Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:19889


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Full Text

ANNO LXYII

,
%


frABBADO 19 DE'JUARQO DE 1892
NUMERO 64
DIARIO
PERNAMBUCO
PROPRIEDADE DE MANOEL FIGUEIROA DE FARIA k FILHOS
PARA A CAPITAL E LUGARES ONDE SE PAG\ PORTE
Por tres mezes adiantados. 6J000
Por tres ditos vencidos..... 7$000
Por ura anno a liantado .... 24$000
dem idem vencido...... 285000
SAO NOSSOS AGENTES EXCLUSIVOS DE PUBLICAflES NA FRAN-
CA E INGLATEiHA
Os Srs Amede, Prince & C resiieates em Pars34 ru de
Provence.
PARA OS LOGARES ONDE SE PAGA PORTE
Por seis mezes adiantados.
Por seis ditos vencidos.
Por um anno adiantado.
dem ide:u vencido
13500
151500
27&000
31*000
0FFIC1AL
Bew
MinlaterEo do Interior
ditaes das at-frimetat DD. Isabel e Leo-
poldina
Facuidade Livre de UireitoRio de Janeiro, 5
i' -eiro i!e 1892.
lUtn. Exm. S-Em resposla ao ofli io de V.
Kxc, le 7 do D .-sembr e 1891, consultanA
vsta faculdade a re3peito de varias questes que
a ptr-ndein aos bens do;aes das ex-p-:aceza
DD. babel e Leopoldina, tenbo a honra de re-
inetu-r a V. xc. o parecer fo.-muUdo pela com-
i nometda pela faculdade e approvaJo em
mito >!e ceugregacao de 3 do corrente mez e
assim o voto em scparaao de um dos lentes,
que o juuifhou porescnpto, sobre lio importan-
. umpto.
A >. Ec. o Sr. ministro do interior.O di-
rector da faculdade, Jor Joaquim do Carmo.
Parecer da commiaso da Faculdade Livre de D;
reito a respeilo dos bens Jo'..es das ex-prin-
e-.zas e em resposta consulla do Sr. ministro
do interior.
Nao (.-ode boje ler lugar a reversao dos bens
patnaouiaes as ex-princezas DD. Isabel e Leo
poli! m, conferidos es vi 3o arl. 112 da Con:t:
iuvi do Imperio, nos casos previstos pea le
i: 29 Je Setembro de 18U) a que se refere a lei
a. 1217 de 7 de siembro do 1864 que, com al-
gn).-;, uiteragfies, revigorou a primeira.
E.uientemeiHo as leis citadas nao cogitaram
do caso Ja exiincgo da asutuigio mooarcbica.
fl-m so contrario: suppuzeram subsistente
i'--3a insutuicao, porquanto dispi sobre e caso
ao aecimeuto de principes (princezas), quando
nao hija ou se extioga a descendencia legal dos
mfSBOo principes.
E', portanto, claro que taes dlsposices e actos
juriicu; eonscqueates nao po.ietn ser invocados
para solocSo da que^tao proposta, isto para
rey- um laclo ju::jico,de que a Id nao cogitou,
ei era possirel cogitar, a-, lempo da sua con-
fecjao, v especialmente ao ttmoo em que se con-
(Bcciouon a Constituidlo do Imperio, que a fon-
te 'easas leis.
Nao poderla deixar de ser coasiderado absor-
to o fd::o ora oc:orrido pelos confeccionadores
de urna cocstituicio, em que o representante da
ias'.;tuico monarchica, o cbefe do estado, rece-
ceu o tulo de defensor perpetuo do Brazil.
A aspeen que serve de base censulla nao foi
cogita a pela constituigao e eis consequentes:
leaos sta tn^-se por sufficien emente demons-
trada.
E', porUnto, aosurdo e ilogico invocad, para
reger.. especie da consulta, disposiges que nao
cogitara u'ella, ou melhor, que a repellem.
Invocar, como be tena (e,lo por parte das ex
priDcesis, as regras de direilo commum ou civil
para g^antia de seus dotes cu de euppostos di-
reitos adqueridos d'aqueas senboras e seus des-
cendentes, em virlude de cjnvenges celebradas
entre o ex imperador e os principes consortes,
os contractos ami-nupciaes e contractos de com-
pra de palacios com recursos foraecidos pelo
Toesouro N.cional, em virlude da leis, inculca
deplor-.vel e crasso erro sobre os verdadeiros
principios que regem a especie.
Estaoilec irnos com clareza o verdaduiro facto
jurdico (ex faci jus non exr*$uloj para que pos
amos applicir-lbe o verdadero principio ou re
gra de d.reito que o domina.
Cumpre, no dizer de IteriOg, (L'espi da Droit
Roma'-j, fizer o verdadeiro diagnostico jurdico
da espacie, para que ilie teja applicado o verda-
deiro remedio de direilo. Dj exposto resulta que
o diagnostico feiio pelos advogidos das ex-prin-
C zas~ errneo.
N tt mos o c^so de morte de princesas sem
->j;o, nem possibidade d'isso, porque n2o
\ 003 mais prinetzas: logj. nao coin, por ab-
arda, a c;taco de leis e actos que cogitaram de
crear a -'d.a.;ur direi'-Ofl te pr-n;ipes.
leis e actos, baseando-se no art. 112 da
Oon.u. ..i) Jo Imperio, dispuzeram sobre a do-
tB{So d i princezas, creando garantas ou direit03
par; sel sdenles no carcter de
;. aiembro* da familia reinante, pelo que
naa pci tc-m ser invocadas, boje, que taes entida-
des nao cxistem.
Caoiji e tac samare presente que nao se trata
i imonio particolar das ex princezas.
I.\. ir 03 pnocipiosde direito Civil commum
lomo x abea se lem leilo, em tratando-se de
piirimoaio excepeionaes coosistenles em gran-
; de tema pertincentos najao, e
idus comprados j'>.a recaraoa fornecido3
, ua) procedente; por-
,;r la, pi lestrar essa argumeotEcao,
poa ir "je sea patrunonios ou dotes foram
. d tem vtrtie de lea.
Ora, segundo a p op-ia coDstitai(ad de 1824,
Maboma lei podia vi- ndiviiual
{arligo 17D, %%).
A sien, toros se evidente q.n as do'afiOe.s a
e r ifere a consulta teem mr buse o direito
io institucional de 18i qje ousagrou
moaarebica, sendo a ina razao do ser
u pres'J io, o alto decoro, o o.:m e3tar dos pnn-
emoros oa familia que personificavam a
institni(o moni
informe o sea ponto de vista, o legislador
184 tofeod D laso (!e interesse publico:
eis i CJDBtacional e das conse-
mies leis e actos que tornaran! eUectivo o seu
itO.
Essa r.zao cessou, segundo o pensar do le-
i3lad-." constitucional d S4 de Favereiro de
.831. [u Hta forma republicana, ex-
unjuiuo a monarenia.
Gei'oo a razao oa3 leis invocadas que, por
sua natureza. sao de direito publico e nao de
privado ; portanto, nao pode colber a cita^ao de
JU33 disposiges e actos nelias baseados, em
virlude do principio de hermenutica cessa-
net logia ratione eessat leis dispositio.
Nao ujs mai3 principes: logo os bens coa-
agrdos ao uso e oso dae ex-princezas e seus
deseen 1enles, na sua .quahdade de principes
(porque na qualidade de simpl-'s particulares o
pariamento nao poderia coofenr-lbej bens), ex
tincta boje a monarchia, voltou em plena pro
priedide a nacao.
Nao colbe a argumeotagao baseada no princl
pi da nao retroactividade das leis como garan
lia de dir.Mto; adquiridos:
i, porque, se os direilos foram adquiridos, o
loram a* qoslidade ou carcter que os titulares
boje uo team, pelo que nao ibes pode assistir
tal direito-
2*, porque, tratando-se de direilos que se fi-
lian) a urna ustituicao beje extincta, certo que
as leis que operam a abolico ou exncgo de
nstHuitoes jnridicas (deu-se a extlocgaj da la-
titoi monarchica), por sna natureza preju-
licam aireitosaiquiridos-
E' isso da natureza das cousas.
A regra, em relaco as leis que extiuguem
instituic''3, ensina Savigny. a retroactividade
e so po: consideracoes de prudencia ou equida
de, e as vezes de conveniencia publica, salvam
wJoa direitos adquiridos.
ura, em a nova constituicSo que extingui a
monarenia, nao se encontra disposico alguma
calvando os soppostos direitos adquiridos sobre
eaaas dotacOes principescas baseadas em dispo-
sicOes legaes que, por sua nalcreza, sao de di-
reito publico; pelo que n4o podem as relafiOes
uriiicas dellas originadas ser identiticadas com
as que coaitiUtem o patrimoaio particolar dos
divdaos,
Dda a exiP.c5o da iastilnie5o mooarcbica,
nao milita a razao de interesse publico que ser-
vio de fundamento a essas dotac's.
Bem ao contrario: nao se explicara atole
rancia, em virtude da qnal continuas-? cm po
df r de simples particulares qu? sao luje os ex
principes da ex familia reinaute, de predios im-
po'taoli's adquiridos cm recursos forn-cllos
pela naco, eopecialmente de exten3issimas por-
oes de territorios destiaad03, por motivo de in-
teresse publico ligado a umi institoicSo, e nao
a pessoas, a oso e guao de principes que hoje
n&o existem na ceasura da lei constitucional vi
gente.
Em vista do exposto, respoode-se ao quesito
da consulta :
Os bens patrimoniaos das ex princezas DD.
Uabel e Leopoldina reverteram & naco, em coa
sequencia da abolico da moaarcbt'a, e coose-
quente extincejio na dyaastia imperial dos pri-
vilegios que do rgimen monarebico tiravam a
sua razao de ser.
Rio, 1 de Fevereiro de 1892.A commi3.sio :
Dr. Benedicto Vallalares, lente de direito civil
e relator.G. A. de Franja Garvalho, lente de
direto publico e constitucional.Jos de Olivei-
ra Goelbo (vencido), lente de direito civil.
Voto do Sr. Dr. Paula Ramos Jnior
Nao pos80 aceitar as condtc6>s do relatorio de
meus Ilustrados collegas, membros da commis-
so nomeada para emit'.ir parecer sobre a con
sulta feita Faculdade Lvre de Direito pelo Sr.
ministro do interior.
As ratojs que a isso me levaD, e peco venia
para consignar por escripto, sao as sc-guintes :
I. E' principio corrente em direito publico,
que o Estado sempre o mesmo, passe emho-a
por transformares em sua forma de governo.
O governo de um povo, diz notavel publicista,
nao senao o motor que pos era movimento a
connecida lei fundamental-o principio social
que a vida moral dos povos.
Sendo os governos delegarles da sosigale,
com fundamento na soberana nacional, sua fo-
rma nao attinge as relajos do direito privado e
menos a parte relativa ao direito das obriga
c5e3.
Urna refolugao, e as perturbares que d'ella
resultam, diz Flori, liv. 1 n. 323, nao faiem, de
modo algum, perder ao Estado seus direitos,
nem o exoneram flo comprimento das suas obri-
gajes.
Doutrioa idntica eosinada por Halletz, In
ternalioaal Ltw, g 19, Pbillimorj, Iot :rnatioaal
Law, cap. V 1.1.
Se a rnadanc* da forma de governo nao pode
affctar as relaeis de direito privado, chro
que, dada ella, as obrigagdes jurdicas dos con-
tractos permanecem inalteradas.
A esphe-a do direito internacional publico
diversa dado direito privado.
Logo as transformagOes sociaes de um povo,
relativas forma de governo, nem al eram as
obrigagOes do propria Estado, visto como so po-
dem referir se i personalidada e direitos de no-
va enlidaae jurdica, como diz a moderna esco-
la italiana, nem as dos cidados entre al ou cem
o proprio Estado.
Estabc'ecidos estes principios, e antes de ap-
pli:elos consolla. indispen3avel afh-mar
que as leis nao teem, nem podem ter, effeito re-
troactivo. A const.tuicao de 24 Je Fevereiro de
1891 assim o presc-av-i no art. II 3..
I'ortanto, por maior qu: S':ja, e grande, o
respeito que triout) opinio do Ilustro Sa
vigoy, ctalo peioi meu3 collegas, nao p03ao
adoptal-a, a? ratoai para isso sao as seguintes :
Quando, d>d i a mudanca de urna f-ma de
goveruo. leis posteriores alteram a capacidade
poltica, por exemplo, e direitos a ella inheren
tes, ou mesmo decretara retroactivamente sobre
malina >in qu' a ju-tiga e a bumanidado eto
em lata, taes leis, desde que nao sao incompu-
liveis com a nova forma governativa, pedem e
deven) ser observadas religiosamente, Hram ellas
eaibora di-eitos adqu ridos.
T-raos disto exemplos na legislagao da Gon-
veago Franceza. (Mjurlon, Cod. Nipl. T.t.
prelim. n. 85)
Mis n3ssB3 casos o legislador qu-1. decreta a
retroactividade, ao passo que no relatorio res-
pondeac.-' consulta do Sr. ministro do interior
applicando s relsgOes de direito privado coro)
Unos lirados de p-iucipios de di'eito interna-
cional publico, isto contra a verdade scieatifica
uos principios expostes.
Naa se dig que a opinio de Savigny pode
te applicagSo bypolhese : elle fallava'em tbe-
sa, e inteacionalmeote alluJia a p-etensos di-
reitos, o que se deprebene da nota ao texto,
Vato i'ojjo a eicravidao Dunca foi um direito, e
portanto podemos inferir que se referia retro
activiuaie de leis sobre materia que a jus:ig e
a bumanidade reclamara-
Ora, temos diante de rt; coatractoa ante nu-
pciaes em que se e3tipulou o dote o a propr-e
dade deste, verificado o casamento. evemos,
portanto, ealabelecer a scguinle dis'incgo :
At ao momento da con3lituigo do dote regn
ou o direito publico brazilete de ento, ito e
o art. 112 da coostituigo, e lei referentes, ema-
naa do corpo legislativo.
D;sde o momento, rym, em qu- se cmala-
ton o pacto pelo casaiucuto, o dote, embora coi-
atituido pela nago, icoo sob o rgimen do di-
reito civil braz ieiro, e por elle nao poie deixa:
de ser regulado, de accordo com o pacto aale- i
nepeul.
PcrmtUam os douto3|collegas que insista na
improcedencia da opinio que combato anda
pelas seguintes razse:
Em prmeira lugar, o dote em questio nao
pode deixar de .ser estudado sob o ponto de vis-
ta do dire'to civil patrio e respectivo pacto, poi-
que a revoluca de 15 de Novembro de 1889 nao
altern sua ua'ureza. nem as disposiges legaes
que o regem. O dote 6 orna instiiuigao de di
direito civil privado, e, urna vez regularmente
constituido, s por el e pode reger se, sejam em-
bora principes os contraclaves-
Os direitos polticos, os de succasso ao tbro
no, foram evidentemente abolidos pela revolugo
de I j de Novembro.
Mas ahi estamos na espbera do direito publi-
co, e* ao contracto antenupcial caiucou nesta
parte.
O direito de propriedade,
ctan'.o, s gnedo a orlem da sacceasaj) es-
Ubelecida aiO:;., Liv. 4o T.t. 100. que
lieou pira esse efTeito em vigor, no3 ter-
mos dis leis n. 166 te 29 de Betembro de
1840, e 1,217 de 7 de Ju'ho.de 186 sndo
os bens patrimouiaes considerados como
proprio na ornes si a contractanto mor-
rer sem iescendeacia, ou esta venba a
extinguir se depols da sua morte.
Logo, jurdicamente, e tendo em attenc'o as
regras de direito publico, a resposta quo dave
ser dada ao Sr. ministro do interior, sobre ?
consulta fsita a esta faculdade, a seguinte, se-
gundo o raeu voto:
< A reversao do patrimonio dotal feito, quer
princesa D. Isabel, quer princesa D.
Leopoldina, so poderi ter lugar dados os
casos previstos no art. 7o da lei de 1840,
e artigos dos cont-act03 anto-nupciaes,
que foram devidamente celebrados", e se
acham em vigor segundo ai nossas leis.
Sao estas, em syntnese, a3 razOes por que me
declaro vencido quanto s conclusOes do meus
dantos collegas.
Rio de Janeiro. 3 de Fevereiro de 1892. \n
tonio de Paula Ramos Juaor.
MlntMterio da Paa nda
= Foi nomo id o conferenta da Alfan
de^a de Santoz o da de Uruguay^nna,
* Archarjo LeSo Alorantes, e inspector em
commis sSe da Aifandega de Uru^uayann
o Io esoripturario d3 me imarepartijSo,
Jos Caadido Cameiro R beiro.
Foi aposentado o conferece da Al
fandega de Santos, Antonio Martina Fon-
tes.
Ministerio da diurrnt
Foi expedido o seguinte aviao :
Tendo a Thesouraria de Fazena do
Estado do Pernambuco entregado aos cor
pos a'li estaciouados a importancia dos
respectivos prets em notas de cem e du
zentos mil ris, o que torna impossive! a
realisaco do pagamento s pracas, por
falta de trocos no mere vi o, conforme
commusica o commandante do 23 districto
militar em telegramma de 2 do orrent;,
rogo que vos digonis expedir vossas or-
dens para que, com urgencia, aquella es
taco providencie de modo a se poder ef-
fectuar o dito pagamento.
S'iude e fraternidade.Francisco Anto-
nio de Moura.
Foram transferidos pira o Io esqua-
drSo da 6- regiment de cavallaria o ca
pitSo do 4o C'arloa AugUBto Pinto Pacca,
e deste para aquelle o capitSo Gentil
Eloy de Figueiredo.
Foi nomeado para o estado maior
do Sr. Vce P/esideste da Repblica o
tonente-cor.nel do quadro extranumerario
do exercito Tliomaz Alves.
Foram transferidos na arma de in-
fantaria : o coronel Luiz dos R-is Falclo
do 17 para o 14 batalbJo, deste pira o
2 o tenente-coroncl D. Joaqoim B.ltha-
co-
do
zar da Si.veira, e do 2 para o 17a o
roal Joao Pedro Xavier d* Cambra,
9o para o 16'
tonio More'ra
o coronel graduado An-
Cesar, e para o 9o o co
ronel commnndante do 15 Francisco Pau
lo Argollo, a na arma de challara : os
tenentes Paulo Jos da Oliveira do 9'
para o 12 regiment e deste para aquel-
le Guilherme Eiiseu Xavier Leal c do
11* par. o 1- o alferes Arnaldo Pinheiro
de Souza.
Foram Islassificaios 03 tenentes de in-
fantaria ltimamente promovidos : ao 1'
batlhSo Adolpho Fernand33 Martias ; no
80 Carlos de Andrade Araujo e no 35
Bibiano Pedro de Souza,
Foram rerorraadoi a seu pedido : o
coronel do ostado maior de Ia classe Leo-
poldo Jos da Frasee i Lassa, de conor
midade com 03 arts. Io e 4 do decreto
n. 193 A. de 30 de Janeiro de 1890 e
por contar mais de 30 aanos do servicos
e ter sido ju'gado iucapaz do nella coa-
tinaar ; o 2o sargento do 20 de infanta
ra Francisco de Souia Lsite.
Foram promovidos a primeiro3 te-
nentes os segundos Domingos Ribeiro,
cr, lo ic 13 e Je ih i Jo 1892 -Quinto a (-n're-
ga di primira prestagao do emprestimo, nao
pie ter lugar em quanto a peticionara naozer
prov-13 das condigoe? exlgllas pelo a t. i' n. Io
letras A c B do decreto d- 13 de Junha de 1891
Qnato a isooipeSo da impostas, almdoque por
ventura esteja regulado pelo re3pe:fvo contrac-
to, seja appic^da a peticionario a lei n. 3J de 17
de Dizemb, lambeai de 1891, em-iiante as
clausulas constantes da omito dirigido hoje ao
inspector do Taesouro do Estado.
Frantelina Mara do Espirito Santo, mnlher do
scn'enciado Joao Jos Damasceno. pediedo pas-
sagem para Fornan^lo.Sim.
Jos Nuuea da Oveira, pedinio dispensa do
pagamento A; multas e cusas da execugao que
promove ai tienda contra o suppllcante, do de
cimas e arMnidades de suas casas e pedindo para
fizar o pagamento do que deve, em prestagoes
de 30000 mensaeg.Por ger contraria lei o
que pela o peticionarlo, deixa de ser deferido o
seu requerimanto.
Joaqu'm de B rros e Silva, praga da guarda
le cal, replicando do despacho exarado em sua
pc'.igao em que pedia para ser refrmalo.Ve-
nha por intermedio do commandante da brigada.
Joao Bezerra de Araujo, pe'indo para ser re-
movido da Casa da Delengao para a cadeia de
Boique aQai de ser submellido a novo j'ligamen-
to.Informe o Dr. jniz de direilo do 2o districto
criminal.
Julao Lumacbi de Holanda Cavalcante de Al-
buju'rqu ex-continuo da Recebedoriado Esta-
do, pedindo que o Tnesouro entregue seus docu-
mentos.Informe o inspector do Tnesouro do
Estado.
Jos P. reir Barriso, sentenciado, pedindo
transferencia de sua viagem para o pre-i lio de
Fernando de oronha.Aa Dr. juiz le direito
do 2 districto ctminal para tomar na considera-
gao que merecer.
Jos de Barros Accioli, carcerairo da cadeia
de Rio Formoso. pedindo pagamento dos venc
meatos a que tem direito.Iiforrae o inspector
da Thesouraria de Foseada.
Jos Jeremas de Lima Botelho, pedindo entre-
ga de documentos.-3:m mediante recibo.
Miria Cessr le Vasco.icelI03 Campos, profes
sora publica, pedindo para, autortsar-se ao in*
spector da instruegao publica i deitar o compra-
re em sua portara de licenga.Remanido ao in-
spector geral da instruegao publica para atten-
der a peticionaria.
Manoe! Clementino Crrela de Mello, pedindo
que se lhe entregue a cobranga das barreiras
cem o aballmento de 2o / sobre c valor pelo
qual foram levadas a praga.Ji foi autorisada
nova praga para 33 barreiras de qu: trata o pe-
ticionario, que a ella podera coacorrer.
0 me3io, pedindo a substuigo de alguns
postes de lamp;i) ex JjboatSo, por grampos de
ferro, afim -, evitar encont-oadas pelos animaes
n carrogas.- Informe a Iateadencia Municipal de
Jaboatao.
Manca! Joaqaim Cameiro Monteiro, pedindo
pngamento de foruecimento que fes as pragas do
destacamento do Pogo da Pauella.Deferido nos
termos do cilicio que nesta data dirigimos ao
commandante da brigada poli :ial.
Padre Pedro da Pnriticago Paes e Paiva, pe-
dindo pagamento de alugueis da casa de sua
propriedade de que serve de quariel em Cacho
tioho Ofb/ae-se a? Thesouro do Estado autori-
eando o pagamento na razao de 124000 mensaes,
prega pelo qual foi autor.sado o contracto, ca
beado aa peticionario haver do delegado ce po-
lica de cata a din"-renga do aluguel pedido.
Tmouhz Luiz Callas Filho, pedindo indemni-
sago do excesso de emoluaneotoa que pagan de
seu Ululo de nomeago para lugar de promotor
publico de Pao d'Alho. -Informe o inspector do
Tbescnro do Es talo.
Visconde da Silva Loyo, pedindo passaporte
para viajar na Europa.Sim.
Vicente Guedes de A-aojo Pereira, nharma
ceutico do presidio de Fernando de Noronba,
pedindo paraencaminhar-se umi petigSo'ao go-
verno federal.Encaminhe-se, devendo ser pago
o porte oa repart'co do3 correios.
18
Antonio Ped*o Pereira pedindo p^ra prestar
fiaega provisoria para entiar em exercicio do
cargo de colleclor das rendas do Estado no cau
nicipio de Palmares.Em vista da poriaria de
17 do corrente que alterou a disposigSo do art.
255 do regolameuto de 2 de Julho de 1879, seja
este requerimeoto remettido ao iospector do
Thesouro do Estado para proceder de accordo
com a mesma poriaria. \
S-cretaria do Estado de Pernambuco,
em 18 de Maro de 1892.
O porteiro,
Hemeterio M. da Silva.
porm, que Ficule
dizia ser um direito pessoal, mas que o moder-
no direito civil, calcado sobre o direito romano,
afirma ser direito individual, nem se subordina
ao imperio de nenbuma Cjllectiviiiade, como
falsamente pensava Moatesquieu, Esprit des
Lois, liv. XXVI, cap. XV, nem incompativel
com a forma de governo de qualqaer povo do
mundo.
Neste ponto estamos na espbera do direito pri-
vado, do pacto ante nupcial, das leis que o con
stituiram, (o dote) e que nao podem deixar de
ser re3peitadas, anda por forga da disposico
do art. 83 da coostitoigo de 24 de fevereiro.
Ora, o direito civil patrio disp .:
a) que o dote, embora constituido por libera
lidade de terceiro, irrevogavel desde
que o nao affectem vicios essenciaes. E'
lambem o que ensiaa Liurent direilo ci-
vil francs, yol. 2*, n. 411;
b) que celbralo o matrimonio nao pode o
mesmo dote ser alterado ou revogado.
quer pela vonlade dos contrastantes, quer
por quaesquer ioterpretagdes que o an-
iruam.
O pacto ante nupcial de II de Outabro de
1864 dispOe no art. 20:
Os bens patrimoniaes constituidos pelo do-
te passsrao aos descendentes da contra
Domingos Virgilio do N*scimento, Cle-
mentino Fernandos G n'marSes e Juvenal
Ootaviano Miiller.
Por decreto do 11 de Marco conie-
deu se as honras do posto de major me-
dico de 3a classe do exercito ao Dr. Luiz
de Queiroz Mattoso Maa, em attencao
aos servido prestados como cirurgiSo mor
de brigada contr acta4o na guerra do Pa-
raguay-
Foram promovidos por decreio de 11
do corrento a nujor medico de 3a dasso
o major medico da mesma classe gradua-
do, Dr. Ernesto Alvaro Pereira de Miran-
da, por aratigaidade, o major medico de
3a classe graduado o capitSo medico de 4a
classe Dr. Leovegildo Haracio de Carva-
lho.
A major pharmaceatico de 2a classe, o
capitSo pharmaceutico de 3a classe Luiz
Antonio Murtinho, e a rapitSo pharma-
ceutico de 3a classe, o c-pitia pharma-
ceutico da mesma classe graduado Jos
A'.exandrino Leal Gama por antiguidade,
a capitSo pharmaceutico graduado o te
nente pharmaceutico de 4a classe Heuri-
que Affonso Botelho.
No quadro extranumerario, a major
medico de 3a classe o capitSo mdico de
4a clasie Dr. Affonso Lopes Machado.
A' ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, Antonio Gomes Car-
neiro, Jos Francisco da Nascimento, Se-
bastio Lopes di Silva e Pedro Vicente
Ferreira, como vagabundos, Pedro Joa
Joaquim, Jobo Ferreira Correia de 0!i-
voira e Joaquim Antonio Ribeiro, por dis-
turbios.
A' oriem do subdelegado do 1* dis
tricto de S. Jos, Mauoel Nazario, como
gatuno.
A' ordem do subdelegado do Poco da
Panella, Jos Francisco dos Santos, como
desordeiro.
A' ordem do subdelegado da Varzea,
Jaointho dos Santos, Agripino dos Santos
e Daniel Pereira, como gatunos.
O cidadao Manoel Dionisio Pereira
assumio no dia 16 do corrente o exerci-
cio do cargo de dehgado do 2. districto
de Nazareth.
A' Junta Governativa do Estado de Per-
nambuco.
Oquestor, Joaqui,n Tawxre de Mello
Barretto.
Thesouro do Estado
DESPACHOS DO DIA 16 DB MAtt^O DE
1892
Miguel Joaquim Siora, Jos Bernardo Gomes
Silverio, e Francisco Tavares da Silva Cavalcan
le-Haj vista o Dr. procurador fiscal.
Ernesto Demetrio da Cosa Amorim Certifi-
que se.
Joaquim Ignacio de Oliveira.Ioforme o Sr.
collector de Jacoato.
Junta admnistrativa da Santa Casa, Joaqaim
Mara da Silva Barros, Jos Paulo Botelho, Ma-
uoel daT indade Pereti, Jos Per-ira da Silva,
Antonio Soares Pinto, Manoel Theodomiro dos
Santos, Maria Francisca da Cooceigo, Fraacisco
Nigro e C, Francisco Rodrisos.Agnello Astidoro
1e AssumpcSo, Pedro da Hora 3antiago, GensJ
na Maria da Conceigao, Eslher Catbarina de Me-
nezese Sebastio Mun.z da Silva.Ao Sr. por-
teiro para entregar aos interessados
Dil 17
Seliosa Silvini de Oveira.Voite aa 3r. Dr.
contador para mandar escriptnrar.
Dr. Marco Toliodos Res e Lima e (bacharel
Vulpiano da Cunha Reg.Registre se e fagam-
se as notas.
Joaquim L^pes Machado.Ao Sr. porteiro
para entregar ao interesado.
Becbedoria
do Estado de Pernam
baco
DESPACHOS DO DIA 17 DE MARCO
DE 1892
Joao Vctor Alves Matheus e Jacintho
Soares Rapos jInforme a 1.a sec5o,
G. Gomes Maia & J.Informo a 1.*
seccSo.
Dia 18
Antonio da Costa Teixeira.Infor me a
1.* seccSo.
Luiz de Franco CostaDeferido, em
vista das informacS33.
Luiz de Franca CostaCertifiqne-se.
Inspectora geral da Instrucco Pu
blca do Estado de Pernambuco
DESPACHOS DO DIA 18 DE MARC J
DE 1892
Leovigilda Maria da Silva Coideiro
Certifique-se.
Maria Florencia da Paz e CunhaCer-
tifique-Be.
Amandina Duarte da Gama Ribeiro
Encaminhe se.
Aess Brazil ccmprehenlendologo quea inda
sao do seu nome importava um hab! recurso de
tctica poltica rejeiiou a pasta que lhe fo.-a offe
reciJa, declarando pnblicamante os motivos que
a isso o induziam.
A furmagao d'esse gabinete augmentou em ves
de diminuir,a opposigSo que no seio do Congres-
so Nacional se movia ao marechal Deodoro.
Se ate sahira, praticamente, dos principios es-
tabelecidos fazeado-se vollar ao constitucionalis-
mo cem o presidente do conseibo, a Coostituinte
etquecia a nalurezaespecialissima das suasfunc-
gfies e o ponto restricto de seu objectivo e can-
gava se diariamente em crear tropegos ao > ga-
binete j requerendo informagOes sobre as-
sumpto3 da administragao, j propondo Jiogoes
de deeapreco cu de :ensnras.
Um ponto porm da ConsttuigSo foi escolhido
para terreno de combate.
O Dr. Campos Salles, ministro da justiga do
governo provisorio bavia en'.endido^que atrito
curial era que a dictadura organisasee o poder
judiciario antes mesmo de ser promulgada a'
Constitoigo, o que era manifestameote absurdo
por ainda se igaorar se seria decretada 3 unida-
de, ou a dualidsde da magistratura.
Sem embargo d'isso, porm, o Dr. Campos
Salles decre'ou dualidade da magistratura,
creou juizados e tribunaes, expedlo decretos e
proctdeu s respectivas nomeagoe3. Nasceu dab
o Supremo Tribunal Federal,que veio a instalar-
se em 29 Je Fevereiro, dando se assim a origi-
nalidade de que a Constituigo que o creou, pro-
mlgala a 2i, j o encontreu con&tituido. De
que modo o foi< dis3e-o o Jornal do Commer-
cio a 10 do mez seguinte.
Q s todos 03 membros sabiam de Supremo
Tribunal de Jas iga que nao era um tribunal de
talentos e aptidOes de escolha, por is.-o que o
criterio para l chegar era so a antiguidade e
cujos fias eram radicalmente diversos dos mul-
os do n9vo tribunal, de modo que mu lo legiti-
mamente se podia suppor que o Tribunal Fede-
ral nao liaba a nogo das seus altos encargos e
eslava longe de ser efectivamente urna garanta
das novas instituido s. Nunca as previsOes tive-
ram mais cabal justificativa .
Do Tribunal, assim nomeado, faziam parte o
Baro de Lucena e o Conselbairo Araripe. Se-
gundo a letra da Constituigao posteriorreente ap-
provada, nao podiam, 03 ministros de estedo, ac-
cumulai- o exercicio de outro cargo, rejeitando
assim a s5 deutrina do prejecto da Constituigao,
que estabelecia a iocompa'ibilidade absoluta de
tal cargo.
Desde que porm. os dous referidos cidados
entraram para o ministerio, o Congreso, quiz
az-r-ihea urna affrcnla.
N'etse intuito o Sr. Campos Salles propox
urna emenda restabelecendo os primitivos ter-
mos da Constituigao e restaurando assim a in-
cornpatibilidade absolu.a de exercicio e de fuac-
gOs.
A contenda foi rtnhida e os ministros sent
ram se em embaragos.
DIAR0 DE PERNAMBUCO
3@^
de Per-
os KARCO
GoveroO do JUstado
Bambuco
despachos do du 15
ds 1892
A dolo to K aUsp, pedindo passaporte para via-
jar na Europa.Sim.
C>mpanhn Industrial Assucareira, concsssio-
naria de uaaa usina, pedindo pagamento da pri-
meira presugJ* da accordo con o art. I do de
Commando das A mi?*
Quartel general do caminando do 2o dis-
tiato militar em Poraambuco, 17 de Mar-
90 de 1892.
Ordem do dia n. 13
Constando do Diario Ofjicml o. 63 de 5 do
corrente as promoe* de majar eflVctivo por
merecimento, do ma;or graduado do corpo de
Estado maior de 2" classe, Joaquim Jorge de
Mello Filho, e a capitSo por antiguidade para o
28 batalbo de infamara do leneute do 14" Ma-
noel dr. Fraga Barrelto, ambos po* decreto de
3( determino que sejam fetas as neessarias
alterjgrts.
Oulro-sim por decreto de 27 de Fevereire ul
timo, publicado no mesmo Diario n. 63 de 4
deste mez, foi transferido para o corpo de Esta-
do maior de i" classe o Io tenente Domingos Al-
ves Leite secretario da junta governativa do Es-
tado.
(Assignado) Joaquim Mendet Ourique
Jacques, general do di viso graduado com-
mandante do 2." districto militar.
(Est conforme)O alferes Carlos Soa-
res, ajudante de ordens encarregado do
detalhe.
<|uestura Policial
SeccSo 2.' N. 65 Secretaria da
QueBtura Policial do Estado de Pernam
buco, 18 de Margo de 1892.
CidadSos. Participo-vos que foram
hontem recolhidos Casa de Detengao os
seguintes individuos:
A' minha ordem, Luiz da Costa Gue-
des, alienado, com destino ao Asy'.o da
Taraarineira ; Manoal Goncalvas de Mat
tos, oonhacido por Manoel Perigoso, Ma-
noel Francisca da Silva, conheoido por
Manoel Chico, Lucio Celestino Torres e
Francisco Caapett, vindos do Estado das
Alagoas, o primeiro como sentenciado, o
segundo e o terceiro como criminosos
neste Estado, e o ultimo como pronunciado
no Estado da Parahyba.
A' ordem do subdelegado da fregueiia
do Recife, Antonio Gomes da GonceiySo,
como gatuno.
Retrospecto poltico do anno
de 1891
III
POLTICA PARTICULAR
BRAZIL
(Continuacao)
A queslo do porto das Torres foi porlan'o cm
pretexto para a retirada do ministerio que com o
marcbal Deodoro compunha o governo provi
8orio.;
Aceitando a renuncia dos seus compaoheiros,
que comsigo partilharam as duvidas e perig03
dos primeiroa momentos, o mare'hal Deodoro
organisou novo ministerio, cuja figura principal
era o Baro de Lucena, intimo atsigo do mare-
chal, com quem estreitou mais as suas relagOes
quando ambos desempenbaram noltio G'ande do
Sul cargos importantes e em diflicil sitoago.
0 Baro de Lucena .-ou cem a pasta da agri-
cultura.
A pasta da fazenda foi confiada ao ccnstlieiro
Alencar Araripe, conspicuo advogade.
O ex-direclor da instruegao publica de Per-
nembuco, deputado federal D\ Joo Barbalho
Ueboa Cavalcante, em quem sobravam ttulos e
requisitos, foi nomeado ministro da inidrucgo,
correios e lelrgraphos.
O deputado Assis Brasil foi convidado para a
pasta da justiga.
A da guerra foi confiada ao general Falcao da
Frota e a da marinba ao almirante Fcster Vidal
A pasta dos estrangeiros foi confiada ao Dr.
Justo Chermont, ex governador do Para, e que
era no gar-inete o nico representante do repu
bllcanismo histrico.
A orginisago desse ministerio visava sobre
todo um Om:provar o quanto flera torturada
a alma do marecbal com o abandono em que o
deixaram os ministros resigna'.arios que,eram os
representantes mais avan'.aja los da vanguarda re
publicana.
O depu'ado Barb.sa Lima, justificando o seu
voto favoravel emenda, escrevia estas palavn,
cojo valor os fados encarregam-se de fazer sen-
tir : Voto por parecer-me illicito e immoral
que ministros e secretarios do presidente da Re-
publica pretendam accumular as funcg.s de
juizes desla autoridad?, quando certo que
aquellee serventuarl-.s parlicipam sempre da
responsabilidade dos actos porventura delictua
803 sobre que bajar de decidir, quando trasla-
dados do gabinete ministerial para Tribunal
Federal. *,'*.
Mas, anda urna vez foi rejeitada a eoicda e
perecaneceu o principio da incempatibilidade
apenas de exercicio 1
Acs renhidos debates, foi promulgada a tou
stuico.
Foi a 24 de Fevereiro que se eff=ctuou este so-
lemne acto. Assignado o respectivo autographo
por todos os membres presentes da Constitu:'.e,
ergueu-se o presidente do congresso, e leu a for
mua da promulgago que foi onvlda tm religia
so silencio, estando respeilossmc-n'.e de p todos
es coagressstas e lo les os nuraeroos espectado-
res desta imponente solemndade. O presidente
do Congresio, felicitando em seguida o pa?. pela
cessaco da dictadura, congratu'ou se lambem
com o Congresso que, disse S. Exr. recebido no
comego com geral m vontade, soubera impor se
com ierago publica e tinha a satisfago de
dotar o paiz com urna Constituigao t i liberal,
como a que mais o seja
Commentando a impor'ancia d> facto disse o
Jornal do Commtrcio:
Nao chegado anda o momento rie formular-
um juizo definitivo sobre > obra da Constituate"
Entretanto, pode se j levar-lhe conta de bene-
ficio prestado patria o facto rarissimo de ter
do possitel a urna assembia numerossima
compesta de elementos antagnicos e hetero-
gneos e dominada fo- interesse? locaes contra-
rios e oppostos, disculir em plena calma e votar
o cdigo poltico da nago em cerca de trtz me-
zes.
A Constituigao elaborada e a prcmulgago re-
senle-3e de erros e de gravs acuna?.
Di-seo citado ornal que falla lhe urna certa
unidade, um pensameato dominante que tudo
encadeie e a que ludo se subordine bario-rica-
mente, o que alias so seria pcssivel no trabalbe
de um, ou, quando muito, de alguns pencos in-
dividuos. Por outro lado, a propria urgencia
com que foi ella volada, urgencia Alba da pres-
eao da opinio pablica que, acciosa de se liber-
v
---




