Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19913


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Full Text
ANNO LXV
MERO 211
>
A
\
PAMA A CAPITAL JL.UC3A
Por tres muzos adiantados.
Por seis ditos dem.....
Por um anuo idem .
Cada numero a valso, do mesmo dia.
--
'JE NAO UB PACA PURTK
12*000
23*000
0100
QUARTA-FBBA 18 RE SETEMBRO DE 1889
-
PAHA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.....
Por nove ditos dem.......
Por um auno dem........
Cada numero avulso, de dias anteriores .
13*5CO
20*000
26#000
100
DIARIO DE PERNAMB
"Propriedade de LMarwel THxjueirca de Paria # Fityvs
Os 8rs. Amede Prin-
ce & 0., de Pars, sao
os nossos agentes ex
elusivos de annuncios
publicapoes naFran-
?a e Inglaterra.
SSB7ICQ l A32K.A 2A7AS
ROMA, 1G de "Setembro.
O Sr. Crispi, presidente do conselho de
t ministros, vai melhor do ferimento motiva-
do pela pedrada qua foi arremessada con"
tra saa pessa.
PARS, 16 de Setembro.
S. A. o Duque de Braganca acaba de
partir para S. Seb tstiao.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
17 de Setembro do 1839.
INSTRCCO POPULAR
PARTE OFFICIAL
A LSTTESATSA SSAZILEIBA
NOS
TEMPOS GOLONIAES
POB
^*Vt WMI
% liltteratara Brazileira do scalo
XVI no cosnero do XIX
ErBOr'O HISTRICO
(ContinuagSo)
. Vejamos como postor. *.nL**4*+WA
ciemos o grao de aperfeieoamento, que ]a navia
nttingido a lingua portuguesa :
Oy ei cantar u/amor
Em um formoso vergeu :
Urna formo-a pastora
Que no parecer seu
Jams nunca li por vi,
E porin disse-liic assi :
Siiilior por vosso en
Tornounie sanhudu en ton,
Cuando me esta oye diser ;
E disse.Ide-vos, varn,
Quem vos foi aqu Ironquer.
Para me irdes de estorvar ?
E ei disse :Aquisto cantar
Que fez qaem vi bem querer.
*b propr o rei poeta aprsenla em suasproduc-
coes provas de constante adianlamento ; j de
milito melhor metrificacao e harmona mais sua
ve sao, por exemplo, cstis strophes tambem
suas ;
Non chegou, madre, o meu amigo,
E hoje o prazo sabido.
Ai, madre Morro de amor.
Non chegou, madre, o meu amado,
E boje este praso c passado.
Ai, madre morro d'acior.
Por que raentio o desmentido,
Que o prazo 6 hoja sabido?
Ai, madre Morrro do amor,
Porque mentio o perjurado,
E hoje o |>razo passado ?
Ai, madre morro de amor.
Ma3sias, contemporneo de D. Diniz, que o Sr
Theophilo Br.ifja considera antes hespanhol que
nortuguez, cujos amores com urna mulher casa
da valeram-Ihe a morte dada pelo injuriado ma
ridO,em tom mais apaixoaado exprime os seus
sentimentos, ja em un i lingusgem tao aperfei-
goada, que parece quasi a do nosso tempo. Diz
o poeta :
Cativo, de minha tristura
J todos tomam espanto.
E perguntam que ventura
Foi a ijuc me atormenta tanto.
Mas nao vi ao mundo amigo
O que ruis do meu quebranto
Diga que esta que vos digo,
Que Subir nanea derla
A pensar no que e folia.
Cuidei fubir em alteza
Por cobrar maior estado,
E cahi em tal pobreza,
Que morro desamparado ;
Com pezar e com deUJO
Que vos dir niaifadado !
Lo que em l i bem o vejo
Cuando o louco vai raais alto
Subir, cahe de maior salto.
E quao pobre e quilo saudoso
Porque me dou a pensar I
Minna oucura assi crece
Que morro por entonar.
Pois nunca mais a verei!
Si ; non \er desejar.
E por lano assi direi,
Qui'-n (m crcel so viver,
Em carec sr veja morrer !
Minha ventura em demanda
Me pato e tac denudada
Que teja sempre nidada :
Pexo mas non saberao
De minha cinta Isidrada.
E porm as-iiro.
Cao raU -a brava,
De seu valor se que trava.
Do reinado ueD. Diniz era diante principia a
lingua porlugueza a lomar-ge culta, mais cor-
recta e mais dlc-lincla, libertando se das palavras
' barbaras do dialecto, e enriquecendo se comnm
precioso caudal de vocabulos puros.
(Contina)
iio\eruo da provincia
ESPEDIENTE DO DIA i" 0B AGOSTO DE 1889
Actos :
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do administrador dos correios,
em oflkio de hojo,sob n. 83. resolte, nos ter-
mos da leijk'tJ9\ de 20 de Outubro de la77,
exonerjtMo cargo de agente do correio da po-
voacjwde Campos Fros, Jos Vicente Ferreira
or e nomear para subslituil-o Antonio Ilde-
fonso da Silva.-Ccmmunicou-se ao administra-
dor dos correios.
O presidente da provincia, tendo em vista a
inforraago do director ge ral das obras publicas
em oflL'io de non tem sob n. IDO, resolve proro-
gar por tres mezes o prazo para coucluso da
obra dos reparos da ponte sobre o no Amara-
gy, na propriedade Duas B irras de que arre-
matante Joaquim Ferino de Oliveira a contar do
da em que expirou o estipulado no sea contrac-
to, sob pena de rescisSo e multas, nos termos
do regulamento em vigor. Esta ser apresentada
as estacOes competentes pura os effeitos le-
Oflicios:
Ao procurador da corda, fazenda e soberana
nacional Sirva-so V. Exe. de emittir seu pare-
cer sobre os inclusos estatutos da Associaco de
Benelicencia dos euipregados da estrada de fer-
ro do Recife a Limoeiro e Timbaba.
Ao commandaute das armasAutoriso a V.
S. a conceder 15 dias de licenga ao cadete de
cavallaria Simo Cbrysostorao.de Souza Filho,
para tratar de sua saude.
Ao mesmoDeferindo o requerimento de
Manoel Victoriano da Rosa pai da praca do li
batalhao de infamara de igual nomo sobre que
versa a informago de V. S. n. 1,621.. de bon
tem datada; autoriso a conceder baixa do ser
vico do exercito referida praca, urna vez que
o substituto apreseatado esteja as condices
da lei. .
Ao Dr chefe de policaInforme V. S. a
respeito do artigo iuserto hoje no Norte, sob a
epigrapheCidade da Victoria.
Ao inspector da Thesouraria de Fazeada -
Declaro a V. S.. para os lias convenientes e em
soluco de seu olicio de hoalem drtado, sob n.
276. que os fornecimentos de quaesquer artigos
e medicamentos para a pharraacia do presidio
de Fernando de Noronha devem ser feitjs por
urremataco em hasta publica.
Ao mesmoMande V. S. pagar a Antonio
Jos de Miranda Falcao a quantia de 6<)3l20
proveniente de ofejectos comprados para este pa
lacio ; concedo a despeza, por conta do crdito
consignado na oidora do Thesouro Nacional n.
6i de II de Ab.-il desle auno.
Ao mesmoRemello a V. S. o incluso te-
legrammas em original expedido pelo ministe
rio di guerra, am de que informe sobre a aju-
(U de custo que cabe ao lente coronel Antraio
Florencio Pereira do Lago, commandante das
armas do Amazonas.
Ao mesmo-Ddaccordo cora a informacio
Jo V- S- do t JuJulhoprvuimo pJJi "' **
a-rtor:so-o a muid .r p igar a qu maa de.....
425*11), importancia ne uina amrTulanea lorae
cida para o presidio de Fernando de Noronha
conforme a conta iunla.
Ao engeoheiro Gregorio Thaumaturgo de
Azevedo -Autanso a Y*. S. a chamar concurren-
tes compra dos cannaviaes existentes no enge-
nlio Suassuna, divididos era Iote3 conforme ai
diataiicias cm que se achara marcan lo o prazo
de dez lias para o recebiinento das propostas e
o emque devera ser tiradas as cannas, cujo pro
du;to dever ser opporluimeute recolludo
Tuesouraria de Fazenda.-Cominunicou se a o
inspector da Thesouraria de Fazenla.
Ao Dr. Jos Osorio de erqueiraEn vir
tule do telegrarama de 11 Jjltio ultimo do mi-
nomeado commandante das armas d'aquella pro-
vi acia, e bem assim a sua familia com posta de
sua mulher D. Mathilde Medeiros Almeida Lago
e Hlli i D. Luisa Eugenia Pereira do Lago c uina
criada. Mandou-se a Thesouraria de Fazenda
ajuslar contas ao referido lente coronel e R-
zeram se as necessarias comiuunicacoes.
EXPEDIENTE DO DB. SECBETARIO
Oftlcios :
Ao commandante das armas. -O Exm. Sr.
conselltelro presidente da provincia manda cora
munica a V. Exc. que no requerinR-nto do ca
pito do 14 naialho de infamara Manool An
selmo Pereira GuimarSes, sobre qne versa a in- Luiz Brandao. por di>turl>ios.
formaco d'essc commando de armas n. 1357
protiro o seguinie despacho:
Seja FUbmettido inspeccao de saude. de
accordo com a doutrina do decreto n. 3579 de 3
de JarfsWf de 1886. >
Acf-Dr. juiz de direito da comarca de Pal
mares. -De ordem do Exm. Sr. couselheiro pre
sidente da provincia recommendo a V. S. queiu
forme cora urgencia a respeito do assumpio do
telegramma, aqu junto, que devolver expedido
felo Exm. Sr. ministro da juslica cm 25 de Ju-
no rindo, a que se refere o parecer por copia do
chefe da 2' seccao d'essa Secretaria.
Ao Dr. juiz municipal do termo de Leopol-
dina.S. Exc. o Sr. couselheiro presidente da
provincia recommenda a V. S. que ojoeeda con
curso para provimento do3 olieios de Io e 2o ta-
bellies e annexos d'eue termo enviando me co-
pia dos respectivos editaos, alim de serem repro
duzidos na rapreasa d'esta capital.
Idcra ao juiz municipal e de orplios do
termo de Tacaratu cora referencia aos ofcios do
2" tabcllio e annexos do termo.
Ao juiz de paz do districlo de Santo Anto-
nio de Jacarar. Deordcra do Exm. Sr. conse-
Iheiro presidente da provincia transmiti a V.
S. ura livro destinado as acias da junta do alis-
ta ment militar, conforme solicita cm o seu oli-
cio sera data e mez, que tica d'esie modo assim
respondido.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha.De ordem do Exm. Sr. consellieiro pre-
sidente da provincia recommendo a V. S., em
resposta ao seu uilkio de 17 de Julho lido, sob
n. 239, que providencie no sentido de ser trans-
portado para esta capital um cavallo do ex-sea-
tenciado Jos Joaquira de Carvalho. pagop frete
pelo propnetario. o'umunicou se ao
da Compaahla Pernarabucana. *
gerente
B
Sant
nisterio da agricultura, comraercio e obras pu
blicas, acha-se encarregado da concluso das
obras da hospedara do sitio da /aqueira c do
ncleo Suassuna o engenheiro Gregorio Thau
raaturgo de Azevedo, a quera Vtnc. far entre-
gar os objectos e materiaes pertenceutes s mes-
mis obras.Fizeram se as necessarias commu
nicaces.
Ao director do Arsenal de GuerraMande
V. S. tornecer ao capitao do 14" batalhao de h
faataria, Gelasio Srvalo Alve3 de Aranjo,"na for
dki das dispoii;'3es em vigor, os artigos de far-
damento constantes do incluso pedido Fizerara
se as necessarias comraunicacSes.
Ao DucmoAtienta a deciencia de torca
para o servou da guarni^o, providencie V'. S.
no sentido de ser a guarda da Thesouraria de
Fazenda, dada dnas vezes por semana pelas
piigas da eompaoliia de operarios militares
deise arsenal.Coraraunirau-se ao corarnaudan-
te das armas.
Ao inspector do Thesouro Provincial -Dan
do solugao ao assumpto da reprcseutaQao do
ajulante de ordens desta presidencia, alferes do
corpo de polica Walfrido Carneir.i dr Cunha
Miranda de que tratarme, em oficio de 13 de
Ju'ho lindo sob n. 2iS, reeoramendo-the que
providencie no sentido de serem pelo antecessor
daauelle oficial, Theolindo Augusto Reg, res-
tituidos os arreos que era 1*87 recebeu para saa
montada, ou porelleinlemnisadosos cofres pro-
vil aes d i respectiva importancia, descontada,
po-era, a quantia equivalente ao tempo de dura
ci > j vencido, de accordo com o art. o7 do re-
gulamento do corpa depolicia e tabella n. 2, 3"
parle, approvado pelo Decr de 23 de Julho de
1873. sob u. 5.332.Romclteu se copia ao cora
mandante do corpo.
Ao mesmo. -Remello a Vmc. para que
transmi'ta com urgencia Alfandega, copia au-
tbeutica da li-i n. 2031 de 29 de Julho ultimo,
para que leona a devlda exeeuco, na parte qu-
ii disser respeito. .
Ao comirandanie do corpo de polica.Au
toiiso foic. a altatar no corpo de seu comra
os pai-anos le que trata e:n olicio de 27 de Ju-
lho lindo, n. 61. ..,_*
- Ao m saw.-Van le V.nc. o caoiuo Jos
Victorino da Silva Barrito com manda o de ti
caraento de Plore ta.
-Ao Dr. juiz de direito da comarca de Iim-
b.tiba r-Tr.iiismilto a Vmc, para 8eu r nheci-
mento coina do li-lptfrainina de (0 de Jnluo Un lo
em qu-o Exm. Sr. con^eHieiro mim-iro dos ne
gocios dajusuca declara qie I ve ser mantido o
a.u do governo con i lerando era effei'o a re
codduecao do i. eh uel liel'.armino Guedes Corn.
Gondim no lugar dejuu substituto d-es;-a comar-
ca e que foi considera la >em elTeiio a nomeacao
du ha ii.i I tntonio Joajuim de Albuquerque
Mello para o referido carj.
Igual ao inspector ua The-ourana de I-a-
eida. ,. j n i
Ao D.- juU le direito da eoraarca de Pal-
mivc \ irelmodldoa na cer-
npinh u 0 oficio de Vine., dtalo
de i de luliio lin "o a pronuncia c o accordao
que mandn nubmetter a novo julgamento o reo
Jo-e Franceliuo Gomes da Cruz, os qoesitos pro-
postos ao eon,ellu de smt nc i e as com eteni^s
resposlas. reitero a Vui'. a <.,ai-icao qofl Ih
foi fcita em 8 mxima brevidade transmiti me copia da* rel
ndas peca-, alim de ser iu.lruiio um recurso
de grava d'aquelle reo.
--fOs Srs ajentes da Companhia Brazile
Navegaco fagam transiortar iirovinea do Ama-
zooas, por conta do Min sierra da Guerra, o te-
nenie coronel Antonio Florencio Pereira do Lago,
DESPACHOS DA PESIDESCIA DO DA 14 DE
SETEMBIi'J DE 1889
Aona Borges.Concedo a licenfa, fa-
zendo a supplicante as despezas sua
cunta. *'
Aquilina Mara Fcrnanches.Informe o
Sr. director da InstruccSo Publica.
Carolino Gonjalves da Silva.Sim, na
forma da lei.
Francisco Benjamn da Cunha Salles.
InlXji iuv ^ l>i. J. nj" *v
PltbllCR.
Fra '.cisco Amancio da Silva. Indefe-
por nSo serem as faltaa do snppli-
ante das o aprehendidas no art. 15o do
reguUmuQto vigente.
Quilhermina Francisca de Araujo Lins.
Como requer.
Maa e Silva .V: C. Das inforraacoes
prestadas pelos funecionanos pblicos pi
se dao certidoes. Passe do despacho dea-
ta presilencia c da pe*icao do sufa)li-
cante.
Modesto Vieira (.elso. Como requer.
Jos Vieira' de Siqueira Ferraz.
De se.
Pedro Secandino Barbosa da Silva.
Informe o Thesouro : rovincial.
Silvestre Antonio de Souza. Concedo
a jnbilacao de conformidade com os arts.
177 n. 3 e 180 4. do Regulamento
vigente.
oronel Antonio da Silva Florencio.
Sim, reconhecendo b thesouro provincial
isenjJto de qualquer responsabilidade por
parte do supplicante.
Major Antonio de Vasconcellos Floren-
cio.Deferido por haver cumpndo o pre-
citado na portara de 17 de Junlio e 19
do Julho de 1887.
Angelo Custodio de Sampaio. informe
o Sr. commandante do Corpo deSEplicia.
Francisco Alfonso de Oveira^^^ert-
fique se.
Gerente da estrada de ferro do Recife
a Caxang. Sim, com a remesaa de 90
passes impresaos ao Sr. Engenheiro Fiscal.
Horacio Carlos de Amorim. Informa
o Sr. commandante das Armas.
Herdeiros e viuva de Justino Ferreira
dos Passos.Informe o tr. Inspector do
Thesouro Provincial.
Jos de Souza Aguiar & C. Informe
o Sr. Inspector da Tliesoararia de Fa-
zenda.-
Jos Francisco de Seosa. Como ro-
la' ordem do delegado de S. I^urenfo da Malta
royalo Lucas por crime de furto decavallos,
oispo-ieio do Dr. juiz de direito do 5' dislricto
Criminal.
E A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
tneranda Mara da Conceigao, Simplicio Jos
ixeira Villas-Bas, Galdino Lins do Espirito
to e Antonio Fernandes de Oliveira por dis-
rbios.
' ordem do do 1." districto de S. Jos Joaquim
es Frazo, Antonio Francisco dos ;-antos e
rcelim Tavaresda Silva por disturbio-.
A' ordem do do 2." districlo, Joo Antonio
Constando ao delegado do termo de Tim-
barfba, que no lugar denominado S. Jos, se es
organizando urna quadrillia de ladrOps de
chullos, na noite de 11 para 12 do corrente fez
seguir para all urna torca de polica, que se
postando na sahida de urna gruta, coosegno,
por volta de 4 horas da madrugada, prender a
Caetano Barretto e Manoel Ferreira, na occasiao
em que deixarcra a alludida gruta conduzindo
Irts ca vados.
Manoel Ferreira era o chefe da quadrilha e
dvsdt o da 27 de Agosto Ando haviam sido rou-
bados cerca de 12 animaes.
entra os delinquentes procedeu-se ejp termos
tont
Assurairam o exercicio das delegacias da
Lu e de Alaga de ilaixo, os cidados Horli
niano Carneiro de Moraes e Joo Cordeiro de
Almeida.
Assumio tambem o exercicio da subdelegaeia
lo districto do Arraial, o cidado Francisco Floro
Leal.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Esm.
Sr. conselheiro Manoel Alves de Araujo,
mui digno presidente d'esta provincia.
O chefe do polica, Geroncio Dias de Ar-
ruda Falcdo.
deflo
Sr.
quer.
Jolo Jos da fiaeseca.Iuforpic
Inspector da Thes'onro Provincipl.
JuliSo Lumachi de lollanda Cava
te de Albuqueque Informe oSr.
pecto do Thesouro Provincial. C
legedora da Confraria We Jossa
> Livramente desta cidade.
Thesonro Provincia!
HGS i O DIA 14 DE SETEJIBltO DE
1889
noel Fernandes Mascarcahas, Antonio Jos
oraes Sarniento, Obras Publicas, irmanda-
da'do Livramento, Antonia Mara da Coiiceico
Ibiapina, collectoria da Er.cada, curpo de poli
ca e ntonio Jovino da Fonseca. Ao Conten-
cioso.
Augusto Ricardo Guinares. collectorias do
Mi Formoso e Gloria de Goit. Enedino Goncal-
vea'Ferreira da Luz, Bibliotheca Provincial, Dr.
chefe de polica, Obras Publicas e Ministerio da
i-aacndo.A' Contadura.
Joaquim Xavier Caldas Brando, Isaas Manoel
doaP -Certique-se.
Olegario Saraiva de Carvalho Neiva.A' Re-
ce bedoria.
janocl Figueira do Nascimcnto.-A Pagado-
ra.
16
Jjn Alves da Cunha Prazeres, Instrucco Pu-
o. li g'illM.'JI1 '"M II '"--
uTo.A' Ci.niadoria.
Manoel Goncalvcs Braga, Sabino Gomes de
Sorfxa, Fielden Broihers, Miaoel Marques de
Aiorun. Jos Joaquim Samarcos Ao Conten-
cioso.
Ricardo Fonseca de Medei-os. Manoel Gomes
Viegas e Julio dos Santos Christo. Cerliri-
oue-e. _______
Rccebedoria Provlaclal
DESPAOUOg DO DIA 1G DE SETEMBRO DE
1889
Amaro do S. Pessoa, Anatalo A. Pe-
reira, Eduardo C. Cavalcante (7 peticoes)
Ernesto Barboza de Oliveira, Francisco
Affonso de Oliveira (8 peticSes) Tito Livio
de Albuquerquo Lima ( 12 petig3es) Ma-
noel Cavalcanti de "Icllo Filho (5pet9oes)
Claudino II. da Silva, Jos Alves Perei-
ra (2 petiyoes) Jos Tavares de Menezes,
Antonio L. dos Santos. Leoncio Lobato,
Pedro Ribeiro P. de Lacerda e ntonio
do Amaral Jnior. Certirique-se.
Olegario Saraiva de Carvalho Xeiva.
A' Ia secgao para attender.
Honorio Francisco Goncalves da Luz.
A' Ia secjao para os devidos fins.
Joao Athanasio Lins Cavalcanti.In-
forme a 1" seccao.
17
Francisco Alfonso de Oliveira, Antonio
Joaquim de Castro, Thomaz Dias Fernn
des, Francisco E. Pereira de Castro, Ben-
to B. Salles de I arvalho, Silverio Domin-
nos R. e Silva, Jos Patrocinio Nobre,
Antonio Ribeiro dos Santos e Jovino Pe-
reira deHoanda. Certitique-so.
Irmandade da Ordem 3' de S. Francis-
co e Anna Joaquina de Mello. Informe
a Ia seccao.
Ican-
Ins
->e
para attender,
comporte.
y mundo
commandante
chso n detalhe
dni Armas
do servieo
Theodoro Godinh.-Infor-
me o'Sr. Dr. director da Instrucea
blica.
Sebastiao Antonio do Reg J
Opportunemente resolverei.
rsula Henn na d^ A:me|
Informe o Sr. Dr. director
Public*.
Secretaria da Presiden
buco, 17 de Setembro do
fitejj:irclio da Polica
eccao.N. 1135 Secretaria de P<>
i da Pernambuoo, 17 de Setembro d
i5y. Illm. e Exm. Sr.Participo a V.
Exo. que toram hontem recolhidos l'asa
de Detencio, os seguintes individuos :
Instrticcio Publica
DESPACHOS DO DIA 13 l>ii SETEMBRO DE
1889
Feliciana Eduvirges da Costa Gama.
Cimipra-se e registe se a apostilla de 20
do Aeosto.
- 14
Martinho Jos de Jess. Justifico.
1G
Goncalves Aleixo.Justi-
Eduvires
da Costa Gama.
Lourcnc >
tico.
Folieann
Justilico.
17
Honorio da Cosa Montoiro.Curapra-
se e registre-ee a apostilla de 4 do cor-
rate.
Alberto ra Silva Miranda.^nmpra-
se c registre-se a apostilla do 13 do cor-
rente.
DIARIO DE PERNAMBUCO
RECIFE
18 DE SETEMBRO DE 1889
O casa Antonio Chrlsplm
Nao somos, nem poderiamos ser por
qualquer forma solidarios com o arbitrio
desusado da autoridade publica ora rea
pristi, assentamento de pra<;i no exer-
cito e embarque do individuo de nome An.
tonio Chrspim de Oliveira para o presidio
de Fernando de Noronha.
Quein conhece a ndole desta folha e os
seus sentimentos ordeiros e de inolvidavel
respeito pelas les, nao nos pode boamente
suspeitar de coniventes ou simplesmente
sustentadores do abuso coinmettido, da
violencia praticada ha pessoa d'aquelle in-
dividuo.
Regeitamos, pos, qualquer especie de
solidariedado nesse attentado, e sobrara-
nos energas para condemual-o, por quan-
to'nao euchergamos nenhuma ttenuante
para esse crime praticado com a maior os-
tentajao, luz do dia, no meio de um
povo que, com justa razao, goza dos fo-
ros de civilisado e amigo da liberdade.
E dizemos crime, porque nenhuma lei
autorisa e a propria moral condemna o que
foi feito contra a liberdade de Antonio
Chrspim, victima smente da prepotencia
de autoridades que, mal aconselhadas,
procurara implantar o desrespeito s ga-
rantas estatuidas na Constituigao.
Em substancia, o que praticou Antonio
Chrispim ?
Tendo fcil accesso em casa de urna fa-
milia, que o accolhia com o maior agrado
e carinho, segundo voz publica, o o dei-
xava passeiar francamente cm companhia
de pessas da incsraa familia, tomou-se de
amores por urna moga dessa familia, que,
conforme declaragoes fcita3 por ella po-
lica, retribua Ihe os sentimentos.
A familia em questao, informada em
tempo acerca do que occorria, nenhuma
providencia tomou; e n'um bello dia, por
accordo de ambos os interessados, Chris-
pim trou a moga da casa de seus paes,
ou melhor, a moga sahio exponte dessa
casa para aciompanhar o seu apaixonado ;
cumprnd observar que a moga tem mais
de 25 annos de idade, isto nlo me
or. i.
o-crne de Cr.arrra, sab;.4a, aquella
batanaidacle da inoga, sabida a sua
maior idade, e dados os antecedentes do
faCto ?
O cdigo criminal n2o o define .; e, pos,
ninguem pode fazel-o. Mas, dado de ba-
rato que houvesso crimerapto tal como
o explica o cdigo, ainda assim Chrispim
no podia ser panido, porque, segundo de-
claragoes accordes, d'ellc e da moga em
questao, suas vistas erara ligar-se pelos
lagos do matrimonio, caso em que o pro
prio cdigo manda csssar as penas.
Conseguintemeate, nao se podia appli-
car Chrispim o cdigo criminal em ne-
nhuma hypothese ; e nao foi senao por isso
que elle foi violentado, sendo preso e pos-
to em incommunicabilidade, sem que Ihe
podesse valer urna ordem de haheas-corpus
que requerera, sendo forgado absen-
tar praga, jurando bandoira no 14. bata-
lhao de infantera, e logo depois obrgado
destacar para Fernando de Noronha com
aparatosa ostentago da forga.'
Bem se v que, desprezadas todas as
formulas processuaes, foi Chrspim con-
demnado em pena nao estipulada no c-
digo e por um crime immaginario; e, por
tanto, victima do violencia sem nome, de
abuso inqualificavel, de verdadeiro crime
previsto e definido no cdigo.
E' contra taes actos que se rebella sem-
pre a opiniao publica; o nos, que nos pre
zainos de fazer parte dessa rainha do
mundo, nao podemos deixar de condein-
nal-os onde quer que clles se ostentem. .
E' 3to precisamente o que se d no
caso hrispira, que tanto tem emocionado
a popu'.agao desta cidade, e do qual iam
resultando ante hotem acemas bem des-
agradaveis, e contra qaem por uiodi al-
gum, nem directa, era indirectamente,
concorreu para a violencia' solFnda por
hrispira em sua liberdade.
Se condeinnamos essa violenciae de
facto reprovamol-a scieute e consciente
mentecamben n3-> p4ems deixar de
conderauar enrgicamente o procelimeuio
d'afuelles que impensadamente se atiram
contra umv olasa-; laboriosa e-honesta,
Une dfi 1110 I o i.eiilium foi coaivente n >
abuso de que foi paciente hrispim.
( le culpa tisera do ficto o* cida.l.\s
portuguezes, contra os quaes toram ati-
ratas palavras deliciosas e insultantes,
lelas vio!e;icias pxacadas na pessa de
Chrispim.
Por ventura sao os por'togaezos auto-
ridades polieiaes '? Toraj parce, que iguo-
ramos, na adrainiatragao da provincia, na
polica, no csramando das armas ?
Porquo razao, portanto, urna colera
descabida contra quem entrou no caso
como Pilatos no Credo ?
As queixas, as recriminacSes devem
recahir sobre os auctores das violencias.
Ma, ainda assim, devem manifestar-se
convenientemente, pelos raeios legaes.
Usem os queixosos e ofendido3 dessea
meios, que Ihes offerecem as justgas do
paiz; e nao procurera sanar um grande
mal praticando outro maior.
Semelhantes mjdos de agir nunca ti-
veram, nao team, nem poderlo ter jamis
o nos3o apoio. Ceudemnamos la limina
o attentado de que foi victima Antonio
Chrispim, mas tambera condemnamos pelo
mesmo molo, com a mesina energa, tudo
quanto fra da lei e da ordem f8r prati-
cado para vngar aquello attentado.
!om eeito, nuil
gamenlo por parte
tao ostensivamente
tario da presidencia^
da Alfandega, assim
parliyo caballaram
Do Diario de Pernambuco
RIO GRANDE DO NORTEnatal 14
de Setembro de 1889
Pelo telegraplio j ti vemos occasiao de dar no-
ticia, do resultado do pleito eleitoral do Io e 2
districtos desta provincia, que leve lugar a 31 do
passado.
Cumpre-nos smente agora, com a imparcia-
lidade do cosiume, fazer urna ligeira chronica
do modo como correu o referido pleito e que
nao destoou do que se deu era todo o paiz.
Em poucas palavras poderiamos syuthetisar a
historia deste pleito dizendoque nunca assis-
tiraos a espectculo mais triste, do que aquello
que vera de dar-se^
presenciamos tanto desbra-
agentes dogoverno c nem
tO em pratica. O secre-
clor da Thesouraria e
outros chofes de re-
seai^o menor escrpulo e
sem reimgos, pondo eiu pratica os diversos
meios ao seu alcance e abusunda dos respectivos
cargos. E.upregados mitlidos, ram reen-
tregues a ultima hora e recebiam a chapa da
mao do secretario da presidencia, que no dia da
eieico, se achava a entrada da grade que sepa-
ra a mesa eleitoral da li^ci^o, distribuindo os-
len ivamcate chapas e mandando recados quel-
que ainda uo se achavam presentes.
A verba soccorros pblicos, tanto no primei-
rn causa nn sfl&tinila disrictCUfoi jlisiriiaiula__
se.n escrpulos pelos teliaaraae, eislfaniudo-se
dos lins qu: a destina a nossa consti'uigao.
o se procurou mesmo occulTar nada,e as-
sim que faram passados dois telegrammas, do
ollicial-maior e do secretario da presidencia, a
ura professor publico de urna cidade, que foi
demiltido pelo vioe-prsidento Antonio Basilio,
a bem do tiroteo publico, e pelo actual presiden-
teo Sr. Frasto Brrelonomeado para urna
importante Villa, com o tim nico de se obter o
seu voto e de pessoa de sua familia I
Com semilhantes meios conseguiu-se ele.^er o
Sr. Dr. Amaro Bezerra pelo primeiro dslritto,
com boa maioria de votos, oblendo entrstauto o
venerando chefe conservador da provincia, o
Exm. Conselheiro Tarquinio de Souza, 367 vo-
tos de seu partido, que represntalo um penhor
inestimavel, porque so a expressao do verda-
deiro sentimeuto do districto, como da provin
cia inteira, que sabe bein aquilatar o mrito de
seu dislincto filho.
Ha derrotas que honrara e elevara, como ha
victorias que envergonham e rebaixam.
N i 2." dislncto.apezar dejtudo nao conseguio o
Sr. Amaro eleger-se como contava e tem de en-
trar em 2 escrutinio com o Dr. Miguel Castro.
Nao faltou tambera meio, de que nao se langas-
se raio e de que deixass de usar o governo, em
favor do Dr. Amaro no 2o districto e este inte-
resse do governo em eleger o Dr. Amaro por
uranosos distrir.tes, justifica bem o que se diz,
a respeito das inlenges e projeelos de encartar
na provincia, um candidato do peito do Sr.Ouro
Preto o actual presidente da Paraiiyba talvez
iiue segundo pensamos foi o nico de seus eom-
panheiros da Trtbuua Liberal, que cou desloca-
do
Estamos certos perm. que desta vez, nao lo-
gr..roseu intento, porque o dislricto se ergue-
r como a provincia inteira, para repellir o au-
dacio30 projecto do Sr Amaro, como offecsivo
de seus proprios bros e dianilade.
0 partido conservador do 2 distreato, cum-
prio o seu dever como sempre, sufragando o
seu candidato, qne infelizmente nao altingio a
votagao oecessana para entrar em escrutinio,
o ti i este de dar se entre dous liberaes, cura-
pre aos conservadores tomar posigao diana de
si e que melhcr acautele os interesses da pro-
vincia..
Neslas condigo-, acreditamos que abragarao
a candidalura do Dr. iguel Castro, que de par
cora nomo v..mRosamente cenhecido tem de-
monstrado sempre os malhores desejos pela
prosperidade dela Ierra e dspe de elmeulo de
activi lade e illustraco de i'spirito, nescessa-
rios para prestar servigos reaes.
E nem outro proeedimento assenta mellior ao
partido, que v de um lado o candidato dis-
curra lo de to lo o elemento odiofaiL com a pre-
i0 audaz de se roaslituir airtmandao de al-
ssos ile-tinoafMmpondo sim-
iente*sua voniade -e de oulTO do um ca-
vallfeiro que se aprsenla pela prmeH~a veznes-
u pr. i que conta familia eaitiesos sin-
cesa, dispooho de nome nspeitavel invejaveis
y irtanto, nao diflicil, e nem ca-
,0|).; issuu nos parece que o Dr.
tro .-e.-.i o eleito com glande maioria
t3- ..
- Al' a-jora nao sao coiilfc-cdos por aqu com
i n i res lo bankara e audaz altett-
t;l | h orado joiz de direi-
.,, ,|.;.;,,', Dr. Joaipiim Cavalcante
S' d que demos noticia em
:,..._.,..:,,,; i que, os ,
"'.s')U3Bi
, n i iHnr -
queepa
dos uruaiueatos f.ieio cau-
sn i Dr. rer-
rer, "'a bons
lia. eo i trillado que
se .! desd \ que e i'i.m i-Qao oa
A iinpanidade do '^ta-
ma alli-HIl CVflUHl ,'a'
tarara contra a vida do Dr. rerrera de Mello.
Para o lugar do crime s guio o Dr. chefe de
ia desde 29 do | ornar co-
lorna da le,
idaeonsta que te-
tilla ffl ,Q ,
da hi do corr. *e a
linaria da 1ue
I
-i
I *
.
r
1



