido pela perfrico de seus trabalhos, desde 1877, quando aqui
?eleve em nossa casa e ltimamente o anno pastado.
Para aatisfazer em geral a todos que honraren o nosso eatabelecimento oom
mas enooramendas participa, que alm dos retractos, seja qual fr o systema, tambem
recebe encominendas para qualquer vista ou paysagem, quer photograpbicas, quer pin-
tadas a oleo, sendo o encarregado destas ultimas o mui conhecido paysegieta o Sr.
Telles Jnior..
Boga ae as Exinae. familia a mais peasoaa o obsequio de honrare com suas
visitas nosao estabelecimento, onde sempre existe urna magnifica exposicao doa traba-
thos que exhortarnos e onde tambem os senbore visitaaUs eaoontraro lhuneaa no
tracto, perfeigao nos trabalhos e modicidade nos precos.
C. Barza,
GERENTE.
' morse. A ntmia, Catharro pulmonar, Bronchite chronica,
amarro da Bexiga, Phisica, Tosse conoulsa, Dyspepsla, PaliOx
Ptrtias seminaes, Catharros antigos e complicados, etc.
ulevard JOonain, 7, em PAJUZ, e i*i principia Pharmaolu.
iJt A O PE d R EIN VILLIER
Lanrsada nala Academia da Medioina _.'-
0*
Laureado pela Academia de Medioina
I *^a-^^. Cire/aalro a-a Legito a Honra ,-t*C&
' O Kiopfcaio de ei substancia minea*] mala abundante do organismo e aafla va . OTMiMade normal dlmlau-s resulta urna aTecco orgnica grave.___ ,,-,*.
i Mais de cinco mil curas, a mor itarte wiilfcada pelos Pri . torio oDUdas ltimamente e flzero com fue o Xarope do V a>iaM(iur rosao waaawowu
como o especfico mais s.uro co-sira a Tialea pulmonar. ^^"^ft^^-^SS^
' Kacbrtlam, Sebtlldaae do Orni.m. O tarop do ir Itet**UitOjr *gt***t\
! diariamente as claucas facilita a denUcao e o creaclmento: na maea ai amas ae lena israa r
I lait^ a*ibor; tmaede a carie e qoaOa doa Sarta U freqaanm oepeit O prenbaa.
Dacaato? rharmarta vntKW Era Pcrnanbuco: FRAUrmtaiij_Orol
FUNDICO DE FERRO
CARDUZO a IRMAO
Hua do Bara do Triumpo ns. 100 a 104
Deposito a raa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sempre em deposito todos os machinismos e ferragena precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locomoveis, sami fixos, com caldeira
ahorras ou para fogo de asecntamento, moendas de todos os tamanhoB, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandam vir por encommenda qualquer machinismo, encarregam-se de sental-os
$e re spnsabilisam pelo bom trabalho do mesmo.
Vendem a prazo ou a dinheiro com descont e a precos resumidos.
m ~^*^^^ +** **>^ ** **
IITRAIT JAPONAIS
Agua para fazer Crescer os Cabellos
Esta AQUA, inventada pelo celebre Cbimico
H. ROTHE, nnpede instantaneamenle a cahlda dos
cabellos e fortalece de tal forma o sea crescimento
que basta applical-a durante alguns mezes para pro-
porcionar ia Scnhoras cabellos de ItO etntimetros
de comprimento. Pelo emprego d'esta ACHIA, os
calvos recuperaro em breve os seos cabellos ja
caliidos.
Bato producto n&o contrm rnubataacia alffumu
nociva para a saude.
J t iT &

S4NT CATHARINA
f5O:00O$000
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Esta lotera corre no dia.....de Agosto
Bilhctes venda as Casas do eosfurae.
USPENSORIO MILLERET
Elstico, aem CordoM
Para evitar as ContrafkkOBea
Exigir a mama do /nttnlirr imprtwtda
rm coi* tturnucrt.
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Tecidoi ciMicm alfodi'> e %Mm.
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mu fundan anatomizan
mu Futida* invitiivriH, pai
eonlrr as hernia* t quebradura, as mau
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Ditas branca a 5#500 a peca.
Merinos de cores cora duas larguras a 750 rs. o covado.
Cachemira de listras, ultima novidade, a 400 rs. o covado.
Gorgoreas com palmas de cores a 440 rs. o covado.
Metas de cores, lindissimos dcsenbos, a 220 e 300 o covado.
Randa branca da India a 240 rs. o covado, aproveitem 1
Fustao branco a 400 e 700 rs. o covado.
Z-phires de cores a 240 rs. o covado; pecbincha !
EsguiVs pardo de linho a 3G0 rs. o covado.
Percales de cores a 240 rs. o covado.
Grande sortimento de cretones a 280, 320 e 360 rs. o cavado.
Completo sortimento de 13a para vestido.
Creps de cores, do proco de 800 rs. pe 360 o covado, pechincha I
Bruante de linbo, com 10 palmos, a i$300 o metro.
Dito de clgod2o, com 4 larguras, a 800 o lfJ000 o metro.
Panno da Costa de listras a 1 #000 o covado.
Dito de tito do quadros a 1(5200 o covado.
Atoalhado branco, muito largo, a 1)5300 o metro.
Guardanapos de linho para cha a 2(5800 a duzia.
Ditos de dito para jantar a 5)5000 e 65DOO a duzia.
Madapoloes a 4*000, 4*500, 5*000, 5*500, 6*000 e 7*000 a peSa.
AlgodSes de 3*000, 4*000, 4*500 e 5*000 a peca.
Espartilhos finissimos e muito commodos, a 5*000 o 7*000, um.
Leques transparentes a 2*500, um.
Fichs de linho rendados a 2*000 e 2*500, um.
Bordados tapados e transparentes a 500 rs. a 2*000 a peca.
Cortinados bordados a 7*500 e 8(J000 o par.
1 Lencea de bramante de linho, muito encorpado, a 3*000, um.
Cobertas de gangas com dous pannos a 2*800, urna.
Ditas de chita com dous pannos a 3*000, urna.
Chambres para homem a 5*000, 6*000 e 7*000, um.
Toalhas felpudas para banhos 1*500, urna.
Ditas ditas para rosto a 5*000 a duzia.
ARriGOS PARA HOMENS
Palitots de seda-palha a S*500 um.
Lindissimos cortes de casemiras para costumes a 19*000.
Ditos de casemiraa com mselas de seda, para calca, a 6*, 9* e 10*000.
Grande sortimento de cheviots, casemiras, pannos pretos e de coros para costu-
mes, por precos sera competencia.
E muitos outros artigos como sejam : camisas de linho, de flanclla, collarinhos,
punhos, gravatas, meias, ceroulas de linho e de algodo por precos razoaveis.
Para banhos de mar
Costumes para senhoras a 10*000, um.
Ditos para horaens a 8*000, um.
Ditos para meninos 5*000. um.
Sapatos e boleas para o mesmo fim.