Diario de Pemambuco Sabbado 19 de Marco de 1892
ttt da dictadura, resgta activoamte sobre o
Coogresso, nao permittin a deowrada editatao
foe reclarxavam alguna problemas, dentro es
juae3 releva destacar a dascriminago das rea
4*9, base real e efleciiva do systema bderaliva
astsbelecido. Tal cerno est consignada, ella
ijroduzir graves embaraces para a Uniao, sem
waseguir talvez habilitar t ideaos estados vida
iadependente.
A eleigo pres.dencial, porm, fol motivo para
tota reunida.
Grande numera de membros do Congrego,
yrecccopado3 com obter a real e leal execugo
io sj.-lcma e reconhecendo que ao Marecbal Ma-
acel Deodoro da Fiaseca escasseavam as quali-
i2de3 necessarias psrafazel-o, levantavam e?us-
ataram a candidatura do presidenie do Coo-
gresso, Prudente Jee de Moraes e Barros, sena-
dor por S. Paulo, presidencia da Repblica.
Dr. Prudente de Horae3 fora anteriormente,
ieputade pelo te i Estado, lendo a administrado
j governador.
Pleito presidente do Coogresso soube angariar
oatliias nao e dos membros do Coogresso
jais do Povo que via lembrado o seu nome na
sifiao de presidente com sympatbia que, sem
Javida, nascia tambem da esperanza de que com
> 3eu triumpha se poria termo a dictadura mili-
ar, que na opinio dos espiritos mais praticos
jeirapunba e ainda se impa como urna necea si-
lade palpitante.
Nio se pas3a traa-taillamc-nte sem sobresaltos
Je atn regiman de privilegios para o damoera
emeate a dictadura militar capaz de
ifar os despeito;, as coleras su rda? e os res
alimentos.
Por isso se agurava a eleigo do marecbal
Teodoro como um !acto necessario ordem pu-
aica e con olidajo do rgimen triumpbante
i 15 de Novembro.
Em 19 de Fevereiro o Club .Naval approvou
jor onanimidade a seguinte mogo :
A marinba nac cnal reunida em sesso so-
jame no Club Naval appo.'eita Uto feliz op-
jartunidade para manifestar a ua sympatbia
fi.i candidatura do genera! isa i re o Manoel Deo-
*-:ro da Foassca para o lugar de primeiro ma-
gistrado da Repblica .
Ssae acto, porm, do Club Naval desperton
jppciigio no proprio seio da3 classes arma
ta?.
O Club Militar, ao contrario, approvouJa"ige-
plate tnogo, em virtude da qual declarava z:
ic'.erferir na eleigo presidencial:
O Club Militar considerando :
que a pfca-e reconstructiva porque atravessa
i patria brasileira n o momento preciso em que
s nsembla cenvocada pelo governo revolucio-
nario vai fecbar o primeiro periodo republicano,
:.?genao o ebefe supremo da naco, exige a
cnaior tranquillidade publica, para que, as reso-
njes sejam as mais livres e patrio'.icas ; que
esta tranquillidade e pode ser a33egurada pela
Jfcrca armada, que responsavel pela manuten-
go da ordem material; que a sua conducta no
-jassado tem sido sempre a de respeitadora e
ruanca auxiliar da evoluco brasileira ; eque
lija justificara no nomento actual a sua inter-
s j2o perturbadora as deliberages do Con-
rssso Nacional por occasio da eleigo dos pri -
f magistrados da Repblica, declara que
saer respeitar os actos do poier soberano que
acredita inspirado no amor patrio .
Por 3eu turno a briosa mocilade das escolas
xiiitares approvou a seguinte rogo :
Nos os alumnos da escola superior-de guer-
73, consclos de que a nossa attitude no presente
im lace da eleigo de presidente e vice-presi
lente da Repnbliea, s pode ser a de francos e
.'solutos sustentculos da3 deliberares do Con-
greaso Nacional a esse respeito, conducta que
ios compete, quer como militares, quer como
Ciiados, affirmamos que, coberente3 com o
WN pagado, estaremos ao lado da lega'.idada-
cam-se quarenta assignaturas) .
Conscios de que o Coogresso na escoa de
Pez' magistrados da Repblica se inspirar
j:s sentimentos verdaderamente patriticos,
rsuio fomente em vista o bem es'.ar e o inte
cisse da nago, vimos aqui declarar qu presta-
nos-ihe todo o apoio possivei dentro dos limites
i jastiga e da legalidade- (Assignados os alum
dos e prajas de pret da Escola Militar) ,
Nao tem aortido bom resultado o engaja-
anoto pan as vagas no exercito.
Contina paralysada a exportago de trigo.
Parece pravavel que naufragar em Lon-
dres o projecto de reconatrnego do Bank of Ri-
ver Plat-, devino opooticao dos credores, que
nao esto dispostos a esperar um eerto numero
de annoa para rebaver os seos capitaes.
Hepablica Oriental
No dia I, 2 auniversario da preaideocia do
Dr. Herrera, S. Exc foi muito camprimenJado
pelas autoridales civis e militarea, repreaentan-
tes da poltica, artes, litteratura, commercio,
etc.
J devia ter comegado a ser discutida a re-
visSo da constituico.
Como desertor fol preso o mogo Lourengo,
filbo do general B. Maxiaio Santos, o ex presi-
dente da R'publica Oriental.
Asaegura se que o governo vai apresentar
s cmaras um projecto de le tendente a dis
pensar o carvo de pedra do3 direitos de impor
lacao.
Vai ser estibelecida urna priso especial
para mulheres e criangas, medida essaha muito
reclamad i.
A commisso de ca-iddde eocarregar-sa ha da
superintendencia do novo estabelecimento.
O inspector geral da instruccio publica
projecU a faniago de urna escola [para ceg03.
Coniiouava anda preso Pedro Correia, o
commissario da B" s icglo policial, com sentinelas
i vista.
No cor r do processo tem se descoberto ou-
tras auioadades tambem implicadas.
Na noite de 29, no anc.-raiouro da ilba das
Flores, amotinaram se 03 passageiros do |vapor
brazileiro Pelotas. >
J se haviam dado pequeos incidente! entre
viajantes e soldad03 que sa dirigiam para Co-
rumb.
O conflicto foi motivado por nao quererem se
sujeitar aos dez das de quarentena impostos
pela inspectora dos portos.
Houve punbaladus e tiros, Qcando feridas 5
pessoas.
Fora mondados 03 vapores Emperor e Raio
viciar o paquete, ate que seja cumprido o tempo
quarenlenirio imposto.
lia
Nao longe de La Paz, capital da repblica tra-
voa se um renbido comb3ta cootra as iropai da
governo boliviano e C3 indios reunidos em massa.
Os indios foram completamente derrotados,
dixando sobre o campo da batalba un granle
numero de mortoa e tridos.
IoformsgOes posteriormente ebegadasa respai
to deese encontr entre as tropas tolivian33 do
general Flores e os iadios Boboj, dizem que
houve mil morios de parte a part?.
D.'peis Jo cmbale, as tropas- bolivianas per-
asgu'.ram os indgenas, que fogiram em todas
as direccOes.
Per
O ministerio peruano est em crise, acredita-
se na dissolufo do mesmo.
Constava j que exonerou-se.
Na regio do Chimbte, dessa repblica,
deram-se inundages, em virtude ne grandes
ebuvas que fizeram transbordar o rio daquelle
nome.
luc&o da 29 de Dezembro ultimo, directa conti-
nuaco do mmmento patritico de 23 de No
vembro, que occasionou a reivindicaco dos
direitos constitocionaesem toda a federaco bra-
sileira, aasumi o governo do estado, no 16 iaaba-
lavel do encontrar em cada um de vos um ele
ment propulsor do eagrandecimeato da patria,
na direccao de vossas aclividaies, o caminho da
ordem e na ordem de voseas virtuies a escala do
direito.
Educado em urna escola poltica que comtue
da opinio publica a oote das lea reguladoras
do equilibrio social, da manifestagao da ma'oria
o berfi) da soberana do povo, oessa soberana
a representas io da patria, cerlamente nSo me
abalangaria a assumir a dire-go dos negocios
pblicos deste estado, se nSo vnse ainda sobrej
8fu solo a projecciio d:i sombra da revoluco,
avalancbe ineviiavel, que cabinilo dos acontec
meatos despedagou a cadela jtiriJieaque prenda
03 poderes ao voto eleitoral.
Em vista, pols, do momento anormalissimo
que atravessa o eaiado de Santa enharina, nao
me a3soberba a consciencia sequer a duvida da
coherencia da minba conducta, tanto mais quan-
to livre de qualquer mteresse pcssoal que me
possa prender s fascinagOes do poder, felizmen-
te sinto pulsar um csrago chelo de amor mi
nha patria, amor que sabara inspirarme atravs
de todas as diflkoldadea, obrigdndo me a agir
sempre ero bem da causa publica, ao lado de
todas as liberdades, pedindo a todos urna cousa
somente^paz.
Smente paz at o dia prximo, iiluminalo dia
em que possa depositar as mos daquelle que
for livremente eleito pelo povo este poier que
eu zelarei to cioso como zelaria urna flor que
me confiabais a traosmittir a um vosso albo.
Paz e trabalho.
A junta governativa dirigi ao povo o seguinte
manifest:
Assumindo hoje a governago do estado o
INTERIOR
SUL DO BRAZIL
paiuete La Plata re:ebemo3
as
EXTERIOR
PACIFICO E AMERICA
DO SUL
sai reg5e3 temo3 as seguintes noticias
idas do servico telegraphico de jornaes da
tal Federal at a dala de il do corrente.
Chile
O Sr. D. Eulogio Altamirano, liberal, que foi
esignado para formar o novo ministerio chile-
30, nao aceitou a missSo que lhe foi conada por
ao ter podido entrar em aecrdo em certos pon-
tos com os seas collegas politicoa.
Apczar de rao estar oflicialmente constituido
o novo miaisterio, circula a 6eguinte lista que
parece de toda a probabilidade :
- Sr. Malla, liberal, Ministro do Interior; Sr.
Toro, libera!, Mioistro dos Negocios Estrangei-
das colonias ; Sr. Castelln, liDeral, Mi
lro da lastrueco Publica edaJustiga; Sr.
Sd^ard, liberal, Ministro das Finangas.
O can lidato ao Minis'erio da Guerra nao foi
3inda designado.
Repblica Argentina
O Sr. Coni foi nomeado director geral da as-
istencia publica.
Dizia-se no dia iO poder-se assegurar qu'
) Sr. Francisco Uribui, presidente da cmara
ivndi-.-al da Praga do Commercio, seria nomeado
Ministro da Fjzenda em substituigo do Sr. V.
R Lepes que pedir demissao; mas nao real-
3oa-se essa verso.
as rodas officiosas suppOesa que o Sr. Leo-
poido Besavilbaao se ha en'carregado daquelia
pula.
O anniverssrio de Mazzini.foi solemnisado
sxa um banquete.
A esquadra uorte americana chegou eo
yoilo de La Piala.
Deram ee casos de febre amarella no pi
jnete nglez Tbames. Morreu um possageiro.
Annunciam-se solemnes exequias na ca-
tedral desta cidade em auff-agio do geral dos
jesutas.
O Sr- Frederco BrabeD, iniJiador da fon-
ajSo de urna escola poiylecboica, j inaugurou
liguns d03 cursos. A escola por emquanto
tonecion; r em carcter preparatorio.
O comit do partido nacional em Buj-
aos-Ayres reunir-se no dia 2, pata oceupar-se
las denuncias recebidas sobre graves irregula-
ridades naa assemblas.
Sao delegados da uniio cvica nacional na
anxima convenci, por Tucumao, os Srs. Guz-
aiD, Medina e S. Sal.
Fallava se na formagSo em Londres de urna
grande companhia bancaria, com ramirkages
tapeciaes para as repblicas do Prata.
%' provavtl qua o novo ban:o tenba por ba96
blaoco Inglez, em liquidago.
Pelo
guintes noticias
Eaiado de loat (.erar
Por oreas So da posse da cmara municipal,
foram concedidos 23 perdOea a featenCiadcs,
sendo um dtll-s assassino reincidente, com me-
nos de um .-nao de cumprimento da segunda I
pena.
D.'poi* de promulgada a cors'.ituigSo eiera se
a mais de 60 os perJes e commutagOes a sea-
tenciados. E-peram sa novos no dia 21 de
Abril.
Est averiguado que nao existem no trae-
sonro os .-aldos anaunciados po: oxisio da
renuncia do ex-presidente.
Nessa epecaa exi^iam soliente 3.000 contos
sofficiecles apenas para acudir s despezis j
feitai.
Eaiado do Blo drande do Mal
Em Porto Alegre deram-se as seguiutes o:cur
rencias :
Foram transferidos do quar'.el da euarda
cvica, para a casa commercial dos Srs. Chaves
& Almeida, onde esto presos sob palavra, os
cidad03 de nome Gervasio Lucas Annes, Jos;
Pinto de Maraes e Lucas Jos de Araujo, o prb.
meiro coronel e os dous ltimos tenente-corooeis
da guarda nacional.
Igualmente preso3 sob palavra foram re^o-
Ihidos reiideocia do Sr. Felippe Naronha. o
capillo Jos Oabriel da Silva Lima, e residan-
cia do Dr. Revoredo Barro3 o Dr. Salvador Mar- [
tos Fraaga, ambos implicados na sedigo bavida I
timamente na Cruz Alta.
Acba-ee preso o creoulo Pedro Ignacio Pe-;
reir, o qual, diz a Reforma era o encarre i
gado da langar bombas de dynamite e granadas
de mo em diversa3 casas de chafes polticos e
estabeleciment03, caso triumphasse a conspira '
gao de 4 do corrate
Fo-am nomeado3 os coronis Joaquim An-1
toaio Xavier do Valle, Onofre Jos Antonia dos i
Sanios e tenente-corone! Ilenrique Guatemosim;
Ferreira di Silva para 'comporem o conoeiho de
investigago a que vo respooder u teaeate-co
ronel Francisco Alberto Guillon e capitb Cin-
dido u!i:o Barges da Fonseca, sobre o espal-
deiramento do povo na noite de 21.
Por decreto de 27 Cu passado ficoa este
tribunal constituido com 03 seguidles magistra-
dos i
D-sembargado: Francisco Rodr.'gaes Pessoa
de Mello, juizes de direita Manoel Duarte Fer-
reira Ferro, James Franco de Oliveira e Souza,
Panta'eo Paulo Pereira, Antonio Jos Pinto e
oachareis Ulvssas Segismundo de Araujo Batm
ga e Antero Ferreira d'Avila.
Foram supprimidaj as actuaes comarcas
da Santa Christina do Piohal, Conceiga do Ar-
roio. Estrella, Santa Cruz, Eicrusilhada, Rosa-
rio. Palmeira, Quarahy, D. Pedrito, Cangoas--
S. Lourengo, Soledade. S. Luiz, Lagoa Verme.
Iha. S. Francisco de Paula de Cima da Serra, S-
Martioho, Santa Victo-ia do Palmar, S. Seba,
tio do Cahy e S. Vicente.
O ; Artista de 5 publicou o seguinta te-
legramma de Porto Alegre :
Realisou-se inte bontem urna reuniodo par-
tido federal.
O Dr. Demetrio Ribelro declarou que o lia da
reuoio era saber se o partido continuava subor-
dinado ao programma assignado por occasio de
elTectuar se a fuso.
Os 8rs. Adriano Ribeiro, coronel Joaqulm Pe-
dro Salgado e ouiros declararam nSo aceitar
mais o progrmala apesar de o haverem assig
nado.
O Rio Grande apresentou o resultado da
reunio.
Coasta e3tar resolviaa a saparago dos gaspa-
ri8ta3 do grupo republicanos dissidentes.
O general Brrelo Leite, achando se doente,
paasou o governo do estado ao D.\ Barros Cassal.
Foi nomeado chefe de polica interino o lente
Chacb Pereira, commandante geral da guarda
cvica.
O cidado Ernesto Paiva psdio demissao do
cargo de delegado de polica.
O general Barreto Leite continua solidario com
a situagao.
O Dr. Julio de Castilh03 ia assumfr a rcdac.io
da Federago .
O Dr. Alvaro Dapt9ta, qte fora preso can
S. Borja, por ordem do Sr. general Martins.como
implicado nos movimentos sediciosos, j se a .ha
em lib rdade.
O povo de Sant'Anna do Livramento, reu-
nido, no da 21 em mecting, lelegraphou ai Sr.
governador do estado exigindo a siodo
commandante d i forja a lun ira dal t.
Ao Sr. Mahiba, delegado B
tegramma para, scien'.e do que elle nana, tomar
promptosp.-o.ilencias.
O Rii Grande do Sul, jornal da poltica
dos Dr?. Demetrio Ribeiro, Aitode Far.a e Bar-
ros Cassal, iniciou no dia 9 urna seria de artigos
contra a agitago relativa eleigSo presidencial.
O partido federal est separado em pariamen-
larista%e pre^iJencislistas.
Estado de Manta Catbarlna
O teoente Manoel Joaquim Machado, ao lomar
posse do governo do estado, pronnnciou o se-
guinte discurso:
Tranamittindo-me a junta governativa deste
heroico estado de Santa Caibarina o poder que {
be foi confiado pelo povo, em virtude da revo-'
Sr. teoente Manoel Joaquim Machado, emssario
do governo federal, cumprimas umdever de pa-
triotismo declarando ao povo que, se resignamos
na pessoa daquelle Ilustre cidado a admiois
traco do estado, que nos foi confiada pela revo
logo victoriosa do dia 29 de Dezembo, foi por-
que entendemos ficar por esse mido resolvido o
accordo que sempre se desejou Urmar com o
mesmo governo federal.
Deixamos o governo de nosso extremecido
torro natal com a consciencia tranquilla de nao
' havermos desodo pratica condamnada das
vingangas polticas, agiado livremeate os pro-
prio adversarios, em cojo numero tstavam os
que tmbam o restricto dever de cumprir a lei e
os acto3 emanados de um poder constituido,
cemo erame3, por delagago da soberana popu-
lar, sem termos nunca osado dos meios de coao-
presso, que nos eram facultados, por isso mes-
mo que queramos garantir a liberdade de ac-
go nos comicios eleitoraes.
Concidados 1 A rtvolugo victoriosa nada
soffre com a retirada da junta governativa, poi3
que a admiolstrago do Sr. tenente Machado se-
r um lago de contiauilade do governo po-
pular.
Tranquillise-se o povo, porque o que urna vez
se conquistou est plenamente garantido.
Desterro, l de Margo de 1892.Luiz dos Reis
FalcSo.Arthur D. de Oliveira.ChnstovSoNa
oes Hires.
Estado de 8. Paulo
Noticiara de Saat03 que um capito do exerci-
to, de passagem no vaper Pelotas, all promo-
vea desordem, desrespeitando as autoridades 6
iuvadindo com seas companbeiros e soldados a
=.-. repartir a policial.
As autoridades, contina a noticia, foram a-
meagadas e telegrapbaram ao miss'.ro da guer-
ra e ao general commaodan'e do districto mili-
, tar dando coota de todos estes fados.
Capital Federal
Datas at li de Margo.
Lemoa no ?aiz, do dia 12:
Para resolverem sobre a manifestago que
pretendem fazer ao Dr. Serzedello Correia, re
uni.aaa-se aale-bontem, em casa do Dr. Tclles
de Menezes, ra de S. Clemente, os paraenses
e amigos daquelle cidado.
Depois de breve discusao icou resolv lo que
a festa projectada realsar-se-ha na casa do Dr.
; Telles de Menezes, iicando encarrujadas de iri-
! gil-a, do modo qua parecer mais conveniente, os
cidados Drs. Telles de Menezes e Agostinbodos
. Reis, coronel Costa Guimarcs, Ilenrique L. Tor-
res e Francisco Solonha.
Foi na meama occasio ncmeada urna cona-
. maso, oomposla dos ci Iadios Dr. Paulo Perei-
I ra, teaente-corooel JcSo Campbpdi e Marliniano
KiQtzinger, para dirigir a pjblicaco de urna
! polyanlbea, em qo; collaboraro os amigse
admiradores do distincto paraeaae Dr. Serzedello
i Correia.
.Viro de facilitar os seus trabalhos, a commis-
cao geral publica hoja, na secgo competente,
i urna declarago, para a qual chamamos a alten-
j gao dos leitores .
Diz o Jornal do Commercio :
Informam-ocs que o Sr. ministro da fazenda
: tem procurado Harnear para iisraes de Bancos
pessoas das mais competentes, assim que con-
v.dou pessoalnente aos Srs. D-s. Uoaldioo do
| Amaral, Raogel Pestaa e M i'.toso Cmara, que
i pediram dispensa. Noemtanto S. Esc. procura
I as nomeagOiS a fazer, proceder com o maior
escrpulo .
Estado da Babia
Datas at 10 de Margo :
O Estalo da Babia, refutando o artigo
| do Diario da Babia reproduz em parte um do-
I cumeoto do Cooseloeiro Saraiva. a proposito da
recusa de sua candidatura ao cargo de gover-
i nartcr.
Nesse documento, diz o Cooselneiro Saraiva
recusar a candidatura porque um partido orga-
nizado domina todas as posigOas com a sua in-
fluencia ; porque este consegua excluir dos
cargos municipaes, estadoaes e g raes es ao
meas que fizeram opposigo aos governos que
se ln succedido e que formam o Partido Nacio-
nal.
Diante deste partido, oflicialmente organiza-
do, que j sent a fraqueza do seu exclusivis
mo, est o partido da opposigo, compo3to de
todos os elementos excluidos, da organizagSo
cfficial e que conta em seu seio quasl todos os
homens mais salientes dos partidos aatigos, in-
clusive o republicano.
Da luta violenta desses doi3 partios resultam
tod03 os embaragos da presente situogo.
Amortecer esaas lulas, dando a todos igualda-
de de coadiges perante as urnas que sa vo
abrir, a poltica mais previdente e eflkaz para
resolver as difliculdades que tiveram em vista
aupprimir os representantes do congresso. lem-
brando o seu nome pira presidente do Estado.
No rgimen em que estamos, em que e a li-
berdade do voto contm o absolutismo dos par-
tidos, emquanto essa liberdade nao se d, e
conbece dois meios de resolver as difliculJade3
polticas ou a revoluco ou a transaego.
Se aqueiles a quem deve a fineza da lembran-
ga do seu nome para o cargo de governador, que-
rem prestar servigoa sua trra, iniciem a tran-
saego, que tenba por tim a garanta do todos
os votos, a comegar na eleico da cmara e a
terminar na de governador.
S essa poltica evitar a revologo, que ha de
8er o recurso dos partidos vencidos, excluidos
systematicamente das posige3 parlamentares,
emquanto nao Ibes frem abertaaas urnas, sen-
do estas entregues a mos puras e patriticas.
EMta lo de Herglpe
Foram eleitoj para a Assembla Constilulnte
os seguintes Srs. :
Padrea Olympio Campos e Vicente Passos ; o
medico Itajany ; os commerciant^s RaphaelMon-
talvo, Domingos Santiago e Marcollino Eze-
quiel; os militares .Preludiino Rocha, Manoel
Xivier, Vallado a Arlslidc3 Villas Boas ; os
jornaliatas Brido Cardoso e Josino de Menezes ;
o artista Antonio Fortes ; e professor Manoel de
0:velra ; 03 advoealo3 Benjamn Telles e Quei-
ro ; o ae'icu Seb t'o Fonseca : e oj ba-
rharpia J.)5o L;ma i laoiel Jnior, Ale-
xaodre Bello, Prado Sam^a o, Gailh3rma N bu-
co, Mitheus M hilo e Gongalo Botto.
A Assembla abrir se-ha a 31 de Margo ror-
rete.
Navios orientados por timoneiroa pouco co-
nbecedoree dos mares, nao podem resistir aos
temporaes inesperados aioda que os pilotos se
jam veriadelros her03, ainda i(ue sejam verda-
deiros bravos.
No mar, a salvago nao depende da valenta
exagerada, mis da bravura calma e ret'Ctida,
da pratica e experiencia tongamente provadas,
que se nao encontram eutre o; marinbeirjs de
primeira vlagem ou entre o:> marojos antigos es-
tragados pelo tempo. Por Isso o navio da op-
posigo, se aioda uo sossobrou, est em i nmi-
aente perigo, apezar de se acharem nelle em-
barcados homens valorosos, e que muito podiam
fazer em outras circumstancias que nao as ac-
tuaes. Alm disto, a tripolago do navio coro-
posta de elementos que nao ae combinaos, de
modo que una querem dar lhe urna dir.:cgo, em-
l'ianto outro3 entandem que ella deve ser op
pota; e assim, eujquauto se discuta o rumo, &
embarcagao vae desnorteando pouco a pouco
at nao mais sa entenderem os tripolantes.
Nana devia ser de outra inaueira, pois a nos.'a
suago poltica Lo comporta ess3 las desa-
bridas e antipatriticas que se observaina.;oi j
quanda todos deviamos promover a conciliagao
c a paz, como o.roeio mais seguro de fazermos a
consolidago da Repblica.
A nossa situago flnanceira j nao era boa an-
tas do malfadado golpe de Estado, mas depois
de 3 de Novembro ella peiorou coosideraveimea-
te, pela desconlianga augmentada com a locar-
teza do dia de amaob, abalando o nusso crdito