ii i.......mi......i : i
Diario de Pernambuco-Quarta-feira 1S de Setembro de 1*89
desde
dial!
23 de Julho nao funccionoo mais um s
O uaico trabalho dsta sess foi rotara redac-
tan do orgarrieoto provincial, que o actual pre-
sidente devolveu negando-lbe sancgo, cora fu-
teii razes, tendo sido o raesmo orcamMfto con-'
feecionado pelo proprk) partido de 5. Bxc. I!
E la se foram cerca de II eonl09 de ris, dis-
Sendidos gmente para ser volada a deducgo
e uma lei, que apezar de ser annunciada pela
Iblha liberal como osa/iwpopu/Ldtvolvidaaelo
oropiio presidente do mesiao ralo poltico')
' Com o 2' escrutinio ao 2" distrieto, estirc
procedendo now reacgao, prwcipalaente no
professorato que demittido e remondo, ao-aa-
bor do Sr. Amaro Beierru. que su prepara para
rerressar ao sertao armado com estes neios e
com a verba soccorros. com que intento vencer.
O presidente da provincia redoli ossoccotos
me estavam sen*) distribuidos nos pontos do
agreste (Io districto) onde nao ba mais eleigio,
e tem distribuido as mSos cheias para o serto !!
Ante hontera esta cidade presenciou, publica-
mente ser conduzido para a casa em que reside
o Sr. Amaro Bezerra, um caixote com prata (em
lalta de moeda papel) que sahio da Tbesouraria
de Fazenda, escollado o portador por duas pra
jas de polica. Naturalmente figura como tendo
sido entregue esta quantia a qualquer typo no
meado para se encarregar de alguraa obra !!
Consta-nos tambemque esta (retada uma bar-
caca para cooduxir grande quantidade de saceos
de farinha, que se destinam ao 2 dislriclot .Na-
da mais ha que admire e sorprehenda a quem e
testemunha de semelbantes factos.
Com o Dr. Amaro consta que seguiram tam-
bem para a cabala o Dr. Heraclio e Moreira
Brandao, assim tambem o promotor publico des
ta comarca!!
Nao consta at agora que o presidente da
provincia teaha dado qualquer providencia, a
proposito do telegramma de carcter ollicial que
foi passado para essa redaego, com imaginarios
actos, que podem sraenle interessar ao pleito
eleitoral do 2o districto. Entretanto o caso se-
rio e nao devia pa9sar desapercebido.
Causo u aqu a mais grata impresso e ver-
dadeiro contentamento a noticia de estar con -
tratada a estrada de ferro desta cidade do Cea-
r-mirim, com o major Affonso Maranho e o en-
genheiro Carlos Hargreaves.
' E' um melhoramenlo importante, desde mutlo
reclamado e que, certameute dar impulso nota
Tel agricultura do riquissimo valle do Cear-
arim, abriado se-lhe as portas do progresso
para auspicioso futuro com os elementos de que
o otou a natureza Da construccao desta es
Irada depende o estabeleciraento de eogenhos
centraes do Ceari milita, de vatajosos resulta-
dos, e ter-se-ha dado um grande passo para o
engrandecimento do coramescio desta capital,
que nada mais teria a desejar, se o goveroo
mandasae concluir a estrada de rodagem j to
adiantada e que era raa hora se iernbrou de
mandar suspender depoisde to adiaolado o ser-
vico.
FiYWCVS E COMIERGIO
Sabe se que eslava em via de organisago un
novo banco destinado especialmente a servir
ao commercio de caf da corte praga; e esse no-
vo estabelecimento de crdito, acaba de ser cons-
Utuido com o capital de 2O,000:000J, que se acha
totalmente subscricto.
Alm da carteirracommercial, o Banco da La
Toara e do Commercio do Brasil, que assim se de
nomina esse estabelecimento, tura uma carteira
hypothecaria rural que sera convenientemente
auxiliada em virtude de contracto a effectuar
com o thesouro.
*
Segundo o relatorio recentemenle publicado
da companbia do caminho de ferro de Mormu-
gio, (West India Portuguese Railway) durante
os primeiros 10 raezes de explorado, esta linha
leve o seguinle raovimento : 236,300 passagei
ros, rupias 36,486;79,940 toneladas de merca-
dorias, 363,114 rupias ; o que d em resultado
um saldo liquido de 31,862 rupias, que ser des-
contado ao governo portuguez nos juros garan-
tidos.
f No banco Coaimercial do Rio de Janeiro devia
com que pretende tundar-se o Banco Lolonisa-
dor e Agrcola.
Era virtude dos crescentes pedidos de acges
3oe esto seudo feitos, e uma vez que os auxilios
o governo imperial sero no duplo daquelles
que esperavam obter os encorporadores resol-
veraiu elevar o capital do projectado estabeleci-
mento a 12,000:000*000.
Por telegrammas recebidos na praca do Rio
de Janeiro sat>e-se que chegaram a seu termo
as negociages eotjboladas em Londres pelo
Banco Internacional do Brasil no proposito de
ser fundado o grande banco de eraisso.
O capital da nova iustituigao bancaria sera de
90 mil contos, ouro. e, segundo allirmam, o Ban-
co Internacional do Brasil funecionar com o
Grande Banco de Eraissao.
Tao relevante servigo, como o que acaba de
prestar ao Brasil a actividade fecunda do Sr.
Visconde de Figueiredo, bera merece a9 since-
ras saudages e cumpriraentos de todo o eom-
inercio e industrias do imperio.
I
No norte da Inglaterra tem liando to grn-
ete apaihia no commercio das fazendas de algo-
do, que a associago dos teceles acaba de lo
mar a resolugo de propr urna dirainuigo di;
metade na pro .uccao dos tearespor e-pago de
om mez, no raso de dou lergos dos ttxeles dos
quatro condados do norte submetteremse a
essa deciso.
Era censequencia dessa resolucao. que foiap-
Srovada por mais de dous tergos dos teceles
os distritos algodoeirus do norte, os teares tra-
balliam miiade do dia soraeole.

J inaugurou suas operages o Banco de Curi
tiba na provincia do Paran,
Sorleraam-se 760 a pal ice* 'no valor de ----
114,:t000 do em presumo bra.-ileiro 4I|2|0 de
1863, as quaes serao regatadas ao par no dia 1
de Oetuforo prximo futuro cora o dividendo a
Tencer ansa data.
Es*' einpresiiuio de 4 l|2 i no valor de ..
3,833,3 0 foi cmitiido era 1863 ao prega de 88.
Tem regulado ao par.
*
Os viubos de mesa coraegam a raelhorar, mas
sao os francezes, os italianos e os allemes que
os procurara e os^ apreciara.
Sao raros os americanos bebedores de vinlio.
Us negocios estio calmos em todos os novos
viubos francezes. Contia a nao se operarem se-
no os supprunentos raais urgentes, a medida
das necesidades, com pregos tirmes para as
boas qoalidadei.
Na Bordeleza, como seaipre nesta poca ao
auno, os negocios licaui calmos.
Nos deparlauentos vizjabos da Gironde, fa-
letn-se pequeas compras na propriedade.
Era Taro e Garonae asjfcoakm-se rauitos ne-
gocios em fazenda de muito boa qualidade.
dicou-se a achar meio de economisar o con-
sumo do gas.
Isto posto eit execucao na Europa e
America tem dado resultados extraordina-
rios para os accionistas da empresa.
O Sr. Struve obteve do Governo Impe-
rial privilegio pa.-a aquello seu apparelho,
cujo fin a ecor.omia do gasto do gazda
iliuminacjio; o {rarantem os emprezaiios
ouo a eonomia realisada ser do 15 a
50 0]; aendo fisim terSo naturalmente
vantagem os consumidores de gaz.
O Economisador, installado em casados
conauraidores de gaz, tem por fim reduzir
as contaa de consumo a quasi metade do
que as companhias costumam cobrar, aob
a ameac;a aos consumidores, de serem pri-
vados de luz, se as nSo pagar em.
0 Economiaadivr collocado no encana
ment do gaz, no interior do predio, na
parte d > encanarnento a elle perteicente,
tem por tira vtiar que os consumidores
paguem s companhias, como gaz consu-
mido, jmente o gaz e nao tambem o ar>
com que as companhias menos escrupulosas
visando avultadissimos lucros,costumam tam
bem carregar, at 50 0| de ar, os encana-
mentos, com o proposito de precipitaren!
a velocidade dos ponteiros dos medidores,
marcadores ou relogios.
Esse apparelho ba mais de anno funecio-
na regularmente nacrte nos seguintes es-
tabelecimentos.
1 Imperial fabrica de Chocolate, Ra
Sete de Setembro n. 63.
2 Stadt Coblenz, Praga da Constitiujao.
3 Hotel de Londres, Kua do Ouvidor a.
119.
4 Hotel Macedo, Ra do Aral a. 8.
5 Loja de fazendas., Ra dos Aodradas
n. 35.
6 Tribuna Libtral jornal, Traveaaa do
Ouvidor.
Aotes de installado o apparelho, tem o
Consumidor de apreaentar Empreza os
recibos do 2 trimestres ou G mezes con-
secutivos do consumo marcado e que pa-
go u Societ Anonyme du Gaz de Rio
de Janeiro ; e sobre a importancia do que
tiver pago a esta por mez, a empreza la-
xar 10 is que constituirlo oaluguel men-
sal, fixo, do Economisador, de sorte que
com parto da economa que o Consumidor
realisar mensalmente, de 15 a 50 0j, que
pagar o aluguel do Economitador.
Por exempio: a Tribuna Liberal (Eco-
noma que realisou, 26 0{). no mez ante
rior colloeagao do Economisador pagou
em 1 mez (de consumo inarcado), So-
ciet 2273000
Depois de collocado o Economisador pa-
gou mes ni a 168^000
IMSTKIAS E ARTES
Organisov.-je no Rio de Janeiro uma em-
preza coramercial, em commandita, sob a
razad social de Struve, Proenca & C, e
sob a dcnominacSo de Empreza Economi-
tadora do Gaz do Rio de Janeiro.
O tiin dessar empreza explorar, por
sua conta, na capital e na provincia do Rio
de Janeiro, o apparelho Economisador do
Gaz do Sr. C. de Struve.
A populac&o do Rio de Janeiro qneixa-
se k tanto tempo da exorbitancia das
eontas do consumo do gaz, j da extincta
compauhia ingieza, j da actual companhia
belga, que tudo que economisar tal pro-
ducto prestar relevantissimo servijos
populayao.
O que d se no Rio de Janeiro em re-
iagao ao gaz tem-se dado em todas as
grande cidades europeas e americanas e
espirito investigador dos iadiutriaes de*
Economisou
Pagando do aluguel men-
sal do Economisador ou
10 [. do consumo mar-
cado antes de ter o
Economisador (10 0i de
2275000)
Deixou de pagar So-
cit
Pagou smente o gaz que
queimou : e COM O CU3-
TO DO AR que, Socit
teria tambem de pagar
conjnnctamente com o
ndo realmente, pagana
meusalmente o aluguel
do Economisador
Lucrando
Porque pagou Socit
depois de ter o Econo-
mitador
595000
22-J700
365303 595000

225700
365300
1685000
Quando devia pagar mes-
ma Socit 2275000
O Economisador um pequeo appare-
lho todo de ferro, de construccao singe-
lissima, em forma de bailo, oceupando
um espago insignificante.
O sen tamanho, reaumidissimo, varia
segundo a capacidade dos medidores ,
registros ou rologios pelos
quaes as companhias do gaz tomam a
marcat;ao do que ellas chamam gaz consu-
mido.
Nao sujeito a desarranjos, nem a ex-
plosores, nem exhala mo cheiro : ino-
doro.
Para a exploracao do apparelho est
feito o contracto social entre a firma
Struve, Proenca A C. e os subscriptores
de quinhoos privilegiados para a integra-
lisacao do capital commanditario ao valor
de 50:0005000, cuja Bubscripgao encer-
rou-se j ; e a empreza que fundaram
de capital de 300:0005, dividido em 250
quinhdes privilegiados, de 2005 cada um,
reduzidos em cinco entradas de 20 '[.
#

Conslava em Lisboa que a companhia
real dos canutillos de ferro tenciona esta-
belecer, em fins de Setembro e principios
de Ontubro uma tarifa especial muito re-
duzida de Lisboa a Pariz.
Pelo que dizem o comboyo que fizer
cssa viagem ter tambem carruagens de
primeira classe, regulando a viagem nesta,
ida e volta, pelo prego de ris 225500,
fortes, que as viagens precedentes era o
quanto custava em segunda classe.
Alm disso, o tempo de demora em
Pariz ser superior a 15 dias.
*
*
Anuunciava-se para o dia 10 do cor
rente a inauguragao do uma fabrica de
papel no Salto de Yt, da provincia de
S. Paulo. /
Ser a primeira do seu genero, que se
achara posta em actividade no Brazil.
Outra de grande porte est em via de
construegab em Cayeiras, da mesma pro-
vincia, e duas estao projoctadas, uma
nesta provincia de Pernambuco e outra
no Rio Grande.
Sao symptomas de vitalidade industrial
que muito agradavel registrar.
*

A exposigab universal que at hoje tem
recebido maior numero de visitantes a
de Pariz, como da seguinte nota do nu
mero dos visitantes das differentes exposi-
8ig3c8 universaes :
1351Londros........ 6,170:000
1855-Pariz......... 5,162:230
1862-Londres........ 6,211:108
1867Pariz.......... 6,805:969
1873 -Vienna......... 6,740:500
1866 -Philadelphia..... 9,789:392
1878Pariz........... 16,032:725
ASSOCIA^OES
Acta da aiiembla geral da Com-
panilla do Ediflcaco. >oi 98 dia*
domeidegotlo de 188.
Presidencia do Sr. Antonio Fernandes Ri-
beiro
A'sit hora* da manha presentes os Srs. accio-
nistas abaixo assignados o Sr. presidente decla-
ra haver Humero legal e abre a sessao, pois es-
tao presentes dez accionistas com 950 aegoes.
E' lida e pota em discusso approvada a
acta da sessao anterior.
0 Sr. secretario aprsenla os novos estatutos
da corapaabia, em livro especial e a respectiva
copia que tem de ser archivada na secretarii da
Junta Coramercial.
0 Sr. presidente diz que o principal lira da
reuniao eleger se a directora, commissao fis-
cal, presidente e secretarios da~!T3serabla geral,
de accordo com os estatutos, pelo que os Srs.
accionistas podiam dispor do lempo sufcienle
para confecgo de suas chapas, observando que
os Srs. accionistas deviam ter muito em mate
o numero de votos de cada ura.
A eleigo primeira 6 da directora, para a qual
foram recodada! dez chapas, que apuradas de-
ram o seguinte resultado :
Votos
Domingos Joaquim Ferreira Cruz 170
Joao Jos Rodricues Mendes 175
Antonio Jos Ferreira Monteiro 170
Obteudo raais os Srs. Jos Paulo Botelho 20,
Antonio Fernandes Ribeiro 15 e Aurelio dos San-
tos Coimbra20. .
Foram pois eleitos os tres primeiros. X^.
Em seguida procedese a eleigio dos membros
da commissio fiscal, sendo eleitos :
Votos
Coronel Manoel Martins Fiuza por 170
Aurelio dos Santos Coimbra por 183
Dr. Ernesto d'Aquno Fonseca por 18-"
Obtiveram votos os Srs. Jos Paulo Botclbo 20,
De Eduardo Augusto de Oliveira 5 e ATonso
Oliveira 5.
Comparece nesta occasiao o Sr. Dr. Ernesto de
Aquino Fonseca.
Passa-se eleigo do presidente e secretarios
da assembla geral, sendo eleitos os Srs.:
Votos
Presidente o Sr. Antonio Fernandes Ri.
beiro por
Io secretario o Sr. Dr. Eduardo Augusto
de Oliveira por
2o dito o Sr. Jos Paulo Botelho po'
Obtiveram votos os Srs. Jos Pereira Bastos
GO para presidente, Bernardino Lopes Alheiro 5
para 1* secretario e Affonso Oliveira 5 para 2
secretario.
O Sr. presidente convida a directora a em-
possar-se desde logo de seus cargos, proceden-
do de accordo com os clatutos e diz que tendo
sido estmalo em 100.000 000, o valor da com
panhia, convinhaque a directora providenciasse
(desde logo) na dislribuigao das aegoes, que se-
gundo a nota que tem sobre a mesa a seguin-
te :
Acges de lOOOOO:
Antonio Fernandes Ribeiro
Coronel Manoel Martins Fiuza
Jos Pereira Bastos
Domingos Joaquim Ferreira Cruz
Antouio Jos Ferreira Monteiro
Joao Jos Rodrigues Mendes
Bernardino Lopes Alheiro
Aurelio dos Santos Coimbra
Jos Paulo Botelho
Affonso Fernandes de Castro Oliveira
Dr. Eduardo Augusto de Oliveira
Dr. Esnesto de Aquino Fonseca
130
185
18o
300
130
100
100
100
75
80
2o
25
23
25
25
Total 1 000
E nada mais havendo a tratar-seo Sr. presi-
dente encerra a sessao as 3 horas da tarde e
manda que o Sr. secretario tire copia da presen-
te, para cim a dos estatutos, ser remedida Jun-
ta Couunercial desta cidade, para com as forma-
lidades iegaes ser archivada.
Eu, servindo de secretario, sobscrevo e as-
signo.
Affonso F. C. Oliveira.
Antonio Fernandes Ribeiro.
Domingos Joaquim Ferreira Cruz.
Joao Jos Rodrigues Mendes.
j---------ii- a-----. a.i_.K,.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Antonio Jos Ferreira Monteiro.
Bermrdino Lopes Atbeiro.
Jos Pereira Bastos.
Manoel Martins Fiuza.
Eduardo Augusto de Oliveira.
i>tu(uiu da Companhia de Edifl-
caco
CAPITULO I
OBN0MI.NJLC0, SDS, FIM, DBRAglO E CAPITAL
DA COMPANHIA
Ait. 1. A Companhia de EdilicagS un*
sociedade anonyma, que com essa denominagao
fuocciona nesta cidade do Recite onde tem sa
sede.
Art, 2. Os seus lins sao :
1." Edilicar por conta propria, ou comprar
para reedificar, quaodo a directora julgar con-
veniente.
2." Encarregar-se da construegao de guaes-
quer edificios pblicos ou particulares dentro
da cidade do Recit e seus arrabaldes e as ci-
dades e villas do interior.
| 3. Explorar a otaria mecnica de sua pro-
pnedade e situada no arrabalde da Torre.
Art. 3. A Companhia de EdificagSo, trozando
dos beneficios outorgados pelas leis provinciaes
us. 1,160 de 11 de Agosto de 1885 e 535 de 20
de Junho de 1862, durar por quarenta annos,
contados da data de sua fuudago.
Art 4.' 0 capital da companhia j realisado,
de 100:000*000 divididos em acges de 1002,
e empregado na compra de terrenos, machinas
e materiaes de construegao necessarios aos "
a que a companhia se propc.
nico. O capital poder ser elevado
2,000:000*000, quando assim julgar consiente
a assembla geral dos accionistas.
CAPITULO II
DOS ACCIONISTAS
Art 5." E' accouisia toda a pessoaque legal-
mente possuir uma oa mais acges da compa-
nhia.
Art. 6." As acges sao transinissiveis, de con-
formidade com a iegislago em vigor.
Art. 7." No caso de augmento de capitel o ac-
cionista obrigado a realisar as entradas at ao
valor nominal das acges as pocas determina-
das peta directora.
Art. 8. O accionista que no prazo estipulado
nao tiver realisado a entrada para que tiver sido
chamado, poder fazel-o dentiod03 noventa dias
seguintes, sendo que pagar nos primeiros triu-
la uias cinco por cento ; at sessenta dias doze
por cenlo; e, at noventa dias viole por -ento
sobre a respectiva entrada. Findo este ultimo
prazo ser' aunulladas as acges possuidas pelo
accionista c substituidas por outras, sendo a an-
nullagao csubstituigo publicadas no; jornaes de
maior circulago desta cidade.
g lauco. Terminados os primeiros trinta dias
devera a directora examinar, como cima, avi-
sando aos accionistas que se acnarem em .".tra-
zo, e para isto desuar apenas o numero das
aegoes devedoras.
rt. 9. Tem dircito a votar o accionista que
possuir cinco acges, coostituindo mais um voto
cada cinco acges que accrcscerem,
nico O accionista de im nos ds cinco ac-
ges somonte poder assistir s reunies de as-
sembla geral e discutir as questes submetti
das a deliberagao, mas nao poder votar excep-
tuados os easo previstos no art. 71 2 do de-
creto n. 8,821 de 30 do eze nbro de 1882.
Art. 10 Quando o accionista for Arma social,
ou corporagao SO ura de seus representantes Ie-
gaes pode ser admitirlo a votar, observando-se
as disposiges do artigo antecedente.
Art. H. 0 accionista pode ser representado
em assembla geral por seu procurador munido
necessarios poderes, na forma do art. 15
8o da lei n. 3,150 de i de Novesbro Je 1881
CAPITULO 1H
DA /D1IINHTIUQ.W
Art. 12. A companhia sera administrada por
uma direcloria, composta du trez membros, que
o todos eleitos em assembla geral dos ac-
cionistas.
Art. 13. Nao poder ser membro da directora
o accionista que exercer industria ou commercio
da mesma natureza dos que constituetn objecto
da companhia, era aquclle que com esta tiver
qualquer contracto..
Art. 14. Cada directora durar dous annos c
perceber uma porcentagem estipulada pela as-
sembla geral, a qual nao poder exceder de 6 ,0
dos lucros lquidos annuae3.
Art. 15. Quando se verificar que necessario,
a directora propor assembla geral a adrais-
sao do um gerente com o venciraento que for na
occasiao marcado.
Art. 16. A nomeago do gerente da exclusi-
va competencia da directora, que poder exo-
neral-o quando isso recbunarem os interesses da
i companhia.
nico. AadraissSo do gerente nao exime a
directora da lesponsabilidade total as transac-
Iges da companhia.
Art. 17. Cada membro da directora recolher
I aos cofres da companhia vate acges,.que nao
podero ser transferidas, em quanto durar o
! mandato.
Art. 18. Sao attribuigs da directora :
1 AssUuar, eraittir e substituir as aegoes
, da companhia.
2 Determinar os dividendos.
j 3 Contratar, quando for necessario, oaem-
prestimos que julgar precisos e conveniente, at
a importancia total das prestages ainda nao re-
cetadas.
4o Eleger enlre si o seu presidente, secreta-
rio e thesoureiro.
5 Reunirse ordinariamente de 13 em 15
dias, e extraordinariamente todas as vezes que
os interesses da companhia o exigirem, sendo
que as actas dessas reuoies serao registradas
em livro especial e assignadas pelos membros
da directora e o gerente assistir s mesmas
reunies para as explicages que forem precisas
toda vez que a directora reclamar a sua pre-
senga.
{ 6." Nomear e demittr todos os empregados
da companhia.
g 7> Effectuar as compras de todos os obje
ctos necessarios s obras da companhia, e lisca-
Rsal-as quer sejam execuladas a jornal, quer por
empreitada.
g 8. Expedir as instrucgoesque julgar neces-
sarias.
g 9." Contratar a acquisigao de terrenos.
g 10. Fiscalisar e dirigir lodo o servigo, expe-
diente e mais ino vi ment da companhia.
g 11. Representar a companhia perante o go-
verno imperial ou provincial e quaesquer tribu-
naes do paiz e do estrangeiro.
Art. 19. Nos casos de impedimento do geren-
te,! servir interinamente, e sob a sua respon-
sabilidade, a pessoa por elle designada, depois
da approvago da directora.
Art. 20. A direcloria fuoccionar validamente
cora dous de seus membros. Se, porra, ausen
tar-se umdos directores por mais de 30 das, ou
se licar impedido, ser convidado para o substi-
tuir o immediato em votos.
Art. 21. O gerente prestir uma Manca arbi-
trada pela directora, e no caso desta exigir, a
qual poder ser em acges realisadas da compa-
nhia.
Art. 22. A directora obrigada a segurar
n'uraa das companhias desta cidade todos os
valores da companhia.
Art. 23. A directora obrigada a recolher a
um dos bancos desta cidade todo o dinheiro du
companhia, nao podendo cooservarem seu poder
quantia superior a 1:000*000, fazendo os paga-
mentos, sempre que a quautia o permuta, em
cheques sobre o banco.
CAPITULO IV
DA ASSRMBLBA GKBAL
Art. 24. A assembla geral coostitue-se pela
reumo de accionistas representando, pelo me-
nos, uma quarta parte do capital social.
Art. 23. As convocagoes da assembla geral,
serao sempre motivadas e feilas por meio de an-
nuncios nos jornaes de maior circulaco e pu-
blicados sempre com antecedencia de quinze
dias.
Art. 26. A assembla geral reuair-se-ha ordi-
nariamente em qualquer dia do mez de Margo
de cada anno, curapridas as prescripgees do art.
16, ns. 1 e 2 g J da lei n. 3,150 de 4 de Novem-
bro de 1^82.
Art. 27. A assembla geral reunir-se-ha ordi-
nariamente quando a directora, ou a commis-
sao fiscal, o julgar conveniente, e quando o re-
quisitarein sete ou mais accionistas que repre-
senlcra pelo menos uma quinta parte do capital
social.
Art. 28. as reunies da assembla geral ex-
traordinaria as deliberags versaro sornenle
sobre o assuuipto para tue tiverem sido convo-
I II !<**>'
Art. 29. A assembla geral ordinaria cleger
o seu presidente, priuieiro e segundo secreta-
rios, cujas funeges durario tres annos.
Art. 30. Ao presidente da assembla geral
compete a direcgo de seus trabalhos ; aos se-
cretarios compete 1er o respectivo expediente e
lavrar as actas que sero assignadas pelos tres;
no livro competente.
Art. 31. O presidente ser substituido pelo
primeiro secretario, e este pelo segundo, sendo
que, toruando-se necessario, o presidente pode-
r chamar qualquer accionista para exercer io
teriuamente as funeges de um dos secreta-
rios.
CAPITULO V
DA COMMISSAO FISCAL
Art. 32. A commissao fiscal, que se compor
de tres membros cienos pela assembla geral
ordinaria, durar por espago de um anno, po-
dendo ser reeleita.
Art. 33. A' commissao fiscal compete :
g l. Convocar extraordinariamente a assem
bta geral sempre que occorrerem motivos gra-
ves e urgentes.
g 2. Convocar a assembla geral ordinaria
iinpreterivelmente para o mez de Abril, se a
directora a nao tiver convocado no praso deter-
minado oestes estatutos.
g 3." Pedir directora os esclarecimentos do
que pos?a precisar.
g 4. Examinar toda a escripturacao da compa-
nhia, estado de obras, otara, quando julgar con-
veniente.
g 5. Apresentar assembla geral ordinaria
o seu parecer mencionando o modo porque a
administragao gerio os negocios da companhia,
expondo o seu estado, lerabrmdo as medidas
cuja adopclo jui^ar conveniente, denunciando
os erros, faltas ou fraudes, que descobrir, e o
mais que consta do capitulo quarto do decreto
n. 8,821 de 30 de Dezembro de 1882.
CAPITULO VI
DO BALANQO, FUNDO DB KESEHVA i: DIVIDENDOS
Art. 34. O anno financeiro da companhia o
civil, contado de Io de Janeiro a 31 de Dezem-
bro, sendo nesta data fechado o balango.
Art. 35. 0 fundo de reserva ser constituido
de cinco por cento sobre os lucros lquidos da
companhia, e ser recolhido a qualquer estabe
leciraeuto de crdito desta cidade, a juizo da
directora.
Art. 36. Ce3sar a accumulago do fundo de
reserva, quando elle uttiogir a vnte por cento
do capital social.
Art. 37. eduzidas as porcentagens de que
tratara estes estatutos, sero os lucros distribui-
dos pelos accionistas, salvo o caso des estar des-
falcado o capital, cm que nao poder ha ver di-
videndo.
Art. 38. Os dividendos nao podero exceder
de doze por cento, e.n quanto o fundo de reser-
va nao attingir o limite determinado pelo art. 36
destes estatutos.
Art. 39. Oa dividendos sero pagos semestral-
raeute.
Art. 40. Os dividendos nao reclamados no
prazo de cinco annos, reverte rao em beoaflcio
da companbia.
Capitulo vii
DISFOSICOBb G -.BAES
Arl. 41. A' directora ou a commisso fiscal,
compete propor i assembla geral a reforma
destes estatuto.*, quando o julgar necessario.
Art 4>. Para isso,'porra. ser preciso convo-
carse uma assembla geral extraordinaria, com
o coraparecimento, pelo menos, de dou3 terg s
do capital social, representado por accionistas
cujis entradas se achem satisfeitas.
nico. Nao comparecendo tal numero a pri-
meira convocago, procederse-ha de accordo
cora o arl. 63 do decreto n. 8,821 de 30 de De-
zembro de 1882.
Art. 43. No caso de edificar a companhia por
Eua coma, tero preferencia compra de seus
predios os accionistas da companhia, em igual
da le de condigoes, com concurre tss que o nao
sej.uil.
Ait. 44. Dando se o caso de dous ou raais
accionistas pretenderen! comprar um e o mes-
rao da companhia, ser preferido, era igualdade
de condiges, o que possuir maior numero de
acges.
Art. 43 Sendo os accionistas possuidores de
numero igual de acges, decuir a orte no
caso do art. antecedento.
Art. 46. Em caso algum se faro contractos,
f quer sejam de empreitada, construeges ou re-
construeces, sera Ganga idnea, sobre respon-
sabilidade da directora que responder pelos
prejuizos que de tal falta provierem.
Art. 47. Os casos nao previstos nos presentes
estatutos sero reglanos pela le n. 3 150 de 4
de Novembro de 1882, e decreto n. 8,821 de 30
de Bezerabro de 18S2,
Affonso F. C. Oliveira.
Antonio Fernandes Ribeiro.
Domingos Joaquim Ferreira Cruz.
Joo Jos Rodrigues Mendes.
Aurelio dos Santos Coimbra.
Jos Paulo Botelho.
Ernesto de Aquino Fonseca.
Antonio Jos Ferreira Monteiro.
Bernardino Lopes Alhuiro.
Jos Pereira Basto?.
Manoel Martins Fiuza.
Eluardo A. de O.iveira.
REVISTA DIARIA
Meetlns-Hontem foram destribuidos avul-
sos em que, em nome do povo, 83 convidava os
estudantes de prepat atorios e em geral as classes
populares para um meett*g, que devia ter lugar
na praga Pedro II, e cujo Gm era reclamar de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia providencias
no sentido de cessar o constrangimento de An-
tonio Chrispim de Oliveira, alistado praga do
exercito.
Electivamente, na indicada praga, s 4 horas
da larde, reuni se grande massa de povo, e si-
multneamente all foram postados, ura piquete
reforcado de guardas cvicos e ora mico de ca-
vallara, cujo lito era dissolver a reuniao. Alli
apresentou-se o Dr. Barros Reg, 1 delegado da
capital, e intimoua prohibigo do mcetinge cornc*|J1V0_
quer que tentasse fallar, forgando a ordem uma
pessoa do povo, aquella auioridade deu-lhe voz
de priso.
Nesse cmenos, por alli passando o Dr. Gaspar
Druramoud, iutervcio junto da mesma autoridade
para fazer du uenhura effeito a priso; o que
oonsegnio, sendo sollo o preso, no meio de um
jogo infernal de espadase cceles,entre a guar
da cvica e algumas pessoas do povo.
Felizmente, acalmaram-se os nimos parte
do novo dispersou-se, e outra parte, cercando o
Dr. Gaspar Drummond, conduzio-o at o palacio
presidencial.
Na ra do Imperador, o Sr. Dr. Gaspar Drum-
raond pedio escusa da incumbencia que Ihe que-
nara dar,e indicou o Sr. Dr. Jos Maa de Al-
buquerque Mello para substiluil o, corno mais
proprio para obter a administraco o que pre-
tenda o povo. .
Recusndose, porm, o Sr. Dr. Jos Mana a
acceder indicacio, foi de novo instado o Dr. Gas-
par Drummond, que seguio at palacio no raeic-
do numeroso grupo.
Cumpre dizer que n'essa occasiao, um trogo
de guardas cvicos investio contra a raassa po
pular, distribuindo a granel golpes de sabr, e
foram jogadas mudas podras, que felizmente pe-
queos damnos causaram.
Chegando a palacio o grupo, fo deputada uma
commissao de tres membros para fallar a S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, sendo composla
essa commissao dos Srs. Drs. Gaspar Drummond
c Julio de Mello e tenen;e Francisco Monle.
Recibida por S. Exc. cavalheirosamenle, orou
em nome do povo, alli representado pela allu-
dida commissao, o Sr. Dr. Gaspar Drummond,
que expoz ao Sr. conselbeiro Manoel Ai ves de
Araujo todas as occurreoeias relativas a Antonio
Chrispim de Oliveira, e concluio por pedir a S.
Exc. que tomasse em cousiderago as justas re-
clamacocs do povo.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia respon-
deu fazendo um pedido e uma promessa. Foi o
pedido que a reuniao se dissolvesse era paz ; e
foi a promessa que revendo o negocio Chrs-
Sim, tomara as providencias que no caso cou-
essem .
Descendo a coram'.ssio, expoz ao povo o Dr.
Drummond o que Ihe havia dito o Sr. presidente
da provincia, que por sua vez faltou para con-
lirmir a promessa feita; e, por entre vivas c
applausos, retroceden o grupo pela ra do Im-
perador, ludo typographia do Norte e desta
folha, onde foram expostos os factos aqui nar-
rados, sendo saudadas aquella e esta com applau-
sos e Vivas, COmo eraui rrequuiuca una c uno us
ao Dr. Gaspar Drummond, que to desinteressa
damenle se puzera ao servigo da causa popular.
Pouco depois de 7 horas da ncite foi satisfeito
o pedido do Sr. presidente da provincia, dissol-
vendo-se o grupo na ra Baro da Victoria,
porta de residencia do Sr. Dr. Gaspar Drum-
mond.
Resta agora que S. Exc. satisfaga a sua pro
messa, e, revendo o negocio Chrispim, resolva o
conseutaneamente cora os desejos do povo, que
sao Jaccordes com 03 direitos e garantas consti-
lucionaes.
iNsuiiip to eleitoralA' Presidencia des-
ta provincia foi expedido o seguinte aviso :
Ministerio dos Negocios do Imperio.Ia Di-
rectora.Rio de Janeiro, 16 de Julho de 1889.
Illm. e Exm. Sr. Por telegramma de 11 do
correntc me coasultou essa Presidencia :
Si estando marcada a eleigo para o da 31
de Agosto deve-re procede: a reviso eleitoral
esie auno, nc obstante nao ficar a eleigo ter-
minada n'aquelle dia pela possibilidade de 2
escrutinio.
A duvida parece originarse dos termos em que
est concebida a 2' parte do art. 236 do Reg.
de 13 de Agosto de 1881, que dispe :
No caso de dissolugo da (amara dos Depu-
tados servir para eleigo o alistamento ultima-
mente revisto, nao se procedendo a nova reviso
entre a dissolugo e o elcao que se fizer em con-
seq'ieucia d'eUa.
Si, porm, ao tempo era que o acto da dis-
solugo se realizar, j se esliver procedendo a
reviso, proseguir se-ba no3 trabaihos d'esta,
mas o alistamento revisto nao servir para
aquella eleigo. >
A eleigo a que se referem as palavras floaes
da | parte do artigo citado, a qual reproduz tex-
tualmente o art. 8' g 10" da lei n. 3029 de 9 de
Janeiro de 1881, a eleigo geral de deputados,
a que se realiza simultneamente em todo o Im-
perio, e da qual, em alguns districtos eleitoraes.
complemento o 1 escrutinio.
Estando marcado para aquella eleigo, que se
deve effectuar em consequencia da dissolugo da
Cmara dos Deputados, o dia 31 de Agosto e de-
vendo a reviso do alistamento eleitoral comegar
aonualinente no dia 1 de Setembro (lei n. 3o29.
art. 8), nao razo para deixarem de effeciuar
se os trabalhos da prxima reviso a possibili
dade de nao ficar a eleigo concluida em um ou
outro districto c haver necessidade de ah pro-
ceder se a 2o escrutinio.
Verificada esta hypothese, caberia observar o
preceito da ultima parte do artigo, nao se atten
Sendo no 2o escrutinio as alterages provenien-
tes da reviso do alistamento, do mesmo modo
que nao seriam attendidas, se a reviso tivesse
comego anles da primeira eleigo.
Releva notar que o 2 escrutinio salva a hy-
pothese do arl. 176, g 3o do reglamento, deve
realizarse, ao mais tardar no 40 dia posterior
escriturario da Allandega, tres mezes de licen-
ga com venciraentos, na forma da lei, para tratar-
se de beriberi, fra da provincia.
Propoata* sobre- ensenho con-
traen -Pela Secretaria da Presidencia sao con-
vidadas as pessoas. que apresenlaram propostas
para contracto de fundago e explorago dos II
engenhos centraes postos em concurrencia, a
comparecerem no palacio do governo no dia 20
do correte pelas 12 horas da manh, afim de
a3sisiirera a abertura das mesmas propostas
Bda eolhetta -A polica de Tirabatlba tea-
do conhecimento de existir no sitio S. Jos or-
ganizada uma quadrilha de ladres de cavallos,
providenciou de modo que pede colher alguns
dos taes.
No proposito de dar-lhes caga, noite de 11
para 12 do correntc, o delegado do referido ter-
mo fez seguir para o porto supradito uma forga
de polica; a qual, alli chegada, loraou a sabida
de uma gruta onde homisiava-se a quadrilha, e
pelas 4 horas da manh do dia 12, cooseguio
prender aos individuos Manoel Ferreira e Cactano
Barreto, que sahiam vontade da mesma gruta
com tres cavallos alheios. que por certo iara ter
destino. .,
Essa quadrilha, de que era chefe Manoel Fer-
reira, do dia 27 de Agesto ultimo para c tinha
furtado 12 animaes.
A polica local prendendo aquelles individuos,
procedeu nos termos Iegaes; e nao Ihe pesem as
mos pondo-as sobre taes flagellos do rico e do
pobre.
Or. Arconcio Pereira da SilvaTi-
veram logar bontem na matriz da Boa-Vista as
missas que os nossos dignos amigos, Drs. Miguel
Pernambuco, Alfredo Correia, Moreira Al ves e
Julio de Mello, mandaiam celebrar pelo repouso
eterno do Dr. Arconcio Pereira da Silva, a cuja
respeitavel familia mais uma vez sentimenta-
ao em que se tiver effectuado a eleigo geral
(arts. 176 e 179 do Reg.) e a reviso do alista-
mento guardados os prazos Iegaes (arts. 27, 30,
31, 48 e 51 g 4*) s pode estar concluida para
que pelas listas respectivas qne se faga a cha-
mada dos eleitores (arl. 138) noventa dias: pelo
menos, depois de iniciada, o que torna mate
rialmente impossivel tomarem parte no 2 escru-
tinio da prxima eleigo de deputados, os elei-
tores incluidos na reviso do alistamento que
deve comegar em 1 d< Setembro vindouro.
Fica assim confirmado o meu telegramma
d'esta data, em resposla ao d'essa Presidencia.
Deus guarde a V. Exc. Bardo de Loreto. Sr.
presidente da provincia doMaranno.
Acto* oflBciaeaPor actos da presidencia
da provincia de ante-hontera:
Foi aberto um crdito da importancia de 17.499
verbaEventuaesdo Ministerio da Marinha,
orgaraento vigente, afim de que possa ser feila a
annullavo da mesma importancia da verba -Ar-
masdo referido ministerio, onde foi escriptura-
da, como gratifteacao que percebeu o escrevenle
da wfficina de machinas pela subslitu:gao do da
olficina de construeges.
Foi noraeado Candido Ladislao de Azevedo para
o logar de delegado do districto Iliterario de Ju
|iy, L igedo e Clgado, em substituigo do actual
que rica exonerado.
Det^rminou se que os lmites do districto de
subdelegada de Alagorahas, do lermo de Pes-
queira. se prolonguera ateo riolpaneraa, conser-
vando quanto ao mais os antigos imites.
Forara concedidos a Ezequiel de LimaeS, 3.*
rlmouio Ueggaard Os membros da
comuiis5r-^ericiadora de donativos para cons-
tituirse ura pStrraWio para a familia do finado
teuente Pedro ReggaafcCso rogados a se reu-
nirera amanh, 1 hora dVfc{de, no escriptorio
desta lolha, afim de resolveren! oqno tnelhor con-
vm fazer das quanlias arre adadas.
i sii t i<> AreheoiogicoRene se ama-
nh era sessao ordinaria o Instituto Archeologico
e Geographico Pernambucano, s horas do cos-
tume, na respectiva sede socfal.
tentedlo -O Dr. Figg, u.edico inglez, re-
comineuda para curativo das mordeduras de
animaes damnados uma receila facillima, da qual
alarma ter colindo sempre bons resultados.
Consiste o remedio em espremer a ferida para
expellir algum sangue, laval a depois com uma
sulugo saturada de sal commum por espago de
urna hora e cobril-a em seguida com sal em p,
ligando-a com uma atadura durante um da.
O doutor lem tal couGanpa no remedio que diz
nao por duvida em se sujeitar a mordedura de
um cao damnado, para provar a elcacia de sna
receita.
MiNMaAmanh a familia do finado enge-
nheiro Antonio Viclor de S Brrelo manda ce-
lebrar, pelas 8 horas do dia, na matriz da Boa-
Visia, missas em suffragio pela alma do mesmo
finado.
Certamen InternacionalOrganisou-
se em Madrid, com o lim ae solemnisar-se con-
dignamente o quarto centenario do descobri-
incnio da America, uma commissao, que nesse
proposito re.-olveu abrir um certamen interna-
cional entre os escri plores de todos os paizes
para a apresentago de um livro que seja consi-
derado monumento Iliterario, que tenha durago
e record por muito lempo o grande facto.
Essa obra deve ser uma narrago histrica,
que relate com verdade a grandeza c importan-
cia do descobrimento, mas de modo claro e sy-
nopiico, abrangendo a exposigo dos principaes
faclos em que foram parte, desde os principios
do seculo XV, as nages da Pennsula Ibrica, as
quaes com firmeza e maravilhosa tenacidade, em
quasi um seculo de esforgos inauditos, levaran
a cabo a explorago de vastos continentes e linas,
atrave3saram mares nunca d'antes navegados pe-
los povos christos, e cooseguiram torear quasi
de lodo conhecido o planeta que habitamos.
O seu lira principal ser mo.-trar que nao sao
inferiores os trabalhos, estudos, peregrinages e
viagens de Colombo aos de Bartbolomeu Dias,
Gama, Albuquerque, Cabral, Balboa, Magalbes.
Cortez, l'izarro, uraliana e tantos outros que nao
desiustidiu n gloria o iicro, oujo csatcoario
trata de celebrar.
Como introduego ha de conter o livro noticias
de viagens, ideas e adiantamentos geographicos
que precederam ao estabelecimento em Sagres de
D. Henrique de Portugal; e como epilogo oa
concluso, a analysee juizo dos servigos pres-
tados civilisago pela obra collectiva dos hes-
panhes, em relago ao commercio, econo-
ma e poltica dos povos, no campo largo aber-
to por elles intelligente actividade europea,
cora rnengo de tudo quanto concorreu para o
estabelecimento dos sabios, dados ao estu o da
natureza, penetraco dos seus mysterios e re-
velago das suas leis, podendo ser escripto o li-
vro era hespanhol, portuguez. inglez, allemo,
francez ou italiano, e ser impresso em bom pa-
pel, bra encadernado, e sem nome de autor,
que ser substituido por um pseudonymo, ou por
qualquer signal.
O raelhor ser premiado com 30,000 pesetas,
havendo um accessit de 15,000, e recebendo cada
autor 500 exemplares da (digo, que de sua obra
premiada bouver de fazerse.
A obra nao deve exceder de 500 paginas do
mesmo tamanho e da mesma leltra que tem a
edigo das obras completas de Cervantes, feita
por Ph. Rivadeneyra em 1863 e 1864 e deve ser
apreseutada ao secretario da Real Academia de
Historia antes do dia 1 de Janeiro de 1892.
Taes sao as principaes forgas do prograrama
distribuido, e que foi firmado em 19 de Junho
d'este anno pelo vice presidente Duque de Vera-
gua c pelos secretarios Juan Valera e Juan F.
Riano.
Altos e balxoa -Do Sr. Pedro Pessoa rece-
bemos a segrate carta cm que S. S. contesta ser
o aucior de um arligo hontem publicado neste
Diario sob o titulo Aitos e Ba>xos. Inserindo a
couiestago temos o deverde corroboral-a, dizen-
do que o Sr. redro Pessoa nao foi quem mandou
para a imprensa aquelle artigo
Sr. R. do Diario. Algum gaiato servindo-
se de meu nome escreveu a V. S. pedindo a pu-
blicago de um artigo sob titulo de Altos eBui-
xos. Tendo eu escripto no Jornal du Commercio
desta provincia, uma columna sob aquelle mesmo
utu'o, nao sou no enllanto autor d'esse arligo pu-
blicado pela conceituada folha de que sao Vv.
Ss. dignos redactores.
Certo de que ser levado ao conhecimenio
publico esta miiiha declarago antecipo os meus
agr..decimentos e assigno-me.De Vv. Ss. vene-
rador e obrigado.Pedro Pessoa.
Servlco militar Entra hoje de superior
do dia o Sr. capio Pedro Velho e^de ronda me-
nor ura official de cavallana.
O 2o batalho dar as guardas da Detenco,
brum, Alfandega, Thesouraria de Fazenda e o
oflicial para esta, o 14 as do Brum e Enfermara
Militar e o destacamento de cavallaria a de Pa-
lacio.
Foi approvada pelo Ministerio da Guerra a
proposla feita pelo rommando das armas d'esta
provincia para secretario do mesmo commando
do Sr. teneute do 7o regiment de cavallaria Jos
Cameiro Maciel da Silva que j exercia interi-
naiuenle.
Existem em tratamento na Enfermara Mi-
litar 22 pragas.
Ieii6cEffectuar-se ho os seenintes :
He ie :
Pelo agente Brillo, s 101 2 horas, ra Nova
n. 21. de movis e muitos outros objectos.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, ra do
Corpo S;.oio n. 27, de predios em Sant'Anna de
Dentro.
Amanh :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, tnrvessa
do Corpo Santo n. 27, de predios.
Pelo agente Brito, s 11 horas, no pateo do
Paraizo n. 26. de diversos predios.
P.-lo agente Gusmo, s 10 1/2 horas, ra do
Hospicio, de mereadorias da fabrica Apollo.
Pelo agente Mantas, as 11 horas, ra do Ba-
ro da Victoria n. 14, de movis, piano, sera-
pbina e vid ros. ^
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra do Bom
Jess n. 45, de movis, piano, espelhos e 60 latas
com biscoitos.
HlNMa* fnebreSero celebradas :
Hoje :
A's 8 horas na matriz de Palmares, pela alma
do Dr. Antonio Vctor de S Barreto; s 8 ho-
ras, na matriz de Santo Antonio, pela alma do
Dr. Jos Joaquim Sarment Belfort.

