Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19973


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Full Text
*tiC-WMf*...*A

*
IHOLIJ-- OlEifl 199-
.
I
PARA A CAPITAL E IA'JAllIS8 0Sf>K SO HE >%*
Por tres mezes adiantados...............
Por. seis ditos dem......'..*.. .....
Por una anno idem.....i ........
Cada numero avulso, do mesoio da............
A PORTE
60000
lktfOOO
230000
100

iTIBfifl 1198?
DE
lllil
propgate *t Jttatwel Sx^tixh bt i*ria Mqfr
PARA DKA'TRO M PORA DA PROTOH2IA
nj-aet-. adiantados............... 1305OC
Potbo** dko dem................. 200000
na amo idem.......'........... 270COC
Cada numero avulso, da dias antoriore.......,..... ioo
NAMBUGO

TELEGRMMAS
RIO DE JANEIRO, 31 de Agosto, s 4
doraste -10 minutos da tarde. (Recebido
55 minutos, pela liaba terres-
tre).
Uonteni no Senado o conaelbelro
;.uUFi'ii|)i><' ilc Nouzn li A a propo-
sito do lnMeri do Imperio, ponunrloa
jiui fatportnnte diacarao sobre nego-
cio* da provincia de Pernambueo.
cenaarando a* altlmai nomearea*
fella* pelo governo imperial c acto
do preaidente da menina provincia,
inte-bonten* e honiem oconselbel-
ro Manoel Porlel'n rez Ionio* e Im-
portantes discurso* no Sentido, qne
cannaram cenaaro, em reapoata a
accutares felt.i* pela oppomiro e
aproveitaiido-ae da discnisi do or-
ramanio de iua pasta fez largas con-
sideraroes. qne forana bena acolbl-
da* por ambos os lados polticos do
senado.
Va Cmara dos Oepntados o Dr. Pe-
dro BeJIro apresenton boje una re
llinimento, qne foi a respectiva
cainmisso. pedinito Infornaacdes so-
bre o relo de torean seguido bontena
para o norte no paquete nacional
Uun eleltores cona passagens e
comedirlas gratuitas.
Responden Ibe o conselbeiro Ro-
drigo Silva, ministro da agricultura,
e assegnrou qne nao bavla concedi-
do passagens gratadas poraollclta-
eto do conselbeiro Portella.
A Cmara approvou boje em *." dls
cussao o orranaento de reeelta geral
do Imperio e discuta diversos arti-
go* addtivoa ao aaeanao orramcnto
entre os qaaes forana apresentadps
pelos depntados llosa e Silva e Aleo-
forado Jnior os qnaes Isentam os
engentaos cenlraes dos Impostas de
instalaras e aroOaaie* os snateki-
uismos. destina Jos a lavonrn dos
impostos d expediente de S/o.
O depnf ado Antonio Ferreira van-
na fundanaenton urna Interpellacao
acerca do naufragio do paquete RIO
APA sendo a interpellacao respondi-
da pelo conselbeiro Cario* Castrloto.
ministro da naarlnba.
O Senado nao faneelonou boje.
Partiram bontena para o norte no
paquete nacional : O senador Slquel-
ra lleudes, o Dr. Calo Prado, presi-
dente de Hastias. O tenenle coronel
Madnrelra. o anajor Pire* Ferreira e
o conamenJador los da Silva Loyo
Jnior.
PARA1IVBA 31 de Ago sto, s 3 hora e
48 minutos da Urde.
Seguio para o porto da nocir o va-
porlPOJU'A a Compnnhla Pernam-
hu'nnn.
RIO DE JANEIRO, 31 de Agosto, s
5 hors da tarde. (Recebido s 7 e 30 mi-
nutos da noitf, pila linba terrestre).
O conseibi iro Manoel Portella no*
discursos, que pronunclon bontena
e ante bontena no Senado pronun-
ciou se em favor de diverso* melho-
ramentos. inclusive o da* obra* do
naelboramento do porto, da provin-
cia de Pernanabuco. no qne foi apola-
do pelo consellieiro Luiz Fellppo, o
sendo acoibitias anas Ideas relativa*
a esse* naelboranaento* pelos sena-
dores de Pernambnco.
PARS, 31 de AgoBto.
O ensato de naoblllsaco geral do
9. carpo do exerclto dou multo bom
resultado, verdadeiro successo para
organlsaco militar.
Agen.Ii, Havat, filial cm Pernambueo,
31 de Agosto de 1387.
bhhbbhpjs
INSTRUCClO POPULAR
Mi
(Extrahida)
SIBLIOTHKCA DO POYO K DAS E8C0LA&J
SEGUJiDA PARTE
n \t,6r;s ue nixtvto
IMUVIcZo
(Conchisdc)
Os ervos naseidos do cerebro e da medulla
espinal digtribu;m-se principalmente nos orgos
da vida de relacSi, e os do systema do grande
symptico nos da vida orgnica
Funcces g.'racs do systema nervoso.0 cere-
bro o centro, em que vo convergir todas aa im-
preseoes, para seren convertidas ra sensacoes e
depois percebidas pelo pensamento. o instru-
mento da intelligeneia, do instincto c da vontade.
O cerebello, como j dissemos, parece ter por
tunelo o coorJeuar os impulsos determinados pela
vontade. As funcces principis da medulla es-
pinal sao 1, tranamittir ao cerebro as impres-
iona cxternaaoae Ihe alo communicadas pelos er-
vos sensitivos ; 2 commuaiuar aos ervos mo-
tores as determinado a da vontade, para que se
produzam os movimentos.
Dos ervos de origem encepbalo rachidiana uns
sao motores ; outros, sensitivos. Os primeiros,
sob afluencia da vontade, determinan) pela sua
contraccao os movimentos voluntarios ; os segun-
dos serven] para a traosmisso das imprestoesseo
sitivas. Entre os que nascem do cerebro, aos aSo
sensitivos, como o ptico, o olfactivo, o acutico,
etc. ; outroa sao motores, como um o facial, o hy
pjglosso, etc. Os que teem origem na meduiU
nascem por duas ordena de railes, urnas anteriores,
outrns posteriores ; e estas raizes, depois de um
breve trajelo, reuoem-se u'um s feixe cu cordao
nervoso, queae vai distribuir nos orgaos a que e
destinado, e no qual aa fibras de ama raz se man-
teen], naa auaa di vico-se aub divieoes, iudepen-
dentea das da outra. As experiencias da moder-
na pbysiologia demonstran) que aa fibras nervosaa
oriundas da parte anterior da medulla sao desti-
nadas aoa movimentca voluntarios, e que aa oriun
das da parte posterior ai exclusivamente destina-
das seoaibilidade.
Os atsaws muidos do grandq sympstbico dis-
tribuaas-ac asa taes
affctai^sjPHrWJ
E' aoh a aaa i- 1 sesma qne funecionam
aquello diversos orgaos, cojos movimentos sao in-
depeodentcs da viutade.
Intelligeneia. Instincto.A comparacAo entre
urna aensacao actual com anterior, ou entre duas
anteriores, a rtflexao, faculdale que distingue o
homem doa outros animaes.
O pnmeiro compara e julga, o que nao podem fa-
zer es ltimos, que s adquirem a idea pela aen-
sacao, reteem-n'a pela memoria mas nao teem a fa-
culdade de a elaborar pela compara;So. O ani-
mal resorda, pirccrto : mas duvidoso se, como o
homem, pode evocar, sua vontade, da memoria
as ideas anteriores O animal nao tem vontade
livre ; o livre arbitrio apanagio exclusivo do ho-
mem.
Todos os moviiEentos e actoa los animaes aSo
resultado de ama vontade que ha determinar-te
iata'memente n'um dado aentido ; s o homem
pode fazer ou deixar ama caiaa, por aea paro al -
vredio. Os actos a que acabamos de referir-nos
e anda outros, como a atteuco, abstraccSo, etc.,
sao actoa da intelligeneia.
No komrm e noa animaes ha tambem movimen
toa voluntarios, que nao sao resaltado de ama de-
tenninaco filba de trabalho intellectaal, mas sao
como que automticos e devidos a um impulso de-
terminado por urna necessiiade orgnica. Esses
movimentos dizem-ae instincti vos. e chamase ina-
tincto faculdade de oa produzir. O inatincto tem
por fim a coneervscSo do individuo oa a conserva-
cao da especie. E por elle que o animal procura
o aeu alimento, que se abriga para aabtrahir-ae
s causas de destru:($o, etc. o homem predo-
mina a inteligencia sobre o inatincto ; noa ani-
maes este o predominante.
vembro de 18%, art. 9,
do i %, e mnis aind
que o de 7 "/ da lei n.
1470 de 10 de Junho de.
1879, art. 11, officio ao
Thesouro da lo de Da-
zcuibfo de 188G)
Sello e imposto addicional
10 ,'o P"ra todis as despe-
zas e comraisqit) do the-
aoureiro (oflieio de 11 de
Abril do 1SS e rt. 6
regulsm'-nto do 12 de
Agoato de 1385)
254:975*00'.)
11:025*000
140:000i000
i 40:090*00 i
RIO DE JANEIRO, 31 de Agosto, s 6
horas e 30 minutos da tarde.
\ Cmara dos Deputado votou
> 3E dl*cna*o o oreaaaenlo das
recoltas geraes do imperio.
Eaaa nana Interpellacao dirigida ao
governo o Dr. Perrelra Vlanna de-
ciaron que falta de cuidados por
parte do governo foi que den cansa
ao naufragio do paquete RIO APA.
ROMA, 30 de Agosto.
Ql epidemia do cholera morbus dl-
mlnue em grande proporcwo em to-
da Italia.
SOPHIA. 30 de Agosto.
Hr. hlanlonlow enconIra difllrul
dades formaco de um novo mi-
nisterio

MRTE OFFlCIA.
(overoo da Provincia
EXPEDIEKTB DO DA 16 DB AOOSIO DE 1887
Actos:
O presidente da provincia, tendo em vista ca
actoa de 25 de Junho e 30 de Julho ltimos, e to-
mando em onsideraco o oflieio e proposta do the-
soureiro interino das grandes lotera), commenda-
dor Jos Cindido de Moraes, resolve, de ac.-ordo
com o parecer da junta do Thesouro Provincial
em oficio d. 779 de 11 do corrate mez, approvar
e mandar que se execote, em substituico da gran-
de lotera, que ser recolbida, de austro mil con-
tos em tres aorteios a favor da Colonia Orphano-
logica Isabel, o aeguinte plano de ama nova ex-
traccao:
1 premio de
1 dito de
1 dito de
3 premios de
10 ditos de
15 ditoa de
36 ditoa de
50 ditoa de
80 ditoa de
150 ditoa de
700 ditoa de
10:003*000
5:000*000
2:001*0)0
1:000*000
500*000
203*000
100*000
50*000
para aa terminacoat iguaes
doa doua ltimos algaris-
moa do 1 premio, incluido
eate
700 premios de 30*000 para aa
terminacoea iguaes d o i
doua ltimostlgarlamoa do
2 premio, iucloido eate
7000 premios de 20*000 para
todos os nmeros que ter-
minaren) pelo algariamo do
1 premio, incluido eate
2 approximacei para o Ia
premio a 5:000*000
2 ditas para o 2* premio a
2C0*(00
2 dita para o 8 premio a
1:000*030
8,763 premioa no valor de
15 % (circular da fazenda
de 7 de Pevereiro de 1887)
Beneficio (eonaiderou-eemaia
Sue o marcado no 19
o art 2* da lei n. 1860
de 11 de Agosto de 1885,
e regula me oto de 4 de No-
300:000*000
50:000*000
20:000*000
30:000*000
50:000*000
30:000*000
36:000*000
35:000*000
16:000*000
15:000*000
35:000*000
21:000*000
140:000*000
10:000*000
4:000*000
2:000*000
78i:0OO*0OJ
70,000 bilhetca, divididos e m
mcios, quartoa e vigsimos
Se os dous ltimos algarismoa do 1* e do 2 pro"
mi' forera iguaes, o premio de 30*000 para as
terioioavods do 2, pasear para as terminaeocs
do numero iinmjdiain> ute maior.
Este plano e commiss) do thesourciro estilo au-
jeitoa ao disposto noa | 28 e 46 do art. 1 da
iei u. 1884 de 1887.
A extia'.'co da lotera se far imdiavelmente nc
dia 28 de Pevereiro de 1888.
O thesonreiro interina, como empregado publi-
co da provincia, goza d>is mesmas vantagens con-
cedidas por le ao eff. ctivo, tenente coronel Fran-
cisco Goncalves Torrea, emquanto este nao r
reintegrado, o que s pode dar-se quando provar
ter entrado para os c.frea geraes, proviuciaes cu
da colonia beneficiada, com a totalidade da quai
lia de 457:997S40, existente em eeu poder e da
qual nao tem dado contas.
A financa e b'ns do thesourciro fieam obriga-
d>a por todas e quaeequer faltaa anas no deaempe-
nho das funce5es do emprego.
Dentro de sessenta dias, a cantar desta data, o
thesourciro recolher ao Thesouro Provincial, para
all serem iout.usados, os bilhetea por vender da
grande lotera que nao foi extrahida, actualmente
cm poder de Francisco Ooncalves de Queiroz, cx-
agete do thesoureiro suspenso.
Estes bilhetea serao acompanhados de ama re
Ir cao impressa e authentica de seus nmeros, para
o fim de prevenir e evitar qualquer possibilidade
do fraude no processo da Eubslituico dos bilhetes
de urna lotera por outra.
O mesmo se proceder para com os biihetes no
valor de 5:275*, actualmente existentes com o te-
nente-eoronel Francisco Goncalves Torrea, segun-
do consta do cilicio do Thesouro Provincial, u.
600, de 4 de Maio ultimo, ae forera restituidos, de-
vendo, neste caso, ser deduaida de aaa reaponsa-
bilidade quantia equivalente e revertendo a troca
por uovos bilhetea em favor da Colonia Orphano-
Icgica Isabel, que poder reeeber esaa importancia
em dinbeiro, logo que esteja effectaada a venda
dos meamos bilhetes.
O Thesouro Provincial empregar os rueioa le-
gaea ao sen alcance para obter do thesoureiro
Torres a entrega do referido valor em bilhetes.
Os bilhetes vendidos da lotera nao extrahida
sero resgatadoe por outroa da actual, devendo o
thesoureiro por trinta dias succesaivos, pelo me-
nos, coinmaoical-o pelos jornaes mais lid j dcsta
capital, da cuite e mesmo de lora do imperio, oade
conato existir bilhetea em taes crcamstancias,
convidando uv imitadores a virem cffectuar n
troca- --
Ot bilfc^tt :. r as taentadnBB
at oito dias autea da extraecao, aero relaciona-
dos por seus nmeros, dando ae-lhea outros quaes-
qaer nmeros, de valor correspondente, na presen-
te lotera, fasenlo se disto urna relacao que ser
publicada pela imprensa.
O portador do bilhete primitivo tem direto ao
novon nmero que lhe fr designado, quando recla-
mar, podendo depois da extraccSo reeeber o premio
que Ibe sabir em sorte
a preataco de ctrnas^g thesoureiro recolher
ao Thceoaro Provincial em depoaito, bilhetea e
premioa que nao forem pcoearadoa.
Dentro de um anno, a contar da data da ex-
traeco, anda o portador do bilhete poder apo-
sentar sua reclam'ifao perante o Theaouro Pro-
vincial
Pind esse prazo, oa valores em depoaito pre-
sero ver-o em favor da provincia, sendo conside-
rados renda eventual, na forma da legislaco vi-
gente, se a asaembla provincial nSo resolver a
converSo em beneficio da Colonia Orphanologica
Isabel.
O capital de 710:851*640 existente no Banco
do Brasil em conta corrente com a provincia, e
pertencente grande lotera aasim convertida em
outra, continuar naquelle eatabelecimento com
deatino ao pagamento doa bilhetes premiados, per-
tencendo oa uros at agora vencidos e os que se
forem vencendo at sua retirada referida Colonia
Isabel, bem assim os juros de qualquer nova quan-
tia que vier a ser recolhida, de procedencia desta
loteiia.
Contina effectiva a responaabilidade do the-
soureiro suspenso, tenente-coronel Francisco Gon-
calves Torrea, garantida por sua Canea e b.-ns,
nao obstante esta converao da lotera pela quan-
tia de 457:997*4^0, em favor da inatituiciio be-
neficiada, deveudo a dita importancia ser cobrada
peloa meios judiciaes.
A extraccao da Itteria ae far tiesta cipital, pela
mathiua Ftchet, ou outra de melbor systema, con-
forme o artigo 22 do regulamento de 4 de No vem-
bro de 1886.
O pagamento doa prem oa comecar dentro de
10 diaa depois da extraccao.
Os bilhetea nao vendidos, com excepcae doa que
aubstituem a outroa da lotera recolbida, e que nao
tenham sido procurados, ficaro por conta do the-
soureiro.
A porcentagem do Theaouro Provincial pela to-
mada de conta desta lotera aera de 400*000, dedu-
zida d, capital a reeeber do tenente coronel Fran-
cisco Goncalves Torres.
A commiaao do thesoureiro direUo eventual,
subordinado ao facto da extraecio da lott-ria, do
que depende para aer adquirido.Remetteu-ae
copia ao inspector do Theaouro Provincial, ao Dr.
chele de polica e ao inspector da Tbeaoararia de
Fazenda.
O presidente da provincia, tendo em vista o
oflieio n. 211 de 13 do correte mez, do inspector
geral da Iustruccao Publica, reavive exonerar a pe-
dido o tenente coronel Jos doa Santoa e Silva do
cargo de delegado do diatrictt Iliterario de Pa-
nellas, e nomear, para substituil-o, JoSo Rufino
de Mello e Silva.Communicou-se ao inapector
geral da Iustruccao Publica.
Officioa :
Ao Dr. Antonio Leite Ribeiro de Almeida,
presidente da provincia do Espirito Santo.Pelo
officio, a que respoado, de 1' do correte mez, fico
inteirado de ha ver V. Exc. n'aquella data pres-
tado juramento e aasumido o exercicio do cargo
de preaidente desea provincia,Apresento a V.
Exc. os meus protestos de eatima e consideradlo.
Ao bacharel Francieco do Rege Barros de
Lacerda.Tendo aide V. Exc. por carta imperial
de 6 do corrente traneferido para o 3- logar de
vice-preaidente desta provincia, assim o faco con-
star lhe para oa devidoa cffeitos.
Mutatis mutandis ao desembarga dor Manoel
Clementino Carneiro da Cunha quanto aua trans-
ferencia para o 4- lugar.
Ao bacharel Miguel Joa de Almeida Per-
nambaco.Transmiti a V. Exc. a inclusa carta
imperial de aua nomeaco para cargo do5- vice-
presidente desta provincia.
Mulato matarais ao Dr. Joa Mancel di-
Barros Wanderley nomeado 6- vice-presidente.
Ao brigadeiro commandante das armas.
Reapondendo ao oflieio de 12 do corrente, sob n.
421, em que V. Exc. me participa ha ver deter-
minado de accordo com o que solicitou o comman-
dante do 14- batalbio de infantaria e informaran)
os Dr. defcgado dS cirurguj) mor doexereito ee i-1 Ao roeamo.Segundo coasta de otF jio d>i ia-
carn'gadd 4a Enfermara Militar, que fos'e redu- i tendencia da guerra, di 9 do correte, sob n. 692,
zida a 4 i racuo de 16 rammas de ca, marcadas forata embarcados no vapor Par H volumes, des-
pela respectiva tabella para cada* ama d>is refei- iiu.idis a esse Arsenal, coatendo os artigos do far
toes dos doentes eui tratameato na mf -rida enfer- damento mencionados uo incluso conheciuiinto. O
y
ir, por ser esaa quantidade jalgn-da exc-s^iva, qne declaro aTu:. p ira os devid is fina.
iiro-lhc. que u-j. approva lo o*eu aeto,Cam- Ao jaOSjapnicipj,1 a de orph-los do
- da Theaouraria do Fa- | Gamell. ira. ]}.:. :- 'a Vine, -
dad
miinieou-as uo n
zenda.
Ao4 Je polica.Sirva-:c V. S. prestar- 5i bfjra o :il-
do 2 do corr ate uea, dsinHujfaffVnft\wav
ria de Estado doa Negojios do Impe io.
Ao inspector da Theaouraria de Fazenda.
Attendendo ao que requereu Manoel Marques dos
Santos, residente no municipio do Cabo, recom-
mendo a V. S., em additamento ao in> u officio de
19 de Julho ultimo, que mande pagar lhe como
iu icmnisaeS) do vaLr de 600*000, de Antonio,
libertado n> mesm) municipio por conta da 7'
(|ii ta do fundo do emancipaco, e nao a do ....
775*000, accordada primitivamente com o reapec-
vo collector geral, como ae v da relacao annexa
ao citado offijio.Communicou-ae ao juiz muni-
cipal e de orpbaos do termo do Cabo.
A> mesmo.Nlo tendo sido cumprida a de-
termina^ao constante do aviso circular do Minis-
terio da Agricultura, de 18 de Marco de 1885,
aserca da remessa trimensal dos dados ueceasarios
organisaco do registro das trras, conforme re-
c minendou esta presidencia cm officio da 27 do
mesmo mez, reitero a V- S. aquella determinacao,
para cumprimcnto do aviso circular di mesmo
Ministerio de 30 de Julho ultimo, sob n. 3.
Ao mesmo.Constando de offiio do juiz
municipal e de orpbos do termo do Gamelleira,
de 5 do correte, que o major Fractuoso Dias
Alves da .Silva aceita como indemnisacao dos seus
tres e8cravos all libertados por cont da 7* qu.ta
do fundo de emancipaco a quantia de 1 ii)),
sendo 2505000 por Sebastiana, 600*000 por Ma-
noel Roberto e 600*^00 poi Jos, remetto a V. S.
a relacao que me enviou o dito juiz com o cfficio
de 25 de Fevereiro, afim de que e sirva de mandar
proceder nesse sentido, indemnisando igualmente
a quem de direto, a de 100*000, imp irtancia da
alforri de Ambrosia, 4a e ultima da Iludida ro-
lacao. Communicou-se ao juiz municipal e de
orpbos do termo de Gamelleira.
Ao mesmo. Para cumprimenfo do aviso c'r
cular do Ministerio da Agricultura, de 27 de Julho
ultimo, sirva-so V. S. de exigir, com toda urgen-
cia, dos encarregados da nova matricula infotma-
coea sobre a existencia e numero de eacravos
dados mesma matricula pertencent-s a ordeas
religiosas.
Ao mesmo.Attendendo ao que por seu pro-
curador, Rotilio Tolentino de Figueiredo Lima,
requereu D. Aigela Teixera de Scuza viuva e
inventariante dos baa do Antonio Baptista Tei-
xeira, rocommendo a V. S em additamento ao
meu officio de 19 de oulbo ultime, que manda pa-
gar-lbe, em termos, a quantia do 200*0' 0, impor-
tancia da alforri do Manoel, coneedida pelo juiz
de orphaos do termo do Cabo, por conta da 7
quota do fundo de eman:ipacao- Communicou ae
ao respectivo juiz.
A> mesmo.A' presilencia da provincia da
Paran* ba concedeu a Joaquin Umygdio da Souza
termo de
m udditamnto ao
meu olficiodi^J)oj q<>, H'-.n n do 174^J;J o saldo
.ai 6 quota e najado 158*135, coma cothta da re-
i nneJTa no ao* M :a b qu
.*;o uiinaxa
'?. b* d*lo
aUUf '', fictj*! > "ncado 3" escriturario da Allaiidegn J perpetuas a que o r) bavia sido condcinuado
IRncY "^ ^VU^a^teo, a praso )""is, a contar de 1 em sessao do jury da corte em 11 de Maio do in.-s-
.a^ie 158*135, co
-'. la J?v ..iro al
" I' i'iores
rvTrr- --'
libertadoa pela 7* quota, o saldo desta deve ser de
631*032.
Portaras :
liespondo ao officio n. 68 de 3 do corrente
m-z declarando Cmara Mu licipal do Recite que
o juiz de paz d parochia d-1 Nosaa Senhora da
Ssude do Poc) da Pan lia, nao t-m eomp tencia
para qualificar os actos da presidencia, sendo tom
valar a sua 03t entapio de deaobediencia, desde que
o eserivo da aubdelegacia, que tambem de paz,
nao priicisa d'3 licnc1 daqas:Ie juiz para o exer-
cicio daa funecjs de sea caro. Si, entret nto, o
referido juiz passar do3 offictios desrespeitosos a
factos com que embarare o servico publico, deve a
Cmara trazel-oa emo ao conhocimento deata
presidencia para os eff utos lgaos.
O Sr. gerente da CompauhU Pernambocana
mande conceder passagem de proa at o presidio
do Fernando di Noronha, por conta das gratuitas
a que o governo tem direto, a Mari a Viceucia da
ConceicSo.Coa)manicou-8e ao director do presi-
dio.
O Sr. gerente da Cimpanhia Pernambocana
mande conceder paasag-^m de r, do presidio de
Fernando da Norooha a eata cidado, por conta das
gratuitas a que o governo tem direito, a II radio
Gitirana.Communicou se ao director do presidio
O Sr. gerente da Companh'a Pernambucana
mande dar passagem de proa, at o presidio de
Fernando de Nironha, por conta das gratuitas a
que o governo tem direito, a Ermina Mara da
Conceicao, mulbsr do sentenciado Francisco de
L:m>s Vasconcollos, e a um menor de 3 anuos do
ida le, no caso de ir o m 'amo sentenciado para all
cump'ir aentenca.Communicou se ao director do
presidio.
EXPEDIENTE DO D8. SECRETARIO
^Officioa :
Ao agente da Companhia B .hiana de Xave-
gac3oDo ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia acenso o recebimento do offi.'io em que V.
S. participa que o vapor Sergipe chegou hentem
da Babia e escala, e regresaar no dia 19 do cor-
rente, s 4 horas da tarde.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. preaidente da provincia manda remet-
ter a V. S. quatro ordena, aendodua3 do Tribunal
do Theaouro Nacional de m. 101 o 102 e duaa do
ministerio da guerra, datadas de 3 e 8 do corrente.
Ao D.\ juiz de direito das execucoes crimi-
oaes da comarca do Recito.De ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia transmiti a V. S ,
para os devidos effoitos, copia do decreto de 29 de
Julho fiado, pelo qual foi per loada a Gustavo
Adolpho Cardoso Pinto a pena de prisao perpetua
com trabalho, imposta em 6 de Novembro de 1868
pela Itelacio da corte, que reformou a pena de ga
do correte, para prestar juramento e asaumir exercrcio do ailudido emprego. O que declaro a
T. S. pra os devidos flni.
Ao mesmo.De accordo com o aviso, junto
por copia, de 2 deste mez, a. 1,061, expedido pelo
Ministerio da Marioha, autoriso V. S. a mandar
pagar ao patrao mor do Arsenal de Marinha, 1*
tenente graduado Antonio Botelho Pinto de Mes -
qaita a quantia de 55*988 do que trata o meamo
aviao.Commuaicou-ae ao inspector do Arsenal
de Marinha.
A o mesmo.Remetto a V. S para oa devi-
dos effeitoa, copia do aviao expedido pelo Ministe-
rio da Guerra em 6 do corrente, a respeito de ven-
cimentos do teoente do 2 batalbio da iofantaria
Joo Bernardo do Reg, a que ae refere a intor -
macao deaaa Thesouraria do 4 de Julho ultimo, n.
412.
Ao mesmo.Remetto a V. S para aa devda
execacao, copia do aviao expedido pelo Ministerio
da Marinha em 2 do corrente, n. 1,062, sobre iu-
clusao do negociante Joaquim Jos Goncalves
Beltro na relacao doa credorea de dividas de
exerccioa fiados.
Ao mesmoRemeti a V. S. para o devidos
tffeitos, copia do aviso expedido pelo Ministerio
da Marmhi em 3 do corrente, n. 1227, s.bre o im-
perial marinbeiro Antonio Ostaga.
Ao mesmo Communico a V. S para os fins
convenientes, que o bacharel Antonio Sergio Lo-
pes Lima, juiz municipal e de orphaos do termo
de Santo Aoto, deixou boje o exercicio de aeu
cargo por motivo de molestia.
Ao mesmo.Commuoico a V. S para os fins
convenientes, que o bacharel Bernardino Mara-
nhao, juiz municipal e de orph&os do termo de
Garantaos, deixou em 10 do corrente mez, o exer-
cicio de seu cargo por motivo de molestia.
Ao mesmo.Commuoico a V. S pira os fins
convenientes, que em 8 do coi rente o proooot r
publico da comarca de Pao d'Alho, bacharel Pedro
Cavalcante da Albuquerque interrompeu o exer-
cicio de aeu cargo por motivo de molestia, reassu-
mindo-o no dia 12 do citado mez.
Ao mesmo.--Communico a V. S-, para oa fina
convenientes, que, cm 8 do corrente mes, o ba
charel Marcolino Ferreira Lima aasumio o exer
cicio do cargo de promotor publico interino da
comarca de Pao d'Alho, para o quel fji nomeado
pelo reapactivo juia da direito, deixando o meamo
exercicio no dia 12 do citado mez.
Ao meamo. Para os fins convenientes trans-
miti a V. S. a inclusa portara do Governo Im-
perial psla qual foi prorogada por 3 metes, sem
venciutencos, a licenca concedida ao bacharel An-
tonio Luiz de Mello Vieira, profdssor de philoso-
phia do curso anaexo Facul iade de Direito do
Kecife
Ao Dr. juiz de direto, de orphlos da comarca
do RecifeConstando do reqnerimento, que em 10
do corrente dirigio-me Ignacio Alvea Monteiro,
nao ser real o peculio de 200*000 que se diz em
poder da escrava Sebastiana, 25* da claaaificacao
ltimamente approvada por eata Preaidencia, e
constituido desde 1. de Agoato de 1836, e que
aceitar orno indemniaacao da dita escrava a
quantia que for opportunamente arbitrada, com o
abate d'aquella quantia, aasi n o declaro a V. 8
psra oa fina coaveneotea.
Mntatis mutandis ao Dr. procurado fiscal da
Fasenda Geral.
Ao engenheiio encarregado daa obras mili-
tares *' vista do que expoe V. S. em officio
n. 147, do 12 do correte, ao qual acompanharam
a planta e ornamento na importancia de.........
28:661*001, da deapeza a faser-ae com aa novas
obras do quartel da companhia de ca vallara, auto-
riso-o, a dar principio s ditas obras com a quantia
de 2:683*000, da verba de 6:000*000 existent
na Tbesoura U de Fazenda; certo de que ao Mi
uisterio da Guerra mo dirijo solicitando o crdito
da importnos precisa pata a cooclusao daa men-
cionadas obraa.OfHiou-sa ao brigadeiro com-
mandante daa armas e ao inapector da Thesou-
raria de Fazenda.
Ao director do Arsenal de Guerra.De coa-
ftrmidade com o aviao do Ministerio da Guerra de
8 do corrente, autonao Vmc. a mandar fornecer A
companhia de cavallaria d'eata provincia oa arti-
gos de que tratam as duaa inclusas notaa de 30 de
Julho fiado, organisadas na repartila de Quartel
Meatre General. Communicou-se ao brigadeiro
commandante daa armas e ao inapector da Thesou-
raria de Paseada.
Ao eogenheiro Art liar da Lima Campos.
De ordem do arxm. Sr. presidente da provincia
aceuoo o recebimento dos offioios de 13 do corrente,
nos qaaes V. S, participou ter a.-sumido o ex r-
cicio interino dos cargos de director aa reparti-
coes incumbidas da conservadlo dos portos e das
obraa ^publicas geraes. durante a ausencia do en-
genheiro AllreJo Lisboa, que seguio para o Rio de
Janeiro, a serv;) publico.Cimmunicou-se ao
inspector da Theaouraria de Fasenda.
Ao preaidente e vereadorea da Cmara Mu-
nicipal de Gravat. Rogo a Vv. Ss. se sirvam
de enviar me urna copia d> offijio de 28 de Ju
nho, a que allndem noque, em respoata aquella
dirigirn) ao Exm. Sr. preaidente da provincia a
18 de Julho fiado, prestando informacoes sobre o
exercicio dos cargos de auppkeute de juiz munici-
pal e de juiz de paz.
Ao Dr juta de direito da comarca de Igua-
rass. De ordem do Exm. 8r. presidente da pro-
viocia transmiti a V. S, para oa devidos tffeitos,
copia do decreto de 4 do corrente mez, pelo qual
fot commutada oa pena de multa correspondente
a 2 mezea e 7 diaa a de 4 mezes de prisa > e mu
ta correspondente metade do terapo, a que fra
condemnado o bacharel Francisco X'vier Paes
Barreto, pela sentmea do juiz substituto d'essa
coinare-, porciime de DJurias verbaes centra de-
poaitaro de autoridade publica em razio de aeu
officio.
Ao Sr. Augusto Hygino de Miranda.D>
ordem de 3. Exc. o Sr. presidente da provincia
transmiti a V. S., para oa flus convenientes, a
copia inclusa do officio da mordomia da casa im
perial a respeito da mesada concedida a seu fila)
Tito Ilygino de Miranda, afim de eatudar msica
oa Europa. Rpoudeu-aa ao mordomo da eaaa
imperial.
Edital:
De ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia faco publico, para oa devidos eff -it os, que ao
provimento do officio de 1 tabellio do publico,
judicial e notas e escrivio do jury e execucoes
crimioaea do termo de Limoeiro concorrea nica-
mente o Sr. Ernesto de Oliveira Cavalcante.
EXPEDIENTE DO DIA 17 DE ABOSTO DE 1887
Actos:
O presidente da provincia reaolve, de con-
formdade cera a proposta do Dr. chete de polica
em officio n. 709 de 13 do corrate mez, exonerar
a pedido, Syironio Ignacio de Mello e o tenente
Miguel Nones de Freitas, daa cargos de subdele-
gados do Io districto de Afogadoa e freguezia de
Santo Antonio desta cidade.
O presidente da provincia resolve, de con-
formidad-- com a propoata do Dr. chefe de polica
em officao n. 709 de 13 do corrente mez, nomear o
tenente Miguel Nunes de Freitas e o alferes Luiz
Jos Antunea, para exercerem os eargos ae sub-
delegados do 1 districto de Afogadoa e freguezia
de Santo Antonio deata cidade, na ordem em que
eatSo collocadoa.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requereu o Dr. Mitheaa V de Oliveira, ios
pector da hygiene, resolve prorogar por mais 30
das, cum ordenado, a licenca que ltimamente
obteve para tratar de sua aaude. Communico i-se
ao inspector interino de hygiene.
O presidente da provincia resolve nomear o
engenheiro Antonio Pcreira Simoea para fazer
parta da commiasio que tem de avaliar as obras
da empreza de llumioacSo a gaz d> Recife, de
coaformidade com o % l* do art. 1 da lei n, 1901
de 4 Junho ultimo, em subtituicio do enge-
nheiro Gervasio Rodrigaea Campello, que em of-
ficio de 20 de Julho precedente dealarou alo po-
der aceitar a incumbencia.Fizeram-ae aa devi-
daa communic. co a.
O preaidente da provincia, teudo em viata
o officioa de 13 e 31 de Julho do auno paseado,
em que o jais de orphaos do tormo de Aguas Bel-
las, bacharel Joo Alfredo de Madeiroa, e a C-
mara Muoicipal respectiva representaran) aobre a
necesaidade de ama nova demarcacio da rea do
aldaamento de indios, qu all exista, resolve, de
accordo com o aviao do Ministerio da Agricul-
tura, Cimmercio e Obraa Publicas, de 2 de Abril
de 1886 e 6 de M vio ultimo, nomear o dito jais
de orpbos par exercer o cargo de jai commiaaa-
rio, afim de proceder a ama nova demareacJo, jas-
ta e equitativa, doa lotea de trra, distribuidos
aos ditoa indios, attendendo 4 qae foi feita em
1877 pelo engenheiro Luiz Jos da Silva, li ins-
truccoea de 8 da Julho de 1875 e aos indi
seus d'scendcu'es, bem como a legitim ir as po3aes
qu.i forem legitimaveis, tudo oa coaf irmidade
li u. 601 di 18 de Setembro de 1850 e mais d.3-
poslcoaa relativas especie. Communicou-se
Cmara Municipal de Aguas-Bellas e rcmsjtktu
copia ao juiz municipal e de orphais do termo.
Officios :
Ao brigadeiro commandante das armas.
Nao pod.'n 11 3 : sa ti afeito pelo Arsenal de Guer
ro, S' la o respectivo director'em offi-
.
niandiite da companhia de cavallaria, cm razc
de nao existir semelbante artigo no mercado dests.
provincia, cumpre que o mencinalo pedido sejt
feito intendencia de guerra, conforme opina o
referido director..
O que faco constar a V. Ese., cm reapoata ao
seu officio u. 10J de 3 do corrente.
A i meamo.Cmcedo a permsso que pede
V- Exc. cm officio n. 409 de 6 Jo corrente, para
ser vendido, atiento o estado em que ae acha, c
inuar da carrea do 14- batalhi de iofantaria,
rt-c Jhendo-sc a respectiva imp>rtancia Theaou-
raria de Fazenda, a quem nesta data auto'iso a
utistaaer a ajaentia precisa para a cirapra de oa-
tro animal.Officiou-se ao iuapjctor da Thesou-
raria de F..zea Ja.
Ao mesmo. Faca V. Exc. seguir para a
corte, conforme determina o Exm. min'stro da
guerra em telegramioa de horitem datado, o alte-
res Rayinuud'j Migoo de S.
Ao Dr. chefe de polica.Para sen conheci-
letto a V. S. a inclusa copia do officio
que uo brigadeiro commandante das armas diri-
gi o alferes do 2' bata!hao de infantaria Jero-
nymo Lopes Pereira, relativamente ao facto occor-
rido, no da 13 do corrente por cccisiao de ser
reudida a guarda da Thesouraria de Fazenda.
Ao inspector da Thesouraria de Pazenda
Remetto a V. S. para que ae airva de provi-
denciar convenientemente, copia do aviso expedi-
do pelo ministerio da marinha cm do corrente,
sob u. 1194, sobre pagamento de sold e impor-
tancia de racoes ao imperial marinheiro dd Ia cas-
se, invalido M moel Francisco da Silva.
Ao tenente-coronel Joao Nepimucenode Me-
deiros Mallet.Fico inteirado pelo offieio n. 78
de hontem datado do haver V. S. suspendido a
inspecco do Arsenal de Guerra e ter de segu:
na primeira opportunidade para a provincia do
Piauhy.Respondeu ae ao director do Arsenal de
Guerra. J
Aos membros da directora da Asso^'acao
Commercial Beneficente.Pelo officio de Vs. Ss
datado de 12 do eorrente, fico scieate de que era
sessao de assembla geral d 9 haveudo-se proce-
dido ehicao dos novos fuoccicnanos que teem
de dirigir o trabalhos dessa Associaco no cor-
rente asno social, foram cleitos oa eidadoe cujea
n ornes constara do referido officio.
Apresento a essa directora meas protestoa de
estima e cousideracao.
Ao jais de paz, presidente da junta de alia-
tameato militar da parochia de S. Miguel de Bar-
reros.Sciecte, conforme participou-me Vmc. em
officio de 8 do cerrente, dos motivos por que dei-
xou de funecionar a junta de alstamento militar
dessa parochia, declaro em resposta que pelo Dr
chete de polica, segundo onata de informaco
de hontem datada, sob n. 714, foram dadaa aa
providencias no sentido de serem aposentadas
pulas autoridades competentes aa listaa de qua
trata o >' nico do art. 14- do reglamete de 2T
de Fevereiro de 1875.
Pcrtariaa :
O Sr. Algente da Companhia Brazileira de
Navegacao faca transportar provincia do Rio-
Grande do Norte, por conta do ministerio da
guerra o ex-eabo de taquadra do 14- batalhao de
infantaria Manoel Ferreira de Oliveira, o qual,
tendo aidu eacuso do aervieo do exercito por con-
cluso de tempo, recolhe-ae aquella provincia don-
de natural.Communicou se ao brigadeiro com-
mandaute daa armas.
EXrEDIEXTE DO DR, IKCRETAHI0
Officioa :
Ao Agente da Companhia Brazileira de Na-
vegacao.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente
da provinci", acenso o recebimento do oflieio em
que V. Exc. participa que o vapor oPari che-
gou dea portos do sul boje, s 6 horas da manila,
e seguir para os do norte, at Maoos, amauh,
s 6 horas da tarde.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda re-
metter a V. S. a inclusa ordem do Thesouro Na-
cional Sjb n. 100.
8r.
DESPACHOS DA PBESIDEXCU, DO DIA. 30 DE
AGOSTO DE 1887.
Adolpho Silvino Baaiel.Apostille se.
Clemente F. da SilvaInforma o Revi.
director da colonia orphanologica Isabel.
Eliy Naham de Sjuz Landim Informa o Sr.
inspector da a.ule do porto.
Eduardo Monteiro de Miara. Remettido ao
Sr. inspector do Theaouro Provincial para attea-
der ao p'ticionario urna vez que exbib atiesta-
dos de exercicio, nos teimos da aua informaco de
27 do corrente, n. 814.
Fernando, Sdva He. C-Como requer.
Franeisc Ribeiro Pinto Guimares.Sim.
Guilbermina da Conceicao Barros Carneiro.
Informe o Sr. inspector da Theaouraria de Fa-
zenda.
Joa Mondes Carneiro de Souza Bandeira.En-
tre cm accordo com o agente fiscal sobre o precio
da indemniaacao.
Major Joa Bonifacio dos Santos MergulhSo.
Sim.
Coronel Jos Thomaz Goncalves. Remettido
ao Sr. director do Araenal de Guerra para satia-
fazer.
Manoel Jos de Almeida Pimeotel latirme a
cmara municipal de Triumpho.
Maaoel Goncalves Alvea.NaturaHae-ae.
Dr. Migu;l Adelino Themuo Lssa.Informe
o Sr brigadeiro commandante das armas.
Mara C-leatna da C incecao.Encaminhese,
devendj aer pago na reparlicao dos correios o
competente porte.
Alferes Patricio Jos de Carvalho.Compareca
secretaria da presidencia para recebar a guia.
Bacharel Silverio da Rocha Wanderley.
Aguarde a deciso judiciana ou faca reduccio
mais razoavel no preo do escravo de accordo com
o collector.
Secretaria da Presidencia de Pernambaco, 31
de Agoato de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
2'
Rcparilv da Polica
8e53o. -N. 767. -Sojretaria de Po-
lica de Pernambueo, 31 de Agosto de 1887
Illin. e Ex*. Sr. -Participo a V. Exc.
que f iraai hontem reeolliios Casa de
Deteoc&o os seguiates individuos :
A' minba ordem, Antonio Fernandos da Silva
Jnior, como alienado at que tenha convenate
deaino.
A' ordem do subdelegado do 1" districto da fre-
guezia de S. Jos, Sebastiana Maria da Conceicao,
por disturbios.
A' ordem do do 2* districto, Antonio Joaquim
de Oliveira e Francisco Joa das Chagaa, por dis-
tarbioa. .
A' ordem do do 1 districto da fregoezia da Boa
Viata, Clara Maria Auguata da Conceicao e Olym-
pio Soare da Silva, por embriagues e distarbws.