no estrangeiro de um modo assombroso, nunca
visto em nosso paiz.
Hoje, para nos rehabilitarmos, iaiispensa-
vel muito juizo, que nao queremos ter, e muito
patriotismo que lodos os das sacricamos em
beneficio do partidarismo ou do nosso interesse
pessoal. Contra seo que tolos os patriotas
verdadeiramente siacro3 devem levantar urna
trineheira, bat urna campanba do exterminio,
e nao contra os governos coastituidos, pertur-
bando a ordam e estabelecenlo a iaquietago
publica.
A guerra cruel que 33 move contra o gover-
no, alm de ser i ij asta, nao representa urna idea,
nem feita ero noma de um principio ; a prova
disto est nes3a linguagem violenta de qua se
servem os oppoaicionistaa quando fatua ou
quando e3crevem.
Multo teriam conseguido elles se discutissem
os assumptos com moderago e delicadeza, pro-
curando demonstrar 03 erras governamenlaes e
fazendo por este meio opinio contra o governo,
que, em logar de enfraquecer, se fortalece com
esaas acmsagrs pessoae3, qua nio oHeniem,
mas canearo ind gaago.
Ha quinze das a opposigo estova convencida
da queda do governo e o mal que nos talla essa
convcgo de todos conhecido, pois o commer-
cio, como todo o mando, eslava convencido de
que a revolugo em boato sena triumphante.
T aasmitiida de bocea ero bocea, tod03 espera-
vam pela hora fatal, sem pensar mais em cousa
alguma, por isso que a revolugo nao era mais
urna ameaga, mas ama realidade.
Desde esse momento o pnico apoderou-se das
classes conservadoras e os telegrammas para a
Europa so maltiplicnram, levando essas noticias
compromeltedoras do nosso crdito e que os ini-
migos do 3razll nao se cansam em tran3mittir
para o estrangeiro, como meio de mais nos desa-
creditar. E 03 irrequietos n > pensavam pisto,
aem ca Ja tinham que ver coro as desgragas do
piiz, desde que levassem a sua causa por diante,
convulsionando a Repblica e des'.ruindo os po-
deres constituidos em beneficio do seu ideal!
Levados pelo espirito perverso da opposigo,
os impacientes nao viam o mal que eslavaco ca-
vando, nao apotra o governo do marecbal F.o-
riaao, qua menos soffre com a guerra que lhe
movem, mas ao paiz, que soffre as censequen-
cias d'essa guerra desgragada, na qual es'.o
envolvidos cavalheiros de merecimenoequa nao
querem ver claro nesta qoesio.
Aute3 de todo, precisamos de tranquillidade,
aSm de poderm:s restabelecer a confiaoga que
perdemos. Mas.isio nao se coisegue seo que
todos ernoregaemos esforcas' patriticos no sen
tido de elimioar para sempre os boatos ea3 per-
turbagOe3 publicas.
Adiemo3 os nos30J odioi e deixemos e33a po
liti-a de candlbagem que, sem pensar, esta-
mos organizando, collocaodo, aem o querer tal-
vez, um bomem em frente de outro.
O nosso patriotismo deve ir alm da estreiteza
d'essa poltica de grupo, contra a qual dovemes
todoa combate:, se quizermos estabelecer urna
Repablica poderosa e honesta, capaz de compe-
tir, dentro e pouco3 annoa, com a graade Uaio
Americana.
A temperatura poltica baixoa conslderavel-
mente, assim como baixon a cotaco dos impa
cientes que queriam a revolugo viva torca.
Baixemos tambem a temperatura do nosso lamo-
proprio, e sacrifiquemos os nosso3 interesses
pelos interesses da nago.
Ninguem obrigado a apoiar um governo por
mais honesto e moralisado que seja, como o
do bravo marecbal Floriano e que dispa dos ele
meatos de torga para ee manter no poder, a
despeito da m vontale da opposigo; mas tam-
bero a lgica eja moral devem impedir a injuria
e as ameagas de perturbago da ordem publica,
por parte da opposigo.
Sejamo3 patriotas cima de tudo.
(Do Diario de Noticias. )
POLTICA
TRANMP0ES
aejMD9 patriota
Foram-se os boatos. A tranquillidade publica
ca voltou, pelo menos apparentemente. Al
ameagas ocooliaram-ae e a opposigo moderou
se, depoia de haver talvez quelmado 03 ltimos
cartuchos de que dispuoha : que o combate
tinba sido mal dirigido, e mal inspirados os
promotores da campanba.
Eleico presidencial
Para nos, contina o Paiz, esta a questo
mxima, a questo vital, o problema de que de-
pende o progresso do paiz e a consolidago da
Repblica.
Por mais que os amigos do governo se esfor-
cem em declarar que tal questo nao preoecupa
o povo, nos, que somos joroalistas iodepanden-
tes, que temos por nosso lado, fortalecendo e
consagrando as nossas doutrinas, a opinio quasi
unnime da imprensa e o arredameoto em que
nos achamos dos bastidores da poltica actual,
continuamos a pensar qaa a instabilidade da li-
tuago, a desconfianga geral a que o paiz est
preso, e podem desapparecer com a attitude le-
gal do governo sobre a eleigo do presidente da
Repblica, atalude tanto mais sympalhica quanto
representando a obediencia constituigo, as-
sgnala patriticamente o desapego do poder, e
dignifica ainda mais os factore3 directos da re-
volugo de 23 da Novembro.
A opinio publica, j pelas lices ca expe-
riencia, ja pela sua instmetiva reserva, nem sem-
pre justa, mas em todo o caso racional, sobre o
exercicio do poder, nao pode aceitar de animo
desprevenido esta insistencia com que 03 parti-
darios do governo combatem a legitimidade e a
legalidade de urna eleigo presidencial.
Republicanos antes de tudo, promptos a todos
os sacrificios pela sustentago do rgimen que
estabelecemos e para o qual esta folha cooperou
com ama longa campanba, que hoje a melhor
defeza da sinceridade de seas intuitos, pensamos
que o nosso dever, para tornar respeitadas e
acatadas as instituiges, militar pela fiel, pela
honrada, pela estricta observancia das disposi
ges conatitucionaes, independente dequaesquer
interesses partidarios, mesmo de quaesquer con-
veniencias nacionae?, que seriam para nos, sem'
pre, em todo3 os casos e em todos 03 terrenos,
subalternas perante o prestigio e perante a torga
que nos advem, a nos, Repblica nascente, da
hombridade coro que cumpriroos o nosso estala
to fundamental.
Pela nossa parte, a liberdade das opinies que
professamos sobre a materia s pode ser tachada
de opposigo formal por espiritos tacanhas, in-
capazes de ver atravez o prisma da sua intole-
ta sectaria a lealdade e o despreadimoato do
livre exame.
O governo nada tem a t^mer de nos, obscuros
jornalistas, guiados nicamente pelo respeito
que a n3 proprios no3 impuz.'in ia de defoQ ler
as instituiges e o texto coaritucional que as
rege.
Appr'hr (5;s serias deve o ch'fe do Ei lo
ter,. dada sua psoa como conselbei-
ros sinceros aqueiles que com o tn?enro dos ui-
vores incondicionaes vo perfumando o caminho
ilegal dis violugd.'sda le e conveacendo-o uac-
lliosamenta de qu naJ i nobilita tanto um restau-
rador da ordem e da liberdade republicana do
que di8;olver em nome dessas palavras santas,
congressos e trbunae3.
Adversarios de Exc. nao sao aero podem ser
aqueiles que, como cs rcspeitando as auas altas
fuucg.s constitucionaes, reservam-se decor
mente o direito de aualysar, com mais tristeza
do que acrimonia, o modo pernicioso como ee
deetruio a autonoma dos Estados, mostrando a
estes como se p.de oulMca; com um simples
decreto, mediante apoio ostensivo das Torgas fe-
deraes os actos livres da soberana popular.
Se a censura a hostilidad?, oesse caso o loa-
vor confunde se coma adulago. E' coatra esse
perigo que o digno chefe do Estalo se deve pre-
caver antepondo s inebriantes cavilosidades da
lisooj, a rama protectora do 8ophisma3, a ver-
da Je sem veos da nossa lei fuadamen'.al.
Nunca nos paseoa pelo espirito a idea de que
sobre a disposigcs to claras Be levantaasem
por parte3 dos amigos do governo duvidas to
UpOMM.
A intengo do legislador constituinte, determi-
nando as dis.iiosigis transiiorias do nos30 es-
tatuto federal, qae o presidente e o vioe presi
dente da Repobiica exerceasem o-sas funegis
durante o primeiro periodo constitucional, no
foi nrro palia ser nulliflcir o arl. i, que manda
proceder a nova eleigo casa a vaga, por qu;l-
quer causa, accorra antes de completos dous
annoa do exercicio do roanJaio.
Essa disposigo transitoria deriva de ama pre-
liminar a da eleigo, relo coagresao, do pre-
sideute e vice-piestlente, visando as3im a garan-
tir mais solidaaaenle contra os -ixcessos c agita-
ges de qualquer ordem,-a es'ab'lidcde deseas
luvesliduras, roas sem de modo leuro conceder
ao vicepresidente, contra as pre-cripges da
lei orgnica, qu; previo o caso,capacdadecons-
titucin:! de fuaccionar como presidente.
Ora, essis prescripges sao formaea e cm
virtu le dalias, via'-o nao terem decorrido ainda
dous anuos de exercicio de mandato, quando
occorreu a renuncia, que jul^aroo3 cumprir o
nosso dever reclaman Jo peta eleigo.
Por mais soptusmas qae inventem os partida-
rios do governo, nao ha meios de tirara esta as
pirago nacional o seu carcter de constituciona
lidade e de justiga,
Preferimos, e j o disaeroos at, que tivesse-
mos nesse ponto imitado oa Estados Unidos,
dando atlribuig-S ao vice presidente da substi-
tuir o pre3idente em qualquer poca e por qual-
quer motivo, at a terminago do prazo consti-
tucional do mandato.
Os americanos, inimigos, apezar de sua ndo-
le democrtica, das alerveocs repetidas do
povo na vida poltica da nago, preveniram os
perigos da interiailate qua agora no3 preoecu-
pa, eatatuindo para a vaga presidencial a BOC-
cesso immediata do vice presideo'e.
Qaando em 18.1 o general Harriaoa morrea
depois de aro roez de presidencia, a nsco nao
se perturbou, graga3 previdencia coaitucio-
nal, que tran-mittiu a suprema magistratura da
nago ao vice-presidente eleito.
Ni America do Narte os exemp!o3 sao abun-
dantes, e basta va ao legislador brazileiro terne
ditado na procuidae de eemeibante exemplo
para no crear e3sa inaovago funesta, que ha
de ser entre nj urna foote de abal03 e triste-
zas. ,
E' essa prescrlpgo at da C033titacao ameri-
cana que atteaoa, perante muitos publicistas, a
nullidade das fuacgas de vice presidente, que
outuny chama lacnicamente dignitario pa-
rsita."
Pela nossa con3titnigo o papel desse funocio-
nario ainda foi maia amesquiobalo, e embora os
partidarios do governo queiramcorrigir o absur-
do do legislador, recoarecenio no actual chefe
do Estalo competencia para exercer as funeges
presideociaes at fiado o respectivo praio n=m
por isso elles deixam de incorrer n'umainfrac
gao lei fundamental.
Dura les sed kx.
Nao fomos nos que a fizeroos e emquanto a
lei constitucional mandar que se faga a eleigo,
sempre que a vaga presidencial se der antes de
completos dois annos de maQdato, nos pugnare-
mos pelo cumprimanto dessa lei-
' isto qua nos ordeaa o nosso dever de repu-
blicanos, quer dizer, o nosso respeito consti-
tuigo.
Fi.NWCLS E COMMERCIO
Auxilios aos Bancos
VIH
Aceitando como provada a deficiencia de cu-
roararlo em no33-a {iraca, diz o Temp-j, o governo
jolgou vigente a lei de 18 de Jur.o de iS8o e
mandou que a caixa da amortisago eaaitiisse
25 mil contos de bilhetes do Tnesouro para em-
prstalos aos bancas pela forma estatuida na-
quella lei.
At hoje apenas consta que dessa quaatia s
5 mil cootos foram emprestados ao Banco da Ra-
publica.
E' singular qua isso se desee, porque sendo o
Banco da Repubca, banco emissor era exacta-
mente o onico que poda dispensar o auxilio,
pcis tem a sua secgo de emisso para sup-
prir se.
Poder entretanto o governo recusar o auxilio
legai e por ella proprio considerado necessario a
quaesquer cutros bancos que, com as garantas
da lei, a elle recorreram pediodo o numerario
que Ihes falta para as suas transacgas ?
A cobe"enca responde que nao.
tal deficiencia de numerario to
custa desses favores especiaes Ee prafique a 00-
zeaa immaralissima que lbe denunciamos e toda
a praca conbece.
O tbesouro pode moralniente auxiliar bancos,
mas praticaria urna immoralidade se se servisse
dos riinheiros do estado para commanditar casas
de prego.
EVISTi DIARIA
Ou nao ha tal deficiencia de numerario
apregoadoque converteu qgoverco;e neste caso Funccionando nontem
o restabelacimento da lei de 1835 veio apenas
dissimular apertos com que o estado nada liaba
que ver; ou ba com effeito falta ds numerario e
o favor da lei deve chegar a todos quantos te-
nbam direito de recbelo.
Nao ama questo de selecgo de favorecidos,
mas a das disposiges da le que se affirmou
aioda vigorar
Porque ser o Banco da Repblica o nico a
aproveitar-se das vantagens de ama lei decreta
do para favorecer a qa-a-esqaer bancos que a ella
recerressem ?
Se 03 outros bancos esto com as suas caixas
bem sappridas e nao precisam de auxilio, a falta
de numerario orna burla langada para illuir
o honrado ministro da fazenda.
Se sentam a mesma deficiencia de numerarlo
que sentio o graade banco emissor, esto no
caso de ser auxiliados.
Poder-se-ha objedar qua o caso nao est so-
mente em sentir a falta de numerario, mas em
dar garantas bastantes aos auxilios concedidos
oa emisso especial, mas ainda assim esta ex-
cepgo nao pode colher a todos 03 ontros bancos.
E' impossivel que lenhamtodqsas carteiras
to mal guarnecidas que nellas nao encontrem
ttulos aceitaveis pelo tbesouro.
Fosse isto verdade e ento okrackseria-
completo, seria geral.
A esse cataclysmo nem com 25 mil contos,
nem com cem mil o governo poderia acudir.
Estaramos ento ero frente a um desastre im
posaivel de remediar por trabalho humano.
feriamos um incendio qua seriamos forjados
a deixar-se extinguir com os proprios elementos
de combuslo.
Nao tal porm a situago de todos os bancos
e essa a convcgo do governo no deliberando
auxilial-osapos profunda reflexo eaudiencia de
autoridades competentes na materia.
Senda certo que a praga precisa do auxilio de
urna emisso especial como a da le de 1885, esse
auxilio nao pode ser limitado a um ou a dous
bancos, que naturalmente, comroercialroente se
aproveitariam dos soccorros do estado para ex-
plorar aos outros bancos e a todos quantos aa
praga pracisassem levantar capi'ues por opera-
ges lici'as. Tanto isso certo que as taxas ori-
ginarias, verdadeiras extorses, sao carrentes e
to generalisadas, qua o juro de 3|. e 4% ao
roez ecomroisses exageradas, nao causam mais
admirago a nloguem.
Entretanto urna pratica immoral.
E' para esse effeito dos auxilios decretados que
pedimos a solicita attengo do honrado Sr. mi-
nistro da fazenda. Procura S. Exc. servir a esta
p-aga desaffogaado a da eslraneulago o em que
a pe a estreiteza do numerario dUpooivel, mas
nao conseguir o seo faro, antes aggravar o es
lado da praga, se nao estender os auxilios da
1 i a todos os bancos qua procurara, ter direito
l aoxdioo.
Distribuido os pelo maior numero de bancos
que se mostrarcm habilitados, S. Exc. estabi-le
cera a conca.renda as operages banrarias que
i urrenciaa ero negocios, as fa
cuitar em proveito dos mutuarios.
Por ora o que vemos a onzena, as taxas ju-
daicas devorar os salvados do ka.k para maior
opulencia Jos detentores de capie3, que mais
espert >3 ou imis ftlizes, fazem com o dinheiro
qua guardaram negocio quasi to lucrativo como
os do langera lo EncilUajisno.
O melhor seria o governo nao intervir em ne-
gocios alh-i-ios, mas aesde que interveo com a
ua emisso especial, deve applical a de modo-a
servir a todos ou pelo menos ao maior numero,
e nao limtala a um ou a dous bancos favoreci-
dos.
O proprio governo nao pode consentir que
Fara publicarDa secretaria do governo
foi nosremettido o seguinte telegramma, proce-
dente do Rio de Janeiro em 17 de Margo de 92.
A' junta governativa.
Lamentavel incidente e3sa noite eslaco cen-
tral pairada (erro, ma.hioa explolio, mo.-to fo-
guista, rendes qutro empregados, sete piBsa-
tYeafeJS' RoslibeieCida lraQquillidade, prosegoio
Esta capital, Estados ordens paz roaatida Pa-
triotismo grande maioria brasileros.Ministro
do interior.
Fallecimcnio-Victima de antigs pade-
cimeatos falleceu ante bontem s 11 horas da
noite D. Virginia Gimargo virtuosa e estremeci-
da espoea do Sr. Hermogenes Camargo e irm
do Sr. Fernando Bezerra Cavalcanto, ao3 quaes
sentimentamos.
ProclMsaoAmanbS sahir em procisso
da igreja de S. Jas de Riba-mar a veneravel
imagem do Sr. Bom Jess dos AfHici03. s 3 lil
horas da tarde, havendo pelas 4 bora3 da roa-
ob musa em louvor da mesma imagem, e ao
recclher se a procisso oceupar a tribuna sa-
grada o Revd. Fr. Augusto da Immaculada Con-
ceigo Al ves.
O prestito religioso percorrer algumas ras
da freguezia de Santo Antonio e S. Jos.
Tribunal do Jury do Beclre Hon-
tem foi submetiido a juigamento nesio Tribunal
o ro Augusto Jos Pmbeiro, processado por
denuncia do Dr. 2* promotor publico perante o
Dr. juiz de direito do 4 districto, e pronunciado
como incarso no art. 3ot> combinado com os arts.
358 e 383 do Cdigo Penal, por hiver em 27 de
Agosto do anno prximo lindo, na lugar Rosa-
nabo, 2 distr.cto da G*aga. sabtrabido 4 gal-
naa, diversas pegas de roupa e 59:0 perten-
centes a Josepba Ma ia do Rosario em cuj casa
penetro o delnqueme medanla violen :ias.
As 11 no'as da maob, presentes 27 juizes de
fado, aberta a 3esso sob a preside icia do Dr.
Marco Tullio d03 Reis e Lima, juiz de direito do
1* districto, oceupando a tribuna da aecusajo o
Dr. Gervasio Fioravanti Pires Ferreira pro-
motor publico.
O jury de sentenga compoz-se dos jurado3 se-
guintes :
Joo Sacerdote Ferreira da Silva.
Gustavo Lucio Mergulblo.
Flix de Franca Lumaik M gu-i .
Joo Gongalves dos Santos Jnior.
Pedro Tertuliano dos Santos Cordeiro.
Francisco de Paula e Silva-
Fraocisco Amancio da Silva.
Fortunato Roberto Guimare3.
Joaquim Eugenio Codeceira.
Deduzio a defesa o advogado do; preso3 po-
bres Dr. Luis Emigdio Rodrigues Vianaa.
De accordo com as decisea do jury que nagou
por 8 votos a autora do delicio, foi absolvido o
reo da aecusago.
Foi levan'ada a sesso 1 hora da tarde.
Devera ser julgados hoje os reos Pedro An-
tonio B.spo dos Santos e Anselmo Antonio
Mumz.
ocledade Juvenil O de Janeiro
Tendo sido dissolvtda essa sociedala, cojos es-
tatuios dispanham que em tal caso os fun Jos
sociaes e respectivos bens reverteriam em bene-
ricio da nstrucgo, acaba o Sr. Antonio Pinto
Gomes Pinbeiro, secretario que foi da mesma
sociedade, de fazer entrega s cadeiras publicas
de S. Lourengo da Malta, regidas pelos proles-
sores D. Urania Nympba da Silva e Aatonio No-
bra de Albuquerque Ga-tro, de 4 -ancos que
perteaceram extinda sociedade.
i'aiircimento A Gazeta de Noticias,
de 9 do correHe. noticia o seguinte:
A' cruel enfermldade que lhe corroia a ex-
istencia, Euecumbio hontem o Dr. Joo Raymun-
do Pereira da Silva, conhecido e hibil clinico
n'esta cidade.
A sua morte causa grande sentimei.to, prin-
cipaimsnle pobreza, que perde n'elle cm ver
dadeiro protector.
E-a um medico Ilustrado, ecthusiasta da do-
simetra, que pelo seu talento e pelo seu traba-
lho conquistou merecida repoiagao.
A sea tiiho, o Dr. Joo Raymuodo Pereira da
Silva Filho, apresentamos as nossa-: condolen-
rtas.
O finado por muito tempo resida Bestt c-
dada, onie clinicou, sendo devidamecte consi-
dera Jo por euas qaalidales pessoaes.
\a vanee -Do norte esperado at o da
23 esse vapor.
AlliancaAt o dia 26 deve ac-ui '.orear esse
vapor americano, procedente dos portos do sul.
Gremio Itinerario los Bonifacio
essa associago, fez se
a leitura dos estatutos em discusso" at o art.
0 e respectivos |, tomando parte no debate os
Srs. Marcelino dos Sant03, Hygino, Joo Caval-
cante e L. Alves.
D?poi3 de marcada a prximaquiata-felra pa-
ra nova sesso, o presidente deu por fiada a
reunio.
Feata na vaneaCom grande pompa
ser amanb realisada a festa de S. ebastio no
povoado da Varzea.
A' tarde haver diversos divertimentos popa-
lares, bazar de prendas, etc ; e noite em se-
guida ladainba cantada por senboras queimar-
se-ha um bello fogo de artificio.
Igualmente haver fandango.
E boje que termina o triduo, ser este cantado
pelo distindo barvtono Comoletti, que peJido
da commisso executiva da festa graciosamente
se presta a tomar parte no mesmo.
A noite dedicada aos moradores ero G.xan-
g, os quaes prom.vem differeotes fettejos para
maior explendor do aclo e relevo tic exeeugo
de sua tarefa.
Casamento civilForam i Diz os hon-
tem nos 3* e 5o districtos edtaes de p amas de
casamentas dos seguintes conlraheates:
Primeiro
Raymondo Pontea de Miranda com D. Mara
Thereza de Aadrade Brederode, moradores na
freguezia do Pogo da Panella.
Primeiro
De Jos Gonfalves do Espirito Santo com Sa-
lom Maria do Espirito Santo, solteiro3 e resi-
dente na freguezia de S. Jos.
Acto louvave O Rvm. Sr. vgario Gua-
nta tendo obtide da junta governativa despacho
relevando o de urna multa que lbe fO.-a injusta-
ment^ imposta pela ex intendencia de Gamellsi-
ra, pra.icou a acgo louvave e digna de offare-
cer a importancia da dita multa aos cofres do
referido municipio.
Em outra secgo damos o oficio que o mesmo
Rvm. vigario dirigi ao actual conselho da In-
tendencia.
vapor Matapan Este vapor da Com-
panhia dos Messageries Maritimes sabio do Rio
de Janeiro em 17 do correte s 5 horas da ma-
nila e esperado aqui em 22 do corrente, coa-
forme telegramma recebido pela agencia nesta
cidade.
inun aren em Portugal e Hjpa-
nbaEis noticias a respeito colhidas de tele-
gramroas para a imprensa fluminense:
Sua Magestade el rei D. Carlos collectou entre
03 capi'alistas da praga de Lisboa 10 contos
para occorres ao3 pescadores.
O governo creou igualmente fondos com o .
mesmo destino.
Piomoveram-se sabscripges e agenciaran) se
outros donativos* par' attender s desoladas vic-
timas des ultim03 temporaes.
Prosega m as temnesiales e inuudages em
vanas provincias do contiaente portugus.
Dos pescadores afogados na Povoa-, lm sido
:p rihado3 na co la 115 cadav i
No dia 6 s 7 horas da noite cahio sobre a ci-
dade de Lisboa novo e horrivel temporal.
No T jo naufragaram diversos navios, e em
Ierra com a impe'uosidade do vento foram der-
rubadjS as chimins de alguns predios.
Tanto no mar como em trra ha mortes a la-
meniar.
A favor das victimas da Povoa de Varzim, fez-se
um bando precaiorio e contina aberta ama
subicripgo popular, que tem dado grande re-
iDltado. .'..___
Nao ha memoria de igual calamidade que nao
podero minorar oa aoccorroa pblicos e parti-
culares fartamente distribuidos e conectados.