,
]
V


*
. Vn

-^mi- m m
'* ^5
Diario de PernambucoQuarta-feira 18 de Setembro de 1889
i

Amanha :
A's 7 horas, na igreja do Carmo, por alma de
D. Joaquina da Silva ; as 7 horas, na igreja de
Sanio Amaro das Salinas, pela alma de Adal-
berto Bellarmino da Silva ; s 8 horas, na mairiz
da Boa Vista, pela alma do engenheiro Antonio
Victor de Sa Barreto.
rannuKciro* Sabidos para o sul no vapor
nacional Pernambuco.
Manoel M. de Almcida Jnior, Augusto Freins-
leiro, Dr. Amerieo de Almeia, Dr. Joaquim P.
Cavalcante de Albuquerque, conego Antonio Cas-
tilho Brando, cadete Idalino Lias, Henrique de
Freitas, Manoel Trajano de Lima, Joo da Cruz
da ilva, Manoel Bonifacio, Thomazia Florinda,
Pedro Gomes Mata, Paula A. Gongalvea Miranda
Arraindo Joo, Jos Antonio, Mauoel Nascimento
Jos Bellama, Antonio Thomaz Cajueiro, Jos
Francisco Ti'ixeira, Amonio Diogo de Mello
Thomaz Albino Benjamira F. de Miranda Joa
zeiro, Antonio Pedro, 2 pragas e 1 ex praga.
Sahidos para o sul no vapor franeez Ville
de Santos:
Luiz Guimarne3, Zcvello Giuseppe, Antonio
Martola, Ughelli Nortale, Virenzo Meutevole, An-
tonio Avegoo Marciano Giuseppe, Wils Chris-
tiansen, Godfried Olsen, Pietro Caffoni e Jean
Leonard Weiton.
Uirecturin la obra* e connerta-
eo do* PortuM de PernambucoMec-
fe, 16 de Setembro de 1889.
Boletim meteorolgico
'o -o
Horas o c.2 Barmetro a 0 Tenso do vapor a 1 9 33
6 m. J5*-0 762*32 1873 80
9 J7--9 762-97 18 28 65
12 28- 3 761-97 19,40 67
371. 29-2 760-35 18,47 62
6 26" 9 760-46 18.42 70
Temperatura mxima29,75.
Dita mnima 24",60.
Evanoraco em 24 horasao sol: 7".5; som-
bra : 4-.0.
Chuvanulla
Direcgo do vento: ENE. E e ESE alternados
de meia noite s 2 horas e 58 minutos da tarde;
SE at 9 horas e 5'i minutos: ESE at meia noi e.
Veloctdade media ao vento: 1",71 por ae
gurdo.
Nebulosidade media: 0.39.
Boletim do porto
11 fii Das Horas 8-25 da manlia 2 40 da tarde 9-00. 402 da manli Altura
P. M B M. P. M. B. M 16 de Selemb. 17 de Setemb. 1-88 1-.00 i ".83 0*97
Cana de letencaoMovtmento aos pre-
sos da Casa de Detengao do dia 16 de Setembro
de <889.
Existiam 441 ; entraram 14; aahiram 9; ex.s-
tem 446.
A saber:
Nacionaes 392; mulheres 23 estrangeiros 30
mulhcr 1 -Total 446.
Arragoados 397.
Bous 375.
Doentes 19.
Loucos 3. -Total 397.
iloMpitai Pedro II -O movimenio deste
estabeleciraento de caridade, no dia 15 de Setem-
bro foi o seguate:
Entraram 10
Sahiram 4
Frlleceratn 0
i Existem 578
Foram visitadas as respectivas enfermarlat
pelos Drs.:
Moscoso s 81(4, Cysneiro s 10, Barros So'ji-
nho s 6 1|4, Pontual s 11 horas.
Nao couipareceramos Drs.:
IBerardo
Malaquias.
Estevo Cavalcante.
Simes liarbosa.
O cirurgiao dentista Numa Pompilio nao com-
parece.
O pharmneeotico entrou s 8 l\\ da manb (
sabio a 3 1|4 da tarde.
. n aiii.luniK.dn nh^""--""'!"- -----*~ Ail
da manh e saino as 2 horas da tarde.
botera So tirara-ParA 5' parte do
29* lotera, des3a provincia, cujo premio grande
120:000*0 O, ser extrahida no dia 25 do Setem-
bro.
A 3> parte, da dd 250:000000, ser i xtra-
hida no da 20 do crrante.
Brande lotera do Maranho -A 7'
serie da 1" lotera, dessa provincia, cujo premio
grande 300:00000 ser extrahida no da 30
de Setembro.
Cemiterio Publico Obtuario do da 16
de Setembro de 1889 :
Antonio Mara Marques Ferreira, Portugal,
80 annos, viuvo, Boa-Vista ; raeuingiie.
Benedicto, Parahyba, 3 mezes, Recite ; ioani-
go.
Philomena C. de Figueiredo Carvalho. Pernam-
buco, 26 annos, casada, Ba-Visla ; febre infec
ciosa.
Francisca Correia de Araujo, Pernambuco, 30
annos, casada. Boa-Vista ; febre perniciosa.
Severino Maria, Pernambuco, 1 mez, Santo An-
nio; febre paludosa.
Mara M. Colho do Rosario, Pernambuco, 4S
annos, casada, Ba-Viata; tubrculos pulmona-
res-
(Leopoldina, Pernambuco, 14 annos, solleira,
Recite: tsica galopante.
Paulina, Pernambuco, 4 mezes, Recife ; con-
vuUOes.
Francisca Maria da Conceigo Pernambuco, 25
annos, viuva. Boa-Vista; gastro-enlente.
Manoel Felippe, Pernambuco, 38 annos, casa-
do, Graca; leso cardiaca.
Um feto, Pernambuco; Graga.
UM POCQ DE TUPO
Um sabio indiano chamou recentemente a at-
tengo da Sociedade Asitica de Bengala para
o mysterioso plipnomeno conhecido pela deno-
minago de Canhoes de Barisai.
Sao denotages surdas que se fazem ouvir em
mu tos pontos da costa sudoeste de Bengala,
prolongando se no interior at estago loiigm-
qua de Chirra Punji, as monlanhas de Gar.
Diz Le Globe, orgo da sociedade de geogra-
ihia de Genebra, que nenhuma cxplieagosatis-
actoria Coi dada at agora aquellas detonages
subterrneas.

Diz um jornal chileno, que no curato de San
Miguel uniram-se pelos doces lagos do hyineneu
V. Narciso Sandoval e a seorita Adelila Salgada.
O noivo um mendigo de cara redonda e bar-
bas pretas que, paralytico de pernas e bragos,
esioola pelas ras, conduzido em um carrinho.
Seu padrinho coxo e sua madrinha ve?ga.
A noiva desse Narciso mocetona nedia, roliga
e syinpathica, que professa por seu esposo um
amor levado quinta essencia do lyrismo.
Fallemos das testemunhas.
Mallida, urna delias, picada de varilas, as
quaes a deixaraoi quasi cega e Romualdo um
invallido, que tem urna costela partida por um
estilnago de granada.
Deus os fez... e quem os ajuntou?

No gabinete de um militar reforma lo.
Tinham acabado de jantar, e, emquanto nao
vinha o caf, o militar, no meio de urna conver-
sago animada, vae panoplia que tem na pare-
de, e tira urna espada, exclamando :
Ah I meus senhores! nanea me esquecerei
do dia em que pela primeira vex deseobainhei
esta espada.
Eolao quando Coi ? perguntaram todos, in-
tereseados.
Foi no leilo em que a comprei; minba
mulher tinha tido n'esse dia o seu pnmeiro n-
Ibo.
N
O javali para o cagador o animal mais peri-
goso das florestas europeas, mas so depois de
terrecebidoum tiro. Quaodo encontra por acaso
um bomem, para primeiro e fica quieto; em se-
guida olha para elle e foge eolio saltando ora
rpidamente, ora de vagar. Vendo-se persegu
do pelos caes enfurece se, abre-lhes algumas
vezes o ventre com suas lerriveis presas, e pre-
cipita-se com grande impetuosidade contra o ca-
gador. Este tem dois meios para se salvar : ou
aponta urna langa ou urna faca, de maneira que
o animal se espete nella, mais isto exige minia
habiltdade e aangue fri ; ou trepa em arvore e
deixa escapar o parco montez, que raras vezes
renova o seu ataque.
Os javalis gostam muito de se esfregar contra
os troncos resinosos dos pinheiros e abetos, co
brindo-se assiin do urna crosta, que forma urna
couraga muito forte; se, alcn disso esto gordos
e tem muito toucinho, as balas nao lhes fazem
mal algum.
Um joven lord inglez ensinou um pequeo ja-
vali cagar e servia-se delle como de um cao
perdigueiro. *

Os congreasoM de issu
DIREITO DAS MULUEBBS
Durante quairo das, e no espago das 2 s 6
horas na sala da Sociedade Geographica ae l'ariz,
dusenlas a tresentas senhoras casadas e solteiras
sob a presidencia da amavel Mlle Mana De-
raismes, emprehenderam langar as bases d'uma
existencia nova para a mulher.
0 elemento estrangeiro representava-se nesse
congresso pelas inglezas Mines Kate Michell e
Balgarmis ; pelas polacas Feikind, Rucralska e
Chvelliga ; pelas suecas Fnesee e trouna ; pela
dinaraarqueza Thora Goldchmtd ; e pela belga
Mil.; Papeliu. a doutora em direito que nao pode
obter da magistratura de seu paiz de ser inser
pa no quadro dos advogadof.
Entre as francezas contavam se Mmes Ciernen-
se Royer, Luiza Koppe, deGrandpr, Conta, dou-
tora em medicina; Nelly Lienlier Christin, Leo-
nie Rourade, Rene Maral, Asti de Valsayre.
No grupo masculino figuraram M. M. Len
Richer, fundador da Liga franceza dos direitos
da mulher; Beaoquier, deputadu do Doubs ;
Baget, deputado dinamarquez ; Rene Viriani,
advogado ; Girand, Julio Allix, o Dr. Verrier,
Pierre Potonie e algnns outros deffensores con-
vencidos da causa femenina.
Desde seu comego a assembla foi dividida
em quatro secgOes : Historia, Economa Social,
Moral e LegislagOos ; e c.-da urna dellas sumet-
teu ao voto do congresso um certo numero de
capitulagOes que podem compendiar-se as dose
resolugOes seguintes:
Reviso total do cdigo no que concerne
mulher.Libcrdade para esta do exercicio da
prolissao de advegodo.Abrogagao do art. 340
do cdigo, inlerdisendo a busca da paternidade.
-Demoligo da priso de Saiut-Lazarc.Attri-
buigo aos guardas de paz da vigilancia das mu-
lheres Creago d"aorigos em todos os dislri-
ctos.In^tiiuigo, em cada mairiee repartiges
de benelicencia dirigdas exclusivameiit: por
mulheres. Attnbuigo as mulheres dos erapre-
gos de syndicancias c de visitadores das amas
de leite.Aprendisado as escolase nao.as
oflicinasCreago d'asylos de trahalho para as
mulheres.Igualdade dos salarios para as insti-
tuidoras e os instituidores.Livre accesso de
todas as carreiras liberaes para s mulheres e
fonnago d'un a liga das mulheres medicas, ad-
vogadas, etc. etc.
Estes votos foram adoptados por unanimidade.
Ha a notar que, salvo dous ou tres incidentes
sem importancia passou se na maior calma o
congresso das mulheres ; as quaes assiin quize-
ram evidentemente mostrarse injustas para cora
M. Beauquier, por ter dito que as raaiores ini-
migas dos dircitos das mulheres nao sao os
hoinens, mas as proprias mullieres.
Stuart Curaberland, o celebre adivinhador do
pen-amento, que ha dois annos esteve em Portu-
gal, er ter descoberto o Jack Estripador, au'.or
dos lerriveis assassinatos de Whitcchap 1.
O adivinho concentrou enrgicamente todo o
seu pensamento durante muilus dias, tratando de
descobrir o mysterio que rodeia o assassino. E
no flm das suas concentrages de pen3amcn o
leve um sonho.
O assassino apparcceu ihe. O seu rosto ma-
gro e oval, olhos pretos e buligosos, cor baga de
homem que padece do ligado.
> A irapress&o que produzia a phisionomia
d'aquelle homem que me apparcceu no sonho era
desagradavel e repulsiva, disse Cumberland;
mas o seu olhar tinha urna intensidade que fas
cinava. Aquelle homem era evidentemente um
hvpnotisador de poder extraordinario.
"O adivinho tem na sua viso urna f mais ce-
ga que a de Jos nos sonhos ae phara e enviou
polica e s comraissOes de vigilancia de Wlii-
techapel a descripg5o circunstanciada do Jack
^^S^^H^W^ssmo nypuotisa as
suas victimas para as matar impune, sem que
grilem ne:n possam revelar quem attenlou con-
tra ellas, caso escapem das suas mos.
SPORT_______
Prado Pernambucaoo
Hoje, s 6 horas da tarde, deve encerrar-se na
secretaria desla sociedade a inscripgo para o pa-
reo-GRANDE PREMIO -Imprenta Pernambuca-
na,cuja corrida ter lugar no dia 29 do ar-
rete, conforme o annuncio na secgo res-
pectiva.

O velho philosopho hespanhol, qui vocatur Se
eca, desadorado da philosophia que Ihe nao da-
va para viver, converteu se em Esculapio.
Seu consultorio foi aberto no Hppodromo, on-
de DOder ser procurado no domingo prximo.
K-[iecialidade-quebradeira.
TherapeuticaMinerva derbysmo.

Animaes nacionaes meio sangueDistancia
2,500 metros-Premios: 4:000*000, 8O00 0 e
400*000.
No dia 10 encerrou se o prazo da inscripgo
para o Gravde Premio Major Suchow, que deve
ser corrido no dia 22 deste mez no Jockey Club
da corte.
O Grande Guanabara do Jockey Club, corrido
no dia 8 no Rio de Janeiro de 1,800 metros -
animaes nacionaespremios : 6:000i, 1:200* c
600* -foi ganho por Breas em 198 segundos,
caliendo o Ia lugar a Contrallo e o 3o a Tenor.
A poule de Breas em I" produzio 49*800 e
em 2* 20*500, dando 22*800 a de Contralto.
Breas nos animaes do turf brazileiro o ni-
co que logrou ganhar ires grandes premios con-
secutivos, tendo sido o vencedor nos Grandes
Guanabaras em 1887, 1888 e 1889.