-.

i



mm
I
1 mana \


T
Diario Uc lo r allo, '> ercicio do cargo de
5X2 f^o-d'e-Qu.p.p, na qoa.idade de L
lupplente
do termo de Olinda,
ip&ohado do Dr pro-
o eacrivi e do respectivo caree-
^**2"i
So e,to visita na cadea publica, onde rocon-
trou 10 P"08- 8">ao 2Pr crime de BDOtte' ?,COm
indiciados em crime de ferimentos gravea, 8 con-
dtmnadOB, 2 processados e 1 indiciado em crime
de furto. Nenhuma reclamacio fiaeram.
Hi'ie, pelas ti horaa da manbi, atirou-ae do ter-
raco do 3- andar do predio n. 20, sito ra Duque
de Casias, onde rende Vulpiano do Reg Baptigtt,
o pardo Servulo, de 28 armo, de idade, egeravo de
Jos Caetano Ferris Cbaveg, resultando d.sso fa-
car horrive menie maltratado e fiando, per ter ido
e encontr* os ^ai oes de urna grade de ferro que
divide o quintal do predio. .
O subdelegado da fregueza de Santo Antonio,
tendo ac eneia do occorrfdo, para all sedirigi e
fez transportar o cffendido para o hosp.tal Pedro
II, onde loi viatoriado e interrogado.
Releva dizer que Servulo, j4 anteriormente ba-
ria tentado suicidar-se, o que nao levou a effeito
por ter sido obstado por pessoas da casa; pe.o que
U presume estar elle ac fiando de suas faculdades
"Pa^c'ipou-mo o subdelegado dodistricto de Oa-
tende em cfficio datado de 28 do corrente, que a
requ.Bicao do Dr. juiz municipal do respectivo ter
nao tora capturado o individuo de nome Carlos
Monteiro de Mello, alli pronunciado por crime de
ferimeutoa gravea, bem como no termo de Cimbre,
pelo de furto de cavalloa.
Pelo subdelegado do 1" disincto de Afogadoc,
foi nesta data r^mettido ao Dr. juii de direito do
3 dstricto criminal, o inquerito policial procedido
contra Lua Gaoelha de liveira, pelo crime pre-
visto no art. 201 do Cdigo Criminal.
Apreseuto a V. Exc. a infermacio em original
prestada nesta data pelo subdelegado da freguexia
do Bato Antonio, sobre o que vem publicado na
Gazctilha do Jornal do Hecife, de hontem, sob a
nnicrrairae Maiauma arbitrariedad* da polica.
PDeus guarde a V. Exo.-IUm. e Exm.
Sr Dr. Pedro Vicente de Azevedo, omito
digno presidente da provincia. O chefe
v-anciacQ Dominaues lOeirV
der moderador ;'pode-o fuxer ; mas hei de protes-
tar contra esta tendencia.
O Sr. Crux Machado Pelas dtfinicfoe erisni-
naes de tuses direito nic ba acto do poder moas-
rador que por si t [> bu constituir crime para
qne.delle resulte responsabilidade legal.
O Sr. Lrao VellosoPeco, a palavra.
Ficou a ditcuesao adiada pela hora.
de poliia,
Vianna.
1887
copia
Thesoure Provincial
DESPACHOS DO DU 31 1>E AGOSTO DK
Eduardo Monteiro de Moura. Junte-se
d85o,An;oG0nc..ves.-Junteconbecmento
de decima do ultimo simstre.
Ponto da secretaria da presidencia.-Ao &r. pa
eador para os devidos fias.
6 Mana Eugenia da Couceicio.Certifiqese.
Hermn Lundgren & O'., Joaquim de Souza
Monteiro, Migad da Silva Guieoaries commissao
redemptora e Antonio Francisco de Albuquerque.
__Informe o Sr. contador.
Jos Oetaviano da Bocha Mello.Faca m-se as
cetas da portara de lieeuca.
de
Nov mbro de 1841 e restabeleccu o Con seibo
Estado, o que b. ju exista,
Nessa le, pelo art. 7. iucumbe-lhe consultar
em todos os n'gccios em que o Imperador houver
occa-
; e a
INTERIOR
1887
Mi.iMUO
SESSO EM 13 DE AGOTO DE
PERDAO DE UM CONDEMNADO
O Sr. Leao VellosoNao pretendo aba-
lar da attencio do Senado. Creie que durante o
tempo em que tou senador, o terceiro requer-
meuto que .presento. Nao quer isto dizer que en
censure os nobres senadores que fazem uso dfste
direito, tanto mais legitimado, quanto na Cmara
dos Depntados os requerimentos de wformacoes
tio todos adiados, e por consequencia nao se per-
mitte diteussao.
Sr. presidente quando se discuta o orcamento
dajuetica, o meu coi lega e amigo senador pela
provincia da Par-hyba referio-se a um decreto de
perdi concedido ltimamente a um sentenciado,
por crime de rao.te.
A historia frita pelo uobre senador dos prece-
dentes de perdao, causou impressio ao Senado.
O nobre ministro da justica na sissio segrate,
disse que teve muito boos documentos para acon-
lelh.r esse perdi, e qne opportunameute apre-
sental-os-ia ao feudo. Entretanto, tendo-se
encerrado a discussao. S. Exc. nao os pode pre-
sentar : pele que me parece que presto um servi-
cio ao eoverno viudo ao encontr do nobre uuuis-
tro da justica, dando lugar a que elle aprsente
01 documentos que serviram de informacao para o
perdao do reo Gustavo Adolpbc Cardoso Pinto.
Ale boje ettou convencida, assim como todos
nos, que a politicagem nao entrou na concessao
de perdao a condemoados j d^sejo que esw con-
viccao contine, e pra mantel-a tffereco a casa
um requerimento que dar lugar a que o nobre
ministro da jusiic remetta ao Seaado os docu-
mentos que eerviram de base as conseibo dado a
Sua AlUza Segente, afin de conceder esse per-
dao.
O requerimento o seguinte (le :)
a Be'.ueiro que, por intermedio do minis^no
da iust es, se peca os governo copias dos docu-
mentos que servirn de base ao perdao concedi-
do ao condemnado, por crime de morte, Gustavo
Adcli.ho Cerdoso Pinto.
Paco do Senado, 13 de Agosto de 18o7. Lao
Velloso. ., ,
OSr. Buro de Coeglpe (presidente do
con=elh) e jiiuistro de estrangei^JSr presiden-
te, este rtqu.rhnento do nobre senador urna no-
vidade.
Eu peco a S. Exc. que rtflicta as consequen
cias do eeu requerimento, se por acaso for appro-
vado pfla S nado.
O nobre Bcnador qner nala menos da que exa-
minar se o perda, concedido a um roo, peb po-
der moderador, foi ou nao bem concedido ; sso
equivale a pedir pira censural-o os documentos
em que ae fundou o poder modelador para conce-
der esse pcrd't i.
O Sr. lienrique d'AvilaAo poder executivo
porque aonstlhou.
O ir. Bario de Cotegipe (presidente do c nte-
lho e ministro de estran^oiros) 'J poder executivo
nao; o nobre seadt ii foi ministro, uo aconse-
lhou uesses casos o poder moderador.
OSr. L?io V-llosotiiein o r-sponsavel ?
O Sr. Dirao de Cotegipe (presidente do conse-
lho e ministro de estmngeiro) S'ii'guem. A
Constituicao, quando deu ao poder moderador casa
attribuico que urna attribuiclo que cu poderia
denominar, se nao fosse um > exageracao, divina,
uS.9 a sujoitou seno c. usura moral.
Sr. Silveira Martina-Nao h* acto sem res-
ponsabilidsde ; amanta os ministros trahem a co-
rda, trahetn o piis e a coia os perda tambem ;
quem o respon^ave ?
O Sr. Baro de Cotegipe (presidente do conse-
lho e ministro de estraugeiros)Isso pretender
de nm caso especial concluir para um principio
eeral ; nio meio de argumentar.
O 8r. L-io Velloso Sr. ministro da juatisa
prometteu qu* apreseniaria...
O Sr. Barao de Coteg pe (preaidonte do conse-
lho e ministro de esUaugeiros) Prometteu que
apreseniaria ?
O Sr. Leo Ve.losoOs documentos.
O Sr. Barao de G-tegipe (presidente do conse-
lho e ministro de estrangeiros) A quem ?
O Sr. Henrique d'Avilat disse que aconse
O Sr. Leao VellosoBeferio-so at aos docu-
mentos. .. ,
O Sr. Bario de Cotegipe ( residente do conse-
lho e ministro de estrsngeiros) Sr. presidente,
esses processos sao txtmioados na Secretaria e
pela C inseiho de Estado, expondo todos os factos ;
mas anda que a cuida decida contra a oplnio do
ministro, se a deu, entendo que O ministro nao
deve oppor-se.
OSr. Henrique d'Avila-Betira-se; nio deve
referendar, se nao quer tomar a responsbili-
dade.
O Sr. ParSo de t otegipe (presidente do conse-
lho e ministro de estrangeir.n) Opponho-me,
portanU, approvaci do requerimento.
O Sr. Cruz Machado- Apoiodo.
O Sr. Barao de Cotegipe (presidente do conse-
lho mi-iistros de estrangeiros) -Sio tactos que
na> compete s cmaras examm r, mas apenas
respeitar. Se ac^so ba nm abuso de mais impor-
tancia, como porexemplo, no caso de ammatia,
Oeosura-te ; ms nao se proenre resfunsabilsar o
poder moderador por pr.ced.r de confsrmidade
coa a attribuicio que Ine dada pela Consruicso
do Imperio.
mfim, o Sendo nl> qaer s legislar, quer
tambem govemar e administrar, e ataorver o po-
SESSAO DE 17 DE AGOSTO
O Sr. **Sr t it'sidenie, nao pOBSO,
como pretenda, dar syinbcilieamente o man voto o
requerimento ifferecido pelo honrado senador pela
mmha provincia.
O heuado onviou como foi elle impugnado pelo
honrado Sr. presidente do conselbo.
Foi pequea a impugnc3o, acert, mas esseada
um dos periodos do scu discurso, S. Exc. aventn
ou antes reviven queBloes tao importantes, que
deixal as passar sem ao menos um protesto, mas
pn testo enrgico e veherneute, seria eomoseatsis
tissemos ao esboroumeeto dos tvstema que nos
r. ge, ao qnal tenho prestado e cvutmuare a pres-
tar o meu fraco concurso.
N'esse piqueno. mas muito importante discurso
do Sr.presidente de conselbo^l se.que S/Eie. qua-
lificu de novidade o reqmriniesnto; S. Exe. as-
sombrou-se de que, pelo binrado senador pela Ba-
ha, fossem exigidos os documentos que serviram
de fundamento a um perdi dado ; 8. Exc, inter-
peilado, quaudo assim se exprim sobro as conse-
quencias de sua doutrina, que deiiava srm respoo-
avel um cto do poder moderador, e devendo res-
ponder a quem Ihe deu o aparto, quem o responsa-
vel, disse peremptoriamente : -maguera; aa.
Ixc. ao terminar o scu discurso issportantissimo,
que o acb X) ponto de vista em qsw o considero,
ueu-noa um eonselho, o qual fo^o seguinte :
Nao compete aa cmaras examinar e^tes fa-
ctos; limiu-m-se a vel-'S fa'.rejsjeita'
Este oonselbo de S, Exc.ji foi dado .in
siao muito celebre sobre o mesmo assupto
elle respondeu Tbiers por estas palavras.que quero
textualmente reproduzir ('):
Em principio em noss* constituicao ha auas
prengativas que sao correlativas.
A primeira, cima de tudo aioviolabilidade da
COl'li.
Isto 6 necessario, seohores, porque de outra
sorte a monarebia seria a peior de todas as re-
pblicas.
E' preciso que todos os actos da governo pos-
sam ser discutidos, sem que levemente rtflictam
sobre a cora ; mas dar-se-hia o mais absurdo dos
despotismos si nao houvesse ao lado dessa prero-
gativa a mais completa nsponsabilidade ministe-
rial, tu ministros de tal modo responsaveis to
seriamente respoosaaeis que, se os attacando, nao
parecesse attacar se nenhuma outra autosidade
siuo a dcllt's ministros.
Si se condemna esta doutrina, nao resta sinao
o silencio. _
Ors, silencio nao para urna constituicao o
meio de se salvar, ella propris, e de restabelecer
sea espirito, quando est compromettido.
Nio posa", iportanto, amparado com a antori-
dade rcspcitabilissima de Tbiers, aceitar o eonse-
Iho que nos foi to generosamente dado pelo hon-
rado Sr. presidente do eonselho.
Sr. presidente, nesta c n* outra casa do pars
ment, ests questau tem sido por mais de urna vez
discutida amplamente ; e nclla se empenharam os
homens de maior autoridade, os estadistas mais
consumados ; e de to'os esses encontros na tribuna
parlameutar sahin sempre victoriosa a opiniao de
que nao possi\ei,uj humanamente considerado
c caso, mas poltica e ccnstitucionalmente, cm um
paiz de rgimen Hvre, admittir que possa haver
um acto de qualquer dos poderes polticos do Esta-
do, onde todos ellcs sao emanacito da naci, sem
om respoosavel legal. (Apoiados).
Esta questo, Sr. presidente, tem uro lado prin-
cipalmente pratico e tio pratico, que si ella nao
forjperfeitamente explicada, si-da doutrina que sus-
tenta a responsabilidade ministerial por todos os
setos do poder moderador nio se firmar um prece-
dente para que possamos livremente discutir todos
os negocies pblicos, partam donde partirem, a
consequencia, a que no desempenho de nossos
deverep, mais de urna ves estaremos constrangidos
ou teremos de transpor esto constrangimento e ir
at onde(nao queremos nem devemos ir.
Dizem os que sustentam que dos actos do podt r
moderador nio ha responsabilidad* legal, que isto
est escripto em nossa constituijio e em nessas
le s.
Neg. A responsabilidade jurdica por todos os
actos dos poderes pblicos, inclusive os do poder
moderador, estelaramente definida em nossas lett
e em nossa constituicao.
0 art. 12 da nossa constituicao diz (l):
JTodcs estes'poderes sio delegacoes da naci.
A constituicao belga, paiz de rgimen livre,
como a nossa, consagrou o mesmo principio, como
se \ no sen art. 25 : Todos os poderes emanara
da naci. ...... >*.. A nossa constituicao discos no srt. lo. w
poder legislativo delegado Aesembla Geral
com a sane gao do imperador. E no art. 14 diz:
i A Asssmbl Geral ccmqoe-se das duas cama-
ras : Cmara dos Deputadcs e Cmara dos Sena-
dores ou Senado.
A constituicao belga disj-? no art. 2b : O po-
der legislativo se exercecollectivauente pelo re,
a Cmara des Bepresentantes e pelo Senado. E
no art. 27 : A iniciativa pertence a cadaum dos
tres ramos do poder legislativo. (Sio axceptua-
dae as leis da recolta e despeis, as do recruta-
mento etc.
A nossa Constituicie dispe no art. 98 r o poder
moderador a chave de toda a orgaoisacio polti-
ca e d. legado privativamonte ao imperador, como
chefe supremo da naci c seu primeiro represen-
tante, para qua ineessantemeute vele sobre a ma-
uuteueio da independencia, equilibrio e harmona
dos mais poderes polticos; e no art. 99 dispe :
A possoa do imperador inviolavel e sagrada :
elle nao est sujeito a responsabilidade alguma.
A Constituicao belga dispoe no art. 63 : A
pessoa do re inviolavel, seus ministros sio res-
ponsaveis.
Art. C4 Nenhum acto do rei pode ter efieito,
se nio est referendado (oontre-sign) por um mi-
nistro, o qual s por isto torna-se o responsavol.
Temos portaato aqui, para ir por crdem as con-
sileraeoes que me proponho eubmetter ao Senado,
que as duas consttuicoes destes dous povos, regi-
d s pelo mesmo systema e onde todos os poderes
sio delegacoes da naci, o chefe do Estado entra
como parte na composicio do poder legislativo ;
mas tambem o chefe do Estado nio tem em caso
aigum responsabilidade, ou sua pessoa nio est
suj^iea a responsabilidade. Ora, eumpre diser des-
j ;i nn *" "' *l" oan.n.uKliHaHp mnrul
nos
huma-
infalli-
por bem cavil-o, psra resulvel-is; e priucipal
mente:
Em todas as occasioes em que o Imperador se
propuzer exercer quaiqoer das attribuico-s do
Poder Moderador, mencionadas no art. 101 da
Onstituiclo. .^A
E tanto o att 143 da Conttituicao, TlBo o art.
4. da lei de lr-41 dccUram rrsp nsaveis os con-
selheiros de Estado, pelos ctnselhos que derem
oppostc-s s leis e aa interesse do Estado, deven
do ser julgados em taes casos pelo Senado, na
forma da lei da responsabilidade dos Minis
tros.
Ora, emir maisj-adiante por aK-ora, digo e creio
que, logscaaeute : a Constituicao, creando o Con-
seibo deotad, fel-o para aconselhar. nao s em
negocies da alta admimstracio do Estado, nos
ntgocies da maior ponderacao politica, sinao tam-
bem em tidos aquellos ero que e Imperador se
propnzeaae exercer qualquer attribuicao do Po-
der Moderador. A lei de 1841, restabelccendo o
Conseibo de Estado, dix a mesma cusa...
Mas si a Cons'ituicio, a lei de 1827 e a de 1841
tornaram rcsp.nsaveis os que aconselbam bem ou
mal Coros, nos actos por ella praticados como
poder moderador, sent se que os responssveis de
todos es actos desse poder cstio nelia definidos
claramente, com exclusio da mesma Cor*, poique
quanto esta, a Constituicao expressamtnte diz
que inviolavel, que nallivel, que impecca-
vel o irresponsavel.
O 8r. Leio VellosoE' um grande privilegio.
O Sr. DantasDiz muito bem o honrado se-
nador nm grande privilegio. Sin; urna fic-
cio, adoptada por altissima necessidadefgolitica e
social, porque a nio ser asim, ni, Basjsjsj* pen
santes, nao podamos aceitar a dou'nni que
quizessem infiltrarque as sociedades
asalguero podia ser impoccavel e
vel...
Logo, disse muito bem o hinrado senadore um
previlegio, creado pelos grandes interesses do Es-
tado, que se harmonisam perfeitamente com toda
as disposicoes consagradas pela Constituicao e
pelas leis. fazendo efleetiva a responsabilidade
ministerial em todos es actos do Poder Modera-
dor, porque sem esse principio ira por trra todo
o rgimen de liberdade.
O Sr. Leio VellosoE' irresponsavel porque
nio pode fazer mal.
O Sr. DantasE' exacto. Porque que so diz
que o rei nio pode fazer o mal ?
As seguintcs palavras de um publicista in-
gles, explicara porfeitamente este pensamonto :
O re, por ser inviolavel e sagrado, manteos a
ficcio da infallibilidade, porque b ha erro dos
ministros e nio do re, que exerce a sua vontade
sem forcar a dos ministros, a quem cabo a execu-
co.
Eis perfeitamente conciliadas as grandes ne-
cesidades de um Estado livre ; eis rcspcitados
os prineipios'sem os quaes este rgimen de liber-
dade, de ordem teria de desappareccr.
Pergunto, Sr. presidente ; se por ineinca se
tornasse nulla a responsabilidade politica, a qual,
como sabe o Ilustrado presidente do eonselho,
dimana da m.tureza do nosso systema, e a exer-
cemos todos os dias aqui com es nossos votos,
com a nossa palavra e tudo quanto pode reve-
lar, por parte dos representantes da najio, o de-
sagrado ou reprovacio actos do Poder Exeeuti
vo ; se a esponsab'lidade moral, qual ninguem
escapa, tambem se tornasse nulla, que nos resta-
ra, caso fosee negada a responsabilidade legal,
alias sustentada pelo proprio Guizot, para ca-
sos do maior excesso e abuso de qualquer dos po-
deres ?
Como, portento, o honrado presidente do eon-
selho sorprehender-se, taxando de novidade um
requerimento, que consalta genoinamente os bous
principios em que assenta este tystema que nos
rege ? Como quer, 8. Exc, afastarnos de um ter-
reno em que a Constituicao nos collocou, para
bem exercermos as nossas altas attribuices legis
lativas ?
Dizia Zachariascitarei as saas pvoprias pala-
vras, porque vem exactamente para o caso de per-
di...
O Sr. Meira de VssconcellosE' o melhor trs-
ba'ho que temos a este respeito.
O Sr. Dantas... que urna das attribuicoes
frequentemente exercidas pelo Poder Moderador
(l):
Temos actos do Poder ModeraJor, como do
Eaecutivo, bons on maus, innocentes ta^rejudi-
ciHes e at criminosos, coi-forme as circumstanc>as
porque, embora digtm alguns que os actos que
emanam do Poder Moderador sao, por sea nato-
reza, inoffensvos, mister fechar os olhos luz
da evidencia, para nio ver as consequeacias fa-
taes, que poderiam resultar do abu30 das attribui-
coes do Poder Moderador. *
Exemplo:
O temor das penas tranquilina a sociedade : e
pos, si cm perdoar as que fossem impsstas pelos
tnbunaes nao houvesse medida e circumspecci",
mas arbitrio e capricho, a sociedade marchara
para a ruina *.
Digo eu : o Poder Moderador est encarnado em
urna creatura humana, e nao escapa i le fatal da
nossa contingencia ; ella pode errar, e por isso,
disse muito bem o grande brasileiro cuja merte
sempre sentimos; e se ella quizer abusar ? Qual o
remedio ?
Sem essa responsabilidadeaccrescento : qual
sena a sorte da nossa sociedade, s, ao capricho,
veleidade da pessoa que exerce o Poder Mode-
rador, aprouvesse um da abrir as priees, soltar
todos os condemnados c presos ?
Nio se pode dar isso ? E onde ficara o Poder
Judiciario, 6 todos os interesses que se ligam
repressio e punicio de crimos, ordem publica em
summa: .
Hypotheses taes nio sio impossiveis, inipirando
se o poder irresponsavel em um sentimento exage-
rado de clemencia, assim como sio possiveis ou-
tros casos que eu poderia figurar
Logo, S
terial, em
E' para casos seinclhantes que a Cunstituicio e
a leis difiiiri.in a responsabilidade jurdica.
Que temp s sao est. b ? Oude est a nossa fibra
naeonal ? Tudo se fas, tudo se pratiea. Era roda
do tudo c de todos u silencio, para nio usar
di- urna expreseio que nos devia offender a todos
nos
Aa gericoes que se foram, aquellas de quem
berdauos ete systema de liberdad-, casas gera-
CO' s nos deram outroa exemplos...
Abr os Anna> s e encentrarais a linguagein pa-
tritica e firm" diante da coi-t e do poder; ms
b ji' tudo o contrario ; urna reumio um crime,
a liberdade do pensamento um atteutado contra
a ordem e contra as instituicoes.
Mas asi-im que nos queremos engrandecer-nos,
diante de nos meamos e diautn de outros povos
que nos dii-putam a primazia ?
E o nobre Presidente do Coaselho, hornera em
quem nio acredito que ae aninhem casas ideas
com que se tem ltimamente apegado, i atentando
se em tudo o symbolo do i.i.inubiliamo, S. Exc.
quem, nesta quadra, ueste 8'culo com a actual cor-
rete das ideas s- m"8tra tao retrogrado, to em-
p rr.ido, tio infenso aos bons principios, daquelles
que forraam c consitucm, em todos os paizes re-
gidos livremeote, constitucional, os melhores ali-
cerces da ordem e do eugraudeciraento dos po-
vos I
Ha em S. Exc. urna nuvem que eu desrjava ver
dissipada, anda duraute seu actual governo ele
boje, assumissc o papel desejando tambera que o
retrogrado, immobiliata, emperrado, para que a
Providencia o fadoo, tanto pela iutel!g''ncia,como
pelas qualidades com que o distingui.
Em tal c.iidicao, immenso seria o raeu prazer
em dar-lhe apoio ; e S. Exe. teria creado para os
restos dos seus dias a pagina mais glorio.
Mas nio se que ocio oceulta essa que o priva
de \r, conhecer e preferir o melbor !
O que quer S. Ec. fazer da geracio uova.cheia
de vida, com a licio de engrandecimeu i a de pro-
gresso em todas as rcla(ovs d* actividade huma-
na ?
Seroi um exagerado, sere u-n perturbador da
ordem publica, sere uin percador das aguas tur-
va ti
Voltando queatio,e terminando, direi: Venba
o nobre presidente do eonselho, coufesse a sua res-
ponsabilidad, o-nss os documentos que teims
diieito de exigir, ou por outra, temos o direito de
impor, pjrquj o direito ira; o nao supp'i'M.
S. Exc. tem o deer de raom neniar ao seu
coliega da justica que nos maude os documen-
tos. ..
Os Srs. Candido de Oliveira e L?a> Velloso.
Elle prometteu npreseutal-oa ao Senado.
O Sr. llantasMas talvez vacille depois da im-
pugna^io do Sr. piesidente do eonselho.
Nio tenho, Sr. presidente, na cpposicao que fac <
e que farei ao Ministerio, nenhum outro peusainen-
to sinio o da neaie ponto servir ao bem publico ;
nunca mo passou pela mente apressar os dias de
vida do actual gabinete : ou elle faz o bem, e viva,
ou faz o mal e impenitente, o continuando^ por
mais tempo no poder, encontrar abi a expiacio
do suas culpas.
Nio tenho, portanto, ni minht opposici) outro |
pensamento sinio cumprir o dever.
Sf o honrado Presidente do Couselho, com o
apoio da Cora c da Cmara, puder continuar por
muito tempo, a responsabilidade nio ser raiuha
nem d'aquelles que o combtem apoialos na opi-
niio geral do paiz.
Feito isto, nada mais :3ua airas, su* palma.
Sr. presidente, em occasiio muito solemoe.dis-
cutmdo esta mesma questio, urna das ato lligen-
cias mais esplendidas que ji appareceu entre nos,
urna alma purissima edeura patriotismo sera jaca,
Jos Bonifacio, n'um d'aquelles seus movimentos
oratorios, disse (li) :
Combato a doutrina da irraspooaabilidade com
toda convicejio de um verdadeiro uionarchisU.
Ella compromette a Cora e o povo, c s aprovei-
ta aos ministros. Conscios de que sem elles nio
possivcl governar, e sendo por scu intermedio que
as informacoe8 sobre os negocios do Estado ebe-
gsm realeza, abuaam do poder cem responsa-
bilidade albeia ; aacrificam a naci que nio tem
garanta e fazem perigar a prerogativa real, por-
que a flactuscioda responsabilidade umimpos-
sivel nos regimens como o nosso. Si os ministros
a rejetam, ella ir para onde nio pode chegar.
O Sr. Affonso CelsoDescobriram a Cora.
O Sr. Dantas -O aparte do nobre Benador, re-
corda aquella phrase de Thiers : Nio se pode
descobrir a Coi preciso que o ministerio pro-
ceda por modo gue a Cora nio veja descoberta,
que nio fique exftosta- responsabilidad?, que deve
ir inteira sebre rCus agentes, sobre os Ministros,
sobre os membros do poder executivo.
O Senador nio precisava dessas consideracoes
que tomei a liberdade de tfferecer lhes, nem foi
meu intuito csclarecel-o ; rasa ficava mal diantc
de m'm mesor.o, si ouvisse. mudo e quedo, o nobre
Presidente do Conselho sustentar d utriua que
reputa parodexal ; e, pois, Sr. presidente, queiram
V. Exc. e o Senado perdoar-me por havel-os oc-
cupado por mais temqo do que pretenda ; o meu