.


*

\
a
;ir*





Diario de Pernambuco Sabbado 19 de Ma?o de 1892



Anda em data de 9 dixia se para o Paiz
pela agencia Galveston:
Coitinuam as inuai*g533.
A3 agua3 do Tejo avoamam se cada vez mais
com as fortes chavas, qua se succedern quasi sem
intermittencia.
De Madrid Be noticia em data de 9 do cor-
rete :
O Guadalquivir, elevado a 7 metros cima do
nivel ordinario, tem sondado as povoagOcs ma:
ginaese p-incipalmente Villa Nueva, que so acba
qua-i de todo submersa.
Os prrjuiz03 sao colos.:a?3.
E' pria plmente no sul que as inuudacoes
causara os'mais desoladores effeitos.
Em Gibraltar a3 aguas destrniram todas as
pontos, impelindo as coramunieags para o n
terior.
N sa locilidade e em varias outras, aparte os
prejuizos colUwsaes, contara se muitas pessoas
moria3 afoladas.
CIuj nibiiii Lima-Amsni vae essa
distincta as^ociago povoaco de B berib', por
especial convite receido da C!mmi3So da no-
vena a curco lia se.ihoras eolteiras.
Hovimralo incipienteNo Tempo, de
6 do corrate, lose :
Algua3 repubcinoi liograndenie?, resi-
dentes n-s'.a capital, lizcram un anpello aos
3eus conterrneos residentes no Rio Granie do
Sal, pedindo Ibes que nao patuem com a pclitica
doS-. Dr. Silveira Martins.
Abtenio do voto Em sen sorvigo
teleg apb'co, o Diarto do Commerao publica o
seguhte eierrramma, que lbe foi expedido pela
redacto da Federagao:
S. PauloA opposifSo esmagoao governo
consegaioclo nunca vista absteogo do eieilorado
na illegat eleigo de hoje. Em muitas secgOes
da capital nao houve eleigo; e cutras so um
vo'anie atern dos mesarlos.
Campiois. fortes generaos, compareceram 83
de 2000 'eitores ; Santos. 115 de 2O0O ; Piraci-
caba, 231 de 1032 ; Capivary, 40 de 500 elei-
lores. t
Em mnitos collcgios importantes nao bouve
eteigo, como Discalvado, Santa Rita, Ribelro
Pires e outro3.
Bomenoa de nilmlo Fol aulorisada a
Caixi da Amortisagao a fazer as segaint?s re
messas :
De 7:000, em notas de p?qaenos valores,
Toesouraria deFazeada do Estado do Espirito
Santo, e de 30:0003, em cdalas de l e 2, a
das Alagoas, em troco de iguaes importancia?
que eaviaram em notas do Tnesouro, a primei a
com o officio n. i9, de 19, e a segunda com o
de n. 17, de 15 da Fevereiro ultimo.
De 100:00JS, do Ciar, tambem em nota3 de
pequeos valores, e de 5\):00O, logo que fr
poss.vel, do Paran, em notas de 20* e de menor
valor, conforme pedram em telegrammas de 22
e 23 do mcz prximo findo.
Si, como se v, est em pedir, pecamos; si a
cansa caree de rcmessa de nota3 do Tiiesonro,
porqu lato aa nao faz t.'mbsm ?
iMiavra* de Silveira Martina -D.z a
Gazeta de Noticias:
Un jornal do Rio G-anle attribue ao Sr. Sil-
veira Martins as seguales palavras :
Nao 3-mo3 cphos nem precisamos de tuto
res.O Rio G-ande governa-se por siquer
qneiram quer nao.
vr. Sabino Jnior Informam-ncs que
o Ncleo Artstico Instructivo mandou tirar a
oleo o retrato deste cidado, afim de collocal o
em seu salo.
Serviro militarHoje superior do da
o Sr. major Loureiro, B fat a ronda e visiU
um subalterne do li batalbao.
O 2" batalbao de infantaria dar a guarnigc
da cidad?, excepto 33 guardas do Thecouro e
Df tecco, que sero dadas pela brigada policial.
Un fo me n. 3.
Inspectora do 5. districto mar
tltno-Recife, 17 de Margo de 1892.
Boletim m-eteorolotrico
l Term. centt- Barmetro Tensao do Hnnu-
grado (a O') vapor dade
6 n. 27,2 7oa-,87 18,27 68
9 28 "2 736 49 19 55 68
12 29 "4 756-07 19,09 64
3 t. 28*7 733-,2i 19,40 67
6 28,<>1 7o-,53 18,76 67
i uperatura mnima 26,75.
Tempentura mxima 30,50.
Evaporagao cm 24 horas ao so! 8",S, som
bra6,fl
Chava nulla.
DireccSo do vento E e ESE alternados de meia
norte a 6 i. da manb; ESE.com interrupgOes
de SE eE at 11b e48m.; ESE e SE alie-
nados ate" 8 h. e 40 m. da tarde ; ESE com in
terrupes do SE e E a meia aoite.
Velocidade media do vento 3",85por segundo.
-balosidade media 0.59.
Boletim do porto
Das
Horas Altura
pra mar ou
baixa-mar
B. M. 17 de Mirgo 010 da t. 0-io
p. M. 17 de 6-40 da t. 2-10
B. M. 18 de 0-44 da m. 0-34
P. M. 18 de 703 da ra. 2-03
tifHeEff9Ctuar-se-h:o os seguintes:
Hoje :
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, ra Mar
quez e Olinda n. 48, de 12 caixas com cho-
cla', e 20 dita3 com massa3 italianas.
;* raneareSerao celebradas
Hoje:
As 7 horas, ca matriz de Santo Antonio e na
capeila da Conceigo de Ipotioga, pela alma de
D. Mara de Miranda Fragoso Pontes; s 8 boras,
na matriz da Boa-Vista, pela alma de D. Manuela
G. e Souza Reis.
Segunda-feira :
A'i 7 1 2 horas, na capeila do cemiterio, pela
alma de D. Isabel Elvira Fernandes Magalhes.
Pa Vi por inglez La Plata :
Carlos Papal3, Vincpnzo Celani, Domenico
Celani, Nicola Conli, Nicola Celani, Armand
Boire, Alice Mocre, Robert Nish, madame H e 1 menor.
Hospital Pedro IIO movlmento deste
te estabelecimento de caridade, dodia 17 de Mar-
co, foi o seguinte :
Existiam 597
Eatraram i2
-----609
Sahiram 14
"aeceram 2
Existem 593
-----609
Foram visitadas as enfermeras pelo3 seguin-
te? I)r~.:
Mosco30 entrou s 8 1/2 horas da manha e sa
bio s 9 3/4.
Barros S .brinho entrou s 7 1/2 da manb e
sal-.o ; S 1 i.
Pe itoal eatrou s 10 da manb.5 e lati e
Sim0:3 Barbosa eutrou 3 9 3/4 d3 macha sa-
bio s 11 1/2.
Silva Ferreira entrou s 10 da manh e sa-
bio s 11 i/4 horas.
Arnobio Marques entrou s 10 da manha
e sabio as 11 IV
Aadrade Lima entrou s 8 1/2 da manh e sa-
bio s 10.
Lopes Pessoa entrou 5s 9 3/4 horas da manha e
eahio s 11.
Pb3rma:eutico entrou s 8 1/2 da manha e sa
hio s 3 boras da tarde.
O ajudanle do pharmaceutico entrn s
8 1 2 boras da manb e sabio s 4 horas da
tarde.
Lotera do Haranho A 21* serie da
6 lotera deste Estado, cojo premio grande
de 300:000*000, ser extrahida no da 23 de
Ma-go (quarta feira).
Lotera do Estado do Grao-Para
A 3.1 see da 53" lotera, deste Estado cojo
premio grande de !20:000#000, ser extrahida
no dia 19 de Margo (sabbado).
Lotera de Onro PretoA 2" parte d>
i lotera, de Ouro Preto, cojo tnaior premio
de 36:000*000, ser extrahida no di 22 do cor-
rente (terga feira).
Lotera do Estado de Santa Catba
rlnaEslaloteria cojo maior premio de.....
100.000#000 ser extrahida todas as tergas-fei-
ra?-
Lotera do Estado da Baha-Esta
lotera cojo maicr premio de 90:000*000 ser
extrahida todas as quintas tetras-
operaces cirurgira*Foram pratica-
das no hospital Pedro U, no dia 12 do correte,
as seguales:
Pelo Dr. Silva Leal:
ExtraccSo de catarata pelo processo de We-
cker, com iridectomla.
PeloDr. JoioRangel:
Amputagao de ante-brago no tergo medio, pelo
metbodo a dous retalbos, reclamada por phle-
gaio suppurado da mo e articulago radio car-
piana.
Pelo D;. Arnobio Marques:
Amputagao de brago no tergo superior pelo
metbodo circular, reclamada por esmagamento
completo de todo ante-brago.
Pelo Dr. Silva Farreira :
Calpo-perineorbapbia, reclamada por prolapso
completo do tero.
ccmterio publicoObituario do dia 17
de Margo de 189,2.
Jos Pereira e Brito, Pernambuco, 16 annos,
solteiro, Santo Antonio ; vmica.
Jos Ignacio Ferreira, Rio G'ande do Norte,
42 annos, casado, Boa Vista; toberculose pul-
monar.
Virginia Bezerra Camargo, Pernambuco, 21
annos, casada, Boa-Vista; tubrculos pulmona
res.
Euphrosino Ferreira Caldas BrandSo. Pernam-
buco, 55 annos, solteiro, S. Jos; cachexia pa-
lustre.
Josepha Bernarda da Conceigo, Pernambuco,
21 annos, solteira, S Jos, cachexia palustre.
Eduardo, Poraamboco, 15 mezes, Grag; den
tigo.
Trajano da Silva Pereira, Pernambuco, 59 aa
nos, viuvo, Boa-Vista; en'erite.
Tnomazia Mara de Jesu3. Pernambuco, 70 an
nos, solteira, Boa-Vista; febre perniciosa.
Ao Dr. aspar Drummond
Provoco solemnemente o Sr. Dr. Gas-
par Drumond a vr, dooumentalmente
provar a parto do son pornographico arti-
go, hoatom publicado u'O Estado de Per-
nambuco, em que diz que, na eleico
procedida nesta capital a 21 de Fevereiro,
a fraude mais descarada substituto a
soberana do ovo, augmentando comide-
ravel numero de votos que nao foram reco-
Ihidos ?
Se ainda possue st ntimentos do honra
e de dignidade, o Sr. Dr. Gaspar Drum-
moud nao pode fngir ao repto que lango
s odas faces.
Como presidente que fui de urna scc
5o eleitoral n5o posso nem deve consen-
tir que a opposijo minta cynicamente
afirmando a defrauda98o da vontade po-
pular espressa livreaente as ornas a
21 de Fevereiro.
Os amigos e ce-religionarios de S. S.
andarn? percorrendo as secjoes eleitoraes
e toman lo notas dos eleitores que com
pareceram, e se nos, os amigos do patrio-
tico governo que felizmente dirige es des-
tino desta trra, quizesaemos alterar
a cxpres3to das ornas nao forneceria-
moa promptamonta eeses dados.
Se quizessemos augmentar a votado
esta teria sabido maito porque a arithme-
tica empregada nos pleitea anteriores ao
dia 21 forneceria 03 recursos para isso.
Dos lo j previno ao Sr. Dr. Graspjr
Drummond quj o seu silencio importa; ,
as condi8es em que enlloco a queBto,
urna retractado.
Aqui fioo, Sr. Dr. Drummond aguardan-
do rs provas de anas allegajSes.
Recife, 19de Mar9o de 1892.
Joaauim Thi.-go da F\.nscca.
Contradic^ao flagrante
O Sr. Drummond cala dia torna mai3 patente
que e3t com o cerebro desnorteado; e aeslm
que o vemos quotidianamente cahir de incohe-
rencia, em Incoherencia com grande prejuizo e
em detrimento do3 Eeus foros de jornalisla emen
too escripto tUuslrado.
Quem der-se ao trabalho de 1er o Estado de
quinta-feira, ba de ceitificar-se do que dizemos,
e, ao rnesmo tempo, rir um pouco do artigo
que naquelle dia o < iluminado das multides.
Tratando do decreto publicado no Diario de
Pernambuco de quarta feira, decreto que torna
extensiva aos prefeltos e sub-pn feitos, a med,
da de dissolcgo, tomada com relago aos con
ceibos municipaes, diz o Sr. Drummond que,
visto s ter sido a 16 do correte publicado o
referido decreto illegal a eleigSo de prefeitos e
sub-prefeitos realisadaa 21 de Fevereiro.
E, asBim, accrescenta: A pnblicagao do
decreto importa muito ; importa, afinal, ludo
porqoe importa a sua execugo.
Entretanto, tratando da demisso de certo em-
pregado, ha bem poucos dias o Sr. Drummond
censurava a junta por ter assignado tal demis-
so, visto como o empregado em questo deve-
ra gozar das vantagens da lei sanecionada pelo
Baro de.Contendas, a qual ornava vitalicio o
mesmo empregado.
Mas a lei de vitaliciedade anda nao bavia sido
publicada e, conseguiotemente, nao podetia pro-
du3 r effeito.
Embora,pensava o Sr. Drumaoond. O em-
pregado devia gozar da vitaliciedade, nao obs
tan ;e tudo.
lias, vejam os leitores at que ponto chega a
for^a do redactor do Estado.
Hontem dizia que a lei, ap?zar de nao publ
cada, devoria produzir ilcito ; boje diz que a
eleigo de prefeitos e subprefeit03 illegal par-
que foi feita antes da publicago do decreto...
Hontem clamava contra o acto da junta de
miLindo um empregado vitalicio em virtude de
Ui cao sanecionada; be je accu?a a junta por-
que manda proceder a eleigo de Prrfeilos e
eSubpiefeitos antes da publicago do acto que
ancullou as eleigOes realisadas a 30 da Setem-
bro do aono passado.
Hontem nao sabia, ou fingia nao saber, que a
lei antes de publicada nao tem elldito hoje diz
que o Decreto, relativo aPrefeitoe Sub prefeito,
nao pode ter tffeito, embora datado de 24 de
De::smbro do anno passado, urna vez que s a
16 do corrente foi publicado, isto urna vez que
dorma o somno do esquecimento na poeira da
secretaria do governo.
Estupenda contradiego I !
#
Mas, cuca nos o Sr. Drummond :
O Decreto que torna extensiva aos Prefeitos e
Suoprefeitos a medida de dissolugo, tomada
com relagc aosConselhos Municipaes, foi publi-
cado muito antes de 16 do correte.
Leia o Sr. Drummond o Diario de Verdambuco
d; 23 de Janeiro, na parte oficial, e ver ali es-
tampado o referido Decreto.
D se a esEe traba ho e convencer se-ha de
que a eleigo de Prefeitos e Sub-prefeitos, rea
Usada a 21 de Fevereiro nao pode ser conside-
rada illegal.
Nao ; nao pode ser considerada illegal, urna
vez que, muito antes de eua realisago, foi
publicado o Decrete de qus se trata*.
Convngase, pois, o Sr. Drummond de ludo
isto, e convenga-se mais de que, cabindo, como
tem cahido, cm tantas contradiccOes, ba de aca-
bar por ser sagrado, nSo mais um talento, po-
rem um genio !
L.
chronica iniciara
Superior Tribunal de Vustlca
SESSO ORDINARIA EM 18 DE MARCO
DE 1692
PRESIDENCIA DO SB. DR. PIRES FERREIRA
Secretario, o cidado Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costuran, presente3 os Srs. juizes
em numero legal, foi oberta a eesao, dpois de
(ida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os feitos deram-se os
seguintes
JDLG AMENTOS
Uabeas-corpus
Pacientes :
Januario aues de Olive-ira, Francisco Jos da
da Silva, Manoel Francisco de Oliveira e Jos
Francisco dos Santos.fndeferidos.
Luiz Alves dos Santos.Negou se a ordem,
unnimemente.
Francisco Alves da Silva.Mandou-se ouvir o
Dr. questor e o juiz de direito do 2- districto.
Recursos crime3
Do Re:ifeRecorrente ojuizo, recorrido Ma-
nat Baptista d03 Santos. Relator o Dr. Ribeiro
Vianna.N-?gou-se provimento, unnimemente.
D GuarabiraRecorrerte ojuizo, recorrido
Manosl Senhorinbo Francisco. Relator o Dr. Si-
gismundo Gongalves. Negou-se provimenlo,
unnimemente.
Aggra\03 de petico
Do Recif;Aggravante Jos Marques Ferrra
e oatro, aggravada a Fazenda do Estado, Rea'or
o Dr. Sigismundo Gongalves. Adjuntos s Drs.
Francisco Luiz e Ribeiro Vianna.Negou-se
provimento, unanimemeate.
Do Recif;Aggravante Manoel Fernandes Vil
loso e outros, aggrava Jo o jeizo. Relator o D.\
Pires Gongalves. Adjunto os Drs. Sigismundo
Gongalves e Costa RibeiroNao se lomou co-
nbecimeato do aggravo contra o voto do D.\ Si-
gismundo Gongalves.
Do RecifeAggravante JoaoNepotnuceno Coe
lbo, aggravado Antonio Baptista de Araujo. Re
lator o Dr. Sigismundo Gongalves. Adjuntos o
Drs. Francitco Luiz e Pires Gongalves.Negcu
se provimento, unnimemente.
Appellagocs crimes
Do Bonito-Reclamante Manoel Antonio de
Asumpg5o. Relator o Dr. Francisco Luiz.-Foi
atte Dj AnadiaAppellante Ma3cel Benedicto dos
San'os, tppellada a justiga. Relator o Dr. Ribei-
ro ViannaMandou se a novo jury, unnime
mente.
Di Anadia Appellante o juizo, appellalo
Anselmo Jos Bezerra. Relator o Dr. Costa Ri-
beiro.Negou-se provimento, unnimemente e
decretou se a responsabilidade do eicrivSo ao
jury Josino Rodrigues de Amorim.
De Jaboatao Appellante o juizo, appellado
Joaquim Flix da Silva. Relator o Dr. Costa Ri
beiro.Mandoc-se a novo j-iry, unnimemente.
De Caruar Appellante o juizo, Jeronymo
Jos dos Santos e utro, appelludo3 os mesmos.
Relator o Dr. Cesta Ribeiro. Deu se provimenlo
a appeago dos appellantes unnimemente e
negou-se a do proirotor publico.
De S. MiguelAppellante o juizo, appellado
Mrtiniano Amaro des Santos. Relator o Dr.
Galvo.Negou-se pn vimeuto a appdlago con-
tra os votos dos Dre. Pires Gongalves e Francisco
Luiz.
PASSAGEHS
Do Dr. Pires Gongalves ao Dr. Fraacisco Luiz:
Appeago crime
D3 C ruass Appellante o juizo, appellado
Ftlix Pereira da Silva.
Do Dr. Francisco Luiz ai Dr. Costa Ribeiro :
Appeago crime
Do Bom Cmselbo Appellante Clementino
Antonio de Barros, appellada a jjstiga.
Ao Dr. Pires Gongalves:
Appellago commercial
Do RecifeAppellante Jos Ferreira das No-
ves Gutmares, appellado Joaquim Antonio Pe
reir Bastos.
Do Dr. Costa Ribeiro ao Dr. Ribeiro Vianna:
Appellago crime
De Bom JardimAppellante Francisco Barbo-
sa de Freitas, appellada a justiga.
Do Dr. Galvo ao Dr. Sigismundo Gongalves :
Appellago crime
Do Recife Appellante Jo5o Alexandre, appel
lata a justiga.
DILIGENCIAS
Devol.ida no juizo a quo:
Appellago crime
Da Bom ConseiboAppellante o promoter pu-
blico, appellado Antonio Cordeiro de Fraoga.
Com vista ao curador a lide :
Appellago civel
Do RecifeAppellante Rosara de Msgalhes
Bastos, appellaio Jos Victorino de Paiva.
DISTRIBCICOES
Recursos crimes
A o Dr. Pires Gongalves :
t IogazeiraR^corrente o juizo, recorrido
Joo da Silva Bandeira.
Ao Dr. Francisco Luiz:
Da VictoriaRecurrente Joo Pereira Barbosa,
recorrido Jos Mara Gomes Machado.
Aggravos de petigo
Ao Dr. Francisco Luiz :
De S. LourencoAggravante Manoel Umbeli
no Ferreira da Silva, appellado Dr. Ignacio de
Arruda Belto.
Ao Dr. Costa Ribeiro :
Do RecifeAggravante Jos Joaquim Sainar-
eos, sgjravado Antonio Firmino Flores.
Ao Dr. Ribeiro Vianna :
Do RecifeAggravaute Mme. Longuin, aggra-
vado Adriano Languin.
Ao Dr. Galvo.
Do RecifeAggravante Manoel Jos do Nasci-
mento, aggravado Izidoro Bastos de Oliveira.
Ao Dr. Sigismundo Gongalves :
Do RecifeAggravante Joo Nepomuceno Coe-
Ibo aggravado Antcnio Baptista de Araujo.
Ao Dr. Pires Gongalves :
Do Recie-Aggravante Mme. Laguin, aggrava-
do o juizo.
AppelJagoes crimes
Ao Dr. Sigismundo Gongalves :
De Alagoa GrandeAppellante Manoel Perei-
ra de Araujo Oliveira, appellado Seraflm Accioly
de Mana.
Ao Dr. Pires Gongalves :
De S. BenloAppellante o jouo, appellado
Francisco de Paula Macario.
Ao Dr. Francisco Luiz :
De IpojucaAppellante Joaquim Nicolao de
Siqueira, appellada a justiga.
AppellagOes civeis
Ao Dr. Sigismundo Gongalves :
De Jaboatao Appellante3 Silva 4 Alvaro,
appellado Joaquim Xavier Carneiro de Lacerda.
Ao Dr. Pires Gongalves :
De CamaragibeAppellantes Amorim IrmSos
< C. appellados a viuva e berdeiros de Joo
Francisco de Lima.
Ao Dr. Francisco Luiz:
Do Triumpbo Appellantes Gongalves Caoba
& C, appellado Jos Nones de Qoeiroz.
Eacerrou-se a sesso s 2 1)4 horas da tarde.
lauta Commercial do Estad de
Pernambuco
ACTA DA SESSAO DE 10 DE MARCO DE
1892
PRESIDENCIA DO SB. DEPOTADO JOAQUIM OLINTH
BASTOS
Secretario, Dr. Soares de Avellar
A's 10 boras da manb, foi aberta a sesso es
lando presentes os Srs. deputados : commenda-
dor Lopes Machado, Beltro, Figueirdo e Paula
Lopes.
Fui lida e approvada a acta da sessao anterior
e pro:edcu-se a Iiitura do seguinte
EXPEDIENTE
Officios:
Da S-cretarla da Junta Commercial de Belm,
de 22 do mez passalo, acensando o recebimeato
da relago dos commerciantes matriculados
nesta Junta durante o segundo semestre do anno
Ando.Archive se.
Da Junta dos Corretores de3ta praga, de 7 do
corrente, remettendo o boleiioa da3 cotagOes re-
ferentes semana de 29 do mez passado a 5 do
:orrente.Para o archivo.
Jornal do Comraercic, publicado nesta cida-
de, de n 1 a 7, off-Ttcido pela respectiva redac
gao.Para o archivo.
Forana distribuidos rubrica os seguintes li-
tros :
Copiadores de cartas: Cinco da firma Amo-
rim Irmcs & C. ; um de Gomes dd Mat:os Ir-
mSos e um de Eugenio Cardoso & C.
Diarios : de G:oc3 de Mattos Irmos e Jo;
Carlos de Oliveira.
DESPACHOS
PegOes:
Do Antonio da Silva Castro e Ayres de Souza
Baptista, pedindo o registro de seu distraclo so-
cial.Archive se.
De Francisco Joaquim Ribeiro de Britto, agen-
te de leilOe?, pedindo para ser registrado o co
nbecimenlo do imposto pago de sua profisso,
relativo ao semestre de Janeiro a Jucho do exer
ciio corrente.Registre-se.
De Domingos Coelho e Soares, Pinhelro e Sal-
les e Jos Carlos de Oliveira Reg, pedindo o
registro de suas firmas commerciaes. Como
requerem.
D! Aristides Jos de Oliveira, pedindo que,
avertada sua fiang, constante do documento
que junta, se lbe paase o competente titulo de
agente de leSes, para o qual foi nomeado pela
merili3sima Junta, em sesso de 3 do correte.
Vista ao Dr. secretario. Foi voto ?enc:do o
do'Sr. deputadoBeltro.
Nada man ba vendo a tratar o Sr, presidente
encerreu a sesso s 11 boras do dia.
SPORT
Prado Pernambueano
Amanha realisa a sua 12.a corrida no
prado do Lucca.
Eis es nessos palpites :
1." pareo Boa ViBta AUy Good
Moring.
2.- pareoGlleteLucifer Gerfaut.
3.- pareoMaranguapeCaubyTalis
pher.
.^4/ pareoPhariseuDespota Luci-
fer.
6.' pareoId*PlutSoCauby.
6,- pareeNapolitano TorpedoSi-
roco.
'<". poreoCiganoAllyRio Grandj.
Na Ba columna sportiva, lancou o col-
lega do Tempo na edigao ds 8 do corren
te, as seguintes linhas sobre a suspensSo
das corridas na capital federal :
Ainda hontem nao foi despachado pelo
Sr. ministro do interior o requerimento
do3 proprietirios de animaos pedindo a
revogagSo da ordem injueta o attentato-
ia de direitcs rerpeitaveis, em virtude
da qua^oram suspensas as corridas nesta
capital.
A saude publica, que alias ne opiniSo
sensata de inumeros mdicos tem tudo a
lucrar com esses divertimentoa campes-
tres, adorados pelo publico, servio de
pretexto violenta medida, e tudo faz
crer entretanto que antes urna preven
g5o injastificavel contra as corridas que
faz com que estejam privados de sua di
versao predilecta as tres quartas partes
da popukcao fluminense que compSea o
nosBO mundo sportivo.
E ur-a prova flagrante de que s a
prsvencSo poder explicar o interdicto
aneado cobre as corridas tivemol-a cs
na cincessSo de licenca para a tourada
de domingo, a que assis'.iram agglomera-
das (e sem eccidente algum alias) cerca
de cinco mil pessoas, isto ama con-
currencia mais ou menos igual do turf,
pode entretanto ella flear muito mais
salutarmeate alojada.
Emrim, para concluir, o actual Sr. mi-
nistro do interior precisa ao menos des-
pachar o requerimento em seu peder,
para que se saiba definitivamente Be S.
xo. nutre tambem odio contra as po-
bres e innocente corridas.
*
O 4Estado de S. Paulo publica as se-
guintes noticias :
Constantino, urna valente filha de Sa-
xfrago, irm2 de Le Brsil, Petropolis e
tsntos outros her?s do turf fluminense
acha-se cm magnificas condiges e pode
muito bem na sua estra conquistar um
triumpho para a sua coudelaria, que
tambem faz estra no noso turf.

Segunda dizem por ah, accrescenta o
mesmo jornal, Cornelio um celebre ca-
vallo ao qual certaram as unhas para que
elle n2o fizesse mal a Marcial, Farrspo,
ero e outros pobres nacionaes que nada
tem de felinos.
Agora 63t elle en tre patricios e entSo
outro cantar.
L com l, er com er.
MEMORIAL
SEMANA SANTA
E esplendido o sortimento em tecidos pretos
que a loja do Coelho retirou da Alfandega, como
sejam:
Ottomane.
Ben alie.
Etamine.
Satn Luxur.
Surb.
Cachemiras "
E cortes riquissimo3 meio coofecciosados
56 Ra da Imperatriz 56 ______
VISITES
Mjdeloa completamente novos, recebidas das
principaes modistas de Paria e Berlim, acaba da
expor ao publico um riquissimo sortimento a
LOJA CO COELHO
56 Ra da Imperatrii
TOCCASINGLEZAS
Proprias para criangas
Receben a
LOJA do COELHO
Ra da Imperatrix n. 58
NINGUEM DEVE COMPRAR
Artigos de cbapelaria ou flores, plumas, veos,
gazes, rendas, etc., sem fazer urna visita Cba-
pelaria Rapbael, onde se encontra f empre tudo
qnanto, nesses artigos, ba de melhor e mais
moderno.
2Ra do Baiao da Victoria2
Rapbael Dias & C.
INDICAfJOES TE1S
RUCHES DE FLORES
Em todas as cures, proprios pira grande soi-
re
a
LOJA DO COELHO
Roa da Imperatriz n. 56
Bellicos
Dr. S Pereira, ra da Imperatriz n. 8,
di consultas medico-cirorgicas todos os disi
das 3 ao meio dia, menos ms domingos
iias Banificae"^;.
Constorto medico-cirurgicoDr. Sim-
plicio M-vignier, de volta da Capital Fe
deral tem bou consultorio, ra da Cade>
n. 27 1. ander.
Especialidade Molestias pulmonares,
febres e dr, pellc.
Consultas te 12 es S da tardo. Cha-
mados per escripto.
Telephonen. 392.
Dr. Joaquim Loureiro medico e pcrtei
rO| consultorio ra do Cabug n. 14
l. andar de 12 s 2 da tarde; resideac;*
no Moateiro.
O Dr. Lobo Moseoio di consulta ezs
sa casa ra da Gloria n. 39, das 1C
boras da maEr>3 1 da tarde. Achaado
se fra do Borvigo publico oflerece-so pars
acudir a qualquer chamado cora prompti-
tao para fora da cidade. Especialidades,
operagSes, partos e molestias de senhori
e de meninos.
Oeeulist&s
Dr. Ferreira, com pretica roa prino-
paca hospitaes e cnica de Pars o Los
dres, d consultas todos os dias das i
horas ao meio-dia. Consultorio e rosi
d nc-ia a rsa Larga do Rosara b. 20.
Dr. Barreta ampaio, ceculista, d con
taitas de 1 s 4 horas so 1. andar d<
3asa ra Barao da Victoria n. 51. Rei
doacia a ra Sete do Setembro n. 34,
sntrda pela ra da Saudade n. 25.
Dr. Pereira da Silva recentemente che-
gado de Pars, com pratica as clnicas
de Wecker e Landolt, d consultas de 1
s 4 horas da tarde ra do Imperador
n. 63, 1. andar.
Telephone n. 588.
REZIDENCIA CAXANG
Abrogarlas
Fara 3obrinho & C, drogaiats por &U
oado, ra do Mrquez de Olinda a. 41.
Francisco Manad da Silva & C, deposi
-.arios de todas as especialidades pharxtu
Couticas, tintas,, drogas, producto chimi
se 89 medicamentos homeopticos, raa i
Mrquez de Oliada n. 23.
PIBLICACOES A PEDIDO
Illuminago publica
Li o artigo que seb esta epigraphe, e
assignado por Y foi publicado no Diario
dePernan.buco e Jornal do Recife de hoje,
em que por mais de urna vez refere-se
Fie!den Brothers, respeitaveis negociantes
inglezes, empresarios do servigo de illu
minagao d'esta cidade por mais de 30
annos.
Elles teeai dado sufficientes provas de
que nao sao especuladores vulgares, e s
reclamam o que nSo lhes pode ser negado,
isto justiga.
Pego pois a Y quo falla, como se fosse
o Banco da Bolsa que deise em paz esses
distinctos cavalheiros, que nunca bo eavol
veram nem pretendem envolver Se em
polmicas jornalisticas, Imitndose al-
lgamelo de seus direitcs perante o poder
competente, e segundo os meios faculta-
dos pelas leis do paiz.
De accordo com esse modo de proceder
tambem nao acceito discussSo feita pela
imprensa sobre as questSes pendentes da
actual empreza, es quaes se acharo per-
feitamente esclarecidas por provas resal-
tantes de documentos valiosos incontesta-
veis.
Empreza do Gaz.Recife, 18 de Margo
de 1892
Samud Jones.
Gerente.
Guarda Xaciojial
O Club Central BeneBcente da Guarda Nacional
do K-tado de Pernambuco, tendo se reunido em
assemba geral, delrbereu dlri^rr ao vtce-pre
Bidente da repblica a reclamaco seguinte:
Illm. e Exm. Sr. marechal vice presidente da
repblica.
O Club Central Beneficente dos Officiaes da
Guarda Nacional deste Estado de Pernambuco
vem peranta V. Exc. coso primeiro magistrado
da nago e guarda fiel das leia, quer de ordem
publica, quer de ordem privada, reclamar contra
um tacto gravissimo por sua natureza, que im
porta a postergaco das garantas, que por lei
sSo outorgadas classe que representam e que
romo tal nao pode Bear impone, sem quebra
destas mesars garantas e consequente subver
sao dos .mais comesinbos principios de direito.
E' o seguinte:
Na noite de 21 de Fevereiro do corrente ;.'ono,
o major da Guarda Nacional, Francisco de Paula
Mafra. socio leste club, representado pelos sup-
licantes, foi espancado a sabr pelo sargfn'.odo
parque de artilbaria, Antonio Galdico Leo, e
soldLdo Joo Baptista da Silva e outros da mesma
bateria, sendo que o ref?ndo espangamento foi
pralicado em presenga do Sr. tenente Aotollano
Barreto Lins, estando o major Paua Maf-a de
bri.o dado com oSr. tenente Autuliano, que o
ccnuzia preso, para o quartel de artimaa,sem
que o Sr. major Paula Mafra tivesse commettido
crime, que em face dj cumprimento da lei tivesse
de ser preso, e mesno aseim, tendo em vista as
leis militares, nao seria um tenente que teria de
executar a priso de um major da Guarda Naci
nal e sim um c facial de igual patente, o que tudo
d claramente a entender q e o espanc^mento
praticado i a pessoa do Sr. major Francisco de
Paula Mafra, foi approvado pelo Sr. tenente Au-
tuliauo Barreto L03 e que asaim procedendo
iafriogiram todas as lea da disciplina militar e
langaram urna grave cffronta sobre a corporaco
da mesma Gaarda Nacional, vis'o como o refe
rido major Paula Mafra estava fardado, trazendo
no p ito da farda as suas ccnJeconc?, qoando
soffreu o referido espaldeiramento, circumstan-
cas estas que demonstram ter no a ffronia
executada por ordem superior, o que constitue
iofracgSo dos direitos de aisciplioa militar, scien-
te e conscientemente praticads.
Os sapplicantes inteiramente alneios a qual-
quer sentimento poltico nao pretendem absolu-
tamente tratar das causas que .concorreram para
lo lameotavel acoctecimento, mesmo porque,
por mais justas que f038em essas causas, por
mais criminoso que fesse o referido major (o
qual os supplicantes nao reconbecem absoluta-
mente) nem por isso, seria menos censuravel o
acto)contra quem reclamam, desde que serapre
possivel e nicamente permittido a punige dos
deudos dentro das rbitas iegaes, e por ostro
lado nada ba qoe justificar para urna violencia
que por si s conUitie crime previsto as leis
civis e militares.
E', portanto, somente contra este facto, tr
deponente do3 nosses foros de povo cirtmM
que os supplicantes veem invocar a justig de .
Exc. a qual nao permitir a impunidadeoa*
delinquentes, fazendo. ao ccntraiio, recahirssare
elles todo rigor da lei, afim de que se nao re-
prodazam est.s scenas to barbaras eenrc-
cas que sao verdadeiros bices ao noso pra-
gresso poltico e c.nstituem outras tantas caasac
de dissidencia e reparago entre as classes ar-
madas, cuja arregrmentaco. syrrpathia rec-
proca e unidade de vistas .-Soindispensaveig
para o bom e livre funecicnamento das forgas ds
paiz.
Os scpplican!e3 confiam que V. Exc. mam
urna vez far valer o espirito de justig qoe
sempre deve presidir a todo3 os actos" de ais
governo moralisado, ordenando o que mais eos-
veniente entender em sua alta sabedoria.
Em too ca;o protestam 03 supplicantes Mi-
tra o desacato que f j feito corporogaa qjh
representam ,na pessoa de um consocio e coUe-
ga e esperara que este seu protesto ser secna-
dado por toda a Guarda Nacional do Brasi t
achara cebo no corago de Y- Exc.
P. P. deferimftnto.
Pecife, 27 de Fevereiro de 1892.
(Seguem se as assignaturas),
O Sr. vice presidente do repblica, mareebt
Floriaco Peixoto, logo que receben a reciamr^ia
cima aleccionada, dirigi ao presidente deste
club, o Sr. oapil&o Jos Alf-edo de Carvaiba 1%
nior, o telegramma abaixo mencionado :
Telegramma n. 789.
Bio, dia 16392-Receido s 5 horas di
tarde.
Ao presidente do Club Central BeneHceate dac
Officiaes da Guarda Nacional.Recife.
Sciente do que expedem o membros leste.
club com relago m; jo." Francisco de Paula Ka-
fra, asseguro vos que tomare na maior coaeiB-
rago objecto da representsgo que me fsi dis-
gida.
Floriano Peixoto.
Taquarednga lo de Mare t
f 9i
A OUTRA
Em ccnlinoagio ao meo artigo do Dutrit %
(8 do prximo lictio sou despertado pela iaiafc-
ta virulencia da vcrrlna publicada no Jornal di
Recife de % do correte," sob o p3eudo de "Es-
tonio e jevita. Era como ia preferindo, acsete-
nos seb a inlluencia de orna epidemia moral em sua invas;-o grassa desde o Amazsnzs u.
Prata. Urna chava torrencial de maledicen i':.
fustiga a todos os brazileiros distinc'os que
parte activa na directriz dos regocios publico..
O ambiente social infeccionado pela nuvea n
espiritos alrazados, retrogadoa degenerados ex
sumarias, tinge a tela do co azul da nova tx
republicana mau grado das iotltuigOes Imfis-
sicnadoras da unio.
Portanto, eu, o Rvdm. Ccmmendador Teoe*
Dr. Farias Castro nao podamos escapar 11-
lecgo neste municipio.
A ^maledicencia vomitada pelos GTBUrs>
do valbacouto de Vertenles, Man Chibarro, CU-
maco Chibarro e Fabricio Cbiba-ro, irmo3 trai-
dores, quaes os de Jos, venderam a honra *.
sua irm, nao pouparam-no3. Vio Caprii
transformad :s em Calmars de tentculos intefc
cioso8 remesso pelo Jornal o fluido negra ce
suas ventosas empegando o placido amhiesfe
deste municipio. Sao estas autoridades qk
embugades no pseudonymo de que usam, ea-
balde se esforgam anos altirgir.
Acbam se procuaciados calumniadores e scc
o indulto da tiar.gi judiciaria, pobres miser nao podem asignar seus artigos virulentas.
Dr. Farias Castro e o comraendador Tejo aac
do attengao aos ataques de taes alimaas e car
por differeDga ao publico trtn;crevo es docs-
mentos ns. 1, 2 e 3, protestando nao voltar msE
imprensa, affirmando apenas que as injurias a
mim irrogadas as compenearei com a vergasts,
instrumento propr.o de fazer conter a relasasK
cynicos.
Silvestre Pire3 de Azeves.
Docamento n. 1
Ci-icdo tenente Pires.Respoadendo a *>.
carta cumpre-me dizer vos que Pedro Pereira ds'
Araujo Lima aqui chegou, vindo da comarca 4*
Brejo scossado pela prenuncia sobre fuiteide
cavallos, da qual, mais tarde sendo preio, p-
vou prescripco.
E durante o tempo que aqu esteve em eso-
nua desidia com sus visinhi s foi atinal proce:-
sado e condemnado por crime de danmo. 1
para mostrar que menta, fol que os terruutrtn
do Jornal de 4 do corrente chancou-o de nobre
pois quem conbeceu aqui Pedro Guabii (assist
se cbamava, a si prepric) e o chama de a#.--
tem tanto de sentimento pela verdade, quuc
tem a tal venina.
Podis fazer de minha repposta o uso qae -wr
aprouver.
Do voseo admirador, etc.,
Joo Barbosa de Souza.
Documento o. 2
Ilustre cidado Dr. Arthur.Sanie.Eraaj-
pello ao sentimento pela verdade, rogo fita
benra de, em abono da me3ma, responder m&x
p desta se me conbeceu, ou me vio, ou tere
mim noticia no municipio de Alaga de Baixs,
onde fostes juiz de direito, se vos coasu tar
sido meu nome envolvido em acto, ou proceras
crime de qualquer natureza.
Com permisso, etc.
De vosso admirador,
Silvestre Pires de Azeveda.
IUastre senhor.Durante o tempo que ecerc
o cargo de juiz de direito de Alaga de Baiss,
nao couhpci e nem Uve colicia de V. S. najuelt
comarca, assim como nunca me constou ter ade
0 nome de V. S. envolvido em processo de car-
me algum naquella ou em outra qualquer es-
marca.
Pode fazer us.o desta micha resposta, ele
etc. -.
Arthur da Silva Reg.
Documeno n. 3
Cidado tenenle Pires.Em resposla i vaot
carta de boje datada, declaro vos que cSo cuec
c autor das calumnias e imputages falsafK
se escreveu no Jornal do anno de 1879 contra
Revdm. vigario Tejo, das quaes falla a viruleaU
verrma do lornal de 4 do corrente ; e se vase
meneme, cao assumi responEabilidade.ja-
mis podia o fazer sebre aquillo de que teas
conviego ser falso.
. Podis fazer uso, etc etc.
Joo Barbosa de Scuzs
Fique registrado que o tal pobre dio
residente no Bezerro um bandido ce sacie di
velhacouto de Yerlenles.
Azeved.
Ao publico
Chegando co meu conhecimentc $w
certos individuos precuram langar olee
minha peetoa a baba venenosa de su
bilis, individuos qae nem Be quer perceiw
a grotesca figura, far-me hao o obsequie
especial de nao ae oceupar com a misi
individualidade, por quanto em nada Aac
bou pesado.
Portanto, t quem sabendo de urna ra-
para sempre que 1 tenho para dar aque-
les que de mim se oceupam ornis sois*
ne desprese.
Recife, 18 de Margo de 1892.
Deoclecio Reg.
O Sedlitz Ch. Chanteaud, o purgaafe
mais cffioaa contra a prisSo de ventre, es-
taquees, dUres de estomago, getsa, retus
tismo, etc. A fama de que goza eetoc
os facultativos universal. Para evitar m
contrafaeges, exijase um embrulho aoft-
reilo e a marca Ch. Chanteaud nico pre-
parador dos medicamentos dosimetricoi c
Dr. Burggraere.