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Seui competencia
Popehnaa do aeda de liatras a 500 rs. o covado I
Toalhas alcoehoadaa a 3*500 a duzia 1
Tecidot transparentes para soire a 500 rs. o orado.
ntremelos tapados e transparentes a 500 rs. a peca.
Futtes brancos, mui finoe e largos, a 700 rs. o covado I
Leseo abanbados a 2*000 a duzia 1
Cretonea fine a 300 e 360 rs. o covado I
Setina largos a 1*200 o covado I
Laquea transparentes a 2*500, um !
Bicos de corea, cosa 6 jardas, a 2*000 a poja!
Las da quadriohos a 300 rs. o covado !
Atoalhado de linho adamascado a 3*000 a vara I
Vestidos de cretones, em cartao, a 8*000 e 10#000, um I
Gravatas pretas de gorgerlo e de setira m 500 e a 600 rs., urna I
Camisas de meia, alvas e mui finas, a 1*000, urna I
Agua Florida a 600 rs. a garrafa !
Brim pardo a 320 rs. o covado I
Zephyro da urna s cor a 300 rs. o covado I
Guardanapos de linho com barra de cor h 4*500 a duzia !
Colchas de gorgoar&o de la para noiva a 28*000, ama.
Cobertores de la a 3*500, um, bem larges !
Setinatas estampadas a 400 e 500 rs. o cavado I
AlgodSo trancado de duas larguras a 1*000 e metro I e muitos outros artigos
que convm aproveitar a quadra
\ Ra 1/
de Narco n. 20 A (esquina)
VINHOuiiERT SEGU N
-Avx>E>rcrwmdo s>lat A.oatd*mlat 1 Medioln* da Tranoa
AIS DS SESSENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Tina* de ama efficacia 'acoaiastavel como Antiperiodico para cortar a FtmWem,
a como Fortificante na Vonvaletient?aH, Debilidad* do Sanatie,
FtUtn de Metuitruacao, Inappetencia, Digemte difjteeU,
Enfertnidades ttervommm, Itebilidade.
Pharmacia G. SEQUIN, 378, ra Salnt-Honor, PARS
Depostanos em P re : FRAli ^ ra silva C
Lotera da Provincia
Acha-se a venda a 10.a lotera a bene-
ficio daS. Casa de Misericordia do Rccife, que
ter lii^nr no consistorio daigrej de Nossa
Senhora da ("oncei^o dos Militares, onde
estara > vpostas as esplicr'S em orden? nu-
.erica, para seren examinadas.
tnsiiiiijiatiiiTi
s
itiim Twal
Bav- MlCAaTO de om ruato afradavei. adopladt
hala oe o ubm ulot BMthaaa Maaicoa da Parla, cun
\%m m, ari tafmrt mik* ~ P^laalM m aa. m rw
r.a.aai*f*
wOrn a-rnaiae azlM tat
Itafluxvi >>. Toaat,
4a "
Venda k sitio
Vcnie-se ou permuta-se por predio npsta cida-
de um bom sitio com boa casa, militas fructeiras,
exet lente banho do rio, boa agua de cacimba,
rxtaaaSo de terreno para baixa de capim, to io
murado na (feote, cun orto e gradeamento, com
caminho ie ferr> e cetuQ.lo junto ao dito sitio, no
Portu da Madeira, c.nh-cido pelo sitio do Joao
Selleiro, junto ao Dr. Erne-to de Aquiao Fon se-
ca
rio de aieorino da fabrica CatliaA
A nutra, da Babia
Vendem Machado & Pereira, rua do Impe-
rador n. 57, por commodo pre^o.
A FLORIDA
Boa Doque de ta\la a*. BOB
ADMIBEM!
Cintos modernos a 1*000.
quem prtftsnder dirija-se praea da Inde- Luvas de pellica a 2*00 o par.
pendencia n. 40, das 11 horas a 4 da tarde.
Diariamente debate-so n imprensa a ciise
aterradora porque esto paseando as provincias
do norte dette imperio ; o muumeros os reela-
Idem de seda a 2*000, 2*500 e 3*000 ra.
o par.
Fitas de velludo a n. 9 a 6*000 r. 5 a
400 rs. metro.
Albuns de 3*000 at 80C0.
Ramos de flores finas a 1J500.
mes de toda as classee, aem que sejam attendidos Luvas de escocia para menino, lisas, e bor-
os seus justos pedidos, de que se gloriam aa na- dada8 B 800 r8. e 1*000 O par.
coes CIVlllsadas. _. nr\nr\ i-nA
E para que se possa dar impulsos aos desojados Porta retrato a 500 rs. 1*000 l#o00 e
progresos que curtamente trarao o bem estar de 2*000.
todos, resulveram Martins Pires t C. entabele- Anquinbas de 1 #500, 2*500, e 3*000 ama.
- rua Es- Pl8ee de 2 a 3 ordem a 400 ra. 500 n.
cidos com armazem de molhados
treita do Rosana ns. 1 e 2, a vender por precos
mdicos os artigos concernentes ao sea ramo
de negocio, que certameote cnnstitue urna eco-
noma diaria e onde su acha um completo sor-
timento dos seguintes artigos, que. pela sua qua-
lidade e precos sao recommendaveis, como se-
jam :
Viahoa finos do Porto
Madeira
Sherry
Cbamberiin
Bordeaux
Moscatel
Collares e Iiuealas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter,
licores, doces, bolachinhas nacionaes e estrangoi-
ras.
Queijos frescos do serto, prato, Minas e fla-
mengo.
Azeito de coco, mate do Paran, firmicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2ltua Eatreita do RosarioNs. 1 e 2
Martins Pires & C.
e 600 rs. o metro.
Pentes para cc com inscripcilo.
Enchovaes para baptisados a 8*, 9*, e
: 12*000.
11 Caixa papel e ICO envelopes por 800
reis.
Capellas e veos para noivas.
Suspensorios americanos a 2*500*
La para bordar a 2*800 a libra.
Estojos para crochet a 1*000.
Bicos de cores com 2, 3, 4 dedos de lar-
gura a 3*000 4*000 e 5*000 a peca.
Liados broches a 3*000 1*000 e 500 rs.
Leques para menina a 200 rs.
Linbas para machina a 800 rs. a duzia.
Garrafa agua florida a 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs. um.
ticos bran'os para setineta, crtone e chi-
ta para correr babados a 1*000 1*500
a peca com 10 varas, e barato.
Albuns de chagrn, velludo e velbotina
para 50 e 60 retratos a 6* 7*, e
8*000 um.
Meias de escocia para senhoras a 1*500
Lste excellente Whisky Lscossez e pre- r
ferivel ao cognac ou agurdente de canna, Le* de nht) em 1nda8 caxa8-
para fortificar o corpo Bco8 dg8 Uhas mait0 fino t(Ja.