nnico intento foi justificar o voto a tavor do re-
querimento. (Muito bem ; Muito bem !
Ficou a diacuseio adiada pela hora.
KtviSTA DIARIA
nao trate da responsabilidade moral,
porque dessa ninguem escapa; e se me permitiera,
dizar aera blaaphemia, nem o ente Supremo esca-
pa responsabilidade m >ral ; trato da responsabi-
lidade poltica e mais do que desta da responsabi-
lidade legal.
>'* Constitoicao belga est exnressamente de-
clarado que neobum acto do re pode ter effeito ae
nio est referendado pelo ministro, o qual, pela
reterenda, torna-se respoosavel. Igualmente, en-
tre nos acontece : nenbum acto do poder modera-
dor pode tazer-se effectivo s m a reterenda do mi-
nistro. Logo, as duas Constituitoas, isto a
nossa e a de um pas livre como a Blgica, est
consagrado o principio da referenda ministerial,
em todos os actos do poder m,derador, e que a
ella torna respon-avel o ministro. Mas nao co-
mente isto : temos na nossa Constituicao, e as
leis, consagrado expressamente o principio da res
ponsabilidade ministerial pelos actos do poder mo
dtrador, como vou demonstrar.
A lei do 15 de Outubro de 1827, entre suas
diversas disposicoes tem as que d>zem. que os mi-
nistros sao responsaveis jurdicamente :
1.* Usurpando qualquer das attribuicoes do po-
der legislativo ou judiciano;
2. Nio comprindo a lei oa faaendo o contrario
de que el'a ordena.
Esta mesma le no art. 7 diz : Os conselbei
ros de Estado sio responsaveis pelos conseihos
que derem:
1.* Sendo oppostos s leis ;
2. Sendo contra os interesses do Estado, se fo-
rem manifestamente dalotos.
Os censelheiros de Esrado, por taes conseihos,
incorrem as mesmas penas em que os ministros e
secretarios de Estado incurrerein por factos an-
logos a estes.
Vejamos em seguida o que foi e o que 6 o Con
seibo de Estado. (Le).
Pelo art. 143 da Coostitoicio os conselheiros de
Estado eram, obrigatoriamente, ouvidos em todos
us negocios graves e medidas geraes da publica
administraba ; principalmente sobre a declancio
de guerra e ijoote de paz, u- gocias5 com as na
edes estrangeisas, assim como em todas as occa-
n tes em qui o imperador se piopooha exircer
qualquer da* attnboi^3es do poder moderador in
ctodos no art. 101 la mesma Constituici'.
Como sabe-se, o Acto Addicional acabon com o
Csjoselbo de Estado ; veio depois a lei de 23 de
\ulorld(l' policiacaPor portara da
presidencia de 30 e proposta do Dr. chefe de po-
lica, de 29 do corrente, foram nomeados :
Subdelegado do diatricto de Gcyanninha do ter-
mo de Goyanna, o cidadio Clementino de Souza
Mathens em substituieio de Floiiano Goncalves
da Silva, que pedio exoneracio.
i. tupplente da referida subdelegada, o cida-
dio Daniel Barboso de Aibuqueique, sendo exone-
rado Francisco Cabral Tavares de Vasconcellos,
que exercia aquello lugar.
u terceiro andarO escravisado doSr.
Jos Caetano Ferreira Chaves, de nome Servulo
e que actualmente se achava alugads como criado
em casa do Sr. Vu'piano do Bego Bapfiata esta-
njg.i belecido com leja de movis ra Duque de Ca-
*'-Fi^*E*X^*X,\u e residente no terceiro andar do sobrado n.
i todos os actos do Poder Moderador, e
nm destes principios que deve ser mantdo, atra-
vessando todas as erises, cada vez mais alto, cada
vez impondo- se mais aoa homens de urna e outra
escola poltica, que aasarairem a alta adm'nistra-
eao do Catado.
Se.m iaso, corremos grandes perigos, nao have-
r somonte pericos para a monarebia, mas tambera
para o povo, e tio respcitavel a sorte da cora
era taea casos, como a do povo, do quem dimauam
os seus podares.
Ninguem responsavel !
lermittame o Sr. presHente do conaelbo, que
sem faltar estima que Ihe tenho, ao alto apreco
em que sempre tive, e o dase, com tanto maia
franqueza, quanto maia publicas eram as occa-
sioes, o seu merecimento, que eu lbe observe que
esta dontrina someute propria de um governo
absoluto ou desptico, nunca de um paiz rugido
livreraente.
Ninguem responsavel! Mas, entilo, o que nos
est reservado T
Que papel representa diante de si mesmo, sem
lallai no que ha de repiesentar diante da socie-
dade, o Miuisterio ?
Qje Ministerio esse que, responsavel junto da
croa, aconaelhando-a fornecendo Ihe os documen-
tos sobre os quaes ella tem de dar ou negar o
nerdio, chamado a explicacoes, resp naabili lade
pelos seus boas uu maus eonselbos, diz : nio me
cabe respoubablidade alguma ; ningu m reapon-
savel por taea actos !
Novidade 1 Mas, quem mais do que o nobre se-
nador pelo Paran nos deu exemplo, exigindo por
copia as consultas do Conselho de Estado Pleno,
cuuv 'Cado sempre qua se trata de dissolufio da
Cmara ?
Pois nio ha identidad de casos?
N'um, querem s saber si a cora foi bem on mal
aecinselhada, para dar ou negar a dissolacio da
Cmara ; n'outro se a coi foi bem ou mal adra-
se! bada para dar ou negar o perdi a um crimi-
noso. Pois, quando um grande funecionario, en-
viado expressamente para conheccr do estado do
presidio de Noronba, apreciando cada nm dos
criminosos, entendeu dever destacar o nome deste
i-orao o mus digno da attencio dos poderes do
Estado, pela perversida.de de que dava constantes
pro vas, esse borne m mereco logo depois o per-
di ?
Que arrependimento tio extraordinario, que pro-
vas de regeneradlo mostrou esse individuo, calci-
nado no ciime, para merecer um perdi, que s
deve ser dado aquello que se mostra delle mere-
cedor ? I
Pois nio cousa digna de nossa attencio, nio
ser caso de responsabilidade do governo, si, fal
lando ao seu de ver, deixon de submetter cora
lodos os esclarecimuotos para resolver sobre o fa
oto, e assim induzmde a a praticar um acto cen-
sura vel 1
20 da mesma ra, sem causa conhecida, preei-
pitou-se do referido sobrado, hontem pelas 6 horas
da manbi, resultando da queda ficar Servulo
horrivelmente maltratado con. um bracio eompleta
mente nutilisado, sepdo muito de receiar pela soa
vida.
Dizem pessoas da casa qne, ji no da anterior
tentara o mesmo escravisado praticar este acto
de hocura, mas, que fra a isto obstado, dndo-
se pela ana ausencia somente na manhi de_hon-
tem, qnando foi encontrado no quintal da loja.
Tendo comparecido o Dr. delegado fez recolher
ao hospital Pedro IL o infeliz, onde foi vistonado
e interrogado.
FolbellnaO romance que boje comtanme
a publicar, na 8 pagina, extrahdo do Jornal do
Commercio do Bio de Janeiro, agradando aos maia
exigentea neaae genero de litteratura
Temos certeza de que ser lido com interesse e
que um dos melhores do frtil romancista fran-
cs Emilio Bicbebourg.
Cigarro 3iyanooa-Oa Srs. Souza Mi-
randa & C, propnetarios da fabrica de cigarros
--Dous Lees, travessa dos Expostos n. 10,
enviaram-nos hontem diversas amostras de cigar-
ros, que fabricara, denominados Goyannes, de su-
perior fumo deafiado.
Sio excedientes o primorosamente acabados.
Henillmenlos paSHicoAs seguintcs
estico s arri cadaram em Agosto :
Alfandega :
De 1887 895:723*018
De 18b6 689:0 318
De 1885 311:782*942
De 1884 691:407*351
De 1883 769:12417 W
Ilecebedor a Geral :
De 1887 28:5374837
De I88ti 38-. 797*885
De 1885 36:471*6/1
De 1884 37:621*725
De 1883 44:464*505
Renda Provincial :
De 1887 115:293*846
De 1886 111:6 i.'i*73l
De 885 48:3674121
De 1884 91:8614988
De 1883 57:827*570
.imnale de Lembraneas l.ano
BrasileiroPara as livrarias Coruzzi dos Srs.
8 > ares t C, ao Largo de Saldanha Marioho n.
4 e Francesa do Sr. J. W. de Medeiros, i ra
Primeiro de Marco, acabara de ebegar exemplares
do bem cnnhecido Novo Almanak de Lembrancat
Luso Brasileiro para o anos de 1888, publicado
em Lisboa pelo Sr. Dr, Antonio Xavier Bodri-
gues Cordeiro.
t' o 38a anno da colleccio e tras o retrato e a
biograpbia do dijtincto poeta e cscriptor portu-
gues Jos da Silva Mendos Ljal.
Agradecemos a offnrta que nos foi feita pelos
propnetarios de ura exemplar de cada nm desses
aliuinnka.
A .Hurte de I. Joilo -A Livraria Corazzi,
desta cidade, acaba de receber alguus exemplares
da 4a edic-i >, emendada do poema de Guerra Jun-
gueiro, intiiuLdo A Morte de D. Joao. Cada
exemplar est adoraado com o retrato do festejado
autor.
Aula saaixta primarla e secundarla
A professora D. Gertmdea dos Sautos Almeida
Lobo raudou sua escola, da ra Visconde de Goyan-
na para a da Ponte Velba n. 117. Al contina
a leccionar priraeiras iettras, geographia, franeez,
(theoria o pratiea), trabalhoa de agulha, msica e
piano.
Mociedade Becreatlwa JovenllNo
da 7 de Setombro prximo fu'.uro, esta Sociedade
solemnisar sua installacio com um sarao, em a
sua sede a ra da Penha n. 7.
Cooeerlo Hoje no Tbeatro Santa Isnbel
o Sr. Eucldes Folicea, hbil piannista e muitai
couhecido como intelligentc o activo profesaor de
msica, realiaa um concert em seu beneficio cora
o concurso de algomas senhoras da nossa socie-
dade e distinctos amadores.
Lifoajpam-nos que o nrogramma foi cscolhiJo
a c.priiho e que proporcionar urna noite agra-
dabilissima aos que coneorrerem hojo ao Sauta
Isabel.
A^radecendo o convite eom que foraoj obsequia-
dos, desejamos ao Sr. Eucldes l'ouaeca o mais
esplendido triumpho.
iemoniraciio de npreco Ao deixar
o Ilustre ra.gis'ra), Dr- Antonio Domingos Pinto,
o cargo de chefi de polieia desta provincia, na dia
23 de Agosto uitiu>, foi acompanhad> la 8
taria de Polica, al a sua residencia 4 roa do
Bario da Victoria, pir um grauie uumero de
gos e admiradores.
Ao chegar alli, e Sr. Dr. Pinto agrade-;cu com-
movido a tidos aquellos que acab.vam de dar-Ib-
tainanha prova de cousiieraioo e estime, e, despe
dindo se, abr..cou a cada um de per si.
A delicadeza cora que sempre tratou oa seus era-
pregados, a urbanidado o attencio com que novia
as partes, tornarara-no credor da estima de todos
aquelles, que o cournunicavain.
reja o Sr. Dr. Pinto feliz no novo cvgo qie vai
exercer, siio os uossos arientea desejos.
Janllui da Prora do Cunde d'Ea =
Escri:verara-no3 hjnteai o seguinte :
Digncm-se Vv. Ss., Srs. redactorea, chamara
attencao do quero competir para o estado deca-
dente do Jardira do Jonde d'En, c ij gradeamen-
to, ha muito tempo, nio tem rscebil) ura pincel de
tinta, e portanto, vai cala dia s;nio oxidado
inaodotemp. Os baaos acharase tolos estra-
gados', e o ajardinamento a"in cultivo algasa.
A obra est feita, o que j roeisa agora de
coneer vacio.
Com muito pou?o diiiheiro ser feito oase po-
qnjsno reparo, aopaoooqos raaito juatou bolsas
particulares, e iniciativa do Dr. Moseoso, que
foi incancavel o pertinaz a'esM trela, que BWil
o nobilita.
E'isto urna simp'ei 1-imbrangi, qual Vv.
Ss. podero dar SMihorea o raiiores forcia, em t.
ass'irapto de publico interesa-'.
Os iira-os do camlntso de ferro de
Olindaom este titulo acabe de ser isapr
ura foieto de perto de 100 paginas e a que estio
reunidos os artigoa ultima nente escripias neata
foiha e no J:raal do Red fe por um accionista e
pela directora da companhia.
Foram assim collcccionados, por dcliberacao di
directora, da Companhia de Trilbos Urbanos do
Beeif < a Olinda e berioe, afim do que tosaem
bem conbecidas do pjbco nteres jado as razoes
que tinb a companhia para nio reduzr desde /
oa seua precoz, alias os menores com os quaes N
ple actualmente viajar coramodamente para oa
ponts do percurso da linha frrea de Olinda e
iiebunbe. .....
b' urna intereasante publicacio cuja diatribui-
cio ser feita gratuitamente aos accioniatas, paa-
sageiroa e autoridades proviociaes.
Facaldade de UlreitoPela secretoria
da Faculdaie acba-se annunciada concurrencia
para recebimento de propostaa das peBaoaa pas
prctenderem contractar a impressio da lista ge-
ral doa alumnos matriculados nos diveraoa anno-
acadmicos.
Oa proponentes deverio ae apreaentar na mes-
ma aecretaria at o da 9 do corrente 1 hora da
tarde.
Cablnete de leltara tnatructiva e
recreativa tianscileirenae- Proco deudo
esta sociedade a eie.ioo de sua'nova directora
que tem de dirigir o anuo social de 1887 a i
ficou assim conatitufia:
Presidente
Lourerco do O' Per ira.
Vice-preaidente
O socio benemrito tenente Francisco Coelho
de Moraes.
1 Secretario
Joio Flix C. Albuquerqne
2o Secretario
Lycurgo Geraldo de Alencar.
Tbesonreiro
O socio benemrito Manoel Al ves de Araujo,
(reeleito).
Procurador
O socio benemrito Austrieliauo P. de Almeida
Andrade (reeleito).
Orador
O socio benemrito Adolpho Aatolpho Las de
Albuquerque (reeleito)._
Commissao de contas
Professor publico Julio Cesar G. Lima, toman-
do depois posse de seus cargos.
Intereaaea da Immlgraeo Tendo
publicado a imprrusa de Pontevedia a noticia ele
acharem se a partir de Vigo para o Brasil 8,500
emigrantes hespanbes, arrolados ou contractados
pelo Sr. commendador Manuel Diego doi Santos,
nao tardaram na impreusa desta ultima cidade
aprecacoes desfavoraveis s condicoes do imm-
grante no nosso paiz, transcrevendo-se desde lo-
go um artigo no qual o Correo Espaol de Bue-
nos-Ayres, relatara haverem chegado capital da
repblica 50 mmigrautes que haviam deixado o
Brazil falta de piotec^io do governo e terem
atravessado a frontoira mais de 300, na maior par-
te italianos, que desde a sua entrada no imperio
haviam Boflriuo toda a sorte de privacoes e veza-
mes.
O Sr. Diego dos Santos, qua por muitos anuos
residi nesta oorte e aqu adquiri importante po-
sicao industrial, deu-se pressa a desmentir aquel-
la uoticia, tazendo-o, porm, de modo muito hon-
roso para o Brazil e dando teatcmunho de que cm
nenhuma outra rcgiio achara o inmigrante me-
Ibores eondicoea de bem eatar do qua entre nos.
Simultneamente, a folha de Vigo, intitulada
La Concordia, annunciava em desenvolvido
artigo que, dentro de poucos dias, estara aberto
na cidade um escriptorio de ioformacoes, confiado
pelo governo argentino adireccio do Sr. Henrique
Etchart, tendo por fim tornar conhecida a rep-
blica por todos oa meios de propaganda e insti-
tuir urna xpoaicio permanente doa aeus produc-
tos. Iguaes escriptoroa, segundo ha muito au
_ui.ciamos, serio aberto- por eonta da repblica
em outros centros populosos da Europa.
< Ignoramos, diz o Jarnal do Commercio da
corte, o que possa hav^r verdadeiio na noticia do
i Correo Espaol de Buenos-Ayres, quan'o a
transferencia de immigrantes do Brazil para a Ba-
publica Argentina, e estamos quo nio seria desa-
certado fazer examinar o caso para o restituir s
suaa proporco a reaea. Poasue com eff.ito o Bio-
(Jrande do Sul eatabelecimentos colonaea tio prs-
peros, acha all a immgracio condicoes tio tavo-
raveis ao eeu desenvolvim-nto, que devemos ha-
ver por inverosmil o presumido facto de terem
atravessado a frouteira, busca do territorio da
repblica, 300 immigrantes.
As folbas do Bio-Grande do Sul, tio empenh*
das em zelar oa interesses da colonisacio, nio te-
riam certamente guardado sileocio cere de xo-
do tio numeroso.
Quanto leva de 50 immigrantes, de que tam-
bera falla a folha argentina, uada mais expu-
cavel, a ser verdadeira a noticia. Entre todos os
pases contiguos natural o vai-vem dos immi-
graut s estrangeiros pr cura de collooacio que
os satisface, e nada ba para eatraunar no que
da ordem natural dos tactos seciaeg.. Inmigran-
tes sahem do Brazil para o Bio da PraU do mes-
mo modo que do Bio da Prata para a Imperio.
Esta deslocacao opera-se tiequentemeote e as pes-
toas affeitas a lidar com os negocios desta espte-
ra saoem mu ao certo que, se o governo do Bra-
sil tacilitasse a immigrantes estob. lecidos na Be
publica Argentina o transporte para o Brasil, po-
deria fcilmente lecebel-os em grande copia. Se-
melbante experiencia foi mesmo feita em tempos
um tan'o ataatados, e, poato que entio nio hou-
vessemos usado de alliciamento nem de nenhuma
especie de propaganda, o resultado foi aquello que
era para esperar, recebando o Brasil centenas de
immigrantes que apante gao fizeram inscrever-
3C no consulado do Imp*-rii como desejosos de S3
transportaren! para o nosso territorio-
Nio ente idemos que a propaganda leal a fa-
vor do Brazil possa lucrar cora o descrdito dos
aeus competidores sul-amencanos na obra da co-
lonisacao nem que a eatas seja necesaario aoccor-
rer-se de tal meio a respeito do Imperio. Por ieto
nio heaitamoa em divulgar que a irarai^r icio acha
com effeito na Repblica Argentina condicoes de
be n catar. Alli^ftrra, do mesmo modo que no
Imperio, ha de swvaria a sorte doa immi^ranteg
e inuitoa naturalmente hio de sentir a ueeesaida-
de de tentar fortuna era outra parte. E' o que de-
termina a transferencia mui constante de immi-
grantea da repblica para o Imperio o vice-ver-
sa e como a repblica conta maior numero de
iuiraigrantco do que o Brazil, natural que 03
transferidos para o nosio paiz sejam raais nume-
rosos.
lato est pateuteado pela C3tatistica. No cor-
rer do ultimo pno ao paaso qui do Urazil para o
Rio da P.ata sahiram 647 immigrantcs, vieram-
nos d'alli 1,557. E importa notar: para este
tesuitado nao empregaraoa nenhum esforco di-
recto .
Cabecaa mnmlflcadasL'oioa no i/or-
nal do Commercio da c te o aeguinte.
a Poucaa peasoaa ignorara o que sio casas ca-
beras mumificadas, roduzidas quinta parte d3
tamanho natural, oruadaa de magniScaa o abun-
dantes eibelleiraa negras, rarissimas j s mU3eua
eni p is o qne valem boje somraaa avultadas.
Sio frophos de guerra nicamente prepara-
dos pelos chefea di nicao do3 Jivaros, indgenas
do Eqador, s-rvin lo-se para iaso das cabecas cor-
tadas aos inimig is que sucumbum aos timiveis
inatriiniei'toi d I
Os chefea jivaros rcunem, como os chefes su-
premos da maior paite das natoes primitivas, as
attribuieoea do jder civil, religioso e militar.
Sao, portanto, tuxuuas e pags ao mesmo tempo e
na qialidade do pags, s elles poasuein o segredo
da muraitcacao dessas cabe;aa de seua inimigos ;
numificae;ao que nio se limita con.ervacio da
carne, como a empregavam os Egypeios c anda
hoja empregam os Muuduruca, mas ao ponto de
extrabirera tambera todos os ossos do crneo, sem
alti racio sensivel da physiouomia do moito. Ora,
justamente nessa reduccao que consiste todo o
segredo da ramo ficcao dos jvaros, e vem d'ahi a
randado de semulbantes cab 'C8 das quaes nio
se conhecem mais de trnta em todos es .nuseus.
E' pois com aatiafae;ao que sabemos existirem
actualmente no Museo Nacional nada menos de
seis d-atas cabecas, duaa pertencentea ao mesmo
musan, duas Sra. D. Amanda Paranagu Doria
e as outraa duaa a ura negociante estrangeiro que
deseja venlel-ae ao nosso museu, mas por quantia
superior ao preco pelo qual bao sido vendidos estes
curiosos objectos .
Secca de hagaro de canna Pessoa
que visito-i a fabrica de Capim, cscreveu ao Mo-
nitor Campista o Begninte :
Vi fnuccionar a Galera Estufa do systema
I .r 'no e SjU'i raaravilhado do scu cifoitoeom re-
economa qae eiTctui na industria do a-
rae ir, qu- h.j; atl'. til aeacaia de raa, pela
rioe que a assoberba.
Esta cu.-ioso in'eoto tem por fioa cecear o
to di canna antea do entrar elle para aa for-
nalb-is, fazea 1 >-o perder grand s parta da sua agna
lepois de anjeital-0 a um calor supjrior a 10'J
grija.
Examin?i o bagaco cora cuidado e observei
que nao estava cora ji -tarante enxuto, o que pro-
i de um pequeo defdito de installaco pela
le tenoo na oeeaeilo en que foi adoptado
ra.lliorament-1 Este defeito, porm, se
tal pode ser considerado, sir fcilmente removi-
do, logo quo o queiram oa proprietarioa daquelle
estabeleeiminto. A constrnecio da custo rela-
tivamente insignificante e da urna simplieidsde
extrema, o que 8e torna ao alcance de qualquer
bolsa e de qualquer operario da mediocre intelli-
gencia.
0 bagarjo, conforme for o apparelho construi-
do, poderi ser mais ou menos secco, c at pode
fiear c mpletamente torrado, o que nio^coavir de
certo, porque perdera muito de seu effeito til.
Examinei-o ao cahir as fornalhas e obaervei que
a combuatio se fazia promptamente, e que o fogo
roadquiria a *u% cor paluda, alguna rutantes de-
pois de se effectuar a carga.
O furao da charaiu conservava-so sempre
claro, mijito embranqu'Cado, e, al^uoaaa vezes tio
tenue era, que s < me atfigurava nio eatar a fabri-
ca em movimento.
* Comquanto o trsbalho diario fosse grande,
pois, all operase sobre 130,003 kilos de canoas,
em 14 horaa, a qnantidade de lenha consumida, e
de m qaalidade, nio rae parecen exceder a cinco
carros de peso de 1,590 kilos. Est, portanto,
reaolvido ura grande problema, e boje que a lenba
se vai tornando excaaaa em mui tas psragens, nio
se ple deixar de considerar de alta valia tio im-
portante melhorameoto.
i Deste importantissimD .invento decorrem os
ssguintes corollsrios :
1.* Economa de comDustivel, pdenlo este ser
reduzido metade ;
2, Augmento le vapor, coajejuoncia da
maior sequidao do combustvei ;
i 3* Augmento do producto diario, pelo facto
da constancia e firmeza do vapor ;
4. Melhor qaalidade do assucar, pelo empre-
o de vaporea directos, de preferencia a vapores
j aervidoa.
O VHIe de VictoriaLemo3 n'uma carta
de Liaboa para o Fgaro de 3 de Agorta :
(Jm telegrimrai de Londrea njj annuncia s
resposta do governo ingles ao memorndum do mi-
nistro da Franca sobte o naufragio do paquete
La VUle de Victoria. As concluses do almiran-
tado ioglez, com ares de ultimtum, repeliera ca-
tegricamente o postulado da relatorio do Sr.
Blot. Tendo falhado assim a diplomacia, apenas
resta o recurso para os tribunaea competentes.
I rao os nossos armadores Ja Havre pleitear o caso
perante a jurisdijcao internacional ? pro-
vavel.
> Se estas previsoes se realiaarem, teremos urna
particularidade curiosa : no momento em que 0
proceBso ae debater na tundo, o paquete ter sur-
gido das profundidades do rio. Com effeito, o em-
preiteiro est convencido de que antes de dous
meses o Vie de Victorii ter sido suspenso e es-
tar encalhado na praia.
Tiaha-me eu proposto ver cora 03 proprios
olhos como se pesca ura navio, o na fattei. Es-
tava eu pois um destes dias a bardo da galera
que serve ao mesmo tempo de cavallete para ag
operacoes da manobra, e do entrepaato para reco-
lher a carga. E' urna companhia de Hiraburgo
que asaim ae encarrega de diaputar valentemente
ao mar a sua preza.
O paquete naufragado est dcbaixa dos noseo3
ps, a 23 metros de profundidade (altura de urna
casa de oito ou nove andares). Est detado de
flmeo como um ferido cahe para o lado onde re-
ceben o golpe mortal. Aa mastro grande tirou-se
a verga qne fszia delle urna cruz funrea.
Os escaphandreirog sao oito, toioa filandezes
eu suecos. iTrabalham dez horas por dia no
abysmo, rendendo-se de ciaca em cinco horas,
debaixo de tres atmospheras. Tarefa aterradora
na verdade, e que salario / cinco francos por dia
apenas (11) 1 Ha algumas semanas um delles fez
o aignal de soccorro e retiraram-n'o pressa ; ao
dcsaparafuzarem Ihe o capacete, reconheceram
que estava morto.
Nao aei se j alguem vio machaeos que ti-
vessem passado dois ou tres dias no rio : carnes
verdes, sangue aquoso, olhos embaciadoa. Pos
bem, estes mergulhadores sio verdaceiroa macha-
beos, com a diSereuca de que vivem, comeen, be-
b ra, vestem-se, despem-se e trabalham -dir-se-
hia automticamente maneira dos ampbibios.
O cap tio da navio encarregado do trabalho
de suapenaao, ontro >ypo. Se machabeo ser
antea segunda o ideal bblico. Moreno como um
rabe, filbo de urna francesa, ofHcial de rara ener-
ga, embora os seus iustmetos me parecessem um
tanto aquaiioos, cheio de galantera e bom humor,
o capitio Hollinan fez-me tomar grande interesse
pelas suas duras campanhas. Agora a minha am-
bicio, pelaoriginalidade do facto, poder assignar
eom 1 tcatemuuha o auto de ractificaclo da bito
do paquete franeez : Fallecido em Dezembro
de 1886. Restituido vida um anuo depois.
Lameran Haglaa Distrbuio-se ante
hontem o n. 199 deste peridico livre e humors-
tico.
grande cenceo a-ocal e Inalrn-
menlal Realiza se na noite da hoje o concer-
t organisado pelo nosso comproincano Eucldes
Fonseca, com o auxilio de seus discpulos e ami-
g0 programla attrahente, e de esperar urna
noite de Hiiradaves enn ooos. ___
Heunlea aoclaea Ha boje as segaia-
'eDa Sociedade Minerva Progresgo Pernambuca-
o, s 7 horae da noite, na sedo social, em gessio