1
i
ItEGJVEL i


4



Diario de Pernambuco Sabbado 19 de Marco de 1892
Hippodromo do Cam-
po Grande
Somonte em att ogo ao publico, rea
pondo a prohib c3 o da minhi e: !rda, e
inscripsao dos meus animaos, qua me foi
imposta pela direotoria Jcase prado.
Effectuada no domingo ultimo a cor-
rida do 3. pareo, e chegando viivel-
mente em segundo lugar o animal Cauby,
Lucifer em terceiro, o que foi presen-
ciado por .todos os espectadores dessa
corrida, e tendo os juizss de chegada dis-
cordado sobre a chegadi dessea animaes,
p'ois o Sr. BrandSo, declarou ter elle
(Cauby) chegado em segundo lugar, o Sr.
Borba, classificou Lucifer em segundo
lugar, e o Sr. Dr. Witruvio, declarou que
nao asoignava o respectivo cartSo por nSo
ter presenciado bem a chegada dos ani-
naes, visto achar-se repleta de especta-
dores a casa dos joizes da chegada, aponto,
de nlo ter podido entrar na mesma ; a
directora, porem, em vez de annullar a
corrida, julgou Lucifer e Cauby empata-
dos, protestando en enrgicamente contra
essa deciso, sendo apoiado pela maioria
das pessoas presentes, o que me fcil
provar, e nSo tendo sido attendido o nosso
protesto, apexar do director-presidente
major Hermino Figaeiredo, dndome o
braco, dizer-me :
Pestaa, vi que foi Cauby que che
gen em segundo lugar, porem ochando me
na archibancada, quando deaci, se
achavam pagando poules de Cauby e
Lucifer, sendo lhe dito neasa mesma oo-
easiio, palo major Padilha solicitador ;
Hermino, retira-te dessa sociedade, que
te esta enlameando, resolv retirarme
eomo (guias das pessoas presentes, ou-
vindo nessa occasiSo, tambem alguna es-
pectadores dizerem : s recebo porque
querem pagar-me porem nao porque teoha
direito.
Dada esta explicacSo ao publico, per-
ianto a directora do Hippodromo, qual o
crime que commetti para vedarem a mi-
aba eatrada netse prado ? !
V, portando, o publico, que nSo com-
metti nenhuma bandalheira, e se censurei
o irregular procedimento dessa directora
ofiem termos convenientes e commedi-
dos, porem enrgicos, o que posso provar
eom testemuohos de muitas pessoas gra-
das que invocarei seus nomes se isto for
neces sa rio.
O publico que dos julgue.
Recite, 18 de Marco de 1892.
Joaquim Maximiano Pettana.
Illm.*' Srs. presidente e mais membros
do Conseibo de Intendencia Municipal de
Qamelleira.
Vigario Antonio Ovaciono de Avauj >
Quavita.
A.viso as Senhoras
O espartilho Leroy tem seus privilegios
de invenySo ; pode se ter confianca por
tanto, pedindo o por correspondencia.
O espartilho da Madama Loty nunca
precisa ser experimentado ; com os vesti-
dos mu justo?, estampa as formas do
corpo.
Madama Loiy, 8, Placa de la Made-
leine.
A repotioSo tem suas obrigagSes.
Club Corveta 3 de Oe-
zembro
A directora Ueste club dar posse aos novos
eleitos no domingo, 20 do corrente, s 7 bores
da noite, ra Augusta n, 107.
Para isto ja se acbam convidados algumas
commiss's ae ciabs aliados anos, especialmen-
te a digna e nunca esquecida directora do Club
Panellas de Miranda.
Peco o comparecimentede ledos osassociados.
Becife, 19 de Margo de 1892..
O 1. secretario,
Eduardo G. Rodrigues Selle.
amellelra, 14 de Marco de
18
IIIms. Srs Tendo a Exm. Junta Gover-
sativado estado despachado favoravelmeote
reclamac2o feita pelo abaixo assignado da
multa que indebidamente lhe foi imposta
pelo fiscal e approvada pela ex-ictenden-
eia deste municipio, como consta dos pa-
pis e mais documentos que j devem
acbar se na secretaria do Conselho Muni-
cipal, apresto me em pedir licenca para
t-fferi cer a importancia da mesma malta
em beneficio dos cofres municipaes, ser-
rindo o presente de plena quitacfto.
Aproveito a occasiSo para apresentar
a este I lm. Conselho os meus protestos
de considerado.
O melbor meio de fazer apreciar o sal purga-
tivo inventado pelo Sr. Rog publicando os pa-
receres dados sobre esse producto:
O Sr. Soubeiran, prefesser da Escola de Pbar-
macia, exprlmlo-se nos segointes termos, na
Academia de Medicina de Pars em om relatorio
que foi ncarregado de fazer sobre o P d
Rage :
Como ce v, segando as experiencias, este
< medicamento purga tao bem como a agua de
Sedliiz ordloaria j em razio de seu gostoap.ra-
< davel, lorna-se elle um poderoso meio de
tnompbar da repugnancia que muitos doentes
< leem pelos purgativos: que elle cao occasiona
oem ecie, necn puxos, n-m clica;, que por
i conseguate pode se atfirmar que elle acta
infalllvel e agradavelmente .
Xarope do Dr. Porget conta
os catarrbos, toases, crises nervsaa e n-
somnias.O Xanr e Forget um cal-
mante afamado conhacido ha j 30 annos.
as pharmacias e 28, ru Bergere, Pa-
rs (antigamente 36, ru Viviehne).
Para curar as molestias da palle,
eczemas, virus e syphilis, empregai o
DEPURATIVO CHABLE
as pharmacias e 28, ru Bergere, Pa-
rs (atigamente 36 roa Viviente).
Advogado
IrmSo, do Rio de Janeiro, mais om va-
Iioeto testemunho da efficacia do Peitoral
de Cambar para a cura das enfermedades
pulmonares, das quaes constituio se o so
per ano debelludpr.
Le i a se o que dii aquelle distinoto ca-
valheiro :
c Eu abaixo assignado, morador ra
S. Pedro, o. 0, no Rio de Janeiro, de
claro que, tendo urna fiiha minha de 13
annoa de idade, sido accommettida de
urna molestia grave, consultei es medicoB
de maior reputacSo desta cidade, e estes
diagnosticaran ser o s.ffrimento urna to
berculose aguda. Por espaco de quas
dous meses sujeitei minha iilha ao trata
ment desees llustres facultativos ; mas,
a molestia zombando de tudo, progredia
para o desfecho fatal.
N'essas circunstancia om amigo dedi
cada aconselhou-me a experimentar
Peitoral de Cambar, medicamento do Or.
J. Alvares de Sousa Soares, da Pelotas,
e, em tao boa hora acceitei csae ccnselho.
que no fim de seis dias as melhoras ee
foram accentuando, tendo diminuido a
tosse e outros phenomenos que acompa-
nham essa terrivel enfarmidade.
Minha rjlhi tomou desoito frascos de
Peittra! de Cambar e hoje ple se con
siderar completamente restab- lecida. Du-
ranta citco mezes e meio frequentou os
lugares mais recommendados pelos mdi-
cos, sea estado de magreza era extremo c
a febre nao e deixava.
Convicto, como estou, de que o Peito-
ral de Cambar, um precioso remedio
para as affeccSes dos pulmo*e, rauito o
tenho recommendado s pessoas de mi
nhas rela;3es.Jodo Antonio Peveira San
t.iago.
(A firma est reconhecida).
0 H. Barros Sarneiro e a fa-
brica a vapor Minha Espe-
ranea.
O Dr. Manoel Cewentino de Barros Car
neiro, formado em sciencias medicas e
cirnrgicas pela faculdade do Rio de Ja
neiro, medico adjunto da clnica do
hospital de Santa gueda etc.
Atiesto qne tenho f ito uso dos cigarres
denominadosMinha Esperanca e bem
aBsim do fumoHygienico Nacionalda
fabrica do Sr. Antonio Francisco da Cruz
reconhecendo pela analyse chimica a que
proced, que o referido fumo e cigarros
nSo clc:rram principio algum nocivo &s
funccSea gstricas, sendo' perfeitamente
toleraveis aos dyspepticos.
lo fiJe medici.
Recife, 12 de Fevereiro de 1892. f
Dr. Bavrot Carneiro.
Aquilino PorteEncarrega se de
qualquer trabalho de sua profissSo as co-
marcas : Escada, Ipojuca, Cabo, Palma
res, Gamelleira e Victoria.
COMERCIO
Bolsa Coaaaaerclal de Peruana
buco
coTigCas officiaes da junta dos cob
BETOBES
Pra^a do Recife, 18 de Marco d 1892.
Apoiices do Estado de jaros de 7 O/o de 1 000*
i 1 0I70O0.
Letras byppoinecarias do Banco de Crdito
leal joros ae 7 0/o do valor de ICO* a 104*500.
Cambio sobre Londres a 90 d/v a tS d. por 1*
40 bance.
Na Bolsa venderam-se:
7 A plices do Estado.
40 Letras byppotbecarlas do Banco de Crdito
*eil.
Sob proposta venderam se :
5 Accoes da Companhia indemnisadora do va-
lor realisado de 200* ao pr< go de 330*.
O presidente,
Eduardo Dubeox.
O secretario,
Augusto Pinto de Lemos.
Cambio
-KAtA DO BECIFE
s babeos abfiram a 12 faxendo regulares
transaecoes a esta laxa.
Ao meio dia retrabiram-se at (1 7,8.
Em ppel particular nao bouve traasaeco.
PBAgA DO BIO DE JANEIBO
12 Bancario, 12 1/8 particular.
Baaeo da Bolsa
BECIFE, 18 DE MASCO DE 1892.
Iran?acc6es efTectuadas:
i Apolices geraes de juros
de 5 0,',) do valor de
Urna lubercnlose agoda
O facto em seguida narrando pelo Sr.
JoSo Antonio Pereira Santiago, socio da
importante firma commercial Santiago &
Bel
Por pipa de 480 litros 80*000 ba falta no mer-
cado.
Foram exportadas t 18 do
pas.
corrale 12 pi
Aleoel
Por pipa de 480 litros de 280JC00.
O advogado Manosl Joaquim Sjlveira
e o solicitador JoSo Caetano de breu,
rauda sm seos escriptonos para a ra do
Imperador n. 54, 1. andar.
Ilaja su mino cuidado com as
alfcc(cs dos bronchlos. Seua
progressos sSo rpidos e assustadores.
Atalhem se pois os primeiros tympto
mas mediante doses regulares do Peitoral
de Anacahuita, o qual para logo far
parar os progressos da molestia ou in
fiammacS local ; impedir que a muco-
sidade se aglomere nos tubos bronchaes,
fortificla os orgSos da voz, e finalmente
restablecer a sade e o vigor de todo o
systema respiratorio.
Embora n.esmo no caso, que a molestia
se ache j algum tanto avangada, propor
donar oonnderavel allivio, e em muitos
casos efectuar orna prompta cura. Por
tanto as victimas da tosse, constipares,
catarrbos, febres inflammator;as dos pul
n oes, ou de qualquer urna outra enfermi-
dade dos orgSos da respiracSo, n2o de-
vem nem por isao desesperar por um s
momento, de sua final cura ; urna vez que
tenham mSo este admiravel e marav
lhoso medicamento, verdadeiro restaura-
dor da vida e s&de, qualquer pessoa que
o use, deve ter perfeita i e confianya,
mesmo nos indicios os mais pronunciados
da molestia.
Como garanta contra as falsificagSes,
observe 89 bem que os nomes de Lanman
& Kemp venham estampados em lettras
transparentes no papel do livrinho que
serve de envoltorio o cada garrafa. Acba-
se a venda em todas as boticas e drogaras.
449
Mathematicas E i e-
ra en tares e Escrip-
turacao Mercantil.
Venancio Labatut dedicase a preparar
qualquer pessoa em escripturaySo mer-
cantil com 30 a 35 cSes, conforme con
tracto, contina a lecionar as materias
cima ra Duque de Caxias n. 72,
1." andar.
Advogado
DrEdnardoCorreiadaMlva
8
e&criptorio ra
15 de Novembro n. 77
Dr. Pontual
Previne a seua clientes e amigos que
devem desta dala em diante dirigir os
chamados para sua residencia a ra do
Riachuelo n. 3 A, telephane n. 27 que
seiSo promptamente satisfeitos.
O servigo do consultorio fica inteira
mente a cargo do Dr. JoSo Rangel.
O ccnselheiro Dr. Manoel do Nasci-
mento M-chado Portella co tendo podi-
do despedir se das pessoas que o honra-
ram com suas visitas o fas pelo presente
guardando no Rio de Janeiro as suas
ardeos.
Recife, 14 de Margo de 1892.
|(mSOLI^ESEATH!2LISS0A|
MODISTAS
Consultorio; Hidico oculista
O Dr. Berardo communici aos soes
clientes, que mudou o *eu consultorio do
predio n. 26 da ra do Bom Jess para o
de n. 9 da mesma ra onde continua a dar
consultas de 1 hora as 3 da tarde.
ResidenciaMagdalena.
T-elephone n. 366.
ADVOGADO
O juiz de direito Fraccieco Xa-'
vier Paes Barretto advoga as co
^marcas de Iguarass, Ooyanna<
Itamb, S- Lourenco da" Mktta e |
Nhzareth.
Residencia :
xs), n. 57, 1* andar, e sua residencia
para a ra do Principe n. 2.
Consultas nicamente em seo consulto-
rio as terges, quintas o s;lbado3, de
meio dia s 2 horas da tarde.
Chamados por escripto.
sesBQgp-
Cura de callos
Callicida Franco
Os numerosos attestadoB que temos
provam sua (fficacia.
Vende se as casas dos Srs. Guerra,
Fernando & C,, ra Duque de Caxias n
47 e Mancel Collago &
do Ro ario n. 32.
O., raa Estreita
Cabo
gar:S l

Ilua do Cabug u
2. ANDAB
Regalador da Harinha
Corcerta se relogios de algibeira, pn-
dulas de torre de greja ebronometros de
mannha, caizas de msica, apparelho
elctricos, ccolos, binculos, oculos de al
canee, jaias o todo qualquer, objecto ten-
dentes a arte mechanica.
9Ra Larga do Rosario9
At
J18.
lSdo correte foram exportadas 192 pi
Agurdente
Por pipa de 480 litros 170*000.
Foram
ias.
exportadas at lodo corrente 1109 pi-
Caroeos de algodSo
Gola-se a 600 ru por 15 kilos.
Foram
kilos.
exportados at 15 lo correle 30 000
1.000*000
5 Ditas geraes
de 5 /. do
1.000*000
S Ditas geraes
de 5 0/o do
1.000*000
de juros
valor de
de juro-:
valor de
ao par
ao par
ao par
Cotaces de gneros
aMBCaJ
Para o agricultor
Branco por 15 kilos. 6*300 a
Jmenos, dem dem. 4*400
Marcavado dem dem 3*400 a
Broto secco ao sol dem id em 2*800 a
Rtame idem idem .... 2*000 a
Usinas idem idem .... 6*60 a
Mercado muito animado.
rabklla das entbadab db assccab b al
oodZo
Mez de Marco
rim e C, 3 a Olin-o Jifdim e C, S a Jlanoei Col
laco e C i a G. Coimbra, 1 a Gomes de Mdt
tos Ira&oe, 1 a Moller e C, 13 a Bernet e C, 1
Leite Bastos e C, 4 a Rodrigues Lima e C-
Vidros i calxa ordem.
Carga de Lisboa
Albos SO canasiras a Domingos Feneira da
Silva e C.
Orada 5 saceos a Joo de Almeida e TorreB.
Conservas 20 caixas aos sesmos, 6 a Domia-
gos Ferreira da Silva.
L-fc umes 10 saceos aos oteemos.
Peixe S ca'xas aos meemos.
Sardinbas 106 barricas a Domia_o? Ferreira da
Silva e C 100 a Joao de Almeida e Torres.
Vinhc 20 berris a Domingos Ferreira da Silva
eC.
Dr. Freilas Guimares
Participa a seus amigos e clientes que
mudou o seu consultorio da ra Duque
Je Caxias n. 55 para a mesma ra n. 61,
1. andar, onde contina a dar consultas
je 11 a 1 hora da tarde, e reside no Ca
jueiro n. 4.
Telephone n. 292.
Dentaduras artificiaes
Sob pressSo elstica, e cpross&o pneo
matica syatemas novissimos ceste I'itadc
pelo oirorgiSo dentista Numa Pompilio,
k ra do Bario da Victoria n. 4 I an-
dadr a 8 horas da manhS s 4 da tarde
O juiz de direito Joo B.iptista Gitira
na Costa encarrega se de contrahir em-
prestimoB com o Banco Emissor de Per-
nambuco, sob bypotheca e penhor de sa
Ira, para os agricultores e commerciantee
residentes neste Estado e os da Parahyba,
Rio Qrande do Norte e Cear, mediante
mdica retribuigSo ; assim como encarre
ga-se de liquidares amigareis, em qual-
quer das comarcas dos referidos Estados
Pode ser procurado em seo escripto rio
ruft do Mrquez de Olinds, anliga'da
Cadeia, n. 1, 1.- andar, das 11 horas ;
4 da tarde, e a outra qualquer hora, em
sua residencia, ra BarSo de S. Borja
n. 50.
Para o interior
Entradas
jarbacas .
'/apores......
4nimaca.....
estrada de Ferro Central
Idem de S. Francisco
dem do Limoeiro. .
Semma
Assu-car Saceos 29035 4950 3815 4P859 2631 88190
Diaa i a 15 1 a 18 1 a 18 1 a 18 1 a 16 1 a 16
AigO-
dao
Saccas
1608
588
2331
502
1210
2362
801
70W)
4*600
3*600
3*000
2*400
7*000
A'exportacao at 15 do crrente consta de.
51761 saceos e 4351 barricas de assucar branco
pesando 3 654.991 kilos e 43262 sacccB de assocar
mascavaio pesando 2.993.203 kilos-
tlgodo
Nao bouve negocio.
At 15 do corrente foram exportados 1420 sac-
ias 3175 fardos de algodo pecando 841.00J kilos.
Borracha
Gola-se nominal a 26 por 15 kilos.
Carnauba
Cota-se a 11*000 per 13 kilos nominal.
Caroeos de mi
Cota-se a 1*900 por 15 k lo,
lona
Coaros
Seceos salgados na base de 15 kilos a 650 roa.
/erdes nominal 356 ris.
At 15 do correte foram exportado: 3383 coa-
ros.
iBBportacao
Vapor allemao Urogoav, entrado Ue Ham-
burgo e Lisboa, em 16 e consignado a Borstel-
man e C, manifestou :
Carga de Hamburgo
Amostras 8 volomes a diversos.
Hi'ccu'os 2 caixOes a ordem.
Cerveja 40 ca xas a Pereira de Farias e C, 25
a Azevedo e C, 40 a Joao de Almeida Torres, 30
ordem, 20 a A. Maia e Rodrigues.
Calcados 1 caixao a Francisco Ramos da Silva
eC.
Conservas 4 caixas a Guilberme Spieler.
Catalagos 1 caixa ao Jornal do Recife*.
Cnapos 2 caxOes a Rapbael Das e C, 1 a
Adolpbo e Ferrao. 2 a ordem.
Cravo da India 2 saceos i ordem.
Cominbo 5 saceos ordem.
Drogas 6 voiomes a Companbla de Drogas.
Frascos vasios 50 calxas ordem.
Ferragens 1 caixa ordem, 2 a Manoel Collaco
e C, 2 a Ferreira Guimares eC," a Albino
Silva e C, 2 a U. J. Ribeiro.
Mercadorias 1 Volme a Ramos Geppert e C, 2
a Amori n .Irmaos e C 13 ordem, 1 a F. Scb-
wabnn, i a A. Pinto da Silva e C, 3 a A. Fer-
nandes a C, 2 a C. Wacbsman, 1 a Manoel Col
lago e C 1 a Atevedo e C, 1 a A. D. C. Vianna,
1 a Foblman e C, 1 a Ramiro M. da Costa e C,
2 a Nunes Fooseca e C, 5 a C. Brsa. 1 a Ollvei-
ra Bastos e C, 1 a M. J. Ribeiro, 4 a T. Just.
Machinas de ccetur 8 taixas a ordem.
Objeclos para chapeos de sol 13 caixas a Leite
Bastos e C.
Papel 1 r.ixa a F. H. Caris, 4 a J. T. Carreiro,
1 a J. W. de Medeiros, 1 ordem, 1 a T. Josl, 5
e 5 fardos a Costa Lima e C.
Dito de impressio 17 fardos ao Jornal do Re-
cife.
Piaoo 1 caixa 4 ordem.
Pbospboros 30 caixes a Joao de Almeida
e Torres, 40 4 ordem, 50 a Manoel Collaco C,
10 a A. D. C. Vianoa.
Sardinbas 4 caixas 4 ordem.
Tintas 75 barricas a Companbia de Drogas, 24
a ordem.
Tecidcs 8 volunes a ordem, l a Albino Amo-
Patacbo porlugaez Mendego *, entrado dos
portes do sul em 17 e consignado a Amorim Ir
mos e C, manifestou :
Viobo 84 pipas e 140 barris a Companbia de
Estiva, 22 e 38 a ftaasAflO R. Pinto Guimares
e C.
Vapor nacional Braiil, entrado dos portes do
sul em 17 e consignado a Pereira Carneiro e C,
manifest! :
Carga do Rio de Janeiro
Ceboulas 100 caixas 4 odem.
Cnaratos 10 cunbeles ao governo.
Caf 336 saceos a Joaquim Ferreira de Carva
Ibo e C, 909 a Companbia de Estiva. 50 a Cosa
e C, 57 a Figueiredo Costa e C, 55 a Ferreira
Rodrigues e C, 7 a JoSo Ribeiro.
Chumbo 200 calxas a Moura Borges e C.
Cagalos 1 caixao a Paiva Oliveira C.
Chapeos 1 caixao a Adolpbo e Ferrao.
Espaitilbos 1 caixa a Olivera Bastos e C
Fumo 2 volumes a A. A. de Vasconcellos.
Ferro 3 i- lomes a A Libille.
Panno de algodo 3 fardos ordem, 4 a Mattos
Caminba e C 18 a Joaquim Agostinbo e C.
Carga da Babia
Chapeos 1 caixao a Campanilla de Chapeos, l
a F. Ramos da Silva.
Charutos 4 caixas a Almeida Machado e C.
Fardamentcs 2 caixas ao 6 b alho.
Fio 60 saceos a Joo Francisco Lee.
Fumo 13 fardos a Albino Amorim e C 7 a it.
de Druzina e C, 7 a Almeida Machado e C.
Panno de algodSo 18 fardes a Ferreira IraSoa
e C. 19 a Malos Caminba e C, 12 a N. Maia
e C, 3 a L. Maia e C, 2 a Machado e Pereira.
Exportado
at:-'S 17 Di MlRCO DT 18'J
Para o exterior
nacional Brazil, para o Para,
100 bar.' CSl com 6.592 kilos de
60 barricas com 3,644
com 18,930 kilos
40 barricas com 2,845
e 30 barris com 2,700
Uruguay, para Bio de
com 84,000 kilos de
para Artiga?,
10 pipas com 4,700 litros de
No vapor nacional Cometa
carregaram :
P. Carneiro C.
agurdente.
Na vapor inglez Lisbonense, para Liverpool,
carregaram :
J. Pater algodao.
Companbia de Estiva, !.."i03 eaccos com 80,000
kilos de mi-ho.
No vapor allemo Aryentmu, para Hambnr
go, carregaram :
Ponlmau & C, 7 couros seceos salgados com
84 kilos.
Para Lisboa, carregaram :
M. L'ma & C. 200 saccas com 14,197 kilos de
algodao.
No vapor ingles La lata, Dar Lisboa,
carreeoo :
A. F. de Almeida, 3 0 cetros seceos salgados
com 3.600 kilos.
No vapor allem5o Uruguij, para Lisboa,
carregaram :
Amorim lrmos & C, 500 couros saceos sal-
gados com 6,000 kilos.
Na barca noroeguense Farternitas, para
Bltico, carregaram :
Borstelaan & C, 300 fardos com 45,808 kilos
de algoiao.
^ No vapor
carregaram :
E. Kintbck,
assucar branco.
C. Gimaraes Jnior,
kilos d? assu'ar branco.
J. Bailar A C. 300 fricas
de assocar branco.
Pira Cear, carreearam :
P. Alves & C, 20 saceos com I.OO kilos de
abocar branco.
Para Man aos carrsgaraai :
P. Alves A C 2.S barricas com 13,345 Kilos
de assucar branco.
C. GuimarSes Jnior, 40 barricas com 2,427
kilos de assocar branco.
Amorim lrmos & c,
Kilos de assocar branco
litros de agurdeme.
No vapor alkmo
Janeiro, carregaram :
C. Liadeu, 1,400 sacco3
milbo.
A. Paulle, 10 pipas com 4.S03 litros de agoar-
deote.
CompaDbia uestilagao Central 36 pipas com
16,800 litios de agurdenle.
No vepor nacioaal Cometa para Rio de Ja-
neiro, carregaram :
S. Guimares & C 50 pipas com 2.300 litros
de agoarden'e.
No vapor nacional Rio Formoso, para S.
PaulJ, carregaram :
A. S. Coulo & C 10 pipas com 4,800 litros de
agurdenle.
Para Sanios, carregaram :
H. Burle & C, 400 saceos com 24,000 kilos de
assucar braceo.
No vapor nacional Jf. de Caxias, para Pene-
do, carregaram :
M A. de S?na & C, 20 barricas :om 1.200 kilos
de assucar retinado.
Para Baha, carregaram :
Amorim lrmos & C 1.300 volumes com....
101 450 kilos de assecar branco e 50 barricas
com 6,(00 ditos de dito mascavado
Kduai-.o Pinto, 25 barricas com 2,858 kilos d
assucar branco.
Para Villa Nova, carregaram :
F. Rodrigues & C, ;0 garrafes com 150 litros
de genebra.
No vapor nacional Rose Loucendes, para
Santos, carregiram :
J. Bailar & O., 200 saceos com 12,000 kilos de
assucar raascavado e 50 ditos com 3,000 ditos de
dito branco, 1 caixa com 30 kilos de doce.
N) vapor am ricano .deance, para Rio de
Janeiro, carregou :
J. de SA Leito, 5 0 saceos com 30,640 kilos
de caragos de algodo.
No patacho ioglez Lon z pira Rj Grande
do Sul. carregou :
A. Taborda. 100 sa:cos com 7,50) kilos de
assucar branco e 330 ditos com 26,230 ditos de,
dito mascavado.
No taiate aaciqQal Flor do lard.m, para Ma-
cb, carreganm :
J. Salgoeiral & C, 10 barricas com 1,000 kilos
de assucar branco.
Para Mossor, carregaram t
J. Satgueiral & C, 15 barricas com 820 kilos
de assucar branco.
No Mate nacional D. lulia, par Aracaiy,
canegou :
F. J. Gomos de Mattos, 130 sa:co3 coa 9,000
kilos de milho
Na barcag Armuda, pira Camaragibe,
Cdrregou :
J. A. da Cu.iba Cartclla, 34 caixas con 736
kilos de sauo.
Mudanza de co sultorio e
residencia
O Dr. Barros Carneiro avisa aos scuj
amigos e clientes, que mudou o seu con-
sultorio para a mesma roa (Duque de Ca-
3agas de mamonas (kilo) .
Borracha de leite mangab. (kilo)
Cachaga ........
Couros seceos espichados (kilo) .
Couros seceos salgados (kilo) .
Couros verdea (kilo) ....
Courinhos (om)......
-arceos de algodao (kilo) .
Carrapateira (kilo) ....
^co (kilo)......
Caf bom (kilo).....
uale restolho (kilo) ....
Caf moido (kilo).....
Carnauba (kilo i .
Cera em veras (falo)....
Dita em bruto ou preparada (kilo)
Canna (liiro)......
Cal (litro)
126
UM6
290
643
385
313
1*870
41
133
400
1*200
1*000
1*400
1*666
640
610
300
10
Carvo de Cardiff (ton.) .... 30*000
Farinha de mandioca (lito) r 62
Jenebra (litro)...... 588
Graxa (sebo)....... 633
Jaborandv (em folha) kilo 200
Leite de mangabeira (kilo) 1*46<
Me) (litro).......i 131
*ilho (kilo..... 60
Piospbato de ca da lina Ra-a (tone-
lada) N......11*000
Pelle de cabra (cen^o).....187*000
Pelle de carneiro (cento) .... 145*000
gemente de carnauba (arroba) 33
jola (meio)....... 34 850
Sement de carrapateira (kilo) 126
Sebo.......... 633
Talaioba (kilo)...... 40
Fabuas de amareo em r*aachoe
(uxia)........ 100*
Readlaientos publico*
O Dr.Joaqoim Felippe tixou a soa residencia
nesta cidade e d consultas na pbarmacia
Duarte.
Prestase chamados a qualquer hora.
De mteres&e
O Sr. Israel Antonio Cidade, resdente
nos aerros de Taquary (Rio Qrande do
Sul), dirigi aos proprietarice di Phar-
macia Central, em Porto-Alegre, a seguin-
te cirta, que recommedamoB atteaco
des interes8ado8:
Srs. Souza Soares Porto Ale-
gre. Sendo atacada minha esposa de
urna tosae desesperadora e de carcter
grave, lauci -ai > de dierBLS preparados
sem proveito algum, e, tendo conhecimeu-
to dos bons resultados do Xarope Peito-
ral de Cambar, do Sr. J. A. de Souza
S: ares, mandei immediatamente comprar
doia vidros do dito Xarope, e, com o U60
do primejro, logo a doeote experimente a
melhoraB e, depoB de ter tomado o se-
gundo, vo-se completamente restabele-
cida.
Queiram, pois, acceitar a expressSo do
meu reconbecimento, que se dignaro tran-
smittir ao fabricante de tao benfico me-
dicamento, fazendo d'esta o uso que Ibes
conver.
lsrad Antonio Cidade.
(A firma est reconbecida).
E' nico gente e depositario do Peito-
ral de Cambar ra Mrquez de Oiinda
n. 32. ^
Escriptorio commer-
cial
Os abaizo assigoados tem estabelecido
uesta praca um escriptorio com a deno-
minacSe cima, a na Duque de Casias
a. 72, 1. andar, com o fim de encarre-
gar-se de qualquer trabalho ou escripto-
racSo de casas commerciaes por partidas
dobradas, simples ou mixtas, podendo as
escripias serem feitaa no escriptorio co
no proprio estabelecimento.
PropSemsse a fazer liquidares ira da
cidade, aceitam consigoaces, encarre*
gam se de promover a venda de productos
nacionae8, aceitando correspondencias doe
senhoreu de engenhos, fazendo adianta-
KM
R>:naa g6rs! :
Do dia la 17
dem de 18
Di KUeO 01 18S2
Alfandtga
467:466*129
23:874*6.7
Navios sahidos no mesmo dia
Soothampton e escalavapor inglez cLo
Piata, commandante Milner,J carga
varios ge .eroe.
S.ntos e escalavapor allemilo 'Uru-
guay, commandante Mahlrnaon, carga
varios gneros.
New Bron&wik barca soesa Carlotta
cap i tao J. Boln, em lastro.
Bahia e escalavapor nacional .Jacuby-
pe, commandaote Carralbo, carga-a
bos generes,
afanaos e escalavapor nacional Brazil
commandante Pedro Hypolito Daarte,
carga varios gneros.
ttrtado MnoJelpal de S. los
O Lfl-.-v.riik nio deste mercado no dia 17 s
Marco foi .o seguine : Entraram :
38 bou pesando 4,982 kilos.
605 k'los de peiie a 20 ris
3 compartimentos com mariscos a
100 rs.
3 ditos de camaroes a 3)0 rs.
33 cargas com farioba a 200 rs.
8 oitas de fructas diversas a 300 rs.
' a cargas com gallinhas a 300 rs.
3 cassas com gallinhas a 390 rs.
31 columnas a 600 rs.
3S loga-es a 200 re.
7 sumos a 200 rs. (cabeca;
12*120
*3c0
*900
6/600
/400
250O
900
!8<910
7*000
1*4 O
fsa da Alfaudeca
ti 4 19 DI M.VBCS di 1892
\Icool GUrr,
.lgodao em ran.a (kilo) .
irrox com casca o Vi
issocar refinado (kilo)
Assucar branco (sils) .
isucar mascavado ti)
481
680
90
470
413
193
Renda do Estado
Do da 1 a 17
dem de 18
491:340*776
171:613*828
7:671*387
179:285*213
siama ioUl
672:623*991
SegooOa eegao da Alfandega dePenioatae-
18 de Mar^o de 1S2.
0 tbesoorelro,
Florencio Domingue-.,
O chele da seceo,
Feliciano Placido Pontual.
irirebedorIa do Estado de
Pcraasabuco
la 17
Do ia
r4eB
titiC!
18
40 281*203
1.-85/660
4S:135*Mt
37 compartimentos corn faricoz a 400 zmw
34 ditos de comidas a 700 rs. 23*8 0
48 ditos com fazendas etc. a 600 rs. 28*8 O
49 ditos com verduras a 306 rs. 14*700
8 ditos de suineiros a I* 8*IXX
9 ditos de a 7(0 rs. 6*300
7 ditos de fressara? a O) rs. 4*800'
tnlhos a t/BOO *
il ditos 8 2* 82*000
Reodlmento de l a 13
23620
:).917*O
. 191*04't
FI-6C0& do da :
Carne verde de 40) a 640 ris o kilo.
Soino3 de 640 a 800 ris ideal
Carneiro co 640 a 800 ris idemi
Farinha Se 3d0 a 480 ris a coal
Miho 4e 280 a 300 ris idemi
Feilao de 1*200 a 1*600 idemi
Kecjs't ft>ralaago
1 a 17
d- 18
53:781*597
666*021
34:447*618
noTlnaesito do oorlo
Navios entrados no dia 18
Buenos Arres e escala13 dias, va-
por ingles La-Plata 4 3049 tonela-
das, commandante W. Milaer, equioa-
gem 100, carga varios feaarvs o
Amorim IrmSos & C.
Cardiff20 dias, vapor iafle* James
Watt de 999 tonelada*. Mstmaidanle
D. Petrio, equipagemo, earga earvo
de pedra a Livramento c"C.
t" pores a ears-
Mez de Margo
Europa... Santa F.........
Sul..........argentina.........
Sul.......... Aconcagua........
Sul.......... tiatapan.........
Europa....... Cordoan.........
Norte........ Pernambuco......
:dl.......... 7o.............
Europa ....... Cljde............
Europa....... Merchant........
Sol.......... Medoc...........
19
19
(S
20
21
22
23
24
26
30
Sul .
Sul .
Sul.
Sul .
SmU .
Norte
Sul .
Vao*me t aahlsr
Mea de Moroa
.. Rio Formoso....... i 9
.. Thames........... 19
.. Costare.........
.. Mrquez de Caxtas
.. Uruguay.......... 19
, Lisbonensee-
.. C/yde..........
as
19 as
19 ta
as
19 as
2 i a.
SEGBOS
lAUTiios contra roce
compaBihla Pheuli te;*
Baffibneana
RUAD0G0MMERG10N.46