Vende-se a retalho nos melhores arma- iuD r r ^
zens de molhados. _.__ Ideo brancos com 5 dedoe de largura a
Pede ROYAL BLEND marca VIADO 3|000 com l0 vara8
cojo nome e emblema sSa registrados para Caixa8 C0[/80rte8 de jog0 de m8gioa pf0_
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
hobrado a vender-se
Vende-se o sobrado n. 87 rua da Aarora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; quemo pretender,
pode entender-se com o c.rrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
CW preto superior
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender aem competencia ; na raa do Ba-
rio da Victoria n. 48, loja de altaiate.
Terreno
Vende-se nm terreno confronte a estacio do
Principe, estrada de Joao de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e ceta alicareee
para 3 casas; i tratar aa roa a'Afollo a. SO, pri-
eiro andar.
Attenco
Vende se poj preeo commodo ara boa chalet,
defronte da estacio de Parnameirim, acabado de
novo, e eom todas as accommoiacoes, assim como
urna casa na raa do Amparo n. 6, em Olinda, com
2 janella e 1 porta, 2 salas, 8 qoartos, costaba
externa e quintal murado ; tambem teta para ven
der um bom piano quasi novo, de tres eordaa, do
melhor autor, e outros objectos : a enteader-se
com Maximino da Silva Ousmao. em qualquer
logar em que o mesmo ae achar.
Sitio do Arraiai
prioa para sali a 5*000.
Sabonetes de diversas qualidade a 120
200 e 500 rs.
Boleas de couro para menina de escola.
Grande pechincha em espartilhos de linho
3*000 um.
Lindas pastas de 500 rs. 1*000 2*000
3*000 e 6*000.
Carteiras para guardar sedulas de 10*000
a oem.
Ditas letras com os repartimentae de Ja-
neiro a Oezembro.
BARBOZA & SANTOS
Colarinhos e punhos de
selluloide
Carlos Sinden receben pelo ultimo vapor, e
vaade baratissimo ; na rua do Bario da Victoria
aamero 46.
Vende-se
ama boa casa com 2 qaartos, 2 salas e coainha,
sita travessa das Plores n. 3 ; a tratar na roa
de Paulino Cmara n. 4.
Veoae-se a caaa terrea coa 7 quartos, 3 talas
cosinha, qatrto com banho de ebuviaco, depen-
dencias para criados, cacimba com muito boa
agua e bomba, um lindo jardim, passa um riaeh
pelo centro do sitio, tendo urna pequea poete
com bancos para recreio, arvares fructferas, co-
queiros, laranjeiras, sapotiseiros, mangueiras, ja-
queiras e outras diversas, raa da Harmouia,
dividindo com o sitio do Sr. Baduem : a tratar
com o Sr. Domingos Oomes Correta, na casa
relia, ou na raa da Pat n. 42.
i
Urna mobilia completamente nova, de ama fa-
milia eetrangeira que se retira no pnmeiro vapor
para Europa ; na rua do Marqaes de Olinda n
59, 1- andar.
Attenco
Vende-se especial farinba de milho e de arrox.
feita vapor, e preparada para bolo, cangica,
cuscua e outras diversas especies de comedorias
que aeeessitem destes meamos gneros, sendo a
240 rs. o kilo da de milho e a de arroz a 320 rs.,
aaaim como farinha para tender o pao cerveja a
2JU00 a arroba : na padaria da travesea do
Pombsl n. 1, pertencente a Pereira de Pinto.
Telepbone296.
DE
WOLFF& C.
N. 4-IHA DO Hl'HL i
Vale multa 'mbeteitl* e>ial>eJeeMen-
to encuntr- r o renpeilavell tablca o mait
variada e cntr pela aariiatealo de JOIAS
receaidas aenipre directaaaeate das melho-
res fabricantes da hra, ejae priman*
pelo apurada jga*** o Uegante.
IKlcos derecas oonapletas lUndas pulsel-
raa, alOnetea, voluta de ana-a crawtjadaa com
brllhntes, ou peralaa, ana^fe,, eaooletaa.
botdes e outros maiaa arillos proprio
dea te generes.
ESPECALIDADE
Em relogia de atar o, prata 9 mielLelados.
para bomms, senhoraa e mraataas das aai
aereditados fabrlcasdas ia Inrropa e Ame-
rica.
Para todas os artiga 4tMa ftssn aran-
te-so a boa qualMade, aesim imi m modlc-
dade noa precos t|r ttttm esa catpcacncia.
Vrj.tr eaaa tambesa rsaiwfir4a^aa %na\-
quer -l a d- onro ou paata tismbaa rcls-
gios de qualquer qualidade qsie /aja.
4-Ru d Ul*$*~4

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I


r~Baitr~i



8
Mario de PcrnambocoScxta-fera 2 de Setcmbro de 18S7
LITTERATb

0 ULTIMO BANDIDO
POR
i:nni\u:i. ar.\e
II
(Continuaglo)
Yendo a moga, parou assusta !o ; depois
disse-lho de repente, cora voz ortigante :
Es jonda-me, esconda ma 1
Instinctivaraente, sem mesnio sabor co-
mo, Magdalena mostrou lhe, cora os olhos,
urna casa do monteiro, onde ella entrara
sempre nos seus passeios quoti iianos.
Depres3a, entre all, dissa ella.
Instantes depeis, os soldados sahiram da
inatta. Reconheceram a filha do cabo, e
comprimentandoa rauito esbaforidos :
__ Elle nlo passou por aqu, menina
Magdalena ?
__ Quem ? dissse ella estremacendo.
__ O bandido... Tito Belluomo...
parseguimos o patife desde manbl Estou
, rf>, disse ura dos soldados, que lho metti
na chumbada na cabega.
__ Ah meu Deus, exclamou a moga,
o bandido, era o bani',
E mostrando-lhe com o dedo a clareira
do bosque:
Sim, sira, disse sa, vio o... agora
ir'srao.. um moge triguero, nlo ver-
dade, muito psllido, cora o rosto ensan-
guentado ?
__ Ah I ab disaa o soldaJo radiante,
cstava certo que lhe tinha acertado.
Foi por alli, olhe... al!i... direita
pela vereda... no deve estar longe. .
cora certeza apanb*m-o
Os soldadas, excitados por esta perspec-
tiva, tinbara deitado a correr no encalgo
bandido, era dous minutos desappare-
ceram.
Entlo Tito sahio da cabana e appraxi-
mou-8a da moga, que se poz a tremor.
-Obrigado, menina disse elle tirando
o bonet. Sei quera acabo de ouvir o
ssu nome. E' a lilha da velho Negroni, a
quem feri ura da, em u oa emboscada.
Sabia-o T
- Sabia, disse a moga.
Ah! exclamou o bandido, infeliz-
mente nao posso fazer nada pala menina !
Mas quera s-be ? Fique certa que tera
sempre, na floresta, um amigo, ura verda-
.ero amigo que, a um sigcal sea, capaz
de matar ou de se deixar morrer. Adeus !
Mas, disse tmidamente Magdalena,
o senhor est ferido, crea o.