i aHBB 1
J


*
Diario de PernainibncoQunta--fcira 1 de Setembro de 1887
3
mi i
do conseibo supremo, para tratar de negocios de
negocios do interesse.
Do Kecreioinfantil Nove de Agosto, s 3 horas
da tarde, em sua sie, (Instituto Aeadesmiso) cm
scssio ordinaria do costumc.
Directora da* oora* de ctmseria
Sao dos porto*Boletim meteorolgico do
a 30 de Agosto de 1887 :
Horas
I
6
9
12
3
6
m.
t.
o
MI
23-7
26'ti]
27-41
2Si
25'C;
Barmetro a
0
Teaso
do Tapur
761-G1
783">0O
7625C
761"10
7tl'll
18,30
17,81
17,65
17,1)")
18,4-2
i
8o
70
65
68
76
Temporaiura mxima28*,0.
Dita mnima23,75.
Evaporaco em 2i horas ao sol: G,6 ; som-
bra: 3",1.
Chava2a,0.
Direcelo do vento: SE durante todo o da., coa
interrupcoes de SSE.
Velocidade media do vento : "fii per segando.
Nebulosidade media: 0,18.
Boletim do porto
ita
a. o
B. U.
P. M.
B. M.
P. M.
Dia
30 de Agosto


31 de Agosto
Horas
8-41 da manh
246 da tardo
9 J6
313 da raanb
Altura
Q,4K
2,33
suellos**Lctuar-se-hao:
Hoje :
Pelo agente Piuto, s 11 horas, na ra do Mar-
ques de Oiinda n. 52, de 1 piano e movis.
Pelo agente Guamas, s 11 horas, no armazem
do Sr. Annes, de 60 caixas com paasas.
Pelo agente Pestaa, ao meio dia, ra do Vi-
gario n. 12, de predios.
Pelo agente Stepple, s 11 horas, na roa de
Dias Cardoson.*68, de movis.
Amanh :
Pelo agente Stepple, s 11 horas, ra do Im-
perador n 22, de cus terreas e um terreno.
Pelo agout.' Martins. s 11 horas, ra do
Imperador n. 16, de um sitio com casa, no Luca.
Pelo agenta Gusmo, s 11 horas, a ra do
Mrquez de Oiinda n. 19, de um cofre e mo
veis.
Pelo agente Pinto, ra do Mirquez de Oiinda
n. 52, de piano e movis.
Sabbado:
operares, parto e molestias de sen nona e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr Barreta Sampaio d consultas de
m-.'io-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra 14 Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seto de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 3,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador o par-
teiro, residencia ra do B. de S. Borjs n. '.'6.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Espocialidade : molestias e opera-
c5es dos orgaos genito-urinarios do hora >m
e da mulher.
Dr. Joaqulm Loureiro medico e partero
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1
andar, de 12 s 2 da tarde residencia no
Monteiro'
O Dr. Barro Uulnuarc
Polo ser procurado no esjriptorio dente
Diario das 11 horas da manha s 5 da
tarde, todos os dias.
O Dr. Mi et mudou seu eacriptorio de
advocada para a ra do Duque de Casias
n. 50, 1 andar.
Bacharel Antonio Annes Jacome Pires'
praca de Pedro II n. 6.
bacharel Bonifacio de Arago Faria
Iioch'i continua a encarregar se, mediante
previo contrato, de questojs perante os jui-
zes desta cidade e os das comarcas tis-
nhas. Poder ser procurado em seu es-
criptorio ra do Duque de Caxias n. 50,
1. andar, das 10 horas da manha s 3 da
tarde.
toiieeio Spencer
Estabelecimedto de educacao primaria e
secundaria em Jaboatao, sob a direccao do
Jo6 de Oliveira Cavalcante.
trocara
| Francisco Monoel da Silv & C, deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
ceuticas, tintas, drogas, productos cbimi-
cos e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Oiinda n. 23.
Drogara
Faria Sobrinho C, droguista por
atacado, ra do Mrquez de Oliada n. 41.
serrarla a vapor
Serrara a vapor e officinas de carapina
rua'por causa da atrada de ferro de Oiinda que
t-ria de cortar o ngulo occidental do edificio, se
por ventura fossa tomar o aiinhameato.
Em frente a esta praca dever ficar urna outra,
depois de aterrado o mangue existente.
Esse trabalho preliminar de escolba de local
vai sur hoje presentado ao Exm. Si-, conselh -iro
director da Faculdade para toaur em conside-
raste.
O Ilustre articulista me releve de ter viud,
contrariar a sua opiniaj que alias est da accordo
com o pensaraenti e a voutade de toles, como se
deduz do segrate periodo.
O governo depois de ter pago por dois casebret
velhos, imprestaveis, urna renda fabul isa com a
qual poiia ter concluido um m (/esleto edificio
tranJerio para a antiga reparligao do correo a
Academia.
D'aqui se conclue : pira o governo, qualquer
que elle seja, acabar de urna vez com essas rendas
fabulosas e cora reparaco :s custosas, quo j .mais
conseguirn] por o edificio em condicoes de bem
servir ao ensino, preciso desde logo mandar
construir um predio que preencha as exigencias
aeiuaes e possa satisfazer no futuro as aspirucoes
da creaco de urna universidade.
Para terminar re mais : s observo um facto
em toda essa questo de novo edificio : o de en-
carregar-mu Ja organlsacao do projeeto, quando,
reconhecendo me iuhibil para effectual-o com
perfeicio e contento de todos, devia deixar que
outro se incombissa dessatarefa com proveit ipira
si e mais confianc* nos quo desejam ver am mo-
numento digno de Pernambueo.
Recife, oj do Agosto de 1887.
G. TAaumaturgo de Azevedo.
Por circunstancias alheias miaba vontade
deixon de ser hojj publicado este artigo no Jornal
do Recife.
Reate, 31 de Agosto de 1887.
Q. Thaumaturgo de Azeosdo.
Pelo agente Martins, s 11 horas, ra do Im-
perador n. 16, de um terreno ra do Marques i de Francisco dos Santos Macedo, caes do
Heryal. Capibaribe n. 23. Neste grande estabele-
-Uoln: ,anel,rebera oelebr*lM: j cimento, o primeiro da provincia neste ge-
As 8 horas, na ordem 3' de S. Franciseo, pela j ero, comprase e vende-se madeiraa
alma de Jos Guilherme Guimares; s 9 horas, de todas as qualidades, serra-se madeiraB
na capella do Cemiterio, pela alma de D. Rosa da j de conta aiheia a8bim conjo se preparam-
Luoha Freitaa Cavbante ; s i 1/2 horas, na! j L- r *
igreja do Carmo, pela sima de J#s Pi c^sar. obras de carapina por machinas e por pre-
Sabbado: I {O sem competencia Pernambueo.
A's 6 horas, as igrejaa da Penha e S. Jos de I
Riba-Mar, pela alma de Joio de Souza Rangel.
Cana de DetencoMovimento dos pre-
sos da Casa de Detenco do Recie no dia 30 de
Agosto de 1887 :
rJExisliam 1H ; entraram 6 ; sahiram 3 ; exis-
tem 402.
A saber
PIBLICACOES A PEDIDO
O novo edificio (*)
E' a epigrsphe de am artigo publicado boje no
Nacional 3o l ; mulhore. 18 ; estrangeiros 1 6; j *""' d, ^ecife a !ecca atinada ao partido
cravos sentenciados 5 ; dem procesado 1 ,,J"1 desta provincia.
Poderia deixar passar sem observacoes
escravos
dem de correccao 1Total 402.
Arracoados 359, sendo :
Bons 330 ; doeutes 29.Total 359.
Movimento da enfermara :
Ti ve ruin baixa :
Francisco Xunes da Silva.
Jos Francisco dos Santos.
Tiveram alta :
Flix Abilio Pereira.
Jos de Couto da Silva.
firande lotera do Para Eis os nu-
mero* premiados da 3* serie da 12a lotera ex-
!rahidaem31 deAgjsto:
2231 100.-0O0O00
1236 15:000*000
1693 5:000*000
1334 2:000*000
3611 2:000*000
90 1:000*000
1568 1:000*000
2156 1:000*00)
Eatao premi-idos com 500*? :
710 1779 2272 2530 3231 3470 3741 3930
5234 5415_
Approximaces
2230 l.-000*000
2232 1:000*000
1235 300*000
1237 300*000
Os nmeros de 2231 a 2240 esto premiados
tom 200*.
Os nnmeroa de 1231 a 1219 csto premiados
com 100*.
Os nmeros de 1691 a 1700 estao premiados
com 100*.
Os nmeros terminados em 31 esto premiados
com 100*.
Os nmeros terminados em 36 esto
com 100*.
que
i nelle f ji dito em relsco ao projeeto de edificio
para a nosta Facullade de Direito, se por ventu-
ra tivesse eu outro interesse que nao fosse s o de
, prestar nma consideraco aos mestres da Faculda-
de e um servico mocidade que a trequenta.
Diz o Ilustre articulista :
c Sabe-se que foi encarregado um engenheiro
nesta provincia de escolber um local para a cons-
truceio de um edificio em que possa fnnecionar
a nassa Faculdade de Direito.
Estamos convencidos de que nao faltar gen-
te para achar digno de loavor semelnaate acto
sobretudo qoem tiver o seu terreno para sonbar a
reslisacSo de um alto negocio com adesapropria-
e,3o. o
Respondo :
I elo Exm. Sr. conselheire director da Facnldade
fui incumbido de organisar o projeeto do novo edi-
ficio e como factor primario sua execuco, tive
tambem a incumbencia de procurar am local no
centro da cidade, apto recebel-o sem custosas
' desapropriacoes.
Devo dizer que S. Exc. encarregou-me deste
', trabalbo por saber que seria feito sem onus para
o Estado e de muito bi vontade da miaba parte.
Nio houve pois consideraco de outra ordem
alin da exposta : do lado do Exm. Sr. cjoselhei-
ro a ac-j.'itsclo de un nffjrecimento expontaneo ;
do mju, a manifestafo de umi consideraco aos
Ilustrados mestres e mocidade acadmica.
Ao governo nao tive em mente prestar servi-
co ; mas o meu liberalismo nao vai ao ponto de
negar urna verdade ou deixar de contribuir para
um melnoramento publico, t-nente porque possa
ser til esse resaltado ao adversario. Nao ques-
tao de poltica, nem de partido, nem de homens ;
miados j urna necessidade a qm todos devem attender, e
' se fosse questo de poltica ou de partido, eu com
T. i *__:j. i,!, nrB i a meama franqueza dira em face de todo o paiz
Todos os nmeros terminados em i cstao pre- i.-. ____,_____
. < I j- ti que o meu voto em quilqu:r eleica popularse-
mudos com 60* excepto os terminados em Jl. ____________.____LZ3I______
Todos es nmeros terminados em
b estao pre-
miados com 50* exeepto os terminados em 36.
A seguinte lotera corre no dia 3 do corrente
"i" lri.de*.?22i-A Casa Fe.i,, de A. !
A dos Santos Porto, na praca da Independencia
ns. 37 e 89, tem a venda os bilhetes das seguintes
loteras :
Espirito-Santo : A 1 parte da 4' lotera,
cujo premio grande de 50:000*000, pslo novo
plano, se extrahir amanh 2 de Setembro impre-
tenvelmente.
__ Cear : premio grande 250:000*000 se ex-
trahir no dia 7 de Sentembro.
Bilbete de loterasEm mo do agen-
te Bernardino Lipes Alheiro acham se a venda os
bilhetes das seguintes loteras :
Do Enpirllo-Hanio : A Ia parte da 4' lote-
ra, cujo premio grande de 50:000*, pelo novo
plano, ser ext. ibda amanb 2 de Setembro, im-
preterive;mjnte.
Do Cear : com nm importante plano, cujo
premio grande de 250:000*000, ser exlrahida
no dia 7 de Setembro.
Do Grao-Para : A 4' parte da 12* lotera,
p2lo novo plauo, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida no dia 3 do corrente, impreten-
Talmente.
Lotera do Crao-ParA A 4- parte da
12* lotera desta provincia, pelo novo plano, cujo
premio grande 100:000*000, ser extrahida
no dia 3 do corrente (sabbado) impreterivel-
mente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da ror-
tuaa ra i'rimeiro de Morco n. 23, de Martins
Fiuza & C
Lotera do Euplrlto-Santo-A 1* par-
te da 4 Uiteria deata provincia cujo premio gran-
de 50:000*000 ser extrahida amanh 2 de
setembro.
Os bilhetes achara-se venda na Casa da For
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 Martin Fiu-
nftC
IiOterla do CearAEsta acreditada lote
ria cojo premio maor da 250:000*000 ser ex-
trahida no d-.a 7 de Setembro.
Os bilhetes acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23 de Martins
Fiaxa 4 C.
INDICARES TEIS
Dedico*
Dr. Barros Sobrinho d copsultaa da
meio dia 1 / na ra do Barao da Vic-
toria n. 25 por cima da Ptiarrn>.cia F an-
ceza, o das 2 a 4 na ra do Vigario n. 4.
l. an lar-
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia as
oxercicio de sua profissao. Consltuas das
10 e 12 horas da manha. Espociald.des
ria sesspre contra o aetual governo.
Portsnto, por este lado da questo, est justifi-
cado o papel que me cabe.
Vejamos o segundo ponto. A causa principal
nao
na eonaideracoes de ordem alguma que me forcem
a proceder contra a miubt conscieneia, e n'estas
condicoes nao poderei jamis concorrer para qae
o Estado seja prejudicado em qualquer assumpto
que dis respeito ao interesse publico.
Que urna necessidade palpitante a construc-
co de am edificio apropriado Faculdade de Di-
reito, nao ba negal o, e o proprio articulista a re-
conbece no primeiro periodo transcripto.
Quem entrar no actual predio reconhecer que
nao obstante os melhoramentos porque tem pas-
eado anda um casaro imprestavel e indigno de
attestar aos nacion-tes e estrangeiros o grao de
cultura artstica do nossopovo, e por conaequinte
tamo m o seu deseovolvimento intellectual.
Un pardiciro destinado a servir de centro de
luz mocidade nao podera jamis attestar a vita-
lidad? dessa m icidade representante do futuro e
da grandeza da patria ; ella exige em honra
sei'ucia e ao cultivo do bello mais que um sissple*
edificio, um monumento.
O acto do Exm. Sr. conselheiro Ministro do Im-
perio nio pois, mais do que o resultado da as-
piracao e todos os homens que pensam na refor-
ma do i nsino superior n'esta provincia.
Sim : para reformar o ensino preciso que an-
tes se reforme o local onde se diffuuds esse mesmo
ensino.
Nmguem dir com sinceridad^ que para se ter
ama religij nao seja preciso um templo ; pois
b m, assim taub ra a sciencia nao poder deixar
de ter o seu templo to til quanto o outro ; pois
so um vivifica o c iracaj o outro illuatra o espirito
pira i-vitar o mysticisuio e romper as brumas da
ignorancia.
N> val n'isso louvor ao Exm. Sr. conselheiro
Ministro do Imperio ; digo apenas que S. Exc.
cumprio seu d ver procuran lo aatistaser as aspi-
racea de mestres e d scipulos, attendendo a ama
necesaidade real e constitucional.
Acerca do local a minba opiuio que a Acade-
mia devia ser tr* da cidade, em am lugar p .ra
onde houvess.- fcil transpirte, a exemplo d que
se pratica na Europa onde as escolas superiores
sao em bairros socegados, lonije do movim-nto
eoininercial das edades ; mas, existindo diver-
gencia, tive de procurar no centro um terreno
apr ipnado e ene ,ntre i sem sei em precisa grandes
u.sapr.priaed. VoU dil o para que dcsl-j
se fique sabeudo que do meu lado nio ha ooiwor-
datai.
O leireoo era qoe-ti a praca frnnteira ao
quarlel do 14 batalhi de infautaria. Essa
praga est.< limitada a>i norte e sul pelas ras
I-abel e Riachuel> e a leste e oeste pelas Sete de
Ser. mbro e d Hospicio.
N te quadr que pilera ser ara rectangu o,
ara quadrado, <>u ura trapeaio, conforme a m*ior
M menor rea que se qu ira dar ao edificio, fiesr
elle p rfeitameuie coilocadu e orientado de norte
a sul, com sua tachada principal, segundo a
regra ari-h teutnica, para o nurt, isto i, para a
ra Isabel, retirado do alinbamento da faee dessa
A elei?3o e os candidatos
Por baver aceitado a nomeayo de ministro do
imperio o Sr. conselheiro Portella deixou vaga por
foica do art. 29 da Coustituico a cadeira de di-
putado do Io diatricto, que oceupava na cmara
temporaria, para cujo preenchimento foi designado
o da 14 de Setembro prximo, em que dever-se-ba
proceder a respectiva eleico.
O digno eleitorado do 1" districto vai, portanto,
pronunciarse, e affirmar, se o ministro do imperio
contini a merecer coufianca com que o honrou
no pleito eleitoral de 15 de Janeiro do anno pas-
eado.
Nao a nossa principal preoecupseo, escreven-
do estas linbas, prem alto,relevo os merecimentos,
alias incontestaveis, do Sr. conselheiro Portella,
desde que S. Exc. natural desta provincia e nella
sempre residente, contando urna longa vida de ser-
vicos ao seu partido e ao aeu pas, qu r no ejerci-
cio da administraco como presidente da provincia,
quer como lente da Faculdade de Direito, bas-
tante coobecido de todo o eleiterado do 1" districto.
O nosso intuito fazer una certos reparos sebre
o terreno em que pretendem collocar o pleito elei -
toral os adversarios do Sr. conselheiro Portella a
bem da candidatura do Sr. Dr. Joaquim Nabuco, e
sobre o modo p->r que este se apresenta na li;a para
conquistar a victoria das urnas.
Certamente de alto valor poltico a eleico que
dever ter lagar no dia 14 de Setembro, e o elci-
torado deve estar compenetrado disto.
Bem connecidos igualmente sao o Sr. conselheiro
Portella eo Sr. Dr. Joaquim Nabuco, unios candi-
datos aos sufL-agios eleitoraes, entretanto, na itn
prensa liberal se ergueram os correligionarios do
Sr. Dr. Joaquim Nabuco a endeosal-o, attribuin-
do-lhe as mais preciosis virtudes cvicas, exal-
taodo-lhe o talento, que nmguem pretende negar,
e procurando iraper a eoavicco de que o joven
candidato, o moderno tribuno, o novo Grracchi des-
ta Roma perdida, o predestinado para encami-
nbar o Brasil ao reinado da honestidade poltica,
do imperio da lei, alargando-lhe ampio o borisoote
de todos os progressos, e construinio-lhe o solido
alicerce de urna civilisaco verJadeira, no qual
tremular aos quatro ventos do cao da patria a
bandeira da confederando das provincias, a sua
mais estremecida e ardente aspiraoo poltica !
Que pensem assim os liberaes e convencidos tra-
balhem pelo nico patriota, filho deste paiz, para
ellea to corrompido e escravisado, e cujo avilta-
mento nao mais fundo por haver sido milagrosa-
mente o berco dessa magnifica iocarnacao do pa-
triotismo, do futuro restaurador do Brasil, nada
temos a oppr, desde que nao consegairiamis mo-
dificar a nteasidade da f que votain ao seu dolo
poltico.
O que, poram, nao asienta b?m n'alma de to
candidos e immaculado9 patriotas, ao sublime dou-
tor, no joven predestinado, nessa rarissima essen-
eia da virtude cvica, o Dr. Joaquim Nabuco, ao
candidato viudo da Inglaterra, impestarem do
mo cheiro da injuria, do vilanismo que arremes-
sam incessantemente contra o coaselheiro Portella,
o celestial ambiente (que respirara, e onde certa-
mente vive a alentar-Ibes os espiritos a formosis-
sim DeusM da democracia pura.
Nao Be nutre o odio e a uiaidade em nimos to
paros, em coraces d-; pitriotas, e nem o elogio
das proprias virtudes offusca mais pela dilacera-
co dos caracteres alheios.
O eleitorado da capital de Pornambaco tem
satficieate iastrucci para julgar da aboegaco
desse novo e original apostolado, em que se dis-
puta a primazia entre todos os cidados de
um paiz, que se d'screve ante as nacas civilisa-
das do mundo como urna maloca de selvagens,
como un poiridio ambulauta social e poltica.
Nao ser p triotas to conhecidos entoaro o hymuo da vic-
toria.
O eleitorado ha de agir impulsionad> por est-
mulos nobres, animado pela conscieneia o conhe-
cimento das cousas e dos horneas desta trra,
cajas virtudes se recordara serxtpre que ss intenta
explorar urna vantagem, urna posico conforta ve I.
O Sr. Conselheiro Portella e os seus amigos nao
podem trabalbar bem da condidatura do Sr.
Dr. Joaquim Nabuco, e fiara alean(,-arem o triam-
pho eleitoral nao se incumbem da repugnante ta
refa de moitrar ao eleiterado o fim que tem em
vista o chefn da democracia pura e do abolicio-
nismo exbibndo os seus talenUa e virtudes. Os
cooservadores e todos que conbecem o Sr. Conse-
lheiro Portella confiara no bom senso e illustraco
do eleitoradodo 1- districto que com certesa nao
prestar os seas votos srrastados e Iludidos pela
magia da proclamada oratoria do candidato tri-
buno.
A plebe romana por quelquer leve suspeita
cond mnava ao ostracismo aquelles que se incum-
ban! da defesa de seu* dlrsitos.
O eleitarado nao pie ter eoquecido os meios
empregados na situaco liberal fiuda, sendo pre-
sidente desta provincia o Dr. Sancho Pimentel,
para a eleico do Sr. Dr. Joaquim Nabuco, qu
hoje envolto em ama tnica de alvo lnho surge
as praoas publicas eom> apostlo de mil santi-
dades.
D'Us permitta que por causa desse novo
5. Paulo poltico, que qaer converter sua f o
eleitora lo do 1' diatricto nao se renovem aquellas
scenas de sangue que tanto escandalisaram esta
trra de Pernambueo.
Eate particular bem merece na actualidade al-
gumas palavras io tribuno dos escravos.
Qi'Tfl acreditar no apastlo das ideas novas,
as suas promessas de am remado de or.ro, nos
beneficios que derramar no meio das muitidoee,
na sui abenegacs ; quem nao suspeitar da siu-
ceridade do sea evaug'-lhi e da sua moral polti-
ca leve-lhe s urnas o seu voto.
Eis a m vontade que trirm'araos ai sofreg e
ardente competidor do Sr. Conselheiro Manuel
Portella.
O Velho da Montanha.
partido liberal da provincia a respeito da candi-
datura de Joaquim Nabucb.
Foi desapiadado citi uns tantos baris, e mais
ainda com o Sr. Uiysses Vianna, a quem chamoa
de ambicioso vulgar, frunce', e outroe epithetos,
que, at por decoro ao pablioo, deixsmos de re-
produzr.
Comecou pe i bario de Jundi e desfechoa o
ul'imo golpo no baro de Fraeheiras, passando
pelos cadveres dos Srs. Arariba, Lmoeira, Sam -
po-Alegre, tascado sobre todos apreciacoes que, a
serem exactas, deslustrara muito es brascs de
to ilustres cavalheiros.
E, quando exactamente referia-se a um tele-
gramma que havia mandado ao Sr. Luiz Felippi*,
sobre a cauidatura di 8r. Nabuco, recebcu a
respieta deBte, acoaaelhando que, os liberaos vo-
tassem no Sr. Nabuco f
Orande coincidencia 1
A respota veio mesmo a proposito ; no entre
tanto, a reputacito de Untos liberaes distinctos
atiaba sido arrastada pe i lama das ras, e em
lingnagom como a que costuma asar o digno de
mocrata.
Depois de haver provocado por parte do audito-
rio, que era numeroso, apartes vehementes o mui-
to desairosos aos cidados apontalos, entrou na
apreciaco da candidatura do Sr. Joaquim Nabu-
co pelo 1" districto, e dos motivos porque devia
ser elle preferido ao Sr. Manoel Portella.
Affirmou que a eleico do 8r. Joaquim Nabuco
importa a queda do sitaaco ; que e verdade ser
elle mais ingltz do que brasileiro; mis que por
isto mesmo o eleitorado do Io districto el;geodo-o
ra ostra a sua independencia, e demonstra que pou-
co se incommoda que so o chama um eleitorado
composto de negros e pobres ; que exacto que o
Sr. Nabuco s vera a esta trra quando precisa do
votos, mas quo essa circunstancia nio deve in-
fluir no animo dos eletores ; porque, para que o
seu candidato seja bem apreciado mister que se-
ja pouco visto; que o eleitorado deve desculpar ao
Sr. Nabuco alguna assomos de vaidade e orgulbo;
nao lho deve levar a mal o dizer elle que fica
constrangido quando tem de tallar a homens igno-
rantes e estupidos como sao os desta pobre trra ;
porque, em primeiro lugar, isto defeito da esco-
la ingleza, na qual se tem educado o sea joven
amigo ; em segundo lugar, para compsassr tan-
ta altivez, all estava elle prompto a abracar o
eleitorado iuteiro;
que o povo deve armar-se at os dentes para no
dia 14 estar prompto a atacar os collegios eleito-
raes, comtanto que Joaquim Nabaco seja eleito;
porque assim elle quer e manda!
que nao se deve culpar o Sr. Joaquim Nabuco
por nao tor, dorante todo o dominio liberal, que
alias, nao foi pequeo, trabalhado pela prosperi-
dad!) e eograndecimento de sua provincia, visto
ser elle preteudente a algum lugar na diplomacia
que o levasse a morar em Londres, deixando, as-
sim, de urna vez para sempre este Brasil, que elle
tanto detesta ;
que so o Sr. Portella est identificado com os
interesses de sua provincia; se tem tanto tra-
Oalhado para o seu engrandecimeuto; se nao
se esquece de seas araig>s; se piocura por todas
os meiws captar as svmpathias de seus comprovin-
cianos ; se durante o dominio liberal esteve assi-
duamente defendendo es direitos e interesses des-
ta trra; se agora mesmo acaba de demonstrar o
quanto esforca-se pela prosperidade dola, j pro-
curando promover a colenisace to necessaria
nossa industria, j procurando dotal-a de edifi-
cios pblicos necessarios, como seja am, onde func-
cione a Faculdade de Direito; se como deputado
provincial, presidente desta provincia, e seu re-
presentante no parlamento nunca esqueceu-sc de
que pernambucano, nada disto vale as glorias
conquistadas pelo Sr. Nabuco no banquete dos
400 talheres, na audiencia com o Sr. Gladstono, e
nos elogios que tem merecido de alguns jornaes
ingleses;
que se o Sr. Portella nanea usou p'seiras 6 por-
qaa nunca foi bonito; e que, se sempre pretorio
viver entre nos, participando de nossos commodos
e incommodos a admirar o c earopi e princ
plmente o m jdo tranquillo por que correm as
aguas do Tamisa, porque nao tem gosto;
que se o Sr. Nabuco fot ingrato coji o Sr. Laz
Felippe e toda sua familia, foi prevendo que ac-
tualmente elles nao dariam dinheiro para sua cle-
co,e, non pactuaram com o modo, porqua, em
nome do abilicionismo se quer especular ;
que se Nabuco nao estava presente por occasio
de votar-se a lei Saraiua que elle o orador e o
m 'aim Nabuco coasiieram ante-abolicionista, nao
se veja neste facto urna traico aos seus princi-
pios, mas urna deferencia ao Sr. Saraiva, em cuja
casa estava o mesmo Sr. Nabuco ;
Ea fim, concluio o orador, peco una ebuva de
palmas para o Sr. Nabuco, para ver se assim elle
ter urna chuya de votos.
E, coas o auditorio prorompeu em urna salva
do applaasos, o orador, eom voz retumbante, e
lembrando-se de D. Juanita canta : como o alcai-
de ko soo ada popular ao que respondeu o Sr.
I Icohiiuuajlo furul do Recife
e o ex fiscal da Magdalena
Lindo na columna do Jornal do Rtcije
de 18 do corrente, urna publicajSo a res-
peito das demis-"'s havidas na Cmara
Municipal, diz a mesma columna : que o
fiscal da Magdalena e da 2' listricto de
S. Jos nao t'oram por polticas, visto estes
empregados serem liberaes.
Sou obrigado a contestar esta averia-
do ; porque numa fui liberal, o so tenho
sido perseguido por esta fraccao qne so
acolarla com este titulo de liberalisnao,
para perseguir a humanidade. Em 1878,
exercia eu o lugar de collector provincial
de Caruar e fui exonerado palo Sr. Adol-
pho de Barros presidente desta provincia,
cuja causa era eu ser conservador.
Fui nomeado fiscal da Magdalena, em
Setembro de 1835, sanio proposto por
um amigo liberal, obeud i destes 3 votos
e do3 conservadores 5 : est provado que
tive maioria dos conservadoras.
Fui demittido, e depois dizem que sou
liberal, isto quer dizer, queda e couce em
seguida. O fiscal do 2" districto 6 liberal,
porem dizem : que auxiliou a candidatura
do Sr. capito Agostinho Bizarra, e nao
quiz votar na chapa de caixo, o que nao
affirtno.
Est pro vado que as todas demisao3 da
cmara o me re tem sido a poltica, o
que nmguem me poder contestar. Estes
homens da columna vo errados, e sempre
inventam historia de onca ou de italiano.
Racife, 30 do Agosto de 1887.
Wanceslo de Caroalho Paes d Andrade.
Ao publico
O abaixo assignado communica quo retira-sa
temporariamente da cidade de Oiinda para a co-
marca de Nacareth, por grave incoramodo de sa-
de de pessoa de sua familia.
Oiinda, 31 de Agosto de 1887.
Hereulano Cavaleante de Albuquerque.
Ao Dr- Puntual
ratid&o
Manoel Vieira Torres e Jos de Aquino Ribe-
ro, achando-se bastante doentes, sendo que o pri-
meiro de ama bronchite seriamente complicada e o
outro de urna febre palustre ; e a conseiho da um
amigo, o Ilustrado oculista Dr. B. Sampaio, tive-
ram de recorrer ao Dr. Pontaal, que eom toda
promptido veio ao appello de ambos, e hoj, gra-
sas sua sciencia e zelo, acham-se fra de todo
pirigo.
Faltariam, pois, ao dever mais sagradoo da
gratdo, so nao viessem por este meio e da
mesma forma o coronel Pedro Rodrigues, pai
de Aquino,^ patentear seu vivo reconhecimento
para com to distincto e Ilustrado medico.
Outrosim : na comarca de Paulo Aff >nso, onde
residen e para onde se rotiram, off.-rece ao mes-
mo senhor os seus pequeos prestimos.
Reefe, 3) ds Agosto de 1887.
Coronel Pedro Rodrigues.
Manoel Vieira Torres.
T,uii*.rrmn o svslema
y
A felra de Belli-vial i na co
marea de Nazareth
A proposito da feira que ba poucos mezes se
reuni em frente de minba casa no sitio Bella-
Vista em Tamboath, e no intuito de conciliar
certos negocios de meu particular interesse, tomei
a deliberaco de acabar a aliudda feira.
Firme neate proposito, tendo isto resolvido de
minba livre e espontanea vontade, declarei pe-
rante alguns amigos, entre os quaes o Exm. Sr.
Baro de Tracunhem, o Dr. Hereulano Bandeira
de Mello, tenento Antonio Tavares de Araujo, te-
nente Manoel Thom de Oliveira Mello e Joaquim
Franciseo de Hollanda Cavalcante, que em breve
praso nao consentira mais a precitada feira, dis-
persando por meios bruios e suasorios os concur-
rentes que traziam suas mercaduras para este
commercio que sempre se ha f.-ito sob a impreaso
harnnnic e agradavel desta boa gente que o tem
sabido resp.'itar. E paro que nao triumphe a sa-
nba do partidansmo inconveniente e vil d'aquelles
que no afn de srdidos interesses espalharn por
toda a parte que aquelle meu alvitre filho do te-
mor e medo de seus vaientes e poderosos bracos-
(sic) previno ao respitavel publico e especial,
ment meus amigos que nao d-:eui valor nem
crdito aos arroubos tempestuosos e atrevidos de
certos tjpjs mordazes e sem fe que os alardeara
por ahi alm.
Termino pedindo aos 1-itorei que desculpem as
palavras menos couvenieutes e prases grosseiras
que no presente artigo j'ilguci dever incluir afira
de manter inclume a iniub i reputacio e crditos
que pretendem lancir nos taboleiros de jigos in-
decentes aquelles que, desconbecendo as regras
mais comiziahas do tracto fino e do dever de ca-
valbeiro, se comprazem com o maior cyoismo em
marear a reput icao alheia.
Bella-Vista, 30 de Agosto de 1887.
Aggeu Nunes Bandeira de Me lio.
Urna das maiores maravilhas da sciencia medi-
ca a rapidez com que a salsaparrilha da Brstol.
restitue as forcas perdidas aos doeutes. 8<5 a ex-
periencia p le permttir aos enferaos o realisarem
os seus cffeitos nos eas;s de debilidado geral. Poo-
eo importa o estado de prostraco phyaiea que o
deente so veja reduzido, pois a sslsaparrilha de
Brstol, lhe tornar a restituir. Alguns mdicos
teem suggerido a injeceo de sangue paro as
veas dos enfermos, porm este poderoso restaura-
tivo convertc eada urna gotta de sangue no corpo
do doente em um tnico effieaz capaz de prestar
novas foi aos msculos, aos ervos, ao estoma-
go e a todo o machinisrao animal. Q ie nenhuma
pessoa por mais traca e dbil que seja perca a es-
peranca de viver at urna idade mui avancada,
porque nesta pieparaco existe am principio vital
que restabelece as torcas dos mais debis como por
encanto.
Enc.ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambueo, flenry Forster de C,
roa Uo Commercio n. 8.
A apresi-niarii do bise* o clellurailo do |. 11*-
(rlcto ,
Antes que nos oceupemos cora o que disse o Sr.
Jos Marinnuo, nao potemos deixar sen rrpiru
dous tactas api tados p, lo Sr. Joaquim Nabuco,
que nos escapou de referir, quando a iludimos hon
tt-m ao que disse re no thealro das Variedades,
e, que muito reco-nmendam a sua candidatura.
O primeiro facto foi o ter eseripto no Pai* dif
fereuteti artigos contra o partido liberal ; e, o se-
gundo f ter perdido s esperancas que por taoto
tenipo o alimentaram e cuja realisaco tanto de
bal le procuroa....
8e fr tleito, disse elle, terei, pelo menos, esta
eonsoUcao, e, a'guem ver c ano o eleitorado vn
ga a affronta feta a um gentleman de minba or-
dem.
Segnia-se com a palavra o Sr. Jos Marianno,
que, depois dos costameiros elogios m MU caud
dato, entrou em longas consideraooes a reapeit> I
da diaridencia qne, dase elle, existe no seio do Recife, 80 de Agosto de 1887.
Nabuco como o inglcz : oa I yes, ou !
E como alguem que estava prximo ao inglez
perguntava o que dizia ello, respondeu : Isay
yes ; eu digo que sim, qne i todo popular.
E assim terminou a apreaentac i do Sr. Joa-
quim Nabuco ao eleitorado do 1 districto.
0 engenheiro Judo Portella
S agora lemos uns artigos, que a Provincia tem
publicado, referentes ao distincto moco, cujo nome
encima estas linhas.
Seu amigo de longa data e, como elle, nao ten-
do o habito de sermos emporcalhados pelo extra-
vasnaeuto ptrido, que se escoa da nogenta pa-
ne I linha que no uoaso paiz, pireee infelizmente
indispensavel s conatruccoes eleitoraes, doeu-nos
sinceramente a leitura d'aquelles artigos infaman-
tes onde se apresenta o engenhsiro Jo Portella
sob a feico a mais extranha para quautos o conho-
cem pessoalmeute.
Todos essea sabero de sobra, que o rapasola Joo
Portella nada tem a inv jar aos hoineus do bem
em materia de hjnestidade, sinceridade e sslidez
de principios, e mesmoo que mais nelle admira
moaque, nesse paiz, onde a poltica tudo corrom-
pe, Jco Portell, que se vio para ella arrastado
poi imperioso dever, s-ja am dos rarissians que
tem sabido salvaguardar o sea carcter, odianio
e combateudo sempre as infamias, as baixezas e
as ujnsticas de toda a sorte que formam o triste
coi tejo da politicagem: baja a vista es liberaes por
elle empregados, e o tacto escepcioaal de, como
ebeta do trafego e da 3* aeceo do prolongamento,
nao ter jamis demettido empregaio algnm, pelo
imples facto de ser adversario poiitico. .
C lautos o conbecem lhe fasem iuteira jestiea :
E' possivel que seja am rapasola, mas, certo
que tem, nesse caso, urna felicissiua intuico de
sensatez, justica e probidade realmente pouco
continuas as 27 aonos.
Nao ser talvez ama aguia como profissional,
mas tem inquestionavelmeute o cabedal scientifico
n.ceasario, para exercer orilhantemente a su pro-
lisao no ramo ^-tecbnico e no ramo administrad
vo; junte se isso um senso pratico e sua activi-
dade mv. javeis o seu gtande elo no cumprimento
d i dever e se ter um engenheiro que h rara a
sua classe.
Nao declamamos, nem sirnos inspirados pelos
sentimentoa de amisade ; sao esses os trac >s do
engenheiro Portella e as qualidaics enumeradas,
lis as tem sob.jam rate patenteadi no period) de
sua vida profissional.
E' triste, portan*', lam^ntavel que, quem pro-
cura pautar sua vida p-'los mais seberos princi-
pios da bouestidade, quem i um amigo sincero e
ura adversario leal, quem se eafurca por servir
bem o sen psis, no* diversos cargos que lhe sao
confiados, veja, um bello da, o sea nome, que pro-
cura h orar, atirado laraa e ao escarneo, por ter
commettido o grande enme de s-'r arrastado po-
ltica por motivjs respeitaveis.
Maa, perguntaaijs: realmente necessario, nes-
ta trra, pra er poltico, insultar e ser insul-
tad. V
E' doloroso para quem tem bro.
Nao somoa, nem conservador nem liberal ; ma,
em poltica, temos ap-naa uraa ambico neste pal
que os partidor se revesassem U as as semanas
no p -de' ; talves que, asim, os que es'.ivesaera de
sumana, com a cermxa da queda ni fim de 7 dias,
respeitassem uin piuco a uignidade djs adversa-
rios p ir vir...
Sirvam, ao menos, estas linbas de coasolo ma-
g ia pr ituu la que oa citadas artigos devem ter
.(espertado n > espirito d i distincto moyo que, ja
deve estar senta l.< aa primeiras uauaeas da lama
infecta que, atulha as ras d* p litica brasileira.
O acontecimeati) da noi(e
de 6
A proposito do brbaro assassinato praticado
na pessoa do infeliz Jos Po Cesar, o Jornal do
R:cile de 27 do cadente, noticiando o facto en-
tendeu preparar terreno en favor do criminoso
dando como provado que o mssmo commettra o
erime em defezi propria.
Ou o autor da noticia testemunhou todo o oc-
corrido e neste caso a polica tem um excellente
auxiliar, que trar muita luz ao processo ; ou fal-
tn verdade, inspirando-se as iosinuacoes de
alguem, quo tem a conscieneia presa aos bons lu-
cros, que ofterecem as causas odiosas e impos-
siveis.
Recife, 29 de Agosto de 1887.
A alma do Sacramento.
A* luiiiiin cu .111.1,1 ii-.ji.i Juna U.i
irso. no elimo dia do sea passs-
inenio.
A morte ingrata te roubou do mundo
E' p'ra sempre nos deu, pesar profundo,
Roubando-te d'entre nos!
Hoja vivemos presarosos, tristes,
Nos lembrando que t j nao existes
E que vivemos a sos.
N'eate mundo, de nada vale a vida.
A morte aparta o amjr da mi querida.
L>' am indo feroz !
E vem o pois, no tmulo rojada
Aquella que outr'ora era estimada,
Preterida jamis, de erguer a traca voz .'
Oh! irm que dor sentimos n'alma ?!.
A. cruel morte nos roubou a eahssi
E nos deu o padecer !
Levou a t, irm idolatrada.
Obrigou a noss'alma buje magoada,
Somente soffrer !
Oh irm .' Nos vivemos tristemente
Rogamos tanto ao nosso Deas Clemente
Allivio aos s jfli-im -utos teus !
Foi isto pois irm um impossivel
J que na trra a um invisivel
Recebe pois de tua lousa adeus .'..
A24887.
E Ramos.
Ao poro pernamuticauo
Bem quizera boj* possuir urna sonora
lyra de Um Voltair-, una ligeira penna
de Um Homero, urna sublime philosophia
de am Vctor Hugo, pra molhor paten-
tear os meus desejos ao heroico povo per-
nambu^aoo. Bsbendo eu no regajo pater-
no as boas ligffjs da moral, que at hoje
tem-ma servido como phanal no grande
ocano da vida, tenho-as observado sem-
pre com o maior interesse, e e:tou conven-
cido por experiencia pnpriu, que s na
virtude existe a elicidade do homem.
Entretanto, sentindo eu desde a infancia
um extremo desejo em instruir me em
soiencias juri lijas e sociaes, e nao podendo
por mim s levar ao cabo to brilhante
carreira, venho pela imprensa invocar a
valiosa protecco do benemrito povo per-
nambucano, e especialmente a mocidade
acadmica do Recife, ai do conceder-me
as suas honrosas assignaturas, para a pa-
blicacSo de um trabalbo litterario, ofifere-
cido a mesma academia, para cujo produc-
to ser applicado aos meu3 estudos, e a
fundagao do um Asylo paro, 30 criancas
desvalidas.
Portanto, esp3ro na philanlropia do -
lustrado povo pernambucano, e na moci-
dade academiza desta provincia, que me
nao bao de desamparar nos primniros pas-
8os que dou no campo das letras, visto ser
apenas um obscuro preceptor da infancia
percambucana, e fiiho de um homem que
prestou relevantissimos servijos a patria,
um dos mais dedicados collaboradores da
Independencia do Brasil, um dos mais be-
nvolos educadores da mocidade acadmi-
ca, e um dos mais distinctos cultores da
nossa litteratura brasileira, o finado Dr.
Jos Soares do Azevedo.
Em casa de minba residencia, ra
Velha n. 36, acha se o prospecto para as
assignaturas, e igualmente a sala das aulas
exposta a aquelles que se sssignar no
prospecto, para examinarem a ordem dos
trabalhos, e o projeeto para o Asylo da
criancas.
Ra Velha n. 38
Julio Soares de Azevedo.
Separatco de sociedade
O abaixo assignado. tendo dissolvido a socieda-
de que tioha nesta cid i ie com Joo Baptista dos
Sancos no estab'lecimeuto de calcados ra do
Visconde de Intiaraa n. le que gyrava sob a
razo social da Cypriano & Baptista, vem decla-
rar que o socio Joo Baptista dos Santos retiroo-
se pago e satisfeito do seu capital e lucros, fican-
do a carg do mesmo abaixo assignado todo o ac-
tivo e passivo do referido estabelecimento, que
continua a gyrar sob a mesma firma de Cypria-
no & Baptista.
Recife, 16 de Agosto de 1887-
Francisco Cypriano da Silva Santos.
tnval-
SETEMBRO 1 DE 1887
D. Roa tfa Caoba Freltaa
ranle
ASNITERSARtO
Faz hoj am anno que leixou este valle de la-
grimas chamado mundo, D. Roa da Cuaha Fre-
tas Cavalcante, e neste dia de to triste anniver-
sano, os seus lhe mandam rezar urna missa por
sua alma, na capella do cemiterio.
Nao concluiremos esta noticia, sem tornar sa-
lientes as qualidades que mais rocomeodaram a
ilustre finada, a admiraco e venera;o de todas
durante a s .a passag prautos e as saudades de mui toa.
A finada que era ara esoirito eminente, e con-
vencidanmnte religioso ; tioha um cor.rcao fran-
camente aberto aos impul-oa dacaridade
Eimoler c caritativa em vida, t recommeodava
sua familia, que quando vissem que eu passa-
m-nto estava eminente, a avisaasem porque tinha
serias recorameodaco -s a fazer a seus filhos, a res
peito de suas ti has netos que dexava lutando
cora a pobreta : o destino p rem nao consent i
qne e lhe podesse fazer essa observacio, porque
sua mcr'efoi quasi que repentina contra a eape
ctativa de sua tamil-*, e do digno facultativo, que
a vi i um dia antea, do fatal aconteciineuto I !
Talvez pir ter vivido assim, e poder p;r isso nos
altimos mom- atos vo ver para a eternidade ama
conacieocia tranquilla e pur,ssiuia, seu pasamen-
to como nos luform ram testemanhns presenciaes,
foi urna tranaioi suave e quasi imperceptivel da
vida morte.
Para aquelles que acreditara qo o destino da
humanid-.de nao se fiuda na a- paltura, e que ha
aleta delta, urna oatra vid. ; ura balsamo con-
solador, o ver marrer assiia oa qua pir elles foram
amad.is.
8irv* ai menos st. dd c -os -lacao aos que hoy
i-.it Ha fi-iaa.
Oliada
Aos moradores de Oiinda a directora
do Club Io de Julbo participa que tendo
contractado com a Companhia Ferro Car-
ril, o transporte de passageiros do Recife
a Oiinda e viceversa, a meama companhia
do 1 de Setembro em diante estabelecer
um servigo de diligencias, que partirlo de
Varadouro era Oiinda a se encentrare
com os bonds em Santo Amaro, custando
cada viagem do Recife a Oliada oa vice-
versa 300 rs., inclusive o transporte no
bond, e para os meninos ate a idade de 12
annos 2U0 rs.
Os bonds da linha de S nto Amaro em
corresponden ia com as diligencias levarlo
ama bandeira azul-
Certsmeute os passadoresde fasta e mo-
radores de Oiinda daro preferencia as di-
ligencias nao s por economa como tam
bem por oommodidade, tendo alm disso
a vantag-m de saltar em qualquer ponto
at a estaeo da ra do Brum.
Em outro lugar vai publioado o horario
das part las dos bonds e diligencias.
------------?---------------
Elixir depurativo vegetal
Formula de
Anjelino Jos dos Santos Andrade
Approvado pela inspectora geral de hj
^iene publica do Rio de Janeiro, em 20 de
Julbo do correute anno il837).
Este depurativo de grande eficacia aas
molestias syphiliticas e impureza do sangue e
neonirado a venda, por ora, na ra do Baro da
Vistura n. 37 e rui estreita do Raarion 11.
.' Para pr ivar a grande vfficacia ou quasi prodigios,
do pre.-aradj io Sr. Andrade b isla apresentar
errscido numero de a'testados exoontaneament
pnatados por muitos cavalheiros que tem fe







"-.