;




Diario de Pernaiiibuco Sabbado 19 de Margo de 1892
meatos. Eacarregam se tambem, median-
te procurajo, de receber honorarios dos
8ra. fuccciocarios pblicos, assim como
alaguis de casa, mediante moiica eom-
miasao.
Os trabalhos de escripta o os contractos
serSo eito: em salat especiaos, para este
fim, sendo qae na primeira so teio in
gresso es empregados e na segunda os
contratantes, guardando-Be todo o sigillo,
qaanto s transacc^es efectuadas.
Venancio Labutut <& C.
EDITAES
5
i
Elixir ante-febril Cardoso
SEGUNDO A FORMULA
DK
Manoel Cardoso Jnior
ippruvLdo em 21 de Marco de 1890 pela inspe-
ctora geral da digna jcnia de bygene do Rio
de Janeiro.
E-te Elixir d-i coaiposuo teda vegetal pre-
parado efundo as regras pbarmaceuiicas, acn
:elh. das pelos actores moderos e de recouhe-
cida capacidade scientica tanto no paiz como
co eetnngeiro.
Este Etix r e o preduco nao so )o granie es-
tado das a(Oes piiysiologicas da-" .-obstancias
coreo Uwoeta pathologicas.como tambem o re-
tunado das immcnsas applicacOes nos diversos
casos e febrea de fuado paiuoiie.
A apolicago desle Elixir oa grande epidemia
i.' texigas de 1890 a 1891 mais urna vez de-
aoasiroa a sua tmeada ; pois co priccip o dos
anmeiros .-ymptoroas a bexiga aborta, e em ca-
sos mais adiantados a b-'Jtiga passa a ser orna
doenca febril vulgar apre eu!and<; prqueo;s to
Dcta^oesqne coma continuaco do Elxir de-
gapparecem sem todava apreseotar rece:os da
perigo.
Os multo atteslados publica lis oo Diario de
Peroambacc e Gazeta da Tarde* provam o que
dizemos.
Nos casos de febre amarc'.la o eleito admi-
ravel, apresentando pbenomenos lo maravilho-
tos que nesta cidae do Recife e na do Rio de
Janeiro pouco receio causa a febre amarella,
esmo tslacdo o doeote rom vomito preto e
uogalncooestes ltimos [eriodos eoiaone
ce3sario a appcecao em alta doEc, despresando
a tabella anccx-i.
Este Elixir j coohecido do publico e Je um
grande numero de dignos mdicos apresenia-
fto para combater os difierentes iuccmmodos to-
dos elles de carcter febril.
Por muito lempo livemos occisiao de faier a
>, p iCoCo cas f.-bres erysipelloaas e com tao
:cm resaludo que Acarnos "admirados de lo al-
tos i fleitcs.
?-.ia pratica ihegarros a coobecer que nos
ataques de febre erysipelloea oa eiysipella como
vn'gamente se diz 6 recessario o uso de 10 das
do Elixir.
Nos gr: ndes incomaodos das seoboras, meos-
trnscao, gravidez e sos casos de parto coa fe-
bre de um resultado muito certo e seguro e
joa coeposicao lao simples que no eflerece
receio de applicar o Elixir nem mesmo em dcse
loperiores as indicadas na tabella infra.
Pedaos ios dignissinos mdicos que deseja-
cra fazer uso deste Elixir em sua clnica nao se
sje::ar, m ressa prescripcao, mas sim fazer a
appicaco em harmoaia cornos casos que dse
jarea combater, certos de qae o medicamento
de esmposicSo innocente para o organismo por
B3ai~ frgil que seja.
Modo de usar
A's criancas at um anno 10 gotas de S em z
fiaras em urna eolher das de sopa cheia d'agua
fra.
De am acno a tres 15 gottas.
Da 3 a 10 aonos em diante, 40 guitas etc.
Esus doses devem sempre ser applicadas em
.-&a lia.
Depsitos
Companbia de Drogas e Productos Cbiaeos,
fiecire, ra do Mrquez de Olinda n. 23.
nacional Pharmacia, roa Larga do Rosario
n. 35.
Pturmaeia Oriental, roa Estrella do Rosaric
c. 3.
Pharmacia Alfredo Perreira, raa do Bario ta
Txiorta o. 14.
Pba-macia Martijs, roa Duque de Caxias i.
W.
DEPOSITO GERAL
Yendas em grosso e a retalbo.
2.1 SeccSoPalacio do Governo do Es
tado de Pernambuco em 17 de Marco de
1892.
EDITAL
A junta Govemativa do Estado az pu
olco, para os devidos effeitos e c ni obser-
vancia do disposto no art. 33 da lei n. 15
de 14 de-Novembro do anno p&ssado, que
so aoha vag > o logar de juiz de direito do
uunicLio do Brejo, em con jeque ncia do
fallecimento, em 14 do corrente, do mu
gistrado que o tecupava Dr. Kodolpho
L'arva.ho.
A vaga, de que se trata, ser preen
chida pelo juii de d reito .m&is antigo
d'entre os que requererem a remocho para
aquello logar, no prtao de 60 das, con-
tados da publicacSo do presente edita! ;
se nenhum requerer, a nomeaco ser
feita pela forma determinada no art. 31
da lei citada.
Joaquim Mendes Ourique Jacques.
J. V. Meira de Vasconeellos.
Ambrosio Machado.
5.* SeccSoSecretaria do Governo do
Estado de Pernambuco, 18 de Marco de
1892.
x EDITAL
Por esta secretaria se faz constar ao ba-
charel Zefeiino Goncalves Agr, prati-
c.iute da Secrdtana do Catado dos Nego-
cios da Agricultura Commercio e Obras
Publicas, que nos termos do telegramma
de bontem aquello Ministerio, achando-se
esgotada a licenca em cujo gozo se achava
dito bacharel, fica lho > ucudo o praso de
quiuze das, a conUr de boje, para apre-
sentar se na sua Repartiyo, sob pena do
demissSo, que poder ser solicitada, caso
mo queira vcltar ao -xercicio de sea em-
prego.
PRADO
PERMBUCANO
DERBY CLUB
DE
PERIVAIVIBUC O
tEE;-';*'- .
%n Estrella do Rosario n. 17
l'fc\AMBlCe
CnU de cada frasco de 15 grammas51900
di costos frascos sao quadrados e coala go-
tas. S'um lado tcem gravadoElixir sote febril
e ao ootroManoel Catdoso-Peroambuco, e to-
fos os prospectos sao asslgoados por Maocel
Cardoso Jnior, sendo falsos os qae nao foren
asesados.
N.151
3ado Manoel lardoso Jnior. Preseote.
lirticipovos que tendo adoecido urna filbinba
tamba de tdade de o aonos de febre palustre,
tve ie tuttar durante um mez com remedios re-
atocs por am illostre facollativo desta cidade
sea tirar resultado algum, lembrei-me depois,
4s appiJcar o vosso anti-febril o que fiz; ficando
e*l zcmpletameote corada doos aias depois da
apf.vajao do vosso remedio ; sendo esta a ver-
iHiaa dectarafSo a bem da bomanidade.
De V. venerador e criado,
Hermillo Freir.
Recite-18-8-90.
Kslavam selladas e recoobecidas as firmas.
N. 152
Jtecile, 23 de Janeiro de 1889.
Si. Sr. Manoel Cardoso Jnior. Presente.
Prendissimo Sr.Sendo eu accommeltido de
esa grande febre que attingio a quarentae aeio
frise, am amigo lembrou-me o Elixir Cardoso
Tizne i urnas tres dozes e nao se fez esperar o
retoado, que em dois das liquei completamen-
te kom em mais nada sollrer de tul molestia.
Felicito a V. S. pelos prodieioa do Elixir Car-
ioso: as vantagens que elle cffarece, so 33 oes
js*j fue o uzarem o podem avahar.
Crea na miaba sincera gratio e me sobsciv-
*o om estima e corjsideraca
Dj V. S.
Venerador e criado,
J.So Pereira Benjamn-
Consultorio Medico
O Dr. Manool Argollo com pratica no9
iaipitaes de Paria e Berlim, tem eeu con-
toHorio na ra do BarSo da Victoria n. 1.
Especialidades. Molestias dos appare-
fas respiratorios, circulatorio e digestivo
Consaltas das 12 a 3 da Urde.
Cbamados escriptorio.
F-lephon n. e658.
Dr. EmygiHo Monte
negro
Attsao que ttnho empregado com u
o?)bor resultado em minha clinica o tPei-
toral de Cambar, reparado pelo Sr. J.
Alfares di Sonz ; i trt, de Pelotas, as
Tonu ^ffecjoes das-vas respiratorias,
tomo ooieroio emolie.te, principalmente
oa bronebite c^tbarrb 1 das crianja quan-
io atr.-.ve3sam a crise da primeira denti
cito. O referido verdade e o juro em
fe de mt.u grao.
Recife, 8 de Marco de 1891.doutor-
^Jio Monten-gr o.
(A firma est reeonbecida. )
O Dr. Manoel Pinto Dmaso, presiden-
te da Intendencia Municipal do Recife,
de conformidade eom o disposto co artigo
12 do de reto de 9 de Janeiro do corren
te anno, e segundo a resolnclo da Jucti.
Goveroativa deste Estado de 10 deste mez,
mez, convida aos actuaes membros do
Csntelho desta Iateidencia, coronel Fran-
cisco Faustino de Britto, cidadSo JoSo
Walfredo, Jos Xavier Carneiro de Bar-
ros Campello, Antonio Machado Gomes
da Silva, capitSo Francisco Gurgel do
Amara), Dr. Augusto da Costa Gomes,
commendador Albino Jos da Silva, Dr.
JoSo Carlos BalthazSr da Silveira, e
tambem aos cidadSos Dr. Sophronio Eu-
tichiniano da Paz PorteMe, commendador
Jos Adolpbo Rodrigues Lima, Dr. Silvi-
do Cavalcante de Albuquerque, Dr. An-
tonio (Jlodoaldo de Souza, Dr. Manoel da
Tnodide Peretti, Dr. Francisco do Reg
Barros de Lacerda, Dr. JoSo de Oliveira
e Dr. JoSo Angust.- do Reg Barros, que
deixaram mais recentemente de fazer
parte da meszna Intendencia a reunirerx-
se no dia 22 do correte a 10 horas da
manbS, no Paco Municipal, afim de fa
terse a spuracSo geral dos votos obtidos
as elei^oes a qae se proceden ao dia 21
de Fevereiro ultimo para senadores e de
patados ao Congresso deste Estado.
O que para constar mandn lavrar o
presente edital.
Secretaria da Intendencia Municipal do
Recife, 15 de Marp de 1892.
Dr. Manoel Pinto Dmaso,
Presidente.
Joaquim Jos Ferreira da Rocha,
Secretario.
DECLARARES
De ardem do Illm Sr. Dr. inspect.r se
fas publico qae fica marcado o prazo de
5 das contados da data do prosenta edit.l
para os abaixo declarados virem assignar
na seccSo do contencioso o termo de con-
tracto para o f orne cimento de vveres ao
Arsenal de Marinha e aoa navios da Ar-
mada Nacional estacionados no porto desta
cidade, dorante o corrente exercicio.
Manoel Joaquim Alves a Costa.
Antoniu Soares Raposo.
Amaral Primo & C.
Maia e Silva & O.
Thesouraria de Fasenda de Pernambuco
15 de Marco de 1892.
O secretario,
J. Oomei da Silva.
Escrivao Reg Lirxa
Fazenda do Estado
No dia 1 de Abril do corrente anno,
depois da respectiva'audiencia do Dr juiz
substituto, serSo arrematados em praca
publica, os bens seguintes :
Arm> cao de amarello eom frente envi
dracada, balcSo da mestna madeira e ca-
xilhos tambem envidrajsdos, existentes
outr'ora ra de Vidal de Negreiros, e
boje na de llortas, avaadcs em 250^
penhorados para cxecucSo da Fazenda
contra Manoel dos Santos Falcao.
Cinco milbeiros de tij loa de alvenaria
novos, existentes na olaria do3 Remedios
sob a guarda de Francisco O.tuviano de
Souza, avaados em 1261000, a razSo
de 25f>COO, por milheiro, pnnhorados a
Francisco Octaviano de Souza, por exe-
cuc.3o da Fajeada do Estado.
Armr.cXo e ba!ua imitando amarello, exis'entes na casa n.
83 na Estrada Nosa. freguezia de Afoga-
do, o depos tados tm poder do .;o3o
Francisco Ramos, tvaados cm 7OiJ0O0
penhorados por esecu^o da Fazenda cen-
tra Luis Sim5es do Franca.
ArmccS* de picho com frente envtmi-
sada, ba'cSo da mama madeira, tambem
envernisada, balacgi com couch?s do ma-
deira, um tarn v peos, um dito de me-
(dda~, um deposito para gaz, tudo e3tra-
gado, existente a ru dos Guararspes n.
I 15, & vallados tm 80(5 00, penborsrts per
execuySo d Wt z- oda CJr.tra Josa dos A-
jes Faiias k C
Re ife 15 do llarjo da 1832.
O 1" solicitador interiro, -
Joi Nicacio da Silva.
Cornptnhi- Refinadora Mer-
ca o ti 1. A.s su car eir
3* chamada de capital
Da accordo cou o qae preieita o art. 'j- dos
estatutos, convido aos anchores tccionista3 a
realifarem a 3* eotrada do capital at o dia i2 de
Abril prximo viodouro, bo escripte io da com
panbia, ra Caes de Capibarlbe n. SI, rszSo
de 10 0 0 cu 10*000 por aeco.
Reeife, II de M^rco de 1891
J.sda Joaquim daCosta Mala,
Presidente.
sesacsace _^.
QUE SE RALISARA'
^lo domingo, 20 do corrente
Para
a
!. PAREO-
Nomea

e
a
=
relio
Ral ara-
lid.
Cor da vesti-
menta
Proprletarlo*
1.* pareoExperiencia 1.000 metros.Animaes de] Pernambuco que oap tenbam
nho premios em 1691 e 1892. Premios: ac* ao 1 40* ao 2.- e 20X ao 3/
ga-
Cyclone.....
Good-m o..
niog......
Boa-Vista...
Hercules.....
Allj........
Rodado.
Mellado. .
Rodado. .
Castanho
Pernamb..
5i
54
Si
bS
34
Encamado..........-Cond. Fragoso.
Preto ene. e ouro....
Azul e ouro..........
Ouro e. preto.........
Azul preto e ouro
R. C.
J. J. dos Santo; Jnior
H. Lemos.
M. J. Alves.
2.* pareoCompenmaco 830 metros.-Animaes de Pernambuco que n5o tenbam ga-
Dho premios em distancia superior a 1.000 metros. Premios: 200*000 ao !,
40J000 ao 2-. e' 20*000 ao terceiro.
Gerfaot.
Golaor..
Despota.
Locifer..
Gallette.
Zaino.
Rodado.
Russo..
Rodado
Pt mamb- 54
la 34
54
56
54
Azule encamado.....
Azul, violeta e ouro..
Encamado e azol
Azul e ouro.........
Listra e mangas ene.
3.. narecPemumbuco-lCOO metros.
v ao i*. 50*000 ao 2*
Animaes de Pernambuco.
e 23/000 ao terceiro.
Coud. Aurora.
Coud. Provinciana.
Dellino Costa.
H. Amor,ni.
H. R.
Premios: 230*000
1 Miiranguape.
2; Pyrilampo ..
3 Cauby......
4 Talispher...
Alasao-----
Tordilbo...
Caftanho..
Rodado.....
Pernamb.. 58
60
I *8
58
Ene, preto e ouro...
Greoat e azul........
Ouro e preto........
Listra e mangas ene.
Dr. B. ti. Fonc.
J. E. Ferreira.
A. Marque?.
Coud. Recife.
Filho
pareo Estimulo 1.000 metrosAnimaes de Pernambuco que nao tenbam
eanho em mator distancia. Premios: 200*000 ao prlmeiro, 40*000 ao segando e
20S000 ao tercero.
Despota..
Lucifer.
Gllete...
fhirisea
Russo.
Rodado...
Castanho
Pernamb.. 60
* 59
64
56
Encamado e a zul...
Azul e ouro.........
Listra e mangas euc.
Azul e encarnado.....
Delpbim Costa.
H. Amorim.
M. R.
ti. Costa.
5. PareoMappiemeniar900metros Aoimaes de Pernambuco nao tenbam ganbo em dis-
tancia superior
200*000 ao 1-
i 1 000 me'.ro nssles ultimo
40*00 ao 2.- e 20*000 ao 3.-
5 mezo?, eguas desle Estado- Premios
l'Plutao..
2Tudo-..
3 Gerfao.t.
Cauby ..
Vivaz...
Ida......
r Pernamb.. 54
o Balo......... 54
5 54
t Castanho. ... 55
1 54
5 54
Preto branco e en^ar.
Ene. verd e amarello
Azol encarnado.....
Ouro e pretj........
Preto eoc. e ouro
Roja e preto.........
Goud. Nerundio.
Dr. L- Drurxmond.
Coad. Aurora.
A. Marques.
T. Ramos.
Coud. Ha e Vol'.a.
6
Pareo-Progreaao-1.600 metros.Aoimaes nacionaes.
60*000 ao 2* e 30*000 ao 3'.
Premios : 300*000 ao I'
Napolitano 5
Siroco......i 3
Torpe lo...! 5
AlazSo......IS. Paulo...
Cartanho.. R. Janeiro.
l. Paule..
62
56
56
Preto escarate......iCeud. Temeraria.
Azul o ouro........ICoud. Internacional.
Azol, ene. e branco.. |Coad. Cruzeiro.
7.* Pareo Ca
nlaeao800 metros Animaes de Pernambuco que nao teabam ganho premio.
Premios : 200*000 ao 1/ 40*000 ao 2/ e 20*080 ao 3.-
Rio-grande..
Cu. ex Palaf
Cyaione. ...
Atiy.........
Russo.......
Preto......
Rodado. ...
Castanbo..
Pernamb..
54 (Azul e branco.
54
54
54
Corp. br. e mao. pret.
Encarnado..........
Azul preto e ouro. ...
M. de Ponseca.
Coud. Rosarinbo.
Coud. Fragoso.
M. J. Alves.
OBSERVARES
Os animaos inscriptos para o 1.* pareo deverao aehar-se no enailhamento as
9 1(2 horas da manhS.
Os forfait serlo recebidos at sabbado 19 de Marco s 3 horas da tarde na
Secretaria do Prado.
Os jockeys que nSo se apresentarem convenientemente trajados com as cores
adoptadas no programma por scus pairos, nSo serSo admittidos pesagem e serSo
multados de accordo com o art. 51 do cdigo de corridas.
Previne-se aos eenhores accionistas de procurarem os seus iogressos na Se
cretaria do Pradoa Ra da Imperatris n. 25 1. andar.
Recife, 17 de Marco de 1892.
O secretario,
J. Alves.
Companbia Agrcola e Mercantil
de Pernambuco
Convida-so os possaidores do accSes
preferenciaes desta Companbia virem
recaber no escriptorio da mesma, roa do
Apollo n. 28, 1." andar, do dia 1 de Mar-
co em diante, de meio dia s 3 horas da
tarde os jaros de 6 1 ao amo oa de
60OCO por cada sccSo o coupon corres-
pondente ao pr meiro semestre.
Recif-, 26 de Fevereiro de 1892.
propoetas acompanhados de conhecimento
que prove terem depositado na Thesoura-
ria de Fteenda a quantia de 1:0C00000,
a qual perderSo em favor da fazenda na-
cional si sendo acceitaa suas propostas najj
asignaren: o respectivo contracto e nSo
prestarem fianza que ca arbitrada na
quantia de 2O:OOC*O0O.
Secretaria da Faculdade de Direito do
Recife, 27 de Janeiro de 1892.
O director.
Dr. Jos Tzidoro MartinB Jnior.
de
Faculdade
(Obras <#B0V0
Direito Oerbj Club de fer-
dilGi<)
Em vis'a i> aviso n. t>3 do r.iniste
rio da Initruc;3o P-.ibiiea, Correios e Te-
legraphos de )9 de Novembro do ansio
prximo findo, a directora d'esta Facul-
dade faz publico que se echa em concur-
rencia a execujSo da3 obras do novo edi-
ficio da Faculdade, com o praso de 60
das a contar da data d'eso.
Os Srs. pr. teodeutes d verSo npresea
tar na Secretaria de-ta Faculdade at a
12 horas do dia 27 de Marco do corrente
auno as 8US-8 pr poat s devidamenle sel-
ladas e reconhscidas.
As prepostas serSo f Has fot unidade
de sanrtQO, e este dever ser execntado de
accordo com as plantas e ornamento fci
tos ; podeodo os Srs. pretendetcs exa
micar ditas plantas e ireamento no e3
Ci Iptorio de .diairiistrsL.ilo das novas obras,
sito no lcrgo do Hospicio.
Os pagamentos serio foitos measalmens
ta pelas mediefea provisorias pr cedida
pelo engerbeiio da obra
O arrematan car obriado a indem
nisar ogovjrLO do prejo das machinas
materiacs e utensilios existente, para o
q io an.es da asaignatura do coi rae to se
proceder ao inventario e balaceo respec-
tivo, sendo o prejojle taes ebjectea tixa
do pela administras^o, de accordo com c
arrematante.
Os proponentes d< verSo aprsenter suas
nambuco
Sao conv dados os Srs. recionistas para
reut irem so em p.ssaxbla g<-rl ordinaria,
>;o dia 31 d-^ corrente ao meio dia, nesta
societaria, & ra Duque de Caxias n. 20,
afim de tomarem conhecimento do relato-
rio, contas e parecer da commisso fiscal
do anno social findo, o bem assim, proce-
deris a eleijao do presidenta e secretario
da asnemblea geral e comrnisBao fiscal que
devem servir d'ora era diar.te, nos tormos
dos ljtautos
Secretaria do Dcrby Club de Peraam-
boeo, li de Maifo de 1892.
"^ O secre'a-io,
GhtilhtrM Guimaraes.
Companbia Explora-
dora de Productos
Calcreos.
A directora, convida
aistas & realisarem a 3.
"C^us na rtalo do 10 "i
accao a praso de 30 das contados
data sendo que, por esta ocsasao
trocados os recibos das entradas
res pelas respectivas cautelas.
Recife 17 de Marco de 1892
J. Carde zo Ayree.
Servindo de Secre'f rio.
as Srs. accio-
entrncU de suas
ou 2O0OCO por
desta
sera o
aateno-
PROJBCTO M INSCRIPOAO
5.a corrida a realisar-se no dia 27
de Marco de 1892
t'oasolaffio 900 metros, Animaes de Pernambuco qae nlo
tenbam ganho premios nos prados do Recife premios : 200|)00O
aoprimeiro, 400000 ao segando e 20)5000 ao terceiro.
2. PAREOProsperidade800 metros. Aoimaes de Pernimbuco qae nSo
tenham ganho em distancia superior a 1050 metros nos prados do Re-
cife. premios : 200)5000 ao primeiro, 405000 ao segundo e 20S0C0
ao terceiro.
-." PAREO -Prado Pernambaeano 1.200 metros. Animaos de Pr-
nambuco. phemios : 300)5000 ao primeiro, 80)5000 ao segundo e
30)5000 ao terceiro.
PAREO Hlppodromo do Campo Grande800 metros. Animaes de
Pernambuco que nao tenham ganho premios nestes 6 mezes nos prados
do Recite, premios : 200)5000 ao primeiro, 400000 ao segundo e
00000 ao terceiro.
PAREODerby Club de Pernambuco- 1.450 metros. Animaes de
puro sangue. premios : 5001000 ao primeiro, 1000000 ao segundo e
5O0OCO ae ter-eiro.
PAREOJknlmacao 800 metros. Animaes de Pernambuco que nao le-
nham ganbo premios nestes 5 mezes no Dcrby. premios :000000 ao
primeiro, 400000 ao segundo e 200000 ao terceiro.
PAREOVelocldade 800 metros. Animaos de Pernambuco que oSo te-
nham ganho no Prado e Hippodromo nem obtido classificacSo de pr*
meiro e seguudo lagares nos ltimos 8 mezes. premios : 2000000 ao
primeiro, 40f000 ao segundo e 200000 ao terceiro.
PAREOConcluso 900 metros. Animaes de Pernambuco qae nSo
tenbam ganho em distancia superior a 1.000 metros e eguas de Per-
nambuco. premios : 2000000 ao primero 40JO0C ao segando e
200000 ao terceiro.

V
-4.
o.
G.
7.
8.
Observacoes
De conformidade com o art. 5., do cdigo de corridas, nSo podero
ser inscriptos no pareo Prado Pernambucano o animal Piramon, no pareo Prosperida-
de os animaes Maranguape e Pyrilampo.
A inser pcSo ter lagar ter$ feira 22 do corrente as 6 horas da tarde
na Secretara do Derby. /
Secretaria do Derby Club, 17 de Marco de 1892.
O SECRETARIO
G. Guimaraes.
Di
EMISSO FEITA PELA

Industrias e Mellioramenlos
As obrigaeftes sSo TTULOS HYPOTHICARIOS, semelhantea a OBLIOA-
TIONS LOTS do Crdit Fonoier e das Municipalidades de Pars, Vienna, etc. eto.
vencem os juros aunuaes de 4 /# pagaveis em cada trimestre e sSo todos resgatadoa
em 140 sorteios trimestraes com premios de 250000, 400000,500000, 1000000, 2000*
500(000, 1:0000000 e 2:0000000, alm dos premios grandes de
25:0001000
50:000^000
1OOOO0 ooo
Os ttulos b2o garantidos por todos os bens da companbia.
VALOR 200000
Tabella de resgate para o \. sorteio si 31 de
Marco corrente
1 de
1 de
1 de
2 de
5 de
20 de
20 de
25 de
1175 de
5000000
2C0$000
1000000
501000
400000
25,(000
1250
50.0000000
2.COO0OCO
1.OOO0OOQ
1.0000000
1.0000000
2.0000000
1.000006
1.0600000
29.3750000
m i
88.3750000
Acham se essaa OBRIGACES, (que tem tido o melhor acolhimento no Ro,
em S. Paulo, Minas e n esta cidade, oade s ha poneos das foi aberta a subscripcSoJ
a disposcSo do publico :
No BaNCO POPULARRoa do Imperador n. 22.
Na CASA DOS SRS. MARTIN3 FIUZA d CaRoa do Crespo 23.
E no aacriptorio da Compaahia ra do Commercio a. 42, 1. andar, ntrala
pela ra do Torres n. t, onde serSo ministradas todas as informa^"-.'? exigidas.
OBSERVACO
s premios e juros da. OBRIGACES collocadas em Penuunbaoo; serSo pagos
no dia seguinte ao sorteio, no escriptorio Companhia nesta cidade.
2
BANCO DA BO
Capital Reis 1,500:OOOJ000
Dividido em 15,000 accoed de 100:000 cada urna
. RA DO VGAEIO N- 2
(Esquina do largo do Corpo Santo) '
Edificio da Junta CommerciaS
Hora U Bolsa
DE 1 A 2 DA TARDE
Compra e vende ttulos com cotacao.
Liqu da operares por cota dw tereeii-o ou a prazo-
Faculta esptaos pare comp-a e venda a dinbeiro ou :, prt.2 i de qaaesquT
(tales c ados na Bolsa.
Integralisa convindo capitaes de Bancos e son .itidade.
rene:a de opora^oos rs 1 i2 Bolsa 3 prsti,.
Auxilia qiudacSo do roport o Delcredcie.
Realisa open.voe8 baocari ceiatiwa a sua natorera.
Encarrpg-se d incerpoencfles de^Empretas
Leva&ta-se rprestiaos.
Compra e vende met*es.
Encarrega-se da compra e vonda de asaucar, ulgoda, -.
20 de "Mareo de 1891.
O dlreocr gerente,
P. J. Pta
J lytmZL



6
Diario de Pernambuco Sabbado 19 de Marco de
1892
Banco de Pernambuco
DIVIDENDO
Sao convidados os senhores accionistas a vi-
rem recaber no escriptorio deste banco, do dia
25 em diau'.e, o quario dividendo de suas aeges
na razo de 8 0/0 ao anoo, correspondente ao 2-
semestre fiodo em 31 de Deiembro de i89i.
Re:ie, 23 de Janeiro de 1892.
Jos Adolpbo Rodrigues Lima,
Director secretario.
Banco de Crdito Real
de Pernambuco
Em cump imento dos | 9 e 10 do art. 86 dos
estitutOB e das disposiges do decreto de 17 de
Janeiro de 1890, convocamos aos senhores accio-
nistas a reuoirem ee bu assembla geral ordina-
ria, no dia 23 do corrente mez, ao meio dia, na
sede do banco, ra do Commercio n. 34, ?r.i-
meiro andar, atim da Ibes ser presente o relato-
rio das operscOes do auno baosario, ndo em
31 de Dezembro de 1891, acompanhado do pare-
cer da commissao fiscal, e proceder se a eleigo
desta, do presidente, vicepresidente, e 2- se-
cretarios da ass?mbta geral, e bem assim dos
novos membros da admiuistrago para o qua-
triennio de 1892 a 1896.
Recife, 8 de Mrj3 de 1892.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Luiz Duprat.
Jos Adolpbo Rodrigues Lima.
Derby Club de Pernambuco
De coaformidado com o art. 16 do decreto de
17 de Janeiro de 1890 acbam-ae tiesta secreta-
ria disposigo dos senhores accionistas copia
do bataneo, relagao nominal delles e lista da
transferencia de acg6*s, todo relativo ao anno
social de 1891.
Secretaria do Derby Club, de Margo de
1892.O secretario
______G. Guimares._______
Celestial confraria
DA
SS. Trindade, ereeta no con-
vento de Santo Antonio
do Recife
De ordem da mesa regedora, convido a toda*
os :arissimo3 imos a comparecerem paramen-
tados, em nosso consistorio, uo dia 2i do cor-
rente, pelas 2 1/2 horas da tarde, para encerpo-
rados, acompanbarmos a procissao do Senhor
Rom Jess do3 Afliictos, na igreja de S. Jos de
Riba mar.
Consistorio da SS. Trindade, 17 de Margo de
1891.9 secretario,
Theodoro da Silva Campello.
Sociedade
DOS
Artistas Mechanicos e Li-
beraes
De ordem da directeiia, convido a todo3 os
membros desta associago para a assembla ge-
ral especial de posse da aova direcgo, que ter
lugar no domingo 20 do correte, as 10 horas
da manbS, atim de tomcrem coahecimento das
contas do exerclcio liado ; outrosim, conv'.io
aos socios eleitos paia a directora de 1892 1893,
a comparecerem no indicado dia para se empos-
sarem nos seus respectivos cargos.
Secretaria da Sociedade dos Artistas Mechani-
cos e LiDeraes de Pernambuco, 16 de Margo de
1892.O 1- secretario,
________________SiiviLo Gome3 Porto.
Yeneravcl cooriia do Senhor
Bom Jess da Via-Sacra
De ordem da mesa regedora desta confraria,
convido.a tcd:s os nossos caris-imos irmos
para comparecern) em uossa igreja no dia 20
do corrente mez, pelas 2 beras da ta-#e, para
accmpanbarn:o3 a preciseao do Senhor Bom Je
ib (ios Afflictcs, que tem de sahir da igreja de
S. Jos de Riba Mar, para a qual tivemos o hon-
roso convite.
Consistorio da contraria do Senhor Bom Jess
da Via Sacra, cm sua igrej da Santa Cruz, 17
de Margo de 1892.
O escrivao,
Sebastio Amaral.
Estrada de Ferro do
Recife a G axang
Festa da Varzea
No Domingo 20 do corrate, depois da
tabella ordinaria da macha, haver os se-
guintes rens do Recife Varzea a vice-
versa.
IDA
12.5, 1.18, 2 28,3.10, 4.18,4.33,
5.26, 6.8, 6.40, 7.30#, 8.0#, 8.40,
9.45.
VOLTA
15, 2.11, 3.40, 4.5, 5.16, 5.20*.
6.30, 7.15, 7.50#, 8.25. 9.15 e 9.33.
Oa trena de 6.8, 7.30 e 8.0 tS> ex-
preesoa da ra do Sol ao Entroncamento.
* Esta signal indica ser o trena exprea-
io do Entroncamento a Caxang e vice
versa.
Alm destes trena a Companhia exped
r outroa ae forem precisos, alta noite e
pela madrugada depoia do Fandango.
Escriptorio da Companhia, 18 de Mar
So de 1892.
H. Fktcher,
Gerente.
Santa Casa da Misericordia do
Recife
Em vista de petigo de Eduard Callier Le\ghl
fdi pela junta administrativa prorogada at 0 dia
22 do corrente a arrematsgao da3 repdas da pro-
priedade liba do No;ueira, podendo portado at
esse dia serem recebidas as respectivas pro-
postas.
Secretaria da Santa Casa da Misericordia do
Recife, 16 de Margo de 1892.O escriv5o,
Pedro Rodrigues de Souza.
Confraria
DE
S. Jos da Agona
Erecta no Carmo
De ordem do irmo provedor, convido a todos
os irm dia 20, s 3 horas da tarde, afla de acompanba-
rem as procisses do Senhor Bom Jess dos
Afliictos em S. Jos de Riba-mar, e Senhor Bom
Jess das Dores em S. Gongalo, no dia 27.
O secretario,
Antonio Jos Ramos.
Companhia de Tecidos Panlista
Ficam suspensas de boje at 28 do corrente as
transferencias de acgGes; assim como os repre
sentantes de accionistas deverao depositar no es-
criptorio previsorio ra do Bom Jess n. 1, pa-
vimento terreo, seus Ututos, segundo dispOe o
art. ti dos estatutos.
Recife, 18 de Margo de 1892.
J. A. Saraiva Jnior,
Director secretario.
The United State3 and Bra
zilM. S. S. C.
O vapor Advance
E' esperado dos portas do
norte at o dia *a de Mar-
g\ seguindo depois da
indispensavel demora para
Bihln, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagen3, encommendaa e -ii-
aheiro a frete truta-se com os AGENTES.
O vapor Allanca
' esperado dos portas de
pul at o dia SO de Margo
seguindo depois da demo-
ra indispeosavel para o
Haranho, Para, Barbados, H.
Thomaz e New-York
Par? carga, passagens, euco.mendas o di-
Bheiro a frete : trata se com os
AGENTES
Henry Forster 8t C. .
8Sua do Commercio8
Io andar