Ah nao nada, respondeu Tito,
com a sua bella voz gravo c cora um sor-
riso constrangido. Nao nada, nlo a
primeira vez... o sol secca tudo isto.
E, comprimentando desta vez com a
mSo, moda corsa, com um bonito gesto
familiar, raette-se pela matta.
Magdalena tinha ficado no mesmo lugar,
extremamente impressionada.
O sol punha-se par detraz da floresta e
a clareira tinha ficado em completo silen-
cio.
A moga perguntava a si raesraa se nao
sabia de um sonho, e, na verdade, pode-
rla acreditar nisso, se, levantando se para
se ir embora, nlo tivesse visto perto de b,
em umi pedra, um grande pingo de san-
gue.
III
Porque motivo, quaado voltou aldeia,
alo tinha dito nada a seu pai ? Com cer-
teza o cabo teria perdoado. O velho sol-
lado era um coragSo leal. Comprehendia,
mesmo com os bandidos, a batelha ao ar
livre, faca a face, arriscando cada um a
sua pelle, mas a traigao ou a cilada revol-
taram o.
Teria, pois, com certeza, approvado o
procedimeato da filba, reservando se a li-
berdade de continuar nessa mearaa noite e
por sua conta, a perseguigao do bandido.
Entretanto, Magdalena nada tinha dito
e no dia seguate, sem poder esqnivar-se a
Uso, voltou clareira, apesar do medo e,
talvea, com a esperanga de tornar a vr
Belluomo.
Comtudo, Tito nao appareoeu e, duran-
t: muitos dias, Magdalena nlo o tornou a
ver. Sem que pudesso explicar a razio
porque, a moga entristeca ; a ierida do
bandido era. videateraente muito mais gra
ve do que ello diza ; tal vez que morrease.
Aquella id, a que tentava habituar se,
fazia-a entretanto, soffier muito.
Por fira, Magialena tornou a ver Tito,
mais pallido anda, magro e caminhando
cora difficuHade.
Ficaram, por momentos, constrangidos,
ura diante do outro e nlo sabendo o que
que haviara do diz r.
Magdalena foi quera tallou priraeiro.
Tem sjffrido muito, nao verdade?
disse ella.
Tenho, respondeu elle. Parece que
era serio '
E procuran io gracejar :
Um valente atirador o tal Barbona !
E' cora certeza o mais hbil da escolta.
Mhs a moga pareca nao o ouvir. Com
os olhos fixos n i espigo, seisoiava.
- Que existencia murmurou ella por
fira.
Tito olhou para ella, rauito commovido.
Lastima me, disse elle E tam razio,
Isto nao vila-' Sempra s, nunca tenho
des ango, nuuea teso alegra!... Quan-
aiuha mi ruorreu, quiz vela. Entrei, de
noite na aldeia j cheguei, quasi arrastan-
do-me, at debaixo dajauella do sua casa ;
os policas tnham coreado essa casa. Toda
a noite fiquei alli, ouvindo os seus gemi-
dos, cscutando a sua agona, to p:rto
del o, entretanto E ealou-se, cora os olhos hmidos por
aquella recordaglo e continuou, com voz
cheia de azedume.
Ha muitos annos, disse elle, qu-? nao
fallo portanto terapo e com tanta libarda-
de. Mas do que serve dizer-lhe todas estas
cousas i Est tulo acabado, no verda-
de ? Ura dia Barbona ser mais feliz e
acabou-sa.
O que est dizendo roe, respon-
deu Magdalena admirada da sua ousadia.
Nada estava acabado, se quizesse.
Ah diga, exclamou elle, ;stou promp-
to para tudo.
Entilo, pela primeira vez, sentaram-se
um perto do outro, ao abrigo io sol, de-
baixo do alpendre da casa do inonteiro e
cumstancias dramticas que o tinham
acompanhado e at naquella revolta instinc-
tiva que tinha impedido de entregar ura
aviso da sorte, um sigaal de que tinha que
representar ura papel, na vida do bandido.
Todos os dias se eneontravan assim e
todos os dias faziam bellas propostas para
o futuro, projectos encantad iras e loucos.
A oonfianga da moga, no futuro, tinha
pouco a pouco convencido o bandido.
Tambera se habituava coui a i lea de
urna vida nova, longa rauito longo era ura
lugar onde ninguera o conhecesse e, mais
mais tarde, quem sabe, quando voltasso
Cors ga, depois de longos anuo* laborio-
sos, se obteria o p -rda> da justiga e o es-
queciraento dos horaens.
Magdalena encanvgava-sa de tu lo. Ar-
rajaria o dinhoiro, preparara a partida de
Djacuio de noite no Miria Anna, o brigue
de que seu primo Sanvito era o capitlo.
Mas, sobretudo, dizia-lhe ella sorrin-
do, tooha juizo I Faga com que se no
ouga fallar mais do senhor.
E elle proraettia, jurava sobretudo quan-
do lhe ouvia accrescentar muito triste :
Se soubesse o desgosto que isso me
causava !
Quando Magdalena voltou para Ajaccio
e quando de novo se achava na sua c.is
nha da ra Direita, Magdalena teve medo
de se sentir tao s Nao sabia em que havia
de erapregor os dias, admirando se de os
achar to longos sobretudo depois do melo-
da hora dos seus encontros quotidianos,
era suoitaraonte accoramettida de grande
tristeza que s vez js a fazia chorar.
Entilo approximava-se da janella, da-
quella pobre janella estreit, onde ella sa
encostava tantas vezea e que era, para
ella, carao que urna porta aberta para o
infinito.
No ar pesado daquella fim do verlo dei-
xava correr o pensaraento. No longe,
sempre para o mesmo lugar,*para a clarei-
ra, agora deserta, onde, com o vento da
MonUnlia, cabiam as priraaras folhas.
Ficava alli horas inteiras com aquella
eonsolagJo t5o cruelmente verdadeira,
quando se soffre, de poder soffrer vonta-
da de guardar para si todas as maguas
Nao se lembrava de ter chorado tanto
na sua vida, e sobro tudo estava certiss-
raa que as suas lagrimas de outr'ora nto
erara assim, ao mesmo tempo, tilo doces e
tao amargas.
Comprehendia agora que tinha a vida
irrevogavelmente corapromettida e essa
horrorisava-a e deliciava a ao mesmo tera-
reea receiar aquella libertagao tSo arden-
temente desejada outr'ora e a moga tam-
bera, medida que se approxiraava a se-
paragao, tinha mdo, vendo diante de si
toda a sua vida d'all em diants destruida,
e seu corago despedagado, o vacuo hor-
rivel do dia s-'guinto.
Entretanto era procso tornar uraa-deci-
s5o, aprasaarem se. J os passeios do
bandido tinham sido notados ; sabiara que
elle vinha rondar perto da cidade e a vi
gdancia tinha augmenta lo, oora reoeio de
alguraas das suaa proezas !
Urna noite, em urna das suas conversas
habi'uaes, o velho Negroni, cora o foeo ra
diante e o olhar animado, dissera filha:
Creio agora que vamos ter novi-lade.