>

\

t


''PripMfNMMMV

- -m.
Diario de Pernambaco(tuinta--feira 1 de Setembro de 1S87


ato delle do. quaee puMiisamos alguna de pessoas
conhecidaa e reaidentea nesta cidad.
- 6
Illm Sr. Angelino Joa doa Santos Andrade.
Tendo teito n ao seu deparatvo denominado
Preparado Nacional, por cama de soffrer ha mais
de tres annos uma inchaco na perna esquerda,
sua eateniia-ae do joelho ao tornoielo, u de orna
nflammaco peridica noa teaticuloa, classificada
oor varioa mdicos qoe coaaaltei como urna irrita-
jo doa teaticuloa, experimente! to felises resol-
lados, que no fim do 4* frasco achava-ae muito
diminuta a inchaco das pernas e dos testculos,
i.endo que esta ultima nao reappareceu mais como
jostumava.
Devo accreacentar, em abono da verdade, que
se nao sinto me ainda inteiramente bom, attribuo
a nao ter observado a dieta que V. 8. determinou-
me. Resultada satisfactorio tambem experimen-
:ou uma senhora grvida de dous meses, que
acbando-se soffrendo de varios incommodos devi-
do ao aeu eatado, tes uao, a conaelho meu,
do referido preparado de V. 8., e depoia de ter
tomado maia de um fraaco sentio se perfeitamentJ
restabelecida.
Em vista de to felises resultados, nao posso
Jeixar de consignar aqu um voto de gratida a
V. S. pela especialidade de aeu remedio, que alm
de curar me doa incommodoa referidos, acaboa me
com o rbeumatiamo que continuamente ataca va-
ne todo o corpo.
Son de V. S. criado muito attencioao e venera-
dor obrigado, Joaquim Santino de Pigueiredo.
Estava devidamente sellado com uma estampi-
ba de 200 ris.
Recife, 9 de Maio de 1887.
Reconheco a firma supra por Eemelhanca. Re-
;ife, 10 de Agosto de 1887.
Em teatemunho de verdade (signal)O tabel-
io publico, Apolinario Florentino de Albuquer-
ue Maranho.
------7------
Illm. Sr. Angelino Jos dos Santos Andrade.
A' bcm da humanidade tcnh > a satisfaco de Ihe
communicar que estando soffrendo por mais de 2
annoa de uma grande erapcona pe le, clasificada
p-los principaes mdicos desta eapital por moles-
tia contagiosa depois de ter gusto mais de 500*
:om remedios de botica, e outros caseiros, seo
obter resultado algum fui aconselhado pelo capito
Austricliniano de Torres Gillindo, sendo pjr esse
senbor e outras pessoas que visitaran?-rae aconse-
lhado para usar do ecu preparado, denominado
Elixir Purificador do Sangue e com uso de 6
garrafas fiquei radicalmente curado de to horrivel
Bi.ffrimento.
Desats poucas linhas que s contm a pura ver-
dade p Je o senbor faser o uso que Ihe aprouver.
Estava sellado com uma estampilha de 200 ris
8 inutilisads da maneira seguinte:
Recife, 27 de Maio de 1886 Mara Oiympia de
Jliveira Cyrillo.
Reconheco por semelhanca a firma supra.Re-
cife 22 de Junho de 1886.Em testemuuho da
verdade (signal) o tabellio publico Apolinario
Florentino de Albuquerque MarauhAo.
Respeilabilissimo Senhor. O regosijo, que sin-
to, por me achar no goso de perfeita sade depois
de ser acommettida das perigosas escrfulas,
;mmenso, e obriga-me, bem da humanidade sof-
fredora, vir ante Vme. dar franco e sincero tes-
temunho de quanto son devedora ao miraculoso
Angelino, preparado por Vine, ao qua'. abaixo de
Deus, devo minba saude, como vou relatar.
Contava a idade de 13 ana ,3, quando c imccei
a soffrer das tern veis eocrofulas, que j se tinham
desenvolvido de um modo assustador, incbudo-
me as glndulas maxillares, causando-me febre,
falta de apetite, dores e nflammaco na garganta,
j tiaba tomado varios remedios e recorrido a di-
versos mdicos, e bavia mais de nm anno que aof-
ria da maldita molestia,qusndo aconselhiram-
aje que recorrase ao incomparavel Angelino, e
iota tal felicidade comecei usar deste milagroso
preparado, que logo expenmentei melhoras ao to-
mecar o segundo frasco e grscas a Deus, cem o
aso somente de 3 frascos fiquei de todo restabe-
lecida, e em meaos de 3 meses de tratamento.
Actualmente cont 16 annos em pltna rob ates.
J medo esplendido perqu se operou minha cura,
6 digno de attenco, e oipoe me a verdade, que o
atteste a Vmc. que poder faser do presente teste-
munho, o uso que bem lbe convier.
Com todo acatamento me assigno. De Vmc. hu-
milde, creada e respeitadora. Boa-Vista 4 de
Maio de lt87. Francisca Florinda do Rosario.
Estava sellada erm uma estampilha de 200 ris
8 devrJamente iuutilisada.
'Reconheco por semelhanca a firma supra. Re
cife, 10 de Agosto de 1887. Em teat.muuha da
verdade (signal) o tabe lio publico.Apollinario
Florentino de Albuquerque Maranbo.
Sr. Angt lino Jcs dos Santos Andrade.Tendo
soffrido, ha quaro mises de uma molestia que os
mdicos dizam ser hematuria da qual eu estava
soffrendo, depois de ter sido receilado por ciueo
nedicos e mi ii homeopathes, nao tirei resultado
lenhum. Resolvi-me tomar o Elixir Depurativo
do Sangue, do Sr. Angelino, do qual toinei duas
garrafas e foi suficiente para meu ompleto rej-
tabelecimento, at a dita presante, o qual agrade-
go-lkfl muito o effeito do seu preparado, sendo que
eu ourinava sangue durauteestei m-'zes. Poder
faser uso deste quanio mclbor Ihe aprouver.
Estava sellado com urna estampilha de 200 ris
e inatiiisada da maneira s- guinte :
Recife, 23 de Desembro de 1884. Ignacio
Troyno de Jess Bandeira.
Reccnbeco a firma retro. Recife, 26 de Ja-
neiro de 1885. Em testemuobo de verdade (signal)
o tabeliio publicoApollinario Florentino ed
Albuqu ique Maranho.
10
Sr. Angelino Jos dos Santos Audrsde.Tendo
soffrido ha uns 9 annos de 25 fruncbos n'uma
perna, o que era considerado pelos mdicos como
iormigueiro, pelo que, me disiam que nao tinha
cura, e que para nao passar adiante, que teria de
cortar a perna, e tendo esgotado todos os remedios
que os mdicos reeeiUvam e inclusive os de mea
preprio pai, que foi pharmaceutico o Sr. Joo J >s
do Couto, e que teve botica na praca da Boa-Vista
n. 6, e cansado de |jaetar dinheiro e soffrer hoi i-
veis dores, me aconselharam que usasse de se 1
Elixir Purificador do Sanguecom tanta feliei-
dade, que, tendo apenas tomado tres garrafas do
seu Elixir me julgo salvejde tao horrivel molestia,
e para que a humanidade possa gosar de tio ben-
fico remedio em suas doencaa sypbiliticas Ihe
passo o presente attestado para que Vmc. tasen*
do-o publicar, assim possa tornar mais publico o
seu -tio santo remedio, pod'ndo Vme. faser o uso
que Ihe convier do presente escripto.
Sou seu amigo obrigadissimopelo grande bene-
ficio que me fes. ...
Recife, 14 de Outubro de 1882.Tito Jos do
Couto.
Estava sellado com uma estampilha de 200 is
e inutilisada da maneira seguinte :
Recebe loria de Pernambuco, 4 de Desembrc de
1882. Fortunato de Andrade.
Reconheco a firma retro. Recife, 20 de Re-
sembr de 1882. Em testemuuho da verdide
(signal) o tabelliao publico.Apollinario Floren-
tino de Albuquerque Maraobao.
Grinaura, modista
39-RA DUQUE DE GAXIAS-39
(l andar)
Fas, por figurinos, vestidos para senhoras e me-
ninas, com promptida> e precoa mdicos.
Recebe mensalmente da Europa jornaes d?
modas.
As portuguezes
A satisfajSo com que boje vivo ela
saude recuperada, faz com que venh
impreusa agradecer aos coa, de vir en
cootrar o verdadeiro e nico remedio que
curou-me da terrivel enfermidade que ia
me consurxiiado ha mais de 20 anuos, em
Portugal, onde fui tratado com esmero e
sempre doente ; vi ai para c em procura
da saude, que recuperei tomando os verda-
deros pos ante hemorrlioidarios do phar-
maceutico Lniz Carlos, e que se vendem
na corte, na drogara de Silva Gomes
A mioha terrivel doeDca era toda hemor-
rhoidas, fazendo esta publicagao, guiando os
doentes para verdadeiro remedio, creio ter
cumpridoum deverde gratidao a Deus pela
minha saude recuperada.
Santa Rosa, 28 de Janeiro de 1886.
Jos Lrpes Esteves.
Deposito: Francisco Manoel do Silva
A C, droguistas a ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
Dr. Mello Gome;*
MEDICO PARTEIRO
4 1 -Roa Larga do Rosarlo44
Onde tem consultorio e residencia, e ple ser
procurado a qualquer hora do lia e da noite.
Eupecialides : Febres. molestias de senhoras e
do p-jlma>, syphilis e cstreitamentos da urethra.
Consultas: 10 ao meio dia.
Telephonc n. 374
-----------------^'
Iaaporlante declarar* (8)
As virtudes do PEITORAL DE CAMBARA
de J. Alvares de S. Soares, de Pelotas (Rio Gran-
de do Sul) vantajossmante empregado em todas
as molestias do apparelho respiratorio, nao silo
h >je postas em duvida por muitos illastres filbos
da sciencia.
O hbil medico Sr. Dr Carlos Marchand, de S
Gabriel, escreveu ha pouco o seguinte ao antor
do preparado :
Osea xarope feitobai. de cambaba' tem me
eito muita falta, porque quasi nunea o encontr
ao seu deposito d'aqui. Tenho-a aconselhado na
minha clnica c com ello tenbo tirado resoltados
importantes no tratamento das molestias bronco-
pulmonares.
Outras declaraces importantissimas de mni
toa distintos mdicos, comprovam valiosamente as
virtudes de to precioso medicamento.
0 leitor poder aprecalas no opsculo que
acompanha cada frasco e qne vende-sa na agen-
cia a cargo dos Srs. Francisco Manoel da Silva
& Ca ra Marque de Olinda n. 23.
Frasco 2500, meia dazia 13*000 o duzia 241
A agencia envia a quem pedir condicoes im-
presaa para as vendas por atacado.
------------->-------------
Clnica do Dr. Silva Ferreira
Especialidades. molestias de Senhoras e de
pelle.
Consultas de 1 s 3 horas.
Ra da Cadeia n. 53.
Residencia temporariaPonte d'Ueba n. 55.
TELEPII.NE417
Bosa cosiitereSal
l.'OTAtBS officiaes da justa dos cor-
recto res
Recife. 31 de Agosto de 1887
iDolices geraea de 5 0/0, valor de 1:000000 a
945*000 cada uma.
Ditas ditas de 5 0,0, valor de 600*030 a 567*000
cada uma.
Letras hypothecarias correndo jaros, a 94*500
cada uma.
Ditas ditas do actual semestre, a 91*003 cada
uma.
Jambio sobre o Rio Grande do Sul, 90 d|V. com 3
0/0 de descont.
Ka hora da bolsa
V'endiram-so :
2 apolices geraes de 1:CC0*.
1 dita dem de 609*000.
15 letras hypothecarias correndo juros.
24 ditas dem.
li ditas dem do actual semestre
y) presiaetite,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dbaos.
u-.imento banrarlo
BEC1FE, 31 DE AGOSTO DB 1887
PRACA DO RECIFE
O mercado do cambio manteve-se na mesma po-
-icio de hontem sem alteraco ua taxa tfEci il,
juj continuou a ser de 22 3/4 d. sjbre Londres.
Os bancos recusaram se ainda sicc.r alm da
m omciAl e nao houve negocio em papel parti-
cular.
PRAGA DO RIO DE JANEIRO
O London continuou hoje sem taxa < ffi.ii!, man-
tudo os outros bancos a de 22 3/4 d. sobre Lon-
dres.
A ausencia de papel particular anda influio
boja para as condicoes do eambio, que coutinuava
a ser menes firme.
As tabellas expostas aqu fortn estas :
Do IlTBBKAClOBAL :
Pars. .
Italia. .
Hamburgo
Portugal
New-York
418 422
422
518 523
234 236
2*220
Do Eiiolish Bak
90 tic vista
22 3/4 22 1/2
Pars........ 417 421
Italia........ , m 421
517 522
234 236
Principaes cidades 4e Portu-
gal........ 241
liba dos Acores .... . 241
(Iba da Madeira .... 241
220
Humanidade
Os repetidos desastres occasionados pelos trai-
coeiros candieiros de vdro para kerosene, devem
despertar-ves o desejo de acautelar vossas vidas,
fazendo acqutsicao de candieiros de metal, nicos
solidos e inexplosivos.
A' venda na rna Duque de Caxtai n. 86, Fer-
reira GuimarSes St C.
Lyceu de Artes e
Oficios
A Imperial Sociedade dos Artistas Mechanicos
e Liberaos de Pernambuco, que tem a seu cargo
o Lyceu de Arles e Oficios, no intuito de Ilustrar
as classes artsticas e manufactureiras, mantm
eomo j bem conhecido em seu palacete, no
Campo das Princesas, aulas de diversas linguas e
scieucias, as quaes funecionam em todos os das
uteis, das 6 as 9 horas da noite.
Com o mesmo utuitomanteca ella urna pequea
e m.desta bibliotheca, que com patriticos dona-
tivos, augmenta-se de dia para da, e frauque i-
da ao publico em geral diariamente, s mesmas
horas aeima, o assim como um pequeo museu
artstico.
Assim, pois, com* o mui applaudido atento de
tornar bem conhecido o progresso das artes e
officios entre nos, a perficao e til idade de seus
productos, faser conhecido seus autores, bem
como os lugares de seus estabelecimcnto, afim de
facilitar a sabida e o consumo delles, promove
todos os annos, para o dia de seu auuiversario,
segundo dispon o 6o do art. 2" dos seus estatu-
tos, uma expsito dos trabalhos d'artes e officios
e manufacturas.
E' para a consecuco de to aperfeicoado quo
vantajos) fim, que a directora da Sociedade vera
pelo presente solicitar de todas aquellas. jiasso-is
que possuem por pergaminho o trbalos, soa effi-
caz coucurreucia exjx>iicao que em Novembro
deste anno se efiectuar em su sede, Lyeou de
Artes e Officios.
Cumpre tambem a ella fizar conbecedores os
Ilustres senhores e senhoras que o quizerera hon
rar com seus productos, os seus direitos e
Devores
1. Dcverao at 15 do dito mez enviarem as
amostras de seus ven lavis productos para o dito
Lycen.
2. Em todos os objectos deverao acompanhar
o nome do autor, ou proprietario dos mesmos.
3.o Ser imprescndivel em todo e qualquer
objecto a ieclaracao do preco e lugar de sua fa-
brica ou deposito.
4.* Qua os objectos para a exposi cao deven) sei
tal qual os costuma fazer e vender.
Dlrelto
Art. 8 do regulameuto da Exposico Artsticos
Industrial :
Somente aos expositores permittido abrir as
vitrinas para mostrarem aos visitantes os scua
productos.
A directora, co iscia de que muito se esforca-
rao para o faustoso resultado doste certamen to
proveitoso e lisongeiro a todas as classes indus-
triaes, antecipa seus devidos agradecimentos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Aristas
Mechanicos o Liberaes de Pernambuco, em 30 de
Juuhodc 1887.
O Io secretario,
Paterniano Barroso.
Gal virgen de Jaguaribe
regs
TRADA
Aviaa-se aos senhores de engenho e
mais consumidores desta excellente cal,
que continua ser o seu deposito geral a
rui do Bom Jess n. 23. Perfeitamente
embanicada e em pedras, como a que nos
vem do eitrangoiro e em nada inferior a
esta, continua a s-^r vendida pelo preco fixo
As6&000 a barrica.
Alm do deposito geral ji indicado, sao
tambem vendedores della os senhores :
GuimarSes <& Valente0 Pateo do Cor
po Santo 6.
Lopes & Araujo38 Ra do Livrameo-
to-38.
Bento de Freitas GaimarSes r&C
Rna do Visconde de Itaparica-51, Recife
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Ballhazar da Silveira
Especiali dadesfebres, molestias das
eriancas, dos orgos respiratorios e das
senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
fora da capital.
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AVIWO
Todos os chamados devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra da
Baro da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.

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Clnica do Dr. SimSes Barbosa, Espe-
cialidades : partos/ molestias de senhoras
e de eriancas.
Consultorio ra do Mar juez de Olin-1
da n. 64 consultas de 1 s 3 Loras da ,
tarde.
Residencia ra da Solcdade a. 79.
Til?ohone n. 213.
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Tem o sen escriptorio ra Duque de Caxias
n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua resideucia ra da Santa
Cruz n. 1.
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Dr, Alfredo Gaspar
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eriancas.
Residencia Ra da Impera tris n._4, segundo
andar.
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eirurgico
O Dr, Castro Jess, contando mais de 12 anno
ie escrupulosa observaco, reabre consultorio nesi
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Crm
o. 23, l.o andar.
Horas de con.MiHas
De dia : dasl s 2 da Urde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado nc
sitio tavessa dos Rom tdios n. 7, primMro por-
to esquerda, alm Jo por to do Dr. Cosme.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das santificados.
Residencia ra Sctc de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Lopes Pcssoa
Medica e operador
ResidenciaRa Ltrga do Rosario n.
38 Io andar.
ConsultorioRa do Bom Jess n. 37
1* andar.
ConsultasDas 12 s 2 horas da tar
de.
Chamados A qualquer hora, por es-
cripto.
EDITAES
Telepbone n. 226.
Jnizo des Feilos da Fazenda
Escrivao Cintra
No dia 9 do correte mez e depois da audiencia
do Sr. Dr. juiz substituto dos jeitos da fazenda,
I Lindolpho Hisbello Correia de Araujo, ae ba de
arrematar a quem maia der.
Santo Antonio
A armaco e balco de madeira de amarello,
; existente no estabelecimcnto n. 4 roa estreita do
] Rostrio, avahada em 50, para pagamento do que
; d- ve fazenda provincial Jote Tavares Carreiro.
Recife
Os alaguis do predio n. 10 ra do Pharol,
avaliado em 124, para pagamento do que deve
mes xa fazenda Joo Jraqui-n de Santa Anna.
Armaco e balco com todos os utensilios exis-
tentes co estabelecimento ra do Mrquez do
ilerv.il n. G4, avahada em 120$, para pagamento
Cutara de assnrar
(Para os agricultores)
Por 15 kilos
Graneo, os melhores que
apparecem no mercado,
regulam de ....
3. sorte boa.....
3 s regular.....
Hmidos e baixos .
Smenos......
Mdscavado.....
Bruto.......
Rtame......
2/200 a 2400
1*900 a 2*100
1/700 a 18H)
1500 a
1*300 a
1*040 a
900 a
*700 a
1*700
1*400
liilO
1*000
800
90 djv vista
uondres.
?aria. ...
Italia.....
Jamburgo .
Lisboa e Porto .
Principaes eidudes
gal.....
ScwYork .
de Porta-
22 3/4 22 1/2
418 422
, . 422
517 522
34 236
Colar fio de algoda
A do de l. sorte do ser to contina
6*400 por 15 kilos.
a ser de
Entrada de assoear e aiguiiuo
HEZ DB AGOSTO
Assucar
Entradas
tfarcacas ...... 1
Va-terrea de Carnar 1
Animaes...... 1
Va-terrea de S. Francisco 1
Via-farrea de Limoero 1
Das
27
31
31
26
29
Entradas
Somma.
Algod&o
Saceos
2.050
336
318
3.088
259
6.056
com assucar branco, 75 barricas eom dito masca-
vado e 105 pipas com agurdente.
Carregaram Amoriin lrmos & C.
.Navios A carita
Brigue portugus A rmando, para o Porto.
Vapor ingles" Mercliant, para Liverpool.
rtavion a aeacarsja
Barca nacional Mar'ianninha, xarque.
Barca norueguense Nina, carvo de podra.
Barca dinamarquesa Jorge J. Lotz, carvo de
pedra.
Barca norueguense Petrus, madeira.
Barca norueguense Vernica, madeira.
Barca nacional Marta Angelina, gorduras.
Barca nacional Mariuho XI, gorduras.
Barca norueguense Expcdit, varis gneros.
Brigs iulfz Ephratah, carvo d.-pedra.
Escuua diuamaiqu^zH Fdes, xarque.
Lagar norueguense Sinos, varios gneros.
Lugar ingles Caledonia, varios gneros.
Patacho dinamarqus Ame Charlotte, sal.
Patacho portugus leniativa, gorduras.
Patacho ingles Silvia, bacalho.
Vapor iugles Orator, varios geaeros.
Pais da Alfandeca
SbMAHA DE 29 DB A008TO A 3 DB SETEMBf.0
DB 187
(Video Daro de 28 de igosto
Memorial
Em 23 do corrente, termina o prazo de 30
concedido aos subscriptores da nova emisslo de
accoes para o Jevant .meato da fabrica na Torre,
pertencente a Cosmunxu db F1A50 e Tel-
'er-nambuco, pura pagamento da segunda presta-
cao na razo de 25 0/0.
Para o Natal, Femandes & Irino 1 vo'.ume com
vassouras de piassava.
Reodluteatos pblicos
MBS DB AGOSTO
Alfandeya
Rende eeral
De! a 30
dem de 31
Renda provincial
i De a 30
dem de 31
.ebedoria geral
De 1 a 30
dem de 31
855:526*536
40.196/4*2
83:803*501
6.596/549
27:413*o59
1:121*178
895:723*018
87:403 fO'oO
(tcebedoria pivmnciat
De 1 a 30 25:989*079
Id.;* de 31 1:893*785
Recife Drainage
'e 1 a 30
dem ds 31
48.983J445
2:749*916
983.123*068
28:537*S37
27:882^864
51:733*361
do que deve mesma fazenda Jos Antonio do
Monte.
Boa Vista
O predio n. 5 ra de Luis do Seg, com 7 me-
tros e 20 centmetros de frente e 22 metros e 30
centmetros de tundo, com 3 janellas de frente, 2
portas e 3 janelUs no oito, 2 salas, 4 quartos, sa-
leta, cosinba fura, soto interno cem 3 janellas no
oito, sitio tod 1 murado, jardim ao lado, avallado
em 4:000*, para pagamento do que deve mesma
fazenda Jos Vital de Negreiroa.
Atogados
A casa terrea n 5 A. estrada do Giqui a
Jaboato, com 1 porta e 1 janella de frente, 2
salas, 2 quartos, cozinba fra, tendo 5 metros de
frente e 12 metros e 50 centmetros de fundo, ava-
llado em 800*, para pagamento do que deve
mesma fazenda Lourenco Gomes de Oliveira.
Os alugueis do predio n. 103 A estrada do
Giqui a Jaboato, avallado em 5* mensaes, para
pagamento do que deve fazenda Tbomas de
Aqnino Cesar.
Os alugueis do predio n. 35 na travessa dos Re-
medios, avahado em la* mensaes, para paga-
mento de que deve mesma fazenda Francisco
Sabino de Araujo.
Peco
Os alaguis do predio n. 2, com 2 portas de
frente, no logar denominado Dous lrmos, ava-
llado cm 60* annuaos, para pagamento do que
deve mesma fazenda Francisco Firmino de
Araujo.
Varna
Os slugueia do predio n. 9, ra do Sol, ava-
hado em 3* menaaes, para pagamento do que
deve mesma fazenda Galdino Ferreira da
Silva.
Os alugueis do predio n. 7, 8. Francisco da
Paulo, avaliado em 10* mensse>>, para pagamento
do que deve mesma lazenda Vicente Ferreira da
Costa Miranda.
A casa terrea n. 12 ra das Larangeiras, com
4 metros e 50 centmetros de frente e 7 metros e
70 centmetros de fundo, 2 salas, 1 quarto, quin-
tal em abero. 1 telh.iro, avaliado cm 100* para
pagamento do que deve mesma fazenda Ulari >
Rodrigues Curado.
As casas terreas ns. 2 e 4, no lugar denomina-
do liba, tendo cada uma 5 metros e 48 centmetros
de largara e 9 metros e 53 cntinetris de compri-
mento, com 2 jauellas e 1 porta lo frente, 2 quar-
toi, cosinha interna, avaliada cada uma cm 101*,
para pagamento do que deve mesma tazenda
Jos Domiogues.
S. Lourenco
A cara terrea 30 Largo da Matriz n. 4, de cal e
tijollo, com 1 porta e 2 janellas de frente, 2 salas,
2 quartos, cozinba tora, mediudo de frente 6 me-
tros e 48 centmetros e de comprimento 9 metros
e 53 centmetros, avaliada em CO i, para paga-
mento do que deve mesma fazenda Luiz de Pau-
lo Gusmo C'-lho.
A casa terrea n. 15 Estrada Nova, com 1 por-
ta e 1 janella de trente, tondo 6 metros e 6 cent-
metros de frente e de campriineuto 9 m-tros e 20
centmetros e com 2 quartos, 2 salas, cozinha ex-
terna, aviliada cm 5)*, para pagamento do que
deve mesma fazeula Maria Theodora llou-
teiro.
Olinda
Os alugueis do predio no povoaio d-; Bebsribe,
com 6 ]anellus de fente, 4 portas nos oitoes, 2
sal'.aa, cozinha avaliado em 3'J* mensaes, para
pagamento do que deve meam* lateada Jos de
Si Luito Jnior pelo Dr. Jos dos Santos Nunrs
de Oliveira.
Recito, 1 de Setembro de 1887.
O Solicitador da fnzenda provincial,
Rotilio Tolentino da Figueiredo Lima.
O Dr. Manicl da Silva R*go, offi :ial da imperial
ordem da Rosa e juis de direito do 4 districto
criminal desta ornare* do Rscife, et.
Fuco saber pelo presente edital, que tendo de
preceder se a revisa, do alistamento eKitor.tl das
freguesias que comunero esto distric'o, Boa-Vista
' Gruca, em cun priineuto do disposto no art. 16
do decreto o. HVi d: 13 de Agosto de 18*51, en-
vido a todoa o eidadlos que tiverem di requorer
a sua incluso ou eliurnaco de outroa, a apresen-
tarem sena requerimeutoa 110 prazo de 30 das, 1 a
30 de Setembro, ua ra larga do liosa: o n. 10,
2 andar, primeiro cartorio deste juizo, das 10
boras da manh s 4 da tarde.
E para que ebegue ao couhecimento de todos,
mandei passar o presente, que ser publicado pela
imireusa e afiliado uas recpe.'tivas Ireguezias.
Recif-, 31 de AgosU de 18*7.
Eu Luiz da Veiga Pessoa, escrivao, o subscrevi.
Mauoel da Silva Reg.
n
(Iu UU Uli.1
De ordem do Exai. Sr. conselheiri director in-
terino, e de conforroidade com o art 19 da lei n.
301? de Novembro de 1880, fi.-a aborta nesta se-
cretaria al o dia 9 de Setembro prximo, 1
hora da tarde, a eoncurrencia para a impresso da
lista geral dos alu irnos matriculados nos diversos
annos desta Faculdade, com a declarsco da filia-
cao e naturalidade.
As pessoas que pretenderem contratar essa im-
pnsso, devero apreseutar )>r posta em cartas
techadas e competentemente selladas at referi-
do dia 9. Nesta secretaria se podero dar iofor-
macis e esclarecimeiitos de que precisarem os
concurrentes.
Secretaria da Faculdade de Direito do Rscrfe,
31 de Agosto de 1887.O secretario,
Jos Honorio B. de Menczes.
Haladouro Fiiblco
F.rarn abatidas noMatadouro da Cabanga 98
At o da 29 do corrente, devem os accionistas ; re.es para o consumo do dia 1 de i Setembro.
da Cobpashia lb EoiricACAo entrar com a oitavaj Sendo: 67 rezea pertencente a Oliveira Ca
prestaco, na rasa* de 10 0/0 sobra o valor das! & C., c31 a diversos,
respectivas acedes.
Castro,
Das Sa:c-as
241
2*220
Do Losos Bask
90 ijv vista
-xmdres....... '-2 3/4 22 1/2
Baroacaa...... 1
Vapores...... 1
Via-ferrea de Caruar 1
Animaos...... 1
Via-tenea de S. Francisco 1
Via-ferrea de Limoeiro 1
Somma.
27
27
31
31
26
29
1 126
4.742
182
3 024
369
1 457
10 90J
Escuna
para :
P-lotaa
Vatiu leapacbado
allem Guie, sabida hontem, kvou
: 265 barricas, 30,1 e 80 barriqnithss
Aos accionista! da Estrada de Feuso do Ribei- '
bao ao Bonito foi marcado o prazo de 60 dias, a
contar de 4 de Agosto, para realizarem a 7.' en-
trada de 10 0/0 de suas accoes.
Com o descont de 4 0/0 c at 30 de Setemb-o
vindouro, sero substituidas na Thesobasia 2Z
Fazenda ae notas do valor de 2*000 da 5.< estam-
pa, 5*000 da 7.' e 10*000 da 6.*
Exportaco
SMCIPS. 30 db aojfto'db 1887
. fara o exterior
No vapor all.-mo KieZ, Cirregou :
Pars New-Y.-ik, J. H. Buiwdl 700 aaceos om
52,500 kilos do astucar mascuvado.
No brgue portugus Armando, carregou :
Para Lisboa, S. 3. Brito 98 coaros sal~
com l,l7 kilos.
Para o interior
No hiate nacional Bom Jess, carregaram :
Mercado aaalclpal de S. dot
O movimento deste Mercado jc dia 31 de Agosto
fei o seguinte:
raram :
id boispeaando 5,812 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 25 ditos de 1 qualidade, 3 de 2
e 15 ditos particulares.
645 kilos de pene a 20 ceas 12*900
91 cargas de farinha a 200 ris 18*200
litas de fructas diversas a
300 rs. 9*000
12 taboleiros a 200 ris 2*400
16 Suinos a 200 ris 3*200
Poram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
- iinpartmentos de farinha a
500 ris. 11*500
Utos de comida a 500 ris 12*000
65 ditos de legumes a 400 ris 22*000
30 ditos de fasendas a 400 r'g 12*000
19 ditos de suino a 700 ris 13*300
11 ditos de tressuras a 600 ria 6*600
10 Ulbos a 2* 20X000
8 ditos al* 8*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1* 54*001
Deve ter sido arrecadada uestes iiss
a quantiade 219*500
Rendimento dos dias 1 a 20 6:293*660
Foi arrecadado liquido at hoje 6:513*160
Precos do dia :
Carne verde de 203 a 400 ris o kilo.
Carnero de 720 a 800 ris dem.
Suinos de 560 a 640 ris idem.
Farinha de 200 a 240 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris idem
Feijo de 640 a 1*030 idem.
EmbarcacSe surta* no porlo cu
31 de costo
MACIONAES
Armandoconsig. Loyo d Filho.
Jaguaribe- Companhia Pernambucana.
Lamego(canhoneira de guerra).
Marianninhaconsig. Baltar Oliveira & C.
Marinho XI Jos da Silva Loyo & Filho.
Maria Angelina L'-yo 4 Filho.
Pirapama Companbia Pernambucana.
B8TRAHQE1RAS
Anne Charlotteeonaig. ordem.
Caledonia Livramento & C.
Expedit Fonseca lrmos & C-
Ephratah ordem
Fides ordem.
Frits H. Lundgrin & C.
Florence Saunders Brothers & C
Freidig- ordem.
# Gesine Pereira Carneiro fe C.
Jorgen J. Iiotz ordem.
Kiel- Boxwell & C.
Merchant S. L. Johnston.
Ninau ordem.
NoLseman Companhia Thelegrsphica.
Oratora S. L. Juhuston.
Petras Pereira Carneiro 4 C.
Seiprig ordem.
Sirius Hermann Lnndgrin fe C.
Silvia Saunders Brothers 4 C.
Tentativa Amorim lrmos & C.
Tiber ^ Saunders Brothers 4 C.
Union H. Lundgrin 4 C.
Vernica ordem.
O signal indica ter a embarcaco sahido.
Vaporea a entrar
DOS POBT0S DO sm.
Corrientesa 3.
Ville de Maceia 3.
Advancea 5.
Manosa 6.
Mendegoa 14.
Pernambucoa 16.
Gamilloa 27.
Taguaa 29.
Diligencias de Olinda
Horario
a
a
a

6 25
7.25
8.25
9.25
10.25
12.25
2.20
3.20
4.20
5.20
6.23
7.40
8.40
9.40
K >
a co
< <
ri
j E
J|
U eu
6.45 6.45
7.45 7.45
8.45 8.45
9.45 9.45
10.45 10.45
12.45 12.4o
2.40 2.40
3.40 3.40
4.40 4.40
5.40 5.40
6.40 6.40
8.00 8 00
9.00 9.00
10.00 10.00
Q
7.05
8.05
9.05
10.05
11.05
1.05
3.03
4.00
5.00
6.00
7.00
8.20
9.20
10.20
si
1
2
S
I
1
1
2
2
2
2
a
i
i
i
refos
Recife Olinda e vice-verea inclusive
o bond......... 300 rs.
Meninos at 12 annos inclusive o bond. 200 rs.
Companhia Ferro-Carril de Per-
nambuco
Do da 1 de Setembro em diante observar-se-ha
o horario abaixo para os carros da linha de Santo
Amaro. As viagens em correspondencia com a
linha de diligencias do Asylo ao Varadouro v3o
assignaladas por um ponto preto e os carros que
as fizerem levaro como dstinctivo uma bande
rola azul por cima da taboleta.
Liaba de Manto Amaro
RECIFE SANTO AMARO
IDA VOLTA
A 6.15'A 2.40 6.45 3.10
C 6.35 A ' 3.10 7.05 3.40
A 6.55 C 3.30 7.25 4.00
A 7.15 A 3.50 7.45 4.20
C 7.35 A ' 4.10 8.05 4.40
A 7.55 n 4.30 8.25 5.00
A 8.15 A 4.50 8.45 5.20
C 8.36 A ' 5.10 9.05 5.40
A 8.55 C 5.30 9.25 6.00
A 9.15 A 5.50 9.45 6.20
A 9.45 A ' 6.10 10.15 * 6.40
A 10 15 C 6.30 10.45 7.00
A 10.45 A 7.00 11.15 7.30
A 11.15 A ' 7.30 11.45 8.00
A 11.45 A 8 03 12.15 8.30
A 12.15'A ' 8.30 12.45 9.00
A 12.45 A 9.(0 1.15 9.30
A 1 15 A ' 9.30 1.45 10.00
A 1.45 A 10.00 2.15 10.30
A 2.10 A 1 10.30 2.40 11.00
AAsylo.
CCern terio.
Recife, 29 de Agosto de 1887.
Carlos Alberto de Mcnezes,
Gerente.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engfnhiiro director geral
das Obras Publicas e de conformidade coma au-
totisaco de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
de 13 e 20 do corrente, fuco publico que no dia 15
de Setembro, ao meio dia, na mesma repanico.
recebe se propostas para execuco dos reparos da
cadeia da cid .d<: de Nazareth, oreados em......
426*800, do predio provincial que serve de escola
publica na villa de Barreiros, na importancia de
506*000 e dos de que necessita a cadeia da cidade
de Goyanna, no valor de 2:977*806.
Os ornamentos e clausulas especiaes para os
respectivos contratos acharo se nesta secretaria
para seren examinados por aquellos que preten-
derem arrematar as mesmas obras, de accordo com
o que dispe es aftifoa 70 73, 89, 90, 92, 97
101, 106,115 e 116 do regulamento tic 20 de Juuho
do corrente hubo.
Secretaria da reparti,o das Obras Publicas de
Pernambuco, em 27 de Agosto de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Na secretaria da Santa Casa arrenda-se os se-
guutea predios :
Ra do Bom Jess n. 13, 3 andar.
dem dem n. 44, 1- andar e leja.
dem do Vigario Tbenorio u. 22, 1- sudar.
dem idem u. 25. sobrado.
dem do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24. 1- andar.
Ideo da Moda n. 4'.
Ipem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem idem n. 37.
dem da Lingseta n. 14, 1' andar.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
Secretaria da Santa Casa de Misercordia do
Recife, 25 de Maio de 1837.
0 escrivao intrino,
Francisco Gomes Castellao
DOS POBT03 DO NOBTB
Camilloa 3.
Paraa 13.
Espirito Santoa 23.
DA EUROPA
Girondoa 3.
Ville de Babiaa 6.
Tamara 10.
Nevaa 24.
DB NEW-FOBT
Financea 9.
Vapores aulr
Gironde 3, ao meio dia, para Buenos-Ayres
escala.
Camilloa 3, s 5 horas da tarde, para os portos
do sul.
Ville de Maceia 4, s 2 boras da tarde, para o
Havre.
Advance a 6, s 5 horas da tarde, para New-
Yoik e escala.
Ville de Baha a 7, s 5 horas da tarde, para
Santos e escala.
Manos a 7, s 5 horas da tarde, p >ra os portos
do norte.
Financea 10, s 9 horas, pira Rio de Janeiro e
escala.
Tamir a 10, 1 hora da tarde, para Buenos-
Ayres e encala.
Navios entrar
Autelopde Hamburgo.
Charity-de Cardiff.
Citodo Rio de Janeiro.
Faiward-de Liverpool.
Hardi-dc Cardifi.
Ibisde Ncw-port.
Josvade Cardiff
Kiffir Chi.ffde Cardiff.
Lidadcr-do Rio Grande do Sul.
Mariedo Rio de Janeiro.
Mariettado Rio Grande di Sul.
Marinbo I do Rio Grande do Sul.
Mary Annede Nfw-port.
Positivo do Ro Grande do yil.
P. A. Munch -de New-port.
Steilale Liverpool.
Temerariodo Porto.
Withelminede Htmburgo.
Wild Rosede Nc.w-r.ort.
Wandererde Liverpool.
HoviincnCo do porto
^Tatito sahido no dia bl
PelotasEscuna allem .Gezine, sapMs J>.
H. Wegner, corga assucar.
Obiervaqo
Nao houve entradas.
1
I
>
t


'^-.'"^/s. -' Wf^Kf^tH^fH
Diario de PernambucoQuiDta--feir& 1 de Setembro de 1887
5
ir
i
*
I
\

Companhia Ferro Carril de
Pernambuco
Por contracto celelebrado com moradores da ci-
ade de Olinda rita companhia estabelecer, do
da 1* de Setembro em diante, um servico de dili-
gencias entre o Vmradouro e o extremo da linha
de Santo Amaro, emjcorrespondencU comjoa carros
delta linha.
Vigorar a seguate ts berta de procos :
Pjtsagem do Varadouro ao Kccife e vice-
versa, adultas 303 rs.
Pdsssgein de Varadouro ao Recife e vice-
versa menores de i 2 anuos 200 a
Pkssagem do Varadouro ao Asylo e vice-
versa 200
Vingero extraordinaria de urna diligencia
duraute as horas de servio1) ordinario
da linha de Santo Amaro, com direito a
passigem qj tnnd 6/000
tem, itern, fra d'estas horas, como e
quanto se convoacionar.
Nos termos do referido contracto a Companhia
djs obriga a porem sorvico maior numero de
diligencias, seja qual for a afBieitcia de passagei-
ros.
HORARlO DAS DILIGENCIAS
r. '5
a 0 < o g si
2 OS a E 1*
a o
CU T3
6.25 6.45 1
T.25 7.45 2
8.25 8.45 2
9.25 9.45 2
IO.90 10.45 1
tt.tt 12.45 1
3.5:0 2.40 2
3.20 3.40 2
.20 4.40 2
5.20 5.40 2
6.20 6 40 2
7.40 8.0 1
S.40 9.00 1
9.40 10.00 1
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Mberaes
De ordem do irmSo director, convido a t >dos os
irmos que se achato no goso de seus diieitos a
rennlrem-se em nossa sede sexta fe ira 2 de Se-
tembro, p:la.j 6 horas da tarde, afim de ter lugar
a assembla geral do correte mes, que deicou de
funeciooar por falta de numero, devendo e ita ter
lugar com o numero que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mecbaaicos e Liberacs da Pernambuco, em 31 de
Agosto de 1S87. O 1 secretario,
Paterniano Barroso.
Companhia de Edifi-
cado
Communico aos ?rs accionistas que por deli-
berado da directora foi resolvido o reuolb ment
da oitava prestacSo na raso de 10 por cento sob
o valor das respectivas acedes, o qual dever rea-
lisar-se at o dia 29 de Setembro prximo futuro.
Recife, 29 de Agosto de 1887.
Ricardo Menezes,
Gerente.
Carlos Alberto de Menezes,
Gerente.
ce FmuiciiBo
Quinta feira, 1 de Setembro, hora do ere turne,
haver sessSo ordinaria.
Ser lido pelo Dr. Maximiano Lipes Machado,
com > relator, o parecer da seceo de Historia Co-
lonial, relitivam nte aos ossos encontrados na
presumida sepultura de Joao Peroandes Vic r .
Secretaria do Instituto Archeologico e Ge igra-
phico Pernambueano, 30 de Agosto de 1887.
Baptista He^ueira,
! secretario.
COMPANHIA DE SEGUROS
CONTRA KH.O
i\orlh Brish k Mercantile
CAPITAL
:000.00o de libras sterllnas
A O EN 1ES
Adunison Howie & C.
I
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelelda em 1S5&
CAPITAL 1,000:0004
SINISTROS PAGOS
le 3t de dezembro de 1884
Martimos..... 1,M0:000S00I)
Terrestres,.. 316:0608000
44Roa do t'ommrelo
NORTHERN
do Londs-eis e Aberdeen
Pnsirao flnttnceirat (eiembro 18SB)
Pacifie Steam taij;ation lompanj
STRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos do
sul at o dia 12 de Se-
tembro seguindo para
a Europa depois da
demora docostume.
Santa Casa de Misericordia do
Recife
Par esta secretaria sao chamados os parentes
protectores das menores abaixo declaradas,
psrj, at o dia 30 do correte, apresental-as m
egio das srphs, afim e serem abi admiltida*.
icbarem-se inscriptas em primeiro lugar, no
respectivo quadro.
Lnura, filba de Miguel de Souta Galvo e Isa-
b 1 Mina da Silva Galvo.
Sydroma, filha de Cosme Damiao Felippe da
Silv.i c Constancia Mara do Carino.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recito, 16 de Julho de 1887.
O escrivao interino,
Francisco Gomes Castellao