Para o Villa hnhel Gold Lup cujo primeiro
premio de 10:000*000, inscreveram-se os pu-
ros sangues :
Satn Feniana
Mimer The Witch
Paladino Claretlo
Jaguar Contralto
Aguia My Boy
Sutia Swmta
Sidonia Tic Tac
Huguenotte Clan rhattsn
Setta Troia
Breas Thessalia
Para a corrida que realisou se no dia 13, e
com a qual o Derby Club prestara homenag m
armada chilena, fazendo disputar o Grande
Uerby Nacional, teve lugar a segrate inserp
gao :
! pareo6 de Margo1,609 metros-Rosita
de la Plata, Regente II. Mellan. Embargo, Batu-
ta, Tentador, Celina, Pierrot. Galopim e Enano.
2o pareo Extra1 50 metros Noble Duke,
Peony. Adalgise, Improver c The Mooev.
3o pareo Almirante Cochrane 1,609 raelros
Mimer, Pastora. Al|)ha. Marqaise, Mislella,
l'hlegethju, Tic-Tac. Boulaoger e Ninon.
4o pareo- Grande Premio Derby Club Nacio-
nal-2 000 metros Cleopatra, Hainlet, Ll,
Aragoneza, Ophelia, II ms, Velocipede, Calina e
Odys&a.
5" pareo-Derby-Club Handicap 2 000 me-
trosConlralto, My Bo'f. Vivaz Miinilor e Zig.
6' pareo -Armada ChilenaHandicap 2.630
metros Suavita, '1; relto, Sona, Duchesse
Clan Challan, Aguia. Piladino e Feniana
7 pareo2 de Agesto1.750 metrosFox-
hall, Gang Awa, (luvidor, Alberto, Blitz c Tic-
Tic.
Se o encouragado chileno, porm, nao chegnu
corte a tempo dos iieiw ofliciaes assistirem a
essa corrida, o pareo Almirante Cochrane paa-
guu a ter a denominaco de Dr. Frontn e o pa-
reo Armada Chilena Rio de Janeiro.
CHROIICA JDDIC1AR1A
Tribunal da Reanlo
SESSAO ORDINARIA EM 17 DE SETEMBRO
DE 1889
PRESIDENCIA DO EXU. SR. COSSELHEIRO
QUOSTINO DE MIRANDA
Secretario, Dr. Virgilio Coellio
A's horas do costume, presentes os Sre. aes-
embargadores em numero legal, foi aberta a
sessao depois de lida e approvada a acta da an-
tecedente.
Distribuidos e passados os feitos deram-se
os seguintes
J LGAMENTOS
Denuncia
Do bacharel Miguel Soares Palmeira Jnior
contra o bacharel Tiburcio Raymundo da Silva
Tavares, juiz de direito interino da comarca de
Auadia. Relator o Sr. deserabargador Tavares
de Vasconcellos.-Julgou se pela absolvigo con-
tra os votos dos Srs desembargadores relator.
Ohveira Andrade e Pires Firreira.
Recursos crimes
De Oltnda Recorreute ojuizo, recorrido Mi-
guel da Cunha Ferreira. Relator o Sr. desera-
bargador Monteiro de Andrade. Negou se pro-
vimento, unnimemente.
Da Imperatriz Recorrente o juizo, recorrido
Salustiano Flix de Menezes. Relator o Sr. des-
embargador Monteiro de Andrade. Negou-se
provimento, unnimemente.
De Caopina Grande Recorrente ojuizo, re-
corridos Domingos Liineira Cariry e oulro. Re-
lator o Sr. desembargador Al ves Ribeiro.Ne-
gou-se provimento, unnimemente.
Da Imperatriz Recorrente o juizo, recorrido
Joaquim Viaona da Silva. Relator o Sr. desem-
bargador Tavares de Vasconcellos. Negou-se
provimento, unnimemente.
De PalmaresRecorrente Joaquim Bezerra da
Silva Pereira. Relator o Sr. desembargador Ta-
vares de Vasconcellos. Neaou-se provimento,
unnimemente.
Da Imperatriz-Recerrente ojuizo, recorrido
Francisco Nune Correia. Relator o Sr. desem-
oargador Oliveira Andrade. Negou se provi-
mento, unnimemente.
Da Victoria Recorrente Candido Jos Faico
de Mello, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Oliveira Andrade. Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
Do Inga Recorrente o juizo, recorrido Ma-
noel Pereira da t;ruz. Relator o Sr. desembar-
gador Silva Reg. Negou-se provimento, con-
tra o voto do relator.
PA8SAGEN8
Do Sr. desembargador Hollino Cavalcante ao
Sr. desembargador Pires Ferreira :
Appellago crime
De NazarethAppellante Antonio Joaquim da
Silva, appellada a justiga.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrade :
AppellagOes crimes
Da Victoria Appellante o juizo, appellado
Joaquim Francisco Querido.
De Crranles Appellante o juizo, appellado
Pedro Dias Teixeira.
De PatosAppellantes Francisco Leandro dos
Santos e outro. appellada a justica.
O Sr. desembargador Pires Gongalves como
procurador da corda e promotor da justiga deu
parecer nos seguintes feitos :
AppellagOes crimes
De Nazareth Appellante Joaquim Lopes de
Sou:a Frazo, appellada a jusliga.
De Mamanguape Appellante o juizo, appella-
do Pedro Vianna.
Da l'nnceza Appellante o juizo, appellados
Vicente Nogueira de Carvalho e outro.
De Barrciros Appellante o juizo, appellado
Jos dos Santos Matla.
Appellago civel
Do Recife Appellantes Cramer Frey & C,
appellada a Fazenda Provincial.
Appellago commercial
De BarreirosAppellan'es Caetano Cyriaco da
Cojta Moreira & C, appellado Silvino Ferreira
da Motta Braga.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
desembargador Tacares de Vasconcellos :
Appellago crime
Da Palmeira dos Indios Appelhinte o juizo,
appellados Juvencio e Carolina Maria da Concei-
go.
Do Sr. desembargador Tavares de Vasconcel-
los ao Sr. desembargador Oliveira Andrade :
AppellagOes crimes
"- rr-n.-.- -i -r^-iMutn
Martiniano Jcs de Mello.
lie Pao d'Allio Appellante Manoel Joaquim
de Saol'Anna, appellada a justiga.
De Arda Appellante Joo Correia de Araujo,
appellada a justiga.
Do Sr. desembargador Oliveira Andrade ao
Sr. desemba gador Silva Reg :
Appellago crime
De Caruar Appellante o promotor publico,
appellado Francisco Joaquim Bezerra de An-
drade.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. desembargador procurador
da cora :
Appellago crime
De BananeirasAppellante o juizo, appellado
Manoel Rodrigues de Oliveira.
Appellago civel
Do Recife Embargante Bernet 4 C. embar-
gada a Fazenda Provincial.
Conflicto de jurisdiego
Entre os juizes de orphos do termo do Trium-
pho e o da provedoria do Bom Conselho.
Em dilgencia no juizo a qn i
Appellago crune
De NazarethAppellante Jos Cosme Martina,
appellada a justiga.
distribuh;oes
Recurso crime
Ao Sr. desembargador Tavares de Vascon-
cellos :
De Camaragibe Recorrente o juizo, recorri-
do Joo Antonio Mauricio.
Aggravos de petigo
Ao Sr. desembargador Silva Reg :
Do RecifeAggravante Severo Saraiva de An-
drade, aggravado Dr Jos Ventura dos Santos
Reis.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do Recife Aggravante D. Luiza Emilia de
Almetda Seve, aggravado Antonio Gomes de Mi-
randa Leal.
AppellagOes crimes
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De S. Bento Appellante o juizo, appellado
Joaquim SimOes de Macedo.
Ao Sr. desembargador Dellino Cavalcante :
De Tacarati Anpellantes Maicolino Rodri-
gues Lima e Flix Correia da Silva Pitia, appel-
lada a justiga.
Ao Sr. deserabargador Pires Ferreira :
De TacaratAppellante o promotor publico,
?pneilado Jovino Pereira da Silva.
Encerrou se a sesso s 2 horas da tarde.
indicacoes teis
Medico
Dr. Caa.ro Jess medico e operador.
Hratica a lavagem do utero quando a co-
rno aconselhada. Consultas da3 11 &e
> da tarde em sua risidencia ra do
Rom Jess (antiga da ''ruz) n. 23, 1.*
Andar. Telephone n. 380
O Dr. Matheus Voz, mdico, tem o seu
escriptorio a ra do Barao da Victoria
a. 51, 1. andar, onde d consultas d
meio-dia s 2 horas da tar k\ Reside
ra de Ge-vasio Pires n. 27. Encarrega-
se do tratamento das molestias de olhss.
Telephone n. 427.
Dr. liarretto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1.' andar da casa
roa do Barao da Victoria, n. 51. Resi
dencia ra Sete de Setembro n. 54, en
trada pela ra da Saudade n. 25.
or. Ribeiro de Britto d consultas de
meio dia s 3 horas da tarde, no poden-
dar a ra Duque de i "axias n. 46, 1." an-
do ser procurado para chamados na sua
residencia ra do Hospicio n. 81. Te-
lephone n. 303.
Dr. Joaquim Loui eiro medico e partei-
ro, consultorio ra do Cabug a. 14,
1." andar do 12 s 2 da tarde; residencia
ao Monteiro.
Dr. Cerqueira Leite, tem o seu escripto-
rio na ra Nova n. 32, do meio dia s 2
horas e desta hora em diante ra Barao
de S. Borja, n. 22. Especialidades
molestias de crianca senhoras e parto.
Telephone n. 326, da casa de residencia.
Dr. Alvares Ouimarcles, chegado da
corte, dedica-se medicina em geral, e
com especialidado s molestias do cora-
cao, pulmoes, figado, estomago e intesti-
nos e tambera s affeccSes das enancas.
Reside praca do Conde d'Eu, n. 28, e
tem consultorio na ra do Bom-Jesus
(antiga da Cruz), n. ;45, onde d consul-
tas do meio-dia s 3 horas. Telephone
n. 381.
O Dr. Simplicio Mavignier.dioica me-
dico cirurgica. Especialidades : molestias
pulmonares e partos. Ra do Mrquez de
blinda n. 27, 1." andar. Consaltas das 11
s 2 horas o na Casa Forte (Poco da Pa-
nella) das 6 s 9 horas da manha e
tarde. Teleshone n. 392
Ofciilista
Dr. Ferreira. com pratica nos princi-
paes hospitaes e clnica de Paris e Lon-
dres, consultas todos os dias das 9
horasdao meio-dia. Consultorio o resi-
dencia ra Larga do Rosari'? d. 20,
Adrogados
*0 bacharel Bonifacio de Aragao Fari*
Rocha contina a advogar. Escriptorio
ra do Imperador n. 46., 1." andar.
O bacharel Witruvio Pinto Bandeira,
pode ser procurado ra do Imperador
Oh 71, 1.* andar.
SUveira, advogado. Escriptorio ra
do Imperador n. 69.
J. A. de MagalhcUs Bastos. Duque de
Caxias n. 66, 1." andar..
O Dr- II. Milet contina com seu es-
criptorio de advocada, a ra do Impera-
dor n. 46, onde tambem poder ser pro-
curado sobre negocios concernentes 1.*
promotoria publica d'esta capital.
O conselheiro Portea contina a advo-
gar. Escriptorio ra do Imperador
n 65. Residencia, casa n. 11 da ra
Visconde de Albuquerque (outr'ora ra da
Matriz da Boa-Vista). Telephone n. 362.
Drogara
Furia Sobrinho & C, droguista por ata-
cado, ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Francisco Manoel da Silva & C.t deposi-
tarios de todas as especialidades pharma-
eeuticas, tintas, drogas, productos chimi-
ess e medicamentos homeopticos, ra do
Mrquez de Olinda n. 23.
Tinta de escrever
A melhor a tinta Victoria, vende-se a
500 rs. meia garrafa e a 800 rs. urna gar-
rafa inteira na Livraria Comtemporanea
de Ramiro M. Costa, ra Io. de Margo n.
2, loja de erragens de Albino da Silva
& C, ra da cadeia n. 42; loja de ferra-
gens de Brandao & C, ra Duque de Ca-
xias n. 46.
'LIILiaCOES 4 PEDIDii
Instrucgao Publica
Ouasi que jj&p 'i" hr"i,n "1 presidente des-
t pu.iutTa a quem nestes ltimos qtiinze an-
uos p> la Assembla Provincial nao tenhi sido
dada autorisago para reformar o mechanismu
do ensino primario e secuudario. J tem sido
at considerada como prova de contianga ilhrai-
lada da inesoia assembla aos presidentes de
Pernambuco essa autorisago, qae se tem esten-
dido a todas as repartiges provinciaes. Em
egochas eleitoraes, especialmente, ellas nao fa-
hara, os presidentes a tm tido suspensa, desde
que contem maioria na assembla, como phan l
tasma dos professores pblicos e dos empega-
dos d'aqucllas repartigOes D'ahi essa balbur-
dia que se ola no ensino primario, onde em
re.ra, os encarregados de distribu! o. em lugar
de cumprir 03 seus de veres, tornam-se verda-
deros cabos eleitoraes, aguardando que o depu-
iado tal ou o deputado qual, em quem votaran),
por quem trabalharam, armado o presidente da
provincia de urna autorisago desse genero, lhes
d accesso no magisterio publico, que indevida
mente exercem, onde foram investidos por abu-"
so e falta de patriotismo.
Ahi est de recente data; o regulamento do
immortal Sr. Baro de Caiar, regulamento que
por S Exc.s foi expedido para aquinhoar ser-
vlgos partidarios, montar districtos, sendo-pro
vidos innmeros individuos em outras tantas ca-
deiras creadas por S. Exc os quaes recomraen-
dafiun-se per taes serviros, com piotnessa de
inelnOfes dessa natureza prcstal-os.
Km#sta dessa balburdia nao ha o menor es-
tiinulo na classe dos professores primarios, por-
que elles saliera que nao sero nunca os esfor-
gos que empregarem, que lhes danto accesso na
carreira que adoptaram. Os applicados. estu-
diosos, bem intencionados, vendo passarem por
diante de si com destino a superiores entrancias
ts que so servigos polticos tratarao de prestar
as localidades em que oceuparara ditos cargos,
ou quedam-seem iudifferentisrao, com prejui-
zo do ensino, curando mal de suas obrigages,
mal assistinlo diariamente aos poucos discpu-
los que os procurara e que elles nio tratara de
augmentar, porque o exiguo ordenado qu rece-
bem, sem esperanga de outra remunerago, pes
siniamente lhes paga o sacrilicio de viverem a
grandes distancias da capital, de onde saturara
na esperanga de voltar, desde que curapriasem
fcilmente os seus deveres, ou, igualmente com
prejuizo do ensino, do magisterio, seguem o
exemplo dos primeiros, alistam-seeleitores, fa-
zem chapas, conslituem se rbulas, vivera fo-
llieando os formularios criminaes, comparecen)
em juizo era defeza do criminoso tal ou qual, que
nesta ou n'aquella eleigao acorapanhou o depu-
tado A ou B, quando percorreu o seu districto,
sao. finalmente verdadeiros corrilhos dealdeia-
E assim para o magisterio primario n'esta pro-
vincia I I
Quando eminente, porlanto, urna reforma, po-
rm urna reforma que abrigasse os professores
pblicos, que os animas3e, mas tambera os en
caminhasse a se aperleicoarem, urna reforma, nao
no modo de distribuir o ensino, mas que disci
plinasse, ao mesura tempo que garantisse um
professorado idneo e hbil, projecta-se estem
via de ser dado publicidade, um regulamento
do ensino publico, sob nspiragoes do actual in-
spector da instruccao, que, sobre ser ura plagio,
urna vergonhosa copia, de outros vigentes em
paizes onde a instruegao est encaminhada, ri-
dicula orno 8em ser todos os trubalhos do sa-
pientissimo fitjao de concursos, ora elevado altura
de um principio, porque, e smente porque, alis
tando-se poltico e inscrevendo-sc liberal, en-
contrando era branco una columna do Jornal
do Recife, escreveu, sob o titulo de Dia a Dia.
urna sene de pretenciosos artigos seus, at que
foi investido no cargo do qualaufere dos magros
cofres pblicos provinciaes a modesta quantia
com que promette mais engordar do que est.
E asaim o inspector Orlando, nao esquecido
dos lempos acadmicos, quando S. S. fazia parte
da companhia de elogios mutuos, hoje dusolvida,
no proprio Jornal, onde escreveu seu Dia a Dia,
bota artigo elogiando-sc, ou alguem o fax sob
sua inspirago, como manifest da simples lei-
tura d'esses artigos.
Mas S. S. poder fazero que quizer, nunca," en-
treunto, com o silencio geral dos que amam a
esta trra onde mourejara os bona e iliustrados
cidadaos, verdadeiros patriotas, que suecura-
bera ao peso de injustigas iguaes a de serera
preteridos pelo Sr. Orlando, no exercicio do car-
go para o qual S. S. to inhbil, para nao di-
zeriiios indigno ou incapaz.
As bases do regulamento em elaborag&o foram
annunciadas pelo Jornal do Recife nos seguintes
termos : Dividem-se as escolas em urbanas e
ruraes, subdividindo se as primeiras (a cargo
das cmaras municipaes) era rudimentares, ele-
mentares e complementares, alera de outras sub-
divises de somenos importancia.
Quem conbece bem esta provincia, quem para
resolver qualquer de suas necessidades, procura
orientarse das condigOes topographieas de suas
cidades, villas, aldeias e povoados, populagOes,
grao de instruegao, estado tinauceiro de cada um
3'estes, v, aprima fac:e quo quixotesca essa
projectada reforma.
Cora effeilo, de conformidade com as bases
d'eila, todas as cidades, onde actualmente existe
urna escola, v se que pricisam de duai ou tres,
urna rudimental- outra elementar e a lerceira
complementar, ou duas e tres de cada urna fi-
cando as ruraes de que nao nos d ideia o es
criptor das Quotidianas, naturalmente, como
as que existem. Vemos portanto, que essa iu-
novago s duas vantage.vs traz : a primeira,
onerar os cofres pblicos com o augmento de
professores, a segunda quebrar a uniformidade
na distribuigiio do ensino, porque o ensino que
se dr as aldeias e povoados nao ser o mestno
que o que se pretende seja dado as cidade3.
A reforma projecta as caaras municipaes das escolas urbanas.
O Sr. Orlando lilho do Recife, tem passado
sua vidtnha n'esta capital, assiin com uns ares
de quem nao faz conta de nada, empregado or-
dinariamente cm criticar a Deus e o inundo,
com pretengOes a sabio, applaudidc, felizmente,
por urna duzia de incensadores inconscientes.
S. S. ignora o que sao as nossas cmaras mu-
nicipaes, ignora, sem ofensa a ninguem, que
ellas, em regra, sao constituidas por pessoas de
pouco cultivo intellectual, porm extremados
polticos. E' claro, portanto, que entregue a
direcgo das cmaras municipaes a fiscalisago,
ou como queiram a interferencia na direcgo
dos professores urbanos, temos de um lado
falta de aplido dos liscaes para o lira especial,
e do outro a accentuago co maior mal que se
dereria cjitar, qual o de icarera os professores
sob a miseravel dependencia dos mandO.s de
aldeia, que sao os mesuras que mndam.as c-
maras muaicipaes.
Nao cuntiremos bem o plano do Sr. Orlando
na sua reforma para bem analysal-o com os da-
dos fornecidos pelo Jornal do Recife, a nao ser
no ponto em que licou bem definido o inesmo
Sr. Orlando, querendo que sejam leigas a3 es
colas sob a sua sap'eHtissima direcgo.
O Sr. Orlando quer substituir, por anachro
[lieos, os cnticos religiosos as escolas por
cam icos patriticos e pelo hymno nacional a pre-
texto de implantar o patriotismo no animo das
criangas.
Seja dito de passagera ; nao com ridiculas in
novages, mas sim com edificantes exemplos
llevemos levar ao corago de nossos tenros pa-
tricios o amor da patria, os sentimcutos varoois
de que negago o Sr. Orlando, apreciado nc
proprio lugar que oceupa.
De facto, quando a provincia gerae ao peso de
urna immeusa divida, sem meios para pagar a
quera a serve, o Sr. Orlando, para empolgar os
proventos do seu cargo, consente cm que este
cuate mesma provincia a insignificante quan-
tia de um cont e cem rail ris raensaes, dos
quaes quinhentos caliera Ibcframente as algi-
beiras, trezentos as do seu valido antecessor,
oulro patrila como S. S. e trezenUs as de ou-
tro, antecessor deste.
Acha o Sr. Orlando que o ensino religi030
um anachronismo repellido pelos paizes cultos,
e leva o seu pedantismo ao ponto de negar a
existencia de Deus, iofringindo desle modo o
nosso cdigo criminal.
Onde, quaes sao os paizes em que o ensino
religioso foi abolido 1 A Inglaterra e Alleraa-
raanha o tm do protestantismo em sua escolas ;
a Pranga republicana e catholica nao o aboli.
All, na Franga sendo o ensino primario de
cargo das cmaras municipaes dingil-o, algu-
mas onde a febre das liberdades publicas mais
escaldou o cerebro dos francezes, que as compu-
nhaui, roolvurain inundar auhelitmr pnr umqna.
dro onde estivessera escriptos osDireilos ;!o no
mem a imagen) do Crucificado, sera prejuizo do
ensino religioso, oulras, porm, o admiitiram
como necessario.
Eloquentes sao 03 algarismos com relagSo ao
ensiuo secundario na Franga, onde existem 702
Ijwuj, 4uj i|uih- 071 oo->uluroa o tl!ll oucloaiu.'
ticos sendo o numero tolal dos alumnos 72.373,
dos quaes 46,455 frequentam os collegi3 eccte
siasticos e apenas 25,373 os seculares.
A que paizes se refere o Sr. inspector Orlan
do? A' uniao norte americana ? Jo, que alli
existehberdade de religies, todas respeitadas,
nenhuma perseguida, sempre triumphante ac
tholica, esta inimiga do grande inspector da ins-
iruegi> publica de Pernambuco.
Nao Hespanha Italia, Austria, Por
luga!, onde religio offlcial a catholica e o en-
sino religioso adoptado.
A que paizes cultos se refere o Sr. Orlando ?
A nenhum. S. S. nao passa de um desses espi-
ritos vidos de renorae, de celebridade posthti-
ma, a cusa raesmo da pratica de um crime.
E podemos comparalo a ura d'es3e genero
que empenhaudo o esforgo de sua mediocre in
telligencia para ser poeta, como Hugo, romancis-
ta emulo de Montepin, e capacitaado-se al'mal,
de sua velleldade, decidi se a praticar ura he
diondo crime, que o recommendasse s Causas
Celebres, como specimen. Assassinou em Pars,
a urna creanga de 6 annos de idade, exirahindo-
ihe o corago, depois do matar-lhe a virgindade.
Preoccupe su o Sr. Orlando cora oulras neces-
sidades a satisfazer no ensino publico primario
e deixe-se de innovagOes ridiculas para nao ser
objecto de um tal simile.
A religio catholica, que vai levando de ven-
cida a Allemanha, de iriumpho em tnumpho na
Inglaterra, de victoria na Unio Americana, como
pode procurar ver o Sr. inspector Orlando: a re
ligio catholica que a dos grandes outros povos
europeus. nao pode ser repellipa d'este paiz, que
nasceu com ella, tem com ella crescido e pro-
gredido. Exija o Sr. Orlando que as escolas,
alera dos cnticos religiosos, sejam eotoados
patriticos e o hymno nacional, porque un-
naoexcluem nem prejudicam os outros. antes
fortificam-se reciprocamenta. Lembramos a S.
S. e a S, Exc. o sr. presidente da Provincia
que as suas novas escolas, se assim forera crea-
das, sob principios hostis religio nica accei
tavel. a catholica, a religio dos nossos paes, po
dem ficarsem frequencia, cm abandono, preju-
dicando-se a instruegao; porque, se a l apa
gou-se no corago do Sr. Orlando, se o seu es-
pirito repelle as verdades evangelizas, anda o
maior numero dos brisileirod, ainda quasi todos
os paes de familia tem viva e srdente aquella e
aceitara estas como puras e santas, emanadas
d'essa divindade, coutra quem o Sr. Orlando mo
teja- .
E quando o povo brasileiro aenlisse arrefeci-
da a sua crenga, para fortifical a sobre a existen
cia de Deus, bastara ler um grande regalisla,
consultar o maior sabio deste grandioso seculo ;
porque Victor Hugo a quem nos referimos, assim
se exprimi em tempo recente : ()
inguem poder por culpa minha jamis en-
gaarse sobre o que digo, nem sobre o que pen
so. Longe de proscrever-se o ensino religioso, elle ,
notaibem. a meu ver, mais necessario hoje do que
nunca. Quanto mais o hornera se engrandece,
tanto mais deve crer. Quanto mais approxima-
se de Deus, tanto mais deve ver Deus (movi-
mento)
E' dever de todos, quem quer que sejamos, le-
gisladores ou bispos, sacerdotes ou escriptores,
diffundir, pensar, prodigalisar, sob todas as fr
mas, toda energa social para corabater e des-
truir a miseria fbravos! esquerda); eaomesrao
tempo levantar as cabegas pare, o Co (bravos I
direito), dirigir todas as almas, encarainhar to
das aa esperangas para urna vi la interior, em
que a justiga ser feita. em que a justiga ser
produzida. Ninguem ter nem injustamente
nem intilmente sourido. ................
Emquanto a mim j que o caso exige que
eu falle n'e3tc momento, me seja permittido di-
zei-o e declralo, aqu altamente o proclamo
d'esta tribuna, creio era um mundo melhor.
Quero, pois, sinceramente, ardenlemente o ensino
religioso de um partido.
Quero sincero e nao hypocrita. Quero que te
aba por alvo o co c nao a trra.
Um velho conservador
\ () (Discursos do Senado).
O ceso t'lirtftpim
Um verdadeiro acontecimeato o caso Chria-
pim.
Ha bem tempo que o espirito popular se nao
revolta com tanta altivez e com tanto desassom-
bro diante do esbulhamento de seus direito.-
como revoltou se ante-hontem diante das arbi-
trariedades scienie e conscientemente commetti-
das pela nossa polica.
Ha muio que a massa popular se nao alevan-
ta em peso a protestar contra ilegalidades ge-
vernamentaes, ella tflo constantemente opprirai-
da e to ordinariamente esmagada. Fel-o, \
porm, no caso Chrispim, da mais suberba o da
mais digna forma e na couvicgo de que eslava
no seu verdadeiro papel e de que cumpria um
verdadeiro direito. Patritica posigo da massa
popular pernambucana. Protestando contra a
estupidez sem norae de que foi victima um cida-
do que nem um crime havia commeltido e que
de nem ura castigo era merecedor, o povo desta
capital eollocou-se na altura de um verdadeiro
povo independente, moralisaJo e justo.
Conhecemo3 de fonte limpa quasi que todas as
peripecias do triste drama de que foi thealro es
ta cidade. Podemos dizer mesmo, conhecemos
o maia profundamente posstvel todos os hroes
do grande acontecimento[; e o que podemos ga-
rantir e o que garantimos com todas aa nossas
forgas, que Antonio Chrispim, a victima da
aelvageria dos inandes da trra, bem mais
digno, em todo este faci que tem agitado a al-
ma pernambucana, do que aquelles que leva-
ram-n'o deportago e uiortebatxeza de sen-
tunen (o e baixeza de corago. E' isso o que po-
demos garantir e fazemol o sem que nos pese a
consciencia. E' a manifestago da verdade, a
mala incoracstada c a mais incontestavel possi-
vel.
Mas eslava assentado para a eterna gloria do
nosso glorioso governo liberal que leamos de
ver voitar a nossos dias as perseguigOes e os
castigos inquisitoriaes dos amigos tempos. Sim :
que outra cousa nao foi o triste facto de que nos
oecuparaos. Prender um individuo sem nem
urna criminalidade, estpidamente espaacal-o,
fazel o forgosamente soldado, a ti ral o ao funde,
de ura navio e deportal-o depois, sao commetti-
mciilos de tal maneira barbaros que trazem-nos
idea os primitivos tempos sociaes, quando os
homens brutalisados erara dominados pela natu-
reza selvagem que Ibes guiavaos sentimentos da
alma. Trazem-nos lerabranga os negrores de
nossa ignorancia passada, da triste ignorancia
de nosso primitivo estado.
Gragas, porm. rarissimamenle apparecem to
miseraveis provas do bestialiamo humano. Gra-
gas porque, si nao, onde estariam os nossos fo-
ros de naco civilizada, os nossos foros de povo
jusliceiroe livre?
Nao nos compete a nos aprofundar e nem to
pouco historiar o facto de que temos tratado e
que demasiado est no dominio publico. O que
no* compete apenas condemnar a miserabi-
dade de carcter e a baixeza de seniimentos
daquelles que, dirigidos por urna forga superior,
prestaram-sc ao mais degradante dos papis que
pode existir para a creatura humana -instrumen
tos de interesses iuconfessaveis.
Mas ah cuidado. O povo j den signal de
que nao dorme, e de todos os animaes o homem
, bem o sabis, o mais terrivel em sua colera.
Cuidado, justiceiros da trra, os homens de edr
tal ves pegamvos conta do irmo que lhes rou-
bastes e que a esla hora assassinastes lalvez.
Cuidado I Terrivel a vinganga do povo.
Jakomensek.
Conferencia do consnl italiano
com o Sr. Virissimo B. de
Mouza
Ha factos que, por maior que seja a confianca
inspirada pelas pessoas que o attestam e a au-
thenticidade com que se apresentem, deixam
serapre ceria duvida, mesmo nos espiitos mais
crdulos. E' dessa natureza o facto que vamos
narrar.
No dia 2 de Janeiro de 1889, o Sr. Virissimo
Barbosa de Souza, inventor privilegiado das ma-
chinas de ressao, satisfazendo pedidos ins-
tantes que pelo subdito italiano Luiz Rize Ihe
mauiiiu fa&cr o fir. U00J.0 do BricbantcrtU (COQ-
sul italiano), apresentou-se ao mesmo Sr. Conde,
em companliia de urna commisso comporta dos
S'S. Arraelpho Soulu Maior. Solidonio Leite e
Jos Cosme de Oliveira (socios da Empreza Mi-
nerva).
Dadas pelo Sr. Virissimo todas as exnlicagOes
que o referido cnsul exigir reiauvanieure u
"inr.hinas, de nressap. este derlnmu <>< risado pelo governo de seu paiz a comprar o se-
gredo d'aquella inveogao, para o que tinha soli-
citado urna conferencia com o mesmo Sr. Viris-
simo. Garanti Ihe que a Italia comprara o
privilegio do seu invento, qualquer que fosse a
quanli exigida coratanto que os outros paizes
hcassera inhibidos de conhecer Ibe o segredo.
O Sr. Virissimo rejeitando terminantemente
urna tal proposta, propoz por sut vez aceitar
10:000000 para a conclusa de seus Irabalhos
com a coudigo de, depois de feita a experiencia
definitiva, ensinar gratuitamente Italia o se-
gredo de sua inve'igo, ficando porm com o
direito de vendel o mais tarde aos outros paizea.
Declarou ao Ilustre Conde que sujeitava pre-
viamente os seus trabalhos ao exame de um en-
genneiro italiano.
O Sr. Conde de Brichanteau. nao acceitando
essa propo.-ta e reconhecendo que o Sr. Viris-
simo nio fazia de modo algum a transaego que
Ihe propuzera, dirigi Ihe, si nao falha nos a
memoria, as seguiutes palavras cora a3 quaes
terminou-se a cuuferencia:
Sr. Virissimo, o senhor de ura patriotismo
extraordinario ; admiro a sua philantropia; me-
rece, depois que morrer, que todos os paizes
Ihe eruara estatuas ; mas, relveme a franqueza,
morrer pobre
Eis era resumo o que vimos no Consulado Ita-
liano, 2 de Janeiro do corrt-nte anno.
O publico d a esse facto o valor que elle me-
recer.
Quanto a nos, sahimos encantados com a cou-
vicgo com que tallou o grande artista que in-
felizmente tem sido entre seus patricios.
O que ahi fica a expressao genuina da ver-
dale ; appellatnos para o testemunho do illustre
cnsul italiano.

Companhia do Beberibe
NOVA KNSCENA9AO DO DR. VIREMONT
uem razo tenho tilo sempre em proclamar,^.!
que nao ae pode confiar no que Miz o Dr. Vire- **
mont e eil o de novo na imnrensa apesar de
ter lancado ancora no dia 10 deste mez!
O impagavel Dr. Viremont tinha vindo a este
Diario dizer que o empreatirao de 50,000 fOra
illegal. nao fra autoriaailo por uo ter sido men-
cionado nos relatorios anteriores ao em que f-
ra contrahido, e que apenas eu me refeiia au-
torisago da assembla geral dos accionistas I
A resposta que Ihe dei era muito simples:
relatorio nao autonsa cousa algnraa, narra o oc-
corrido durante o periodo a que elle se refere
e propOe medidas para o futuro quando j nao
existe autorisago ; as autorisagOes s podem
ser dadas pelos accionistas em assembla geral,
e Ihe citei a data da Assembla geral que dra a
autorisago.
Temos de novo o Dr. Vtremont a gritar ter
provado a nao existencia da autorisago, addi-
cionando outro argumento I
Santo Deus t Dizei Dr. Viremont qual foi a
prova que apresentastes I Lembrai-vos que o
que escreveis lido por muita gente, e nao bas-
ta terdes a presumpgao, preciso a realidade da
facto
A nova prova que a data da assembla ge-
ral que citei a mesma da que servio para o
prraeiroemprestirao, por conseguate nao po-
da ter servido para o segundo, e com o grande
achado vera com urna lirada propria delle I
Pois urna verdade que a autorisago foi urna
nica que servio para os doiserapiestiaios, que
teria servido para de? se tivessem sido precisos,
e isto o disse eu claramente em meu relatorio do
corrate auno.
Para tornar ainda mais saliente o facto, ex-
pressei-me assim no Anal do artigo sobre obri-
gagOes preferiveis, no alludido relatorio, de3te
anno, pag 30, depois de largamente ter tratado
dd segundo emprestimo:
.Estando agora terminadas as obras novas he*
ipso facto extincta a autorisaco que havieis da-
do para contratar-se emprestimo para execugao
da inoovago do contracto celebrado com & pro-