Qual meu pai ?
O cabo entao, devagarinho, cora ar de
mysterio :
Vai haver o diabo. Est se as pe-
gadas de Tito B.-lluorau, o banlido. Vi
ram-o, na estrada do Sarteae, perto d'As
pratto.
E como a moga se iz;sse muito p dlida,
porque o corago pareca estalar-lhe no
p'ito.
Anda l, anda I, nao tenhas receio,
dizia o cabo esfregando as ralos, o tenho
anda boas pernas e boa vista. E depois,
sabes, todos estes pat'fes, quando 3e vera
era fronte de verdadeiros horaens, na re-
sistem, por rauito tempo, affiango-te.
Elida tarabaia silo horaens, meu pai,
dzia Magdalena com raeiguice.
Horneas Elles, horneas exclama-
va o velho soldado, arrumando murros na
mesa, tu ests douda, Magdalena! S os
tivesse era frente do meu revolver, mata-
va os como se fossera ejs, entendes, como
se fossera e2es, som Ibes dar tempo para
respirar, sera que podessera mesmo di-
zer : ufI
E animava s", gesticulando, dando gran-
des passos pelo quarto o quando tornava a
sentarse, ura pouco mais socegado, torna-
va a contar pela millesima vez, filha af
flicta, todos es crimes, cuja historia ou
lenda corria as ras d'Anecio e, sobretu-
do, a sua razao de queixa pessoal, aquolla
bala que apanhara no hombro e que fazia
soffrer todos os dias de chuva.
Por entre acuellas historias, lardeadas
de exclamago'js, de pragas furiosas, o no-
mo de Tito appareca sem cessar, acompa-
nhado de epithetos insultantes.
Esse ah esse! gritava o cabo.
E depois voltaudo sua idea.
por longD tempo, assim se demoraram,
dando largas aos coragoes que mutuamen-
te se attrahiam.
Debaixo daquella co d9 infinita pureza,
estava um dia calido e radiante, na floros-
ta murmurios mystrioaos, todas as folhas
se uniam contra o sol; as moseas de ca-
bega dourada8 ou azues e os insectos de
as azas de raussalina atravessavara zum-
bindo a clareira ardente ; no grande silen
ci que os roieava nao se ouvia outro rui-
do a nao ser o appello longinquo das aves
por entre a folhagem e os moviraentos de
Palluccio, o cachorro do bandido, sempre
vigiando, mostrando algumas vezes por
entre os ramos os seus graneles olhos de-
dicados.
Em Magdalena o amor nascente dis3
mulava-se sob a appareaeia de urna boa
aegao, de ama bra de salvagao que tinha
da cumprir. A principio polo illudr-se.
Tinba diante daquella natureza um tanto
selvagem, um amargo gozo em arrancar
ao seu miseravel e terrivel destino, aquel-
lo harneen, cujo nome e fazia tremer e
que ella va to meigo junto della.
Parecia-lhe sinceramente quo o fim da
sua vida estava achado e, supersticiosa
como verdadeira corsa que era, va, no
seu primeira encontr cora Tito, as cir-
Nlo acabe, disse. Tudo quanto vai
dizer intil. Nao parirei.
Magdalena teve ura estremecimento de
terror, que repsntinaraante Iha fez subir o
sangue ao rosto pallido. Olhou bera para
elle a encontrando naquell i hora decisiva
toda a sua energa, apertou-lh) o brago
com forga.
laso nao serio, no verdade ?
Diga depressa, isso n3o serio ?
Ah prosegnio ella, sei perfetaraente
tudo quanto mi vai diz^r,< mas a minha
resolugo est tomada. Nlo parto
E, agarrando-lhe as duas ralos :
Bom v, Magdalena, nlo se deve
pedir a ura hornera mais do que lhe hu-
manamente poesivel fazer. Todas as ve-
zes que ma deu ordens, objdeci. Por sua
ausa, esqueci as mais pungentes injurias,
renunciei nica satisfaglo da minha vida
aventurosa, viaganga, mesmo quando
ella estava ao meu alean ji>.
No outro dia, fique iabsndo, desean-
do de Baraques, vi Barbona estendido ao
sol, cora a espingarda ao lado. Dormi ..
Esta?a na raiaha mo, o desgragado. Pen
sei ni menina e fui-rae embora. Dissa-
mo que fosse bora e fui; quiz qui perdois-
8e, perdoei. Mas, ao meno3, sabia qu i
estava perto de mim que a va. Tinha
para rao segurar, no meu desespero, para
me preservar das miaba? coleras, esse*
curtos iniaut03, qua inodifi ;aram a mnh .
vida, estas entrevistas em que pensav* por
longo tempo, antes e das quaes me lera-
brava, por muito lampo, depois.
Magdalena escutava-o extreramoatc a' ra
movida.
Tinha experimentado tantis vezas tam-
bara essas eoiiiiMjJiS'S em qua elle faltara !
EsUtava cTOm exta3is, aquellas ar-
deutes palavras, as mais pequeas notas da-
quella canto de aunr, qua tao tristemente
Iba vibravara no coraglo -'
Pareca qua aquella hora afl'ctiva seria
para oiles, a derradeira, que nunca mais a
tornariam a ver e quera recordarse sempre
na sua memoria a recordaglo enternecida do3
seus adeuses, araagera cruelmente fiel des-
sedia, sem dia seguinte, com os ma3 peque-
os pormenores que a esmagavam na sua
desventura: a p.iisag..-ra triste quo a cer-
cava, o bosque amarelle?endo e fazendo
sentir a chegada do outono. Ajaccio, ao
longe, como ura ponto branco sobre araa
grande tela azul e junto delle3, na estrada
a voz do pastor qua cantava.
po.
S de noite que fecha va a janella,
quando o passo pesado do velho Negroni
se ouvia na escada, e quando, na monti-
nha, do outro lado do golpho, ella via por
entro a neblina do mar urna fogueira rapi-
pida, aignal combinado com Tito e que
era como que as boas noites do bandido.
IV
Viam se tambera alguraas vezes, a pre-
go de grandes perigos e por entra grandes
eornroogoes.
O pastorzinho, que descia todos os dias
cidade para trazer os broccii saborosos
de Bastelica, era um prente do Tito.
Era apenas urna creanga, mas dedicada
cgamente, fiel como se e, nestes paizes,
onde pai-"_"o que o corngoes palpitara com
mais forga e mais rapidez.
Prevena a moga diaendo a hora e o lu-
gar.
Magdalena ia l ter sem hesitar um mo-
mento. A maior parte das vezas era s
portas do mesmo da cidade, perto da fonte
d'Assepretto.
O pastorzinho fazia sentinella emqaanto
guardava as cabras ao sol.
Elles todos entregues aos seus bellos
projeetos, esquecando pouco a pouco o pe-
rigo, tratavara de preparar a sua partida.
Magdalena sobretudo ; porque o bandido
agora pareca indeciso, desanimado. Pa-
FOLHETIH
VCTIMAS E ALGOZES
POP.