DO
BRASIL
Capital 30,000:000^
Idean realisatlo 8,000:0004
A caixa filial d'es'e Banco fraccionando tero
paranitcf.ute ra do Commercio n. 38, saca,
viata ou o piazi, centra os seguintes correspon-
dentes no cstrangeiro :
Londres......... s/t. M. RoHchil & Sons.
Pars...........
Haasburgo.......
t3erliui..........i
Bremente........|
Frankfurt s/ Main ,
Antuerpia____
Soma........
3env;a......
Napole-s.........'
So e mais 340/
cidades de Ita- \
lia..........
Irid........
-.iona.....
Cdiz.........
rga.......
"Tarragona....
Vulencia e outras(
es da Hes
pjnha e ilhas'
Ornaras ...
Liiboa.........\
Porto e mais c- (
_'8 de Por-J
agal e ilhas... 7
os-Ayres... .)
-Moatovido......J)
Nova York......
De Bothschild Frres.
Deutsche Bank.
Banque d'Anvers.
Btnji Genrale e i
ageucas.
Banco Hypotecario de
Espaa e suas agen-
cias.
B.tnco de Portugal
suas agencias.
De ordem do III-a. Sr. inspector f co publico,
que peraute a sessoda junta, do dia 3 de Setem-
bro prximo viodouro, se recebem propostas at
as 11 horas da manh, para o fornecimento de
alguna remedios necessarios a pharmacia do pre-
sidio de Fernando de Noronba.
A relacao dos remedios precisos, acha se nesta
secretaria e ser apresentada a quem se queira
pr-iDor ao fornecimento.
Thesouraria de Pernambuco, 29 de A? si o de
1887.
O secretario,
Luit Emygdio Pinheiro da Cmara.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director geral
das Obras Publicas e de conformidade com a or-
dem da presidencia da provincia de hontem da-
tada, fajo publico que no dia 22 de Setembro pr-
ximo viodouro, ao cuelo da, na mesma repart ;ao,
reeebe-se propostas para execuco dos reparos pre-
cisos na Casa de Detenoo,oreados em 11:5854-00.
O orcamento e as clausulas especiaes pan o
contracto acham-se uesta secretaria e serio a re-
srntados a aquelles que pretenderem arrematar a
mesma obra, de accordo com o que dispde os aits.
70 a 71, 89 e 90, 92. 97 a 101, 106, 115 e 116, do
regulamento de 20 de Juuho do correute aano.
Seeretaria la Reparticao das Obras Publicas,
em 30 du Agosto de 1887.
O engenheiro secretario,
Joaquim Gomes de Oliveira e Silva.
Companhia de Edifica-
el*
Teodo assumido hoje a gerencia desta esmpa-
nhia, assim o faco coustar para os fins convenien-
tes.
Recife, 29 de Agosto de 1887.
Ricardo Menezes,
Gerente.
Capital oubsciipto
Fundos accumulados
Kect-l nnnual i
Da premios contra fogo
De premios sobre vidas
Do juros
3.000,000
3.134,34
577,330
191,000
132,000
John. H-
O AGENTE,
BoxwtU
Este paquete e os que dora
em diante segnirem locaro em
Plymoulh, o que facilitar clie-
garem os passageiros eom mal
brevidade a Londres.
din-
i.
ia
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N 7
Helaros murillmm iprreslre
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede sos Srs. segurados sempcao de paga-
mento de premio em cada stimo anns, o que
equivale ao descont annual de cerca de 15 por
cento em favor dos segurados.
Companhia
(mperia i
English Bank ef tbe Ri-
ver Pate, Limited.
G. Amsick & C.
Compra saques sobre qualquer praca do impe-
rio e do estrangeiro.
R'cebe diuheira ?m conta correte de movi-
mento com juros a raso de 2% ao anuo e por le-
:ras ix prazo a juros convencionados.
O gerente,
William M. Webster_________
O iiiuiiuislrador da Recebedoria Provincial fas
publico para chegar ao.conhucmenco de todos a
acra posss caber a execuclo do regulamento de
', de Jotho do corrente anuo, que psgaram o de
vdo -uipos'.o para vender em seus estabelecimea-
s bilh 'tes de loteras de outras provincias os
r-s. Antonio Augusto dos Santos Porto, estabe-
i pr l da Independencia ns. 37/39, e Ma-
iicel Martins Piusa rna Primeiro de Marco n.
-"nd.' que o ultimo dcixou de bolicicar a res-
i liceiir; i.
Ali:ui destea, e como vendedores ambulantes,
pRgarnm o imposto e obtiveram liecnca por esta
reparti^T os Srs. Joao Pereira deBiito, Bcrnar-
'ino Lipes Alheiro, Porfirio de Albuquerque Ma-
es e Joao RoJrigues Pereira.
Beeobedoria Provincial de Pernambuco, 19 de
-\o=to de 1837.-O administrador,
Francisco Amynthas de C. Moura.
De hoje por diante os presos
dos materiaes da Olaria a Vapor,
serftt regulados pela tabella se
pinte, sera descont:
Tijolus grossos formato com-
inum, milheiro 18$ Ditos for-
mato pequeo 16$ Telhas, mi-
ibeiro Sol, Ladrilhos de diver-
sas formatos 30#()00,
Recife, 1 de Agsolo de 1887.
GERENTE INTERINA-
C'om.Kiutiia
DE
Fiarlo e tecidos de
Pernambuco
A directora t.s scientu aos senhores snbscrip-
I sor* emisjo de accoss pira o levanta-
i da fabrica na Torre, que fies marcado o
11 de 30 das, desta data, para o pagamento
gnuda prest8co de 25 0/0, e antorisado o
i Jos JoSo de Amirim Jnior, para
imento, ra do Ilom Jess n. 3.
Recife, 23 da Afe-osto de 1887.
Os directores
Manoel Jos da Silva Guimarles.
lieorique Saraiva,
Secretario.
Jos J-o de Amorim Jnior,
Thesourcir.
Irraandade do Ssahor Uota Jciu
des PstMao da Malrls do Corso-
sanio.
EleicSo
De canformidade com nosso compromisso, convi-
do todos es nessos ruaos a nnnirem-se cm nosso
consistorio sexta feira 2 de Setembro pelas 5 ho-
ras da tarde, afim de em mesa geral eieger-se os
m.vos funcionarios para o anuo dmpromissal de
l8-<7 a 1888.
Recife, 30 de Agosto de 1887.
O escrivao
Francisco Antonio ComaCard).
Clnb D. Jos
Da ordem do Sr. presidente scientifico &03 Srs.
membros da directora que no dia 4 de Setembro
prximo se devero reunir ao meio dia na casa do
pateo da Carmo desta cidade em que actualmente
reside o Sr. thesoureiro Dr. Antonio Pereira S-
uv>s afim de deliberaren] sobre assumptos de in-
terese.
Ulinds, 29 de Agosto de 1887.
O 2o secretario
J t Candido da Silra Pessoa.
M\ M o i He Janeiro
Luid
Capital do Banco....... 1.000,000
Capital realisado......... 500,000
Fundo de reserva....... 200,(XX?
A contar desta data e at ulterior reso-
lufjjSo, conceder-sc-ha juros de dcua por
cento ao anno, sobre os saldos de dinheiro
depositado em conta corrente de movimen-
to no roesmo Banco.
Recebe-se tambera dinheiro em deposito
a juros por periodos determinados, ou su-
jeito ao aviso previo de triota das para ser
retirado, mediante as condicfcs de que se
dar conbecimento aos iateressados.
Pernamcuco, 23 de Maio de 1887.
llenry K, Qregory,
Gerente.
Monte de Soccorro
t.nrnnlid pelo toverno Imperial
Tcndo de verificar- se neste meza prescripcao
dos saldes de penhores veadidos em leilo de 21
de Setembro de 1882, correspondentes s cntelas
de ns. 5071,5076, 5083, 50*5, 5106, 5112, 5113,
5144 5152.5175,5183, 5210. 5211, 5214, 5231,
5286. 5333, 5355, 5358, 540!, 5415, 5429, na forma
do art. 40 do regulamento de 2 de Abril de 1887,
convido os possuidores das referidas cautelas a
virem receber ditos saldos antes de dar-se cum-
primento disposico do supra citado regula-
mento.
R.cic 1 de Setembro de 1887.
O gerente,
Felino D. Ferreira Coelho.
~SEGUROS
>LUUTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nambncana
Ra do Commercio n. 8
bi' nocomiErnioK- a f A^np
SEGIROS
CONTRA FOGO
he Liverpool k London k (ilobe
mmmm compaiw
Sapjlors Broto & G.
(Ouivwiiia oe Mantos
N.
NKrRON contra FOCO
EST: 1803
Edificio/ e mercadorioi
Taxai baixat
Protnpio pagamento de prejuitoi
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
bRa do Commercio N. 5
London Braslllan Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
sa do mesmo banco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n. 76. No
Porto, ra dos Inglczes.
O *&# a_cK. **
DO
THE v rito
1 de Setembro de 1887
Concert vocal o Mmioll
ttclifls imm
Principiar s 8 horas da noite.
Bonds pelas linhas principaes.
MARTIMOS
Companhia Batalana de narega
cao a Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O vapor Guahy
Commandante Martina
E' esperado dos Dorios aci
ma at o dia 4 de Setembro
e regressar para os mee-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passagens, eucommendas e dinhei
ro a frote, trata-se na
AGENCIA
7ua do Vigario7
Domingos Alves Matas
H0YALHAIL8TEA HW1
COIPASV
O paquete Tamar
E' esperado da Europa no dia
9 do corrente, seguinds
depois da demora necessaa
ria para
Macei, Babia, Rio d6 Janeiro, Santos
e Rio da Prata
Para passagens, fretes, etc., tracta-se cem os
Consignatarios
Amorim limaos &C.
S. 3- RA DO BOM JESS N. 3
Para carga, passagens, eucommendas e
"leiro a frete tracta se com oa
AGENTES
Wllgon Sons A t\, Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO -N 14
< til l\llli: DE HGNNIUE
RES HARITIMES
LINHA MENSAL
O paquete Gironde
Commandante Minier
Espera-se da Eu
ropa at o dia 3 de
Setembro, seguin
do depois da de-
mera de costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Blo de Janeiro Monte
video
Lembra-se aos senhores passageiros de todat
as classes que ha lugares reservados para es tu
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se aos senhores recebedorea de merca
dorias que s se attender a reclam aces por fal-
tas nos rolumes que forem reconheerdas na occa
siao da descarga,
Para carga, passagens, eucommendas e dnheir
a frete : tracta-se com o
AGENTE
Angoste Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
CHARGELRS REOS
Companhia Franceza de IVavega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o H.vre, Lis-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
O vapor Tille de Bahia
Commandante Sebire
E' esp-jrado da Europa
at odia 6 de Setembro, se-
guindo depois da indispen
savel demora para a Ba-
ha. Blo de Janeiro
e Mantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng;. qual-
quer reclamarse concernente a volumes, que po-
v rntu u tenham seguido para os portos do sul.afirr
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhoa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, pat sagena, eucommendas e dinheirc
a frete : trata-se com o
OraprVille le Macei
Commandante Pancbvre
Espen^tt 4os portos do sul
no dn(Re Setembro seguin-
do TOpfts de indispensavel
demora oHIVRE, tocindo
em LISBOA havendo nu-
mero sufficiente de passa^er
ros de 1> classe.
O VAPOR ENTRARA' DENTRO DO
PORTO
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece exccllentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens poderao ser tomadas de aatesnio.
Recebe carga eucommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
Para carga, passagens, encommendas dinheir j
a frete: trata-se com o
AGENTE
Agente Pestaa
2* e ultimo leilo
Be predios e terrenos
Urna casa terrea sita ra Imperial n 200-C,
rendendo 20/> mensaes.
Um terreno com casa de taipa arruinada, em so-
lo proprio, mesma ra n. 271, rendando 10/ men-
saes.
Um dito dem dem, com 22 palmos de frente,
entre as casas ns. 257 e 261.
Um sobrado de 3 andares com urna sota sito
ra de Domingos Jos Martins n. 38, o qual ren-
de 70J0O0 mensaes.
Quinta feira l de Setembro
A's 12 horas
No armazeuj da ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, bastante autorisado, vende -
r a casa torrea ra Imperial n. 200 C, eom os
commodos seguintes: 2 salss, 2 quartos, dito
para criado, cozinha fra, quintal murado com
portas para o rio, em solo proprio, servindo de ba-
se a offertade 1:871/000.
Um terrenc com casa de taipa arruinada sita
mesma ra n. 271, com fundo al estrada de fer-
ro de 8. Francisco, seryindo de base a offerta de
300/000.
Um dito mesma ra com 22 palmos de frente,
entre as casas ns. 257 e 261. solo proprio, servin-
do de base a offerta de 10 i/OOtf.
Um sobrado de 3 andares e sota ra de Di-
mingos Jos Martins n. 38, servindo de base a of-
ferta de 3:000/000.
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O agente Stepple por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. juis de direito da provedoria de capel-
las ei residuos, e a requerimento do inventarianto
dos beus do finado Nicomedes Mara Freir, levar
a leils a casa cima.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
a dita cusa.
L.eilo
QUINTA-FEIRA 1 DE SETEMBRO
Na porta do armazem do Sr. Annes
Dd 60 caitas com passas.
20 meias barriquiuhas com nozrs.
1 caixa com jacazes com figos.
100 caixas com genebra.
4 caixas com cerveja Charles Berne.
6 barricas com cerveja preta XXX.
A's 11 horas
POR INTERVENCAO DO AGFNTE
Gnsmo
Agente Pestaa
Leilao
Do importante sitio con excellente casa terrea de-
pendencias para criados, estribara, jardim a
muitas arvores fructferas roa Imperial n.
150, fregnesia de S. Jos, inventario de D.
Calixta Frrncisca de Queiroz.
Quinta feira 1 de Setembro
A's 12 horas em ponto
No armazem ra do Vigario n. 12
O agente Pestaa por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. juiz de orphos vender a quem
mais der o excellente sitio e casa cima mencio-
nado.
Agente Britto
De movis, espelbos e um cofre
O agente acim, a mandado do Illm. e Exm. Sr.
Dr. juis de direito da provedoria, far leilo dos
movis e raais objectos abaixo mencionados, per-
tencentes a um grande espoli a saber :
Umaa mobilia de Jacaranda com 1 sof, 1 jardi-
neira, 2 consolos com tarnpos de pedrs, 4 cadei-
ras de bracos e 12 de guarnilo.
Urca outra mobilia de Jacaranda com 1 sof, 1
mesa redonda, 2 consolos com tarnpos de pedra,
2 cadeiras de balanco, 2 ditas de bracos e 12 de
guarnifao.
Urna outra de Jacaranda com 1 sof, 1 jerdinei-
ra, 2 consulos com pedra, 2 cadeiras de bracos e
16 de guarnico, 1 guarda roupa, 3 aparadores, 1
fitero, 2 guarda-comidas, 1 secretaria de Jacaran-
da, 3 carteiras de amarello, 2 grandes espelhos,
14 cadeiras de faia, 1 mesinha frauceza para jogo,
2 venesianas novas, 3 es bids paia parede, 5quar-
tnheiras, 1 marqueso de amarello, 1 machina de
amolar facas, 1 mesa de pinho nova, 1 cama de
Jacaranda e 1 cofre de ferro.
O leilo ser efectuado no armazem do sobrado
da ra do Bom Jesos n. 54, para onde foram
transferidos ditos objectos.
Sabbado 5 de Setembro
A'S 10 1(2 HORAS
Leilo
Leilo
De nm errano na ra do Mrquez do Her-
val fazendo esquina para a rus de
S. JoSo, com 14 metros de frente e 30
ditos e 50 centmetros de fundo.
Sabbado, 3 de Setembro
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 16
I O agente Martins far leilo, por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito da provedoria em sua
| presenca, e a requerimento do inventarianto dos
bens deixados pelo finado coronel Francisco (J.i-
Lmello Pessoa de Laceria do terreno da ra do
Uarquez do Herval cima descripto.
Auguslc Labille
9-RA DO COMMERCIO-9
I nue.l Sutes k Brasil M S. & C
O vapor Advance
De movis, espelhos e relogios
Quinta feira, 1 de Setembro
A'S 11 HORAS
Na casa ra de Dias Cardoao, outr'ora
Caldereiro sob n. 68
O agente St'-pple, por mandado e assistencia do
Exm. Sr Dr. juiz de direito da provedoria, a re-
querimento do inventarame dos bens do finado
Nicomedes Maria Freir, levar a leilo os movis
seguintes : 12 cadeiras, 2 consolos, 1 sof, 2 ca-
deiras de balanco, 1 mesa elstica, S commodas,
camas'de ferro, 1 santuario, marqueso, lanternas,
1 espelho, guarda-lou(a, caixa de amarello, ga-
mella, 1 porta, mesa para jogo e outros movis.
Leilo
De fazsndas inglezas, francezas, suissas
e aliemos
CONSTAN _0 DE :
Pannos finos, casemiras, bri.is, cretones, chicas,
madapcloes, creguelas, atoalhados, ebales, cami-
sas de meias, gravatas, meias, pelncias, lencos de
linho, roupa feit i, chap >s, pannos para rede, me
rins e muitas outras fazendas que sero vendi-
das por
I.i'iuldnrao
Quinta feira, 1 de Setembro
Agente Pinto
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 52
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000 no neceo dos Coe-
hos, junto do S. Goncallo : a tratar na ra di
Imperatris n. 56.
Alnga se por 10*000 a casa n. 21 na Vai-
zea, defronte da estacao, com arrosca) ; a tratar
na ra da Imperatrz n. 56.
Compra-se urna casa terrea na ra da As-
sumpcao ou Santa Cecilia ; a tratar na ra do
Mrquez de Olinda n. 3, loja.
Novas coileccoes de artigas pretos para en-
fettes de vestidos, bonitos modelos e elegantes.
Outrosim, modernos botoes de metal psra enfeites
de vest les ; na ra Duque de Caxias n. 63, Nova
Esperanza.
Precisa se de urna ama que saiba engommar
para casa de pouca familia e b. ra assim fater ou-
tro qualquer servico de casa, na ra das Calcadas,
hoje Domingos Theotonio n. 2.
Prccisa-se de urna ama
Pateo do Terco n. 18, venda.
para cosinhar no
2- leilo
pedra ecal
E' esperado dos portos de
sul at o dia 5 de Setembro
depois da demora necessaris
seguir para
aranho, Para, Barbados, S
Thomaz c Xcw-Vork
Para carga, passagens,erJ uiuiendas ednhein
* frete, tracta-se com os
0 paquete Finalice
II
DamprscliiflTahrts-GeselIschan
O vapor Corrientes
Espera-se de 8*w-*orl.
News, at o dia 9 e Setem-
bro o qual seguir Jepois da
demora necassaria psra
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ie com os
AGENTES
Ilcnry Forstor k C.
N 8 RA DO COMMERCIO N. 8
1.- andar
Do sitio do Luca com casa de
n. V
Sexta feira, ti de Setembro
As 11 horas
Ra do Imperador n. 16
O agento Martins tara leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juis de direito do civel em sua pre-
senta de um grande sitio e casa de pedra e cal no
lugar do Luca, muito porto da estaco dos bonds,
o qual foi penborado a Antonio Domingos de Al-
meida Pc$as, por Joaqnim Francisco de Medeiros
Precisa-se do urna ama que lave e coeinbe,
e que durmn em casa de stus patres ; ra da
Matriz da B a Vista n. 3.
= Precisa se de urna ama de meia idade para
tedo servico de urna casa estrangera, assim como
de am m mm de 10 a 12 snno?, para criado ; a
tratar na ra de Joaquim Nabuco n. 9, Capungs.
Precisa-se de urna ama para eogommar e
fazer servidos domsticos ; na ra da Aurora nu-
mero 155.
Alugam-se as casss rna do Fogo nmeros
5 e 13 : a tratar na ra da Aurora n. 85, mer->
cearia.
Offerece se urna ama para engommar ; a
tratar na ruada Imperi.triz n. 16, 1- andar.
Precisa-se de urna ama que engomme com per-
feicao : no largo do Mercado n. 12.
Aluga-se
urna casa muito fresca em Olinda, na entrada da
ra do Carmo, fica muito perto dos banhos e da
esUco, tem i quartos, 2 salas, cosinha fra,
quintal cercado e gaz encansdi : a tratar na ra
do Imperador n. 31, armazem do gaz ; as chaves
acham-se na taverna junto a estacSo do Carmo,
para quem a quizer ver.
Aluga-se
2. leilo definitivo
De casas terreas e um terreno
Sexta feira, 9 de Setembro
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O agente Stepple por mandado e assistencia do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito privativo de orpbos
e ausentes a requerimento do inventariante dos
bens deixados pelo finado Joaquim Fernandes da
Silva Manta, levar a leilo as seguintes casas :
Urna casa terrea ra do Fogo n. 3, em solo
proprio ; urna dita ra de Vidal de Negreiros
n. 73, em solo proprio; urna meia-agua na travs
sa do Peixoto n. 20, em sois foreiro e um terreno
estrada de Jco dn Barros.
Os Srs. pretendtn'es desde j podem examinar
aa ditas cisas, c .ira qualquer informaco o mes-
mo agente dar.
LElLUB
E' esperado dos por-
tos dj sul at o dia 1
de Setembro e seguir
d pois da demora ne
censara para
Lisboa e llambnrgo *
Para passageiros e carga a frete trata-se com os
CONSIGNATARIOS
Borsteluiann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1* andar
Porto pr Lisboa
Par os portos cima indicados seguir breve
mente o brigue portugus Armando.
Para carga e passagciios trata-se com os con-
signatarios Jos da Silva Loyo & Filhe
Quinta-feira, 1 de Seterabro, o de fazendas,
chapeos e maoteiga ltimamente retirada d'Alfan-
dega e existente no armazem da rna do Merques
de Olinda n. 52.
Leilo
de 1 burra prova do fogo, 1 piano forte,
1 mobilia de jcara d, 1 dita de pao
carga, 1 dita de junco preto, quadros,
copos e clices
Quinta-feira 1 do Setembro
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem a ra do Mrquez de Olinda
. 52
Por occasio do leilo de rles, toalhas, col-
chas e eutras muitas fazendas.
Leilo
De 14 caixas com manteiga em latas de
I|2, 1, 2, 7, 14 e28 libras
(lm um oa mal* tole)
QUINTA FEIRA, 1 DE SETEMBRO
A's 11 horas
Agente Pinto
No armaiem da rna do Mr-
quez de Olinda n- 358
Leilo
De urna mobilia de Jacaranda, 1 piano, quadros,
jarros, relogios, p'anbas, 1 mesa elstica, caddras,
guarda-louca, copos, clices, vidros, 2 casticies e
mangas, 2 candierros, 12 cadeiras de junco, mesos
com gavetas, 1 cama, 1 torco, 1 marquezo, 1 ca-
ma para menino, 2 commodas grandes, 1 guarda-
ruupa e muiros cutres movis.
Sexta feira 2 de Sttembro
A's 11 horas
Agente Pinto
No armazem ra do Mrquez de Olinda
n. 52
Leilo
o sobrado de um andar e sotao, com 7 quartos 9
quintal, com agua, gaz, eaiado c pintado, ra
dos Gunrara;; s n. 90 : o 2 andar a soto do so-
brado ru< de Domingos Jos Martins n 54,
eaiado e pintado ; a tratar na ra de Domingos
Jote Martins n. 50.
m ooo
Aluga-se a casa terrea n. H travessa do Frsi-
tas, em S. Jos, com 2 salas, 3 quartos, corredor
separado, c sinha, quintal murado, cacimba, e tsti
lmpa : a de n. 6 junto, 14J000 ; a de n. 4, com '
salas, 2 quartos, cosinba, um soto, cacimba, quin-
tal murado, 16000, est limpa ; a chave no me-.-
mo correr n. 26 para ver, e trata-se na ra I
Guia n. 62.
Para banhos salgados
c ares salitrosos
Aluga-se em Olinda, ra de S. Francisca,
urna casa eom 4 qaartcs, cosinha fra e gaz enca-
nado, muito f.esca e tem bonita vista para o
mar, fica perto dos banbos e do trerc : a tratar
na ra do Imperador n. 31, armazem do gaz. As
chaves acham-se na taverna junto a estaclo do
Carmo para quem quiscr ver.
I
viso ao commercio
Da um cofre prova de logo, 1 dito francez, 2 mo-
bilias de j caranda, 1 dita de pao carga a Luz
XV, guarda-vestidos, guird.i-louca, commodas
de Jacaranda, diversas mtudezas para liquida-
gfto, louca, vidros, machinas novas para costura
e muitos outros objoctos existentes no
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Sexta feira 9 de Setembro
A'S 11 HORAS
Por lnterveneao do agente
Gusmo
2/ ieiiuo definitivo
Da casa terrea n. 6ti em solo proprio, ra
de Dias Cardoso, anliga do Caldereiro,
servindo de base a off :rta de 2:360000.
Sexta feira. 9 de Setembro
A firma de Alam=on H wic SeC, entra hoj
em liquidneao.
A companhia da Seguros North British & Mer-
cantil oontiaua a funeciunar sobo cargo do Sr-
Jamcs E. Smethnrsto antigo guarda-livros em
casa do Sr. Xthn H. Brxwell.
O mesmo Sr. James E. Smethurst fica encarre-
gado da cobranca dis coatas e letras ainda dev. -
das a firma de Adamson Howie & C.
As seguintes agencras e consignacoes ficim
transferidas par os Srs. Samuel Pewer Johnston
5n.
Os remedios e medicamentos de Ayer.
Vinbos do Porto em garrafas o quintos.
Wbitk y irlands de Duwille.
Aguas mineraes.
Tinta du itnpresaio.
Oieus vegetaes para macbinismo.
Agencia de lrnhasde W. Waller & C, Manches-
ter.
Agencia de drogas de Burgoyne Burbidge?.
Cyriax e Farnes.
Para o Sr. L-?iz Antonio de Siqueira :
03 brins brancos de linho do fabricante Mara-
hali.
Recite, 31 de Agosto de 1887.
Lavadcira de brrela
Precisa se de urna lavadeira de bsrrel, que
d conbecimento, para lavar para casa de fami-
lia ; na roa Augusta o. 274.

t







-^

y*--




Diario < Saufte 0 rigor pira todos
ESTOMAGO, FIGDO e INTESTINO!
VINHO E XAROPE DE JURUBEBA
BARTHOLOMEO &
I'HaBM. PKRNAMBUCO
nicoe preparados de Tmbete apprwados pela Acaitmia ie lltdieina, el
recommenaa&os pelos Mdicos contra as Molestias do Estomago, Parda da Appa-1
tile, Dlf est&es dlfnceis, Dyspapsia c todas as Molestias do ligado, edoBaco.l
[ lia Diarrhea chronica, na Hydropesia, etc.
CXTU3AJ30 OOM .AjS FAL8IFIOAgESI
EXIGIR
WOLFF&C.
1.4-IDA DO CA'-N.i
Ri'eate multo conhcrido <** to encontrar o respeltavel publico o mais
variado e completo ortimento de JOIAS
recebidas sempre directamente dos mellio-
rea fabricantes da Europa, e que primam
pelo apurado gosto do mundo elegante.
Ricos uderecos completos, lindas pulsel-
ras, alflnetes, voltas de ouro eravejadas com
brllhantes, ou perelas, anneis, eacoletas,
botes e antros ninltos artigos propria
dea te generes.
ESPECALIADE
Em relogio de ouro, prata e nlckelados,
para horneas, senhoras e menino* dos saais
acreditados fabricantes da Europa e Ame-
rica.
Para todos os artigo desta casa garan-
te-ao a boa qualidade, aasim como a medid-
Jde nos preces que atto sem competencia.
1%'esta casa tambem concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem rel-
gaos de qualquer qualidade que seja.
4-Rua do Cabug4