Maaeid, Via-No7a, Pecodc, Ar&o-
j, Estancia e Baha
O VAPOR
Mrquez de Caxias
Commandante F.-eitaa
Segu no dia l
do corrente para
os porto cima
indicados s 4
horas da tarde.
di-
Para carga,
nheiro a frete
passagens, encomraendas
: trata se com o AGEETE.
O
vapor
Principe do Grao- Para
Commandante Lacerda
E' esperado dos portos cima
at o dia 3 de Margo re-
gressando para os mesmos de-
pois da demora do costume.
~8sagen3, encomaendas e dlnbci-
ro a frete irata-se com o
AGENTE
Pedro Osoriode Cerqueira
17Ba do Vigario-17
1- andar
c
I
C
Club Commerclal Buterpe
Reuniao dos aosioa
0 cooselbo fiscal do Club Commercial Eoter-
pe, abaixo assignado, convida pelo presente
a todos 03 socios do mesmo Club, grande reu-
niao que ter lugar domingo prximo, 20 do
corrente, ra do Bom Jess n. 48, s 5 horas
da tarde, am de discutir se e resolver-se um
asfumnto de mxima importancia.
Tendo o Sr. presidente Alvaro Arlhur dos
Santos, retirado da sede social os movis, alfaias
e instrum^n.os da banda sem previa autoruaeo
do mesao conseibo, e bem assim aquiescencia
de seus collega3 de administragao, e accrescen-
do mais que o mesmo senhor cao respeitou o
que preceila o art. 48 5* dos estatutos do Club,
pelo que o seu procedimento fji por demais ir-
regular a arbitrario; o conselho compre um de
ver em face desse procedimento promovendo
esta reuniao.
O cooselbo fiscal confia nocomparecimento de
lodosos boas socios.
Recife, 17 de Marco.de 1892.
Carlos Joaquim Gongalves.
Joo Pereira Costa Pinto.
Eduardo Augusto Pereira.
Hippodromo do Cam-
po Grande
Em reuniSo da directora foi resolvido
o segaintc: macter aa multas impostes
pelo juiz de partidas aos jockeysLuiz
Lopes, Balbino Benjamn e Cassemiro
Fernandos, de vinte mil reis cada um, de
conformidade com o | 2. do art. 47,
manter a multa de vinte mil rea, imposto
ao jockey Jo3o Campos, pelo juiz de pe-
sagem, de conformidade com o 3. do
art. 20.
Multado o jockey Pedro de Figueiredo
em cem mil reis, de conformidade com o
| 4. do art. 51.
De conformidade com o | 4." do ar-
tigo 51.
Oe conformidade como 4." do art. 66
vedada a entrada por tempo indetermina-
do naa dependencias do estabelecimento
aos cidadSos Joaquim Maximiaco Pestaa
e Jo2o Manoel Mendes da Cuoha Azevedo
bem como prohibir por igual tempo e de
conformidade com o mesmo paragrapho e
artigo, a inscripto dos animaes perten-
centeB a Goudelaria Arrayal de propridade
do cidadao Joaquim Mazimiano Pestaa.
Secretaria do Hippodromo do Campo
Grande, 15 de Marco de 1892.
O Secretario.
Augusto G. da Silva.
Companhia de Tecidos Panlista
Assembla geral
Sao convidados os Srs. accionistas a compare-
rem a reun'.o da assembla geral, no da 28 do
corrente, ao meio dia, no Io andar do predio n.
38, ra do Commercio, por cima do Banco de
Pernambuco, para prestagao de contas e leitura
do primeiro relatorio do anno prximo fiodo.
Recife, 18 de Margo de 892.
J. A. Saraiva Jnior,
Director secretario.
Santa Casa de Misericordia
do Recife
A junta EdajiEislativa na sala de suas sessOes
no da 22 do correte, pelas 3 horas da tarde
receber propostas para o arrendamento quin
qaennal da propriedade liba do Nogueira, com
casa de vinnda, grande coqueiral e fructeiras,
viveiros, eic, a quem melhar prego offerecer e
. quizer sujeilar se as seguintes condigOes: plan
tar annualmente 120 ps de coqueiros, tratel-os
e conserval os, reparar e conservtr a casa de
vivenda, caial a e piotal a, desobEt'Uir, reparar
c ccns?-v:r es viveiros all existentes, nao esta
belecer nem consentir nos terrenos da iba lo-
gradouro3 cu pastagens, nao colher c;os verdes
em escala de negocio.
As proposias deverSo ser em cartas fchalas
devidamn'-e selladas com o sello do Estadoe
com fiador que garanta a exerugo do contracto.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 8 de Margo de 1892.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
Santa Casa da Misericordia dv
Recife
A junta administrativa nSo leudo aindajuiga
do vantajosas as propostas que lhe tem sido
aprsenla las para o fornecimento de pao e de
carne verde para os seus estabelecimentos desta
e da cidade de Olinda, no trimestre de Abril a
Junbo deste anno, receber de nevo proposias
para esses Tornecimeutos, na sala de suas sea-
0e8, ptla3 3 horas da tarde do dia 22 do cor-
rente.
Secretaria da Santa Gasa da Misericordia do
Recife, 16 r!e Margo de 1892.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souia.
Companhia
Pernamlmcana de Navegado
A directoria desta compannia coavida aos se-
nhores accionistas a se reonirem em seseSo or-
dinaria de assembla geral no da 30 do corrente
ao meio dia, no reepect.vo escriptorio, para 03
fina determinados no art. 54 dos estatutos.
Recife, 15 de Margo de 1892.
Os directores,
Manoel Joao de Amorim.
Ceclliano Mamede A. Ferrelra.
Sebastio Lopes Goimar&es
m
MARTIMOS
Companhia Peroamkurana de
veajaea*
Esta cempanbia mantem as seguintes liaba;
egulares de navegago:
***rte, tocando nos portos da Parhyba, Natal
Hcaoo, Mossor, Aracaty e Fortaleza, parlindc
teste porto um paquete a 11 e 26 de cada mez.
Sul, com escala pelos portos de Macei, Pne-
lo, Aracaj, Estancia e Babia, sabindo dest
)orto a 14 e 29 de cada mei.
Femando de Norsnha, partida no meu o d.
nei.
Rio Formoso e Tamandari, sahida a 28.
Rio de Janeiro, (directamenie) parte o paquet
ta 28 a 30 do mez.
Rio Grande do Sul, (viagem directa) sahe d
.5 a 20 do mez.
Tddos 03 paquetes sao novos, tem excellente
iccommodagfies para passageiros e para carga
1 os precos sao muito reduzidos.
03 passageiros encontram, apar do bom tra
amento, todo o conforto desejavel a bordo
un paquete.
Os paquetes que lazem as viageas ao Rio di
laneiro, alm de terem tudo o que se encontrt
ios paquetes modernos, accresce que faz a via
Sm em quatre das e o preco de passagem
1.a classe 60*000.
O paquete empregado na viagem para o Rii
irande do Sul e smente para carga, e tem c
;alado adequado a entrar no porto daquello Es
ado em qualquer occasio.
Recebe se fBgaiamento de carga por quantl
rade lixa para ndasas viagens.
Outrosim, a ompanbia expedir paquetes ex
laordinarios desde que baja carga para o enga
ment completo de um paquete.
S3cn 'orio, da Compannia Pernambucan
Da i
STRAITSOFMAQELLAN LINE
O paquete Aconcagua
*t--^--^r:,vv Sahio do Rio de
Janeiro no dia 15
s 5 horas da tar-
de e espera-se no
da SO de Margo
pe'a manb seguindo d?pois da indispensavel de-
mora para Liverpool com escala por
Lisboa, Bordeaos e Plymontfe
Para carga, passageiros, encommendas e di.
eiro a freie: trata-sc com os
AGENTES
Wsod, Sons G., Limited
l-BUA DO COMMEBCIO10
Lloyd Brasileiro
Sccco de navegaco
DA
SMPREZA DE OBRAS PUBLICAS NO
BRAZIL
PORTOS DO NORTE
O vapor PemaKrbttco
Commandante Roberto Rippor
E" esperado dos portos de or
te ate o dia 3 de Margo se-
guindo depois da demora do
costume para
Victoria e Rio de Ja-
neiro
Recebe aarga a baldear no Rio de Janeiro
para Santos, Canana, Iguipe, Paranagu, Anto
nina, S. Francisco, Itajany. Santa Catharina, Rio
Grande do Sul, Felota3e Porto-Alegre.
As* encommendas sero recebidas at 1 hora
da tarde do da da sabida, no trapiche Barbosa
no largo do Corpo Santo n 11.
Aos Srs. carregadores pedimos a sua attenc)
Mi-a a clausula 10* dos conhecimeutos, que
No caso de haver alguma reclamagSo contra a
ompanhia. por avaria ou perda. deve ser feit
uor escripto ao agente respectivo do porto da
iescarga, dentro de tres das depois de faali-
nda.
N3o procedendo e3ta formalidade a compannia
lea isenta de toda a responsabilidade.
Para passa^na, fretes e encommendas tra
a-ss com os ____
AGENTES
Pereira Carneiro& C.
1 andar
Las Palmas e Le Havre
estes vapores entrarao no
PORTO
Previne-se anda aos Srs. recenedores de merr
iadoria3 que u se attender a reclamag(5e3 po-
fal as, que forem reconliecidas na occasio da
Iescarga dos voiumes ; e que dertro de 48 ho-
ras a contar do dia da descarga das a varengas,
deverao fazer qnalquer reckmago concernea-
te a voiumes que porventura tenham seguido
para os portos do sol, alim de serem dadas a
tempo as providencias necessarias.
Roga-se ros Srs. passageiros de se apresenta-
-em na ve3pera da chegaJa do vapor para toma-
rem as suas passagens.
Para carga, passagens, encommendas e
a ;reie: trata-se com os.
AGENTES
H. Burle & C.
42Ra d) Comrrurcio4
i-
.E1L0ES
Leiio
De 12 caixas com cebollas e 20 caixas
com trascas italianas
Hoje
A's 11 horas
No armtutem ra Mrquez de Olinda
n. 4S
POR IXTERVENgAO DO AGENTE
______Gusmao
Leiio
Do excellente sitio n. 6, do 3o becco do Pom-
bal na estrada de Joao de Barros, murado na
frente e um lado eoui 500 palmos de frente e 600
ditos de fundo, com casa de moradia mediado
SO palmos de frente e 273 ditos de fundo, tendo
cacimba d'agua potavel, estribara, baixa de
capim, 27 mangueiras, 29 larangeiras,22 cajuei
ros, 6 sapotseiros, fructapao, jaquelras, manga-
beiraa, pitangueiras, jambeiros e outras fru-
cteiras.
artafeira. 93 do corrente
A'sll h ras
No armazem ra Mrquez da Olinda
n. 48
- O agen'.e GusmSo, autorisado far leilSo da
casa e sitia cima mencionado, podendo os com-
pradores ir examinal-a.
Leil
ao
Do sobrado de 3 andares c sctSo n. 72 a
a ra de B- Jorge freguezia do Recife.
Qaarta-feira 23 do correte
AS 11 HORAS
No armazem n. 39 ra 15 de No-
vembro
O agente Martina far leiio por mndalo do
lllm. Sr. Dr. juiz d ausentes, em sua presenga
e a requerlmento de Manoel Monteirs da Cunta,
do sobrado de 3 andares e soto a raa de S. Jor-
ge n. 72 freguezia do Recife o qual se acba mui-
to tem localisado.
AVISOS DIVERSOS
Precisa-se de urna criada para servigj do-
mestico ; a tratar na ra Ao Apollo n. 8, primei-
ro andar, das 9 as i horas.
AMAS Precisa se de duas, eendo urna
para engommar e lavar e outra para cosinbar: a
tratar ua rda da P;ala n. 14. ou ra de Horias n.
15. primeiro andar.
Fiambres, fritadas de cariarSo, espadas,
valap, bolo inglez po-de-l, bandeija com bo-
llohos, touciBho de co, bolo de rolo, bens boc
cados, pastis de nata, podins de diversas qua
Udades, cremes, doces d'ovos e de trocla?, pao
de lo torrado (kilos), assim como lilfc paraos
tres dias do carnaval ; na Soledade, ra do de-
?eiibarga<1or NnneB Mcehailn n. fifi.
Urna seabora habilitada ao ensino prima
rio e secundario, msica, pisno, francez e ita
liaao, todos os trabalh03 de agulha, flores, etc
etc., se propCe a esercer o enemo em enfenhos
ou outra qualquer parte : quem precisar dirja-
se a ra 1- de Margo u. 1, foja de fazendaB, que
dar nformagges. ______^^
Precisa se da urna criada para cepeira e
mais servigo de urna usa de familia ; a tratar
na ra da Soledade n. 82.
Antonio R. da Costa vende o sen estabele-
cimento de molhaJos, sito ra Visconde de
Goyanna n. 45 : trata se no mesmo.
PrecIsa-sc
roa Nova n. 54.
de urna ama para cosiuha ; na
Precisa se de um ca xeiro com pratica-de
taverna ; trata-se na ra de Aguas Verdes n. 21,
Caverna.
Ao commerclo
IBS
Lfnha Bi-ntensal
O paquete Matapan
Commandante O. Rossignol
E" esperado dos
portos do sul al
o dia
Declara Manoel Francisco de Oliveira que de
boje em diante assigoar se-ba Mancel Francisco
daSilveira Oliveira.
Recife, 18 do Margo de 1892.
Ao commercio
Jos Correia de Queiroz e Francisco Marianno
Paes Barbosa declarara ao corpo commercial des-
ta paga que tiesta data dissolveram amigavel-
mente a sociedade que pyrava sob a razao com
mercial de Queiroz & Barbosa, ra de Marc-
lio Dias desta cidade, retirando se pago de sen
capital e lucros o socio Francisco Marianno Paes
Barbosa, ficando o socio Queiroz de posse do
activo e responsavel pelo passivo da extincta
firma.
Recife, 18 de Margo de 1892.
Jos Correia de Queiroz.
Francisco Marianno Pae3 Barbosa.
Criado
Precisa-se de um criado que
entenda do trabalbo de sitio ;
da ra do Crespo n. 10.
eeja fiel e que
a tratar na loja
arla de Miranda Fragoso
Ponte*
Jos de Arimatba Costa Pontes (ausente), Jos
de Miranda da S;lva Fragoso e sua mulber Joce-
pba Ucboa de Miranda Fragoto, Antonio de Mi
randa Fragoso e sua mulher Antonia Mocteiro
Fragoso, Augusto de Miranda Fr3goo e sua rxu
Iher Maria de Miranda Fragoso, Ernesto dos San-
tos Fragoso, Hanrique de Miranda Fragoso, Anna
de Miranda Fragoso, Amelia de Miranda Fragoso,
JoSo de Miranda Fragoso, Francisco de Abreu
Macedo e sua mulber Luiza Amelia de Mace do,
SebastiSo Pereira Pinto e sua mulber Emilia de
Mr rda Pinto, Jos Marlins da Rocha e Ba mu-
lber Hermelinda de Miranda Rucha e seus iillios,
convidam toaos seus parentts e amigos para
assislirem as missas que por alma de sua extre-
mosa esposa, filha, enteada, irm, sobrinha, cu-
nbada e ta, Maria de Miren Ja Fragoso Pontes,
fallecida no Estado da Parahyba, maadam rezar
as igrejas matriz de Saato Antonio e na capeila
de N. S. da Cooceigao da Iputinga, s 7 horas da
m^nl do dia 19 do corrente, selimo do seu fal-
lecimento. e por este acto de religiao c caridade
depde j se confessam eternamecte gratos.
t
Dr. HoUolpIu Carvalbo
Manoel Ribeiro de Carvallo, Seohorinta J. Pei-
xoto de Carvalbo, Amalia Peixoto de Carvalbo
Silva, Adelaide Elisa Peixcto de Carvalbo, Ma-
noel Ribeiro de Orvalho Jnior, Alberto de Car
valbo Silva e Ral de Carvalbo Silva, agrade :em,
reconbecidos, a todos aquellos que se dignaram
acompanhar ultima morada os restos mortaes
de seu inditoso filho, irmio e tio, bacbarel Ro
dolpbo Carvalbo, e convidam-os, bem como as
pessoas de soaamisade para assislirem as mu-
sai que pelo eterno repens de sua alma man-
dara celebrar na matriz da Boa-Vut-i, as 8 horas
da manba de 21 do corrente, stimo dia do seu
yassamenip ________ ______________
Belmira Candida do Monte Lima
Guilbermino Rodrigues do Monte Lima, sua
mulber c timos, veem penboradissimos agrade
cer a todos os seus amigos que se dignaram de
scompanbar at o cemiterio os restos mortaes de
sua prezada filha e irm, Belmira Candida do
Monte Lima, e de novo cenvidam para assislirem
as missas que mandam dizer terga-feira 22 do
corrente, 8 7 horas da manh, na matriz da Boa
Vista, stimo dia do seu infausto passamento.
Aa'.ecipando desde j o seu eterno agradecimen-
to por mais esie arto de rogiSo e raridade.
D. Manuela de Sonta nei*
O engenbeiro Francisco de Souza Reis, sua
mulher e lilhos mandam celebrar urna missa na
matriz da Boa Vista, sabbado 19 do cor-ente, s
8 horas da manh, por alma de sua mi e av,
D. Manoela Guilhermina de Souza Reis, e para
assistir este acto convidf m seus pareles e ami
gos e es de seu extremoso pai e avO, o couse-
Ibeiro Jomui de Souza Rcki.
D Isabel Elvira remande* Ma-
galne*
Segundo anniversario
Fernando Migalha-: s da Silva convida aos seus
parantes e amibos a assislirem a missa que man
da celebrar na capeila do cemiterio publico, se-
gunda- feii a 21 do corrente, pela3 7 1/2 bjrcs da
manh, 2- anniversario do fallecimento de sua
prezada esposa, Is; b?I Elvira Fernandes Maga-
Ibes, pelo que desde j se confesea summamen
te grato.
D. Manoela G. de Souza Rea
Urna amiga grata sua memoria, faz celebrar
amanb 19, s 8 1/2 horas, na matriz da Boa
Vista, urna missa pelo eterno repouso de sua
alma.
Ama
Precisa-se de urna ama de meia ioVde para todo
servigo de casa de familia ; na roa das Flores
n. 3, sobrado.
Ama
Precisa se de urna ama para comprar e cosi-
nbar : na ra do Coronel Suassura n. 149.'
Ama
Precica-se de urna ama para menino ; a tratar
na ra Direlta n. 50,1- and?r.
Ama
Precisa-se de urna, eo Patio de S. Pe
dro n. 1. l.o andar.
Ama
Precisa se de orna para casa dt duas pessoas
que compre, c.sinhe e faga mais alguns servigos
de casa de familia, a tratar na roa da Matriz da
Boa Vista n. 3.
--------------?------------
Ama de cosi ha
Precisa-se de urna ama que cosithe bem, para
casa de familia ; a tratar na ra do Cabug n.
14, de meio dia at 2 horas.
Anta
Precisase de urna ama de meia dade para
cosinbar, ara casa de pouca .Emilia ca ra do
Alecrim n. 22.
ama
Precisa se de urna ama para comprar e cozi-
nhar para casa de pequea familia ; na ra Im-
perial n. 19,1' andar, viveiro do Mcnlz.
Ama
No largo do Pilar n. 21, taverna do Sr. JoSo
Marlins casa de k s mego viuvo sem filhos. somente para
elle ; paea-Be bom ordenado.
Ama
Precisa-se de urna ama p'.ra cosinha : a tratar
narua Bar2o da Victoria n. 54, nova gencia de
movis.___________________________
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhr.r e com-
prar ; a tratar na ra das Flores n. 25, tintu-
rara.
Ama para cosinha
Precisa-se de urna cosinbeira ; ra ra da Au-
rora n.101._____________________________
Ama
Precisa se de urna ama para cosinhar ; na ra
do Rangel n. 53................_______
Ama
Precisa-se de urna ama para meninos e mais
serVgos; na ra Duque de Caxias o. 62.______
Ama
Precisa se de urna ama par. engommar e la-
var para casa de peuca familia : a tratar na ra
Pedro Affonso, armazem n. 11.
Precisa-se
57., 2 andar.
Cosinheira
de urna ra Duque de Caxias n.
Criado e cosinheira
Na ra 1 de Setembro n. 15, pre i3a-se de um
criado e urna boa cosinheira.
Gosinheirc
Precisa se de um bom cosiebeiro ; ca ra de
Paysand n. 19. ___________
Moedas brasileiras
Compra se de 500 rs... UOOO, 2*000 no centro
da moeda ; na ra do Cabug n. 9, loja de Au-
gusto do Reg.
8S3
Rabeca fina
Compra se em segunda mo, sendo de ptima
qualidade ; na ra Nova n. 13.
** de narco de 189
eguindo depois da demora cecessaria
Brodeaux, com escala por
Eis Palmas e Le Havre
Para carga, passagens, encommendas
iheiro a frete trata-se_com os AGENTES.
para
e di-
O vapor Cordouan
Commandante Sicard
E' esperado da Europa at
o dia
t de Marco de 189?
seguindo depois da Indispensavel demora para o
Rio de Janeiro, Montevideo, Buenos-Ar-
res e Rosario de Santa F
Para carga, passagens encommendas e di-
iheiro a frete : trata-se com os AGENTES.
O paquete Mdoc
Commandante Caillaud
E' esperado des
portos do sul at
o dia 8o de Mar-
co, Beguindo de-
pois da demora
aecessara para Bordeaux com escala por
Boa occ^yiao
Vende se urna taverna narua Imperial n. 164
ou admitte-se um socio com algum capital, o
motivo o dono querer mudar de negocio,
urna das melhorea; sproveite. a quem convier,
a boa occasio.__________
Cosinheira
Precisa se de urna cosinheira ; a tratar na ra
do Commercio n. 32.
Electricidade para illumina-
cao e traccSo
W. J. Ayres
Encarrega-se de fornecer apparelbos e instru-
mentos elctricos de qualquer especie e dos me-
Ibores fabricantes. Contrata a instahaco de
plantas elctricas, fornece ornamentos para as
meemas. InformagOes em casa de Ramos Sal-
gado & C, praga da Independencia.
Ferreiro
Precisa se de um official de ferreiro ;
do armazem o. 4, ra do Commercio.
a tratar
Moedas de prata ou ouro
Compra se moedas de prata ou ouro de qual-
quer qualidade, pagando se maior prego do que
em outra parte ; na ra do Commerclo, arma*
zen n. 4.
Urna familia de fura da cidade b que pretende
passar uns dous ou tres mezes no Recife, tieseja
alugar urna casa que tenba commodos e tambem
lguos movis e utensilios de casa. A quem
coavier alugar annuncie por este diario ou va
entender-se cem o Sr. Ignacio des Santos, loja
de joias ra estreita do Rosario n. 2. Adver-
ando tambem que prefere se cesa que tenha
agua encanada, e paga-89 aluguel adiantado.
Ca vallo
Vendase um cavajlo castanbo andrino, com 7
almos de altura, muito novo e andador de bai-
xo a esquipar, tambem serve para corridas : a
ver na coebeira de Jos Duarte ra da Roda.
ASTHMA
NAO HA
MAIS
Oppretfdo, Catarro, com o
J=CS GLBRT. -
Obtve ) mi/i ltt rKomptnut.
Deposito em todas as Ptwrmscm.
Bom
Precisase de um
negocio
socio com pequeo
capital para um negocio de mclhado, em
um dos visinhos arrabaldea desta cidade,
u vende-se a propriedade ; a tratar no
Largo do Paraso n. 12
Bom negocio
Vende-se urna mercearia bem localisada ecom
boa freguezia, em um dos melbores arrabaldea
da.cidade, vende se com o sortimento ou sem
elle ; a tratar no armazem de Joaquim Cnristo-
vio ra ci Cabug n. 11.
Pernambuco Poweler Fac*
torv
Recebe-se encommendas para plvora dessa
fabrica no armazem de Hermn Lundgrsn & C,
ra do Commercio n. 4, onde os pretendentea
encontraro as respectivas amostras.
Criada
Precisa se de urna criada para arrumacio e
engommar para urna senhora e dous meninos ;
na ra da Unio n. 65.
Ouro, prata e moedas
No estabelecimento do Rodrigo Carva-
lbo & O, rna Duque de Caxias n. 69,
compra se ouro e prat velhos assim como
moedas nacionaes e estrangeiras do mesmo
metal. Paga-se bem.
Criado
Precisa se de um criado ; na ra do Pajsandt
numero 19.
Patacoes
Compra-se de todas as cagoes ; na ra do Ca-
bug d. 9, loja de Augusto do Reco.
Patacoes
Brasileiros
Marcados 24000 no centro, compra se por
maior prego do queem catra qualquer parte: no
armazem ra de Commercio n. 4.
Engenho Fontal
Em Serinhaem
Vende-se ou arrenda-Be : a tratar no largo o
Corpo Santo n. 15, 1 andar.
Barriqueiros
Precisa se de dous elficiaes barriqueieos ; a
tratar no armazem n. 4 ra do Commercio.
Cosinheira
Precisa-se de urna ama que cosinie b emo
comp.'e, para casa de famil a, dormalo em ca
dos patrO:s ; a tratar na ra di Inperatri z n
mero 21.
Caixeiro
Precisa se de um caixeiro de 14 a 16 anuos,
com pratica de molbados; na ra de Santo Ama-
ro n. 28.
4

j

i
X

-




MMH
mm
-
Diario de Pernambuco Sabbado 19 de Marco de 1892

-

100:000*000
Loteras de Santa Gatharina
Extraccao todas as tercas feiras
90:0O0#0OO
LOTERA DA BABIA
Extraccao todas ss quintas feiras
Biihetes venda e pagamento de premios
ra Larga do ario n. \), i. andar, escrip
torio de
Bernardina Lapes Alheira.
MEMBREiiJURY
Exposicao Universal de Pars
DE 1SB8.
HORS CONCORS
A Superlorldade dos Sabonetas de VIOLET
conheclda a certificada pelas Celebridades
Medloaes, e confirmada por urna
experiencia de mals de
mel seoulo.
i&3ti&.
D
ELLAS
st*
^ss
FIEME
ESTES SABONETES
tem a propriedade
de tornar a cutis
- BEANCA e AVELUDADA
,WE%mtE
u
a propietarios deste acreditado esUbeieci-
ment de modas tendo concluido o seu balando, resolve-
ram liquidar com differemja de 50 [#, grande quantida-
de de sedas, fantasas e muilos ourros art'gos de moda
e dfelei, cuja liquidado principiara na prxima segun~
da-feira 25 do corrente.
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numerosos certificados de mdicos distincin
e de pessoas de todo o criterio attestam e preconisam
o SABO RUSSO para curar
ueimaduras. Espinhas.
Nevralgias. Dores rheamaticas.
OontusSes, Dores de cabeca.
Darthros. Ferimentos.
^!tr>Dgcn8. Sardas.
Pannos. Chagas.
' 48Dfl8. Rugas.
ErupcSes cutneas e mordeduras de insectos venenosos, etc.
A nnica e amclhor AQUA DE TOILETTE, reunindo em si
das as propriedades das mais afamadas.
VNDESE nos estabelecimentos de Pedro Antones & C. o
< Ipho Antunes & C. A ra Duque de Caxias n. 63 e 65.
GAO CERAL
^ANFATSRSON & E
44RA BAtO 0 TEITOPH0--44 .
Machinas a vapor
Moendas
Rodas d'agua
Taixas fundidas e batidas
Taixas batidas sem cravac,ao
Arados.