Diario de PemambncoQuarla-feira 18 de Setembro de 1889
I
vincia ; e vos peco que declaris ter ficado hoje
caduca a referida autorisncao para maior regu-
la ridade.
Mas o Dr. Vircmont nao compreende*S80, o
que nao admira, porque su ti vase uraaVcompre-
hensio lucida nao estara a wrever o que ve-
mos.
O Di: Viremont escreve desse modo sobre a
autorisacao porque ignora em que termos fui
concedida, mas isto proprio dos que oscrevem
sobre o que nao sabem, como accontece ao Br.
Viremont e se elle fosse accionista e livesse -
sistida assembla seria outra sua lingua-
gem.
A questionada autorisacao foi dada quando eu
ainda nao era director da Compurihia de Bebe-
ribe, e quem escreveu as actas foi um accionis-
ta, vellio muito honrada, cuja intciresa de carc-
ter o Dr. Viremont nao ter a audacia de con-
testar-
os tomadores do emprestimo nao sao imbe-
ci8, examioaram previamente todos os docu
mentos.
Tudo interessante no Dr. Viremont; trans-
creve o trecho do relatorio em que digo que o
segundo emprestimo foi para pagar ao3 Srs.
Kno^ies A Foster, e diz ao depois que tenho o
producto do emprestimo para pagar futuros di-
videndo ; e agora inventa um terceiro empres-
timo de 400 contos de ris que diz estar reser-
vado para o pagamento dos futuros dividendos!
Que disfacalez t
Que coragem de inventar!
Em a nova enscenacao nao sou mais o nico
criminoso, o Dr. Viremont estendeo a rede (no-
ta *) tarabem aos outros directore.), aos accio
nistas t Daqui a pouco Dr. Viremont quer pe-
gar todo o mundo para metter na cadeia! Coi-
tado Ser a reprodcelo desses typos que ve-
mos pelas beiras das calcadas a gritar aos tran-
sentes para formar batalhao, pois considerara
se general do batalhao formado pela humani-
0 Dr. Viremont combinando seu espirito
interesseiro com a habilidade de inventar, ar
ranja urna historia de presente de chalet que s
existi em sua esquentada imaginario : fique
tranquillo, assim como nao houve o projecto.
nao ha nen haver garanto, e deixe-so de espe-
cularles.
Resta a parte desesperada do ar.igo. onde o
Dr. Viremont magoado pelos embaracos que
Ihe tenho causado no exercicio das trapacas pa-
ra o que julga se com privilegio e direito de uso
exclusiuo, atira se contra mim.
E' tal a excitagao, exaltacao mesmo, ern que
se acha o Dr. Viremont que desapparecculhe a
tranquillidade e lucidez de espirito para gover-
nar, e cmquanto elle nao voltar a si com plena
responsabilidade nao devo responder Ihe sob
pena de ser brbaro, porque estou certo de que
elle ser o primeiro a arrepender-se.
Quando eajiver em si, for senhor de seus actos,
voltaodo tera cabal resposta.
Dr. Viremont, fallando em trapacas !
Ceciliano Mamede.
tentados e violencias, quando dispSem da
autoridade publiei, sempre que o interesse
do homem rico estiver em iogo com os
mais sagrados direitos do infeliz homem
do povo.
Um ex liberal.
Caso Chrispim
Neste grande attentado, praticado com
ostentado e em pleno dia, deu-se um por-
menor que nSo deve fcar no esquecimen-
to do publico.
Pessoa completamente insuspeita pela
sua inteira isencSo assevera que ins-
peccSlo a que foi submettido o infeliz Chris-
pim assiptio o Sr. Manocl Alces de Araujo
Era preciso que a tarefa de que o en-
carregou o Sr. Jos Mariano nao corresse
o risco de ser frustrada c ento nao era
conveniente que fosee o servido incumbido
a outro!
Assim que Fiquem sabendo os h -
mens do povo quaes sao os seus verda-
leiros verdugos: se os qne nao vivem a
tallar nos seus direitos e interesses, mas
u3o os violam; se os que por explnrc3o
nao cessam de se mostrar apparente-
mente defensores de sua causa,, mas tam-
bera n3o recuSo de comniettcr todos osat-
Caso Chrispim
O grande atter.tado commettido coutra
um filho do povo, at hoje no mereceu
ainda urna palavia, sequer, do Jornal do
lecife .'J
E' corto que se diz nSo nave* mereci-
do approvacSo da um dos proprietarios
d'aquella folhao Sr. Sigismundo Gon-
calvesque verbera a responsabilidade do
falso amigo do povoo Sr. Jos Marian-
noo inspirador da grande violencia !
Isso, porem, ss.bem alguns, ignora-o a
opiniHo, que precisa estar a par do con-
ceito de todos os homens pblicos e so-
bretodo dos orglos da publicidade.
Igual reparo inurece tambara a Provin-
cia outro jornal literal (que coincidencia!) ;
embora no seja ainda fra de tempo que
ambos venhao associar-se justa indig.ia-
<;ao publica.
Um homem do povo.
Azevedo abre os ollios
Com o Club do Cupim
Que t estas ameagado
Pela prisao de Chrispim.
Se o fallar tambem e criine
Eu fallo e nao tenho mido ;
Dos dous quem o culpado ?
O Ctirispim ou o Azevedo? f
A arvorc da moralidade
Cria fructo muito-azedo ;
Foi Chrispim, pois, esta arvore,
Para salvar Azevedo.
O Catpira.
Tclegramma
China, 11 de Setembro de 1880
Chrispim na pona. Jornal d'aqui nem pi.
O silencio ouro. Tarlulismo I.
Sully.
Companhiado Beberibe
Antes de entrar ueste artigo-padacinho.
fazemos ao Sr. gerente um pedido, que
6 : nSo considerar mos, no futuro, um gran-
de homem.
A nossa desconianca, o nosso receio, o
nosso medo, procede da gana em que vai
sobre os differentes qualificativos, que nos
tcm dado.
A principio eramos Em coisa nenhurn, ao
depois fomos pesqiisador, pertinaz, e, em
seu artigo de hoje, qualifca-nos espirito
forte, dotado de juizo, mesmo de muito
juizo.
E verdade que sem imaginativa. Val:
nma quahdade em umito3 casos, boa
qualidade.
Isto um preambulito.
Agora, outro pedido: pedimos que se
nao azafame quauto s provas de tudo que
ayancamos sobre is acg3es da companhia.
Tem pressa de esmagar nos.
Nao seja tao mausinho.
Recite, 17 de Setembro de 1889.
Dr. Viremont.
COMERCIO
Revista do Mercado
RKCIFZ, 17 DK SETEMBRO DE 1889.
O movimento toi pequeo, constando apenas
le transaegoes no morcado de cambios.
Bol
sa
J3TA90ES OPFICIAE8 DA JUNTA DOS COB
RETOBES
Rsctfe. 17 de Setembro de 18S9
lambiojsobreo Rio de Janeiro, 13 d/v. com 1/2
0,0 de descoQto.
lambi sobre Para, 60 d, v. com 11 i 0,0 de des-
cont.
O presidente,
Gandido C. G. Alccforado.
O secretario.
Eduardo Oubcux
Cambio
Os bancos mantiveram no baleao a taxa de 27
\2 d., saccando, porcra, a 27 5/8 se appareces-
aa tomadores-
Em papel particular nao bouve negocio.
Ne mercado do Rio nao houve alteracao.
TABELLAS AFFIXADAS
Quadras populares
Pelas ras da cidade
J ando con bem medo,
Pois s ouco fallar
Em Cnrisp.m e Azevedo.
O casamento e a mortalha
Dizem : no seo se talba,
Chrispim nao se casou,
Porm taluaran Ihe a mortalha.
A honra urna vez quebrada
*o se emenda para mim ;
Para emenda cga e falsa
Precisa morrer Chrispim.
La se ro para Fernando
O Chrispim com o seu pequira,
Deixando rio seu prado
A sua menina Mimira.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-crro doLimooiro
Sorama.
29 .
2.292 Saccas
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: 8 M- 1^ u _8 m -4 8 S w g
.Miodacj
iuve negocio
A exportaco, feita pela alfande^a nesti mez
i da 13, attiugio a 2M.270 i 2 kilos, sendo
TIM 1/5 para o exterior e 135.670 para o inte-
rior.
A* entradas verificadas neste mez at adata
ie boje, sobem a 2.292 saccas, sendo por:
464 Saccas
..... 37
.....
- j deCaruar.
Assucar
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
cundo a Associajo Coramercial Agrcola, foram
os seguintes:
Branco..... 3900 a 4600
Somenos..... 3OO0 a 3*600
Mascavado purgado 2A400 a 2/700
bruto. (firme) 1 500 a 2200
Retamo..... 4700 a 14(00
A exportaco, feita pela alfandega neste mez
at o dia 13, conslou de 9,2.347 kilos para o in-
terior.
As entradas verilicidas neste mez al adata
de boje, sobem a 5.59o saceos, sendo por:
Hareacas 1.149 Saceos
Vapores..... ...
Animaes.... 574
Via-ferrea de Garuar. 151
Via-ferrea de S. Francisco. 2.930
Via-ferrea do Lim'oe: ro 791
Somma.
5.598 Saceos
el
Cota-se a 60/000 poi pipa de 480 litros.
Couros
Couros salgados, 365 ris, e os verdes a 210
ris.
%gnardente
Cota-sc a 1120, por pipa de 480 litros.
Alcool
Cota-sc a 220*000 por pipa de 480 litros.
Paula la alfandesa
sb>!in* "n 16a .'I ds skiembh> dp. 1659
Vide o Diario de 15 de Siembro
.Viios descarga
Barca norueguense SoliJ, carvao.
Barca norueguense S,9e$, ferragens.
Lugar nacional Loyo, xarque. "*
Logar inglez Itozina. bucallio.
Patacho dllemao Frederick. xarque.
Patacho sueco A/mwi, xarque.
I'.itacho norueguense E[ra Sumaca hespaohola Atonta, xarque.
Imporacao
Vapor ingloz Atanor, entrado de Liverpool e
Lisboa em 14 do correntc e consignado a Samuel
P. Johnston, manifestou :
Carga de Liverpool
Aqo 36 feixes a Ferreira Guimares & C.
Ararula 1 caixa a Francisco Manoel da Suva
AC.
Amostras 2 volumes ordem.
Arroz 25 saceos a Guimares Rocha & C, 300
a Francisco Botelho de Andrade, 50 i ordem, 50
a Ferreira Rodrigues & C.
Agua mineral 10 caixas ordem, 20 a Medei-
ros Irmaos A C.
Arcos de ferro 100 feixes a Albino Silva & C.
Alpiste 10 saceos a Fcroandes A limaos
Bairilha 5 tambores ordem.
Barras de ferro 421 e 100 fcixc3 a Antonio Ro-
drigues de Souza, 4i e 3 > a \V lliiday 230 e 70 a Reis & Saltos.
Biscoutos 10 MAes a Joaquim Ferr.-ira de
Garvalho 4C, 2 a Carvallio & C.
Bilter 5 caixas aos mesmos.
Bomba 1 caixa crdem.
Cidra 100 caixas a Paiva Valente A C, 100 a
Fernandes A Irmos.
Cimento 30 barricas a ordem.
Cabos 45 rolos a Joaquim A. da Silva Santos.
Cha 1 grade a Latham, 4 a Souza Basto Amo-
rim A C.
Cama 1 volume ordem
Cobre 4 volumes a Ferreira Guimares te C,
70 a Cardoso & Irmio.
Coascrvas 8 caixas ordem, 12 a Carvalbo &
A Yerdade
( MEU SOBBINO E AMIGO ALONSO FER-
NANDES VIEIRAj
M"u Alonso, lia nesta vida,
Ocano de illu-ts.
lima pobre, urna perdida,
No mcio das muitidOcs i
Causando terror, no mundo,
Odio, tedio, horror profundo
Aos amigos da nwMade,
Por ser ella a consciencia,
Pura como a innocencia,
Como a propria divindade !...
Nlo sabes, tal vez, quem seja
Essa virgem sera peccado,
Esse arctianjo condemnado
A sempre, sempre offrer!
Batendo de pona era porta, j
Desprezada, quasi murta,
Sem arrimo e sem ruzao ;
Por fugir dos vis alheus,
Que vivem, sem lei, sera Deus,
Nos paes da corrupeo !...
Nao sabes, talvez, quera seja
Essa pobre, essa infeliz,
Borbolela que adeja
Era desgracado matiz...
Ou avezinha contente,
Linda, terna, innocente,
Predilecta da virlude.
Porque detesta o malvado,
O poderoso, elevado
as azas d vicio rude!...
E' essa pobre muilier,
Essa innocente cranla,
Quem vive para soffrer,
l'or nao fazer allinnca
Com o ligre.'o traidor,
Que finge constancia, amor,
Com o fim de engaar!...
E' urna joven scnliora
Que inda, ainda se adora
DoscoracOes no aliar...
E' a virgem qu'eu mais amo,
Por quera faco sacrificios :
Porque tcm horror aos vicios
Dos homens que a desconhecem I...
Palavra santa que exhala
O degredado que falla
Das injusticas do re I...
E'uma liere na pol...
Dos lempos idos... a r...
E a razao sua lei
E', emllm, a desdilosa,
A lilha do coraco,
l.'m lindo boto de rosa,
Um lido aperlo de mo ;
Que no tem fal Como muitos tem por meio
De fabricar amizade!... .
E' ella serena e pura,
Tem regular eslalura,
e tem por Dome : verdade I
A. H
Outra forma para uso externo segundo a pre-
scripcao do mesmo sabio autor, o Ungento
de tveleira Haglea do Dr. C. C. Rnsiol, valiosij
fimo quando se deseje a ab-orr.co cutnea im-
mediata, e em casos de cerlas enfurraidades ou
afteccOes locaes exlerna? mis quaes se requer
ura emoliente ao mesmo tempo que um resol-
vente
Especial em casos de almorreimas.
nicos proprietarios e fabricantes Lanraan A
Kemp, New York.
Auxilios lavoura
Pereia Carneiro A C, con'inuam, autorisados
pelo Banco do Brasil, conceder emprestnos
e lavouca das |rovincias de Alagois, I'arahvba
Rio Grande do Norte, medjant" an condiges
le que o tateressados sero 'informados no es-
criptorio ra do Commercij n. 6, das 11 horas
Ja raanha s 2 oa tarde.
Dr. Alfredo Gaspar
MEDICO
Operador, parteiro trata cora especiali-
dade de molestias de senhoras e creancas.
Consultorio e residencia ra da impe-
ratriz n, 18, Io andar.
Consultas de 8 s 10 da mauha.
Chamados (por escripto) qualqucr k jra.
TELEPHONE N. 226
MEDICO HOMEPATA
Dr. Baliazar
da
reir
Advogado
.1)
Bachiirel Joo Ferreira Oo
miagues Carneiro (
Ra Estrella do Rosario n. 10,1." andar \
Encarrega-se de quaosquer causas
i i n'estti cidade e as comarcas prximas,
!' I spcciolmenlfl as de ao d'Alho cTim- / \
( baDj. para onde viaja frequentemente. j
Atteogo!!!
No antigo e bem acreditado estabeleci
ment de rclejoaria denominado Regula
dor da Hariiiha, de Antonio Jos da Cos-
ta Araujo, se acba em expcsicilo urna nova
e variada remessa de lelogios dealgibeira,
de ouro, prata, nickel e ayo do ma3 apu-
rado gosto e da ultima moda, tendo alguns
a torre de Efftl fundida na tampa inferior
e outros djennos; escoibidos expressa
mente pelo niesrao Sr. Araujo, que se acha
actualmente na Europa.
Estes relogios a!m do seu bom regula
ment so garantidos por um anno e se
vendem por precos cominodos c sem com-
petencia.
Convido a todos os nossos freguezes e
amigos a virem a este C3tabeleciment se
certificarcm da verdade que acabo de ex-
por.
llua Larga do Roza rio n. 9.
*
Especialidadefebres, molestias
das crianyna, dos orgaos rcspirr.ty-
rios e cbas senhoras.
Piesta-seaquaiquer chamado para
ora da capital.
AVISO
Todos os chamados devem ser di-
rigidos phanaacia do Dr. Sabino,
ra do BarSo da Victoria n. 43,
onde se indicar sua residencia.
!(
i)
)(
i
i
Advogado
Miguel Jos de Almeid l'ernambuco tem o s.'U
escripiorio de adocacia a ra do Imperador n.
81. onde sera encontrado todos os dias otis, das
hor.s da 9 inanh s 4 da larde.
!
i
Bacharel inonio \Y\in\- I
vio Finio Baiidra
Pode ser procurado a ra do Imperador
n. 71, Io andar
v-
A's almas carido^as
Na ra das Carrocas n. 4, vivem na maiof pe-
nuria a viuva Senhorina dos Santos Bastos e
sua lilha Coleta da Silva Ilastos, duas infelizes
a quem tudo falta.
Pede-sc s almas caridosai e bem formadas
que vo em auxilio dessas pobres victimas do
infirtunio
Deus ihe3 pagar o bem que lizerem to in-
dilosas crealura.-.
tj Frederico Chaves Jnior |(
Homoepatha
| U9 RA BARO DA VICTORIA 39<
( I Primeiro utidar
I ADVOGADO I
\ O bacharel Salusliino Jos de '
/ Oliveira pode ser procurado para \
( os misteres de sua profise&o. )
V^t ra Estreita do Rosario n. 10,1. ip'j'-
\ u andar. /
Jos Ferreira de Castro.
m**
Paysand, 1884.
Tliomaz C. da Sil ce t-a Lins.

*vm
O Dr. Ermirio Coulinlio. de
volta de sua viajera Eu. opa,onde
se ricdicou especialmente ao esta-
do das molestias do sysicma ner-
voso, tem seu consultorio Praga
do Coi po Sanio n. o, defron'.e do Te-
legrapho Nacional
Consultas de urna s tres Loras da
tarde.
i
Tuberculoso pulmonar
Com garantida pelo Peitoral de Cam-
bar.

HSMK
PHOSPHATINAFALIERES.AlimentodasCriancss
C. Cu tascara jogos 2 caixas a Francisco Lau
Calcados 3 caixes ordem, 1 a Costa Campos* Monhard Iluber & C. 12 a Narciso Mar hC.i
ft C, 2 a Maia Rodrigues C, 2 a Francisco
Silva ft Ramos da C.
Camisas 1 caixa a Francisco de Azevedo & C
Canos de ferro 23 a W. Leal.
Coke 20 toneladas a Cardoso 4 Irmo.
Cerveja 10 caixas a Al ves Irmos & C, 30
ordem, 30 barricas a Joao Fernandos de Aliuel-
da, 50 a Paiva Valcnle 4 C 10 ordem, 10 a
Gomes de Mallos Irmos.
Correnles de ferro 1 barrica e 2 caixas a W.
Halliday & C.
Corrcias decouro 1 caixa a Manoel dos Santos
Villaca.
Chapas para fogo 50 a Reis & Santos.
Ciiapos 1 caixo a Adolpho a Fcrro.
Carvo de pedra 20 toneladas a Cardoso & Ir-
mo. 200 Greath Western of Brasil.
Confeitos o caixas a Catvalho C.
Droftas 2 caixas a Francisco Manoel da Silva
*.C, 3 ordem.
Esleirs 1 fardo a Francisco Gurgcl & Irmo.
Ellier 3 caixas a P. Holmcs 4 C.
Enxadas 3 barricas ordem, 16 a Antonia
Duarle Carneiro Vianna.
Etopa 10 f irdos ordem.
Folies 3 a Reis & Santos.
Feltro 1 fardo a Francisco Gurgcl Irmo.
Fallas de ferro 16 caixas ordem. 74 feixes
a Albino Silva 4 C 36 a Reis 4 Santos, 25 a
Carioso 4 Irmo.
Feltro de calafetas 6 fardos a A. J. Lidstonc.
Ferragens 15 volumes a W. Halliday C, 1
a Manoel dos Santos Villaca, 10 a Albino Sil.a
C, o a Vianna Castro 4 C, 2 a Antonio Ro-
drigues de Souza, 8 a Reis 4 Santos, 25 a Mi
randa 4 Souza, 9 a Ferreira Guimares 4 C, 3
a C. a C. Wachraann, 5 a Antonio Duarte Car-
neiro Vianna, 1 a Ramos Geppcrt C, 6 or-
dem, 3 a J. de Azevedo 4 C, o a Caldoso 4 Ir-
mo.
Folhas de Fiandres 33 caixas a Albino Silva &
C, 100 ordem, 50 a W, Ihlliday 4 C.
Farinha de trigo 200 barricas a Machado Lopes
& C, 1200 ord'->m.
Liniia 12 caixas a Maia e Silva 4 C, 15 a Ma-
noel Joaquim Ribciro 4 C. 11 a Oliveira Basio
4 C, 21 a Antonio Duarte Carneiro Vianna, 8 a
Nuues Fon seca 4 C, 3 ordem.
Leitc condensado 10 caixas a Guedes de Arau-
jo & Filho. 8 a Carvalho & C.
Lona 2 fardo3 a v\. Halliday < C.
Mercaduras diversas volumes N01II1 Bra-
zilian Bogar Faetones, 7 ajorJcin. 1 ajNunes Fon-
seca & C, 1 a Augusto Das 4 C 1 a Manoel J.
Ribeiro 4 C. 2 a Gomes de Maltos Irmos, 1 a
Ramos Geppert 4 C. 2 a Browns 4 C, 2 a Alves
Maia 4 C.
Joveis 2 caixes a Antonio Duarle Carneiro
Vianna.
Mostarda 2 caixas a Carvalho 4 C.
' Machinas 6 caixas a Albino Silva & C.
Machinismos 1 caixa Companhia de Bebcrib"
1 a Viclor Neeseo.
Molho inglez 4 caixas a Carvalho 4 C.
Maleriaes para engenlio 9 volumes e pecas a
W. Seal, 72 aos HerJeiros dq Bowmann. 10 a
ordem, 270 a Cardoso 4 Irmo. i'itos para te-
iegrapho 1 caixa B. Submariae Teegrapb,
Oleo de linhaca 25 barris a Francisco Manoel
da Silva 4 C, 10 a Faria Sobrinho 4 C, 2 tam-
bores ordem, 4 a P. Holmes 4 C.
Prego3 2 barricas a.\. J. Lidstonc, 2 a Vianna
Castro 4 C., 5 a Reis 4 Sanios. Ditos de zince
2 barricas a N. J. Lidslone.
Panel 1 fardo a Francisco Manoel da Silva 4 C,
2 a Costa Lima & C. Dito de embrulho 55 fardos
a Souza Basto. Amorim 4 C.
Pimeula 10 saceos a Ferreira Rodrigues 4 C,
1 Jos Joaquim Alves 4 C.
Presunto 10 caixas a Carvalho 4 C.
Ps de ferro o feixes a Albino Silva 4 C, 20
a Antonio Duarte Carneiro Vianna.
Papelo 1 fardo ordem.
' Queijos 4 caixas ordem.
Salitre 100 barricas a W. Halliday 4 C:
Saceos vazios 4 fardos a Juiio Fuerslenberg.
Tintas 50 barricas ordem.
Tecidos diversos 1 volume a Francisco Petro-
celli 4 Irmo, 5 a Guerra 4 Fernandes, 28 a Al
ves de Brito 4 C, 5 a A. Vieira 4 C, 93 or
deui,
2 a Pereira de Magalcs 4 O, 22 a AH.i-
a Bernardino Maia 4 C, 1 a Antonio Duarte Car-
neiro Vianna, 2 a Joaquim Gongs I ves v C, 9 a
Rodrigo de Carvalho 4 C, 8 a Silveira 4 C, 9 a
A. Santos C, 46 a Rodrigues Lima 4 C, I a J.
oimbra, 4 a Francisco Lnuria 4 C, 15 a Andra-
de Lopes 4 C, 3-5 a Olnto Jardn) 4 C, 25 a PW-
nato Calabria, 4 a Goncalves Cimba 4 G., 9 a
Machado 4 Pereira.
Toucinho 1 caixa a Carvalho 4 C.
Tijolos pi-ova de fogo 10 600 a Pereira Carnei-
ro 4 C
Vidros 2 caixas a Francisco MjQOCl da Silva
4 C, 24 ordem.
Zinco 9 barricas a W. Halliday 4 C.
Whisky 15 caixas a F. Fletcher.
Carga de Lisboa
Azeite 4 caixas a Ramos Geppert A C, 50. a
Paiva Valente 4 C, 40 a Silva Guimares 4 C,
50 a Souza Basto, Amorim 4 C, 45 a Domingos
Cruz 4 C 12 a Jos Gomes Ganchos, 1 a Salazar
<- C, i a Manoel C. F. de Alrneida. 3 barris
Santa Casa de Misericordia. A;ua mineral 1 cai
xa a Francisco Ramos da Silva 4 C. Dita de
Vidago 2 caixas a Lopes Alheiros 4 C. Alpiste
20 saceos a SouzB., Amorim ft C. Azeilonas i
caixa a Pereira de Azevedo 4 Irmo. Albos 20
eaaaatraa Guedes de Araujo 4 Fll: .
Bagas 1 bwrica a Vicente Costa 4 C, 1 a Ma-
noel Lopes de Si 4 C. Batatas 150 caixas a
Silva Guimares 4 C, 20 a Gomes A. Gaio de
Miranda, 1 o Manoel C. F. AtnwiOa.
Ceblas 160 caixas a Ferreira Rodrigues 4 C,
150 a Silva Guimares 4 C, SO G mes' A. G. de
Miraifda 6 a H. B. de Oliveira 4 C. Cabos 10
rolos a Joaquim A. da Silva Santos. Couiinhos
2 i saceos ordem. Castaiihas 1 caixa a Manoel
C. F. de Alioeida. Ca vilo animal 10 barricas a
Paiva Valente 4 C. Carne em conservas 8 caixas
a ilva Guimares 4 C. Cal 50 barricas a Ma
noel Lopes de S 4 C, 10 a Pedro O. de Cer-
queira.
Ilervadoce 8 barricas a S. B. Amorim 4 C.
Ladrilhos 41 grades a Alfredo Marlins & C.
Massas 2 caixas a A A. da Silva. Malhas 6
pegas a Joaquim A da Silva Sanios.
Obras de verga 1 i volumes a Pocas Mendes
a C.
Palitos 2 caixes a Ferreira liuimare:- 4 C.
Paingo 1 barrica a Jos da Silva Pereira Lisboa.
Presonti s 1 caixa a M. C. F. de Almeida.
Rollias 2 saceos a Soares do Aniaral Irmos,
5 2 ditos ordem.
Salio 2/2 caixas a Pocas Mondes & C. Roupa
1 pacute ao Dr. Manoel Naschneuto M Porlella
Jnior.
Toucinho 20 barris a Silva Guimares 4 C.
Uvas 2 caixas a Aniceto A. Qa Silva.
Vinagre 15 pipas e 75barra a Souza B., Amo-
rim 4 C 6 barris Saiita Casa de Misericordia,
2 a Tcreira de Azevedo ft Irado. Vinho 20 pi
pas c 50 barris a Souza Basio, Aiuorim C, 4
e 42 a Jos Gomes Ganchos, 3 e 81 a Doiiing03
C:uz 4 C, 1 e 10 a Verissuno Marques 4 C, 2e
i i flflla e 6 barris a Soares do Aniaral Irmos,
10 a Paulino de Oliveira Maia, CO a Cunha Ir-
mos, 65 a Olinto Jardn) 4 C, 2 a Francico lt
ila Silva 4 C, 20 a R. Morcira da Costa, 30 a
Martins Viegaa" 4 C, 1 a Jos R. Fragozo, 10 a
H. J. R- Fraga, 20 a Joaquim Felippe 4 Aguiar,
7 a Aniceto A. da Silva. 5 a Albino Cruz 4 .,
30 a Paiva Valente 4 C, 1 a M. J. 1!. Guimares
30 a Lopes de Magalbea 4 i;., 50 a Goncalves
Cunha 4 C, 1 a Manoel C. F de Almeid;-, 4 a
RaphuM Das & C, 10 a Joa.'iuim Sali;u-'iral 4G,
5 a Salazar 4 C.
Carga do Porto
Albos 2i canillas ordem. Agua mineral 1
caixa a Antonio Jo.- Fernaodes.
Palitos 2 caixO's a Guedes de Araujo 4 Filho.
Vimos 20J hacas a Piulo Forreara 4 C
Vinho 5 barris a Antonio Jos Fernandes, 5 i
Nelto Campos 4 C.
Vapor nacioual Jacuhijpe, entrado dos portos
do sul em 14 do correnle e consignado 4 Compa-
nhia Pernambucana de navegaco por vapor, ma-
n feslou :
Agurdenle 2 pipas a Ramos Geppert ie C.
Couros salgados seceos 253 a Rosback Brolliers
&C.

Advocado
O bacharel Arlhur da Silva RcjO tem o seu
escriptorio Jeadvocacia (i ra do Imperador a.
34. onde pode ser procurado para os misteres
de sua proflssQo.
rfi\ -
Leonor Porto
dua kUirga 1 &o.sario mi-
mero 'ti
SEGUNDO ANDAR
Contina a execotar os maia diOiccis
gtirinos recehi los de Londres, Pariz,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em peHeico re costaras, em
em brevidade, modicidade em precos e
lino gesto.
I (
' i
i;iivir cakecuile negro do Dr. ftwuta
Howa. analyMiiil < :n *ariz c ui>-
provadu |>-I:i Intjic-ciitria Ciernl
de Ilygicni'.
(Premiado na Exposicfio)
Continuamos a (revenir o publico qu.T o ver-
dadeiro elixir cabera de negro c o da formla
lio Dr. Santa I! >sa, que como garanta ism em
wu favor os attesladoa passados pelos mais dis-
tinctos mdicos, des'a e domis provincias do
imperio, por pbarmaceoiicos, deserabargadores,
dyogados, engenheiros, rommerciaotea, ompre-
Kados pblicos, lentes da Faculdadc, artisias,
etc.
Fiouc, portanto, o publico sabendo que o eli-
xir fabricado na ra da Cadeia. pharmacia de
llornes Souza Pereira, Successores. c-urna imita-
cao do nosso.
Deaoso do vordideiro rui do Bom Jcsnsn. 1-
Vias urinarias, molestias das se-
nhoras, operaooes elctricas
:.i. CAHLQS "SITTSCOST
ESi'EClALISTA
com pralica de pabis e londrhs
Estreitamenlo da urcihra curados ra-
dicalnienle pela electroljse, semdr;
hydrocelos sem injeceo (cura radical);
feridas e ulceras chronicas, com garan-
ta de cura rpida ; podras da bexiga,
listilas e bemorrhoidas; syphilis, go-
noprhas, pelo melbodo das instiilacoes;
iiolesii:;s da garganta e do peilo pelas
athmoapberaa medicamentosas. on-
sultas e opcracOos das 12 s 3 horas da
tarde.
RA DO MRQUEZ DE OLINDA N. 34,
2o ANDAR
ReNidcncia na Torre
I
1
I

to io 50 fardos a Olinto lardira
rureirii a<
:\. T luti
4 C., 25 a Andrade Lopes 4 C, 25 a Fernandes
& Irmaos.
Vapor inglsi Cometa, entrado dos portos do
sul em 15 do correte c consignarlo a Pereira
Carneiro & C, manifeslou :
Aveia 20 saceos ordem.
Fornecida Capanea 10 caixas ordem.
Panno de algodo 152 lardos ordem. 13K a
Rodrigues Lima C, 37 a Ferreira 4 tnn.'o, 17
B Machado 4 Pereira.
Pipas vasias 200 ordem, 17 u David Ferreira,
Porto Baltar, 15 a Pinto Ferreira C, la a Pe-
reira Pinto 4 C, 11 a Antonio Pinto Lapa J-
nior.
fi&pawtatcste
BECtFB. 6 08 SSrKll.'lRO DE 1S89
Para o exterior
Nao houve exportaco.
faru o tn'.erior
No vapor allemo 8. yret carregaram :
Para Santos, Amorim Irmos 4 C. 10 pipas
com 4,800 litros de agurdente; J. Lobo Ferrei-
ra 300 saceos com 18,000 kilos de assucar mas-
cavado.
No vapor inglez Cuneta, carregaram :
Para Rio de Janeiro, ''. Carneiro 4 C. 69 sac-
cas com 5.244 kilos de algodo ; F M. de Moma
65 pipas cora 31,200 litros de agurdente.
Ni vapor nacional M'tranhao, carregaram :
Para Manas, M. Bjrges&L. 45 barricas com
2.520 kilos do assucar branco ; F. M de Moura
25 barris com 2Ji'>0 litros de agurdente: Amo-
rim Irmos 4 C. 40 pipas com 3,840 litros de
agurdente c 55 barricas com 3,i6l tilos de
assucar branco.
Para Para, Amorim Irmos 4 C. 25 barris com
2,40 > litros de aguarJente e 50 barricas com
3,910 kilos de assucar branco ; F. Casco 4 Fi-
llic 200 oarris com l.200 litros de agurdente ;
H. Fernandes 200 barricas com 13,180 kiloj de
assucar branco P. Ai ves 4 C. 56 volumes com
2,677 kilos de assucar branco; Burle 4 C. 79
barricas com 5,1 6 kilos de assacar bran:o.
No hiato nacional Deus te Uuard-', carre-
gou :
Para Cear, M. Amcrim 8 paos de janeada o
6 taboas de amarcllo.
No patacho sueco Almina, carre^ou :
Para Cear, J. de Oliveira Borges 3,763 saceos
com farinha de mandioca.
Dlaheiro
EXPEDIDO
Polo vapor nacional Pernambco, para :
Rio de Janeiro 2.0003000
Read&icatoa pblicos
V.CZ DB SETgJlliKO
Alfanaega
R-nJa acral:
Do dia 2 a iG 384.5835966
dem de 17 25:5655839
Dr. Mello Gomes
Medico operador parteiro
16Ra do Barao da Victoria46
(DEFROHTE DA PHARMACIA PINHO)
Onde tem cnnultorio e rexi-
deneia j podendo ser encontrado c
recebendo chamados qualqaer hora
do dia e da noite.
Especialidades : partos, febres, moles-
tias de senhoras e dos pulmes, syphilis
era geral, cura rpida e completa* ope-
rares de estreitamentcs e mais soffri-
mentos da uretra.
Acode de prompto a chamados para
fra, a qualquer distancia.
Telcphone n. 374
Toase convulsa! coqueluche!
Nao deis a crianea senao o Peitoral d-y
Cambar.
Reeife 8r:ifuuse
7UU UC a iv
dem dn 17
J. . )
456727
30:13111
Renda provincial;
Do dia 2 a 16 i 58US47
dem de 17 4:7874533
418:498538
50:369i40
Somma tolal 4t8:87A778
j da AMaadegk, 17 de Setembro
de 889.
lliesourciroFlerencio Domingues.
chefe da cceo- Cicero b. de Mello.
8.
Rccebedoria Ciersl
Do dia 2 a 16 19:321 044
dem de 17 2:328lii
21.649I88
Rcccbedorla provincial
Do dia 2 a 16 14:451*931
dem do 17 1:039,1035
15;490J966
Kc-reailii Wunicipal de H. Jom
O iDOvirnento deste mercado ao dia 16 de Se-
tembro foi o seguinte:
Enlraram :
41 12 boi3 pesando 5.7*4 kilos.
486 kilos de peixe a 20 ris 972>
9 cargas cora farinha a 200 riis 180(*
3 ditas de milho a 200 ris 600
7 ditas defructas diversas a 300ris 2310(>
11 Uiboleirosa 200 ris 2*20<
9 suinos a 200 ris 14800
27 matutes com legamos a 200 ris 5400
Foram oceupados :
27 colunau3 a 600 r3 1620-i
1 escriptorio a 300 ris
.'6 compartimentos de fanana a 500
30('
res 13400V
24 ditos de comidas a 500 ris 124000
70 ditos de legumes e fazendas a
400 ris 28*00"
17 ditos de suinos a 700 ris 1149JC-
8 ditos de fressuras a 600 ris 4480::
V4 tullios a 2 884001
197482*<
Rendimento do Ha la 15do cor-
rente 3:125*600
Foi arrecadado liquido at hoje 3:323442"
Precos do dia:
Carne verde de 240 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 14 ris idem.
Suinos de 560 a 640 ris idem.
Farinha de 5ii0 a 720 ris a cuia.
Miiho de 360 a 400 ris idem.
PeUSo de 14000 a 14200 idem.
Iflaiadotiro publico
Neste estaelecimcto foram abatidas para o
consumo de hoje 89 rezes pertenecntes a diver-
sos marchantes.
Vapores a entrar
MEZ DE SETEMBRO
Sul........... La Plata.......... 19
New-York----- Alhanca.......... 19
Norte......... SavoiKi........... 20
"u........... Sergipe........... 21
Europa....... Potos............ 22
Euro, a...... ilitlekowits ..... 22
Norte......... Pa............. 24
Europa....... Ville de S. Nicolao. 25
Sul........... Espirito Santo..... 27
Europa....... Trent............. 28
Sul.......... Don.............. 29
Vapores a sahlr
MEZ DE SETEMBRO
Soutbamptoa. La Plata.......... 19 as 11 h-
santos e esc.. Alliauca.......... 20 as 4 h
Montevideo .. Potos............ 22 as 11 li
Sul.......... Para............. 2 as 5 ti
Norte........Espitilo Sanio..... 28 ?g o li
Buenos Ayres. Trent............ 28 as 2 b.
Southamntoin. Don............. 29 as 2 b.
.Vlovlmcno do porio
Navios sahidos no dia 17
Manos e escala-Vapor nacional Maranho,
commaudanlo Pedro Iiypolilo Duarte, carga
varios gneros.
Rio de Janeiro c escafiT-Vapor inglez Cometa,
commaddanle D. W. Oig, carga varios g-
neros.
CearHiate nacional Deus te Guarde, mestri-
Jos Antonio de Moura, carga varios gneros.
OoservacSes
NMo houve entradas no dia 17.
Procedente de Trieste, fnndeou no Laman.
vapor austraco Matlekovita e nao coranmii:
com a trra.
i
\.