M
Sem competencia
Popelinas de seda de listras a 500 rs. o corado I
Toalhas alcochoadaa a 3(31500 a duzia I
Tecidos transparentes para soire a 500 rs. o corado.
Entremei s tapados e transparentes a 500 rs. a peca.
Fustoes brancos, mu finos e largas, a 700 rs. o covado I
Lengos abainbados a 2(5000 a duzia I
Cretones finos a 300 e 360 rs. o corado I
Setins largos a 1*200 o corado !
Leques transparentes a 2*500, um !
Bicos do cores, coto 6 jardas, a 2(5000 a peca 1
LSs de quadrinhos a 300 rs. o corado
Atoalbado de linbo adamascado a 3000 a rara 1
Vestidos de cretones, em cartao, a 80000 e 10*000, nm !
Graratas pretas de gorgorao e de setim a 500 e a 600 rs., urna I
Camisas de meia, airas e mui finas, a 1*000, uma 1
Agua Florida a 600 rs. a garrafa !
Brim pardo a 320 rs. o corado !
Zephyro de urna s tr a 300 rs. o corado !
Ouardanapos de linbo coro barra de cc a 4*500 a duzia !
Colchas de gorgoarSo de 13 para noira a 28*000, uma.
Cobertores de l a 30500, um, bem largea !
Setinetas estampadas a 400 e 5C0 rs. o carado !
AlgodSo transado de duaa larguras a 10000 o metro I e muitos outros artigos
que convm apr ir citar a quadra
4 Ra 1. de Narco i. 20 A (esquina)
(avallo roubado
Appareceu no da 26 de Agosto, no engenbo
Riacho do 2' districto do termo da Escuda, nm
carallo meo pedrea : qaem ae ju'gar com direilo
30 dito cavallo, poder apresen tar-ee a> delegado
no engeuho Refrigerante, que ser entregue.
Peitor
AttenQo
N< engenhoca Bemfica, roa Real da Torre
precisa-ae de nm bem carroceiro.
Na mesma engenhoca se oegeciam, por troca,
boas vaccas t. urinas, por vaccas da trra, sendo
boaa leit.iras
Precisa-ee de um ftitor que entenda de jardim
e plantaco s de cupim, pref rindo-ae eatrangeiro :
a tratar na ra de Pedro Affjoso n. 58, antiga
ra da Praia.
Aprovcitem
Cortea de caseiuira indiana ; na rna Ocque de
Cazias b 80, L'ma Coutinbo C.
Aviso niriliiiio
No da 11 do correte ir a leilo no porto de
Macei, onde est preseDteu nte aucorada, a bar-
ca norueguense Morzarl, de 302 toneladas, forra-
da de cobre e construida em i863, a qual ser
rendida por conta e risco de qu-m pertencer, no
estado em que se acha, com todo o seu apparelbo,
relame, ancoras, botes, inatrumentjs nuticos e
mais prtenlas.
^ Na rna da Unij n. 13, precisa-ee de uma co-
sinheira.
Aluga-se
a casa terrea da ra Lomas Valentinas n. 40'
fregnesia de Santo Antonio, ce m bous commodos. I
qaintal e cacimba s, e est l.mpa ; a tratar na
cua nova de Sinta Rita n 14, sobrade, das 8 ho-
ras da manh a 1 da tarde.
Rio Grande do Sul e Pelotas"
Segu etn bievidirte pHra s portos cima a
barca nacional Mancminha para o resto da car-
ga que falta trata-se cum Bailar Oliveira Os C.
Declarado em lempo
O abaizo assignado tendo visto o annancio do
Sr. Joaquim Goncalves Casco, declara qne sendo
credor da dita firma e tendo apreeentado ana con-
ta ibes foi devolvida com o pretazto de ser paga
no dio 4 de Setembro, em vista de se jalear nada
dever, o motiva desta declaracio. Reeife, 30 de
Agosto de 1887.
j________________Manoel dos Santos Falclo.
Ao commercio
Os abano assignados, declarara ao como-ercio
desta prufa, qne amigavelmente dissoveram a s >-
ciedxde qne tinham no es'abelecimento de molda-
dos ra de 8. Jorge n. 139, sob a firma sscial
de Sanios L'p i & C., da qual taaia parte Antonio
j G ncilv deires deste, embolsados de siu capital e lu -ros, e
rjcando a cargo do ez-aoclo Antonio dos Cantos
L >pes todo o activo e passivo do referido estabe-
li cimento deade o dia 1 de Juibo do corrente
anuo.
Antonio do* Santos Loper.
Constancio Hachado Beltro.
_ ______ Francisco Jos da Silva Lapa.
CUIDADO COM
FALSIFICACOES!
para
O LENCO O TOUCADOd
E O BANHO.
Ama
Precisa-so de ama ama paia engommar e facer
servicos de casa ; na typographia do Diario, no
3- andar, n. 24, ra Duque de Cazias.
Ama
Precisa-se de urna asa para o serrico de casa
de familia e que tenha boa conducta ; a tratar na
ra do Bailo da Victoria n. 46. loja.
AMA
Precisase de uma ama para comprar a
cozinhar em casa de familia : na ra Du-
que de Cazias n. 14 se dir.
Ama de leite
Precisa-se de uma ama que tenha bom e abun-
dante leite : a tratar na ra do Marques de Olinda
u. 12, 3- andar.
Asa para crianza
Precisa-se, para Garanhuns, de uma ama para
cuidar de criancaB. ezige-se attestado de peasoa
conhecida e paga se bem : a tratar, com urgen-
cia, ra dos Pires n. 93, esquina do Corredor do
Bispo.
Aluga-se barato
Ra Viscondc de Itaparica n. 43, armazem.
Ra Coronel Suassnna n. 141, qnarto.
Ra do Tambi n. 5.
Largo do mercado com agua n. 17.
Ra do Calabouco.n. 4, loja.
Trata-s na ra do Commercio n. 5, 1' andar
es riptorio de Silva QuimarSes & C.
Alug'a-
se
a casa terrea na traveasa da Ponte de Uchla n.
12, com bastantes commodos para grande fami-
lia, com sitio morado e arborisado, b a agua po-
tavel para beber, deposito e banheiro de cimento
e bomba, fica a dita casa margeno do rio Capi-
baribe, com banbo doce temperado e salgado :
ucm pretender dirija-se ae mesmo sitio, daa 6 as
0 horas da manh, que encontrar o propie-
tario.
As Punas Catharticas
Do Dr. Ayer.
A ezporicnol.i do tcinp^. appllcadn s l'ilnlns Da. Aji-r, t. ni dado approrfio eom os maullados
mas. 11:1 Iii,.i- (1.- l|TIin'Iit:l aillli'
que estas PHulus obtlvoran nma po|ndarida4s ani-
versal. que .enUuma outra medMIna jiurgativa t'.-ui
podido rivalisar.
As Piuif.Aa no Da. Aven, pnream eoi
mente o ventre com suai I mnlam s or-
tican os orgos dlgastiros e assIiBlllllim
As Pilulas do Dr. Ayer
cunun ndigos tito e impedimento, e evitam mvttM
serias e a niiuWo fataa, eofenaklaalfjB, awtraVkM
por aquellas Hetor^ I
'ara as tloent^is do Khtoinago, Figado e Kinp,
cujos syinptannaa sao as Kii.Vriui.lades da I>elle.
Ardor e Peso no Bsjtomasn, NMMMag .Mil-,
Vare de Cabera, Hlito retido. Pebre Biliosa
t < nlia, Wro* do estomago costas e espailuns,
liH-Intcrs II wlropim*. !.-., nada as aUivia
com eguranv'i t proinptMJo como as Pn.l7LAS l>o
lut. Avm; as quaos sao de grande utHidade uo
curativo das Hi'morrhofdas.
Como remedio domestico nao ten cgual.
PREPJlRADA pelo
DR. J. C. AYER e CA.,
Lowell, Mass., E. U. A.
A' renda as princlpaes pliarmacias e drogaras.
Extracto de Malta de Krlepe
Praparado
DE
iti iioi .iin wiiifoni: & c.
CIIIMICOS DE LONDRES
Um podeoso agente digestivo e acimilativo; um
alimento nutritivo, especialmente adoptado para
os enfermos e nao; nm grande succedaneo do
aaeite de figado de baealho.
O Extracto de Malta de Kepler um alimento
perfeito em si mesmo e contem todos os principios
digestivos e nutritivos da cevada, isto phospba-
tos, maltosa, destrina, albnmina e o importante
quanto poderoso acceisorio digestivo chamado
Diastase,podendo-sn aasim diser que com a m
troduccao do Extracto de Malta, como agente the-
rapeutico, se ba produzido uma revoluco no trac-
tamento de certas enfermidades da nutricio, ope-
rando especialmente na oyspepsia, ulcerafo do
eatomago, cancres do estomago, debilidades, con-
ralescenciaa de enfermidades agudas, romitos e
gastro-ententes das criaocas, marasmos, affccoes
escrofulosas, tuberculosas, etc.
Inieo depoallo
34Rna do Rosario34
Pharmacia e Drogara
Fumo carioca
Preparado pela acreditada fabrica do Rio, de-
nominada Fonte Lirapa ; vende se em pacotinhos
em todos os estabelecimeotos de retalho.. Uaico
deposito, na fabrica Venesa, arco da Conceiciio
numeroB 4 e 6.
SEM0LIM
De Brons & C, de Glasgow
Eatc artigo, preparado por nm novo proceaso
de trigo da melbor qualidade, possoe os elemen-
tos necessarios para nutricio de crianzas e doen-
tes, t< muito se recommenda"por ser de fcil d-
gesto e gosto muito agratiavel ; tao>bem pode-se
fazer uma excellente papa, misturado em partea
iguaes cum a maizena dos mesmos fabricantes,
addicionando-se-lhv algum leite. (Juicos agentes
oesta praca, Saunders Brothers & C, la/go do
Corpo Santo n. 11, primeiro andar.
FarslloilcarooilBaHo
Cbegou a primeira remessa do precioso farello
de carolo de algodo, o mais barato de todos os
alimentos para animaes de raca cavallar, vacum
auino, ate. O caroco de algodo depois de ex-
trabida a casca e todo o olea, o mais rico ali-
mento que se pode dar aos animaes para os forta-
lecer e engordar com admiravel rapidez.
Nos Estados-Unidos da America do Norte e na
Inglaterra elle empregado (com o maia feliz re-
sultado) de preferencia ao milbo e outros farellos
que Bao mui'o mais caro e uao sao de tanta sus-
tancia.
A tratar no Beclfe rom FragaBeena
Fabrica de chapeos
Antonio Jos Maia & Q.
DEPOSITO
ra do Baro da Victoria ns.
Os proprietatios deste estabelecimento scienti-
cain aos seus numerosos freguezea e ao respeitavel
publico, que contiooam a ter grande sortiaaento
de chapeos de todas aa quaiidadea e formatos,
manufacturados com toda a perfeico e por precos
mais vantajosos que em outra qualquer parte.
_
Aluga-se
O Io andar do predio n. 36 rna de Paulino
Cmara, est limpo, e fresco. Trata-se roa
da matriz da Boa-Vista n. 28. 2 andar.
Compras por atacado
O Peltoral de Cambar
tem precos especiaes para acuelles que compra-
rem grandes porcoes. Distribuem se impressos a
quem os pedir, con tendo as condicoes de vendas :
na ra do Mrquez de Olinda a. 23 drogara dos
aicos agentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C.
Barato
Vende-se nma casa de taipa, coberta de telba,
na roa da Palha, freguesia do Poco da Panella,
esta edificada em terreno proprio, o qual tem 47
palmos de frente e 150 de fundo, e com cacimba:
quem pretender dinja-se rna das Fiares n. 18.
Qaem qaiser alagar a casa n. 8 rna da Uniao
com muitas accommodacea, poder entender-se
com os Srs. Negreiros ra do Imperador n. 24.
Jomo de Soasa Mainel
Thomai de Aqaino Cordeiro, sus esposa, sua
sogra e seas cuchados agradecem do intimo d'alma
a todas as pessoas que se dignaram acompanhar
ultima morada os restos mortaes do sea sempre
terebrado argro, pai e esposo, Joo de Souza Ran-
gel, e de novo convidam a todos os seas prenles
e amigos, e bem assim aos do finado para assisti-
rem as missas que por alma do mesms mandam ce-
lebrar, na igreja de 8. Jos de Riba-Mar s 7 ho-
ras da manh da dia 3 de Setembro prximo, 7
dia de sen passameoto.
Joo Baptista Cesar, convida aos seus paren-
tes e amigos para assistirem a missa do stimo
dia, do sen presado filbo Jos Pi Cesar, que ter
lugar quinta feira 1- de Siembro, a 7 1|2 horas
da manh, na igreja le N. 8. do Carmo, agrade-
endo desde j a todos, esre acto d rfligii .
&
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Tal
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MOLESTIAS D9PEIT0
DOD"CHURCHILL
1
XARCPE
DE HYPOPEOSPHITO DE Gil
Empregados cora tanto xito p;ra cuircr a
pbtblaica c as molestias. toi>ercaleas,t
vendera*e nicamente em frascos qundr*-
do com o nome do doator Chlrchuj. uotre
8o a Influerscia dos Hrpophoaphltos a
ytoese diminue, o appetitj augmenta, a* lor-
igas tornf.o a vir, os suores nocturnos cessSo
S o doonte goza de um bem estar desasado.
O hypopkosphito que leoRo a maro*
de fabrica da pharmacia SWANN,
15, ru Cattiqlwne, Pdriz, lio oa unt-
0*8 reconhecidoi e recommendadoi palo
I)' CHTJRCHILL autor da detcoberta
d tiae propriedades curativa.
Ptecp : 4 francos por fiasco da Ismc/..
Vnim-i* aai prin Einulsao de Kepler
Preparado de Barough*. AVell
come &. v.
CIIIMJCOS DE LONDRE8
Azeite puro e fresco de figado de bacalho da
Noruega m oolucao com o Extracto de Malta de
Kepler.
Esta a mais perfeita Emulsoo at boje conhe-
cida.
Foi introdusida na pratiea medica a algans
annos e desde ento o seu consumo tem tomado
um incremento tao extraordinario que nao ha ate
s dia em que seja receitada pelos mais abalisa
dos mdicos do mundo, com preferencia sobre
todas as demais preparacoes de igual natureza, pela
certeza de sua tolerancia no estomago nao s das
creancas como dos adultos, rebeldes muitas rezes
ao oleo de bacalho e a muitas emulses mal pre-
paradas.
Aasim, pois, a nossa EmUao se recommenda
com preferencia para o tratamento da tsica em
todas as suas multiplicadas manifestares e em
todas atieccoes dos orgos respiratorios, como bron-
cbites, raquitismo, enfermidades escrofulosas, tu-
mores brancos, procedimento supurativo e na den-
tico das creancas, na caxexia syphilitiea, na
perda do appetitte e debilidade dos orgos diges-
tivos e em geral em todos os casos em que se fas
preciso o levantamento na nutrico.
nico deposito
34Ra Larga do Rosara34
Pharmacia
BARTHOLOAIEU & C. SUCCE50RES
Nenenles de carrapato
Compram-se pequeas quantidades ; na droga*
ra de Francisco M. da Silva & C, ra do Mr-
quez de Olinda n. 23.
Grande diflerenca
os
A riles antes que se acaben*
Justo Teixeira & C-, successores, ra da Pa-
nba n. 8, tem um grande deposito de queijja fres-
cos, que vendem a 800 ris okilo e tambem a 609
reia l para admirar tal conveniencia, pois sil
de superior qualidade e acabou de chegar, proce-
dentes de Patos e Serid.
Ra da Penha n. 8, Justo Successores.
VENDAS
E barato
Aluga-se na Boa Viagem uma casa com tas-
tantea commodos, perto da eetaco da via-ierrea e
dos bonds ; a tratar na ra larga do Rosario nu-
mero n. 34.
Antonio Dnarte
recebeu directamente do Porto vinbo verde, dito
do Douro, salpicea de fumeiro, ditos em calda, e
vende por preco mdico em seu estabelecimento,
ra da Unio n. 54, confronte a estaco.
Alugael barato
Aluga-selo segando andar roa da Roda n. 17,
com excellentes cou-modos : a tratar no largo do
Mercado n. 12.

Adelalde de Ollvelra Baato
Domingos Ti-ixeira Basto, sua mniher, seus fi-
Ihos e g.-uro agradecem a todas as pessoas que se
dignaram acompanhar ao Cemiterio Publico, os
restos mortaes de sua mui presada filha, irm e
cunhada e de novo convidam aos seus parentes e
amigos para assistirem as missas qu> mandam re-
sar na matriz de Saoto Antonio aa 8 horas da ma-
nb do dia 3 de Seteubro, 7- do sen passamento.
Cnnf g irt^-pp tt-rriHm> ntp ngrMd. eidn.
Ama
Precisa-se de nma anta para cosinbar
tar no b a tra
Ao commercio
Oabsixo assignado scipntifiea ao corpo com-
atl>J d"sta prnca, que nesta data oomprou i
Sra. >. Maria Umbelina da Coiic-icio o estabe-
lecimeutu demolbtdos sito estrada d Maduro
n 6 A, livre e desembaracado de t ido e qualquer
onue. Sealgoem se julgar com direito a proles-
ta>, qiicira fasvl-o no prazo de tres diaa, a contar
daia data : pod-ndo entender-se com Franco
Pernira A C, uo pateo do Paraso n. 16, esquina
h iua de 8, Francisco. Rtcife, 31 de Agosto de
J887.
Beoto Jote ferreira.
Attendite
Bonquets de diversos modelos para casamento,
etc., e tambem ca pellas mortuarias de perpetuas,
fabricados por Jos Samuel Botelbo ; proclamas
para casamento ; a tratar na roa Nova, loja n. 20,
e na roa da Cadeia do Reeife, luja n. 43.
CAStTDTFORT
Aos .2:0008000
lili heles garantidos
23 RA PRIMEIRO DE MARCO -23
Da 9a lotera da provincia venderam
& C. os seguintes premios
Circular
para todo os eleltore* de qualquer
dlatrlcto e credo poltico
Todos a postoa para a lata .' Porm que luta ?
Naturalmente reapondero, eleitoral que est a
bater porta, e nos pela nossa ves lembramos
que nao de tal que refer na o-nos, e sim a da
vida, pela qual sua-se asante em tempo de ca-
lor, e en tao c florecemos os bons e commodos cel-
larinhos de borracha e tambem punbos, nicos
qne resistem aos suores trios em occasiSes de
atrpelos eleitoraes : vendem Pedro Anta es &
C, ra Duque de Casias. Vende-se estam-
pilhas.
Martina Fiuza
garantidos :
3725
260
3101
2932
Acham-se venda
Ibetes garantidos da 10a lotera da provin-
cia em beanfcio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Reeife, que se extrahir quan-
do fr annutiada.
1:000|000
500000
200*000
50*000
os afortunados bi-
de assucar
D. Mara Francisca de Alcntara e Joo de
tvuza Rangel Jnior, seus filhjs, parentes e ami-
g s, agradecen) di intimo d'ainia todas as pes-
soas que auxi iar.im < digoaram-se de acompanhar
.o cemiterio publico o corp de seu esposo, e pai,
J io de Souza Uangel ; e de novo as convidan!
para assistirero a uiiss* de stimo dia, que aera
c lebrada em 3 de Set d mai'hil. lia liT-j-i H P^nh...
.
iiaa
t-s-
Hosa Um u <-Uw *!
lalraole
JkSo Francisco Tix ir Marques, sua mnlhor
Luisa Joaquina Cavalcante de Albuquerque Mar-
ques, suas eunbades Maria Pastora Cavalcante de
Mello Constanca C.valcaote Cimba, convidam a
seus prenles e amigos para ouvireui uma missa
que mandam celebrar por hIuih de sua presadissi-
ma s gra e, mi, D. Rosa da Cunha Freitas Caval-
Cunt ,na capell do eamiteno, em Santo Amaro
s 8 boras da manh do da 1- de Setembro pro -
nmo faturo, 1- anniversario ue aeutallecimeutj
aotecipando-lhes seu rtconhecimento.
Apparelbos econmicos para o cozimen-
te e cura. Proprio para engenhos peque-
os, st-ndo mdico em preco e cf
lectivo em operaeio.
rode-se ajuntar aos engenhos existentes
do sjstema velho, melhorando muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quaptidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenbos centraes,
ma ibinisrno aperteicoafo, syatema moder-
no. .Plantas completas ou macbinismo
separado.
Especific893es e ioforrnagSes com
II10wns C.
6-RUA DO COMMERCIO6
Mudeniaiselle (olinha
Roa do Imperador o 65, segundo andar.
Modista
Na rna do Imperador n. 79, 1 andar, existe
nma carta para a 8ra. D. Anua de Almeida Cont
Bittencourt, que por se ignorar sua residencia se
fas o presente.
Desapparecimento
Tendo desapparecido na dia 28 da ra da Im-
peratu uma cabocla de 11 annos e de noma Jose-
pba, pede-se a peasoa que encontral-a qaeira ter a
bondade de leval-a a dita ra n. 8, Io aniar.
Poltica
Leia-se os impressos que se est distribuindona
Pharmacia Americana.
4tfiJafrrsvo : PiKl/, t, en/arard Uontmtrtn.
ORaNDE-GRILLE.-_AirCSeljmphtic,,loen-
ta.'la.isdinestiTa, .bstrnccoesdoBpiduedolai-o
ob.iruccoe> viscsrae, eoacn-,Att r.lculosasdi bil..
HOPITa^.. Affw(eida. TiuduriiiTuincomsio-
diis do estomafo, digeitio difflcil, iiiappclaci,
ga-tralgias dvijepsia.
CLESTINS --AlIocfe.dotriM.dsosligi.ireia.,
c>nciov''tsdasourDas, g.'W.diabt'la., ali\m).nura'
HATER1 V.Altele i dos ra., da taiigaa rstaj
sacre&audd oui m.i 1, go!a, diabetes, alua.-oinaria.
4nia para lavar e engommar
Precisa ' numero 35.
EXUA-SE 0 NOSC da FORTE na CAPSL4
, PtrnimOuto, as Agnas ilasVonf^ de V'ichy,
rim*
noa-.ei'Ja. al UW-at flan casas de
r LABILLC, % rna to CvnmnM
8UL&CB KOi'.CHUN, 85. roa da Crw,
IGUAtUSSU'
1
Vende-se a casa n. l-A da liba de Bem
ca, na Passagem da Magdalena, margem do
rio, com 5 quartos dentro, cosinha e copiar .-a
quintal fechado, com portao para fra, onde corre
um terrena que lhe pertence, com coqueiros, agua
do Beberibe encanada e caes na frente para Olio;
vende-se barato : a tratar na ra das Trincha-
ras, loja n. 17.
Vende-se o sobrado de djus andares e soti,
cm bom estado, em chao proprio, ra de Aguae
Verdes n. 22 ; a tratar com o leiloeiro Martina.
Vende-se a bem afreguesada taverna da ra
de Luis do Reg n. 19 ; a tratar com Mello & C.:
rna da Detencao n. 9, taverna.
A Revoluto
43-to lo DittHs Uaxias-48
Recebe as seguintes l'azendas de novida-
de:
Cachemira de listrinha a 600 is o co-
vado.
dem broche borda a l->500 o dito,
dem pretas 700,800, 1*000, 1*200,
1*400, 1600 e 2*000 o dito.
dem de todas as cores a 800, 13000 o
1*200 o dito.
Ricas guarnieres de veludilho a 6*000
uma.
Setins lisos a 800, 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Seda escosseza a 640 rs. o covado.
Lindos metins com listrinbas a 400 reif
o dito.
Faile com palminhas a 400 rs. o dito.
Setinetas escoasezas a 320 rs. o dito.
Ditas com listriohas e paloiiahas a 320
o dito.
Lionay-se com palminhas de retroz a
14*000 peca.
Organdir bordado a seda a 15*000 a
dita
Etamine tecido transparente a 10*009
a dita.
Cambraia bordada a 5*000 5*500 e 6*
a dita.
FustBes branco a 360, 400, 440. 500,
600 e 640 rs. o covado.
Lindas alpacas de cores a 320 o covado
Siotos de chagrem a 1*500 um.
Camisas mglezas a 36*005 a duzia
Colarinhos e punhos para senbora.
Sabidas de baile 3*500 uma.
Fechus de l a 2*, 2*500 3* e a 8*000
um.
Guarnicoea de crochet a 85 e 10*000
urna.
Lencos de esguiao a 2*3C0 e 3*500 a
duzia.
Grande sortimento de madapolaode 4&
a 10*000 a peja
Leques de papel 500 rs. nm.
Cortes de cachemira para vestido a 20*
um.
Toilet para baptisado a 9*000 e 14*000
um.
Veludilhos lisos, lavrados e bordados a
retroz a 1*000 e 1*800 o covado.
Anquinhas a 1*800 uma
Colchas bordadas a 5*, 6*000 e 7*000
uma.
Cobertas com dous pannos a 2*800 uma.
Grande sortimento de caseciras, brins
brancoss e de cores, punhos, colarinhos,.
gravatas, meia3 e lencos e artigos para
ho>nem e senhora.
S na loja da Revoluto
Henrique da Silva Moreira
iJvramcnto & C.
vendem cimento port'and, Jmarca Robins, de l1
qualidade ; no caes do Apollo n. 45.
Garrote novo
Vende-se nm garrote novo de pura rBca touri -
na e inglesa ; a tratar na estrada do Monteiro
sitio de Candida Alcoforado.
Vende-se
o bem afregnesado deposito, sita ra Augusta
n. IbO ; a tratar na ua larga do Rosario n. 18
taverna
Francisco Xavier Paes
Barreto
Advogado
Encarr-gH so de cobranzas, mediante
junte mui'o rasoavel.
liaos da (anJeira
Finos
Carc vellos.
Madeira.
Moscatel.
Uva Bastarda e de Passas.
PARA MESA
Genuino do Lavrai. a 500 rs. a garrafa.
Na mera, aria de Manoel Correia & C,
Pi ara da Conde 'Ku n 15

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(
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/
1

Vi



',11

Diario de Pernambnco Quinta-fcira 1 de Sctcmbro de 1S87



H


isrt! iilf AIS
combate
COM
efllcacit
ANEMIA, CHLOROSIS CORES PALUDAS
Acconseinaaocom ptimo xito ispeuAM&MM e ftdoentadas/>re d/spos tas a o ompobr aciment do sanjus. Tomase
um dse ie oito a doze gottaa cada refelgao. Hamrosas imitacos. Exigir a firma R. BRA VAIS
____________ imprimida wrmellUL Deposito na mor parte das Pharmacias.
FUNDI BE SUS B fiRUNZB
DE
LUZ DA CRUZ IHESQUITA
66--Bua do Baro do Triumpho66
(Antiga do Brum)
Neste estabelecimento encontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam:
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e restillar, alambiques do antigo e no-
vo systena com esquenta garapa, serpenti-
nas e carapu^as, tachas, tachos; bombas de
bronze, de cobre e de ferro, de aspirante e
de repuxo, para agua, niel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimen^es, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado rmelas, e len^es de co-
bre, bombas, continuas, sinos de 1 libra da,
110 arrobas, sola ingleza e do Rio ctai-
nhos patentes e de lapis.
Fazem-se concertos de todas as qualida-
des ecom toda presteza eperfeic,o apresos
mdicos
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descont.
GONSTIPAgOES e MOLESTIAS do PEITO
XAROPE
ANTIPHLOGISTICO
DE
PARS, Pharmacia BRIANT, 150, ra de Rivoli, PARS.
As celebridades medicas de Pars recommendSo lia mais de 60 anuos o
IXAROPI BRIANT como o medicamento peltoi al de neto mais agradavel e
I de efftcacia mais certa contra os Defluxos, Constipaces. Catharros, ote.
Este Xaropo nunca fermenta.Deve-se exigir a Brocura em nove linguasi
| com a assignatura bem llslvel do Inventor:
P1P08ITOS KM TODAS AS PRINCIPABA THAnMACIAS
BRIANT VIHO e GRAGEAS
d.o
a.1A|S DORESo*0*>.
*J| Wk\. PO MIIO DO MPBIOO SOS ^^^ej'w*B
j^O1* Elisir,PePaatadntifricios ^Tf^
RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOTJTj-AwC (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
Mciln/lias de Ouro : Bruxellat 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
1373
Pelo Prior
Fierre BOBBAD
INVENTADO
BO AS!0
O uso mu.tidi.nno do Elixir Dentifricio
dos RR PP. Benedictinos, com dose de
algnmas gottaa .....agua, prevea o cura a carie
ili- il'iites, eaabranqiieeeos, urtalecendo e tor-
nando as pcii'_'iv;is perfeiriinnntw sadias.
Prestamos nm verdadairo servico, usintrn-l
i? ores este antigo e utilia-
afio preparado, o melhor curativo o o nico
preservativo contra aa Afec$5es den-
tarias, u
CASADA rCDlliA U 1107 CETAIIIM *ne niruerie, 3
Agente Qeral : OtUIIIH BORDEAUX
Achise em todas as boas Perfumeras, Mermadas e Droerat.
Na ra ..* de Marfo n. 20 (Junto ao Loiivrc)
APROVEITEM!
Alta noviciado em carnbraias de cores com salpico a OfJOOO a peca.
Ditas brancas a 5(5500 a pega.
Merinos de cores com duas larguras a 750 rs. o covado.
Cachemira de listras, ultima novidade, a 400 rs. o covado.
Gorgorioas com palmas de cores a 440 rs. o covado.
Metins de cores, lindissimos desenbos, a 220 e 300 o covado.
Randa branca da India a 240 rs. o covado, aproveitem 1
Pustao branco a 400 e 700 rs. o covado.
Z^pbires do cores a 240 rs. o covado; pecbincha !
EsguiSes pardo de Iinbo a 3G0 rs. o covado.
Percles de cSres a 240 rs. o covado.
Grande sortimento de cretones a 280, 320 e 360 rs. o covado.
Completo sortimento de las para vestido.
Creps de corea, do preco de 800 rs. por 360 o covado, pecbincha I
Bramante de linho, com 10 palmos, a 1*5800 o metro.
Dito de algodao, com 4 larguras, a 800 e ljJOOO o metro.
Panno da Costa de listras a 15000 o covado.
Dito de tito de quadros a 1#200 o covado.
Atoalhado braneo, muito largo, a 1(5300 o metro.
Guardanapos do linho para cha a 2^800 a duzia.
Ditos de dito para jantar a 5(5000 e 6<50O0 a duzia.
Madapoloes a 4*000, 4,5500, 60000, 5*500, 6*000 e 7*000 a peca.
AlgodSes de 3*000, 4*000, 4*500 e 5*000 a peca.
Espariilhos finitsimos e muito eommodos, a 5*000 o 7*000, un.
Leques transparentes a 2*500, um.
Fichs de linho rendados a 2*000 e 2*500, um.
Bordados tapados e transparentes a 500 rs. a 2*000 a peca.
Cortinados bordados a 7*500 e 8<50O0 o par.
Lences de bramante de linho, muito encorpado, a 3*000, um.
Cobertas de gangaB com dous pannos a 2*800, urna.
Ditas de chita com dous pannos a 3*000, urna.
Chambres para homem a 5*000, 6*000 e 7*000, um.
Toalbas felpudas para banhos 1*500, urna.
Ditas ditas para rosto a 5*000 a duzia.
AROGOS PARA HOMENS
Palitots de seda palha a 8*500 um.
Lindissimos cortes de casemiraa para costumes a 19*000.
Ditos de casemiras com mselas de seda, para calca, a 6*, 0* e 10*000.
Grande sortimento de cheviots, casemiras, pannos pretos e de cores para costu-
mes, por precos sem competencia.
E muitos outros artigos como sejam : camisas de linho, de flanella, collarinhos,
punhos, gravatas, meias, ceroulas de linho e de algodao por precos razoaveis.
Para banhos de mar
Costumes para senboras a 10*000, um.
Ditos para homens a 8*000, um.
Ditos para meninos 5*000. um.
Sapatos e boleas para o mesmo fim.
AMARAL & C.
e uniiEa DOUTOR VIVIE
Extracto natural de Figado da Bacalhao
PREMIADO COM MEDALHA8 DE OURO E I-RATA
pela Academia XTacioi^al
Ordenados nos Hospitaes de Franca, America, Inglaterra, Russia, etc., ele.
Administrar sob forma mu facile agradavel lodos os elementos curativos do oleo evitando
assim o cneiro e sabor nauseosos Teste; alem d'isso esta preciosa ureparacao tera una
superioridade incontestavel sobre o Oleo porque pode ser usada durante os grandes calores
em aiianto o uso daquelle lmposslvel, tal e o eminente servico prestado pelo Domtor
?xvxbjt? a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto.
Exigir a firma do inventor H. vivan* em duas cores ao redor do crgalo de cada
garrafa com o Sello da Unlo dos Fabricantes.
PAUIH SO, Boulrvara de Straebourg, SO PMaXlS
Lotera da Provincia
Acha-sc venda a 10.a lotera a bene-
ficio daS. Casa de Misericordia do Rccife, que
ter lugar no consistorio daigreja de Nossa
Senhora da Concei^o dos Militares, onde
estaro expostas as espheras em orden? nu-
mrica, para serem examinadas.
Yenda de sitio
Vendc-ee ou permuta-se por predio n?sta cida-
de om bom sitio com boa casa, omitas fructeiras,
exct lente banho do rio, boa agua de cacimba,
txtensSo de terreno para baixa de capim, to lo
murado na frente, com i ortao e gradeamento, eom
caminho de ferro e cjtacSo junto ao dito sitio, no
Porto da Madeira, cuonecido pelo sitio do Jo5o
Selleiro, junto ao Dr. Eroe-to de Aquino Fon se-
ca : quem pretender dirija-ae praca da Inde-
pendencia n. 40, das 11 horas s 4 da tarde.
io
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeiro
^| ^^*^^ Por i
*Q A "OTO C T
gas de (l5rd* Arroz especial
PREPARADO COM BISMUTBO
Perfumista
o. r-Ar,
PARS, 9, R-u.a de la, I>a.ix, 9, PAJIS
I
^GRAFHH Utaq
FUNDICO DE FERRO
CARDUZO IRMAO
Ra do BaraO do Triumpho iis. 100 a 104
Deposito a roa do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem sempre em deposito todos os macbinismos e ferragens precisas agricul-
tura desta provincia, como sejam : vapores locomoveis, semi fixos, com caldeira
chornis ou para fogo de assentamento, moendas de todos os tamanhos, tachas batidas
e fundidas, etc.
Mandam vir por encommenda qualquer machinismo, encarregam-se de sental-os
se respr.sabilisarn pelo bom trabalho do mesmo.
Vendem a prazo ou a dinheiro com descont e a precos resumidos.
DE
ALBERTO HENSCHEL & C.
:2-Rn do llar Ja 1 cl.ria-M
Este acreditado estabelecimento photographico participa ao respeitavel publico,
<|ie contina a ezecutar os mais aperfecoados trabalhos pelo sjstema msis moderno e
mais apreciado. Acha-se habilitado a satisfazer as mais diffiueis exigencias, quer em
trabalhos photographicos, quer em pintura a oleo.
Alm de seos trabalhos photographicos que sSo por demais conhecidos encorre-
ga-se tambem de retratos a oleo para o que j se acha entre nos de volta de aun via-
gem a Vienna d'Austria, onde visitn as prin ipaes galeras o eximio pintor Ferdinand
Piereck, bastante conhecido pela perfeigao de seus trabalhos, desde 1877, quando aqui
Mteve em nossa casa e ltimamente o tnoo passado.
Para satisfazer em geral a todos que honrarem o nosso estabelecimento com
as encommendas participa, que alm dos retractos, seja qual for o systema, tambem
cebe encominendaB para qualquer vista uu puysagem, quer photngraphicas, quer pin-
tadas a oleo, sendo o encarregado destas ultimas o mui conhecido paysagista o Sr.
Telles Jnior..
Ro^a-se s Exmas. familias e mais pessoas o ibsequio de honrarem com suas
visitas nosso estabelecimento, onde sempre lhos que expeutamos e onde tambem os senbores visitantes encontraro Ihaneza no
tracto, perfe9ao nos trabalhos e modicidade nos prejos.
C. Barza,
GERENTE.
GRAGEAS
FORTN
INJECQAO
Hyo/en/ca e rresarvMfwa
sem causar
accidente alga
de Copahlba, Cubaba
*a1mnhia Ferro, Bismutho
tlcatrio, Terebenthina, A'
A UAQEAS FOP^Wk nirZo as prlmeiraa qo obtiveram a approvaclodaAcaitmim
de Mediana (1830j mu, ptanun-se uos Hospitaes. Curam as molestias secrstas,
msis rebelde* ..a fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECQAO FCRTIN sempre recommendada como o complemento da medicaclo
KW'H'mii rernmttbnem t ntAN- H. da SU.VA O*. ns prtnoljaaa Pharmsosaa.
*ft^WWMMMI
OPPRESSAO
CITIWS-DFLIO
ASTHMA
NEURALGIAS
rikn CICARROS isic
A8plra-se a fumaca que penetra no |icilo acalma o symptoma nervoso, facilita
a expectora?ao e favorisa as funecoes dos oreaos respiratorios.
Vrnda fim (luida cm rmnm S MPlf 11. ra H^laurF. em lari
deposito m Parnambnoo : FRANM M. da SILVA ft CS
*L)L2*
SATNTA CATHAIUNA
50:000^000
IMPORTANTE PLANO
Esta lotera corre no (lia.....de Agosto
Bilhctcs venda as Casas do eostunic.
Diariamente debate-se na imprensa a criae
aterradora porque estao paasando as provincias
do norte deste imperio ; sao innmeros os recla-
mes de todas as clasaes, sem que sejam atteodidos
os seus justos pedidos, de que se gloriam as na-
coes civiiisadas.
E para que se possa dar impulsos aos desejados
progresos que certamente traro o bem estar de
todos, resolveram Martina Pires 6c C. eatabele-
cidos com armazem de molbados ra Es-
treita do fios tata ns. 1 e 2, a vender por prejos
mdicos os artigos concernentes ao seu ramo
de negocio, que certamente constitue nma eco-
noma diaria e onde se acha um completo sor-
timento dos seguintes artigos, que pela ena qua-
lidade e precos sao recommendaveis, como se-
jam :
Vinhos fiaos do Porto
Madeira
Sherry
Cbamberin
Bordeauz
Moscatel
Collares eBucalas.
Completo sortimento de cervejas, cognac, bitter,
licores, doces, bolachinbas nacion&es e estrangei-
ras.
Queijos frescos do sertao, prato, M.nas e Ua-
mengo.
Azeite de coco, mate do Paran. ormicido ca-
panema.
Precos sem competencia.
Ns. 1 e 2Ra Estreita do RosaraNs. 1 e 2
Martins Pires & C.
WHISKY
ROYAL BLEND marca VIADO
Este excellente Whisky Escossez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de canna,
para fortificar o corpo
Vende-se a retalbo nos melhores arrna-
zens de molbados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO
cajo nome e emblema &S registrados para
todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes.
Sobrado a Tender-se
Vende-se o sobrado n. 87 "6 ra da Aurora, em
frente a ponte do Santa Isabel ; quem pretender,
pode entender-se com o corrector Pedro Jos Pin-
to, na praca do Commercio.
Chl prcto superior
Carlos Sindeu receben pelo ultimo vapor e con-
tina a vender sem competencia ; na ra do Ba-
rio da Victoria n. 48, loja de alfaiate.
Terreno
Vende-se um terreno confronte a estacSo de
Principe, estrada de Joo de Batros, com 90 pal-
mos de frente e bastantes fundos, e com alicercei
para 3 casas; tratar na ra d'Apollo n. 30, pri
airo andar.
Attengo
Vende se poj preco comtnodo om bom chalet,
defronte da estacao de Parnameirim, acabado de
novo, e eom todas as accommoiacoes, assim cerne
urna casa na ra do Amparo n. 6, em Olinda, com
2 janellas e 1 porta, 2 salas, 3 quartos, eosiuh
externa e quintal murado ; tambem tem para vea
der um bom piano quasi novo, de tres cordas, de
melhor autor, e uutros objectos : a entender-se
com Maximino da Silva Ousmao, em qualquer
lugar em que o mesmo se achar.
Fio de algodao da fabrica Catilina
A nmi n. da Babia
Vendem Machado & Pereira, ra do Imae-
rador n. 57, por commodo pre{0.
! A FLORIM
Baa l>uqii<- de Caxlas n. IOS
1 ADMIREM!
Cintos modernos a 1$000.
Luvas de pellica a 2#500 o par.
dem de seda a 2,-JOOO, 2$500 e 3)5000 rs.
o par.
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2^000.
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Plisseis de 2 a 3 ordem a 400 rs. 500 rs.
e 600 rs. o metro.
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120000.
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gura a 30000 40000 e 50000 a peca.
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Lieijuea poia lucuiuo % 200 rs.
Liabas para machina a 800 rs. a duzia.
Oarrafa agua florida a 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs. um.
Bicos brancos para setineta, cretone e chi-
ta para correr babados a 10000 10500
a peca com 10 varas, e barato.
Albuns de chagrn, velludo e velbotina
para 50 e 60 retratos a 60 70, o
80000 um.
Meias de escocia para senhoras a 10500 o
par"
Lencos de linho cm lindas caixas.
Bicos das ilhas muito fino proprio para toa-
lbas e saias.
dem brancos com 5 dedos de largara a
30000 a peca com 10 varas.
Caixas com Bortes de jogo de mgica pro-
prioa para sal2o a 50000.
Sabonetes de diversas qualidades a 120
200e500rs.
Boleas de couro para menina de escola.
Grande pechincha em espartilhos de linho
30000 um.
Lindas pastas de 500 rs. 10000 20000
30000 e 60000.
Carteiras para guardar sedulas de 100000
a cem.
Ditas letras com os repartimentos de Ja-
neiro a Dezembro.
BARBOZA & SANTOS
Dolariidios e punhos de
selluloide
Carlos Sioden receben pelo ultimo vapor, e
veade baratissimo ; na roa do Baro da Victoris
numaro 48.
Vende-se
no
Boma, famwnMtto., t-w* OmMuUmm, jpahis
OLEOFIGADO BACALHAO HOGGI
Sew chtlro oem /reato dos leos de Figado de Bacalhao ordinarios.
Ule Ota natural e ouro e de urna efflcacidade certa, contra as Mole >tta do Valia,
a Tiste*. Broaohltl, o*Bstlf>a**ea, Tesas* cbrsalcu, Tamoras clandalsrtos 11
tamben eOlca para rsrtiaosj as oriansma fracs e deiiesdas.
Devt-m emgir o *** U Ha*~, e de mala o cerUBeado do sr lebuextr. Ch*f* tot
Trabalho* CAiouaw da Facltete te Medicina U fnt, que Tal iipresso no rotulo colado
em Cadrs vidrs triansulsr. O SU si BSM Tsnds-se em todaa aa principies Ptarmaclas. |
A riB0. Mtmie>.em ftue s em*e7~aami *
Venie-se a casa terrea com 7 quartos, 3 salas,
sosinha, jurlo com banho de chuvisco, depen-
dencias pnra criados, cacimba com muito boa
agua e bomba, um lindo jardim, passa um riach i
pelo centro do sitio, tendo orna pequea ponte
com bancos para recreio, arvores fructferas, eo-
queiros, Iaranj>-ir88, sapotiseiros, mangueira*, ja-
queiras e outras diversas, ra da Harmouia,
dividindo com o si ti > do Sr. Badaem : a tratar
eom o Sr. Domingos (Joan Corris, na casa ama-
relia, ou na ra da Pai n. 42.
urna boa casa com 2 quartos, 2 salas e oosinhs.
sita i travesea das Flores n. 3 ; a tratar na roa
de Paulino Cmara n. 4.
Pura rifler
Urna mobrlis. completamente nova, de un fa-
milia estraogeira que se retira no primeiro vapor
para Europa ; na rus do Marques de Olinda n.
59, 1' anoar.
Menead
Vende -se osnsoial farinha de milho e de arrot,
feita 4 vapor, e preparada para bolo, cangica,
cuscua e outras diversas especies de comedor)as
que aesessitem destes raesmos gneros, sendo a
240 rs. o kilo da de milho e a de arroi a 320 rs.f
assim como farinha para tender o pi cerveja a
2|000 a arroba : na padaria da travessa dt
Pomos! al, pertencente a Pereira 0c Pinto.
Tetepbone2*6.
r
SAUDB PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllulas purificad o Sanu, errlem todas as dewdems de Estomaio t)
dos Intestino*-.
Fcnalecem a saude das constitacoes daltaadas, e saofi'um valor iberd para todas as enfema*.**
pecaare. ao aexo feminino em odas a. edades. Par. os -xenint aXWLK*a7a.
rjessoaa^idarfeavaDcactaasuaoWiaoiaawBtts^ ^"
avo.
Esw adido*. so srcsarsss. ..eate ao Bdatetecinwi,, J, Pr)m)m HUM,M
e T.O.SS, .. todTl, ptuw^Xa-lrSr *******>
aderes sao cooriaasoa rsssnaousMnte a eianinar > m.i ~aTm >