EMILIO DE RICHEBOURG
PROLOfiO
A LIALDI5AC
ntinaacSo do n. 19 0)
I
Ai: quaado inclinada sobre o corpo do
moribundo, eu lamentava que elle nSo dei-
xasse um filho, para o viagar, estava bem
longe de prever, que sua iiia, um dia, uni-
ra a sua mo a do filho do assassino.
A raarqu'za calou-se.
Estava remente de furor e o sen olhar
langava raioa.
Meu Deas Meu Deus murmuroa
a moga.
Curvada de novo a iufeliz estava tomo
que esmagada.
Ah continuou a iraplacavel rali, a
aenbora nao sabe anda todo o mal que
fez ; vou-ih'o dizer. Antes que a senhora
Scas3e loucamente apaixonada polo Viscon
de de Mralle, tinha-lha esiolhido como
nlo ignora, um esposo, joven e distincto,
ilho nico do meu melhor e mais antigo
amigo
Sosthenes de Prmorin nlo tinha gmen-
te ama grande fortuna. Er* dotado de
todas as qualdades do coragSo e do espi-
rito. Ama va-a e araava-a muito, infeliz-
mente 1 Qaando vio que devia renunciar
s soas esperangas, foi para elle um golpe
terrivel.
Desesperado, o infeliz langou-ae em ama
vida de dissipaglo, de loucuras em nome
e torncu-5 ojoguete de urna creatura per
versa, que o levar aqualquer satastropbe.
Se a nobro casa de Prraoro se des-
truir boje, senhora que cabe a res-
poosabiiidade.
Oh 1 minha mli '. minha mii I oro-
nanciou a moga, com voz despdagada.
Apres8e-ae, Sra. de Mrulle, apresse-
se em gozar os dias do embriaguez que
lhe pode proporcionar o tea casamento ;
serlo de curta duraglo. A da^epglo vira
em breve, sou eu quera lh'o prediz. En
to, entregue aos seus remorsos, refugiar-
se-ba em algura cauto ignorado, para alli
oceultar a sua vergooha.
A moga deixou escapar um grito de dor,
as lagrimas, por longo tempo retidas, inun-
daram-lhe as faces e desatando em solugos,
cabio.de joelhos diante da mi, gritando :
Piedade, minha mli 1 piadade 1
L'.vante-se, minha senhora, disse sec-
cameute a inflexivel marqueza.
Nao 1 nlo quero tcar a seus ps ;
perdi I perdi, minha mai I
O co fulmina com maldiglo os fi-
. lhoa ingratos.
Mas eu amo, minha mai amo a .'
Perd2o I perdi !
E eu j a nlo amo, a senhora nlo
existe para mim, respondeu a marqueza.
E levantou-se, tirou do bolso urna car-
teirasinba de marroquim preto, que pa
m cima da mesa e continuou :
A senhora vai sabir de Pariz, daqui
a alguns dias, talvez mesmo amanhl. Nlo
quero que 6e v sera dinhero. Ha nesta
carteira um cheque da cem mil francos so-
bre o Banco de Fracga, que poder rece-
bar antd3 de partir.
A digoidade o o orgulbo da moga ravol-
taram-se.
Levantou-se e com voz tremola :
Minha mli, disse ella, visto quo me
techou o bou coraglo, nada tenho qua re-
cebar da senhora.
A Sra. de Saulieu poz framente a mo
eo> cima da carteira :
NSo a consulte;, replicou ella, e nlo
tem que emittir a eua opinilo ; quero dar
lhe isto, tome o, dispenso os seus agrado-
cimentos.
A Sra. de Morulla fez ainda um mov
ment, para beijar a mli. Mas, como da
primeira vez, a >aarqueza deteve-a com
um gesto terrivel.
Adeus, minha senborc, disse ella.
Lembre-se quo o seu casameuto ama
unilo sacrilega e que amaldigoei-a. Perto
da parte onde a senhora r a desgrac a ha
de s guil-a !
E depois destas palavras ameagadsraa,
a marqueza sahio do quarto e alguns ins
Untes depois ouvio-se o rodar da carrua-
gem que a levava.
A pobre Gabriella liaba dado nra gemi-
do sardo, e bavia cabido pesadamente em
ama cadeira, como aniquilada.
II
Durante mis de meia hora, a moga fi-
Mas, affiango te, que o timo3 na mo!
E' negocio de dias ou talvez de horas. E
entlo, dizia elle, com urna grande garga-
lhada, agarrando cora as ralos a cabaga
da filha, entlo se o goveroo for justo, blo
de promoverme; dar-me-hlo a cruz e tu
poders casar com o tau ricago. Hein !...
Rapariga que dizes a isto ?
O qua dizia a pobre desgragada : Dizia
que estava tudo acabado, qua a hora das
heaitagoas tinha passado e que era preciso
finalmente tomar urna resoluglo.
Justamente, no dia seguinte, devia en-
contrar se com Tito. Contou lhe a con-
versa que tivera na vespera com o pai,
a expediglo projectada e enebendo-se de
coragem, com voz breve e secca.
E' preciso partir, disse ella. Tudo
est combinado. Fallei com Sanvito, con
sent. E' para o principio da samaoa.
Esteja prompto. Na noite da partida
mandarei o pastor. E quando estiver
longe, accrescentou ella.
Calou-se, fingindo tossir, com a voz suf-
focada.
Tito alo tinha dito oada, contempla va-a
com adrairagao apaixonada, encantado de
a encontrar to animosa e sentindo perfei-
tamente qua a sua corogera estava por
um fio.
Quaado ella quiz continuar, Tito dte
ve-a, com um gesto e com voz muito
meiga.
coa imraovel, com a cabega entre as mos,
e n'ura estado de completa prostraglo.
Pareca lhe que a voz irritada da rali
resoava-lhe anda aos seus ouvidos, e nlo
poda alistar do pansamento estas palavras
terriveis :
" Am-.ldigoei o seu casamento, por toda
parte onde a senhora v a desgraga ha de
s-guil-fc.
Duas pancadas discretas, na porta, tira-
ram-n'a repenticaraente do seu torpor.
A porta abri-se devagarinho, e o Vis
conde de Mrulle appareceu.
Era um hornera de boa figura, bem fei-
to, com todas as apparencias de vigor. As
feigSes enira regulares e a physionomia
syrapathca.
Comtudo, examinando o visconde atten-
tamente, um observador podera descobrir
na exprsalo do olhar e nos moviraentos
do rosto os signaes caractersticos de urna
natureza fraca, branda, muito fcilmente
disposta a pass;r de urna impressao para
outra, a obedecer s mais oppostas causas.
Ernosto Ernesto exclamou a mo-
ga, precipitando se nos nos bragos do ma-
rido.
O visconde beijou tercamente a mulher.
A sua mli deixou-a ha, pelo vumos
meia hora, disse lhe elle, porque ul veio
ter comaos jo casa da minha prima? En-
tretanto, a sus. carruagem eaperava-a.