'



--*-
Diario de PernambucoQuarta-feira 18 de Setembro de 1889

i

1
I
I

1

Aviso os uossos leltore*
Os nossoa leitores que visilarein Pars
durante a ExposicXo j sabem que pode-
rlo 1er oe ltimos nmeros recem-chega-
dos do nosso jornal que em cusa dos Srs.
Amde Prince & C, 36, r..a Lafayette,
quer da sala de leitura pelos nosso cor-
respondentes estabelecida na exposicao
no Pavilhao da Repblica de Guatemala
cujo commissario geral dignou-se de p6r
graciosamente urna sala cora varanda
disposicSo dos mesmos senhores.
Para se evitar qualquer confusao, os
nosso8 amigos que quizeren reccber a
sua correspondencia em casa dos Srs.
Amd rince & ., dcvm mandar diri-
gil-a ra Lafayette, n. 36, por ser a
sede do servico especialmente organisado
para sso.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico,
oculista, ex-chefe de clnica do
Dr. de Wecker, d consultas de
meio dia as 3 horas 'da tarde, no
Io andar da casa n. 51 ra do
Barao da Victoria, excepto nos
domingos e dias santificados.
Residencia ra Sete de Setem-
bro n. 34. Entrada pela ra da
audade n. 25.
SILYEIRA
ADVOGADO
6B RI4 DO IMPERADOR CO
Cirurgio Dentista
DR. ROBERT P. RAWLINSON, for
mado pela Universidade de Maryland nos
Estados-Unidos, iern aberto o seu consul-
torio, na ra Barao do Victoria 18, Io an-
dar.
Consultas das 10 s 4 horas da tarde.
Rronchitc aguda on ehronlca
O Peitoral de Cambar o melhor re-
medio.
plenos e Ilimitados poderes para tratar e
definitivamente resolver as questoes que
se suscitarem, quar om o governo,
quer com os particulares, ficando su jeitos
todos os seus actcs s leis e reglamen-
os e jurisdiocao dos tribunaes judicia-
rios ou administrativos do paiz.
j 15. O contn,ctante ser obrigado a
oollocar e construir sua custa um ou
mais gazometros, se houver necessidade,
nos lugares que o presidente da provincia
designar, e a introduzir todos os melho-
ramentos que durante o prazo do contrac-
to se forem descobrindo, urna vez adopta-
dos na corte do imperio ou em alguma ca-
pital da Europa.
16. O pagamento da illuminacao pu-
blica e particular ser feito em moeda do
paiz, sem attencac oscillacao do cambio.
17. contractante poder organisar
companhia, a qual ficar subrogada em to-
dos os direitos e obrigacoes do contracto.
18. Para as despezas com a fiscali-
iaco do servico de illuminacao (o contrac-
tante concorrer annualmente com a quan
tia de 3:000)5000, que sero recolhidos ao
Thesouro Provincial.
| 19." O.prcsidente d provincia csta-
belecer as multan e mais condices, no
intuito de garantir a boa execucao do con-
tracto, quer com rclacio a illnmia3o pu-
blica, quer com a particular.
Faz-se publico, finalmente, que o novo
contractante ter de pagar actual em
preza, conforme o 7o cima citado, a
quantia de 994:917)5528, de accordo con
a avaliacSo feita pelo arbitro desempata
dor em 18 de Marco ultimo, visto deduzir-
se da de 998:777)5528, total da avaliaco,
a importancia da 3:860f5000 paga em-
presa em 1860, proveniente de 202 canos
de ferro, 5 columnas e 5 bracos com lam-
peoes, collocados fra do permetro do
contracto.
O secretario interino,
Manod Joaquim Sveira.
EDITAES
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva, ca-
valheiro da Ordem de Christo, com-
mendador da Real Ordem Militar Por
tugueza de Nossa Senhora da Concei-
cao de Villa Vicosa e juiz de direito
provedor de capellas da comarca de
Ohnda, por S. M. o Imperador, a quem
Deus guarde
Fago saber aos qu o presente edilal virem e
delle noticia tiverem, que no dia 18 docorrente,
depois da audiencia, o porteiro interino dos au-
ditorios trar a publico pregao de renda e arre-
matado, por esparo de tres annos as trras do
patrimonio de Nossa Senhora do Rosario desta
cidade, sita9 no lugar Maricota, juntas ao enge
ho Januaribe, avahado o arrendamento annual
em 370*000, sob a condiye de pagar o arren-
damento adiantado de quarteis respectivos, con-
servar a rasa de tena all existente, sempra em
bom estado e pagar as cusas do jnizo.
E para que negu ao conhecimento de todos,
mandei passar o presente, que ser anisado no
lugar do costume e publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de 'Unida, aos 1
de Setembro de 889.
Eu, bacliarel Francisco Lins Caldas, escrlvao,
iubscrevi.
Jos Antonio Correia da Silva.
5.* seccao. Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 29 de Abril de 1889.
Por esta secretaria se faz publico, de
ordem do Exm. Sr. Dr. vice-preaidente
da provincia e nos termos do 2o do art.
Io da lei n. 1,901 de 4 de Junho de 1887,
que, tendo-se concluido por meio do laudo
de arbitro desempatador, a questao de ava-
liacSo do material da empreza do iliumi-
nacSo gaz desta cidade, fica aberta
a concurrencia, com o prazo de seis me-
es, contados da data do presente edital,
para contracto da dita illuminacao, me-
diante as seguintes clausulas da citada le:
3." Nenhuma proposta ser recebida
sem que o proponente com ella aprsente
documento de haver feito no Thesouro
Provincial deposito da quantia de 25:0005
em dinheiro ou apohees da divida publi-
ca, para garantir a aceitacao do contracto
no caso de ser preferida a sua proposta
4.' O deposito, a que se refere o pa.
ragrapho antecedente, nao Ber retirado
pelo contractante sen2o lindo o contracto e
servir de caucao para os pagamentos de
multa e fiel comprimento das clausulas,
que forem estipuladas no mesmo.
| 5. O contracto s poder ser feito.
com quem melhores vantagens offerecer
na concurrencia.
CT| 6." A nao ser no caso do paragrapho
Antecedente, a actual empresa nao ter
preferencia a qualquer outro proponente.
| 7. O novo contractante sera obriga-
do indemoisacao, a que a provincia
snjeita por forca da clausula decima ter-
ceira do contracto em vigor, devendo dita
indemnisacao ter lugar de accordo com
essa mesma clausula, c ficando o materila
e obras da empreza hypothecados pro-
vincia at que esteja realisada a indemni-
sacao ou pelo menos depositada a respecti-
va importancia.
S 8. O prazo do contracto nao poder
exceder a 30 annos.
9." Opreco da illuminacao, quer publi-
ca, quer particular, nao poder exceder de
230 ris o metro cubico de gaz, fazendu-
tc urna reduccao de mais de 30 %, para
os estabelecimentos de caridade e bonefi-
aencia, e repartieres publicas.
10." O systema mtrico, si fr mais
conveniente, ser adoptado para a medi-
dlo do gaz.
(1 | 11 .u A luz ser clara, brilhante e senta
de substancias estranbas, que possam pre-
iudicar a iUuminacao e a hygiene publica.
8 12. A intensidade media da luz ser
equivalente a dedez velas de espermacetc,
das que queimam sete grammas por hora,
correspondentes a 120 gr*r>s inglezes.
13." As horas de illuimnacao publica
serao fixadas pelo presidente da provincia
no principio de cada anno, nao poden do
ser em numero menor de seis, nem maior
de dez, devendo neste caso haver um
reduccao' no preoo do gaz correspondente
ao acrescimo de horas.
| 14. O contractante ser obrigado a
ter na provincia um representante con
Empreza do Gaz
AVISO
A empreza de illuminacao a gas desta
cidade por seu gerente, tendo vbo do
Diario de Pernambuco de hoje a publica-
cao do edital em que a presidencia da pro-
vincia chama concurrentes para o novo
contracto da illuminacao mediante as clau-
sulas no mesmo enunciadas e servindo de
base para a indemnisacao da empreza
actual a quantia de 998:7770528, por
quanto foram avahadas pelo arbitro desem
patador as obras da mesma empreza,
quantia essa que dever ser paga pelo
novo contractante, vem pelo presente
aviso, e para evitar duvidas futuras, de-
clarar que dita avaliacao nao pode servir
de base para tal indemnisacao, por ter
sido illegal e irregularmente, feita, bem
como que contra ella j protes ou, quer
perante o Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, quer perante o jnizo dos feitos da
fazenda, tendo sido intimado do mesmo
protesto o Dr procurador dos feitos da
Fazenda Provincial, como representante
da ropvincia.
E como quer que deva cm tempo op
portuno fazer valer seus direitos contra
quem de direito for, deliberou fazer a
presente publicarlo para scieneia dos in-
te ressados.
Reeife, IdeMaiode 1889.
Gerente.
Qeorge Windaor,
5.' Scelo Secretaria da presidencia de Per-
nambucoEm 3 de Setembro de 1889
Por esta secretaria se faz publico que fica
aberto o praso de 50 diaa, a contar desta data,
para o reccoimento de propostas em carta fecha-
da dos concurrentes construccao de urna es-
irada de ferro de que trata a lei provincial infra
o. 2.056 de 8 de Agosto prximo findo.
0 secretano
Francisco L. Marinho de Souza.
LEI N. 2.056
Manoel Alvos de Araujo, do conselho de Sua
liagestade o Imperador, bacliarel formado em
sciencias sociaes e jurdicas pela Faculdade de
S. Paulo commendador da Imperial Ordem da
Rosa e presidente da provincia de Pernambuco
Furo saber a todos os seus habitantes que a
As3emblea Legislativa Provincial decretou e eu
sanccionei a resolucao seguinte :
Ariigo !. Fica concedido o engenheiro New
ton Cesar Hurlamaqni ou a quem melhores van-
tagens offerecer privilegio por 60 annos para a
construccao, uso c goso de urna estrada de ferro
de bitola estreita, que parlindo da Serra Dous
Irmos, na extrema desta provincia com a do
Piauhy, va terminar na villa de Petrolina, pon-
to marginal do Ro S. Francisco
S 1 A zona privilegiada ter 10 leguas para
fcada ladodoeixo da hnha, sem que seja sso,
em tempo algum empecilbo a que a qualquer
outra estrada de ferro, parallela ou no a de que
cogita a presente concessao, possa a provincia
azer concessao de zona privilegiada. No caso
de futuras concesses, se a zona privilegiada da
estrada a que refere se a actual lei for invadida
pela de qualquer outra estrada de ferro conce
dida mais tarde pela provincia, ser o espaco
de torra que entre as duas estradas mediar divi-
dido ao meio. ficando urna metade delle como
zona privilegiada de cada urna das referidas es-
tradas.
$t1.a Em igualdade de condicOes o concessio-
naro ter preferencia para construego, uso e
goso de futuros ramaes convergentes.
3. Ficam isentos de direitos e impostos
provinciaes e municpaes os edificios, as machi-
nas e materiaes necessarios para a construccao e
exploracao da linha principal e dos ramaes que
forem construidos.
4. O concessionario ser obrigado a cons-
truir linha telcgraphica para uso publico e par-
ticular da referida estrada e ramaes, gomando de
igual isenco de direitos impostos.
j o.' Fica concedida a garanta de juros de
6 7 sobre o capital que for empregado efecli
vamente as obras, calculado o prego mximo
do kilmetro, em 23.0005 e pelo praso da dura-
gao do privilegio, findo o qual reverter para a
provincia a estrada com todas as suas obras,
machinismos, materiaes e buhas telegraphicas,
e bem as?im cada um dos ramaes que tenham
sido construidos, logo que tenham sido oxplora-
dos por igual lempo,
g 6. A garanta de juros s se tornar effec-
tiva no caso de ser levada a effeitQ a concessao
da estrada le ferro de Amarante na provincia do
Piauny a -erra Dous Irmos, a qual se prende a
pregme concessao, perd ndu o concessionario o
direito referida garanta se obtiver o governo
geni, snbvencao kilomtrica, quantia de juros
<>u qu;il()uer outro favor equivalente.
7. A provincia ter o direito de embarcar
gratuitamente a sna forcu publica, autoridades e
divas cargas.
g 8." O concessionario poder transferir em
presa ou companhia, que organisar o presente
privilegio com todos as seus favores e abriga-
Oes.
g 9. Dentro de 5 annos da data do contracto
devero ser apresentados os respectivos estudos
dilinitivos e os respectivos orcamentos detalha-
dos e ter comeen de execucao as obras, cadu-
cando a concea9io, se dendro desse praso nao
forem ditas obras comeeadas, salvo ca.-o de for
ca maior, devidomente provado.
Art. 2." Ficam revogadas as disposices em
contrario.
Mando, portanto, a todas as autoridades a
quem o conhecimento e execucao da presente
resolucao pertejeer, que -a cumpram e facam
cumprir to ioteiramente como oella se com-
tm.
O secretario da presidencia da provincia faca
imprimir, publicar e correr.
Palacio da presidencia de Pernanbuco, 8 de
Agosto de 1889, 68* da Independencia e do Im-
perio-
L. S. M. Alvet de Araujo.
Sellada e publicada a presente resolucao nesta
secretaria da presidencia de fernambaco, aos 8
de Agoslo de 1889.
O secretario
Francisco L Marinho de Souza
5.' aecc&oSecretaria da preside*
ca d Pernambuco. f de Hetem-
f Jr.ro de 188
De ordem do Exm Sr. consclheiro presidente
da provincia, por esta secretaria se convida as
pessoa8 que apresentaram propostas para a fun-
daco de onze engenlios eenirae nesta provin-
cia, a que se referem o edital de 49 de Julho
ultimo e a lei n. 1971 de ii de Marco deste an-
no, a comparecerem no palacio da presidencia a
2 > do corrate (sextafelra) ao meio dia, atim
de assistir a abertura das mesinas propostas.
O secretario,
Francisco Leopoldo Marinho de Souza.
DECLARARES
Thesouro Provincial
De ordem do lllm. Sr. Dr inspector, fago pu-
blico que no dia 19 do corrente, ir praca, pe
rante a iunia da Fazenda Provincial, o lurneci-
inento de alimeutacao e dietas aos pres< s po
bies da casa de Detencao, dorante o trimestre
prximo luturo de Outuhro a Dezerabro. servin-
do de base a diaria de 420 rs.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 16 de Setembro de 1889. 0 official,
Lindolpho Campello.
Estrada de ferro de Pernam-
buco do Reeife ao S. Fran-
cisco
Propona para o rorneclmenlo de
S.dOO tonelada* de rano de pe-
dra.
Esta companhia recebe propostas para
o fornecimento de 3.600 toneladas de car-
vao de pedra per tempo de um anno, me-
diante as seguintes condicSes :
1.a O carvSo dever ser.d^ ajguraa das
especies conhecidas por t Cory Aberdare
Merthyr, Penrikroer, Nixons lavigation,
Ocean Merthyr ou Insoles Merthyr Smoke-
less Steam Coal, > primcira qualidade e
doublo screened s provada com certifi-
cado da mina, o qual para cada carga de
navio dever ser apresentado ao superin-
tendente da companhia.
2.a A despeza de descarregar o carvao
do navio e todas a- outras da Alfandega,
etc., serao por conta do contractante at a
entrega no caes da companhia, onde o
carvao ser tirado das alvarengas pela
companhia e pecado no trapiche em Cinco
Pontas, facilitando-se ao contractante to-
dos os meios de, por si ou pessoa de sua
confianca, inspeccionar e conferir o peso, o
qual ser acceito como definitivo por am-
bas as partes, nao sendo depois attendida
pela companhia reclamacao alguma.
3.a 300 toneladas de carvao pelo menos,,
serao monsalmente entregues em Cinco
Pontas ; mas se por conveniencia propria
quizer o contractante entregar maior quan-
tidade, a companhia sujeita-se a recebel-a,
comtanto que nao seja apresentada para
Estrada de ferro de Ribeirao
a Bonito no Reeife
Assembla eral extraordinaria
Sendo insufliciente o capital subscripto desta
empreza, para proseguir com suas obras, alm
do 22" kilmetros, que. so acham abe.-tos ao tra-
fego publico sao convidados os Srs. accionistas,
nos tenaos dos arts. 39 e 4(1 do decreto n.882l
de 30 de Dezeinbro de 1882. a comparecerem
cm assembla gerul no dia 26J0 crrenle mez,
no cjcnptorio dj empreza n. 74 ra Duque, de
Caxias, alim de deliberarem sobre o augmento
de capital que fr necessario concluso d;< es
rada em construccao.
Reeife, 12 de Setembro de 1889.
Francisco Lopes Gaimaraes,
Director secretario.
PRADO PERNAMBUCANO
Companhia de edificacao
Assembla geral
3n convocarlo j
A comroissSo abaixo assiguada convida
aos Srs. Accionistas a reunirem seno es-
criptorio da companhia, ao Largo Pedro
II, n. 77; 1. andar, no dia 20 do cor-
rente ao meio dia, afim de tomarcm co-
nhecimento e re3olvercm acerca dos as-
sumptos j annunciado3.
Sendo esta a terceira convOeaoao e em
vista do | 3. do art. 15 da Lei n. 3150
de 4 de Novembro de 1882, consti-
tuir-se-ha e resolver esta Assembla
com qualquer numero de accionistas que
comparecer, seja qual for a somma do ca-
pital representado.
Escriptorio da Campanhia de Edifica-
cao, em liquidaj.lo, 10 de Setembro de
1889. -
Joaquim de Oliveira Borges.
Jote Gomes F'rr-'ira Maia.
Bernardiio da Costa Campos Jnior
Das 3 horas cm diante, e em elegantes
pagamento urna conta mnsal de janj^te. j^^q^o^ servidas por distinctas Se-
300 toneladas durante o tempo do contra-
cto.
4.a O contractante dever obrigsjr so
ao pagamento de urna multa de 1:000$
por todo e qualquer mez em que deixar
de forneccr a quantidade estipulada de
300 toneladas, assim como se fr reconhe-
cido que o carregamento ou parte d'olle
nao de alguma das qualidades mencio-
nadas na pnmeira destas condices.
5." As propostas para este contracto
devero estipular o preco da tonelada de
carvao em dinheiro sterlino, o qual para
realisar-se o pagamento de cada conta
mensal ser reduzdo a l&OOO ao cambio
da cotacao das transac95es do Banco ao
tempo da partida do ultimo paquete da
Real Mala, que passar para a Inglaterra
no mesmo mez da conta.
6.a O contracto entrar em vigor no 1.
de Novembro prximo vindouro e o pri-
meiro sapprmento dever ser feito para o
referido mez.
7." Ser lavrado um termo do contracto
baseado as condicoes cima estipuladas,
o qual ser assignade por ambas as par-
tes.
8.a As propostas deverlo ser lacradas e
remettidas ao superintendente da compa-
nhia, no Cabo antes do dia 30 de Setem-
bro prximo futuro no qual terao de ser
ellas abertas no escriptorio do mesmo.
A companhia declara que de modo al-
gum fica por este motivo obrigada a acei-
tar a proposta mais barata ou qualquer
das que lhes forem apresentadas.
Escriptorio da superintendencia Cabo,
14 de Agosto de 1889.
1 Weff Hood,
Superintendente.
Instituto Archeologico e geo-
lico Pernambucano
graph
Qninta feira, 19 do corrente, s 11 horas da
man, baver sesso ordinaria.
Secretaria do Instituto, 17 de Setembro de
1889.
Baptistii Reguea,
. secretario.
Monte Pi Portuguez
(Socios em atona)
A directora de.-ta benemrita associacao sci-
entihVa aos senhores socios contribuintes e rn-
iBtsaon, que nao se poerem quites as HM8
mentalidades ate o fim do corrente mez. lera de
appli^ar aos ocursos a pena d art. 10 n 2 dos
estatutos.
Secretaria do Monte Pi Portuguez em Femara
buco,3 de Setembro de 189.
Manoel F. Velloso
2 secretario.
Companhia do Bebe-
ribe
Convida se aos accionistas desta companhia a
reumrem se em assembla geral extraordinaria,
no dia 18 do corrente mez. ao meio dia, no 1
andar da casa n. 71 ra eleger a directora que tem de administrar os
negocios sociaes em o novo biennio.
Reeife, 10 de Setembro de 1889.
Ceciliano Mampde Alves Fcrrera,
Director gerente.
Josc Eustaquio F. Jacobina,
Director secretario.
Transferencia de ca-
deira
De ordem do Sr. Dr. inspector geral. faro
sciente ao professor publico da cadeira de ensi-
llo primario de Bella Vista, cm Granito, Antonio
Luiz Peixoto de Barros, qne tendo sido esta
transferida, sem seu prejuizo, para o lugar de-
nominado Carrancudo de Bodoco, tambera em
Granito, por acto da presidencia da provincia de
6 do correte, lbe Tica marcado o praso de 30
dias, a contar daquella data, para tomar posse
e assumir o respectivo exercicio.
Secretaria da Instruccao Publica de Pernam-
btico, 12 de Setembro de 1889.
^ O secretario,
Pergentino Saraiva de Araujo Galvao.
Hospital Portuguez de Be-
neficencia em Pernambuco
34 a universa rio
PBOGBAMMA DA FESTA NO DIA 22 DO
COBBESTE
A junta administrativa do Hospital
Portuguez de Beneficencia 3olcmnisa o
34. anniversario da sua installacao, com
toda a pompa e brilbantismo dos annos
anteriores.
Das 9 horas da manha s 10 da noute,
estar franco concurrencia publica o
nosso estabelecimento de caridade.
A's 10 e meia horas em ponto ter co-
meco a celebraco da missa cm louvor de
seu Padroeiro S. Joao de Deus.
nhoras e Cavalheiros da nossa sociedade
serSo distribuidos os objoetos expostos as
mesmas, mediante a esportula regulamen-
tar para ajuda da manuteneo desta til e
p a instituico.
A noute ser o edificio, jardiin e sitio
brilhantemente illuminadolagaz, luz elctri-
ca e baldes venesianos etc.
Durante o dia e noute diversas bandas
de msica c entre ellas as de diversas
sociedades particulares executaro as me-
lhores pecas de seu repertorio, prestan-
do estas ultimas com sua presenca maior
brilbantismo nossa festa de caridade.
A junt administrativa convicta do amor
c affeicao que a popularlo desta capital
dispensa a este Hospital espera que a
sua festa seja este anno urna das mais
brilhantes pela concurrencia a este certa-
men de caridade dando a esta festa tra-
dicional o peculiar encanto campezino.
Secretaria do Hospital Portuguez de
Beneficencia em Pernambuco, aos 13 de
Setembro de 1889.
Cetario Accurcb da Silva Papoula
Secretario.
Club Carlos Gomes
Attembla geral
Pelo presente sao convidados os senhores so-
cios a se reunirem em assembla geral ne dia
18 do corrente, s 7 horas da nuite, para o dis
posto no 5 i do art. 18 dos estatutos do club.
Secretaria do Club Carlos Gomes, 14 de Se-
tembro de 1889.0 I- secretario,
And re Costa.
SANTA CASA
CASAS PARA ALUGAR
Ra do Vigario Tenorio n. 27, loja 200*000
dem idem dem, 3.- andar 18O0O.'-
dem do Bom Jess n. 8, 216OH0
Ra Vsconde de Albuquerque ca-
sa n. 61. 2460 0
Ponte Velha n. 31. 168*000
Becco do Abreu n. 2, Io andar 100*00ti
Ra do Bom Jess n. 29, loja 240*000
dem idem a. 29, 1." andar 24oUK)
I em idem 2* andar 240i-.0"0
Bispo Sardiuha 3, loja 168*00
Idem idem n. 11. 2. andar 240-.000
Ra da Moda n. 49 armazem 200*000
dem do Mrquez de Ohnda, n. 44, so-
brado 2:131*000
dem idem n. 33, idem idem 1:200000
Idem de Thom de Souza n. 14, 1*
andar 200*000
Mein Imperial n. 131, caza terrea 360? 00
Becco da D.tencSo imeiagua) 96000
Amhole Vaizia ) 72*00'
S Lourenco da Malta GOiOOi.
Becco das Boias n. 14.1 an lar 1801000
PEOJKCTODBINSCRIPfJiO
Para o pareo
GRANDE PREVIIO
. mmm mmmm
Na corrida que dever ter lugar no dia 29 de Setembro
de 1889
Animaes da provincia: 1,800 metros. PREMIOS: SOO^OOO ao pri
meiro, 200(5000 ao segundo, lOOflOOO ao terceiro e 60#000 ao quarto.
Inscripcao 60S000
Nao s 3 realisar este pareo sem que se inscrevam cinco animaes de proprie-
tarios diflorentes.
A inscripcao encerra-se-ha no dia 18 de Setembro, sS horas da tarde, na se-
cretaria do Prado.
Reeife, 21 de Agosto de 1889.
Francisco de Souza JReis,
EREYIE.
A Cmara Municipal da cidade de Olinda e sen
termo, em virtude da lei. etc.
Faz publico a quem interessar possa, que nos
dias U, 18 e|25 do corrente mez, estarao em
hasta publica para ser arrematados por tempo de
quinze raezes, a contar do i de Outuhro do
correte anno a 31'de Dezembro de 1890, por
quem mais offerecer. o arrendamento das cari
nhas da ribeira des la cidade por 346*875, e os
impostos seguintes : 40 rs. por pe de coqoeiro
de producco, exceptuados 20 ps para uso do
proprietano, por 796*230; 500 rs. por rabeen
de gado vaceum por 622 ; e 120 rs. por carga
ou volume exposto venda no mercado publico
por 90*000. Os pretpndentes deverao apresen-
tar-se habilitados na forma da lei.
Paco da Cmara Municipal de Olinda, 6 de
Setembro de 1989.
Francisco de Pinho Borges,
Presidente.
Jo-5 M. da Foii8eca Manguinho,
____ Secretario.
Thesouraria de Fazenda
Subtuulco de nota*
De ordem do lllm Sr. inspector, faco publico
que, na forma do edital desta Thesouraria de 17
le Junba ultimo, no dia 30 do corrente mez
que termina a prorogacao do praso marcado para
a substituido sem descont das notas de 200*
da S.* estampa.
Vencido esse praso, comecar o descont de
accordo com o preceituado pelo art. 13 da lei
3313 de 16 de Outubro de 1886, isto : durante
os tres primeiros mezes 2 0,0 ; at o 9. mez 61-/0 ; at o 12 mez 8 0/0;
durnule o 13. mez 10 0/0, e mais 5 0/0 mensaes
d'ahi por diante at que as notas percao de todo
o valor.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 9
de Setembro de 1889.
O secretario da junta,
Dr. Antonio Jos de Sant'Anna
"COMPANHIA-
hi ar
tCS
North British Mercantile
Insurance & C.
Estabelecida em 1809
Capital subscripto 2.500:000
Fundo accumulados cara sinistros 1.842:544
'

4.342:544
Agente em Pernamnnco
N. J. LIDSONE
tO Roa do C oiunierclo 1 O
MARTIMOS
CHARGERS REUNS
Companhia Praacesa
DE
Navegado a vapor
.jinha quinzenal entre o Havre, Lisboa,
Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos.
O vapor
VilledeSan Nicols
Commandante Voisin
E' esperado da Europa at o dia 2o
de Setembro, seguiudo depois da in-
.dispensavel demora para a
Bahia, Ro de Janeiro e Santos
. Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha, queiram apresentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das alvarengas
qualquer reclamacao concemente a volumes que
porveutura tenham seguido para os portos do
sul afim de se pqdei dar a tempo as provi-
dencias necessarias.
Expirado o referido prazo a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e di-
aheiro a frete: trata-se com o
AGENTE
nguste Labille
9-RA DO COMMERCIO9
United States and Brazil
M. S. S. C.
O vapor Allianca
E' esperado de ifew-York
at o dia 19 de Setembro
too qual depois da de-
mora necessaria seguir
para a
Baha. Ra de Janeiro e Santos
Companhia Brasileira de
Navegacao Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do norte atf
o dia 24 de Setembro e depois da de
mora indispensavel seguir para o-
portos do sul.
As encommendas sero recebidas no trapich'-
Barbosa at 1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, passagens, encommendas e vale-
res trata-se com os AGENTES.
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante (darlos Antonio Gome.-:
E' esperado dos portos do sul at o
dia 27 de Setembro e seguindo depo
[da demora indispensavel para o-
portos do norte al Manos.
As encommendas s sero recebidas na age;:
cia at 1 hora da tarde do dia da sahida.
Para carga, encommendas, passagens e valo-
rea trata-se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Commercio=6
lo andar
Pacific Steam Navigation
Company
STRAITSOFMAGELLAN LINE
O paquete Potosi
Espera-se da Europa at o dio
22 de Setembro e seguir de-
oois da demora do costume para
'Valparaso por
Bahia, Rio de Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e d-
oheiro a freie: trata-se com os
AGENTES
Wilson, Sons & C, Limited
14RA DO COMMERCIO14
ELoyail Mal Steam Packet
Companhy
O vapor La Plata
Commandante A. H. Dyke
E' esperado do sul no dia 19 de Se-
tembro, seguindo depois | dademora
'necessaria para
Aviso
De ordem do no?so irmfio juiz, convido a to-
dos os nossos carissimos irmos para compare-
cerem no da 22 do corrente mez, s 10 horas da
manha, alim de tratar-sc de assumpto de gran
de interesse para a uossa irmandad, o qual no
admitte demora.
Consistorio da vencravd irmandad doSS. Sa-
cramento de Afogados, 9 de Setembro de 1889.
0 escrivSo,
Thomaz Domingues Tarares.
Para carga, passagens, encommendas
nheiro a lrete trata-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
8Ra do Conumcior8
1*andar
edi-
Usfcoa, vigo. Nouthampton e
Antuerpia
Reduccao de passagens
Ida Ida e volla
4'Lisboa I* classe 20 30
A' Southampton 1' classe 28 t 42
Camarotes reservados para 03 passageiros de
Pernambuco.
Para passagens fretes, encommendaB, trata-s*.
com os
AGENTES
Amorim Irmos & C.
N. 3Ra do Bom JessN. 3
LEILOES
Ouinta-feira, deve ter lugar o de movis,
instrumentos, papel e biscoutos no armazem da
ra do Bom Jess n. U.
Companhia Bahiana de Na-
vegacao a Vapor
Maceid, Villa-Nova, Penedo, Araca-
j, Estancia eMBabia
O vapor Sergipe
Cemmandante Rebello
E* esperado dos portos cima
at o dia 21 do corrente, e de
pois da demora do costume re-
,ares'sar para os mesmos
ParaTrga^assagens, encommendas e dinhei-
ro a frete trata-se com o
AGENTE
Pedro Osoriode Cerqueiru
17Ra do Vigario 17
Leilo
Agente Britto
De 1 mobilia de mogno a Luiz XV, 1 dita de
junco com encost de palha, 1 cama franceza,
toilette de Jacaranda a Luiz XV, 1 dito de faia.
1 espelho, 1 commoda, i sof, 2 consolos e 6 ca
deirasjde amarello. 1 mesa elstica, 2 aparado
res, cadeiras avulsas, 2 marquezes, 1 sanctua-
rio de Jacaranda. 1 banquinha, 1 lavatorio, i
cabide de columna, 1 quartinlieira jarros, qna
dros, candiciros para kerosene, bandeas tinas.
1 relogio de parede, louca, de porcelana para
almoco e jantar, jopos, clices, garrafas, tapetes,
1 mesa de louro. 1 estante, 1 jarra, trem de co
sinha e outros objectos.
Quarta-feira, 18 do corrente
Ra Nova n. 21 Io andar
A's 10 1{2 horas
Agente Pestaa
Leilo
De 2 casas de pedra e cal sitas em Sant'-
Anna de Dentro, pertencentes aos pro
pnetarios, vigario Sinioes de Azevedo
Campos, seus irmos e os dous orphaos,
Mara e Luiz
Qarta feira 18 do corrente
A's 11 horas
No armazem travessa do Corpo Santn. 37
O agente Pestaa vender por ordem dos seu
propuelarios 2 casas era Sant'Anna re Dentro e
2 partes as mesmas. que tazera o todo, por man
dado e asistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de
phos, a quein melno- oTerta hzer.____
Leilo
De mercadorios da
tencentes A massa
Amelia da Cunha
Constando
de 47 resmas de papel tabaco, 2 garrafes coro
acido sulfrico. 30 resmas de papel de impres-
so, 2 uitas de papel porcellaua carlo, 1 lote
de papel cor de canna para copia, 3 lotes de pa-
'or-
fabrica Apollo, per-
fallida de D. alaria



'
i*
v' P




dao de Pernambuco-Quarta-eira 18 de Setembro de 1889
.