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8
Diario de PcrnarabocoQuinta-feira 1 de Sctenibro de 1887

i
VUCffiM
(lia
im
Una entrevista cota M- o
perador.
(Gazeta de Noticias da Corte)
(Concluso)
t Depois do mea paiz, disse-nos elle,
a Franja que prefiro ; e depois do3 meus
subditos, ae b'in estar dos quaes tenbo
consagrado todos os meus estorbes e toda
a miaba vida, sao os francezas que eu
mais amo.
E' por isso qua, no3 mora 'tit03 ele liber-
dade que lhe deixam os dissabores da po-
ltica e os cuidados do poder, D. Pedro se
compras em recordar as bas viagens pelo
nosso paiz. .
A lembranja da sua primeira visita a
Pariz fixou se-lhe muito singularmente na
memoria ; e, quando o interrogara, v-se
que cora, certa latisfajo conta o Impera-
dor, sem se esqueeer dos mais insigoifi
cantes detalhes, todas as auas vivissimas
ijjpressSes de outr'ora.
ImpressSis dolorosas, entretanto, porque
chegau e3 Franja no dia iojinodiato ao
dos nossos desastres.
Urna vez (e o Irapera^sr conta este
fado com aditiravel preeiso), ao sabir de
urna sesso da Sociedade Botnica e Geo-
lagaa, pedio que lhe raostrassem o Jar-
dim de Acciimajo ; responderara-lhe que
j nao existia ; que todos os aniraaes ha
viam sido devorados durante o cerco.
Conta tambem que urna tarde, no Pala-
cio d? Industria, defrontou com todos o*
dostrojos da columna Vendme, e que
sentio, diaote desses pedajos de brouze
mutilados, as mais indiziveis angustias.
Sao recordajo'as, estas muito
passemos adiante.
D. Pedro, durante o quarto do scu rei-
nado, conhee* tres presidentes da Kepu-
blica nesta bella Franja E, phenomeao
ioteressante, relacionou se com todos tres
no mesmo dia !... no salo do primeiro
dentre elles, o Sr. Thiers I
Foi em Janeiro de 1372. O Sr. Thiers
bavia convidado, em Versailles, o Impe-
rador do Brazil para jantar, e entre outros,
cuios nomes D. Pedro po'eria citar, o
marechal de Maa-Mahon, o Sr. Julio Oro-
vy, o principe de Joinville, a duqueza de
Grallire, os gener.ies de Cissay, Chnchant,
Vinoy ; os Srs. Batbie, Saint-Claire De-
ville, de Prente, de Rrausat, Jules Si-
mn, Mignet, Claude Bernard, Berthmond
e de Tillancourt.
E ninguem julgue que houvesse sido a
poltica o assumpto dominante da conver-
sajo. Fallou-se at da alta de prejos no
mercado.
a A differenca onsderavel, dizia, la-
alentando se, Thiers, naquella sua vozinha
aguda e penetrante ; se at o meu alfaiate
fez-me pagar sobrecasacas por prejos mui-
to mais elevado do que em outro tempo !
4 Oh, Sr. presidente, replicou o Sr. de
Tillancourt, nao se admire PoU se o
Senhor cresceu tanto I
Eis como urna simples phra3e amavel
uie vir um dia a pertencer historia...
quando archivada na memoria de am so-
berano.
O marecbal o o Sr. Gravy forano apo-
sentados, um aps outro, a Su* MagesUde
D. Pedro, que devia encootral os, um pou-
;o mais tarde, am aps outro tambem, no
Z'.yaou !
Nessa mesma viagem, o Imperador vi-
3tou a Academia Franceza, onde, revoln
cionava todos^s spiri os a recente reti-
da do bispo Dapanloup, e onde a pr-
xima recepjo do duque d'Aumah punba
-3m extraordinaria agitajo todos os cere-
bros. > r>
Na Gait assistio olle primeira do Koi
Carotte, applaudio no Vaudeville os Foux
Bonshommes, no Gymnazio a Pnncesse
George e Chilpec, nem mesmo sabemos
ande Foi at convidado a acompaohar,
no conselho de guerra, o proce330 Blan-
mas recusou o convite.
No Conservatorio assistio elle um
aos exames de cauto do Sr. Rog t.
Dous professores la se achavam, Vic.or
Mass Felicieute David ; o Imperad ar,
notavel virtuoae, comprimentou-os com mui-
to cordialidade, e parece que os poz es:u-
pefactos, citandialbes nao s os titulo 'las
su 18 obras primas, mas at os dos mais
insignificantes dos seus primeiros traba-
lhos. E oomo a nota alegre apparace
sempre em cada recordago, como p *ra
fix-t'.-a melhor, D. Pedro conta que Am-
broise Thomas lhe offereaera com insist ;n-
alis muito lUongaira a cadeira da
s terrajo dos cafs ani-lentrou na cidade, onle s cabejas curio
mais, sas das mulheros guarneciam aa janellas,
ca,
presidencia, qua ella recusara ; mas que,
finalmente, para por termo a esta lucta de
gentil.-zas, tivera de tomar assento ao lado
do Ilustre director.
O imperador, nesse mesmo anno, asais-
tio ao casamento do principe Czartoriski e
da princeza Margarida de Orleans. bam
como a todas as Testas celebradas por esse
motivo em Chantilly.
E essas recordajes ntidas e precisas
acodem-lhe em tropel, se acaso discretea-
mos com Sua Mages'.ade acerca das suas
vigens.
Assim podemos rever, grajas a elle,
todo o coufuso passado, e, com esse rei
verdaderamente franaez, revive em nosso
eapirite toda essa historia j esquacida, at
pelos proprios parizienses I
E como eu perguntassa v3 Imperador,
no momento de retirar-^p, se j havia es-
cbido, a estajio thermal, por cuja causa
einprehendora tao longa viagem atravz da
Europa :
t Nao, disse me elle; ignaro anda s:
me prescrevera n Carlabad ou Royat ; po
r n, acarescentou sorrindo, sabel o-ha tal
lucubres ;fvez ao mesmo tempo que eu. O Figuro
tudo conhece. O Fgaro sabe tudo, e nao
serai eu qua me lastime por isso, porquan
to a minha loitura do todos os dias no
Brazil, e elle quem nos leva noticias de
um paiz que todo3 nos amamos l
Resta nos dizer que o imperador parece
muito bam disposto, e que, se como um
segundo Pedro Grande, assim percorro o
universo, menos para rastabelecimento
de sua saude, algum tanto enfraquecida,
do que para estudar os prograssas da Eu-
ropa, aproveital-os para o Brazil, e au-
gmentar ainda, se po3sivel, a prospari-
dade do seu imperio e beta estar dos seus
subditos.
E' o momento mais agrada vel do dia;. dia e foi por entre graade vozeria e no
as mojas bonitas vSo passeiar, os mojos I meio de urna nuvem de p, que o cortejo
segu mn'aa ; os tarrajas dos e *
mam se. Na praja do Diamante, e
longo, na estrada dos Sanguinarios, vt-te
urna procissSo de trajes claros e de cha-
pis de palha.
Em baixo, parto do mar, as barcas dos
pescadores aprestam as su*s finas velas,
Das esquinas das ras, cercara, os vende-
dores de agua fresca ou escutase, cem
aquella granda enthusiasmo dos pavos do
meio-dia pela msica, alguma valsa, cem
veze3 ouvida e martillada, por um piano
meuhanho.
E' a e3sa hora, sampre agitada e ruido-
sa que em um dos primeiros dias do ve-
ru passado, corr u repticamente um
boato pela cidade e em um fechar de olhos
deBpejou os nafas, varrau as ras e a pra-
ja, levando todo o povo para um s ponto,
L'TTERATM?
O ULTIMO BANDIDO
POR
i:.HHa.\ICI. AHI\E
I
qui,
Durante todo o tempo do verlo, a bella
cidade de Ajaccio fica como que adorme
cida, s horas do sol. as ras, augmen-
tadas pela solido, eos passeios amarelle-
cdos, onde, de espajo a espajo, as bar-
racas dos cafs lanjam um pauco de som-
bra, nSo se encontra alma viva, apaas,
debaixo dos guardas sol, alguns transen-
tes que v&o tratar do3 seus negocios, lim
pando o oaor da tola. As janellas das
casas estao fechadas ; as portas du es
tabelecimentos estao estendidos, fatigados,
os cues com a Iingua de fra, e no porto
nada se meche, o mar est liso, claro e es-
pejante, lato dura assim toda a tarde,
sem outro barulho que nao seja o zumbir
das moscas ou o S3m das horas de relogio
do quartel e, de tempos a tempos, o passo
regular e lento do carro de irrigajao.
S pelas cinco horas que a cidade aa-
code o seu torpor, quando os empregados
sahem das repartijees e as crianjas da es
cola e quando, muito suavemente, a brisa
do mar corneja a babugar as laranjeiras.
FOLHETIM
VICTIMAS E ALGOZES
POR
EMILIO DE RICHEBOURG
PROLOGO
para o eotroncamanto da estrada de Bas-
ta, oade, em pouco terapa, a multido so
tornou immensa, enchendo os dous lados
da estrada, trepando s arvores subindo
para cima dos muios, com o mesmo mo
viraento de anaiosa curiosidade.
Urna s phrase corra pelos grupas :
prenderam o bandido! E cada qual, la
a seu modo, contava a historia aos que
chegavam.
O bandido era, bem entendido, Tito
Belluomo, o mais famoso de todos e qu",
havia annos, zombava das parsagui1'^ ;9i
atcrror8ando a trra, despresando a poli-
ca, inexpugnavel na sua floresta.
Acabara de cahir em ama emboscada ;
tinham-n'o descoberto, cercado ; dofende-
ra-ae com furia matando um soldado, feria-
do dous; depois vendo repentinamente o
velho Negroni, o cabo que fazia pontaria
sobre ella, fez um 9gaal, atirou para lon-
go de si o revolver, que ainda tinha um
tiro tiro carregado e eutregou-se.
Este ultimo pormenor, sobretado, admi-
ra va. Entregar so Tito, quando tinha ain-
da urna bila no revolver diaote do velho
Negroni, um bravo, na verdade, mas tHo
psalo !
Ninguem quera acreditar aaquillo e .lis
cutia se, perorava-se.
Mas de, repente houve sileaco, que foi
seguido do um graade grito: Elles ahi
vera, elles ahi vm b
Era, com effeito, o cortejo. Os polciaes
cavallo vinham frente, depois os solda-
dos recrutados em ama localidado prxima
e, no meio da escolta, com as mos atadas
atrs das costas, com passo firme e trazen-
bem alta a bella cabeja morena, quaima-
da pelo sol, Tito Belluomo, o bandido, com
o longo bonet dos camponezes corsos ca-
hindo lhe sobre os hombros, vestido de
velludo castanho, am tanto no fio, cinta
vermelha e grandes polainas pretas cober-
tas de poeira.
Pareca socegado. Olhava para a multi
dao com desdem e a raultido contempla-
va-o com aquello respeito enternecido, que
sempre tem para aquelles marcados pela
morte. Porque o fim do bandido era bem
claro. Havia certo tempo que todos os
crimes lhe eram imputados. Todas as ve-
zes que, em Ajaccio, se sabia de algum
assasainato, cujas Autores eram desconhe-
cidos, todos diziam a mesma cousa.
Est visto Emquanto no preude-
rem o Belluomo !
Entao a polica puuha-ae em marcha ;
mas sempre estas expedij3es ficavam sem
resultado a, era todas ellas, 1A licor escon-
dido no slo um policial
O tribuaal de Bastia, n3o podendo fazor
outra cousa, tinha, havia muito tempo,
coniemnado o bandido morte. E eis se-
nao quando o homem deixa ae prender.
Na verdade, a sua conta n2o era m e
logo que passou o primeiro momento de
comraejao, os instinctos populares appare-
ciam e levantavam-se clamores violentos,
seguidos de grande agitajSo, que a escolta
tinha maita dificuldads em conter.
Acclamavam os policiaca e victoriavam,
emquanto, aas partas, os lojistas se pu-
chara nos bicos dos pos, para melhor ver.
Chegaram assim prisao. Quando es-
tavam quasi entrar a parta, de urna das
janellasinhas que ficam era frente, no quin
to andar de u ua dessas graade casas de
pobres, onde tautas familias vivem agglo-
raeradas, parti uta grito despedajador,
que por segundos domiuou o ruido formi-
davel do povo. Ao masmo tempo, como
sombra rpida doseahala na parede ba-
nhada de sol, um corpo cahio no passsio,
um corpo de mulhar, em volta do qual os
que estavam mais prximos se acer-arara
sem que essa queda, qua no grande acon-
teciraento do dia era apenas um acontec-
meato do dia dosviasse a attonjo do povo,
toda dirigida para o preso.
Houve apenas um pequeo movimento
no grande turbilbo. Alguraas pessoas per-
guntaram, sempre andando: que f>i? r.s-
poaderam; foi uraa mulher que so debru-
jou muito na au lia.
J tinham levantado a infeliz, j tinham
offarecido diversas pessoas para a lavarem
para casa, havia j grando confusSo e com-
mojSo em todo o predio, quando, atravez
o sanfrue que lhe corria a borboto ;s, reco-
ahecaram aquelle rosto paludo : era a filha
do velhoNgroni, Migdaleni, a sua filha
nica.
II
sobre tudo, o velho Negroni, o here do
Todos ao bairro conhacam muito a tal
Magdalena. Tinham a visto crianja ; de-
pois crescida, muito engrajada com 03 seus
modos de mociaha e, quando j era rau-
lb-r, maiga e boa e co.n un ar serio, que
tilo bem lhe dizia com o rosto p.lli lo.
Tinha olhos grandes, muito pretos que
contrastavaia com os cabellos louros e, en
toda, rauita graja e reserva, aquella di3-
tincjo natural das raparigas Coraega.
Ainda muito moja, havia perdido a mai
e a desgaja tinha por assim dizer, araadu-
recido antes da idade. Como vordadeira
mulher tinha tomado o govsrno da casa,
dous pobres quartosiuhos que estavam sem
pre limpos e brilhantes, como o velho Ne-
groni era tambem, o mais bem escovado e
o mais taful da sua brigada.
Tambem como elle amava- aquella pe-
quena !
Nada havia do mais commovente do
que as suas despedidas de raanh, quando
ia para o servijo ; pareca sempre que par-
ta para urna longa viagem. E, de tarde,
quando acabavam de jantar quaado sa-
tiiam para tomar ar no porto, elle teso o
grave, ella risonha aos coraprimeutos dos
visiahos, como o velho cabo ficava orgu-
lhoso !
NSo podia encontrar um amigo que se
aSo approximisse d'elle.
Minha filha, dizia ello com modos ce-
remoniosos, apresentaudo Magdalena.
E a moja comprimentava com um boni-
to sorriso, emquanto o amigo se extasiava
era comprimentos que trausportavam o boro
Negroni.
Um mogaifico rapaz, nao verda-
de ? dizia elle filha... Ah 1 aquillo um
verdeiro amigo.
Havia, entretanto, muito tempo que elle
nao davam o sea passeio de tarde.
Magdalena esta va doente, Bem que se
soubesse o que tioba. Fassava as noites
agora mesa do trabalho, o velho, fuman-
do a sua cachimbazo, de fumo corso, ella
trabalhando para as modistas ou para as
costureiras da cidade, e nao se diatrahindo
do trabalho senSo para ir algumps vezes
por a j analta o seu rosto emmagrecido, fa-
zendo dizer s visinhas estas palavras :
Com certeza esta menina tem ma-
guas no corajSo.
Com o tempo tambera esta idea occor-
rera ao velho Negroni. N5o poda ser se
n2o isso, evidente, porque o velho tinha
a consciencia de ser um bom pai e de nun-
ca ter contrariado a filha.
Interr gou a e ella fez-se muito verme-
lha sera estar muito disposta a responder-
lhe. Depois em um dia em que elle a n-
terrogava ainda com a sua voz grossa e
meiga onde ella advinhava urna verdadei-
ra dr, Magdalona confiou-lhe as suas
maguas, que eram o que elle tinha suppos-
to, urna historia de amor, que havia alguns
annos lhe oc upa va o corajSo.
O cabo, tranquilizado, levou a cousa a
rr.
Pois bem, parece-me, que se pode
arranjar tu lo isso.
Nao, tinha dito Magdalena.
O rosto do pobre homem anuviou se.
Ento, muito rico para n3 ? per-
guotou elle.
E' sim, muito rico, tratou de respou
der a moja.
E como se chama ?
No o posso dizar.
Nem mesmo a mira ?
A meu pai, menos do que a outro
qualquer, accrescentou Magdalena, rindo,
cora um riso contrafaito.
O valgo n5o tinha insist lo. E tinha
eito bem. E' o baudido que amava Mag-
dalena, e se Tito Belluorao, que cnchia a
Corsega com as suas proezas lendarias, e
de quera seu pai, durante os sar3es, lhe ti-
nha rauitas vezes co tado os seus crimes.
Tinham-se conhecilo era Bastelica, a
aldeia onde durante o verilo a moja tinha
ido passar ura mez em casa de urna tia
relha, para gozar o ar das montanhas.
O amor tinha come jado por um idylio.
Um dia, em um dos sf;us longos pas-
saios pela floresta, Magdalena tinha, come
era um tonto de fadas, visto surgir repen-
tinamente de urna raatta um mojo paludo,
com os olhos desvairados, cora o rosto
cheio de sangus, o tendo na rao urna espin-
garda, doade ainda sabia fumo.
(Continua)
VARIEDADES
O advocados
POE ALPH05SE KABR
(O Paiz)
(Con^luBo)
Do mesmo modo, sem se haver informa
do o menos possivel dos recursos da Fran-
ja, era homens, em armamento,
di
em
nheiro, e sobretudo em eathusiasmo pa-
tritico da najlo, raestre Jules Favre pro-
aunciou afoutaraente sua famosa phrase :
Nem urna polegada do nosso territo-
rio ,nem urna pedra de nossas fortalezas.
Esta phrase, que trouxe a contiauajSo
desastrosa de guerra, para nos cutregar
oxhanstos e desarmados a um iniraigo que
entlo podia ainda respeitar-nos.
Mestre Gambetta quiz tambem fazer sua
bonita phrase, e disse : Fajamos um
pacto com a victoria ou com a morte
Phraze que nao o empenhava cm cousa
alguma, porque mestre Gambetta, j obri-
gado a se fazer matar pela promessa so-
lemue feita por mestre Favre em uome de
todo governo, empenhava sua pessoa urna
seguuda vez mas, certo como os outros,
que podia adiar indefinitamente o venci-
mento desta segn la promessa, como os
ttulos de commerco.
Nao veio ao espirito destes Srs. advoga-
doa qu aiui de nao se tornarem ridiculas
estas retumbantes phrases, teria sido de-
cente, se lhes pareca duro fazarem se ma-
tar at o ultimo que ao meaos um
dentre elles, designado pela sorte, fizesse
o mesmo que fizeram tantos pobres solda-
dos, sacrificados a suas ambijoes e Ceas
phrases, isto marebasse resolutamente
ao encontr da artilharia alleraa. Nao teria
sido, conforme a promessa, todos nos at
o ultimo mas emfira teriam mostrado um
pouco de boa vontade e respeito verdade^
o talvez a najao concedesse graja ao
resto.
Mas enhum dos vabosos advogado
se julgou, como outros homens se julga*
ram, ligados e obrigados por estas boni-
tas phrases. Ellas havum produzido sen
effeito como phrases, o estava tudo aca-
bado.
Exactamente semelhantes s dansarinas
no theatro; urna faz a pirueta, depois
avanjando para a bocea da scena com os
brajos arqueados, o corpo iuclinado para
diante, desenliando com os olhos e os la-
bios um sorriso postijo, espera os applau-
sos. A outra, de seu lado, esforja se por
dar urna viravolta roais do que a sui rival,
pula na ponta do p, depois, tomando exa
ctamente a mesma attitude, simulando o
mesmo sorriso, inclinase para o publico, a
espera o justo premio de sua bella pirueta.
Indicarei summariamente, para nao pro-
longar demais este artigo, dous outros in-
convenientes da presenja tao ridiculamente
multiplicada dos advogados as assemblai
polticas.
O publico acostumou so a exigir de to-
do representante qde toma a palavra essa
facundia, essa verbi'.gam sonora, 0:a, dif-
fusa e interminavel, em qua primam os
advogados. (3)
E para nao fallar seno do raui psqueno
numero daquelle3 que ten verdadeiro ta-
lento da palavra, direi que desnaturar,
de maneira prejudicial aos interesses do
paiz, o papel da urna usaembla de repre-
sentantes, fazendo della sucuursal e algu-
mas vezas antecmara da Academia Fran-
ceza.
Conhejo pessoas muito de bem, muito
sensatas, podendo emittir opinioas do maior
interess;, que nao ousam pedir a pilavra.
perqua lhes falta o que possue o mais n-
fimo advogado, o ultimo do3 rbulas, 9
que alies chamara o dora da palavra.
Ora, urna assambla real dos repre-
sentantes de um paiz deve encerrar ata
seu seio pensadoras, operarios, sabioa,
ignorantes, praticos, especialistas, que po-
dem attmgir perfeijao de sua arte oc
de seu officio sera serem oradores e cujos
conselhos o opiniSas livremente expresaos
iuteressam muito ao paiz e devora ser ex-
pressos ainda mesmo em patois >.
Eis ahi o primeiro inconveniente.
O segundo que os advogados, no exer-
cicio de sua profiasao, segundo o acaso
das quesiSas que tratam, das causas que
defender, acostumados a negar as verda-
des as mais evidentes, afirmar as aaser-
jftas as mais insustentaveis, nao poupam
desmentidos, iasinuajoes e aacusajoes^mea-
mo as mais offensivas, sem que isso os
iacommode ou offeada mais do que se r-
senteos Agamemnon e Aahilles, nos basti-
dores do theatro e atrs do panno, das
provocaj5es que trocaram na scea. Je
ne dis plus qu'un mot, c'est k vous de
m'entendre
Com effeito, um dos advogados nega a
verdade e affirma a mentira, mas o mesmo
papel cabe amacha ao outro, e n5o se en-
vergonhando d'isto, nem um nem outro,
elles nSo podem se offouder por lhes lan-
jarera em r?sto.
Estes costumes e estas praticas, lavadas
s cmaras pelos Srs. advogados, que as
eochem hoje em dia, tora abaixado maita
o diapasSo e o tora das discustSes polti-
cas, elhes tem tirado muita nobreza mes-
mo deaencia. (4).
I
No dia O de Julho do anno de 1864 rea-
= jd-5e ura casamento na igreja Saint Phi
i u Roale sem barulho, .*cm pompa,
em Qiesanja apaas de algumas pessoas c
:am*que os joraaas sampre espieiia de
isa munlanas, o tivesse annunaiado.
Coratudo os casados n3o eram daquelles
;om se nao falla. Pelo nascimemento
e pala edu^ajao pertenciam granie ao-
cieiade.
O noivo, alto e b-llo mojo, de trinta an-
B0>, era o Vis.onda de Merolle ; era mui-
to conhecido nos circuios onde se joga.
Lufisdo, havia alguns annos, no ture.
ia vida parisiense, tinha chamado militas
3 a atttnjo sobro si pelas suas louen-
que lha tinham grangaado repu'a-
!o catr.itia, que ello ria verdad: UM
i.
A noiva, qua tinha vinto o dous .
era a menina Gabriella de Sauliau, filba
jnica da Marqueza' Maria Antoni-:a de
S iliau, que po3suia magnficos dominios
am varios departamentos, entre outro:
, Seina lufariaur e Pas-da-C.^
jifa tinha tambem o sau paL
i.'tlz, na ru i do Varannes, velha
JB aristocrtica, on le uito passava *3nSo
a z s da invern. Todo o res'.o o ai:
no e desde que, havia vinte annos,
perdido o ep:so nao dcixuva o s? I
de 8a al; u.
Ag ra pedimos ;io laior qus nos
.:Q quirto do pjilncio du ma do 1*
nt Ilonore, a algun3 passos^a ru
Esse quarto, commodament raD.
j grandes cortinas do eretanna
3 e semelhantes s d jeito, sr.
Dindo por duas velas, collocadas ..x* ;c
cima da jardineira, que oaaupa o centro do
quarto e outra sobre a pedra do fogao.
Urna moja acaba de entrar no quarto
depois de ter sido conduzida ao altar n'a-
ma carraagam de aluguel.
Ainda nao sao coto horas da noite. O
tempo est raor o calor euffocante.
A moja est vestida com o trajo branco
de casamento, que ella enverga com rara
dBtincjSo.
E' a noiva de Saint Philippe-du Roule,
Gabriella de Saalieu ag>ra Viscondessa de
Mrulle.
Conservase re do fogao, ni attitudo de quem espera.
A joven visoocia3;:i de notavel for-
niJ3ura.
A sua figura cima da mediana, es
belta e elegante, e debiixo da seda bran-
ca, desenbam-se-lhe magnificas formas.
Opulentos cabellos negros, emmolduram-
lha a testa do uraa pureza admiravel. Os
grandes olhos negros a Mamadores tem ama
expresso indefinivtl. 03 movimeutos re-
velam-lhe a agitaj^o interior.
Est paiiida e atristen espalbada no
rosto d ao conjun/.o ia 11 physionomia
c quar que de doce, de postiao, que an
da augnenta a sua bel!:_i.
Ao cabo da uru pz-se em fren-
te do ospslho e coro prjaaujoba, para nSo
desmanchar o ponteado, tirou a cora de
flores de laranjeira, que atirou para cima
da urna mes e outrotarto fez ao ramo,
que trazia na cintura.
Casada I esto ~. ia I murmurou
ella. Fsi CU que a niz. Fz mal ? O fu
tura o dir. Pan lh". p:rtencer, desobe
ileci a minha mi> a arrostei as suas iras.
Oh minha. mai, minh. T.li Amo-o e elle
tatabem mj arsa ; mas ;.3ar-me-ha sem-
pre ?
A cabeca chio i.. o peito e p~z-
se a pensar ra* 101 iaiancia, nos dias feli-
'i moai! ?:as e bellas re-
cords,
l\mz tetrpo '.i junto de si e
quiaia ea inh? 3 pequeas raa-
gaaty aata dm n aioguem ex-
.Jo, su* /a-a.
Daas grasdes lagrima. brotaram-lhe dos
s a cabiram-'<: :te pelas facea
: j.
dente Ja v. 1
ti casada, nal
1
A caremoaia .
Kandestinamente.
A SJarqu.-za de 3uj'03 r.lo tinha aitaia
i ultima desien-
Saulieu, tiuha-
>r;a o consona-
"actuado quasi
tido. Nem am prente, nem ama amiga
da noiva tinha ido apertar-lbe a aao ; n&o
tioba visto, roda de ai aenSo parentea e
amigos do Sr. de Mrulle, estrauhos para
ella.
E, volta da igreja, era em casa de
urna parenta do visconde, que ae dizia ami-
ga do Gabriella, qoe tinha acabado aquelle
dia de festa.
Aquelle dia de feata I Aquella palavra
nao continha urna irona cruel ? Dia de
festa Quando a noiva, apezar de todos os
seus esforjos. n5o tinha podido sabtrahir-
so s sombras preoccapajSes que a assal
tavam I
A moja olhou para o relogio e deixou
escapar Um profuado suspiro.
Ella deve estar a chegar ; mas por
que esta entrevista ? Por que me quer tal-
lar boje ? Mea Deus 1 Se a sua colera ti
ver desapparecido, se me trouxesse o per
dSo ? Mas nSo, n5o posso ter esta esperan-
ja. Infelizmente a sua carta nada me dei-
xa espa/ar.
Tirou do seio um papel assetinado e leu :
Dsseram-me onde a morada actual
do Sr. de Mrulle. E', Bem duvida, para
este aposento que elle te coaduzir quando
fSres sua mulher. Pejo-te que me espe-
res ahi no dia do teu casamento, s nove
horas da noite Marqueza deSaulieu.9
E nada mais, suspirou a moja, e
uestes termos, com esta frieaa, que ama
mili escreve a sua.filha.
Abanou tristemente a cabeja, poz a car-
ta em cima do fogao e limpou os olbos.
Deram nove horas.
Estou toda trmula, cootnuou ella,
e com? o corajSo me palpita! Sou ama re-
voltosa, verdade, mas nSo ama crimino-
sa. Ah n3o ha de ser sera piedade para
sua filha. Acharei na minha alma infla-
xoes que farao diminuir a sua colera e me
restituirlo a sua ternura.
Um ruido de passos na escada fl-a es-
tremecer e apoou as duas mSos de encon-
tr ao ccrajao para lhe comprimir aa pal-
pita jes.
Abrise a porta. Urna mulher com um
severo vestido preto entrn no quarto.
Poderia ter quarenta e cinco annos. Ti-
nha sido bella e ainda o era. Entre ella
e a noiva a semelhanja era extraordinaria,
mas que differenja de oxpressSes as phy-
siooomiaa 1 Esta, trmula, humilde, tinha
o ar supplice: a outra, fra, altiva, as tei-
jdes rgidas, o olhar duro, implacavel 1
Minha mai minha m&i exslamoa
a moja, abrindo oa brajos prestes a lan-
jsl os ao pascojo da mSi.
Mas esta com am gesto imperioso obri-
gou-a a ficar immovel.
Houve am tempo em qae era minha
filha, disse a mili com voz grave e severa,
mas, cessando de ser filha respeitosa e sub-
raissa, rompeu violentamente os lajos que
nos uniam e abafou me, ao corajlo, a ter-
nura maternal.
Son a Marqueza de Saulieu e a senhera
a Viscondessa de Mrulle, nao o esqueja
durante a nossa conversa, a derradeira que
de vemos ter juutas.
Com a mo indicou urna cadeira filha
e sentou-se tambem.
Houve um momento de silencio, dorante
o qual n5o se ouvia senao o bater do relo-
gio.
A moja curvava a cabeja, mergulhada
em profunda magoa.
Minha senhora, disse a marqueza com
tom glacial, foi contra a minha voBtade
que a senhora se casou com o Viscoade de
Mrulle. Desprezando a autoridade da urna
mi e escutando conselhes funestos, a se-
nhora afastou-se do teoto maternal, do lar
pacifico, onde nada resta, a nao ser a re-
cordajSo da sua feliz mocidade, e levando
ao cumulo a sua iinpiedade, nSo receiou
apresentar-me o que, por amarga irona,
se chama intimajSes respeitosas.
Supportei essa affronta, A lei era pela
senhora, eu nada podia fazer e, sontindo a
sua cegueira e a sua louoara, deixei-a ir
ao encontr do castigo, qua lhe est reser-
vado.
Emfim, a senhora assim o quiz ; est ca-
sada, a uni&o sacrilega eS'eetuou-se.
A moja deu um longo suspiro, levantou
a cabeja e os olhos hmidos fixaram-se-lhe
na mi, emquanto eatendia as mos sup-
pliccs.
Deixe-me fallar, disse imperiosamen-
te a marqueza. Esta maah, hora em
que o sacerdote abeajoava o aeu casamen-
to, ea, fechada no meu oratorio, de jce-
ibos, amaldijoava-o.
Fique-o sabendo : ha na vida horas so-
lemnes que o futuro nos apparece com es-
trenua lucidez. Pois bem, parecame vl-a
em poca infelizmente pouco distante com
as suas illuioaa perdidas I
A sua mondada e belleza tinha desappa
recido ; estava a brajos c na a miseria e
sem amizades, sem que houvesse mo que
a soccorresse, a senhora consumia-se cm
esteris e inuteis remorsoi.
-El senhora nao tinha d de sua fi-
lba, minha mSi ?
Nao, respondeu com seceura a mar-
queza; NSo tinha d, porque justo que
os culpados sejam punidos, que a aua ex
(3) Exemplos n3o faltam no senado e
na cmara dos deputados, e pode se com
seguranja affir.nar qua o numero dos nos-
sos representantes papagaios mutssmo,
maior do que o dos homens sensato* e
instru los.
(4) Nos sabemos alguma cousa; c V.
Exc. um miseravel. 1 Ministros qua
tom vergonha nao se riem ,etc., etc., sin
amabilidades e delicadezas que os nossos
advogados polticos trocara publicamente,
a abaixado o panno parlamentar abra
jam se e riem-se dos tolos que toma-
ren) a cousa ao serio.
piajSo sirva de lij3o aquellos que tentassem
imtalos.
A Sra. de Mrulle sentio-se estremecer.
Mas era menos pelo que tioba que receiar
do futuro do qae do ioflexivel resentimen-
to do sea terrivel jaiz.
Ah minha mili, disse ella tristemen-
te, possivel que o espectculo dos meus
soffrimeotos nao tenha despertado nenhu-
ma piedade na senhora ? E a sanbora
quem m'o diz, a senhora, cuja temara cer-
cou minha infancia com tanta affeijo e
solictude. Minha mi, minha naii, recor-
da-se ?
Record me. E exactamente, por-
que tinha pela senhora a mais viva affei-
jo, que a sua ogratido mais mons-
truosa.
Sou ingrata, minha mi, visto que
me revoltei contra a senhora. Mas nao
ou indigna de piedade. Amava o Sr. de
Mrule.
NSo o devia amar.
NSo se domina os sentimientos, e
quando a senhora me advertio j era tarde,
nao podia afastar o amor do corajo ; eis
ahi a minha desculpa, minha mi.
M desculpa. Urna vez prevenida,
devia deixar de o ver, de lhe fallar. Nao
teve nem orgulho, nem dignidade, nem
confianja em mim ; faltou a todos os seus
devores.
Era um infeliz, sofria.
Isso era um pretexto para animar a
sua revolta ; deveria ter pensado que ha
almas iracas e cobardes, qua nao merecem
nem piedade nem sympathia.
O rosto da moja fez-se vermelho.
Obi minha mi, protestou ella.
E' preaiso que lhe lembre que j nao
tom mi, respondeu a marqueza com se-
quido. Esqueceu tudo quanto lhe disse,
quando esperava ainda detl a borda do
abysmo em que se lanjou ? E' preciso que
Ih'o lembre !
Dizia lhe :
Entre a nessa familia e a desse homem
ha ama barreira que nao deve pensar em
altar. Aquelle que, nao soi por que meio,
soube fazer-se amar pala senhora, tem um
nome odioso e maldito. Compromettea a
sua mocidade em relajees, no meio das
quaes se deixa sempre alguma cousa da
considerajo e da honra ; eotregou-se a to-
da a especie de extravagancia e, o que
igualmente deploravel, que dominado
pela fatal paixo do jogo. E accrescenta-
va : o Visconde de Mrulle est n'um de-
clive, em baixo do qual o esperara a ruina
e a vergonha.
Mas foi em vo qae se fes ouvir a mi-
nha voz. A senhora nao me acreditan.
Hoje ainda nao me acredita.
A moja ficava calada, e pela sua attitu-
de e expresso da sua physionomia protea
tava contra a aecusajo de que era alvo a
seu marido.
A marqueza continan com tom asa
acerbo :
A senhora nao me acredita; pois
bom, ouja, Sra. de Mrulle. Soabe e es-
tou exactamente informada que o Viscon-
de de Mrulle est hoja completamente ar-
ruinado e que para viver e fazer boa fija-
ra na sociedade est reduzdo a expedien-
tes. Procura urna posijo, que talvez coa-
seguisse encontrar, se fosse outro homem.
mas desconsiderado como est, ninguem
ousa oceupar-se com elle.
E por um homem destes que a senho-
ra sacrificou tudo.
Mas, escute ainda, Sra. de Mrulle,
porque preciso que saiba tudo, afira. da
que mais tarde, quando soar a hora do cas,
tigo, a lembranja se levante diante da aa-
nhora como um terrivel fantasma.
Mais de urna vez a aossa familia teve
occasio de amaldijoar o nome de Mrulle.
O pai de seu marido teve outr'ora a auda-
cia de solicitar a minha mo ; nao tive ae-
cessidado de ser aconselhada por urna mi>
zelosa da minha felLidade e do meu futu-
ro para comprehender que elle era iadigao
de mim.
A uiinha recusa irritou-o e o miseravoi
vingou-se mais tarde, nao em mim, mas ao
Mrquez de Saulieu, qae eu lhe tinha pre-
ferido.
O marquez era bravo e leal como pc-
eos ; o seu carcter franco, aborto e gene-
roso deixava-o sem defeza, contra oa tra-
mas prfidos. Sempre e sem cessar en-
controu no camicho o odio oceulto do Sr.
de Mrulle.
Foi a esse odio qae sempre attribai as
difiiauldades que perturbaram a carreira da
Marquez de Saulieu.
Urna odiosa calumnia, hbil e cobarde-
mente espalbada, poz aeu pai em desaven-
ga com um personagem que nao tinha at
entao com o marquez seno relajaa da
amzade.
Dabi resultoa um duallo, no qual o mes
nohre espeso ficou mortalmente terido. Na
o homem que fario o marquez, q05.*1-
amaldijo, mas o traidor que lhe dirig
brajo.
(Continuarse At
i

Typ. do Diario roa Duqws de CarUs a.
anu 1 I
1 mam i


Full Text
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