Estava muito comraovida, muito agi-
tada, nlo o podia.
Entlo o qua ae passou entra a senho-
ra e a marquez-. ?
O seu resentimento contina ; em vio
a implorei.
Acabar por ceder.
Na, nunca me perdoar Ernesto,
ella foi-se amaldigoando-me.
O visconde percebea eatlo que a moga
tinha os olhos ver nelhos pelas lagrimas e
que estava eob a impresslo de urna grande
dr. FSI-a sentar, assentou-sa ao lado
della e agarrou-lhe n-.s mos.
Gabriella, querida Gabriella, disss-
lhe elle, lamentar por acaso ter casado
com migo ?
Nlo, respondeu ella, com animaglo,
eu amo-o. Um poder irresistirel me attra-
be para o senhor e julgo que tambem me
ama.
Se a amo, Gabriella I Ah I Antes de
duvidar do meu amor, mais valia acreditar
que ni a luz do sol que Ilumina a tr-
ra.
E amar-rae-h sempre ?
Sim, miaba Gabriella, sempre.
Ella contemplou-o, mergulhaodo o olhar
nos seas olhos e um sorriso meigo e triste
vtio psirar-lhe nos teas labias.
Magdaleua era mesmo fallava, nlo
achando nada para lha responder e perce-
bendo perfeitaraenta qm priraeira pala-
vra, desatara em solugos.
Coneervavam-se all, mudos, como as
suas primeras entrevistas, apenas, algu-
mas vezes, aparta vara as ralos ardautes.
Quanio foi indispensavel separarem-se,
Tito para a tranquillisar tornou um ar in-
diffarente, a voz vibrou-lhe, quasi com ale-
gra.
Nlo se mortifique, dizia elle. Por fim
de contas nao slo to ferozes como se sup
p5a. Alera disso, nlo a primeira vez que
me vejo a bragos cora os soldados.
E sorrindo anda com esta lembraega :
Querem pagar-me a visita, que eu
Ibes fiz em um destas noites, em Ajac-
cio.
Em Ajaccio !... o senhor !... disse
Magdalena espantada.
Sira, em Ajaccio Ha urna semana,
na noite da festa... Havia tanto tempo
que nao a va, accrescentou elle, como
censurando-a. Julguei que estivesse doen
te e quiz saber... Foi urna cousa muito
curiosa, ande l. Chaguei de noite, a la
tinha sabido, misturei-me com a multidlo
e toda a noite viv, como todos homans...
Ah! que bella noite e como bom
ser livre Sahi, da cidade muito tarde,
com o coraglo tranquilizado, depois da a
ter visto diante da porta do quartel, no
meio doa meus amigos soldado3 e *o lado
de seu pai, que fumava tranquilamente c
seu cachimbo !
Meu Dsus, murmurou Migdalana.
Ah era saquar pensavara era mioz,
afiaago-lhe. Quaado sabia da cidade, cah
no meio de uraa desordem, era urna tavet-
na; sempre a mesrna cousa, como sabe
entre operarios italianos e raanuheiros ds
Ajaccio. J tiaham puxiio facas o o ta-
verneiro gritava p>rta: oScjorra! goc-
corro entrai, raostrei-fces a raiaha pistola
e isso tranquillisou-08.
Quanio tudo teau era orieo, tinha gra-
ga o tavcrneii.', todo coraraovrdo agrade-
cen do.
__ Ah caro mi, disso-ma ello, todas
as noites a uiesraa cousa a muitos vezes
acaba mal.. Os poli mas chagan sempre.
depois de acabar a desordem e aera sam-
pre se eaeontra gente valente o ordeira
como o senhor, para por as cousas a direi-
to. A historia nlo divertida? termiaoc
elle, rindo.
Mas Magdalena nao sa/ia e o rosta can-
servava-lhe a expressao do pungente afro-
na. Assim, elle tinha chegado quelle
ponto de loueura Tinha chegado ao pon
to de arrostar tudo, entrar mesmo na ci-
dade e vir all, da certa man. ira, provo-
car a raorte, qua o espiava havia tanta
tempo A rao';i teve, em urna vislo rpi-
da, a consceneia de uraa desgrag prxi-
ma, vio o, era outra qualqucr noite de Iuat
reconhacido o morto na presonga. Parecia-
llie, como em uraa allucinaglo, qu^ a ci-
catriz da testa se tornava a abrir e que,
de novo, o sangue lha ianundava o rosto.
Teva ura sbito OaUtrio, deu ura grande
grito, qua o fez estremecer.
Migdalena oxelaraou ella come
dondo.
Nlo. uao, disso ella. Nao quero! Nlo
quero! E' uecessario partir, p^go-lhe, pa-o-
lhe de )oelh)S, indispensavel partir!
Nunca, exclamou ell com violencia.
Tito tinha readquerido a sua voz impa
riosa, tinha ura ar duro, que ella nlo lhe
conheeia, segurava a espingarda cora mi*
convulsa ; os seus tarriveis instin .tos dea-
pertavam.
Sangue de Deu3, ruga elle, estao-
dendo o punbo para o lado da cidade, a-
garrar-me-hlo, matar-me-hao, nao a de.-
xarei Prefiro, entenda bem, morrer de
ura s guipe, de uraa bala certeira, d
que ir morrer, .uorrer como ura cao, loag
da miaba trra, longa da menina. Marte,
por morte, prefiro a que me espera!
Magdalena tinha-se-lhe (aneado nos bra-
bos como louca deixaudo trasbordar as la-
grimas em urna cxplosao repentina dos
ervos e do coragao.
[Contina)
*
Diga me, meu amigo, disse ella, di
ga-iae, repita que me ama, que me amar
sempre, que sou a sua Gabriella; sim, te-
abo precislo de ouvir a sua voz ; ella s
me poder fazer esquecer as palavras crueis
que anda resoam -os meus ouvidos.
Nlo tenho outra pessoa nesta mundo, e
se me faltar, o que ser de mim ? Ainda
agora, quando minha mli me esmagava sob
o peso de sua colera e me pradizia as mais
espantosas desgragas, eu dizia, de mim pa-
ra mim : agora s elle que me fica neste
mundo. Coraprahende, Ernesto, quanto o
obriga isso ?
Minba querida Gabriella, se nao me
fossa doloroso v6l a soffrer, tinha prazer
em saber que a sua ventura repousa ago-
ra sobre mim. Crea, urna doce misslo
a de velar pelo seu destino e tazel a feliz.
Essa misslo ma imposta e grata ae meu
amor. Gabriella, acredita as minhas pro-
raessas ?
Escutando o marido, a moga senta re-
nascer lhe a esperauga ; havia as pala-
vras de Ernesto tanta sinceridade que fo-
ram direitas ao coraglo da pobre moga.
Acredito-o, respondeu, e ae nlo ti-
vessa f no senhor, nSo poderia mais vi-
ver.