pe para
papel braoco lino, 1 lote de dito dito, 13 res
de dito dito, 1 lote de papel bramo cariao, 1 lo-
te de papel pie lu.-troso, J resai de papel
azul, i tole de papel ro.-a para soplar, 1 lote de
papel azul para iiupresao, 1 lot-x de papel roso
cartao, 31 resmas de papel tabaco, 31 resmas de
papel para embrulho l mesa pira charuteiro, 2
oivisoes para mesa de charuleiro. 1 machina Mi
nerva ailein n. I'i6, 1 machina da lustrar papel,
1 dita moiiograiuma, i dita de esmeril para des-
balar ferro, 2 trilhos de ferro, 1 munrio de ferro
para Bcmtntes, 1 lata de glj ario, 2 pohas
grandes, 1 dita pequea. I na luna de filtrar
foHi 1 velante de ferro, I bomba excentri
mancaes para grilhes,* ditos para ditos, i lau-
que pequeo de ferio. 1 nioinlio ventilador, 1
frensa grande de ferro. ..armario de ventilador.
peneira irrande a vapor. 1 pdra de esmeril, 1
Srensa e pertences 3 prensas estufas, Ovalante
e ferro com cabo de madeira, 1 dito 2 carre-
tas. 3 mancaes, 1 agulhao pequeM, 2 baseoB de
pinho, 1 caixa com lampa para deposito, co
lumnas com parrReis de. fet:x>, t pe de machina
de esmeril, 1 pei.eira de rame rom pollas de
madeira, 3 canos de cobre de 1 o 1,^ pologadas.
4 cannos volteados, 9 sacos de estopa com la-
tinhas. 48 lelbas de fe.ro pequeas gaKaaiaa-
das. 6 ditas grandes, 1 cano de cobre grande -t
trilhos de ferro, 1 chamic nova de reno, i la-
cho de ferro fundido. 1 pulra pequea para re-
bolo, 13 pipas para .lepo.-t o de oleo, 3 cubo,
para deposito le oleo, i Ma de columnas de
ierro, 1 machina para faier fumo ero corda, 2
prensas liydraulicas, 1 machina para aplainar
taboas, 1 tacho de cobre para bater oleo, forra-
do de madeira, 2 ban.os, escuda, 1 banco com
neneira, i tacho erando de cobre e Ierro a vapor,
f manlejour, I tanque de ferro grande e 14 la-
tas com glyeerina.
liiiuta-fr'ira. lO do corrale
As ia e li2 horas
O agente Gusroao, autorizado por mandado do
Exm. Sr Dr. juiz de direito do commercio, fara
leilao das mercadorias e mais objectos cima
dcscriptos, existentes na fabrica Apollo cita a
ruado Hospicio n.. pertencenlcs a uiassa tal
lida cima mencionada, o qual lera lagar na mes
ma fabrica em presenea do respectivo jais.____
Leilo
Agente Britto
predios
Aiuji: se o i* andar do .ob ..don. 37, sito
ra liuqne. de Ca.xias, com cemmodos suffi
le para urna grande familia ; a tratar na
-ua de Santa Tereai n. 48, esta carado e pialado
Je novo. ,
recisa-se de uin caixeiro para padaria,
dundo informacao sobre sua conducta a tratar
no pateo do Terco r. 40-
Precisa se de urna
ar na ru* So va n. 31', 2
boa cosinheira
andar.
a tra-
Precisa se de im caixeiro com perfeito co-
nhecimeuto de retalho e que de o de sua con-
i; a tratar na ra de Bemlica n 7, onde
lamhvm.se precisa de um meniuo de 12 a 14 an-
uos, em iguaes cootlicOes._________________
Precisa-se de um criado; na ra de Ger-
vasio Pires n. 22.________________________
_ Yo (I. ge na [Taca do Capim n 14!), fre
-ueziu de Afosados urna taverna bem localisada
fazeodo bom negnoio ; o dono s vende por-
fo precisa retirarse para fra, e quera jul-
^ar-se com pretcnejn se dirija mesma.______
Offerece-se umn senhora de idade para casa
Je homeiu solteiro ou viuvo, e onde ella assiste
llie daro informuc) de sa conducta ; na ra
do Apollo n. t.________________________
a engenhoca de Bemca, ra Real da
Torre n. 21, precisa-se de"um criado para o ser-
vico da mesma, de iciade de 16 para 18 annos.
Os refinadores degta cidade avisam os seus
fregueses, que em vista do alto prego dos assu-
cares em rama, re.-olveram desde o dia 15 do
corrente em dianle a vender pelos precos se-
guintes :
i. sorte, por 15 kilos, 5*800
2., dem dem, 4*800
3.', idera idem, 3*840
A retalho
1. sorte, kilo, 400 r3.
i.' dila 3C0 rs.
3. dita 280 rs.
Urna
De
:asa terrea, grande,
ra Imperial n.
14
Una dita a ra do Pocir.ho n 28.
Una dita a ra do Pocinho n. 30. .
Urna dita i ra i'.e Nunes Machado, no tspi
nheiro, n 16, rende 22*000. .
I ma dita ra de Nunes Machadj. no tspi-
nheiro, o. 18 ; rende 25*000.
Estes predios vendem-se livres e desemnara-
rados Os Srs. prelendentez podem desde ja
Mais um terreno com 50 palmos de frente e
500 de fundo na ra da Regeneraco, na Agua
Fria. .
Quinta felra, i do corrate
A's 11 horas em ponto
No pateo do Paraso n. 26 ____
Leilao
De urna mobilia de junco, 15 caducas de dito"
3 espelhos sndo um oval, 1 mesa elstica de 5
taboas, 1 aparador grande 2 ditos com pediv-s, 1
sof, 2 quadros, 1 toilette de Jacaranda com pe-
dra, 1 lavatorio de dito com dito, i guarda ves-
tidos. 1 guarda louca, 1 cama para casal, 1 tai-
de, 1 apparelho de U.tro pate, algumas JGias.
2 lustres de crystal, 6 snelas.
tulnla-felra, 1 do corrente
A's 11 horas
Ra do Baro Ja Victoria n 59, armazcm
O agente Stopple por mandado e asgisteneta
do Exm. Sr. Dr. juiz ue direito e orpbaos a re-
auerimento da inventariante dos bens de seu
nado marido Joao Jos da Silva levara a leilao
os objectos cima os quaes foram Irajjgporlados
do Caminho Novo,
Leilao
Especialidades
DA LOJA DA RA DA IMPEBATRiZ N. 80
Ricos eapelhoB dourados oves para salas
a 50,5100.
Bonitos candieiros americanos para salao
a 40(5000.
Dito? menores a 155000.
Iicos cortinados de crochet, grandes, para
camas a 300000.
Cortinados de corea, phantasia, para ja-
nella, metro a lf>800.
Ricas bandejas esmaltadas de madreperola,
terno 18*000.
Lindas cambraias arrendadas, finas, para
vestidos.
Candieiros de p, inexplosivos, de.Berlim.
Especial oleo hJgh-life para o cabello,
frasco 1(5000.
Lindo sortimento de jarres.
Maquinas para costura, prtatela, dous
pospon tos a 126000.
Sapatos para casa, especiaes para
a5O0rs.
Flores artificiaes.
Graloea pretos com vidrilhos, precos sem
competencia.
Las de quadros, covado 160 rs.
Etamines de la, duas larguras,
10500.
Grande sortimento de perfumaras,
dezas e fazendaa.
ANGELO RAPHAEL & C
Taverna
Vende-s. ou ataga so com annac&o a casa
Pombal n. i, proona para principiante por ter
po co3 fundos, ulu^uel mdico ; irala-se-com
Bcrnardino 'ampos, no Caminho Novo. _
AttencAo
O grande e importante estabelecimento d*
Pocas Mendes C, sit a ra estreita do Rosa-
rio n. 9, contiguo a igreja, acaba de rec ebe
urna grande remesea do icreditado e etpecial
Vinho Maduro
O nnico que, sem a mnima confeceo, bu-
portado neste mercado, e s se vende no referi-
do estabelecimento. Este precioso nctar se
torna cada vez mais procurado aqu. Querem
saber porque 1 Vejam : o vinho Maduro, sendu
como feilo nicamente -da uva madura, tem
as seguintes vuntagens que as outras qualidadet
de vinho nao tem ; facilita sem a menor pertur-
ba(o as digestOes do estomago, anda mesmo
o mais enfraquecido, dando-lhe vigor, pois nutre
aolhos vistos as pessoas debilitadas, ed forcae
as que as tiver arruinadas pelo uso de bebidas
viciadas.
Recebemos tambera
Requeijao
em lalas, de procedencia de engenhoe, cojos
propietarios capricham em bem trabilhar neste
artigo, ifim de terem a primazia sobre tantos
oulros similares, cuja composicao duvidosa.
Em outros artigos como sementes de hortalifa
e (lores, lingiias seccm do Rio Grande, objectos dt
time e tomrteos do Porto para homens e senho-
ras, para isto to pouco temos competidor.
aossa casa e^peclalista, e as pessoas que disto
se queiram certificar podem comparecer, com
o que muito nos honraro. Aps ama inlini
dade de artigos de primeira ordem, que acham-
se em exposic3o, acresce a amenidade do trato
com que timbramos tratar todos 03 que nos
honram com a sua preseuca, junto a modicidade
de precos sem rival.
Ba mrella I Roaario n. 9. junto
a igreja
Po^as Mendes & C.
Cosinheiro
Precisase de um cosinheiro
A NOTRE DAME DE PARS
Os proprietarios des te novo estabelecimento pr^vinem
Exmas. familias e ao respeitavel publico, que acabam de receber
um grande e variado sortimento de novidades do melhor gt>sto
parisiense, que sero, em vista do estado favoravel do cambio, ven-
didas por presos excepcionaes.
Todos os dias das 8 horas da manh s 8 da noite.
INFALLIVEL o RADICAL
no curativo de tocias as affeceftes bronchiaes :
Mal de Garganta, Tosso o Tsica
PEITORAL
De movis de Jacaranda, 1 piano, 1 importante
serafina, jarros, louca-e vidros.
Constando do una bonita mobilia de Jacaranda
(a balao) com eodeiras de balanco e conslos
com podra, quasi nova, 1 piano forte, t rica se-
rafina propria para Capella. i pares de jarros fi
nos, lanlernas. quadros, 1 .ama franceza. 1 bo-
nito guarda vestidos de amarello. lavatorio, ca
bids, maquezao, 1 carteira e tpeles
Urna mesa elstica, aparadores sof de ama-
rello, cadeiras de Junco, louca de juntar, dila de
almoco, copes, cauces, garrafas, compoteras,
consolos de amarello, bancas para jogo, candiei-
ros e outros mudos movis.
A'S 11 HORAS
andar do sobrado n. 14 ma Baro da
Victoria antiga ra Nova
O agente Martins, far leilao por ordem e con-
ta de urna familia que se retiiou d'esla cidade,
dos movis existentes em dito sobrado que 3erao
vendidos
Ao correr do martello
No 1."
Leilao
De urna mobilia de Jacaranda, 1 piano, jarros,
espelhos, quadros, instrumentos novos, papel,
cadeiras avulsas, 1 theatnnbo, 1 rouparia, 0
classes e muitos outros movis.
QUINTA-FEIRA, 19 DE SETEMBRO
A's 11 horas
Agente Pinto
Ra do Bom Jess n. 45
Leilao
De 60 latas com biscoitos
Qiiinta-feirt, IB do corrate
Agente Pinto
Ra do Bom Jess n. 45
Agente Britto
Leilo
De 1 armaco envidracada, 4 fiteiros, 1 dito
fara balco, 4 quadros, 1 realejo com 6 pecas,
requinta, 1 candieiro moderno para kerosene
1 lampeo para porta. 1 prado, leques, espaili-
lbos, bicos, filas, botes, linhas c mais sorti-
mento de miudezas, perfumaras, charutos, ci-
garros, ponteiras, cachimbos, i relogio, 1 balan
ca, 1 escada, e murios oulros objectos que se
vendem ao correr do tnariello, existentes na
loja sita no pateo do Tergo o. 19.
Sexta-feira 9 do corrente
As 10 Ii2 horas
AVISOS DIVERSOS
Precisase do urna moga para andar com urna
crianga: ra l ireita n. 40, !. andar.
Aluga-se a casa da ra das Flores n. 18,
cora 3 quartos ; a tratar na ra Nova n. 39,
leja.
Aluga se o 1- e2- andares i ra da Roda
n. 17, com grandes commodos, em bom estado
de conservag-lo ; a tratar na ra do Rangel nu-
mero 65.
Aluga-se a refinago da ra dos Gnarara-
pes a.Jd, tem muilo boa freguezia ; a tratar na
roa do Brum n. 82, i- andar.
Alaga se o grande sobrado n. 12 ra de
Pernandes Vieira, na cidade de Olinda, o qual
se acha em perfeilo estado ; a tratar na ra da
Imperatriz u. 61, loja.
Aluga se para pasear a festa urna boa casa
com commodos para familia grande, margem
do rio Capibaribe, no Ambol, freguezia da Var-
iea, tem a frente pintada de vermelbo, defronte
da taverna, est licipa a tratar eai Olinda, sitio
defronie da igreja de N. S. do Guadalupe, ou aoa
domingos na mesma casa.
doente
covado
miu-
Taverna
Vtnde-se nina pequea taverna bem localija-
da, cora poucos finitos, propria para princi-
piaste, tem enromlos pora pequea familia
para raformaces, ra da Concordia n. loo.
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro com alguma pratica
de taverna. de idade ae 11 14 annos ; a tratar
na ra de Santo .'.maro n. 5, entrada rio becco
do Cajfl.__________________________________
Boa Viagem
Aloga-se una casa de couslrucco moderna %
bem asseiada, com bastantes commodos e mo-
bilbada, sitio murado e hem arborisado. com
porlo de ferro, e situada na melhor locahda le
da mencionada povoagao ; a tratar no largo do
Corpo Santo n. 4. 1- andar. _____________
Attencao
Ernesto 4 Ijcipoldo fazem noblico que em
lins do me? passado deixou de ser seu caixeiro
o Sr. Jos Rodrigues dos Santos, c por isso nao
pode elle mais praticar desde aquella data acto
algum em norae delles. ______
Attencao
Aluga-se urna casa propria para estabeleci
melo, com armacao, em um dos melhores pon
tos da freguezia de Afogados, a qual acaba de
passar por urna grande recliflcago ; a tratar no
pateo da Paz n. 96. ______________________
Aos interessados
Estando annunciada para o dia 19 a venda
era leilo, asente Bulo, de duas casas terreas
no Espinheiro, ns. 16 e 18, venho declarar aos
interessados, que ditas casas estilo em litigio,
por quanto interpuz o competente recurso de
revista, que lera provimento, como de justiga.
E, caso seja negada a revista, tenho recurso
na lei para reivindicar o que me p.rtence, esteja
em poder de quera esliver.
Recife, 17 de Setembro de 1889.
Francisco Cecilio F. da Silva Guimares-
Tigpi
CoriMtantino de 8a Brrelo
Convida se a este senlior a comparecer ra
do Bom Jess n. 23, para prestar contas das
cobrangas que fez no termo de Agua Preta, em
Margo prximo passado.
Est
alagar
para
a casa assobrada.la du ra Joaquim Nabuco n.
22 (Capunga) muito fresca, cOm agua, gaz, bom
quintal, c todos os commodos para glande fami
lia. Na mesma dir-se ha com quem se trata.
Libras steriinas
Vende-se libras steriinas
raercio, armazera n. 8.
na ra do Com-
GAL
DE
JAGU ARIBE
a
4$> a b
a oarrica
com o abate de 1^,\0 em porjSea mais de
10 barricas.
A RA DO BOM JESS N. 23
Gneros italianos
Vermoulh de Torino.
Fernet Branca (verdadeiro).
Manteiga (em latas).
Azeite doce, l. qualidade.
Morladella de Bolonha.
Anisette (licor).
Qaeijos, parmejano e reggiano, etc., etc.
Roa do Boro Jess n. 61
de Paysand n. 19 (Passagem
; a tratar na ra
da Magdalena).
NOVIDADE
No Bazar de movis ra do Barao da
Victoria iiv^.49, acham-so em exposicSo
lindos objectos de phantasia fabricados em
Vienna d'Austria os quaes sao baratos,
visto serem vendidos por conta de seu fa-
bricante.
SILVA FERNANDES & C.
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira para casa de
pequea familia ; a tratar na praga de Conde
d'Eu n 32, segundo andar.
Engenbeiro Antonio Vctor de
Na Harreto
D. Francisca Natalicia Cavalcante Barreto
seus futios, agradecidos de corago s pessoas
que acompanharara ultima morada o seu pre-
zadissimo esposo e pai, Antonio Vctor de Si
Barreto, convidara aos seus parentes e amigos
para assistirem as missas que pelo repouso eter-
no de sua alma mandara celebrar na matriz da
Boa Vista, quinta-feira 19 do corrente, s 8 ho-
ras da manh. ________
De ANACAHUITA
Remedio Vegetal da Natureza para o alH-
vio c cura de todas as molestias
Do Peito o dos Pt.!m3es.
Ao clero
0 culto catbolico com solemnidade sera minis-
tros sagrados, pelo bispo d'Ajigra, 1 vol. 500Q.
rom este livro licam habilitados os reverendos
vigarios e curas capellaes a celebrarem era suas
igrejas, por mui pobres que sajam, as principaes
festividades se nao com pompa, cora simplicida-
de attrahente. Vendem Ramiro M. Costa & C.,
na livraria Contempornea, ra 1- de Margo nu-
mero 2__________________________________
Quem precisa ?
Aluga se urna casa em Beberibe : a tratar no
traticne Vianna, Forte do Mallos.
Ao commercio
O abaixo assignado declara a quem in!eres-
sar possa, que nao 6 responsavel pela firma de
Souza Miranda C. Recife, 16 de Setembro de
1889.
Lourengo Fernandes Braga.
Pharmacia
Precisa-se de urna pessoa que tnba alguma
pratica de pnarmacia ; a tratar na ra Visconde
de Inhama n. 34, antiga Rangel.
REMEDIO DO DR. AYER
09NTRA
AS SEZOES OU MALEITAS.
O Remedio do Dr. Ayer, descoberta
vegetal que nio conten a quina ncm o
arsnico, nem to pouco ootro ingrediente
nocivo, 6 um remedio infallivel e prompto
para toda a qnalidade de febres intermit-
ientes ou malcitas. Seus effeitos sao per-
manentes e certos e ienhum mal abso-
lutamente pode advir do seu empreo.
Da mesma forma torna-se o melhor
remedio poss-ivel para todas aquellas
docncas que provea dos effeitos dos
miasmas, que se desenvolver nos lugares
pantanosos e infectados, e que geralmente
caracterisio-se pelas affec^Ses do
figrado e do baco.
O Remedio de Ayer curar sempre,
mesmo nos casos peiores, toda a vez que
fr empregado convenientemente e se-
gundo as direegoes.
preparado pelo
DR. J. C. AYiiR & CA.,
Lowe.ll. aiass.. Est.-Unidos.
Fara minhar
No 3. andar do predio n. 42 da
Duque de Caxias, por cima do Diario ti*
Pernambuco, precisa se de urna asa tSmf
saiba cozinhar bem.
engenhos
rticos
abaixo mencio-
Precisa-se de urna ana para cozinhar roa de
Pedro Alfonso n. 70. ....
Ama
Precisa-fe de urna ama qne cosinhe bem ; a
tratar no largo das Cinco Ponas n. 128. ____
Para
Lopes & Araujo, venden
a precos sem competencay
garantindo a boa qualidadey
os
nados.
Cal de Lisboa.
Dita de Jaguaribe.
Oleo de mocoto.
Dito para machina.
Azeite de coco.
Dito de carrapato.
Dito de peixe.
Pixe em latas.
Kerosene inexplosivel.
Potassia da Russia em caixa^
de 10 e 25 kilos.
Cimento Portt- nd.
Graxa em bexigas.
Ra do Livrainenlo n. 58
Telephone 316
J3rofessora de piaa

Ama
Frecisa-se de u:na ama para cosinh r e com-
I prar ; na ra feva n. 20, loja^_____________
Espolio de Manoel de bouza
Tavares
Ento Sr. Diogo, presta ou no conlas? O co 5 w
brinho j deve ter bons juros. lira S manda-1 urna casa junto a estag&o de Ajua-Fria, em Be-
do de priso. Que depositario remisso Cara beribe, tendo 2 salas 3 quartos, cosintiii, des-
d
dura.
Hotel do Mstro
Estabelecimento montado com todo asseio e
*fommt|108v para os viajantes, como seja : boa
dormida, bom tratamento, e cocheira^para os
ani:nae8 que o freguez levar, exislente na Kussi-
D. Joaquina
Antonio Jos Ramos, Joaquim Jos Ramos,
Bernardim Jos Hamos e Olympia H. Cavalcante
Ramos e lilhos, possuidos de profunda dor pela
infausta noticia de haver fallec lo em Portugal
sua sempre chorada roai, sogra e av, D. Joa-
quina da Silva, couvidam a todos os seus p-
renles e amigos para assistirem as missas que
pelo eteruo descanso da mesma senhora man
dam rezar na igreja de N. do Carmo, quinta-
feira 19 do corrente. s 7 horas da manh, por
cjo acto de caridade e religio ibes flcaro
eternamente gratos^____________._________
Adalberto Beilarniuo da Silva
Joao Francisco de liveira, Josephina Jovila
Belmira de Oliveira e Julia de Oliveira Barbosa,
cunhado e irmes do fallecido Adalberto Bellar-
raino da Silva, agradecem do intimo d'alma a
todas as pessoas que o cooduzirara sua ultima
morada, e de novo convidan) aos amigos e col-
legas do fallecido, assistirem a missa que
mandara celebrar no da 19 do corrente, stimo
do seu passamento, s 7 horas da manh, na
igieja de Santo Amaro das Salinas, pelo que
desde j se confessam eternamente agrade
cidoe.
t
Dernardino fie Mousa Hitarte
Antonio de Souza Duai te Ferreira, Domingos
Gomes Cirreia e Arlhur (loocalves Macaes, ir-
mo e amigos de Bernardino de Souza Ouarte,
fallecido na liba da Madeira, cotividiim aos pa-
rentes e aos df-mais amigos do pranteado nado
para assistirem as missas que se tra de rezar
terga feira 24 do corrente, s 7 horas, na igreja
de S. Francisco. 40. dia de to infausto passa-
mento. Para o mesmo flm convidara as associa-
coes e irmandades s quaes perlencia o tinado,
pelo que se confeesam a todos eternamente gra-
tos por este acto de caridade.________________
t
Bnrbarel Jonquim Suenneai da
Dilva Helio
Feliciana Lins Wanderley e Mello, Joaquim
Guennes da Silva e Mello, (ilumnala Guenne..
Lins Wanderley. Sancha Guennes Wanderley.
t.piphanio Guerines, EsmcraldoGuennes, Rober-
to Gueunes, i aetana Guennes, Albertina Guen-
nes, Balbina Umbelina de Mello. MhootI do Nas-
cimento Santos agradecem do intimo d'alma a
todas as pessoas que acompanharara os restos
mortaes de seu sempre pranteado espeso, pai
ti I to e mirado, bacharel Joaqnira Guennes da
Silva ilello sua ultima morada, e de novo as
convidan, assistirem a orsra que pelo repouso
eterno de sua alma mandara celebrar no dia 20
do con ente, pelas8hora< da manh, no conven-
to de S. Francisco, confessando-se eternamente
gratos.
Dr. t
Sarment
0 Dr.
Joaquim
Belfort
Jos Flix da unha Menezes e sua fa-
milia convidara aos parentes e amigos do finado
Dr. Jos Joaquim Sarment Belfort, para ouvi-
rem urna missa que por alma do seu sempre
lembndo amigo mandara rezar na igreja matriz
de Santo Antonio, s 8 horas da raanba do da
18 do corrente. trigsimo do *eu pas'aon
Augusto Reis.
pensa e um banheiro; no' sitio tem diversas
frucleiras ; a tratar na ra dos Coelhos n 10.
Caixeiro
Ai oda se precisa de um caixeiro com pratica
de padaria ; na ra da Florenlina n. 1._______
Criado
Precisa-se de um criado'; no largo da Penha
n. 33, plel.
nha jfiat estacan, para
attenci* do publico.
o qual chamamos a
Alugm-se
as seguintes
Aluga-
se
casas
Ra do Rangel n. 73, 2- andar, com bons
commodos, muito fresco e perto do mercado ;
ra do Fogo n. 30. com duas salas muito boas, 3
quartos e cosinha, fra; ra da Roda n 46, loja,
propria para pequea familia : a tratar na ra
do Cabug n. 16A Venturosa
AZULEJOS
Para frentes de casas, cor-
redores, banheiros, cozinhas,
acougues, etc.
De valor de 1 OO^OOOomi-
lheiro a 54$000.
Riia do Bai ai da Victoria n. 41
Por preco baixo o 1" e 3o endares do sobrade
ra do Brum n. 84, com bastantes com
modos; a tratar ra Larga do Rosario n. 34
botica^______________________ ______,
A luga-se
casas ra Luiz Reg n. 47-A, Caminho .^>vo
n. 139-B ;"ii traiar na mesma ra, padaria Ber-
nardino Campos_________ __ _______
Aluga-se
a loja do predio ra Mrquez do Herval, tra-
vessa do Pocinho n 3.1, propria para estabeleci-
menlo commercial por ser de esquina; a tratar
no largo do Corpo Santo n. 4, i andar.
Aluga-se
o 2' andar da ra do Rangel n 60, cora agua e
gaz. e a casa terrea ra Visconde de Goyunna
n. 65 ; a tratar na ra do Bom Jess n. 57.
PILULAS BLAIR
GOTA Es REUMATISMOS
Chpreto superior
0 Hie'hor que lia no mercado
2SOOO a libra
Carlos Sinden esta vendendo por este preco
para liquidaco de facturas.
Tem tambem um grande
sortimento de camisas, colla-
rinhos, gravatas, meias, ca-
misas e seroulas de la e de
algdao, que vendem-se por
presos sem competencia.
48
Ra do Baro da Vic-
toria
PARA
,S,
0 Celeberrirj rt-nttjio trigtez par
Gota, Rhenmatismos, Sciatica,
Lumbago e Neuralgias.
Aconsclba-so a todas a p'ssoasqao padecerem
at molestia* cima, recente? ou antipas, ue
Dttin as PILULAS V.L.kUi CNTKA A GOTA
E OS RHKUMaTISMOS, por serem estas pluias
soos'leradas o remi'dio mais seguro e efficaz que
jamis fui apn'sealado ao publico, sendo enipre-
gada> com ptimo xito ha j lardos annos tanto
na Europa como ni America.
Estas Pilulas, alias perfei lamen te itwiTensWas,
nao exig ni dieta alguma. Vendidas em caixas
de i 000 o I 500 res. Acliam em es** de todos
os Pharmaceuticoa ou Droguistas do mundo enteiro.
fcposi tari* en Pemambuco.-Tr* M.daSitra&G*.
Algue' barato
Becco da Bomba n. 8 loja.
Ra da Roda ns. 58 e 60.
Ra Visconde de Itapanca n. 43, armazem.
Largo do Mercado loja n. 11.
Becco do Campello n. 1, 1 andar.
Visconde de Goyanna n. 167, com agua e gaz.
Loja do sobrado do becco do Calabouco n. 4.
A tratar ra do Commercio u. 6, 1- anuai
rscriptorio de Silva Guimar&es 4 C.
Urna senhora perfeitamente habilitada e i
pratica de ensino. offerece 3 Exmas. fanwiias
os seus servigos como pianista : pode ser pro-
curada ra do Queimado n. 74.
Tratamento radical em 6 te
DAS
BLENORRHAGIAS AGUDAS
Ol'
CHRONICAS
(VULGO PURGAg O)
DO IOMIEII OU DA ULUEIE
E da leucorrha ou fiares branca
PJIuIas Hckuo Balsmica
E
njecco AntBIeoorrlia^ea
PREPARADOS }POR CALASANS 4 C
PBODCCTOS APPROVAD08 PEliA
IN8PECTOKIA GF.KAI, DE HTGIKKB
Urna serie de brilhantes e innmera i

periencias, coroadas sempre de bons esta"
durante dez annos, assignala a estes do
medicamentos, usados com a dieta e JeM
gens prescriptas, o primeiro lugar eaire
medicamentos estudados e precoisa*9
para curar estas terriveis molestias.
As pil ulas sao supportadas pelo estoass-
go o mais delicado, pois que ellas nao xm-
pedem nem difficultam as funcc3e dcstr
orgao.
A injec9ao anti-blenorrhagica nao afc>-
solutamente irritante e por isso nao tea
inconveniente das actualmente empregaias
e nao produz estreitamentos.
Nao publicamos o grande numero ir*
cartas, attestados e agradecimentos qn* te-
mos recebido para nao offender aos boom
clientes, muitos dos quaes sao pessoa:
to conhecidas e altamente collocadas.
Empregada como artigo de toilet
cular excellente preservativo contra
molestias secretas.
Modifica e faz desapparecer o mo i
das regras:
Preparados por Calasans & C,
macia Imperial, Bahia.
DEPOSITO NO REGD7E
Francisco Manoel da Silva & C,
Mrquez de Olinda n. 23.
Mudou-se
a sellara ingieza de Domingos Jos Ferreira *
C. para o predio n. 5 mesma ra Bario
Victoria
J- i
AVISO
OaUaixoassignado, propnclario da fabrica a
vapor, de leos vegetaes. sila a ra da Aurera n.
163, avisa aos cu. amigos e freuezes, que for
cado pelo enorme acrssimo d prego e escassez
da materia prima para o fabrico do oleo para
lampannas, tem resolvido de hora em diante,
at segundo aviso, retirar o descont que offere-
ceu ao respeitavel publico, pelos cartases dis-
tribuidos no mez de Agosto do corrento atino.
Ite:ife, 15 de Setembro de 1889.
Jos Gomes de Amorim.
Estilla
A viuva Amelia Felicia Bezerra de Menezes;
moradora em Santo Amaro das Salinas, em urna
casinht proxiaa ao hospital dos lasaros, recor-
re caridade publica, e pede s almas bem for-
madas que Ihe deein urna esmola pelo atuor de
)'eos, aflu de'manter se e a cinco filhinhos que
Ihe licra do seu conforcic.
A sua penuria extrema, dias ha em que nSo
tem o que comer. Soccorram-na pelo amor de
Oenel
I
, BRONZE
DE
CAHDOZO HHMAO
Ra do Barao do Triumpho ns. 100, 102 e
Deposito ma do Apollo ns. 2 e 2 B
Tem para vender o seguate:
VAPORES de diversos fabricantes para fogo directpara o ou fogo de
tamento.
MOENDAS de todos os tamanhos.
RODAS d'agua.
RODAS de espora e angulares.
'RIVACOES de diferentes tamanhos.
TAIXAS de ferro batido e fundido.
LOUOMOVEIS de 2, 2 1/2, 3 e 4 cavallos. '
ARADOS americanos.
BOMBAS de todas as qualidades com o respectivoTJencanamento e fnalaMrt*"
todas as ferragens precisas para a agricultura desta provincia.
ENCARREAM SE de qualquer concert e mandam buscar por encom<-
da, mediante ajuste previo ou urna mdica commissSo qualquer machinismo.
CONTRACTAM fornecimento do apparelhos para usinas, garantindo a Ut>
qualidade e bom trabalho dos mesmos, o que podem provar com o bom resnltainr
obtido com as duas USINAS montadas ltimamente a saber:
Santa Filonilla e Joao Alfredo
Vendem s praso ou a dinheiro com descont.
i


Diario de PernambucoQuarta-feira 18 de Setembro de 1888
U
f
1

QUARTA-FEIRA
1NITRE DAME DE PARS
i A Ra do Cabug-1 A
?
Qual hoje a melhor cousa do Brazil
EIT8KAL DE CAMBARA'
E POR

9
>
uujb
respiratorio : tosse de qualquer especie, coryza,
sabor, qualidades que o tornara
I
Porque cura do urna forma rpida e radical as molestias do apparclho
imbuidlo, asthma, bronchite, coqueluche, laryngite, tisica pulmonar, etc.
Ak'ra d'isso, o Peitoral de Cambar de urna apparencia agradavel e delicioso
i*n remedio preferido para as criancas, senhoras e todas as pessdas de palladar delicado,
Est approvado pela Exma. Junta Central de Hygiene Publica, auctorisado por decreto imperial, premiado com duas me-
tkzi de ouro de Ia classe, rodeadojdos melhores attestados mdicos, de innmeros certificados de curas importantes realisadas
as toda parte.
0 PETORAL DE 0A3BAKI3H REMEDIO GARANTIDO
Por isso, precisa haver todo o cuidado com as falsificacoes e mitacoes : o verdadeiro que fabricado no grande estabe-
saiento agrico-industrial do PARQUE POLOTENSE, expressamente creado para esse effeito, em Pelotas, provitcia do Rio
Hnnde do Sul, tras, alera da marca da fabrica, a firma de seu autor e manipuladorV. Alvares de ttouza Soares.
Vndese em (odas as pharmacias e drogaras
Presos: frascos 2.S500, 1[2 duzia 13#000 eduzia 24$000.
SAO AGENTES B DEPOSITARIOS GERAES
SILVA, GOMES &. C.
DROGUISTAS DA CASA IMPERIAL
S. PEDRO-22 E 24
INSTANTNEA
(MARCA REGISTRADA)
Tinta de copiar sem prensa
52Ra do Amorim52
ESNATY RODRIGUES & C.a
Esta maravilhosa tinta de copiar a MAIS
TIL descoberta americana, imprecindivei
a todas no peuoai que encretem *
que. sem uso da classica e tradicional prensa
de copiar, tida, inaltaravel de *fui trabalhoa
tanuMer i ptoM.
A in*ta\ta!VEA o mais prompto auxi
liar material para a Correspondencia Com
mercial ou particular, porque simplificando o
trabalho, diminue-llie lempo: oescripturario nao
necessita sabir da gua carteira ou mesa para le-
var o manujeripto prensa de copiar, reliral-o
da mesma, voltar carteira, etc., etc.
Os Srs. negociantes, usando da IXSTAXTA-
WBA para a sua escripturaco do Diario, Caia,
Contas Torrentes, Facturas, Coritas de Vendas
Precos Correnles, etc., podem obter duplcala
authentica, d'esses livros em papel de seda.
A IXSTAWTAXKA depois de dar copia
comerra seinaeral, preta fixa no s no origi
nal como na copia.
A INSTANTNEA nSo oxida absolutamen
te as pennas, assim como nao demanda penna
especial para com ella escrever se.
M-GD-Q 2DE EMP&I&GAR
Com urna esponja, ou pincel embebido n'agua, hu
medecc se ligeiraroente o papel de seda proprio
para copiar, e enxulto com qualquer mata-bor
rao, colloca-se o manuscripto em baixo do papel
de &eda e roesmo sem fazer pressao corre-se a
mao rpidamente em todas as direccOes, ea co-
pia admiravel; ntida, INSTANTNEA.
Tambem d copia, correcta, sem molharopnpel
de seda
Preqos de venda a dinhero
Um frasco.................... U500
VICTORIA
Especial tinta, garrafas a 800 res, meias ditas,
a 300 res.
Caolellas do Monte de Soeeom
Ccmpra-se camellas do Monte de Soccorro di
qualquer joia, brilhautes e relogios; paga-w
bem na Praga da Independencia n. 82, loja d
relojoeiro
Y
J.U.ANPTSRSOSM&C.
44-B1.4 B4HA0 0 TMBOTMf
Machinas a vapor.
Moendas.
Roaas a agua.
Taixas fundidas e batidas.
Taixas batid as Jsem^ cravagao
Arados.
fediwa sagro q^d c$igi jilffi& tgHiO
IPILLAS DI6ESTIVAS DE FANCREATINA]
de DEFRE8NE
Pharmaceutico de i" Ciaste, Forneeedor dot Ho pitaes de Paria
A Panoreatina empregada nos hospitaes de Pars, o mais poderoso i
| digestivo, que se conheca, visto como tem a propriedade de digerir ei
tornar assimilaveis nao smente a carne e os corpos gordurosos, masl
I tambem o pao, o amido e as fculas.
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alteraco, oul
'ausencia de sueco gstrico, inflammacao, ou ulceracSes do estomago, oul
do intestino, 3 a 5 pilulas de Panoreatina da Defresne depois da co-i
I mida, sempre alcangam os melhores resultados e sSo por isso prescriptas)
I pelos mdicos contra as seguintes affecedes:

I Falta de appetlte.
'Ms digestes.
1 Vmitos.
Flatulencia estomacal.
Gastralgias.
Ulceragoes cancerosas.
Enfermidades do gado.
Emmagrecimento.
Tcito
Vida de Agrcola
Estando a esgotar se aedicao desta traducao,
resolveu o ediclor vender o pequeo numero de
exemplares que anda restam. ao preco de i i :
na encadernacao Popular, pateo doParaizon.
29. e na serrara franceza, ra do Crespo n. 9.
Repblica
Aluga.se bsrato a casa n. 9 ra do Hospital
Pedro 2., no lugar dos Coelhos, caiada e pinta
I da de novo, com muitos comino lo- e multo fres-
! ca, vista magnifica e banhos salgados na porta ;
Anemia.
Diarrhea.
Dysenteria.
Oastrites.
i Somnolencia depois de comer, e vmitos qa aoompanham a grvidas
PANOREATINA DEFRESNE em frasquinhos com a dose de 3 a 4 colhe-
radazinhas depois da comida.
d cau de DEFRESNE, autor da Peptona, PARS, e em todas as Pharmaciai

Depurativo e Regenerador do Sangue
Privilegiado pelo Governo de S. M. el Rei d'Italia
IDO l'IOPBSSOH
RA
a tratar no mesmo lugar com Joaquim Morera
Reis.
Vinho Collares
genuino
Em ancortas
Genero superior, remettido para consumo
particular, por preco sem competencia. Vnde-
se no trapiche da Companhia, largo do Corpo
Sanio n. 19-
JUNTO AO LOIIVRE!
20Ra 1. deMar^o20

a hespanhola, todas as cores a 2<5000.
liras lisas, duas larguras, a 1(5000
avado.
Cachemira de listras, duas larguras, a
/ 1*000 o dito.
Widus de 12 bordada a 14000 um.
fcl lia Victoria a 20800 a peca.
4*Ui iiri com galaicos a 3800 a peca.-
Oarxas com lencos, para presentes, a
Iw de seda a 24000 e 2(5500.
JHa&el'ae de cores para camisas a 280 rs.
carado.
iQalriuri de cores a 25000 e 25500 urna,
rlho ouraca a 4*000 e 54000 um.
brancas a 24000 urna.
Jaaapolo americano a 64000.
lWUaas para banho a 14500 urna.
Cbeaisas de flanella a 34500, 44 e 54000.
Jfcfcato Rita Sangal a 24000 um.
Hito Port-Veine a 14500 um.
T Uitapi
Ti
branca a 400 rs. o dito,
preta a 300, 500 e 700 rs. o dito.
Etamine lisa a 500 rs. o corado.
Sargelins, todas as cores a 200 rs. o
covado.
Lencos brancos a 14200 e 14800 a duzi&.
Ditos de seda com a Torre EM.
Tapetes grandes a 134000 um.
GuarnicSo de crochet a 74000 urna.
Uerin preto a 800, 14000 14200, 14400
14800 o covado.
Loques transparentes a 24500 um.
Cortinado bordado a 64500 o par.
Fustlo de cor para roupa, a 800 rs. o
covado.
Bicos brancos e de cQres a 14800 e 24500
Colchas de fustSo a 44000 urna.
Oretones a Derby Club a 240 e 280 rs.
a covado.
Fustao branco a 360 e 600 rs. o dito.
Grinalda para noiva a 74000 urna.
Collarinhos e punhos de celluloid.
Setms, todas as cores a 800 rs. o^covado.
Las amazonas a 400 rs o covado.
Palitots de seda palba a 84000 um.
Palitots de alpaca preta a 44500 um.
Palitots de toile p. rdo a 44500 um.
Palitots de alpaca de cor a 44500.
Cero ulas de bramante a 154000 a duzia.
Pecas de eiguiao de algodao a 34500.
Guardanapos de linho a 24200 a duzia.
Chambres para hornera a 54000 e|65000
Meiat fio da Escocia a 14500 o par.|
Brim pardo a 280,520,400 e 500 rs. o cov.
Cachemira de quadro a 280 rs. o dito.
Bramante de hnbo e de algodao.
E.\CAE\ACAO MIRANDA
39-RUA DUQUE DE OAXIAS-39
Este antigo e3tabelecimento, hoje completamente reformado com machinas
mais aperfeicoadas e movidas a vapor, acha-se em condieSes de executar qualquer
trabalho em
HOfiMPHII E LliftiilFHIil
Cartas, memoranduns, recibos, circulares, memoriaes, despachos, cart3es de
mdicacocs, mappas, pregos correntes, acc3cs, bilhetes de loteras e rotulas de todas
as qualidades em preto, ouro ou cores.
wnloo Succeiior do dafunto Profesaop JERONYHO PAQLIANO, d riofM)
VRSDE-SR EXCLUSIVAMENTE EM
aples, 4, Calata S. Marco (Casa propria)
A CASA DE FLORENQA EST SUPPRIMIDA. 0 Ser. ERNESTO PAGLIANO posse
todas ss receitas escripias pela propria mo do defunto Professor JERONYMO PAGLIANO,
seu tin, outrosim um documento que o designa como nico successor :
m ERNESTO PAGLIAHO.
?: Depoaitos em I'ernatnhuca l TB-&3" SS- da SILVA *, O*.
E EM TODAS AS fllIXCIPAES PHARMACIAS I'O /()(; l ;,
1 3.8^111 I 111 i r iU
da Costa para meza.
bordado a 14000 o metro,
fiases arrendada a 400 e 440 rs. o covado.
JjtB^eB de bramante a 148( 0 e 24000 um.
Cobertores escuros de l a 14700 um.
'lisattas para rosto a 35,; 0 a duzia.
Cates de seda para collete a 54000 um.
Cartea de fustao para collete a 24500 um.
Saptsta de cores a 120 rs. o covado.
JHacins de eres a 440 rs., duas larguras.
Para banhos saldados
CmIiiii i paraTsenhora a 104000. j Custumes pr.ra meninos a 540P0.
\ paaa homens 85000. | Boleas de pa ha para o mesmo lira.
ESPECIALIDADES
> p6 para senhora 104000. I Guarda-p para horneas 64000.
cortes de casemira para calcas. |Lindos cortes de casemira paia costumes
Extratos, meias, entre-meios bordados, baleiae, aspas, sabonetes/collarinhos,
ios, regatas, principe de Galles, crotones para cobertas e cu tros muitos artigos.
D-se amostras sem penhor e niar.da-sc levar quaesquer amostras em casa
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Alambiques de cobre do antigo e aovo systerua com esquenta gazapa.
Serpentinas de cobre e de estanbo.
Carapneas de cobre.
Taixas, taixos e caldeiras de cobre.
Dombas de todas as qualidades de repuchos, aspirantes e continua.
Toraeiras de bronze e madeira de todos os tamanlios.
Taos de cobre, de chumbo e de ferro.
Reparf idelras, passadeiras e escirmadeiras de cobre e de ferro estanhsdo.
Cobre em lenjol e arruelas.
Sola inglesa e do Rio.
Cadinhos patente e de lapis.
Sitaos 4e 1 libra at 110 arrobas.
E muitos outros objectes
EXeAKREGAM-SE de qualquer concert e obras de encommenda, garan
indo prestesa, perfeicao e presos mdicos, para o que tem pessoal habilitado.
\ V'I'PII a praso on dinheim oi>rn deneontn
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CUBA SEGURA das MOLESTIAS SECRETAS
Medtlht de Prsti na Exposicio Univsrsil de Binshnt em 1889
Medalha de Ouro, Parle, 1886- > Diploma de Honra, Paria, 1888
e Inj 0)09*0 da
KAVA KAVA
DO DOUTOR FOURNIEK
BLENNORRHAGIAS
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URETHRITES, CORRIMENTOS
Estas enfermidades, recentes ou antigs, caram-se radicalmente em alguns das,
em segredo, sem rgimen era tisanas, e sem oancar nem perturbar os orgaos digestivos.
Exya-se sobre cada pilulm, sobra cada eaxa, eobre cada rotulo,
a atmignatura tCmtm-Timtmhm.
FASZS, 22, Praca da Madoleine, 22, FABZS