PARA
ALVEJAR
E
REFRESCAR
O
SEMBLANTE
fl A' MA^BgHAEE &
Esse P superior purificado e pre-
parado com o maior cuidado.
Recommendado pelos mais afamados
Mdicos, e etnpregado pelo mundo
elegante.
Perfumeiro
-*-
UST,
F0RNECE0OR PRIVILEGIADO
de S. A. a PRJNCEZA de METTERNICH
GIRARD DE SEGR Succ*
45, ua de Depsitos em perxambuco:
COMPANHIA l OfOBAS PRODUCTOS CHI0ICOS
e as prlnclpaes casas
/?
5\
erro Girar
Aprrovado pela Academia de Medeelna u
FarU. Approvad pala Jant
Caotral da Hygiene publica do Braiil.
O Professor Hrard encarregado do
Re atoro a Academia demonstro u que
i fcilmente acceito pelos doentes,
bem tolerado pelo estomago, restaura
cu forcas e extra a cMoro-anemia;
que o que distingue particularmente
este novo sal de ferro, que nao causa
prisa* de vetttre, a combate, e elevn-
dose a dse, obtme-se deieccoe*
numeratas.
0 FETTR GIRARD cura anemia,
cores paludas, caimbras de
estomago, empobrecimento do
langue; fortifica os tempera-
mentos fraooa,excita o appetite,
regulariza as regraa e combate
a esterilidade.
Deposito em Paria, 8, ma ViTienn*.
a as >RiNCir*ia DROSAniAa a raxiuuaAs
Casa em Tigipi
Vende s um casa de pedra e cal, bem situa-
da Dcssa pitorrea leealidade, com terreno pro-
prio, de excdknte produccao, e arboriaado, me-
dindo 85 pa!mo3 de frente e 188 lateraesato
rio.
Reedificada agosto moderno e com solidez, tem
ella 3 janellas de frente, 2 de oitio, 2 salas com
portas de sabida, 2 quartos, 1 dito para criado, 1
outro para dispensa, cosinba fra cem forno d
fog&o novo, 2,doos portOas qoe do sabida
para a frente e para o fundo, sendo 1 de ferro e
| outro de madeira e calcada alta e nova, feita de
cimento, e sobre 2 bombas para escoamento das
aguas.
E' muito prxima a estacao da estrada de ferro
,e ao ladodireito tem i cbalet com 1 janella i
1 porta de frente e Idita para o interior, tendo a-
i traz 1 estribara para 2 cavallos e 1 quarto para
I o estribeiro.
As chaves na mesma casa e a tratar na raa do
[ onselneiro Piettl, antiga da Redan. 39, so-
brado.
ATKINSON'S
WHITE ROSE
O mala suave de todos os perfumes suaves
A original e nica essoncia verda-leira .
a de Atuxsox. Kvitar as coutrafaccOes.
ATKINSON'S
AGUA de COLONIA
bem preparada um dos perfumes dos
mais refreeoautes. A de Atkissos. de
| fabricacfto inglesa reoonhecida como
a mais fina.
Tendem-sc em tda a parte.
J. V E. AT1UNSON,
24, Od Bond Street, Londres.
k AVISO Legitimu someoie com o rotulo-
cicudo azul e amarello e a marca de
fabrica urna "Rosa branca" com
o completo enderezo.
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K^t.-x dalle
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DepcRi'o pdi PeniantbHeo : __ -
COMPANHIA a* BROCAS PRODUCTOS CHIMICOS.
oi.i as ii
,A?UCAfES
A cura fatst c iImhI*,
sem dor c em coi' -r, ne,;t raspar o pello.
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ec RICA RIVAL co
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ni mjPM i ^am^' e\&/ i" >
2 MRRAY a
Li. ce & LAMAN m
LJ a. Manlem sempre a sua popu- m
laridade. Cautela com as
imita^Oes. ^
fi DURADOIRO
Luiz Vernetleyan
ta emprestinios de
qualquer quntia sob
cau e pedras preciosas e
tambem compra cau-
tellas do Monte de
Soccorro, caucoes do
Banco Popular, joiaf
e brilhantes.
Pode ser procurado
na sua relojoaria ra
do Baro da Victoria
n. 53, das 8 horas da
manila, s 8 da noute
MARAVtLHA CURATIV*
DO CELEDRS
Dr. Humphreys lie Nova York,
A Verdadeira Maravilha do Seclo.
APPROVADA E LICENCIADA
ca Iasrrctorin Gral de Ilygieue io
Imperio da Brazf!.
A MarftTllha Cornil- I remed rrompta
para as Pisaduras. 3la;hncu'tuan;, c^r.niites. Tor-
eelura. Corladuras, cu Luctau^-.e. Allivfe a dr.
estanca o aanguc. fax parar a uCttii.ii'.a-a.;. reilua
a luoliacllo, lirao detftc^nu-ate, efatc&rar a eiaa
c^'aio por moeulo.
A MaM-avllIa Qurnllva 6 allivlc. r.romptoe
cura rauida para ^aenauuras, Escaldaduras, e
yueliuiduia do Sol,e suponer r.^:^-.-outrg
_--------------------,__--------.i,:i
Almorrelmaa-cura stnipre s u-.uica taja.
A Mn^n-vllha t 'B^."lva6uaialiioarompto
para Dor de Iwctes, Je OuKk;, ?Tct:. IcvIuko
da Face e Sevralgla.
A Mararllha furallra oren:im prompo
e precioso para Dures rboutuatlcas, .'^IJuo, Dvr e
P.lgidez na Junias ou Pcroa.
A IVfaravilba Curativa o prande r^mftllo
para Esquinencia. Angina. Aoirudalae inch.'tdasou
lunammadasfeempn: seguro, aen;: re (-Meas.
A Maravilha 'nrariva '- cnUto valor
como iHjeco para c* L'atarr\ a LeacoiTiiea ou aa
Flores Broncas, e outres conimeut'-s debanaataa.
A Warnvllha Curativa lmpagav-1 para
curar Ulceras. Chagas t.'.tlgas, Aposremas, fanari-
cloe. Callos, Frlelras, Joanotes e Tumorea.
s Maravilha Cnraflva ( remcil.'o tr-mptf
para Dlarrhea smpi *, a de Dlar:ea chronlca.
A Maravilla Cnratlva excellente na*
Estrellaran e Cavallaiicaa, para Torceduras. DCrea,
Pisaduras e Esf olrtdurr.s. Contusoes, Lac? raques, tc.
Z:z-i:h'.:izL:z do Dr. Euxphrejs.
Remedios Especiflco?,
luiaonici Maravilloso,
Bemsdlos Hyphiliticos,
BenedlesTeteriDarioa.
0 Mannal do Dr. Hcmphrevs 1 preinas obre aa
Eufermfdades e mododecural-assecagntds, pede-
Be ao seu boticario ou
HUMPHREYS' MED11XE CO.,
109 Falten Street, NEW YORK.
Deposito gera! na Companh.i
da Drogas e Productos chimioot.
Gerenta Francisco Manoel da
Silva.
Janipabo e caj
Gompra-se em grandes e pequeas porfes:
na ra do Principe n. 28, taverna.
PARA
ENGENHOS
Lopes e Araujo partici-
pam aos seus freguezes e il-
lustrissimos senhores de en-
genho, que tem deposito
constante dos artigos abaixc
mencionados garantindo s
boa qualidade.
Cal de Lisboa.
Dita de Jaguaribe.
Dita de Cutunguba.
Potassa da Russia (ea
barriquinhas, caixas, latas
grandes e pequeas ).
Oleo de mocot,
Azeite de carrapato.
Dito de coco.
Dito de peixe
Pixe em lata.
Kerosene inexplosivo.
Graxa em bedgas,
Gaxeta de linho.
Precos sem competen
cia.
Raa do .Uyrwtiik
n. 38
REMEDIO DO DR, AYER
COSTRA
AS SEZflES OU MALEITAS,
O Remedio do Dr. Ayer, descoberw
e,etal que nao contera a quina nem o
S^f.f nem a Vaco ontro ingrediente
n?^\'} Um rcmedioinfallivel e prompto
liara toda a qualidade Ac febres inUrmit-
Untcs ou malditas. Seus effeitos sao per-
raanentes e certos e nenhum mal abso-
lutamente pode advir do seu empreo.
Da mesma forma torna-se o melhor
remedio possivel para todas aquellas
doeneas que provena dos effeitos dos
miasmas, que se desenvolvem nos lugares
pantanosos e infectados, e que geralmente
caraeterisSo-se pelas affeccSes do
fijado e do bayo. y
O Remedio de Ayer curar sempre,
mesmo nos casos pelores, toda a vez que
ior empreado convenientemente e se-
gando as direccocs.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYi2R & CA.,
Itowell, aiass.. Est.-Ui.idos.
Attencco
Fitas lavradas para fazas n. 80 com mmi
de um palmo de largura a 2f$C00 rail
o metro.
Gregos, galoes, trancelins e regente,
brancos e de cores, para enfeitar ves-
t'des e roupa de c.-canea, camisas, toi-
lettes de senhora.
Collarinhos para homens a 200 res om<
Grande e variado aortimento de caixas d
msicas a 24000, 35000 e 55000 re
cada urna, proprias para presentes.
Espelhos mgicos a 500 reis um. Du*
40000 reis.
Espelhos com tres palmos de altura, coa
moldura de dourado fino, oval a 8500C
reis.
dem, idem a 65000 reis.
dem quadr&dos a 5f 500 reis.
Ventarollaa de pal ha branca a IfOOre
urna.
Leques de papel a 500, 600 e 800 rea,
Rendas abicoB de cores, branco, de ai-
godSo e linbo de cores e pretos.
Bolsas e balaios de palha, para compras,
viagens e paBseios,
Capas de 1S e casemira para senhoras.
Perfumaras, leos, ixtratos, cosmetiew
dos melhores abrioantes.
GalSes, palmas e pingeates de vidrilho.
Belsinhas para passeio, de chagrn e pe-
lucia.
Albuns de pellucia, couro e chagrn.
Vari, i o sortimento de brinquedos.
Pulceiras, voltas, cazoletas, anneis, o*
deias de plaqu americano.
Caixas de msica para presente a TfOOC
81000, 91000 e 1210C0 reis.
leias, lencos, collarinhos e punhos pan
senhoras e homens.
Oculos, pincenez, navalh&B e caivetes.
Capellas, veos e ramos para casamento*
Toacas 9 enxovaes para baptisados.
Corxetes em fita para metros.
GalSes brancos para roupa de criancas,
NA
FLORIDA
i03 -Raa Duque de Caxias-IOS
MARAVILHA CURATIVA
DO CELEBRE
Dr. Humphreys de Nova York.
A Verdadera Maravilha do Secuto.
APPB0VADA LICENCIADA
tela Inspectora Qcral de Hrgiene a
Imperio do Brazil.
A UarATlltaa Cm-atlva remedio prompto
para aa Pisaduras, Machucaduras, Cootuaea, Tor-
aednras. Cortaduras, ou LaceracoM. Alilvia a dflr,
estanca o sanfue, faz iiarar a uinammaco. redu(
a lnctaacao. tira o deaoorameoto, e taz sarai a terlda
como por encanto.
A Maravilha Cnratlva alllrlo prompto
cura rpida para Quelniaduras. Ijcaldaduraa, o
Vuelmadura do Sol, e 6 superior a nualquer outni
remedio.
. A Maravilha Corativa 6 lmpagaTo! para
todasasHamorrhaglas, seja do Nariz, dasGengtraa,
dos PuutiOes. do atoraagn, onsiErm rrholda OO
Almorrflmascura sempre e nunca falba.
A Maravilha OBratlvnuroallivioprompto
aira l>ur de lientas, de OurWos, da Kace. ucha^io
da Pace e Nevralgla.
A Maravilha Cornil va 6 o recurso prompto
e precioso para Dores rheumatlcas, Aleljao, Dcro
Rigidez as Juntas ou Pernas.
A Maravilha Carallva o grande remedio
para Esquinencia, Angina, Anivlalos Inchadssc
uinammadassempre seguro, sempre efflcaa.
A Maravilha Coratlva f de multo vata
como lnJeccOo para o Catarro, a Leucorrhea ou al
Flores Brancas, e outros eorrnentos debultantea.
A Maravilha Coratlva 6 impagavel pa#
curar Ulceras, Chagas antigs. Apostemas, Panan
clos, Caos, Frlelras, Joanetes e Tumores.
A Maravilha Curativa remedioprompto
para Diarrnea simples, e de Dlarrhea chronlca.
A Maravilha Cnratlva excorente na
F.strtl.arlas e Cavallarlcos. para Torceduras, Dona,
PL'wlurase Esfoladuras, ContusOes, Laccracoes. S&.
EspecMiades lo Dr. Eamphreys.
Remedios Especficos,
,'ugu^'iiio Marnvllhoao.
Keaaodios Syphillticox,
Remedios Teterinarlo
O Manual do Dr. Humphreys 1 pi
Em*ermidad( c modo de cural-asso <
se 0 st uotlcarlo ou
lnassobrea
gratb, peda.
Hl'MPIIHEVS' MEDICINE CO., ^
109 Faltan Street, MSW YORK.
UNIOS AGENTES
Para rendas em grosao em Pe
nasiboeo
Faria Sobrinho i C.
DROGARA
A' Ra Marque de Olinda n. 1
WHISKY
Royal Blend marca VIADO
Este excellente Whisky Fscoeei pr-
ervel ao cognac ou agurdente de cacas
para ortificar o corpo.
Vende se a retalho nos melhores ansa-
ana de molhados.
Pede Roya! Blend marca VlSrde),
jujo emblema sSo registrados pan
RWNS & C, agentes.
Professora f slrangeira
Precisase contratar, por dcos ou-tres annos,
para casa de familia nesta cidaJe aQm de conti-
naar a educacao de duas meninas, sendo a mais
velha de 10 anno3, urna professora estrangeirs
que esteja habilitada a ensinar francs e ingles,
oo francez e allemo, msica, piano, arithn/eu-
ca nosOes de geogrpbia e hiso-ia universal e
algons trabalhos de agulba etc. As meninas de
que se trata comegaram sea edocacJko por urna
professora allema, e esto bem principiadas.
Indicases a rna 15 de Norembro, (antiga *
Imperador) n. 28.
I
%



mam i



8
Diario de Pernambuco Sabbado 19 de Marco de 1892
\
/
AOS FUMANTES
esejaes n&o ter azia quando famts? ^
Usae por algum tempo os apreciaveis cigarros denominados MINHA ESPERABA, quer picados, qaer desfiados. Usa: tambera o aroraat'xo e
saboroso tamo desfiado intitulado Hygienico Naeional e os cigarros do mesmo fumo.
Depois di so dir-vos-hei se foiou nao til o conselho.
Gumpre notar qae os Bvgienicos s5o fraquinhos e os ESPERANZAS sao fortes.
A fabrica MINHA ESPERANZA situada na ra Laiga do Rosario n. 2 A.
________ Um apreciador.
VENDAS
t>------------r-----'---------------------------------------------------
Chapeo e capotas
Ultimas novidades de Pa-ie receben o
Lovre
Gapas, jerseys e visitas
GoatoB integramente noves acaba de re-
ceber o
LOYEB
cortes de l,linho,seda
e a]g*odo
Ricamente enfeados, tem recebidj l-
timamente e
LOUVRE
Sec as brancas, pretas e de
cores
Noves padrBes e para grande escolha
foram despachadas nestes ltimos das
para o
LOUVRE
Grinaliias, Ieqaes e chapeas
de sol
De phantasias acabam de chegar para o
LOUVRE
Costumes para creancas
De tcds as idades encontra-se grande
lortimento no
Louvre
Qbjectos de g*osto para
presentes
Ha neste artigo grande escolha no
LOUVR E
NO VO ESTAB 3LECIMENT0
Receben um lindo aortimento de
CAPOTAS
de rendas cores'c pretas para senhoras.
CDHCAJPSOS
(ic renda e"de palha para senhoras e meninas.
ie palha e de seda para mangas.
TECBOS DE PHAN-
TA8IA
Sindo impossivel de se deicrever a
grande variedade de tecidos de diversas
qualidades proprios para a estacSo actual,
roga-se ao publico em geral e principal
mente s Exmas. familias a fineza de vi-
sitaren! o
LOUVRE
Ra 1/ de Marco n. 20 A
Fra cisco Gargel Umfo
T2LEPH0NE N. 158
Doce de Caj
Vende-se excellen-
te doce de caj se eco, I
ferio a capricho. Na
ladeirada Ribeira so-
brado n. 28, na cidade
de Olinda.
para homens e rapazes, dos fabricantes FRANCEZES, BWLEZES E ALLEMAEb
CHAPEOS
de seda para homens.
GKAVATAS DE SEDA
FORMAS
de palha para chapeos de senhoras e meninas,
pretos e de cores.
Fitas, Gazes, Rendas, Veos, Azas, Passaros, Florea.
Plumas, Aigrette* eGrampos
ara chapeos e outros artigos de fantasa.
Ra do Baro da Victoria n, 42
M. LICIO MARQUES
Telephoue n. 560
, A'! BXMAI. FAMILIAS
rede-se para honrar com suas visitas
AU PiSABIS DES 9
Ra do Baro da Vicforia--38
59 TELEPHONE 59
RICOS cortes de ves- j SEDAS brancas, pre
tidos de seda, de 13 e tas e de cores para gran
cambraias brancas e bor 'de escolha.
dada*.

LEVANTINES, voiU
es parisienses e crotones
lindos desenhos.
COLCHAS de sedal
de renda, alta novidade.
LEQUES de gase,
madeporola e tartaruga.
SABO CUR4TV0 DE REUTER
Tumores, cravo, pellisermellia, asp ra e oleosa impidido ou corado
por o mais grande de indos 08 aformosea dores da pelle. o Sabo Curativo de
Reuter. Prodoza a pelle formosa. branca e clara, e caos brandas; absoluta
mente puro, delicadamente medicinado, extremamente inromparavel como
sabSo para a p CAI'TEIjA. Nao genuino sem cada envoltorio ter a marca re
gistrada de Barclay & Co, New York.
KIUCIV1L,
Y PAB1 O
MIL
XAROPE DE REUTER lf. 2
Como remedio da EstacSo Calmosa, Puriflcador dosangue, diurtico,
e aperiente, nenhum oulro appeldado depurativo ou salsaparrilba se appro
xima sequer aG Xarope de Reuter n. 2. Combina quatro grandes propieda-
des em um s remedio, operando a um tempo sobre os oreaos digestivos, o
sangue, os ros e os intestino'.
Absolutamente neutralisa e expulsa pelos canaes inlestinaes. rlns e
poros da pelle, os germens nocivos, que fluctuam no eangue, na urina e na
transpiracSo.
O MELHOB
PURIFICADOR
PARA O
NAXCIE
CHAPEOS e capotas
para senhoras.
GRANDE variedade
de objectos para presen-
tes.
TECIDOS braneps e
de cores, arrendados para
vestidos.
CORTINADOS m o-
dernos para camas e a
nellas.
VENTAROLAS d e
gase e pennas, nltima
moda.
CAPAS e pelerinas de
seda e renda pretas.
CAMISAS de linho,
punhos e collarinhos para
homens e meninos.
TOALHAS e guarda RICAS grinJdaa'para
apos de linho, brancoB casamento
e de cores. (,
VESTIDOS do seda,,
12 e trancos bordadas
para meninas.
CAMISAS, saias e
calcas bordadas para se
hhoras.
ENXOVAES comple
tos para baptizados.
MEIAS de seda e fio
deescossia,para senhoras,
homens o criancas.
-RICAS almofadas de
velludo bordadas.
PERFUMARAS dos
mais afamados fabricantes
de Londres e Pariz.
MESaS, etageres e
cachapotes, ultima novi
dade.
COSTUMES de jersey,
casemira e brins para me-
ninos.
GASES do seda, bran
eos e de cores para ves-
tidos.
ESPART4LH0S ele-
gantes de seda e brim
com pelucia..
GUARDA-POS d e
seda- e alpaca para se-
nhoras.
GALLOES ddurados,
prateado3 de seda e de
la para enfeites*
MANEQUINS france-
ses.
GRAVATAS para ho-
mens o que ha de mais
chic.
MATINES braaocc
e de cores, bordadas, cok
rendas c fitas.
LAS modernas
sede para vestidos.
VELLUDOS pretos
de cores.
JABOTS e fichf d
seda.
BICOS de seda de co-
res modernas.
LINDOS albuns
retratos.
MANTILHAS e
hidaa de theatro.
sa-
PEQUEAS PI LULAS DE REUTER
Fiead, entorpecido curase positivamente com estas pillas. Ella
sao um remedio purgativo livie de perigo para o taomem mais fraco, tj bem
como bastante activo para o bomem mais forte, e nao constipam depois; pela
aecao geral agrada a todos que as usam. 83o as. pilulas estandarte da pro
fidsao medica dos Estados Unidos. Sao as menores e mais facis a tomar.
Qjarenta em cada frasco.
PARA
NUDO
TMCOFERCTde BARRY
Cu* proparslo elegwU-extreinamente perfumada,
remove toda as impurezas do crneo, preservativo con-
tra calvicie e cabello ciMcto; faz o cabello crescer ea-
pe90,brandoehermoso. Ini.'i'elpvacararerapcOeB,
doencas da pello, gltr-i'ila msculo, e cura rpida-
mente cortaduras, qoeimadaraa. feridas, torcednraa, ice
CAUTELA.->'*> o eenniDO 9b caa traaco
ter a marca regia trada de Barclay Co, Sw York.
PARA O
CABELLO
A PELLE
BUaCUSBO EMMMI
i
i
depositarios destes PKODCTOS.A cornpanhia de Drogas e Pro-
ductos chimicos.
Ra Marques de Olinda n. 23.
Olbeir Campos tfrCl
Ra do Crespn. 21
Merinos relos linos de 1JS00, 1*600 e 14800.
EumiQes pretos tinos de 900 rs. o covado.
Caxemiras prttas lindas e finas a 200 rs. o co
vedo.
Setroeta lisa de todas as cores.
Bramante de linho e algodSo.
Percales brancos de 210 rs. o covado.
Tolards de cores.
Cretones .pretos unos.
A NOTRE DAME DE PARS
A 6o#ooo
Vendem-se SOaccOes da campanbii de drogas
e productos chimicos, ficando o comprador com
direito ao dividendo do anno Mudo ; a tratar o,
lojc do Coelho, ra da Imperatriz n. 66.
1
ABA DO CABUGAl A
Madame Koblet de volta de sua viagem previne a seus fregueses que tirn da
Alfandega um lindo aortimento de chapeos de castor e palha (Haute Nouveaut), gase
de seda e fil para vestidos de baile, bengalcne, olienne Moscovite faille francesa
oulard, voilee lindos tecidos da ultima moda.
Manteletes de renda,fiores, meisa de seda, velludos, galoes e outros enfeites
o que ha de mais moderno.
Espartilhos, eques, vestidos, chapeos de criancas de 6 mezes at 6 annos
Tobos estes objectos foram escoltados por Madame Koblet.
oes -pxGxoNr.a. p3B casTXJDaj^s
Faz-se yestidos em!24 horas
SEDAS PRETAS
O LOUVRE acaba de receber um es-
plendido aortimento da sedas pretas de
differentos quahdades, gostos irteiramente
novos, bem (como grande quantidade de
surahs pretos, ottbmanes, granadinos, ca-
chimiras, guarnieres, cinturas e gollinhas
de vidrilhos mantilhas de renda, leques,
etc. etc, cujos artigos muito se recommen-
dam pela ptima qualidade, bom gosto
e sen-:ivel modicidade de presos.
Ra 1. de Mar^o n. 20 A
Francisco Oargel & Irnios
Tdsphtms 158
Con8titui^o
DO
Vende-se a 400 re**
cada exemplar, no
escriptorio do Dia-
rio.
Livros de recibos para
alugueis de casas; vende-se
ao escriptorio des te Diario.
Libras sterlinas
Vende-se na loja de jotas de Augusto Reg
t Crua do Cabug n. 9.
Loja 9 kmum das
Estrilas
Acaba de receber um completo sorti
ment de tecidoB pretos de gorgurSo,
sedas mascotte ftecido novidade), damas-
c, chamalotes, etamines, las lisas e la-
: vradas e cachemiras que vende-se deBde o
! prego de 800 res a 2|000.
Assim como mantilba; hesponholas,
mantelhetes, capas e visitas, cortes pretoi
ricamente bordados a- vidrilhos e seda,
que se vende por precos sem compe-
tencia.
LOJA E ARMAZEM DAS ESTRELLAS
56-RoaDoqne 'fCixM-8
Telephone n. 210
Banha de porco
f!
rOLHETII
JULIO MARY
OS DOIS INNOCENTES
TERCEIRA PARTE
(CoDtlnuaro do n. 6t)
XI
? BEIEADOCBIME
Contou igualmente a vida de Bertina,
tac intimamente ligada a sua, a fuga da
colonia com Barouille e Criquet, o crime
de Mantee, a evasao de Bertina acensada
de um roubo que nSo commetterasem
duvida urna vinganja de Mabillota en-
trada delle em casa do contrabandista,
o drama da floresta de Frloh, depois o
novo encontr de Barouille e a .vida de
expedientes que tiveram desde esse dia.
Nada occultoo, nem aa tentativas para
achar trabalho, nem as rapinagens duran-
te a noite nos gallinbeiros, nem o roubo
em casa do general Auberpin.
Entretanto, defendeu-se. NSo ffira in-
teiramente culpado,e nesse dia Bertina vi-
giava-o como um anjo da guarda e livra-
ra-o da lama em que cahira.
E tambera a entrada delles no fierre de
Marbre, junto do bom rendeiro e da mei-
ga Maria Tberesa, a vida feliz e calma
nesses campos, no centro dessas grandes
mattas ; pensaram terem acabado os seas
offrimentos e haviam pastado um verSo
radiante.
Depois reapparecera Barouilh. Com-
mettera urna taita, elle, Charlot, introdu-
Eindo-o na herdade, mas de algum modo
fra obrigado a isso. Perseguiam Ba
rouille. Se o bandido cahisse as mSos
da polica, talvez declarasse a cumplici-
dade procedente de Charlot no negocio
da villa. Charlot quis salval-o para s?.l-
var-se.
E sabe-se como as cousas se transtor-
naram.
Se proporcionara fuga a Bertina por
que sabia que a moga seria presa pela
accusacSo qje Mabillot lhe fiscra tam-
como
bem porque podiam suspeital-a
cumplice de Barouille.
Agora, senhor, sabe tudo, absoluta-
mente tudo. N3o posso diier-lhe mais
nada e se Bertina aqu estivesse, ella
mesma nSo poderia diser-lhe mais. Po-
mos muito infelices. Faga de nos o que
quizer I
O magistrado ouvira essa longa nar-
rativa sem interrompel-a urna s vez.
E nllo ceBsra de olhar para a physiouo-
mia de Chsrlot.
NSo, elle nSo mentia E Milberg ti-
nha se compadecido por tanta miseria e
tanta coragsm.
Acredito, disse elle, em tudo que
contou-me. Estou convencido que um
rapaz honesto, a quera s faltn um pou-
co de affeicSo.
Charlot desatou em novo pranto.
= Oh .' senhor, que bem me fasem as
suas palavras !
N2o se assuste, pois, com o que vou
dizer-lhe.
O que, senhor, o que ?
Ainda que dando fe s suas pala-
vras, bou obrigado a oertifioar-me de que
me disse a verdade. E emquanto n&o
obtenho essa certeza bou trpido a guar-
dal-o.
Preso nSo ? disse Charlot com a
cabeca baixa.
Sim.
E nSo ser s isso sccrescentou o
rapazinho, com amargura. Como Barouil-
le ir ao jury, eu irei com elle... por
que se nSo fui seu cumplice quando ma-
tou o velho Violaine na Pierre de Mar-
bre e o jardineiro em Mantua, ao menos
auxiliei-o no saque da villa.
Sim, disse o magistrado com bonda-
de; mas se os esetarecintentos que obti-
ver sobra si, confirmaren! a sua narrativa,
intercederei em seu favor e nSo ser
conde ruado...
De veras, senhor, de veras?
=No.. .fique desosnoado.
Mas depois, depois ? O que ser
de mim ? Qaem neoessitar de mim ?..
Ninguem... NSo no dry que os pa-
tSes vSo buscar quero pr ecisam...
Q olhar de Milberg tornou-se ainda
mais negro.
Tenha confianca, Charlot, eu nSo
o abandonare i.
Oh 1 senhor, como lhe agradeci !
E de repente impressionado por um
pensamento brusco :
Bertina ? Bertina T o senhor a
proteger tambem I... Ah 1 agora me
arrependo de tel-a feito fugir I...
Sabe talvel onde ella est ? Me
Ihor seria para ella nSo andar vagaban
dando.
Deve esperar-ine... no canto da
matta... no caminho em ladeira... Sa-
be onde patroa ? disse elle a Maria
Theresa... Ah devia juntar-me a ella
se conseguisse saltar pela trtpeira do
carral.
Quer ir buscal a t
Oh 1 sim...
Qtieira acompaohal-o, disse o ma-
gistiado a Maria Therea.
Charlot a randoira sahiraaa juntos.
O logar indicado pelo rapazinho era di-
stante da herdade cerca de quinhentos
metros NSo tardaram em I chegar.
E' all, disse Charbt mostrando a
arvore em quo sentara-se muitas vezes
c jm Bertina durante o verSo.
E correu ao logar.
NSo havia ninguem !
Charlot chamou :
Bertina Bertina Son eu, Char-
lot !
Mas nenhuma vos espondeu sua.
O bosque estava deserto.
Bertina ainda nSo veio, disse elle
desoLdo. Esperemos, patroa, ainda que
s algns minutos.
Sim, esperemos, mea filho.
Maria Thereza pensava em Lieta.
Bertina desappareoendo era nm novo gol-
pe para a pobre mSi 1
Esperaram. De minuto em minuto
Charlot chamava. Sempre o mesmo si-
lencio. Como explicar essa demora ?
Bertina talvez ouvisse prenderem-
mee pensa que seria intil esperarme e
safou-se.
Com effeito fora isso que se dra.
Charlot disseralhe : Vai-te. Irei ter
comtigo E afastara-se, mas at a
cerca do jardim, detrs da qual escon-
der se.
Ouvio diatinctamente os golpes da
pioareta de Charlot, tentando arrombar o
muro.
De repente os golpeB tinham cessado,
Elle ahi vem 1 murmurou.
E prestou euvidos, fasendo todos pa
esforcos para ver, apeiar da espessa es-
curidSo.
NSo. Charlot nSo appareoia.
Paitiam vosea do interior do carral.
Bertina reconbeceu a de Blaise e com-
prehendeu : Charlot estava preso. NSo
ti /era tempo de executar o seu projeeto
de fuga.
DA
ompanhia Banha Rio Grandenee Alves
DE
Porlo Alegre
Superior em pnresa a de Ballimore e recom-
mendada especialmente para padarias, botis,
casas de familia, etc. etc., em latas de 2, S e 10
kilos. Vendas em gros30 a preco reduxido e
com descont : encontra se em casa de Joaquim
da Silva Carueiro & C, largo do Corpo Santo a.
13,1- ander.
Fabrica de lavas
DE
Roa Raro da Yictorit n. 63
Loja de quadros
Madame Gerard avisa aos seus ame-
rossimos fregueses, qae recebeu de Pariz,
am grande e variado aortimento de pelli-
cas de chevreanx, de primeira qualidade,
seda, castor etc., etc.
Intiga fabrica Caja-
rubeba
Vende-se nma machina americana de aplaiaar
e outras de triturar, espremer fructas, etc, aou
excellente caldel'a de cobre estanhado para c-
3er no vacuo, grandes depsitos de foioa para
ilcool cu qualqner mister, urna boa armacio in-
gleza, grande quantidade de rolbas inglesas,
lquidos e anuos outros objectos, tudo malta
m conta ; na ra Luiz do Reg n. .i, Santo
\maro, da3 8 s 10 horas da manhl e das fcda
.arde em diante.
Fabrica de g"elo
igaas i iifflonadas gasosas &
todas as qnalldades
Soda water, gmger, ale, limao, laranja, ccre-
ci, abacaxis, granadina, grosellas. ranhoiflt
bannilha, hortel-pimenla, etc., etc.
HACAES DO CAPIBAMBE-lI-A
Vede-se
Urna casa de taipa, feitio de cbalet, sito tra-
veasa do Dr Feitosa, 2- ditricto das Graeas,
cojo terreno tem 100 palmos de frente, terreno
proprio, com cacimDa de pedra e cal, boa agua;
1 o chalet tem de frente tres janelas ou postigo :
a tratar na estrada do Limoeiro, em Santo Ama-
! ro das Salinas, taverna n. 6 B: para informaces
na taverna da entrada do Feitosa, qnem vem de
Sinto Amaro, que lhe indicar qual o chatet.
Cal virgem de Cotunguba
A primeira por sua preciosa compusiese cni-
mica para o fabrico do assucar, riquissima de
saes de potassa e soda, adaptavel perfeitamente
exploracSo da industria de sabonetes, etc. etc
Superior de Lisboa, vende se cada barrica coa
60 kilos a 8000.
Agente nesta capital Hanoel Jos de Araojo, i
na larga do Rosario n. 24 A.______________
Attengo
Vende-se na ra do Bom Jess n. 38:
1 piano novo Cari Sheel.
1 mObilia de Jacaranda nova.
1 lavatorio com pedra,
Fioou entSo apavorada e fugio.
Porque iria ao ponto convencionado ?
Charlot la nSo iria. #
' Alean9ou a flloresta e enveredou nella
caminbando aprassadamente, o coracSo
oppresso pelo pavor que inspiravam-lhe
as trevas, ainda mais deusas por causa
das grandes arvores.
E eil-a de novo n as estradas, errante,
ao accaso. Est longe, bem longe, quan-
do o seu amigo Charlot chama-a NSo
pode ouvil-o.
Charlot e Maria Thereza voltam
Pierre de Marbre.
EstSo muito tristes.
Milberg comecava a inquietar-se de sua
prolongada ausencia.
Emfim, eil os. Mas nSo trazem Ber-
tina.
Parti, senhor, parti, disse Char-
lot. Onde ir ella sem mim ?
Conaole-se, Charlot. Ha vemos de
proco al-a.
. XII
Charlot nSo foi^encarcerado na adega :
Milberg nSo quiz que elle estivesse em
contacto com Barouille.
Levaram-n'o para um quarto escaro da
herdade, que servia de deposito de coa-
sas inuteis.
Charlot estava em completa escuridSo,
pois o quarto nSo tinha janellas. Mas nSo
pensava em evadirse.
Apenas entrn estendea-se no chSo,
pensando em Bertina.
E at mesmo, a fadiga, prodoaida por
tSo grandes enocSea, sobrepujou tudo; e
adormecen.
Milberg dea ordens para qae prevens
sem a polica.
la retirar-se para voltar a Louvire
quando Maria Therea approximouse dalle'
no pateo.
Assim, disse ella em voz baixa, o
senhor nSo far nada em favor delle ?
Elle, era Barouille. NSo Be atreva maz
a pronunciar o nome.
Que posso eu faier T
Que sei eu Veja E' seu filho,
Henrque! O senhor culpado. NSo
pode sacrifical-o sssim, com tanta facili-
dade.
Ai de mim! Tudo o que me diasar
s poder augmentar os meus remreos o
duplicar os meus soffrimento.
Tal situacSo horrivel!
Mais terrivel a situaejt i qae a mi-
nha falta de outr'ora me crea.
Meu Deus Mea Deas exclama
el.a.
E afastou-se profandamento abalada,
cambaleante sob o golpe rude que acabara
de attingil a.
Milberg parti.
Mas esse homem e essa malher de-
balde se afaatavam um do outro, os sauz
cuidados eram os meemos. Jada am
delles acompanhava em penaamento a
triste peregrinacSo que Barouille ia fazer
e no fim da qual estava o cadafalso.
Ella, que sempre sonhara tornar a ver
seu filho e afinal fazer fraquear seu ma-
rido !
Cortamente que se quizesse ponderar
o motivo da sua emocjto nSo teria encon-
trado ternura por esse filho at all dea-
conhecido. Enternecer se por Barouille,
nSo, nSo, isso nSo era pjssivcl NSo ha
ternura para um monstro. J nSo era
seu coracSo de mSi que estava conmovi-
do, e agora, nansa mais, fossem quaea
fossem os acontecimentof, revelara a sua
maternidade a esse bandido oynioo, inca-
paz de affeijSo.
(Continuarsit-ha)
Typ. do Dtari, roa Dique de Callas n. 4t.
'
I.
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