Afaste, pois, as sombrls preoecupa-
goes, que velam o brilho dos seus bellos
olhos e cheia de confianga olhe risonba pa-
ra o futuro.
Sim, Gabriella, olhe risonba para o fu-
turo, para as promessaa que ello nos faz e
que ella cumprir, como sarrio s minhas
palavras, no dia em que pala primeira vez
lhe disse amo-a.
Racordo me, disse ella.
O rosto illuraiuon-se-lhe ; como urna sua
ve claridade, deitando ao marido um pro-
longado olhar de amor.
- Ah disse ella, nada teria qne deso-
jar nem que invejar, e a minba fecidade
s ria completa se eu tivesse podido obter o
perdi de minha mli.
Gabriella, mais contra mim que a
marqueza de Saulieu dirige os raios de sua
colera ; donde, poror, veio a antipatbia
que a ospirou ? O que fiz eu para attra-
hir o seu odio ?
Ella pretende que o senhor teve, que
tem hbitos de dissipaglo que podem ins-
pirar para o futaro, legitimas apprehenses
Segundo ella diz, o senhor langou no abys-
mo ao jogo toda a sua fortuna.
Ernesto, verdade ? Ah meu amigo,
diga-me que o calumniaram.
O visconde nlo pode dissimular o sou
ambarago e hesitou, por sgaos instantes
para responder.
da sua estima, se nlo respondesse com to-
da a franqueza. Sim, Gabriella, tive urna
mocidade tempestuosa, que hoja lamento
inteiramente. Entreguei-me, um tanto de-
mais, aos prazeres e masrao aos excessos,
se quizer ; joguei e despeudi tambara gran-
de parte do meu patrimonio.
Com que entlo verdade ? disse
tristemente a moga. E ag.->ra, Ernesto, est
curado desta nefasta paixlo ?
Es toa.
Nlo jogar mais ?
Nlo jogarei mais. Renunciei para
sempre a essa perigosa distracglo.
Fira socegada, meu amigo.
Rec?b duras liego ;s e aproveite as.
Experimentei crueis angustias e nlo estau
disposto a tentar renoval-as.
m dia, tinba perdido uraa somma im-
portante, que eu me via na Lmpossibilidade
de pagar ; mas continuava a jogar. No
meio da partida, pude dissimalar urna car-
ta e por assim, do meu lado, todas as pro
habilidades do jogo ; ganhei tudo quanto
tinha perdido. Que horrivel teutaglo fe-
lizmente tinha hesitado ara instante e, nes-
se instante, tinha comprehendido quanto o
jogo perigoso para a honra de um bo
mam.
E foi a partir dessa occasilo que nun-
ca mais jogou ?
O visconde nlo respondeu pergunta e
continuou :
Nesse tempo, nlo tinha ninguem pa-
ra me aeonselhar ; era s, livra das mi-
nhas segotes e nlo fazia mal senlo a mim
mesmo. Hoje alo me impostos deveres sa-
grados e nada me poderia desculpar, se eu
faltasse a elles.
Ser tude para mim, Gabriella; ser a
miaba fada protectora, o mea arijo da gaar
da.
Tinha-se animado e fallava com verda
deira coraraoglo.
A moga nao duvidava da sua sincerida-
de e tinha razio.
Mas ignorava ainda, que existem natu-
rezas francas quo sentara arrependimentos
peridicos, cuja recordaglo se apaga, co-
mo o vento apaga as palavras escripias na
areia !
Pois bem, Ernesto, disse ella, esque-
gamos o passado e nao nos oceupemos se-
nlo do futuro. Se appamcerem obstculos
no nosso caminho, combateramoa juntos
para os vencer. Tornando-me sua mulher
contra a vontade de minha mli, contrahi a
obrigaglo de trazer s lutas da nossa exis
tencia communs urna energa que nada po-
der dobrar,
O senhor pobre, partlbarei a sua po-
breza, soffrerei eu tambem. Comtudo -
___VARIEDADES
Znlmlra
AO PRIMO E AMIGO OCTAVIAKO DE SIQUEf.
Tem os crespos cabellos perfumosos,
A face cor de rosa purpurina,
Os dentes cor de perola mais fina,
Bocea celeste, labios amorosos.
Sorriso encantador, gestos dengosos,
Corpo do fada e mo de mag-stade;
Tem as doaes cangies da tenra idaie...
Rolgos seios, pomos cubigosos.
E' meiga, intelligente e caprichosa.,
Como poucas existam dessa dade !
Gosta do verso, da cangao da prosa
Aquella reverie tera d'amiaade...
E' divina, si canta a casta rosa !
Mas formosa, si chora a caridade !
i^7.
S. SlQLElKA.
nos precisa pensar agsra as necessidades
da vida. Pois bem, somos jovens, temis
forga, teremos coragem e trabalharemos-
__ Ah nlo chegamos, a esse poato.
Gabriella; a minha fortuna est immensa
mente reduzida, mas resta-nos o surEeente
para que nlo tenha que suffrer nenhums
necessidade, palo menos duraute ura certe
tempo. Antes quo os recursos estejam
esgotados, terei obtido urna situagab digna
de os. Teuho parentes iniuentes, amigos
poderosos que se empenharlo por mira.
E depois, a?cresceatou ella, bateado a*
testa, tenho uns projectos. O bom resul
tado infallivel. Convra utilisar a expe
rienda que tenho adquirido.
Fique inteiramente descansada, minhs
Gabriella; daqui a pouaojtempo tor-lha he:
restituido a opuleucia a que renunciou por
minha causa.
Os olhos do visconde brilhavam com sin-
gular fulgir a moga interrogava-lhe a
physionomia com inquietagao.
O que quera elle dizer ? A que royste-
rbsos projectos se referia? A moga estava
assustada.
Posta de prevenglo pelas sinstraa pa-
lavras da mli, coraegava a comprehender
a estranha natureza do raaric'o, a um tem-
po fraca e exaltada, fcil ao enthusiaamo a
infelizmente demasiado disposta a transfor-
mar na sua imaginagao os souhos em rea-
lidade.
O visconde tinha se levantado muito agi-
tado, poz-se a passeiar pelo quarto.
Da repanta, vio a carteira de marro-
quim preto, que ficara no lugar em que
deixara a marqusza.
O que e isto ? pergnntou elle.
Bem v, ama carteira.
Que sua mli esqueoeu ?
Nlo. que ella deixou abi.
Ah e o que contera ?
Um cheque sobre o banco de Fraa-
ga, disse-me ella, um cheque de cem sao*
francos.
Cem mil fra icos I exclamou o vis-
conde, agarrando na carteira e abrindo a.
Sim, verdade, continuou elle, aqui est
o chque e cffectivamente da cem mil
mil francos.
Amanhl, mea amigo, o restituirerao
a minha mli; nlo podemos era devemoa
aceitar nada da marqueza de Saulieu.
O que est dzendo ? Restitu! o Ni
panse em tal.
'(Continuar m-Ao}

t


T7p^jWo_roa jfrqne^ oe C'axiaa n. .




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