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liuratdo do Instituto efe Franca. I imio ti* Therapeutici
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau bascado na Scierjca.
As Verdadeiras Grageas de Perro Rabuteau p5o recommend idas nos casos de
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Sem Constipaco ttem Diarrhea, Assimilafo compl'ta.
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I as eridas act!gas chag.-j e ulceras. E famoso pura a (joia e e rheumatismo e tura toias as SBtaOai
dsdes de pertc Il^> se reconaeo egual
Pan C3 males de wganta, bronchites resfriai.iento* e tossss.
[Tiraras rj g.indks e tixlas a: molestias da pellr cao teem semelh>nte e oata os memba |
coBtrahii;03 2 iuncturna recias, obra como por encanta g
i
), UtSOXSaX
'-
cau a e PuM, ae do ttem a t
?
i
1
. M- 111 ii wojwimiiiiiiii i y
:kc;i-
" 1837
Ctornie. Ansmict, (ana*romlmoflar Broactifte ch
atharra nu tieaiea, PhUsisa, Topss eanelsa, .ff.'*V
Peraas seminass, Cattuiri'eg antigs e
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*

Diario de PernambucoQuarta-feira 18 s
VENDAS
Vende se no cae do Ramos n. 4. urna ex-
eellente machina a vapor de 30 cavallos, urnas
bombas hvdraulicas de grande forca, um rerra
dor, urna lesoura para cortar flandres, arcos,
etc., trilbos e carros Decauville, apropriadoe
para transporte de canoa, bombas d'ajraa mao
e a vapor ____________________
_ Vende-se dous c3es do Rio Grande do Sl,u
muito bons vigas para chcara; para ver, no
sitio da estrada de Joao de Barros, defronte do
sitio da Cscala, e a tratar com o Sr. Pinho Bor
ges, armazem n. 39. roa do Imperador.
nomtis,
1 metro de lar-
Vene-ie em todJ a urt
A Loja das Lisiras zoes
Est vendendo fazendas muito baratas
Com descont
a quem comprar de 200000 para cima.
K VENDE PELOS SEGINTE8 PBEC08 :
MadapolSo lavado com um metro
de largura a 60800 a peca,
Horlaa das Lustras Azaes com
20 varas, a 60000, a peca.
Chitas percales finas, cores seguras a
180 e 200 rs.
Cassas de urna s cor a 100 o 120 rs.
com palminhas.
Lanzlnhas ele quadros a 160, 200 e
240 rs.
Cortes de Untaos com 16 1/2 co-
vados, tecido phaniasia, a 4)J000
Bordados finos com 3 metros a
500 rs.
Bicos brancos a 600 rs., a peca
com 9 metros.
Sargeliaa diagonal, todas as cores,
a 180 e 200 rs.
Crinolina de cores para vestidos a
360 rs. o metro.
Lavas de seda, lisas e bordadas a 16.
Leques transparentes lindas cores, a
5000.
Crinaldas com veos para noiva a
70000.
ttetini de Maco branco, e de todas
*8 efires a 750 e 800 rs.
Cortinados bordados para cama ou
janella a 60000.
Fiehs pbantasia 800 rs.
Leos de seda a 500 rs.
E Multas azendas que se vende por
qualquer preco.
Trocase a fazenda vendida se nao for
de muito agrado para quem for comprada.
RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Surpma agradavel
UM RETRATO.
Que se offerece a um amigo no da do
seu anniversario
De :>:;S000 at I0OSOOO
Obtem-se um lindo retrato pela quantia
cima, com linda moldura fina dourada
em alto relevo, e com cerdees de la c
seda ; trabalho feito nos Estados-Unidos
da America
POR FRED. PLATT
Qualquer familia que desejar um per-
feito retrato, bastante mandar um pe-
queo retrato em cartao de visita, nao im-
porta que seja antigo, basta dizer a cor
dos olhos e do cabello, para chegar um re-
trato perfeito, e muito lindo para um pre-
sente, ou sala de visita.
Os retratos de Fred. Platt
expostos
AGENCIA
Loja das Listras Aznes
BCA DUQUE DE CAXIAS K. 61
Para as Exmas familias verem o quanto
sao lindos, e muito fcil fazer encommenda.
aUALaEft ENCUMMENDA
Por maior que seja se aprompta em me
qos de 90 dias, e restitue se a importan-
cia recebida, se nSo chegar um retrato de
muito agrado.
Para encommendas da cidade e de ou-
tras provincias devem dirigir seus pedidos
ao agente geral n'esta cidade.
JOS AUGUSTO DAS
l'CKWnKKO
Camisas de cretone, cousa boa c barata.
Grande novidade
AS Roa Duque de Caxlas18
Tendo recebido um grande e variado
sortimento de fazendas resolveu vender
por menos 30 /0 do que em outra qual
quer parte, como seja :
MadapolSo americano com
gura a 64000 a pec,a.
Algodaozinho muito largo a 40 a 50000 a
peca.
Chitas cretones, modernas, a 200, 240}
280 e 320 o covado,
Zephir de quadros, padrSes modernos, a
120, 150 e 200 rs. o covado.
Cretones modernos, ultima moda, a 320 rs.
o ovado.
Atoalhado com flores a 10000 o metro.
Brim pardo trancado para roupa de ho-
mem a 500 rs. metro.
Dito de edr e fustao a 500 e 600 rs. o co-
vado.
Dito de linho para calca de 40000 a vara
por 20500.
Casimira preta e de cor para costumes a
ld200 e 20000 o covado.
Cortes de fustao para collete a 500 rs.
um.
Ditos de velludo bordado a seda a 20000
um.
Camisas brancas para homem a 20000
urna.
Toalhas brancas para crianza a 120 e
200 urna.
Colchas adamascadas de 20000, 3)5000,
45000 e 5<>000 urna.
Cobertas forradas para casal a 2(5500 e
2)5800 urna.
Lencol de bramante com urna largura a
1)5800 urna.
Cortinados bordados para cama a 6)5000 o
par.
Pannos de crochet para cadeiras a 500 rs.
um.
Cobertores brancos de IX com pequeos
defeito a 2i5000 um.
Cortes bordados para vestidos, ultima mo-
da, a 8(5000, 90000, 104 e 12(5000 um.
Lindas lis com listras do seda a 400 rs. o
covado.
Ditas lisas e de quadros a 200 e 240 rs.
vado.
Lindos fichus de retroz, prateado e dou-
rados a 1(5000, 10500 e 20000 um.
Luvas de seda, todas as cores, para senho-
ra a 10000, 10500 e 20000 o par.
Casacos de Jersey para senhora, borda-
dos, o 60000 um.
Costumes de Jersey para criancas de 4 a
5 annos a 70000 um.
Cachenez para homem e senhora a 10500
n 20000 um.
Bicos brancos o de cores a 10800 e 20000
a peca.
Saias bordadas para senhora a 30000 urna.
Renda hepanhola com um metro de lar-
gura a 20000 o covado.
Bordados e entre-meios a 500, 600, 700 e
800 rs. a peca.
Grinaldas com veo de seda a 80000 urna.
Collarinhos e punhos de borracha, a 10800
o par.
Lencos de linho, especialdade, a 20000,
30000 e 40000 a duzia.
Ditos de seda com a exposic3o de Pars a
500 rs. um.
Leques de papel com bonitas estampas a
500 rs. um.
Lindas mantas e gravatas de todas as qua-
lidades do 500 a 20000.
Espartilhos de couracas a 40000, 50000 e
60000 um.
Collarinhos e punhos de senhora, para aca-
bar, a 500 rs.
Cambraia de salpicas a 40000 a peca.
E muito outros artigos que s com a
vista, assim como roupa por medida em
sua officina, para istotem peritos officiaes.
So na Revolado
A ra Duque de Caxlas n. 18
HENRIQUE DA SILVA MORETEA
PICHINCHAS!!!
24
a 280 rs.
ao publico
GERAL
na
59Ra Oudiie de axlas59
Cassinetaa de crjs para roupas de meni-
nos a 200 rs. o covado.
Meias casemiras pretas e de cores idem
a 400 e 500 rs. o dito.
Hollanda parda para vestidos a 280 rs. o
dito.
Setinetas modernas idem a 200 e 280 rs.
o dito.
Linhos de quadrinhos a 100, 160 e'
200 rs. o dito.
Percales finas a 200 e 240 rs. o dite.
Atoalhado bordado, quaai 2 metros de lar-
gura, a 10000 e 10200 o metro.
Bramantes, 4 larguras, superior a 800 rs.
e 10000 o dito,
dem de puro linho a 10600 o dito.
Riquis8raa8 guarnieres de crochets a 60 e
8*000.
Toalhas para mos a 10200, 30500 e
40i XX) a duzia.
Meias inglezas para homens a 20500 e
30000 a dita.
Camisas superiores idem a 240 e 300000
a dita.
Seroulas bordadas a 120000 e 180000 a
dita.
Cambraia Victoria e transparente a 20800
e 30000, com 10 jardas,
dem bordadas chics a 40000.
Superiores algodSes da corte a 30000 e
30500. '
MadapolSo americano a 60000, com
jardas.
Flanella de cores para camisas
o covado.
dem americana, azul, para palitots a
10200 o dito.
Casemiras de todas as qualidades a 10400
10800 e 20 K) o dito.
Para as Exmas. noiva*
Lindissimas grinaldas e veo para 80000 e
140000.
Ricas colchas de crochets e fustao a 80000
e 60000.
Bonitos cortinados bordados a 50500,
70000 e 80000.
Linons branco bordados a 460 rs. o covado.
Setim branco, superior, a 800 e 10000 o
dito.
Popelinas de seda a 800 10000 o dito.
Setins Maco, todas as c6res, a 800 rs. o
dito.
Lencos de seda e de linho para 20800,
em lindas caixinhas.
Lences do bramante a 10800.
Cobertas de ganga, forradas, com pannos,
a 20500 e 20800 urna.
Colchas de cores a 20000 e 30000.
Tapetes para portas a 30500 e 50000-
Pannos ara mesas, de cores modernas a,
10000 10200 e 10600.
PARA BAPTISADOS
Ricas toalhas de labyrintho de 300 a
350.
FustSes bordados brancos a 400 e 500 rs.
o covado.
Casemiras pretas e de cores de todos os
precos, cheviots, merinos, damascos para
pianne, cobertores, redes a 40000 urna, e
urna infnidade de artigos que serlo lem-
brados na presenca dos dignos leitores.
LOJA DE
PPEIRA & MAfiALHES
AO
55
Pede-se ao respeitavel publico que at-
tenda aos presos abaixo mencionados :
Setim da China, fazenda de pbantasia,
alta novidade, a 240 rs.
Amor da China, a 200 rs.
Zefiros arrendados, o que ha de mais no-
vo, a 800 rs,
Vestuarios jersey, ultimo gosto, a 100
e 120000
co-
FOLPSTIM
P
H
POR

JfcLTSS M\HY
SEGUNDA PARTE
a mu n :ss;:::
(Continuacao don. 210)
III
Passaram-se alguns dias sem trazer mu-
danca situacao respectiva dos nossos
personagens.
A instruego do processo prosegua, ac-
tivamente dirigida por Dampierre, mas
aenhum elemento novo trazia justica.
Magdalena tinha sido mu tas vezes exa-
minada pelo Dr. Magnabat, assistido por
Francisco Hormais ; mas at esse momen-
to, Magnabat que se inclinava a acreditar
na simulacro da loucura, nao podra for-
mular observacles precisas. Demais,
essas observacoes continuavam a ser com_-
batidas por Frknci&co, que, como sa-
bem os leitores, pareca convencido da
loucura de s a amante.
Antes de contar as experiencias que o
Dr. Magnabat devia fazer na Sra. Gons-
solin, afim de chegar descoberta da ver-
dade, devemos descrever algumas aceas
muito dramticas, intimamente ligadas
aceito desse drama.
Urna raanha, o Dr. Magnabat e Fran-
cisco Hormais tinham sido chamados ao
gabinete do juiz de instruccSo para in-
Cofres de ferro
Carlos Siaden tem para vender cofres de su-
perior qualidade. mais barato do que em outra
qualquer parte. Ra Barao da Victoria n. 48
ALHAIUlk DE LEMRWUS
Para 1890
Receben a I. irara Contempornea
RA Io DE MARgO N. 2
mdicos com o jo-
longa, mas pouco
formar a este os resultados de seus traba-
Utos.
A conversacao dos
ven magistrado fura
proficua.
A duvida existia seinpre e Magnabat,
combatido por Francisco, nao pudera an-
da recorrer as proras com as quaes cen-
tava para vencer o que elle acreditava
ser, da parte de Magdalena, urna resis-
tencia tenaz.
Magnabat tinha sahido depois dessa con-
versa, deixando Dampierre s com Fran-
cisco.
O juis tinha sempre sentido urna sorte
de sympathia aflectuosa por esse moco,
que talvez fosse tornar se seu irmao, e a
conversac.3o travou-se fcilmente entre
elles.
Foi as6umpto della, como 6 natural, o
negocio que os interessava e o magistrado
nao podia conhecer inconveniente algum
em responder s perguntas que Francisco
tinha Uto grande interesse de fazer.
O que importara a Hormais conhecer
era o verdadeiro papel que Thomaz Lhoir
representara nesse drama. Elle, que se
sabia criminoso, admirava-se da inercia
desse homem, que ae contentava com
apresentar urna simples negativa altiva e
secca, a todas as provas que o inquerito
tinha reunido.
Se o lenheiro se achava em casa de
Gonssolin na occasiao do crime, nao pare-
ca possi vel a Francisco que elle nao tives-
se visto o assassino., que elle nSo o ti-
vesse reconhecido ; para calar-se, devia
elle ter um motivo becreto que o joven
medico nao chegava a descobrir.
Do outro lado, Dampierre nlo podia he-
sitar em 1 e confiar os resultados do in-
querito.
Importava mesmo, ao contrario, que elle
os conhecesse ; em todas essas qiesioes
de simulacao, o examo das pecas, os de-
poimentos e os antecedentes do aecusado
sao necessarios. Todos os pormenores
tem valor, quaesquer que sejam. As men-
tiras e as exaggera9'"!es do alienado sao
cauaas de erro que nao podiam ser des
truidas senlo pelo conhecimento dos acto's
Para os feslivaes
A' ra da soledade n. 56, preparam se,
com limpesa, mestria e oommodidade em
precoB: bolo, pao-dc-lt, cangica, arroz de
leite, pirmides de doces d'ovos, vatap,
bandeijas para casamentes e baptisadoe, etc.
Recebem-se as encommundas quer para a
cidade, quer para fora d'ella.
Farello superior
24700 o sacco
Vende-se no armazem de Arcelino Lima C,;
Caes d'Assemblea n. 24, garantindo-se 42 kijo-
grammas cada sacco.
E' vender barato
Teijo a l100 a cuia
Farinha a 5 0 rs. idem
Milho novo a 320 re. idem
Dito velho a 280 rs. idem
o nico que pode vender mais barato, no
largo do mercado n. 12, Gomes Ferreira & C.
Successores.
-'
Renda oriental a 500 rs. o covado.
Cretones para coberta, 500 rs. o covado.
Pannos de crochet, todos os tamanhos.
Vfadapolao largo a 60000.
Flanella azul, muito lisa, a 10200 o
vado.
Fchs de phantasia a 10000.
Luvas de seda a 20000 e 30000 o par
tjuardanapos a 10600 a duzia.
Sargelins de qualquer cor a200 re. o o
vado.
Grinaldas para noivas, [cousa chic e ba-
rata
Nunzucks, grande sortimento.
Cambraia Victoria e transparente a 20800
a peca.
Cortinados bordados a 60000.
Flanellas para camisa a 32 > re. o covado.
Setins, qualquer cor, a 800 rs.
Renda da China a zOO rs. o covado.
FustSes brai.cos a 320, 400 e 500 re.
Vestuarios para baptisados, o que ha de
mais novo.
Camisas francezas,' com collarinho, por
20000! *
Grande sortimento de setms lavrados a
100 0 o covado.
Crinolines a 400 rs. o metro.
Zefiros a 160 e 200 rs. o covado.
Merinos, sortimento grande, a 500 e 800
re. o covado.
Cambraia suissa, a 70000 a peca.
Cambraia com salpicos brancos e de cores
a 40000 a peca.
Babados e entremoios a 600, 800 e 10000
a peca.
Lencos de seda, muito bonitos c baratos.
Cachemira combinacab com listas de seda
a 10400 o covado.
Bramante de quatro larguras a 800 re.
a vara.
Mantil as pretas a 40500.
Atoalhado, lindros padroes a 10 o metro.
Espartilhos com couraca a 40000, 50000 e
60000.
Colchas brancas e de cores a 20, 30000,
40000, 50000 e 60000.
Grande sortimento de fiuhs de cores para
todo preco.
Cassa baptista a 120 re. o covado.
Chitas brancas e escuras a 240 rs., s se
vendo a boa qualidade.
Cretones muito bonitas a 320 e 400 rs. o
covado.
Meias para homens, seuhoras e criancas,
grande sortimento.
Colimas de meias a 10000.
Grande sortimento em merinos pretos.
Cortes de fustao para coleto, alta novida-
de, a 10000.
Camisas de flanella franceza a 30000 urna.
Brim de hnho de cor a 500 e 600 re. o
covado.
Tapetes para cama, sof e porta; barato !
Velbutinas, qualquer cor, a 800 rs.
Cassinetas, muito bonitas, a 400 rs. o co-
vado.
Cortes do cachemiras, em cartao, cousa
chic.
Ditos de cretone mito bonitos a 80000.
Ditos de casemira de efir a 40000, 60000
e 8000 .
A LDJA MAIS BARATERA
PARIZ K'AMERIC^
AZEVEDO, IRMaO & C.
16Ra do B. da Victoria16
200 Tdephone200
Tendo recebido directamente da Europ
grande sortimento de fazendas e modas
que ha de mais novo e presos sem com-
petencia.
A saber ;
Capas de surah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de la e 12 seda.
Damass de seda pura.
Merinos pretas de 800, 10000 e 102Oi
Crinoline preta e branca s 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 re.
Bramante de linho a 10500, com 1'
palmos.
Toalhas para banho a 10000 e 105Ot
Chachemiras com 2 larguras a 800 r
Ditas de l e seda 2 larguras a 10OO(
Madapolao trancado a 90000 a peca.
Dito globo a 70000 a dita
Dito camiseiro a 70000.
Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 60000.
Fichs de 13 e seda 10000.
Brins de linho coi es flxes a 600.
Espartilhos couraca a 40000 e 50001
Colchas de* fustao a 20000 e 30000.
Capellas para noiva com veo bordado
60000. *
Toalhas de cores para rosto.
Rendas, comprimento de saia a 1050"
Renda de 13, preta, para quaresma.
Pao verde para bilhar.
Tapetes para sof a 130000.
A verdadeira esteira para forro de Mi
a 10000.
Camisas de flanella a 50000.
Cortinados de crochet para cama
100000.
Chitas de cores a 200 re.
Cretones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de cores a 800 e 10000.
Extracto Rita Sangal a 20000.
Velbutina de quadro a 800 e 10900.
Guarnic&cs, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 40000.
Capachos de coco.
Luvas de seda a 20000 o par.
Meias de seda para homem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet cem flores.
Crep inglez para snfeite"
Grande sortimento de chapeos de so
Setineta para coberta a 600 re.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fustao de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
A FLORIDA
GalSes, palmas e rosas de vidrilho.
Bicos de seda e de algodao com mu
vidrilho.
Mantilhas de seda e de algodo,
Contas lapidadas para vestido.
Franjas de seda com e sem vidrilho.
Renda hespanhola.
Collarinhos para homem a 30000 e 40000
a duzia.
Bordados de cambraia tapada a 400 500*
600e800rs. a peca
dem com 3 e 1[2 metros, de qualque
argura a 10200.
Lencos de linho em caixinhas a 30000 a
dita.
Meias para homem, duzia a 40000.
dem para senhora, duzia a 40000.
Lindos leques transparentes de gaze
30000 um.
Grande sortimento de porta-retrac tos da
pellucia.
Finas pulseiras americanas a 40, 60
80000 o par.
Ditas de phantasia, gosto
moderno, da
para cama a
e 190000 o par, alguna
sido o movel da acc3o ? O acto foi sim-
ples ou mltiplo ? A que data, a que occa-
si3o remonta a alienacSo mental "? Que in-
teresse pode ter a aecusada para simular
loucura ? Quaes s3o os antecedentes e po-
dem fazer apreciar o estado mental ac-
tual ? Eis outras tantas questoes que aos
mdicos peritos indispensavel resolver.
A investigacSo do movel sobretodo, es-
sencial : porque, como o observam muitos
sabios, se esse motivo nSo basta geral-
mente para fundamentar um juizo sobre o
estado psychologioo, pode ser de grande
utilidade, c reunido a outros documentos
do exame, adquirir um certo peso.
Dampierre nao tinha, pois, que hesitar,
era mesmo obrigado, no interesse da jus-
tica, a por os dous mdicos ao corrente,
sem dissimular as revelacftes do inque-
rito.
Essas poucas reflexSes eram necessarias
para fazer comprehender bera a situac3o
verdadeiramente singular em que se acha-
vain um pira com o outro, este juiz que
procurava um assassino, e esse grande
criminoso, tornado, por urna implacavel
irona da sorte, confidente de seu juiz.
Em que ponto est o negocio ? per-
guntou Francisco.
Dampierre encolheu os hombros.
Quasi no mesmo ponto, responden
elle.
N3o fea nenhuma descoberta?
Nenhuma.
Nao achou a pista desse homem que
pro.ura e que acredita ser o cumplice de
Tiiowaz Lhoir ?
N3o. E' de crer que elle tenha f-
gido. S espero do Dr. Magnabat e do
senhor, meu caro amigo, a chave desse
mysterto. ~
Curando a Sra. Gonssolin? Nao
cont com issoa menos que essa senhora
n3o esteja louca, e que meu oollega Mag-
nabat tenha raz3o.
N3o occukarei que essa a ultima
esperanca que tenho. Se o Dr. Magna-
bat chegasse a convencer-vos e se ambos
demonstrassem evidencia essa simula-
c8o, a Sra. Gonssolin confessara.
Mas qual foi o papel de Themaz
e dos depoimentos. Qual o acto e co- Lhoir no awassinato ? Nao acredita na
mo elle foi commettido ? Qual pode ter sua culpabilidade ?
fazendas
que
Alm de outras muitas
impoesvel mencionar.
Da-se amostras sem penhor a qualquer
pessa.
53 Riia Iiique de Callas 53
Feroandes Azevedo & C.
Superior vinho de Al-
cobaya
O acreditado e.antigo armazem do Lima par-
ticipa ao publico e aos seus freguezes que acaba
de receber urna nova remessa deste especial
vinho, escolbido propriamente pelo chefe desta
casa, tornando-se recommendado por ser puro
e de boa qualidade- Jos Fernaiides Lima 4 C
ruaBaro da Victoria numero 3. Telepnone323.
Quer sabel-o ? Minha opinio est
lonee de estar firmada a tal respeito.
Certamente ha provas contra esse homem,
mas n3o me parecem decisivas. Que elle
asaistio ao assassinato, nao ha, talvez, du-
vida ; mas que elle seja o assassino, nao
acredito.
Posso saber quaes as raz3es que le-
vam o senhor a hesitar assim ?
Nada tenho que occultar-lhe. Ao
contrario, preciso que o senhor saiba
tudo. Essas razoes nao repousam s em
provas moraes. E' evidente, para mim,
que a Sra. Gonssolin era muito infeliz em
sua casa. Houve nos primeiros tempos
de seu casamento, questiunculas entre ella
e o marido ; e, posto que o ruido de taes
desavengas nao tenha passado da casa de
Gonssolin, eu consegu conhecel-as, inter-
rogando antigos operarios da serrara, an-
tigos criados, cujos depoimentos nenhuma
duvida me deixaram a tal respeito. Essas
questftes affastaram um pouco a'Sra. Gons-
solin de seu marido. Enfastiada, essa
moca, que como sabe, esplndidamente
bella, procurou um amante e esse amante,
o primeiro, foi Thomaz Lhoir...
Dampierre deteve-se.
i' rancisco, horrivelmento pallido, levan-
tra-se bruscamente, com os olhos fuci-
lando, os labios trmulos.
O que tem ? perguntou o juiz.
Francisco disse, gaguejando, procuran-
do as palavras, perdendo a presenca de
espirito.
O que disse o senhor ? Thomaz
Lhoir, amante da Sra. Gonssolin ? im-
possivel.. que grande calumnia f^..
urna loucura, Sr. Dampieire, urna lou-
cura. ..
O juiz continuava a olhar para elle com
o'har sorpreso.
Elle disse, rindo:
Mas o que tem ? Porque essa emo-
93o? O senhor se interessa a tal ponto
por esse homem ?
Francisco comprehendia a falta que
commettera e assim promptamente acal-
mou-se retomou seu sangue fri.
Sentou-3e, tentou corresponder com um
sorriso ao riso um pouco irnico do ua
gistrado, mas tinba na alma um temor-
louco.
Pao centeio
Mello & Biset, avisam ao respeitavel publia,
que todas as tercas e sextas-feiras, tem este sa-
boroso pao; ra larga do Rosario n. 40.
Vinho puro de Santarem
Da quinta do Barral
Os proprietarios do Armazem Central, roa
do Cabug n. 11, avisam aos seus distinctos fre-
guezes e ao respeitavel publico que receberam
nova remessa ueste especial vinbo, o qual se
recominenda por ser puro da uva, e s se reta-
II;a em seu armazem.
Joaquim ChristovSo & C.
Telephone 447
WHISKY
Rojal Blend marca YUDO
Este excellente Whisky Escocez pre-
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vecde-se a retalho nos melkores arma
zens de molhados.
Pede Hoy al Blend marca Vlado,
cujo nome e emblema sao registrados pan
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
20500 a 3(5000 o par.
Cortinados todos de crochet
120000, 170000
de cores.
Ditos para janellas a 70000.
Pannos de crochet para cadeiras a 800
10000.
Ditos para sof a 20000.
Plastons e regatas de gosto.
Espelhos com tres palmos de comprimento
a 40000.
Capellas com veo para noiva a 60000
80000.
Lindos enxovaes baptisados a 80 100
120000.
Toucas de setim para baptisado a 30, 40
50000.
Grinaldas e ramos de seda, o que ha ds
melhor.
Renda hespanhola de diversas cores.
Bicos brancos e de cores a 20000 a peca*
Ditos de seda brancos o de cores.
Lindos ramos de flores a 40000 um.
Collarinhos e punhos celluloide.
Grande sortimento de fitas modernas.
Baleias a 280 rs. a duzia.
Extractos e leos de diversos fabricante.
Linha de machina, claque, a 40 rs. o car*
ritel.
Pastas a 10000 e 20000.
Porta-lettras e porta-sedulas a 20000.
Arquetes para chapeos e chapelinaa a
10500.
Lindas fitas n. 12 para chapos.
Luvas de seda, cano comprido a P par.
Ditas de seda para creanca a 10t*-v).
Dita para moca a 10500 o par.
Grande sortimento de jarros para toilette^
sanctuario e consollos.
Lindos lencos de seda, gosto moderno.
Grampos dourados para segurar cabellos.
Ditos ditos para enfeitar cabeca e segurar
chapeo.
Espartilhos para creanca a 40 e 40500.
Ditos para senhora a 40, 40500, 50000
60000.
Grande sortimento de sabonetes de 200
10500 um.
Estojo com laca, gario e colher, proprit
para creanca.
Bengallas com flauta a 10500.
Meias de 13 para homens e senhoras.
Liabas dourada* para tasar afcafc
Lindas fitas para fecha a 20, 30 e 40000
o metro.
Lindos leques de setim para casamento.
Grande sortimento de leques de setim
de papel de todas as cores.
Suspensorios americanos a 20000.
Lindos desenhos para talagarca,
Finas carteiras para algibeira de 10, 2/,
3 e 30500 urna.
Roa Duque de Caxias n. 103
Leite puro
Na estrada de Joo Feroandes Vieira, sitio lo*
go depois das casas novas da direita. vende-st
todos os das leite puro de vaccas tournas e da
trra, garante-e a qualidade do leite.
Vende-se
um piano de armario em bom estado de conser-
vado e de bom fabricant.-. por commodo prego;
na officina de piano de Joo Simplicio, na ra d
Imperatriz n. 74.

!
Senta como um calor acre que lhe su-
bia aos olhos e testa e as palmas de
suas raaos estavam hmidas do suor.
Ah! disse elle emfim, Thomaz Lhoir
era amante dessa louca ?...
Sim. Elle nao o nega absolutamente.
O senhor tem provas dessa illcita
uniao ?
Sem duvida.
Quaes?
Urna carta de Lhoir achada do ca-
dver de Gonssolin, que prova urna gran-
de intimidade entre o ienheiro e a Sra.
Gonssolin, e que marca a esta urna en-
trevista para a mesma noite em que foi
commettido o crime...
De novo, Francisco Hormais, sem sa-
ber o que faza, levantou-se.
Exclamou com voz rouca :
E' impossivel.... sm, impossi-
vel.
De novo o juiz, calndose, fixava nelle
seu olhar interrogador.
Dampierrre perguntou :
Porque declara o senhor o facto im-
possivel ?
Francisco calou se.
O juiz continuou :
O senhor sabe alguma cousa ?
N8o ; nada, nada. Eu disse: E'
impossivel, com efteito, porque me parece
por demais'romanesco que urna senhora
rica e bella como a Sra. Gonssolin, v to-
mar para amante um contrabandista, quasi
um ladrao...
E socegado j, em relacSo segunda
imprudencia que commettera, Francisco
"Hormais sentou-se, tirou do bolso um cha-
ruto, cortou-lhe a ponto, accendeu-o e poz-
se a fumar.
Essas reflexoes tambem eu as fiz,
disse o juiz; mas a carta, de que lhe fal-
lei, nao me deixou nenhuma hesitagSo.
Posso conhecer a carta ?
Eil-a. Lea.
E apresentou a Francisco a carta de que
devem estar lembrados os nossos leitores.
Francisco, impassivel agora, leu-a rpi-
damente sem que um simples tremor po-
desse fazer perceber a terrivel colera que
revolvia-lhe a alma.
Ello ignorava, com erTeito, as relacdcg
da Sra. Gonssolin com Thomaz Lhoir.


Nunca havia tido suspeitas, nunca seu ciu-
me havia sido despertado. O que elle
descobria agora era bastante para com-
movel-o a ponto de tirar-lhe, por mo-
mentos, toda a-nocao do perigo que elle
corra.
Quando acabou, passou a carta ao juia
de instruc3o.
Sua m3o nSo trema, mas os olhos, ve-
lados por urna nuvem, nada viam em tor-
no de si.
Dampierre brincava com a faca de cor-
tar papel, compulsando machinalmente va-
rios papis esparsos em sua escrivaninha,
esperando que Francisco terminasse a lei-
tura.
Pois bem, disse Francisco com a
voz perturbada, esta carta n3o para o
senhor urna prova esmagadora ?
Ao contrario, ella tende antes a fa-
zer crer na innocencia do lenheiro.
Porque ?
Basta um pouco de reflex3o ; note,
meu caro amigo, que esta carta nao foi
achada em poder da Sra. Gonssolin, mas
no de seu marido, que a interceptara sera
duvida na passagem. A Sra. Gonssolin,
portanto, n3o a recebera e n3o podia ter
ido entrevista que lhe er* marcada.
Ora, c aqu que tem lugar a intervenc3o
d'esse homem, que procuramos e que at
agora desconhecido.
Elle tambem era amante da Sra. Gons-
solin e rival de Thomaz Lhoir.
Um singular acaso quiz que esse des-
conhecido m.ircasse moca urna entre-
vista exactamente no dia e na hora da pe-
dida por Lhoir. O marido, prevenido pela
carta, voltou inesperadamente. N3o en-
controu quem procurava, pois que era ao
lenheiro que contava encontrar, mas nem
por aso deixou de conhecer a sua des-
honra, maior e mais completa talvez do
que esperava. O que se passou, ignoro-o,
Gonssolin foi morto por Magdalena oa
pelo desconhecido.
Este fugio e se conseguio scompanhar
as pegadas de suas botas unas, em quejia-
via esporas.
(Continuar-te-ha)
Typ. do Diario ra Duque de|Cazias n. 42



i


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